UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À FOTOGRAGIA ALUNO: GIAN CORNACHINI

PROFESSOR: ÉDISON GASTALDO

Ansel Adams
A Vida

Ansel Adams (20-02-1902, San Francisoco,
Califórnia – 22-04-1984, Carmel, Califórnia), foi um dos maiores fotógrafos do século XX, além de ambientalista. Filho de Charles Hitchcock Adams, um homem de negócios, e Bray Olive, Adams cresceu em um ambiente emocionalmente conservador. Enquanto a família passava por uma crise financeira, a mãe do garoto preocupava-se com a incapacidade do marido para restaurar a fortuna, e Charles, por outro lado, incentivada e apoiava seu filho. Por isso, Ansel Adams era mais próximo de seu pai e não tinha tamanha relação afetiva com sua mãe. Quando criança, teve problemas para se adaptar nas escolas em que seus pais o matricularam. Consequentemente, seu pai e uma tia tiveram que tutoriá-lo e ensiná-lo em casa. Em última instância, ele conseguiu ganhar o que ele chamou de um “diploma legitimador” da Escola Particular da Sra. Kate M. Wilkins, algo equivalente à conclusão da oitava série do Ensino Fundamental. O resultado mais importante da infância um pouco solitária de Adams foi a alegria que o garoto encontrava na natureza, resultada de suas longas caminhadas nas partes ainda selvagens da Golden Gate, o que influenciou seu futuro como fotógrafo. Aos doze anos, Adams aprendeu sozinho a tocar piano e ler partituras, revelando ter um grande talento musical. A partir disso, ele começou a fazer aulas de música e, o gosto
Ansel Adams (1902 – 1984)

ardente por esta prática tornou-se substituto para a escolaridade formal. Nos próximos doze anos, o piano era a principal ocupação de Adams e, em 1920, sua profissão pretendida. A primeira fotografia que Adams tirou foi durante uma visita com a família ao Parque Nacional de Yosemite Valley, em 1916, utilizando uma Kodak Nº1 Box Brownie que seus pais havia lhe dado. Desde sua primeira visita ao local, Ansel ficou transfixado e transformado. Foi no Yosemite Valley que ele passou um tempo considerável
Winterstorm, Yosemite National Park, 1944.

todos os anos, desde 1916 até sua morte. Lá ele conheceu Virginia Best, com quem casou em 1928

e teve dois filhos. Suas fotografias mais conhecidas são as do Yosemite Valley, principalmente as do grande monólito. Em 1919, Ansel Adams se juntou ao Sierra Club e passou o primeiro de quatro verões em Yosemite Valley como “guardião” do Clube LeConte Memorial Lodge. Esse momento foi essencial para seu sucesso enquanto fotógrafo e, em 1922, suas primeiras fotografias foram publicadas no boletim do clube e, em 1928, teve sua primeira exposição individual na sede do Sierra Club, em San Francisco. O Sierra Club promovia viagens em todo verão, geralmente para Sierra Nevada, atraíndo mais de 200 membros. Como fotógrafo nessas viagens, no final de 1920, Adams percebeu que poderia ganhar o suficiente para sobreviver e que era muito mais provável que ele prosperasse como um fotógrafo à pianista. O ano de 1926 foi muito importante para a carreira de Adams. No parque Yosemite, ele tirou uma fotografia que ficou conhecida como “Monolith, a Face of Half Dome”. A imagem constituiu uma espécie de marco inicial do reconhecimento do trabalho fotográfico de Adams. Após isso, o rapaz foi encorajado por Albert M. Bender, um rapaz rico de San Franciso, logo depois de se conhecerem. Albert colocou em movimento a elaboração e publicação do primeiro portfólio de Adams, “Parmelian Prints od the High Sierras”. A amizade de Bender, bem como o encorajamento e apoio financeiro, mudou a vida de Ansel completamente. Sua criatividade e habilidade como fotógrafo floresceu e ele passou a ter confiança e meios para seguir seus sonhos. O patrocínio de Bender transformou o pianista em um artista cujas fotografias “fez para os parques nacionais algumas coisas comparáveis

somente com o que os épicos de Homero fizeram de Odisseu”, conforme descreve o crítico Abigail Foerstner no Chicago Tribune (3 de dezembro de 1992). Todo o reconhecimento, no entanto, não aliviou as pressões financeiras de Adams. O fotógrafo foi obrigado a gastar parte de seu tempo como fotógrafo comercial. Ele fazia trabalhos para a Concessionária Yosemite, o National Park Service, para a Kodak, Zeiss, IBM, AT & T, Life, Fortune, revistas, em suma, de tudo, desde retratos à catálogos. Em 2 de julho de 1938, Adams escreveu uma carta ao amigo David McAlpin, dizendo que precisava fazer algo no futuro próximo para recuperar o caminho certo na fotografia, pois estava inundado de trabalho comercial, necessário por razões práticas, mas restritivo ao seu trabalho criativo. Sua situação financeira precária foi uma fonte de estresse considerável até tarde na vida. Anselm Adams produziu dez volumes de manuais técnicos sobre fotografia, que são classificados como os mais influentes já escritos sobre o assunto. Descreveu a si mesmo como um fotógrafo – palestrante – escritor. Ele sentia um forte compromisso na promoção da fotografia como uma arte, e desempenhou papel fundamental na fundação do primeiro acervo museológico de fotografias no mundo, o do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque em 1940, e, na Escola de Belas Artes em San Francisco, criou o primeiro curso universitário de fotogragia, em 1946. Desde jovem, Ansel Adams foi dedicado à conservação da natureza e da vida animal. Muitos de seus livros são apelos em favor da proteção ambiental, como Making a Photograph (1935), My Camera in the National Parks (1950), This is the American Earth (1960) e Photographs os the Southwest (1976).

A Obra
Anselm Adans transferiu um profundo senso estético voltado para a criatividade em suas fotografias. Quando ele trocou a música pela fotografia, já havia optado pelo perfecionismo e criatividade, levando seu trabalho fotográfico nenhuma outra pessoa havia chego anteriormente. Adams foi um gênio da fotografia em preto e branco. Ele imortalizou a

Ansel Adams no Parque Nacional Yosemite Yosemit, 1942.

paisagem do oeste americano em suas fotografias do Parque Yosemite. Suas técnicas de ampliação e revelação, desmembrados em banhos distintos de contraste e meio-ton (hidroquinona-metol) são sinônimos de perfeição. Em 1932, Ansel Adams, junto com Imogen Cunninham, Edward Weston, e Willard Van Dyke, fundaram o Grupo f/64 para promover uma “fotografia reta”. Era uma fotografia pura, imagens nítidas, máxima profundidade de campo, papéis fotográficos com baixo brilho, concentrando, unicamente, nas qualidades do processo fotográfico. O estilo de fotografia do f/64 influenciou muito a carreira de Ansel Adams. Um trecho do manifesto do grupo f/64 reflete um pouco da obra fotográfica de Adams, que defende o detalhe e a estética naturalista:

“O nome deste grupo deriva de um número do diafragma das lentes fotográficas. Isso significa um largo alcance de qualidades da claridade e definição de imagem fotográfica, que é um importante elemento no trabalho dos membros deste grupo.”

O fotógrafo tinha um conhecimeno detalhado das possibilidades de uso da câmera. Ele prefiria as mais manuais possíveis, máquinas de grande formato, que permitem um controle mais amplo das possibilidades de produção fotográfica, o que contribui para a preferência de Adams, que são as fotografias de paisagens. No
The grand Tetons and Snake River, Wyoming, 1942.

entanto, a câmera é somente um detalhe em todo o processo fotográfico que Ansel Adams dividiu e detalhou

rigorosamente em sua série de três livros: A câmera, O Negativo, A Cópia. Ansel sugere que o fotógrafo tem que possuir o conhecimento técnico capaz de dotá-lo de certa magia, produzino, assim, imagens espetaculares a partir do seu olhar e do seu espírito. Adams sempre esteve ligao ao desenvolvimento de técnicas que revolucionaram a fotografia, como a criação do filme instantâneo Polaroid, em 1947. O fotógrafo também deixou um legado de livros que há décadas se mantêm fundamentais e adotados nas escolas de comunicação e fotografia no mundo inteiro.

Um conjunto de 209 fotografias impressas e 242 negativos que compõem o ensaio sobre Manzanar, foi doado à Biblioteca do Congresso Americano em 1965 pelo próprio Adams e, pela primeira vez, foi digitalizado. Junto às fotos, ele deixou uma mensagem:

“O objetivo do meu trabalho foi mostrar como essas pessoas, sofrendo uma grande injustiça, depois de perderem seus bens, seus negócios e carreiras, superaram o sentimento de derrota e o desespero ao construir para si próprias uma comunidade viva, num ambiente árido, mas magnífico. Penso, em suma, que esta coleção de Manzanar é um documento histórico importante e espero que lhe possa ser dado um bom uso.”

Ensaio sobre Manazar

Garota com bola de vôlei, Manzanar Relocation Center, Califórnia – 1943.

Partida de beisebol, Manzanar Relocation Center, Califórnia – 1943.

Margaret Fukuoka, Manzanar Relocation Center, Califórnia – 1943

Catherine Natsuko Yamaguchi, instrutora da Cruz Vermelha, Manzanar Relocation Center, Califórnia – 1943.

Bibliografia
 http://www.anseladams.com/anseladams_biography_s/51.htm  http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/AnsAdams.html  http://veja.abril.com.br/blog/sobre-imagens/classicos/ansel-adams/  http://www.cotianet.com.br/photo/great/aadams.htm  http://imagesvisions.blogspot.com/2008/04/vida-e-obra-de-ansel-adams.html

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