UNIJUÍ - Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS DBQ – Departamento de Biologia e Química

FISIOLOGIA HUMANA

CADERNO DE RESUMOS DE AULAS TEÓRICAS

Prof.ª Mirna Stela Ludwig

Aluno:_____________________________ Curso:______________________

2º Semestre de 2009

Os textos apresentados foram elaborados baseados em diversas bibliografias, que estão apresentadas no final deste caderno, na lista de referências bibliográficas e, a partir das aulas de Fisiologia Humana, ministradas nos cursos de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Farmácia, Educação Física e Ciências Biológicas.

Os resumos apresentados têm como objetivo proporcionar melhor acompanhamento das aulas expositivas e a realização de exercícios relativos aos conteúdos desenvolvidos, devendo o aluno complementar seu estudo com leituras em livros recomendados no plano de ensino. Além disto estão contemplados os protocolos das aulas práticas do respectivo componente curricular

Bom estudo!

Prof.ª Mirna Stela Ludwig

AULA: INTRODUÇÃO A FISIOLOGIA/ Bases gerais de fisiologia humana

1- ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DO CORPO HUMANO Fisiologia: do grego, physic- = natureza + logos = estudo, estudo da natureza. É a parte da ciência que estuda o funcionamento dos seres vivos. Assim, a fisiologia humana se dedica ao estudo do funcionamento dos diferentes sistemas que compõem o corpo humano. A Fisiologia Humana teve origem na Grécia por volta do ano 420 A.C. com Hipócrates (460370 A.C.; o pai da medicina). Durante o renascimento (XIV-XVII) ocorreu o aumento do interesse no estudo da Anatomia e da Fisiologia do corpo humano. Neste período, Andreas Vesalius (15141564) iniciou o que conhecemos hoje como a Anatomia Humana Moderna, com uma das obras mais influente da época: de humani corporis fabrica (1543). No Século XVIII, o conhecimento em Fisiologia começou a se acumular rapidamente, principalmente após 1838 com a teoria celular de Matthias Jakob Schleiden (1804-1881) e Theodor Schwann (1809-1882). Foi neste período que Claude Bernard (1813-1878; foto) introduziu os conceitos da Fisiologia Experimental Contemporânea. Para Claude Bernard a fisiologia não era a anatomia animada, assim "...em vez de proceder do órgão para a função, o fisiologista deveria começar a partir do fenômeno fisiológico e procurar sua explicação no organismo". Com isto, o fisiologista não deveria simplesmente observar a natureza, mas produzir e reproduzir fenômenos em condições artificiais, em que alguns aspectos ou variáveis são selecionados, e outros são eliminados ou controlados. A Fisiologia Humana estuda os processos da vida, as funções dos diferentes órgãos e sistemas do organismo humano; o objetivo da fisiologia humana é elucidar os processos responsáveis pela origem, desenvolvimento e continuação da vida do ser humano. Todos os seres vivos são formados de células, que são compartimentos envolvidos por membrana, preenchidos com uma solução aquosa concentrada de substâncias químicas, e banhadas por líquido nutritivo. Assim, a unidade funcional dos seres vivos é a célula. As células constituem os tecidos, os quais formam os órgãos do nosso corpo. Os sistemas que vamos estudar são, por sua vez, constituídos desses órgãos e, em seu conjunto, formam o organismo. Torna-se evidente a importância de um perfeito funcionamento de todos os órgãos e sistemas do corpo para o que o organismo mantenha-se com saúde. Qualquer problema / limitação na atividade de um dos órgãos pode produzir alteração na sua respectiva função, comprometendo a desempenho do respectivo sistema e o estado de saúde do indivíduo.

2-HOMEOSTASIA: No humano sadio, muitas variáveis são ativamente mantidas dentro de estreitos limites fisiológicos. A lista das variáveis controladas é longa, incluindo a temperatura corporal, a pressão

sanguínea, a composição iônica do plasma sanguíneo, a concentração sanguínea de glicose, o teor sanguíneo de oxigênio e de dióxido de carbono, etc. A tendência à manutenção da constância relativa de determinadas variáveis, mesmo em presença de alterações ambientais significativas, é conhecida como homeostasia. Assim, podemos dizer que o termo homeostasia é usado para designar a manutenção das condições constantes do meio interno. Em essência, todos os órgãos e tecidos do corpo desempenham funções que ajudam a manter a homeostasia. O corpo é dotado de sistemas de controle que produzem o balanceamento necessário, sem os quais não conseguiríamos viver. A maior parte dos mecanismos fisiológicos de regulação do corpo atua por meio de feedback negativo ou retroalimentação negativa. Por exemplo: a elevação da pressão de dióxido de carbono no sangue causa aumento da ventilação pulmonar. Isso, por sua vez, provoca maior eliminação deste gás pelo organismo, reduzindo sua pressão no sangue. Observa-se que a resposta (diminuição da pressão de CO2) é contrária ao estímulo (aumento da presssão de CO2).

AULA: SANGUE 1- VOLEMIA E HEMATÓCRITO

É um tecido especial formado de células suspensas em meio líquido, o plasma. As funções do sangue podem ser consideradas nas seguintes classes: balanço iônico e osmótico, nutrição e excreção; transporte de gases respiratórios; tamponamento (equilíbrio ácidobásico); defesa/proteção; transporte de calor; turgor. O volume total do sangue é a soma do volume celular mais o volume plasmático. A porção celular é representada, em quase sua totalidade (99%) pelo volume das hemácias, sendo o restante ocupado por leucócitos e plaquetas. Dependendo do número de células em suspensão e da composição do plasma, o sangue será mais ou menos viscoso. Diz-se que a viscosidade sanguínea depende na maior parte do valor do hematócrito, ou seja, do percentual de hemácias, basicamente. O hematócrito varia em torno de 40-50% no homem adulto, 35-45% na mulher adulta, aproximadamente 35% na criança até 10 anos e 60% no recém-nascido. Observa-se que a variação no valor do hematócrito ocorre em função da idade e sexo bem como, devemos considerar o peso corporal e a altitude do local onde o indivíduo reside (ou se encontra há algum tempo). O volume sanguíneo circulante é de cerca de 7-8% do peso corporal. Volemia: volume total de sangue. Normovolemia: volume sanguíneo normal. Hipervolemia: volume sanguíneo acima do normal. Hipovolemia: volume sanguíneo abaixo do normal. 2-COMPOSIÇÃO DO PLASMA Muitas substâncias estão dissolvidas no plasma, incluindo eletrólitos, proteínas, lipídios, glicose, aminoácidos, vitaminas, hormônios, produtos nitrogenados finais do metabolismo (tais como uréia e ácido úrico), oxigênio, dióxido de carbônico, etc. As concentrações desses constituintes são influenciadas pela dieta, pelas demandas metabólicas e pelos níveis de hormônios e vitaminas. Proteínas: As proteínas constituem componentes importantes do plasma. No adulto atingem uma concentração plasmática de 6,5 a 7%. Quimicamente podem ser diferenciadas em três grandes tipos: albumina, globulinas e fibrinogênio. - Albumina: proteína de menor peso molecular e de maior concentração no plasma; sintetizada no fígado. - Globulina: segundo tipo mais abundante no plasma, sintetizadas no fígado e no sistema macrofágico; enquadram-se nesse tipo, as imunoglobulinas. - Fibrinogênio: proteína de alto peso molecular, sintetizada no fígado; fundamental para a coagulação sanguínea;

por células do fígado. o transporte de substâncias no sangue. ossos ilíacos e costelas. Aí se localizam as células pluripotentes que estão constantemente produzindo células sanguíneas para serem lançadas no sangue. no adulto jovem. com isso. A hemopoiese (formação de células sanguíneas) começa na medula óssea em torno da 20ª semana de vida embrionária. de uma célula-mãe única. a viscosidade do sangue. citamos a pressão oncótica do sangue. a defesa do organismo (imunoglobulinas). exceto no início da vida embrionária (até a 20ª semana de gestação).Entre as funções desempenhadas pelas proteínas plasmáticas. etc. há medula óssea formadora de células sanguíneas em quase todos os ossos. Enquanto a hemácia vai sendo formada. produtora de células. Os fatores de crescimento estimuladores de colônias são produzidos por macrófagos. em forma de discos bicôncavos. Constituem três linhagens ou séries diferentes de células que se originam. vai se tornando amarela. pode ser encontrada também nas epífises proximais do fêmur e do úmero. a coagulação sanguínea (fibrinogênio). é muito vascularizada e por isso tem a cor vermelho-escura ("medula vermelha"). fibroblastos e células endoteliais. células T ativadas. No período pré-natal e ao nascer. em menor grau. denominada célula pluripotente ou totipotente ou stem cell. 3. quando as células sanguíneas são produzidas principalmente pelo fígado e. que é responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. rica em células gordurosas ("medula amarela"). No adulto. a medula óssea formadora de células sanguíneas se loca i a nos ossos esponjosos como esterno. hemácias e plaquetas) é regulada com grande precisão nos indivíduos saudáveis. em seu citoplasma. entretanto. passar através de capilares sanguíneos bastante delgados sem que ocorra o rompimento da própria membrana celular. A medula óssea funcionante. A produção de células sanguíneas (leucócitos. podendo. em seu citoplasma uma importante molécula protéica vai sendo continuamente sintetizada e se acumulando no interior da .2 Hemácias/ Eritrócitos/Glóbulos Vermelhos: Essas células apresentam coloração vermelha devido à presença. de grande quantidade de hemoglobina. bastante maleáveis (devido às grandes dimensões da membrana celular com relação ao pequeno volume citoplasmático). 3-CÉLULAS SANGUÍNEAS 3. leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas (trombócitos). também denominada célula-tronco. em menor parte. pelo baço.1 Origem A porção celular do sangue é composta de eritrócitos (hemácias ou glóbulos vermelhos). As hemácias são células anucleadas. na medula óssea. por fatores de crescimento glicoprotéicos ou hormônios que causam a proliferação e amadurecimento de uma ou mais das linhagens celulares comprometidas. o hormônio eritropoetina é formado principalmente por células renais (células justaglomerulares) e.à medida que deixa de ser ativa.

qualquer condição que cause a diminuição da quantidade de oxigênio transportada para os tecidos (hipoxia). de tal modo que uma quantidade adequada de hemácias sempre está disponível para proporcionar oxigenação tecidual suficiente. A quantidade total de ferro no organismo é. pelo fígado.célula: a hemoglobina. armazenado em nossos tecidos. Funções • • • A principal função das hemácias consiste em transportar a hemoglobina. principalmente no fígado. aumentando a velocidade desta reação reversível. A hemoglobina também é um excelente tampão ácido-básico. a produção de hemoglobina será comprometida afetando o transporte de oxigênio no sangue. de 4 a 5g. transportando-o assim até os pulmões. Na falta deste íon. chamadas de apoferritina. que por sua vez. se liga a uma proteína presente no plasma. para transporte e armazenamento do ferro em nosso organismo: o ferro. as células da medula óssea estão entre aquelas que mais rapidamente crescem e proliferam. A produção de hemácias pela medula é estimulada pelo hormônio chamado eritropoietina. dos quais 65% aproximadamente estão sob a forma de hemoglobina. possibilitando que a água no sangue reaja com grandes quantidades de dióxido de carbono. Esse ferro armazenado como ferritina é chamado ferro de depósito. para restabelecer o transporte e oferecimento de oxigênio aos tecidos. Assim. sua maturação .. e desse modo. existe um sistema importante. a qual causará o aumento na produção e quantidade de hemácias circulantes. na forma de ferritina. secretado principalmente pelos rins e. produzirá aumento na quantidade de eritropoetina. O número médio de hemácias no sangue é de 4. é necessário o íon ferro no estado ferroso (Fe++). Controle da produção de hemácias A massa total de hemácias no sistema circulatório é mantida dentro de limites estreitos. Conseqüentemente. conduz o oxigênio dos pulmões para os tecidos e gás carbônico dos tecidos aos pulmões.7 e 5. as hemácias são responsáveis pela maior parte. que catalisa a reação entre o dióxido de carbono e a água (H20 + CO2 ↔ H2CO3↔H+ e HCO3-). em menor parte. As hemácias também contêm uma grande quantidade da enzima anidrase carbônica.2 milhões/mm3 na mulher e no homem. Devido às necessidades contínuas de reposição de hemácias. denominada transferrina. respectivamente. O ferro também permanece durante semanas a meses. logo após ser absorvido na parede intestino delgado. Para que ocorra uma produção normal de hemoglobina. Para se transformar em ferritina o ferro se liga a moléculas presentes. Devido a grande importância do íon ferro na produção de hemoglobina e devido à importância da hemoglobina no transporte de oxigênio no sangue. A produção deste hormônio é estimulada sempre que a oxigenação tecidual diminui. na forma de íons bicarbonato HCO3-. em média. do poder tampão de todo o sangue. a qual o transporta na corrente sanguínea.

É um sistema difuso de fagócitos localizado em todos os tecidos. Os macrófagos começam a vida como monócitos no sangue. macrófagos alveolares – pulmões. A meia-vida média de um neutrófilo. a vitamina B12 e o ácido fólico. e provavelmente evitam. células reticulares . Os linfócitos constituem parte do nosso sistema imunológico. Há duas vitaminas especialmente importantes para a produção normal de hemácias. histiócitos teciduais – subcutâneo. Então. Os eosinófilos também têm tendência de acumular-se nos tecidos onde ocorreram reações alérgicas.e monócitos) e. Os basófilos se assemelham aos mastócitos. desse modo. Este sistema de defesa formado por monócitos e macrófagos é denominado sistema monócito-macrófago. Os granulócitos e monócitos protegem o organismo contra os organismos invasores. que são células imaturas. micróglia – cérebro. Os neutrófilos são células maduras que podem atacar e destruir bactérias e vírus. baço e medula óssea.e velocidade de produção são afetadas pelo estado nutricional do indivíduo.gânglios linfáticos. a disseminação de processo local inflamatório. toxinas e outras substâncias indesejáveis que devem ser destruídas. Destruição das hemácias Após os eritrócitos serem liberados pela medula óssea no sangue circulante. medula óssea e fígado. os eosinófilos são freqüentemente produzidos em grandes quantidades nas pessoas com infecções parasitárias. provenientes da medula óssea e circulam durante cerca de 72 horas. seu tempo . Os leucócitos são unidades móveis do sistema de proteção do organismo. 3.000 a 10. Função: Estas células conferem imunidade e resistência ao organismo humano contra infecções. principalmente por fagocitose. é duvidoso que os eosinófilos sejam de importância significativa na proteção contra os tipos comuns de infecção. enquanto estão no sangue têm pouca habilidade para combater agentes infecciosos.000 a 8. em parte. Os eosinófilos aderem à parasitas e liberam substâncias que matam muitos deles. basófilos . na circulação é de 6 horas. no tecido linfóide (linfócitos). eosinófilos. contêm histamina (vasodilatador) e heparina (anticoagulante). Cada milímetro cúbico de sangue contém aproximadamente 4.000) leucócitos/mm3 de sangue. Os monócitos e os macrófagos formam um importante sistema de defesa de nossos tecidos contra agentes estranhos. mas especialmente naquelas áreas onde grandes quantidades de partículas. Os eosinófilos são fagócitos fracos. São formados em parte na medula óssea (os neutrófilos. eles vivem cerca de 120 dias antes de serem destruídos.000 (média 6. em comparação com os neutrófilos. migrando para os tecidos infectados por parasitas. São removidos da corrente sangüínea pelos macrófagos do baço. Por outro lado. mas. entram nos tecidos e se tornam macrófagos teciduais. apresentam quimiotaxia.3 Leucócitos/ Glóbulos brancos: O termo leucócito significa "célula branca". Os monócitos entram no sangue. Exemplos de macrófagos: células de Küpffer – fígado.granulócitos.

As funções das plaquetas estão relacionadas com a hemostasia. e a digestão da partícula fagocitada começa imediatamente. Propriedades dos leucócitos: • Quimiotaxia: diversas substâncias químicas. Entre 60 e 75% das plaquetas liberadas da medula óssea. as plaquetas são encontradas na concentração de 200. as plaquetas ou trombócitos são componentes fundamentais na prevenção da perda de sangue: -liberam substâncias vasoconstritoras que provocarão o espasmo vascular reduzindo o fluxo sanguíneo local e conseqüentemente a perda. induzem a movimentação dos neutrófilos e macrófagos na direção da origem da substância. normalmente têm meia-vida de cerca de 4 dias. Os produtos bacterianos interagem com os fatores plasmáticos e com as células para produzir agentes que atraem os neutrófilos para a área infectada. tornando-se extremamente capazes de combater agentes infecciosos. suas membranas se fundem com as da vesícula e desse modo esvaziam muitas enzimas digestivas e agentes bactericidas no interior da mesma. 3. -participam ativamente da cascata de ativação de fatores de coagulação que culmina na formação de um coágulo de sangue. no baço.000-400.de vida nos tecidos é de cerca de três meses. nos tecidos. os leucócitos espremem-se através dos poros dos capilares sanguíneos alcançando os tecidos. leucotrienos e polipeptídios dos linfócitos. Assim. • • Movimento amebóide: neutrófilos e macrófagos movem-se pelos tecidos por movimento amebóide. Após entrarem nos tecidos. ou seja. significa a ingestão celular do agente agressor. os lisossomos imediatamente entram em contato com a vesícula fagocítica. Entre os produtos que podem induzir a quimiotaxia podemos citar um componente do sistema complemento (C5a). sobretudo. mastócitos e basófilos.000/mm3 de sangue. começam a aumentar de tamanho e desenvolvem um grande número de lisossomos no citoplasma. Fagocitose: é a função mais importante dos neutrófilos e macrófagos. -formam um tampão plaquetário a partir da agregação plaquetária: as plaquetas em contato com as fibras colágenas do vaso lesado. a vesícula fagocítica se torna uma vesícula digestiva. passam para o sangue circulante e o restante fica. . No sangue.4 Plaquetas São fragmentos celulares originados de uma célula denominada megacariócito. • Diapedese: neutrófilos e monócitos podem passar através dos poros dos vasos sanguíneos por diapedese. são ativadas de forma que tendem a se agregar até constituírem um tampão de plaquetas. ou com o ADP e trombina. Alguns fatores plasmáticos (opsoninas: imunoglobulinas-IgG e proteínas do complemento) atuam sobre as bactérias para torna-las “palatáveis” aos fagócitos(opsonização) • Digestão enzimática: logo que a partícula estranha tenha sido fagocitada. Isto é.

pois neste caso.Podemos concluir assim que. . um baixo número de plaquetas pode colocar a vida do indivíduo em risco. os mecanismos hemostáticos ficam comprometidos.

ADP. 3. 20.O cálcio é importante no mecanismo de coagulação sanguínea? 2.Esquematize o processo químico da coagulação sanguínea a partir do trauma tecidual (via extrínseca). 15.Quais são os valores referenciais das seguintes variáveis. adrenalina e colágeno sobre a função plaquetária? 22. entre RN e bebês de 3 meses. 4. . 21. em um indivíduo adulto jovem de 70 kg? a) volemia: b) hematócrito: c) concentração de hemácias no sangue: d) concentração de leucócitos no sangue: e) concentração de plaquetas no sangue: f) concentração de hemoglobina: 13-Justifique a diferençca de hematócrito entre indivíduos do sexo masculino e feminino e.A concentração de substâncias no plasma é igual entre os indivíduos? Os hábitos alimentares e os níveis de hormônios no sangue podem interferir? Cite exemplos. 19. na área.Nosso organismo produz substâncias anticoagulantes? Quais? 9.QUESTÕES PARA ESTUDO 1.Se o indivíduo apresentar desidratação poderá apresentar alteração de hematócrito? 17. Descreva a resposta dos macrófagos teciduais e dos neutrófilos nete caso. 16. 14.O fluxo sanguíneo lento e a alteração na superfície dos vasos sanguíneos podem provocar a formação de coágulos sanguíneos? Qual é a via desencadeada? 12. 18.Problemas hepáticos que comprometem a síntese protéica podem produzir sangramento? Por quê? 10.Cite as propriedades dos leucócitos.O que é.Esquematize o processo químico da coagulação sanguínea a partir do trauma do próprio sangue (via intrínseca).Apresente a participação das plaquetas em cada mecanismo hemostático. como é produzido e qual é a importância do espasmo vascular? 5.Por que o sangue a hemostasia é um processo comprometido nos hemofílicos? 8.Escreva sobre as funções das proteínas plasmáticas.Suponhamos que tenha acontecido uma lesão na pele e a contaminação.Quais são os efeitos da tromboxana A2.A deficiência de ferro e a insuficiência renal crônica podem causar anemia? Explique.Explique resumidamente como se forma o tampão plaquetário? 6.A dipirona e o ácido acetilsalicílico influenciam a ação plaquetária? Por quê? 7. por bactérias.Escreva como acontece a regulação da produção de eritrócitos.A deficiência de vitamina K pode produzir sangramento? Por quê? 11.

funções bioquímicas (exemplo: conversão de angiotensina I em angiotensina II). o que força os pulmões a se manterem expandidos e. o que dificulta a passagem fragmentos. remoção do CO2 do sangue e eliminação deste gás na atmosfera. FUNÇÕES: captação de O2 da atmosfera e fornecimento deste gás ao sangue. com cílios móveis. de preferência. desde o nariz até os bronquíolos. de onde saem os alvéolos. 2. pela presença do surfactante.AULA: SISTEMA RESPIRATÓRIO 1. participação na manutenção do pH. A grande importância do surfactante pulmonar é sua capacidade de reduzir significativamente a tensão superficial dos líquidos que revestem o interior dos alvéolos e demais vias respiratórias. • • Faringe: após a passagem pelo nariz. o ar é filtrado. como galhos de árvore. Por toda a mucosa respiratória. fonação. responsáveis para produção de nossa voz. tal passagem pode acontecer pela boca. O surfactante pulmonar é formado basicamente de fosfolipídeos (dipalmitoil lecitina). Os bronquíolos são mais delgados. umidificado e aquecido. Na impossibilidade eventual da passagem do ar pelo nariz. O grande fator responsável pela tendência de colabamento dos alvéolos é um fenômeno chamado tensão superficial. O cortisol (glicocorticóide) tem efeito estimulador sobre a produção de surfactante. Laringe: normalmente permite apenas a passagem de ar. antes de atingir a laringe. • Alvéolos: os alvéolos apresentam certa tendência ao colabamento. sintetizado nas células pneumócitos II do epitélio alveolar. A adrenalina causa broncodilatação. • • Traquéia: pequeno tubo cartilaginoso que liga as vias respiratórias superiores às inferiores. que não sejam ar. Tal colabamento somente não ocorre normalmente devido à pressão mais negativa presente no espaço pleural. e grande produção de muco. facilitando a respiração. uma pequena membrana (epigloge) obstrui a abertura da laringe. Durante a deglutição de algum alimento. Brônquios e bronquíolos: são numerosos e ramificam-se também numerosamente. etc. que diminui a tensão superficial nos alvéolos. segmento que também serve de passagem para os alimentos. SEGMENTOS DO APARELHO RESPIRATÓRIO Durante a inspiração e expiração. a qual é minimizada pela presença de uma substância chamada surfactante pulmonar. . para as vias respiratórias inferiores. o ar passa por diversos e diferentes segmentos que fazem parte do aparelho respiratório: • Nariz: é o primeiro segmento por onde. passa o ar durante a inspiração. Na laringe localizam-se também as cordas vocais. o ar deve passar pela faringe. Permitem a passagem do ar em direção aos alvéolos. existem numerosas células ciliadas. Tudo isso ajuda bastante na constante limpeza do ar que flui através das vias respiratórias. estão entre os brônquios e os sacos alveolares. Ao passar pelo nariz.

200 ml. pela qual é transportado até as células. o qual denominamos de Volume de Reserva Expiratório e corresponde a aproximadamente 1. Tal volume é chamado de Volume de Reserva Inspiratório e corresponde a. corresponde ao que chamamos de Volume Corrente. O Volume de Reserva Inspiratório somado ao Volume Corrente corresponde ao que chamamos de Capacidade Inspiratória (cerca de 3. possam gerar a energia necessária para seu perfeito funcionamento e produção de trabalho.600 ml). é eliminado na atmosfera também pelo mesmo aparelho respiratório. aproximadamente. de Reserva Inspiratório. aproximadamente 500 ml de ar entram e saem espontaneamente. que inspiramos e expiramos espontaneamente a cada ciclo. As células liberam gás carbônico que. a soma dos Volumes Corrente. após ser transportado pela mesma corrente sanguínea. um considerável volume de ar ainda permanece no interior de nossas vias aéreas e de nossos alvéolos.100 ml. 4. VENTILAÇÃO PULMONAR Nossas células necessitam de um suprimento contínuo de oxigênio para que. certo volume de ar é movimentado para dentro e para fora do aparelho respiratório durante uma inspiração e uma expiração. em um adulto. O Volume de Reserva Inspiratório somado ao Volume Corrente mais o Volume de Reserva Expiratório corresponde à Capacidade Vital (cerca de 4. O oxigênio existe em abundância em nossa atmosfera e para captá-lo necessitamos de nosso aparelho respiratório. O Volume de Reserva Expiratório somado ao Volume Residual corresponde ao que chamamos de Capacidade Residual Funcional (cerca de 2.500 ml).3.800 ml). corresponde à nossa Capacidade Pulmonar Total (cerca de 5. a cada ciclo respiratório. produzida pelos movimentos . no processo químico de respiração celular. de aproximadamente 1. através do qual este gás atinge a corrente sanguínea. de Reserva Expiratório mais o Volume Residual. Mesmo após uma expiração profunda. 3. Trata-se do Volume Residual.000 ml de ar. respectivamente. Este volume de ar.300 ml). Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana respiratória é necessário um processo constante de ventilação pulmonar. A ventilação pulmonar consiste numa renovação contínua do ar presente no interior dos alvéolos. Finalmente. podemos inalar um volume adicional de ar durante uma inspiração forçada e profunda. VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES A cada ciclo respiratório que executamos. Na condição de repouso. Da mesma forma. Além do volume corrente. podemos expirar um volume maior de ar do que o valor expirado espontaneamente.

Assim. Durante a expiração.1 VENTILAÇÃO GLOBAL. isto tudo em função da contração de músculos intercostais externos e diafragma. Na EXPIRAÇÃO: saída do ar do sistema respiratório. um determinado volume de ar atmosférico é inalado pelo aparelho respiratório. necessitamos de uma expiração mais intensa e. podemos necessitar também de músculos expiratórios que. ou seja. e pelo movimento descendente do diafragma em direção a cavidade abdominal. entre os quais destacam-se o diafragma e os intercostais externos. Na INSPIRAÇÃO: entrada do ar no sistema respiratório. A expansão dos pulmões e a caixa torácica é produzida pelo levantamento das costelas com projeção do osso esterno para frente. . Tem duração de 2 segundos. Para retrairmos os pulmões e a caixa torácica é preciso que ocorra o rebaixamento das costelas e relaxamento do diafragma.respiratórios (inspiratórios e expiratórios) que proporcionam insuflação e desinsuflação de todos ou quase todos os alvéolos. a contração dos músculos inspiratórios produz a inspiração e o relaxamento dos mesmos músculos produz a expiração. O indivíduo adulto. destacando-se os músculos da parede abdominal e os intercostais internos. ocorre a contração de músculos respiratórios expiratórios. ocorre a retração pulmonar e da caixa torácica.quando forçada ou em exercício: além do relaxamento dos músculos inspiratórios. . podemos concluir que durante um minuto realizamos 12 ciclos respiratórios. com aumento da pressão alveolar e intra-pleural (em relação a pressão atmosférica) e assim.em repouso: ocorre movimento passivo. movimento ativo produzido pela contração de músculos respiratórios inspiratórios. produzido pelo relaxamento dos músculos respiratórios inspiratórios. Durante a inspiração. ao se contrair promovem maior retração da caixa torácica e pressão das vísceras abdominais contra o diafragma. tem duração de 3 segundos. isto acontece graças ao relaxamento natural dos músculos inspiratórios. Em algumas situações. ALVEOLAR E DO ESPAÇO MORTO A ventilação global depende do volume corrente e da freqüência respiratória (números de ciclos respiratórios/min.) Volume corrente = 500ml Freqüência Respiratória=12cpm . apresenta normalmente uma freqüência respiratória de 12 a 18 cpm. um determinado volume de ar é eliminada dos pulmões. ocorre a expansão pulmonar e da caixa torácica. em condições de repouso. com diminuição da pressão alveolar e intra-pleural (em relação a pressão atmosférica) e assim. como durante atividade física. 4. Se considerarmos que cada ciclo respiratório (inspiração e expiração) tem duração aproximada de 5 segundos. para que isso ocorra. em condições de repouso. apresentamos uma freqüência respiratória de 12 cpm. causando a saída adicional de ar do sistema respiratório para o ar atmosférico.

0 569.3 597. o que resulta em um ar alveolar com valores diferentes das pressão parciais dos gases. . é composto basicamente dos seguintes elementos: Nitrogênio. Elemento Ar atmosférico (mmHg) Oxigênio Gás carbônico Nitrogênio Água TOTAL 159. Gás Carbônico e Água. Ventilação do espaço morto = VEM x FR Ventilação do espaçomorto=150ml X 12 cpm Ventilação do espaço morto = 1.0 40.0 3. com pressões parciais de 104 mmHg e 40 mmHg.800 ml/min OBS. pois ocorre uma significativa umidificação do ar e este se mistura com um outro ar muito mais rico em dióxido de carbono (ar alveolar).0 O oxigênio e o gás carbônico encontram-se.0 760.0 Sangue arterial (mmHg) 95.Volume do espaço morto = 150ml Ventilação global = VC x FR VG = 500ml x 12cpm VG= 6000ml/min Ventilação alveolar = (VC – VEM) x FR VA=( 500ml-150ml) x 12 cpm VA= 350ml x 12cpm VA= 4.: A ventilação do espaço morto pode aumentar quando houver comprometimento da zona respiratória (exemplo: enfisema pulmonar). sofre algumas modificações quanto às proporções de seus elementos básicos.200ml/min. O ar inalado vai passando através de nossas vias respiratórias. Quadro 1: Pressões Parciais de cada elemento que compõe o ar atmosférico e alveolar.0 Ar alveolar (mmHg) 104. Oxigênio. durante a inspiração. respectivamente. 5.0 Sangue venoso (mmHg) 40. TROCAS GASOSAS O ar atmosférico.0 45.0 0. no ar alveolar.7 760.0 40. que respiramos.0 47.

acontece por difusão simples: O2: difunde-se do alvéolo para sangue CO2:difunde-se do sangue para alvéolo Fatores que afetam a difusão dos gases e. o gás carbônico. estas mesmas células fornecem o gás carbônico que. em maior pressão no interior dos alvéolos (104 mmHg) do que no sangue (40 mmHg) se difunde do ar alveolar para o sangue. em maior pressão no sangue venoso (45 mmHg) do que no ar alveolar (40 mmHg).5% ou menos é transportado na forma dissolvida no plasma . se difunde do sangue para os alvéolos pulmonares e o oxigênio. chega aos pulmões e flui pelos capilares pulmonares com pressões parciais de oxigênio e gás carbônico. com menor teor de oxigênio e maior teor de gás carbônico. 6. formando oxiemoglobina (HbO2) . se difunde em sentido contrário. ela é formada pelo líquido que banha os alvéolos. TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE Quanto ao transporte de Oxigênio (O2) podemos dizer que – 95% ou mais é transportado associado à hemoglobina. que o consomem continuamente. 95 mmHg e 40 mmHg. através da qual o sangue fluirá por uma riquíssima rede de capilares teciduais. aumento na espessura da membrana respiratória e diminuição do gradiente de pressão. a hematose é preciso que o gás carbônico e o oxigênio atravessem a barreira alvéolo – capilar. isto é. respectivamente. das células para o interstício e deste para o sangue. Em troca. através do ventrículo esquerdo. novamente para o coração (átrio direito). retorna ao coração (átrio esquerdo) através das veias pulmonares. ejeta este sangue para a circulação sistêmica. Na medida em que o sangue venoso flui pelos capilares pulmonares. Desta forma o sangue. as trocas gasosas: Área do tecido (área de troca pulmonar) 70 a 100m2 Espessura – 0. bombeado pelo ventrículo direito. Troca gasosas entre os alvéolos e o sangue Para que aconteça a troca gasosa. teremos uma redução no processo de trocas. após circular pelos capilares pulmonares. então. pelo epitélio alveolar. O coração então. portanto. Ao passar por tecidos que se encontram com baixa concentração de oxigênio.5µm Gradiente de pressão (diferença de pressão de O2 e CO2 entre os alvéolos e o sangue) Se houver redução na área de trocas. com pressões parciais de oxigênio e gás carbônico de. A passagem dos gases através da barreira alvéolo-capilar (membrana respiratória). em maior concentração no interior destas células. O coração novamente o ejeta à circulação pulmonar e tudo se repete. de 40 mmHg e 45 mmHg . respectivamente. este gás se difunde do sangue para os tecidos e depois para as células. pela membrana basal do endotélio e pelo endotélio capilar. O sangue retorna.O sangue venoso. comprometendo a oxigenação do sangue e a eliminação do gás carbônico.

menor será a afinidade entre a hemoglobina e o oxigênio. temperatura corporal. possuímos um conjunto de neurônios encarregados de controlar a cada instante a nossa respiração.HEMOGLOBINA: formada por quatro cadeias de aminoácidos. o aumento da ventilação produz maior eliminação CO2. EFEITO BOHR – Quanto maior a PCO2. nível de 2.DPG) na hemácia: quanto menor o pH. 10% é transportado no plasma. Quanto ao transporte de gás carbônico (CO2) podemos dizer que: 63% é transportado na forma de íons bicarbonato(HCO3): CO2 + H2Oս H2CO3սHCO3. centro pneumotáxico. 5% é transportado dissolvido no LIC das hemácias. No tronco cerebral.3 difosfoglicerato ( 2. a temperatura e o nível de 2. Centro respiratório: zonas inspiratória e expiratória e.+ H+. consequentemente ↓pH.REGULAÇÃO DO pH A participação do sistema respiratório na manutenção do pH sanguínea se dá em função da eliminação do CO2. consequentemente ↑pH.3 DPG. presente nas hemácias. Fatores que modificam que alteram a interação do O2 com hemoglobina: PCO2. a diminuição da ventilação produz menor eliminação CO2 . o que produz ↑PCO2 no sangue e. o que produz ↓PCO2 no sangue e. na base do cérebro. quanto maior a PCO2. pH. O Centro Respiratório é dividido em várias áreas ou zonas com funções específicas cada uma: . cada qual com seu grupamento heme (onde é encontrado o íon ferro (Fe++). pois. A reação entre o gás carbônico e a água é catalizada pela enzima anidrase carbônica. 8. Trata-se do CENTRO RESPIRATÓRIO. 21% hemoglobina). A seqüência de aminoácidos em cada cadeia determina a propriedade da hemoglobina e na capacidade desta em transportar o oxigênio. menor a afinidade do O2 com a hemoglobina EFEITO HALDANE – A dessaturação do sangue arterial facilita a captação de CO2 é transportado associado à hemoglobina. na forma de HbCO2 (carbamino – 7.3. REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO Controle neural da respiração: Voluntário: localiza-se no córtex cerebral: impulsos nervosos transmitidos por neurônios motores (feixe corticoespinhal) para os músculos respiratórios Automático: localiza-se no tronco encefálico (ponte e bulbo).

Essa zona aumenta sua atividade especialmente quando certas alterações gasométricas ocorrem: aumento do gás carbônico. Repetindo. A hipoxia (baixa pressão de oxigênio no sangue) também excita o centro respiratório. Isso ocorre porque o gás carbônico apresenta solubilidade muitas vezes maior do que a do íon hidrogênio e. Zona expiratória: quando ativada. Quando a pressão . tem como função principal inibir (ou limitar) a inspiração. atravessa a barreira hematoencefálica com muito mais facilidade. apenas relaxamos os músculos da inspiração e a expiração acontece passivamente. é o aumento na concentração de íons hidrogênio livre no meio. PO2 e pH sobre o centro respiratório e a respiração: Situada entre as zonas inspiratória e expiratória. mesmo durante a expiração. nós inspiremos Desta zona parte um conjunto de fibras nervosas (via inspiratória) que descem através da medula espinhal e. a qual controla a atividade de ambas. durante aproximadamente 2 segundos. O fator que provoca maior excitação na zona quimiossensível. excitando-os e assim provocando sua contração. emite impulsos que descem através de uma via expiratória e que se dirige aos diversos neurônios motores responsáveis pelo controle e excitação dos nossos músculos da expiração. redução de oxigênio. Influencia da PCO2. graças à ação catalizadora da enzima anidrase carbônica. limita a duração da inspiração. no sangue. o gás carbônico reage com a água e. Como dito anteriormente. rapidamente forma-se ácido carbônico. Centro pneumotáxico: constantemente em atividade. Durante uma respiração em repouso a zona expiratória permanece constantemente em repouso. verificamos que o aumento de gás carbônico no sangue (hipercapnia) é mais eficiente em aumentar a atividade da zona quimiossensível do que o aumento da concentração de íons hidrogênio livre. na verdade. isto é. assim. então se dissocia em íons bicarbonato e hidrogênio. existe uma zona quimiossensível. aumento dos íons hidrogênio livres (reduz o pH) e. com isso. a cada 5 segundos aproximadamente. mas de uma outra maneira: na croça da aorta e nos seios carotídeos existem receptores muito sensíveis a uma queda na pressão de oxigênio e gás carbônico no sangue. aumento da ventilação pulmonar. Apresenta células autoexcitáveis que. Quanto maior for a atividade da zona quimiossensível. Emite impulsos inibitórios à zona inspiratória e. No interior das células da zona quimiossensível. dessa forma. em menor grau. os quimioceptores. sendo o último exatamente o que mais excita os neurônios da zona quimiossensível. uma situação de redução do pH (acidez). quando em atividade aumentada. se excitam e fazem com que. em igual proporção. Mas acontece que. em repouso não necessitamos utilizar nossos músculos expiratórios. maior será a ventilação pulmonar. na prática. Portanto.Zona inspiratória: é a zona responsável por nossa inspiração. a excitação da zona quimiossensível produz excitação do centro respiratório e. se dirigem aos diversos neurônios motores responsáveis pelo controle e excitação dos músculos inspiratórios. Este. a inspiração torna-se mais curta e a FR aumenta.

aumentando a ventilação pulmonar. QUESTÕES PARA ESTUDO 1.Escreva quais são as pressões de oxigênio e gás carbônico nos alvéolos. as alterações ocorridas na pressão dos gases e no pH poderão ser corrigidas e seus valores no sangue serão mantidos normais e dentro de limites fisiológicos.Como é produzida a entrada de ar no sistema respiratório? Como é denomina essa fase do ciclo respiratório? 15.Explique como o sistema respiratório pode contribuir para manter o pH do sangue.Quais são os fatores que afetam as trocas gasosas ao nível dos pulmões? Comente.Como é produzida a saída de ar do sistema respiratório? Como é denominada essa fase do ciclo respiratório? 16.O controle neural da respiração é realizado por quem? Como/ 14. estes receptores são mais intensamente excitados e enviam sinas ao centro respiratório.Para você.Faça um desenho esquematizando o processo de trocas. por que é importante mantermos um bom funcionamento do sistema respiratório? 2.A pressão de oxigênio no sangue influencia a ventilação pulmonar? 12.Quais são os volumes e capacidades pulmonares? 4. Isso pode causar alteração no pH? Explique.A pressão de gás carbônico no sangue influencia a ventilação pulmonar? 13. normalmente.O gás carbônico é removido dos tecidos pelo sangue.de oxigênio no sangue se torna mais baixa do que a desejável. Como é transportado até os pulmões? 7. 9. 10.Onde ocorre o processo das trocas gasosas? Explique-º 5. 11. 6.A ansiedade produz hiperventilação. a pressão de gás carbônico no sangue aumenta. ou seja.O oxigênio é fornecido ao sangue pelos pulmões. no sangue venoso e arterial.Um indivíduo que apresenta 9 ciclos respiratórios por minuto e um volume corrente de 300 ml está garantindo uma boa ventilação pulmonal total e alveolar? 3. . Assim. Como o sangue transporta o oxigênio até os demais tecidos? 8. destacando a pressão dos gases nos diferentes ambientes (alvéolo e sangue) e a direção da difusão dos gases.

A retirada do cálcio do líquido extracelular diminui a força contrátil e acaba por causar parada cardíaca (em diástole). o aumento da concentração extracelular de cálcio aumenta a força contrátil mas. ou seja. enquanto que. As paredes atriais e ventriculares são constituídas de fibras musculares estriadas. o que diminui a intensidade do potencial de ação Além das fibras musculares atriais e ventriculares. Assim. o coração apresenta as fibras excitatórias e condutoras. 1. o ventricular. O coração é constituído por dois sincícios: o atrial. Os potenciais de ação do músculo cardíaco só podem ser conduzidos do sincício atrial para o ventricular através do sistema especializado do coração.Aula: SISTEMA CARDIOVASCULAR 1. Este órgão tem como função a ejeção de sangue na circulação pulmonar e sistêmica e é responsável por gerar a força que produz o movimento do sangue através do sistema circulatório.1 Excitação rítmica do coração: . o coração é auto-excitável. os átrios direito e esquerdo e os ventrículos direito e esquerdo.O CORAÇÃO O coração é composto de quatro cavidades. concentração muito elevada de cálcio provoca parada cardíaca (em sístole). O excesso de potássio no líquido extracelular faz o coração ficar extremamente dilatado e flácido e lentifica a frequência cardíaca. que forma as paredes dos ventrículos. Portanto. a despolarização é produzida pelo influxo de sódio e de cálcio. encurtamento dos sarcômeros (unidades contráteis). as quais se contraem de forma semelhante as fibras musculares esqueléticas. quando uma delas é estimulada o potencial de ação espalha-se/dissemina-se por todas as outras. porque o potencial de ação (despolarização) das fibras miocárdicas depende do sódio extracelular. O potencial de ação. que são capazes de gerar espontaneamente os potencias de ação ou denominados impulsos cardíacos. na ausência de sódio o coração não é excitável e não bate. causado pelo mecanismo de deslizamento dos filamentos de actina e miosina. portanto. pois uma concentração elevada de potássio no líquido extracelular causa uma diminuição do potencial de membrana em repouso nas fibras musculares cardíacas. que causa a excitação das fibras musculares cardíacas. que forma as paredes dos átrios e. nestas fibras. os canais de sódio e de cálcio (mais lentos). é produzido pela abertura de dois tipos de canais. As células musculares cardíacas encontram-se ligadas em série umas às outras formando um sincício de maneira que. estimulando-as. apresenta a propriedade de automatismo. que são responsáveis pela estimulação das fibras musculares dos átrios e ventrículos. ou seja.

porque sua freqüência de descarga rítmica é maior do que de qualquer outra parte do coração. Quando a pressão no interior dos ventrículos for suficientemente intensa para forçar as válvulas . É o marcapasso cardíaco. na condição de repouso). -Nodo AV: antes de passar para os ventrículos. 70-80 batimentos por minuto (bpm). as válvulas AV se abrem permitindo que o sangue flua dos átrios para os ventrículos. período de relaxamento muscular durante o qual as câmaras cardíacas se enchem de sangue. Cada impulso gerado no nodo SA espalha-se por todo o músculo cardíaco e produz sua contração (batimento). o impulso cardíaco chega ao nodo AV. enchendo-os de sangue. -Feixe AV ou de His (fibras de Purkinje): esse feixe de fibras (ramos direito e esquerdo) conduz o impulso cardíaco ao músculo ventricular. por fim. determina uma freqüência cardíaca de 70 a 80 bpm (no indivíduo adulto jovem. Quando termina a sístole ventricular.2 Ciclo cardíaco: Os eventos cardíacos que ocorrem do início de cada batimento até o começo do seguinte compõem o chamado ciclo cardíaco. fazendo com que as válvulas AV se fechem novamente impedindo o refluxo de sangue dos ventrículos para os átrios. Assim. ou seja. aumentado a pressão no interior destes. Dessa forma. grande quantidade de sangue acumula-se nos átrios. até o nodo AV. Todo o ciclo cardíaco apresenta duas fases: uma fase de sístole.O coração é provido de um sistema especializado para a geração de impulsos rítmicos e para a condução rápida desses impulsos por todo o coração. o potencial de ação se propaga por toda a massa muscular atrial e. tem início novamente a sístole ventricular (momento de diástole atrial). é o nodo SA quem determina a freqüência de batimentos cardíacos. pois as válvulas atrioventriculares (AV). -Vias internodais: as terminações das fibras do nodo sinusal se fundem com as fibras musculares atriais circundantes e os potenciais de ação originados no nodo sinusal passam para essas fibras. de modo que a passagem do impulso cardíaco dos átrios para os ventrículos seja lenta. O sistema especializado de excitação do coração é constituído por: -Nodo sinoatrial ou sinusal (SA): local onde é gerado o impulso cardíaco. estão fechadas. atingindo toda a massa muscular ventricular excitando-ª 1. bombeando uma quantidade adicional de sangue para os ventrículos. determinando uma freqüência de 70 a 80 contrações cardíacas por minuto. Sua freqüência de descarga é de 70 a 80 impulsos cardíacos por minuto. período de contração muscular no qual ocorre bombeamento de sangue e uma fase de diástole. ou seja. Cada ciclo é desencadeado pela geração espontânea de um potencial de ação. Antes do final da diástole ventricular ocorre a sístole atrial. esse retardo propicia o tempo suficiente para que os átrios sejam excitados antes dos ventrículos. no qual sofre um retardo. Durante a sístole ventricular. tricúspide e mitral. o que lhe confere as propriedade de automatismo e ritmicidade.

nota-se a onda T ventricular no eletrocardiograma. retorna ao átrio direito por meio das veias. A onda P é produzida durante a dispersão de despolarização pelos átrios. O eletrocardiograma e o ciclo cardíaco: O eletrocardiograma (registro da atividade elétrica do músculo cardíaco) apresenta as ondas P. S e T. em algumas ocasiões. É determinado pela freqüência cardíaca e pelo volume sistólico. Elas são voltagens elétricas geradas no músculo cardíaco e registradas. por todos os tecidos periféricos. acumulado nos átrios. por minuto. Podemos dizer que. O aumento da força de contração cardíaca provoca elevação do volume sistólico. o débito cardíaco é aumentado ou diminuído conforme o volume de sangue que retorna ao coração.: DC= 70bpmx70ml ⇒ DC= 4. bombeia automaticamente para as artérias sistêmicas todo o sangue que chega. sem permitir acúmulo excessivo de sangue nas veias". em condições fisiológicas. o que dá início à contração ventricular. ela acontece durante o período de despolarização ventricular (complexo QRS). Ela representa a etapa de repolarização dos ventrículos. ou seja. a ejeção de sangue dos ventrículos para as artérias.3 Regulação do bombeamento cardíaco 1. por sua vez.Regulação intrínseca do bombeamento cardíaco em reposta ao volume de sangue que chega ao coração: a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto é determinada pela intensidade do fluxo sanguíneo das veias para o coração. para as câmaras ventriculares. o coração pode bombear muito mais do que este volume de repouso. Cerca de 0.3. ocorre o bombeamento de sangue. porém.1. por eletrocardiógrafo. de modo que ele possa fluir novamente pelo circuito. ou seja. DC= FC x VS ⇒ Ex. A soma de todos os fluxos sangüíneos locais. Retorno venoso: quantidade de sangue que retorna ao coração (AD) pelas veias. o que é seguido pela contração atrial.900ml/min Quando uma pessoa está em repouso o coração bombeia de 4 a 6 litros de sangue por minuto. Um aumento do volume de sangue que retorna ao coração causa maior estiramento das paredes cardíacas. Débito ou volume sistólico: quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada sístole ventricular.16 s depois do início da onda P. como resultado da despolarização dos ventrículos. que expressa o seguinte : “ Dentro de limites fisiológicos. R. Q. A capacidade intrínseca de adaptação do coração à alteração no volume de sangue que chega até ele é denominada mecanismo ou lei de Frank-Starling. A repolarização atrial não aparece no eletrocardiograma pois. surge o complexo QRS. passa então. produzindo uma resposta contrátil mais vigorosa. Débito cardíaco: quantidade de sangue bombeada pelo coração. na superfície do corpo. o coração bombeia todo o sangue que chega até ele. O coração. Finalmente. quando estes começam a se relaxar. É importante ressaltar que o enchimento ventricular acontece principalmente quando os ventrículos relaxam e o sangue. 1.aórtica e pulmonar abrindo-as. maior volume de sangue nas .

2.3. a temperatura do corpo. 13-O que é débito cardíaco? O retorno venoso afeta o débito cardíaco? Explique.Efeito da adrenalina secretada pelas glândulas supra-renais: a descarga simpática sobre as glândulas supra-renais produz a liberação de adrenalina por estas glândulas. a diminuição da freqüência cardíaca e a lentificação da transmissão do impulso cardíaco. S e T do eletrocardiograma? 10-Explique o bombeamento cardíaco. Devemos lembrar que o aumento da força de contração causa aumento do volume sistólico. como por exemplo. o qual causa principalmente. diminuindo a atividade cardíaca e a quantidade de sangue bombeada pelo coração. ⇑ força de contração⇒⇑ volume sistólico⇒⇑ débito cardíaco 1. 11-Explique o mecanismo intrínseco de regulação da atividade cardíaca. elevando o débito cardíaco. promovida pelo sistema nervoso autônomo. . QUESTÕES PARA ESTUDO 1-O que você entende por impulso cardíaco? 2-Como é produzido o potencial de ação no músculo cardíaco? 3-Qual a importância do sistema especializado de condução e excitação cardíaca? 4-Quais são as fases do ciclo cardíaco? O que ocorre em cada uma? 5-Qual a frequência cardíaca em um indivíduo adulto jovem em repouso? 6-Quem é o marcapasso cardíaco? Justifique.3. etc. atividade física intensa. Além das substâncias citadas acima. Q. 8-Qual a importância do retardo na transmissão do impulso cardíaco através do coração? 9-O que representam as ondas P. a quantidade de hormônio tiroxina. causa aumento da freqüência e da força de contração cardíacas. produzindo aumento da atividade cardíaca e maior débito cardíaco.Controle da atividade cardíaca pelo sistema nervoso autônomo: • Efeito da estimulação simpática: a descarga simpática sobre o coração produz a liberação dos neurotransmissores noradrenalina e adrenalina. no sangue. • Efeito da estimulação parassimpática: as fibras nervosas parassimpáticas liberam o neurotransmissor acetilcolina. ou seja. 12-Descreva a regulação do bombeamento cardíaco. R.3. devemos lembrar que outros fatores podem alterar a atividade cardíaca. Estes neurotransmissores causam elevação da freqüência cardíaca e da força de contração cardíaca (efeito cronotrópico e inotrópico positivos). 7-Explique como acontece a transmissão do impulso cardíaco através do músculo cardíaco. Esse hormônio atinge o coração pela corrente sanguínea e provoca aumento da atividade cardíaca.câmaras cardíacas provoca maior força de contração. 1.

19.Explique como acontece o enchimento ventricular. 16-Como é determinado o volume sistólico? 17-Quais são os fatores que causam alteração do volume sistólico? Explique. 18. .Comente a importância da fase de diástole para a nutrição e oxigenação músculo cardíaco.14-Qual é o DC de um indivíduo que apresenta uma FC de 110bpm e um VS de 70ml? 15-Quais são os fatores que podem causar alteração na FC? Explique.

quando contraídas.1 Mecanismos de regulação do fluxo sanguíneio Um dos princípios mais fundamentais da função circulatória consiste na capacidade de cada tecido controlar seu próprio fluxo sanguíneo local de acordo como as suas necessidades metabólicas. o fluxo varia diretamente com a diferença de pressão entre as extremidades inicial e final e com a quarta potência do raio do tubo e. em circulação sistêmica. nutrição e oxigenação dos tecidos/órgãos que constituem nosso organismo. para a sobrevida e funcionamento das células. transportar os produtos finais do metabolismo celular. A circulação sanguínea subdivide-se em circulação pulmonar. As paredes arteriais são dilatadas pela forte pressão do sangue lançado pelos ventrículos. quando relaxadas. onde acontece a devida irrigação. o que influencia no fluxo de sangue pelas arteríolas. sustentando a pressão do sangue “expulsando-o” em uma única direção. produzem a vasoconstrição (diminuição no raio da arteríola) e. em geral. e consequentemente a circulação do sangue pelos territórios vasculares. onde acontece a hematose e. Componentes (partes) da circulação: 1. 2. As arteríolas apresentam espessa parede vascular. O aumento e a diminuição do raio das arteríolas produzem diminuição e o aumento da resistência vascular periférica. produzem a vasodilatação (aumento do raio da arteríola). respectivamente. durante a sístole ventricular. atuando como válvulas controladoras e reguladoras do fluxo sanguíneo aos capilares. convertem o fluxo intermitente da bomba cardíaca em fluxo contínuo.ARTÉRIAS: transportam o sangue sob alta pressão (média de 100mmHg) para os tecidos e. varia inversamente com o comprimento do tubo e a viscosidade do líquido. causando alteração na resistência ao fluxo e consequentemente.AULA: CIRCULAÇÃO SISTÊMICA A função da circulação é atender às necessidades dos tecidos – transportar nutrientes e oxigênio para os tecidos. A LEI DE POISEUILLE afirma que para um fluxo constante e laminar de um líquido por um tubo cilíndrico. O tônus vascular arteriolar pode ser aumentado ou diminuido. no fluxo sanguíneo: Aumento do tônus/contração muscular → vasoconstrição → aumento da resistência ao fluxo → diminuição do fluxo sanguíneo pelas arteríolas atingidas . assegurando o fluxo através da rede circulatória durante todo o ciclo cardíaco. com fibras musculares lisas que. os vasos menores da circulação (microcirculação/periferia). em seguida (durante a diástole ventricular). as paredes dilatadas das artérias voltam a se retrair. conduzir hormônios de uma parte do corpo para outra e. manter um ambiente adequado nos líquidos teciduais. 2.ARTERÍOLAS: são os últimos e menores ramos do sistema arterial.

o aumento do metabolismo produz um aumento do fluxo sanguíneo sempre que houver aumento da pressão de gás carbônico. produz vasodilatação. -histamina: vasodilatador cuja principal ação fisiológica é a secreção de ácido clorídrico. os estímulos humorais podem ser do tipo vasoconstritor ou vasodilatador: Substâncias com efeito vasoconstritor: -adrenalina: secretada pela medula adrenal (glândulas supra-renais) e por fibras pósganglionares simpáticas. pela mucosa gástrica. uma dessas substâncias é a bradicinina.3 Controle humoral/hormonal: várias substâncias produzidas no organismo afetam o tônus vascular. já que o principal neurotransmissor liberado é a noradrenalina. liberado quando há lesão do endotélio. pode produzir vasoconstrição quando age sobre receptores alfaadrenérgicos. -angiotensina II: efetor final do sistema renina-angiotensina. É liberada em praticamente todos os tecidos do corpo. Substâncias com efeito vasodilatador: -adrenalina: quando essa catecolamina age sobre receptores beta-adrenérgicos. -endotelina: vasoconstritor encontrado nas células endoteliais dos vasos sanguíneos. 2.4 Controle local: ocorre em resposta ao metabolismo tecidual.2 Controle neural: a maioria das arteríolas recebe abundante inervação de origem simpática adrenérgica. que podem causar vasodilatação intensa. -bradicinina: várias substâncias denominadas cininas. -acetilcolina: mediador químico das fibras simpáticas pré-ganglionares e das fibras parassimpáticas vasodilatadoras.Diminuição do tônus/relaxamento muscular → vasodilatação → diminuição da resistência ao fluxo → aumento do fluxo sanguíneo pelas arteríolas atingidas 2. age preferencialmente sobre receptores alfa-adrenérgicos. produz vasoconstrição pois. -vasopressina ou ADH: hormônio produzido no hipotálamo e secretado pela neuro-hipófise tem diversas ações entre elas a vasoconstrição seletiva em determinados territórios vasculares. são formadas no sangue e nos líquidos teciduais de alguns órgãos. a maioria delas parecem atuar como vasodilatadores. A inervação simpática para a maioria das arteríolas é do tipo vasoconstritora. inflamação e reação alérgica. 2. -noradrenalina: secretada principalmente por fibras pós-ganglionares simpáticas e também secretada também pela medula adrenal. como nas arteríolas do músculo. . essa substância é o mais potente vasoconstritor conhecido. em casos de lesão. -prostaglandinas: apesar de algumas prostaglandinas produzirem vasoconstrição.

considerando que aproximadamente 65% do volume sanguíneo total encontram-se normalmente nas veias. nutrientes. As trocas entre o sangue e o meio intersticial efetuam-se por três processos diferentes: difusão. eletrólitos. ditas pinocíticas. 3. através das membranas celulares do capilar. Além disso. A pressão no sistema venoso é muito baixa. elas gradualmente coalescem em veias progressivamente mais calibrosas. a água flui através das fendas ao longo de um gradiente de pressão. -CAPILARES: constituem o principal ponto de trocas entre o sangue e os demais tecidos. Se a substância for lipossolúvel ela pode se difundir diretamente. AMP e ADP. Outro mecanismo importante de trocas é a filtração/ reabsorção através dos poros endoteliais. 5-VEIAS: funcionam como condutos para o transporte de sangue dos tecidos de volta ao coração. a pressão oncótica exercida pelas proteínas plasmáticas tende a promover o movimento de líquido do espaço intersticial de volta para o sangue. O fluxo de sangue que percorre os capilares faz trocas com o meio intersticial sendo conhecido como fluxo nutricional. guardando suas respectivas concentrações. Por outro lado. evitando o acúmulo de líquido no interstício ou a queda do volume sanguíneo. recolhendo e devolvendo à circulação as pequenas quantidades de líquido não reabsorvido e proteínas que vazaram dos capilares. sem ter que passar pelos poros ou fendas intercelulares. As vesículas podem atravessar o citoplasma da célula endotelial nas duas direções e. filtração/reabsorção e pinocitose. A pressão do capilar (hidrostática) tende a forçar líquido e suas substâncias em solução a passar pela parede fenestrada do capilar sanguíneo atingindo o espaço intersticial. serem liberadas no lado oposto em que se formaram. Uma pequena quantidade de substâncias é transferida através das células endoteliais na forma de pequenas vesículas. de acordo com os princípios da difusão. A pinocitose pode ser o único meio de transporte disponível para grandes moléculas insolúveis em lipídios. As substâncias dissolvidas na água movimentam-se juntamente com a água. Neste tipo de movimento. mas são musculares. muitas substânciasnecessárias aos tecidos. aumento da osmolaridade e aumento da concentração de adenosina.queda da pressão de oxigênio. Ao contrário. as paredes venosas são finas. o sistema linfático contribui também. ali acontecem as trocas de líquidos. Desta forma são transportadas do sangue para o meio intersticial através das fendas intercelulares. queda do pH. hormônios e outras substâncias. . mas são importantes também por atuarem como principal reservatório de sangue. são solúveis em água e não podem passar através das membranas lipídicas das células endoteliais. 4-VÊNULAS: coletam o sangue vindo dos capilares.

10. 6-Comente a importância das veias como reservatório sanguíneo. 9. QUESTÕES PARA ESTUDO 1. por conseguinte. sem nenhum impedimento? E para as substâncias lipossolúveis? Explique por que.Explique/caracterize os mecanismos.Explique a formação do edema intersticial. bradicinina. noradrenalina. isto é. .o que lhes permite contrair e expandir e. 12. prostaglandina e histamina. o retorno venoso ao coração. 11-Comente o efeito do peso molecular das substâncias sobre a sua passagem através das fenestras/fendas/poros capilares. respectivamente. 5. 13. conseqüentemente: -angiotensina II.Explique a regulação simpática sobre as veias e como isto afeta o débito cardíaco. 14. aumentando e diminuindo. vasopressina ou ADH. neural. 7-Descreva/explique a função do sistema linfático na manutenção do interstício “seco”.Explique os efeitos da acetilcolina e da noradrenalina sobre as fibras musculares cardíacas e lisas (dos vasos sanguíneos). atuam como um reservatório controlável de sangue adicional. hormonal/humoral e local para regulação do fluxo sanguíneo. é importante para a regulação/manutenção da temperatura corporal.O fluxo de sangue pelos vasos periféricos da circulação cutânea. 8.O cálcio é importante para a contração do músculo liso? Explique. ao nível dos capilares. 2-Como e onde é produzida a substância angiotensina II? 3-Escreva o efeito das seguintes substâncias sobre o tônus arteriolar e sobre o fluxo sanguíneo. Explique por que. 4-Explique como acontecem as trocas por filtração/reabsorção.A passagem de substâncias hidrossolúveis através da parede dos capilares sanguíneos encefálicos é fácil. acetilcolina. adrenalina.O que você entende por fluxo nutricional.

a pressão do sangue nas artérias atinge um valor máximo de cerca de 120 mmHg e um valor mínimo de cerca de 80 mmHg. passando de um valor sistólico para um valor diastólico. A resistência periférica total é afetada por fatores locais. Quando o coração ejeta o sangue no sistema arterial. Normalmente. a capacidade de dilatação elástica das artérias e a resistência ao fluxo exercida. Durante a diástole não há bombeamento de sangue pelo coração e. pelas arteríolas sistêmicas. o retorno venoso (que influencia o grau de estiramento das fibras miocárdicas e o volume de sangue presente no ventrículo esquerdo. a diminuição da pressão arterial. entre um valor máximo e um valor mínimo. dentre eles a contratilidade cardíaca intrínseca. devido ao escoamento do sangue arterial em direção as arteríolas e aos capilares sanguíneos. A pressão arterial diastólica (PAD) reflete basicamente a resistência ao fluxo. a resistência contra a qual o coração ejeta o sangue e a freqüência cardíaca. ocorre um incremento do volume arterial e com isso o aumento da pressão arterial. produzido pela ejeção de sangue no sistema arterial e pelo escoamento sanguíneo periférico. previamente à contração). ocorre a redução do volume arterial e. durante a sístole ventricular. produzindo vasoconstrição ou vasodilatação. o nível da PAS reflete a frequência e a força de contração cardíaca. durante o ciclo cardíaco. A oscilação do valor da pressão arterial durante o ciclo cardíaco deve-se a variação no volume de sangue nas artérias (volume arterial). A pressão arterial sistêmica(PA) oscila. passando de um valor diastólico de 80 mmHg para um valor sistólico de 120 mmHg. Regulação da pressão arterial . predominantemente. Assim. O valor máximo corresponde à pressão arterial sistólica (PAS) e. Uma regra prática para determinar a PAM é: PAM = PAD+ [(PAS-PAD) / 3] A pressão arterial sistêmica é gerada e mantida pela interação entre a força propulsora cardíaca. o valor mínimo corresponde a pressão arterial diastólica (PAD). Pressão arterial = Débito cardíaco X Resistência periférica total: A pressão arterial sistólica (PAS) depende principalmente de fatores que determinam a desempenho sistólico cardíaco. conseqüentemente. a elasticidade e o volume arterial. neurais e hormonais que regulam principalmente o tônus arteriolar. A pressão diferencial ou de pulso é determinada pela diferença entre a pressão arterial sistólica e a pressão arterial diastólica Pressão diferencial= PAS – PAD A pressão arterial média é o valor médio da pressão do sangue nas artérias ao longo do tempo (ciclo cardíaco).AULA: PRESSÃO ARTERIAL SISTÊMICA A pressão arterial sistêmica é a pressão exercida pelo sangue no interior das artérias sistêmicas.

4.O exercício aeróbico pode interferir na pressão arterial? Qual será seu provável efeito? 6. Explique.Suponhamos que um indivíduo apresente PAS de 110 mmHg e PAD de 70mmHg. . sobre a PA.Mediante o controle da PA.A descarga simpática intensa produz vasoconstrição na maioria dos territórios vasculares.O que você entendeu por pressão arterial sistêmica? Qual é a sua importância/função? 2.A descarga simpática e parassimpática sobre o coração podem produzir alteração na pressão arterial? Explique.A atividade cardíaca influencia o valor da pressão arterial? 11. 9. 3. Mecanismos humorais/hormonais: noradrenalina.A manutenção da postura em pé por período de tempo prolongado pode afetar a manutenção da pressão arterial? Por que? 8.Quando se faz a administração de fármacos inibidores da ECA esperamos aumento ou diminuição da PA? Explique. Isso causa alteração na pressão arterial? Por que. 12-Considerando os mecanismos renais no controle da PA. 15.Teoricamente o valor da pressão arterial é semelhante em todas as artérias quando estamos deitados? 10. o organismo assegura o fluxo sanguíneo adequado para o metabolismo dos tecidos (células). vasopressina (ADH). Mecanismos de regulação da PA a longo prazo: Mecanismo renal: controle do volume de LEC. 13-Sabemos que o mecanismo renina-angiontensina-aldosterona é um dos mais importantes para o controle da PA. Mecanismos de regulação da PA a curto e médio prazos: Mecanismos neurais reflexos: pressoceptores/barorreceptores e quimioceptores. QUESTÕES PARA ESTUDO 1.A perda de sangue (hemorragia) pode causar alteração de pressão arterial? Explique.A regulação do fluxo sanguíneo pode afetar a pressão arterial sistêmica? Explique. sistema reninaangiotensina-aldosterona. 16. a) qual será o valor da PAM? b) esses valores estão dentro da normalidade para o indivíduo adulto jovem? 5.Explique-o 14. explique o efeito dos diuréticos em geral.A pressão arterial oscila em sincronia com o batimento cardíaco.O frio ou o calor pode produzir alteração de pressão? 7.O endurecimento das paredes arteriais pode causar alteração no valor da pressão arterial? Explique.

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A circulação sanguínea que atinge o sistema gastrintestinal constitui a circulação esplâncnica. Por outro lado. posteriormente. A principal função desse sistema porta consiste no aporte direto de nutrientes para o fígado. baço. o fluxo sanguíneo pela circulação esplâncnica é cerca de 25% do débito cardíaco. que serão. Esse sistema situa-se na parede do tubo gastrintestinal. O sistema nervoso entérico é constituído de dois plexos neuronais. O plexo submucoso localiza-se na região da submucosa e controla principalmente a atividade secretora no tubo gastrintestinal. denominado de sistema nervoso entérico. O plexo mientérico localiza-se entre as camadas de músculo liso (circular e longitudinal) da parede do tubo gastrintestinal e. As condições no interior/lúmen do tubo gastrintestinal são monitoradas por receptores sensoriais. os movimentos gastrintestinais (motilidade). 2.INTRODUÇÃO O sistema gastrintestinal é responsável pelo recebimento. O sistema gastrintestinal é constituído do tubo gastrintestinal (boca-esôfago-estômagointestino delgado e grosso) e de órgãos que secretam seus produtos no interior do tubo gastrintestinal (fígado/vesícula biliar-pâncreas).CONTROLE DA ATIVIDADE DO TRATO GASTRINTESTINAL O trato gastrintestinal é inervado pelo sistema nervoso autonômico e também possui um sistema nervoso próprio. A drenagem venosa do estômago. ou seja. armazenamento e digestão dos alimentos (além dos fármacos) ingeridos por via oral (boca). o plexo mientérico (Auerbach). especialmente sensíveis a estímulos químicos e mecânicos. absorvidos pelo sangue.AULA: SISTEMA GASTRINTESTINAL/DIGESTÓRIO 1. pode ocorrer uma redução significativa pela circulação esplâncnica. tubo gastrintestinal. o plexo submucoso (de Meinssner) e. em condições de queda de volume sanguíneo ou de exercício. que é capaz de armazená-los ou ressintetizá-los. começando no esôfago estendendo-se até o final. O conteúdo alimentar é movimentado ao longo do tubo gastrintestinal e misturado com as secreções digestivas graças aos movimentos gastrintestinais. ocorre um aumento do fluxo sanguíneo pelo trato gastrintestinal. localizados no próprio tubo . que compreende a circulação sanguínea para o fígado. durante o período de ingestão e digestão dos alimentos. propulsivos e de mistura. Em condições de repouso. pâncreas e intestino é realizada em série pela veia porta que conduz esse sangue diretamente para o fígado (70% do fluxo sanguíneo hepático). baço. controla principalmente a atividade motora. Apesar do alto fluxo sanguíneo durante o repouso. e pâncreas.

Existem dois tipos de movimentos gastrintestinais básicos: os movimentos de mistura e os movimentos propulsivos. Na região da mucosa existe uma camada denominada muscular da mucosa. . O neurotransmissor das fibras nervosas parassimpáticas que inervam os órgãos do sistema digestório. Os sinais eferentes causam. Entre eles podemos citar a colecistocinina (CCK). Em sua totalidade. Produzem um controle local da atividade gastrintestinal. Os neurotransmissores das fibras nervosas simpáticas que inervam os órgãos do sistema digestório. a parede está coberta por uma camada de tecido conjuntivo. produzidas no estômago. os movimentos propulsivos. ela causa aumento da atividade motora e secretora no sistema digestório. a seguir. temos o tecido conjuntivo que forma a submucosa. promovem a progressão ou o trânsito do conteúdo luminal ao longo do trato gastrintestinal.MOVIMENTOS GASTRINTESTINAIS E SUA REGULAÇÃO O tubo gastrintestinal possui uma camada interna.gastrintestinal. o peptídio inibidor gástrico. denominada serosa. composta por epitélio e tecido conjuntivo. produzidos no intestino delgado. abaixo da mucosa. A atividade gastrintestinal (motilidade e secreção) e o fluxo sanguíneo local também são regulados por hormônios e outros mediadores químicos. Os movimentos gastrintestinais são produzidos quando essas fibras musculares contraem. são as catecolaminas adrenalina e noradrenalina. As informações produzidas pelos respectivos estímulos são transmitidas aos neurônios locais (do sistema nervoso entérico) e ao SNC. o estômago e intestinos apresentam músculo liso com camadas dispostas de forma longitudinal e outra circular. move-se para adiante no sentido caudal. alteração devida na atividade gastrintestinal. a gastrina e a histamina. Em geral. 3. que se caracteriza por um anel contrátil que se desenvolve na víscera. produzidos no próprio sistema digestório. recebem sinais do SNC. a mucosa. Em geral. A camada muscular do primeiro terço do esôfago é formada por músculo estriado e os dois terços inferiores por músculo liso. elas causam diminuição da atividade motora e secretora no sistema digestório. regulando o fluxo sanguíneo ao trato gastrintestinal e a atividade secretora e motora do sistema digestório. na região cefálica do conteúdo alimentar e. Os movimentos de mistura mantêm o conteúdo (alimento/resíduos/secreções) luminal sempre misturado e. é a acetilcolina. rodeado por camadas musculares. então. Os efeitos desses e outros mensageiros químicos serão abordados posteriormente. O movimento propulsivo básico denomina-se peristaltismo. Os neurônios do sistema nervoso entérico recebem informações a partir dos receptores sensoriais do trato gastrintestinal e também. a secretina. por meio de fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas. A descarga simpática e parassimpática afeta de forma importante a atividade do sistema digestório.

à medida que é transformado em fezes. sendo maior no duodeno e menor no íleo terminal. Mastigação e Deglutição: A mastigação promove a quebra mecânica do alimento em pedaços que são mais facilmente deglutidos. O esvaziamento do estômago é regulado por fatores neurais e endócrinos. progredindo ao longo desse órgão. Devemos lembrar que o intestino delgado é o principal local de digestão dos alimentos e absorção de nutrientes e reabsorção das secreções digestivas. no lúmen do cólon. No intestino delgado o quimo tende a se mover lentamente e gradualmente em direção caudal. podemos concluir que o esvaziamento gástrico é controlado. Os movimentos de mistura favorecem a formação. . A velocidade com que essas contrações acontecem ao longo do intestino varia. A deglutição é o processo de engolir o alimento: -controle voluntário: a língua propele o bolo alimentar na direção da faringe –controle pelo centro da deglutição (tronco encefálico): fechamento da nasofaringe/vias aéreas e envio do bolo alimentar ao esôfago.5 litro de quimo/dia chegam no intestino grosso. -progressão do alimento ao longo do esôfago por ondas peristálticas. que acontece na presença do alimento. no cólon descendente o conteúdo torna-se mais sólido. as fezes devem ser eliminadas pela defecação. Motilidade no intestino grosso: Cerca de 1. Nos momentos apropriados. quanto menor a quantidade de quimo no intestino delgado. O peristaltismo no intestino delgado é programado pelo sistema nervoso entérico e é iniciado por estímulos detectados por mecanorreceptores e por quimiorreceptores. produzidas por sinais nervosos gerados no centro da deglutição. mistura do alimento com as secreções gástricas para a formação do quimo. e quanto menor for a acidez e o teor de gordura do quimo no intestino delgado. .relaxamento do esfíncter esofágico inferior: passagem do alimento para o estômago. Assim. De forma geral podemos dizer que o esvaziamento gástrico é mais rápido quanto mais fluido estiver o quimo. Motilidade no intestino delgado: A agitação suave e a propulsão são produzidas por contrações de segmentação. Motilidade no estômago: São funções motoras do estômago: armazenamento do alimento.Entre os fatores que desencadeiam/intensificam o peristaltismo podemos citar como principal a distensão da víscera. de modo que a liberação do quimo no intestino delgado aconteça com uma velocidade apropriada para que seja adequadamente processado (digestão/absorção). das fezes ou matérias fecais. O conteúdo do cólon ascendente e a maior parte do cólon transverso é líquido mas.

seja relaxado sob controle voluntário.REFLEXO DA DEFECAÇÃO: Propulsão das fezes ao reto⇒ distensão do reto⇒ ativação de sinais sensoriais do plexo mioentérico⇒ atividade peristáltica e relaxamento do esfíncter interno do ânus. causam aumento da pressão intraabdominal. em circunstâncias adequadas. . Se a defecação voluntária não acontecer. Esse reflexo é reforçado pela atividade reflexa na medula espinhal e fibras parassimpáticas. a urgência em defecar desaparece. O músculo estriado do esfíncter anal externo permanece contraído até que. Para favorecer a eliminação das fezes ocorre contração de músculos abdominais que assim. o esfíncter interno se contrai e o peristaltismo reverso esvazia o conteúdo do reto de volta ao cólon.

incluindo órgãos como fígado. evitando as cáries. Os sucos digestivos são secretados em todo o sistema gastrintestinal. saliva serosa. G. contém eletrólitos e enzimas.manutenção dos tecidos orais saudáveis (saúde da boca): mantém a mucosa oral úmida e lubrificada. proteínas. G. também de promover adequadamente a absorção.vesícula biliar e pâncreas exócrino. muco. de digerir os alimentos e. contém antígenos e anticorpos. . saliva mista. G parótidas: produz 25%. tem todos os constituintes.1 Boca – Secreção salivar As glândulas salivares submandibulares. -facilita a deglutição: umedece o alimento facilitando a mastigação e a deglutição.5 litros de saliva/dia.SECREÇÕES GASTRINTESTINAIS: As secreções digestivas apresentam as funções de preparar o alimento para a digestão. A seguir serão apresentadas as secreções de cada parte do sistema digestório e suas principais características. Funções: . pouco muco. limita/regula o crescimento bacteriano. 4.submandibulares: produz 70% da secreção. evitando ulcerações e infecções. sublinguais e parótidas produzem em torno de 1. saliva rica em muco.REFLEXO DA DEFECAÇÃO: Propulsão das fezes ao reto ⇓ Distensão do reto ⇓ Ativação de sinais sensoriais do plexo mioentérico ⇓ Atividade peristáltica e relaxamento do esfíncter interno do ânus Reflexo reforçado pela atividade reflexa na medula espinhal e fibras parassimpáticas Relaxamento do esfíncter anal externo (controle voluntário) ⇓ DEFECAÇÃO 4.água e a enzima amilase (ptialina).sublinguais: produz 5%. Composição básica: íons (eletrólitos).

muco e bicarbonato. pois formam uma camada de líquido viscoso sobre a mucosa com pH alto.Secreção gástrica No estômago o alimento deglutido é transformado em quimo por ação da secreção gástrica Composição básica: ácido clorídrico (150mmol/L). acetilcolina e histamina: -Hormônio gastrina: secretada pelas células G. ácidos orgânicos (ácido acético ou butírico). HCO3H++ Cl-⇒ HCl (ácido clorídrico) A secreção de ácido é deflagrada pela presença de mensageiros químicos como gastrina. O meio ácido é importante para degradação do alimento (formação do quimo semilíquido). . o odor ou visão dos alimentos. fator intrínseco. -Muco e bicarbonato: protegem a mucosa gástrica da digestão pelas secreções gástricas. chega até as células parietais através do sangue. -Regulação simpática: estimula a contração das células mioepiteliais⇒secreção saliva rica em enzimas. Regulação da secreção: Secreção de ácido clorídrico pelas células parietais: AC CO2 + H2O ⇔ H2CO3 ⇔ H+ . -Regulação parassimpática: aumenta o fluxo sanguíneo local. -enzimas proteolíticas: juntamente com o ácido elas provocam a digestão das proteínas dos alimentos. álcool. essas enzimas são secretadas na forma inativa (pepsinogênio) e são transformadas na forma ativa (pepsina) pela ação do ácido e das enzimas proteolícas ativas. Regulação da secreção: -Reflexos originados a partir da presença do alimento na boca.2 Estômago. estimula a contração das células mioepiteliais⇒secreção saliva rica em enzimas. para desinfetar o alimento. é responsável pela boca seca associada ao medo. enzimas proteolíticas (pepsinogênio⇒pepsina). vasoconstrição (que pode ser superada por fatores vasodilatadores locais. 4.-digestão de amidos: a digestão de amidos começa na boca por ação da enzima amilase salivar (ptialina).calicreína). Funções dos componentes da secreção gástrica: -ácido clorídrico: mantém o pH do estômago extremamente ácido. hidrolisar as gorduras e o amido. sua secreção é estimulada por proteínas. normalmente entre 1 e 2. a diminuição do pH inibe a secreção de gastrina e o aumento do pH estimula a secreção de gastrina. -Fator intrínseco: essencial para a absorção da vitamina B12 nos intestinos.

4 Pâncreas. A histamina exerce função parácrina sobre as células parietais estimulando a secreção ácida e. sódio/aminoácidos)e neutralização do ácido do quimo. a bracidinina e outros mediadores químicos (neuroimunológicos). que por sua vez estimula a secreção ácida (como vimos no item anterior). CCK e o peptídio inibidor gástrico (GIP). -Água e eletrólitos. suprimem a liberação de gastrina e conseqüentemente provocam diminuição da secreção ácida. Regulação da secreção: os reflexos produzidos pelo sistema nervoso entérico. os hormônios como secretina. Depois que ocorreu o esvaziamento gástrico.3 Intestino delgado Composição básica e funções: -Líquido viscoso. sódio e bicarbonato. A secretina e a CCK estimulam a liberação de pepsinogênio. aumentando o fluxo sanguíneo para as células secretoras.importantes para a absorção de nutrientes(sódio/glicose. olfato ou outros sinais associados a ele. pela visão. 4. eletrólitos. -Enzimas digestivas como as peptidases e dissacaridases. ou seja. sob estímulo da gastrina e da acetilcolina. A secreção gástrica é evocada por mecanismos neurais mesmo antes do alimento chegar ao estômago. também age como vasodilatador local.-Neurotransmissor acetilcolina: secretada pelas fibras nervosas parassimpáticas. A secreção de pepsinogênio é controlada por mecanismos semelhantes aos da regulação da secreção ácida. especialmente íons cloreto. água e enzimas pelas células do intestino delgado. Uma característica do intestino delgado é que ele recebe importantes secreções pancreáticas e hepática/biliar. provocam a liberação de muco. rico em muco e alcalino.secreção pancreática: . já que o quimo que vem do estômago é hipertônico e ácido. a inervação colinérgica (mediada por acetilcolina). atua em receptores muscarínicos (bloqueados por atropina) provoca aumento da secreção gástrica ácida estimulando diretamente as células parietais e indiretamente por estimular a secreção do hormônio gastrina. para que o conteúdo intestinal seja corrigido quanto à acidez e osmolaridade. importante para a proteção da mucosa duodenal contra o ácido do quimo esvaziado pelo estômago. até que este ácido seja neutralizado pelas secreções pancreáticas e hepáticas. 4. já inicia quando o alimento é detectado pela primeira vez. principalmente por fibras parassimpáticas. -Mediador químico histamina: secretada pelas células ECL (semelhantes a enterocromafins).digestão de peptídios e dissacarídeos (sacarose/lactose).

-lipases: digerem as gorduras.Secreção de enzimas.e outros eletrólitos): neutralização do ácido do quimo: HCl + NaHCO3-⇒ H2O + CO2 + NaCl .Secreção alcalina (c/HCO3. -Regulação da secreção de suco alcalino: o hormônio intestinal secretina é o principal estimulador da secreção de suco alcalino pelo pâncreas. quimiotripsina e carboxipeptidase: enzimas proteolíticas. lípases e outras. síntese protéica. Veja o esquema: Quimo hipertônico.O pâncreas é um glândula mista que apresenta um componente endócrino (secreta insulina e glucagon. -tripsina. a bile.5 Fígado/Vesícula Biliar. transformação e fornecimento de substratos energéticos. etc) o fígado é responsável por produzir uma importante secreção digestiva. A bile é produzida pelo fígado. que produz e libera secreções importantes em direção ao intestino delgado. no sangue) e um componente exócrino. suprimento de vitaminas.secreção biliar: Funções do fígado: funções metabólicas: armazenamento.200ml de bile. Composição básica: -Solução isotônica. destoxificação. função de destoxificação suprimento de vitaminas e minerais defesa produção da secreção biliar Além de muitas outras funções (metabólicas. amilase. Composição e função da secreção biliar: . com gordura e aminoácidos ⇓ (+) secreção de CCK ⇓ (+) liberação de enzimas pancreáticas quimo ácido ⇓ (+) secreção de secretina ⇓ (+) liberação de suco pancreático alcalino 4. -Solução rica em enzimas: tripsina. Funções: . rica em bicarbonato. carboxipeptidase. armazenada e concentrada na vesícula biliar e liberada no intestino delgado. Por dia são produzidos cerca de 700-1. Regulação da secreção: -Regulação da secreção de enzimas: a descarga parassimpática (mediada por acetilcolina) e o hormônio intestinal colecistocinina estimulam a secreção de enzimas pelo pâncreas. quimiotripsina. -amilase pancreática: continua a digestão de amidos (iniciada na boca).

FEZES -30% de resíduos sólidos. pigmentos biliares como a bilirrubina. lactase) PRODUTOS FINAIS DA DIGESTÃO: glicose (de amido/sacarose/lactose) frutose (de sacarose) galactose (de lactose) . que são reabsorvidos em grande parte pelo intestino delgado e retornam ao fígado pela veia porta hepática (circulação ênterohepática). A CCK provoca contração do músculo da vesícula biliar e relaxa o esfíncter no ducto biliar. lactose) Enzimas amilases (salivar e pancreática) Enzimas intestinais(maltases. Regulação da secreção biliar: A produção de secreção biliar isotônica e alcalina é estimulada pelo hormômio secretina. 4. isomaltases. no intestino delgado. sais inorgânicos e resíduos orgânicos constituídos por celulose. produzidos no fígado e em outros locais. fosfolipídeos.proteínas. sacarase. A liberação da bile pela vesícula biliar é regulada principalmente pelo hormônio colecistocinina. COR DAS FEZES: é atribuída sistematicamente à presença de um pigmento biliar.formada pela degradação do heme da hemoglobina. que incluem bactérias. favorecendo a liberação da bile da vesícula. a estercobilina. -A bile é um veículo para excreção de produtos do metabolismo. água e eletrólitos.DIGESTÃO Resumo da digestão dos alimentos CARBOIDRATOS (amido. sacarose.principalmente bicarbonato. 70% água. lipídeos e proteínas. -Absorção de ácidos graxos: os ácidos biliares formam micelas que solubilizam os produtos finais da digestão das gorduras no meio aquoso do lúmen intestinal.-Ácidos biliares. Funções da secreção biliar: -Emulsificação da gordura: os ácidos biliares são responsáveis pela emulsificação das gorduras no intestino delgado.derivados hidrossolúveis do colesterol. 5.6 Intestino grosso: Ocorre secreção de muco. outros como colesterol. para que sejam absorvidos. escatol e o ácido sulfídrico. favorecendo a ação enzimática/digestiva das lípases. água e eletrólitos. ODOR DAS FEZES: produzidos por produtos bacterianos como indol. transportando-os até as células epiteliais.

açucares (glicose. A absorção de cálcio pode ser limitada por vários fatores como a sua ligação a substâncias que dificultam a sua absorção. bebidas e secreções do trato gastrintestinal). aminoácidos e dipeptídeos. principalmente íons sódio: absorção de solutos⇒ diminuição da osmolaridade do fluido luminal⇒criação do gradiente osmótico que produz a absorção de água. Absorção de água e eletrólitos A água pode ser absorvida ao longo de todo o intestino e essa absorção está ligada à de solutos.25 (OH)2 D3). A absorção no intestino delgado ocorre por difusão. É absorvido por proteína transportadora.ABSORÇÃO A maior parte da absorção ocorre no intestino delgado.carboxipeptidas Peptidases intestinais PRODUTOS FINAIS DA DIGESTÃO: Aminoácidos e dipeptídeos 6. a superfície de absorção do intestino delgado é aumentada pelas vilosidades e microvilosidades. galactose e frutose). Volume de água excretado nas fezes diariamente: 100-200 ml.GORDURAS Bile (não digere. emulsifica) Lipases PRODUTOS FINAIS DA DIGESTÃO: Ácidos graxos e monoglicerídeos PROTEÍNAS Pepsina Tripsina. paracelular (passando entre as células). vitaminas e gorduras. Existem duas vias disponíveis para a absorção luminal: a transcelular (atravessando a célula) e. . O intestino delgado absorve água. quimiotripsina. Volume de água no trato gastrintestinal diariamente: 5-10 litros (alimentos. Ferro: o ferro na forma ferrosa pode se ligar a várias substâncias no intestino. Cálcio: o cálcio é absorvido por um transportador ou por canal. Sua absorção é estimulada pela vitamina D ativa (1. A maioria do ferro está na forma férrica (não absorvível) que pode ser convertida pela ação de secreções gástricas. difusão facilitada e transporte ativo. eletrólitos. limitando sua absorção.

galactose e frutose Glicose: absorvida no epitélio luminal pelo mecanismo de co-transporte de sódio. Absorção de aminoácidos e dipeptídeos: muitos aminoácidos são absorvidos por mecanismo de transporte dependente de sódio e outros. onde parte da glicose é armazenada. vitamina lipossolúveis rodeados por uma cobertura protéica. a partir do colostro. fosfolipídeos e colesterol) Transporte até as microvilosidades das células do epitélio intestinal ⇓ Absorção dos lipídeos para o interior da célula intestinal. absorvidos por difusão. co-transporte de sódio (biotina) e endocitose (vitamina B12 c/ fator intrínseco). Absorção de ácidos graxos e monoglicerídeos: Incorporação dos monoglicerídeos e ácidos graxos nas micelas (constituídas de sais biliares.Absorção de glicose. Os ácidos nucléicos são digeridos até nucleosídeos. célula epitélio intestinal. É levada pelo sangue primeira e diretamente para o fígado. colesterol. . pois assim é transferido a imunidade da mãe para o filho. Após o nascimento. ocorre também a absorção de proteínas inteiras obtidas pelo bebê. ⇓ Liberação dos quilomícrons (exocitose) nos vasos quilíferos centrais (linfáticos) ⇓ Liberação dos quilomícrons na circulação sanguínea *quilomícrons: triglicerídeos. o neonato não digere essas proteínas. por difusão ⇓ Ácidos graxos de cadeia curta⇒ absorção pelos capilares portais⇒fígado ⇓ Ácidos graxos de cadeia longa⇒formação de quilomícrons*. por transporte facilitado. ácido fólico). ácidos graxos livres. transporte ativo (ácido ascórbico e tiamina). Absorção de outros compostos orgânicos As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas no intestino delgado por diferentes mecanismos: por difusão (piridoxina). fosfolipídeos. difusão facilitada (riboflavina. o que é importante. Os dipeptídeos são absorvidos por co-transportadores.

.....................................................................................................................................................efeito da estimulação simpática:................... pH............................................ respectivamente:..................................................................................................................................................................................................................................... bilirrubina.................................... ............. ............................................................................................................................................................... Contém solução de bicarbonato de sódio............................... responsável por:......................................................................................... responsável por:...................................................................... ......... a qual tem a função de:...................................................................... Contém fator intrínseco responsável por:................ .....................................................efeito da gastrina:......................... Regulação da secreção gástrica: ............................................................................ Regulação neural e hormonal: -efeito da descarga simpática:. Explique o reflexo de defecação......................efeito da histamina:........efeito da estimulação parassimpática:................... e destacamos os sais biliares.....................................................................................................efeito da estimulação simpática:.........................................................................efeito da colecistocinina:......... Função da saliva na higiene oral:. os quais exercem as seguintes funções.................. -efeito da descarga parassimpática:.........................................................................................................efeito da secretina:......................................................................... esse ácido tem as seguintes funções:........ .......... FÍGADO SECREÇÃO BILIAR (bile) Contém eletrólitos............................................................................. ESTÔMAGO SECREÇÃO GÁSTRICA Contém ácido clorídrico produzido pelas células ................. INTESTINO DELGADO SECREÇÃO INTESTINAL Contém muco................................................................................................................ responsáveis respectivamente.......... Contém muco.......... por....................................... colesterol.......................................................................................................QUESTÕES PARA ESTUDO MOVIMENTOS GASTRINTESTINAIS: Tipos e fuções:........................... Regulação da secreção pancreática: ..................... Regulação da secreção salivar: .......................................................................... Quais são os efeitos dos hormônios colecistocinina e secretina sobre o pâncreas e vesícula biliar? PÂNCREAS SECREÇÃO PANCREÁTICA Contém enzimas:................................ Regulação da secreção intestinal: ........ Contém enzimas:............................as quais agem sobre os seguintes alimentos.... ............................... BOCA SECREÇÃO SALIVAR Contém ptialina (amilase) responsável por:.............efeito da estimulação parassimpática/acetilcolina:................................................................................. responsável por:.................. entre outros..................efeito da estimulação parassimpática:............................................................................ Contém pepsinogênio que é transformado em........................................ Como é regulado o esvaziamento gástrico?.......

.... ferro........ Quais são os produtos finais de sua digestão?...................................................... água e cloreto de sódio... Quais são os produtos finais da sua digestão?.......................................................................................... Os sais biliares liberados no intestino delgado são totalmente eliminados pelas fezes?Explique.................. Onde e como são absorvidos? ........................Regulação da secreção biliar: .................................................................................................................... ........................................................................................................................................ Onde e como são absorvidos? ............................ Escreva resumidamente sobre a absorção de cálcio..................................... PROTEÍNAS Esquematize o processo de digestão (onde são digeridas e por quem)...................................................................................................................... Onde e como são absorvidos?.......... GORDURAS Esquematize o processo de digestão (onde são digeridas e por quem)............... Quais são os produtos finais da sua digestão?......... CARBOIDRATOS Esquematize o processo de digestão (onde são digeridas e por quem)...........efeito da colecistocinina:........................................................................ vitaminas........................................................................................... Composição das fezes:................................................................................ INTESTINO GROSSO A quantidade da secreção de água e eletrólitos depende das condições do intestino grosso................................................. ......... .............................. Explique....................................................................................................

A água corporal está distribuída em compartimentos. onde permanece armazenada. A variação deste percentual. o fluido extracelular é constituído predominantemente de cloreto de sódio. A composição do meio intracelular é essencialmente diferente daquela do meio extracelular. contendo baixa concentração de potássio. como líquido intersticial e transcelular.Constitui aproximadamente 60% do peso corporal. constituído do fluido intersticial (19%).5%). correspondendo ao chamado meio interno. ureteres. como as gorduras.5%) e do fluido transcelular (1. O fluido intersticial difere do plasmático praticamente pela diferença na concentração de proteínas. o compartimento intracelular e o extracelular. O volume do fluido intracelular corresponde à cerca de 35% do peso corporal. A proporção do peso corporal representada pela água pode variar de 45 a 75%. 3. constituindo assim o maior dos compartimentos líquidos do organismo. Por outro lado. da água plasmática (4. como plasma e. Indivíduos mais jovens e mais magros têm maior teor de água. sendo encontrado no compartimento intravascular. Esses compartimentos são limitados pela membrana celular. tem alta concentração de potássio e baixa concentração de sódio e cloreto. para o exterior do organismo. O fluido intracelular. A diferente quantidade de tecido adiposo nos dois sexos e entre os indivíduos do mesmo sexo faz com que a proporção de água seja maior em homens e em indivíduos magros do que nas mulheres e indivíduos obesos. no compartimento extravascular. O volume de fluido extracelular representa cerca de 25% do peso corporal. A urina. O líquido extracelular corresponde à água do organismo que se encontra fora das células.FUNÇÕES DOS RINS: . bexiga e uretra. isto é. ao meio em que as células vivem. ou então constituem fases separadas. é conduzida pelos ureteres até a bexiga. para depois ser eliminada através da uretra. O plasma apresenta maior concentração de proteínas do que o fluido intersticial. principalmente no que se refere à concentração das substâncias. Os demais componentes do organismo estão dissolvidos neste meio. por exemplo.ESTRUTURAS DO SISTEMA URINÁRIO: O Sistema urinário é constituído pelos rins. do seu sexo e de sua idade. 2.REVISÃO SOBRE OS LÍQUIDOS CORPORAIS A água é o componente mais abundante do organismo.AULA: SISTEMA URINÁRIO/RENAL 1. O fluido intersticial banha todas as células do organismo. entre os indivíduos depende do seu teor de gordura. formada nos rins.

que envolvem os túbulos renais. após fluir pelos capilares glomerulares. . proveniente de uma arteríola denominada arteríola aferente. Conforme a posição que ocupam no rim. que recebem o nome de mácula densa. Esta função é desempenhada pelos néfrons graças aos processos de filtração e secreção. 5. -produção de prostaglandinas. -Alça de Henle. -manutenção do pH. -ativação da vitamina D. Aparelho justaglomerular: um pequeno segmento do túbulo contornado distal aproxima-se intimamente a um segmento de uma ou ambas as arteríolas (aferente e/ou eferente). A função do néfron é limpar ou aclarar ou depurar o plasma sanguíneo. -secreção de calicreína. Já na parede da arteríola há uma grande quantidade de células com aspecto bem diferente daquelas que formam o restante da parede do vaso. Onde isso ocorre. -manutenção da concentração de metabólitos (nutrientes). os néfrons se classificam em corticais e justamedulares. Cada glomérulo é formado de um conjunto de capilares. -manutenção da osmolaridade extracelular. que secretam a conhecida renina (enzima que converte o angiotensinogênio em angiotensina I) e eritropoetina (hormônio estimulador da produção de eritrócitos). de onde flui para uma rede de capilares peritubulares. Cada néfron é composto pelo: • Bowman. são as células justaglomerulares. se dirige para a arteríola eferente. FUNÇÕES HOMEOSTÁTICAS:-manutenção do volume de líquido corporal.FILTRAÇÃO GLOMERULAR E SUA REGULAÇÃO Na região cortical do rim existem milhares de glomérulos.FUNÇÕES ENDÓCRINAS: -secreção de eritropoetina. os capilares glomerulares. O plasma que flui pelos capilares glomerulares sofre filtração.5 milhão de néfrons. -secreção de renina. A estrutura formada por células justaglomerulares e a mácula densa é conhecida como aparelho justaglomerular. ramos descendente e Corpúsculo renal: glomérulo (capilares glomerulares) envolto pela cápsula de ascendente (túbulo intermediário). umas bem próximas às outras. -manutenção da concentração de eletrólitos. O sangue que flui no interior de tais capilares chega aos mesmos. -manutenção da concentração de catabólitos 4.UNIDADE FUNCIONAL BÁSICA DOS RINS : O NÉFRON O rim humano possui de 1 a 1. -metabolização da T4 (conversão em T3). O ducto coletor é uma estrutura comum a vários néfrons.-Túbulo distal. • Estrutura tubular:-Túbulo proximal. A parede do túbulo apresenta um grande número de células cilíndricas. Este mesmo sangue. observamos uma diferenciação tanto na parede do túbulo contornado distal quanto na parede da arteríola.

FF= RFG / FPR FF=120/600: 0. que pode ser considerada como Pressão de Filtração. A pressão oncótica no espaço de Bowman é normalmente zero. que repele os ânions. existe uma considerável pressão hidrostática (60 mmHg). a qual promove efetivamente a saída de líquidos do interior para o exterior dos capilares glomerulares .100ml/min a 1. No processo de ultrafiltração glomerular. exercida pelas proteínas existentes no interior dos tais vasos que também se opõe a filtração de líquido dos capilares glomerulares para o espaço de Bowman.2: 20% A fração de filtração (FF) é diretamente proporcional ao ritmo de filtração glomerular (RFG) e este. logo que o sangue chega da arteríola aferente. são filtrados cerca de 120ml/min. são filtrados cerca de 120-125 ml de plasma. aproximadamente. Ou seja: Pressão hidrostática no capilar glomerular (PCG) Pressão hidrostática no espaço de Bowman (PEB) Pressão oncótica no capilar glomerular (πCG) Pressão oncótica no espaço de Bowman(πEB) 60mmHg 15mmHg 28mmHg 00mmHg . O líquido filtrado que se encontra no espaço de Bowman também exerce pressão hidrostática (15 mmHg) que se opõem a filtração. Considerando que. o plasma atravessa a membrana filtrante (do glomérulo). diretamente proporcional a Pressão de ultrafiltração (Puf).300ml/min (FSR) A cada minuto. que força o sangue a fluir para frente e também contra a parede dos capilares provocando a filtração de líquido do glomérulo para o espaço de Bowman. geralmente.Aproximadamente 20%-25% do débito cardíaco fluem por minuto através dos rins. Outra pressão que não podemos deixar de mencionar é uma pressão denominada oncótica (28 mmHg) dos capilares glomerulares. Analisando as três pressões citadas acima se conclui que. A quantidade de filtrado produzida determina o ritmo de filtração glomerular (RFG). Então. A razão entre o ritmo de filtração glomerular e o fluxo plasmático renal é denominado de fração de filtração (FF). existe efetivamente uma pressão da ordem de 10 mmHg. o que corresponde a cerca de 1. a qual permite a filtração de água e solutos de pequeno tamanho e restringe a passagem de moléculas maiores. visto que a barreira tem carga negativa. sendo que o restante irá circular pelos vasos peritubulares. É permitido a passagem. de moléculas de baixo peso molecular. Conforme visto anteriormente o fluxo sanguíneo renal (FSR) é de aproximadamente 1100 a 1300ml/min. devido a ausência de proteínas no ultrafiltrado. mas. podemos dizer que 20% do volume de plasma que chega aos rins são filtrados nos glomérulos. portanto. formando o filtrado ou ultrafiltrado glomerular. Qual é o valor e como é determinada a pressão de filtração? No interior dos capilares glomerulares. O que é pressão de filtração? É a pressão efetiva que atua no sentido de forçar a passagem de líquido do interior do capilar glomerular para o espaço de Bowman. o fluxo plasmático renal (FPR) é de aproximadamente 600 a 700ml/min. íons com carga negativa são mais restringidos.

REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR e SUA REGULAÇÃO A formação da urina envolve três processos básicos: (ultra) filtração do plasma nos glomérulos. da Puf e. menos de 1% de sódio filtrado e quantidades variáveis de outros solutos são excretados na urina. Da mesma forma. • Pressão oncótica plasmática (πCG ): determinada pela concentração de proteínas plasmáticas. Por outro lado uma vasoconstrição da arteríola eferente produz um aumento da PCG. os túbulos renais modulam o volume e a composição da urina. portanto do RFG. • Pressão hidrostática do Espaço de Bowman (PEB): Pode ser alterada significativamente em casos de obstrução ureteral (a resistência ao fluxo eleva a PEB) ou quando é usado um diurético que iniba a reabsorção de sódio no túbulo proximal.PEB . • Pressão hidrostática no capilar glomerular (PCG): é alterada por modificações do tônus arteriolar. ou seja. qualquer fator que altere a pressão de filtração produz alteração no Ritmo de Filtração Glomerular. seguindo pelo ramo descendente e ascendente da Alça de Henle. Após o filtrado ter passado pelo espaço de Bowman. chegando ao túbulo distal e finalmente ao túbulo coletor. produz alteração na pressão de filtração. Uma vasoconstrição da arteríola aferente produz uma diminuição da PCG. A reabsorção tubular está relacionada à remoção de água e solutos do líquido tubular. Embora cerca de 180 litros de líquido essencialmente livre de proteínas sejam filtrados pelos glomérulos humanos por dia.PRESSÃO EFETIVA DE FILTRAÇÃO (Puf) ______ 17mmHg Puf = PCG . Pelos processos de reabsorção e secreção. portanto do ritmo de filtração glomerular. entre as quais podemos citar íons potássio e hidrogênio. em quantidades variadas. somente 1 a 2% da água. reabsorção de água e solutos do ultrafiltrado e secreção de solutos selecionados para o fluido tubular. Ao longo do sistema tubular a água e os solutos passam do lúmen tubular para os capilares peritubulares. passando primeiramente pelo túbulo proximal. A secreção tubular consiste na passagem de substâncias dos capilares peritubulares para o lúmen tubular.πCG Qualquer fator que altere qualquer uma das pressões hidrostática e oncótica. 6. da Puf e. são adicionadas ao filtrado que passa pelo sistema tubular. Os mecanismos básicos de transporte através da membrana tubular são transporte ativo primário e secundário e difusão . pelo epitélio tubular. elevando a quantidade de fluido intratubular (eleva a PEB). particularmente a albumina. Poucas substâncias são ativamente secretadas do sangue para o lúmen tubular. chega ao sistema tubular.

a reabsorção dos íons sódio e cloreto. é impermeável à água. magnésio. porém promove um bombeamento constante de íons sódio do interior para o exterior da alça. num volume já bastante reduzido. aproximadamente. neste segmento. no túbulo distal. A quantidade de íons sódio (conseqüentemente de água) no túbulo distal depende bastante do nível plasmático do hormônio aldosterona.3 TÚBULO CONTORNADO DISTAL: Neste segmento são feitos os ajustes finais na composição e volume da urina e também é realizada a maior parte da regulação por hormônios.6. Continua. Desta forma. possibilitando sua reabsorção. reabsorção de água. ou seja. 6. a membrana do ramo ascendente. Neste segmento ocorre reabsorção isotônica de mais da metade do filtrado. Ocorre também. ocorre exclusivamente no ramo fino descendente. por mecanismo de osmose. portanto. A reabsorção de NaCl faz com que um considerável volume de água. O segmento inicial do túbulo distal é relativamente impermeável à água. uréia e ácido úrico. seja também reabsorvido. o filtrado deixa o túbulo contornado proximal e atinge o segmento seguinte: a Alça de Henle. cálcio.Neste mesmo segmento ainda são reabsorvidos aproximadamente 70% de NaCl. No ramo descendente a membrana é bastante permeável à água e. reabsorve NaCl. Sua porção final responde ao hormônio antidiurético (ADH – produzido no hipotálamo e liberado pela hipófise posterior). ou seja.2 ALÇA DE HENLE Esta se divide em dois ramos: um descendente e um ascendente.1 TÚBULO CONTORNADO PROXIMAL Ao passar pelo interior deste segmento. Podem ser secretados íons hidrogênio e reabsorvidas quantidades variáveis de potássio. bicarbonato. portanto. cerca de 100% da glicose é reabsorvida através da parede tubular e retornando. na medida que retorna pelo ramo ascendente da alça de Henle torna-se novamente diluído (devido a reabsorção de solutos). ao sangue que circula no interior dos capilares peritubulares. reabsorção de 100% dos aminoácidos e das proteínas (que porventura tenham passado através da parede dos capilares glomerulares). secretado pelas glândulas supra- . na presença do ADH a membrana do túbulo distal se torna bastante permeável à água. 20% da água filtrada. exibindo permeabilidade na presença deste hormônio e impermeabilidade na sua ausência. fosfatos. 6. Por outro lado. A alça de Henle reabsorve. Essa reabsorção. ocorre. contudo. carregando consigo íons cloreto (por atração iônica). Na medida em que o filtrado for passando pelo ramo descendente da alça de Henle se torna concentrado (devido a reabsorção de água) e .

Angiotensina II: é produzida a partir da angiotensina I sob ação da enzima conversora de angiotensina. Ele inibe a reabsorção renal de sódio e água. Peptídio natriurético atrial: é produzido pelos átrios em resposta ao aumento de volume de sangue aos átrios. promovendo a conservação de cálcio no organismo. o qual estimula a reabsorção renal do íon cálcio. um aumento da natriurese e da diurese. A reabsorção de sódio depende muito do nível do hormônio aldosterona e a reabsorção de água depende do nível do ADH. Estas ações da aldosterona permitem ao organismo conservar sódio e eliminar o excesso de potássio. maior será a reabsorção de íons sódio. em resposta ao aumento da osmolaridade do plasma. como ocorre no túbulo distal. 7. A concentração sanguínea de sódio aumenta e a de potássio diminui. Estimula diretamente a reabsorção renal de sódio e. Há reabsorção de uréia e pode haver secreção de íons hidrogênio. Além disso. cloreto e água e. Este hormônio chega aos rins. Neste segmento também são encontrados receptores para o hormônio paratormônio (PTH). 6. portanto.renais. Isto causará maior reabsorção tubular de água e consequentemente. acompanhados de água. pois a aldosterona estimula a secreção renal de potássio. Estimula a reabsorção renal de cálcio e magnésio. maior também será a excreção de potássio.DEPURAÇÃO PLASMÁTICA (CLEARANCE) . consequentemente de água. e age no sistema tubular dos néfrons. estimula a secreção do hormônio aldosterona. transportado pelo sangue. 6.4 DUCTO COLETOR: Neste segmento ocorre também reabsorção de íons Na+ e Cl-.5 REGULAÇÃO HORMONAL DA REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR RENAL Hormônio antidiurético: é sintetizado pelo hipotálamo e secretado pela neurohipófise. conservação de água no organismo e diminuição da excreção de água Aldosterona: é um hormônio secretado pelo córtex das glândulas supra-renais e que estimula a reabsorção renal de sódio e a secreção renal de potássio. aumentando a permeabilidade dos túbulos distal e coletor à água. causando. Paratormônio: é um hormônios secretado pelas glândulas paratireóides em resposta a diminuição da calcemia. Quanto maior for o nível de aldosterona.

o plasma do indivíduo não fica depurado da substância.O método de depuração plasmática. o clearance desta substância e a filtração glomerular do indivíduo possuem o mesmo valor. dado em ml/min. que é totalmente reabsorvida. e relacioná-la com sua concentração plasmática. Para conhecer o clearance renal de determinada substância. 7. em miligramas por mililitro A análise do valor do clearance de diferentes substâncias depende dos vários processos de transporte que elas podem sofrer em suas passagens ao longo do néfron. o volume de plasma depurado desta substância corresponde. No caso de substâncias que são. 7. sua carga filtrada será igual à sua carga excretada. Neste caso. portanto. pois a carga filtrada da substância vai aumentando e a reabsorção dela permanece constante (no nível máximo de capacidade de reabsorção tubular). U x V mg/ml x ml/min C = ________________ = ___________________ = ml/min P Onde: C= depuração plasmática da substância. em miligramas por mililitro V= fluxo urinário. também denominado clearance.1 Substância não reabsorvida nem secretada pelos túbulos renais: Quando a substância. sua reabsorção pode ser limitada caso seu mecanismo de transporte tubular saturar. a carga excretada destas é zero e a concentração urinária é nula. Como não ocorre excreção urinária da substância. indica o volume virtual de plasma que é depurado de certa substância por minuto. iniciará o processo de depuração plasmática da substáncia. a substância não será totalmente reabsorvida e aparecerá então. Caso a substância. depois de filtrada. em mililitros por minuto U= concentração urinária da substância. basta medir a quantidade absoluta da substância excretada na urina por minuto. ou seja. pois. normalmente. na urina. elas apresentam um clearance menor que o de substâncias que são apenas filtradas. pois voltam. Exemplo: glicose. Nesse caso. não apresentando reabsorção nem secreção tubular. for totalmente eliminada na urina. Exemplo: inulina (substância exógena). ao ritmo de filtração glomerular do indivíduo. todo plasma filtrado fica depurado da substância.2 Substância reabsorvida pelo túbulo renais: No caso das substâncias que são totalmente reabsorvidas pelos túbulos renais. Assim. apresente um mecanismo de reabsorção que envolve um carregador. em mililitros por minuto P= concentração plasmática da substância. mg/ml . A carga filtrada da substância é totalmente reabsorvida e volta ao plasma. que vai aumentando conforme aumenta a concentração da substância no plasma. como acontece no caso de aumento de sua concentração plasmática . o clearance da substância é zero. reabsorvidas parcialmente.

Exemplo: sódio.em parte. Diariamente produzimos cerca de 1. difusão pela pele. 5. ao sangue após serem filtradas. Para estas substâncias a carga filtrada é maior que sua carga excretada. 7.1 EXCREÇÃO DE URINA DILUÍDA: o rim continua a reabsorver solutos enquanto deixa de reabsorver grandes quantidades de água. Como? . que são excretados do organismo eliminando catabólitos. 2⇒ O líquido (isotônico) flui pelo ramo descendente da alça de Henle. o clearance dela corresponde ao fluxo plasmático renal do indíviduo.REGULAÇÃO DE VOLUME E DA OSMOLARIDADE DO FLUIDO EXTRACELULAR A osmolaridade do fluido extracelular-plasma é mantida entre os valores de 275 a 290mOsm/L. Exemplo: potássio. com o objetivo de manter as devidas concentrações dos solutos e volume total de líquidos corporais. Dependendo da ingestão de água (líquidos e alimentos) e das perdas por sudorese. na medida que vai ascendendo para a região cortical (100mOsm/l). os rins formam urina em maior ou menor volume. respiração e pelas fezes. onde ocorre reabsorção de água⇒ acontece o aumento da osmolaridade do fluido tubular na medida que alcança a medula interna (equilíbrio com o interstício).2 EXCREÇÃO DE URINA CONCENTRADA: o rim continua a excretar solutos enquanto aumenta a reabsorção de grandes quantidades de água. pois o rim não pode depurar mais plasma do que o total que circula por ele. Substâncias que são secretadas através dos túbulos renais podem apresentar clearance maior do que o valor da filtração glomerular do indivíduo. Este é o valor máximo de clearance de uma substância. 4⇒ O líquido (hipotônico) flui pelo túbulo distal. 8. 8.3 Substância secretada pelos túbulos renais: No caso em que a substância. onde a reabsorção de sódio continua. associada a alto fluxo urinário. A concentração e diluição urinária são processos regulados por hormônio. Como? 1⇒ Ocorre fluxo de líquido tubular pelo túbulo proximal (osmolaridade 300mOsm/l) – ocorre reabsorção isotônica.No caso de AUSÊNCIA DE ADH: a reabsorção de água no túbulo distal é menor e o fluido que segue para o ducto coleto é diluído ⇒ urina diluída (baixa osmolaridade urinária). 3⇒ Na medida que o líquido tubular flui pelo ramo ascendente espesso da alça de Henle acontece a reabsorção de sódio e cloreto⇒ diminuição da osmolaridade do fluido tubular. íons e água. sendo o íon sódio o determinador principal dessa variável. 8.5 litro de urina. além de filtrada for totalmente secretada pelos túbulos. menos ou mais concentrada. considerando ser ele o íon mais abundante do LEC.

CORREÇÃO RENAL DA ACIDOSE: Reabsorção total de íons bicarbonato Excreção aumentada de íons hidrogênio CORREÇÃO RENAL DA ALCALOSE: Diminuição da secreção tubular de íons hidrogênio Aumento da excreção de íons bicarbonato 10. associada a baixo fluxo urinário. 5.1⇒ Ocorre fluxo de líquido tubular pelo túbulo proximal (osmolaridade 300mOsm/l) – ocorre reabsorção isotônica. o fluido que segue para o ducto coletor é concentrado ⇒ urina concentrada (alta osmolaridade urinária). 2⇒ O líquido (isotônico) flui pelo ramo descendente da alça de Henle. onde a reabsorção de sódio continua. 3⇒ Na medida que o líquido tubular flui pelo ramo ascendente espesso da alça de Henle acontece a reabsorção de sódio e cloreto⇒ diminuição da osmolaridade do fluido tubular. geralmente encontra-se em valores entre 5.0.MICÇÃO É o ato de esvaziamento da bexiga urinária – urinação. na medida que vai ascendendo para a região cortical (100mOsm/l). 4⇒ O líquido (hipotônico) flui pelo túbulo distal. onde ocorre reabsorção de água⇒ acontece o aumento da osmolaridade do fluido tubular na medida que alcança a medula interna (equilíbrio com o interstício).0.No caso de PRESENÇA DE ADH: a reabsorção de água no túbulo distal é estimula e aumenta conforme a concentração de ADH no sangue. 9 -PARTICIPAÇÃO DA MANUTENÇÃO DO pH O pH da urina pode variar de 4.5 até 8.0 e 7. Enchimento da bexiga ⇓ Excitação de receptores de estiramento na parede da bexiga ⇓ Sinais neurais são transmitidos para a medula espinhal e encéfalo ⇓ São inibidos durante o⇒ Sinais neurais eferentes são transmitidos por fibras enchimento da bexiga parassimpáticas até a bexiga . Normalmente acontece quando for conveniente e socialmente aceitável. entretanto.

Isto pode ser considerado normal? Como você explica o fato ocorrido? . aparece um desejo imperioso de urinar. impedem a passagem da urina e. aos 600 a 800mL . b) Calcule a Fração de filtração 2. conseqüentemente a micção.Considere que um indivíduo apresente um clearance de glicose de 5ml/min.(excitação do parassimpático e inibição do simpático) ⇓ Contração muscular (m. as contrações são violentas e dolorosas. Sinais transmitidos por fibras nervosas simpáticas provocam o relaxamento do músculo detrusor e fechamento do esfíncter interno. detrusor) ⇓ Aumenta a pressão vesical Abertura do esfíncter interno ⇓ Abertura do esfíncter externo (controle voluntário) ⇓ A contração dos músculos abdominais ⇒ Micção e o abaixamento do diafragma favorecem o processo de eliminação da urina • • • Sinais inibitórios do encéfalo ao esfíncter externo. b) É possível calcular o Ritmo de filtração glomerular a partir destes valores? Explique por que. QUESTÕES PARA ESTUDO 1. A primeira sensação de desejo de urinar aparece com 150 mL a 200mL de urina na bexiga. ao chegar aos 300 a 400mL. um fluxo plasmático renal (FPR) de 600ml/min e as seguintes concentrações de inulina -concentração plasmática (P) de inulina= 10mg% -concentração urinária (U)= 600mg% Calcule: a) Clearance da inulina.Um indivíduo possui um fluxo urinário (V) de 2 ml/min.

Suponhamos que um indivíduo tenha ingerido grande quantidade de água (mais de 1 litro) no início da manhã.Se uma substância apresentar clearance zero.Explique o efeito da PTH e do peptídio natriurético atrial sobre a função renal.Justifique a importância do mecanismo de concentração urinária.3. 10.Um indivíduo parou de ingerir qualquer tipo de líquido às 20horas. 9. 13. 4.Se a carga filtrada de uma substância for maior do que sua carga excretada. às 9horas da manhã acordou. .Explique o reflexo de micção.O uso de diurético produz aumento do fluxo urinário e perda de líquido (além de eletrólitos).Qual é a função dos néfrons? Quais são as funções dos rins? 14-Sobre a ingestão e perda diária de água: a)quais são as principais fontes de água? b)quais são as perdas de água consideradas insensíveis? c)Um indivíduo que sofre uma queimadura extensa corre sério risco de sofrer desidratação. 12. 5. Como você explica o fato? 7. 11. Explique por que esse recurso é utilizado como mecanismo redutor da PA. 8.Qual é normalmente o valor do pH urinário e explique o que acontece com o pH da urina quando o indivíduo apresentar uma acidose metabólica. podemos dizer que esta substância foi totalmente reabsorvida? Justifique. foi ao banheiro e eliminou uma urina concentrada. No outro dia. Como você explica o valor de clearance obtido. Explique por que. com osmolaridade de 900mOsm/litro.Considere que um indivíduo apresenta um RFG de 125ml/min e um clearance de potássio de 140 ml/min. Explique o fenômeno fisiológico ocorrido. considerando que ele foi maior que o valor do RFG. Logo após começou a produzir grande quantidade de urina e a osmolaridade urinária não passou de 80 mOsm/litro. podemos concluir que: 6.

principalmente se realizamos alguma atividade física. e)Nos dias muito quentes sentimos muita sede. Por que? . Explique por que.d)A diarréia também pode ser considerada um fator de risco para a perfeita manutenção de líquidos corporais.

6.. Fisiologia Humana de Houssay. DAVIES. Princípios de Fisiologia. A. 5.. R. JOHNSON.. 2000. C. A. B. Editora Guanabara Koogan.. . Editora Guanabara.ed. L. Tratado de Fisiologia Médica. 1999.G.T. Fisiologia. ed.. C.. 9. Fundamentos de Guyton Tratado de Fisiologia Médica. 2002. SBC. 10ª ed.ed. Ed. M. 2004.. GUYTON. Fisiologia Humana e Mecanismos das Doenças. Guanabara-Koogan. 2002. 1993. WEST. 2003. 7. Fisiologia Humana. John E.. Prence-Hall do Brasil Ltda. 1999-2000. Editora Guanabara Koogan. J. Guanabara Koogan. SBH. BERNE. KIDD. & COLS. Guanabara. Ed. Arthur. Ed. Fundamentos de Fisiologia Médica. GUYTON. A.. e DESPOPOULOS.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AIRES. Ed. 1996.C. A. GANONG. A. F. e HALL. 1985.. M. LEVY. M... Editora Artmed. Ed. 2. Fisiologia Humana.ed. N.ed. Ed. Guanabara Koogan.N. CINGOLANI.. BERNE.ed. 3. 1989. 6.E. H.1997. GUYTON. 2.B. GUYTON.ed. M. W. Fisiologia Básica. Guanabara.H. Atheneu. A. Fisiologia Médica 15. SBN. M.C. 1998. Rio de Janeiro. E. AIRES.. Fisiologia. Editora Robe Editorial Ltda. LEVY.. Guanabara Koogan.ed. Patologia e Clínica. Ed. Ed. M.. C. 2006. VERRASTRO.ed. V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão arterial. 11. Ed. DOUGLAS. R. M. Fisiologia Texto e Atlas.1998. Tratado de Fisiologia Aplicada à Ciência da Saúde. HALL. Best & Taylor As Bases Fisiológicas da Prática Médica. S. Editora Artmed. J. Fisiologia. SILBERNAGL.. Artmed..ed. ed. M. Ed.1991. HOUSSAY A. Guanabara-Koogan. 1985.Hematologia e Hemoterapia Fundamentos de Morfologia. 4.C. R. R. BLAKELEY.

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