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Relatório de Estágio Supervisionado II em Tecnologia em Automatização Industrial

Desenvolvimento de um controlador para LEDS de potência com alto fator de potência

Semestre Letivo 2011/02

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
Nome: Rafael Pellenz Orientação: Anderson Soares dos Santos
Curso: Tecnologia em Automatização Industrial Centro: Ciências Exatas e Tecnologia

Campus / Núcleo: Cidade Universitária

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA CURSO DE AUTOMATIZAÇÃO INDUSTRIAL

RAFAEL PELLENZ

DESENVOLVIMENTO DE UM CONTROLADOR PARA LEDS DE POTÊNCIA COM ALTO FATOR DE POTÊNCIA

CAXIAS DO SUL 2011

RAFAEL PELLENZ

DESENVOLVIMENTO DE UM CONTROLADOR PARA LEDS DE POTÊNCIA COM ALTO FATOR DE POTÊNCIA

Trabalho de Estágio Supervisionado apresentado como parte dos requisitos para obtenção de aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado II no curso de Tecnologia em Automatização Industrial, da Universidade de Caxias do Sul. Orientador: Prof. M.Sc. Anderson Soares dos Santos

CAXIAS DO SUL 2011

RAFAEL PELLENZ

DESENVOLVIMENTO DE UM CONTROLADOR PARA LEDS DE POTÊNCIA COM ALTO FATOR DE POTÊNCIA

Este trabalho de estágio foi julgado adequado para aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado II, e aprovado em sua forma final, pelo supervisor e pela banca examinadora do curso de Tecnologia em Automatização Industrial.

Caxias do Sul, 01 de julho de 2011.

Coordenador de estágio: _________________________________ Prof. M.Sc. Cesar Augusto Bernardi Universidade de Caxias do Sul Orientador: __________________________________ Prof. M.Sc. Anderson Soares dos Santos Universidade de Caxias do Sul Banca examinadora: __________________________________ Prof. M.Sc. Paulo Canuto dos Santos Ficagna Universidade de Caxias do Sul

__________________________________ Prof. Dr. Eng Marcos Alexandre Luciano Universidade de Caxias do Sul

__________________________________ Prof. M.Sc. Anderson Soares dos Santos Universidade de Caxias do Sul

6. Rafael Desenvolvimento de um controlador para LEDS de potência com alto fator de potência. 80 Páginas Trabalho de estágio supervisionado II do curso de Tecnologia em Automatização Industrial – Universidade de Caxias do Sul. Centro de Ciências Exatas e Tecnologia 1. 4.Controlador. 2011. Universidade de Caxias. 3.Conversor CC-CC. Anderson Soares dos Santos.Fator de potência. Controle.Harmônicas 5. Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. Anderson Soares dos Santos.Ficha catalográfica PELLENZ.LED. Caxias do Sul. . Centro de Ciências Exatas e Tecnologia. UCS. 2.

Foram nos momentos de dificuldade. Foi um momento inesperado para todos. que tive enorme prova de seu amor por mim. e foi exatamente nesse momento que descobri o que é ter um “irmão de verdade”. e pelo qual tenho enorme carinho e admiração. . decorrentes de meu acidente automobilístico. ao qual tenho como referência de caráter e de grande homem. mas oportuno para ter a dimensão de minha importância para o mesmo. Saul Pellenz. no ano de 2010.Ao meu irmão.

Aos meus avôs. que deu provas sinceras de amizade por mim por suas constantes visitas ao hospital Pompéia no ano de 2010. pelo auxílio e paciência a mim empregados. À Ariadne Andrin de Souza. Ao amigo Tiago Rezende. a qual admiro imensamente por seu grande caráter. Ao meu tio Elói Schneider. possibilitando-me a conclusão desta tarefa.agora fisioterapeuta -. meu segundo pai e grande amigo. A todos os profissionais de fisioterapia que contribuíram para minha recuperação. e Deborah Floriano – graduanda em fisioterapia – que me atendeu no período de férias. Aos meus pais Irineo Pellenz e Jussara Maria Schneider Pellenz. companheiros que fiz no decorrer do curso de Automatização Industrial. a qual contribuiu de forma decisiva para meu desenvolvimento e formação de meu caráter. Ao sargento aposentado do exército. com a qual mantenho contato diário e tenho profunda estima e carinho. principalmente depois do acidente e que lutam cada dia a meu lado. após os conturbados problemas que ocorreram em minha vida. que conheci no período de férias e que pronunciou a frase que tomei como lição de vida e estímulo para seguir em frente. A todos familiares que se preocuparam comigo e se propuseram a ajudar nos momentos de maior dificuldade. enfermeiros e técnicos de enfermagem do hospital Pompéia. citando em especial minha avó materna Marta Schneider. coordenadora da Wizard de Caxias do Sul. em todos os momentos de dificuldade a mim apresentados lembro-me do momento em que o conheci e desta frase que mudou minha vida. Franciele Camila da Silva .AGRADECIMENTOS A todos os médicos. os quais sempre frisaram a importância dos estudos estimulando meu ingresso nesta instituição de ensino superior. Aos amigos Eleandro Suzin e João Luiz Zucco. Ao professor Anderson Soares dos Santos. e que estiveram sempre ao meu lado. em especial à Martin Wissman – fisioterapeuta que me atendeu à domícilio -. .

Um teste prático do controlador de potência alimentando 24 LEDs de potência dispostos em série é realizado. Os resultados experimentais são apresentados de forma a comprovar o comportamento satisfatório do controlador de potência e de todo o sistema. 2005). que limita os valores máximos de harmônicas de corrente que um dispositivo ou equipamento pode injetar na rede elétrica. protótipo. Para este limite de potência. o controlador é projetado e um protótipo do mesmo é implementado. Light Emiting Diode). Com a utilização de 24 LEDs de potência ligados em série obtém-se uma fonte luminosa. potência. Este controlador é composto por um filtro EMI (Eletromagnetic Interference) e um conversor Flyback com controle de tensão e corrente.RESUMO Este trabalho de estágio apresenta um controlador de potência para diodos emissores de luz (LEDs. harmônicas. controlador. A proposta atende a norma brasileira de mínimo fator de potência (0. . Flyback. Área de conhecimento: Eletrônica de potência. o sistema de LEDs poderá substituir as lâmpadas fluorescentes tubulares T5 de 14W e T8 de 16W atualmente utilizadas em sistemas de iluminação residencial e comercial.92) para uma instalação elétrica e a norma internacional IEC (International Electrotechnical Comission) 61000-3-2 (IEC. Para analisar a ideia proposta. EMI. Palavras chaves: LEDs. tendo como limite a potência de saída de 35W.

A practical test of the power controller feeding 24 power LEDs arranged in series is done. harmonics. This controller consists in an EMI filter (Electromagnetic Interference) and a flyback converter with voltage and current controller. The experimental results are presented to prove the satisfactory performance of the power controller and the entire system. prototype. Knowledge area: Power electronics. the system of LEDs can replace fluorescent lamps T5 14W and 16W T8 systems currently used in commercial and residential lighting. the controller is designed and a prototype of it is implemented.92) for an electrical installation and the international standard IEC (International Electrotechnical Commission) 61000-3-2 (IEC. For this power limit. EMI.ABSTRACT This study presents a power controller to light emitting diodes (LEDs. power. The proposal meets the standard Brazilian minimum power factor (0. controller. Keywords: LED. Light Emitting Diode). Flyback. which limits the maximum values of harmonic current that a device or equipment can inject into the grid. To analyze the proposed idea. . with output power limit of 35W. 2005). With the use of 24-power LEDs connected in series it gets a light source.

56 . Figura 6 – Perda de brilho ao longo da vida útil do LED. Figura 8 – Exemplo de projetos e produtos empregando LEDs.LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Tipos de LEDs. 22 23 Figura 3 – Intensidade luminosa de um LED de potência em relação ao ângulo de emissão. Figura 16 – Conversor Buck-Boost. Figura 10 – a) Conexão série b) Conexão paralela c) Conexão série-paralela. Figura 20 – Sistema proposto. Figura 2 – Estrutura física dos LEDs. 24 26 26 27 28 29 Figura 9 – Lâmpadas compostas por LEDs e com formato semelhante às incandescentes e fluorescentes. Figura 22 – Filtro EMI usado no controlador de potência. Figura 11 – Limitação da corrente por um resistor série. 38 38 43 45 46 52 52 53 Figura 26 – Circuito elétrico do feedback de tensão e corrente e conexão com o amplificador de erro do L6562. 54 Figura 27 – Leiaute da placa de circuito impresso do controlador de potência implementado. Figura 15 – Conversor Boost. 33 34 35 35 36 Figura 18 – Conversores CC-CC básicos com controle da corrente de saída por um resistor série. Figura 7 – Comparativo entre algumas fontes de luz e sua eficácia luminosa. Figura 23 – Diagrama de blocos de um conversor PFC usando o L6562. Figura 4 – Efeitos das resistências série e paralela sob a curva característica Id-Vd. Figura 17 – Conversor Flyback. Figura 12 – Conversores lineares empregados para limitação de corrente nos LEDs. Figura 14 – Conversor Buck. Figura 5 – Modelo elétrico simplificado do LED. Figura 25– Compensação do amplificador de erro. Figura 21 – Controlador de potência para LEDs de potência proposto. 29 31 31 32 Figura 13 – Conversor linear com variação da intensidade luminosa do LED aplicado ao LM317. Figura 19 – Conversor Flyback com controle de corrente de saída por um resistor série. Figura 24 – Circuito elétrico de um conversor PFC usando o CI L6562.

Figura 34 – Tensão e corrente nos 24 LEDs de potência dispostos em série. 59 60 62 . 58 58 59 Figura 33 – Luminária constituída por 24 LEDs de potência alimentados pelo controlador de potência implementado. Figura 29 – Variáveis de entrada do controlador de potência implementado.Figura 28 – Vista superior do controlador de potência implementado. Figura 35 – Circuito de realimentação para controle da temperatura da junção no LED. 56 57 Figura 30 – Taxa de distorção harmônica das componentes harmônicas pares e ímpares da tensão e da corrente de entrada Figura 31 – Tensão na saída sem carga Figura 32 – Luminária de LEDs.

Função aproximada em função de Kv Função aproximada em função de Kv Frequência de corte Frequência da rede elétrica de energia Frequência máxima de chaveamento Frequência mínima de chaveamento Fator de potência Arsenieto de Gálio Fosfeto de gálio Valor RMS da componente fundamental da . Variação da tensão pela temperatura Variação da tensão de saída nível de sobre-tensão desejado MicroAmperes MicroHenry Amperes Área da seção transversal do núcleo Aluminum Gallium Indium Phosphide Fluxo magnético máximo Bandwidth Largura de banda Capacitância Candelas Circuito Integrado Centímetros Centímetros quadrados Capacitor de saída Tensão ou corrente contínua Interferência eletromagnética Resistência em série equivalente do capacitor de saída.LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS TERMO EM INGLÊS ∆V ∆Vd/∆T ∆Vo ∆VOVP µA µH A Ae ALGaInP Bmax BW C Cd CI Cm cm Co DC DIAC EMI ESR F2(Kv) F5(Kv) Fcorte Fl Fmax Fmin FP GaAs GaP I1 Diode for Alternating Current Eletromagnetic Interference 2 TERMO EM PORTUGUÊS Variação da indutância de dispersão do transformador.

1. Máxima densidade de corrente Constante de Boltzmann.corrente Id IEC IGBT Ilim In InGaN Iout Ipks IRC Irmsp Indium Gallium Nitride Corrente de saída Corrente de pico no secundário do transformador Índice de Reprodução de Cores Corrente eficaz no primário do transformador Corrente eficaz no secundário do transformador.3805 x 10-23 (J/°K) KiloOhms Ganho do multiplicador Relação entre a tensão de pico no multiplicador e a tensão de entrada de pico Relação entre a tensão de entrada de pico e a tensão refletida Fator de utilização dos enrolamentos do primário Liquid Cristal Display Light emiting diode Diodo emissor de luz Lumens Lumens/Watt MegaOhms miliAmperes Metal Oxide Semiconductor Field Effect Transistor Relação de espiras entre o primário e o International Electrotechnical Commission Insulated Gate Bipolar Transistor Corrente limitada desejada Valor RMS das componentes harmônicas da corrente Corrente direta no diodo Irmss Jmax K K Km Kp Kv Kw LCD LED Lm lm/W M mA MOSFET N .

1. nd nF ø1 OLED PFC PFP Pin PWM Q R RGB Ro Rpd Rsd Sf SMPS T TDH TM V Vac VCOMP VCS Vcxpk Vd Vf Virms(max) Virms(min) VMULT VOd Vout Vpkmax Transition Mode Switched-mode Power Supply Temperatura Taxa de distorção harmônica Modo de transição Volts Tensão alternada Tensão no pino 2 (saída E/A) Tensão de saída do multiplicador Tensão de pico máxima de saída do multiplicador Tensão direta no diodo Queda de tensão no diodo ligado em série com o enrolamento secundário Tensão de entrada máxima. Red Blue Green Resistência de saída Resistência paralela do LED Resistência série do LED Área do fio utilizado Pulse-Width Modulation Organic Light-Emiting Diode Power Factor Corrector Coeficiente de emissão nanoFarad Cosseno da defasagem entre a tensão e a corrente de entrada Diodo Orgânico emissor de luz Correção do fator de potência Pré-regulador de fator de potência Potência de entrada Modulação por largura de pulso Carga do elétron. Tensão de entrada mínima.602 x 10-19 Couloub (C) Ohms .secundário do transformador. Fonte de tensão interna ao modelo do LED Tensão de saída Tensão de entrada máxima de pico. Tensão no pino 3.

Vpkmin Ver Vref Vsense W Tensão de entrada mínima de pico Tensão refletida Tensão de referência interna do TSM1052 Tensão limite para o circuito de controle Watts .

3 Definição e funcionamento 2.4 Conversor Buck Conversor Boost Conversor Buck-Boost Conversor Flyback 2.2.8 Tipos de conexões 2.2.1 1.1 Objetivos Específicos 1.2.3 Controle da corrente de alimentação dos LEDs 2.2.1.2 2.1.SUMÁRIO 1 1.1.1 LOCAL∕EMPRESA DO ESTÁGIO LIMITES DO TRABALHO FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DIODO EMISSOR DE LUZ 2.2.4 2 2.2 ALIMENTAÇÃO E CONTROLE DO DIODO EMISSOR DE LUZ 2.3 HARMÔNICAS E FATOR DE POTÊNCIA .7 Sistemas de iluminação empregando LED 2.1.4 Características construtivas 2.2 Tipos de LED 2.2.2.2 Conversores CC-CC 2.1.1.2.5 Características elétricas 2.1 Conversores Lineares 2.2.3 1.1 Histórico 2.2.1.2 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO TRABALHO DO ESTÁGIO OBJETIVO GERAL 17 17 19 19 19 20 21 21 21 21 23 24 25 27 28 30 31 32 33 34 35 35 36 36 39 1.1 2.2.3 2.6 Vantagens do LED 2.2.1.

2 Experimentos realizados e resultados obtidos 3.1 Implementação do controlador de potência 3.3 3.1 Apresentação do sistema proposto 3.5 3.2.2 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO SISTEMA ATUAL SISTEMA PROPOSTO 42 42 43 43 45 46 47 48 51 51 52 55 56 57 61 62 63 64 66 67 69 70 72 79 3.2 Controlador de potência para LEDs de potência 3.1 3.6 3.2.2 3.2.2.2.3.3.2.3 Custo do controlador de potência 3.3 3.3.2.1 3.4 3.2.4 4 SUGESTÃO PARA TRABALHOS FUTUROS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS GLOSSÁRIO APENDICE A APENDICE B APENDICE C APENDICE D APENDICE E .2.2.3 Filtro EMI Determinação dos semicondutores do conversor Flyback Determinação do transformador do conversor Flyback Determinação do resistor Rs do conversor Flyback Determinação do filtro de saída do conversor Flyback Determinação do circuito de controle do controlador de potência SISTEMA IMPLEMENTADO 3.2.2.2.2.

2008). O sistema proposto é a substituição do sistema de iluminação predominante nos dias atuais. os LEDs de potência são considerados o futuro da iluminação. Posteriormente. por uma luminária constituída por 24 LEDs de potência dispostos em série e controlados pelo driver ou controlador de potência proposto. a apresentação do sistema proposto. composto por lâmpadas fluorescentes. era da cor vermelha e possuía eficiência luminosa de apenas 0. maior eficácia com relação às lâmpadas fluorescentes. 2009. além da comprovação corrente nos dias atuais de que sistemas de iluminação empregando LEDs são a tendência e a melhor opção para o futuro (PINTO. respeitados os limites para uma instalação elétrica. Por fim. óptico e expectativa de vida. distorção harmônica de entrada dentro dos limites estabelecidos pela norma internacional IEC 61000-3-2 (IEC. de acordo com a norma brasileira.92. industrial e automobilístico. impulsionado pelo . 2009). Já os resultados esperados de todo o sistema são: eficiência em torno de 90%. são feitas considerações sobre o sistema atual (lâmpadas fluorescentes). Este trabalho de estágio apresenta um controlador de potência para LEDs de potência com controle dos níveis de distorção harmônica de entrada. mínimo de 0. a realizar-se no primeiro semestre de 2011 na Universidade de Caxias do Sul (UCS). 1. também chamados de drivers. Os controladores de LEDs. no ano de 1962. Porém. 2009). são fundamentais para que os mesmos obtenham o máximo de seu desempenho elétrico. será apresentada a revisão bibliográfica que dará suporte ao projeto proposto. MOREIRA. 2005. Atualmente. Os resultados esperados do controlador de potência são: elevado fator de potência. comercial. suas aplicações se restringiam à utilização em iluminação indicativa (PINTO. com o crescente mercado deste semicondutor. inicialmente será exposta a justificativa do estágio e uma descrição da empresa.1 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO TRABALHO DO ESTÁGIO O primeiro LED indicador luminoso foi desenvolvido por Nick Holonyak Jr. com aplicações para uso residencial. VIEIRA. Inicialmente. além de mostrar um protótipo implementado do controlador de potência e os resultados práticos obtidos. No desenvolvimento do trabalho. MOTTER. 2005). 2008.1lm/W (VIEIRA.17 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho refere-se ao Estágio Supervisionado II do Curso de Tecnologia em Automatização Industrial.

como: maior expectativa de vida. 2008). 2008.18 surgimento de mais dois tipos. em torno de 50. apresenta consumo inferior e maior vida útil tornando-se uma melhor aquisição para iluminação (CONEXLED. este trabalho de estágio apresenta uma nova fonte de iluminação empregando 24 LEDs de potência dispostos em série. lanternas e iluminação de ambientes (PINTO. sendo esta uma proposta comercial. A descoberta de mais áreas de aplicação. 2009). No entanto. seu campo de aplicação estendeu-se a utilização em semáforos. Sua eficácia e vida útil já são superiores às lâmpadas fluorescentes e incandescentes (PINTO. com potência total do sistema de 35W. Embora seu custo inicial seja superior comparado às lâmpadas incandescentes e fluorescentes. 2009).000 horas. pois um grande percentual de energia elétrica está sendo usado diretamente para a geração de luz. 2009). podendo-se citar. aliado às inovações pelas quais está passando a iluminação de estado sólido. estes componentes eram muito caros para serem usados na maioria das aplicações de iluminação por serem feitos com material semicondutor avançado. longa vida útil e alto índice de reprodução de cores (IRC) (PINTO. Há uma forte expectativa quanto ao uso cada vez maior deste dispositivo. vida útil do sistema independente da . Estes componentes estão revolucionando a indústria mundial de iluminação. o LED de potência e o LED de alto-brilho. o que diminui consideravelmente o consumo. Assim. entre os avanços mais recentes. tornando os LEDs uma opção de iluminação mais viável para uma grande variedade de aplicações. Este projeto apresenta diversas vantagens comparado às fluorescentes equivalentes. 2011). o custo de dispositivos semicondutores tem caído na última década. VIEIRA. acredita-se que em breve. Até pouco tempo. Observando a crescente utilização de LEDs em sistemas de iluminação. Para este limite de potência. Os LEDs geram pouco calor. modelos capazes de emitir luz branca de alta intensidade (MOREIRA. VIEIRA. é esperado que estes componentes semicondutores comecem a substituir comercialmente as atuais lâmpadas incandescentes e depois as lâmpadas fluorescentes (MOREIRA. podendo-se utilizar a expressão “lâmpadas do futuro”. 2008. o diodo emissor de luz vai dominar uma boa parcela do mercado da iluminação. 2009). Existem diversas vantagens quanto à utilização de LEDs em sistemas de iluminação. O objetivo é o desenvolvimento de um controlador para estes LEDs de potência. como: elevada eficácia. com correção do fator de potência e controle dos níveis de distorção harmônica de entrada. a proposta é a substituição de lâmpadas fluorescentes tubulares T5 de 14W ou T8 de 16W atualmente existentes no mercado pela luminária de LEDs.

mantém a determinação de constituir-se como um espaço de independência e autonomia. propício à investigação. maior flexibilidade no controle da luz (facilidade de dimerização). c) Utilizar um sistema de controle para os LEDs de potência. pois os LEDs não são fabricados com materiais tóxicos como o mercúrio. compreendendo uma população de mais de um milhão de habitantes.2 OBJETIVO GERAL Desenvolver um controlador para LEDs de potência com alto fator de potência. . Foi fundada em 10 de fevereiro de 1967 e sua criação resultou do esforço de diferentes segmentos da sociedade da época que viam na instalação de cursos superiores uma condição para a promoção do desenvolvimento da região. Como instituição formadora de geradores de conhecimento. Canela. com atuação na região nordeste do Estado do Rio Grande do Sul. Nova Prata. 1. sua atuação se estende a uma área geográfica de setenta municípios. d) Implementação de um protótipo do controlador. experimentação. Vacaria. maior eficácia e menor consumo de energia. possuindo outras unidades localizadas nas cidades de Bento Gonçalves.2. Atualmente. 1. criação e inovação nas diferentes áreas do conhecimento.3 LOCAL∕EMPRESA DO ESTÁGIO A Universidade de Caxias do Sul é uma instituição de ensino superior.19 quantidade de ciclos de liga/desliga. f) Realizar experimentos práticos para comprovação da teoria aplicada. Na cidade de Caxias do Sul está localizado a Cidade Universitária e o Campus 8. Farroupilha. Guaporé. reciclagem facilitada. Veranópolis e São Sebastião do Caí. e) Levantamento de custos.1 Objetivos Específicos a) Realizar um estudo sobre as topologias para alimentação e controle de LEDs atualmente existentes. 1. b) Verificar os métodos existentes para a correção do fator de potência.

4 LIMITES DO TRABALHO Este trabalho limita-se ao desenvolvimento de um protótipo de um controlador para LEDs de potência com alto fator de potência. onde será feita a montagem do protótipo do controlador e os experimentos necessários para verificação da funcionalidade do projeto proposto.20 Este trabalho de estágio será desenvolvido nos laboratórios do Bloco D. . 1.

21 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Este capítulo apresentará uma revisão bibliográfica sobre o diodo emissor de luz e sobre os circuitos existentes que podem ser usados para alimentação e controle do mesmo. 2. onde a luz deste componente era produzida pelo contato de um cristal de carboneto de silício com eletrodos metálicos. 2009). Um antigo aluno de Holonyak. 2. 2009.1lm/W e com emissão na frequência da luz vermelha. sua descrição e funcionamento. São elas: os HB_LEDs ou de alto-brilho e os LEDs de potência (CARVALHO apud MOREIRA. A Figura 1 mostra um exemplo de cada um dos tipos citados.1 Histórico Em 1907 foi feito o primeiro registro sobre LED por Henry Josefh Round. VIEIRA. 2009). George Craford. baseado na estrutura molecular de GaN. Somente nesta década foi possível produzir o conjunto RGB (“Red” “Blue”. permitindo a formação de qualquer cor. suas características construtivas e elétricas. Na década de 90 S. impulsionado pelo surgimento de mais duas categorias além da do LED indicador. até mesmo a branca (VIEIRA.2 Tipos de LED A tecnologia utilizada nestes componentes cresceu consideravelmente nos últimos anos. Nakamura produziu o LED azul. 2005. um dispositivo indicador luminoso com eficiência de 0. “Green”). 2. VIEIRA. 2005). além dos arranjos possíveis com este dispositivo. 2009). além de apresentar o conceito de harmônicas e fator de potência.1 DIODO EMISSOR DE LUZ Será apresentado a seguir o histórico do diodo emissor de luz.1. algumas vantagens e exemplos de sistemas de iluminação empregando LED. Holonyak é visto como o pai do diodo emissor de luz (MOTTER. . formando um retificador Schottky por contato (VIEIRA.1. inventou no início da década de 70 o primeiro modelo amarelo e melhorou o brilho do modelo vermelho-alaranjado por um fator de dez (MOTTER. o primeiro espectro visível prático. 2009). No ano de 1962 foi desenvolvido por Nick Holonyak Jr. os tipos existentes no mercado deste componente.

2005. Algumas de suas vantagens quando comparado ás telas de LCD (Liquid Cristal Display) são: menor tamanho físico. O invólucro com função de filtro óptico presente no LED indicador é a principal diferença entre este tipo e o de alto-brilho. pela grande potência dissipada.22 Figura 1 – Tipos de LEDs. A potência consumida em LEDs de potência é igual ou superior a 1W. Este componente é formado por moléculas de carbono que emitem luz ao receberem cargas elétricas. Diferentemente dos diodos tradicionais. 2009). 2008). o que permite seu ajuste aos ambientes. Trata-se de uma tecnologia recente. estes componentes não trabalham sem a presença de dissipadores de calor (VIEIRA. E. fisioterapia. Fonte: Vieira (2009). câmeras fotográficas. sendo que este último emite somente o comprimento de onda da cor de trabalho desejada e não necessita de filtro. VIEIRA. dentre outras. tendo inclusive aplicações em iluminação de ambientes devido à sua eficácia elevada (PINTO. 2009). possuem a vantagem de suas moléculas poderem ser diretamente aplicadas sobre a superfície da tela. odontologia. . usando um método de impressão (MOTTER. Os novos tipos de diodo emissor de luz abrangem diversas áreas como: medicina. sendo que já são comercializados modelos de até 50W. Outras aplicações deste componente estão em telefones celulares. Isto se deve pela sua capacidade de controlar as propriedades básicas da luz. possuindo assim um invólucro transparente e maior eficiência (VIEIRA. Outro tipo de diodo em destaque no mercado é o OLED (Organic Light-Emiting Diode). podendo desempenhar funções que hoje são inimagináveis com as lâmpadas fluorescentes e incandescentes (MOREIRA. menor tempo de resposta. criado pela Kodak em 1980. 2009). 2009). portanto. melhor contraste e menor consumo de energia. monitores e televisores. mas com evolução rápida.

o número de fótons emitidos é o suficiente para constituir fontes de luz bastante eficientes. a maior parte da energia é liberada na forma de calor e a luz emitida é insignificante. 2009). o que exige que a energia existente no elétron possa ser liberada. 2005). 2005. que são materiais que possuem “gap” indireto. como. Isso se dá pela aplicação de uma fonte elétrica de energia. o fosfeto de gálio (GaP) e o arsenieto de gálio (GaAs) (MOREIRA. sendo o processo de emissão de luz conhecido como eletroluminescência (MOREIRA. Figura 2 – Estrutura física dos LEDs. Porém. se o semicondutor possui “gap” direto. A Figura 2 mostra a formação de fótons em um material de “gap” direto. ocorrem recombinações de elétrons e lacunas próximas à junção. estes componentes são constituídos por materiais de “gap” direto. VALENTIM. Por essa característica. MOTTER. No silício e no germânio. VIEIRA. 2009). podendo ser tanto na faixa do espectro visível quanto do infravermelho (MOTTER. Devido ao tipo de energia liberado por um LED. 2010). quando a maioria da energia se libera como . Fonte: Vieira (2009). por exemplo. Em uma junção P-N polarizada diretamente. VIEIRA. 2009.23 2. 2005). 2009. COLETTO. FERREIRA. A energia é emitida na forma de uma determinada frequência. ocorrendo isto na forma de calor ou fótons de luz (SCHUBERT apud MOREIRA.1. podem se distinguir dois tipos de recombinação: recombinação não-radiante. Para que um semicondutor emita uma quantidade de luz razoável é preciso que haja um grande número de recombinações (MOTTER.3 Definição e funcionamento O LED é um caso especial de diodo semicondutor de junção P-N que emite luz quando energizado. 2009.

formado por índio. 2009. O ângulo de abertura da lente de um diodo emissor de luz pode variar bastante. sendo um carregado positivamente e o outro carregado negativamente. gálio e nitrito. índio e fosfeto. gálio. . responsável pela emissão de luz vermelha. Fonte: Pinto (2008). 2008. 2008). 2005. A variedade destes elementos e sua combinação permitem a emissão de luz em uma ampla faixa do espectro (PINTO. 2. MOTTER. sendo que o mesmo é de 20° a 30° para modelos de alto-brilho e em torno de 150° para modelos de potência.24 energia térmica e recombinação radiante. 2008). sendo a cor dependente do material e do processo de dopagem de impurezas com que o componente é fabricado (PINTO. Figura 3 – Intensidade luminosa de um LED de potência em relação ao ângulo de emissão. quando a maioria da energia se libera em forma de luz (MOREIRA.4 Características construtivas Para sua fabricação são necessários dois tipos de materiais semicondutores. laranja e amarela. A luz emitida é monocromática.1. Os modelos de LEDs mais conhecidos utilizam o composto ALGaInP (Aluminum Gallium Indium Phosphide). 2009). VIEIRA. 2009). MOTTER. Outro composto bastante utilizado é o InGaN (Indium Gallium Nitride). MOREIRA. responsável pela emissão das tonalidades verdes e azuis (BULLOUGH apud PINTO. A Figura 3 mostra a intensidade luminosa de um LED de potência em relação ao ângulo de emissão (LUXEON apud PINTO. 2005). formado por alumínio.

q = Carga do elétron.25 Através da Figura 3 percebe-se que a intensidade luminosa é máxima no centro.602 x 1019 Couloub (C). 1. Em função do material utilizado no seu revestimento. porém decresce rapidamente para os lados. Id = Corrente direta do diodo (A). operam com faixas de tensão entre 2 a 3. Isd = Corrente de saturação reversa do diodo (A). em sua maioria. 2008). Já os modelos de potência são especificados pelo seu fluxo luminoso. do mesmo modo que lâmpadas tradicionais (PINTO. 2009).5 Características elétricas Estes componentes. em lumens (lm).eq. Id I sd . 2008).k . 2.3805 x 10-23 (J/ K). o modelo elétrico apresenta duas capacitâncias parasitas (série e paralela). medida em candelas (cd). . Porém. k = Constante de Boltzmann.Vd /( nd . Esta característica de iluminação direcional foi implantada no LED devido às suas aplicações iniciais que eram apenas indicativas (BULLOUGH apud PINTO. Os dispositivos de alto brilho são especificados pela sua intensidade luminosa. que é uma grandeza dependente do ângulo de emissão da luz. T = Temperatura em Kelvin (K). nd = coeficiente de emissão. 2008). Outra vantagem é a não existência de gás ou filamentos em seu interior (PINTO. 1.T ) (1) Onde: Vd = Tensão direta do diodo (V).1. A curva característica Id-Vd se baseia no modelo exponencial do diodo e pode ser obtida pela Equação 1. o que é mostrado na Figura 4. os LEDs são mais resistentes a choques e vibrações.65V e corrente contínua (VIEIRA. o que os diferem de lâmpadas incandescentes e fluorescentes que são protegidas por bulbos ou tubos de vidro de fina espessura.

MOREIRA. VIEIRA. 2009. Figura 5 – Modelo elétrico simplificado do LED. 2009). 2009). A temperatura de operação influencia no funcionamento do diodo emissor de luz (PINTO. a equação simplificada do modelo elétrico do diodo emissor de luz é definida pela Equação 2 (VIEIRA. Em função disso. Vd VOd (T ) Rsd . 2009). 2008. consequentemente. a qual é provocada por regiões danificadas na junção p-n ou por imperfeições na superfície (VIEIRA. Fonte: Vieira (2009).26 Figura 4 – Efeitos das resistências série e paralela sob a curva característica Id-Vd. Os semicondutores possuem o coeficiente de temperatura da resistividade negativa e. VIEIRA. a tensão sobre o LED diminui com o aumento da temperatura. . Levando em consideração os efeitos da temperatura. Já a inclinação da curva em tensões inferiores à tensão de corte é provocada pela existência de uma resistência parasita em paralelo Rpd. os fabricantes informam em seus “datasheets” o coeficiente de variação da tensão direta pela temperatura (∆Vd/∆T) (PINTO. 2009). Fonte: Vieira (2009). A inclinação da curva acima da tensão de corte é consequência do efeito da resistência série parasita Rsd.I d (2) Onde: VOd = Fonte de tensão interna ao modelo do LED. 2008. A Figura 5 apresenta o modelo elétrico simplificado do LED.

iluminação de ambientes arquitetônicos e painéis luminosos (MOREIRA. O brilho no LED não se extingue de um momento para outro.000 horas (MOTTER. VIEIRA. até deixar de existir. 2005. 2009). assim como com as demais lâmpadas. e isto pode ser verificado através da Figura 6 (PINTO. a concentração de calor é considerável. agora são de domínio deste componente. pode-se citar: sinais de trânsito. é necessário o uso de dissipadores junto à luminária para transferir o calor ao ambiente evitando o superaquecimento do componente (PINTO. 2009). Desta forma. por este motivo. 2009. Dentre elas.27 2. 2005. 2008). 2009). b) Eficácia luminosa: Convertem quase toda a energia em luz. Algumas características e vantagens frente a outras lâmpadas são citadas a seguir. a área de dissipação de um LED é extremamente baixa e. aplicações anteriores que eram feitas por lâmpadas incandescentes. A temperatura na junção é o fator responsável por reduzir sua vida útil. VIEIRA. apresentam alta eficácia luminosa e baixa emissão de calor (MOTTER.1. reduzindo o consumo de energia. é fornecida pelo fabricante em lúmens por watt (lm/W). Figura 6 – Perda de brilho ao longo da vida útil do LED. VIEIRA.6 Vantagens do LED O LED oferece diversas vantagens quando comparado a outros tipos de lâmpadas e. A eficácia luminosa de LEDs de potência. mas decresce com o passar do tempo. Fonte: Vieira (2009). a) Vida útil: Refere-se ao número de horas que a lâmpada opera até que a luminosidade seja reduzida a 70% do valor inicial. Sua vida útil já é superior às lâmpadas fluorescentes e incandescentes (PINTO. portanto. Desta forma. 2008. de aproximadamente 100. Já os de alto-brilho são especificados . VIEIRA. 2008). Comparada à potência do dispositivo. 2009). Possuem elevada vida útil.

VIEIRA. 2005. 2009). reproduzindo de forma fiel as cores do objeto iluminado (PINTO. 2008.28 pela sua intensidade luminosa. lâmpadas compactas e na área de saúde como cromoterapias. É medida em graus Kelvin (K) e quanto maior o valor. A temperatura de cor é a grandeza que expressa a aparência da cor da luz emitida. IRC é definido como a relação entre a cor real do objeto e a cor aparente quando submetido a uma fonte de luz artificial. podendo ser reciclados (MOTTER. medida em candelas (cd) (PINTO. VIEIRA. Fonte: Pinto (2008). 2008. 2009). apesar de ser uma tecnologia emergente. 2. e) Temperatura de cor: Apresentam operação em diversas temperaturas de cores. Assim. c) Materiais usados na fabricação: Não são fabricados com materiais tóxicos. d) Alto IRC: Possuem alto índice de reprodução de cores (VIEIRA. ao contrário das lâmpadas fluorescentes que contém mercúrio. mais próxima sua luz estará da referência. Algumas das aplicações estão em sistemas de iluminação de emergência.7 Sistemas de iluminação empregando LED Existem diversos projetos empregando estes componentes como fontes de luz. mais fria a cor da luz. 2009). onde em azul está a eficácia mínima e em vermelho a eficácia máxima.1. quanto mais próximo de 100% for o IRC de uma fonte luminosa. 2008). Figura 7 – Comparativo entre algumas fontes de luz e sua eficácia luminosa. 2009). A Figura 7 mostra a eficácia luminosa de diversos tipos de lâmpadas. A luz mais quente proporciona maior aconchego e relaxamento enquanto a luz mais fria oferece maior atividade (PINTO. onde a cor da luz . VIEIRA.

os LEDs que emitem luz na cor branca tornam-se excelentes substitutos para as lâmpadas comuns e devem substituí-las a médio ou longo prazo (SCHUBERT apud MOREIRA. Fonte: Pinto (2008). 2008). A Figura 9 mostra algumas ideias patenteadas. Figura 8 – Exemplo de projetos e produtos empregando LEDs. 2008). Figura 9 – Lâmpadas compostas por LEDs e com formato semelhante às incandescentes e fluorescentes. . 2009). com a utilização de vários destes dispositivos operando simultaneamente é possível até mesmo ultrapassar esse valor e a tendência é que os sistemas de iluminação utilizem arranjos de LEDs (PINTO. Entretanto. Devido ao seu alto rendimento e grande durabilidade. 2008). em 2006 propôs algumas maneiras de fixar um grupo de LEDs de alto-brilho formando lâmpadas semelhantes às fluorescentes tubulares e incandescentes (RIVAS apud PINTO. A luz emitida por um único LED ainda não alcançou valores suficientes para que o mesmo possa ser usado em iluminação de ambientes substituindo as atuais luminárias. A Figura 8 mostra alguns produtos que utilizam esta tecnologia (PINTO. Fonte: Pinto (2008).29 influencia no tratamento de pacientes. Rivas.

2008). PINTO.8 Tipos de conexões Estes componentes podem ser conectados de três maneiras diferentes: conexão série. Na conexão paralela todos os componentes são submetidos à mesma diferença de potencial. 2009. se um LED queimar irá comprometer o fornecimento de corrente para os demais em função de se tornar um circuito aberto.30 A luz branca é obtida através da combinação das cores vermelha. 2008). esta conexão é também um sistema de grande confiabilidade (MOREIRA. PINTO. 2009). VIEIRA. material de custo baixo e que ainda permite melhor dissipação de calor. Constitui-se. Desta maneira. Isto é possível com a utilização de três LEDs coloridos ou apenas um LED RGB. cristal responsável pelo custo elevado deste componente. . em um sistema de maior confiabilidade (MOREIRA. 2008). Porém. o que faz dos LEDs elementos importantes na decoração de ambientes (PINTO. 2009. os demais componentes continuarão em pleno funcionamento. quando um dispositivo queimar. pesquisadores desenvolveram uma técnica que substitui a safira. Ou seja. verde e azul. É possível também obter qualquer cor intermediária a estes três simplesmente variando a intensidade luminosa de cada um. A conexão série possui como características: mesma corrente e intensidade luminosa em todos os componentes. só será interrompido o fornecimento de corrente no respectivo braço. Porém. desta forma. A Figura 10 mostra estes três tipos de conexões.1. por silício. Caso um LED venha a queimar. conexão paralela ou conexão série-paralela (MOREIRA. Um dos fatores que limitam o seu uso como fonte luminosa é o custo elevado comparado a outras lâmpadas. Desta maneira. 2008). 2008). resultando em aumento da eficiência e vida útil (PINTO. somente haverá um circuito aberto na ligação deste componente. PINTO. 2. A conexão série-paralela possui as mesmas características da conexão em paralelo. 2009. não comprometendo o fornecimento de corrente elétrica para os demais. se apresenta como um sistema de baixa confiabilidade (MOREIRA. PINTO. 2009. 2008.

Fonte: Pinto (2008). mostrada na Figura 11 (PINTO. sendo esta sua principal desvantagem. PINTO. 2. Esta alternativa aumentaria o custo. Para solucionar o problema da queima de um dispositivo. 2008. Assim. VIEIRA. a tensão de saída do conversor é aplicada aos terminais do DIAC e quando sua tensão de disparo é alcançada. 2009. 2009. 2008). Segundo PINTO (2008). a conexão serie é a que apresenta as melhores vantagens para aplicação em uma lâmpada compacta empregando LEDs. MOREIRA. este dispositivo conduz. Em virtude disso. uma forma simples e bastante utilizada para alimentar LEDs de baixa potência é composta por uma fonte de tensão com um resistor de regulação de corrente. Figura 11 – Limitação da corrente por um resistor série. uma proposta seria a introdução de DIACs (Dlode for Alternating Current) em paralelo com grupos de LEDs. assegurando um outro caminho para a corrente. Fonte: Pinto (2008). mas garantiria o funcionamento dos demais componentes até que o LED danificado fosse substituído (MOREIRA. interrompendo o fornecimento de corrente para os demais. 2009). a falha em um deles resultará em um circuito aberto. caso ocorra a falha de um componente gerando um circuito aberto. . das três topologias.31 Figura 10 – a) Conexão série b) Conexão paralela c) Conexão série-paralela. Porém.2 ALIMENTAÇÃO E CONTROLE DO DIODO EMISSOR DE LUZ A resistência intrínseca do diodo emissor de luz não é suficiente para limitar a corrente que circula pelo mesmo quando alimentado por uma fonte de tensão.

mostrados na Figura 12 (PINTO.2. . Um circuito para acionamento de LEDs de 1W com variação da intensidade luminosa aplicado ao LM317 é mostrado na Figura 13. superando muitas vezes a do próprio semicondutor. descritos na sequência. pois a potência dissipada no resistor se torna elevada. 2008). Em conversores lineares é possível a dimerização por modulação PWM (Pulse-Width Modulation. Modulação por largura de pulso). Fonte: Pinto (2008). Em função disso. 2008). estes conversores são bastante utilizados para limitar a corrente nos LEDs. 2. para um sistema de iluminação esta não é uma alternativa interessante (PINTO. tem-se o LM317 e o NUD4001. existem diversos circuitos integrados (CI) que podem ser aplicados ao diodo emissor de luz. Outras formas de alimentação destes componentes são os conversores lineares e conversores CC-CC. Atualmente. como exemplos. 2008).1 Conversores Lineares Pela sua simplicidade e baixo custo.32 Quando submetido a tensões elevadas ou para alimentar LEDs de potência. A fonte de tensão deve ter valor superior à tensão de saída (PINTO. Estes CIs geram uma tensão de referência de baixo valor para um resistor conectado em série com os LEDs para que a potência dissipada no resistor não seja significativa. este sistema apresenta baixa eficiência. Figura 12 – Conversores lineares empregados para limitação de corrente nos LEDs.

mas por trabalhar em baixas frequências necessitam de transformadores de maior tamanho físico e peso (VIEIRA. 2008). Apresentam baixa eficiência. já quando a tensão de entrada aumenta para 12V apresenta eficiência de 30%. Desta forma.33 Figura 13 – Conversor linear com variação da intensidade luminosa do LED aplicado ao LM317. 2009). sistemas de iluminação com potência superior a 25W necessitam de correção do fator de potência (FP). principalmente se a diferença entre a tensão de entrada e saída for elevada (PINTO. conversores eletrônicos usados para alimentação de LEDs devem possuir mais um estágio de correção do fator de potência. 2009). 2. Geralmente circuitos para alimentação destes componentes possuem um estágio de retificação transformando a tensão alternada em contínua. Estes conversores podem ser redutores ou elevadores de tensão. Possuem eficiência entre 80 e 90% e geram EMI . 2009).2 Conversores CC-CC Os LEDs não podem ser ligados diretamente à rede elétrica. 2007. que alimentam um conversor CC-CC operando em alta frequência que tem como finalidade adequar os níveis de tensão e controlar a corrente de saída. 2008. Os conversores lineares são utilizados em potências inferiores a 25W e não emitem EMI. este conversor apresenta eficiência de 70%. MOREIRA. 2009). Quando alimenta um LED branco com corrente de 1A a partir de uma fonte de tensão de 5V. comprovando sua baixa eficiência (VIEIRA. Fonte: Pinto (2008). Estes conversores apresentam rendimento superior aos conversores lineares (POMILIO.2. atendendo os limites impostos pela norma internacional IEC 61000-3-2 (INMETRO. 2009). Pela regulamentação brasileira. com ou sem isolação (PINTO. VIEIRA.

34 conduzida na rede por trabalharem em alta frequência.1 Conversor Buck Este conversor é um circuito simples e de baixo custo devido ao número reduzido de componentes empregados (PINTO. Fonte: Pinto (2008). 2008). desse modo. O fato de não compartilhar a mesma referência entre a fonte de entrada. 2009. tornando possível o uso deste conversor para alimentar LEDs (MOREIRA. Para alimentação de LEDs vários conversores CC-CC podem ser utilizados. 2007). 2009). A seguir serão descritas estas topologias e o conversor Flyback. PINTO. 2009. A Figura 14 mostra um exemplo desta topologia. . não possuindo isolação entre ambas. pois a tensão de saída é inferior à de entrada. PINTO. mas há três tipos tidos como base para as fontes chaveadas: Buck. 2009). Boost e o Buck-Boost (VIEIRA. 1996). 2. 2008). 2008. É conhecido como abaixador de tensão. o ruído gerado para a saída é baixo (MELLO. A posição do transistor permite a proteção contra sobre-correntes e partida suave (POMILIO.2. Figura 14 – Conversor Buck. MOREIRA. A configuração LCo forma um filtro passa-baixa e. O capacitor diminui a ondulação de tensão na carga e o indutor limita a ondulação de corrente.2. tendo característica de fonte de corrente. havendo necessidade do uso de filtros adequados (VIEIRA. A ondulação de corrente será reduzida se a indutância for elevada e o capacitor poderá ser retirado do circuito. 2009). a carga e o interruptor dificulta a implementação do circuito de comando e o controle da variável de saída (tensão ou corrente) (MOREIRA.

35 2. Têm sido uma das topologias mais utilizadas como PFP (Pré-regulador de fator de potência) devido às suas vantagens.2. O fato de compartilhar a mesma referência entre a fonte de entrada. sendo bastante utilizado para alimentar LEDs através de uma bateria (PINTO.2. como. O indutor está diretamente ligado à tensão de entrada e mantém a variação da corrente de entrada sem pulsos. não possuindo isolação entre ambas. Apresenta a necessidade de elevado valor do capacitor de saída. Figura 15 – Conversor Boost.2. sendo utilizado para alimentar LEDs quando a tensão de entrada é menor que a tensão de polarização do LED (MOREIRA.2 Conversor Boost O conversor Boost é um circuito simples.3 Conversor Buck-Boost Com este conversor é possível obter tanto uma tensão de saída inferior quanto superior à de entrada. 2008. 2008). É conhecido como elevador de tensão. Fonte: Pinto (2008). A Figura 16 apresenta esta topologia.2. 1996). Figura 16 – Conversor Buck-Boost. simplifica o circuito de comando. . a reduzida ondulação da corrente de entrada (PINTO. gerando pouco ruído para a entrada (MELLO. 2008). de baixo custo e de poucos componentes. mostrado na Figura 15. 2007). POMILIO. o interruptor e a carga. sendo muito utilizado para alimentar LEDs através de baterias (PINTO. pois a tensão de saída é superior à de entrada. 2009). 2. por exemplo. Fonte: Pinto (2008).

2. como: corrente contínua ou uma corrente modulada por largura de pulso. 2007). Outras . provocando perdas adicionais (MOREIRA. A Figura 17 mostra esta topologia.2. Figura 17 – Conversor Flyback. 2008. 2008. MOREIRA. este conversor é muito usado em circuitos de baixa potência e também para iluminação com LED (PINTO. MOREIRA. Fonte: Pinto (2008). 2009). a tensão de saída pode ser maior ou menor que a entrada (POMILIO. sendo esta última muito utilizada quando se deseja variação da intensidade luminosa (dimmer) (PINTO. Há a possibilidade de aumentar o número de saídas com enrolamentos secundários (POMILIO. Porém. 2009). É um circuito simples. é possível a combinação de um número arbitrário de LEDs para qualquer tensão de alimentação. 2009).4 Conversor Flyback O conversor Buck-Boost com isolação galvânica entre a entrada e a saída recebe a denominação de Flyback e. como: o transformador requer um circuito snubber. Através da adaptação da relação do número de espiras do enrolamento do transformador. 2007). Assim como o conversor Boost necessita de uma elevada capacitância em sua saída (MOREIRA. 2009). O LED pode ser alimentado diretamente pelo enrolamento secundário do transformador removendo-se o capacitor de saída (MOREIRA.3 Controle da corrente de alimentação dos LEDs Podem ser aplicadas diferentes formas de onda sobre o LED. 2. VIEIRA. Pela sua simplicidade e capacidade de isolação. como no caso sem isolação.36 Apresenta como vantagens a possibilidade de controle contra sobre-correntes e curtocircuitos no interruptor (POMILIO. apresenta algumas desvantagens.2. 2007. 2009). 2009) 2. com poucos componentes e de baixo custo.

37 possibilidades são: uma forma de onda dente de serra ou senoidal com retificação em ponte completa (PINTO. com isolação entre as partes. Então. Em conversores como o Flyback. é necessária a utilização de um optoacoplador para interligar os dois sinais e manter a isolação. Com um resistor em série com a carga é possível controlar a corrente no LED através da tensão aplicada a este resistor. alimentar este dispositivo com corrente contínua é a opção mais indicada. . 2008). Segundo Pinto (2008). alterando a razão cíclica do conversor dependendo do resultado. O circuito de controle irá monitorar a tensão no resistor e comparar com uma referência. como mostrado na Figura 19 (PINTO. 2008. este problema não é alcançado de forma direta. já no Buck e no Buck-Boost o resistor e o interruptor não usam a mesma referência. A Figura 18 apresenta a maneira como este método pode ser implementado nos conversores Buck. 2009). o que exige um circuito de comando mais complexo. A referência do circuito de controle é a mesma do resistor e do interruptor no Boost. MOREIRA. 2009). Boost e Buck-Boost (VAN DER BROECK apud PINTO. são utilizados conversores com característica de fonte de corrente estabilizadas para evitar extrapolar a corrente máxima suportada pelos LEDs (MOREIRA. Em LEDs de potência e alto-brilho a corrente nominal de operação é próxima da máxima corrente que eles suportam. Em sistemas de iluminação utilizando LEDs é necessário que se tenha o controle da corrente de saída (PINTO. mantendo a tensão no resistor o mais próximo possível da referência. 2008). pois o interruptor é conectado ao primário e o resistor conectado ao secundário. 2008). Desta forma.

Fonte: Pinto (2008).38 Figura 18 – Conversores CC-CC básicos com controle da corrente de saída por um resistor série. Figura 19 – Conversor Flyback com controle da corrente de saída por um resistor série. Fonte: Pinto (2008). .

Cargas não-lineares são fontes de harmônicas e à medida que há distorção na forma de onda. A harmônica é uma componente senoidal de uma tensão ou corrente alternada. lâmpadas fluorescentes. fontes chaveadas. 1998. Uma definição de qualidade de energia é a disponibilidade de energia elétrica com forma de onda senoidal pura sem alterações na amplitude. falha ou defeito em equipamentos do sistema elétrico. 2. o IRS2541 e o NCP1200 (PINTO. . Portanto.3 HARMÔNICAS E FATOR DE POTÊNCIA Para o uso de energia elétrica com bons níveis de qualidade. As principais fontes de harmônicas são equipamentos como: inversores estáticos de frequência. 1998). 2007). SILVA. cujas frequências e amplitudes distribuem-se de forma a reproduzir o sinal original. 2007). geradores. a possibilidade de amplificação de uma ou mais componentes harmônicas de tensão. com uma frequência igual a um múltiplo inteiro da frequência fundamental do sistema. possível má operação dos sistemas de proteção e sistemas de controle presentes nas usinas e subestações. 1998. Um dos principais problemas em um sistema elétrico é a existência de harmônicas. geradas em função do tipo de carga que o sistema deve suprir (DIAS. é necessário o fornecimento de potência o mais constante possível e níveis controlados de tensão. 2007). A expansão da forma de onda do sinal periódico distorcido através da série de Fourier permite a decomposição dessa forma de onda na soma de uma série de sinais puramente senoidais. seja na qualidade da energia ou na operação da concessionária e do próprio consumidor (DIAS. transformadores. 2008). equipamentos de solda elétrica. deve-se manter estas grandezas em torno de valores desejados para operação (SILVA. caracterizam-se como um problema de qualidade de energia. SILVA. dentre outros (DIAS. 1998). há a introdução de uma série de frequências que sobrepõem-se à frequência fundamental de 60 Hz. Essa expansão em harmônicas senoidais permite a identificação das frequências presentes no sinal (DIAS. mas a injeção de harmônicas no sistema elétrico causa diversos fenômenos como: redução da eficiência operativa das linhas de transmissão. como o HV9910. má operação. Idealmente o sistema deve operar com tensões e correntes puramente senoidais. afetando diretamente o fornecimento de energia. Qualquer distúrbio nas formas de onda de tensão ou corrente que possam resultar em insuficiência.39 Existem CIs com circuitos de controle incorporados para comando de interruptores.

FERREIRA. VALENTIM. não existe um valor limite para residências (POMILIO. 2000. 2007). 2 In TDH n 2 I (4) Onde: In = Valor RMS das componentes harmônicas de corrente. sobrecarregando as linhas de transmissão e limitando a quantidade de potência ativa que pode ser transmitida pela rede. S = Potência aparente. 2000. 2009). SOUZA. FP 1 cos 1 TDH 2 (5) Onde: ø1 = cosseno da defasagem entre a tensão e a corrente de entrada. VALENTIM. Segundo Valentim. 2007. Há normas internacionais que limitam os valores máximos das harmônicas de corrente que um . consumindo potência reativa. o circuito não realiza uma ação. A taxa de distorção harmônica (TDH) é a relação entre o valor RMS das componentes harmônicas de corrente e a fundamental e é obtida através da Equação 4 (SOUZA. 2007. E quando isso ocorre. COLETTO. A atual regulamentação brasileira define um valor mínimo de 0. VIEIRA. I = Corrente fundamental. COLETTO. No entanto.92 para o fator de potência para empresas. 2007. É clara a relação entre FP e a distorção de corrente absorvida da linha. O fator de potência pode ser redefinido pela Equação 5 (POMILIO. FERREIRA. FP P S (3) Onde: P = Potência ativa. 2010). 2010). POMILIO. independente das formas que as ondas de tensão e corrente apresentem e é definido pela Equação 3 (POMILIO.40 Fator de potência é definido como a relação entre a potência ativa e a potência aparente consumidas por um equipamento ou dispositivo. fator de potência é uma variável elétrica que mede o quanto um circuito se difere do comportamento de um resistor. Ferreira e Coletto (2010).

outras topologias podem ser usadas. SILVA. já o segundo é adequado a aplicações em baixas potências e possui isolamento entre entrada e saída (VIEIRA. a má operação de outros equipamentos conectados à mesma rede. o primeiro se destaca pela maior facilidade de controle da corrente sobre o indutor. .41 dispositivo ou equipamento pode injetar na rede elétrica (POMILIO. como o Buck e o Buck-Boost (SOUZA. Para correção do fator de potência (PFC). As normas IEC 61000-3-2 (IEC. podese citar: o sub-dimensionamento das instalações elétricas. desta forma. 2009). conversores pré-reguladores têm sido uma das soluções mais adequadas para reduzir o efeito da corrente de entrada pulsante gerada pelas cargas não-lineares. 2000). interessando como esta se reflete para o sistema e não o que ocorre dentro da instalação (SOUZA. 1998) referem-se a equipamentos de baixa tensão para correntes inferiores a 16A e acima de 16A. 2007. respectivamente. 2000). Os conversores mais utilizados como PFP são o Boost e o Flyback. 2009). Estes conversores fazem com que a corrente de entrada siga a tensão da rede e. 2000). ambas as grandezas estão em fase. Já a norma IEC 519 limita a injeção de harmônicas para instalações no ponto de acoplamento comum. No apêndice 2 são apresentadas maiores informações sobre os valores máximos de harmônicas de corrente que podem ser injetadas na rede elétrica de energia. 2005) e IEC 61000-3-4 (IEC. dentre outros (POMILIO. Dentre as desvantagens da alta distorção harmônica e do baixo fator de potência. o aumento das perdas nos transformadores. resultando em um alto fator de potência e uma redução de harmônicos de corrente injetados na rede elétrica (SILVA. Dependendo da aplicação. 2009). 2007. SOUZA.

Uma única lâmpada deste tipo causa impacto desprezível no meio ambiente. milhares de pessoas desenvolveram doenças neurológicas graves. que pode ser de 7. em conjunto com o reator e a luminária. NAIME. 2004). Grandes empresas estocam estas lâmpadas. e 18. que se trata de uma luminária composta por 24 LEDs de potência controlados pelo driver ou controlador de potência proposto. Desta forma. apresentam alto potencial poluidor. fica constatado que estas lâmpadas representam um perigo ambiental quando descartadas de forma inadequada. WINDMÖLLER. 2008. GARCIA. No entanto. experimentos e resultados obtidos do mesmo. composto por lâmpadas fluorescentes. Neste ano. As lâmpadas fluorescentes basicamente determinam a eficácia energética do sistema de iluminação. 2011). além de uma sugestão para futuros trabalhos. GARCIA. em lumens. em W. decorrentes da ingestão de peixes contaminados por este material (NAIME. 2008. Apesar de contribuírem para a redução do consumo de recursos naturais. 3. outro fator que deve ser levado em conta em um sistema de eficácia energética é o tempo de vida útil para cada tipo de lâmpada. NAIME. os impactos causados pelas mesmas são de desconhecimento de consumidores residenciais. com sequelas por várias gerações. armazenam corretamente e pagam a empresas recicladoras para o seu correto destino. Entretanto. Estas lâmpadas podem apresentar uma eficácia energética que parte de 53lm/w para as lâmpadas T10/20W. Um exemplo de como o mercúrio pode ocasionar danos terríveis aos seres humanos está na tragédia ocorrida no ano de 1955 em Minamata no Japão. por outro lado. causa severos danos ao mesmo (JUNIOR. como ocorre no Brasil. 2004). 75lm/W para T8/16W e até 104lm/W para T5/14W. Estas lâmpadas apresentam mercúrio em sua composição.500 horas para fluorescentes T10/20W e T8/16W. que . porém o descarte anual de milhões destas lâmpadas. 2004).42 3 DESENVOLVIMENTO DO PROJETO Neste capítulo será apresentado o sistema atual. um metal altamente tóxico (JÚNIOR. GARCIA. o sistema implementado.000 horas para fluorescentes T5/14W (OSRAM. A eficácia energética é a relação da quantidade de luz emitida pela lâmpada. pela potência elétrica consumida. WINDMÖLLER. o sistema proposto.1 SISTEMA ATUAL O sistema atual é composto por luminárias que utilizam como fontes de luz lâmpadas fluorescentes com diâmetro do tubo variando de T5 (lâmpadas mais eficientes) à T8 e T10.

2004). Fonte: O Autor (2011). 3. os LEDs não podem ser alimentados diretamente pela rede elétrica. Este driver ou controlador de potência irá possuir alto fator de potência (>0. 2008. Portanto.92). A Figura 20 mostra o sistema proposto. Conforme exposto no capítulo 2. NAIME. 2005). respeitando os limites impostos pela norma internacional IEC 61000-3-2 (IEC. responsável pelo controle eficaz dos LEDs.1 Apresentação do sistema proposto A luminária proposta é composta por 24 LEDs de potência. sendo necessária a utilização de um driver ou controlador para adequar esses sinais. . poluindo o meio-ambiente (JÚNIOR. o objetivo é o desenvolvimento de um controlador com alto fator de potência para adequar os sinais de tensão e corrente da rede elétrica para a correta utilização nos LEDs.2 SISTEMA PROPOSTO A proposta é a substituição do sistema atual (lâmpadas fluorescentes) por uma luminária composta por 24 LED’s de potência. WINDMÖLLER. GARCIA.43 simplesmente se desfazem delas. atendendo os limites impostos pela norma brasileira e baixa distorção harmônica. por seus sinais de operação serem diferentes da mesma. os quais serão controlados por um driver. Figura 20 – Sistema proposto. 3.2. sendo a potência total do sistema de 35W.

24 Onde: V = tensão no LED de potência.0. reciclagem facilitada. multiplicando-se este valor pela quantidade de LEDs empregados na luminária proposta. A eficácia.comparando à fluorescente T8 (75lm/W) e à melhor fluorescente T5 (104 lm/W). como: maior vida útil.I 2. I = corrente no LED de potência. Quando alimentado por uma corrente de 0. . um único LED de potência apresenta queda de tensão de 2. Equação 6.120 lumens) com 2 fluorescentes T8-16W (2. Desta forma.85V (PHILIPS LUMILEDS. obtém-se a potência total consumida pelo sistema. menor consumo de energia.99W.24 3. e multiplicando-se este valor por 24 (total de LEDs da luminária).23lm/W .35A. 2011) e. 2011). pois os LEDs não são fabricados com materiais tóxicos. Equação 9. ou seja. Nleds = total de LEDs da luminária.Nleds 0. ao contrário das lâmpadas fluorescentes que contém mercúrio. obtém-se o fluxo luminoso total. Fluxtotal Flux.em torno de 130.99W 23. em torno de 50000 horas. O fluxo luminoso. 2005). Comparando o fluxo luminoso emitido pela luminária de LEDs (3. o fator de potência está próximo à unidade. faz-se uso do circuito integrado dedicado L6562 da fabricante STMicroelectronics.85. maior eficácia luminosa . 23lm / W Onde: Flux = Fluxo luminoso emitido por um único LED. a potência no LED é de 0.99.44 Para correção do fator de potência e controle dos níveis de distorção harmônica de entrada. Equação 7.000 lumens). verifica-se uma quantidade superior de luz emitida pelo sistema proposto. Equação 8.94 130. Desta forma. amplamente utilizado para adequação de projetos com a norma IEC 61000-3-2 (IEC. A proposta é a substituição de lâmpadas fluorescentes T8 de 16W ou T5 de 14W pelo sistema proposto. o qual apresenta algumas importantes vantagens em relação às mesmas. podendo ser reciclados.35 0. é a relação entre o fluxo luminoso e a potência consumida pelo sistema.120lumens (8) (9) Eficácia Fluxtotal Ptotal 3120 23. a quantidade de luz emitida por um único LED de potência é 130 lumens (PHILIPS LUMILEDS.Nleds 130. Este CI modela a corrente de entrada como uma onda senoidal em fase com a tensão da rede. Pled Ptotal V .400 lumens) e 2 fluorescentes T5-14W (3.94W (6) (7) Pled.

optou-se pela utilização da topologia Flyback por possuir isolação galvânica entre a entrada e a saída e por permitir tanto a elevação quanto a redução da tensão de saída.2 Controlador de potência para LEDs de potência Conforme demonstrado na revisão bibliográfica. com tensão de saída máxima de 100V. Além disso. tornando-se adequada para utilização em iluminação. Figura 21 – Controlador de potência para LEDs de potência proposto. um filtro capacitivo e um conversor Flyback PFC com controle de tensão e corrente e é apresentado na Figura 21. A corrente será de 350mA para a alimentação dos 24 LEDs de potência dispostos em série. Neste projeto. Fonte: O Autor (2011). conversores pré-reguladores são uma das soluções mais atrativas para corrigir o fator de potência e controlar os níveis de harmônicos de corrente injetados na rede elétrica. . serão apresentados o detalhamento e a determinação dos principais componentes do controlador de potência proposto. torna-se necessária a utilização de um filtro de interferência eletromagnética para atenuação dos ruídos eletromagnéticos produzidos pelo controlador de potência e o impedimento da entrada de ruídos provenientes da rede elétrica no mesmo. uma ponte retificadora de diodos.45 3. O controlador de potência proposto é constituído de um filtro EMI. O mesmo foi projetado para uma tensão de 220Vac na entrada com tolerância de variação de 10% para mais ou para menos. A seguir. As duas topologias mais utilizadas para este fim são os conversores Boost e Flyback.2.

Estes ruídos afetam de forma diferente cada equipamento. Fonte: Ribeiro (2011). será usado um filtro EMI na entrada do controlador de potência. 2009). SARTORI. Figura 22 – Filtro EMI usado no controlador de potência.2 kV e X2 para picos de tensão abaixo de 1. 2009). para picos de tensão acima de 1. Não é foco deste trabalho atender à alguma norma específica. influindo negativamente em dispositivos eletrônicos conectados à rede elétrica. Segundo Sartori (2009). Valores padrões para a classe X1 estão entre 10nF e 0. ou seja. Os capacitores da classe X se dividem em duas subclasses: X1.46 3. . Sua função é prevenir que ruídos externos da rede elétrica entrem no equipamento e barrar qualquer ruído gerado internamente no mesmo (OLIVEIRA. Portanto. Fontes chaveadas normalmente geram um ruído de alta frequência excessivo. apresentado na Figura 22. irradiados no espaço ou conduzidos por cabos de alimentação e que provocam distúrbios desde os mais insignificantes até os mais graves. Há uma grande variedade de fontes de interferência eletromagnética. o qual é composto de um capacitor X2 e um indutor denominado EMI_CHOCK.2kV. 2009). 2011. de acordo com a capacidade que os mesmos têm de funcionar adequadamente no ambiente eletromagnético. todos os equipamentos possuem filtro EMI. por não ser o objetivo principal do mesmo. Atualmente. em fontes chaveadas (controladores de potência). sendo que estes sinais elétricos não desejados podem passar da fonte de alimentação através das conexões da rede elétrica (RIBEIRO. como por exemplo. para este tipo de filtro EMI a frequência de corte é de 26KHz. caso deste trabalho. 2009). Então.2. Será utilizado um capacitor X2 no valor de 100nF. 2011.2µF e para os da classe X2 estão entre 10nF e 1µF (SARTORI. pela Equação 10 é obtida a indutância do filtro. SARTORI.1 Filtro EMI EMI são ruídos ou sinais indesejáveis.2. conforme sua compatibilidade eletromagnética (RIBEIRO.

41. Vcl Vr V 190 70 260V (11) Onde: Vr = tensão refletida. A tensão sobre o circuito de proteção é encontrada através da Equação 11 (ADRAGNA. 23V (14) . 23 190 532. 229 1. 3 2 .26. fcorte C ( 1 1 ). Equações 12 e 13 (ADRAGNA.0.2 Determinação dos semicondutores do conversor Flyback A seguir serão apresentados os cálculos para determinação dos semicondutores a serem utilizados na topologia Flyback. 2003). 23 190 100 602. constituída de um diodo zener em série com um diodo convencional.2. Ipkp Vd 2.10 100. é selecionado o modelo P6KE300A para o diodo zener e o modelo 1N4937 para o diodo. a) Circuito Snubber: Para o circuito snubber.3 A (12) (13) 342. a topologia usada é a transil. Vds max Vpk max Vr V 342.10 9 375 H (10) Onde: fcorte = frequência de corte. 2003). C = capacitância.17 276.2. F2(Kv) = função aproximada em função de Kv. b) MOSFET (Metal Oxide Semiconductor Field Effect Transistor): A chave semicondutora é selecionada através da máxima tensão dreno-source que a mesma deve suportar. 23V Onde: Pin = potência de entrada.Pin Vpk min. O diodo será classificado por repetitivos picos de corrente igual à corrente no primário de pico (Ipkp) e tensão maior que Vpkmax + Vr.47 L ( 1 1 )2 . determinada pela Equação 14 (ADRAGNA. Com os valores obtidos. ∆V = variação da indutância de dispersão do transformador.F 2( Kv) Vpk max Vr 2. Vpkmax = tensão de entrada máxima de pico. 3. 2 . Vpkmin = tensão de entrada mínima de pico. 2003).

É feita uma estimativa de 40% da corrente de pico do secundário do transformador. 23 100 2 271. De posse destes dados.2. minimizando os efeitos da alta frequência. c) Diodo: Este componente. da bitola do fio a ser utilizado e do número de condutores em paralelo. Vre max Vpk max n Vout 342. Equação 16 (ADRAGNA. que envolve várias etapas: seleção do material e determinação do tamanho do núcleo. Equação 15 (ADRAGNA. por estes componentes estarem conectados em série (MELLO.15V (15) Onde: Vout = tensão de saída.84 A (16) Onde: Ipks = corrente de pico no secundário do transformador. 3. ligado em série com o secundário do transformador é determinado em função da máxima tensão reversa que o mesmo deve suportar. If Ipks. A indutância do primário do transformador é encontrada através da Equação 17 (ADRAGNA. 2003). do número de espiras do primário e do secundário. que é a mesma corrente de pico (Ipkp) do enrolamento primário do transformador. 4 0.0.0. optou-se pelo modelo STP5NK80ZFP. .2.3 Determinação do transformador do conversor Flyback O projeto do transformador é um procedimento complexo. 4 2. n = relação de espiras entre o primário e o secundário do transformador.48 O MOSFET também é avaliado em função da corrente de pico que circula pelo mesmo. 1996). 2003). O diodo também é avaliado em função da corrente direta que circula pelo mesmo. O modelo SK3GL08 foi selecionado por adequar-se aos valores obtidos. 2003).1.

45). Jmax = máxima densidade de corrente.25000. ALVES. Dado este valor.35.10 4 0. n Vr Vout Vf 190 100 0.104 0.166cm 4 (18) Onde: Irmsp = corrente eficaz no primário do transformador. ALVES. Bmax = fluxo magnético máximo.10 4 B max . FONT. 7 0. Ns Np 2 181 2 90.3.Ipkp 276 (1 1.3. encontra-se a relação de espiras entre o primário e o secundário do transformador (ADRAGNA. Kw = fator de utilização dos enrolamentos do primário. fsw min. 7 190 100. 2002). foi determinada a utilização do núcleo EF32/9 com AeAw de 0.3 3458 H (17) Onde: Kv = relação entre a tensão de entrada de pico e a tensão refletida.104 B max .Kw 3458. FONT.J max . fswmin = frequência mínima de chaveamento. Desta forma.49 Lp (1 Vpk min Kv). O tamanho do núcleo necessário é obtido pela Equação 18 (BARBI.83 180. Equação 21.Ipkp.Irmsp.1.0.450.1.1.53 181espiras (20) Onde: Ae = área da seção transversal do núcleo.3.10 6. o número de espiras do enrolamento secundário é de 91. 2003).0. 2002).3. Ae 3458. 7 1. Np Lp. Pela Equação 19. Dada a relação de espiras entre o primário e o secundário (2:1). a relação de espiras é 2:1.10 6. O número de espiras do enrolamento primário determina-se pela Equação 20 (BARBI.88 (19) Onde: Vf = Queda de tensão no diodo ligado em série com o enrolamento secundário.0. AeAw L.5 91espiras (21) .Ipkp.35.

0007 0.002cm2. ALVES. D max 7.359 450 0. 0566cm (25) Onde: fmax = frequência máxima de chaveamento. respectivamente (BARBI. ALVES. 63 450 0.5 . 002 0. AWG = 24 e Sf = 0. 2008). FONT.35 (26) Nconds Sts Sf 0. FONT. 2002).55 17. ALVES. As Equações 26 e 27 mostram o número total de condutores que devem ser associados em paralelo no primário e no secundário do transformador. 2002).2 f max 15 70000 15 264. 7 (27) Onde: Sf = área do fio utilizado. Com o valor do diâmetro máximo. 0014cm2 Onde: Irmss = corrente eficaz no secundário do transformador. Stp Irmsp J max 0. Então. A Equação 25 mostra o diâmetro máximo dos condutores do primário e secundário (BARBI. 0014 0. Ncondp Stp Sf 0. 002 0. pode-se escolher a bitola apropriada do fio. 0007cm2 (23) (24) Sts Irmss J max 0.15 18espiras (22) A área total necessária dos condutores dos enrolamentos primário e secundário é encontrada pelas Equações 23 e 24.55 181 10. Npaux Np 10. 2002). .50 O número de espiras do enrolamento auxiliar do primário é obtido pela Equação 22 (STMICROELECTRONICS.57 0. FONT. respectivamente (BARBI.

2 392 F (30) Onde: fl = frequência da rede elétrica de energia.096. . 22 3 0.229.2. 2003).0. pelo qual o L6562 lê a corrente primária. . 3. 3.2. Rs Vcxpk Ipkp 1.2.2. 2003). verifica-se que é necessário 1 condutor em paralelo em ambos os enrolamentos do transformador. fl F 2( Kv) Vo 1. .5 Determinação do filtro de saída do conversor Flyback O valor mínimo do capacitor de saída é encontrado pela Equação 30 (ADRAGNA. obtida pela Equação 29 (ADRAGNA.14. O resistor é avaliado por sua dissipação de potência.123W (29) Desta forma. Cout min 1. F5 (Kv) = função aproximada em função de Kv. Portanto. Ps Rs. 0.0.51 Analisando os resultados. 485 1. ∆Vo = variação da tensão de saída.32. há margem para selecionar um dispositivo de 1000µF. será utilizado um resistor de 1R de 1W. é calculado pela Equação 28 (ADRAGNA.0. Iout = corrente de saída.3 1.1. 2003).4 Determinação do resistor Rs do conversor Flyback O valor do resistor Rs (ver Figura 21).Ipkp.14 R (28) Onde: Vcxpk = tensão de pico máxima de saída do multiplicador. F 2( Kv) 3 1. F 5( Kv) Iout . ligado entre a fonte do MOSFET e o terra.35 3.60.

R8) . Figura 24 – Circuito elétrico de um conversor PFC usando o CI L6562.52 3. A função de transferência G1(s) será então definida pela Equação 31 (ADRAGNA. R6 1 s. O amplificador de erro é compensado conforme ilustrado na Figura 25. G1( s) R7 1 s. Fonte: Adragna (2000). Figura 23 – Diagrama de blocos de um conversor PFC usando o L6562.2.6 Determinação do circuito de controle do controlador de potência O circuito de controle de um conversor pré-regulador do fator de potência usando o L6562 está representado no diagrama de blocos e no circuito elétrico das Figuras 23 e 24. respectivamente.C 2( R7 R8) (31) . Fonte: Adragna (2000).(C 2. 2003).2.

T ( Kv) 1 2 1 s. 2003).8. 2003). G3( s) 1 Rs A Equação 34 define o ganho do estágio de potência (ADRAGNA. 2003).(Co. A função T (Kv) é obtida pela Equação 35 (ADRAGNA. A função de transferência do bloco multiplicador é obtida pela Equação 32 (ADRAGNA.01.KpVpk . (33) G 4( s) n.F 2( Kv) Ro 1 s(Co.53 Figura 25– Compensação do amplificador de erro. T ( Kv) 1 0. . 2003). Este CI realiza o controle da corrente e tensão de saída e transmite o sinal de erro através do optoacoplador .Vpk = tensão de entrada de pico. Co = capacitor de saída. O ganho do modulador PWM é determinado pela Equação 33 (ADRAGNA. Ro ) T ( Kv) 1 (34) Onde: n = relação de espiras entre o primário e o secundário do transformador. Ro = resistência de saída.ESR) . Fonte: Adragna (2003). G2(s) Km. (32) Onde: Km = ganho do multiplicador.Kv. kp = relação entre a tensão de pico no multiplicador e a tensão de entrada de pico. ESR = resistência em série equivalente do capacitor de saída.Kv 1 0.Kv (35) No feedback (H) do sistema de controle há a adição do CI TSM1052.

A malha de tensão é controlada através de um amplificador operacional. . O modelo de diodo usado é o 1N4448 (ADRAGNA.54 CNY17-3 para o primário. e o resistor R1 é obtido pela Equação 36 (STMICROELECTRONICS. Para maiores informações sobre o CI TSM1052. sendo usado um componente no valor de 100nF. Então.210) 184k 1. O circuito elétrico do feedback de tensão e corrente e a conexão com o amplificador de erro do L6562 é mostrado na Figura 26. ligado em paralelo com R1 age como um circuito de início suave que previne sobretensões na saída. O capacitor opcional C1. Para o resistor R2 é adotado o valor comercial de 2K2. o divisor de tensão (R1/R2) e o acoplador ótico. 2003).5V) do mesmo.210 (36) Onde: Vref = tensão de referência interna do TSM1052. (Vout Vref ) Vref 2k 2. Os dois diodos (D1 e D2) dissociam-se do capacitor durante a operação no estado de equilíbrio de modo que não interferem com o ganho da malha (H) e proporcionam um caminho para a descarga do capacitor quando o controlador é desligado. de modo a manter a tensão ou corrente de saída do controlador constante. (100 1. o amplificador de erro do L6562 compara este sinal de erro de tensão ou corrente com a referência interna (2. consultar Apêndice A. Figura 26 – Circuito elétrico do feedback de tensão e corrente e conexão com o amplificador de erro do L6562. R1 R2. 2007). É necessária a determinação dos resistores que formam o divisor de tensão ligado ao pino 1 do TSM1052. Fonte: STMicroelectronics (2007).

2007). 2007).57 R (37) Onde: Ilim = corrente limitada desejada. 100k e 82k. Vsense = tensão limite para o circuito de controle. O modelo usado é o 1N4742.2 nF e do resistor Rvc1 de 470k.2 0. O capacitor Cvcc. o qual apresenta aplicações em iluminação com LEDs.1R e 0. . A corrente do circuito é controlada através do segundo amplificador operacional. serão utilizados três resistores em série de 2k2. 3. O diodo Zener (Z1) é ligado também ao pino 6 e gera a tensão de alimentação do CI. O amplificador operacional de controle de tensão pode ser completamente compensado. de 100nF. O resistor Rsense é determinado pela Equação 37 (STMICROELECTRONICS. Rsense Vsense I lim 0.2nF e do resistor Ric1 de 22k (STMICROELECTRONICS. 2007). A tensão de entrada é a tensão da rede. O resistor Ric2 é um resistor de desacoplamento ligado entre pino 5 do TSM e o terra. respectivamente. serão usados dois resistores em série de 0. De posse desse valor. é conectado ao pino de alimentação do TSM1052 (pino 6) para obter uma tensão de alimentação limpa (STMICROELECTRONICS. ou seja.3 SISTEMA IMPLEMENTADO O controlador de potência implementado é baseado no circuito apresentado no Aplication Note AN2838 da fabricante STMicroelectronics. Foram feitas as modificações necessárias para a obtenção de 100V de tensão na saída e potência total de 35W. uma rede de compensação adequada é constituída do capacitor Cic1 de 2. O amplificador operacional de controle de corrente também pode ser completamente compensado. sendo adequado o valor de 4. 220Vac.55 Com o valor obtido. chegando-se aproximadamente ao valor calculado. de 12V. 2007). 2007).350 0. um valor adequado para este componente é de 330R (STMICROELECTRONICS. o resistor Rsense e o acoplador ótico.47R. O resistor Rled é ligado em série com o optoacoplador a fim de aumentar a estabilidade da aplicação. uma rede de compensação adequada é constituída do capacitor Cvc1 de 2.7k para este componente (STMICROELECTRONICS. sendo a corrente limitada em 350 mA.

Fonte: O Autor (2011).1 Implementação do controlador de potência A Figura 28 mostra a vista superior do controlador de potência implementado. o qual foi obtido através de uma filial da STMicroelectronics no Brasil.3. Na figura 28. Figura 28 – Vista superior do controlador de potência implementado. . Figura 27 – Leiaute da placa de circuito impresso do controlador de potência implementado. Os componentes que não aparecem montados são aqueles pertencentes ao circuito de feedback (H) de tensão e corrente que seria utilizado caso não fosse possível a aquisição do componente TSM1052.56 O leiaute da placa de circuito impresso do controlador de potência. foi feito no software P-Cad 2006. 3. Fonte: O Autor (2011). No apêndice 5 é mostrado o esquema elétrico do controlador de potência. mostrado na Figura 27. aparecem destacados o filtro EMI e o transformador implementados.

Fonte: O Autor (2011). observa-se que o fator de potência obtido é de 0. A Figura 29 mostra os resultados obtidos das principais variáveis de entrada do controlador de potência implementado. Foram medidas as componentes harmônicas da tensão e da corrente de entrada. Figura 29 – Variáveis de entrada do controlador de potência implementado.57 3. segundo a norma brasileira. potência de entrada (P (W)). Os resultados obtidos são satisfatórios. frequência da rede elétrica de energia (Freq (Hz)). como: tensão de entrada (Urms (V)). tensão de entrada de pico (Up (V)) e corrente de entrada de pico (Ip (A)).94. . 2005). fator de potência (PF). Para verificação da validade das informações da Figura 30. corrente de entrada (Irms (A)). Na Figura 29. estando acima do mínimo fator de potência que um equipamento deve apresentar (0. estando dentro da norma internacional IEC 61000-3-2 (IEC.92).3. consultar Apêndice B. da 2ª até a 15ª.2 Experimentos realizados e resultados obtidos Foi realizado um ensaio elétrico de entrada utilizando um equipamento analizador de potência (Power analyser). A Figura 30 mostra as taxas de distorção harmônica (k) das componentes harmônicas pares e ímpares da tensão (U (%)) e corrente de entrada (I (%)).

58 Figura 30 – Taxa de distorção harmônica das componentes harmônicas pares e ímpares da tensão e da corrente de entrada Fonte: O Autor (2011). Figura 31 – Tensão na saída sem carga Fonte: O Autor (2011). k = 1 refere-se à tensão da rede elétrica de energia (Urms (V)) e à corrente de entrada do controlador de potência (Irms (A)). Na figura 30. conforme pode ser verificado na Figura 31. é de 103V (CH1: 50V/DIV). O leiaute da luminária com capacidade para 24 LEDs de potência é apresentado na Figura 32. sem carga. A tensão na saída do controlador de potência implementado. .

sendo que a corrente de alimentação proposta era de 350mA.2.47R com potência de 2W. Fonte: O Autor (2011). o que acarretou a diferença entre a corrente medida (400mA) e a corrente proposta (350mA). pois os mesmos suportam .1R e 0. Para chegar aproximadamente ao valor calculado (0. desta forma. E. No entanto. uma luminária constituída por 24 LEDs de potência alimentados pelo controlador de potência implementado. Figura 33 – Luminária constituída por 24 LEDs de potência alimentados pelo controlador de potência implementado. No mercado somente encontra-se resistências com essa faixa de potência com precisão de 5%. Fonte: O Autor (2011). há um erro de medida na soma das resistências. para alimentação dos LEDs pode ser utilizada uma corrente de 400mA. Pode-se notar na figura 33 que a corrente medida nos LEDs foi de 400mA. foram utilizadas duas resistências em série de 0.57). utilizado no circuito de controle da corrente. Isto se deve ao resistor em série com os LEDs.1. onde é mostrado o teste da proposta apresentada em 3. ou seja.59 Figura 32 – Luminária de LEDs. O experimento realizado mais significativo é o apresentado na Figura 33.

. Então. Observando a Figura 34.0. Então. deve-se atingir um compromisso entre quantidade de luz emitida e vida útil. a potência de entrada é de 32. Fonte: O Autor (2011).1W.897 0. porém.8 32.8W (38) Onde: Vout = tensão de saída. segundo a Equação 38. como sendo a corrente que apresenta a maior eficácia (lm/W) (PHILIPS LUMILEDS. pela Equação 39. Ef Pout Pin 28. De acordo com a Figura 29. 2011). Salienta-se que quanto maior a corrente aplicada a esses LEDs.60 até 1A de corrente (PHILIPS LUMILEDS.4 28. Pin = Potência de entrada. 2011). A Figura 34 mostra a tensão (CH1: 50V/DIV) e corrente (CH2: 200mA/DIV) nos 24 LEDs de potência dispostos em série. a potência de saída medida é de 28. em contrapartida. A corrente de alimentação proposta é apresentada no catálogo do fabricante do modelo de LED de potência utilizado (DS61). Pout Vout.1 0.9 (39) Onde: Pout = Potência de saída. Iout = corrente de saída. a vida útil destes componentes é reduzida devido à elevação da temperatura de junção.Iout 72.8 W. maior o fluxo luminoso emitido pelos mesmos. a eficiência do sistema é de aproximadamente 90%. Figura 34 – Tensão e corrente nos 24 LEDs de potência dispostos em série.

62. de R$ 69. como: layout da placa de circuito impresso e custo de componentes. Porém. o custo vai sendo amortizado pelo tempo de uso. por tratar-se de trabalho acadêmico. No entanto. certos aspectos não foram levados em conta.61 3. COMPONENTES Resistores Resistores de potência Capacitores cerâmicos Capacitores plásticos Capacitores eletrolíticos Capacitores poliéster Capacitor X2 filtro EMI Controladores Dissipador Fusível 2A Indutor filtro EMI Optoacoplador Placa de circuito impresso Semicondutores Transformador QUANTIDADE 17 8 3 2 2 3 1 2 1 1 1 1 1 13 1 TOTAL = 57 Fonte: O Autor (2011).62 O custo apresentado pelo protótipo é elevado. O sistema proposto (luminária de LEDs) apresenta custo inicial superior ao sistema atual (lâmpadas fluorescentes). Tabela 1 – Componentes presentes no controlador de potência.86 1.85 0.45 3.00 9. Apresenta também a quantidade individual de cada componente e o total de todos os componentes.000 horas) quando comparado às melhores fluorescentes T5 (18000 horas). como o mercúrio. tornando-se vantajoso utilizar o sistema proposto.30 4.70 1.3 Custo do controlador de potência Na Tabela 1 estão listados os componentes presentes no protótipo implementado. O uso de luminárias de LEDs é a tendência para o futuro em iluminação. CUSTO (R$) 0.45 0. quantidade e custo.3.40 16.76 1.50 TOTAL = 69. .40 6. pelas vantagens econômicas à longo prazo e pela ausência de materiais tóxicos em sua composição.53 20. devido à maior vida útil (50.45 0. além do custo total do controlador de potência.35 1.62 0.

Desta forma. como. Caso o valor lido ultrapasse a faixa de temperatura pré-determinada. Fonte: O Autor (2011).62 3.4 SUGESTÃO PARA TRABALHOS FUTUROS Para controle da temperatura da junção no LED. o LM35 e a posterior comparação do sinal lido com uma faixa de temperatura pré-determinada. . o microcontrolador em conjunto com o controlador de potência deve reduzir a corrente direta entregue aos LEDs e. fica como sugestão para um futuro trabalho. é necessária a implementação de um circuito de realimentação. apresentado na Figura 35. reduzindo a temperatura de junção a níveis seguros de operação. Figura 35 – Circuito de realimentação para controle da temperatura da junção no LED. Esta malha de realimentação consiste na leitura da temperatura de junção do LED por um sensor de temperatura. por exemplo. a realização do processo de controle da temperatura da junção no LED. consequentemente.

2005). Um levantamento do custo do controlador de potência foi realizado. sistemas de iluminação com potência superior a 25W necessitam de correção de fator de potência e conversores pré-reguladores do fator de potência têm sido uma das soluções mais utilizadas para tal finalidade. sendo isto alcançado de forma satisfatória. tornam os LEDs a melhor opção para sistemas de iluminação no futuro próximo. Os resultados esperados do controlador de potência e de todo o sistema foram alcançados.94. Já a taxa de distorção harmônica da corrente de entrada ficou dentro dos limites estabelecidos pela norma internacional IEC 61000-3-2 (IEC. O CI L6562 foi empregado para correção do fator de potência e controle dos níveis de distorção harmônica de entrada. sendo que o mesmo possui valor aproximado de R$69. Foi realizada uma revisão bibliográfica.63 4 CONCLUSÃO Um protótipo do controlador de potência para LEDs de potência proposto foi implementado. optou-se pelo conversor Flyback por possuir isolação galvânica entre a entrada e a saída e por permitir tanto a elevação quanto a redução da tensão de saída. agregadas à maior vida útil e à ausência de mercúrio em sua composição. o CI TSM1052 foi utilizado para controlar tanto a corrente quanto a tensão de saída. Um teste prático do controlador de potência implementado alimentando 24 LEDs de potência dispostos em série foi realizado. Dentre as topologias existentes. apresentada no capítulo 2. sobre os diversos assuntos necessários para atingir este objetivo. que é de 0. O fator de potência apresentado pelo controlador de potência foi de 0. sendo o mesmo muito usado em aplicações de iluminação usando LEDs. o que permitiu a aquisição de conhecimento para tal.92. A potência de saída medida foi de 28. Um estudo sobre as topologias existentes para alimentação e controle de LEDs foi apresentada.62.8W e a eficiência de todo o sistema ficou em aproximadamente 90%. Desta forma. . superior ao mínimo exigido pela norma brasileira. Pela regulamentação brasileira. em termos financeiros e preservação do meio-ambiente. Todas as vantagens mencionadas. Na revisão bibliográfica foi exposto que em sistemas de alimentação para LEDs é necessário o controle da corrente de saída.

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Datasheet: Folha ou catálogo de dados com informações de determinado componente eletrônico. Snubber: Circuito de ajuda à comutação em um conversor. Conversor AC/DC: Circuito eletrônico que converte uma tensão alternada que tem uma determinada amplitude em uma tensão contínua com amplitude diferente. Feedback: Resposta ou realimentação de uma determinada variável de um sistema. Dimmer: Dispositivos utilizados para variar a intensidade de uma corrente elétrica em uma carga. Star-up: partida ou início em funcionamento de um determinado componente . . Driver: Circuito auxiliar utilizado para acionamento de determinado componente.66 GLOSSÁRIO Conversor CC-CC: Circuito eletrônico que converte uma tensão contínua que tem uma determinada amplitude em outra tensão contínua com amplitude diferente. Power analyser: Equipamento analizador de potência.

2007): a) Um divisor de tensão que detecta a tensão de saída. 2007). A referência de tensão. este resistor determina a regulação de corrente e deve ser corretamente avaliado em termos de dissipação de potência. O TSM1052 é uma solução altamente integrada para aplicações que exigem uma malha de controle duplo. Este CI integra uma referência de tensão. juntamente com um amplificador operacional. dois amplificadores operacionais e um lado de detecção da corrente do circuito. tensão constante e corrente constante. Figura 36 – Diagrama interno e conexões externas do TSM1052. Fonte: STMicroelectronics (2007). é o núcleo da malha de controle de tensão. b) Um resistor que alimenta o circuito de detecção de corrente com uma tensão proporcional à corrente de saída. a corrente de detecção do circuito e o outro amplificador operacional compõem a malha de controle de corrente (STMICROELECTRONICS. Os componentes externos necessários para completar as duas malhas de controle são (STMICROELECTRONICS. . c) Componentes de frequência de compensação (redes rc) para ambas as malhas.67 APENDICE A O diagrama interno do TSM1052 com as conexões externas necessárias é mostrado na Figura 36. ou seja.

68 A relação entre a corrente controlada e a tensão de saída controlada pode ser descrita como uma característica certa como mostrado na Figura 37. Figura 37 – Tensão de saída versus corrente de saída. . Fonte: STMicroelectronics (2007).

2005) refere-se às limitações das harmônicas de corrente injetadas na rede elétrica de energia.69 APENDICE B A norma IEC 61000-3-2 (IEC.5 0.225.35.155 0.08 0. Esta norma internacional classifica os equipamentos elétricos e eletrônicos por classes e. <600W) [mA/W] 2.71 1.FP 10 7 5 3 3 3 3.23. Classe D (>75W.4 1.8/n 2 .15/n 3.315 0. como mostrado na Tabela 2.62 0.14 0.9 1. portanto.15.45 0.33 0.40 0. o limite para a quantidade de harmônicas pares e ímpares da frequência fundamental que podem ser injetados na rede elétrica varia para cada tipo de classe.21 0.8/n 1.43 0.77 0.645 0.6 0. Tabela 2 – Limites para os harmônicos de corrente.0 0.85/n 1.35 0.15/n 30.296 3.30 1.45 1. Ordem do Harmônico N Classe A Máxima corrente [A] Classe B Máxima corrente [A] Classe C (>25W) % da fundamental Harmônicas Ímpares 3 5 7 9 11 13 15≤n≤39 Harmônicas Pares 2 4 6 8≤n≤40 Fonte: Pomilio (2007).495 0.3 0. O controlador de potência se enquadra na classe de equipamentos do tipo C.

O multiplicador altamente linear inclui um circuito especial.70 APENDICE C O CI L6562 é um controlador PFC usado para operação no modo de transição (Transition Mode. o que torna mais fácil cumprir normas com economia de energia (Blue Angel. permite a utilização de topologias convencionais. EnergyStar. O dispositivo apresenta consumo extremamente baixo (≤ 70mA antes do arranque e ≤ 4mA em funcionamento) e inclui uma função desabilitar. A Figura 38 mostra o diagrama de blocos interno do CI L6562. Fonte: STMicroelectronics (2005). Pino a pino compatível com o L6561. juntamente com extremamente reduzido número de componentes externos. Figura 38 – Diagrama de blocos interno do CI L6562. TM) ou modo crítico. permitindo a operação com uma ampla gama de corrente com uma TDH extremamente baixa. ENERGY2000). com uma tensão de referência interna com precisão de 1% (STMICROELECTRONICS. 2005). com ou sem correção do fator de potência. capaz de reduzir a distorção da corrente de entrada. Conversores AC/DC de baixa potência. são os exemplos mais visíveis (STMICROELECTRONICS. Um efetivo de . A tensão de saída é controlada através de um amplificador de erro. oferece melhor performance que o antecessor. O seu excelente desempenho. 2005).

71

duas etapas permite o manuseio de sobretensões que ocorrem no start-up ou resultantes do corte de carga (STMICROELECTRONICS, 2005). O estágio de saída é apropriado para conduzir um MOSFET ou IGBT (Insulated Gate Bipolar Transistor) e, combinado com as outras características, torna o dispositivo uma excelente solução de baixo custo para aplicações SMPS (Switched-mode Power Supply) de até 300W, de acordo com a norma IEC61000-3-2 (IEC, 2005) (STMICROELECTRONICS, 2005). A Tabela 3 mostra a descrição dos pinos do CI L6562 com a respectiva função dos mesmos. Tabela 3 – Descrição e função dos pinos do CI L6562. Número 1 Pino INV Função Entrada inversora do amplificador de erro. As informações sobre a tensão de saída do pré-regulador PFC são alimentadas no pino através de um divisor de tensão. Saída do amplificador de erro. Uma rede de compensação é colocada entre este pino e INV para alcançar a estabilidade da malha de controle de tensão e garantir alto fator de potência e baixo TDH. Principal contribuição para o multiplicador. Este pino é ligado à tensão da rede retificada através de um divisor de tensão e fornece a referência senoidal para o ciclo de tensão. Entrada para o comparador PWM. O fluxo de corrente no MOSFET é detectado através de um resistor, a tensão resultante é aplicada a este pino e comparada internamente com a tensão de saída do multiplicador, para determinar o desligamento do MOSFET. Entrada de sensoriamento da desmagnetização do transformador para operação no modo de transição. A borda negativa dispara a tensão do MOSFET. Ground (Terra). Porta de saída do driver. O estágio de saída é capaz de conduzir um MOSFET ou IGBT com um pico de corrente de 600 mA. Pino de alimentação do CI.

2

COMP

3

MULT

4

CS

5

ZCD

6 7

GND GD

8

Vcc

Fonte: STMicroelectronics (2005).

72

APENDICE D

A Figura 39 mostra um exemplo de uso do CI L6562 em um conversor Boost, porém o método de cálculo dos componentes externos ao mesmo é igual para as demais topologias de conversores. Portanto, a determinação dos valores dos componentes externos ao L6562 do controlador de potência implementado seguiu esta metodologia; exceto os componentes R1, R2 e C4, pois o feedback de tensão e corrente foi realizado pelo CI TSM1052. Figura 39 – Exemplo de uso do CI L6562 em um conversor Boost com os componentes externos aos pinos do mesmo.

Fonte: Adragna (2001).

A seguir é apresentada a determinação dos valores dos componentes ligados aos pinos do CI L6562.

Pino 1 (INV)

É a entrada inversora do amplificador de erro. Um divisor de tensão é conectado entre a tensão de saída regulada e o pino. A referência interna na entrada não-inversora do amplificador de erro é de 2,5V. Os resistores R1 e R2 são selecionados pelas equações 40 e 41, respectivamente (ADRAGNA, 2001).

R1

VOVP 40 A

40V 40 A

1M

(40)

R2

2,5 .R7 Vo 2,5

2,5 .1M 100 2,5

25,6k

26k

(41)

Onde: ∆VOVP = nível de sobre-tensão desejado.

73

Pino 2 (COMP)

Este pino é a saída do amplificador de erro e também uma das duas entradas do multiplicador. Uma rede de compensação, colocada entre este pino e INV, reduz a largura de banda de modo a evitar a tentativa do sistema de controlar a ondulação da tensão de saída. No caso mais simples, esta compensação é de apenas um capacitor, que fornece um pólo de baixa frequência, bem como um alto ganho DC. Um critério simples para determinar o valor da capacitância é definir a largura de banda (Bandwidth, BW) de 20 a 30Hz. Então, definindo BW= 25Hz, pela equação 42 determina-se o valor da capacitância (ADRAGNA, 2001).

C4

1 2 ( R7 / / R8).BW

1 2 (1M / /26k ).25

250nF

(42)

Pino 3 (MULT)

Este pino é a segunda entrada do multiplicador. É ligado através de um divisor de tensão à tensão de entrada retificada, para obter uma referência de tensão senoidal. O multiplicador pode ser descrito pela equação 43 (ADRAGNA, 2001).

VCS k.(VCOMP 2,5V ).VMULT
VCOMP = tensão no pino 2 (saída E/A); VMULT = tensão no pino 3.

(43)

Onde: VCS (saída do multiplicador) = referência para o comparador de corrente; k = ganho do multiplicador;

Uma descrição completa é dada pelo diagrama da figura 40, que mostra as características típicas da família do multiplicador.

74

Figura 40 – Características da família do multiplicador.

Fonte: Adragna (2001).

A operação linear do multiplicador é garantida dentro da faixa de 0 a 3V de VMULT e o intervalo de 0 a 1,6V de VCS, enquanto o valor mínimo garantido da relação ∆VCS/∆VCOMP é de 1,65. Levando isso em conta, é sugerido o seguinte procedimento para definir adequadamente o ponto de operação do multiplicador: 1o - O valor de pico máximo para VMULT, VMULTpkmax é selecionado. Este valor, que irá ocorrer na tensão máxima de entrada, deve ser de 2,5 a 3V em caso de rede ampla e de 1 a 1,5V em caso de rede única. Então, selecionando o valor de 1,1 para VMULTpkmax, o valor mínimo de pico de VMULT, que ocorre na tensão de entrada mínima será de 0,9, equação 44 (ADRAGNA, 2001).

VMULTpk min VMULTpk max .

Virms (min) Virms (max)

1,1.

198 0,9V 242

(44)

Onde: Virms(min) = Tensão de entrada mínima; Virms(max) = Tensão de entrada máxima.

2o - O valor de VMULTpkmin, multiplicado pelo valor mínimo garantido da relação ∆VCS/∆VCOMP, dará a tensão de saída de pico do multiplicador, equação 45 (ADRAGNA, 2001).

VXCSpk

1,65.VMULTpk min

1,65.0,9 1, 485

(45)

103. Um circuito interno impede que a trava PWM seja acionada até que o sinal no pino 4 desapareça. Quando este sinal cruza o limiar fixado pela saída do multiplicador. 2001). o L6562 lê instantaneamente a corrente que circula pelo transformador. por uma tensão aplicada a este pino e proporcional a uma resistência externa R4. R4 VXCSpk Ipkp 1.Vmultpk max Vmultpk max 10. a trava PWM é reposta e o MOSFET é desligado. R8 R10.1.1 (47) Pino 4 (CS) Este pino é a entrada inversora do amplificador comparador PWM. o cálculo deve ser repetido começando com um valor menor de VMULTpkmax. O MOSFET vai ficar desligado até que a trava PWM seja acionada novamente pelo sinal ZCD. equação 47 (ADRAGNA. 2001).3 (48) .75 3o .6V). determina-se o valor desse resistor. R9 R8 R9 VMULTpk max Vpk max (46) Onde: Vpkmax = Tensão de entrada máxima de pico. Selecionando o valor de 10k para R9 e isolando R8 da equação 46. a relação de divisão é definida pela equação 46 (ADRAGNA.1 3101181 3M 1. Desta forma.103.485 1.14 R 1.342. Através deste pino. 2001).Se o valor de VXCSpk exceder o limite de linearidade de VCS (1.Vpk max R10. O valor do resistor R4 é calculado pela equação 48 (ADRAGNA. 23 10.

IRspk max 1. m Vo 2. de modo que a corrente máxima através de R4 é 1. . O pino ZCD é conectado ao enrolamento auxiliar do primário do transformador através de um resistor limitador.6V.8 A R4 1 (49) Esta será a corrente máxima no transformador e. este valor deve ser usado durante a verificação da saturação do núcleo de ferrite. na entrada não inversora do comparador PWM. portanto.76 A trava zener interna (1.8V). m. o critério acima pode não ser compatível com a faixa de tensão VCC.6V. Pino 5 (ZCD) É a entrada para o circuito detector de correntre zero. define uma corrente limiar de limitação.8 1. a tensão no pino 5 deve experimentar uma borda positiva superior a 2.8A.Virms (max) 2. O circuito ZCD é de curso negativo: quando a tensão no pino cai abaixo de 1. Para resolver esta incompatibilidade. a trava PWM é acionada e o MOSFET é ligado.1 (50) Se o enrolamento auxiliar é usado também para abastecer o CI durante a operação normal. o circuito deve ser armado primeiro: antes de cair abaixo de 1. 2001). Paro isso. no entanto. equação 50 (ADRAGNA. 2001). tem de assegurar que a tensão entregue ao pino durante o período em que o MOSFET está desligado é suficiente para armar o circuito ZCD.8 1. a rede de auto-abastecimento exibida no esquema da figura 41 pode ser usada.1V. equação 49 (ADRAGNA. A relação de espiras do enrolamento auxiliar do primário.

Seja qual for a configuração do sistema de auto-abastecimento. um resistor conectado à corrente retificada) e ao circuito de auto-abastecimento (ver figura 39). Então. .003 242 80666k 80k 0. O pino é capaz de conduzir um MOSFET ou IGBT externo com corrente de 400mA.003 (51) Este pino incorpora também uma função de desativar. determina-se o resistor ligado a este pino pela equação 51 (ADRAGNA. Este pino é conectado externamente ao cicuito de start-up (geralmente. Pino 7 (GD) É a saída do L6562. Pino 8 (VCC) É a alimentação do CI. um capacitor será conectado entre o pino e o terra.77 Figura 41 – Rede de auto-abastecimento do L6562. Pino 6 (GND) Este pino será ligado ao terra. 2001). O valor mínimo do resistor limitador pode ser encontrado assumindo 3mA de corrente através do pino e considerando a tensão máxima (valor absoluto) em todo o enrolamento auxiliar. O dispositivo será encerrado se a tensão no pino é forçada externamente abaixo de 150mV. R5 Virms (max) 0. Fonte: Adragna (2001).

um valor adequado para R7 é 470k. Isto permite o uso de resistores de star-up de valores altos (centenas de kOhms). . o consumo de energia do disposivo irá aumentar consideravelmente. Se a tensão no pino excede 18V. Abaixo deste valor o dispositivo não entra em funcionamento e consome menos de 90mA de Vcc. Nesse caso. um diodo zener interno será ativado a fim de bloquear a tensão. o que reduz o consumo de energia e otimiza a eficiência do sistema na situação de baixa carga. a tensão deve exceder o limite de start-up (13V máximo).78 Para iniciar o L6562. Então.

Figura 42 – Esquema elétrico do controlador de potência implementado. Fonte: O Autor (2011).79 APENDICE E A Figura 42 mostra o esquema elétrico do controlador de potência implementado. .

a área quadrada azul em destaque mostra o circuito de feedback (H) que seria utilizado caso não fosse possível a aquisição do CI TSM1052. .80 Na Figura 42.