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Capítulo 6

Valores próprios e vectores próprios
6.1 Encontrar os valores e vectores próprios das seguintes matrizes:
a)






−1 8
0 3
b)








2 4
9 10
c)






0 4
3 0
d)






− −
2 1
7 2
e)






0 0
0 0
f)






1 0
0 1
6.2 Sabendo que as matrizes do exercício precedente representam transformações lineares
T R R :
2 2
→ , represente as rectas que se transformam em si próprias por aplicação de T.
6.3 Encontrar os valores próprios e os vectores póprios para as seguintes matrizes:
a)












1 0 2
0 1 2
1 0 4
b)
]
]
]
]
]




2 1 1
0 1
5 0 3
5
1
c)
]
]
]
]
]


− −

4 5 19
0 2 6
1 0 2
d)
]
]
]
]
]

− −


1 13 4
0 3 1
1 0 1
e)
]
]
]
]
]

− 0 1 7
0 1 1
1 0 5
f)
]
]
]
]
]


− −
2 0 1
8 1 0
2 6 5
6.4 Encontrar os valores próprios e bases para os espaços próprios das seguintes matrizes:
a)
]
]
]
]
]
]


1 0 0 0
0 2 1 0
0 1 0 1
0 2 0 0
b)
]
]
]
]
]
]

− −


2 1 0 0
7 2 0 0
0 0 2 4
0 0 9 10
6.5 Seja T R R :
2 2
→ uma transformação linear definida por
T a a x a x a a a a a x a a x ( ) ( ) ( ) ( )
0 1 2
2
0 1 2 1 2 0 2
2
5 6 2 8 2 + + · + + − + + −
a) Encontrar os valores próprios da transformação.
b) Encontrar os espaços próprios da transformação.
6.6 Seja T M M :
, , 2 2 2 2
→ uma transformação linear definida por:
]
]
]


+
·

,
`

.
|
]
]
]

22 21 12
21 11 21
22 21
12 11
2
2
a a a
a a a
a a
a a
T
a) Encontrar os valores próprios de T.
b) Encontrar os vectores próprios de T.
6.7 Prove que a existência de um valor próprio λ = 0, para uma transformação linear T, é
equivalente ao facto de T ser não invertível.
6.8 Quais as dimensões dos espaços próprios de cada uma das matrizes:
a)






1 1
1 1
b)










− −
− −

2 2 2
2 1 4
2 4 1
c)










1 1 1
1 1 1
1 1 1
d)










3 3 0
3 3 0
0 0 6
e)












0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 4 4
0 0 4 4
nota- não calcule os vectores próprios.
6.9 Encontre as matrizes unitárias que diagonalizam
a)






3 1
1 3
b)






− 1
1
i
i
c)










− −

− −
23 0 36
0 3 0
36 0 2
d)






a b
b a
em que a e b ≠ 0 são reais.
6.10 Seja ξ ξ ξ = ( , )
1 2
, com ξ
1
0 ≠ e ξ
2
0 ≠ , tal que ξ =1, usando a norma proveniente
do produto interno usual em R
2
; considere a representação de ξ em termos de um vector
coluna ,






=
2
1
ξ
ξ
ξ , e defina uma matriz R de tipo 2 2 × através de [ ]
2 1
2
1
ξ ξ
ξ
ξ
ξξ






= =
T
R .
1. Mostre que λ = 0 é um valor próprio de R e determine um vector próprio
correspondente, de norma unitária.
2. Determine um outro valor próprio de R e um vector próprio correspondente, de norma
unitária. (Lembre que ξ ξ ξ
2
1 = =
T
).
3. Seja U a matriz 3 3 × definida "por blocos " como segue:






=
1 2
1
T
R
U
ξ
ξ
Verifique que U U
2
= e mostre que se λ é valor próprio de R então também é de U.
4 A matriz










=
1 5 2 5
5 2 4 2
5 2 1
10
1
A é da forma de U com






=
5
2
5
1
ξ . Afirma-se que "A é
diagonizavel como matriz real".
a) Justifique a afirmação anterior
b) Concretize-a, indicando uma matriz diagonal Λ e uma ortogonal P tais que Λ = P AP
T
.
(Exames)
6.11 Para cada uma das seguintes matrizes:








4 3
2 1
,






− 3 1
1 1
,






− − 3 5
2 3
, diga,
justificando, se é verdadeira alguma das seguintes afirmações:
- A matriz é semelhante a uma matriz diagonal real.
- A matriz é semelhante a uma matriz diagonal complexa.
Se alguma destas asserções for verdadeira indique uma matriz de semelhança.
Nota: Diz-se que a matriz B é semelhante à matriz A se existir uma matriz invertível U
tal que B U AU =
−1
, recebendo U a designação de matriz de semelhança.
2. Seja A uma matriz complexa n n × tal que A A I * = , em que A A
t
* = (a transposta
conjugada da matriz que se obtém substituindo cada elemento de A pelo seu omplexo
conjugado).
Mostre que se λ é valor próprio de A então λ =1.
Sugestão: Comece por mostrar que, usando o produto interno usual de C
n
, se tem
Ax Ax x x , , = , para qualquer vector x C
n
∈ .
(Exames)
6.12 Considere a transformação linear F C C :
3 3
→ que, em relação à base canónica de
C
3
, tem representação matricial:










− =
1 0 0
0 0 1
0 1 0
A
Calcule os valores próprios e os vectores próprios de F e indentifique, justificando, se
existe uma base de C
3
em relação à qual a representação matricial de F sejadiagonal. Em
caso afirmativo, indique uma tal base, a correspondente representação matricial diagonal
Λ e a matriz mudança de base S tal que Λ = S AS
1
.
b) Resolva a alínea precedente para o caso em que F é definida como indicado, mas
substituindo C
3
por R
3
.
c) Prove que existe n N ∈ tal que F I
n
= e calcule o menor valor de n com esta
propriedade. Prove que A é não-singular e determine as matrizes A
k
, para todo o k Z ∈ ,
naturalmente considerando ( )
m
m
A A
1 − −
= , para m N ∈ .
(Exames)
6.13 Seja A=










4 3 3
2 3 2
0 0 1
.
1. Determine os valores e os vectores próprios de A.
2. Calcule a matriz P que representa, em relação à base canónica de R
3
, a projecção
ortogonal (utilizando o produto interno usual em R
3
) sobre o espaço próprio de A de
maior dimensão.
3. Represente-se por P
( ) α α α α
1 2 3 4
é matriz de permutação cuja linha i é e
i
α
, o elemento α
i
da
base canónica de R
4
, para i de 1 a 4. Calcule o determinante da matriz
P P
( ) ( ) 1243 3124
2 +
4. Sabendo que os valores reais γ e δ são tais que
1 2
1 1
1 2
1
γ
δ
δ γ +
=
calcule
1 2
2
2
γ
δ δγ δ δ
γδ γ γ
+
(Exames)
6.14 Considere o espaço linear V de todos os polinómios, em que as operações de adição
de polinómios e multiplicação por um escalar são as operações usuais num espaço de
funções. Sejam T, S duas transformações lineares de V em V definidas por: para qualquer
p V ∈
T p x
dp
dx
x x R
S p x xp x x R
( )( ) ( )
( )( ) ( )
= ∈
= ∈


1. Mostre que TS ST I
V
− = , em que I
V
representa a identidade em V.
2. Use a alínea anterior para mostrar que não existe p V ∈ tal que p é simultaneamente
vector próprio de T e de S.
(Exames)
6.15 Considere a trnasformação linear T R R :
3 3
→ que em relação à base canónica de R
3
tem a seguinte representação matricial:











=
2 0 1
0 3 0
0 1 4
A
1) Calcule os valores próprios da transformação assim como os correspondentes espaços
próprios.
2) Indique justificando se existe uma base de R
3
em relação à qual a representação
matricial de T seja diagonal. Em caso afirmativo, indique uma base em relação à qual isso
se verifica.
6.16 Classificar as seguintes formas quadráticas, em definidas positivas, semidefinidas
positivas, definidas negativas, semidefinidas negativas ou indefinidas:
a) x y
2 2
+ b) − − x y
2 2
3 c) ( ) x y −
2
d) − − ( ) x y
2
e) x y
2 2
− f) xy
g) 3 3 2
2 2 2
x y z xz yz + + + + h) 3 3 2 8
2 2 2
x y z xz yz − − + +
i) 3 4 4 2 2
2 2 2
x y z xz yz xy + + − − −
6.17 Verificar a positividade do candidato a produto interno em P
2
:
p t q t a b a b a b a b a b a b a b ( ), ( ) = + + + + + + 3 4 2 2
1 1 2 2 3 3 1 3 3 1 2 1 1 2
em que p t a a t a t ( ) = + +
1 2 3
2
e q t b b t b t ( ) = + +
1 2 3
2
.
6.18 Classificar as seguintes matrizes, em definidas positivas, semidefinidas positivas,
definidas negativas, semidefinidas negativas ou indefinidas:
a)











1 0 0
0 2 0
0 0 3
b)











1 0 0
0 0 0
0 0 5
c)










1 0 0
2 9 0
1 7 6
d)













1 9 8
0 3 7
0 0 4
6.19
Encontrar formas canónicas reais para as matrizes do problema 6.3 que não sejam
diagonalizavéis
6.20 Encontrar formas canónicas de Jordan para as seguintes matrizes:
a)






2 1
0 2
b)








1 1
3 2
c)










2 1 0
0 2 0
0 0 3
d)










− −


1 13 4
0 3 1
1 0 1
6.21 Seja






=
d c
b a
A ,
a) Prove que A é diagonalizável numa matriz real se ( ) a d bc − + >
2
4 0
b) Prove que A não é diagonalizável numa matriz real se ( ) a d bc − + <
2
4 0
6.22 Mostre que se 0 < < θ π, então:







=
θ θ
θ θ
cos sin
sin cos
A
não tem valores próprios reais, dê uma interpretação geométrica desse facto quando A
representa uma transformação linear na base canónica de R
2
.

9 Encontre as matrizes unitárias que diagonalizam 0 − 36  −2 3 1  1 i a b   − 3 0  d)  a)   b) − i 1 c)  0  em que a e b ≠ 0 são reais.  1 3   b a  − 36 0 − 23   6.  .A matriz é semelhante a uma matriz diagonal real. 4 4 0 0 0 0 0 0 0 0  0  0 6. Mostre que λ = 0 é um valor próprio de R e determine um vector próprio correspondente. . Afirma-se que "A é 10   5  5 2 5 1    diagonizavel como matriz real". a) Justifique a afirmação anterior b) Concretize-a. Seja U a matriz 3 × 3 definida "por blocos " como segue: 1  R ξ U=  T 1 2 ξ  2 Verifique que U = U e mostre que se λ é valor próprio de R então também é de U. se é verdadeira alguma das seguintes afirmações: .10 Seja ξ = ( ξ1 . (Exames) 2  − 1 2  1 1  3 6. usando a norma proveniente do produto interno usual em R 2 . Determine um outro valor próprio de R e um vector próprio correspondente.não calcule os vectores próprios. considere a representação de ξ em termos de um vector ξ1  ξ1  coluna . de norma 2 unitária. de norma unitária. 3. tal que ξ = 1.     . com ξ1 ≠ 0 e ξ 2 ≠ 0 . (Lembre que ξ = ξ T ξ = 1). indicando uma matriz diagonal Λ e uma ortogonal P tais que Λ = P T AP . − 3 4 − 1 3 − 5 − 3 justificando. . ξ 2  ξ 2  1. Se alguma destas asserções for verdadeira indique uma matriz de semelhança. 1 2 5  15   1  4 A matriz A = 2 4 2 5  é da forma de U com ξ =  2  . 2.A matriz é semelhante a uma matriz diagonal complexa. ξ 2 ) . diga.11 Para cada uma das seguintes matrizes:  . ξ =   .4  1 −4 2  1 1 1 6 0 0 4 1 1 a)  b) − 4 1 − 2 c) 1 1 1 d) 0 3 3 e)         0 1 1  2 − 2 − 2 1 1 1 0 3 3        0 nota. e defina uma matriz R de tipo 2 × 2 através de R = ξξ T =  [ξ1 ξ 2 ] .

a correspondente representação matricial diagonal Λ e a matriz mudança de base S tal que Λ = S1 AS . Sugestão: Comece por mostrar que. se existe uma base de C 3 em relação à qual a representação matricial de F sejadiagonal. tem representação matricial:  0 1 0 A =  − 1 0 0    0 0 1   Calcule os valores próprios e os vectores próprios de F e indentifique.12 Considere a transformação linear F: C 3 → C 3 que. para i de 1 a 4. Sabendo que os valores reais γ e δ são tais que γ 1 2 δ 1 1 =1 1 δ+γ 2 .Nota: Diz-se que a matriz B é semelhante à matriz A se existir uma matriz invertível U tal que B = U −1 AU .    3 3 4   1. para todo o k ∈ Z . b) Resolva a alínea precedente para o caso em que F é definida como indicado. para m ∈ N . a projecção ortogonal (utilizando o produto interno usual em R3 ) sobre o espaço próprio de A de maior dimensão. mas substituindo C 3 por R3 . o elemento α i da base canónica de R 4 . em relação à base canónica de R3 . em relação à base canónica de C 3 . Em caso afirmativo. c) Prove que existe n ∈ N tal que F n = I e calcule o menor valor de n com esta propriedade. Calcule a matriz P que representa. usando o produto interno usual de C n . 3.13 Seja A= 2 3 2 . Calcule o determinante da matriz P(1243) + 2 P(3124) 4. (Exames) m  1 0 0 6. (Exames) 6. Ax = x . x . Determine os valores e os vectores próprios de A. indique uma tal base. Represente-se por P(α1α 2 α 3α 4 ) é matriz de permutação cuja linha i é eα i . justificando. naturalmente considerando A− m = (A−1 ) . para qualquer vector x ∈ C n . recebendo U a designação de matriz de semelhança. em que A* = A t (a transposta conjugada da matriz que se obtém substituindo cada elemento de A pelo seu omplexo conjugado). Prove que A é não-singular e determine as matrizes A k . 2. Seja A uma matriz complexa n × n tal que A * A = I . se tem Ax . Mostre que se λ é valor próprio de A então λ = 1. 2.

S duas transformações lineares de V em V definidas por: para qualquer p ∈V dp T ( p)( x ) = ( x )∀x ∈ R dx S( p)( x ) = xp( x )∀x ∈ R 1. em definidas positivas. em definidas positivas. (Exames) 6. 2.14 Considere o espaço linear V de todos os polinómios. semidefinidas positivas. definidas negativas.15 Considere a trnasformação linear T : R3 → R3 que em relação à base canónica de R3 tem a seguinte representação matricial:  4 1 0 A =  0 3 0    − 1 0 2   1) Calcule os valores próprios da transformação assim como os correspondentes espaços próprios.17 Verificar a positividade do candidato a produto interno em P2 : p(t ). 2) Indique justificando se existe uma base de R3 em relação à qual a representação matricial de T seja diagonal. em que as operações de adição de polinómios e multiplicação por um escalar são as operações usuais num espaço de funções.18 Classificar as seguintes matrizes.16 Classificar as seguintes formas quadráticas. semidefinidas negativas ou indefinidas: a) x 2 + y 2 b) − x 2 − 3 y 2 c) ( x − y ) 2 d) − ( x − y )2 e) x 2 − y 2 f) xy g) 3 x 2 + y 2 + 3z 2 + 2 xz + yz h) 3 x 2 − y 2 − 3z 2 + 2 xz + 8 yz i) 3 x 2 + 4 y 2 + 4 z 2 − 2 xz − yz − 2 xy 6. semidefinidas negativas ou indefinidas: . indique uma base em relação à qual isso se verifica. Use a alínea anterior para mostrar que não existe p ∈V tal que p é simultaneamente vector próprio de T e de S. em que IV representa a identidade em V. q(t ) = 3a1b1 + 4 a2 b2 + a3 b3 + a1b3 + a3 b1 + 2 a2 b1 + 2 a1b2 em que p(t ) = a1 + a2 t + a3t 2 e q(t ) = b1 + b2 t + b3t 2 . 6. Em caso afirmativo. semidefinidas positivas. Sejam T.calcule 1 2 δ δγ + δ 2 γδ γ (Exames) γ 2δ γ 6. Mostre que TS − ST = IV . 6. definidas negativas.

3 que não sejam diagonalizavéis 6. dê uma interpretação geométrica desse facto quando A representa uma transformação linear na base canónica de R 2 . .0 3 0 0 − 5 0 0 6 7 1  − 4 0 0 − 2 0 b)  0 0 0 c) 0 9 2 d)  7 − 3 0  a)         0 0 1   0 0 1 0 0 1  8 9 − 1         6.22 Mostre que se 0 < θ < π .20 Encontrar formas canónicas de Jordan para as seguintes matrizes:  3 0 0  −1 0 1   2 0 2 − 3 0 2 0 d)  − 1 3 0  a)   b) 1 − 1 c)     1 2    0 1 2  − 4 13 − 1     a b  6.19 Encontrar formas canónicas reais para as matrizes do problema 6.21 Seja A =  . então: cosθ − sinθ  A=   sin θ cosθ  não tem valores próprios reais. c d  a) Prove que A é diagonalizável numa matriz real se ( a − d )2 + 4 bc > 0 b) Prove que A não é diagonalizável numa matriz real se ( a − d )2 + 4 bc < 0 6.