História das Artes 3º ano, 2ºmódulo Maria Luís Cardoso nº786 11/06/2010

a) No final do século XIX e inicio de século XX existem movimentos que se podem chamar de vanguarda. Foram artistas que criaram movimentos que procuravam passar ideais e mensagens, estes movimentos tinham um comportamento próximo aos partidos políticos. Estes artistas guiavam a cultura e os pensamentos dos seus tempos e estando de certa forma à frente deles. Um artista que pode ser considerado o grande mestre da arte contemporânea é o “senhor” Marcel Duchamp, este artista desde novo procurou expressar-se através da pintura, foi estudante de artes visto que pertencia a uma família com possibilidade de torna-lo estudante. Começou a sua carreira como artista criando pinturas de inspiração impressionista, expressionista e cubista. Este percurssor da arte conceptual, foi o criador do ready-made, ou seja: “Desinventar objectos. O pente por exemplo. Dar ao pente funções de não pentear. Até que ele fique à disposição de ser uma begonia. Ou uma gravanha.” Duchamp defende quem termina a obra de arte é o espectador. No movimento Dada as suas obras eram uma forma de provocação e de espalharem os seus ideais. O Dadaísmo usa processos artísticos tradicionais e è dessacralização da obra de arte. O artista já não é necessariamente, quem faz mas, sobretudo, quem pensa. A obra de arte já não é um objecto único e virtuoso, mas sim qualquer objecto do quotidiano, descontextualizado da sua função habitual e apropriado pelo artista. Outra fase relevante para as radicalizações técnicas dos artistas, é o expressionismo abstracto. Como exemplo o artista Jackson Pollock foi famoso pela sua técnica de “driping”,esta forma de trabalhar era colocar a tela no chão de forma a sentir-se dentro da tela e pingava a tinta sem usar pincéis, os pingos escorrem de forma a fazer traços que se entrelaçam harmoniosamente a superfície da tela estes artistas tinham o seu atlier e ficavam isolados a fazer as suas telas e a exprimir sentimentos e pensamentos de uma forma abstracta. Com Pollock dá-se o auge da pintura da acção (action painting). Esta arte tem uma esfera do inconsciente, saõ signos do prolongamento do seu interior. Como referencia da arte contemporânea temos também o coreografo Merce Cunningham, para ele dançar é o movimento no espaço, ele procurava quebrar hierarquias das diferentes artes artísticas, todas as pessoas em cima do palco são solistas, bem como qualquer parte do corpo pode ser solista. Ele fez um projecto com John Cage musico vanguardista que dizia 1

Pois ele usa a serigrafia que permite a partir de um só desenho fazer vários em série. tal como os outros movimentos que falei usa a deslocação de percepções e a mistura da arte com a vida. Não há possibilidade de definição precisa.Com vários movimentos e acontecimentos a passarem-se nos anos 60 como a guerra do Vietname. multiplicam-se os “centros de história” e assiste-se à construção de narrativas diversas. os locais são diversos pode ser uma galeria ou museu. o slogan “desaparece objecto. dos museus ou das galerias. a pop art começou a tomar forma no final da década de 1950. Este artista reinventa a Pop-Art. ou seja ao acaso. Elvis Presley. pintura. “sem a mediação” dos críticos. “A performance é a vanguarda da vanguarda. teatro. passaram a transformá-los em tema de suas obras. dança. Ele usa motivos comerciais. lata e garrafa da coca-cola. Além das serigrafias Warhol também se utilizava de outras técnicas. a Performance inscrevem-se na sensibilidade da relação directa com a vida com o publico. assim fazendo a arte e a vida um só. Não há local especifico para o acontecimento da performance e do happening. A Performance e o Happening são um cruzamento das varias artes e conhecimentos variados. da fotografia. arquitectura. Os artistas consideravam imoral continuarem a trabalhar na tranquilidade dos seus estúdios e os estudantes da escola de belas artes de Paris usam. Che Guevara.” Aqui temos associação aos movimentos artísticos anteriores. A Pop-Art é seguidora das tendências conceptuais. As fronteiras entre meios artísticos diluemse. Quando Andy Warhol decide pegar em objectos e produtos do quotidiano como a lata de sopa da Campbel. conceitos da publicidade em suas obras. da banda desenhada. em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Era a volta a uma arte figurativa. As identidades afirmam-se. Allan Kaprow foi um dos fundadores do conceito Happening. A arte agora desloca-se em todos os territórios. A sua técnica também passa a ideia da comercialização e produção em série. Ela move-se livremente em várias disciplinas e meios – literatura. Apesar dos antecedentes. do cinema e da publicidade. raciais e homossexuais. teatro. Nos meados do século XX os museus começam abrir portar à Performance. Esta arte têm raízes no Dadaísmo de Marcel Duchamp. Sua iconografia era a da televisão. vídeo e outros. O happening encontra-se contextualizado dentro da performance mas radicaliza-se. pode ter um guião ou não. Toda estas novidades traduz-se numa redefinição de conceitos aos mais vários níveis e num desejo de quebra de hierarquias. café. afirma-se nos anos 70. como a colagem e o uso de materiais descartáveis. não usuais em obras de arte. o Maio de 68 e os movimentos feministas. o espectador é quem termina a obra de arte. Todos os temas são possíveis e os materiais e técnicas infinitas. Pois pede a intervenção do espectador. Liz Taylor. Ele apropriou-se daquilo 2 . poesia. no Maio de 68. usando-os em qualquer combinação. acção acontetecer na rua. bar ou rua. Os artistas que praticam esta forma artística é o resultado de artistas com sede de ruptura impacientes das limitações da forma de arte tradicional. quando alguns artistas. após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos. Marilyn Monroe. musica.

local de repouso. ironicamente podemos considerar essa a sua definição. que trabalhamos. hoje em dia estamos saturados disso. por vezes usar objectos para coisas que aquele objecto não sirva mas dando-lhe essa função ele também funciona.I. Pois o espectador no teatro sabe que não é real. E focando também aquilo que conceptualmente quero transmitir. E já não se movem imensas massas juntas que realmente consigam funcionar e fazer a diferença. criaram a possibilidade de nós continuarmos a radicalizar e a manifestar ideais. Na minha vida de estudante e trabalhos que já fiz. na arquitectura temos o exemplo do Siza Vieira que as suas formas estéticas são consideradas minimais. Eu acredito que vivemos no mundo da imagem e desde sempre o homem teve referencias de símbolos. não estudei não sei perifericamente mas concluo que seja causada por enorme carga de símbolos e imagens. Tudo isso é novo e inquietante a arte reflecte isso naturalmente. todos eles são o reflexo do que vai na minha mente e na minha vida. mas através de um símbolo ou imagem e com o uso da imaginação seja visível e percebível a ideia. Por exemplo sei que a avenida dos Aliados foi quase toda coberta de calçada e quase jardim nenhum. Agora a aparência vale mais do que o conteúdo.P. O individualismo que se foi ganhando agora é tão absoluto que cada um olha para o seu umbigo.P. ou apenas exprimir o que pensamos. Notasse isso em muitos artistas deste século. mas sim deixar a imaginação do publico acreditar-se que aquilo é um albergue. criar algo que não seja real. Penso que desde uma certa época o mundo tornou-se um grande ciclo vicioso. não queremos criar um albergue tal como a realidade. e no nosso século usa-se muito o conceito do minimalismo.A. Em muitos projectos de cenografia que fiz tento usar o ready-made.b) A arte do século XX é quase indefinível. abriram o caminho. agora começa-se a descobrir a forma do estranho do subconsciente. considero que desloca-mos a percepção do espectador a tornar um armário numa cama. Todos estes artistas que referenciei e outros mais. O meu trabalho consiste em 3 . Quando estudei estes artistas muitas vezes identifiquei com o modo de agirem. ícones. aposto no pensamento porque a partir dele consigo demonstrar ideias mais elaboradas. e vontade de modificar aquilo que é injusto. Neste século XXI existe tanta mas tanta coisa. Ao mesmo tempo sinto que o facto de agora para a nossa P. Não só é a ciência a modificar formas exteriores da vida. Por vezes não somos só nós que pensamos as coisas mas se não partilhar-mos às vezes não descobri-mos quem possa pensar de igual forma. para proporcionar aos habitantes da cidade se manifestarem ou a câmara do porto ou outra autoridade puder organizar e ter um espaço amplo que abranja muita gente. o Actor dormia num armário. E o espaço para um maior uso do homem. até se assumem grupos de pessoas pela forma de elas se vestirem ou se agirem. os desejos e os medos. Considero que muitos dos trabalhos que faço têm menos valor estético e mais conceptual. Por exemplo no W. mas a sua mente automaticamente assume o que está a ver como realidade e interessa-se pela acção. Neste momento eu sinto que a minha geração é uma grande massa de conformistas. Isso faz sentido porque vivemos num mundo que estamos em constante mudança.

e muitos participam. Um bom exemplo do nosso século no que toca a mistura da arte com a vida são os Flashmob que geralmente são concretizados na rua. Dadaísmo 4 . Para mim este tipo de intervenção faz sentido porque nós já somos sociedades tão grandes que as pessoas já não comunicam entre si. porque temos coisas cá dentro que têm de ser exploradas. porque antes de conhecer os seus pensamentos já tinha algo deles dentro de mim. Já há premissas para concretizar o que queremos com o nosso tempo. ou limitamo-nos a comunicar e a cumprimentar os conhecidos. musica. Pode ser através da pintura. mas todos fazem a mesma coreografia é um dos exemplos mais divertidos e que causa confusão ao publico. Imagens: Marcel Duchamp e a “fonte”. Um Grupo de dançarinos que aparentemente são pessoas normais.De forma geral considero-me herdeira das ideias dos senhores que estudei. Ao longo da vida nas viajens que fazemos deparamo-nos com coisas. Todos nós devíamos criar e utilizar parte do nosso tempo a produzir arte. já temos oportunidade e ideias infinitas agora é por mãos à obra e expandir o nosso conhecimento. que não têm propriamente explicação mas está dentro de cada um de nós. penso que se pode considerar um movimento que é o futuro do happening e da performance. agora as coisas podem não criar tanto impacto mas se tiverem integridade funcionam. momentos e pessoas que nos fazem sentir determinadas coisas. È uma forma de as pessoas sorrirem umas para as outras. e temos a possibilidade de viajar no nosso imaginário. partilharem da animação e admiração que estas intervenções criam e descarregar o stress da cidade do trabalho e do tempo. O ser-humano pode seguir a sua intuição somos dotados para isso. gestos. escrita. anteriormente não havendo essa possibilidade era tudo mais chocante e radical.

Jackson Pollock Merce Cuningham 5 .

Performance Happening e Karl Kaprow 6 .

7 .

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