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SUMÁRIO
SUMÁRIO................................................................................................................................................................1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................................................4 CAPÍTULO 1: A CANONICIDADE DOS TEXTOS BÍBLICOS......................................................................5 1.1 - A BÍBLIA........................................................................................................................................................5 1.2 - CÂNON, CANONIZAÇÃO, LIVROS CANÔNICOS. AFINAL, O QUE É ISSO? ....................................................................6 1.2.1 - Fatores determinantes na canonização dos livros da Bíblia:.............................................................7 1.3 - CRITÉRIO PARA A ESCOLHA DOS LIVROS QUE COMPÕEM A BÍBLIA. ...........................................................................8 1.3.1 - Livros apócrifos do Antigo Testamento:..............................................................................................9 1.3.2 - Livros apócrifos do Novo Testamento:..............................................................................................11 1.3.3 - Cânon do Antigo Testamento:...........................................................................................................14 1.3.4 - Cânon do Novo Testamento:..............................................................................................................16 .................................................................................................................................................................................18 CANON DO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO............................................................................................18 CAPÍTULO 2: A INSPIRAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO....................................................................19 2.1 - "A LEI" OU "A LEI DO SENHOR": ..................................................................................................................19 2.2 - "OS PROFETAS" .............................................................................................................................................19 2.3 - A REIVINDICAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO A FAVOR DE SUA INSPIRAÇÃO. .................20 2.4 - O ANTIGO TESTAMENTO NA QUALIDADE DE TEXTO PROFÉTICO. ........................................20 2.5 - REIVINDICAÇÓES ESPECÍFICAS DO ANTIGO TESTAMENTO A FAVOR DE SUA INPIRAÇÃO ............................................................................................................................................................................23 2.5.1 - Inspiração dos profetas .....................................................................................................................24 2.6 - REFERÊNCIAS DO NOVO TESTAMENTO A LIVROS ESPECÍFICOS DO ANTIGO TESTAMENTO.................................................................................................................................................25 2.6.1 - CONFIRMAÇÃO OU CONCILIAÇÃO? ..........................................................................................25 2.7 - APOIO DO NOVO TESTAMENTO À VINDICAÇÃO DE INSPIRAÇÃO FEITA PELO ANTIGO TESTAMENTO.................................................................................................................................................26 2.8 - REFERENCIAS DO NOVO TESTAMENTO À INPIRAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO. ..........26 2.9 - REFERÊNCIA DO NOVO TESTAMENTO A SEÇÕES ESPECÍFICAS DO ANTIGO TESTAMENTO. ...............................................................................................................................................29 CAPÍTULO 3: SUA VERACIDADE .................................................................................................................31 3.1 - SIGNIFICADO. ................................................................................................................................................31 3.2 - PROVAS. .......................................................................................................................................................32 3.2.1 - Estabelecidas por considerações negativas. .....................................................................................33 3.2.2 - Estabelecida por considerações positivas. .......................................................................................33 CAPÍTULO 4: SUA INSPIRAÇÃO OU AUTORIDADE DIVINA.................................................................43 4.1 - A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA.................................................................................................................................43 ...........................................................................................................................................................................43 4.2 - DEFINIÇÃO ETIMOLÓGICA.................................................................................................................................45 4.3 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA....................................................................................................................................46 4.4 - INSPIRAÇÃO VERBAL E PLENÁRIA DA BÍBLIA........................................................................................................46 4.5 - A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA É ÚNICA....................................................................................................................46 4.6 - O NOVO TESTAMENTO REIVINDICA INSPIRAÇÂO DIVINA .......................................................47 4.7 - A PROMESSA DE CRISTO A RESPEITO DA INSPIRAÇÃO..............................................................47 4.7.1 - A comissão dos Doze:........................................................................................................................47 4.7.2 - O envio dos setenta:...........................................................................................................................48 4.7.3 - O sermão do monte das Oliveiras:....................................................................................................48 4.7.4 - Os ensinos durante a última ceia:.....................................................................................................48 4.7.5 - A Grande Comissão:..........................................................................................................................49

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4.8 - A PROMESSA DE CRISTO REIVINDICADA PELOS DISCÍPULOS .................................................49 4.9 - TEORIAS DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA ..................................................................................................................50 4.9.1 - Teoria do ditado Verbal:...................................................................................................................51 4.9.2 - Teoria da inspiração Plenária:.........................................................................................................51 4.9.3 - Teoria da inspiração Dinâmica:........................................................................................................51 4.9.4 - Teoria da inspiração Parcial:...........................................................................................................52 4.9.5 - Inspiração natural:............................................................................................................................52 4.9.6 - Iluminação espiritual:........................................................................................................................52 4.9.7 - Inspiração conceitual:.......................................................................................................................53 4.9.8 - Inspiração segundo a Neo-ortodoxia:...............................................................................................53 4.10 - DOIS TESTEMUNHOS IMPORTANTES :.................................................................................................................53 4.10.1 - Paulo................................................................................................................................................54 4.10.2 - Pedro ...............................................................................................................................................54 4.11 - A AUTORIDADE DA ESCRITURA ......................................................................................................................54 4.12 - A INTERPRETAÇÃO DA ESCRITURA..................................................................................................................57 ...........................................................................................................................................................................57 4.13 - AS REIVINDICAÇÕES DA PRÓPRIA BÍBLIA ..........................................................................................................58 4.14 - O TESTEMUNHO DO ESPÍRITO SANTO ACERCA DA AUTORIDADE DA BÍBLIA...................59 4.15 - OUTROS INDÍCIOS DA AUTORIDADE DA BÍBLIA........................................................................60 CAPÍTULO 5: A NECESSIDADE DA BÍBLIA ...............................................................................................61 5.1 - NECESSIDADE ESPIRITUAL.................................................................................................................................62 5.2 - NECESSIDADE MORAL......................................................................................................................................62 5.3 - NECESSIDADE HISTÓRICA..................................................................................................................................63 5.4 - NECESSIDADE LITERÁRIA..................................................................................................................................64 5.5 - NECESSIDADE DE CONHECER A VONTADE DE DEUS (DT 29-29)............................................................................65 CAPÍTULO 6: A INERRÂNCIA DA BÍBLIA...................................................................................................66 6.1 - DEFINIÇÃO ETIMOLÓGICA.................................................................................................................................66 6.2 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA....................................................................................................................................66 6.3 - ARGUMENTOS CONTRA A INERRÂNCIA ...............................................................................................................67 6.4 - EVIDÊNCIAS A FAVOR DA INERRÂNCIA................................................................................................................67 CAPÍTULO 7: A INFALIBILIDADE DA BÍBLIA...........................................................................................68 7.1 - O QUE É INFALIBILIDADE..................................................................................................................................68 7.2 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA....................................................................................................................................68 7.3 - A BÍBLIA DÁ TESTEMUNHO DE SUA INFALIBILIDADE..............................................................................................68 CAPÍTULO 8: A CLAREZA DA BÍBLIA ........................................................................................................69 8.1 - O QUE É CLAREZA:..........................................................................................................................................69 8.2 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA:...................................................................................................................................69 8.3 - O TESTEMUNHO DA BÍBLIA QUANTO À SUA CLAREZA:...........................................................................................70 CAPÍTULO 9: A SUPREMACIA DA BÍBLIA EM MATÉRIA DE FÉ E PRÁTICA .................................72 9.1 - DEFINIÇÃO.....................................................................................................................................................72 9.2 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA....................................................................................................................................72 9.3 - TESTEMUNHO DA BÍBLIA A RESPEITO DE SUA AUTORIDADE....................................................................................73 CAPÍTULO 10: A COMPLETUDE DA BÍBLIA .............................................................................................75 10.1 - DEFINIÇÃO...................................................................................................................................................75 10.2 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA..................................................................................................................................75 10.3 - O TESTEMUNHO DA BÍBLIA QUANTO A SUA SUFICIÊNCIA......................................................................................75 CAPÍTULO 11: COMO INTERPRETAR CORRETAMENTE A BÍBLIA ..................................................78 11.1 - INTERPRETAÇÃO LITERAL:...............................................................................................................................78 11.2 - ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL:...............................................................................................................................79 11.3 - PRINCÍPIO GRAMATICAL:................................................................................................................................79 11.4 - CONTEXTO HISTÓRICO:..................................................................................................................................79 11.5 - ENSINO TEOLÓGICO:......................................................................................................................................80 11.6 - SIMETRIA BÍBLICA:.......................................................................................................................................80

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CAPÍTULO 12: O TESTEMUNHO DAS VIDAS TRASFORMADAS .........................................................82 CAPÍTULO 13: A TRANSMISSÃO DA BÍBLIA ...........................................................................................84 13.1 - AS LÍNGUAS DA BÍBLIA.....................................................................................................................84 13.2 - O VELHO TESTAMENTO ................................................................................................................................86 13.3 - O VELHO TESTAMENTO HEBRAICO ................................................................................................................87 13.4 - O PENTATEUCO SAMARITANO........................................................................................................................89 13.5 - A SEPTUAGINTA ..........................................................................................................................................89 13.6 - OUTRAS TRAOUÇOES GREGAS .......................................................................................................90 13.7 - A HEXAPLA DE ORÍGENES................................................................................................................91 13.8 - TRADUÇÕES EM OUTRAS LÍNGUAS....................................................................................................................91 ...........................................................................................................................................................................91 13.9 - O NOVO TESTAMENTO ......................................................................................................................92 13.10 - A VULGATA LATINA DE JERÔNIMO ............................................................................................95 13.11 - A IMPRESSÂO DO TEXTO GREGO..................................................................................................95 13.12 - A BÍBLIA EM INGLÊS .......................................................................................................................97 13.13 - A BÍBLIA EM LÍNGUA PORTUGUESA..........................................................................................102 13.13.1 - A Versão de Almeida....................................................................................................................102 13.13.2 - A Versão de Figueiredo ..............................................................................................................108 13.13.3 - A Edição Brasileira......................................................................................................................111 13.13.4 - A Tradução Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira................................................................112 CAPÍTULO 14: A BÍBLIA E A CIÊNCIA.......................................................................................................115 14.1 - EVIDÊNCIAS E PRESSUPOSIÇÕES.....................................................................................................................115 14.1.1 - A Evidência Científica:..................................................................................................................116 14.1.2 - Pressupostos:.................................................................................................................................116 14.2 - FATOS INCONTESTÁVEIS...............................................................................................................................118 14.2.1- Cosmológico (cosmos - mundo)......................................................................................................118 ....................................................................................................................................................................118 14.2.2 - Teleológico (télios= fim, propósito, ordem, fim) ..........................................................................119 14.2.3 - Antropológico (antropos - homem) ...............................................................................................119 14.2.4. Ontológico (ontos - ser, existência) ...............................................................................................120 14.3 - A BÍBLIA E A CIÊNCIA ANDAM JUNTAS .........................................................................................................120 14.3.1- A física quântica:............................................................................................................................120 14.3.2 - Lei da conservação:.......................................................................................................................121 14.3.3 - Depoimentos de cientistas com mensagem de fé:..........................................................................121 CONCLUSÃO.....................................................................................................................................................123 BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................................................124

Como poderemos saber o caminho certo se o Espírito de Deus não nos guiar? Nós não somos nada quanto estamos sozinhos. Lembre-se. a fim de podermos seguir os ensinamentos que lá estão determinados. todos nós devemos Lê-la sempre. só o Espírito de Santo Deus pode nos dar. É muito bom conhecer de onde nossa Bíblia veio. O melhor em minha opinião. mas com Deus somos mais do que vencedores. mas misturados com ensinamentos errados e a capacidade de vermos esta diferença. pois devemos nos afastar da presença do mal.4 INTRODUÇÃO Este trabalho é de extrema importância. . visto que precisamos ter confiança na Bíblia que lemos. Sem dúvida muitos livros apócrifos podem trazem ensinamentos “bons”. como Ela chegou até nós. quem participou de Sua formulação e quem deve Lê-la. seria nem lêlos.

A BÍBLIA A palavra "Bíblia" se origina da palavra "biblos" que era o nome dado ao caule da árvore de onde se tirava o papiro. que eu vos mando.39 no Antigo Testamento (AT) e 27 no Novo Testamento (NT). passando o Jordão. O mesmo Moisés advertiu o povo de que nada deveria ser acrescentado ou suprimido da Palavra de Deus: "Não acrescentareis à palavra que vos mando.ela é porque é. como já dizia Moisés: "Porque esta palavra não vos é vã. Na verdade. e tem." (Dt 32:47). antes é a vossa vida. A Inspiração do Texto Sagrado é uma qualidade própria. precisamos de uma coleção de palavras sobre as quais temos certeza serem as palavras do próprio Deus para nós." (Dt 4::2). As palavras das Escrituras são as que nutrem a nossa vida espiritual. hoje. nem diminuireis dela. ides a possuir. como significado reunião de pequenos livros. para que possamos confiar em Deus e obedecer a Ele de modo absoluto. pois. A determinação precisa da extensão do cânon das Escrituras é de extrema importância.5 CAPÍTULO 1: A CANONICIDADE DOS TEXTOS BÍBLICOS 1. íntima . e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual.1 . mas uma coleção de livros . a Bíblia não é um livro apenas. . Sua composição demandou séculos e sua autoridade perdura por milênios. para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus.

livros com o nome de um autor que. AFINAL. eles não alcançaram o "status" de canônicos. e muitos . J. isto é: de "outro cânon". Epístola de Clemente.CÂNON. ou seja. cânon significa "regra de fé". não os escreveu. um apocalipse de João. Evangelho de Adão e outros. Alguns exemplos: Oração de Manassés. Por que os livros da Bíblia são considerados canônicos. Essa palavra vem do grego e significa "aferidor de medida". um catálogo de livros considerados sagrados. através do qual eles foram classificados em canônicos ou "apócrifos"? Vejamos alguns conceitos: No caso cristão. A Carta aos Romanos. Também existem os pseudo-epígrafos (título falso) . mas um outro apocalipse (supostamente escrito por Pedro) foi deixado de fora no cânon? Será que existe algum critério para julgar estes livros. "padrão". Livro de Enoque. Carta de Jeremias. Young observa que não existe nenhum sinal de origem divina nesses livros ou em qualquer Eva (Tábuas de Eva). E.6 1. "medida infalível". Os livros que não foram considerados canônicos são chamados apócrifos ou dêutero-canônicos. LIVROS CANÔNICOS. Evangelho da Infância de Jesus. Entretanto. Todos estes livros estiveram presentes na vida da igreja cristã dos primeiros séculos. Pastor de Hermas. O QUE É ISSO? A união de livros de cada uma das partes tem o nome de "cânon". Ascensão de Moisés. Apocalipse de Isaías. na verdade. na Bíblia. sagrados e inspirados por Deus? Por que temos.2 . Não pertencem a nenhum cânon cristão atual. Apocalipse de Pedro. As Sete Epístolas de Inácio. isto é. CANONIZAÇÃO.

Tanto Judite como Tobias contém erros históricos. cronológicos e geográficos. O livro não tinha que ser necessariamente escrito por um apóstolo.1 . O livro deveria ser claramente inspirado por Deus e escrito por pessoas "comissionadas" por Deus para isso.Fatores determinantes na canonização dos livros da Bíblia: Existem alguns critérios que levaram a Igreja Primitiva a aceitar ou rejeitar determinado livro. Já no caso do Novo Testamento. o imperador Diocleciano decretou a destruição dos livros sagrados dos cristãos. havia a prova do profeta: o autor teria que ser comprovado como profeta de Javé. No caso do Antigo Testamento.7 outro apócrifo ou deuterocanônico.Marcião (que viveu por volta do ano 140 AD) desenvolveu seu próprio cânon e começou a divulgá-Ia. surgiu a pergunta: quais livros eram realmente sagrados? Por quais livros valia a pena morrer? 1. . Existem pelo menos três razões necessárias para se definir o cânon da Igreja: . é claro que só existe uma única autoridade absoluta: a autoridade de Jesus Cristo. . Para a igreja primitiva. Com isso. .O uso de livros que continham outro fundamento que não a "doutrina dos apóstolos" estava causando grandes males entre as igrejas nascentes. o livro deveria ser relacionado diretamente aos apóstolos. a Igreja precisava decidir qual era o verdadeiro cânon das Escrituras . distorcendo a fé em Cristo.2. mas teria que receber a aprovação apostólica.Surgimento de "cânons particulares" .Perseguição e martírio . O livro deveria ter uma lição prática para a vida cristã. o principal teste da inspiração foi a apostolicidade.No ano de 303 AD. por exemplo.Livros com ensinamentos contrários à fé cristã . isto é. Por isso.

CRITÉRIO PARA A ESCOLHA DOS LIVROS QUE COMPÕEM A BÍBLIA. que estão claramente demonstradas nos livros canônicos. ainda. os livros apócrifos foram rejeitados pelos concílios da igreja. Também não poderia conter ensinamentos doutrinários opostos aos presentes no restante da Bíblia. encomendada por Ptolomeu para a biblioteca de Alexandria. mas sim de forma temática. Possui. nos primeiros quatro séculos da Era Cristã. 46 no AT e 27 no NT. Os sete livros a mais da Bíblia católica. Sabedoria. A Igreja Católica Romana aprovou os livros apócrifos em 8 de abril de 1546. podemos perfeitamente substituir a palavra "testamento" pelo termo "aliança". A palavra Testamento vem do latim testamentum. Historicamente.8 No caso dos livros do Antigo Testamento. Eclesiástico (ou Sirácida) e Baruc. o livro teria que ser escrito em hebraico (é por isso que a versão grega do A T. O livro deveria ser aceito pela comunidade cristã. e no contexto bíblico quer dizer "Aliança". já a Bíblia protestante é composta por 66 livros (39 no AT e 27 no NT). I Macabeus. os protestantes opunham-se violentamente às doutrinas romanistas . considerados apócrifos (não inspirados) por evangélicos e judeus. II Macabeus. 1. A Bíblia Católica é composta por 73 livros. Judite. não era considerada sagrada pelos judeus). Os 66 Livros não estão seqüenciados em ordem cronológica. A esses livros dá-se o nome de Deuterocanônicos. dividindo a Bíblia em duas partes: a Antiga e a Nova Aliança. Sendo assim. adições nos livros de Ester e Daniel. são: Tobias. Nessa época. e sua linguagem e estilo literário não poderia ser artificiais e destoar do restante das Escrituras. Eles apresentam grandes diferenças em relação às doutrinas centrais da fé cristã. todos escritos em grego.3 .

Foi escrito no século I aC. oração pelos mortos. Além desses. Sabedoria .19) e um anjo engana Tobias e o ensina a mentir (5. Série de visões e profecias. Grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios. Apresenta a justificação pelas obras (4.1 . Aqui estão alguns deles. tanto por evangélicos e judeus quanto por católicos. de Esdras. IV Esdras .Relata fatos históricos desde o tempo de Josias até Esdras. estando incluídos alguns pseudo-epígrafos e os Deuterocanônicos: 1. e de Neemias. especialmente apocalípticas.É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael. mas eram aceitos pelos judeus de Alexandria que liam o grego. a mediação dos santos (12. do século II aC. que alegadamente Esdras teria anunciado.9.5. salvação pelas obras. I I I Esdras .História da libertação de judeus do poder do general persa Holofernes. existem uma infinidade de outros livros que também foram considerados apócrifos.12).8).7-11 .. realçando a coragem da heroína Judite. Ester .115-19). Judite .Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e .Capítulos adicionados ao livro canônico de Ester. citadas em alguns desses livros.Livros apócrifos do Antigo Testamento: Estes livros não faziam parte do cânon hebraico.12.3. sendo a maior parte da matéria tirada dos livros das Crônicas.9 do purgatório. Alguns deles são citados no Talmude. superstições (6. 7. viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. Tobias .

Apresenta a oração pelos mortos. Tem.15). mas um relato paralelo. Mas é de data muito posterior. a justificação pelas obras (3.33. numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Apresenta. "Bel e Dragão" (conta histórias sobre a necessidade da idolatria).1 e 5) e incentiva o ódio aos samaritanos (50.19 e 20) e a salvação pela sabedoria (9. em que segundo esta lenda. Apresenta o corpo como prisão da alma (9. que no chamado período interbíblico (400aC. com "cântico dos três jovens" (o cântico dos três jovens na fornalha). a intercessão pelos mortos (3. todas contrárias à Bíblia. com os judeus da Palestina e Alexandria.Ou "Sabedoria de Jesus. filho de Siraque". Manassés . I Macabeus . "história de Susana" (representando Daniel como justo juiz. quando da segunda destruição de Jerusalém.Não é a continuação de I Macabeus. enunciando as relações do rei egípcio Ptolomeu IV. II Daniel . entre outras doutrinas.4). rei de Judá. Coleção de ditados prudentes e judiciosos. Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseados em falsos testemunhos). o trato cruel aos escravos (33.Oração de Manassés.Apresenta-se como sendo escrito por Baruque. I I I Macabeus .10 idolatria do epicurismo (filosofia grega na era cristã). no seu cativeiro da Babilônia. I IMacabeus . intercessão pelos santos e o próprio autor não se julga inspirado. cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu. . Eclesiástico .-3dC) lutam contra inimigos dos judeus visando à preservação do seu povo e da sua terra.História fictícia de 217 aC. 42. a doutrina sobre a origem e o destino da alma (8. no pós Cristo. o cronista do profeta Jeremias. culto e missa pelos mortos. 28) Baruque .27.Aditamento ao livro de Daniel.34). todavia.19).Descreve a história de três irmãos da família "Macabeus".26 e 30. semelhante ao livro dos Provérbios.

Ensaio homilético. Testamento dos 12 Patriarcas . Evangelho dos Ebionitas. Evangelho de Nicodemos. Evangelho de Tomé. Atos de Tomé. Atos Atos de Paulo. Evangelho de Pedro. escrito por um fariseu entre os anos de 135 e 105 a. Epístolas I Clemente.11 IV Macabeus . Atos de João. Evangelho da Verdade. Aos Esmirnenses e a Policarpo. A Epístola de Barnabé. "Evangelhos" Evangelho segundo os Hebreus. . Aos Magnésios. Aos Filadélfios. Protoevangelho de Tiago. que pretendem dar novas informações acerca de Jesus Cristo e seus apóstolos. Atos de Pedro.3. Aos Trálios.Livro de modelo de ensino moral. Atos de André. As Sete Epístolas de Inácio. Livros dos Jubileus . feito por um judeu de Alexandria. Evangelho dos Egípcios. Evangelho de Gamaliel.C.Livros apócrifos do Novo Testamento: Sob este nome são algumas vezes reunidos vários escritos cristãos de data primitiva.Ou "Pequeno Gênesis". A Epístola de Policarpo. conhecedor da escola estóica sobre II Macabeus. Evangelho de Filipe.2 . 1. tratando de particularidades do Gênesis de uma forma imaginária e Iegendária. ou novas instruções sobre a natureza do Cristianismo em nome dos primeiros cristãos. Evangelho de Bartomeu.

Tais livros nunca foram reconhecidos pelos judeus e esse fato é fundamental. desde o dia de seu nascimento. o que é negado por Efésios 2:8. Esta é a prova do respeito que temos pelas nossas Escrituras. em contradição com os livros considerados canônicos. dar alegremente a sua vida por elas. e. como prata ou ouro que somos salvos." (Discurso Contra Ápion. como por instinto. Em Tobias 12:8. porque se interrompeu a sucessão dos profetas. a considerar as Escrituras como o próprio ensinamento de Deus. . Os Judeus perceberam que a inspiração profética terminara com Esdras. Apocalipse de Paulo. ninguém se atreveu a juntar-Ihes ou tirar-Ihes uma única sílaba. mas lemos em I Pedro 1: 18. O maior problema em considerá-los dignos de confiança é porque. todos os judeus são compelidos. Pastor de Hermas. mas pelo precioso sangue de Cristo. há muitos ensinos falsos. Apocalipse de Estevão. capítulo primeiro.9 ensina-se que as ofertas caridosas podem expiar o pecado.12 Apocalipses Apocalipse de Pedro. 19 que não é com coisas corruptíveis. considerando a doutrina de Romanos 3:2. oitavo parágrafo). Apocalipse de Tomé. Esta é a conclusão a que chegamos através das palavras de Flávio Josefo: "Desde Artaxerxes até os nossos dias.9. Exemplos: Justificação pelas obras Em Eclesiástico 3:33 e Tobias 4:7-11 defende-se a justificação (salvação) pelas obras. segundo judeus e protestantes. e a ser-Ihes fiéis. Ainda que um grande intervalo nos separe do tempo em que elas foram encerradas. se tal for necessário. escreveram-se vários livros: mas não os consideramos dignos de confiança idêntica aos livros que os precederam.

o autor do livro pede desculpas. Jesus irritado. as Escrituras do Antigo Testamento. Seus pais correram a falar a José. Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo Homem (I Timóteo 2:5). Relatos impossíveis: Os apócrifos do Novo Testamento não constituem nenhum problema. particularmente devido ao livro de Sabedoria 3: 1-4. Oração pelos mortos: Em II Macabeus 12:44-46 doutrina-se a oração pelos mortos. porque são rejeitados por todas as igrejas cristãs. este repreende a Jesus que castiga os reclamantes com terrível cegueira. Pedido de desculpas: Em II Macabeus 15:38. coração de um peixe não possui poder mágico e sobrenatural para espantar "toda a espécie de demônios". Ensino do Purgatório: A Religião Católica baseia a sua crença no purgatório.João 14:6). Ele disse: "Eu Sou o Caminho. que não se coaduna com a sublimidade dos ensinos de Cristo. Ninguém vem ao Pai senão por Mim" (S. disse: não continuarás tua carreira.39. 11 Pedro 1 :20. esbarra-lhe no ombro. Marcos 16:17 e Atos 16:18). face à fragilidade desses escritos. Porém. é suficiente para provar que este evangelho é espúrio.36). Se o pecado pudesse ser extinto pelo fogo do purgatório. . Superstições e feitiçarias: Em Tobias 6:5-8 promove-se o ensino da arte mágica. O Senhor Jesus citou. nem Ele tinha tido a necessidade de morrer na Cruz do Calvário (I João 1 :7). esse ensino aniquila completamente a expiação feita pelo Senhor Jesus. o menino caiu morto. Hebreus 9:27 e João 3:18. Porém. por diversas vezes. Basta citar o exemplo do "Evangelho" de São Tomás: Jesus atravessava uma aldeia e um menino que passava correndo. doutrina que é completamente repudiada na Bíblia.13 Mediação dos santos: Em Tobias 12:12 narra-se a mediação dos santos. Este relato. Imediatamente. o que a Bíblia não admite (cfr.21). não tínhamos necessidade de Cristo. algo que é completamente inaceitável perante o texto bíblico inspirado por Deus (cfr. Satanás não pode ser expulso por algum truque (cfr. a Verdade e a Vida.

12:40. Cantares de Salomão e Ester. os livros que eles decidiram reconhecer como canônicos já eram geralmente aceitos. o concílio poderia ter feito algo mais. houve uma grande discussão acerca do cânon bíblico. nunca citou qualquer texto dos chamados livros apócrifos. 19:4-5.D. por volta de 450 a.3 . o concílio decidiu incluí-Los no cânon. embora houvesse algumas interrogações acerca deles.14 porém.porque . Eles foram incluídos na lista . O debate. 24:27 e 44. Eles não expulsaram do cânon nenhum livro que já houvesse sido previamente admitido. Eclesiastes." O Concílio de Jamnia não investiu os livros da Bíblia de autoridade ao incluí-los numa espécie de lista sagrada. e isso.10.já eram reconhecidos como inspirados por Deus e autoritativos.. 1. Após a queda de Jerusalém no ano 70 a. Na verdade.Cânon do Antigo Testamento: A tarefa de formar o que hoje chamamos de AT começou. graças a Esdras e à Grande Sinagoga. Vejamos alguns exemplos das citações que Jesus fez no Velho Testamento. na maioria dos casos. Os livros que recusaram admitir nunca foram incluídos. já por vários séculos. Um rabino chamado Yochanan ben Zakkai obteve permissão escrita das autoridades romanas para convencer o Concílio de Jamnia a discutir o cânon da Escritura. Mateus 4:4. . Depois que os prós e os contras desses livros foram discutidos. Marcos 12:36 e João 5:46-47. porém.o cânon . se limitou a quatro livros que eram considerados "periféricos": Provérbios.C. juntamente com os outros livros que hoje fazem parte do AT.3. constantes em Lucas 17:26··29. Vale conferir as seguintes citações do Antigo Testamento. É opinião da maioria dos estudiosos que no tempo de Cristo o AT já existia na forma como indicamos acima.7.

Sofonias. Obadias. aceitava o cânon do AT da forma como o fazemos hoje. Ezequiel. O conjunto de todos os livros do AT aceitos pelos judeus tem o nome de TanaK Torah (a lei). Ketubim: Livros poéticos (Jô. Deuteronômio . Daniel). Filo de Alexandria. Oséias. Eclesiastes (Tabernáculo). Neemias. C. Miquéias. Ester (Purim ou Perdão). Jonas. Levítico.. Lamentações (5° mês judaico . cerca de 170 a. Juízes. bispo de Sardes. Zacarias. − Cantares (Páscoa). então. Números. . outro escritor judeu do primeiro século. Provérbios). Malaquias). Profetas posteriores (Isaías. Nebulim (os profetas).15 Um escritor judeu contemporâneo de Cristo. Salmos. Ageu. O mesmo é verdade acerca de Flávio Josefo. D.Torah: Gênesis. Megilote-festas) judaicas: Rute (Pentecostes). Reis I e II) . Naum. A mais antiga lista cristã conhecida dos livros do AT foi feita por Melito. Ketubim (cerimoniais). O cânon do AT para os judeus (Tanak) é composto de 22 livros e para conseguir isto fizeram: Josué + Juízes (1 livro) Samuel I e II (1 livro) Reis I e II (1 livro) Profetas de Ezequiel à Malaquias (1 livro) Crônicas I e II (1 livro) Esdras + Neemias (1 livro) A língua hebraica já estava caindo em desuso por volta de 300 a. Demais livros (Crônicas I e 1 1 Esdras. Habacuque. Jeremias. .Abe). Amós. Êxodo. preservada por Eusébio no quarto volume de sua História Eclesiástica. Samuel I e II. Nebulim: Profetas anteriores (Josué. no . Joel.

C). O fechamento do cânon do NT se deu pela necessidade de haver um fundamento sobre todo o ensino de Jesus para que não ocorressem distorções doutrinárias. Eclesiástico.3. I e II Timóteo. • Profético: Apocalipse. Efésios. Porém.Cânon do Novo Testamento: O cânon do NT é composto dos seguintes livros. na verdade. I e II aos Tessalonissenses. foram reunidos 70 judeus residentes na Alexandria para traduzir toda Tanak para o grego. • Históricos: Atos dos Apóstolos • Cartas Paulinas: Romanos. I e II Macabeus. pois a revolução protestante já estava às portas .4 . Tito. II e III João. Colossenses. I e II aos Coríntios. porém sem haver uma certeza de que ele a tenha escrito). Judite. Sabedoria. Porém o próprio Jerônimo declarou que os livros acrescidos na Septuaginta não faziam parte do cânon original. . Em 1546 no Concílio de Trento a igreja católica fechou o seu cânon exatamente igual a Septuaginta. Gálatas. atribuída à Paulo. Lucas. Hebreus (esta. 1. I. Jerônimo (340-420 d. que recebeu o nome de Vulgata. Marcos. • Cartas gerais ou universais: Tiago.16 reinado de Ptolomeu Filadelfo (285·245 a. Baruque. Filemon. uma vez que os livros apócrifos davam credibilidade as suas doutrinas heráticas e necessitavam fazer algo. junto com a Tanak. divididos nas seguintes categorias: • Evangelhos: Mateus. Filipenses. Judas . e os acréscimos a Daniel e Ester.C) traduziu toda a Septuaginta para o latim. João. I e II Pedro. foram traduzidos mais 7 livros e 2 textos que compuseram a Septuaginta: Tobias.

17 .

18 CANON DO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO .

Depois Davi cita as palavras ditas por Josué e recomenda a Salomão que leia o livro sagrado."A LEI" OU "A LEI DO SENHOR": Este termo muitas vezes significa o conjunto de leis de Moisés. nem para esquerda. com isso viu-se um grande avivamento por parte do povo.2 . Em muitos outros livros do Velho Testamento faz-se menção aos livros da lei." Após o Pentateuco. Como em Deuteronômio 31:11: ”---lerás esta lei diante de todo o Israel aos seus ouvidos. dela não se desvieis."OS PROFETAS" Será que a Bíblia realmente se diz inspirada ou seria essa idéia mera reivindicação . porque então farás prosperar o seu caminho.1 ." Josué 1 :7-8. antes medita nele dia e noite. dada como regra a Israel: "Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo. para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. o livro de Josué faz menção a uma lei escrita. para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito. e então prudentemente te conduziras. Esdras era o Escriba titular mui hábil na lei (Esdras 7:6) e Neemias leu o livro da lei por um mês em praça pública em Jerusalém. o Pentateuco. para teres cuidado de fazer conforme toda a Lei que meu servo Moisés te ordenou.empregando os seus termos (I Reis 2:3). 2. Não se aparte da sua boca o livro da lei.19 CAPÍTULO 2: A INSPIRAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO 2. nem para direita.

18).19). iremos examinar a reivindicação do antigo Testamento a favor da inspiração. . homem do espírito (Os 9. o que assinala sua missão a serviço de Deus. O profeta era chamado homem de Deus (I Rs 12. depois de Moisés. o que mostra sua ocupação. Primeiramente.2).20 feita pelos crentes a respeito desse livro? Falando mais especificadamente. vidente(ls 30.2) Cada profeta. Acima de todas as designações. As funções do profeta ficam esclarecidas nas varias menções que a ele se fazem. Mensageiro do Senhor (Is 42. com base no fato de se apresentar perante o povo de Deus e ser por esse povo recebido como pronunciamento profético.3 . o que manifesta sua prontidão em realizar a obra de Deus. 10. Moisés colocara sua lei na arca de Deus (Dt.7). para ensino das gerações futuras (Dt 6. 2. ela seria mantida no tabernáculo.4 .O ANTIGO TESTAMENTO NA QUALIDADE DE TEXTO PROFÉTICO.10). entretanto. Os livros escritos pelos profetas de Deus eram conservados em lugares sagrados. o segredo da inspiração do antigo Testamento está na função profética de seus escritores. Mais tarde.22). O profeta era o porta-voz de Deus. o que revela ser ele escolhido por Deus. estaremos tentando responder essas perguntas. O Antigo testamento reivindica para si a inspiração divina. será que cada parte ou cada livro da Bíblia se diz inspirado? Nos próximos assuntos a discutirmos. acrescentou seus escritos à coleção existente. 2. o que revela a fonte apocalíptica de sua verdade.A REIVINDICAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO A FAVOR DE SUA INSPIRAÇÃO. Aliás. era chamado servo do Senhor (I Rs 14.

e torna-a bem legível sobre tábuas. quando estes pereceram no fogo caído do céu (I Rs 18. pra que aquele que a ler.1). pois que as passagens do Antigo Testamento irá considerar declarações proféticas. O profeta Isaías recebeu esta ordem: "Toma um grande rolo. Até mesmo os magos do Egito reconheceram os milagres divinos realizados por meio de Moisés. e escreve nele" (Is 8.38).. sucessor de Moisés.aparte da tua boca o livro desta lei" (Js 1. o Senhor ordenou ao seu profeta: " Toma ainda outro rolo. também "escreveu estas palavras no livro da lei de Deus" (Js 24. Há várias maneiras de comprovarmos tal enunciado. a quem havia chamado.. corra com ela" (Hc 2:2).22). "Não se . por meio de milagres.21 sobressai a de "profeta". Os falsos profetas eram identificados graças as suas profecias falsas e pela falta de confirmação miraculosa. e o que disser não acontecer nem se realizar. Muitas declarações proféticas eram transmitidas oralmente. ou seja. De modo semelhante. Não há a menor dúvida de que as palavras escritas de Moisés fossem consideradas dotadas de autoridade divina. Deus deixava claro.19). Isto é o dedo de Deus . A terra se fendeu e tragou a Coré e aos demais que contestavam a vocação de Moisés (Nm 26. sendo esses registros considerados declarações do próprio Deus. e escreve nele todas as palavras que estavam no primeiro rolo" (Jr. essas palavras não procedem do Senhor" (Dt 18. quando disseram: " . As declarações proféticas eram escritas. Sempre que se punha em dúvida um profeta ou se exigia sua confirmação. mas interessa-nos aqui o fato de que muitas delas eram registradas. o porta-voz de Deus. Assim declara o livro de Deuteronômio: "Quando o tal profeta falar em nome do Senhor.10).28).26).. " (Ex 8. Elias foi exaltado sobre os profetas de Baal. Veremos. De modo que também Josué. Habacuque recebeu esta ordem da parte de Deus: "Escreva a visão.. Quando o rei queimou a primeira mensagem escrita que Jeremias lhe enviara. 36. Sempre ficou bem claro na função do profeta de Deus que o que dizia era a palavra da parte de Deus.8) foi a exortação aos filhos de Israel. .

a quem se atribuía à criação de quase metade dos salmos. Com todo esse fato histórico. Existem inúmeros testemunhos nos livros das Crônicas segundo os quais os profetas guardavam com cuidado as histórias..14... e o pôs perante o Senhor" (18m 10.25). e a sua palavra está na minha boca" (2Sm 23:2). Samuel acrescentou suas palavras à compressão profética. nem filho de profeta [ . Samuel fundou uma escola de profetas. exercia a função de rei. autor dos livros de Cânticos dos Cânticos. manteve-se um registro oficial dos escritos proféticos. Todos os autores tradicionais do Antigo Testamento são denominados profetas. o rei Salomão. No entanto.3). Eu não era um profeta. as visões eram um meio de Deus mostrar ao povo quem eram seus profetas.6. Assim confessou Amós: " . tiveram visões da parte do Senhor. e cada um acrescentava seu próprio livro aos escritos proféticos anteriores. sejam como função. Nem todos eram profetas por ter estudado para isso. De fato que os escritores do antigo testamento eram profetas. O Novo Testamento acertadamente o denomina profeta (At. seja como título. Davi. profetiza ao meu povo Israel" (Am 7. mas todos possuíam o dom da profecia... Comprovadamente não há registros não-proféticos conservados a par da compilação sagrada. A . Seguindo-lhe os passos. De modo que em Números 12.. que teve inicio com a lei de Moisés. Moisés guardou seus livros ao lado da arca. cujos alunos mais tarde se chamariam "filhos dos profetas· (2Rm 2. Provérbios e Eclesiastes. Vejamos: A respeito de Josué está escrito que acrescentou seu livro à compilação (Js 24. o próprio Senhor Jesus o denominou profeta (Mt 24:5).15). assim testificou esse rei: "O Espírito do Senhor fala por mim.26). Embora Daniel fosse estadista. 2:30). ] Mas o Senhor [ . Parece que houve continuidade de profetas. pois a seu respeito está escrito: "E escreveu-o num livro. De modo semelhante.22 Os profetas posteriores usavam os escritos dos profetas que os antecederam considerando-os Palavras de Deus escritas. ] me disse: Vai.

O mesmo aconteceu no caso das histórias de Roboão. os registros.. Samuel reconheceu que Deus havia nomeado Moisés líder do povo (1sm 12. ". servo de Deus [ . Vejamos: Moisés como "mandamentos do Senhor" (3. de Josafá. A inspiração da lei de Moisés. Ele confirmou as suas palavras. o Senhor falou a Moisés . Nas Crônicas. dada por intermédio de Moisés" (2~Cr 34: 14). 1.6. mosaicos são tidos por "livros da lei do Senhor. de Ezequias. de Manasses e de outros reis. 1. que falou contar nós .8. .4). Josué impôs imediatamente os livros da lei ao povo de Israel. A história de Salomão foi registrada por Natã. ". especificadamente sobre sua origem divina. 2.1).1. Aias e Ido (2Cr 9.. Natã e Gade (1 Cr 29. De acordo com Êxodo 20. Veremos tais. nas páginas de cada livro..8).12).... reivindicações de acordo com a divisão aceita atualmente dos livros do Antigo Testamento em lei... O resto do antigo testamento declara em uníssono que os livros de Moisés foram outorgados pelo próprio Deus. 9. " (Dn 9.REIVINDICAÇÓES ESPECÍFICAS DO ANTIGO TESTAMENTO A FAVOR DE SUA INPIRAÇÃO A inspiração do antigo testamento não se baseia meramente numa análise genérica dessa parte da Bíblia como escrita profético.29).. Daniel diz que a maldição escrita na lei de Moisés é "o juramento que está na lei de Moi~és. profetas e escritos.1: "Então falou Deus todas estas palavras .23 historia de Davi havia sido escrita pelos profetas Samuel.29). O livro de Números registra incontáveis vezes: " . ].11. Há numerosas reivindicações. Essas afirmativas de que Deus falou algo a Moisés se repete dezenas de vezes em Levítico (e.g..5 .

Deus falou aos homens em juizes em Samuel que falou e escreveu a todo Israel. há referendas dentro dos profetas a outros autores proféticos que escreveram seus livros em época anterior. dizendo que seus escritos eram "palavras que o Senhor dos exércitos enviara pelo seu Espírito mediante os profetas que nos procedem". Zacarias refere-se à inspiração divina de Moisés e dos profetas que o precederam.24 Até mesmo em Esdras e Neemias existe o reconhecimento da lei de Deus dada a Moisés. Numa passagem de grande importância.26). "Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus" (Js 24. Juizes. bem como a de Ageu e a de Zacarias. Ezequiel e os doze profetas menores). ocorrem centenas de vezes.Inspiração dos profetas Segunda a atual divisão do Antigo Testamento. Samuel e Reis) e os profetas posteriores (Isaías. No entanto. A célebre expressão "assim diz o Senhor". feita pelos judeus. Jeremias. De Isaías até Malaquias. Esdras reconheceu a autoridade divina de Jeremias. os livros dos profetas abrangem os antigos profetas (Josué. o Antigo Testamento se encerra nessa seção. Os profetas posteriores trazem inúmeras vindicações de inspiração divina. 2. não havendo dessa parte da Bíblia. Daniel considerou o livro de Jeremias inspirado (Dn 9. . conhecida por profetas. com que encetam suas mensagens.5. Também esses vindicam autoridade divina.2). Esses versículos eliminam toda dúvida quanto ao fato de os livros que estão na seção das Escrituras judaicas conhecida como profetas apresentarem ou não a vindicação de inspiração divina. Sob o aspecto cronológico.1 . o leitor é literalmente bombardeado por expressões reveladoras da autoridade divina.

1-6 em que Davi comeu os pães da proposição em apoio a autoridade do Senhor de exercer certas atividades no dia de sábado.2). a partir do momento que toda palavra se renova algumas até nos trás a significância por completo. pois a palavras de Deus nunca volta vazia. Outros exemplos são o seguinte: a morte é determinada por Deus (Hb 9. Não devemos multiplicar palavras vãs em nossas orações (Mt 6.. Dos 22 livros do Cânon judaico mencionados no novo testamento. “A alma que pecar essa morrerá".REFERÊNCIAS DO NOVO TESTAMENTO A LIVROS ESPECÍFICOS DO ANTIGO TESTAMENTO O novo testamento da início e apoio à vindicação da inspiração divina do antigo Testamento em quase toda sua parte e todo o seu livro. O amor ao dinheiro é a fonte do mal (1Tm 6. E quando o homem entende bem a verdade.10 confirma Ec Ei.1 .. Vejamos alguns exemplos: Quando Josué recebeu a promessa da parte de Deus “.5). os autores do Novo Testamento. que estariam conciliando. porque não basta uma só palavra.20. .2"1 confirma Ec 3. palavras e declarações de Deus nos faz crescer e nos faz edificadores.2). 2. jamais demonstrou tendência de conciliação e sim grandes confirmações. os inspira para a proclamação da Sua Palavra que é a verdade.CONFIRMAÇÃO OU CONCILIAÇÃO? Afirmam tais estudiosos. nem te desampararei" (1.6 .6.25 2. E também o de Romanos 6.23 que declara "o salário do pecado é a morte" o que reflete em EzequieI18. não te deixarei. e quando Jesus citou o indício do incidente de 1 Samuel 21.10).7 confirma Ec 5. Porem Jesus o próprio Jesus. o Senhor os estimula. a qual é citada em Hebreus 13.5. Todos esses textos nos levam a perceber o quanto a revelação divina é um ensino de Jesus a respeito da autoridade e que pode vir centenas delas.

Com freqüência o Novo Testamento emprega o plural.APOIO DO NOVO TESTAMENTO À VINDICAÇÃO DE INSPIRAÇÃO FEITA PELO ANTIGO TESTAMENTO Vemos três formas de abordagem ao examinarmos o ensino do Novo Testamento a respeito da inspiração do Antigo Testamento. O ensino de Jesus a respeito da autoridade divina do antigo Testamento é tão incondicional e tão isento de transigências. genericamente. 2.10). Há as referências à inspiração de determinadas partes ou seções do Antigo Testamento. E o Novo Testamento a confirmação de modo maravilhoso. 2.8 . de longe. Dificilmente seriam tidas como sinais de conciliação ( que no Aurélio significa: ação ou efeito de conciliar).7 . e sim palavras vivas e vindas do coração de Deus a nos fazer compreender sem rodeios à palavra e não as tradições.35).16) e dos "falsos profetas" (Mt 7.REFERENCIAS DO NOVO TESTAMENTO À INPIRAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO. Há as passagens que se referem à autoridade divina do Antigo Testamento como um todo. que não se pode rejeitar esse ensino sem rejeitar as palavras de Jesus. para .Penso que muito mais do que conciliação ou coincidência.15) e a advertência aos mestres em evidências (Jo 3. Disse Jesus: "A Escritura não pode ser anulada" (Jo 10. o termo mais comum usado no novo testamento em referências a antigo.6). Escrituras.26 A expulsão dos guias cegos (Mt 23. Escrituras é. "Toda Escritura [Antigo Testamento] é inspirada por Deus" (2Tm 3. Seja o que for que diga a respeito da inspiração do antigo Testamento uma coisa é certa: o próprio Antigo Testamento reivindica a própria inspiração. De acordo com Paulo.

15). João 10. Jesus acusou os fariseus de invalidar "a palavra de Deus" e empregou a expressão como sinônimo de Escrituras. ou "Moisés e os profetas". Paulo argumentou assim: "não que a palavra de Deus haja falhado" (Rm 9. A palavra "lei" é usada aqui em relação à escritura e a palavra de Deus. os quais jamais haveriam de passar.34 provavelmente é um desses casos mais significativos. ou . Respondeu Jesus aos fariseus: "Nunca lestes nas Escrituras?"(Mt 22. Em Marcos 7. Palavra de Deus é expressão que aparece menos comumente. havia praticado desde sua juventude (At 13.17. Lucas 16. é o segundo título mais comumente atribuído às escrituras judaicas. Os textos que com máxima clareza identificam todo o Antigo Testamento como Palavra de Deus não deixam dúvida quanto à realidade de sua inspiração divina. embora nem todas identifiquem com clareza o Antigo Testamento.6. Em seu famoso sermão do monte. afirmando ter vindo à terra a fim de cumprir "a lei e os profetas". Há numerosas referencias à palavra de Deus. Visto que a citação é extraída de Salmos 82. Paulo introduziu uma citação do antigo Testamento com a seguinte frase: "Está escrito na lei" (1CO 14. mas talvez seja a alusão mais forte à inspiração divina do antigo testamento. Paulo declarou ser "a lei e os profetas" todo o conselho de Deus que ele. mostrando que a referência se faz a todo o Antigo Testamento. expressão que. A lei representa apenas os cinco primeiros livros das Escrituras judaicas.18). Jesus a usou duas vezes em seu famoso sermão (MT 5. Em sua defesa perante Félix. a palavra lei se aplica a todo Antigo Testamento. fica bem claro que não se refere à lei de Moisés.21). No entanto. É designação que ocorre dezenas de vezes no Novo Testamento. como vemos refere-se claramente aos documentos inspirados por Deus.12).16 apresenta "a lei e os profetas" como a revelação divina até a época de João Batista. A lei e os profetas. em certos casos.6). como judeu devoto. Lei em geral é palavra que se refere ao antigo Testamento como forma abreviada de "lei de Moisés".13. Jesus empregou o termo lei como sinônimos de "lei e profetas".29). 7. e que a Regra de Ouro.27 referir-se à coleção de escritos judaicos dotado de autoridade divina. a que se dá o nome de Antigo Testamento (MT 5.

como "pois dias de vingança são estes. aos judeus (Rm 3. “Os profetas” vez por outra se referia a todo o Antigo Testamento. Disse Paulo a respeito dos judeus: "As palavras de Deus lhe foram confiadas".12). é a súmula moral (MT 7. Há outros textos ainda.12). não é de surpreender que sejam chamados. Na verdade.28 maior dos mandamentos.2). A maior parte das ocorrências dessa expressão introduz citações específicas. “Oráculos de Deus” sem dúvidas é a expressão que tenciona comunica essa idéia. pois. devem ser cumpridas. “Para que se cumprissem as Escrituras” é uma expressão encontrada com muita freqüência no Novo Testamento em referencia ao Antigo Testamento como um todo. Visto ser o Antigo Testamento enunciação profética.25. nos profetas e nos Salmos (Lc 24.27).44).31 uma referência mais definitiva ainda: " E se cumprirá no Filho do Homem tudo o que os profetas escreveram". Eis alguns exemplos desta última aplicação: "Porque. que dão apoio à tese segundo o qual os escritos do Antigo Testamento como um todo eram considerados inspirados por Deus. Jesus disse "que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim esta escrito" na Lei. Aparece duas vezes e refere-se às Escrituras do Antigo Testamento. mas algumas têm aplicação ao Antigo Testamento como um todo. para que se cumpram todas as coisas escritas" (Lc 21.22). referindo-se claramente a todo o Antigo Testamento. Sempre se referem à natureza profética das Escrituras. isto é. às vezes "os profetas". Prediziam tudo a respeito de Cristo e era inevitável que se cumprissem. outorgadas que foram por Deus e necessariamente. Essa fórmula mais de trinta vezes introduz uma citação específica do antigo Testamento ou uma referência a essa parte da Bíblia. Está Escrito é a expressão que se encontra mais de noventa vezes no Novo Testamento. está escrito que o Filho do Homem deve sofrer muito e ser rejeitado?" (Mc 9. o título "profeta" é usado em paralelo com a expressão "a lei e os profetas" (Lc 24. ainda vemos em Lucas 18. .

às vezes a expressão é "a lei de Moisés" (At 13. Em outras passagens esses livros são chamados simplesmente "Moisés" (2Co 3.16).26) Ou "os livros da lei”. Seja qual for o caso.29 2. Hb 12.21). Os profetas em geral identificam a segunda metade do antigo Testamento. Nem sempre fica claro que esses títulos se referem apenas aos livros escritos após o ministério de Moisés.20. considerados Palavras eternas de Deus (MT 5. Existe apenas uma alusão no Novo Testamento a uma possível divisão do antigo Testamento em três partes. há outras que tratam da lei e dos profetas de modo separado. O Pentateuco como um todo era considerado proveniente de Deus. Indica todos os escritos. A Lei e os profetas como mostraram acima.5. Trata-se de designação não bíblica usada para dividir os escritos proféticos em duas partes: a escrita por profetas profissionais ("os profetas") e a escrita por outros tipos de profetas ("os escritos").9 .REFERÊNCIA DO NOVO TESTAMENTO A SEÇÕES ESPECÍFICAS DO ANTIGO TESTAMENTO. exatamente o fato de significar porta-vozes de Deus revelava a inspiração divina dos livros que levam essa designação (2Pe 1.39. como ocorre em Mateus 12. desde Moisés até Jesus (Lc 16. a natureza messiânica e profética . Além das referências às duas partes em conjunto. como revela a separação dos dois títulos. O segundo indício no Novo Testamento de que o Antigo Testamento era considerado inspirado por Deus são as referências de certos trechos das Escrituras hebraicas. No que concerne ao título profetas. "os livros de Moisés" (Mc 12.15).5). referem-se a uma divisão do antigo Testamento em duas partes. “Os escritos” não é termo neotestamentário. embora às vezes isso esteja muito bem especificado.18). A Lei em geral designa os primeiros cinco livros do Antigo Testamento.

.30 dessa suposta terceira parte do Antigo Testamento faz que ela se destaque como inspirada por Deus.

E sendo a Bíblia um livro religioso. seria ficção ou verdade? Ao longo dos anos. e a falta de evidências externas coloca o registro bíblico em dúvida. Este padrão é extremamente diferente do aplicado a outros documentos antigos. se não a maioria.1 . Estes criticismos são usualmente baseados na falta de evidência de fontes externas confirmando o registro bíblico. mesmo que muitos deles.SIGNIFICADO. Em outras palavras. a Bíblia é culpada até que ela seja provada inocente. O caráter canônico das Escrituras e a autenticidade de sua autoria são reconhecidos como fato instituído. Eles são considerados acurados a menos que a evidência demonstre o contrário. muito criticismo tem sido levantado quanto à confiabilidade histórica da Bíblia. mas há ainda a necessidade do reconhecimento da veracidade de seu conteúdo. O que se pretende afirmar sobre veracidade das Escrituras é que seus registros são verdadeiros. A questão está sobre a credibilidade do conteúdo bíblico. contém um elemento religioso.31 CAPÍTULO 3: SUA VERACIDADE 3. . podendo dessa forma ser aceitos como fatos que correspondem à verdade . muitos eruditos tomam a posição de que ela é parcial e não é confiável a menos que haja evidência externa confirmando-a.

Foi usado para avaliar documentos como a Ilíada de Homero. tanto pela comunidade científica como em grande parte pela comunidade religiosa. por parte de arqueólogos e historiadores de remontar a Bíblia separando o que é história do que são mitos e lendas. que vão desde a formação do mundo à existência histórica dos seus patriarcas.) A história do antigo Israel e . O resultado desta análise mostrou que menos de 1 % do texto apresenta dúvidas ou variações.2 . nos dias atuais. Novas escavações.32 3. Nas últimas quatro décadas. fazendo com que sejam discutidos os elementos mitológicos presentes na confecção dos livros que compõe o pentateuco. portanto. Este mesmo método é o que foi usado para comparar as diferentes cópias dos textos da Bíblia entre si com os originais disponíveis. . descobertas surpreendentes e avanços no conhecimento científico confirmam o que as Escrituras dizem. estando estes disponíveis para investigações científicas e pesquisas históricas. escritos antigos. Toda afirmação pode ter sua veracidade testada e comprovada mediante comparação com os fatos. Há uma tentativa. "Apesar das paixões suscitadas por este tema. Um dos métodos mais elevados e fidedignos de avaliação de documentos históricos é chamado "Crítica Textual". por exemplo. as descobertas arqueológicas feitas desde a metade do século XVIII têm demonstrado a confiabilidade e plausibilidade da narrativa bíblica. achados arqueológicos. 99% do texto da Bíblia são puros.PROVAS. (. nós acreditamos que uma reavaliação dos achados das escavações mais antigas e as contínuas descobertas feitas pelas novas escavações deixaram claro que os estudiosos devem agora abordar os problemas das origens bíblicas e da antiga sociedade israelita de uma nova perspectiva completamente diferente da anterior. Embora não seja possível verificar cada incidente descrito. . diferentes estudos estão sendo realizados sobre os temas levantados no século XIX.

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o nascimento de suas escrituras sagradas a partir de uma nova perspectiva, uma perspectiva arqueológica." (FINKELSTEIN; SILBERMAN, 2001, pp. V-VI, p. 1).

3.2.1 - Estabelecidas por considerações negativas. (1) Não contradizem quaisquer fatos científicos bem estabelecidos.

As afirmações das Escrituras se encontram em harmonia com todos os fatos conhecidos, quando interpretadas corretamente. Desde a constituição física do universo (sistemas planetários e estelares); a natureza dos animais iniciando-se com os inferiores e evoluindo através de várias espécies na escala da existência; da flora, sua natureza, desenvolvimento e vida; a constituição do planeta Terra, sua forma e suas forças materiais; até a constituição do homem e a complexidade de sua natureza e seu ser. Como citado anteriormente, por não ser um livro de caráter científico, a exatidão das afirmações contidas nas Escrituras muitas vezes é questionada. Apesar da ciência natural não ser seu principal tema, não deixa, contudo, de fazer parte de seu objetivo. Portanto, as Escrituras expressam com exatidão suas afirmativas.

3.2.2 - Estabelecida por considerações positivas. (1) Integridade topográfica e geográfica. Tem sido comprovado pela Arqueologia que os relatos feitos pelas Escrituras, sobre povos, eventos, condições políticas e lugares por ela mencionados foram encontrados realmente como descritos" em sua forma, localização geográfica exata e topografia. De maneira que se considerou que esses detalhes só poderiam ter realmente sido relatados por alguém que viveu naquela época e que estivesse naquelas respectivas localidades, tamanha a exatidão quanto às particularidades mencionadas. Um grande exemplo é a historicidade do livro de Atos dos Apóstolos. Segundo opinião do Dr. Kyle, viajantes não precisam mais do que a Bíblia como

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guia para descerem pela costa do Mar Vermelho (percurso seguido no Êxodo) devido a exatidão da topografia correspondente relatada nas Escrituras. (2) Integridade etnológica ou racial. É fato confirmado que as revelações arqueológicas que se referem às raças, têm se demonstrado etnologicamente harmônicas com as afirmações bíblicas; no que diz respeito às informações sobre um povo mencionado, suas relações raciais, origem, costumes, tipo de governo ou de servidão a outras nações. Essas afirmações são consideradas originais. Os Hititas eram considerados como uma lenda bíblica até que sua capital e registros foram encontrados em Bogazkoy, Turquia. Em meados do século XIX, após a descoberta na antiga cidade de Nínive da biblioteca do imperador assírio Assurbanípal (668-627 a.C.), o mundo redescobriu as antigas grandes civilizações da Mesopotâmia em tábuas de argila contendo escritos em sinais mais tarde denominados cuneiformes. Civilizações estas de que até então, o pouco que se conhecia estava contido nos livros da Bíblia, em informações "escassas e pouco reveladoras, uma vez que estavam diretamente relacionadas com a história do povo hebreu". Um recente documentário da BBC comprovou que o êxodo dos israelitas do Egito foi real. O relato bíblico da saída do povo de Israel do Egito pode ser comprovado cientificamente. Segundo um documentário da televisão britânica BBC, os resultados de pesquisas científicas e os achados e estudos de egiptólogos e arqueólogos desmentem a afirmação de que o povo de Israel jamais esteve no Egito. Contrariamente às teses de alguns teólogos, que afirmam que o livro de Êxodo só foi escrito entre o sétimo e o terceiro séculos antes de Cristo, os pesquisadores consideram perfeitamente possível que o próprio Moisés tenha relatado os fatos descritos em Êxodo - o trabalho escravo do povo hebreu no Egito, a divisão do Mar Vermelho e a peregrinação do povo pelo deserto do Sinai. Eles encontraram indícios de que hebreus radicados no Egito conheciam a escrita semita já no século 13 antes de Cristo. Moisés, que havia recebido uma educação muito abrangente na corte de

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Faraó, teria sido seu sábio de maior destaque. E isso teria dado a ele as condições para escrever o relato bíblico sobre a saída do Egito, conforme afirmou também um documentário do canal cultural franco-alemão ARTE. (3) Integridade cronológica. Os acontecimentos relatados nas Escrituras são considerados corretamente originários nos períodos citados, assim como sua ordem de ocorrência e a disposição das circunstâncias que os acompanham. Uma história merecedora de confiança, honesta, tem seus primeiros elementos encontrados nos documentos bíblicos. Acontecimentos ocorridos têm sua localização encontrada com exatidão; os povos mencionados em determinadas localidades, realmente se encontravam ali; e o registro do tempo desses acontecimentos confere exatamente com o tempo que devem ter acontecido. O Antigo Testamento tem sua estrutura histórica fornecida através desse conjunto de elementos.

(4) Integridade histórica

As descobertas arqueológicas também têm comprovado a autenticidade dos nomes e títulos dos reis citados nas Escrituras, como por exemplo, os nomes de quarenta e um dos reis citados no Antigo Testamento, desde Abraão até o fim do período do Antigo Testamento. Estes nomes são encontrados em inscrições e documentos escritos na época destes mesmos reis e geralmente sob suas próprias orientações, e em seus próprios idiomas. A descoberta do arquivo de Ebla no norte da Síria nos anos 70 tem mostrado que os escritos bíblicos concernentes aos Patriarcas são de todo viáveis. Documentos escritos em tabletes de argila de cerca de 2300 A.C. mostram que os nomes pessoais e de lugares mencionados nos registros históricos sobre os Patriarcas são genuínos. O nome "Canaã" estava em

junto com cerâmica. O último rei da Babilônia havia sido Nabonidus conforme a história registrada. incorretamente empregado nos primeiros capítulos da Bíblia. portanto. Ainda mais. Aqui nós . Iraque. que datam da época. Outro rei cuja existência estava em dúvida era Belsazar. Tabletes foram encontrados mais tarde mostrando que Belsazar era filho de Nabonidus e co-regente da Babilônia. veio a público justo no momento em que os arqueólogos Israel Finkelstein e Neil Silberman afirmaram que a Bíblia "não tinha razão". O palácio de Sargon foi então descoberto em Khorsabad. As descobertas dos fundamentos dos pórticos. trazendo provas arqueológicas. considerados cépticos. Registros recuperados mostram que a riqueza na antiguidade estava concentrada com o rei e que a prosperidade de Salomão é inteiramente possível. são provas incontestáveis que faltavam sobre o reinado do rei Davi e seu apogeu. como registrado em Isaías 20:1. 'Tehom". Assim. 5: 16) se ele lesse a escrita na parede. O evento mencionado em Isaías 20 estava inclusive registrado nos muros do palácio. também foram descritos em tabletes de argila encontrados em Nuzi e Mari. rei da Babilônia. que estava sendo questionado por arqueologistas. Muitos pensavam que as referências à grande riqueza de Salomão eram grandemente exageradas. fragmentos de um obelisco comemorativo da vitória foram encontrados na própria cidade de Asdode. era parte do vocabulário usado em Ebla. refletidos nas histórias dos Patriarcas. ele podia oferecer a Daniel "o terceiro lugar no reino" (Daniel. nomeado em Daniel 5. existiu porque não havia nenhuma referência a este nome em outros registros. Também já foi afirmado que nenhum rei assírio chamado Sargon. especialmente pela ausência de provas do reinado de Davi e Salomão. cerca de 800 anos antes de Moisés. entretanto. demonstrando que a história da criação foi escrita bem mais tarde do que o afirmado tradicionalmente. A descoberta reascendeu a polêmica entre os cientistas sobre a veracidade das escrituras sagradas.36 uso em Ebla. Costumes antigos. Um nome que críticos já afirmaram não ser utilizado naquela época e. A palavra "tehom" ("o abismo") usada em Gênesis 1:2 era considerada como uma palavra recente.

Outros sítios arqueológicos associados à Qumran. e descobriu o convento dos essênios. também com pergaminhos. Foram encontrados mais de oitocentos textos. como a fortaleza judaica de Massada. ou manuscritos do Mar Morto são uma coleção de cerca de 850 documentos (em pergaminho). mais em 15 000 pedaços.C. C. Antes da tradução. Aramaico e Grego. Os . escavou as ruínas. faltando peças. Muitos rolos estavam em bom estado. então desconhecidas. eram provas materiais de uma história passada 2 000 anos antes. aproximadamente). mas a maioria não resistiu aos séculos e despedaçou-se. o padre Roland de Vaux. incluindo textos da Bíblia Hebraica (Antigo Testamento). incluindo as crenças dos Essénios e outras seitas. entre o século II a. em Israel (em tempos históricos uma parte da Judéia). alguns do tamanho de uma unha. e 233 d. De 1951 a 1956.C. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabeleceu que os documentos foram produzidos entre 168 a. Eles foram escritos em Hebraico. portanto. foram descobertos. deviam ser montados. no sul do Mar Morto. A caverna 4 enlouqueceu os paleógrafos: continha 575 dos cerca de 900 manuscritos. beduínos e arqueólogos vasculharam 267 cavernas na região de Qumran. representando vários pontos de vista.37 vemos a natureza de "testemunha ocular" do registro bíblico freqüentemente confirmado pelas descobertas arqueológicas. Os Pergaminhos do Mar Morto. Os textos são importantes por serem praticamente os únicos documentos bíblicos judaicos hoje existentes relativos a este período e porque eles podem explicar muito sobre o contexto político e religioso nos tempos do nascimento do Cristianismo. uma fortaleza a noroeste do Mar Morto. que foram descobertos por beduínos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximas de Qumran. contemporâneos de Jesus Cristo (que morreu no ano 33. e o primeiro século depois de Cristo. da Escola Bíblica e Arqueológica Francesa de Jerusalém. uns quebra-cabeças infernais. Tão logo a notícia se espalhou.

disse à revista Superinteressante o padre católico e filólogo Emile Puech. Também foram encontrados casualmente em uma . nos Estados Unidos. achado na caverna 4. da Escola Bíblica e Arqueológica Francesa.. Graças à descoberta. um dos tradutores. Tem. latinos. "Os manuscritos são a maior descoberta arqueológica do século". do ano 225 a.C. Os manuscritos iluminaram a história do judaísmo e as raízes do cristianismo. etíopes e bizantinos. "Basta considerar sua idade. escritos apócrifos. Com relação ao Novo Testamento. especifica: "É a mais importante descoberta da história religiosa do Ocidente. diversidade e conteúdo. Além de fragmentos bíblicos. exceto o livro de Ester. assim. durante séculos. a mais antiga palavra registrada do Deus judaico-cristão: um fragmento do Livro de Samuel. datando do século II. da Universidade de Notre Dame. o teólogo Eugene Ulrich. Fragmento dos manuscritos no Museu Arqueológico de Ammán. as cópias do Antigo Testamento feitas por gregos. vários papiros contendo fragmentos do Evangelho de João foram encontrados no Egito.” Outro tradutor. contêm regras da comunidade. podem ser conferidas. apenas uma geração após os autógrafos.38 pergaminhos contêm pelo menos um fragmento de todos os livros das escrituras hebraicas. filactérios. sírios. calendários e outros documentos.

o que implicava em perseguição à Igreja. pilares. continham textos selecionados da Bíblia para leitura.Jericó. na região de . datando do século II. Os originais desapareceram principalmente devido à fragilidade do material utilizado para escrever os livros.39 gruta. e citam vários livros que compõem o Novo Testamento. Também foram utilizados nesta reconstituição os livros apócrifos. incluindo o Novo Testamento (Séc. documentos não bíblicos e comentários documentais dos mesmos pais da Igreja que produziram as cópias. IV . e foram reconstituídos a partir de cópias produzidas pelos primeiros pais da Igreja primitiva. que eram livros muito utilizados nos cultos da Igreja. São jarros contendo manuscritos de inúmeros documentos dos Escritos Sagrados de uma certa "seita judaica" que existiu na época de Jesus.. moedas e outros lugares são testemunhos do Novo Testamento. • Vários papiros contendo fragmentos do Evangelho de João foram encontrados no Egito. • Os escritos foram redigidos num momento muito próximo aos acontecimentos que os geraram. por um pastor beduíno que buscava uma cabra perdida de seu rebanho. • Os primeiros pais da Igreja comentam e fazem citações de praticamente todo . • Os livros apócrifos. e pela ilegalidade do movimento. ainda sem denominação. • O estilo dos escritos confere com aqueles utilizados no século I (grego coiné) • Inscrições e gravações em paredes. chegando a imitá-Ios no conteúdo e forma literária. em março de 1947. materiais arqueológicos de datas impressionantes. no entanto. apresentam dependência literária dos textos canônicos.C. Os manuscritos originais (autógrafos) não existem mais. apesar de não canônicos. nas encostas rochosas da região do Mar Morto. • Lecionários. • Existem cerca de 5400 escritos do Novo Testamento.VI). em seu inicio. apenas uma geração após os autógrafos. A veracidade dos escritos. pode ser comprovada historicamente pelos motivos abaixo: Os Escritos de Marcos datam de 50 a 70 d.

existe uma concordância entre os principais aspectos desses exemplares impressos daquela época com as Escrituras impressas atuais. em toda a era cristã. certo erudito tinha em mãos mais de 2000 manuscritos. por Kennicott e mais de 743 por DeRossi. à exceção do Evangelho de Lucas. A edição crítica da Bíblia hebraica foi realizada através da reunião de 630 manuscritos. "Quando comparados. foram escritos por testemunhos oculares. O fato de não possuirmos manuscritos . na forma que os possuímos atualmente. Para a edição do Novo Testamento grego. já existiam há quatrocentos anos atrás. com exemplares impressos atuais das Escrituras. que inauguram o Novo Testamento e contém os ensinamentos de Jesus. foram escritos entre 1000 e 1500 d. Sem sombra de dúvida esse número é suficiente para estabelecer a genuinidade e autenticidade do texto sagrado e têm contribuído para restaurar ao texto sua pureza original.Evans. b. mais de 600 outros manuscritos foram reunidos.C. Alguns remontam ao século IV." "Esses manuscritos. do Antigo e do Novo Testamento datados de 1488 e 1516 D. o Cristo. • Vale lembrar que os Evangelhos. Concordância de exemplares impressos.C. Aceitação da integridade canônica à base de 2000 manuscritos bíblicos possuídos por eruditos no século XV. (5) Integridade canônica. Isso prova que o Antigo e o Novo Testamento. em confronto com a aceitação de escritos seculares à base de uma ou duas dezenas de exemplares. assim como o de nos fornecer total certeza e proteção contra futuras corrupções.. "Quando essas Bíblias foram impressas. O endosso da integridade dos livros que incluem as Escrituras até a atualidade é representado através de sua aceitação pela Igreja. em sua maioria.40 o Novo Testamento . a." .

Egito.A Crônica de Nabonido. a sua totalidade. utilizaram linguagem popular. vejamos outros argumentos. .-. descreve a queda da antiga Babilônia.Os desenhos e escritas no templo de Carnac.26. que em conjunto contêm as Escrituras como as possuímos atualmente. por ordem do Imperador Diocleciano.31. da mesma forma que ocorre em Daniel 5:30. mencionado em 1 Reis 14:25. exposta no Museu do Louvre. cientificamente. principalmente relacionadas ao Império Romano. Por exemplo: . . em Paris. fala sobre a rebelião do Rei Mesa. ocorrida no ano de 302 d. D. relatado em 2 Reis 1: 1. algumas afirmações científicas que a bíblia traz são exatas e extremamente avançadas para a época em que foram escritas (Por . c. A comprovação da veracidade do conteúdo das Escrituras tem sido realizada apelando-se para os registros seculares e através da revelação de fatos reais pela pesquisa cientifica. contra Israel.C. exposta no Museu Britânico. O propósito dos escritores bíblicos não era acadêmico. podem ser úteis os achados arqueológicos que vêm confirmando relatos bíblicos. datadas entre 300 e 400 D. Evans." . Portanto. Confirmação por parte das quatro Bíblias mais antigas. 3:4-27.A Pedra Moabita. Porém. Existem muitas outras descobertas científicas que correspondem ao relato bíblico.D. o pesquisador sincero e imparcial deverá admitir que o aspecto histórico da Bíblia tem sido confirmado.C.41 anteriores ao século IV é explicado pela destruição em massa dos livros sagrados. os livros de história geral trazem diversas confirmações. e escritas em diferentes partes do mundo. Para quem não crê. de Moabe. No que tange ao Novo Testamento. Por isso. embora ainda não se tenha provado. Não obstante. contam a vitória do Faraó Sisa contra o reino de Judá há 3000 anos.

42 exemplo: Jó 26.40.7.22) . Is.

A declaração de que a Escritura é inspirada per Deus é feita de várias formas. . tendo o sopro de Deus. página 40. 3:16 nos diz que toda a escritura é divinamente inspirada. em grego "theopneustos". Inspiração refere-se à transmissão. lhes deu toda revelação que decidira dar aos seres humanos. II Tim. Os termos inspiração e revelação são muitas vezes empregados indistintamente. por exprimirem apenas aspectos diferentes da mesma verdade grandiosa. esclarecendo-o. guiando-o. define inspiração como sendo a operação divina que toma conta do autor sagrado. bafejada por Deus. que quer dizer "soprar para dentro". inspirada por Deus. No novo Testamento encontramos referências aos profetas do Velho Testamento.A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA Daniel Rops no livro "Que é a Bíblia?". Também é uma palavra latina. em resumo. ser definidas como a descrição feita por escritores inspirados duma série de revelações de Deus ao homem. Deus escolheu alguns autores humanos e lhes soprou.1 . assistindo-o na execução do seu trabalho. As escrituras podem. ou seja. derivada do verbo inspiro. à maneira como o homem torna conhecida a vontade de Deus.43 CAPÍTULO 4: SUA INSPIRAÇÃO OU AUTORIDADE DIVINA 4.

Paulo e Lucas são escritores cultos. O escritor continuava sendo homem. Santo". para corrigir. Pedro e João são escritores simples. talento e gênio. Esta declaração não corresponde à realidade. para redargüir. Dentre estas. primorosa e repleta de figuras literárias.2: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio". Para que a Bíblia se concretizasse. Destas afirmações se conclui que a Bíblia é um livro divino. sua linguagem própria. usando linguagem rica. se serviu de instrumentos que eram humanos e que conservavam a respectiva personalidade. O salmista Davi afirma em II Sam. a Bíblia é um livro inspirado por Deus. quatro podem ser destacadas como primordiais. II Timóteo 3: 16. Deus não violentou nem destruiu as faculdades daqueles que deviam formular a Sua mensagem. Em tais casos. por serem muito impressivas em destacarem esta verdade fundamental. seu próprio estilo. os hábitos intelectuais e poderes de estilo. o Espírito Santo." . "Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar. para instruir em justiça.44 como as seguintes: "Homens que falaram da parte de Deus" e "que foram movidos pelo Espírito. 1. 23. "o Espírito de Cristo que estava neles testificou". mas evidentemente ele não caiu pronto do céu. Muito do que os profetas escreveram nas Escrituras são palavras faladas diretamente pelo Senhor e não são as suas próprias. Alguns estudiosos modernos têm afirmado que a Bíblia não contém em si mesma a doutrina da inspiração. pois há muitas passagens das Escrituras que testemunham a sua própria inspiração. naturalmente. as palavras são inspiradas. com seu modo de ser. o caráter. usando um vocabulário reduzido.

Literalmente significa aquilo que é dado pelo sopro de Deus. Como não concordar com Henry? Basta ler a Bíblia para sentir. II Pedro 1 :20-21 "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. a presença do Espírito Santo. por isso é uma fonte perene de poder. A palavra inspiração vem de dois vocábulos gregos: Theo. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum. que jamais será anulada. mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." 3. Matthew Henry. Mateus 5:17-18 "Não cuideis que vim destruir a Lei ou os profetas: não vim ab-rogar.DEFINIÇÃO ETIMOLÓGICA. João 10:35 "A Escritura não pode ser anulada. sopro. que até que o céu e a terra passem nem um jota ou til se omitirá da Lei.45 2. logo em suas palavras iniciais. 4." A Escritura contém a palavra escrita de Deus. e pneustos. Porque em verdade vos digo." 4. um dos maiores expositores das Sagradas Escrituras. .2 . Deus . mas cumprir. é categórico ao referir-se à inspiração da Bíblia: "As palavras das Escrituras devem ser consideradas palavras do Espírito Santo". sem que tudo seja cumprido.

5 .a Bíblia Sagrada" (Dicionário Teológico). Verbal: O Espírito Santo guiou os autores não somente quanto às idéias. nunca mais se repetiu. única e sobrenatural. às palavras dos mistérios e concertos do Altíssimo (2 Tm 3. não eliminou a participação dos autores humanos na produção da Bíblia.DEFINIÇÃO TEOLÓGICA. em sua totalidade. experiências e estilos literários (2Pe 1. certamente. mas também quanto. o maior milagre já operado na área do conhecimento.A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA É ÚNICA. sem qualquer exceção. 4. Doutrina que assegura ser a Bíblia. após o Apocalipse. nenhum outro livro foi produzido de igual forma. de maneira inerrante.16). "Ação sobrenatural do Espírito Santo sobre os escritores sagrados. Plenária: todos os livros da Bíblia. todavia. produto da inspiração divina.21). o cânon sagrado já está completo. Além da Bíblia. infalível. 4. a Palavra de Deus . Pelo contrário: foram eles usados de acordo com seus traços personais.46 4.INSPIRAÇÃO VERBAL E PLENÁRIA DA BÍBLIA. foram igualmente inspirados por Deus. milagre esse que. . A inspiração das Sagradas Escrituras foi.4 . que os levou a produzir.3 . A inspiração plenária e verbal.

A PROMESSA DE CRISTO A RESPEITO DA INSPIRAÇÃO Jesus nunca escreveu um livro. endossou a autoridade do Antigo Testamento e a promessa de inspiração para o Novo Testamento. Em varias ocasiões.7 . o Senhor prometeu a concessão de autoridade divina para o testemunho apostólico dele mesmo. ele Ihes prometeu a direção do Espírito Santo.A comissão dos Doze: Quando o Senhor enviou seus discípulos para pregarem o reino dos céus.6 .O NOVO TESTAMENTO REIVINDICA INSPIRAÇÂO DIVINA Há dos movimentos básicos na compreensão das reivindicações do Novo Testamento a respeito de sua inspiração. E com isso toda a proclamação que os apóstolos fizessem de Cristo teria origem do Espírito Santo de Deus. Primeiramente temos a promessa de Cristo de que o Espírito Santo guiaria os discípulos no ensino de suas verdades. . Entanto.47 4.1 . 4. há o cumprimento aclamado disso no ensino apostólico e nos escritos do novo Testamento.7. 4. Em segundo lugar. que constituem o fundamento da igreja.

2 . a mim me rejeita .O envio dos setenta: A promessa da unção não se limitava aos Doze. Eis por que Jesus não escreveu seus ensinos. "(Lc 10. não viriam deles mesmos. serviram orientados pelo Espírito em tudo quanto o Senhor Ihes havia ensinado. quem vos rejeita. Jesus reafirmou sua promessa antiga aos discípulos.7.3 .16). mediante o Espírito. "Quando Jesus enviou os setenta. ordenou-Ihes " Quem vos ouve..7. 4.4 . Eles voltaram reconhecendo a autoridade de Deus até mesmo sobre satanás em seu ministério (Lc 10. 4.O sermão do monte das Oliveiras: Em seu sermão no monte das Oliveiras.17). As palavras que pronunciassem viriam de Deus. O Espírito daria nova vida à memória dos discípulos que os aprenderam. a mim me ouve.. . para que pregassem "o reino de Deus".48 4.7.Os ensinos durante a última ceia: A promessa da orientação do Espírito Santo ficaria mais claramente definida por ocasião da última ceia.

8 ..A Grande Comissão: Quando Jesus enviou seus discípulos " .20). 4. a primeira igreja se caracterizava pela devoção ao "ensino dos apóstolos" (At 2.42). não só fazer. A palavra dos discípulos seria a Palavra de Deus. como se sabe. Em suma. "A própria igreja do Novo testamento.A PROMESSA DE CRISTO REIVINDICADA PELOS DISCÍPULOS Os discípulos de cristo não se esqueceram da promessa do Senhor. " (MT 28. mas também a ensinar" em seu evangelho.49 4. Ele dá a entender que atos registram o que Jesus continuou a fazer e a ensinar mediante seus apóstolos. A afirmação de estarem dando prosseguimento ao ensino de Cristo: Lucas afirma ter apresentado um relato exato de "tudo o que Jesus começou.19.20).5 . Na realidade. ide e fazei discípulos de todos os povos. Cristo prometeu que todo o ensino apostólico seria dirigido pelo Espírito. Eles pediramlhe que seu ensino tivesse exatamente o que Jesus Ihes havia prometido: a autoridade de Deus. batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo .. Os livros do Novo Testamento são único registro autêntico que temos do ensino apostólico.7. Daí decorre que só o Novo Testamento pode reivindicar para si o título . segundo consta. fezIhes a promessa também de que teriam toda a autoridade nos céus e na terra para realizar a tarefa... foi edificada" sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas [do Novo Testamento] (Ef 2.

São eles explícitos e implícitos. ou como a palavra de Deus nos foi transmitida.9 . Trata-se de confirmação muito pertinente à vindicação de que todo o Novo Testamento é Palavra inspirada de Deus. Os evangelhos apresentam-se como registros autorizados do cumprimento das profecias do Antigo Testamento a respeito de Cristo. Paulo comprova sua vocação para o apostolado e em Gálatas apresenta. Em Romanos. 4. em pé de igualdade como o Antigo Testamento. Os livros chamados atos dos apóstolos. A advertência para que não se profanem suas palavras tem o apoio de uma ameaça de julgamento divino das mais fortes Escrituras. com numerosas tipificações em diversos livros da Bíblia. também foi escrito por Lucas como registro autorizado do que Jesus continuando a fazer e a ensinar mediante a seus apóstolos. Reivindicação direta de inspiração nos livros do Novo Testamento: No próprio texto dos livros do Novo Testamento há numerosos indícios de sua autoridade divina. Nenhum outro livro da Bíblia traz declaração mais visível de sua inspiração da parte de Deus do que o APOCALlPSE. mas parece que as mais conhecidas podem ser reunidas em quatro grupos: .TEORIAS DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA Existem muitas teorias para explicar a inspiração.50 de registro autorizado dos ensinos de Cristo. a mais forte defesa que Paulo faz de suas credencias divinas. Lucas escreveu a fim de o leitor poder saber a verdade a cerca de Cristo.

Há casos em que Deus poderia ter ditado algumas palavras. Mas apesar disto. 4.9. Não se pode pensar que uma passagem da escritura tenha sido inspirada e outra não. mas homens que apresentaram sua colaboração. Nada ficou sem a inspiração divina.51 4.3 .Teoria da inspiração Dinâmica: Diz que o escritor bíblico põe as palavras de Deus no estilo de sua própria palavra humana.9. . como no caso das duas tábuas da lei no monte Sinai.Teoria do ditado Verbal: De acordo com esta teoria cada palavra da Bíblia foi inspirada. a Bíblia é a Palavra de Deus porque sua mensagem veio de Deus e não há erros nos seus ensinos. Uma objeção ao ditado verbal é de que os escritores não eram apenas receptores passivos. Esta teoria deixa os autores humanos livres para se expressarem em sua linguagem. contudo.2 . 4. Mas não se deve pensar que Deus ditou todas as palavras da Bíblia. mas que expressavam a revelação divina. Deus guiou os escritores para escolher as palavras que eram características da sua época e cultura. sem.9. ou Deus mesmo teria escrito e entregue a Moisés.Teoria da inspiração Plenária: Esta teoria propõe que Deus inspirou os escritores da Bíblia em todas as suas partes. comprometer a veracidade do que Deus quis que soubéssemos por Ele mesmo estar na supervisão do registro das escrituras. soprada por Deus. segundo as características da época e da cultura de cada autor. Deus guiou os escritores na escolha de cada palavra. embora tenha resguardado seus escritores de qualquer engano nos seus escritos. possibilitando relatos diferentes do mesmo fato.1 .

4. 4.Iluminação espiritual: Segundo essa teoria.Inspiração natural: Essa visão da inspiração afirma que não há nada de sobrenatural nesse processo.9. Segundo os proponentes dessa teoria.9.9. Qualquer um poderia ter sido iluminado da mesma maneira. não são os escritos que são inspirados. esta teoria não corresponde com o pensamento da igreja cristã de modo geral.6 . A Bíblia é o resultado do trabalho de homens extraordinários que colocaram para fora seus conhecimentos sobre o assunto com sua grande habilidade.52 4.Teoria da inspiração Parcial: Diz-se nesta teoria que a Bíblia não é a palavra de Deus. Esse entendimento é contrário a posição de Jesus e de seus discípulos. pessoais e aquelas que não são substancialmente doutrinárias são humanas e por isso podem conter erros. As doutrinas cristãs se baseiam em fatos históricos. e se estes fatos não são verídicos.5 . poéticas.4 . como as doutrinas podem ser verdadeiras? Por estas razões. . Eles escreveram os livros bíblicos assim como José de Alencar ou Shakespeare escreveram suas obras. os autores bíblicos foram pessoas que tiveram uma iluminação espiritual mais profunda que as outras normalmente tiveram e têm. mas ela contém a palavra de Deus. As partes históricas. mas sim os escritores. segundo o qual toda Escritura é inspirada por Deus.

9.Inspiração conceitual: Sugere que os conceitos e as idéias da Escritura são inspirados.7 . a Bíblia é cheia de mitos e para entendê-la é necessário tirar os mitos e." Cecil Richard O conceito dos apóstolos Paulo e Pedro a respeito da Bíblia tem muita importância em nosso estudo. A Bíblia é apenas um testemunho da Palavra de Deus. A historicidade dos fatos não conta.Inspiração segundo a Neo-ortodoxia: Os defensores dessa teoria afirmam que a Bíblia não é exatamente a Palavra de Deus porque Deus não revela meros fatos sobre Ele. mas não as palavras.53 4. e mesmo assim serei capaz de dizer o que está se passando no mundo. ver a verdade. Segundo os proponentes dessa teoria. e podem me enclausurar em um calabouço. 4. Ela se torna a Palavra de Deus à medida que o leitor experimenta salvação em suas experiências pessoais. o que conta é a experiência pessoal que o leitor tem com as Escrituras. mas Ele mesmo. 4. a Escritura pode ter erros porque Deus não supervisionou a escolha das palavras que os autores escolheram para registrar as idéias inspiradas. . então.10 .8 .9.DOIS TESTEMUNHOS IMPORTANTES : "Dê-me uma Bíblia e uma candeia.

afirma sua origem divina e sua confiabilidade. inspirados e guiados pelo Espírito Santo. ele compara os escritos de Paulo com o Antigo Testamento (que no capítulo 1 afirmava ser inspirado).Pedro Pedro também ensina a inspiração das Escrituras em 2 Pedro 1:12-21. Em 2 Timóteo 3: 16.10. e que as profecias não são assuntos de homens. 4. portanto. Pedro afirma que aqueles que distorciam os escritos de Paulo faziam o mesmo com o restante das Escrituras.A AUTORIDADE DA ESCRITURA A historia da igreja nos mostra vários exemplos de conflitos entre autoridade e liberdade.2 . 4. Juntando os dois versículos. temos a passagem-chave desse assunto. podemos concluir que Paulo pensava que tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos eram Escritura e.1 . Nessa passagem ele coloca Antigo e Novo Testamento como Escritura. Em I Timóteo 5: 18 ele usa a expressão “a Escritura diz" e então cita Deuteronômio 25:4 e Lucas 10:7. Paulo também usa as Escrituras do Antigo Testamento como Palavra de Deus.54 4. Em 2 Pedro 3: 16. . Falando a respeito das Escrituras. inspirados por Deus. porque quem as registrou foram homens santos.Paulo Além de afirmar claramente a inspiração das Escrituras em alguns de seus escritos.10.11 .

Lutero contribuiu apenas traduzindo a Bíblia para a linguagem das pessoas mais simples. Pedro ou S. 1 : 5). Pois todas as Escrituras nos mostram Cristo. mesmo que Judas. regra e norma de acordo com que. Qualquer coisa que não ensina Cristo ainda não é apostólica mesmo que S. como única pedra de toque. Anãs. lavradores e aldeões.55 Vemos homens que fizeram a diferença lutando pela liberdade de expressão. Romanos 3:21. Pilatos ou Herodes o fizessem. todas as doutrinas tem e devem ser discernidas e julgadas quanto a serem boas ou más. A Bíblia foi o documento principal da reforma. A opinião popular atribuiu o descobrimento da Bíblia a Lutero é errônea pois havia milhares de cópias em latim e alemão. Chegou até afirmar o seguinte: "E este é o verdadeiro teste pelo qual devemos julgar todos os livros: quando vemos se incucam ou não Cristo. Paulo não quer conhecer nada senão Cristo. foi negativa. corretas ou incorretas". chegando a ponto de muitos serem silenciados pela inquisição. Então chegamos a ponto de nos perguntar. E como reformar de acordo com a vontade de Deus como conhecer a mente de Cristo . há autoridade com liberdade nas igrejas. fazendo distinções fundamentais entre os livros aplicando um cânone Cristológico de interpretação. . dentre varias outras. e S. Paulo a ensine.1. I Corintios 1. Nesse conceito do evangelho podemos renovar e reformar a igreja de acordo com a palavra de Deus.".que é a palavra de Deus para nós? Resumindo a formula de concórdia do princípio reformatório do Sola Scriptura vemos que: “A Sagrada Escritura fica como único juiz. A resposta que tiveram a respeito da "reforma da igreja" que Lutero propôs. liberdade para interpretar os conceitos da escritura. Liberdade para lutar contra a hipocrisia do Clero com relação aos mandamentos da própria Escritura. uma autoridade que libera ao invés de inibir? Como o Senhor Jesus nos libertou. Por outro lado.(GL. Lutero elaborou prefácios para promover a reforma e assumiu uma postura crítica contrária a alguns livros. qualquer coisa que pregue Cristo seria apostólica.

Tornou-se rígido e fechado nos círculos que herdaram a doutrina da Escritura das tradições doutrinarias. Assim. A própria Bíblia dá testemunho desse sentido: toda concepção cristocêntrica da Bíblia recolhe mais uma vez uma ênfase que é central na teologia de Lutero e Calvino. Para Calvino a autoridade da Escritura é comunicada aos crentes pelo testemunho interno do Espírito Santo. O princípio Escriturístico de Lutero está articulado com a maior clareza no livro de concórdia(1580). 2°) Ambas estão em pleno acordo no que diz respeito à autoridade da Escritura. Para Lutero o fundamento da autoridade da escritura está no testemunho de Cristo. Lutero e todos os demais reformadores aceitavam a autoridade da Escritura. a autoridade da Bíblia se assenta no sentido dos acontecimentos históricos que relata. até a ultima sílaba e sinal de pontuação. a compilação final dos escritos confessionais Luteranos. Todas as armas do protestantismo pareciam depender desta única doutrina: o texto absolutamente inspirado da Escritura. Nesta linha de pensamento. a imputação de atributos que quase rivalizam com os atributos do todo-poderoso. Deus foi o autor real da Escritura.56 O cânone que era aberto e flexível para Lutero. a Declaração Sólida da Fórmula de Concórdia afirma: 1°) As confissões reformadas expressam uma doutrina mais detalhada das Escrituras. e os escritores humanos foram os instrumentos usados por Deus para produzir a Bíblia. sempre reconhecendo o princípio da prioridade Escritura em relação a confissão. O resultado disso foi a divinação dos textos bíblicos. . Essas confissões pretendem ser exposições autorizadas da verdade da Escritura. Outra doutrina sustenta que a Escritura é digna de confiança por causa dos testemunhos que provam sua origem divina.

o movimento para que a Bíblia em seus próprios termos falasse profeticamente a citação presente recebeu um ímpeto especial. suas palavras não podem ter mais de um sentido: o mais simples. Na teoria de Barth a palavra de Deus vem até nós em uma forma tripla: • A palavra pregada.p80. por essa razão. A preocupação puramente hermenêutica pode focar a Escritura a amoldar-se às questões modernas.12 .57 1 Dogmática Cristã. A Igreja deve apenas ouvir e obedecer. Não é a Igreja que autoriza o sentido da Escritura. que chamamos de sentido literal. Braaten e Robert W.A INTERPRETAÇÃO DA ESCRITURA "O Espírito Santo é o escritor e orador mais claro que existe no céu e na terra. Logo após a I Guerra Mundial. Jenson. O interesse sendo puramente histórico pode sufocar a preocupação pela relevância da mensagem bíblica na atualidade." O intérprete não deve ser o mestre e juiz da Escritura. mas apenas dar expressão ao testemunho que a própria Escritura dá de si mesma. Carl E. esta autentica de si mesma. ordinário. . o nome apropriado para esse novo movimento é "teologia da palavra de Deus". e. O problema da Escritura nos dia de hoje A maior dificuldade que observamos no protestantismo contemporâneo é como unificar as abordagens históricas e hermenêutica da Bíblia. natural. 4.

A Bíblia é a Palavra de Deus como um todo. que morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. numa perspectiva humanista de crítica literária. Cristo é retratado e proclamado como a mensagem de Deus para a condição humana. 4. a autoridade última nos assuntos da fé e da vida precisa ser a palavra de Deus feito carne. porque comunica a mensagem da salvação . Paul Tllich Todos os sentidos da palavra de Deus têm um centro e uma norma: o aparecimento de Jesus Cristo na história.13 . Braaten e Robert W. Jenson. que. 2 Dogmática Cristã.58 • A palavra escrita. em seu significado e impacto total.AS REIVINDICAÇÕES DA PRÓPRIA BÍBLIA Se pudermos provar a autenticidade dos livros da Bíblia e a verdade das coisas que . A Bíblia também é apreciada como uma biblioteca contendo uma ótima literatura. Correspondentemente a palavra é por natureza.p86 Por meio da Escritura. se compara à melhor literatura do mundo antigo. Papa os cristãos que seguem essa linha. fala. ato e mistério. • A palavra revelada. A Bíblia também é tratada como uma coleção de documentos antigos que nos proporcionam informações a respeito da história de Israel e dos começos do Cristianismo. Carl E.

11. Seguramente o Novo Testamento também afirma ser a incorporação de uma revelação divina. Paulo afirma que o que ele escreveu era mandamentos de Deus (I Cor. 17.1). em nosso íntimo. aceitaremos suas declarações pessoais a respeito de seus poderes.23).1.25. 1 Pe 1. 11.13) João diz que seu testemunho era testemunho de Deus (I João 5. 32. 16. Em última análise.14.48).27). 14.O TESTEMUNHO DO ESPÍRITO SANTO ACERCA DA AUTORIDADE DA BÍBLIA Muitos cristãos afirmam que a maior evidência de que a Bíblia é a Palavra de Deus é o fato de que nela Deus fala conosco.12) "Disse o Senhor a Isaías" (Is. 1.34. 1.1. 2. 1. 4.59 eles relatam a respeito de outros assuntos. 4. Lv. . Esse convencimento do Espirito Santo se faz acompanhar pelo poder transformador da Palavra de Deus na vida do crente (1 Ts 2. é o testemunho do Espírito Santo no coração da pessoa que dissipa toda e qualquer dúvida quanto à origem. Vejamos então as declarações que estão nas Escrituras: "Disse o Senhor a Moisés" (Ex. 15.1.17. que os homens deviam aceitar como própria palavra de Deus aquilo que ele pregava (I Ts. 26.3) " palavra que veio de Jeremias da parte do Senhor. dizendo" (Jr. ao caráter e a autoridade divina da Escritura. Nm.4.1. 7'. 14.1. Ele recebeu de Deus ordens de escrever o que Deus disse num livro (Ex. 10). então estaremos justificados a aceitar seu testemunho em favor de si próprios. 2 Tm 3. 13.1. 4. Também assim dizem os profetas "O Senhor é quem fala" (Is.37).14 . Vejamos assim: se examinarmos as credenciais de um embaixador e tivermos ficado satisfeitos quanto a sua veracidade em relação a autoridade que possui. Dt. No Novo Testamento também.13.

o conteúdo. A Bíblia é a Palavra Poderosa de Deus. a Bíblia tem uma surpreendente unidade e consistência na sua mensagem. os efeitos da Escritura. Ela foi escrita durante um tempo de 1500 anos. sociedade e milhões de vidas através da história.15 . A Bíblia tem muitas variedades. mas uma mensagem uniforme. . Seu conteúdo surpreende as mentes mais brilhantes. por cerca de 40 autores. Entre ele. A Bíblia tem transformado países. contudo. a consistência interna.OUTROS INDÍCIOS DA AUTORIDADE DA BÍBLIA Há outros fatores que testificam a autoridade final da Escritura.60 4. Além disto. falando de muitos assuntos. em três línguas. ela contém muitas coisas que a mente humana nunca poderia ter imaginado.

que alguém lhe fale sobre Cisto. A fé que salva vem pela pregação do evangelho (registrado na Bíblia). A pessoa não poderá ouvir a menos. do Senhor para ser salvo. d. A pessoa precisa ler a mensagem do evangelho ou ouvi-Ia de outra pessoa. Logo. pois sem ela ninguém será salvo. prescindir a Bíblia. O Ocidente. Nós precisamos ter em mente as seguintes informações: a. Mesmo as pessoas. Vejamos. A pessoa não pode crer em Cristo a menos que tenha ouvido falar dEle. A pessoa só pode invocar o nome de Cristo se crê nEle. está ele a dizernos: a Bíblia é absolutamente necessária para alcançarmos a vida eterna e para conhecermos o evangelho. por que a humanidade toda não pode. Implicitamente. c. É o que assevera Arthur Skevington Wood. . O homem precisa invocar o nome. (Rm 10: 13-17). como também para solidificação de nossa sociedade. no Antigo Testamento eram salvas por crer nas palavras de Deus que prometia um Salvador no futuro (o Messias).61 CAPÍTULO 5: A NECESSIDADE DA BÍBLIA "Arranhe a superfície das Escrituras onde quiser. e. são as Escrituras Sagradas de suma importância não somente para o nosso crescimento moral e espiritual. aliás. é tributário mais da Bíblia do que da civilização greco-romana. sob nenhuma hipótese. b. Sem a Bíblia. todos estaríamos condenados. e você descobrirá uma fatia de vida". neste tópico.

Vários códigos já escreveram os homens. Quando tentado pelo diabo. E só virá a dessedentar-se quando volver os olhos e o coração à Bíblia Sagrada. recusavam a aceitá-Io. citando-lhe o Deuteronômio: "Nem só de pão viverá o homem. porque vós cuidais ter nelas a vida eterna.39).62 5. Que outro livro é capaz de proporcionar ao ser humano a vida eterna? A Bíblia. O ser humano tem sede do Criador. emudecendo os fariseus que embora conscientes de sua messianidade.2 . não se limita a salvar o homem. mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4.1 . prescreveu-Ihes uma série de leis e ditames.NECESSIDADE ESPIRITUAL. torna-o perfeito diante de Deus (2Tm 3.NECESSIDADE MORAL.16). Timothy Dwight é categórico: "A Bíblia é uma janela na prisão deste mundo. asseverou-lhes: "Examinais as Escrituras. Preocupação semelhante acometeu o chinês Confúcio. 5. A Bíblia nos sustenta espiritualmente assim como o alimento nos sustenta fisicamente. Sem ela morreremos nesse deserto para onde lançaram-nos os pecados que vimos cometendo desde que expulsos do Éden. conforme escreve Paulo a Timóteo. E os estatutos de . obtemos sustento e crescimento para nossa vida espiritual. Por meio da Palavra. Negligenciar a leitura regular da Palavra é tão prejudicial para nossa alma. Cristo calou-lhe a voz. Hamurabi.4). e são elas que de mim testificam" (Jo 5. Discorrendo acerca da eficácia das Escrituras em libertar-nos do pecado. ao longo de sua história. como negligenciar o alimento físico para nosso corpo. através da qual podemos olhar para a eternidade". Mais tarde. buscando disciplinar seus contemporâneos.

segundo escreveu Paulo aos romanos. Se a moral das Escrituras continua tão atual. transformam não apenas o homem. não puderam melhorar a índole dos filhos de Adão que. onde se acham os demais códigos? Fizeram-se anacrônicos.NECESSIDADE HISTÓRICA. Sua moral não haverá jamais de ser adulterada nem relativizada: é um livro de valores absolutos. No Salmo 119. Eis por que a Bíblia Sagrada manifesta-se tão necessária à raça humana. Acontece o mesmo como aqueles que. não a achava pesada. seríamos .26). implantar o Reino de Deus na terra. Augusto Comte. Sem a Bíblia. Seu código moral atravessou durante séculos as chamas da controvérsia. não se repete: encaminha-se para um clímax. provanos a história. porém.3 . canta Davi as grandezas e infinitudes da lei de Deus. nossos deveres são nossos prazeres". Ao contrário do que supunha o filósofo francês. mas não ficou nem mesmo com cheiro de queimado". tem o estatuto divino escrito em seu coração. Haja vista os Dez Mandamentos. Todas as legislações do mundo poderiam ser substituídas por estes . entretanto. 5. O rei de Israel cumpria-a rigorosamente. jamais poderíamos compreender devidamente a história. era o seu deleite. conforme enfatiza Matthew Henry: "Quando a lei de Deus é escrita em nossos corações. prescreveu-nos leis tão altas e sublimes que. e nenhum outro. pode satisfazer as necessidades humanas.. entregaram-se às mais infames paixões (Rm 1. ao aceitarem a Cristo. Burrell realça a singularidade das leis divinas: "O Deus da Bíblia.63 Drácon? E as Doze Tábuas de Roma? Tais iniciativas. como a sociedade. quando Cristo Jesus. tiveram de ser substituídos. a história não é cíclica: é linear. como o Rei dos reis e Senhor dos senhores. D. J. A Palavra de Deus. submetendo todas as coisas ao absoluto comando do Pai.

dirige a história. Numa prosa digna da França. O rei da Babilônia. conforme escreveu D. Em suas páginas. conduzindo-a ao ápice de seu Reino. os tratados mais investigativos. não houvesse a Bíblia. tão bela e tão excelsa. Chateaubriand afirma que nenhuma obra jamais conseguiu superar a peregrina genialidade do Livro de Deus. a petição que o Cristo ensinou aos seus discípulos: "Venha o teu Reino"? Compreendendo perfeitamente a Teologia da História. Por conseguinte. as histórias mais eletrizantes. os discursos mais eloqüentes. E as suas profecias? E as suas dissertações acerca ele Deus e de suas relações com o ser humano? Em sua obra. foi capaz de produzir uma obra literária tão rica. esta é a conclusão básica acerca da história. até hoje. O Gênio do Cristianismo.64 induzidos a pensar serem todas as coisas obra do mero acaso. afirmou Oliver Cronwell: "O que é a história. senão a manifestação de Deus?" Assim a entendeu também Nabucodonosor. acima dos reis e demais potentados. após haver passado sete tempos entre os bichos. A Bíblia não é apenas um livro teológico. Nenhum escritor. Os santos profetas e os apóstolos de Nosso Senhor deixam-nos claro que. Martyn Lioyd-Jones: "A chave para a história do mundo é o reino de Deus". o francês Chateaubriand discorre longamente a respeito das qualidades literárias das Sagradas Escrituras. devido ao seu orgulho. Por conseguinte. 5. acha-se Deus a controlar todos os negócios terrenos. estando Deus no comando de todas as coisas. a literatura mundial seria pobre e inexpressiva. Seria maravilhoso se todos os seres humanos chegassem a essa conclusão. Não foi essa. é o maior clássico da humanidade.4 . reconhece que. as maiores obras tiveram-na como fonte de inspiração e modelo. os poemas mais sublimes. . por acaso.NECESSIDADE LITERÁRIA.

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5.5 - NECESSIDADE DE CONHECER A VONTADE DE DEUS (DT 29-29).

A Bíblia é a própria mensagem de Deus expressa em termos humanos. Por isso, o jovem que quer conhecer com segurança a vontade de Deus para sua vida deve estudá-la.

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CAPÍTULO 6: A INERRÂNCIA DA BÍBLIA

A melhor maneira de se compreender uma doutrina é buscar-lhe uma definição adequada. Sua conceituação, a partir daí, torna-se mais fácil e não pecará pela falta de clareza e objetividade. Vejamos, pois, de que forma haveremos de definir a doutrina inerrante bíblica.

6.1 - DEFINIÇÃO ETIMOLÓGICA.

A palavra inerrância vem do vocábulo latino inerrantia e significa, literalmente, qualidade daquilo que não tem erro.

6.2 - DEFINIÇÃO TEOLÓGICA.

A inerrância bíblica é a doutrina, segundo a qual as Sagradas escrituras não contêm quaisquer erros por serem a inspirada, infalível e completa Palavra de Deus (SI 119.140). A Bíblia é inerrante tanto nas informações que nos transmite como nos propósitos que expõe e nas reivindicações que representa. Sua inerrância é plena e absoluta. Isenta de erros doutrinários, culturais e científicos, inspira-nos ela confiança plena em seu conteúdo (SI 19.7). A inerrância bíblica se refere à natureza da Bíblia: não contém erro nos escritos originais. Essa definição não significa que a Bíblia nos comunica os fatos que podem ser conhecidos (p.e. transplante de órgãos, informática, mecânica, etc.), mas que tudo o que diz acerca de qualquer assunto é verdade.

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6.3 - ARGUMENTOS CONTRA A INERRÂNCIA

a. O homem erra. O homem escreveu a Bíblia. Logo, ela contém erros. b. A Bíblia contém erros de exatidão numérica e de construções gramaticais. c. A metodologia científica não pode pressupor inerrância. d. Se o conceito se refere aos escritos originais e nós não o possuímos, o debate não tem sentido.

6.4 - EVIDÊNCIAS A FAVOR DA INERRÂNCIA

a. A Bíblia é a Palavra de Deus. Deus nunca mente (Tt 1:2). Portanto, a Bíblia nunca mente. Esse pode ser um argumento simples, mas é verdadeiro e bíblico. b. O propósito da Bíblia não é ser um livro de história. Portanto, quando afirma que morreram 5.000 pessoas numa batalha, quando de fato podem ter morrido 4998 ou 5003, não afetam a fidelidade dos fatos relatados. O autor simplesmente optou por um número redondo próximo ao que ocorreu, o que é normal dentro de um registro histórico. Mas há registros de números exatos também (Gn 5:27; Jo 21:11). c. O propósito da Bíblia não é ser um livro de gramática. As declarações imprecisas nas cópias que temos, não afetam a verdade e fidelidade do seu discurso. d. O propósito da Bíblia é ser fiel no seu discurso. "Tudo quanto, outrora, foi escrito (no Antigo Testamento) para nosso ensino foi escrito" (Rm 15:4). A Bíblia quis dizer tudo o que diz e quis afirmar tudo o que afirma. Por isso, podemos acreditar e confiar completamente na Bíblia que possuímos. Cada uma das palavras que nela está foi considerada por Deus importante para nós.

É a qualidade ou virtude. Dn 9.A BÍBLIA DÁ TESTEMUNHO DE SUA INFALIBILIDADE. Henry: "Há apenas uma única coisa realmente inevitável: é necessário que as Escrituras se cumpram".2 . 7.2.31. que a Bíblia é infalível. ousadamente expressou-se Carl F. 7. Nenhuma de suas palavras jamais caiu.3. 3) O Plano de Salvação é executado apesar das oposições satânicas. 2) Suas profecias cumprem-se de forma detalhada e clara (haja vista as Setenta Semanas de Daniel). por terra" (Dicionário Teológico).22. "Doutrina que ensina ser a Bíblia infalível em tudo o que diz. é algo que jamais poderá falhar. Leia com atenção as seguintes passagens: Dt 18. 1Sm 3.DEFINIÇÃO TEOLÓGICA.22.3 .1 . Mt 1.O QUE É INFALIBILIDADE. Mc 13. At 1.68 CAPÍTULO 7: A INFALIBILIDADE DA BÍBLIA Ao tratar da infalibilidade da Palavra de Deus.19. suas palavras hão de cumprir-se de maneira inexorável. 7. Eis porque a Palavra de Deus pode ser assim considerada: 1) Suas promessas são rigorosamente observadas. O que isto significa? Simplesmente. . do que é infalível. nem cairá.

aproveitando-se das gentes crédulas. infalível e inerrante Palavra . sua mensagem. pois.O QUE É CLAREZA: Qualidade do que é claro. qualquer interpretação é possível.DEFINIÇÃO TEOLÓGICA: A clareza da Bíblia é uma de suas principais características. através da qual tornase ela plenamente inteligível aos que se dispõem a examiná-Ia com um coração reto. frases e orações sem quaisquer nexos. Mas. mostranos que podemos confiar num Deus que se comunica conosco em nossa linguagem. 8. depara-se com um emaranhado de palavras. é clara e cristalinamente simples. mostram-se em cumprimentos e realizações. Eis porque os charlatões. suas profecias não se escondem em possibilidades. a clareza das Sagradas Escrituras: 8. compreensível. posto encontrar-se acima de nossa razão. na realidade. A clareza das Escrituras é uma das doutrinas mais surpreendentes da Palavra de Deus.69 CAPÍTULO 8: A CLAREZA DA BÍBLIA Quem se põe a ler as profecias de Nostradamus. porém. não se contraria. afirmando que Nostradamus é sempre atual. jogam com aqueles versos. humilde e predisposto a aceitá-Ia como a inspirada. inteligível e perfeitamente.2 . Na obra desse falso profeta. A clareza é conhecida também como perspicuidade.1 . Consideremos. quem entende aqueles cipoais? A Bíblia. surpreende-a com coisas grandes e jamais cogitadas.

73).6.O TESTEMUNHO DA BÍBLIA QUANTO À SUA CLAREZA: Nas Sagradas Escrituras. Grudem. e andando pelo caminho. Consideremos. No Salmo 19. e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa. Por quê? Em 2 a Pedro3: 15-16. se uma criança é capaz de aprender a palavra de Deus. como um adulto ilustrado não a entenderá? Aliás. este mandamento do Senhor por intermédio de Moisés. Ora. Algumas partes da Bíblia podem ser facilmente entendidas. Teologia . Pedro afirma que existem pessoas que distorcem as passagens mais difíceis de compreender “Para sua própria destruição”.3 . o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices" (SI 19. 8. mas ele não afirma que existem passagens impossíveis de entender. Por outro lado. Mais adiante. "E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. deparamo-nos com muitos testemunhos acerca de sua clareza. enquanto outras parecem mais complicadas.p. e levantando-te" (Dt 6. as conseqüências do pecado na vida do ser humano fazem com que verdade pareça loucura.7). é a Bíblia tão simples que. para se compreendê-Ia. e deitando-te. canta o salmista: "A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices " (SI 119.7). ouçamos a voz do Senhor. ainda.70 de Deus. é mister que nos façamos como as crianças: com um coração puro.130). lemos: "A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma. O que isso quer dizer? Simplesmente que a Bíblia está escrita de modo tal que seus ensinamentos podem ser compreendidos por todos os que a lerem buscando o auxilio de Deus e dispondo-se a acatá-la “(Wayne Sistemática.

71 1-Por que a própria Bíblia possui clareza? Porque em todas as coisas necessárias para a nossa salvação. Quando fazemos afirmações sobre pontos que a própria Bíblia não fala. embora afirmemos que a Bíblia tem toda a autoridade do próprio Deus. Por deficiência pessoal (orgulho. Quando cometemos erros na interpretação das Escrituras. para nossa vida e crescimento cristão são claramente compreendidas. ganância. Qual deve ser o tamanho do templo? Qual deve ser o horário e tempo de culto? b. 2. Por que. a. mas em nós mesmos. às vezes. A Bíblia pode ser compreendida por descrentes que a leiam sinceramente em busca de salvação e por todos os crentes que a leiam buscando cumprir a vontade de Deus. apesar de a Bíblia possuir clareza. Ela está escrita de maneira que seus ensinamentos possam ser compreendidos por todos os quantos estejam dispostos aplicar esses ensinamentos na vida (I Co 1:18-25). 3. o problema da interpretação não reside nas Escrituras. egoísmo) ou por insuficiência de dedicação ou de tempo. . Por que as pessoas compreendem erradamente a Bíblia? A causa é semelhante ao problema da autoridade bíblica. Assim. sabemos que muitas pessoas não reconhecem essa autoridade nem se submetem a ela. temos dificuldades de compreender o que a Bíblia diz? Porque a capacidade de compreensão da Bíblia é mais moral e espiritual do que intelectual (I Co 2: 14).

Blanchard. o que é a autoridade.2 . Se a autoridade da Bíblia é absoluta. reivindicado. 9. . 9. Oriunda do vocábulo latino autoritatem. em primeiro lugar. inerrante e infalível Palavra de Deus. demonstrado e sustentado pela Bíblia em matéria de fé e prática.72 CAPÍTULO 9: A SUPREMACIA DA BÍBLIA EM MATÉRIA DE FÉ E PRÁTICA "A autoridade da Bíblia não provém da capacidade de seus autores humanos. mas do caráter de seu Autor". de dar ordens. tomar decisões e agir a fim de que cada decreto seja rigorosamente observado. de acordo com estes. Foi o que afirmou J.DEFINIÇÃO TEOLÓGICA. Poder absoluto e inqüestionável. de estabelecer decretos e.DEFINIÇÃO. esta palavra significa: Direito absoluto e inqüestionável de se fazer obedecer.1 . Tal autoridade advém-Ihe do fato de ela ser a inspirada. como haveremos de relativizá-Ia? Vejamos.

Por que ela possui autoridade? Porque a Palavra de Deus é a própria verdade (Jo 17:17).3 . como Davi.21. ela é a própria verdade. com isso.37.73 9. Também. A seguir algumas perguntas específicas referentes à autoridade bíblica. E. A Bíblia não é apenas verdadeira. É a definição final do que é e do que não é verdade. ela mesma é o padrão mais elevado e definitivo da . recolocaram as Sagradas Escrituras no lugar onde elas sempre deveriam estar: no centro da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. legislando sobre a doutrina e acerca da conduta dos cristãos. Isso não significa que cada palavra nas Escrituras foi falada de modo audível por Deus. o Tribunal de Inquisição e as perseguições contra os que ousavam pensar diferentemente da hierarquia romana. já que a Bíblia registra as palavras de centenas de pessoas diferentes. no poder do Espírito Santo. cometiam-se os maiores absurdos em nome de Cristo. a supremacia da Bíblia Sagrada em matéria de fé e prática. Como podemos ter certeza de que cada palavra da Bíblia é a própria Palavra de Deus? Porque a própria Bíblia afirma que "toda a Escritura" (toda a Bíblia escrita) é a Palavra de Deus (2T m 3: 16). renegava-se a doutrina dos apóstolos e dos profetas.TESTEMUNHO DA BÍBLIA A RESPEITO DE SUA AUTORIDADE. anjos ou demônios disseram. 1. 2. Pedro. colocando a tradição da Igreja Católica acima das Sagradas Escrituras. mas. Leia as seguintes passagens: Is 8. porque ela não está em conformidade com um padrão determinado de verdade. Paulo. pessoas. no seio da cristandade.20. Haja vista as Cruzadas. ímpios e até o próprio Satanás. 1Co 14. Uma das maiores virtudes da Reforma Protestante foi resgatar. porém. 30. Até então. Os reformadores. Mas significa que o Espírito Santo dirigiu os autores para que eles registrassem o que Deus.

3.As palavras registradas são do próprio Deus (2Sm 7:28). quando a Bíblia diz: "assim diz o Senhor”. Rei dos reis e Senhor dos senhores. Sua infalibilidade . Êx 7:17). conseguiu provar. contudo. A frase introdutória: "assim diz o Senhor" aparece centenas de vezes na Bíblia (p.e. Dessa forma. Como se tudo isso não fosse suficiente. possui em seus ensinos harmonia e profundidade que nenhum outro livro pode superar. A Bíblia é historicamente precisa. Sua natureza divina . se converteu e hoje são defensores de suas verdades incontestáveis. usada para introduzir um edito real para os súditos. não encontrando provas. mas simplesmente obedecido. ela reivindica para si mesma a autoridade absoluta da mensagem do Deus soberano. através de qualquer ciência. edito que não poderia ser desafiado nem questionado. ninguém. b. nem será (Mt 24:35). Muitos já tentaram desmenti-Ia e refuta-la. um grande número de cientistas. . suas afirmações são verdadeiras. nunca. contém profecias que se cumpriram centenas de anos mais tarde. Pessoas encontram a salvação por meio dela. Quem conferiu essa autoridade à Bíblia? a. e até hoje vem mudando a vida de milhões de indivíduos.A Bíblia até hoje não foi desmentida.74 verdade. influenciou os rumos da história humana mais do que qualquer outro livro. que a Bíblia "não é a Palavra de Deus". Ela é idêntica em forma à expressão "assim diz o rei”.

75 CAPÍTULO 10: A COMPLETUDE DA BÍBLIA Há duas verdades quanto as Escrituras Sagradas que andam de mãos dadas sua autoridade e completude. 10.3 . A seguir. A primeira é a sua soberania em matéria de fé e prática.DEFINIÇÃO. quer acrescentando outros dados além daqueles que nos foram apresentados pelo Senhor através da inspiração do Espírito Santo. pela excelência de suas qualidades. é impossível dissociá-Ias. é aquilo que é suficiente por si mesmo. de maneira perfeita.DEFINIÇÃO TEOLÓGICA.2 . a segunda não admite quaisquer autoridades que contrariem a Bíblia quer diminuindo-lhe a revelação. 10. veremos a importância da completude bíblica. nele possamos confiar e a ele obedecer". Completude é aquilo que. satisfaz plenamente. Assim Wayne Gruden define a completude das Sagradas escrituras: “A Bíblia contém todas as palavras divinas que Deus quis dar ao seu povo em cada estágio da história da redenção e que hoje contém todas as palavras de Deus de que precisamos para a salvação. O apóstolo Paulo mostra a inspiração da Bíblia como prova de sua completude: . 10.O TESTEMUNHO DA BÍBLIA QUANTO A SUA SUFICIÊNCIA. para que. não admitindo acréscimos nem diminuições.1 .

por isso a Palavra de Deus escrita ou falada sempre foi suficiente para a salvação durante a história (2Tm 3: 15). vai exigir tudo o que foi revelado nela (Dt 10:12-13). Ele não acrescentou nenhuma exigência para nós. Isso não significa que a Bíblia tem respostas para todas as perguntas da humanidade. devemos ler suas páginas confiando que Deus nos dará a sabedoria necessária para enfrentar problemas e questionamentos (Tg 1:5-6). 2. para corrigir. Tudo o que Deus exige de nós se encontra na Bíblia. o Espírito Santo supervisionou tudo o que foi escrito para que conheçamos a vontade de Deus (2Pe 1:20-21).76 "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar. propósito da vida e da eternidade. Motivar para confiar e obedecer às Escrituras. fora das Escrituras (Pv 30:5¬6).16). criação. O propósito central da Bíblia é a salvação do homem. 1. Por outro lado. São elas: a. O que Deus queria que soubéssemos a respeito Dele. c. para redargüir. Conscientizar que o Espírito Santo não encoraja os crentes a obedecer a regras . saber que a Bíblia é a Palavra de Deus deve produzir em nós algumas atitudes. para instruir em justiça" (2Tm 3. Deus não exigirá de nós o que não foi revelado em Sua Palavra. Pois. A Bíblia possui todas as palavras de Deus que precisamos para salvação. Por isso. da salvação. d. Lembrar que a Bíblia contém tudo o que precisamos que Deus nos diga para Nele confiar e a Ele obedecer. Ele nos falou em Sua palavra escrita (Gl l:8). mas significa que somente na Bíblia devemos procurar as palavras de Deus para nós. Por isso. b. Incentivar a descobrir aquilo que Deus quer que pensemos e façamos.

para que guardeis os mandamentos do SENHOR. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente. nem diminuireis dela.Não ore contra um princípio ou mandamento claramente expresso na Bíblia. Finalmente. se alguém Ihes acrescentar alguma coisa. e. cedo venho. Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro. exorta Israel a que preserve a doutrina da completude da Palavra de Deus: "Nada acrescentareis à palavra que vos mando. Bem antes de Paulo. mas nenhuma palavra humana se compara com a Palavra de Deus. Amém!" (Ap 22. Amém! Ora.18-21). Devemos concentrar a nossa busca da vontade de Deus na Bíblia (SI 119:105). Moisés. Senhor Jesus! A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. • Cuidado com os "revelamentos" e "profetadas" . Os conselhos de muitos homens são bons e edificantes. É buscar sarna para se coçar. .Busque na Palavra as orientações que você precisa. que eu vos mando" (Dt 4. • "Não troque o certo pelo duvidoso" . vem. a menos que a mensagem possa ser confirmada pela própria Bíblia. através de um princípio ou mandamento aplicado à situação específica. vosso Deus. se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia. no último livro do cânon sagrado.Se alguém lhe diz: "Deus me falou que você deve fazer isso ou aquilo". Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa. deixa-nos João esta seríssima advertência: "Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que. e.2). • "A oração não substitui a obediência" . Lembrar que não devemos acrescentar nada às Escrituras nem igualar qualquer outro escrito com ela (Ap 22: 18-9). o legislador dos hebreus. que estão escritas neste livro. não pense que é pecado desobedecer tal mensagem.77 ou proibições que não tenham a aprovação de Deus nas Escrituras.

mostra como se deve interpretar as Sagradas escrituras. Hanegraaff assevera com a autoridade de um consumado apologista: a Bíblia tem de ser interpretada com equilíbrio e precisão. dobradiças e trancas. nesta passagem. . Ele é o Filho de Deus. por que buscar. e não se detém naqueles que tudo procuram interpretar de forma literal. realmente significam. Quando nos depararmos com uma parábola. utilizando-se da palavra Iigths em inglês. O mesmo princípio tem de ser aplicado aos demais textos das Escrituras. pois. 11. ou com uma metáfora.INTERPRETAÇÃO LITERAL: Devemos interpretar a Bíblia de modo natural. Noutras palavras: Se o Senhor Jesus. uma alegoria que não existe? De fato. em si. Mas se Ele declara ser o Filho de Deus. interpretemo-Ias de acordo com o método metafórico. faz uso de um acróstico da palavra Iigths. Hank Hanegraaff.1 . afirma que é a porta. Ele foge ao extremismo da interpretação alegórica de Orígenes. adapta-se muito bem ao português. não devemos imaginar madeira. Em seguida. levando em consideração o que as palavras.78 CAPÍTULO 11: COMO INTERPRETAR CORRETAMENTE A BÍBLIA Em seu excelente livro Cristianismo em Crise. proporcionando-nos uma perfeita síntese da verdade hermenêutica: LIGHSInterpretação Literal Iluminação Espiritual Princípios Gramaticais Contexto Histórico Simetria Bíblica Apesar de o acróstico ter sido feito para o inglês.

na leitura e interpretação da Bíblia. Temos hoje não poucos manuais que nos auxiliam nesta grande tarefa.79 11. 11.9-11. Logo. Eis porque é de suma importância. profissões. podemos contar com a sua iluminação. 11. deve ser interpretada. Lembremo-nos.3 . Leia com atenção: 1Co 2. pois. ainda. da exposição que o mesmo Senhor fez aos discípulos no caminho de Emaús. realmente. também.PRINCÍPIO GRAMATICAL: Na interpretação da Bíblia. relações sociais. E foi assim que os viajantes passaram a entender que Jesus era. culto. ao leitor das escrituras. Significa isto que deve ela ser interpretada. De que forma advém-nos iluminação? Diz o autor sagrado que a exposição da Palavra de Deus dá-nos luz. é mister que saibamos como viviam os judeus dos tempos bíblicos: conheçamos-Ihes.CONTEXTO HISTÓRICO: Não nos esqueçamos de que a Bíblia foi escrita num contexto histórico-cultural específico.4 . Por conseguinte. as casas. etc. Enquanto o Mestre expunha-Ihes as Escrituras. segundo as mesmas regras. tendo-se em conta este mesmo contexto. . conhecer as regras básicas da gramática e da sintaxe. sentiam eles arderem seus corações. é mister acreditar que.2 . roupas. o Filho de Deus.ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL: Se cremos ser o Espírito Santo o inspirador da Palavra de Deus. levemos em consideração que foi ela escrita de conformidade com as regras gramaticais.

600 anos por 40 autores das mais variadas ocupações. Ela não entra em contradição consigo mesma desde que interpretada de conformidade com as regras da hermenêutica.ENSINO TEOLÓGICO: Embora possamos examinar livremente a Bíblia Sagrada. E justamente a harmonia resultante entre as partes e o todo.6 .5 . só veio a entender o caminho da salvação. Quanto mais lermos. o Filho de Deus. quando Felipe. Aí está a simetria.80 11. 11. Outras considerações: Como Filhos de Deus. sob hipótese alguma. apesar de ler regularmente a Bíblia. . todos dependemos vitalmente. pois devem estas harmonizar-se com o todo. destas. mais íntimos seremos de seu Autor.SIMETRIA BÍBLICA: O mais forte dos princípios da hermenêutica sagrada é que a Bíblia interpreta-se a si mesma. pôs-se a falar-lhe de Jesus Cristo. Escrita num período de 1. o ensino teológico é imprescindível na interpretação das Sagradas Escrituras. Afinal de contas. a fim de que nos aperfeiçoem no conhecimento divino (Ef 4. fazer doutrinas a partir de passagens isoladas. Por isso não podemos. Os maiores santos e campeões de Deus fizeram-se tão afeiçoados à Bíblia que vieram a ser confundidos com o Livro dos Livros. a simetria da Bíblia é absoluta. não podemos descurar o trabalho dos mestres e dos que se afadigam na interpretação da Palavra de Deus. Por conseguinte.11). não podemos afastar-nos jamais das Sagradas Escrituras. como depreendemos do texto de Atos. os mestres foram-nos dados por Cristo. sentando-se ao seu lado. O eunuco etíope.

deve ela ocupar sempre o primeiro lugar. jamais nos tornaremos aptos para a vida eterna. Se assim não a considerarmos. .81 E nós? Como nos haveremos diante da Bíblia Sagrada? Não podemos relegá-Ia a um plano terciário: tanto na Igreja de Cristo como em nossa vida.

o belo . Há mais de 30 anos. na sua maior parte são materiais heterogêneos juntados ao acaso. encontrada na Bíblia. relembremos as grandes obras escritas pelos antigos. Zoroastras. a. o livro dos Mórmons. Ciência e Saúde. meio e fim". John G.Você encontrará um livro que mesmo remotamente possa ser comparado a Bíblia sua influência benéfica sobre a humanidade? Com certeza. Ele disse: Buscamos no mundo a verdade. Os primeiros guiam a uma idéia apagada de pecado e de Deus. o puro. Budistas. todos tem uma influência no mundo. isso tudo sem levar o efeito regenerador que sobre milhões de vidas individuais. mas existe uma grande diferença na influência que eles exercem e a da Bíblia. Whinttier se expressa de uma maneira maravilhosa: o fato de que a verdade que os homens buscam encontrar no mundo é. Separamos o bom. O corão (Alcorão). O que vemos claramente como diferencial da Bíblia que têm começo. Pensemos então nos grandes quadros de Leonardo da Vinci. na publicação Gospel Baner (Estandarte do Evangelho) citações de grandes homens sobre a influência da Bíblia no mundo e na sua própria vida. Rafael.82 CAPÍTULO 12: O TESTEMUNHO DAS VIDAS TRASFORMADAS Usamos como argumento concluinte o fato de existir outros tipos de escrituras com as Maometanas. examinemos as leis fundamentais dos países civilizados. os clássicos de Confúcio. Resultando apenas em idéia de conduta e moral. europeus e americanos. pelos reformadores protestantes. as reformas sócias como libertação dos escravos. isto prova que é a revelação de Deus para humanidade carente. na realidade. chegando a ignorá-Ia. mas que estão "destituídas de começo meio e fim. pelos poetas. Michelangelo. escritores ingleses.

A Escritura comunica a palavra da salvação de Cristo. não nos credos e concílios da Igreja ou nos ofícios hierárquicos. Voltamos carregados de tesouros. papado e episcopado.83 Gravado em pedra e pergaminho Dos velhos campos floridos da alma E. cansados de buscar o melhor. a palavra que dá vida. a quem a aceita através da fé. Para descobrir que os sábios ditos Estão nos livros que nossas mães já liam. . A autoridade em questões de fé assenta-se no evangelho da Escritura. Unicamente a palavra da Escritura (sola scriptura) deve ser crida e aceita como válida em última instância no que diz respeito aos assuntos da fé e salvação.

Com a expansão do Império Grego. a língua oficial. Vale a pena lembrar que: a língua sagrada dos judeus era o hebraico. Desde que o hebraico deixou de ser a língua comum falada pelos judeus. Estas incluem Jeremias 10:11. mas de um ramo semítico diferente. Daniel 2:47:28. o latim e a universal. Muito embora o hebraico permanecesse a língua sagrada da Bíblia. a falada. O aramaico é da mesma família. depois do cativeiro babilônico. o aramaico. Outras semelhantes são: Camita. nos tempos de Jesus.1 . O alfabeto hebraico parece ter sido adotado do fenício. O Hebraico é a língua em que foi escrita a maior parte do Velho Testamento. portanto. poucas pessoas poderiam lê-la. só falavam o aramaico. Poucas passagens no Velho Testamento foram escritas no aramaico. a língua grega tornou-se dominante em muitas nações conquistadas. o grego. que foram acrescentadas à Bíblia Hebraica pelos judeus muitos séculos depois do nascimento de Cristo. Na Palestina. moabita e fenícia. O primeiro versículo do livro de Gênesis apareceria no idioma hebraico. O hebraico pertence ao que se chama de família semítica de línguas. Os pontos e traços embaixo e por cima das letras hebraicas formam as suas vogais. os sinais das vogais tornaram-se necessários a fim de preservar os sons corretos das palavras quando se fizesse a leitura da Bíblia hebraica. .84 CAPÍTULO 13: A TRANSMISSÃO DA BÍBLIA 13.AS LÍNGUAS DA BÍBLIA Se a Bíblia permanecesse somente nas línguas em que foi escrita. ilegível para a grande maioria. os judeus. e Esdras 4:8-6:8. promovida por Alexandre. O Grande. e a tradução do Velho Testamento para o grego era lida frequentemente pelos judeus liberais. o grego era falado amplamente.7:l2-26.

Antes da invenção da imprensa há 550 anos. dispendioso e nem sempre de muita precisão. Os escritos mais antigos do Novo Testamento provavelmente foram transmitidos pelo papiro. Certo número de escribas . As folhas de papiro eram dobradas ao meio e costuradas tornando possível a combinação de uma coleção maior de material num volume do que num rolo. tornou-se necessário traduzir as Escrituras em novos idiomas. o códice ou a forma do livro em folhas começou a ser usado. pedra. Era o idioma comum de várias nações. empregado pelo filósofo Platão e outros intelectuais do seu tempo. Numa lição previa foi observado que o material antigo usado para a escrita era o papiro e o pergaminho. O grego revela em si a influência semítica. osso. Tornou-se notável por sua elegância. em grego. madeira e vários metais. O Velho Testamento foi escrito primeiramente em hebraico. Era o grego comum que se usava difusamente em todo o Império Romano. outros materiais empregados eram: tabletes de barro. Não é surpresa. Cedo. no 29 século. Mais tarde os pergaminhos eram empregados para se reproduzir cópias das Escrituras. Quando o judaísmo e o cristianismo se expandiram por outras áreas de outros idiomas. pois os homens que escreveram os livros do Novo Testamento eram versados nas Escrituras judaicas. A cópia de documentos a mão favoreceu erros acidentais. A Bíblia em português é o resultado de uma longa história de tradução e transmissão das Escrituras. cobre e cerâmica. variabilidade de estilo e precisão em suas afirmações. e o Novo. Nessa coleção era mais fácil encontrar um verso particular das Escrituras do que ao proceder o desenrolamento. cada exemplar do Velho ou do Novo Testamento tinha que ser escrito individualmente a mão. O processo era vagaroso. visto que a remissão dos pecados deveria ser pregada a todas as nações (Lucas 24:47). O grego u¬sado pelos escritores do Novo Testamento é chamado de grego "comum" ou "koinê". e não o grego clássico. Uma classe profissional de escribas surgiu e realizou esse trabalho.85 A língua grega tornou-se a mais apropriada para a mensagem do Novo Pacto.

Não queremos dizer que todos os que estudam a Bíblia sejam críticos do texto. todavia. sua descoberta implica numa grande contribuição no estudo da transmissão do Velho . Visto que todos os livros do Velho Testamento. Numero excelente de livros sobre o assunto são disponíveis na atualidade e estão indicados na bibliografia.O VELHO TESTAMENTO Traçando a transmissão do Velho Testamento. estão representados nos Rolos do Mar Morto. téria. o mais antigo texto hebraico conhecido era um manuscrito dos Profetas (o Códice do Cairo) datado cerca do ano 895. o erro seria perpetuado. um escriba não compreendesse bem uma palavra ou não a soletrasse bem. Um manuscrito. o assunto merece a atenção de todos os que encaram seriamente o conhecimento da Bíblia. Apesar de ter mais de 1000 anos. visto ser básica no estudo bíblico. tivesse um erro. de Isaías habilitou os eruditos a se aproximarem mais de 100 anos aos escritos (autógrafos). 4 fontes de estudo são importantes: o texto hebraico. portanto. está datado após muitas gerações depois dos escritos originais dos profetas. É impossível que numa breve lição se possa dar atenção aos detalhes da ciência do criticismo textual . transmitido através de muitas cópias. As descobertas do Mar Morto são importantes porque produziram fragmentos sobreviventes da biblioteca de uma comunidade judaica nos anos 130 a. porventura. mais erros que o original. o texto grego. A crítica textual e importante. Na ciência do criticismo textual os manuscritos mais antigos são mais valiosos porque contêm menos erros. O trabalho do crítico do texto é exatamente restaurar o texto ao seu original acurado. por certo o erro seria transmitido ao papel. então. C a 70 A. Antes das descobertas de Qumran em 1948. e se fizesse cópias adicionais. 13. exceto Ester.86 poderia escrever as palavras ditadas por outros.2 . Se. Um rolo do 2º século a. Se a cópia.D.C. por certo. Autógrafos de livros bíblicos antigos não foi possível preservar. os textos de Qumran e outras traduções.

A parte dos escritos de Qumran. nenhum manuscrito dos livros do Velho Testamento antes do século 9 A. A comunidade de Qumran fez uma contribuição de grande mérito.é baseada primeiramente nos manuscritos seguintes: O Códice de Cairo (895) .C.. tais como o sol. Antíoco Epifânio (rei sírio.As partes mais velhas do Velho Testamento foram paravelmente primeiro escritas no sistema antigo hebraico de origem fenícia. 175-163 a. Cerca do século 4 a.87 Testamento. A destruição de manuscritos em Antioquia .dos Profetas Posteriores (916).3 . O Códice de Leningrado . A escrita precedente havia empregado milhares de pictogramas (quadros rudes. representando coisas. O manuscrito hebraico continua a ser usado no Velho Testamento hebraico (p.C.C. os sírios haviam destruído a maior parte dos manuscritos existentes do Velho Testamento.) tentou abolir a religião judaica mediante a destruição de seus escritos e de seu culto. sobreviveu. etc. Manuscritos básicos da Bíblia hebraica moderna .o mais antigo manuscrito Massorético dos Profetas que se conhece. preservando os rolos do Velho Testamento durante esse período.um manuscrito inteiro de todo o Velho . Essa forma de escrever foi a primeira a empregar um alfabeto em que a escrita ficou reduzida a uma combinação de cerca de vinte símbolos.A edição corrente da Bíblia hebraica .O VELHO TESTAMENTO HEBRAICO O manuscrito . 13. 12). O Códice de Allepo (930) .).D.Bíblia Hebraica de Kittel . o manuscrito do hebraico antigo modificou-se para o manuscrito quadrado de origem assíria.Antes da revolta dos Macabeus em 167 a.

Para evitar o uso indevido de um manuscrito que continha o Nome Sagrado. comprou no Egito uma folha de Papiro que continha uma cópia dos 10 mandamentos de Êxodo 20:2 e seg.Cerca de 100 A. L. Somente o manuscrito de Isaías está completo.000 fragmentos de escritos bíblicos e outras foram desenterrados.de todo o Velho Testamento (1008). O Texto Massorético . Tinham que contar o número de vezes que cada letra do alfabeto apareceria em cada livro.Durante a reconstrução da velha sinagoga do Cairo (Egito) em 1890. Nash. Os escribas judeus faziam seu trabalho de modo reverente e cuidadoso. Gerações sucessivas de editores inseriram um grande número de sinais para orientar os leitores nas sinagogas na enunciação correta dos escritos sagrados. que foi parcialmente Queimado numa sinagoga em 1948. que determinavam d qualidade e o tamanho dos couros a serem usados. líderes judeus produziram uma edição padronizada do texto hebraico consonantal do Velho Testamento. Essas edições incluíam as marcas de pontuação e os pontos das vogais. Os escribas judeus que faziam esse trabalho eram chamados de Masoretes derivação da palavra Massorah (tradição). Albright datou-a no período dos Macabeus. os judeus colocavam os manuscritos estragados em uma "geniza" (esconderijo) até que fossem destruídos pelo enterramento. o tamanho das colunas em cada página e as letras. cerca de 200.D. em 1902.W. e Deuteronômio 6:4 e seg. O texto que os massoretas estabe leceram tornou-se conhecido como “texto Massorético". Notas eram colocadas às margens. O Códice de Leningrado . Tinham regras precisas. Os Fragmentos de Geniza ..88 Testamento. A coleção breve de textos foi provavelmente usada em propósitos litúrgicos ou educacionais. . Os fragmentos de Geniza do Cairo são datados dos seculos 6 a 9 A. O Papiro de Nash . Esta prática explica a razão por que velhos manuscritos não sobreviveram.As descobertas do Mar Morto têm produzido fragmentos valiosos de livros do Velho Testamento. Um comentário contendo os dois primeiros capítulos de Habacuque fornece um exemplo significativo dos métodos judaicos de interpretação. no começo e no fim dos manuscritos. Os rolos do Mar Morto . Outros eruditos classificaram-na com sendo de umo período posterior. D.

Apesar de o mais antigo manuscrito ser datado de 895.000 variações do texto Massorético. Nossa Bíblia atual é baseada no trabalho desses eruditos judeus. contendo os 5 livros de Moisés. Os manuscritos mais antigos em forma de rolos do pentateuco samaritano datam da metade do século 11. em Alexandria. 13. Os samaritanos adotaram somente os livros de Moisés. mas o manuscrito é muito mais velho.4 . As descobertas de Qumran confir maram que O Velho Testamento tem sido bem preservado.A SEPTUAGINTA Em virtude da grande comunidade de judeus que falavam o grego em vez de hebraico e residiam. A leitura do texto Massorético é considerada original. o que forçou os samaritanos a constituir o seu templo e adotar o seu próprio cânon. É valioso para a comparação com o texto massorético. O Pentateuco Samaritano resultou noutra tradição textual para a Lei. a não ser que o Pentateuco Samaritano e a Septuaginta discordem do mesmo. mas ocorre que são insignificantes. O Pentateuco Samaritano contém aproximadamente 6. mas um manuscrito do hebraico antigo.89 Seus cálculo minuciosos incluíam a determinação da letra do meio do Pentateuco e a letra do meio de toda a Bíblia hebraica. 13. O mais antigo Códice leva uma observação sobre sua venda em 1150. é realmente maravilhoso como sua concordância é quase total com o segundo rolo de Isaías da comunidade de Qumran.O PENTATEUCO SAMARITANO O Pentateuco Samaritano não é uma tradução ou versão do Velho Testamento.5 . o pentateuco foi traduzido para o grego no ano . A divisão entre judeus e samaritanos possivelmente ocorreu durante o período em que Neemias reconstruiu a cidade de Jerusalém.

depois que os cristãos serviram muito da Septuaginta nas disputas que tiveram com os judeus.6 . Outra tradução grega foi . A maioria das citações do Novo Testamento é extraída da mesma.D. piedosa e exata.C. e 1. apesar de antes a haverem considerado indispensável e intocável. 13.90 250 a. Apesar de ter bom conhecimento do idioma grego. É geralmente fiel às leituras do texto hebraico. original. Todavia. em vez do uso erudito dos rabinos. em 130 A. Continuaram a necessitar de traduções gregas. estes rejeitaram-na. em vez dos judeus. a comunidade judaica de Alexandria declarou que era bela. 3. 2.2 A Septuaginta aparentemente foi usada por Jesus e os apóstolos. Foi a primeira tentativa de se traduzir o Velho Testamento para outra língua. A tradição de que foi traduzida por 70 judeus eruditos deu origem ao nome Septuaginta (70).D.OUTRAS TRAOUÇOES GREGAS Logo que a Septuaginta foi traduzida. e os mais antigos códices dela incluem também os escritos do Novo Testamento. O melhor manuscrito da Septuaginta é o Vaticanus (Códice B) datado de 325 A. Foi perpetuada pelos cristãos. nova tradução foi feita por Áquila. Varia das traduções literais e dependentes do Torah para as traduções livres dos escritos. portanto. C. Geisler e Nix apresentam quatro observações a respeito da qualidade da Septuaginta: 1. Filo falou a respeito da tradução como um trabalho de inspiração divina e dos tradutores como profetas. fez uma tradução literal que não parecia ser grego de forma alguma. Foi designada para uso público nas sinagogas. A tradução de outros livros do Velho Testamento em grego parece ter sido completada no ano 150 a.

O velho Targum Palestiniano do Pentateuco e conhecido mediante os fragmentos sue sobreviveram de sete manuscritos do 7º ao 9º seculos. De quando em quando o texto era reinterpretado. A tradução podia ser dada oralmente com observações interpretativas. seguido pelos trabalhos de tradução grega literal e a tradução literal de Áquila. Uma terceira foi feita por Teodósio.D. o judaísmo substituiu a língua hebraica falada pelo aramaico.TRADUÇÕES EM OUTRAS LÍNGUAS Depois do exílio. necessário traduzir as Escrituras hebraicas para o aramaico para o culto nas sinagogas.D.7 . 13. D. . em 200 A.91 realizada por Símaco em 170 A. O Targum Onkelos do Pentateuco e o Targum Jonathan dos Profetas tornaram-se oficiais pelo século 5 A. O ato de traduzir chamou-se tapagem e a própria tradução se chamou targum.A HEXAPLA DE ORÍGENES O teólogo de Alexandria compôs uma Bíblia com seis colunas paralelas: O texto hebraico O texto hebraico sem letras gregas (uma transliteração) O texto Grego de áquila O texto grego de Símaco A Septuaginta O texto grego de Teodósio. O arranjo do textos feito por Orígenes se baseou no princípio de que o texto hebraico é o original. 13. então.8 . Tornou-se. As traduções eram eventualmente registradas em viários lugares e uma explicação da 'mensagem do texto era inclusa.

que significa "tradução simples". próximo de .D.O NOVO TESTAMENTO Os manucritos ruais antigos do Novo Testa¬mento que existem na atualidade são em papiro. e o exemplar mais antigo de qualquer porção do Novo Testamento que existe atualmente. que é um dialeto do aramaico da Palestina.: Constantino.9 . Manuscritos em Papiro P52 .D. as Epístolas Paulinas e o Apocalipse. Teve sua origem provavelmente entre 117 e 138 A. comprou importantes papiros bíblicos. surgiu a necessidade de se traduzir o Velho Testamento para o latim. contendo poucos versos do quarto Evangelho. contendo muita coisa dos Evangelhos e dos Atos.92 A Igreja Síria requereu uma tradução simples do Velho Testamento em aramaico sírio. de acordo com O material em que foi escrito: manuscritos em papiro (no segundo e terceiro seculos) e os manuscritos em pergaminho (nos séculos quarto e nono)..D. A transmissão do Novo Testamento em grego se divide em dois períodos. mandou fazer 50 exemplares da Bíblia em pergaminho.D. Depois do 49 século A. imperador romano. P46.5 cm. Londres. para serem usadas nas igrejas de Constantinopla. substituiu todas as antigas versões latinas. Em 331 A. P45. em 400 A. da Vulgata.Um fragmento de papiro.5 em por 8. praticamente todos os manuscritos foram escritos em pergaminho. D Com a difusão da língua oficial do Império Romano. P47 .D. 13. Traduções latinas da Septuaginta estavam sendo usadas no ano 150 A. A Bíblia síria é conhecida com o nome de "Peschitta". Chester Beatty. A tradução de Jerônimo.Em 1930 e 1931. Os papiros estão agora no Museu de Beatty. A tradução foi feita provavelmente na metade do 1º século A. de 6.

É datado de 175-225 A. 2 de João.O livro total se calcula ter tido 32 folhas em comprimento. comprou uma grande coleção de papiros..língua do Egito). Códice Sinaítico . o Velho e Novo Testamentos eram transmitidos juntos pela igreja em pergaminho na forma de códice. É datado de 250-290 A. P75 . Códice Vaticano (B) . Os Manuscritos de Pergaminho Pelo século 4. P72 . Originalmente o códice consistia de cerca de 220 folhas( todas um pouco mutiladas) removidas de um original que continha 104 páginas das epístolas de Paulo.contém 102 das 144 páginas de um códice de Lucas e João. P66 . As epístolas estão em ordem fora do comum Romanos Hebreus. Alguns eruditos crêem que este manuscrito e o Códice Sinaítico estavam entre os 50 exemplares originais das Escrituras que o imperador romano Constantino comissionou a Eusébio para escrever em 331 A. P72. que inclui textos nas línguas grega e copta (copta . 7 de Lucas e 13 de Atos.Este códice foi escrito no século 4.contém Judas e as Epístolas de Paulo e é datado do século 3. Filipenses. 1 e 11 Tessalonicenses. uma seção de 30 Salmos. e o resto do Novo Testamento depois do capítulo 9 de Hebreus. Está na Biblioteca do Vaticano e tem sido colocado à disposição dos eruditos somente no século passado. Colossenses. parte do século 4 (325 A.) e é um dos mais valiosos de todos os manuscritos da Bíblia grega. Faltam do códice 46 capítulos de Gêneses. E datado um pouco antes que o P45 (200 A.D. I e II Coríntios. Gálatas.93 Dublin. Efésios. em Genebra. O grego era escrito em letras uniciais (letras maiúsculas).}. A Biblioteca Bodmer. devido à relutância das autoridades da Biblioteca em permitir que os eruditos o estudassem. 6 de Marcos.D.D. P45 contem 30 folhas de papiro códice: 2 de Mateus. um pouco mais tarde que o . e é datado de 200 A. P66. Contém também vários livros apócrifos e Salmos.D. D.D. P75 .Contém a maior parte do Evangelho de João. O P47 consiste de 10 folhas pouco mutiladas de um códice do livro l do Apocalipse .Este códice é datado da 1ª.

conseguiu decifrar os originais subscritos. um manuscrito do século 6.Este manuscrito do 5º. contendo material idêntico. Códice de Efraim. Tischendorf. Códice de Bezae (D) . escrito na forma antiga uncial (letras gregas maiúsculas). Apresentou à Biblioteca de Cambridge. mediante o uso de elementos químicos. confrontando-se as duas línguas nas páginas.000 (quinhentos mil . dos Evangelhos.94 Códice Vaticano. aproximadamente por $500. século e as folhas usadas por Sto. no Monte Sinai. já tinham sido queimadas. códice foi escrito no século 5 e contém o Velho Testamento. e Atos em grego e latim. O Governo Britânico dólares). século foi apagado no 12º. Foi conseguido do Mosteiro de Santa Catarina. deste palimpsesto (manuscrito de pergaminho que foi raspado para receber novo texto). Foi presente do Patriarca de Constantinopla ao rei da Inglaterra em 1627. Efraim para uma tradução grega de sermões. Persuadiu aos monges a fazer uma dádiva do referido documento ao Czar da Rússia. em 1581. um monge casualmente observou que duas cestas de papel.Bezae era um erudito francês que sucedeu Calvino como lider da Igreja Protestante em Genebra. em 1933.Este. Estas eram parte de um exemplar da versão Septuaginta do Velho Testamento. Reescrito (C) . viu folhas de pergaminho na cesta de papel. Ao ele tirar 43 folhas da cesta de papel. Códice Alexandrino . conseguiu a códice contendo o único exemplar conhecido e completo do Novo Testamento grego e a maior parte do Velho Testamento em escrita uncial (letras maiúsculas). comprou o manuscrito da Rússia mais tarde. O códice contem variações livres de palavras e sentenças do que se considera ser o texto normal do Novo Testamento. Enquanto ele visitava o mosteiro. por Tischendorf em 1859. exceto mutilações. e a maior parte do Novo Testamento. Em sua terceira viagem ao Mosteiro.

13. Em 1502.A IMPRESSÂO DO TEXTO GREGO O renascimento da cultura (a Renascença) no século 15 criou um desejo de se estudar a literatura em sua língua ou texto original.D. mais barata e em grau mais alto de exatidão do que a cópia à mão. A primeira tentativa de se imprimir a Bíblia no grego foi difícil e dispendiosa porque à letra grega minúscula do manuscrito fora imitada. Estêvão Langton. As formas alternadas da mesma letra. e inventada por João Gutenberg.D. que se tornou Arcebispo de Canterbury em 1228. A imprensa. O trabalho tornou-se a Bíblia oficial da Igreja Latina e continua a ser a Bíblia atual da Igreja Católica Romana.10 .A VULGATA LATINA DE JERÔNIMO Em 382 A. deram ênfase a necessidade de um texto padronizado. dividiu a Vulgata em capítulos modernos. o Papa Damasco comissionou a Jerônimo para fazer uma revisão da velha tradução Latina. em 6 de abril de 1546.95 13. o Cardeal Ximenes da Espanha planejou uma Bíblia poliglota (em muitas línguas) em que a edição do Novo .11 . Os Evangelhos foram corrigidos primeiro e o Velho Testamento completado em 405 A.. "Vulgata" significa "usual" ou "comum". O primeiro livro a ser impresso foi a Vulgata latina de Jerônimo (entre 1450 e 1456). resultantes do processo de impressão. Jerônimo escolheu um texto latino relativamente bom e comparou-o com manuscritos em grego antigo. a Vulgata latina estava tão firmemente estabelecida com os eruditos bíblicos que somente 50 anos depois da invenção da imprensa é que foi possível imprimir o primeiro Novo Testamento no grego. Exemplares múltiplos da Bíblia. tornou possível a impressão de livros mais rápida. Um professor de Paris. Todavia. usando tipo móvel. O Concílio de Trento. bem como as muitas combinações de duas ou mais letras resultaram em aproximadamente 200 caracteres diferentes. declarou que a Vulgata é a Bíblia autorizada da Igreja Católica.

mas por ser o primeiro no mercado e mais barato circulou mais difusamente e tornou-se o texto aceito (Textus Receptus). . Um editor suíço. foi melhorada por meio de correções baseadas no texto superior usado na Bíblia poliglota de Ximenes. dividiu o trabalho em versículos enquanto viajava de Paris para Lião. No único exemplar que tinha do livro da Revelação faltava a página final. saiu com uma centena de erros tipográficos.96 Testamento impressa em 1514 continha textos em colunas paralelas do hebraico. imprimiu. usou parte de vários Novos Testamentos. A Bíblia tornou-se conhecida como a Poliglota Complutensiana (Complutum é o nome da cidade em que foi impressa). 1550 e 1551). Na quarta edição. O texto de Estefânio. às margens das páginas. Estefânio. em 1515. todavia. aramaico. tornou-se conhecido como Textus Receptus (texto aceito). do texto de 1527. para preparar uma edição do Novo Testamento em grego. A segunda edição foi usada por Lutero para sua tradução em alemão. grego e latim. na Suíça. supri-a. Em virtude da pressa que se teve em publicar o volume. Seu filho afirmou que. Erasmo não encontrou um manuscrito que contivesse o Novo Testamento grego completo. a Bíblia Poliglota foi publicada somente em 1522. um famoso editor parisiense. conseguiu os serviços do erudito humanista Erasmo. vãrios extratos de 14 códigos. portanto. Seu texto é inferior em valor crítico ao da Bíblia poliglota. traduzindo-a da Vulgata latina para o grego. portanto.1549. Na terceira edição. dividiu o texto em versículos numerados. Froben. O Velho Testamento foi impresso em 1517. fez quatro edições do Novo Testamento grego (1546. A primeira impressão do Novo Testamento grego teve logo mercado aberto e a venda foi ampla. que se baseou em Erasmo e na Bíblia poliglota. em março de 1516. A quarta edição de Erasmo. Foi publicado sete meses mais tarde. Baseou-se principalmente em dois manuscritos inferiores ao século 12 que havia encontrado numa biblioteca de um mosteiro em Basiléia.

Alfredo.12 . Richard Rolle fez uma tradução literal da Vulgata latina para um dialeto do norte da Inglaterra em 1340. pregando contra vários males do seu dia ao ponto de ser chamado “a estrela-d'alva da Reforma". chamados lollardos. Mais tarde tornou-se político e finalmente reformador. o trabalho missionário era feito em latim. As cinzas foram lançadas num rio próximo. Wycliffe foi provavelmente assessorado na tradução da Bíblia todavia. Completou a tradução em 1383. que viajavam por toda a Inglaterra.A BÍBLIA EM INGLÊS Apesar de o cristianismo ter sido levado à Inglaterra no começo do século 4. portanto. sua direção erudita e autorizada do trabalho justifica a ele. pôs partes da Bíblia em inglês para seu povo. porém o seu corpo foi exumado e queimado em 1426.97 13. Esses trabalhos prepararam o caminho para João Wycliffe (1320-1384).00 (quatrocentos dólares) por um manuscrito da Bíblia. lendo-os para o povo. a Igreja baniu o uso da tradução inglesa de Wycliffe e proibiu o trabalho dos seus seguidores. a Bíblia de Wycliffe continuou a ser usada largamente no século 15. A tradução da Bíblia para o inglês da Idade Media começou no século 14. A despeito de todas as perseguições. um ano antes de sua morte. O período inglês antigo encerrou-se logo depois da conquista Normanda em 1066. A Tradução de Wycliffe (1383) João Wycliffe esteve associado à Universidade de Oxford durante muito tempo. Alguns poemas e poucos versículos das Escrituras apareceram no inglês antigo no seculo 8. Ele morreu antes de lavrar a perseguição. A pregação dos lollardos perturbou a Igreja. Alguns pagavam tanto quanto $400. Sua tradução é uma tradução muito literal dos textos inferiores da Vulgata. William de Shoreham produziu a primeira tradução em prosa da porção da Bíblia em um dialeto sulino da Inglaterra em 1320. o Grande (901). Foram distribuídos aos seus seguidores. Os exemplares tinham que ser escritos à mão e secretamente. .

e iniciou uma série de pregações contra várias práticas religiosas. em 1531. a Vulgata e a tradução alemã de Lutero. Depois de diplomar-se em Direito Canônico pela Universidade de Cambridge. Visto que o rei e a Igreja da Inglaterra tinham proibido o uso da tradução inglesa. cerca de 1488. De 1527 a 1531 Tyndale estava em Marburgo (Alemanha). talvez em Marburgo. Coverdale deixou o sacerdócio da ordem dos Agostinhos. Declarou que dentro em breve ele proporcionaria a um rapaz que usasse o arado condições de possuir mais conhecimentos . provavelmente na expectativa de alcançar a aprovação do rei para sua circulação na Inglaterra. Sua ambição era fazer pela Inglaterra o que Lutero fizera pela Alemanha. Foi traído em 1535 enquanto trabalhava na tradução do Velho Testamento.da Bíblia que os líderes da Igreja. É possível que tenha se encontrado com Tyndale em Hamburgo em 1529. Tyndale foi a Alemanha para imprimir o Novo Testamento. Assinou seu nome no Prólogo . 15. Coverdale distinguiu sua Bíblia da tradução de Tyndale. Exemplares da tradução apareceram na Inglaterra no princípio de 1526. onde Erasmo tinha despertado interesse pelo Novo Testamento grego. abra os olhos do rei da Inglaterra. (Alemanha). que nasceu em Yorkshire. antes de ir para Cambridge. Suas últimas palavras foram: “Senhor. Sua tradução do Velho Testamento foi baseada no hebraico.A.000 exemplares do Novo Testamento foram vendidas até o ano de 1535. Muito do trabalho de Tyndale foi usado na produção da Authorized Version (Versão autorizada) em 1611.98 As Escrituras Impressas por Tyndale (1526) William Tyndale recebeu o grau de M. mas consultou também outras traduções. em 1515 em Oxford. sendo condenado à forca e queimado.” Sua tradução do Novo Testamento baseou-se na 2a. edições de Erasmo. Sentiu que o povo tinha o direito de saber o que lhes fora prometido pela Bíblia. Coverdale dedicou-a ao rei Henrique VIII. que foi banida na Inglaterra. Sua tradução da Bíblia foi impressa em 1535. trabalhando na tradução do Velho Testamento. e 3a. A Tradução da Bíblia por Coverdale (1535) O trabalho que Tyndale começou foi completado por Myles Coverdale. mas muitos não podiam ler o latim.

Apesar de o rei não ter dado permissão para a sua venda. na verdade. o Novo Testamento de Coverdale se constitui da 1ª. mesmo antes da morte de Tyndale. não a baniu. Sua Bíblia é significativa porque é a primeira impressa em inglês. A Grande Bíblia trazia em sua primeira página: "Esta é a Bíblia indicada para uso das igrejas. contudo. De acordo com a injunção do rei. autorizada e livre de interpretações. a Grande Bíblia foi aprovada pelos Bispos Tunstall e Heath. O trabalho de Coverdale é uma tradução secundária (não foi baseada no original hebraico ou grego. Visto que havia duas formas da Bíblia inglesa. Em 1538. receberam a permissão real em 1537. que não tinham sido publicados ainda. edição revista de Tyndale com o auxílio da 2a. de Coverdale e de Mattew. A distribuição da Grande Bíblia foi acompanhada de uma declaração real encorajando todos a ler a Bíblia. edição. De acordo com Bruce. A "Grande Bíblia" (assim chamada por causa do seu tamanho). Baseou-se no Pentateuco e Novo Testamento de Tyndale. uma revisão da Bíblia de Mattew. Agora ele oficialmente autorizava uma Bíblia que continha a maior parte do trabalho de Tyndale. A resposta foi tão grande e os conseqüentes . possivelmente de trabalhos de Tyndale. A Grande Bíblia (1539) A política do governo inglês referente à Bíblia estava evoluindo. era. a de Coverdale e a de Mattew. Coverdale continuou e enriqueceu o trabalho do seu predecessor." Era de fato uma edição revista da versão de Tyndale. o rei Henrique VIII autorizou Cromwell a provi denciar uma tradução nova que fosse uniforme. De acordo com o Bispo Westcott. ambas as Bíblias. Coverdale concordou em unir-se a Richard Grafton na preparação de um novo texto em que o trabalho de outros homens pudesse ser usado em preferência ao de Coverdale. Depois do trabalho de Cromwell. que apareceu em 1539. Tunstall foi o Bispo de Londres que codenara Tyndale e seu trabalho. e da tradução alemã de Lutero. um exemplar foi colocado em cada igreja da Inglaterra. dos livros de Josué a II Crônicas.99 que foi dirigido ao leitor. na versão dos livros de Esdras e Malaquias de Coverdale e uma versão anônima. A Bíblia de Mattew fora publicada em 1537. mas numa tradução do latim). Henrique VIII tinha repudiado a autoridade do Papa em 1535.

Este Novo Testamento era uma correção do texto de Tyndale pelo Testamento latino de Beza. Em 1543 todas as traduções que levavam o nome de Tyndale foram proscritas (denunciadas). o tamanho e as notas deram-lhe grande popularidade entre o povo. e a Bíblia de Genebra. o rei Tiago convocou uma conferência para aceitar as diferenças de opinião sobre as versões da Bíblia.100 argumentos públicos sobre o significado da Bíblia foram tão intensos que o rei emitiu uma segunda declaração aconselhando aos leitores que a leitura fosse feita "humilde e reverentemente". . impresa em 1557.viu a produção de duas versões mais da Bíblia inglesa. Os líderes eclesiásticos conservadores reagiram contra a liberdade de interpretação dos leigos. bem como em muitas das traduções posteriores. Em 1546 a tradução do Novo Testamento de Coverdale foi também proscrita. O tipo. Eruditos judeus. mas a rainha Elizabeth. O novo trabalho foi baseado num estudo dos manuscritos antigos hebraico e grego. preferida pelos anglicanos. os protestantes de fala inglesa tinham duas versões da Bíblia: a Grande Bíblia. A Bíblia de Genebra (1560) O primeiro Novo Testamento inglês com os capítulos divididos em versículos de acordo com o Novo Testamento grego de Estefânio era a Bíblia de Genebra. Com efeito. A Versão do Rei Tiago (King James) Pelo fim do século 16. Em 1560. bem como católicos reconheceram a excelência da versão. A nova Bíblia substituiu as versões que então estavam sendo usadas nas igrejas. Quando o rei Henrique VIII morreu. A rainha Maria suprimiu a impressão de Bíblias durante seu reinado. a Grande Bíblia foi restaurada ao seu lugar nas igrejas. 54 eruditos foram nomeados para providenciar uma tradução nova que fosse aprovada por todas as igrejas. preferida pelos protestantes calvinistas. a Bíblia inteira foi revista e impressa em Genebra. Foi dada atenção à beleza da língua. esta sendo “A Bíblia" permaneceu onde quer que a língua inglesa é usada por mais de 300 anos. Em 1604.

reconhecido de ambos os lados do Atlântico. Esta versão não contem a beleza da versão autorizada ou as expressões modernas das versões recentes. A versão americana tornou-se conhecida como a versão americana padrão (American Standard Version). mas o povo ficou desapontado em notar que muitas frases familiares foram abandonadas e palavras mudadas. a fim de preparar uma tradução nova da Bíblia em inglês moderno. A Assembléia Geral da Igreja da Escócia consultou a Igreja da Inglaterra e as principais igrejas livres (a respeito de uma revisão da versão inglesa revista. O Novo Testamento foi publicado em 1946 e o Velho Testamento foi completado em 1952. Eruditos americanos foram convidados a participar no trabalho da versão inglesa revista. Chama-se Versão Revista Padrão (Revised Standard Version) . O texto estava mais esclarecido. Outros se sentiram frustrados porque não encontraram mudanças maiores no inglês. sem violência positiva ao uso do inglês.101 Edições Recentes A versão inglesa revista foi aprovada em 1870 e foi publicada nos anos de 18811885. As igrejas britânicas começaram a revisão da versão inglesa revista em 1947. Novos manuscritos tem sido descobertos e os antigos foram melhor compreendidos. Esta versão deveria reunir os melhores resultados da erudição moderna e expressar a Escritura na dicção inglesa designada para uso em culto público e privado. e a palavra "amor" por "caridade". A revisão feita por eruditos americanos estava baseada nas versões de 1611 e 1901. A Nova Bíblia Inglesa . depois de sancionar por 14 anos a edição inglesa revista. A versão revista padrão feita pelos americanos usou um bom inglês literário. a comissão americana preparou uma edição que continha suas preferências. A palavra "Jehovah" foi substituída por "Senhor" ou "Deus". O Concílio Internacional de Educação Religiosa autorizou uma comissão para proceder a outra revisão. mas a sua clareza se recomenda aos mestres e aos estudantes. A nova versão tem sido criticada por obscurecer as passagens tradicionais messiânicas. não reteve a idéia de Cambridge de se prestar atenção meticulosa à clareza verbal e traduzir tão literalmente quanto possível. Em 1901. Todavia.

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(New English Bible), publicada em 1961 e 1970, continua longamente estabelecida tradição das versões inglesas mais antigas. É genuinamente inglesa na língua, evitando arcaísmos e modernismos passageiros, e bastante clara para ser entendida por um povo razoavelmente intelectual. A versão americana padrão tem sido revista e publicada pela Fundação Locman sob o título Nova Bíblia Americana Padrão - (New American Standard Bíblie). O prefácio declara que se propôs manter a tradução tão fiel quanto possível à língua original das Sagradas Escrituras e fazê-la fluente e legível de acordo com o uso corrente do inglês.

13.13 - A BÍBLIA EM LÍNGUA PORTUGUESA

13.13.1 - A Versão de Almeida

Até O último quarto do século XVI não havia versão alguma completa e impressa das Escrituras em português. A zelosa rainha D. Leonor. mulher de D. João XI, tentou popularizar as Escrituras. Ela mandou traduzir e imprimir em 1495, a expensas suas, a Vida de Cristo que foi originalmente escrita na língua latina pelo Dr. Ludolfo, da Saxônia, e que continha muitas citações da Bíblia. Dez anos depois ela mandou publicar na língua lusitana os Atos dos Apóstolos e as epístolas universais de Tiago, Pedro, João e Judas. Esta nobre senhora faleceu em 1525, e por uma reação do clero essas obras desapareceram das bibliotecas. Uma segunda edição da Vida de Cristo foi publicada em 1554; porém esta teve a mesma sorte. Nessa época, organizaram-se diversas companhias comerciais para o

desenvolvimento das várias colônias dos países europeus. Entre estas, a Companhia Holandesa das Índias Orientais, que se organizou em 1602, cuja carta patente exigiu que cuidasse em plantar a Igreja entre os povos e procurasse a sua

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conversão nas possessões tomadas aos portugueses nas Índias Orientais. Foi esta a Companhia que mais tarde, em 1963, patrocinou a revisão do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida. João Ferreira de Almeida nasceu em Lisboa, de pais católicos romanos, em 1628, e, passando aos tenros anos para a Holanda, aceitou a fé da Igreja Reformada em 1642, pela profunda impressão que causou em seu espírito a leitura dum folheto espanhol. Desde o princípio de sua conversão, mostrou a sua aptidão para o estudo eclesiástico. Ignoram-se as circunstâncias que o fizeram transportar-se à Batávia, onde se tornou muito ativo e zeloso no trabalho da evangelização, pregando nas línguas portuguesa, espanhola, francesa e holandesa. Durante a sua longa vida pastoral escreveu e publicou várias obras de caráter religioso, entre as quais sobressai a versão portuguesa da Bíblia. (Deixou completa a coleção de todos os livros do Novo Testamento, não logrando, porém concluir a tradução do Velho Testamento, que só chegou até o livro de Ezequiel, capítulo 48, versículo 21). Ele foi casado, mas não consta que tivesse descendência. Faleceu em Batávia aos 6 de agosto de 1691. João de Almeida traduziu o Novo Testamento do próprio texto grego, com o auxílio da Vulgata; porém seguiu o grego quando se achou em desacordo com a Vulgata. Na sua obra acrescentou os textos paralelos da Escritura, na margem, e no princípio de cada capítulo pôs o sumário ou os artigos de que nele tratava. Em 1681, começou a publicação da Bíblia de Almeida pelo Novo Testamento. A primeira edição foi feita em Amsterdan, por ordem da Companhia Holandesa das Índias Orientais, para circular entre as igrejas evangélicas portuguesas, que esta companhia estabelecera nas suas feitorias asiáticas. Eis o título: "Novo Testamento, isto é, todos os sacrossantos livros e escritos evangélicos e apostólicos do Novo Concerto de nosso fiel Senhor, Salvador e Redentor Jesus Cristo, agora traduzidos em português pelo Padre João Ferreira de Almeida pregador do Santo Evangelho, com todas as licenças necessárias, em Amsterdam, pela viúva J. V. Someren. Ano 1681." No reverso do frontispício vem esta declaração: "Este S.S. Novo Testamento é

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imprimido por mandado e ordem da ilustre companhia da Índia Oriental das Unidas Províncias, e com o conhecimento da Reverenda Classe da cidade de Amsterdam, revisto pelos ministros pregadores do Santo Evangelho, Bartolomeus: Heynen, Johannes de Vaught." O trabalho tipográfico continha muitos erros e o próprio autor revoltou-se contra a incapacidade dos revisores. Dois anos depois do falecimento de João Ferreira de Almeida, em 1693, saiu uma segunda edição do Novo Testamento, revista pelos missionários da Companhia Holandesa das índias Orientais e às expensas da mesma companhia. Eis aqui a cópia do seu título: "O Novo Testamento - Isto é, todos os livros do Novo Concerto do nosso fiel Senhor Redentor Jesus Cristo - traduzido na língua portuguesa pelo Reverendo Padre João Ferreira de Almeida, ministro pregador do Santo Evangelho nesta cidade de Batávia, em Java Maior. Em Batávia. Por João de Vries, impressor da ilustre companhia e desta nobre cidade. Ano 1693." No verso do frontispício lê-se o seguinte: "Esta segunda impressão do SS. Novo Testamento, emendada e, na margem, aumentada com os concordantes passos da Escritura Sagrada, à luz saiu por mandado e ordem do Supremo governo da ilustre Companhia das Unidas Províncias na Índia Oriental e foi revista com aprovação da reverenda Congregação Eclesiástica da cidade de Batávia, pelos ministros pregadores do Santo Evangelho na Igreja da mesma cidade, Theodorus Zas, Jacobus op den Akker." Estes revisores, sendo estrangeiros e incompetente; para rever a língua portuguesa, conseqüentemente fizeram consideráveis alterações, até mesmo desfigurando e corrompendo a beleza do original. O Saltério de Almeida foi publicado no Livro da Oração Comum para o uso das congregações da Igreja Anglicana nas Índias Orientais, em 1695. Nessa época, o rei da Dinamarca, Frederico IV, interessou-se em desenvolver no Oriente o conhecimento das Escrituras Sagradas, e pelo seu patrocínio foi estabelecido o trabalho em Tranquebar, aonde foram muitos missionários célebres.

interessou-se na obra da tradução pelos missionários holandeses e prometeu mandar-lhes a versão de Almeida logo . voltando o navio ao poder da companhia armadora a troco de avultado resgate. À saída do Rio de Janeiro. Quando o Sr. e no mesmo navio continuaram a viagem para Tranquebar. Pela intervenção amigável de Theodoro van Cloon um oficial holandês da Batávia. Santos Ferreira.105 Para este trabalho lho foi publicada. reconhecendo a inconveniência e a despesa de fazer imprimir a Palavra de Deus na Europa para uso de propaganda na Ásia. onde arribara. Deus estava certamente cuidando da impressão da Bíblia portuguesa. 48:21) de Almeida em 1731. encarregando-se os missionários dinamarqueses da direção da mesma. que se apoderou de todo o carregamento. É bem provável que eles. julgassem que o adjetivo dominicano era derivado de Dominus. 42). mas não tinham ligaçâo com a ordem dominicana católica. sendo "pouco conhecedores do idioma. Nesta edição desapareceram os sumários de capítulos. receberam eles os originais (Gên. uma 3ª edição do Novo Testamento de Almeida. em 1712. p. L. os volumes que continham o material tipográfico foram encontrados intactos no fundo do porão. para ser transportado ao seu destino. e ingenuamente supusessem que se dizerem ministros do Senhor ou Padres Dominicanos era uma e a mesma coisa" (A Bíblia em Portugal. G.-Ez. Por circunstâncias absolutamente inexplicáveis e que muitos têm por miraculosas. em Amsterdam. Essa sociedade de Londres. porque no transporte do material houve uma evidência de sua intervenção. foi este navio apressado pela esquadra francesa.) Com a chegada do material. alguns dos missionários se ocuparam na tradução da Bíblia e publicaram periodicamente diversas partes das Escrituras. às expensas da Sociedade de Propaganda do Conhecimento Cristão. (O material da tipografia foi embarcado em um navio da Companhia Holandesa. resolveu estabelecer uma oficina tipográfica em Tranquebar. Os missionários holandeses de Tranquebar se intitularam a si próprios de padres dominicanis. Os revisores são desconhecidos. Cloon foi nomeado governador de Negapatão.

Estes dois volumes têm todas as páginas numeradas e." Foram publicados os demais livros do Velho Testamento na seguinte ordem: Os livros históricos Josué e Ester . ele mandou a quantia de oitocentos escudos para ajudar nas despesas da impressão Ao ouvir que existiam os manuscritos de Almeida. revistos e conferidos com os livros históricos em 1738. Conselheiros da Índia . e dos Nobilíssimos Srs..este título: "Os Doze Profetas Menores. com . Gustavo Guilherme. Miqueias. A primeira edição completa do Velho Testamento. Naum. Com a publicação dos profetas maiores deu-se por terminada a primeira impressão do Velho Testamento na língua portuguesa. porém. saiu o segundo.Isaías a Daniel. e o quarto. Joel. Com os manuscritos. Jonas.106 que chegasse à Batávia para ocupar o seu novo cargo. Em 1753. o que se fez em 1757. Saiu desta obra em Tranquebar. foram publicados os livros dogmáticos – Jó a Cantares de Salomão. na oficina da Real Missão Dinamarquesa. saíram os Quatro profetas maiores . Em 1740. por Almeida. que foi publicado em 1748. Porém o Pentateuco de João Ferreira de Almeida ficara por imprimir. Em 1751. Os três primeiros. no período de 1742-53. Sr. " . vem uma folha. com os livros de Jó a Malaquias. revistos de acordo com o texto original.. convém saber: Oséias.em 1738. Malaquias. reparara que a revisão do mesmo seria muito demorada. apressaram-se em traduzir os profetas menores para que pudessem publicar a Bíblia completa. dizendo: "Esta primeira impressão do Velho Testamento sai à luz às custas da ilustre Companhia Holandesa da Índia Oriental. depois da do título. por mandado de Ilmo. saiu na cidade de Batávia. Quatro anos depois. Ano de 1732. pelos missionários holandeses de Tranquebar. Habacuque. Amós. Os livros de Gênesis e Ester compunham o primeiro volume. Governador-Geral. ao receber os originais. Ageu Zacarias. razão porque publicaram os Profetas Menores só em 1732. o que efetivamente fez no ano seguinte. Barão d'Imhoff. segundo a versão de João Ferreira de Almeida. Com toda diligência traduzidos na língua portuguesa pelos padrões missionários da Tranquebar. em dois volumes. Sofonias. por Cristóvão Teodósio Walter. saíram os Salmos.

Alem disto. ate então mergulhado nas densas trevas da superstição romana. e é esta uma das causas da riqueza do seu vocabulário. nas oficinas de R. que nenhum escritor cultista do seu tempo ousaria escrever. pregador do evangelho em Batávia. as relações comerciais e politicas foram estreitadas com a Grã-Bretanha. induziu a Sociedade Bíblica Britânica a publicar uma edição do Novo Testamento em português da versão de João Ferreira de Almeida em 1809. e A.Londres. a tradução completa da Bíblia presta-se a um severo estudo comparativo com as traduções do século XVI e com a tradução do Padre Figueiredo do século XVIII. . tem sido usada maravilhosamente para a disseminação da Bíblia em português. escapou incólume à retórica dos seiscentistas. Téofilo Braga: "É esta tradução o maior e mais importante documento para se estudar o estado da língua portuguesa no seculo XVII: o Padre João Ferreira de Almeida. com este título: "A Bíblia Sagrada. Portugal. É um magnífico monumento literário" Para o fim do século XVIII e princípio do XIX. o território nacional foi ocupado por tropas inglesas e o exército lusitano organizado segundo o gênio disciplinador inglês. com as facilidades de comunicação com as ilhas e colonias portuguesas. Porém a divina providência estava preparando outro meio para a evangelização das terras do velho Portugal e a conservação da Bíblia portuguesa.107 Deste trabalho escreve o Dr. ministro pregador do Santo Evangelho em Baviera . pela sua longa residência no estrangeiro. Desde então esta sociedade tem publicado muitas edições. sob a mão de Deus. e. Isto veio por uma serie de acontecimentos. experimentou uma renascença. traduzido em português pelo Padre João Ferreira de Almeida. umas pessoas refugiaram-se em Plymouth e em outras cidades da Inglaterra. a sua origem popular e a sua comunicação com o povo levaram-no a empregar formas vulgares. e o idioma português foi gradualmente abandonado como a língua comercial. Em 1819 a Bíblia completa de João Ferreira de Almeida foi publicada em um só volume pela primeira vez. Isso. a corou britânica incorporou Tranquebar aos seus domínios. Muitas vezes o esquecimento das palavras usuais portuguesas leva-o a recordar-se de termos equivalentes. contendo o Novo e o Velho Testamentos. e propagou-se rapidamente por todo o reino o sentimento de tolerância religiosa. Pela opressão política. e conseqüentemente banido do uso das igrejas reformadas.

perto de Lisboa.(8º. como teólogo com idéias liberais. para melhorar a ortografia e corrigir os erros óbvios.2 . por um decreto da Cong. com várias anotações. A sua versão da Bíblia foi feita da Vulgata. A Bíblia por João Ferreira de Almeida que existe atualmente não é realmente dele por causa das diversas correções e versões por que tem passado. tomando-se a Vulgata como base. em 1894. de IV . e morreu num convento em Lisboa.279 páginas. entretanto. de 13 de julho de 1757. nascido em Tomar. com rosto e numeração o Novo Testamento. 1819 . em 1725. e apontadas as diferenças mais . ele estava habilitado para a tarefa da tradução. traduzido em português segundo a Vulgata. a Bíblia foi reconhecida como útil para robustecer a fé dos crentes pelas cerebrinas anotações. historiador e. Afamado como latinista. 13.. e à luz dos textos originais. dogmáticas e morais. gr.884 pp. Entre os redatores mais fervorosos está Antônio Pereira de Figueiredo. de cerca de 400 páginas. com este título: I "O Novo Testamento de Jesus Cristo. que se tornou um padre secular. sendo o primeiro a dar ao protestantismo português as sagradas letras. em 1797. onde tinha estado por doze anos. a que se segue.. do Index. e.A Versão de Figueiredo Durante o tempo do Papa Benedito XIV. sobretudo. em seis volumes. e digno de ser reconhecido como o autor da Bíblia que tem o seu nome. a Bíblia de Almeida foi revista e conferida com os textos originais. A primeira edição saiu em 1778 pelo Novo Testamento. o texto original era dele e as modificações foram feitas devido às exigências da língua. Esta nova atitude da Igreja Católica Romana deu um impulso à tradução da Bfb1ia.108 Taylor.13. com referência aos textos gregos originais. contendo IV . Por dezoito anos ele se ocupou com esta obra." Sob os auspícios da Sociedade Britânica. a qual foi submetida a duas revisões cuidadosas antes de ser publicada.

traduzida em português segundo a Vulgata latina. João. contendo o Velho e o Novo Testamento. Por Antônio Pereira de Figueiredo. segundo a Vulgata latina. Dedicada ao príncipe Nosso Senhor. Edição nova. Traduzidos em português pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo . pelo texto latino que se ajuntou e pelos muitos lugares que vão retocados na tradução e notas. ilustrado de prefações. Eis o seu título: "A Bíblia Sagrada. com o seguinte título: “A Santa Bíblia." A edição de sete volumes. O primeiro volume traz o retrato de D. .Londres: impresso na oficina de Bensley. deputado ordinário da Real Mesa Censória. príncipe do Brasil. "Contém. notas. que se acha no fim do segundo volume. com o seguinte título: "Testamento Velho. todos os livros apócrifos. este Velho Testamento.109 notáveis do original grego. completada em 1819. com uma nota assinada pelo tradutor. João VI. deputado ordinário da Real Mesa Censória. além dos livros canônicos. Seja Deus bendito para sempre. notas e lições variantes. traduzido em português. que se tornou D. por Antônio Pereira de Figueiredo. foi publicada a tradução do Saltério. é considerada o padrão das versões de Figueiredo e inclui uma prefação importante. deputado da Real Mesa da Comissão Geral sobre o exame e censura dos livros. Ilustrada com prefações. rei de Portugal. " O Velho Testamento de Figueiredo foi publicado em dezessete tomos seguidamente desde 1783 a 1790. dando a data em que ele começou a obra. em 1799. lições variantes. Por Antônio Pereira de Figueiredo. de que foi esta a primeira impressão regular em língua portuguesa." A Bíblia de Figueiredo em um só volume foi publicada pela primeira vez em 1821. Cada livro e precedido de uma prefação. nestas palavras: "Comecei a tradução do Saltério a 22 de outubro de 1779 e acabeia a 12 de janeiro de 1780." Em 1782. em que o talento e a erudição do autor se mani festam a cada passo. geralmente recebidos.

uma ordem real foi obtida para os oficiais da Alfândega do porto de Angra do Heroísmo. Em 1840. que deu um parecer favorável sobre o livro. livre de impostos. O grande editor inglês de Bíblias. Conseqüentemente." Esta frase se encontra nas edições atuais. uma cópia desta Bíblia foi oferecida ao governador de Terceira. Fleet-Street. exprimindo a aprovação do livro pela rainha de Portugal. uma cópia da Bíblia foi remetida a Lisboa em 1842. como o resultado que em outubro do mesmo ano uma ordem real foi envia à Terceira. que foi preparada por Bagster. . a qual foi submetida ao patriarca arcebispo eleito de Lisboa. uma ilha dos Açores. A distribuição foi feita aos professores de instrução primária e secundária. a Sociedade Bíblica Britânica tem publicado no frontispício da Bíblia de Figueiredo. desde 1890. uma para cada professor e duas para dois dos seus educandos dos mais pobres e um apelo foi feito ao vice-cônsul britânico para que ele empregasse os seus esforços para que fosse entregue mais uma remessa de Bíblias. Luiz (mais tarde Cardeal Saraiva). antes de distribuí-las. baseada sobre a sanção do patriarca e licenciando a distribuição gratuita. a saber: ela não contém os livros Apócrifos e foi aprovada em 1842 pela rainha D. com a consulta do patriarca arcebispo eleito de Lisboa.110 em Bolt-Coult. e que. junto com um pedido para uma licença de distribuir cópias similares a esta entre os pobres. com a consulta do patriarca arcebispo eleito de Lisboa. Conforme esta ordem. Maria II. estas palavras: "Da edição aprovada em 1842 pela rainha D.1821. um exemplar fosse enviado a Lisboa para um exame oficial. a remessa das Bíblias." Hã duas coisas notáveis na edição de 1828. Francisco de S. Este pedido foi transmitido ao governo central em Lisboa. que se tornou efetiva antes do fim do mesmo ano com o auxílio dos oficiais e para a satisfação geral da população. em nome da Sociedade Bíblica Britânica. Maria II. para deixar entrar. Devido a esta ordem real. pelo vice-cônsul britânico.

os quais foram: Dr. Rev. que foi anunciada como A Primeira Edição Brasileira".> Dr. para nomear uma comissão para traduzir os textos hebraico e grego em português.13. Além do texto grego e de todas as versões portuguesas existentes. B.111 13. A Comissão composta de hebraístas e helenistas competentes. edições tentativas dos dois primeiros Evangelhos foram publicadas e. o Evangelho Segundo Mateus saiu em 1905.B. lente do Colégio D.A Edição Brasileira Em 1879. depois de alguma crítica e revisão. Brown. em 1902. durante alguns anos processou a obra zelosamente. Eduardo Carlos Pereira e Hipólito de Oliveira Campos. Em 1904. da Igreja Episcopal. J. R. Pedro II. Smith. e diversos brasileiros. da Igreja Presbiteriana Americana (Igreja do Sul). missionários de diversas juntas operando no Brasil. M. e Rev. Porém a versão de Almeida revista pelos Srs. e o Novo Testamento completo. A Bíblia inteira apareceu em 1917. ministro do evangelho em Campos. Foi esta que a Comissão Revisora estudou e repassou. A. uma edição do Novo Testamento foi publicada pela Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro. A comissão tradutora foi composta de três estrangeiros. Estes foram auxiliados na sua tarefa por diversos pregadores e leigos das igrejas evangélicas e alguns educadores eminentes do Brasil. da Igreja Presbiteriana (Igreja do Norte). e de vernaculistas e seu relator. A.P. J. ministro do evangelho no Rio de Janeiro e o primeiro Agente da Sociedade Bíblica Americana no Brasil. de Carvalhosa. W. Blackford. L. Kyle. em 1910. a comissão tinha ao seu dispor muitos comentários e obres críticas que contém os mais novos e mais úteis resultados da investigação e estudo moderno do Novo Testamento.3 . com . C. M. Trajano. José Manoel Garcia. com certo reajuste vocabular quanto aos originais e atualização da linguagem. Os Evangelhos e o livro dos Atos dos Apóstolos foram publicados em 1906. A Edição Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica do Brasil teve por base a edição de João Ferreira de Almeida (1940). As sociedades bíblicas empenhadas na disseminação da Bíblia no Brasil reuniramse.

redigiu o texto de toda a Bíblia. por isso mesmo.de considerável divulgação em nosso país. O primeiro resultado do trabalho da comissão apareceu em A Harmonia dos Evangelhos de Watson e Allen. L. A. O secretário da Comissão Revisora foi o Rev. é. assim. diretor do Colégio e Seminário Batista do Rio de Janeiro. português mais nosso do Brasil. que implica em tanta responsabilidade. em 1917-18 e 1935-36. S. professor de Grego no SeminÁrio Batista do Sul do Brasil. com o texto revisado. em 1941. e. os anos passaram com a comissão continuando suas pesquisas. o progresso nos estudos do texto grego exigiam modificações no texto antigo que tanto havia servido ao povo do idioma português.112 vistas na realidade que se impunha: falar a linguagem de hoje. Antônio Campos Gonçalves. Watson. Allen. W. Comissões foram nomeadas para iniciar os trabalhos e foi eleito presidente da comissão revisora o Dr. 13. e a revisão prosseguindo com firmeza. seus estudos. diretor do Seminário Teológico Batista do Recife. pois têm havido milhares de .13. a primeira decisão tomada foi de iniciar imediatamente a impressão da Bíblia no Brasil. sendo impresso em 1942. As modificações naturais do sentido de certas palavras através de muitos anos. A segunda decisão foi a de iniciar a revisão do texto da tradução de Almeida. diretor da Casa Publicadora Batista. não pode ser feito com pressa. Já havia muitos anos. E. Um trabalho desta natureza. especialmente. Crabtree. sentia-se a necessidade de uma revisão na tradução de Almeida. já mui diferente do de Portugal. professor de Hebraico e outros fizeram parte dessas comissões. professor e autoridade na língua hebraica. que. A comissão usou os melhores textos gregos.4 . esperado no livro por excelência . várias vezes. O Pastor Manoel Avelino de Souza. R.A Tradução Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira Na primeira reunião da Imprensa Bíblica Brasileira em 2 de julho de 1940. ao lado de seus nobres colegas.a Bíblia . o Dr. o Dr. E.

Contudo. Pois a velha tradução de Almeida. " Como resolver o problema das modificações textuais Quando se deve omitir expressão tradicional? A Imprensa Bíblica Brasileira concluiu pelo uso de colchetes para indicar aquelas palavras ou expressões. batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo: ensinando-as a guardar . naturalmente. como muitas "comissões da redação" revisam o texto de estatutos de nossas organizações hoje em dia. A grande comissão de Jesus em Mateus 28:18-20 serve de exemplo. É preciso confiar nos homens de Deus que têm estudado com tanta dedicação e tanto amor as questões do texto. A antiga Almeida diz: "Portanto. omitir. baseado em manuscritos gregos eivados de modificações. ensinai todas as nações. fazei discípulos de todas as nações. ensinando-os . A tendência de muitos copistas era sempre "melhorar" ou "revisar" o texto. para que a Palavra de Deus fosse impressa na sua pureza. "Portanto. sem colchetes. foi do Textus Receptus. mas não se pode acrescentar também. e isto raramente. chegará o dia quando isto será possível para todas as edições.. do Filho e do Espírito Santo. Eles recordam a advertência de João em Apocalipse 22:19. O ideal será o texto limpo. ide. Modificações foram introduzidas somente quando necessárias. publicada em 1968. quando o copista achava por bem harmonizar os textos ou às vezes. O resultado do zelo destes copistas geralmente foi acrescentar ao texto original um palavra ou uma expressão. acréscimos e omissões. " A revisão diz com precisão. o que modifica realmente o sentido da expressão.. mas esquecem a advertência do versículo 18. Outro princípio básico da revisão da Imprensa Bíblica Brasileira é o de modificar o mínimo possível a tradução antiga. ide. dependendo da capacidade e do zelo dos copistas daqueles dias. por enquanto há muitos que não conhecem os problemas envolvidos numa revisão das Escrituras e não entendem o significado de um acréscimo ao texto. batizando-os em nome do Pai.. Não se pode tirar qualquer palavra da Bíblia. Novo Testamento Grego compilado por Erasmo e publicado em 1516..113 manuscritos descobertos e grande progresso no estudo crítico textual desde os dias de Erasmo. e. e a nota ainda na margem do fato. . na parte do Novo Testamento. como está na Bíblia de Púlpito.

No entanto. A revisão do Velho Testamento foi muito mais difícil e mais árdua. Esperamos que venha ajudar a todos os crentes a compreenderem melhor a Palavra de Deus. foi publicada a revisão da Imprensa Bíblica Brasileira em forma de Bíblia de púlpito. Essa edição mereceu a consulta de outros. No princípio de 1972 apareceu a tradução de Almeida em revisão da Imprensa Bíblica Brasileira no formato popular. Em 1968. e resolveu então aguardar alguns anos. fruto de 20 anos de trabalho dedicado e cuidadoso. o trabalho foi terminado em 1960. a Imprensa Bíblica Brasileira julgou oportuno lançar a sua revisão. a ser instrumento do Espírito Santo para a edificação dos santos e o crescimento do Reino de Deus na terra. e hã três vezes o volume em páginas. A Imprensa Bíblica Brasileira achou que não ficaria muito bem aparecerem as duas revisões na mesma ocasião. . como subsídio para ajudar no trabalho da "Edição Revista e Atualizada no Brasil" da Sociedade Bíblica do Brasil. Passados vários anos desde o aparecimento daquela edição revista e atualizada.114 A Imprensa Bíblica Brasileira tinha pronta sua revisão do Novo Testamento em 1949. a qual apareceu em edição especial naquele ano. justamente na ocasião quando a Sociedade Bíblica do Brasil estava lançando a sua revisão. O texto hebraico era mais difícil.

que verdades científicas sofrem transformações. Todavia.115 CAPÍTULO 14: A BÍBLIA E A CIÊNCIA A Ciência é uma das formas de conhecimento produzida pelo ser humano. Tanto a Ciência como a Tecnologia se modificam a partir de imposições da própria sociedade. Quem está certo? Será que "crer" e "conhecer” . muitas vezes radicais em curto espaço de tempo. 14. se caracteriza por ser uma atividade metódica e dinâmica. Gênesis I afirma que Deus criou todo o universo.1 . Outros afirmam que a Bíblia serve apenas para sábado e domingo. o ser humano busca formular leis e teorias que possam explicar o universo que o cerca. estando intimamente relacionadas à transformação dessa mesma sociedade. esse conhecimento não pode ser considerado como verdade absoluta (e este é um dos pressupostos da Ciência: um projeto deve oferecer a possibilidade de novas pesquisas enfim. e a ciência serve para o restante da semana. aprendemos que o mundo apareceu por conta própria e que nós somos apenas produtos evolução. a teologia e as ciências humanas. A Ciência. nunca uma tarefa acabada). Algumas pessoas pensam que a Bíblia serve apenas para nutrir a moral. e que as duas não se encontram durante esse tempo. no decorrer da história. Nessa tentativa. Alguma coisa está errada.EVIDÊNCIAS E PRESSUPOSIÇÕES Na escola. Podemos verificar ao longo da história. Por outro lado. Quem pensa dessa forma precisa rever seus conceitos tanto de ciência quanto da Bíblia. a vida religiosa.enquanto a tentativa de explicar a realidade. como tentativa de entender e explicar racionalmente a natureza e os fenômenos que nela acontecem. mas não serve como uma fonte confiável para a ciência.

enfim.Por que existem interpretações diferentes? Porque as pessoas partem de diferentes pontos de vista. sua cultura (vivida em determinado ambiente). Pressupomos que João estava dormindo.2 . Podemos dizer que o problema não é a evidência. O problema não está no fruto. Todos nós. mas como chegou a essa conclusão. Não é o que a pessoa pensa. vivemos no mesmo planeta. 14. traz consigo uma carga de conhecimento anterior. Quando alguém analisa um fato.A Evidência Científica: É a prova irrefutável de que um determinado conhecimento é verdadeiro ou falso . Por . sem precisar provar tal fato). mas a interpretação que as pessoas dão a esses fatos. qualquer pessoa pode ver e. estrelas. 14. Por exemplo: João acordou. temos as mesmas evidências a respeito de alguns fatos idênticos. criacionistas ou não. cristãos ou não.1 . Por exemplo. em outros locais. seja bíblico ou não. Essa bagagem influenciará a interpretação. Para compreender melhor. precisamos entender duas palavras-chave.Pressupostos: São princípios axiomáticos que não necessitam de comprovação científica.Para que haja uma evidência cientifica é necessário que exista uma pesquisa feita dentro de preceitos científicos e que seja reproduzível por outros cientistas. mas na raiz. Essas são suas pressuposições. 1.1.1. plantas. com os mesmos animais. a compreensão de um fato. (Axioma: premissa considerada verdadeira sem necessidade de demonstração. se quiser.116 são conceitos opostos? Não. comprovar as coisas que nos rodeiam.

000 a. auxiliando o cientista a solucionar problemas do presente e abrir portas para possíveis curas ou prevenções de patologias no futuro. nem é parte dela. são estudados os materiais encontrados em escavações.C. 2.). doenças. dos quais não se tinha registro até passado recente. Jó (aprox. Mas. Tais comprovações científicas não devem ser o motivo de nossa fé (Jo 20:29). onipotente e pessoal. recentemente (há .117 exemplo: alguém pode dizer. de cidades: localização de acidentes geográficos descritos na Palavra. A Lei da Gravitação Universal foi enunciada pelo físico e matemático inglês Isaac Newton em meados do século XVII. “não existe Deus".Proposições da criação especial a. o não material. podemos afirmar que a Bíblia é a verdadeira máquina do tempo que nos revela os eventos mais importantes do passado a respeito dos fatos que precisamos saber. É através da Arqueologia que cientistas. epidemias são estudadas das através de registro feitos ao longo da história da humanidade. completo e funcional (não havia necessidade de melhoria com o passar do tempo). Todo o universo foi criado “ex nihilo" (do nada). inspirado pelo Espírito Santo. ou pelo menos nenhum ser capaz de ter criado o universo. A máquina do tempo Uma das áreas que a ciência estuda são as evidência e fatos do passado no presente. Inclusive sua compreensão e experiência com o transcendental. dentro do grupo em que está inserida. de vida. como? Nas ciências arqueológicas. Porém. o qual não depende da Sua criação para Sua existência. de experiência vivida. 2. mas nos dão subsídios para demonstrar que o que está escrito na Palavra traduz a verdade. Na verdade. afirmou esta verdade: "Ele estende o norte sobre o vazio e faz pairar a terra sobre o nada" (Jó 26:7). Todas as coisas criadas constituem o produto de um ato único e soberano por parte de um Criador (Deus) onisciente. Como cristãos. b. pesquisadores têm sistematicamente comprovado fatos bíblicos como existência de reinados. 3. essa pessoa está traduzindo toda sua leitura de mundo.

e movimentação das placas continentais (hidro placas).1. O combustível que alimenta a ciência é o espírito investigativo do ser humano. c. formação de fósseis. a diversidade de grupos não é produto do processo de macroevolução (não há misturas entre as espécies). adaptações.2 .118 milhares de anos) e com uma Idade aparente (está envelhecendo). O planeta Terra experimentou em sua existência um dilúvio universal recente (catastrofismo) que explica a coluna geológica (estratigrafia). d. não pode provar para nós que Deus não existe. Todas as formas de vida foram criadas no princípio de forma completa. os mais fracos perecem. A diversidade dentro dos grupos de organismos vivos é resultado do processo de microevolução (evolução dentro de cada espécie) os mais fortes perpetuam a espécie. Mas qualquer indivíduo que deseja descobrir alguma coisa. e com uma idade aparente. e. aquele que diz: "prove-me que Deus existe". com toda a complexidade necessária. Contudo. sofrem mudanças. Por exemplo.FATOS INCONTESTÁVEIS Os argumentos racionais a seguir comprovam a existência do Deus-Criador. 14.com toda adversidade básica.2.Cosmológico (cosmos .mundo) • 1º argumento: todo efeito tem uma causa. . também precisa de outro ingrediente: a fé. 14.

O mundo não começou a existir por si mesmo. volitiva. ordem.2. • 2º argumento: as inconscientes forças materiais não têm capacidade para produzir tal natureza. cimento e tijolos por si mesmos não constroem uma casa.2 .119 • 2º argumento: o universo é efeito. · Conclusão: O valor desse argumento está em mostrar que o Criador do homem deve possuir uma natureza intelectual. tem de ser uma pessoa. possuindo tais qualidades é uma Pessoa. propósito. volitiva. • Conclusão: o universo tem uma causa. O valor desse argumento está em mostrar que existem Ser eterno. madeira.Teleológico (télios= fim. Auto-existente fora do universo e independente dele. 14.3 .homem) • 1º argumento: O homem possui uma natureza que é intelectual.Antropológico (antropos . assim como pregos. emocional e moral. emocional e moral.2. • Conclusão: O universo teve um Causador inteligente. sendo ao mesmo tempo suficientemente grande para produzi-lo. 14. fim) • 1º argumento: Ordem e adaptação pressupõem uma causa inteligente. Em outras palavras. . • 2º argumento: O universo caracteriza -se por ordem e adaptação. O valor desse argumento estar em mostrar que o Causador possui uma vontade e uma inteligência suficientes para criar o universo e que.

· Conclusão: um Ser absolutamente perfeito deve existir. O valor desse argumento está em mostrar que o ser humano tem dentro de si o conceito do Ser superior e perfeito. 14. De forma que o visível veio o existir das coisas que se não vêem". sobreviveria sem esses fatos. mas não se preocupam em provar tal verdade. ao inspirar homens para escrever Sua palavra.ser. A Bíblia não foi escrita para provar que Deus existe. existência) • 1º argumento: Temos a idéia de um Ser absolutamente perfeito. • 2º argumento: a existência está implicada na perfeição.4. O qual deve ser auto-existente e infinito em poder.A BÍBLIA E A CIÊNCIA ANDAM JUNTAS Reconhecemos a importância e a colaboração que a Ciência pode der para comprovar fatos relacionados nas Escrituras.2.3. quis ensinar o homem o caminho da salvação (2Tm 3:15).3 . Embora a Bíblia ficaria em pé sozinha. 14. Ontológico (ontos . Hebreus 11:3 .120 14. Todos os autores bíblicos afirmam a existência de Deus.1. . pois é Seu Autor quem a sustenta.A física quântica: Defende que as coisas que vemos são feitas de coisas que não se vêem. ou seja."Pela fé cremos que o universo foi criado pela palavra de Deus. Aprendemos anteriormente que Deus.

3. prêmio Nobel de Física em 1918. prêmio Nobel de Física em 1933. Max Planck (1858-1947). nada se cria. veja alguns depoimentos.3 . Eclesiastes 3:14 .121 14.2 . Andrews Milikan (1868-1953). descobridor da radioatividade. Voltaire (1694-1 778). Antoine Henri Becquerel (1852-1908). afirmou: "Foram minhas pesquisas que me levaram a Deus”. racionalista e inimigo sagaz da fé bíblica. pela descoberta da carga elétrica elementar. e a obra de Deus". o universo é inexplicável sem Deus". mas isso não é verdade.elétrico."A negação de Deus carece de toda base cientifica". Nobel de Física em 1903. 14. pelo descobrimento de novas fórmulas da energia atômica: "A obra mais eficaz. disse: "O mundo me ."Tudo quanto Deus fez durará eternamente. tudo se transforma". segundo a Mecânica Quântica.3. Nada pode ser acrescentado. Erwin Schorõdinger (1887-1961). em 1923.Depoimentos de cientistas com mensagem de fé: A mídia quer que acreditemos que todos os cientistas não crêem em Deus. "Quanto mais acredito em Deus. Nobel de Física pela em 1921. pela descoberta do "quantum" de energia: "O impulso de nosso conhecimento exige que se relacione a ordem do universo com Deus".Lei da conservação: (Lavoisier): "na natureza nada se perde. Albert Einstein (1879-1955). prêmio Nobel de física. pela descoberta do efeito foto. nada pode ser tirado".

o crente acredita porque "confia" em quem faz a revelação. A ciência busca conhecer a criação. mas a Bíblia existe para orientar a ciência. Edward Micchell.122 perturba e não posso Imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro". pensa que pode haver um conflito real entre a ciência e religião deve ser muito inexperiente em ciência ou muito Ignorante em religião" . ai começa o horizonte infinito da fé. uma prova da ordem universal da existência de uma inteligência acima de tudo o que podemos compreender". astronauta da Apolo 14." OBS. Isaac Newton: "A ciência não existe para provar a Bíblia. um dos primeiros homens a pisar na Lua: "O Universo é a verdadeira revelação da divindade. Ambas se completam e se auxiliam.: Onde termina o limite estreito de alcance da ciência. Phlllip Henry . a Bíblia nos dá a conhecer o Criador: "Quem. O cientista acredita porque "entendeu".

pois Ele mesmo a guardará.123 CONCLUSÃO Tudo que buscamos aprender referente a Deus é muito gratificante e útil. Sempre terá uma versão real da Palavra do Senhor. visto que quer se comunicar conosco (como foi desde o início). A Sua Palavra está a nossa disposição. . Sempre devemos procurar conhecer a forma de agir do Eterno e entender como Ele deseja falar conosco. Nunca consiguirão destruí-la. Deus nos ama e sempre nos mostrará o caminho para Ele.

Robert W. São Paulo: Martins Fontes. VIERTEL. Cap. As Verdades Centrais da Fé Cristã. A Epopéia de Gilgamesh. JOINER.2006 o livro escrito ED. Rio de Janeiro: CPAD. Carl E. Alexandre H. São Leopoldo : Sinodal. A Interpretação da Bíblia. Trad. Manual de Teologia Sistemática.Brasil 1979.1979. 1980. Claudionor de. Wayne A.Rio de Janeiro. Vo1. Weldon E. Estudos teológicos programados. Evangélica. Cristã . 1992.1. 1994.Introdução a Bíblia. Brasil. Gênesis. Curitiba: AD. A Bíblia Sagrada. Eduardo. São Paulo: Batista Regular.Jose Humberto. Rio de Janeiro: Juerp..EDB Jovens. 1999. 2004.124 BIBLIOGRAFIA ANDRADE.Editora Casa da Bíblia. 1979. P.E. V. Bíblia. ED Juerp. João Ferreira de Almeida. BRAA TEN. A Interpretacão da Bíblia.Brasil. 1-9. Manual Prático de Teologia. T. Teologia Sistemática. THIESSEN. Dogmática Cristã. SEVERO.São Paulo. Oliveira. São Paulo: Nova Vida. 1980. Brasília: Sociedade Bíblica do Brasil. SANDERS. Rio de Janeiro: Central Gospel. N. 2006. GRUDEN. Henry Clarence. 1969.Gôiania. 1999.Goiás. Zacarias de Aguiar. Palestras em Teologia Sistemática. Homem quem és? São Paulo: Paulinas. Viertel e weldon E. I JENSON. Santos. K. GRELOT.

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