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Universidade Federal de Campina Grande - UFCG Unidade Acadêmica de Engenharia Química - UAEQ Professor: André Luiz Fiquene de Brito,Dr.

Curso de Especialização em Gestão na Indústria Sucroalcooleira

Responsável: Prof. André Luiz Fiquene de Brito 1, Dr. Carga Horária: 45 horas Período: 15/01/2010 a 13/02/2010

Módulo: VII

Disciplina: Gestão Ambiental da Cadeia Produtiva da Cana de Açúcar

Patrocinador

Apoio

Realização

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Doutor em Engenharia Ambiental pela UFSC. Professor Adjunto II da UFCG.

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SUMÁRIO

SUMÁRIO ...............................................................................................................................2 LISTA DE FIGURAS .............................................................................................................4 LISTA DE TABELAS ............................................................................................................4 PRE-TESTE DO MÓDULO VII...........................................................................................5 CAPÍTULO 1 ..........................................................................................................................6 1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................6 CAPÍTULO 2 ..........................................................................................................................7 2. INDÚSTRIA SUCRO ALCOOLEIRA: POLUIÇÃO E CADEIA PRODUTIVA DA CANA DE AÇÚCAR ..............................................................................................................7 CAPÍTULO 3 ........................................................................................................................10 3. GESTÃO AMBIENTAL ..................................................................................................10 3.1. Conceitos iniciais............................................................................................................10 3.2. Gestão Ambiental – ISO 14000 e 14001 .......................................................................12 3.2.1. Normas da Série ISO 14000 .....................................................................................13 3.2.2. Enfoque Organizacional: SGA (ABNT NBR ISO 14.001: 2004) ............................16 3.3. Roteiro de Implantação do SGA e Elaboração do SGA.............................................19 3.3.1. Roteiro de Implantação de um SGA (ISO 14.001) ...................................................19 3.3.2. Elaboração do Plano de Gestão - SGA .....................................................................26 CAPÍTULO 4 ........................................................................................................................27 4. AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA – ISO 14.040 ......................................................27 4.1. FASES DA ACV ............................................................................................................27 4.1.1. Objetivo e Escopo .....................................................................................................28 4.1.2. Análise do Inventário ................................................................................................31 4.1.3. Avaliação de Impactos ..............................................................................................32 II - Problemas ambientais ...................................................................................................34 4.1.4. Interpretação dos Resultados ....................................................................................35

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CAPÍTULO 5 ........................................................................................................................37 5. ANÁLISE MULTICRITÉRIO: FERRAMENTA DE APOIO NA ACV....................37 5.1. Conceitos Elementares ..................................................................................................37 5.2. Princípios básicos de análise multicritério ..................................................................38 5.3. Agregação dos critérios. ................................................................................................39 5.4. Métodos Multicritério – Abordagem Multi Atributo .................................................39 CAPÍTULO 6 ........................................................................................................................44 6. ESTUDO DE CASO: INDÚSTRIA SUCRO ALCOOLEIRA .....................................44 6.1. Avaliação do Perfil: 1ª Etapa ........................................................................................45 6.2. Avaliação do Produto: 2ª Etapa ...................................................................................46 6.3. Plano de Gestão Ambiental ...........................................................................................51 6.3.1. Roteiro de implantação de um SGA (ISO 14.001) ...................................................51 6.3.2. Elaboração do Plano de Gestão: SGA (ISO 14.001) ................................................54 REFERENCIAS ....................................................................................................................57 RESPOSTA DO PRE-TESTE DO MODOLO VII ...........................................................58 PÓS-TESTE DO MODOLO VI ..........................................................................................60 CURRICULUM VITAE RESUMIDO DO AUTOR .........................................................62

Potencial de redução da camada de ozônio.................Sistema conservativo em equilíbrio.................Roteiro de implantação do sistema de gestão...................................................................................................................................... 20 Figura 6 ....... Etapas operacionais ........Principais componentes para elaboração de um plano de gestão ........ Etapas de gestão ambiental........................................................... 26 Tabela 2 ..............................Plano de Ação........................ Fases da ACV ..............................................................SGA ................................................................................... 54 Tabela 13 – Dados para 03 processos de produção de álcool..............Representação esquemática de balanço de massa............ 31 Figura 11 ............................................................. Estrutura da gestão ambiental..... 12 Figura 3........ ............................................................... 21 Figura 7 .......... 40 Tabela 6 .................... 35 Tabela 5........................................ 22 Figura 8.............................................................................. 28 Figura 9..... 42 Tabela 9.......................................................... 43 Tabela 10 ....................................... Primeiro conjunto de dados ................................... 51 Figura 12 ... 34 Tabela 4 ............... Comitês e subcomitês técnicos ............................................ 61 ........................ Sistema relacionado ao produto e sua vizinhança ......................... 47 Tabela 12 .......... 60 LISTA DE TABELAS Tabela 1................Potencial de aquecimento global em um horizonte de 100 anos ...................................................................................................... Exemplo de Implantação de um SGA ............................... 30 Figura 10....... 19 Figura 5 ......................4 LISTA DE FIGURAS Figura 1....................................................................Produção de etanol a partir da cana-de-açúcar: ..... 42 Tabela 7...........Dados iniciais: Mudança de Sensibilidade........................................................................................Exemplo 1.......................... 42 Tabela 8............ Dados iniciais – Mudança de escala .......................................... 43 Tabela 11 ..Inventário para a produção de 1 L de Álcool .................................................. Dados modificados: Mudança de escala ............................................................................................................................ Segundo conjunto de dados .Potencial de acidificação equivalente (PAE) .......... 11 Figura 2............................................... Matriz de avaliação multicritério ........................................................... 34 Tabela 3 ....................................... 12 Figura 4...............................

André Luiz Fiquene de Brito 1) Quais os principais aspectos positivos da indústria sucroalcooleira brasileira? 2) Quais as oportunidades tecnológicas que o setor sucroalcooleiro pode apresentar com Protocolo de Kyoto? Por que a redução de CO2 pode contribuir para redução da poluição? 3) O que é ISO . .International Standardization Organization? 4) Qual o objetivo central da série de normas ISO 14000? 5) Como a gestão ambiental pode ser aplicada no setor sucroalcooleiro? 6) Cite vantagens da implantação do sistema de gestão ambiental no setor sucroalcooleiro.5 CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO NA INDÚSTRIA SUCROALCOOLEIRA PRE-TESTE DO MÓDULO VII Professor Responsável: Dr.

no capítulo 2 é apresentado um perfil do setor sucroalcooleiro e no capítulo 3 uma visão geral da gestão ambiental. Ela consiste em um conjunto de medidas que visam ter controle sobre o impacto ambiental de uma atividade. Este material está dividido em seis capítulos. INTRODUÇÃO Este módulo tem como objetivo apresentar e discutir aspectos da gestão ambiental no contexto da agroindústria sucroalcooleira no Brasil com ênfase no sistema de gestão ambiental. responsabilidades. serão abordados os aspectos da geração de resíduos assim como a sua gestão. é muito rica em fósforo e é utilizada como adubo para a lavoura de cana-de-açúcar. analisar criticamente e manter a política ambiental.6 CAPÍTULO 1 1. Pode-se afirmar que a gestão ambiental é a forma pela qual a organização se mobiliza. água e outros nutrientes. No caso específico do setor sucroalcooleiro. sendo utilizada para irrigar e fertilizar o campo. este material pode contribuir para o mlehor entendimento da gestão ambiental no setor sucroalcooleiro. Neste contexto. Praticamente todos os resíduos da agroindústria canavieira são reaproveitados. atingir. além de contribuir com a formação no Curso de Especialização em Gestão na Indústria SucroAlcooleira. Nos capítulos 5 e 6 será mostrado e discutido a forma de avaliar impactos do setor e apresentar estudo de caso específico do setor. A Gestão ambiental pode ser definida como um sistema que inclui a estrutura organizacional. A vinhaça. procedimentos. práticas. A agroindústria sucroalcooleira é um dos principais segmentos econômicos a colaborar com o dinamismo da economia brasileira neste período inicial do século XXI. No capítulo 4 está apresentada a avaliação do ciclo de vida. está apresentada uma breve introdução sobre o tema. implementar. para a conquista da qualidade ambiental desejada. com receita de mais de dois bilhões de dólares. contém elevados teores de potássio. interna e externamente. como ferramenta de gestão ambiental. atividades de planejamento. A torta de filtro. formada pelo lodo advindo da clarificação do caldo e bagacilho. processos e recursos para desenvolver. . que é o subproduto da produção de álcool. No capítulo 1. Mantém participação acima de 30% no mercado internacional de açúcar.

com elevados índices de desenvolvimento urbano e renda per capita muito acima da média nacional. que é o subproduto da produção de álcool. A vinhaça. é uma das regiões mais desenvolvidas do Brasil. O interior paulista. É uma importante fonte de renda e desenvolvimento. As espécies de cana-de-açúcar são provenientes do Sudeste Asiático. recebendo a designação Saccharum spp. problemas de saúde etc. INDÚSTRIA SUCRO ALCOOLEIRA: POLUIÇÃO E CADEIA PRODUTIVA DA CANA DE AÇÚCAR Praticamente todos os resíduos da agroindústria canavieira são reaproveitados.. uso indiscriminado da vinhaça. contém elevados teores de potássio. formada pelo lodo advindo da clarificação do caldo e bagacilho. A indústria sucroalcooleira apresenta características positivas e negativas. Embora o sobredito desenvolvimento não se deva . alternativo. É uma planta da família Poaceae. sendo utilizada para irrigar e fertilizar o campo. • Aspectos Positivos: • • Alto potencial de produção do setor sucroalcooleiro e energético – Usina de energia. sorgo. é muito rica em fósforo e é utilizada como adubo para a lavoura de cana-de-açúcar. contaminação de aqüíferos. Álcool: combustível de fonte renovável. menos poluente que os fósseis durante a combustão. estratégico para o Brasil. • A cana-de-açúcar é uma planta que pertence ao gênero Saccharum L. É uma das culturas agrícolas mais importantes do mundo tropical. perda de biodiversidade. Perdas energéticas: queimadas. o crescimento do caule em colmos. sendo a cana-de-açúcar cultivada um híbrido multiespecífico. A planta é a principal matéria-prima para a fabricação do açúcar e álcool (etanol). As principais características dessa família são a forma da inflorescência (espiga ). A torta de filtro. Há pelo menos seis espécies do gênero. agrotóxicos. arroz e muitas outras gramas. No último capítulo deste material será mostrado um exemplo de como se calcular o impacto ambiental da produção do etanol apartir de cana-de-açucar. água e outros nutrientes. e as folhas com lâminas de sílica em suas bordas e bainha aberta. • Aspectos Negativos: • Impactos ambientais negativos: queimada. representada pelo milho. gerando centenas de milhares de empregos diretos. principal produtor mundial de cana-de-açúcar.7 CAPÍTULO 2 2.

frias. .2 bilhões de litros em 2004.8 exclusivamente ao cultivo dessa gramínea. mesmo diante dos baixos salários e das péssimas condições de trabalho. mormente conseguida através da incorporação de pequenas propriedades. estando muitas vezes ligadas ao desmatamento de nascentes ou sobre áreas de mananciais. enquanto as fibras. com receita de US$2. podem ser usadas como matéria prima para produção de energia elétrica. tendo como subproduto o melaço ou mel final. O caldo também pode ser utilizado na produção de etanol. através de processo fermentativo. ou então usado para fazer caldo de cana e rapadura. através de hidrólise enzimática ou por outros processos que transformam a celulose em açucares fermentáveis(NASCIMENTO. A principal característica da indústria canavieira é a expansão através do latifúndio.5% do total da produção. isolando e/ou suprimindo as poucas reservas de matas restantes. principais componentes do bagaço. Em 1993. sendo resultado de uma conjunção histórica de interesses de capitais privados. Os problemas com as queimadas. liberando o caldo que é concentrado por fervura. desde o século XVI. Mantém participação acima de 30% no mercado internacional de açúcar. através de queima e produção de vapor em caldeiras que tocam turbinas. Essa ainda é a única ocupação disponível para populações inteiras no interior do Brasil. Tem havido grande perda de empregos no setor. além de bebidas como cachaça ou rum e outras bebidas alcoólicas. aproximadamente 35% da produção brasileira já era mecanizada. o estabelecimento dessa monocultura em regiões do litoral nordestino brasileiro. Geralmente. as plantações ocupam vastas áreas contíguas. A intensa mecanização dos canaviais tem gerado algum atrito político e social. praticadas anteriormente ao corte para a retirada das folhas secas. e etanol. resultado da alta concentração de terras nas mãos de poucos proprietários. US$ 520 milhões. com exportações de 2. Por outro lado. a mecanização da produção dos canaviais não atingia 0. A cana colhida é processada com a retirada do colmo (caule). o retorno social da agroindústria como um todo. Em 2003. que é esmagado. a partir do qual o açúcar é cristalizado. gerando por sua vez êxodo rural. O colmo é às vezes consumido in natura (mastigado). é mais pernicioso que benéfico para a maioria da população. A agroindústria sucroalcooleira é um dos principais segmentos econômicos a colaborar com o dinamismo da economia brasileira neste período inicial do século XXI. Ademais. não garantiu o mesmo desenvolvimento observado para algumas regiões do estado de São Paulo.64 bilhões em divisas em 2004. que usa mão-de-obra intensiva e que a princípio não requer nenhuma qualificação formal: os chamados bóias. resultando no mel. Também possibilitou ao Brasil ser um dos dois países maiores produtores de álcool. 2005). são uma cons tante nas reclamações de problemas respiratórios nas cidades circundadas por essa monocultura.

É previsto um volume de negócios em torno de US$110 milhões anuais. Isso significa a geração de demanda de 247 mil postos de trabalho somente na atividade agrícola. 2005).52 milhões de hectares em São Paulo e produziu 244. O setor conta também.geração de energia via bagaço de cana. algo equivalente a 23% da população trabalhadora na agricultura paulista em 2004. com o surgimento de novo mercado representado pela utilização de álcool na produção de bio-combustivel. poderá surgir outro mercado. ou 1.058 milhão de pessoas (BAPTISTELLA.01 ocupações a cada 100 hectares. em substituição o derivado de petróleo. No futuro. a cana-de-açúcar para indústria ocupou 3. Complementarmente à co. A utilização de tecnologia instalada numa planta típica de unidade industrial de tamanho médio pode aumentar a eficiência da co-geração de energia. . considerando a estimativa de 7.t-1 de cana (MACEDO. chegando a um potencial de produção de 291 KWh. 2005). de 151 kg CO2 .t-1 de cana e uma redução. em CO2 equivalente. além disso.9 Na safra 2004/05. a viabilizar-se a rota tecnológica que substitui álcool pela gasolina no processo de produção de hidrogênio em células de combustível (NASCIMENTO. ainda pode aproveitar-se das oportunidades criadas no Protocolo de Kyoto. à base de US$5 a tonelada de carbono.5 milhões de toneladas. 2005). com o mercado de carbono.

Coimbra (1985) define Meio Ambiente como: “o conjunto de elementos físico-químicos. Conceitos iniciais Os conceitos estão baseados com Coimbra (1985). § Poluição: Introdução em um sistema de agentes químicos. . físicos ou biológicos em quantidade suficiente para provocar anomalias do ecossistema considerado ou a deterioração física de bens materiais. para sistemas que cumprem uma mesma função. ABNT NBR ISO 14.10 CAPÍTULO 3 3. dentro de padrões de qualidade definidos”. § Avaliação ambiental: avaliação de sistemas baseada fundamentalmente na variável ambiental. porém de modo continuado. como etapas que visam avaliar ambientalmente a indústria em todo o ciclo produtivo e implantar o sistema de gestão ambiental.001 (2004) e Soares (2006): § Meio-Ambiente: “tudo que envolve” ou o meio no quais os seres vivos se desenvolvem. num processo de interação que atenda ao desenvolvimento das atividades humanas. GESTÃO AMBIENTAL A gestão ambiental na cadeia produtiva da cana de açúcar pode ser entendida. individual e socialmente. ecossistemas naturais e sociais em que se insere o homem. Ex. lançamento contínuo de efluentes em uma lagoa ou no solo. etc. à preservação dos recursos naturais e das características essenciais do entorno. § Ecologia: ciência dos ecossistemas estuda as relações dos seres vivos entre si e com o meio.1. § Poluição crônica local: Está associada com pequenas doses localizadas de poluentes. a avaliação ambiental consistirá na definição de um conjunto de critérios que agregados convenientemente podem fornecer uma posição relativa do desempenho ambiental destes sistemas. ou seja. exposição contínua a pequenas doses de radioatividade. A seguir são apresentados alguns conceitos importantes sobre gestão ambiental. 3.

processos e recursos para desenvolver. as perturbações (ruído. planejamento e execução das atividades numa organização (ABNT NBR ISO 14. etc. § Gestão ambiental: sistema que inclui a estrutura organizacional. gases que degradam a camada de ozônio. Etapas de gestão ambiental FONTE: Soares. 2006. A Figura 1 mostra que a gestão inclui a medição. 2004). das condições ambientais de referência. líquidos e gasosos). atingir. As estratégias para uma gestão eficiente do meio ambiente incluem as atividades a montante e a jusante do sistema considerado. Ex. radioativas. reflexão. .. entre as quais se destacam o consumo de matériasprimas. § Impacto ambiental: Modificação identificável e mensurável.. benéfica ou adversa. analisar criticamente e manter a política ambiental. emissões eletromagnéticas. Por exemplo. responsabilidades. atividades de planejamento. a modificação do ambiente natural. a produção de resíduos (sólidos. Figura 1. A gestão ambiental é a forma pela qual a organização se mobiliza. implementar. procedimentos. desastre com um petroleiro. temperatura.11 § Poluição crônica global: Se refere àquelas emissões contínuas cuja repercussão se dá muito além do ponto emissor.).001. para a conquista da qualidade ambiental desejada. interna e externamente. práticas. emissão de gases a efeito estufa. § Poluição acidental (ou aguda): Emissão de uma grande dose de poluente em um curto intervalo de tempo. O impacto ambiental pode ser caracterizado por um efeito (direto) ou soma de efeitos (diretos e indiretos) com relação a um alvo específico. Ela consiste em um conjunto de medidas que visam ter controle sobre o impacto ambiental de uma atividade. etc.

harmonizando as diversas agências nacionais. Estrutura da gestão ambiental . Gestão Ambiental – ISO 14000 e 14001 O que é ISO? A ISO (International Standardization Organization) é uma organização não governamental que foi fundada em 1947 e sediada em Genebra na Suíça. O Brasil é representado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Comitês e subcomitês técnicos A série ISO 14. ISO/CT 207 Canadá SC 1 Sistemas RU Princípios (França) SC 2 Auditoria Holanda Princípios (Canadá) SC 3 Rotulagem Austrália Princípios (Suécia) SC 4 Desempenho Ambiental EUA Genérico (EUA) SC 5 Ciclo de vida França Princípios (França) SC 6 Definições Alemanha Diretrizes (EUA) Procedimento (EUA) Reclamações (Canadá) Indústria (Noruega) Inventário (Alemanha) Inv.000 está voltada para a organização e para o produto. Qualificação (RU) Diretrizes (EUA) (Japão) Aval.12 3. Especif. A estrutura da ISO está apresentada abaixo. como mostrada abaixo: Gestão Gestão Ambiental Ambiental Organização Organização Sistema de gestão ambiental Sistema de gestão ambiental Índices Ambientais Índices Ambientais Auditoria Ambiental Auditoria Ambiental Produto Produto Análise do ciclo de vida Análise do ciclo de vida Rotulagem ambiental Rotulagem ambiental Figura 3. em que mais de 100 membros representantes vários países. com o Comitê Técnico (207) e com vários subcomitês (SC). Impacto (Suécia) Pesquisas (Holanda) Melhoria (França) Figura 2. É o fórum internacional de normalização.2.

No Brasil a norma ISO 14001 foi adotada pela ABNT sob a designação de ABNT NBR ISO 14. Para implantar a ISO 14. possibilitando identificar aquelas que atendem á legislação e cumprem os princípios do desenvolvimento sustentável.001. 5. o Cumprimento da legislação ambiental local. o Cumprimento de um compromisso de melhoria contínua. ISO/DIS 14041 e 14050).13 A Figura 3 mostra que a gestão ambiental apresenta as seguintes normas: 1. 3. A certificação ambiental depende: o Implantação de um sistema de gestão ambiental. 4. Como objetivos decorrentes. deve-se levar em consideração os seguintes aspectos: 1.1. Auditoria Ambiental (ISO 14010. Não impõe limites. tanto das empresas como de seus produtos. Avaliação do desempenho ambiental (ISO/DIS 14031). 14021. Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001 e 14004). 14011.2. A certificação deve ser feita por entidade especializada reconhecida junto a um órgão de credenciamento.001. Análise do ciclo de vida (ISO 14040. 14012). 2. Normas da Série ISO 14000 Na sua concepção a série de normas ISO 14000 tem como objetivo central um Sistema de Gestão Ambiental que auxilie as empresas a cumprirem suas responsabilidades com respeito ao meio ambiente. 3. Rotulagem ambiental (ISO/DIS 14020. 2. Ela é voluntária e orientadora. 3. 1424). 4. . criam sistemas de certificação.

1995). avaliação do desempenho ambiental.000 tem um âmbito de atuação que alcança toda a sociedade. com a experiência e a tradição empresarial local.000 deverão. Na realidade a reforçam. consiste em proteger o produtor responsável contra concorrentes predadores que. quando inteiramente implantadas. pois esta apenas certifica sistemas e linha de produção. tal como foi desenvolvida pelo comitê TC 207. se repita com relação aos temas ambientais. disseminada pela série de normas ISO 9000 de Gestão da Qualidade. produzem mais barato. com a adoção das normas ISO 14.000. pois ao certificar produtos estará atingindo e influenciando diretamente o consumidor final. ao exigirem o cumprimento integral dessa legislação local para que possa ser concedida a certificação da empresa. As normas da série ISO 14. sua amplitude dos temas a serem cobertos pelas normas já permite antever o grande impulso que as questões ambientais receberão quando todo o sistema estiver implantado. como é a série de normas ISO 14. a ISO 9000.000 não substituem. . servir de modelo para a implantação desses programas no âmbito da empresa. espera-se que a mesma importância dedicada á qualidade. por não respeitarem as leis e os princípios da conservação ambiental. portanto. a legislação ambiental vigente no local onde está instalada a empresa. porém não certifica os produtos propriamente ditos. rotulagem ambiental e análise do ciclo de vida dos produtos. as diretrizes para auditorias ambientais. provocando um efeito positivo no comportamento das empresas e gerando atitudes pós-ativas em favor da qualidade ambiental. A abrangência da série de normas ISO 14.14 As normas as série ISO 14. Hoje. seguramente.000 é bem maior que sua equivalente para gestão da qualidade. exigindo assim a total transparência da empresa e de seus produtos com relação aos aspectos ambientais. Tomando por base o Sistema de Gestão Ambiental que propõem. A estruturação da série de normas ISO 14. possibilitando harmonizar os procedimentos e diretrizes aceitos internacionalmente. as normas também vão estabelecer.000. O grande mérito de um sistema de normalização abrangente. Haverá.000 de Gestão Ambiental. portanto. não internalizando alguns custos que acabam sendo arcados pela sociedade (VALLE. Já a série de normas ISO 14. maior conscientização e maturidade da sociedade com relação aos temas ambientais.

Para obter essa certificação de um produto existem. tanto das empresas como de seus produtos. possibilitando identificar aquelas empresas que atendem à legislação ambiental e cumprem os princípios do desenvolvimento sustentável (VALLE. Como objetivos decorrentes. 2ª fase ? Uma segunda fase.000 não é apenas uma norma técnica. contudo. os pontos vulneráveis existentes. às seguintes fases: 1ª fase ? Deverá ser implantada os compromissos e princípios gerenciais. As normas também vão estabelecer.000 tem como objetivo central um Sistema de Gestão Ambiental que auxilie as empresas a cumprirem suas responsabilidades com respeito ao meio ambiente. As dificuldades atualmente encontradas por empresas que são obrigadas a comprovar a correção ambiental de seus produtos e a cumprir exigências burocráticas em cada país para onde exportam ficam. A série de normas ISO 14. a seqüência a ser seguida para obter a certificação nas normas ISO 14.000 não substituem a legislação ambiental vigente no local onde está sendo instalada a empresa. no que se pode chamar de fase preparatória. ao exigirem o cumprimento integral dessa legislação local para que possa ser concedida a certificação da empresa. A série ISO 14. Segundo Valle (1995).15 A grande vantagem incorporada no programa de normalização da série ISO 14000 é a uniformização das rotinas e procedimentos necessários para uma empresa certificar-se. 1995). de diagnóstico ou pré-auditoria. dois temas de grande importância a serem considerados – o Ciclo de Vida e a Reciclagem Ecológica (VALLE. 3ª fase ? A empresa se submeterá a uma auditoria ambiental que deverá comprovar sua conformidade com os padrões de qualidade exigidos pela legislação e pelos manuais de qualidade utilizados pela empresa. Na realidade a reforçam. os procedimentos a serem seguidos e deverá ter início o treinamento do pessoal. Conforme afirma Vale (1995). bastante reduzidas (VALLE. basicamente. 1995). assim.000 deverá obedecer. com o auxílio de consultores. quando inteiramente . entre os quais se inclui a possibilidade de certificação dos produtos da empresa. mas sim um sistema de normas gerenciais e administrativas que contêm um leque de alternativas. permitirá identificar. 1995). pelo menos. superadas ou. criam sistemas de certificação. as normas da série ISO 14. cumprindo um mesmo roteiro-padrão de exigências que será válido internacionalmente.

Em vez de programas institucionais visando externalidades.2. assim como programas de qualidade. Neste caso. Enfoque Organizacional: SGA (ABNT NBR ISO 14. 2006). incluindo a ambiental. Isto se aplica as variáveis.000 deverão. . servir de modelo para a implantação desses programas no âmbito da empresa.2. responsabilidades.16 implantadas. 2004). processos e recursos para desenvolver.001 de 2004: “É a parte do Sistema de Gestão Global que inclui estrutura organizacional.001. rotulagem ambiental e análise do ciclo de vida dos produtos. os recursos são direcionados à prevenção e à minimização de impactos. o meio ambiente é uma estratégia de negócio e fator de sucesso. atingir. surge uma pergunta importante: O QUE É UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL (SGA)? Para responder este questionamento nos reportemos à definição da ABNT NBR ISO 14. 2006). analisar criticamente e manter a política ambiental ” (ABNT NBR ISO 14. Por outro lado. para organizações mais modernas com comportamento pró-ativo. implementar. possibilitando harmonizar os procedimentos e diretrizes aceitas internacionalmente. procedimentos. A cultura da organização é voltada para o desenvolvimento sustentável. para manter e melhorar a qualidade de seus serviços e produtos necessita reavaliar continuamente os seus procedimentos e comportamentos. atividades de planejamento. práticas. o gerenciamento ambiental é baseado na adequação à legislação. exigindo assim a total transparência da empresa e de seus produtos com relação aos aspectos ambientais. a maior parte das organizações ainda se concentra na busca somente da redução de impactos ambientais (procedimento reativo). de segurança e de custos. Entretanto. avaliação do desempenho ambiental. As normas da série ISO 14. As organizações. as diretrizes para auditorias ambientais.001: 2004) Neste contexto. portanto. O meio ambiente passa a ser visto também como uma oportunidade (SOARES. à redução de custos e à melhoria da imagem (SOARES. com a experiência e a tradição empresarial local. 3.

001 (ABNT. xi. pelo planejamento e implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) apropriado às suas características (SOARES. Elaboração do sistema de gestão ambiental. E a consolidação de uma empresa pró-ativa passa.17 A passagem do primeiro procedimento comportamental para o segundo requer evidentemente uma mudança cultural de todos os colaboradores da organização. viii. v. 2004). Inventário de leis. iv. documentação e registros de gestão ambiental. Comunicação às partes interessadas. o desenvolvimento e a implantação de um SGA em organizações produtivas passam por uma série de etapas contínuas. entre outros. Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). Controle operacional. xii. Para tal finalidade. iv. Manual. vi. ii. xiii. De modo mais detalhado. as técnicas mais utilizadas são: i. Ações corretivas e preventivas. que podem ser assim resumidas (SOARES. Revisão inicial das condições ambientais. 2006). Análise de conformidade. Revisões gerenciais. Estabelecimento de princípios e compromissos ambientais. ix. A elaboração de um SGA passa pelo diagnóstico e análise ambiental da organização. iii. Auditoria Ambiental. Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Avaliação do Desempenho Ambiental. Organização e pessoal. É importante ressaltar que a elaboração de um SGA é baseada nos preceitos estabelecidos pelas normas ABNT NBR ISO 14. Estabelecimento da política ambiental. 2006): i. x. Análise de Risco (AR). iii. . normas e regulamentações. vii. Auditorias internas. ii. v.

18 Com a ISO 14. não é necessário à organização adotar ou desenvolver a melhor tecnologia existente. Passo para alcançar a qualidade total. para a implantação da ISO 14.001 a organização apresentará as seguintes características: i. v. iv. Não é necessário a organização ser a número um na questão ambiental.001: 1. . Abertura de mercados (derrubada de barreiras).001. NÃO EXIG E A ADO ÇÃO DA M ELHOR TECNO LOG IA DIS PONÍVEL! 2. O que a ISO 14. Melhoramento da imagem de marca. NÃO SIGNI FI CA ATES TADO DE “ EXCELÊNCIA” AM BIENTAL! Ou seja. não é necessário modificar o layout de produção e comprar as máquinas mais modernas. ii. vi. Compro mis so co m o c umpr ime nto da le gis lação e o ut ros req uis itos. Efeitos pró-ativos em favor do meio ambiente. Compro mis so co m a prese r vação da po luição . Redução de custos operacionais (programas de redução de perdas). Sobrevivência futura. iii.001 requer? Compro mis so co m a me lhor ia co nt ínua. Observações importantes sobre a ISO 14.

3. Exemplo de Implantação de um SGA Na Figura 4. ETAPA 1: A organização tem como compromisso principal implantar um SGA visando reduzir os impactos ambientais causados por suas atividades. Roteiro de Implantação do SGA e Elaboração do SGA O roteiro de implantação e elaboração de um SGA são aspectos importantes na gestão ambiental. o roteiro serve de exemplo para ser adaptado para diversas organizações. tais como indústria sucroalcooleira. cerveja e outras. para manter e melhorar a qualidade de seus serviços. laticínio.19 3. . curtume. Roteiro de Implantação de um SGA (ISO 14.001) A Figura 4 mostra um exemplo com o roteiro de implantação com etapas e responsabilidades para implantação de um SGA. Objetivos e Metas Plano de Ação ETAPA 2 Formação Básica AB R / 00 ETAPA 3 JU L / 00 Auditoria Interna Documentação Treinamento Avaliação Final ETAPA 4 N OV/ 00 D EZ / 00 JAN / 01 ETAPA 5 ETAPA 6 Ajustes FEV/01 CERTIFICAÇÃO Figura 4.1. 3.3. Responsabilidade ETAPAS Alta Admin COORDENAÇÃO GERÊNCIAS CONSULTORIA Diagnóstico e Avaliação Inicial ETAPA 1 FEV/00 Compromisso da Organização Aspectos. Impactos e Legislação Política. Nesta etapa é importante que a organização assuma o compromisso d e implantar e acompanhar todo o processo.

Tradicionalmente.20 Nesta etapa é realizado também o diagnóstico e avaliação inicial da organização. (Taxa de entrada) = (Taxa de saída) + (Taxa de decaimento) + (Taxa de acumulação) (1) . é estabelecido o fluxograma das operações e pode-se começar a avaliar o fluxo (e eventual acumulação) de materiais no interior destas (figura 5). em função do grau de conhecimento das variáveis envolvidas. acumular no sistema ou serem convertidas em outras substâncias. o perfil poluidor da empresa é avaliado em todas as suas fases de produção. Assim sendo. qualquer atividade de gestão passa primeiramente pelo conhecimento das variáveis que regem o sistema analisado. pode-se representar matematicamente o balanço de massa pela equação (1). nada se cria nada se elimina. Sendo identificadas as fronteiras do sistema. ou seja. Esta avaliação. As fronteiras do sistema devem estabelecer uma distinção entre os eleme ntos que o compõem dos elementos pertencentes ao ambiente.Representação esquemática de balanço de massa Fonte: SOARES (2006). O ambiente representa um sistema de ordem mais elevada no qual o aquele que está sendo examinado é uma parte e. Tudo se transforma (Apesar de que em reações nucleares massa pode ser convertida em energia). poderá seguir um dos dois modelos citados anteriormente. o conhecimento do fluxo de matéria (ou balanço de massa) envolvido é o procedimento primordial para a tomada de decisões. As substâncias que entram no sistema têm três destinos possíveis: sair inalteradas. No caso do estudo de repercussões ambientais de uma atividade. Figura 5 . em se tratando de matéria. as modificações nos elementos do primeiro podem acarretar mudanças diretas nos valores dos elementos contidos no sistema sob exame. Segundo Soares (2006).

(3) Figura 6 . No que se refere ao decaimento. pode-se citar como exemplo de substâncias consideradas com taxa de decaimento igual a zero. o balanço de massa poderá ser escrito segundo a equação (3). com vazão QS (volume/tempo). A saída do sistema é uma mistura com vazão QM e concentração CM. permanecendo constantes enquanto não se alterarem as condições externas) Neste caso nada muda com o tempo. os sólidos totais dissolvidos ou CO2 no ar (substâncias que se mantêm estáveis ao longo do tempo). A taxa de acumulação é considerada nula e não há decaimento (radioativo decomposição biológica ou reações químicas). CSQS + QRCR = CMQM Onde QM pode ser considerado como igual a QS + QR. A equação (1) pode ser considerada para duas condições: sistemas conservativos e sistemas não conservativos. A simplificação mais comum resulta quando o sistema é considerado conservativo e em equilíbrio (O estado de estabilidade ou equilíbrio é atingido quando a importação e a exportação de matéria e energia forem equacionadas por meio do ajustamento das formas do próprio sistema. Ele indica uma modificação (e não eliminação) da substância original. a quantidade de matéria que entra no sistema é a mesma que sai. A concentração de poluentes é constante.21 Nesta equação. Em outras palavras. e com concentração em poluente de CS (massa/volume). a conceito de taxa está associado ao fluxo de matéria em um dado período de tempo. Se o sistema é considerado conservativo e em equilíbrio. esgoto doméstico. A outra entrada pode ser um efluente industrial (indústria coro alcooleira) com vazão QR e concentração de poluente CR.Sistema conservativo em equilíbrio. Fonte: SOARES(2006) . Um sistema conservativo em equilíbrio pode ser representado como na equação 2: Taxa de entrada = Taxa de saída (2) Na Figura 6 existe um fluxo de matéria. O decaimento apresentado não implica na violação da lei de conservação das massas. por exemplo.

22

Uma tubulação industrial tem uma vazão de 10,0 m3 .s-1 e uma concentração de cloretos de 20 mg.L-1 . Esta tubulação recebe a contribuição de um outro duto, cuja vazão é de 5,0 m3 .s-1 e a concentração em cloretos é de 40 mg.L-1 (Figura 7). Considerando o cloreto como uma substância conservativa e admitindo uma mistura completa entre as duas vazões, qual a concentração de cloretos na saída do sistema ?

Figura 7 - Exemplo 1 Fonte: SOARES (2006).

ETAPA 2: Nesta etapa são realizadas e definidas as seguintes ações: Aspectos ambientais: São elementos das atividades, produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente (ABNT NBR ISO 14.000, 2004), tais como:
1. 2.

Emissões atmosféricas (CO, SO2 , CO2 ); Lançamentos de contaminantes em corpos d'água (matérias sólidas inorgânicas, DBO, metais pesados etc); Uso de matérias-primas e recursos naturais (jazidas, aditivos, água, etc); Uso da energia; Resíduos e subprodutos.

3. 4. 5.

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Impactos ambientais: Mudanças no meio ambiente, prejudiciais ou benéficas, que resultem total ou parcialmente dos aspectos ambientais (ABNT NBR ISO 14.000, 2004). 1. Aquecimento global; 2. Acidificação; 3. Toxicidade; 4. Poluição do rio; 5. Esgotamento de matérias-primas; 6. Contribuição ao esgotamento de recursos naturais. Legislação Ambiental: É o conjunto de normas jurídicas que se destinam a disciplinar a atividade humana para torná- la compatível com a proteção do meio ambiente. A legislação ambiental varia de acordo com o local onde está instalada a empresa. As normas da série ISO 14.000 não a substituem, na realidade a reforçam, ao exigirem o cumprimento integral dessa legislação local para que possa ser concedida a certificação da empresa. É necessário conhecer a legislação ambiental vigente no local onde está instalada a organização, para em seguida, definir a política, os objetivos e as metas ambientais da empresa. No Brasil podem ser seguidas as recomendações do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). No estado brasileiro que adotar uma política ambiental, pode seguir a legislação específica como: São Paulo (CETESB), Rio de Janeiro (FEEMA), Santa Catarina (FATMA), Paraíba (SUDEMA), etc. Política ambiental da organização: A organização deve definir a sua política ambiental adotando por exemplo: 1. Adequar-se à legislação para reduzir multas e penalidades; 2. Racionalizar o uso de energia e água; 3. Reciclar resíduos e subprodutos; 4. Reciclar água; 5. Fazer parcerias institucionais na tentativa de vincular a empresa a uma imagem “ecologicamente correta”. Objetivos ambientais da empresa: baseado no perfil poluidor a organização deve definir os seus objetivos, tais como: 1. Controlar as emissões gasosas; 2. Reduzir a poluição do rio; 3. Reduzir a geração de resíduos sólidos.

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Meta ambiental da empresa: As metas são a quantificação dos objetivos em termos de redução, tais como: 1. Reduzir em 20% a poluição atmosférica; 2. Reduzir em 35% a poluição líquida a ser lançada no rio; 3. Reduzir em 50% a geração de resíduos sólidos industriais.

ETAPA 3: Documentação: Nesta etapa todas as atividades devem ser expressas formalmente em um único documento contendo os seguintes tópicos: 1. Os princípios e compromissos ambientais da organização; 2. A política ambiental e o programa de gestão ambiental da organização; 3. As normas da função gestão da qualidade ambiental; 4. A legislação nacional e internacional pertinente às atividades e processos típicos da organização assim como requisitos internos de funcionamento; 5. A estrutura orgânica da função; 6. As atribuições da função gestão ambiental e os responsáveis; 7. Os padrões de desempenho e de resultados da organização; 8. A descrição dos equipamentos e sistemas, existentes e previstos, que passarão a ser geridos pela função; 9. Os indicadores e variáveis ambientais de monitoração, indicando a periodicidade das aferições, o responsável pelas aferições, e os meios de divulgação dos resultados; 10. A descrição do relatório de desempenho ambiental; 11. A descrição dos processos de ações corretivas. Treinamento: Todos da organização têm que estar envolvidos desde o início do processo de implantação do plano de ação, visando à futura certificação (a empresa é certificada por uma auditoria). Auditoria Interna: As auditorias ambientais são processos de inspeções e levantamentos detalhados acerca do nível de conformidade atingindo pela organização e dos impactos ambientais dela resultantes, ocorrentes e previstos. Têm-se assim as auditorias de conformidade legal e as auditorias de impactos ambientais. Uma auditoria interna (através de equipes próprias) deve ser realizada com a finalidade de: 1. Determinar se as atividades do SGA estão em conformidade com o programa ambiental aprovado e se estão sendo implementados de maneira eficiente;

resultados ambientais positivos. atribuindo. Com a implantação do SGA a indústria se compromete em atender os requisitos préestabelecidos pela Norma ISO 14001. a empresa pode solicitar a sua certificação pela ISO 14001. investimento ético e política de grupo. permitindo que a mesma atinja o nível de desempenho ambiental por ela determinado e promova sua melhoria ao longo do tempo. A certificação não é concedida pela ISO. Auxilia o consumidor.25 2. Após a implementação do SGA. . que é uma entidade normalizadora internacional. O Plano de Ação do SGA proposto pode ser executado conforme a Política Ambiental da empresa. Geralmente as indústrias além de utilizar um grande volume de água. ETAPA 5: Nesta etapa são realizados os ajustes de implantação dos SGA em função das atividades anteriores. foi estabelecido pelo CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia. mas também são devidas a uma combinação de fatores. uma informação adicional ao preço na escolha da cesta de consumo ambiental das organizações. de modo a atender os requisitos propostos pela legislação ambiental vigente no local onde está instalada a empresa. no futuro. servindo de um instrumento de marketing para as empresas que diferenciavam seus produtos no mercado. Determinar a eficiência do SGA no cumprimento da Política Ambiental da Organização. Normalização e Qualidade Industrial) o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade. No Brasil.lhes uma qualidade a mais. As principais razões para a implementação de um SGA não estão só relacionadas com a pressão legislativa. já que a mesma pode provocar um grande impacto ambiental negativo. ETAPA 6: Certificação A certificação ambiental vem se revelando um importante instrumento de política ambiental doméstica. mas sim por uma entidade de terceira parte devidamente credenciada. já que as metas e os objetivos serão implementados visando obter. substâncias tóxicas e metal pesado. Treinar todo o pessoal da empresa. A eco compatibilidade dos produtos passa a ser. Um SGA pode ser implantado em qualquer empresa. independentemente da natureza da sua atividade ou do seu tamanho. ETAPA 4: Avaliação Final: As atividades para implementação de SGA serão propostas e colocadas em ação. na escolha de produtos menos nocivos ao meio ambiente. 3. tais como: exigências de clientes. melhoramento e recuperação da imagem no sentido de responsabilidade com a comunidade. então. geram efluentes de alta carga poluidora constituídos por matéria orgânica.

Elaboração do Plano de Gestão . Independentemente da certificação ser feita dentro ou fora do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade. Como a Norma ISO 14001 tem caráter voluntário.SGA Aspectos Ambientais Emissões Líquidas Impactos Ambientais Requisitos Legais Critérios Desempenho (internos) Objetivo Meta Prazo Custo Responsável Emissões Gasosas Emissões Sólidas Na Tabela 1 as emissões líquidas. quando realizada por organismo credenciado pelo Inmetro.26 tendo sido o Inmetro designado por aquele Conselho como organismo credenciador oficia l do Estado brasileiro.3.Principais componentes para elaboração de um plano de gestão . 3. Uma certificação feita no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade tem que necessariamente ser realizada por organismo credenciado pelo Inmetro. Tabela 1.2.SGA A elaboração de um plano de gestão ambiental pode ser realizada aplicando os componentes da Tabela 1. gasosas e sólidas apresentam respectivamente os aspectos ambientais. os impactos ambientais. . a mesma é conduzida com base nos mesmos requisitos e metodologia. as certificações podem ser feitas fora do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade por organismos credenciados ou não pelo Inmetro.

compreendendo etapas que vão desde a retirada da natureza de matérias-primas elementares que entram no sistema produtivo (berço) a disposição do produto final (túmulo) (CHEHEBE 1998). ISO 14041 Gestão Ambiental – Avaliação do Ciclo de Vida: Definição de objetivo.040 Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma técnica para avaliação dos aspectos ambientais e dos impactos ambientais associados a um produto. A Avaliação do Ciclo de Vida tem se mostrado uma ferramenta importante nas questões de economia. análise do inventário e escopo. como estão mencionadas abaixo: 1. inter-relacionadas entre si. está sendo introduzida no Brasil. iii. ISO 14040 Gestão Ambiental – Avaliação do Ciclo de Vida: Princípios e Estruturas. qualidade e preservação do meio ambiente. A maneira como é definida a Análise do Ciclo de Vida (ACV) nos dias atuais demonstram cada vez mais a sua importância nas avaliações de impactos ambientais. pois concede informações importantes na elaboração de novos produtos bem como me lhoramentos significativos nos processos atuais de funcionamento das empresas que a empregam como ferramenta gerencial (CHEHEBE 1998). ISO 14043 Gestão Ambiental – Avaliação do Ciclo de Vida: Interpretação.27 CAPÍTULO 4 4. embora o país ainda não possua um banco de dados público disponível as consultas para estudos de ACV. Definição do objetivo e escopo da análise.1. . A ACV trata-se de uma ferramenta relativamente nova no mundo e. atualmente. sendo normalizadas pelas: i. iv. 4. FASES DA ACV Com base na ABNT NBR ISO 14040 (ABNT 2004) a metodologia com técnica de ACV inclui quatro fases principais. AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA – ISO 14. ii. ISO 14042 Gestão Ambiental – Avaliação do Ciclo de Vida: Análise de impostos associados ao ciclo de vida.

levando-se em conta os objetivos do estudo. com enumeração das entradas e saídas do sistema. Exaustão dos Rec. Manufatura e Transportes Figura 8. A ISO 14. o primeiro passo a ser seguido é a definição do objetivo do estudo. FASES DA ACV OBJETIVO ANÁLISE DO INVENTÁRIO INTERPRETAÇÃO AVALIAÇÃO DE IMPACTO • • • • Propósito Escopo Unidade Funcional Definição dos Requisitos de Qualidade • Entrada e Saída • Coleta de Dados • Aquisição de • Classificação: Saúde Ambiental. Inventário dos processos envolvidos. ii. como mostrado na Figura 8.1. Naturais • Caracterização • Valoração • Identificação Dos Principais Problemas • Avaliação • Análise de sensibilidade • Conclusões Matéria Prima e Energia. Avaliação dos impactos ambientais associados às entradas e saídas do sistema (cálculos). Quais razões levam à realização do estudo? Qual objetivo do estudo? Que produto ou função pretende-se estudar? A quem se destina os resultados? . iii. Objetivo e Escopo Na ACV.040 estabelece que a Análise do Ciclo de Vida de Produtos deve incluir a definição do objetivo e do escopo do trabalho.1. Interpretação dos resultados das fases de inventário e avaliação.28 2. e segundo Ferrão (1998). deve considerar as seguintes questões: i. Saúde Humana. uma avaliação de impacto e a interpretação dos resultados. Fases da ACV Fonte: Chehebe(1998) 4. iv. 3. uma análise do inventário. 4.

Ex: água de moagem para resfriamento dos fornos ou para remoção de particulados na chaminé. os requisitos de dados. o(s) uso(s) pretendido(s) para os resultados. • A definição das unidades de processo. incluindo-se uma declaração clara e inequívoca do motivo pelo qual a ACV será conduzida. Ex: processo total ou parte dele. Os limites do sistema serão determinados de acordo com a confiabilidade dos dados e a sua respectiva utilização. sendo que serve de comparação para cada parte do processo. Quando se estuda a reutilização de subprodutos no processo. moagem de material. • Os procedimentos de alocação. A unidade funcional é uma das etapas mais importantes. Na definição do objetivo e do escopo do estudo de ACV devem ser considerados: • O sistema a ser estudado. . Ex: transporte. como acima descrito. os requisitos de dados. o público-alvo. de acordo com Chehebe (1998) é recomendado que inicialmente seja gasto relativamente pouco tempo formulando o escopo quando se inicia uma ACV A experiência adquirida na busca de informações fará com que sejam necessários a reformulação e o ajustamento do escopo do estudo. Ex: kg de sabão por kg de roupa limpa. as pressuposições e as limitações (quando conhecidos). • O estabelecimento da função e da unidade funcional do sistema. Determinação de cada parte do processo de produção. O sistema a ser estudado pode ser qualquer produto ou processo industrial desde que se defina qual tipo de informações se deseja conhecer. o qual definirá o sistema. Ex: indústria têxtil de um modo geral ou apenas o processo de coloração do tecido. as metas iniciais de qualidade dos dados e o tipo de processo de revisão critica a ser utilizado. • A definição dos limites do sistema. De acordo com Reis (1996) o objetivo de um estudo deve ser definido.29 O segundo passo em um estudo de ACV constitui o escopo da análise. Segundo Reis (1996) o escopo de um estudo definirá o sistema. os limites do sistema. os limites do sistema. Na prática. as pressuposições e as limitações (quando conhecidas). ou kg de sabão por litros de água.

se necessária. • As hipóteses e limitações. pode-se estender o estudo ao local ou até ao âmbito global o que se torna inviável. • A definição dos critérios para a revisão crítica. • Se for realizadas a fase de Interpretação e a metodologia a ser adotada. O relatório deve ser de fácil interpretação e utilização conforme onde os resultados serão aplicados.30 • Os requisitos dos dados. • O tipo e o formato do relatório necessário ao estudo. OUTROS SISTEMAS FLUXO DO PRODUTO LIMITES DO SISTEMA EXTRAÇÃO DE MAT-PRIMAS FLUXO ELEMENTAR TRANSPORTE PRODUÇÃO FLUXO ELEMENTAR FLUXO ELEMENTAR ENERGIA FLUXO ELEMENTAR USO FLUXO ELEMENTAR RECICLAGEM REUSO FLUXO DO PRODUTO FLUXO ELEMENTAR TRATAMENTO DE RESIDUOS OUTROS SISTEMAS Figura 9. • Se for realizadas Avaliação de Impacto e a metodologia a ser adotada. Os estudos de ACV são amplos. ou saídas de materiais para outras indústrias. para o governo. no caso de subprodutos. A Figura 9 mostra o sistema relacionado ao produto e sua vizinhança. A avaliação de impacto deve ser quantificada e qualificada. Avaliar qual impacto no meio ambiente merece priorização. Deve-se rever todo o estudo para poder avaliar sua validade e utilização. Ex: laboratório de análises. Sistema relacionado ao produto e sua vizinhança Fonte: CHEHEBE (1998) . Onde os fluxos elementares são as entradas ou passagens de matérias primas e outros materia is no processo. Verifica-se a validade dos dados bem como sua origem e ano de estudo.

o inventário é semelhante a um balanço contábil. determinação dos procedimentos de cálculo e procedimentos de alocação. Em tese. Como essas atividades devem ser realizadas em acordo com o objetivo e o escopo do estudo e devem obedecer a uma série de parâmetros estabelecidos na norma ISO 14041 estabelece alguns princípios que devem ser seguidos durante a fase de inventário. Etapas operacionais Fonte: CHEHEBE (1998) .fínanceiro. A figura 10 mostra as etapas operacionais que devem ser feitas durante esta fase.31 4. O Inventário do Ciclo de Vida de um produto refere-se à coleta de dados e aos procedimentos de cálculos. só que medido em termos energéticos ou de massa.2. De uma forma geral deve-se organizar a fase de análise do inventário de acordo com as seguintes atividades: preparação para a coleta de dados. Análise do Inventário Segundo Chehebe (1998) uma vez que o objetivo e o escopo do estudo foram estabelecidos. DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS E METAS PREPERAÇÃO PARA A COLETA DE DADOS Folhas de dados revisados Folhas de dados TABELA DE DADOS Dados coletados VALIDAÇÃO DE DADOS Dados validados RELACIONANDO OS DADOS ÁS MEDIDAS DO PROCESSO RELACIONANDO OS DADOS A MEDIDA FUNCIONAL AGREGAÇÃO DE DADOS Dados adicionais ou unidades de processo requeridas Dados validados por unidade de processo ALOCAÇÃO E RECICLAGEM Dados validados por unidade funcional Inventário calculado REFINAMENTO DOS LIMITES DO SISTEMA Figura 10. O total do que entra no sistema em estudo deve ser igual ao que sai. A definição do objetivo e do escopo do estudo fornece um planejamento inicial sobre a forma como o estudo será conduzido.1. coleta de dados. refinamento dos limites do sistema. a próxima fase da ACV é o Inventário.

II) Em função dos problemas ambientais: neste caso cada fator de impacto vai ser analisado com relação às conseqüências que ele tem sobre o ambiente. exaustão dos recursos naturais.1. como por exemplo.3..32 4. consumo de matérias-primas. altamente subjetiva e sujeita a distorções de caráter político. acidificação. Avaliação de Impactos O resultado da etapa anterior é uma tabela de inventário para o sistema estudado: uma longa lista de dados com intervenções ambientais que podem ser de difícil interpretação. aprovado em Kioto (Japão). essa etapa e considerada por grande parte dos especialistas como não-científica. no mínimo. Esta classificação pode considerar dois enfoques. Pode-se classificar em: ü Meios receptores. Como a ponderação é um processo baseado em valores e pode envolver critérios subjetivos. Seguindo os termos anteriormente citados. saúde humana. . Segundo Soares (2006). dos seguintes elementos: a) Seleção e definição das categorias — onde são identificados os grandes focos de preocupação ambiental. etc). as categorias e os indicadores que o estudo utilizará.ideológico. O texto ISO CD 14042. segundo a justificativa dos implicados no processo. utilizada independentemente ou de forma complementar: I ) Em função dos meios receptores nos quais os poluentes são rejeitados. b) Classificação — onde os dados do inventário são classificados e grupados nas diversas categorias selecionadas (relacionadas a efeitos ou impactos ambientais conhecidos aquecimento global. especialmente quando se comparam produtos. o desempenho ambiental de um produto ou processo passa primeiramente pela definição de um conjunto de critérios que possam descrevê-lo. Atribuição de pesos — Alguns técnicos poderão desejar atribuir pesos aos resultados da avaliação de impacta. propõe que o processo de avaliação de impacto seja composto. acidificação. contribuição à produção de chuvas ácidas. etc. que são os grandes focos de preocupação ambiental. etc. em maio de 1997. c) Caracterização — onde os dados do inventário atribuídos a uma determinada categoria são modelados de forma a que os resultados possam ser expressos na forma de um indicador numérico para cada categoria Os dados são classificados e agrupados nas diversas categorias selecionadas como o aquecimento global. ü Problemas Ambientais. os fatores de impacto (fluxo de matéria) levantados durante o inventário devem ser classificados ou agrupados em categorias.

2006).75 m3 de ar (78/8) para o monóxido de carbono. o ciclo de vida de 1 kg de vidro produz 78 mg de CO. • As normas são variáveis de uma região a outra.33 Para caracterizar os impactos ambientais segundo a abordagem dos meios receptores.Meios Receptores Volume crítico do ar e da água Este procedimento suíço se apóia sobre os valores regulamentares de concentração de rejeitos no ar e na água: atribui-se a cada fator de impacto regulamentado (poeiras. por exemplo. O mesmo cálculo é repetido para os demais poluentes. o volume de resíduos de Classe I. etc. o usuário deve considerar os seguintes aspectos: • As normas não são necessariamente científicas. e mesmo assim. No caso de volume. chumbo. Isto produz um volume crítico de 9. • Aplicável para rejeitos regulamentados. se uma regulamentação autoriza um rejeito no ar de 8 mg/m3 de CO. Por exemplo. I . Produção de resíduos sólidos Pode-se considerar. a necessidade de tratamentos específicos. compostos orgânicos. Classe II A e II B. pode-se recorrer à equação a seguir: (5) Onde. O volume crítico para um determinado sistema é dado pela equação a seguir: Volume crítico = S (rejeitado mi/Norma mi) O volume crítico é um artifício matemático que permite simplesmente a comparação entre os impactos dos diferentes materiais na água e no ar. 2006). • Não considera efeitos de sinergia e antagonismo. mi: massa do resíduo i Fi: fator de compactação do resíduo ?i: massa específica do resíduo i . será apresentada uma proposição que considera as emissões no ar e na água pela utilização de volumes críticos e uma proposição que considera os volumes de diferentes resíduos sólidos produzidos e destinados a aterro sanitário (SOARES. cloro. etc.) a quantidade de água ou de ar que seria necessária para "diluir" e atingir o limite de concentração limite (volume crítico = emissão/valor limite) (SOARES.

34 II . A tabela 3 apresenta alguns valores de PAE.Potencial de acidificação equivalente (PAE) iv) Potencial de redução da camada de ozônio (PRCO ou ODP de Ozone Depletion Potential) É a medida em relação ao efeito de 1 kg de CFC-11. .Problemas ambientais i) Esgotamento de matérias-primas Consumo de matéria-prima m = Smi Onde: mi : massa da matéria-prima i utilizada ii) Potencial de aquecimento global: (PAG ou GWP de Global Warming Potential) Faz a medida em relação ao efeito de 1 kg de CO2 .Potencial de aquecimento global em um horizonte de 100 anos (6) iii) Potencial de acidificação equivalente (PAE) É a unidade escolhida para a medida da contribuição de uma substância gasosa à acidificação. Tabela 2 . O PAE (potential acid equivalent) que é igual a massa molar da substância x/ número de moles de H+ liberáveis por mol de S(enxofre). Tabela 3 .

completa e precisa. por exemplo.Potencial de redução da camada de ozônio Estes índices significam que. etc. participando da pontuação final. uma avaliação dos resultados alcançados e dos critérios adotados durante sua realização. ecotoxicologia. • TRANSPARÊNCIA — Os resultados.4. métodos. como já mencionados. DESAGREGAÇÃO — A desagregação dos dados é necessária a fim de facilitar a interpretação dos resultados. O tipo e o formato do relatório devem ser definidos na fase de escopo do estuda. 4. portanto. . hipóteses e limitações devem ser apresentados de forma transparente e com um grau de detalhamento suficiente para permitir ao leitor uma completa compreensão das complexidades e trocas inerentes a um estudo de ACV. Em outras palavras. dados. Necessita-se.. Dois conceitos básicos são importantes na apresentação dos resultados de um estudo de ACV. ruído. antes do relatório final. o efeito de aquecimento do metano é expresso em termos da quantidade equivalente de CO2 que causaria o mesmo efeito de aquecimento global. uma mesma substância pode contribuir em mais de uma classe de impacto.35 Tabela 4 . 2006). realizar. Outros podem fazer parte da avaliação como. no caso do aquecimento global deve-se converter a contribuição de todos os gases que causam o aquecimento do planeta tomando-se o CO2 como substância de referência (SOARES. • . por exemplo. não constituem uma lista exaustiva.Os critérios aqui apresentados. toxicologia. v) Potencial de eutrofização: É a medido em relação a 1 kg de fosfato . Interpretação dos Resultados Hipóteses estabelecidas durante a Análise do Ciclo de Vida de um Produto afetam seu resultado final. odor. ao término do trabalho.1. Os resultados da ACV devem ser relatados à audiência pretendida de forma justa.Neste enfoque.

Avaliar os impactos para a implantação de SGA . para assegurar uma maior eficácia da solução proposta. A ACV é uma ferramenta de avaliação do impacto ambiental que tem como meta (SOARES. Avaliar a seleção de diferentes materiais e processos.ISO 14001. .36 Deve-se apresentar a ACV como uma ferramenta de avaliação ambiental. identificar e responsabilizar os diferentes atores envolvidos. 2005): • • • • • Melhorar a compreensão dos aspectos ambientais associados aos processos produtivos. Auxiliar o processo de tomada de decisões. Permitir a seleção de indicadores ambientais e avaliação do perfil ambiental.

em um processo de aprendizagem constante. chamada de decisor. de modo que seja significativo comparar duas alternativas a e b de acordo com um particular ponto de vista. ANÁLISE MULTICRITÉRIO: FERRAMENTA DE APOIO NA ACV A Análise de multicritério será uma ferramenta usada para auxiliar na tomada de decisão na avaliação do ciclo de vida. Analista – É a pessoa encarregada de interpretar e quantificar as opiniões dos decisores. As Metodologias Multicritério de Apoio à Decisão (Multicriteria Decision Aid – MCDA) objetivam auxiliar analistas e decisores em situações nas quais há a necessidade de identificação de prioridades sob a ótica de múltiplos critérios. 5. Cada alternativa possui um valor segundo cada critério. o que ocorre normalmente quando coexistem interesses em conflito (Gomes. ótimo = 3. 1985). 1999). Podem representar diferentes cursos de ação. estruturar o problema. Critérios – Os critérios são as ferramentas que permitem a comparação das ações em relação a pontos de vista particulares (Roy. ruim = 1). agente ou tomador de decisão. Modelo – É o conjunto de regras e operações matemáticas que permitem transformar as preferências e opiniões dos decisores em um resultado quantitativo Alternativas – Alternativas são ações globais. ou seja. É preciso notar que sua definição é meramente didática. Embora não seja recomendável. muitas vezes confundindo-se entre si. Deve atuar em constante diálogo e interação com os decisores. elaborar o modelo matemático e apresentar os resultados para a decisão. Conceitos Elementares Em um problema multicritério vários agentes são atuantes. ações que podem ser avaliadas isoladamente. Os componentes básicos de um problema de decisão multicritério são: Decisores – São os indivíduos que fazem escolhas e assumem preferências. é comum que o analista seja um dos decisores. diferentes hipóteses sobre a natureza de uma característica. diferentes conjuntos de características etc. bom = 2. Bouyssou (1990) define um critério mais precisamente como uma função de valor real no conjunto A das alternativas. uma estrutura de preferências. . uma escala (por exemplo.1. A cada critério está associado um sentido de preferência (indica se o valor é tanto melhor quanto mais elevado – maximização – ou se o valor é tanto melhor quanto mais baixo – minimização). como uma entidade única. ou seja. é a expressão qualitativa ou quantitativa de um ponto de vista utilizado na avaliação das alternativas.37 CAPÍTULO 5 5.

tempo e conhecimentos disponíveis. etc. notação. O problema estando formulado.38 5. notas escolares. De um modo bastante simplista. Determinação de um conjunto de ações potenciais. corresponde. entre os objetivos desejados e a possibilidade de atendimento com os recursos financeiros. rankings.2. Os valores dos critérios podem ser expressos basicamente em escalas ordinais e cardinais. As classificações. Por exemplo. exigindo certo formalismo. A escala ordinal é caracterizada por permitir apenas a aplicação das relações: maior que (>). Os pesos exprimem de alguma maneira. materiais para produção de uma embalagem. baseados em uma unidade funcional A quantificação/medição desta função identificada e realizada é chamada unidade funcional. 1999) que a construção de uma família coerente de critérios. taxa de substituição. Definição de um conjunto de critérios que permita avaliar os efeitos causados pela ação ao meio ambiente. mesmo que sejam expressas através de números. jogos de cartas. os atores envolvidos na tomada de decisão deve constituir um conjunto de ações (alternativas) que atendam ao problema colocado. De um modo geral. A experiência tem demonstrado (Maystre e Bollinger. a importância relativa de cada critério. são exemplos de escalas ordinais. 1994). Princípios básicos de análise multicritério O apoio à decisão caracteriza-se por ser um processo desenvolvido em etapas. áreas para implantação de u aterro m sanitário. este passa a ser uma negociação. Determinação de pesos dos critérios e limites de discriminação.). os processos de apoio à decisão baseados em análise multicritério passam pelas seguintes etapas (SOARES. processos para eliminação de resíduos. Ela é a referência a qual são relacionadas às quantidades mencionadas no inventário (balanço de massa). sobre o que se quer decidir. a construção de uma família coerente de critérios exige que sejam respeitados três princípios: . a fim de manter a estrutura do processo (Maystre e col. regressão múltipla. menor que (<) ou igual a (=) sobre seus valores. 2006): Formulação do problema. escores. Neste sentido. A ponderação de critérios pode ser realizada por meio de diversas técnicas (hierarquização de critérios. caracteriza-se por ser uma tarefa longa com sucessivas aproximações. através de números. Ela considera simultaneamente uma unidade de produto e uma unidade de função. distribuição de pesos. a saber. Elaboração da uma família coerente de critérios. Quando este processo apresenta um grande número de decisores com posições divergentes. em geral. etc. Esta etapa passa por um processo de definição do sistema e quantificação dos elementos intervenientes no mesmo.

uma família deve conter um número suficientemente pequeno de critérios de modo que o acesso a informações inter critérios seja facilitado na implementação de um procedimento de agregação. Segundo Roy e Bouyssou (1993).Coerência: Obriga à correta análise de quais são os critérios de maximização e quais os de minimização.39 .4. então a não poderá ser considerada pior que a alternativa b. Com relação à maneira de proceder à agregação dos critérios. para todos os critérios. . Consiste em associar. através de uma operação única. as avaliações dos diferentes critérios para cada ação. Métodos Multicritério – Abordagem Multi Atributo Pode ser dividido em: Métodos de Eliminação Seqüencial ou Métodos Elementares e em Métodos de Ponderação. Requer que não se possa retirar nenhum critério da família de critérios sem afetar as duas primeiras condições. . isto é. A seguir são apresentados alguns métodos utilizados para a realização de análise multicritério (sem intenção de serem referências).3. enquanto que a agregação parcial permite a comparação par a par das ações estabelecendo relações de superação entre as mesmas. Método de Dominância e Método Lexicográfico. .Exaustividade: Impõe a necessidade de descrever o problema levando em conta todos os aspectos relevantes. operacionalidade. Agregação dos critérios. após o preenchimento da matriz de avaliação e segundo um modelo matemático definido. Na agregação total as ações são comparadas em conjunto. excetuando-se o desempenho em um critério j em que a é melhor que b. a família deve ser considerada por todos os atores com uma base para a continuidade do processo de apoio à decisão. 5. o produto ponderado e a média ponderada modificada. 5. Na exaustividade todos os pontos de vista devem ser levados em consideração. dois métodos podem ser utilizados: a agregação total e a agregação parcial. São eles a soma ponderada. As ações serão em seguida comparadas entre si por um julgamento relativo do valor de cada ação. Bouyssou (1990) cita ainda duas importantes qualidades de uma família de critérios: legibilidade. Supõe que se a alternativa a apresenta desempenhos iguais aos da alternativa b.Não Redundância: Obriga a excluir critérios que estejam avaliando características já avaliadas por outro critério. Os Métodos de Eliminação Seqüencial estão decididos em Métodos Conjuntivos e Disjuntivos. o axioma da exaustividade implica em considerar como indiferentes duas alternativas que apresentam desempenhos iguais em todos os critérios. isto é.

a soma ponderada de uma ação j seria : Sj = (C1.40 Os métodos de ponderação estão divididos em Método de Tradeoffs. Atenção: Os pesos pj permitem “relativizar” os critérios entre si segundo a importância que lhes é dada pelas partes envolvidas. pj: Coeficie nte de ponderação. A seguir é mostrado um exemplo conforme Soares (2006): Tabela 5. PM E1 m E2 m En m Legenda: Ci: Critério. para cada ação. (7) Sj: Soma ponderada da ação j Por exemplo. Matriz de avaliação multicritério C1 p1 A1 A2 An E1 1 E2 1 En 1 C2 p1 E1 2 E2 2 En 2 Cm . a soma ponderada consiste em atribuir pesos para cada critério e em seguida. Os métodos mais utilizados são aqueles nos quais as preferências são agregadas de maneira aditiva e podem ser classificados como Métodos de Agregação por uma Função de Síntese. Ai: Opção ou ação. Método AHP (Analytic Hierarchy Process). Soma Ponderada: Após a elaboração da matriz de avaliação (tabela 5). Método UTA (Utilité Additive) e O método MACBETH (Measuring Attractiveness by a Categorical Based Evaluation Technique). Neste contexto será estudado apenas o método de ponderação: soma ponderada. Ei: Avaliação (valor) do critério i para ação j. O somatório obtido é divido pela soma dos pesos atribuídos.p1 + C2. realizar um somatório do produto do peso pela avaliação do critério.p2 + C3.p3)/(p1 + p2 + p3) . para um conjunto de 3 critérios.

são pré-selecionadas (A. Sensibilidade à mudança de escala Considere um exemplo hipotético de escolha de um equipamento para realizar uma determinada atividade. que realizam a função desejada. se os critérios forem mantidos. melhor será a eficiência do processo. B e C). para o segundo a situação é invertida. de acordo com a equação 8 a seguir: (8) A melhor opção entre as ações analisadas será aquela que apresentar o maior ou menor valor (de acordo com a notação utilizada) Para que o resultado não seja matematicamente distorcido há necessidade de que as avaliações de todos os critérios tenham o mesmo sentido de preferência. a soma ponderada será facilitada. pois haverá redução do número de operações matemáticas. dentre as quais se podem citar a sensibilidade à mudança de escala e a compensação entre critérios. Definiu-se que a escolha do equipamento dar-se-á pela análise de dois critérios ambientais: consumo de energia (kWh/ano) e massa de resíduos produzidos (ton/ano). de acordo com a tabela 6. supor hipoteticamente a avaliação de uma ação pelos critérios emissão de particulados e eficiência de remoção de odores. Neste caso. se para um critério quanto maior a sua avaliação pior o desempenho da ação. A escolha deverá recair sobre a ação que consumir a menor quantidade de energia e igualmente produzir a menor quantidade de resíduos. O método da soma ponderada busca a sintetização de vários critérios em um critério único (agregação total transitiva) eliminando qualquer tipo de incomparabilidade e garantindo um ordenamento das ações (procedimento ?) Para os problemas de gestão ambiental. Se para o primeiro quanto menor o valor melhor o desempenho ambiental. a soma ponderada na sua forma mais simples apresenta algumas limitações. Para o primeiro critério a comissão julgadora atribuiu uma importância de 80% e para o segundo. 3 opções. 20%. a solução está em multiplicar as avaliações de um dos critérios por um fator negativo. Em outras palavras.41 Se a soma dos pesos (Spi) for igual a 1. Através de soma ponderada a alternativa C é a que melhor sintetiza as condições estabelecidas. Por exemplo. . então este sentido deve ser usado para os demais critérios considerados. para o segundo critério. quanto menor o número (negativo). Assim.

Dados modificados: Mudança de escala Fonte: Soares (2006) Constata-se que a classificação das ações foi alterada. por exemplo. Esta mudança de escala é uma operação simples e totalmente aceitável. 2. mesmo que. Portanto. Dados iniciais – Mudança de escala Fonte: Soares (2006) Percebe-se novamente a alteração da classificação final entre as alternativas analisadas em função da sensibilidade à mudança de escala. Tabela 8. Esta definição será feita baseada nos critérios 1. . Os novos dados e resultados são apresentados na tabela 7. matematicamente a operação não esteja incorreta. a escolha da área mais apta para um aterro sanitário dentre as opções A. a mudança de escala.Dados iniciais: Mudança de Sensibilidade Fonte: Soares (2006) Considere agora que a produção de resíduos seja expressa não mais em toneladas. Tabela 7. 3 e 4 (tabela 8). influencia os resultados da soma ponderada Num segundo caso considere. por exemplo. mas em quilogramas. por conveniências de cálculo.42 Tabela 6 . B e C.

entretanto o aluno 2 foi aprovado em todas as disciplinas. a compensação de avaliações conduz a uma traição dos pontos de vista. Na tabela 10. . As deficiências da soma ponderada são graves. 1994). Neste caso. Na tabela 9 é constatado que o aluno 1 apresenta globalmente um melhor rendimento que o aluno 2. Primeiro conjunto de dados Fonte: Soares (2006) Tabela 10. Para que esta situação ocorra. pode compensá. a soma ponderada é um instrumento cômodo. Ele tem um desempenho ligeiramente superior ao segundo nas três primeiras disciplinas e nitidamente inferior na quarta disciplina (menos importante é verdade). sobretudo quando os critérios considerados são de caráter geral e buscam representar o universo mental dos atores. a situação é ainda mais problemática. quando se trata de critérios diretamente associados a um fenômeno observável. As notas variam de 0 a 10 sendo a média de aprovação geral seja igual a 6. o aluno 1 é globalmente preferível ao aluno 2. enquanto que o aluno 1. foi reprovado em uma disciplina. Novamente. Por outro lado.. sofrendo uma avaliação muito negativa sobre um critério.43 Compensação ent re critérios Um segundo inconveniente da soma ponderada refere-se à compensação de critérios: um projeto. Tabela 9.la por avaliações mais positivas sobre outros critérios. Suponha por exemplo que dois alunos de primeiro grau sejam comparados com relação a quatro disciplinas. Segundo conjunto de dados Fonte: Soares (2006) Este fenômeno de compensação é particularmente constrangedor em gestão ambiental. ou mensurável (Maystre e col. na maior parte das escolas a média ponderada dos resultados é reforçada por notas mínimas de admissibilidade. mesmo com média global superior.

+ .++ -+ + . Meio Fís.s-1 Resíduos Sólidos: 8. Pol..+ . Sistema Ambiental Sub-sistema Componente Fator Ambiental Ambiental Ambiental Clima Qualidade do Ar Geologia Geomorfologia Meio Físico Solos Terrestre Aptidão Agrícola Erosão Vegetação Meio Biol... terrestre.+ + + - - . ESTUDO DE CASO: INDÚSTRIA SUCRO ALCOOLEIRA O setor SUCRO ALCOOLEIRO apresenta características que podem ser divididas em sistema ambiental e em relação às atividades..44 CAPÍTULO 6 6. 4./Biol. Biologia Aquática Sistema Viário Infraestrutura Uso de Água População Demografia Sócio Migração Setor Primário Econômico Ativ... 5..+ .+ + + + + + + .+ . Com relação às atividades. Ind.000 µg.+ + + . 3.Características do setor coro alcooleiro No Quadro 1 o sinal (–) e (+) representam respectivamente o efeito negativo e positivo do setor coro alcooleiro.. Agrícolas pós-ind.+ + -+ -+ + -+ -+ . Principais atividades do sucroalcooleiro Ativ Ativ...+ + .. Apresenta ainda o componente ambiental e o fator ambiental.+ + ./ Hist./ Cult Rel..8 t Poluição atmosférica: 525 µg. Baseado no Quadro 1. pode-se fazer um estudo do setor em termos de impacto ambiental causado. agrícolas e pós industriais. Ativ...m-3 de SO3 55.+ A 8 B 9 10 11 12 13 + + + -+ -+ + + + + + -+ + + + + + .+ . 2. e Prelimin.m-3 de CO 6. Neste caso.-+ + . considere hipoteticamente que: Uma indústria SUCRO ALCOOLEIRA produz etanol e apresenta o seguinte perfil: DBO5 : 2350 mg.-+ + . / Inst. pode-se dividir em preliminares. O sistema ambiental apresenta um subsistema ambiental dividido em atmosférico. Econômicas Setor Secundário Cultural Setor Terciário Educação Nível de Vida Saúde Addad Nível de Emprego Patrim. 1 2 3 4 5 A B 6 7 .-+ + -+ .L-1 Vazão(Q in ) : 27 m3 .L-1 (Rio) DQO: 7250 mg./ Aquático Aqüíferos Quím... Atmosférico Meio Atm. Fauna Uso e Ocupação Águas Superf. .+ -+ -+ . Pais.- Quadro 1 . aquático e sócio-econômico/cultural.+ -+ -+ .+ + + .. Não há reciclagem de água 1.

45 mg. Avaliação do Perfil: 1ª Etapa Sabendo-se que a indústria lança seus efluentes num RIO Classe III de água doce com vazão (Q rio ) = a 1000 m3 .s-1 . temos: (9) . do perfil do produto e o plano de gestão ambiental.L-1 . L-1 . será necessário implantar um SGA para obtenção de melhoria contínua dos produtos e serviços. L-1 Com base no resultado da concentração na mistura (CDBO5 = 63. 6. o rio está poluído pela indústria? Considere o limite máximo permissível para a Classe deste Rio igual a 10 mg. Neste caso. deve-se calcular a concentração de matéria orgânica (DBO) no Rio Classe III. L-1 ). logo se deve usar a equação abaixo: Taxa de entrada = Taxa de saída Qin x DBO5(in ) = Qrio x CDBO(rio) Onde: Qin : Vazão da indústria DBO5(ind) : Demanda Bioquímica de Oxigênio da indústria Qrio : Vazão do Rio CDBO(rio) : Demanda Bioquímica de Oxigênio do Rio CDBO5 (Rio)= Qin x DBO5(in)/ Qrio CDBO5 = 27 x 2345/1000 CDBO5 = 63. Avalie o potencial poluidor desta indústria para futuras ações corretivas e/ou até mesmo a implantação de um SGA. já que o limite máximo permissível para a Classe deste Rio é igual a 10 mg. c) Qual a sugestão para o tipo de tratamento na indústria SUCRO ALCOOLEIRA. deve-se fazer a avaliação do perfil da usina.45 Para avaliar o impacto causado pela usina que produz álcool e adotar um sistema de gestão ambiental. a) Qual a concentração de matéria orgânica (DBO) no Rio Classe III. com base nos valores de DBO e DQO ? Primeiramente.1. quando misturado com o efluente lançado pela indústria SUCRO ALCOOLEIRA? b) Com base no resultado da concentração na mistura. quando misturado com o efluente lançado pela indústria coro alcooleiro da seguinte forma: O Sistema é conservativo. Assim. concluí-se que o rio está sendo poluído pela usina. A sugestão para o tipo de tratamento na usina de álcool é dada a partir da razão do valor da DBO pelo valor da DQO.45 mg.

v. ii. Avaliação do Produto: 2ª Etapa A avaliação ambiental será efetuada utilizando a Avaliação do Impacto do Ciclo de Vida para a produção de 70 L de álcool. ii. utilizam-se os seguintes dados: § Limites máximos permissíveis para efluentes líquidos: i. Logo o tratamento a ser adotado na usina( se não houver problema com a parcela refratária ). . As categorias de impactos adotadas serão: volume crítico da água.5. 6. iv.01 g/L Hg: 5 x 10-6 g/L DBO: 0. v. PAE. iii. aquecimento global. Para isso. Consideramos que para produzir 70 litros de álcool (70 L) é consumido 1 T de cana-deaçúcar e que um automóvel percorre em média 560 km com 70 Litros. Poeira: 240 µg/m3 CO: 40 000 µg/m3 NOx : 320 µg/m3 SO2 : 365 µg/m3 Hg (material particulado): 150 µg/m3 § Fatores de Caracterização: PAG. vi. iv. Neste perfil a matéria orgânica predomina.06 g/L Limites máximos permissíveis para efluentes gasosos: i.46 DBO/DQO = 2350/7250 = 0. ou seja. RCO. § Materiais sólidos inorgânicos: 1g/L Fenol: 2 x 10-4 g/L MES: 8 x 10-3 g/L Fluoreto (F-): 0. volume crítico de emissões gasosas.32 < 0. o uso da decantação simples seguida de tratamento biológico convencional poderá ser empregada.2.32 Como DBO/DQO < 0. iii. a DBO/DQO = 0. acidificação e energia.5.

47 A Tabela 11 mostra o inventário para produção de 1L de álcool. deve-se inicialmente encontrar: § A Unidade Funcional. CO2 ). cada usina apresenta características diferentes em termos de matéria prima e tecnologia. Os números são apenas ilustrativos para exemplificar o impacto ambiental. Os valores apresentados são valores aproximados.3 kg 0.2 g 40 g 35 g 33 g 150 wh i) Considerar que: Cana-de-açúcar à 70 litros – 1000 Kg de cana-de-açúcar ii) Função: Produzir álcool iii) Unidade de Função: Produzir 70 litros de combustível com cana de açúcar iv) Performance: P= 1000/70 . deve-se realiza um balanço de massa na indústria.: 14. pois.Inventário para a produção de 1 L de Álcool Matéria – Prima Cana de açúcar Aditivos Água Subproduto Melaço Açúcar escuro Efluentes Líquidos Matérias Sólidas inorgânicas DBO Emissão Gasosa CO SO2 CO2 Energia Consumida Carvão Óleo Gás Eletricidade De acordo com a tabela 11.3 kg de cana/L álcool v) Fluxo de referência: Cana-de-açúcar: 1000 de cana-de-açúcar para produzir 70 litros § Critérios Ambientais. Aquecimento Global (CO. . Na prática.07 kg 80 L 5 kg 8. Toxicidade (DBO). Energia. 14. Acidificação (SO2 ). ü ü ü ü ü ü Matéria – Primas. Matérias sólidas inorgânicas.7 g 5. Tabela 11 .

0087 — 1 kg x — 70 kg ü DBO: 0.: x = 0.: x = 1000 kg de cana-de-açúcar .31 kg de CO2 .8 kg .45 kg de SO2 .: x = 0.: x = 2.033 g — 1 L x — 70 L ü CO: 0.: x = 4.04 kg — 1 L X — 70 L ü SO2 : 0.3 kg — 1 L x — 70 L ü Aditivos: 0.360 kg de DBO . ü Cana de açúcar: 14.07 kg — 1 L x — 70 kg ü Água: 80 L — 1 kg x — 70 L ü Subprodutos: 5 kg — 1 L x — 70 L .: x = 2.0052 kg — 1 L x — 70 kg ü CO2 : 0.: x = 10.: x = 2.48 § Balanço para produzir 70 L.035 kg — 1 L x — 70 L ü Energia Consumida: 150 Wh — 1 L x — 70 L .9 kg de Aditivos .: x = 560 L .500 Wh de Energia Consumida .: x = 350 kg de Subprodutos ü Materiais Sólidos Inorgânicos: 0.609 kg de Materiais Sólidos Inorgânicos .

: A = 0.49 kg ü CO2à 2.1218 kg ü DBOà 0. iii.8 L de água para diluir o efeito da demanda bioquímica de oxigênio) VC = Volume Crítico Total: VCTOTAL = i + ii . A (%) = A (%) = 70 L / 350 .49 § Alocação.8/1 .8 .364 x 20% = 0.98 kg ü Água à560 x 20% = 112 L ü Subprodutosà 350 x 20% = 70 kg ü Materiais Sólidos Inorgânicosà0.: VCTOTAL = 1335.45 x 20% = 0.2 ou 20% ü cana-de-açúcar à1000 x 20% = 200 kg ü Aditivosà4.9 x 20% = 0.6 L .8 x 20% = 0.609 x 20% = 0.80 / 0.: 1213. ii.: 121.3 x 20% = 0. 1.462 kg ü Energia Consumidaà 10500 x 20% = 2100 Wh § Impactos Ambientais Negativos.8 + 1213.3 L(São necessários 1213. • i.8 L para diluir o efe ito dos MSI) VCDBO = 72.0728 kg ü COà 2. Volume Crítico: Emissões Líquidas: VCMSI = 121. Transformar as categorias de impactos ambientais em impactos propriamente ditos.06 .: VCTOTAL = 121.56 kg ü SO2à 2.8 L (São necessários 121.

• Acidificação: PASO2 = PASO2 = 1 x 0. Obs2 .: VCTOTAL = 15.: VC CO = 49 x 104 /365 = VC CO = 1342.49 g/365 µm3 .560 g/40. ou ainda dois tipos de álcool combustível.45 m3 2.: Quando se utiliza a AICV. por exemplo: o álcool combustível com gasolina.: AGCO2 = 0.000 µm3 .49 kg de SO2 Obs1 .: O impacto total deve ser calculado usando a análise multicritério conforme Capítulo 5.462 kg .342. ou seja.49 kg.12 kg • AGCO2 = AGCO2 = 1 x 0.: PASO2 = 0.462 kg CO2 3.6 x 108 /40.50 • i. .: AGCO = 1.: VC CO = 5.5 m3 Volume Crítico Total VCTOTAL = i + ii .000 = VC CO = 14000m3 VCSO2 = 0. iii. • Aquecimento Global: AGCO = AGCO = 2 x 560 g . Emissões Gasosas: VCCO = 0. Neste exemplo a avaliação ficará completa quando comparar. ii. devem-se comparar produtos entre si. álcool da cana-de-açúcar com o álcool produzido por outro tipo de cultura.

1 (Avaliação do Perfil: 1ª etapa).8 ton de resíduos sólidos. Figura 11 .51 6.45 mg/L .Roteiro de implantação do sistema de gestão ETAPA 1: A usina produz 8. diagnosticou-se que a concentração de matéria orgânica no rio Classe III. quando misturada com o efluente lançado pela usina é: CDBO = 63. 53000 µg.001) O Roteiro de implantação do sistema de gestão para a usina de álcool segue as etapas apresentadas na Figura 11. De acordo com o item 6.3. m-3 de SO2 . Plano de Gestão Ambiental O plano de gestão ambiental pode abranger 03 etapas: 6.3. Roteiro de implantação de um SGA (ISO 14.1. m-3 de CO e não recicla água. 5500 µg.

concluímos que a indústria está realmente poluindo o rio provocando impactos ambientais negativos. 4. 2. que resultem total ou parcialmente dos aspectos ambientais. 5. As normas da série ISO 14000 não a substituem. SO2 . na realidade a reforçam. prejudiciais ou benéficas. Poluição do rio. Uso de matérias-primas e recursos naturais. água. Contribuição ao esgotamento de recursos naturais. 3. como cana-de-açúcar. Toxicidade. 6. Impactos ambientais: Mudanças no meio ambiente. 4. aditivos. 3. Uso da energia. Esgotamento de matérias-primas.52 Comparando esse resultado com limite máximo permissível para a classe deste rio LMP = 10mg/L). além de toda carga poluidora contendo o vinhoto. 2. Acidificação. 5. Legislação Ambiental: Conjunto de normas jurídicas que se destinam a disciplinar a atividade humana para torná. É necessário conhecer a legislação ambiental vigente no local onde está . Lançamentos em corpos d'água: matérias sólidas inorgânicas e DBO. CO 2 lançadas pela usina de álcool. 1. 1. Emissões atmosféricas tais como CO.la compatível com a proteção do meio ambiente. ao exigirem o cumprimento integral dessa legislação local para que possa ser concedida a certificação da usina. produtos ou serviços de uma organização que pode interagir com o meio ambiente. ETAPA 2: Aspectos ambientais: Elemento das atividades. A legislação ambiental varia de acordo com o local onde está instalada a empresa. Resíduos(bagaço) e subprodutos(melaço e açúcar). Aquecimento global.

MSI e vinhoto. 2. 4. Adequar-se à legislação para reduzir multas e penalidades. Reciclar resíduos e subprodutos. Política ambiental da empresa: 1. Reduzir a poluição do rio. Controlar as emissões líquidas. Fazer parcerias institucionais na tentativa de vincular a empresa a uma imagem “ecologicamente correta”. Racionalizar o uso de energia e água. definir a política. . 2. sólidas e gasosas. Geralmente são seguidas as recomendações do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). 5. os objetivos e as metas ambientais da usina de álcool. 3. evitando o lançamento de elevada DBO. Reduzir em 20% a poluição do rio e a poluição atmosférica. Objetivos ambientais da empresa: 1. Reciclar água.53 instalada a organização. Meta ambiental da empresa: 1. para em seguida.

CO2 ) Poluição do ar Controlar as Reduzir em 10 meses Setor emissões 20% a Responsável gasosas de poluição modo a atmosférica atender as metas estabelecidas ETAPA 3: Documentação: A gestão ambiental. Prazo 1 ano Meta . Agrícolas. Os princípios e compromissos ambientais da organização. A política ambiental e o programa de gestão ambiental da organização. Obedecer aos Dependendo limites da função da máximos classe dos permissíveis meios para as receptores emissões adequarem os líquidas.2.Plano de Ação Requisitos Legais Responsabilidade Engenheiros: Químicos. SO2 . agrônomos etc. 2. como efluentes DBO.54 6. Mecânicos.001) Plano de ação: A Tabela 12 mostra o plano de ação proposto para a usina de cana-de-açúcar no exemplo. de gestão ambiental. Critérios Desempenho (interno) Aspectos Ambientais Impactos Ambientais Objetivo Emissões Líquidas Contaminação do Rio devido a DBO e vinhoto. Produção. Elaboração do Plano de Gestão: SGA (ISO 14. DQO produzidos e vazão.3. Reduzir em 20% a poluição do rio usando tratamento biológico Emissões Gasosas (CO. Tabela 12 . reduzindo emissões como de CO2 Seguir padrões nacionais e internacionais de qualidade ambiental que normalizam as emissões Tratar os efluentes para atingir a meta de redução. Atender a padrões de qualidade do ar. a ser implantada na usina será expressa em um único documento contendo os seguintes tópicos: 1.

Determinar a eficiência do SGA no cumprimento da Política Ambiental da Organização. As atribuições da função gestão ambiental e os responsáveis. A legislação nacional e internacional pertinente às atividades e processos típicos da organização assim como requisitos internos de funcionamento. 4. 11. que passarão a ser geridos pela função. Têm-se assim as auditorias de conformidade legal e as auditorias de impactos ambientais. ocorrentes e previstos. Treinamento: Todos da organização têm que estar envolvidos desde o início do processo de implantação do plano de ação. . 10. 9. Determinar se as atividades do SGA estão em conformidade com o programa ambiental aprovado e se estão sendo implementadas de maneira eficiente.55 3. Auditoria Interna : As auditorias ambientais são processos de inspeções e levantamentos detalhados acerca do nível de conformidade atingindo pela organização e dos impactos ambientais dela resultantes. 5. com a finalidade de: 1. A descrição do relatório de desempenho ambiental. Foi realizada na empresa (usina) uma auditoria interna (através de equipes próprias). indicando a periodicidade das aferições. 7. 2. 6. existentes e previstos. As normas da função gestão da qualidade amb iental. visando a futura certificação (a empresa é certificada pela auditoria de acordo com a Norma ISO 14001:2004). A descrição dos equipamentos e sistemas. A descrição dos processos de ações corretivas. 8. e os meios de divulgação dos resultados. o responsável pelas aferições. Os padrões de desempenho e de resultados da organização. A estrutura orgânica da função. Os indicadores e variáveis ambientais de monitoração.

Após a implementação do SGA. além de utilizar um grande volume de água. CONCLUSÕES Com a implantação do SGA a usina se compromete em atender os requisitos préestabelecidos pela Norma ISO 14. As principais razões para a implementação de um SGA não estão só relacionadas com a pressão legislativa. A usina de álcool. Um SGA pode ser implementado em qualquer empresa. pois gera efluentes de alta carga poluidora constituídos por matéria orgânica. independentemente da natureza da sua atividade ou do seu tamanho. já que a mesma provoca um grande impacto ambiental negativo. . tais como: exigências de clientes. Treinar todo o pessoal da empresa. O Plano de Ação do SGA proposto pode ser executado conforme a Política Ambiental da empresa.56 3. permitindo que a mesma atinja o nível de desempenho ambiental por ela determinado e promova sua melhoria ao longo do tempo. mas também são devidas a uma combinação de fatores. melhoramento e recuperação da imagem no sentido de responsabilidade com a comunidade.001. investimento ético e política de grupo. a empresa pode solicitar a sua certificação pela ISO 14. ETAPA 4: Avaliação Final: As atividades para implementação de SGA serão propostas e colocadas em ação.001. de modo a atender os requisitos propostos pela legislação ambiental vigente no local onde está instalada a usina. resultados ambientais positivos. no futuro. já que as metas e os objetivos serão implementados visando obter. é uma das indústrias mais poluidoras que se conhece.

1998. CTC. IDEA NEWS. NO.57. B. 96. Méthodologie multicritère d’aide à la décision. In: BANA E COSTA C. FERRÃO. SULEIMAN . J. 1. EM : MACEDO. Ed. Tese (Mestrado em Engenharia de Produção). (2000) “Estudo de Tecnologias Apropriadas para o Tratamento dos Efluentes da Indústria de Castanha do Caju”. 1990. J.SP. BIOMASS POWER GENERATION: SUGAR CANE BAGASSE AND TRASH . SOARES. MAYSTRE.. J. Engenharia Sanitária e Ambiental ABES. ROY. SÉRIE CAMINHOS PARA A SUSTENTABILIDADE. CHEHEBE. São Paulo : Cetesb. Y. JULHO DE 2005. IST Press. ANO5. do. Integração entre Sistemas de Informação Geográfica e Métodos Multicritério no Apoio à Decisão Espacial. 5 – n0 3 e n0 4. GOMES. Building criteria: a prerequisite for MCDA. Rio de Janeiro. SIMOS. São Paulo. p.).. Rio de Janeiro. 2005. O outro lado do meio ambiente. BAPTISTELLA . Editora Pioneira.PHP?CODTEXTO=2187 2004. J. 1985. p. Y. 1.GOV. ET AL. R. Introdução à Gestão Ambiental – a avaliação do ciclo de vida dos produtos. D. ed. 1999. IMPACTS ON THE ATMOSFHERE. 24p. (Org. L. SANTAELLA. S. 2004. vol. Qualidade ambiental: O desafio de ser competitivo.BR/OUT /VERTEXTO. Portugal 1998. S. RIBEIRÃO P RETO .. IN HASSUAMI. CD-ROM. Análise do Ciclo de Vida de Produtos – ferramenta gerencial da ISO14000. BOLLINGER.Sistemas da Gestão Ambiental – Requisitos com orientações para uso. ISAIAS DE C. 2005. P. P OPULAÇÃO TRABALHADORA NO RURAL PAULISTA EM PUBLICADO EM 29/05/2005. 1994. APOSTILA VALLE. C. 1985. Economica. Lausanne: Presses polytechniques et universitaires romandes. Paris. PICTET.A.G. Lisboa. Méthodes multicritères ELECTRE.IEA . A. P IRACICABA. ed.R. 1995. Qualitymark. DIANA. 1999. B. 58-80. E. COPPE/UFRJ. Readings in Multiple Criteria Decision Aid. ET AL . J. DISPONÍVEL HTTP://WWW. Aide à la négociation multicritère. NASCIMENTO. BOUYSSOU.57 REFERENCIAS Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – ABNT ISO 14. L. T. CORRIDA PELA CÉLULA A COMBUSTÍVEL BRASILEIRA.000 . .C. COIMBRA. B. MAYSTRE. IEA. E. Lausanne: Presses polytechniques et universitaires romandes.

3. A utilização de tecnologia instalada numa planta típica de unidade industrial de tamanho médio pode aumentar a eficiência da co-geração de energia. 1. em que mais de 100 membros representantes vários países. Com a redução de CO2 .t-1 de cana e uma redução. André Luiz Fiquene de Brito A seguir são apresentadas as respostas dadas pelo professor responsável pelo módulo.t-1 de cana. harmonizando as diversas agências nacionais. . ainda pode aproveitar-se das oportunidades criadas no Protocolo de Kyoto. O que é ISO . O Brasil é representado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).geração de energia via bagaço de cana. menos poluente que os fósseis durante a combustão. pode reduzir a poluição em termos de diminuição do aquecimento global. chegando a um potencial de produção de 291 KWh.58 CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO NA INDÚSTRIA SUCROALCOOLEIRA RESPOSTA DO PRE-TESTE DO MODOLO VII Professor responsável: Dr. Confira agora suas respostas coma a dele e faça uma auto-avaliação. de 151 kg CO2 .International Standardization Organization? Solução: É uma organização não governamental que foi fundada em 1947 e sediada em Genebra na Suíça. alternativo. estratégico para o Brasil. 2. Quais as oportunidades tecnológicas que o setor sucroalcooleiro pode apresentar com Protocolo de Kyoto? E por que a redução de CO2 pode contribuir para redução da poluição? Solução: Complementarmente à co. • Álcool: combustível de fonte renovável. à base de US$5 a tonelada de carbono. É previsto um volume de negócios em torno de US$110 milhões anuais. em CO2 equivalente. Quais os principais aspectos positivos da indústria sucroalcooleira brasileira? Solução: Aspectos Positivos: • Alto potencial de produção do setor sucroalcooleiro e energético – Usina de energia. É o fórum internacional de normalização. Com o mercado de carbono.

tanto das empresas como de seus produtos. possibilitando identificar aquelas que atendem á legislação e cumprem os princípios do desenvolvimento sustentável. 5. Como objetivos decorrentes. 6. . criam sistemas de certificação.Melhoria da imagem perante os clientes e a sociedade. como redução do aquecimento global e redução da toxicidade de corpos receptores. Cite vantagens da implantação do sistema de gestão ambiental no setor sucroalcooleiro.59 4. . Qual o objetivo central da série de normas ISO 14000? Solução: O objetivo da série é obter um Sistema de Gestão Ambiental que auxilie as empresas a cumprirem suas responsabilidades c om respeito ao meio ambiente. Solução: .Contribuição com a redução de impactos ambientais negativos. como etapas que visam avaliar ambientalmente a indústria em todo o ciclo produtivo e implantar o sistema de gestão ambiental. etc . Como a gestão ambiental pode ser aplicada no setor sucroalcooleiro? Solução: A gestão ambiental na cadeia produtiva do setor sucroalcooleiro pode ser entendida.Vantagem competitiva.

2ª) Porque a questão ambiental está se tornado assunto cada vez mais obrigatório nas agendas dos executivos do setor sucroalcoole iro? (1.5 pontos).0 pontos).: Figura 12 .(1. certificação pela ISO 14. A indústria visa. 3ª) A Uma indústria sucroalcooleira deseja reduzir o impacto ambiental negativo da produção de etanol. também. 1 ª) Uma indústria de álcool despeja seus efluentes num determinado rio.L-1 . o centro de P&D está desenvolvendo 03 processos para produção do etanol. Dr.s-1 . Para tanto.60 CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO NA INDÚSTRIA SUCROALCOOLEIRA PÓS-TESTE DO MODOLO VI Professor responsável : André Luiz Fiquene de Brito.5 pontos). Qual a concentração do contaminante no rio após mistura (efluente + rio) sabendo-se que o contaminante é uma substância conservativa e vazão do rio igual 10 m3 . A vazão da tubulação da indústria com o despejo é igual a 20 m3 .001.Produção de etanol a partir da cana-de-açúcar: . O Fluxo abaixo mostra a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar(2.s-1 e a concentração do contaminante é igual a 10 mg.

5 pontos). 5º) A implementação de um SGA na indústria é reflexo do aumento da consciência ambiental do empresariado ou da pressão exercida por organismos governamentais e não governamentais ou do mercado? Explique (1.? . c) Elabore uma família coerente de critérios (com seus pesos). b) Determine o conjunto de ações potenciais. ou seja. B e C.5 pontos). ISO 14001 é uma forma de barreira comercial(2. Qual o processo que menos causa impacto ambiental NEGATIVO? Tabela 13 – Dados para 03 processos de produção de álcool Processo A Matéria –prima (kg): 1000 Resíduo Sólido (kg): 250 Efluentes(L): 1000 Água (L): 1000 Energia (Wh): 1000 Processo B Matéria –prima (kg): 800 Resíduo Sólido (kg): 170 Efluentes(L): 600 Água (L): 650 Energia (Wh): 400 Processo C Matéria –prima (kg): 900 Resíduo Sólido (kg): 200 Efluentes(L): 900 Água (L): 850 Energia (Wh): 800 4º) Você acha que as normas ISO 14.0 pontos). o que vai ser comparado.000 substituem a legislação vigente? Explique a sua resposta(1. 6º) Na sua visão. e) Faça avaliação ambiental.61 a) Faça a formulação do problema a ser resolvido. d) Faça a agregação dos valores para os processos A.

Especialização em Inovação e Difusão Tecnológica pela Universidade Federal da Paraíba(1997). Atualmente é professor adjunto II da Universidade Federal de Campina Grande.edu.ufcg.br Fiquene de Brito – andre@deq.pro. . Ministra as seguintes disciplinas: Química Analítica. M estrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal da Paraíba (1999) e D outorado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). com ênfase em tratamento de resíduos sólidos industriais e urbanos.br. Gestão Ambiental e Planejamento e Otimização de Experimentos. André Luiz WWW.62 CURRICULUM VITAE RESUMIDO DO AUTOR Prof. atuando principalmente nos seguintes temas: tratamento biológico de resíduos e tratamento físico-químico de resíduos. Possui graduação em Química pela Universidade Federal da Paraíba (1989).labger. Dr. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental.

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