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PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS DA DEFENSORIA PÚBLICA

03.07.07 Professor Petrúcio Malafaia

AULA 02

No roteiro de nossas considerações, nós vamos analisar normas nacionais, primeiramente, e, depois, normas estaduais voltadas ao Estado do Rio de Janeiro. É importante que você visualize isso porque ora estaremos falando de normas nacionais, ora, de normas estaduais. No rol das normas nacionais, temos a Constituição Federal e a LC 80/94. De 1994 até a presente data, essa LC 80/94 sofreu uma alteração, que se deu pela LC 98/99. No rol das normas federais, ainda há mais uma: a lei 1060/50. Essa lei é conhecida como lei de assistência judiciária, ou, numa outra expressão, lei de gratuidade de justiça. NORMAS NACIONAIS: 1. LC 80/94 2. LC 98/99 3. lei 1060/50 As normas estaduais concentram-se em duas: Constituição do Estado do Rio de Janeiro e LC 06/77 (lei complementar à Constituição do Estado do Rio de Janeiro, portanto, produzida pela Assembléia Legislativa) NORMAS ESTADUAIS: 1. Constituição do Estado do Rio de Janeiro 2. LC estadual 06/77 Essas normas têm uma série de particularidades. E é preciso, em contrapartida, ter uma visão muito contundente do princípio da simetria: temos, aqui, a Constituição Estadual, que é elaborada nos moldes da Constituição Federal e a LC estadual 06/77, nos moldes da LC 80/94. No encontro de hoje, vamos estar adotando a Constituição da República e a LC 80/94. Passadas essas noções preliminares, é preciso fazer uma observação que, não raro, cai em concurso.

Observem: normas nacionais têm diferença para normas federais? Qual a diferença, se é que existe, entre uma lei federal e uma lei nacional? As duas possuem semelhança. Qual? Ambas são produzidas pela mesma Casa Legislativa: o Congresso Nacional. Contudo, buscando distinções, é importante fazer um primeiro registro: o direito constitucional positivo, ou seja, a CRFB, não traz a diferença. E, afinal, existe ou não a diferença? Sim! Essa diferença é pontuada pela doutrina e pela jurisprudência. Então, em linha objetiva de resposta, qual é a distinção entre lei federal e lei nacional? A distinção entre ambas é dada pela doutrina e pela jurisprudência e isso traz um enfoque quanto ao objeto da norma, quanto ao alcance da norma. A lei nacional difere da lei federal porque a lei nacional aplica-se à União, Estados, Distrito Federal e, em alguns casos, aos Municípios, enquanto que a lei federal, que advém do Congresso Nacional, aplica-se tão somente à União. Exemplo clássico: lei 8112, que trata do Regime Jurídico Único dos servidores civis da União. Então, a lei federal aplica-se somente à União. Já a lei nacional tem uma aplicação mais larga, aplicando-se a União, ao Estado e ao Distrito Federal. Importa a distinção para sabermos a natureza dessas normas. No nosso estudo, vamos utilizar a LC 80, a qual fizemos menção. Pergunta-se: a LC 80/94 é uma lei federal ou nacional? Perceba a subdivisão da LC 80: a LC 80 aplica-se à União, Estados e Distrito Federal, logo, notamos que a LC 80/94 é uma lei nacional. Agora, atentem para o detalhe: a LC 80/94 tem uma parte que se aplica somente a União, que vai do artigo 5º ao 52. A maioria das vezes que a Constituição da República fala em ‘lei’ e usa a expressão ‘federal’, o ‘federal’ não tem esse exato alcance. Então, quando a Constituição da República falar em lei federal, entenda-se: lei nacional. E a lei nacional, como vimos, difere da lei federal no que tange ao seu alcance. No exame das normas nacionais, veremos 3 delas, a começar pela Constituição da República e, nesse tocante, interessam para nós, em nossa disciplina, também as modificações trazidas pela EC 45/04, que trouxe a reforma do Poder Judiciário. E a EC 45 trouxe alteração do artigo 134, da CF. Depois, veremos a LC 80/94, alterada pela LC 98/99 e a lei 1060/50, alterada pela lei 10317/01. No âmbito estadual, temos a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, de 05.10.89, com, até a presente data, 38 Emendas (a última

pelo artigo 5º. está condensado nessas leis que estudaremos a seguir. especificamente. Essas leis todas que mencionamos aqui condensam a matéria ‘princípios institucionais da Defensoria Pública’ do Estado do Rio de Janeiro. Olhando esse artigo. Feita a introdução. do ano de 2006) e. Processo Penal. artigo 5º. A primeira delas a ser examinada é a Constituição da República Federativa do Brasil. Antes disso. registro para os senhores que não é! Princípios institucionais da Defensoria Pública nada mais é do que um conjunto de normas de Direito Constitucional. Denominam-se princípios institucionais da Defensoria Pública um conjunto de normas de direito público voltadas ao interesse da Defensoria Pública. agora. em que a última alteração se deu pela LC 112/06. LXXIV: . Diz o artigo 5º. artigo 134 E eu faço uma aposta aos senhores. aparecer como se fosse uma disciplina autônoma. então. de um concurso para outro. portanto. em relação à nossa matéria. vamos ao exame de cada uma das normas. abaixo da Constituição Estadual. cabe uma outra observação quanto ao conceito de princípios institucionais da Defensoria Pública. vamos simular. Processo Civil. A margem de probabilidade de cair alguma pergunta sobre esse artigo é de 100% _ em todos os concursos caiu! Comecemos. LXXIV. de Processo Penal. uma série de perguntas que já caíram no provão. os artigos: 1. de Processo Civil.. Todo o programa cobrado no edital do concurso. XIII 3. Princípios institucionais da Defensoria Pública.. Em que pese. temos a LC estadual 06/77. no caso. LXXIV 2.tudo voltado à instituição Defensoria Pública. de Administrativo que versam sobre a Defensoria Pública.delas. nas específicas e em provas orais. artigo 24. não é um ramo autônomo do Direito! O que vamos estudar é Direito Constitucional. que pouco varia. no programa do concurso.

LXXIV. incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa. Esse artigo é uma garantia constitucional? Sim! Traz algumas garantias. da CF que nos diz a quem compete legislar sobre Defensoria. diante de um núcleo material irreformável. Para reiterar essa afirmação. vamos a uma pergunta acessória a essa abordagem. Art. Estamos. Então. estamos falando de uma instituição _ a Defensoria Pública_ que tem acento constitucional no artigo 5º. XIII. Diz aí: “O Estado. em todos os graus. LXXIV . 5º. Quem é o Estado? Estado aí está numa acepção ampla ou estrita? Aqui. agora. da CF e essa instituição tem perfil de cláusula pétrea. na forma do art. .) Voltemos ao artigo 5º.. palavra por palavra do inciso LXXIV do artigo 5º da CF porque de cada uma delas emana uma série de perguntas e devemos conhecer as respostas. contudo. Essa garantia que há nesse artigo pode ser suprimida por Emenda? Não! Por quê? O artigo 60. Então. aos Estados e ao Distrito Federal. dos necessitados. não alcança os Municípios.Art. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado.”.. nesse artigo. Estados-membros e o Distrito Federal. 5º. Então. não poderá uma Emenda aboli-la. Então. o Estado vai prestar assistência jurídica através da Defensoria Pública e esse dispositivo que traz a Defensoria Pública é uma cláusula pétrea. 134. LXXIV. não podendo uma Emenda abolir. Estado aí alcança a União. Vamos ao artigo 24. logo. LXXIV. a palavra Estado aí é empregada numa acepção ampla. IV nos diz que não será objeto de Emenda a proposta tendente a abolir os direitos e garantias individuais. Vamos ver. estamos dizendo que o dever de prestar assistência jurídica integral e gratuita cabe a União. E o Estado vai prestar essa assistência através de quem? Como o Estado vai prestar essa assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos? O artigo 134 responde: através da Defensoria Pública.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. E esse dever não alcança os Municípios.

da CF: diz que o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita. Então. LXXIV. XII. Comparando a atual Constituição com a Constituição anterior. que o Estado prestará assistência JURÍDICA. Ex.assistência jurídica e Defensoria Pública. Município não pode legislar sobre Defensoria. A atual fala em assistência jurídica. não pode o Município. E já tivemos alguns casos no Estado do Rio de Janeiro em que um Município criou sua Defensoria Pública e a norma municipal que criou a Defensoria Pública naquele Município teve a sua constitucionalidade suscitada e os Tribunais declararam inconstitucional a referida lei com base nesse artigo 24. então.Art. da CF: não pode o Município legislar sobre Defensoria Pública. 24. Com isso temos que a palavra ‘assistência jurídica’ é mais ampla. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: XIII .: é o defensor público ajuizando petição inicial. Perceba a nitidez da norma: só União Estados e Distrito Federal podem legislar sobre Defensoria. é gênero que compreende duas espécies: a assistência judiciária e a assistência extrajudiciária. aos Estados e ao Distrito Federal legislar sobre Defensoria. o artigo 24. de 1967. na forma da lei”. Compete à União. da CF. Diz. XIII nos ajuda a ver o alcance da palavra “Estado” contida no artigo 5º. Voltando ao artigo 5º. Assistência JURÍDICA . Pergunta de prova: a quem compete legislar sobre Defensoria? Cabe a União. interpondo recurso. percebemos que a Constituição passada dizia que “será concedida assistência judiciária aos necessitados. LXXVI. realizando audiência. JUDICIÁRIA EXTRAJUDICIÁRIA ou EXTRAJUDICIAL E o que é a assistência jurídica judiciária? É aquela prestada pelo Defensor Público no Poder Judiciário.

. enfim.. a propositura de uma ação judicial. O que eu. atua em procedimentos administrativos ele está prestando assistência jurídica extrajudicial. deverá exaurir todos os outros meios que tiver para buscar fazer um acordo. E a assistência jurídica extrajudiciária ou extrajudicial? É a atuação do defensor público fora do Poder Judiciário. O defensor é procurado por um policial militar que está respondendo a processo administrativo e o defensor público poderá prestar assistência a ele nesse processo administrativo. Então. como defensor. Ex. dentro do Poder Judiciário. evitando. prestando consultoria. vai recorrer se não forem concedidos.. o defensor vai estar prestando uma assistência INTEGRAL àquele assistido. vai para o Judiciário. no núcleo de 1º atendimento. antes da propositura da ação.. com isso. Então. clássico: imagine uma mulher querendo se separar do marido porque ele bate nela diariamente.. para tentar fazer com ele um acordo de separação amigável. o defensor público deverá.. vai executar se o alimentante não pagar os alimentos. é a atuação do Defensor Público forense. com toda a documentação na mão. Integral significa que o defensor público deverá lançar mão de todos os meios extrajudiciais e judiciais na defesa do interesse do assistido. Ela chega. vai pedir fixação dos provisórios. querendo se separar e querendo a pensão para os filhos.impetrando MS. HC. como defensor. A próxima expressão do artigo 5º. 2 deles registrados e um não. Não raro. CF é assistência jurídica INTEGRAL. a população vai ao defensor público para fazer uma orientação jurídica. devo fazer? Devo propor a ação de separação e a ação de alimentos? Recomenda a instituição.. clássico: o defensor público. Tentado o acordo. LXXIV. Vai propor ação de alimentos. e não para ajuizar uma ação. a boa técnica que. Ex. Outro exemplo clássico onde o defensor presta assistência jurídica extrajudicial é quando o defensor atua em processo administrativo. numa situação como essa.:a pessoa quer saber quais são seus direitos. agora sim.ex. Tem com ele 3 filhos. quando o defensor dá essa orientação. e me procura. de alimentos. toda machucada. P. tentada a tentativa de solucionar extrajudicialmente. Enfim. vai recorrer se a sentença fixar os alimentos aquém do desejado. convidar a parte contrária para que compareça a Defensoria.

Observem: o artigo 5º. uma IMUNIDADE. mas não vai pagar porque a norma superior. indaga-se: qual é a natureza jurídica da gratuidade? A gratuidade prevista na Constituição da República significa o quê? Esse é um tema controvertido e há duas posições. LXXVI. diz que não vai pagar. já que diz que a assistência é gratuita.. Agora.’ Essa é a corrente majoritária.. A segunda corrente entende que essa gratuidade do artigo 5º. quando o benefício é dado pela Constituição. como o benefício é dado pela Constituição. eu me filio à corrente minoritária: o indivíduo não vai pagar a taxa judiciária não porque tem uma lei.. da CF diz: “o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita. Aqui. quando o benefício é dado por uma lei simples. Várias questões surgem daí. Aqui. E qual é a diferença de uma imunidade tributária para uma isenção tributária? Em ambas. LXXIV. CF é. Uma primeira corrente diz que trata-se de uma ISENÇÃO. A maioria dos defensores e juízes dizem que a gratuidade constitucional é uma isenção porque tem uma lei que a regulamenta e essa lei chama o instituto de isenção. na verdade. A assistência jurídica integral e gratuita vai ser prestada a quem? Qual é o beneficiário? Está na parte final: “. temos a expressão importante. A assistência jurídica é gratuita porquê tem uma Constituição que diz que não paga ou porquê há uma lei que diz que não paga? Há quem entenda que a natureza da gratuidade é de isenção porque existe a lei 1060/50 que diz ser isenção (majoritária)... Esse é o nome que nos dá o artigo . estamos diante de um caso de imunidade.. que é a Constituição da República. da lei 1060/50 assim estabelece porque diz expressamente: ‘a assistência judiciária compreende as seguintes isenções. diz-se: estamos diante de uma imunidade. que a natureza jurídica da gratuidade constitucional é de isenção.Assistência integral significa que o defensor deve lançar mão de todos os meios extrajudiciais e judiciais na defesa do interesse do assistido. Qual é o nome que se dá AOS que comprovam a insuficiência de recursos? Necessitados. Por quê? Porque o artigo 3º. Vamos ver palavra por palavra. A próxima expressão fala em assistência integral e GRATUITA.aos que comprovarem insuficiência de recursos”. contudo. os dois beneficiários não pagam o tributo. estamos diante de uma isenção.”.

que nos traz o conceito de necessitado econômico. da CF. Vejamos o artigo 2º. parágrafo único. LXXIV. caput. Considera-se necessitado. LXXIV. LXXVI. .f. Art. DOS NECESSITADOS.134. aquele que não tem grana para pagar basicamente duas coisas: custas e honorários. na parte que diz: “aos que comprovarem insuficiência de recursos” está se referindo ao necessitado econômico. Informação importante: existem 2 tipos de necessitados. 134. A DEFENSORIA PÚBLICA É INSTITUIÇÃO ESSENCIAL À FUNÇÃO JURISDICIONAL DO ESTADO. o artigo 5º. Necessitado econômico é aquele que não possui condições de pagar custas e honorários sem prejuízo do próprio sustento e de sua família. LXXIV. CF. Então. E a quais necessitados se refere? Àqueles. INCUMBINDO-LHE A ORIENTAÇÃO JURÍDICA E A DEFESA. conforme podemos ver na parte final desse artigo abaixo. ECONÔMICOS NECESSITADOS JURÍDICOS Necessitado econômico está na forma do 5º. sem prejuízo do sustento próprio ou da família. (grifem ‘necessitado’ e ‘econômico’) Então. CF. Parágrafo único. p. na forma do art. o necessitado econômico e o necessitado jurídico. na forma do artigo 5º. também chamado de hipossuficiente. para os fins legais. o necessitado econômico é aquele que comprova a insuficiência de recursos. da lei 1060/50.. todo aquele cuja situação econômica não lhe permita pagar as custas do processo e os honorários de advogado. EM TODOS OS GRAUS. 5º. CF.

: “a parte gozará do benefício da assistência judiciária mediante simples afirmação na própria petição inicial” Então. o Estado vai prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. na prática. A simples afirmação. o endereço. residente e domiciliado numa área nobre da cidade vem requerer a troca do aparelho para bronzeamento artificial de ponta que veio com defeito. residente e domiciliada na favela da Mangueira vem pleitear a troca do fogão de 4 bocas que ela comprou e que veio com defeito. com mais reservas. Contudo. . fulano de tal (qualificação) declaro que não possuo condições de pagar as custas e honorários sem prejuízo de sustento próprio e de minha família”. mediante simples afirmação. Corroborando que diz a lei vem a jurisprudência dos Tribunais Superiores: comprova-se com a simples afirmação na inicial. tanto um quanto o outro afirmam que não têm condições.. brasileira.. chamados necessitados econômicos ou hipossuficientes. você vai encontrar uma maior cautela na definição do status de necessitado econômico.. não é suficiente para demonstrar a veracidade porque esse documento tem que ser examinado dentro de um contexto. casada. É assim que vocês devem responder porque é a lei quem diz isso e a jurisprudência dos Tribunais Superiores. observem: o termo. em que pese a norma e a jurisprudência dizerem. Na qualificação do assistido há elementos indicativos _não estou dizendo determinantes!_ que vão ajudar a corroborar ou. O assistido vai fazer uma afirmação. como responder na prova: como se comprova a insuficiência de recursos? Respondam assim: diz a lei que se comprova. O juiz. Agora. Esse termo é assinado pelo assistido e é a prova de que o assistido não possui condições financeiras. então. empregada doméstica. a contraditar o afirmado pelo assistido. Então. a insuficiência de recursos? A lei 1060/50 de novo nos responde no seu artigo 4º. A profissão. na prática. Exs. Esse termo chama-se ‘termo de afirmação de necessitado econômico’ e seu texto diz mais ou menos o seguinte: “eu. por si só. dizendo que não tem condições de pagar custas e honorários. na própria petição inicial. na hora de deferir ou indeferir a gratuidade.: Maria José. médico. vai olhar o quê? A afirmação e. a condição de hipossuficiente.Detalhe do detalhe: como se comprova o status de necessitado econômico. o bem jurídico pretendido são elementos indicativos do status financeiro da pessoa. é prova cabal? Não! Esse documento. sugiro aos senhores que encarem isso. por si só.. com a simples afirmação na própria petição inicial. ou João de Tal.

PÚBLICA: é uma . neste conceito. vai olhar outros elementos circunstanciais contidos na inicial. CONCEITO DE DEFENSORIA PÚBLICA: a Defensoria Pública é. quero que os senhores percebam que a gratuidade. portanto. a DP pertence ao Poder Executivo e atua. vamos encontrar a figura do necessitado jurídico. INCUMBINDO-LHE A ORIENTAÇÃO JURÍDICA E A DEFESA. uma instituição essencial à função jurisdicional do Estado. E. Art. que veremos mais adiante. No caso do médico. a Defensoria atua em favor daqueles que comprovam a insuficiência econômica. DOS NECESSITADOS. EM TODOS OS GRAUS. só vai ser deferida se. mas ela exerce uma função essencial à função jurisdicional do Estado. A DEFENSORIA PÚBLICA É INSTITUIÇÃO ESSENCIAL À FUNÇÃO JURISDICIONAL DO ESTADO. na forma do art. 134. Agora. como o endereço. vamos concentrar nossas considerações no artigo 134. Com isso. embora a lei diga que o status de hipossuficiente se comprova com a simples afirmação na inicial. Na função atípica. os senhores encontrarem condições circunstanciais convergentes com aquela afirmação. Na função típica. junto com a afirmação. por definição constitucional. perante o Poder Judiciário. Quero registrar aos senhores que a Defensoria Pública exerce uma dupla função: FUNÇÃO TÍPICA e FUNÇÃO ATÍPICA. em favor dos necessitados econômicos. ela integra o Poder Executivo. está também a sua natureza: NATUREZA DA DEFENSORIA instituição essencial à função jurisdicional do Estado. sua gratuidade será indeferida. profissão e o bem jurídico pretendido. em essência. CF. LXXIV. Pergunta de prova: qual o conceito de Defensoria Pública? Qual a natureza da Defensoria Pública? Qual a função da Defensoria Pública? A quem se destina os serviços da Defensoria Pública? A todas essas perguntas encontramos a resposta no artigo 134. Detalhe sutil: a Defensoria é do Poder Judiciário. na qualificação da inicial. CF.além da afirmação. 5º.

incumbência. se alguém perguntar a você na prova: qual é a incumbência da DP? Qual é a função da DP? Qual é a atribuição da DP? Qual é a competência da DP? Tudo isso é a mesma coisa! E outro detalhe: instituição e membro da instituição também são usados como sinônimos. diferença. A função. a incumbência. LXXIV e 134 da CF: prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. E aqui o ‘incumbindo-lhe’. na sua função típica. é usada como sinônimo de competência OU atribuição OU função. incumbindo-lhe.FUNÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA: essa expressão que está no artigo 134.§3º. dividindo-se em: • FUNÇÃO GENÉRICA – se encontra nos artigos 5º. maciçamente.. competência ou atribuição se bifurca. A atuação da DP. artigo 179. vamos encontrar o necesitado ECONÔMICO (1) – é a REGRA ATÍPICA: aqui..Se encontra nos artigos 4º da LC 80/94. FUNÇÃO ESPECÍFICA . na Lei 11448/07 (é a lei que dá legitimidade à DP para propositura de ACP). se perguntarem qual é a função da Defensoria (instituição) ou qual é a atribuição do defensor (membro da DP). (a chance de cair em prova algo de função é extrema!) A função específica se bifurca em duas. embora tenha tecnicamente.” é de extrema importância.. Então. a resposta será a mesma porque são tomadas essas expressões como sinônimas. com redação dada pela Emenda 37/06 e artigo 22. CF: “. encontramos o necessitado JURÍDICO (2) – é a EXCEÇÃO Já sabemos quem é o necessitado econômico (1): é aquele que não tem condições de pagar custas e honorários sem prejuízo do próprio sustento e de sua família. Então. está aqui. Essa é a regra: o defensor atua em favor do necessitado econômico.. Ela pode ser: • FUNÇÃO ESPECÍFICA TÍPICA: aqui. . da LC estadual 06/77.

p.). Fernandinho Beira Mar. deve verificar se o réu tem recursos.Contudo. deve comparecer. será obrigado a pagar os honorários”.. que tem muita grana. parágrafo único. e outro do CPP. verificar se ele tem elementos para fazer a audiência naquele instante. a DP também exerce uma função atípica. que veremos a seguir. O defensor público será chamado para realizar aquele ato.ex. verificar se entre defensor e réu tem algum impedimento ou suspeição (porque ele pode. ou seja. . mas o que ele está precisando é de uma assistência jurídica. Antes.. parágrafo único. 3º) Não havendo impedimento ou suspeição.. deve pedir ao juiz que fixe honorários. nesse caso. O réu. Outro exemplo está no artigo 263. E. do ato que vai ser realizado. E quem é o necessitado jurídico? Temos 2 grandes exemplos: um do CPC.) o acusado. onde o juiz nomeia o defensor público para funcionar como curador especial. do CPP. uma pergunta: pode o defensor público cobrar pelo serviço que presta em sua função atípica? Mais do que pode. será nomeado um (. Imaginemos o cenário: o réu. num cenário excepcional. há uma hipótese interessante. o defensor não indaga da condição financeira do assistido e irá atuar por ele. ou seja. tendo recursos. ser inimigo do réu. de acordo com a tabela da OAB. Ex. O que o réu está precisando naquele instante? De uma assistência jurídica. Nessa hipótese. artigo 9º. do CPP. qual o procedimento que deverá adotar o defensor? 1º) Quando chamado. CPC). deve checar a complexidade da causa. No dia da audiência dele. que não for pobre. no artigo 263. clássico: réu revel citado por edital (artigo 9º. 2º) Ao comparecer. onde encontramos o necessitado jurídico (2). Necessitado jurídico é aquele que até pode ter condições financeiras. o advogado constituído nos autos não comparece. 4º) se tiver tais elementos. Diz esse artigo: “ se o acusado não tiver defensor. tem advogado constituído nos autos. DEVE!!! No artigo 263. para fazer aquela audiência em favor de quem? De um necessitado jurídico. a assistência não será gratuita e os honorários recebidos irão para o CEJUR – Centro de Estudos Jurídicos. Tendo.. nesse momento. parágrafo único..

. que o criou. Qual é a função dessa LC 80/94. artigo 37. assegurada a seus integrantes a GARANTIA DA INAMOVIBILIDADE e VEDADO O EXERCÍCIO DA ADVOCACIA FORA DAS ATRIBUIÇÕES INSTITUCIONAIS. mediante concurso público de provas e títulos. I e II).”. providos.” (CF.. mediante concurso público de provas e títulos. E qual é a natureza jurídica da inamovibilidade. uma análise minuciosa desses dispositivos. em cargos de carreira. agora. LEI COMPLEMENTAR ( Qual? A LC 80/94. providos... alterada pela LC 98/99) ORGANIZARÁ a Defensoria Pública da UNIÃO e do DISTRITO FEDERAL e dos TERRITÓRIOS e PRESCREVERÁ NORMAS GERAIS PARA SUA ORGANIZAÇÃO nos ESTADOS. Está aí o princípio do acesso aos cargos públicos “. que vem previsto na lei estadual (RJ) 1146/87.em cargos de carreira. depois. por natureza. Esses honorários se destinarão ao CEJUR.. mas ele próprio não pode receber para si. uma garantia constitucional. Já vimos o caput do artigo 134. 2) organizar a Defensoria Pública no Distrito Federal e nos Territórios (e organiza nos artigos 52 a 96 da LC 80/94) 3) prescrever normas gerais para organização da DP nos Estados (e faz isso nos artigos 97 a 135. que é a chamada Lei Orgânica Nacional da Defensoria Pública? A função é tríplice: 1) organizar a Defensoria Pública da União ( é a LC 80/94 organiza a DPU nos artigos 5º ao 51). . Continuemos o artigo: “.. o defensor público estará prestando função atípica. Faremos. §1º. que é exceção. da LC 80/94) Essa terceira função é a que nos interessa para fins do concurso da DPRJ. na classe inicial. então? A inamovibilidade é. Nesses 2 casos. vermos o §1º do artigo 134. CF.O defensor pode cobrar os honorários nesse caso. assegurada a seus integrantes a GARANTIA DA INAMOVIBILIDADE. Falta.. CF.. que é o fundamento de validade da LC 80/94. na classe inicial.

o defensor é inamovível em absoluto. como um advogado particular. O defensor público pode ser um advogado particular. §2º da CF.. a LC 80/94 traz essa exceção: a garantia é relativa porque admite a remoção compulsória. O que é vedado é exercer a advocacia fora das suas atribuições. mas DENTRO das suas atribuições. nesse particular. E dentro das atribuições? Existe alguma vedação? Negativo! O defensor público exerce a advocacia. minoritária. majoritária. pago pelos Cofres Públicos. mas apenas FORA das atribuições institucionais. Qual a relevância da mesma em matéria de . ou seja. O parágrafo 2º foi inserido pela EC 45/04. a ser aplicada com o advento da LC 80/94 (posição majoritária e posição adotada pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro com base em uma orientação da própria OAB). Existe. A primeira corrente entende que essa vedação é desde 1988. remete a disciplina do assunto a uma Lei Complementar e.E qual é a natureza dessa garantia? Tema controvertido. E. a vedação ao defensor público do exercício da advocacia fora de suas atribuições. a valer. então. Mas essa vedação subexiste desde quando? Essa vedação é auto-aplicável? Tema controvertido. contratado por alguém? É um detalhe que vamos aqui finalizar. da LC 80/94. A primeira corrente.. E a remoção compulsória existe para a Defensoria Pública. conforme os artigos 118 a 120. não importa exceção: o titular não pode ser transferido em hipótese nenhuma.VEDADO O EXERCÍCIO DA ADVOCACIA FORA DAS ATRIBUIÇÕES INSTITUCIONAIS”. logo. A segunda corrente entende que essa vedação não é autoaplicável e só passou a ter eficácia. para a Magistratura e para o Ministério Público. É vedado o exercício da advocacia? É. no caso. é auto-aplicável (posição minoritária). havendo 2 correntes. por fim. porque a vedação seria auto-aplicável _ a Constituição. Vamos. ao artigo 134. a parte final do §1º: “. A segunda corrente. diz que a garantia da inamovibilidade é relativa porque. O defensor público é um advogado público. em que pese a CF não ter falado expressamente na exceção. tendo a respeito 2 correntes. agora. diz que a inamovibilidade é uma garantia absoluta. E por quê diz que a garantia é absoluta? Porque a Constituição da República trouxe a regra e não trouxe exceções.

veremos mais a frente. senador. administrativa e iniciativa de sua proposta orçamentária. não! Isso. desde 2002. autonomia. a autonomia das Defensorias ESTADUAIS.Defensoria? Foi a EC 45 que conferiu a Defensoria Pública. . é o Governador do Estado do RJ porque durante esse período da vida política do Sérgio Cabral é que a Defensoria do RJ viu produzir a maior quantidade de normas em prol da instituição. da Câmara também e só restou aprovado esse texto que hoje temos. §2º”. Para o Estado do Rio de Janeiro. em caráter nacional. hoje. o que o §2º do artigo 134. Costumo dizer que a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro tem um ‘santo’ vivo. consolidando. CF mudou? Eu diria que praticamente nada! Porque no Estado do Rio de Janeiro. mas a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal. deputado federal. deu à Defensoria autonomia. como presidente da ALERJ. inseriu nele a autonomia da Defensoria Pública. como senador. a autonomia. provocou a Emenda 24/02 (à Constituição Estadual) e foi essa Emenda que. em caráter nacional. vendo o projeto da EC 45 tramitando no Congresso. a Defensoria Pública dos Estados têm autonomia. que foi deputado estadual. E ele. presidente da ALERJ. Duas perguntas: A Defensoria Pública tem autonomia? Depende a qual Defensoria Pública você se refere! A Defensoria do Estado do Rio de Janeiro tem autonomia?? SIM! A Defensoria Pública estadual tem autonomia? SIM! E a Defensoria Pública do Distrito Federal e da União têm autonomia? NÃO! Olhemos o teor do §2º: §2º: “Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. tentando dar autonomia a todas as Defensorias. já dava a Defensoria do Estado do Rio de Janeiro. pela primeira vez na história da Defensoria. 99. E que autonomia é essa? Funcional. Foi ele que. levou o projeto que tornou lei no Estado do RJ ao cenário nacional e. Então. a Constituição do Estado do RJ. gera uma certa fragilidade ao princípio da unidade. e que. mas a resistência do Senado foi forte.

II. Por quê? Porque. no artigo 112. minoritária. em razão do princípio do aproveitamento dos atos. no Enunciado nº 05 de sua Súmula. porém. que a sanção não supre vício de iniciativa porque estaríamos diante . A primeira. concordando. seria uma decorrência natural da autonomia institucional.A autonomia das Defensorias estaduais surgiu com a EC 45/04. A quem cabe a iniciativa de projeto de lei sobre Defensoria Pública? Há duas correntes sobre o assunto. e majoritária. Só que esse Enunciado é muito antigo e a posição atual do Supremo. d. A segunda corrente. diz que a iniciativa do projeto de lei sobre Defensoria Pública é privativa do Chefe do Poder Executivo. Quero registrar uma coisa: o tema é controvertido. Então. quem deu a iniciativa do projeto de lei sobre Defensoria. Aí. aos senhores: e se a iniciativa for dada por outra pessoa que não seja o chefe do Poder Executivo _ o Presidente da República ou o Governador? A sanção posterior do chefe do Poder Executivo ao projeto de lei. CF e na Constituição Estadual do RJ. estaria aí também implícita a iniciativa dos projetos de lei sobre a Defensoria. ao final. §1º. digamos. ele vê que a iniciativa que deveria ter sido dele não foi. ainda. controvertido o tema. entende em sentido inverso. supre o vício de iniciativa? De novo. o projeto tramitou. chega nas mãos do Chefe do Executivo. como a EC 45 deu autonomia funcional e administrativa à Defensoria estadual. diz que cabe a iniciativa à própria Defensoria Pública. d. Indago. E no Rio de Janeiro? A autonomia surgiu quando? Desde 2002. XII. foi um deputado. a Defensoria Pública do Estado do RJ tem preponderantemente seguido a primeira corrente e o Defensor Público Geral não tem se arriscado a mandar projeto de lei sobre a Defensoria para a Assembléia Legislativa. mas resolve prestigiar o deputado e sancionar o projeto. A sanção do Executivo supre o vício de iniciativa? A primeira corrente entende que sim. E essa primeira corrente já foi defendida pelo Supremo. CF o artigo fala em iniciativa de proposta orçamentária e não em iniciativa de lei!! Não confundam iniciativa de proposta orçamentária com iniciativa de lei. §1º. chegou na mão do Executivo. que é privativa do Chefe do Poder Executivo. formadora da segunda corrente (majoritária). A pergunta que se faz é: a Defensoria Pública tem a iniciativa do processo legislativo de suas leis? Tema controvertido. por força de disposição expressa na CF. E prestem atenção numa coisa: o §2º do artigo 134. E onde é que está isso? No artigo 61.

não podem ser sanadas. agora. XVII. tentando resgatar a posição antiga do Supremo e a primeira corrente. que são aplicadas a União. está tentando ser restaurada pela Emenda 38/06 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Persiste a controvérsia se a sanção supre ou não o vício de iniciativa. a segunda. Essa LC 80/94. o que mais importa? Vamos separar os tópicos: I – disposições preliminares – arts. a LC 80/94. a sanção do Executivo não supre o vício de iniciativa. diz que não e vem a Emenda estadual 38. CF. Com isso. Acabamos de concluir a análise das principais normas constitucionais sobre Defensoria Pública. há outros. atual do Supremo. Logo. Estados e Distrito Federal. a controvérsia ficou mais acirrada. mas ainda acompanho a posição do Supremo de que a sanção do Chefe do Executivo não supre o vício de iniciativa. no seu artigo 112. que tratam do tema. Mas em que pese esses diversos dispositivos da Constituição sobre Defensoria. que estava abandonada. em seu artigo 134. Qual o fundamento de validade da LC 80/94? A Constituição Federal. XIII. do ADCT. tudo é importante. O que está fazendo essa Emenda? Está tentando restaurar a primeira posição do Supremo. em 2006. Além desses 3 dispositivos. São muito importantes!!! . Essa lei. Agora. CF. ao todo. 1º-4º : Os artigos 1º ao 4º trazem as disposições gerais. sofreu apenas uma alteração trazida pela LC 98/99. mas para o concurso da Defensoria do RJ. §4º. a sanção torna superado o vício de iniciativa”. 22. §3º _ §3º acrescentado pela Emenda estadual 38 de 2006 diz o seguinte: “em caso de dúvida em relação às matérias de competência exclusiva do Governador. Essa LC 80 é dividida em 5 partes. na Constituição da República. o maior destaque está nesses 3 que vimos que têm um enorme destaque em concurso. tem 149 artigos. 22.de uma nulidade absoluta _ a inconstitucionalidade é uma nulidade absoluta e as nulidades absolutas não convalescem. vamos ver as normas nacionais sobre Defensoria Pública. Passemos. tais como: artigo 21. até a presente data. então. Detalhe do detalhe: a Constituição do Estado do RJ. Tecnicamente. A primeira corrente diz que sim.

124-128 (aqui está o maior número de perguntas nas provas) 5) deveres. não estudaremos! Vamos à análise dos tópicos que caem. a LEI ORGÂNCIA NACIONAL DA DEFENSORIA PÚBLICA. 118-123 4) direitos. Por quê orgânica? Porque organiza. 136-139 : nunca se perguntou nada sobre elas. temos que estudar bastante! V – disposições finais – arts. 5º-51: A organização da Defensoria Pública da União. Portanto. . Também é chamada de ESTATUTO ou REGIME JURÍDICO. 129-135 Aqui. que são as disposições preliminares ou as normas gerais da organização das Defensorias Públicas. impedimentos e responsabilidade funcional – arts. Vejamos. 110-117 inamovibilidade – arts. III – organização da DP do DF e Territórios – arts. a primeira parte da LC 80/94. nunca caiu no concurso da DP do RJ. portanto.II – organização da DP da União – arts. sim. por natureza jurídica. garantias e prerrogativas – arts. que vai do artigo 5º ao 51. será deixada de lado. Estados e Distrito Federal. 5296: também não precisa ser estudado porque nunca caiu! IV – normas gerais para organização da DP dos Estados 1) 2) 3) organizações – arts. então! Qual a natureza jurídica dessa LC 80/94? Essa lei é. proibições. 97-109 carreira – arts. São expressões equivalentes. então. E ela é nacional por quê? Em razão da sua aplicação:aplica-se à União.

assim considerados na forma da lei. uma. com uma subdivisão interna. incumbindo-lhe prestar assistência jurídica. quando estudamos esses artigos da CF. então. por força do princípio da unidade. Art. essa única Defensoria tem uma abrangência da União (que atua na justiça federal preponderantemente). a instituição é uma só. é uma só. Então. São PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS da Defensória Pública a UNIDADE. indivisível. a . LXXIV + artigo 134. o artigo 3º. E como é que eu harmonizo. 1º A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado. dos Estados (onde cada uma atua nas suas respectivas justiças estaduais preponderantemente) e do Distrito Federal (que atua no Distrito Federal). Isto significa dizer que a Defensoria Pública é uma só! Parece haver uma contradição aparente entre o artigo 2º e o 3º. 3º. A Defensoria Pública abrange: I – a Defensoria Pública da União II – a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios III – as Defensorias Públicas dos Estados Temos quantas Defensorias. reiteramos aqui. aos necessitados. não fracionada.Art. olhando para esse artigo? Cuidado! Pode parecer que temos 3. mas temos UMA só! Por quê? Reparem na última palavra do caput desse artigo “abrange” e vejam. Parece que já ouvimos isso antes! O artigo 1º nada mais é do que uma junção daquilo que vimos em alguns artigos da Constituição da República (artigo 5º. 2º. integral e gratuita. Este artigo nos diz que a unidade é um princípio institucional. porém com uma divisão interna para melhor prestar o serviço. Art. e não três. Tudo que falamos lá. a unidade do artigo 3º com o artigo 2º? A instituição é uma só. ambos da CF). judicial e extrajudicial. Mas precisamos harmonizar essa contradição aparente. agora.

o princípio da indivisibilidade. significa dizer que a Defensoria Pública não é sujeita a fracionamento. §3º da Constituição do Estado do RJ e artigo 22 da LC 06/77) : Vimos que função é sinônimo de atribuição. §1º. tanto no provão. dentre outras (é um rol exemplificativo. É uma colinha que a Constituição traz pra gente! Art. agora. quanto na específica e na oral. por conseqüência.INDIVISIBILIDADE FUNCIONAL. que o provão é múltipla escolha!! Tem que decorar essas funções todas! E essa função pode ser: GENÉRICA FUNÇÃO TÍPICA ESPECÍFICA ATÍPICA . o princípio da unidade significa dizer que a Defensoria Pública é uma só. Essas expressões podem aparecer! de Nunca vi um concurso que não tenha abordado o que vamos falar agora. Imagine. São FUNÇÕES INSTITUCIONAIS da Defensoria Pública (ou do defensor público). entre os defensores públicos. porque encontramos outras funções nas leis 11448. artigo 109. o princípio da independência funcional traz a idéia de que. Os princípios institucionais da Defensoria Pública são os mesmos princípios institucionais do Ministério Público e nós encontramos os princípios institucionais do Ministério Público no artigo 127. 4 º. incumbência ou de competência. não existe uma subordinação intelectual _ cada defensor age de acordo com a sua consciência jurídica. da CF. e a INDEPENDÊNCIA Como vimos.

defesa prévia. de usucapião. uma conciliação. em ação penal. embora não seja nada comum isso na prática da Defensoria.. CONCILIAÇÃO ENTRE AS PARTES CONFLITO DE INTERESSES. de responsabilidade civil. é estar nas audiências defendendo o interesse do réu. desde que seja privada ou subsidiária da pública. CF. EXTRAJUDICIALMENTE. LXVIII. em seu favor.. quais ações? Da função genérica. São as petições iniciais básicas do dia a dia do defensor. na prática.Qual é a função genérica da Defensoria Pública? Prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. CPP e artigo 100. Ação de alimentos. tentando um acordo. CF) . E as funções específicas são encontradas na LC 80/94. Em regra. antes de promover uma ação no Judiciário. deve tentar resolver extrajudicialmente a questão. III – PATROCINAR AÇÃO CIVIL. artigo 29. CP. é o Ministério Público quem propõe a ação penal. que é o Habeas Corpus (fazer remissão ao artigo 5º. recursos. PENAL PRIVADA E Vejam sobre isso os artigo 5º. defesa. que veremos a seguir. passamos às funções específicas. IV – PATROCINAR DEFESA EM AÇÃO PENAL. alegações finais. aqui. E. mas o Defensor pode propor ação penal. significa fazer o quê. A EM Significa que o Defensor Público.(faça remissão ao 282 do CPC. que fala de petição inicial para você saber o que se quer dizer. LIX. Como o defensor promove a defesa em ação penal? Assistindo o réu em interrogatório. na prática. o que vem a ser essa função genérica? Função genérica. II – PATROCINAR AÇÃO SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA. I- PROMOVER. que é exceção.. com ‘ação civil’). ou atípicas (jurídica). E dentro da defesa em ação penal há aquela ação mandamental. que podem ser típicas (econômica). fazendo. que é a REGRA..

VI – ATUAR COMO CURADOR ESPECIAL E quais casos são esses? Artigo 9º e 1042. é irrelevante a condição financeira do assistido. através de petição. vai apresentar contestação por negativa geral.. não teria o prazo dobrado porque a causa não oferece complexidade _o defensor publico. Já a segunda corrente. o defensor atua como curador especial. CPC diz que o réu pode trazer... desnecessária a palavra “. quando exerce função específica atípica de curador especial. tanto que o artigo 297. e isso tudo é defesa. diz que o defensor. Estamos. há uma crítica que se faz à essa disposição normativa porque há um excesso de linguagem. dentro de defesa já está contestação. quando inciso V fala em patrocinar defesa. da jurisprudência do . vemos o defensor atuando em função TÍPICA em favor do assistido que possui necessidade econômica (o pobre). Detalhe do detalhe: aqui.e reconvir”. CPC mostra que o inciso V que estamos vendo traz uma palavra desnecessária. razão pela qual não se justifica o prazo em dobro. em favor do necessitado JURÍDICO. Essa posição favorece a Defensoria. nesse inciso VI. Coloque do lado a remissão ao artigo 297. Então. exceção e reconvenção. CPC e não oferece maior complexidade. em seu artigo 128. no inciso VI. o defensor público terá o prazo em dobro para contestar?? Controvertido. do CPC: réu revel citado por edital. logo. contestação. inclusive.. a norma diz que o prazo é dobrado. aqui. Então. numa função atípica. diante de uma função ATÍPICA.V – PATROCINAR DEFESA EM AÇÃO CIVIL E RECONVIR. É nesse sentido a posição majoritária. em que o juiz nomeia um defensor público para atuar como curador especial. quando atua como curador especial. então. Aqui. CPC. aqui. E. reconvenção e exceção. dá o prazo em dobro para TODOS os casos. Uma primeira corrente entende que o defensor público vai ter o prazo em dobro para contestar porque a LC 80. O 297. A contestação por negativa geral está no artigo 302. Até esse inciso V (do I ao V).

alterado pela lei 11449. o defensor público de que alguém está preso e sem advogado) e. a lei de execução penal (lei 7210/84). mas há uma chance muito grande de. deve realizar o ato no tempo do prazo simples. dentro dos direitos do preso. o artigo 306. em Processo Penal ou Civil. agora. VISANDO ASSEGURAR À PESSOA. Obs: na matéria de princípios não. A Defensoria Pública tem um núcleo especializado na defesa da criança e do adolescente. O EXERCÍCIO DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS. cair questão que envolva o ECA (lei 8069/90). CPP. o que faria diante de a norma dizer que o prazo é dobrado e a jurisprudência do TJRJ dizer que não? Você pode.ATUAR JUNTO AOS ESTABELECIMENTOS POLICIAIS E PENITENCIÁRIOS. como defensor. incontinente. agora. E você. teoricamente. Logo. na prática. . E atenção: isso que está aí no artigo 306. CPP. Então. CPP e é uma novidade já existia no Estado do Rio de Janeiro há mais de uma década porque tinha uma lei que dizia exatamente isso!! Então. defender que o prazo é dobrado mas. A Defensoria Pública do RJ tem uma atuação muito contundente no aspecto penal. que foi.TJRJ. então. onde. a jurisprudência diz que o prazo não é em dobro nesse caso da atuação do defensor como curador especial. prisão e liberdade (principalmente. estudem no artigo 5º da CF os direitos dos presos. isso ganhou caráter nacional por conta dessa norma inserida no CPP. deve ser informado. VII – EXERCER A DEFESA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Esse inciso é importante ‘prá chuchu’! Não existe hipótese disso não cair na prova. no CPP. VIII. Estudem a LEP também porque deve cair alguma coisa em Processo Penal sobre isso! §1º. havendo prisão. nesse inciso VIII. SOB QUAISQUER CIRCUNSTÂNCIAS. recentemente. façam remissão ao artigo 306. §1º.

O CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA. recentemente. houve uma Emenda estadual que restringiu a atuação do defensor. E AOS ACUSADOS EM GERAL. Mas esse consumidor lesado vai ser o econômico ou o jurídico? Poderá o defensor propor ação em favor do consumidor/necessitado econômico? Sem sombra de dúvida! E poderá propor ação em favor do consumidor/necessitado jurídico? Temos. o termo correto é Juizado Especial Cível e Criminal) XI – PATROCINAR OS DIREITOS E INTERESSES DO CONSUMIDOR LESADO. EM PROCESSO JUDICIAL OU ADMINISTRATIVO. Aqui. COM RECURSOS E MEIOS E A ELA INERENTES. (reprodução de dispositivo do art. o defensor público pode exercer função TÍPICA e ATÍPICA. Essa corrente sempre foi a mais adotada pela Defensoria do RJ. I. CF) X – ATUAR JUNTO AOS JUIZADOS ESPECIAIS DE PEQUENAS CAUSAS. aqui. Só que. (é a expressão originária. Primeira corrente: em favor de qualquer consumidor. uma controvérsia. CF e da lei 9099/95. pode atuar em favor de qualquer consumidor. hoje. logo. É certo que a Defensoria patrocina os direitos e interesses do consumidor lesado. LIV. mas merece reparo porque. por essa corrente. propunha em favor do necessitado econômico e do necessitado jurídico. seja necessitado econômico ou necessitado jurídico porque a norma nacional não restringiu. no Estado do Rio de Janeiro.ASSEGURAR AOS SEUS ASSITIDOS. ou seja.IX. então. mesmo que necessitado apenas jurídico. A praxe sempre foi que a Defensoria Pública propunha ações em favor do consumidor lesado sem perquirir a sua situação financeira. na Constituição do Estado do RJ tivemos restrições a tal atuação do defensor em prol do consumidor no . por força do artigo 98. 5º. Importantíssimo!! Essa função é típica ou atípica? Consumidor é necessitado econômico ou jurídico? Isso gerava certas dúvidas porque.

mas essa Emenda veio trazer essa restrição para a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. apenas função TÍPICA. desde que economicamente hipossuficiente”. Ou seja. o núcleo de defesa do consumidor do Estado do RJ _ o NUDECOM_ deverá atuar somente na defesa do consumidor hipossuficiente economicamente. que diz que a Defensoria vai defender os interesses e direitos do consumidor lesado. f. Então. a Defensoria Pública pode propor ação de responsabilidade civil em face da União? Sim! Causas contra a União caberá à Defensoria Pública da União. V.. da Constituição do Estado do Rio de Janeiro Antes da Emenda estadual 37. do necessitado econômico. exercerá o Defensor. há uma segunda corrente. Em que pese essa restrição. por força Do artigo 179. do necessitado econômico – ver artigo 2º. §2º. parágrafo único da lei 1060/50. §3º. mas não contra qualquer uma pessoa jurídica de direito público Então. Vejam que a LC 80 não apresenta qualquer restrição. mas só do consumidor lesado economicamente hipossuficiente _ ou seja. eu tenho minhas dúvidas se o NUDECOM vai continuar atuando de forma genérica ou só em favor do necessitado econômico. da Constituição Estadual. E o Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro pode propor ação de responsabilidade civil em face da União? NÃO!!!!! E por quê .. “cabe a Defensoria Pública. a defesa dos direitos e interesses do consumidor lesado. a defesa dos direitos e interesses do consumidor lesado. com redação dada pela Emenda estadual 37/06. segundo essa corrente. com redação dada pela Emenda à Constituição Estadual nº 37/06. na forma da lei” Depois da Emenda estadual 37. f. desde que hipossuficiente. agora. a Emenda estadual 37 disse: a Defensoria Pública do Estado do RJ vai defender os direitos e interesses do consumidor lesado. a redação era: “cabe a Defensoria Pública. Então. V. Atenção porque.. na segunda corrente. §3º. é contra pessoa jurídica de direito público. que traz o conceito de necessitado econômico. na forma da lei. Então. aqui. ou seja..artigo 179. AS FUNÇÕES INSTITUCIONAIS DA DEFENSORIA PÚBLICA SERÃO EXERCIDAS INCLUSIVE CONTRA AS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO.

que ações ele poderá propor em face de pessoas de direito público? Só ações contra pessoas jurídicas de direito público da Justiça Estadual. que veio de um agente da polícia federal.PRERROGATIVAS – artigo 128. elenco trazido pelos artigos 127 e 128 é . E qual Defensoria Pública atuará? A da União. atua perante a Justiça Estadual. que traz as normas gerais para organização das DPs dos Estados. na Constituição Federal.não? Porque o Defensor Público do Estado do RJ não atua perante a Justiça Federal. Então. na maior parte das vezes. LC 80/94 Obs: A probabilidade de cair em prova garantias e prerrogativas é enorme porque caiu em todos os outros concursos. enquanto as prerrogativas têm uma natureza legal e são voltadas para os membros da Defensoria Pública. Vamos passar. A ação vai ser proposta contra quem? Responsabilidade civil contra a União. ao capítulo IV. atinge um transeunte no Rio de Janeiro. da LC 80/94 II. As garantias encontram-se. uma bala perdida. normas GERAIS para TODAS as Defensorias dos Estados. dentro da LC 80/94. enquanto que as prerrogativas são encontradas na lei. e aqui se inclui também a Defensoria do Estado do RJ. agora. ou seja. aqui. DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO ATUA NA JUSTIÇA FEDERAL DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO ATUA NA JUSTIÇA ESTADUAL Então. NORMAS GERAIS PARA ORGANIZAÇÃO DAS DEFENSORIAS PÚBLICAS DOS ESTADOS Temos. As garantias são voltadas à Instituição. contra o Estadomembro ou contra o Município. DISTINÇÃO ENTRE GARANTIA E PRERROGATIVA: As garantias têm uma natureza eminentemente constitucional. Vamos destacar para os senhores dois tópicos: IGARANTIAS – artigo 127. O exemplificativo.

Primeira corrente. cuidado: estabilidade é diferente de vitaliciedade. enquanto que as prerrogativas são mais voltadas para os membros da Defensoria Pública. enquanto que Prerrogativa é um PRIVILÉGIO.a estabilidade. Revejam! III .As garantias são mais voltadas à Instituição. CF. Com quanto tempo se dá a estabilidade? Controvérsia.a inamovibilidade. sem prejuízo de outras que a lei estadual estabelecer: I . CF. da CF. . no artigo 37. Independência funcional significa que nenhum defensor público está subordinado a outro defensor público. IV.a independência funcional no desempenho de suas atribuições. enquanto a prerrogativa é um privilégio legal ao membro da Instituição. Agora. 127. além de ser uma garantia. cada um vai agir conforme a sua consciência jurídica. Essa garantia é absoluta ou relativa? Já vimos que há essa controvérsia e não precisamos falar de novo agora. Defensor é diferente de juiz e promotor. Resumo da ópera: garantia é uma proteção constitucional à Instituição. majoritária. diz que a estabilidade é atingida com 3 anos. defensor não tem vitaliciedade. Ver artigo 134. §1º. Garantia é uma PROTEÇÃO. II . conforme artigo 41.a irredutibilidade de vencimentos. Também está na CF. Aqui. GARANTIAS Art. Coloquem aí: ver artigo 3º da LC 80/94 porque a independência funcional. que diz que a estabilidade dos servidores se dá com 3 anos. é também um princípio institucional. vamos ver os artigos em separado. São garantias dos membros da Defensoria Pública do Estado. IV .

O defensor público é um agente político e. essa ação é em favor de interessados econômicos e jurídicos? No RJ. Agora. no artigo 179. p. Quando a Defensoria atua na tutela coletiva de interesses difusos. por força do artigo 181. Hoje não há mais controvérsia porque.ex. exerce função típica ou atípica? No passado. o defensor público. Mas essa função vai ser típica ou atípica? Aí há sutilezas. minoritária. a primeira corrente tem sido vitoriosa também nessa atual administração da DPRJ. logo.. Então. No prerrogativas. V. trouxe uma restrição. assim como. por ser agente político. na ação civil pública. veremos aqui as Perguntas de alunos: 1.. foi controvertido se a Defensoria Pública poderia exercer tutela coletiva de interesse difuso. com redação dada pela Emenda à Constituição Estadual 37/06. da Constituição Estadual e do artigo 84 da LC 06. nós vamos encontrar aí uma restrição. a posição é de que a Defensoria Pública do Estado do RJ. I. FIM DA AULA nosso próximo encontro. só deverá fazê-lo em favor dos necessitados econômicos. por força à restrição trazida pela Emenda estadual 37/06. como tal. 2. Em que pese a segunda corrente. por força da lei 11448. vejam bem: pode a Defensoria Pública propor ACP? Isso não se discute mais! Pode. está sujeito a um regime jurídico especial e a Constituição Estadual fala em 2 anos. . Ela diz que a Defensoria Pública poderá propor ACP em favor de necessitados. p. na ACP. A Constituição do Estado do Rio de Janeiro. ao propor ACP. §3º. A EC 45 teria criado uma terceira função para a Defensoria Pública.ex. o que significa dizer que. notadamente. tem regime jurídico próprio que prevê 2 anos para a estabilidade. a lei 11448 deu a Defensoria Pública a legitimidade para propositura de ACPs. além das típicas e atípicas? Não! As funções do defensor continuam sendo essas 2: típicas e atípicas. g. para o Estado do RJ. alínea ‘e’. a LC estadual também.Segunda corrente. diz que a estabilidade do defensor se atinge com 2 anos.

Essa é a posição defendida pela DPRJ. E essa posição do STJ é a que tem prevalecido. Sob quais argumentos? A Defensoria Pública tem autonomia.3. Vencido o Estado e condenado ao pagamento de custas e honorários ao CEJUR (centro de estudos jurídicos da Defensoria Pública). ela. inclusive. Contudo. já que a Defensoria Pública pertence ao Estado do RJ. como se fará nesses casos. logo. visto que a Defensoria é um órgão autônomo ligado ao Poder Executivo? Não geraria uma confusão? Pode a Defensoria Pública do Estado do RJ executar honorários contra o próprio Estado do RJ? Gera controvérsias! A Defensoria diligencia para receber essa sucumbência em favor do CEJUR. o STJ tem jurisprudência entendendo que não caberia essa condenação em honorários em razão da confusão pq confunde-se na posição do Autor com a do réu. o Estado do RJ não poderia ser condenado a pagar custas e honorários ao próprio Estado _ o Estado devedor seria o mesmo que o Estado credor. A Defensoria Pública pode atuar contra o Estado. tem CNPJ diferente do Estado do RJ. .