NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO

Manoel Philomeno de Miranda (Espírito) Obra psicografada por Divaldo Pereira Franco
ÍNDICE
Aborto e suas conseqüências 43 Ação e reação CX Ação fluídica (efeitos) LI, LII Alma e seus sucedâneos 8 Amor (O) XXXV, LXIV, LXXV, LXXXII, LXXXVII, CXI, CXIII, CXV, CXX, CXXIV, CXXIX, CLXXXVI Anfiteatro 38, 41, 42, 51, LXXVII Arquivo de nossos atos XLII, XLIII Casamento espírita 84, CLXXXIII Casos: - a família Soares 22, 23, 24, 26, 47, 66, 74, 76, 77, 78, 79, 83, 84 - a gestante abortista 42, 43, 44 - dr. Teofrastus 29, 41, 54, 60, 62, 63, 70, 86 - Guilherme 25, 28, 36 - Henriette Marie 55, 56, 57, 61, 63, 82, 86, 87 - o rapaz homossexual 52, 53 Causa e efeito CX Cidade da Flagelação 59 Como os Espíritos nos ajudam 26, 27, 58 Conceito de obsessão 13, IX, XI, XIII Consciência culpada LXVII, LXVIII, CXXI Consciência tranqüila CXXV Desobsessão (requisitos) 71, 72, CXXXV, CXXXIX Deus XLIX, LXXX Distúrbios mentais (causas) 6, LIX, LX, LXIII, LXV, LXVI Doutrinação de Espíritos 17, 71, 72, CXXXV Enfermidade simulacro 61 Equipes de desobsessão 15, 71, 72, CXXXV, CXXXIX Esclarecimento de Espíritos 17, 71, 72, CXXXV Espíritas verdadeiros CXXVII, CXXVIII Espiritismo (O) XCIX, C, CXXVI, CXXVII, CLXIX, CLXXV, CLXXVIII, CLXXIX, CLXXXI, CLXXXII Evangelho (O) 35, 79, 80, XIV, LXXIX, LXXX, LXXXVI, CXIV, CXIX, CXX, CLVI, CLXIV, CLXVIII, CLXIX Faculdade psi 5 Fatores predisponentes da obsessão 14, 34, II, XV, LXII, LXIII, LXV, LXVII, LXVIII Fé 87, CLXVIII Fracassos na vida (motivos) LXXXVII, LXXXVIII, XCVII, XCVIII, CXXXIII Freud e o sexo 48 Hipnotismo: - correntes 32 - origens 31 - processo e mecanismo 33, LVIII, LIX, LX, LXI, LXII, LXIX Homossexualismo 52, 53 Imortalidade da alma 2, 7 Inferno L, LVI, LVIII Inquisição católica (A) CV Jesus 35, 79, 80, XIV, LXXIX, LXXX, LXXXVI, CXIV, CXIX, CXX, CLVI, CLXIV, CLXVIII, CLXIX Julgamento na erraticidade 43, 44, 46 Justiça Divina 46, XLVIII, LXIV, LXXVI, CXVI, CXLV Kardec e seu século 7 Licantropia 44 Locomoção no plano espiritual 38

II

Mal (O) LXXXIII, XCII, XCV, CXVIII, CLXXIII, CLXXIV Médiuns e mediunidade 83, XXXVIII, XXXIX, LXXIV, CLX, CLXI, CLXXX Mesmer 31 Morte e vida XXXIII, CL, CLI Obsessão: - causas 1, 6, 10, 14, 16, LVIII, LIX, LX, LXII, LXIII, LXV, LXVI, LXVIII, CLVIII - conceito 13, IX, XI, XIII - conseqüências XLV, XLVI - fatores predisponentes 14, 34, II, XV, LXII, LXIII, LXV, LXVII, LXVIII - meios de prevenção LXIV, LXXII, LXXIII - profilaxia 16, XXII, XXIV, LXIV, LXX, LXXII, XC, CIII - sinais 12 - técnicas 30, 64, 69 - tipos 16 - tratamento 9, 11, 65, 72, III, VIII, X, XII, XIV, XVI, XXII, XXIII, LXX, CII, CLIX Obsessores 17, 30, 64, 69, XLIV Obsidiado 14, 18, VIII, X, XVI, XXIII, XCIII, CII, CXXXVI Ódio (O) XXXII, XXXIV, L, LXIII, LXXXI, LXXXII, CXIII, CXXII, CXXIV, CXLVIII, CLXXXV Oração (A) 15, 65, 87, XVIII, XIX, XXI, XCI, XCVI, CII, CXLIX, CLV, CLIX, CLXIV Origem deste livro 4 Paciência 72, 75 Pensamento XVII, XX, XLV, XLVI, XLVII, LIII, LIV, LV, LVI, LVIII, LIX, LX, LXI, LXX, LXXI, LXXII Perdão (O) 68, LXXXIII, LXXXIX, CIX, CXII, CXLVI, CXLVII, CXLIX Perispírito (adensamento) 40 Perseverança 72 Pesquisadores famosos 2 Pesquisas sobre a imortalidade 2, 7 Por que fracassamos? LXXXVII, LXXXVIII, XCVII, XCVIII, CXXXIII Por que sofremos? 73, 81, LXXXVII, LXXXVIII, XCV, CVI, CVIII, CXVII, CXXIII, CXXX, CXLII, CXLIII Prece (A) 15, 65, 87, XVIII, XIX, XXI, XCI, XCVI, CII, CXLIX, CLV, CLIX, CLXIV Profilaxia da obsessão 16, XXII, XXIV, LXIV, LXX, LXXII, XC, CIII Programação reencarnatória 60, 62, 63, 85, 86, 87, CLXXXVIII Psicovibrômetro 39 Quimbanda 50 Resignação (importância) CVII Reuniões de desobsessão 15, 71, 72, CXXXV, CXXXIX Reuniões espíritas 20, 21, XXV, XXVI, XXVII, XXVIII, XXX Século de Kardec (O) 7 Sexo e seus problemas 48 Sinais da obsessão 12 Sintonia e obsessão LXV, CLXVII Socorro espiritual 26, 27, 58 Sofrimento (causas) 73, 81, LXXXVII, LXXXVIII, XCV, CVI, CVIII, CXVII, CXXIII, CXXX, CXLII, CXLIII Solidariedade e trabalho XXIX, LXXVIII, CLXXXVII Sono XXXVI, XXXVII Técnicas usadas pelos obsessores 30, 64, 69 Trabalho e solidariedade XXIX, LXXVIII, CLXXXVII Transfiguração 37 Transporte no plano espiritual 38 Tratamento da obsessão 9, 11, 65, 72, III, VIII, X, XII, XIV, XVI, XXII, XXIII, LXX, CII, CLIX Umbral 19, 41 Vida e morte XXXIII, CL, CLI Violência CX, CLIII

NOS BASTIDORES DA OBSESSÃO
Manoel Philomeno de Miranda (Espírito) Obra psicografada por Divaldo Pereira Franco

III

1a Reunião
Objeto do estudo: Exórdio, Prolegômenos e Examinando a obsessão, págs. 7 a 32.

Questões para debate
A. Que é “faculdade psi”? (Obra em estudo, pp. 15-16. Ver item 5 do texto abaixo.) B. Vultos da Ciência também pesquisaram os fatos espíritas? (Idem, pp. 8-9, 18-19-20. Ver itens 2, 7
e 8 do texto abaixo.)

C. Quais as causas dos distúrbios mentais? (Idem, pp. 17-18. Ver item 6 do texto abaixo.) D. Como podemos conceituar a obsessão? (Idem, pp. 7, 9, 28-29. Ver itens 1, 3 e 13 do texto abaixo.) E. Por que as obsessões existem? (Idem, pp. 21-22-23. Ver itens 9 e 10 do texto abaixo.) F. Que sinais a obsessão apresenta? (Idem, pp. 27-28. Ver item 12 do texto abaixo.) G. Quais são os fatores predisponentes da obsessão? (Idem, pp. 30-31-32. Ver item 14 do texto abaixo.) H. Como devem ser tratados os processos obsessivos? (Idem, pp. 24 a 27. Ver item 11 do texto abaixo.)

Texto para consulta
1. A obsessão - Diz Allan Kardec que pululam em torno da Terra os maus Espíritos, por causa da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos faz parte dos flagelos que se abatem sobre a Humanidade neste mundo. A obsessão, que é um dos efeitos dessa ação, deve pois ser considerada como provação ou expiação e assim ser aceita. (Exórdio, pág. 7) 2. Pesquisas sobre a imortalidade - As pesquisas sérias em torno da realidade do espírito remontam ao Barão von de Guldenstubbé, em 1855. Nos Estados Unidos, em 1856, o professor Robert Hare, lente de Química na Universidade da Pensilvânia, também concluiu pela realidade do espírito e sua sobrevivência à morte. Assim tem acontecido com todos os pesquisadores sérios que se dedicaram à observação e ao estudo do fenômeno. Tornaram-se famosas as experiências psiquiátricas realizadas, nos Estados Unidos, pelo Dr. Carlos Wickland, que se valia de sua própria esposa, como médium, para a realização da desobsessão. Charcot, em Salpêtrière, teve também contato com a manifestação de espíritos através da médium Alcina, incorporada certa vez pelo espírito de Galeno, mas preferiu silenciar-se, por comodismo e receio da realidade da vida imperecível. (Exórdio, págs. 8 e 9) 3. O pioneirismo de Kardec - Foi com Allan Kardec que, conhecidos os mecanismos da mediunidade, pôde ser elaborada a terapêutica adequada para ser aplicada em obsidiados e obsessores. Para isso, a publicação, em janeiro de 1861, de "O Livro dos Médiuns" foi fundamental. Não obstante, a obsessão se alastra como uma epidemia, por toda a Terra, como jamais se viu em qualquer época. (Exórdio, pág. 9) 4. A origem deste livro - Todos os fatos narrados no livro sob estudo aconteceram nos anos de 1937 e 1938, em Salvador (BA), quando Manoel Philomeno de Miranda ainda se encontrava encarnado. Algumas das personagens ali comparecem através de pseudônimos. O autor revela que possuía grande facilidade para libertar-se dos liames corporais, em estado de lucidez. Ao retornar ao corpo, as lembranças eram conservadas intactas, e o mesmo se dava com diversos companheiros daquelas atividades. Mais tarde, as tarefas tornaram-se mais complexas e o Plano Espiritual procedeu à censura das lembranças, para que a vida material dele e dos amigos não fosse afetada pelas recordações. Assim, só depois de sua desencarnação é que pôde ele reunir todos os apontamentos de que carecia para escrever este livro, para o que contou com o auxílio do amigo José Petitinga e de outras entidades de grande elevação espiritual. O objetivo da obra – dada a lume pela Editora da FEB em 1970 – é cooperar com os que lidam com a mediunidade, na área da desobsessão. (Exórdio, págs. 10 a 13) 5. A faculdade "psi" – Os modernos pesquisadores têm surpreendido, paulatinamente, as realidades do mundo extrafísico. Ligados, porém, aos velhos preconceitos científicos, denominam a faculdade através da qual veiculam tais fatos pelo nome genérico de "psi". O "psi" é uma designação que dá elasticidade quase infinita

IV

aos recursos plásticos da mente, tais como o conhecimento do passado, o conhecimento de ocorrências no mundo exterior e as percepções do futuro. Ficam desse modo explicadas a telepatia, a clarividência e a presciência. Mas existe uma multidão de fenômenos que não podem ser explicados apenas pelos recursos da mente, senão através da aceitação tácita de uma força externa inteligente, com vontade própria, que atua no sensitivo, a este conferindo tais possibilidades, como se dá nos fenômenos intelectuais (como a xenoglossia) e nos fenômenos de efeitos físicos (pneumografia, telecinesia e outros). (Prolegômenos, págs. 15 e 16) 6. Causas dos distúrbios mentais - Tratadistas afeitos a esses estudos atribuem grande parte dos distúrbios mentais à "tensão" das horas em que vivemos, elevando, cada dia, o número dos perturbados. Citam ainda os casos de procedência fisiológica, da hereditariedade, de vírus e germens, as seqüelas da epilepsia, da tuberculose, das febres reumáticas, da sífilis, os traumatismos e choques que se encarregam de contribuir larga e amplamente para a loucura. Esses fatores não podem, de fato, ser relegados a segundo plano. Todavia, além desses, que dão origem a psicoses e neuroses lamentáveis, outros há que somente podem ser explicados pela Doutrina Espírita, no capítulo da obsessões estudadas por Allan Kardec, devendo-se lembrar que os fenômenos de perturbações mentais têm-se dado em todas as épocas, como ocorreu nos tempos do Cristianismo nascente, em que Jesus foi requisitado várias vezes a libertar os obsidiados, cujos obsessores ele chamava de "espíritos imundos". (Prolegômenos, págs. 17 e 18) 7. O século de Kardec - Todos os grandes pensadores, escritores, filósofos e doutores da Igreja são unânimes em atestar as realidades da vida além da carne. Das primeiras lutas entre o Empirismo e o Racionalismo à Era Atômica, filósofos e cientistas não ficaram indiferentes aos Espíritos. No século XIX, fadado por suas conquistas a servir de base ao futuro, a sobrevivência mereceu por parte de psicólogos e psiquistas o mais acirrado debate, inaugurando-se a época das investigações controladas cientificamente. Foi nesse período que Kardec codificou o Espiritismo, calcado em fatos devidamente comprovados, oferecendo uma terapêutica segura para as alienações torturantes, repetindo as experiências de Jesus junto aos endemoninhados e enfermos de toda ordem. O Codificador classificou como obsessão a grande maioria dos distúrbios psíquicos e elaborou processos de tratamento do obsidiado, estudando as causas anteriores das aflições à luz da reencarnação. (Prolegômenos, págs. 18 e 19) 8. Os sucedâneos para a alma - As experiências na Europa e na América em torno da comunicabilidade dos Espíritos foram exaustivas, mas o preconceito fez com que, no lugar de alma, fossem criados sucedâneos, tais como: "dínamo-psiquismo", segundo Gustave Geley; "consciência profunda", segundo Pauley; "enteléquias", segundo Hans Driesch, o que persistiria mesmo com Charles Richet, pai da Metapsíquica, e depois com a Parapsicologia. (Prolegômenos, págs. 19 e 20) 9. Obsessão e Espiritismo - O conhecimento do Espiritismo, longe de facilitar o predomínio dos maus Espíritos, há de ter como resultado destruir esse predomínio, dando a cada um os meios de se pôr em guarda contra as sugestões deles. Esse é o pensamento de Kardec, que, convocado a atender obsidiados de variado jaez, utilizou-se dos eficientes métodos da Doutrina Espírita para libertá-los com segurança, através da moralização do Espírito perturbador e do sensitivo perturbado. (Examinando a obsessão, pág. 21) 10. Causas da obsessão - Ensina Kardec que as causas da obsessão variam, de acordo com o caráter do Espírito. É, às vezes, uma vingança derivada de fatos ocorridos no passado. Outras vezes trata-se de pura inveja. A verdade é que sempre houve obsidiados na Terra, sendo clássicos os exemplos do rei Nabucodonosor II, obrigado a pastar como um animal, e de Nero, que via sua mãe Agripina e sua esposa Otávia, ambas assassinadas por sua ordem, a atormentálo. Não foi a mediunidade que deu origem às obsessões. A faculdade mediúnica é apenas um meio de os Espíritos se manifestarem. Na falta dela, fazem-no por diversas outras maneiras, mais ou menos ocultas. (Examinando a obsessão, págs. 22 e 23) 11. Tratamento da obsessão - Os meios de se combater a obsessão variam de acordo com o caráter que ela reveste. Kardec lembra que as imperfeições morais do obsidiado constituem, com freqüência, um obstáculo à sua libertação. Várias providências são importantes na terapia da obsessão: alta dose de renúncia e abnegação dos que se oferecem e se dedicam a esse mister;

tudo isso concorre para a instalação do processo obsessivo. visto que sua libertação depende muito dele mesmo. ibid. págs. Os altos índices da criminalidade de todos os matizes e as calamidades sociais espalhadas na Terra são alguns dos fatores predisponentes para as obsessões. É o que hoje ocorre como conseqüência do passado. a sexualidade atormentada. O campo obsessivo. sob o impositivo da Divina Justiça. Transmissão mental de cérebro a cérebro. a ira. noutra vida. entregues aos anestésicos do prazer e ao ópio da ilusão. que estabelece seja o verdugo jugulado à vítima. 27 e 28) 13. sente o espicaçar do remorso e abre as comportas do pensamento aos comunicados que logo advirão. o medo. 10) IV. Reencontrando-se. A assepsia moral do enfermo. dando ensejo a idéias negativas que virão. 24 a 27) 12. (M.P. o encarnado conduz em si mesmo os fatores predisponentes e preponderantes – os débitos morais a resgatar – que facultam a alienação. (M.. porém. modificação radical de comportamento do obsidiado. o impacto do desalinho espiritual em franco desenvolvimento – eis os sinais de que o indivíduo se encontra em processo imperioso e ultriz de obsessão pertinaz. 11) . Sinais de alerta . (Examinando a obsessão. Manifesta-se no início como inspiração sutil. Os crimes ocultos. oração sincera e fervorosa.M. até alcançar o clímax na possessão lamentável. uma força psíquica que interfira nos processos mentais. 28 e 29) 14. (Examinando a obsessão. a reeducação da sua vontade.P. Milhões de criaturas dormem o sono da indiferença. uma vontade que tente dominar nossa própria vontade. às vezes aos primeiros dias da concepção fetal.V conduta moral elevada dos envolvidos. distende lições e roteiros para os que se abeberam das suas fontes vitais. o egoísmo são estradas de acesso para os Espíritos atormentados. em caráter coercitivo.. Exórdio. obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas.. a soberba. tal como ocorre nas enfermidades orgânicas. a inveja. as terapias especiais para tão calamitoso mal. os desastres da emoção..... pág. 30 a 32) Frases e apontamentos importantes I. O tabagismo. 10) III. págs. (Examinando a obsessão. os abusos de toda ordem de uma vida ressurgem depois. uma inquietação crescente sem motivos reais. a alcoolismo. campo mental que se enfraquece. Ao encontrar sua vítima.) possui os antídotos. que pode alongar-se mesmo depois da morte. pois que se origina nos processos morais lamentáveis em que ambos os comparsas da aflição se deixaram consumir pelas vibrações negativas da criminalidade. desloca-se da mente para o departamento somático onde as imperfeições morais do passado deixaram suas marcas no perispírito. a obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de difícil erradicação. ibid. pág. 10) II. a avareza. pág. já que não há barreiras que os separem nem fronteiras reais. (M. assistência médica por causa do desgaste orgânico e psíquico do enfermo.Uma idéia torturante que teima em se fixar.P.. os estupefacientes. (Examinando a obsessão. o ciúme. tem início o comércio mental.. definidas. sedentos de comensais com os quais possam continuar o enganoso banquete do prazer fugido.M. pág. entre ambos..A etiologia das obsessões é complexa e profunda. de Miranda. a maledicência. Daí a importância dos esforços que o enfermo deve fazer para renovar-se intimamente.M.Segundo a definição de Kardec. ajuda dos Espíritos superiores. A Doutrina Espírita (. págs. (Manoel P.. obsessivo. a prática da oração. num verdadeiro programa evangélico bem disciplinado. É idéia negativa que se fixa. passes magnéticos. do mesmo modo que a glutoneria. edificam uma cidadela moral de defesa em volta do indivíduo. mesmo nos casos mais simples. Em toda obsessão. págs. O obsidiado . ibid. Repetindo Jesus. Estes dois mundos – o dos encarnados e o dos desencarnados – se interpenetram... Conceito de obsessão . sem que se possa prever quando terminará a obsessão.

ibid.P.. pág. As imperfeições morais do obsidiado constituem. (M. ibid.. 19) VIII. (Allan Kardec. conscientes ou inconscientes: a que se deriva da conduta moral. (M.P. (M.M. pág.M. todavia. pág. Os bons Espíritos nos atraem para o bem. (Allan Kardec. Transmissão mental de cérebro a cérebro. A obsessão..P. Encarcerado na indumentária carnal. 15) VI.. Os meios de se combater a obsessão variam de acordo com o caráter que ela reveste. precisariam de um tratamento moral. . (M.. A Codificação Kardequiana certamente não resolveu o "problema do homem". para atender às sagradas imposições da harmonia estabelecida pelo Excelso Legislador.M. pág.) possui os anticorpos e sucedâneos eficazes para operar a libertação do enfermo. o encarnado conduz em si mesmo os fatores predisponentes e preponderantes – os débitos morais a resgatar – que facultam a alienação. ibid. ibid. o homem se sentiu tão perturbado. ibid. tanto quanto o corpo necessita de ar puro para prosseguir na jornada. Sendo o obsidiado um calceta. ibid.P.P. pág. Uma força existe capaz de produzir resultados junto aos perseguidores encarnados ou desencarnados. exigindo terapia especializada de segura aplicação e de resultados que não se fazem sentir apressadamente. pág. (M. cultive a oração com carinho e o devotamento com que a mãe atende ao sagrado dever de amamentar o filho. 26) XIII. como na atualidade. Os maus nos impelem para o mal: é-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles. (Allan Kardec. prescreve como norma de conduta o Evangelho vivo e atuante – nobre Tratado de Higiene Mental – através de cujas lições haure o espírito vitalidade e renovação.. (Allan Kardec.. 32) XVII.. As relações dos Espíritos com os homens são constantes.P.. 31) XVI. um devedor. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.. pois que este ao próprio homem é pertinente. ibid. em intercâmbio ininterrupto nas diversas faixas que circulam a Terra.VI V. Muito embora os desvarios da razão estejam presentes nos fastos de todos os tempos. 28) XIV. Obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. ibid.. que procuram dominar. Em toda obsessão. é imprescindível que se disponha ao labor operoso pelo resgate perante a Consciência Universal.M.M. freqüentemente. 21) IX. o espírito tem necessidade de comunhão com Deus através da prece. pág. Examinando a obsessão. (M.P.. enquanto que com os tratamentos corporais os tornam verdadeiros loucos. Prolegômenos. a Doutrina Espírita. 25) XII. 36) XIX. pág... muitos há que apenas são subjugados. ibid.M.P. nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. 17) VII. libertação que..P. ética e socialmente harmoniosa na família e na comunidade onde foi chamado a viver... é enfermidade de longo curso.M..P. ibid. pág. O pensamento é sempre o dínamo vigoroso que emite ondas e que registra vibrações. ibid.M.P. as bases e direções seguras para que tenha uma vida feliz. ibid.. oferecendo. Entre os que são tidos por loucos. 22) X. Por essa razão.M. no entanto. jamais.. pág.. pág.. Somente o Espiritismo (. (M. (M. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores. pág.. em convocando o homem ao amor e ao estudo. (M.. 30) XV. 24) XI. 34) XVIII. Para que você atinja a plenitude da harmonia íntima. (M... pág. firmeza e dignidade.. pág.. agindo de modo positivo. A prece é uma lâmpada acesa no coração.. (M. clareando os escaninhos da alma. a obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de erradicação difícil. sob qualquer modalidade que se apresente. um obstáculo à sua libertação.M. mesmo nos casos mais simples. muito depende do próprio paciente.M.

As intenções... Os membros componentes devem esforçar-se por manter os requisitos mínimos de conseguirem instruir-se. . em verdade. ibid.. (. faz-se imprescindível o exercício da prece mental e habitual para fortalecer as fulgurações psíquicas que visitam o cérebro. percebendo tão sincero esforço. Para que uma sessão espírita possa interessar os Instrutores Espirituais. pág. são as que realmente atraem os Espíritos Superiores.P.. pág. situação e progresso. vinculando-se aos pensamentos vulgares compatíveis às circunstâncias do meio. em casos que tais. elevando-se moral. indiscriminado e constante.. ibid.. a monotonia e não raro para a obsessão.M. o Espiritismo ensina que o êxito das sessões se encontra na dependência dos fatoresobjetivos que as produzem. sem postergarem o trabalho de edificação interior. pág. 37) XXI. Vivemos cercados.M. daqueles que nos precederam na grande jornada da desencarnação. pág. conclamando-o a uma auto-análise honesta. Morais era dedicado médium de psicofonia inconsciente. "hoje" ou "amanhã". (M. Somente aqueles que sabem perseverar.. (M. ibid. fundamentadas nos preceitos evangélicos do amor e da caridade.M. (M. através do devotamento contínuo. ibid. somos o que pensamos. mental e espiritualmente. no futuro. incessante..M. se fazem credores da assistência dos Espíritos interessados na sementeira da esperança e da felicidade na Terra – programa sublime presidido por Jesus.. se até hoje não foi afetada a sua organização fisiopsíquica. das pessoas que as compõem e do programa estabelecido. 44) XXVII. agora pensando em nova esfera mental.P. (M. 45) XXIX. Use sempre a Doutrina Espírita como medida profilática. 47) XXXI.. (. pág. se toca.. Elegendo como santuário qualquer lugar onde se vivam as lições incorruptíveis de Jesus. pág. isto não isenta de.P.P. (M. (M. só a exteriorização dos seus fluidos – isto é. 37) XXII. não pode abstrair do elevado padrão moral de que se devem revestir todos os participantes... ibid. Diante de um programa de melhoria íntima desatam-se os liames da vinculação entre os dois Espíritos. mesmo porque. na Terra.M. é a do convite ao enfermo para a responsabilidade..M...P. As reuniões espíritas de qualquer natureza devem revestir-se do caráter elevado da seriedade.. 40) XXIV.M... pág. (M.P. 36) XX.) o seu "ontem" poder repontar rigoroso.P. 41) XXV. 40) XXIII. 46) XXX. A terapia espírita.. chamando-o ao ajuste de contas com a consciência cósmica que nos dirige. pág.. pág.M. pois que se o cenho carregado e sisudo na Terra pode apresentar um homem como sendo de bem.M. para a fixação da idéia espírita de elevação que lhes deve tornar pauta de conduta diária. (M.. págs. constituindo a vida normal propícia à propagação do pensamento excelso. 44 e 45) XXVIII. ibidem. através da prática do bem.P. o homem é impelido à depressão ou ao exaltamento.P..P.. permutando vibrações que se harmonizam com outras vibrações afins..P. e o perturbador. ibid. que é resultante dos atos morais praticados – o distingue das diversas criaturas. ibid.... (M. ibid.) Aprendera com os Benfeitores Espirituais que o mais eficiente caminho para o aprimoramento das faculdades mediúnicas ainda é o exercício constante das qualidades morais. que se oferecia com expressivo carinho para o socorro aos desencarnados.. pág. Assim. de modo a que ele possa romper em definitivo com as imperfeições. sem cuja contribuição valiosa os resultados decaem para a frivolidade. pág. (M. deixando-se permear pelas vibrações emanadas da sua vítima.M.VII ibid.M. (M. a vibração do seu próprio espírito. Só excepcionalmente não se sensibilizam os sicários da mente melhorada. ibid.. ibid. Graças às injunções do renascimento. do estudo e da aprendizagem. 44) XXVI. Em razão disso. das Altas Esferas.

1. pp. para a manipulação das condições mínimas psicoterápicas. . trabalhos especiais requisitam abnegação e sacrifício dos encarnados. A oração é o mais poderoso meio de que dispomos para demover o obsessor de seus propósitos. a exemplo da ação. quando lhe favorece a oportunidade de adquirir conhecimentos através da psicofonia atormentada. Ver itens 21.) G. (Examinando a obsessão. Mas esse empreendimento não é fácil. perdoar e esquecer.) B. na qual pode haurir força e alento novo para aprender.) Texto para consulta 15. muitas vezes. 51-52-53. Quais os requisitos essenciais de uma reunião espírita? (Idem. 32 e 33) 16.) H. pp. Qual a importância dos Núcleos dedicados à desobsessão? (Obra em estudo. e somente assim. pág.) C. de Miranda. mas também espírito profundamente enfermo e infeliz. cap. 53 a 57. Que postura se deve adotar ante os obsessores? (Idem.. tem sua fonte na rebeldia que o vitaliza até que o amor. Ver itens 27 e 28 do texto abaixo. O ódio termina por vencer os que o cultivam. 34 a 36) 17. Ver itens 24 e 25 do texto abaixo. Além disso. pp. solidariedade e tolerância". Ver item 15 texto abaixo. quando a ela aliamos o cultivo da bondade e a renovação das disposições íntimas. no recinto do socorro. 41 a 44. Ver item 16 do texto abaixo. 34 a 36. A recomendação de Kardec expressa no seu lema "trabalho. O ódio tanto quanto o amor desvairado constituem os elementos matrizes dessas obsessões especiais. Tóxico letal. Ver itens 17 e 19 do texto abaixo. pp.) D. por meio dos quais. Tipos de obsessão . Núcleos de desobsessão . pp.) E. 22 e 23 do texto abaixo. pp. necessária ao trato com o Espírito perturbador.Muitas vezes. 39 a 41. Com relação ao obsidiado. poderá ser oferecido algo em favor de obsessores e obsidiados. diz Kardec. O obsessor não é apenas o instrumento da justiça superior que dele se utiliza.A prece cultivada com carinho e devotamento nos proporciona a plenitude da harmonia íntima. a interferência de outras pessoas é muito valiosa para a regeneração do Espírito perturbador. Pode haver obsessão entre somente pessoas encarnadas? (Idem. tratemo-las com amor e compreensão. para que os resultados sejam obtidos. (Examinando a obsessão. 1. para os desvairados a atender. 54) XXXII. é preciso que o cooperador observe a disposição moral do seu próprio espírito e ore pedindo a Jesus a ajuda dos Espíritos elevados. Quem constituía na família Soares o problema maior? (Idem. porque somente poucos Núcleos dedicados à desobsessão se encontram aparelhados para a tarefa. pp. propostas por Jesus. nas bases em que o vivia Jesus. 36 a 39. senão imprescindível. Na desobsessão. qual deve ser a terapia espírita? (Idem. Ver item 18 do texto abaixo. 44 a 47. Quando tivermos o ensejo de falar com essas mentes em desalinho. 59 a 63. (José Petitinga. em qualquer operação socorrista. 32 a 82. ajudando-as quanto possível com a humildade e a renúncia. pág. de encarnados sobre desencarnados. págs. oração e vigilância. pp. Ante os obsessores .São variados os tipos de obsessão: de desencarnados sobre encarnados. 32-33. lhe extinga a nascente.) F. Assim. págs. Por que Guilherme perseguia Mariana Soares? (Idem. com natural doação em larga escala de esforço moral valioso. a cirurgia espiritual se faz necessária. livre de toda a constrição e angústia.. de encarnados sobre encarnados.VIII (Manoel P. Questões para debate A. págs. meditar. 55) 2a Reunião Objeto do estudo: Examinando a obsessão e capítulos 1 a 3. cap. Quais as raízes do ódio que Guilherme nutria pela jovem? (Idem. Ver itens 20 e 26 do texto abaixo. constitui processo edificante de saúde espiritual e ponte que alça o viandante sofredor da Terra ao planalto redentor das Esferas Espirituais. 63 a 74.

as reuniões de estudo ou socorro mediúnico. 1. com o nascimento de Mariana. Nem piedade inoperante. recebem os que transpõem o umbral da morte narcotizados pela insânia e pelo crime. eis o que se encontra ali. das pessoas e do programa de trabalho. págs. vinculado à família Soares. 1. desde cedo. remorsos. 36 a 39) 18. nesses casos. . (Examinando a obsessão. (Cap. Uma porta de luz . mas. Pensemos nos que lá estão. choros. O Espiritismo ensina-nos que felicidade é moeda cujo sonido somente produz festa íntima quando retorna daquele a quem se oferece e vem na direção do doador. a caridade da boa palavra e do passe.Dona Rosa era casada com Mateus. 44 a 47) 21. regulamentados pelo esforço. A filha Amália . a explodir com freqüência crescente. pertinaz perseguidor desencarnado. Já aposentado. a atmosfera de seu lar tornara-se irrespirável. que não se encontram muito longe de nós. a desenfreada jogatina. conclamando-o a uma auto-análise honesta. nesse íntimo perturbado. (Examinando a obsessão. Eles precisam de paz e libertação. não se esforçava por completar com algum trabalho os parcos recursos que a aposentadoria lhe dava. noites a fio. que lhes minorava. ventos ululantes. A sessão mediúnica . pontualidade. os médiuns. nas sessões especializadas. uma porta de luz se abre a essas criaturas. agravando-se à medida que a menina crescia e que agora culminava em ódio surdo e recíproco.Na União Espírita Baiana. de modo a que ele possa romper em definitivo com suas imperfeições. págs. porque grande parte dos visitantes é trazida para que o exemplo dos encarnados lhes constitua lição viva de despertamento. Sombras. Invariavelmente.A mais dócil entre os filhos. através de uma surtida policial no antro do jogo. a pretexto de bondade não concorde com o erro a que ele se afervora. O Espiritismo nos ensina que o êxito das sessões depende dos objetivos. e estaremos granjeando um crédito de bênçãos que nos ensejará também liberdade e iluminação. é preciso muita vigilância de todos. o gesto de simpatia e a cordialidade. Ajude-o.Os vales purgatoriais. Invigilante e descuidado dos deveres do lar. se convertem em educandários para desencarnados que são trazidos por seus mentores. A terapia espírita. é a do convite ao enfermo para a responsabilidade. (Examinando a obsessão. milênios a fora. Coloquemos nossas possibilidades a benefício dos sofredores. se fez o doce irmão de nós todos. o ambiente. juntamente com sua mãe.IX carecente da terapêutica do amor e do esclarecimento para sublimação de si mesmo. págs. sua filha. representada naquele grupo por Amália e sua mãe Dona Rosa. nas lições do Espiritismo. págs. em ameaças infelizes que chegavam a graves cometimentos de parte a parte. Fora seduzido por seus perseguidores. Ante os obsidiados . com quem se consorciara ainda muito jovem. médium do Pai. havia duas décadas. Mas. Amália se iniciara. sofrimentos atrozes. e Jesus precisa de nós para atendê-los. Ajudemo-los. 39 a 41) 19. o esposo permanecia ligado psiquicamente a vigorosos sicários desencarnados que o perseguiam sem trégua. 41 a 44) 20. com o que esperavam matá-lo. com mãos generosas e cristãs. as aflições. sofrendo. havia algum tempo.Em qualquer hipótese. mas. à semelhança d' Aquele que. os doutrinadores. págs. sob a carinhosa direção de José Petitinga. quando sérias. Naquela noite fora programada a visita de Guilherme. sacrifício e perseverança dos seus membros. Seu desequilíbrio se manifestara desde muito cedo. por José Petitinga. Corramos ao socorro deles. porém insista para que ele se ajude. entre a expectativa do ganho fácil. Os requisitos essenciais de uma reunião séria são as intenções. Assim. Reuniões espíritas . (Examinando a obsessão. págs. 52 e 53) 23. acenda a luz do conhecimento espiritual na mente que esteja em turvação. sob a orientação amorosa do Benfeitor Saturnino. os componentes.As reuniões espíritas de qualquer natureza devem revestir-se do caráter elevado da seriedade. É a mediunidade socorrista. nem com a preguiça mental em que se compraz ou mesmo com a rebeldia constante em que se encarcera. ainda na juventude. As reuniões espíritas são compromissos graves assumidos perante a consciência de cada um. 51 e 52) 22. Mateus deixava-se ficar. nem palavrório sem amor. Embora as dificuldades financeiras e os seis filhos necessitados de amparo e orientação. Afervoradas e humildes. (Cap. emanações mórbidas. a que muitos de nós estamos vinculados. participavam dos serviços de atendimento aos desencarnados na União Espírita Baiana. Perante os obsidiados aplique a paciência e a compreensão. também. a mesa dos trabalhos era dirigida. A família Soares .

Mariana. enquanto Amália acorrera. onde encontrou Mariana. deixando ver as marcas profundas em ulcerações na região da glote. como se falasse à própria filha. a entidade. exortou o espírito a dormir. que se foi transformando em desespero e pavor. e cingindo-a num abraço de espontânea afetividade. Aurelina a levou para sua própria casa. págs. Guilherme – o perseguidor implacável de Mariana – comunicou-se na reunião mediúnica. mas. em parcial desdobramento. desfigurada pelo ódio e pela insensatez. bem como das conseqüências que poderiam advir de um gesto impensado. que era afeiçoada da família. justapostas às de Petitinga. porém. trazida por Dona Aurelina.. com voz compassiva. Por causa dela.Apesar dos dezesseis anos de idade ainda incompletos. Ambrósio. trazido por dois enfermeiros espirituais.. (Cap. libertando a jovem de suas forças deletérias e deprimentes. no centro da cidade. O encontro seria às 20 horas. Ao mesmo tempo. como a anestesiar-lhe o perispírito em desalinho. vendo a jovem tão desfigurada. 54 a 57) 26. 59 a 63) 27. (Cap. 53) 25. de Miranda.Através de Morais. embora a ausência do verdugo responsável pela enfermidade em curso. Encontro na hora do sono . se evadira do lar. A comunicação do perseguidor . 1. Ambrósio e os demais cooperadores desencarnados ali também estavam. Pouco depois. pág. encarregadas de darem prosseguimento ao clima da obsessão. Depois. (Cap. para que este encaminhasse Mariana de volta ao lar. sufocando as próprias lágrimas. para isso. procurou falar-lhe com imensa ternura e forte vibração. ex-servidora doméstica. Envolvendo-a em seus fluidos. e. através de aplicação de fluidos no centro cardíaco. 1. envolveu-a nos fluidos de Ambrósio. penetrando lentamente os centros de força do desencarnado..X Naquela noite. eficiente cooperador dos trabalhos de desobsessão. entre azedas ameaças.. que se apresentava purulenta. Mariana e Manoel P. suicidara-se. Dona Rosa. enquanto as mãos de Saturnino. Branda claridade envolveu o comunicante. inconscientemente. estabelecendo sensível permuta de energias. semi-incorporado em Petitinga. prometendo avisar Adalberto sobre a mudança do local do encontro. começou a aplicar-lhe passes. Mariana . qual estivesse teleguiada. onde lhe preparou uma refeição refazente.Amália chegou alegre ao seu lar e ficou sabendo da volta de Mariana. propiciando-lhe um mal-estar súbito. demandou o lar de Dona Aurelina. Seu ressonar era agitado. 2. Viu. Quando Mariana o viu. que a moça se encontrava visivelmente perturbada por entidades levianas. seu namorado. dava entrada no recinto. dedicado médium de psicofonia inconsciente. em oração. Guilherme. A jovem esperava Adalberto. Dona Aurelina. na própria casa. Ambrósio censurou com energia o comportamento dos Espíritos viciosos ali presentes. de modo a diminuir-lhe as torturas. mostrando-lhe ser necessário o perdão para ser feliz. indo até à praça. foi desligado do médium por devotados assessores desencarnados que cooperavam no serviço. acercou-se. Amália. não lhe foi difícil achá-la numa praça. que se comunicara na reunião mediúnica horas antes. quanto ao paradeiro da jovem.A noite ia avançada quando Saturnino trouxe ao recinto das sessões. sua mãe ficara no lar. sentiu imperiosa necessidade de sair à rua. a mãe ficara em casa. mas Amália foi à reunião mediúnica. no entanto. providenciou para que Adalberto não fosse ao encontro. Deitado em leito próximo. José Petitinga. o que lhe provocou repentina indigestão. Informado. Dona Aurelina não escutou Ambrósio através dos ouvidos materiais. (Cap. Nada comovia. em forma de intuição. com lágrimas. Petitinga. ergueu-o e. preocupada. pág. O retorno de Mariana . Dona Aurelina falou a Mariana das preocupações maternas e suas aflições. o visitante refletia a angústia em que se debatia. Antes mesmo de iniciada a sessão mediúnica. emitiam radiosa energia. que tinha laços de afeição a Mariana e aos seus. que. após lamentável atrito com o pai. do perigo que uma jovem poderia experimentar nas mãos de um moço apaixonado e sem o devido critério moral. A participação espiritual na volta da filha fora fundamental. Prometia fazer justiça com as próprias mãos e dizia nutrir ódio invencível pela jovem. 1. que também se exteriorizava do plexo cardíaco do passista. conseguiu convencê-la a retornar a casa. ao serviço da caridade. Mariana fora a razão de seus sofrimentos no passado. assinalando os danos cruéis do suicídio. Orando e tendo entregue as dores ao Senhor. de modo a arrancá-la dos liames dos Espíritos ociosos que a cercavam. Após breve diálogo. O Benfeitor Saturnino. Inspirada por Ambrósio. 53) 24. José Petitinga conversou com o espírito. Saturnino enviara Ambrósio. Foram-lhe aplicadas energias . Depois. em sono hipnótico. por entidades ali residentes. marcara um encontro à noite com Adalberto. págs. começou a experimentar significativa inquietude. naquele local. A jovem não tencionava mais ficar em casa e. rebelde. assustada. seu namorado. dirigindo-se à entidade. vencido por estranho torpor. inicialmente.

Guilherme e Aldegundes foram casados. mas absolutamente inverossímil. Jacob a abandonou. penetrando de esperanças os seres. Enganas-te. As causas do ódio . entenebrecendo-a. moço como ela. A entidade desencarnada chamava-a. com a dessecagem do lago que existia entre Haarlen. aplicando-lhe passes de dispersão fluídica. então. Ele fugira para a Bélgica. 1. servidor do casal. pág. Apenas cinco anos haviam-se passado. de acusações mútuas.. Destruir é mudar a aparência de uma forma para renascer noutra. onde por longos anos sofreu. Guilherme deixou sua jovem esposa quase abandonada por longos meses. O espírito é o que pensa e faz. Aldegundes não resistiu às investidas que lhe fizera Jacob Van der Coppel. Amsterdã e Leida. que fora contratado por Guilherme. o Espírito jamais está inativo. 56) XXXVI. citado no cap. (Cap. cap. soube da tragédia que causara: Guilherme se suicidara. 2.XI anestesiantes.. foi lançada ao hospício. cap. 3. era agora Mateus Soares. em momento de terrível desespero e dor. afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e. (Item 402 d' O Livro dos Espíritos. pág. Holanda. a veste carnal que o envolve tanto se pode converter em . pág. 63 a 69) 28. Nada se acaba. pelo nome de Aldegundes.) tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. no Haarlen. pág. Seis meses depois. aproximou-se de Guilherme e. (Item 401 d' O Livro dos Espíritos. 55) XXXIV. Tudo nele <referindo-se ao médium Morais> traduzia a segurança e o equilíbrio de uma existência voltada para o bem e para o dever. conduzindo-o aos sombrios e intérminos corredores da loucura. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono? "Pelos sonhos. Só. o motivo de todas as tragédias. quer deste mundo. págs. 2. 2. de Miranda. citado no cap. 64) XXXVII. um sonho horrível. (José Petitinga. deixando-a em miserável condição de desprezo entre mulheres infelizes do porto. Adquire maior potencialidade e pode pôr-se em comunicação com os demais Espíritos. a excelência do ministério mediúnico sob a carinhosa proteção de Jesus. cap. Estando entorpecido o corpo.. Só o amor derrama sol nas almas. não precisando este então da sua presença. ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos". A vida não cessa. Apesar das imensas plantações de tulipas que possuía. 1. objetivando atender aos sofredores de ambos os planos da vida e reconheci (. (José Petitinga. entre os anos de 1837 e 1840.) que somente uma existência realmente desatrelada das paixões se constitui seguro roteiro para uma libertação felicitadora. de manifestações de ódio recíproco. 70 a 74. Experimente amar e. despertou-o. entorpece as mais altas aspirações do espírito humano. Durante o sono. (. imaginando obter deste o perdão. Aldegundes enlouqueceu e. depois de vagar na mais estúpida miséria. (Cap. voltou à cidade onde vivera com Guilherme.. a amante abandonada. quer do outro. 64) XXXVIII. págs. o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro". o pai de Mariana. Aldegundes. Ao chegar à sua antiga propriedade. 56) XXXV. O ódio é nuvem que tolda a visão da paisagem. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Dizes freqüentemente: Tive um sonho extravagante. cem anos antes. (José Petitinga. agora. Saturnino. cap. 64) XXXIX. pág.. perceberá diminuir a própria dor. cap. Encerra-se um ciclo numa faixa de evolução para reaparecer noutra e desenvolver-se mais além. sem paz nem lume. O reencontro de Guilherme e Mariana foi terrível. Fantasma truanesco. Quando o corpo repousa. desvairada pelas ruas do Haarlen. (Manoel P. 1. Durante o sono. para dores muito maiores. inexperiente e bem mais jovem que o esposo. O diálogo que se seguiu foi uma troca de insultos. em seguida. 2. e fascinado pelas perspectivas de adquirir largas faixas de terra para pastagens de gado. de modo a deixá-la tranqüila. a alma repousa como o corpo? "Não. pág. sem jamais retornar.. Percebi. de pronto. págs. 2. 77 a 82) Frases e apontamentos importantes XXXIII. Atraídos por uma paixão avassaladora. até que a morte a libertou. Jacob. É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião. enquanto durou referido trabalho. os amantes fugiram para Amsterdã.

de Miranda.. doutras vezes é rápida como uma corrente elétrica. Deus!? – somente UM há. Jesus é Filho de Deus. lição viva de amor que todos podemos atingir. operando sempre no mesmo campo de vibrações mentais idênticas.. 2. 2. Vendo-o alucinado. indubitavelmente. de longo curso. 65) XL. pág.. cap. oportunidades essas que agora lhe chegam. enfrentam-se duas vítimas de si mesmas. Algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado. As divinas leis dispõem de recursos reparadores. no sentido da elevação ou do rebaixamento do espírito... pretende julgar-te ou examinar sequer os erros alheios. de acordo com as circunstâncias. pág. 70) XLIII. produzindo as lamentáveis obsessões que atingem igualmente os centros da forma. Quando essas energias são dirigidas aos encarnados e sintonizam pela onda do pensamento. 2. minha filha.. 2. Reunimo-nos (. que se transformam em energia destruidora. de Miranda. ante as quais nada fica sem a necessária quitação. obsessor de Mariana. pág. por meio apenas da imposição das mãos. São extremamente variados os efeitos da ação fluídica sobre os doentes. 2. 71) XLIV. A Religião tradicional se equivoca quando assim o diz <que Jesus é Deus>. (Manoel P. erros que todos temos. se imprimem por força da monoidéia devastadora as construções psíquicas que se convertem em instrumento de flagício pessoal ou instrumento de suplício alheio. por sua vez emanadas por Inteligências desajustadas. cap. Da mesma forma (. aglutinando forças da mesma qualidade. 2.. de Miranda. (Saturnino. ou até . pelas oportunidades que nos ensejou descobrir. degeneram as células encarregadas do metabolismo psíquico ou físico.. 2. pág. felicidade ou desdita. 72) XLV. de Miranda. O inferno é resultante do seu estado de rebeldia. cap.) com o fim de corrigir impressões e estabelecer nova linha de conduta.) que a lei de Deus está inscrita na consciência de cada homem. pág. O código da Justiça acompanha o infrator. enquanto dure o combustível da revolta que você coloca na fornalha do ódio. pág. (Manoel P. Ninguém engana a vida. cap. cap. 2. os nossos atos estão gravados em nossa mente que não morre. cap. (Saturnino.. 74) L. cap. manifestando-se em enfermidades perturbadoras.XII asas de angelitude como em azorrague com grilhões que o martirizam. 2. cap. iludidas nos seus loucos ideais terrenos. antes que postergarmos as responsabilidades para os dias sombrios que nos aguardam. Ali. (Saturnino. (Manoel P. nele plasmando a necessidade de ressarcimento legal. não havia como deixar de crer que todo perseguidor é alguém perseguido em si mesmo e que o vingador é somente um espírito macerado pelas evocações da própria delinqüência. direção essa que é força a se transformar em alavanca de impulsão ou cadeia retentiva nas regiões em que se imanta.. (Saturnino falando a Guilherme.. Ninguém. pág. então. Na sua recusa ao amor. gera a idéia delinqüente na "psicosfera pessoal" do seu emitente.. 2. A justiça alcança o infrator sem a necessidade de novo algoz.. você se condena ao desespero sem remissão. 74) XLIX. cap. Daí a necessidade de aquele que se crê espoliado perdoar. graças à direção que oferece ao pensamento. (Saturnino. Há pessoas dotadas de tal poder que operam curas instantâneas nalguns doentes. págs.) vítima e algoz. 75) LI. E a mediunidade. cap. como no magnetismo ordinário. pág.. (Manoel P. 72 e 73) XLVII. 73) XLVIII.. (Saturnino falando a Guilherme.. Aqui não se defrontam (. faz-se a senda luminosa por onde transitam aqueles que a respeitam e enobrecem. pág. 68) XLI. 72) XLVI. resultante do pensamento vibrando na mesma onda. reduzido a condição de escravo de si mesmo. 2. A viciação mental. 2. obsessor de Mariana. 70) XLII. de Miranda. Por essa razão. pág. pág. cada um conduz consigo mesmo. cap. Tal energia é resultante do bloqueio mental pela densidade da tensão no campo magnético da aura. cap. (Saturnino. (Manoel P.

estímulo. para a obediência. cap. Pensamentos atuam sobre homens e mulheres desprevenidos e a sugestão campeia vitoriosa aliciando forças positivas ou negativas com as quais sintonizam. Idéia provocada em uma pessoa em estado de hipnose ou por simples telepatia". cap. 4. o que se transforma num condicionamento inconsciente para aceitar toda ordem exterior. que ele próprio elabora por força da idéia superior ou viciada em que se compraz. de "A Gênese". os dois elos de escravidão nos redutos infelizes e pestilenciais do "inferno" das paixões.R. provocando a aceitação e a automática obediência. Em todo processo hipnológico. A sugestão é. cap. Lentamente a princípio tem início a penetração da vontade que. com razões poderosas. cap. pág. Pensar e agir. 96 e 97) LXI. 97) . mencionado no cap. sintonizando. 94) LV. pág. portanto. sugestão é "o ato ou efeito de sugerir. item 32. . pois. mencionado no cap. 4. cap. 4. Ocorre (. págs. 94. (Benfeitor Espiritual. XIV. (Benfeitor Espiritual.. natural. Entre os dois pólos extremos dessa faculdade há infinitos matizes. 4. (Allan Kardec. cap.) que todos os seres têm uma tendência ancestral. sustentados. ora por instinto gregário. o homem se converte no anjo ou no demônio. 95 e 96) LX. (Benfeitor Espiritual. 4. Céu ou inferno. Todas as curas desse gênero são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação. quando não se tem uma lucidez equilibrada e firme capaz de neutralizar as idéias externas que são sugeridas.. por forças vitais de fácil manipulação inconsciente. que atua sobre a mente. 95) LVIII. 4. (Benfeitor Espiritual. item 32. vitalizadas pelas aspirações e mantidas a longo esforço pelas atitudes que imprimimos ao dia-a-dia da existência. (Benfeitor Espiritual. 4. cap. XIV. conforme se vê às págs. constituem a fórmula mágica do comportamento individual a princípio. províncias de angústia e regiões de suplício. em que. 95) LVII. se continuada. pág. pág. N.) LIV. em lacerantes conúbios dos quais nascem prisões e surgem alvarás de liberdade. pág. aspirações. senão imprescindíveis para a consecução dos objetivos: a fixação da idéia invasora. a constância da idéia que se sugere naquele que a recebe. que gravitam em toda a parte. Inspiração. pág. Merece relembrado o conceito do Nazareno: "Onde estiver o tesouro aí o homem terá o coração". que vibram nas mesmas faixas-pensamento. cap. ora por afinidade psíquica. a desempenhar o papel de agente terapêutico e cujo efeito se acha subordinado à sua qualidade e a circunstâncias especiais. cap. em todos os departamentos do planeta. o que equivale dizer que cada ser respira o clima da província em que situa os valores que lhe servem de retentiva na retaguarda ou que se constituem asas de libertação para o futuro. portanto. (Benfeitor Espiritual. No fenômeno hipnológico há outro fator de grande valia que é a perseverança. Inicialmente. (Benfeitor Espiritual. e coletivo logo depois. 4.. pág. (Benfeitor Espiritual. 95) LVI. constante. anseios. pág. Por tais processos. (Allan Kardec. O princípio é sempre o mesmo: o fluido. 111 e 119. a inspiração incidente. pág. 95) LIX. págs. instigação. produzindo processos de hipnose profunda que se despersonalizam e se nutrem. 4. oásis de ventura e ilhas de esperança nascem no recôndito de cada mente e se multiplicam ao império de incontáveis vontades que se reúnem. por onde transitam opiniões. termina por dominar a que se lhe submete.Esse benfeitor é o irmão Glauco. cap. 93) LII. cap. d' A Gênese.. 4. por um processo natural de afinidades.XIII exclusivamente por ato de vontade. Em bom vernáculo. 4. convém examinar a questão da sintonia e da sugestão. reciprocamente. ao mesmo tempo. ou Glaucus. Pensamento e vontade – eis as duas alavancas de propulsão ao infinito e. se reúnem os comensais desta ou daquela idéia. (Benfeitor Espiritual. 93) LIII. As ondas mentais exteriorizadas pelo cérebro mantêm firme intercâmbio em todos os quadrantes da Terra e fora dela. identificando-se com os fatores da atenção. são dependências que construímos em nosso íntimo. com outras mentes encarnadas ou não.

residente na França.) C. Verdadeiro . Técnicas de obsessão . Teofrastus deixou-se consumir pelo ódio aos seus algozes. 3. (Benfeitor Espiritual. passando à condição de Chefe. em Ruão. que fora um mago grego. Foi através de uma entidade obsessora ligada a Marta. de algumas leis do mundo espiritual. Toda vítima de hoje é algoz de ontem. 4. Quando há um processo de obsessão desta ou daquela natureza. 98 e 99) 3a Reunião Objeto do estudo: Capítulos 3 a 6. Quais os fatores predisponentes da obsessão? (Idem. têm experimentado punições severas sob as tenazes mentais de Teofrastus. Ver itens 39 e 40 do texto abaixo. cap. 119 a 123. tais como hipantropia. pp. que produzem neles transformações perispirituais soezes. dispondo-se a segui-lo. Teofrastus. que facultam a sintonia e a aceitação das idéias sugeridas e constringentes que chegam do plano espiritual. havia mais de três séculos.. Dr. Guilherme não sabia que ela era Aldegundes.Guilherme estivera mais de 15 anos ligado a Mateus. pp. por fim. cap. onde comandava com outros sicários. há sempre fatores predisponentes e preponderantes que se perdem no intrincado das reencarnações. licantropia etc. Questões para debate A.) B. nas regiões inferiores do planeta. Ver item 31 do texto abaixo.Muitos dos que se rebelam periodicamente contra suas ordens. pp. hordas de entidades ferozes.) H. Foi ele quem lentamente conseguiu infiltrar em Mateus reminiscências amargas que o faziam fugir do lar para render-se cada vez mais à jogatina. o antigo verdugo por quem nutria profunda aversão. págs. págs. logo se destacou pela impiedade e sede tormentosa de vingança. Agora. 87 a 89. 121-122. Que fenômeno levou Guilherme a modificar seus propósitos? (Idem. em quase todos os processos de loucura – exceção feita não somente aos casos orgânicos de ataque microbiano à massa encefálica ou traumatismo por choques de objetos contundentes – defrontamos com rigorosas obsessões em que o amor desequilibrado e o ódio devastador são agentes de poderosa atuação. por hipnose anestesiante nos centros profundos da alma.XIV LXII. Quando Mariana nasceu. mesmo encarnado. Assim considerando.. Onde se localiza o Anfiteatro e qual é a sua finalidade? (Idem. participando do grupo de entidades irresponsáveis que ali faziam morada. responsáveis muitas delas por processos obsessivos e calamitosos de longo curso. mas a menina lhe despertou incoercível antipatia. pp. 123 a 126. 82 a 85.) F. Ver itens 34 e 35 do texto abaixo. A quem se deve o impulso que o Hipnotismo tomou na era moderna? (Idem. Teofrastus? (Idem. Ver itens 36 e 37 do texto abaixo.) D. Ver itens 32 e 33 do texto abaixo.) E. págs. pp. 82 a 126. (Benfeitor Espiritual. a filha mais velha de Mateus. Que acusação pesava sobre a mulher levada a julgamento naquela noite pelo dr. 98 a 101. Ligado a entidades que se dedicavam às práticas de necromancia e às reuniões de sabat. 98) LXIII. que ele conheceu o dr. pp. Profundo conhecedor. Ver itens 29 e 30 do texto abaixo. Ver itens 42 e 43 do texto abaixo. queimado pela Inquisição por volta do ano de 1470. Por que o psicovibrômetro não acusou a entrada de Saturnino e Glauco no Anfiteatro? (Idem.) G. pp. o paciente possui os condicionamentos psíquicos – lembranças inconscientes do débito através das quais se vincula ao perseguidor –.). Teofrastus . 82 a 84) 30. Teofrastus? (Obra em estudo. Transferiu-se. Quem foi na Terra o dr. (Cap. para o lar da família Soares. 4. Quais as correntes preponderantes e o mecanismo da Hipnologia? (Idem. após perseguição impiedosa e nefanda. Ver itens 38 e 41 do texto abaixo. Em todo processo de imantação mental. 105 a 117. O mesmo acontecera em relação a Mateus. tomando o lugar que lhe cabe no concerto cósmico. Teofrastus residia em estranho sítio. pois ignorava então o processo da reencarnação. da fascinação e da subjugação (. em apavorantes processos de zoantropia. 90 a 98.) Texto para consulta 29. do qual decorrem os sucedâneos da obsessão simples. pp. pág.

Forel e Emílio Coué. Citou o psicólogo inglês Guilherme Mac-Dougall. que prefere considerar que os pacientes capazes de auto-sugestionar-se são melhores para que com eles se consigam resultados mais explícitos e imediatos. embora com nomenclatura diversa.) Desde tempos imemoriais já eram conhecidas algumas das práticas do Hipnotismo moderno. Pierre Janet. James Braid – que introduziu o termo Hipnotismo em lugar de Magnetismo –. discípulo de Liébault.XV demônio. então aplicado aos trabalhos espirituais ali desenvolvidos. se acredita senhor de vasta região trevosa. O Hipnotismo . conforme a classificação de Allan Kardec. Ele falou então do Egito dos faraós e dos taumaturgos caldeus. Formado pela Universidade de Viena. em 1787 – que magnetizou uma árvore em sua propriedade de Busancy com o objetivo de auxiliar os pobres que. em redor da qual podiam ser atendidas simultaneamente até 130 pessoas. págs. disse o palestrante. As correntes da Hipnologia . no momento propício. ou Glaucus. em contacto com o fluido magnético. capazes de melhor se concentrarem nas idéias que lhe são sugeridas. entre desencarnados e encarnados. lembrando que em todos os casos de obsessão. existem fatores predisponentes e preponderantes que se perdem no intrincado das reencarnações. págs. fundamentais para "a fixação da idéia invasora". ficaram então definitivamente estabelecidas as duas correntes preponderantes na Hipnologia: a de que o fenômeno hipnótico encontra melhor campo e é específico nos histéricos. que o praticavam com finalidades terapêuticas. Explicou que.O palestrante examinou. Charcot. inspirada no tradicional conceito do fluidismo universal. Devemos. Manoel Philomeno de Miranda e seus companheiros estavam maravilhados. 4. as diferentes experiências realizadas nesse campo. o ilustre palestrante dissertou sobre o mecanismo das obsessões. A partir das pesquisas realizadas pela Escola de Nancy. tocando o vetusto vegetal.Esse mensageiro é o irmão Glauco. Dr. onde impera como autocrata acerbo. págs. que anteriormente se interessara por experiências magnéticas. A palestra era uma síntese histórica do Hipnotismo. na qual expunha a sua teoria do fluido. merecendo ser lembrado também Paracelso.R. ou seja. mais particularmente. Foi ele quem explicou a Guilherme a melhor maneira de se vingar de Jacob e Aldegundes. (Cap. a Frederico Antônio Mesmer o grande impulso que trouxe o Hipnotismo aos tempos modernos. 3. e é insinuandose na substância dos nervos que ele os afeta imediatamente". quando se instala o processo . que as pessoas portadoras de cérebro normal. 4. José Custódio de Faria. Babinski e Charles Richet. Os atritos entre Mariana e Mateus eram estimulados por Guilherme. Carlos Lafontaine. pelo processo lento da obsessão em ambos. desde as do Marquês De Puységur. libertados das enfermidades que os consumiam.Um sábio Mensageiro Espiritual deu ao grupo espírita ligado a Saturnino uma elucidativa mensagem sobre a Hipnologia. em sua palestra. Mesmer defendeu a tese "Influência dos astros na cura das doenças". depois desdobradas por Mesmer. "convém examinar a questão da sintonia e da sugestão". das Escolas francesas da Salpêtrière e de Nancy. a terra e os astros". Mencionou então os estudos do professor José Grasset em torno do "polígono cerebral". eram acometidos de convulsões violentas das quais saíam com nervos relaxados. professor Bernheim. e a que afirma o oposto. induzindo-os ao suicídio para aumentar-lhes a aflição. E ensinava: "O corpo animal experimenta os efeitos desse agente. 90 a 94) 33. tomando o lugar que lhe cabe no concerto cósmico. afirmando que esse fluido se encontra em toda a parte e enche todos os espaços vazios. 87 a 89) 32. Ali se reuniam paralíticos. são as realmente hipnotizáveis. Liébault. porém. nos processos obsessivos. propagar e comunicar todas as impressões do movimento". 94 a 98) 34. que ele entendia ser o centro da consciência. O Hipnotismo ocupava nas religiões orientais mais antigas lugar de relevo. 111 e 119. o mecanismo das intervenções hipnológicas entre os indivíduos encarnados e. nevropatas de classificação complexa que. Os fatores predisponentes da obsessão . Mecanismo da Hipnologia . Foi ele quem criou a "tina das convulsões" ou baquet (em francês). (Cap.Glaucus relatou. se diziam melhorar através dos seus recursos benéficos – até as mais recentes. 4. Considerava Mesmer que o fluido era o "meio de uma influência mútua entre os corpos celestes. possuindo a propriedade de "receber. (N. também sob a orientação do ex-mago grego. depois. . Falou então de Barão Du Potet. autor do conceito e da teoria do fluido. 84 e 85) 31. conforme se pode ver nas págs. (Cap.Por fim. págs. Em todo processo hipnológico. (Cap. Toda vítima de hoje – asseverou – é algoz de ontem. ensinou o Benfeitor Espiritual.

enquanto uma aura de safirina e profusa claridade o envolvia. parecia uma criança crescida. Guilherme fora trasladado para local apropriado. Por fim. Quando o obsessor se vincula. O recinto modesto transformara-se em reduto de luz. No Anfiteatro . perfeitamente diferençáveis graças aos vínculos do perispírito ainda ligado ao corpo físico. o obsessor de Mariana foi acometido de repentina ira. conscientemente ou não. como Guilherme e os companheiros encarnados. E.Adormecido. O Espiritismo com Jesus . Levado por Saturnino à sessão mediúnica na União Espírita Baiana. E o remorso faculta o surgimento de idéias-fantasmas apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate de dívidas. Transfiguração de Saturnino . (Cap. obedece ao impulso automático de sintonia espiritual. pág. prorrompeu em copioso pranto e.XVI obsessivo. Saturnino assumiu agora veneranda figura ancestral. Saturnino explicou a razão de se utilizar aquele veículo. não poucas vezes. 101) 36. Inquirido por Petitinga. em uma área deserta e não muito distante. além do que seriam as paredes materiais. O Anfiteatro localizava-se próximo à região pantanosa da cidade. por meio da qual estabelece os primeiros contactos psíquicos. 4. todos começaram a ver. exaltando a ética da "justiça com as próprias mãos". dialogavam com expressões vis e ultrajantes. Saturnino transfigurou-se diante de todos. O ex-obsessor de Mariana. ligada aos primeiros séculos do Cristianismo na Terra. faz com que a dúvida seja banida e o impele ao trabalho contra o egoísmo. A consciência culpada é a porta aberta à invasão da penalidade. o paciente possui os condicionamentos psíquicos – lembranças inconscientes do débito que o vincula ao perseguidor – os quais facultam a sintonia e a aceitação das idéias sugeridas e constringentes que chegam do plano espiritual. na própria Terra. Ele confessava seu medo. diversas Entidades Espirituais que participavam das tarefas.O grupo reuniu-se à frente da União Espírita Baiana. A entidade. sem que os encarnados tivessem consciência disso. Teofrastus apresentara o caso dele à multidão. mas absolutamente vulnerável. ele concordou em seguir com o grupo até o Anfiteatro. Explicou que numa das últimas reuniões do Anfiteatro o dr.No momento em que os corpos repousavam. Guilherme falou das reuniões que se realizam semanalmente no Anfiteatro e relatou que ele recebera a promessa de Teofrastus de que seria auxiliado. no centro da idéia. 4. 110 a 117) 38. insistia em que deveria retornar ao corpo para dar prosseguimento à insidiosa cobrança. se transformava em "homem novo". enquanto durasse seu mergulho na carne. onde importantes tarefas seriam realizadas em seguida. para ressarcir a injustiça de que fora vítima. agora renovado pelas sucessivas vibrações do amor. transbordante de luz. sonhara com a paz que se fizera longínqua. onde os aguardava uma carruagem conduzida por duas parelhas de corcéis brancos. que seria atingida em uma hora de viagem aproximadamente. No tempo previsto. na região cortical inicialmente e depois nos recônditos do polígono cerebral. Vibrações sublimes dominavam a todos. págs.. Guilherme. produzindo ali lesões de natureza variada. lentamente recobrou o equilíbrio e indagou a razão do constrangimento de que se via objeto. (Cap. págs. ocorreu naquela noite um fenômeno surpreendente.. 5. (Cap. fator infeliz de quase todos os males que afligem a Humanidade. verdadeira fonte de idéias superiores e enobrecidas que libertam o espírito e o conduzem às verdadeiras causas em que residem os seus verdadeiros interesses. estando novamente ali. considerando a situação de alguns dos espíritos presentes à excursão. durante os longos anos de afastamento do grupo. conduzidos por um cocheiro de meia-idade. encolhido nos braços de Saturnino. donde comanda as diretrizes da vida psíquica e orgânica do obsidiado. págs. falou sobre Jesus. o veículo aproximou-se do local. dominado por súbita emotividade. Manifestação de Guilherme . (Cap. podendo-se ver entre elas diversos encarnados.O Espiritismo com Jesus. mas revelou que. de modo a refazer-se espiritualmente até que novo encontro com os antigos cômpares ocorresse. anteriormente. o grupo reuniu-se em espírito no local da sessão. Como Guilherme insistia em recusar todo e qualquer conselho. Petitinga explicou-lhe a necessidade do intercâmbio. Com os passes recebidos do doutrinador. aproveitando o período reservado ao sono. o progresso e a felicidade que a todos nós estão reservados. em atitudes repelentes. 5. Suave música chegava de longe e. surpreendentemente. 98 a 101) 35. mantendo-se numa atitude de rebeldia e revolta. Orando em silêncio. abandonando a carcaça sofrida do "homem velho" imanado ao ódio. 105 a 110) 37. Uma oração silenciosa preparou a viagem. que o aclamara delirantemente. onde uma multidão de entidades viciosas. contudo. Alguns pareciam algemados às . que buscava assimilar as lições com expressão de compreensível surpresa e ansiedade. o amor. ao ser perseguido.

em diferentes estados: um conseguiu retomar a forma anterior. O acusador narrou seu caso. (Cap. um grupo grotesco. delinqüiu em todas elas. empurrando violentamente os que se encontravam à frente. podendo-se ver uma multidão espiritual. e ostentava grosseiro manto. 6. (Cap. 6. A construção. págs. págs. tinha a forma semicircular e fazia lembrar os velhos circos. que habitualmente se atiravam atormentados sobre os seus cômpares enjaulados na carne. que faziam lembrar os torniquetes utilizados entre os homens. que Saturnino informou ter a finalidade de impedir a entrada de Espíritos que não pertencessem à malta.Algemada e atada a uma corrente. sensivelmente modificados. pág. 119 a 121) 39. Adensamento do perispírito . algemando-a. 121) 40. diminuíram em si o registro vibratório. 124 a 126) . misturadas a odores acre-fortes. explodindo ameaças e exibindo toda a prepotência que supunha possuir. estranhamente vestido. págs. O Chefe da turba trajava roupa de cor berrante. onde se encontravam assestados alguns aparelhos. Iria começar o julgamento. em que tinha estado até o momento.Alguns guardas caricatos tomavam conta da entrada ampla. 122 e 123) 42. há quase um ano. em cujo assento se encontrava Teofrastus. 6. 6. A mulher vinha da Terra após uma vida de abominação. uma jovem mulher de quase 35 anos foi trazida. Tendo oportunidade de fazer-se mãe. com a diferença de que sobre eles havia uma caixa quadrangular. de quando em quando. (Cap. Glaucus e Ambrósio tiveram de tomar precauções especiais para não serem notados. acolitada por dois guardas e conduzida ao palco da triste encenação. acreditando-se viva no corpo. assim. como se estivessem respirando incômoda atmosfera. mas apresenta ainda os sinais das lâminas que lhe romperam o corpo em formação. 6.O préstito voluteou por três vezes o picadeiro e se aquietou ao centro. seis vezes consecutivas. um soldado da organização deu-lhe voz de prisão pelos crimes cometidos e.Saturnino. fez-se vítima da própria leviandade e desencarnou após terrível e demorada hemorragia que lhe roubou toda a possibilidade de sobrevivência. Na última vez. Nuvens de fumo se elevavam. como os derivados de plantas entorpecentes. passaram a apresentar leves estertores e. anunciou que naquele dia seria julgada uma criminosa que se encontrava presa. Houve um súbito silêncio feito de expectativa e receio. censurava os que se atemorizam ante o cumprimento do "dever da vingança". testa larga. 121 e 122) 41. massa compacta e barulhenta. Era o psicovibrômetro. Face gorda e macilenta. com gestos vulgares e ridículos. (Cap. através de um microfone que levava a sua voz às galerias por meio de vários projetores de som. quaisquer intromissões dos Espíritos superiores. nos seus domínios. o outro dorme. trouxe-a ao cárcere. entrou no recinto conduzindo um trono sob colorido sobrecéu. Conseqüências do aborto . que lhe caía dos ombros. 123 e 124) 43. O psicovibrômetro . (Cap. que variava do roxo ao negro. Serviço de som . O recinto tresandava putrefação. no túmulo. E. chegava em galhofa infernal. Luzes roxas e vermelhas esparramavam sombras atormentadas que passavam perdidas nos interesses em que se compraziam. convidaram-nos a entrar. 6. Lentamente o aspecto exterior se foi adensando e a forma padeceu ligeira transformação que os deformava e. págs. igual ao usado pelos generais da antiga Roma. em processos indescritíveis de vampirizações tormentosas. evadindo-se. ele começou a falar.XVII entidades desencarnadas libertinas. que tinha a capacidade de registrar as ondas vibratórias de todos os assistentes. Quando despertou. transferindo-se Teofrastus para um palanque adredemente armado. Vibrações viscosas e sombrias carregavam os céus que tinham um tom pardacento-escuro. na forma desfigurada. em que se entregara a toda espécie de prazeres. a qualquer responsabilidade para com os próprios atos. (Cap. Um soberano das Trevas . Ele informou então que duas de suas vítimas ali se encontravam. Daí a pouco. graças ao despedaçamento sofrido no ato do aborto. de alta potência. Em palavras duras e impiedosas. pelo infanticídio. denunciando. e o solo miasmático parecia um paul insano. de paixões insaciáveis. págs. eis a hedionda personagem. Por fim. abundantes. hibernado. Voltando-se para a multidão. de matéria viscosa e escura.O ambiente era irrespirável dentro do Anfiteatro. açuladas. Através de um processo de imersão mental nas lembranças do passado. raros fios de cabelo empastados. bigodes abundantes e suíças extravagantes. que os conduziam como se fossem escravos das suas paixões e de quem não se podiam libertar.

derrapando para o desequilíbrio psíquico total e deixando-se revestir por formas animalescas grotescas – que já se encontram no subconsciente da própria vítima – e que estrugem. cap. (Benfeitor Espiritual. 99) LXVI. que pode. pode dizer-se que o Espírito quer. Desse modo. que é utilizada pela mente que se fez perseguidora revel. cap. quando a entidade perseguidora. obedece a impulso automático de sintonia espiritual por meio da qual estabelece os primeiros contactos psíquicos. pela conquista de outros méritos. pág. (Benfeitor Espiritual. (Benfeitor Espiritual. (Benfeitor Espiritual. o perispírito transmite e o corpo executa" – elucidando. faculta o surgimento de idéias-fantasmas apavorantes que ensejam os processos obsessivos de resgate das dívidas. pág. (Benfeitor Espiritual. através das medidas da mansuetude. cap. Por essa razão. cap. Com muita sabedoria. da misericórdia. na obsessão. As Leis Divinas são de justiça. da compaixão. 4. A consciência culpada é sempre porta aberta à invasão da penalidade justa ou arbitrária. Se o paciente é experimentado nas disciplinas morais. É nesse particular que se avultam as lições soberanas do Mestre Galileu. No sentido oposto. as quais. 4. alimentadas pelo espírito em excursão vitoriosa. cap. 100) LXX. em cujas malhas o imprevidente se vê colhido. a vitalização de idéias edificantes constrói o céu generoso da felicidade. infelizes. donde comanda as diretrizes da vida psíquica e orgânica. concedendo "peso específico" ao seu perispírito. (Benfeitor Espiritual. consciente ou não. então. pág. 100) LXXI. em que o hóspede se sobrepõe ao hospedeiro. cap. tanto quanto a mentalização deprimente gera o inferno da aflição que passa a governar o comportamento do espírito. que lhe constitui dura clave. (Benfeitor Espiritual. pág. indubitavelmente. pág. Se alguém incide em erro. 99) LXVII. pág. cap. pode-se dizer que o corpo recebe a impressão. sendo consumido por elas mesmas. 4. gravitam em torno de quem as elabora. págs. embora os compromissos negativos de que padece. 99) LXV. do amor indistinto e do perdão incessante. Desse centro de comando. de que se utilizam os hipnotizadores espirituais para recompor o quadro apavorante. criam nos painéis delicados do perispírito as imagens mais vitalizadas. E o remorso. a recebe. O Senhor não deseja a punição do infrator. no entanto. 4. Allan Kardec enunciou que: "Relativamente às sensações que vêm do mundo exterior. durante a jornada física. são também de amor e de misericórdia. no devedor. na região cortical inicialmente e depois nos recônditos do polígono cerebral. antes quer o seu reajuste à ordem. Invariavelmente. senão contrabalançar as antigas dívidas pelo menos granjear recursos para resgatá-las por outros processos que não os da obsessão. apressando o desdobramento das forças deprimentes em latência. paulatinamente. no centro da idéia. se vincula ao ser perseguido. respeitando-lhe as diretrizes abençoadas. Quando o ato é de iniciativa do Espírito. condicionam-no à libertação. 4. ao dever. há sempre o aproveitamento da idéia traumatizante – a presença do crime praticado –. o poder do pensamento na vida orgânica e das sensações no Espírito. 99) LXVIII. que a morte do obsidiado nem sempre interrompe. que é o ser sensível e inteligente. conclamando o homem ao ajustamento à vida. pág. 100) LXIX. que se levante do equívoco e recomece o trabalho da própria . as alienações mentais e os distúrbios orgânicos se generalizam em longo curso. librar além e acima das vicissitudes grosseiras do liame carnal. cap. cap. as idéias superiores. como o látego da justiça no necessitado de corretivo. 4. consegue.XVIII Frases e apontamentos importantes LXIV. 100 e 101) LXXII. cujos reflexos aparecem na distrofia e desarticulação dos órgãos ligados à sede atacada pela força-pensamento invasora. para a sua própria felicidade. desgovernadas. (Benfeitor Espiritual. o perispírito a transmite e o Espírito. (Benfeitor Espiritual. 4. pág. 4. As idéias plasmadas e aceitas pelo cérebro. produzindo ali lesões desta ou daquela natureza. em admirável síntese. 4. 101) LXXIII.

pág. 112) LXXX. pág. de Miranda. produzindo no espírito emoções transcendentes que o enobrecem e vitalizam. tomando parte ativa na jornada de redenção do homem. seguramente. Jesus é Vida. porque o Nosso Pai é o Amor. enquanto o verdugo se amarra à dívida e se deixa arrastar aos vigorosos potros do sofrimento. viandantes da evolução. pág. No entanto.. A vida a todos nos aguarda com a ação benigna ou severa com que nos conduzirmos em relação ao nosso próximo. quanto existe do lado de cá. quando inermes caímos na rebeldia. somente os conhecem aqueles que exercitam a solidariedade! (Manoel P. não olvida o mal. (Saturnino. ensejando-nos mais ampla visão de responsabilidade e dever na direção do futuro. conforme nos legou Jesus-Cristo. obviamente há do lado de lá. a Lei do Amor que rege os mundos e comanda todas as manifestações existentes. à felicidade que a todos nós estão reservados. desse modo. porém. 113) LXXXII. possui a força sublime capaz de nos preservar de nós mesmos. no Universo. (Benfeitor Espiritual.... 5.XIX dignificação. (José Petitinga. tornando-nos. Meu filho. ódio sempre transitório. cap. cap. Os que desrespeitam as Leis da Harmonia sofrem-lhes as conseqüências. a funcionar além do túmulo? Havia lógica. de Miranda. 102) LXXV. sem que nos convertamos nos seus justiçadores. 113) LXXXIII. pelos vírus que alimentar nos escaninhos . O erro representa lição que não pode constituir látego. págs. O perdão que se doa é semente de misericórdia que lançamos na direção do futuro. amar.. desde já. cap. ainda jornaleiros do instinto. oferecer ao homem a visão porvindoura do que. nos moldes dos da Terra. pág. 101 e 102) LXXIV. cap. portanto. Ninguém se furtará indefinidamente ao progresso. cap. vitimado em si mesmo pelo ódio. vencido. pág. pág. (Saturnino. pág. (.. porém. (Benfeitor Espiritual. cap. não desconhecemos. Para tanto. um círculo de viciações lamentáveis. ensinando-nos que a felicidade tem as suas bases na renúncia e na abnegação. por todos os modos e por todos os meios ao alcance. mas ensejo de enobrecimento pela oportunidade que faculta para a reparação e o refazimento. é de Justiça. 107) LXXVII. Todo perseguido resgata e se liberta. 110) LXXIX. (Saturnino. 5. resulta da ausência do amor que entorpecemos e envenenamos com as emanações mefíticas do nosso desequilíbrio. A Lei. Não recalcitre. ao amor. Só existe. macera e enlouquece. para dizer-se alguém espírita não basta que se tenha adentrado nos conceitos espiritistas ou participado de algumas experiências práticas da mediunidade. 5.. 5. (Manoel P. 4. Enquanto o ódio desagrega. As bênçãos da caridade e os tesouros decorrentes da comunhão fraternal.) como entender um Anfiteatro. 5. Verdadeiramente infeliz é aquele que não perdoa. (Benfeitor Espiritual. pág. não se faz necessário que novos devedores ou infratores apareçam. não oferece oportunidade de redenção. lhe está reservado. soberana. para que triunfem os postulados da paz. Mas a Justiça Divina nasce nas fontes sublimes do Amor e se manifesta por meios de misericórdia. O ódio a que muitos nos entregamos. cap. celerados. criando. O amor oferece felicidade a quem ama. 4.. Não ignoramos que há Leis Soberanas que se encarregam de encontrar o devedor onde se encontre. 113) LXXXI. Não é o mundo físico o representante dos efeitos? Assim sendo. 5. cap. e poder algum é superior às forças que Ele nos outorga para a prática do bem e a libertação de consciências ainda mergulhadas nas sombras do crime. E ninguém fruirá de paz ou experimentará alegria. É imprescindível incorporar ao modo de vida os ensinamentos dos Espíritos da Luz. mais tarde. 5. Não receie. o amor. e a vida é inevitável caminho de todos nós. (Saturnino. 4.. da justiça e do amor entre todas as criaturas. O mal somente faz mal a quem o pratica. o Supremo Chefe da Terra. igualmente. 109) LXXVIII. Nesse particular. Não adie a oportunidade da renovação. tornando-o mau. cap. a benefício próprio. cap.. (. pág. o amor sublima e liberta. 102) LXXVI.) estamos a serviço de Jesus-Cristo. O intercâmbio permanente dos Espíritos de uma com outra esfera da vida objetiva.

O nosso "ontem" é qual sombra esperando o sol do "hoje" para a perene claridade do amanhã. é espírito perseguido em si mesmo. porém. da caridade e do perdão. Raros. classificado em qualquer nomenclatura. 128 e 129) XCIII. que doam. nos enseja a bênção da alegria e a dádiva da paz. 116) XC. Envolveu-os. também. em sabedoria e nobreza. engendrado pelo espírito atribulado. não passa de rematado egoísmo. doando-se. parece a muitos "loucura".) o conhecimento do Espiritismo realiza a melhor terapêutica para o espírito. 114 e 115) LXXXV. Raros. temos sabido valorizar o impositivo da informação cristã. nas linhas severas do trabalho fraterno. Nascemos. (Saturnino. fugitivo das Leis Divinas. como medidas providenciais de reajustamento e equilíbrio. por ser obra de Deus. cap. opera por métodos de violência e. todavia. (Saturnino. conforme informava o apóstolo Paulo. estamos construindo as asas da evolução com os materiais da iluminação íntima. 115) LXXXVI. pág. cap. através da utilização do presente. na cariciosa esperança de melhores horas. pág. oferecendo a oportunidade para que medrem as sementes da esperança e da paz. repetindo a "roda das paixões" escravizantes em que nos comprazemos.) Se o passado se nos afigura fantasma que nos impossibilita a paz. (Saturnino. cap. ainda hoje. Tudo nos fala do amor. refugiando-se numa organização psíquica que lhe não resiste . Muitos. esmagadas na esterilidade do solo. sem conseguirmos melhorar as condições espirituais. oferecendo-lhes a dádiva do trabalho. 116) LXXXIX. o que atesta a sua procedência. (. todos. 5. Aliando o esforço que cada um deve envidar a benefício próprio.. (Saturnino. Semeamos pouca luz e colhemos aflições danosas. Verdadeiramente felizes são aqueles que perdoam. que é Perfeito.. pág. nem os acicatou. Jesus é ainda e sempre a nossa lição viva. arrastado pelas sutis modulações das Esferas Superiores da Vida. da renúncia. logo após depurar-se. cap. Todavia. 127) XCI. (Saturnino.. em incontável número. As lágrimas de justo arrependimento e de necessária dor são como chuva preciosa em terra crestada. retornando ao palco das mesmas lutas. 5. pág. (Saturnino.XX da mente atormentada. animando-o para o trabalho reto e atitudes corretas e sobretudo dulcificando-o pelo exercício do amor e da caridade. é falho. que padecem. a prece é fonte inexaurível que irriga o ser. Todos nos encontramos enleados em reminiscências dolorosas. o amor. 114) LXXXIV. a plainar além dos reveses e tropelias. em seu tempo.. págs. das sensações primitivas nos seres inferiores às expressões de felicidade nos homens. (Saturnino. até então. (. 5. O mal. pág. Busquemo-Lo! (Saturnino. pág. 5. cap. 6. onde haure vitalidade e força para superar todos os empeços. 115) LXXXVIII.. o Mestre vez alguma teve palavras de aspereza: não os reprochou.) Jesus é sempre a porta. cap. cap. 115) LXXXVII. 5. a nova oportunidade. o futuro. pág. 127) XCII. entramos na carne e dela saímos sem nos apercebermos do fenômeno... para muitos de nós. (Saturnino. Sejamos prudentes.. renovando-o e aprimorando-o. Não há força operante no mal que consiga penetrar numa mente assepsiada pelas energias vitalizadoras do otimismo.. 6. 6. A diretriz evangélica. (. (Saturnino. vezes inúmeras. que cedem. pág. nas oportunidades de mil recomeços para o burilamento íntimo. cap. Todos sonhamos com os Céus. dessa forma. que se adquire pela irrestrita confiança em Deus e pela prática das ações da solidariedade e da fraternidade. nossa arca de esperança permanece vazia de alento. por essa razão. higienizando-lhe a mente. O enfermo mental. desde as paisagens felizes da Natureza às emoções superiores da vida. ensejando também. Diante dos infelizes. pois.. cap. págs. no qual asfixiamos as esperanças dos outros nas redes estreitas e apertadas do nosso personalismo infeliz.. vivemos no corpo e perdemos a indumentária. o nosso exemplo perene. utilizando os recursos da hora presente a benefício próprio. sim.. 5. Convém considerar que só o bem tem características de perfeição. aferrados às vibrações mais primárias da vida.

) H. pp. como buscando reparar o mal praticado. (. pág.Choros convulsivos e gritos irromperam . complexos da personalidade como outros problemas e enfermidades que são as mãos da Lei Divina reajustando o infrator à ordem. e recordação tormentosa. nos aniquilaria a esperança da redenção. 147 a 160. assinalando nas células os impositivos da própria reparação. recalque. Uma fuga desesperada de encarnados . estiolada. dobrava os centros de resistência perispiritual da atormentada e. de voz estertorada: . Ver itens 44. Fenômeno de licantropia . pp.) C. diante dos olhos de todos. dos mais lacerantes. pp. repentinamente. Qual foi a reação de Teofrastus ao ouvir Glaucus pronunciar o nome de Henriette Marie? (Idem. Obrigando-a a ajoelhar-se. Ver itens 49 e 50 do texto abaixo.Culpada. Pode um rapaz ser levado à prática do homossexualismo por influência obsessiva? (Idem.. Afastado o obsessor.As duas testemunhas estavam ao lado do acusador: uma de lamentável aspecto lacerado.) B. 124 a 188. portador da bênção do olvido momentâneo aos males que praticamos e cuja evocação. pág. Por que. em destaque. (José Petitinga. (Cap. O dr.. O corpo é sempre para o espírito devedor (. frustração. 167 a 179. Que punição recebeu a mulher acusada de aborto? (Obra citada. Ver itens 51. A vítima não apresentou qualquer reação.) sublime refúgio. foi colocada sobre uma mesa. depois de receber mesuras dos comparsas.XXI aos caprichos e se desborda em alucinações. cap. pp.. cap. foi: . 6. estando Guilherme distante. págs. no centro do palco. pág. gerando a distonia da razão. atuava no subconsciente perispiritual abarrotado de remorso da infanticida. Ver itens 55 e 56 do texto abaixo. 171 a 182. Mariana recuperou-se logo? (Idem. Ver item 58 do texto abaixo. A voz. pp. Ver item 54 do texto abaixo. imprimindo-lhe a tragédia da mutação da forma.) F. ao comando do verdugo cruel. Ver itens 47 e 48 do texto abaixo.Façamos com ela o que no íntimo sempre foi: uma loba! Acercando-se da sofrida entidade. Quem. mantida numa cesta nauseante.) os erros e os gravames praticados pelo espírito em processo evolutivo são transmitidos ao corpo que os integra na forma. que se utilizava de processos hipnóticos deprimentes. num horrendo fenômeno de licantropia. o desequilíbrio do discernimento. Questões para debate A. Ver itens 56 e 57 do texto abaixo. págs. persistente. pp. 139) 4a Reunião Objeto do estudo: Capítulos 6 a 10.. impregnada de pesadas vibrações deletérias e vigorosas. 184 a 188. pp.) G. 7. se nos viesse à consciência de inopino. enquanto lhe estrugia no dorso longo chicote. 52 e 53 do texto abaixo. libertadas dos depósitos da subconsciência. cap. Em que lugar Teofrastus reviu sua amada Henriette? (Idem. vilmente. 139) XCV. (José Petitinga. até à alienação total. pp. Essas evocações podem tomar dois aspectos distintos: remorso inconsciente a se manifestar em forma de autopunição. assomar à consciência atual. criando estados patológicos muito complexos. 131 a 136. 136 a 138. Muitas recordações infelizes de existências passadas podem. ordenou. 7.Víbora infeliz! Devoradora dos próprios filhos! Toma tua forma. Sua visão parecia distante. 7. Teofrastus ergueu-se e. 141 a 146. e a outra. Que motivo levou o confessor de Henriette a tramar a morte de Teofrastus? (Idem.) D. o lar de Soares continuava assediado por outros espíritos? (Idem. apenas uma pasta informe. 45 e 46 do texto abaixo. ele passou a ofendê-la.... a se apresentarem como limitação. a que já tens na mente atormentada. 124 a 126) 45. que. (José Petitinga. perispiritual. 134) XCIV. como se esperava. 161 a 166. 124 a 129.) Texto para consulta 44. sentenciou: .) E. A testemunha fez chocante narração e o veredicto. efetivamente.. comandava a Organização de que Teofrastus fazia parte? (Idem.

de Miranda. O Sr. passou a visitá-la e aplicar-lhe passes. págs. também e simultaneamente. Saturnino elucidou os estranhos acontecimentos daquela noite. (Cap. que resultava em bem geral. lhe servia. (Cap. É preciso. como vivia aclimatada psiquicamente às vibrações do seu perseguidor. É como se alguém. ambientado a uma região de ar viciado. então. 7. aparentemente – asseverou Saturnino. A altercação foi geral. também passou a participar das dissertações espíritas que eram realizadas por Petitinga. eles se transformam em instrumentos de que se utiliza a Lei Divina para corrigir os que ainda preferem os tortuosos caminhos. (Cap. pp. especialmente quando de tal intercâmbio resulta a bênção de filhos.Afastado do conúbio permanente com Mariana. Mariana.Instruída cada dia nas lições ministradas por Petitinga.. a encontrou desfeita. vazada na excelência do amor. 7. visto que os inimigos espirituais quase sempre tomam a roupagem filial e renascem nos braços dos seus antigos adversários. menos azorragado pelas tenazes de Guilherme. em breve tempo.Um médico. as organizações físicas e psíquicas em desalinho – dissertou José Petitinga –. às vezes. Guilherme esteve todo o tempo em tratamento especializado. 7. O lar dos Soares foi-se transformando. por ignorarem. sutilizar o padrão de sua psicosfera. sendo produto do mal. 136 . Libertada agora da constrição perturbadora. 135 e 136) 49. sem vitalidade. o que produziria natural sensação de mal-estar. seria preciso cultivar a paciência. Naquele momento. ao visitar Mariana. já apresentava alguns sintomas característicos da "psicose senil". sentiu-lhe a ausência desde o momento em que Saturnino acolhera ao aconchego da prece o seu ex-obsessor. sugeriu que o problema da jovem talvez fosse de ordem sexual. fosse repentinamente trasladado para um planalto de ar rarefeito e puro.Após retornarem. dizendo que os discípulos de Freud acreditam encontrar no sexo as explicações para quase todos os problemas que afligem o homem na Terra. Adalberto e o Espiritismo . págs. A cura viria com o tempo e dependeria muito da própria Mariana. Somente as pessoas imanadas às paixões é que sintonizam com eles e caem em suas malhas vigorosas. Abençoado arrependimento tomou-lhe a alma e. mas o espírito moralmente atrasado não pode. As sirenes de alarme foram ligadas. Forte prostração a levou ao leito. A recuperação de Mariana . criaram um condicionamento psíquico que.XXII simultaneamente das arquibancadas. consegue sublime intercâmbio de forças e energias de variada espécie que restauram. Na verdade. retida ao leito. As emoções daquele dia em que Dona Aurelina a conduziu ao lar gastaram-lhe as resistências psíquicas e físicas. A visão horrenda daquela cena produziu em algumas centenas de encarnados ali presentes choques muito profundos e violentos. 6. É isso que dá aos materialistas a falsa impressão de que o problema foi resolvido pela comunhão sexual calmante. de modo a criar condição mais elevada. Freud e os distúrbios do sexo . o que não ocorreria em sentido inverso: o espírito mais elevado pode adensar o seu perispírito. ao examinar Mariana. Mariana logo depois começou a andar e pôde. O Benfeitor disse então que muito tempo ainda será necessário até que as Leis de Amor – Leis de Vida – se estabeleçam em definitivo entre nós. inegavelmente. O conhecido doutrinador baiano explicou que as energias deletérias. José Petitinga comentou o assunto com Manoel P. por sua vez. Asseverou que só o bem tem características de perfeição. de sustentação. a lei da reencarnação. freqüentar as sessões de estudos e passes dirigidas pelo amoroso seareiro de Jesus. Mateus. págs. 6. 126 e 127) 46. asfixia e tortura. José Petitinga. a oração e a vigilância. sintonizando com o meio ambiente e aspirando os mesmos resíduos espalhados no ar. (Cap. ele é falho. evoluir. E Adalberto também passou a se interessar pelo Espiritismo quando. o que levou a jovem a um período de refazimento. A comunhão afetiva. embora desgastando o seu organismo.. em que Mariana se via envolvida. ela se ressentia e padecia as conseqüências da falta dos fluidos pesados. e valeu-se da experiência do psicovibrômetro para mostrar que. tanto que permitiu que eles entrassem no Anfiteatro. para violar recintos superiores. Instrumentos da Lei Divina . os que assim pensam. produzindo uma atmosfera de entendimento relativo. que lhe conquistara imediatamente a amizade. págs. libertando-os temporariamente das perturbações que antes experimentavam. (Cap. Cruéis pesadelos lhe produziam constantes delíquios. que os recambiaram inopinadamente ao corpo – abençoada cidadela de defesa que a vida nos concede para aprender e recomeçar. 131 a 135) 48. para isso. Os infelizes companheiros que labutam no Anfiteatro constituem segura organização a serviço do mal. a pedido de Dona Rosa e Amália. 128 e 129) 47.

(Cap. 8. então. conduzindo de volta ao lar verdadeiras legiões de sofredores revoltados que se lhe vinculavam em longo processo perturbador de que. Após muitos anos. o primeiro caso seria o julgamento de José Marcondes Effendi. Saturnino explicou que ali se encontravam muitos espíritos encarnados. Daí por diante. assimilando e eliminando as vibrações viciadas das construções mentais constantes de que se fazem objeto permanente. pertencentes ao clã Teofrastus. alcoólatras. Uma intervenção cirúrgica . José. morfinômanos. 21 anos. Uma testemunha historiou os acontecimentos. Um caso de homossexualismo . Outros. assim explicado pelo obsessor: Identificando nela (em corpo de homem. experimentando as sensações que lhe eram agradáveis e criando um condicionamento em que seus interesses passaram a ser comuns.Naquela noite. Uns procediam de regiões de igual nível evolutivo. para darem curso aos apetites mais brutais. e lamentarão sem poderem fruir o consolo reservado aos que se esforçam em perseverar na direção do bem. Os espetáculos romanos do passado não poderiam ser mais chocantes. insuportável. noite alta. ali se reunindo. não se apercebia. atendendo a vigorosa hipnose de entidades infelizes e impiedosas que lhe dominavam o campo mental. ao mesmo tempo. já que o seu corpo era masculino. que na época era uma mulher. que grassa em larga escala na Terra. págs. aumentando seu prestígio. ainda encarnado. em perfeita comunhão. um crime que não foi descoberto pela justiça terrena. nefastos. De novo. Auxiliada por Espíritos ociosos. O movimento de desencarnados era muito expressivo ali e os resultados. produzindo irreparável distonia nos centros da emoção. págs. como antes. se mancomunaram com as mentes infelizes que pululam em toda parte. em processo de hipnose profunda. através da perversão da mente inquieta. Mas não eram apenas os Espíritos perturbados que buscavam Marta. as quais surpreendiam quantos a buscavam.O auditório vibrava ao ouvir o relato da vítima que se transformara em verdugo cruel. e nas horas de vigília se nutrem de pensamentos deprimentes e opressivos derivados dos prazeres animalizantes em que se demoram. aos cemitérios da cidade em busca de despojos humanos para os serviços infelizes a que se entregava. O processo obsessivo começou ali e acabou gerando um doloroso caso de homossexualismo. págs. ia. praticada por técnicos desencarnados. que mantinham estreito comércio com Marta. Era ela dócil instrumento para as consultas da irresponsabilidade. Com a ajuda de um hipnotizador indicado por Teofrastus. que José começou a perceber a sua presença e procurou a orientação de um médico. foi fácil modificar-lhe o interesse e inclinar-lhe a libido em sentido oposto ao da lei natural. o obsessor associou-se à sua organização física e psíquica. agora) as tendências guardadas da vida anterior. espontaneamente presentes. imanando-os em processo de vampirização em que o espírito se locupleta e. 152 a 156) 53. participantes habituais daquelas reuniões. 147 a 150) 52.XXIII a 138) 50.Saturnino arquitetara nova ida ao Anfiteatro com o objetivo de conseguir um encontro pessoal com o irmão Teofrastus.O lar do Sr. Sexólatras inveterados. Dirigida por entidades rebeldes. cocainômanos e outros que possuem os centros da razão anestesiados pela monoidéia do gozo. 141 a 146) 51. sob a inspiração do espírito. a vítima se viu diante de um jovem de 10 anos aproximadamente: era sua esposa reencarnada em corpo de homem. Muitos perdulários também acorriam aos seus préstimos e a médium se prestava a qualquer trabalho. Sessenta anos atrás. O ambiente no recinto estava. porquanto se sabe que ela e todos os que agem de igual modo. A entidade contou. José tramara a morte da entidade que ali comparecia como testemunha. atirando-a cada vez em charco mais vil. menos avisados. em que as dissipações atingiram o auge. diante da verdade. no Anfiteatro . 8. a filha mais velha. Este. não poderão alegar desconhecimento. até que o suicídio seja sua única saída. a serviço do mediunismo atormentado voltado para os assuntos puramente materiais da vida. seria fácil perturbar-lhe os centros genésicos. O ódio se converteu em estímulo de gozo. nas breves horas de parcial desprendimento pelo sono. ali se encontravam. no momento. Os nefandos labores da atormentada quimbandista inspiravam funda compaixão nas entidades superiores. perturbados das funções genésicas. (Cap. (Cap. Embora tivesse conhecido o serviço da mediunidade na União Espírita Baiana. recomendou que o jovem . Mateus era ainda assediado por outras entidades viciosas. O crime foi por motivo torpe. Trabalhos de quimbanda . combinou com seu amante a morte do próprio marido. destrói sua vítima. aliciando outros cômpares para o vampirismo. obtinha informações sobre os seus visitantes encarnados. 8. Marta preferira o círculo das baixas vibrações em que se demorava.

levado à fogueira da Inquisição. mas Glaucus não o atende. mas não conseguiu. em Ruão (França). O Chefe do Anfiteatro ficou possesso e respondeu dizendo que. Foi com a ajuda de Teofrastus. Disse-lhe então que Henriette necessitava de seu socorro e que ele e seus amigos ali estavam em nome de Jesus. Glaucus fala no nome de Henriette Marie de Beauharnais. Glaucus historiou o drama vivido por Henriette nos idos do século XV. ao ver Teofrastus. disse-lhe o médico. serenados os ânimos. despertando-a e libertando seu espírito do obsessor implacável que a vampirizava. "Iremos fazer uma implantação de pequena célula fotoelétrica gravada. à moda oriental. O chefe do Anfiteatro não conseguiu evitar um choro convulsivo. em nome da fé e da religião. a cirurgia estava concluída. embora muito magra e desfalecida. embora desejasse. Henriette contava menos de 20 anos na presente existência e. O rapaz aprendeu a orar. o benfeitor espiritual atendeu às demais internas. a conselho de um amigo. Depois. Em seguida. Investida dos hábitos da Ordem a que se recolhera. O Benfeitor permaneceu sereno e confiante. que passou a sugestioná-lo de longe. olhos avermelhados e grandes. Saturnino aplicou passes na jovem. nos centros da memória do paciente". o jovem saiu do domínio do obsessor. págs. procurou orientação numa Casa espírita. seria necessário que ele os acompanhasse numa visita que seria feita. fugindo à sua influência. Entrevista com Teofrastus . o antigo mago grego parecia estar em permanente ira. 167 a 171) 56. Três mulheres hansenianas encontravam-se a dormir. quando fora a amada de Teofrastus. págs. (Cap. apresentando-se consideravelmente mudada. 9. dizendo ter sido ela o móvel de toda a desgraça que o levara a montar o processo inquisitorial que levou Teofrastus ao sacrifício. porquanto se encontrava avassalado pelas paixões. buscando o esquecimento e o abandono de tudo. Glaucus vitalizou-a com fluidos calmantes e sugeriu que o ex-mago se aproximasse. que Henriette se encontrava em doloroso processo de vampirização.. que aconteceu o ensejo de trazê-lo até o Anfiteatro naquela noite. invectivando e atormentando os espíritos das enfermas semidesligadas do invólucro físico e quase tresloucadas de angústia. à antiga companheira do mago grego. Glaucus e os demais são recebidos em entrevista e avisam que vêm por recomendação de Guilherme. 8. vitimada por elementos da própria Organização dirigida por Teofrastus. então. explicando que sua tarefa ali era conseguir a ajuda do Chefe do Anfiteatro para libertar Henriette. Algum tempo depois. no final do século XV. com um único objetivo: tê-la para si mesmo. Transcorridos dez minutos. Para tanto. onde seria realizada a intervenção cirúrgica sugerida por Teofrastus. Ela se refugiara desde aqueles dias em um Convento. 161 a 166) 55. Glaucus explicou-lhe. Algum tempo depois. No leprosário .Para convencer o seu interlocutor de que dizia a verdade. Assistindo-a carinhosamente. testa larga e cabeleira abundante. transmitindo medo e pavor aos circunstantes. Henriette relatou.XXIV continuasse com suas experiências sexuais. ali. José. quando visitada . à medida que despertava para o passado longínquo. como se fosse aniquilá-lo. com as marcas da desencarnação e as características da antiga personalidade. envelhecida. Operando sutilmente o perispírito. ele relatou-lhe a sua furiosa paixão. O ódio que dela se apossou foi superior a tudo que se possa imaginar. que albergava mais de 200 portadores do mal de Hansen. Ao freqüentar as sessões espíritas. de material especial. foi acometida de súbito choque. assistidas por pequena malta de obsessores impiedosos que as dominavam. A cena no leprosário era confrangedora. afastando do recinto os seus adversários desencarnados. Este pede. Estes mantinham-se em guarda. avançou sobre Glaucus. (Cap."Quem me chama? Que desejam de mim?" E. O caso Henriette . a doença não produzira nela os sinais da sua presença. presentemente internada num Lazareto.A moça relanceou o olhar pelo recinto e. que conseguiu induzi-lo a novos erros. sob ameaças. que seja informado o local onde ela se encontra. em seguida. A jovem pareceu registrar a voz de seu amado que a chamava pelo antigo nome e respondeu: . Fora seu próprio confessor quem tramara tudo. págs. (Cap. aquele pequeno dispositivo faria com que uma voz lhe repetisse insistentemente a mesma ordem: "Você vai enlouquecer! Suicide-se". explicou Teofrastus. 9. 157 a 160) 54. seu perispírito registrava os sinais das tragédias que lhe sucederam através do tempo.. ela o fez acreditar que se submeteria aos seus caprichos e. Furioso e envolvido por grande ódio. o essencial na vida é a pessoa realizar-se como achar conveniente e que tudo o mais são tabus que devem ser quebrados. desejando evadir-se. na praça do Mercado Velho.De rosto cruel. o nome de Jesus é maldito e detestado. mas em vão. os episódios que se seguiram à morte de Teofrastus. amedrontar ou ferir quaisquer dos visitantes. adornado de barba rala. porque. Essas palavras despertam em Teofrastus sentimentos contraditórios. apesar da rispidez com que Teofrastus o tratava.

O trecho lido fala do Espírito que atormentava um menino e foi dele afastado por Jesus. para igualmente perdoar. Na Casa espírita . Teofrastus deu entrada na sala. "Quando parareis?". já que o suicídio – lembrou – se depara com outras construções da justiça. (Manoel P. leu um trecho do Evangelho de Marcos. onde os mínimos desvios da Justiça recebem longas punições. Teofrastus informou que não poderia aquiescer com quaisquer compromissos que objetivassem afastá-lo dos muros do seu campo de ação. (Manoel P. Firmados os objetivos da reunião. comandado. 171 a 179) 57. incessantemente. ora vencida por forças satânicas. O visitante tinha o semblante velado por singular melancolia. doze Mentes Dominadoras que se encontravam submetidos a uma equipe de dez Magistrados que habitam Regiões Infernais. que se vingara do Bispo de. Os olhos. pág. (Cap. ela lhe manifestou o sentimento de desprezo e de horror que nutria por ele e." O benfeitor explicou-lhe. 8. pág. dentre as quais o ex-confessor se destacava. O poder da oração e a vida de elevação santificante. de Miranda.. (Manoel P. Escravo do ódio. conduzido por Glaucus. traduziam estranha ferocidade. pois ele já não sofre. são capazes. no entanto. págs. ora possuída pelo vermina que corrói e destrói progressivamente.De noite. perdeu a faculdade de experimentar a dor. Feri-lo é arrematada loucura. Pouco depois. 144 e 145) . Saturnino preparou as atividades da noite com uma prece e Petitinga. enquanto a doença me destrói por fora". em cujo curso ele não tinha meios de interferir. antes brilhantes. Não soubera que ela havia fugido pelo caminho do suicídio. A seu turno. e dele retornava. teimando voluntariamente em permanecer no erro. porém. cap. como se suportasse algum fardo invisível. págs. de Miranda. Sempre ávidos de novidades. que a idéia de desforço fará com que ele e Henriette se separem outra vez. cap. fazendo-se rei de domínios em que o horror predomina sobre a piedade e em que a vingança é a lei de toda hora. socorrê-lo com a piedade significa libertar-se. José Petitinga e seus amigos do grupo espírita se encontraram com Saturnino. Ele fazia parte do grupo dos Doze. 8. foi também sua vítima no passado. Promete-lhe.. 9. 9. Glaucus e demais companheiros na sede da Casa espírita. as pessoas ainda hoje preferem da realidade espírita conhecer somente o que consideram fantástico e sobrenatural. indaga-lhe Glaucus.. ele era. caminhava com dificuldade. considerando-se credores de socorros e ajudas que estão muito distantes de merecer. versículos. no entanto. de Miranda. porque – tão logo se reconheceu no mundo dos espíritos – reencontrou sua vítima. que ensinou: "Esta espécie só pode sair à força de oração". cap. Ajudá-lo é ajudar a si mesmo.. 9. O infeliz desde há muito perdeu a faculdade de discernir.. embora em posição de comando. 17 a 29.. cap. ferido. aproveitando o breve momento do desprendimento propiciado pelo sono. Teofrastus descreveu-lhe sua triste sina. 8. 184 a 188) Frases e apontamentos importantes XCVI. no entanto. págs. nesse ensejo. sem jamais lograr encontrá-la. 144) XCVIII. Relatou. Naquele momento mesmo.Os sofrimentos que aguardavam a assassina são inenarráveis. sem o interesse de conhecer a realidade da vida espiritual após a sepultura. e outros asseclas seus.XXV pelo ex-confessor. matá-la. vingança. que a esperava. se apresentavam baços e ele. retornou ao local onde viveram e buscou-a. à espera de perdão. Asfixiados pelo "eu" dominador. para depois tudo recomeçar de novo. a jovem relata: "agora eu o sinto na sua ronda vingadora e o vejo devorando-me por dentro – eu que o odeio sem remorso –. blindando de segurança qualquer circunstância. por sua vez. Enquanto o padre se retorcia na dor. Suplícios no além-túmulo . Vaidosos. é vítima dele mesmo. 10. Além disso. que ele mesmo comentou. págs. embora a aparente fraqueza de que se revestem. a seu pedido. sem. ali mesmo. ao que Glaucus responde que só o amor resolve o problema do ódio. Contou-lhe então que. supõem que a vida deve servi-los e que o barro orgânico é edifício para o seu supremo prazer. Foram sucessões de noites em que parecia viajar ao inferno mil vezes. 142) XCVII. Disse estar vinculado a uma poderosa Organização e. "A queda não tem patamar inferior: sempre se pode baixar mais. o algoz a quem ambos odeiam. os homens não atentam ao dever da solidariedade nem da caridade. serviu-lhe vinho a que adicionara violento veneno.. doloridamente. (Cap. 179 a 182) 58. também sorveu o veneno que a consumiu. de anular toda a treva.. (Cap. longe de saber que o causador de tudo fora o confessor de sua amada.

. portanto. (Manoel P. A este compete o difícil recurso da insistência no bem. e a vigilância o vigor da dignidade. como em outras similares. embora momentaneamente afastados. após galgado o monte da sublimação evangélica redentora. Curiosidade agora é. Oração. desejem assumir consigo mesmos os compromissos de perseverarem nos deveres superiores. pág.. cap. perseverando no dever e fugindo a qualquer custo aos velhos cultos do "eu" enfermo. da beleza em trânsito na forma. cap. aos hábitos infelizes.. 159) CIV. sob qualquer forma em que se apresente. É muito comum encontrar-se o homem experimentando o impositivo do resgate. que afinal de contas é o endividado. de Miranda. 8. repetindo as "vozes dos Céus". (Saturnino. semeando bênçãos. dependendo da livre escolha de que dispõem os que expungem com resignação ou com revolta. sofrer. pág.. em constante tentação para desertar do fardo outra vez. 8. libertando-se das causas matrizes da aflição. faz-se indispensável ser acompanhado pela resignação. alguns suicidas calcetas inveterados. cap. os que fecharam ouvidos e olhos ao clamor das multidões esfaimadas e enlouquecidas de dor. A prece oferece o tônico da resistência. no entanto. cap. O auxílio que necessita da impiedade é azorrague de loucura. Transitório o período das trevas. A missão do Espiritismo é a mesma do Cristianismo das primeiras e refulgentes horas do caminho e das arenas: levantar o homem do abismo do "eu" e alçá-lo às culminâncias da fraternidade. 9. ora entre nós. 9. são o escudo e a armadura do cristão. 162) CV. Em purgatório carnal. Só o perdão irrestrito e total consegue a suprema coroa da paz. de Miranda. prosseguirá no desiderato da verdade. mergulhando demoradamente nas suas águas refrescantes. Saturado das vibrações ultrajantes. sob nuvens de ira e desesperação. o fardo das dívidas. 9. ainda não atingiu o clímax. 9. enquanto fruíam o licor da fortuna. (Glaucus. mas bem sofrer. beneficie aquele que o experimenta. 8. 169) CVIII. 168 e 169) CVII. 158 e 159) CIII. podem transitar para as Regiões da Luz ou para os Abismos da Treva. 167) CVI. a benefício pessoal. Quem somos nós para falar em desforço? Estamos todos sob Leis rigorosas das quais não podemos fugir. e ficará até o "fim dos tempos". (Glaucus. o espírito humano buscará. págs. desconsideração ao compromisso. As diretrizes do Cordeiro jamais foram compatíveis com os processos da Inquisição Católica. pág. Estamos em tarefa do Senhor. porém. O triunfo do Consolador prometido por Jesus. os fomentadores do ódio. 169) CIX. O Espiritismo possui antídotos para todas as surtidas das mentes radicadas no mal. 8. mas vigilância. . 146) CII. mediante os quais volta a sintonizar com os seus perseguidores que. os que esmagaram outras vidas. 9. O ódio ateia a centelha de destruição que somente cessa ante o amor vitorioso e forte. pág. pág. cap. págs. 146) CI. Nesta Casa <referia-se ao hospital de hansenianos>. os soberbos. os orgulhosos. conforme a recomendação de Jesus. prepara ele as consciências para o despertamento da verdade. de Miranda. 146) C. (Manoel P. da nobreza mentirosa. ((Saturnino. também. Para que. mãos que ergueram o relho e dilaceraram.. com as quais aumenta. as fontes inefáveis do bem. cap. enquanto possuíam nas mãos as rédeas do poder. (Saturnino. invadido por incomparável sede de renovação. pela humildade.. A defesa que acusa faz-se crueldade. Todo o cuidado é indispensável para o êxito do empreendimento. pela valorização da própria dor. é bênção. desde que os que buscam a linfa soberana e refrescante da fé restaurada. 8. não estão convencidos da necessidade de os libertar. cap. (Manoel P. corações que se empedraram na indiferença.. cap.. 9. Tenhamos tento! (Glaucus.. portanto. embora as pequenas colheitas de amor.. também. (Saturnino. a parte mais importante e difícil pertence ao paciente. pág. desfilam os que afrontaram o corpo. O sofrimento. graças à rebeldia e à queixa injustificáveis. Não basta. cap. pág. cap. pág.XXVI XCIX. (Saturnino. desrespeitando-lhe as fontes de vida. Em qualquer problema de desobsessão. Ele. Armas para quaisquer situações. cap.

cap. (Glaucus. aprender o amor desde as suas primeiras lições. (Glaucus. reunindo forças para retemperar o ânimo. Se fôsseis humilde e se acolhêsseis o amor.. cap.. 190) CXVII. 175) CXI. impondo-nos mais elevada dose de sacrifício. (Glaucus. Jesus é o amor inexaurível: não persegue: ama. 10. convertestes a oportunidade em fardo de horror e. lecionou perdão ao invés de revide. Os nossos erros hoje ou mais tarde nos voltam em caráter de necessária reparação. (Glaucus. Não esqueçais de que só o amor pode resolver o problema do ódio. através do conhecimento das "leis de força". conseguirá suplantar a luz mais insignificante. refazendo o caminho por onde deseja seguir. mas Espíritos enfermos em estados diferentes. submetendo-a.. O amor é concessão que se manifesta com mil faces. cap.. 191 e 192) CXX. pág. Não ignorais. Insistimos em elucidar que Chefe somente um há: Jesus. aumentar os gravames que o tempo lhes acrescentará. pág. Vindes-vos arrastando pela senda do tempo. (Glaucus. produz reações que se sucedem e avançam.XXVII pág.. Entregando-nos ao Seu comando afável.. O Cristianismo não teima em aparecer ou reaparecer: não desapareceu nunca. 10. não desespera: apascenta! (. pág. descendo à animalidade inferior. O próprio Mestre. Combatê-lo é envenenar-se... Refletindo o pensamento do Cristo. por mais densa. e. págs. não tortura: renova. (Glaucus. 174) CX. é a esperança dos homens e o pão das vidas. No entanto. que a resistência está na razão direta do movimento produzido pelo impulso dado ao objeto arremessado. Disse Jesus: "Vós julgais segundo a carne (ou a aparência). a colheita do ódio é sempre ácido e chuva de amargura. 10. misericórdia em relação ao revel e caridade em toda circunstância. cap. pág. também. nenhuma força possuirá meios de alcançar-nos. e como nada se aniquila. porquanto só uma força existe: a do Amor triunfante! (Glaucus.. cap. E ofereceu-se a si mesmo. o Rei Sublime das nossas vidas. cap. a Quem devemos as dádivas oportunas da evolução e do progresso atual.. Todo agressor inconsciente cai hoje ou mais tarde nas armadilhas da agressão. 10. meu amigo. págs. cap.) A verdadeira coragem se manifesta. Também o planalto da redenção: sempre se pode ascender na direção da Vida até à glorificação imortal. (Glaucus. 189) CXVI... 176) CXIII. Para Ele <referindo-se a Jesus> não há perseguidor nem perseguido. Ele que é o Excelso Rei Solar. Toda ação. 9. 181) CXIV. 191) CXVIII. porque sombra alguma. pág. quando o ser reconhece o que é e o que possui. falando a Teofrastus. (Glaucus.) só à Justiça Divina compete os casos da justiça. enlouquecido. também. cap. (Glaucus. Vã loucura da ignorância pelejar contra o conhecimento e da estultice investir contra a sabedoria.. pág. 192) . cap. porque somente perene é a força do amor. 9. A violência. ter-vos-ia libertado e hoje seríeis livre. (. chocando-se com os ditames da Sabedoria Divina e logo retornando na direção de quem as imprime. 191) CXIX. por isso mesmo. caminhando por vias diversas na direção do Bem Infinito. Adiar o reajustamento significa. por conhecer Ele o nosso ontem e as perspectivas do nosso amanhã. na Física. persegui-lo significa dilatar-lhe os horizontes que se perdem nas fronteiras do Sistema Solar. Quando parareis? A queda não tem patamar inferior: sempre se pode baixar mais. 176) CXII.. falando a Teofrastus. em nossa nova condição de viandantes da luz. conquanto as interpolações e desrespeitos de que foi vítima através dos séculos. 187 e 188) CXV. (Glaucus. somente consegue destruição.) o mal é somente ausência do bem e à chegada deste aquele esmaece. compaixão diante do ofensor. pág. 10. consumido pelo desespero. 9. portanto. 10. (. falando a Teofrastus. 9. eu a ninguém julgo". pág. qual criança. acreditastes no poder da força. sempre transitória. 10. cap. que ainda desdenhais. Jesus vive e vence. cap. pág. mesmo perseguido e condenado. diretor dos nossos destinos.

11. agora. prossegue amando. 196) CXXIV. (. Sigamos-Lhe.. Ver item 63 do texto abaixo. Ver itens 60 e 61 do texto abaixo. 197) CXXV. cap. Que programa reencarnatório foi proposto a Teofrastus? (Idem. Henriette aceitou o plano proposto por Glaucus? (Idem. (Glaucus. a ponto de tentar agredir Petitinga. cap. mágoas e recriminações devem ser superados e a eles se faz necessário antepor esperança e paz. Para o espírita decidido. Muitas vezes. Religião do amor e da esperança. mas às vezes igualmente eficientes. (Manoel P.. até que a plenitude da paz possa cantar em cada criatura. que aprendem no estudo das suas informações preciosas e das suas lições insuperáveis a técnica de viver para fruírem a bênção de morrer nobremente. Mariana perturbou-se novamente. cap. 188 a 190. a tranqüilidade de consciência.. 200 a 204. ante o dever retamente cumprido. escola de almas. de Miranda. pp.) D. Sombras e receios. (Glaucus. esteve amando e. pág. portal que logo abrirá de par-em-par a aduana da Imortalidade. 192) CXXIII. falando a Ana Maria. filha.) C.).. é a expressão do amor e sua não-violência oferece a confiança que agiganta aqueles que o seguem em extensão de devotamento. Questões para debate A.).. 10. 199) CXXVI. Com a agressão sofrida por Mateus Soares. 200 e 201) 5a Reunião Objeto do estudo: Capítulos 10 a 12. Quando na Cruz. pág. hospital de refazimento para os trânsfugas do dever.. pp. O ódio é o amor que enlouqueceu. A construção do amanhã tem início agora. pp. pág.. O temor descende da consciência em culpa. Ver item 59 texto abaixo. 10. abrigo da velhice. pp. compreendendo serem elas o resultado da própria insânia do passado (. (Glaucus.. mental ou moral (. religando-os e reaproximando-os. é o melhor prêmio que ele pode oferecer a si mesmo. que nele encontram o bálsamo para a chaga física. santuário de refazimento através da prece edificante. 190 a 194. 11.) B.) .) Jesus. na qual repousam em dinâmica feliz os nautas aflitos e cansados do trânsito difícil no mar das lutas carnais.. pág. utilizam os obsessores no curso do processo obsessivo.. a fim de que as nossas construções se assentem em alicerces de segurança.) Jesus. pábulo eucarístico pelo qual o homem pode comungar com a imortalidade. Quais são elas e em que consistem? (Idem. e transformemo-nos em célula de amor. fé e trabalho na reconstrução da felicidade que tem demorado.. pág. 192) CXXII. 188 a 227. esperança dos padecentes que sofrem as ácidas angústias de hoje. o exemplo.) F. Duas técnicas opostas.) E.. somente desaparece na pira do sacrifício do amor. à semelhança do que o Apóstolo das Gentes afirmava: "Já não sou eu o que vivo. (Glaucus. traço de união entre a criatura e o Criador. pág. ou quase sempre. Por que Teofrastus temia ceder à proposta de Glaucus? (Idem. cap. é <o Espiritismo> o lenitivo para a saudade do desconforto ante a ausência dos seres amados que o túmulo arrebatou (. filha. (. embora nossa ingratidão. 188. Que explicações este deu sobre o caso? (Idem. 10. porém. cap. já que ninguém é órfão do amor do Nosso Pai. de Miranda. continua amando-nos. 205 a 213. 10. Ver itens 66 e 67 do texto abaixo. págs. oficina de reeducação onde a miséria desta ou daquela natureza encontra a experiência do trabalho modelador de caracteres a serviço das fortunas do amor. (Manoel P. preparando-a para o porvir luminoso. Ver itens 64 e 65 do texto abaixo. "colo de mãe" generosa. conquanto escarnecido. pp. Quais Espíritos são levados para a Cidade da Flagelação? (Obra em estudo. quanto nos ocorre é conseqüência do que realizamos.XXVIII CXXI. págs. O ódio. 194 a 198. cap. Ver item 62 do texto abaixo.). apesar de propositadamente ignorado por milhões de seres. é o amparo da orfandade. mas é o Cristo que vive em mim". praia de paz.

contudo. espíritos. págs. (Cap. porque creio. em minuciosos relatórios verbais fiscalizados por técnicos competentes e aparelhos sensíveis.. sofro. no Anfiteatro. Ligados por processo mental especializado. anos atrás. disse Teofrastus. na aplicação do código a que ele obedecia. renegando assim à felicidade que usufruía. "Temo. Depois. (Cap. não desejava privar-se de seu amor. Além disso.) Texto para consulta 59. De mente consumida pela perturbação que a si mesma se vinha impondo. Esclareceu então que toda vítima libra acima dos seus algozes e que. Que requisitos são indispensáveis à tarefa da desobsessão? (Idem. O esboço de um programa de vida . Transfundireis todo sentimento de amargura em expressão de dependência e fé". começou a experimentar as falsas impressões do mal de Hansen – conforme desejo do seu inimigo –. 188 e 189) 61.Glaucus o advertiu. no culto do sexo. amolentada pelas vibrações hipnóticas do seu antagonista. onde receberia em seu seio Teofrastus e seu antigo algoz. a jovem escaparia de suas mãos. 10. eles selecionavam criminosos que alcançavam. Em todo o pelejar. nas furnas. pp. mesmo odiando. onde se levantam as construções da Cidade da Flagelação. de imorredoura constância". Como. então. "Fruir-lhe-eis a ternura das mãos e sugareis o leite vital do seu seio. após o que eram conduzidos para os presídios próprios. para que a vindita a levasse ao suicídio. Ana Maria recobraria forças físicas e orgânicas e logo mais estaria recuperada. que relatou ter vindo da França para o Brasil. sem que se pudesse responsabilizá-la por isso. dizendo que. em quase total abandono. Muitas vezes. e afastado para tratamento o seu perseguidor. concluiu Glaucus.. se Henriette desencarnasse por iniciativa dele (Teofrastus). seu grupo trazia os espíritas.. com o objetivo de perseguir os espíritas. sendo atirada à colônia em que vivia. seria perfeitamente possível isolá-la da interferência inferior. Na verdade. no culto da vaidade". Aliás. Dizia conhecer a extensão dos seus atos e sabia as conseqüências que eles deveriam acarretar. Estareis no calor da sua devoção e os vossos olhos se demorarão mergulhados na luminosidade dos olhos que amam. nunca O bani da minha mente". E crendo. então. sem conhecer de antemão o que o aguardava. para tudo recomeçar. mas pertencem à sabedoria do Criador. 188) 60. Ver item 68 do texto abaixo. págs. reencontraria alguém que também se lhe vincula. O temor de Teofrastus . Enfermidade simulacro .) H. ele e seus cômpares com freqüência eram convidados à prestação de contas. que arrancar Henriette do corpo – o que para ele seria bastante fácil – possibilitar-lhe-ia tê-la para sempre ao seu lado. Cidade da Flagelação . 10. regularizar. Sob a assistência de passistas especializados do plano espiritual. 213 a 217. mas disse que. pág. ele poderia ser seu filho. 71 e 72 do texto abaixo. poderia agasalhar-se numa Casa espírita? Como liberar-se dos compromissos com aqueles a quem se encontrava vinculado? Glaucus explicou-lhe então que aquela Casa dispunha de defesas construídas em muitas décadas de santas realizações. por ter sido apressada a sua partida. a jovem sincronizou com o verdugo que a atormentava e. da ambição. deixando nas suas lembranças as sementes do desejo. amando Henriette. formando um lar. ele tinha suas próprias razões que o impediam a tudo abandonar. 220 a 225. as primeiras correções. da prepotência.E a lepra. produzida pelas descargas constantes de seu algoz desencarnado. Teofrastus julgava. uma alternativa: não podendo ser-lhe o esposo.Teofrastus explicou que. a lepra era uma enfermidade simulacro. Que atitude tomou José Petitinga ante as ofensas que lhe foram feitas de público na União Espírita Baiana? (Idem. quando semidesligados do corpo pelo sono. nos primeiros dias deste século. (Cap. que assim procedeu numa das consultas formuladas pelo algoz de Henriette.XXIX G. que parecia consumir a jovem Ana Maria (nome atual de Henriette)? Como curá-la? Tais dúvidas levantadas pelo amado de Ana Maria foram sanadas por Glaucus. um tempo sem fim de presença. refazer.O ex-mago grego confessou que tinha medo daquilo que o esperava. "Por década de distância. 10. Ver itens 70. com a ajuda do Senhor. no culto do dinheiro. para que as visões de seus cenários e das suas operações malignas pudessem "infundirlhes medo ou sedução. 189 e 190) 62. por processos que escapam à sagacidade deles. merecendo do Plano Divino carinhosa . Teofrastus admitiu que não ignorava isso. Permutareis a grande noite da soledade pelo demorado meio-dia da convivência. pp. Glaucus ofereceu-lhe. eis as palavras ditas pelo benfeitor espiritual.. através do medo ou da sedução. tal plano fora sugerido pelo próprio Teofrastus. de suas mãos. porém.

. Mais tarde. (Cap. inspirando-as a debandarem. Tristeza é nuvem nos olhos da saúde e irritabilidade é tóxico nos tecidos da paz. o plano sugerido a Teofrastus. Pedidos de perdão. implacáveis. Pouco depois. "É muito fácil arrebentar-se . agora se concretizaria. então."Que se faça a vontade de Deus!" Seria preciso. Proteção espiritual . esperado por tanto tempo. é a Verdade. Não obstante. está concedendo?" O Benfeitor espiritual falou das virtudes da maternidade e dos exemplos de Jesus.. abrindo os braços. o otimismo e o bom-humor não podem ser relegados para trás. começaram a experimentar singular melancolia e alguns traços de irritabilidade no comportamento. Se esse amor pudesse beneficiar Teofrastus.Valendo-se da mediunidade de Morais. retornam vigorosos e ferozes. todos experimentavam certas sombras psíquicas investindo insistentes. porque dizia odiá-lo com todas as forças. De fato. eles aumentam a agressão às suas vítimas a fim de lhes darem idéias falsas de que a freqüência às sessões acarreta maior dose de sofrimento. disse à jovem que o seu sonho de amor. que a seguem. envolvendo-a em ondas de afetividade e carinho. tocando as têmporas da jovem. numa advertência feita em reunião extraordinária do grupo. desencadeou todas estas aflições. ficando combinado que ele se demoraria naquela Casa sob os auspícios dos Instrutores. corroborando a advertência anterior de que as investidas da Organização logo se fariam sentir. que ele trouxe ao recinto. conclamouos à "resistência contra o mal". O encontro com Henriette . 200 a 204) 65. 190 a 194) 63. Faloulhe da significação do momento e das poucas reservas que Ana Maria possuía. E perguntou-lhe: "Negar-lhe-ás a sublime oferta do recomeço. cruéis. deitada sobre alvo leito.XXX assistência e que não havia porque considerar compromissos senão com a Verdade. sacudida por impulso inesperado. 10. tentando uma revanche injustificável. promessas de felicidade e muito choro de parte de Teofrastus.. adormecida. constantes. arremeteriam violentos. Glaucus aproximou-se e exortou-o ao equilíbrio. (Cap. 10. ela aceitaria também. somente desaparece na pira do sacrifício do amor". assim. págs. se a vigilância. pensando estar curada. despertou-a com voz amiga e confortadora. "Nossa destinação. no passado.. (Cap. não mais recalcitremos". o infeliz sacerdote que. qual criança agasalhada no afeto paternal. A oração em conjunto. ajoelhou-se e. Saturnino veio-lhes ao socorro e. 11. o algoz de sua vida.. afastam-se temporariamente. uma semana depois quase todos os encarnados. Convinha que todos se mantivessem nos padrões do Cristo. como filho. com as operações espirituais em andamento e o conseqüente deslocamento do diretor do Anfiteatro. estreitou-a com imensa ternura. Em seguida. Não ignoravam eles que há duas técnicas bem conhecidas de que se utilizam os perseguidores de encarnados atormentados que buscam o concurso o Espiritismo: em alguns casos. sem que a dívida esteja resgatada. com a aquiescência de Glaucus. págs.Em todo processo de desobsessão. Teofrastus despediu os dois guardas que o haviam acompanhado. "O ódio. seu olhar adquiriu brilho especial e ela alongou os braços. pois. apesar dos nossos erros. concluiu o benfeitor espiritual. tão logo se refizessem do choque. que a ti a Misericórdia Divina. Ela. porém. por sua vez. Como Jesus é o caminho. que. a oração e o jejum moral são condições essenciais. Saturnino deixara o recinto em busca de Henriette (hoje Ana Maria).A um sinal quase imperceptível. meu amigo. Os argumentos eram irretorquíveis e Ana Maria concordou. A resposta das trevas . no entanto. até que fosse encaminhado a uma Colônia preparatória para a reencarnação futura. após o que. em que ele volveria à carne na condição de seu filho. Era preciso. o instrutor Saturnino esclareceu que. permanecendo em contínua vigília. Quando a enferma reconheceu a seu lado o antigo esposo. destituídos de qualquer valor. Glaucus o acalmou com gesto delicado e. pelos propósitos infelizes de que se revestem". eis que os verdugos perseverantes. disse-lhe Glaucus. mas conchavos da ignorância. em constante vigilância. Vendo-a. deixa os seus compromissos. cessam de repente a constrição obsessiva. perniciosa e de resultados para eles mesmos danosos. págs. A cena que se seguiu foi comovente. fazendo crer que a melhoria decorreu do abandono aos compromissos espíritas. a reunião de pensamentos. consegue a bênção da fraternidade e esta a do socorro recíproco. se recusa a recebê-lo como filho. Explicou-lhe. De outras vezes. componentes do grupo. filha – disse-lhe Glaucus –. "Os outros não podem ser denominados compromissos. em breve haveria a resposta dos grupos de espíritos infelizes ligados ao mal. Teofrastus foi acometido de angustiante expectativa. balbuciou: . 194 a 198) 64. voltam mais ferozes. levantar o espírito e marchar irmanados de maneira a sustentar-se uns nos outros. agem de maneira inversa: logo que o indivíduo começa a participar do estudo e da tarefa espiritista. que prossegue amando a todos nós. Se a pessoa. Ana Maria.. Teofrastus. que ela desse ensejo também a Jean Villemain.

porque "quando estamos a serviço da verdade. de Miranda – em virtude do receio deste de que o amigo sofresse agressão física por parte da entidade que se manifestou através de Mariana – que a serviço de Jesus nada devemos temer. e avançou.". acusado pelo Sr. empalidecendo. 204) 66.. que jamais abandonaria o . e respondeu. porém. Algumas pessoas tinham os olhos coroados de lágrimas. Claro que não nos devemos expor à temeridade. É preciso. com sintomas que pareciam alarmantes. que o caro irmão não ouviu. desferiu-lhe lamentável golpe de punhal. (Cap. O notável apóstolo do Espiritismo na Bahia permaneceu tranqüilo e falou bondosamente à entidade que se manifestava através de Mariana. 11. em atitude desafiadora. ruidosamente. por fim. conhecido senhor de respeitável família local. Em processos obsessivos como o de Mariana. o que lhe dava a impressão de um local asfixiante. Mateus. sendo necessário educar. o problema da desobsessão tem longo curso. págs. (Cap. após acalorada discussão. Com o afastamento de um. recusava ajuda e fazia ameaças. (Cap. confiar na assistência de Jesus quando estamos imbuídos do desejo de servir. abrasador e constringente. gargalhando e renovando as ameaças contra o grupo. obsidiado contumaz. mas não se pode fazer o mesmo a um feixe. págs.. com os punhos cerrados. avançando em direção da tribuna."Hipócrita! Quem és para pregar? Imperfeito como tu. Petitinga. pág.. conturbado em si mesmo. Dona Rosa envolveu a filha em seus braços e Mariana adormeceu tranqüila. Um companheiro de jogos. 211 a 213) 68. verificou-se mais uma vez como agem os Espíritos trevosos. hoje. que fora submetido a delicada cirurgia de emergência. constante do cap. em que a entidade. nosso irmão foi vítima de Entidades infelizes que armaram a mão do seu opositor para lhe roubarem a vida. Dona Rosa e a filha Amália haviam retornado do Pronto Socorro. como te atreves a falar da verdade e ensinar pureza. ensinou o instrutor espiritual. X d' O Evangelho segundo o Espiritismo. disciplinar.. a entidade desligou-se da médium que. A ofensa descabida .. a jovem ergueu-se de um salto e. é portador de enfermidade íntima de longo curso. a menina Mariana entrou em sintonia com o sicário que a espreitava. criando situações embaraçosas e perfeitamente desnecessárias.XXXI uma vara isolada. Os episódios ocorridos na família Soares são perfeitamente compreensíveis. que funcionava com "jogos de azar" proibidos. inexperiente. que ocultas dos que te escutam?" O constrangimento foi geral. porém.No domingo seguinte. desde então. possuindo largas faixas de desequilíbrio íntimo. Novas aflições entre os Soares ." A entidade não parou com as ofensas e disse que Petitinga não tinha condições morais de ensinar. Quando Petitinga se aproximou do leito de Mariana e lhe tocou as têmporas. era bem certo que o sofrimento faria o seu mister. Mariana fora acometida de um choque nervoso e cruel e. desgrenhada. Entidades desencarnadas estavam de novo criando pânico e perturbação na família aturdida. colérica. O palestrante. 205 a 210) 67. bradou: . o telefone chamou Petitinga ao lar dos Soares. fitou o obsessor que falara pela boca do atormentado cavalheiro. transfigurada pela irrupção do fenômeno mediúnico. focalizando a lição de Simeão sobre "Perdão das Ofensas". que oferece recursos de sintonia psíquica entre perseguidor e perseguido. De repente. Após a reunião na Casa espírita. retomou a palavra e disse à platéia atenta que o amigo espiritual tinha toda a razão e contou que lutava com dificuldades para aprimorar-se intimamente. o desafiou a que abandonasse a tribuna religiosa ou a vida que levava. Ante o choque. Vivendo o clima da jogatina. na direção de Petitinga. Mateus de estar fraudando. ficou de pé.. O Sr. Na verdade.A família Soares iria passar naqueles dias por novas aflições. Petitinga pregava e sua palavra harmoniosa vibrava em tons de consolo. lapidando grossas arestas e duras angulações negativas de sua personalidade enferma. O tema em pauta. de olhar desvairado.José Petitinga esclareceu a Manoel P. Explicações de Petitinga . No fim. se refere exatamente ao `Perdão das ofensas'. O ambiente no lar traduzia a intoxicação violenta por fluidos de baixo teor vibratório. quando da reunião pública na União Espírita Baiana. onde se encontrava internado o chefe do lar. O simples afastamento da entidade perseguidora não é fator de paz naquele que se lhe vinculava. estava inquieta. imperturbável. A Polícia interveio e fechou a casa. instruir o médium para que este adquira os recursos que o capacitem à defesa própria e aos cuidados contra as ciladas bem urdidas de outros espíritos infelizes e levianos. Sendo a dor a melhor forma de o homem entender as realidades da vida por enquanto. Seguiu-se breve diálogo. as possibilidades medianímicas do outro se dilatam. 11. ameaçadora. por pouco não caiu. adentrou-se pela sala pública da sessão e. há sempre uma mediunidade latente. Com a notícia. geramos e emitimos vibrações que nos defendem de todo o mal". 11. Dizia. humilde: "Tens toda a razão e eu o reconheço. levantou os olhos claros e transparentes.

na cruz da abnegação e da renúncia. seguia os médiuns e demais participantes do grupo. mas não infelicitador. parentes invigilantes e perturbados atiçando rebeldia. bradou: . tu! A tua humildade vence-me a braveza. pelo nosso irmão sofredor.Em todo problema de desobsessão há que considerar o espírito sofredor que provoca sofrimento e levar em conta os recursos éticos do doutrinador. (Cap.. a densa população dos Espíritos que ali residem acompanha a lealdade do ensino quando incorporado ou não ao "modus vivendi" ou "modus operandi" dos médiuns. com a assistência dos mentores.. convidando-o a sentarse. Lembravam-se os exemplos dos primeiros mártires do Cristianismo. estava sendo muito difícil para Teofrastus. através de pessoas irresponsáveis que se faziam dóceis instrumentos dos Espíritos infelizes. fora dos grandes espetáculos. velhinho bom. o holocausto e o martírio público eram estímulo ao prosseguimento e o sangue derramado se convertia em adubo nas raízes da fé nascente. págs." O auditório. págs. 213 a 217) 69."Perdoa-me. págs. E levantando a voz. compungido e emocionado.. "Embora imperfeito – disse Petitinga –. na minha infelicidade. ali eram as investidas da violência. partindo do mundo interior de cada um até às longas partes do pensamento.. o antigo mago de Ruão recolhera-se a meditações muito profundas e a arrependimento perfeitamente compreensível. sua responsabilidade moral. mendacidade inditosa. apesar de suas imperfeições e que preferia a condição de enfermo ajudando doentes. que significa nascer para a responsabilidade e renunciar ao erro. nas atuais realizações dos Centros Espíritas que se transformam em Hospitais-Escolas na Terra para encarnados e desencarnados. isto é. sobretudo. e. Conduta e responsabilidade são essenciais na tarefa de doutrinar. vasilhame imundo. que se transformaram e que se deram à sua realidade. falou em discreto pranto. velhinho bom! Deus meu! Deus meu! Blasfemo! O ódio gratuito cega-me. estendera. confirmando pelos atos a sua identificação com o Cristo.. Palavras belas e sonantes e conceitos elevados são de fácil aquisição em muitos lugares. ao lado da sua conduta espírita. Ontem. rogou: "Oremos todos a Jesus.. e lágrimas transparentes adornavam a face do servidor do Cristo. a que me amarga os lábios. Assim. inconseqüentes. velhinho bom. já que não cabia aos mentores constrangê-lo. (Cap. limites. espírito infeliz.. Contudo. banho-me na água lustral da esperança cristã. a fim de ser recambiado para recinto próprio na Espiritualidade. envolveu o médium com gesto de carinho.A batalha da fidelidade ao dever continuava. aromatizo-me ao leve rocio do perfume da fé. Conservava. o mérito do obsidiado constitui também ponto favorável para desatar o enfermo das amarras com o delito passado. Teofrastus observava as tarefas que ali se desdobravam. da perturbação e da dor. 222 a 224) .. ou almas afeiçoadas pelos laços do matrimônio. Tudo mentira. porém. o despertar para a verdade. chorava comovido. Agora.. os sofredores".Hóspede da União Espírita Baiana. 11.. 12. onde se deveria preparar para futura encarnação. acolá. a ser ocioso buscando a saúde para poder ajudar com eficiência.. As dificuldades de Teofrastus . o nível de amor inspirado no amor do Cristo. Ajuda-me. o perturbador espiritual arrojou ao chão o médium de que se servia... para sentir se os ensinamentos recebidos eram realmente aplicados na conduta diária pelos que os administravam. 219 e 220) 70. Aqui era o irromper das paixões demoradamente subordinadas à vontade tentando desequilíbrio. págs." José Petitinga desceu os degraus da tribuna. Acompanhava as operações socorristas ali realizadas e. a atuação dos participantes do grupo espírita. Sem dúvida. assim. mas. da ira e da insensatez. aproximou-se do sofredor e. Se agora a arena desaparecera. "Perdoe-nos o Senhor de nossas vidas!". deixo luzir minha alma quando contemplo a Grande Luz.. Investidas do mal . os testemunhos deveriam ser silenciosos. Nesse comenos. Ele conservara do Cristianismo a concepção infeliz que lhe deram os seus algozes. De repente. Requisitos da desobsessão . Infeliz que sou. Mas. (Cap. ele verificava a força pela qual se comportam os espíritas sob a constrição do testemunho e da prova. transformando-se em algozes brutais. porquanto a instrução sem o exemplo não possui a tônica da verdade. 12. e ajudame com a tua humildade a encontrar-me a mim mesmo. Perdoa-me. (Cap. doutrinadores e diretores das Casas. a excelência de uma idéia ou de uma Religião se constata pelo número daqueles que foram modificados. por todos nós.XXXII arado. a conduta real de cada um. aversão pelo nome do Cristo e pela doutrina que Ele nos legou. 220 a 222) 71. feridas pelas farpas do ciúme. 12. dominado por crua emotividade. A doçura do amor de Jesus foi-lhe apresentada entre labaredas que lhe lamberam as carnes e em fumo que o asfixiou até a morte. falando-lhe bondosamente.

a maior transfusão de forças que se conhece é aquela que se faz através do amor. ao despertar em manhã de formoso dia. pág. cap. Devemos cooperar para que o enfermo. as possibilidades que se lhe podem oferecer com o retorno da saúde. Por outro lado. de Miranda.) nossos atos nos elegem vítimas ou algozes de nós mesmos. Despertar para a verdade é. de Miranda. cap... (Manoel P. Neles não há campo para a coexistência pacífica do erro com a retidão. 12.. Nenhum de nós está isento de ser vítima de circunstâncias que tais <alude ao que aconteceu com Teofrastus>. sente a ardência da luz e experimenta o sofrimento que a claridade lhe produz. que são os homens. até que se lhes firmem os propósitos superiores e sintonizem com os seus Mentores. pág. Paciência e perseverança . do Mundo Espiritual.. 220) CXXXII. pág. 221) CXXXIII.. da dissimulação com a honestidade.. 223) CXXXIV. também. (. 12. 225) Frases e apontamentos importantes CXXVII. não fugimos ao nosso destino de felicidade. (Glaucus. Continuam acompanhando suas antigas vítimas e aguardando oportunidade. O cego que se demora sem o contágio da visão por longos anos.. 11. (José Petitinga. cap. mais hoje ou mais tarde. constituem também pontos favoráveis . Em todo problema de desobsessão há que considerar o espírito sofredor que provoca sofrimento e levar em conta os recursos éticos do doutrinador. pág. 11. Qualquer tarefa de desobsessão. em número superior ao que se pensa. (Manoel P. cap. 12. ou se conformam com a situação nova. 12. diversos desencarnados responsáveis por obsessões soezes prosseguem requerendo carinhosa assistência. da lealdade com a hipocrisia. cap. 12. estas. da ira com o amor. (Glaucus. cristãos legítimos. da maledicência com a piedade fraternal.. (Cap. cap. ao lado da sua conduta espírita.) O aprendiz da lição espírita é alguém em combate permanente pela própria transformação moral.. 12. de Miranda. 201 e 202) CXXIX. sua responsabilidade moral.. 224) CXXXV. E a mais exuberante fonte de amor que vige na Terra se encontra no coração fervoroso de uma mãe afetuosa e cumpridora dos seus deveres. Aqueles que se propõem a ajudar. (Manoel P.) o mérito do próprio obsidiado. com vistas à perfeição que a todos nos acena e espera. e aquelas que. 12. que exige alta dosagem de paciência e perseverança. compreendem a necessidade de criar condições para isso. 11. As altas responsabilidades conseqüentes do conhecimento do Espiritismo forjam homens verazes. págs.. isto é. 201) CXXVIII. porque muitas entidades afastadas de seus comensais nem sempre se esclarecem de imediato. (. portanto. (.. da mentira com a verdade.. elevação espiritual e renovação mental. dizemos e fazemos. 219) CXXXI. (Glaucus.. cap. pág. (. derrapando nos abismos do desespero e da alucinação. pág. Indubitavelmente "temos testemunhas ao redor de nós" e são muitas... de Miranda. Conhecer o bem significa renunciar ao erro.... falando a Manoel P. pág. representa nobre e elevada responsabilidade para todos os que nela se envolvem.. 210) CXXX. e (.. acompanham o que pensamos. (Glaucus. no sentido de libertar-se da obsessão. nascer para a responsabilidade. (Glaucus. requerendo conhecimento doutrinário seguro e vivência cristalina evangélica..) instrução que não se faz acompanhar do exemplo não possui a tônica da verdade.) por mais cruel que seja a nossa atuação. não reincida em falta mais danosa e mais grave do que a anterior.. através de cuja queda poderemos retardar em demasia o nosso progresso. 224) CXXXVI. cap..XXXIII 72. pág. pág. a nossa dita. uma vez desperto para a compreensão de seus deveres.Na desobsessão não podemos desconsiderar também o concurso do tempo.) o carvalho enrija fibras sob as agressões da tempestade. Miranda. (. cap.

A excelência. às Soberanas Leis encarregadas da evolução dos homens.). Qualquer tarefa de desobsessão. (Glaucus. (Glaucus. 13. porquanto conferem paz a si mesmos e por sua vez liberam da dívida os que os ofenderam. obviamente. entregando-os. (Glaucus. dando causa a graves enfermidades que se desatrelam vigorosas (. (Glaucus. aos impositivos da Lei. pág. cap. após examinar os recursos e possibilidades de determinados pacientes da alma (. cap. como conseqüência natural para a verificação da aprendizagem na seleção dos mais aptos e valorosos.) E os que revidam mal .. tranqüilos. pág. (Glaucus. que o melhor medicamento para a saúde deles é a continuação do sofrimento em que se encontram. 229) CXLV. da ira. de uma idéia. que nos exige alta dosagem de paciência e perseverança. Cientificados e esclarecidos. e envolvamos os sofredores que nos buscam nos tecidos da nossa prece e dos nossos sentimentos bons. Noutros casos. representa nobre e elevada responsabilidade para todos os que nela se envolvem. 225) CXL. Sente que não merece felicidade desonesta e estatuída à base da astúcia. Uma agressão de qualquer natureza faz-se antecipar da vibração selvagem do ódio.. ajudando e passando. cap. que se transformaram e que se deram à sua realidade. pág. 228) CXLIII. conceitos elevados são de fácil aquisição em muitos lugares. da Religião se constata pelo número daqueles que foram modificados. e submetamo-nos... a lição viva para aprendizagem valiosa. cap. rebeldes de tal monta. cap. 12. 12. O erro já lhe não empana o raciocínio e o Espírito não mais se conforma com engodos nem aceita ilusões. portanto. o que representaria impedimento à paz. O plano de socorro e da caridade também exterioriza energia envolvente que permeia o ser a quem objetiva. pág. Em toda e qualquer situação valorizemos a bênção do resgate. 12. cap. Pacientes há. requerendo conhecimento doutrinário seguro e vivência cristalina evangélica. Felizes são os que perdoam. (Glaucus. compreendem a necessidade de criar condições para o desiderato. de buscar o pensamento divino e renovar-se.. cap. A Lei a todos nos alcançará. (Glaucus. 225) CXXXIX.. resolvendo que. O próprio amor.. a enfermidade e a dor são medidas preventivas impeditivas de danos maiores na economia do progresso. só a doença. 12. 233) CXLVII. 12.. de uma convicção.XXXIV para desatar o enfermo das amarras com o delito passado. o agravamento do seu estado. 229) CXLIV. No entanto. 12. A consciência da verdade oferece ao ser consciência lúcida. (Glaucus. desse modo. e quando o ato o alcança eis que ele já está investido da reserva favorável ao registro e aceitação da oferta de amor. por enquanto. cap. de cuja cobrança o desencarnado se faz infeliz intermediário. 224) CXXXVII. que envolve o que lhe cai nas malhas. 12. 224) CXXXVIII. A prova chega quando o aluno realizou o curso. porém. enquanto presos ao leito. pág. Aqueles que se propõem a ajudar. Impõe-se a si mesmo o imposto do resgate como impositivo do próprio êxito. Em todo processo de desobsessão não podemos desconsiderar o concurso do tempo. da perversão. Os que perdoam e ajudam conseguem ainda maior galardão. ensejando. (Saturnino. desse modo. Palavras belas e sonantes. (Glaucus. pág. 227) CXLI. pág. 12. 228) CXLII. sejamos o irmão da caridade. 12. pág. aqueles que conservam as mágoas intoxicam-se.. para a melhora de suas aquisições. envenenamse. predispondo-o à reação compatível ao atentado que venha a experimentar.. porém. pág. seguros de que tudo obedece a Planificação Superior. comprometimentos mais ásperos para eles mesmos. tempo de meditar e transformar idéias.. (Glaucus. 12. 229) CXLVI. do amor. cap. da compaixão.. pág. impossibilita-os de caírem em danos mais graves. porque amparam os maus e os vencem com a luz da misericórdia. cap. pág. cap.

(. menos favoráveis à cura.. reencontro com a consciência. falando a Marta. as medidas humanas da temeridade e da violência somente poderão agravar o mal. o Evangelho é porta de luz para os que gemem na escuridão. a esperança da Humanidade cambaleia nas sombras da violência temporária. todavia. falando ao Sr. pai. 241) CLV. 234) CL. conseqüentemente.. cap. Como nos comportamos em relação a eles. 247 e 249) CLVII. 242) CLVI. falando a Marta. (José Petitinga... 239) CLIII. (José Petitinga. mesmo quando esta jaz entorpecida pela ignorância ou anestesiada pelo crime. pág. perdoássemos".. cap..) em que o amor e o esclarecimento não realizem os seus misteres... estes já se encontram descambando na direção do abismo. 238) CLII.. A vitória do poder da força é ilusória. os trânsfugas dos deveres sublimes. falando a Marta. A única força eficiente é a que se deriva das reservas morais. (José Petitinga. pág. 13. 241) CLIV. pág. 13. 13. Todos sabemos que a vida nos dá o de que temos necessidade para o nosso progresso espiritual e.) Não se iluda: a sombra sobre a sombra não produz claridade. nem oportunidade malbaratada que não traga preciosos ensinos.. pois... a do espírito superior. adiando-o para ocasião em que as reservas do paciente sejam menores e. pág.. Você sabe por experiência pessoal que a morte é entrada na vida. (Saturnino. que podemos aproveitar de futuro. cap.) do pensamento procedem os elos da escravidão ou as asas da liberdade que fixamos às nossas vidas. cap. (. pág. 13. cap. não há tempo perdido. capaz de influir decisivamente na esfera das causas e. 13.. Para quem realmente deseja elevação. Caminho redentor que se abre em oportunidades múltiplas para todos nós. Uma gota de luz vence a treva. pág. 13. 13.. O amor é o pão da vida e. Todos esses que se dizem "indiferentes" com referência ao problema da fé. (Manoel P. porque ela mesma gera a força da reação que a destrói. oneramo-nos ou não de responsabilidades negativas novas. minha filha. cap. cap. de Miranda. 14. acobardam-se dolorosamente ante as realidades da desencarnação. de Miranda. conseqüentemente.. ou chegam as primeiras sombras da travessia pelo vale da morte. indispensáveis para a nossa evolução. negociam. Não olvide a dinâmica do amor. (Manoel P. O poder da oração! Quando os homens compreenderem e se utilizarem realmente dos recursos da prece. a que produz emissão vibratória de alta freqüência. (Saturnino. 13. que atiramos na direção do futuro.. Jesus nos ensinou que: "quando estivéssemos orando e mantivéssemos alguma coisa contra alguém.. em posição quase irreversível. Ore e perdoe para ter saúde e paz. págs. à libertação. cap. cap. O amor é pólen que fecunda a vida. a abundância da segunda nada consegue em relação à primeira. (José Petitinga. 234) CLI. págs. 13. mãe. familiares e amigos são peças importantes. agressão por agressão. pág. 233) CXLVIII.. (Saturnino. cap.XXXV por mal. pág. enquanto o ódio é gás que a interrompe. cap. pág. A violência não liberta e a força não convence. 14. A impiedade nada produz. reexame de atos. fazem promessas. 233 e 234) CXLIX.. Em qualquer obsessão (. no campo dos efeitos. (José Petitinga. Acomodados à irresponsabilidade como vivem. em muito se modificarão os cenários da vida moral na Terra!. oferecendo-nos recomeço em qualquer situação e em todo tempo. conseqüentemente.. esbravejam. debatem-se aflitos. 247) 6a Reunião . falando a Marta. que atua como força realmente poderosa. pois que o Reino do Amor logo advirá.. Mateus. como escasseia. pois. falando a Marta. quando neles irrompem os clarões prenunciadores do novo dia. Marta. (José Petitinga.

13. Mateus . tranqüilos. a bênção do resgate.. Diante. como explicar sua cura? (Idem. sim. 261 a 264. A bênção do resgate . Questões para debate A. sejamos o irmão da caridade. págs. do conhecimento e da esperança. (Cap. recebia agora uma magra pensão do Montepio a que se vinculara. pp. Nem sempre. ele fazia-se mais azedo. quando o solicitaram. A atmosfera psíquica do Sr. parecendo-nos injustos os sofrimentos de pessoas que se enobrecem pelo trabalho e que alçam vôo às regiões do amor. Seguros de que tudo obedece a Planificação Superior. 228-229..) E. Em sua mente. Ver item 84 do texto abaixo.XXXVI Objeto do estudo: Capítulos 12 a 16. ajudando e passando. quase insuportável. Ver itens 80 e 81 do texto abaixo. 235 a 242. contudo. (Cap. não nos apressemos em revelações aventureiras quanto às suas causas. Ver item 82 do texto abaixo.Ante a aflição de alguém é comum querermos saber qual seria a sua causa. dispõem do largo patrimônio do amor e da resignação. Vindo as aflições somente agora. apresentandose irredutível nos pontos de vista. do amor e da compaixão.) H. 273 a 281. produzem e ajudam. a enfermidade e a dor são medidas preventivas impeditivas de danos maiores na economia do progresso. Ver itens 85. dos sofredores. pp. obviamente. págs. só a doença lhes ensejará a oportunidade da reflexão e da transformação das idéias. Que fato levou Mateus Soares de novo ao hospital? (Idem. impressionava a carga de ódio que destilava. porém. se fazia pestilencial pelas emanações fluídicas abundantes que ali campeavam desordenadas.) D. Valorizemos. A Lei a todos nos alcançará. por enquanto. Ver itens 78 e 79 do texto abaixo. pp. na conduta e nas atitudes. Mateus foi levado para o lar. Ver itens 73 e 74 do texto abaixo. 245 a 250. pp. com expressivos sinais de breve recuperação orgânica. O ambiente doméstico.) Texto para consulta 73. 228 e 229) 74. O próprio amor. Irreligioso. lhe falou então sobre os deveres do perdão como normativa da própria felicidade e suas palavras parecem produzir um efeito favorável em Mateus. A enfermidade de Mateus trouxe para a família algum benefício? (Idem. Ver itens 76 e 77 do texto abaixo. Onde dona Rosa Soares adquiriu tanta paciência com o marido? (Idem. Que efeito teve o Evangelho na renovação de Mateus? (Idem. Se Henriette era hanseniana.) F. inspirado por Saturnino. Noutros casos. Açulado pelos Espíritos afins. rogaram a oportunidade do resgate no passado. quando se acreditavam capazes. pp. 86 e 87 do texto abaixo. págs. pois. para a melhora de suas aquisições. 231 a 234) . temperamento rebelde. ameaçara expulsar do lar. José Petitinga. pp. 228 a 281. Mateus sintonizava na faixa do despautério moral e se permitia o conúbio com seus antigos comparsas. com sua presença. 234-235. aos impositivos da Lei.) G. quando necessitava de dinheiro para suas aventuras. para diminuir-lhes o peso do fardo. A prova chega quando o aluno realizou o curso.Após quinze dias de internamento no Hospital do Pronto Socorro. 267 a 272. possuíam as necessárias resistências para produzi-los. uma vez considerado inapto para prosseguir na profissão. quando amam e servem. após examinar os recursos e as possibilidades de determinados pacientes da alma.) B. À medida que a decrepitude das forças se aproximava e temeroso da morte. a esposa abnegada e as filhas. Com a mente viciada por longos anos de desequilíbrio. a lição viva para aprendizagem valiosa e submetamo-nos. Que desfecho tiveram os casos Mariana–Guilherme e Teofrastus–Henriette? E que postura deveriam adotar ante a vida para lograrem sucesso na programação encetada? (Idem. resolvendo que. pp. impossibilita-os de caírem em danos mais graves. o Sr. porém. pp. Ver item 75 do texto abaixo. e envolvamos os sofredores que nos buscam nos tecidos de nossa prece e dos sentimentos bons. Todos esses Espíritos. porém. Tendo sido excelente artista no passado. 250 a 254.) C. É válido promover cerimônia religiosa espírita por ocasião do matrimônio de confrades que a desejem? (Idem. 12. ele sempre descurara dos deveres espirituais para consigo mesmo. Qual a utilidade das vicissitudes e aflições da vida? (Obra em estudo. como conseqüência natural para a verificação da aprendizagem.

comparados com os métodos das trevas. Hoje. continuava nas suas aventuras quimbandistas. O martírio maternal que tem experimentado na atual conjuntura consagrara-a nesta vida. Mateus passaria vários meses no leito. porque ela mesma gera a força da reação que a destrói". o que não conseguiu. comprometendo-se a visitar o pai e a meditar nas novas diretrizes que se lhe deparavam naquelas dolorosas circunstâncias. colérico. (Cap. mas. foi-se transformando em filho do hemiplégico. págs. A resposta da filha fora imprevisível. reabilitando-a da negligência de equivalente compromisso no passado. E. Desde que o Sr. Amália. passando a uma atitude de maior reflexão. para. 234 e 235) 76. liderado por Petitinga. que lhe vieram em auxílio. Ela foi-lhe mãe descuidada em existência próxima. que. disse-lhe Petitinga. A renovação de Marta . modificando-a inteiramente. de queda em queda. Mateus. da humildade e da submissão. págs. fiel cumpridora de seus deveres de filha e irmã. o que levou sua mãe a admoestá-la. acumpliciada com os pesados débitos da última existência. "Uma gota de luz vence a treva. quando retornava ao lar. Ela. (Cap. não são Guias: são cegos arrastando cegos ao abismo em que todos se precipitarão". Marta. 235 a 238) 77. 238 a 242) 78. pôs-se a ajudar a mãe nas costuras.Marta desejava fazer as pazes com o pai. sua folha de méritos era apreciável. ouvindo a balbúrdia que se fizera na casa. imobilizado por uma paralisia parcial.. O grupo espírita. então. onde lutava pela sobrevivência do corpo. substituindo a mãe ao lado dele. A impiedade nada produz". no passado. com urgência. a poucos passos. embora fosse a mais velha das filhas. A moça se encontrava em conflito em relação à prática infeliz a que se . 13. mantendo os horários dos medicamentos. A explicação disso veio dos Espíritos. Mateus retornara ao lar. O benfeitor baiano retrucou dizendo que a violência não liberta e a força não convence. agradeceu emocionada. tentou agredi-la fisicamente. Mateus era coisa incomum. todavia. Marta recolhera-se ao quarto. no entanto. tornou-se voluntariamente a sua companhia generosa. págs. minha filha. levantou-se de seu leito. começou a apresentar sinais comovedores de renovação espiritual. O Sr. de forma a diminuir a crueza das provações naquela casa. graças à interferência providencial de Amália e Mariana. Amália continuava firme nos seus afazeres e Marta. (Cap.Possessa pelo ódio surdo. aumentando a receita doméstica de forma expressiva. 14. armado com uma acha ameaçadora. Marta replicou dizendo que eles têm a força e libertam as vítimas da obsessão pelo uso dessa força. certa noite. asseverou Petitinga. dele recusando-se a sair. porém. (Cap. "A vitória do poder da força é ilusória. que nada podem. Adalberto.O refazimento psíquico de Mariana fê-la reconsiderar as atitudes íntimas de animosidade mantidas contra o pai e. 13. recebendo nos braços como filhos os inimigos de ambos. 13. A ferida cirúrgica voltou a sangrar e ele foi levado. Acompanhando-o da Espiritualidade.. cambaleou e tombou ao solo. afirmou-lhe o apóstolo do Espiritismo na Bahia. que fez uma longa digressão sobre os métodos da luz. viu-se que o poder dos argumentos e a força moral do velho doutrinador acalmaram a atormentada. Mariana . ao contrário dos espiritistas. era excelente servidora. Possessa e desrespeitosa. que já freqüentava a casa desde a enfermidade de Mariana. "Tais Espíritos. mesmo sabendo do que sucedera ao pai. ao Pronto Socorro. no lar e na arte do bordado. ajudando-o na higiene. apiedada.A paciência de Dona Rosa Soares em face dos desmandos do Sr. renovava-se-lhe a paisagem interior. depois de sua fuga para a Bélgica. O Sr. ressarcir o crime da irresponsabilidade junto a ele e chamá-lo à observância dos deveres de que se descurara acintosamente. Revelações do passado . 245 e 246) 79. Lamentável incidente . a abundância da segunda nada consegue em relação à primeira. furiosa. acordado subitamente. que. a chamou à responsabilidade e lhe mostrou a insuficiência dos recursos espirituais votados ao mal. ela. também auxiliava materialmente a família. à medida que o conhecimento espírita lhe penetrava a mente e o coração.Mariana estava se revelando dedicada cooperadora na Casa espírita.. com diagnóstico de embolia cerebral. contudo... que. agrediu moralmente Dona Rosa com palavras fortes e azedas e. reagiu negativamente às palavras do notável espiritista baiano. ganhando fora do lar em trabalho modesto e honrado o pão com que ajudava na manutenção dos demais familiares. rogou a oportunidade de ser-lhe esposa. pelo exemplo da paciência. ante o carinho de todos. que redundou em homicídio nefando.XXXVII 75. O temor de Marta . enquanto esta cuidava das tarefas do lar. após uma oração feita por Miranda e passes ministrados por Petitinga. José Petitinga a visitou e lhe disse da importância de vivermos em paz com nossos familiares. mas temia que ele não a recebesse devidamente. após um longo diálogo.. págs.

passado um mês da última hospitalização. explicando que a leitura atenderia também aos sofredores espirituais que porventura estivessem vinculados ao enfermo. valendo-se de suas amizades. com toda a família presente. no qual ela jornadeasse atada a cordas grossas que a conduziam. que lhe provoca também a sensação da dor. na carne. aqueles a quem nos dirigimos. para a elevação dos deveres. agora. gerando a embolia. págs. Ana Maria comovera os visitantes pela tristeza que refletia nos seus olhos angustiados e rosto melancólico. não existe tempo perdido. A cena era comovedora. e depois passasse a freqüentar a Casa espírita. De novo no Lazareto . Em seguida. "O Evangelho segundo o Espiritismo". dizendo que uma atitude honesta faz-se acompanhar de fluidos convincentes que envolvem.XXXVIII devotara por longos anos.Por recomendação de Saturnino. Mateus fora um último recurso tomado pela Espiritualidade no sentido de ajudar o chefe da casa a despertar para as realidades da vida: aplicando-lhe recursos magnéticos.. em que os medicamentos eram também insuficientes. págs. A resposta do extraordinário evangelizador baiano foi positiva e ele aproveitou para mostrar a importância do Evangelho no lar. pois que ele não pretendia apresentar qualquer acusação. com sinais de arroxeamento na face e nas orelhas. trazido pelo Policial. Mariana perguntou então a Petitinga se seria válido ler para o seu pai. a antiga noiva atormentada e inditosa do irmão Teofrastus. nem oportunidade malbaratada que não traga preciosos ensinos. "Não há força que tenha mais força que a força do amor". rompe a couraça de sombra que nos envolve e a claridade rutilante da vida nova produz. vem como instante de dor. com muito esforço. aplicar recursos salutares na paciente e nas suas companheiras. 14. (Cap. eram surpreendentes. um exemplar d' O Evangelho segundo o Espiritismo. (Cap. 14. que fora ouvir seu depoimento contra o Sr. falou sobre o poder do pensamento. Marcondes veio visitar sua vítima e lhe pediu desculpas. o que lentamente lhe modificou os painéis mentais. em nos penetrando a alma. Petitinga e Miranda foram ao Lazareto visitar Ana Maria. O momento de renovação. poderosos. compreensivelmente. o que acabou acontecendo.A recuperação orgânica e a renovação espiritual do Sr. 246 a 250) 80. Mateus pediu que tudo fosse esquecido. De igual modo. continuando a assistência espiritual nos dias seguintes. O recurso da doença na libertação de Mateus . pediu-lhe perdão. 15. na primeira visita. Marcondes Pereira. trôpega. 257 a 261) 82. onde estudaria as Obras de Kardec e mais tarde poderia colocar suas faculdades medianímicas a serviço do Cristo. sempre que possível. O pai. A dor lhe abrira as portas da compreensão da família e da paz no lar. completou Petitinga. A voz saía a custo. Os fatos iam-se encaminhando de uma forma promissora e foi então explicado por Saturnino. ajudando-o a descobrir o mundo novo do espírito para a própria felicidade. que não fora afetada pela embolia. tornou-se digno do gesto da filha e cingiu nos seus os dedos de Marta. um despertar de cruel pesadelo. Tudo lhe parecia. 250 a 254) 81. Singularmente desfeita. Petitinga. (Cap. Seis meses depois. que a embolia cerebral do Sr. disse Petitinga. Naquele tempo. o ar balsâmico do Cristo. por insistência de . os Espíritos libertaram a bolha de ar que se alojou em circuito especial do cérebro. conseguiu permissão para visitar Ana Maria e levou-lhe de presente. as visitas aos portadores do mal de Hansen eram raras e difíceis e os pacientes viviam entregues a quase total abandono. esclarecendo que todos sofremos os reflexos uns dos outros. Sugeriu-lhe que procurasse seu pai e lhe pedisse perdão. permitindo-lhe deslocar o centro de interesse. ajoelhou-se ao lado do corpo semimorto no leito e. no entanto. teve desdobramentos inesperados. antes vinculado ao jogo. O antigo obsessor já fora deslocado desde a primeira visita e recolhido por Glaucus e Ambrósio a Hospital na esfera espiritual. para quem realmente deseja elevação. tal como o ar que penetra no pulmão do recém-nascido. Mateus.O culto do Evangelho realizado no quarto do Sr.. Petitinga explicou-lhe que o Evangelho é porta de luz para os que gemem na escuridão e que. em reunião mediúnica realizada na União Espírita Baiana. de mente açulada por alucinações indescritíveis. medo do revide dos seus ex-comparsas. que o havia ferido no recinto do jogo. utilizando as forças ectoplásmicas dos visitantes. tomou a mão direita do genitor. Saturnino falou também da importância das leituras que Mariana fazia junto ao leito do enfermo. Notavam-se lágrimas nos olhos do enfermo e Marta. como também daqueles que estagiam fora do invólucro material. Dias depois. Marta tinha. Saturnino aproveitava essas oportunidades para. Leitura do Evangelho junto ao leito . págs. cega. abençoando-a em silêncio e emotividade com o esquecimento do mal e a esperança do bem. Procurado em sua casa pelo Delegado de Polícia. inexoravelmente. visivelmente sensibilizada. angústia passageira e passageira apreensão. beijando-a. Petitinga a encorajou. Mateus.

através do que armazenou argumentação para uso próprio e confiança ilimitada no auxílio divino. sem palavras. foi. desajeitadamente tocou o antigo adversário e permaneceu mudo. Reencontro de Espíritos em resgate .XXXIX Petitinga. outros pareciam sonâmbulos em inquietação. conduzido a tratamento necessário em Organização especializada no plano espiritual. O noivo quis saber de Petitinga se era válido fazer uma cerimônia espírita por ocasião do casamento. esclarecendo o objetivo daquele encontro. Mateus e a matrona tocou o futuro neto com mãos delicadas.A renovação espiritual no lar dos Soares. O milagre da dor produzira a bênção da misericórdia da união de todos. págs. que fluíam silenciosas e doloridas: "Ajuda-me. instruindo-se nas suas lições preciosas. porque. Ana Maria foi submetida a rigoroso exame e considerada curada. e o aproximou de Ana Maria. e Adalberto queria aproveitar a data para anunciar o seu noivado. era visível. Convidando Mariana e Adalberto. Ele convocou a todos para o perdão e o esquecimento das mágoas. subitamente adornada de tênue luz que se lhe originava do plexo solar. para que não transformemos a festividade num culto exterior inadmissível. sem ministros. Se alguém quiser fazer uma oração. convidada a atuar nas experiências mediúnicas. págs. terá incontáveis limitações de muita natureza. porém.A filha mais velha de Mateus. asseverou o nobre Instrutor Espiritual. o teu entusiasmo e a tua sabedoria. sem aparências nem representantes. trêmulo. em que passou a sofrer um cerco nefando dos excomparsas espirituais. Talvez não consiga firmar-se na primeira tentativa de renascimento. 273 a 277) 86. Amamentá-lo-ás e lhe fornecerás a forma orgânica. a mesma Henriette dos tristes acontecimentos da época inquisitorial. aos teus anelos. sua doença era apenas um simulacro. meu filho. (Cap. Socorre-me com a tua presença e não . O noivado de Mariana . Submetendo-se a carinhoso tratamento de passes magnéticos e fazendo-se membro atuante dos trabalhos doutrinários. por cuja mediunidade diversos dos membros das suas anteriores crenças receberam a luz esclarecedora da razão. Os seus fluidos possivelmente intoxicarão venenosamente a forma débil do feto. ela não era hanseniana. todos se mostravam tranqüilos. Petitinga conseguiu localizá-la em casa de uma família espírita que.. Ajuda-me com o teu vigor. ainda. que se apresentava desfeito. cinco meses após iniciado o repouso do Sr. como se sabia. Depois. Mateus. Ajuda-me com o teu perdão e favorece-me com esta oportunidade". Misturou as suas nas lágrimas dele. cujo prazo de permanência entre o grupo chegava ao fim. não conseguiu dominar as lágrimas abundantes. que o faça em particular. solicitando-lhe a receptividade fraterna. por fim.. tentarei ser-te mãe cuidadosa. Glaucus apresentou Guilherme ao jovem. Ana Maria tocou a face do inditoso afeto. dizendo: "Serás. passou a estudar o Espiritismo com interesse. em espírito e verdade. com coloração opalina. tu que sempre foste mais eloqüente do que eu. laconicamente. 16. Alguns estavam lúcidos.À noite. embora soubesse do local de onde ela procedia. aos poucos. com indizível sofrimento estampado na face. mesmo nas ocasiões de casamento. 261 a 264) 83. como foste a preocupação dos nossos dias já passados". e não há qualquer culto externo no Espiritismo. meio acanhado. Após a recepção de passes. após experimentar desequilíbrios perfeitamente compreensíveis.Glaucus conduziu o antigo mago de Ruão. (Cap. Glaucus interveio para explicar que Guilherme seria. 15. Glaucus falou a todos. 15. págs. Mariana avançou e envolveu-o em abraço de pura ternura e. 16. às tuas ansiedades". irmãos do futuro e de sempre. Ambrósio chamou Dona Rosa e o Sr. no caminho da evolução. não recusou a mão caridosa dirigida à sua recuperação total. págs. amado Teo – disse lenta. explicando que as circunstâncias e os locais são bancos e lições da Grande Escola da Evolução. Mas voltará. E disse-lhe: "Devolvo-te o amor não fruído. o grupo reuniu-se na União Espírita Baiana para um encontro provocado pelos Instrutores. contraído. Guilherme baixou os olhos e. Ele. O destino de Teofrastus . (Cap. (Cap. onde se reuniam vários desafetos de há pouco. Aproximava-se o décimo sétimo aniversário de Mariana. sem fórmulas nem ritos. "Todos nascemos e renascemos para sublimar até à libertação". falou a Guilherme comovidamente: "Incapaz de ser-te esposa vigilante. a alegria da nossa velhice. 264 e 265) 84. sim. 267 a 272) 85. desertando dos propósitos acalentados e iniciando nova trajetória em suas vidas. pois que aquele deveria renascer em seu lar. em que se tornaria. amores do passado. A resposta do notável líder espírita baiano foi muito clara: o Espiritismo é a Doutrina de Jesus. aproveitando o repouso do corpo. que em breve se casariam. A mediunidade de Marta . A reunião foi presidida por Glaucus. exigindo-te sacrifícios e vigílias. Tê-lo-ás no seio materno e nos braços da ternura. um instrumento disciplinado. Mateus.

14. o ar balsâmico do Cristo. de Miranda. ajudar-nos-emos. em seguida. o responsável pela tragédia de Ruão. começou a refletir luz prateada que lhe fluía do cérebro.. Nesse sentido.. cap.. (Allan Kardec. págs. Ela esclareceu: "Ajudando-o.XL me deixes mais sozinha. angústia passageira e passageira apreensão. é.. agora que te reencontrei. concentrando-se demoradamente. "Não serão incursões românticas ao jardim das delícias ou ao oásis do repouso. a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. de Allan Kardec. O momento de renovação ocorre como instante de dor: o ar que penetra no pulmão do recém-nascido. cansado. pág. que. Ana Maria arrematou: "Aprendi. dos Condicionamentos psicológicos e até mesmo aos estados de nevrose. como conduzi-las e com elas operar. 14. devido ao tratamento a que ele se submetia no plano espiritual. A uma causa física. e pediu a Ana Maria que ela rogasse a Deus por ambos.. opõe-se uma força física. dependendo exclusivamente de como refaçamos a senda". vencido por si mesmo.Glaucus.. em lhe penetrando a alma. sem precipitação. resolvi amar e ajudar o meu próximo e deparei-me comigo. mecânicos. "Repontarão à nossa frente outros amores e outros desafetos. cap. os perigos da má prática mediúnica. cap. Dizia-se muito fraco. pág. a mediunidade requer cuidados especiais. o melhor roteiro para médiuns e pessoas que desejem conhecer as faculdades medianímicas do homem. então. cap. em que Ana informou que seria mãe também de Jean Villemain. cap. (Cap.. compreensivelmente. Em todos os casos de obsessão. com a cabeça caída sobre o ombro da noiva antes infortunada.. orou a Jesus.. (Manoel P. para atender às finalidades a que se destina. concluiu o Instrutor espiritual. 14.) A obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral. com Deus e com o meu irmão'. A sala humilde fez-se brilhante e tinha-se a impressão de que sutil aroma perfumava o ar. cap. poderemos falhar. citado por Manoel P. a prece é o mais poderoso meio de que se dispõe para demover de seus propósitos maléficos o obsessor. pág. também. O nosso pretérito não está aqui todo representado. assentiu. em grupos. Serão tarefas e responsabilidades que assumimos perante nós mesmos. em criança. O que ocorre normalmente nesses chamados desenvolvimentos instantâneos.. 14. ainda. explicando em seguida por que Jean não estava presente. não O achava.. 248) CLXII. XIV.. os médiuns e os experimentadores honestos.. rompe a couraça da sombra que a envolvia e a claridade rutilante da vida nova lhe produz. de Miranda. 16. Glaucus. "O Livro dos Médiuns". no cuidadoso estudo e na carinhosa observação vigilante. sem exigências. O sustentáculo da fé . definido. 16. Glaucus lembrou a importância da oração e do trabalho no bem como sustentáculos da fé. cap. vestindo-o totalmente. quando o procurava dentro de mim. págs. advertiu a todos que os compromissos redentores nos desenham também aflições e resgates.. Assim também. Concluindo suas palavras. os que desejam reais e proveitosos resultados da mediunidade e da sua prática. Como qualquer outra faculdade psicológica ou função fisiológica. de Miranda. Ele foi mau porque deixou que o seu amor por mim o enlouquecesse". Poderemos lograr êxito. (Manoel P. 279 a 281) Frases e apontamentos importantes CLVIII. 277 a 279) 87. XIV. a sensação da dor. em Ruão. quando estudava o Evangelho. Resguardem-se. asseverou o Benfeitor Espiritual. do Animismo. tinha-O perdido. Buscando Jean e o ajudando. 248) CLIX. pág. em "A Gênese". (. (José Petitinga. em "A Gênese". que dá ascendência a um Espírito mau." A resposta de Teofrastus foi emitida com grande humildade. atendimento a requisitos próprios e condições específicas que lhe facultem a educação e o desdobramento de recursos. etc. de Miranda. 14. (Cap. Seguiu-se um diálogo comovente. 249) . falando a Marta. que a tudo ouvia. este conceito que nunca esqueci: `Quando eu buscava Deus fora de mim. E fortemente inspirada por Glaucus. achar-nos-emos os três na felicidade. pág. pois eu não suportaria. pertence aos capítulos da Sugestão. a fim de se credenciarem à assistência dos Bons Espíritos.. Fortaleçamo-nos no bem. 248) CLX. provoca-lhe. 248) CLXI." Teofrastus. ensejando-lhe a vida extra-uterina. pois que só o bem nos fortalecerá devidamente para os embates porvindouros". citado por Manoel P. (Kardec. melhorando-se moral e espiritualmente.

254) CLXVIII. rogam. cap. (Saturnino. Esse é intransferível. consolar os infelizes do Além-Túmulo. (. 255 e 256) CLXX. Numa casa onde se acende a claridade do Evangelho. 14. para jornadear na busca da harmonia que lhe faz falta.. 14. poderosos. com uma fascinação a caminho do desastre obsessivo. repetir as experiências memoráveis de quando Ele esteve entre nós. dos sentimentos espirituais. Esse. através das mãos da caridade.) o salário do servo devotado é a esperança de melhores horas. para a continuação do empreendimento de luz interior. exterioriza e difunde. irreversível: o que temos para nós próprio.XLI CLXIII. A simples mudança de clima impõe ao organismo adaptação necessária. que os mais calcetas e inveterados adversários da razão. falando a Marta. Uma atitude honesta faz-se acompanhar de fluidos convincentes. pág. Ora. É evidente que a messe de luz muito favorece a riqueza da arca que a recebe. estabelecem-se resistências capazes de suportar as descargas da agressão da maldade originada num ou noutro plano da vida. plasmaremos imagens superiores e viveremos emoções vitalizantes que nos esboçarão os pródromos da paz interior que. modificam os conceitos logo se deparam com as perspectivas próximas da desencarnação e. unido nos liames da comunhão pela prece. Sabemos. (José Petitinga. com a paz de todos os instantes. cap. pág.) A palavra evangelizante dirigida a ele atenderá. Todo compromisso que assumimos espontaneamente merece consideração. (José Petitinga. aqueles a quem nos dirigimos. sintonizados com a idéia da Vida Excelsa. Quando um grupo ora.. cuidar dos obsessos e iluminar a consciência de obsidiados e obsessores. a . aos sofredores espirituais que porventura se lhe vinculem por esta ou aquela razão. nutrindo-se das nossas forças. como ocorre nas obsessões. A prece e a lição edificante transformam-se em potentes ondas de energia vivificadora que beneficia todos os que delas participam. 15. Jesus. em todo processo em que há uma vinculação constringente de um desencarnado sobre um encarnado. mas libertar-se do erro em que eles se demoram. Naturalmente que uma organização fisiopsíquica aclimatada às emanações fluídicas mais grosseiras se ressentirá. erguem-se defesas poderosas. também. que envolvem. 14. referindo-se à irmã Rosa Soares. cap. quando menos. tempo para refazer o caminho e preparar-se. 254) CLXIX.. cap.. 250) CLXIV. por ser o Espiritismo o Consolador prometido por Jesus. cap. A expressão "desfazer os vínculos" deve ser substituída por "modificar as vinculações". 14. cap. 253) CLXVI. em todas as dimensões. (. No entanto. por fim. págs. (. impedindo a invasão das forças desagregadoras da erraticidade inferior. A idéia que o homem plasma e cultiva. págs. porque em verdade você não deseja abandoná-los. é o pão da vida e resolverá o problema. Ele a nutrirá com superior alimento. em se afastando do conúbio habitual de que se nutria. 258 e 259) CLXXI. por experiência e observação. traduz o seu estado. pág. do siso. a sua altura moral e espiritual.) Não há força que tenha mais força do que a força do amor. libertando-os da suprema ignorância das realidades espirituais. Assim. pág. é o ministério do Espiritismo: trazer de volta Jesus-Cristo aos corações sofridos da Terra. (José Petitinga. págs. (José Petitinga. semear o amor em todas as modalidades. pág. (José Petitinga. cap.. falando a Mariana. (Manoel P.. de Miranda. nos dominará. desatar os laços constritores que ligam desencarnados em perturbação a encarnados que se perturbam. Aliás. inderrogável.. 252 e 253) CLXV. deparamo-nos com uma obsessão em curso ou.. porém. 14. para com a nossa evolução. O Universo todo são permutas. 14. 15. (Saturnino. As Entidades que se nos vinculam ou com as quais nos imanamos tornam-se comensais das nossas emanações psíquicas. 14. desesperados.. pág.. ao qual se encontra nobremente vinculada. ou vice-versa. cap. 259) CLXXII. sem dúvida. como fazem crer. falando a Marta.. (José Petitinga. cap. 254) CLXVII. só um compromisso nos parece verdadeiro.. Não há porque recear. embora não acreditando na continuação da vida..

pág. pág. na qual cada um é responsável pelos próprios atos. Não creias. citado por Manoel P. em quem me agrado". se maus forem seus próprios Espíritos. em espírito e verdade. constitui o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas. Não se firma <o Espiritismo> em enunciados estranhos à Boa Nova e tudo quanto os Espíritos informaram ao Missionário Allan Kardec se encontra fundamentado nos Evangelhos.. batizou. cap. respondendo por eles.. o que está nas leis da Natureza e o que não passa de ridícula crendice. pág. (José Petitinga. de Miranda. sem aparências nem representantes. de Miranda. de Miranda. que certas pessoas teriam." (Item 551 d' O Livro dos Espíritos. formam uma única. (José Petitinga. ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. mostrando a realidade das coisas e suas verdadeiras causas. O conhecimento lúcido dessas duas ciências que. conforme anotaram os Evangelistas e que João acrescenta: "Ele é o Filho de Deus". aquele ato. 15. (José Petitinga.)" (Item 552 d' O Livro dos Espíritos. O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem número de fábulas. conforme o conhecimento que tenha da Imortalidade. Deus não o permitiria. O que os sábios conseguiram nestes tempos foi constatar a legitimidade da existência post-mortem e comprovar a preexistência do Espírito. de enfeitiçar? "Algumas pessoas dispõem de grande força magnética. diante de todos. fazer mal ao seu próximo? . Não há. Foi por adotar as práticas do Paganismo em crepúsculo que o Cristianismo nascente sofreu as adulterações que redundaram na sua paulatina extinção. pág. É a religião do amor e da verdade. pág. pág. pág. Pode um homem mau. (José Petitinga. porém. cap. caso em que possível se torna serem secundados por outros Espíritos maus. pág. 15. de que podem fazer mau uso. 265) CLXXVI.. 265) CLXXIV. Nas práticas externas e no culto luxuoso da atualidade. antes do corpo. 16. sob a designação sânscrita de Carma. (José Petitinga. Os Espíritos sempre se comunicaram e falaram dos renascimentos. de Miranda. 264) CLXXIII. porque revela o que é possível e o que é impossível.. pág.. revive o Cristianismo. 15.. pág. Que se deve pensar da crença no poder. 16. das Leis de Causa e Efeito. porém. cap. não há qualquer culto externo no Espiritismo e se houvera teríamos a sua morte anunciada já para breve. cap. 16. 271) CLXXIX. 272) . fenômeno confirmado pelo que todos ouviram. que só existe na imaginação de criaturas supersticiosas. (Manoel P. que encontramos das lições vivas e puras do Cristo? Onde e quando vimos Jesus praticando atos que tais? (José Petitinga. 271) CLXXX. conforme predicou Vianna de Carvalho. a bem dizer. também. repitamos: em espírito e verdade! (José Petitinga. cap. 16. sem fórmulas nem ritos. com o auxílio de um mau Espírito que seja dedicado. porém. Nunca.. cap. dos deveres. definindo-o como o Messias. 16. Sendo Doutrina dos Espíritos. 16. 16.(. em toda a Codificação um só item que se não alicerce nos ensinos do Cristo. comentário ao item 555 d' O Livro dos Espíritos. 272) CLXXXII. naquele momento em que clamava uma voz: "Este é o meu Filho dileto. cap. acompanhar de esforço muito grande. Ele <referimo-nos a Jesus e seu batismo> se permitiu receber de João. cap. 270) CLXXVII. para elaboração de outras condições íntimas e conveniente sintonia. cap.. num pretenso poder mágico. "É a religião da Filosofia. cap. a Filosofia da Ciência e a Ciência da Religião". pág. sem ministros."Não. 15. O Espiritismo é a Doutrina de Jesus. Não. com a conseqüente sobrevivência após a morte do corpo. em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. cap. Em todos os tempos encontramos os chamados "mortos" falando aos chamados "vivos". 271) CLXXXI. conhecidas desde remotíssimas civilizações. (Allan Kardec. citado por Manoel P. 265) CLXXV. 270) CLXXVIII. ora confirmados universalmente pelos Espíritos. citado por Manoel P. para que se soubesse ser Ele o esperado.XLII alteração da "psicosfera" se faz.

anseios e ternuras são etapas a vencer na rota do grande amor que um dia nos unirá a todos como irmãos verdadeiros. iremos transferindo para outrem o que nos cabe fazer. considerando a luz soberana que brilha sobre nós. nós mesmos.. germinando no solo dos nossos espíritos a benefício nosso.. concitando-nos ao avanço.. cap. parentes. pela decorrente comunhão com o Alto. que desenvolvem o egoísmo e a posse anestesiante. tinha-O perdido. permitam-nos a redundância. 16. (. experimentando. pág. também. jornadeando nas manifestações. O verdadeiro amor não se enclausura em determinadas expressões do sentimento. interiormente.doc ." (Ana Maria. cap. (Glaucus. 274) CLXXXVI. porém. no silêncio do quarto. Poderemos lograr êxito. aprendendo. 16.) Tenhamos em mente a necessidade da oração e do trabalho como meios de sustentação da fé. Repontarão à nossa frente outros amores e outros desafetos. fora dela. (Glaucus. em posições diversas: filhos. 274) CLXXXVII. pág. Que tenhamos mais atitudes do que palavras!. pág. dependendo exclusivamente de como refaçamos a senda. 16. devemos fazê-lo.) Fortaleçamo-nos no bem. Os nossos compromissos redentores nos desenham. na condição de amores que se abraçam em novas comunhões e efusões. quando o procurava dentro de mim. 272) CLXXXIV. Serão tarefas e responsabilidades que assumimos perante nós mesmos. irmãos. O Espiritismo é a religião que religa. cap. Assim. na intimidade dos corações. nos momentos ásperos que surgirão indubitavelmente. Esqueçamos as mágoas que são nuvens perturbadoras. 16. (Glaucus. (José Petitinga. não O achava. "Quando eu buscava Deus fora de mim. aflições e resgates. cap. cap. podemos fazê-lo. pais... valorizando oportunidades.XLIII CLXXXIII. Ódios e paixões. citando um conceito que ela aprendeu em Ruão. pág. Não serão incursões românticas ao jardim das delícias ou ao oásis de repouso. antes se dilata em múltiplas manifestações encarregadas de ampliar os recursos entesourados da afeição. através da família. a criatura ao Criador. (. orar. (José Petitinga. pois que só o bem nos fortalecerá devidamente para os embates porvindouros. em particular. França. E como orar é banhar-se de luz e penetrar-se de paz. E não poderíamos formular uma oração de ação de graças em momentos que tais? <Adalberto fez essa pergunta referindo-se ao casamento>. 278 e 279) CLXXXVIII. 16.. 272) CLXXXV. 279) GEEAG Grupo de Estudos Espíritas Abel Gomes Astolfo Olegário de Oliveira Filho Agosto/2000 Nos Bastidores da Obsessão. O amor nos ajudará. cap. abramos o coração e a mente à esperança que é semente de vida. de verbo fácil e inspirado. 16. – Sim. resolvi amar e ajudar o meu próximo e deparei-me comigo. sem dúvida. Uma oração pública requer sempre alguém mais bem adestrado. págs. cada um. ou. com Deus e com o meu irmão. poderemos falhar. pág. Não nos importem as sombras.

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