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ROLÃO PRETO E OS FASCISTAS LUSITANOS

Em 1933, o movimento nacional-sindicalista cresce vertiginosamente, chegando a assustar Salazar e a União Nacional.

Em 1932 era criado o Movimento Nacional-Sindicalista, uma organização fascista que herdava a sua coluna vertebral ideológica do Integralismo Lusitano e efectivos oriundos de outras organizações entretanto desactivadas, como a Cruzada Nun Álvares e a Liga Nacional 28 de Maio. Em Fevereiro de 1932, um grupo de estudantes fascistas, quase todos provenientes do sector estudantil do Integralismo Lusitano, fundava o jornal Revolução. Pouco depois, lançavam uma ponte com a geração mais velha, convidando Rolão Preto para seu chefe. No Verão desse ano, era lançado o MNS, que conseguiu captar uma parte significativa da juventude radicalizada à direita, com uma razoável influência nos jovens «tenentes» das Forças Armadas. Os pilares ideológicos do nacional-sindicalismo eram a defesa do corporativismo (o lançamento, ainda que tímido, do Estado corporativo por Salaz ar esvaziará de conteúdo muitas das suas críticas) e de um Estado totalitário à semelhança do italiano de Mussolini.

O desafio a Salazar Salazar era criticado por ser um «homem do centro», quando «os chefes das nações que se estão libertando das ruínas europeias vestem por toda a parte, como signo da sua fé nas virtudes militares, uma farda ou uma camisa de combate». A União Nacional era uma organização de «burgueses pançudos» e «apáticos», que tinha como critério de recrutamento «o das antigas influências políticas e das fortunas, a respeitabilidade social, a vetustez das idades». «Absolutamente incapazes para a acção e para a luta que constituem as necessidades da hora actual.» Porém, o tom geralmente usado era menos cáustico, insistindo no desafio à unidade na acção. Na cobertura que o oficial Diário da Manhã faz do grande «banquete» nacional-sindicalista no Palácio da Exposição (Pavilhão do Parque Eduardo VII), em Lisboa, a 18 de Fevereiro de 1933, que reuniu mais de 700 adeptos do movimento, referem-se elogios a Salazar de Rolão Preto, que termina o seu discurso com um desafio ao Presidente do Conselho: «Sr. Dr. Oliveira Salazar: oiça Vossa Excelência a alma portuguesa que vibra; oiça os votos da nossa mocidade e, se quer,

Em vésperas do 28 de Maio de 1933, Rolão Preto garante, nas páginas do vo u ão, apoiar o governo da Ditadura e Salazar: «O seu actual Chefe, a quem a nação já deve uma obra de restauração financeira notável, cuja rápida e ecução espantou o mundo, acha-se ligado a declaraç es públicas, várias vezes repetidas, que são para nós o mais seguro penhor de que o nosso esforço encontra o aplauso do Poder e devemos esperar dele próximas realizaç es legislativas que nos auxiliem na árdua tarefa de transformar totalmente o meio social português.»
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O N e a União Nacional Em poucos meses, os nacionais -sindicalistas atingem um número de efectivos idêntico ao da União Nacional, que, segundo António Costa Pinto ( s Ca sas A u s), O superavam em praticamente metade dos distritos, entre eles alguns dos mais importantes, como Lisboa, Braga e Coimbra.
A a ja a est! (em português: Os dados estão lançados ) é uma expressão latina traduzida, comummente, como A sorte está lançada .
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Ora a União Nacional é o partido único do regime. Daí a necessidade de negar para garantir a sua própria existência que o nacional-sindicalismo seja uma organização política rival da UN. A primeira página do Revolução de 26 de Maio de 1933 é toda ocupada por uma declaração firmada por Rolão Preto, intitulada «Nós e a União Nacional», que busca essa justificação: «A ofensiva contra o nacionalsindicalismo continua temerosa e activa em certos sectores da política nacional», começa o artigo. «Agora ( ) o que se pretende atacar é a nossa posição para com a União Nacional, única força política da situação.» Prossegue afirmando o nacionalsindicalismo como um «movimento de ideias económico-sociais», que «não é e nunca foi, nem de perto, nem de longe, uma formação de carácter político». Rolão Preto delimita «o nosso campo de actividade» no «estudo e na propaganda das soluções económicas e sociais para os problemas que são o pesadelo do gravíssimo momento histórico que estamos atravessando». A organização nacional-sindicalista é justificada pela necessidade de «editar livros, publicar jornais e folhetos, prover enfim às necessidades de estudo e propaganda». A criação da milícia dos «camisas azuis» não é negada, mas justificada como forma de se protegerem «das violências dos contrários», «para apoiar com nossos braços os oradores das nossas conferências e dos nossos comícios». Tal defesa e apoio necessitava sujeitar-se a uma técnica de combate sem a qual seria baldada e inútil. Rolão Preto declara que a sua intenção é «conciliar as duas tendências» (NS e salazarista) «dentro de posições próprias embora servindo sob a mesma bandeira da Revolução Nacional». Para isso, assegura que os nacionais-sindicalistas servem «a Ditadura e a Nação dentro da única organização política criada pela Revolução». «Aqueles que entendiam de seu dever militar no campo da política eram convidados por nós a aceitar o seu lugar na UN.»

Prin ípios do Nacional -Sindicalismo ortugal é eterno; a átria é uma realidade imposta pela Terra, pelo Clima, pela íngua, pelos Costumes, pela Raça, pela História; a Nação é uma realidade económica indispensável à vida humana, social -económica e política. O Equilíbrio Social ortuguês e a Justiça equitativa na Vida dos ortugueses dependem exclusivamente de uma Orgânica Nacional definida na utoridade forte independente e na Nação Organizada através dos seus grupos administrativos, sociais e económicos. Família indissolúvel, protegida e dignificada, é a primeira célula social e tem de ser a base da organização administrativa, descentralizada e fiscalizada, da Freguesia, do Município e da rovíncia. V O Trabalho é um Dever Nacional Trabalho de nteligência e da Técnica, da ropriedade, do Capital e da Mão -de-Obra. O Trabalho tem de ser organizado nos Sindicatos rofissionais pela Sindicalização Obrigatória de todos os Trabalhadores. V Tudo é rodução. rodução tem de ser o conjunto orgânico de todos os rodução tem de ser organizada e coordenada elementos que para ela concorrem. pelas Corporações. ropriedade privada e o Capital privado têm uma função social V imprescritível como a Técnica e a Mão-de-Obra têm a sua. ossuir é um Direito natural, mas é necessário que a extensão da posse seja definida e limitada em função da sua utilidade social. Economia Nacional pública e privada tem de ser disciplinada e orientada V pelo Estado Técnico que deve dirigi-la e intervir nela sempre que essa necessidade se imponha para o bem comum e colectivo. Os Grandes Meios de rodução têm de ser nacionalizados sempre que essa V necessidade se imponha ao bem comum e colectivo, ao equilíbrio e justiça social. X ssembleia Nacional tem de ser unicamente constituída pelos representantes dos Municípios, das rovíncias, pelo Conselho da Economia Nacional e por delegações das forças morais e espirituais da Nação. X O Estado tem de confundir-se com a Nação. O Estado Nacional-Sindicalista será um Estado de Trabalhadores e só de Trabalhadores, garantindo a todos os ortugueses que trabalham os justos Seguros Sociais através dos Sindicatos e das Corporações, sempre que as condições de Vida o exijam. ublicado várias vezes no jornal «Revolução». (Mantivemos a profusão de maiúsculas iniciais do texto original, só actualizando a grafia).
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À conquista da rua A afirmação pública do nacional-sindicalismo passa por uma campanha de comícios e desfiles. Longamente preparado, o primeiro grande comício, eufemísticamente anunciado como «banquete de homenagem ao dr. Rolão Preto», realiza -se em Lisboa, no pavilhão do Parque Eduardo VII, no sábado 18 de Fevereiro de 1933. O Revolução de segunda-feira seguinte titula, entusiástico: «No caminho da vitória». O banquete é reivindicado como «a maior manifestação política do seu género de que há memória

no país», onde «730 nacionalistas prestaram a sua homenagem às reivindicações económico-sociais do Nacional-Sindicalismo». Menos de três meses de pois, a 7 de Maio, no Palácio de Cristal do Porto (hoje, Pavilhão Rosa Mota), novo «banquete». Desta vez, o Revolução de 8 de Maio assevera: «O Porto respondeu a Lisboa. O Chefe do Nacional -Sindicalismo reuniu em sua volta mais de seis mil e duzentas pessoas, cheias de entusiasmo e fé de certeza na nossa vitória». Antes do banquete realizou -se uma parada onde «o Sr. Dr. Rolão Preto passou revista a mil nacionais-sindicalistas que envergaram a honrosa camisa de ganga dos trabalhadores.» No editorial deste número do «diário nacional-sindicalista da tarde», lançam-se algumas farpas ao salazarismo e ao seu chefe: «O nacional-sindicalismo não é uma doutrina inventada friamente e friamente esboçada num gabinete de trabalho.» E fazem-se afirmações de força: «O nacional-sindicalismo é a expressão contemporânea e humana do nacionalismo português. ( ) Somos uma realidade com que é necessário contar-se somos uma certeza.» A campanha de comícios culmina com uma nutrida presença nas comemorações do 28 de Maio em Braga. «Cerca de 3000 camisas azuis do Norte de Portugal prestaram ontem, em Braga, homenagem à memória do glorioso marechal Gomes da Costa, gritando com o entusiasmo de que só a sua mocidade é capaz: Viva a Ditadura Militar!» Reivindicar no aniversário do 28 de Mai o o «glorioso marechal», apeado ao fim de dois meses de Ditadura, não é politicamente inocente: significa não reivindicar os chefes da Ditadura que lhe sucederam e actualmente ocupam o poder, significa postular-se como herdeiros e líderes alternativos do regime saído do 28 de Maio. Aliás, nos comícios nacional-sindicalistas sentava-se invariavelmente na mesa de honra o general João de Almeida, o seu «eterno candidato à chefia da Ditadura», nas palavras de António Costa Pinto. A partir de Maio de 1933, os confrontos de rua envolvendo nacionais -sindicalistas começam a generalizar-se. No comício de Coimbra de 21 de Maio, os nacionais sindicalistas idos de Lisboa de comboio e em camionetas foram alvo de uma «espera» por manifestantes antifascistas. Nas refregas que se seguiram, vários NS ficaram feridos. Rolão Preto e um grupo dos seus partidários foram obrigados a refugiar -se no Hotel Avenida, de onde só saíram sob escolta policial e «debaixo de um coro do movimento. No seu livro já citado, A. Costa Pinto refe re «conflitos a tiro» em Ponte de Lima, Guimarães e Braga. E uma tentativa de um grupo de ferroviários de fazer descarrilar, em Ermesinde, o comboio onde seguiram os nacionais-sindicalistas em direcção à Braga, para as comemorações do 28 de Maio. Estes incidentes por detrás dos quais os dirigentes nacionais-sindicalistas imaginam ver uma provocação policial a mando dos chefes do regime serviram de

pretexto ao Governo para proibir uma grande manifestação comemorativa da batalha de Aljubarrota que os nacionais-sindicalistas estavam a organizar para Junho de 1933. Alberto de Monsaraz, o segundo dirigente mais destacado do MNS, anunciava uma concentração de 10 000 camisas azuis devidamente uniformizados um número porventura exagerado. O Ministério do Interior proibiu a manifestação.

A perseguiç o Houvesse ou não camisas azuis suficientes para tanta gente (ou gente para as camisas), Salazar reconhece o perigo e move uma perseguição encarniçada aos nacionais-sindicalistas. Após uma tentativa, frustrada por Carmona que a 7 de Junho recebera oficialmente Rolão Preto na Presidência e lhe garantira que «dentro da situação criada pelo 28 de Maio cabem em todos os nacionalistas» de substituir o ministro da Guerra, Salazar consegue colocar no Ministério do Inter ior um inimigo do nacional-sindicalismo, Antonino Gomes Pereira. A partir daqui, desencadeia a perseguição. A primeira arma é a censura. O Revolução, jornal do MNS, é suspenso diversas vezes e quando reaparece exibe os cortes dos censores. Já na edição de 29 de Março de 1933, na primeira página, sob o título «Ajudem -nos», apelava-se a uma campanha financeira para reparar os prejuízos sofridos com uma suspensão: «A suspensão a que fomos forçados pela Direcção de Censura causou-nos duros prejuízos que é urgente reparar. Revolução , jornal pobre, jornal de trabalhadores que vive exclusivamente dos seus assinantes e amigos, perdeu alguns contos de réis que lhe fazem falta.» E o artigo rematava: «Que todos nos ajudem, pois, com o pouco ou o muito que puderem.» Pouco depois da posse do novo ministro do Interior, a 24 de Julho de 1933, o Revolução é suspenso. Reaparece apenas, e por breves períodos, em Setembro. O Revolução dos Trabalhadores , que começara por ser uma secção do jornal para depois se transformar num suplemento dirigido aos trabalhadores, chegou a ser integralmente cortado pela censura. Seguem-se os encerramentos de sedes e a recusa de acesso a espaços públicos para realizar sessões. O Ministério do Interior, a partir do Verão, dá instruções aos governadores civis para que começassem a proibir os comícios e manifestações públicas dos nacionais-sindicalistas. O passo seguinte é organizar uma cisão pro-governamental. Desde o Verão que, a partir de Coimbra, um «grupo de lentes» defende a aproximação a Salazar. Como forma de limitarem o poder de Rolão Preto e Alberto de Monsaraz, propõem a criação de um directório do movimento. Procuram aliciar Luís de Cabral Moncada para substituir Rolão Preto, mas este recusa. O grupo cisionista, através de José Cabral,
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propõe uma alteração aos estatutos que eliminava os cargos individuais de chefia e reconhecia Salazar como chefe único da Revolução Nacional. Rolão Preto cede na questão do directório, que é criado em Setembro, mas não chega a reunir porque o avolumar da crise e das perseguições salazaristas obriga à convocação de um congresso. Este reúne em 12 de Novembro de 1933. A questão central, a das relações entre os nacionais-sindicalistas e o regime de Salazar, era abordada por Alberto de Monsaraz, no documento de convocatória nos seguintes termos: «Pelo Poder, Contra o Poder, Sem o Poder?» Rolão Preto e Alberto Monsaraz saem vitoriosos do congresso. O União Nacional de 19 de Novembro (até aí um jornal regional NS de Leiria, mas que nesta altura, para tentar fugir às suspensões e dívidas do Revolução, se torna órgão central do movimento nacional-sindicalista) dá uma imagem de falsa unidade da organização e reforça o culto do chefe na pessoa de Rolão Preto, um «cérebro privilegiado», um «cérebro de chefe». Mas O Século de 15 de Novembro traz outra versão dos acontecimentos: «foi encarregado de toda a organização nacional-sindicalista o dr. José Cabral, deixando de existir, segundo se depreende da resolução, o lugar de Chefe que estava sendo desempenhado por Rolão Preto».

Rolão Preto, o verdadeiro «social-fascista» Francisco Rolão Preto nasceu em 1896. Estudante emigrado na Bélgica, aí começou a escrever, aos 17 anos, na revista monárquica A a Po tuguesa, influenciada pela A tion F an aise de Maurras. No diário integralista A Mona quia, pelo qual chegou a ser responsável em 1920, começa a escrever sobre a «questão social». No início dos anos 20 torna -se o responsável pela acção sindical do Integralismo Lusitano, que procura disputar o meio operário às influências anarquistas e socialistas. Desde 1922 é seduzido pelo fascismo italiano, de que admira sobretudo os métodos de actuação política, marcados pela acção. Apoiou o golpe falhado de 18 de Abril de 1925 e o 28 de Maio de 1926. Ligado a G omes da Costa, procura constituir uma milícia de apoio ao general. Durante a Ditadura Militar defendeu sempre a sua radicalização à direita, na senda do fascismo. Em 1932 criou o Movimento Nacional Sindicalista, que em pouco tempo conseguiu captar uma parte significativa da juventude radicalizada à direita, com uma razoável influência nas Forças Armadas. Rapidamente atingem um número de efectivos idêntico ao da União Nacional, que superavam em distritos importantes como Lisboa, Braga e Coimbra. Salazar reconhece o perigo e vai mover-lhes uma perseguição encarniçada, procurando cindir o movimento e captar parte dos seus quadros. A partir de Setembro de 1933, fecha-lhes as sedes, proíbe o seu órgão evo u ão e lança um jornal concorrente, o evo u ão Na iona , dirigido por um dissidente do MNS, Manuel Múrias, cria a organização Acção Escolar Vanguarda para disputarlhes o terreno na juventude e, finalmente, em Julho de 1934, manda prender e deportar para Espanha Rolão Preto e outro dos principais dirigentes nac ionais-sindicalistas, Alberto de Monsaraz. Após uma tentativa de golpe de Estado fracassada, em 1935, e da dissolução do seu movimento, Rolão Preto afasta-se do fascismo. Em 1945 vê na vitória trabalhista em Inglaterra a hipótese de recuperar uma espécie d fascismo «social». No póse guerra participa nas tentativas para derrubar Salazar, apoia a candidatura de Norton de Matos em 1949, e tenta lançar a de Quintão Meireles, em 1951, junto com os republicanos moderados. Em 1958, apoiou Humberto Delgado. Após o25 de Abril de 1974, ainda teria tempo de ser dirigente do PPM (Partido Popular Monárquico), antes de morrer em 1977. Poucos dias depois do congresso, o grupo cisionista encontrou com o ministro -se do Interior e com o próprio Salazar, a quem propôs mante a sua «autonomia e r organização independente» a troco da convergência com a União Nacional e do apoio ao Estado Novo. Mas Salazar não está a fim de convergências. Só há lugar para a submissão. De imediato, os cisionistas começam a ser aliciados para ocupa rem lugares no aparelho de Estado, no Instituto Nacional do Trabalho e Previdência (Amaral Pyrrait
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e Castro Fernandes) e noutros organismos corporativos, no Secreariado de t Propaganda Nacional, nos sindicatos nacionais. Em finais de 1933 é lançada a Acção Escolar Vanguarda, cujo primeiro presidente é um jovem nacional-sindicalista dissidente, Ernesto de Oliveira e Silva, para disputar ao NS o terreno na juventude, usando uma linguagem radical idêntica, convidando nazis alemães e fascistas italianos a escrever no Avante! o seu órgão. Salazar discursará na sessão pública inaugural da organização, no Teatro de S. Carlos, em Lisboa. A AEV será, de facto, sempre dirigida pelo Estado, através do Secretariado de Propaganda Nacional. António Eça de Queirós (filho do escritor), funcionário do SPN, é quem dirige efectivamente. Será ele, por exemplo, a representar a AEV no congresso internacional fascista de Montreux. Cumprida a sua função de ajudar a cindir o MNS, a AEV será, em 1936, integrada na Mocidade Portuguesa.
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IMPORTANTE:
O artigo apresentado é da autoria de António Simões do Paço e foi publicado no livro 1933 A Constituição do Estado Novo da colecção Os Anos em que Salazar governou . Assim, não é dispensável a leitura e análise do artigo no livro citado.

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