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1. INTRODUÇÃO O ordenamento jurídico possui uma responsabilidade compartilhada entre o Estado e os cidadãos na proteção e preservação do meio ambiente.

Pensar sobre o direito ambiental importa em refletir sobre o solo da vida - o ambiente em seus infinitos ecossistemas e correlações, em cuja totalidade insere-se a vida humana. É sobre a base da natureza que o homem desenvolve sua atividade cultural, segundo certos valores, na busca de múltiplos objetivos, cuja a multiplicidade de fatos constitui a História. A experiência jurídica é experiência histórico-cultural, em cuja realização o homem altera aquilo que lhe é "dado", alterando-se a si próprio. Para que a reflexão sobre o direito possa ser convincente, há que situá-lo onde se encontra no processo histórico global, sem cortes epistemológicos artificiais, considerando-o criticamente, mediante a sua permanente valoração. Não pode a pretensão científica do direito sobrepor-se à sua funcionalidade nem tolher a aferição de sua razoabilidade. É preciso buscar recuperar o sentido do discurso jurídico, apreendendo todas as suas manifestações, e não apenas de algumas dentre elas, previamente eleitas e determinadas. É a partir destes pressupostos que conduziremos nossas reflexões sobre o direito ambiental e bem ambiental.

Este trabalho, por óbvio, não tem a pretensão de esgotar o assunto, mas sim, tão somente, de delimitar uma problemática de efeitos funestos à sociedade brasileira, que, de certa forma, ante a inoperância estatal, começa, perigosamente, a não se importar numa visão coletiva, com a existência ou não de direitos fundamentais, necessitando ser mobilizada para o real exercício da cidadania, mediante ações educativas e coordenadas, principalmente, por entidades organizadas da sociedade civil.

2. PRESERVAÇÃO AMBIENTAL O Direito Ambiental surge como uma resposta à necessidade, cada vez mais sentida, de pôr um freio à devastação do ambiente em escala planetária, embalada por duas ideologias: a do progresso, derivada do racionalismo iluminista, e a do desenvolvimento econômico, concebida no chamado Primeiro Mundo, ambas arrimadas na concepção mecanicista da ciência, a qual, mercê dos êxitos tecnológicos que propiciou, mudou rapidamente a compreensão e a mesma face do mundo. Assim sendo discutiremos sobre o compartilhamento da responsabilidade de maneira o mais ampla possível.

3. CONTEXTO HISTÓRICO A preocupação da comunidade internacional com os limites do desenvolvimento do planeta datam da década de 60, quando começaram as discussões sobre os riscos da degradação do meio ambiente. Tais discussões ganharam tanta intensidade que levaram a ONU a promover uma Conferência sobre o Meio Ambiente em Estocolmo (1972). No mesmo ano, Dennis Meadows e os pesquisadores do "Clube de Roma" publicaram o

O estudo concluía que. foi bem aceito pela comunidade internacional. provocando uma repentina diminuição da população mundial e da capacidade industrial. o Dag-Hammarskjöld. a Comissão Mundial da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED). A ONU voltou a participar na elaboração de um outro relatório. programas de educação. Outra contribuição à discussão veio com a Declaração de Cocoyok. mantidos os níveis de industrialização. elaboração de um sistema social que garanta emprego. inclusive ligando a superação da pobreza nestes últimos ao crescimento contínuo dos primeiros. O estudo recorria ao neo-malthusianismo como solução para a iminente "catástrofe". Esta teoria referia-se principalmente às regiões subdesenvolvidas. há também um máximo. mais conhecido por relatório Brundtland. afirmando que as potências coloniais concentraram as melhores terras das colônias nas mãos de uma minoria. no máximo. poluição. O relatório não apresenta as críticas à sociedade industrial que caracterizaram os documentos anteriores. Os países industrializados contribuíam para esse quadro com altos índices de consumo. que também gerava a destruição desenfreada dos recursos naturais. participação da população envolvida. Os caminhos do desenvolvimento seriam seis: satisfação das necessidades básicas. Em 1973. Para a ONU. o canadense Maurice Strong lançou o conceito de eco-desenvolvimento. No ano de 1987. apresentou um documento chamado Our Common Future. demanda crescimento tanto em países industrializados como em subdesenvolvidos. Foram os debates em torno do eco-desenvolvimento que abriram espaço ao conceito de desenvolvimento sustentável. das Nações Unidas. com colaboração de políticose pesquisadores de 48 países. segurança sociale respeito a outras culturas. cujos princípios foram formulados por Ignacy Sachs. em 1975. preparado pela fundação de mesmo nome. produção de alimentos e exploração dos recursos naturais. preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. com uma justificativa ecológica). As reações vieram de intelectuais do Primeiro Mundo (para quem a tese de Meadows representaria o fim do crescimento da sociedade industrial) e dos países subdesenvolvidos (já que os países desenvolvidos queriam "fechar a porta" do desenvolvimento aos países pobres. O relatório diz que "desenvolvimento sustentável é desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades". não há apenas um limite mínimo de recursos para proporcionar bem-estar ao indivíduo. presidida por Gro Harlem Brundtland e Mansour Khalid. o limite de desenvolvimento do planeta seria atingido. forçando a população pobre a usar outros solos. envolvendo uma crítica à sociedade industrial. promovendo a devastação ambiental. em 100 anos. solidariedade com as gerações futuras. O Relatório Dag-Hammarskjöld completa o de Cocoyok. Os dois relatórios têm em comum a exigência de mudanças nas estruturas de propriedade do campo e a rejeição pelos governos dos países industrializados. . Assim.estudo Limites do Crescimento. A declaração afirmava que a causa da explosão demográfica era a pobreza.

perda de biodiversidade são algumas das questões a serem resolvidas por cada uma das nações do mundo. muitos países deixaram de ignorar as relações entre desenvolvimento sócioeconômico e modificações no meio ambiente. armazenamento e transporte de resíduos perigosos. Esse relatório apresentou o conceito de desenvolvimento sustentável . acidentes nucleares. O modo como se dá o crescimento econômico.A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. É necessário introduzir um nova abordagem decorrente da compreensão de que a existência de uma certa qualidade ambiental está diretamente condicionada ao processo de desenvolvimento adotado pela nações. A degradação ou destruição de um ecossistema compromete a qualidade de vida da sociedade. A destruição da camada de ozônio. pois de fato trata-se de mero crescimento econômico. determinado pelo modo comoa sociedade apropria-se e utiliza os recursos naturais. Natureza. pois não diferem quanto à estrutura. Não é possível pretender resolver os problemas ambientais de forma isolada. que forçou a retirada dos cronogramas para a eliminação da emissão de CO2 (que constavam do acordo sobre o clima) e não assinou a convenção sobre a biodiversidade. em 1992. 4. uma vez que reduz os fluxos de bens e serviços que a natureza pode oferecer à humanidade. . as discussões foram ofuscadas pela delegacão dos Estados Unidos. um desenvolvimento centrado no crescimento econômico que relegue para segundo plano as questões sociais e ignore as aspectos ambientais não pode ser denominado de desenvolvimento.Tratado e Convenção podem ser usados como sinônimos. comprometendo o meio ambiente. alterações climáticas. desertificação. seguramente prejudica o próprio crescimento. poluição atmosférica. terra. realizada no Rio de Janeiro.Declaração serve para proclamar princípios de Direito Internacional ou para esclarecer e interpretar algum ato internacional anterior). mostrou um crescimento do interesse mundial pelo futuro do planeta. segundo suas respectivas especificidades. Entretanto. no Manual de Direito Internacional Público (1): . Entretanto. Em 1987 a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas apresentou ao mundo um relatório (denominado de Relatório Brundland) sobre o tema desenvolvimento. Logo.Segundo Hildebrando Accioly. pressão populacional sobre os recursos naturais. ele tem força de lei. a complexidade dos problemas ambientais exige mais do que medidas pontuais que busquem resolver problemas a partir de seus efeitos. poluição hídrica. A grande maioria das nações do mundo reconhecem a emergência dos problemas ambientais. espaço devem compor o processo de desenvolvimento como elementos de sustentação e conservação dos ecossistemas. A questão ambiental deve ser tratada de forma global. ignorando ou desconhecendo suas causas. Para os Estados que assinam o tratado. considerando que a degradação ambiental é resultante de um processo social. COOPERAÇÀO DE ESTADO COM O CIDADADÃO NA PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A partir das últimas décadas a questão ambiental tornou-se uma preocupação mundial. pois inviabiliza um dos fatores de produção: o capital natural.

No processo de implementação do desenvolvimento sustentável a educação ambiental torna-se um instrumento fundamental. do comportamento das pessoas. mas . Uma das formas de levar educação ambiental à comunidade é pela ação direta do professor na sala de aula e em atividades extracurriculares. tendo sua sede em Nairobi capital do Quenia. portanto. e de suas decisões individuais. social e ambiental é estável e equilibrado garantindo melhor qualidade de vida para as gerações presentes e futuras. pois buscaram desenvolver em seus alunos hábitos e atitudes sadios de conservação ambiental e respeito à natureza transformando-os em cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro do país.além de afirmar que um desenvolvimento sem melhoria da qualidade de vida das sociedades não poderia se considerado como desenvolvimento. Pode-se considerar. pesquisas e debates. buscando transformar essas pessoas em indivíduos que participem das decisões sobre seus futuros. b-) A Declaração da ONU foi assinada por mais de 113 países e seu artigo 19 traz as considerações sobre a educação em questões ambientais como já haviamos salientado anteriormente. É certo que a implementação do desenvolvimento sustentável passa necessariamente por um processo de discussãoe comprometimento de toda a sociedade uma vez que implica em mudanças no modo de agir dos agentes sociais. ressaltando que a data da Conferência originou o Dia Mundial do Meio Ambiente ± 5 de junho. pautadas sob no relatório do clube de Roma. O relatório Brundland definiu desenvolvimento sustentável como um desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as suas. a refletir e criticar as ações que desrespeitam e. trabalhos escolares. os alunos poderão entender os problemas que afetam a comunidade onde vivem. Através de atividades como leitura. desenvolvimento sustentável como o desenvolvimento que tratando de forma interligada e interdependente as variáveis econômica. exercendo desse modo o direito a cidadania torna-se instrumento indispensável no processo de desenvolvimento sustentável. Os professores são a peça fundamental no processo de conscientização da sociedade dos problemas ambientais. muitas vezes. destroem um patrimônio que é de todos. Os três aspectos principais da Conferência podem ser assim enumerados: a-) Criação de um organismo chamado PNUMA (Programa das Nações Unidas) que está vinculado diretamente a ONU. O sucesso das ações que devem conduzir ao desenvolvimento sustentável dependerá em grande parte da influencia da opinião pública. Logo. c-) E a criação do PIEA (Programa Internacional de Educação Ambiental) que só teve maior expressão após a formulação dos seus princípios na Conferência de Belgrado. pois aqueles que lidam com a educação devem conhecer e difundir os três principais resultados das discussões realizadas na Conferência de Estocolmo. a educação ambiental que tenha por objetivo informar e sensibilizar as pessoas sobre os problemas (e possíveis soluções) existentes em sua comunidade. Mesmo considerando que existe certo interesse pelas questões ambientais há que reconhecer a falta de informação e conhecimento dos problemas ambientais.

aquela constituída sob as leis do País e com sede e administração neste. de fato e de direito. 5. diante da infinidade de novas situações jurídicas que se apresentam. mesmo porque o direito não é estanque. No campo tecnológico. E saindo do prisma dos tratados e conferências é necessário que se faça uma avaliação sob o ponto de vista constitucional. independentemente de autorização de órgãos públicos. salvo as casos previstos em lei. São princípios da ordem econômica: soberania nacional. aliás existente no Pais há algumas décadas. pois. aquela cujo controle efetivo esteja. em caráter permanente. À empresa de capital nacional a legislação poderá conceder proteções e benefícios especiais temporários para desenvolver atividades estratégicas para a defesa nacional ou imprescindíveis ao desenvolvimento. A todos é assegurado o exercício de qualquer atividade econômica. a declaração liberal. O MEIO AMBIENTE E A QUESTÃO CONSTITUCIONAL Este foi um dos mais polêmicos títulos ao longo do processo constituinte. do poder decisório. na forma regulada em lei. e empresa brasileira de capital nacional.já podemos adiantar que se trata de uma continuidade. livre concorrência. e segundo os costumes e a convivência entre os componentes certamente surgiram novas situações que precisam ser regradas em alguns casos e protegida em outros. a qual limita a remessa de lucros. sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no Brasil ou de entidades de direito público interno. ou uma ampliação do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). . De imediato é feita a distinção entre empresa brasileira. tendo por fim assegurar a todos a existência digna. que marca o texto constitucional na dimensão sócio-econômica. (2) Declara a Constituição que a ordem econômica é fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. a concepção de controle poderá ser estendida às atividades de tecnologia da empresa. com. Define-se que o controle efetivo é a titularidade da maioria do capital votante e o exercício. propriedade privada. Da Política Agrícola e Fundiária e Da Reforma Agrária (184 a 191) e Do Sistema Financeiro Nacional (192) distribuídos na Constituição Federal. defesa do consumidor. conforme os ditames da justiça social. busca do pleno emprego e tratamento favorecido às empresas brasileiras de capital nacional de pequeno porte. mas sim a têm nos costumes como um dos princípios do direito. preocupações sociais. O investimento estrangeiro será também regulado pela legislação. função social da propriedade. pois a proteção dada pela Constituição Federal ao meio ambiente ainda é pequena. defesa do meio ambiente. Está organizado em quatro capítulos: Dos Princípios Gerais da Atividade Econômica (artigo 170 a 181). O poder público dará tratamento preferencial à empresa de capital nacional na aquisição de bens e serviços. Repete-se aqui. da Política Urbana (182 e 183). redução das desigualdades regionais e sociais.

A pesquisa. A pessoa jurídica passará a ter responsabilidades e punições. O petróleo. Estas serão responsáveis privativas pela navegação de .e as empresas públicas. Serão brasileiros. O mesmo com relação à refinação. garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. o controle do abuso do poder econômico e as manobras que visem controlar mercados ou eliminar a concorrência de parte das empresas privadas. além da responsabilidade individual dos dirigentes. A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais energéticos somente podem ser feitos por brasileiros ou empresas de capital nacional. O ato cooperativo entre a entidade e seu filiado terá tratamento tributário especial. a política tarifária e a obrigação de manter serviço adequado. A atividade garimpeira será organizada em cooperativas.segurança nacional ou relevante interesse coletivo . industrialização e comércio de minérios e minerais radioativos são também monopólio da União. é garantido. Os recursos minerais e os potenciais de energia elétrica constituem propriedade distinta do solo. O Estado é proclamado agente normativo e regulador da atividade econômica. ao transporte marítimo e às atividades de risco na exploração do petróleo. enriquecimento. lavra. proprietários. levados em conta os acordos internacionais e algumas regras já fixadas no texto constitucional. As autorizações serão por prazo determinado e não poderão ser cedidas sem prévia autorização da União. e são bens da União para efeito de exploração e aproveitamento. os armadores. No caso de aproveitamento de potencial energético renovável de capacidade reduzida não haverá necessidade de autorização. o gás natural e os hidrocarbonetos fluidos continuam monopólio estatal. A Constituição regula a prestação de serviços públicos diretamente através do Estado ou sob regime de concessão ou permissão. sendo este último determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. E o cooperativismo de crédito. exercendo fiscalização. inclusive quanto à parte tributaria e trabalhista. O cooperativismo será estimulado pela lei. sociedades de economia mista e entidades estatais que explorem atividades econômicas sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. O proprietário do solo terá participação no resultado. à importação ou exportação. Legislação disporá sobre o regime de concessões e permissões e o caráter especial dos contratos a respeito. reprocessamento. incentivo e planejamento. nos atos praticados contra a economia popular e a ordem econômica.A exploração direta da atividade econômica pelo Estado sofre limitações . por exemplo. comandantes e pelo menos dois terços dos tripulantes de embarcações nacionais. que chegou a sofrer severas restrições em passado recente. sobre os direitos dos usuários. Regra transitória excepciona os contratos de risco em vigência na data da promulgação e as refinarias que existiam quando foi implantado o monopólio. Os transportes serão objeto de uma legislação especifica. Legislações estão previstas para regular o relacionamento da estatal com a sociedade.

É importante ressaltar que se trata de conceito chave para a construção da proteção ambiental internacional. Após esse panorama geral. pois vai influenciar negativamente a economia na maior parte dos seus seguimentos seja educacional. a linha principal o fito deste artigo seguirá o disposto no art 170. e mesmo que essa questão seja passível de discordância. E se o desenvolvimento da humanidade não for sustentado pelo meio ambiente o caos estará formado. à segurança e também à propriedade privada. nada é inesgotável. das condições de participação do capital estrangeiro neste tipo de empresas. porém como será exposto no decorrer do trabalho. punida pela lei. VI (defesa do meio ambiente) e por extensão VII da Constituição Federal (redução das desigualdades regionais e sociais). mas com a avaliação do risco de dano ambiental como fundamento para a instituição de medidas positivas ou negativas. e o desenvolvimento sustentável. por todas as esferas de governo. e a justificativa é simples. E desta feita as considerações sobre o Título VII da Ordem Econômica e Financeira. ultrapassar este limite será conceituado como crime de usura e. a importância de sua proteção e uma legislação mais severa sobre os crimes ambientais. Documentos ou informações comerciais requisitados por autoridade estrangeira a pessoa física ou jurídica nacional somente serão fornecidos com autorização do poder competente. ninguém poderá afirmar que o homem sobreviveria sem apoiar se no meio ambiente sem retirar dele matéria prima para transformá-la em todas as benesses que nos cercam. É vedado que se utilize da incapacidade econômica para que se postergue ou mesmo não se lance mão de medidas orientadas à prevenção da ameaça de agressividade ao . e dos estabelecimentos de seguro e capitalização. à igualdade das pessoas. seja no tocante a saúde. evitar e combater os riscos que ameaçam o meio ambiente. O turismo deverá ser incentivado. às microempresas e às empresas de pequeno porte. como tal. da criação de fundo de garantia dos depósitos e aplicações populares. As taxas de juros reais não poderão ser superiores a cobrança estipulada pelo Governo. para solucionar os problemas ambientais e para o bem comum da humanidade". pois baseados em conceitos antropológicos o homem é fruto de meio. principalmente quando falamos em meio ambiente. E previsto tratamento especial. devem ser utilizadas a ciência e a tecnologia para descobrir. do funcionamento e atribuições do Banco Central. A Declaração da ONU sobre o Meio Ambiente consigna em seu Princípio 17 (3): "Como parte de sua contribuição ao desenvolvimento econômico e social. traz uma reflexão mais efetiva sobre a valia do ambiente. segundo os parâmetros constitucionais e grifos pessoais. das restrições à transferência de poupança das regiões de menor renda e do funcionamento das cooperativas de crédito. As autorizações para agências bancárias e financeiras não mais serão comercializadas.cabotagem e interior. O sistema financeiro nacional será organizado por uma lei complementar que tratará da autorização para o funcionamento das instituições financeiras. que já não opera com o instituto da prevenção do dano.

para as gerações presentes e futuras". segundo certos valores. 37 da Constituição Federal. sociológica e filosófica. pressuposto de participação do homem nos processos de decisão política em matéria ambiental.no processo histórico global -. 225. É sobre a base da natureza que o homem desenvolve sua atividade cultural. o qual deve sempre possibilitar sua crítica racional (Filosofia do Direito). que cabe diferençar quando se fala do direito: perspectiva científico normativa. Pensar sobre o direito ambiental importa em refletir sobre o solo da vida . Como escreve Elías Díaz. indispensável. previamente eleitas e determinadas. na busca de múltiplos objetivos. cit. p. O homem tem o direito fundamental à liberdade. em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar. "não se entende plenamente o mundo jurídico se o sistema normativo (Ciência do Direito) se isola da realidade social em que nasce e a que se aplica (Sociologia do Direito) e do sistema de legitimidade que o inspira. que será obrigatoriamente discriminada e diferenciada em atenção à maior ou menor possibilidade do emprego de tecnologia adequada. mostra-se a ordem jurídica como fruto necessariamente impuro da vida de relação. a vinculação à capacidade econômica estatal. à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas. apreendendo todas as suas manifestações. considerando-o criticamente. e é portador solene da obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente. É no custo ambiental da medida que será sim.patrimônio ambiental. A terminologia utilizada pelo professor Paulo Bonavides (4)(ob.. 364/371). É preciso buscar recuperar o sentido do discurso jurídico. destas três dimensões. deverão nortear-se em padrões transnacionais. refletindo seus confrontos de interesses e de .o ambiente em seus infinitos ecossistemas e correlações. Não pode a pretensão científica do direito sobrepor-se à sua funcionalidade nem tolher a aferição de sua razoabilidade. A experiência jurídica é experiência histórico-cultural. e não apenas de algumas dentre elas. em cuja realização o homem altera aquilo que lhe é "dado". sem cortes epistemológicos artificiais. Ao lado da lesão dos direitos à dignidade da pessoa humanae ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. que em face da universalidade do princípio da precaução. há que situá-lo onde se encontra . segundo a qual a Ciência Jurídica só haveria de reconhecer o direito que é. mediante a sua permanente valoração. Para que a reflexão sobre o direito possa ser convincente.. em cuja totalidade insere-se a vida humana. IV da carta política pátria). alterando-se a si próprio.p.. que faz referência ao princípio da publicidade. de destacada importância quando sabemos que interessa imediatamente à política de organização do desenvolvimento de cada Estado Nacional. Uma concepção totalizadora da realidade jurídica exige a complementaridade. inc. Rejeitando-se a restrição gnoseológica positivista. cuja paulatina textura constitui a História. que pode ser c/c o texto do art. viola frontalmente o direito fundamental à informação ambiental (derivado mesmo do texto do caputdo art.

derivada do racionalismo iluminista. de cunho físico-matemático. chuvas ácidas. ambas arrimadas na concepção mecanicista da ciência. acreditando os cientistas serem capazes de resolver todos os problemas presentes e os que futuramente venham a ocorrer. no Brasil. a partir dos anos 80. mudou rapidamente a compreensão e a mesma face do mundo. Bhopal. O Direito Ambiental surge como uma resposta à necessidade. É a partir destes pressupostos que conduziremos nossas reflexões sobre o Direito Ambiental e bem ambiental. ressaltam aqueles adversos ao ambiente. . a um saber de tipo enciclopédico. já se perguntava. em todos os quadrantes. secagem do Mar de Aral. Mas. a qual. essa quase substituição da natureza por sua formalização matemática. foi sucedida. concebida no chamado Primeiro Mundo. ao passo que às ciências do espírito falta uma concepção humanista. A crise da ciência não põe em questão seu poder. ensejou a criação de um horizonte simultaneamente ilimitado e sem possibilidade de retorno. Three Mile Island. enquanto a verdadeira ciência é um saber consciente de suas modalidades e de seus limites. bosques. Verdade é que a ciência. vinculada à economia e à política. Observam alguns autores que as ciências da natureza permanecem desprovidas de uma perspectiva de conjunto. (5) A ciência. introduziu uma ruptura que se tem progressivamente aprofundado. O encobrimento do ambiente. se estaríamos em face do fim do futuro. rios e conglomerados urbanos. cujo surgimento é contemporâneo de uma crise civilizatória sem precedentes. inclusive dos lençóis freáticos. e a do desenvolvimento econômico. É mera superstição científica a crença em um saber capaz de tudo realizar e dominar tecnicamente qualquer dificuldade. envenenamento dos solos por excesso de pesticidas e fertilizantes. Dentre os efeitos nocivos da racionalidade científica e de suas resultantes tecnológicas. em 1978. talvez.opiniões. tornou-se arrogante. traduzindo determinada concepção de vida simplificada por sua formulação ideológica. mercê dos êxitos tecnológicos que propiciou. Chernobyl. não é menos verdade que. lagos. de pôr um freio à devastação do ambiente em escala planetária. cada vez mais sentida. cidades no limite da asfixia (México. tendo reduzido a natureza ao que é passível de medida. por grandes catástrofes locais com amplas conseqüências: Seveso. depósitos de detritos nocivos. concretizando-se em miraculosas realizações. urbanização maciça de regiões ecologicamente frágeis (como as zonas costeiras). poluição do lago Baikal. nessa cisão entre ciência e natureza. acham-se na origem do menosprezo com que se tem lidado com o solo da vida. Atenas). vieram a ocorrer a contaminação das águas. mas sua significação. Nos países industrializados. atingindo campos. a tal ponto que um dos pioneiros na luta por uma consciência ambiental. A degradação inicial. embalada por duas ideologias: a do progresso. Reduz-se ela a uma simples virtuosidade técnica especializada e. em que a descoberta enseja a descoberta.

Não é necessário ser particularmente perspicaz para perceber que a representação neoliberal da realidade. da cultura. tendo em vista a inexcedível importância dos bens que tutela. de modo a compatibilizá-la com o imperativo da preservação do meio ambiente. da solidariedade. Todavia. produzidos pelo núcleo econômico da idéia desenvolvimentista. em seu art. que pretendem fazer passar seus interesses pessoais pelos interesses universais do gênero humano. inundações. constitui uma visão unilateral de determinada categoria de homens. nos limites da satisfação das . com exemplar clareza. permanece dominante. que intensificam o efeito-estufa. urbanização selvagem de megalópoles envenenadas pelo dióxido de enxofre (que favorece a asma). pois o desenvolvimento se faz presente em toda a sociedade.. impondose ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. quando não irremissíveis. a idéia desenvolvimentista. Revelando plena consciência do assunto. pretendendo-se avançar em nome da modernidade. decomposição gradual da camada de ozônio estratosférica. consistindo na exploração equilibrada dos recursos naturais. erosão e salinização dos solos. A expressão desenvolvimento sustentável resultou da percepção dos efeitos perniciosos. mostrando-se a noção de desenvolvimento gravemente subdesenvolvida. desmatamento. a idéia de desenvolvimento continua a permear a legislação e a influir na interpretação e aplicação do Direito Ambiental. alterando importantes ciclos vitais. nesta época de neoliberalismo. da Constituição de 05-10-88: todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. recobre-se o campo histórico com uma ideologia que já ocasionou grandes malefícios no século XIX. em que do caráter central e prescritivo do mercado decorrem a escala de valores e as regras segundo as quais os homens devem viver. 225. O desenvolvimento provou ser um mito global e uma concepção redutora. envenenando os microorganismos que efetuam o serviço de limpeza. O dispositivo constitucional vem muito a propósito. facilmente se aquilata a importância do Direito Ambiental e da proteção do bem ambiental. da comunidade. em que o crescimento econômico é o motor necessário e suficiente de todos os desenvolvimentos sociais. em que. Problemas globais vieram a manifestar-se no planeta: emissões de CO2. o dióxido de azoto (imuno depressor). psíquicos e morais. e que. sobrevieram desertificação. numa marcha à ré histórica. buraco de ozônio na Antártida. agora. desrespeitoso da diversidade e agressivo às conquistas sociais integrantes do patrimônio político-jurídico da humanidade. Diante da gravidade de tal quadro. o monóxido de carbono (que causa problemas cerebrais e cardíacos). Apesar de tudo. excesso de ozônio na troposfera. caracterizando a incidência da ideologia sobre o direito positivo. o art. não alude à idéia de desenvolvimento. dispõe. Seu efeito mais terrível consiste em afastar da esfera da cidadania uma porção significativa da população.Nos países não industrializados. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. em sentido econômico. 225. quer impor seu pensamento único. Essa concepção tecno-econômica ignora os problemas humanos da identidade. Já a Constituição de 1988. mas é preciso manter o desenvolvimento sem destruir a natureza.

É impossível ver as normas ambientais como seres em si. apontando para o fim do futuro. à sua vez. assim como de sua conservação no interesse das gerações futuras. Para que a função social da propriedade rural se possa concretizar é necessária a utilização adequada dos recursos naturais disponíveis(art. apesar das dúvidas que pairam sobre a competência legislativa da União. ao contrário. entendê-la como utilização sustentável do meio ambiente. Dentre os princípios constitucionais a serem mediatizados pelo juiz. III e VI. para o que se faz indispensável que a propriedade tenha função social e que seja preservado o meio ambiente (art. Assim. 7. Não resta dúvida que a tutela jurisdicional dos interesses difusos e coletivos . na qual considerações de natureza sociológica. que. a promoção do bem de todos ou do bem comum (art. na interpretação da norma ambiental. constituem uma estrutura cujas partes são indissociáveis: não pode haver promoção do bem de todos ou da justiça social sem o respeito da dignidade da pessoa humana. ainda que sustentável. sem confrontá-las com os fatos sociais a reclamar urgentes respostas é preciso desvendar os interesses e ideologias à base das normas e os objetivos que visam realizar. 3º. disciplinada pela Lei n. destacamos. com o tempo. 170. do ponto de vista hermenêutico. IV. de 24-0785. destinados a assegurar a todos existência digna. ética e política não podem ser abstraídas. Sendo impossível expungir a legislação ambiental da expressão desenvolvimento. beneficiando apenas os predadores incapazes de antecipar o futuro. conforme os ditames da justiça social. torna impossível cogitar da justiça social ou do bem comum. dentre os que conformam o Estado Democrático. 186. Constituição Federal). importando. deverão ser dirimidas pelos nossos tribunais. dentre os que configuram os fins do Estado brasileiro. De extrema relevância para a realização destes são os princípios gerais da atividade econômica. mais vale. Como se percebe destes dispositivos. E. os princípios ou valores fundamentais que consagram são correlativos. de modo geral. in esseuma nova categoria de julgamento. dos Estados e dos Municípios.necessidades e do bem-estar da presente geração. Constituição Federal) e. III. põe. não se dá sem o reconhecimento da função social da propriedade e sem que a utilização dos recursos do ambiente seja sustentável. e com os dados econômicos emergentes no jogo político ou dele propositadamente subtraídos. ecológica. temos uma Constituição Federal que aborda a questão ambiental com rara propriedade. .para a qual foi criada uma nova ação. A agressão egoística ou irresponsável deste. II. 1º. uma vez que o desenvolvimento não é necessariamente um bem. a dignidade da pessoa humana (art. o que. no entanto. Constituição Federal). Constituição Federal). perceber-se-á sua vinculação com a política.347. a "ação civil pública". Jamais se explicou satisfatoriamente porque haver-se-ia de considerar o desenvolvimento uma necessidade permanente e inelutável. isto é.

princípio da propriedade privada. o controle de quaisquer judicial de quaisquer atos relativos à infração contra a ordem econômica. ou para dar cumprimento à estas. seguido da função social da propriedade. não podendo fugir porém. a intervenção por direção e a intervenção por indução. 173. inclusive a execução judicial de suas decisões. . a primeira reação é de perplexidade. pois o homem pode modificar o meio para a sua adaptação. o da intervenção por absorção ou participação. tido como um complexo de normas reguladoras do fato econômico. é formado por normas imperativas. 173 da Constituição Federal. para regular matéria que não seja de sua esfera e que não esteja ressalvada pelo art. podemos sintetizar alguns conceitos básicos. sobrepostas à vontade dos particulares.um juízo concreto de valor.. possuindo competência para o controle de determinados atos da iniciativa privada. simplesmente aguardando passar o prazo prescricional. Para isto concorre o formalismo dos procedimentos administrativos e judiciários. pautado pelo princípio da subsidiariedade. em nome da proteção dos direitos individuais. através do qual se faz o balanceamento entre o que exige a sociedade e aquilo que é salvaguardado constitucionalmente aos indivíduos e suas entidades associativas. seja na forma de revisão das decisões do CADE. se provocado pelas pessoas legitimadas para tanto. O Direito Ambiental. da busca do pleno emprego e do tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e a administração no país. de suas relações e efeitos.. existem milhares de procedimentos administrativos de imposição de penalidades pecuniárias por infração aos regulamentos. da livre concorrência. quais sejam: 1-) Ordem Econômica Constitucional brasileira pode ser designada como parcela da ordem jurídica. 2-) A atuação estatal na órbita econômica deve se dar na forma do art. só podendo. constituído de normas esparsas por diversos ramos do direito. da defesa do consumidor. tendo em vista a indisponibilidade dos interesses públicos que regem. caput da Constituição Federal. perante um fato evidente: a ineficácia dessas normas. ao controle do poder judiciário. analisar a constitucionalidade de possíveis interferências do poder executivo no âmbito do domínio econômico. da redução das desigualdades regionais e sociais. norteados pelos princípios da valorização do trabalho humano e o da livre iniciativa. da defesa do meio ambiente. quais sejam. eis que elas simplesmente não são aplicadas. da soberania nacional. Diante de todo do exposto ao longo deste artigo. Se examinarmos a parafernália legislativa do Direito Ambiental. mas em momento algum pode destruí-lo.. não se constituindo a privatização nem a concessão em formas de intervenção do Estado no domínio econômico. antes e depois da Constituição de 1988. 3-) O CADE é uma autarquia que tem por função coibir práticas de abuso contra a ordem econômica. a intervenção do Estado no e/ou sobre o domínio econômico ocorrer sobre três prismas.. mas freqüentemente em detrimento dos direitos da comunidade. 4-) Cumpre também ao judiciário. do mundo do dever ser.

São Paulo: Celso Bastos Editor. Interpretação e aplicação da Constituição: fundamentos de uma dogmática constitucional transformadora. CONCLUSÃO É possível a partir de uma consciência conjunta entre o Estado e o cidadão a preservação do meio ambiente? É possível a partir do Estado e do cidadão construir uma consciência ecológica conjunta? O que vai satisfazer a pretensão punitiva do Estado nos crimes ambientais. seria a indenização pecuniária unicamente? O Direito Ambiental. Ed Malheiros 1999. A "Responsabilidade Conjunta do Estado e do Cidadão na Preservação do Meio Ambiente" por ser uma questão atual e em foco em nosso ordenamento jurídico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DALLARI. publicação do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional. pág. É preciso proteger o meio ambiente. pois o homem pode modificar o meio para a sua adaptação. mas em momento algum pode destruí-lo. São Paulo: Ed. Existe muita discussão sobre as proteção dada ao meio ambiente através de legislação esparsa. 1997. Alexandre de. onde os doutrinadores devem trabalhar contra a usurpação do meio ambiente em termos gerais. Celso Ribeiro. MORAES. tendo em vista a indisponibilidade dos interesses públicos que regem. Hermenêutica e Interpretação constitucional. 174. . SILVA. sendo que o Ministério Público funcionado como custus legistem o dever de agir nas questões de interesse coletivo. Luis Roberto. José Afonso da. BARROSO. é formado por normas imperativas. mas também pelos componentes do quadro social. Dalmo de Abreu. Ed Atlas 2001. Traçando um paralelo entre o ato decisório dado pelo magistrado aos jurisdicionados enquanto responsabilidade e também enquanto delito. Elementos de Teoria Geral do Estado. dos princípios e da importância da preservação ambiental pela entidade estatal. mas principalmente no âmbito da Proteção Constitucional de maneira mais específica e também avaliando os acontecimentos na esfera penal. 1996. Saraiva. mas essa responsabilidade não é unicamente estatal. dando um panorama da finalidade. pág. e enfocando a importância para o mundo jurídico na proteção da interelação homem e meio ambiente enquanto Desenvolvimento Sustentável. Direito Constitucional.150 BASTOS. mas como podemos encarar a situação enquanto o Estado fere as normas ambientais. sobrepostas à vontade dos particulares.6. constituído de normas esparsas por diversos ramos do direito. Ed Saraiva 1999. Curso de Direito Constitucional Positivo.

DANTAS. Saraiva. Claus Willtelm. CANARIS. German Bidart. Hermeneutica Constitucional. cit. 86. Fragmentos. Princípios Constitucionais e Interpretação Constitucional. Editora Lumen Juris.. Chiristopher. Princípios Constitucionais e Interpretação Constitucional. MOREIRA. Chile. Coimbra Editora. pág. Jorge Tapia. Editorial Jurídico do Chile. 59. pg. José. JJ. Vital. Ivo. 1990. Lisboa. 1973. Ivo. CANOTILHO. Buenos Aires. Fundação Calouste Gulbenhian. Pensamento Sistemático e Conceito de Sistema na Ciência do Direito. 1995. Rio de Janeiro. Fundamentos da Constituição. La Transformación de la Interpretación Constitucional. La Interpretación de la Constitución em Sudamerica. 1991. ob. CAMPOS. Civitas. VALDES. WOLFE. 1991. São Paulo: Ed. 1996 . 1995. 1989. LAMEGO. El Derecho de la Constitución y su Fuerza Normativa. Madrid. Hermeneutica e Jurisprudência.DANTAS. Lisboa. EDIAR. Gomes.