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Índice

Da imigração à emigração .............................................................................................................1 Exercícios............................................................................................................................................2 Gabarito.............................................................................................................................................3 Guerra multiplica tragédia na África.............................................................................................4 Exercícios............................................................................................................................................5 Gabarito.............................................................................................................................................6

os efeitos da Grande Depressão e mudanças políticas fizeram diminuir as ondas migratórias. a sobrevivência dos imigrantes por um ano. podendo plantar para sua subsistência. diante da instabilidade político-econômica. Os emigrantes do presente levam essa mesma esperança. para a grande lavoura de exportação. o aumento demográfico. que ainda cobrava juros. Por isso a imigração voltou-se. Portugueses foram mais numerosos no Rio de Janeiro. espanhóis e depois japoneses. recentemente. alemães. Estes recebiam um pagamento fixo. dedicaram-se à criação e ao cultivo e instalaram oficinas e indústrias. mas a maioria pretende melhorar de vida e retornar. Texto publicado no Caderno Fovest. pois a terra só poderia ser obtida pela compra. No Sul. coerente com sua política nacionalista. principalmente. cujas bagagens trouxeram a esperança de um futuro melhor. novos fluxos dirigiram-se ao Brasil. portanto. que também passou a “exportar” trabalhadores. No século 20. vem resgatando parte da história de São Paulo e dos imigrantes do passado. acrescido de uma parte variável de acordo com a produtividade. chineses e coreanos. que escolheram a América como destino. Getúlio Vargas impôs limites à entrada de estrangeiros. era intensa a demanda por mão-de-obra para a cafeicultura em expansão no Oeste paulista. chegaram a São Paulo de trem. Italianos. Cabia ao estrangeiro cultivar pés de café e dividir os lucros da produção. judeus. inaugurado em 98. a imigração relacionou-se a planos de colonização baseados na pequena propriedade. muitos brasileiros têm deixado o país à procura de emprego. A vinda de europeus atendia. e não mais pela doação. poloneses e austríacos. A partir da década de 30. Maria Odette Simão Brancatelli e Cinília T. No Brasil Império. Contudo. Se hoje o caso dos dekasseguis no Japão e de brasileiros – clandestinos ou não – nos EUA e Europa ocupa espaço nos jornais. Gisondi Omaki são professoras de História do Colégio Bandeirantes. por exemplo.Da imigração à emigração Nos últimos anos. Na Europa da segunda metade do século 19. O governo custeava as despesas de transporte e o fazendeiro. Nos últimos tempos. também contribuindo para a ocupação territorial e o “branqueamento da raça”. a essa necessidade. numa época em que tráfico negreiro fora proibido. percorreram quase o mesmo caminho: deixaram suas pátrias. no século passado e no início deste foi diferente: o Brasil era grande pólo de atração populacional. em São Paulo. 1 . desembarcaram no porto de Santos. a América seduzia com a promessa de trabalho e de terras. passaram alguns dias na Hospedaria dos Imigrantes e seguiram para as grandes fazendas de café no interior do Estado. italianos. Folha de São Paulo. destacando-se no comércio e na indústria. Enquanto a miséria. Maus tratos e o crescente endividamento causaram protestos e o fracasso do sistema. 10/12/1999. dentre outros. além do sonho de riqueza fácil. Italianos. o desemprego e o difícil acesso à propriedade fundiária provocavam a saída da Europa. Passou-se então à imigração subvencionada pelo Estado. sírio-libaneses e. Para alguns a mudança é definitiva. os imigrantes transformaram a vida urbana. no qual as despesas de transporte e instalação do imigrante eram financiadas pelo fazendeiro. as mudanças decorrentes da industrialização e os problemas causados pelas unificações italiana e alemã geraram milhares de “deserdados”. O senador Vergueiro iniciou o sistema de parceria. O Memorial do Imigrante. a Lei de Terras de 1850 dificultou o acesso de imigrantes à propriedade.

03. às políticas militares. II. os alemães e os poloneses concentram-se na região sul do país. onde se instalaram no final do século XIX. oriundos da África são mais numerosos no nordeste. 02. c. mas a qualidade da mão-de-obra era precária. I e II apenas. porque: a. o choque cultural e dificuldades climáticas inviabilizaram a imigração. primeira grande área de atração populacional do Brasil. b. dívidas. com o declínio da produção cafeeira. concentram-se em São Paulo e no Pará. e. isolamento e a Lei de terras tornaram quase impossível o acesso à terra e prosperidade. maus-tratos. b. a partir de 1908. c. (Cesgranrio-RJ) A imigração estrangeira teve um papel importante na formação da estrutura populacional do Brasil. a uma política oficial e deliberada de povoamento. e. c. chegando. à política oficial de povoamento baseada nos contratos de parceria como forma de estabelecer mão-de-obra assalariada nas áreas de agricultura de subsistência e de exportação. em grande parte. e.. dedicando-se. d.) é preferível estar numa prisão na Itália do que numa fazenda aqui. II e III apenas. a falta de uma experiência capitalista anterior pelos imigrantes impedia a formação de uma poupança. eslavos. a imigração européia para o Brasil foi um processo ligado: a. japoneses. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): a. (Mackenzie-SP) “Aqueles que estão bem na Itália. I apenas. João VI. b. II e III. desejosa de fixar contingentes brancos em áreas estratégicas e atender grupos de proprietários na obtenção de mão-de-obra. Brava Gente O trecho da carta de um imigrante revela como era difícil “fazer a América” no Brasil.. como vocês meus filhos. o que explica em boa parte. estabelecidas desde D. os italianos. a predominância de brancos entre a população sulista. digo-lhes isto como pai (. nesse último estado à agricultura da pimenta-do-reino. d. negros. d. I e III apenas. a uma política organizada pelos abolicionistas para substituir paulatinamente a mão-de-obra escrava das regiões cafeeiras e evitar a escravização em novas áreas de povoamento no sul do país. o imigrante desempregado vivia em péssima situação social. pode-se afirmar que os: I. III. para a ocupação das fronteiras do sul e para a constituição de propriedades de criação de gado destinadas à exportação de charque. 2 . não devem deixá-la. baseado em minifúndios. Sobre esse fluxo migratório.) não acreditem naqueles que falam bem da América (. à política do partido liberal para atrair novos grupos europeus para as áreas agrícolas e implantar um meio alternativo de produção. a propaganda feita pelo governo e agenciadores era correta e cumpria as promessas feitas... (Fuvest-SP) No século 19. I.” Zuleika Alvim.Exercícios 01.

b 03. a 02. a 3 .Gabarito 01.

A vitória do MPLA nas eleições de 92 não foi aceita pela Unita. mas pouco ouvidas. auxiliadas pelos EUA e África do Sul. partidos políticos e ações armadas para alcançar a independência. matérias-primas e escravos. embora a Frelimo tivesse abandonado o marxismo. confrontaram-se três grupos guerrilheiros de ideologias e etnias diferentes: MPLA. apesar de reconhecida por vários países. rico em petróleo. São Tomé e Príncipe. O fracasso de sucessivos acordos de paz só fez aumentar o atraso e a desorganização. temendo que o radicalismo das lutas favorecesse a ampliação do bloco socialista. Maria Odette Simão Brancatelli e Cinília T. legitimado pela “missão civilizadora ” do homem branco. a África é cenário de violações dos direitos humanos. Gisondi Omaki são professoras de história do Colégio Bandeirantes. onde se desencadearam guerras civis. antigo Congo Belga). Moçambique e Angola começavam as lutas de libertação. interesses econômicos nortearam a exploração do continente: metais preciosos. As guerras em Moçambique. Fronteiras retilíneas separaram grupos e aglutinaram rivais. resultantes de sua própria história e de séculos de dominação. Em Moçambique. atualmente. os conflitos continuaram. reforçadas pela marginalização social e estagnação econômica. Angola e na África Central confirmam essa afirmação. na África Central. ignorando a diversidade étnico-cultural do continente. enfrentando a oposição da anticomunista Renamo. apoiado por Cuba e URSS. Apesar da diversidade. em plena Guerra Fria. Os embates entre hutus e tutsis. outras tensões étnico-tribais explodiram. nos quais as rivalidades persistiram. proposto após a Segunda Guerra. Portugal foi a última resistência à dissolução do colonialismo formal. socialista. em Guiné Bissau. desenvolveu-se um novo colonialismo. Cabo Verde. Nos anos 60. Texto publicado no Caderno Fovest. Os EUA apoiaram a descolonização. minérios e produtos agrícolas. FNLA (dissolvida no fim dos anos 70) e Unita. Na Conferência de Berlim (1884-85). forjou-se uma certa unidade desses povos. milhões de refugiados e vítimas das minas terrestres e das guerras civis anseiam por uma paz permanente. de alinhamento pró-ocidental. As elites coloniais comandaram o processo. A queda do salazarismo e a redemocratização levaram ao reconhecimento da independência das colônias africanas em 75. 4 . acentuando os problemas. Com o fim da Guerra Fria. que organizaram movimentos culturais.Guerra multiplica tragédia na África O pan-africanismo (veja glossário). Com a Segunda Revolução Industrial. denunciadas pela Anistia Internacional. Não despertando os mesmos interesses do passado. Burundi e República Democrática do Congo (ex-Zaire. A partir da expansão marítima européia. No passado. formando dezenas de países após 1950. diamantes. 08/10/1999. Em Angola. Forças do governo e rebeldes ainda combatem pelo controle de áreas do território. as potências imperialistas fragmentaram a África. Folha de São Paulo. criaram um quadro de massacres e instabilidade política em Ruanda. a socialista Frelimo assumiu o poder. influenciadas pelo modelo soviético. esbarrou na existência de várias “Áfricas”. Nos anos 90. tendo o tráfico negreiro estimulado disputas intertribais preexistentes. milhões foram arrancados de suas terras e trazidos para a América como escravos.

Glossário Pan-africanismo . c. exploração e a subjugação de africanos e asiáticos. Renamo . e. dirigente de Gana. defendido pelo nacionalista queniano Jomo Queniata e por Kwame Nhkrumah. servindo de respaldo ideológico. FNLA . e. MPLA . dominação e a aniquilação dos povos pré-colombianos.projeto de união de todas as nações africanas. d. para justificar a: a. 02. a ‘missão civilizadora’ dos povos brancos utilizou-se das ciências da época para provar sua superioridade.Movimento Popular pela Libertação de Angola. b. os países do Terceiro Mundo passaram a se organizar como “não-alinhados” na Conferência de Bandung na Indonésia. liderada por Holden Roberto. Unita . os norte-americanos passaram a participar desses processos de descolonização. destacando-se a biologia e a etnografia..Frente de Libertação de Moçambique. fundado em 1956 por Agostinho Neto. lutando em alguns casos por formas políticas de dominação neocolonial. 5 .Resistência Nacional Moçambicana. (.. ação colonizadora das missões jesuíticas nas colônias. comandada por Jonas Savimbi. b. levou dezenas de nações à independência política. no século 19. (PUC-Campinas) “.. Frelimo . a independência política dos países afro-asiáticos levou à integração das minorias étnicas e religiosas. reação dos americanos à política colonialista da Inglaterra.União Nacional pela Independência Total de Angola. o nacionalismo dos anos 50 e 60. (FGV-SP) Sobre os processos de descolonização da África e da Ásia após a Segunda Guerra. não se pode afirmar que: a.) teorias proclamavam a desigualdade dos homens e das raças como lei irrevogável. c.” O texto contém elementos que.. reforçando a luta anticolonialista. expulsão dos povos árabes do mar Mediterrâneo. Exercícios 01.. foram utilizados pelos europeus. fundada em 1962 por Eduardo Mondlane. d. juntamente com o declínio da hegemonia européia. as colônias portuguesas foram algumas das últimas a conseguirem a independência..Frente Nacional de Libertação de Angola.

enquanto elites multinacionais exploram suas riquezas. da Tanzânia. ex-Tanganica. Burundi ou Zaire? Um novo vírus devastador. b.. d 02. b 6 . com a participação de forças externas ao continente. há dois anos ? Qual será a próxima mazela no cardápio da África subsaariana ? (. do Zaire. c 04. os inúmeros conflitos que aconteceram na África nos últimos 30 anos. c. exceto: a. d. que acabou com o interesse das potências em auxiliá-los.. e. b. 04. Seqüestrado e assassinado em 1961. o processo de descolonização. (Mackenzie-SP) “Milicianos hutus e tutsis massacrando-se aos milhares em Ruanda. Sua vida e luta estão diretamente vinculadas à independência: a. (FGV-SP) Antes de Mandela.03. de Angola. da Nigéria. a falência dos Estados africanos e o fim da Guerra Fria.. a liderança política africana mais conhecida no mundo. que não respeitou as características culturais do continente. a multiplicação de conflitos intertribais. o abandono dos sentimentos nacionalistas e das lutas entre tribos rivais. ex-Congo Belga. como fez o Ebola no Zaire. Gabarito 01. são documentos importantes também para a compreensão da situação do negro na África neste século..) O Zaire é cada vez menos um Estado e cada vez mais uma expressão geográfica herdada do colonialismo. do Sudão. seus pronunciamentos e versos. de profundo caráter anticolonialista. que arranca centenas de vidas a cada dia.” Jayme Brener A situação de instabilidade política no continente africano é o resultado de diversos fatores históricos. c. e. d. c 03. certamente foi Lumumba.