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Promoção Rede de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental - ReCESA Realização Núcleo Centro-Oeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental – NuReCO Instituições Integrantes do NuReCO Universidade de Brasília (líder) | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul |
Universidade Federal de Goiás

Financiamento Financiadora de Estudos e Projetos/CT-Hidro do Ministério da Ciência e Tecnologia | Fundação Nacional de
Saúde do Ministério da Saúde | Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades

Apoio Organizacional Programa de Modernização do Setor de Saneamento - PMSS Comitê Gestor da ReCESA
- Ministério das Cidades - Ministério da Ciência e Tecnologia - Ministério do Meio Ambiente - Ministério da Educação - Ministério da Integração Nacional - Ministério da Saúde - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Caixa Econômica Federal (CAIXA)

Comitê Consultivo da ReCESA
-Associação Brasileira de Captação e Manejo de Águas de Chuvas – ABCMAC -Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES -Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH -Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública – ABLP -Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais – AESBE -Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento – ASSEMAE -Conselho de Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica - Concefet -Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia – CONFEA - Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE - Federação Nacional dos Urbanitários – FNU - Fórum Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas – Fncbhs - Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras – Forproex - Fórum Nacional de Lixo e Cidadania - Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental – FNSA - Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM - Organização Pan-Americana de Saúde – OPAS - Programa Nacional de Conservação de Energia – PROCEL - Rede Nacional de Capacitação em Recursos Hídricos – Cap-Net Brasil

Parceiros do NuReCO
- CAESB - Companhia de Saneamento Ambiental do distrito Federal - EEC- UFG - Escola de Engenharia Civil da Universidade Federal de Goiás. - SEMADES - Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - NOVACAP - Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - SANESUL - Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul S.A. - SANEAGO - Saneamento de Goiás S.A. - SANECAP - Companhia de Saneamento da Capital - ÁGUAS DE GUARIROBA

Hidrologia. 2. Brasília: ReCESA 2007. il Nota: Realização do NuReCO: Núcleo Regional Centro-Oeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental e coordenação de José Goes Vasconcelos Neto. Eduardo Queija de. 130 p.Curso Básico de Hidrologia Urbana: nível 3 / Costa. Carlos Nobuyoshi Ide e Eduardo Queija de Siqueira 1. Frederico Carlos Martins De. Alfredo Ribeiro da. Formiga – UFG Elaboração deste guia Professor Alfredo Ribeiro da Costa Professor Eduardo Queija de Siqueira Engenheiro MSc.UnB Projeto Gráfico – NUCASE / ReCESA Diagramação – NuReCO / ReCESA . Saneamento 3.UnB Professor Nabil Joseph Eid . Siqueira. Capacitação profissional Conselho Editorial Temático Professor Nestor Aldo Campana – UnB Professor Jorge Luiz Steffen – UFMS Professor Klebber Teodomiro M. Frederico Carlos Martins de Menezes Filho Revisores Professor Sérgio Koide . Menezes Filho..

A retomada dos investimentos no setor e o estabelecimento de regras claras para o saneamento são compromissos assumidos pelo governo federal para atingir a universalização do acesso e a melhoria da qualidade da prestação dos serviços. É objetivo geral da rede desenvolver todas as temáticas relacionadas à gestão e operação dos serviços de saneamento por meio de ações destinadas a: • Mobilizar e articular entidades gestoras. a disseminação e o intercâmbio de conhecimento.. • Apoiar a produção. estes devem ter abrangência temática e capilaridade regional. inclusive aquelas de atuação nacional. instituições de ensino. reguladores. • Promover a capacitação dos agentes envolvidos nas atividades de saneamento. que garantam água potável segura e um saneamento que impeça tanto a contaminação microbiana como química Agenda 21. • Apoiar o desenvolvimento e facilitar a difusão e o intercâmbio de políticas. intercâmbio técnico e extensão tecnológica.(.. será fundamental o investimento em capacitação dos gestores. a saber: abastecimento de água. prestadores de serviços. considerando-se as políticas e técnicas de manejo. assim como as políticas públicas que disciplinam a intervenção de todos os agentes envolvidos nos diferentes componentes do saneamento. A constituição dos núcleos regionais foi a primeira etapa de um processo continuado de estruturação da ReCESA. • Apoiar a implantação de políticas públicas superadoras dos problemas de saneamento. integrando pessoas e instituições através de comunidades virtuais. articular e integrar um conjunto de instituições e entidades com o objetivo de promover o desenvolvimento institucional do setor mediante soluções de capacitação. esgotamento sanitário. da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades e da Fundação Nacional de Saúde do Ministério da Saúde. Texto baseado na “Concepção Geral da Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental “ Documento do GT – Capacitação . os Núcleos Regionais buscam promover a formação e a capacitação dos profissionais que atuam no setor. pesquisadores.)a políticas abrangentes e sustentáveis de abastecimento de água. Cada Núcleo Regional foi estruturado a partir da parceria com operadoras de serviços de saneamento e outras entidades do setor que trabalhando em conjunto buscam desenvolver atividades na área da capacitação. constituídos conforme as orientações e diretrizes da Chamada Pública MCT/FINEP/CT-HIDRO – CAPACITAÇÃO – 01/2005. a despeito da grande importância que os mesmos têm no universo do saneamento. Capítulo 6 A Rede Nacional de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental – ReCESA – tem o propósito de reunir. boas práticas e técnicas apropriadas. tratamento e disposição específicas para cada tema e apropriadas para cada região. atuando em todas as frentes das ações de saneamento.APRESENTAÇÃO DA RECESA É impossível haver desenvolvimento saudável sem uma população saudável. A ReCESA rede estruturou-se em Núcleos Regionais em cada uma das regiões brasileiras. mantendo um enfoque multidisciplinar e integrado no conjunto das temáticas que integram o campo do saneamento.. Dá-se um enfoque especial das atividades será nos prestadores de serviços pela carência de iniciativas de capacitação para esse segmento de trabalhadores. técnicos e organizações específicas do setor. Essa iniciativa foi financiada com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (CT-HIDRO). Para que a atuação dos núcleos regionais esteja em sintonia com os princípios da rede..) Atenção especial deve ser dedicada (. que deve ser gradativamente ampliada para adesão de outras instituições e entidades. Para isso. gestão integrada dos resíduos sólidos e manejo integrado das águas pluviais urbanas. Dessa forma. prestadores de serviços e dos próprios usuários.

O NURECO O NuReCO – Núcleo Regional Centro-Oeste de Capacitação e Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental – tem por objetivo o desenvolvimento de atividades de capacitação de profissionais da área de saneamento nas unidades da federação que compõe a região centro-oeste brasileira. Coordenação Institucional do NuReCO . sete versando sobre o tema de manejo de resíduos sólidos e dois sobre temas que perpassam diversas dimensões do saneamento. Como resultado. Desenvolvimento preliminar de instrumento para avaliação das atividades de capacitação. Para isso. denominados temas transversais. as universidades que integram o NuReCO têm como parceiros prestadores de serviços de saneamento e entidades específicas do setor. Coordenação Institucional do NuReCO 2. Tais materiais didáticos objetivam ser o apoio as oficinas de capacitação em saneamento para trabalhadores que com níveis de escolaridade desde o primeiro grau incompleto até o nível superior. cinco tratando de temas em sistemas de esgotamento sanitário. cuidados especiais foram tomados com a forma de abordagem de conteúdos. 5. o desenvolvimento de matérias didáticos no formato de Guias para Profissionais em Treinamento merece destaque. tipos de linguagem e recursos de interatividade. Atendendo os quesitos de abrangência temática e de capilaridade regional. Diagnosticar o público-alvo. Elaborar ferramentas institucionais para divulgação das atividades de capacitação do núcleo. oito materiais didáticos na área de manejo de águas pluviais. As metas que o NuReCO busca atingir são: 1. Cabe aqui ressaltar o papel do Núcleo Sudeste de Capacitação de Extensão Tecnológica em Saneamento – NUCASE – no desenvolvimento de uma identidade visual e abordagens pedagógicas que são adotadas nos guias utilizados pelo NuReCO. O NuReCO é coordenado pela Universidade de Brasília – UnB – tendo como instituições coexecutoras a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal de Goiás. 6. busca-se estabelecer um diálogo e troca de conhecimentos entre profissionais em treinamento e instrutores. Realizar atividades de capacitação e de extensão tecnológica em saneamento Construir uma proposta/plano de capacitação e certificação de operadores. Dentre as diversas metas estabelecidas pelo NuReCO. oferta e demanda de atividades de capacitação e de extensão tecnológica em saneamento na região Centro-Oeste. São dez guias relacionados à área de abastecimento de água. 4. OS GUIAS A coletânea de materiais didáticos produzidos e apresentados pelo NuReCO é composta por 32 guias que serão utilizados em oficinas de capacitação em saneamento. 3. Desenvolvimento e produção de material didático.

............................................................................................................................ 69 PREENCHIMENTO DA PLANILHA DE CÁLCULO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS .................................................................................. 6 EFEITOS DA URBANIZAÇÃO SOBRE O ESCOAMENTO................................................................................................................................................................................................................................................................................. 26 EQUAÇÃO DE KIRPICH . 80 CAPÍTULO 5 – TÉCNICAS COMPENSATÓRIAS NO CONTROLE DE CHEIAS URBANAS ........................ 38 Histograma Tempo-Área ................Sumário CAPÍTULO 1 ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 65 ETAPAS E CONCEITOS PARA O DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS........................................................................................................................................................... 58 OBTENÇÃO DO HIDROGRAMA DE PROJETO COM EMPREGO DA CONVOLUÇÃO DE HIDROGRAMAS................................................................................................................................................... 43 Hipóteses de Sherman .... 101 TRINCHEIRAS DE INFILTRAÇÃO............................................................................................................................................................. 38 CURVAS TEMPO-ÁREA ............................................................................... 43 Exemplo de Aplicação do HU ............................. 14 EQUAÇÕES DE CHUVA PARA GOIÁS E SUL DO TOCANTINS ........ 17 HIETOGRAMA DE PROJETO BASEADO NO MÉTODO DOS BLOCOS ALTERNADOS . 76 EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DE GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS .................... 56 Hietograma de Precipitações Efetivas ................................................ 120 ANOTAÇÕES ..............Recesa 5 ............................................................................... 11 CAPÍTULO 2 ...... 34 FÓRMULA RACIONAL......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 113 CONTROLE E TRATAMENTO DE ÁGUAS DE DRENAGEM .................................. 107 INTRODUÇÃO .. 107 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS DE DRENAGEM ............................................................................................................................................................................................................................. 7 BACIA HIDROGRÁFICA .......................................................................................................... 14 RELAÇÃO I-D-F OBTIDA COM BASE EM PFAFSTETTER (1982) ......................................... 31 EXEMPLOS DE PERÍODOS DE RETORNO UTILIZADOS EM PROJETOS ........... 26 TEMPO DE CONCENTRAÇÃO............................................................................................................................................... 27 Equações de Kerby e George Ribeiro ........................................................................................................ 128 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento ............................... 32 COEFICIENTE DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL ........... 44 Método do Hidrograma Unitário do NRCS ........................INTRODUÇÃO ...................................... 38 Exemplo de Aplicação .......................... 126 REFERÊNCIAS ...............................................HIDROGRAMA.................................................................. 31 EQUAÇÃO DE LOCAÇÃO ..................................................................................................................... 87 MICRO-RESERVATÓRIO DOMICILIAR ............................................................................................................. 88 PAVIMENTOS PERMEÁVEIS...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 39 HIDROGRAMA UNITÁRIO ........................................................................... 22 CAPÍTULO 3 ..............................................EQUAÇÕES DE CHUVA.............. 48 Cálculo das Ordenadas do Hidrograma Unitário ......... 104 CAPÍTULO 6 – QUALIDADE DAS ÁGUAS DE DRENAGEM ..................................................................................................................... 28 VALORES RECOMENDADOS PARA PROJETOS DE DRENAGEM URBANA ........... 30 PERÍODO DE RETORNO .............. 60 CAPÍTULO 4 – DRENAGEM URBANA ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 108 MODELOS DE QUALIDADE DAS ÁGUAS DE DRENAGEM ........................................................................................ 97 BACIAS DE DETENÇÃO E DE RETENÇÃO ......................................................................................................................................................................................................................................................

compreendendo desde pavimentos permeáveis e calçadas ecológicas (Figuras 1. as alternativas nãoestruturais. mostrou-se superada. prevalecia o conceito higienista que já vinha desde o século XIX. bem como a aceleração do escoamento e hidrogramas. o conceito de “drenagem urbana” começou a dar lugar ao de “hidrologia urbana”.Recesa 6 . como são os canais e as galerias de águas pluviais. de chuva ou mesmo de esgotos sanitários. entretanto. empurrando o problema para o vizinho logo a jusante. onde a tônica de “se livrar das águas”. deveriam ser conduzidas “rio abaixo”.Introdução No início do século XX. isto é. com origem na Europa (Silveira. 1998). o aumento dos picos dos Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .2) a microreservatórios domiciliares. o conceito de técnicas compensatórias com o intuito de diminuir os picos de cheia.Capítulo 1 . envolvendo legislação ou planos diretores.1 e 1. então. em que as águas. Esse conceito ainda prevaleceu na etapa seguinte quando se buscou equacionar. em desenvolvimento e presentes nas grandes cidades brasileiras passaram a fornecer diretrizes para o enfrentamento do crescimento urbano caótico e desordenado que é o principal agravante dos problemas urbanos. afastando ou diminuindo a probabilidade de contaminação. como as enchentes cada vez mais freqüentes. Por outro lado. dimensionar os condutos de drenagem. Surgiu. Na década de 1970. A redução dos processos de infiltração provocou o aumento dos volumes escoados superficialmente.

agravando os problemas de infra-estrutura urbana. Espanha. a intensa concentração da população em áreas urbanas manifestou-se como um fenômeno mundial.Recesa 7 .1 – Pavimento permeável – concregrama no Setor Bueno em Goiânia Figura 1. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . Este aumento é equivalente à inclusão simultânea das populações da Inglaterra. Constatou-se um aumento considerável no fluxo do campo em direção às cidades. com forte impacto no saneamento básico. a população brasileira aumentou em mais de cem milhões de habitantes em quarenta anos.Figura 1. Segundo Soares apud Leitão e Thomé (2006). Áustria e Dinamarca. aí incluída a drenagem urbana. inclusive no Brasil.2 – Calçada ecológica no Setor Bueno em Goiânia Efeitos da Urbanização Sobre o Escoamento A partir da segunda metade do século XX.

como o sistema viário.Recesa 8 . soluções localizadas destinadas a equipamentos de infra-estrutura. quando há uma integração dos setores envolvidos sejam eles: viário.Consoante o CENSO DEMOGRÁFICO 2000 (2001) têm-se. de esgoto. de abastecimento. sem que haja bocas de lobo por várias dezenas de metros. o sistema de drenagem urbana. Há alagamentos de ruas. pode-se notar a vegetação de margem. sendo que o gabião é uma alternativa que permite a interação do aqüífero freático com o volume escoado. 81% da população concentrados em áreas urbanas. em um trecho em que foi empregado gabião. O forte adensamento populacional e os problemas relacionados à drenagem urbana são. buscou-se uma conciliação entre a necessidade de construir uma via para Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . demonstrando a aridez em que o meio urbano se transforma ao não incorporar o ambiente em que se insere no equacionamento geral do problema de transporte. Contudo. Além da aridez. as soluções encontradas representam um avanço sensível em relação àquelas tomadas de forma compartimentada. em específico. inundações de loteamentos clandestinos situados às margens dos cursos d’água e deslizamentos de encostas. como apontam os dados atualmente no Brasil. evidenciados e potencializados especialmente nos períodos chuvosos. então. Anhangüera. Neste caso. em Goiânia. Um exemplo clássico é o corredor para transporte coletivo da Av. em uma abordagem multidisciplinar. em Goiânia. Muitas vezes. acabam gerando problemas que repercutem em outras partes da infra-estrutura.3 as muretas longitudinais que obrigam a água de chuva a seguir um único caminho. podendo-se notar na Figura 1. dentre outros. Por exemplo. na canalização do córrego do Botafogo. o corredor dos ônibus representa também uma solução de drenagem bastante sofrível. transbordamentos de poços de visita.

desafogar o tráfego urbano por meio da Marginal do Botafogo trabalhando ainda a questão do meio ambiente (Figura 1. Anhangüera em Goiânia Figura 1.3 – Solução voltada apenas ao transporte coletivo não integrada ao meio ambiente – Av.Recesa 9 .5.4). Figura 1. Na Figura 1.4 – Transição em concreto sob viaduto seguida por gabião – córrego Botafogo em Goiânia De maneira geral os impactos da urbanização mais perceptíveis na drenagem urbana são os relacionados a alterações no escoamento superficial gerados pela intensa impermeabilização. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . demonstram-se os efeitos da urbanização sobre o escoamento superficial. notando-se o aumento gradativo da vazão de pico e da redução da capacidade de amortecimento em função do aumento de adensamento populacional.

6 – Alagamento em via urbana – Rua 10. Figura 1. em função de uma compreensão precária do que significa a Hidrologia Urbana. Setor Central – Goiânia Outra prática agravante diz respeito à obstrução de bocas-de-lobo por detritos lançados pela população em geral. observam-se alagamentos conforme mostrado na Figura 1.Recesa 10 .5 – Efeitos da urbanização sobre os padrões de escoamento superficial. Adaptado de Butler e Davies (2004) apud Parkinson e Mark (2005) Figura 1. o que infelizmente reflete uma prática comum em cidades sem um plano diretor eficaz.6.Em áreas que sofreram intensa urbanização. após curtos períodos de chuva. evidenciando uma Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .

afetando bastante a vida aquática abaixo do ponto de lançamento. Em outra situação. o lançamento de uma carga poluidora de curtume em um curso de água fará com que a matéria orgânica seja transportada. desde montante. mostra-se a região da bacia hidrográfica do córrego do Peixoto. ondas de cheia se propagarão ao longo de seus rios. Figura 1. obtida a partir da carta de Piracanjuba(GO) do IBGEÁguas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .latente falta de conscientização sobre a importância dessas unidades (Figura 1. até a foz do rio principal a jusante. sem ser atingidas pelas ações fora de seus limites. Na Figura 1.Recesa 11 . podendo causar até contaminação. De fato. enquanto que em uma bacia vizinha as águas poderão estar com bons padrões de qualidade.7). modelação física e para o gerenciamento de seus recursos.7 – Obstrução de boca de lobo – Setor Central – Goiânia Bacia Hidrográfica A bacia hidrográfica é considerada a unidade de referência para os recursos hídricos.8. É por isso que as bacias hidrográficas são consideradas boas referências para modelação matemática. se uma tempestade atinge as cabeceiras de uma bacia.

que corta o córrego do Peixoto em uma seção “de interesse” que se deseja construir uma ponte. junto à Serra da Felicidade. Percorrendo a linha preta cheia que delimita a bacia hidrográfica. porque há uma nítida descontinuidade da rede drenante. Complementando as referências. cujas cotas topográficas são mostradas na Figura 1. por exemplo. em escala 1:100 000. Outra referência são as marcações de pontos culminantes locais. Essa delimitação é o primeiro passo para determinar características que descrevem a bacia hidrográfica. com eqüidistância de 50 m entre as curvas de nível.8. Acompanhando o traçado do divisor de águas. 937 m.8 ao lado de um “x”. representado por uma linha tracejada. verifica-se que uma referência bastante utilizada são as nascentes de córregos. no mapa. Ou seja. onde os córregos de bacias vizinhas dirigem-se praticamente em sentidos opostos por causa do relevo abrupto. em linha preta cheia. constata-se que o traçado de diversas estradas encontra-se próximo à linha do divisor de águas. verifica-se que ela passa pelos seguintes pontos culminantes locais: 787 m. A delimitação da bacia situada a montante da seção transversal da futura ponte aparece destacada por uma linha preta cheia. 956 m e 791 m. Ainda quando o relevo é mais suave.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. um caminho sobre o terreno. as nascentes permitem orientação adequada para o traçado do divisor de águas. exatamente para evitar a construção de obras de arte especiais como são as pontes. conforme pode-se constatar na Figura 1. muitas estradas são locadas acompanhando os divisores de água. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . Seja.Recesa 12 . junto ao limite de bacias.

Recesa 13 . Para a bacia hidrográfica do córrego do Peixoto. a determinação da área pode ser feita com emprego de planímetro.000 Figura 1.000 684.000 ix Pe oto Hidrografia Curvas de Nível (m) Eqüidistância de 50 m Bacia Hidrográfica Ponte (Cota 637 m no leito do rio) 8.000 791 787 680. Outro processo é o emprego de computador com auxílio de scanner e Auto-CAD.000 692. avenida e lote. delimitada na Figura 1.5 km2 e com um curvímetro chegou-se ao perímetro de 21 km. faz-se necessário o levantamento topográfico da área.000 Cota 881 m ( Interpolada) 850 FE DA R SE RA D I DA LIC 956 800 E 900 937 ego Córr 8.000 o Mata da Égua i Ta quar do 750 do Córr eg rr Có o eg 700 ego Córr on jolo M 8.104. No caso de bacias urbanas em que se vise à elaboração de um projeto de drenagem.8.108.100. a partir do qual serão delimitadas as sub-bacias e o sentido de escoamento das águas pluviais em cada rua. enquanto o perímetro é medido com a utilização de um curvímetro. utilizou-se planímetro para medir a área de 24.8.000 688. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .8 – Delimitação de uma bacia hidrográfica Uma vez delimitada a bacia hidrográfica.112.

duração. assim como. maior a intensidade. 1993). conforme Costa e Prado (2003).Recesa 14 .Equações de Chuva As equações de chuva são de grande importância para os projetos de drenagem em geral. B1. cujas equações de chuva foram espacializadas. após um amplo trabalho de interpretação de pluviogramas e montagem de equações envolvendo uma equipe de pesquisadores.Capítulo 2 . verifica-se que precipitações mais intensas ocorrem com duração pequena. Uma das maneiras de se determinar a precipitação máxima é a curva i-d-f. onde i é intensidade. p). relacionando intensidades e durações de chuvas. como a drenagem urbana. estudos de erosão.1 encontram-se os locais. quanto menor o risco dessas tormentas ocorrerem. B2 referentes a 126 pontos de Goiás. dentre outros. Equações de Chuva para Goiás e Sul do Tocantins Na Tabela 2. O estudo das precipitações máximas é uma das formas de se determinar a vazão de enchente de uma bacia. De acordo com Tucci (1993). além de Alto Garças situada em Mato Grosso. as coordenadas geográficas e os parâmetros b. canalização de córregos. sul do Tocantins. que é a ocorrência extrema. distribuição temporal e espacial crítica para uma área ou bacia hidrográfica. drenagem de estradas. determina-se a função i = f(t. Com os dados pluviográficos do local de interesse ou com estimativa baseada nos dados dos postos vizinhos. A partir de registros pluviográficos. dimensionamento de vertedores de barragens. com duração. esse dimensionamento é realizado tendo por base a precipitação máxima. terraceamento de áreas agrícolas. c. e p. probabilidade (Tucci. t. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .

As 126 equações de chuva constantes dos resultados.1 e 2. Os parâmetros α. a duração t e o período de retorno T. α. δ são constantes determinadas para toda a região. β = 0. alturas de chuva a partir de dados da duração t da chuva. deve-se ter claro o período de retorno T que se adotará. β.2 mostram a forma do relacionamento entre a intensidade i. γ. na faixa de 1 ano a 100 anos. β. Tabela 2. na faixa de 5min a 1440min. visando às aplicações práticas em projetos de drenagem em geral nos locais estudados do cerrado goiano e sul do Estado do Tocantins. t é a duração (min).14710. Na escolha da equação. β i= B1 * (T )δ ( t + c) b Tγ α+ válida para 1 ano ≤ T ≤ 8 anos (2. B. δ são parâmetros regionais constantes e que dependem apenas do período de retorno. c são parâmetros que descrevem características locais.Recesa 15 .As Equações 2. em função das características do projeto.2) Onde. representam um recurso totalmente apoiado em registros pluviográficos para estimar intensidades e. por conseguinte.1) B2 * T α i= ( t + c) b válida para 8 anos < T ≤ 100 anos (2. T é o período de retorno (ano). e do período de retorno T. γ. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . γ = 0.09.22. i é a intensidade máxima de chuva (mm/min). α= 0.1. b. notando-se a seguir as respectivas unidades aqui empregadas.

δ = 0. Sejam. por exemplo.726 * ( T ) 0 . é imediata.3) 41. No caso das equações de chuva o período de retorno refere-se apenas às chuvas intensas. A duração t da chuva usualmente assume o mesmo valor do tempo de concentração que por sua vez é definido como o tempo necessário para que toda a área drenada esteja contribuindo para a seção de projeto.861 ) 0.1 que consulte algum especialista na área de Hidrologia para indicar adequadamente a duração t e o período de retorno T a serem aplicados ao projeto. Abadiânia: 0.22 T 0. terraceamento de áreas agrícolas.861) 0. as equações de chuva para o primeiro local listado. 62740 ( t + 18.89751 0. Já o período de retorno T é um conceito estatístico um pouco mais elaborado.14710 i= ( t + 18. Em sentido amplo. definido como o período de tempo em que um determinado evento leva em média para ser igualado ou superado. o período de retorno pode se referir a eventos de magnitudes mínimas como estiagens ou a eventos de grande magnitude como as cheias.09 i= 36.Recesa . ou tubulações.14710 + válida para 1 ano ≤ T ≤ 8 anos (2.5834 * T 0.4) Recomenda-se a quem for utilizar os dados da Tabela 2. dentre outras. seções de canais. 16 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .1. ou seção de interesse. Trata-se de um cuidado fundamental para evitar um sub ou um super-dimensionamento de estruturas. portanto ao tempo médio em que uma chuva intensa poderá voltar a ser igualada ou superada.62740 A montagem das equações para um local de interesse.89751 válida para 8 anos < T ≤ 100 anos (2. a partir da Tabela 2.

a IS – 04 do DER-GO detalha da seguinte maneira: Período de retorno T 5 anos 10 anos 25 anos 25 anos 50 anos 50 anos 50 anos 100 anos Estrutura a) bueiros de grota e drenagem superficial b) bueiros em bacias até 1 km2 c) bueiros em bacias entre 1 km2 e 5 km2 d) item “b” calculado como orifício e) bueiros em galerias em que 5 km2 < A ≤ 10 km2 f) item “c” calculado como orifício g) pontes até 100 m h) pontes maiores que 100 m Para redes de drenagem urbana. Tabela 2. Esses são apenas alguns exemplos da variabilidade do período de retorno. o período de retorno pode variar de T = 2 anos quando se tratar de bairros com baixa densidade populacional. IS– 04. voltando a ressaltar que um especialista deve ser consultado na eleição do período de retorno T e da duração da chuva t de projeto. Em relação ao período de retorno T. até 15 a 20 anos para regiões centrais de cidades. IS-03. ou as Instruções de Serviço para Estudo Hidrológico do DER – GO .Há diversas referências já normalizadas inclusive por órgãos públicos como as Instruções de Serviço para Estudo Hidrológico do DNER.1 – Parâmetros Locais das Equações de Chuva Nº Estação UF Coordenadas Latitude Longitude B Parâmetros Locais C B1 B2 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 17 .

9433 37.7001 53.4121 38.884964 0.89545 0.1627 42.88559 0.4327 42.4964 39.8996 0.0076 62.895754 0.3411 33.683 43.2708 64.8959 0.9036 0.1644 38.4644 22.88927 0.96745 0.3972 76.94535 0.7146 47.7 36.313 33.475 23.9 20.89751 0.91 20.611 21.726 35.6154 48.908 18.971938 0.1433 38.986 39.6577 37.306 17.7 15.624 15.0974 67.1167 44.96253 0.3749 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .88816 0.94217 0.349 19.88634 0.1665 70.9337 42.5418 36.67 37.7469 37.8815 39.1561 44.88317 0.799 22.9435 46.286 22.735 40.4811 45.Recesa 18 .89089 0.1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Abadiânia Acreúna Água Limpa Alexânia Almas Alto Garças Alto Paraíso de Goiás Alvorada Alvorada do Norte Americano do Brasil Anápolis Anicuns Aparecida de Goiânia Aporé Aragarças Aragoiânia Araguaçu Arraias Aruanã Bela Vista de Goiás Bom Jesus Britânia Buriti Alegre Cachoeira de Goiás Cachoeira Dourada Caiapônia Caldas Novas Campo Alegre de Goiás Campos Belos Catalão GO GO GO GO TO MT GO TO GO GO GO GO GO GO GO GO TO TO GO GO GO GO GO GO GO GO GO GO 16° 12’ 17° 24’ 18° 04’ 16° 05’ 11° 34’ 16º 56’ 14º 07’ 12° 28’ 14º 24’ 16° 15’ 16º 19’ 16º 27’ 16° 50’ 18º 59’ 15º 53’ 16° 55’ 12° 55’ 12º 55’ 14º 49’ 16º 58’ 18° 13’ 15° 14’ 18° 09’ 16° 40’ 18° 29’ 16º 57’ 17º 44’ 17º 40’ 48° 42’ 50° 23’ 48° 46’ 48° 30’ 47° 10’ 53º 32’ 47º 30’ 49° 07’ 46º 36’ 49° 59’ 48º 57’ 49º 57’ 49° 15’ 52º 00’ 52º 15’ 49° 27’ 49° 49’ 46º 56’ 51º 10’ 48º 57’ 49° 44’ 51° 10’ 49° 03’ 50° 39’ 49° 28” 51º 50’ 48º 37’ 47º 37’ 0.846 16.1178 33.1313 25.8128 47.9869 32.316 17.7 20.8181 35.6381 42.7073 42.3814 28.3492 37.90146 0.9013 0.9787 45.65 32.905207 0.9047 0.523 20.85274 0.484 41.209 8.92278 0.803962 18.248 29.575 21.507 41.8544 0.5834 40.255 20.308 18.4 18.6721 199.7612 39.9094 33.774 42.4 20.845718 21.861 19.87513 0.06 20.90333 0.4502 57.0037 53.1618 60.1658 29.5868 29 30 GO GO 13º 02’ 18º 11’ 46º 46’ 47º 57’ 0.4738 34.441 21.6843 39.3 41.3705 29.869 19.9011 38.991 44.88687 0.5067 37.

437 37.7531 42.3044 58.127 19.8982 51.77 11.6 20.2983 47.3184 39.765 18.4056 45.7928 51.002 13.89662 0.0504 55 56 57 58 59 GO TO GO GO GO 18º 00’ 11º 43’ 16° 58’ 16º 21’ 17º 43’ 49º 21’ 49º 04’ 49° 14’ 49º 29’ 48º 09’ 0.6018 28.9486 38.223 22.9401 22.91163 0.8621 25.672 22.119 24.89152 20.872 13.929193 0.88828 0.0093 46.93197 0.84012 0.2796 47.509 19.9766 39.1387 42.1458 64.7377 29.639 20.1072 24.93956 0.0204 40.9392 41.6822 45.9987 45.077 24.0738 37.7766 43.8601 46.90077 0.95699 21.90137 0.728 21.89912 0.9393 0.1483 25.3535 24.84512 0.90516 0.455 23.89072 0.83622 0.47 22.82313 21.757 17.7114 42.3808 26.974711 0.92747 0.84629 0.2487 39.1072 46.345 40.1153 54.1686 53.666 12.569 37.1902 46.836 52.498 21.0994 43.7206 35.90079 0.821275 0.1336 52.89326 0.6822 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .8696 28.8556 32.Recesa 19 .8313 38.0579 53.6509 44.3965 54 GO 15º 56’ 50º 08’ 0.163 22.31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 Cavalcante Ceres Cezarina Chapadão do Céu Cocalzinho de Goiás Colinas do Sul Conceição do Tocantins Corumbá de Goiás Cristalina Cristianópolis Damolândia Davinópolis Diorama Doverlândia Edéia Estrela do Norte Fátima Flores de Goiás Formosa Goianápolis Goianésia Goiânia Goianira Goiás (Cidade) Patrimônio Histórico Goiatuba Gurupi Hidrolândia Inhumas Ipameri GO GO GO GO GO GO TO GO GO GO GO GO GO GO GO GO TO GO GO GO GO GO GO 13° 48’ 15º 16’ 16° 58’ 18° 24’ 15° 48’ 14° 09’ 12º 13’ 15° 55’ 16º 46’ 17° 12’ 16° 15’ 18° 09’ 16° 14’ 16º 43’ 17° 20’ 13° 52’ 10° 45’ 14° 27’ 15º 32’ 16° 31’ 15º 19’ 16º 40’ 16° 30’ 47° 27’ 49º 34’ 49° 47’ 52° 33’ 48° 47’ 48° 05’ 47º 17’ 48° 49’ 47º 36’ 48° 42’ 49° 22’ 47° 34’ 51° 15’ 52º 19’ 49° 56’ 49° 04’ 48° 54’ 47° 03’ 47º 20’ 49° 01’ 49º 07’ 49º 16’ 49° 26’ 0.059 20.7448 46.5207 42.9116 40.575 45.1751 45.525 19.33 19.8 23.579 40.4 22.238 21.476 11.4819 46.6474 37.0728 27.91257 0.1058 39.6408 56.89456 0.59 22.89915 0.89748 0.94454 0.

83526 0.7531 25.81524 0.4036 39.4883 52.5 24.7508 35.4178 44.415 27.822047 0.6563 39.4029 32.504 39.42 20.963 43.071 18.93274 0.90393 0.91264 0.2219 36.1872 47.5802 51.912 19.89914 0.1004 31.89709 0.2 19.305 18.88034 0.5869 44.914377 0.3289 44.5331 28.84 30.90533 0.261 20.799 21.3 19.135 21.1134 41.996 23.84187 0.064 17.3 21.0249 39.7698 35.4711 36.228 18.6326 28.103 20.3479 29.Recesa 20 .88703 0.86 15.7464 32.234 15.644 22.231 23.154 21.0609 41.60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 Iporá Israelândia Itaberaí Itumbiara Ivolândia Jaraguá JataíÍ Joviânia Jussara Leopoldo de Bulhões Luziânia Minaçu Mineiros Miracema do Tocantins Montividiu Montividiu do Norte Morrinhos Mossâmedes Mozarlândia Mundo Novo Natividade Niquelândia Nova Crixás Novo Brasil Novo Planalto Orizona Ouvidor Padre Bernardo Palmas Palmeiras de Goiás Palmeirópolis Palminópolis GO GO GO GO GO GO GO GO GO GO GO GO GO TO GO GO GO GO GO GO TO GO GO GO GO GO GO GO TO GO TO GO 16º 26’ 16º 22’ 16º 01’ 18º 25’ 16°36’ 15º 45’ 17º 52’ 17º 48’ 15º 51’ 16° 37’ 16º 15’ 13º 31’ 17º 34’ 09º 34’ 17° 27’ 13° 07’ 17º 46’ 16° 08’ 14° 45’ 13° 47’ 11º 37’ 14º 28’ 14° 06’ 16° 02’ 13° 15’ 17° 02’ 18° 14’ 15º 09’ 10º 10’ 16º 48’ 12° 59’ 16° 48’ 51º 07’ 50º 54’ 49º 48’ 49º 13’ 50°48’ 49º 20’ 51º 42’ 49º 36’ 50º 52’ 48° 45’ 47º 57’ 48º 13’ 52º 33’ 48º 23’ 51° 10’ 48° 36’ 49º 08’ 50° 13’ 50° 34’ 50° 17’ 47º 44’ 48º 27’ 50° 20’ 50° 43’ 49° 30’ 48° 18’ 47° 50’ 48º 17’ 48º 19’ 49º 55’ 48° 24’ 50° 10’ 0.89094 0.6062 43.756 58.882673 0.3348 45.282 20.187 9.6452 39.6501 28.1782 40.2024 49.2182 44.89857 0.6101 36.90921 0.89603 0.90595 0.1872 42.0909 40.391 44.88714 16.2766 31.86225 0.2918 46.5467 41.5063 43.5797 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .532 24.0702 25.7732 47.876 34.726 45.89995 0.5038 25.02 19.966 18.3905 42.0622 41.7508 15.6849 21.6076 39.9 19.095 47.203 41.8821 0.9334 24.4599 44.84445 0.88744 0.89099 0.1091 49.916343 0.84468 0.3791 38.85926 0.9407 35.1126 51.904883 0.803 16.621 28.9606 37.90862 0.1497 39.386 21.923 18.3609 38.9342 39.3432 36.91353 0.

6915 49.85401 0.5089 41.725 22.5182 44.235 21.467 37.9373 39.89178 0.Recesa 21 .8976 0.78 17.6725 47.5644 37.811 20.656 27.0463 38.975 18.91402 0.92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 Paraíso do Tocantins Paraná Peixe Petrolina de Goiás Pilar de Goiás Pindorama Piracanjuba Piranhas Pirenópolis Pires do Rio Planaltina Pontalina Porangatu Porto Nacional Quirinópolis Rio Quente Rio Verde Sanclerlândia Santa Helena de Goiás Santa Rita do Araguaia Santa Terezinha de Goiás São Domingos São Luiz de Montes Belos São Miguel do Araguaia São Miguel do Passa Quatro São Simão Senador Canedo Serranópolis TO TO TO GO GO TO GO GO GO GO GO GO GO TO GO GO GO GO GO GO 10º 10’ 12º 36’ 12° 03’ 16° 06’ 14° 46’ 11° 08’ 17º 18’ 16° 26’ 15° 51’ 17º 20’ 15º 27’ 17° 32’ 13º 26’ 10º 42’ 18º 26’ 17° 46’ 17º 47’ 16° 12’ 17º 48’ 17º 20’ 48º 52’ 47º 52’ 48° 32’ 49° 20’ 49° 35’ 47° 34’ 49º 01’ 51° 49’ 48° 58’ 48º 15’ 47º 36’ 49° 27’ 49º 08’ 48º 25’ 50º 27’ 48° 46’ 50º 55’ 50°19’ 50º 35’ 53º 12’ 0.9388 33.655 18.88984 0.954 40.3264 23.88638 21.89972 0.9751 19.6379 38.88535 0.4531 36.506 38.109 43.89197 13.655 18.90315 0.803 21.959 18.073 116 117 118 119 GO GO GO GO 17° 04’ 18º 59’ 16° 42’ 18° 18’ 48° 40’ 50º 32’ 49° 06’ 51° 58’ 0.3232 52.2232 39.457 37.081 18.7514 43.6747 34.2777 113 114 115 GO GO GO 13º 23’ 16º 31’ 13º 16’ 46º 19’ 50º 22’ 50º 09’ 0.233 19.90482 0.88895 0.90313 22.2668 42.3435 112 GO 14º 26’ 49º 42’ 0.868 20.88455 0.134 16.0751 40.2113 35.1299 21.5251 38.86946 0.969 19.5714 34.96005 0.86556 0.8826 26.6182 46.7817 45.858 43.5157 48.9174 0.1797 46.91764 0.7552 47.6038 40.733 32.3052 34.7485 48.369 22.8333 44.748 43.8347 38.4673 39.9654 42.87358 0.8426 34.83414 0.5973 36.712 19.7447 35.88623 0.478 23.5388 41.551 40.88655 0.29 8 12.5713 41.799432 0.99 21.689 21.88952 0.0844 39.8038 31.88671 0.707 19.713 21.214 22.90752 0.391 41.90935 22.9153 31.8624 59.5301 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .1279 43.

120 121 122 123 124 125 126 Silvânia Trindade Uruaçu Uruana Varjão Vianópolis Vila Boa GO GO GO GO GO GO GO 16° 40’ 16º 38’ 14º 31’ 15° 30’ 17° 03’ 16º 44’ 15° 02’ 48° 36’ 49º 29’ 49º 08’ 49° 41’ 49° 38’ 48º 30’ 47° 04’ 0.8117 50. 22 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . focalizarse-á o Método dos Blocos Alternados que consiste em três etapas: a) discretizar o tempo de concentração em intervalos de tempo iguais.88139 0.662 23.91659 0.6329 40.291 20.90429 0.86138 0.4604 44.9149 51. em qualquer unidade da Federação.0091 37.2682 58.4648 47.888 21.0439 31. para a qual determinada obra deve ser projetada.694 16.885 35.Recesa . geralmente em seis intervalos.943 32.87195 16.11 Relação i-d-f Obtida com Base em Pfafstetter (1982) Pfafstetter (1982) publicou originalmente em 1957 pelo extinto DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento o trabalho Chuvas Intensas no Brasil.3525 32. e para cada intervalo calcular a precipitação correspondente através de relações i-d-f. b) determinar os incrementos de alturas de chuva correspondentes a cada intervalo de tempo. que permite estimar a intensidade de chuva a ser utilizada em projeto com base em gráficos e em tabelas.8 29.95714 0.055 14. Hietograma de Projeto Baseado no Método dos Blocos Alternados O hietograma de projeto é uma seqüência de intensidades de chuva que descrevem a entrada de água na bacia contribuinte.702 23.57 41. O estudo dele abrangeu 98 locais. Aqui.92365 0.4619 45. O trabalho de Pfafstetter ainda hoje é a maior referência brasileira para se obter intensidades de chuva.

sendo a maior altura correspondente ao bloco 1. Assim. Caso haja um maior número de blocos. a seqüência proposta pelo Bureau of Reclamation tem a estrutura 5-3-1-2-4-6. mantémse a seqüência 6-4-3-1-2-5 na parte central. Solução 23 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . apenas. para a cidade de Goiânia relativa ao período de retorno T = 5 anos. Ele preserva exatamente os totais precipitados. Exemplo Usando a equação de chuva. referências como Tucci (2004) e também no Caderno de Encargos da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (DEP/DOP. continuando o ordenamento com os blocos ímpares à direita e os pares à esquerda. submetidos a um ordenamento próprio. decrescendo até o bloco 6. rearranjandoos. por evaporação ou por retenção superficial. com base na Tabela 2. para gerar o hietograma de projeto. o Método dos Blocos Alternados utiliza os incrementos de alturas de chuva ∆P’. Em síntese.1. sem descontar perdas por infiltração. Observou-se que tal arranjo leva a uma superior maximização da vazão de projeto.2005) alteraram a posição do maior incremento de precipitação do terceiro para o quarto intervalo. o qual reflete uma estratégia para maximizar a entrada de água na bacia contribuinte.Recesa . objetiva-se construir um hietograma de projeto com 6 incrementos de precipitação de 10 minutos cada um. Entretanto. a seqüência mencionada passa a ser 6-4-3-1-2-5. Originalmente.c) rearranjar os incrementos de alturas de chuva em blocos ordenados pelas magnitudes: 6-4-3-1-2-5.

22 ⎛ ⎜ 0.00 i (mm/min) 2.77 59.00 50.3 – Hietograma de projeto 24 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .51 1.13 6.974711 Onde.00 40. 20.53 63. calcula-se a intensidade “i” relacionada a cada incremento. notandose o arranjo dos incrementos ∆P’ na seqüência 6-4-3-1-2-5.2 são a duração e os valores de intensidade oriundos da equação de chuva para a cidade de Goiânia com o período de recorrência de 5 anos.2 – Incrementos de precipitação ∆P’ t (min) 10.40 4.1 ilustra o hietograma resultante. Desta forma.10 39. Tabela 2. Na Tabela 2. obtidas a partir das intensidades “i”.09 56.Recesa .8 )0.37 1. A Figura 2.6274 0. 40. 0.14 9.00 60.As duas primeiras colunas da Tabela 2.76 3.1471 + T 0.21 ∆P’ (mm) 25. 50 e 60 min.05 P (mm) 25.00 30.37 54.68 Tabela 2. Na terceira coluna. a duração da chuva “t” na equação assume os valores t = 10. 30.7928⎜ T ⎜ ⎜ ⎝ i= ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎠ ( t + 24. i = intensidade da chuva (mm/min) t = duração da chuva (min) T = período de retorno (ano) Na terceira coluna.19 1.3 aplica-se o método dos blocos alternados.00 20.96 1. encontram-se as alturas precipitadas acumuladas “P”. enquanto que na quarta coluna aparecem os incrementos ∆P’.24 48.61 1.10 14.

10 14.84 28.Recesa 25 .76 i (mm/h) 22.14 4.1 – Hietograma de projeto – Método dos Blocos Alternados Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .68 6.4 54.Tempo (min) 0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 ∆P' (mm) 3.40 9.78 150.56 Intensidade (mm/h) 160 140 120 100 80 60 40 20 0 0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 Tem po (m in) Figura 2.6 84.13 25.08 38.

Righetto (1998) define o tempo de concentração como o tempo gasto pelas últimas partículas de chuva precipitadas no ponto mais distante da bacia para alcançar a seção de interesse. há grande interesse em se conhecer a forma do hidrograma de projeto em decorrência de uma determinada chuva distribuída no tempo (hietograma). Dois conceitos. de uma ponte ou de um projeto de captação para abastecimento público. dentre outros. A variável pode ser a vazão líquida. duas grandezas. a hidrógrafa resultante daquela entrada de água e o escoamento de base que é a alimentação do lençol freático. o que no hidrograma é caracterizado pela inflexão superior verificada no ramo descendente. são fundamentais para melhor compreensão dos hidrogramas: tempo de concentração e período de retorno.1 mostra um hietograma que representa a entrada de água na bacia através de uma chuva. como a seção de uma barragem. o nível de água (cotagrama). a vazão de sedimentos.Capítulo 3 . Tempo de Concentração Trata-se do tempo gasto pela gota de água que precipita na cabeceira de uma bacia hidrográfica para chegar à seção transversal de interesse.Hidrograma O hidrograma ou hidrógrafa é a representação gráfica de uma variável do escoamento ao longo do tempo. bem como os conceitos de tempo de concentração “tc” e de tempo de retardo “t’p”.Recesa 26 . um parâmetro de qualidade da água. A Figura 3. No caso das vazões líquidas. quando passam a contribuir com o hidrograma Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .

385 D (3. t (hora) Hietograma CM Chuva Efetiva tc i (mm/h) tp Q (m3 /s) Ramo Ascendente inflexão superior da recessão Hidrograma ESD inflexão inferior da recessão Escoamento de base t (hora) Figura 3. Equação de Kirpich L0. obtida pela equação: 27 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . ou é retido superficialmente.98 0. devendo-se levar em conta as situações para as quais cada método foi proposto. D = declividade média do rio (adimensional). ou infiltra. L = comprimento do rio principal (km).Hidrograma O excedente de chuva que aparece hachurado no hietograma é a parcela responsável pelo ESD-escoamento superficial direto (runoff) do hidrograma.77 t c = 3.apenas as parcelas referentes ao escoamento sub-superficial e a alimentação do lençol freático. tc = tempo de concentração (min).1 . Há diversos métodos para estimar o tempo de concentração.1) Onde. sendo que o restante da precipitação ou retorna para a atmosfera em forma de vapor.Recesa .

Recesa . em Goiás. Di = declividade de um trecho do rio (adimensional). Li = comprimento de um trecho do rio (km). “L” e “D”. Equações de Kerby e George Ribeiro A equação de Kerby é válida para escoamentos sobre a superfície do terreno. D = declividade média do curso de água (adimensional).2) Onde.44 ⎜ 1 ⎜ D ⎟ 1 ⎠ ⎝ (3. fora de qualquer canal: 0 . k = número de trechos A equação de Kirpich. Ela foi desenvolvida para bacias rurais americanas. o que parece um pouco exagerado. Uma referência para aplicações pode ser mencionada para a faixa de bacias entre 3 km2 e 1500 km2. desde sua cabeceira a montante. em função de outras indicações bibliográficas. tc1 = tempo de concentração (min) 28 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . para uma área de drenagem de 2900 km2. até a seção de interesse (km). conforme pode ser constatado pela presença das grandezas primárias. L = comprimento total do rio. reflete principalmente o tempo de percursos em canais. bastante utilizada por escritórios de consultoria. 47 ⎛ L *n⎞ ⎟ t c1 = 1. havendo aplicação na bacia do rio Meia Ponte.⎡ ⎢ L D=⎢ ⎢ k Li ⎢ ∑i = 1 Di ⎣ ⎤ ⎥ ⎥ ⎥ ⎥ ⎦ 2 Onde. as quais descrevem o comprimento e a declividade média do curso de água.

terreno com cultura alinhada e superfície desnuda e moderadamente áspera ...L1 = distância percorrida pelo escoamento difuso sobre o terreno (m) D1 = declividade média do terreno (adimensional) n = coeficiente que depende das características do terreno...............4) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento ... além de computar o tempo gasto em escoamento difuso sobre o terreno... conforme Tabela 3................... tendo o solo coberto por espessa camada de detritos vegetais ou erva espessa ........... 0..80 0............... • • • pasto médio .. terreno endurecido e desnudo .4..........60 0.........10 Geralmente.........20 0......3) Para obtenção de “tc2” pode-se utilizar a Equação 3........ mata com árvores caducas e caídas (decíduas) ..40 0.. o tc total passa a ser a soma t c = t c1 + t c2 (3......................... de George Ribeiro citada por Azevedo Netto e Villela (1969): t c2 = 16 L 2 (1.....02 0..04 (3..............2p ) (100 D 2 ) 0.................. Assim...... há necessidade de se somar o tempo de percurso em pequenos sulcos que em muitos casos possui duração superior ao do escoamento difuso............ mata de coníferas....... pasto ralo. ou de decíduas........1 Tabela 3...................Recesa 29 ....1 – Coeficiente “n” da fórmula de Kerby Fonte: George Ribeiro citado por Azevedo Netto e Villela (1969) Tipo de terreno n • • • superfície lisa e impermeável ....05 − 0...

passam pela calçada e seguem pela sarjeta até a boca de lobo. ou seja. vão para os pátios das edificações. notando-se aquela em que tci = 5 minutos que é a recomendada aqui. tempo necessário para a água de chuva atingir o poço de visita situado em cabeceira de rede. são úteis. da área da bacia coberta de vegetação D = declividade média do percurso Essas duas equações. (2000) Wilken (1978) 5 5 10 5 até 15 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . tc2 = tempo de concentração ao longo do talvegue.2 encontram-se algumas das referências. quando se tem uma pequena área verde a montante de algum arruamento em que se estão projetando galerias de águas pluviais e necessita-se do tempo de concentração. onde as gotas de chuva iniciam suas trajetórias nos telhados.2 referem-se à área urbana. Os valores da Tabela 3. por exemplo. Na Tabela 3. Tabela 3. existe uma série de poços de visita nessa situação de início de rede.2 – Tempos de concentração para poços de visita situados em cabeceira de rede Autor / Instituição tci (min) Valor recomendado pelos autores Azevedo Netto e Araújo (1998) Tucci et al. em decimal.Recesa 30 .Onde. de Kerby e George Ribeiro. Valores Recomendados para Projetos de Drenagem Urbana Há diversas recomendações quanto à adoção do tci-tempo de concentração inicial. Em uma rede de drenagem. em sulcos (min) L2 = percurso do escoamento (km) p = porcentagem.

quanto para valores mínimos que caracterizam estiagens.5) No caso das estiagens. período de retorno é o inverso da probabilidade.4 apresentam diversos exemplos de períodos de retorno usualmente adotados em projetos. Equação 3. até critérios empregados nas Instruções de Serviço do DER-GO para bueiros e pontes. Por definição. desde critérios para dimensionamento de galerias de águas pluviais elaborados pelo DAEE/CETESB (1980).p(x ≥ X) Onde. Esse conceito é um dos mais importantes utilizados em Hidrologia e vale tanto para valores máximos como as vazões de cheias. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .3 e 3. em que valores mínimos de alturas de chuva sejam iguais ou inferiores a “X”. T = período de retorno (ano) p (x ≥ X) = probabilidade do valor assumido por uma variável “x” ser igual ou superior a “X” uma vez em “T” anos Exemplos de Períodos de Retorno Utilizados em Projetos As Tabelas 3. para que a magnitude de uma variável “x” seja igualada ou ultrapassada.Período de Retorno Período de retorno é o tempo médio.5.Recesa 31 . T= 1 p(x ≥ X) (3.5 toma a seguinte forma: T= 1 1 . a Equação 3. computado em anos.

4 – Períodos de retorno T Fontes: DAEE/CETESB (1980) e Porto et al.T (ano) 5 10 25 25 50 50 50 100 Tabela 3. na qual aparece o conceito de ano hidrológico. uma relativa ao “ano hidrológico” de out/1984 a set/1985 e outra para o “ano hidrológico” de out/1985 a set/1986): Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . as vazões máximas anuais observadas na estação fluviométrica de Montante Goiânia. uma questão de ordem prática diz respeito à ordenação crescente ou decrescente desses valores. bastante utilizado em projeto (em 1985. constam duas vazões máximas.Recesa 32 . (2000) T (ano) 2 5 5 2-5 5 . por exemplo.5.3 – Períodos de retorno T Fonte: DER-GO Utilização bueiros de grota e drenagem superficial bueiros em bacias até 1 km2 bueiros em bacias entre 1 km2 e 5 km2 bueiros em bacias até 1 km2 calculados como orifício bueiros em galerias em que 5 km2 < A ≤ 10 km2 bueiros em bacias entre 1 km2 e 5 km2 calculados como orifício pontes até 100 m pontes maiores do que 100 m Tabela 3.10 50– 100 500 Tipo de ocupação Residencial Comercial Áreas com edifícios públicos Aeroportos Áreas comerciais altamente valorizadas e terminais aeroportuários Áreas comerciais e residenciais Áreas de importância específica Tipo de obra Microdrenagem Macrodrenagem Equação de Locação A partir de uma seqüência de valores assumidos por uma variável hidrológica. Sejam. conforme Tabela 3. associados a períodos de retorno. que podem ser mínimos ou máximos.

02.62 9 62.84 85. somente.01. Há. período de retorno é o inverso da probabilidade.36 7 85.6 apresenta o ordenamento das vazões em ordem decrescente.85 98.3 11.36 29.06 A amostra diz respeito a 11 anos de vazões máximas. m = ordem n = número de eventos.79 20.6 é praticamente a solução.6: m n p= (3.4 104.88 124. número de anos n = 11 A Equação 3. o que leva p = 1 = 100 %.05 122.81 08. De acordo com a definição. diversos critérios são Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 33 .03. no caso.4 5 104.03. admissível para todo o universo e não para amostras de tamanho limitado.02.80 30.03.2 137. Tabela 3. A fim de superar o impasse.5 2 124.11 11 51.5 118.95 10 62.12.5 4 118.2 6 98.82 13.06 Agora.5 62.87 64.Data Vazão m /s Data Vazão m3/s 3 Tabela 3. sendo a probabilidade de ocorrência de um evento dada pela Equação 3.6 – Ordenamento decrescente das vazões (m3/s) Ordem m Vazão m3/s Ordem m Vazão m3/s 1 137.3 3 122.03.62 15.05 8 64.85 62.11 31.95 12.03.83 26.5 – Vazões máximas anuais na estação de Montante Goiânia (m3/s) 12. A Tabela 3.03.01.89 51. uma questão conceitual quando m = n.6) Onde. falta apenas associar as vazões a períodos de retorno “T”.

8.8333 11/12 = 0.62 62.1666 3/12 = 0. Equação 3. também conhecido por coeficiente de deflúvio ou coeficiente de “runoff”.5 1. é a relação entre o volume do escoamento superficial direto-ESD e o volume total precipitado. a chuva efetiva que aparece hachurada nos hietogramas é o volume do ESD dividido pela área da bacia hidrográfica. C= volume do ESD volume total precipitado (3.0 1.5833 8/12 = 0.0 3.4 104.7 aparecem as vazões associadas aos respectivos períodos de retorno “T”.8) 34 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .33 1.36 85.3333 5/12 = 0.5 118.95 62.5000 7/12 = 0.7500 10/12 = 0.7.7 – Vazões associadas aos períodos de retorno (3.3 122.6666 9/12 = 0.06 Coeficiente de Escoamento Superficial O coeficiente de escoamento superficial “C”.5 124. O volume do ESD pode ser obtido com auxílio de um planímetro na Figura 3. Equação 3. Na Tabela 3.2 1.Recesa .0 2.71 1.encontrados na literatura.0833 2/12 = 0.11 51. destacando-se o de Weibull.0 6.9166 Período de retorno (ano) T=1/p 12.2 98.4166 6/12 = 0.2.7) Ordem Vazão (m /s) 3 Probabilidade de Weibull p = m / (n+1) 1/12 = 0. A chuva efetiva é marcada acima de uma linha horizontal que divide o hietograma.4 2. Por sua vez.0 4. p= m n +1 Tabela 3.2500 4/12 = 0.05 64.09 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 137.

Na Figura 3. este dependendo somente das características do lençol freático. Após o início da chuva. cabendo ao escoamento superficial direto (ESD) a parte hachurada do volume precipitado que é a chuva efetiva. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . A linha tracejada com início na flexão inferior do ramo ascendente e com final na inflexão inferior do ramo descendente.2. encontra-se um hidrograma (ou hidrógrafa) construído a partir de medições de vazão realizadas desde antes do início de uma chuva. diferente daquelas que regem o ESD. o valor de “C” pode ser estimado através de medições de vazões e de alturas de chuva. separa o ESDescoamento superficial direto do escoamento de base. outra retida superficialmente.Para uma bacia hidrográfica. quando havia apenas a contribuição do lençol freático.2 – Escoamento superficial direto .Recesa 35 . Figura 3.10 encontram-se valores do coeficiente de escoamento superficial “C”. traduzidas por uma lei própria.8 a 3. uma parcela da precipitação total é evaporada. outra é infiltrada.ESD Nas Tabelas 3.

mas com ruas e calçadas pavimentadas DE EDIFICAÇÕES COM POUCAS SUPERFÍCIES LIVRES 0.08 0.95 0.80 – 0. PARQUES E CAMPOS DE ESPORETES 0.05 a 0.18 – 0.1 2 3 4 5 6 Tabela 3.85 0.75 – 0.15 0.20 0. de uma cidade com ruas e 0.60 Partes residenciais com construções cerradas.75 – 0.95 calçadas pavimentadas DE EDIFICAÇÃO NÃO MUITO DENSA 0.9 – Valores de “C” Fonte: ASCE.85 Cobertura: grama em solo arenoso plano (menor que 2 %) declividade média (2 a 7 %) declividade alta (maior que 7 %) Cobertura: grama em solo pesado plano (menor que 2 %) declividade média (2 a 7 %) declividade alta (maior que 7 %) 0. ruas pavimentadas ou com 0.70 a 0. áreas verdes.17 0.22 0.18 0.30 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . densamente construídas.15 0.15 – 0. citada por Tucci (2000) C intervalo valor 0.35 0.88 0.25 – 0. de menor densidade de habitações.10 a 0.60 a 0.50 mistura de brita com asfalto DE SUBÚRBIO COM ALGUMA EDIFICAÇÃO 0.20 Partes rurais.80 0. superfícies arborizadas.25 a 0.70 – 0. ruas pavimentadas DE EDIFICAÇÕES COM MUITAS SUPERFÍCIES LIVRES Partes residenciais do tipo Cidade-Jardim.10 – 0.95 0.50 a 0.95 0.Recesa 36 . campos de esporte sem pavimentação Superfície Pavimento Asfalto Concreto Calçadas Telhados Tabela 3.25 Partes de arrabaldes e subúrbios com pequena densidade de construções DE MATAS.13 0.70 Partes adjacentes do centro.13 – 0.10 0. parques ajardinados.20 0.05 – 0.8 – Valores de “C” adotados pela Prefeitura Municipal de São Paulo Fonte: Wilken (1978) ZONAS C DE EDIFICAÇÃO MUITO DENSA Partes centrais.83 0.

10.20 0. declividade de 3 – 4 m/km morros. declividade de 30 – 50 m/km Solo argila impermeável permeabilidade média Arenoso Cobertura 3 áreas cultivadas Árvores 0. apud Tucci (2000) Período de retorno T(ano) 2 a 10 25 50 100 Cf 1. aumentando o valor de “C”.2 – 0. a partir da Tabela 3. citado por Tucci (2000) Tipo de área C’ Topografia terreno plano. Tabela 3. para maiores precipitações será formada uma lâmina mais espessa que facilitará o escoamento.00 1.11 – Coeficiente de ajuste “Cf” Fonte: Wright-MacLaughin Engineers.10 1.20 1. tem-se: C = 1 – ( C’1 + C’2 + C’3) Tucci (2000) cita Wright-MacLaughin Engineers no sentido de multiplicar o valor de “C” por um coeficiente de ajuste “Cf”. A Tabela 3.Recesa 37 .20 0.Tabela 3.10 2 0.10 0. em função do período de retorno T.30 0.25 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .10 – Valores de C’ para áreas rurais Fonte: Williams.10 0. devido à intensidade da chuva. notando-se que os ajustes passam a ser necessários quando T ≥ 25 anos.40 Para chegar ao valor procurado de “C” aplicável a áreas rurais. declividade de 0.11 fornece os valores de ajuste “C”.6 1 m/km terreno.2 0. ou seja.

A = área da bacia contribuinte (comprimento2) (3. Q=CiA Onde. Q = vazão (volume/tempo). i = intensidade da chuva (comprimento/tempo). Fornece somente a vazão máxima sem levar em conta o amortecimento da onda de cheia provocado pelo armazenamento. C = coeficiente de escoamento superficial (adimensional).9) Curvas Tempo-Área Histograma Tempo-Área O hidrograma resultante do método das curvas tempo-área permite determinar a vazão máxima de projeto.3 – Isócronas Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . é bastante utilizada em projetos de drenagem urbana para transformar chuva em vazão.Fórmula Racional A fórmula racional. gerados em áreas cujas contribuições levam iguais tempos para atingir a seção de interesse no curso de água (seção transversal de saída). 18 16 14 12 10 t t 8 t 6 t 4 t t t t A 16 A14 A12 A 10 A8 A6 A4 19 18 Isócronas 2 t A2 Q Saída Figura 3.Recesa 38 . sendo recomendável para áreas até 3 km2.9. Equação 3. em um processo de superposição de escoamentos.

Ao fim do primeiro intervalo de tempo ∆t.00010 Área 00005 00000 10 13 16 20 min Intervalo de tem po Figura 3.4 – Histograma tempo-área Na Figura 3. 60 m 6 min 100 m 100 m Figura 3.3.20) Q efluente 19 1 4 7 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . conforme a Figura 3.20) e de um estacionamento(CE = 0. A Figura 3. Figura 3.80).Recesa 39 .4 associa exatamente os tempos de saída com as respectivas áreas de contribuição. conhecendo-se ainda o hietograma de entrada de chuva sobre as áreas. apenas a chuva precipitada sobre a área A1 deixa a bacia contribuinte. em forma de um histograma. A chuva que caiu na área A4 só deixará a bacia no tempo (4 ∆t).6.5 – Tempos de percurso t = 2 min Estacionamento (c = 0.5. encontram-se três isócronas.80) Parque (c = 0. Exemplo de Aplicação Visa-se a obter a vazão de pico do hidrograma efluente do canal que recebe as contribuições de um parque(CP = 0.

a chuva de 10 mm/h precipitada sobre a área E1 estará deixando a bacia. A Figura 3.i (mm / h) 70 70 50 40 30 20 10 0 10 20 30 50 40 20 2 min t (min) Figura 3.20) E E E P Q P P P P P P P P P efluent e Figura 3.7 – Traçado das isócronas para ∆t = 2 min E1 = E 4 = 20 m * 100 m = 1000 m 2 2 E 2 = E 3 = 20 m * 100 m = 2000 m 2 P1 = P11 = 10 m * 100 m = 500 m 2 2 P2 = P3 = .7 mostra o desenho das isócronas para ∆t = 2 min... 60 m E 100 m P 100 m Estacionamento (c E = 0.6 – Hietograma • Determinação das Isócronas Tendo em vista a duração de 2 min de cada intensidade de chuva no hietograma e mais os tempos de percurso.80) Parque (c P = 0.Recesa 40 . = P10 = 10 m * 100 m = 1000 m 2 • Vazões Efluentes Apenas do Estacionamento Ao final do primeiro intervalo de tempo ∆t = 2 min. Os Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . será cômoda a utilização de intervalos ∆t = 2 min.

80 [5.555] = 8.778 L/s Q 11E = C E [0 * E 1 + 0 * E 2 + 0 * E 3 + i 8 E 4 ] = 4.222 L/s Nota-se que a chuva abrangeu 8 intervalos de tempo.776 L/s Q 6E = C E [i 6 E 1 + i 5 E 2 + i 4 E 3 + i 3 E 4 ] = 55. Q 5E = C E [i 5 E 1 + i 4 E 2 + i 3 E 3 + i 2 E 4 ] = 37. Assim: Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . assim. Q 1E = C E i 1 E 1 = 0.889 L/s Q 3E = C E [i 3 E 1 + i 2 E 2 + i 1 E 3 ] = 17. Ao longo dos intervalos vão ocorrendo superposições de escoamentos que se somam.889 L/s Q 8E = C E [i 8 E 1 + i 7 E 2 + i 6 E 3 + i 5 E 4 ] = 80. Q 10E = C E [0 * E 1 + 0 * E 2 + i 8 E 3 + i 7 E 4 ] = 17.667 L/s Observa-se que no final do 4º intervalo a chuva inicial i1 = 10 mm/h que caiu sobre a área mais distante E4 deixará o estacionamento e não mais aparecerá nos cálculos.80 * 10 mm/h * 1000 m 2 = 2. Isso significa que no 9º intervalo i9 = 0 mm/h.444 L/s No final do 11º intervalo.mesmos 10 mm/h precipitados nas demais áreas estarão se deslocando por translação. até atingirem a seção de saída. No final do 5º intervalo será a última vez que a chuva i2 = 20 mm/h aparecerá nos cálculos combinada com a área E4 deixando o estacionamento e. cessa completamente o escoamento no estacionamento em função do hietograma.555 + 5.222 L/s Q 2E = C E [i 2 E 1 + i 1 E 2 ] = 0. sucessivamente.556 L/s Q 7E = C E [i 7 E 1 + i 6 E 2 + i 5 E 3 + i 4 E 4 ] = 68.778 L/s Q 4E = C E [i 4 E 1 + i 3 E 2 + i 2 E 3 + i 1 E 4 ] = 26.Recesa 41 .556 L/s Q 9E = C E [0 * E 1 + i 8 E 2 + i 7 E 3 + i 6 E 4 ] = 42.

889 L/s Q 9P = C P [i 8 P2 + i 7 P3 + i 6 P4 + i 5 P5 + i 4 P6 + i 3 P7 + ] = 14.444 L/s Q 11P = C P [i 8 P4 + i 7 P5 + i 6 P6 + i 5 P7 + i 4 P8 + i 3 P9 + + i 2 P10 + i 1 P11 = 14.222 L/s Q 8P = C P [i 8 P1 + i 7 P2 + i 6 P3 + i 5 P4 + i 4 P5 + i 3 P6 + + i 2 P7 + i 1 P8 + i 2 P8 + i 1 P9 ] = 13.20 * 10 mm/h * 500 m 2 = 0.222 L/s Q 4P = C P [i 4 P1 + i3 P2 + i 2 P3 + i1 P4 ] = 3.333 L/s Q 13P = C P [i 8 P6 + i 7 P7 + i 6 P8 + i 5 P9 + i 4 P10 + i 3 P11 ] = 12.167 L/s Q 12P = C P [i 8 P5 + i 7 P6 + i 6 P7 + i 5 P8 + i 4 P9 + i 3 P10 + i 2 P11 ] = 13.Q 12E = 0 L/s • Vazões Efluentes Apenas do Parque Q 1P = C P i 1 P1 = 0.833 L/s Q 6P = C P [i 6 P1 + i 5 P2 + i 4 P3 + i 3 P4 + i 2 P5 + i 1 P6 ] = 5.833 L/s Q 7P = C P [i 7 P1 + i 6 P2 + i 5 P3 + i 4 P4 + i 3 P5 + i 2 P6 + i1 P7 ] = 12.222 L/s Q 18P = C P [i 8 P11 ] = 0.111 L/s Q 3P = C P [i 3 P1 + i 2 P2 + i 1 P3 ] = 2.556 L/s Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .611 L/s Q 16P = C P [i 8 P9 + i 7 P10 + i 6 P11 ] = 5.833 L/s Q 15P = C P [i 8 P8 + i 7 P9 + i 6 P10 + i 5 P11 ] = 8.278 L/s Q 2P = C P [i 2 P1 + i 1 P2 ] = 1.278 L/s Q 17P = C P [i 8 P10 + i 7 P11 ] = 2.611 L/s Q 5P = C P [i 5 P1 + i 4 P2 + i 3 P3 + i 2 P4 + i 1 P5 ] = 5.Recesa 42 .444 L/s Q 10P = C P [i 8 P3 + i 7 P4 + i 6 P5 + i 5 P6 + i 4 P7 + i 3 P8 + + i 2 P9 + i 1 P10 ] = 14.222 L/s Q 14P = C P [i 8 P7 + i 7 P8 + i 6 P9 + i 5 P10 + i 4 P11 ] = 10.

que recobre toda a bacia hidrográfica. que é o escoamento de base. o hidrograma unitário refere-se apenas ao excedente do escoamento.4 L/s ocorrida no 8º intervalo de tempo.6. II) é constante o tempo de base do hidrograma resultante de chuvas efetivas que tenham a mesma duração e intensidades diferentes. é o método mais utilizado no mundo inteiro para se definir o hidrograma de projeto.A Figura 3. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 5 10 Intervalo Vazão efluente (L/s) 15 20 Figura 3. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . Pela conceituação. A teoria do hidrograma unitário está calcada nas seguintes hipóteses de Sherman: I) a chuva efetiva é distribuída de maneira uniforme ao longo do tempo e sobre toda a área da bacia hidrográfica.8 apresenta o hidrograma efluente das áreas do parque e do estacionamento em decorrência da entrada de água sobre a bacia na forma do hietograma mostrado na Figura 3.Recesa 43 .8 – Hidrograma efluente Hidrograma Unitário Hipóteses de Sherman O hidrograma unitário. A vazão máxima calculada é de 94. ou 1 in nos Estados Unidos. Representa o ESD resultante de uma chuva efetiva de 1 cm para o Brasil. introduzido por Sherman em 1932. portanto não leva em conta qualquer parcela do escoamento com origem no lençol freático.

no alto da Figura 3. he = altura da chuva efetiva (cm). hobs = altura de chuva precipitada e constante (cm) Exemplo de Aplicação do HU Seja o hidrograma observado.9. A = área da bacia hidrográfica (km2).III) as ordenadas de diferentes ESD que tenham o mesmo tempo de base são diretamente proporcionais aos volumes totais escoados. 3.Recesa 44 . A terceira hipótese pode ser equacionada como: Qu 1 cm * A 1 cm * A 1 cm * A = = = ' Q obs volume do ESD h e * A C * h obs * A Onde. ESD = volume superficial resultante da chuva efetiva he (m3). com duração τ = 30 min. visa-se a determinar o hidrograma de projeto para um período de retorno T = 100 anos. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .10) Q’obs = ordenada do ESD (m/s) (não levar em conta o escoamento de base).88 km2 situada próxima de Anápolis(GO). o hidrograma resultante a partir de uma dada duração de chuva reflete a composição de todas as características físicas da bacia. Utilizando o método do hidrograma unitário. ocorrida em uma bacia hidrográfica de área A = 20. Qu = ordenada do hidrograma unitário (m3/s).5 cm. resultante de uma chuva uniforme hobs = 1. IV) em certa bacia.

0 cm/h 0.Recesa 45 . b ase t (hora) Figura 3.75 h 2 c) fixação do intervalo de tempo ∆t para o cálculo dos hidrogramas ∆t = 1 hora = 3600s Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .5 h (mostrada no hietograma da Figura 3.9) b) determinação do tempo de retardo t’p 1 t ' p = 3 h .Hidr ograma Unitár io Q t (hora) Q proj (m3/s) Hidrogr ama de Projeto Qproj = Q’ proj + Q es c Q ’ Pr oj .5 h = 2. Base t (hora ) Qu(m3/s) HU .t (hor a) Hietograma 3. bas e Q esc.5 cm = 3.0 tp i (cm/h) Chuva Efetiva Q obs (m3/s) Hidrograma Observado Q obs = Q’ obs + Q Q’ OBS esc.* 0.9 – Aplicação do hidrograma unitário HU ETAPAS a) determinação da intensidade da chuva i= h obs τ = 1. base Qesc.

5 cm * 20. porque C = 0.8 + 1. inclusive.10 tem-se: Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .5 h e uma intensidade de 0.Recesa 46 .20 O volume do ESD cujo cálculo aparece no numerador poderia ter sido determinado com o auxílio de planímetro que.1 + 0. a linha reta que une o ponto A onde se observa o início da chuva efetiva até B que é o ponto de inflexão inferior da recessão.2. no hidrograma observado. Pela Equação 3. No presente caso. de tal maneira que a área hachurada do hietograma corresponda ao mesmo volume do ESD-escoamento superficial direto.base.12. f) separação da chuva efetiva (parte hachurada do hietograma) Traça-se uma linha horizontal no topo do hietograma.d) separação do escoamento de base Considera-se.45] m 3 /s 1. e) cálculo do coeficiente de escoamento superficial “C” C= C= 3600s * [1.88 km 2 volume ESD ∑ Q'obs * ∆t = volume total precipitado h obs * A C = 0. colunas (2) e (3) da Tabela 3.15 + 4.6 cm/h.1 + 4. a chuva efetiva possui a mesma duração τ = 0. determinam-se as Q’obs.95 + 1.85 + 3. obtidos pelo hidrograma observado. g) cálculo das ordenadas “Qu” do HU A partir dos valores de Qobs e Qesc. respectivamente. conduziria a resultado mais preciso.

12.5 0.09 3.4 11.25 1.35 1.20 hobs = 1.25 1.7 6.4 3 Qesc.Recesa 47 .05 1.27 0. (t + 20. C = 0.8 1.79 2.1471 .5 cm entra na Equação 3.7 24.2 1.0 1.7 20.15 1.4 3 Q’obs (m /s) (4) 0.2 6. tem-se a equação de chuva de Anápolis (GO) i= 48.45 0.0 3.12 – Construção do HU Tempo (hora) (1) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Qobs (m /s) (2) 1.5 cm Note-se que hobs = 1.8 25.1167 * T 0.8 1. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .base (m /s) (3) 1. h = i * τ = 2.2 12.84 21.2 5. Tabela 3.0 3 Qproj (m3/s) (7) 1.0 5. pela própria definição de hidrograma unitário.1 6.5 19.0 6.3 1.11) Onde.83 4.91) 0.0 5.1 1.92278 válida para T > 8 anos para t = τ = 30 min e T = 100 anos.85 3.79 20.7 16.62 1.15 4.11 em “cm”.5 3.0 3 Qu (m /s) (5) 0.52 mm/min.52 mm/min * 30 min = 75.0 2.4 h) determinação das Q’proj do hidrograma de projeto.1 4.0 3 Q’proj (m /s) (6) 0.17 1.6 cm.83 13.0 3.2 2. obtém-se i = 2.95 0. Assim.95 0.0 1.Qu = Q' obs C h obs (3. coluna (6): Q’proj = Qu * C hproj A partir da Tabela 3.2 9.

20 * 7. pode-se adotar para estimativa da vazão o Método do Hidrograma Unitário proposto em 1952 pelo NRCS (Natural Resources Conservation Service). O hidrograma unitário proposto pelo Natural Resources Conservation Service (NRCS) possui a forma de um triângulo (Figura 3.Q'proj = Qu * 0.56 cm 1 cm * A i) obtenção do hidrograma de projeto Qproj.20 * 7. Tal método foi desenvolvido nos Estados Unidos com dados observados em diversas bacias que possuíam registros de vazão e de chuva para ser utilizado em bacias com carência de dados. A seguir.56 cm * A = Q u * 0. antigo SCS (Soil Conservation Service). A obtenção de tal hidrograma para um certo período de retorno e uma dada duração de chuva dá-se pelas determinações dos valores assumidos pelas variáveis representadas na Figura 3. Trata-se de um método denominado de sintético por ter as características principais do hidrograma.10). descritas por parâmetros que dispensam medições in loco de vazões.10. Para áreas maiores que 2 km². coluna 7: Q proj = Q' proj + Q esc. Basicamente o método se resume em calcular o tempo de pico “tp” e a vazão de pico “qp”. são definidos conceitos utilizados Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . dentre elas a vazão de pico e a duração do escoamento.Recesa 48 . sendo sua área igual ao volume precipitado.base Método do Hidrograma Unitário do NRCS A estimativa de vazão de projeto para drenagem urbana se baseia em modelos de transformação chuva-vazão que são aplicáveis a determinados valores de áreas contribuintes.

na construção de Hidrogramas Unitários do NRCS.10 – Hidrograma unitário proposto pelo NRCS 1) Hidrograma curvilíneo unitário A conversão do hidrograma triangular unitário em hidrograma curvilíneo unitário tem por base a Tabela 3. A= área da bacia contribuinte (km²).13 do NRCS. a forma do hidrograma unitário curvilíneo pode ser vista na Figura 3.11. 2) Vazão de pico do hidrograma unitário (qp) qp = 2. até chegar ao objetivo final que é o Hidrograma de Projeto.Recesa 49 . tp= tempo de pico (hora). Figura 3. qp = vazão de pico (m³/s). 2.08 × A tp (3. A vantagem da forma curvilínea é de se trabalhar com um hidrograma que retrata melhor as observações na natureza.12) Onde.08 = coeficiente que leva em conta um fator de atenuação do pico e conversão de unidade Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .

14) Substituindo (3.NRCS q/qp t/tp q/qp t/tp q/qp t/tp 0.13) tp = τ 2 + t' p (3.50 1.207 0.1 0.021 0.000 0.820 0.4 0.0 4.0 0.2 2.470 0.20 2.029 3.560 0.200 1.6 0.930 0.60 2.3 0.000 0.Recesa .400 0.190 0.310 0.5 0.860 1.0 0.040 0.660 t/tp 0.00 3.80 4.5 5.60 1.800 q/qp 0.000 0.6 q/qp 0.2 1.80 1. tc = tempo de concentração (hora) 4) Tempo de pico (tp) Pela Figura 3.13) em (3.10 1.30 Tabela 3.Hidrograma Unitário Adimensional -NRCS 1.330 0.6 tc Onde.14) tem-se: 50 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .680 0.990 0.990 1.5 1.000 0.8 3.0 - q/qp 0.90 1.70 0.460 0.000 - 3) Tempo de retardo (t’p) Segundo o NRCS: t' p = 0.40 1.280 2.015 0.00 1.147 0.0 t/tp Figura 3.4 4.930 0.600 0.9 1.8 2.030 0.011 0.3 0.2 0.055 0.60 3.780 0.200 0.100 0.077 0.13 – Valores das relações t/tp e q/qp .390 0.11 – Gráfico Adimensional t/tp 0.40 0.80 0.80 3.70 1.005 0.90 2.20 3.107 0.00 0.20 1.40 2.10 tem-se que: (3.

2 tp. substituindo na Equação 3. Se τ = 0.18) Onde. Reese. Geralmente estas condições de umidade antecedente são determinadas num período de 5 dias anteriores à precipitação (Debo.18 em função do parâmetro CN relacionado à cobertura. tp = tempo de pico (hora). “τ” deve estar entre 0.25 do tempo de pico. urbanas ou suburbanas. tp = tempo de pico (hora).15) Onde.2 e 0. tc = tempo de concentração da bacia contribuinte (hora) 5) Duração da precipitação (τ) De acordo com o NRCS.11 t' p Onde. τ = duração da precipitação (hora). Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . ao uso e tipo do solo e às condições médias de umidade antecedente tanto para bacias rurais. 2003).16) Expressando a duração da precipitação “τ” em função do tempo de concentração na Equação 3. tem-se que: tp = 1.133 tc 6) Capacidade máxima da camada superior do solo (S) (3.15.6tc (3.tp = τ 2 + 0. obtém-se: τ = 0. S= 25400 − 254 CN (3.16.17) A capacidade máxima da camada superior do solo “S” é dada pela Equação 3.Recesa 51 . t’p = tempo de retardo (hora) (3. S = capacidade da camada superior do solo.

. uso e tipo do solo Na Tabela 3.......14 encontram-se os valores de CN para bacias urbanas e suburbanas submetidas a condições médias de umidade... classificados em relação à capacidade de infiltração..............38% 61 75 83 1000 a 1300 m² ........ Tabela 3... parques........... cemitérios (em boas condições) Com relva em mais de 75% da área 39 61 74 Com relva em 50 a 75% da área 49 69 79 Áreas comerciais e de escritórios 89 92 94 Distritos industriais 81 88 91 Áreas residenciais Tamanho do lote % impermeável Até 500 m² ..............25% 54 70 80 2000 a 4000 m² . C e D)...................... campos de golfe. com drenagem de águas pluviais 98 98 98 Pavimentadas com paralelepípedos 76 85 89 De terra 72 82 87 D 91 81 89 80 78 83 77 80 84 95 93 92 87 86 85 84 98 98 91 89 Solo A – solos que produzem baixo escoamento superficial.........65% 77 85 90 500 a 1000 m² .................................................. etc.. telhados........... com alta infiltração (solos arenosos profundos....30% 57 72 81 1300 a 2000 m² ..... 98 98 98 Ruas e estradas Asfaltadas.......... relvados..... Vale ressaltar que a tabela dispõe de quatro tipos de solo (A............. B..Recesa 52 ................14 – Valores de CN para bacias urbanas e suburbanas Fonte: DEP/DOP (2005) Tipo de solo Uso/Cobertura do Solo A B C Zonas cultivadas Sem conservação do solo 72 81 88 Com comservação do solo 62 71 78 Pastagens ou terrenos baldios Em más condições 68 79 86 Em boas condições 39 61 74 Prado em boas condições 30 58 71 Bosques ou zonas florestais Má cobertura 45 66 77 Boa cobertura 25 55 70 Espaços abertos..CN = parâmetro referente à cobertura... viadutos.....................20% 51 68 79 Estacionamentos pavimentados............ Solo B – solos com permeabilidade acima da média (solos arenosos menos profundos do que os do Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento ... com pouca argila e silte)....

contendo argilas expansivas). com percentagem considerável de argila).Recesa 53 .7 1900Y 0. arruamento. Essas percentagens “PERC1” e “PERC2” devem ser levantadas por mapas topográficos Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . e “fm2” é função da “PERC2” – percentagem atual de áreas impermeabilizadas da bacia contribuinte. Solo C – solos com capacidade de infiltração abaixo da média.tipo A).4 + 1) 0.6L0. S = capacidade máxima da camada superior do solo (mm). 7) Tempo de concentração (tc) Segundo o NRCS. Solo D – solos com muito baixa capacidade de infiltração. L = comprimento do curso d’água principal (km). podendo ser por canalização.8 (S/25.19) Onde. dentre outros. que geram escoamento superficial acima da média (solos pouco profundos. As Figuras 3. t’p = tempo de retardo (hora).12 e 3. que geram muito escoamento superficial (solos pouco profundos. em que “fm1” é função da “PERC1” – percentagem de alteração no comprimento original do curso d’água.19.5 (3. Y = declividade média da bacia de contribuição (%) Quando ocorre modificação da bacia quanto à urbanização é necessário fazer alterações para o tempo de retardo obtido pela Equação 3.13 compostas por gráficos permitem determinar os dois fatores de modificação “fm1” e “fm2”. aterro para loteamento. para bacias de até 8 km² o tempo de concentração “tc” pode ser estimado a partir do tempo de retardo “t’p”: t' p = 2.

13 – Fator de modificação fm2 Fonte: Adaptado de Debo e Reese (2003) Tabela 3.0058 x PERC1 + 0.8 fator fm 2 0.0072 x PERC2 + 0.12 e 3.13 ou com emprego da Tabela 3. a qual conduz exatamente aos mesmos valores dos gráficos. seguidas de inspeção de campo (Debo.0026 x PERC2 + 0. obtidos nas Figuras 3.0012 x PERC1 + 0.9960 fm2 = -0.0040 x PERC2 + 0.6 0 0.9986 fm2 = -0.0051 x PERC1 + 1.ou fotos aéreas.5 Figura 3.12 – Fator de modificação fm1 Fonte: Adaptado de Debo e Reese (2003) 100 CN 98 CN 95 CN 90 CN 85 CN 80 75 PERC2 .0059 x PERC2 + 0.9999 fm1 = -0.7 0.9949 fm2 = -0.Equações dos fatores fm1 e fm2 CN 98 95 90 85 80 70 Equações do fator fm1 fm1 = -0.0012 x PERC2 + 0.7 0.área impermeável atual (%) CN 70 50 25 1 0.15.6 0 0.9952 fm1 = -0.0030 fm1 = -0.0004 fm1 = -0.9 0.Recesa 54 . 100 CN 98 CN 95 CN 90 CN 85 CN 80 CN 70 75 PERC1 .9996 fm2 = -0.19 pelos fatores “fm1” e “fm2”.9 0. conhecendo-se as modificações na área original basta multiplicar o valor do tempo de retardo dado pela Equação 3. 2003).0026 x PERC1 + 0.9979 fm1 = -0.0074 x PERC1 + 1. Deste modo.9960 fm2 = -0.0041 x PERC1 + 1.9998 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .comprimento do curso d'água modificado (%) 50 25 1 0.15 .0051 x PERC2 + 0. Reese.8 fator fm 1 0.5 Figura 3.0017 Equações do fator fm2 fm2 = -0.

8) Tempo de recessão (trecessão) De acordo com o NRCS o tempo de recessão “trecessão” é dado pela relação com o tempo de pico “tp”: t recessão = 1. o impacto devido à urbanização pode ser medido na diminuição do tempo de concentração que passou a ser (fm1 x fm2 = 0. novo t’p = t’poriginal x fm1 x fm2 Uma vez estimado o tempo de retardo “t’p”. “PERC1” e “PERC2” = valor em percentagem decorrente de urbanização (%) Assim.Onde.64 % do que era originalmente. percorre os setores Sul e Central. o córrego dos Buritis.4364) do original. o atual tempo de concentração é 43. ou seja. Considerando CN = 90 para a área em questão. obtém-se: fm1 = -0. cuja nascente se encontra no Setor Marista.67 × tp (3. o que implica em um PERC1 = 100 %. explicando parcialmente os alagamentos de ruas nesses setores.0040 x 65 + 0.20) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . em Goiânia. Estima-se uma impermeabilização de 65 % nessa bacia.0041 x 100 + 1. o tempo de concentração é dado pela Equação 3.736 Assim. teve seu curso d’água completamente modificado pelo processo de urbanização.0030 = 0.9960 = 0.593 fm2 = -0.13: tc = 1.67 x t’p A título de exemplo.Recesa 55 . ou seja. PERC2 = 65 %.

Onde, trecessão = tempo de recessão (hora); tp = tempo de pico (hora) 9) Tempo de base (tb) O tempo de base é dado pela soma do tempo de pico com o tempo de recessão:

tb = tp + t recessão
Substituindo (3.20) em (3.21), tem-se que: tb = 2,67 tp

(3.21)

(3.22)

Cálculo das Ordenadas do Hidrograma Unitário
Para cálculo das ordenadas do hidrograma unitário curvilíneo “q” correspondentes às ordenadas do hidrograma unitário triangular basta utilizar a Tabela 3.13 fornecida pelo NRCS. De posse do tempo de pico “tp” e da vazão de pico “qp” e levando em conta a duração “τ“ da chuva, obtém-se a relação “t/tp”, onde t assume os valores t = 1τ, 2τ, 3τ,... Os valores de “q/qp” são obtidos por interpolação na Tabela 3.13, em função de “t/tp”.

Exemplo
Visa-se a construir um hidrograma unitário a partir do hidrograma unitário triangular do NRCS para uma bacia urbana de Goiânia com 3 km² e tempo de concentração de 37,5 minutos.

Solução
Como já é conhecido o tempo de concentração da bacia tc = 37,5 min = 0,625 h, calcula-se a duração da precipitação “τ ” através da Equação 3.20:
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τ = 0,133 tc = 0,133 x 0,625 h = 0,0831 h ≅ 5 min Determina-se o tempo de pico “tp” pela Equação 3.15.

tp =

τ
2

+ 0,6tc

tp =

0,0831 h 2

+ 0,6 × 0,625 h = 0,4165 h

O tempo de base “tb” é fornecido pela Equação 3.22 e a vazão de pico “qp” pela Equação 3.12: tb = 2,67 tp = 2,67 x 0,4165 h = 1,1121 h
qp = 2,08 × A tp

=

2,08 × 3km 0,4165h

2

= 14,98 m³/s

A coluna 1 da Tabela 3.16 apresenta a seqüência dos valores assumidos por “t” com intervalo τ = 5 min. Com “t/tp” da coluna 2 obtêm-se os “q/qp” por interpolação na Tabela 3.13. As ordenadas “q” do hidrograma unitário, coluna 4, são, então, determinadas uma vez que se conhece a vazão de pico “qp”. A Figura 3.14 mostra o hidrograma unitário curvilíneo obtido.
16 14 12 vazão (m³/s) 10 8 6 4 2 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 tempo (min)

Figura 3.14 – Hidrograma Unitário para uma bacia de 3 km² em Goiânia

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Tabela 3.16 – Ordenadas “q” do hidrograma unitário do NRCS t(min) col. 1 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 t/tp col. 2 0 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80 2,00 2,20 2,40 q/qp col. 3 0,000 0,100 0,310 0,660 0,930 1,000 0,930 0,780 0,560 0,390 0,280 0,207 0,147 Q col. 4 0 1,5 4,6 9,9 13,9 15,0 13,9 11,7 8,4 5,8 4,2 3,1 2,2 t(min) col.1 65 70 75 80 85 90 95 100 105 110 115 120 t/tp col. 2 2,60 2,80 3,00 3,20 3,40 3,60 3,80 4,00 4,20 4,40 4,60 4,80 q/qp col. 3 0,107 0,077 0,055 0,040 0,029 0,021 0,015 0,011 0,009 0,006 0,004 0,002 q col. 4 1,6 1,2 0,8 0,6 0,4 0,3 0,2 0,2 0,1 0,1 0,1 0,0 -

Hietograma de Precipitações Efetivas
A Equação 3.23 é utilizada para cálculo da precipitação efetiva “Pef” correspondente à parcela que efetivamente gera o volume escoado superficialmente no método proposto pelo NRCS, tendo validade quando P > 0,2 S, do contrário, a precipitação efetiva é nula, com “S” dado pela Equação 3.18:

Pef =

(P − 0,2S)2
P + 0,8S

(3.23)

S=

25400 − 254 CN

Onde, Pef = precipitação efetiva (mm); P = altura de chuva acumulada ao final de cada intervalo (mm). S = capacidade máxima da camada superior do solo (mm); CN = parâmetro referente à cobertura, uso e tipo de solo
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17 – Incrementos de precipitação efetiva ∆Pef Tempo (min) col.63 2.79 0. Na coluna 5 encontram-se os incrementos de precipitação efetiva que devem ser expressos em cm (coluna 6) para construção do hietograma.76 0.29 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .14 4.90 ∆Pef (cm) col.40 9.21 Pef col. respectivamente. As duas primeiras colunas da Tabela 3. 6 0. 3 3. Tabela 3.00 0.00 0.10 14. 5 0.21 44. A Figura 3. para lotes até 500 m² e tipo de solo A.20 7. obtém-se CN = 77.Exemplo Partindo dos incrementos ∆P’ da chuva de projeto encontrados na Tabela 2.00 0. Para cálculo da precipitação efetiva é necessário que os incrementos sejam acumulados (coluna 3) para o seu cálculo (coluna 4) através da Equação 3. 1 0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 ∆P' (mm) col.00 0. visa-se a construir o hietograma de precipitação efetiva responsável pelo escoamento superficial direto.23. Solução Na Tabela 3. sendo dados: . 4 0. col.31 58.bacia de contribuição composta por áreas residenciais com lotes de até 500 m².Recesa 59 .00 0.08 19.08 15.14.13 25.2 (Capítulo 2).76 ∆P' (mm)acum.45 63.62 ∆Pef (mm) col.17 correspondem.88 7.00 0.72 18. aos intervalos de tempo e aos incrementos de chuva arranjados de acordo com o método dos blocos alternados.02 0.14 ilustra o hietograma de precipitação efetiva. .68 6.68 10.o solo presente na área é predominantemente tipo A com condições médias de umidade antecedente. 2 3.20 8.

4 cm e 2. conforme a Figura 3.40 0.16.0 cm.70 0. de reservatórios destinados ao amortecimento de cheias.Recesa 60 .30 0. Precipitação Efetiva (cm) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .80 0. distribuídas em incrementos sucessivos de tempo τ = 0.60 0. sendo ainda conhecido o hietograma de precipitações efetivas de 1.50 0. por exemplo.8 cm. a seguir. As ordenadas do hidrograma de projeto são determinadas pela soma das ordenadas dos hidrogramas gerados pelas precipitações efetivas a cada instante “t”.00 0-10 10-20 20-30 30-40 40-50 50-60 Tem po (m in) Figura 3.10 0. ilustra o procedimento para obtenção do hidrograma de projeto. Cada “pulso” é responsável pela geração de um hidrograma defasado do mesmo tempo de duração da precipitação efetiva. partindo de um hietograma em que se têm três “pulsos” de precipitações efetivas.0. 3.2 hora.15 – Hietograma de Precipitações Efetivas Obtenção do Hidrograma de Projeto com Emprego da Convolução de Hidrogramas O hidrograma de projeto é a grande meta a se alcançar. O exemplo.16.20 0. mostrados na Figura 3. Exemplo Objetiva-se construir o hidrograma de projeto para a drenagem de uma bacia com área A = 9 km². pois além da vazão máxima ele fornece o volume a escoar que tanto interessa ao dimensionamento.90 0. tempo de concentração tc = 1 hora.

86 3.14 0.02 1.14 1.2-0.8 1 1.072 0.593 0.5 1.181 0.4 1.08 × A 2.468 0.06 12. por interpolação.83 20.6 0.84 15.5 2.5 0. Calcula-se o tempo de pico “tp” pela Equação 3.0 2.7 h Tabela 3.18 – Ordenadas “q” do hidrograma unitário t(h) t/tp (h) q/qp q 0 0.2 0.113 0.0 3. obtém-se.6 Figura 3.12: tp = qp = τ 2 + 0.0 0-0.280 0.966 0.7 h 2.750 0. a relação “q/qp” em função de “t/tp”.08 × 9 km 2 = = 26.0 1.6 1. inicialmente.57 2.23 61 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .93 1.8 2.0 2.0 0.86 1.57 0.74 m³/s tp 0.15 e a vazão de pico “qp” pela Equação 3.2 0 0.71 2.29 2.49 4. da Tabela 3.4 Tem po (hora) Precipitação Efetiva (cm) 0.16 – Hietograma de Precipitações Efetivas – pulsos Solução Para determinação das ordenadas “q” do hidrograma unitário.000 0.29 0.43 1.86 25.Recesa .6tc = 0.31 3.2 1.13.00 4.4 0.2 0. na Tabela 3.4-0.4.00 2.966 0.83 25.046 0.18.2h 2 + 0.5 3.161 0.50 7.6 × 1 h = 0.

46 14.6 2. Realizando-se a convolução.4 1.016 0.00 cm 0.86 0.11 0.20 0.83 25.00 16.77 0.86 25.83 20.001 0.011 0. obtêm-se as ordenadas “Q” do hidrograma de projeto.27 pulso de 2.61 0.49 4.82 87.00 8.40 cm 0.004 0.80 cm. Esses hidrogramas.6 1.2 0.4 0.54 46.2 hora.59 142.029 0.05 22.29 4.50 25.2 1.50 46.4 2.2.93 0.19.6 0.8 1 1.09 166.10 22.29 0.00 9.8 2 0. correspondentes aos pulsos.2 3.09 58.91 87.75 5. somando-se as ordenadas dos três hidrogramas a cada instante “t”.66 40. ou seja.50 13.00 4.97 8.03 175.43 0.35 96.57 4.00 14. defasados de τ = 0.31 3.02 Na Tabela 3. são mostrados na Figura 3.46 53.68 31.71 51.80 cm 0 0.19 – Hidrogramas gerados pelos pulsos e hidrograma de projeto Hidrogramas gerados Tempo t (h) (m³/s) Q (m³/s/cm) pulso de 1.64 10. de 1. Tabela 3.66 51.71 4.71 28.00 8.44 3. a segunda coluna é preenchida com as ordenadas “q” do hidrograma unitário.40 cm e de 2. As vazões que constam das colunas 3.50 7.21 35. de 3.84 15. 4 e 5 são os resultados da multiplicação dos “q” pelas respectivas precipitações efetivas.19 42.00 4.17.48 7.4 3.00 110.71 45.06 12.Recesa .82 68.00 cm.8 3 3.50 36.43 3.47 pulso de 3.008 0. designadas de “pulsos”.11 25.35 62 Hidrograma de projeto Q (m³/s) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .02 1.

4 3.55 4.21 1.59 0.08 0.68 0.20 0.77 0.2.83 0.86 0.05 0.04 3.77 0.48 0.85 2. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .00 Figura 3.45 1.29 0.23 0.21 0.11 0.62 1.00 - 6.40 0.18 mostra os hidrogramas correspondentes aos pulsos de precipitação efetiva e o hidrograma de projeto resultante de todo evento de chuva.36 0.41 5.80 9.84 3.39 0.02 - 2.39 0.2 2.8 4 1.Recesa 63 .22 1.53 0.00 14.8 3 3.2 3.4 2.6 2.43 0.04 0.52 2.00 0.31 0.05 0.17 2.17 – Hidrogramas gerados pelos pulsos A Figura 3.00 - 6.54 0.45 1.23 0.6 3.

18 – Convolução de hidrogramas e hidrograma de projeto Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Figura 3.Recesa 64 .

1 tem-se uma gama de parâmetros e critérios adotados por autores e instituições. tempo de concentração inicial “tci”.Capítulo 4 – Drenagem Urbana A Hidrologia Urbana é bastante ampla sendo que a Microdrenagem possui um papel importantíssimo na captação de águas pluviais e transporte por meio de galerias. A porção entre dois poços de visita é denominada trecho. bocas de lobo e poços de visita conforme mostra a Figura 4. podendo-se citar alguns deles como o tempo de concentração. A rede de águas pluviais é composta por galerias. influência de remanso. mínima “Vmín”. até um desaguadouro natural como um córrego ou rio. velocidade mínima e máxima. notando-se a variação de valores quanto à velocidade máxima “Vmáx”. Figura 4. Os poços de visita são instalados nas mudanças de direção. tipo de escoamento considerado no cálculo.1. dentre outros. Na Tabela 4. recobrimento mínimo “rm”.Recesa 65 . relação máxima da lâmina de água-diâmetro adotada “h/D” e o tipo Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . de declividade ou de diâmetro das galerias e servem para dar acesso à inspeção e limpeza das canalizações.1 – Esquema da disposição dos elementos de uma rede de águas pluviais Diversos são os critérios e parâmetros adotados para o dimensionamento de uma rede de águas pluviais.

0 m como recobrimento mínimo sobre as tubulações.6 4. Os sistemas de drenagem urbana devem ser projetados como condutos livres minimizando possíveis transtornos relacionados à sobrepressão nas tubulações.5 0. por outro lado.75 Vmáx (m/s) 5 5 3. Variado Unif.Recesa 66 .90 plena Tipo de escoam. Unif. (2004) Azevedo Netto e Araújo (1998) Wilken (1978) Alcântara apud Azevedo Netto (1969) Porto (1999) Cirilo (2003) HaestadDurransd (2003) Vmín (m/s) 0.75 0. Unif. Levando em conta que a praxe é de localizar as galerias de águas pluviais no eixo das vias. a velocidade máxima será fixada em 5.50 e tci (min) 10 5 5 até 15 7 até 15 b a rm (m) 1 1 - Seção plena ou h/D plena plena ou 0. considerando que velocidades menores dificultariam a auto-limpeza das tubulações e. adota-se 1.6 0. Unif.1 – Parâmetros utilizados em canais e/ou seção circular das galerias de águas pluviais Autor / Instituição Tucci et al.0 m/s.” ou gradualmente variado “Grad. será fixada a velocidade mínima em 0.75 m/s. Unif.7 0. Remanso - 1 4 0.75 c h/D 0.5 - Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .de escoamento sendo uniforme “Unif. e Grad. Variado”.60 até 0. é preciso analisar os critérios e fixá-los dentro de certas restrições para se dimensionar as galerias de águas pluviais. já que velocidades superiores exporiam demais as tubulações ao processo de abrasão.Variado Considera Considera Vméd = 4 até 6 0.85 Grad.9 0.90 4. Aqui. Tendo em vista a diversidade observada. Unif. Tabela 4. Outro aspecto importante diz respeito à consideração do regime permanente com as tubulações funcionando como condutos livres.

DAEE-CETESB (1980) Prefeitura Municipal de Goiânia Valores recomendados pelos autores 0. porém.90 Unif.82 0. O remanso deverá ser levado em conta para áreas baixas.85 até 0.75 5 - - 0. - a Valor citado.85 Unif. principalmente para aquelas próximas ao deságüe da tubulação. EE-UFMG. aqui. como 5 minutos para áreas urbanizadas. será tomado.Recesa 67 . Engenharia Hidráulica. Unif. Edições Engenharia 58/72 Valor não fixado Valores adotados pela ASCE (1992) – American Society of Civil Engineers Pode-se adotar até 6m/s se for previsto revestimento adequado para o conduto b c d e Vmín – velocidade mínima Vmáx – velocidade máxima tci – tempo de concentração inicial rm – recobrimento mínimo h/D – relação altura-diâmetro O tempo de concentração inicial ou tempo de entrada nos poços de início de rede. Sob o ponto de vista de projeto. - 0.75 5 5 1 0. necessitando ser calculado em caso de dúvida Fonte : Curso de Canais. e que possivelmente seriam afetadas pela variação do nível de algum curso de água de ordem superior. Dep. segundo o autor pode estar superestimado. em função do tamanho da área drenada: Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . há a recomendação para se aplicar dois métodos para estimar a vazão de projeto. e há vários deles em um mesmo projeto.

7.Recesa 68 .1 e método do hidrograma unitário para áreas acima de 2 km². método racional para áreas até 2 km².2.2 – Fluxograma com as etapas de dimensionamento de galerias de águas pluviais Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .• 4. • abordado no item 3. Fixação do período de retorno T Delimitação da bacia de contribuição Lançamento da rede bocas de lobo poços de visita galerias mosaico Determinações cotas superficiais dos poços de visita área de contribuição local a cada PV maior área de contribuição a cada PV tempo de concentração tc intensidade pluviométrica i coeficiente de “runoff” C vazão local pelo Método Racional ou pelo HU verificação das distâncias máximas Numeração de cada PV Método de Cálculo Determinação do diâmetro comercial Fixação do tirante hidráulico Cálculo da área molhada Cálculo da velocidade Figura 4. adotado nos itens 4.

devem-se locar as bocas de lobo junto aos vértices dos chanfros. possibilitando ligações dessas bocas de lobo ao poço de visita. em síntese. 1) Delimitação da bacia de contribuição A presença de equipe topográfica in loco é fundamental para delimitação da bacia contribuinte. devem estar um pouco a montante por motivos de segurança necessária à travessia dos pedestres.2 – Espaçamentos máximos entre PV’s e bocas de lobo Fonte : *Prefeitura Municipal de Goiânia (2005) ** Tucci (2004) Unidades Espaçamento máximo (m) poços de visita bocas de lobo 100* 60** Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .2 e conceitos necessários para o dimensionamento das galerias de águas pluviais são descritos a seguir. assim como para identificar o sentido do escoamento em cada rua e em cada lote. O espaçamento recomendado entre bocas de lobo é de 60 m. A numeração dos PV’s (poços de visita) segue uma ordem lógica. não deve ultrapassar os 100 m. enquanto que o espaçamento entre poços de visita. 2) Bocas de lobo e poços de visita Para loteamentos com esquinas sem chanfros. Não há padronização quanto a esse ordenamento. de acordo com a Prefeitura Municipal de Goiânia (PMG) (2005). ilustradas na Figura 4. as bocas de lobo. Para loteamentos com chanfros.Etapas e Conceitos para o Dimensionamento de Galerias de Águas Pluviais As etapas. a fim de propiciar a limpeza das tubulações.Recesa 69 . Tabela 4.

Uma refere-se à área contribuinte local a cada poço de visita. 5) Extensão da galeria (L) Refere-se à distância entre dois poços de visita. Já a outra.3 – Áreas de influência compondo o mosaico 4) Trecho Corresponde à denominação dada à tubulação existente entre dois poços de visita. inicia-se a delimitação da bacia de contribuição a cada poço de visita. há o trecho 1-3. Por exemplo.3. trecho 2-3. denominada área total. trecho 3-4 e trecho 4-5. 6) Área Há a necessidade de se considerar dois tipos de área para dimensionar as galerias. O primeiro número corresponde ao elemento de montante e o segundo corresponde ao elemento de jusante. Figura 4. na Figura 4. conforme Figura 4. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .3.Recesa 70 .3) Mosaico Após o lançamento dos poços de visita e bocas de lobo. formando um mosaico de áreas de influência.

. adota-se um tempo de concentração de 5 minutos. adota-se para este PV o maior valor do tempo de concentração dentre os trechos afluentes.C n A n ∑A (4.9.corresponde à soma da área local com toda a área drenada a montante. 9) Intensidade pluviométrica (i) A intensidade da precipitação pode ser obtida com o emprego das equações de chuva contidas no Capítulo 2. ou para localidades do Brasil por meio do trabalho de Pfafstetter (1982). Para os PV’s iniciais de uma rede de drenagem. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . o valor de “C” adotado será o resultado de uma ponderação: C= C1A1 + .Recesa 71 .. em conformidade com a definição de tempo de concentração..8 e 3.1) 8) Tempo de concentração (tc) Trata-se do tempo que uma gota de chuva demora a percorrer do ponto mais distante na bacia até um determinado PV.. enquanto que para os demais PV’s os tempos de concentração correspondentes são obtidos acrescentando o tempo de percurso de cada trecho. Quando existirem mais de um trecho afluente a um PV. Havendo a caracterização de mais do que um tipo de solo e uso.. 7) Coeficiente de escoamento superficial ou de “runoff” (C) A estimativa do coeficiente de escoamento superficial das áreas de contribuição a um determinado PV pode ser feita utilizando as Tabelas 3. para Goiás e sul do Estado do Tocantins.

1200 e 1500 mm. estima-se a vazão pelo Método do Hidrograma Unitário do NRCS. 12) Diâmetro (D) A Prefeitura Municipal de Goiânia adota os seguintes diâmetros comerciais para as galerias: 400.10) Vazão superficial local (Qloc) Seu cálculo é realizado por meio da Equação Racional (Equação 3. 600. item 3.Recesa 72 . tubos comerciais de 500 mm para galerias.2005) emprega. C = coeficiente de escoamento superficial. Tubos com diâmetros comerciais de 300 mm podem ser utilizados como ramais entre bocas de lobo e poços de visita. a praxe é de moldar a galeria in loco. i = intensidade da chuva (m/s) A = área da bacia contribuinte local (m²) O emprego do Método Racional é recomendado para áreas até 2 km². Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . 800. 1000. também. Para áreas superiores a 2 km². Acima de 2000 mm. além da vazão superficial local em estudo.7.9) para áreas locais: Qloc = C i A Onde. Qloc = vazão superficial local (m³/s). Esta vazão “Q” será utilizada no dimensionamento da galeria a jusante do PV. A Prefeitura Municipal de Porto Alegre (DEP/DOP. 11) Vazão total Corresponde ao somatório de vazões afluentes ao PV que chegam através de galerias.

nas tampas dos PV’s. cj = cota do terreno no PV a jusante (m). D = diâmetro (m) (4. São calculadas através das Equações 4. L = extensão do trecho (m).3) Cij = Cim − (Sg × L) Onde. St = cm − cj L (4. Sg = declividade da galeria (m/m) dada por: (4.3 e 4. cm = cota do terreno no PV a montante (m).4. L = extensão da galeria (m) 14) Cotas inferiores da galeria Correspondem às cotas relativas à geratriz inferior da tubulação.2) Onde.2). Cim = cm .5) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 73 . Cim = cota inferior da galeria a montante (m). St = declividade do terreno no trecho. e a extensão do trecho (Equação 4. cm = cota do terreno no PV a montante (m). Cij = cota inferior da galeria a jusante (m). rm = recobrimento mínimo (m).(rm + D) Onde.13) Declividade do terreno no trecho (St) Representa a razão entre a diferença das cotas de montante e jusante.4) Sg = (Cim − Cij) L (4. Cim = cota inferior da galeria a montante (m).

5 – Características geométricas do conduto livre de seção circular k = 0. 16) Constante k Pode ser calculada em função do ângulo central (Figura 4.6 e 4. de acordo com as Equações 4.5) ou em função da vazão. 2007). permitindo a resolução da Equação 4. arbitra-se inicialmente Sg=St. Figura 4. ambas dedutíveis (Menezes Filho. diâmetro e declividade.Recesa . coeficiente de Manning.4 – Cotas inferiores da galeria 15) Profundidade da galeria Corresponde à soma do recobrimento mais o diâmetro da galeria.Levando-se em conta o custo de escavação. Figura 4.7) 74 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .4.0496062 θ −2/3 (θ − senθ ) k = Q n D −8/3 Sg −1/2 5/3 (4.6) (4.7.

Onde, k = constante;
θ = ângulo central (rad);

Q = vazão (m³/s); n = coeficiente de Manning (m −1/3 .s) ; D = diâmetro (m); Sg = declividade (m/m) 17) Ângulo central da superfície livre ( θ ) Utiliza-se a Equação (3.8), de acordo com Menezes Filho (2007).

θ = 5915,8.k 5 − 5201,2.k 4 + 1786,6.k 3 − 298,89.k 2 + 32,113.k + 1,1487
(4.8) 18) Relação altura-diâmetro (h/D) Conhecido o ângulo central da superfície livre “ θ ”, pode-se obter a relação altura da lâmina d’água-diâmetro “h/D” pela Equação (4.9):

h 1⎡ ⎛ θ ⎞⎤ = ⎢1 − cos⎜ ⎟⎥ D 2⎣ ⎝ 2 ⎠⎦
19) Área molhada (A) em função do ângulo central

(4.9)

Com o resultado da Equação 4.8, determina-se a área molhada:

A = D2

(θ − senθ )
8

(4.10)

20) Velocidade do escoamento (V) Conhecida a vazão "Q” no trecho e a área molhada “A”, calcula-se a velocidade pela equação:

V=

Q A

(4.11)

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75

Onde, V = velocidade do escoamento (m/s); Q = vazão (m³/s); A = área molhada (m²) 21) Tempo de percurso (tp) É a razão entre a extensão e a velocidade do escoamento na galeria.

tp =

L V × 60

(4.12)

Onde, tp = tempo de percurso (min); L = extensão da galeria (m); V = velocidade do escoamento (m/s)

Preenchimento da Planilha de Cálculo de Galerias de Águas Pluviais
Este roteiro possui como inovação o uso de equações para o cálculo da velocidade “V” e da relação altura da lâmina d’águadiâmetro “h/D”, ao invés de tabela. Após a delimitação da bacia em estudo e de sua divisão em sub-bacias com a locação de bocas de lobo e poços de visita como mencionado no item 4.1 parte-se para o preenchimento da planilha de cálculo (Tabela 4.3). 1) Preenchimento das colunas da planilha cujos valores podem ser lançados previamente, independentemente da marcha de cálculo: trecho, extensão, área, coeficiente de “runoff” “C”, cota da superfície do terreno em cada PV e declividade do terreno “St” 2) Determinação da vazão total “Q”

tc = 5 min (para início de rede)

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76

• • •

intensidade pluviométrica “i” estimada por equação de chuva,
Qloc = C i A

conforme Capítulo 2, ou por relação i-d-f de Pfafstetter (1982) Q = Qloc + demais vazões afluentes ao PV, transportadas

pelas galerias de montante 3) Arbitra-se o menor diâmetro comercial “D” possível e faz-se a declividade da galeria “Sg=St”; preenchem-se as colunas referentes às cotas inferiores da galeria a montante e a jusante e profundidades da geratriz inferior da galeria, também, a montante e a jusante 4) Determinação da velocidade na tubulação a) de posse da vazão total “Q”, do coeficiente de Manning n = 0,015, do diâmetro “D” e da declividade da galeria “Sg”, calcula-se a constante “k” pela Equação 4.7:

k = Q n D −8/3 Sg −1/2
b) obtém-se, então, o ângulo central (Equação 4.8):

θ = 5915,8.k 5 − 5201,2.k 4 + 1786,6.k 3 − 298,89.k 2 + 32,113.k + 1,1487
c) determina-se a relação altura da lâmina d’água-diâmetro “h/D” que deverá estar na faixa de 0,10 (10%) a 0,85 (85%), conforme Equação 4.9:

h 1⎡ ⎛ θ ⎞⎤ = ⎢1 − cos⎜ ⎟⎥ D 2⎣ ⎝ 2 ⎠⎦

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77

5) Rotina para correção da relação “h/D” na faixa 0.85 (85 %). deverão se avaliar as duas condições.11): V= Q A Análise dos Resultados Verificando-se que 0.75 m/s ≤ V ≤ 5. a) fixação de “h/D” em 0.Recesa 78 . valores menores que 0.10 para valores de “h/D” menores que esse ou fixação de “h/D” no valor máximo 0. com “ θ ” explicitado: h⎞ ⎛ θ = 2cos −1 ⎜1 − 2.85 para valores maiores.d) calcula-se a área molhada “A” (Equação 4. tem-se a solução mais econômica para o trecho.85 Caso a relação altura-diâmetro resulte em valores fora da faixa. ou sejam. determina-se a velocidade do escoamento na tubulação “V” (Equação 4. b) cálculo do ângulo central para “h/D” correspondente a 10% ou 85 % através da Equação 4.0 m/s.85 e que 0.9. ⎟ D⎠ ⎝ Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .10 (10 %) e valores superiores a 0.10 ≤ h/D ≤ 0.10): A = D2 (θ − senθ ) 8 e) por fim.10 ≤ h/D ≤ 0.

11): A= Q V b) obtém-se a relação entre a área molhada “A” e a área da seção plena At = πD 2 : 4 (4.10 ou de jusante para h/D = 0.75 m/s) ou máximo (5.75 m/s ≤ V ≤ 5.13) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa A 4A = = cte At πD 2 79 . Cim = Cij + (Sg × L) Cij = Cim − (Sg × L) 6) Rotina para correção da velocidade “V” na faixa 0.7.85.00 m/s Caso a velocidade esteja fora da faixa existem duas situações distintas com rotina semelhante de cálculo: a) dada a vazão “Q” no trecho. com emprego da Equação 4.6: k = 0. fixa-se a velocidade “V” no valor mínimo (0.c) determinação da constante “k” pela Equação 4.0 m/s) e calcula-se a área molhada “A” (Equação 4.0496062 θ −2/3 (θ − senθ ) 5/3 d) cálculo da nova declividade da galeria “Sg”. com “Sg” explicitado: 2 ⎛ Qn ⎞ Sg = ⎜ 8/3 ⎟ ⎝kD ⎠ e) encontra-se a nova cota seja ela de montante para h/D = 0.

Cij = Cim − (Sg × L) Cim = Cij + (Sg × L) Exemplo de Dimensionamento de Galerias de Águas Pluviais Visam-se dimensionar galerias de águas pluviais para a área mostrada na Figura 4.14.recobrimento mínimo = 1m Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .0496062 θ −2/3 (θ − senθ ) 5/3 e) Determina-se a declividade da galeria (Equação 4.Recesa 80 .864 ⎝ At ⎠ ⎝ At ⎠ ⎝ At ⎠ ⎝ At ⎠ ⎝ At ⎠ (4.65 .C = 0.248⎜ ⎟ + 44. independentemente do At ⎛A⎞ ⎛A⎞ ⎛A⎞ ⎛A⎞ ⎛A⎞ θ = 17.6.679⎜ ⎟ + 9.108⎜ ⎟ − 43. em função da relação diâmetro da galeria: 5 4 3 2 A .524⎜ ⎟ + 0. de acordo com Menezes Filho (2007).14) d) calcula-se “k” (Equação 4.c) calcula-se então o ângulo central “ θ ” pela Equação 4. que sintetizou a determinação do ângulo “ θ ”. atendendo aos seguintes critérios: .tempo de concentração inicial tc = 5 min .7): ⎛ Qn ⎞ Sg = ⎜ 8/3 ⎟ ⎝kD ⎠ 2 f) Encontra-se a nova cota seja ela de jusante para a velocidade mínima ou de montante para a velocidade máxima.821⎜ ⎟ − 23.6) k = 0.

0.75 m/s .10 ≤ h/D ≤ 0.00m na tampa do PV junto ao canal e cota 676.velocidade máxima = 5.. cota 680.chuvas com período de retorno T = 5 anos .profundidade máxima da galeria = 4 m .Cidade: Goiânia .00 m no leito do canal.velocidade mínima = 0.00 m/s .diâmetro mínimo = 400 mm .85 . Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 81 .Desaguadouro (canal): distância 100 metros.

tp – tempo de percurso (min). Qloc – vazão local (m³/s). θ – ângulo central (radianos). galeria (m) mont. jus. jus. A – área da seção molhada (m²). h/D – relação altura-diâmetro. k – coeficiente. galeria (m) mont.3 .Tabela 4.Recesa . c – coeficiente de runoff. jus. St Cotas inf. v – velocidade (m/s). D – diâmetro (mm). St – declividade do terreno (m/m). Q – vazão total (m³/s). i – intensidade pluviométrica (mm/min). Sg – declividade da galeria (m/m) 82 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . k θ (rad) h/D A V tp Legenda: tc.Planilha para cálculo de galerias de águas pluviais Trecho Extensão Área (m²) Trecho Total tc c i Qloc Q D Cota do PV no terreno (m) mont.tempo de concentração (min). Sg Prof.

constata-se que o diâmetro D = 400 mm foi satisfatório. Para diâmetro de início de rede. obteve-se como nova cota a jusante um valor 83 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .7c encontram-se as magnitudes das áreas e as extensões das galerias.Figura 4. assim como preservou-se a menor escavação ao confirmar Sg=St. O preenchimento da planilha de cálculo segue o roteiro proposto no item 4.85. Uma alternativa seria manter o diâmetro “D” e aumentar a declividade da galeria “Sg”. No trecho 3-4 encontrou-se uma relação “h/D” > 0. seguindo um ordenamento lógico. arbitra-se o menor valor que é D = 400 mm. No entanto.6 – Área a ser drenada por galerias de águas pluviais Solução Primeiramente faz-se o lançamento das bocas de lobo. Os poços de visita (PV’s) são numerados. Delimitam-se as áreas de contribuição a cada PV compondo o mosaico (Figura 4. poços de visita e galerias de águas pluviais (Figura 4.Na Figura 4.7a). ao proceder deste modo fixando a relação “h/D” em 0. Para os trechos 1-3 e 2-3.2.7b). mantida a mesma declividade do terreno.85 ainda com D = 400 mm.Recesa .

0 m/s. agora para 600 mm.superior à profundidade máxima de 4 metros. A alternativa encontrada foi aumentar o diâmetro. quando se aumenta o diâmetro D. ao fazê-lo a relação “h/D” superou o valor máximo de 0. A título de observação geral. Evidentemente há outros custos envolvidos. Ainda com o mesmo diâmetro e fixando a velocidade no limite estabelecido de 5. Mantendo-se D = 500 mm no trecho 4-5. Porém. a única alternativa encontrada foi aumentar o diâmetro visto a não observância dos limites estabelecidos tanto para a relação “h/D” quanto para a velocidade “V”. verificou-se que o valor para a velocidade de escoamento ultrapassava aquele estabelecido de 5. houve a necessidade de aumentar o diâmetro.Recesa 84 . calculou-se a nova cota inferior da galeria a montante. dentre outros. como escavação. (a) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .85. No trecho 5-canal. equipamentos. escoramento. Novamente.0 m/s. mão-deobra. eleva-se consideravelmente o custo da rede.

(b) delimitação das áreas contribuintes (mosaico) e (c) determinação de distâncias e áreas para o cálculo. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .7 – Etapas do dimensionamento: (a) lançamento da rede de águas pluviais.(b) (c) Figura 4.Recesa 85 .

99 4.29661 0.16023 0.24036 0.92 2. 1. 688.1640 0.34 7544.12 0.0663 0.17485 θ (rad) 3.70 3.0846 0.988 1. 1.00 687.32 3.00 tp (min) 0.65 0.0173 0.40 1.93 36.0579 0.87 689.65 0.91 4.779 0.74 688.00 682.91 10984.0638 0.0500 0.00 Área (m²) Trecho 10758.697 0.50 2.50 1.660 0.291 0.79 3. 90.87 2.0425 Extensão (m) 49.85 2. galeria (m) mont.40 1.80 k 0.27 691.37 Cotas inf.14 690.1981 0.20 Total 10758.234 0.535 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .45 jus.00 5.338 Q (m³/s) 0.0663 0.50 684.23 65.22817 0.65 0.20 0.17 4.50 684.28 h/D 0.25 680.82 49.40 1.92 2.63 1.4 – Planilha de cálculo de galerias de águas pluviais Trecho 1-3 2-3 3-4 4-5 5-canal St (m/m) 0.84 Qloc (m³/s) 0. 693.00 687.340 0.50 1.66 100.506 0.0887 0.50 84.75 678.340 0.72 31596.0173 0.34 22164.19 9431.57 5.0500 0.60 688.89 c 0.40 1.87 682.19 3862.638 0.34 Prof.02 1.80 jus.19 3862.77 5.65 i (mm/min) 2.122 0.60 686.57 0.65 0. 691.00 5.25 4.25 V (m/s) 4.Recesa 86 .00 Sg (m/m) 0.0425 tc (min) 5.63 42581.Tabela 4.00 690.84 jus.325 D (mm) 400 400 500 600 800 A (m²) 0.2737 Cota do PV no terreno (m) mont. galeria (m) mont.122 0.20 0.

dificultando a construção de uma rede de drenagem adequada e eliminando possíveis áreas de armazenamento para conter cheias urbanas. essas obras tão importantes não são realizadas. Atualmente. várzeas e áreas com declividade acentuada. 1995). podem-se utilizar medidas de controle sustentáveis que buscam o controle do escoamento na fonte através da recuperação da capacidade de infiltração ou da detenção do escoamento adicional gerada pelas superfícies impermeabilizadas urbanas. Como na maioria das cidades brasileiras. o impacto da urbanização cria uma necessidade de ampliar a capacidade dos condutos pré-existentes e construir outros mais.Capítulo 5 – Técnicas Compensatórias no Controle de Cheias Urbanas À medida que a cidade vai crescendo. o adensamento populacional se torna excessivo.Recesa 87 . ocorrem proliferações de loteamentos sem planejamento adequado. principalmente voltadas à drenagem urbana. Com esses mecanismos. visou-se Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . os recursos para obras de infra-estrutura são escassos. Sendo assim. evitando o redimensionamento do sistema de drenagem. O princípio fundamental deste controle é o de que qualquer novo empreendimento deve manter as condições naturais pré-existentes de vazão para um determinado risco (Tucci e Genz. Com isso. aumentam a ocupação de áreas de risco impróprias para construções como beira de córregos. uma sobrecarga dos condutos pluviais com aumento dos picos de cheia em até 7 vezes. Na incessante busca da população em se proteger contra as cheias urbanas. então. Gera-se. ocorrendo transbordamentos e inundações em diversos pontos das cidades. surgiu na década de 1970 a idéia de se restabelecerem as vazões de pré-desenvolvimento a partir de dispositivos que propiciavam a retenção e infiltração das águas precipitadas antes de atingir a rede de drenagem.

dentro de uma edificação. Micro-Reservatório Domiciliar São pequenos tanques construídos dentro dos lotes (controle na fonte). conectados ou não ao sistema de drenagem.ao rearranjo no tempo e no espaço das vazões e. A evacuação do reservatório faz-se por infiltração no solo ou por descarga na rede pluvial. parques e prática de esportes. ainda. denominados estruturas alternativas ou técnicas compensatórias de drenagem. Os micro-reservatórios domiciliares permitem ainda aproveitar as águas pluviais para usos domésticos não potáveis. se apresentam como instrumentos de controle do escoamento superficial que podem ser regulamentados dentro das legislações municipais de controle da drenagem urbana visando ao crescimento ordenado das cidades. Dentre as técnicas compensatórias possíveis de ser utilizadas para o controle da drenagem urbana. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . existem os micro-reservatórios domiciliares. concebidos com a função de amortecimento dos piques de cheia a jusante.Recesa 88 . os pavimentos permeáveis. respeitados a concepção e critérios adequados de projeto. Esses mecanismos. o que reduz a probabilidade de inundações e melhora a qualidade das águas pluviais. minimizando o impacto hidrológico causado pela redução das áreas permeáveis. as bacias de detenção e de retenção e as trincheiras de infiltração. permitindo usos associados. de lazer. podendo ainda integrar-se ao meio ambiente e ao tecido urbano. com isso. instalados ao ar livre ou. Geralmente possuem estrutura de alvenaria de tijolo ou concreto. a diminuição dos volumes escoados. exercendo assim a dupla função de amortecimento de cheias e reserva de águas de abastecimento. como áreas de estacionamento.

As Figuras 5. a água da chuva pode ser coletada de toda a área do lote ou apenas de suas partes impermeáveis.3 ilustram um micro-reservatório domiciliar conectado à rede de drenagem: Figura 5. Figura 5.1 . aos poucos.1.2 e 5.Amortecimento da onda de cheia provocada por um reservatório de detenção Na utilização dos micro-reservatórios domiciliares. essa água vai se acumulando e. Uma vez dentro do reservatório.O efeito de um reservatório de detenção sobre um hidrograma de cheia é o de amortecimento conforme Figura 5.2 – Esquema de um micro-reservatório domiciliar Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 89 . tais como telhados e pisos impermeáveis e encaminhada diretamente para o reservatório. encaminhada para a rede de drenagem a uma vazão que não exceda a capacidade máxima de escoamento das tubulações pluviais existentes ou da vazão de pré-urbanização.

incluindo aí descarga de sanitários. Como neste reservatório não existe uma tubulação de saída. para usos diversos. i = intensidade pluviométrica (m/s). Para estimar o volume do reservatório a ser construído em um lote residencial.Recesa 90 .3 – Detalhe da entrada e saída de um micro-reservatório domiciliar Um outro tipo de micro-reservatório domiciliar existente é aquele que coleta a água da chuva e a encaminha para um reservatório não conectado à rede de drenagem. em que uma tubulação conduz água para fins potáveis e outra. oriunda de micro-reservatório. Já existem construções que possuem um sistema de encanamento duplo de água.Figura 5. C = coeficiente de runoff. é necessário primeiramente determinar a vazão máxima de entrada e de saída (quando for conectado à rede de drenagem) do reservatório. tais como irrigação da vegetação existente e lavagem de áreas e veículos. todo o volume de água armazenado servirá para usos diversos dentro do próprio lote. A = área impermeabilizada ou total do lote (m2) (5. Qmax = vazão máxima de entrada ou de saída (m3/s). utilizando para isso o método racional: Q máx = C ⋅ i ⋅ A Onde.1) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .

15 0.O coeficiente de runoff é determinado em função de uma série de fatores.70 0.80 . arenoso Plano (2%) Declividade Média (2 a 7%) Declividade Alta (7%) Grama.15 0. portanto.40 . e geralmente é determinado em função do tipo de superfície e da ocupação conforme Tabelas 5.08 0.20 0.2.85 0.70 .90 0. solo pesado Plano (2%) Declividade Média (2 a 7%) Declividade alta (7%) 0.0.13 0. dentre os quais tem-se o tipo de solo.15 .60 .30 .0. deve ser um valor bastante criterioso.0. Tabela 5.85 Intervalo Valor esperado Tabela 5.75 .0.20 0.2 – Valores de C (runoff) com base no tipo de ocupação Fonte: ASCE (1969) Descrição da área Área comercial Central Bairros Área residencial Residências isoladas Unidades múltiplas (separadas) Unidades múltiplas (conjugadas) Lotes superiores a 2.17 0.18 0.95 0.95 0.0.10 0.1 e 5.05 .50 0.0.75 .13 .88 0.Recesa .60 0.0.0.50 .35 0.1 – Valores do Coeficiente “C” em função do tipo de superfície Fonte: ASCE (1969) C Superfície Pavimento Asfalto Concreto Calçadas Telhado Cobertura: grama.80 0.0.18 .0.0.3 0.65 0.35 .45 91 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .0.000 m 2 C 0.95 0.25 .83 0.0.70 . ocupação da bacia.22 0.10 .0. umidade de solo antecedente e intensidade pluviométrica.0. A sua adoção.0.

0.0. a vazão de saída para condições de pré-urbanização será inferior à de pósurbanização. b e c são parâmetros que descrevem características locais.0. T é o período de retorno.70 0. área permeável e com vegetação. cemitérios Playgrounds Pátios ferroviários Áreas sem melhoramentos 0. α.90 0.30 No estabelecimento da vazão máxima de saída. de acordo com Costa e Prado (2003): δ ⎛ α + βγ B1 ⋅ ⎜ T T ⎜ ⎝ i= (t + c )b ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ válida para 1 ano ≤ T ≤ 8 ano (5. t é a duração da chuva. em ano Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . γ. e δ são parâmetros regionais que dependem apenas do período de retorno. i é a intensidade pluviométrica.60 . ou seja.50 . necessita-se estimar a intensidade de projeto.2) Onde.0.35 0.20 .25 0.0. por meio da Equação 5. utiliza-se um coeficiente de runoff para as condições naturais da bacia. Deste modo.10 .50 .80 0.0. para as cidades de Goiás e sul do Tocantins.40 0.Áreas com apartamentos Área industrial Indústrias leves Indústrias pesadas Parques. em min.10 . β.20 . Para chegar à vazão máxima.2. a qual pode ser obtida. em mm/min. B1.Recesa 92 .0.

tratar-se de um lote. aqui.De posse da vazão máxima de entrada no reservatório.3) tb = 2 tc Outra simplificação diz respeito à adoção de tc=5min. deve-se ter em mente que a única diferença em relação ao hidrograma de entrada diz Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . ambos dados em função do tempo de concentração “tc”.4. vol = volume de armazenamento (m3). todo o seu volume de entrada será armazenado: vol = Qe máx ⋅ 2t c 2 = Qe máx ⋅ t c Onde. conforme Azevedo Netto et al.. (1998).4) tc = tempo de concentração = tempo de duração da chuva τ (s) Para a construção do hidrograma de saída. constróese o hidrograma de entrada. Neste caso. Qemáx = vazão máxima de entrada (m3/s). simplificam-se as estimativas de tempo de pico tp e de tempo de base tb.4 – Hidrograma triangular de entrada no reservatório Quando o reservatório não possuir uma vazão de saída. (5. Figura 5.Recesa 93 . notando-se. conforme Tucci (1998): tp = tc (5. conforme Figura 5.

para simular as vazões de saída.5) tc = tempo de concentração = tempo de duração da chuva τ (s) Estabelecida a vazão máxima de saída do micro-reservatório.5.6) Onde. conforme Figura 5.respeito ao coeficiente de runoff “C” que. Q = vazão (m3/s). possuem orifício para a saída da vazão. da diferença de nível “h” e do coeficiente de descarga “Cq”: 1 1 D = 0.5361 ⋅ ⎛ Q h 2 ⋅ C q ⎞ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠ 2 (5. vol = Qe máx ⋅ 2t c 2 . Qsmáx = vazão máxima de saída (m3/s). vol = volume de armazenamento (m3). Nesses casos. é necessário calcular o diâmetro da tubulação de saída.Qs máx ⋅ 2t c 2 = (Qe − Qs) ⋅ t c Onde.5.Recesa 94 . (5. h = diferença entre os níveis de água de montante e jusante (m) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . o volume a ser armazenado diminui. D = diâmetro do orifício (m). conforme Equação 5. entretanto. Muitos micro-reservatórios domiciliares. em que o diâmetro do orifício “D” é função da vazão “Q”. Qemáx = vazão máxima de entrada (m3/s). retratará as condições anteriores ao processo de urbanização. Seja a situação usual de um orifício completamente submerso. Cq = coeficiente de descarga.

Tabela 5.Recesa . adotou-se o coeficiente de runoff para as condições de áreas impermeáveis. O reservatório não será conectado à rede coletora urbana de águas pluviais e terá todo seu volume de entrada armazenado.Figura 5. sendo 424.5 – Orifício submerso com os N. 1969). conforme Equação 5.3 m2 de área impermeável. e nele consta a presença de uma residência e uma área verde.A. O terreno possui uma área total de 789.18 95 Goiânia 145.2.1 m2. Tomando para efeito de cálculo uma duração de chuva de projeto de 5 minutos e períodos de retorno “T” de 2 e de 5 anos. que é de 0.32 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . sendo destinado ao uso de irrigação de jardim e de lavagem de áreas. de montante e de jusante Exemplo De forma a ilustrar o uso de um micro-reservatório domiciliar.3 – Intensidade pluviométrica em Goiânia Cidade Intensidade Pluviométrica (mm/h) T = 2 anos T = 5 anos 175. foi dimensionado seu volume para o armazenamento das águas pluviais oriundas apenas da parte impermeável de um lote.No cálculo da vazão máxima de projeto.95 (ASCE. chegaramse às seguintes intensidades de precipitação.

Tabela 5.4 – Vazão máxima de entrada no reservatório Cidade Goiânia Vazão máxima de entrada (L/s) T = 2 anos 16.6a e 5. utilizando a Equação 5.6 b – Hidrograma do reservatório de detenção para T = 2 anos de detenção para T = 5 anos Tabela 5. obtidos pela Equação 5.88 T = 5 anos 5.6b.1.De posse dos dados de intensidade de precipitação de projeto.88 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .4.5 – Volume a ser armazenado no reservatório Cidade Goiânia Volume a ser armazenado (m3) T = 2 anos 4.6 a – Hidrograma do reservatório Figura 5.88 m3 respectivamente.88m3 e 5.27 T = 5 anos 19. construíram-se seus respectivos hidrogramas. Figura 5.Recesa 96 .61 Para os período de retorno de 2 e de 5 anos. calculou-se a vazão máxima de entrada no reservatório pelo método racional. Figura 5. onde se notam os volumes de 4.

em relação à alternativa de 4. em função de menores diâmetros. assentado sobre camadas de material granular. calçadas residenciais internas e externas e praças públicas. Os pavimentos permeáveis são constituídos de uma camada superior de revestimento poroso. diminuindo os picos de cheia e. O revestimento superior pode ser do tipo Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . O uso de micro-reservatórios domiciliares em nível de lote representa uma das possibilidades para a redução dos picos de cheia e conseqüentemente inundações. a alternativa de armazenar 5. armazenamento e percolação de parte ou da totalidade da água provinda do escoamento superficial para dentro de uma camada de armazenamento temporário no terreno. a qual é absorvida gradualmente pelo solo. os custos de implantação de galerias de águas pluviais. O pavimento permeável possui as mesmas funções urbanísticas do pavimento convencional. conseqüentemente. Pavimentos Permeáveis Os pavimentos permeáveis são superfícies drenantes que promovem a infiltração.Recesa 97 .88 m3.88 m3 impõe um maior volume. permite conter escoamentos com período de retorno de 5 anos. mostrando também que pode servir como um acumulador de águas pluviais para posteriores usos. de pequena movimentação de veículos. porém. podendo ser utilizado em áreas de estacionamento. A diferença em relação ao pavimento convencional é possuir a propriedade de reduzir os volumes escoados superficialmente.A partir da obtenção dos volumes a serem armazenados para os dois períodos de retorno em questão.

7 e 5.concreto poroso ou de blocos de concreto vazados conforme Figuras 5.Recesa 98 .8 – Pavimento permeável do tipo bloco de concreto vazado Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .7 – Pavimento permeável do tipo concreto poroso Figura 5.8: Figura 5.

quando preenchidos com grama. mantendo sua capacidade drenante. Já quando se utiliza exclusivamente o concreto poroso no sistema viário (ruas e avenidas). os vazios dos blocos podem ser preenchidos com pedriscos.9 – Esquema de pavimentos permeáveis Fonte: adaptado de Urbonas e Stahre. é assentada sobre uma camada filtrante e por baixo uma camada de brita assim como no revestimento de concreto poroso. areia ou grama. Na superfície do terreno. deve-se utilizar um material de preenchimento (terra) com alto índice de permeabilidade.9b. acrescenta-se uma camada de brita com alto índice de vazios. Figura 5. Figura 5. Abaixo do filtro granular. é assentado sobre camada de areia que. Os blocos de concreto vazados.Recesa 99 . é executado com agregados de maior granulometria. reduzindo ilhas de calor. 1993 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . ele proporciona uma redução do risco de derrapagem. proporcionam o aumento da área verde. por sua vez. melhorando as condições estéticas e de evapotranspiração.O revestimento de concreto poroso. A base de brita funciona como um reservatório de amortecimento de águas pluviais. armazenando-a até que seja totalmente infiltrada no terreno. isento de partículas finas. melhora a visibilidade e reduz as distâncias de frenagem sob chuva. Nesta última opção. Sob o revestimento é disposta uma camada filtrante (manta geotêxtil ou filtro granular de areia) para evitar a migração de finos para o solo.9a. Figura 5. O revestimento de blocos vazados. pois retém a água absorvida.

Ap = área do pavimento permeável Feito o cálculo do volume do reservatório de pedras do pavimento permeável. sendo esta dada por: h = vol p (5. ƒ = fator de contribuição para o volume advindo de externas ao pavimento permeável áreas O fator de contribuição “ƒ” pode ser determinado pela seguinte fórmula: f = i ⋅ Af Ap (5. é necessário determinar sua profundidade. Aƒ = área de contribuição externa ao pavimento permeável.9) 100 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . vol = volume precipitado a ser armazenado pelo reservatório (mm). Para isso. i = intensidade da chuva de projeto (mm/h).8) Onde. Os revestimentos porosos devem ser executados na obra. τ = tempo de duração da chuva (h). leva-se em conta a intensidade de chuva de projeto e a taxa e infiltração do solo. txi = taxa de infiltração do solo (mm/h). Araújo et al. (2000) propuseram as seguintes equações: vol = (i + f − t xi ) ⋅τ (5.Tanto os revestimentos de asfalto poroso como os de blocos vazados são encontrados normalmente no mercado brasileiro. No dimensionamento do volume a ser armazenado no reservatório de pedras do pavimento permeável.Recesa .7) Onde.

p = porosidade do material A porosidade do material de preenchimento do reservatório de pedras pode ser determinada pela seguinte equação: p = (volliq + volvazio ) voltotal Onde. em locais que possuam o lençol freático elevado. h = profundidade do reservatório de pedras (mm). uma estrutura hidráulica de controle da vazão de saída. podendo possuir também a função de infiltração dessas mesmas águas quando instaladas diretamente em solo exposto. De acordo com Baptista et al.2m abaixo da superfície. volliq = volume de líquidos.Onde. o uso do pavimento permeável só não é recomendável para locais com baixa permeabilidade do solo. sua forma básica envolve um volume livre deixado para a acumulação das águas superficiais e/ou eventual infiltração denominado volume de espera. volvazio = volume de vazios.10) Segundo Urbonas e Stahre (1993). Bacias de Detenção e de Retenção As bacias de detenção e de retenção são estruturas de armazenamento temporário do escoamento superficial oriundo das águas pluviais. voltotal = volume total da amostra (5. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . Nestes locais é preferível optar pela construção de reservatórios de detenção ou retenção. ainda.Recesa 101 . (2005). Um pavimento permeável somente será viável para solos com taxa de infiltração superior a 7mm/h e que no período chuvoso o nível do lençol freático ou camada impermeável esteja a pelo menos 1. ou em locais com uma camada impermeável que não permita a infiltração ou.

são mais eficazes no controle de poluentes. além de possuírem a vantagem do não crescimento de vegetação indesejável no fundo da bacia. as bacias de detenção e de retenção podem se associar à paisagem local e assumir um caráter multifuncional. Dentro de um contexto urbano. por manterem uma lâmina de água. e aquelas que mantêm uma lâmina de água permanente são denominadas de bacias de retenção.Recesa 102 . devese ter sempre em mente que as bacias demandam ações planejadas e intensas de manutenção. ou até mesmo fazer parte do projeto urbanístico da cidade como um elemento de valorização devido à presença de água (bacias de retenção). entretanto. podem servir de espaço para a prática de esportes. As bacias de detenção. onde aquelas bacias que secam após o seu uso. As bacias de detenção e de retenção exercem praticamente a mesma função que os micro-reservatórios domiciliares. As bacias são denominadas de detenção ou de retenção em função da lâmina de água existente. ou seja. Contudo. uma pequena reserva ecológica. Quando associada à vegetação ao seu redor elas servem como área de lazer para a população. amortecendo os picos de cheia a jusante e reduzindo os volumes do escoamento superficial devido à infiltração. e um vertedor de emergência. As Figuras 5.usualmente um descarregador de fundo.11 ilustram bacias de detenção e de retenção implantadas junto a uma praça. envolvendo as áreas verdes Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . As bacias de detenção ou de retenção fazem um controle da vazão máxima. o que diminui os efeitos das inundações em áreas urbanas. promovem a infiltração das águas pluviais e controle da poluição difusa. As bacias de retenção. quando secas.10 e 5. possuem maior capacidade de armazenamento. após uma chuva recebem o nome de bacias de detenção.

10 – Bacias de detenção implantadas na praça Liberdade.Recesa 103 .Goiânia Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .ao redor. o desassoreamento e o controle da qualidade da água quando for o caso. do setor Jaó Goiânia Figura 5. Figura 5.11 – Bacias de retenção implantadas em praças do setor Jaó . remoção de resíduos sólidos.

seguida logo abaixo por um filtro geotêxtil. armazenando-a por tempo suficiente para sua infiltração no solo. A Figura 5.Trincheiras de Infiltração As trincheiras de infiltração são estruturas de controle da drenagem urbana e que têm a finalidade de captar as águas pluviais provenientes do escoamento superficial.12 ilustra uma trincheira de infiltração típica implantada superficialmente. Figura 5. tais como brita. a camada superior pode ser preenchida com grama. o material granular é revestido por um filtro geotêxtil para evitar a entrada de finos no dispositivo e conseqüentemente a colmatação da estrutura. onde a entrada das águas superficiais na valeta se dá diretamente através da superfície da trincheira ou por meio de uma tubulação que capta a água da chuva a ser armazenada e Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . pedras de mão ou outros materiais que possuam uma porosidade em torno de 40%. Quando implantadas subsuperficialmente.12 – Trincheira de infiltração implantada junto à superfície Fonte: Galvão et al (2000) O mecanismo de funcionamento das trincheiras de infiltração é bem simplificado. seixo rolado.Recesa 104 . Elas possuem largura e profundidade reduzidas em comparação com as dimensões longitudinais que são mais significativas. Sua construção básica se dá por meio de valetas implantadas junto à superfície ou subsuperfície do terreno e preenchidas com material granular. Em todos os tipos de trincheira.

2m abaixo da camada de brita. devendo-se seguir alguns critérios: - camada impermeável do solo a pelo menos 1. Uma vez armazenada. a época das chuvas. Figura 5.13b – Trincheira de infiltração sub-superficial Segundo Urbonas e Stahre (1993).13a e 5. 105 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . também.efetua sua introdução na trincheira. As Figuras 5.13b mostram. a pelo menos 1. (Natural Resources Conservation Service). camada de brita. considerando a época mais crítica do ano.2m abaixo da lençol freático. na implantação das trincheiras de infiltração. - taxa de infiltração do solo maior que 8 mm/h quando solo classificado dentro das categorias A e B do NRCS saturado. a escolha do local é de suma importância para o bom funcionamento da estrutura. garantida por ensaios de infiltração em vários pontos. ou seja. o esquema de trincheiras de infiltração subsuperficial e superficial.Recesa . a água vai sendo lentamente infiltrada no solo por meio de suas paredes laterais e fundo.13a – Trincheira de infiltração Figura 5. respectivamente.

O uso das trincheiras de infiltração é bem versátil. contribuindo de maneira significativa para a manutenção de áreas verdes. sendo apropriado.Recesa 106 . para lotes residenciais e quarteirões. paralela às curvas de nível. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . podendo ser instaladas em praças. as trincheiras ajudam no desenvolvimento da vegetação nas proximidades do local. - posicionamento da trincheira preferencialmente perpendicular ao escoamento e. Devido à realimentação do lençol freático. canteiros centrais.- não devem ser instaladas em locais com declividade dimensionamento não adequado para grandes áreas de acentuada do terreno ou sobre aterros mal projetados. contribuição. em áreas de estacionamento e paralela às vias de tráfego. calçadas. quando possível. então.

processo este que ocorre atualmente no Brasil. com a implementação de legislações ambientais. USOS DO SOLO URBANO ANTES DA PRECIPITAÇÃO EXCEDENTES DURANTE OS DA ESCOAMENTOS PRECIPITAÇÃO DEPOIS IMPACTOS DA POLUIÇÃO DE ÁGUAS SUPERFICIAIS Residencial ESCOAMENTO SUPERFICIAL ACÚMULO DE POLUENTES Industrial DEPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA LIXIVIAÇÃO Problemas de Saúde Mortalidade de Peixes EROSÃO Redução da Diversidade de Peixes Comercial Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . As fontes difusas de poluição passaram a ser as principais causas de restrição de usos dos recursos hídricos. A seleção dos poluentes para estudo deve se basear nas necessidades locais. A análise dos problemas de qualidade de água de drenagem requer a identificação das diversas fontes poluidoras. É essencial que o estudo tenha objetivos claros. Nos países economicamente desenvolvidos houve uma redução significativa das fontes poluidoras pontuais na década de 1980.Capítulo 6 – Qualidade das Águas de Drenagem Introdução A importância dos estudos de qualidade da água de drenagem no Brasil cresce na medida em que os municípios estabelecem estações de tratamento de águas residuárias.Recesa 107 . incluindo a identificação dos problemas ambientais a serem endereçados e de que maneira poderia contribuir para um beneficio nas condições ambientais.

fossas sépticas) Combustível e óleo de veículos e postos de gasolina Disposição inadequada de tintas Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .1 . (3) lavagem do solo. Na Tabela 6. (2) erosão e fricção por escoamento. A Figura 6. (5) transformação. Ao atingir a superfície a água desloca partículas sólidas e se mistura com uma série de outros poluentes ao longo de seu percurso.Fontes poluidoras das águas de drenagem Partículas sólidas sobre a superfície do solo Restos vegetais Erosão e lixiviação do solo Animais mortos ou resíduos gerados pelos mesmos Infiltração de águas provenientes de sistemas de esgotos sanitários nos sistemas de drenagem Vazamento proveniente de sistemas individuais de tratamento de esgotos (e. Educacionais Áreas Verdes Figura 6.1 ilustra o fluxo de várias fontes poluidoras urbanas e seu impacto sobre os recursos hídricos.g. Os poluentes misturados com a água são então conduzidos às águas superficiais e subterrâneas. Os processos que podem levar a problemas de qualidade das águas de drenagem são: (1) lavagem atmosférica pela chuva. (4) deposição/acúmulo. Tabela 6.1 estão também listadas algumas fontes poluidoras das águas de drenagem.1 – Fluxo de poluentes em áreas urbanas Poluição das Águas de Drenagem Sabe-se que há uma grande diversidade de poluentes nas águas de drenagem. A precipitação remove da atmosfera os poluentes presentes no ar levando-os à superfície.Recesa 108 .Arruamentos INFILTRAÇÃO Processos Físico-Químicos Redução de Produtividade Primária Degradação Biológica Sedimentação Inst.

(8) características geológicas. tal como uma tubulação lançando esgoto em um rio.Fertilizantes Pesticidas e Herbicidas Estacionamentos Lixo Acidentes perigosos com veículos transportando produtos Infiltração de chorume Poluentes atmosféricos Telhados As fontes poluidoras são classificadas em dois grupos quanto à forma de ocorrência: (1) fontes pontuais e (2) não-pontuais ou difusas. Dentre estes fatores. (2) volume. É importante que a identificação dessas áreas preceda qualquer plano de ação ambiental que tenha por objetivo a melhoria da qualidade das águas. Fontes pontuais podem ser definidas como aquelas que ocorrem concentradas em um único local. (4) volume de tráfego. As fontes poluidoras das águas de drenagem são em geral difusas. nos locais onde há sistemas de drenagem construídos. (7) limpeza pública. em geral. Os fatores que afetam a qualidade das águas de chuva e drenagem incluem: (1) intensidade de chuva. As águas de drenagem apresentam uma variedade de poluentes que incluem partículas sólidas. Emissários de águas de drenagem são outro exemplo de fontes pontuais de poluição. (6) características do sistema de drenagem.Recesa . poluição orgânica e organismos 109 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . entretanto. (5) uso do solo. o mais importante é o uso do solo na determinação das fontes difusas de poluentes. (3) número de dias secos antecedendo um evento de chuva. Fontes difusas são aquelas que ocorrem por uma extensão relativamente grande tal como runoff contendo pesticidas provenientes de uma área agrícola. O controle de poluição na fonte ainda é o método mais eficiente e menos custoso. elas podem se tornar fontes pontuais. metais pesados. compostos orgânicos e inorgânicos tóxicos.

bactérias com ênfase no grupo coliforme. cádmio. nutrientes. tóxicos orgânicos como os hidrocarbonetos e defensivos agrícolas.2 . chumbo. França.2 lista a distribuição de metais pesados associados com partículas de diferentes dimensões coletadas em Toulouse. A Tabela 6.Recesa 110 . platina. lixo. metais pesados (mercúrio.patogênicos. depósitos de sedimentos. Observe-se que boa parte das partículas tem dimensões menores que 10 µm e estas encontram-se associadas com a maior parcela de metais pesados. A grande maioria dos poluentes está associada com partículas sólidas presentes na água.Percentagens de sólidos suspensos e distribuição de metais pesados associados com diferentes tamanhos de partículas (os tamanhos aparecem entre parênteses) Tamanho partículas (µm) Sólidos Suspensos (%) Cádmio Cobalto Cromo Cobre Manganês Níquel Chumbo Zinco das >100 15 18 (13) 9 (18) 5 (21) 7 (42) 8 (86) 8 (31) 4 (104) 5 (272) 10050 11 11 (11) 5 (16) 4 (25) 8 (62) 4 (59) 5 (27) 4 (129) 6 (419) 50-40 6 6 (11) 4 (25) 2 (26) 3 (57) 3 (70) 4 (31) 2 (181) 3 (469) 40-32 9 5 (6) 6 (20) 6 (50) 4 (46) 3 (53) 5 (31) 4 (163) 5 (398) 32-20 10 5 (5) 6 (18) 3 (23) 4 (42) 4 (54) 5 (27) 5 (158) 5 (331) 20-10 14 9 (6) 10 (22) 9 (39) 11 (81) 7 (85) 10 (39) 8 (247) 16 (801) <10 35 46 (14) 60 (53) 71 (134) 63 (171) 71 (320) 63 (99) 73 (822) 60 (1232) Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . de escoamento de telhados. cianeto). Os poluentes das águas de chuva podem ser classificados de acordo com sua origem em diversos grupos: poluentes atmosféricos. Tabela 6.

1999]. [1999]. A escolha do parâmetro de estudo depende da definição de prioridades em planejamento integrado da respectiva Bacia Hidrográfica. projetistas ou centros de pesquisa. Sauer et al. [1999].Recesa 111 . 1999] ou organismos tais como vírus e coliformes fecais [Brenner et al. Estados Unidos. 1999]. Exemplos de tais estudos incluem compostos de fósforo Correll et al. inseticidas. 1999c. 1999]. sólidos ou metais são objetivos que se podem ter no projeto de um sistema de controle de poluição. Redução de herbicidas. [1999] relataram que as excretas de aves contribuíram Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . 1999b. Gramados e arruamentos foram considerados as principais fontes de fósforo. de enxofre [Norton et al. Na legislação ambiental alemã. pois contém significativas concentrações de metais pesados e hidrocarbonetos. [1999a... de nitrogênio [Jaynes et al. and 1999d]. Em estudos de toxicidade na Província de British Colombia. incluindo análises de DBO e DQO. o runoff proveniente de estradas de rodagem deve ser infiltrado no solo para recarga do aqüífero subterrâneo.. Foram coletadas várias amostras de runoff. Canadá. Wisconsin. prata e zinco foram também encontrados em runoff proveniente de estradas de grande circulação em Portugal [Barbosa and HvitvedJacobsen.Estudos de qualidade de água de drenagem podem se centrar em vários aspectos físico-químicos da água de acordo com o interesse de órgãos ambientais. Franca. contribuindo com 80% da carga anual de fósforo na micro-bacia hidrográfica. das 58 amostras de água de chuva tomadas por Bailey et al. Estudos sobre poluição orgânica no rio Sena. Metais pesados como cobre. Waschbusch et al. por águas de drenagem foram conduzidos por Servais et al. [1999] investigaram fontes de fósforo em uma área residencial de Madison. 42 foram consideradas tóxicas para trutas jovens. A presença de zinco e cations bivalentes na água foi indicada como a principal causa da toxicidade.

podem ser significativas fontes poluidoras. enquanto as áreas agrícolas ficam em segundo lugar. ovelhas e cavalos. provenientes da atmosfera. Shiba et al. A interrupção dos sistemas de drenagem por acúmulo de lixo. não é levado em consideração em técnicas rotineiras de dimensionamento de sistemas públicos de drenagem. Foerster [1999] estudou a contribuição das coberturas residenciais para a poluição de águas de drenagem em Bayreuth na Alemanha. o manejo de resíduos sólidos e a drenagem urbana. Especialmente em países em via de desenvolvimento. Dissolução de componentes metálicos dos telhados. Estado de Michigan. mercúrio e PCBs no runoff. Estados Unidos. aquecimento e deposição de partículas poluentes da atmosfera foram indicados como as principais fontes de poluição das águas de escoamento. Isto tem sido causa de vários problemas de inundação especialmente em áreas urbanas brasileiras. [1999] também investigando o papel da deposição atmosférica sobre o runoff urbano concluíram que substâncias químicas presentes na água de chuva. Pode haver a contaminação das águas por patogênicos..mais para o aumento de nutrientes nas águas de escoamento rurais do que de animais de pasto como vacas. embora ocorra freqüentemente. a presença de lixo nos sistemas de drenagem constitui um problema significativo. Essa questão ilustra a inter-relação de três áreas do Saneamento: a saúde pública. [1999] verificaram que as áreas urbanas são as maiores fontes de nitrato recebidas pelo Rio Alabama. o que constitui um problema de saúde pública. Estudos em Detroit. 1999] indicaram que a deposição atmosférica é a principal fonte de massa de cádmio.Recesa . O planejamento integrado do Setor de Saneamento ainda não é 112 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . Basnyat et al. Estados Unidos [Atasi et al.

em área agrícola. dimensionamento de estruturas de controle de cheias. porém deve ser meta a atingir. a contribuição poluidora das águas de chuva pode ser significativa. Países desenvolvidos têm estabelecido crescentes medidas de controle de poluição das águas de drenagem. uma visão diferente daquela das últimas décadas. se a aplicação de pesticidas por unidade de área fosse reduzida em 20%.Recesa 113 . prover dados de entrada para modelos de águas superficiais e subterrâneas. Modelação pode ser utilizada na caracterização de runoff urbano. Como se pode notar pelos exemplos relatados nos parágrafos anteriores. Modelos de Qualidade das Águas de Drenagem Um modelo de qualidade de água de chuva é em geral um programa de computador que usa relações matemáticas para representar ou simular a quantidade e qualidade das águas em uma bacia hidrográfica. Modelos de qualidade de água de drenagem podem ajudar a responder questões do tipo: Qual seria o aumento na concentração de sólidos suspensos na água de chuva conduzida para o rio que drena esta região se um determinado loteamento fosse construído? Ou. enquanto isto reduziria a concentração de pesticidas no reservatório? Modelos de qualidade de água são utilizados para quantificar fontes poluidoras em uma região de acordo com as condições de Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .prática corrente nos municípios brasileiros. É importante que os profissionais vejam as águas de escoamento como potenciais fontes poluidoras. de poluentes e avaliação de custo-benefício das mesmas.

valetas ou canais impermeáveis em condições razoáveis Sarjeta e meio-fio. Se após modelar uma determinada bacia hidrográfica urbana. valetas ou canais impermeáveis em boas condições ou muito inclinados TOTAL 5 2 13 20 60 100 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . por exemplo. As Tabelas 6. Os resultados obtidos nas simulações dão subsídios para a escolha da melhor estratégia de manejo compatível com a região. Utilizando o mesmo modelo poder-se-ia simular quanto plantio de grama nas áreas expostas reduziria a geração de sólidos.4 exemplificam tipos de dados de entrada requeridos pelo modelo de qualidade de água SLAMM.precipitação.Recesa 114 . valetas ou canais impermeáveis em más condições ou pequena inclinação Sarjeta e meio-fio. (2) evaporação. Dados de entrada típicos desses modelos incluem (1) precipitação.3 . além de (7) uso e propriedades do solo.dados de entrada do modelo de qualidade de água de chuva SLAMM aplicado à área urbana de Guelph. desenvolvido pela Universidade do Alabama. (5) coeficientes de transformação e acumulação de poluentes. (6) geometria do sistema de drenagem e estruturas especiais existentes.Descrição do sistema de drenagem . Estados Unidos. uso do solo e sistema de drenagem. Canadá Elementos Percentagem (%) Canais permeáveis gramados Calçadas não pavimentadas Sarjeta e meio-fio. Ontário. Um estudo econômico poderia também responder se os investimentos alocados para uma determinada obra justificariam os benefícios ambientais. (3) temperatura atmosférica. um engenheiro verifica que a principal fonte poluidora de sólidos suspensos nas águas de drenagem provém de áreas não pavimentadas com solo exposto. Tabela 6. pode-se propor gramar essas regiões no sentido de reter a geração de sólidos.3 e 6. (4) cargas poluidoras.

Uso do solo da área em estudo . uso pouco freqüente) Parques (gramados.4 . uso intensivo) Ruas (textura intermediária. uso intermediário) Ruas (textura intermediária. Ontário. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . solo argiloso) TOTAL 14 1 6 4 20 20 10 5 20 100 Modelos podem ser utilizados para se estimar as concentrações de poluentes conduzidos pelo sistema de drenagem para os rios ou estação de tratamento.Recesa 115 . Os possíveis impactos dos poluentes nas águas superficiais e subterrâneas podem ser avaliados. Canadá Área Percentagem de uso do solo (%) Telhados (inclinados. drenados para gramado) Ruas (ligadas à rede pública) Ruas (drenadas para gramado) Calcadas (conectadas à rede pública) Ruas (textura intermediária.Tabela 6. Isto possibilita verificar se os padrões de lançamento de águas residuárias e de qualidade de água nos corpos de água serão atendidos.dados de entrada do modelo de qualidade de água de chuva SLAMM aplicado à área urbana de Guelph. ligados à rede pública) Telhados (inclinados.

relações. ou complexo englobando centenas ou milhares de Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Figura 6. incluindo apenas uma equação.2 . Uma das vantagens da utilização de modelos é que eles podem ser aplicados quando outros tipos de estudos não são possíveis por questões de custo. utilizado em estudo de qualidade de água Fonte: Siqueira (1996) Modelos são capazes de responder questões que seriam impossíveis de ser respondidas apenas com amostragem em campo. O modelo pode ser simples. dimensão ou de complexidade do problema.Recesa 116 .Mapeamento da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte (GO).

4 – Exemplo de resultados da simulação de qualidade de água de chuva (runoff) do modelo SWMM . os modelos de qualidade de água estão associados a um modelo hidrológico e hidráulico. tendo a bacia hidrográfica como referência.Evento de Chuva Figura 6.Recesa 117 .3 .Stormwater Management Model Geralmente. Modelos hidrológicos simulam os processos nos quais a precipitação sobre uma área é convertida em vazão nos corpos de água. A Figura 6. canais ou tubulações. pois a qualidade da água depende da quantidade.2 ilustra o mapeamento da bacia hidrográfica Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .14 Chuva (polegadas/hora) 12 10 8 6 4 2 0 10 20 30 40 50 60 Tempo (minutos) F i gura 6.

Alguns modelos simulam apenas quantidade de água enquanto outros simulam quantidade e qualidade. medidos em estações pluviométricas. Figura 6. concentração contra tempo ou fluxo de massa. Utilizando um modelo de qualidade/quantidade de água como SWMM -Stormwater Management Model [James et al.. Seja a representação de um evento de chuva. com duração de uma hora.do rio Meia Ponte. Observa-se que o pico de concentração de sólidos ocorre enquanto a vazão ainda é pequena. medido na estação pluviofluviométrica de Inhumas. 1999]. podem-se calcular as características de runoff a jusante da área após algumas horas.3. Um estudo de modelação de qualidade de água requer a utilização de dados de precipitação como entrada. firmas de engenharia e consultores. Figura 6. incluindo estações de medição.Recesa . Os resultados da simulação computacionais geralmente resultam em gráficos de vazão contra tempo. Wurbs [1995] identificou em seu livro centenas de modelos de manejo de águas e afirma que sua listagem é apenas uma amostra relativamente pequena de todos os modelos 118 Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . com contribuições de várias instituições como universidades. O desenvolvimento de modelos matemáticos e computacionais para a representação de processos hidrológicos e de qualidade de água tem ocorrido continuamente por muitos anos. conforme Nix [1994]. Neste capítulo são citados dois modelos que simulam qualidade de água de chuva.2. utilizado em um estudo de modelação de oxigênio dissolvido. entretanto. como nesse exemplo que simulou a concentração de sólidos suspensos. Por esta razão há uma vasta gama de modelos disponíveis para os profissionais da área de recursos hídricos.4. SWMM e SLAMM. Estado de Goiás. conforme ilustra a Figura 6.

Até mesmo os modelos mais sofisticados são "incorretos" na representação da bacia hidrográfica e também dos processos de poluição das águas de drenagem. por exemplo. Modelos atuais possibilitam um número imenso de cálculos em um curto espaço de tempo e por isso têm sido utilizados extensivamente em firmas de consultoria e centros de pesquisa. É necessário compreender que a qualidade de águas de drenagem está intimamente relacionada com a quantidade de chuva. É necessário que se examine uma série de diferentes eventos de chuva na escolha do evento de projeto. Os modelos. Embora no dimensionamento de sistemas de drenagem urbana o cálculo se dê para as vazões máximas. Modelos devem ser utilizados cuidadosamente. Os sistemas de medição de chuva têm suas limitações como. os eventos que carreiam maior quantidade de poluentes para os recursos hídricos são eventos que causam pouco runoff. em estudos de qualidade de água este nem sempre é o caso. Erros na representação de um evento de chuva podem ser Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . A maioria dos modelos identificada pelo autor está em domínio público.Recesa 119 . sempre à luz do conhecimento e julgamento. Todo profissional que trabalha com modelos deve reconhecer as limitações dos modelos. Ainda há uma grande incerteza nos resultados obtidos em simulação. por mais complexos que sejam não são capazes de representar todos os processos que ocorrem no sistema real.disponíveis citados hoje pela literatura. Na grande maioria das vezes. quanto à sua distribuição espacial e erros de medição em geral. A escolha do evento de projeto deve ocorrer através da avaliação de registros de chuva de uma longa série temporal.

O termo do inglês é amplamente utilizado na área e significa práticas de manejo otimizadas. Dentre essas técnicas incluem-se: Recuperação e/ou implementação de corredor tampão: A recuperação ou implementação de vegetação ripária e áreas alagadas tem sido uma estratégia amplamente utilizada no controle de poluição dos recursos hídricos por águas de chuva. existem várias tecnologias de tratamento de água de chuva e a melhor é aquela de se aplica a cada situação em particular. Algumas destas práticas estão ilustradas na Figura 6. O uso de sistemas modernos de aquisição de dados de chuva como radares muitas vezes não evita esse problema. Uma combinação de diferentes métodos talvez seja a melhor solução. Os métodos para determinação da qualidade das águas são diferentes de acordo com o poluente em questão.5. traz importantes benefícios para os recursos hídricos. BMPs são medidas de controle para reter e minimizar poluentes produzidos por escoamento superficial.significativos e isto se reflete nos cálculos de qualidade de água. Haberstock [1999] propôs um método para determinação Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . A seleção do método de manejo depende de condições climatológicas. BMPs podem ser estruturais ou não-estruturais. remoção de nutrientes. Controle e Tratamento de Águas de Drenagem As medidas de controle de poluição de águas de drenagem são chamadas de Best Management Practices (BMPs) em inglês. Em verdade. A existência da mata ciliar. assim como das áreas alagadas. retenção do aporte de sólidos.Recesa 120 . dentre eles a estabilidade dos taludes. geográficas e condições econômicas do local. retenção de pesticidas e herbicidas bem como manutenção de vida animal. visto que os próprios radares são calibrados com base em medições de estações pluviométricas no solo.

da largura ótima da mata ciliar para preservação do habitat de salmões. Para isto o autor dividiu a área a ser coberta por vegetação ciliar em diversas zonas. Zona 1, próxima do curso de água, onde não poderia haver nenhum corte. Esta área deveria ter uma largura fixa de aproximadamente 10,5 metros. A área seguinte, Zona 2, teria largura variável onde apenas limitados usos poderiam ocorrer tais como eventual corte de árvores e recreação controlada. A largura total, incluindo as duas zonas, oscilaria entre um mínimo de 22 metros e um máximo de aproximadamente 107m. Uso benéfico das águas de chuva: As águas de chuva podem ser utilizadas para irrigação de áreas livres, regar jardins públicos e privados. Zaizen et al. [1999] descreve um amplo programa de irrigação dos estádios cobertos no Japão com água de chuva coletada em telhados. Educação Pública: Mashiah et al. [1999] cita que o despertar da consciência pública para os impactos causados pela água de chuva é um importante componente de uma ação efetiva de manejo das águas de drenagem. Siqueira e Mendonça [1998] descrevem um programa de educação ambiental desenvolvido em Goiânia, que tem como objetivo reconhecer e ampliar a consciência de adolescentes sobre a importância dos sistemas de drenagem urbana e sobre destinação das águas de chuva.

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Figura 6.5 - Mecanismos de poluição e controle de águas de drenagem Fonte: Modificado de Pitt (2000)

Controle de resíduos sólidos: Armitage e Rooseboom [1999] investigaram a eficiência de mecanismos de captura de resíduos sólidos em sistemas de drenagem urbana na África do Sul. Os autores investigaram várias estruturas para captura de resíduos (e.g. sistemas de gradeamento). Eles concluíram que uma vez no sistema de drenagem, os resíduos sólidos são difíceis de ser removidos. Dentre os sistemas investigados, o sistema de telas inclinadas auto-limpantes foi considerado o melhor método para retenção de resíduos sólidos em tubulações e cursos de água. Limpeza pública: O gerenciamento do lixo urbano através da coleta, tratamento e disposição final adequada minimiza cargas poluidoras além evitar os problemas acarretados pelo lixo no transporte das águas de drenagem comuns em áreas urbanas.
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Gradeamento e Desarenadores / Remoção de partículas sólidas: A construção de sistemas de gradeamento seguidos de desarenadores ao longo de interceptores e emissários de água de chuva tem sido prática comum para remoção de partículas sólidas em vários países. Em áreas onde há disponibilidade de espaço, os desarenadores podem ser lagoas de sedimentação. Grey et al. [1999] relata sobre a importância destes sistemas no controle de flotáveis em Nova Iorque onde há aproximadamente 130.000 destes sistemas em 770 km2. Os autores concluíram que gradeamento seguido de desarenadores tem um importante papel no controle de materiais flotáveis, com uma remoção da ordem de 70-90%. Waschbusch [1999] avaliou por 9 meses o desempenho de uma estação de tratamento de águas de drenagem em Madison, Wisconsin, Estados Unidos, incluindo 45 eventos de chuva. A eficiência de remoção ficou na casa de 33% de sólidos suspensos, 17% de fósforo, 25% a 34% de metais pesados. Canais naturais gramados e faixas verdes gramadas: Amplamente utilizados na América do Norte, estes são sistemas de infiltração das águas de chuva durante transporte e na destinação final. Ao invés de utilização de tubulação, estes sistemas permitem diminuição do volume de água conduzido às ETEs e, também, a redução de poluentes. Mendez et al. [1999] avaliaram por 18 meses a eficiência de faixas verdes gramadas na remoção de sedimentos e nutrientes. Eles verificaram uma redução de 42% a 90% de sedimentos e de 20% a 83% de nutrientes. Filtração / Absorção: A filtração, assim como para o tratamento de águas residuárias domésticas e industriais, é uma tecnologia que tem sido utilizada no tratamento de águas de drenagem. Sansalone [1999] conduziu testes detalhados em uma trincheira de exfiltração para o tratamento de runoff em Cincinnati, Ohio, Estados Unidos. O tratamento ocorreu por processos de filtração e absorção e a
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Uma avaliação dos riscos de contaminação das águas subterrâneas deve ser feita na aplicação desta tecnologia. Texas. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .5. Infiltração no solo: A água contendo poluentes.Desempenho de filtros de areia para tratamento de águas de chuva da cidade de Austin.remoção da massa de poluentes freqüentemente excedeu a 80% durante o período em que os estudos se desenvolveram. Os sistemas de tratamento por infiltração de águas residuárias têm sido muito empregados têm várias vantagens como altas taxas de remoção de poluentes e baixo custo de construção e manutenção. Estados Unidos Poluente Coliformes fecais Sólidos suspensos totais Nitrogênio total Nitrogênio total (Kjedahl) Fósforo total DBO Carbono orgânico total Ferro Chumbo Zinco Urbonas [1999] descreve Eficiência de Remoção 76 70 21 46 33 70 48 45 45 45 detalhadamente as técnicas de dimensionamento de filtros de areia para o tratamento eficaz de águas de chuva. é filtrada e também sofre ação biológica de decomposição removendo grande parte dos poluentes. Uma avaliação do desempenho de filtros de tratamento de águas de drenagem na cidade de Austin. Estados Unidos é ilustrada na Tabela 6.5 . Pavimentos porosos: A utilização de pavimentos porosos em instalações públicas e privadas. além de possibilitar infiltração. ao percolar pelo solo. Tabela 6.Recesa 124 .

reduz a quantidade de poluentes conduzidos para o solo e águas subterrâneas. A capacidade dos pavimentos porosos de infiltrar grandes quantidades de água. estes devem ser trocados periodicamente. Em municípios como a Cidade de Goiás. Removedor de óleos e graxas: Os sistemas de remoção de óleos e graxas funcionam baseados no princípio de que óleos e graxas têm densidades menores do que a água e tendem a permanecer na superfície. Eles podem ser colocados ao longo do sistema de drenagem ou no final da rede. Nestas lagoas há a deposição de sedimentos e também degradação de compostos orgânicos. antiga capital do Estado de Goiás. nos casos em que haja filtros associados.diminuindo a quantidade de água conduzida aos sistemas públicos. especialmente quando comparados com asfalto foi confirmada por Booth e Leavitt [1999] em instalações experimentais. Lagoas de Detenção: As lagoas de detenção são utilizadas tanto na atenuação de vazões de pico como no tratamento de resíduos. Esta tecnologia requer manutenção temporária para remoção do material da superfície e. são obrigatórios. Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento . uma boa solução do ponto de vista ambiental são as pedras porosas que constituem o pavimento da área urbana central. semelhante a uma caixa de gordura residencial. Em algumas instalações. se comparado com o asfalto. como postos de gasolina.Recesa 125 .

Anotações Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 126 .

Anotações Águas Pluviais Urbanas – Curso Básico de Hidrologia Urbana Guia do profissional em treinamento .Recesa 127 .

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