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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

ELISA BEATRIZ DE ABREU GUIMARÃES MARIANA TEIXEIRA PINTO NEUMANN

PROGRAMA PARA CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO

CURITIBA 2009

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ELISA BEATRIZ DE ABREU GUIMARÃES MARIANA TEIXEIRA PINTO NEUMANN

PROGRAMA PARA CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO

Projeto de Final de Curso apresentado à Disciplina de Projeto de Graduação como requisito parcial à conclusão do Curso de Engenharia Elétrica, Setor de Tecnologia, Departamento de Engenharia Elétrica, Universidade Federal do Paraná. Orientadora: Profa. Dra. Thelma S. Piazza Fernandes

CURITIBA 2009

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AGRADECIMENTOS Aos nossos pais por todos os esforços realizados. À Profa. Thelma Solange Piazza Fernandes pela orientação e paciência. A todos os professores do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Paraná pelos ensinamentos transmitidos.

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RESUMO Este trabalho tem como objetivo desenvolver um programa computacional para cálculo de diversos tipos de curto-circuito em Sistemas Elétricos de Potência. Os tipos de curto-circuito analisados são trifásico, fase-terra, fase-fase e fase-fase-terra. Além dos valores de corrente de curto-circuito também são calculados os valores de magnitude de tensão em todas as barras, correntes circulantes por todas as linhas de transmissão, contribuições dos geradores síncronos e correntes de neutro. Este projeto apresenta uma solução de baixo custo, rápida, fácil e confiável, visando a larga utilização deste recurso por estudantes e engenheiros interessados no assunto.

quick. In addition to the current values of short circuit are also calculated the values of voltage magnitude at all buses. circulating currents for all the transmission lines. the contributions of synchronous generators and neutral currents. phase-phase and phase-phase-ground.5 ABSTRACT This work aims to develop a computer program for calculating various types of shortcircuit in power systems. aiming the wide use of this resource for students and engineers interested in the subject. This project features a low-cost solution. easy and reliable. The types of short-circuit analyzed are three-phase. phaseground. .

..........................................................20 Figura 2................................6: Circuito equivalente por fase de uma Linha de Transmissão.......................44 Figura 4...........................................22: Circuito equivalente paralelo do curto-circuito bifásico a terra......................................20 Figura 2.24: (a ...............................8: Circuito equivalente por fase do Transformador....................27 Figura 3...................................15: Curto-circuito trifásico no gerador...............................................................20 Figura 2............................18: Circuito equivalente série do curto-circuito monofásico a terra no gerador........9: Modelo por fase do Transformador..12: Seqüência Zero..........3: Modelo por fase da Linha de Trasmissão Curta....39 Figura 4.........................................16: Curto-circuito no gerador............................21 Figura 2.............40 Figura 4..................21: Curto-circuito bifásico a terra..........22 Figura 2................................................19: Curto-circuito bifásico...............34 Figura 4.........................................................55 Figura 5..............13: Transformador Tipo Core...................20: Circuito equivalente paralelo do curto-circuito bifásico........................14: Transformador Tipo Shell.........................5: Modelo T da Linha de Transmissão Média..............................................................................................................................22 Figura 2..................23 Figura 2............................................38 Figura 4............................34 Figura 3..11: Seqüência Negativa...42 Figura 4..........26 Figura 3.....1: Diagrama Unifilar....21 Figura 2....23: Circuito RL equivalente de um Gerador Síncrono...............................45 Figura 5.......17: Curto-circuito monofásico a terra no gerador....................................4: Modelo π da Linha de Transmissão Média...................................7: Modelo por fase do Gerador Síncrono........................6 LISTA DE FIGURAS Figura 2....................esquerda) Componente de Corrente alternada...................26 Figura 3....................................................................2: Diagrama de Reatância..................41 Figura 4..........................................10: Seqüência Positiva.............. (b .....direita) Componente de Corrente Contínua.........43 Figura 4................................................23 Figura 3............56 ...

....33: Curto-circuito Bifásico na barra 3...7 Figura 6.....28: Curto-circuito trifásico na barra 2.....................................67 ...........................................65 Figura 6...25: Tela MatLab...............................61 Figura 6.......................................................................................................66 Figura 6................62 Figura 6......................................30: Curto-circuito fase-terra na barra 1......................................60 Figura 6................27: Curto-circuito trifásico na barra 1...............................................64 Figura 6...26: Diagrama Unifilar utilizado como exemplo....................29: Curto-circuito trifásico na barra 3........62 Figura 6...................31: Curto-circuito Bifásico na barra 1...............................61 Figura 6...............32: Curto-circuito Bifásico na barra 2..................................

.........4: Modelo de Motor de Indução para as três seqüências........1: Linha de Transmissão Curta...........8 LISTA DE TABELAS Tabela 2.......33 Tabela 3.......80 ...2: Linha de Transmissão Média...................................................35 Tabela 3.......3: Modelo de Gerador Síncrono para as três seqüências..............36 Tabela A..................9: Dados de Linhas e Transformadores.....................................6: Modelo de Transformador tipo Shell e Core para a seqüência Positiva e Negativa............................32 Tabela 3..........30 Tabela 3...................8: Modelo de Transformador tipo Core para a seqüência zero....................21 Tabela 2...............74 Tabela A...................21 Tabela 3..........35 Tabela 3......10: Reatância dos Geradores.......................................................................5: Modelo de Linha de Transmissão para as três seqüências..................................................7: Modelo de Transformador tipo Shell para a seqüência zero..............

9 LISTA DE SIGLAS ANAFAS CEPEL LT TC PC PU ANSI IEC 909 Hp Rms Rpm Análise de Falhas Simultâneas Centro de Pesquisas de Energia Elétrica Linha de Transmissão Transformador de Corrente Personal Computer Por Unidade American National Standards Institute International Electrotechnical Commission 909 Horse Power Root Means Square Rotações por minuto .

.........................................................29 3.......................................14 1.............17 2.............................1 INTRODUÇÃO..............28 3.......................4 ANÁLISE DE SEQÜÊNCIA ZERO.................................7 TRANSFORMADOR.17 2...................24 3 Componentes Simétricas................................2 LAKU 15 1..........................................................................5 REPRESENTAÇÃO DOS COMPONENTES DO SISTEMA ELÉTRICO NAS SEQÜÊNCIAS POSITIVA....................................................................................30 3........................10 SUMÁRIO 1 Introdução........3 OBJETIVOS...............................32 ....... NEGATIVA E ZERO.................................................................5................15 1...........1 INTRODUÇÃO...3 CCTRI..............6 GERADOR SÍNCRONO..........................................................................3 VALORES BASES DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS....................................2.................................................................................4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA..2 Linha de Transmissão.................................................................................13 1................................................................................................................................................................................27 3...........8 CARGAS........2...........................................................25 3................................................................................1 Gerador Síncrono....................5...............................................19 2.......2 TEOREMA DE FORTESCUE............5 LINHAS DE TRANSMISSÃO..........17 2......16 2 Representação do Sistema Elétrico de Potência...20 2.............................................................14 1..25 3.........1 ANAFAS....................22 2.......15 1............................2 VALORES POR UNIDADE.................23 2................................................................2 ESTADO DA ARTE.....17 2.............................................................................25 3....................................................................................2........................................................4 DIAGRAMA UNIFILAR.......................................................................1 INTRODUÇÃO............................................................................................13 1......................3 EXPRESSÃO ANALÍTICA DO TEOREMA DE FORTESCUE.....................................................................

.............4 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO.......................................................................................................58 6 Resultados............................................59 6..............................................................6.............................................43 4.....2.....54 5 Variação da corrente de curto-circuito em função do tempo.....................3 CÁLCULO DOS VALORES INSTANTÂNEOS DAS CORRENTES DE CURTOCIRCUITO.............2...........1 INTRODUÇÃO.....3 Transformador................................7 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE TERRA ...............................49 4........................................................................................................11 3...........1 Cálculo da Matriz ..........................9 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE-TERRA – MÉTODO DA MATRIZ 52 4...........................................................40 4.....................1 INTRODUÇÃO [9]....1 Reatâncias do Gerador......42 4......MÉTODO DA MATRIZ ......59 6.........2 ENTENDENDO O PROGRAMA........................................................................8 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE .....46 4..........6 DESLOCAMENTO DE 30° EM UM TRANSFORMADOR Y-Δ ..4 NORMAS ANSI E IEC 909 [7]-[8]...................57 5..............MÉTODO DA MATRIZ .......37 4 Cálculo de Curto-Circuito no Gerador Síncrono..........45 4..........55 5.................................................................55 5......2 Constantes de tempo....10 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO .........................................2 GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE AMORTECIMENTO 56 5...........38 4...........................................................................................5...................................................................1 INTRODUÇÃO......................................57 5..38 4.....56 5.38 4..................59 ........................................46 4......................................................3 CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA.........5 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA...........................................MÉTODO DA MATRIZ .59 6.6 MÉTODO DA MATRIZ PARA O CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO................................................................................................................................................3 UTILIZANDO O PROGRAMA...........................................2 CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO............33 3.........

..........................................................................................................12 6..............2 APRENDIZADOS...........71 7............................................................................................................4 RESULTADOS PARA SISTEMAS DE 3 BARRAS.............1 INTRODUÇÃO...................................................................71 7.....................................................71 7..........60 6.....3 TAREFAS REALIZADAS E OBJETIVOS ALCANÇADOS.................................5 EXEMPLO 291 BARRAS................4 FUTUROS PROJETOS............71 7.............................................71 ...................69 7 Conclusões.........................................

. evitando destruições e acidentes. transitório e estacionário. dependendo. ajuste e coordenação de dispositivos que promovem a interrupção dos circuitos defeituosos. Os curtos circuitos podem ser caracterizados de várias formas:  Duração: auto–extinguível. praticamente. sempre quando houver aumento da capacidade geradora ou mudança do sistema eles devem ser refeitos. com a previsão da corrente máxima de curto-circuito no ponto da rede onde estão instalados. falha de isolamento no interior ou exterior de equipamentos. na maior parte. fase-fase-terra (ɸ-ɸ-terra). De forma geral. A simulação numérica de correntes de curto-circuito em pontos da rede elétrica tem enorme importância no planejamento e coordenação da proteção. Por isso. independente das cargas da instalação. pois permite prever as conseqüências dos mais diversos defeitos. Esse conhecimento possibilita a tomada das medidas necessárias para minimizar essas conseqüências.13 1 INTRODUÇÃO 1. menor incidência.1 INTRODUÇÃO Um curto-circuito ocorre quando há uma redução abrupta da impedância do circuito entre dois pontos de potenciais diferentes gerando um aumento grande do valor da corrente. calculam-se as correntes de curto-circuito com os seguintes objetivos:  Determinação do poder de interrupção de disjuntores e fusíveis.  Origem: mecânica. fase-fase (ɸ-ɸ) e trifásico (3ɸ. da fonte e capacidade do sistema. mas também garantem que todos os componentes da rede são capazes de suportar os seus efeitos enquanto elas persistirem. O valor da corrente de curto-circuito é. de maior incidência).  Tipos: fase-terra (ɸ-terra. Os cálculos são utilizados para coordenação e dimensionamento da proteção. sobretensões. incluindo a instalação. porém maior dano quanto à estabilidade transitória).

.2. 1. 1. analisar sobre e subtensões devido ao curto-circuito. definir a capacidade de interrupção de disjuntores. pois todos os elementos da rede. o estudo do curto-circuito permite dimensionar as linhas de transmissão (LTs) em relação ao seu limite térmico.14  Previsão dos esforços térmicos e eletrodinâmicos provocados pela passagem da corrente. Assim. CEPEL-DRE pode fornecer gratuitamente versões acadêmicas de alguns de seus programas para uso exclusivo em atividades educacionais em instituições de ensino conforme as condições a seguir:  As versões acadêmicas apresentam uma série de limitações na dimensão máxima dos sistemas que podem ser processados pelos programas. O limite máximo é de 15 barras para a versão acadêmica do programa HarmZs e de 30 barras para as versões acadêmicas dos demais programas.2 ESTADO DA ARTE Alguns dos programas existentes atualmente são citados a seguir. conhecer o tempo de atuação de relés e estudar a estabilidade dinâmica do sistema elétrico. dimensionar transformadores de corrente (TCs) quanto à saturação. definir o ajuste de relés de proteção. envolvendo a especificação das correntes e tempos de disparo das mesmas. têm que suportar os efeitos destrutivos da passagem das correntes de curto-circuito. Permite avaliar a proximidade elétrica entre duas barras quaisquer. Possui também serviços auxiliares como cálculo de equivalentes e estudo de superação de equipamentos.1 ANAFAS Criado pelo CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica). sobretudo barramentos e seccionadoras. Cálculo de impedância equivalente de seqüência positiva entre barras. considerando ou não a presença dos geradores do sistema. o ANAFAS [1] (Análise de Falhas Simultâneas) é um programa computacional para cálculo de curto-circuitos que permite a execução automática de grande número de faltas e resultados orientados a pontos de falta ou de monitoração.  Coordenação das proteções.

o LAKU [2] é um programa para calcular fluxo de cargas e curto-circuitos de redes de transmissão de energia elétrica. 1.15  As versões acadêmicas dos programas não podem ser utilizadas para fins não educacionais. 1. 1.3 OBJETIVOS . O curto-circuito trifásico apesar de mais severo é o de mais rara ocorrência. tornando-se imprescindível para o cálculo das proteções. A limitação do programa ao cálculo de curto-circuito trifásico torna-o defasado em relação à concorrência. sendo o de mais freqüente ocorrência.2 LAKU Criado pelo engenheiro Hans-Detlef Pannhorst.2. Este programa deve ser distribuído sem nenhum custo. isto é. LAKU pode ser trazido diretamente do editor de gráficos depois de serem trocados os dados da rede. Não é permitida a modificação dos códigos e dados e não é garantida a qualidade dos resultados obtidos. não sendo permitido o uso comercial. Para utilizar um programa em projetos.3 CCTRI O CCTRI [3] é um programa disponível em micros para cálculo de curtocircuito trifásico em sistemas elétricos industriais. Os dois programas podem se comunicar entre si. serviços de consultoria ou em qualquer atividade remunerada deve ser contratada a respectiva Licença de Uso. É de essencial importância o conhecimento das correntes de um curto-circuito fase-terra.2. mesmo por instituições de ensino. estudos. A inserção de dados pode ser feita com melhores resultados utilizando o editor gráfico NETDRAW (programa gráfico para estudos de redes de energia elétricas). Windows XP e Windows 2000 e ser usado em alemão e inglês. O programa desenvolvido para PCs pode rodar em Windows Vista. Este programa só pode ser usado para fins educacionais.

o Capítulo 5. justificando o desenvolvimento deste programa: custo baixo. . No capítulo 2 e 3 descrevem-se o problema do cálculo de curto-circuito. componentes simétricas. O Capítulo 4 apresenta a formulação matemática para cálculo de curtocircuito. existem no mercado programas para cálculo de curto-circuito. diagrama unifilar. finalmente no Capítulo 6 as conclusões. Os tipos de curto-circuito analisados são trifásico. representação dos componentes do sistema elétrico e análise e dedução das equações de cálculo de curto-circuito.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA Esta monografia está dividida em 6 capítulos. fase-terra. correntes circulantes por todas as linhas de transmissão. valores por unidade. resultados e. O objetivo deste projeto é desenvolver um programa computacional para cálculo de diversos tipos de curto-circuito em Sistemas Elétricos de Potência. fase-fase e fase-fase-terra. Além dos valores de corrente de curto-circuito também são calculados os valores de magnitude de tensão em todas as barras.16 Como visto anteriormente. confiável e facilmente acessível. contribuições dos geradores síncronos e correntes de neutro. 1. No primeiro apresentam-se objetivos do trabalho e programas existentes no mercado. porém ou são caros ou não confiáveis e difíceis de obter informações.

 Necessita-se apenas do valor em pu da impedância do transformador. e a representação nas seqüências positiva. As quantidades em pu expressam valores relativos.  Modifica todos os transformadores para uma relação de 1:1. relativas ao valor base.3 VALORES BASES DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS Todo ponto elétrico é caracterizado por sua tensão. isto é. Conhecendo apenas duas dessas grandezas as outras duas podem ser . sem referir a qualquer lado (enrolamento). corrente. negativa e zero 2. 2. As vantagens de se utilizar os valores em pu são:  Simplifica a visualização da grandeza porque os valores em pu estão relacionados a um percentual.  Os fabricantes fornecem dados em pu. pois cada componente deve ser representado sob a ótica do seu comportamento frente às correntes de curto.2 VALORES POR UNIDADE O sistema pu consiste na definição de valores de base para as grandezas seguida da substituição dos valores das variáveis e constantes (expressas no Sistema Internacional de unidades) pelas suas relações com os valores de base prédefinidos.17 2 REPRESENTAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA 2.  Valores em pu dos equipamentos variam em uma faixa estreita enquanto os valores reais variam amplamente. Como principais componentes da representação do sistema estão às reatâncias indutivas.  Quando os cálculos são feitos em pu não há necessidade de referir todas as impedâncias a um mesmo nível de tensão. A escolha do valor base é importante. potência e impedância.1 INTRODUÇÃO Este capítulo apresenta a representação do Sistema Elétrico de Potência voltado ao estudo do curto-circuito e proteção.

A potência aparente base do sistema trifásico é a soma das potências aparentes base de cada fase. normalmente. A tensão base ( ) é arbitrada. (2. Lembrando sempre que essa tensão deve obedecer às relações de transformação sendo utilizada a tensão de linha e não a de fase. a potência e a tensão.6) (2.18 calculadas. comumente. A potência aparente total base ( ) é arbitrada levando em conta a grandeza do sistema e é a mesma para todo o circuito. em pu.5) (2.4) A existência da multiplicando a se deve ao fato do sistema ser trifásico e a tensão utilizada ser a de linha. porém.2) (3. São utilizadas as tensões de linha. normalmente. A normalização pu utiliza como referência. A compatibilização desses valores com as bases definidas requer uma mudança de base: primeiramente isola-se a impedância em ohms na equação 2.7) Os dados das características das máquinas (transformadores. (2.1) (2. pois para cálculo de proteção utilizam-se componentes simétricas que são equilibradas para haver uma análise por fase. A . geradores) são fornecidos. escolhe-se a tensão nominal. referidos aos valores nominais de potência e tensão da máquina.3) (2.6.

Ambos permitem uma visualização clara e concisa do circuito.6.9) (2.19 impedância em ohms na base antiga é equivalente a impedância na base nova.11) 2. tem-se: (2. Em transformadores. Já o diagrama de reatância representa os circuitos equivalentes desses mesmos elementos. (2. No sistema trifásico equilibrado a soma das correntes é equivalente a zero.7 e as relações de transformação do transformador: (2.4 DIAGRAMA UNIFILAR O diagrama unifilar representa uma fase do sistema trifásico equilibrado em Y equivalente.10) A impedância em pu para as três fases ou para uma fase só em bancos de transformadores trifásicos é igual: para o caso Y – Y o da tensão de linha irá anular o 3 que multiplica a potência monofásica. desde que a corrente de excitação seja desprezada. é no caso de transformadores. 2. a impedância em pu referida ao primário e ao secundário é igual.7 e isolando a impedância nova. para o caso Δ – Δ o 3 da impedância em Y irá anular o 3 que multiplica a potência monofásica e para o caso Y – Δ a análise é feita em um dos lados utilizando os cálculos Y – Y ou Δ – Δ. porém com suas reatâncias conectadas em cascata. como citada anteriormente. . as tensões base obedeçam à relação do transformador e a potência base seja comum às duas impedâncias. Utilizando a equação 2.8) Uma das vantagens do uso de grandezas em pu. Prova-se essa equivalência utilizando as equações 2.

1 [4] apresenta os valores de comprimento da linha. o Linhas de Transmissão Curtas Para linhas de transmissão curtas o modelo (Figura 2. XLT – Impedância da linha de transmissão.3: MODELO POR FASE DA LINHA DE TRASMISSÃO CURTA A Tabela 2.20 (2.12) Os elementos do sistema elétrico são representados por símbolos (modelagem por fase). FIGURA 2. cuja impedância é igual a: (2.2: DIAGRAMA DE REATÂNCIA 2. para uma Linha de Transmissão Curta.13) Onde: RLT – Resistência da linha de transmissão.5 LINHAS DE TRANSMISSÃO O modelo da linha de transmissão varia de acordo com seu comprimento.3) consiste em uma resistência em série com uma reatância. que depende do nível de tensão. .1: DIAGRAMA UNIFILAR FIGURA 2. A seguir exemplo de diagrama unifilar e diagrama de impedância: FIGURA 2.

4: MODELO Π DA LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA Onde: – Susceptância capacitiva total da linha da linha de transmissão. O modelo T está representado na Figura 2. FIGURA 2.2 [4].21 TABELA 2.4. FIGURA 2. Por isso utilizam-se os modelos π e T das linhas médias com os valores de modificados.5: MODELO T DA LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA A caracterização de uma linha média encontra-se na Tabela 2. como apresentado na Figura 2.14) .2: LINHA DE TRANSMISSÃO MÉDIA Tensão de Linha (VL) VL < 150 kV 150 kV ≤ VL < 400 kV VL ≥ 400 kV o Linhas de Transmissão Longas Comprimento máximo (L) 80 km ≤ L ≤ 200 km 40 km ≤ L ≤ 200 km 20 km ≤ L ≤ 100 km Linhas de transmissão longas possuem uma representação mais complexa.1: LINHA DE TRANSMISSÃO CURTA Tensão de Linha (VL) VL < 150 kV 150 kV ≤ VL < 400 kV VL ≥ 400 kV o Linhas de Transmissão Médias Comprimento máximo (L) 80 km 40 km 20 km Linhas de transmissão médias possuem dois modelos. e (2. TABELA 2. π e T. O modelo π consiste em uma impedância série com capacitores shunt nas suas extremidades.5.

6 GERADOR SÍNCRONO O gerador síncrono converte energia mecânica em elétrica quando operado como gerador e energia elétrica em mecânica quando operado como motor.7: MODELO POR FASE DO GERADOR SÍNCRONO Onde: . O modelo do gerador síncrono (Figura 2.22 (2.16) Onde: – Comprimento da linha de transmissão. A origem do nome é devida à operação da máquina ser com velocidade de rotação constante sincronizada com a freqüência da tensão elétrica alternada aplicada nos seus terminais.7) consiste em uma fonte de tensão em série com uma reatância subtransitória. – Admitância shunt por unidade de comprimento. FIGURA 2. FIGURA 2. O circuito equivalente por fase de uma linha de transmissão encontra-se na Figura a seguir. – Constante de propagação. – Impedância série por unidade de comprimento.15) (2. No programa é utilizado o modelo π de linhas de transmissão médias.6: CIRCUITO EQUIVALENTE POR FASE DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO 2.

R2 – Resistência elétrica do enrolamento secundário.8: CIRCUITO EQUIVALENTE POR FASE DO TRANSFORMADOR Onde: R1 – Resistência elétrica EQUIVALENTES do enrolamento primário.23 G – Fonte de tensão. 2. corrente ou impedância. X’’d – Reatância subtransitória do eixo direito. FIGURA 2.8 para a Figura 2.9. X1 – Reatância equivalente do enrolamento primário. O modelo simplificado consiste em uma resistência em série com uma reatância. pois como a corrente que flui para o curto-circuito é alta. representando o fluxo disperso na bobina. Rf – Resistência elétrica equivalente que produz a mesma perda no núcleo que as perdas por histerese e correntes parasitas. Xm – Reatância equivalente de excitação. a corrente de excitação do núcleo é pequena podendo ser desprezada.9: MODELO POR FASE DO TRANSFORMADOR .7 TRANSFORMADOR O transformador transmite energia de um ponto a outro do circuito transformando tensão. necessário à operação normal do transformador. O circuito equivalente por fase do transformador pode ser simplificado da Figura 2. representando o fluxo disperso na bobina. representando o fluxo resultante no núcleo. X2 – Reatância equivalente do enrolamento secundário. FIGURA 2.

2.17) (2. e principalmente se o sistema for isolado ou aterrado por meio de alta impedância. . tamanho. importância do sistema. XT – Reatância equivalente do transformador.18) Onde: RT – Resistência equivalente do transformador.24 (2.8 CARGAS As cargas elétricas são consideradas no cálculo de curto-circuito dependendo do tipo.

Em componentes simétricas utiliza-se o operador imaginário ‘j’ e o rotacional ‘a’. A seqüência positiva ou direta (índice 1) é o conjunto de três fasores iguais em módulo. que gira 120° um fasor. que os circuitos sejam lineares. negativa e zero. esse recurso é essencial no cálculo de curto-circuito para sua simplificação. ocasionado pelo curto-circuito. Formulado por Fortescue. supondo válido o princípio da superposição. O Teorema de Fortescue consiste na decomposição dos elementos de tensão ou corrente das fases. Presentes durante condições trifásicas equilibradas. em parcelas iguais. girando no mesmo sentido e velocidade síncrona do sistema original. ou seja. 3. mas com ângulos de fase diferentes. denominado de componentes simétricas do sistema original. as fases serão decompostas em três sistemas de fasores balanceados (componentes simétricas) totalmente desacoplados: seqüência positiva. defasados 120° entre si com a mesma seqüência de fases dos fasores originais. .2 TEOREMA DE FORTESCUE Fortescue por meio do teorema intitulado de “Método de componentes simétricas aplicando a solução de circuitos polifásicos” estabeleceu que um sistema de n fasores desequilibrados pode ser decomposto em n sistemas equilibrados.2) Pelo foco ser sistemas trifásicos. pois utiliza o cálculo monofásico.1) (3.1 INTRODUÇÃO A utilização de componentes simétricas é necessária para a caracterização do desbalanço da rede em sistemas polifásicos. (3.25 3 COMPONENTES SIMÉTRICAS 3. Desta forma é possível desmembrar o circuito polifásico em "n" circuitos monofásicos.

Medem a quantidade de desbalanço existente no sistema de potência.11: SEQÜÊNCIA NEGATIVA (3. defasados 0° .26 FIGURA 3.5) A seqüência negativa ou indireta (índice 2) é o conjunto de três fasores girando em uma direção contrária ao sistema original com as fases iguais em módulo.3) (3.4) (3.8) A seqüência zero (índice 0) é o conjunto de três fasores gerados por um campo magnético estático pulsatório com fases iguais em módulo.6) (3. FIGURA 3.10: SEQÜÊNCIA POSITIVA (3.7) (3. defasadas 120° entre si com seqüência oposta à seqüência de fases dos fasores originais.

27 entre si (em fase).12: SEQÜÊNCIA ZERO (3. Sabe-se que: (3.11) Isolando as componentes simétricas da equação 3.9) 3.13) . negativa e zero).12) A mesma análise feita com a tensão pode ser realizada com a corrente.3 EXPRESSÃO ANALÍTICA DO TEOREMA DE FORTESCUE O sistema trifásico equilibrado resulta na superposição dos sistemas trifásicos equilibrados descritos acima (seqüência positiva.10) Utilizando as equações anteriores chega-se na equação matricial: (3. Comumente associados ao fato de se envolver a terra em condições de desbalanço.11 teremos a equação das componentes simétricas em função do sistema trifásico desbalanceado: (3. Dessa análise pode-se retirar a expressão: (3. FIGURA 3.

13 na equação 3.17) Em um Sistema Estrela Não Aterrado não há corrente de seqüência zero. o CORRENTE O estudo da corrente de seqüência zero tem grande importância.Sistema Trifásico Delta (Triângulo) Aplicando a primeira lei de Kirchhoff no delta (soma das correntes que entram é igual à soma das que saem) tem-se: . . . .4 ANÁLISE DE SEQÜÊNCIA ZERO Conclusões importantes são retiradas da análise da corrente e da tensão de seqüência zero.15) A partir deste resultado conclui-se que só é possível existir corrente de seqüência zero em um Sistema de Neutro Aterrado.14) Substituindo-se a expressão 3. pois a partir de sua interpretação são obtidas conclusões de aplicações físicas.Sistema Trifásico Estrela Aterrado Aplicando a primeira lei de Kirchhoff no nó da estrela tem-se: (3.14 tem-se: (3.28 3. diretamente utilizadas na proteção de sistemas elétricos.16) (3. Os próximos tópicos descrevem a análise de cada caso da corrente de seqüência zero.Sistema Trifásico Estrela Aplicando a primeira lei de Kirchhoff no nó da estrela tem-se: (3.

20 não é necessariamente nula. há possibilidade de se ter tensão de seqüência zero.Sistema Trifásico Delta (Triângulo) Da equação 3. NEGATIVA E ZERO .21 e 3.22) A partir das equações 3. como o Sistema Delta não é aterrado.21) Aplicando a lei das malhas no delta tem-se: (3. .12. o TENSÃO Os próximos tópicos descrevem a análise de cada caso da tensão de seqüência zero.20) Como a expressão 3. obtém-se a expressão: (3. não há possibilidade de se ter tensão de seqüência zero.19) Em um Sistema Delta também não há corrente de seqüência zero.29 (3.5 REPRESENTAÇÃO DOS COMPONENTES DO SISTEMA ELÉTRICO NAS SEQÜÊNCIAS POSITIVA. 3.Sistema Trifásico Estrela (3.18) (3. .22 conclui-se que.

gerando corrente. portanto. Como no período subtransitório a corrente de curto-circuito é a mais elevada. ele injeta correntes altas no sistema para compensar a queda de impedância. Na seqüência negativa e zero ele é um elemento passivo. Na ocorrência do curto-circuito. negativa e zero do gerador síncrono é necessário analisar as correntes que passam pelo gerador quando submetido a um curto-circuito trifásico. negativa e zero. sendo. transitório e regime permanente. Y aterrado.30 3. utiliza-se esta reatância para modelar o gerador síncrono nas seqüências positiva. negativa e zero e para cada seqüência suas quatro possíveis ligações: Y. Na seqüência positiva o gerador é um elemento ativo.1 Gerador Síncrono O gerador síncrono tenta fornecer às cargas uma tensão estável. Para que haja fluxo de corrente de seqüência zero é necessário um aterramento no neutro do gerador. Y aterrado com impedância e delta.5.1 apresenta o modelo do gerador síncrono para a seqüência positiva. Pode-se caracterizar esta envoltória decrescente da corrente como uma reatância interna variável subdividida no tempo: período subtransitório. (3.23) A Tabela 3.3: MODELO DE GERADOR SÍNCRONO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS Seqüência Positiva Seqüência Negativa . TABELA 3. garantindo continuidade e estabilidade ao sistema. o elemento ativo do curto. nota-se que a forma de onda de curto-circuito está contida em uma envoltória decrescente que vai decaindo ciclo a ciclo até se estabilizar. As correntes de curto-circuito são assimétricas compostas por uma componente contínua e uma alternada. Desconsiderando-se a componente contínua. Para obterem-se as reatâncias de seqüência positiva.

– Tensão de seqüência negativa da fase ‘a’ em relação ao neutro. – Reatância de seqüência zero por fase. – Tensão da fase em relação ao neutro da seqüência positiva. Para motores síncronos. – Reatância de seqüência negativa por fase. – Tensão de seqüência zero da fase ‘a’ em relação ao neutro. – Reatância subtransitória do gerador por fase. . – Corrente de seqüência positiva da fase ‘a’ que sai dos enrolamentos da máquina para o sistema. – Corrente de seqüência negativa que sai pela fase ‘a’ do gerador. – Impedância de aterramento.31 Seqüência Zero Onde: – Tensão de fase no terminal do gerador síncrono girando a vazio. utilizam-se modelos equivalentes ao gerador síncrono. – Corrente de seqüência zero que sai pela fase ‘a’ do gerador.

3. negativa e zero. TABELA 3.4: MODELO DE MOTOR DE INDUÇÃO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS Seqüência Positiva Seqüência Negativa Seqüência Zero Onde: – Tensão de fase no terminal do motor síncrono. – Reatância de dispersão da bobina do estator. Se os dispositivos atuam com tempo maior que dois ciclos o motor de indução pode ser desconsiderado.32 O motor de indução de grande porte se comporta como gerador elétrico quando curto-circuitado. . – Tensão de seqüência positiva. por isso possui grande extensão e está exposta a todos os tipos de risco de curto-circuito.2 Linha de Transmissão A linha de transmissão é um elemento passivo que conecta todo o sistema elétrico. - – Reatância de dispersão da bobina do rotor referida ao estator. – Tensão de seqüência negativa. A impedância de seqüência positiva da linha é a própria impedância normal da LT.5. Outra característica importante das LTs é o fato de possuírem alta impedância. – Corrente de seqüência negativa. A Tabela 3. – Corrente de seqüência positiva.2 apresenta o modelo do motor de indução para a seqüência positiva. sendo um elemento limitador da corrente de curto-circuito.

a corrente de seqüência zero pode retornar por qualquer caminho que não seja formado pelos próprios condutores da linha.5: MODELO DE LINHA DE TRANSMISSÃO PARA AS TRÊS SEQÜÊNCIAS Seqüência Positiva Seqüência Negativa Seqüência Zero Onde: .5. negativa ou zero) as impedâncias das três seqüências se modificam.Impedância de seqüência zero da LT. . Assim. assim como o da seqüência negativa. cabo de cobertura e resistividade do solo. eles induzem tensões no cabo de cobertura da linha de transmissão e no solo.3 Transformador O transformador é um elemento passivo no curto-circuito e se opõe à passagem de corrente. 3. (3.Impedância de seqüência positiva da LT que possui o mesmo valor da impedância mostrada no item 2.5. Dependendo da seqüência (positiva. A Tabela 3. negativa e zero.24) O circuito equivalente para seqüência zero.Impedância de seqüência negativa da LT. . por isso a impedância e o circuito equivalente de seqüência negativa são os mesmos da seqüência positiva. Mas. originando a circulação de corrente por esses elementos. da impedância equivalente da LT.33 O comportamento de uma linha de transmissão não se altera com as diferentes seqüências de fase. . TABELA 3. não se altera.3 apresenta o modelo de linha de transmissão para a seqüência positiva. a impedância de seqüência zero depende do local do curtocircuito. como os fasores da corrente de seqüência zero estão em fase. Desse modo.

O transformador do tipo Core é mais barato e fácil de fabricar.13: TRANSFORMADOR TIPO CORE O transformador do tipo Shell é mais eficiente. quanto à impedância de seqüência zero. FIGURA 3. deve-se observar que para existir corrente de seqüência zero no primário deve existir caminho no secundário para circulação da mesma. estrela aterrado – estrela etc.14: TRANSFORMADOR TIPO SHELL . estrela aterrado – delta. Os transformadores são classificados quanto a: tipo (Shell ou núcleo envolvente e Core ou núcleo envolvido). porém mais caro pois necessita de mais tecnologia para sua construção. porém menos eficiente. O transformador é um elemento passivo. portanto qualquer seqüência de fase é vista pelo transformador como positiva. estrela – estrela.4 apresenta um esquema monofásico deste tipo de transformador. A Figura 3. A Figura 3. delta estrela. Porém. da ligação e da quantidade de enrolamentos.). número de enrolamentos (2 eu 3 enrolamentos) e ligação (estrela aterrado – estrela aterrado. Assim.5 apresenta um esquema monofásico deste tipo de transformador. FIGURA 3. a representação de transformadores na seqüência zero depende do tipo de transformador. delta – delta.34 A impedância de seqüência positiva e negativa são as mesmas.

TABELA 3.7: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO SHELL PARA A SEQÜÊNCIA ZERO Conexão Circuito Equivalente Autotransformador .6: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO SHELL E CORE PARA A SEQÜÊNCIA POSITIVA E NEGATIVA Enrolamento 2 enrolamentos Conexão Todas Circuito equivalente 3 enrolamentos Todas A Tabela 3.4 apresenta o modelo do transformador tipo Shell e Core para a seqüência positiva e negativa. TABELA 3.5 apresenta o modelo do transformador tipo Shell para a seqüência zero.35 A Tabela 3.

6 apresenta o modelo do transformador tipo Core para a seqüência zero. TABELA 3.36 A Tabela 3.8: MODELO DE TRANSFORMADOR TIPO CORE PARA A SEQÜÊNCIA ZERO Conexão Circuito Equivalente .

. o deslocamento será de +30° na seqüência positiva e -30° na negativa. Esse defasamento pode ser de mais ou menos trinta graus e depende de como a bobina do lado delta está conectada. para o caso do começo da bobina da fase “a” do delta estar ligada no fim da bobina da fase “b”. . as correntes de linha na conexão estrela e na conexão delta ficam defasadas em trinta graus uma em relação à outra. . Sendo a seqüência de fase “abc”. .Impedância do transformador com três enrolamentos do circuito terciário.delta).Impedância do transformador com três enrolamentos do circuito primário. . .Resistência do transformador.Impedância do transformador com três enrolamentos do circuito secundário. 3.Reatância do transformador.6 DESLOCAMENTO DE 30° EM UM TRANSFORMADOR Y-Δ No caso de um transformador possuir a conexão Y-Δ (estrela .37 Onde: . .Reatância de seqüência positiva.Reatância de seqüência zero.

vento.2 CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO O curto-circuito trifásico possui apenas as componentes de seqüência positiva. FIGURA 4.1 INTRODUÇÃO A análise e dedução das equações do cálculo de curto-circuito serão realizadas para o modelo de um gerador síncrono. Pode ser causada por envelhecimento de isoladores. fase-fase-terra e fase-fase. A ocorrência de curtos-circuitos é mais comum nas linhas de transmissão e distribuição do sistema elétrico (em média 89% dos casos).1). descargas atmosféricas.38 4 CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO NO GERADOR SÍNCRONO 4. 4.15: CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO NO GERADOR . cujo equivalente é análogo ao do gerador síncrono. pois é equilibrado (as três fases são levadas a terra como na Figura 4. Já a falta fase-terra é a mais corriqueira. queimadas etc. Os tipos de curtos-circuitos a serem implementados e analisados são o trifásico. pos ocorre em torno de 63% das ocorrências. A falta trifásica é causadora de maiores danos ao sistema elétrico principalmente quanto à estabilidade transitória. pois todas as conclusões obtidas a partir desses cálculos podem ser estendidas a todo circuito elétrico através do Teorema de Thevènin. fase-terra. em torno de 6% das vezes. porém de ocorrência rara. queda de arvores ou galhos.

.1 na 3.2.12 referente à corrente e substituindo os valores das correntes (4. Utilizando-se da equação 3.4) Como o curto-circuito trifásico é equilibrado.1) Onde: . obtém-se: (4. .1 está apresentado na Figura 4.3) Portanto o circuito equivalente da seqüência positiva apresentado na Figura 4.4.12. as correntes de seqüência zero e negativa são iguais a zero.Fasor tensão na fase b.Fasor tensão na fase c.39 As condições do curto-circuito trifásico nos terminais do gerador síncrono a vazio são: (4. B e C.Fasor tensão na fase a.16: CURTO-CIRCUITO NO GERADOR Conclui-se que:  E  I A1 = jx1 (4. Substituindo os valores da expressão 4. .) têm-se a equação para calcular as correntes nas fases A. FIGURA 4.2) (4.

7) Substituindo as condições do curto-circuito fase-terra na equação 3.8) (4.17: CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA NO GERADOR As condições de contorno para o curto-circuito fase-terra na fase A são: (4.9) .12 referente à corrente: (4.5) 4.6) (4.3 CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA A Figura 4.40 (4.3 mostra o esquema de um curto-circuito monofásico no gerador síncrono: FIGURA 4.

18: CIRCUITO EQUIVALENTE SÉRIE DO CURTO-CIRCUITO MONOFÁSICO A TERRA NO GERADOR Através da análise do circuito da Figura 4.12) As tensões de seqüência são calculadas por: (4.15) (4.4.13) (4. como mostra a Figura 4.4. negativa e zero em série.16) Com base nas equações acima é possível calcular as tensões nas fases A.11) A corrente de falta na fase A é obtida pela equação 3. FIGURA 4.11:   I A = 3 ⋅ I A1 (4..41 Para representar essa igualdade das correntes de seqüências colocam-se os circuitos equivalentes das seqüencia positiva.10) Isolando obtém-se: (4. conclui-se que: (4. B e C do gerador síncrono através da expressão: .14) (4.

não há como a corrente de seqüência zero circular. portanto não possui a seqüência zero.17) 4.4 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO Curto-circuito bifásico ocorre quando duas fases entram em curto-circuito como.5). FIGURA 4.19) (4.20) Substituindo as condições do curto-circuito bifásico na equação 3. por exemplo.42 (4.21) . as fases B e C (Figura 4.18) (4.12: (4. Como o curto-circuito bifásico não possui ligação a terra.19: CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO O curto-circuito bifásico possui as seguintes condições de contorno: (4.

26).6).43 Resolvendo a matriz obtém se: (4. B e C do gerador síncrono são obtidas através de: (4.25.22) (4.24) (4.5 CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA . pode-se concluir que no caso do curto-circuito bifásico.27) 4. FIGURA 4.26) Resolvendo-se (4. as correntes nas fases B e C são: (4.12 e resolvendo a equação matricial obtém-se: (4.20: CIRCUITO EQUIVALENTE PARALELO DO CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO As correntes nas fases A. os circuitos equivalentes das seqüências positiva e negativa podem ser ligados em paralelo (Figura 4.25) Analisando a equação 4.23) Usando a equação 3.

29) Substituindo as condições do curto-circuito bifásico: (4.31) Aplicando-se o Teorema de Fortescue junto às características desse curtocircuito têm-se: (4.28) (4. as fases B e C mostrado na Figura 4.7. por exemplo.32) .44 Curto-circuito bifásico a terra ocorre quando duas fases entram em curtocircuito juntamente com a terra como.30) Resolvendo a matriz obtém-se: (4. FIGURA 4.21: CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA As características deste defeito são: (4.

antigamente. A matriz Z barra pode ser calculada invertendo-se a  matriz que contém todas as admitâncias do sistema elétrico. C do gerador. A impedância no ponto de um nó é a  impedância equivalente entre ele e a referência. Aplicando-se os valores obtidos em 4.45 Analisando as equações 4. O método matricial para o cálculo de curto-circuito é baseado na montagem da matriz de impedâncias de um sistema  elétrico. (4. A matriz Z barra contém também a impedância de transferência entre cada barra do sistema e cada outra barra. B. com  relação ao nó de referência.  A matriz Z barra contém as impedâncias no ponto de cada nó com relação a um nó de referência escolhido arbitrariamente.8 podem-se calcular as correntes através do método do divisor de corrente.33 é possível calcular as correntes nas fases A.22: CIRCUITO EQUIVALENTE PARALELO DO CURTO-CIRCUITO BIFÁSICO A TERRA Através da análise do circuito da Figura 4. eram inviáveis em virtude da falta de recursos computacionais realmente eficientes.33) 4. a matriz Ybarra .32 pode-se concluir que no caso do curtocircuito bifásico-terra os circuitos equivalentes das seqüências positiva. negativa e zero podem ser representados como se estivessem em paralelo (Figura 4. FIGURA 4.6  MÉTODO DA MATRIZ Z PARA O CÁLCULO DE CURTO-CIRCUITO Uma opção para a investigação do curto-circuito elétrico em grandes sistemas é usar métodos matriciais que.31 e 4.8). chamada Z barra . .

Y 2. Primeiramente. 4.7  CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE TERRA .1 Cálculo da Matriz Ybarra A equação de um sistema de n barras pode ser representada na forma matricial abaixo. Y 0). Já os elementos fora da diagonal principal correspondem ao negativo da soma das admitâncias conectadas entre as barras ou nós).  Vbarra - Vetor das tensões nas barras do sistema. negativa e zero (respectivamente Y 1.  A matriz admitância ( Ybarra ) pode ser montada através de uma simples  inspeção do sistema elétrico.  Ybarra . (4. como mostrado anteriormente na Figura 4.Matriz das admitâncias do sistema (os elementos da diagonal principal correspondem à soma de todas as admitâncias conectadas àquela respectiva barra ou nó. .46  4.3. é necessária a determinação das matrizes admitâncias de    barra para as seqüências positiva.34) ou (4.6.MÉTODO DA MATRIZ Z Para o desenvolvimento das equações será suposto que o curto-circuito faseterra ocorreu na fase A. tensões nodais medidas em relação ao nó de referência.35) Onde:  I barra .Vetor das correntes injetadas (a corrente é considerada positiva quando está entrando em uma barra do sistema elétrico e negativa quando está saindo). Invertendo essa matriz obtém-se a matriz Z barra  necessária para o cálculo de curto-circuito utilizando o método da matriz Z .

Corrente de falta de seqüência negativa na barra k.Corrente de falta de seqüência zero na barra k.Fasor tensão na barra k antes da ocorrência da falta.Corrente de falta de seqüência positiva na barra k. Z 2. obtém-se as matrizes impedâncias para    cada uma das seqüências. negativa e zero ( Z 1.41) . .37) (4. A partir desses dados as correntes de seqüência e as correntes totais nas fases que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito fase-terra são calculadas através das equações: (4.Elemento k-k da matriz Z . .40) (4.Corrente de falta total na barra k na fase A. . na fase A. na fase A.39) (4. As tensões de seqüência e totais que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito fase-terra são calculadas através das equações: (4. na fase A. positiva. Z 0).36) (4.38) Onde: .47 Então através da inversão dessas matrizes. .  .

.Tensão na fase A de seqüência zero na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).47) Onde: .48 (4.Tensão na fase A de seqüência positiva na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k). Assumindo que todas as tensões pré-falta são iguais à tensão pré-falta na barra de falta k: (4.44) (4.Tensão na fase A de seqüência negativa na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k). .Tensão na fase A de seqüência positiva na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).42) (4.43) Onde: . .45) (4.46) (4.

49 .Tensão na fase A de seqüência zero na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). Considerando que a impedância do elemento série entre duas barras i-m é: (4.51) (4. .Tensão na fase A de seqüência negativa na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). .Tensão na fase A total na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).52) Onde: .5. . 4.8  CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE . e e dos parâmetros (4. como mostrado anteriormente na Figura 4.MÉTODO DA MATRIZ Z Para o desenvolvimento das equações será suposto que o curto-circuito fasefase ocorra nas fases B e C. e pode ser calculada a partir das tensões terminais equivalentes do modelo de linha curta.48) A corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na direção i-m é formada por uma reatância série (despreza-se a componente shunt).Corrente total na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na direção i-m.49) (4.50) (4.

 . . .Corrente de falta de seqüência negativa na barra k.58) .Corrente de falta de seqüência positiva na barra k.55) (4. Primeiramente determinam-se as matrizes admitâncias ( Y 1. Y 2) e suas   inversas.56) (4.Elemento k-k da matriz Z . as matrizes impedâncias ( Z 1. A partir desses dados as correntes de seqüência e as correntes totais nas fases que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pela equação: (4.50 Os primeiros passos são os mesmos daqueles utilizados para curto-circuito   fase-terra. na fase A.57) (4.53) Onde: .Tensão na barra k antes da ocorrência da falta.54) Ou (4. As tensões de seqüência e totais que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pelas equações: (4. na fase A. .Corrente de falta total na barra k na fase A. Z 2).

Tensão na fase A total na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k).51 (4. Considera-se que a impedância do elemento série entre duas barras i-m é representada pela equação 4.48.59) Onde: .Tensão na fase A de seqüência positiva na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). Assumindo que todas as tensões pré-falta são iguais à tensão pré-falta na barra de falta k: (4. .61) (4.Tensão na fase A de seqüência negativa na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).62) (4.60) (4. e .63) Onde: . .Tensão na fase A de seqüência negativa na barra genérica n (durante a ocorrência da falta na barra k). A corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na direção i-m é formada por uma reatância série (despreza-se a componente shunt). .Tensão na fase A de seqüência positiva na barra k (durante a ocorrência da falta na barra k).

52

pode ser calculada a partir das tensões terminais

e

e dos parâmetros

equivalentes do modelo de linha curta, considerando apenas as equações 4.49 e 4.50, sendo a corrente da seqüência zero nula e a corrente total calculada pela equação: (4.64) 4.9 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO FASE-FASE-TERRA – MÉTODO DA MATRIZ
 Z

Para o desenvolvimento das equações será suposto que o curto-circuito fasefase-terra ocorra nas fases B e C, como mostrado anteriormente na Figura 4.7. Os primeiros passos são os mesmos daqueles utilizados para curto-circuito fase-fase, porém neste será incluso a seqüência zero devido à falta atingir a terra
   também. Primeiramente determinam-se as matrizes admitâncias ( Y 1, Y 2, Y    suas inversas, as matrizes impedâncias ( Z 1, Z 2, Z 0).
0

)e

A partir desses dados as correntes de seqüência e as correntes totais nas fases que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pelas equações:

(4.65)

(4.66)

(4.67) (4.68)

(4.69)

53

(4.70) Onde: - Corrente na hora da falta que passa pelo neutro e vai a terra. As tensões de seqüência e totais que aparecem no sistema elétrico durante o curto-circuito são dadas pelas equações:

(4.71)

(4.72)

(4.73) Aplicando os resultados das tensões das seqüências positiva, negativa e zero na equação 4.42 tem-se: (4.74) (4.75) Assumindo novamente que todas as tensões pré-falta são iguais a tensão pré-falta na barra de falta k:

(4.76)

(4.77)

(4.78) E a corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m

na direção i-m será calculada pelas mesmas equações existentes no curto-circuito fase-terra, as expressões 4.49, 4.50, 4.51 e 4.53.

54

 4.10 CÁLCULO CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO - MÉTODO DA MATRIZ Z

O cálculo do curto-circuito trifásico é o mais simplificado, pois este é um curtocircuito equilibrado, só existindo a seqüência positiva para ser analisada. Então é necessário determinar a matriz admitância e impedância apenas da seqüência
  positiva ( Y 1 e Z 1).

As correntes e as tensões para esse curto-circuito são calculadas facilmente com base nas equações a seguir:

(4.79)

(4.80) E a corrente na fase A que percorre o elemento entre as barras i e m na

direção i-m será calculada pela equação 4.49 apenas, pois o curto-circuito trifásico compreende apenas a seqüência positiva de fase.

55

5 VARIAÇÃO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO EM FUNÇÃO DO TEMPO
5.1 INTRODUÇÃO [9] As expressões apresentadas nos capítulos anteriores para o cálculo das correntes de curto-circuito fornecem os valores eficazes de corrente alternada, que consideram as impedâncias dos geradores e da rede. Das impedâncias que intervêm num curto-circuito, a do gerador ocupa uma posição particular, porque durante um curto-circuito o campo de excitação é enfraquecido num grau maior ou menor, devido a reação do induzido e a tensão nos terminais do gerador sofre uma queda proporcional, como conseqüência da elevação da impedância do gerador. Quando esta impedância se eleva, a corrente de curto-circuito se reduz, num grau tanto maior quanto mais próximo do gerador onde ocorre o curto-circuito. A corrente inicialmente se eleva a um valor de pico, representado pelo impulso de corrente de curto-circuito I´´ (corrente sub-transitória), o qual se reduz, primeiro acentuadamente, depois lentamente, até atingir o valor I (corrente permanente de curto-circuito). Ainda, devido às características indutivas do gerador que podem ser simplificadamente representadas através do circuito RL da Figura 5.1, pode-se ainda deduzir o valor instantâneo da corrente i(t):

(5.1)

FIGURA 5.23: CIRCUITO RL EQUIVALENTE DE UM GERADOR SÍNCRONO

A representação de i(t) para diferentes instantes de chaveamento estão mostradas na Figura 5.2.

seu valor é mais elevado do que a reatância subtransitória. que vem representada em um dos lados deste mesmo eixo (Figura 5.ESQUERDA) COMPONENTE DE CORRENTE ALTERNADA. 5. na ordem de 12% e nas máquinas de pólos salientes de 18%.2.2 (a) mostra a corrente em função do tempo num circuito RL para α – Θ = 0. A Figura (b). A Figura 5. Geralmente.56 FIGURA 5. nos turbogeradores.  Reatância transitória (x´d) que compreende a reatância de dispersão dos enrolamentos do estator e da excitação do gerador. A tensão é igual a І Vm І sen (ωt + α) aplicada no instante t = 0. a corrente em função do tempo num circuito RL para α – Θ = . (B .1 Reatâncias do Gerador A variação da corrente de curto-circuito. estando incluídos na dispersão do rotor as influências do enrolamento de amortecimento e da partes maciças do rotor.O valor relativo das reatâncias subtransitórias é.2 b). A corrente de curto-circuito se compõe assim de duas componentes.DIREITA) COMPONENTE DE CORRENTE CONTÍNUA. A tensão é igual a І Vm І sen (ωt + α ) aplicada no instante t = 0.24: (A .2 GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE AMORTECIMENTO 5. a componente de corrente alternada que varia simetricamente em relação ao eixo horizontal de referências e a componente de corrente contínua. . onde Θ = tan-1 (ωL/R). onde Θ = tan-1 (wL/R).90o. mostra que para se determinar com exatidão os valores instantâneos correspondentes aos diferentes instantes. é necessário conhecer três reatâncias diferentes do gerador:  Reatância subtransitória (x´´d) que compreende a reatância de dispersão dos enrolamentos do estator e do rotor do gerador. analisada anteriormente.

5.2) Onde: I´´ .corrente transitória. há necessidade de se definir as constantes de tempo:  Constante de tempo subtransitória Td’’: depende das propriedades do circuito de corrente do rotor e do enrolamento de amortecimento.corrente subtransitória.  Constante de tempo da componente de corrente contínua Tg’: depende das propriedades do circuito de corrente do estator. I .2 Constantes de tempo As reatâncias do gerador analisadas acima determinam junto com as impedâncias de rede.2. Todas as reatâncias pertencem ao conceito de reatância positiva.3 CÁLCULO DOS VALORES INSTANTÂNEOS DAS CORRENTES DE CURTOCIRCUITO A variação da corrente de curto-circuito em função do tempo é definida pela seguinte equação: (5. Para se determinar os instantes de tempo em que esses valores ocorrem. os valores iniciais e finais do processo de amortecimento.57  Reatância síncrona (xd) engloba a reatância total do enrolamento rotor do gerador. 5. no trecho compreendido entre o gerador e o ponto de curtocircuito. I´ .  Constante de tempo transitória Td’: depende das propriedades amortecedoras do circuito de excitação. .corrente regime permanente.

5. o fator de assimetria é maior para faltas nas barras de geração ou em linhas de alto ângulo próximos destas barras. Diferenças são esperadas quando simulações numéricas são aplicadas para os dois modelos. à parte transitória. . à parte da componente de corrente contínua. Essas diferenças foram analisadas e parecem ser diretamente ligadas ao modelo de rede. A norma ANSI utiliza a razão X/R. porém a IEC 909 apresenta um método mais apurado e complexo de ser calculado. Ambas as normas provêm resultados conservativos para avaliar ou determinar a capacidade do equipamento elétrico e requerem essencialmente os mesmos dados para sistemas industriais típicos.58 O valor da corrente i(t) representa o valor instantâneo da corrente de curtocircuito num instante t e com um ângulo de fase de corrente α. Simulações computacionais realizadas com os dois procedimentos sugerem que a adesão a qualquer procedimento tem de ser do início ao fim para resultados consistentes. O primeiro termo da fórmula acima corresponde à parcela subtransitória da corrente de curto-circuito. A utilização de dados de um procedimento em outro pode gerar erros de simulação significativos. o terceiro.4 NORMAS ANSI E IEC 909 [7]-[8] A fim de se considerar essas diferentes parcelas de corrente de curto-circuito existem normas específicas tais como a ANSI e IEC 909. Já o decaimento DC está estreitamente relacionado com o momento exato de interrupção e as propriedades de amortecimento do circuito interrompido. no instante inicial do curto. o segundo. Devido à alta relação X/R do enrolamento de um gerador. Quanto maior o valor dessa razão maior é a assimetria e mais lento o decaimento. modelo de rotação do equipamento e a procedimentos computacionais. As principais diferenças entre as normas são quanto ao modo de cálculo do decaimento AC e DC das correntes de curto-circuito. O decaimento AC está associado à tendência inerente das máquinas de aumentar suas reatâncias com o tempo desde o início do curto-circuito.

 CurtoCircuito.59 6 RESULTADOS 6. Contém as correntes e tensões de curto-circuito em todas as barras.2 ENTENDENDO O PROGRAMA O programa contém sete arquivos:  Dados. fase-terra. reatâncias positiva.1 INTRODUÇÃO O programa calcula facilmente diversos tipos de curto-circuito em Sistemas Elétricos de Potência: trifásico. banco de capacitores.m: calcula e gera o gráfico do decaimento exponencial da corrente de curto-circuito (Plotar_Grafico. localização das linhas e transformadores. 6. Y2 e Y0 e a matriz de impedância Z0 utilizando os conhecimentos do Capítulo 4. geradores e transformadores.  Plotar_Grafico.out: arquivo de saída. 6.m). negativa e zero das linhas. Tem como resposta valores.m: contém os dados para cálculo dos gráficos (barra e tipo do curto.m: monta as matrizes de admitância Y1. capacitores shunt da linha. subtransitório e contínuo). gerado após a execução do arquivo CurtoCircuito.  Dados_adicionais. para curtos em todas as barras. geradores e transformadores.  MontaMatrizes_ZBarra.3 UTILIZANDO O PROGRAMA .m. barra onde estão os geradores. de corrente de curto-circuito e de magnitude de tensão em todas as barras. período transitório.m: contém os dados do sistema (número de barras. tap e tipo dos transformadores).m: gráfico do decaimento exponencial da corrente de curtocircuito.  Grafico_corrente. fase-fase e fase-fase-terra. reatâncias transitória e síncrona de seqüência positiva do gerador. linhas.m: possui os cálculos das correntes e tensões de curto (também utilizando os conhecimentos e fórmulas do Capítulo 4).  Saída.

6 – Digite “Grafico_corrente” após “>>” no MatLab. Plotar_Grafico. 7 Tecle “Enter”.1).m. Dados. 4 – Digite “CurtoCircuito” após “>>” no MatLab (indicado na Figura 5.m e MontaMatrizes_ZBarra.2. 6.m.25: TELA MATLAB O resultado aparecerá na tela do MatLab e um arquivo com os resultados será criado (saida.m e Dados_adicionais (caso queira o gráfico do decaimento exponencial da corrente de curto-circuito).m. Dados_adicionais. Grafico_Corrente. . FIGURA 6.1). Então siga os passos seguintes: 1 – Salve uma pasta no seu computador com os seguintes arquivos: CurtoCircuito. 5 – Tecle “Enter”.m.m.60 Primeiramente é necessário ter instalado no computador o software MatLab.out). 2 – Insira os dados do sistema a ser calculado o curto nos arquivos Dados. 3 – Abra a pasta no MatLab (indicado na Figura 5.4 RESULTADOS PARA SISTEMAS DE 3 BARRAS Será apresentado a seguir o cálculo de curto-circuito utilizando como exemplo o sistema elétrico da Figura 6.

61 Figura 6.15 segundos Reatâncias: Subtransitória = 0. .21j Síncrona (permanente) = 1.26: Diagrama Unifilar utilizado como exemplo Considera-se: Período transitório = 1.3 segundos Período contínuo = 0.Cálculo para curto na barra 1: Figura 6.15j Transitória = 0.1.1 Cálculo de Curto-Circuito Trifásico .27: Curto-circuito trifásico na barra 1 Cálculo da corrente de curto-circuito: Nas linhas 1 (linha de transmissão) e 2 (transformador) a corrente será nula pois o curto-circuito ocorrido na barra 1 impede que corrente flua neste sentido.2j 1.

A corrente na linha 1 é nula pois um curto na barra 2 faz com que não flua corrente nesse sentido.62 Não há necessidade de calcularmos a tensão nas barras pois a falta na barra 1 ocasionará uma tensão nula neste ponto e nos próximos porque não serão supridos pelo gerador.29: Curto-circuito trifásico na barra 3 .Cálculo da corrente para curto na barra 3: Figura 6. .Cálculo para curto na barra 2: Figura 6. b e c em curtos trifásicos possuem mesmo módulo e defasamento de 120 graus. A tensão na barra 1 é calculada através da reatância do gerador. A tensão nas barras 2 e 3 é nula. corrente que passa por ele e tensão do gerador. . Lembrando que as fases a.28: Curto-circuito trifásico na barra 2 A corrente na linha 2 nada mais é que a corrente de curto somada de 30 graus.

1.3 apresenta a evolução da envoltória da corrente de curto-circuito trifásica simétrica e assimétrica quando o curto ocorre na barra 1.3: CORRENTE PARA CURTO TRIFÁSICO NO GERADOR 1.63 Corrente na linha 1 é a corrente de curto-circuito.Cálculo para curto na barra 1: . A corrente na linha 2 é a corrente da linha 1 subtraída em 30 graus por causa do transformador. A tensão na barra 1 é a tensão do gerador subtraída de sua queda de tensão.2 Cálculo de Curto-Circuito Fase-Terra . FIGURA 6. A Figura 6. A tensão na barra 2 é a corrente na linha 1 multiplicada pela impedância da linha.

64 Figura 6.30: Curto-circuito fase-terra na barra 1 Cálculo da corrente de curto-circuito: Utilizando a equação 4.9: Calculo das tensões na barra de curto (2): .7: Curto-circuito fase-terra na barra 2 Cálculo da corrente de curto-circuito: Utilizando a equação 4.9: Calculo das tensões na barra de curto (1): .Cálculo para curto na barra 2: Figura 6.

3 Cálculo de Curto-Circuito Fase-Fase .65 Aplicando teorema de fortescue: Calculo das tensões na barra 1: Aplicando teorema de fortescue: 1.31: Curto-circuito Bifásico na barra 1 Cálculo da corrente de curto-circuito: Aplicando a equação 3.11 aplicada à corrente obtém-se: .1.Cálculo para curto na barra 1: Figura 6.

11 aplicada à corrente obtém-se: A tensão na barra de curto-circuito (barra 2): . são apenas aplicadas ao lado estrela aterrado do transformador.66 A tensão na barra de curto-circuito (barra 1): Aplicando a equação 3. .11 obtém-se: Nas linhas 1 (linha de transmissão) e 2 (transformador) a corrente será nula pois o curto-circuito ocorrido na barra 1 impede que corrente flua neste sentido.32: Curto-circuito Bifásico na barra 2 Cálculo da corrente de curto-circuito: Aplicando a equação 3.Cálculo para curto na barra 2: Figura 6. Portanto a tensão nas outras barras é a mesma que a da barra 1 de curto circuito.

A tensão e corrente na barra 1 – lado estrela aterrado do transformador: Devido ao transformador estrela aterrado delta entre as barras 1 e 2 a corrente de seqüência positiva no lado estrela aterrado será -30° defasada e a corrente de seqüência negativa será 30°defasada.Cálculo para curto na barra 3: Figura 6.11 obtém-se: Como a corrente na linha 1 (da barra 2 a 3) é nula a tensão na barra 3 será a mesma da calculada para barra 2.11 obtém-se: .33: Curto-circuito Bifásico na barra 3 Cálculo da corrente de curto-circuito: .11 para as correntes obtém-se: Aplicando novamente a equação 3.67 Aplicando a equação 3. Aplicando a equação 3.

11 para as correntes obtém-se: .68 Aplicando a equação 3.11 obtém-se: Tensão na barra 2: Aplicando novamente a equação 3.11 aplicada à corrente obtém-se: A tensão na barra de curto-circuito (barra 3): Aplicando a equação 3. Aplicando a equação 3.11 obtém-se: A tensão e corrente na barra 1 – lado estrela aterrado do transformador: Devido ao transformador estrela aterrado delta entre as barras 1 e 2 a corrente de seqüência positiva no lado estrela aterrado será -30° defasada e a corrente de seqüência negativa será 30°defasada.

13 apresenta os valores de correntes para os 4 tipos de curto-circuito.5 EXEMPLO 291 BARRAS Os dados do sistema de 291 barras.3 21.5 C 30 0 0 36 Tensão (pu) na Barra 103 A B c 0 0 1 0.4 apresenta a evolução da envoltória da corrente de curto-circuito trifásica simétrica e assimétrica quando o curto ocorre na barra 103.3 0 0 -90 -90 0 0 Corrente (pu) B 20 0 17.11 obtém-se: 6. encontram-se no Anexo A.5 -150 0 180 144 20 0 17. Considerando. a Tabela 6. bem como as tensões na barra em curto. TABELA 6.3 21.87 0 0 0 0 0 0. por exemplo. um curto-circuito na barra do gerador 103.5 0 0 114 180 0 terra A Figura 6.5 0 0 -114 180 0 0 0. . que é o equivalente do estado do Paraná.13: CORRENTES E TENSÕES PARA CURTOS NA BARRA 103 A 3Φ Φ-terra ΦΦ ΦΦ20 22.95 0.69 Aplicando novamente a equação 3.95 0.

70 FIGURA 6.4: CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO NO GERADOR DA BARRA 103 .

Os aprendizados foram inúmeros e a realização deste projeto gratificante. professores e profissionais da área de curto-circuito) um programa de cálculo de curto-circuito gratuito e fácil de ser utilizado. Circuitos. ao mercado interessado (estudantes. 7.71 7 CONCLUSÕES 7. Além da ajuda ao usuário. dentre elas pode-se citar: Cálculo. Transformadores. desta maneira.3 TAREFAS REALIZADAS E OBJETIVOS ALCANÇADOS Seguindo o cronograma inicialmente criado. Os benefícios trazidos por esse projeto garantem que o engenheiro saia da universidade pronto para o mercado.1 INTRODUÇÃO Os objetivos foram alcançados fornecendo. Cálculo de Curto-Circuito. também ajudou as alunas a revisar o conteúdo e assim gerar corretamente o programa.2 APRENDIZADOS Pôde-se ter a real conscientização da importância de todas as matérias cursadas. capaz de aplicar na prática a teoria vista em sala de aula.4 FUTUROS PROJETOS . A matéria “Projeto de Graduação” uniu todos os conhecimentos anteriormente adquiridos e gerou a certeza do aprendizado fornecendo também a capacidade de criação e gerenciamento de um projeto. 7. O projeto escrito foi gerado para dar ao usuário do programa todo o conhecimento necessário para o seu entendimento. A base de cálculo de curtocircuito é abordada completa e claramente. etc. 7. A construção do aprendizado durante os 5 anos de curso fez com que ao final pudesse ser realizado esse trabalho. o projeto passou pelas etapas necessárias para a elaboração de um programa de cálculo de curto-circuito confiável.

Uma idéia é aprofundar na área de Sistemas Industriais. As autoras estão a disposição para possíveis dúvidas e ajudas na produção de um projeto no tema abordado. outra é tornar o sistema mais robusto. . pois essa a área de curto-circuito é importantíssimo para qualquer sistema elétrico.72 Futuros projetos podem ser criados a partir deste. Espera-se que haja continuidade ao estudo.

H.anafas.netdraw. e SIELING.br/ppee/files/2008/12/211035. “Correntes de curto-circuito em redes trifásicas”. G. G. Florianópolis. 2007. UFSC EEL LabPlan.ufjf. “Comparison of ANSI and IEC 909 Short-Circuit Current Calculation Procedures”.pdf [7] KNIGHT. [9] SIEMENS.br/ .inist.de/laku_pt.Acessado em 14/09/2009 [3] http://cat. ...: “Curto-Circuito” – 4ª Edição.cepel. A.htm/ .Acessado em 03/08/2009 [2] http://www.Acessado em 14/09/2009 [4] KINDERMANN. “A Comparison of North American (ANSI) and European (IEC) Fault Calculations Guidelines”. [5] Caderno e material da disciplina Cálculo de Curto-Circuito com professora Thelma Fernandes – 2008.73 REFERÊNCIAS [1] http://www. [6] Modelagem de Transformadores Trifásicos de Distribuição para Estudos de Fluxo de Potência – Disponível em http://www.fr/?aModele=afficheN&cpsidt=5032778/ . [8] RODOLAKIS.

1175 0.0361 0.0647 0.0327 0.0126 0.0039 0.1807 0.2343 0.1078 0.042 0.9: DADOS DE LINHAS E TRANSFORMADORES De 126 7 6 14 15 77 8 7 11 9 9 12 14 87 12 37 37 26 26 30 30 108 108 68 68 28 29 27 29 30 30 31 29 26 29 33 34 118 271 38 27 118 42 27 42 39 39 43 124 36 Para 1 2 3 4 5 6 7 10 10 11 12 13 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 28 29 32 32 33 33 34 35 35 35 35 36 36 39 40 42 43 44 44 45 46 46 47 48 X 0.0674 0.0182 0.19687 0.06823 0.01797 0.04285 Tipo Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Transformador Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Transformador Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha .02432 0.011 0.07237 0.06526 0 0 0 0.1936 0.0756 0.03187 0.24698 0.0484 0.0084 0.0638 0.0182 0.02258 0.1742 0.0113 0.0336 0.1091 0.04146 0.11475 0.014 0.00586 0.022 0 0 0.0262 0.0725 0.0238 0.0102 0.2162 0.13268 0.11175 0.0807 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.1675 0.0164 0.01135 0 0 0 0 0.0316 0.0001 0.0408 0.0382 0.00783 0.0549 0.1651 Bshunt 0.0248 0.06009 0 1.0807 0.0212 0.02128 0.0072 0.0338 0.1258 0.0161 0.0001 0.0001 0.02825 0.0236 0 0.14211 0.3015 0 0.02163 0.03624 0.0067 0.74 ANEXO A Dados do Sistema de 291 barras TABELA A.06823 0.0073 0.0454 0.0534 0.

193 0.0299 0.0607 0.1905 0.1418 0.0235 0.1424 0.1214 0.0753 0.1382 0.03713 0.00435 0.02915 0.05413 0.11058 0.05083 0.2172 0.03518 0.06215 0.0588 0.0484 0.04325 0 0.1373 0.0141 0.0671 0.1135 0.2053 0.194 0.03754 0.095 0.02822 0 0.02834 0 Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador .01505 0.01232 0.04089 0 0.14643 0.146 0.03254 0 0.03103 0.01297 0.0472 0.0193 0.0815 0.03589 0.036 0.2261 0.0313 0.04732 0.3867 0.1029 0.0651 0.033 0.1226 0.1782 0.0636 0.1352 0.02029 0.1181 0.2148 0.02099 0.1369 0.75 36 45 38 48 52 53 55 58 55 109 59 53 54 56 51 59 132 57 64 53 60 57 60 61 56 62 121 74 72 75 71 73 80 71 77 72 73 60 51 73 74 75 87 86 80 89 88 88 90 15 40 42 89 92 91 93 97 41 94 92 100 49 49 50 50 53 54 57 59 60 60 61 62 62 62 63 63 64 65 65 66 66 67 67 69 70 70 72 77 78 78 81 81 81 82 82 83 83 84 85 85 85 85 86 88 89 90 91 93 94 95 95 95 95 96 98 98 98 99 99 101 101 0.1113 0.0636 0.08344 0.1919 0.03739 0.1114 0.0637 0.0979 0 0.1876 0.0659 0.1521 0.0509 0.02742 0 0.0177 0.0964 0.0778 0.1414 0.1531 0.02401 0 0.05383 0.1255 0.04476 0.01726 0 0.0595 0.2261 0.0001 0.1359 0.0278 0 0.0335 0 0 0.1373 0.22765 0.0664 0.06215 0.00926 0.1586 0.1648 0.03133 0.03727 0.0911 0.0568 0.0237 0.1293 0.0447 0.03727 0.0664 0.1848 0.2019 0.0809 0.1199 0.

0769 0.00124 0.0076 0.02922 0.01095 0 0 0.0001 0.0404 0.03725 0.7806 0.12652 0.02048 0.00033 0 2.04545 0.0699 0.7028 0 0.07836 0.03361 0.4221 0.03236 Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Transformador Linha .0001 0.85746 1.1666 0.00543 0.15738 0.1381 0.0436 0.06782 0.44274 0.0267 0.0016 0 0.47874 0.0089 0.13486 0.17777 0.0061 0.03391 0.16845 1.435 0.13568 0.01136 0.01171 0.0255 0.0001 0.00033 0.0822 0.0127 0.0368 0.01272 0.0073 0.06809 0.15204 0.00654 0.02503 0.07732 0.604 0.21706 3.0269 0.00485 0 0 0 0 0 0 0.12617 0.0001 0.5017 3.0001 0.00844 0 3.76 98 101 102 102 98 101 27 117 123 232 107 52 81 132 132 132 132 134 134 37 68 118 47 122 47 89 117 117 119 124 34 35 58 117 124 126 129 89 97 130 9 100 11 80 121 52 109 118 121 132 68 108 126 229 64 132 125 59 156 163 31 103 103 103 104 105 105 106 106 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 117 117 118 119 120 121 122 123 123 123 124 124 125 126 127 128 128 129 129 129 130 130 131 131 131 132 132 132 132 133 134 134 134 135 136 136 137 138 139 141 142 0.19327 2.01632 0.01146 0.4758 0 0.2458 2.0113 0.0044 0.01603 0.02012 0.19006 0.4577 0.1056 0.9589 0 0.11229 0.27123 0.15885 0.30603 0 0.01163 0.04708 0.2675 0 0.364 1.80493 0 0.03904 0 0.0001 0.0227 0.0777 0.01207 0.08077 0.0127 0.0194 0.09776 0.19343 0.27375 0.01123 0.0168 0.1272 0.0215 0.01394 0.0182 0.3697 0.00697 0.

1565 0.0205 0.0404 0.00134 0.1911 0.0284 0.014 0.0389 0.0191 0.03729 0.00134 0.1803 0.1886 0.0699 0.0277 0.00112 0.0837 0.1076 0.00086 0.3564 0.0116 0.107 0.00101 0 0.1292 0.00103 0.1884 0.03497 0.00248 0.0551 0.0033 0.00213 0.77 35 140 142 27 29 147 148 149 152 28 147 151 151 30 273 156 148 163 32 148 152 169 162 161 32 145 146 155 170 167 168 172 148 153 145 152 174 144 152 158 147 149 161 163 34 145 33 150 154 169 176 182 186 188 34 144 160 176 190 144 147 142 143 143 148 152 152 153 154 155 157 157 157 159 162 162 163 164 165 166 167 170 171 172 174 175 175 175 175 175 177 178 178 179 179 180 181 182 183 184 184 185 185 185 185 187 188 189 189 189 189 189 189 189 189 190 190 190 190 191 192 192 0.4242 0.00078 0.03567 0.00089 0.00096 0.00142 0.0719 0.0274 0.013 0.00062 0.0317 0.0821 0.026 0.00546 0.065 0.0363 0.0302 0.00085 0.0036 0.00155 0.00071 0.0019 0.1497 0.1113 0.00232 0.0099 0.0497 0.0056 0.00069 0.0535 0.04074 0.0013 0.0292 0.0303 0.00378 0.1228 0.00444 0.1343 0.0569 0.104 0.00204 0.02859 0.059 0.2203 0.0188 0.008 0.0641 0.0698 0.0877 0.1111 0.0245 0.00143 0.01969 0.00699 0.2872 0.0794 0.00236 0 0.00066 0.00066 0 0.0626 0.00081 0.0017 0.0399 0.0077 0 0 0 0.00039 0.00151 Linha Linha Transformador Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha .00066 0 0 0.00095 0.0551 0.0649 0.1421 0.00016 0.5494 0.00596 0.1785 0.0564 0.00094 0 0.0142 0.00046 0.119 0.00854 0.0667 0.

3597 0.0597 0.2318 0.848 0.2473 0.00437 0.36 0.0028 0.3593 0.00079 0.00426 0 0 0.0541 0.02431 0.3274 0.00741 0.031 0.0213 0.001 0.00009 0.00101 0 0.0325 0.02933 0.0331 0.00234 0.00318 0.00013 0.028 0.00385 0.00067 0.83917 0.0104 0.00083 0 0.0389 0.00019 0.00185 0.00072 0.0982 0.0492 0.0763 0.03039 0 Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Transformador Linha Transformador .78 145 35 151 160 190 173 189 193 146 154 186 162 168 157 191 150 190 145 158 172 43 38 147 152 40 206 47 208 210 214 212 208 216 43 204 208 65 205 222 223 66 84 66 69 36 133 226 225 53 66 52 125 144 194 51 53 244 85 72 233 78 193 194 194 194 194 195 195 195 196 196 197 198 198 199 199 200 200 201 201 202 203 205 207 207 208 208 209 211 215 215 216 217 217 219 219 220 221 222 224 224 225 226 227 227 228 229 229 230 231 231 232 232 235 235 236 236 237 238 240 241 242 0.00099 0.00346 0.06188 0.029 0.0109 0.7224 0.141 0.9467 0.7695 0.00939 0.1145 0.0494 0 0.0186 0.0387 0.0639 0.0004 0.00085 0.0639 0.0128 0 0.0423 0.01139 0 0.00154 0.04015 0 0.01395 0.059 0.0059 0.0175 0.0083 0.3576 0.1836 0.1127 0.1557 0.00076 0.454 0.00064 0 0.0531 0.00117 0.2023 0.1822 0.0936 0.132 0.00053 0.0175 0.0008 0.00194 0.0513 0.1163 0.1111 0.0461 0.00872 0 0.5032 0.01581 0.33406 0.0271 0.00069 0.0007 0.0047 0.002 0.1119 0.00088 0.0354 0.0167 0.1038 0.0119 0.0083 0.02558 0.00073 0.00029 0 0.0416 0.00055 0.

0937 0.0046 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0.1367 0.0834 0.79 230 76 81 234 239 240 242 76 79 249 90 233 243 95 213 214 269 101 86 79 90 101 104 76 81 56 255 29 31 208 44 260 260 42 263 263 47 47 142 95 269 118 271 30 273 65 275 275 28 44 279 279 42 282 282 203 218 223 226 228 27 242 243 243 244 244 244 244 245 245 246 247 248 248 249 249 249 249 250 251 252 252 253 253 254 254 255 256 257 258 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 285 286 286 286 287 0.1645 0.6573 0.381 0.9903 0.0878 0.0082 0.0001 0.4276 0.00081 0.0391 0.5392 0.9798 0.3912 0.0051 0.0179 0.0086 0.074 0.00585 0.0747 0.1618 0.9802 0.0855 0.00755 0.00915 0 Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Transformador Linha Linha Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Linha Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Transformador Linha Linha Linha Linha Linha Linha .0564 0.9782 0.3993 0.02288 0.4261 0.0454 0.1599 0.034 0.9936 0.0588 0.8296 0.00566 0.0145 0.7024 0.0591 0.00032 0.004 0.02055 0 0.005 0.00712 0.6056 0.0186 0.00542 0.0089 0.0206 0.3962 0.01139 0.00467 0.376 0.0764 0.0845 0.01822 0 0.0024 0.4021 0.4083 0.00345 0.0643 0.3834 0.02021 0 0.0672 0.0309 0.00692 0.0132 0.3782 0.3892 0.015 0.00054 0.0283 0.4127 0.00102 0.0214 0.0818 0.0763 0.0317 0.02018 0.00862 0.03821 0 0.5408 0.2526 0.0272 0.

18220 0.00047 0.08565 0.83330 0.2627 1.21045 0.315675 1.2144 10.2627 1.3426 1.315675 0.89405 0.2627 7.12400 0.2627 .9998 1.21045 0.74995 0.2627 0.03003 0 0.0001 0.3705 0.21045 0.378765 0.315675 1.21045 X'd 0.744 1.21045 0.5762 1.21045 1.89405 0.1261 0.10: REATÂNCIA DOS GERADORES Barra 2 3 4 5 16 20 22 24 39 41 49 60 103 111 113 115 139 141 171 217 221 223 224 228 230 233 234 237 246 259 261 282 X''d 0.21045 0.21045 0.2469 0.2627 1.26270 0.5762 7.315675 0.315675 0.07210 1.05710 0.31568 1.5762 1.2627 1.315675 0.00229 0 0.89405 0.26270 0.21045 1.315675 0.2733 0.0255 Linha Linha Linha Linha Linha Linha A seguir os dados dos geradores do circuito de 291 barras: TABELA A.9876 1.26270 0.51506 0.21045 0.21045 1.4326 7.16460 0.10305 0.26270 0.0867 0.0932 0.2627 1.21045 1.315675 1.5762 0.80 289 29 287 72 90 103 288 289 289 290 291 291 0.2627 7.21045 0.26270 0.20240 1.186 0.2627 1.00282 1.5762 1.3036 2.89405 0.0171 0.5762 1.24700 0.89405 0.315675 0.2627 7.482 0.05780 0.0001 0.26270 1.262718 7.06870 0.25251 0.3468 1.4122 0.0161 0.2627 1.89405 1.315675 0.000705 0.315675 Xd 0.315675 0.03187 0.315675 0.21045 0.2627 1.0084 0.10815 1.

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