PROC E SSO SMA 13.

594/02 C OMPANHIA C IME NTO PORTLAND ITAÚ RE LATÓRIO D E IMPAC TO AMBIE NTAL LAVRA D E C ALC ÁRIO PROC E SSO D NPM 5. 638/1940 ITAPE VA-SP ( VOLUME IV – RIMA)

Elaborado para:
COMPANHIA CIMENTO PORTLAND ITAÚ Rua Itararé, 12 - Vila Isabel Itapeva-SP

Elaborado por:
PROMINER PROJETOS S/C LTDA. Rua França Pinto, 1233 - Vila Mariana São Paulo-SP

Distribuição: 06 Cópias – DEPARTAMENTO DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL 01 Cópia – COMPANHIA CIMENTO PORTLAND ITAÚ 01 Cópia – PROMINER PROJETOS S/C LTDA.

São Paulo, 13 de março de 2007

__________________________________________ Ciro Terêncio Russomano Ricciardi Engº. de Minas – CREA/SP 0600871181
Cópia 8/8

Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

ÍNDICE
VOLU ME IV – RIMA

I NTRO DUÇÃ O . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 CAP ÍTU LO 1 METODOLOGIA ...........................................................................2 CAP ÍTU LO 2 INFOR MAÇÕES G ERAIS................................................................4 2. 1. E MPRE E NDE DO R . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 2. 2. E MPRE S A RE S PO NS ÁVE L PE LA EL ABO RAÇÃO DO E IA/R IMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2. 3. O BJ ET O DO L ICE NCIAME NT O . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2. 4. J UST IFICAT IVAS DO E MPR E E NDIME NTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2. 6. AS PE CT O S H IS TÓ R ICO S . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 2. 7. L O CAL IZAÇÃO E VIAS DE ACES SO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 CAP ÍTU LO 3 CARACTERIZ AÇÃO D O EMP REENDIMENT O ....................................1 1 3. 1. G eolog ia L ocal, R eserv as e Vid a Útil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
3.1.1. DESCRIÇÃO DA JAZIDA........................................................................................................... 11 3.1.2. DETERMINAÇÃO DAS RESERVAS DE MINÉRIO E DO VOLUME DE ESTÉRIL................................. 12 3.1.3. ESCALA DE PRODUÇÃO E VIDA ÚTIL........................................................................................ 12

3. 2. O p eração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3.2.1. PLANO DE LAVRA ................................................................................................................... 13 3.2.2. PERFURAÇÃO E DESMONTE.................................................................................................... 13 3.2.3. CARREGAMENTO E TRANSPORTE............................................................................................ 14 3.2.4. DEPÓSITO DE ESTÉRIL E DE SOLO ORGÂNICO ......................................................................... 14 3.2.5. BRITAGEM E CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................. 15 3.2.6. INSTALAÇÕES DE APOIO ......................................................................................................... 15 3.2.7. MÃO DE OBRA E REGIME DE TRABALHO ................................................................................. 16 3.2.8. INSUMOS................................................................................................................................ 17 3.2.9. CRONOGRAMA OPERACIONAL................................................................................................. 17

3. 3. Plano d e Desati vaç ão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 CAP ÍTU LO 4 DIAG NÓSTI CO AMB IENTAL .........................................................1 9 4. 1. Meio Físico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4.1.1. GEOLOGIA.............................................................................................................................. 19 4.1.2. GEOMORFOLOGIA .................................................................................................................. 20 4.1.3. PEDOLOGIA............................................................................................................................ 21 4.1.4. CLIMATOLOGIA....................................................................................................................... 22 4.1.5. HIDROGRAFIA E RECURSOS HÍDRICOS.................................................................................... 23 Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

4.1.6. QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS ................................................................................... 24 4.1.7. QUALIDADE DO AR................................................................................................................. 28 4.1.8. ESTUDO DE DISPERSÃO ATMOSFÉRICA................................................................................... 30 4.1.9. NÍVEIS DE RUÍDO.................................................................................................................... 30 4.1.10. VIBRAÇÃO E SOBREPRESSÃO ATMOSFÉRICA ........................................................................ 33 4.1.11. HIDROGEOLOGIA.................................................................................................................. 34 4.1.12. ESPELEOLOGIA .................................................................................................................... 35

4. 2. Meio B iótico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
4.2.1. CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO REGIONAL (AII) ................................................................. 36 4.2.2. CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO DA ÁREA DO EMPREENDIMENTO ....................................... 37 4.2.3. FAUNA REGIONAL................................................................................................................... 39 4.2.4. FAUNA DA ÁREA DO EMPREENDIMENTO.................................................................................. 40

4. 3. Meio Antróp ic o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
4.3.1. A REGIÃO ADMINISTRATIVA DE SOROCABA E A REGIÃO DE GOVERNO DE ITAPEVA .................. 51 4.3.2. O MUNICÍPIO DE ITAPEVA ....................................................................................................... 52 4.3.3. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO.................................................................................................... 54 4.3.4. ESTUDOS ARQUEOLÓGICOS.................................................................................................... 56

CAP ÍTU LO 3 ANÁ LISE DOS IMP ACT OS AMBIE NTAIS .........................................5 7 5. 1. Id entific açã o d os Imp act os . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 5. 2. Previsã o d os Imp acto s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 5. 3. Avaliaç ão d a Imp or tân cia d os Imp ac tos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 CAP ÍTU LO 6 P LAN O DE G ESTÃO AMB IENTAL ..................................................7 1 6. 1. Med id as d e Cap acitaç ão e G estão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
6.1.1. IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ..................................................... 73

6. 2. Med id as mitig ad oras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
6.2.1. PROGRAMA DE CONTROLE DE TRÁFEGO ................................................................................. 74 6.2.2. PROGRAMA DE MANEJO DE FLORA......................................................................................... 74 6.2.3. PROGRAMA DE MANEJO DE SOLO........................................................................................... 75 6.2.4. PROGRAMA DE CONTROLE DE EROSÃO E ASSOREAMENTO...................................................... 75 6.2.5. PROGRAMA DE GESTÃO DE RESÍDUOS.................................................................................... 75 6.2.6. PROGRAMA DE CONTROLE DE POEIRAS FUGITIVAS ................................................................. 76 6.2.7. PROGRAMA DE CONTROLE DA QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS ..................................... 76 6.2.8. PROGRAMA DE REVEGETAÇÃO DA ÁREA DA PROPRIEDADE..................................................... 76 6.2.9. PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES AMBIENTAIS ........................................................ 77 6.2.10. PROGRAMA DE MANEJO DE FAUNA SILVESTRE ..................................................................... 77 6.2.11. PROGRAMA DE PESQUISA E RESGATE DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO ................................ 77

6. 3. Med id as comp ensató ria s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
6.3.1. DOAÇÃO DE TERRENO PARA PREFEITURA/SABES P ................................................................. 78 6.3.2. AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL (20% DA PROPRIEDADE)....................................................... 78 6.3.3. COMPENSAÇÃO DEVIDO À LEI FEDERAL 9.985/2000............................................................... 79

6. 4. Monito ramen to amb ien tal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 6. 5. R ecup eraçã o d e áreas d eg rad ad as (Pr ad ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
6.5.1. PROPOSIÇÕES DE USOS FUTUROS .......................................................................................... 81 6.5.2. PROCEDIMENTOS DE REVEGETAÇÃO ...................................................................................... 82

6. 6. Plano d e Fech ament o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

. . . . . . . . . .PLANTA DE SITUAÇÃO ATUAL 297S-RIMA -04 . . . . . .SP . . . . . . . . . 9 6 ANE XO D E SE NHOS 297S-RIMA -01 MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 297S-RIMA -02 . . . . . . . . . . . . . . . .PLANTA DE SITUAÇÃO FINAL Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .C ONSI DERAÇÕES FINA IS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 1 EQU IP E TÉCNICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 0 BI BLIOG RAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .ORTOFOTOCARTA 297S-RIMA -03 .

000. T rata-se de uma mina de calcário.-1- INTRODUÇÃO A COMPANHIA CIMENT O PORTLAND IT AÚ é detentora dos direitos minerários referente ao P rocesso DNP M 5. desenvolvida a céu aberto.DAIA conclui pela apresentação de EIA/RIMA. é apresentado o presente Estudo e Relatório de Impacto Ambiental . compreendendo áreas já lavradas nas décadas de 1950 e 1960 de forma artesanal por pequenos mineradores e está totalmente inserida na área de propriedade da empresa. O material britado é destinado à fabricação de cal virgem no local e. município de Itapeva-SP .EIA/RIMA.92ha. encaminhado por meio do Ofício CP RN/DAIA/0201/05. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .14ha. T endo em vista a pré-existência do empreendimento. a Secretaria do Meio Ambiente emitiu o Termo de Referência (P arecer Técnico CP RN/DAIA/044/2005 de 15/02/2005). localizada no município de Itapeva. foi apresentado em 22/04/02 o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas-P RAD. Desta forma. no qual o Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental . posteriormente. tendo em vista que “o desenvolvimento da lavra poderá implicar em impactos potencialmente significativos para a região sob influência do empreendimento”. A área de ampliação de lavra totaliza 90. A empresa possui Licença de Operação emitida pela Companhia de T ecnologia de Saneamento Ambiental . foi emitido o P arecer T écnico CP RN/DAIA/276/04. produto amplamente utilizado na construção civil. localizado na Fazenda Lavrinhas.CET ESB com validade até 31 de agosto de 2007 (LO número 46. a complexidade do EIA/RIMA foi definida sendo de baixo impacto ambiental.638/40. que totaliza 115.SP . com objetivo de subsidiar a decisão da Secretaria do Meio Ambiente quanto à viabilidade ambiental da ampliação da área de lavra da COMP ANHIA CIMENTO PORT LAND ITAÚ. Após a análise do Plano de Trabalho.594/02).496. em atendimento à Resolução SMA 18/89. Após análise do P RAD. processo CET ESB número 46/00080/01 e SMA 13. enviado para a cidade de Itapeva para a fabricação de cal hidratada. De acordo com a avaliação do DAIA.

Conselho Nacional de Meio Ambiente e de toda a legislação pertinente nas esferas federal. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . as atividades de implantação já foram realizadas no passado.-2- CAPÍTULO 1 Metodologia Este Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e o correspondente Estudo de Impacto Ambiental (EIA) é um documento técnico elaborado para subsidiar o processo de licenciamento ambiental do empreendimento proposto pela COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ. A preparação de um EIA/RIMA envolve a realização de diversas tarefas concatenadas e é precedida por uma etapa de planejamento dos estudos. Os principais passos para o planejamento e execução do presente estudo são mostrados na FIGURA 1. P artindo de uma caracterização sucinta do empreendimento e seus principais componentes. da Lei Federal nº 6.SP . nos termos do artigo 225 da Constituição Federal de 1988. da Resolução 001/86 do CONAMA . estadual e municipal. referente à operação da lavra de minério de calcário em Itapeva . estudos e análises realizados com a finalidade de avaliar a viabilidade ambiental de um projeto que possa causar impactos significativos no meio ambiente. Estas características ambientais foram levantadas a partir de uma visita de reconhecimento à área.SP . operação e desativação do empreendimento com as características ambientais mais evidentes do local e do município. Como se trata de uma mina em operação.Lei da P olítica Nacional do Meio Ambiente. a equipe cotejou as grandes linhas das fases de implantação.1. O EIA/RIMA é um documento que consolida os levantamentos.938/81 .

Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1 .SP .-3- PLANEJAMENTO Caracterização das alternativas do empreendimento Caracterização preliminar do ambiente (1) identificação preliminar dos impactos (2) identificação das questões relevantes PLANO DE TRABALHO EXECUÇÃO (3) es tudos de base (4) identificação dos impactos (5) previsão dos impactos (6) avaliação dos impactos (7) plano de gestão ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL Fonte : Adaptado de Sánc hez (2001). FIGURA 1.Metodologia de planejamento e preparação de um estudo de impacto ambiental.

argamassas.SP . Estado de São P aulo.025/0123-74 Inscrição Estadual: 372. A COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ vem desenvolvendo atividades nas minas de calcário em Itapeva há mais de cinqüenta anos. renovar a licença ambiental da mina Lavrinhas.030. 12 .Vila Isabel Itapeva .-4- CAPÍTULO 2 Informações Gerais 2. instaladas em Itapeva-SP e Itaú de MinasMG. participando também do mercado de concreto usinado. através deste EIA/RIMA.116 E ndereço da E mp res a: Rua Itararé. e o comércio de exportação e importação em geral.239.SP . em Itapeva. A empresa possui unidades de produção de cal.CEP 18400-490 T el: (15) 3522-4433 / Fax (15) 3522-5009 Resp onsável legal: Emílio Carlos Batista Oliveira Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . calcário agrícola. cal. A produção desta mina é destinada ao abastecimento da unidade fabril da empresa instalada a cerca de 500m da mina.044. também no município de Itapeva. à indústria e ao comércio de cimento. possui participação na Engemix. produtos calcários e correlatos. e pretende. cal virgem e hidratada. P ossuindo ampla participação no mercado brasileiro comercializa produtos de cimento. Razão So cial: COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ CNP J: 24. Empreendedor A COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ é empresa do Grupo Votorantim. constituída como uma sociedade anônima dedicada ao aproveitamento e a exploração de jazidas minerais em todo o T erritório Nacional. Além disso.1.

como fluxante ou corretivo da escória. 2. produto utilizado na construção civil e na agricultura. As propriedades das terras abrangidas pela poligonal do processo DNPM pertencem à própria empresa.CEP 04016-035 P abx/Fax: (11) 5571-6525 E-mail: prominer@prominer.3. representada pelo processo DNP M 5.br Coordenador técnico do p rojeto: Ciro Terêncio Russomano Ricciardi Engº de Minas . Na indústria siderúrgica o calcário é utilizado na forma crua ou calcinada. A área de lavra está restrita à poligonal titulada perante o Departamento Nacional de P rodução Mineral. CNP J: 57. P ara tanto.638/1940.SP .4.475/0001-05 CREA: 333933 E ndereço: Rua França P into.Vila Mariana São P aulo-SP . Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Razão soc ial : P ROMINER P ROJET OS S/C LT DA. com 115.2.92ha.061. A grande aplicação do calcário na região é a fabricação de cal para a construção civil. Objeto do Licenciamento O objeto do licenciamento ambiental é a extração de calcário para a fabricação de cal.com. de responsabilidade da COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ. nº 1233 .CREA/SP 0600871181 2. estuda-se a viabilidade econômica para a implantação da mina e a existência de mercado consumidor que vá suprir a demanda produtiva. Empresa Responsável pela Elaboração do EIA/RIMA A P ROMINER PROJETOS S/C LTDA. são realizadas pesquisas geológicas com objetivo de descobrir a qualidade e o local de maior concentração do minério.-5- 2. Nos altos-fornos o calcário é usado em até 10% da quantidade de cal adicionada e nos conversores LD’s pode-se usar até 25% de calcário calcinado em relação à cal. é empresa de consultoria que atua nas áreas de mineração e meio ambiente desde 1985. Justificativas do Empreendimento A principal justificativa para a implantação de mineração em determinado local está fundamentalmente associada a sua ocorrência e viabilidade econômica. De posse dos dados quantitativos e qualitativos.

Fonte : Associação Brasile ira de Produtore s de Cal . Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . localizada em Itapeva.4. onde o calcário é usado como corretivo de solo ou aditivo para fertilizantes. Em menor escala o calcário também é usado na fabricação de refratários e como aditivo nas indústrias de asfalto. que realizam moagem de cal adquirida de terceiros ou que reprocessam os subprodutos industriais. em menor escala. A FIGURA 2. Na atividade agrícola.-6- Outra grande aplicação é no campo da agricultura. a empresa produz c al em suas instalações da unidade de Lavrinhas. Desta forma. Existem ainda os mercados cativos. lubrificação. segundo suas características químicas e fisico-químicas.SP . que produzem a cal para uso próprio. plástico e vidro. FIGURA 2. que adquirem minério de terceiros. a 500m da mina de onde extrai a matéria prima para o processo de produção de cal. Além dos produtores integrados.4. podendo ser usada. A cal é um produto que pode ser chamado de “material versátil e social”. um dos critérios para suprir a necessidade de calagem de um solo e para a correção da acidez é a utilização de cálcio e magnésio em quantidades adequadas. aglomeração. como fazem as indústrias siderúrgicas. envolve desde os processos na indústria pesada até a leveza dos processos culinários. 2006. pela multiplicidade de aplicações e enorme contribuição ao bem-estar social. o corretivo de acidez de solos mais comumente usado é o calcário dolomítico.ABPC. a cal virgem e a cal hidratada.. A cal é também o reagente alcalino mais barato e mais usado que se conhece. neutralização e dissolução de matéria-prima.Distribuição da classificação dos produtores de cal.1 . através da sua capacidade de absorção. os transformadores. O campo de ação da cal.1 traz a distribuição dos produtores brasileiros de cal em função da classificação de suas características produtivas. caustização. Nos últimos anos em decorrência do maior incentivo à agricultura. tintas. A COMPANHIA CIMENTO P ORTLAND ITAÚ se constitui em empresa produtora integrada de cal. há uma tendência crescente do aumento no consumo de calcário agrícola. ou seja. desde as ações de proteção ao meio ambiente até procedimentos delicados da medicina e odontologia. existem os produtores não integrados.

444. e pela proximidade das reservas à unidade fabril. Esta unidade também está devidamente licenciada na CET ESB. 2. além da geração de empregos.longitude oeste Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . pela qualidade e a quantidade das reservas minerais de Itapeva. a COMPANHIA CIMENT O P ORT LAND ITAÚ possui uma unidade de hidratação. atualmente em operação. dentre as seguintes coordenadas geográficas: 24° 05' 00" e 24°07’00” . contando com todas as Licenças de Funcionamento (nº 48. de 31 de outubro de 1940. 2. Quanto às justificativas socioeconômicas tem-se a manutenção de postos de trabalhos diretos e indiretos que o empreendimento gera em Itapeva. A fábrica é alimentada com calcário proveniente da frente de lavra da mina de Lavrinhas. na Fazenda Lavrinhas. a empresa possui sua fábrica de cal. Localização e Vias de Acesso A área objeto do presente Estudo de Impacto Ambiental está localizada no município de Itapeva-SP .200 toneladas de cal hidratada. Ainda na Fazenda Lavrinhas. com capacidade produtiva de cal de 250 toneladas ao dia cada um e dois fornos com capacidade para 100 toneladas diárias cada um.104/92 de 25/11/97). T ambém na cidade de Itapeva. alterado pelo Decreto nº 6. ao dia. gera-se impostos diretos e indiretos. inaugurada em 1952.6. Aspectos Históricos A COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ desenvolve suas atividades de mineração na mina de Lavrinhas. de 31 de Janeiro de 1941.latitude sul 48° 48' 00" e 48°50’00” . o interesse da empresa pode ser explicado pela proximidade da unidade fabril ao centro consumidor (já que a região metropolitana de São P aulo é o maior consumidor de material de construção civil da América Latina). que é abastecida com minério proveniente das minas localizadas em Itapeva e Bom Sucesso de Itararé. A renovação da Licença Ambiental de Operação para a minas de Itapeva possibilitará um melhor planejamento estratégico para a produção de minério e da unidade fabril.SP . o que contribui para a dinamização da economia local e regional. A empresa foi autorizada a funcionar como empresa de mineração por meio do Decreto nº 6. quando ainda eram utilizados os “fornos de barranco”. do tipo AZBE. possibilitando a alocação adequada de investimentos nestes empreendimentos.7. 1. o interesse estratégico da empresa baseia-se nas questões econômicas. justamente a unidade fabril instalada em Itapeva. Desta forma. todos devidamente licenciados na CET ESB. A explotação da jazida de calcário. De forma que.-7- A COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ possui apenas uma fábrica de cal no Estado de São P aulo. contribuições e taxas.688/86 de 09/12/91 e nº 75. funcionam no local quatro fornos de cal. distante cerca de 15km da cidade de Itapeva.760. Hoje. com capacidade para produzir. locacionais e de mercado. em Itapeva.

situando o local do empreendimento da COMPANHIA CIMENT O PORT LAND IT AÚ em Itapeva e na FIGURA 2.000. quando se toma o acesso (SP 127) para T atuí.SP . Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . a partir da qual se prossegue pela rodovia SP .-8- O município de Itapeva está distante 270 km da capital paulista. O acesso à Itapeva se faz pelas rodovias SP . por cerca de 20 km.7. pela SP -258 até Itapeva. Outra alternativa de acesso é pela SP -270 (rodovia Raposo T avares) até é a cidade de Itapetininga. toma-se a SP -249. seguindo por esse até Capão Bonito e. na escala 1:50. onde se observa o acesso para a COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ. até o km 65. Na FIGURA 2.2 é apresentada a planta com a localização do empreendimento. posteriormente.280 até o km 129. A partir de Itapeva para chegar à área de interesse.7.127 e SP -258. seguindo em direção a Ribeirão Branco.1 é apresentado o mapa rodoviário.

1 JANEIRO de 2007 . 1233 .Mapa Rodoviário do Estado de São Paulo. 2006 .49ºW 48ºW 47ºW N W E 23ºS S 24ºS Local do empreendimento Fonte: DER.000. Escala 1:1.7.Vila Mariana CEP: 04016-035 .000.br COMPANHIA CIMENTO PORTLAND ITAÚ RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL .com.RIMA MAPA DE ACESSO RODOVIÁRIO CIRO TERÊNCIO RUSSOMANO RICCIARDI CREA Nº. Revisão Projeto Título Responsável Técnico: 0600871181 Escala 1:1.000. PROMINER PROJETOS S/C LTDA Cliente Rua França Pinto.000 Documento Nº FIGURA 2.São Paulo-SP Fone/fax: (11) 5571-6525 prominer@prominer.

.

P equenas concreções e nódulos são freqüentemente observados. São descritas as atividades a serem realizadas nas fases de implantação. Veios de quartzo nodular são freqüentemente observados.11 - CAPÍTULO 3 Caracterização do Empreendimento Este capítulo apresenta uma descrição do empreendimento. tais como metapelitos. esbranquiçado e branco. Estruturalmente a mina em exploração é bastante complexa. calcários e quartzitos. A noroeste da área os dolomitos são encobertos por arenitos da Formação Itararé. relevos baixos em relação às outras rochas. DESCRIÇÃO DA JAZIDA O embasamento rochoso da área abrangida é constituído por rochas metassedimentares do Grupo Açungui.1. no entanto. 3. Os dolomitos apresentam granulação muito fina.. Num dos flancos as atitudes das camadas variam nas direções de 35 a 60 graus do norte para o oeste e mergulhos que variam de 30 a 80 graus no rumo nordeste. além dos arenitos e dique de diabásio. textura afanítica e estrutura que varia de maciça a bandada. com o intuito de permitir o entendimento de suas implicações ambientais. mas podem.1.1. Os veios de quartzo não são possantes. delinear elevações alongadas.SP . operação e desativação da mina. No outro flanco da dobra as atitudes das camadas variam de 30 a 60 graus do norte para o leste e com mergulhos na faixa de 50 a 70 graus a noroeste. Reservas e Vida Útil 3. Os tipos bandados mostram cores cinza escuro a cinza claro e creme a branco. Quando maciço os dolomitos têm geralmente cor creme com variação para cinza claro. Geologia Local. dolomitos. normalmente. A falta de afloramentos de dolomito neste setor indica que a faixa de sedimentos arenosos é relativamente espessa. Quando isolados configuram. apresenta uma estrutura sinclinal com eixo de caimento para nordeste. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .

para cada tonelada de cal produzida.1. ou 6. transporte e britagem do minério proveniente da mina geram material fino. Considerando as reservas calculadas de 99. rejeitos de blocos de composição química inadequada. Foi ainda considerado um fator de penalização de 0.2.653. é necessária a extração de 3.12 - 3. que é destinado temporariamente às pilhas de rejeito e posteriormente é vendido como pedra britada ou utilizado na pavimentação de acessos. Como o desmonte.300 toneladas.388 toneladas. conclui-se que a vida útil do empreendimento é de 87 anos. Estima-se que 55 % do material lavrado se transformem em material fino (de granulometria menor que 50 milímetros).8).5 t/m³. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . 3. R =V×d× f Onde: R = Reservas em toneladas (t).1. d = Densidade do calcário (2.000 toneladas diárias de cal.166. o que equivale a 99.15 toneladas de minério de calcário..3. Desta forma o volume das reservas calculado é de 49.925 metros cúbicos de capeamento estéril. DETERM INAÇÃO DAS RESERVAS DE MINÉRIO E DO VOLUME DE ESTÉRIL A reserva final foi calculada considerando-se a densidade do calcário igual a 2. V = Volume (m³).826. Os resultados obtidos foram de 4.42 toneladas de calcário.5 t/m³. intercalações não detectadas de rochas estéreis e bolsões de terra na parte superior da jazida. que não pode ser utilizado na produção de cal.5 t/m³).300 toneladas de minério. P ara cada tonelada de cal produzida necessita-se de 1. Desta forma a lavra deve fornecer 3.650 metros cúbicos.000 toneladas mensais de minério. ESCALA DE PRODUÇÃO E VIDA ÚTIL A escala de produção se dá em função do atendimento da demanda da fábrica de cal. que possui hoje uma capacidade nominal de 1.250. P ortanto. A fórmula a seguir traz a fórmula do cálculo da reserva em toneladas. f = Fator de penalização (0.SP .8 devido às imprecisões dos contatos geológicos.150 toneladas ao dia ou 95.653. P ara o cálculo do volume de capeamento estéril foi utilizada mesma metodologia. a parcela de finos tem de ser descontada do montante extraído. porém sem utilizar de fator de penalização e com valor de densidade do capeamento igual a 1.

2. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . para se promover a exposição da rocha. A detonação é feita utilizando-se uma carga de explosivos reduzida.2. promovendo assim a regularização do topo para permitir que o desmonte posterior empregue o plano de fogo usual.1. e pneumática da marca WOLF. pelo engenheiro de minas responsável. alimentados por compressores portáteis. A lavra é a céu aberto. A seqüência de lavra será descendente. ligada por cordel detonante e espoletas elétricas. Quando se inicia um novo avanço em frente com superfície irregular. intercalados por bermas de 10 a 15 metros. É necessária a instalação de bombeamento de água na mina. Os furos são posteriormente carregados por explosivos. 3. de acordo com os resultados obtidos em campo. As brocas de perfuração têm de 3 polegadas a 3 ½ polegadas de diâmetro. o plano de fogo deve ser continuamente adaptado. situadas abaixo do nível de base local e os rebaixos executados e programados retêm água proveniente das chuvas e de infiltrações por percolação. de modo à sempre se obter as melhores condições de segurança e produtividade. T al operação é realizada com marteletes manuais AT LAS COP CO RH-571L.. alteração da rocha. através do método de cava em bancadas. PERFURAÇÃO E DESM ONTE A perfuração é feita com carretas de perfuração modelo TAMROCK DHA600S (hidráulica). O avanço da lavra se dá na direção sul.13 - 3. à medida que a frente avança (presença de falhas. A drenagem é facilitada. sendo a ligação entre os mesmos realizada por cordel detonante e iniciadores não elétricos. A altura máxima alcançada pelos taludes da cava será de 148 metros. em uma atividade de lavra. P ode ser ainda utilizado fogo de levante. As bancadas são então conduzidas até as suas posições finais. no setor Leste da mina. é feita ainda uma prévia operação de perfuração e desmonte do topo do maciço. Operação 3. para se evitar a formação de repés. PLANO DE LAVRA O plano de lavra implantado pela Companhia Cimento P ortland Itaú para a mina Lavrinhas visa o desenvolvimento das atividades produtivas de maneira compatível com a recuperação futura da área do empreendimento. P ara a elaboração da conformação da cava final adotou-se a cota base de 700 metros. Como. as condições de trabalho estão se modificando. de modo a haver uma que bra dos blocos irregulares de rocha.2. espessura de estéril). A configuração da cava final ocupará cerca de 89 hectares e terá taludes finais de 30 metros de altura e 75 graus de inclinação. pela existência de canaletas de concreto situadas no entorno da mina. removendo-se o capeamento à medida que a frente de lavra se desenvolve. a partir de uma via de acesso projetada.2. pois as frentes são amplas. Procurou-se evitar o avanço onde a topografia do terreno é muito elevada ou onde se verifica a existência de grande espessura de capeamento.SP .

atividades de apoio e ligados ao processo de produção na área.1 abaixo. A área do depósito de material estéril será totalmente recuperada com o plantio de espécies arbóreas e gramíneas. Da sua configuração atual.2. por meio das pás-carregadeiras sobre pneus modelo CAT ERP ILLAR 966E ou da escavadeira LIEBHERR 974. nas praças da cava.SP . e sua preparação para o plantio se dará com o solo orgânico estocado. de propriedade da Companhia Cimento P ortland Itaú.2.14 - Nos eventuais fogos secundários é utilizado ”drop ball”.3. Um trator de lâminas sobre esteiras. DEPÓSITO DE ESTÉRIL E DE SOLO ORGÂNICO O depósito de estéril possui como padrão de construção.4. por caminhões basculantes modelo RANDON RK 425. pode ser utilizado como auxiliar na operação de carregamento.2.3.2. evitando o enroscamento de blocos de grandes dimensões na entrada do mesmo. T al operação tem como objetivo adequar o tamanho dos blocos às características do britador primário.000 toneladas por detonação.3.1 CONSOLIDAÇÃO DOS EQUIPAM ENTOS DE LAVRA E APOIO QUANTIDADE 1 1 1 1 2 1 1 1 5 1 1 EQUIPAMENTOS COMPRESSOR DE AR ATLAS COPCO XA-350 COMPRESSOR DE AR ATLAS COPCO XA-120 CARRETA DE P ERFURAÇÃO WOLF PNEUMÁTICA CARRETA DE P ERFURAÇÃO TAMROCK DH600S HIDRÁULICA PÁ-CARREGADEIRA CATERPILLAR 966-E ESCAVADEI RA LI EB HER 974 MOTONIVELADORA CAT 140 G TRATOR DE ES TEI RAS CATERPILLAR D-8L CAMINHÃO RANDOM RK 425 CAMINHÃO VOLVO N 10 CAMINHÃO PIPA MERC EDES 1313 3. adaptada a uma escavadeira. com uma produção média de 15. como pode ser observado nos desenhos da seqüência de lavra anexos. altura dos taludes de 20 metros e bermas de 5 metros de largura e se situa ao nordeste da cava de mineração. ou seja. O depósito de estéril se localiza a noroeste da cava de mineração. o depósito de Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . CARREGAM ENTO E TRANSPORTE O material desmontado é carregado nos caminhões que transportam o minério até a britagem. 3. modelo CATERP ILLAR D8L. A lista dos equipamentos utilizados nas operações de lavra. bem como otimizar a operação de carga na mina. desde as frentes de lavra. A freqüência de detonações da frente é de uma ou duas vezes por semana. uma bola de aço com peso de 10 toneladas. de 25 toneladas de capacidade.. e em perfeitas condições de funcionamento está consolidada QUADRO 3. O minério é transportado. QUADRO 3.

. além das instalações de apoio.6.5 t/m³) de capeamento. e retomadas por alimentadores vibratórios que as destina aos fornos de cal. Os produtos classificados nas faixas abaixo de 50 mm. O produto classificado na faixa entre 50 e 120 mm constitui-se na brita destinada aos fornos de cal da unidade Lavrinhas da Companhia Cimento P ortland Itaú.388 toneladas ao se considerar uma densidade de 1.15 - material estéril deverá ser alteado de forma a armazenar os 4. BRITAGEM E CLASSIFICAÇÃO O beneficiamento do minério na mina Lavrinhas situa-se a cerca de 200 metros das frentes de lavra atuais. constituem-se nos finos. fechando assim o circuito da britagem secundária com a classificação. fabricado pela FAÇO. • Britagem Secundária O material proveniente da britagem primária é classificado na peneira vibratória de onde o material mais grosseiro segue para a britagem secundária.5. O produto classificado na faixa acima de 120 mm é conduzido de volta à britagem secundária. Estas britas são estocadas em pilhas cônicas. Do britador de primário o material britado segue para uma peneira vibratória.250. a utilização de produtos químicos de qualquer espécie. • Cl assificação O minério proveniente da britagem secundário é alimentado na peneira vibratória de 4 decks também de fabricação FAÇO. Não há.925 metros cúbicos “in situ” (ou 6. portanto. em dois britadores de mandíbulas FAÇO 120 x 60. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . 3. com capacidade de britar 450 toneladas por hora de operação. As operações unitárias que compõem o processo de beneficiamento são descritas a seguir: • Britagem Primária A britagem primária é realizada por um britador de mandíbulas de dois eixos.SP . que são destinados às pilhas de rejeitos para posterior venda como pedra britada ou uso na pavimentação de acessos.2.166. 3. modelo 48” x 60”. T rata-se de processos físicos de cominuição por britagem e classificação em peneiras.2. INSTALAÇÕES DE APOIO A unidade da Companhia de Cimento P ortland Itaú conta com a estrutura industrial de processo e produção de cal.

instalações de vestiário com 64 m² de área e subestação elétrica de 43. P elo mesmo acesso.5 m² de área. sanitário (14 m²). em direção às operações de lavra estão os prédios do refeitório com 167 m² de área e do grêmio recreativo.2. saneamento e assistência médica para os colaboradores da Companhia de Cimento P ortland Itaú. de segunda a sábado.7. fornece a solução para as questões de moradia. O regime de trabalho da mineração na unidade de Itapeva é de um turno das 07:00 às 16:48. QUADRO 3. O QUADRO 3.5 m²). T ambém há um estacionamento próximo à entrada da unidade.2. laboratório (163 m²). garagens (794 m² ) e lavador de veículos (29 m² ).16 - À entrada da unidade situam-se as benfeitorias da balança de expedição com 53 m² de área. Seguindo pelo acesso no interior da unidade há um praça com os galpões de manutenção elétrica (85 m²) e mecânica (259 m²). o prédio da portaria com 78 m² de área. depósito de materiais (94.7. ensino. além de vestiário (86 m²). com 136 m² de área.. nas proximidades da cidade de Itapeva.SP .7.2. à esquerda.1 MÃO DE OBRA EMPREGADA NA MINERAÇÃO DA UNIDADE DE ITAPEVA FUNÇÃO PERFURAÇÃO E DESMONTE OPERADOR DE P ERFURATRIZ / CABO DE FOGO CARREGAMENTO E TRANSPORTE OPERADOR DE PÁ-CARREGADEIRA MOTORISTA DE CAMINHÃO SERVIÇOS DE APOIO OPERADOR DE TRATOR E MOTONIVELADORA MANUTENÇÃO MECÂNICOS DE MÁQUINAS PESADAS BRITAGEM OPERADOR DE BRI TAGEM ADMINISTRAÇÃO SUPERVISOR DE MIN ERAÇÃO COORDENADOR DE PRODUÇÃO TOTAL 21 2 5 2 1 1 COLABORADORES QUANTIDADE 2 3 5 Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1 especifica a mão de obra empregada na unidade de Itapeva. almoxarifado (106 m²). 3. MÃO DE OBRA E REGIM E DE TRABALHO A localização do empreendimento mina. abastecimento. Nas proximidades da área de lavra e da área industrial estão o escritório de administração da mina (47 m²). garagem de veículos (343 m²). galpão de manutenção industrial (93 m²). recreação. depósito de equipamentos (428 m²) e depósito de refratários (509 m²).

2.SP . espoletas e estopins. que é o insumo consumido em maior volume pelos equipamentos móveis. pode ser observada no QUADRO 3. 14 15 16 . iniciando-se a contagem de tempo por este processo de licenciamento ambiental. o principal insumo é o explosivo utilizado no carregamento dos furos.8..9.. especialmente tecnológicas.2. que é consumido numa razão aproximada de 15.17 - 3. CRONOGRAM A OPERACIONAL A ordem cronológica das atividades operacionais.9.200 quilogramas mensais (considerando a razão de carregamento de 160 gramas de explosivo por tonelada de minério desmontada). além de peças de substituição e desgaste dos equipamentos de perfuração. aprimorado e até reformulado dependendo das novas oportunidades.000 litros mensais.9.1. 86 87 88 89 90 3. O consumo de óleo diesel previsto.2.3...1 CRONOGRAMA OPERACIONAL OPERAÇÃO LIC ENCIAMENTO AMBI ENTAL DECAP EAMEN TO REVEGETAÇÃO DOS TALUDES E B ERMAS EM SOLO REVEGETAÇÃO DO DEPÓSITO DE ES TÉRIL LAVRA DRENAGEM DE MINA MONITORAMEN TO AMBIENTAL DESATI VAÇÃO ANOS 1 2 3 . Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . No que se refere aos insumos utilizados no desmonte. Plano de Desativação O presente Plano de Desativação e Encerramento tem como objetivo dar diretrizes de modo que esta desativação da mineração ocasione o menor impacto possível ao meio ambiente. P orém o plano de desativação deve ser revisto. que venham a surgir ao longo da operação do empreendimento. São ainda consumidos os acessórios como cordel detonante. é de 95. possibilitando uma rápida recuperação das áreas afetadas. durante toda a vida útil do empreendimento.2.. além de peças de desgaste e de substituição para manutenção periódica. INSUM OS Os equipamentos móveis demandam óleo diesel e óleos lubrificantes para suas operações. QUADRO 3. 3.

para a adequada desativação da mina. programa de revegetação e relatórios de acompanhamento. Verificação dos possíveis impactos ambientais na área de influência.18 - Este plano deve ser revisto de forma periódica. Os procedimentos técnicos e operacionais de desativação são listados a seguir: • • • • • • • • Motivos para a desativação da mina. Plano de desmobilização das instalações e equipamentos. erosões e surgimento de “pippings” e apresentação de soluções para estabilizar as áreas afetadas. Caberá a empresa responsável pelo empreendimento comunicar a suspensão das operações minerárias aos órgãos públicos competentes. qualidade do ar. obtendo a documentação comprobatória da situação de desativação do empreendimento. sugere-se que haja uma etap a de pré-desativação. Relatórios de saúde ocupacional dos trabalhadores durante a vida útil do empreendimento. Verificação dos serviços de recuperação e medidas de controle (topografia. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . inspeção de fendas. considerando os meios físico. erosão e ruídos). Cronograma executivo de encerramento das atividades. Sinalização das áreas de lavra e de armazenagem de produtos perigosos até sua recuperação plena. Relatório da situação das reservas minerais remanescentes. sinais de ruptura. concomitantemente ao planejamento e às operações de lavra. • • • • • P ara uma melhor eficácia na implantação das medidas referentes ao Plano de Desativação e Encerramento. na qual os eventuais passivos ambientais gerados em conseqüência das atividades de lavra sejam controlados.. Exames de estabilidade de taludes. favorecendo a futura recuperação das áreas degradadas. Apresentação de declaração do órgão ambiental competente acerca da conformidade ambiental do empreendimento. Apresentação de plantas das áreas afetadas e de influência além do mapa de uso do solo. Localização e dimensionamento das áreas afetadas e obras de adequação destas ao Plano de Reabilitação de Áreas Degradadas. Verificação do P rograma de Monitoramento Ambiental em relação à qualidade das águas. efluentes.SP . níveis de ruído. biótico e antrópico.

. divididos em dois conjuntos litoestratigráficos denominados Grupo Açungui e Formação Setuva. que constitui parte dos terrenos supracrustais do extremo sul da Faixa Móvel Ribeira. 4. Os contatos litológicos e as superfícies tectônicas. Essa reativação. por uma unidade vulcano-sedimentar de composição básica a ultrabásica. As metodologias utilizadas nos trabalhos de cada área específica são apresentadas nos respectivos capítulos. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1. Juntamente com a reativação. A reativação Wealdeniana foi o último e principal ciclo que atingiu a região. a região em estudo pertence ao Grupo Itaiacoca. em que se realizaram grandes movimentos opostos diferenciais..]. que na região do Vale do Ribeira. Meio Físico 4.1. biótico e antrópico.. na Faixa Apiaí. com os seus derivados alcalinos e alcalinos ultrabásicos. com ação de grandes ciclos. Segundo Almeida et al. O magmatismo alcalino da região costeira e das bordas das bacias foi condicionado pela presença de zonas tectônicas associadas às falhas trasncorrentes rejuvenescidas.. No final do Jurássico.SP . um diatrofismo de caráter germanótipo inaugura nova fase da história tectônica da Plataforma. 1974). que ocorreu após grande período de calmaria. compõem a Faixa de Dobramentos Apiaí: a unidade do topo é constituída por metassedimentos clastos-químicos e a da base.1. vasto magmatismo basáltico [. ocorreu um intenso magmatismo basáltico de platô. A Formação Itaiacoca é constituída por terrenos metassedimentares. abriu. (1974).] acarretou apreciável movimentação ao longo das falhas. T al fenômeno [.19 - CAPÍTULO 4 Diagnóstico Ambiental A seguir é apresentado o diagnóstico dos meios físico. GEOLOGIA A região de estudo se insere numa área que sofreu grande perturbação tectônica. principalmente na reativação Wealdeniana (ALMEIDA. têm orientação geral NE-SW. no final do Jurássico.. Os estudos efetuados abrangeram levantamentos secundários (bibliográficos) e levantamentos de campo. um novo capítulo na história geotectônica da P lataforma. A criação de bens minerais metálicos na área da Plataforma Brasileira processou-se em ação direta do tectonismo que afetou a plataforma nos vários ciclos.

200km². bem como parte de seu limite noroeste. 1981). elevada densidade de canais de drenagem e vales profundos.Com litologias muito semelhantes. O Planalto Atlântico caracteriza-se geomorfologicamente como uma região de terras altas. os epimetamorfitos Açungui. metabásicas formam variações locais nos metassedimentos. metassiltitos. O P lanalto de Guapiara é uma estreita e elevada faixa montanhosa de 220km e com cerca de 5. Metassedimentos argilosos formam espessas camadas de filitos e mica-xistos. até Itaóca no P araná. As superfícies de aplainamento são de grande importância para a conformação das morfologias atuais.. empregada por Ab’Sáber (1966). e que ocorre na porção sudoeste do Estado. O modelado dominante do Planalto Atlântico constitui-se por formas de topos convexos. P redominam na área rochas epimetamórficas pertencentes ao Grupo Açungui e rochas graníticas associadas. T ambém Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . arenosos e glaciais (Grupo T ubarão) e sedimentos quaternários (marinhos e fluviais). leste e norte. metarenitos. Sobre essas rochas do P ré-Cambriano repousam os sedimentos da Bacia do P araná. e pelas coberturas das bacias sedimentares de São P aulo e T aubaté. Ocupa uma região elevada do alto da Serra de P aranapiacaba e estende-se até as áreas cobertas pelos sedimentos da Bacia do P araná. É limitada a noroeste pelos Complexos Graníticos Cunhaporanga e T rês Córregos. principalmente no estado de São P aulo (SALLUN FILHO et al. 4. transgridem sobre os devonianos. sedimentos permocarboníferos sílticos.20 - O Grupo Itaicoca é parte de uma faixa de dobramentos NE-SW que se estende desde a região de Guapiara e Itapeva. nas proximidades da Depressão P eriférica P aulista que o circunda em sua porção sul. que abrange parte do Cinturão Orogênico do Atlântico. como é o caso da superfície de Itapeva. apresentando-se interestratificados com rochas carbonáticas e associados a rochas quartzíticas. as formas de relevo que se destacam encontram-se condicionadas à natureza e disposição dos corpos rochosos e à situação em relação às superfícies de aplainamento que nivelaram suas estruturas (ALMEIDA. em discordância angular e erosiva.. constituídas predominantemente por rochas cristalinas pré-cambrianas e cambroordovicianas. em discordância angular e erosiva. em contato erosivo e discordância angular. predominam as do Grupo T ubarão. cortadas por intrusivas básicas e alcalinas mesozóico terciárias. Metaconglomerados.SP . 2005). como a Formação Itararé.2. representados na região pela Formação Furnas. As rochas sedimentares presentes na Folha de Itararé cobrem. que nas áreas de Itapeva. nivelando variadas litologias do Grupo Açungui e rochas do complexo granítico T rês Córregos. os extremos nordeste e sudoeste da Faixa de ocorrência do Grupo Itaiacoca. Nesta Província.1. circunscrito na grande P lataforma Sul-Americana. Os sedimentos da Bacia do P araná cobrem. 1974. P ode-se caracterizar perfeitamente três seqüências distintas: sedimentos devonianos arenosos (Formação Furnas). corresponde à classificação morfoclimática de Mar de Morros. a mais antiga reconhecida no território paulista. assentando-se diretamente nas rochas do Grupo Açungui. IPT. GEOMORFOLOGIA A área de estudo encontra-se nos limites do Planalto Atlântico.

como a Serra do Mar e serras sustentadas pelo Arenito Itararé.SP . No entanto. a cobertura vegetal é caracterizada por Mata Atlântica na porção leste e por cerrado em direção à oeste. Na região estudada. Como o planalto apresenta grande diversidade litológica. Segundo o Mapa P edológico do Estado de São P aulo (OLIVEIRA. quartzitos e matabasitos). nos topos mais elevados. quando encaixados nas áreas graníticas e quartzíticas. calcários. Isso se deve ao manto de alteração muito profundo.Em patamares mais rebaixados. da cobertura vegetal e do relevo. uma das mais extensas do sul do Brasil. Seus rios apresentam fortes gradientes. Escarpas. Praticamente toda a drenagem é tributária do rio P aranapanema e apresenta padrão dendrítico. adaptado às direções estruturais do planalto. em cursos perturbados por acidentes rochosos. seguido pelas Cuestas Basálticas e o Planalto Ocidental. como ocorre no município de Bom Sucesso de Itararé.3. evidenciada por importantes espigões graníticos de altitudes entre 1050 e 1150m. entre outras. condicionado pela litologia. conseqüência da ação do clima tropical úmido e da densa rede de drenagem. em outros pontos de menor elevação. que são muito abundantes e dão suporte aos principais divisores de água. observam-secolinas e morros tipicamente mamelonares (Mar de Morros) e. em alguns pontos. como dolinas e lapies.21 - é possível observar na área a superfície do Japi. Em alguns pontos. caracterizada pela presença da Serra do P aranapiacaba e também pela rocha matriz. cujos coletores principais têm mananciais na sua borda sul. Seus vales. Seguindo à oeste. O limite entre o Planalto de Guapiara e a Depressão P eriférica P aulista caracteriza-se pelas escarpas devonianas. na serra de P aranapiacaba. tem-se a Drepessão P eriférica. predominam rochas do Grupo Açungui (filitos. apresentam significativo destaque na paisagem . abaixo dos escarpamentos. onde afloram calcários. ocorrentes nas Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . possivelmente por se tratar de um carste encoberto. 4. típicas de terrenos cársticos. onde se encontra o embas amento cristalino. PEDOLOGIA O Estado de São P aulo apresenta uma pequena diversidade no que tange aos aspectos da geologia.. Especificamente na área de estudo. formam profundas gargantas. 1999). observam-se.1. as formas de relevo refletem esta configuração regional da geologia. além dos granitos. distinguem-se no Estado basicamente duas grandes unidades geológicas. Essa unidade morfológica limita-se ao norte com a Depressão Periférica P aulista. e se dirigem em busca da Depressão P eriférica. a dissolução coloca à mostra a rocha e constrói formas de relevo “ruiniformes”. O Planalto de Guapiara é irrigado por uma densa rede de drenagem. apresentam diversidade de formas típicas de terrenos cársticos. é raro encontrar afloramentos significativos. as duas principais classes de solos que se destacam na região estudada são os Latossolos (L). Quanto a sua composição litológica. As formas de relevo são fortemente condicionadas pela estrutura geológica: na porção leste. os solos são fortemente marcados pela diferenciação da geomorfologia. a leste e sudeste com P lanalto Ribeira/T urvo e a oeste e sul com o estado do P araná. na qual se destaca a P rovícia do Planalto Atlântico. na Bacia do P araná. Sob o aspecto geológico. o Escudo Cristalino e a Bacia Sedimentar do P araná. Grosso modo.

Juntamente com esses controles que agem sob o clima da região.SP . em decorrência da entrada de massas de ar frio com maior freqüência e intensidade. apresentando registros de temperaturas mais baixas.)”. a dinâmica dos sistemas frontais e anticiclônicos polares com as várias incursões durante o ano.1. o ar é frio e seco. Em geral. a altitude e a proximidade com o T rópico de Capricórnio (latitude). O mês de julho é o mais significativo do inverno. na faixa limítrofe entre duas grandes regiões climáticas da vertente Atlântica da América do Sul. atingindo o mínimo entre junho e julho. as chuvas são acompanhadas de trovoadas. trovoadas e descargas elétricas. A baixa altitude interage com a proximidade das escarpas da Serra de P aranapiacaba provocando altos índices de temperatura e precipitação durante boa parte do ano por ação do efeito orográfico sobre o clima. a Equatorial Continental e Polar Atlântica. geadas. Janeiro é o mês mais quente. em relação ao restante do Estado. com alternân cia de períodos seco e úmido bem definidos (. quando se observa a entrada das massas polares no sul do Brasil ocorre com menor freqüência em relação aos meses de inverno. Justamente a transição entre o Brasil Orient al e o Brasil Meridion al”. A região em estudo apresenta como principais controles climáticos a maritimidade. situando-se a média das máximas entre 30°C e 32°C. o relevo acidentado. Aqui se dá o encontro dessas massas de ar e. No inverno.. Esse fator se alia à posição. Os meses de setembro e outubro caracterizam-se pelo início da transição entre a dinâmica de circulação atmosférica de inverno e de verão. permanentemente úmido e o Brasil Central. O mês de agosto ainda é caracterizado por sucessivas incursões de frentes frias. do território. quando ainda são registradas temperaturas baixas.4. Observam-se então. T ambém é comum a atuação da Massa P olar Atlântica (mpa). acompanhadas de fortes massas de ar frio. conseqüentemente. CLIM ATOLOGIA A área de estudo está situada na porção sul do Estado de São P aulo e. 4. apresentam volumes elevados em curtos perídos de tempo. quedas de temperatura e pluviosidade na região. sendo notável o aumento na temperatura média mensal. segundo Monteiro (1973) “o território paulista sofre influência de quatro massas de ar principais: as massas tropicais Atlântica e Continental. é freqüente a atuação da Frente P olar Atlântica-FPA. principalmente no outono e inverno.22 - áreas de relevo menos acidentado e os Cambissolos (C) que predominam em áreas de relevo de forte ondulado. Entre os meses de dezembro e fevereiro são observados os mais elevados índices totais de chuvas de todo o ano. ondulado e suave ondulado. Os Cambissolos observados na região constituem um “enclave” em meio à orrência dos Latossolos. que normalmente são acompanhadas de rajadas de vento. oriundas de latitudes mais altas. São chuvas típicas de verão. as chuvas se concentram nos finais dos dias. De maio a agosto as temperaturas são sensivelmente mais baixas. como a barreira da escarpa da Serra do Mar. nevoeiros e ocorrência de neve. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . que empurra as massas tropicais para o norte do país.. as perturbações decorrentes. devido à grande quantidade de incursões de massas de ar frio.. ocasionando tempo bom e seco. As chuvas mais intensas ocorrem na porção leste do Estado. A baixa latitude local.

enquanto que. Estas áreas são mais restritas às áreas de relevo acidentado.UGRHI 14 . porém a média das mínimas fica por volta de 16ºC (NIMER. O padrão de drenagem também apresenta algumas diferenciações. Nas porções localizadas nas cabeceiras dos rios P aranapanema e T aquari. onde não foi possível o desenvolvimento da atividade agrícola mecanizada. notam-se áreas ocupad as por reflorestamentos e expressivas áreas de mata nativa. na micro-bacia do ribeirão Fundo. na qual se destacam a pecuária e a agricultura. observa-se que a densidade de drenagem se alterna de alta. nas porções mais elevadas. por ocasião das incursões da Frente P olar Atlântica. Grosso modo. é formador do rio Pilão d’Água.23 - contribui para a sensível queda de temperatura durante o inverno. 2005). é composta por 34 municípios. os principais contribuintes desta UGRHI drenam de sul em direção a norte-noroeste. Nessa região observa-se uma densa rede de drenagem. à medida que se desenvolve em direção à Depressão P eriférica. Este córrego. Destacam-se as agroindústrias e a atividade minerária nesta UGRHI (CET ESB. HIDROGRAFIA E RECURSOS HÍDRICOS A área de estudo está inserida na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos . 1989). Apiaí-Guaçu. T aquari e Itapetininga. passando pela Depressão Periférica P aulista. Dentre os principais contribuintes desta UGRHI estão os rios P aranapanema (trecho denominado P aranapanema Alto). nas áreas de ocorrência dos arenitos. que é afluente do rio P aranapanema.Alto P aranapanema. as vertentes são menores e íngremes. 4. afluente do rio T aquari pela margem direita. lançamentos de efluentes líquidos industriais e irrigação de plantações. afastamento de efluentes domésticos.1.SP .795km². Analisando a rede de drenagem do Alto P aranapanema. As temperaturas máximas absolutas podem atingir de 36ºC a 38ºC e as mínimas absolutas podem v ariar de 0ºC a 4ºC. A temperatura média anual fica na faixa dos 22ºC. contribuintes da bacia do P aranapanema.. compreendidas na Serra de P aranapiacaba. à média quando segue em direção à Depressão P eriférica. cujos principais produtos cultivados são o café. algodão e. captação industrial. Os usos d’água na UGRHI 14 são destinados ao abastecimento público. pode ser observado onde há presença de vertentes com declividades acentuadas ou onde existem controles estruturais que motivam a ocorrência fato que pode estar associado à influência da estrutura geológica. que se assemelha às disposição geral mas não à regularidade da configuração paralela. As principais atividades desenvolvidas nesta UGRHI são aquelas voltadas para o setor primário. as vertentes Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . por sua vez. Nas áreas onde a densidade de drenagem é mais alta.5. O padrão sub-paralelo. que se dirige em direção à Depressão P eriférica P aulista. A UGRHI 14 tem 22. mais recentemente tem-se destacado a cultura de frutas e a cana-de-açúcar nas proximidades da região de Ourinhos. tendendo mais para o dendrítico na margem direita do P aranapanema e para o sub-paralelo em outra margem.

Foram monitorados 7 pontos.24 - tornam-se maiores e mais suaves.SP . à deficiência do sistema de coleta e tratamento de esgotos gerados pela população (CET ESB. A principal drenagem observada na área do empreendimento é o ribeirão Fundo (ou das P erdizes). padrão de drenagem na sub-bacia é dendrítico. Onde as formas de relevo são mais dissecadas. a maioria dos canais fluviais é de 1ª. A primeira coleta de amostras das águas superficiais foi efetuada em 25/06/05 e a segunda em 09/12/05. de acordo com a classificação de Strahler. a amplitude do terreno é de 340m. cuja sub-bacia constitui sua área de influência direta. A sub-bacia do ribeirão Fundo tem cerca de 137km². demonstrando a influência da estrutura geológica nesse comportamento. Os pontos de coleta de água para os presentes estudos. que receberam a denominação de A1 a A7. devido à maior complexidade de poluentes que têm sido lançados no meio ambiente. QUALIDADE DAS ÁGUAS SUPERFICIAIS O conhecimento da qualidade das águas superficiais de um determinado rio constitui um importante indicador de suas condições ambientais. metacalcários dolomíticos e silicosos e quartzitos) e P aleozóico (arenitos). sendo o ribeirão Fundo de 4ª ordem. estando assentadas sobre litologias datadas do P roterozóico Médio a Superior (associação de metapelitos. portanto com outras micro-bacias desse ribeirão. 2ª e 3ª ordens. as atividades de lavra estão concentradas na micro-bacia de um córrego sem denominação. apresentando grande número de canais de primeira ordem na porção centro-sul da sub-bacia. Os resultados obtidos nesta fase poderão ser comparados aos dos monitoramentos futuros.. Os principais tributários do ribeirão Fundo são o Ribeirão Vermelho. De modo geral. atingindo cerca de 1000m nas nascentes do ribeirão Fundo e 660m em sua foz. por exemplo. não interferindo. P or meio dele pode ser detectado se há ou não contaminação do corpo hídrico por produtos químicos. Em caso positivo. Nesta sub-bacia. possui forma alongada.1. Quanto à hierarquia. 4. A crescente urbanização e industrialização de algumas regiões do Estado de São P aulo têm afetado diretamente a qualidade das águas de rios e reservatórios. por lançamento de esgotos domésticos.6. os canais de primeira ordem apresentam padrão paralelo. A sub-bacia apresenta média densidade de drenagem. córrego das P edras e córrego do Rodeio. no rio Pilão d’Água. de meia-lua. são descritos a seguir: Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . córrego do Salto. 2005). afluente do ribeirão Fundo pela margem direita. P ara o presente estudo foram realizadas duas campanhas de monitoramento da qualidade das águas superficiais para avaliar se há interferência das atividades do empreendimento nos recursos hídricos locais. Nesse trecho. ou se há atividade a montante que esteja afetando a água. Embora a sub-bacia do ribeirão Fundo seja delimitado como a AID do empreendimento. os vales são mais entalhados. podendo indicar se as atividades de ampliação do empreendimento estão afetando a qualidade das águas superficiais. o conhecimento de qual ou quais parâmetros estão acima daqueles estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/05 será fundamental para a proposição de medidas mitigadoras.

pH. após passar por toda área diretamente afetada pelo empreendimento.25 - A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 - Surgência. ferro solúvel.6.1 e 4. óleos e graxas. sólidos totais.SP . sendo incluídos parâmetros que poderão ser alterados em função das atividades de ampliação do empreendimento. contagem padrão de bactérias heterotróficas. A4 e A5 (FOT OS 4. sólidos dissolvidos. Foram realizadas análises físico-químicas e bacteriológicas importantes na caracterização da qualidade das águas s uperficiais.6 e 4.7) foram amostrados na entrada e saída da bacia de decantação 3.1. na atual cava.5) correspondem às amostragens das bacias de decantação.1. próximo ao paiol. As análises foram realizadas em laboratório especializado. duas das quais (bacias de decantação 5 e 6) resultantes das antigas lavras e uma (bacia de decantação 4) localizada próxima à atual área de britagem. respectivamente. Os pontos A6 e A7 (FOT OS 4.1. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . O A1 compreende uma surgência observada no interior da cava e o A2 a uma fratura no talude. Fratura. sólidos sedimentáveis.2). coliformes totais e coliformes fecais. e Saída da bacia de decantação 3 (antigo ponto 3). Bacia de decantação 6 (antigo ponto 6). oxigênio dissolvido (OD).6..1. O ponto A7 está localizado a jusante da COMPANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ. no talude da atual cava.6.1.6.3 a 4.6.6. Os pontos A1 e A2 correspondem às amostragens de água na atual área de lavra (FOT O 4. os resultados da análise da água deste ponto permitem concluir sobre a eficácia do sistema de tratamento das águas da empresa. são eles: temperatura do ar e da amostra. tur bidez. Bacia de decantação 5 (antigo ponto 5). ferro total. Os pontos A3. P ortanto. Bacia de decantação 4 (antigo ponto 4).1. Entrada da bacia de decantação 3.

(**) .O.1.Ótimo 7.1 Ausentes Ausentes 950 91.07 0. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .30mg/l em ambientes lênticos e 0.096 3.Q.Ótimo ----- FONTE: MICRO AMBIENTAL .19 0.15 0.050mg/l em ambientes intermediários. Sedimentáveis Sól.16 5 <2 <1 1 1.38 0.26 - QUADRO 4..85 32 Ausentes Ausentes 200 66.5 3.000 DECRETO Nº 8.01 1 7.9 15 <2 5 1 <0.0 a 9.01 4 8.000 ≤5.06 0.1 Aus entes Aus entes 100 64-Bom 8.-mg Pt/l mg/l O2 mg/l O2 mg/l ml/l-1H mg/l mg/l N.1 192 58 3.6.4 Ausen tes Ausen tes 300 88-Ótimo 7. mg/l Fe mg/l P mg/l N mg/l O2 % saturação UFC/100ml UFC/100ml U FC/ml .30 ≤0. PONTOS DE AMOSTRAGEM A2 F ratura da Cava LIMITES A6 Bacia de Decan tação A3 Bacia de D ecantação 5 A4 Bacia de Decan tação 6 A5 Bacia de D ecantação 4 A7 S aída da Bacia de Decantação CONAMA Nº 35 7* Classe II 5.5 0.1 262 74 6.1 268 166 5.65 93. Total Sól.468 de 08 de setembro de 1976. D.55 4 8.65 153 <2 <1 1 0.3 17 <2 <1 1 <0.1 RESULTADOS DAS ANÁLISES DE ÁGUA SUPERFICIAL . (***) .05 <0.050*** --≥5 --≤1.1 182 176 3.B.000 <5.11 79.034 18. (*) .Resoluç ão CONAMA Nº 357 de 17 de março de 2005.Ótimo 7.13 <1 2.03 0.U.468** Classe II ----≤5 --Ausente --------------≥5 --<1.1ª CAMPANHA DE 2005 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS A1 Parâmetro pH Cor D.68 0.04 0.18 0.Coleta:25/06/2005.000 ----- Unidade .O.T.3 Ausentes Ausentes 150 81.Q. Dissolvidos Turbidez Ferro Solúvel Fos fato Total Nitrogênio Total Oxigênio Dis solv ido Oxigênio Dis solv ido Coliformes Fecais Coliformes Totais Bac térias I. Óleos e Graxas Sól.0 ≤75 ≤5 --Ausente ----≤500 ≤100 ≤0.08 3 7.SP .Decreto Estadual n º 8.03 0.A.3 Ausentes Ausentes 450 87.2 16 <2 <1 1 <0.9 0.36 79.Bom 7.16 11 <2 <1 1 <0.-- S urgência da Mina 7.9 Aus entes Aus entes 250 93-Ótimo 6.2 476 50 236 0.5 14 <2 9 1 0.1 266 164 7.64 97.06 4 8.29 91.Limite de 0.93 92.04 1 8.

050mg/l em am bientes intermediários .000 <5.24 <0.01 0.06 2 9 114 Ausentes Ausentes 26.-.mg Pt/l mg/l O2 mg/l O2 mg/l ml/l-1H mg/l mg/l N.3 Ausentes Ausentes 700 91-Ótimo 8.Res olução CONA MA Nº 357 de 17 de março de 2005.Q. mg/l Fe mg/l P mg/l N mg/l O2 % saturação UFC/100ml UFC/100ml UFC/ml -.Ausente -.09 1 8.1 212 490 6.- FONTE: MICROA MBIENTA L .34 30 <2 3 21 <0.≤500 ≤100 ≤0.Lim ite de 0.-≥5 .800 89-Ótimo 8.O.1 150 90 5.1 Ausentes Ausentes 400 82-Ótimo 8.2 RESULTADOS DAS ANÁLISES DE ÁGUA SUPERFICIAL .6.1 160 20 7.050*** -.0 ≤75 ≤5 -.-.44 1 <2 12 1 <0.-.4 0.-Ausente . Sedimentáveis Sól.01 0.2 356 64 45.56 <1 <2 20 1 <0.-.02 1 9 120.01 0.39 2 <2 3 18 <0. (**) .1 Ausentes Ausentes 1.-.01 0.-.27 - QUADRO 4.000 .000 ≤5.5 85.Q.1 Ausentes Ausentes 1.3 0.B.-. D.1 102.02 <1 <2 5 2 0.-- Unidade -.56 0.84 <1 <2 <1 9 <0.400 90-Ótimo 8.-.30 ≤0.04 3 9.1 168 80 12.468 ** Classe II .O.2ª CAMPANHA DE 2005 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS A1 Parâmetro pH Cor D.- S urgê ncia / Cava 7.-<1.Coleta:09/12/2005.T.A.35 0.07 2 6.≥5 -.21 0. (*) .1. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Óleos e Graxas Sól.9 96.30mg/l em ambientes lênticos e 0.9 123.468 de 08 de s etembro de 1976.2 112.100 91-Ótimo ---.0 a 9.1 1 8.Decre to Estadu al n º 8.1 302 292 4.SP .000 DECRETO Nº 8. (***) .03 1 7.150 90-Ótimo 8.18 0.U.6 Ausentes Ausentes 1.38 2 <2 <1 <1 <0.2 Ausentes Ausentes 100 89-Ótimo 8.-≤5 . Diss olvidos Turbidez Ferro Solúvel Fosfato Total Nitrogênio Total Oxigênio Dissolvido Oxigênio Dissolvido Coliformes Fecais Coliformes Totais Bactérias I.≤1. Total Sól.1 222 180 6.-. PONTOS DE AMOSTRAGEM A2 F ratu ra/Cava LIMITES A6 Bacia de Dec antação 3 A3 Bacia de Dec an tação 5 A4 Bacia de Dec antação 6 A5 Bacia de de cantação 4 A7 Saída da Ba cia de Decantação 3 CONAMA Nº 357* Classe II 5..04 0.01 0.02 0.

A ampliação das áreas de lavra não implicará na introdução de novas fontes de emissão de material particulado.Residência do Sr.7. O ponto de amostragem HV1. os padrões de qualidade do ar para P artículas T otais em Suspensão são: Concentração média geométrica anual de 80μg/m3. QUALIDADE DO AR A área objeto dos presentes estudos está inserida na zona rural do município de Itapeva. Foram realizadas duas campanhas de amostragem da qualidade do ar.Determinação da Concentração T otal pelo Método do Amostrador de Grande Volume.28 - 4. e apresenta reduzido número de fontes de poluição atmosférica. O tráfego de veículos em estradas não pavimentadas. de acordo com procedimento definido pela norma NBR 9547 Material P articulado em Suspensão no Ar Ambiente . isto é.1. o uso de implementos agrícolas no preparo do solo para reflorestamento. na área do empreendimento. Manoel (Neco) -. representando a qualidade do ar em um período seco e outro chuvoso.P ortaria. em um ponto intermediário entre a área interna e externa do empreendimento. distante aproximadamente 15 km da cidade. as atividades de lavra e britagem é que podem contribuir em algum aumento local na concentração de partículas em suspensão.Refeitório.7. O indicador mais usado em campanhas de avaliação da qualidade do ar é a concentração de partículas em suspensão no ar.. podendo-se esperar que a qualidade do ar seja excelente. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . bem como o corte de pinus e eucaliptos constituem as principais fontes de emissão de material particulado na área do entorno do empreendimento. para fins de estimativa da qualidade do ar na área do empreendimento e entorno. Por outro lado. devido à manutenção da escala de produção nos patamares atuais. P ara a amostragem de partíc ulas totais em suspensão foram utilizados amostradores de grande volume (Hi-Vols). a totalidade de partículas em suspensão no ar. Concentração máxima diária de 240μg/m3. localizado próximo à portaria da COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ.468/76. O ponto HV2 localiza-se na área interna da empresa. HV2 . No QUADRO 4. O ponto HV3 caracteriza a qualidade do ar em área externa ao empreendimento a sudoeste a área de lavra.1 são apresentadas as concentrações de material particulado obtidas durante as campanhas de amostragem de junho e dezembro de 2005. a saber: HV1 .1. e HV3 . próximo às áreas de lavra e beneficiamento de calcário. Conforme Resolução CONAMA 03/90 e o Decreto Estadual 8. No entanto. situa-se a oeste da área de lavra. foram efetuadas medições da concentração de partículas totais em suspensão em três pontos distintos. Utilizou-se neste levantamento a amostragem de partículas totais.SP . incluindo todas as classes granulométricas (tamanhos) de partículas. em junho e dezembro de 2005.

8 693.05 09. desfavorecendo a ressuspensão pela ação dos ventos e passagem de veículos.12.05 21.05 07.05 a a a a 21. Por proble mas com o forne cime nto de e ne rgia e lé trica.12.6 19. barômetro. pluviômetro. QUADRO 4.12.05 Temperatura (ºC) 14. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . QUADRO 4.05 06.05 Direção N N N N N ES E Vel ocidade (km/h) 3. A estação meteorológica utilizada tem como componentes: termômetro.05 08.12.05 22..12.0 Pressão (mm/Hg) 698.06.12.05 08.12.12.05 22.09 4.05 a 09.05 08.05 08.SP .06..5 67.06.05 a a a a a a 21.06.05 07.2 PARÂMETROS METEOROLÓGICOS VALORES MÉDIOS REGISTRADOS EM CADA PERÍODO Campanha 1ª Interval o 20.16 2.05 07.1. *.7.77 2ª Fonte : Prominer Proje tos S/C Ltda.12.3.06.1..06.7.7. No mesmo período de realização das amostragens de material particulado foi instalada uma estação meteorológica para registrar as condições climáticas nos dias da realização do monitoramento.9 24.05 HV1 35 38 41 45 46 39 HV2 12* 110 146 52 87 111 HV3 21 12 22 20 21 26 2ª Fonte : Prominer Proje tos S/C Ltda.05 22.12.06. medidor da umidade relativa do ar. 2005.05 a 08.06.12. Os resultados registrados na estação meteorológica durante as campanhas de monitoramento foram processados em planilha eletrônica e os valores médios de cada parâmetro analisado são apresentados nos QUADROS 4. anemômetro e um sistema digital de armazenamento de dados.3 0.0 0.05 no ponto HV2.06.3 Precipitação (mm) 0.20 3. o Hi-Vol ope rou ape nas durante 10 horas no dia 20.3 PARÂMETROS METEOROLÓGICOS VELOCIDADE E DIREÇÃO PREDOM INANTE DOS VENTOS Campanha 1ª Interval o 20.7.06.06.5 700. uma vez que as chuvas não só captam p artículas em s uspensão na atmosfera como também as mantêm junto ao solo. próximo à localização do ponto HV1.12.05 07.12.05 21. 2005.05 23. 2005.05 21.0 62..2 59.2 e 4.05 22.05 22.1.06.05 Fonte : Prominer Proje tos S/C Ltda.8 56.20 3.57 4.12. A estação meteorológica foi instalada na portaria.7 19.4 18.2 14.29 - QUADRO 4.0 0.06. As informações meteorológicas permitem que os resultados das amostragens de concentração de partículas sejam analisados à luz dos parâmetros de precipitação pluviométrica durante o período de amostragem.0 2ª 07.2 690.0 0.7.1 CONCENTRAÇÕES DE MATERIAL PARTICULADO EM SUSPENSÃO NO AR (μg/m3 ) Campanha 1ª Data 20.1 693.05 23.5 700.6 Umidade (%) 73.05 06.1.06.1.06.06.1 68.05 06.3 0.12.

Durante as amostragens de partículas totais em suspensão predominaram os ventos que sopram de norte para s ul. Com a finalidade de caracterizar os níveis de ruído decorrentes das atividades da empresa na área Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Já na área externa. Na segunda campanha houve a incidência de chuvas de baixa intensidade. entretanto abaixo do limite diário de 240µg/m³. P ortanto. que é de 80µg/m³.1.468/76.. conforme QUADRO 4. NÍVEIS DE RUÍDO A ampliação do empreendimento não implicará em aumento da escala de produção. já que os maiores valores de concentração de poluentes foram observados nos mesmos locais das fontes de emissão.1.1. O Estudo de Dispersão Atmosférica é apresentado no ANEXO 10 do EIA. 4. 4. significativamente inferior ao padrão estabelecido pela Resolução CONAMA 03/90. será mantida também a atual movimentação de máquinas e veículos no local. De acordo com os resultados desses estudos “o impacto causado na qualidade do ar pode ser considerado significativo apenas na área interna da empresa”.2.7.3. pelo P rof.4µg/m³ na área interna do empreendimento. as concentrações atingiram valor máximo de 12µg/m³.8. conforme apresentado no QUADRO 4.1. foi estimado um valor de 22. localizado próximo às áreas de lavra e beneficiamento. As concentrações estimadas pela modelagem atingiram valor diário máximo de 38. enquadrando-se no limite diário de 240µg/m³ definido pela Resolução CONAMA 03/90 e o Decreto Estadual 8. foi realizada a Avaliação da Qualidade do Ar. ESTUDO DE DISPERSÃO ATM OSFÉRICA Com relação ao comportamento das emissões atmosféricas de material particulado decorrentes das atividades de lavra da COMPANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ.1.2µg/m³ na área interna da empresa. Manoel). A manutenção de um eficiente controle das fontes de emissão de material particulado. Luiz Francisco Pires Guimarães Maia. apresentou concentrações de material particulado um pouco mais elevadas que os pontos HV1 (portaria) e HV3 (residência do Sr. como umectação das vias de acesso e aspersão d’água na britagem permitirão manter baixas as concentrações de partículas totais em suspensão no ar. enquanto que no entorno foi inferior a 6µg/m³. Dr. que é de 240µg/m³.7. muito abaixo do valor fixado pela legislação. Com relação às concentrações médias anuais. O ponto de amostragem HV2.9.1.SP . da UFRJ. não influenciando nas concentrações de material particulado.30 - Conforme os resultados apresentados no QUADRO 4. em Itapeva. com velocidades médias entre 3 e 4km/h. em ambas as campanhas de amostragem as concentrações de material particulado em suspensão nos três pontos de amostragem apresentaram-se baixas.7.

Na margem da rodovia SP -249. Na margem da rodovia SP -249.1 NÍVEIS LIM ITE DE RUÍDO PARA AMBIENTES EXTERNOS NO PERÍODO DIURNO Tipo de Áreas Áreas de sítios e fazendas Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de escolas Área mista. modelo CEL-460. Foram efetuadas medições dos níveis de ruído na área diretamente afetada pelo empreendimento e seu entorno. Os resultados das campanhas de medição são mostrados nos QUADROS 4. o nível de critério de avaliação (NCA) para ambientes externos é definido pelos valores apresentados no QUADRO 4.31 - diretamente afetada pelo empreendimento.1.SP .151. As medições ocorreram nos meses de junho e dezembro de 2005. Limite dB(A) 40 50 55 60 65 70 Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 R9 R10 – – – – – – – – – – P ortaria da COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ. do tipo II. QUADRO 4. próprio para o decibelímetro utilizado. Área de deposição de estéril da COMP ANHIA CIMENT O PORT LAND IT AÚ. foi efetuado o monitoramento dos níveis de ruído (nível de pressão sonora) em duas campanhas de amostragem. Foi utilizado um decibelímetro tipo II.1.5. bem como e m seu entorno imediato. Antiga lavra da COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ.1. Conforme a Norma ABNT NBR 10.3.9. com vocação recreacional Área predominantemente industrial Fonte : Norma ABNT NBR 10. quando foram iniciados os estudos ambientais para o presente EIA/RIMA. na altura do km 64.1. Igreja localizada no km 63 da rodovia SP -249.2 e 4.9. P róximo das instalações de britagem.9. com vocação comercial e administrativa Área mista. marca CEL. P róximo da fábrica de cal da COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ. dotado de integrador de precisão e capacidade de gravação de medições de até oito horas.1.. na altura do km 62. P ara sua calibração utilizou-se o calibrador acústico CEL-282.151. com intervalos de registro de 1 segundo.9. predominantemente residencial Área mista. No acesso da cava para a britagem e beneficiamento. Cava da COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ.

3 NÍVEIS DE RUÍDO EM dB(A) ..1. os pontos R1.0 50.5 41. R2.3. R2. QUADRO 4. R3 e R4 situados ao longo da rodovia SP -249.0 57.0 52.5 45.0 58. Os níveis mais elevados de ruído foram medidos no ponto R5. elevadas diferenças entre os valores de L10 (ruído de pico) e L90 (ruído de fundo).0 48. Basicamente.1.0 Fonte : Prominer.5 56.9. Os pontos R1.5 44. nos limites da propriedade da empresa. os níveis de ruído nesses pontos variaram entre 61 e 64dB(A) na primeira campanha de medição de ruído. e R4 localizam-se na área externa da COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ.1.SP .5 40. que Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .9. indicando uma ampla faixa de variação dos níveis de ruído em função do tráfego ao longo da rodovia SP -249. R3 e R4 representam os níveis de ruído nas áreas externas ao empreendimento. 2005.5 65.5 57. Os pontos R5 a R10 caracterizam os níveis de ruído nas áreas de atividades na área fabril.2ª CAMPANHA DE 2005 Horário Ponto R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 R9 R10 Data 08/12/2005 08/12/2005 08/12/2005 09/12/2005 09/12/2005 08/12/2005 08/12/2005 08/12/2005 08/12/2005 08/12/2005 Início hh:mm 15:28 15:45 16:05 14:31 14:45 11:22 11:06 10:17 10:33 10:52 Término hh:mm 15:38 15:55 16:15 14:41 14:55 11:32 11:17 10:29 10:43 11:02 LAeq (ruído equival ente) dB(A) 52 52 55 55 69 43 54 61 54 49 L10 (ruído de pico) dB(A) 54.9.5 48.0 56. e entre 52 e 55dB(A) durante a segunda campanha. situado próximo à fábrica de cal da COMP ANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ. estando o ponto R1 na portaria do empreendimento e os pontos R2.0 69.5 64.0 64.32 - QUADRO 4.5 44.0 46. Conforme os dados apresentados nos QUADROS 4.1ª CAMPANHA DE 2005 Horário Ponto R1 R2 R3 R4 R5 R6 R7 R8 R9 R10 Data 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 23/06/2005 Início hh:mm 08:19 08:35 08:50 09:07 10:09 10:32 09:42 11:34 10:57 11:51 Término hh:mm 08:29 08:46 09:00 09:17 10:19 10:42 09:52 11:44 11:07 12:01 LAeq (ruído equival ente) dB(A) 63 64 61 63 72 70 54 55 64 53 L10 (ruído de pico) dB(A) 62.5 39.5 71. Esses pontos concentram-se no entorno oeste e sul. interno ao empreendimento.9.2 NÍVEIS DE RUÍDO EM dB(A) .5 41.5 62. sendo as terras de propriedade da empresa.0 61. Verificase.5 36.5 50.0 37.5 72.1.5 L90 (ruído de fundo) dB(A) 44.2 e 4. no bota-fora e na mina. na britagem. Não foram selecionados pontos no entorno norte e leste do empreendimento pelo fato de não se observar residências nessas áreas. 2005.5 57.5 45.5 47.0 53. para esses pontos.0 46.0 68.0 Fonte : Prominer. R3.5 54.0 L90 (ruído de fundo) dB(A) 37.0 53.

O ponto R8.1 NÍVEIS LIM ITES DE VIBRAÇÃO DE PARTÍCULA Faixa de Freqüência 4 Hz a 15 Hz 15 Hz a 40 Hz Acima de 40 Hz Limite de vibração de partícul a de pico 15 mm/s a 20mm/s 20mm/s a 50mm/s 50mm/s 134dB(L) Pressão acústica O limite mais restritivo para velocidade de partícula corresponde às vibrações na freqüência de 4 Hz. situam-se mais afastados das fontes de ruído. Os pontos R7 e R10.2mm/s para a resultante das três direções de velocidade de partícula.1.10.1. representando o ruído próximo à britagem (R6) e em um acesso na área de lavra (R9). 4. P ara esses pontos é também observado uma elevada diferença entre os valores de L10 e L90. e entre 54 e 49dB(A) na segunda campanha.10.013 (Mineração por Explosivos) define os limites de níveis de vibração para incômodo da população. observa-se que os níveis mais elevados de ruído gerados na área de lavra e deposição de estéril e nas instalações de beneficiamento restringem-se às áreas operacionais da COMP ANHIA CIMENTO P ORTLAND ITAÚ. O limite para pressão acústica é definido em 128dB(L).SP .33 - apresentou níveis de ruído entre 72dB(A) na primeira campanha de medição de ruído e 69dB(A) na segunda campanha. Nesta norma.. Esta norma estabelece como 3. sofrendo suficiente atenuação com a distância. A norma CET ESB-D7. Os pontos R6 e R9 apresentaram níveis de 70dB(A) e 64dB(A) na primeira campanha. que preconiza os limites admissíveis para danos estruturais.1.1. são utilizados sismógrafos de engenharia situados nas residências mais próximas ao local do desmonte. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . o que se deve ao tráfego de caminhões próximo a esses pontos de medição de ruído. sofrendo influência do ruído gerado pelos caminhões que trafegam próximo ao ponto de medição. apresentou níveis de ruído entre 55 e 61dB(A) nas primeira e segunda campanhas. próximos à freqüência de ressonância das estruturas de concreto.0mm/s o limite para a componente vertical da velocidade de partícula e 4.10. não interferindo no conforto acústico das áreas de entorno. localizado em uma das bancadas da cava que está atualmente em operação no empreendimento. Desta forma. apresentando níveis entre 54 e 53dB(A) na primeira campanha de monitoramento. Os limites máximos admissíveis para vibração de terreno e sobrepressão atmosférica são definidos pela norma brasileira NBR 9653/05. conforme o QUADRO 4. VIBRAÇÃO E SOBREPRESSÃO ATMOSFÉRICA Com o objetivo de monitorar os níveis de vibração e sobrepressão atmosférica gerados no desmonte de rocha por explosivos. conforme observado nas medições realizadas nos pontos R2 a R4. localizados ainda dentro da área da COMPANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ. respectivamente. a velocidade de partícula não deve exceder 15mm/s e a sobrepressão atmosférica 134dB(L). Na segunda campanha de medição os valores medidos nesses pontos forma mais baixos: 43dB(A) e 54dB(A). QUADRO 4. O tráfego pela rodovia SP -249 constitui-se também como uma importante fonte de ruído.

situado a 460m da bancada desmontada na área interna da COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ.00 --Transversal (mm/s) 0.7 ----Vel ocidade de Vibração Vertical (mm/s) 0. Conforme apresenta o QUADRO 4. QUADRO 4. A sobrepressão atmosférica excedeu o limite de 128dBL definido pela norma CET ESB D7.7 ----Resul tante (mm/s) 1. e em que nível de significância.51 0 <0. o limite de 134dBL definido pela ABNT 9653/05 não foi excedido nos três pontos monitorados.10. A lavra em cavas a céu aberto acaba por requerer. aliados a técnicas de simulação e interpretação. HIDROGEOLOGIA A caracterização hidrogeológica tem como objetivo indicar se as atividades do empreendimento podem causar alguma alteração.25 <0.2 RESULTADOS DAS M EDIÇÕES SISM OGRÁFICAS Distância Ponto (m) S1 S2 S3 LIMITES LEGAIS 458.1.02 0.7 1133 Distância Escal onada (m/kg 0.1).05 Longitudinal (mm/s) 0.1.013 ABNT-9653/05 Fonte : Te chnoblast.22 40. O plano de fogo utilizado no desmonte monitorado teve como características: diâmetro do furo de 3”. permitiram tal caracterização com níveis de confiabilidade adequados para o presente Estudo de Impactos Ambientais.25 <0. de forma a manter a área de Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . realizado pela empresa BT X Serviços de Geologia Ltda e que traz em detalhe todo o estudo hidrogeológico. P ara a medição dos níveis de velocidade de vibração de partícula e sopro de ar foram instalados 3 (três) sismógrafos marca GeoSonics.34 - P ara a determinação dos níveis de vibração oriundos das atividades de detonação de rocha nas áreas de lavra.76 0.2. 2005.013 para conforto da população.1.10. próximo à placa Limoeiro.5) 16. os níveis de vibração medidos durante o desmonte de rocha realizado em uma das bancadas da atual cava em operação apresentaram-se abaixo dos limites definidos pela norma ABNT -9653/05 para danos estruturais e da norma CET ESB D7.25 <0.11. 4.SP . que.21 CETESB D7. nas características do fluxo de escoamento subterrâneo de água.76 0. Desta forma foram realizados extensivos trabalhos de levantamento hidrogeológico em campo.7 4.. Entretanto.013 apenas no ponto S1. após atingir certa profundidade. foi monitorado um desmonte primário no dia 01 de outubro de 2005. carga total de 800kg de emulsão encartuchada e granulado Anfo em 4 linhas e 300m de cordel. atividades de rebaixamento do nível da água por bombeamento. *: Conside rando o limite mais re stritivo de vibração de partícula.1.10. No ANEXO 12 do EIA é apresentado o relatório “Modelagem do fluxo de água subterrânea para avaliação do impacto da expansão da mina a céu aberto da COMP ANHIA CIMENTO P ORTLAND IT AÚ”. para a freqüê ncia de 4 Hz (QUADRO 4.7 3.20 15* Sopro de Ar dB(L) 129 119 <120 128 134 1194 42.

638/40. pequenas dolinas e feições de dissolução). Assim. Assim. foi recomendado.SP . Deste modo foram realizados trabalhos de levantamento de dados pertinentes aos estudos hidrogeológicos. o acompanhamento por geólogo com experiência em espeleologia.400m³/dia.440m³/dia. foram reconhecidas feições cársticas (morros arredondados. e na situação final da cava o volume drenado seria de 2. Os principais resultados obtidos a partir destes trabalhos foram os mapas potenciométricos das situações atual e futura.12.. foram efetuados estudos para a caracterização espeleológica. indicando ser uma caverna colmatada. na cava inativa situada próximo ao depósito de brita. Este ponto foi investigado por métodos geofísicos. a sudoeste. Foram detectadas algumas anomalias cuja confirmação só é possível por meio de escavações. Na área Lavrinhas. além das vazões de bombeamento na cava.1. além das vazões de surgências. As simulações mostraram que a cava atual exerce influência apenas sobre o cone de rebaixamento local e que com a expansão para a situação final ocorre também o aumento do cone de rebaixamento. Em relação à área d a poligonal. ESPELEOLOGIA Com a finalidade de verificar a existência de cavernas e outras feições cársticas significativas na área do empreendimento e seu entorno.35 - operação seca o suficiente para a execução dos trabalhos. Isto pelo fato das zonas de recarga estarem em rochas de grande capacidade de armazenamento e transmissividade. mas sem causar interferência no fluxo subterrâneo em direção aos corpos d’água ao redor. a caracterização hidrogeológica deve contemplar todos os aspectos que influem sobre o fluxo das águas subterrâneas. Já os balanços calculados pelos modelos mostram que o fluxo de água atual na área a ser lavrada é de aproximadamente 1. Caso sejam observadas mudanças significativas nos pontos monitorados ou venham a surgir novas informações hidrogeológicas o modelo deve ser recalibrado e reavaliado. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . 4. na fase de ampliação da lavra. distante cerca de 2km do limite da poligonal de lavra DNP M 5. Finalmente recomenda-se o monitoramento periódico semestral dos níveis d’água nos poços e piezômetros. foi constatada a ocorrência de uma cavidade com cerca de 4m. Os estudos efetuados apontaram a existência de cavernas no entorno do empreendimento.

Esta inserção em uma zona limítrofe entre dois dos mais importantes e ameaçados biomas brasileiros reflete na ocorrência regional de formações vegetais características das Florestas Estacionais Semideciduais e Florestas Ombrófilas Mistas (florestas de araucárias) no que se refere ao Bioma Mata Atlântica. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . de modo que são comuns a ocorrência tanto de formações vegetais características do Bioma Mata Atlântica. Nessas áreas de tensão ocorre a interpenetração de espécies entre os ambientes. diversas outras fitofisionomia são também encontradas. são representadas pelo Cerrado e pela Floresta Estacional Semidecidual. formando os ecótonos (áreas de transição entre fisionomias vizinhas). Da mesma forma.SP . apesar do município estar localizado em uma área característica de formações savânicas. que adentram à região especialmente sobre os patamares da borda oriental da Bacia do P araná. como no caso dos bosques de pinhais. fazendo com que ora haja uma mistura de espécies. ora um contato em forma de enclave.1. mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio do inverno.36 - 4. Essa grande diversidade de atributos naturais apresenta reflexos também na vegetação regional. como do Bioma Cerrado. com temperaturas médias inferiores a 15ºC. com pontos culminantes chegando a aproximadamente 1. como nas Estações Experimentais de Itapeva e Itararé e na Floresta Nacional de Capão Bonito. especialmente das Florestas Estacionais Semideciduais. Meio Biótico 4. a região apresenta grande variação hipsométrica. Situada em uma zona de transição climática e geológica.UC da região. Conjuga-se a isso a ocorrência de destacáveis mudanças litológicas e morfopedológicas devidas ao contato geológico entre o embasamento cristalino e a bacia sedimentar da bacia do P araná. e das formações savânicas diversas pertencentes ao Bioma Cerrado. especialmente sobre o Planalto de P aranapiacaba. havendo ainda pequenas manchas remanescentes de Florestas de Araucárias. próximo à divisa entre os Estados de São P aulo e P araná.2. A Floresta Estacional Semidecidual tem seu conceito ecológico condicionado pela estacionalidade climática subtropical sem período seco. os gradientes metereológicos que caracterizam a região definem áreas frias e úmidas onde ocorrem bosques de araucárias e formações campestres naturais e áreas mais quentes e secas onde predominam áreas características de formações florestais estacionais e savânicas.2. o que caracteriza a região do empreendimento como uma zona de tensão ecológica na qual ocorrem contatos entre regiões fitoecológicas distintas que. Esta característica confere a deciduidade (queda das folhas de parte dos indivíduos adultos nos períodos secos) nos indivíduos dessa vegetação. Desta forma. P arte da vegetação original destes biomas ainda se encontra preservada e protegida nas Unidades de Conservação . neste caso. cada formação guarda suas características ecológicas sem se misturar.. CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO REGIONAL (AII) O município de Itapeva localiza-se na região sudoeste do Estado de São P aulo.300m de altitude e pontos mais baixos na faixa dos 700m. No caso dos enclaves.

2). FOTO 4.Ao fundo. inclusive plantado sobre antigas áreas de lavra (FOT O 4.SP .1).2. FOTO 4.2.2.2. constata-se atualmente modificações impostas ao uso e à ocupação do solo nos limites da propriedade da COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ que necessariamente se estabeleceram em função da mineração. a propriedade encontra-se hoje predominantemente coberta por reflorestamentos de eucalipto (FOT O 4. de modo que hoje ainda se observa. cuja madeira é utilizada no processo de beneficiamento na área industrial.2.2.1 .2. CARACTERIZAÇÃO DA VEGETAÇÃO DA ÁREA DO EMPREENDIM ENTO O início das atividades minerárias na propriedade da COMPANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ em Itapeva ocorreu entre as décadas de 1950 e 1960. antigas frentes de lavra.37 - 4. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . cavas inundadas e fornos utilizados no beneficiamento do minério extraído nesse período.. especialmente nas áreas compreendidas pela P oligonal DNP M.2. plantio de eucalipto na porção oeste da propriedade. Como reflexo desse relativamente longo histórico de atividades minerárias desenvolvidas no local.2. Assim.2 .Plantio de eucalipto sobre antiga frente de lavra do empreendimento.2.

em se tratando de uma área “florestada” e. os acessos internos e as áreas descampadas e alteradas da propriedade (FOT O 4. A matriz que envolve estas matas é caracterizada pelos plantios homogêneos de eucalipto.Porção sul da propriedade onde são observadas áreas bastante alteradas pela mineração ocorrida anteriormente.38 - Como conseqüência desta expansão dos reflorestamentos. havendo ainda hoje em dia remanescentes encontrados principalmente na forma de faixas formando extensos corredores que margeiam os cursos d’água. Já na porção sul da propriedade.2. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . se comparada à áreas agropastoris. e recobriu as antigas frentes de lavra. o que. minerárias ou urbanas. Atualmente se observam nestas áreas reflorestamentos de eucalipto.. às vezes de forma vigorosa. A distribuição desta vegetação nativa remanescente concentra-se distribuída de forma distinta na propriedade. a vegetação acompanha os cursos de água formando corredores ciliares que acabam interligando pequenos fragmentos pontuais existentes esparsadamente nessa paisagem local. a vegetação nativa ocorre na forma de pequenos fragmentos com dimensões variadas e cuja conexão nem sempre se dá de forma direta. representa uma ocupação do solo que acaba por atenuar os impactos negativos provenientes da fragmentação desta vegetação e do efeito de borda decorrente deste processo.2. assim como em pontos específicos da propriedade no qual a vegetação se regenerou. FOTO 4. e manchas de vegetação nativa em estágio pioneiro e inicial de regeneração próximas ao acesso interno e nas áreas descampadas. que encontrou nestas áreas abertas e úmidas condições para seu estabelecimento e a formação destas manchas de vegetação hoje observadas ao redor das áreas de lavra.3 .2. a vegetação nativa que aí ocorre corresponde principalmente à regeneração natural ocorrida após seu abandono. ao fundo. Nas porções norte e noroeste da propriedade. no interior da P oligonal DNP M e em suas adjacências.2.SP . das cavas permanentemente inundadas e em áreas de baixada do relevo. a vegetação nativa que ainda existia à época foi substituída. afastada da P oligonal DNP M e das atividades de lavra.3). P or muitas destas áreas se tratarem de antigas minas lavradas anteriormente.

- 39 -

QUADRO 4.2.2.1 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA DIRETAMENTE AFETADA
Uso e ocu pação do sol o Reflorestamentos Mineração Corpos d’água Campo antrópico Vegetação Nativa Veg. Pioneira Veg. Inicial TOTAL Área Ocupada (hectares) Pit final da l avra 32,0ha 35,3ha 6,8ha 0,4ha 13,2ha 3,0ha 10,2ha 87,7ha Limite depósito de estéril 20,7ha 8,3ha ----0,3ha --0,3ha 29,3ha TOTAL 52,7ha 43,6ha 6,8ha 0,4ha 13,5ha 3,0ha 10,5ha 117,0ha

- Sup ressão da vegetação As áreas cobertas por algum tipo de vegetação nativa que deverão ser suprimidas para a ampliação das atividades de lavra e do depósito de estéril do empreendimento totalizam cerca de 13,5ha (QUADRO 4.2.2.2). Este número foi obtido a partir do DESENHO 297S-RIMA-01 que corresponde ao mapa de uso e ocupação do solo. QUADRO 4.2.2.2 SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO NATIVA NA ÁREA DIRETAMENTE AFETADA
Estágio de regeneração Veg. Pioneira Veg. Inicial TOTAL ÁREA OCUPADA (hectares) Pit final da l avra 3,0ha 10,2ha 13,2ha Limite depósito de estéril --0,3ha 0,3ha TOTAL 3,0ha 10,5ha 13,5ha

Deste total, apenas 10,5 hectares correspondem a fragmentos de vegetação nativa propriamente dito. Isto representa cerca de 11% da área total de interferência direta (ADA) do empreendimento, cujos remanescentes encontram-se em estágio inicial de regeneração. A maior parte das áreas a serem afetadas pelo empreendimento constitui-se de reflorestamentos de eucalipto, no caso da ampliação do depósito de estéril, ou de áreas já mineradas, no caso da ampliação de lavra.

4.2.3. FAUNA REGIONAL O empreendimento da COMP ANHIA CIMENTO P ORT LAND ITAÚ localiza-se no município de Itapeva, no Estado de São P aulo, próximo da Serra de P aranapiacaba, com o P arque Estadual Intervales. Os levantamentos da fauna de vertebrados, mamíferos e aves, realizados num fragmento florestal da Serra de P aranapiacaba, no ano de 1998, são as referências regionais, para a fauna da região. Vittorio P edrocchi, Claudia Regina da Silva & Andréa da Silva realizaram o levantamento de mamíferos e aves, num fragmento florestal da Serra de P aranapiacaba, entre 18 de agosto e 04 de setembro de 1998, que foi publicado no livro Censuses of vertebrates in a Brazilian
Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

- 40 -

Atlantic rainforest area: the P aranapiacaba fragment., cujos editores foram Mateos, E., J. C. Guix, A. Serra e K. Pisciota. 4.2.3.1. Mastofaun a da Região Nos levantamentos de Vittorio P edrocchi, Claudia Regina da Silva & Andréa da Silva, foram identificadas 28 espécies de mamíferos, pertencentes a 07 ordens e 17 famílias, das quais 15 espécies encontram-se ameaçadas de extinção: 03 espécies como criticamente em perigo, 04 espécies como em perigo, 06 espécies como Vulneráveis e 02 espécies como P rovavelmente Ameaçadas, segundo a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção, do Decreto nº 42.838, de 4 de fevereiro de 1998, do Estado de São P aulo e 08 espécies encontram-se ameaçadas de extinção: 01 espécie como criticamente em perigo, 01 espécie como em perigo e 06 espécies como Vulneráveis, segundo a nova Lista Nacional das Espécies da Fauna Br asileira Ameaçadas de Extinção do MMA/IBAMA, Instrução Normativa nº 3, de 27 de maio de 2003, publicada no DOU de 28 de maio de 2003. 4.2.3.2. Ornitofauna da Região Nos levantamentos de Vittorio P edrocchi, Claudia Regina da Silva & Andréa da Silva, foram identificadas 243 espécies de aves, pertencentes a 18 ordens, 02 subordem, 51 famílias e 10 subfamílias, das quais 30 espécies encontram-se ameaçadas de extinção: 01 espécie como praticamente extinta; 08 espécies como criticamente em perigo; 06 espécies como em perigo; 08 espécies como vulneráveis e 07 espécies como provavelmente ameaçadas, segundo a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção, do Decreto nº 42.838, de 4 de fevereiro de 1998, do Estado de São P aulo e 04 espécies encontram-se ameaçadas de extinção, 01 espécie como em perigo e 03 espécies como vulneráveis, segundo a nova Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção do MMA/IBAMA, Instrução Normativa nº 3, de 27 de maio de 2003, publicada no DOU de 28 de maio de 2003.

4.2.4. FAUNA DA ÁREA DO EMPREENDIM ENTO A ocupação humana causa modificações na paisagem original de um ecossistema. Entretanto, é possível e necessário associar progresso e conservação. Os fragmentos de vegetação que estão presentes na área denominada LAVRINHAS, do futuro empreendimento de extração mineral da COMPANHIA CIMENTO P ORTLAND IT AÚ, foram classificados como fragmentos de Floresta Latifoliada, Mesofítica (que se desenvolve em ambientes com temperaturas moderadas) e Semidecídua. Esta vegetação encontra-se em estágio médio de regeneração, na região, e possui pequeno número de estudos desenvolvidos, principalmente se considerarmos a sua fauna residente.

4.2.4.1. Mastofaun a da Área do Empreendimento A utilização de mamíferos, como grupo bio-indicador, em estudos de impacto ambiental é justificável pela grande diversidade de espécies e pelo seu papel na cadeia trófica, possuindo elementos que ocupam desde a base até o topo de cadeia alimentar, estes últimos formados pelos animais de médio e grande porte, especialmente os carnívoros.

Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

- 41 -

Outra característica importante deste grupo é sua distribuição tridimensional no ambiente, que faz com que a análise da comunidade permita a percepção de alterações na estrutura do hábitat e/ou na própria cadeia trófica. • Registro de M amíferos de médio e g r ande p orte - P rocura ativ a: Na primeira campanha, 05 espécies foram registradas e comprovadas, na procura ativa, porém, nenhuma ameaçada de extinção: - 1ª espécie: Dasypus novemcinctus - tatu-galinha, através de vestígios/carapaça, no ponto de coordenadas 721.891/7.335.030. - 2ª espécie: Cerdocyon thous - cachorro-do-mato, através de vestígios/pegadas. - 3ª espécie: Nasua nasu a - quati, através de avistamento de um bando de 5 ou 6 induvíduos, adultos e filhotes, atravessando a rua, em frente ao refeitório, no ponto de coordenadas 722.088/7.333.901. - 4ª espécie: Mazama sp - veado, através de vestígios/pegadas, no ponto de coordenadas 722.378/7.334.108. - 5ª espécie: Sylvilagus brasiliensis - tapeti, através de vestígios/pegadas, no ponto de coordenadas 722.378/7.334.108; Na segunda campanha, 05 espécies foram registradas e comprovadas, na procura ativa, sendo que uma espécie encontra-se provavelmente ameaçada de extinção: - 1ª espécie: Dasypus novemcinctus - tatu-galinha, através de vestígios/pegadas. - 2ª espécie: Cerdocyon thous - cachorro-do-mato, através de vestígios/fezes e pegadas, em vários locais. - 3ª espécie: Procyon cancrivorus - mão-pelada, através de vestígios/pegadas, no ponto de coordenadas 722.385/7.332.914, status: provavelmente ameaçada de extinção - P A. - 4ª espécie: Mazama gou azoupira - veado-catingueiro, através de vestígios/pegadas, em vários locais. - 5ª espécie: Sylvilagus brasiliensis - tapeti, através de vestígios/pegadas e fezes, em vários locais. • Armadilhas Fotográficas

As armadilhas não fotografaram nenhuma espécie, durante a primeira campanha. Durante a segunda campanha, foram obtidas inúmeras fotocapturas, com o registro de duas espécies de mamíferos (QUADRO 4.2.4.1.1.). QUADRO 4.2.4.1.1 ESPÉCIES DE MAM ÍFEROS FOTOGRAFADAS PELAS ARM ADILHAS FOTOGRÁFICAS DURANTE A SEGUNDA CAMPANHA
Espécies
CARNÍVORA Canidae Cerdocyon t hous Mustel idae Eira barbara

Trapa 1

Trapa 2

Trapa 3

Trapa 4

X X

X

X

X

Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

). 02 capturas. como Vulneráveis. do Estado de São P aulo e 03 espécies.2. preá. publicada no DOU de 28 de maio de 2003. de cerca de 1. (Le vantame ntos de Campo – junho e nove mbro de 2005). das quais 03 espécies encontram-se ameaçadas de extinção. ESPÉCIES DE PEQUENOS MAM ÍFEROS CAPTURADAS NAS ARMADILHAS DURANTE AS DUAS CAMPANHAS Espécies Nect omys squamipes Oligoryzomys f lavescens Total Capturas na 1ª campanha 2 Capturas na 2ª campanha 2 2 2 Fonte : Prominer Proje tos S/C Ltda. a partir de informações obtidas nas entrevistas foi possível citar mais 10 espécies da fauna de mamíferos terrestres para a área. (Oligoryzomys flavescens .2. segundo a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção. Na segunda campanha. tais como gambá.2. • Captura de Pequenos mamíferos Na primeira campanha. tamanduábandeira. o que gera um sucesso de captura. onça-parda. esquilo. segundo a nova Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção do MMA/IBAMA. Foi capturado duas vezes o mesmo individuo da única espécie de roedor. Foi realizado um total de 02 capturas/solturas. Foi capturada uma única espécie de roedor.rato-domato) (QUADRO 4. 02 capturas e 01 armadilha desaparecida).838.4. foi realizado esforço total de 90 armadilhas-noite (85 efetivas. de 4 de fevereiro de 1998. capivara e cutia e lebreeuropéia. QUADRO 4. pertencentes a 06 ordens e 15 famílias. pertencentes a 06 ordens e 14 famílias.2..1.4.4.96%.3. Na segunda campanha foram identificadas 16 espécies de mamíferos.2.35% .SP . 01 desarmada e 02 sem iscas). (Nectomys squamipes . registradas unicamente através de entrevistas. MAMÍFEROS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO EMP REENDIMENTO.1.2. jaguatirica. apresentadas no QUADRO 4.rato-d’ água). QUADRO 4. ouriço-cacheiro. foi realizado esforço total de 105 armadilhas-noite (102 efetivas. Instrução Normativa nº 3.1.42 - • Entrevistas Após as duas campanhas.1.4. 01 espécie como Em P erigo e 01 espécie como P rovavelmente Ameaçada. Na primeira campanha foram identificadas 16 espécies de mamíferos. pertencentes a 06 ordens e 15 famílias. que foram citados pelos moradores.2. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Foi realizado um total de 02 capturas/solturas. encontram-se ameaçadas de extinção. de 27 de maio de 2003. o que gera um sucesso de captura. do Decreto nº 42. como Vulneráveis. de cerca de 2. Nas duas campanhas foram identificadas 19 espécies de mamíferos.

4 4.junho e nove mbro de 2005) Le ge nda: Tipo de Re gistro: Af . Instrução Normativa nº 3. coelho 19 En Pe 16 En Pe.Pe gadas.SP .1.avistame nto.1. de 27 de maio de 2003.1.fe ze s. En . Fe.4. Pe .2.Captura/soltura em armadilhas live -trap.4. A-VU .3 PA - 4.e spé cie ameaçada como em perigo Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1. Av .e ntre vistas. RODENTIA Família Sciuridae Sciurus cf .5 veado-catingueiro Pe Pe 4.838. do Estado de São Paulo.2. Af Pe Af En En A-VU A-VU A-VU A-VU 4.2. publicada no DOU de 28 de maio de 2003.6 esquilo rato-d’água rato-do-mato ouriço cacheiro preá capivara cutia En Ca En En En En En Ca En En En En A-VU - lebre-européia tapeti.4. Ca .2.1.4.LAVRINHAS Nome científico DIDELPHIMORPHIA Família Didelphidae Didelphis aurita XENARTHRA Família Mymercophagidae Myrmecophaga tridact yla Família Dasypodidae Dasypus novemcinct us CARNIVORA Família Canidae Cerdocyon t hous Família Procyonidae Nasua nasua Procyon cancrivorus Família Mustelidae Eira barbara Família Felidae Leopardus pardalis Puma concolor ARTIODACTYLA Família Cervidae Mazama gouazoupira.2. do De cre to nº 42. de 4 de fe ve re iro de 1998.4. mão-pelada irara jaguatirica onça-parda Pe Av En En Pe.3. Fe 17 Fonte : Prominer (le vantame ntos de campo .. MAM ÍFEROS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO EMPREENDIM ENTO AID . Ame aça/IBAMA = se gundo a nova Lista Nacional das Espé cie s da Fauna Brasile ira Ameaçadas de Extinção do MMA/IBAMA. Fe .2.1.armadilha fotográfica. ingrami Família Muridae Nect omys squamipes Oligoryzomys f lavescens Família Erethizontidae Sphiggurus villosus Família Caviidae Cavia aperea Família Hydrochaeridae Hydrochaeris hydrochaeris Família Dasyproctidae Dasyprocta azarae LAGOMORPHA Família Leporidae Lepus capensis Sylvilagus brasiliensis Total de espécies Nome popul ar Registro Registro Ameaça Ameaça junho novembro SP IBAMA Foto gambá En En tamanduá-bandeira tatu-galinha En Av En Pe A-EP A-VU cachorro-do-mato quati guaxinim.e spé cie ameaçada como vulne ráve l A-EP . Ame aça/SP = se gundo a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção.43 - QUADRO 4.

2.1 . FOTO 4.2. FOTO 4.1.4.Pegada cancrivorus .4 . Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1.2.4.4.Fezes de Cerdocyon thous cachorro-do-mato.2 . no ponto de coordenadas 722.1.2.Cerdocyon thous cachorro-do-mato fotografado pela armadilha fotográfica. fotografada pela armadilha fotográfica trapa 1.4.1.2. FOTO 4. FOTO 4.Pegada de Mazama gouazoupira .Eira barbara – irara.Pegada de Cerdocyon thous .6 .1.SP ..3 .44 - FOTO 4.veado-catingueiro.cachorro-do-mato.4.334.2. trapa 4.108.5 .4.mão-pelada de Procyon FOTO 4.1.378/7.

2.4. segundo a nova Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção do MMA/IBAMA.2. Os padrões existentes em uma comunidade de aves são fortes indicadores de qualidade ambiental (Morrison 1986). Recentemente. por exemplo. Destas. das quais nenhuma espécie encontra-se ameaçada de extinção. sendo 44 espécies representantes dos nãode passeriformes. Destas. Wege e Long (1995) e Birdlife International (2002) apresentam dados sobre a localização de áreas chaves onde se encontram espécies ameaçadas. o grupo de aves possui taxonomia. do Decreto nº 42. publicada no DOU de 28 de maio de 2003. pertencentes a 17 ordens. Bibby et al. do Estado de São P aulo e nenhuma espécie encontra-se ameaçada de extinção. o uso de monitoramento de espécies bio-indicadoras ou "espécies-chave" da avifauna têm sido regularmente empregados na avaliação de áreas com ecossistemas vulneráveis. o que favorece inventários usando essa classe de vertebrados (Sibley e Monroe 1990. de 04 de fevereiro de 1998. 95 foram observadas na e 18 foram observadas somente na região do entorno do Na área do futuro empreendimento. As técnicas de metodologia para identificação de aves também são bem estabelecidas e relativamente baratas de serem implantadas (Vielliard e Silva 1990. Collar et al. Nas duas campanhas foram subordens. Instrução Normativa nº 3. identificadas 113 espécies de aves.838. de 27 de maio de 2003. Além disso. foram registradas 101 espécies de aves. Sick 1997). 48 espécies foram observadas na área do empreendimento e 07 foram observadas somente na região do entorno do empreendimento.. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Na América do Sul. distribuição geográfica e status de conservação relativamente bem documentado. Durante a segunda campanha. O grupo das aves tem sido usado para estabelecer áreas de prioridades de Conservação em várias partes do globo. 37 famílias e passeriformes e 69 espécies área do empreendimento.1. Ornitofauna da Área do Empreendimento As aves podem ser usadas como excelentes indicadores de monitoramento ambiental (Morrison 1986). 1992). • Resultados Durante a primeira campanha. Essa classe forneceu muitos exemplos para estudos clássicos que estabeleceram alguns dos conceitos ecológicos que são aplicados atualmente para muitas espécies na natureza. empreendimento. 02 07 subfamílias.4. 83 espécies foram observadas na área do empreendimento e 18 foram observadas somente na região do entorno do empreendimento. segundo a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção.2.45 - 4.SP . As espécies identificadas são apresentadas no QUADRO 4. na área denominada Lavrinhas. foram registradas 55 espécies de aves.2. 1994. foram identificadas 28 espécies que não constam da lista da Serra de P aranapiacaba e as demais 85 espécies identificadas também ocorrem na Serra de P aranapiacaba. AVES DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO EMP REENDIMENTO. especialmente na área de comportamento e ecologia de comunidades e populações. filogenia. Destas 113 espécies.

4.46 - QUADRO 4. Cin..1. Cin Cin Cin jacupe mba X F2 O biguá garça-branca-grande garça-branca-pe que na garça-vaque ira socozinho urubu-de -cabe ça-pre ta X X E E E X X A A C C C2 C gavião-pe ne ira gavião-carijó gavião-de -rabo-barrado caracará carrapate iro quiriquiri E X X X X X X X X E C1 F2 C2 C2 C1 C C O O C se rie ma que ro-quero X E E C1 O O Cin rolinha-roxa fogo-apagou pombão pomba-de -bando juriti-p upu pe riquitão-maracanã tiriba-de -te sta-ve rme lha pe riquito-rico X X X X X X X X X X X X C2 C2 C2 C1 F2 F2 F1 F2 F/G O F/G G F/G F/G F/G O Cin Cin Cin Cin Cin X X End End alma-de -gato anu-pre to anu-branco coruja-buraque ira X X X E X X X E F2 C2 C2 C1 O O O C bacurau X F2 I taperuçu-de -cole ira-branca andorinhão-do-te mporal be ija-flor-te soura be ija-flor-cinza E X X E C2 C2 F2 I I N/I X X Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .2. AVES DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO EMPREENDIM ENTO Nome científico TI NAMI FORMES Tinamidae (3) Crypturellu s obsoletu s Crypturellu s tataup a Nothura maculo sa GALLI FORMES Cracidae (1) Penelope superciliaris PELECANI FORMES Phalacrocoracidae (1) Phalacrocorax br asilianu s CI CONII FORMES Arde idae (4) Ardea alb a Egretta thula Bubulcus ib is Butorides striata Cathartidae (1) Coragyp s atr atu s FALCONI FORMES Accip itridae (3) Elanu s leucuru s Rupornis magnirostris Buteo albonotatu s Falconidae (3) Car ac ar a plancu s Milvago chimachima Falco sp arveriu s GRUI FORMES Cariamidae (1) Cariama c ristata CHARADRII FORMES Charadriidae (1) Van ellu s chilen sis COLUMBI FORMES Columbidae (5) Colum a talpacoti bin Colum a squ ammata bin Patagioen as pic azu ro Zenaid a auriculata Leptotila verr eauxi PSI TTACI FORMES Psittacidae (3) Aratinga leucophth alma Pyrrhura frontalis Brotogeris tir ica CUCULI FORMES Cuculidae (3) Cuculinae Piay a c ay an a Crotophaginae Crotophaga ani Guira gu ir a STRI GI FORMES Strigidae (1) Athene cunicular ia CAPRI MULGI FORMES Caprimulgidae (1) Nyctidro m s albicollis u APODI FORME S Apodidae (2) Strep toprocne zonaris Chaetur a meridion alis Trochilidae (6) Trochilinae Eupeto men a macrour a Aphantochroa cirrhochloris Nome popul ar junho novembro Ambiente Dieta Status Ameaça Ameaça SP IBAMA inhambu-guaç u inhambu-chintã codorna-amare la X X X X X F2 F1 C1 O O O Cin.2.SP .

.SP . AVES DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO EMPREENDIM ENTO Nome científico Chlorostilbon aureoven tris Thalur ania glaucopis Leucochloris albicollis A mazilia fimbriata CORACI I FORMES Alce dinidae (1) Ceryle torqu atu s GALBULI FORMES Bucconidae (1) Nystalu s ch acuru PI CI FORMES Picidae (3) Picu m s temminckii nu Melan erpes c andidu s Colaptes c am estris p PASSERI FORMES TI RANNI Thamnophilidae (3) Thamnophilu s c aerulescen s Dry m ophila ferru ginea Dry m ophila malur a De ndrocolaptidae (1) Sittaso m s griseic apillu s u Furnariidae (4) Furnariu s rufu s Leptasth enur a setaria* Synallaxis frontalis Synallaxis spixi Tyrannidae (22) Pipromorphinae Mionectes rufiven tris Poecilotriccus plu m eicep s b Elae niinae Elaenia flavogaster Elaenia par viro stris Elaenia mesoleuc a Campto sto ma ob soletu m Serpophaga subcristata Fluvicolinae Myiophobus fasciatu s Hirundinea ferru ginea Lathro triccu s euler i Cnem iccu s fu sc atu s otr Xolm velata is Gubernetes y etap a Machetornis r ixo sa Tyranninae Legatu s leucophaiu s Myiozetetes similis Pitangu s sulphur atu s Myiodynastes maculatu s Megarynchu s pitangu a Tyrannu s melancholicu s Tyrannu s savan a Myiarchu s ferox Tityridae (1) Pachyr am phu s polychopteru s PASSERI Vireonidae (2) Cyclarhis gu jan en sis Vireo olivaceu s Hirundinidae (4) Progne taper a Progne chalybea Pygochelidon cyanoleuca Stelgidopteryx ruficollis Troglodytidae (1) Nome popul ar be sourinho-de -bico-ve rme lho be ija-flor-de -fronte -viole ta be ija-flor-de -papo-branco be ija-flor-de -garganta-ve rde junho novembro Ambiente Dieta Status X X X X X F2 F2 F2 N/I N/I N/I End End Ameaça Ameaça SP IBAMA martim-pe scador-grande X joão-bobo X C1 O pica-pau-anão-de -cole ira pica-pau-branco pica-pau-do-campo X X X X X F2 C2 C2 I F/I F/I choca-da-mata trovoada choquinha-carijó arapaçu-ve rde joão-de -barro grimpe iro pe trim joão-te ne né m X X X X X F2 F2 I I End F2 C2 F1 I I I X E X X X abre -asa-de -cabe ça-cinza tororó guaracava-barriga-amare la guaracava-de -bico-curto tuque risadinha ale grinho filipe gibão-de -couro e nfe rrujado guaracavuç u noivinha-branca te soura-do-bre jo suiriri-ca vale iro be m-te -vi-pirata bentevizinho-de-penacho-vermelho X X X X X X X X X E X X E E E X X X X X X X X E C1 C1 I F/I C2 F/I C2 F2 F/I I be m-te -vi be m-te -vi-rajado ne ine i suiriri te sourinha maria-cavale ira cane le iro-pre to F2 O C2 F/I pitiguari juruviara andorinha-do-campo andorinha-domé stica-grande andorinha-peque na-de -casa andorinha-se rradora X X X X X X X F2 F/I X C1 C1 C1 I I I Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .47 - QUADRO 4.4.2.2.1.

Ambie nte s: A – ave re gistrada em ambie nte aquático (lagos.838. (1996). PA – e spé cie provave lmente ameaçada. pre sente s também em ambie nte s abe rtos C1 = e spé cie s e sse ncialmente campe stre s. G = granívora.2.2. do Estado de São Paulo. de 27 de maio de 2003. . N/I = ne ctarívora/insetívora. F = frugívora. Die ta: O = onívora (combinação de mais de duas cate gorias de ite ns alime ntare s). publicada no DOU de 28 de maio de 2003. de 4 de fe vere iro de 1998. F/G = frugívora/granívora.e spé cie s de valor cine gé tico. 48+7=5583+18=101 Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . se gundo Stotz e t al.SP .2005) Le ge nda: Ameaça: Ameaça/SP = se gundo a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção. F/I = frugívora/inse tívora.(1992). E – registrada apenas no Entorno da área de estudo. End – espé cie e ndêmica do bioma Mata Atlântica. AVES DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DO EMPREENDIM ENTO Nome científico Troglodytes mu sculu s Turdidae (2) Turdus rufiventr is Turdus amaurochalinu s Mimidae (1) Mim s saturninu s u Coere bidae (1) Coereba flaveola Thraupidae (10) Thlypopsis sordid a Trichothraupis melanop s Tachyphonus coronatu s Tachyphonus rufu s Piran ga flava Thraupis say aca Thraupis palmaru m Tangar a c ayan a Ter sin a virid is Dacnis cay an a Embe rizidae (7) Zonotrichia c apen sis A mm amu s hu mer alis odr Sicalis flaveola Volatinia jacarin a Sporophila caerulesc en s Arrem flavirostr is on Coryphospingu s cucullatu s Cardinalidae (1) Saltator similis Parulidae (5) Parula pitiayu mi Geothlypis aequinoctialis Basileu teru s flaveolu s Basileu teru s culicivoru s Basileu teru s leucoblepharu s Icte ridae (2) Gnorim opsar chopi Molothrus bonarien sis Fringillidae (1) Carduelis magellanic a Passe ridae (1) Passer do mesticu s Nome popul ar corruíra sabiá-laranje ira sabiá-poca sabiá-do-campo cambacica saí-canário tiê -de -tope te tiê -pre to pipira-pre ta tiê -do-mato-grosso sanhaçu-cinze nto sanhaçu-do-coque iro saíra-amare la saí-andorinha saí-azul tico-tico tico-tico-do-campo canário-da-te rra-ve rdade iro tiziu cole irinho tico-tico-de -bico-amare lo tico-tico-re i trinca-ferro-ve rdade iro mariquita pia-cobra canário-do-mato pula-pula pula-pula-assobiador graúna chopim pintassilgo pardal junho novembro Ambiente Dieta Status X X X E X E E X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X E E X X X X X X X X X X X X X X E X E E C2 F2 C2 F2 F2 F2 F2 F2 C2 F2 F2 F2 C2 C1 C2 C2 C2 C2 F/I F/I O N/I F/I F/I O F/I F/I F/I F/I O G/I G/I G/I G/I G/R I Cin Ameaça Ameaça SP IBAMA End Cin F2 F2 F2 F2 F2 F2 C2 F2 C2 C1 O I I I I I O O G/I O Cin End Cin Cin Total: 113 espécies Fonte: Prominer Proje tos S/C Ltda. F2 = e spé cie s e sse ncialme nte flore stais.4.1. Ameaça/IBAMA = se gundo a nova Lista Nacional das Espé cie s da Fauna Brasile ira Ameaçadas de Extinção do MMA/IBAMA. F1 = e spé cie s re stritame nte flore stais. re pre sas ou áreas alagadas). Instrução Normativa nº 3. pre se nte s também em flore stas. C = carnívora I = inse tívora. G/I = granívora/ inse tívora. rios. C2 = e spé cie s e sse ncialmente campe stre s. (Le vantame ntos de Campo . Status: Cin.. se gundo Collar e t al. do De cre to nº 42.48 - QUADRO 4.

2.2.sabiádo-campo.4. FOTO 4.2.Pitangus sulphuratus bentevi.sabiálaranjeira.4.49 - FOTO 4.joão-debarro.4.2.Turdus amaurochalinus sabiá-poca.4 .6 . Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .Tangara cayana .saíraamarela.2 .2.2.3 ..Mimus saturnino .4.SP .2.1 . FOTO 4.2.2.2.4.5 . FOTO 4. FOTO 4.2.Furnarius rufus . FOTO 4.Turdus rufiventris .2.4.

2.50 - Após a realização das duas campanhas obteve-se a seguinte composição de espécies por ordens e famílias de aves: Foram identificadas 44 espécies representantes das ordens dos não-passeriformes e 69 da ordem dos passeriformes. As principais famílias representadas foram T yrannidae (n = 22). Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .SP . município de Itapeva .Composição de espécies por famílias de aves detectadas através de transectos e censos por ponto em trilhas na área Lavrinhas e região de entorno..41).SP . 25 Números de Espécies 20 15 22 10 10 5 0 Tyrannidae Thraupidae Emberizidae Trochilidae Famíli as 7 6 FIGURA 4. nas duas campanhas.1 . (n = nº de espécies da família registradas).4. Emberizidae (n = 07) e Trochilidae (n = 06) (FIGURA 4.2. Thraupidae (n = 10).

área de influência indireta do meio antrópico do empreendimento. as mais altas observadas no Estado na década de 1970. destacando-se a Região de Governo de Itapeva. De grande valia para proceder a elaboração deste diagnóstico foi a consulta ao “P erfil Ambiental”. de certa forma. na qual está compreendido o município de Itapeva. sobretudo. A REGIÃO ADM INISTRATIVA DE SOROCABA E A REGIÃO DE GOVERNO DE ITAPEVA Segundo a Fundação Seade (1982). via de acesso ao empreendimento. Essa região recebeu estímulos mais diretos da indústria têxtil e da cultura algodoeira. a região ainda abrigava o mais importante parque têxtil do Estado. 4. importante indicador das condições econômicas de uma população. apesar da diminuição da participação na indústria têxtil. Diferente das demais regiões do Estado de São P aulo. à infra-estrutura ur bana. Plano Diretor. Meio Antrópico Neste capítulo é apresentado o perfil socioeconômico regional. além de contar com uma população bastante dispersa ou agr upada geralmente em pequenos núcleos urbanos. refletidas principalmente nas taxas de mortalidade infantil. indicando que grande parte de sua população vivia em condições inadequadas. a RA de Sorocaba não se beneficiou com o desenvolvimento da cultura cafeeira. ligadas principalmente a sua estrutura econômica complexa e heterogênea. Ainda ligada à lavoura algodoeira.3.. 1988). a Região Administrativa (RA) de Sorocaba. em particular a Fundação Seade e o IBGE. base de dados em CD-ROM publicada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA.3. repercutiu nas condições de saúde de sua população. Foi dada ênfase aos indicadores relacionados à dinâmica demográfica. No final dos anos 20. área de influência direta do empreendimento. Durante os trabalhos de campo foram atualizadas as informações de uso e ocupação do solo e também foram efetuadas medições do fluxo de tráfego na SP -249. atividade motora da expansão nacional até a década de 20. Trata-se de uma região que apresenta algumas características peculiares. as 19 fábricas existentes na região de Sorocaba ocup avam 21. planos de governo para o município. T ambém é apresentada a caracterização socioeconômica do município de Itapeva.SP . havia na região fábricas de óleo de caroço de algodão e usinas de beneficiamento de algodão que empregava grande contingente de operários.51 - 4.1. ocupa grande parte do sul do Estado. Nas duas décadas seguintes. uma ligada às estradas de ferro (oficinas de reparação e montagem de vagões e locomotivas) e Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . 1999). às principais tendências socioeconômicas observadas no contexto municipal. com vistas à análise da sobrecarga de veículos na malha viária local. serviços públicos essenciais e. T ambém foram efetuadas consultas na P refeitura e no Departamento de Meio Ambiente da municipalidade para obtenção de informações quanto à legislação.7% dos operários da indústria têxtil do Estado de São P aulo (FUNDAÇÃO SEADE. Estas e outras características fizeram com que grande parte desta região tivesse um baixo desenvolvimento econômico que. a qual pertence a Região de Governo (RG) de Itapeva. Outras duas atividades. T rabalhos de campo realizados nos meses de junho e dezembro de 2005 complementaram a pesquisa bibliográfica e a consulta de dados estatísticos disponíveis nos sítios de órgãos públicos.

A carência de melhores estradas é apontada como um dos fatores que impediram um maior desenvolvimento do setor industrial da região. que levavam tropas de cavalos e burros provenientes de Itapetininga e Sorocaba par a a região sul do país. e que mais tarde passou a se chamar Itapeva da Faxina. Itararé. destacavam-se apenas seus municípios sedes (FUNDAÇÃO SEADE. 4. T aquarivaí e Guapiara. tem 1889 km² de área (FUNDAÇÃO SEADE. Em 1991. A construção da rodovia Castelo Branco na década de 60 proporcionou uma intensificação do processo de industrialização. enquanto que nas RG de Botucatu. constituíam importantes geradores de empregos na região. Ainda nesta década. sendo este último expressivo até a década de 40. Itapetininga e Itapeva. Nova Campina. Em 1769 a freguesia foi elevada à categoria de vila e alguns anos depois. onde se encontram as maiores reservas minerais do Estado.. A década de 1970/80 foi a de maior desenvolvimento da região de Sorocaba. destacando-se a fábrica de cimento Votorantim. dois distritos se emanciparam de Itapeva: T aquarivaí e Nova Campina.2. Itapeva constituía ponto de passagem obrigatória para tropeiros. T atuí. fundou um povoado com o nome de Santana. Essa carência dos meios de transporte atinge mais a porção sul da região. porém. ocupando em 1978 a sexta colocação no faturamento da indústria de transformação e quinta na indústria extrativa. A partir de 1870 a economia de Itapeva era voltada para a produção do algodão. a extração de minérios passou a ser uma das mais importantes atividades econômicas do município. porém. P or volta de 1940. O desenvolvimento do local possibilitou a fundação da “freguesia” no ano de 1766. possibilitou a diversificação agrícola da região. O M UNICÍPIO DE ITAPEVA Itapeva localiza-se na porção sudoeste do Estado de São P aulo. Buri. a vila foi transferida para a localidade denominada Itapeva (que em tupi significa “pedra chata” ou “pedra de pouca altura”). Itapeva é o município sede da RG de Itapeva. restrita aos municípios localizados próxima à via e também à Região Metropolitana de São P aulo. alguns municípios apresentaram taxas de crescimento populacional superiores a 4% ao ano. ao se instalar nessas terras.3. voltada às culturas como feijão. Nesse período. Antônio Furquim P edroso. ainda não comparáveis com as de Campinas que apresentaram taxas elevadas ou com as do oeste paulista que foram negativas. no ‘município’ de Sorocaba. Itaí. Capão Bonito.52 - outra ligada à indústria de minerais não-metálicos. sendo mais tarde substituíd a pela cultura de trigo. tornando-se uma área de atr ação migratória. arroz. A pouca difusão da cultura cafeeira. cebola. Nos anos 70 a pecuária tinha participação razoável na economia da RA de Sorocaba. com a descoberta de jazidas minerais. enquanto o reflorestamento era o mais importante do Estado. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . por outro lado. Em meados do século XVIII. 1988).SP . a RA de Sorocaba assiste a uma modernização do setor industrial. Ribeirão Branco. P aranapanema. batata. 2006) e faz divisa com os municípios de Itaberá. tomate e algodão. com a denominaçãode Faxina. Cerca de 70% do pessoal ocupado na indústria concentrava-se em apenas seis municípios da RG de Sorocaba. milho.

35 20051 83. baseados na pesquisa “Relação Anual de Informações Sociais”.64% registrado no Estado de São P aulo.5% dos Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . os setores de comércio e indústria ocupavam.834 71. contra 6.243 27.53 - • Popul ação e nível de vida em Itapeva Segundo a Fundação Seade.602 habitantes. Vale notar que em 1991.424 53. com o crescimento vegetativo compensando a migração negativa. foi menor que aquele verificado no contexto regional na década de 1980. Segundo dados do IBGE. a população total do município de Itapeva estimada para o ano 2005 é de 83.13hab/km2. A densidade demográfica em 1996 era de 41.97% no ano de 1996.468 residentes da área urbana. P ode-se perceber que a taxa de crescimento da população rural se mantém negativa. 1999.65 Fonte : Fundação SEADE. e 74.468 18.2.14 2.14% em 1991.04% ao ano no período 1980-1991.55 1.3. em linhas gerais.SP .3.1 apresenta alguns indicadores demográficos do município de Itapeva. Em 1986.84% e 2. Vale notar que nos anos 70 e 80.06%. o que colocava o município na 558 colocação no ranking dos municípios do Estado de São P aulo. O QUADRO 4.590 19.52%. portanto. como é o caso de Itapeva (Fundação Seade. dos quais 65..55 2. passando para 71.65% ao ano. de acordo com a Secretaria Estadual do Meio AmbienteSMA (1999). Na década de 1980.1 DADOS DEM OGRÁFICOS DO MUNICÍPIO DE ITAPEVA Item População total População urbana População rural Taxa de urbanização (% ) Taxa anual de crescimento (% ) 1980 65.55%.424 habitantes. o crescimento relativo de Itapeva.04 2001 81. O Estado de São P aulo apresentou. a Região Administrativa de Sorocaba manteve os índices de crescimento nos mesmos níveis: 2. QUADRO 4.7% trabalhavam no setor de serviços.528 trabalhadores com carteira assinada.564 18. uma desaceleração das taxas de crescimento ao longo dos anos 80. A Fundação SEADE registrou no ano 2000 uma taxa de analfabetismo no município de 9.93 1 1991 73. proje ção SMA.2.06 1. o IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do município de Itapeva no ano 2000 era 0.602 65. o município de Itapeva registrava um total de 8. em 2002 a cidade contava com 28 estabelecimentos de saúde. alguns municípios seguiram essa tendência. 1992).825 73. respectivamente. 18.93%. a princípio maior. O IDHM do Estado nesse mesmo ano foi 0. respectivamente. passando para 2. o município de Itapeva apresentou evasão pop ulacional. A SMA (1999) registrou em 1980 um grau de urbanização de 58. o censo demográfico registrou uma população total de 73. de acordo com dados do Ministério do T rabalho.068 58.311 38. Desse total.134 76. 44. enquanto o Seade projetou para o ano de 2005 uma taxa de urbanização de 76. 1992 e 2005 e SMA.389 62.745.814.7% e 28. Quanto à dinâmica demográfica. sendo 22 públicos e 6 particulares. A taxa de crescimento anual da população total na década de 70 foi 2.

54 - trabalhadores com carteira assinada. correspondendo à 39% da área municipal. “Re lação Anual de Informaçõe s Sociais”.536 1. correspondendo a 15% e 13% do território municipal.317 4.. algodão e frutas (FOT OS 4.776 1. cuja produção destina-se em parte à subsistência.407 3.2. Área (ha) 682 1.3.SP .454 1.944 26. a mão-de-obra empregada no campo não possui carteira assinada. para 15.3. conseqüentemente.3.3. batata inglesa.848 4.528 2. arroz.453 2.3.789 1.1 USO DO SOLO NO M UNICÍPIO DE ITAPEVA.598 3.3. compreendendo 16.428 1.6%.1 e Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . No QUADRO 4. QUADRO 4. o número de trabalhadores com carteira assinada diminuiu em relação a todos os outros anos. 1999.2 TRABALHADORES COM CARTEIRA ASSINADA NO MUNICÍPIO DE ITAPEVA Item Total de assalariados com carteira assinada Assalariados com carteira assinada na indústria Assalariados com carteira assinada no comércio Assalariados com carteira assinada nos serviços Assalariados com carteira assinada em outras atividades Fonte : Ministé rio do Trabalho.813 673 1989 10. seja o próprio trabalhador assalariado.102 73.469 16.789ha.3. A única mudança significativa nesse período foi o percentual de trabalhadores empregados em “outras atividades”. 2006). em 1995. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO O município de Itapeva ocupa uma área de 1889km2 (ou 188. que deu um salto de 7. na qual se destacam a produção de milho.569 4. na qual se destaca a área ocupada por pastagem (73. diminuindo em termos percentuais.718ha).759 2.469ha).2. Em seguida destcam-se as áreas agrícola (28. de modo geral. sendo amplamente observados ao longo da SP -258.3. Ainda merece destaque a área ocupada por vegetação natural. EM HECTARES (1995/96) Uso do Sol o Área com cultura perene Área com cultura semi-perene Área com cultura anual Área com pastagem Área com reflorestamento Área com vegetação natural Área inaproveitada Área inaproveitável Fonte : SMA. Nota-se que no ano de 1995. em 1989.3. seja o pequeno proprietário.728ha) e de reflorestamento (24.497 As culturas ocupam as áreas de relevo menos acidentado da Depressão P eriférica P aulista.9%.1 são apresentados as principais atividades desenvolvidas no município de Itapeva.914 5.2. soja. feijão. em parte à comercialização.361 1992 9. conforme QUADRO 4.900ha) (FUNDAÇÃO SEADE.325 1.404 1.3.091 1. cana-de-açúcar. dos quais 80% estão inseridas em alguma unidade de produção agropecuária. os trabalhadores do setor de serviços.521 2. 2000 1986 8.718 24. Convém ressaltar que. QUADRO 4.645 1995 8.

3.3. No entorno oeste tem-se um grande fragmento de vegetação nativa. não há nenhum.3. sul e leste da poligonal estão ocupadas por reflorestamento de eucaliptos e pastagem (FOTO 4.3. FOTO 4.3. no qual se observa plantio de eucalipto nas áreas de propriedade da empresa. seja na área de ampliação da lavra. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva ..Cultura de soja. também observada ao longo da SP-258. A geologia imprimiu as feições do relevo local que. Quanto aos moradores locais. A área fabril. a atual área de lavra e de interesse para a ampliação da lavra da COMP ANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ estão totalmente inseridas nos limites da propriedade da empresa.Entorno norte do empreendimento.Cultura de sorgo observada ao longo da SP-258. Distante cerca de 1.55 - 4.3 .3. condicionou a ocupação do solo.2).3). que não será afetado pelas atividades do empreendimento. seja na propriedade da empresa.SP .5km da área de ampliação da lavra. tem-se o povoado denominado Alto da Brancal. FOTO 4. são em geral ocupadas por reflorestamento ou ainda restam fragmentos de vegetação nativa. onde é difícil ou impossível a mecanização agrícola. FOTO 4. distante pouco mais de 1km do acesso de entrada ao empreendimento. As áreas mais acidentadas. No entorno imediato do empreendimento quase não se observam moradores. ocupando uma área de terreno acidentado e fundo de vale.1 .3.3. sendo os mais próximos observados na chamada “Vila Lavrinhas”. O entorno norte. a sudeste.3. por sua vez.2 .3.

. foi efetuado o diagnóstico arqueológico na área de influência direta do empreendimento por profissional habilitado para averiguar a ocorrência de vestígios arqueológicos. do IP HAN. entre o trevo de acesso para a rodovia do contorno e o empreendimento. Ao fundo. objetivando o licenciamento de empreendimentos potencialmente capazes de afetar o patrimônio arqueológico. Atendendo o que determina a referida P ortaria.3. Durante as investigações não foram constatadas ocorrências de vestígios arqueológicos. do de da 4.4 .3.Madeireira no entorno norte do empreendimento.3.SP . pouco ou mal conhecidas. Esta P ortaria determina que na fase de obtenção de licença prévia deve-se proceder à contextualização arqueológica e etno-histórica da área de influência do empreendimento. referente ao diagnóstico arqueológico é apresentado no ANEXO 07. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . compatibilizando as fases de obtenção de licenças ambientais com os estudos preventivos de arqueologia. Este levantamento deverá contemplar todos os compartimentos ambientais significativos no contexto geral da área a ser implantada e deverá prever levantamento prospectivo de sub-superfície. de dados secundários e levantamento arqueológico de campo.4. em superfície ou em sub-superfície. FOTO 4. O P arecer T écnico 28/06. que não permitam inferências sobre a área de intervenção do empreendimento.5 Entorno sul empreendimento.3.56 - FOTO 4.3. plantio eucalipto em área de propriedade empresa. De acordo com o Artigo 2º desta P ortaria. ESTUDOS ARQUEOLÓGICOS Em 17/12/02 foi publicada a P ortaria IP HAN nº 230. deverão ser efetuados levantamentos arqueológicos de campo pelo menos em sua área de influência direta. por meio de levantamento exaustivo. nos projetos que afetam áreas ar queologicamente desconhecidas. na altura do km 68 da SP-249.

57 - CAPÍTULO 5 Análise dos Impactos Ambientais Este capítulo apresenta uma análise integrada dos impactos ambientais decorrentes das fases de operação e desativação do empreendimento. Desta forma. compensatórias e demais elementos do plano de gestão ambiental do empreendimento. (ii) a segunda seção traz estimativas da magnitude ou intensidade dos impactos previstos. (iii) na terceira seção é feita uma interpretação da importância ou significância dos impactos previstos.SP .nesta seção é apresentada uma lista dos impactos. passando para a previsão da magnitude dos aspectos ambientais envolvidos e seguindo para a avaliação da importância dos impactos identificados.. correlacionando-os às atividades de cada uma das fases do empreendimento. e (2) orientar a formulação de medidas mitigadoras. a análise dos impactos ambientais tem função de (1) fornecer um prognóstico da situação futura do ambiente na área de influência do empreendimento. este capítulo divide-se em três seções: (i) a primeira é dedicada à identificação dos aspectos e dos impactos ambientais do empreendimento . indicadores quantitativos ou qualitativos. Neste estudo de impacto ambiental. usando. iniciando pela identificação dos impactos ambientais. A análise é feita em três etapas. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . quando apropriado. dado que o mesmo já se encontra implantado.

seguiu-se a proposta de SÁNCHEZ e HACKING (2002). produto ou serviço da organização que pode interagir com o meio-ambiente”. Identificação dos Impactos A identificação dos prováveis impactos ambientais é a primeira tarefa na etapa de análise dos impactos. ser analisados quanto à sua magnitude ou intensidade e quanto à sua importância ou significância. classificação dos impactos ambientais identificados segundo três classes: baixa. média ou alta importância.SP . correlacionando-os com as principais atividades. obras.. P ara identificar impactos. intervenções. preenchimento do primeiro campo da matriz.001:2004 como “elemento da atividade. A identificação das correlações é feita com a ajuda de uma matriz onde são representados dois campos de interação: um entre atividades e aspectos ambientais e outro entre aspectos e impactos ambientais.58 - 5. Esta norma é a versão oficial brasileira da norma internacional ISO 14. O conceito de aspecto ambiental aqui utilizado é aquele definido pela norma NBR ISO 14. para a identificação dos impactos. identificação dos prováveis aspectos ambientais associados a essas atividades. que são as atividades. ações e demais elementos que compõem o empreendimento. correlacionando atividades com aspectos ambientais. O procedimento adotado para identificação de impactos neste RIMA incluiu as seguintes etapas: 1) 2) 3) definição das ambientais. que estabelece requisitos básicos para uma organização implementar um sistema de gestão ambiental (SGA). ou fontes geradoras. é necessário conhecer suas causas. para eventual identificação de novos aspectos e impactos. A identificação resulta em uma lista de impactos prováveis. em seguida. Como orientação metodológica deste RIMA. preenchimento do segundo campo da matriz acima citada. revisão dos aspectos e impactos ambientais identificados no sistema de gestão ambiental (SGA) da COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ de Itapeva. 4) 5) 6) 7) 8) classificação dos aspectos ambientais identificados em significativos ou não significativos. P ara a etapa (1) partiu-se de documentos e da descrição do empreendimento apresentada no capítulo 3 deste RIMA. nas fases de operação e desativação. que devem. identificação de impactos ambientais associados a cada aspecto. correlacionando aspectos com impactos ambientais. atividades do empreendimento que podem gerar aspectos Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1.001. produtos e serviços que compõem o empreendimento. segundo a qual durante esta etapa da análise dos impactos deve-se também identificar os aspectos ambientais. para em seguida identificar os impactos associados a cada aspecto ambiental.

. a interação entre atividades. As atividades que compõem o empreendimento são apresentadas no QUADRO 5.1.1. de média ou de grande importância.1. Os elementos valorizados do ambiente incluem os recursos ambientais e culturais protegidos por instrumento legal específico.1. Já os impactos ambientais indicados nas FIGURAS 5.1. o que dificultaria para que os analistas (e os leitores) tivessem uma visão sinóptica do empreendimento e de seus impactos. (iii) recursos hídricos. um agrup amento excessivo de atividades afins também dificulta a identificação dos impactos. enquanto o QUADRO 5. podem afetar o meio de vida e as condições de subsistência das pessoas. aspectos e impactos ambientais. Neste estudo. Aspectos significativos são aqueles que se enquadram em pelo menos uma das seguintes condições: podem afetar a saúde ou a segurança das pessoas. foram classificados como pouco significativos.2. segundo critérios expostos na seção 5.3. no entanto. impactos de pequena.1. considerando os resultados dos levantamentos realizados para o diagnóstico ambiental. Deve ser ressaltado que uma descrição detalhada do empreendimento foi apresentada no capítulo 3.1 e 5. (5) e (6) a equipe multidisciplinar da P rominer empregou a analogia com casos similares (de empreendimentos minerários) e o raciocínio indutivo.1.1. prejudicar a visão integrada tão necessária num EIA.1 e 5.SP .2 foram. enfatizando os impactos significativos. podem afetar elementos valorizados do meio ambiente. P ara as etapas (4) e (8) foram utilizados critérios explicitados a seguir neste estudo. a partir do presente caso em análise.2 mostram respectivamente para as fases de operação e de desativação do empreendimento. 1983) é de grande utilidade para focalizar a análise ambiental nos pontos relevantes. Cada aspecto ambiental foi classificado em uma de das seguintes categorias: “significativos” ou “pouco significativos”. (iv) o bem-estar das comunidades lindeiras. As FIGURAS 5. Assim. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . os que não se enquadram em nenhuma das categorias acima.1. facilitando o descritivo desta atividade. (3).1 e 5. Os demais aspectos identificados. que devem ser tratados com maior profundidade em um estudo de impacto ambiental. P or outro lado. P ara que estas matrizes não se tornassem demasiado grandes.59 - P ara as etapas (2). ou seja. os seguintes elementos foram considerados como de particular relevância (i) a vegetação nativa. a saber. algumas atividades foram agrupadas. O conceito de elementos valorizados do ambiente (BEANLANDS e DUINKER.1. (ii) espécies da fauna ameaçadas de extinção. Os aspectos ambientais decorrentes do empreendimento estão relacionados no QUADRO 5. As atividades constantes deste quadro foram depois correlacionadas nas matrizes de identificação de impactos (FIGURAS 5. por sua vez.3 traz a lista dos impactos ambientais identificados.2). no formato de matriz. classificados segundo três categorias. “extração de minério” foi subdividida em atividades. sem.

1 ATIVIDADES DO EMPREENDIM ENTO Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 desat ivação beneficiamento expedição atividades auxiliares Fase operação Grupo lavra de minério Atividade raspagem e estocagem de solo orgânico remoção.SP ..D .60 - QUADRO 5. transporte e armazenamento de estéril perfuração de rocha e desmonte com explosivos carregamento e transporte de minério britagem e classificação transporte de calcário até a fábrica de cal manutenção e lubrificação aquisição de bens e serviços pagamento de salários e benefícios recolhimento de impostos e contribuições cessação da extração mineral recuperação de áreas degradadas dispensa de mão-de-obra monitoramento ambiental QUADRO 5.D .1.D .1.D Fase alteração da topografia local supressão de vegetação nativa (estágio inicial de regeneração) supressão de áreas potenciais de cultura e pastagem aumento das taxas de erosão modificação das formas de uso do solo extração de recursos naturais não renováveis (calcário e dolomito) consumo de recursos não renováveis (óleo diesel) carreamento de partículas sólidas para as drenagens naturais emissão de material particulado emissão de poluentes de motores de combustão interna vazamento de óleos e combustíveis geração de resíduos sólidos emissão de ruídos emissão de vibrações aumento do tráfego de caminhões nas rodovias manutenção/geração de empregos geração de oportunidades de negócios aumento da demanda de bens e serviços geração de impostos perda de postos de trabalho redução das atividades comerciais e de serviços Aspecto Fase s do empree ndime nto: O – operação D – de sativação Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .2 ASPECTOS AMBIENTAIS DECORRENTES DO EMPREENDIMENTO Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 O O O O O O O O O O O O O O O O O O O D D .D .

3 IMPACTOS AM BIENTAIS DECORRENTES DO EMPREENDIM ENTO Item 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 O O O O O O O O O O O O O O O O O D D D D D Fase Impacto deterioração das propriedades físicas do solo risco de contaminação do solo deterioração do ambiente sonoro deterioração da qualidade do ar deterioração da qualidade das águas superficiais redução do estoque de recursos naturais redução da vazão das drenagens naturais perda do aspecto natural da área da mina perda de espécimes (indivíduos) da flora nativa perda de hábitats naturais perda de fauna impacto visual qualificação profissional da mão-de-obra local aumento da arrecadação tributária aumento da massa monetária em circulação local incômodo e desconforto ambiental perda potencial de vestígios arqueológicos redução da atividade econômica redução da arrecadação tributária redução da renda da população Fase s do empree ndime nto: O – operação D – de sativação Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva ..SP .61 - QUADRO 5.1.

. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . transpor te e armazenamento de estéril perfura çã o de r ocha e desmonte co m explo si vos car regamento e tr ansporte de mi nér io britagem e classifi caçã o tra nsporte de cal cá rio a té a fábrica de cal manutençã o e lubrifi caçã o a quisição de bens e serviços pagamento de salá rios e benef ícios r ecol hi mento de impostos e contribuições r aspagem e estoca gem de solo orgânico .1.SP deterio ra çã o da s propri eda des físi cas do solo r isco de contami naçã o do solo deterio ra çã o do a mbi ente sonor o deterio ra çã o da q ual idade do a r deterio ra çã o da q ual idade das água s superficia is r eduçã o do estoq ue de r ecursos natura is r eduçã o da va zã o da s drenag ens natur ais perda do a specto natu ral da área da mina perda de espéci mes (i ndiví duo s) da fl ora na tiva perda de hábita ts na tu rai s perda de fa una i mpa cto vi sual q ua lifi caçã o pro fissio nal da mã o-de-obra lo cal a umento da a rreca da ção tri butá ria a umento da ma ssa monetár ia em ci rcula ção loca l i ncômodo e desconfo rto ambiental perda potencial de vestígi os a rq ueoló gicos r emo ção .Matriz de Identificação de Aspectos e Impactos Ambientais – FASE DE OP ERAÇÃO.1 .62 - ATIVIDADES NA OPERAÇÃO IMPACTOS AMBIENTAIS NA OP ERAÇÃO ASP ECTOS AMBIENTAIS NA OPERAÇÃO ALTERAÇÕES FIS IOGRÁF ICAS alteração da topografia local supressão de vegetação nativa (estágio inicial de regeneração) supressão de áreas potenciais de cul tura e pastagem aumento das taxas de erosão modificação das formas de uso do solo CONSUMO DE RECURSOS extração de recursos naturais não renováveis (cal cário e dolomito) consumo de recursos não renovávei s (ól eo diesel) EMISSÕES carreamento de partículas sóli das para as drenagens naturais emissão de material particulado emissão de poluentes de motores de combustão interna vazamento de óleos e combustíveis geração de resíduos sólidos emissão de ruídos emissão de vibrações ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS aumento do tráfego de caminhões nas rodovias manutenção/geração de empregos geração de oportunidades de negócios aumento da demanda de bens e serviços geração de i mpostos ASPECTO SIGNIFICA TIVO ASPECTO POUCO SIGNIFICATIVO IMPACTO DE GRANDE IMPORTÂNCIA IMPACTO DE MÉDIA IMPORTÂNCI A IMPACTO DE PEQUENA IMPORTÂNCI A FIGURA 5.

.Matriz de Identificação de Aspectos e Impactos Ambientais – FASE DE DESAT IVAÇÃO.2 .1. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .63 - ATIVIDADES NA DESATIVAÇÃO IMPACTOS AMBIENTAIS NA DESATIVAÇÃO incômodo e desconforto ambiental redução da arrecadação tributária recuperação de áreas degradadas redução da atividade econômica ASPECTOS AMBIENTAIS NA DESATIVAÇÃO EMISSÕES emissão de material particu lado emissão de poluentes de motores de combustão interna geração de resíduos sólidos emissão de ruídos ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS perda de postos de trabalho redução das atividades comerciais e de serviços A SPECTO SIGNI FICATIVO A SPECTO POUCO SIGNIFICATIVO IMPACTO DE GRANDE IMPORTÂ NCIA IMPACTO DE MÉDIA IMPORTÂNCIA IMPACTO DE PEQUENA IMPORTÂNCIA FIGURA 5.SP redução da renda da população cessação da extração mineral monitoramento ambiental dispensa de mão-de-obra impacto visual .

6o inciso II). 5. p. aferição do resultado. P ara esta análise. apresentar previsões ou estimativas quantitativas da situação ambiental futura com a presença do empreendimento. admite-se que a magnitude do aspecto ambiental transmite uma idéia da magnitude dos impactos ambientais dele decorrentes. Como os impactos ambientais são de caráter qualitativo. classificação de cada impacto segundo os atributos. T odavia. Os atributos utilizados e as respectivas conceituações são as seguintes. aplicação da regra para cada impacto identificado. média ou grande. Os manuais de avaliação de impacto ambiental sistematicamente recomendam que. Neste estudo. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .2. acrescidos de alguns outros sugeridos pela literatura técnica para guiar o exame de impactos ambientais.3.. selecionar um indicador apropriado e representativo.SP . intensidade ou severidade de cada impacto está diretamente ligada à magnitude dos aspectos ambientais associados. foi adotado o seguinte procedimento: (1) (2) (3) seleção de um conjunto de atributos para descrever os impactos. levando em conta essa magnitude. sempre que factível. para só depois discutir sua importância. (4) (5) (6) P ara as etapas (1) e (2). Avaliação da Importância dos Impactos Nesta seção. a importância ou significância de cada impacto ambiental é analisada. P or esta razão. deve-se reconhecer que “a previsão de impactos é o passo mais difícil da avaliação de impacto ambiental” (MORRIS e THERIVEL. seleção de um sub-conjunto de atributos para fins de interpretação da importância de cada impacto. tentou-se. foram usados os atributos sugeridos pela Resolução CONAMA 01/86 (art. 8). definição de uma regra de combinação de atributos para fins de classificar os impactos segundo três graus de importância: pequena. devendo-se. os analistas se esforcem em quantificar a magnitude dos impactos ambientais.64 - 5. 2001. para tal. Previsão dos Impactos A magnitude. na maioria das vezes é muito difícil ou mesmo inapropriado tentar quantificar sua magnitude. P ara muitos aspectos ambientais é possível quantificar ou estimar sua magnitude. na medida do possível e do razoável.

mesmo assim. segundo este atributo. positivos para um determinado componente ou elemento ambiental e negativo para outro. mas sua ocorrência não pode ser descartada. quando é pouco provável que se manifeste o impacto. impactos permanentes representam uma alteração definitiva no meio ambiente. cumulatividade e sinergismo: refere-se à possibilidade de os impactos se somarem ou se multiplicarem. duração: impactos temporários são aqueles que só se manifestam durante uma ou mais fases do projeto. em (i) certa.SP . a reversibilidade de um impacto depende de aspectos práticos. ou (ii) seja implantada uma aç ão corretiva. ou ainda. ou ainda às vias de acesso. baseado em casos similares e na observação de projetos semelhantes. alguns impactos podem ser ao mesmo tempo positivos e negativos. (ii) impacto linear é aquele que se manifesta ao longo das rodovias de transporte de insumos ou de produtos. (v) escala global para os impactos que potencialmente afetem todo o planeta. impactos a médio ou longo prazo são os que ocorrem com uma certa defasagem em relação à ação que o gera. note-se que. (iv) escala regional para aqueles impactos cuja área de influência ultrapasse as duas categorias anteriores. às comunidades de Lavrinhas. magnitude: refere-se à intensidade de um impacto ambiental. levando em conta a magnitude dos aspectos ambientais que contribuem para cada impacto. e que cessam quando de sua desativação. (iv) baixa. embora a maioria dos impactos tenha nitidamente um caráter positivo ou negativo. a magnitude de cada impacto foi classificada em alta. podendo incluir todo o território nacional. em Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . origem: trata-se da causa ou fonte do impacto. para efeito desta análise. direto ou indireto. escala temporal: impactos imediatos são aqueles que ocorrem simultaneamente à ação que os gera. média ou pequena. ou seja. escala espacial: convenciona-se neste estudo: (i) impacto local são aqueles cuja abrangência se restrinja aos limites das áreas do empreendimento. reversibilidade: esta característica é representada pela capacidade do sistema (ambiente afetado) de retornar ao seu estado anterior caso (i) cesse a solicitação externa. quando é muito pouco provável a ocorrência do impacto em questão. (iii) média. probabilidade de ocorrência: refere-se ao grau de incerteza acerca da ocorrência de um impacto. mas. cada impacto foi classificado.65 - expressão: este atributo descreve o caráter positivo ou negativo (benéfico ou adverso) de cada impacto. (iii) abr angência municipal para aqueles impactos cuja área de influência esteja relacionada aos limites administrativos municipais. (ii) alta. a escala aqui adotada convenciona prazo médio como sendo da ordem de meses e o longo da ordem de anos. quando.. para fins desta análise. quando não há incerteza sobre a ocorrência do impacto. considerando a implementação eficaz das medidas mitigadoras já previstas no projeto técnico (descritas no capítulo 3). esta possibilidade não pode ser desprezada. estima-se que é muito provável que o impacto ocorra.

a classificação se faz somente nas categorias “sim” ou “não”.1 sintetiza os atributos de cada impacto ambiental identificado para o empreendimento.3. Além da descrição dos atributos de cada impacto e da classificação de sua importância. O QUADRO 5. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . A Resolução Conama 01/86 indica ainda que a análise dos prováveis impactos ambientais relevantes dever discriminar “a distribuição dos ônus e benefícios sociais”. suas implicações serão discutidas de modo qualitativo. cada impacto é discutido individualmente e para cada um foi preparada uma ficha de avaliação. tomado individualmente. mas à totalidade do projeto. existência de requisito legal: refere-se à existência de legislação federal. Cada impacto foi avaliado com base nos atributos acima.SP . mais adiante. Como este item dificilmente se aplica a cada impacto. pode ser necessária a adoção de medidas mitigadoras ou preventivas.. estadual ou municipal que enquadre o impacto considerado. nesta seção. mesmo nos de baixa e média probabilidade.66 - todos os casos.

SP ..1 ATRIBUTOS DOS IMPACTOS AMBIENTAIS DO PROJETO ITEM I MPACTOS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 de te rioração das proprie dade s físicas do solo risco de contaminação do solo de te rioração do ambie nte sonoro de te rioração da qualidade do ar de te rioração da qualidade das águas supe rficiais re dução do e stoque de re cursos naturais re dução da vazão das dre nage ns naturais pe rda do aspe cto natural da áre a da mina pe rda de e spé cime s (indivíduos) da flora nativa pe rda de hábitats aquáticos pe rda de fauna impacto visual qualificação profissional da mão-de -obra local aume nto da arre cadação tributária aume nto da massa mone tária e m circulação local incômodo e de sconforto ambie ntal pe rda pote ncial de ve stígios arqueológicos re dução da atividade e conômica re dução da arre cadação tributária re dução da re nda da população expressão: origem: duração: reversibilidade: escala temporal: escala espacial: magnitude: cumulatividade e sinergismo: probabili dade de ocorrência: requisitos legais: adverso direta permanentes irreversível imediato regional alta sinérgico alta não Expressão Origem Escala Duração temporal Escala espacial ATRIBUTOS Cumulatividade Probabilidade Existência de Reversibilidade e sinergismo Magnitude de ocorrência requisito legal D D D D D D D D D D D -I D ∞ / / ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ∞ ☺ ☺ ☺ D D I D D I D I ☺ I ∞ ∞ ∞ ∞ benéfico indireta temporá rios reversível médio pr azo municipal média cumulativo média sim LEGENDA D ∞ longo prazo linear pequena neutro baix a local certa global Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .3.67 - QUADRO 5.

as gerações futuras serão penalizadas por não disporem da opção de utilizarem os recursos irremediavelmente comprometidos pelo projeto de hoje. altamente complexos e dinamicamente interconectados”. ou que tenham alta magnitude e sejam irreversíveis. P ara Erickson (1994.68 - Nem todos estes atributos são úteis para avaliar a importância dos impactos. a princípio. P or estas razões. P oderá haver impactos indiretos de grande ou de pequena importância. legitimando-a. influencia sua avaliação. mas esta regra não pode ser aplicada em termos absolutos. foi selecionado um subconjunto de atributos que pudesse propiciar uma adequada interpretação da importância dos impactos ambientais. para os quais haja requisitos legais. devendo sempre ser contextualizada. A existência de um requisito legal que proteja determinado recurso ambiental ou cultural é um indicativo da importância socialmente atribuída a esse recurso. impactos “grandes” tendem a ser mais importantes que impactos “pequenos”. independentemente da existência de requisitos legais (situação que não ocorre em nenhum deles) Foram considerados de pequena importância aqueles impactos: que tenham pequena magnitude e sejam reversíveis. se existe uma lei ou regulamento. Neste RIMA. independentemente da existência de requisitos legais. mas organizar nossa análise de modo a assegurar que nós examinaremos todos os possíveis efeitos de uma ação humana nos ambientes físico e social. três atributos foram considerados para fins de avaliar o grau de importância de cada impacto: magnitude. um ponto comum p arece ser o entendimento de que não há metodologia ou procedimento universal para interpretar a importância de impactos ambientais. P or exemplo. ao mesmo tempo.. Combinando estes três atributos. foram considerados de alto grau de importância aqueles impactos: que tenham alta ou média magnitude e. do mesmo modo que os diretos. 12). A magnitude de um impacto é universalmente considerada como fundamental para discutir a importância de um impacto. Contudo. em que pesem as imperfeições do processo legislativo. ora reconhecendo o peso do ponto de vista das partes interessadas e do público externo. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .constata-se a existência de diferentes enfoques. o fato de o impacto ser positivo ou negativo. para a etapa (3). “o objetivo de distinguir entre tipos de impactos não é declarar que um impacto é direto e outro indireto. A reversibilidade é outra característica relevante para interpretar a importância de um impacto ambiental: se um projeto causar impactos irreversíveis. ora privilegiando a perspectiva interna da equipe multidisciplinar de analistas ambientais. isto significa que o legislador ou o poder público atuou em resposta a uma demanda coletiva.SP . p. independentemente de sua reversibilidade. direto ou indireto. A literatura técnica internacional sobre avaliação de impacto ambiental fornece vários exemplos e recomendações para a seleção de atributos e sua combinação para fins de avaliar a importância dos impactos . reversibilidade e existência de requisito legal.

O QUADRO 5. Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .3. Além da descrição dos atributos de cada impacto e da classificação de sua importância. tais como a distribuição dos ônus e benefícios sociais.3. cada impacto é discutido individualmente e para cada um foi preparada uma ficha de avaliação (QUADRO 5. usando o critério exposto acima.3).SP . Estas circunstâncias qualitativas são muitas vezes determinantes na percepção pública dos riscos e impactos de um projeto industrial. P ara aferição dos resultados foram consideradas as circunstâncias qualitativas do impacto..69 - Os demais impactos foram classificados como de médio grau de importância.2 mostra a classificação da importância de cada impacto.

desativação pequena pequeno Companhia de Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva ..3.operação média irreversí vel não médio D .SP .2 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPACTOS AM BIENTAIS DECORRENTES DO EMPREENDIM ENTO ATRIBUTOS ITEM IMPACTOS Fase O O O O O O O O O O O O-D O O O O O D D D Magnitude Reversibilid ade Requisit o legal Importância 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 deterioração das propriedades físicas do solo risco de contamin ação do solo deterioração do ambiente sonoro deterioração da qualidade do ar deterioração da qualidade das águas s uperficiais redução dos recursos naturais redução da vazão das drenag ens naturais perda do aspe cto natural perda de espécimes (indivíduos) da flora n ativa perda de hábitats naturais perda de fauna impacto visual qualificação profissional da mão.de -obra local aumento da arrecadação tributária aumento da massa monetária em circulação local in cômodo e de sconforto ambiental perda pote ncial de v estígios arqueológicos redução da atividade econômica redução da arrec adação tributária redução da re nda da população magnitude: reversibilidade: requisito legal: grau de importância: fase: alta reversível sim alto O .70 - QUADRO 5.

(ii) medidas para reduzir a magnitude e a importância dos impactos negativos que não possam ser evitados (medidas mitigadoras). onde se mostra sua correlação com os impactos ambientais identificados e analisados no capítulo 5. O conjunto de programas recomendados é apresentado no QUADRO 6. O quadro também permite verificar se há pelo menos um programa proposto p ara cada impacto ambiental adverso identificado. o detalhamento destes programas. Em caso de aprovação da continuidade das operações do empreendimento. e (iii) medidas para compensar a perda de recursos ambientais que não possam ser evitados ou adequadamente mitigados (medidas compensatórias).SP . configurando um conjunto aqui denominado de Plano de Gestão Ambiental. Assim.71 - CAPÍTULO 6 Plano de Gestão Ambiental Este capítulo traz a descrição das medidas e dos programas de gestão ambiental propostos para o empreendimento. caso seja concedida a renovação da licença ambiental de operação. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . considerando a operação e a desativação do empreendimento. A apresentação dos programas integrantes do plano de gestão é feita de modo conceitual. Naturalmente há programas que se aplicam a mais de um impacto. a empresa deverá cumprir uma série de condicionantes. Além disso.1. a COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ deverá aplicar o plano ora proposto com o intuito de minimizar os impactos adversos e maximizar sua contribuição para o desenvolvimento local e regional. este capítulo apresenta (iv) um plano de monitoramento ambiental o (v) plano de recuperação de áreas degradadas no qual são apontadas as diretrizes para a fase de desativação do empreendimento e uso futuro das áreas mineradas. O conjunto de medidas propostas é dividido em cinco categorias: (i) medidas de capacitação e de gestão. conforme orientação do Plano de T rabalho para o EIA.. dentre as quais.

1 PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL E CORRELAÇÃO COM OS IMPACTOS programa de control e d e emiss ões fu gi tivas prog control e qualidade águas s uperfici ai s prog de prevenção de aci dentes ambi entai s prog de control e de eros ão e as soreamento enri queci mento florestal da reserva legal compensação d evid o à lei federal 9 ..72 - QUADRO 6.987 MEDI DAS DE GESTÃO programa de manej o de fauna sil ves tre programa de controle de tráfego IT E M programa de resgate arqu eol ógi co programa de gestão de resíd uos programa de manej o da fl ora si stema de gestão ambiental programa de manej o de sol o programa de revegetação plano de recu peração de áreas degradadas IMPACTO AMBIENTAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 deteriora ção da s propriedades físicas do solo risco de contam inaçã o do solo deteriora ção do a mbiente sonoro deteriora ção da qua lidade do ar deteriora ção da qua lidade da s águas superfic iais re dução de recursos naturais re dução da vazão de drenagens na turais perda do aspecto na tural perda de espé cimes (indivíduos) da flora nativa perda de hábitats naturais perda de fa una impacto visual qua lificaç ão profissional da mã o-de -obra local aumento da arreca daç ão tributária aumento da massa m onetária e m circ ulaçã o loc al incômodo e desconforto am biental perda potencial de vestígios arqueológic os re dução da ativida de econômica re dução da arrecadaçã o tributária re dução da renda da população Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .SP plano de fechamento .

monitorar e registrar emissões.001 (e sua versão brasileira atualizada NBR ISO 14. Na preparação desses planos foram tomados os cuidados cabíveis para minimizar os impactos ambientais do empreendimento. Medidas de Capacitação e Gestão São medidas de cunho sistêmico e organizativo. conscientizar e treinar os funcionários (item previsto nos dois programas acima).1. ou então com um sistema de gestão integrado (SGI).2.Instituto Brasileiro de Normalização e Metrologia. O modelo para o SGA é a norma internacional ISO 14. Impl ementação de um Sistema de Gestão Ambiental T odas as unidades operadas pela COMPANHIA CIMENT O PORT LAND IT AÚ contam com um sistema de gestão ambiental (SGA) em funcionamento ou em implantação. Com este objetivo. 6. porém sujeito a futuro detalhamento para fins de SGA). do Ministério da Indústria e Comércio.001. é preciso elaborar um levantamento de aspectos e impactos ambientais (já preparado para este EIA/RIMA. A certificação é válida por três anos. Algumas empresas optam por buscar a certificação de seu SGA.. além de um claro comprometimento da direção da empresa.1. detalhar procedimentos. Note-se que a certificação é voluntária e uma empresa pode ter um excelente SGA sem que o mesmo seja certificado.1. qualidade e segurança ocupacional. Medidas mitigadoras Os componentes do empreendimento (mina. realizar auditorias periódicas e estabelecer um processo de revisão crítica visando melhoria contínua. que têm a função de preparar o pessoal da empresa e pessoal contratado por terceiros para desempenhar suas funções em consonância com os requisitos legais e de maneira respeitosa ao meio ambiente e à comunidade local. conhecer os pontos de vista do público (denominado “partes interessadas” no jargão do SGA). ao término dos quais pode ser revalidada. estabelecer objetivos e metas (cuja primeira versão já faz parte deste capítulo 6). o que é feito por uma empresa independente devidamente credenciada pelo Inmetro . Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . que congrega meio ambiente.001: 2004) estabelece uma série de requisitos para que uma organização (empresa ou outra entidade) implante um SGA Dentre estes requisitos estão formulação de uma política ambiental. P ara implantar um SGA. incluem-se medidas de conscientização e capacitação de pessoal e o estabelecimento de sistemas de gestão que facilitem a tarefa da empresa de implementar com sucesso os demais programas constantes deste plano.5).73 - 6. A norma ISO 14. definir programas de ação para atingir esses objetivos e metas (os primeiros programas estão descritos neste capítulo).SP . o compromisso com o cumprimento de todos os requisitos legais e com a prevenção da poluição e a preparação de mecanismos que permitam a contínua melhoria do sistema. 6. resultados e demais itens pertinentes (segundo proposta inicial da seção 6. expedição e transporte) foram estudados e planejados para atender às necessidades do minério de calcário e/ou dolomito da unidade de Lavrinhas.

74 - As medidas integradas ao plano já foram consideradas na análise de seus impactos ambientais (capítulo 5). de forma que se aproveitem os recursos daí extraídos e se resguarde o patrimônio ecológico aí existente para uma utilização futura. As medidas são agrupadas e descritas na forma de programas de ação. Salto 2. Programa de M anejo de Flora Com relação aos trabalhos de supressão e remoção da vegetação nativa da propriedade. colheita e aproveitamento do material lenhoso e dos resíduos vegetais provenientes das operações de corte para deposição em áreas a serem recuperadas.2. 6. a empresa opera ainda as minerações de Bom Sucesso de Itararé. retirada de bromélias e orquídeas encontradas nas área de futura supressão e sua transferência para áreas adjacentes que não serão impactadas. Este programa deve ser realizado de forma integrada com as unidades que a COMP ANHIA CIMENT O P ORT LAND IT AÚ possui na região.. O monitoramento.2. para as áreas em que haverá intervenção são propostas medidas a fim de restringir os danos que possam ser causados ao meio ambiente. avaliação periódica do desempenho dos motoristas e das empresas transportadoras. no município de Itapeva. servirá para avaliar a eficácias das medidas e alertar sobre a necessidade de ajustes ou correções. Programa de Control e de Tráfego A continuidade da operação do empreendimento manterá o volume de tráfego atual. As seguintes medidas devem compor este programa: imposição de cláusulas contratuais para empresas transportadoras.2. Esta seção tratará das medidas adicionais propostas pela equipe multidisciplinar da P rominer com o intuito de reduzir os impactos adversos remanescentes e aqueles que não podem ser evitados. no Estado de São P aulo. composta pelas minas Salto 1. T odas estas medidas devem ser conjugadas com o monitoramento ambiental que será descrito adiante neste capítulo. Assim devem ser seguidas as seguintes diretrizes: acompanhamento dos trabalhos por um Engenheiro Florestal. Algumas medidas podem ser tomadas para reduzir os incômodos e os riscos decorrentes da circulação de caminhões. dentre outras funções.SP . identificação de árvores matrizes para coleta de sementes e produção de mudas. - 6. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . e reflorestamentos de áreas adjacentes com espécies da flora nativa regional que beneficiem a manutenção da fauna ameaçada identificada nestes estudos como ocorrente na área de influência direta do empreendimento. vistoria e pesagem de caminhões na entrada e saída da unidade de Lavrinhas. delimitação física das áreas de intervenção e desmatamento. obrigando-as a treinar motoristas e a realizar inspeções periódicas nos caminhões para verificação de condições de segurança e emissões atmosféricas.1. Salto 3 e Salto 4. Além da unidade fabril Lavrinhas e a unidade industrial de Itapeva.

a COMPANHIA CIMENTO P ORTLAND ITAÚ deverá manter um inventário do solo orgânico removido.. intercaladas com caixas de decantação e escadas hidráulicas em terrenos inclinados. As canaletas de captação serão construídas na base dos taludes. com escoamento direcionado para as valetas de escoamento. 6. estas revestidas de concreto. deverá ser implantado um sistema similar ao do depósito de estéril.SP . 6. onde haverá taludes escavados em solo de capeamento. já que nesta camada estão presentes sementes e outros propágulos vegetais que. As características químicas e biológicas deste solo proveniente do decapeamento das áreas suprimidas serão bastante úteis e positivas na recuperação das áreas na qual ele será depositado. em área devidamente preparada e seguindo as recomendações técnicas usuais de manejo de solo. Na área pretendida para a lavra. toda a água de escoamento superficial convergirá para o sistema de drenagem das águas superficiais. em cada berma. Na fase de desativação. consistindo de canaletas de captação. estocado e reutilizado na recuperação das áreas degradadas. Programa de M anejo de Sol o O solo é um recurso natural importante e que deve ser manejado com cuidado.75 - 6. antes da realização de quaisquer escavações. em toda a área do depósito de estéril. segregação dos resíduos produzidos de acordo com seu tipo e estocagem individual. a camada superior que compõe o solo orgânico deve ser removida seletivamente. Nesta fase. manutenção de um inventário permanente de resíduos. um sistema de drenagem de águas pluviais. em forma de escadas hidráulicas. sem revestimento. estocado em leiras no mesmo local de armazenamento dos estéreis. valetas de escoamento. será necessário implantar. Após a retirada da vegetação. serão seguidas as recomendações do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. incluindo sua disposição em leiras e posterior cobertura com espécies gramíneas. e posteriormente. O solo removido será utilizado imediatamente na recuperação de áreas degradadas ou.5. após retenção das partículas sólidas.004: 2004. Programa de Gestão de Resíduos Os diversos tipos de resíduos gerados pelas atividades do empreendimento devem ser objeto de um programa específico de gestão. Como forma de controle.2. em toda a porção superior da mina.4. e Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . caixas de decantação de sólidos e sistemas de dissipação de energia.2. em conjunto.3. na impossibilidade disto. Os locais de armazenamento de estéreis devem ter local apropriado para recebimento do solo orgânico que será reutilizado. por raspagem. serão encaminhadas para as drenagens naturais.2. associado a este programa de controle de erosão e assoreamento. Programa de Control e de Erosão e Assoreamento Na fase de operação. favorecerão a recuperação dessas áreas. que inclui: classificação dos resíduos segundo a norma NBR 10.

as seguintes diretrizes devem ser observadas: folhas. óleos usados serão manuseados apenas nas áreas de infra-estrutura e unidades de apoio. e posteriormente. Este programa poderá ser conjugado com atividades de paisagismo industrial e deverá utilizar procedimentos semelhantes aos que serão descritos no item 6. sendo que estas águas deverão passar.2. localizadas na unidade que a empresa opera em Lavrinhas (Itapeva-SP ). a totalidade das águas pluviais provenientes da área do empreendimento será retida nas caixas de passagem e decantação. galhos e demais materiais vegetais provenientes da supressão de vegetação que não forem utilizados nos trabalhos de recuperação deverão ser aterrados em local apropriado. serão encaminhados para destinação adequada através da contratação de serviços de terceiros.76 - - registro mensal da produção de cada resíduo e de sua destinação final. reutilizar. Será necessário instalar sistemas de drenagem de águas pluviais e caixas de decantação de sedimentos a jusante dos locais de escavação e movimentação de solo e rocha. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . é o transporte. Assim.6.2. antes disso.5 do EIA referente à Recuperação de Áreas Degradadas (P RAD).2. A COMPANHIA CIMENT O PORTLAND IT AÚ deverá desenvolver uma estratégia de gestão de resíduos baseada no princípio dos “3R” (reduzir. devido aos possíveis efeitos sobre a comunidade local. serão manuseados também na unidade de Lavrinhas e. Programa de Revegetação da Área da Propriedade T odas as áreas situadas no interior da propriedade da COMP ANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ que não forem necessárias às atividades propostas ou que não tiverem perspectiva de uso direto deverão ser revegetadas com espécies arbóreas nativas. A aspersão de água a partir da passagem constante de um caminhão-pipa é o método mais usual empregado em mineração e em obras de terraplenagem. demais resíduos perigosos que por ventura sejam gerados. a partir desta unidade serão vendidos para empresas de re-refino devidamente licenciadas. Programa de Control e de Poeiras Fugitivas A movimentação de máquinas e equipamentos sobre pistas não pavimentadas e a ação dos ventos sobre pilhas de estéril e de minério e demais superfícies com exposição de solo ou materiais granulares são fontes geradoras de material particulado que devem ser controladas. Programa de Control e da Qualidade das Águas Superficiais As águas de drenagem da futura área de lavra convergem naturalmente para as drenagens mais próximas.SP . reciclar) desde a etapa de replanejamento. 6. O ponto mais crítico.. Dentro dessa estratégia. por estrutura de retenção de material carreado. - - 6.7. que poderá ser fonte geradora de material particulado para a atmosfera. 6.8. posteriormente.

que tem objetivos não somente ambientais. Programa de Prevenção de Acidentes Ambientais À exemplo do que ocorre em outras instalações industriais pertencentes à COMPANHIA CIMENT O PORT LAND ITAÚ. fase na qual foi previsto o levantamento prospectivo de sub-superfície. T ais procedimentos incluem.77 - 6. em superfície ou em sub-superfície.2. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Durante as investigações não foram constatadas ocorrências de vestígios arqueológicos. Inclui-se aí o monitoramento semestral e a determinação de uma espécie “bandeira” para acompanhamento e conseqüente determinação de possíveis danos causados às demais espécies da fauna local devido às atividades do empreendimento. Programa de M anejo de Fauna Sil vestre Como o diagnóstico ambiental identificou espécies de fauna ameaçadas de extinção.11. tanques. Atendendo o que determina a referida P ortaria.10. deverá ser implantado um programa de acompanhamento da fauna que se inicie concomitantemente à fase de preparação das frentes de lavra.3. simulações de acidentes e ações de emergência.2.2. entre outros: treinamento de funcionários. e auditorias de segurança.9. Programa de Pesquisa e Resgate do Patrimônio Arqueol ógico A P ortaria IP HAN 230/2002 determina que o licenciamento de empreendimentos potencialmente capazes de afetar o patrimônio arqueológico deve ser compatibilizando as fases de obtenção de licenças ambientais com os estudos preventivos de arqueologia. 6. mas também de proteção da saúde e da segurança dos trabalhadores. a empresa deverá implantar diversas rotinas e procedimentos voltados à prevenção de acidentes que possam ter conseqüências ambientais. vasos de pressão.SP . Medidas compensatórias São apresentadas e discutidas neste capítulo as medidas compensatórias propostas pelo empreendedor. O conjunto destas e outras medidas forma o programa de prevenção de acidentes. inspeções e vistorias em tubulações.. foi efetuado o diagnóstico arqueológico na área de influência direta do empreendimento por profissional qualificado para averiguação de ocorrência de vestígios arqueológicos. 6. Na fase de obtenção de licença prévia foi efetuada a contextualização arqueológica e etno-histórica da área de influência do empreendimento por meio de levantamento exaustivo de dados secundários e levantamento arqueológico de campo. 6.

Neste imóvel a SABESP construiu a Estação de T ratamento de Esgoto .1.SP . FOTO 6. no Cartório de Registro de Imóveis competente.00 (quinhentos mil reais).638/40 cuja ampliação da área de lavra é objeto do presente licenciamento ambiental.Estação de tratamento de esgoto da SABESP. até o fechamento deste estudo. propiciando um grande ganho ambiental ao município na área de infra-estrutura sanitária. A COMP ANHIA CIMENTO P ORTLAND IT AÚ está efetuando o levantamento topográfico de toda área da propriedade para providenciar sua regularização.1.. construída em terreno doado pela CO MPANHIA CIMENTO PO RTLAND ITAÚ.2. Entretanto. A doação desse imóvel pela COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ veio ao encontro das necessidades da P refeitura de Itapeva. a qual compreende a poligonal DNP M 5.2).3.3.3.1.3. o levantamento topográfico ainda não havia sido concluído.000 (vinte mil) metros quadrados para P refeitura Municipal de Itapeva.000.A estação de tratamento de esgoto da SABESP em Itapeva. em pleno funcionamento. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .1. 6. AVERBAÇÃO DE RESERVA LEGAL (20% DA PROPRIEDADE) A COMP ANHIA CIMENT O PORT LAND IT AÚ deve averbar à margem das matrículas de seus imóveis uma área de Reserva Legal correspondente a 20% da área total de sua propriedade na Fazenda Lavrinhas. a qual se encontra em plena operação (FOTOS 6. Este imóvel está localizado próximo à cidade de Itapeva e seu valor é estimado em R$500.78 - 6. FOTO 6. Neste levantamento também será incluída a delimitação da Reserva Legal da propriedade que deverá ser averbada na Matrícula do Imóvel. DOAÇÃO DE TERRENO PARA PREFEITURA/SABESP A primeira medida compensatória do empreendedor diz respeito à doação de uma área de 20.1.3.1 .1 e 6.ET E da cidade de Itapeva. em Itapeva.3. que carecia de local para a construção da estação de tratamento de esgoto.2 .267/01 referente ao Cadastramento de Imóveis Rurais. conforme determina a Lei Federal 10.

detectar eventuais impactos não previstos ou impactos de magnitude maior que a esperada.985/00 que estabeleceu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) estipula em seu artigo 36 que todo empreendimento que possa causar impactos ambientais significativos deve destinar ao menos 0.3. alertar para a necessidade de ações corretivas caso os impactos ultrapassem certos limites.5% dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento a uma unidade de conservação. reservas biológicas. concentração de material particulado e de gases no ar. Suas funções são: verificar os impactos reais de um empreendimento. estaduais ou municipais. comparar os impactos reais com as previsões apresentadas no EIA. ajustes e modificações pelos resultados do próprio monitoramento. níveis de ruído. as condições da licença ambiental ou limites estabelecidos voluntariamente ou em decorrência de negociações. monumentos naturais e refúgios de vida silvestre). como os padrões legais.985/2000 A Lei federal 9. A lei estipula que o empreendedor é obrigado a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação do Grupo de P roteção Integral (estações ecológicas.4. proposto nesta seção. COMPENSAÇÃO DEVIDO À LEI FEDERAL 9. nível e qualidade das águas subterrâneas. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . emissões atmosféricas. • Características climáticas O monitoramento das características climáticas deverá ser efetuado em conjunto com a medição da qualidade do ar. segurança dos taludes e revegetação e enriquecimento de áreas florestadas. emissões e qualidade ambiental do empreendimento.SP . O monitoramento deverá ser realizado para as seguintes situações: efluentes e emissões qualidade ambiental (ar. O plano de monitoramento inicial abrange parâmetros indicadores dos principais impactos decorrentes do empreendimento: qualidade das águas superficiais.. ambiente sonoro) estabilidade física (taludes) A seguir é apresentado o plano de monitoramento para os efluentes. água.79 - 6. mas que estará sujeito a correções. A execução do monitoramento deve seguir um plano inicial. Monitoramento ambiental O programa de monitoramento e acompanhamento ambiental é uma das principais ferramentas para a gestão ambiental do empreendimento.3. parques nacionais. 6. A aplicação de recursos oriundos da compensação ambiental é regulamentada por diversos instrumentos normativos estaduais e a empresa deverá atender ao que vier a ser determinado pelos órgãos ambientais.

reutilizar e reciclar) deverão ser colocados em prática pela COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND ITAÚ objetivando o controle na geração de resíduos sólidos e a correta destinação final. e caso surja alguma anormalidade.AID do empreendimento. superficiais. será consultado especialista em geotecnia para a elaboração de um laudo para ser anexada ao relatório de monitoramento. tendo mesmo destino que estes resíduos tiveram naquela unidade instalada em Lavrinhas. instalados nos limites do empreendimento. - Esses controles serão contínuos. nos períodos diurno e noturno. A periodicidade será semestral e será efetuado nas drenagens mais próximas das áreas afetadas diretamente. no município de Itapeva. Os programas referentes ao “3R” (reduzir. nos locais de aglomeração populacional. de responsabilidade do encarregado da mina. sendo realizadas campanhas semestrais. • Controle de resíduos sólidos Os resíduos gerados nas diversas unidades serão apontados e registrados em uma planilha que irá compor o inventário de resíduos sólidos. sendo realizada uma amostragem a cada 6 meses. Propõe-se instalar o amostrador em 5 pontos. • Qualidade das águas O monitoramento da qualidade das águas será com coletas nos pontos amostrados na elaboração do diagnóstico ambiental.. deverão ser levados à unidade de Lavrinhas. Antes porém. conforme apresentado nos capítulos 4 e 5 do presente EIA.SP . implantação de marcos topográficos de concreto. • Controle Geotécnico O controle de estabilidade dos taludes em solo e em rocha nas áreas de mineração e dos depósitos de estéril será feito com os seguintes procedimentos. para águas superficiais. nos locais habitados mais próximos.80 - • Qualidade do ar A amostragem ambiental da qualidade do ar será feita com amostradores de grande volume. conforme apresentado nos capítulos 4 e 5 do presente EIA. cadastramento e acompanhamento de possíveis surgências de água nos taludes. para controle de deformações do maciço. • Monitoramento de ruídos O monitoramento de ruídos terá periodicidade semestral e será efetuado nos entornos da área do empreendimento. e de processos erosivos e de deslizamento localizadas nos taludes em solo. • Monitoramento da fauna Será realizado o monitoramento da fauna por até três anos após o início da operação. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . acompanhamento visual de surgimento de processos físicos como trincas e fraturas nos taludes em rochas. no Estado de São P aulo. na área de influência direta .

explorar suas implicações ambientais. A definição de um uso futuro para a área nesta fase do empreendimento é prematura. algumas proposições podem ser feitas levando-se em consideração as características e a configuração final esperada das áreas de lavra e de depósito de estéril projetadas para o empreendimento.1. a topografia. mas também resultarão em certas oportunidades que poderão ser aproveitadas na estratégia de fechamento. inundado.81 - 6. uma s uperfície revegetada inicialmente com gramíneas.SP . A topografia das áreas a serem recuperadas.5. As atividades de reconformação dos terrenos objeto da recuperação. As alternativas deveriam ser revistas a intervalos periódicos . O município de Itapeva terá passado por transformações e Lavrinhas poderá ser um bairro bem diferente. Entretanto. sociais e econômicas e estabelecer um mecanismo permanente de consultas e interação com a comunidade. e A seleção de espécies vegetais adequadas a esses locais. As modificações ambientais decorrentes da implantação e do funcionamento do empreendimento implicarão algumas restrições aos possíveis usos futuros da área. mas a resposta tampouco pode esperar o momento do fechamento do empreendimento. a cava da mina e as pilhas de estéril terão modificado a paisagem. após a desativação do empreendimento. 6.5. A recomendação de fontes como ANZMEC/MCA (2000) e IIED (2002) é a de formular um leque de alternativas plausíveis. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . contempla duas grandes alterações na topografia local: a área de lavra apresentará parte em piso em rocha completamente drenado e o fundo da cava. As características físico-químicas do solo nestes locais. a cobertura vegetal. de cinco anos durante o decênio seguinte e cada vez mais com maior freqüência conforme se aproxime a data programada para o fechamento da mina. no corpo de aterramento do bota-fora. as características da fauna e outras mais. pois o mesmo apresenta uma vida útil muito extensa. Recuperação de áreas degradadas (Prad) A implantação dos programas de recuperação de áreas degradadas objetiva minimizar ou eliminar os efeitos adversos decorrentes das intervenções e alterações ambientais inerentes às atividades do empreendimento. Que opções haverá para o município e que possibilidades e limitações para novos usos oferecerá o local projetado para ser ocupado pelo empreendimento? Evidentemente estas perguntas não podem ser respondidas agora. A elaboração destes programas deve levar em consideração aspectos como: A definição do uso futuro das áreas impactadas.da ordem de dez anos durante as primeiras cinco décadas. A conformação topográfica que a área apresentará.. e a área de deposição de estéril apresentará. Proposições de Usos Futuros Ao término da vida útil do empreendimento. A região fitoecológica em que estas áreas estão inseridas.

Os taludes de corte em solo da mina serão revegetados para proteção de sua estabilidade e para melhorar o aspecto visual da área.2 expõe as medidas propostas para a recuperação das áreas do empreendimento. ou revegetada com mudas de espécies nativas para a recomposição da cobertura florestal nativa característica do local. ou senão reservatório de água para abastecimento. recomposição e condução da regeneração natural das reservas legais no Estado de São P aulo.5.SP .2.. inclusive na própria propriedade. vislumbra-se o seguinte cenário para o local do empreendimento após a desativação da mina da COMP ANHIA CIMENTO PORT LAND IT AÚ em Itapeva: (1) A praça principal formada na cava da mina pode ter usos múltiplos. segundo um novo projeto de aprofundamento da cava. Contudo. inclui técnicas silviculturais específicas e consagradas para a condução dos trabalhos de recuperação de áreas degradadas. Já as áreas de deposição de estéril poderão ser adequadas para uso agrícola.889/2006 sobre a manutenção. ou então reservatório de água para abastecimento. De forma totalmente preliminar. são áreas de pouca extensão. à exemplo do que já ocorre em grandes extensões de área da região. tais como construção de galpões e edifícios industriais. Desta forma. após aterramento. com aterramento para eliminar a lâmina d’água. Procedimentos de Revegetação Este item aborda os procedimentos e as metodologias indicadas para os trabalhos e as atividades de revegetação envolvidas na recuperação das áreas degradadas do empreendimento e nos trabalhos de enriquecimento das áreas de Reserva Legal da propriedade.82 - Na área de lavra as condições geotécnicas possibilitam implantar usos industriais com necessidades de adequações.3ha e deverá ter seus taludes e bermas revegetados com espécies gramíneas para estabilização do solo. sendo sua praça superior utilizada para o reflorestamento comercial.5. não pode ser descartada a possibilidade de continuidade de mineração. Ainda. Entretanto. de forma que a adoção de tais medidas conjugadas com Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . O item 6. incluindo aí o envolvimento da comunidade adjacente em sua formulação e discussão. leva em consideração as disposições da Resolução SMA Nº58/2006 sobre o reflorestamento de áreas degradadas e também aquelas do Decreto Estadual Nº50. o reflorestamento comercial ou a restauração da vegetação natural nestas áreas pode tornar-se uma opção interessante em função das características que a região poderá assumir quando da conclusão das atividades projetadas neste estudo. Assim. A pilha de estéril formada totalizará uma s uperfície com área aproximada de 29. 6. (2) (3) Nunca é demais relembrar que os usos futuros d a área minerada devem ser tratados em versões sucessivas do plano de fechamento da mina.

depositado sobre as bermas. propiciando uma utilização mais nobre deste resíduo e contribuindo para o processo de recuperação destes locais. P ortanto. É recomendado que se evite a utilização de espécies muito agressivas como a braquiária (B. Sua deposição sobre os taludes e bermas se dará com auxílio de máquinas.3 do EIA e então utilizado no recobrimento dos taludes e das bermas em solo que serão gradativamente formados. no item “Procedimentos para o plantio de mudas arbóreas”. Os taludes serão revegetados através da fixação de placas de grama ou da semeadura de espécies gramíneas e herbáceas.2.. • Recuperação dos taludes e bermas em solo das áreas de lavra e do depósito de estéril Os trabalhos de revegetação de taludes e bermas das áreas de lavra deverão ser concentrados nos primeiros anos do empreendimento. P osteriormente podem ser realizados plantios de mudas de espécies arbóreas nativas provenientes do viveiro florestal da Itaú Agro Florestal Ltda. que se dará à medida que este for atingindo sua configuração final. visto que sua deposição evitará o desencadeamento de processos erosivos e. O solo orgânico proveniente do decapeamento inicial das jazidas será devidamente manejado conforme descrito no item 6. decumbens). conforme for sendo decomposto. Este solo orgânico auxiliará o processo de recuperação previsto para estas áreas devido às suas características químicas (teores de fertilidade relativamente elevados) e biológicas (presença de microorganismos e propágulos vegetais que auxiliarão na restruturação geral do solo local e na recomposição da cobertura vegetal). no período estimado para o completo decapeamento das áreas de lavra e conseqüente conclusão da configuração final dos taludes e das bermas em solo.83 - aquelas que porventura venham a surgir e ser incorporadas no decorrer das atividades do empreendimento atinjam satisfatoriamente os objetivos propostos. O material lenhoso proveniente das áreas de desmatamento deverá ser destinado à cobertura deste solo. o que tende a acelerar a recuperação do local. visto que qualquer tentativa posterior de revegetação ou regeneração natural do local é bastante prejudicada pela competição interespecífica desencadeada nas ocasiões em que tais espécies dominam determinado local em recuperação. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . a revegetação dessas áreas se dará no decorrer deste período. O mesmo procedimento será dispensado para a revegetação dos taludes e bermas do depósito de estéril. de modo que uma camada de aproximadamente 50cm seja despejada e nivelada sobre as bermas e os taludes. incrementará os teores de matéria orgânica do solo. preferencialmente espécies forrageiras de cobertura com ciclo de vida curto para rápida cobertura do solo e melhoria de suas características físicas e químicas. Os procedimentos que devem ser dispensados nestes plantios estão descritos a seguir.SP . à medida que as situações finais forem sendo alcançadas..

dependendo do caso. além do desenvolvimento da floresta. P ara a decomposição do material basta ac umulá-lo em pilhas. − Adubação P ara a adubação é recomendável a utilização de adubo fosfatado na formulação indicada após análise do solo. P ode-se utilizar também no trabalhos periódicos e para o monitoramento iscas formicidas com auxílio de porta-iscas. Dependendo do desenvolvimento das mudas. água ou nutrientes. o qual deve ser aplicado da mesma forma que o corretivo do solo. sendo repetido periodicamente. e também pra o plantio de espécies exóticas que pode constituir uma das opções de recuperação da praça superior do depósito de estéril. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . e removê-lo várias vezes ao dia. Em épocas de menor ocorrência de chuvas a adubação deverá ser adiada ou antecipada para coincidir com o inicio destas. com a distribuição de adubo em canais rasos abertos num raio de 30 cm do caule da muda. Este combate deve ser realizado antes do preparo do solo.0 ml/m2 de formigueiro. entre os seis meses e um ano após o plantio. O adubo deve estar bem decomposto. ou em área total a ser recuperada em quantidade indicada para cada hectare. A tomada de decisão deverá levar em conta. o povoamento pode demandar uma adubação de reforço. − Correção da acidez do solo Após análise de solo do local deve-se proceder a sua correção e adubação. em local a pleno sol. − Controle de ervas daninhas O controle de ervas daninhas deve ser realizado preferencialmente em estágios iniciais de desenvolvimento das mudas no campo. A periodicidade de execução desse controle deverá ser de no mínimo 2 (duas) vezes ao ano. A acidez do solo pode ser corrigida através da aplicação de calcário dolomítico e deve ser aplicado no fundo das covas (proporção de 100g/muda). − Combate à formigas Antes dos plantios devem ser realizadas rondas à procura de formigas cortadeiras que possam atacar as mud as a serem plantadas. caso necessárias. Basicamente deverão ser feitos coroamentos e roçadas manuais até 3 anos após o plantio. O combate inicial geralmente é realizado com termonebulizadores à base de formicida organofosforado. o que propicia uma melhor absorção do adubo pela planta.84 - • Procedimentos para o plantio de mudas arbóreas Estes procedimentos visam orientar os trabalhos de plantio de mudas nativas a serem realizados no enriquecimento das áreas de Reserva Legal e nas bermas e taludes das áreas de lavra e do depósito de estéril.. Esta deve ser realizada 2 (duas) vezes ao ano. na dosagem de 3. segundo o grau de infestação das áreas e de possíveis revoadas que possam acontecer. a época do ano da atividade. em dosagem recomendada segundo o fabricante. O adubo orgânico (proporção de 100g/muda) também deve ser misturado à terra da cova e ao adubo químico. misturado à terra d aí retirada. evitando que haja competição por luz.SP . O controle sobre as formigas deve ser feito em esquema de rondas periódicas. Um bom indicativo do ponto certo para sua utilização é a diminuição quase total do odor forte.

5. de modo que o máximo de falhas ao final dos replantios não ultrapasse 5%.85 - − Abertura das covas As covas devem ter no mínimo 50cm de profundidade e diâmetro. O reflorestamento comercial deve ser realizado preferencialmente com espécies exóticas como eucalipto ou pinus. Espécies ameaçadas de extinção na região também devem ser incluídas nestes plantios.SP .gov. Mudas mortas devem ser replantadas em até 30 dias após o plantio. As mudas devem ser retiradas do recipiente e plantadas nas covas previamente realizadas. P or esse motivo só devem ser distribuídas no campo à medida que forem sendo plantadas. ataque de formigas pós-plantio. P ara o plantio de mudas nativas. A seguir a cova é completada com o restante da mistura. deve-se adquirir cerca de 10% a mais do total de mudas utilizadas no plantio para serem utilizadas nas operações de replantio. − Plantio das mudas O plantio das mudas deve ser realizado preferencialmente em época de estação chuvosa. No fundo da cova coloca-se um pouco de terra misturada com o fertilizante na proporção recomendada. tendo sido obtida através da Rede de Sementes Florestais Rio – São P aulo (www.sp.br). O QUADRO 6. As mudas deverão ser irrigadas no ato do plantio com aproximadamente 3 (três) litros de água em cada cova.. enquanto os plantios de mudas nativas devem utilizar a maior diversidade possível de espécies. em dias chuvosos. Diversos fatores podem ocasionar a morte das mudas. sua distribuição em campo deve ser realizada de modo mais diversificado possível.000 mudas a serem utilizadas na revegetação e nos replantios de cerca de 29.1 apresenta relação de possíveis espécies nativas que podem ser utilizadas nos trabalhos de revegetação na propriedade.sementesriosaopaulo. o que minimiza o estresse a que são submetidas. com condições máximas de umidade do solo ou.2. considerando os princípios da sucessão florestal e as características ecológicas de cada espécie. cuidados no plantio e qualidade das mudas. P ortanto. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . num total de 48. tais como: umidade no solo. Deve ainda ser realizado obedecendo-se o alinhamento das curvas de nível do terreno. preferencialmente. evitando-se o plantio de mudas de espécies semelhantes próximas umas d as outr as. As mudas devem ser retiradas totalmente de seus recipientes (saquinhos ou tubetes) evitando-se o destorroamento de seu sistema radicular.3ha. O espaçamento a ser utilizado será de 3X2m.

.5.2.SP .1 RELAÇÃO DE ESPÉCIES INDICADAS PARA OS REFLORESTAMENTOS Nome científico Persea pyrif olia Pout eria caimit o Chrysophyllum gonocarpum Parapipt adenia pterosperma Psidium catt leyanum Calycorect es acut atus Eugenia leit onii Annona cacans Rollinia sericea Cupania vernalis Eryt hroxylum pulchrum Lit hraea molleoides Dalbergia frut escens Cordia superba Myrocarpus frondosus Guarea macrophylla Myrcia mult if lora Aniba f irmula Ocot ea puberola Cabralea canjerana Rapanea f erruginea Sparatt osperma leucant hum Jacaranda macrant ha Roupala brasiliensis Cedrela f issilis Cordia sellowiana Metrodorea nigra Cecropia pachystachya Cecropia glazioui Lonchocarpus muehlbergianus Pseudobombax grandif lorum Casearia gossypiosperma Licania oct andra Campomanesia nerif lora Casearia sylvest ris Schizolobium parahyba Aspidosperma parvif olium Inga cylindrica Tabebuia umbellat a Tabebuia vellosoi Tabebuia hept aphylla Jacaranda micrantha Miconia cabussu Hymenaea courbaril Cariniana estrellensis Balizia pedice llaris Posoqueria lat ifolia Act inostemon concolor Aloysia virgat a Clusia criuva Dendropanax cuneat um Acnist us arborescens Famil ia Lauraceae Sapotaceae Sapotaceae Mimosaceae Myrtaceae Myrtaceae Myrtaceae Annonaceae Annonaceae Sapindaceae Ery throxylaceae Anacardiaceae Fabaceae Boraginaceae Fabaceae Meliaceae Myrtaceae Lauraceae Lauraceae Meliaceae Myrsinaceae Bignoniaceae Bignoniaceae Proteaceae Meliaceae Boraginaceae Rutaceae Cecropiaceae Cecropiaceae Fabaceae Bombacaceae Flacourtiaceae Chrysobalanaceae Myrtaceae Flacourtiaceae Caesalpinaceae Apocynaceae Mimosaceae Bignoniaceae Bignoniaceae Bignoniaceae Bignoniaceae Melastomataceae Caesalpinaceae Lecythidaceae Mimosaceae Rubiaceae Euphorbiaceae Verbenaceae Clusiaceae Araliaceae Solanaceae Grupo Ecol ógico Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Nome Popul ar Abacateiro-do-mato Abiu Aguaí-da-serra Angico-roxo Araçá-amarelo Araçá-da-serra Araçá-piranga Araticum Araticum-alvadio Arco-de-peneira Arco-de-pipa Aroeira-branca Assapuva Babosa-branca Cabreuva-parda Café-bravo Cambuí Canela-de-cheiro Canela-guaicá Canjarana Capororoca Carimã Caroba Carvalho-rosa Cedro-rosa Cha-de-bugre Chupa-ferro Embaúba-branca Embaúva-vermelha Embira-de-sapo Embiruçu Espeteiro Farinha-seca Guabiroba-branca Guaçatonga Guapuruvu Guatambu Ingá Ipê-amarelo-do-brejo Ipê-amarelo-liso Ipê-roxo-de-7-folhas Jacaranda-carobão Jacatirão Jatoba Jequitibá-branco Juerana-branca Laranja-de-macaco Laranjeira-do-mato Lixeira Manguerana Maria-mole Marianeira Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .86 - QUADRO 6.

2.. P arâmetros como altura e diâmetro do colo das mudas devem ser acompanhados periodicamente para avaliação do crescimento em campo.87 - QUADRO 6. Estes dados são muito importantes para se evitar a repetição do uso de espécies que porventura não se adaptem ou apresentem desenvolvimento muito insatisfatório em campo.SP . Estes dados devem ser anotados e guardados para comparações futuras.1 RELAÇÃO DE ESPÉCIES INDICADAS PARA OS REFLORESTAMENTOS Nome científico Ruprecht ia laxif lora Laf oensia glypt ocarpa Acacia polyphylla Guazuma ulmif olia Copaif era langsdorff ii Ormosia arborea Swart zia langsdorff ii Syagrus romanzoff iana Eut erpe edulis Senna mult ijuga Sapium glandulatum Alchornea t riplinervia Machaerium brasiliensis Cyt harexillum myrianthum Tapirira guianensis Prunus myrt if olia Solanum pseudoquina Lecythis pisonis Sloanea guianensis Colubrina glandulosa Pera glabrat a Aegiphilla sello wiana Bauhinia f orf icat a Pipt ocarpha axillares Tibouchina mutabilis Trema micrantha Vernonia discolor Vit ex polygama Vochysia bif alcat a Zant hoxylum rhoif olium Famil ia Polygonaceae Lythraceae Mimosaceae Sterculiaceae Caesalpinaceae Fabaceae Fabaceae Arecaceae Arecaceae Caesalpinaceae Euphorbiaceae Euphorbiaceae Fabaceae Verbenaceae Anacardiaceae Rosaceae Solanaceae Lecythidaceae Elaeocarpaceae Rhamnaceae Euphorbiaceae Verbenaceae Caesalpinaceae Asteraceae Melastomataceae Ulmaceae Asteraceae Verbenaceae Vochysiaceae Rutaceae Grupo Ecol ógico Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Não Pioneira Nome Popul ar Marmeleiro Mirindiba-rosa Monjoleiro Mutambo Oleo-de-copaíba Olho-de-cabra Pacová-de-macaco Palmeira-jerivá Palmito-Juçara Pau-cigarra Pau-de-leite Pau-jangada Pau-sangue Pau-viola Peito-de-pombo Pessegueiro-bravo Quina-de-são-pauo Sapucaia Sloania Sobrasil Taman queira Taman queiro Unha-de-vaca Vassourão-branco Manacá-da-serra Crindiuva Vassourão-preto Taruma Pau-de-vinho Mamica-de-porca − Deposição de material lenhoso Como forma de auxiliar a recuperação dessas áreas poderá ser depositado nas entrelinhas desses plantios o material lenhoso proveniente da supressão das áreas de avanço de lavra do empreendimento. bem como a germinação e aparecimento de novas mudas nas áreas do plantio. − Monitoramento da revegetação O monitoramento da revegetação consiste no acompanhamento periódico em que dados qualitativos e quantitativos são levantados.5. Este material se constitui de excelente fonte de matéria orgânica e auxilia na proteção do solo e na disseminação de propágulos vegetais aí existentes que podem vir a se regenerar nessas áreas. Índices de sobrevivência e mortalidade também devem ser averiguados. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .

2.2. Este viveiro possui infra-estrutura adequada à execução dos trabalhos de formação e acondicionamente das mudas.5.2) localizado no município de Itapeva. insumos e substrato. O viveiro é responsável pela produção e aquisição das mudas de espécies nativas fornecidas para os trabalhos de recuperação das áreas degradadas e de enriquecimento florestal destinadas aos trabalhos de compensação ambiental da COMPANHIA CIMENTO PORT LAND ITAÚ nos municípios de Itapeva e Bom Sucesso de Itararé.SP .000 (trinta mil) mudas de espécies arbóreas nativas sejam produzidas anualmente. (FOT OS 6. e canteiros com capacidade para contemplar todo o processo de formação das mudas. 6.5. número este suficiente para suprir a demanda por mudas que o presente empreendimento terá em suas atividades de revegetação e enriquecimento florestal propostas.2 – Vista geral área onde são formadas as mudas de espécies arbóreas nativas utilizadas nos trabalhos de revegetação da CO MPANHIA CIMENTO PO RTLAND ITAÚ.88 - • • • − Operações de manutenção: Combate a formigas (ronda) Controle de ervas daninhas Adubação de manutenção • Produção de mudas nativas P ara atender à demanda de plantio de mudas nativas no empreendimento. possuindo escritório. que poderá ser Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .2.. seja para fins paisagísticos ou para os tr abalhos de revegetação das áreas degradadas e enriquecimento das áreas de Reserva Legal da propriedade. Seu dimensionamento permite que aproximadamente 30. SP . desde sua germinação até sua rustificação pré-plantio.5. Plano de Fechamento O encerramento de uma atividade deve ser precedida de um programa que antecipe as conseqüências econômicas e sociais decorrentes do fechamento. FOTO 6.5. FOTO 6.1 e 6. galpão para estoque de sementes. a COMPANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ contará com a assistência do viveiro de mudas da Itaú Agro Florestal Ltda.2.6.1 – Vista dos canteiros cobertos por sombrite onde tem início o processo de formação das mudas arbóreas.

Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . A desativação da unidade com a preparação adequada e antecipada da recolocação profissional é programa social de extrema importância. fomentando cursos. dando aos trabalhadores oportunidades de reciclagem profissional e alternativas de aproveitamento em outras unidades do grupo. Uma das possíveis ações é de promover a capacitação dos trabalhadores e fornecedores locais a buscarem alternativas econômicas. e evitará o colapso econômico da comunidade que depende desta atividade. encontros. consultoria especializada e dirigentes da empresa. caso seja possível. Esse programa deve ser implementado a pelo menos 10 (dez) anos antes da previsão de exaustão da mineração. formação de cooperativas e apoio de entidades de classe e profissionalizantes. ou com outras atividades econômicas importantes na região. baseado na experiência adquirida com a atividade de mineração.89 - acompanhada por uma equipe permanente de técnicos da empresa.SP ..

- 90 -

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A ampliação da lavra de calcário para produção de cal, da COMP ANHIA CIMENT O P ORTLAND IT AÚ, unidade Lavrinhas, no município de Itapeva, está inserida em área já ocupada anteriormente por pequenas lavras, além da predominância de reflorestamento de pinus e principalmente eucaliptos. O empreendimento é existente desde a década de 1940, quando se iniciou a regularização minerária. Os estudos hidrogeológicos concluíram que a ampliação da cava de extração não alterará o regime de escoamento das águas subterrâneas ou superficiais, e não destruirá nenhum patrimônio espeleológico ou arqueológico. O cone de rebaixamento do aqüífero não atingirá áreas externas ao empreendimento. A supressão necessária para essa ampliação totaliza 10,5ha de vegetação nativa em estágio inicial de regeneração, além de 3,0ha de vegetação em estágio pioneiro. O restante da área que será diretamente afetada é constituída de reflorestamentos, pastagens e culturas. O empreendimento conta com toda infra-estrutura já implantada, com a unidade industrial de fabricação de cal próxima à lavra, e vida útil de 87 anos plenamente viável economicamente e ambientalmente. Desta forma, a equipe que elaborou este EIA/RIMA considera o empreendimento viável do ponto de vista de avaliação ambiental, e recomenda a aprovação do projeto de ampliação da lavra de calcário objeto destes estudos.

Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

- 91 -

BIBLIOGRAFIA

AB’SÁBER, A. N – A Serra do Japi, sua O rigem Geomorfológica e a Teoria dos Refúgios, in: MO RELATO , P. C. (O rg.)- História Natural da Serra do Japi: ecologia e preservação de uma área florestal do Sudeste do Brasil, editora UNICAMP/FAPESP. Ca mpinas, 1992. AB’SÁBER, A. N – O s domínios morfoclimáticos da América do Sul - Primeira Aproximação, Geomorfologia, Instituto de Geografia, USP, São Paulo, 22p., 1977. ALMEIDA, F.F.M. de – Origem e Evolução da Plataforma Brasileira, República Federativa do Brasil, Ministério de Minas e Energia, Dept.o Nacional de Produção Mineral, Divisão de Geologia e Mineralogia. Rio de Janeiro, 1967. ALMEIDA, F.F.M. de – Fundamentos Geológicos do Relevo Paulista, Universidade de São Paulo, Instituto de Geografia, Série Teses e Monografias nº14. São Paulo, 1974. ALTMANN, J. - Observatorial Study of Behavior:Sampling methods, Behavior 49:226-267, 1979. BARTO N, J.L. & DAVIES P.E. – Buff er Strips and Stremw ater Contamination by Atrajine and Pyrethroids Aerially Applied to Eucalyptus nitens Plantations, Australian Foresty, 1992.+ BASEI, M.A.S. et al., Evolução Tectônica dos Terrenos entre os Cinturões Ribeira e Dom Feliciano (PR-SC), Revista Brasileira de Geociências, volume 22, número 02, São Paulo, 1992, p. 216-221. BECKER, M & DALPO NTE, J.C. - Rastros de mamíf eros silvestres brasileiros - um guia de campo. Brasília: Ed. UnB. 180pp. 1999. BUCKLAND, S.T.; AND ERSO N, D.R.; BURNHAM, K.P.& LEAKE, J.L. - Distance sampling. Estimanting abundance populations. Chapman & Hall, London, 1992. CARDO SO ,A.J., ANDRADE, G.V. & HADDAD, C.F.B. – Distribuição Espacial em Comunidades de Anfíbios (Anura) no Sudeste do Brasil, Rev. Brás. Biol. v.49, nº 1, p 241-249, 1989. CARVALHO , C.T. - Mamíferos dos Parques e Reservas de São Paulo. Silv. em São Paulo, v. 13/14/, p. 49-72. 1980. CETESB – Qualidades das Águas Interiores do Estado de São Paulo 2004. Série relatórios. São Paulo, 2005.
Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

- 92 -

CEO - Centro de Estudos Ornitológicos (2004) Lista das Aves do Estado de São Paulo. Versão 31/3/2005. Disponível em www.ib.usp.br/ceo. Acesso em: 10/06/2005. CEO - Centro de Estudos Ornitológicos (2004) Livro Vermelho das espécies de Aves ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo. Versão 31/3/2005. Disponível em www.ib.usp.br/ceo. Acesso em: 10/06/2005. CHRISTO FO LETTI, A. - Geomorfologia. Edgar Blücher, 2º edição, São Paulo, 1980. CO IMBRA-FILHO , A.F. - Sistemática, distribuição geográfica e situação atual dos símios brasileiros (Platyrrhini, Primates). Rev. Bras. Biol. 50(4):1063-79, 1990. CO IMBRA-FILHO , A.F. - Apontamentos sobre Callithrix aurita (E, Geoffroy, 1812), um sagui pouco conhecido. In: A.B. Rylands & A.T. BERNARD ES ( EDS.), A Primatologia no Brasil – 3, pp. 145158. Sociedade Brasileira de Primatologia e Fundação Biodiversistas, Belo Horizonte, 1991. CO LLAR, N.J., GO NZAGA, L.P., KRABBE, N, MADRO ÑO NIETO , L.G., NARANJO , L., PARKERIII , T.A. & WEG E, D.C - Threatened Birds of the Americas. Red Data Book. Cambridge: ICBP,1992. CO RNELIUS, M.P. – Fundamentos de Geologia, Editora Alhambra, S/A. Espanha, 1995. CO STA, J. .P. O . - Patrimônio natural e estatuto do tombamento: reflexões sobre a estratégia da preservação. Rev. do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. n.21, p. 20-25, 1986. DNPM – Geologia do Brasil. MME, Departamento Nacional de Produção Mineral. Brasília, 1984. DOO RNKAMP, J. C. & KING, C. A. M. – Numerical Analysis in: Gemorphology – An Introduction,, E Arnold. London, 1971. EBERT, H. – Ocorrência da f ácies granulítica no Sul de Minas e em áreas adjacentes, em dependência da estrutura orogênica: hipótese sobre sua origem. Anais Academia Brasileira de Ciência, 40 (supl.),Rio de Janeiro, 1968. EISENBERG, J.F.1989. - M ammals of the Neotropics, The Northern Neotropics, vol 1+449pp. University of Chicago Press, Chicago and London. EITEN, G. – Classif icação da vegetação do Brasil, Brasília, CNPQ – Coordenação editorial, 305p, 1982. EMMO NS, L.H. - Geographic variation in densities and diversities of non-flying mammals in Amazônia. Biotropica, n. 16, p. 210-222. 1984. EMMO NS, L. H & FEER, F. 1999. - Neotropical Rainforest M ammals. A Field Guide. Second Edition. The University of Chicago Press, Chicago, EUA. FO NSECA, G.A.B; H ERRMANN, G.; LEITE, Y.L.R.; MITTERMEIER, R.A.; RYLANDS, A.B. & PATTO N, J.L. - Lista anotada dos mamíf eros do Brasil. Occasional Papers in Conservation Biology & Fundação Biodiversitas. Conservation International, 1996.

Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva - SP

Boletim 63. R. Embrapa Solos. IPT – Mapa Geológico do Estado de São Paulo.M anual Técnico da Vegetação Brasileira. T. & LEITE. vol I e II. IGC . 1992. São Paulo.R. nºs 1 e 2. 208 p. Rio de Janeiro. IBG E. & CUNHA. – Regeneração natural de uma área minerada de bauxita em Poços de Caldas. FUNDAÇÃO SEADE – Características Gerais Processo de Industrialização Paulista. LO RENZI. 1988. 1992. RYLANDS. Bertrand Brasil. vol. 1982. 1994. 2001. K. escala 1:500. M G. São Paulo. 1981. GUERRA.. 96 p. Coordenadoria de Planejamento Regional.B. – Dicionário Geológico – Geomorfológico. IPT – Unidades de Conservação Ambiental e Áreas Correlatas no Estado de São Paulo. Instituto Geográfico e Cartográfico. 7º edição. – As f lorestas da América do Sul de São Paulo.SP . escala 1:1000. IAC & EMBRAPA – Mapa Pedológico do Estado de São Paulo: legenda expandida e plantas. 466p. C. 479p. B. 1994. MG.L.. 1981. Rio de Janeiro.Livro vermelho dos mamíf eros brasileiros ameaçados de extinção. – Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Campinas.000. Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .. São Paulo. 13. GUERRA A. 1972. São Paulo. In São Paulo em Perspectiva.R. FUNDAÇÃO SEAD E – A Interiorização do Desenvolvimento Econômico no Estado de São Paulo (1920-1980) in Coleção Economia Paulista. IPT – Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo. São Paulo. n 2.. São Paulo. Fundação Biodiversitas.000.M unicípios e Distritos do Estado de São Paulo.B. Y. CO STA.M. H. A. IBAMA – M anual de recuperação de áreas degradadas pela mineração: técnicas de revegetação. 1992. Universidade de Brasília. São Paulo. J. Instituto Agronômico. Série Manuais Técnicos em Geociências. IBG E . Brasília. Editora Plantarum. LO RENZO . 1988. 1992. IBG E.B. 1995. A. 1987. 1999. Universidade Federal de Viçosa.. FUNDAÇÃO SEADE – Economia Paulista. SEAD E/UNICAMP. FUNDAÇÃO SEAD E – Análise Demográf ica Regional –Região de Sorocaba. . S. Nº1. Rio de Janeiro. São Paulo. T. São Paulo. Rio de Janeiro. J. 2ª ed.A. FUNDAÇÃO SEAD E – O Novo Retrato de São Paulo. vol I e II. MACHADO . Polígono. vol 1. G.93 - FO NSECA.Z. Secretaria da Econômia e Planejamento. 92 p.) – Geomorfologia uma Atualização de Bases e Conceitos. HUECK. (O rg. Tese de mestrado.

Massachussets. Publishers. 1972. IGEO G/USP. São Paulo. número 3. 333-340. Ed.. São Paulo. Pró-Vida Brasil. 1979. 1979. O LIVEIRA. Campinas. 1984. IBGE. In: Mateos. Carta Geológica do Estado de São Paulo – Relatório Final. Sociedade de Zoológicos do Brasil. – Tratado de Fitogeografia do Brasil. – Fundamentos de Geomorfologia. a sul de Itupeva. A. 1989.Ecossistemas Brasileiros. Check list of birds and mammals in the Paranapiacaba Forest fragment. Boletim Científico nº 45. RICHARDS. & TUDO R. 1994. USA. 1999 (CD-RO M) Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . Editora Hueitec. M. Pisciota (Eds. K. São Paulo. RO SS.II..Principles of conservation biology. et al. Volume 35. . 1989. SILVA. 2002. I. R. C. Inc. 1999. PRÓ -MINÉRIO /UNESP – Geologia das Quadrículas 1:50. Instituto Agronômico. S. A. Index.. L. de Geografia. 6: 297300. 1982.Environmental acoustics and census of singing birds.The birds of South America: the oscines passerines. D.. Guix.SP . Rio de Janeiro. MO NTEIRO . Barcelona. 2005. Avian Biol. . G. . V.94 - MEFFE. C. Rio de Janeiro. IBGE/IA C. 516 pp. O LIVEIRA.Guia de Campo dos felinos do Brasil. Laboratório de Geomorfologia. E.T. A. B. .J. Centre de Recursos de Biodiversitat Animal. p. G DE & CASSARO . Vol I. C. Revista Brasileira de Geociências. Vol. T.Climatologia do Brasil. C. Austin. J. C. Stud. G. FFLCH-USP/ Laboratório de Cartografia Geotécnica – Geologia Aplicada-IPT/FAPESP.A Dinâmica Climática e as Chuvas no Estado de São Paulo. 1981. J. W. 1997.1997. NIMER. RIZZINI. Rio de Janeiro.G . R. Serra e K. Sunderland. K. B. SÃO PAULO (ESTADO ) – Perfil Ambiental. Secretaria do Meio Ambiente. Sinauer Associates. Rio Claro.. & MO RO Z . PRÓ -MINÉRIO /Q UALITEST/GEO SERVICE – Geologia das Quadrículas 1:50. & CARRO L 1994. de et al. Johns Hopkins University Press. J. C. R. O LIVEIRA. M. J.S. Fundação Parque Zoológico de São Paulo. Depto. Mapas e Relatório. R. RIZZINI. E. . . & SILVA. – Mapa Geomorfológico do Estado de São Paulo. – Solos do Estado de São Paulo: descrição das classes registradas no mapa pedológico. 2005. Projeto Boa Vista – Relatório Final. Universitat de Barcelona.) Censuses of vertebrates in a Brazilian Atlantic rainforest area: the Paranapiacaba fragment. São Paulo. Instituto PróCarnívoros.W alker´s M ammals Of The World.000 de São João da Boa Vista e Poços de Caldas. Edusp. PENTEADO . C. 422 pp.A.F. SALLUN FILHO . IBG E.. Rio de Janeiro. A. de et al. 1988. São Paulo. . 1978. – Aspectos Deformacionais em Estromatólitos do Grupo Itaiacoca. CO IMBRA-FILHO . e HO UAISS. . RIDG ELY. PED RO CCHI. NO WAK. University of Texas. São Paulo.000 de Caconde e Guaxupé.de F. – Levantamento Pedológico Semidetalhado dos Solos do Estado de São Paulo.

Evolução dos remanescentes f lorestais e ecossistemas do domínio da mata Atlântica. Secretaria de Estado do Meio Ambiente. São Paulo: SO S Mata Atlântica e Instituto de Pesquisas Espaciais. J. Editora DALL. M ammalia. Megageomorfologia do Território Brasileiro. . . Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva . 1997 . DIAS. Bahia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. A. D. 388 p. TALAMO NI.Fauna ameaçada no Estado de São Paulo. (Documentos Ambientais . p. 1998. da. B. 1989. SOS MATA ATLÂNTICA e INPE. SMA/CED. SÃO PAULO (Estado). Edição revista e ampliada por J. H. S. (O rg.Todas as Aves do Brasil – Guia de Campo para Identificação. 167-181. G UERRA.M. S.). São Paulo.A. SO UZA. e M. AB’SÁBER. Secretaria do Meio Ambiente.Population and community ecology of small mammals in southeastern Brazil. Pacheco. In: CUNHA.Ornitologia brasileira. n. Geomorfologia do Brasil. 1999. . Coordenadoria de Planejamento Ambiental.SP .Série PRO BIO /SP) SICK. Série Pesquisa. 1998 .2. 2004. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2ª Edi ção. São Paulo. T. F. A.. Gráfica Cetesb. 1992. N.95 - SÃO PAULO (ESTADO ) – Tendências de Industrialização do Interior do Estado de São Paulo.

. em Itapeva-SP. Massoca Robson Rodrigues Leinfelder CREA 5062115179 CREA 5061907887 CRBio 06794/89-1D CREA 5060006530 CREA 5061525045 CREA 5062125940 CREA 5062014148 Engº. no desenvolvimento deste Estudo de Impacto Ambiental. possui uma equipe técnica multidisciplinar e contou com a participação dos profissionais abaixo relacionados. de Minas Coordenador Milton Akira Ishisaki CREA 0601882560 Engº.SP . de Minas Geógrafo Bióloga Geógrafa Engº de minas/Segurança do Trabalho Engº. de Minas Equipe Técnica Jairo Vioto Belli João Cláudi o Estaiano Luzia Ricciardi Coppedê Maria Keiko Yamauchi Michiel Wichers Schrage Paulo Eduar do dos S. Florestal Engº. da Companhia Cimento P ortland Itaú. de Minas Equipe de Apoio Alana Ferreira de Oliveira Fabrício Gomes Calouro Fulvio D’Oliveira Paula Siméia Santos Siqueira Renan Goya Tamachir o Técnica em Edificações / Informática Estagiário de Informática Estagiário de Edifícios Secretária Técnico de Gestão Ambiental Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .96 - EQUIPE TÉCNICA A P rominer Projetos S/C Ltda. Responsáveis Técnicos Ciro Terêncio Russomano Ricciardi CREA 0600871181 Engº.

Cruz Neto Denis C..Briani Eliete Pythágoras B.97 - Consul tores Ariovaldo P. Maximino Flávia de Campos Martins Gustavo Sigrist Betini Luis Enrique Sánchez Luiz Francisco P. G. Maia Luís Felipe de Toledo Luiz Gustavo Dallo Vilela Sonia Cristina Belentani Tadeu Artur de Melo Júnior Biólogo Biólogo Arqueóloga Bióloga Biólogo Meteorologista Biólogo Hidrogeológo Bióloga Biólogo Herpetologia Mastozoólogia Levantamento Arqueol ógico Ornitólogia Ornitólogia Modelo de Dispersão de Gases Herpetologia Estudos de Hidrogeologia Mastozoologia Ornitologia Engº. de Minas/Geógrafo Avaliação de Impactos/Plano de Gestão Empresas de Consultoria BTX Geologia e Meio Ambiente Ltda.SP . Alexandr e Chiarini Fernando Fernandes Geólogo Geólogo Questão Ambiental Serviços e Consultoria em Meio Ambiente Nilson Bernardi Ferreira Jamile Dehaini Espeleólogo Geofísica Theodor Stephan Hupfeld Eleutério Geólogo Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .

PLANTA DE SITUAÇÃO FINAL Companhia Cimento Portland Itaú Relatório de Impacto Ambiental – Itapeva .PLANTA DE SITUAÇÃO ATUAL 297S-RIMA-04 .ORTOFOTOCARTA 297S-RIMA-03 .MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 297S-RIMA-02 .ANEXO DESENHOS 297S-RIMA-01 .SP .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful