You are on page 1of 2

A VANGUARDA EUROPEIA

 No século XX a Europa suportou a herança do final do século XIX, caracterizada por duas situações opostas, mas complementares: a) A euforia exagerada diante do progresso industrial e dos avanços tecnológicos e científicos (eletricidade, por exemplo) b) As conseqüências desse avanço no processo burguês – industrial: Uma disputa cada vez mais acirrada pelo domínio dos mercados fornecedores e consumidores, que resultaria na IGM.  Assim, contrastando com o clima eufórico da burguesia, também vamos encontrar o pessimismo característico do fim do século XIX.  Há uma efervescência artística favorecendo o aparecimento de varias tendências preocupadas com uma nova interpretação da realidade. São os vários “- ismos”, chamados Vanguarda Européia, responsável por uma verdadeira inundação de manifestos escritos entre 1909 – 1924, ou seja, durante a Guerra e nos anos imediatamente anteriores e posteriores.  A vanguarda passou a ser empregada para designar aqueles que, no campo das artes e das ideias, estavam à frente de seu tempo. Passou a definir artistas e intelectuais que, não satisfeitos com o que então se produzia, buscaram novas formas de expressão tanto na linguagem como na composição. #’ Futurismo (Itália)     Primeiro manifesto publicado 20/02/1909, por Filippo Tommaro Marinetti. Pontos fundamentais: Exaltação da vida moderna, da máquina, da eletricidade, do automóvel, da velocidade e uma inevitável ruptura com os modelos do passado. Pinturas cheias de movimento e dinamismo Em 1912, surge o Manifesto Técnico da Literatura Futurista, propondo: - Destruição da sintaxe, dispondo os substantivos ao acaso; - Uso de símbolos matemáticos e musicais; - Menosprezo pelo adjetivo, pelo advérbio e pela pontuação. Os seguidores do futurismo no Brasil aceitavam as ideias artísticas de Marinetti, mas repudiavam seu posicionamento político: Fascista (De Mussolini) O Futurismo passou a designar qualquer postura inovadora na arte.

 

#’ Expressionismo (Alemanha)     Surgiu em 1910, preocupada com as manifestações do mundo interior e com uma forma de expressá-las. Expressão ou materialização, numa tela ou folha de papel, de imagens nascidas em nosso mundo interior, pouco importando os conceitos então vigentes de belo e feio. Mais afetados pelo sofrimento humano do que pelo triunfo – subjetivismo. Na pintura temos Van Gogh, Cézanne e Gauguin (Destorce a imagem para expressar a visão do artista)

#’ Cubismo (França)       Desenvolveu-se, inicialmente, na pintura, com Pablo Picasso, valorizando as formas geométricas. Surgiu em 1907 A proposta cubista centrava-se na liberdade que o artista deveria ter para decompor e recompor a realidade. “O trabalho do artista não é cópia nem ilustração do mundo real, mas um acréscimo novo e autônomo.”- “A arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade” (Pablo Picasso) Na literatura, seu 1º manifesto foi assinado por Guillaume Appolinaire e publicado em 1913. A poesia concreta (exemplo na pág. 572) é exemplo cubista da década de 60.

Palavras em liberdade, invenção de palavras, destruição das sintaxes, criando um texto marcado pelos substantivos soltos; jogados aparentemente de forma anárquica, e pelo menosprezo por verbos, adjetivos e pontuação. Utilização de verso livre e negação da estrofe, da rima e da harmonia.

#’ Dadaísmo (França e Alemanha)  Criado a partir do clima de instabilidade, medo e revolta provocado pela guerra, o movimento dada pretendia ser uma resposta à nítida decadência da civilização representada pelo conflito. Dessa postura provêm a irreverência, o deboche, a agressividade e o ilogismo dos textos e manifestações dadaístas. O cultivo da arte não passava de hipocrisia e presunção. Por isso, adotaram procedimentos que tinham em vista ridicularizá-la, agredi-la, destruí-la. Predominavam palhaçadas, declamações absurdas, exposições inusitadas, além dos espetáculos – relâmpago que faziam de improviso nas ruas, em meio a urros, vaias, gritos, palavrões e à total incompreensão da platéia. Na literatura, o Dadaísmo caracteriza-se pela agressividade, pela improvisação, pela desordem, pela rejeição a todo tipo de racionalização e equilíbrio, pela livre associação de palavras e pela invenção de palavras. A orientação é anarquista e niilista.

   

#’ Surrealismo (França)   As experiências criadoras automáticas e o imaginário extraído do sonho. A importância do mundo interior do ser humano, as zonas desconhecidas ou pouco conhecidas da mente humana. Encaravam o inconsciente, o subconsciente e a intuição como fontes inesgotáveis e superiores de conhecimento do homem, pondo, assim, em segundo plano o pensamento sensível, racional e consciente. O sonho, na concepção de Freud, é a manifestação das zonas ocultas da mente, o inconsciente e o subconsciente. Os surrealistas pretendiam criar uma arte livre da razão, que correspondesse à transferência direta das imagens artísticas do inconsciente para a tela ou para o papel, uma arte produzida num estado de consciência em que o artista estaria “sonhando acordado”.