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II Encontro de História do Império Brasileiro 
 

Culturas e Sociabilidades:  Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas 
 

      PROMOÇÃO:          APOIO:   
    PPGH  UFPI    CCS  UFMA         

 

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA  Reitor: Rômulo Soares Polari  Vice‐Reitora: Maria Yara Campos Matos  PRÓ‐REITORIA DE PÓS‐GRADUAÇÃO E PESQUISA  Pró‐Reitor: Isac Almeida de Medeiros  CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES  Diretora: Maria Aparecida Ramos  Vice‐Diretor: Ariosvaldo da Silva Diniz  PROGRAMA DE PÓS‐GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA  Coordenador: Raimundo Barroso Cordeiro Jr.  Vice‐Coordenador: Elio Chaves Flores  Sítio Eletrônico: <http://www.cchla.ufpb.br/ppgh/>  E‐Mail: <ppgh@cchla.ufpb.br> ‐ Fone/ Fax: + 55 (83) 3216‐7915 

 
COMISSÃO ORGANIZADORA  Antonio Carlos  Ferreira Pinheiro ‐ PPGH/PPGE/UFPB  Carla Mary S. Oliveira ‐ PPGH/UFPB  Cláudia Engler Cury ‐ PPGH/PPGE/UFPB  Fabiana Sena ‐ PPGL/UFPB  Mauricéia Ananias ‐ PPGE/UFPB  Solange Pereira da Rocha ‐ PPGH/UFPB  COMISSÃO DE EDITORAÇÃO  Carla Mary S. Oliveira ‐ PPGH/UFPB  Jean Carlo Carvalho ‐ PPGE/UFPB  Surya Aaronovich Pombo de Barros ‐ CE/UFPB  Cristiano Ferronato ‐ doutorando PPGE/UFPB  SECRETARIA  Cinthia Cecília de Lima ‐ graduanda em História/ UFPB  Thiago Oliveira de Souza ‐ graduado em História/ UFPB  Wilson José Félix Xavier ‐ mestre PPGE/UFPB  COMITÊ DE APOIO  Surya Aaronovich Pombo de Barros ‐ CE/UFPB  Cristiano Ferronato ‐ doutorando PPGE/UFPB  Itacyara Viana Miranda ‐ mestranda PPGH/UFPB  Mariana Marques Teixeira ‐ mestranda PPGE/UFPB  Solange Mouzinho Alves ‐ graduanda em História/ UFPB  COMITÊ CIENTÍFICO  Alômia Abrantes (UEPB)  Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas (UFS)  Antônio de Pádua Lopes Carvalho (UFPI)  Edson Hely Silva (UFPE)  Eduardo França Paiva (UFMG)  Iranilson Buriti de Oliveira (UFCG)  João Azevedo Fernandes (UFPB)  Juciene Ricarte Apolinário (UFCG)  Luciano Mendonça de Lima (UFCG)  Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB)  Socorro de Fátima Pacífico Barbosa (UFPB)  MONITORES  Almair Morais de Sá  Camila Araújo  Carla Karinne Santana Oliveira  Francisco Klenilto  Germana Guimarães Gomes  Henry Tavares  Inácio Luiz  Isabela Bezerra  Isabelle Cristine de Almeida Souza  Jerliany Daise Monteiro dos Santos  Jéssica Sá  José Marcos  Josivan Júnior  Juliana Barros Mendonça  Lis Meira  Louise Michele  Lucian Souza da Silva  Maday de Souza Morais  Maíra Rodrigues  Márcio Macêdo Moreira  Maria José  Matheus Silveira Guimarães  Michelle Lima da Silva  Natália Araujo da Silva  Paulo Sérgio da S. Cruz  Roberta Maria Aguiar do Nascimento  Sahara Rachel  Sandra Monteiro  Sulen de Andrade Silva 

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CADERNO DE RESUMOS 
    II Encontro de História do Império Brasileiro 
  Culturas e Sociabilidades:  Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas 
             

 
João Pessoa – PB  2010 
 
 

 

    Dados de Catalogação na Publicação  Biblioteca Central ‐ UFPB ‐ Universidade Federal da Paraíba                          E56c    Encontro de História do Império Brasileiro (2: 2010: João Pessoa ‐ PB).  A violação dos direitos autorais (Lei nº 9.  de qualquer forma ou por qualquer meio. Oliveira  Ilustração das Páginas: Detalhes de desenhos de Hercules Florence  Revisão: Carla Mary S. Carla Mary S.3 Copyright © 2010 ‐ PPGH‐UFPB  ISBN 978‐85‐7745‐618‐5      Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica: Carla Mary S. 3.    TODOS OS DIREITOS RESERVADOS    É proibida a reprodução total ou parcial.              Efetuado o Depósito Legal na Biblioteca Nacional.994. de 14 de dezembro de 2004. ‐ João Pessoa: Editora Universitária/ UFPB.  . Identidades e   Práticas Educativas”.    1. Oliveira & Cristiano Ferronato. I ‐ Universidade Federal da  da Paraíba.       Caderno de Resumos: II Encontro de História do Império Brasileiro:  “Culturas e Sociabilidades: Políticas. II ‐ Título.  conforme a Lei nº 10. Brasil ‐ História do Império Brasileiro. Jean Carlo de Carvalho Costa  (organiza‐  dores). Oliveira. Diversidades.610/1998)  é crime estabelecido no artigo 184 do Código Penal.        ISBN 978‐85‐7745‐618‐5      175 p.      UFPB / BC                                                                                                                    CDU 981      O CONTEÚDO E REDAÇÃO DOS RESUMOS AQUI REUNIDOS  É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. Historiografia do Império ‐ Congres‐  sos. 2010. História do Brasil ‐ Congressos. 2. Surya   Aaronovich Pombo de Barros. Cristiano Ferronato.

........................................................................................................................................................................    Eixo Temático 8   Intolerância e Violência ...    RESUMOS    Minicursos    Relatos de Pesquisas na Paraíba oitocentista: sociedade e cultura ......    Trilhando caminhos: uma perspectiva metodológica para o uso das fontes na História da Educação ..................    Eixo Temático 1  Instrução e Culturas Escolares .............................    Eixo Temático 5   Arte...............................    Eixo Temático 3   Imprensa.................. mulheres.................................................................................................................    Eixo Temático 2  Culturas Políticas e Construção do Estado Nacional ...........................4     SUMÁRIO    Apresentação ................ Festas.............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................    Eixo Temático 7   Cidades.................................................................................. Vida Cotidiana e Religiosidades .........    Eixo Temático 4   Sociedade Escravista: escravizados...........................................    Eixo Temático 6   Viajantes e Povos Indígenas .............    Eixo Temático 9   Sociabilidades Femininas e Infância ... Territorialidades e Fronteiras ...................................................................................................................    1            3    4    5    29    59    77    126    143    153    163    166      ...................................................................... homens livres pobres ............................................................................... Impressos e Práticas de Leitura .............

 em parceria com outros programas de pós‐graduação.1  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. em 2010.   Assim.    João Pessoa.  a  organização  do  evento  estabeleceu  uma  parceria  com  o  Programa  de  Cooperação  Acadêmica  Novas  Fronteiras  da  Capes  (PROCAD‐NF  n. novembro de 2010. Diversidades. Diversidades. foi o de reunir pesquisadores das regiões Norte e Nordeste e das demais  regiões  do  Brasil  para  discutir  as  pesquisas  desenvolvidas  com  o  recorte  temporal  do  oitocentos.  A Comissão Organizadora.    .  ambos  vinculados  ao  Programa  de  Pós‐Graduação  em  História  da  Universidade  Federal da Paraíba.  decidimos  concentrar  as  discussões  a  partir  do  tema  geral  “Culturas e Sociabilidades: Políticas.  As  repercussões  do  referido  evento  e  sua  grande  aceitação  por  parte  da  comunidade  acadêmica  nos  fizeram investir nesta segunda edição. Identidades e Práticas Educativas”.  no  sentido  de  juntos  realizarmos  o  I  Simpósio  Patrimônios  –  Conexões  Históricas. naquela ocasião. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas         APRESENTAÇÃO    Em 2008 realizamos em João Pessoa o I Encontro de História do Império Brasileiro.  para  este  segundo  Encontro. por iniciativa dos  grupos  de  pesquisa  Sociedade  e  Cultura  no  Nordeste  Oitocentista  e  História  da  Educação  no  Nordeste  Oitocentista  (GHENO).  Outrossim.  com  suas  atividades  concentradas no último dia do encontro.  2338/  2008  ‐  PPGH‐UFPB/  PPGH‐UFMG).  O intuito.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas                 RESUMOS  .2  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades.

  notadamente  na  Paraíba. Dissertações e Teses.  analisamos  e  buscamos  compreender  a  História  do  Brasil  do  século  XIX. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Minicurso    RELATOS DE PESQUISAS NA PARAÍBA OITOCENTISTA: SOCIEDADE E CULTURA         Nayana Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB/ UVA)       Azemar Santos Soares Júnior (UFPB)    O  curso  tem  por  objetivo  apresentar  as  pesquisas  desenvolvidas  no  Grupo  de  Pesquisa  Sociedade  e  Cultura  no  Nordeste  Oitocentista  (Diretório/CNPq/  UFPB). história social  da  escravidão. trabalhamos com  temas voltados para as mais diversas possibilidades de pesquisas como: culturas políticas.  Além disso.  ano  de  criação  do  grupo.3  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  articulando pesquisas na Iniciação Científica. Diversidades.  ao  corpo  e  higienização. agregamos pesquisas que vem sendo feitas isoladamente.  Desde  2001.  história  cultural  da  alimentação.  movimentos  populares. Monografias de conclusão de curso.      .  dentre  outros.  as  questões  relacionadas  às  doenças  e  os  rituais  de  morte.  relatos  dos  viajantes. Nesse sentido.  a  medicina.

  discutiremos os processos de coleta do corpus documental encontrado no Arquivo Público do Estado  da  Paraíba  –  FUNESC  e  no  Instituto  Histórico  e  Geográfico  Paraibano  ‐  IHGP. sobretudo paraibana. temos como perspectiva a premissa do alargamento do uso  das  fontes  referendadas  pelo  fortalecimento  das  tendências  da  Nova  História  Cultural  que  enxerga  possíveis  possibilidades  de  problematizações  para  além  das  fontes  ditas  oficiais.4  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Minicurso    TRILHANDO CAMINHOS: UMA PERSPECTIVA METODOLÓGICA PARA O USO DAS FONTES NA HISTÓRIA  DA EDUCAÇÃO         Itacyara Viana Miranda (UFPB)     Mariana Marques Teixeira (UFPB)       Thiago Oliveira de Souza (UFPB)    O mini curso proposto será ministrado por alunos/pesquisadores vinculados ao Grupo de Pesquisa em  História da Educação no Nordeste Oitocentista – GHENO (Diretório/CNPq/ UFPB).      . Para tanto.  Dessa  forma. Diversidades.  que  nos  forneceram  os  principais  subsídios  para  reflexões  acerca  das  questões  da  instrução  pública  e  particular  no  período  imperial na Província da Parahyba do Norte. e tem como objetivo  abordar e debater as possibilidades de pesquisa e usos de fontes para os estudos ligados à História da  Educação.

  por  meio  da  concessão da tutela pelo Juízo de Órfãos. Para  coibir as "ameaças". ociosidade. caberá à educação.5  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. mostrava‐se perigosa e ameaçadora: vícios.  .  buscando  delinear  de  forma  mais  precisa  as  diferentes  dimensões  desta  experiência  das  crianças neste mundo inventado da infância.  JUVENTUDE  OPRIMIDA:  TRAJETÓRIA  DA  EDUCAÇÃO  NO  AMAZONAS  OITOCENTISTA    Antonia Marylaura Lima de Oliveira (UFAM)    Nas  cidades  brasileiras  no  século  XIX. vadiagem faziam  parte das descrições feitas por agentes do poder público sobre a infância desvalida no século XIX. vagavam pelas ruas em busca da sobrevivência.  crianças  abandonadas/  pobres  eram  qualificadas  como  “deserdados da fortuna” e. por meio da instrução pública e de suas práticas.  serão  forjadas  as  novas  práticas  de  vivências  culturalmente  diferenciadas  ao  incorporar  as  crianças  a  estes  processos  por  meio  de  instituições  especiais  ou. construído por meio da educação. mendicância. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Eixo Temático 1  Instrução e Culturas Escolares      INFÂNCIA  PERDIDA.  neste momento.  Sendo  assim. Este trabalho procura investigar estas experiências. frequentemente. a construção  de  um  elemento  crucial  no  projeto  conservador  para  a  sociedade  brasileira:  formar  crianças  e  jovens  disciplinados  para  desempenhar  novos  papéis  no  âmbito  do  projeto  "civilizador"  para  o  Brasil. tomando  este lugar central da educação para colocar em movimento o projeto de civilização/ civilidade desejado  pelo  Estado  Imperial. Diversidades.  com  ênfase  particular  nas  questões  tal  como  apareceram  no  Amazonas  oitocentista.  alternativamente. A infância.

  Cabe‐nos  perguntar:  Quais  foram  os  condicionantes  sociais  e  culturais  que  levaram  os  dirigentes  públicos  a  estabelecer  essa  regra?  Nesse  sentido. ano que elegemos para demarcar o início deste  estudo.  no  período  de  1864  até  1872. No referido Regulamento encontramos uma série de instruções punitivas destinadas aos alunos  e  professores  que  porventura  viessem  a  violar  as  normas  relacionadas  à  conduta  moral  (ou  consideradas imorais!).  Para  nos  auxiliar  nessa  empreitada  tomaremos  de  empréstimo  a  noção  de  experiência  social  nos  termos  trabalhados  por  Thompson.  Esse  período  esteve  submetido  às  diretrizes  organizacionais  e  disciplinares propugnadas pelo Regulamento de 1864. de  22 de junho) que impedia que os professores lecionassem em suas casas. regulamentação e organização da escola pública e particular na Província da Parahyba do  Norte.  . Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A  “MORAL”  COMO  PRINCÍPIO  ORGANIZADOR  DA  ESCOLA  NA  PARAHYBA  DOS  TEMPOS  IMPERIAIS  (1864 A 1872)    Antonio Carlos Ferreira Pinheiro (UFPB)    Este trabalho tem como objetivo analisar alguns princípios morais que contribuíram para o processo de  normatização. que terminaram por influenciar o processo e a tessitura de organização escolar. essa normatização  não  se  estendia  para  as  professoras  que  desejassem  lecionar  no  seu  espaço  doméstico. Entretanto. na  Parahyba do Norte. é que analisaremos os aprimoramentos do aparato jurídico‐institucional que visava  permitir  um  controle  mais  eficaz  dos  possíveis  desvios  morais. Fechamos este estudo no ano de 1872 quando foi publicada uma lei (nº 455.  para  melhor  compreendermos  as  possíveis  relações  morais  e  comportamentais.6  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Visando sustentar as nossas argumentações trabalhamos com um conjunto de documentos do Arquivo  Histórico da Paraíba ‐ FUNESC e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano – IHGP.

Diversidades.7  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. nas quais podemos encontrar as várias motivações que  levavam tais mulheres a serem denunciadas e o posicionamento das mesmas como trabalhadoras. Num dado momento. Este  estudo será realizado a partir da análise de processos contra professoras primárias e correspondências  dirigidas  ao  Diretor  Geral  da  Instrução  Pública  do  Ceará  presentes  no  Arquivo  Público  do  Estado  do  Ceará – APEC.  leitura  de  Leis  acerca  da  educação  do  contexto  e  Relatórios  dos  Presidentes de Província.  memorialistas. de queixas contra professoras. Objetiva‐se relacionar as  professoras  e  a  cultura  escolar  no  Ceará  no  período  compreendido  entre  1866  e  1888. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   PROFESSORAS E A CULTURA ESCOLAR NO CEARÁ IMPERIAL (1866‐1888)    Bárbara Eliza Soares Silva (UFC)    A produção historiográfica neste trabalho se propõe a entender as professoras como trabalhadoras.  tendendo a sacralização da figura do professor(a).  principalmente. partindo de contradições que foram perpetuadas a respeito  da atuação do professor. e  como elas davam sentido a este trabalho.  . despolitizando a profissão. acervo da Biblioteca Pública  Governador  Meneses  Pimentel. análise de jornais da época como O Libertador e O Cearense. pedagogos e sociólogos. percebe‐se uma mudança de perspectiva na concepção  das  práticas  educacionais  nas  primeiras  letras  como  uma  atividade  a  ser  desenvolvida  por  mulheres.  a  partir. Para esse estudo foi fundamental a utilização de trabalhos de historiadores.

Diversidades. uso e  tratamento  de  documentos  na  pesquisa  histórico‐educacional  e  a  organização  e  preservação  dos  arquivos  e  fontes.  diversidade  e  tipos  de  informações.  por  sua  acessibilidade.  .8  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Outro  entendimento  que  aqui  se  apresenta  é  arquivo  como  um  lugar  da  memória  escolar e da pesquisa histórica.  mais  próximas  compreensíveis  e  potencialmente  mais  significativas  e  interessantes  para  os  pesquisadores. Discute‐se também os fundamentos teórico‐metodológicos que abranjam a concepção. na Província da Parahyba  do Norte. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   UMA REFLEXÃO SOBRE AS FONTES E OS ARQUIVOS DA HISTÓRIA DAS INSTITUIÇÕES EDUCATIVAS NA  PROVÍNCIA DA PARAHYBA DO NORTE: O LYCEU PARAHYBANO DO OITOCENTOS    Cristiano Ferronato (UFPB)    O presente artigo tem como objetivo discutir as possibilidades de utilização dos arquivos escolares para  o estudo das instituições escolares tendo como objeto o Lyceu Parahybano.  Entende‐se  que  os  arquivos  escolares  podem  contribuir  significativamente  para  as  pesquisas  em  História  das  Instituições  Educativas.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AS AULAS DE LATIM PÚBLICAS E PARTICULARES E O LYCEU PARAHYBANO: (1834‐1877)    Cristiano Ferronato (UFPB)    O presente trabalho é parte de nossa tese de doutoramento.  . das  chamadas Aulas de Latim. em andamento.  o  de  aglutinação  das  aulas  do  ensino  secundário  em  instituições  como  o  Lyceu  Parahybano. o comportamento do modelo antigo.9  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. que versa sobre a gênese  e  a  formação  do  Lyceu  Parahybano  e  do  ensino  secundário  na  Província  da  Parahyba  do  Norte. na Província da Parahyba do Norte – no arco temporal iniciado em 1839 e que  se  prolonga  até  ao  ano  de  1877  –  perante  um  novo  modelo  que  estava  sendo  implantado.  no  século XIX.  Com  a  criação  destas  instituições  pelo  país  pretendia‐se  dar  um  sentido  próprio  ao  ensino  secundário  que  era  o  de  formação das elites locais para o aparelhamento do Estado que se estava a construir naquele momento. dado nas aulas avulsas então existentes. Temos como eixo central de análise neste texto. Os liceus seriam então as  instituições de ensino criadas para este fim substituindo as chamadas aulas avulsas de Latim. não conseguia atingir. Estas  tinham um caráter de outro tempo em oposição aos novos tempos que surgiam.  função que o ensino secundário. Diversidades. Tempos que clamavam  por um novo desenho curricular com maior complexidade e mais moderno.

  autor  de  História  da  Província  da  Paraíba. sobre um tema específico: a ocupação holandesa na Capitania da Paraíba (1634‐1654).  através da obra de Maximiano Lopes Machado. sócio do Instituto Arqueológico.  no  século  XIX. diferenças etc. Ainda tomamos como base o período holandês e como ele  era difundido no saber escolar entre os séculos XIX e os dias de hoje: semelhanças.10  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  autor  de  Datas  e  Notas  para  a  História  da  Paraíba. SOBRE O PERÍODO HOLANDÊS    Hérick Dayann Morais de Meneses (PMSR/PB)    Esta comunicação tem como objetivo principal proceder à análise da cultura histórica institucionalizada. Desta  forma.  sócio‐ fundador  do  Instituto  Histórico  e  Geográfico  Paraibano. NA PARAÍBA. O diálogo  com  Michel  de  Certeau  foi  de  grande  significado  para. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A CULTURA ESCOLAR INSTITUCIONALIZADA NAS OBRAS DE MAXIAMO MACHADO E IRINEU PINTO E O  SABER ESCOLAR NO XIX.  e  Irineu  Ferreira  Pinto. Diversidades. bem como para situarmos a natureza da operação historiográfica realizada  pelos dois autores nas obras selecionadas.  entendermos  os  Institutos  Históricos como lugares sociais privilegiado da produção historiográfica no  século XIX e  nas primeiras  duas décadas do século XX.  . Histórico e Geográfico  Pernambucano.  por  um  lado. buscaremos entender a maneira como se processou a instrução e a cultura escolar dentro de um  tema específico por ora ressaltado acima.

  Para  este  estudo  o  recorte  temporal  será  delimitado  de  acordo  com  os  jornais  encontrados  no  IHGP. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   RUMO À CIVILIZAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DA INSTRUÇÃO NO BRASIL IMPERIAL    Itacyara Viana Miranda (UFPB)    A  instrução  apresenta‐se  na  documentação  que  vimos  trabalhando  enquanto  elemento  primordial  do  projeto civilizador do Estado Nacional em processo de formação no oitocentos.  era  comum  a  difusão  das  questões  referentes  à  política  e  à  legislação  instrucional. bacharéis e mesmo grupos ligados à instrução de forma direta. Os periódicos  encontrados no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano ‐ IHGP são a fonte principal neste trabalho. Alguns  discursos  encontrados  nos  jornais  da  época  podem  nos  dar  uma  indicação  do  quanto à  relação  instrução/ civilização se tornava forte frente ao projeto de construção do Estado‐Nação.  serão  utilizados  com  o  objetivo  de  apreender  os  indícios  da  importância  da  instrução  no  processo  de  civilização  da  sociedade. Na Província da Paraíba  isso não seria diferente.  As  notícias  apresentadas  à  população  nas  páginas  dos  jornais  tinham  uma  faceta  educativa. Diversidades. Os discursos  dos profissionais liberais.  estes nos permitem um estudo mais rico em relação à ideia de civilização que se pretendia.  que  tinham  seus  relatórios  quase  sempre  publicados  na  imprensa. bem como as questões ligadas à qualidade das aulas públicas na formação dos indivíduos. a instrução edificaria o homem tornando os corpos dóceis e civilizados. como é o caso  dos  diretores  ou  dos  inspetores  das  aulas.  .11  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  sendo o primeiro “A Imprensa” de 1858 e o último “A gazeta” de 1889.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   UM  OLHAR  SOBRE  O  IMPÉRIO  NO  LIVRO  DIDÁTICO:  UMA  ANÁLISE  DOS  TEMAS  REFERENTES  AO  BRASIL IMPERIAL NA COLEÇÃO HISTÓRIA. produzido pelo historiador Alfredo  Boulos  Júnior. apesar de sua  complexidade. O livro didático é um dos recursos para o ensino de história.  O livro não possui  textos  densos  e  por  isso  o  professor  precisa  utilizar  novas  fontes  de  informações.  do  Pitoresco. permitem conforto na  leitura. adequados ao estudo. trazendo uma abordagem sobre o Império estimada em 60%. apesar de algumas ausências de identificação. contemplado no oitavo volume  da coleção História.  no  entanto  mais  conservadora.  e  comumente  utilizada  como  material  didático.  a  saber. Diversidades.  As ilustrações possuem boa qualidade.  O  autor  adota  a  perspectiva  da  história  integrada. Sociedade & Cidadania.  mas  também.  um  canal  de  aprendizagem  que  deve  ser  trabalhado  considerando  as  diversidades  do  processo cognitivo.  A  coleção  é  composta  de  40%  de  conteúdo  sobre  História  do  Brasil.  abordando  novos  temas  tais  como:  o  papel  da  mulher  na  sociedade. SOCIEDADE & CIDADANIA    Joceneide Cunha (UNEB). Patrícia Alves (UNEB)  Maria Aparecida (UNEB). Utiliza  ainda  uma  historiografia  eclética.  No  volume  avaliado  constam 45% de conteúdo sobre o Brasil. contrastados ao papel branco fosco.  trabalhando  preferencialmente  política  e  economia. Rafael dos Santos (UNEB)  Flaviana Pereira (UNEB)    Este trabalho tem como objetivo avaliar o conteúdo de Brasil Império.12  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  O  livro  oferece  indicações  paradidáticas.  vertentes  da  história  social.  filmes  como  Carlota  Joaquina  Princesa  do  Brasil  e  sites. Os tamanhos e cores das fontes.  Realizamos  uma  análise  qualitativa  e  quantitativa.  tais  como:  livros.  . do ensino fundamental II.  a  situação do negro. a contribuição do índio e seu legado para a construção do cenário nacional.

  A  metodologia  empregada  tomou  por  base  a  aplicação  de  instrumentos que se inserem no âmbito de uma  metodologia qualitativa.  foram  estes que determinaram a elaboração dos pré‐supostos conceituais acerca da educação pensados por  Tobias Barreto.  suas  relações  e  implicações  teóricas. A pesquisa se fundamentou  nos textos de estudiosos como Tobias Barreto. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A TRAJETÓRIA DE TOBIAS BARRETO ACERCA DA EDUCAÇÃO    José Ricardo Freitas Nunes (UNIT)  Miguel André Berger (UNIT)    A Trajetória de Tobias Barreto Acerca da Educação é o resultado de uma pesquisa que foi desenvolvida  no  âmbito  da  disciplina  Educação  Brasileira  do  Programa  de  Pós‐Graduação  em  Educação  da  Universidade  Tiradentes  –  PPED/UNIT.  de  aspectos  que  dizem  respeito  a  realidade  sobre  a  qual  a  educação  se  volta  para  análises  e  intervenções.  bem  como  a  problemática  da  educação científica ou aos estudos do chamado “germanismo pedagógico”.  .  conhecimento  científico  e  cultura. Conferindo assim.13  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  a  presente  pesquisa  aborda  a  contextualização  histórica  da  problemática  investigativa  proposta  por  Tobias  Barreto. Luiz Antônio Barreto e Jorge Carvalho do Nascimento.  Ditos  elementos.  se  fazem  expressar  por  meio  dos  construtos  teóricos  e  analisados.  o  cientificismo.  os  quais.  tomando  por  base  os  conceitos  de  homem. Diversidades. ênfase  ao  significado  e  ao  sentido  que  a  educação  assume  na  elucidação  conceitual.  são  determinantes  para  a  compreensão  dos  pré‐supostos  conceituais  teorizados  pelo  pensador  sergipano  acerca  da  educação.  Dentre  esses.  evolucionismo  e  o  monismo.  o  racionalismo.  analisamos  a  construção  descritiva  dos  elementos  terminológicos.  por  sua  vez.  filosofia.  Com  efeito.  podemos  destacar  o  positivismo. a  partir  destes.

39  por  cento  do  total  de  profissionais  identificados  entre  os  vereadores.14  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  cinco  médicos.  um  advogado. Em março de 2010  completou 155 anos. O Presidente Sergipe. dos quais este estudo conseguiu identificar a  ocupação  profissional  de  46.  oito  professores. Diversidades. fundou a cidade no dia 17 de março  de 1855 e.  buscando  nexos  entre  o  exercício  da  profissão  de  professor  e  a  condição  de  parlamentar.  dois  empresários.  dentre  eles  25  militares. 13 dias depois a Câmara já estava funcionando.  seis  ocuparam  aquele  posto.  Este  trabalho  objetiva  analisar  a  ação  dos  docentes  que  atuaram  na  Câmara  Municipal  de  Aracaju  durante  o  Império.  chefiar  o  governo da cidade.  Dos  oito  professores.  sob  o  parlamentarismo  monárquico. Inácio Joaquim Barbosa.  Se  os  docentes  representam  17. Dos seis professores que dirigiram a Câmara. quatro integravam o corpo docente do  Atheneu Sergipe.  o  que  na  prática  significava. Durante os primeiros 44 anos a Câmara viveu  sob o Império e passaram pela instituição.  .27  por  cento  dentre  os  22  vereadores  que  exerceram  a  presidência  da  Câmara  durante  o  Império.  eles  foram  27.  um  jornalista  e  um  padre. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   PROFESSORES  E  CAMARISTAS:  OS  DOCENTES  E  O  PODER  POLÍTICO  NA  CÂMARA  MUNICIPAL  DE  ARACAJÚ    Jorge Carvalho do Nascimento (UFS)  Ester Fraga Vilas‐Bôas Carvalho do Nascimento (UNIT)    A Câmara de Vereadores é a mais antiga instituição de Aracaju em funcionamento. 113 vereadores. fundado em 1870.

  Debruçamo‐nos  sobre  as  obras  dos  memorialistas  em  busca  das  pistas  e  vestígios  como  contribuição  para  pensarmos  sobre  a  educação  no  XIX.15  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  O  recorte  temporal  refere‐se  às  primeiras  lembranças  trazidas  pelos  escritores  selecionados  para  a  pesquisa   (1822) e o final da periodização foi escolhido em virtude da reforma da instrução pública e particular na  província  (1864). e  que resultaram em seus trabalhos acadêmicos de conclusão de curso nos permitiram identificar novas  áreas  de  exploração  de  pesquisa  para  a  instrução  oitocentista  por  meio  da  escrita  literária.  Os  objetivos  da  pesquisa  foram  os  de  exploração  de  outras  formas  de  escrita  da  história  da  instrução pública e particular na Província da Parahyba do Norte além da já tradicional legislação oficial. relacionadas às cidades de Areia.  na  tentativa  de  articulação  entre  duas  formas  de  escrita  da  história  no  período  em  questão: a documentação oficial e os textos literários. Caiçara.  .  A  interlocução  com  a  documentação  oficial  já  explorada  anteriormente em outros dois projetos PIBIC. já concluídos por colegas do mesmo grupo de pesquisa. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AS  OBRAS  DOS  MEMORIALISTAS  PARAIBANOS  E  A  INSTRUÇÃO  PÚBLICA  E  PARTICULAR  NA  PROVÍNCIA DA PARAHYBA DO NORTE (1822‐ 1864)    Maday de Souza Morais (bolsista PIBIC/UFPB/CNPq)  Cláudia Engler Cury (UFPB)    A  comunicação  que  nos  propomos  a  apresentar  é  resultado  de  nossa  pesquisa  de  iniciação  científica  concluída em agosto de 2010 ‐ “A instrução pública e particular nos acervos da Cúria Metropolitana de  João  Pessoa  (1822‐1864)”. Diversidades. Campina Grande. entre  outras. Bananeiras. Mamanguape.  Alterações  no  projeto  inicial  nos  levaram  às  obras  de  memorialistas  paraibanos.

  voltava‐se  teleologicamente  para  o  processo de formação da nação e do território. Diversidades.  nem  apenas  por  uma  historiografia  do  pensamento  geográfico  vigente  numa  instituição  escolar  de  peso  histórico  no  nosso  país.  . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ELEMENTOS DE REFLEXÃO ACERCA DA GEOGRAPHYA ENSINADA NO IMPERIAL COLLEGIO DE PEDRO II E  DE SUA RELAÇÃO COM A QUESTÃO DA FORMAÇÃO TERRITORIAL E DO ESTADO NAÇÃO BRASILEIROS    Márcio Ferreira Nery Corrêa (USP/ Colégio Pedro II)    O  tema  que  ora  trazemos  para  reflexão  e  permuta  de  experiências  de  leituras  e  de  pesquisa  gira  em  torno  da  geographya  ensinada  no  Imperial  Collegio  de  Pedro  II  e  de  sua  relação  com  a  formação  do  Estado  imperial  brasileiro.  assinalada  por  uma  análise  dessa  disciplina  escolar  institucionalizada. Entre muitos pontos passíveis de reflexão.  à  conscientização  do  espaço nacional e à reprodução da ordem social e estatal. destaca‐se o papel exercido pelos  professores  da  mencionada  instituição  e  o  comprometimento  desses  com  o  projeto  de  Estado  implementado pela elite dirigente de então. da qual tais professores são membros integrantes. procura‐se  destacar elementos didáticos identificados nos programas curriculares da disciplina escolar em questão  –  geographya  –  e  sua  forte  articulação  ao  exercício  de  doutrinação  patriótica. Para tanto.  mas  também  como  uma  tentativa  em  contribuir  para  a  elucidação  de  processos  particulares  que  ajudaram  a  desencadear  o  processo social de escala mais abrangente: a formação territorial brasileira.16  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  cujo  aparelhamento.  entre  outros  fins. É bom  esclarecer que a presente proposta temática vincula‐se a um projeto maior que não se assume apenas  como  uma  tentativa  de  operar  uma  historiografia  da  geografia  no  Brasil.

  Este  trabalho  está  pautado  no  referencial  teórico‐metodológico  de  Valdemarin.  A  análise  dos  dois  livros  permitiu  elaborar  a  hipótese  de  que  Condorcet  e  Trajano  propuseram  maneiras  distintas  para  a  instrução  da  Aritmética.  o  interesse  dos  alunos.  também  destinado  às  escolas  de  primeiras  letras. o método tradicional (francês) se caracterizava pela predominância  de decorar. TRAJANO E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO SÉCULO XIX    Marcus Aldenisson de Oliveira (UNIT)  Tâmara Regina Reis Sales (UNIT)  Ester Fraga Vilas‐Bôas do Nascimento (UNIT)    Esse trabalho é fruto de um projeto de pesquisa de Iniciação Científica sob a orientação da Profª Dra.  de  Condorcet  e  do  livro  Aritmética  Elementar  Ilustrada.  Já  o  livro  de  Trajano. diferentemente do método intuitivo (norte‐ americano)  onde  era  evidente  a  presença  de  inovações. Nascimento e Lopes. Diversidades. visto que.  difusão  e  apropriação  de  saberes  educacionais. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CONDORCET.  publicado na França no final do século XVIII.  em  1883.17  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  despertando.  Insere‐se  no  campo  da  História  da  Educação  e  tem  como objetivo fazer um estudo comparativo entre o modelo francês e o modelo norte‐americano para  o ensino da Aritmética nas escolas de primeiras letras do Brasil.  dessa  forma.  entendendo  por  apropriação  a  forma  como  os  indivíduos  se  relacionam  e  se  utilizam  dos  modelos  culturais  que  lhes  são  impostos.  O  livro  de  Condorcet.  O  cruzamento  desses  dados  permite  compreender  como  os  livros  didáticos  prescreveram  normas  que  regeram  as  estratégias  de  imposição. demonstrando  a  presença  do  método  tradicional. não apresentava os assuntos contextualizados.  verificando  as  características  do  método  francês  e  do  método  norte‐americano  para  o  ensino  da  Aritmética  que  circularam  no  Brasil  dos  Oitocentos.  utilizando‐se  respectivamente  do  método  tradicional  e  do  método  intuitivo.  de  Antonio  Bandeira  Trajano.  Ester  Fraga  Vilas‐Bôas  Carvalho  do  Nascimento.  ambos  publicados  no  Brasil. demonstra a presença do método intuitivo.  Foi  analisado  o  conteúdo  dos  dois  livros. a partir do livro Método para aprender a  contar  com  segurança  e  facilidade. Diante da análise realizada nas obras de Condorcet e  Trajano  é  possível  perceber  que  gradativamente  o  método  francês  vinha  sendo  substituído  pelo  método norte‐americano. era destinado às escolas de primeiras letras.  .

 desenvolvida junto ao grupo de Pesquisa da  História  da  Educação  na  Paraíba    Oitocentista  da  UFPB  e  visa  discutir  a  formação  dos  professores  na  Província  da  Paraíba  do  Norte  por  meio  da  análise  das  práticas  pedagógicas  dos  professores  da  instrução  primária  e  secundária  no  engendramento  de  culturas  escolares  no  século  XIX.  que  deixaram  transparecer  o  grau  de  evasão  de  determinadas  regiões em relação à instrução da mocidade paraibana.  O  corpus  documental  empregado  nesta  pesquisa tem por base os documentos coletados transcritos no Arquivo Público do Estado da Paraíba –  FUNESC.  “A  organização  da  instrução  pública  e  particular  na  Paraíba (1822‐1864) ‐ interfaces com as culturas escolares”.18  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Associada  a  essa discussão inicial discutiu‐se também as maneiras como as autoridades provinciais posicionavam‐se  frente  a  questão  da  formação  daqueles  lentes  no  oitocentos. Diversidades. A pesquisa tem por base os referenciais teórico‐ metodológicos  da  História  Cultural  e  pretende  contribuir  com  a  produção  historiográfica  acerca  da  História da Educação de uma das províncias mais antigas do país. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   LENTES NA PARAHYBA OITOCENTISTA: “EDUCADORES DA MOCIDADE IGNORANTE”    Mariana Marques Teixeira (UFPB)    Essa  pesquisa  é  fruto  de  dois  anos  de  estudos  junto  ao  projeto  de  iniciação  científica  –  PIBIC  e  que  resultou  em  Monografia  de  Conclusão  de  Curso. com o seguinte recorte temporal: 1822 (independência) a 1864 (Reforma da Instrução Pública  na  província).  .  Para  aprofundar  a  discussão  contamos  também  com  valiosos  dados  encontrados  nos  livros  de  frequência  e  de  matrículas.

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II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO
Culturas e Sociabilidades: Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas

I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG
Patrimônios – Conexões Históricas

  A LAICIDADE NA ESCOLA PÚBLICA: A PROPOSTA DO PARECER DE RUI BARBOSA    Marilia de Franceschi Neto Domingos (UFPB)  Fábia da Costa Leite Rodriguez (UFPB)    A  chamada  “Questão  Religiosa”,  ao  final  do  segundo  império  levou  diversos  políticos  e  intelectuais  a  posicionarem‐se  sobre  a  questão  da  laicidade  na  escola.  Através  de  seus  escritos  e  seus  pronunciamentos políticos, Rui Barbosa foi um ardoroso defensor da escola pública laica. Tema pouco  discutido e pouco conhecido na história da educação, a laicidade torna‐se tema de atualidade, quando  se  discute  sobre  os  rumos  do  Ensino  Religioso  na  escola  pública.  Este  trabalho  de  pesquisa  fixou‐se  sobre os Pareceres de Rui Barbosa à Reforma Educacional do Ministro Leôncio de Campos a respeito da  laicidade  –  em  especial  sobre  as  propostas  da  escola  laica  –  e  do  ensino  religioso  na  despertar  do  período republicano. Em dois pareceres, datados de 1882, por ele redigidos, na qualidade de relator da  Comissão  de  instrução  pública  na  Câmara  dos  Deputados,  são  propostos  os  quatro  princípios  fundamentais  do  ensino:  público,  livre,  obrigatório  e  laico.  Através  de  uma  pesquisa  bibliográfica  e  documental  apresentamos  as  ideias  daquele  que  pode  ser  considerado  um  dos  fundadores  da  escola  laica no Brasil republicano, através dos seus Pareceres. 

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Culturas e Sociabilidades: Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas

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Patrimônios – Conexões Históricas

  PROVÍNCIA  DA  PARAHYBA  DO  NORTE:  OS  REGULAMENTOS  DE  15  E  20  DE  JANEIRO  DE  1849  E  A  INSTITUCIONALIZAÇÃO DA INSTRUÇÃO PÚBLICA PRIMÁRIA    Mauricéia Ananias (UFPB)  Adriano Soares da Silva (UFPB)    O  presente  artigo  visa  buscar  o  sentido  para  a  sociedade  oitocentista  brasileira  a  partir  das  ações  do  Estado, com a mediação da legislação, para a instituição da escolarização de uma parte da população da  província  da  Parahyba  do  Norte.  Para  tal,  teremos  como  objetivo  a  construção  do  conhecimento  histórico acerca das primeiras décadas do império brasileiro, em especial, da província da Parahyba do  Norte,  considerando,  para  essa  narrativa,  os  dois  regulamentos  para  a  instrução  pública  primária  decretados  em  1849.  A  análise  será  realizada  a  partir  da  documentação  da  instrução  pública,  encontrada, catalogada, transcrita e, em alguns casos, já publicada pelo Grupo de História da Educação  no  Nordeste  Oitocentista‐  GHENO,  relativa  à  formação  e  carreira  docente  e  à  criação  de  aulas.  Nesse  acervo  documental,  encontramos  informações  sobre  a  fiscalização  do  Estado  provincial  sobre  os  professores  da  época  e  a  própria  organização  das  escolas  de  primeiras  letras.  Dessa  forma,  provisoriamente,  concluímos  que  a  regulação  e  o  controle  do  Estado  provincial,  em  especial  sobre os  professores,  além  de  demarcar  o  período  de  transição  entre  a  escola  doméstica  para  o  incipiente  nascimento da escola moderna, indicou a utilização da instrução primária como um dos mecanismos da  constituição do Estado Nacional Brasileiro. 

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II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO
Culturas e Sociabilidades: Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas

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Patrimônios – Conexões Históricas

  A  INSTRUÇÃO  NOS  JORNAIS,  RELATÓRIOS  E  MENSAGENS  DOS  PRESIDENTES  DE  PROVÍNCIA  E  DE  ESTADO NA PARAÍBA (1889‐1910)    Michele Lima da Silva (bolsista PIBIC DH/UFPB)  Cláudia Engler Cury (UFPB)    Tendo como pano de fundo a transição do Brasil Imperial para o republicano o presente trabalho, em  vias  de  desenvolvimento,  busca  mostrar  como  os  presidentes  de  província  na  Paraíba  do  Norte  e  os  presidentes de estado, pensavam a instrução. Para tanto, estamos nos valendo de seus relatórios, bem  como das mensagens por eles enviadas. O nosso olhar sobre a documentação tem como foco central  apreender  permanências  e  mudanças  ocorridas  no  período  selecionado  para  a  pesquisa.  Procuramos  também, travar um diálogo entre os jornais da época e os documentos oficiais na tentativa de levantar  questões que suscitem a reflexão acerca das problemáticas que envolviam a instrução nesse período de  transição  da  forma  de  governo  no  Brasil  e,  mais  especificamente,  na  Paraíba.  A  pesquisa  que  desenvolvemos  vincula‐se  ao  projeto  História  da  Educação  na  Paraíba  entre  os  anos  de  1889  e  1910:  transições  e  conexões  da  monarquia  para  a  república.  Nosso  referencial  teórico  e  metodológico  está  amparado  no  espectro  da  História  Cultural  principalmente  nas  leituras  que  temos  feito  das  obras  de  Certeau e Bourdieu. 

 a atuação de intelectuais em defesa da instrução escolar pública.22  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades.  No  início  houve  uma  exacerbada  concentração  de  trabalhos sobre o período republicano e a era Vargas. no período de 1990 a 2009.  Os  estudos  revelam  a  diversidade de preocupação por parte dos pesquisadores. nos Encontros de Pesquisa Educacional Norte Nordeste. 80 detêm‐se no período imperial.  com  a  criação  dos  programas  de  pós‐graduação.  a  educação  da  mulher  e  do  negro. ultimamente.  . sendo que.30%  da  produção  historiográfica.  representando  7. Dos 574  trabalhos apresentados. instrução pública e cultura escolar. desmistificando o oitocentos como uma “tabula  rasa”  na  História  da  Educação.  O  presente  estudo  analisa  os  trabalhos  abordando  as  temáticas:  educação da infância. os pesquisadores vêm  privilegiando estudos sobre o século XIX e anteriores.  os  impressos  e  livros  didáticos. as iniciativas institucionais  para atendimento às crianças pobres e a educação dos surdos. sendo que 42 estudos têm essas temáticas  como  objeto  de  análise. enfocando questões sobre a organização da  instrução  primária  nas  diferentes  províncias. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CULTURA ESCOLAR E INSTRUÇÃO PÚBLICA: UM BALANÇO DA PRODUÇÂO VEICULADA NO ENCONTRO  DE PESQUISA EDUCACIONAL NORTE NORDESTE (EPENN)    Miguel André Berger (UNIT)    Os  estudos  de  História  da  Educação  no  Brasil  passaram  a  vislumbrar  novos  avanços  a  partir  de  1980. veiculados no grupo de trabalho História da  Educação.

  A  fonte  de  pesquisa  para  este  estudo  foi  o  próprio  livro  didático  principalmente o do oitavo ano da coleção acima mencionada.  abordaremos  os  conteúdos  apresentados.  e  uma  análise  quantitativa.  .  analisando  sua  função  como  suporte  pedagógico  na  abordagem  dos  assuntos  do  Brasil  Império.  Sendo cento e sete paginas de história do Brasil equivalente a 23. Diversidades.  índios.  Nelas  estão  contidas  pinturas.  personalidades. erros contextuais e a relação de  ensino  aprendizagem  tratada  nas  unidades  que  foram  estudadas.  negros.  possuem  quatrocentos  e  cinquenta  páginas  com  mil  quinhentos  e  oitenta  e  oito  ilustrações.90% equivale ao Império equivalendo a trinta e duas páginas da coleção.  atentando‐se  para  os  vários  fatores  que  influenciaram  na  elaboração e aplicação do tema como a ideologia por eles vinculada.  monumentos. E dentro da parte de  Brasil 29.  esculturas  de  imperadores.  A  metodologia  empregada  consiste  na averiguação dos aspectos formais.  fotos  de  igrejas.23% da coleção. análise do discurso e pedagógicos aplicados na abordagem dos  temas. todavia.23  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. para uma  melhor utilização do mesmo se faz necessário uma análise do livro didático. O objetivo dessa pesquisa  foi  fazer  uma  análise  da  coleção  de  livro  didáticos  do  Projeto  Araribá  História.  mapas  do  Brasil e do mundo e infográficos.  Nessa  perspectiva. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   UMA ANÁLISE DO PERÍODO IMPERIAL NA COLEÇÃO ARARIBÁ    Phernanda Ferreira e Santana (UNEB)  Sandro Leite Souza (UNEB)  Silvana Santos Silva (UNEB)  Joceneide Cunha (UNEB)    A utilização dos livros didáticos de história contribui para o ensino dessa disciplina.77% e  trezentos e quarenta e três de história geral correspondente a 76. A coleção  é composta  de trinta e dois  capítulos  que  vão  desde  o  descobrimento  até  a  proclamação  da  república.

  Neste  sentido  esta  proposta  assume  o  caráter  de  uma  análise  desta  historiografia  progressista  produzida  durante  o  século  XIX.  nosso  passado  foi  escrito em torno de um ideal glorioso.  desenvolveu‐se  uma  produção  historiográfica  destinada  a  construir  uma  identidade  do  Brasil  vinculada  principalmente  ao  projeto  intelectual  do  Instituto  Histórico  e  Geográfico  Brasileiro  (IHGB).24  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Livros que transmitem o conhecimento histórico pelo sentido elitista do passado e  a  marginalização  das  identidades  culturais  tidas  enquanto  inferiores. onde as marcas desta cultura historiográfica construída durante o  período em questão.  sobretudo  nas  décadas  finais. e na maneira pela  qual são construídos. que enfatizava as raízes coloniais portuguesas e os heróis deste  empreendimento  desbravador.  de  maneira  que  através  da  leitura  e  análise  deste. transparece em alguns livros didáticos de História. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A  HISTORIOGRAFIA  DO  SÉCULO  XIX  E  A  FORMAÇÃO  DA  IDENTIDADE  NACIONAL  NOS  LIVROS  DIDÁTICOS DE HISTÓRIA    Priscilla Emmanuelle Formiga Pereira (UFPB)    Ao  longo  do  século  XIX.  buscaremos  identificar  qual  a  influência  que  a  produção  de  Varnhagen  exerceu  na  construção  da  identidade  nacional  e  de  que  maneira ela é introduzida em alguns livros didáticos de ensino de História.  Sob  as  linhas  desta  historiografia. Diversidades. ainda hoje.  Uma  História  primordialmente  sedimentada  na  perspectiva  de  uma  verdade única e absoluta dos fatos.  tendo  como  fonte  o  primeiro  volume  de  História  Geral  do  Brasil  do  autor  Francisco  Adolfo  Varnhagen  publicado  em  1981.  .

 antecipando determinadas construções políticas.  Correios  e  Telégrafos.25  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Considerando‐se que o  Brasil sequer tinha formado a sua classe operária.  Benjamin  Constant  se  destacou.  divulgador  da  filosofia  positivista. pode‐se entender o episódio como emblemático da  maneira  desigual  e  combinada  como  sociedades  periféricas  interagem  com  processos  históricos  das  nações capitalistas centrais.  da  Guerra  e  da  Instrução  Pública.  foi  entronizado  como  o  “Fundador  da  República”  pelos  membros  da  Assembleia  Nacional  Constituinte.  então  reunida.  .  no  entanto  a  influência  filosófica sobre os estudantes militares e a participação na transição de regime político é que têm sido  enfatizadas  pela  historiografia  relativa  ao  período.  professor  de  matemáticas  em  diversas  escolas  civis  e  militares. Diversidades.  tendo  a  sua  militância  na  área  pedagógica  coberto  boa  parte  da  história  imperial  a  partir  da  década  de  1860.  Foram  de  várias  naturezas  as  suas  passagens  pela  história  brasileira  ainda  sob  a  monarquia. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   BENJAMIN CONSTANT.  Após  sua  morte.  contudo. A INSTRUÇÃO DOS CEGOS E O ANTICOMUNISMO PRECOCE NO IMPÉRIO    Renato Luís do Couto Neto e Lemos (UFRJ)    Benjamin  Constant  Botelho  de  Magalhães  (1837‐1891)  foi  oficial  do  Exército  brasileiro.  A  Europa  burguesa  acabara  de  derrotar  a  Comuna  de  Paris  e  a  defesa  do  direito  dos  cegos  a  uma  educação  integral  foi  associada pelo parlamentar à ideologia dos operários franceses revolucionários. O relatório que apresentou em meados de  1871  ao  ministro  do  Império  foi  considerado  de  teor  comunista  por  um  deputado.  Um  capítulo  importante  dessa  trajetória  se  relaciona  com  a  atividade  de  diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1869‐1889).  organizador  do  movimento  militar  que  implantou  a  República  e  o  primeiro  ministro.  sucessivamente.  também  como  educador.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   INSTRUÇÃO PÚBLICA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA PARAHYBA DO NORTE (1837‐1883)    Rose Mary de Souza Araújo (UFPB)    O  texto  representa  um  dos  resultados  de  uma  investigação  histórica  acerca  da  instrução  pública  e da  formação de professores.  Nesse  processo  algumas  questões  foram  sendo  colocadas  como  instrumentos  necessários a sua melhoria e modernização.  Desta  forma.  caracterizado  por  um  tecido  social  de  base  patriarcal.26  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  a  instrução  popular  adquire  centralidade  nos  discursos  dos  gestores  públicos  locais  de  época.  Ao  mesmo  tempo  em  que  analisa  estas  questões.  inscrito  na  temporalidade  de  1837  a  1883.  focalizou‐se  a  prática do concurso público como forma efetiva de prover as escolas primárias da província paraibana.  . formação de professores  e  valorização  do  trabalho  docente. Diversidades. focalizando especificamente a Paraíba no período monárquico. tais como: a unificação do ensino.  na mesma ocasião em que se pleiteava institucionalizar a formação de professores.  escravocrata  e  de  disputas  políticas.  foi  dada  ênfase  a  instrução  pública  como  força  propulsora  para  a  construção  de  uma  sociedade  civilizada. O objeto de  estudo refere‐se à instrução pública primária e sua articulação com a necessidade de  formar docentes  através  de  modelo  escolarizado.  moderna.  Nesse  contexto  histórico.

 em todos os períodos da história e diversas regiões brasileiras podem ser  encontradas  pesquisas  acerca  da  relação  entre  população  negra  e  cultura  escolar.  Pudemos  verificar. Na perspectiva de  proporcionar uma maior visibilidade a pesquisas que evidenciem o acesso da população negra à cultura  escolar.  Segundo  Fonseca  (2005).  apresentaremos  os  resultados  parciais  da  pesquisa. especialmente a partir do período imperial. o constante aumento de pesquisas sobre o tema.  .  Assim. Diversidades. sendo possível.  Fonseca.27  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  refutam  o  argumento  da  ausência  negra  nas  instituições  escolares  e  demonstram  a  existência  de  processos  de  escolarização  de  indivíduos  negros  desde o período colonial.  Barros.  pesquisas  realizadas  a  partir  do  início  dos  anos  2000  como  Veiga.  utilizamos  como  fonte  para  a  construção  do  banco  de  dados  as  dissertações  e  teses  disponibilizados no site da Capes.  até  a  década  de  1990  a  historiografia  educacional  alegava  que  a  história  escolar  dos  negros  no  Brasil  não  era  trabalhada  devido  à  ausência  e/ou  as  dificuldades  de  acesso  às  fontes  documentais  como  também  prevalecia  à  crença  de  que  a  inserção  do  negro  na  escola  tinha  se  dado  tardiamente  em  função  da  escravidão. demonstrando que. alterando a percepção que esteve em vigor na  história  da  educação.  ainda. publicações de periódicos e comunicações em anais de congressos e  de  seminários  do  campo  da  História  da  Educação.  Souza  entre  outras.  de  que  a  população  negra  não  teve  relação  com  a  cultura  escolar  ao  longo  da  história do Brasil. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   BALANÇO HISTORIOGRÁFICO DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO DA POPULAÇÃO NEGRA    Surya Aaronovich Pombo de Barros (UFPB)  Roberta Maria Aguiar do Nascimento (UFPB)  Camila Almeida de Araújo (UFPB)    Este trabalho apresentará resultados parciais da pesquisa “Estado da Arte da Produção sobre História  da  Educação  da  População  Negra  no  Brasil”.  Contudo.  cujo  principal  objetivo  é  levantar  e  analisar  os  trabalhos  sobre  a  escolarização  da  população  negra  no  Brasil  na  perspectiva  da  história  da  educação.

  a  pesquisa  catalogou  todas  as  matérias  referentes  a  instrução  encontradas  neste  periódico.  tendo  em  vista  a  grande  recorrência  de  resenhas  que  tratam  da  necessidade  de  melhoramentos nessa área. em menor quantidade. matérias referentes  ao Lyceu Parahybano.  com  leis. No intuito de contribuir com a história da educação paraibana. primeiro estabelecimento de ensino secundário.  Vinculado  ao  partido  conservador.  fonte  de  preocupação  para  os  jornalistas.  possuía  uma  seção  intitulada  “parte  oficial”  muito  rica.  Em  pauta  estava.  Além  disso.  localizado  no  acervo  de  obras  raras  do  Instituto  Histórico  e  Geográfico  Paraibano.  o  ensino  de  primeiras  letras.  destacam‐se  os  textos  dos  jornalistas  que  compunham  seu  corpo  redacional.  O  objetivo  deste  artigo  é  debater  de  que  forma  a  instrução  e  os  debates ligados à educação apareciam na documentação oficial e nas resenhas e crônicas jornalísticas.  relatórios  e  demais  atos  do  governo.28  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O  JORNAL  ‘A  REGENERAÇÃO’  E  A  INSTRUÇÃO  PÚBLICA  E  PARTICULAR  NA  PARAHYBA  DO  OITOCENTOS (1861‐1862)    Thiago Oliveira de Souza (UFPB)  Cláudia Engler Cury (UFPB)    A Regeneração foi um periódico que circulou na Província da Parahyba do Norte nos anos de 1861/1862.  .  Vinculada  à  iniciação  cientifica.  entre  outras  coisas.  decretos. criado em meados da década de  1830. Também foi possível localizar. buscamos alargar o uso das  fontes e propor novas discussões sobre o tema.

 utilizamos as notícias publicadas  nos  jornais  da  época  como  a  Gazeta  da  Parahyba. que iam desde a criação  de hospitais e cemitérios até uma legislação de combate a falta de higiene. vermes e insalubridade.  observando  a  postura  e  o  discurso  sobre  a  medicina  na  Paraíba entre 1850 e 1889. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Eixo Temático 2  Culturas políticas e Construção do Estado Nacional      OFÍCIOS DE MEDICAR: PRÁTICAS MÉDICAS NA PARAÍBA OITOCENTISTA (1850‐1889)    Azemar dos Santos Soares Júnior (UFPB)    Este trabalho tem por objetivo analisar as práticas médicas na cidade da Parahyba na segunda metade  do século XIX. A presença desses profissionais da saúde foi durante longos períodos uma inconstância  na Província da Paraíba. Para realização desse trabalho. conciliando com outros cargos políticos como o  de Presidente da Província da Paraíba. É observando a postura desses médicos. ficando a cargo dos curandeiros. benzedeiras e parteiras o ofício de medicar.  as  Atas  da  Assembleia  Legislativa  e  alguns  relatórios  das  Inspetorias  de  Higiene. Medidas enérgicas. Diversidades.  . sua  habilidade  política  e  imagem  de  homens  do  povo  que  buscamos  entender  como  esses  profissionais  mantiveram‐se a frente da Inspectoria de Saúde Pública.  os  Relatórios  de  Presidente  de  Província. É  em meados do oitocentos que os médicos passam a exercer a arte de curar a partir da necessidade de  uma cidade abalada por epidemias. deveriam ser tomadas para  conter o avanço desses males que assolavam a população.  Através  dessa  documentação  problematizamos  nosso  objeto  de  análise.29  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

  os  praieiros  usaram  e  abusaram da já enraizada aversão aos “antigos colonizadores”. como forma de arregimentar a população mais desfavorecida  para o seu lado.  os  imigrantes  portugueses  começam  a  estabelecer  outros  vínculos  comunitários  mais  sólidos. o cenário social da cidade  estava  marcado  por  fortes  disputas  entre  brasileiros  e  portugueses  pelas  vagas  no  mercado  de  trabalho. quando os praieiros são  varridos  para  fora  do  cenário  político.  Como  plataforma  de  campanha. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A ‘HIDRA LUSITANA’: UMA COMUNIDADE PORTUGUESA NO RECIFE DO SÉCULO XIX    Bruno Augusto Dornelas Câmara (UFPE)    A década de 1840 foi bastante intensa para a comunidade portuguesa residente no Recife.30  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  constituindo‐se  tanto  de  comerciantes.  Isso  era  combustível  mais  que  suficiente  para  acirrar  a  violência  nas  ruas.  do  Hospital  Português  de  Beneficência  e  da  Monte  Pio  Português. A onda de antilusitanismo que  marcou aqueles anos era fomentada por  parte  da  imprensa  panfletária  ligada  a  facção  liberal  ‐  gente  do  Partido  Praieiro  ‐  que  brigava  pelos  cargos  de  poder  na  província  de  Pernambuco.  como  também  de  seus  respectivos  caixeiros.  sobretudo  no  comércio  a  retalho. Diversidades. Ocorreram  na  cidade  em  torno  de  sete  violentas  manifestações  contra  os  portugueses  e  seus  respectivos  estabelecimentos comerciais.  como  a  criação  do  Gabinete  Português  de  Literatura.  . após os insucessos dos liberais na Insurreição Praieira.  Os  membros  promotores  dessas  instituições  faziam  parte  do  corpo  do  comércio.  A  presente  comunicação  investiga  as  formas  de  estabelecimento.  que  vão  além  dos  mecanismos de preservação e valorização étnica.  inserção  e  interação  dos  membros  dessa  comunidade  na  nova  conjuntura  pós‐Praieira. Além do mais.  monopolizado  pelos  lusitanos. Porém.  Não  foi  a  toa  que  a  facção  praieira  agia  em  favor  da  “nacionalização do comércio a retalho”.

 por parte de muitos sujeitos políticos. dentre as quais:  a  organização  do  sistema  eleitoral. no Brasil.  em  sua  metade.  No  Oitocentos.  a  instalação  de  um  sistema  demográfico  e. organização  e  manutenção  de  um  sistema  de  instrução  pública  relacionava‐se  diretamente  com  a  formação  do  Estado.  e  Rui  Barbosa.  de  três  importantes  liberais:  Diogo  Antonio  Feijó  (1784‐1843).  um  Estado independente. Empreitada realizável por muitas frentes. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CONSTRUINDO O ESTADO: TRÊS PROPOSTAS LIBERAIS PARA A INSTRUÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA NO  SÉCULO XIX    Bruno Celso Sabino Leite (UFPB)    O século XIX. parece ter sido um daqueles períodos de tempo no qual tudo que dizia respeito  à  garantia  dos  laços  de  estabilidade social.  (1849‐1923)  no  final  do  Oitocentos. houve. Diversidades.  O  debate  possui  um  duplo  intuito:  o  de  perceber  as  singularidades  (e  não  particularidades)  do  liberalismo  no  Brasil.  estava  por  se  fazer. o entendimento de que a criação.  assim.  .  na  primeira  metade  do  século  XIX.  como  espero  deixar  claro. a presente comunicação tem por objetivo expor e refletir acerca das “expectativas”  políticas  e  sociais.31  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  de  uma  espécie  de  chave  de  compreensão  para  os  problemas  não  resolvidos no tempo presente.  casamento  e  óbito).  em  torno  da  instrução  pública.  em  muitos  aspectos.  a  criação  dos  registros  civis  (nascimento. deveria ser construído.  um  sistema  nacional  de  pesos  e  medidas.  também.  não  parecem  desgastadas  pelo  passar  do  tempo.  Deixando  de  ser  colônia.  servindo.  um  país.  e  o  de  trazer  à  tona  propostas  educacionais  que. Por isso.  Tavares  Bastos  (1839‐1875).

  notando  especialmente  a  sua  realidade eleitoral.  É  nesse  conflito  que  buscamos  o  que  define  a  evolução  política  do  sistema  eleitoral  no  Império. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ELEIÇÕES E GOVERNABILIDADE: TRANSFORMAÇÕES POLÍTICAS NO IMPÉRIO (CEARÁ. anseios outros norteavam as preocupações de diferentes grupos políticos da nação e  o partido Liberal. 1846‐1860)    Bruno Cordeiro Nojosa de Freitas (UFC)    Este  trabalho  preocupa‐se  em  estabelecer  uma  conexão  entre  as  práticas  políticas  dos  altos  escalões  administrativos  do  Império  e  os  setores  básicos  de  tal  hierarquia. relatórios de autoridades e escritos de viajantes que circularam nesse universo.32  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Ao  mesmo  passo.  os  limites  do  país.  funcionários  públicos.  Através  do  atípico  e  da  contradição  é  que  buscamos  apreender  as  regras  e  lógicas  internas  do  funcionamento  legal  da  vida  política. Diversidades.  fossem  geográficos  ou  na  cidadania dos seus habitantes.  Nesse  sentido. Contudo.  Valemo‐nos  principalmente  de  debates  em  periódicos.  ofícios  entre  órgãos  administrativos. testemunhavam sucessivas alterações. marcadas tanto na presença de  missões  científicas  quanto  nas  novas  leis  relativas  à  representatividade.  .  o  Ceará  aparecia  como  parte  de  um  corpo  nacional  que  havia  de  ser  enquadrado  em  projetos  políticos  legitimados  na  Corte.  considerando  a  proeminência  do  partido  Conservador  no  período. único rival dos conservadores nessa metade de século. Período de desagregação das estruturas sociais fundadas em um passado colonial e  definição  de  novas  instituições  da  nação. exercia sua pressão sobre as  leis  eleitorais.  a  metade  do  século  XIX  nos  permite  notar  minúcias  das  transformações  eleitorais  no  Brasil.

 afluente do rio Una. Em  particular a província de Pernambuco. As Colônias que  foram  criadas  tinham. Localizada  situada no vale do rio Fervedor.  .  além  do  objetivo  de  principal  que  era  o  estabelecimento  do  povoamento.  no  território  da  província  de  Pernambuco.  formadas  por  imigrantes  estrangeiros. no Norte também houve uma preocupação do governo  imperial em promover a implantação de colônias com objetivos de povoamento. isso significou a proteção das fronteiras do país. na fronteira com a Província de Alagoas. a Colônia Suassuna. Portanto.  Paralela a essa colonização estimulada pelo governo imperial acontecia uma colonização promovida por  particulares.  Entre  as  Colônias  fundadas  estavam  a  Colônia  Agrícola  Santa  Amélia. a Colônia Militar de Pimenteiras. a 10 léguas  a  Sudoeste  da  Vila  de  Bonito.33  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  a  Colônia  orfanológica Isabel. pretendemos nesta  breve  discussão  analisar  o  motivo  da  criação  da  Colônia  Militar  de  Pimenteiras  e  alguns  aspectos  do  cotidiano  de  seus  colonos.  Bem  como  características  do  sistema  de  colonização  estabelecido  na  província de Pernambuco. mote da nossa discussão. Diversidades.  fins  específicos  que  motivaram  sua  fundação.  a  9  léguas  a  Oeste  da  Vila  de  Água  Preta. com o fim determinado de inserir o trabalho livre em substituição ao trabalho escravo.  Diversas  colônias  surgiram  ao  longo  do  século  XIX. a Colônia Socorro. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A POLÍTICA DE COLONIZAÇÃO NO SEGUNDO IMPÉRIO: A COLÔNIA MILITAR DE PIMENTEIRAS    Carla Fernanda de Lima (SEDUC/PE)    Na  segunda  metade  do  século  XIX  o  governo  imperial  implantou  diversas  colônias  no  centro‐sul  do  Brasil. etc. foi um local onde várias colônias foram fundadas. Dentre  as Colônias que foram criadas está a Colônia Militar de Pimenteiras.  a  20  léguas  do  litoral  de  Pernambuco e a 7 léguas da Colônia Leopoldina da província das Alagoas. ao mesmo tempo que. Assim como no sul do país.  resultado  da  ação  política  de  colonização  empreendida  pelo  governo  imperial. em suas províncias. nas  regiões cafeeiras.  Tendo  como  objetivo  principal  povoar  o  sul  do  Brasil  e  assim garantir a posse de terras.

  No  caso  sul‐rio‐grandense.  com  isso. discutimos a aplicação da Lei de Terras de 1850 na Província de São Pedro do Rio  Grande do Sul. sobre as terras florestais. do avanço da colonização e da exploração da erva‐mate. Nosso recorte temporal se estende de 1850 a 1880.34  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. principalmente. multiplicou o número de  litígios entre os  terratenentes  e. Diversidades. período que abrange a promulgação  da Lei até a década em que foi produzido o maior volume de processos de legitimação e revalidação de  terras.  fundamental  à  manutenção da hegemonia política do Império na região Platina. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A PROVÍNCIA MERIDIONAL E A LEI DE TERRAS DE 1850: UM ENFOQUE POLÍTICO    Cristiano Luís Christillino (UFPE)    Nesta apresentação. no sul.  a  Coroa  utilizou  a  aplicação  da  Lei  de  Terras  enquanto  uma  das  suas  bases  de  cooptação  da  elite  miliciana  sul‐rio‐grandense.  aumentou  a  procura  pelos  expedientes  da  Lei  para  reconhecimento  do  direito  de  acesso  a  terras.  .  A expansão  da fronteira fundiária. Eles resultaram.

 de refletirmos sobre o vínculo da literatura no  âmbito da história.  que  parodiaram  o  poema  pelo  excessivo  espírito  nacionalista  cabível  ao  processo histórico do Brasil no período imperial.  . e assim. explorando e exaltando temas locais.35  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. consolidando  um  desejo  de  se  apreender  uma  identificação  do  povo  brasileiro  através  da  construção  de  uma  identidade nacional.  “A  Canção  do  Exílio”. o ideal de construção da nossa Nação se entrelaçará ao campo da literatura. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O NACIONALISMO NO TEXTO LITERÁRIO ‘A CANÇÃO DO EXÍLIO’ E SUAS RESPECTIVAS PARÓDIAS    Dayanna Alves Cavalcanti (UEPB)  Janine da Guia Costa (UEPB)    O processo de formação da nação brasileira despertou um sentimento de caráter patriótico no âmbito  da escrita. Nossa pesquisa propõe a analisar o poema de  Gonçalves  Dias. Um novo olhar  cultural e social será impulsionado pelo processo de independência em meados de 1822. Diversidades.  interligando‐a  com  outros  poemas  de  autores  da  segunda  geração  do  Romantismo.

  tão  central  na  construção de um futuro Estado brasileiro.  Através  de  cartas  trocadas  com  alguns  amigos José Bonifácio acompanhou e opinou sobre o processo histórico do Primeiro Reinado brasileiro.  Este  trabalha  se  utiliza  destas  cartas  buscando  traçar  o  perfil  deste  personagem. Estabelecido na França.  começava  o  período  de  tormenta de José Bonifácio de Andrada  um dos mais ilustres personagens políticos da historia brasileira  da primeira metade do século XIX.  . Diversidades. para um exílio forçado. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CARTAS DO EXÍLIO DE JOSÉ BONIFÁCIO: PROSA E POESIA À SERVIÇO DO DISCURSO POLÍTICO    Eduardo José Santos Borges (UNEB)    Após a crise política acontecida em novembro de  1823 que culminou com a dissolução da Assembleia  Constituinte  episódio  que  a  história  designaria  como  “noite  da  agonia”.36  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. que ao se utilizar da prosa e mesmo da poesia construiu uma  pequena crônica de um momento tão decisivo da História política do Brasil. José Bonifácio não se  furtou  em  participar  ativamente  do  debate  político  no  Brasil.

  bem  como. sua contribuição para a manutenção do  modelo estatal centralizado instituído por D.  ao  mesmo  tempo.  em  setembro  de  1822. marcado  por  avanços  e  recuos.  algumas  instâncias  político‐administrativas  foram  adquirindo importância como funções estatais fundamentais para a consolidação do Estado Nacional. o objetivo é analisar como o funcionamento do poder judiciário  contribuiu  para  a  formação  do  Estado  Nacional.  também  foi  importante  instância  burocrática.  foi  apenas  a  oficialização  do  nascimento  do  Estado no Brasil. que demonstram.  Ao  longo  do  Império. claramente. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O PODER JUDICIÁRIO: UM ALIADO NA FORMAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO    Elaine Leonara de Vargas Sodré (UFVJM)    A  proclamação  da  Independência. Ao passo que o poder monárquico se fortalecia promovia mudanças que visavam a  consolidação do Estado. Diversidades.  identificar  algumas  variações  estruturais.  especialmente na magistratura. Neste trabalho. Pedro I e consolidado durante o Segundo Reinado.  .  Observa‐se  que  a  estrutura  judiciária  implementada  nas  décadas  iniciais  do  Império  refletia  o  Brasil  daquele  momento.  agindo  em  prol  da  manutenção  do  Estado.37  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. A efetiva institucionalização configurou‐se em um processo lento e gradativo.  pois  além  de  desempenhar  sua  função  primordial:  a  jurisdicional.  ou  seja. O  poder  judiciário  enquadra‐se  nesse  caso.  um  misto  de  inexperiência  administrativa  e  incertezas políticas.

  com  recorte  temático  sobre  as  tradições  africanas  e  as  notícias  dos  quilombos. crônicas e biografias parecem atestar.  A  profusão  de  narrativas. logo após a Revolução de 1930. nas publicações da Brasiliana no decorrer da década  de 1930. os “estudos históricos” e biográficos se intensificaram  na  procura  das  raízes  da  nacionalidade  que  estariam  difusas  na  duração  imperial.38  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  AFRICANIDADES  E  QUILOMBOS    Elio Chaves Flores (UFPB)    O  presente  artigo  discute  um  conjunto  de  publicações  na  Coleção  Brasiliana  pertinentes  ao  período  imperial. que a República havia descoberto o Império.  Parte‐se  da  hipótese de que. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A  BRASILIANA  PUBLICA  O  IMPÉRIO  NA  DÉCADA  DE  1930:  CULTURA  HISTÓRICA.  . Diversidades.

  observa‐se  que  o  termo  é  muitas  vezes  recorrido  para  formatar  imaginadas  reorganizações  que  eram  propostas em famílias políticas que se encontravam na arena da luta pelo poder. Diversidades.  . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “ENTRE AS BALAS E OS PILOUROS”: O POVO COMO VOCÁBULO NO CEARÁ DO INÍCIO DO PRIMEIRO  IMPÉRIO BRASILEIRO    Iarê Lucas Andrade (URCA/FUNCAP)    Esse  trabalho  almeja  problematizar  a  utilização  do  vocábulo  povo  enquanto  fator  que  faz  alusão  a  distintas  culturas  políticas  presentes  na  dinâmica  da  formação  do  Brasil  Império.39  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  No  Ceará  Provincial.

 instituindo.  O  argumento  central.  necessárias  à  configuração  final de uma nação moderna.  .  não  é  exagero  afirmar  que  a  produção historiográfica e sociológica brasileira.  um  hiato  em  nossa  agenda  democrática. não apenas na academia como  também  do  público  mais  gera.  O  discurso  abolicionista  de  Nabuco  exerceu  papel  de  destaque  na  importância  atribuída  às  reformas  sociais.  elementos  basilares  da  consolidação  de  uma  nação  moderna.  para  além  da  simples  abolição. confirmando o indício de que existe uma  comunidade  de  imaginação  que  insiste  em  se  perguntar  sobre  o  que  nos  conforma. segundo. a partir da análise de teses de alguns de seus principais  intérpretes. os elementos centrais  da narrativa que. ainda hoje.  ainda que descontínua.  guiada  por  inquietações  em  torno  das  ideias  de  progresso. na conformação de nosso processo civilizatório.40  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  ainda  hoje. apontar para a singularidade do lugar de Joaquim Nabuco. de sua trajetória intelectual. impregna o pensamento nacional. a partir da análise. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ENTRE O CHARME DA MODERNIDADE E A UTOPIA DA HYBRIS: O PENSAMENTO RADICAL DE JOAQUIM  NABUCO NO BRASIL DO OITOCENTOS    Jean Carlo de Carvalho Costa (UFPB)    Essa  intervenção  objetiva  ressaltar  a  importância  do  pensamento  de  Joaquim  Nabuco  (1849‐1910)  no  Brasil  Oitocentista. ainda em sua produção na juventude. Diversidades.  nesse  sentido.  é  ressaltar  a  relevância  do  papel  do  discurso  dos  intelectuais  na  constituição  de  uma  agenda  democrática e.  Ora. vem ganhando atenção crescente.  enquanto  discurso  que  presentifica. desde a década de 1990.  auxiliando  a  compreender  o  porquê  de  nós  termos  nos  tornado  isso  que  hoje  somos.  liberdade  e  educação.

  Tem  por  objetivo  analisar  as  principais  transformações  socioculturais  ocorridas  na  Província  da  Paraíba.  . como também.  tendo  como  base.  o  Rio  de  Janeiro  começou  a  sofrer  um  processo civilizatório que passou a reger os hábitos e normas de convívio social nas demais Províncias  do  Brasil.  buscando  ajustar  as  especificidades  ao  processo  civilizatório  nacional. Palavras‐chave: Cotidiano.  vinculado  ao  PIVIC/UFPB. As principais medidas civilizatória implantadas nas demais  Províncias do Brasil tinha como objetivo adequar os hábitos e costumes impostos pela corte.  não  só  o  código  de  Posturas  Provincial. no Rio de  Janeiro.41  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  referentes  à  inserção  desta  Província  no  cenário  Político  e  Administrativo  nacional.  “a  vida  urbana  provincial”. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   URBANIZAÇÃO E VIDA COTIDIANA: A PROVÍNCIA DA PARAÍBA NA DÉCADA DE 1830    Jerlyane Dayse Monteiro dos Santos (PIVIC/UFPB)  Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB)    Este trabalho é parte integrante do Projeto de Pesquisa “A Província da Paraíba no Período Regencial  (1831‐1840)”. Urbanização.  E  como  não  poderia  ser  diferente  a  Paraíba  também  sofreu  a  influência  civilizatória  e  urbanística implantada na Capital do Império. Paraíba. Diversidades. uma série de documentos presentes no Arquivo Histórico  do  Estado  da  Paraíba.  Tendo  em  vista  que  a  partir  do  início  do  século  XIX. aprovado em 1831.

  assim  como  identificar a evolução das trocas comerciais e indústrias entre os dois países em pleno século XIX. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   BRASIL – INGLATERRA: DIPLOMACIA E DEPENDÊNCIA    José Ernesto Pimentel Filho (UFPB)  Josivan Lima da Costa Júnior (UFPB)    Este  trabalho  busca  uma  análise  das  representações  consulares  entre  Brasil  e  Inglaterra.  . mantendo sempre o foco na relação de dependência  entre  as  duas  coroas  e  identificando  os  fatores  (tratados  e  acordos  diplomáticos)  que  irão  melhor  beneficiar uma das partes. Diversidades. mais  precisamente  no  período  correspondente  ao  Segundo  Império  brasileiro  (1840‐1889).42  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  O  trabalho  contemplará  os  resultados  e  estudos  desenvolvidos  durante  todo  o  projeto  voluntário  vinculado  ao  Programa  Institucional  de  Voluntários  à  Iniciação  Científica  (PIVIC)  “As  Relações  Comerciais  Brasileiras  com a França e a Inglaterra no Segundo Império”.

 nossas análises  deitam  raízes  no  diário  de  viagem  do  imperador. Estando ainda em estágio embrionário.  escrito  por  ele  durante  suas  visitas  às  tumbas  e  templos sagrados pertencentes ao que foi a civilização do Egito Antigo.  . Nosso interesse se dá tendo em  vista que foi por meio destas viagens que tivemos uma significativa contribuição no desenvolvimento da  cultura e da construção da identidade nacional. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AS VIAGENS E OS ESTUDOS DE DOM PEDRO II: A CONSTRUÇÃO DE UMA IMAGEM    Josiane Gomes da Silva (UFRN)  Genilson de Azevedo Farias (UFRN)    A  proposta  desta  pesquisa  vem  mostrar  a  importância  das  viagens  realizadas  e  dos  estudos  implementados por Dom Pedro II acerca do Egito para a apreensão da idealização que o monarca fazia  de si mesmo enquanto um líder culto e intelectual diante do mundo. Também visualizamos os jornais  e charges da época como objetos de estudos complementares e auxiliares. Diversidades.43  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

  o  primado  da  Razão  e  o  triunfo  do  Progresso. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CÂMARAS MUNICIPAIS NO BRASIL IMPÉRIO: PERSPECTIVAS DE ANÁLISE    Juliana Teixeira Souza (UFRN)    Antes  “cabeças  do  povo”.  que  atribuindo‐lhes  apatia  e  ignorância.  incapazes  de  assegurar  a  difusão  da  Civilização. Ao que parece. sede do governo central. colocando em debate a relevância  dos  estudos  dedicados  ao  Brasil  Império  que  privilegiam  esta  esfera  do  poder. Mas há décadas. os estudos que se debruçaram sobre o nosso  passado tem unanimemente decretado que as câmaras municipais foram nulificadas após os processos  de emancipação política e consolidação do Estado imperial.  passaram  a  identificá‐las  como  canais  de  expressão  das  ambições  particulares.  espaço  privilegiado  de  negociação  e  representação  das  elites  locais.  seja  na  definição  os  temas. Para tanto. localizada no Município Neutro.44  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. as municipalidades teriam  sucumbido  ao  movimento  de  centralização  do  poder  imposto  pelos  conservadores  fluminenses.  as  câmaras  municipais  são  reconhecidas  pela  historiografia  atual  como  instituições  fundamentais  da  administração colonial luso‐americana. Diversidades. seja na escolha do corpus documental.  . A proposta desta comunicação é analisar a construção histórica e historiográfica do discurso  que tornou possível a sentença de anulação das câmaras municipais. discutiremos o caso da Câmara Municipal do  Rio de Janeiro.

Diversidades.  que  almeja  contribuir  para  a  ampliação  do  conhecimento sobre a história do Brasil no período imperial.45  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  .  São  indicados  nesse  texto  diferentes  posicionamentos  teóricos  e  compreensões  sobre  as  decisões  tomadas  por  D.  Trata‐se  de  uma  pesquisa  de  cunho  bibliográfico. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   DILEMAS  DO  PRÍNCIPE  REGENTE:  ANÁLISE  DO  CONTEXTO  POLÍTICO  E  DAS  DECISÕES  QUE  CULMINARAM NA VINDA DA FAMÍLIA REAL PORTUGUESA PARA O BRASIL EM 1808    Layrton Borges Bezerra (UFPI)  Francisco de Assis de Sousa Nascimento (UFPI)    O presente artigo enfoca a análise realizada por alguns autores sobre a vinda da família real portuguesa  para  o  Brasil  em  1808.  bem  como  os  conflitos  e  decisões  tomadas  pela  Coroa  portuguesa  durante  a  invasão  napoleônica.  João  como  forma  de  preservar  a  soberania  do  Império  português.

  em  busca  de  uma  forma de governo mais adequada ao Império do Brasil. editados nas referidas províncias. Domingos Guedes Cabral.  A  análise  do  conteúdo  dos  artigos  publicados  nos  periódicos  disponíveis  nos  permitiu acompanhar os debates e identificar aproximações e diferenças entre os textos publicados nos  periódicos caracterizados pela contestação ao Estado imperial.  O  estudo  do  ideário  federalista  nos  permite  identificar  os  seus  matizes  e  o  circuito  político  em  diálogo no período.  mas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O FEDERALISMO E SEUS MATIZES NA BAHIA E EM PERNAMBUCO (1824‐1841)    Lina Maria Brandão de Aras (UFBA)    As  ideias  federalistas  circularam  amplamente  nas  províncias  da  Bahia  e  de  Pernambuco  entre  1824  e  1841. Diversidades.46  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  dialogou  com  o  federalismo  mexicano  e  com  o  modelo  confederativo  bolivariano.  o  ideário  federalista  agregou  elementos  do  federalismo  norte‐americano.  . onde se destacaram as rebeldias de Cipriano Barata. Desta  forma.  também. Frei  Caneca  e  Abreu  e  Lima.

  de  um  dos  principais  representantes  do  regresso  conservador  do  período.  analisar  o  processo  macro  de  formação  do  Estado  imperial  no  Brasil  a  partir  de  uma  narrativa  de  vida.  Numa  variação  entre  as  escalas  de  observação. mais conhecido como o “visconde de Itaboraí”.  buscamos.  entre  os  anos  de  sua  formação  acadêmica  como  matemático  na  Universidade  de  Coimbra  e  sua  aproximação dos ideais regressistas em finais dos anos trinta (1821‐1839).  num  momento  particular  de  construção  do  Estado  imperial  no  Brasil.47  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Temos por objetivo investigar e  refletir  sobre  a  constituição  de  seu  pensamento  político. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “JOGOS  DE  ESCALAS”:  PENSAMENTO  POLÍTICO  E  CONSTRUÇÃO  DO  ESTADO  NACIONAL  NO  BRASIL  EM JOAQUIM JOSÉ RODRIGUES TORRES (1821‐1839)    Lívia Beatriz da Conceição (UFRJ)    A proposta central da pesquisa em fase inicial é a de fazer uma biografia sobre o “saquarema” Joaquim  José Rodrigues Torres.  .  assim.  Defendemos  a  perspectiva  de  que  Rodrigues Torres. teve sua história de vida entrecortada por este  significativo  processo. um agente histórico em seu mundo.  em  suas  permanências  e  rupturas.  numa  abordagem  microanalítica.

48  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Munido de um discurso e ideário liberais. naquele momento.  encerrando em suas fileiras os conservadores locais. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ENTRE AS ONDAS E OS ROCHEDOS: O LIBERALISMO RADICAL DE BORGES DA FONSECA E AS ELEIÇÕES  GERAIS DE 1844 EM RECIFE    Manoel Nunes Cavalcanti Junior (IFBA)    As  eleições  gerais  de  1844  na  Província  de  Pernambuco  transcorreram  num  acirrado  clima  de  disputa  entre  duas  facções  políticas.  Seu objetivo era destituir os adversários e tomar posse do poder provincial. ele procurou se  equilibrar  entre  os  dois  principais  focos  da  política  provincial. composto por liberais e dissidentes conservadores.  O  primeiro  deles  ficou  popularmente  conhecido  como  guabirus. tendo como seu principal líder e representante  o antigo agitador liberal Borges da Fonseca. Na cidade do Recife. O segundo recebeu a alcunha de praieiros. Lutavam. para se manterem no  poder.  . capital  da Província.  O  objetivo  deste  trabalho  é  analisar  o  posicionamento de Borges da Fonseca na disputa eleitoral que ia tomando forma no decorrer daquele  ano. um terceiro grupo procurava se distinguir.  fornecendo  base  para  a  compreensão  do  seu  relacionamento  político  com  os  conservadores  e  a  difícil convivência com os praieiros.

  Estado  que  não  conseguira  aplicar  a  estatística  com  a  lei  que  ocasionou  a  revolta  em  1851  e  1852  e. Esse também parece ter sido o caso das colônias militares.  conseguiria  em  1872  (não  apenas  o  Censo. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   COLÔNIAS MILITARES E A CONSOLIDAÇÃO DO ESTADO NO BRASIL (1850‐1870)    Maria Luiza Ferreira de Oliveira (UNIFESP)    As  colônias  militares  foram  criadas  em  toda  a  extensão  do  território  brasileiro  a  partir  de  1850. pois na  década de 1870 o contexto de estruturação das Forças Armadas.  cidades.  região  por  onde  circulavam  os  “bandidos  das  matas”.  Foi  uma  estratégia adequada para o ministério da conciliação. e teria sentido na década de 1850/1860. documentando a experiência política de vastos setores sociais.  no  entanto.  Foram  diversos  os  projetos  do  Estado  nesse  período  para  resolver  questões  consideradas  “crônicas”.  Vamos  discutir  com  mais  vagar  as  colônias  militares  de  Pimenteiras  e  de  Leopoldina.  vilas.  No  contexto do final da praieira e da revolta popular contra o registro de nascimentos e óbitos. Muitos projetos tiveram investimento financeiro e pareciam uma solução adequada mas  no entanto fracassaram. ocorrida  em  cinco  províncias  ao  mesmo  tempo.  como  as  colônias  de  imigrantes.  a  construção  de  estradas.   Interessa investigar a dinâmica da fundação de cada colônia.  índios. Interessa também entender os  mecanismos  de  estruturação  do  Estado  racional  no  Brasil.  a  modernização  dos correios.  como  esforço  de  dominar  regiões  marcadas  pela  existência  de  conflitos  com  a  população  livre  e  pobre.  ex‐escravos.  .  tanto  interna  quanto  externa. seria outro.  Eram  regiões  de  fronteira.  em  Alagoas  e  Pernambuco. entender os conflitos populares de cada  região.49  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  o  ministro  Honório  Hermeto  Carneiro  Leão  sugere  que  a  fundação  de  colônias  militares  seja  transformada  em  lei  e  aplicada  a  regiões  de  conflito.  mas  a  primeira  matrícula  de  escravos). e  as  colônias  militares  foram  aos  poucos  desativadas  e  transformadas  em  povoados. Diversidades.  escravos  fugidos. pós Guerra do Paraguai.

  de fato. mas muitos resultados foram ganhos a preços sociais elevados.50  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  as  quarentenas. A epidemia era uma realidade.  dentre  outras. indicam o desconhecimento da etiologia.  As  Posturas  Municipais  que  eram  aprovadas  pela  Câmara e seguiam recomendações médicas.  a  proibição  de  enterramento  no  interior  das  igrejas.  Posturas  que  regulavam  o  uso  do  espaço  urbano  e  das  práticas  sociais  locais  como  a  não  divagação  de  doentes  pelas  ruas.  a  proibição  do  uso  de  água  durante  as  festividades  do  entrudo. medidas governamentais deveriam ser tomadas. Algumas medidas eram importantes para  frear a devastadora epidemia. uma intervenção abrupta no cotidiano dos pessoas.  . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   PODER LOCAL E SAÚDE PÚBLICA: AS EPIDEMIAS DO CÓLERA NA PROVÍNCIA DA PARAÍBA    Nayana Rodrigues Cordeiro Mariano (UVA/UFPB)    Este  trabalho  discutirá  as  políticas  públicas  de  combate  as  epidemias  do  Cólera  que  acometeram  a  província  da  Paraíba  nas  décadas  de  1850  e  1860. da transmissão e  dos  tratamentos  adequados.  bem  como. Diversidades. mas havia.  as  estratégias  de  segregação  e  disciplinarização  por  que  passavam  a  população  diante  desta  conjuntura  de  crise.  exemplificam  as  preocupações  com  a  “civilização  das  condutas”.

 enquanto outro setor desta mesma elite resistiu ao projeto de limitação do poder privado.  Objetivando  analisar  as  relações  políticas  envolvendo  o  Estado  Imperial  brasileiro e as famílias de proprietários locais da região do Acaraú. que por sua vez alimentava um forte sentimento de alto‐ preservação.51  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. no Ceará.  seguido  pelo  Segundo  Reinado. Diversidades.  estudando  como  o  Império  do  Brasil  aliciou  parte  da  elite  da  província  do  Ceará na formação de uma força coercitiva.    . 1834‐1846)    Reginaldo Alves de Araújo (UFC)    Coube  a  menoridade.  a  estabilização  política  e  implantação  de  um  projeto nacional para combater a ameaça de desintegração do território frente à onda de rebeliões que  assolaram  o  país  pós  1831.  implantando uma relação de conflito com o governo dos Liberais Moderados liderados. destacamos dois lados dessa política  brasileira  dos  oitocentos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O PODER LOCAL E O ESTADO IMPERIAL NA REGIÃO DO ACARAÚ (CEARÁ. pelo  padre José Martiniano de Alencar.

  tais  como  ofícios.52  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. entre 1884 e 1906.  As  críticas  tornavam‐se  mais  constantes  devido  às  disputas  entre  os  engenheiros. MONUMENTAL E INÚTIL”: DEBATES SOBRE O AÇUDE CEDRO NO “COMBATE” ÀS  SECAS NO CEARÁ (1884‐1906)    Renata Felipe Monteiro (UFC)    A construção do açude Cedro localizado em Quixadá – Sertão Central do Ceará – desde os primórdios  (1884) esteve envolto em inúmeros debates. Diversidades.  Tendo  como  parâmetro  diversos  documentos.  percebe‐se  que  havia  diversos  planos  para  tornar  essa  obra  pública  funcional  e  útil  para  a  população.  criando‐se  sindicato  e  canais  de  irrigação.  aos  problemas  estruturais  para  a  conclusão  do  reservatório. empreendidos entre intelectuais.  O  objetivo  desse  trabalho consiste em compreender os debates sobre a funcionalidade do açude Cedro no “combate” à  seca no Ceará. engenheiros e políticos:  ora  monumental.  dentre  outros. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “QUIXADÁ: ÚNICO.  relatórios  e  jornais.  a  resistência  dos  trabalhadores  em  permanecer  na  obra.  ora  inútil.  .

 Ressalto  que  este  trabalho  faz  parte  de  uma  pesquisa  maior  que  tenta  compreender  a  transição  do  trabalho  escravo para o livre na região.  Assim.  .  Para  isso  utilizaremos diversas fontes. a inserção da lavoura de cana de açúcar ocorreu de forma  mais  intensa  no  final  do  século  XVIII. anúncios em jornais dentre outra  fontes.  Este  engenho  foi  escolhido  devido  ao  fato  da  atualidade  ter  uma  comunidade  negra  que  vive  nas  suas  redondezas  e  possivelmente  descendentes  dos  antigos  escravos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A HISTÓRIA DE UM ENGENHO: O TABUA E SUAS RELAÇÕES DE TRABALHO (1840‐1888)    Romero Crispim da Silva (UNIT)  Joceneide Cunha dos Santos (UNIT)    A produção açucareira em Sergipe foi tardia.  este  trabalho  tem  como  objetivo  apontar  alguns  elementos  da  história  de  um  engenho  denominado  Tabua  de  Baixo.  capital  da  Província  até  1855. Diversidades.  E  segundo  alguns  historiadores  os  engenhos  sergipanos  eram  pequenos  e  não  passavam  de  banguês. o mesmo que também fazia divisas entre duas cidades a de São Cristóvão e  Laranjeiras.    e  possivelmente  incluía  mulheres e homens. e assim surgiram os engenhos Tábua de Baixo e o de Cima que eram  separados apenas por um  rio.53  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Outro dado é o que Engenho Tabua de baixo é fruto de uma  divisão.    Pretendemos  traçar  um  perfil  do  deste  engenho  e  dos  seus  escravizados. dentre elas os inventários post‐mortem.  localizado  na  cidade  de  São  Cristóvão.  Os dados coletados até o momento permitem pontuar que além do proprietário tinham outras  pessoas que residiam agregadas ao engenho e que também eram proprietárias de escravos e por isso o  número  de  escravos  envolvidos  com  a  produção  do  açúcar  era  significativo. africanos e brasileiros.

  e  também  culturais. os caminhos para a construção de uma nova ordem política na  ex‐colônia recém‐emancipada foram diversos.  apresentavam  soluções  diversas  para  o  pacto  político  de  governança.  A  cultura  política  centralista  se  hegemoniza  por  um  conjunto  de  circunstâncias  econômicas.  O  I  Reinado  e  a  Regência  constituíram períodos de numerosos conflitos.  Até  o  final  da  década  de  1830.  no  entanto.  até  a  grande  questão  envolvendo  todas  as  demais  dimensões  mencionadas:  a  distribuição  social  e  territorial  do  próprio  poder. em torno de muitas questões relativas à estruturação do  poder:  a  permanência  dos  portugueses  junto  ao  Governo  imperial.  marcados  pelos  famosos  temores  da  fragmentação  territorial  e  de  uma  revolução social negra (o haitianismo). Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A DÉCADA DE 1840: A CONSTRUÇÃO DA CULTURA POLÍTICA HEGEMÔNICA    Rosa Maria Godoy Silveira (UFPB)    Desde o processo de separação do Brasil.  .  não  tinha  a  adesão  unânime  dos  vários  territórios  brasileiros.  a  questão  da  terra. a Instrução Pública.  confrontada  com  as  culturas  políticas  regionais.  enquanto  tais.  própria  à  monarquia  bragantina. as relações com a Inglaterra.  sociais.  as  relações entre Igreja e Estado.  o  tráfico  internacional  de  escravos.54  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Apesar do ato formal do 7 de setembro.  a  nacionalização  do  Exército. Diversidades. a cultura política  centralista. a propriedade da terra. A década seguinte seria de definição de algumas ‐ e importantes  ‐  dessas  problemáticas  postas  na  agenda  política:  o  aparato  jurídico‐repressivo  e  a  ordem  interna.  houve  muitos  deslocamentos  de  posicionamentos  políticos.  analisadas  neste  trabalho.  políticas.  que.

  .  abaixo‐assinados  e  listas  endereçadas  às  autoridades  da  província.  tanto  a  expulsão.  os  sujeitos  do  conflito  acabaram  por  explicitar  noções  políticas  importantes  para  a  compreensão  das  redefinições  que  envolviam a formação do Estado e da nação brasileiros em seus primeiros anos de vida.55  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Através  de  petições.  membros  da  sociedade  baiana  pediram.  e  qual  a  sua  importância  e  relação  para  com  o  Estado  brasileiro. Neste cenário de tensão.  a  Província  da  Bahia  assistiu  a  diversos  episódios  que  enredaram  portugueses  e  brasileiros  em  conflitos  que  foram  de  simples rusgas na imprensa até sangrentos conflitos de rua. Diversidades. estabeleceu‐se um  debate  sobre  a  situação  de  portugueses  que  permaneceram  na  Bahia  depois  de  1822.  Neste  cenário.  como  a  permanência  de  portugueses  moradores  da  Província. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CULTURA POLÍTICA E O DEBATE SOBRE A EXPULSÃO DE PORTUGUESES NA BAHIA – 1831    Sérgio Armando Diniz Guerra Filho (UFRB)    No  bojo  da  crise  política  que  culminou  com  a  abdicação  do  Imperador.  em  1831.

 Neste ano. Após a análise do processo crime.  um  conjunto  de  valores.  sofreu  um  atentado. que fazia oposição política ao presidente.  adaptadas  a  conjuntura  imperial.  nas  relações  sociopolíticas.  com estratégias de manutenção de práticas que permaneceram ao longo do século XIX. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CULTURA  POLÍTICA  E  RELAÇÕES  DE  PODER  NA PARAÍBA:  RELATOS  SOBRE  O  ATENTADO  CONTRA  O  PRESIDENTE DA PROVÍNCIA PEDRO RODRIGUES FERNANDES CHAVES EM 1841    Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB)    Este trabalho tem por objetivo analisar a cultura política e as relações de poder na província da Paraíba  em 1841.  .  Portanto. segundo os relatos da documentação pesquisada. percebem‐se as disputas através das redes de poder.  notadamente  os  Relatórios  dos  Presidentes  de  Província  e  o  Processo Crime. Essas práticas  indicam  uma  cultura  política.  daqueles  considerados  réus  e  dos  seus  acusadores.56  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades.  normas  e  comportamentos  de  uma  tradição  colonial. o presidente da província Pedro  Rodrigues  Fernandes  Chaves.  ou  seja.  pretendo  apresentar  essa  teia  que  compõe  o  jogo  de  comportamentos  políticos  de  ambas  as  partes.  A  emboscada  teria  sido  encomendada  por  outro  grupo da elite local. no cenário da política local.  levando  em  consideração  que  trabalho  com  uma  documentação  carregada  de  sentidos. com o  depoimento dos réus.

  requerimentos  ou  circulares  relativos  aos  indígenas  de  Jacoca.  o  decreto  de  1831  os  consideraria  como  “órfãos. Baumann (Museu Nacional – UFRJ)    Esta comunicação propõe analisar o espaço ocupado pelo indígena na imprensa oficial da Província da  Parahiba do Norte e o modo como esta imprensa refletia a política imperial que então advogava pela  integração  dos  indígenas  e  adoção  de  “políticas  civilizatórias”. embora a Constituição de  1824  houvesse  ignorado  a  existência  dos  indígenas.  objetivando  a  sua  assimilação.  Somente  em  1845  o  Regulamento  das  Missões  normatizaria  os  assuntos  concernentes  à  sua  “civilização”.  .  Alhandra e Baía da Traição.57  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  As  Leis  de  Terras  promulgadas  em  1850  e  em  1860  subordinariam  o  destino  das  terras  e  dos  povos  indígenas  ao  projeto  agrário  do  Império  que  implementou um programa de regularização do patrimônio indígena. Interessa‐nos observar de que forma os jornais acima citados  tratavam a questão indígena independentemente das notícias oficiais que necessariamente publicavam. encarregados da publicação do Expediente  do  Palácio  publicam  reivindicações. os  jornais da Paraíba. E. No período entre 1850 e 1870. tais como O Despertador e O Publicador. Os Potiguara desta localidade reclamam contra “o esbulho que dizem sofrer  nas terras do seu patrimônio” e encaminham uma petição ao Imperador na qual “rogavam a posse de  suas terras que lhes haviam sido dadas”.  A  inserção  dos  indígenas  e  a  sistematização  dos  aldeamentos  já  haviam  sido  preconizadas  por  José  Bonifácio.  em  seus  “Apontamentos para a Civilização dos Índios Bravos do Império do Brazil”.  em  1823. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OS ÍNDIOS E O IMPÉRIO: OS POTIGUARA DA BAÍA DA TRAIÇÃO NA IMPRENSA OFICIAL DA PROVÍNCIA  DA PARAHIBA    Thereza B. Diversidades.

  . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AS SECAS E SUAS MISÉRIAS: 1877 NA PERSPECTIVA DOS PRESIDENTES DE PROVÍNCIAS    Wescley Rodrigues Dutra (UFPB)    O  Nordeste  brasileiro  vê‐se  constantemente  ameaçado  por  períodos  de  secas  que.. Diversidades. Corpos  entregues  ao  acaso.  Na  história  das  secas  do  Nordeste  a  que  aconteceu  em  1877  apresenta‐se  como  um  marco.  além  de  ser  um  penoso fenômeno climático. configura‐se como um momento ímpar de desestruturação da vida social  da  região  e  dos  indivíduos.  que  vão  povoando  as  estradas  rumo  às  cidades  buscando  a  sobrevivência..  devido  a  sua  grandiosidade. o desespero.  A  rotina  é  totalmente  mudada  nos  períodos  de  estiagem. número de vítimas e mudança social.  buscando  entender  como  eles  representaram  essa  seca diante das autoridades imperiais.58  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. nos próprios corpos dos retirantes se inscreve a fome. No presente artigo trabalhamos com os relatos dos  Presidentes  de  Províncias  do  Ceará  e  da  Paraíba. a dor.  Não  só  o  meio  físico é modificado.

  quem  produziu  o  Brado  ao  Povo?  Curiosamente. Diversidades.  afinal.  e  seus  confrades  pela  publicação  do  violento  pasquim. MATA‐PORTUGUÊS” NO PARÁ IMPERIAL: O CASO DO PASQUIM BRADO AO  POVO (1873)    Alan Christian de Souza Santos (UFPA)    A  Boa  Nova  e  O  Pelicano  eram  respectivamente  os  jornais  oficiais  da  Igreja  católica  e  da  Maçonaria  no  Pará  durante  a  chamada  Questão  Religiosa.  D.  foi  publicado  na  capital  paraense  um  pequeno  manifesto  –  também  tratado  como  pasquim  pelos  contemporâneos  –  intitulado  O  Brado  ao  Povo.  Neste  sentido.  Mais  que  incitar  a  população  local  a  se  posicionar  de  modo contrário à instituição maçônica. Impressos e Práticas de Leitura      ECOS DE “MATA‐MAÇOM. tal panfleto afetou a lógica discursiva do embate por reverberar  os  ecos  de  mata‐maçom.  o  Brado  ao  Povo  representa uma interessante e enigmática peça retórica que ganha sentido apenas quando articulada à  história  do  conflito  político‐religioso  imperial  e  à  história  da  província  paraense. tensões.  estes  atribuíam  aos  próprios  maçons  a  autoria  do  impresso  como  numa  tentativa  de  difamar  os  líderes  religiosos.  .  Assim.  sobretudo.  este  conflito  se  manteve  e  foi  alimentado  na  província  nortista.  Em  meio  aos  debates  dos  órgãos  oficiais  e  no  calor  das  discussões  do  ano  de  1873.  através  das  publicações  periódicas  da  imprensa. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Eixo Temático 3  Imprensa.  enquanto  os  maçons  responsabilizavam  o  bispo  do  Pará.  Macedo  Costa.  a  presente  comunicação  pretende  discutir  como  se  tornou  possível  a  feitura  deste  documento/  monumento e propor um modo de leitura que leve em consideração os conflitos.59  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  mata‐português  dos  tempos  da  Cabanagem.  Como  em  outras  localidades  do  Brasil.  Mas. discursos e  representações que se fizeram sobre ele.

  italiano. antes da reforma de ensino que promoveu a  ciência  positivista  defendida  por  militantes  republicanos.  político  e  literário  publicados  em  jornais  da  época  percebe‐se  que  Memórias  póstumas  tem  inseridos  no  enredo  expressões  comuns  ao  ambiente  jornalístico  da  época.  foi  publicado em capítulos quinzenais na Revista Brasileira em 1880.  ex.  A  observação  do  programa  educacional  do  Império  a  partir  do  programa  de  instrução  pública  praticado  –  p.  teatral.  histórica  brasileira  e  filosófica  ocidental.  de  Machado  de  Assis. em Literatura.  A  primeira  impressão  é  a  de  que  há  um  deslocamento  da  construção  textual  no  que  se  refere  ao  sistema  educacional  imperial.  arte  literária  e  política  eram  parte  integrante da formação de jovens até a década de 1870.  épica).  francês. Diversidades.60  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Quando  analisados  outros  textos  de  debate  filosófico. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ‘MEMÓRIAS  PÓSTUMAS  DE  BRÁS  CUBAS’:  ERUDIÇÃO  DO  LEITOR  NARRATÁRIO  E  DO  LEITOR  BRASILEIRO    Ana Maria Koch (UFPI)    A  primeira  edição  do  texto  literário  Memórias  póstumas  de  Brás  Cubas.  Pressupõe  um  leitor  narratário erudito também no que se refere ao conhecimento das tradições literária (satírica. poética.  A  Comunicação  propõe‐se  a  indicar  essa  cultura comum pressuposta pelo autor para o narratário do texto literário e existente no leitor brasileiro  de Revistas da época.  conhecedor  de  expressões  em  inglês. para estabelecer o destinatário do texto  –  como  um  erudito.  filosofia.  no  Colégio  Pedro  II.  .  em  Escolas  Normais  da  Corte  e  Províncias  –  indica  que  línguas  estrangeiras  (também  o  alemão). A análise mostra que o autor construiu  o narratário – a categoria da teoria da narrativa.

  sem  desvios  nem  transgressões.  Pesquisas  Recentes  sobre  os  livros  didáticos  veem  se  preocupando  em  destacar  tal  perspectiva  de  análise.  tidas  como  diálogos  com  professores  e  aluno.  ou  seja.61  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  mas  também  as  práticas de leituras que deles se faziam. as discussões e as ideias suscitadas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   PRÁTICAS DE LEITURA NO BRASIL OITOCENTISTA: O LIVRO DIDÁTICO EM FOCO    André Mendes Salles (UFPB)    Com  a  Nova  História  Cultural.  Apesar  de  não  termos  indicações  para  tal.  não  unicamente  os  livros  passaram  a  ser  analisados. sobretudo  por Roger Chartier.  tentaram  impor.  interessa‐nos perscrutar as indicações das formas de leituras que alguns dos autores de textos escolares  no  império  brasileiro.  Assim. quais sejam: as tentativas de  autores  como  Joaquim  Manuel  de  Macedo  e  José  Maria  de  Lacerda  que. as análises sobre os livros escolares e trouxeram nova luz ao estado da arte da pesquisa  no  Brasil. por perguntas e respostas. concentramo‐nos em outras análises.  como  eles  queriam  que  seus  textos  fossem  lidos.  .  através  de  uma  concepção  educacional catequética.  é  muito  provável  que  tais  desvios  e  transgressões nas leituras realizadas por professores e alunos fossem mais comuns do que possamos  imaginar. Por não ter tais indicações. são caras aos historiadores.  na  apresentação  de  suas  obras. Diversidades. tentaram impor formas de leituras a professores e  alunos no Brasil oitocentista.  mostrando‐se  atentas  às  revisões  e  renovações  historiográficas. Suas análises acerca dos livros em geral influenciaram. Nesse contexto.  em particular.

  ao  comprar  um  número  da  Gazeta  Nacional. bem como de possíveis querelas  com outros periódicos.  com  que  frequência  apareceram. Diversidades. liderança republicana. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ‘GAZETA  NACIONAL’:  IMPRENSA  DO  RIO  DE  JANEIRO. tinha‐se  um horizonte das questões polêmicas envolvendo república e abolição.  sendo  muito  utilizados por aqueles que se dedicam à pesquisa sobre o século XIX brasileiro.  ABOLIÇÃO  DA  ESCRAVATURA  E  A  (RE)  CONSTRUÇÃO DO FATO    Andréa Santos da Silva Pessanha (UNIABEU/ UFF)    Os  jornais  são  privilegiados  objetos  e  fontes  de  estudo  nos  trabalhos  dos  historiadores. pois reflito como suas narrativas  sobre estes dois agentes  auxiliavam na construção de uma dada memória da abolição. A partir dos envolvidos  na produção são criadas expectativas. objetivo analisar como esta folha abordou o processo do fim do  cativeiro  no  Brasil.  como  foram  apresentados.  . Neste trabalho.  observando  para  quais  elementos  ofereceu  destaque.  pois  podem  observar  quais  temas  foram  discutidos. A imprensa propicia aos  estudiosos  uma  aproximação  com  o  pensamento  de  uma  época.  Desta  forma. pois leitores esperam uma forma específica de criar/exibir o fato.  A  forma  como  tratou  a  atuação dos escravos e da princesa Isabel receberá especial atenção. proprietários e público alvo distintos. nos anos de 1887 e 1888.62  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  jornal  de  circulação  da  cidade  do  Rio  de  Janeiro.  como  ocorriam  as  polêmicas entre periódicos de redatores. que teve como redator Aristides Lobo.

 e que tinha como fundador. Diversidades. Tais episódios são apresentados como parte de uma crise estrutural de caráter hegemônico. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A “QUESTÃO MILITAR” NAS PÁGINAS DA REVISTA ILLUSTRADA: ANGELO AGOSTINI E A CONSTRUÇÃO  DE UM CONTRA‐IMAGINÁRIO ANTI‐MONÁRQUICO (1886‐1888)    Carla Silva do Nascimento (UNIRIO)    O  Brasil  da  segunda  metade  do  século  XIX  foi  marcado  politicamente  por  questões  que  apontavam  a  incapacidade  do  regime  monárquico  para  articular  componentes. caricaturista italiano que revolucionou o conjunto do gênero no Brasil. Este trabalho tem por  objetivo  apresentar  a  forma  como  o  caricaturista  representou  nas  páginas  da  Revista  Illustrada  a  chamada  Questão  Militar  –  série  de  episódios  que  opuseram  militares  e  governo  durante  a  crise  do  Império.  .  Data dessa época a Revista Illustrada (1876‐1898).63  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Nesse período. periódicos cuja  crítica  política  constituía  campo  extremamente  fecundo  para  a  oposição.  como  um  esforço  de  construção  de  um  contra  imaginário antimonárquico. e  as  representações  feitas  por  Agostini  sobre  eles. desenhista e editor Angelo  Agostini.  foi  um  marco  na  imprensa. folha considerada pela historiografia como uma dos  grandes acontecimentos da imprensa brasileira.  anseios  e  necessidades  de  uma  sociedade cada vez mais complexa. a proliferação das folhas ilustradas.

 portanto. atualmente. quanto em espaços  como  o  folhetim. misturando ficção e realidade. torna‐se relevante frisar a  necessidade  de  leitura  da  obra  desses  homens  de  letras  em  seus  suportes  originais. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   LITERATURA NOS ARQUIVOS: A PARTICIPAÇÃO DE LITERATOS NA IMPRENSA DO SÉCULO XIX    Daniela Magalhães da Silveira (UFU)    A grande maioria dos periódicos publicados na Corte ao longo do século XIX apresentava.  Seus artigos figuravam tanto no corpo dessas folhas. nomes que. quando usavam artifícios literários? Para tanto. certo esforço no sentido de tentar compreender como os  responsáveis  por  cada  uma  daquelas  colunas  definiam  suas  participações.  Ou  seja.  Trabalhar  com essa fonte de pesquisa exige.  O  ponto  de  partida  será  a  participação  de  Machado  de  Assis  na  impressa.  pretendiam  intervir  em  suas  realidades  e  realizar  alguma leitura de seu tempo. são considerados importantes autores de nossa literatura.  consideradas  “sérias”  e  imparciais.  por  exemplo. Diversidades. O objetivo  da apresentação será o de mostrar como alguns daqueles jornais usavam a linguagem ficcional a fim de  oferecer aos seus leitores uma visão diferenciada a respeito daquilo que se publicava em outras colunas.64  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  .  Mesmo  porque  obras  como  Quincas  Borba  e  Memórias  póstumas  de  Brás  Cubas  tiveram  suas  primeiras  versões  publicadas respectivamente na revista de moda e literatura A Estação e na Revista Brasileira.  reconhecidos  por  abrigarem  vários  romances  e  outros  gêneros  literários. haja vista sua regularidade e influência sobre outros autores. em sua lista  de colaboradores.  em  que  medida  literatos  como  Machado  de  Assis.

  literário.  O  estudo  sobre  os  compêndios  pedagógicos  epistolares  portugueses  no  Brasil.  do  português Almeida Garret e Código  do  Bom‐Tom.  tradicionalmente. analisá‐los‐ei a partir de duas perspectivas: a primeira a da forma.  A  historiografia  tem  considerado.  formada  pela  comunidade  letrada.  difundidas  pelos  manuais  epistolares.  este  trabalho tem o objetivo tornar visíveis os compêndios pedagógicos epistolar de origem portuguesa Da  Educação:  Cartas  dirigidas  a  uma  senhora  encarregadas  da  insituição  de  uma  jovem  princesa  (1829).  Regras da Civilidade  e  de  Bem Viver no  Século XIX  (1845).  ou.  dada  a  sua  histórica  condição.  Tais compêndios divulgaram ideias. do clérigo português José Ignácio Roquette. aos  livros de leitura e outros documentos que abordam a educação no Império.  .  a  epístola  como documento. Diversidades. Indo além  do  interesse  documental. servindo para comprovar algum acontecimento. a escrita epistolar  com  suas  regras  e  modelos  de  composição.  que. conceitos e formas a respeito do modo de ser e de viver da época  no  século  XIX  para  uma  diminuta  elite. inserindo‐os junto aos tratados formulados sobre a temática. igualmente oferecia uma escrita privilegiada das  atitudes  e  representação  do  sujeito.  A  segunda  está  na  perspectiva do conteúdo – discurso moral/educativo e práticas de civilidade –. Ao tomar tais compêndios como corpus  dessa investigação.  quando  foi  possível  verificar  que  tal  gênero  proporcionava a valorização da experiência individual.  possibilitará  percebê‐los  como  instrumentos para educar e civilizar. fato ou algo que foi dito. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A LITERATURA DA CIVILIDADE ATRAVÉS DAS EPÍSTOLAS PORTUGUESAS NO BRASIL IMPERIAL    Fabiana Sena (UFPB)    A  epístola  teve  predominância  no  século  XVIII. já que se constitui em um  gênero  discursivo  privilegiado  para  o  estudo  das  representações.  Para  tanto.  possibilitando  ao  pesquisador  tratar  tanto  do  seu  conteúdo  quanto  da  sua  forma. detinha o controle absoluto de uma cultura erudita. os quais circularam no Brasil no período imperial.  os  estudos  sobre  a  epístola  têm  se  constituído  como  objeto  e  fonte  de  pesquisa  com  interesse  histórico.65  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  no  século  XIX.  cultural.  sociológico  e  antropológico.  educacional.

  analisar  vários  dos  elementos  constitutivos  que  marcam  a  existência  humana. a imprensa ganhou de forma crescente – e hoje já totalmente consolidada –  status de “fonte histórica”.  .  sejam  eles  o  social. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O USO DOS PERIÓDICOS ENQUANTO FONTE HISTÓRICA    Fábio Francisco de Almeida Castilho (UNESP)    Ao  constituir‐se  num  elemento  essencial  do  desenvolvimento  da  maior  parte  das  sociedades  contemporâneas.66  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  o  ideológico. liberais e republicanos.  uma  das  regiões  mais  dinâmicas da província durante o período em evidência. com  destaque  para  os  fundamentos  conceituais.  o  cultural  entre  outros. que apresentaram diferentes posturas frente  às  transformações  no  mundo  do  trabalho. Diversidades.  para  os  elementos  extradiscursivos. foram analisados jornais de diferentes  facções políticas.  Desta  forma. estando.  para  as  formações  discursivas e para o público alvo.  o  político.  Neste  artigo  destacaremos  alguns  dos  pressupostos  básicos que compõem  o jogo de inter‐relações entre o jornalismo e a vida política. conservadores. Assim.  imigrantistas. pudemos observar como a elite proprietária oscilou entre os diferentes projetos para solucionar  a crise da mão de obra na região. a partir dos jornais.  abolicionistas.  etc.  emancipacionistas. Neste sentido buscamos compreender o discurso da elite proprietária  sobre  a  transição  da  mão  de  obra  escrava  para  a  livre  no  sul  de  Minas  Gerais. à disposição dos pesquisadores para. portanto.  o  econômico. tendo  sua ação voltada aos mais amplos setores que caracterizaram e caracterizam  estas mesmas sociedades.

  tendo  em  vista sua vida breve. tem por objetivo apresentar os resultados iniciais sobre uma pesquisa que  vem sendo desenvolvida vinculada ao projeto: Auta de Souza no Portal da Memória Literária Potiguar. Outro fator que em certa medida poderia  ser  encarado  como  impedimento  à  sua  vida  literária  é  a  sua  origem  negra  num  contexto  de  recém  abolição bem como o fato de ser tuberculosa em uma época em que esta doença não possuía cura e os  seus vitimados serem considerados verdadeiros “mortos sociais”. Diversidades.  . escreveu uma única obra que a eternizou dentro e fora do Rio Grande do Norte:  Hôrto. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AUTA DE SOUZA: UMA MOÇA POETA E NEGRA NO RIO GRANDE DO NORTE OITOCENTISTA    Genilson de Azevedo Farias (UFRN)  Ana Laudelina Ferreira Gomes (UFRN)    O trabalho exposto por ora.  todavia.67  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Figura singular dentro da  história  e  das  letras  no  Brasil. Nesse sentido. e quando se fala é de forma bastante sutil a ponto de passar quase despercebido. para se firmar enquanto escritora  teve  de  superar  as  barreiras  de  gênero  em  uma  época  extremamente  preconceituosa  e  sexista.  demonstrou  desde  cedo  sua  aptidão  para  a  poesia.  Auta  de  Souza  nasceu  em  12  de  Setembro  de  1876  na  cidade  de  Macaíba. um ponto em especial  chama  nossa  atenção:  o  silenciamento  da  poeta  enquanto  negra  e  o  seu  processo  de  embranquecimento.  que  na  época  figurava  enquanto o maior entreposto comercial da província do Rio Grande do Norte. Assunto este quase não tocado por aqueles estudiosos que se debruçaram sobre a  sua vida e obra.  sobretudo para com as mulheres que se dedicavam à escrita. Sendo a única filha mulher no meio de quatro irmãos homens.

 quando a escritora  escreveu  o  livro  “A  Alegria  da  Casa”. destinado  ao  sexo  feminino. nos idos do Segundo Império.  Esta  pesquisa. problematizamos o saber médico na orientação do  saber pedagógico e sua recepção no discurso dos educadores.  circulação  e  recepção  de  discursos  moralizadores. mais precisamente em 1866.  tomando  como  referência  temporal  o  período  compreendido  entre  1866  e  1880.  higienizadores  e  doutrinadores  no  Segundo  Império  Brasileiro.  na  Província do Rio de Janeiro.  um  texto  voltado  para  orientações  particularmente das mulheres que integravam a Igreja Evangélica Fluminense.  ASSEADAS  E  DISCIPLINADAS  PARA  O  BEM‐CASAR:  O  DISCURSO  MÉDICO‐HIGIENISTA  NAS  ESCRITURAS FEMININAS DO SEGUNDO IMPÉRIO    Iranilson Buriti de Oliveira (UFCG)    “Um banho de água fria todas as manhãs é um meio excelente para um refrigério e saúde”.  problematizando  como  esse  tipo  de  literatura  circulava  entre  o  público  leitor  brasileiro.  .  o  religioso  e  o  educacional. escrevia a  missionária Sara Kalley. Para tal análise. Nessas aproximações.  A  circulação  e  recepção  aos  impressos  de  Sara  Kalley  foi  tanta  que  o  referido livro passou a ser adotado nas escolas fluminenses a partir de 1880. Diversidades.  A  análise  do  livro  “A  Alegria  da  Casa”  desenha  as  aproximações  entre  os  discursos  médico. iremos dialogar com a  teoria que repensa os conceitos de leitura e de apropriação de discursos construídos pela Nova História  Cultural.  portanto.  visa  contribuir  com  a  temática  voltada  para  a  escrita. como estratégia metodológica para problematizar as formas de ler e os modos de prescrever a  sociedade higienizada. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   PURAS. demonstrando a circulação  do  discurso  médico‐higienista  voltado  para  o  ambiente  familiar  no  cotidiano  da  população  do  Rio  de  Janeiro. civilizada e educada.68  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. fundada pelo seu marido  e  médico  Robert  Reid  Kalley.

 da oralidade e da  sociabilidade.  intensificam  na  derradeira  década  do  Segundo  Império  o  debate  político    e  a  opinião  publica  para  finalmente  debateremos  como  o    articulista  contextualizou  as  tensões  existentes  de  ambos os lados do Atlântico assinalando que no jogo da política  internacional imperialista realizado à  partir do zero. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   IMPRENSA. Diversidades. o grande e rico Brasil bem podia ter sido a bola da vez.69  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  EÇA  DE  QUEIRÓS  E  CONJUNTURA  INTERNACIONAL:  SEGUNDO  REINADO  EM  TEMPO  DE  IMPERIALISMO.  . 1882‐1889    José Maurício Saldanha Álvarez (UFF)    Este trabalho aborda as matérias jornalísticas redigidas por Eça de Queirós para o periódico brasileiro  Gazeta de Noticias do Rio de Janeiro assinalando inicialmente a prática da informação por parte deste  festejado ficcionista e diplomata tecendo um painel contextualizador do imperialismo detectado como   a conquista de territórios na África e na Ásia pelas potenciais industriais e pelo agravamento de tensões  finisseculares nas Américas sob a égide da Doutrina Monroe analisando em segundo lugar os processos  de recepção dos artigos por um público leitor urbano que nos círculos do letramento.

 Oliveira viabilizou a  impressão de um periódico que se anunciou como o “remédio para os males da província”. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   NOTAS SOBRE A ‘FOLHA MEDICINAL DO MARANHÃO’ (1822)    Marcelo Cheche Galves (UEMA)    Entre  março  e  maio  de  1822  foi  impresso  semanalmente  na  cidade  de  São  Luís  a  Folha  Medicinal  do  Maranhão.  . espaço para  críticas  contumazes  contra  os  inimigos  políticos.  as  disputas  pelo  controle  da  palavra  e  a  construção  de  um  público  leitor. em fevereiro de 1822.  Ainda  que  de  curta  duração.  projeto  abortado  pelo  controle  que  o  governo  exercia sobre a tipografia.  Oliveira  intentou  publicar  a  Gazeta  da  Verdade. Diversidades. Com a eleição de uma nova Junta.  Com a instauração da primeira tipografia do Maranhão.  a  Folha  Medicinal  revela  a  dinâmica  das  refregas  provinciais.  pelo  menos.  ávido  pelas  novidades  da  política  que  agitavam o tempo. no final de  1821. o médico Manoel Rodrigues de Oliveira.  momento  de  “adesão”  da  província  ao  movimento constitucional do Porto.  por  vezes  anexado  às  representações  de  cidadãos  maranhenses  encaminhadas  às  Cortes  portuguesas  como  “prova  dos  descalabros”  da  vida  provincial.  abril  de  1821. Seu redator.70  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. era conhecido pela oposição que fazia a  administração  provincial  desde.

  .71  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. consultei fontes tais como: jornais. o Maranhão na segunda metade do século XIX. Nos jornais as  principais  disputas  ocorreram  entre  os  tipógrafos  José  Maria  Correa  de  Frias  e  Ignacio  José  Ferreira. dando destaque a estas  em âmbito nacional. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   DISPUTAS ENTRE TIPÓGRAFOS MARANHENSES NO MARANHÃO OITOCENTISTA    Odaleia Alves da Costa (IFMA)    Neste  trabalho  pretendo  discutir  as  disputas  entre  os  tipógrafos  maranhenses  para  buscar  compreender o meio social no qual estes viviam. isto é. almanaques e publicações deste período. Diversidades.  Para tanto.  Essas disputas contribuíram para a modernização das tipografias maranhenses.

  cultura.  Os  resultados levantados permitem perceber a configuração de novas ações e a difusão de novas práticas  civilizatórias. e método indiciário.  impressos protestantes. 2007a.  as  Sociedades  Bíblicas  são  compreendidas  aqui como associações voluntárias.  Robert  Reid  Kalley  e  sua  contribuição  como  um  difusor  de  práticas  religiosas  e  educativas  no  Brasil  dos  Oitocentos. Roger Chartier (1990).  Carlo  Ginzburg  (2007)  os  quais  trabalham  com  conceitos  como  associações  voluntárias. Diversidades.  Na  perspectiva  da  História  Cultural.72  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. responsáveis pela disseminação de impressos religiosos através do  trabalho  colportagem  realizado  por  seus  correspondentes. Max Weber (2002).  livros  e  leitores  protestantes  na  historiografia  educacional  brasileira. Norbert Elias (1994). Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ROBERT  REID  KALLEY  E  A  CIRCULAÇÃO  DE  IMPRESSOS  PROTESTANTES  NO  BRASIL  DURANTE  O  SÉCULO XIX    Priscila Silva Mazêo (UNIT)    Este trabalho tem como objetivo analisar a ação do agente da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira  (BFBS).  O  referencial  teórico‐metodológico  está  pautado  em  Ester Nascimento (2004.  O texto proposto justifica‐se pela insuficiência de  estudos  sobre  impressos. 2007b).  Busca  apresentar  também  títulos  de  impressos  protestantes  e  locais  de  circulação. a inculcação de novos hábitos no povo brasileiro durante o século XIX. práticas.  .

 concentramos nossas investigações sobre a análise da  questão da recepção dos impressos bem como dos livros que circulavam no “espaço público” do Rio de  Janeiro  durante  a  segunda  metade  do  século  XIX.  ou  seja.  consideramos  o  jornal  como  um  espaço  de  consagração  para  esses  homens  que  almejavam  notoriedade  e  reconhecimento  profissional  posto  que  servia  como  um  meio  de  divulgação  das  obras  através  das  resenhas  dos  livros  publicados.73  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Tais  escritos  são  considerados  na  pesquisa  tanto  como  instrumentos  de  poder  –  daqueles  que  detinham  o  privilégio  da  escrita  –  quanto  espaços  de  consagração para os indivíduos que buscavam um locus na boa sociedade. Assim.  . mas que nesse  período  não  conseguiam  viver  apenas  da  venda  dos  seus  bens  simbólicos.  Considerando  que  o  nosso  trabalho  pensa o livro como objeto cultural e histórico por excelência e como um meio de transmissão de cultura  no qual estão em jogo relações de poder é de extrema importância situar essa discussão dentro de uma  perspectiva da história política e cultural. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “O QUE LIAM ESSES HOMENS”? RESENHAS DE LIVROS NOS JORNAIS ‘O PAIZ’ E ‘GAZETA DE NOTÍCIAS’  COMO ESPAÇOS DE CONSAGRAÇÃO NO RIO DE JANEIRO DO FINAL DO SÉCULO XIX    Renata Rodrigues de Freitas (UERJ)    A proposta de nosso trabalho é discutir as representações dos livros resenhados pelos jornais O Paiz e  Gazeta de Notícias. a partir das implicações destas no espaço cultural do Rio de Janeiro no final do século  XIX. Diversidades.  das  obras  que  produziam. onde estavam inseridos indivíduos que procuravam adentrar na República das letras.  Desta  forma.

  2001). Este trabalho tem  por objetivo  fazer um estudo sobre coleções produzidas no Brasil no século XX. além dos estudos feitos por Patrícia Aparecida  do Amparo (2009) sobre os romances da editora Nova Cultural. mas que no Brasil se fortaleceu a partir do século XIX. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O  ENCANTAMENTO  FEMININO:  OS  ROMANCES  PUBLICADOS  NO  BRASIL  QUE  RETRATAM  OS  OITOCENTOS    Sara Cavalcanti Pinto Bandeira (UFPB)    Romances e moças possuem uma história antiga. que estudaram a Coleção Biblioteca das Moças. em que podemos citar Maria Teresa Santos Cunha (1995) e Cíntia da Silva Lang  (2006).  Histórias  água  com  açúcar  passaram  a  ser  produzidas  no  país. cujas histórias refletiam o estilo de  vida  de  sociedades  e  personagens  do  século  XIX.  baseadas em coleções de literatura cor‐de‐rosa produzidas na Europa.  a  saber.  publicada  pela Companhia Editora Nacional entre as décadas de 1920 e 1960.  a  Coleção  Biblioteca  das  Moças. Para isso.  Roger  Chartier  (1990.  .  traduzidas  do  inglês  e  do  francês.  e  estudos destas coleções.74  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Julia e Bianca. e as coleções Sabrina. nos baseamos em  estudos  sobre  práticas  de  leitura  e  história  cultura. Diversidades.  publicadas a partir da década de 1980 pela Editora Nova Cultural até hoje.  principalmente.

  Pierre  Bourdieu  e  Paul  Veyne.  Era. Diversidades. especialmente  o  Estado.  procuravam  interferir  nas  tentativas  de  delimitação  do  espaço  de  atuação  os  professores  a  fim  de  estabelecer  valores  e  práticas  que  deveriam  permear  a  atuação  deles.  o  de  24  de  outubro  de  1871. iniciando‐se uma nova etapa na História da  Educação  sergipana. conflitos e embates políticos em torno das representações culturais sobre a  escola primária. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   DEBATES  E  DISCURSOS  NO  'JORNAL  DO  ARACAJU'  (1872)  SOBRE  INSTRUÇÃO  E  EDUCAÇÃO  EM  SERGIPE    Simone Silveira Amorim (UFS)  Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas (UFS)    Esse  texto  faz  parte  de  uma  pesquisa  de  doutoramento  e  tem  como  objetivo  analisar  os  debates  travados na Assembleia Provincial. diversos agentes.  Através  dessa  pesquisa. Norbert  Elias.  .  Inspetor  Geral  da  Instrução  Pública  o  Dr.  Ressalta‐se  que  durante  todo  o  século  XIX  havia  uma  constante  discussão  a  respeito da necessidade de haver uma normatização do magistério.  ampliando assim as habilidades que deveriam possuir.  realizada  sob  a  matriz  historiográfica  da  Nova História Cultural. bem como os Relatórios da Instrução Pública e textos publicados no  Jornal  do  Aracaju  (1872)  sobre  instrução  e  educação. pode‐se afirmar que uma das maneiras de se perceber o fomento da educação  primária no século XIX é através de anúncios de jornais.  pois  mudanças  profundas  começaram  a  ocorrer  a  partir  da  promulgação  de  novo  regimento. Esses fatos corroboraram para que os professores encontrassem as condições para a  profissionalização da categoria.  no  início  da  referida  década.  elaborado  em  substituição  ao  de  1858. A análise do tema é feita com base nas discussões de Roger Chartier. Assim sendo.  Manoel  Luís  Azevedo  D’Araújo e que foi o responsável organizar o ensino público. A década de 1870 foi extremamente significativa  para  a  Instrução  Pública  em  Sergipe. de criação de cadeiras públicas para  o ensino primário e um investimento na formação de professores em novos métodos. ao  longo da segunda metade do século XIX.75  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  evidenciando  a  intencionalidade  dos  que  os  proferiram e publicaram.  Os  relatos  do  poder  público revelam impasses. Nesse processo. foi exigida e oferecida aos professores uma formação para que  eles  exercessem  suas  cadeiras  e  esta  foi  colocada  como  condição  essencial  para  o  ingresso  no  magistério  primário  a  fim  de  que  houvesse  uma  unificação  dos  conhecimentos  adquiridos  por  eles.

  no  contexto  da  segunda  metade  do  século XIX no Brasil. O  Belo  Sexo.  incita  a  pensar  exatamente  o  conceito  de  feminino. de literatura que circulavam naquela época e por elas apropriados. especificamente as que escreviam no Jornal das Senhoras. no qual outras mulheres escreviam opinando  sobre a sociedade da qual fazia parte.  Também  se  situam  na  segunda  metade  do  século  XIX. de homem. este trabalho  quer pensar como as mulheres do século XIX. trabalho.  lugares  ditos  para  o  masculino.  . como aquele que vem modificar em grande medida a situação das mulheres no  século  XX.  da  não  passividade  da  mulher  no  império. editado por Josefa Paula Manso de 1852 a 1855.  Se  o  movimento  das  mulheres  da  segunda metade do século XX revolucionou a ideia de corpo. os conceitos de mulher. o homem e a  mulher  tentavam  definir  as  práticas  culturais  daquele  contexto  no  Brasil. feminino. mulher. ao mesmo tempo em que possibilita ver como em cada sociedade o feminino  encontra maneiras de lutar pelo seu lugar. Diversidades. período em que os lugares e a divisão entre o público e o privado. Pensar a iniciativa de mulheres que escreviam em jornais.  mas  esses  escritos  nos  jornais  falam  do  não  silêncio.  de  liberdade  que  essas  mulheres  instituíam  nas  páginas  dos  jornais. o que sugere pensar que a passividade do feminino é um  conceito generalizante. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O JORNALISMO FEMININO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX NO BRASIL    Vanuza Souza Silva (UFPE)    Este  trabalho  discute  a  prática  da  escrita  feminina  na  imprensa.  faz  perceber  que  a  demarcação  do  masculino e do feminino é desterritorializada pela escrita das mulheres que nos jornais questionavam o  lugar  do  masculino  como  sendo  os  “pais”  da  intelectualidade.  Pretendo  pensar  a  partir  de  alguns  periódicos editados por um mesmo grupo de mulher. O presente trabalho analisará especificamente O Jornal das  Senhoras.  de  escrita. O Sexo Feminino. que assumiam uma postura que não  era  comum  naquele  período.76  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. O periódico supracitado era um entre muitos.  A  iniciativa  de  mulheres  escrevendo  nos  setores  públicos. de feminino.  pensava o seu lugar de mulher na sociedade.  Não  se  pode  dizer  que  se  trata  de  um  movimento feminista.  de amor.

 Utilizando‐se de fontes documentais municipais e representações imagéticas como a  iconografia  e a cartografia histórica. os amores. o consumo.  .  procuramos  mapear a circulação das ambulantes pelo Recife  nas  primeiras décadas do XIX e recuperar seu cotidiano sazonal. Diversidades. identificando  suas  posturas  perante  questões  que  conformaram  este  universo  urbano  em  ampliação.77  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Mulheres e Homens Livres Pobres      ATRAVESSANDO A RUA: VENDEDORAS AMBULANTES E CIRCUITOS URBANOS    Acácio José Lopes Catarino (UFPB)    As cidades apresentam‐se como locus privilegiado das narrativas do (e sobre o) Império. hierarquias internas e valores.  Boa parte do abastecimento das cidades imperiais tem como suporte as negras vendedoras ambulantes  e  as  ordenações  que  os  governos  implementam  neste  âmbito  municipal  frequentemente  chocam‐se  com sua atividade.  como  a  religiosidade. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Eixo Temático 4  Sociedade Escravista: Escravizados. mas boa parte  de seus habitantes têm seu papel como construtores destas dinâmicas urbanas usualmente diminuído. o lazer e as injunções políticas.

.78  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas..  Tem  por  objetivo  também  a  analise  de  permanências ou rupturas desses serviços no pós‐abolição.”:  O  SERVIÇO  DOMÉSTICO  E  OS  OFÍCIOS  DAS  AMAS  NO  RECIFE  (1857‐ 1889)    Adriana Maria Paulo da Silva (UPE)  Yan Soares Santos (UPE)    Esta  presente  comunicação  desenvolve  uma  analise  das  atividades  laborais  das  amas. Diversidades.  ocupadas  no  serviço  doméstico  na  Cidade  do  Recife  –  tendo  por  base  os  anúncios  demandando  empregados  nos  jornais Diário de Pernambuco e Jornal do Recife entre os anos de 1857 e 1889 –. a fim de investigar as  particularidades de tais ofícios.  . procurando diferenciar as amas secas das amas de leite e como estas se  comportaram  durante  a  desagregação  do  sistema  escravista. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “PRECISA‐SE  DE  UMA  AMA.

  processos  crime.  inventários  post‐mortem. com escravos nagôs envolvidos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AS RELAÇÕES ENTRE SENHORES E ESCRAVOS EM MARUIM E EM SANTO AMARO – SE (1801‐1857)    Alex Federle do Nascimento (UNIT)  Joceneide Cunha dos Santos (UNIT)    A  relação  senhor  e  escravo  é  um  dos  temas  estudados  e  debatidos  pela  historiografia  da  escravidão  atual.  . Dentre elas uma que ocorreu em 1827.  dentre  outras  fontes  históricas. durante o século XIX. para isso estamos centrando nossas pesquisas nas Vilas de  Maruim e Santo Amaro. Vilas cuja economia estava pautada na produção de e açúcar e por isso havia  um número grande de escravos nas posses. Nosso intuito é debater a referida temática na  província de Sergipe.  sumários  de  culpa.  pois  contém  diferentes  interpretações  e  análises.  A  pesquisa  ainda  está  em  andamento.  libelo  cível. a mesma  ocorreu  na  Vila  de  Maruim.  Na  Província  de  Sergipe  D’El  Rey  a  partir  dos  oitocentos vários foram os conflitos existentes entre senhores e escravos.  cartorárias  e  administrativas.  testamentos  e  corpo  de  delito.79  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  as  pesquisas  têm  apontado  que  as  relações  senhor  e  escravo  foram permeadas por alguns conflitos nas vilas citadas. Diversidades. As fontes que estão sendo utilizadas são os livros de notas. bem como diversos escravos  tentaram as fugas como uma estratégia de resistência.    Através  dessas  fontes  pretendo  identificar  alguns  conflitos  ocorridos  e  as  negociações  existentes  entre  senhores  e  escravos  nas  referidas  vilas.  Em  suma.  e  através  das  fontes  identificamos  algumas  revoltas nessas Vilas.

  Através  da  análise  do  processo  criminal.  busco  revisitar  esse  acontecimento  até  então  esquecido  pela  história  do  município  visando  arguir  um  diálogo  entre  a  memória  “oficial”  e  a  “esquecida”.  No  ano  do  centenário  é  lançado  o  Álbum  Histórico  “Terra  da  Liberdade”. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “HÁJA CACÊTES! HÁJA PAÓ!”: REVISITANDO A MEMÓRIA DA “TERRA DA LIBERDADE” PARAENSE    Ana Carolina Trindade Cravo (UFPA)  José Maia Bezerra Neto (UFPA)    Este  trabalho  tem  como  objetivo  discutir  a  memória  construída  em  torno  do  atual  município  de  Benevides  como  sendo  o  berço  da  liberdade  no  Pará.  e  assim  perceber  as  perspectivas  e  interesses  por  trás do suposto esquecimento. seguidor dos meios de obtenção de liberdade  legais e legítimos tanto que em nenhum momento o tal levante foi citado no dito álbum.80  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  exaltando  o  pioneirismo  da  localidade em libertar os escravos antes da Lei Áurea procurando enquadrar o movimento abolicionista  de Benevides como não possuidor de radicalismo. Diversidades.  documentação  policial  e  notícias  jornalísticas  em  torno  do  levante  de  escravos  em  conjunto  com  membros da sociedade libertadora de escravos da localidade ocorrido meses após da libertação de seu  território. ou seja. busco demonstrar discordância e/ ou esquecimento desse caráter mais radical do movimento  abolicionista  da  antiga  colônia  agrícola  quando  da  comemoração  do  centenário  da  sua  libertação. Nesse sentido.  .

 A pena de morte será  aqui discutida. seu aparato logístico.  Boa  parte  daquilo  que  produz  é  marcado pela morte. de suas leis. o grau máximo do artigo 192 do Código Criminal. Diversidades.  e  o  assassina. que vivia do ganho e. manipulando  com o seu querer. bem  como  a  sua  administração  no  Brasil. A discussão na justiça direciona‐se em se o mesmo era escravo de fato ou de direito.  fontes  e  métodos.  pois  muitos  daqueles  que  não  mais  vivem  foram jogados na eternidade com o consentimento legal do Estado. é o que nos diz  Michel de Certeau em A Escrita da História. sua ideologia.  revolta‐se  diante  da  humilhante  ameaça  de  apanhar  de  seu  senhor.  e contra a morte. Assim. pois.  não o deixaria escapar da pena de morte. ou se de direito. sua ritualística.  o  historiador  realiza  seu  trabalho. já que perscrutar a morte legal. em  1840  ao  considerar‐se  livre. trazemos à apreciação a história de Antônio Diogo. a lei de 10 de junho de 1835. Todavia.  tem  se  mostrado  uma  produtiva  seara  nessa  associação  entre  História e Direito. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ANTÔNIO DIOGO: ESCRAVO DE FATO? DE DIREITO? EXECUTADO    André Carlos dos Santos (UFPE)    Entre  arquivos.  se de fato. faz‐se  mister  indicar  como  algumas  dessas  foram  processadas.81  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. como se fossem uma página em branco. a vontade dos que jazem. ao  mesmo tempo em que honra os mortos com sua prática escriturária. Esse trabalhador macabro faz um trabalho de morte. Se boa parte de nosso fazer é acometido pela morte.  . também os sepulta.

  na  penitenciária  para  dar  maior  dinâmica  ao  trabalho.  A  Casa  de  Correção  do  Rio  de  Janeiro  durante a sua construção tornou‐se um espaço privilegiado de análise do trabalho livre. 1834‐1864)    Carlos Eduardo Moreira de Araújo (UNIABEU)    A construção da primeira Prisão com Trabalho no Brasil – que recebeu o nome de Casa de Correção do  Rio  de  Janeiro  ‐  está  inserida  num  processo  de  mudança  no  paradigma  das  punições  no  país. escravo e penal  no século XIX. a partir de   1834.  à  revelia  das  elites  imperiais.  Deveria  também  servir  de  coerção  às  classes  populares  que. Categoria surgida com a Lei de  7 de novembro de 1831. Esta comunicação pretende abordar a atuação dos africanos livres nessa importante obra  pública imperial destacando este grupo de trabalhadores como ponte entre o trabalho livre e o trabalho  escravo.  .  A  nova  penitenciária  deveria  ser  o  local  destinado  ao  cumprimento  de  penas  que  visavam  –  a  princípio  ‐  transformar  através  do  trabalho.  o  criminoso  em  um  cidadão  “probo  e  laborioso”. Diversidades.82  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ARQUITETANDO A LIBERDADE. OS AFRICANOS LIVRES NA CONSTRUÇÃO DA PRIMEIRA PRISÃO COM  TRABALHO DO BRASIL (RIO DE JANEIRO.  haviam  ganhado  as  ruas  da  capital participando ativamente da política no final do Primeiro Reinado. esses africanos capturados no tráfico clandestino foram depositados.

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  NEGÓCIOS DE ENGANAR GENTE TOLA: ALEIVOSIAS, CHARLATANICES, SOLICITAÇÃO E DONJUANISMO  NA PARAÍBA DO SÉCULO XIX    Carmelo Ribeiro do Nascimento Filho (PMJP/PB)    A  lenta  burocratização  do  Estado  e  as  péssimas  condições  de  vida  a  que  estavam  submetidas  à  população livre e pobre da Cidade da Paraíba, Mamanguape, Areia, Campina Grande e as vilas de maior  importância da Província da Paraíba, levaram a que certos delitos fossem socialmente aceitos por serem  considerados indispensáveis à sobrevivência desses homens e mulheres livres, porém pobres. Assim, a  ocupação dos mangues, das chãs, dos pauis e das faixas de marinha por essa população, raramente foi  alvo  de  interdição  por  parte  das  autoridades  constituídas,  porém,  à  medida  que  o  Estado  se  fazia  presente  no  cotidiano  dos  habitantes  da  Paraíba,  o  mais  comum  era  diminuir  a  tolerância  para  com  pequenos delitos e com a economia da ilegalidade de que subsistiam as populações pobres, ao passo  que  cresciam  as  ilicitudes  e  a  tolerância  para  com  as  malversações  do  dinheiro  público,  de  modo  que  para viver sem ter que trabalhar para alguém passou a ser mais seguro conseguir um emprego público,  que,  especialmente  para  os  minimamente  letrados  ou  suficientemente  apadrinhados,  tinha  quase  sempre o valor de uma sinecura, do que “vadiar a moda antiga”. Assim sendo, o objetivo deste trabalho  é expor a transição entre as antigas e as novas formas de ilicitudes que fizeram parte do cotidiano da  Paraíba do século XIX. 

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  A ESCRITA DA INTIMIDADE: MULHERES E O SEU DIÁRIO NO BRASIL IMPÉRIO (1840‐1870)    Carolina Gomes Pedrosa (UEPB)    Por  meio  dos  diários  pessoais,  segundo  Cunha  (2004),  compreendemos  as  práticas  culturais  de  uma  época.  É  importante  considerar  as  informações  através  dos  diários  como  indícios  do  passado  para  conhecer e interpretar o cotidiano de um povo. Por meio desse artigo, vamos utilizar como exemplo, as  escritas íntimas do diário pessoal da Viscondessa do Arcozelo Maria Isabel relatados na época do Brasil  império, permitindo rastrear as maneiras que essas mulheres viviam e pensavam entre 1840 a 1870. Esse  cotidiano  de  intensa  atividade,  que  salta  aos  olhos  dos  leitores  do  diário,  em  nada  se  parece  com  as  descrições  de  viajantes  que  definiam  a  vida  feminina  como  uma  sucessão  de  não‐acontecimentos  em  que a mulher não aparecia para estranhos, não cuidava da aparência e se colocava em  um espaço de  submissão  total  às  iniciativas  masculinas.  Mas,  para  a  tarefa  de  manutenção  da  casa,  as  mulheres  mantinham  contato  estreito  com  alguns  negociantes  e  comerciantes,  revelando  um  cotidiano  repleto  de estratégias de sociabilidade. 

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Patrimônios – Conexões Históricas

  DIÁLOGOS  ENTRE  A  HISTÓRIA  E  A  LITERATURA:  REPRESENTAÇÕES  E  INVISIBILIDADES  DA  MULHER  NEGRA EM ‘O CORTIÇO’    Danilo Pereira da Costa (UEPB)  Ana Raquel (UEPB)  Elisa Mariana de Medeiros Nóbrega (UEPB)    Com este trabalho pretendemos mostrar como era representada a mulher negra nas obras literárias do  século  XIX,  especificamente  em  O  Cortiço,  de  Aluízio  Azevedo.  Para  tanto,  discutiremos  questões  a  cerca  de  representação  e  identidades,  dialogando  com  Chartier  e  Hall.  É  sabido  ainda  que  as  obras  literárias  do  século  XIX  tentam  configurar  nossa  identidade,  deixando  implícitas  contradições  da  sociedade  que  nega  as  raízes  africanas  e  enaltece  os  padrões  europeus.  Logo,  a  literatura  oficial  brasileira acompanhando essa sociedade hierarquizada desprestigiou a figura do negro desvalorizando  sua  atuação  na  formação  da  sociedade.  Em  “O  Cortiço”  percebemos  claramente  essa  imagem  estereotipada  na  figura  de  Bertoleza,  negra  submissa  que,  pensando  ter  alforria,  trabalha  duramente  com o intuito de galgar um espaço na sociedade, mas que só eleva a personagem do branco português  João  Romão.  Os  procedimentos  teórico‐metodológicos  aqui  adotados  compreenderam  a  sistematização teórica bibliográfica sobre o negro na História do Brasil, utilizando‐se de vários autores  referindo‐se ao negro na literatura, para contextualizar as representações históricas e literárias tecidas  em torno da mulher negra. 

  . Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   TRABALHADORES DO COMÉRCIO: A ATUAÇÃO DOS CAIXEIROS NO RECIFE ENTRE 1857 E 1889    Dayana Raquel Pereira de Lima (UPE)  Adriana Maria Paulo da Silva (UPE)    Tendo  por  base  os  anúncios  de  emprego  (oferta  e  demanda)  publicados  no  Diário  de  Pernambuco  e  Jornal  do  Recife  entre  1857  a  1889. estatuto jurídico e aos  locais  nos  quais  atuaram.  esta  comunicação  pretende  discutir  o  perfil  sócio–profissional  dos  caixeiros trabalhadores no Recife.  Pretende  também  mostrar  as  estratégias  de  hierarquização  profissional  da  “caixeiragem” relacionadas às suas habilidades laborais e ao seu nível de escolaridade.86  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. nacionalidade. com relação à sua faixa etária.

 do século XVI ao século XIX. lança mão da base de dados recentemente  tornada disponível sobre todo o tráfico atlântico de escravos.  a  duração  média  das  viagens. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   TRÁFICO DE ESCRAVOS PARA PERNAMBUCO.  R. resultado do  esforço conjunto de uma equipe internacional de pesquisadores.  F. Diversidades.  R.  Vergolino.  O. já permitiram algumas conclusões de grande interesse quanto à origem  social e as atividades econômicas de tais agentes. e ainda de dados primários derivados  de projeto de pesquisa “Estudo Comparado do Escravismo Brasileiro no Século XIX”. ROTA E ORGANIZAÇÃO    Débora de Souza Leão Albuquerque (UnB)  Flávio Rabelo Versiani (UnB)  José Raimundo Oliveira Vergolino (UnB)    O trabalho analisa as características principais do tráfico de escravos para Pernambuco de 1788 a 1851 e  busca caracterizar os agentes e financiadores desse tráfico. Para isso.  na  África. o que permitiu um mapeamento do tráfico pernambucano muito mais pormenorizado do que  antes possível.  registrados  em  cartórios  de  Pernambuco.  Versiani  e  J. Em particular. efetuou‐se um cruzamento de informações  entre a base dados sobre o tráfico e derivada do Projeto dos Profs.  A  fim  de  investigar quem eram os agentes e financiadores do tráfico.  Em  2007. e as origens dos recursos aplicados nessa  atividade. Os resultados  desse cruzamento. especialmente no Norte e  Nordeste. até agora.87  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  .  que  examinou  cerca  de  4  mil  inventários  do  século  XIX. os portos de embarque de  escravos. 1788‐1851: VOLUME.  a  divulgação  dos  novos  dados  sobre  o  tráfico  atlântico ampliou muito as informações sobre o tráfico escravista brasileiro.  o  tamanho  médio  das  embarcações  utilizadas. além da pesquisa em fontes publicadas. coordenado pelos  Profs. possibilitou a investigação de questões como a origem das viagens (que  pode indicar a localização dos empreendedores e financiadores do tráfico). Versiani e Vergolino.  Essas  questões  são  exploradas  no  trabalho.  etc. como se relata no trabalho.  a  mortalidade  média  durante  as  viagens.

 contexto que passou a evidenciar a  necessidade de modernização jurídico‐institucional. como bem  lembrou Leila Algranti.  particularmente  o  da  igualdade  social. a cidade era o espaço do “feitor ausente”. esta liberdade era. muitas vezes. que tiveram acesso ao letramento ampliaram suas oportunidades de criar novos  espaços de atuação. Neste caso.  passíveis  de  envolvimento  em  sedições. o temor da “haitianização”.  fermentado  pelos  revolucionários  franceses.  era  possível  aprender  um  ofício.  Para  as  autoridades.  No  vaivém  das  ruas. a mobilidade dos escravos era imprescindível aos que  exerciam  as  tarefas  “de  ganho”.  era  terminantemente  proibido  o  uso  de  sapatos.  uma  clara  ameaça  ao  poder  patriarcal.  No  rastro  do  ideário  liberal.  as  elites  locais  distorceram  valores. acentuando a aversão aos trabalhos mecânicos ou braçais.  “ajuntamentos”  de  apenas  cinco  cativos  já  podiam  ser  considerados  como  início  de  movimentos  sediciosos  e  imediatamente  dispersados. No entanto.  ocorrida  no  final  do  século  XVIII. Alguns. ou em termo corrente à época. Diversidades.  vetando‐lhes  as  possibilidades  de  participação  política.  Aos  cativos.  para  facilitar  a  identificação  de  sua  condição  social.  Como  reflexo  deste  medo.  .  os  escravos  eram  potencialmente  perigosos.  A  despeito  deste  rigor  repressivo. orientando suas escolhas e os contornos  de  sua  resistência.  imperava  o  “fantasma” do Haiti. sociabilidade e solidariedade na sociedade escravista.  Nas  cidades  escravistas.  as  atividades  urbanas  eram  praticamente  monopolizadas  pela mão de obra escrava.  estatuto  conferido  aos  escravos.  particularmente  através  da  ação  da  Polícia.88  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  1822‐1850)    Edlúcia da Silva Costa (IFPE)    Segundo  Stuart  Schwartz.  cuja  atuação  produzia  renda  para  prover  o  sustento  de  seus  proprietários. o  mundo do trabalho definia os limites da situação dos cativos. para garantir um controle eficaz sobre a população  cativa e os pobres livres ou libertos.  os  escravos  formulavam  estratégias sofisticadas de resistência. apenas aparente: a vigilância e a repressão  foram  reforçadas. Porém.  as  discussões  historiográficas  sobre  a  escravidão  brasileira  tenderam  a  subestimar a estreita relação entre cultura escrava e os ditames do trabalho compulsório. numa clara referência  à  Revolução  Negra.  reforçando‐lhes  a  condição  de  “coisas”. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CIDADE E OPORTUNIDADE: ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA ESCRAVA NO CENÁRIO URBANO (RECIFE.  tecer  redes  de  relações  e  solidariedades.  Assim  como  no  campo.  Defenderam  veementemente  o  direito  à  propriedade  privada. tecendo oportunidades de ascensão social e trilhando caminhos  de liberdade. Nas cidades.

89  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. nos classificados de jornais de escravos fugidos.  não  existindo  espaços  para  os  escravizados  como  sujeitos  históricos.  durante  muito  tempo  a  escravidão  era  vista  tão  somente. discutindo enquanto proposta metodológica os  anúncios de escravos fugidos.  . reflexos significativos da resistência  escrava.  este  estudo  visa  identificar  nos  anúncios.  esboçam  mensagens  que  nos  informam  as  relações estabelecidas entre senhores e escravos.  pagos  em  periódicos. publicados no jornal A Regeneração durante o período de 1861‐1862. pois. Diversidades. ou melhor.  esquecidos. Estes  anúncios  de  fugas  de  escravos. a fuga foi sem dúvida a forma mais característica da luta dos escravizados ao regime que  os oprimia.  já  que. na qual tem por objetivo analisar o universo social  em que viviam os escravizados na Paraíba Oitocentista.  mais precisamente.  Desse  modo. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A IMPRENSA E A ESCRAVIDÃO: A RESISTÊNCIA DOS ESCRAVIZADOS NOS ANÚNCIOS DE JORNAIS NA  PARAÍBA OITOCENTISTA    Elainne Cristina Jorge Dias (UFPB)    O presente trabalho faz parte de uma pesquisa inicial. mostrando fatos que antes eram ocultos.

 é possível analisar os indícios dessa prática  escravista.  localizada  no  interior  da  então  província  da  Parahyba  do  Norte. sobretudo os livros de notas e escrituras cartoriais. XIX.  Na  sociedade escravista areiense o comércio em que os cativos foram inseridos compunha uma realidade  cotidiana  e  integrava  a  dinâmica  social.  .  Nesse  tipo  de  fonte  histórica  podemos  estudar  as  características  do  tráfico  intraprovincial  obtendo  informações  sobre  o  comércio  de  escravos  na  localidade.  podemos  abordar  aspectos  demográficos  importantes  acerca  das  pessoas  escravizadas  e  desta  maneira  se  tem  a  possibilidade de trazer para o centro do debate a história de homens e mulheres submetidos ao jugo do  cativeiro em Areia – PB.  Problematizando  os  registros  de  compra  e  venda  de  escravos.  Tomamos  como  referência  a  cidade  de  Areia.  Além  disso.90  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   SOCIEDADE ESCRAVISTA: O TRÁFICO INTERNO DE ESCRAVOS EM AREIA – PB (1855‐1883)    Eleonora Félix da Silva (UFCG)    A proposta desta comunicação é fazer uma abordagem sobre o comércio intraprovincial de escravos na  segunda metade do séc. no contexto histórico após aprovação da Lei Eusébio de Queirós que pôs  fim  ao  comércio  transatlântico  de  africanos  para  serem  escravizados  no  Brasil.  uma  vez  que  os  senhores  dispunham  dos  escravos  comercializando‐os  segundo  suas  conveniências.

  é desses conflitos  em  torno  da  liberdade  que  pretendo  tratar.  suscitou  a  participação  ativa  dos  libertandos.040 (1871) e de decretos posteriores como o nº 5.  recaiam  sobre  eles  denúncias  de  favorecimento  de  alguns  proprietários  ou  mesmo  de  haverem  descumprido  a  lei  2.135 (1872).  conflitos  que  se  espraiavam  nas  (e  para  além  das)  comissões em diversos sentidos e direções. que lhes garantia o direito de reivindicar a alforria via pecúlio.040: O PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO DE ESCRAVOS  NO CEARÁ.  uma  vez  que  estavam  amparados pela citada lei. Diversidades. Enfim. uma prática já  usual no mundo do trabalho escravo.  .040. SÉCULO XIX (1870 ‐ 1884)    Eylo Fagner Silva Rodrigues (UFC)  Eurípedes Antonio Funes (UFC)    A  presente  comunicação  refere‐se  ao  processo  de  classificação  de  escravos  encetado  a  partir  da  vigência da Lei 2. Tal classificação.  acusação sui generis especialmente quando partia de um escravo ou liberto. O que se observa na documentação produzida no âmbito dessas  comissões  são  os  conflitos  que  perpassaram  todas  as  fases  da  classificação  empreendida  pelos  coletores. valores muitas  vezes  arbitrados  somente  em  juízo  (no  segundo  ou  terceiro  embate). Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OS LIBERTANDOS NOS (DES)CAMINHOS DA LEI 2. Estes protagonizavam polêmicas com os proprietários acerca de indenizações. procedida  pelas  comissões  de  manumissão.91  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Às  vezes.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A PRESENÇA DE ESCRAVOS NA CASA DE DETENÇÃO DO RECIFE (1855‐1888)    Flávio de Sá Cavalcanti de Albuquerque Neto (UFPE)    Inaugurada em 1855. além disso.  esse  trabalho  se  propõe a analisar a presença do elemento cativo na Casa de Detenção do Recife. Diversidades. desde 1830 até o final do período imperial. era voltada apenas à população livre. na segunda metade do  século XIX. Essa última poderia ser aplicada  no  interior  das  prisões. tendo por foco as razões para que esses escravos fossem detidos. mesmo que isso soasse paradoxal. que vigorou.  Entretanto.  já  que  a  pena  de  prisão  não  era  aplicada  a  essa  parcela  da  população.  mesmo com essas disposições legais.  que  tinha  por  fundamento  básico  a  correção moral do criminoso a partir da rotina do trabalho. a Casa de Detenção do Recife recebia presos das mais diversas origens geográficas  e condições jurídicas.  pois. inclusive um número significativo de escravos.  .  de  acordo  com  o  Código  Criminal do Império. para alguns cativos a estada na prisão poderia  ser  menos  violenta  e  até  mesmo  mais  confortável  do  que  os  domínios  de  seu  senhor.  deveria  ser  reclamado  de  volta  pelo  seu  proprietário.  as penas destinadas aos escravos seriam a morte.  Já  a  pena  de  prisão.  mas  tão  logo  o  negro  tivesse  se  restabelecido  fisicamente. não era irrisório o número de escravos detidos nas penitenciárias  do  Império  por  razões  que  iam  além  do  que  rezavam  as  leis. as galés e os açoites.92  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. sem grandes modificações. a sua condição de vida na  prisão e as disposições regulamentares que regravam sua presença lá dentro. já que  não se cria na perfectibilidade do escravo e.  Tendo  isso  em  vista.

  O  compromisso  era  um  documento  que  continha  todas  as  informações  da  irmandade. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AMOSTRAGEM  COMPARATIVA  DE  ESTATUTOS  DO  ROSÁRIO  DA  PROVÍNCIA  DE  SERGIPE  DEL  REY  (1849‐1874)    Flávio Santos do Nascimento (Fac.  suas  normas.  um  retrato. Santa Luzia  e Lagarto. Brejo Grande.  seus  serviços.  um  reflexo  da  sociedade  escravocrata. por exemplo.  As  Irmandades  dedicadas  a  São  Elesbão.  .  Durante  o  Império  estas  instituições  leigas  continuaram  sendo  espaços  potentes  de  convivência  social  e  religiosa.  permanências  e  rupturas  na  formatação  do  comportamento  institucional  destas  irmandades.  num  período que vai de 1849 a 1874. Pio X)    As irmandades foram desde os tempos da colônia instrumentos importantes na promoção de vivências  religiosas  e  sociabilidades.  Santa  Efigênia.  dos  irmãos  que  as  compunham.  Tentar  apreender. Diversidades.  etnia  e  condição  social  (cativo. como a política do Império.  São  Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Os compromissos destas irmandades de mesmo orago serão contrapostos e analisados com  a  intenção  de  perceber  semelhanças  e  diferenças. Serão fontes os estatutos das vilas de Propriá.  Para  tal  tarefa  o  referencial  teórico  metodológico  será a História Cultural praticada por Ginzburg. pode  ter  influenciado  a  confecção  destes compromissos. com o método indiciário.  ele  previa  todo  o  funcionamento  da  instituição.93  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  cor. por exemplo.  Crivadas  por  aspectos  diversos  como  gênero.  ou  melhor.  Neste  artigo  serão  estudados  os  compromissos  de  irmandades  do  Rosário  da  Província  de  Sergipe  del  Rey.  liberto  ou  livre).  Reunidas  sob  a  invocação  de  um  Santo  protetor  estas  instituições  ultrapassaram  o  seu  sentido  religioso. foram historicamente relacionadas aos africanos e  seus descendentes aqui nascidos. que reprimia e/ou tolerava as festas negras. Para ter sua existência oficializada as irmandades precisavam ter seu  compromisso  aprovado.  as  irmandades  configuraram  assim.

 assim como as influências da Lei 2040 e seus usos por parte dos escravos e de seus senhores em  Quixadá.  seus  métodos  de  permanência  e  acesso  a  liberdade  são  questões  orientadoras  de  nosso  estudo.  permitindo  a  eles  um  maior  amparo  legal  sobre  suas  ações.  Buscamos  perceber  de  que  modo  a  instituição  familiar  possibilitou  o  acesso  a  condições  menos  inglórias  e  a  possibilidade  de  inserção  ao  meio social a que escravos e libertos estavam inseridos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   VESTÍGIOS  DAS  FAMÍLIAS  ESCRAVAS  EM  QUIXADÁ  ATRAVÉS  DO  FUNDO  DE  EMANCIPAÇÃO  (1870‐ 1884)    Francisco Fabiano Barros de Sousa (UFC)    O Fundo de Emancipação. percebendo os mecanismos das  relações  sociais  e  das  negociações  praticadas  pelos  cativos. privilegiava a manumissão dos grupos familiares.  . Diversidades.  com  nossa  pesquisa. Quixadá entre 1870 e 1884.  previa  a  criação  de  um  Fundo  destinado  à  emancipação  dos  cativos  que  dava  a  preferência  aos  escravos  com  família  no  processo  de  manumissão. resultante da Lei nº 2040.  A  Lei  Rio  Branco.  O  processo  de  formação  das  famílias  escravas.  analisar o processo de formação familiar entre escravos em Quixadá.  além  de  assegurar  a  liberdade  dos  filhos  de  escravas  nascidos  após  28  de  Setembro  de  1871.94  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Almejamos.

  razão  pela  qual. reconstruir. Maurício José Dantas Corrêa é um desses mestiços.  que  promoveu  fraturas  nas  sociedades  nativas  da  América. traz.  que  mantinha  uma  fazenda  pecuarística  na  ribeira  do  Acauã.  . do qual surgiram agentes mediadores entre diferentes universos culturais – mestiços.  contribuiu  para  o  encontro  das  sociedades  europeia.  Maurício  provavelmente  conseguiu  acumular  pecúlio  e  comprar sua alforria. com este trabalho. a partir de uma abordagem micro‐histórica.  entre  o  fim  do  século  XVIII e XIX.  conduzido  por  portugueses  e  espanhóis  a  partir  do  século  XVI. para usar  o  termo  já  consagrado  pelos  estudos  recentes. a  vida de Maurício José Dantas Corrêa.  sobretudo  os  de  Serge  Gruzinski. processado em 1844. crioulo.  sertão  da  Capitania  do  Rio  Grande  do  Norte. que viveu entre o fim do século XVIII e a primeira metade  do  século  XIX  no  Seridó. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   MAURÍCIO  JOSÉ  DANTAS  CORRÊA:  A  TRAJETÓRIA  DE  UM  MESTIÇO  REVELADA  POR  MEIO  DE  UM  INVENTÁRIO    Helder Alexandre Medeiros de Macedo (UFPE)    A  comunicação  é  parte  dos  estudos  de  doutorado  que  estamos  realizando  acerca  da  mestiçagem  no  território  da  Freguesia  do  Seridó. O estudo de sua trajetória de  vida  permite‐nos  examinar  alguns  desdobramentos  do  movimento  da  ocidentalização.  ao  mesmo  tempo. após o que casou e constituiu família. bens de raiz e semoventes situados no sítio Bico da Arara.  acreditamos. Seu inventário. Diversidades.95  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Berta  Ares  Queija  e  Eduardo França Paiva.  lhe  tenha  herdado  o  sobrenome.  mas.  indígena  e  africana.  era  um  dos  negros  de  estima  do  coronel  Caetano  Dantas  Corrêa.  Filho  da  escrava  Maria.  além de móveis. Objetivamos.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ESPALHANDO  “ASTERÓIDES”:  NOTÍCIAS  DA  ESCRAVIDÃO  E  DA  LIBERDADE  NA  IMPRENSA  ABOLICIONISTA (BAHIA. Diversidades.  na  intenção  de  entender seu envolvimento na campanha antiescravista na região.  interior  da  Bahia. da necessidade de por fim à escravidão.  durante  os  anos  de  1887  a  1889. Uma leitura atenta nos mostrou que  os administradores da gazeta procuraram. através da propaganda. esta pesquisa articula diferentes documentos do período como processos‐crimes. entre outros.  por  senhores  e  capitães  do  mato. bem como “gentes do povo”.  denunciava‐se  a  procura  de  escravos  fugidos. Além da análise  da folha abolicionista.  correspondências policiais.  Com  frequência. atas de associações libertadoras.  impresso  na  cidade  de  Cachoeira.    .  noticiava‐se  com  grande  entusiasmo  as  libertações  que  aconteciam  frequentemente  no  sudeste.  utilizaram‐se  de  diferentes  linguagens  a  fim  de  atingirem  os  objetivos  políticos  traçados  durante  o  tempo  de  circulação. Para isso.  apresentadas  com  o  objetivo de forjar atitudes e comportamentos que servissem de exemplo a ser seguido.96  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  os  maus  tratos  aos  cativos  por  seus  senhores. 1887‐1889)    Jacó dos Santos Souza (UNEB)    Esta  comunicação  tem  como  objetivo  analisar  diferentes  seções  do  jornal  abolicionista  O  Asteróide. convencer proprietários de escravos  do Recôncavo baiano.  Por  outro  lado.

Diversidades.  Para  traçarmos  esse  perfil  dos  escravos  existentes  na  Vila  do  Riachão.  o  desenvolvimento  dos  mais  diversos  tipos  de  tarefas.  NOS  ÚLTIMOS  ANOS  DE  ESCRAVIDÃO (1876‐1888)    Joana Santos de Carvalho (UNIT)    O objetivo deste trabalho é analisar as diversas tipologias dadas a esses escravos.  durante  a  segunda  metade  dos  séc.  públicos  e  judiciários.  essa  pesquisa  que  está  em  desenvolvimento. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   TIPOLOGIA  DO  ESCRAVO  NA  VILA  DO  RIACHÃO  (SE)  OITOCENTISTA.97  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  visa  juntar  essa  documentação  e  perceber  a  atuação  e  as  variações tipológicas de escravos nas práticas cotidianas em Riachão oitocentista.  relacionadas  principalmente  a  agricultura  e  aos  serviços  domésticos.  Bem  como.  inventários  e  livros  de  batismos  que  se  encontram  guardados  nos  arquivos  paroquiais.  .  Portanto. como variação na raça  na  qualidade  e  nas  formas  de  trabalhos  que  era  nomeada  pelos  seus  senhores.  testamentos.  XIX  serão  necessários a utilização de fontes como a lista de classificação dos escravos elaborada no ano de 1876  pela  junta  governamental.  podendo  ser  exercida  na  sua  propriedade  rural  ou  urbana.  bem  como  os  processos  crimes.

 ocupações  dentre outros elementos. ressalto que a pesquisa ainda se encontra em andamento. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   APONTAMENTOS SOBRE OS HOMENS E MULHERES AFRICANOS NAS TERRAS SERGIPANAS (1822‐1850)    Joceneide Cunha (UFBA/ UNIT)    Os  trabalhos  atuais  mostram  a  heterogeneidade  no  interior  da  comunidade  escrava. Lagarto. Diversidades. no entanto.  entre  os  africanos  os  ladinos  e  os  boçais  dentre  outras  distinções.  poucos  trabalhos  se  preocupam  com  essa  heterogeneidade. São Cristóvão e Santo Amaro. anúncios de jornais e registros de  batismo e casamento. suas nações.  africanos  classificados  como  moçambiques  dentre  outros  foram  encontrados  na  documentação  dessa  Vila.  São  Cristóvão  é  a  que  apresenta  um  leque  mais  amplo  de  nações  africanas.  . Para isso.  mulheres  e  homens. O  objetivo  deste  texto  é  apontar  algumas  informações  sobre  os  africanos  nas  terras  sergipanas  no  interstício de 1822 a 1850.  Em  Sergipe. as duas últimas Vilas localizam‐se na Zona da Mata.98  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. e um importante centro comercial o que pode ter contribuído para que  os  senhores  se  inserissem  de  maneira  mais  intensa  no  tráfico. a mesma era a capital.  os  dados  coletados também permitem pontuar que havia africanos de nações distintas entre as vilas.  Das  três  Vilas. utilizarei inventários post‐mortem. Sobre o  marco espacial. nas vilas de Lagarto. principalmente os que abarcam a primeira metade do século XIX.  africanos  e  crioulos.  Por  fim.  e  o  africano  não  está  entre  os  temas mais trabalhados em Sergipe. já a primeira. em região de  Agreste/  Sertão.

 o escravos pudessem se tornar autônomos e preparados para  a vida civil.99  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. os quilombolas.  a  obra  da  escravidão. A desagregação da ordem escravocrata e senhorial ocorreu sem que o Estado ou a iniciativa  privada  promovesse  meios  necessários  de  assistência  aos  libertos. Desde o início  do  século  XIX  alguns  intérpretes  do  Brasil  propõem  a  integração  da  população  afrodescendente  por  meio  de  incentivos  à  autonomia  do  cidadão.  . Nas teses professadas por Nabuco sobressai o argumento de que a abolição seria apenas o  primeiro  passo  para  superar  um  conjunto  de  preconceitos  e  desigualdades  seculares.  no  parlamento  e  fora  dele.  qualificando  os  ex‐escravos  para  o  exercício da cidadania.  em  tempos  diversos.  A  questão  remete  a  um  longo  debate  sobre  a  importância  das  políticas afirmativas e compensatórias como meio de promoção de equidade e isonomia.  José  Bonifácio  e  Joaquim  Nabuco. no primeiro e segundo reinados. assim como as políticas de cotas para  afrodescendentes  nas  Universidades. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A  POLÍTICA  COMO  EQUIDADE:  ABOLIÇÃO  E  POLÍTICAS  COMPENSATÓRIAS  NAS  OBRAS  DE  JOSÉ  BONIFÁCIO E JOAQUIM NABUCO    José Henrique Artigas de Godoy (UFPB)    O  Supremo  Tribunal  Federal  está  prestes  a  julgar  a  constitucionalidade  da  garantia  de  direito  de  propriedade para as comunidades negras rurais. A plataforma de Bonifácio previa a abolição com a garantia de terra e  apoio financeiro para que.  Bonifácio e Nabuco.  uma  ação  afirmativa  do  Estado  no  sentido  da  garantia  dos  fundamentos para a cidadania.  Reconhecendo  a  desigualdade. uma vez livres. defenderam o acesso à terra e à educação como o  meios  mais  eficazes  de  promoção  da  equidade  e  da  justiça  social.  defenderam.

  .100  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  buscaremos  entender  os  mecanismos  que  possibilitaram  a  população  livre  construir  redes de sociabilidade e examinar as estratégias utilizadas por estes sujeitos de integração social e de  acesso  à  cidadania  construídas  no  período  de  desestruturação  do  cativeiro.  Nesse  sentido.  que  atualmente  compreende os municípios de Atalaia.  no  período  de  desagregação  da  escravidão  no  Brasil. Diversidades. Quebrangulo e Pilar. porque esse recorte temporal  nos  permite  perceber  as  tensões  em  torno  do  período  de  desagregação  do  sistema  escravista  e  suas  implicações no cotidiano da sociedade alagoana. não brancas e recém  egressas  do  cativeiro  em  Alagoas.  Para  investigar  essas  trajetórias  e  experiências  desses  agentes.  A  intenção  é  identificar as experiências locais da população livre no que se refere à produção da sua sobrevivência.  demarcaremos  o  Vale  do  Paraíba  do  Meio. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   HOMENS  E  MULHERES  DO  VALE:  LIBERDADE  E  POBREZA  NA  ZONA  DA  MATA  DE  ALAGOAS  NO  SÉCULO XIX    Juliana Alves de Andrade (UFPE)    Este trabalho se propõe a analisar o lugar social dos homens. mulheres e crianças. Viçosa. as  relações entre senhores e trabalhadores livres e o percurso ideológico da elite alagoana do século XIX  na  construção  da  apologia  do  trabalho  como  fonte  de  regeneração  social  e  progresso  econômico. uma vez que este espaço no século  XIX  se  configura  como  produtor  e  comércio  de  gênero  de  primeiras  necessidades  e  por  ventura  possuidor  de  um  maior  número  de  relações  sociais  distintas  das  estabelecidas  nas  áreas  predominantemente açucareiras. E focalizamos o período de 1850 a 1889.

101  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Oliveira Viana (1853‐1951) e João Batista Lacerda (1846‐1916) –.  branqueamento  entre  outros  que  demarcam  a  visão  de  Brasil  que  se  queria  construir  na  época  mencionada. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OLHARES SOBRE AS RELAÇÕES “RACIAIS” NOS ANOS FINAIS DA MONARQUIA BRASILEIRA (1870‐1889)    Júlio César Alves Silva (UFPB)  Solange Pereira da Rocha (UFPB)    O  repensar  do  passado  histórico  é  uma  tarefa  sempre  necessária.  Nos  debates  propostos  pelos  intelectuais  mencionados  estiveram  em  destaque  temas  como  miscigenação.  eugenia. o qual se propunha medidas radicais para que  o  Brasil  adentrasse  no  grupo  de  países  “civilizados”.  em  razão  das  mudanças  teóricas  e  propostas metodológicas que possibilitam novas interpretações sobre um determinado assunto. como  o das relações “raciais” no Brasil. É sobre esse fenômeno social e seus reflexos na sociedade brasileira  imperial que será nosso tema de nossa comunicação.  Para  tentar  compreender  as  ideias  difundidas  pelos  “homens  de  ciência”. na qual iremos analisar o pensamento de alguns  intelectuais brasileiros do final do Oitocentos – Nina Rodrigues (1862‐1906). visando observar como eles abordaram o tema das relações “raciais” naquele  contexto e destacar as propostas para a inserção da população negra no “novo” país que se almejava  construir com a abolição da escravidão.  . que contribuíram com a construção de  um projeto de sociedade brasileira no final do século XIX.  teorias  raciais.  faremos  uma  análise de seus escritos. Diversidades. Sílvio Romero (1851‐1914).

 no Recôncavo baiano. entre os anos de 1840 e 1842.  .  ELE  NÃO  SERÁ  VIGÁRIO  NO  CAMAMÚ”:  DEBATES  SOBRE  OS  DIREITOS DOS LIBERTOS NA BAHIA OITOCENTISTA (1840‐1842)    Larissa Almeida Freire (UFBA)    A  presente  comunicação  irá  debruçar‐se  sobre  a  questão  dos  direitos  dos  libertos  na  sociedade  escravista  pós‐Independência.  Para  tanto.102  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  considerando  as  mudanças trazidas pela nova conjuntura política imperial. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “EU  NÃO  SEREI.  tomar‐se‐á  como  base  o  caso  ocorrido  na  Freguesia  de  Camamú.  TU  NÃO  SERÁS. Diversidades. no qual o vigário local foi impedido de  exercer  seu  benefício  em  razão  de  um  embargo  movido  por  Irmandades  locais  que  colocaram  como  principal  obstáculo  sua  origem  liberta.  Neste  trabalho  será  dada  ênfase  nas  questões  relativas  à  inserção  do  elemento  liberto  na  vida  social  e  econômica  da  sociedade  baiana.

  .  por  outro  lado.  Apresentaremos. Com efeito.  a  necessidade  de  equilibrar  a  pressão  internacional  dos  ingleses  pelo  fim  tráfico. os acordos de reconhecimento da  independência do Brasil com Inglaterra e Portugal são o início de uma questão política muito delicada  ao  império.  dos  portugueses pela sua manutenção e dos escravistas brasileiro.  Partimos  dos  tratados  assinados  entre  estes países. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OS TRATADOS INTERNACIONAIS E O TRÁFICO DE ESCRAVOS    Leonardo Bruno da Silva (UNESP)    A  comunicação  analisa  a  relação  entre  os  interesses  internacionais  de  Brasil. a escravidão. Diversidades. que queriam o tráfico.103  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. mas  também  queriam  a  aproximação  política  e  econômica  com  a  Inglaterra  e. no que concerne às questões do tráfico de escravos relacionados  às demandas econômicas e políticas do Império Brasileiro.  aqui.  um  panorama  inicial  das  pesquisas  que  pretendemos  desenvolver  ao  longo  do  nosso  doutoramento  e  que  visam  analisar  as  relações  entre  Portugal e o Brasil entre 1822 e 1850.  Portugal  e  Inglaterra  na  questão  do  tráfico  de  almas  escravas  da  África  para  o  Brasil. para compreender a dinâmica  e as motivações dos atores  internacionais ao interceder em uma questão brasileira. no período  entre 1822 e  1850.  um  afastamento  com  o  atraso  lusitano.

Diversidades. assim como também sua relação com  as ideias ilustradas. É preciso perceber que “as praticas individuais frequentemente revelam  aspectos  importantes  da  trama  social”.  A  participação  dos  magistrados  no  estabelecimento  e  manutenção de uma “ordem social” durante o regime Imperial no Brasil. altamente influente e  fruto em grande parte dos ideais positivos surgidos no século XIX. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   MAGISTRADOS. os mecanismos que os cativos utilizavam para obterem a sua liberdade por meio  legal e como tais mecanismos serviram ora para reforçar o principio liberal do direito de propriedade. como objeto aqui discutido. e  principalmente a participação dessa camada letrada em relação às discussões e práticas a respeito da  escravidão. ADVOGADOS E DISCUSSÕES SOBRE DIREITO E LIBERDADE ESCRAVA EM BELÉM (1870‐ 1888)    Marcelo Ferreira Lobo (UFPA)  José Maia Bezerra Neto (UFPA)    A  pesquisa  aqui  apresentada  busca  compreender  através  das  ações  de  liberdade  (processos  judiciais  movidos por escravos). nos possibilita perceber.  são recorrentes nos periódicos pesquisados notas referentes a ações de arbitramento impetradas por  escravos. agiam diante dos conflitos surgidos diante dos tribunais e como o discurso destes  ora  beneficiavam  os  proprietários.  A  utilização  de  jornais  como  fontes  que  dialoguem  com  os  processos  judiciais  possibilitou  a  análise  desses  processos  para  além  dos  tribunais.  ora  para  se  contrapor  ao  “poder  moral  dos  senhores”.104  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. como um determinado grupo “Profissional”.  também  possibilitando  a  averiguação  de  alguns  agentes  desses  processos  como  os  advogados e os magistrados.  .  ora  aos  escravos.  as  tensões  presentes  nas  ações  de  liberdade  e  a  repercussão dessas tensões dos tribunais nos jornais da capital do Grão‐Pará.

  Nas  últimas  duas  décadas.  pouco  teria  favorecido  os  mais  pobres  ou  egressos  da  escravidão. meu projeto de pesquisa  de pós‐doutoramento. Contudo. mantém fértil diálogo com tais debates.  . que é financiado pela FAPESP. COR.105  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Atualmente.  apesar  da  racialização  e  do  seletivo  processo  eleitoral  do  Brasil  Oitocentista.  Neste  sentido.  No  bojo  desta  perspectiva. Diversidades.  minha  investigação  privilegia  um  grupo  de  artífices  especializados  (que  tinham  a  pele  escura  e  alguma  instrução)  que  acumulou  uma  série  de  conquistas  sociais. conduzi minhas pesquisas de mestrado e doutorado. INSTRUÇÃO E ASSOCIATIVISMO NO RECIFE  OITOCENTISTA    Marcelo Mac Cord (UNICAMP)    A  bibliografia  mais  tradicional  entendeu  que  a  cidadania  somente  é  exercida  através  da  participação  política  stricto  sensu.  setores das classes subalternas exigiram direitos acionando as mais diversas estratégias. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ARTÍFICES ESPECIALIZADOS E ELEIÇÕES: CIDADANIA.  é possível alargar o entendimento da categoria “política” sem desconsiderar a relação entre cidadania e  participação  política  stricto  sensu.  alguns  historiadores  sociais  alargaram  a  compreensão  da  categoria  “política”  e  vêm  demonstrando  que.  excludente. Informado por  este olhar.  entretanto.  o  projeto  nacional  do  império  brasileiro.  mas  que  também  ambicionava  atuar  direta  e  ativamente  nas  eleições  recifenses  das  últimas  décadas do Oitocentos.

  uma  época  que  engloba  o  chamado  “Ciclo  das  Insurreições  Liberais  do  Nordeste”. REDES SOCIAIS E POLÍTICAS    Marcus J. o cotidiano e o processo de  construção  de  identidades  individuais  e  coletivas  de  personagens  vinculados  ao  chamado  mundo  atlântico  escravista. de Carvalho (UFPE)    Esta  comunicação  é  um  dos  resultados  parciais  de  um  projeto  de  pesquisa  apoiado  pelo  CNPq. Diversidades.106  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. M.  Os  personagens  aqui  abordados  são  alguns  dos  principais  traficantes de escravos que operavam a partir de Pernambuco naquela época.  1817  a  1850.  Isso  dentro  de  um  marco  temporal  e  espacial  muito  específico.  estendendo‐se  até  a  promulgação  da  lei  antitráfico  de  1850. é possível recuperar uma parte de suas redes sociais e políticas e  assim entender melhor o tráfico atlântico de escravos para o Nordeste do Brasil.   . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   TRÁFICO DE ESCRAVOS EM PERNAMBUCO. Explorando as trajetórias  de vida de alguns desses personagens.  que  busca contribuir com a crescente historiografia sobre as trajetórias de vida.

  Essa  problemática  se  faz  necessário  para  entendermos as condições que os ex‐escravizados enfrentaram para se inserir nesta sociedade racista e  preconceituosa.  possibilitando  assim  numa  nova  fase  para  a  economia colonial e transformando o cotidiano da sociedade da época.107  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  para  tanto. Desta forma.  apontando  as  enormes  dificuldades  que  os  negros  (as)  livres  encontraram  para  se  afirmar  como  sujeito  ativo  e  construtor  de  sua  identidade  após  o  fim  da  escravidão. já que para substituir a mão de obra escravizada foram trazidos os imigrantes europeus  brancos  na  tentativa  de  branquear  o  país.  Neste  sentido.  Estaremos  problematizando  essa  transição  do  século  XIX‐XX. o presente estudo  tem por objetivo analisar e discutir o cotidiano dos ex‐escravizados após a abolição da escravatura em  13  de  maio  de  1888.  e  percebendo  se  houve  mudanças  significativas  ou  não  na  vida  desses  sujeitos.  É  dentro  dessa  discussão  que  perceberemos  as  contradições  que  envolvem  as  populações  negras  escravizadas  em  relação  à  liberdade  oferecida  com  a  assinatura  da  Lei  Áurea  nos  últimos dias do Império no Brasil.  buscaremos  definir  o  perfil  da  sociedade  escravista  ainda  no  Brasil  império.  com  a  promulgação  da  Lei  Áurea.  . Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ESCRAVIDÃO  E  LIBERDADE:  UM  PARADOXO  SOBRE  A  SITUAÇÃO  DOS  NEGROS  (AS)  NO  BRASIL  IMPÉRIO APÓS A PROMUGAÇÃO DA LEI ÁUREA    Maria Adriana Chaves do Nascimento Rodrigues (UEPB)  Eduardo Alves Cardoso (UEPB)  Waldeci Ferreira Chagas (UEPB)    Para  os  abolicionistas  a  escravidão  no  Brasil  constituía  em  um  obstáculo  para  o  desenvolvimento  da  nação.  esse  entrave  deveria  ser  eliminado.  que  agora  seguia  a  “passos  largos”  para  a  então  modernidade.

  Este  trabalho  tem  como  escopo  analisar  como  a  temática  do  negro  é  abordada  no  livro  Etnias  sergipanas.  de  Felte  Bezerra. Essas  preocupações  remontam  ao  século  XIX  e  perduraram  no  XX. Pio X/ SEED)  Joceneide Cunha (UNIT/ UFBA)    Alguns intelectuais se debruçaram em estudar a contribuição do negro na formação da sociedade.  O  autor  dialogou  com  diversos  intelectuais  dentre  eles  Nina  Rodrigues  e  Gilberto  Freyre  e  aponta alguns elementos da cultura sergipana que seriam heranças de práticas culturais africanas como  a tapagem das casas e na linguagem. o autor percebe uma contribuição do negro na cultura  sergipana. Em suma. Diversidades.  Em  Sergipe  também  houve  intelectuais  com  essas  preocupações.108  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  identificar  quais  eram  as  práticas  culturais  existentes em Sergipe na década de 40 que o autor identificou como um legado dos africanos e por fim  perceber  quais  foram  os  autores  com  que  Bezerra  dialogou.  A  metodologia  utilizada  foi  a  análise  do  discurso. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O NEGRO NO LIVRO ‘ETNIAS SERGIPANAS’    Maria da Conceição Aragão de Oliveira (UNIT/Fac.  .  O  mesmo  foi  antropólogo  e  publicou  diversos  livros  dentre  eles  o  livro  mencionado  em  1950.

  elas tornaram‐se agentes de sua própria história.  portanto. Para tanto.  Rocha.  permitindo‐nos  uma  nova  visão  acerca  do  funcionamento da escravidão.  visto  que  essa  nova  historiografia  tem  proporcionado  novos  olhares  sobre  essas  mulheres.109  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades.  foram  capazes  de  resistir  e  conquistar  a  liberdade nas suas ações cotidianas. visto que se adota o pressuposto de essas mulheres criaram estratégias  para  viverem  e  sobreviveram  na  escravidão  e.  .  Mattoso  e  Gomes. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OLHARES SOBRE AS MULHERES NEGRAS NA RECENTE HISTORIOGRAFIA SOCIAL DA ESCRAVIDÃO    Maria da Penha Silva (UVA/ UNAVIDA)  Solange Pereira da Rocha (UFPB)    Neste  trabalho  realizamos  uma  análise  sobre  as  mulheres  escravas. será analisado alguns estudos como os de  Giacomini. assim.  em  alguns  estudos  recentes  da  historiografia social da escravidão.  Schwartz. apesar de todos os mecanismos de dominação e exploração.  Silva  Dias. buscando evidenciar os papéis sociais das mulheres negras e revelar  suas formas de resistência ao sistema escravista.

  o  escravo  aproveitou  momentos  de  fragilidade  econômica  ou  emocional  de  seu  senhor  para  insinuar  a  sua  liberdade  individual  ou  de  seus  familiares. crioulas e em idade produtiva. Província da Paraíba do Norte.  em  escala  reduzida. no período que compreende os anos de 1840 a 1861. porém com  elevada  incidência  de  alforrias  concedidas  condicionais  e.  . a alforria se revelou um  bom negócio para senhores e libertos.  As  cartas  de  alforria  revelaram  semelhanças  e  diferenças  com  estudos  de  outras  províncias.  Constatamos  que  as  alforrias foram mais distribuídas entre as mulheres pardas. Diversidades. revelam a liberdade alcançada pelo escravizado  em  momentos  de  negociação.  ou  seja.  Contudo.  aquelas  por  compra. principal fonte documental deste estudo.110  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. As cartas  de liberdade. apesar das condições impostas aos recém libertos no ato de alforriar. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “COMO  SE  NASCESSE  DE  VENTRE  LIVRE”:  A  LIBERDADE  DE  GENTE  NEGRA  NA  PARAHYBA  IMPERIAL  (1840‐1861)    Maria da Vitória Barbosa Lima (UFPB)    O objetivo deste trabalho é refletir sobre a construção da liberdade da população negra na Cidade da  Parahyba.

  comparando‐os.  . apresentaremos nossas principais  considerações acerca das relações parentais dos sujeitos sociais mencionados.  faremos  uma  revisão  historiográfica  acerca  das  novas  abordagens  sofre  a  família.  Para  isso. Diversidades. Até a década de 1980. Esses novos olhares afetam também a  forma  de  se  analisar  a  família. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A POPULAÇÃO NEGRA E SUAS RELAÇÕES DE COMPADRIO NA PARAHYBA OITOCENTISTA    Matheus Silveira Guimarães (UFPB)  Solange Pereira da Rocha (UFPB)    A historiografia da escravidão tem passado por uma série de revisões. Por fim. o foco das discussões sobre a temática da escravidão partiam  de uma perspectiva do escravo enquanto um ente econômico.  na  Parahyba. Este trabalho é resultado  da  pesquisa  realizada  no  projeto  PIBIC/PIVIC  “Gente  negra  na  Paraíba  oitocentista:  redes  sociais  e  arranjos familiares”.  Esta  em  seu  conceito  tradicional  passa  a  ser  questionada  e  novas  maneiras  de  se  pensar  tal  instituição  aparecem.  uma  rápida  apresentação  do  cenário  da  cidade  da  Parahyba nos últimos anos da primeira metade do século XIX. pretos. Esta comunicação tem por objetivo analisar como se davam  as relações de compadrio entre a população negra – pardos. em geral. vinculado ao grupo de pesquisa “Sociedade e cultura no Nordeste oitocentista”.  com  as  pessoas  brancas. cabras e mulatos – cativa  e  livre  na  freguesia  de  Nossa  Senhora  das  Neves.  Em  seguida. Com um maior incentivo à  pesquisa proporcionado pela expansão dos programas de pós‐graduações no país. a utilização de novos  métodos como a demografia e uma nova perspectiva de ser ver a história como sendo “vista de baixo”  fez com que tais discussões sobre a escravidão fossem revistas. uma “coisa”.  entre  os  anos  de  1846  e  1850.  É  sob  esta  nova  perspectiva  acerca  das  relações  familiares que partimos no nosso trabalho.111  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. assumindo novas abordagens e  objetos. crioulos.

 pobres que temiam às novas  medidas  impostas  pelo  Império.  principalmente.  sem  falar  do  medo  de  serem  escravizados  que  sentiam  os  homens  livres  da  época.  Assim.  por  uma  crise  econômica  com  relação  às  exportações  do  açúcar  e  do  algodão. LIBERTOS E ESCRAVOS REIVINDICANDO DIREITOS  EM “O RONCO DA ABELHA” E “QUEBRA‐QUILOS”    Palmira Karlyere de Andrade Januário (UEPB)    Século  XIX.  O  cenário  para  tais  movimentos  tem  como  característica uma sociedade escravista. Para um melhor entendimento destes dois movimentos temos que levarmos em conta  que não se tratam de ações revolucionárias.112  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  deflagraram  duas  insurreições  que  reivindicavam  o  não  cumprimento  de  medidas  impostas  pelo  Império. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   MANIFESTAÇÕES POLÍTICAS NO IMPÉRIO: LIVRES.  pessoas  que  viviam  na  condição  de  miseráveis  e  sobreviviam  apenas  daquilo  que  cultivavam. em que a pobreza crescia cada vez mais e os homens livres e  pobres  passavam  a  viver  no  meio  de  grandes  dificuldades. As personagens eram pessoas comuns. Diversidades. nem  tampouco a presença de líderes.  .  Nas  províncias  do  norte  do  país. já que a escravidão estava vivendo seus últimos dias. como também pra história da Paraíba.  Esse  é  o  objetivo  de  tal  trabalho:  analisar  as  condições  socioeconômicas  daqueles  que  estiveram  envolvidos  nas  citadas  insurreições  e  viam  nelas  uma  forma  de  reivindicar  melhores  condições  de  vida. pois não tinham como objetivo uma tomada de poder.  estes  movimentos  entraram  para história dessa região. denominados de: o Ronco das Abelhas  e Quebra‐Quilos.  geradas.

 O objetivo é analisar o clero e os escravos de sua posse.  a  necessidade de liberdade constituía‐se fundamental. Através de pesquisas bibliográficas.  A  metodologia  a  ser  empregada nesta pesquisa é o método de indiciário   . ou seja.  lista  para  o  fundo  de  emancipação. S. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CUMPLICIDADE E FÉ: RELAÇÃO ENTRE ESCRAVOS E SENHORES PADRES    Patrícia Abreu dos Santos (Fac. as fugas e o uso da Igreja como  forma política.  Concomitantemente. Queremos compreender quais  eram as formas desenvolvidas por esses para manter os laços e quais as barreiras encontradas para a  constituição  desta  relação.  percebemos  que  não  importando  a  religiosidade.  estas  relações  contribuíram  de  alguma  forma  para  a  conquista  da  liberdade  escrava.  Para  isso.  pois  maus‐tratos  e  agressões  eram  sempre  relatados  nos  jornais  da  época. Luiz de França)    Das  relações  tecidas  entre  escravos  e  senhores. a análise das experiências que emergiram nas relações entretidas  entre homens do Clero e a escravidão local.  e  se.  buscarei  identificar  como. constatamos  que alguns senhores de escravos mesmo constituindo o clero não possuíam uma relação de harmonia  com  os  seus  escravos.  O  presente estudo pretende trazer para o campo historiográfico questionamentos ainda não abordados  pela historiografia sergipana.113  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Trabalharemos o cotidiano. Diversidades.  utilizaremos  inventários.  artigos  de  jornais  da  época.

 A  construção  dos  personagens  traz  à  tona  as  patologias  sociais  pelas  quais  os  indivíduos  eram  acometidos.  homens  e  mulheres  livres  e  pobres  e  seu  dia‐a‐dia.  Enquanto  narrativas sobre o real.  Aluísio  Azevedo  escreveu  romances  de  clara  conotação  social.  os  diálogos  entre  História  e  Literatura  estão  sendo  mais  profícuos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ALUÍSIO AZEVEDO E O NATURALISMO: UMA JANELA PARA O OITOCENTOS    Paulo de Oliveira Nascimento (UEPB)  Manuela Aguiar Araújo Medeiros (UEPB)    A  linguagem  e  a  narrativa  tornaram‐se  ponto  de  partida  para  as  discussões  das  chamadas  ciências  sociais  e.  .  com  isto.  Um  expoente  do  romance  naturalista. considerando as possíveis relações entre o texto literário e a pesquisa em História. Diversidades.  como  os  escravos  e  as  relações  destes  com  a  sociedade  escravocrata.  Considerando  a  postura  do  autor.  Metodologicamente. o romance naturalista torna‐se uma ampliação do Realismo. neste diálogo.  procederemos  à  análise  de  O  mulato  e  seus personagens. a Literatura pode  ser  elencada  como  um  documento  histórico.  assim como a estética naturalista e sua relação com a realidade posta na obra.114  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. História e Literatura dialogam cada vez mais e.  numa  vigorosa  análise  social  a  partir  de  grupos  marginalizados. objetivamos sondar no texto literário aspectos relacionados à vida de grupos  marginalizados.  Numa  preocupação com a realidade observada.  por  trazer  à  tona  toda  uma  época.  valorizando  o  coletivo.  a  estética  de  sua  obra  e  as  características  da  escola  literária a qual pertence.  a  partir  da  visão  do  autor.

  Antônia  Josefa  do  Espírito  Santo Ribeiro. este estudo pretende focar em documentos que além de  comprovar esta importância podem elucidar melhor esta participação. presente na Província desde sua fundação.  Nesta  perspectiva. gênero e idade. Em primeiro momento. e  detentora  de  grande  extensão  de  terras  desde  o  século  XVII. possuindo relevante quantidade de cativos em suas terras. os estudos acerca  do  assunto  são  ínfimos. assim.  o  presente  estudo  tem  por  objetivo  analisar nos registros cartoriais. destacando‐se. tais como inventários e testamentos. a presença do trabalho cativo não  ameríndio na Província do Rio Grande do Norte.  participou  ativamente  na  economia  e  política da Província. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   SENHORES E CATIVOS: ESCRAVIDÃO AFRICANA NA PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO NORTE    Pedro Ribeiro (UFRN)  Carmen Margarida Oliveira Alveal (UFRN)    Tendo em visto que a historiografia clássica não coloca como relevante a participação do trabalho negro  cativo na Província do Rio Grande do Norte. No referido documento  é  possível  observar  a  listagem  dos  cativos  pertencentes  à  inventariada.  se  não  inexistentes. Esta família. Diversidades. Desta forma.115  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  datado  de  1823.  com  a  finalidade  de  analisar  o  ofício dos cativos registrados no documento. utilizou‐se o inventário de um  membro  da  abastada  família  Albuquerque  Maranhão.  .  D. seus ofícios desempenhados nas fazendas.

 A incidência dessas fugas de escravos foi agravada principalmente durante a  Guerra do Paraguai. subjugados a uma brutal  forma  de  exploração  do  trabalho. distrito de Vila Maria.  e  que  em  algum  momento  de  suas  vidas  ousaram  transgredir  o  sistema estabelecido ao atravessar individualmente. A concentração de toda a força bélica na defesa da Província a espera dos invasores  paraguaios.116  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. fora da jurisdição do Império brasileiro.  um  quilombo  que  ganhou  notoriedade  pelo  seu  tamanho  e  pela  sua  localização  é  um  situado  nas  imediações da povoação de San Matias. adjacente ao  destacamento da Corixa.  Nesse  momento. em família ou em grupos a fronteira em busca de  liberdade ou algo parecido. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   NA FRONTEIRA DA LIBERDADE: SUJEITOS ESCRAVIZADOS. procurando trilhar os caminhos  percorridos por esses homens e essas mulheres. na sua imensa maioria negros.  . Diversidades.  proporcionou  a  oportunidade  ideal  para  a  fuga  dos  escravos. QUILOMBOS E OUTRAS HISTÓRIAS    Reinaldo Norberto da Silva (UFMT)    O presente texto visa analisar a fuga de sujeitos escravizados pela e para fronteira da Província de Mato  Grosso com a República da Bolívia na segunda metade do século XIX. ou seja. da Província de Chiquitos da Republica da Bolívia.

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  ENTRE  O  ACONTECER  E  O  SABER:  A  CONSTRUÇÃO  DO  INDIO  E  DO  NEGRO  NA  HISTORIOGRAFIA  E  IDENTIDADE POTIGUAR    Rodrigo Wantuir Alves de Araújo (UFRN)  Carmen Margarida Oliveira Alveal (UFRN)    A proposta deste trabalho é de discutir a historiografia, identidade, formação dos sujeitos e conceitos  construídos  a  partir  de  analises  das  obras  dos  membros  do  Instituto  Histórico  e  Geográfico  do  Rio  Grande do Norte, estabelecendo um dialogo com a produção dos historiadores Augusto Tavares de Lyra  (1872 – 1958), José Francisco da Rocha Pombo (1857 – 1933) e Luiz da Câmara Cascudo (1898 – 1986).  Observando  que  o  modelo  deste  Instituto  estava  relacionado  ao  próprio  Instituto  Histórico  e  Geográfico  Brasileiro  e  que  sua  produção  era  dessa  maneira  influenciada  por  esse  modelo.  Na  historiografia potiguar há muitas lacunas sobre a história da escravidão africana e há muitos indícios de  história indígena. Como se sabe, houve presença negra nessa região, mas há poucos  estudos sobre  o  fato,  partiu‐se,  então  de  questionamentos  de  como  um  assunto  tão  relevante,  com  vasta  bibliografia  para  o  Brasil  como  um  todo,  mas  carente  quando  se  trata  do  estado  do  Rio  Grande  do  Norte.  Em  contrapartida, há diversos registros que enaltecem a figura do índio como símbolo maior do estado e  nessa bibliografia estudada, ele aparece com muito maior ênfase do que qualquer outra figura. O índio é  colocado  como  figura  “romântica”,  idealizada  e  fundamental.  Quais  propósitos  e  que  sociedade  tais  historiadores  queriam  formar?  Baseados  em  que  elementos  sociais,  culturais  e  políticos  estavam  baseados?  Essas  escolhas  não  foram  ao  acaso  e  estão  baseadas  no  modelo  de  sociedade  que  se  pretendia formar. É justamente a análise historiográfica da escravidão africana e da presença indígena  no Rio Grande do Norte que se pretende analisar a partir das obras desses autores citados, e analisando  seus  escritos,  suas  impressões,  suas  escolhas  sobre  essa  presença  no  Rio  Grande  do  Norte  para  que  possamos compreender que há muita história e que se precisa urgentemente dar o real valor a essas  vozes silenciadas e compreender as vozes enaltecidas. 

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  PRODUTORES AGRÍCOLAS NO ENTORNO DE FORTALEZA: 1850‐1879    Rones da Mota Duarte (UFC)    A  historiografia  brasileira  clássica  privilegiou  por  muito  tempo  às  abordagens  centradas  na  plantation  monocultora e escravista, polarizada entre senhores e escravos, colocando a “margem da história” os  homens  pobres  e  livres.  No  entanto  nos  finais  os  anos  de  1970  os  historiadores  voltaram‐se  para  estudos locais, centrando‐se nos modos de vida de pequenos agricultores cuja produção estava voltada  basicamente para atender ao mercado interno. Esta pesquisa insere‐se neste âmbito, pois acreditamos  que  as  explicações  tradicionais  e  generalizantes  não  mais  dão  conta  da  complexidade  da  história  do  Brasil,  sendo  de  grande  importância  os  estudos  das  particularidades  locais  para  melhor  compreensão  dos problemas nacionais. Portanto este trabalho tem como objetivo, compreender os modos de vida, as  formas  de  trabalhos,  as  relações  de  produção  e  comercialização  de  pequenos  produtores  pobres  e  livres  situados  no  entorno  da  cidade  de  Fortaleza  na  segunda  metade  do  século  XIX.  Levando‐se  em  consideração a relação existente entre homem e natureza, procurando perceber as interferências dos  sujeitos  no  meio  ambiente  a  partir  dos  aspectos  da  cultura  material  tais  como  as  ferramentas  de  trabalho  e  as  formas  de  cultivo  e  exploração  do  solo  e  como  estes  fatores    implicaram    na  transformação da paisagem local.   

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II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO
Culturas e Sociabilidades: Políticas, Diversidades, Identidades e Práticas Educativas

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  BATISMO  DE  CRIANÇAS  ESCRAVAS  NA  FREGUESIA  DE  NOSSA  SENHORA  DAS  NEVES:  UM  ESTUDO  SOBRE AS RELAÇÕES SOCIAIS ESTABELECIDAS ATRAVÉS DO COMPADRIO (1833‐1841)    Solange Mouzinho Alves (UFPB)  Solange Pereira da Rocha (UFPB)    O sacramento do batismo é um dos ritos mais importantes da Igreja Católica, não somente no espaço  religioso, mas também na prática social. Neste sentido, Henry Koster, um viajante inglês que viveu no  “Norte”  do  Brasil,  e  esteve  na  Paraíba  em  1810  observou  tal  importância,  inclusive  entre  os  africanos  escravizados,  pois,  os  que  não  se  batizavam  eram  discriminados.  Dessa  forma,  recém‐chegados  do  continente africano percebiam que para sua ressocialização era necessário receberam o sacramento do  batismo,  conforme  destacou  o  mencionado  viajante.  Ademais,  nessas  cerimônias,  geralmente,  o(a)  batizando(a) recebia como protetores/ “pais espirituais”, ou seja, os  padrinhos e/ ou madrinhas. Para  compreender  as  relações  de  compadrio  na  Cidade  da  Paraíba,  nos  indagamos:  quem  batizavam  as  crianças  escravas  na  freguesia  de  Nossa  Senhora  das  Neves?  Que  tipo  de  relação  poderia  ser  estabelecida  com  de  tais  escolhas?  Qual  era  frequência  que  crianças  eram  batizadas  por  homens/  padrinhos e pelas mulheres/madrinhas? Essas são algumas das questões que visamos apresentar nesta  comunicação,  a  partir  da  análise  de  registros  de  batismo,  dos  anos  de  1833  a  1841,  encontrados  no  Arquivo  Eclesiástico  da  Paraíba.  Essa  pesquisa  fez  parte  do  projeto  PIBIC  Gente  Negra  na  Paraíba  oitocentista:  redes  sociais  e  arranjos  familiares  e  está  vinculado  às  discussões  do  Grupo  de  Pesquisa  Sociedade e Cultura no Nordeste Oitocentista e recebe financiamento do CNPq. 

  Essa  comunicação  faz  parte  do  projeto  de  pesquisa  Gente Negra na Paraíba oitocentista: redes sociais e arranjos familiares. libertas e livres) na freguesia de Nossa Senhora das Neves. um tipo  de  parentesco  espiritual  que  teve  a  função  de  minimizar  os  obstáculos  impostos  pelo  sistema  escravistas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   REDES DE COMPADRIO DE PESSOAS NEGRAS NA PARAHYBA IMPERIAL (1833‐1850)    Solange Pereira da Rocha (UFPB)    O  objetivo  desta  comunicação  é  apresentar  resultados  de  pesquisa  sobre  pessoas  negras  batizadas  (escravas.  pessoas  negras  estabeleceram  relações  entre  si  e  com  outros  segmentos  sociais.  para  outros.  destacando  o  tipo  de  arranjo  familiar  e  as  redes  de  compadrio  construídas na sociedade escravista. uma vez que esses sujeitos sociais ao se apropriarem de práticas  religiosas europeias. desenvolvido junto ao Grupo de  Pesquisa  Sociedade  e  Cultura  no  Nordeste  Oitocentista. a partir  da  análise  de  registros  batismais.  como  os  escravos. viabilizaram a formação do compadrio/ apadrinhamento. com o batismo.120  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades.  era  uma  maneira  de  buscar  alianças  que  propiciariam  a  inserção/permanência  no  mercado  de  trabalho.  criando  redes  de  proteção.  vinculado  ao  Departamento  de  História  e  do  Programa de Pós‐Graduação em História/ UFPB e recebe apoio do PIBIC/ CNPq. no período de 1833 a 1850.  para  uns.  Assim.  como  os  livres  e  libertos.  era  uma  possibilidade  de  socialização.  .

Diversidades.  elas  podem  se  tornar  conceitos  que  em  cadeia  se  articulam  uns  aos  outros.  Pensando  nessas  idéias  de  Reinhart  Koselleck. e que pareciam ser forros em potencial.. O nosso foco recai sobre as escravas em idade tenra e  suas relações com o trabalho doméstico e a alforria.  Para  esta  comunicação. o trabalho doméstico  no  Recife  de  1837  a  1870.121  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  .  tais  quais:  doméstico.  E  como  resultado  disso.  SERVIÇOS  RETRIBUÍDOS:  AS  CRIAS  DA  CASA  A  CAMINHO  DA  ALFORRIA.  apresentamos  resultados  da  investigação  a  respeito  das  crias  da  casa  enquanto  escravos  nascidos  e  criados em residências patriarcais recifenses no período em tela.  criado.    Tatiana Silva de Lima (UFPE)    Palavras  tem  histórias.  por  ora  simplificadas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   SERVIÇOS  DOMÉSTICOS  PRESTADOS..  cria  da  casa. desde cedo envolvidos no mundo do  trabalho.  imprimimos pesquisas sobre termos associados ao nosso tema central de estudo.

  buscando  discutir  a  lacuna. Diversidades.122  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.   . O objetivo é ressaltar a importância  da  presença  dos  trabalhadores  negros  na  Província  do  Amazonas.  É  uma  tentativa  de  contribuição  a  História  Social  da  Amazônia.  ou  silenciamento  da  presença  negra  e  sua  influência no mundo do trabalho na produção historiográfica local.  e  destacar  os  escravos  negros  enquanto  construtores  anônimos  do  progresso  material  da  Província  fugindo  dos  estereótipos  construídos pelas obras que destacam apenas a quantidade diminuta de negros na região.  Tem  como  proposta  analisar  a  multiplicidade  do  universo do mundo do trabalho na Província do Amazonas (1850 a 1889) ressaltando a participação de  trabalhadores  escravos  negros  na  construção  da  dinâmica  social.  a  serem  cruzadas  com  as  obras  de  história  regional. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   POR  UMA  HISTÓRIA  SOCIAL  DO  TRABALHO:  TRABALHADORES  ESCRAVOS  NO  AMAZONAS  À  ÉPOCA  DO IMPÉRIO (1850‐1889)    Tenner Inauhiny de Abreu (UFAM)    O presente artigo procurou realizar um trabalho de revisão bibliográfica relacionando os conceitos da  história  social  do  trabalho  com  uma  aproximação  destes.  enquanto  ferramentas  metodológicas.

 no intuito de desenvolver uma discussão acerca das principais questões  relacionadas a este acontecimento. Os pontos trabalhados na pesquisa incluem desde a arregimentação  da  população  livre  e  o  seu  recrutamento  e  organização  política  e  militar. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OS TRABALHADORES ESCRAVOS DA PROVÍNCIA DO PIAUÍ NA GUERRA DO PARAGUAI    Teotônio Rodrigues de Oliveira Filho (UFPI)    Esta pesquisa aponta para a realização de um estudo sobre a participação dos trabalhadores escravos  do Piauí na guerra do Paraguai.  tanto  das  fazendas  nacionais  como  de  particulares. a análise de uma variedade de  fontes  documentais  encontradas  nos  Arquivos  Públicos  do  Piauí  e  do  Maranhão.  além  da  leitura  de  trabalhos elaborados por pesquisadores do Piauí e de outras localidades.  A  metodologia  trabalhada  compreende.  consequentemente  tendo  o  Piauí  que  enviar  uma  parcela  de  seus  trabalhadores  escravos. Diversidades.  com  todas  as  dificuldades  presentes  até  o  surgimento  da  política  de  recrutamento  estabelecida  aos  escravos  de  todo  o  país.  .  com  o  intuito  de  preencher  certas  lacunas  na  historiografia  piauiense  e  brasileira  sobre  essa  força  de  trabalho  que  foi  importante para o império brasileiro na lavoura e na guerra.123  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

  Neste  contexto.  construção  de  espaços  e  práticas  de  autonomia.124  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  zungús. escravos e libertos.  trapiches  e  praças  configuravam‐se  como  locais  de  contato  e  articulação  entre  os  homens  do  mar  –  recorrentemente  apontados  com  desordeiros  e  transgressores –. Diversidades.  os  botequins.  Variáveis  como  sociabilidade. com destaque para os  africanos. a importância do transito de populações  marítimas e imigrantes. o papel da população escrava era destacado. pessoas e idéias. XIX)    Vinicius Pereira de Oliveira (UFRGS)    A  cidade  portuária  de  Rio  Grande/RS  configurou‐se.  uma vez que sua intensa atividade marítima articulava a província com diversas localidades do país e do  mundo atlântico. buscaremos analisar esta “face transgressora da zona portuária” – buscando problematizar  a  questão  frente  às  discussões  sobre  tradições  rebeldes  no  mundo  atlântico.  solidariedade  e  conflito. buscando perceber como essas práticas  registradas  pelos  agentes  repressivos  e  estatais  reprováveis  podiam  ser  portadoras  de  significados  distintos – e possivelmente partilhados no mundo atlântico – para seus agentes. entreposto de significativa movimentação de mercadorias.  . realidade que encontrava correlação na composição dos grupos envolvidos com as atividades  náuticas.  fruto  de  reflexões  iniciais  de  tese  de  doutorado  em  andamento.  fronteiras  de  pertencimento étnico e jurídico (livres e escravos) maleáveis. Ao mesmo tempo.  como  uma  das  mais  importantes  praças comerciais do Brasil. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   RESISTÊNCIA  E  PRÁTICAS  TRANSGRESSORAS  EM  UMA  CIDADE  PORTUÁRIA  NEGRA  DO  MUNDO  ATLÂNTICO MERIDIONAL (RIO GRANDE/RS – SÉC.  Neste  artigo. gênero e trabalho serão consideradas.  no  século  XIX. vistos como potencialmente perigosos por sua condição jurídica  ou  cultura  africana  “primitiva”.

  ao  analisar  esta  documentação  observa‐se  a  dinâmica  do  mercado  escravo  na  localidade. pela liberdade ou pela venda. Ver‐se‐á o perfil desses  escravizados.  suas  ocupações. parentesco dos escravizados e a sociedade senhorial da região. o preço a ser pago.  A  historiografia  local  argumenta  que  devido  a  fatores como a baixa densidade demográfica.  No  Rio  Grande  do  Norte.  São informações relevantes para realizar uma levantamento sobre a escravaria no Rio Grande do Norte.  numa  maneira  de  compreender  como  a  sociedade  escravista  era  composta.125  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. com a finalidade de fornecer um estudo  radiográfico  sobre  a  escravidão  nesta  localidade  por  meio  da  análise  de  documentos  como  cartas  de  liberdades.  . o preço nas negociações.  o  estudo  sobre  a  escravidão  africana  ainda  é  muito  incipiente. Os  escravos eram uma mercadoria. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   PERFIL DO ESCRAVO NEGRO NA POVOAÇÃO DE SANTA LUZIA DE MOSSORÓ (1833‐1875)    Waldinéa Cacilda da Silva (UFRN)  Carmen Margarida Oliveira Alveal (UFRN)    Este trabalho propõe apresentar o resultado parcial da pesquisa.  Pesquisas  que  enfoquem  especificidades  locais  dessa  história são necessárias.  as  diferentes  estratégias  que  evidenciam  como  estes  conquistaram  a  liberdade. a hostilidade climática e o emprego da pecuária extensiva  corroboraram para justificar a insignificância da mão‐de‐obra negra no estado. Essa carência é devido ao fato da historiografia local atribuir o pouco peso do  trabalho  escravo  na  economia  norte‐rio‐grandense.  documentos  de  hipoteca. Diversidades.  compra  e  venda  de  escravos.  rompendo desse modo o paradigma que a presença de escravos negros na região foi irrelevante. era acordado com o  seu  senhor.  doação. que utilizou documentos do livro de  notas do 1º Cartório de Mossoró entre os anos de 1833 a 1875.

  muitas  das  vezes  podem  ser  decorrentes  da  esfera  interna. Festas. Sabendo‐se que forças endógenas e exógenas contribuem  para a dinamização de uma festividade. Por fim.  O  segundo  indício  foi  a  imagem  de  Nossa  Senhora  morta. mas sim como espaço de diálogo.  . torna‐se necessário investigar os vestígios de sua trajetória na  tentativa de descortinar as diferentes transformações e o processo de constituição intrínseca a mesma.  Neste caso. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Eixo Temático 5  Arte. na qual as transformações e o silenciamento ao longo do  tempo  podem  ocorrer  devido  às  circunstâncias  de  âmbito  externo.  presente  no  Anuário  Christovense. a festa de Nossa Senhora da Boa Morte pode ser estudada apenas por alguns fragmentos  encontrados  ao  longo  dessa  pesquisa. nos registros de óbito de alguns moradores da cidade no século XIX que solicitavam ser  enterrados com as vestes de Nossa Senhora da Boa Morte.  que  se  encontrava  no  Museu de Arte e Sacra de São Cristóvão.126  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Vida Cotidiana e Religiosidades      A PROCISSÃO DO SILÊNCIO: A FESTA DE NOSSA SENHORA DA BOA MORTE. Por meio de tais registros documentais se  torna possível reconstruir o cenário devocional à Boa Morte em Sergipe oitocentista.  Partindo  dessa  acepção  não  se  pode  entendê‐la  como  modelo. mas que atualmente retornou a Igreja do Carmo.  Em  algumas  linhas  o  memorialista  relata  a  existência  da  procissão  no  dia  14  de  agosto. EM SÃO CRISTÓVÃO NO  SÉCULO XIX    Ane Luíse Silva Mecenas Santos (UFPB)    A festa deve ser lida como sistema relacional.  mas  também. na mesma  cidade.  Um  desses  fragmentos  é  a  observação  atenta  do  relato  de  Serafim  Santiago.  data  que  se  comemora  a  morte  e  no  dia  15  de  agosto. Diversidades.  a  assunção  da  virgem.

  era  a  forma  que  a  irmandade  tinha  para  propagar  seus  saberes  oriundos  de  uma  cultura  histórica  barroca.  sendo  tal  manifestação  reflexo de sua apreensão do sagrado. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “MEMENTO HOMO”: RITOS PASCAIS NA CIDADE DO NATAL OITOCENTISTA    Annie Larissa Garcia Neves Pontes (UnP)    As celebrações festivas organizadas pela Irmandade dos Passos na Cidade do Natal Oitocentista eram  uma das formas que a instituição encontrou para disseminar seus saberes históricos e estabelecer um  espaço  de  socialização  entre  os  diversos  setores  da  sociedade  natalense. Diversidades.  Sendo a  Procissão do Encontro o momento ápice  na  vida  confrarial  da  Irmandade  dos  Passos  em  Natal.127  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  .  e  dessa  forma  o  desejo  do  ser  humano  de  subjugar  à  morte.  Simular  os  últimos  passos  de  Cristo  em  seu  caminho  ao  Calvário  e  seu  último  encontro  com  sua  mãe.  que  representava  a  vitória  da  vida  sobre  a  morte. que era seguida pela Procissão do  Senhor Morto e pela Missa Solene do dia de Páscoa. Festa do  Senhor dos Passos e Nossa Senhora da Apresentação – o presente trabalho prioriza os ritos pascais que  se iniciavam ainda durante a Quaresma com a Procissão do Encontro.  Embora  a  Irmandade  dos  Passos tivesse sob a sua responsabilidade a execução três festividades anuais – Ritos Pascais.

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  NATUREZA E CULTURA NA FOTOGRAFIA DE PAISAGEM BRASILEIRA DO SÉCULO XIX    Antônio R. de Oliveira Jr. (UFF)    Nas  primeiras  décadas  do  século  XIX,  a  imagem  da  paisagem  fez  se  aparecer  pelas  obras  de  um  bom  número  de  artistas  viajantes  e  de  outros  radicados  no  Brasil,  adquirindo  paulatinamente  importância,  sendo incentivada e praticada com regularidade, principalmente após a segunda metade do oitocentos.  Esta  preocupação  com  a  natureza  e  a  paisagem  surge  ao  mesmo  tempo  em  que  se  constituía  um  movimento de centralização e consolidação do poder, de formação da classe senhorial dirigente e do  sentimento  de  nacionalidade.  O  projeto  de  constituição  de  uma  sociedade  autônoma  nos  trópicos  procurava sintetizar e fazer interagir “civilização e natureza”: o Estado imperial, portador e dinamizador  do  “projeto  civilizatório”  e  a  natureza,  como  base  territorial  e  material  deste  Estado.  O  objetivo  era  incorporar  e  dominar  a  natureza  no  intuito  de  construir,  nos  moldes  europeus,  uma  “nação  civilizada  nos trópicos”. A “construção do nacional” na produção cultural brasileira se deu no trabalho ideológico  de destaque da natureza exuberante, na exaltação de feitos históricos como os realizados nas pinturas  históricas representando cenas épicas de batalhas que envolveram brasileiros e, também, na valoração  do  índio,  mesmo  com  certa  estilização.  Pela  primeira  vez  a  natureza  estava  liberada  para  ser  tema  preferencial  das  linguagens  artísticas,  estimulando‐se,  assim,  um  “olhar  brasileiro”  sobre  sua  própria  paisagem.  Foi  o  que  passou  a  ocorrer  inicialmente,  e  principalmente,  no  campo  da  literatura,  e  mais  tarde, no campo da pintura e da fotografia. A aparência natural do Brasil, vista agora sob um novo olhar,  adaptou‐se à realidade do jovem país, fazendo parte do imaginário que viria a ser construído, e neste  projeto, a fotografia esteve o tempo todo presente. 

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  A  FESTA,  O  IMPERADOR  E  O  POVO:  PRÁTICAS  RELIGIOSAS  E  AS  REPRESENTAÇÕES  DA  MORTE  NO  UNIVERSO SÓCIO‐CULTURAL DA CIDADE DO SALVADOR OITOCENTISTA    Bárbara Maria Santos Caldeira (UNIJORGE/ Univ. de Burgos)    No  século  XIX,  por  conta  do  número  de  festas  e  solenidades  religiosas  realizadas  na  Bahia,  já  era  possível identificar e organizar os eventos em um calendário que seguia o caminho dividido entre ciclos  temáticos.  Inseridas  nesse  conjunto  de  práticas  cristãs,  as  procissões  durante  o  período  imperial  exerceram papel de destaque como representantes do referencial social das pessoas que buscava por  meio de elementos culturais ocidentais, adaptá‐los ao seu modo de pensar e viver, além de servirem aos  propósitos do processo educativo e evangelizador da Igreja em todo cenário nacional. O objetivo desse  texto  é  descrever  e  analisar  as  relações  de  poder  desenvolvidas  entre  a  liturgia  e  as  comemorações  populares  como  pontos  que  circunscrevem  à  figura  política  dos  governantes  e  povoam  o  imaginário  político  e  religioso  da  Procissão  do  Senhor  Morto  na  construção  de  um  novo  modelo  de  cidadão.  As  celebrações  da  Semana  Santa  eram,  nesse  período,  por  conseguinte  uma  oportunidade  para  aqueles  cristãos  que  precisavam  acalmar  sua  consciência  e  se  entregarem  à  redenção  religiosa,  de  forma  que  deixassem suas almas e corpos no caminho da salvação, mais próximas da Igreja e de suas aspirações  voltadas para a sociedade baiana.  A festa com suas lamentações e encenações, se encontra no jogo dos  limites  do  universo  sociocultural,  sobre  a  contradição  que  ele  instaura  entre  a  ordem  e  a  espontaneidade  e,  sobretudo,  sobre  as  resistências  do  imaginário  à  implantação  dos  novos  hábitos  cerimoniais. 

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Patrimônios – Conexões Históricas

  O  ROSÁRIO  DOS  PRETOS  DE  CAICÓ:  CELEBRAÇÃO  E  MANIFESTAÇÃO  RELIGIOSA  NO  SERTÃO  DO  SERIDÓ (RN)    Cláudia Cristina do Lago Borges (UFPB)    A Irmandade dos Pretos de Caicó surgiu na metade do oitocentos e mantinha Nossa Senhora do Rosário  como  sua  padroeira.  Descrita  pelos  compromissos  da  Irmandade,  a  festa  em  homenagem  a  santa  deveria ser realizada nas oitavas do natal, cercada de brilho e esplendor. Por ser formado por homens  de  cor,  a  celebração  possuía  um  caráter  representativo  frente  à  sociedade  local,  onde  os  reis  da  irmandade eram coroados, à semelhança dos reis portugueses, e recepcionados com um banquete. A  festa  era  considerada  o  momento  mais  importante  da  Irmandade,  pois  assim  conseguiam  reunir  os  homens  e  mulheres  de  cor  da  região  do  Seridó.  Por  outro  lado,  a  sociedade  branca  acompanhava  os  festejos  como  demonstração  de  fé,  e  contando  até  mesmo  com  essa  parte  da  população  para  realização do evento, especialmente na  oferta do banquete. Existente desde 1771, hoje os festejos  da  Irmandade são traduzidos na festa do Rosário de Caicó, que acontece atualmente no mês de outubro,  agregando  elementos  profanos  e  religiosos.  Desde  o  seu  surgimento,  destaca‐se  a  participação  de  negros  como  representantes  do  reinado,  assim  como  foi  fundado  no  Seridó  oitocentista.  No  seu  contexto, a festa do Rosário possui um claro cenário teatral que envolve fatores simbólicos materiais e  espirituais. 

  Já  a  Igreja  de  Santo  Antonio. Acreditava‐se que quanto mais próximo da igreja o morto fosse enterrado.131  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  .  exatamente.  quando  mortos  eram  colocados. mais perto de Deus  sua alma estaria.  tornavam  a  presença  da  população  nas  igrejas  cada  vez  menor. em razão do demasiado mau cheiro proveniente dos muitos corpos em decomposição.    A  matriz  de  Nossa  Senhora  da  Apresentação.  ele  seria  colocado  depois  de  sua  morte. A classe social a qual o cidadão fazia  parte  iria  determinar  onde. onde as vítimas das  pestes pudessem se decompor sem causar doenças aos que ficassem  vivos para guardar o luto.  era  sepultado  dentro  das  igrejas  católicas  ou  ao  redor  das  mesmas.  principal  igreja  da  província.  território  este  que  era  considerado  santo. o descanso e a paz seria garantida.  As  muitas  mortes.  em  pequenos  espaços  de  tempo.  ficou  conhecida  como  a  Igreja  dos  Militares.  o  povo  de  Natal  ao  deixar  este  mundo  “rumo  ao  paraíso  eterno”. A única  solução encontrada pelo presidente da província foi separar um espaço extramuros. em meados do século XIX as práticas de enterramento na cidade de Natal tiveram  que  ser  mudadas  em  função  das  fortes  epidemias  que  assolaram  o  Brasil  neste  século. e com isso.  pobres  e  condenados  a  forca  por  ordem  da  lei.  encontravam  lugar  para  o  sono  eterno.  Na  Igreja  de  Nossa  Senhora  do  Rosário  dos  Pretos  os  negros.  por  ser  nela  que  estes. Contudo. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O EXTRAMUROS EM DIAS IMPERIAIS: O PRIMEIRO CEMITÉRIO PÚBLICO DA CIDADE DO NATAL    Daniel Roney da Silva (UnP)  Durval Alves (UnP)    Até  aproximadamente  1856.  guardava  os  restos  mortais  das  famílias  mais  influentes  e  ricas  da  mesma. Diversidades.

  Para  melhor  compreender  esse  catolicismo  das  cores.  Como  esses  negros  encontram‐se  inseridos  no  catolicismo  também  será  uma  das  abordagens  deste  trabalho. Dentre os demais agentes da sociedade torna‐se necessário compreender  a  inserção  dos  negros  na  capital  da  província  do  Rio  Grande  do  Norte  a  partir  de  sua  relação  com  o  catolicismo  devido  às  especificidades  e  ao  fator  de  os  negros  desse  período  ainda  não  terem  sido  estudados  como  os  demais  indivíduos.  salientando  que  neste  período  a  posição  social  também  está  relacionada.  para  que  assim  se  possa  compreender  as  crenças  dessa  sociedade  potiguar. Diversidades.  sacramentos.132  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   CATOLICISMO DAS CORES: NEGROS.  ritos. BRANCOS.  tendo  em  vista  que  a  historiografia  tradicional  enfatiza os aspectos populares da religiosidade dos negros do Rio Grande do Norte.  .  símbolos  e  até  mesmo  objetos  podem  diferenciar‐se  dos  de  seus  irmãos  de  fé. Pode‐se perceber  que durante o Império. foi feito um cruzamento com a historiografia clássica sobre a temática para que se possa pontuar  as divergências e semelhanças com as demais províncias.  a  forma  de  se  executar  os  ritos  e  como  eles  poderiam  diferenciar‐se  conforme  o  status  inerente  aos  indivíduos.  Embora  pertencentes  à  mesma  religião  católica.  dentre outros fatores. bem como os demais membros da população tinham um  grande  interesse  em  manter  seus  atos  dentro  das  práticas  cristãs.  Para  tal  análise  foram  utilizados  registros  de  óbito  do  período  imperial  de  diferentes  freguesias  da  capital  da  província  e  diferentes  termos  de  compromisso  de  irmandades  negras  e  não  negras  da  província  em  geral.  Um  mesmo  sacramento  pode  ter  diferentes  sentidos  de  acordo  com  a  diferença  de  devoção  e  um  mesmo  sacramento  ou  rito  também. à cor. PARDOS E ÍNDIOS E OS RITOS FÚNEBRES NA CAPITAL  DA PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO NORTE    Diana da Silva Araujo (UFRN)    O presente trabalho visa analisar as formas de execução dos ritos fúnebres na província do Rio Grande  do  Norte. os negros da província.

  O recorte espacial da pesquisa é a cidade de Picos.  a  pesquisa  se  volta  para  o  estudo  da  cultura  popular. econômica e cultural a fazenda de  gado.  acervo  fotográfico  das  famílias  e  do  uso  da  entrevista  de  Tradição  Oral.  A  proposta  do  trabalho é fazer um estudo sobre a religiosidade.  .133  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades.  como  um  conjunto  de  atitudes.  cuja  sua  estrutura  física  e  memória  foram  preservadas  pelos  familiares. (UFPI)  Nilsângela Cardoso Lima (UFPI)    O Piauí tem como marca histórica de sua  formação social.  As  fontes  utilizadas  para  a  construção  deste  trabalho  se  deram  a  partir  da  pesquisa  em  documentos  escritos.  a  sociedade  organizou  um  modus  vivendi  que  marcaram  a  cultura  local. localizada no sudoeste do Estado do Piauí.  crenças. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   RELIGIOSIDADE. Entendendo que a sociedade do período colonial e imperial no Piauí  se  deu  a  partir  das  misturas  de  raças e  do  sincretismo  religioso. as sociabilidades e o folclore que constituíram a vida  cotidiana da sociedade piauiense no período imperial e compõem o seu patrimônio material e imaterial.  entendida.  na  qual  nos  deparamos  com  uma  na  localidade  do  Boqueirão.  entendendo que o método/técnica da história oral ajuda na compreensão e reconstrução da memória e  da história através das lembranças.  segundo  a  perspectiva de  Carlo  Ginzburg. política.  Nestas. códigos de comportamento próprio das classes subalternas num certo período histórico. em torno  das  representações  e  práticas  religiosas  das  fazendas  de  gado  do  século  XIX.  SOCIABILIDADES  E  MOVIMENTOS  CULTURAIS  NO  SÉCULO  XIX  NAS  FAZENDAS  DA  REGIÃO DE PICOS‐PI    Jéssica Tays Vieira da Silva (UFPI)  Vanessa de Moura Santos (UFPI)  Marcos Vinicius Holanda Sousa (UFPI)  Martim Firmino do Carmo Jr.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OS ANDARILHOS DA PAIXÃO: A ROMARIA DO SENHOR DOS PASSOS EM SÃO CRISTÓVÃO – SE    Magno Francisco de Jesus Santos (FJAV)    A  solenidade  de  Nosso  Senhor  dos  Passos. a celebração desde o  século  XIX  atraía  romeiros  de  diferentes  segmentos  sociais  com  o  intuito  de  participarem  de  suas  procissões. analisamos a simbologia do  evento  a  partir  de  elementos  pouco  observados  pela  historiografia  tradicional  sergipana. Portanto. o olhar e o sentir.  na  cidade  de  São  Cristóvão. trata‐se de uma reflexão a respeito de um patrimônio imaterial dos sergipanos.  .  como  a  sonoridade.  é  um  dos  principais  eventos  religiosos de Sergipe.  como  Serafim  Santiago. As fontes desse trabalho são as descrições de memorialistas sergipanos  do  início  do  século  XX.134  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Com isso.  O  nosso  propósito  foi  compreender  a  solenidade  do  Senhor  dos  Passos  na  cidade  de  São  Cristóvão a partir de seus elementos simbólicos entre 1886 e 1920. Realizada sempre no segundo final de semana da quaresma. ainda  muito pouco estudado pela historiografia religiosa local. Diversidades.  Gumersindo  Bessa  e  Manoel  de  Oliveira  dos  Passos  Telles.

 levando em conta nossas peculiaridades históricas e sociais. no ensaio intitulado “O século XIX”.  social  e  artístico  no  Brasil  no  século  XIX. No Brasil essas técnicas adquiririam grande relevância.  época  de  grandes  inovações  científicas.  Em  nossa  comunicação  trataremos da produção desses artistas. em especial.135  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  . Diversidades.  técnicas e ideológicas.  IMAGENS  DA  MODERNIDADE:  COMENTÁRIO  SOBRE  A  PRODUÇÃO  DE  FOTÓGRAFOS E LITÓGRAFOS NO BRASIL NAS DÉCADAS DE 1850 E 1860    Maria Antonia Couto da Silva (UNICAMP)    Alexandre Eulálio.  como  podemos  perceber  pela  produção  de  fotógrafos  como  Auguste  Stahl  e  Revert  Klumb. Dessa forma aponta  caminhos para a compreensão de questões fundamentais para o entendimento da produção artística do  período. buscando um melhor entendimento da divulgação de imagens do Império brasileiro  associadas à modernidade. a partir da análise de suas imagens e de críticas publicadas em  jornais da época.  pelo  projeto  editorial  de  Victor  Frond  e  em  obras  litográficas  de  Henrique  Fleuiss. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   IMAGENS  DO  IMPÉRIO. O autor procurou apontar no texto “alguns dos fermentos e tensões de ruptura”  que ocorreram no território brasileiro. analisou as mudanças significativas ocorridas nos  campos  político. como a grande importância do surgimento das técnicas inéditas de reprodução mecânica da  imagem: a litografia e a fotografia. que  apenas recentemente começam a ser estudadas com critérios mais abrangentes.

 ocorridas em 1856 e 1862.  .136  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A MORTE NÃO É MAIS UMA FESTA: MUDANÇAS NO MODO DE SEPULTAR EM TEMPOS DE CHOLERA    Maria da Luz da Silva (PMB/ PB)    Este  trabalho  tem  por  objetivo  investigar  as  mudanças  ocorridas  na  maneira  como  os  mortos  eram  sepultados durante o período da epidemia de cholera morbus. na Província da  Parahyba. por exemplo. Diversidades. Até o século XIX a morte acarretava uma série de ritos. Durante o surto epidêmico houve uma grande mudança na  forma de lidar os cadáveres. o cuidado com o corpo  e o modo como eram sepultados os mortos.

  Pedro  II  e  da  Imperatriz  em  Petrópolis  e  de  uma  estátua  que  representa  D.  a  Proclamação  da  República.  Essas  obras. Ele foi responsável também pela  criação  do  túmulo  do  Imperador  D.  .  Esses  dados  nos  possibilitam  perceber  a  dimensão  e  importância  de  seus  trabalhos  no  campo  da  escultura  brasileira. Diversidades.  Com  a  mudança  de  regime  político. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ESCULTURA E CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA NACIONAL NO BRASIL DO SÉCULO XIX    Maria do Carmo Couto da Silva (UNICAMP)    Rodolfo  Bernardelli. Sua produção monumental inicia‐se também nesse período com a encomenda do Túmulo de José  Bonifácio (1886) e de um monumento para o General Osório (1887).137  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Pedro  I  para  o  Museu  Paulista.  inicia  sua  produção  artística  com  esculturas relacionadas com a temática oficial indianista e realizando bustos que retratavam a Família  Real. seguido por outros em homenagem  ao  Duque  de  Caxias  e  a  José  de  Alencar.  escultor  ativo  no  final  do  Segundo  Reinado.  Em  nossa  pesquisa  de  doutorado  procuramos  entender  Bernardelli  como  um  escultor  integrado  às  discussões  políticas  e  históricas  de  seu  tempo  e  que  frequentava  círculos  importantes  de  literatos  e  intelectuais.  em  São  Paulo. inauguram certas tipologias de trabalhos no cenário  artístico  de  nosso  país.  o  escultor  teve  oportunidade  de  erigir  esses  monumentos  na  cidade  do  Rio  de  Janeiro.  colaborando  dessa  forma  para  uma  melhor  compreensão  da  cultura e da arte no Brasil oitocentista.  recriando assim a memória do Império em pleno regime republicano.  além  de  preservar a memória de personagens do Império.

    .  ascensão.  Nesse  jogo  de  investimentos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O  IMPÉRIO DAS  FESTAS:  O  PAPEL  DAS  REUNIÕES  FESTIVAS  NAS  RELAÇÕES  INTRAELITES  DA  CORTE  NO SEGUNDO REINADO    Mayrinne Meira Wanderley (UFPB)    As festas desempenham variados papéis que transitam por comemorações de datas e fatos. Gilda de Mello e Souza e Maria Teixeira Rainho serão utilizados como aportes teóricos e  discursivos na construção do presente argumento. Diversidades.  seguindo  os  moldes  franceses.  a  produção  do  vestuário  adequado.138  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Fréderic Mauro. da popular à  socialmente considerada como erudita.  o  disciplinamento da linguagem verbal e corporal. Os escritos de Pierre Bourdieu. prezando pela polidez.  autoafirmação.  decadência  ou  afirmação  de  posições  entre  grupos ou mesmo no seio de um grupo determinado. O objetivo deste trabalho é discutir a relevância das reuniões e  comemorações particulares frequentadas e realizadas por homens e mulheres de elite para o trânsito  ou  conservação  de  posições  dentro  desses  grupos.  era  recorrente  o  apuramento  do  gosto. do culto cívico ao individual. elas foram  expandidas nas mais variadas esferas.  relações  de  pertença. relações de  gênero. da sagrada à profana. No transcurso do Segundo Reinado.

139  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   ESPAÇOS  DE  PODER  E  SOCIABILIDADE:  IRMANDADE  DO  SANTÍSSIMO  SACRAMENTO  DE  NOSSA  SENHORA DAS NEVES    Naiara Ferraz Bandeira Alves (UEPB)  Pautília Klébia Nunes Diniz (CINTEP/ PB)    A  Irmandade  do  Santíssimo  Sacramento  de  Nossa  Senhora  das  Neves  era  responsável  pelo  culto  da  santa padroeira da província da Paraíba.    Nesta  documentação  identificamos  a  participação  de  figuras  opulentas  da  sociedade  oitocentista  paraibana  como  o  Barão  de  Mauá  que  foi  vicepresidente  da  província da Paraíba. dessa forma. Reis e Boschi trabalhamos com a ordem de compromisso desta irmandade.  que  eram  exclusivamente  brancos  e  detentores  de  posses. de 22 de abril a 1o de novembro de 1867.  Esta  estreita  relação  entre  os  espaços  religiosos  e  administrativos  demonstra as trocas de favores e a presença destes personagens em diferentes espaços da sociedade  constituindo‐se como uma rede de prestígio que garantia a manutenção do poder destas imponentes  famílias da província paraibana. com quem não teve descendentes. se responsabilizava por suas festas e pelos ritos  funerários  de  seus  integrantes.  em  sua  maioria  homens  de  destaque  da  sociedade  oitocentista  paraibana.  . emitida  em  forma  de  Lei  no  ano  de  1867.  Baseando‐se  na  análise  de  autores  como Russell‐Wood. Casou‐se com Francisca Monteiro da Franca.  Ele exercia a função de Juiz Presidente na irmandade no mesmo ano em que se encontrava ocupando o  cargo  administrativo  na  província. Filho de Joaquim Teixeira de Vasconcelos  e de Adriana Teixeira.

  São  Gonçalo. e buscava mercados consumidores para seus produtos. na cidade de Porto Calvo.  Capiana.  a  quem  Florestan  Fernandes  vai  chamar  de  nova  burguesia  brasileira. estado de Alagoas. mais especificamente na  Inglaterra.  em  emular  as  elites  europeias  consumindo  toda  sorte  de  produtos  industrializados.  o  ato  de  consumir não é apenas um comportamento econômico. Diversidades.  mais  especificamente no âmbito doméstico.  Guaribas e Cova da Onça.  . mas também social. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   COMPORTAMENTO  DE  CONSUMO  DOS  GRUPOS  DOMÉSTICOS  PORTOCALVENSES  NO  SÉCULO  XIX:  UMA INVESTIGAÇÃO A PARTIR DAS LOUÇAS PRESENTES NOS ENGENHOS DA REGIÃO    Rute Ferreira Barbosa (UFPE)    No  século  XIX  o  Brasil  passa  por  acentuadas  mudanças  nos  padrões  de  comportamento  social. referentes às louças produzidas no século  XIX.  esta  é  uma  rica  fonte  documental  para  fornecer  subsídios  na  compreensão  dos  grupos  que  habitaram  a  região  norte  do  estado  de  Alagoas. Sendo a cultura material considerada  como  vestígios  do  comportamento  humano  no  passado.  principalmente  nas  que  dispunham  de  um  maior  poder  aquisitivo.  Uma  vez  que  o  indivíduo  é  influenciado  pelo  ambiente  sociocultural  no  qual  está  inserido.  produzidos em larga escala pela revolução industrial que acontecia na Europa.140  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. quando diversos costumes começam a ser incorporados dentro  das  famílias  brasileiras.  Estaleiro.  a pesquisa está analisando o comportamento de consumo.  e  sua  inserção  no  ambiente  doméstico  dos  engenhos  Castro.  Percebe‐se  uma  enorme  tentativa  por  parte  destas. Seguindo tal pressuposto.

 o cemitério Senhor Bom Jesus da Redenção.  Partindo  desse  pressuposto.  além  disso.  Esse  costume  era  caracterizado  por  essa  corrente.  além  do  artista  que  executou  a  obra. Diversidades. o  qual  se  constituiu  na  primeira  necrópole  planejada  do  país. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   IMAGO  MORTIS:  UMA  ANÁLISE  SOBRE  O  IMAGINÁRIO  FÚNEBRE  RECIFENSE  NA  SEGUNDA  METADE  DO SÉCULO XIX    Suely Cristina Albuquerque de Luna (UFRPE)  Rodrigo Félix Marinho (UFRPE)    Estudar as sepulturas nos permite entender fragmentos importantes do imaginário de uma sociedade.141  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  que  entre  outras  coisas.  Logo  após  iremos  analisar  o  simbolismo  de  algumas  sepulturas.  como  também  o  material  da  qual  elas  foram  construídas.  como  um  atraso  da  herança  colonial.  visto  que  os  miasmas  emanados  dos  corpos  em  decomposição  traziam  um  sério  risco  a  saúde  dos  fieis.  condenavam  veemente  os  enterros  no  solo  sagrado  das  igrejas.  para  assim  tentar  entender  como  a  influência  de  algumas  famílias  tradicionais  estendia‐se  até  esse  novo  espaço da morte.  Iremos  primeiramente  estudar  sua  formação e as principais implicações que tal construção resultou na sociedade recifense do século XIX.  sua  localização  dentro  do  cemitério.  Construído  na  segunda  metade  do  século  XIX  sob  o  prisma  das  leis  higienistas  tão  influentes  na  época. com essa pesquisa iremos analisar o maior expoente do patrimônio fúnebre da cidade do  Recife.  Além  de  uma  simbologia  especial  relacionada  à  última  morada  do  ser  humano.  pejorativamente.  . mais conhecido como Cemitério de Santo Amaro.  podemos  detectar  fortemente  os  aspectos  econômicos  e  sociais  que  as  caracterizam.

 botânico e mineralogista boêmio Johann Emanuel Pohl  (1782‐1834) viu na Congada de Santa Ifigênia. europeia e aristocrática do observador.  alguns  acessíveis  apenas  aos  iniciados. durante sua estadia no antigo Arraial de Traíras –  hoje município de Niquelândia / GO – já na conjuntura do processo de independência. por um lado. Pohl fazia parte da  expedição  científica  que  acompanhou  a  comitiva  nupcial  da  Arquiduquesa  Leopoldina  da  Áustria.  e  deveras  distantes  da  mentalidade católica.  festa  composta  de  cerimônias  com  significados  difíceis  de  serem  desvendados. Ele tinha o perfil da maior parte dos viajantes que aqui  estiveram:  “naturalistas”  que  buscavam. notadamente com a memória dos congadeiros mais antigos. então Príncipe Herdeiro.  os  valores  e  sentidos  que  não  foram  por  ele  percebidos  na  festa  mestiça.  a  flora  e  a  fauna.142  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  As  percepções  de  Pohl  são  cotejadas  com  as  informações  resultantes  de  uma  pesquisa  de  campo  atual  sobre a mesma festa.  por  outro.  não  raro  deixando  também  relatos  sobre  os  fenômenos  sociais  e  culturais  com  os  quais  se  depararam. Neste cotejamento  destacam‐se. em 1819. Diversidades. as observações precisas e detalhadas que são frutos do estranhamento do  viajante  e  que  revelam  uma  grande  continuidade  na  manifestação  e. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A CONGADA DE SANTA IFIGÊNIA VISTA POR JOHANN EMANUEL POHL    Talita Viana (UFG)  Sebastião Rios (UFG)    O trabalho apresenta o que e como o médico.  conhecer  a  geologia.  que  desposou Dom Pedro I.  sobretudo.  .

Diversidades. Propomos redirecionar  a atenção de um modo transversal a estas duas dimensões. os estudos de gênero  vêm rompendo o enquadramento da mulher como objeto da História para bem além da família e dos  espaços  privados.  ao  rever  os  relatos  de  viagem  de  Nísia  Floresta  à  Itália  e  Alemanha  (em  1857  e  1864).  Mas  mesmo  alguns  casos  aparentemente  já  bem  situados  para  sua  época. é  um topos bastante presente na produção sobre o Império.143  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  deste  modo invertendo a postura usual ao interrogar o olhar de uma viajante mulher e brasileira à Europa.  Mais recentemente.  a  começar  pelos  estudos  de  tradução  cultural  e  teoria  literária  empreendidos.  como  a  vida  da  nordestina  Dionísia  Gonçalves  Pinto  (mais  conhecida  como  Nísia  Floresta  Brasileira  Augusta)  admitem  reinterpretações. respectivamente. por Maria Palhares‐Burke e Constância Duarte.   . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas     Eixo Temático 6  Viajantes e Povos Indígenas      UM OLHAR DE UMA VIAJANTE MULHER E BRASILEIRA À EUROPA OITOCENTISTA    Ana Carla Souza Ribeiro (UFPB)  Acácio José Lopes Catarino (UFPB)    A literatura dos viajantes que percorrem o Brasil. especialmente após a abertura dos portos em 1810. imprescindíveis à configuração da história  imperial.

  . sob a gestão de um diretor‐geral  de Índios.  que  embora  livre. Analisando essa legislação. de 24 de julho de 1845. Essa legislação criou uma  estrutura de aldeamentos indígenas.  Nesse  sentido. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   VÍTIMAS DO SILÊNCIO: A POLÍTICA INDIGENISTA NO NORTE IMPERIAL    Ana Cecília Alves Nôga (UFRN)  Laís Luz de Menezes (UFRN)  Maria Emilia Monteiro Porto (UFRN)    O Decreto Imperial nº 426.  que  se  organizava  para  o  trabalho  de  outra  maneira. foi o “único documento indigenista geral do império”  ou da “lei indigenista básica de todo período imperial”. podemos perceber  que  ela  tenta  silenciar  os  índios. Diversidades. que vigorou até 1889.  o  objetivo  deste  trabalho  é  perceber  a  maneira pela qual os índios foram silenciados. fazendo uma análise da legislação indigenista imperial e  das falas e relatórios dos presidentes da província do Rio Grande do Norte. distribuídos por todo o território.  impor  o  modo  de  vida  do  colonizador. nomeado pelo imperador para cada província.  não  condizia  com  a  realidade  indígena.  organizando‐os  em  aldeias  e  recrutando‐os  para  o  trabalho.144  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

   . é o passo inicial para a extinção de muitas aldeias  na  província  em  questão. A formatação desta tendência à regulação fundiária na política indigenista.  direcionando  os  esforços  das  autoridades  para  a  resolução  dos  conflitos  de  terra  envolvendo  grupos  indígenas  e  diversos  outros  elementos  como  câmaras  municipais.  Neste  processo.  rendeiros  e  moradores locais. Diversidades.  sob  diversas  formas. Nesta época.145  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  os  índios. o Estado Nação opta pela regulação fundiária dos aldeamentos  antigos  e  novos.  buscaram  preservar  seus  direitos enquanto aldeados e protegidos pela tutela oficial. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   POLÍTICA INDIGENISTA E LEGISLAÇÃO FUNDIÁRIA NA PROVÍNCIA DA BAHIA (1840‐1850)    André de Almeida Rego (UFBA)    O estudo pretende discutir o processo de definição da política indigenista na província da Bahia entre as  décadas de 1840 e 1860. que será  bastante informada pela legislação da terra de 1850.

 é possível refletir  sobre as cinco principais aldeias existentes na Província neste período e a forma como suas terras foram  tratadas  pela  administração  pública. Utilizou‐se ainda. a argumentação contida no Regulamento  de  24  de  julho  de  1845  que  serviu  de  base  para  a  população  da  época  como  tentativa  de  civilizar  a  “horda selvagem” que ainda se encontrava no território sergipano.  A  pesquisa  nestes  documentos. caracterizada como saída para expropriação  agrária.  . Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   HISTÓRIA  INDÍGENA  NAS  PÁGINAS  DOS  RELATORIOS  DOS  PRESIDENTES  DA  PROVINCIA  DE  SERGIPE  DEL REY (1837‐1852)    Carine Santos Pinto (UNIT)  Pedro Abelardo de Santana (UNIT)    Propõe‐se  estudar  os  Relatórios  dos  Presidentes  da  Província  de  Sergipe  Del  Rey  durante  os  anos  de  1837 a 1852.  Para  tanto.  bem  como  a  análise  de  Relatórios  apresentados  pelos  Presidentes da Província de Sergipe Del Rey. Diversidades.  Dantas  que  debatem  acerca  da  negação  da  existência  indígena  em  Sergipe  e  a  demarcação  de  suas  terras. muitas vezes por elites dominantes. Levando‐se em consideração os sete relatórios que versam sobre o tema.  que  culminaram  no  “desaparecimento”  da  população  indígena  sergipana.  ancorada  nas  novas  abordagens  possibilitará  reflexões  para  melhor  compreendermos  a  trajetória  dos  povos  indígenas  sergipanos. fortalecido.  foram  utilizados  estudos  como  o  de  Beatriz  G. com o intuito de analisar a situação dos indígenas e a forma estereotipada descritas por tais  autoridades.146  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

147  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Ferreira (UFBA)    No  século  XIX  a  partir  da  década  de  1840  a  questão  da  civilização  dos  índios  pelas  ordens  religiosas  retomou  fôlego  e  passou  a  ser  vista como  uma  questão  relevante  que  exigiria  uma  solução  em  curto  prazo.  assim. Esta comunicação visa apresentar algumas reflexões  sobre  essas  questões  focando  a  atuação  do  missionário  em  Caravelas.  a  ordem  entre  eles  e  excitando‐os  ao  trabalho  e  cultura  do  campo. locais que eram  considerados prioritários para esse trabalho de conversão.  com  a  obrigação  de  ensiná‐los  a  ler  e  escrever. de M.  DE  RELIGIÃO. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “AQUELES  ÍNDIOS  NÃO  QUEREM  ABSOLUTAMENTE  SABER  NADA  DE  MISSIONÁRIO. Os  diversos conflitos iniciados com a missão nos coloca diante da necessidade de pensar com mais detalhe  e cautela os processos de encontro e desencontro entre missionários e índios nas diversas missões do  século XIX.  o  Fr.  Esta  viagem  marcou  o  inicio  do  trabalho  apostólico  do  Frei  na  região.  como  também serviu para definir a localização do novo aldeamento e da colônia militar que seriam criadas. NEM DE ALDEAMENTO”: ÍNDIOS E MISSIONÁRIOS NO SUL DA BAHIA (1845‐1851)    David Barbuda G.  as  estratégias  utilizadas  para  implantação do aldeamento e as ações e reações indígenas a esse processo.  DE  CIVILIZAÇÃO. Esses missionários vinham com o objetivo de  catequizar  os  índios  nessas  regiões  e  reuni‐los  em  novas  aldeias.  mantendo.  no  extremo  sul  baiano. desafiando as supostas limitações que a documentação histórica apresenta e demonstrando  que é possível ler o olhar indígena nela inserido.  de  acordo  com  a  legislação.  Caetano  Vicente  de  Almeida.  Em  1845  em  viagem  à  Caravelas. A utilização dos missionários capuchinhos como figuras centrais nesse processo ganhou força e  nesse sentido o governo Imperial criou um projeto para o financiamento da vinda desses missionários  com pagamento de côngruas e com seus deslocamentos para os sertões mais distantes.  Caetano  de  Troina  iniciava  a  atuação  dos  capuchos  nessa  Comarca  juntamente  com  o  Juiz  de  Direito.  . Diversidades.

  povos  de  etnia macro Jê.148  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. antigo aldeamento de Philadélphia.  . ambos italianos. Diversidades. na  Província  de  Minas  Gerais. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   “OUVINDO” OS FRADES CAPUCHINHOS DE ITAMBACURI: ANÁLISE DO RELATO SOBRE UMA REMOTA  MISSÃO NAS MINAS GERAIS OITOCENTISTAS    José Otávio Aguiar (UFCG)  Rodrigo Ribeiro de Andrade (UFCG)    A  presente  pesquisa  visa  encontrar  fragmentos  de  historicidade  peculiar  no  relato  do  religioso  Capuchinho Frei Angelo de Sossoferrato. os discursos  elaborados para darem nexo ao esforço catequizador realizado em um lugar potencialmente estranho.  A  missão  foi  fundada  em  1873  por  dois  frades. responsável pela elaboração de uma memória sobre os índios  botocudos da missão próxima à atual cidade de Theofilo Otoni. Tal documento nos ajudará a analisar. conhecidos por seu ethos guerreiro.  o  próprio  Angelo  de  Sossoferrato e Seraphim de Gorizia.  de  natureza  matagosa  e  diversa  da  europeia  e  povoado  pelos  lendários  índios  botocudos.

  Entretanto.  Porém. Diversidades.  tem‐se  como  suporte  representações  de  índios  Bororo  realizadas  por  Aimé‐Adrien  Taunay.149  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  permitindo‐nos  adentrar  –  quase  dois  séculos depois ‐ num momento significativo do cotidiano deste povo. via de regra. os aspectos  singulares  das  sociedades  indígenas  com  as  quais  travaram  contato.  Executados  como  parte  de  rituais  cotidianos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   RECONHECENDO OS BORORO NA OBRA DE AIMÉ‐ADRIEN TAUNAY    Maria de Fátima Costa (UFMT)    Uma  das  mais  recorrentes  expressões  simbólicas  utilizada  por  sociedades  indígenas  é  o  ornamento  corporal.  costumavam  chamar  a  atenção  dos  naturalistas  que  no  século XIX frequentaram o interior da América Meridional. com ilustradores que pouca atenção deram aos signos étnicos apresentados. as pastas e cadernetas de anotações  desses  visitantes  se  encheram  de  descrições  e  desenhos  retratando  a  cultura  de  diferentes  povos.  .  o  investigador  se  vê  confrontado.  que  celebram  desde  os  comuns  aspectos  do  dia‐a‐dia  até  os  momentos  mais  relevantes  da  própria  existência  do  grupo.  há também  artistas‐viajantes que se  empenharam em documentar. De fato.  aplicado  como  emblema  de  identidade  tribal. com arte.  Neste  estudo.  ao  trabalhar  com  os  acervos  iconográficos  legados  por  viajantes.  esses  “enfeites”.  Busca‐se  mostrar  como  esse  artista  legou  um  raro  testemunho  da  sociedade  indígena.

  . Nosso olhar focaliza o período entre 1845. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A RESISTÊNCIA DOS ÍNDIOS SERGIPANOS NO SÉCULO XIX    Pedro Abelardo de Santana (UFBA)    Estudos  sobre  os  índios  sergipanos  no  século  XIX  fazem  referências  a  episódios  de  resistência  em  relação  à  espoliação  das  terras  das  aldeias.  conflitos relacionados à espoliação da terra.  para  compreender  as  transformações  provocadas nas vidas dos índios aldeados. Não era só a resistência que marcava a vida dos índios. ano da extinção da Diretoria Geral dos Índios em Sergipe. e 1853. as relações e os conflitos com a  sociedade  vizinha.  fugas  das  aldeias  e  tentativas  de  resolver questões na justiça.  religiosos  e  proprietários. Diversidades.  passando  os  seus  moradores  a  serem  considerados  “integrados” ao resto da  população.  Este  estudo  pretende  investigar  como  se  deram  os  conflitos  e  as  negociações  entre  índios. Há notícias sobre  negociações.  Ocorreram  revoltas.  autoridades. ano da  criação do Regulamento das Missões.150  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  intentamos  entender  de  que  forma  os  índios  sergipanos lidaram com a questão e como resistiram.  O episódio suscita indagações sobre a vida indígena no período. pelas quais os índios buscavam resolver suas querelas.  As  aldeias  sergipanas  foram  declaradas  extintas  na  segunda  metade  do  século  XIX.  foi  possível  resistir  à  dominação  e  a  aniquilação  social.  Por volta deste período é importante investigar a vida nos aldeamentos. e a resistência indígena. A defesa das terras foi importante  porque  enquanto  sua  posse  permaneceu  coletiva.  Para  entender  o  período  da  extinção  dos  aldeamentos.  Considerando  que  os  conflitos  com  os  índios  foram  intensos  no  período.  proprietários  de  terras  e  autoridades  ao  longo  do  século. Outra reflexão possível é sobre as  relações  dos  aldeados  com  escravos  e  quilombolas.  buscaremos  comparar  aldeias  sergipanas  e  outras  do  Nordeste.

  . pagão. como indolente. preguiçoso. UM PROJETO  DE NAÇÃO    Sebastião Vargas (UFRN) Diego Marcos Barros de Castro (UFRN)    A  ideologia  racista  da  elite  brasileira  do  período  imperial  embasava  uma  política  de  branqueamento  intrinsecamente  ligada  à  história  de  formação  da  Nação  brasileira  enquanto  identidade. Posto assim. o  intuito desse trabalho é mostrar de que maneira para os órgão do Estado à política de branqueamento e  de superação da identidade indígena no Rio Grande do Norte visava cumprir seu objetivo. onde a única salvação seria a mestiçagem. tendo  em  vista  que  se  valorizava  a  tradição  europeia  como  o  único  elemento  que  trazia  a  esperança  civilizadora do homem moderno na construção da identidade brasileira. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   TERRITÓRIO E INCORPORAÇÃO DOS ÍNDIOS: POR UMA POLÍTICA DE BRANQUEAMENTO.  essa  lei  fez  desaparecer  as  terras  indígenas  em  comum  uso.151  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  enquanto  unidade. Podemos afirmar assim que o  desaparecimento da categoria indígena no Rio Grande do Norte no final do século XIX esta ligada a uma  política de miscigenação nacional. o desaparecimento indígena no Rio Grande do Norte é atestado por  diversos historiadores que ajudaram na construção da historiografia norteriograndense. a categoria índio no período imperial é embutida de sentido  negativo.  devolvendo  ao  império  as  terras  que  legalmente  não  eram  de  ninguém.  Como  um  dos  principais  expoentes  dessa  política  podemos  apontar  a  Lei  de  Terras  de  1850.  data  desse  mesmo  período  a  extinção  das  missões  indígenas  que  foram transformadas em comarcas ou vilas. Diversidades. rebelde.

  Deixando  de  ser  utilizados  meramente  como  fonte  de  obtenção  de  informações.  os  relatos  de  viajantes  transformaram‐se  em  objetos de investigação pelos pesquisadores.  .  linguagens. situa‐se o trabalho de Mary Louise Pratt – Os olhos  do  Império:  relatos  de  viagem  e  transculturação. a construção da imagem sobre o povo representado.  Levando‐se  em  consideração  aqueles  elementos  e  amparando‐se  no  livro  citado.  pensar  o  Brasil  registrado por esse viajante a partir de alguns aspectos observados por Mary Louise Pratt em sua obra. sob a  influência da teoria crítica literária.  neste  trabalho. a elaboração da narrativa e o  discurso produzido por Henry Koster sobre a situação político‐econômica e administrativa do Brasil.  Nosso  objetivo  é. Diversidades.  discursos  e  simbolismos. as estruturas  narrativas.  fazer  uma  leitura  da  obra  Viagens  ao  Nordeste  do  Brasil. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   TRÓPICOS INGLESES: O BRASIL EM VIAGENS AO NORDESTE DO BRASIL DE HENRY KOSTER    Yamê Galdino de Paiva (UFPB)    Diante  da  abertura  de  temas  e  fontes  promovida  pela  História  Cultural.  as  pesquisas  históricas  avançaram em análise e ampliaram a diversidade de objetos investigados. da Antropologia e da Semiótica. Observam‐se neles. a História Cultural passou a explorar  questões  das  representações. A partir dos anos 1980. Nessa esteira.152  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  escrito  por  Henry  Koster  em  1816.  Como  integrante  dessa  etapa  do  conhecimento  histórico  encontram‐se  os  estudos  sobre  os  viajantes. o discurso elaborado e sua vinculação  ao lugar social do qual o viajante fala. a interação com as populações locais. entre outros aspectos.  procuramos.  portanto.  destacando‐se os estranhamentos.

 pesando sobre  essa província o fato de ter uma via de comunicação demorada com o litoral e estar localizado em uma  área  de  fronteira.  Para  isso  contamos  com  a  historiografia  sobre  o  assunto  e  analisamos  Relatórios  e  Falas  de  presidentes  da  Província  de  Mato  Grosso  entre  1835  (quando  é  criada  a  Assembleia  Legislativa  e  passa  a  ser  obrigatório  a  todos  os  Presidentes  das  províncias  relatarem  anualmente  a  situação  local)  até  1864. procurando analisar como  o representante do governo central em Mato Grosso se referia à população dessa localidade. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   Eixo Temático 7  Cidades.  quando  inicia  o  conflito  com a República do Paraguai. atrasado. Territorialidades e Fronteiras      A FRONTEIRA OESTE DO IMPÉRIO: REPRESENTAÇÕES SOBRE MATO GROSSO NA PRIMEIRA METADE  DO SÉCULO XIX    Ana Claudia Martins dos Santos (UFMT)    A província de Mato Grosso estava localizada na fronteira a oeste do Império brasileiro.153  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  sendo  que  no  decorrer  do  século  XIX  era  representada  como  um  lugar  exageradamente longe. Nosso interesse  é compreender como Mato Grosso era representado ao longo do século XIX.  . a área periférica do Brasil. seguindo  ou  não  a  imagem  elaborada  por  aqueles  que  não  viviam  nessa  província. Diversidades. marcados pela “barbárie”.

 para além de ter exercido vários cargos de relevo.  principalmente.  como presidente das províncias do Pará de 1856 a 1857 e da Paraíba em 1857 e Ministro de Guerra em  1864. que teve importante participação na constituição de uma visão  técnica que se instituiu ao longo do século XIX. ao lado de outros engenheiros politécnicos.  . junto com técnicos e intelectuais como André Rebouças e o senador  Thomaz Pompeu.  de  1877. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   HENRIQUE  DE  BEAUREPAIRE  ROHAN  NA  CONSTRUÇÃO  DA  CULTURA  TÉCNICA  DAS  SECAS  E  DA  REPRESENTAÇÃO DO SERTÃO NORDESTINO    Carla Navarro Y Rosa (UFRN)  Angela Lúcia de Araújo Ferreira (UFRN)    Beaurepaire Rohan. ainda pouco estudado. prestou sua contribuição para o entendimento da problemática do sertão nordestino. Apresentado em célebre Sessão do Instituto Politécnico no Rio de Janeiro em 1877.  suas  reflexões  se  tornariam  uma  referência  para  a  compreensão  do  problema  das  secas  e  para  a  construção de propostas visando a sua superação – baseadas. engenheiro e político renomado. A obra de  Beaurepaire  Rohan  se  insere. Diversidades. sobremodo.  no  contexto  de  discussões  técnicas  e  institucionais  em  torno da grande seca de 1877‐1879.154  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Considerações acerca dos melhoramentos de que. O seu livro. A análise se dá a partir da biografia intelectual e profissional desse  sujeito histórico. em relação às seccas são susceptíveis algumas províncias  do  Norte  do  Brazil. O objetivo do trabalho é compreender o papel da formação e  dos meandros da cultura técnica moderna no Brasil para o surgimento e consolidação da representação  das secas e do território nordestino. na política da açudagem.  pode  ser  lido  como  parte  dos  esforços  que  levariam  o  assunto  a  ser  formulado em sua “dimensão técnica”.

 Para tal  intento utilizamos dados  econômicos  presentes nas estatísticas  levantadas  por  Presidentes  de  Província. uma  vez que mesmo tendo o título de capital perdia em economia e prestigio para a vila de Aracati. Diversidades. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   AS GARRAS DE IRACEMA: O PROCESSO DE CONSOLIDAÇÃO DE FORTALEZA COMO CAPITAL DE FATO E  DE DIREITO DA PROVÍNCIA CEARENSE    Dhenis Silva Maciel (UFC)    A primeira metade do século XIX é marcada pela emancipação política da província cearense em relação  a  Pernambuco.155  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. sede do  porto por onde escoava a produção de carnes secas da província.  que  prima  por  tentar  perceber  os  sujeitos  históricos  presentes  no  momento  analisado.   .  Fazemos  a  leitura  dessas  fontes  pautados  na  teoria  da  História  Social. que só pode ser posta em prática devido à constituição de um ajuntamento de cidades  que dessem suporte econômico para a cidade de Fortaleza.  Objetivamos  neste  trabalho  compreender o processo de consolidação de Fortaleza como capital cearense de fato e de direito.  por  casas  comerciais  e  por  cronistas  cearenses.  Podemos  desde  já  concluir  que  o  processo  a  que  nos  referimos  só  foi  possível  por  causa  da  consolidação  de  um  novo  modelo  socioeconômico:  a  agroexportação. principal produto econômico durante  o século XVIII e início do  XIX.  Escolheu‐se  como  capital  a  cidade  de  Fortaleza.

 Do financiamento às obras e operação. para  construir uma ferrovia do porto do Recife ao rio São Francisco. como iluminação. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A INFLUÊNCIA INGLESA NA MODERNIZAÇÃO DO RECIFE IMPERIAL    Josemir Camilo de Melo (UEPB)    A empresa The Recife ‐ São Francisco Railway (RSF) foi constituída em Londres. o  trem de ferro. a  RSF  impressionou  a  sociedade  pernambucana. plantas e jornais nos arquivos londrinos (Public Record Office) verificamos que esta empresa  se  tornou  o  centro  dos  investimentos.  causando  vários  impactos  diretos  e  indiretos. analisamos o comportamento  das elites com respeito à febre de especulação financeira. engenhos e cidades. na década de 1850. com referência à cidade do Recife.  desbancando. ainda no período imperial.  . água e  esgoto.156  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. No primeiro momento.  como  diversas  linhas  sobre  trilhos. modernizando o centro e subúrbios da capital pernambucana. Diversidades.  não  sem  antes  causar  desmatamento. num  segundo  momento. Pesquisando documentos manuscritos e  impressos.  mostramos  como  a  iniciativa  da  RSF  gerou  frutos.  pois  tinha  garantia  do  Governo  Imperial  de  7%  sobre  o  capital.  como  o  mercado pernambucano e regional de especulação financeira.  embora  alargasse o meio ambiente da capital. Pretende‐se demonstrar  com este artigo os diversos momentos e as áreas afetadas pela modernização europeia nos trópicos.  A  ferrovia  também  gerou  mobilidade  social. em parte. e produzisse vilas. liderada pelas oligarquias enobrecidas. outras empresas inglesas de melhoramentos urbanos.

  . de acordo com os ideais de ordem e civilização daqueles que  se  situavam  na  direção  do  Mundo  do  Governo.  Desenvolver  uma  administração  sobre  o  território e o seu conteúdo. a população. Diversidades.  Tal  expansão  foi  fundamental  e  necessária  para  garantir a associação entre Império do Brasil e Nação brasileira.  Os  argumentos  desenvolvidos  por  Varnhagen  no  Memorial  Orgânico. Varnhagen escrevera o Memorial Orgânico com o objetivo  de  trazer  à  memória  dos  dirigentes  imperiais  a  importância  de  que  fossem  adotadas  determinadas  medidas  –  fixação  das  fronteiras  externas.  Em  seu  texto.  transferência  da  capital  para  o  interior  do  território.  constituição  de  uma  população  homogênea  –  capazes  de  organizar  o  Império  como  uma  Nação  Compacta.  ocupação  dos  sertões.  enfatizando  o  papel  central  do  Estado  neste  processo. em Madrid. Uma expansão para dentro do  território  nacional  e  de  uma  população  delimitada. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O  MEMORIAL  ORGÂNICO  DE  VARNHAGEN  E  A  ORGANIZAÇÃO  DO  IMPÉRIO  DO  BRASIL  EM  UMA  NAÇÃO COMPACTA    Leandro Macedo Janke (USP)    Este trabalho tem por objetivo analisar o texto Memorial Orgânico.  por  sua  vez. pela Revista Guanabara. publicado por Francisco Adolfo de  Varnhagen entre 1849 e 1850.  divisão  interna  do  território. e reeditado em 1851.  Varnhagen  centraliza  seus  argumentos  e  considerações  em  dois  elementos  que  foram  constantemente  destacados  pelos  dirigentes  imperiais  ao  longo  do  processo  de  construção  e  consolidação  do  Estado  imperial:  o  território  e  a  população.157  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. no Brasil.  sobretudo a partir de meados do século XIX com a direção saquarema. que pressupunha a própria construção e  consolidação do Estado imperial.  acabam  por  evidenciar  um  determinado  tipo  de  expansão  empreendida  pelos  dirigentes  imperiais.  era  fundamental  para  que  o  Império  do  Brasil  se  organizasse nos moldes de um Estado Nação.

  A  historiografia  local  coloca  a  origem  do  povoado  sobre  o  poder  de  Feliciano  Soares. Buscamos  contribuir para a história do município colocando sujeitos históricos que não foram tidos em relevância.  fotografias  e  cartas.  funda  uma  capela  em  homenagem  a  Nossa  Senhora  da  Conceição. Da Igreja surgem as primeiras casas e daí o povoado se transforma em Comarca.  localizado  na  região  do  Curimataú  paraibano.158  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  tal  como  atas  legislativas. Nossa metodologia se  resumiu  aos  documentos  expostos  nas  obras  de  historiadores  locais. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   DO MITO DO BOM FUNDADOR À CONQUISTA TERRITORIAL DE ARARUNA – PB (1830‐1877)    Márcio Macêdo Moreira (UFPB)    O  presente  artigo  aborda  a  questão  da  fundação  do  município  de  Araruna.  São os homens que  construíram a Igreja.  alem  destes  iremos  trabalhar  com  depoimentos  dos  “velhos”  que  residem  no  município. os agricultores que  ali viviam antes da chegada de Feliciano  Soares e os escravos que trabalhavam nas fazendas das prósperas famílias locais. Diversidades.  .  católico  que  ao  fazer  uma  promessa.

  Parte‐se  do  pressuposto de que o espaço urbano além de ser o local onde se estabelece o trabalho produtivo e as  obras. Cabe salientar que o tempo da festa na cidade é responsável por romper a rotina dos  seus  citadinos  e  este  não  deve  ser  entendido  apenas  como  um  momento  de  fuga  do  cotidiano  e  sim  como  um  fato  social.   .  O  trabalho  é  resultado  da  pesquisa  “A  rua  e  a  cidade:  geografia  histórica. O seu principal propósito é resgatar o percurso dessas festas pelas ruas da  cidade. os registros sobre as festas no Brasil em  tempos  pretéritos  trazem  consigo  referências  à  cidade  e  ao  urbano. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   O PERCURSO DAS FESTAS RELIGIOSAS PELAS RUAS DA CIDADE: MORFOLOGIA URBANA E COTIDIANO  NA CIDADE DA PARAHYBA IMPERIAL    Maria Simone Morais Soares(UFPB)  Doralice Sátyro Maia (UFPB)    O  presente  trabalho  analisa  as  festas  de  caráter  religioso  que  ocorreram  na  Cidade  da  Parahyba  no  período imperial (1822‐1889). é também o cenário privilegiado das festas. através de procedimentos metodológicos da geografia urbana histórica.  analisa‐se  a  relação  entre  as  festas  e  as  ruas  da  Cidade  da  Parahyba Imperial.  político  simbólico  e  religioso  que  permite  aos  participantes  a  incorporação  de  normas  e  valores  da  vida  coletiva.  Através  de  uma  pesquisa  documental. Deste modo.  morfologia  urbana  e  cotidiano”  que  tem  por  objetivo  estudar  as  transformações  espaço‐ temporais das principais ruas da Cidade Histórica da Cidade da Parahyba no século XIX e início do século  XX.  inferindo  assim  sobre  a  morfologia  urbana  e  o  cotidiano  dos  habitantes. Diversidades.159  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  principalmente  em  jornais.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   NOVAS  FRONTEIRAS  GEOGRÁFICAS  E  POLÍTICAS  ESTABELECIDAS  NA  PROVÍNCIA  DO  CEARÁ  NAS  PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XIX    Marilda Santana da Silva (UFC)    Este  trabalho  tem  como  objetivo  apresentar  alguns  resultados  da  pesquisa.   . O naturalista João  da Silva Feijó.  mais especificamente das séries documentais relativas aos Termos de Ereção de Vilas e Posse de Oficiais  Camarários de várias vilas erigidas nas regiões centrais e sul do território do Ceará na primeira metade  do século XIX. atrelou‐se com o aumento substancial da população. publicadas  nas Revistas do Instituto Histórico do Ceará.  Já  o  censo  realizado  no  ano  de  1822.000  mil  pessoas. Após 1799.  a  população  saltou  para  240.  região  do  rio  Jaguaribe. que viajou pela província do Ceará em 1812.  ambas  criadas  em  1816. e outras.  na  primeira metade do século XIX.160  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  isto  ocorreu  mediante  o  processo  da  criação  de  novas  câmaras  municipais. tais como: Vila de São Vicente das Lavras da Mangabeira (1816). contabilizou 150 mil habitantes na capitania  independente  do  Ceará.  uma  nova  configuração  territorial  passou  a  ser  programada  e  levada  a  cabo  pelas  autoridades  políticas. algumas sob a custódia do Arquivo Público do Estado do Ceará (APEC). percebe‐se que houve uma tentativa nítida de expansão das  fronteiras no interior da província do Ceará na primeira metade do século XIX.  entre  várias  outras.  documentação  referente  ao  Fundo  Documental  (Câmaras  Municipais). com a criação  da  capitania  independente  do  Ceará.  na  tentativa  de  dinamizar  a  economia  do  território. contabilizando os livre e escravos.  após  a  emancipação  da  capitania  de  Pernambuco. São Bernardo das Russas  (1814).  cadastrada  no  Departamento  de  História  da  UFC.  Após  uma  análise profícua de documentação arquivística manuscrita de natureza camarária (Câmaras Municipais).  Torna‐se  necessário  destacar  que  o  processo  de  alargamento  das  fronteiras. Diversidades.  as  vilas  de  São  João  do  Príncipe  e  Santo  Antônio  do  Jardim.  que  estamos  desenvolvendo  acerca  da  nova  reconfiguração  territorial  e  política  estabelecida  na  província  do  Ceará  no  primeiro  quartel  do  século  XIX.

  entre  outras.  as  diversas  formas  de  “antidisciplina”  alinhavadas  pelos  recifenses para burlar as tentativas de normatização no espaço citadino.  teceremos  algumas  considerações  sobre:  O  que  eram  ou  representavam  tais  autoridades  no  Brasil  e  Recife  Imperial. a Recife do século XIX.  A  partir  desta  assertiva. intervindo diretamente no cotidiano das pessoas. Para vigiar e  executar  suas  ordens  e  corroborar  com  o  “bem  viver  e  segurança”  havia.  os  indícios  e  eficácias  de  suas  atuações.  discorreremos  sobre a possibilidade de analise dos discursos e práticas institucionais e sociais destes atores no espaço  citadino  de  então.  .  assim  como.  mas  também  espaço  de  grandes  contrastes  sociais. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   JUÍZES DE PAZ E FISCAIS DE FREGUESIAS PARA O “BEM VIVER E SEGURANÇA” NA RECIFE IMPERIAL  (1829‐1849)    Williams Andrade de Souza (UFPE)    Cosmopolita desde seu nascedouro.161  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades. era (como  ainda  hoje  é)  atrativa.  utilizando  o  conceito  de  “antidisciplina”  elaborado  por  Michel  de  Certeau.  dos  Ofícios  à/da  Presidência  e  nas  Atas  da  Câmara  Municipal  que  lhes  fazem  referências.  sua  importância  à  governança  na  Recife  oitocentista  (1829‐1839).  persuasiva.  inebriante. terceira maior cidade do Brasil.  identificaremos  as  possibilidades.  Foucault  sobre  os  aparatos  e  formas  de  produção  da  disciplina  e.  logo.  duas  autoridades  indispensáveis:  o  Juiz  de  Paz  e  o  Fiscal  de  Freguesia.  quais  suas  funções?  O  que?  Onde?  Como?  Para  que?  Para  quem  “trabalhavam”?  Tomando  como  arcabouço  teórico  as  reflexões  de  M.  Através  dos  discursos  presentes  no  Diário  de  Pernambuco.  Sua  Câmara Municipal “governava” a urbe.

 As fontes  tomadas nessa análise foram os estatutos e relatórios do GPLPE. Diversidades. o GPLPE foi interpretado como lugar imbuído de sentido  para a comunidade que o mantinha. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A IDENTIDADE DO IMIGRANTE PORTUGUÊS EM PERNAMBUCO (SÉCULO XIX)    Wilza Betania dos Santos (UFPE)    Em 3 de novembro de 1850 foi criado na província pernambucana o Gabinete Português de Leitura de  Pernambuco  (GPLPE).162  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  Este  foi  a  primeira  associação  que  formalizou  os  laços  de  pertencimento  da  comunidade portuguesa em Pernambuco.  revistas  e  folhetos  raros.  A  análise  do  GPLPE  possibilitou  a  compreensão  de  como  a  identidade  do  imigrante  português  em  Pernambuco  foi  (re)construída. Sendo assim.  e  quais  os  caminhos  percorridos  por  essa  comunidade na (re)significação da imagem de colonizador/ explorador para a de imigrante‐construtor  da nova nação brasileira. instaurando uma nova fase na história dessa comunidade. alguns livros. Lugar com significado identitário.  A  observação  dessa  instituição  toma  como  base  o  conceito  utilizado  por  Marc  Augé  (1994). os jornais e periódicos.  o  qual  aponta  para  a  permanência  ou  a  revitalização dos laços étnicos. O  objetivo dessa comunicação é entender como ocorreu o processo de (re)construção da identidade do  imigrante  português  em  Pernambuco  no  período  de  1850‐1921. relacional e histórico.  .

163  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Foram  elas  infanticidas  e  prostitutas  que  subverteram  a  ordem  e  motivaram  costumes  “não  civilizados”  envolvendo‐se em crimes e respondendo perante a justiça. a fim de percebermos como ocorriam as práticas sobre a  sexualidade  no  oitocentos. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas     Eixo Temático 8  Intolerância e Violência      ENTRE VIVÊNCIAS. o que nos permite rastrear as vivências destas mulheres que aparecem  como  sujeitos  históricos  nas  páginas  amareladas  dos  processos. ARRUAÇAS E AMORES: MULHERES DE “MÁ CONDUTA” NA VILA DE LAGARTO ‐ SE  OITOCENTISTA  Mariana Emanuelle Barreto de Gois (UEFS)    A presente comunicação debruça‐se sobre a temática das mulheres criminosas e seu cotidiano a partir  dos crimes contra a honra e os bons costumes.  .  As  Mulheres  denominadas  de  “má  conduta”  da  Vila  de  Lagarto. Diversidades.  infligindo os estereótipos que a sociedade patriarcal reservava a mulher para limitar suas ações.  Foram  utilizados  documentos  como  os  processos  crimes  do  Arquivo  Judiciário do Estado de Sergipe.  em  Sergipe.  procuravam  nas  ruas  e  nos  lares  viver  de  formas  distintas.

  Heleieth  Saffiot  e  etc. Thompson.  da  análise  documental  á  problematização  das  ações  femininas  de  enfrentamento da violência dos defloramentos.  pensamos  as  conexões  entre  as  ações  individuais  destas  mulheres  e  o  contexto  de  opressão  masculina  de  gênero  e  raça  que  caracteriza  a  cultura  histórica  escravagista do século XIX.  Arion  Mergár.  .  constituída pela produção diária dos ofícios expedidos a autoridades policiais. A metodologia nos levou  da  pesquisa  em  arquivo. Nos apropriamos da historiografia existente que nos da o apoio necessário para  esta  pesquisa  como  por  exemplo. P.  Cecília  Soares.  Samara  Mesquita. do funcionamento de instituições sociais como  o casamento e a polícia.  Rachel  Soihet. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   MULHERES DEFLORADAS E JUSTIÇA NA PARAÍBA OITOCENTISTA    Maria da Paz Lopes dos Santos (UFPB)    Propomos discutir a violência dos defloramentos contra a mulher na província da Paraíba no século XIX.164  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. A partir do conceito de experiência em E. Diversidades.  dentro  do  campo  dos  estudos  culturais.    Utilizamos  os  documentos  da  secretaria  de  polícia  da  província  da  Paraíba.  a partir da inserção da mulher na família e na sociedade.

Diversidades. Mesmo com todos esses acontecimentos  ainda  não  havia  sido  produzido  um  discurso  médico‐alienista  em  relação  os  loucos.  os  nomes  de  doadores  e  os  problemas  para  construir  tão  edifício  foram  discutidos  amplamente nos periódicos da época.  até  que  em  1882  foram  publicadas  as  “Cartas  sobre  a  Loucura”. que afirmou não ter espaço e nem capacidade para atender os doentes e os  loucos  ao  mesmo  tempo. Outro  fator importante neste mesmo recorte foi à seca de 1877‐1879 que assolou o Ceará.  do  Dr. a partir de um comunicado dos dirigentes da  Santa Casa de Misericórdia. Surge dessa forma o primeiro discurso médico‐alienista na cidade  de  Fortaleza.165  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   UM ESPAÇO PARA OS LOUCOS: A FORMAÇÃO DO DISCURSO ALIENISTA EM FORTALEZA (1874‐1886)    Roberta Kelly Bezerra de Freitas (UFC)    A formação do discurso médico alienista em Fortaleza tem seu inicio com o projeto de construção do  primeiro Asilo de Alienados São Vicente de Paula em 1874.  houve  diversas  campanhas de arrecadação de dinheiro e loterias para realização da obra que iria marcar o “progresso”  na  capital.  baseado  nas  teorias  de  Pinel  e  Esquirol.  o  saber  alienista  passa  a  ser  uma  normatização  moral dos sujeitos invadindo todos os âmbitos sociais. que explicavam sobre o  que era a loucura e as monomanias.  Francisco  Ribeiro  Delfino  Montezuma. que foram publicações semanais em formato de dez cartas.  . assim como as críticas referentes a sua construção. os discursos contra os pobres e  os loucos se intensificaram nos jornais durante esse período. possibilitando  diversas fontes que demonstram a participação da elite local e da Igreja Católica no projeto asilar.  muitos retirantes  invadiram a capital em busca de alimento e ajuda de uma forma geral.  no  jornal  Gazeta do Norte.  Nos  doze  anos  de  levantamento  e  conclusão  da  obra.

  criança  não  são  naturais  e  tampouco  foram as mesmas ao longo dos anos.  .  analisaremos as relações entre adultos e crianças. pelo contrário.  homem. o cuidado ou ausência do mesmo destinado a estas  associadas  a  uma  classificação  e  educação  oriundas  deste  contexto  que  se  percebe  o  alto  índice  de  mortalidade infantil como nos traz DEL PRIORE em seus estudos. pretendemos investigar o  modo de ser criança no Brasil Império.166  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.  também  evidenciadas  por  MAUAD  em  suas  análises  sobre  os  costumes  e  educação relacionados à criança ao longo do século XIX no Brasil. modificações estas cada vez mais aprofundadas e atribuídas ao aperfeiçoamento das formas de  pensar  de  cada  época. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas     Eixo Temático 9  Sociabilidades Femininas e Infância      AS  CRIANÇAS  NO  IMPÉRIO  E  O  IMPÉRIO  COM  AS  CRIANÇAS:  UMA  ABORDAGEM  SOBRE  AS  SOCIABILIDADES INFANTIS    Aline Praxedes de Araújo (UEPB)    Os  modelos  de  ser  e  sentir  bem  como  de  ser  mulher. a partir de uma pesquisa bibliográfica e de relatos de viajantes. Portanto. Diversidades. são ensinadas e construídas historicamente como  percebemos  na  produção  de  ÀRIES  que  trata  da  intensa  construção  do  núcleo  familiar  desde  a  Idade  Média.

 sociabilidades e  principalmente pluralidades femininas existentes na Campina Imperial.   . Tendo como embasamento os processos‐crime do 1º  tribunal do Júri da Comarca de Campina Grande suscitaremos o cotidiano de violência.  evidenciando  as  dissonâncias  entre  os  sujeitos  históricos  que  compunham a camada mais pobre da sociedade. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   A  HISTORICIDADE  DAS  FLORES:  PLURALIDADES  FEMININAS  E  VIOLÊNCIA  NA  CAMPINA  GRANDE  IMPERIAL    Harriet Karolina Galdino dos Santos (UFCG)  Juciene Ricarte Apolinário (UFCG)    A  vida  citadina  trouxe  a  nossa  Província  uma  série  de  dinamismos  como  também  problemas  ao  tradicionalismo vigente. Diversidades. A  presente pesquisa tem como objetivo analisar as relações de violência e gênero na cidade de Campina  Grande  entre  os  anos  de  1866  e  1881. que atribui a “rua” o esfacelamento da moral e dos costumes da população.167  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

 marco inicial do Realismo brasileiro e que um ano  antes  Machado  de  Assis  havia  divulgado  na  Revista  Brasileira.  e  de  que  modo  isso  esclarece  momentos da História do Brasil Imperial.  procurar‐se‐á  evidenciar  como  a  trama  é  construída  a  partir  de  um  contexto  histórico‐social. A elaboração do percurso do entendimento tem como norte a  vida deste personagem grandiosamente curioso e lúdico que é Brás Cubas. aos sessenta e quatro anos de idade. que começa por meio do seu  célebre delírio póstumo. Cubas o faz começando pela sua trágica morte. .  Nesse  sentido. em agosto de 1869.  na chácara de Catumbi. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   SOCIABILIDADES DO IMPÉRIO EM ‘MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS’    João Ricardo de Sá e Silva (UFPI)  Ana Maria Koch (UFPI)    A presente comunicação científica objetiva identificar o papel e o comportamento das sociabilidades do  Império em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Diversidades. a narrar sua vida não como faria o mais grandiloquente e habilidoso narrador  ou orador – a começar pelo nascimento.168  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Em paradoxo.

Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   EXPOSTOS  NA  PARAÍBA  IMPERIAL:  CASOS  DE  ABANDONO  E  TRATAMENTO  DO  ENJEITADOS  (1820‐ 1857)    Michael Douglas dos Santos Nóbrega (UFPB)  Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano (UFPB)    A  temática  da  infância  no  Brasil  é  muito  rica  e  também  cheia  de  mistérios  ainda  não  desvendados. Nosso estudo  se deu a partir da pesquisa bibliográfica e da análise de documentos referentes à roda dos expostos e a  Santa Casa de Misericórdia da Parahyba.  . durante o período de 1820‐1857.  O  tema é de grande importância para que possamos analisar a formação do futuro “cidadão brasileiro”. a fim de conhecer o funcionamento da roda dos  expostos e o papel da Santa Casa de Misericórdia na criação e formação dessas crianças. Diversidades.  Nosso estudo tem por objetivo explicitar a situação das crianças abandonadas e expostas na província  da Parahyba do Norte.169  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas.

  assassinavam  os  seus  recém‐nascidos.  mesmo  antes  do  casamento. Identidades e Práticas Educativas I Simpósio PROCAD-NF PPGH-UFPB/ PPGH-UFMG Patrimônios – Conexões Históricas   OS  CUIDADOS  COM  A  PROLE:  O  ABANDONO  DE  CRIANÇA  E  AS  RELAÇÕES  FAMILIARES  NO  RECIFE  (1830‐1860)    Renata Valéria de Lucena (UFPE) Alexandre Zarias (FUNDAJ/ PE)   Esta  comunicação  tem  como  objetivo  analisar  o  infanticídio  e  o  abandono  de  crianças  na  cidade  do  Recife. tendo em vista a sua ligação  com as relações fora do  âmbito matrimonial.  contrariando  a  lei  vigente.  este  trabalho  apresenta  os  resultados  parciais  de  uma  pesquisa  que  faz  parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC) da Fundação Joaquim Nabuco  (FUNDAJ). o acervo documental da Santa Casa da Misericórdia e da Cúria Metropolitana do  Recife  apontam  a  existência  de  mulheres  que.  voltada  à  procriação. que viam o matrimônio como uma  forma  de  domesticar  os  impulsos  sexuais.  financiado  pelo  Conselho  Nacional  de  Desenvolvimento  Cientifico  e  Tecnológico  (CNPq)  e  orientado pelo pesquisador Dr.170  II ENCONTRO DE HISTÓRIA DO IMPÉRIO BRASILEIRO Culturas e Sociabilidades: Políticas. Diversidades. as relações familiares eram reguladas pela Igreja e pelo Estado.  Além  da  análise  de  estudos  de  referência  sobre  o  assunto.  estabeleciam  relações  clandestinas. Alexandre Zarias.  Com  o  intuito  de  esconder  o  mau  passo. No Brasil do século  XIX.  muitas  mulheres  abandonavam  ou.  até  mesmo. Entretanto.  em  busca  de  uma  sexualidade  permitida.    .