Departamento de Matemática

Escola Superior de Tecnologia de Viseu
Instituto Politécnico de Viseu
Análise Matemática II
Engenharia Electrotécnica
2009/2010
 
INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA Simb Dep


Departamento Matemática
Unidade
Curricular
Análise Matemática II

Ano 1º Semestre 2º

Curso Eng. Electrotécnica Ano lectivo 2009/2010 ECTS 5.5

Distribuição das horas de contacto
Tempo
total de
trabalho
(horas)
Teóricas
Teórico-
práticas
Práticas e
Laboratoriais
Trabalho
de
campo
Seminário Estágio
Orientação
tutória
Outras
19,5 39 146

Docente Responsável Outros Docentes
Márcio Dinis do Nascimento de Jesus





Programa previsto no correspondente semestre
Página 1 de 5
Objectivos – Competências


- Desenvolver a capacidade de raciocínio.
- Sensibilizar os alunos para a extensa aplicação dos conteúdos da disciplina de Análise Matemática II.
- Proporcionar os fundamentos básicos dos métodos quantitativos, usualmente aplicados nas áreas de
Engenharias.
- Dotar os alunos de conhecimentos relativos à selecção de métodos e processos que melhor se ajustem à
resolução de um problema concreto.
- Estabelecer sempre que possível a ligação entre os conteúdos programáticos e a vida real.
- Usar correctamente a linguagem Matemática no desenvolvimento de técnicas de Cálculo que permitam
criar ou aprofundar conhecimentos essenciais à continuação de estudos nos anos posteriores.


Neste sentido, pretende-se que o aluno domine os vários assuntos do programa de forma a poder utilizá-los
com sentido crítico e destreza noutras áreas da Matemática, Física e Engenharia que fazem parte da sua
formação e ainda que desenvolva as suas capacidades de raciocínio indutivo e dedutivo, de clareza e de rigor
na linguagem, tendo presente que estas são qualidades cuja importância se reflecte nas mais diversas
actividades, especialmente fora do âmbito da Matemática.



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ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA


Unidade
Curricular
Análise Matemática II
Ano 1º
Semestre 2º
Ano lectivo 2009/2010




Programa previsto no correspondente semestre
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PROGRAMA

1. Equações diferenciais
1.1. Definição e conceitos básicos.
1.2. Equações diferenciais de variáveis separadas e separáveis.
1.3. Equações diferenciais homogéneas de primeira ordem.
1.4. Equações diferenciais exactas.
1.5. Equações diferenciais lineares de primeira ordem.
1.6. Transformadas de Laplace: definição e propriedades.
1.7. Equações diferenciais lineares de ordem n.
1.8. Sistemas de equações diferenciais lineares de ordem n.

2. Séries numéricas e de funções
2.1. Definições e exemplos.
2.2. Algumas propriedades das séries. Critério do termo geral para a divergência.
2.3. Série geométrica, série de Mengoli e série de Dirichlet.
2.4. Critérios de convergência para séries de termos não negativos.
2.5. Séries alternadas: critério de Leibniz.
2.6. Séries absolutamente convergentes e séries simplesmente convergentes.
2.7. Estudo da convergência de uma série de potências. Série de Taylor e de Maclaurin.
2.8. Séries de Fourier.

3. Análise Complexa
3.1 Plano complexo.
3.2 Tópicos de diferenciação complexa.
3.3 Tópicos de integração complexa.
3.4 Transformadas de Fourier.




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Unidade
Curricular
Análise Matemática II
Ano 1º
Semestre 2º
Ano lectivo 2009/2010




Programa previsto no correspondente semestre
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Metodologias de Ensino/Aprendizagem



A abordagem dos conteúdos de Análise Matemática II irá ser feita de uma forma simples onde se
utilizará exemplos concretos para motivação, e de seguida recorrer-se-á ao método expositivo para
se leccionar esses conteúdos, utilizando as novas tecnologias. As aulas teórico práticas serão
divididas em três partes: interpretação de enunciados, resolução dos exercícios por parte dos alunos,
discussão colectiva e individualizada das questões que o problema possa suscitar. Será essencial que
as aulas teóricas e as aulas teórico práticas estejam sincronizadas. Por isso, quem frequentar as aulas
teóricas deverá ser capaz de resolver os problemas das aulas teórico práticas sem necessidade de
qualquer introdução teórica adicional. Os exercícios realizados nas aulas teórico práticas encontrar-
se-ão no “caderno de exercícios” que irá ser disponibilizado na plataforma.

















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Ano 1º
Semestre 2º
Ano lectivo 2009/2010




Programa previsto no correspondente semestre
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Metodologias de Avaliação

Durante o semestre, irão decorrer duas horas de apoio à Análise Matemática II, onde irão ser
abordados alguns dos conteúdos leccionados no secundário e nas unidades curriculares de Análise
Matemática I e Álgebra Linear e Geometria Analítica. A presença e a avaliação são facultativas e
poderão contar 10% para a avaliação em todas as épocas da unidade curricular de Análise
Matemática II.

1-Época normal
1.1. Por frequência: uma prova escrita.
O aluno pode optar por uma avaliação contínua. Para tal, deve efectuar testes ao longo do semestre.
Neste caso, obterá aprovação à unidade curricular se
máximo { T, F, 0.5T+0.5F, 0.45T+0.45F+0.1A,0.9F+0.1A} ≥ 10 e F≥ 7.5 ,
onde T designa a classificação final dos testes, F designa a classificação obtida na prova de
frequência e A designa a classificação obtida nas aulas de apoio à Análise Matemática II.
Observação: Ficam dispensados de fazer a prova de frequência todos os alunos que obtiverem em
todos os testes uma nota superior ou igual a 9,5 valores. Neste caso, a nota final será obtida a partir
da classificação final dos testes. Caso o aluno obtenha nota inferior a 5 valores num dos testes, só
poderá obter aprovação à unidade curricular por exame.
1.2. Por exame: uma prova escrita
O aluno obterá aprovação à unidade curricular se
Máximo {0.9E+0.1A, E}≥ 10,
onde E designa a classificação obtida no exame e A designa a classificação obtida nas aulas de apoio
à Análise Matemática II.

2 - Época de recurso: uma prova escrita
Pode participar na época de recurso o aluno que não obteve aprovação na época normal ou o que,
tendo obtido aprovação na época normal, pretenda fazer melhoria de classificação.
O aluno obterá aprovação à unidade curricular se
Máximo {0.9E+0.1A, E}≥ 10,
onde E designa a classificação obtida no exame e A designa a classificação obtida nas aulas de
apoio à Análise Matemática II.
Observação: Não é permitido o uso de calculadora nas provas de avaliação.
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Ano 1º
Semestre 2º
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Bibliografia

Livros base

- Larson Hostetler Edwards, Cálculo – Volume1, oitava edição, McGraw Hill, 2006.
- Larson Hostetler Edwards, Cálculo – Volume2, oitava edição, McGraw Hill, 2006.
- Maria A.Carreira e Maria S.M. de Nápoles, Variável Complexa, teoria elementar e exercícios
resolvidos, McGraw Hill, 1997.

Outros livros

- Agudo, F., Análise Real, Escolar Editora, Lisboa 1989
- Almeida, Elisabete; Costa, Cristina; Dias, Teresa; France, Helena; Pestana, Paula e Ribeiro, Odete,
Resolução de Frequências/Exames de Análise Matemática I, Departamento de Matemática da Escola
Superior de Tecnologia - Instituto Superior Politécnico de Viseu, 2002
- Costa, Cristina; Dias, Teresa; France, Helena e Pestana, Paula, Análise Matemática I e Análise
Matemática, Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia - Instituto Superior
Politécnico de Viseu, 2002
- Dias, Teresa; France, Helena e Pestana, Paula, Análise Matemática II, Departamento de Matemática
da Escola Superior de Tecnologia - Instituto Superior Politécnico de Viseu, 2001
- Dias, Teresa; France, Helena e Pestana, Paula, Resolução de Frequências/Exames de Análise
Matemática II, Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia - Instituto Superior
Politécnico de Viseu, 2001
- Ferreira, M., Equações Diferenciais Ordinárias, McGraw Hill, 1995
- Guidorizzi, H., Um curso de Cálculo, Livros Técnicos e Científicos Editora, 1987
- Krasnov, M. & Kiseliov, A. & Makarenko, G., Problemas de Equações Diferenciais Ordinárias,
McGraw Hill, 1998
- Piskounov, N., Cálculo Diferencial e Integral, Editora Lopes da Silva, 1992

 
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2009/2010
(Apoio Teórico)
 
Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais
Sum´ ario
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
1.2 - Equac¸ ˜ oes dif. de vari ´ aveis separadas e separ ´ aveis
1.3 - Equac¸ ˜ oes diferenciais homog´ eneas de primeira ordem
1.4 - Equac¸ ˜ oes diferenciais totais exactas
1.5 - Equac¸ ˜ oes diferenciais lineares de 1
a
ordem
1.6 - Transformada de Laplace
1.7 - Transformada inversa de Laplace
1.8 - Aplicac¸ ˜ ao da Transformada de Laplace
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Definic¸ ˜ oes
1
Chama-se equac¸ ˜ ao diferencial a uma equac¸ ˜ ao que estabelece
uma relac¸ ˜ ao entre uma func¸ ˜ ao desconhecida, as suas vari ´ aveis e
as derivadas dessa func¸ ˜ ao.
2
Quando a func¸ ˜ ao desconhecida ´ e func¸ ˜ ao de uma ´ unica vari ´ avel
independente, diz-se que a eq. dif. ´ e uma equac¸ ˜ ao diferencial
ordin´ aria (EDO). Portanto uma EDO ´ e uma equac¸ ˜ ao do tipo
F(x, y, y

, . . . , y
(n)
) = 0
onde x ´ e uma vari ´ avel independente e y = y(x) ´ e uma func¸ ˜ ao
inc´ ognita e y

, . . . , y
(n)
s˜ ao as derivadas totais de y em ordem a x.
3
Se a func¸ ˜ ao desconhecida ´ e func¸ ˜ ao de duas ou mais vari ´ aveis
independentes, diz-se que a eq. dif. ´ e uma equac¸ ˜ ao diferencial
com derivadas parciais (EDP).
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 3 / 36
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Exemplos
1
Equac¸ ˜ oes diferenciais ordin´ arias
y

+ x
2
(y

)
3
−15y = 0 ou 2
d
2
y
dx
2
+ 3y
dy
dx
+ 5x = 0
2
Equac¸ ˜ ao diferencial com derivadas parciais
u

2
u
∂x
2

1
4

2
u
∂t
2
+ xt
∂u
∂x
= 0
Definic¸ ˜ oes
1
Chama-se ordem de uma EDO ` a ordem da derivada de maior
ordem que aparece na equac¸ ˜ ao.
2
Chama-se grau de uma EDO ao expoente da derivada de maior
ordem que aparece na equac¸ ˜ ao.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 4 / 36
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Definic¸ ˜ oes
1
Chama-se soluc¸ ˜ ao ou integral duma equac¸ ˜ ao diferencial a toda
a func¸ ˜ ao y = y(x) que verifica identicamente essa equac¸ ˜ ao.
2
Chama-se soluc¸ ˜ ao geral ou integral geral duma eq. diferencial
` a fam´ılia de todas (excepto, quando muito, um n´ umero finito) as
soluc¸ ˜ oes dessa equac¸ ˜ ao
3
Chama-se soluc¸ ˜ ao particular ou integral particular duma eq.
dif. a toda a soluc¸ ˜ ao que se obt ´ em da soluc¸ ˜ ao geral substituindo
as constantes arbitr ´ arias por valores concretos.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 5 / 36
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Exemplo
y = 2x + Ce
x
´ e a soluc¸ ˜ ao geral da equac¸ ˜ ao y

−y + 2x −2 = 0
y = 2x + 2e
x
, y = 2x +

5e
x
, · · · s˜ ao soluc¸ ˜ oes particulares.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 6 / 36
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Definic¸ ˜ ao
1
Se pretendermos encontrar a soluc¸ ˜ ao particular da equac¸ ˜ ao diferencial
F(x, y, y

, · · · , y
(n)
) = 0 que verifica as condic¸ ˜ oes:
y(x
0
) = y
0
y

(x
0
) = y
1
y

(x
0
) = y
2
· · ·
y
(n−1)
(x
0
) = y
n−1
diz-se que temos um problema com condic¸ ˜ oes iniciais.
2
Quando se imp˜ oem n condic¸ ˜ oes a y e/ou ` as suas derivadas at ´ e ` a
ordem n −1 em mais do que um ponto do seu dom´ınio obtemos um
problema com condic¸ ˜ oes de fronteira.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 7 / 36
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Exerc´ıcios
1
Verifique que y =
x
π
´ e soluc¸ ˜ ao do problema com condic¸ ˜ oes de fronteira
y

= 10πy −10x, y(0) = 0 ∧ y(2) =
2
π
2
Ver exerc´ıcios: 1, 2, 3 e 4 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 8 / 36
1.1 - Definic¸ ˜ ao e conceitos b´ asicos
Definic¸ ˜ ao
Uma equac¸ ˜ ao diferencial de ordem n, f (x, y, y

, . . . , y
(n)
) = 0 diz-se
linear de ordem n se puder ser escrita na forma
a
n
(x)y
(n)
+ a
n−1
(x)y
(n−1)
+. . . + a
1
(x)y

+ a
0
(x)y = f (x)
onde, a
i
(x), i = 0, 1, . . . , n s˜ ao func¸ ˜ oes conhecidas e definidas num
intervalo I ⊂ IR.

`
As func¸ ˜ oes a
i
(x), i = 0, 1, . . . , n chamam-se coeficientes da
equac¸ ˜ ao.
Se os a
i
(x) = c, i = 0, 1, . . . , n (c = cte) a equac¸ ˜ ao diz-se de
coeficientes constantes.
Se f (x) = 0 a equac¸ ˜ ao diz-se homog´ enea, caso contr ´ ario diz-se
n˜ ao homog´ enea.
Exerc´ıcio
Classifique cada uma das seguintes equac¸ ˜ oes:
(a) cos x y

+ (1 −x)y = 2x (b) 3y

+ 2y

+ y = cos x
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 9 / 36
1.2 - Equac¸ ˜ oes dif. de vari ´ aveis separadas e separ ´ aveis
Definic¸ ˜ ao
Chama-se equac¸ ˜ ao diferencial de vari ´ aveis separadas a toda a
equac¸ ˜ ao diferencial na forma
N(y)y

+ M(x) = 0
ou
N(y)
dy
dx
+ M(x) = 0
ou ainda
M(x)dx + N(y)dy = 0
Teorema
A soluc¸ ˜ ao geral da equac¸ ˜ ao anterior ´ e dada por

M(x)dx +

N(y)dy = c, c ∈ IR
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 10 / 36
1.2 - Equac¸ ˜ oes dif. de vari ´ aveis separadas e separ ´ aveis
Exerc´ıcio
1
Resolva a equac¸ ˜ ao diferencial
1 −x
2
x
dx −ydy = 0.
2
Ver exerc´ıcio: 5 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 11 / 36
1.2 - Equac¸ ˜ oes dif. de vari ´ aveis separadas e separ ´ aveis
Definic¸ ˜ ao
Chama-se equac¸ ˜ ao diferencial de vari ´ aveis separ´ aveis a toda a
equac¸ ˜ ao que possa ser escrita na forma
M
1
(x)N
1
(y)dx + M
2
(x)N
2
(y)dy = 0,
M´ etodo de resoluc¸ ˜ ao
Dividindo ambos os membros da equac¸ ˜ ao anterior por N
1
(y)M
2
(x),
ficamos com
M
1
(x)
M
2
(x)
dx +
N
2
(y)
N
1
(y)
dy = 0
que ´ e uma equac¸ ˜ ao de vari ´ aveis separadas.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 12 / 36
1.2 - Equac¸ ˜ oes dif. de vari ´ aveis separadas e separ ´ aveis
Exerc´ıcio
1
Determine a soluc¸ ˜ ao geral da equac¸ ˜ ao diferencial
(1 + e
x
)yy

= e
x
.
2
Ver exerc´ıcio: 6 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 13 / 36
1.3 - Equac¸ ˜ oes diferenciais homog´ eneas de primeira ordem
Definic¸ ˜ ao
Uma func¸ ˜ ao f (x, y) diz-se homog´ enea de grau n se
f (tx, ty) = t
n
f (x, y), ∀t ∈ IR
Exemplo
A func¸ ˜ ao f (x, y) = y
2
−xy ´ e homog´ enea de grau 2.
Definic¸ ˜ ao
Uma equac¸ ˜ ao diferencial homog´ enea de primeira ordem ´ e uma
equac¸ ˜ ao que pode ser escrita na forma
P(x, y)dx + Q(x, y)dy = 0
onde P(x, y) e Q(x, y) s˜ ao func¸ ˜ oes homog´ eneas com o mesmo grau
de homogeneidade.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 14 / 36
1.3 - Equac¸ ˜ oes diferenciais homog´ eneas de primeira ordem
M´ etodo de resoluc¸ ˜ ao
A eq. dif. homog´ enea P(x, y)dx + Q(x, y)dy = 0 transforma-se
numa equac¸ ˜ ao de vari ´ aveis separadas efectuando a mudanc¸a de
vari ´ avel
y = ux
Exerc´ıcio
1
Resolva a seguinte equac¸ ˜ ao diferencial homog´ enea de primeira
ordem,
dy
dx
=
y −x
x + y
.
2
Ver exerc´ıcios: 7, 8 e 9 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 15 / 36
1.4 - Equac¸ ˜ oes diferenciais totais exactas
Definic¸ ˜ ao
Chama-se equac¸ ˜ ao diferencial total exacta (EDTE) a uma equac¸ ˜ ao
do tipo
A(x, y)dx + B(x, y)dy = 0
se existe uma func¸ ˜ ao F(x, y) tal que
∂F
∂x
(x, y) = A(x, y) e
∂F
∂y
(x, y) = B(x, y),
onde a soluc¸ ˜ ao geral da equac¸ ˜ ao diferencial ´ e dada por
F(x, y) = c, c ∈ IR.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 16 / 36
1.4 - Equac¸ ˜ oes diferenciais totais exactas
Teorema
Se A e B t ˆ em derivadas parciais cont´ınuas de primeira ordem num
certo dom´ınio, ent ˜ ao a equac¸ ˜ ao diferencial
A(x, y)dx + B(x, y)dy = 0
´ e total exacta se e s´ o se
∂A
∂y
=
∂B
∂x
.
Exerc´ıcio
1
Mostre que (3x
2
y −2y
3
+ 3)dx + (x
3
−6xy
2
+ 2y)dy = 0 ´ e uma
equac¸ ˜ ao total exacta e determine a sua soluc¸ ˜ ao.
2
Ver exerc´ıcios:10, 11, 12 e 13 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 17 / 36
1.4 - Equac¸ ˜ oes diferenciais totais exactas
Definic¸ ˜ ao: factor integrante
Por vezes ´ e poss´ıvel transformar uma equac¸ ˜ ao diferencial que n˜ ao
seja total exacta numa eq. dif. total exacta multiplicando-a por uma
func¸ ˜ ao u(x, y). Esta func¸ ˜ ao diz-se um factor integrante.
Exerc´ıcio
1
Mostre que u(x, y) = y
2
´ e um factor integrante de
6xydx + (4y + 9x
2
)dy = 0 e determine a sua soluc¸ ˜ ao.
2
Ver exerc´ıcio: 14 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 18 / 36
1.5 - Equac¸ ˜ oes diferenciais lineares de 1
a
ordem
Definic¸ ˜ ao
Uma equac¸ ˜ ao diferencial do tipo y

+ a(x)y = b(x) diz-se equac¸ ˜ ao
diferencial linear de 1
a
ordem.
Exerc´ıcio
Mostre que u(x) = e

a(x)dx
´ e factor integrante da equac¸ ˜ ao diferencial
y

+ a(x)y = b(x) .
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 19 / 36
1.5 - Equac¸ ˜ oes diferenciais lineares de 1
a
ordem
M´ etodo de resoluc¸ ˜ ao da equac¸ ˜ ao diferencial linear de 1
a
ordem
1
Calcular o factor integrante, i.e, e

a(x)dx
.
2
Multiplicar a equac¸ ˜ ao pelo factor integrante, i.e,
e

a(x)dx
y

+ a(x)e

a(x)dx
y = e

a(x)dx
b(x)
3
Escrever a equac¸ ˜ ao anterior na forma
d
dx

e

a(x)dx
y

= e

a(x)dx
b(x)
4
Primitivar : e

a(x)dx
y =

e

a(x)dx
b(x)dx + c, c ∈ IR
5
Soluc¸ ˜ ao : y = e

a(x)dx

e

a(x)dx
b(x)dx + c e

a(x)dx
, c ∈ IR
Exerc´ıcio
1
Determine a soluc¸ ˜ ao da equac¸ ˜ ao diferencial y

+ 2y = x
2
Ver exerc´ıcios: 15, 16 e 17 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 20 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Definic¸ ˜ ao
Consideremos f : [0, +∞[ → IR. A transformada de Laplace de f ´ e a
func¸ ˜ ao real de vari ´ avel real denotada e definida por
F(s) = L{f (t )} =

+∞
0
e
−st
f (t )dt
em todos os valores s (vari ´ avel real ou complexa) que tornem o
integral impr ´ oprio convergente.
Nota
1
H´ a func¸ ˜ oes f para as quais n˜ ao existe qualquer valor s tal que o
integral acima seja convergente. Para estas func¸ ˜ oes a
transformada de Laplace n˜ ao existe.
2
Na transformada de Laplace, quando se calcula a primitiva, s
funciona como constante uma vez que a vari ´ avel de integrac¸ ˜ ao ´ e
t . No final, a transformada de Laplace depende de s.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 21 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Exerc´ıcio
1
Use a definic¸ ˜ ao para calcular L{1} e L{e
t
}
2
Ver exerc´ıcio: 18 da Ficha n
o
1.
Exemplo
L{t
2
} =

+∞
0
e
−st
t
2
dt = lim
b →+∞

b
0
e
−st
t
2
dt
= lim
b →+∞


(2 + 2st + s
2
t
2
)e
−st
s
3

b
0
= lim
b →+∞
(2 + 2sb +s
2
b
2
)e
−sb
s
3
+
2
s
3
=
2
s
3
,
para s > 0
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 22 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Teorema (Linearidade)
Se a transformada de Laplace de f (t ) ´ e F(s) , para s > k
1
, e a
transformada de Laplace de g(t ) ´ e G(s) , para s > k
2
, ent ˜ ao para
quaisquer constantes α, β ∈ IR tem-se
L{αf (t ) +βg(t )} = αL{f (t )} +βL{g(t )} = αF(s) +βG(s),
para todo o valor s > max{k
1
, k
2
}.
Exerc´ıcio
Calcule L{2e
t
+5}.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 23 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Teorema (1
o
Teorema do deslocamento)
Se L{f (t )} = F(s), para s > k, e se a ∈ IR, ent ˜ ao
L{e
at
f (t )} = F(s −a),
para s > k + a.
Exerc´ıcio
Calcule L{e
2t
}.
Teorema
Se L{f (t )} = F(s), para s > k, ent ˜ ao
L{t
n
f (t )} = (−1)
n
d
n
F
ds
n
(s),
para s > k.
Exerc´ıcio
Determine L{te
t
}.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 24 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Definic¸ ˜ ao
Chama-se func¸ ˜ ao de Heaviside ou func¸ ˜ ao degrau unit ´ aria ` a
func¸ ˜ ao
U
a
(x) =

0 se 0 < t < a
1 se t ≥ a
onde a ´ e uma constante positiva.
Nota
Se
f (t ) =



g
1
(t ) se 0 ≤ t < a
g
2
(t ) se a ≤ t < b
g
3
(t ) se t ≥ b
ent ˜ ao
f (t ) = g
1
(t ) [1 −U
a
(t )] + g
2
(t ) [U
a
(t ) −U
b
(t )] + g
3
(t )U
b
(t )
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 25 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Teorema (2
o
Teorema do deslocamento)
Se L{f (t )} = F(s), para s > k, e se a ∈ IR, ent ˜ ao tem-se
L{f (t −a)U
a
(t )} = e
−as
F(s),
para s > k.
Exerc´ıcio
1
Calcule L{f (t )} com f (t ) =

t se 0 ≤ t < 1
e
t
se t ≥ 1
2
Ver exerc´ıcios: 23 e 24 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 26 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Definic¸ ˜ ao
Uma func¸ ˜ ao f diz-se seccionalmente cont´ınua no intervalo [a, b], se
for definida em [a, b] excepto possivelmente num n´ umero finito de
pontos x
i
, i = 1, · · · , n com a ≤ x
1
< x
2
< · · · < x
n−1
< x
n
≤ b, se f ´ e
cont´ınua em cada sub-intervalo da forma ]a, x
1
[, ]x
1
, x
2
[, · · · , ]x
n
, b[, e
se s˜ ao finitos os limites laterais em cada ponto x
i
, i = 1, · · · , n.
Observac¸ ˜ ao
Uma func¸ ˜ ao ´ e seccionalmente cont´ınua em [0, +∞[ se for
seccionalmente cont´ınua em [0, b], para todo b > 0.
Exerc´ıcio
Averig´ ue se as seguintes func¸ ˜ oes s˜ ao seccionalmente cont´ınuas no
intervalo [−1, 1]:
1
f (x) =
1
x
, x = 0.
2
f (x) =

x + 1, x ≥ 0
0, x < 0
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 27 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Definic¸ ˜ ao
Sejam f e g func¸ ˜ oes seccionamente cont´ınuas. A convoluc¸ ˜ ao de f e
g ´ e denotada e definida para t ≥ 0 por:
(f ∗ g)(t ) =

t
0
f (t −u)g(u) du
Exemplo
cos(t ) ∗ sin(t ) =

t
0
cos(u) sin(t −u) du =
1
2

t
0
sin(t )−sin(2u−t ) du
=
1
2

u sin(t ) +
1
2
cos(2u −t )

t
0
=
t sin(t )
2
Exerc´ıcio
Ver exerc´ıcio: 20 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 28 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Tabela de Transformadas de Laplace
f (t ) F(s) = L{f (t )}
1
1
s
t
n
, n = 1, 2, 3, . . .
n!
s
n+1
sin(kt )
k
s
2
+ k
2
cos(kt )
s
s
2
+ k
2
e
at
f (t ) F(s − a)
f (t )
t

+∞
s
F(u)du
t
n
f (t ), n = 1, 2, 3, . . . (−1)
n
d
n
F
ds
n
(s)
f
(n)
(t ), n = 1, 2, 3, . . . s
n
F(s) − s
n−1
f (0) − . . . − f
(n−1)
(0)
f (t − a)U
a
(t ) e
−as
F(s)
(f ∗ g) (t ) =

t
0
f (t −u)g(u)du F(s)G(s), onde G(s) = L{g(t )}
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 29 / 36
1.6 - Transformada de Laplace
Exerc´ıcios
1
Determine:
1
L{2t
3
}
2
L{sin(2t )}
3
L

cos(4t)
2
+ 1

4
L{te
t
}
5
L{t
2
e
t
}
2
Calcule

+∞
0
sin(x)
x
dx
3
Ver exerc´ıcios: 19, 21 e 22 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 30 / 36
1.7 - Transformada inversa de Laplace
Definic¸ ˜ ao
A func¸ ˜ ao f (t ) diz-se uma transformada inversa de Laplace da
func¸ ˜ ao F(s) se verificar a igualdade L{f (t )} = F(s). Neste caso
escreve-se f (t ) = L
−1
{F(s)}.
Notas
1 ´
E imediato verificar que
L
−1
{αF(s) +βG(s)} = αL
−1
{F(s)} +βL
−1
{G(s)}
2
A tabela de transformadas de Laplace tamb´ em pode servir para
calcular L
−1
{F(s)}
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 31 / 36
1.7 - Transformada inversa de Laplace
Exemplo
L
−1

12
s
4
+
8
s
2
+ 4

= 2L
−1

6
s
4

+ 4L
−1

2
s
2
+4

= 2t
3
+ 4 sin(2t )
Exerc´ıcio
1
Calcule L
−1
{
2
s
2
+
1
s +1
+
e
−s
(s −1)
2
}.
2
Ver exerc´ıcio: 25, 26, 27, 28, 29 e 30 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 32 / 36
1.8 - Aplicac¸ ˜ ao da Transformada de Laplace
Aplicac¸ ˜ ao ` a resoluc¸ ˜ ao de eq. dif. lineares
Processo de resoluc¸ ˜ ao da equac¸ ˜ ao
y
(n)
+ a
n−1
y
(n−1)
+ . . . + a
1
y

+a
0
y = b(t )
sujeita ` as condic¸ ˜ oes iniciais
y(0) = y
0
, y

(0) = y
1
, · · · , y
(n−1)
(0) = y
n−1
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 33 / 36
1.8 - Aplicac¸ ˜ ao da Transformada de Laplace
Passos do processo de resoluc¸ ˜ ao
1
Aplica-se a transformada de Laplace em ambos os membros da
equac¸ ˜ ao e usa-se a propriedade da linearidade. Obtemos:
L{y
(n)
} + a
n−1
L{y
(n−1)
} +· · · + a
1
L{y

} + a
0
L{y} = L{b(t )}
2
Aplica-se a propriedade da transformada da derivada. Obtemos:
s
n
Y(s) −s
n−1
y(0) −s
n−2
y

(0) · · · −y
(n−1)
(0) + a
n−1

s
n−1
Y(s)−
s
n−2
y(0) −s
n−3
y

(0) −· · · −y
(n−2)
(0)

+· · · + a
0
Y(s) = B(s)
onde Y(s) = L{y(t )} e B(s) = L{b(t )}
3
Resolve-se a equac¸ ˜ ao anterior em ordem ` a sua vari ´ avel Y(s)
4
Calcula-se
y(t ) = L
−1
{Y(s)}
que ´ e a soluc¸ ˜ ao do problema.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 34 / 36
1.8 - Aplicac¸ ˜ ao da Transformada de Laplace
Exerc´ıcio
1
Resolva o problema y

+ y = 1, y(0) = −1 e y

(0) = 1
2
Resolva o seguinte problema de valor inicial
y

+ y = f (t ), y(0) = y

(0) = 0,
onde
f (t ) =

1, π ≤ t < 2π
0, caso contr ´ ario
3
Ver exerc´ıcios: 31, 32 e 33 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 35 / 36
1.8 - Aplicac¸ ˜ ao da Transformada de Laplace
Exerc´ıcio
1
Resolva o sistema









dy
dx
+z = x
dz
dx
+ 4y = 0
com y(0) = 1 e z(0) = 1
2
Ver exerc´ıcio: 34 da Ficha n
o
1.
(Cap I - Equac¸ ˜ oes Diferenciais) 36 / 36
Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes
Sum´ ario
2.1 - Definic¸ ˜ oes e exemplos
2.2 - Propriedades das s´ eries
2.3 - S´ erie geom´ etrica, de Mengoli e de Dirichlet
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
2.5 - S´ eries alternadas: Crit ´ erio de Leibniz
2.6 - S´ eries absolutamente e simplesmente convergentes
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
2.8 - S´ erie de Fourier
2.1 - Definic¸ ˜ oes e exemplos
Definic¸ ˜ ao
Designa-se por s´ erie num´ erica ou s´ erie de n´ umeros reais a
+∞
¸
n=1
u
n
= u
1
+ u
2
+· · · + u
n
+· · ·
onde (u
n
)
n∈IN
´ e uma sucess˜ ao de n´ umeros reais. A u
n
chamamos
termo geral da s´ erie.
Definic¸ ˜ ao
Chama-se sucess˜ ao de somas parciais ou sucess˜ ao associada ` a
s´ erie
+∞
¸
n=1
u
n
` a sucess˜ ao (S
n
)
n∈IN
de termo geral
S
n
= u
1
+ u
2
+· · · + u
n
=
n
¸
i =1
u
i
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 3 / 50
2.1 - Definic¸ ˜ oes e exemplos
Definic¸ ˜ ao
Se a sucess˜ ao S
1
, S
2
, · · · , S
n
, · · · convergir para um n´ umero real S,
isto ´ e, lim
n→+∞
S
n
= S, diz-se que a s´ erie
+∞
¸
n=1
u
n
´ e convergente e
escreve-se
+∞
¸
n=1
u
n
= S (S diz-se a soma da s´ erie)
Em caso contr ´ ario, diz-se que a s´ erie
+∞
¸
n=1
u
n
´ e divergente e que n˜ ao
tem soma
Observac¸ ˜ ao
Notemos que

u
1
= S
1
u
n
= S
n
−S
n−1
, n ≥ 2
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 4 / 50
2.2 - Propriedades das s´ eries
Propriedades
1
Para todo p ∈ IN,
+∞
¸
n=1
u
n
converge sse
+∞
¸
n=p
u
n
converge, ou seja, a
natureza da s´ erie n˜ ao depende dos seus p primeiros termos.
2
Se
+∞
¸
n=1
u
n
e
+∞
¸
n=1
v
n
s˜ ao duas s´ eries convergentes, ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
(u
n
±v
n
)
converge e
+∞
¸
n=1
(u
n
±v
n
) =
+∞
¸
n=1
u
n
±
+∞
¸
n=1
v
n
3
Se
+∞
¸
n=1
u
n
´ e uma s´ erie convergente e c uma constante qualquer, ent ˜ ao a s´ erie
+∞
¸
n=1
cu
n
converge e
+∞
¸
n=1
cu
n
= c
+∞
¸
n=1
u
n
.
4
Se
+∞
¸
n=1
u
n
´ e convergente e
+∞
¸
n=1
v
n
´ e divergente, ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
(u
n
±v
n
) ´ e
divergente.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 5 / 50
2.2 - Propriedades das s´ eries
Observac¸ ˜ ao
A soma de duas s´ eries divergentes pode ser uma s´ erie divergente ou
uma s´ erie convergente.
Exerc´ıcios
1
Sendo C uma constante, mostre que ´ e divergente a s´ erie
+∞
¸
n=1
C se
C = 0, mas ´ e convergente se C = 0.
2
Seja A
n
=
1
n+1
e B
n
= n + 1 os termos gerais das sucess˜ oes das somas
parciais associadas ` as s´ eries
+∞
¸
n=1
a
n
e
+∞
¸
n=1
b
n
.
1
Determine a
n
e b
n
.
2
Estude a natureza das s´ eries
+∞
¸
n=1
a
n
,
+∞
¸
n=1
b
n
e
+∞
¸
n=1
(a
n
+ b
n
)
3
Ver exerc´ıcios: 1 e 2 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 6 / 50
2.3 - S´ erie geom´ etrica, de Mengoli e de Dirichlet
Definic¸ ˜ ao
Uma s´ erie
+∞
¸
n=1
u
n
diz-se geom´ etrica sse u
n+1
= ru
n
, ∀n ∈ IN,
sendo r uma constante, que se designa por raz˜ ao da s´ erie.
A s´ erie pode escrever-se na forma
+∞
¸
n=1
a r
n−1
onde a ´ e uma
constante e, neste caso, ´ e o primeiro termo da s´ erie.
Proposic¸ ˜ ao
A s´ erie geom´ etrica
+∞
¸
n=1
a r
n−1
, com a = 0, converge sse |r | < 1 e
neste caso a soma ´ e S =
a
1 −r
.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 7 / 50
2.3 - S´ erie geom´ etrica, de Mengoli e de Dirichlet
Exerc´ıcio
1
Considere a s´ erie num´ erica
1 +
1
2
+
1
4
+
1
8
+. . .
Estude-a quanto ` a natureza.
2
Ver exerc´ıcios: 3, 4 e 5 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 8 / 50
2.3 - S´ erie geom´ etrica, de Mengoli e de Dirichlet
Definic¸ ˜ ao
A
+∞
¸
n=1
1
n
p
, com p > 0, chama-se s´ erie de Dirichlet de ordem p.
Teorema
A s´ erie de Dirichlet de ordem p ´ e convergente quando p > 1 e ´ e divergente
quando p ≤ 1.
Exemplo - S´ erie de Dirichlet de ordem p =
1
2
Mostre que a s´ erie
+∞
¸
n=1
1

n
´ e divergente.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 9 / 50
2.3 - S´ erie geom´ etrica, de Mengoli e de Dirichlet
Definic¸ ˜ ao
A s´ erie
+∞
¸
n=1
u
n
diz-se de Mengoli se s´ o se u
n
= a
n
−a
n+k
, k ∈ IN ou seja,
´ e poss´ıvel decompor o termo geral da s´ erie na diferenc¸a de dois termos
duma mesma sucess˜ ao.
Proposic¸ ˜ ao
Uma s´ erie de Mengoli
+∞
¸
n=1
(a
n
−a
n+k
) ´ e convergente sse existir e for finito o
lim
n→+∞
a
n
. Neste caso, a soma da s´ erie ´ e
S = a
1
+ a
2
+. . . + a
k
− k lim
n→+∞
a
n
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 10 / 50
2.3 - S´ erie geom´ etrica, de Mengoli e de Dirichlet
Exerc´ıcio
1
Mostre que
+∞
¸
n=1
1
n
2
+ n
´ e uma s´ erie de Mengoli. Estude-a quanto ` a
convergˆ encia.
2
Ver exerc´ıcios: 7, 8 e 9 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 11 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Teorema - Condic¸ ˜ ao necess´ aria de convergˆ encia
Se a s´ erie num´ erica
+∞
¸
n=1
a
n
´ e convergente, ent ˜ ao lim
n→+∞
a
n
= 0.
Corol ´ ario - Teste da divergˆ encia
Se lim
n→+∞
a
n
n˜ ao existe, ou ´ e diferente de zero ent ˜ ao a s´ erie
num´ erica
+∞
¸
n=1
a
n
´ e divergente.
Observac¸ ˜ ao
Se lim
n→+∞
a
n
= 0 n˜ ao quer dizer que
+∞
¸
n=1
a
n
seja convergente.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 12 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Exerc´ıcio
1
Estude a natureza das seguintes s´ eries:
(a)
+∞
¸
n=1
arctg(n) (b)
+∞
¸
n=1
sin(n)
2
Ver exerc´ıcio: 6 da Folha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 13 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Teorema - 1
o
Crit ´ erio de Comparac¸ ˜ ao
Seja
+∞
¸
n=1
a
n
uma s´ erie num´ erica de termos n˜ ao negativos.
1
Se
+∞
¸
n=1
b
n
for convergente e se b
n
≥ a
n
, ∀n ∈ IN, ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
´ e
convergente.
2
Se
+∞
¸
n=1
c
n
for divergente e se 0 ≤ c
n
≤ a
n
, ∀n ∈ IN, ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
´ e
divergente.
Exerc´ıcio
1
Estude a natureza das s´ eries
+∞
¸
n=1
4
3
n
+1
e
+∞
¸
n=1
1

n + 1
.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 14 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Teorema - 2
o
Crit ´ erio de Comparac¸ ˜ ao
Sejam
+∞
¸
n=1
a
n
e
+∞
¸
n=1
b
n
s´ eries num´ ericas de termos n˜ ao negativos, com
b
n
= 0, tais que lim
n→+∞
a
n
b
n
= L.
1
Se L ∈ IR \{0}, ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
e
+∞
¸
n=1
b
n
t ˆ em a mesma natureza.
2
Se L = 0, temos:
se
+∞
¸
n=1
b
n
for convergente ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
´ e convergente.
3
Se L = +∞, temos:
se
+∞
¸
n=1
b
n
for divergente ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
´ e divergente.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 15 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Exerc´ıcio
1
Estude quanto ` a convergˆ encia a s´ erie
+∞
¸
n=2
n +

n
n
2
−n
2
Ver exerc´ıcios: 10 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 16 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Teorema - Crit ´ erio de Cauchy ou da ra´ız
Se a
n
≥ 0 e lim
n→+∞
n

a
n
= L ∈ IR , pode-se afirmar que:
1
se L < 1, ent ˜ ao a s´ erie
+∞
¸
n=1
a
n
´ e convergente;
2
se L > 1, ent ˜ ao a s´ erie
+∞
¸
n=1
a
n
´ e divergente;
3
se L = 1, nada se conclui.
Exerc´ıcio
1
Estude quanto ` a natureza a s´ erie
+∞
¸
n=1
1
[ln(n + 1)]
n
2
Ver exerc´ıcio: 11 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 17 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Teorema - Crit ´ erio de D’Alembert ou da raz˜ ao
Se a
n
> 0 e lim
n→+∞
a
n+1
a
n
= L ∈ IR , tem-se que
1
Se L < 1, ent ˜ ao a s´ erie
+∞
¸
n=1
a
n
´ e convergente.
2
Se L > 1, ent ˜ ao a s´ erie
+∞
¸
n=1
a
n
´ e divergente.
3
Se L = 1, nada se conclui.
Observac¸ ˜ ao
• Utiliza-se o crit ´ erio da ra´ız quando o termo geral da s´ erie tem expoente n.
• Utiliza-se com frequˆ encia o crit ´ erio da raz˜ ao quando o termo geral da s´ erie
envolve factoriais e pot ˆ encias.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 18 / 50
2.4 - Crit ´ erios de convergˆ encia
Exerc´ıcio
1
Estude quanto ` a convergˆ encia as s´ eries:
(a)
+∞
¸
n=1
n
n
n!
(b)
+∞
¸
n=1
n + 2
n(n + 1)
2
Ver exerc´ıcios: 12 e 13 da ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 19 / 50
2.5 - S´ eries alternadas: Crit ´ erio de Leibniz
Definic¸ ˜ ao
Se a
n
> 0, ∀n ∈ IN, ent ˜ ao a s´ erie
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
a
n
= a
1
−a
2
+ a
3
−a
4
+. . . + (−1)
n+1
a
n
+. . .
e a s´ erie
+∞
¸
n=1
(−1)
n
a
n
= −a
1
+ a
2
−a
3
+ a
4
+. . . + (−1)
n
a
n
+. . .
s˜ ao chamadas s´ eries alternadas.
Exemplo
+∞
¸
n=1
(−1)
n
1
n
´ e uma s´ erie alternada.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 20 / 50
2.5 - S´ eries alternadas: Crit ´ erio de Leibniz
Teorema - Crit ´ erio de Leibniz
Uma s´ erie da forma
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
a
n
ou
+∞
¸
n=1
(−1)
n
a
n
converge se
verificar (comulativamente):
• a
n
> 0, ∀n ∈ IN
• lim
n→+∞
a
n
= 0
• a
n
> a
n+1
, ∀n ∈ IN
Exerc´ıcio
1
Estude a natureza da s´ erie
+∞
¸
n=1
(−1)
n
1
n
.
2
Ver exerc´ıcios: 14 da ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 21 / 50
2.6 - S´ eries absolutamente e simplesmente convergentes
Teorema - Convergˆ encia absoluta
Se
+∞
¸
n=1
|a
n
| ´ e convergente ent ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
´ e convergente.
Definic¸ ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
diz-se absolutamente convergente se
+∞
¸
n=1
|a
n
| converge.
Definic¸ ˜ ao
+∞
¸
n=1
a
n
diz-se simplesmente convergente se
+∞
¸
n=1
a
n
converge e a
s´ erie
+∞
¸
n=1
|a
n
| diverge.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 22 / 50
2.6 - S´ eries absolutamente e simplesmente convergentes
Observac¸ ˜ ao
Os crit ´ erios atr ´ as referidos s˜ ao tamb´ em utilizados nas s´ eries dos
m´ odulos, uma vez que passamos a ter s´ eries de termos positivos.
Exerc´ıcio
1
Mostre que a s´ erie
+∞
¸
n=1
(−1)
n
1
n
´ e simplesmente convergente,
mas a s´ erie
+∞
¸
n=1
(−1)
n
1
n
2
´ e absolutamente convergente.
2
Ver os exerc´ıcios: 15, 16, 17, 18 e 19 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 23 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Definic¸ ˜ ao
Chama-se s´ erie de pot ˆ encias em (x −x
0
) a uma s´ erie de func¸ ˜ oes
da forma
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
, com x
0
constante e (a
n
) uma sucess˜ ao
conhecida.
Observac¸ ˜ ao
• Para cada concretizac¸ ˜ ao da vari ´ avel x por uma constante
obtemos uma s´ erie num´ erica.
• Se x
0
= 0 a s´ erie toma a forma
+∞
¸
n=0
a
n
x
n
.
• Al ´ em das s´ eries de pot ˆ encias em x −x
0
e x, existem s´ eries de
pot ˆ encias na forma
+∞
¸
n=0
a
n
[φ(x)]
n
, onde φ ´ e uma func¸ ˜ ao de x.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 24 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Observac¸ ˜ ao
Os testes mais usados para estudar a convergˆ encia das s´ eries de
pot ˆ encias s˜ ao os teste da raz˜ ao e o teste da raiz.
Exerc´ıcio
1
Determine os valores de x para os quais a s´ erie de pot ˆ encias
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
2
n
x
n
n 3
n
, ´ e convergente.
2
Ver exerc´ıcios: 20 e 21 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 25 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Teorema
Se lim
n→+∞

a
n
a
n+1

= r ou lim
n→+∞
1
n

|a
n
|
= r . Ent ˜ ao:
1
Se r ∈ IR
+
, a s´ erie
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
converge para cada ponto x
em ]x
0
−r , x
0
+ r [ e divergente nos pontos x dos intervalos
] −∞, x
0
−r [ e ]x
0
+r , +∞[ .
2
Se r = 0, a s´ erie
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
converge apenas no ponto
x = x
0
.
3
Se r = +∞, a s´ erie
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
´ e convergente em qualquer
x ∈ IR.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 26 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Observac¸ ˜ ao
O teorema n˜ ao esclarece a quest ˜ ao da convergˆ encia nos pontos x
0
−r e
x
0
+ r , quando r = 0.
Exerc´ıcio
Utilize as f ´ ormulas do raio, para determine os valores de x para os
quais a s´ erie de pot ˆ encias
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
2
n
x
n
n 3
n
, ´ e convergente.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 27 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Definic¸ ˜ ao
A r chamamos raio de convergˆ encia e ao conjunto de todos os valores
de x onde a s´ erie ´ e convergente chamamos intervalo de convergˆ encia.
Exemplo
Considere a ”s´ erie geom´ etrica”
+∞
¸
n=0
x
n
, com x ∈ IR. Determine o intervalo
de convergˆ encia e a sua soma.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 28 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Definic¸ ˜ ao
Se para cada x no intervalo I o valor f (x) ´ e igual ` a soma da s´ erie
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
, isto ´ e,
f (x) =
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
, ∀x ∈ I,
ent ˜ ao a s´ erie diz-se desenvolvimento(representac¸ ˜ ao) da func¸ ˜ ao f
em s´ erie de pot ˆ encias de x −x
0
no intervalo I.
Exemplo: representac¸ ˜ ao de f (x) = 1/(1 −x) em s´ erie de pot ˆ encias de x
1
1 −x
=
+∞
¸
n=0
x
n
= 1 + x + x
2
+ x
3
+· · · , ∀x ∈ ]−1, 1[
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 29 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Teorema
Suponhamos que
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
´ e uma s´ erie de pot ˆ encias com raio de
convergˆ encia r n˜ ao nulo e seja f uma func¸ ˜ ao definida por
f (x) =
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
= a
0
+ a
1
(x −x
0
) + a
2
(x −x
0
)
2
+. . .
para todo o x no intervalo de convergˆ encia. Se x ∈]x
0
−r , x
0
+ r [ ent ˜ ao
1
f

(x) =
+∞
¸
n=0
[a
n
(x −x
0
)
n
]

=
+∞
¸
n=1
n a
n
(x −x
0
)
n−1
2

x
x
0
f (t ) dt =
+∞
¸
n=0

x
x
0
a
n
(t −x
0
)
n
dt =
+∞
¸
n=0
a
n
n + 1
(x −x
0
)
n+1
Exerc´ıcio
Determine uma representac¸ ˜ ao em s´ erie de pot ˆ encias de f (x) = ln(1 −x) se
|x| < 1.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 30 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Definic¸ ˜ ao
Se f uma func¸ ˜ ao indefinidamente deriv´ avel em x
0
, ent ˜ ao ` a s´ erie de
pot ˆ encias
f (x
0
) + f

(x
0
)(x −x
0
) +
f

(x
0
)
2!
(x −x
0
)
2
+. . . +
f
(n)
(x
0
)
n!
(x −x
0
)
n
+. . .
chama-se s´ erie de Taylor da func¸ ˜ ao f em torno de x
0
.
Quando x
0
= 0, tamb´ em se chama s´ erie de MacLaurin de f .
Exemplo
Determine a s´ erie de Maclaurin para f (x) = e
x
.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 31 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Teorema
Se f ´ e uma func¸ ˜ ao tal que f (x) =
+∞
¸
n=0
a
n
(x −x
0
)
n
para todo x
pertencente a um intervalo aberto contendo x
0
, ent ˜ ao
a
n
=
f
(n)
(x
0
)
n!
, ∀n ∈ IN.
(nenhuma s´ erie distinta da sua s´ erie de Taylor pode representar a
func¸ ˜ ao f em s´ erie de potencias de x −x
0
)
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 32 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Definic¸ ˜ ao
Seja f uma func¸ ˜ ao que admite derivadas at ´ e ` a ordem n em x −x
0
.
Ao polin´ omio
P
n,x
0
(x) = f (x
0
) +f

(x
0
)(x −x
0
) +
f

(x
0
)
2!
(x −x
0
)
2
+. . . +
f
(n)
(x
0
)
n!
(x −x
0
)
n
chama-se polin´ omio de Taylor de ordem n de f (x) em x
0
.
Quando x
0
= 0, tamb´ em se chama polin´ omio de Maclaurin de
ordem n de f (x).
Observac¸ ˜ ao
Quando se aproxima a func¸ ˜ ao f pelo seu polin´ omio de Taylor
comete-se um erro, que ser ´ a tanto menor quanto maior for o n´ umero
de parcelas do P
n,x
0
(x).
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 33 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Teorema (de Taylor)
Seja f uma func¸ ˜ ao que admite derivadas at ´ e ` a ordem n + 1 num intervalo
aberto I que contenha x
0
. Ent ˜ ao para qualquer x ∈ I ´ e v´ alida a f ´ ormula
f (x) = P
n,x
0
(x) + R
n,x
0
(x)
onde R
n,x
0
(x) =
f
(n+1)
(c)
(n + 1)!
(x −x
0
)
n+1
, para algum c entre x
0
e x.
A R
n,x
0
(x) chamamos Resto de Lagrange de ordem n.
Teorema: Convergˆ encia da s´ erie de Taylor
Se f ´ e uma func¸ ˜ ao que admite derivadas de todas as ordens num intervalo
aberto I, centrado em x
0
, ent ˜ ao
f (x) =
+∞
¸
n=0
f
(n)
(x
0
)
n!
(x − x
0
)
n
, ∀ x ∈ I
se e s´ o se, ∀x ∈ I, temos lim
n→+∞
R
n,x
0
(x) = 0.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 34 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Observac¸ ˜ ao:
Se n˜ ao se verificar que lim
n→+∞
R
n,x
0
(x) = 0, ∀x ∈ I, ent ˜ ao n˜ ao ´ e
verdade que
f (x) =
+∞
¸
n=0
f
(n)
(x
0
)
n!
(x −x
0
)
n
, ∀x ∈ I
se bem que s´ erie possa convergir (para outra func¸ ˜ ao).
Exemplo
A s´ erie de Taylor da func¸ ˜ ao
f (x) =



−1 se x < −
3
2
π
sin(x) se −
3
2
π ≤ x ≤
3
2
π
1 se x >
3
2
π
´ e convergente para todo o x em I = IR, mas n˜ ao temos que
f (x) = f (0) + f

(0)(x −0) +
f

(0)
2!
(x −0)
2
+. . . +
f
(n)
(0)
n!
(x −0)
n
. . . , ∀x ∈ IR
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 35 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Observac¸ ˜ ao:
Se n˜ ao existir um intervalo aberto I que contenha x
0
tal que, ∀x ∈ I,
lim
n→+∞
R
n,x
0
(x) = 0, ent ˜ ao f n˜ ao tem desenvolvimento em s´ erie de
Taylor em torno de x
0
.
Exemplo
Para a func¸ ˜ ao
f (x) =

e

1
x
2
se x = 0
0 se x = 0
que tem derivadas de todas as ordens em IR, n˜ ao existe um intervalo
aberto I que contenha x
0
= 0 tal que,
f (x) = f (0) +f

(0)(x −0) +
f

(0)
2!
(x −0)
2
+. . . +
f
(n)
(0)
n!
(x −0)
n
. . . , ∀x ∈ I
(Nota: f
(n)
(0) = 0, ∀n ∈ IN, e f (x) = 0∀x = 0)
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 36 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Processo para determinar o desenvolvimento de uma func¸ ˜ ao f
em s´ erie de Taylor em torno de x
0
(caso exista)
1
Calcular as derivadas de todas as ordens de f em x
0
:
f (x
0
), f

(x
0
), f

(x
0
), . . . , f
(n)
(x
0
), . . .
2
Formar a s´ erie de Taylor:
f (x
0
) + f

(x
0
)(x −x
0
) +
f

(x
0
)
2!
(x −x
0
)
2
+. . . +
f
(n)
(x
0
)
n!
(x −x
0
)
n
+. . .
3
Determinar o intervalo I de convergˆ encia da s´ erie
4
Mostrar que lim
n→+∞
R
n,x
0
(x) = 0, ∀x ∈ I.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 37 / 50
2.7 - S´ erie de pot ˆ encias. S´ erie de Taylor e de Maclaurin
Exerc´ıcio
1
Mostre que e
x
=
+∞
¸
n=0
x
n
n!
, ∀x ∈ IR e
sin(x) =
+∞
¸
n=0
(−1)
n
x
2n+1
(2n + 1)!
, ∀x ∈ IR
2
Ver exerc´ıcios: 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29 e 30 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 38 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Definic¸ ˜ ao
Dizemos que a func¸ ˜ ao f ´ e peri ´ odica se existir T ∈ IR tal que
f (x +T) = f (x), ∀x, x +T ∈ D
f
.
Ao menor T > 0 chamamos per´ıodo (fundamental) de f .
Exemplos
1
sin x, cos x e tgx s˜ ao func¸ ˜ oes peri ´ odicas.
2
f (x) = sin

nπx
L

tem per´ıodo (fundamental) igual a
2L
n
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 39 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Definic¸ ˜ ao
Seja f : IR → IR uma func¸ ˜ ao peri ´ odica com per´ıodo 2L e integr ´ avel
em [−L, L[. Chama-se s´ erie de Fourier de f ` a s´ erie
1
2
a
0
+
+∞
¸
n=1

a
n
cos

nπx
L

+ b
n
sin

nπx
L

onde,
a
n
=
1
L

L
−L
f (x) cos

nπx
L

dx, n ≥ 0;
b
n
=
1
L

L
−L
f (x) sin

nπx
L

dx, n ≥ 1.
A a
n
e b
n
chamamos coeficientes de Fourier de f .
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 40 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Recordemos que uma func¸ ˜ ao f diz-se seccionalmente cont´ınua no
intervalo [a, b], se for definida em [a, b] excepto possivelmente num
n´ umero finito de pontos x
i
, i = 1, · · · , n com
a ≤ x
1
< x
2
< · · · < x
n−1
< x
n
≤ b, se f ´ e cont´ınua em cada
sub-intervalo da forma ]a, x
1
[, ]x
1
, x
2
[, · · · , ]x
n
, b[, e se s˜ ao finitos os
limites laterais em cada ponto x
i
, i = 1, · · · , n.
Observac¸ ˜ ao
Toda a func¸ ˜ ao cont´ınua ´ e seccionalmente cont´ınua.
Definic¸ ˜ ao
Dizemos que uma func¸ ˜ ao f ´ e seccionalmente diferenci ´ avel se f e a
sua derivada forem seccionalmente cont´ınuas.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 41 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Teorema de Fourier
Seja f : IR → IR uma func¸ ˜ ao seccionalmente dif. com per´ıodo 2L.
Ent ˜ ao a s´ erie de Fourier de f converge, em cada ponto x, para o
valor
1
2

f (x
+
) + f (x

)

.
Isto ´ e,
1
2
a
0
+
¸
+∞
n=1

a
n
cos

nπx
L

+ b
n
sin

nπx
L

=
1
2

f (x
+
) + f (x

)

Notac¸ ˜ ao: f (x
+
) = lim
h→0
+
f (x + h) e f (x

) = lim
h→0

f (x + h)
Nota
Nas condic¸ ˜ oes anteriores, se f ´ e cont´ınua no ponto x temos:
f (x) =
1
2
a
0
+
+∞
¸
n=1

a
n
cos

nπx
L

+ b
n
sin

nπx
L

(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 42 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Exerc´ıcio
1
Determine a s´ erie de Fourier da func¸ ˜ ao f tal que
f (x) =

1, 0 ≤ x < π
0, −π ≤ x < 0
e f (x + 2π) = f (x).
2
Tendo em conta 1) obtenha uma express˜ ao em s´ erie num´ erica
para π
3
Ver exerc´ıcios: 31, 32 e 33 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 43 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Definic¸ ˜ ao
Seja f uma func¸ ˜ ao real de vari ´ avel real. Ent ˜ ao:
1
f diz-se par sse f (−x) = f (x), ∀x ∈ D
f
2
f diz-se ´ımpar sse f (−x) = −f (x), ∀x ∈ D
f
Propriedades
1
A soma de duas func¸ ˜ oes pares ´ e uma func¸ ˜ ao par, e a soma de
duas func¸ ˜ oes ´ımpares ´ e uma func¸ ˜ ao ´ımpar.
2
O produto de duas func¸ ˜ oes pares ´ e uma func¸ ˜ ao par, e o produto
de duas func¸ ˜ oes ´ımpares ´ e uma func¸ ˜ ao par.
3
O produto de uma func¸ ˜ ao par por uma func¸ ˜ ao ´ımpar ´ e uma
func¸ ˜ ao ´ımpar.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 44 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Propriedades
1
Se f : IR → IR ´ e uma func¸ ˜ ao par integr ´ avel em [−L, L], ent ˜ ao

L
−L
f (x) dx = 2

L
0
f (x) dx.
2
Se f : IR → IR ´ e uma func¸ ˜ ao ´ımpar integr ´ avel em [−L, L], ent ˜ ao

L
−L
f (x) dx = 0.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 45 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Propriedade
1
Se f : IR → IR for uma func¸ ˜ ao par com per´ıodo 2L, integr ´ avel e
absolutamente integr ´ avel em [−L, L[, ent ˜ ao
a
n
=
2
L

L
0
f (x) cos

nπx
L

dx, n ≥ 0;
e
b
n
= 0, n ≥ 1
(a s´ erie de Fourier de f ´ e uma s´ erie de cossenos).
2
Se f : IR → IR ´ e uma func¸ ˜ ao ´ımpar com per´ıodo 2L, integr ´ avel e
absolutamente integr ´ avel em [−L, L[, ent ˜ ao
a
n
= 0, n ≥ 0;
e
b
n
=
2
L

L
0
f (x) sin

nπx
L

dx, n ≥ 1
(a s´ erie de Fourier de f ´ e uma s´ erie de senos).
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 46 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Processo para fazer o desenvolvimento de uma func¸ ˜ ao sec.
diferenci ´ avel f : [0, L] −→ IR em s´ erie de cossenos
1
Construir o ”prolongamento par” de f ao intervalo [−L, L[,
f
P
(x) =

f (−x) se −L ≤ x < 0
f (x) se 0 ≤ x < L
2
Construir a s´ erie de fourier da ”extens˜ ao 2L-peri ´ odica” de f
P
(x),
1
2
a
0
+
+∞
¸
n=1

a
n
cos

nπx
L

3
Conclus˜ ao:
f (x) =
1
2
a
0
+
+∞
¸
n=1

a
n
cos

nπx
L

sendo o desenvolv. v´ alido nos pontos x ∈ ]0, L[ onde f ´ e cont´ınua.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 47 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Processo para fazer o desenvolvimento de uma func¸ ˜ ao sec.
diferenci ´ avel f : [0, L] −→ IR em s´ erie de senos
1
Construir o ”prolongamento ´ımpar” de f ao intervalo [−L, L[,
f
I
(x) =



−f (−x) se −L ≤ x < 0
0 se x = 0
f (x) se 0 < x < L
2
Construir a s´ erie de fourier da ”extens˜ ao 2L-peri ´ odica” de f
I
(x),
+∞
¸
n=1

b
n
sin

nπx
L

3
Conclus˜ ao:
f (x) =
+∞
¸
n=1

b
n
sin

nπx
L

sendo o desenvolv. v´ alido nos pontos x ∈ ]0, L[ onde f ´ e cont´ınua.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 48 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Exerc´ıcios
1
Seja f : IR −→ IR, peri ´ odica de per´ıodo 2L, definida por
f (x) = x, para −L ≤ x < L. Determine a s´ erie de Fourier de f .
2
Seja f : IR −→ IR, peri ´ odica de per´ıodo 2L, definida por
f (x) =

L −x, 0 ≤ x < L
L + x, −L ≤ x < 0
. Determine a s´ erie de Fourier de
f .
3
Seja f : IR −→ IR, peri ´ odica de per´ıodo 2L, definida por
f (x) = x
2
, −L ≤ x ≤ L.
1
Determine a s´ erie de Fourier de f .
2
Escreva uma s´ erie num´ erica que seja convergente para
π
2
6
.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 49 / 50
2.8 - S´ erie de Fourier
Exerc´ıcios
1
Seja f (x) = x, 0 < x ≤ π. Escreva f como uma s´ erie de
senos.
2
Ver exerc´ıcios: 34 e 35 da Ficha n
o
2.
(Cap II - S´ eries Num´ ericas e de Func¸ ˜ oes) 50 / 50
 
Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa
Sum´ ario
3.1- N´ umeros Complexos
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas
3.3- Func¸ ˜ oes Holomorfas
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
3.6- Transformadas de Fourier
3.1- N´ umeros Complexos
Definic¸ ˜ ao
Dizemos que z ∈ C est ´ a escrito na forma alg´ ebrica se z = x + yi , com
x, y ∈ IR
- x = Re(z) ´ e a parte real de z,
- yi ´ e a parte imagin´ aria de z,
- y = Im(z) ´ e o coeficiente da parte imagin´ aria de z
- Se x = 0 e y = 0, z = 0 + yi ´ e imagin´ ario puro.
- Se y = 0 ent ˜ ao z = x + 0i ´ e real
Igualdade de Complexos
x + yi = a + bi ⇔x = a ∧ y = b
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 3 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao geom´ etrica e vectorial de n´ umeros complexos
Representac¸ ˜ ao geom´ etrica de n´ umeros complexos
Considere-se o complexo z = a + bi
. P(a, b) ´ e a representac¸ ˜ ao geom´ etrica (ou afixo) de z = a + bi
.
−→
OP ≡ (a, b) ´ e a representac¸ ˜ ao vectorial de z = a + bi
. O m´ odulo de z ´ e a dist ˆ ancia de P ` a origem, i.e, [z[ = |
−→
OP| =

a
2
+ b
2
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 4 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao geom´ etrica e vectorial de n´ umeros complexos
. O conjugado ´ e a imagem sim´ etrica em relac¸ ˜ ao ao eixo Ox e o sim´ etrico
´ e a imagem sim´ etrica em relac¸ ˜ ao ` a origem. Geometricamente temos:
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 5 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao geom´ etrica e vectorial de n´ umeros complexos
Operac¸ ˜ oes com complexos
Adic¸ ˜ ao de Complexos
(x + yi ) + (a + bi ) = (x + a) + (y + b)i
Multiplicac¸ ˜ ao de Complexos
(x + yi ).(a + bi ) = (xa −yb) + (xb + ya)i
Divis˜ ao de Complexos
z
1
z
2
=
z
1
z
2
z
2
z
2
=
z
1
z
2
[z
2
[
2
Pot ˆ encias de base i , n ∈ IN
i
n
= i
r
, com r=resto da divis˜ ao de n por 4
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 6 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao trigonom´ etrica de um n´ umero complexo
Forma trigonom´ etrica de um n´ umero complexo
Seja z um n´ umero complexo (n˜ ao nulo) cuja imagem geom´ etrica ´ e P.
Podemos concluir que z = a + bi ´ e tal que a = ρ cos(θ) e b = ρ sin(θ) e
portanto
z = ρ(cos(θ) + i sin(θ)) := ρcis(θ)
a esta representac¸ ˜ ao do n´ umero z chama-se representac¸ ˜ ao trigonom´ etrica
do n´ umero complexo z.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 7 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao trigonom´ etrica de um n´ umero complexo
Observac¸ ˜ oes:
. O m´ odulo de z ´ e ρ, isto ´ e, [z[ = ρ
. o argumento de z ´ e a medida em radianos do ˆ angulo (
˙
Ox,
˙
OP), e
representamos por θ. Se θ ∈]0; 2π], chamamos argumento positivo
m´ınimo. Se θ ∈] −π; π], chamamos argumento principal
. Ao par (ρ, θ) chamamos as coordenadas polares de P
. O conjugado de z ´ e z = ρcis(−θ)
. O sim´ etrico de z ´ e −z = ρcis(θ + π)
. ρcis(θ) = r cis(α) ⇔ρ = r ∧ θ = α + 2kπ (igualdade de complexos)
. ρcis(θ).r cis(α) = ρr cis(θ + α) (multiplicac¸ ˜ ao)
.
ρcisθ
rcisα
=
ρ
r
cis(θ −α) (divis˜ ao)
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 8 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao trigonom´ etrica de um n´ umero complexo
F´ omulas de De Moivre
. (ρcis(θ))
n
= ρ
n
cis(nθ) (potenciac¸ ˜ ao)
.
n

ρcis(θ) =
n

ρcis

θ + 2kπ
n

, k = 0, 1, .n −1 (radiciac¸ ˜ ao )
As imagens geom´ etricas das n ra´ızes de ´ındice n de z = ρcis(θ), com n > 2,
s˜ ao os v´ ertices de um poligono regular de n lados inscritos na circunfer ˆ encia
de centro na origem e raio
n

ρ.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 9 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Representac¸ ˜ ao trigonom´ etrica de um n´ umero complexo
Exerc´ıcio:
1
Em C, o conjunto dos n´ umeros complexos, considere z
1
= cis

π
6

(a) Sem utilizar a calculadora, determine o valor de

i (z
1
)
6
−1

2
i
.
(c) Sabendo que z
1
e z
2
= iz
1
s˜ ao duas ra´ızes, consecutivas, de ´ındice
n de um complexo z, determine z na forma trigonom´ etrica e o valor
de n.
(d) Comente a seguinte igualdade: (iz
1
)
3n
+

−1−i

3
2

3n
= 2
2
Ver exerc´ıcios: 1, 2, 3 e 4 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 10 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Figuras Planas definidas por condic¸ ˜ oes de C
Circunfer ˆ encia de centro Z
0
e raio r > 0 −→ [z −z
0
[ = r
C´ırculo de centro Z
0
e raio r > 0 −→ [z −z
0
[ ≤ r
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 11 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Figuras Planas definidas por condic¸ ˜ oes de C
Exterior de c´ırculo de centro Z
0
e raio r > 0 −→ [z −z
0
[ > r
Semirecta com origem em :
. 0 −→arg(z) = θ
. Z
0
−→arg(z −z
0
) = θ
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 12 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Figuras Planas definidas por condic¸ ˜ oes de C
ˆ
Angulo de v´ ertice Z
0
−→ α ≤ arg(z −z
0
) ≤ α + θ
Recta que passa por Z
0
−→ arg(z −z
0
) = θ ∨ arg(z −z
0
) = θ + π
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 13 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Figuras Planas definidas por condic¸ ˜ oes de C
Recta: Mediatriz do segmento [Z
1
Z
2
] −→ [z −z
1
[ = [z −z
2
[
Semiplano com origem mediatriz de [Z
1
Z
2
]
. Superior −→[z −z
1
[ ≤ [z −z
2
[
. Inferior −→[z −z
1
[ ≥ [z −z
2
[
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 14 / 52
3.1- N´ umeros Complexos Figuras Planas definidas por condic¸ ˜ oes de C
Exerc´ıcio:
1
Relativamente ` a figura sabe-se que:
. A circunfer ˆ encia tem centro na origem e raio 2
. A recta r ´ e a bissectriz dos quadrantes ´ımpares
. O ponto A ´ e a imagem geom´ etrica de uma das ra´ızes c´ ubicas de
8i .
(a) Mostre que a imagem geom´ etrica do n´ umero w =
(1 + i )
4
2

3cis


π
4
se
situa no interior da circunfer ˆ encia e sobre a recta r .
(b) Defina, por uma condic¸ ˜ ao em C, a zona sombreada, que inclui a
fronteira.
2
Ver exerc´ıcios: 6, 7, 8 e 9 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 15 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas
Definic¸ ˜ ao
Chama-se func¸ ˜ ao complexa de vari ´ avel complexa a toda a correspondˆ encia f
definida num subconjunto Ω de C e com valores em C, que associa a cada
ponto z ∈ Ω um e um s´ o ponto w = f (z) ∈ C, isto ´ e,
f : Ω ⊆ C −→ C
z −→w = f (z)
Ao conjunto Ω chama-se dom´ınio de f , e a f (Ω) = ¦f (z) : z ∈ Ω¦ chama-se
contradom´ınio de f .
Seja f : Ω ⊆ C −→ C e Ω

= ¦(x, y) ∈ IR
2
: x + yi ∈ Ω¦.
Definam-se u : Ω

⊆ IR
2
−→IR e v : Ω

⊆ IR
2
−→IR por
u(x, y) = Re (f (x + yi )) e v(x, y) = Im(f (x +yi )) ,
tem-se
w = f (z) = f (x + yi ) = u(x, y) + iv(x, y) (abreviadamente f = u + iv)
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 16 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas Exemplos de func¸ ˜ oes complexas
Func¸ ˜ ao Exponencial
e
z
= e
x+yi
= e
x
(cos(y) + i sin(y))
Observac¸ ˜ ao:
Da definic¸ ˜ ao anterior destaca-se a identidade e
iy
= cos(y) + i sin(y),
conhecida por Identidade de Euler, que permite escrever um numero
complexo n˜ ao nulo na forma exponencial, isto ´ e
z = x + yi = [z[(cos(θ) + i sin(θ)) = [z[e
i θ
, com θ = arg(z).
Esta representac¸ ˜ ao dos n´ umeros complexos ´ e ´ util. Por exemplo, uma
circunfer ˆ encia de centro z
0
∈ C e raio r > 0 pode caracterizar-se por
C(z
0
, r ) =

z ∈ C : z = z
0
+ re
i θ
, 0 ≤ θ < 2π
¸
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 17 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas Exemplos de func¸ ˜ oes complexas
Propriedades func¸ ˜ ao exponencial
Para z, w ∈ C tem-se:
1
e
z
= 0
2
e
z+w
= e
z
.e
w
3
e
z
= e
z
4
[e
z
[ = e
Re(z)
5
arg(e
z
) = Im(z) + 2kπ, k ∈ ZZ
6
a func¸ ˜ ao exponencial ´ e peri ´ odica de periodo 2πi , isto ´ e,
e
z+2kπi
= e
z
,
em particular e
z
= 1 ⇐⇒z = 2kπi , k ∈ ZZ
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 18 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas Exemplos de func¸ ˜ oes complexas
Ramo principal do logaritmo
Log(z) = log([z[) + i arg(z), com arg(z) ∈] −π, π]
Notemos que se z ∈ IR
+
ent ˜ ao Log (logaritmo complexo) coincide com log
(logaritmo real), pois
Log(z) = log([z[) + i arg(z)
. .. .
0
= log(z)
Exerc´ıcio:
Determine o valor de Log(−1) e Log(i + 1)
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 19 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas Exemplos de func¸ ˜ oes complexas
Func¸ ˜ ao pot ˆ encia
Para o ramo principal do logaritmo, defina-se em C ` ¦0¦ a func¸ ˜ ao potencia
z −→z
α
= e
αLog(z)
Func¸ ˜ oes trigonom´ etricas
sin(z) =
e
iz
−e
−iz
2i
e cos(z) =
e
iz
+ e
−iz
2
Notemos que em C, as func¸ ˜ oes seno e cosseno s˜ ao ilimitadas, assim por
exemplo as equac¸ ˜ oes
cos(z) = 3 e sin(z) = i
tem soluc¸ ˜ ao em C.
Exerc´ıcio:
Ver exerc´ıcios: 10, 11, 12, 13, 14 e 15 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 20 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas Limites e Continuidade
Definic¸ ˜ ao
Considere-se a func¸ ˜ ao f : Ω ⊆ C −→ C e seja z
0
∈ Ω.
Diz-se que o limite de f , quando z tende para z
0
´ e L ∈ C e escreve-se
lim
z→z
0
f (z) = L se
∀ε > 0 ∃δ > 0 : z ∈ Ω ∧ [z −z
0
[ < δ =⇒[f (z) −L[ < ε.
Teorema
Seja f uma func¸ ˜ ao definida num subconjunto Ω ⊆ C.
Ponha-se f (z) = f (x + yi ) = u(x, y) + iv(x, y) e seja z
0
= x
0
+ iy
0
um ponto
de Ω. Ent ˜ ao lim
z→z
0
f (z) = A + Bi sse
lim
(x,y)→(x
0
,y
0
)
u(x, y) = A e lim
(x,y)→(x
0
,y
0
)
v(x, y) = B
Exerc´ıcio
Determine o valor de lim
(x,y)→(0,0)

x
2
y
2
+ i (x
2
+ y
2
)

(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 21 / 52
3.2- Func¸ ˜ oes Complexas Limites e Continuidade
Definic¸ ˜ ao
Seja f : Ω ⊆ C −→ C e z
0
∈ C.
A func¸ ˜ ao f ´ e continua em z
0
se e s´ o se lim
z→z
0
f (z) = f (z
0
).
A func¸ ˜ ao f diz-se continua em Ω quando ´ e continua em todos os pontos de Ω.
Teorema
Seja f uma func¸ ˜ ao definida num subconjunto Ω ⊆ C,
f (z) = f (x + yi ) = u(x, y) + iv(x, y).
Seja ainda z
0
= x
0
+ iy
0
um ponto de Ω. Ent ˜ ao f ´ e continua em z
0
se e s´ o se
u(x, y) e v(x, y) s˜ ao continuas em (x
0
, y
0
).
Observac¸ ˜ ao:
1
as func¸ ˜ oes e
z
, sin(z) e cos(z) s˜ ao continuas em C,
2
o ramo principal do logaritmo ´ e continuo em C ` IR

0
.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 22 / 52
3.3- Func¸ ˜ oes Holomorfas
Definic¸ ˜ ao
(i) A func¸ ˜ ao f diz-se diferenci ´ avel em z
0
∈ Ω se existe, e ´ e finito,
lim
z→z
0
f (z) −f (z
0
)
z −z
0
.
Este limite ´ e a derivada de f no ponto z
0
e representa-se por f

(z
0
).
(ii) a func¸ ˜ ao diz-se holomorfa em Ω se ´ e diferenci ´ avel em todos os pontos
de Ω.
Uma func¸ ˜ ao diz-se inteira se ´ e holomorfa em C.
Observac¸ ˜ ao:
Muitas vezes utilizamos em vez de difereci ´ avel, a palavra holomorfa ou
anal´ıtica.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 23 / 52
3.3- Func¸ ˜ oes Holomorfas
Teorema
Se f ´ e diferenciavel em z
0
ent ˜ ao f ´ e continua em z
0
.
Observac¸ ˜ oes:
(i) Valem para as func¸ ˜ oes complexas as propriedades conhecidas para as
func¸ ˜ oes reais sobre a derivada da soma, do produto, do quociente e da
composic¸ ˜ ao de func¸ ˜ oes diferenci ´ aveis.
(ii) Para uma func¸ ˜ ao complexa de vari ´ avel real tem-se
f

(t ) = (Re(f (t )))

+ i (Im(f (t )))

.
Exerc´ıcio
Determine a derivada de f (t ) = it + sin(t ) + i −1.
... mas se a func¸ ˜ ao for de vari ´ avel complexa, a situac¸ ˜ ao ´ e mais delicada.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 24 / 52
3.3- Func¸ ˜ oes Holomorfas
Teorema
Sejam Ω um subconjunto aberto de C e f : Ω ⊂ C −→ C uma func¸ ˜ ao
complexa de vari ´ avel complexa, e ponha-se
f (z) = f (x + iy) = u(x, y) + iv(x, y), z = x + iy ∈ Ω.
Se f ´ e diferenci ´ avel em z
0
= x
0
+ iy
0
∈ Ω ent ˜ ao existem as derivadas parciais
de u e v a respeito de x e y no ponto (x
0
, y
0
) e tem-se
f

(z
0
) =
∂u
∂x
(x
0
, y
0
) + i
∂v
∂x
(x
0
, y
0
) =
∂v
∂y
(x
0
, y
0
) −i
∂u
∂y
(x
0
, y
0
)
Se f ´ e diferenci ´ avel em z
0
= x
0
+ iy
0
, tem-se as
Equac¸ ˜ oes de Cauchy Riemann





∂u
∂x
(x
0
, y
0
) =
∂v
∂y
(x
0
, y
0
)
∂u
∂y
(x
0
, y
0
) = −
∂v
∂x
(x
0
, y
0
)
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 25 / 52
3.3- Func¸ ˜ oes Holomorfas
Teorema:
Seja f (z) = u(x, y) + iv(x, y) uma func¸ ˜ ao definia num aberto Ω e seja
z
0
= x
0
+ iy
0
∈ Ω se as derivadas parciais
∂u
∂x
,
∂u
∂y
,
∂v
∂x
,
∂v
∂y
existirem e s˜ ao continuas numa vizinhanc¸a de (x
0
, y
0
) e satisfazem as
equac¸ ˜ oes de Cauchy Riemann em (x
0
, y
0
) ent ˜ ao f ´ e diferenci ´ avel em z
0
.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 26 / 52
3.3- Func¸ ˜ oes Holomorfas
Exemplos
(i) f (z) = e
z
´ e diferenci ´ avel em C e (e
z
)

= e
z
(ii) f (z) = sinz ´ e diferenci ´ avel em C e (sin z)

= cos z
(iii) f (z) = cos z ´ e diferenci ´ avel em C e (cos z)

= −sin z
(iv) f (z) = z n˜ ao ´ e diferenci ´ avel em nenhum ponto de C.
Exerc´ıcio:
Ver exerc´ıcios: 16, 17, 18, 19 e 20 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 27 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Definic¸ ˜ ao:
Chama-se caminho em C a qualquer aplicac¸ ˜ ao cont´ınua γ : [a, b] → C
Ao conjunto imagem de γ chamamos curva. A γ(a) e γ(b) chama-se
respectivamente a origem e a extremidade da curva gerada por γ.
Se γ(a) = γ(b) diz-se que γ ´ e um caminho fechado.
O sentido da curva diz-se positivo se ´ e o sentido contr ´ ario aos do ponteiros
de um rel ´ ogio, e negativo, caso contr ´ ario.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 28 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Definic¸ ˜ ao:
Se γ ´ e um caminho percorrido de a para b, ent ˜ ao o caminho oposto de γ ´ e
definido por −γ e corresponde ` a curva γ, mas percorrida em sentido
contr ´ ario, isto ´ e,
−γ : [a, b] −→ C
t −→−γ(t ) = γ(a + b −t )
Um caminho diz-se simples se o caminho nunca se cruza fora dos extremos.
Exemplos:
Fac¸a um esboc¸o de uma curva:
(a) simples e n˜ ao fechada ;
(b) simples fechada ;
(c) n˜ ao simples fechada ;
(d) n˜ ao simples e n˜ ao fechada.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 29 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Definic¸ ˜ ao:
Seja γ a curva definida por
γ : [a, b] −→ C
t −→γ(t ) = x(t ) + iy(t )
(1)
onde x : [a, b] −→IR e y : [a, b] −→IR s˜ ao func¸ ˜ oes reais de vari ´ avel real em
[a, b].
`
A equac¸ ˜ ao (1) chama-se equac¸ ˜ ao param´ etrica da curva, e a vari ´ avel t
designa-se por par ˆ ametro da curva.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 30 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Exemplos:
1
Parametrizac¸ ˜ ao de um segmento de recta
Sejam z
0
e z
1
∈ C, com z
0
= z
1
.
O segmento de recta que une z
0
a z
1
´ e parametrizado por
γ : [0, 1] −→ C
t −→γ(t ) = (1 −t )z
0
+ t z
1
2
Parametrizac¸ ˜ ao de um arco de circunfer ˆ encia de centro z
0
e raio r .
γ : [α, β] −→ C
t −→γ(t ) = z
0
+ re
it
,
com 0 ≤ α < β ≤ 2π.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 31 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Exerc´ıcios:
1
Fac¸a uma parametrizac¸ ˜ ao
(a) de uma circunfer ˆ encia de centro na origem e raio 1.
(b) do segmento de recta que tem origem em 1 e termina em i .
(c) da par ´ abola de equac¸ ˜ ao y = x
2
para −1 ≤ x ≤ 2.
(d) do caminho inverso do caminho representado na al´ınea anterior.
2
Ver exerc´ıcio: 21 da Ficha n
o
3.
Definic¸ ˜ ao:
Um caminho γ : [a, b] −→ C diz-se regular se γ

existe e ´ e cont´ınua em todos
os pontos de [a, b] e diz-se seccionalmente regular se γ

existe e ´ e continua
em todos os pontos de [a, b] com poss´ıvel excepc¸ ˜ ao de um n´ umero finito
desses pontos.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 32 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Definic¸ ˜ ao:
Seja f : [a, b] ⊂ IR −→ C dada por f (t ) = u(t ) + iv(t ).Se f ´ e uma func¸ ˜ ao
cont´ınua em [a, b], defina-se integral de f em [a, b] por

b
a
f (t )dt =

b
a
u(t )dt + i

b
a
v(t )dt .
Exerc´ıcio:
Determine

1
0
t + (t −1)idt
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 33 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Definic¸ ˜ ao:
Seja f uma func¸ ˜ ao complexa de vari ´ avel complexa definida num dominio Ω
de C e γ : [a, b] −→ C uma curva regular contida em Ω tal que f ´ e continua
sobre γ, isto ´ e, tal que ϕ(t ) = f (γ(t )) ´ e continua em [a, b]. Define-se
integral da func¸ ˜ ao f ao longo da curva γ por

γ
f (z)dz =

b
a
f (γ(t ))γ

(t )dt
Exerc´ıcios:
1
Calcule

γ
z
2
dz, onde γ ´ e o segmento de recta que une os pontos
z
0
= −i e z
1
= 2 + 2i , orientada de z
0
para z
1
.
2
Calcule

γ
1
z
dz, onde γ ´ e a circunfer ˆ encia unit ´ aria de centro na origem e
orientada no sentido positivo (contr ´ ario aos ponteiros do rel ´ ogio).
3
Ver exerc´ıcios: 22, 23 e 25 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 34 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Propriedades:
Sejam f e g func¸ ˜ oes continuas sobre uma curva regular γ. Ent ˜ ao
(a)

γ
(f + g) (z)dz =

γ
f (z)dz +

γ
g(z)dz
(b)

γ
αf (z)dz = α

γ
f (z)dz, ∀α ∈ C
(c)

−γ
f (z)dz = −

γ
f (z)dz
(d) Sejam γ
1
(t ), com t ∈ [a, b] e γ
2
(t ), com t ∈ [c, d], duas parametrizac¸ ˜ oes
de uma curva γ. Ent ˜ ao o integral ´ e independente da parametrizac¸ ˜ ao
considerada, isto ´ e,

γ
1
f (z)dz =

γ
2
f (z)dz
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 35 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Propriedades (cont.)
(e) Sejam γ : [a, b] −→ C uma curva regular e f uma func¸ ˜ ao continua sobre
a curva γ. Seja c ∈]a, b[ e γ
1
= γ
|
[a,c]
e γ
2
= γ
|
[c,d]
. Ent ˜ ao

γ
f (z)dz =

γ
1
f (z)dz +

γ
2
f (z)dz
Exerc´ıcio:
1
Calcule

γ
zdz, onde γ ´ e a curva resultante da uni ˜ ao do segmento de
recta que une os pontos z
0
= 0 e z
1
= 2 com o segmento de recta que
une os pontos z
1
= 2 e z
2
= 2 + 2i .
2
Calcule

γ
zdz, onde γ ´ e a curva resultante da uni ˜ ao do segmento de
recta que une os pontos z
0
= 2 +2i e z
1
= 2 com o segmento de recta
que une os pontos z
1
= 2 e z
2
= 0.
3
Ver exerc´ıcio: 24 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 36 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Teorema:
Sejam f uma func¸ ˜ ao continua num dom´ınio Ω e γ uma curva seccionalmente
regular contida em Ω de origem z
1
e extremidade z
2
. Se f ´ e primitivavel em
Ω, isto ´ e, se existe F deriv´ avel em Ω tal que F

= f ent ˜ ao

γ
f (z)dz = F(z
2
) −F(z
1
).
Observac¸ ˜ ao:
Se f ´ e uma func¸ ˜ ao cont´ınua e primitivavel num dom´ınio Ω e γ uma curva
fechada seccionalmente regular contida em Ω, tem-se

γ
f (z)dz = 0
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 37 / 52
3.4- T´ opicos de Integrac¸ ˜ ao Complexa
Exerc´ıcios:
Calcule
(a)

γ
zdz, onde γ ´ e a curva resultante da uni ˜ ao do segmento de recta que
une os pontos z
0
= 0 e z
1
= 2 com o segmento de recta que une os
pontos z
1
= 2 e z
2
= 2 + 2i .
(b)

γ
z
2
dz ´ e uma circunfer ˆ encia unit ´ aria centrada na origem.
(c)

γ
2z
z
2
+1
dz, onde γ ´ e uma curva regular que une os pontos z
1
= 0 e
z
2
= 1 −i e que n˜ ao cruza o eixo imagin´ ario a n˜ ao ser em z
1
= 0.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 38 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Definic¸ ˜ ao:
Uma singularidade de uma func¸ ˜ ao ´ e um ponto onde a func¸ ˜ ao n˜ ao ´ e
diferenci ´ avel.
Exemplo:
A func¸ ˜ ao f (z) =
1
z
tem uma singularidade em z = 0.
Um dos resultados mais importantes na An´ alise Complexa ´ e o Teorema de
Cauchy
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 39 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Teorema de Cauchy:
Seja f uma func¸ ˜ ao anal´ıtica num conjunto aberto Ω ⊆ C.
Seja γ um caminho fechado contido em Ω seccionalmente regular.
Suponha-se que f n˜ ao tem singularidades dentro de γ. Ent ˜ ao

γ
f (z)dz = 0
Exemplo:
1
Seja γ uma curva fechada seccionalmente regular contida em C, tem-se
que

γ
e
z
dz = 0
e em particular

C(z
0
,r )
e
z
dz = 0,
onde C(z
0
, r ) denota uma circunfer ˆ encia de centro z
0
∈ C e raio r > 0.
2
Ver exerc´ıcios: 26 e 27 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 40 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Exerc´ıcio:
1. Seja f uma func¸ ˜ ao anal´ıtica num aberto Ω ⊆ C e z
1
, z
2
∈ Ω. Considere
dois caminhos seccionalmente regulares, γ
1
e γ
2
, que unem z
1
a z
2
.
Ent ˜ ao

γ
1
f (z)dz =

γ
2
f (z)dz,
isto ´ e, o integral ´ e independente do caminho, depende apenas das
extremidades z
1
e z
2
.
2. Comente a seguinte afirmac¸ ˜ ao:
“ Seja γ o caminho que une 0 a 2 e 2 a 2 + 2i . Considere -se a func¸ ˜ ao
f (z) = z.
Ent ˜ ao

γ
f (z)dz pode ser calculado integrando directamente ao longo
do segmento de recta que vai de 0 a 2 + 2i .”
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 41 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Como calcular integrais ao longo de caminhos fechados dentro dos quais a
func¸ ˜ ao integranda tem um n´ umero finito de sigularidades?
Teorema da deformac¸ ˜ ao de caminhos
Seja f uma func¸ ˜ ao anal´ıtica num aberto Ω ⊆ C. Sejam γ e γ
1
caminhos
fechados e seccionalmente regulares contido em Ω, com γ
1
dentro de γ.
Se f n˜ ao tiver singularidades entre γ
1
e γ ent ˜ ao

γ
f (z)dz =

γ
1
f (z)dz.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 42 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Teorema
Seja f uma func¸ ˜ ao anal´ıtica num aberto Ω ⊆ C. Seja γ um caminho fechado
contido em Ω, seccionalmente regular.
Se as singularidades que f tem dentro de γ s˜ ao z
1
, , z
p
. Ent ˜ ao

γ
f (z)dz =
p
¸
k=1

C(z
k
,r
k
)
f (z)dz,
onde os raios r
1
, r
2
, , r
p
s˜ ao suficientemente pequenos para que as p
circunfer ˆ encias estejam dentro de γ e dentro de cada uma exista apenas
uma singularidade de f .
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 43 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Exerc´ıcio:
1
Calcule

γ
1
z
2
−1
dz, onde γ ´ e uma circunfer ˆ encia de centro na origem
e raio r > 1, orientada no sentido directo.
2
Ver exerc´ıcios: 28 e 29 da Ficha n
o
3.
Definic¸ ˜ ao:
Uma curva de Jordan ´ e uma curva simples fechada e orientada no sentido
positivo.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 44 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Formulas do Integral de Cauchy
Seja f uma func¸ ˜ ao anal´ıtica num aberto Ω ⊆ C.
Seja γ uma curva de Jordan regular, contida em Ω. Ent ˜ ao
f (z
0
) =
1
2πi

γ
f (z)
z −z
0
dz, ∀z
0
∈ int(γ)
(Observac¸ ˜ ao: f n˜ ao tem singularidades dentro de γ)
Exerc´ıcio:
1
Calcule, utilizando o teorema anterior, o

γ
1
z
2
−1
, onde γ ´ e uma
circunfer ˆ encia de centro na origem e raio r > 1, orientada no sentido
directo.
2
Ver exerc´ıcios: 30 e 31 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 45 / 52
3.5- Teorema de Cauchy e suas consequˆ encias
Formulas do Integral de Cauchy para as derivadas
Seja f uma func¸ ˜ ao anal´ıtica num aberto Ω ⊆ C.
Seja γ uma curva de Jordan regular, contida em Ω. Ent ˜ ao
f
(n)
(z
0
) =
n!
2πi

γ
f (z)
(z −z
0
)
n+1
dz, ∀z
0
∈ int(γ), n ∈ IN
0
(Observac¸ ˜ ao: f n˜ ao tem singularidades dentro de γ.)
Exerc´ıcio:
Calcule, utilizando o teorema anterior, o

γ
sin(z)
(z −i )
3
dz, onde γ ´ e um
quadrado de v´ ertices ±2 e ±2i orientado no sentido positivo (contr ´ ario aos
ponteiros do rel ´ ogio).
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 46 / 52
3.6- Transformadas de Fourier
Definic¸ ˜ ao:
Dada uma func¸ ˜ ao f : IR → C, diz-se que f ´ e absolutamente integr ´ avel se

+∞
−∞
[f (t )[dt < ∞
Definic¸ ˜ ao:
Seja f : IR → C uma func¸ ˜ ao absolutamente integr ´ avel.
Chama-se Transformada de Fourier de f a
T¦f (t )¦ = F(ω) =

+∞
−∞
f (t )e
−i ωt
dt , ω ∈ IR
Observac¸ ˜ ao:
- Se f ´ e absolutamente integr ´ avel ent ˜ ao ´ e integr ´ avel.
- Enquanto que o dom´ınio temporal da transformada de Laplace ´ e
[0, +∞[, o dom´ınio da transformada de Fourier ´ e ] −∞, +∞[.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 47 / 52
3.6- Transformadas de Fourier
Propriedades das Transformadas de Fourier:
Sejam T¦f (t )¦ = F(ω) , T¦g(t )¦ = G(ω) , ω ∈ R, α, β ∈ C
1
Linearidade: T¦αf (t ) + βg(t )¦ = αF(ω) + βG(ω) .
2
Transformada da derivada: T¦f
(n)
(t )¦ = (i ω)
n
F(ω)
3
Derivada da transformada:
d
n
F(ω)

n
= (−i )
n
T¦t
n
f (t )¦
4
Deslocamento no tempo: T¦f (t −t
0
)¦ = e
−i ωt
0
F(ω) .
5
Deslocamento na frequˆ encia: T¦e
i ω
0
t
f (t )¦ = F(ω −ω
0
) .
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 48 / 52
3.6- Transformadas de Fourier
Exerc´ıcios
1
Mostre que para a > 0 T¦e
−at
U
0
(t )¦ =
1
a + i ω
, ω ∈ IR
2
Seja f (t ) a func¸ ˜ ao com transformada de Fourier T¦f (t )¦ = F(ω), e
defina-se g(t ) = f (t ) cos(ω
0
t ), ω
0
∈ IR. Mostre que
T¦g(t )¦ =
1
2
[F(ω −ω
0
) + (ω + ω
0
)]
3
Ver exerc´ıcios: 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38 e 39 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 49 / 52
3.6- Transformadas de Fourier
Definic¸ ˜ ao:
Chama-se Transformada Inversa de Fourier de F(ω), e designa-se por
T
−1
¦F(ω)¦, ` a func¸ ˜ ao de t definida por
T
−1
¦F(ω)¦ :=
1

+∞
−∞
F(ω)e
i ωt

Teorema da Invers˜ ao da Transformada de Fourier:
Seja f (t ) uma func¸ ˜ ao seccionalmente cont´ınua e absolutamente integr ´ avel,
cuja transformada de Fourier T¦f (t )¦ = F(ω), seja tamb´ em absolutamente
integr ´ avel. Ent ˜ ao T
−1
¦F(ω)¦, ´ e a func¸ ˜ ao de t definida por
f (t ) =
1

+∞
−∞
F(ω)e
i ωt
dω ≡ T
−1
¦F(ω)¦,
nos pontos de continuidade de f (t ).
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 50 / 52
3.6- Transformadas de Fourier
Corol ´ ario:
Nas condic¸ ˜ oes do teorema anterior, sendo T¦f (t )¦ = F(ω), ent ˜ ao
T¦F(t )¦ = 2πf (−ω).
O teorema da invers˜ ao permite estabelecer propriedades da Transformada
de Fourier, relacionadas com o produto de convoluc¸ ˜ ao de func¸ ˜ oes.
Propriedades:
Sejam T¦f (t )¦ = F(ω) e T¦g(t )¦ = G(ω).
1
Teorema de convoluc¸ ˜ ao no tempo:
T ¦f (t ) ∗ g(t )¦ = F(ω) G(ω), onde f (t ) ∗ g(t ) =

+∞
−∞
f (u)g(t −u)du
2
Teorema de convoluc¸ ˜ ao na frequˆ encia:
T ¦f (t )g(t )¦ =
1

F(ω) ∗ G(ω)
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 51 / 52
3.6- Transformadas de Fourier
Exerc´ıcio:
Ver exerc´ıcios: 40, 41, 42 e 43 da Ficha n
o
3.
(Cap III - T´ opicos de An´ alise Complexa) 52 / 52
Departamento de Matemática
Escola Superior de Tecnologia de Viseu
Instituto Politécnico de Viseu
Fichas práticas
Análise Matemática II
Engenharia Electrotécnica
2009/2010
(Parte prática)
 
Índice
1 Equações Diferenciais 2
1.1 Equações diferenciais de 1
a
ordem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Transformadas de Laplace . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3 Equações diferenciais lineares de ordem n . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.4 Sistemas de equações diferenciais lineares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.5 Teste do ano lectivo 2007/2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.6 Soluções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2 Séries numéricas e de funções 13
2.1 Séries numéricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2 Séries de potências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
2.3 Séries de Fourier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.4 Teste do ano lectivo 2007/2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
2.5 Soluções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3 Tópicos de Análise Complexa 26
3.1 Plano Complexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
3.2 Funções complexas elementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
3.3 Integração das funções complexas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.4 Transformadas de Fourier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.5 Teste do ano lectivo 2007/2008 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.6 Soluções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
4 Exames 2007-2008 37
4.1 Frequência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
4.2 Exame . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
4.3 Exame Recurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
5 Apoio à Análise Matemática II (opcional) 44
5.1 Sucessões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
5.2 Alguns tópicos de AMI e ALGA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
5.3 Números complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
5.4 Soluções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
1
 
Ficha 1
Equações Diferenciais
1.1 Equações diferenciais de 1
a
ordem
1. Exprima cada uma das expressões sob a forma de uma equação diferencial:
(a) Uma curva é definida pela condição de ter em todos os pontos a inclinação
dy
dx
igual ao
dobro da soma das coordenadas do ponto.
(b) A taxa de variação de y, em relação ao tempo, é proporcional à diferença entre y e 60.
(c) A diferença de potencial E através de um elemento de indutância L é igual ao produto de
L pela taxa de variação, em relação ao tempo, da corrente i na indutância.
2. Sabe-se que y = C
1
e
x
+C
2
e
−x
é uma família a dois parâmetros de soluções para y
′′
−y = 0 em
IR. Encontre um membro dessa família satisfazendo as condições iniciais y(0) = 0, y

(0) = 1.
3. Sabendo que o declive da recta tangente a uma curva em qualquer ponto (x, y) é 2x + 3y,
determine a equação da recta que passa no ponto

0,
1
3

.
4. Mostre que :
(a) y = 2x+Ce
x
é solução geral da equação diferencial y

−y = 2(1−x) e encontre a equação
da curva integral que passa pelo ponto (0,3).
(b) y = −2e
−3x
é solução do problema com valores iniciais y

+5y = −4e
−3x
tal que y(0) = −2.
5. Determine a solução das seguintes equações diferenciais :
(a) (1 + x)dy −ydx = 0 (b) x e
3x
dx +
y
2
+ 2
y
4
dy = 0 (c)
dy
dx
= y
2
−4, y(0) = 3
2
Equações diferenciais de 1
a
ordem 3
6. Transforme as seguintes equações em equações de variáveis separadas e determine o seu integral
geral.
(a) xdt −tdx = 0 (b) (1 +u)vdu + (1 −v)udv = 0
(c) (1 +s
2
)dt −s

tds = 0 (d) (x −y
2
x)dx + (y −x
2
y)dy = 0
(e)
(t
2
−xt
2
)
dx
dt
+ x
2
−tx
2
= 0
(f) 2

xy

=

1 −y
2
7. Uma equação diferencial da forma
dy
dx
= f(ax + by + c), b = 0, pode sempre ser reduzida a
uma equação diferencial de variáveis separáveis por meio da substituição u = ax +by +c. Use
este procedimento para resolver as seguintes equações diferenciais.
(a)
dy
dx
= (x + y + 1)
2
(b)
dy
dx
=
1 −x −y
x + y
(c)
dy
dx
= 1 +e
y−x+5
8. Averigue quais das seguintes funções são homogéneas e especifique o respectivo grau de homo-
geneidade.
(a)
f(x, y) = x
3
+ 2xy
2

y
4
x
(b) f(x, y) =
x
3
y −x
2
y
2
(x + 8y)
2
(c)
f(x, y) =
x
y
2
+

x
4
+ y
4
9. Determine a solução geral das seguintes equações diferenciais homogéneas:
(a) (x
2
+ y
2
) dx + (x
2
−xy)dy = 0 (b) x
2
dy −y
2
dx = (y
2
−x
2
) dx
(c)

s −

st

dt + tds = 0 (d)

2

xy −y

dx −xdy = 0
10. Verifique se as seguintes equações diferenciais são totais exactas:
(a) (2x −1)dx + (3y + 7)dy = 0 (b) (5x + 4y)dx + (4x −8y
3
)dy = 0
(c) (2y
2
x −3)dx + (2yx
2
+ 4)dy = 0 (d)

1
x
+
1
x
2

x
x
2
+ y
2

dx +

ye
y
+
x
x
2
+ y
2

dy = 0
11. Encontre a solução das seguintes equações diferenciais exactas.
(a) (3x
2
+ 2y sin(2x))dx + 2(sin
2
(x) + 3y
2
)dy = 0 (b) (x
2
+ y)dx + (x −2y)dy = 0
(c)

x
1 +y
2
+ y
3
−1

y

+

1
1 +x
2
+ arctg(y)

= 0 (d) 2(3xy
2
+ 2x
3
) + 3(2x
2
y + y
2
)y

= 0
Equações diferenciais de 1
a
ordem 4
12. Mostre que qualquer equação diferencial de variáveis separadas da forma
h(y)dy −g(x)dx = 0 ,
com h e g de classe C
1
é também uma equação diferencial total exacta.
13. Determine uma função M(x, y) de forma a que a equação diferencial
M(x, y)dx +

xe
−y
+ 2xy +
1
x

dy = 0
seja total exacta.
14. Resolva as seguintes equações diferenciais dadas, utilizando o factor integrante µ(x, y) indicado:
(a) 6xydx + (4y + 9x
2
)dy = 0, µ(x, y) = y
2
(b) (2y
2
+ 3x)dx + 2xydy = 0, µ(x, y) = x
(c)

tg(y)
x
+
y cos(x)
xcos(y)

dx +

1 +
sin(x)
xcos(y)
+
3y
xcos(y)

dy = 0, µ(x, y) = xcos(y)
15. Resolva as seguintes equações diferenciais lineares de primeira ordem:
(a)
x
dy
dx
+ y = 2x,
(b) y

= 2y + x(e
3x
−e
2x
) ,
(c) xy

+ y = e
x
, (d) y

+ ay = e
bx
,
16. Um circuito eléctrico simples é constituído por:
- corrente eléctrica I (em amperes)
- resistência R (em ohms)
- indutância L (em henrys)
- e uma força electromotriz E (em volts).
De acordo com a 2
a
Lei de Kirchhoff, se o interruptor está fechado no instante t = 0, a
força electromotriz aplicada (voltagem) é igual à soma das voltagens no resto do circuito. Isto
significa que a corrente I satisfaz a equação diferencial
L
dI
dt
+ RI = E.
Encontre a intensidade da corrente, em função do tempo, quando E = sin(2t) e R e L são
constantes diferentes de zero.
Transformadas de Laplace 5
17. Determine a solução das seguintes equações diferenciais:
(a)

x + ye
y
x

dx −xe
y
x
dy = 0, y(1) = 0 (b) cos(x)dy −(y sin(x) + e
−x
) dx = 0,
(c)
dx
dt
+ x = e
2t
, x(0) = 1
(d) ln(y
2
+ 1)dx +
2y(x −1)
y
2
+ 1
dy = 0,
1.2 Transformadas de Laplace
18. Use a definição de transformada de Laplace para mostrar que
(a) L{1} =
1
s
, s > 0 (b) L{e
at
} =
1
s −a
, s > a (c) L{cos(t)} =
s
s
2
+ 1
, s > 0
19. Determine as transformadas de Laplace das seguintes funções:
(a) f(t) = e
t+7
(b) f(t) = t
2
+ 6t −3 (c) f(t) = t(e
t
+ e
2t
)
2
(d) f(t) = e
3t
cos(2t) (e) f(t) = t
2
sin(t) (f) f(t) = cos
2
(3t)
(g) f(t) = (t −1)U
1
(t) (h) f(t) = (3t + 11)U
2
(t) (i) f(t) = sin
2
(t)
(j) f(t) =

t
0
sin(2u)du (k) f(t) =
sin(t)
t
20. Calcule a convolução para cada uma das seguintes funções, e verifique a propriedade da trans-
formada de Laplace da convolução.
(a) 1 ∗ sin(t) (b) t ∗ sin(t) (c) sin(t) ∗ cos(t)
21. Determine a transformada de Laplace de

t
0
1 ∗ v −2e
v
sin(t −v)dv.
22. Considere a função f(t) = t cos(t). Determine:
(a) L{f

(t)} (b) L{f
′′
(t)} (c) L{f
′′′
(t)}
23. Exprima cada uma das seguintes funções à custa da função Heaviside e em seguida determine
a sua transformada de Laplace.
(a) f(t) =

1 se 0 ≤ t ≤
π
2
sin(t) se t ≥
π
2
(b) f(t) =

1 se 0 ≤ t < 1
−1 se 1 ≤ t < 2
3t se t ≥ 2
Transformadas de Laplace 6
24. Considere a função f(t) =

0 se 0 ≤ t < 1
t
2
se 1 ≤ t < 3
2 se t ≥ 3
.
(a) Escreva f à custa da função degrau unitário.
(b) Determine a transformada de Laplace de f(t).
(c) Determine a natureza do integral

+∞
0
e
−t
f(t)dt.
25. Calcule:
(a) L
−1

1
s
2
+ 4

(b) L
−1

1
(s −3)
2

(c) L
−1

3
s
2
−4

(d) L
−1

3s −6
(s −2)
2
+ 4

(e) L
−1

1
s
3

(f) L
−1

(s −2)
−2
+
1
s
5

(g) L
−1

7
(s −1)
3
+
1
(s + 1)
2
−4

(h) L
−1

e
−πs
s
2
+ 16

(i) L
−1

s
(s + 1)
2
+
1
s(s + 1)

26. Considere a função f tal que L{f(t)} =
1
s(s −1)
, s > 1 e a função g definida por g(t) = e
t
f(t).
(a) Determine L{g(t)}.
(b) Determine, usando a alínea anterior, a função g(t).
27. Sabendo que L{f(t)} =
e
−s
s(s
2
+ 1)
, determine

t
0
f(u)du.
28. Determine a solução das seguintes equações integrais:
(a) y(t) = 1 −

t
0
y(v)(t −v)dv.
(b) y(t) = te
t
−2

t
0
y(v)e
t−v
dv
29. Sabendo que

+∞
0
e
−st
f(t)dt =
1
s
2
, determine sem calcular explicitamente f, o valor de
(a) L{e
2t
f(t)} (b)L{tf

(t)} (c)

t
0
f(v)(t −v)dv. (d)

t
0
f(v)dv
30. Sabendo que

+∞
0
e
−st
f(t)dt = F(s), mostre que L{tf

(t)} = −F(s) −sF

(s).
Equações diferenciais lineares de ordem n 7
1.3 Equações diferenciais lineares de ordem n
31. Resolva, utilizando transformadas de Laplace, as seguintes equações diferenciais sujeitas às
condições iniciais indicadas:
(a) y
′′
+ 5y

+ 4y = 0, y(0) = 1, y

(0) = 0;
(b) y
′′
+ 4y

+ 4y = e
−x
, y(0) = 0, y

(0) = 1;
(c) y
′′
−y

−2y = x, y(0) = 0, y

(0) = −1;
(d) y
(iv)
−16y
′′
= 0, y(0) = 1, y

(0) = y
′′
(0) = y
′′′
(0) = 0;
32. (a) Mostre que L{t sin(t)} =
2s
(s
2
+ 1)
2
, s > 0.
(b) Utilize a alínea anterior para justificar que o integral impróprio

+∞
0
t sin(t)
e
t
dt é conver-
gente e determine o seu valor.
(c) Recorra ao método das transformadas de Laplace para resolver a equação diferencial
y
′′
+ y = 2 cos(t)
com condições iniciais, y(0) = y

(0) = 0.
33. Às 11 horas da noite um indivíduo foi encontrado morto em sua casa. Um detective chegou ao
local do crime exactamente meia hora depois e tirou imediatamente a temperatura do corpo:
30
0
. Uma hora depois (às 0 h 30 m) a temperatura do corpo era de 25
0
. O detective notou
ainda que a temperatura da sala se mantinha constante e igual a 20
0
. Usando o facto de que a
velocidade de arrefecimento de um corpo é directamente proporcional à diferença entre a sua
temperatura em cada instante e a do meio ambiente, o detective determinou como hora do
crime as 22 h 44 m. A hora indicada pelo detective estava correcta?
Indicação: Designando por y(t) a temperatura (em graus centígrados) da vítima no instante
t (em horas), e fazendo corresponder à hora a que a vítima foi encontrada o instante t = 0,
(a) justifique que y(t) é solução da equação diferencial com as condições especificadas
dy
dt
= k (y −20) , y(0) = 30 , y(1) = 25 ,
onde k é uma constante (constante de arrefecimento).
(b) use a transformada de Laplace para mostrar que y(t) satisfaz y(t) = 20+10e
kt
; e a partir
desse resultado e da condição y(1) = 25, obtenha k = −ln 2, logo
y(t) = 20 + 10

1
2

t
.
(c) o instante t correspondente à hora do crime satisfaz y(t) = 37.
Sistemas de equações diferenciais lineares 8
1.4 Sistemas de equações diferenciais lineares
34. Utilizando a transformada de Laplace, resolva para t ≥ 0 os sistemas de equações diferenciais
ordinárias seguintes, satisfazendo as condições iniciais especificadas:
(a)

x

+ 2y = 2x
y

+ 3x = y
, x(0) = 5 , y(0) = 0;
(b)

dx
dt
+
dy
dt
+ 5x + 3y = e
−t
2
dx
dt
+
dy
dt
+ x + y = 3
, x(0) = 2 , y(0) = 1 ;
(c)

2x
′′
−2y = −6x
y
′′
= 2x −2y + 40 sin(3t)
, x(0) = x

(0) = y(0) = y

(0) = 0;
(d)

d
2
x
dt
2
= y −2x
d
2
y
dt
2
= x −2y
, x(0) = 4 , y(0) = 2 ,
dx
dt
(0) =
dy
dt
(0) = 0 .
Teste do ano lectivo 2007/2008 9
1.5 Teste do ano lectivo 2007/2008
35. Considere as seguintes equações diferenciais de primeira ordem:

x + ye
−y/x

dx −xe
−y/x
dy = 0 (A)
dy
dx
−y = e
4x
(B)
ln(y
2
+ 1)dx +
2y(x −1)
y
2
+ 1
dy = 0 (C)
(a) Classifique cada uma das equações anteriores.
(b) Determine a solução geral das equações (A), (B) e (C).
36. Mostre que µ(x, y) = y
2
é factor integrante da equação diferencial
6xydx + (4y + 9x
2
)dy = 0
e determine a sua solução quando y(0) = 1.
37. Utilizando as propriedades da transformada de Laplace, determine a transformada da seguinte
função:
f(t) = tU
1
(t) −e
t
cos(t) + 2

t
0
e
2u
sin(t −u)du ,
onde U
1
representa a função de Heaviside.
38. Sabe-se que L{f(t)} =
1
s −1
. Considere a equação diferencial definida por
sy
′′
−2y

= 4s
2
L

t
0
1 ∗ udu

.
Verifique se y(s) = L{e
−t
f(t)} é solução da equação diferencial anterior.
Sugestão: Comece por determinar L{e
−t
f(t)} e L

t
0
1 ∗ udu

e, em seguida, use a definição
de solução de uma equação diferencial.
39. (a) Determine a função g tal que
L{g(t)} =
5(s −1)
(s −4)(s + 1)
(b) Considere para t ≥ 0 o seguinte sistema de equações diferenciais

x

+ 2y = 2x
y

+ 3x = y
x(0) = 5, y(0) = 0
.
Utilizando transformadas de Laplace, determine x(t).
Soluções 10
1.6 Soluções
1. (a)
dy
dx
= 2(x + y) (b)
dy
dx
= k(y −60) (c) E = L
di
dt
2. y =
1
2
e
x

1
2
e
−x
3. y = x +
1
3
4. (a) y = 2x + 3e
x
5. (a) ln |y| −ln |1 +x| = C, C ∈ IR (b)
1
3
xe
x

1
9
e
3x

1
y

2
3y
3
= C, C ∈ IR
(c)
1
4
ln |y −2| −
1
4
ln |y + 2| = x −
1
4
ln(5)
6. (a) ln |t| −ln|x| = C, C ∈ IR (b) ln |u| + u + ln |v| −v = C, C ∈ IR
(c) 2

t −
1
2
ln(1 +s
2
) = C, C ∈ IR (d)
1
2
ln |1 −x
2
| +
1
2
ln|1 −y
2
| = C, C ∈ IR
(e)
1
t
+
1
x
+ ln |x| + ln|t| = C, C ∈ IR (f) 2 arcsin(y) −2

x = C, C ∈ IR
7. (a) arctg(x + y + 1) = x + C, C ∈ IR (b)
1
2
(x + y)
2
= x + C, C ∈ IR
(c) e
x−y−5
= −x + C, C ∈ IR
8. (a) f é homogénea com grau de homogeneidade 3
(b) f é homogénea com grau de homogeneidade 2
(c) f é homogénea com grau de homogeneidade −1
9. (a) ln |x| −
y
x
+2 ln

y
x
+ 1

= C, C ∈ IR (b)
1
3
ln

y
x
−1


1
3
ln

y
x
+
1
2

= ln |x| +C, C ∈ IR
(c) ln |t| + ln

2

s
t
−1

= C, C ∈ IR (d)ln |x| + ln

1 −

y
x

= C, C ∈ IR
10. As equações diferenciais definidas nas alíneas (a), (b) e (c) são totais exactas
11. (a) x
3
−y cos(2x) + 2y
3
+ y = C, C ∈ IR (b)
x
3
3
+ xy −y
2
= C, C ∈ IR
(c) arctgx + x arctgy +
y
4
4
−y = C, C ∈ IR (d) 3x
2
y
2
+ x
4
+ y
3
= C, C ∈ IR
13. M(x, y) = −e
−y
+ y
2

y
x
2
(por exemplo)
14. (a)3x
2
y
3
+ y
4
= C, C ∈ IR (b) x
2
y
2
+ x
3
= C, C ∈ IR
(c) x sin(y) + y sin(x) +
3
2
y
2
= C, C ∈ IR
Soluções 11
15. (a) xy − x
2
= C, C ∈ IR (b)ye
−2x
+
x
2
2
− xe
x
+ e
x
= C, C ∈ IR
(c) xy − e
x
= C, C ∈ IR (d)ye
ax

1
a + b
e
(a+b)x
= C, C ∈ IR
16. Ie
R
L
t

e
R
L
t
R
2
+ 4L
2
(Rsin(2t) − 2 cos(2t)) = C, C ∈ IR
17. (a) ln|x| − e
y
x
= −1 (b)ycosx + e
−x
= C, C ∈ IR
(c)xe
t

1
3
e
3t
=
2
3
(d)ln|x − 1| + ln[ln(y
2
+ 1)] = C, C ∈ IR
19. (a) L{f(t)} =
e
7
s − 1
, s > 1 (b) L{f(t)} =
2
s
3
+
6
s
2

3
s
, s > 0
(c) L{f(t)} =
1
(s − 2)
2
+
2
(s − 3)
2
+
1
(s − 4)
2
, s > 4 (d) L{f(t)} =
s − 3
(s − 3)
2
+ 4
, s > 3
(e) L{f(t)} =
6s
2
− 2
(s
2
+ 1)
3
, s > 0 (f) L{f(t)} =
1
2s
+
s
2(s
2
+ 36)
, s > 0
(g) L{f(t)} =
e
−s
s
2
, s > 0 (h) L{f(t)} = e
−2s

3
s
2
+
17
s

, s > 0
(i) L{f(t)} =
1
2s

s
2(s
2
+ 4)
, s > 0 (j) L{f(t)} =
2
s(s
2
+ 4)
, s > 0
(k) L{f(t)} =
π
2
− arctan(s)
20. (a) 1 ∗ sin(t) = 1 − cos(t), L{1 ∗ sin(t)} =
1
s(s
2
+ 1)
, s > 0
(b) t ∗ sin(t) = t − sin(t), L{t ∗ sent} =
1
s
2
(s
2
+ 1)
, s > 0
(c) sin(t) ∗ cos(t) =
1
2
t sin(t) L{sent ∗ cost} =
s
(s
2
+ 1)
2
, s > 0
21. L{f(t)} =
1
s
4

2
(s − 1)(s
2
+ 1)
, s > 1
22. (a) L{f

(t)} =
s
3
− s
(s
2
+ 1)
2
, s > 0 (b) L{f
′′
(t)} =
s
4
− s
2
(s
2
+ 1)
2
− 1, s > 0
(c) L{f
′′′
(t)} =
s
5
− s
3
(s
2
+ 1)
2
− s, s > 0
23. (a) f(t) = 1 + (−1 + sen(t))U
π
2
(t) , L{f(t)} =
1
s
+ e

π
2
s

s
s
2
+ 1

1
s

, s > 0
(b) f(t) = 1 − 2U
1
(t) + (1 + 3t)U
2
(t) , L{f(t)} =
1
s

2e
−s
s
+ e
−2s

3
s
2
+
7
s

, s > 0
24. (a)f(t) = t
2
U
1
(t) + (2 − t
2
)U
3
(t))
(b)L{f(t)} = e
−s

2
s
3
+
2
s
2
+
1
s

− e
−3s

2
s
3
+
6
s
2
+
7
s

, s > 0
(c) Convergente
Soluções 12
25. (a) L
−1

1
s
2
+ 4

=
1
2
sin(2t) (b) L
−1

1
(s −3)
2

= te
3t
(c) L
−1

3
s
2
−4

=
3
4

e
2t
−e
−2t

(d) L
−1

3s −6
(s −2)
2
+ 4

= 3e
2t
cos(2t)
(e) L
−1

1
s
3

=
1
2
t
2
(f) L
−1

(s −2)
−2
+
1
s
5

= te
2t
+
t
4
24
(g) L
−1

7
(s −1)
3
+
1
(s + 1)
2
−4

=
7
2
t
2
e
t
+
1
4
e
t

1
4
e
−3t
(h) L
−1

e
−πs
s
2
+ 16

=
1
4
sin(4t)U
π
(t) (i) L
−1

s
(s + 1)
2
+
1
s(s + 1)

= 1 −te
−t
26. (a) L{g(t)} =
1
(s −1)(s −2)
(b) g(t) = −e
t
+ e
2t
27. [(t −1) −sin(t −1)] U
1
(t)
28. (a) y(t) = cos(t) (b) y(t) = −
1
2
e
t
+
1
2
e
3t
29. (a)
1
(s −2)
2
(b)
1
s
2
(c)
t
3
6
(d)
t
2
2
31. (a) y(t) =
4
3
e
−t

1
3
e
−4t
(b) y(x) = e
−x
−e
−2x
(c) y(x) = −
1
2
x +
1
4

1
4
e
2x
(d) y = 1
32. (b)
1
2
(c) y = t sin(t)
34. (a) x(t) = 3e
4t
+ 2e
−t
∧ y(t) = −3e
4t
+ 3e
−t
(b)x(t) = −
9
2

11
6
e
−2t
+
25
3
e
t
∧ y(t) =
15
2
+
1
2
e
−t
+
11
2
e
−2t

25
2
e
t
(c) x(t) = sin(3t) + 5 sin(t) −4 sin(2t) ∧ y(t) = −6 sin(3t) + 4 sin(2t) + 10 sin(t)
(d) x(t) = 3 cos(t) + cos(

3 t) ∧ y(t) = 3 cos(t) −cos(

3 t)
35. (a) (A) Equação diferencial homogénea; (B) Equação diferencial linear de primeira ordem;
(C) Equação de variáveis separáveis
(b) (A) ln |x| + e
−y/x
= C, C ∈ IR (B) y =
1
3
e
4x
+ Ce
x
, C ∈ IR
(C) ln |x −1| + ln | ln(y
2
+ 1)| = C, C ∈ IR
36. 3x
2
y
3
+ y
4
= 1
37. L{f(t)} = e
−s

1
s
2
+
1
s


s −1
(s −1)
2
+ 1
+
2
(s −2)(s
2
+ 1)
38. y = y(s) é solução.
39. (a) g(t) = 3e
4t
+ 2e
−t
(b) x(t) = g(t)
 
Ficha 2
Séries numéricas e de funções
2.1 Séries numéricas
1. Para cada uma das séries de termo geral indicado, determine:
1. os três primeiros termos da sucessão das somas parciais;
2. o termo geral da sucessão das somas parciais;
3. a natureza da série e a sua soma, caso a série seja convergente:
(a) u
n
=
n
5
, n ≥ 1; (b) u
n
= 2 + 4n, n ≥ 3;
(c) u
n
=
1
n

1
n + 2
, n ≥ 1; (d) u
n
= (−1)
2n−1
, n ≥ 0.
2. Para cada uma das séries

¸
n=1
a
n
cuja sucessão das somas parciais é a indicada, calcule os termos
a
n
, (n ∈ IN), averigúe se as séries são convergentes e, em caso afirmativo, calcule a respectiva
soma:
(a) s
n
= n
2
+ 3, n ∈ IN; (b) s
n
= 2005, n ∈ IN;
(c) s
n
= 3
−n
, n ∈ IN; (d) s
n
= (−1)
n
, n ∈ IN.
3. (a) Determine a natureza das séries

¸
n=1
4
3
n
,

¸
n=2
(−1)
n
3
n
,

¸
n=1
3
n+1
10
n+2
e

¸
n=1
(−3)
n+1
10
n+2
.
(b) Baseando-se no resultado da alínea anterior, determine a natureza das seguintes séries e
as respectivas somas nos casos em que são convergentes:
i.

¸
n=1
1
3
n
; ii.

¸
n=1
(−1)
n
3
n
; iii.

¸
n=5
3
n+1
10
n+2
;
iv.

¸
n=1

4
3
n
+
3
n+1
10
n+2

; v.

¸
n=1

4
3
n

3
n+1
10
n+2

; vi.

¸
n=1

4
3
n
+
(−1)
n+2
3
n+1
10
n+2

.
13
Séries numéricas 14
4. Quando largada de uma altura h metros, uma bola de borracha ao atingir o solo ressalta e
atinge uma altura igual a

2
2
h metros.
Suponha que a bola é largada de uma altura igual a 1 metro. Prove que se o diâmetro da bola
for desprezado, a distância total percorrida pela bola é igual a (3 + 2

2) metros.
5. Uma fonte radioactiva emite em cada ano uma quantidade de radiação igual a
9
10
da quantidade
emitida durante o ano anterior.
Suponha que num dado ano a quantidade de radiação emitida foi de 2000 unidades Roetgen
(Unidade Internacional dos Raios X). Qual o total de radiações que irão ser emitidas pela fonte
a partir desse ano?
6. Considere as sucessões (b
n
)
n∈IN
e (c
n
)
n∈IN
de termo geral
b
n
=
(−1)
n
2
n
e c
n
= 1 +
1
n
Seja S
n
= c
n
o termo geral da sucessão das somas parciais associada à série
+∞
¸
n=1
a
n
.
(a) Justifique que a série
+∞
¸
n=1
a
n
é convergente e calcule a sua soma.
(b) Calcule o termo geral a
n
.
(c) Calcule
20
¸
n=1
a
n
e
20
¸
n=5
a
n
.
(d) Utilize a condição necessária de convergência de séries para calcular lim
n
b
n
.
(e) Comente a seguinte afirmação
“as séries
+∞
¸
n=1
a
n
e
+∞
¸
n=1
c
n
são da mesma natureza.”
(f) Estude a natureza das séries:
i.
+∞
¸
n=10
b
n
ii.
+∞
¸
n=1
(c
n
)
n
iii.
+∞
¸
n=1
(b
n
+ c
n
)
7. Supondo que a sucessão (a
n
) converge, deduza a soma da série

¸
n=q
(a
n
−a
n+1
), onde q ∈ IN.
8. Determine a natureza e, se possível, a soma das séries de termo geral:
(a) u
n
=
3n

5 −
3n+9

5, n ≥ 3; (b) u
n
=
1
n

1
n + 1
, n ≥ 1;
(c) u
n
=
1
n(n + 4)
, n ≥ 1; (d) u
n
= 7
1
2n
−7
1
2n+4
, n ≥ 3.
Séries numéricas 15
9. Seja (u
n
)
n∈IN
uma sucessão de números reais.
(a) Mostre que, se lim
n→+∞
u
n
= +∞, então a série
+∞
¸
n=1
(u
n
−u
n+1
) é divergente.
(b) Suponha agora que lim
n→+∞
u
n
= 1.
i. Prove que a série
+∞
¸
n=1
(u
n
−u
n+1
) é convergente e determine a sua soma.
ii. Considere a sucessão (x
n
)
n∈IN
definida por:

x
1
= 4
x
n
= u
n

n−1
¸
k=1
x
k
, n > 1
.
Determine a natureza da série
+∞
¸
n=1
x
n
.
Sugestão: Use a definição de série numérica convergente. Designe por S
N
, o termo
geral da sucessão das somas parciais associada à série e comece por calcular S
N
−S
N−1
.
iii. Determine a natureza da série
+∞
¸
n=1
v
n
, onde v
n
=

2
−n
se n ≤ 2009
u
n
se n > 2009.
10. Determine a natureza das séries de termo geral indicado, aplicando os critérios de comparação:
(a)
sen
2
(
π
50
)
n
2
, n ≥ 1; (b)
sen (
π
50n
)
2
n
, n ≥ 1; (c)
ln n
4

n
5
, n ≥ 1;
(d)
3n
2n
3
+ 3
, n ≥ 1; (e)
ln(2n −3)
n
, n ≥ 2; (f)
1 +

n
3

n
4
−2
, n ≥ 2;
11. Utilize o critério de Cauchy para estudar a natureza das seguintes séries numéricas:
(a)
+∞
¸
n=1
7
2n
n
n
(b)
+∞
¸
n=1

n
n + 1

n
2
(c)
+∞
¸
n=1
3
n
2
n+1
12. Utilize o critério da razão D’Alembert para estudar a natureza das seguintes séries numéricas:
(a)
+∞
¸
n=1
n
n
(2n)!
(b)
+∞
¸
n=1
n!
n
2
(c)
+∞
¸
n=0
n
2
2
n+1
3
n
13. Indique o valor do limite lim
n→+∞
2
3n+1
n
n
.
Sugestão: Utilize o critério da razão D’Alembert e a condição necessária de convergência .
Séries numéricas 16
14. Determine a natureza das seguintes séries alternadas:
(a)
+∞
¸
n=1
(−1)
n
n
(b)
+∞
¸
n=10
(−1)
n+1

n + 3
(c)
+∞
¸
n=2
(−1)
n
n
2
n
2
+ 1
15. Considere a série
+∞
¸
n=2
(−1)
n

n + (−1)
n
.
(a) É dado que:
·
(−1)
n

n + (−1)
n

(−1)
n

n −1
, ∀n ≥ 2
· A série
+∞
¸
n=2
(−1)
n

n −1
é convergente.
Pode aplicar-se o critério de comparação para concluir que a série dada inicialmente é
convergente? Porquê?
(b) Sabendo que
·
(−1)
n

n

1
n +

n(−1)
n
=
(−1)
n

n + (−1)
n
· 0 < n + (−1)
n

n ≤ 2n, ∀n ≥ 2.
Mostre que a série dada inicialmente é divergente.
16. Mostre que as séries seguintes são simplesmente convergentes:
(a)
+∞
¸
n=1
(−1)
n
n + 2
(b)
+∞
¸
n=10
(−1)
n+1

n + 3
(c)
+∞
¸
n=2
(−1)
n+1
ln n
17. Mostre que as séries seguintes são absolutamente convergentes:
(a)
+∞
¸
n=1
(−1)
n
n!
(b)
+∞
¸
n=10

−1
n + 1

n
(c)
+∞
¸
n=1
(−1)
n
n2
n
18. Determine a natureza das séries de termo geral indicado, averiguando se são divergentes, sim-
plesmente convergentes ou absolutamente convergentes:
(a)
(−1)
n
n
n
2
−2
, n ≥ 2; (b)
(−2)
n
n
, n ≥ 1; (c)
n!
2
n+1
, n ≥ 1;
(d)
8
n
n!
n
n
, n ≥ 1; (e)
n!
(2n)!
, n ≥ 1; (f)

n sen
π
3n

n
, n ≥ 1;
19. Considere a série
+∞
¸
n=0
(−1)
n
1
(n + 1)
β
.
Para que valores de β a série anterior é
(a) Simplesmente convergente (b) Absolutamente convergente
Séries de potências 17
2.2 Séries de potências
20. Determine o raio de convergência e o intervalo de convergência de cada uma das seguintes séries
de potências:
(a)

¸
n=0
x
n
n + 1
; (b)

¸
n=0
3
n
x
n
; (c)

¸
n=0
(−1)
n
x
n
n!
;
(d)

¸
n=0
n!
2
n
x
n
; (e)

¸
n=1
5
n
n
2
x
n
; (f)

¸
n=2
x
n
ln n
;
(g)

¸
n=0
(−2)
n
x
n+1
n + 1
; (h)

¸
n=0
(−1)
n
x
2n
(2n)!
; (i)

¸
n=2
(−1)
n+1
x
n
n
;
(j)

¸
n=0
(x −3)
n
2
n
; (l)

¸
n=1
(−1)
n+1
(x + 1)
n
n
; (m)

¸
n=0

3
4

n
(x + 5)
n
;
(n)

¸
n=1
ln n · (x −3)
n
n
; (o)

¸
n=0
(2x −3)
n
4
2n
; (p)

¸
n=1
x
2n
9
n
.
21. Determine o intervalo de convergência da série

¸
n=0
(x −a)
n
b
n
, b > 0.
22. Desenvolva em série de potências de x as funções de expressões analíticas indicadas, e determine
os intervalos de convergência das séries obtidas.
(a)
1
1 −x
; (b)
1
1 +x
; (c)
1
1 −x
2
; (d)
1
1 +x
2
;
(e)
1
3 +x
; (f) e
2x
; (g) arc tg x; (h)
1
4 −x
2
;
(i) e
−x+1
; (j) cos 3x; (l) sen (2x); (m)

x
0
e
t
−1
e
t
dt.
23. Desenvolva as seguintes funções, indicando o maior intervalo onde a representação é válida:
(a)
1
1 −x
segundo potências de x −4,
(b) e
x
segundo potências de x + 2,
Séries de potências 18
24. Considere o seguinte desenvolvimento em série de potências
f(x) =

n=0
4
n
n + 1
x
n+1
, x ∈ I.
(a) Determine o intervalo de convergência, I, da série anterior.
(b) Determine f
(101)
(0).
(c) Determine a função f

(x) nos pontos em que estiver definida.
(d) Usando a alínea anterior, determine a função f.
25. Considere a função real de variável real definida por f(x) = cos(x), x ∈ IR.
(a) Determine os polinómios de Taylor de grau 2 de f nos pontos a = 0 e a = π/4 .
(b) Determine valores aproximados de cos 47
o
, utilizando os polinómios anteriores.
26. Considere o desenvolvimento em série de potências de x de ln(1 −x):
ln(1 −x) =

n=1

x
n
n
, x ∈ [−1, 1[.
Usando o desenvolvimento anterior, indique o desenvolvimento de ln(x) em série de potências
de x −1, indicando o maior intervalo onde é válido.
27. Determine uma série de potência que represente cada uma das seguintes primitivas:
(a)

e
x
2
dx; (b)

sen x
x
dx; (c)

cos(x
2
)dx.
Séries numéricas e séries de potências
28. Considere a função real de variável real definida por f(x) = e
−2x
. Seja S
n
= f(n) a sucessão
das somas parciais associada à série
+∞

n=1
a
n
(a) Defina série convergente.
(b) Diga justificando que a série
+∞

n=1
a
n
é convergente e determine a sua soma.
(c) Sabendo que e
x
=
+∞

n=0
x
n
n!
, ∀x ∈ R, mostre que f(x) =
+∞

n=0
(−1)
n
2
n
x
n
n!
∀x ∈ R.
(d) Mostre que a série
+∞

n=1

(−1)
n
1
n!
+ a
n

é convergente e tem soma
1
e
−1.
Séries de Fourier 19
29. Considere a série numérica
+∞
¸
n=0
(n −1)(n + 1)
n!
(a) Determine a sua natureza.
(b) Calcule o raio de convergência da série de potências
+∞
¸
n=0
(n −1)(n + 1)
n!
x
n
.
(c) Seja f(x) = (x
2
+ x −1)e
x
. Sabendo que f(x) =
+∞
¸
n=0
(n −1)(n + 1)
n!
x
n
i. Indique, justificando convenientemente, qual o valor de
+∞
¸
n=0
(n −1)(n + 1)
n!
.
ii. Calcule o valor de f
(20)
(0), onde f
(20)
representa a derivada de ordem 20 de f.
30. (a) Defina série absolutamente e simplesmente convergente.
(b) Mostre que a série
+∞
¸
n=0
(−1)
n
n + 1
não é absolutamente convergente mas é simplesmente con-
vergente.
(c) Considere a função real de variável real f definida por f(x) = ln(1 +x). Mostre que
f(x) =
+∞
¸
n=0
(−1)
n
x
n+1
n + 1
, ∀ x ∈ ]−1, 1] .
Sugestão: Note que ln(1 +x) =

x
0
1
1 +t
dt e que
1
1 −x
=
+∞
¸
n=0
x
n
, |x| < 1
2.3 Séries de Fourier
31. Considere a função f periódica de período 2 representada a seguir.
1 2 3 4 5 −1 −2 −3 −4 −5
1
2
◦ •
◦ ◦

◦ ◦

◦ •
◦ ◦



◦ ◦

◦ •
Determine
(a) os coeficientes de Fourier da função f.
(b) a soma da série de Fourier de f nos pontos x = 0, x =
1
2
e x = 1.
Séries de Fourier 20
32. Para cada uma das seguintes funções f, faça um esboço do gráfico da função, determine a sua
série de Fourier e a soma da série, caso esta convirja.
(a) f é uma função par de período 2π e é tal que f(t) = t, para t ∈ [0, π].
(b) f tem período 2π e f(t) =

0, t ∈] −π, 0[
1, t ∈]0, π[
1
3
, t ∈ {−π, 0, π}.
(c) f tem período 2π e f(t) =

0, t ∈] −π, 0[
1, t ∈]0, π[

1
3
, t ∈ {−π, 0, π}.
(d) O que pode concluir de (b) e (c)?
33. Considere a função v : IR → IR periódica de período 2π, definida em [−π, π[ por v(t) = t
2
.
(a) Determine a sua série de Fourier.
(b) Faça a representação gráfica da série de Fourier de v no intervalo [−2π, 2π].
(c) Prove que a série numérica
+∞
¸
n=1
(−1)
n
n
2
é convergente e calcule a sua soma.
34. Seja v : [0, π] → IR a função definida por v(t) = (t −π)
2
.
(a) Determine a série dos co-senos da função v.
(b) Prove que

¸
n=1
1
n
2
=
π
2
6
.
35. Considere a função periódica de período 2π tal que
f(x) =

0 se −π ≤ x < −π/2
1 se −π/2 ≤ x ≤ π/2
0 se π/2 < x ≤ π
.
(a) Faça um esboço do gráfico de f.
(b) Verifique que a série de Fourier de f é
1
2
+
2
π
+∞
¸
k=1
(−1)
k−1
2k −1
cos[(2k −1)x].
(c) Determine, justificando, a função soma da série anterior.
(d) Usando os resultados das alíneas anteriores, justifique a igualdade
π
4
= 1 −
1
3
+
1
5

1
7
+
1
9

1
11
±· · ·
Teste do ano lectivo 2007/2008 21
2.4 Teste do ano lectivo 2007/2008
36. Seja (S
n
) a sucessão das somas parciais associada à série
+∞
¸
n=1
(u
n
−u
n+1
).
Mostre que S
n
= u
1
−u
n+1
e comente a seguinte afirmação:
“Se lim
n→+∞
u
n
= 0 então nada se pode concluir sobre a natureza da série
+∞
¸
n=100
(u
n
−u
n+1
)”
37. Considere a série numérica
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
.
(a) Mostre que a série dada é simplesmente convergente.
(b) Considere a função f definida por f(x) = arctg(x).
i. Mostre que
f(x) =
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
x
2n+1
, ∀x ∈ [−1, 1].
Sugestão: Note que f(x) =

x
0
1
1 +t
2
dt.
ii. Calcule o valor de f
(2008)
(0) e f
(2009)
(0).
(c) Considere a função periódica de período 2π definida por
g(x) =

0 se −π ≤ x < −π/2
1 se −π/2 ≤ x ≤ π/2
0 se π/2 < x ≤ π
i. Faça um esboço do gráfico de g.
ii. Uma das seguintes série representa a série de Fourier da função g.
(A)
1
2
+
2
π
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
cos[(2n + 1)x]
(B)
1
2
+
2
π
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
sin[(2n + 1)x]
(C)
1
2
+
2
π
+∞
¸
n=0
¸
(−1)
n
2n + 1
cos[(2n + 1)x] +
(−1)
n
2n + 1
sin[(2n + 1)x]

Sem efectuar cálculos, e justificando devidamente, indique qual delas é.
iii. Determine a função soma da série anterior, caso esta convirja.
(d) Sabe-se que
π
4
= 1 −
1
3
+
1
5

1
7
+
1
9

1
11
±· · · =
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
.
Confirme este resultado utilizando as alienas (b) e (c).
 
Soluções 22
2.5 Soluções
1. (a) S
1
=
1
5
, S
2
=
3
5
, S
3
=
6
5
, S
n
=
n(n + 1)
10
; A série é divergente
(b) S
1
= 14, S
2
= 32, S
3
= 54, S
n
= (12 + 2n)n; A série é divergente
(c) S
1
=
2
3
, S
2
=
11
12
, S
3
=
21
20
, S
n
= 1+
1
2

1
n + 1

1
n + 2
; A série é convergente; S =
3
2
(d) S
1
= −1, S
2
= −2, S
3
= −3, S
n
= −n; A série é divergente
2. (a)

a
1
= 4 se n = 1
a
n
= 2n −1 se n > 1
; A série é divergente
(b)

a
1
= 2005 se n = 1
a
n
= 0 se n > 1
; A série é convergente; S = 2005
(c)

a
1
=
1
3
se n = 1
a
n
= −
2
3
n
se n > 1
; A série é convergente; S = 0
(d)

a
1
= −1 se n = 1
a
n
= 2(−1)
n
se n > 1
; A série é divergente
3. (a)

¸
n=1
4
3
n
é convergente,

¸
n=2
(−1)
n
3
n
é convergente,

¸
n=1
3
n+1
10
n+2
é convergente,

¸
n=1
(−3)
n+1
10
n+2
é
convergente.
(b) i. S =
1
2
, ii. S = −
1
4
, iii. S =
1
7

3
10

6
, iv. S =
1409
700
, v. S =
1391
700
, vi. S =
2591
1300
5. 18000 unidades
6. (a) S = 1
(b) a
n
=

2 se n = 1
1
n

1
n −1
se n ≥ 2
(c)
20
¸
n=1
a
n
=
21
20
e
20
¸
n=5
a
n
= −
1
5
(d) 0
(e) Afirmação falsa
(f) i. Converge, ii. Diverge, iii. Diverge.
7. S = a
q
−a, onde a = lim
n
a
n
8. (a) Converge, S = 5
1
9
+ 5
1
12
+ 5
1
15
−3 (b) Converge, S = 1 (c) Converge, S =
25
48
(d) Converge, S = 7
1
6
+ 7
1
8
−2
Soluções 23
9. (b) i. S = u
1
−1, ii. Convergente, iii. Divergente
10. (a) Convergente (b) Convergente (c) Convergente (d) Convergente
(e) Divergente (f) Divergente
11. (a) Convergente (b) Convergente (c) Divergente
12. (a) Convergente (b) Divergente (c) Convergente
13. 0
14. (a) Convergente (b) Convergente (c) Divergente
15. (a) Não. Porque não se trata de uma série de termos positivos.
18. (a) Simplesmente convergente (b) Divergente (c) Divergente (d) Divergente
(e) Absolutamente convergente (f) Divergente
19. (a) 0 < β ≤ 1 (b) β > 1
20. (a) r = 1, I = [−1, 1[ (b) r =
1
3
, I =


1
3
,
1
3
¸
(c) r = +∞, I = IR
(d) r = 0, I = {0} (e) r =
1
5
, I =
¸

1
5
,
1
5

(f) r = 1, I = [−1, 1[
(g) r =
1
2
, I =


1
2
,
1
2

(h) r = +∞, I = IR (i) r = 1, I =] −1, 1]
(j) r = 2, I =]1, 5[ (l) r = 1, I =] −2, 0] (m) r =
4
3
, I =


19
3
, −
11
3
¸
(n) r = 1, I = [2, 4[ (o) r = 8, I =


13
2
,
19
2
¸
(p) r = 3, I =] −3, 3[
21. I =] −b + a, b + a[
22. (a)

¸
n=0
x
n
, I =] −1, 1[ (b)

¸
n=0
(−1)
n
x
n
, I =] −1, 1[ (c)

¸
n=0
x
2n
, I =] −1, 1[
(d)

¸
n=0
(−1)
n
x
2n
, I =] −1, 1[ (e)

¸
n=0
(−1)
n
x
n
3
n+1
, I =] −3, 3[ (f)

¸
n=0
2
n
x
n
n!
, I = IR
(g)

¸
n=0
(−1)
n
x
2n+1
2n + 1
, I = [−1, 1] (h)

¸
n=0
x
2n
4
n+1
, I =]−2, 2[ (i)

¸
n=0
e(−1)
n
x
n
n!
, I = IR
(j)

¸
n=0
(−1)
n
3
2n
x
2n
(2n)!
, I = IR (l)

¸
n=0
(−1)
n
2
2n+1
x
2n+1
(2n + 1)!
, I = IR
(m) x −

¸
n=0
(−1)
n
x
n+1
(n + 1)!
, I = IR
Soluções 24
23. (a)

n=0
(−1)
n+1
3
n+1
(x −4)
n
, I =]1, 7[ (b)

n=0
(x + 2)
n
e
2
n!
, I = IR
24. (a) I =


1
4
,
1
4

(b) 4
100
100! (c)
1
1 −4x
, ∀x ∈


1
4
,
1
4

(d)−
1
4
ln|1 −4x|
25. (a) Para a = 0, P
2
(x) = 1 −
x
2
2
; Para a =
π
4
, P
2
(x) =

2
2


2
2
(x −
π
4
) −

2
4
(x −
π
4
)
2
(b) 0, 6819933041
26.

n=1
(−1)
n+1
(x −1)
n
n
, I =]0, 2]
27. (a)

n=0
1
n!
x
2n+1
2n + 1
(b)

n=0
(−1)
n
x
2n+1
(2n + 1)!(2n + 1)
(c)

n=0
(−1)
n
(2n)!
x
4n+1
4n + 1
28. (b) S = 0
29. (a) Convergente (b) +∞ (c) i) e (c) ii ) 399
31. (a) a
0
= 2; a
n
= 0, n ≥ 1 b
n
=
2

[1 + (−1)
n+1
], n ≥ 1
(b) x = 0, S = 1; x =
1
2
, S = 2; x = 1, S = 1
32. (a) f(t) ≈
π
2
+

n=1
2
n
2
π
[(−1)
n
−1] cos(nt) = f(t)
(b) f(t) ≈
1
2
+

n=1
1

[1 + (−1)
n+1
] sin(nt) =



0 se −π < t < 0
1 se 0 < t < π
1
2
se t ∈ {−π, 0, π}
.
(c) f(t) ≈
1
2
+

n=1
1

[1 + (−1)
n+1
] sin(nt) =



0 se −π < t < 0
1 se 0 < t < π
1
2
se t ∈ {−π, 0, π}
.
(d) Têm a mesma série de Fourier
33. (a) v(t) ≈
π
2
3
+

n=1
4(−1)
n
n
2
cos(nt) (c)
+∞

n=0
(−1)
n
n
2
= −
π
2
12
34. (a) v(t) ≈
π
2
3
+

n=1
4
n
2
cos(nt), 0 ≤ t ≤ π
35. (c) f(x) =







0 se −π ≤ x < −
π
2
1 se −
π
2
< x <
π
2
0 se
π
2
< x ≤ π
1
2
se x ∈ {−
π
2
,
π
2
}
(P = 2π).
Soluções 25
36. Afirmação falsa
37. (bii) f
(2008)
(0) = 0 e f
(2009)
(0) = 2008! (cii) (A)
(ciii)
¯
f(x) =

0 se −π ≤ x < −
π
2
1 se −
π
2
< x <
π
2
0 se
π
2
< x ≤ π
1
2
se x ∈ {−
π
2
,
π
2
}
(P = 2π)
Ficha 3
Tópicos de Análise Complexa
3.1 Plano Complexo
1. Escreva os seguintes números complexos na forma algébrica:
(a) 2(3 −2i) + (4 + 5i) ; (b) (2 −i)(4 + 3i) ;
(c)
2 −2i
7 +i
; (d)

2i
1 +i

4
.
2. Demonstre as seguintes propriedades dos números complexos:
(a) z = z ; (b) |z| = |z| ; (c) | −z| = |z| ; (d) zz = |z|
2
;
(e) Re(z) =
z + z
2
; (f) Im(z) =
z −z
2i
; (g) z + w = z + w; (h) −z = −z ;
(i) zw = z w; (j) z
−1
=
z
|z|
2
; (k) |zw| = |z| · |w| ; (l)

z
w

=
|z|
|w|
;
3. Escreva na forma trigonométrica e represente geometricamente o número complexo z
2
/w, onde
z = 1 +i e w =
1
2
−i

3
2
.
4. Escreva o número complexo

1 +i

3
1 −i

3

20
na forma algébrica.
5. Determine e represente geometricamente:
(a) as raízes cúbicas de −1 ;
(b) as raízes índice n de 1 ;
(c) as raízes cúbicas de −
8

2
+ i
8

2
.
26
Funções complexas elementares 27
6. Represente geometricamente os subconjuntos de C caracterizados pelas condições seguintes:
(a) |z −i| < 1 ; (b)
1
2
≤ |z + i −2| < 1 ; (c) Re(z) > 0 ;
(d) 0 < Im(z) < 1 ; (e) Re(z) ≤ −1 ∨ Re(z) ≥ 1 ; (f) |z −i| = |z + i| ;
(g) |z −1| = |i + 1| ; (h) |z|
2
> z + z ; (i) Im((z −i)/i) ≤ 0 .
7. Sendo a ∈ C e ρ > 0, mostre que a equação |z|
2
−2Re(a z)+|a|
2
= ρ
2
representa a circunferência
de centro a e raio ρ.
8. Sendo a > 0, mostre que a equação

z + 1
z −1

= a caracteriza
(a) o eixo imaginário, se a = 1 .
(b) a circunferência de centro no ponto

a
2
+1
a
2
−1
, 0

e raio
2|a|
|a
2
−1|
, se a = 1 .
9. Determine a equação cartesiana da forma y = mx + b (com m e b constantes reais) para cada
uma das rectas representadas no plano complexo z = x + iy pelas seguintes equações:
(a) |z −2 +i| = |z −i + 3|.
(b) z + z + 4i(z −z) = 6.
3.2 Funções complexas elementares
10. Determine o módulo e o argumento principal de e
i
e e
3+4i
.
11. Prove as seguintes relações:
(a) cos(−z) = cos z ; (b) sin(−z) = −sin z ;
(c) sin
2
z + cos
2
z = 1 ; (d) sin(z + w) = sin z cos w + cos z sin w;
(e) cos(z + w) = cos z cos w −sin z sin w;
12. Recorrendo às definições das funções complexas envolvidas, e considerando o ramo principal
do logaritmo, calcule
(a) e
1+i
; (b) e
kπi
(k ∈ Z) ; (c) Log(1 +i) ; (d) Log(−1) ;
(e) cos(i) ; (f) sin(i) ; (i) 4
i
; (j) i
i
.
13. Resolva em C as seguintes equações:
(a) e
z
= i ; (b) e
z
= e
iz
; (c) e
w
= −2 .
14. (a) Determine todos os números z ∈ C para os quais cos z = 2 .
(Sugestão: Multiplique por e
iz
ambos os membros da igualdade e note que obtém uma
equação do segundo grau em e
iz
.)
(b) Quantos dos valores obtidos em (a) são reais? Seria isso de esperar?
Integração das funções complexas 28
15. Determine os subconjuntos de C onde a função seno
(a) se anula ; (b) assume valores reais ; (c) assume valores imaginários puros.
Derivação das funções complexas
16. Para cada uma das funções seguintes, determine o seu domínio e calcule a sua derivada:
(a) f(z) =
z
3
+ 2z + 1
z
3
+ 1
; (b) f(z) =
1
(z
3
−1)(z
2
+ 2)
.
17. Verifique as equações de Cauchy-Riemann para as funções cos e sin e, usando as derivadas
parciais calculadas, determine as funções derivadas dessas funções.
18. Usando as equações de Cauchy-Riemann, diga quais das funções seguintes são analíticas e, em
caso afirmativo, determine as funções derivadas.
(a) z
2
; (b) z ; (c) ze
z
; (d) sin(4z) ; (e) zz ; (f) 1/z .
19. Determine uma função real v(x, y), definida em R
2
, tal que a função complexa
f(z) = 2x(1 −y) + iv(x, y)
seja analítica em z = x + iy.
20. Estude quanto à holomorfia as funções complexas de variável complexa definidas por
(a) f(z) = Log(e
z
+ 2) ; (b) f(z) =

z
2
−4 .
3.3 Integração das funções complexas
21. Represente geometricamente e indique o sentido dos caminhos definidos em C pelas funções:
(a) γ : [0, 1] →C, com γ(t) := t + i(2t −1) ;
(b) γ : [−1, 0] →C, com γ(t) := t + i(2t
2
−2) ;
(c) γ : [−π/4, 5π/4] →C, com γ(t) := 2e
it
;
(d) γ : [−1, 1] →C, com γ(t) := t −i

2 −t
2
;
22. Calcule:
(a)

γ
|z| dz , onde γ é o caminho definido por γ : [0, 3π/2] →C, com γ(t) := 3e
it
;
(b)

γ
z
2
dz , onde γ é o segmento de recta que une a origem ao ponto 2 + 2i .
(c)

γ
z dz , onde γ é o segmento de recta que une a origem ao ponto 1 + 2i .
Integração das funções complexas 29
23. Considerando os ramos principais das funções complexas envolvidas, determine:
(a)

γ

z dz , onde γ é a circunferência de centro na origem e raio 1;
(b)

γ
Log(z) dz , onde γ é o arco da circunferência de centro (0, 0) e raio 1, situado no primeiro
quadrante.
24. Sendo γ o caminho definido pela justaposição dos segmentos de recta que unem os pontos
z
0
= 0 a z
1
= 1 e z
1
a z
2
= 1 +i, calcule

γ
f(z) dz , onde
(a) f(z) = 2z + 1 ;
(b) f(z) = z
2
.
25. Sendo C(z
0
, r) a circunferência de centro no ponto z
0
∈ C e raio r > 0, verifique que

C(z
0
,r)
dz
(z −z
0
)
k
=

2πi se k = 1
0 se k = 2, 3, 4, · · · .
Teorema de Cauchy
26. Qual o valor do integral

|z|=2
dz
z + 3
?
27. Justifique que

γ
e
3z
z −iπ
dz = 0, onde γ é a circunferência de equação |z| =

5, descrita no
sentido directo.
28. Mostre que

γ
1
z
2
+ 4
dz = 0, onde γ é uma curva de Jordan regular que contém os pontos ±2i
no seu interior.
Fórmulas integrais de Cauchy
29. Calcule

γ
e
z
+ z
z −2
dz, onde γ é
(a) a circunferência unitária;
(b) a circunferência de centro na origem e raio 3.
Transformadas de Fourier 30
30. Usando as fórmulas integrais de Cauchy, calcule:
(a)

|z|=2
1
z
2
+ 2z −3
dz ;
(b)

|z|=1
sin z
z
4
dz ;
(c)

|z|=2
Log(z + 3)
z(z
2
+ 9)
dz ,
onde se considera o ramo principal do logaritmo.
31. Calcule o

γ
sin(z)
(z −i)
3
dz, onde γ é :
(a) é a circunferência C(i, r), com 0 < r < 1.
(b) um quadrado de vértices ±2 e ±2i orientado no sentido positivo (contrário aos ponteiros
do relógio).
(c) uma curva de Jordan que contém no seu interior a circunferência C(0, 2).
3.4 Transformadas de Fourier
32. Determine, usando a definição, a transformada de Fourier das seguintes funções:
(a) f(t) =

e
at
, t ≤ 0
e
−at
, t > 0
(a > 0) ; (b) g(t) =

0 , t < −2
−1 , −2 ≤ t < −1
1 , −1 ≤ t ≤ 1
−1 , 1 < t ≤ 2
0 , t > 2 .
33. Mostre que a transformada de Fourier da função
f(t) =

A , |t| ≤ T
0 , |t| > T
(A ∈ R; T > 0)
é dada por
F{f(t)} = 2AT sinc (ωT) ,
onde sinc(x) :=

sin x
x
, x = 0
1 , x = 0 .
Transformadas de Fourier 31
34. Sejam y(t) e u(t) dois sinais com transformadas de Fourier Y (ω) e U(ω), respectivamente, e
suponha-se que estes sinais satisfazem a relação diferencial
d
2
y(t)
dt
2
+ 3
dy(t)
dt
+ y(t) = u(t) .
Mostre que existe uma função G(ω) tal que Y (ω) = G(ω)U(ω), e determine G(ω).
35. (a) Verifique que F{e
−at
U
0
(t)} =
1
a + iω
, onde a > 0 e U
0
é a função de Heaviside.
(b) Usando (a) e uma propriedade de derivação adequada, determine F{te
−at
U
0
(t)} .
36. Considere a função gaussiana g(t) = e
−t
2
/2
, t ∈ R. Sabendo que F{g(t)} =

2π g(ω) ,
determine F

t
2
e
−t
2
/2
¸
.
37. Considere a função
f(t) =

1 , 1 ≤ |t| ≤ 2
0 , se não .
Use a propriedade de deslocamento no tempo e o resultado do exercício 33 para obter a seguinte
expressão para a transformada de Fourier de f(t):
F(ω) = 4 sinc (2ω) −2 sinc (ω) .
38. Seja f(t) uma função com transformada de Fourier F(ω) e seja ω
0
∈ R. Mostre, usando a
propriedade de deslocamento na frequência, que
(a) F{f(t) cos ω
0
t} =
1
2
{F(ω −ω
0
) + F(ω + ω
0
)} ;
(b) F{f(t) sinω
0
t} =
1
2i
{F(ω −ω
0
) −F(ω + ω
0
)} .
39. Para a > 0, considere as funções
f(t) =

sin(at) , |t| ≤ π/a
0 , |t| > π/a
; F(ω) =
2ia sin(πω/a)
ω
2
−a
2
.
Verifique que a transformada de Fourier de f(t) é F(ω), por dois processos diferentes:
(a) Usando a definição de transformada de Fourier.
(b) Usando os resultados dos exercícios 38-(b) e 33.
40. Use o resultado do ex. 32-(a) e a propriedade de simetria para determinar F

2
4 +t
2

.
Transformadas de Fourier 32
41. Considere a função f(t) := e

1
2
|t|
, t ∈ R.
(a) Verifique que a transformada de Fourier desta função é dada por
F{f(t)} =
4
1 + 4ω
2
(ω ∈ R) .
(b) Use o resultado da alínea anterior e uma propriedade adequada para justificar que
F

1
1 + 4t
2

=
π
2
e

1
2
|ω|
, ω ∈ R.
(c) Usando o resultado da alínea anterior e a definição de transformada de Fourier calcule o
valor do seguinte integral impróprio:

+∞
0
cos t
1 + 4t
2
dt .
42. Verifique que F
−1

1
2 −ω
2
+ 3iω

=

e
−t
−e
−2t

U
0
(t) .
43. Seja f(t) o sinal representado na figura
(a) Mostre que a transformada de Fourier de f(t) é F(w) =
2 sin(2w)
w
.
(b) Use a alínea anterior e as propriedades das transformadas de Fourier para determinar o
valor dos seguintes integrais:
i.

+∞
−∞
e
iw−1
2 sin(2w)
w
dw
ii.

+∞
−∞
e
−2it
g(t)dt, onde g(t) =

1 se t ∈ [0, 4]
0 se t / ∈ [0, 4]
iii.

+∞
−∞
e
−it

+∞
−∞
f(t −v)f(v + 1)dv

dt
iv.

+∞
−∞
e
−it

+∞
−∞
f(t −v)f(v)dv

dt
Teste do ano lectivo 2007/2008 33
3.5 Teste do ano lectivo 2007/2008
44. Relativamente à figura sabe-se que:
. A circunferência tem centro na origem e raio 2.
. A recta r é a bissectriz dos quadrantes ímpares.
. O ponto A é a imagem geométrica de uma das raízes cúbicas de 8i.
(a) Mostre que a imagem geométrica do número w =
(1 +i)
4
2

3cis


π
4
se situa no interior da
circunferência e sobre a recta r.
(b) Defina, por uma condição em C, a zona sombreada, que inclui a fronteira.
45. Resolva em C as seguintes questões:
(a) Determine as soluções da equação cos(¯ z) = e
¯ zi
.
(b) Considere a função complexa
f(z) = Log(z + 2i) + z
i
i. Determine, na forma algébrica, o valor de f(i).
ii. Estude quanto à holomorfia a função g(z) = f(z) −z
i
46. Na figura está representado o hexágono Γ ≡ [ABCDEF] cujos vértices são as imagens ge-
ométricas, no plano complexo, das raízes índice 6 de um certo número complexo.
O vértice D é a imagem geométrica do número complexo 2 cis

13π
12

Teste do ano lectivo 2007/2008 34
(a) Justifique que a imagem geométrica do ponto C é 2 cis


4

e apresente este número
complexo escrito na forma algébrica e na forma exponencial.
(b) Considere a função f : Ω ⊆ C −→ C inteira.
i. Mostre que se z
0
, z
1
são dois pontos de Ω e γ
1
e γ
2
são dois caminhos distintos que
unem z
0
a z
1
então

γ
1
f(z)dz =

γ
2
f(z)dz.
ii. Utilize o resultado anterior, para determinar o valor de

γ
zdz, onde γ é o caminho
formado pela justaposição dos segmentos de recta [CD], [DE],[EF] e [FO].
(c) Determine, justificando devidamente, o valor do seguintes integrais
i.

Γ
1
z
2
−9
dz ii.

|z|=2
Log(z + 3)
z
2
+ 1
dz.
(d) Considere a função g : Ω ⊆ C −→ C definida por
g(z) = g(x + iy) = 2x(1 −y) + i(x
2
+ 2y −y
2
)
i. Mostre que g é inteira e determine g

(z).
ii. Determine o valor de

|z|=1
g(z)
z
2
dz, apresentando o resultado na forma algébrica.
47. Seja f uma função absolutamente integrável tal que

+∞
−∞
f(t)e
−it
dt =
1
2

1
2
i.
(a) Qual o significado matemático do integral impróprio

+∞
−∞
f(t)e
−it
dt ?
(b) Determine o valor de
i.

+∞
−∞
f(t) sin(t)dt ii.

+∞
−∞
e
−it

+∞
−∞
f(t −v)f(v)dv

dt.
(c) Sejam y(t) e v(t) dois sinais com transformada de Fourier Y (w) e V (w), respectivamente,
e suponha-se que estes sinais satisfazem a equação diferencial
d
2
y
dt
2
+ y = v(t).
Mostre que o sinal y(t) é dado por
y(t) = F
−1

V (w)
1 −w
2

.
 
Soluções 35
3.6 Soluções
1. (a) 10 +i (b) 11 + 2i (c)
6
25

8
25
i (d) −4
3. −

3 +i
4. −
1
2


3
2
i
5. (a) cis

π+2kπ
3

, k = 0, 1, 2. (b) cis

2kπ
n

, k = 0, 1, · · · , n −1. (c) 2cis

3π+8kπ
12

, k = 0, 1, 2.
9. (a) y =
5
2
x +
5
4
(b) y =
x
4

3
4
10. |e
i
| = 1 e arg(e
i
) = 1; |e
3+4i
| = e
3
e arg(e
3+4i
) = 4 −2π
12. (a) e(cos(1) + i sin(1)) (b) (−1)
k
(c) log(

2) +i
π
4
(d) πi (e)
1
2

e + e
−1

(f)
i
2

e −e
−1

(i) cos(log4) + i sin(log4) (j) e

π
2
13. (a) z
k
= i

π
2
+ 2kπ

, k ∈ ZZ (b) z
k
= −kπ+kπi, k ∈ ZZ (c) z
k
= ln(2)+(1+2k)πi, k ∈ ZZ
14. (a) z
k
= 2kπ −i ln(2 +

3) ∨ z
k
= 2kπ −i ln(2 −

3), k ∈ ZZ (b) nenhum
15. (a) z
k
= kπ, k ∈ ZZ (b) {z = x + yi : x =
π
2
+ kπ ∨ y = 0}
(c) {z = x + yi : x = kπ, y ∈ IR\{0}, z ∈ ZZ}
16. (a) D
f
= C \ {cis(π/3), cis(π), cis(5π/3)} e f

(z) =
2 −4z
3
(z
3
+ 1)
2
(b)D
f
= C \ {cis(0), cis(2π/3), cis(4π/3), ±

2i} e f

(z) =
−5z
4
−6z
2
+ 2z
(z
3
−1)
2
(z
2
+ 2)
2
18. (a) f é analítica e f

(z) = 2z (b) f não é analítica
(c) f é analítica e f

(x +yi) = [cos(y)e
x
(1 +x) −y sin(y)e
x
] + ie
x
[sin(y) + xsin(y) + y cos(y)]
(d) f é analítica e f

(x + yi) = 2 cos(4x) (e
−4y
+ e
4y
) + 2 sin(4x) (e
−4y
−e
4y
) i
(e) f não é analítica (f) f é analítica em C\{0} e f

(x + yi) =
y
2
−x
2
(x
2
+ y
2
)
2
+ i
2xy
(x
2
+ y
2
)
2
19. v(x, y) = x
2
+ 2y −y
2
(por exemplo)
20. (a) f é holomorfa em C \ {z = x + yi : x ≥ ln 2 ∧ y = (2k + 1)π, k ∈ ZZ}
(b) f é holomorfa em C \ {z = x + yi : x = 0 ∨ (y = 0 ∧ x ∈ [−2, 2])}
Soluções 36
22. (a) −9(1 +i) (b)
8
3
(1 +i)
3
(c)
5
2
23. (a) −
4i
3
(b)1 −
π
2
−i
24. (a) 1 + 3i (b)
4 + 2i
3
26. 0
29. (a) 0 (b) 2πi(e
2
+ 2)
30. (a)
π
2
i (b) −
π
3
i (c)
2πi
9
ln(3)
31. (a) −πi sin(i) (b) −πi sin(i) (c) −πi sin(i)
32. (a)
2a
a
2
+ w
2
(b)

4 sin(w) −2 sin(2w)
w
se w = 0
0 se w = 0
34. G(w) =
1
1 + 3iw −w
2
35. (b)
1
(a + iw)
2
36.

2πe
−w
2
/2
(1 −w
2
)
40. πe
−2|w|
41. (c)
π
4

e
43. (bi)

e
(bii) e
−4i
sin(4) (biii) 4(sin 2)
2
cis(1) (biv) 4(sin 2)
2
44. (b) |z| ≤ 2 ∧

0 ≤ arg(z) ≤
π
4


6
≤ arg(z) ≤

4

45. (a) z = kπ, k ∈ ZZ (bi)
π
2
i + e

π
2
(bii) C \ {x + yi : x ≤ 0 ∧ y = 2}.
46. (a) −

2 +i

2; 2e

4
i
(bii) 2i (ci) 0 (cii)[Log(3 +i) −Log(3 −i)] π
(di)g

(x + iy) = 2(1 −y) + 2xi (dii)4πi
47. (a) F(1) = F {f(t)}
w=1
(bi)
1
2
(bii)
1
4
(1 −i)
2
Ficha 4
Exames 2007-2008
4.1 Frequência
1. Considere a série numérica
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
1
4n
2
−1
.
(a) Mostre que a série dada é absolutamente convergente.
(b) Tendo em conta que
π
2

π
2
cos(x) cos(2nx)dx = (−1)
n+1
2
4n
2
−1
, mostre que o desenvolvi-
mento da série de Fourier da função f(x) = cos(x), no intervalo [−
π
2
,
π
2
] é dado por
cos(x) ∼
2
π
+
4
π
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
1
4n
2
−1
cos(2nx) .
(c) Determine o intervalo de convergência da série de potências
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
1
4n
2
−1
(x −1)
n
.
(d) Utilize as alíneas anteriores para justificar que a série
+∞
¸
n=1
(−1)
n+1
1
4n
2
−1
é convergente e
determine a sua soma.
2. Diga, justificando convenientemente, qual o valor lógico das seguintes afirmações:
(a) h(x) =
+∞
¸
n=0
(−1)
n
(2n)!
x
2n
é solução da equação diferencial y
′′′
+ y

= 0.
(b) A equação diferencial (yx + y
2
)y

= yx é simultaneamente uma equação diferencial ho-
mogénea e total exacta.
37
Frequência 38
3. Considere um sistema linear controlado pela equação diferencial com condições iniciais

ay
′′
(t) + by

(t) + cy(t) = g(t)
y(0) = y

(0) = y
′′
(0) = 0
,
onde a, b e c são constantes reais.
À função g chamamos a função entrada do sistema e à função y chamamos a função saída do sistema.
Sejam Y (s) e G(s) as transformadas de Laplace de y(t) e g(t) (respectivamente), isto é,
L{y(t)} = Y (s) e L{g(t)} = G(s). Chamamos função transferência do sistema à função H
definida por H(s) =
Y (s)
G(s)
.
(a) Mostre que a função transferência do sistema é dada por
H(s) =
1
as
2
+ bs + c
,
isto é, a função transferência não depende da função entrada, mas depende da escolha de
a, b e c.
(b) Suponha agora que a função entrada do sistema é a função degrau, isto é, g(t) = U
0
(t).
i. Mostre que L{y(t)} =
H(s)
s
.
ii. Faça a = 1, b = −2 e c = 1 e determine a função saída do sistema.
4. Considere a função complexa de variável complexa, definida por
F(z) = e
z
.
(a) Mostre que a equação F(z) = 1 +i tem infinitas soluções, e determine-as.
(b) Mostre que F é inteira e conclua que F

(z) = F(z).
(c) Admita que a função g real de variável real é definida por
g(t) =

F(t) se t ≤ 0
F(−t) se t > 0
.
i. Mostre, utilizando a definição de transformada de Fourier, que
F {g(t)} =
2
1 +w
2
.
ii. Utilize a alínea anterior e as propriedades das transformadas de Fourier para deter-
minar o valor do integral impróprio

+∞
−∞
e
−it
1
1 +t
2
dt .
Exame 39
5. Seja C o conjunto dos números complexos e sejam z
1
e z
2
dois elementos de C.
Sabe-se que :
• z
1
tem argumento
π
6
.
• z
2
= z
4
1
.
• A
1
e A
2
são as imagens geométricas de z
1
e z
2
, respectiva-
mente.
Seja C a circunferência definida por |z| = |z
1
|, cujo perímetro
é 4π.
A
2
O

A
1

(a) Justifique que o ângulo A
1
OA
2
é recto (O designa a origem do referencial).
(b) Mostre que a circunferência C tem raio 2, e conclua que z
1
=

3 +i.
Escreva z
1
na forma trigonométrica e na forma exponencial.
(c) Determine, justificando convenientemente, qual o valor dos seguintes integrais:
i.

C
1
1 −z
2
+
z
1
z
2
(z −i)
dz.
ii.

γ
|z|
2
dz, onde γ é o segmento de recta que une a origem a A
1
.
4.2 Exame
6. Sabe-se que ln(x) =
+∞
¸
n=0
(−1)
n
n + 1
(x −1)
n+1
, x ∈ I.
Mostre que
(a) I =]0, 2].
(b) a série numérica
+∞
¸
n=1

(−1)
n
n + 1

1 +e
n
3
n

é convergente e determine a sua soma.
7. Considere a função f periódica de período 2 representada a seguir.
2 4 −2 −4
1
−1












Determine
(a) os coeficientes de Fourier da função f.
(b) a soma da série de Fourier de f nos pontos x =
1
2
e x = 1.
Exame 40
8. Considere a equação diferencial
dy
dx
=
1 −x −y
x + y
(a) Mostre que a equação diferencial é total exacta e determine a sua solução.
(b) Uma equação diferencial da forma
dy
dx
= f(ax + by + c), b = 0, pode ser sempre reduzida
a uma equação de variáveis separáveis por meio da substituição u = ax + by + c.
Use este procedimento para confirmar a solução que obteve na alínea anterior.
9. (a) Calcule, a transformada de Laplace inversa, L
−1

2e
−s
s
2
(s
2
+ 4)

.
(b) Utilize as propriedades da transformada de Laplace para determinar a solução da equação
diferencial com condições iniciais
y
′′′
+ 4y

= 2U
1
(t), y(0) = 0, y

(0) = 1 e y
′′
(0) = 0,
em que U
1
(t) é a função de Heaviside.
10. Diga, justificando convenientemente, se são verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações:
(a) Na figura está representado um hexágono cujos vértices são as imagens geométricas, no
plano complexo, das raízes de índice 6 de um certo números complexo.
O vértice C é a imagem geométrica do números complexo

2cis

4
.
Podemos afirmar que a imagem geométrica do vértice B é

2cis

12
.
(b) O valor principal de i
i
é e

π
2
.
(c) O valor do integral

γ
dz
(z −z
0
)
n+1
é zero, para qualquer inteiro positivo n, e para qualquer
curva simples fechada γ, envolvendo z
0
uma vez no sentido positivo.
Exame Recurso 41
11. Considere a função complexa de variável complexa definida por f(z) = |z|.
(a) Comente a seguinte afirmação “A função f não é analítica em nenhum subconjunto de C”.
(b) Calcule

|z|=1
f(z)
1 +f(z)
dz.
(c) Em C sabe-se que z
1
tem argumento
π
3
e que z
2
tem módulo 3

3.
Determine o valor de z
2
.z
2
+

z
1
f(z
1
)

9
.
(d) Considere a função G(z) = Log(z + 3).
i. Estude quanto à holomorfia a função G.
ii. Usando as fórmulas integrais de Cauchy, calcule

C
G(z)
z(z
2
+ 9)
dz,
onde C = {z ∈ C : f(z) = 2}.
12. Admitindo que
F

(2t
2
+ 1) e

t
2
2
¸
=

3 −2ω
2

e

1
2
ω
2
, ω ∈ IR,
determine, justificando convenientemente a sua resposta, qual o valor do seguinte integral
impróprio

+∞
−∞
(2t
2
+ 1) e

t
2
2
dt .
4.3 Exame Recurso
13. Um circuito eléctrico simples é constituído por: corrente eléctrica I (em amperes), resistência
R (em ohms), indutância L (em henrys) e por uma força electromotriz E (em volts).
De acordo com a 2
a
Lei de Kirchhoff, se o interruptor está fechado no instante t = 0, a força
electromotriz aplicada (voltagem) é igual à soma das voltagens no resto do circuito, isto significa
que a corrente I satisfaz a equação diferencial
L
dI
dt
+ RI = E .
Sem utilizar Transformadas de Laplace, encontre a intensidade da corrente, como função do
tempo, quando R = 1, L = 2 e E = e
2t
.
Exame Recurso 42
14. Pretende-se determinar a solução do seguinte sistema de equações diferenciais,

y
′′
+ x = f(t)
y

+ x

= g(t)
,
com condições iniciais dadas por y(0) = y

(0) = x(0) = 0.
(a) Supondo que L{f(t)} = F(s) e L{g(t)} = G(s), mostre que x(t) = L
−1

s G(s) −F(s)
s
2
−1

.
(b) Suponha agora que F(s) = 1 e g(t) =

1 se 0 ≤ t < 1
−1 se t ≥ 1
.
i. Mostre que G(s) =
1 −2e
−s
s
.
ii. Utilize as alíneas anteriores para determinar x(t).
15. Considere, no plano complexo, o quadrado Γ ≡ [ABCD].
Os pontos A e C pertencem ao eixo imaginário, e os pontos B
e D pertencem ao eixo real. Estes quatro pontos encontram-se
a uma distância de uma unidade da origem do referencial.
A
C
D B
Um dos lados do quadrado Γ é a representação geométrica do caminho γ : [0, 1] → C com
γ(t) = t +i(t −1). Indique, justificando convenientemente, que lado é esse, e indique o sentido
do caminho.
16. Considere a função complexa de variável complexa definida por
g(z) = cos(z).
(a) Determine e represente geometricamente as raízes cúbicas de g(π).
(b) Mostre que
g(x + yi) =
1
2

e
y
+ e
−y

cos(x) +
i
2

e
−y
−e
y

sin(x)
e conclua que g é inteira.
(c) Determine o subconjunto de C onde a função g assume valores imaginários puros.
(d) Calcule, justificando convenientemente, qual o valor de

γ

1
z + i
+
1
z −3

g(z)dz ,
onde γ = {z ∈ C : |z| = 2}.
Exame Recurso 43
(e) Considere uma função f tal que a transformada de Fourier é F(w), isto é, F {f(t)} = F(w)
e seja w
0
∈ IR.
i. Mostre que F {f(t) cos(w
0
t)} =
1
2
[F(w −w
0
) + F(w + w
0
)] .
ii. Utilize a alínea anterior para determinar F {e
−t
U
0
(t)g(t)}, onde U
0
(t) é a função
degrau unitário.
17. Considere a série numérica
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
e a sucessão (S
n
)
n∈IN
de termo geral dado por S
n
=
1

n
.
(a) Mostre que a série dada é simplesmente convergente .
(b) Determine o intervalo de convergência da série de potência
+∞
¸
n=1
(−1)
n
2n + 1
(1 −x)
n
.
(c) Considere a função periódica de período 2π definida por
g(x) =

0 se −π ≤ x < −π/2
1 se −π/2 ≤ x ≤ π/2
0 se π/2 < x ≤ π
.
Mostre que o desenvolvimento da série de Fourier da função g, é dado por
g(x) ∼
1
2
+
2
π
+∞
¸
n=0
(−1)
n
2n + 1
cos((2n + 1)x) .
(d) Seja (S
n
)
n∈IN
a sucessão das somas parciais associada à série
+∞
¸
n=1
u
n
.
i. Defina série numérica convergente.
ii. Mostre que a série numérica
+∞
¸
n=1

(−1)
n
2n + 1
−2u
n

é convergente, e tendo em conta as
alíneas anteriores, determine a sua soma.
 
Ficha 5
Apoio à Análise Matemática II (opcional)
Esta ficha é um complemento às fichas 1, 2 e 3. O seu objectivo é recordar alguns dos conceitos
abordados a nível do ensino secundário e nas unidades curriculares AMI e ALGA. Os conteúdos
aqui abordados, bem como a resolução de alguns dos exercícios, ocorrerá em horário extra às
aulas de Análise Matemática II. A presença e avaliação (nestas aulas) são facultativas, podendo
contar 10% para a unidade curricular de Análise Matemática II.
5.1 Sucessões
1. Considere a sucessão (u
n
)
n∈IN
definida pelo termo geral u
n
=
2n −1
n + 3
(a) Represente os primeiros três termos de u
n
.
(b) Verifique se 1 é, ou não, termo da sucessão u
n
e em caso afirmativo indique a sua ordem.
(c) Estude a monotonia da sucessão (u
n
)
n∈IN
.
(d) Determine, caso exista, o valor de lim
n
u
n
.
2. Estude quanto à monotonia as sucessões de termo geral:
(a) u
n
= (−1)
n
(b) u
n
=
1
n + 1
(c) u
n
= e
n
(b) u
n
=
(−1)
n
n
3. Sejam (u
n
)
n∈IN
e (v
n
)
n∈IN
duas progressões geométricas de razão r
1
e r
2
respectivamente.
Considere a sucessão (s
n
)
n∈IN
de termo geral s
n
=
u
n
v
n
(a) Justifique a seguinte afirmação: “s
n
é uma progressão geométrica de razão
r
1
r
2

(b) Considerando v
n
= 2
−n
e u
n
=

1
3

n
, determine o valor de lim
n→+∞
n

k=3
s
k
.
44
Alguns tópicos de AMI e ALGA 45
4. Considere a sucessão (v
n
)
n∈IN
, definida por recorrência

v
1
= 1
v
n+1
=
v
n
+ 8
5
, ∀n ∈ IN
(a) Calcule v
2
+ v
3
.
(b) Mostre que (a
n
)
n∈IN
, com a
n
= v
n
−2 é uma progressão geométrica .
5. Sabendo que h(x) = 2
−x
, calcule lim
n→+∞
[h(1) + h(2) + h(3) + ... + h(n)]
6. Calcule, caso exista, o valor dos seguintes limites:
(a) lim(5n
3
−10n
2
+ 25) (b) lim
2n + 1
n
(c) lim
4n
2
+ 3n + 5
5n
2
+ 3
(d) lim

n
2
+ 1 + 2n
n + 3

(e) lim
(−1)
n
.3n
n + 1
(f) lim

1 +
1
n

3
(g) lim

1 +
2
n

n
(h) lim

1 −
2
n + 1

n
(i) lim
3
n+1
+ 2
n
3
n
+ 2
n+1
(j) lim
¸
1
2

n
+ 7
−n

(k) lim

(−1)
n
.6
n + 1
−10

(l) lim
n + (−1)
n
n −(−1)
n
(m) lim

2n
2
+ 1
n
2
+
1 + 2
n
3
n

(n) lim
2 + 4 + 8 + ... + 2
n
2
n−1
+ 5
(o) lim
1 +
3
n
2n
(p) lim(

n + 1 −

n) (q) lim

1 +
2n
2
+ 6
n
2
+ 3

(r) lim

n
2
−4 −n
n + 2
5.2 Alguns tópicos de AMI e ALGA
7. Mostre que
(a) se f é uma função par e g é uma função ímpar então f.g é uma função ímpar.
(b) se f é uma função par e g é uma função par então f.g é uma função par.
(c) se f é uma função ímpar e g é uma função ímpar então f.g é uma função par.
8. Considere as funções f e g definidas por
f(x) = cos(nx) g(x) = sin(nx), n ∈ IN
(a) Mostre que f é uma função par e g é uma função ímpar.
(b) Determine o valor de

1
−1
f(x)g(x)dx.
(c) Estude quanto á paridade as funções: f
1
(x) = x
2
f(x) e f
2
(x) = x
3
g(x)
Alguns tópicos de AMI e ALGA 46
9. Considere a função real de variável real definida por
f(x) =

−1 se −1 ≤ x ≤ 0
0 se 0 ≤ x ≤ 1
1 se 1 ≤ x ≤ 2
(a) Faça um esboço de f.
(b) Seja g a função f periódica de período 2. Faça um esboço de g.
(c) Determine o valor dos seguintes integrais:
i.

1
0
sin(nx)f(x) dx, n ∈ IN
ii.

0
−1
(cos(nx) + 2 sin(mx)) f(x) dx, n, m ∈ IN
iii.

1
−1
3 sin((n + m)x)f(x) dx, n, m ∈ IN
iv.

2
1
xsin(nx)f(x) dx, n ∈ IN
10. Determine as seguintes primitivas:
(a)

x dt (b)

x −y
2
x dx (c)

xe
x
+ y ln(x) dx (d)

arccos(y
2
)(x + 1) dx
(e)

s

t ds (f)

arcsin(x)

1 −y
2
dy (g)

1 −v
2
v + 1
dv (h)

xe
y
x
dy
11. Utilize a regra do tapa para decompor em soma de fracções as seguintes funções racionais.
(a)
1
x
3
−4x
(b)
s −1
s(s −2)(s + 3)
(c)
1
x
2
+ 2x −3
(d)
x
3
+ 2
x
2
+ 2x −3
(e)
s
2
(s −1)
2
(s
2
+ 1)
(f)
1
(x −1)(x + 1)
2
(g)
1
−2y
2
+ 2y
(h)
s
2
−s
s
2
(s + 1)
12. Determine a primitiva das funções racionais definidas na questão anterior.
13. Resolva a seguinte equação:

x 1
x x

+

x −1
−1 x

= 0
14. Resolva os seguintes sistemas, utilizando a regra de Cramer.
(a)

x + y =
3
2
2y −2 = −x
(b)

2x + 3y = 1
4x + y = −3
Números complexos 47
5.3 Números complexos
15. Dados os números complexos

5 + 3i, 2i, −5i
2
, 3 −3i
4
, (
3

7i)
3
, e

5 −3i,
indique quais são reais, imaginários puros e complexos conjugados.
16. Indique a parte real, a parte imaginária e o coeficiente da parte imaginária dos seguintes complexos:
z
1
= 1 + i, z
2
= −2i, z
3
=

3i −4 e z
4
= 2009
17. Efectue as operações seguintes e apresente o resultado na forma algébrica.
(a) (3 + 4i) −(3 −i); (b)
1 −i
(2 + i)(i −2)
; (c) (1 −2i)(3 + 5i); (d)
i
323
1 + i
18. Sejam z = 3a −2i e w = 3 −bi, com a, b ∈ IR dois números complexos. Determine os valores de a e b
sabendo que z + w é um número real e z.w é um imaginário puro.
19. Sabendo que z = 6 − i, obtenha um outro número complexo w = a + bi tal que zw seja um número
real e z + w seja imaginário puro.
20. Sendo w
1
= 3 + (2 −k)i e w
2
= 5 + m + 3i, determine os números reais k e m de modo que w
1
= w
2
.
21. Calcule o módulo, o conjugado, o simétrico, e o argumento positivo mínimo dos seguintes números
complexos:
z
1
=

3 + 3i, z
2
= −2, z
3
=

2
2


2
2
i e z
4
= 5.
22. Em C sabe-se que z
1
tem argumento
π
3
e que z
2
tem módulo 3

3. Sem recorrer à calculadora,
determine o valor de
z
2
.z
2
+

z
1
|z
1
|

10
23. Considere o número complexo w = −i +
2

3 −i
.
(a) Represente w na forma trigonométrica e na forma exponencial.
(b) Prove que w
6
é um número real.
(c) Resolva em C a equação w
8
w
−4
= −z
2
.
24. Resolva em C as seguintes equações.
(a) z
3
= z (b) z
2
= −z (c) z
3
=
(−1 −i
71
)
4
(
1
2
+

3
2
i)
3
(d)
z
2 + i

z −i
2 −i
= 3 (e) z
4
+ 1 = −i (f) z
2
−5iz = 6
(g) z
2
+ 2 cos(t)z = −1, t ∈ [0, π] (h) z
6
(z)
2
= −1 (i) z
3
+ z
2
+ z = 0
Números complexos 48
25. Em C considere:
z
1
= 3 +

3i e z
2
=

3cis
π
3
.
Resolva, em C, a equação z
3
1
= z
2
2
w
26. Considere o número complexo z
1
= 2cis

5
.
(a) Represente, no plano complexo, o conjunto dos pontos que são imagens geométricas dos números
complexos z que satisfazem a condição
|z −1 + 2i| ≤ |z
1
|
(b) No plano complexo, a imagem geométrica de z
1
é um dos vértices do hexágono regular centrado
na origem do referêncial representado na figura
Defina, por uma condição em C, a região sombreada.
27. Na figura estão representados , no plano complexo, dois arcos de circunferência centradas na origem.
Os pontos A e C são respectivamente, as imagens geométricas dos números complexos z
1
= 2cis

4
e
z
2
= −
1
2


3
2
i.
(a) Determine as coordenadas dos pontos B e D.
(b) Defina por uma condição, em C, a parte colorida da figura, excluindo a fronteira.
Números complexos 49
28. Considere o número complexo z
1
, tal que z
1
= cis

3
(a) Mostre que z
3
1
= 1
(b) Represente, no plano complexo, a condição
|z −z
3
1
| ≤ 2 ∧ arg(z −2) =

4
29. Considere os números complexos z
1
= −1 +

3i e z
2
= 2cis
π
6
.
(a) Determine, na forma trigonométrica, os valores não nulos de z para os quais z
2
.z
1
= z
(b) As imagens geométricas de z
1
e z
2
são os vertíces consecutivos de um polígono regular com centro
na origem do referêncial. De que polígono se trata? Determine a sua área.
30. Considere z
1
= 4cis2π, z
2
= 2 + 2

3i e z
3
= 4cis

3
.
(a) Indique, na forma algébrica, o conjugado de z
3
.
(b) Mostre que z
2
é o simétrico de z
3
.
(c) Verifique que z
1
, z
2
e z
3
são três raízes sextas de 4096 e determine as restantes raízes.
(d) Comente a seginte afirmação:
“O numero complexo
(z
2
)
3
+ (iz
3
)
27
(z
1
)
2n+1
é um imaginário puro, qualquer que seja n ∈ IN”
31. Considere o seguinte número complexo: z =
(−2i)cis
π
6
1 + i

3
.
(a) Simplifique z, apresentando o resultado na forma algébrica.
(b) Escreva z na forma trigonométrica e na forma exponencial.
(c) Resolva em C a seguinte equação z
3
= −w
2
.
32. Sabendo que z
1
= i
73
−1 e z
2
= Re(3i + 2), resolva em C a equação
z
2
= z
1
z
2
+
i
1 + i
,
e apresente o resultado na forma trigonométrica.
33. Considere os complexos z
1
= 3i e z
2
= −

2 +

2i
(a) Represente z
1
e z
2
na forma trigonométrica e na forma exponencial.
(b) Calcule w =

−3z
1
z
1
z
2
2
e apresente o resultado na forma algébrica.
34. Para cada uma das questões que se seguem, são indicadas quatro alternativas das quais só uma está
correcta. Indique a opção correcta.
(a) Qual dos números seguintes não é um imaginário puro?
(A) i
3
(B)
cisπ
2
(C) 2cis

2
(D)
2
i
Números complexos 50
(b) Se arg(−z) = −
π
7
então:
(A) arg(z) =
13π
7
(B) −arg(z) =
π
7
(C) arg(z) =

7
(D) arg(
1
z
) =
7
π
(c) Se o inverso e o conjugado de um número complexo z = 0 são iguais, então
(A) z é real (B) |z| = 1 (C) z é imaginário puro (D) Re(z) = Im(z)
(d) Seja z um número imaginário. O conjugado de z + 1 é:
(A) z −1 (B) 1 −z (C) z + 1 (D) z −1
(e) O inverso do número 2 + 2i é:
(A)
1
2
+
1
2
i (B) 2 −2i (C)
1
2

1
2
i (D)
1
4

1
4
i
(f) O número i
−4n
é igual a
(A) 1 (B) −1 (C)
1
i
(D) i
−n
(g) Se Re(iz) > 0, então a imagem de z pertence:
(A) Ao 1
o
ou 4
o
quadrante
(B) Ao 1
o
ou 2
o
quadrante
(C) Ao 3
o
ou 4
o
quadrante
(D) Ao 2
o
ou 3
o
quadrante
(h) Se z = 5 −2i tem argumento α, então um argumento de w = 2 + 5i pode ser:
(A)
π
2
α (B) α +
π
2
(C) α −
π
2
(D)
π
2
−α
(i) Qual das seguintes condições define uma circunferência no plano complexo?
(A) |z + 1| ≤ 3
(B) |arg(z)| =
π
4
(C) |z + 2i| = |1 + i|
(D) |z + i| = 0
(j) Se z = x + iy e w = 1 + i, com x, y ∈ IR então:
(A) Re

z
w

= x (B) Re(z
2
) = x
2
(C) Im(z.w) = x + y (D) Im(z −w) = y
(k) Considere o número complexo z =

2 + cos

π
4

i. A imagem geométrica de z pertence à região
do plano complexo definida pela condição:
(A) |z| =

2 (B) |z| >
5
2
(C)
π
4
≤ arg(z) ≤
π
2
(D) 0 ≤ arg(z) ≤
π
4
(l) Qual dos seguintes números complexos é representado no plano complexo por um ponto que não
pertence ao círculo de centro na origem e raio

2 ?
(A) o inverso de 2cis
π
4
(B) o conjugado de 2cis
π
4
(C) o simétrico de cis
π
4
(D) o inverso de cis
π
4
(m) Se arg(z
2
) =
π
6
, então o argumento de z pode ser:
(A)
π
3
(B) −

π
6
(C)
π
12
(D)
π
2
36
Números complexos 51
(n) A
k
com k = 1, 2, · · · , n são as imagens das raízes de índice n de um certo número complexo w.
sabendo que, para um certo valor de k, A
k
e A
k+1
são imagens de


3+i
2
e cis


6

, então w é
igual a:
(A) 1 (B) −1 (C) 6 (D) −6
(o) Em C, o conjunto dos números complexos, o número i satisfaz uma das condições a seguir
indicadas. Qual delas?
(A)
z
i
= z −i (B)
z
|z|
= i
(C) arg(z) = 0 (D) z
2
= z
(p) Sejam z
1
= 1 + i e z
2
= i

2 dois números complexos. Sendo w =
z
2
(z
1
)
3
, qual das afirmações
seguintes é veradeira?
(A) w =
1
2
cis
π
4
(B) w =
1

2
cis
π
4
(C) w =
1
2
cis

4
(D) w =
1
2
cis

3
(q) Qual das seguintes condições define em C o eixo imaginário?
(A) arg(z) =
π
2
(B) |arg(z)| =
π
2
(C) |z| = 0 (D) |z −i| = |z + i|
(r) No plano complexo, o lugar geométrico das imagens dos números complexos z que satisfazem a
condição iz + z = 0 é
(A) uma recta horizontal
(B) uma circunferência
(C) uma recta vertical
(D) a bissectriz dos quadrantes ímpares.
(s) Considere em C a equação (1 −z)
9
= −1. Uma solução da equação dada é:
(A) i (B) −2cis
π
3
(C) −i (D) 1 −cis
π
3
(t) Na figura está representado, no plano complexo, um hexágono regular centrado na origem do
referêncial. Sabe-se que o vertíce A é a imagem geométrica do número complexo 2cis
23π
12
Qual
das seguintes condições, definidas em C, define a região sombreada, incluindo a fronteira?
(A) |z| ≤ 2 ∧ 0 ≤ arg(z) ≤
π
3
(B) |z| ≤ 2 ∧ 0 ≤ arg(z) ≤
π
4
(C) Im(z) ≥ 0 ∧ arg(z) ≤
π
3
(D) |z| ≤ 2 ∧ −
π
12
≤ arg(z) ≤
π
4
Soluções 52
5.4 Soluções
1. (b) 1 é termo de ordem 4 (c) (u
n
) é monótona crescente (d) 2
2. (a)(u
n
) não é monótona (b) (u
n
) é monótona decrescente (c) (u
n
) é monótona crescente
(d) (u
n
) não é monótona crescente
3. (a) afirmação verdadeira (b)
8
9
4. (a)
94
25
5. 1
6. (a) +∞ (b)
1
2
(c)
4
5
(d) +∞ (e) não existe (f) 0 (g) e
2
(h) e
−2
(i) 3
(j) 0 (k) −10 (l) 1 (m) 2 (n) 4 (o) 0 (p) 0 (q) 3 (r) 0
8. (b) 0 (c) f
1
e f
2
são funções pares.
9. (ci) 0 (cii)
2
m

1
n
sin(n) −
2
m
cos(m) (ciii)
3
n + m
(1 −cos(n + m))
(civ)
1
n
2
(sin(2n) −sin(n)) +
1
n
(cos(n) −2 cos(2n))
10. (a) xt + C, C ∈ IR (b)
x
2
2

1 −y
2

+ C, C ∈ IR (c) e
x
(x − 1) + yx(ln(x) − 1) + C, C ∈ IR
(d) arccos(y
2
)

x
2
2
+ x

+C, C ∈ IR (e)

t
s
2
2
+C, C ∈ IR (f) arcsin(x) arcsin(y) +C, C ∈ IR
(g) v −
v
2
2
+ C, C ∈ IR (h) x
2
e
y/x
+ C, C ∈ IR
11. (a)
−1/4
x
+
1/8
x −2
+
1/8
x + 2
(b)
1/6
s
+
1/10
s −2
+
−4/15
s + 3
(c)
−1/4
x + 3
+
1/4
x −1
(d) x−2+
25/4
x + 3
+
3/4
x −1
(e)
1/2
(s −1)
2
+
1/2
s −1
+
−1/2s
s
2
+ 1
(f)
1/4
x −1
+
−1/2
(x + 1)
2
+
−1/4
x + 1
(g)
1/2
y
+
−1/2
y −1
(h)
−1
s
+
2
s + 1
12. (a) −
1
4
ln |x| +
1
8
ln |x −2| +
1
8
ln |x + 2| + C, C ∈ IR
(b)
1
6
ln |s| +
1
10
ln|s −2| −
4
15
ln |s + 3| + C, C ∈ IR
(c) −
1
4
ln |x + 3| +
1
4
ln |x −1| + C, C ∈ IR
(d)
x
2
2
−2x +
25
4
ln |x + 3| +
3
4
ln |x −1| + C, C ∈ IR
(e) −
1
2(s −1)
+
1
2
ln |s −1| −
1
4
ln |s
2
+ 1| + C, C ∈ IR
(f)
1
4
ln |x −1| +
1
2(x + 1)

1
4
ln |x + 1| + C, C ∈ IR
(g)
1
2
ln |y| −
1
2
ln |y −1| + C, C ∈ IR
Soluções 53
(h) −ln |s| + 2 ln |s + 1| + C, C ∈ IR
13. x = −1 ∨ x = 2
14. (a) (x, y) =

1,
1
2

(b) (x, y) = (−1, 1)
15.

5 + 3i é conjugado de

5 −3i; 2i e (
3

7i)
3
são imaginários puros; −5i
2
e 3 −3i
4
são números reais.
16. Re(z
1
) = 1, Im(z
1
) = 1 e parte imaginária é i; Re(z
2
) = 0, Im(z
2
) = −2 e parte imaginária é −2i;
Re(z
3
) = −4, Im(z
3
) =

3 e parte imaginária é

3i; Re(z
4
) = 2009, Im(z
4
) = 0 e parte imaginária
é 0.
17. (a) 5i (b) −
1
5
+
i
5
(c) 13 −i (d) −
1
2

i
2
18. a = −
4
9
e b = −2.
19. w = −6 −i
20. k = −1 e m = −2
21. |z
1
| =

12, z
1
=

3 −3i, −z
1
= −

3 −3i e arg(z
1
)=
π
6
|z
2
| = 2, z
2
= −2, −z
2
= 2 e arg(z
2
)=π
|z
3
| = 1, z
3
=

2
2
+

2
2
i, −z
3
= −

2
2
+

2
2
i e arg(z
3
)=

4
|z
4
| = 5, z
4
= 5, −z
4
= −5 e arg(z
4
)=2π
22.
53 −

3i
2
23. (a) w = cis(−π/6) = e
−iπ/6
(c) z
k
= cis

π+6kπ
6

, k = 0, 1
24. (a) z = 0 ∨ z = cis


2

k = 0, 1, 2, 3 (b) z = cis

π+2kπ
3

k = 0, 1, 2
(c) z =
3

4cis

2kπ
3

k = 0, 1, 2 (d) z = 1 + 8i (e) z
k
=
8

2cis

5π+8kπ
16

k = 0, 1, 2, 3
(f)z = 3i ∨ z = 2i (g) z = cos(t) + i sin(t) ∨ z = cos(t) −i sin(t)
(h)z
k
= cis

π+2kπ
4

k = 0, 1, 2, 3 (i) z = 0 ∨ z =
−1 −

3i
2
∨ z =
−1 +

3i
2
25. w = 8

3cis(−
π
6
)
26. (b) |z| < 2 ∧

5
< arg(z) <
28π
15
27. (a) B → cis


4

e D → 2cis


3

(b) 1 < |z| < 2 ∧

4
< arg(z) <

3
29. (a) z
k
=
1
2
cis

−2π+6kπ
9

, k = 0, 1, 2 (b) quadrado, 8
30. (a)z
3
= −2 + 2

3i (d) afirmação falsa
31. (a) z = −
1
2


3
2
i (b) z = cis



3

= e


3
i
(c) w
k
= cis

−π+2kπ
2

, k = 0, 1
32.

3

2
2
cis


8
+ kπ

, k = 0, 1
Soluções 54
33. (a) z
1
= 3cis(π/2) = 3e

2
i
e z
2
= 2cis(3π/4) = 2e

4
i
(b) w = −

3
4
34.
(A) (B) (C) (D)
(a) X
(b) X
(c) X
(d) X
(e) X
(f) X
(g) X
(h) X
(i) X
(j) X
(k) X
(l) X
(m) X
(n) X
(o) X
(p) X
(q) X
(r) X
(s) X
(t) X
 
Formulário 
 
__________________________________________________________________Formulário 1

REGRAS DE DERIVAÇÃO

Sejam u e v duas funções reais de variável real

0 = ′ k , IR k ∈
( ) u tg u sec u u sec ′ =


( ) a b ax =

+ , com IR b , a ∈ ( ) u g cot . u ec cos . u u ec cos ′ − =


( ) v u v u ′ ± ′ =

±
( )
2
1 u
u
u arcsin


=


( ) v . u v . u v . u ′ + ′ =


( )
2
1 u
u
u arccos

′ −
=


( ) u . k u . k ′ =

, com IR k ∈
( )
2
1 u
u
u arctg
+

=


( ) u . u . p u
p p
′ =

−1
, com IR p ∈ ( )
2
1 u
u
u g cot arc
+
′ −
=


2
v
v . u v . u
v
u ′ − ′
=







, com 0 ≠ v
( )
u u
e . u e ′ =


( )
p
p
p
u p
u
u
1 −

=

, com {} 1 \ IN p ∈ e 0 > u se p par
( ) a ln
u
a u
u
a ′ =

, com {} 1 \ IR a
+

( ) u cos u senu ′ =

( ) u ln .
v
u . v u .
v
u . v
v
u ′ + ′

=

1


( ) u sin u u cos ′ − =


( )
u
u
u ln

=


( ) u sec u
u cos
u
u tg
2
2
′ =

=

( )
a ln . u
u
u
a
log

=

, com {} 1 \ IR a
+

( ) u ec cos u
u sen
u
u g cot
2
2
′ − =
′ −
=





FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
secx =
x cos
1
cosecx =
senx
1

sen
2
x + cos
2
x = 1
1 + tg
2
x = sec
2
x 1 + cotg
2
x = cosec
2
x

sen(2x) = 2senxcosx

cos(2x) = cos
2
x – sen
2
x
tg(2x) =
x tg
tgx
2
1
2


cotg(2x) =
gx cot
x g cot
2
1
2


sen
2
x =
2
2 1 ) x cos( −
cos
2
x =
2
2 1 ) x cos( +
tg
2
x =
) x cos(
) x cos(
2 1
2 1
+

cotg
2
x =
) x cos(
) x cos(
2 1
2 1

+

sen(x ± y) = senx.cosy ± seny.cosx
cos(x ± y) = cosx.cosy m senx.seny
tg(x ± y) =
tgxtgy
tgy tgx
m 1
±
cotg(x ± y) =
gx cot gy cot
gy cot gx cot
±
1 m

senx ± seny = 2












±
2 2
y x
cos
y x
sen
m

cosx + cosy = 2












− +
2 2
y x
cos
y x
cos cosx - cosy = -2












− +
2 2
y x
sen
y x
sen

CÓNICAS


Cónicas
Equação reduzida
de centro/vértice (x
0
, y
0
)
Eixos de
simetria
Equação reduzida
de centro/vértice (0, 0)


( ) ( )
1
2
2
0
2
2
0
=

+

b
y y
a
x x
, a > b



x = x
0

y = y
0


1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x
, a > b

E
l
i
p
s
e


( ) ( )
1
2
2
0
2
2
0
=

+

b
y y
a
x x
, a < b


x = x
0

y = y
0


1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x
, a < b


( ) ( )
1
2
2
0
2
2
0
=



b
y y
a
x x





x = x
0

y = y
0



1
2
2
2
2
= −
b
y
a
x


H
i
p
é
r
b
o
l
e



( ) ( )
1
2
2
0
2
2
0
=



a
x x
b
y y





x = x
0

y = y
0



1
2
2
2
2
= −
a
x
b
y



(x – x
0
)
2
= 2p(y – y
0
),
p > 0




x = x
0



x
2
= 2py,
p > 0


(x – x
0
)
2
= –2p(y – y
0
),
p > 0



x = x
0



x
2
= –2py,
p > 0


(y – y
0
)
2
= 2p(x – x
0
),
p > 0
y = y
0

y
2
= 2px,
p > 0

P
a
r
á
b
o
l
a


(y – y
0
)
2
= – 2p(x – x
0
),
p > 0

y = y
0

y
2
= –2px,
p > 0


_________________________________________________________________________Formulário 2

PRIMITIVAS IMEDIATAS



Sejam f: I → IR uma função diferenciável num intervalo I de IR., a um número real e C uma constante
arbitrária.



Função


Primitiva

Função

Primitiva

f’.f
p


1
1
+
+
p
f
p
+ C,
com p ≠ -1.


f’.sec
2
f


tg f + C
f
f '


ln| f | + C

f’.cosec
2
f

- cotg f + C

f’.e
f


e
f
+ C


f’.sec f .tg f

sec f + C

f’.a
f

a ln
a
f
+ C

f’.cosec f.cotg f

- cosec f + C

f’.sen f

- cos f + C

2
1
'
f
f



arcsen f + C

f’.cos f

sen f + C

2
1
'
f
f
+


arctg f + C

f’.tg f

- ln|cos f| + C

f’.sec f

ln|sec f + tg f| + C

f’.cotg f

ln|sen f| + C


f’.cosec f

-ln|cosec f + cotg f| + C

__________________________________________________________________Formulário 3


PRIMITIVAÇÃO DE POTÊNCIAS DE FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS


1. Integrais do tipo

dx x x.cos sen
n m
, m e n inteiros positivos.
(i) Se m é ímpar ou n é ímpar: Destaca-se uma unidade à potência ímpar,

dx x x sen
n m
cos . =


dx senx x x sen
n m
. cos .
1

ou

dx x x sen
n m
cos . =


dx x x x sen
n m
cos . cos .
1
,
e exprime-se sen
m-1
x ou cos
n-1
x em termos de cosx ou senx, utilizando a identidade cos
2
x + sen
2
x = 1.

(ii) Se m e n são simultaneamente pares: Utilizam-se as fórmulas
sen(2x) = 2senx.cosx, sen
2
x =
2
2 cos 1 x −
e cos
2
x =
2
2 cos 1 x +

para simplificar a primitiva.

2. Integrais do tipo

dx x x.sec tg
n m
ou

dx x x.cosec cotg
n m
, m e n ∈ IN
(i) Se m é ímpar: Destaca-se tgx.secx ou cotgx.cosecx,
dx x tgx x x tg dx x x tg
n m n m
sec . . sec . sec .
1 1
∫ ∫
− −
=
ou
dx ecx gx x ec x g dx x ec x g
n m n m
cos . cot . cos . cot cos . cot
1 1
∫ ∫
− −
= ,
e exprime-se tg
m-1
x ou cotg
m-1
x em termos de secx ou cosecx, utilizando as fórmulas

tg
2
x = sec
2
x – 1 ou cotg
2
x = cosec
2
x –1.

(ii) Se n é par: Destaca-se sec
2
x ou cosec
2
x,
dx x x x tg dx x x tg
n m n m 2 2
sec . sec . sec .
∫ ∫

=
ou
dx x ec x ec x g dx x ec x g
n m n m 2 2
cos . cos . cot cos . cot
∫ ∫

= ,
e exprime-se sec
n-2
x ou cosec
n-2
x em termos de tgx ou cotgx, utilizando as fórmulas

sec
2
x = tg
2
x + 1 ou cosec
2
x = cotg
2
x +1.

(iii) Se m é par: Destaca-se tg
2
x ou cotg
2
x,
dx x xtg tg dx x tg
m m
∫ ∫

=
2 2

ou dx x g x g dx x g
m m
∫ ∫

=
2 2
cot cot cot ,
e exprime-se tg
2
x ou cotg
2
x em termos de secx ou cosecx, utilizando as fórmulas

tg
2
x = sec
2
x – 1 ou cotg
2
x = cosec
2
x –1.

(iv) Se n é ímpar
Utiliza-se o método da primitivação por partes.
__________________________________________________________________ Formulário 4

QUÁDRICAS

a, b, c ∈ IR

Elipsóide
1
2
2
2
2
2
2
= + +
c
z
b
y
a
x


Intersecção com o plano plano Oxy: Elipse
Intersecção com o plano Oxz: Elipse
Intersecção com o plano plano Oyz: Elipse

A superfície é uma superfície esférica se a = b = c ≠ 0


Hiperbolóide de uma folha
1
2
2
2
2
2
2
= − +
c
z
b
y
a
x


Intersecção com o plano Oxy: Elipse
Intersecção com o plano Oxz: Hipérbole
Intersecção com o plano Oyz: Hipérbole





Hiperbolóide de duas folhas
1
a
x
b
y
c
z
2
2
2
2
2
2
= − −

Intersecção com o plano Oxy: Não existe
Intersecção com o plano Oxz: Hipérbole
Intersecção com o plano Oyz: Hipérbole



Cone
0
2
2
2
2
2
2
= − +
c
z
b
y
a
x


Intersecção com o plano Oxy: Origem das coordenadas
Intersecção com o plano Oxz: par de rectas z = x
a
c
±
Intersecção com o plano Oyz: par de rectas z = y
b
c
±


y
x
x
__________________________________________________________________ Formulário 4

Parabolóide elíptico
z
b
y
a
x
= +
2
2
2
2


Intersecção com o plano Oxy: Origem das coordenadas
Intersecção com o plano Oxz: Parábola
Intersecção com o plano Oyz: Parábola


Parabolóide hiperbólico
z
b
y
a
x
= −
2
2
2
2

Intersecção com o plano Oxy: par de rectas y = x
a
b
±
Intersecção com o plano Oxz: Parábola
Intersecção com o plano Oyz: Parábola



Cilindro elíptico
1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x

Intersecção com o plano Oxy: Elipse
Intersecção com o plano Oxz: par de rectas x = ± a
Intersecção com o plano Oyz: par de rectas y = ± b
Se a = b, tem-se um cilindro circular.



Cilindro hiperbólico
1
2
2
2
2
= −
a
x
b
y


Intersecção com o plano Oxy: Hipérbole
Intersecção com o plano Oxz: Não existe
Intersecção com o plano Oyz: par de rectas y = ± b


Cilindro Parabólico
y = az
2

Intersecção com o plano Oxy: y = 0
Intersecção com o plano Oxz: z = 0
Intersecção com o plano Oyz: Parábola


y
x
y
x





TESTES DE CONVERGÊNCIA E DIVERGÊNCIA DE SÉRIES NUMÉRICAS


CRITÉRIOS SÉRIE CONVERGÊNCIA OU DIVERGÊNCIA
Teste da
Divergência

+∞
=1 n
n
a
Diverge se
n
a
n
lim
+∞ →
≠ 0.


Geométrica

+∞
=

1
1
n
n
ar
ƒ Converge para S =
r
a
− 1
, se | r | < 1.
ƒ Diverge se | r | ≥ 1.


Dirichlet

+∞
=1
1
n
p
n


ƒ Converge se p > 1.
ƒ Diverge se p ≤ 1.
Mengoli

+∞
=1 n
n
a , com a
n
= u
n
– u
n+k

Converge para S = ∑ −
=
+∞ →
k
i
n
n
u lim k
i
u
1
se existir e for
finito o
n
n
u lim
+∞ →
, caso contrário diverge.



Integral


+∞
=1 n
n
a , a
n
= f(n)
ƒ Converge se


1
dx ) x ( f converge.
ƒ Diverge se


1
dx ) x ( f diverge.











Comparação











+∞
=1 n
n
a , ∑
+∞
=1 n
n
b ,
a
n
> 0 e b
n
> 0



(1) Sejam ∑
+∞
=1 n
n
a
e

+∞
=1 n
n
b
duas séries tais que

0 ≤ a
n
≤ b
n
, ∀ n∈ IN.
ƒ Se ∑
+∞
=1 n
n
b converge, então ∑
+∞
=1 n
n
a converge.
ƒ Se ∑
+∞
=1 n
n
a diverge, então ∑
+∞
=1 n
n
b diverge.

(2) Se existir
n
b
n
a
n ∞ →
lim = L, então:
ƒ se L ≠ 0 e L ≠ +∞, então as séries ∑
+∞
=1 n
n
a e ∑
+∞
=1 n
n
b são
da mesma natureza.
ƒ se L = 0 e se ∑

=1 n
n
b converge, então ∑
+∞
=1 n
n
a

converge.
ƒ se L = +∞ e ∑
+∞
=1 n
n
b diverge, então ∑
+∞
=1 n
n
a diverge.







Razão
D'Alembert



0 ,
1
> ∑
+∞
=
n
a
n
n
a

Se








+
+∞ →
n
a
n
a
n
lim
1
= L, com L ∈ IR, então a série:
ƒ Converge se L < 1.
ƒ Diverge se L > 1.
ƒ Inconclusivo para L = 1.


Raíz
de Cauchy


0 ,
1
≥ ∑
+∞
=
n
a
n
n
a
Se n
n
a
n
lim
+∞ →
= L , com L ∈ IR, então a série:

ƒ Converge se L < 1.
ƒ Diverge se L > 1.
ƒ Inconclusivo para L = 1.



Leibniz

Alternada
( ) ∑
+∞
=

1
1
n
n
a
n
, a
n
> 0

Converge se
n
a
n
lim
+∞ →
= 0 e (a
n
) é uma sucessão
decrescente, isto é,
a
n
≥ a
n+1
.



SÉRIE DE FUNÇÕES

Séries de Potências
O raio de convergência r da série
n
n
n
x x a ) (
0
0


+∞
=
é dado por
1
lim
+
∞ →
=
n
n
n
a
a
r ou por
n
n
n
a
r
∞ →
=
lim
1
(se o limite existir)

Série de Taylor
A série de Taylor da função f relativa ao ponto
0
x é dada por
[ , ] , ) (
!
) (
) (
0 0 0
0
0
) (
r x r x x x x
n
x f
x f
n
n
n
+ − ∈ − =

+∞
=


Alguns desenvolvimentos em série de MacLaurin (série de Taylor relativa ao ponto =
0
x 0)
Desenvolvimento da exponencial

+∞
=
=
0
!
n
n
x
n
x
e x∈IR




Desenvolvimento do seno


+∞
=

+


=
1
1 2
1
)! 1 2 (
) 1 (
) sin(
n
n
n
x
n
x x∈IR

Desenvolvimento do cosseno


+∞
=

=
0
2
)! 2 (
) 1 (
) cos(
n
n
n
x
n
x x∈ IR

Desenvolvimento de
x − 1
1

1
1
1
0
< =


+∞
=
x x
x
n
n





SÉRIE DE FOURIER

Seja IR IR f → : uma função periódica de período L 2 , absolutamente integrável no
intervalo [. , [ L L −


A Série de Fourier de f é dada por

+∞
=












+






+
1
0
cos
2
1
n
n n
L
x n
sen b
L
x n
a a
π π
,
onde
( ) 0 , cos
1







=


n dx
L
x n
x f
L
a
L
L
n
π
;

( ) 1 ,
1







=


n dx
L
x n
sen x f
L
b
L
L
n
π
.
Sob certas condições


[ ] ) ( ) (
2
1
cos
2
1
1
0
− +
+∞
=
+ = ⎟











+






+

x f x f
L
x n
sen b
L
x n
a a
n
n n
π π



















TRANSFORMADAS DE LAPLACE

Seja f uma função real de variável real tal que ( ) 0 = t f , se 0 < t .
L ( ) { } ( ) ( ) s F dt t f e t f
st
= =

+∞

0
, onde IR s ∈

( ) t f

L ( ) { } t f
1
s
1
; s>0
n
t , L 3 , 2 , 1 = n
1
!
+ n
s
n
; s>0
( ) kt sin
2 2
k s
k
+
; s>0
( ) kt cos
2 2
k s
s
+
; s>0
( ) t f e
at

( ) a s F −
( ) ( ) 0 , > − a t U a t f
a


( ) s F e
as −

( )

− = ∗
t
du u g u t f t g f
0
) ( ) ( ) (


F(s)G(s), onde L ( ) { } ) (s G t g =
t
t f ) (


+∞
s
du u F ) (


t
du u f
0
) (

s
s F ) (

( ) t f t
n
, L 3 , 2 , 1 = n
( ) ( ) s F
ds
d
n
n
n
1 −
( )
( ) t f
n
, L 3 , 2 , 1 = n
( ) ( ) ( )
( )
( ) 0 0 0
1 2 1 − − −
− − ′ − −
n n n n
f f s f s s F s L
Se ( )




<
=
a t se
a t se
t U
a
1
0
(função de Heaviside) então
( ) ( ) ( ) [ ] ( ) ( ) ( ) [ ] ( ) ( ) t U t g t U t U t g t U t g t f
b t se t g
b t a se t g
a t se t g
t f
b b a a 3 2 1
3
2
1
1
) (
) (
0 ) (
) ( + − + − = ⇔






< ≤
< ≤
=
An´alise Complexa
N´ umeros Complexos
ρ
1
cis(θ
1

2
cis(θ
2
) = ρ
1
ρ
2
cis(θ
1
+ θ
2
)
ρ
1
cis(θ
1
)
ρ
1
cis(θ
1
)
=
ρ
1
ρ
2
cis(θ
1
−θ
2
)
(ρcis(θ))
n
= ρ
n
cis(nθ)
n

ρcis(θ) =
n

ρcis
θ+2kπ
n
, k ∈ {0, 1, · · · , n −1}
Fun¸ c˜ oes Complexas
Fun¸ c˜ ao exponencial e
x+iy
= e
x
(cos(y) + i sin(y)) = e
x
cis(y)
Fun¸ c˜ ao seno
sin(z) =
e
iz
−e
−iz
2i
Fun¸ c˜ ao cosseno
cos(z) =
e
iz
+ e
−iz
2
Ramo Principal do Logaritmo Log(z) = log|z| + iarg(z), com arg(z)∈] −π, π]
Fun¸ c˜ ao Potˆencia z
α
= e
αLog(z)
Equa¸ c˜ oes de Cauchy- Riemann
∂u
∂x
=
∂v
∂y
e
∂u
∂y
= −
∂v
∂x
Parametriza¸ c˜ oes
Caminho oposto
Se γ ´ e um caminho percorrido de a para b ent˜ ao
o caminho oposto, −γ ´ e definido por
−γ(t) = γ(a + b −t), t ∈ [a, b]
Segmento de recta que une z
0
a z
1
γ(t) = (1 −t)z
0
+ tz
1
, t ∈ [0, 1]
Arco de circunferˆencia de centro z
0
e raio r γ(t) = z
0
+ re
it
, t ∈ [α, β] com 0 ≤ α < β ≤ 2π
1
Integra¸ c˜ao Complexa
1. Seja f : [a, b] ⊆ IR → C tal que f(t) = u(t) + iv(t) ´e cont´ınua, ent˜ ao

b
a
f(t)dt =

b
a
u(t)dt + i

b
a
v(t)dt.
2. Sejam f : Ω ⊆ C → C uma fun¸ c˜ ao complexa e γ : [a, b] → C uma curva regular contida em Ω,
tal que ϕ(t) = f(γ(t)) ´e cont´ınua em [a, b], ent˜ ao

γ
f(z)dz =

b
a
f(γ(t))γ

(t)dt.
3. Sejam f uma fun¸ c˜ ao cont´ınua num aberto Ω C e γ uma curva seccionalmente regular contida
em Ω de origem z
1
e extremidade z
2
. Se existe F deriv´ avel em Ω tal que F

= f em Ω, ent˜ ao

γ
f(z)dz = F(z
2
) −F(z
1
).
4. Sejam f uma fun¸ c˜ ao anal´ıtica num aberto Ω ⊆ C e γ, γ
1
duas curvas fechadas seccionalmente
regulares contidos em Ω,
4.1. se f n˜ ao tem singularidades dentro de γ, ent˜ ao

γ
f(z)dz = 0 (Teorema de Cauchy).
4.2. se γ
1
estiver dentro de γ e f n˜ ao tiver singularidades entre γ
1
e γ, ent˜ ao

γ
f(z)dz =

γ
1
f(z)dz.
4.3. se as singularidades que f tem dentro de γ s˜ ao z
1
, · · · , z
p
, ent˜ ao

γ
f(z)dz =
p

k=1

C
f(z)dz,
com C = C(z
k
, r
k
) dentro de γ e tal que no seu interior exista apenas uma singularidade
de f.
5. Sejam γ uma curva de Jordan regular num aberto Ω ⊆ C e f uma fun¸ c˜ ao anal´ıtica em Ω sem
singularidades dentro de γ, ent˜ ao
f(z
0
) =
1
2πi

γ
f(z)
z −z
0
dz, ∀z
0
∈ int(γ).
f
(n)
(z
0
) =
n!
2πi

γ
f(z)
(z −z
0
)
n+1
dz, ∀z
0
∈ int(γ), n ∈ IN.
2
Transformadas de Fourier
Para f absolutamente integr´ avel
F{f(t)} ≡ F(w) :=

+∞
−∞
f(t)e
−iwt
dt, com w ∈ IR
f(t) F{f(t)} = F(w)
f
(n)
(t), t ∈ IN (iw)
n
F(w), n ∈ IN
f(t −t
0
), t
0
∈ IR e
−iwt
0
F(w), t
0
∈ IR
e
iw
0
t
f(t), w
0
∈ IR F(w −w
0
), w
0
∈ IR
t
n
f(t), n ∈ IN
1
(−i)
n
d
n
dw
n
F(w), n ∈ IN
e
−at
U
0
(t); a > 0; U
0
(t) =

0 se t < 0
1 se t ≥ 0
1
a + iw
, a > 0
(f ∗ g)(t) =

+∞
−∞
f(u)g(t −u)du F(w)G(w), onde F{g(t)} = G(w)
f(t)g(t)
1

F(w) ∗ G(w), onde F{g(t)} = G(w)
Se f ´e cont´ınua, f e F s˜ ao absolutamente integr´ aveis ent˜ ao
f(t) =
1

+∞
−∞
F(w)e
iwt
dw ≡ F
−1
{F(w)}
F{F(t)} = 2πf(−w)
3

 

INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA
Departamento Matemática Unidade Análise Matemática II Curricular Ano 1º Curso Eng. Electrotécnica Ano lectivo 2009/2010 Semestre 2º

Simb Dep

ECTS 5.5
Tempo total de trabalho (horas)

Teóricas

Teóricopráticas

Distribuição das horas de contacto Trabalho Práticas e de Seminário Estágio Laboratoriais campo

Orientação tutória

Outras

19,5

39 Outros Docentes

146

Docente Responsável Márcio Dinis do Nascimento de Jesus

Objectivos – Competências

- Desenvolver a capacidade de raciocínio. - Sensibilizar os alunos para a extensa aplicação dos conteúdos da disciplina de Análise Matemática II. - Proporcionar os fundamentos básicos dos métodos quantitativos, usualmente aplicados nas áreas de Engenharias. - Dotar os alunos de conhecimentos relativos à selecção de métodos e processos que melhor se ajustem à resolução de um problema concreto. - Estabelecer sempre que possível a ligação entre os conteúdos programáticos e a vida real. - Usar correctamente a linguagem Matemática no desenvolvimento de técnicas de Cálculo que permitam criar ou aprofundar conhecimentos essenciais à continuação de estudos nos anos posteriores.

Neste sentido, pretende-se que o aluno domine os vários assuntos do programa de forma a poder utilizá-los com sentido crítico e destreza noutras áreas da Matemática, Física e Engenharia que fazem parte da sua formação e ainda que desenvolva as suas capacidades de raciocínio indutivo e dedutivo, de clareza e de rigor na linguagem, tendo presente que estas são qualidades cuja importância se reflecte nas mais diversas actividades, especialmente fora do âmbito da Matemática.

Programa previsto no correspondente semestre Página 1 de 5

2.3.8.4. Definição e conceitos básicos. 3. Algumas propriedades das séries. Transformadas de Laplace: definição e propriedades. Equações diferenciais homogéneas de primeira ordem. 2. Séries de Fourier.6.2 Tópicos de diferenciação complexa.5. série de Mengoli e série de Dirichlet. 2.INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA Unidade Análise Matemática II Curricular Ano 1º Ano lectivo 2009/2010 Semestre 2º PROGRAMA 1. Análise Complexa 3.8. 3. 2.4. Critério do termo geral para a divergência. Equações diferenciais lineares de primeira ordem. Programa previsto no correspondente semestre Página 2 de 5 . 3. Definições e exemplos. 3. Critérios de convergência para séries de termos não negativos. 1.6. 2. Equações diferenciais lineares de ordem n. 2. Série geométrica. Séries alternadas: critério de Leibniz. 2. Séries absolutamente convergentes e séries simplesmente convergentes. Equações diferenciais 1.5.7.1.4 Transformadas de Fourier. Séries numéricas e de funções 2.3. Equações diferenciais de variáveis separadas e separáveis.1 Plano complexo. 1. 1. Equações diferenciais exactas.3 Tópicos de integração complexa. 2. 1. Série de Taylor e de Maclaurin.2.1. 1. 1.2. 1.7. Sistemas de equações diferenciais lineares de ordem n. Estudo da convergência de uma série de potências.

quem frequentar as aulas teóricas deverá ser capaz de resolver os problemas das aulas teórico práticas sem necessidade de qualquer introdução teórica adicional. resolução dos exercícios por parte dos alunos.INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA Unidade Análise Matemática II Curricular Ano 1º Ano lectivo 2009/2010 Semestre 2º Metodologias de Ensino/Aprendizagem A abordagem dos conteúdos de Análise Matemática II irá ser feita de uma forma simples onde se utilizará exemplos concretos para motivação. As aulas teórico práticas serão divididas em três partes: interpretação de enunciados. Programa previsto no correspondente semestre Página 3 de 5 . discussão colectiva e individualizada das questões que o problema possa suscitar. e de seguida recorrer-se-á ao método expositivo para se leccionar esses conteúdos. Por isso. utilizando as novas tecnologias. Será essencial que as aulas teóricas e as aulas teórico práticas estejam sincronizadas. Os exercícios realizados nas aulas teórico práticas encontrarse-ão no “caderno de exercícios” que irá ser disponibilizado na plataforma.

1A.2. O aluno obterá aprovação à unidade curricular se Máximo {0. Neste caso. irão decorrer duas horas de apoio à Análise Matemática II. deve efectuar testes ao longo do semestre. Observação: Não é permitido o uso de calculadora nas provas de avaliação.45T+0. 0. Por exame: uma prova escrita O aluno obterá aprovação à unidade curricular se Máximo {0. a nota final será obtida a partir da classificação final dos testes.9E+0. onde irão ser abordados alguns dos conteúdos leccionados no secundário e nas unidades curriculares de Análise Matemática I e Álgebra Linear e Geometria Analítica.45F+0.9E+0. E} ≥ 10.INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA Unidade Análise Matemática II Curricular Ano 1º Ano lectivo 2009/2010 Semestre 2º Metodologias de Avaliação Durante o semestre.5T+0.5F. obterá aprovação à unidade curricular se máximo { T. F designa a classificação obtida na prova de frequência e A designa a classificação obtida nas aulas de apoio à Análise Matemática II. E} ≥ 10. F. Para tal.1A} ≥ 10 e F ≥ 7.Época de recurso: uma prova escrita Pode participar na época de recurso o aluno que não obteve aprovação na época normal ou o que. Observação: Ficam dispensados de fazer a prova de frequência todos os alunos que obtiverem em todos os testes uma nota superior ou igual a 9.1A. Caso o aluno obtenha nota inferior a 5 valores num dos testes. 1. O aluno pode optar por uma avaliação contínua. pretenda fazer melhoria de classificação. Neste caso. 1-Época normal 1. Por frequência: uma prova escrita. Programa previsto no correspondente semestre Página 4 de 5 .0. onde E designa a classificação obtida no exame e A designa a classificação obtida nas aulas de apoio à Análise Matemática II.1.5 . A presença e a avaliação são facultativas e poderão contar 10% para a avaliação em todas as épocas da unidade curricular de Análise Matemática II. 0. onde T designa a classificação final dos testes.9F+0.1A. onde E designa a classificação obtida no exame e A designa a classificação obtida nas aulas de apoio à Análise Matemática II. 2 . só poderá obter aprovação à unidade curricular por exame.5 valores. tendo obtido aprovação na época normal.

Costa. Livros Técnicos e Científicos Editora. Cálculo Diferencial e Integral. M. Análise Real.Piskounov. McGraw Hill. Helena.Carreira e Maria S.. Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia . Teresa. Cálculo – Volume2. Odete.Almeida. France. McGraw Hill. Paula. Pestana.Dias.Maria A.Instituto Superior Politécnico de Viseu. Lisboa 1989 . .Instituto Superior Politécnico de Viseu. H. 2001 . McGraw Hill. 2001 . G.. A. 1987 . oitava edição. Paula. Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia . Elisabete. 1997. Teresa. Outros livros . 2006. de Nápoles. Teresa. Problemas de Equações Diferenciais Ordinárias.Guidorizzi.Ferreira. Editora Lopes da Silva. Cristina. .. Cristina.Instituto Superior Politécnico de Viseu.Instituto Superior Politécnico de Viseu.Larson Hostetler Edwards.. Helena e Pestana. France. Paula.INSTITUTO POLITÉCNICO DE VISEU ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA Unidade Análise Matemática II Curricular Ano 1º Ano lectivo 2009/2010 Semestre 2º Bibliografia Livros base . Um curso de Cálculo. 1995 . & Makarenko. Helena e Pestana.Krasnov. 1992 Programa previsto no correspondente semestre Página 5 de 5 . N. teoria elementar e exercícios resolvidos.M.Larson Hostetler Edwards. Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia . Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia .Costa. McGraw Hill.. Helena e Pestana. Dias. 2006. Escolar Editora. Análise Matemática I e Análise Matemática. 2002 . McGraw Hill. M. Dias. & Kiseliov. Resolução de Frequências/Exames de Análise Matemática I. 1998 . 2002 . Resolução de Frequências/Exames de Análise Matemática II.Agudo. France. Variável Complexa. Paula e Ribeiro. Análise Matemática II. Teresa. Cálculo – Volume1. oitava edição. France.Dias. Equações Diferenciais Ordinárias. F.

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Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu Instituto Politécnico de Viseu Análise Matemática II Engenharia Electrotécnica 2009/2010 (Apoio Teórico) .

  .

5 .1 .Equacoes diferenciais lineares de 1a ordem ¸˜ 1.Equacoes diferenciais homogeneas de primeira ordem ¸˜ 1.Transformada inversa de Laplace 1.Cap I .2 .Equacoes diferenciais totais exactas ¸˜ 1.7 .Equacoes dif.6 .8 .Aplicacao da Transformada de Laplace ¸˜ .Definicao e conceitos basicos ¸˜ ´ ´ 1. de variaveis separadas e separaveis ¸˜ ´ 1.4 .3 .Equacoes Diferenciais ¸˜ ´ Sumario ´ 1.Transformada de Laplace 1.

. . ¸˜ Chama-se grau de uma EDO ao expoente da derivada de maior ordem que aparece na equacao.Equacoes Diferenciais) ¸˜ ´ 1. . e uma equacao diferencial ¸˜ ´ ´ ordinaria (EDO). 3 / 36 (Cap I . . y (n) ) = 0 ´ ´ ´ onde x e uma variavel independente e y = y(x) e uma funcao ¸˜ ˜ ´ incognita e y . as suas variaveis e ¸˜ ¸˜ as derivadas dessa funcao. . . ¸˜ 2 (Cap I . ¸˜ ´ ´ Quando a funcao desconhecida e funcao de uma unica variavel ¸˜ ¸˜ ´ ´ independente. diz-se que a eq.Definicao e conceitos basicos ¸˜ Definicoes ¸˜ 1 Chama-se equacao diferencial a uma equacao que estabelece ¸˜ ¸˜ ´ uma relacao entre uma funcao desconhecida.1 . . y (n) sao as derivadas totais de y em ordem a x.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 4 / 36 . Portanto uma EDO e uma equacao do tipo ¸˜ F (x. dif. e uma equacao diferencial ¸˜ com derivadas parciais (EDP). dif. y. diz-se que a eq.1 . 2 3 ´ ´ Se a funcao desconhecida e funcao de duas ou mais variaveis ¸˜ ¸˜ ´ independentes. . y .´ 1.Definicao e conceitos basicos ¸˜ Exemplos 1 ´ Equacoes diferenciais ordinarias ¸˜ d 2y dy y + x (y ) − 15y = 0 ou 2 2 + 3y + 5x = 0 dx dx Equacao diferencial com derivadas parciais ¸˜ ∂2u 1 ∂2u ∂u u 2− + xt =0 ∂x 4 ∂t 2 ∂x 2 3 2 Definicoes ¸˜ 1 ` Chama-se ordem de uma EDO a ordem da derivada de maior ordem que aparece na equacao.

y = 2x + √ ˜ 5ex .1 .´ 1. a toda a solucao que se obtem da solucao geral substituindo ¸˜ ¸˜ ´ as constantes arbitrarias por valores concretos. ¸˜ ´ dif.Definicao e conceitos basicos ¸˜ Definicoes ¸˜ 1 Chama-se solucao ou integral duma equacao diferencial a toda ¸˜ ¸˜ a funcao y = y(x) que verifica identicamente essa equacao. um numero finito) as ı ´ solucoes dessa equacao ¸˜ ¸˜ Chama-se solucao particular ou integral particular duma eq.Definicao e conceitos basicos ¸˜ 5 / 36 Exemplo ´ ¸˜ ¸˜ y = 2x + Cex e a solucao geral da equacao y − y + 2x − 2 = 0 y = 2x + 2ex . ¸˜ ¸˜ Chama-se solucao geral ou integral geral duma eq.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 6 / 36 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ ´ 1. diferencial ¸˜ ` a fam´lia de todas (excepto. · · · sao solucoes particulares.1 . quando muito. ¸˜ (Cap I . 2 3 (Cap I .

Equacoes Diferenciais) ¸˜ 8 / 36 . · · · . ı (Cap I . ¸˜ (Cap I .´ 1. 2.1 . y (0) = 0 ∧ y (2) = π Verifique que y = 2 Ver exerc´cios: 1.Equacoes Diferenciais) ¸˜ ´ 1.1 . 3 e 4 da Ficha no 1. y .Definicao e conceitos basicos ¸˜ Definicao ¸˜ 1 Se pretendermos encontrar a solucao particular da equacao diferencial ¸˜ ¸˜ ¸˜ F (x .Definicao e conceitos basicos ¸˜ 7 / 36 Exerc´cios ı 1 x ´ e solucao do problema com condicoes de fronteira ¸˜ ¸˜ π 2 y = 10πy − 10x . y (n) ) = 0 que verifica as condicoes: = = = ··· y (n−1) (x0 ) = y(x0 ) y (x0 ) y (x0 ) y0 y1 y2 yn−1 diz-se que temos um problema com condicoes iniciais. y . ¸˜ 2 ˜ ` ´ ` Quando se impoem n condicoes a y e/ou as suas derivadas ate a ¸˜ ordem n − 1 em mais do que um ponto do seu dom´nio obtemos um ı problema com condicoes de fronteira.

1 . . Exerc´cio ı Classifique cada uma das seguintes equacoes: ¸˜ (a) cos x y + (1 − x)y = 2x (b) 3y + 2y + y = cos x (Cap I . . 1. caso contrario diz-se ¸˜ ˜ ´ nao homogenea. . c ∈ IR 10 / 36 (Cap I . .Equacoes dif.´ 1. y . . . ¸˜ Se os ai (x) = c. n (c = cte) a equacao diz-se de ¸˜ coeficientes constantes. i = 0. n sao funcoes conhecidas e definidas num ¸˜ intervalo I ⊂ IR. f (x. . . ´ ´ Se f (x) = 0 a equacao diz-se homogenea. . 1. + a1 (x)y + a0 (x)y = f (x) ˜ onde. . .2 . .Definicao e conceitos basicos ¸˜ Definicao ¸˜ Uma equacao diferencial de ordem n. . y (n) ) = 0 diz-se ¸˜ linear de ordem n se puder ser escrita na forma an (x)y (n) + an−1 (x)y (n−1) + .Equacoes Diferenciais) ¸˜ ´ ´ 1. de variaveis separadas e separaveis ¸˜ 9 / 36 Definicao ¸˜ ´ Chama-se equacao diferencial de variaveis separadas a toda a ¸˜ equacao diferencial na forma ¸˜ N(y)y + M(x) = 0 ou N(y) ou ainda M(x)dx + N(y)dy = 0 dy + M(x) = 0 dx Teorema ´ A solucao geral da equacao anterior e dada por ¸˜ ¸˜ M(x)dx + N(y)dy = c.Equacoes Diferenciais) ¸˜ . y. 1. i = 0. ai (x). . . . i = 0. n chamam-se coeficientes da ¸˜ equacao. . . ` As funcoes ai (x).

Equacoes Diferenciais) ¸˜ ´ ´ 1. ¸˜ (Cap I .2 . ı 1 − x2 dx − ydy = 0. de variaveis separadas e separaveis ¸˜ Exerc´cio ı 1 Resolva a equacao diferencial ¸˜ Ver exerc´cio: 5 da Ficha no 1. de variaveis separadas e separaveis ¸˜ 11 / 36 Definicao ¸˜ ´ ´ Chama-se equacao diferencial de variaveis separaveis a toda a ¸˜ equacao que possa ser escrita na forma ¸˜ M1 (x)N1 (y)dx + M2 (x)N2 (y)dy = 0.2 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 12 / 36 . ´ Metodo de resolucao ¸˜ Dividindo ambos os membros da equacao anterior por N1 (y)M2 (x). x 2 (Cap I .Equacoes dif.´ ´ 1.Equacoes dif. ¸˜ ficamos com N2 (y) M1 (x) dx + dy = 0 M2 (x) N1 (y) ´ ´ que e uma equacao de variaveis separadas.

ty) = t n f (x. Ver exerc´cio: 6 da Ficha no 1.Equacoes dif.´ ´ 1. ∀t ∈ IR Exemplo ´ ´ A funcao f (x. y)dy = 0 ˜ ´ onde P(x. y) diz-se homogenea de grau n se ¸˜ f (tx. y) = y 2 − xy e homogenea de grau 2. ¸˜ Definicao ¸˜ ´ ´ Uma equacao diferencial homogenea de primeira ordem e uma ¸˜ equacao que pode ser escrita na forma ¸˜ P(x.3 . y)dx + Q(x. de variaveis separadas e separaveis ¸˜ Exerc´cio ı 1 Determine a solucao geral da equacao diferencial ¸˜ ¸˜ x x (1 + e )yy = e . y) e Q(x. ı 2 (Cap I .Equacoes Diferenciais) ¸˜ ´ 1. y). y) sao funcoes homogeneas com o mesmo grau ¸˜ de homogeneidade.Equacoes diferenciais homogeneas de primeira ordem ¸˜ 13 / 36 Definicao ¸˜ ´ Uma funcao f (x. (Cap I .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 14 / 36 .2 .

y) e (x. y)dx + B(x. 8 e 9 da Ficha no 1.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 16 / 36 . y) = B(x.Equacoes diferenciais totais exactas ¸˜ 15 / 36 Definicao ¸˜ Chama-se equacao diferencial total exacta (EDTE) a uma equacao ¸˜ ¸˜ do tipo A(x.4 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. y) = c. dx x +y 2 Ver exerc´cios: 7. (Cap I . homogenea P(x. c ∈ IR.´ 1. y)dx + Q(x. y)dy = 0 transforma-se ´ numa equacao de variaveis separadas efectuando a mudanca de ¸˜ ¸ ´ variavel y = ux Exerc´cio ı 1 ´ Resolva a seguinte equacao diferencial homogenea de primeira ¸˜ ordem. ∂x ∂y ´ onde a solucao geral da equacao diferencial e dada por ¸˜ ¸˜ F (x. y)dy = 0 se existe uma funcao F (x.3 . y −x dy = . y). dif. y) = A(x. y) tal que ¸˜ ∂F ∂F (x. ı (Cap I .Equacoes diferenciais homogeneas de primeira ordem ¸˜ ´ Metodo de resolucao ¸˜ ´ A eq.

Esta funcao diz-se um factor integrante. y). ı 2 (Cap I . ¸˜ ¸˜ Ver exerc´cios:10. ı 2 (Cap I .1. total exacta multiplicando-a por uma funcao u(x.Equacoes diferenciais totais exactas ¸˜ Teorema ˆ Se A e B tem derivadas parciais cont´nuas de primeira ordem num ı ˜ certo dom´nio.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. 11. y)dy = 0 ´ ´ e total exacta se e so se ∂A ∂B = . y)dx + B(x. 12 e 13 da Ficha no 1. ¸˜ Ver exerc´cio: 14 da Ficha no 1. y) = y 2 e um factor integrante de 2 6xydx + (4y + 9x )dy = 0 e determine a sua solucao. dif.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 18 / 36 . entao a equacao diferencial ı ¸˜ A(x.4 .Equacoes diferenciais totais exactas ¸˜ 17 / 36 Definicao: factor integrante ¸˜ ´ ˜ Por vezes e poss´vel transformar uma equacao diferencial que nao ı ¸˜ seja total exacta numa eq. ∂y ∂x Exerc´cio ı 1 ´ Mostre que (3x 2 y − 2y 3 + 3)dx + (x 3 − 6xy 2 + 2y)dy = 0 e uma equacao total exacta e determine a sua solucao.4 . ¸˜ ¸˜ Exerc´cio ı 1 ´ Mostre que u(x.

e.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 20 / 36 . e a(x)dx . diferencial linear de 1 Exerc´cio ı Mostre que u(x) = e y + a(x)y = b(x) . ¸˜ e a(x)dx y + a(x)e a(x)dx y = e a(x)dx b(x) Escrever a equacao anterior na forma ¸˜ d e a(x)dx y = e a(x)dx b(x) dx Primitivar : e a(x)dx y = e a(x)dx b(x)dx + c.Equacoes diferenciais lineares de 1a ordem ¸˜ 19 / 36 ´ Metodo de resolucao da equacao diferencial linear de 1a ordem ¸˜ ¸˜ 1 2 3 4 5 Calcular o factor integrante.5 .e. ı (Cap I . c ∈ IR Exerc´cio ı 1 2 Determine a solucao da equacao diferencial y + 2y = x ¸˜ ¸˜ Ver exerc´cios: 15. c ∈ IR Solucao : y = e− ¸˜ a(x)dx e a(x)dx b(x)dx + c e− a(x)dx . Multiplicar a equacao pelo factor integrante. 16 e 17 da Ficha no 1.Equacoes diferenciais lineares de 1a ordem ¸˜ Definicao ¸˜ Uma equacao diferencial do tipo y + a(x)y = b(x) diz-se equacao ¸˜ ¸˜ a ordem. i. a(x)dx ´ e factor integrante da equacao diferencial ¸˜ (Cap I . i.1.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1.5 .

quando se calcula a primitiva.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 2 s3 .Transformada de Laplace Definicao ¸˜ ´ Consideremos f : [0.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1.1. s ´ funciona como constante uma vez que a variavel de integracao e ¸˜ ´ t. para s > 0 22 / 36 . No final. Nota 1 ´ ˜ Ha funcoes f para as quais nao existe qualquer valor s tal que o ¸˜ integral acima seja convergente. Na transformada de Laplace. a transformada de Laplace depende de s.6 . Para estas funcoes a ¸˜ ˜ transformada de Laplace nao existe. ı Exemplo L{t } = 2 +∞ e 0 −st 2 t dt = b b → +∞ 0 lim e−st t 2 dt b 0 = b → +∞ lim (2 + 2st + s2 t 2 )e−st − s3 2 (2 + 2sb + s2 b 2 )e−sb = lim + 3 s3 s b → +∞ = (Cap I .Transformada de Laplace Exerc´cio ı 1 2 Use a definicao para calcular L{1} e L{et } ¸˜ Ver exerc´cio: 18 da Ficha no 1.6 . 21 / 36 2 (Cap I . +∞[ → IR. A transformada de Laplace de f e a ´ funcao real de variavel real denotada e definida por ¸˜ F (s) = L{f (t)} = +∞ 0 e−st f (t)dt ´ em todos os valores s (variavel real ou complexa) que tornem o ´ integral improprio convergente.

Exerc´cio ı Determine L{tet }. para s > k. β ∈ IR tem-se L{αf (t) + βg(t)} = αL{f (t)} + βL{g(t)} = αF (s) + βG(s). Teorema ˜ Se L{f (t)} = F (s). para s > k. entao para quaisquer constantes α. L{eat f (t)} = F (s − a). Exerc´cio ı Calcule L{e2t }.6 . para s > k2 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 24 / 36 . para todo o valor s > max{k1 . para s > k1 .Transformada de Laplace Teorema (Linearidade) ´ Se a transformada de Laplace de f (t) e F (s) . entao para s > k + a. e a ´ ˜ transformada de Laplace de g(t) e G(s) .6 . entao n L{t f (t)} = (−1) para s > k. nd nF dsn (s). Exerc´cio ı Calcule L{2et + 5}. (Cap I .1. e se a ∈ IR. (Cap I .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. k2 }.Transformada de Laplace 23 / 36 Teorema (1o Teorema do deslocamento) ˜ Se L{f (t)} = F (s).

e se a ∈ IR.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. entao tem-se L {f (t − a)Ua (t)} = e−as F (s).Transformada de Laplace Teorema (2o Teorema do deslocamento) ˜ Se L{f (t)} = F (s). ı se 0 ≤ t < 1 se t ≥1 (Cap I .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 26 / 36 . Exerc´cio ı 1 Calcule L{f (t)} com f (t) = t et 2 Ver exerc´cios: 23 e 24 da Ficha no 1.6 .Transformada de Laplace Definicao ¸˜ ` ´ Chama-se funcao de Heaviside ou funcao degrau unitaria a ¸˜ ¸˜ funcao ¸˜ 0 se 0 < t < a Ua (x) = 1 se t ≥ a ´ onde a e uma constante positiva. para s > k.1.6 . para s > k. Nota Se ⎧ ⎨ g1 (t) f (t) = g (t) ⎩ 2 g3 (t) se se se 0≤t<a a≤t <b t ≥b ˜ entao f (t) = g1 (t) [1 − Ua (t)] + g2 (t) [Ua (t) − Ub (t)] + g3 (t)Ub (t) 25 / 36 (Cap I .

x2 [. para todo b > 0. x x + 1. n. 1]: 1 1 f (x) = .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. A convolucao de f e ¸˜ ı ¸˜ ´ g e denotada e definida para t ≥ 0 por: (f ∗ g)(t) = t 0 f (t − u)g(u) du Exemplo 1 cos(t) ∗ sin(t) = cos(u) sin(t −u) du = 2 0 t t 0 sin(t)−sin(2u −t) du t 1 t sin(t) 1 = u sin(t) + cos(2u − t) = 2 2 2 0 Exerc´cio ı Ver exerc´cio: 20 da Ficha no 1. · · · . se f e cont´nua em cada sub-intervalo da forma ]a.6 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 28 / 36 . x = 0. ]x1 . · · · .Transformada de Laplace 27 / 36 Definicao ¸˜ Sejam f e g funcoes seccionamente cont´nuas. i = 1. Observacao ¸˜ Uma funcao e seccionalmente cont´nua em [0. i = 1.6 . ı (Cap I . ]xn . n com a ≤ x1 < x2 < · · · < xn−1 < xn ≤ b. x ≥ 0 2 f (x) = 0. ı Exerc´cio ı ˜ Averigue se as seguintes funcoes sao seccionalmente cont´nuas no ´ ¸˜ ı intervalo [−1. b] excepto possivelmente num numero finito de ´ ´ pontos xi . +∞[ se for ¸˜ ´ ı seccionalmente cont´nua em [0. b]. x < 0 (Cap I . · · · .Transformada de Laplace Definicao ¸˜ Uma funcao f diz-se seccionalmente cont´nua no intervalo [a. b[. e ı ˜ se sao finitos os limites laterais em cada ponto xi .1. x1 [. b]. se ¸˜ ı for definida em [a.

n = 1. . f (t − a)Ua (t) (f ∗ g) (t) = 0 (Cap I .Transformada de Laplace t n F (s) = L{f (t)} 1 s n! sn+1 k 2 + k2 s s s2 + k 2 F (s − a) +∞ s F (u)du F (s) dsn n (−1) nd sn F (s) − sn−1 f (0) − . . 2. . . . f (n) (t). .6 .1. .Transformada Tabela de Transformadas de Laplace de Laplace f (t) 1 t n . . 3. 21 e 22 da Ficha no 1. . onde G(s) = L{g(t)} 29 / 36 f (t − u)g(u)du Exerc´cios ı 1 Determine: 1 2 L{2t 3 } L{sin(2t)} L cos(4t) +1 2 3 4 5 L{tet } L{t 2 et } +∞ 2 3 sin(x) dx x 0 Ver exerc´cios: 19. 3. 3.6 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 30 / 36 . ı Calcule (Cap I . − f (n−1) (0) e −as F (s) F (s)G(s). sin(kt) cos(kt) e at f (t) f (t) t t f (t). . n = 1. . 2. n = 1. 2.

28.7 . 27. Notas 1 ´ E imediato verificar que L−1 {αF (s) + βG(s)} = αL−1 {F (s)} + βL−1 {G(s)} ´ A tabela de transformadas de Laplace tambem pode servir para calcular L−1 {F (s)} 2 (Cap I . 26.Transformada inversa de Laplace Definicao ¸˜ A funcao f (t) diz-se uma transformada inversa de Laplace da ¸˜ funcao F (s) se verificar a igualdade L{f (t)} = F (s).1.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 32 / 36 .Transformada inversa de Laplace 31 / 36 Exemplo L−1 8 12 + 2 s4 s +4 = 2L−1 6 s4 + 4L−1 2 s2 + 4 = 2t 3 + 4 sin(2t) Exerc´cio ı 1 2 e−s 2 1 + Calcule L { 2 + }.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. s + 1 (s − 1)2 s Ver exerc´cio: 25.7 . ı −1 (Cap I . Neste caso ¸˜ escreve-se f (t) = L−1 {F (s)}. 29 e 30 da Ficha no 1.

8 . lineares ¸˜ ` ¸˜ Processo de resolucao da equacao ¸˜ ¸˜ y (n) + an−1 y (n−1) + . + a1 y + a0 y = b(t) ` sujeita as condicoes iniciais ¸˜ y(0) = y0 . y (n−1) (0) = yn−1 (Cap I .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1. · · · . Obtemos: ¸˜ Aplica-se a propriedade da transformada da derivada. dif. ¸˜ y(t) = L−1 {Y (s)} sn−2 y(0) − sn−3 y (0) − · · · − y (n−2) (0) + · · · + a0 Y (s) = B(s) L{y (n) } + an−1 L{y (n−1) } + · · · + a1 L{y } + a0 L{y} = L{b(t)} 2 3 4 (Cap I .Aplicacao da Transformada de Laplace ¸˜ 33 / 36 Passos do processo de resolucao ¸˜ 1 Aplica-se a transformada de Laplace em ambos os membros da equacao e usa-se a propriedade da linearidade. .8 . y (0) = y1 .1. . Obtemos: sn Y (s) − sn−1 y(0) − sn−2 y (0) · · · − y (n−1) (0) + an−1 sn−1 Y (s)− onde Y (s) = L{y(t)} e B(s) = L{b(t)} ` ´ Resolve-se a equacao anterior em ordem a sua variavel Y (s) ¸˜ Calcula-se ´ que e a solucao do problema.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 34 / 36 .Aplicacao da Transformada de Laplace ¸˜ Aplicacao a resolucao de eq.

ı (Cap I . 32 e 33 da Ficha no 1. y(0) = y (0) = 0. caso contrario 3 Ver exerc´cios: 31.Equacoes Diferenciais) ¸˜ 36 / 36 .Equacoes Diferenciais) ¸˜ 1.8 .1. y(0) = −1 e y (0) = 1 2 Resolva o seguinte problema de valor inicial y + y = f (t).Aplicacao da Transformada de Laplace ¸˜ Exerc´cio ı 1 Resolva o problema y + y = 1. onde f (t) = 1. π ≤ t < 2π ´ 0.8 . ı (Cap I .Aplicacao da Transformada de Laplace ¸˜ 35 / 36 Exerc´cio ı 1 Resolva o sistema ⎧ ⎪ dy + z = x ⎪ ⎪ ⎨ dx com y(0) = 1 e z(0) = 1 ⎪ dz ⎪ ⎪ ⎩ + 4y = 0 dx 2 Ver exerc´cio: 34 da Ficha no 1.

Criterios de convergencia ´ ´ 2.Definicoes e exemplos ¸˜ ´ 2.5 . Serie de Taylor e de Maclaurin ´ 2.8 .Series Numericas e de Funcoes ¸˜ ´ Sumario 2.6 . de Mengoli e de Dirichlet ´ ˆ 2.1 .Serie de potencias.Propriedades das series ´ ´ 2.Series absolutamente e simplesmente convergentes ´ ˆ ´ 2.7 .4 .Serie geometrica.2 .Serie de Fourier .3 .´ ´ Cap II .Series alternadas: Criterio de Leibniz ´ 2.

diz-se que a serie tem soma n=1 ´ ˜ un e divergente e que nao Observacao ¸˜ Notemos que u1 = S1 un = Sn − Sn−1 . A un chamamos ´ termo geral da serie.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ . S2 .1 . lim Sn = S.Definicoes e exemplos ¸˜ 3 / 50 Definicao ¸˜ ˜ Se a sucessao S1 . · · · convergir para um numero real S. Sn . diz-se que a serie n→+∞ ´ un e convergente e n=1 escreve-se +∞ un = S n=1 ´ (S diz-se a soma da serie) +∞ ´ ´ Em caso contrario.Definicoes e exemplos ¸˜ Definicao ¸˜ ´ ´ ´ Designa-se por serie numerica ou serie de numeros reais a ´ +∞ n=1 un = u1 + u2 + · · · + un + · · · ´ ˜ ´ onde (un )n∈IN e uma sucessao de numeros reais.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 2. n≥2 4 / 50 ´ ´ (Cap II . · · · . ´ +∞ ´ ´ isto e.1 . Definicao ¸˜ ` ˜ ˜ Chama-se sucessao de somas parciais ou sucessao associada a +∞ ´ serie n=1 ` ˜ un a sucessao (Sn )n∈IN de termo geral n Sn = u1 + u2 + · · · + un = ui i=1 ´ ´ (Cap II .2.

Propriedades das series 5 / 50 Observacao ¸˜ ´ ´ A soma de duas series divergentes pode ser uma serie divergente ou ´ uma serie convergente.´ 2. +∞ 2 Se n=1 un e n=1 +∞ ˜ ´ ˜ vn sao duas series convergentes. entao a serie +∞ +∞ cun converge e n=1 +∞ 4 n=1 cun = c n=1 +∞ un . n=1 C se 2 Seja An = 1 n+1 ˜ e Bn = n + 1 os termos gerais das sucessoes das somas +∞ +∞ ` ´ parciais associadas as series n=1 1 2 an e n=1 +∞ bn . mas e convergente se C = 0. entao n=1 ´ (un ± vn ) e divergente. entao +∞ +∞ n=1 (un ± vn ) converge e n=1 +∞ 3 (un ± vn ) = n=1 un ± n=1 vn Se +∞ n=1 ´ ´ ˜ ´ un e uma serie convergente e c uma constante qualquer.Propriedades das series Propriedades +∞ 1 +∞ Para todo p ∈ IN. n=1 n=1 bn e n=1 (an + bn ) 3 Ver exerc´cios: 1 e 2 da Ficha no 2. ou seja. ı 6 / 50 ´ ´ (Cap II .2 . ´ ´ (Cap II .2 . +∞ Se n=1 ´ un e convergente e n=1 ´ ˜ vn e divergente.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2. n=1 +∞ +∞ un converge sse n=p un converge. +∞ +∞ Determine an e bn . mostre que e divergente a serie ´ C = 0. a ´ ˜ natureza da serie nao depende dos seus p primeiros termos. ´ Estude a natureza das series an . Exerc´cios ı +∞ 1 ´ ´ Sendo C uma constante.

com a = 0. ´ A serie pode escrever-se na forma n=1 ´ a r n−1 onde a e uma ´ ´ constante e. Ver exerc´cios: 3. Proposicao ¸˜ ´ ´ A serie geometrica +∞ n=1 a r n−1 .´ ´ 2. de Mengoli e de Dirichlet Definicao ¸˜ ´ Uma serie +∞ n=1 ´ un diz-se geometrica sse un+1 = run .3 . e o primeiro termo da serie. +∞ ´ ˜ sendo r uma constante. neste caso.Serie geometrica.3 .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ´ 2..Serie geometrica. ı ´ ´ (Cap II . 4 e 5 da Ficha no 2. ∀n ∈ IN. de Mengoli e de Dirichlet Exerc´cio ı 1 ´ ´ Considere a serie numerica 1+ 2 1 2 + 1 4 + 1 8 + . que se designa por razao da serie. ` Estude-a quanto a natureza.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 8 / 50 . 1−r 7 / 50 ´ neste caso a soma e S = ´ ´ (Cap II .. converge sse |r | < 1 e a .

Mostre que a serie n n=1 ´ ´ (Cap II .3 .Serie geometrica.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ´ 2. Neste caso. de Mengoli e de Dirichlet 9 / 50 Definicao ¸˜ ´ A serie +∞ n=1 ´ un diz-se de Mengoli se so se un = an − an+k . . ´ ´ e poss´vel decompor o termo geral da serie na diferenca de dois termos ı ¸ ˜ duma mesma sucessao. com p > 0.´ ´ 2. + ak − k lim an n→+∞ ´ ´ (Cap II .Serie de Dirichlet de ordem p = 1 2 +∞ 1 ´ ´ √ e divergente. k ∈ IN ou seja. A np n=1 Teorema ´ ´ ´ A serie de Dirichlet de ordem p e convergente quando p > 1 e e divergente quando p ≤ 1. ´ Exemplo . de Mengoli e de Dirichlet Definicao ¸˜ +∞ 1 ´ . . a soma da serie e S = a1 + a2 + .3 . Proposicao ¸˜ ´ Uma serie de Mengoli +∞ n=1 ´ (an − an+k ) e convergente sse existir e for finito o n→+∞ ´ ´ lim an .Serie geometrica. chama-se serie de Dirichlet de ordem p.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 10 / 50 .

Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ 2.Criterios de convergencia 11 / 50 ´ ˆ Teorema . de Mengoli e de Dirichlet Exerc´cio ı +∞ 1 Mostre que n=1 1 ´ ´ ` e uma serie de Mengoli. Observacao ¸˜ Se n→+∞ +∞ ˜ lim an = 0 nao quer dizer que n=1 an seja convergente. entao n→+∞ lim an = 0. 2 Ver exerc´cios: 7.Condicao necessaria de convergencia ¸˜ +∞ ´ ´ Se a serie numerica n=1 ´ ˜ an e convergente. ´ ˆ Corolario . ´ ´ (Cap II . 8 e 9 da Ficha no 2. ı ´ ´ (Cap II .´ ´ 2.Serie geometrica. Estude-a quanto a n2 + n ˆ convergencia.3 .4 .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 12 / 50 .Teste da divergencia Se n→+∞ ˜ ´ ˜ ´ lim an nao existe. ou e diferente de zero entao a serie +∞ ´ numerica n=1 ´ an e divergente.

´ ˆ 2.4 - Criterios de convergencia

Exerc´cio ı
1

´ Estude a natureza das seguintes series:
+∞ +∞

(a)
n=1
2

arctg(n)

(b)
n=1

sin(n)

Ver exerc´cio: 6 da Folha no 2. ı

´ ´ (Cap II - Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ 2.4 - Criterios de convergencia

13 / 50

´ Teorema - 1o Criterio de Comparacao ¸˜
+∞ n=1 +∞
1

Seja

´ ´ ˜ an uma serie numerica de termos nao negativos.
+∞

Se
n=1 +∞

˜ bn for convergente e se bn ≥ an , ∀n ∈ IN, entao

´ an e
n=1 +∞

convergente.
2

Se
n=1

˜ cn for divergente e se 0 ≤ cn ≤ an , ∀n ∈ IN, entao

´ an e
n=1

divergente.

Exerc´cio ı
+∞
1

´ Estude a natureza das series
n=1

4 e 3n + 1

+∞ n=1

1 . n+1
14 / 50

´ ´ (Cap II - Series Numericas e de Funcoes) ¸˜

´ ˆ 2.4 - Criterios de convergencia

´ Teorema - 2o Criterio de Comparacao ¸˜
+∞ n=1 +∞ n=1

Sejam

an e lim

´ ´ ˜ bn series numericas de termos nao negativos, com an = L. n→+∞ bn

bn = 0, tais que
1

+∞

+∞

˜ Se L ∈ IR \{0}, entao Se L = 0, temos:
+∞

an e
n=1 n=1

ˆ bn tem a mesma natureza.
+∞

2

se
n=1
3

˜ bn for convergente entao
n=1 +∞ +∞

´ an e convergente.

Se L = +∞, temos: se
n=1

˜ bn for divergente entao
n=1

´ an e divergente.

´ ´ (Cap II - Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ 2.4 - Criterios de convergencia

15 / 50

Exerc´cio ı
+∞
1

` ˆ ´ Estude quanto a convergencia a serie
n=2

√ n+ n n2 − n

2

Ver exerc´cios: 10 da Ficha no 2. ı

´ ´ (Cap II - Series Numericas e de Funcoes) ¸˜

16 / 50

´ ˆ 2.4 - Criterios de convergencia

´ Teorema - Criterio de Cauchy ou da ra´z ı
Se an ≥ 0 e
1

n→+∞

lim

√ n

an = L ∈ IR , pode-se afirmar que:
+∞

˜ ´ se L < 1, entao a serie
n=1 +∞

´ an e convergente; ´ an e divergente;
n=1

2

˜ ´ se L > 1, entao a serie se L = 1, nada se conclui.

3

Exerc´cio ı
+∞
1 2

` ´ Estude quanto a natureza a serie Ver exerc´cio: 11 da Ficha no 2. ı
n=1

1 [ln(n + 1)]n

´ ´ (Cap II - Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ 2.4 - Criterios de convergencia

17 / 50

´ ˜ Teorema - Criterio de D’Alembert ou da razao an+1 = L ∈ IR , tem-se que Se an > 0 e lim n→+∞ an
+∞ n=1 +∞
2 1

˜ ´ Se L < 1, entao a serie ˜ ´ Se L > 1, entao a serie
n=1

´ an e convergente. ´ an e divergente.

3

Se L = 1, nada se conclui.

Observacao ¸˜ ´ ´ • Utiliza-se o criterio da ra´z quando o termo geral da serie tem expoente n. ı ˆ ´ ˜ ´ • Utiliza-se com frequencia o criterio da razao quando o termo geral da serie ˆ envolve factoriais e potencias.

´ ´ (Cap II - Series Numericas e de Funcoes) ¸˜

18 / 50

(−1)n an = −a1 + a2 − a3 + a4 + .Series alternadas: Criterio de Leibniz 19 / 50 Definicao ¸˜ ˜ ´ Se an > 0. + (−1)n+1 an + . . .5 . ∀n ∈ IN.´ ˆ 2. Exemplo +∞ (−1)n n=1 1 ´ ´ e uma serie alternada. n ´ ´ (Cap II .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 20 / 50 . .Criterios de convergencia Exerc´cio ı 1 ` ˆ ´ Estude quanto a convergencia as series: +∞ +∞ nn n+2 (a) (b) n! n(n + 1) n=1 n=1 2 Ver exerc´cios: 12 e 13 da ficha no 2. ı ´ ´ (Cap II . ´ e a serie n=1 ˜ ´ sao chamadas series alternadas. + (−1)n an + . . . .4 . .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ´ 2. entao a serie +∞ n=1 +∞ (−1)n+1 an = a1 − a2 + a3 − a4 + . .

Series alternadas: Criterio de Leibniz ´ Teorema . ´ ´ (Cap II .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 22 / 50 . Definicao ¸˜ +∞ +∞ an diz-se simplesmente convergente se n=1 +∞ n=1 n=1 an converge e a ´ serie |an | diverge.Criterio de Leibniz +∞ +∞ ´ Uma serie da forma n=1 (−1) n+1 an ou n=1 (−1)n an converge se verificar (comulativamente): • an > 0.6 .´ ´ 2. ı ´ ´ (Cap II .Convergencia absoluta +∞ +∞ Se n=1 +∞ ´ ˜ |an | e convergente entao ´ an e convergente. n=1 +∞ n=1 Definicao ¸˜ an diz-se absolutamente convergente se n=1 |an | converge. ∀n ∈ IN Exerc´cio ı +∞ 1 ´ Estude a natureza da serie n=1 (−1)n 1 .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2.5 . ∀n ∈ IN • lim an = 0 n→+∞ • an > an+1 .Series absolutamente e simplesmente convergentes 21 / 50 ˆ Teorema . n 2 Ver exerc´cios: 14 da ficha no 2.

+∞ ´ • Se x0 = 0 a serie toma a forma +∞ an x n . n2 Ver os exerc´cios: 15. Serie de Taylor e de Maclaurin 23 / 50 Definicao ¸˜ ´ ´ ˆ Chama-se serie de potencias em (x − x0 ) a uma serie de funcoes ¸˜ +∞ da forma n=0 ˜ an (x − x0 )n . existem series de ˆ potencias na forma n=0 ´ an [φ(x)]n . 16. Exerc´cio ı +∞ 1 ´ Mostre que a serie +∞ n=1 (−1)n 1 ´ e simplesmente convergente. Observacao ¸˜ ´ • Para cada concretizacao da variavel x por uma constante ¸˜ ´ ´ obtemos uma serie numerica. 18 e 19 da Ficha no 2.Serie de potencias.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 24 / 50 .7 . uma vez que passamos a ter series de termos positivos. n ´ mas a serie n=1 2 (−1)n 1 ´ e absolutamente convergente.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2. ı ´ ´ (Cap II . com x0 constante e (an ) uma sucessao conhecida.´ 2. ¸˜ ´ ´ (Cap II .6 . onde φ e uma funcao de x.Series absolutamente e simplesmente convergentes Observacao ¸˜ ´ ´ ˜ ´ ´ Os criterios atras referidos sao tambem utilizados nas series dos ´ ´ modulos. n=0 ´ ´ ˆ ´ • Alem das series de potencias em x − x0 e x. 17.

an (x − x0 )n n=0 ´ e convergente em qualquer ´ ´ (Cap II . ı ´ ´ (Cap II . e convergente. n 3n n=1 2 Ver exerc´cios: 20 e 21 da Ficha no 2.7 .7 . x0 + r [ e divergente nos pontos x dos intervalos ] − ∞. Serie de Taylor e de Maclaurin 25 / 50 Teorema Se 1 n→+∞ lim an = r ou lim n→+∞ an+1 IR + . Entao: |an | converge para cada ponto x Se r ∈ ´ a serie n=0 an (x − x0 )n em ]x0 − r . a serie x ∈ IR. Serie de Taylor e de Maclaurin Observacao ¸˜ ˆ ´ Os testes mais usados para estudar a convergencia das series de ˆ ˜ ˜ potencias sao os teste da razao e o teste da raiz.´ ˆ ´ 2. +∞[ .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 26 / 50 . 2 ´ Se r = 0. x0 − r [ e ]x0 + r .Serie de potencias. +∞ an (x − x0 )n n=0 +∞ converge apenas no ponto 3 ´ Se r = +∞.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2. a serie x = x0 . Exerc´cio ı 1 ´ ˆ Determine os valores de x para os quais a serie de potencias +∞ n n n+1 2 x ´ (−1) .Serie de potencias. +∞ n 1 ˜ = r .

Exemplo ´ ´ Considere a ”serie geometrica” +∞ n=0 x n .7 . e convergente. para determine os valores de x para os +∞ n n n+1 2 x ´ ˆ ´ quais a serie de potencias (−1) . n 3n n=1 ´ ´ (Cap II .´ ˆ ´ 2.Serie de potencias. quando r = 0. ´ ´ (Cap II . Serie de Taylor e de Maclaurin 27 / 50 Definicao ¸˜ ˆ A r chamamos raio de convergencia e ao conjunto de todos os valores ´ ´ ˆ de x onde a serie e convergente chamamos intervalo de convergencia.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2. Serie de Taylor e de Maclaurin Observacao ¸˜ ˜ ˜ ˆ O teorema nao esclarece a questao da convergencia nos pontos x0 − r e x0 + r . com x ∈ IR.Serie de potencias.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 28 / 50 . Exerc´cio ı ´ Utilize as formulas do raio. Determine o intervalo ˆ de convergencia e a sua soma.7 .

. ˜ ´ entao a serie diz-se desenvolvimento(representacao) da funcao f ¸˜ ¸˜ ´ ˆ em serie de potencias de x − x0 no intervalo I. Se x ∈]x0 − r . x0 + r [ entao 1 f (x ) = [an (x − x0 )n ] = +∞ x x0 n an (x − x0 )n−1 +∞ n f (t) dt = x0 n=0 an (t − x0 ) dt = n=0 an (x − x0 )n+1 n+1 Exerc´cio ı ´ ˆ Determine uma representacao em serie de potencias de f (x ) = ln(1 − x ) se ¸˜ |x | < 1. isto e. . ´ ˆ Exemplo: representacao de f (x ) = 1/(1 − x ) em serie de potencias de x ¸˜ 1 = 1−x +∞ n=0 xn = 1 + x + x2 + x3 + · · · .´ ˆ ´ 2.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2. Serie de Taylor e de Maclaurin 29 / 50 Teorema Suponhamos que +∞ n=0 +∞ ´ ´ ˆ an (x − x0 )n e uma serie de potencias com raio de ˆ ˜ convergencia r nao nulo e seja f uma funcao definida por ¸˜ f (x ) = n=0 +∞ n=0 x 2 an (x − x0 )n = a0 + a1 (x − x0 ) + a2 (x − x0 )2 + .7 . +∞ n=1 ˜ ˆ para todo o x no intervalo de convergencia. +∞ f (x) = n=0 an (x − x0 )n . ´ ´ (Cap II . ∀x ∈ I. ∀x ∈ ]−1.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 30 / 50 . 1[ ´ ´ (Cap II .7 .Serie de potencias. Serie de Taylor e de Maclaurin Definicao ¸˜ ´ ` ´ Se para cada x no intervalo I o valor f (x) e igual a soma da serie +∞ n=0 ´ an (x − x0 )n .Serie de potencias.

Serie de potencias.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 32 / 50 .7 . . tambem se chama serie de MacLaurin de f . entao f (n) (x0 ) . f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) + 2! n! ´ chama-se serie de Taylor da funcao f em torno de x0 .7 . . Serie de Taylor e de Maclaurin 31 / 50 Teorema ´ Se f e uma funcao tal que f (x ) = ¸˜ +∞ n=0 an (x − x0 )n para todo x ˜ pertencente a um intervalo aberto contendo x0 .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2.Serie de potencias. . entao a serie de ¸˜ ˆ potencias f (x0 ) f (n) (x0 ) 2 (x − x0 ) + . an = n! ∀n ∈ IN. ¸˜ ´ ´ Quando x0 = 0. Serie de Taylor e de Maclaurin Definicao ¸˜ ´ ˜ ` ´ Se f uma funcao indefinidamente derivavel em x0 . ´ ´ (nenhuma serie distinta da sua serie de Taylor pode representar a ´ funcao f em serie de potencias de x − x0 ) ¸˜ ´ ´ (Cap II . Exemplo ´ Determine a serie de Maclaurin para f (x) = ex . . ´ ´ (Cap II . + (x − x0 )n + .´ ˆ ´ 2.

x0 (x ) chamamos Resto de Lagrange de ordem n.x0 (x) f (n+1) (c) (x − x0 )n+1 .´ ˆ ´ 2.x0 (x). .x0 (x ) = (n + 1)! A Rn. n→+∞ ´ ´ (Cap II . ¸˜ ´ Ao polinomio f (x0 ) f (n) (x0 ) 2 Pn.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 34 / 50 . .x0 (x) = f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) + (x − x0 ) + . entao +∞ f (x ) = n=0 f (n) (x0 ) (x − x0 )n .Serie de potencias.x0 (x ) = 0. Serie de Taylor e de Maclaurin Definicao ¸˜ ´ ` Seja f uma funcao que admite derivadas ate a ordem n em x − x0 . que sera tanto menor quanto maior for o numero ´ de parcelas do Pn. tambem se chama polinomio de Maclaurin de ordem n de f (x). n! ∀x ∈ I ´ se e so se. centrado em x0 . ´ ´ Quando x0 = 0. ´ ´ (Cap II . Serie de Taylor e de Maclaurin 33 / 50 Teorema (de Taylor) ´ ` Seja f uma funcao que admite derivadas ate a ordem n + 1 num intervalo ¸˜ ˜ ´ ´ ´ aberto I que contenha x0 . + (x − x0 )n 2! n! ´ chama-se polinomio de Taylor de ordem n de f (x) em x0 .7 . onde Rn.7 . para algum c entre x0 e x .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2. Entao para qualquer x ∈ I e valida a formula f (x) = Pn. Observacao ¸˜ ´ Quando se aproxima a funcao f pelo seu polinomio de Taylor ¸˜ ´ comete-se um erro. ˆ ´ Teorema: Convergencia da serie de Taylor ´ Se f e uma funcao que admite derivadas de todas as ordens num intervalo ¸˜ ˜ aberto I. temos lim Rn.Serie de potencias. ∀x ∈ I.x0 (x) + Rn.

n! ∀x ∈ I ´ se bem que serie possa convergir (para outra funcao). . Serie de Taylor e de Maclaurin Observacao: ¸˜ ˜ ˜ ˜ ´ Se nao se verificar que lim Rn. mas nao temos que f (x) = f (0) + f (0)(x − 0) + f (0) f (n) (0) (x − 0)2 + . + (x − 0)n . e f (x) = 0 ∀x = 0) N ´ ´ (Cap II . entao f nao tem desenvolvimento em serie de n→+∞ Taylor em torno de x0 . . ∀x ∈ I 2! n! (Nota: f (n) (0) = 0. . .Serie de potencias. Serie de Taylor e de Maclaurin Observacao: ¸˜ ˜ Se nao existir um intervalo aberto I que contenha x0 tal que. ¸˜ Exemplo ´ A serie de Taylor da funcao ¸˜ −1 f (x) = sin(x) ⎩ 1 ⎧ ⎨ se se se 3 x < −2π 3 −2π ≤ x ≤ 3π 2 x > 3π 2 ´ ˜ e convergente para todo o x em I = IR. entao nao e n→+∞ +∞ verdade que f (x ) = n=0 f (n) (x0 ) (x − x0 )n .Serie de potencias. ∀x ∈ I. + (x − 0)n .´ ˆ ´ 2. . .7 .x0 (x ) = 0. f (x) = f (0) + f (0)(x − 0) + f (0) f (n) (0) (x − 0)2 + . . ∀x ∈ IR 2! n! 35 / 50 ´ ´ (Cap II .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2.7 .Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 36 / 50 . . . ∀n ∈ I .x0 (x) = 0. nao existe um intervalo aberto I que contenha x0 = 0 tal que. ˜ ˜ ´ lim Rn. . Exemplo Para a funcao ¸˜ f (x) = e − 1 2 x 0 se x = 0 se x = 0 ˜ que tem derivadas de todas as ordens em IR. ∀x ∈ I.

Serie de potencias. f (x0 ) + f (x0 )(x − x0 ) + 2! n! 2 3 4 ˆ ´ Determinar o intervalo I de convergencia da serie Mostrar que lim Rn. .´ ˆ ´ 2. f (n) (x0 ). ´ ´ (Cap II . .7 . . 25.Serie de potencias.7 . . f (x0 ).x0 (x ) = 0. ∀x ∈ IR n! e Ver exerc´cios: 22. 26.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 38 / 50 . ı ´ ´ (Cap II . 27. . 23. . 28. Serie de Taylor e de Maclaurin 37 / 50 Exerc´cio ı +∞ 1 Mostre que e = +∞ x sin(x) = n=0 2 (−1)n x . . . + (x − x0 )n + . . f (x0 ).Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ ˆ ´ 2. ∀x ∈ IR (2n + 1)! n=0 2n+1 xn . 29 e 30 da Ficha no 2. 24. . . ´ Formar a serie de Taylor: f (x0 ) f (n) (x0 ) 2 (x − x0 ) + . n→+∞ ∀x ∈ I. Serie de Taylor e de Maclaurin Processo para determinar o desenvolvimento de uma funcao f ¸˜ ´ em serie de Taylor em torno de x0 (caso exista) 1 Calcular as derivadas de todas as ordens de f em x0 : f (x0 ).

1 L nπx bn = f (x) sin dx.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2. L −L L A an e bn chamamos coeficientes de Fourier de f .8 . cos x e tgx sao funcoes periodicas. 1 an = L L −L +∞ an cos n=1 nπx L + bn sin nπx L f (x) cos nπx L dx. L[. ı Exemplos 1 ˜ ´ sin x. Chama-se serie de Fourier de f a serie 1 a0 + 2 onde.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 40 / 50 . n ≥ 1. ´ ´ (Cap II .Serie de Fourier Definicao ¸˜ ´ ´ Dizemos que a funcao f e periodica se existir T ∈ IR tal que ¸˜ f (x + T ) = f (x). x + T ∈ Df .Serie de Fourier 39 / 50 Definicao ¸˜ ´ ´ Seja f : IR → IR uma funcao periodica com per´odo 2L e integravel ¸˜ ı ` ´ ´ em [−L. ¸˜ f (x) = sin nπx L tem per´odo (fundamental) igual a ı 2L n 2 ´ ´ (Cap II . Ao menor T > 0 chamamos per´odo (fundamental) de f .8 . ∀x. n ≥ 0.´ 2.

i = 1.8 . para o 1 valor f (x + ) + f (x − ) . se f e cont´nua no ponto x temos: ¸˜ ı 1 f (x ) = a0 + 2 +∞ an cos n=1 nπx L + bn sin nπx L ´ ´ (Cap II .´ 2. x1 [. Observacao ¸˜ ´ Toda a funcao cont´nua e seccionalmente cont´nua. 2 ´ Isto e. · · · . n com ´ ´ a ≤ x1 < x2 < · · · < xn−1 < xn ≤ b. b] excepto possivelmente num numero finito de pontos xi . x2 [.Serie de Fourier 41 / 50 Teorema de Fourier Seja f : IR → IR uma funcao seccionalmente dif. ]xn . e se sao finitos os limites laterais em cada ponto xi .8 . ı ´ ´ (Cap II . com per´odo 2L. se f e cont´nua em cada ı ˜ sub-intervalo da forma ]a. b]. ¸˜ ı ˜ ´ Entao a serie de Fourier de f converge. em cada ponto x. ¸˜ ı ı Definicao ¸˜ ´ ´ Dizemos que uma funcao f e seccionalmente diferenciavel se f e a ¸˜ sua derivada forem seccionalmente cont´nuas.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2.Serie de Fourier Recordemos que uma funcao f diz-se seccionalmente cont´nua no ¸˜ ı intervalo [a.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 42 / 50 . ]x1 . · · · . n. 1 1 a0 + +∞ an cos nπx + bn sin nπx = f (x + ) + f (x − ) n=1 2 L L 2 Notacao: f (x + ) = lim+ f (x + h) e f (x − ) = lim f (x + h) ¸˜ h→0 h→0− Nota ´ Nas condicoes anteriores. se for definida em [a. · · · . i = 1. b[.

0. ı Propriedades 1 ´ A soma de duas funcoes pares e uma funcao par.8 . ¸˜ ı 2 3 ´ ´ (Cap II .Serie de Fourier 43 / 50 Definicao ¸˜ ´ ˜ Seja f uma funcao real de variavel real. 0 ≤ x < π f (x) = e f (x + 2π) = f (x). −π ≤ x < 0 ˜ ´ ´ Tendo em conta 1) obtenha uma expressao em serie numerica para π Ver exerc´cios: 31. e a soma de ¸˜ ¸˜ ´ duas funcoes ´mpares e uma funcao ´mpar. ¸˜ ı ¸˜ ´ O produto de uma funcao par por uma funcao ´mpar e uma ¸˜ ¸˜ ı funcao ´mpar.´ 2. ¸˜ ı ¸˜ ı ´ O produto de duas funcoes pares e uma funcao par. ı 2 3 ´ ´ (Cap II . e o produto ¸˜ ¸˜ ´ de duas funcoes ´mpares e uma funcao par.8 . ∀x ∈ Df ∀x ∈ Df 2 f diz-se ´mpar sse f (−x) = −f (x).Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 44 / 50 . 32 e 33 da Ficha no 2.Serie de Fourier Exerc´cio ı 1 ´ Determine a serie de Fourier da funcao f tal que ¸˜ 1.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2. Entao: ¸˜ 1 f diz-se par sse f (−x) = f (x).

L]. entao an = 0.8 . n ≥ 1 ´ ´ ´ (a serie de Fourier de f e uma serie de cossenos).Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2. n ≥ 0. L]. n ≥ 0. ´ ´ Se f : IR → IR e uma funcao ´mpar com per´odo 2L. integravel e ¸˜ ı ´ ˜ absolutamente integravel em [−L.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ . −L −L ´ ´ (Cap II . entao ¸˜ L f (x) dx = 2 0 L L f (x) dx. integravel e ¸˜ ı ı ´ ˜ absolutamente integravel em [−L. L[. L[.Serie de Fourier 45 / 50 Propriedade 1 2 ´ Se f : IR → IR for uma funcao par com per´odo 2L. 46 / 50 ´ ´ (Cap II . e 2 L nπx bn = f (x) sin dx.8 . entao ¸˜ ı f (x) dx = 0. 2 ´ ´ ˜ Se f : IR → IR e uma funcao ´mpar integravel em [−L. L 0 L e bn = 0.Serie de Fourier Propriedades 1 ´ ´ ˜ Se f : IR → IR e uma funcao par integravel em [−L.´ 2. entao 2 L nπx an = f (x) cos dx. n ≥ 1 L 0 L ´ ´ ´ (a serie de Fourier de f e uma serie de senos).

valido nos pontos x ∈ ]0.8 . ı ´ ´ (Cap II . L] −→ IR em serie de senos 1 2 Construir o ”prolongamento ´mpar” ı ⎧ ⎨ −f (−x ) 0 fI (x ) = ⎩ f (x ) +∞ de f ao intervalo [−L. ¸˜ ´ ´ diferenciavel f : [0.Serie de Fourier Processo para fazer o desenvolvimento de uma funcao sec. L[ onde f e cont´nua.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 48 / 50 . ¸˜ ´ ´ diferenciavel f : [0. L[ onde f e cont´nua. fP (x ) = f (−x ) se −L ≤ x < 0 f (x ) se 0≤x <L +∞ 2 ´ ˜ ´ Construir a serie de fourier da ”extensao 2L-periodica” de fP (x ). bn sin n=1 nπx L 3 ˜ Conclusao: f (x ) = +∞ bn sin n=1 nπx L ´ ´ sendo o desenvolv. valido nos pontos x ∈ ]0. 1 a0 + 2 an cos n=1 +∞ nπx L 3 ˜ Conclusao: 1 f (x ) = a0 + 2 an cos n=1 nπx L ´ ´ sendo o desenvolv. ı ´ ´ (Cap II .´ 2.Serie de Fourier 47 / 50 Processo para fazer o desenvolvimento de uma funcao sec. se −L ≤ x < 0 se x =0 se 0<x <L ´ ˜ ´ Construir a serie de fourier da ”extensao 2L-periodica” de fI (x ).8 . L[. L[. L] −→ IR em serie de cossenos 1 Construir o ”prolongamento par” de f ao intervalo [−L.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2.

Determine a serie de Fourier de L + x. −L ≤ x ≤ L. ı 2 ´ ´ (Cap II . periodica de per´odo 2L.8 . 1 2 3 ´ Determine a serie de Fourier de f .8 . π2 ´ ´ . definida por ı ´ f (x) = x. para −L ≤ x < L.Serie de Fourier Exerc´cios ı 1 ´ Seja f : IR −→ IR.´ 2. Ver exerc´cios: 34 e 35 da Ficha no 2.Serie de Fourier 49 / 50 Exerc´cios ı 1 ´ Seja f (x) = x. Escreva uma serie numerica que seja convergente para 6 ´ ´ (Cap II . Determine a serie de Fourier de f . definida por ı L − x. periodica de per´odo 2L.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ ´ 2. periodica de per´odo 2L. Escreva f como uma serie de senos. ´ Seja f : IR −→ IR. 0 ≤ x < L ´ f (x) = . 0 < x ≤ π. definida por ı f (x) = x 2 . −L ≤ x < 0 f.Series Numericas e de Funcoes) ¸˜ 50 / 50 . 2 ´ Seja f : IR −→ IR.

  .

´ ´ Cap III - Topicos de Analise Complexa

´ Sumario
3.1- Numeros Complexos ´ 3.2- Funcoes Complexas ¸˜ 3.3- Funcoes Holomorfas ¸˜ ´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜ ˆ 3.5- Teorema de Cauchy e suas consequencias 3.6- Transformadas de Fourier

3.1- Numeros Complexos ´

Definicao ¸˜
´ ´ Dizemos que z ∈ C esta escrito na forma algebrica se z = x + yi, com x, y ∈ IR ´ - x = Re(z) e a parte real de z, ´ ´ - yi e a parte imaginaria de z, ´ ´ - y = Im(z) e o coeficiente da parte imaginaria de z ´ ´ - Se x = 0 e y = 0, z = 0 + yi e imaginario puro. ˜ ´ - Se y = 0 entao z = x + 0i e real Igualdade de Complexos x + yi = a + bi ⇔ x = a ∧ y = b

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa) 3.1- Numeros Complexos ´

3 / 52 ´ Representacao geometrica e vectorial de numeros complexos ¸˜ ´

´ Representacao geometrica de numeros complexos ¸˜ ´
Considere-se o complexo z = a + bi

´ ´ . P(a, b) e a representacao geometrica (ou afixo) de z = a + bi ¸˜ − → ´ . OP ≡ (a, b) e a representacao vectorial de z = a + bi ¸˜ √ − → ´ ´ ˆ ` . O modulo de z e a distancia de P a origem, i.e, |z| = OP = a2 + b2

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa)

4 / 52

3.1- Numeros Complexos ´

´ Representacao geometrica e vectorial de numeros complexos ¸˜ ´

´ ´ ´ . O conjugado e a imagem simetrica em relacao ao eixo Ox e o simetrico ¸˜ ´ ´ e a imagem simetrica em relacao a origem. Geometricamente temos: ¸˜ `

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa) 3.1- Numeros Complexos ´

5 / 52 ´ Representacao geometrica e vectorial de numeros complexos ¸˜ ´

Operacoes com complexos ¸˜
Adicao de Complexos ¸˜ (x + yi) + (a + bi) = (x + a) + (y + b)i Multiplicacao de Complexos ¸˜ (x + yi).(a + bi) = (xa − yb) + (xb + ya)i ˜ Divisao de Complexos z1 z1 z 2 z1 z 2 = = z2 z2 z 2 |z2 |2

ˆ Potencias de base i, n ∈ IN in = ir ,

˜ com r=resto da divisao de n por 4

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa)

6 / 52

isto e. ´ ´ ´ (Cap III . ´ ´ (Cap III . π]. Se θ ∈]0.r cis(α) = ρr cis(θ + α) (multiplicacao) ¸˜ . |z| = ρ . chamamos argumento positivo m´nimo. ´ ´ Podemos concluir que z = a + bi e tal que a = ρ cos(θ) e b = ρ sin(θ) e portanto z = ρ(cos(θ) + i sin(θ)) := ρcis(θ) ´ a esta representacao do numero z chama-se representacao trigonometrica ¸˜ ¸˜ ´ do numero complexo z. o argumento de z e a medida em radianos do angulo (Ox.Numeros Complexos ´ ´ Representacao trigonometrica de um numero complexo ¸˜ ´ ´ Forma trigonometrica de um numero complexo ´ ˜ ´ ´ Seja z um numero complexo (nao nulo) cuja imagem geometrica e P. OP). chamamos argumento principal ı .Topicos de Analise Complexa) 8 / 52 . ρcis(θ). Ao par (ρ.1. O simetrico de z e −z = ρcis(θ + π) ´ ´ ´ .Topicos de Analise Complexa) 3.Numeros Complexos ´ ´ Representacao trigonometrica de um numero complexo ¸˜ ´ 7 / 52 Observacoes: ¸˜ ˙ ˙ ´ ˆ . O conjugado de z e z = ρcis(−θ) . Se θ ∈] − π.1. e representamos por θ. 2π]. ρcis(θ) = r cis(α) ⇔ ρ = r ∧ θ = α + 2kπ (igualdade de complexos) ρcisθ ρ ˜ = cis(θ − α) (divisao) rcisα r ´ ´ . θ) chamamos as coordenadas polares de P ´ . O modulo de z e ρ.3.

3.1. de ´ndice ı ı ´ n de um complexo z. determine z na forma trigonometrica e o valor de n.Topicos de Analise Complexa) 10 / 52 .n − 1 (radiciacao ) ¸˜ ´ As imagens geometricas das n ra´zes de ´ndice n de z = ρcis(θ).Numeros Complexos ´ ´ Representacao trigonometrica de um numero complexo ¸˜ ´ 9 / 52 Exerc´cio: ı 1 Em C. (ρcis(θ)) = ρn cis(nθ) (potenciacao) ¸˜ .1. k = 0. com n > 2.Numeros Complexos ´ ´ Representacao trigonometrica de um numero complexo ¸˜ ´ ´ Fomulas de De Moivre . determine o valor de i ˜ (c) Sabendo que z1 e z2 = iz1 sao duas ra´zes. · · · . ı ı ˜ ´ ˆ sao os vertices de um poligono regular de n lados inscritos na circunferencia √ de centro na origem e raio n ρ. 1. 2. ´ ´ (Cap III . consecutivas. 3 e 4 da Ficha no 3. o conjunto dos numeros complexos. ı ´ ´ (Cap III . n n ρcis(θ) = √ n ρcis θ + 2kπ n . (d) Comente a seguinte igualdade: (iz1 ) 2 3n + −1−i 2 √ 3 3n =2 Ver exerc´cios: 1. (a) Sem utilizar a calculadora.Topicos de Analise Complexa) 3. considere z1 = cis ´ π 6 2 i × (z1 )6 − 1 .

Numeros Complexos ´ Figuras Planas definidas por condicoes de C ¸˜ 11 / 52 Exterior de c´rculo de centro Z0 e raio r > 0 −→ |z − z0 | > r ı Semirecta com origem em : .3.Numeros Complexos ´ Figuras Planas definidas por condicoes de C ¸˜ ˆ Circunferencia de centro Z0 e raio r > 0 −→ |z − z0 | = r C´rculo de centro Z0 e raio r > 0 −→ |z − z0 | ≤ r ı ´ ´ (Cap III .1.1.Topicos de Analise Complexa) 3. 0 −→ arg(z) = θ ´ ´ (Cap III .Topicos de Analise Complexa) 12 / 52 . Z0 −→ arg(z − z0 ) = θ .

Superior −→ |z − z1 | ≤ |z − z2 | .Numeros Complexos ´ Figuras Planas definidas por condicoes de C ¸˜ 13 / 52 Recta: Mediatriz do segmento [Z1 Z2 ] −→ |z − z1 | = |z − z2 | Semiplano com origem mediatriz de [Z1 Z2 ] . Inferior −→ |z − z1 | ≥ |z − z2 | ´ ´ (Cap III .Numeros Complexos ´ Figuras Planas definidas por condicoes de C ¸˜ ˆ ´ Angulo de vertice Z0 −→ α ≤ arg(z − z0 ) ≤ α + θ Recta que passa por Z0 −→ arg(z − z0 ) = θ ∨ arg(z − z0 ) = θ + π ´ ´ (Cap III .3.1.1.Topicos de Analise Complexa) 14 / 52 .Topicos de Analise Complexa) 3.

y) (abreviadamente f = u + iv ) e v (x. Definam-se u : Ω∗ ⊆ IR2 −→ IR e v : Ω∗ ⊆ IR2 −→ IR por u(x. y) + iv (x. z −→ w = f (z) ´ ´ (Cap III . (b) Defina. ı Seja f : Ω ⊆ C −→ C e Ω∗ = {(x. y) ∈ IR2 : x + yi ∈ Ω}. 7.Topicos de Analise Complexa) Ver exerc´cios: 6.2. y) = Im (f (x + yi)) . O ponto A e a imagem geometrica de uma das ra´zes cubicas de ı ´ 8i.3. A recta r e a bissectriz dos quadrantes ´mpares ı ´ ´ . 8 e 9 da Ficha no 3. A circunferencia tem centro na origem e raio 2 ´ . por uma condicao em C. ı 3.Numeros Complexos ´ Figuras Planas definidas por condicoes de C ¸˜ Exerc´cio: ı 1 ` Relativamente a figura sabe-se que: ˆ . 2 ´ ´ (Cap III . a zona sombreada. e a f (Ω) = {f (z) : z ∈ Ω} chama-se ı contradom´nio de f .Funcoes Complexas ¸˜ 15 / 52 Definicao ¸˜ ´ ˆ Chama-se funcao complexa de variavel complexa a toda a correspondencia f ¸˜ definida num subconjunto Ω de C e com valores em C. isto e.1. que inclui a ¸˜ fronteira. (1 + i)4 ´ (a) Mostre que a imagem geometrica do numero w = √ se ´ 2 3cis − π 4 ˆ situa no interior da circunferencia e sobre a recta r . y) = Re (f (x + yi)) tem-se w = f (z) = f (x + yi) = u(x. que associa a cada ´ ´ ponto z ∈ Ω um e um so ponto w = f (z) ∈ C. f : Ω ⊆ C −→ C Ao conjunto Ω chama-se dom´nio de f .Topicos de Analise Complexa) 16 / 52 .

isto e z = x + yi = |z|(cos(θ) + i sin(θ)) = |z|e iθ . w ∈ C tem-se: 1 2 3 4 5 6 ez = 0 ez+w = ez . ¸˜ ez+2kπi = ez .ew ez = ez |ez | = eRe(z) arg (ez ) = Im(z) + 2kπ. k ∈ Z Z ´ ´ ´ a funcao exponencial e periodica de periodo 2πi.Topicos de Analise Complexa) 3.2. uma ¸˜ ´ ˆ circunferencia de centro z0 ∈ C e raio r > 0 pode caracterizar-se por C(z0 . k ∈Z Z ´ ´ (Cap III .Topicos de Analise Complexa) 18 / 52 .3.2. ´ ´ Esta representacao dos numeros complexos e util. que permite escrever um numero ˜ ´ complexo nao nulo na forma exponencial. isto e. 0 ≤ θ < 2π ´ ´ (Cap III . ¸˜ conhecida por Identidade de Euler. em particular ez = 1 ⇐⇒ z = 2kπi. Por exemplo.Funcoes Complexas ¸˜ Exemplos de funcoes complexas ¸˜ Funcao Exponencial ¸˜ ez = ex+yi = ex (cos(y) + i sin(y)) Observacao: ¸˜ Da definicao anterior destaca-se a identidade e iy = cos(y) + i sin(y). com θ = arg(z). r ) = z ∈ C : z = z0 + reiθ .Funcoes Complexas ¸˜ Exemplos de funcoes complexas ¸˜ 17 / 52 Propriedades funcao exponencial ¸˜ Para z.

¸˜ sin(z) = i Exerc´cio: ı Ver exerc´cios: 10.Funcoes Complexas ¸˜ Exemplos de funcoes complexas ¸˜ Ramo principal do logaritmo Log(z) = log(|z|) + iarg(z). assim por ¸˜ exemplo as equacoes ¸˜ cos(z) = 3 e tem solucao em C. π] ˜ Notemos que se z ∈ IR+ entao Log (logaritmo complexo) coincide com log (logaritmo real).3.2. as funcoes seno e cosseno sao ilimitadas. pois Log(z) = log(|z|) + i arg(z) = log(z) 0 Exerc´cio: ı Determine o valor de Log(−1) e Log(i + 1) ´ ´ (Cap III .2. defina-se em C \ {0} a funcao potencia ¸˜ z −→ z α = eαLog(z) ´ Funcoes trigonometricas ¸˜ eiz − e−iz sin(z) = 2i e eiz + e−iz cos(z) = 2 ˜ Notemos que em C.Topicos de Analise Complexa) 20 / 52 . ı ´ ´ (Cap III . com arg(z) ∈] − π. 14 e 15 da Ficha no 3.Topicos de Analise Complexa) 3. 12. 11. 13.Funcoes Complexas ¸˜ Exemplos de funcoes complexas ¸˜ 19 / 52 ˆ Funcao potencia ¸˜ Para o ramo principal do logaritmo.

y) sao continuas em (x0 . ¸˜ f (z) = f (x + yi) = u(x. y0 ). y) e seja z0 = x0 + iy0 um ponto ˜ de Ω. Entao lim f (z) = A + Bi sse (x. sin(z) e cos(z) sao continuas em C.Topicos de Analise Complexa) 3. 0 22 / 52 ´ ´ (Cap III . y) = A e z→z0 (x. y) + iv (x. ´ ´ A funcao f e continua em z0 se e so se lim f (z) = f (z0 ). ¸˜ ´ A funcao f diz-se continua em Ω quando e continua em todos os pontos de Ω.Funcoes Complexas ¸˜ Limites e Continuidade 21 / 52 Definicao ¸˜ Seja f : Ω ⊆ C −→ C e z0 ∈ C. ˜ ´ ´ Seja ainda z0 = x0 + iy0 um ponto de Ω. y). quando z tende para z0 e L ∈ C e escreve-se lim f (z) = L se z→z0 ∀ε > 0 ∃δ > 0 : z ∈ Ω ∧ |z − z0 | < δ =⇒ |f (z) − L| < ε. Entao f e continua em z0 se e so se ˜ u(x.y0 ) lim v (x. y) + iv (x.y)→(x0 .Topicos de Analise Complexa) . y) = B Exerc´cio ı Determine o valor de (x.y0 ) Teorema lim u(x.0) lim x 2 y 2 + i(x 2 + y 2 ) ´ ´ (Cap III . y) e v (x.2. ¸˜ z→z0 Teorema Seja f uma funcao definida num subconjunto Ω ⊆ C. ¸˜ ´ Diz-se que o limite de f .Funcoes Complexas ¸˜ Limites e Continuidade Definicao ¸˜ Considere-se a funcao f : Ω ⊆ C −→ C e seja z0 ∈ Ω.2. Observacao: ¸˜ 1 2 ˜ as funcoes ez . ¸˜ Ponha-se f (z) = f (x + yi) = u(x.y)→(0. Seja f uma funcao definida num subconjunto Ω ⊆ C.3. ¸˜ ´ o ramo principal do logaritmo e continuo em C \ IR− .y)→(x0 .

a palavra holomorfa ou anal´tica.3. Observacoes: ¸˜ (i) Valem para as funcoes complexas as propriedades conhecidas para as ¸˜ funcoes reais sobre a derivada da soma. ´ ´ (ii) a funcao diz-se holomorfa em Ω se e diferenciavel em todos os pontos ¸˜ de Ω.Funcoes Holomorfas ¸˜ Definicao ¸˜ ´ ´ (i) A funcao f diz-se diferenciavel em z0 ∈ Ω se existe.Topicos de Analise Complexa) 24 / 52 .. ¸˜ ¸˜ ´ Exerc´cio ı ´ ´ (Cap III . do quociente e da ¸˜ ´ composicao de funcoes diferenciaveis.Funcoes Holomorfas ¸˜ 23 / 52 Teorema ´ ˜ ´ Se f e diferenciavel em z0 entao f e continua em z0 . e e finito. ´ Uma funcao diz-se inteira se e holomorfa em C. do produto.Topicos de Analise Complexa) 3. ´ .3.. mas se a funcao for de variavel complexa. ¸˜ ¸˜ ´ (ii) Para uma funcao complexa de variavel real tem-se ¸˜ f (t) = (Re(f (t))) + i(Im(f (t))) .3. a situacao e mais delicada. ı ´ ´ (Cap III . z→z0 z − z0 ´ Este limite e a derivada de f no ponto z0 e representa-se por f (z0 ). Determine a derivada de f (t) = it + sin(t) + i − 1. ¸˜ Observacao: ¸˜ ´ Muitas vezes utilizamos em vez de difereciavel. ¸˜ f (z) − f (z0 ) lim .

y0 ) e satisfazem as ¸ ˜ ´ ´ equacoes de Cauchy Riemann em (x0 . z = x + iy ∈ Ω. . ´ ´ ˜ Se f e diferenciavel em z0 = x0 + iy0 ∈ Ω entao existem as derivadas parciais de u e v a respeito de x e y no ponto (x0 . y0 ) = (x0 .Topicos de Analise Complexa) 26 / 52 . y ) = − ∂v (x . y0 ) ⎨ ∂x ∂y ⎪ ∂u (x . y0 ) e tem-se f (z0 ) = ∂u ∂v ∂v ∂u (x0 .Funcoes Holomorfas ¸˜ Teorema Sejam Ω um subconjunto aberto de C e f : Ω ⊂ C −→ C uma funcao ¸˜ ´ complexa de variavel complexa. y).3. y) + iv (x. y) + iv (x.3. y0 ) ∂x ∂x ∂y ∂y ´ ´ Se f e diferenciavel em z0 = x0 + iy0 . y) uma funcao definia num aberto Ω e seja ¸˜ z0 = x0 + iy0 ∈ Ω se as derivadas parciais ∂u ∂u ∂v ∂v . y ) ⎩ 0 0 0 0 ∂y ∂x ´ ´ (Cap III . tem-se as Equacoes de Cauchy Riemann ¸˜ ⎧ ⎪ ∂u (x0 . . ¸˜ ´ ´ (Cap III . ∂x ∂y ∂x ∂y ˜ existirem e sao continuas numa vizinhanca de (x0 .Funcoes Holomorfas ¸˜ 25 / 52 Teorema: Seja f (z) = u(x.Topicos de Analise Complexa) 3. e ponha-se f (z) = f (x + iy) = u(x. y0 ) + i (x0 . y0 ) = ∂v (x0 .3. y0 ) − i (x0 . y0 ) entao f e diferenciavel em z0 .

A γ(a) e γ(b) chama-se respectivamente a origem e a extremidade da curva gerada por γ. b] → C ¸˜ ı Ao conjunto imagem de γ chamamos curva.Topicos de Integracao Complexa ¸˜ 27 / 52 Definicao: ¸˜ Chama-se caminho em C a qualquer aplicacao cont´nua γ : [a. 19 e 20 da Ficha no 3. ´ Se γ(a) = γ(b) diz-se que γ e um caminho fechado. caso contrario. Exerc´cio: ı Ver exerc´cios: 16.3. 18.Topicos de Analise Complexa) 28 / 52 .Topicos de Analise Complexa) ´ 3.4. ´ ´ O sentido da curva diz-se positivo se e o sentido contrario aos do ponteiros ´ ´ de um relogio. ´ ´ (Cap III . ı ´ ´ (Cap III .3. 17. e negativo.Funcoes Holomorfas ¸˜ Exemplos ´ ´ (i) f (z) = ez e diferenciavel em C e (ez ) = ez ´ ´ (ii) f (z) = sin z e diferenciavel em C e (sin z) = cos z ´ ´ (iii) f (z) = cos z e diferenciavel em C e (cos z) = − sin z ˜ ´ ´ (iv) f (z) = z nao e diferenciavel em nenhum ponto de C.

´ ´ (Cap III . Exemplos: Faca um esboco de uma curva: ¸ ¸ ˜ (a) simples e nao fechada . e a variavel t ¸˜ ¸˜ ˆ designa-se por parametro da curva. b] −→ C t −→ γ(t) = x(t) + iy(t) (1) ˜ ´ onde x : [a.Topicos de Analise Complexa) 30 / 52 . b] −→ C t −→ −γ(t) = γ(a + b − t) Um caminho diz-se simples se o caminho nunca se cruza fora dos extremos.´ 3.Topicos de Analise Complexa) ´ 3. b] −→ IR e y : [a. isto e. ` ´ ´ A equacao (1) chama-se equacao parametrica da curva. entao o caminho oposto de γ e ` definido por −γ e corresponde a curva γ. mas percorrida em sentido ´ ´ contrario. ˜ ˜ (d) nao simples e nao fechada. ˜ (c) nao simples fechada .4. (b) simples fechada .Topicos de Integracao Complexa ¸˜ Definicao: ¸˜ ´ ˜ ´ Se γ e um caminho percorrido de a para b.Topicos de Integracao Complexa ¸˜ 29 / 52 Definicao: ¸˜ Seja γ a curva definida por γ : [a.4. b] −→ IR sao funcoes reais de variavel real em ¸˜ [a. b]. −γ : [a. ´ ´ (Cap III .

´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜

Exemplos:
1

Parametrizacao de um segmento de recta ¸˜ Sejam z0 e z1 ∈ C, com z0 = z1 . ´ O segmento de recta que une z0 a z1 e parametrizado por γ : [0, 1] −→ C t −→ γ(t) = (1 − t)z0 + t z1

2

ˆ Parametrizacao de um arco de circunferencia de centro z0 e raio r . ¸˜ γ : [α, β] −→ C t −→ γ(t) = z0 + reit , com 0 ≤ α < β ≤ 2π.

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa) ´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜

31 / 52

Exerc´cios: ı
1

Faca uma parametrizacao ¸ ¸˜ (a) (b) (c) (d) ˆ de uma circunferencia de centro na origem e raio 1. do segmento de recta que tem origem em 1 e termina em i. ´ da parabola de equacao y = x 2 para −1 ≤ x ≤ 2. ¸˜ do caminho inverso do caminho representado na al´nea anterior. ı

2

Ver exerc´cio: 21 da Ficha no 3. ı

Definicao: ¸˜
´ Um caminho γ : [a, b] −→ C diz-se regular se γ existe e e cont´nua em todos ı ´ os pontos de [a, b] e diz-se seccionalmente regular se γ existe e e continua em todos os pontos de [a, b] com poss´vel excepcao de um numero finito ı ¸˜ ´ desses pontos.

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa)

32 / 52

´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜

Definicao: ¸˜
´ Seja f : [a, b] ⊂ IR −→ C dada por f (t) = u(t) + iv (t).Se f e uma funcao ¸˜ cont´nua em [a, b], defina-se integral de f em [a, b] por ı
b a b b

f (t)dt =

a

u(t)dt + i

a

v (t)dt.

Exerc´cio: ı
Determine
0

1

t + (t − 1)idt

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa) ´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜

33 / 52

Definicao: ¸˜
´ Seja f uma funcao complexa de variavel complexa definida num dominio Ω ¸˜ ´ de C e γ : [a, b] −→ C uma curva regular contida em Ω tal que f e continua ´ ´ sobre γ, isto e, tal que ϕ(t) = f (γ(t)) e continua em [a, b]. Define-se integral da funcao f ao longo da curva γ por ¸˜
b γ

f (z)dz =

a

f (γ(t))γ (t)dt

Exerc´cios: ı
1

Calcule
γ

´ z 2 dz, onde γ e o segmento de recta que une os pontos

z0 = −i e z1 = 2 + 2i, orientada de z0 para z1 .
2

Calcule

1 ´ ˆ ´ dz, onde γ e a circunferencia unitaria de centro na origem e z γ ´ ´ orientada no sentido positivo (contrario aos ponteiros do relogio).

3

Ver exerc´cios: 22, 23 e 25 da Ficha no 3. ı
34 / 52

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa)

´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜

Propriedades:
˜ Sejam f e g funcoes continuas sobre uma curva regular γ. Entao ¸˜ (a)
γ

(f + g) (z)dz = αf (z)dz = α f (z)dz = −

γ

f (z)dz +

g(z)dz
γ

(b)
γ

γ

f (z)dz, ∀α ∈ C f (z)dz

(c)
−γ

γ

(d) Sejam γ1 (t), com t ∈ [a, b] e γ2 (t), com t ∈ [c, d], duas parametrizacoes ¸˜ ˜ ´ de uma curva γ. Entao o integral e independente da parametrizacao ¸˜ ´ considerada, isto e,
γ1

f (z)dz =

γ2

f (z)dz

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa) ´ 3.4- Topicos de Integracao Complexa ¸˜

35 / 52

Propriedades (cont.)
(e) Sejam γ : [a, b] −→ C uma curva regular e f uma funcao continua sobre ¸˜ ˜ a curva γ. Seja c ∈]a, b[ e γ1 = γ|[a,c] e γ2 = γ|[c,d] . Entao
γ

f (z)dz =

γ1

f (z)dz +

γ2

f (z)dz

Exerc´cio: ı
1

´ ˜ Calcule γ zdz, onde γ e a curva resultante da uniao do segmento de recta que une os pontos z0 = 0 e z1 = 2 com o segmento de recta que une os pontos z1 = 2 e z2 = 2 + 2i. ´ ˜ Calcule γ zdz, onde γ e a curva resultante da uniao do segmento de recta que une os pontos z0 = 2 + 2i e z1 = 2 com o segmento de recta que une os pontos z1 = 2 e z2 = 0. Ver exerc´cio: 24 da Ficha no 3. ı
36 / 52

2

3

´ ´ (Cap III - Topicos de Analise Complexa)

Topicos de Analise Complexa) ´ 3. γ z 2 +1 ´ ´ (Cap III .Topicos de Integracao Complexa ¸˜ 37 / 52 Exerc´cios: ı Calcule (a) ´ ˜ zdz. 2z dz. Se f e primitivavel em ˜ ´ ´ Ω. ´ onde γ e uma curva regular que une os pontos z1 = 0 e ˜ ´ ˜ z2 = 1 − i e que nao cruza o eixo imaginario a nao ser em z1 = 0.4. tem-se f (z)dz = 0 γ ´ ´ (Cap III . Teorema: γ Observacao: ¸˜ ´ Se f e uma funcao cont´nua e primitivavel num dom´nio Ω e γ uma curva ¸˜ ı ı fechada seccionalmente regular contida em Ω. onde γ e a curva resultante da uniao do segmento de recta que une os pontos z0 = 0 e z1 = 2 com o segmento de recta que une os pontos z1 = 2 e z2 = 2 + 2i. γ γ (b) (c) ´ ˆ ´ z 2 dz e uma circunferencia unitaria centrada na origem. se existe F derivavel em Ω tal que F = f entao f (z)dz = F (z2 ) − F (z1 ).4.Topicos de Analise Complexa) 38 / 52 . isto e.Topicos de Integracao Complexa ¸˜ Sejam f uma funcao continua num dom´nio Ω e γ uma curva seccionalmente ¸˜ ı ´ regular contida em Ω de origem z1 e extremidade z2 .´ 3.

1 tem uma singularidade em z = 0. r ) denota uma circunferencia de centro z0 ∈ C e raio r > 0. ˜ ˜ Suponha-se que f nao tem singularidades dentro de γ. tem-se que γ ez dz = 0 e em particular C(z0 . Entao f (z)dz = 0 γ Exemplo: 1 Seja γ uma curva fechada seccionalmente regular contida em C.ˆ 3.r ) ez dz = 0. ¸˜ ı Seja γ um caminho fechado contido em Ω seccionalmente regular.5.5.Topicos de Analise Complexa) ˆ 3. ˆ onde C(z0 . ı 40 / 52 . z ´ ´ Um dos resultados mais importantes na Analise Complexa e o Teorema de Cauchy A funcao f (z) = ¸˜ Exemplo: ´ ´ (Cap III . 2 ´ ´ (Cap III .Teorema de Cauchy e suas consequencias 39 / 52 Teorema de Cauchy: Seja f uma funcao anal´tica num conjunto aberto Ω ⊆ C.Topicos de Analise Complexa) Ver exerc´cios: 26 e 27 da Ficha no 3.Teorema de Cauchy e suas consequencias Definicao: ¸˜ ˜ ´ Uma singularidade de uma funcao e um ponto onde a funcao nao e ¸˜ ´ ¸˜ ´ diferenciavel.

Considere -se a funcao ¸˜ f (z) = z.Teorema de Cauchy e suas consequencias 41 / 52 Como calcular integrais ao longo de caminhos fechados dentro dos quais a funcao integranda tem um numero finito de sigularidades? ¸˜ ´ Teorema da deformacao de caminhos ¸˜ Seja f uma funcao anal´tica num aberto Ω ⊆ C. Sejam γ e γ1 caminhos ¸˜ ı fechados e seccionalmente regulares contido em Ω. com γ1 dentro de γ. γ γ1 ´ ´ (Cap III . depende apenas das extremidades z1 e z2 . o integral e independente do caminho.ˆ 3.Topicos de Analise Complexa) ˆ 3. ˜ Entao γ f (z)dz pode ser calculado integrando directamente ao longo do segmento de recta que vai de 0 a 2 + 2i. 2. ˜ ˜ Se f nao tiver singularidades entre γ1 e γ entao f (z)dz = f (z)dz.5. z2 ∈ Ω.Teorema de Cauchy e suas consequencias Exerc´cio: ı 1. Seja f uma funcao anal´tica num aberto Ω ⊆ C e z1 .Topicos de Analise Complexa) 42 / 52 . que unem z1 a z2 . γ1 e γ2 .5. Considere ¸˜ ı dois caminhos seccionalmente regulares. f (z)dz = γ1 γ2 ´ ´ isto e. ˜ Entao f (z)dz.” ´ ´ (Cap III . Comente a seguinte afirmacao: ¸˜ “ Seja γ o caminho que une 0 a 2 e 2 a 2 + 2i.

zp .5. ˜ onde os raios r1 .Teorema de Cauchy e suas consequencias 43 / 52 Exerc´cio: ı 1 1 ´ ˆ dz. · · · . onde γ e uma circunferencia de centro na origem 2 γ z −1 e raio r > 1. r2 .5. rp sao suficientemente pequenos para que as p ˆ circunferencias estejam dentro de γ e dentro de cada uma exista apenas uma singularidade de f . Calcule Ver exerc´cios: 28 e 29 da Ficha no 3.Topicos de Analise Complexa) 44 / 52 . ´ ´ (Cap III . ˜ ˜ Se as singularidades que f tem dentro de γ sao z1 . · · · . ´ ´ (Cap III . Seja γ um caminho fechado ¸˜ ı contido em Ω.ˆ 3.Topicos de Analise Complexa) ˆ 3. orientada no sentido directo. seccionalmente regular.rk ) f (z)dz. Entao p γ Teorema f (z)dz = k=1 C(zk . ı 2 Definicao: ¸˜ ´ Uma curva de Jordan e uma curva simples fechada e orientada no sentido positivo.Teorema de Cauchy e suas consequencias Seja f uma funcao anal´tica num aberto Ω ⊆ C.

¸˜ ı ˜ Seja γ uma curva de Jordan regular. o Ver exerc´cios: 30 e 31 da Ficha no 3. (z − z0 )n+1 ∀z0 ∈ int(γ). orientada no sentido directo. Entao f (n) (z0 ) = n! 2πi f (z) dz.Topicos de Analise Complexa) ˆ 3.Teorema de Cauchy e suas consequencias 45 / 52 Formulas do Integral de Cauchy para as derivadas Seja f uma funcao anal´tica num aberto Ω ⊆ C. Entao f (z0 ) = 1 2πi f (z) dz. contida em Ω. onde γ e uma 2 γ z −1 ˆ circunferencia de centro na origem e raio r > 1.Teorema de Cauchy e suas consequencias Formulas do Integral de Cauchy Seja f uma funcao anal´tica num aberto Ω ⊆ C. Calcule. ı 2 ´ ´ (Cap III . utilizando o teorema anterior. contida em Ω. Calcule.Topicos de Analise Complexa) 46 / 52 . n ∈ IN0 γ ˜ (Observacao: f nao tem singularidades dentro de γ. z − z0 ∀z0 ∈ int(γ) γ ˜ (Observacao: f nao tem singularidades dentro de γ) ¸˜ Exerc´cio: ı 1 1 ´ . o Exerc´cio: ı ´ ´ (Cap III . ¸˜ ı ˜ Seja γ uma curva de Jordan regular. utilizando o teorema anterior. onde γ e um 3 γ (z − i) ´ ´ quadrado de vertices ±2 e ±2i orientado no sentido positivo (contrario aos ´ ponteiros do relogio).) ¸˜ sin(z) ´ dz.5.5.ˆ 3.

Topicos de Analise Complexa) 48 / 52 . 3 4 5 F{f (t − t0 )} = e−iωt0 F (ω) .Transformadas de Fourier 47 / 52 Propriedades das Transformadas de Fourier: Sejam F{f (t)} = F (ω) . ´ . 1 2 F{g(t)} = G(ω) . o dom´nio da transformada de Fourier e ] − ∞. ¸˜ Chama-se Transformada de Fourier de f a F{f (t)} = F (ω) = +∞ −∞ f (t)e−iωt dt. ˆ Deslocamento na frequencia: ´ ´ (Cap III . α.Topicos de Analise Complexa) 3.Se f e absolutamente integravel entao e integravel.3. β ∈ C Linearidade: Transformada da derivada: F{f (n) (t)} = (iω)n F (ω) Derivada da transformada: Deslocamento no tempo: F{αf (t) + βg(t)} = αF (ω) + βG(ω) . ω ∈ IR Observacao: ¸˜ ´ ´ ˜ ´ ´ . ω ∈ R. +∞[.Transformadas de Fourier Definicao: ¸˜ ´ ´ Dada uma funcao f : IR → C. dn F (ω) = (−i)n F{t n f (t)} n dω F{eiω0 t f (t)} = F (ω − ω0 ) . diz-se que f e absolutamente integravel se ¸˜ +∞ −∞ |f (t)|dt < ∞ Definicao: ¸˜ ´ Seja f : IR → C uma funcao absolutamente integravel. ı ´ ´ (Cap III . +∞[.6.6.Enquanto que o dom´nio temporal da transformada de Laplace e ı ´ [0.

ı 3 ´ ´ (Cap III . 38 e 39 da Ficha no 3. 36. 35. a funcao de t definida por F −1 1 {F (ω)} := 2π +∞ −∞ F (ω)eiωt dω ´ Seja f (t) uma funcao seccionalmente cont´nua e absolutamente integravel. ´ ´ (Cap III .Topicos de Analise Complexa) 50 / 52 . 34. e designa-se por ` ¸˜ F −1 {F (ω)}. seja tambem absolutamente −1 ´ ´ ˜ ¸˜ integravel. Entao F {F (ω)}.3. 37.6. e ¸˜ defina-se g(t) = f (t) cos(ω0 t). Mostre que 1 F{g(t)} = [F (ω − ω0 ) + (ω + ω0 )] 2 Ver exerc´cios: 32. ω0 ∈ IR. 33.Topicos de Analise Complexa) 3. e a funcao de t definida por 1 f (t) = 2π +∞ −∞ ˜ Teorema da Inversao da Transformada de Fourier: F (ω)eiωt dω ≡ F −1 {F (ω)}. nos pontos de continuidade de f (t). ¸˜ ı ´ cuja transformada de Fourier F{f (t)} = F (ω).6.Transformadas de Fourier 49 / 52 Definicao: ¸˜ Chama-se Transformada Inversa de Fourier de F (ω). a + iω ω ∈ IR 2 Seja f (t) a funcao com transformada de Fourier F{f (t)} = F (ω).Transformadas de Fourier Exerc´cios ı 1 Mostre que para a > 0 F{e −at U0 (t)} = 1 .

¸˜ ¸˜ ´ Corolario: Propriedades: Sejam F{f (t)} = F (ω) 1 e F{g(t)} = G(ω).3. relacionadas com o produto de convolucao de funcoes. onde f (t) ∗ g(t) = f (u)g(t − u)du 2 ˆ Teorema de convolucao na frequencia: ¸˜ F {f (t)g(t)} = 1 F (ω) ∗ G(ω) 2π ´ ´ (Cap III .6. 42 e 43 da Ficha no 3.6. ˜ O teorema da inversao permite estabelecer propriedades da Transformada de Fourier.Topicos de Analise Complexa) 3.Transformadas de Fourier 51 / 52 Exerc´cio: ı Ver exerc´cios: 40.Topicos de Analise Complexa) 52 / 52 . entao ¸˜ F{F (t)} = 2πf (−ω). +∞ −∞ Teorema de convolucao no tempo: ¸˜ F {f (t) ∗ g(t)} = F (ω) G(ω). sendo F{f (t)} = F (ω).Transformadas de Fourier ˜ Nas condicoes do teorema anterior. ı ´ ´ (Cap III . 41.

Departamento de Matemática Escola Superior de Tecnologia de Viseu Instituto Politécnico de Viseu Fichas práticas Análise Matemática II Engenharia Electrotécnica 2009/2010 (Parte prática) .

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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Exame .6 Soluções . . . . . . . .3 Séries de Fourier . . . . . . . .Índice 1 Equações Diferenciais 1. .5 Teste do ano lectivo 2007/2008 . .2 Transformadas de Laplace . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Exame Recurso . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Séries numéricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. . . .2 Séries de potências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 5 Apoio à Análise Matemática II (opcional) 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Soluções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . . . . . . . . . . . .4 Teste do ano lectivo 2007/2008 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .6 Soluções . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Soluções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 Alguns tópicos de AMI e ALGA . . . . . . . . . . . . . 37 4. . . . . . . . . . . . . .4 Transformadas de Fourier . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Exames 2007-2008 37 4. . . . . 2 Séries numéricas e de funções 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . 1. .1 Plano Complexo . . . . . .3 Integração das funções complexas 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Sucessões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Funções complexas elementares . .3 Equações diferenciais lineares de ordem n 1. 3. . . . .1 Frequência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 44 45 47 52 1 . . . . . . . . . . .3 Números complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Teste do ano lectivo 2007/2008 . . . . . . . . . . . . . . . 2 2 5 7 8 9 10 13 13 17 19 21 22 26 26 27 28 30 33 35 . . 3.1 Equações diferenciais de 1a ordem . . . . . . . . 3 Tópicos de Análise Complexa 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Sistemas de equações diferenciais lineares 1. 5. . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Sabe-se que y = C1 ex + C2 e−x é uma família a dois parâmetros de soluções para y − y = 0 em IR. Sabendo que o declive da recta tangente a uma curva em qualquer ponto (x. Encontre um membro dessa família satisfazendo as condições iniciais y(0) = 0. . 3. 2.3). é proporcional à diferença entre y e 60. (b) y = −2e−3x é solução do problema com valores iniciais y ′ +5y = −4e−3x tal que y(0) = −2. y) é 2x + 3y.1 Equações diferenciais de 1a ordem dy (a) Uma curva é definida pela condição de ter em todos os pontos a inclinação igual ao dx dobro da soma das coordenadas do ponto. da corrente i na indutância.Ficha 1 Equações Diferenciais 1. em relação ao tempo. y ′(0) = 1. (b) A taxa de variação de y. Exprima cada uma das expressões sob a forma de uma equação diferencial: 2 . 1 determine a equação da recta que passa no ponto 0. Determine a solução das seguintes equações diferenciais : (a) (1 + x)dy − ydx = 0 (b) x e3x dx + y2 + 2 dy = 0 y4 (c) dy = y 2 − 4. Mostre que : (a) y = 2x + Cex é solução geral da equação diferencial y ′ − y = 2(1 − x) e encontre a equação da curva integral que passa pelo ponto (0. em relação ao tempo. dx y(0) = 3 ′′ 1. (c) A diferença de potencial E através de um elemento de indutância L é igual ao produto de L pela taxa de variação. 5. 3 4.

Encontre a solução das seguintes equações diferenciais exactas. Determine a solução geral das seguintes equações diferenciais homogéneas: (a) (x2 + y 2 ) dx + (x2 − xy)dy = 0 (c) s− √ st dt + tds = 0 (b) x2 dy − y 2 dx = (y 2 − x2 ) dx √ (d) 2 xy − y dx − xdy = 0 10. x x3 y − x2 y 2 y4 (a) f (x. Averigue quais das seguintes funções são homogéneas e especifique o respectivo grau de homogeneidade. y) = x3 + 2xy 2 − (c) f (x. (a) xdt − tdx = 0 (b) (1 + u)vdu + (1 − v)udv = 0 (d) (x − y 2x)dx + (y − x2 y)dy = 0 √ (f ) 2 xy ′ = 1 − y2 √ (c) (1 + s2 )dt − s tds = 0 (e) (t2 − xt2 ) dx + x2 − tx2 = 0 dt dy 7. (a) (3x2 + 2y sin(2x))dx + 2(sin2 (x) + 3y 2)dy = 0 (c) x + y3 − 1 y′ + 1 + y2 1 + arctg(y) = 0 1 + x2 (b) (x2 + y)dx + (x − 2y)dy = 0 (d) 2(3xy 2 + 2x3 ) + 3(2x2 y + y 2 )y ′ = 0 . y) = y + x4 + y 4 (x + 8y)2 x 9. Verifique se as seguintes equações diferenciais são totais exactas: (a) (2x − 1)dx + (3y + 7)dy = 0 (c) (2y 2x − 3)dx + (2yx2 + 4)dy = 0 (b) (5x + 4y)dx + (4x − 8y 3)dy = 0 (d) 1 1 x + 2− 2 x x x + y2 dx + yey + x x2 + y 2 dy = 0 11. y) = 2 (b) f (x. Use este procedimento para resolver as seguintes equações diferenciais. (a) dy = (x + y + 1)2 dx (b) dy 1−x−y = dx x+y (c) dy = 1 + ey−x+5 dx 8. pode sempre ser reduzida a dx uma equação diferencial de variáveis separáveis por meio da substituição u = ax + by + c.Equações diferenciais de 1a ordem 3 6. Transforme as seguintes equações em equações de variáveis separadas e determine o seu integral geral. Uma equação diferencial da forma = f (ax + by + c). b = 0.

13. y) de forma a que a equação diferencial 1 x 4 M(x. Um circuito eléctrico simples é constituído por: . y) indicado: (a) 6xydx + (4y + 9x2 )dy = 0. µ(x. em função do tempo. (c) xy ′ + y = ex .Equações diferenciais de 1a ordem 12. y) = y 2 (b) (2y 2 + 3x)dx + 2xydy = 0. quando E = sin(2t) e R e L são constantes diferentes de zero.corrente eléctrica I (em amperes) .e uma força electromotriz E (em volts). Resolva as seguintes equações diferenciais dadas. dx (b) y ′ = 2y + x (e3x − e2x ) . De acordo com a 2a Lei de Kirchhoff. Mostre que qualquer equação diferencial de variáveis separadas da forma h(y)dy − g(x)dx = 0 . Isto significa que a corrente I satisfaz a equação diferencial L dI + RI = E. 16. y)dx + xe−y + 2xy + seja total exacta.indutância L (em henrys) .resistência R (em ohms) . com h e g de classe C 1 é também uma equação diferencial total exacta. Resolva as seguintes equações diferenciais lineares de primeira ordem: (a) x dy + y = 2x. a força electromotriz aplicada (voltagem) é igual à soma das voltagens no resto do circuito. µ(x. Determine uma função M(x. . dt Encontre a intensidade da corrente. se o interruptor está fechado no instante t = 0. y) = x (c) tg(y) y cos(x) 3y sin(x) + dx + 1 + + dy = 0. utilizando o factor integrante µ(x. y) = x cos(y) x x cos(y) x cos(y) x cos(y) 15. µ(x. dy = 0 14. (d) y ′ + ay = ebx .

2 Transformadas de Laplace 1 . Exprima cada uma das seguintes funções à custa da função Heaviside e a sua transformada de Laplace. (d) ln(y 2 + 1)dx + 2y(x − 1) dy = 0. y(1) = 0 (c) dx + x = e2t . (a) 1 ∗ sin(t) (b) t ∗ sin(t) t 0 (c) sin(t) ∗ cos(t) 1 ∗ v − 2ev sin(t − v)dv. Calcule a convolução para cada uma das seguintes funções. Determine a solução das seguintes equações diferenciais: (a) x + ye x dx − xe x dy = 0. e verifique a propriedade da transformada de Laplace da convolução. Determine: (a) L{f ′(t)} (b) L{f (t)} ′′ (c) L{f (t)} em seguida determine 0≤t<1 1≤t<2 t≥2 ′′′ 23. Use a definição de transformada de Laplace para mostrar que 1 (a) L{1} = .Transformadas de Laplace 17.   1 se π 1 se 0 ≤ t ≤ 2 −1 se (a) f (t) = (b) f (t) = sin(t) se t ≥ π  2 3t se . y2 + 1 1. Determine as transformadas de Laplace das seguintes funções: (a) f (t) = et+7 (d) f (t) = e3t cos(2t) (g) f (t) = (t − 1)U1 (t) t (b) f (t) = t2 + 6t − 3 (e) f (t) = t2 sin(t) (h) f (t) = (3t + 11)U2 (t) (k) f (t) = sin(t) t (c) f (t) = t(et + e2t )2 (f ) f (t) = cos2 (3t) (i) f (t) = sin2 (t) (j) f (t) = 0 sin(2u)du 20. 21. x(0) = 1 dt y y 5 (b) cos(x)dy − (y sin(x) + e−x ) dx = 0. Considere a função f (t) = t cos(t). s > 0 s (b) L{eat } = (c) L{cos(t)} = s2 19. Determine a transformada de Laplace de 22. s>0 +1 18. s>a s−a s .

1 . determine s(s2 + 1) t f (u)du. Considere a função f tal que L{f (t)} = (a) Determine L{g(t)}.Transformadas de Laplace   0 se 0 ≤ t < 1 t2 se 1 ≤ t < 3 . (c) Determine a natureza do integral 0 e−t f (t)dt. Sabendo que L{f (t)} = . s > 1 e a função g definida por g(t) = et f (t). (b) Determine a transformada de Laplace de f (t). s(s − 1) (b) Determine. Considere a função f (t) =  2 se t ≥ 3 +∞ 6 (a) Escreva f à custa da função degrau unitário. 25. mostre que L{tf ′(t)} = −F (s) − sF ′ (s). 24. Sabendo que 0 e−st f (t)dt = 1 . Calcule: (a) L−1 (d) L−1 (g) L−1 1 +4 (b) L−1 (e) L−1 (h) L−1 1 (s − 3)2 1 s3 e−πs s2 + 16 (c) L−1 3 −4 1 s5 s2 s2 3s − 6 (s − 2)2 + 4 7 1 + (s − 1)3 (s + 1)2 − 4 (f ) L−1 (s − 2)−2 + (i) L−1 s 1 + (s + 1)2 s(s + 1) 26. (d) 0 f (v)dv 30. determine sem calcular explicitamente f . e−s 27. o valor de s2 t t (a) L{e2t f (t)} +∞ (b)L{tf ′ (t)} (c) 0 f (v)(t − v)dv. a função g(t). Determine a solução das seguintes equações integrais: t (a) y(t) = 1 − 0 y(v)(t − v)dv. . Sabendo que 0 e−st f (t)dt = F (s). usando a alínea anterior. t (b) y(t) = tet − 2 +∞ y(v)et−v dv 0 29. 0 28.

e fazendo corresponder à hora a que a vítima foi encontrada o instante t = 0. (d) y (iv) − 16y = 0. s > 0. 32.3 Equações diferenciais lineares de ordem n 31. t sin(t) dt é converet (c) Recorra ao método das transformadas de Laplace para resolver a equação diferencial y ′′ + y = 2 cos(t) com condições iniciais. e a partir desse resultado e da condição y(1) = 25. + 1)2 +∞ 0 y(0) = 0. A hora indicada pelo detective estava correcta? Indicação: Designando por y(t) a temperatura (em graus centígrados) da vítima no instante t (em horas). y(0) = y ′ (0) = 0. y ′ (0) = 0. (b) use a transformada de Laplace para mostrar que y(t) satisfaz y(t) = 20 + 10ekt . y ′(0) = 1. (a) justifique que y(t) é solução da equação diferencial com as condições especificadas dy = k (y − 20) . y ′ (0) = y (0) = y (0) = 0. utilizando transformadas de Laplace. O detective notou ainda que a temperatura da sala se mantinha constante e igual a 200 . Às 11 horas da noite um indivíduo foi encontrado morto em sua casa. 33. Usando o facto de que a velocidade de arrefecimento de um corpo é directamente proporcional à diferença entre a sua temperatura em cada instante e a do meio ambiente. obtenha k = − ln 2. (b) y + 4y ′ + 4y = e−x . y ′(0) = −1. y(1) = 25 . (c) o instante t correspondente à hora do crime satisfaz y(t) = 37. as seguintes equações diferenciais sujeitas às condições iniciais indicadas: (a) y + 5y ′ + 4y = 0. logo y(t) = 20 + 10 1 2 t . . Uma hora depois (às 0 h 30 m) a temperatura do corpo era de 250 .Equações diferenciais lineares de ordem n 7 1. onde k é uma constante (constante de arrefecimento). y(0) = 0. Resolva. dt y(0) = 30 . Um detective chegou ao local do crime exactamente meia hora depois e tirou imediatamente a temperatura do corpo: 300 . ′′ ′′′ y(0) = 1. (s2 2s . ′′ ′′ ′′ ′′ y(0) = 1. o detective determinou como hora do crime as 22 h 44 m. (c) y − y ′ − 2y = x. (a) Mostre que L {t sin(t)} = (b) Utilize a alínea anterior para justificar que o integral impróprio gente e determine o seu valor.

x(0) = 4 . y(0) = 1 .4 Sistemas de equações diferenciais lineares 34. resolva para t ≥ 0 os sistemas de equações diferenciais ordinárias seguintes. Utilizando a transformada de Laplace.  dx dy  2  + +x+y =3 dt dt  ′′  2x − 2y = −6x . . x(0) = x′ (0) = y(0) = y ′ (0) = 0.  d2 y dt dt   = x − 2y dt2 . y(0) = 0. (c)  ′′ y = 2x − 2y + 40 sin(3t)  2  dx  = y − 2x  dy dx dt2 (d) (0) = (0) = 0 . x(0) = 2 . satisfazendo as condições iniciais especificadas:   x′ + 2y = 2x (a) .  ′ y + 3x = y   dx dy  + + 5x + 3y = e−t  dt dt (b) . y(0) = 2 .Sistemas de equações diferenciais lineares 8 1. x(0) = 5 .

Sugestão: Comece por determinar L {e−t f (t)} e L de solução de uma equação diferencial. determine a transformada da seguinte função: t f (t) = tU1 (t) − et cos(t) + 2 onde U1 representa a função de Heaviside. em seguida. 37. (B) e (C). use a definição (b) Considere para t ≥ 0 o seguinte sistema de equações diferenciais  ′  x + 2y = 2x y ′ + 3x = y .5 Teste do ano lectivo 2007/2008 x + ye−y/x dx − xe−y/x dy = 0 dy − y = e4x dx ln(y 2 + 1)dx + 2y(x − 1) dy = 0 y2 + 1 (A) (B) (C) 35. Considere as seguintes equações diferenciais de primeira ordem: (a) Classifique cada uma das equações anteriores. Mostre que µ(x. Utilizando as propriedades da transformada de Laplace. Considere a equação diferencial definida por s−1 t sy ′′ − 2y ′ = 4s2 L 0 1 ∗ udu . 39. . 38.  x(0) = 5. determine x(t). (a) Determine a função g tal que L {g(t)} = 5(s − 1) (s − 4)(s + 1) 0 1 ∗ udu e. Sabe-se que L {f (t)} = 0 e2u sin(t − u)du . 36. y) = y 2 é factor integrante da equação diferencial 6xydx + (4y + 9x2 )dy = 0 e determine a sua solução quando y(0) = 1.Teste do ano lectivo 2007/2008 9 1. t Verifique se y(s) = L {e−t f (t)} é solução da equação diferencial anterior. (b) Determine a solução geral das equações (A). 1 . y(0) = 0 Utilizando transformadas de Laplace.

C ∈ IR 2 2 2 √ 1 1 (e) + + ln |x| + ln |t| = C. C ∈ IR 3 9 y 3y 4. C ∈ IR 3 x 3 x 2 y (d)ln |x| + ln 1 − = C. (a) ln |x|− +2 ln + 1 = C. (a) y = 2x + 3ex 5. C ∈ IR (b) 1 1 1 (c) ln |y − 2| − ln |y + 2| = x − ln(5) 4 4 4 6. y = x + 1 3 1 x 1 3x 1 2 xe − e − − 3 = C. (a) x3 − y cos(2x) + 2y 3 + y = C. C ∈ IR (c) ex−y−5 = −x + C. C ∈ IR t x 7. (a) 1 1 2. C ∈ IR (b) 1 (x + y)2 = x + C. C ∈ IR t 1 1 y 1 y (b) ln − 1 − ln + = ln |x|+C. C ∈ IR (c) arctgx + x arctgy + 13. As equações diferenciais definidas nas alíneas (a). M(x. (a) ln |y| − ln |1 + x| = C. (a)3x2 y 3 + y 4 = C. (a) ln |t| − ln |x| = C. C ∈ IR (b) ln |u| + u + ln |v| − v = C. C ∈ IR (d) ln |1 − x2 | + ln |1 − y 2| = C. C ∈ IR x x s (c) ln |t| + ln 2 − 1 = C. C ∈ IR 4 (por exemplo) (d) 3x2 y 2 + x4 + y 3 = C.Soluções 10 1. C ∈ IR 2 8. (a) arctg(x + y + 1) = x + C. y = ex − e−x 2 2 3. C ∈ IR (f) 2 arcsin(y) − 2 x = C. C ∈ IR x 10. (b) e (c) são totais exactas 11. C ∈ IR 3 y4 − y = C. C ∈ IR √ 1 1 1 (c) 2 t − ln(1 + s2 ) = C. (a) f é homogénea com grau de homogeneidade 3 (b) f é homogénea com grau de homogeneidade 2 (c) f é homogénea com grau de homogeneidade −1 y y 9. C ∈ IR 2 . y) = −e−y + y 2 − (b) x3 + xy − y 2 = C.6 Soluções dy = 2(x + y) dx (b) dy = k(y − 60) dx (c) E = L di dt 1. C ∈ IR (b) x2 y 2 + x3 = C. C ∈ IR 3 (c) x sin(y) + y sin(x) + y 2 = C. C ∈ IR y x2 14.

s>0 (b) L{f (t)} = 2 − 1. s > 0 (s2 + 1)2 (s + 1)2 s5 − s3 ′′′ (c) L{f (t)} = 2 − s. s>0 2 s s 24. L{t ∗ sent} = 2 2 .s > 4 (d) L{f (t)} = . (a) f (t) = 1 + (−1 + sen(t))U π (t) . L{f (t)} = − + e−2s s s 23. (a) ln|x| − e x = −1 1 2 (c)xet − e3t = 3 3 19. C ∈ IR a+b (b)ye−2x + 11 15.s > 0 (f) L{f (t)} = + . (a)f (t) = t2 U1 (t) + (2 − t2 )U3 (t)) 2 2 1 (b)L{f (t)} = e−s 3 + 2 + − e−3s s s s (c) Convergente 2 6 7 + 2+ s3 s s .s > 3 2 2 2 (s − 2) (s − 3) (s − 4) (s − 3)2 + 4 6s2 − 2 1 s (e) L{f (t)} = 2 . s>0 . s>1 − 4 s (s − 1)(s2 + 1) 22. s > 0 s−1 s s s 1 2 1 s−3 (c) L{f (t)} = + + .s > 0 (s + 1)3 2s 2(s2 + 36) e−s 3 17 (g) L{f (t)} = 2 . (a) xy − x2 = C. L{f (t)} = ′ 1 2 . s > 0 (h) L{f (t)} = e−2s + . C ∈ IR R + 4L2 y 17. s>0 2 + 1) s(s 1 (b) t ∗ sin(t) = t − sin(t). L{f (t)} = 2 1 . s>0 (j) L{f (t)} = . s > 0 (s + 1)2 π s 1 + e− 2 s − 2+1 s s 1 2e−s (b) f (t) = 1 − 2U1 (t) + (1 + 3t)U2 (t) .s > 0 2 + 4) 2 + 4) 2s 2(s s(s π (k) L{f (t)} = − arctan(s) 2 1 20. s>0 s 3 7 + . C ∈ IR (c) xy − ex = C. s>0 s (s + 1) 1 s (c) sin(t) ∗ cos(t) = t sin(t) L{sent ∗ cost} = 2 . C ∈ IR R 16.Soluções x2 − xex + ex = C. C ∈ IR 2 1 (a+b)x (d)yeax − e = C. (a) L{f (t)} = (d)ln|x − 1| + ln [ln(y 2 + 1)] = C.s > 0 2 s s s 1 s 2 (i) L{f (t)} = − . L{1 ∗ sin(t)} = .s > 1 (b) L{f (t)} = 3 + 2 − . (a) L{f (t)} = s3 − s s4 − s2 ′′ . (a) 1 ∗ sin(t) = 1 − cos(t). s>0 2 (s + 1)2 21. C ∈ IR (b)ycosx + e−x = C. Ie R t L eLt − 2 (R sin(2t) − 2 cos(2t)) = C. C ∈ IR e7 2 6 3 .

C ∈ IR (B) y = 3 e4x + Cex . (a) x(t) = 3e4t + 2e−t ∧ y(t) = −3e4t + 3e−t 9 11 −2t 25 t (b)x(t) = − 2 − 6 e + 3 e ∧ y(t) = 15 + 1 e−t + 11 e−2t − 25 et 2 2 2 2 (c) x(t) = sin(3t) + 5 sin(t) − 4 sin(2t) ∧ y(t) = −6 sin(3t) + 4 sin(2t) + 10 sin(t) √ √ (d) x(t) = 3 cos(t) + cos( 3 t) ∧ y(t) = 3 cos(t) − cos( 3 t) 35. (b) 1 2 (c) y = t sin(t) 34. [(t − 1) − sin(t − 1)] U1 (t) 28. (a) 1 (s − 2)2 (b) 1 1 (b) y(t) = − et + e3t 2 2 1 s2 (c) t3 6 (d) t2 2 4 1 31. (a) L−1 (c) L−1 (e) L−1 (g) L−1 (h) L−1 26. 38. (C) Equação de variáveis separáveis (C) ln |x − 1| + ln | ln(y 2 + 1)| = C. (a) L{g(t)} = 27.Soluções 12 1 1 1 = sin(2t) (b) L−1 = te3t +4 2 (s − 3)2 3 3 2t 3s − 6 = = 3e2t cos(2t) e − e−2t (d) L−1 2 −4 s 4 (s − 2)2 + 4 1 1 1 t4 = t2 (f) L−1 (s − 2)−2 + 5 = te2t + s3 2 s 24 7 7 2 t 1 t 1 −3t 1 = te + e − e + (s − 1)3 (s + 1)2 − 4 2 4 4 −πs e s 1 1 = sin(4t)Uπ (t) (i) L−1 + = 1 − te−t 2 + 16 2 s 4 (s + 1) s(s + 1) s2 1 (s − 1)(s − 2) (b) g(t) = −et + e2t 25. 39. 3x2 y 3 + y 4 = 1 37. (a) y(t) = cos(t) 29. (a) y(t) = e−t − e−4t (b) y(x) = e−x − e−2x 3 3 1 1 1 (c) y(x) = − x + − e2x (d) y = 1 2 4 4 32. y = y(s) é solução. L{f (t)} = e−s 1 1 + 2 s s − s−1 2 + 2 +1 (s − 1) (s − 2)(s2 + 1) 1 (b) (A) ln |x| + e−y/x = C. C ∈ IR 36. C ∈ IR (B) Equação diferencial linear de primeira ordem. (a) (A) Equação diferencial homogénea. (a) g(t) = 3e4t + 2e−t (b) x(t) = g(t) .

  .

n ≥ 3. determine a natureza das seguintes séries e as respectivas somas nos casos em que são convergentes: ∞ ∞ ∞ 1 (−1)n 3n+1 i. (b) un = 2 + 4n.1 Séries numéricas 1. n n+2 ∞ n=1 1. calcule a respectiva soma: (a) sn = n2 + 3. Para cada uma das séries an cuja sucessão das somas parciais é a indicada. 3n 10 ∞ n=1 4 3n+1 − n+2 . calcule os termos an . 3n 3n 10n+2 n=1 n=1 n=5 iv. n ∈ I N. 5 1 1 (c) un = − . determine: 2. (b) sn = 2005. 2. vi. Para cada uma das séries de termo geral indicado. n ≥ 0. ii. n ∈ I N. a natureza da série e a sua soma. ∞ n=1 4 3n+1 + n+2 . . 3. 10n+2 (b) Baseando-se no resultado da alínea anterior. o termo geral da sucessão das somas parciais. .Ficha 2 Séries numéricas e de funções 2. (c) sn = 3−n . v. caso a série seja convergente: (a) un = n . 3n ∞ n=2 (−1)n . 3n 10 13 ∞ n=1 4 (−1)n+2 3n+1 . averigúe se as séries são convergentes e. n ≥ 1. . (d) un = (−1)2n−1 . ∞ n=1 3. (n ∈ I N). n ≥ 1. 3n ∞ n=1 3n+1 e 10n+2 ∞ n=1 (−3)n+1 . iii. n ∈ I N. em caso afirmativo. n ∈ I N. os três primeiros termos da sucessão das somas parciais. + 3n 10n+2 . (a) Determine a natureza das séries 4 . (d) sn = (−1)n .

uma bola de borracha ao atingir o solo ressalta e √ atinge uma altura igual a 22 h metros. a soma das séries de termo geral: √ √ 1 1 3n 3n+9 (a) un = 5− 5.Séries numéricas 14 4. Qual o total de radiações que irão ser emitidas pela fonte a partir desse ano? 6. n ≥ 1. n ≥ 1. (a) Justifique que a série n=1 an é convergente e calcule a sua soma. n ≥ 3. (b) un = − . a distância total percorrida pela bola é igual a (3 + 2 2) metros. (d) un = 7 2n − 7 2n+4 . deduza a soma da série ∞ n=q (an − an+1 ). onde q ∈ I N. Quando largada de uma altura h metros. Supondo que a sucessão (an ) converge. 20 20 (c) Calcule n=1 an e n=5 an . se possível. Prove que se o diâmetro da bola √ for desprezado. 9 10 da quantidade Suponha que num dado ano a quantidade de radiação emitida foi de 2000 unidades Roetgen (Unidade Internacional dos Raios X). (e) Comente a seguinte afirmação +∞ +∞ “as séries n=1 +∞ an e n=1 cn são da mesma natureza. n=1 (cn ) n iii. n=1 (bn + cn ) 7.” +∞ +∞ (f) Estude a natureza das séries: i. Suponha que a bola é largada de uma altura igual a 1 metro. 8. Considere as sucessões (bn )n∈I e (cn )n∈I de termo geral N N bn = (−1)n 2n e cn = 1 + 1 n +∞ Seja Sn = cn o termo geral da sucessão das somas parciais associada à série n=1 +∞ an . Determine a natureza e. Uma fonte radioactiva emite em cada ano uma quantidade de radiação igual a emitida durante o ano anterior. n(n + 4) . n=10 bn ii. n (d) Utilize a condição necessária de convergência de séries para calcular lim bn . n ≥ 3. n n+1 1 1 1 (c) un = . (b) Calcule o termo geral an . 5.

3 n n4 − 2 n n+1 n2 +∞ (a) n=1 72n nn +∞ (b) n=1 (c) n=1 3n 2n+1 12. n ≥ 1. 4 n5 √ ln(2n − 3) 1+ n . 10. Considere a sucessão (xn )n∈I definida por: N   x1 = 4  Determine a natureza da série  xn = un −  +∞ n−1 xk . Prove que a série n=1 (un − un+1) é convergente e determine a sua soma. Utilize o critério da razão D’Alembert para estudar a natureza das seguintes séries numéricas: +∞ (a) n=1 nn (2n)! +∞ (b) n=1 n! n2 +∞ (c) n=0 n2 2n+1 3n 13. então a série n→+∞ n=1 (un − un+1 ) é divergente. Determine a natureza da série n=1 vn . n>1 . Sugestão: Use a definição de série numérica convergente. n ≥ 2. . n ≥ 2. Determine a natureza das séries de termo geral indicado. n2 2n 3n . n→+∞ +∞ i. o termo geral da sucessão das somas parciais associada à série e comece por calcular SN −SN −1 . n ≥ 1. N +∞ 15 (a) Mostre que. onde vn = 2−n se n ≤ 2009 un se n > 2009. Utilize o critério de Cauchy para estudar a natureza das seguintes séries numéricas: +∞ ln n (c) √ . Designe por SN . (f) √ . se lim un = +∞. 2n3 + 3 (e) 11. n→+∞ nn Sugestão: Utilize o critério da razão D’Alembert e a condição necessária de convergência . aplicando os critérios de comparação: (a) (d) π π sen2 ( 50 ) sen ( 50n ) .Séries numéricas 9. Indique o valor do limite lim 23n+1 . n ≥ 1. n ≥ 1. (b) . Seja (un )n∈I uma sucessão de números reais. ii. k=1 xn . +∞ n=1 iii. (b) Suponha agora que lim un = 1.

averiguando se são divergentes.Séries numéricas 14. n ≥ 1. n−1 Mostre que a série dada inicialmente é divergente. Considere a série n=2 √ (−1)n . ∀n ≥ 2. Mostre que as séries seguintes são absolutamente convergentes: +∞ +∞ +∞ n (−1)n −1 (−1)n (a) (c) (b) n! n+1 n2n n=1 n=1 n=10 18. n + (−1)n (a) É dado que: (−1)n (−1)n · √ ≤√ . (c) n+1 . n ≥ 1. 2 −2 n n 2 n 8 n! n! π n (d) . (b) . Mostre que as séries seguintes são simplesmente convergentes: +∞ +∞ +∞ (−1)n (−1)n+1 (−1)n+1 √ (a) (b) (c) n+2 ln n n+3 n=1 n=10 n=2 17. . ∀n ≥ 2 n + (−1)n n−1 +∞ · A série n=2 Pode aplicar-se o critério de comparação para concluir que a série dada inicialmente é convergente? Porquê? (b) Sabendo que · (−1)n 1 (−1)n √ − √ =√ n n + n(−1)n n + (−1)n √ · 0 < n + (−1)n n ≤ 2n. (−1)n √ é convergente. n ≥ 1. Determine a natureza das séries de termo geral indicado. simplesmente convergentes ou absolutamente convergentes: (−1)n n (−2)n n! (a) . Determine a natureza das seguintes séries alternadas: +∞ +∞ (−1)n (−1)n+1 √ (a) (b) n n+3 n=1 n=10 +∞ 16 +∞ (c) n=2 (−1)n n2 n2 + 1 15. (e) n n (2n)! 19. n ≥ 2. Considere a série 1 . (f) n sen 3n . (n + 1)β n=0 Para que valores de β a série anterior é (−1)n (a) Simplesmente convergente (b) Absolutamente convergente +∞ . 16. n ≥ 1. n ≥ 1.

(g) arc tg x. Determine o intervalo de convergência da série (x − a)n . Desenvolva as seguintes funções. (l) et − 1 dt. 1 + x2 1 . 1−x 1+x 1 − x2 1 . (m) n (2x − 3)n . (j) cos 3x. (n) ∞ n=1 ln n · (x − 3)n . n+1 (x − 3)n . (2n)! (c) ∞ n=0 (−1)n xn . 2n (b) ∞ n=0 3n xn . 5n n x . 1−x (b) ex segundo potências de x + 2. indicando o maior intervalo onde a representação é válida: 1 segundo potências de x − 4. (c) . (m) .2 Séries de potências 20. (a) (e) (i) 1 1 1 .Séries de potências 17 2. bn 22. 2n (−2)n xn+1 . n2 (−1)n x2n . n! xn . Determine o raio de convergência e o intervalo de convergência de cada uma das seguintes séries de potências: (a) ∞ n=0 xn . ln n (−1)n+1 3 4 x2n . Desenvolva em série de potências de x as funções de expressões analíticas indicadas. n (j) ∞ n=0 (l) ∞ n=1 ∞ n=0 (−1)n+1 (x + 1)n . (h) sen (2x). 42n ∞ n=0 (x + 5)n . 9n n (d) ∞ n=0 (e) ∞ n=1 (f) ∞ n=2 (g) ∞ n=0 (h) ∞ n=0 (i) ∞ n=2 ∞ n=0 ∞ n=1 xn . (f) 3+x e −x+1 (d) 1 . b > 0. n+1 n! n x . (o) n (p) 21. (b) . (a) . 4 − x2 x 0 e2x . e determine os intervalos de convergência das séries obtidas. et 23.

determine a função f . mostre que f (x) = n! (−1)n 1 + an n! (−1)n n=0 2n xn ∀x ∈ R. x Séries numéricas e séries de potências 28. indicando o maior intervalo onde é válido. n Usando o desenvolvimento anterior. da série anterior. (b) Determine valores aproximados de cos 47o . utilizando os polinómios anteriores. (c) cos(x2 )dx. ∀x ∈ R. x ∈ I.Séries de potências 24. (c) Determine a função f ′ (x) nos pontos em que estiver definida. Considere o desenvolvimento em série de potências de x de ln(1 − x): ln(1 − x) = ∞ n=1 − xn . indique o desenvolvimento de ln(x) em série de potências de x − 1. I. x ∈ IR. Considere o seguinte desenvolvimento em série de potências f (x) = ∞ n=0 18 4n n+1 x . +∞ (b) Diga justificando que a série n=1 +∞ an é convergente e determine a sua soma. x ∈ [−1. 26. +∞ (c) Sabendo que e = x n=0 +∞ xn . e (d) Mostre que a série n=1 é convergente e tem soma . 27. (b) dx. Considere a função real de variável real definida por f (x) = cos(x). Considere a função real de variável real definida por f (x) = e−2x . (b) Determine f (101) (0). Seja Sn = f (n) a sucessão +∞ das somas parciais associada à série n=1 an (a) Defina série convergente. n! 1 − 1. 25. Determine uma série de potência que represente cada uma das seguintes primitivas: sen x 2 (a) ex dx. (a) Determine os polinómios de Taylor de grau 2 de f nos pontos a = 0 e a = π/4 . n+1 (a) Determine o intervalo de convergência. (d) Usando a alínea anterior. 1[.

n+1 +∞ Sugestão: Note que ln(1 + x) = 0 1 1 dt e que = 1+t 1−x n=0 xn . (b) a soma da série de Fourier de f nos pontos x = 0. n! ii. (b) Calcule o raio de convergência da série de potências +∞ n=0 (n − 1)(n + 1) n x . Calcule o valor de f +∞ (20) (0). n=0 (−1)n não é absolutamente convergente mas é simplesmente conn+1 (c) Considere a função real de variável real f definida por f (x) = ln(1 + x). qual o valor de n=0 (n − 1)(n + 1) . ∀ x ∈ ]−1. onde f (20) representa a derivada de ordem 20 de f .3 Séries de Fourier 31. Mostre que +∞ f (x) = n=0 x (−1)n xn+1 . n! +∞ (c) Seja f (x) = (x + x − 1)e . Considere a série numérica n=0 (n − 1)(n + 1) n! (a) Determine a sua natureza. Sabendo que f (x) = 2 x n=0 (n − 1)(n + 1) n x n! +∞ i. (a) Defina série absolutamente e simplesmente convergente. x = 1 e x = 1. Indique. Considere a função f periódica de período 2 representada a seguir.Séries de Fourier +∞ 19 29. 30. |x| < 1 2. justificando convenientemente. 1] . (b) Mostre que a série vergente. ◦ ◦ • ◦ ◦ • 2 ◦ 1 • ◦ • ◦ ◦ • −5 Determine −4 −3 ◦ −2 • −1 ◦ 1 ◦ 2 • 3 ◦ 4 • 5 (a) os coeficientes de Fourier da função f . 2 .

(a) Determine a série dos co-senos da função v. (b) Prove que ∞ n=1 1 π2 = . Seja v : [0. faça um esboço do gráfico da função. (d) Usando os resultados das alíneas anteriores. π] → IR a função definida por v(t) = (t − π)2 . 0[ 1. t ∈] − π. +∞ (c) Prove que a série numérica n=1 (−1)n é convergente e calcule a sua soma. (d) O que pode concluir de (b) e (c)? 33. (b) Faça a representação gráfica da série de Fourier de v no intervalo [−2π. t ∈] − π. t ∈]0. 0. Considere a função periódica de período 2π tal que   0 se −π ≤ x < −π/2 1 se −π/2 ≤ x ≤ π/2 . (a) Determine a sua série de Fourier. t ∈ {−π. f (x) =  0 se π/2 < x ≤ π (a) Faça um esboço do gráfico de f . caso esta convirja. t ∈ {−π. 2k − 1 (c) Determine. Considere a função v : IR → IR periódica de período 2π. π}. π}. π[ (c) f tem período 2π e f (t) =  1 − 3 . definida em [−π. π[ por v(t) = t2 . t ∈]0. a função soma da série anterior. (a) f é uma função par de período 2π e é tal que f (t) = t. 0. 0[ 1. Para cada uma das seguintes funções f . justifique a igualdade π 1 1 1 1 1 =1− + − + − ±··· 4 3 5 7 9 11 . determine a sua série de Fourier e a soma da série. n2 6 35. π]. 2π]. (b) Verifique que a série de Fourier de f é 1 2 + 2 π +∞ k=1 (−1)k−1 cos[(2k − 1)x]. π[ (b) f tem período 2π e f (t) =  1 .   0.Séries de Fourier 20 32. 3   0. para t ∈ [0. justificando. n2 34.

2n + 1 ∀x ∈ [−1. iii. +∞ n=0 n=0 +∞ (−1)n . 1]. 1 dt. Determine a função soma da série anterior.4 Teste do ano lectivo 2007/2008 +∞ 36. +∞ Mostre que Sn = u1 − un+1 e comente a seguinte afirmação: “Se lim un = 0 então nada se pode concluir sobre a natureza da série n→+∞ n=100 +∞ (un − un+1 )” 37. ii. Faça um esboço do gráfico de g. 2 0 1+t ii. e justificando devidamente. (−1)n cos[(2n + 1)x] 2n + 1 (−1)n sin[(2n + 1)x] 2n + 1 n=0 +∞ 1 2 (−1)n (−1)n + cos[(2n + 1)x] + sin[(2n + 1)x] 2 π n=0 2n + 1 2n + 1 Sem efectuar cálculos. i. caso esta convirja. (d) Sabe-se que π 1 1 1 1 1 =1− + − + − ±··· = 4 3 5 7 9 11 Confirme este resultado utilizando as alienas (b) e (c). (b) Considere a função f definida por f (x) = arctg(x). Calcule o valor de f (2008) (0) e f (2009) (0). Uma das seguintes série representa a série de Fourier da função g.Teste do ano lectivo 2007/2008 21 2. Seja (Sn ) a sucessão das somas parciais associada à série n=1 (un − un+1). Considere a série numérica n=0 (−1)n . Mostre que +∞ f (x) = n=0 x (−1)n 2n+1 x . indique qual delas é. 2n + 1 (a) Mostre que a série dada é simplesmente convergente. 2n + 1 . Sugestão: Note que f (x) = (c) Considere a função periódica de período 2π   0 se 1 se g(x) =  0 se (A) (B) (C) 1 2 + 2 π 1 2 + 2 π +∞ definida por −π ≤ x < −π/2 −π/2 ≤ x ≤ π/2 π/2 < x ≤ π i.

  .

iii. (−1)n é convergente. S = aq − a. (a) é convergente. vi. 3n n=1 convergente. Diverge. Sn = −n. onde a = lim an 8. v. n 1 7 3 6 . S2 = 32. S = . A série é convergente. 3n ∞ n=1 3n+1 é convergente. S = − . A série é divergente an = 2n − 1 se n > 1 1 a1 = 3 se n = 1 . S = 700 700 1300 iii. 2. S = 1 (c) Converge. S = 2 4 5. Diverge. 2 an = − 3n se n > 1 a1 = 2005 se n = 1 . 18000 unidades 6. (a) Converge. S = 5 9 + 5 12 + 5 15 − 3 (d) Converge. A série é divergente a1 = 4 se n = 1 . S2 = −2. A série é convergente. ii. an = 0 se n > 1 S = 2005 S=0 a1 = −1 se n = 1 . S2 = . Converge. 10n+2 ∞ n=1 (−3)n+1 é 10n+2 1 1 (b) i. Sn = . S = 7 6 + 7 8 − 2 1 1 1 1 1 (b) Converge. 5 5 (b) S1 = 14. S = 1409 1391 2591 . S = . (a) S = 1 2 se n = 1 1 1 − se n ≥ 2 n n−1 20 20 21 1 (c) an = e an = − 20 n=5 5 n=1 (b) an = (d) 0 (e) Afirmação falsa (f) i. A série é divergente 5 10 S3 = 54. Sn = (12 + 2n)n. 10 iv. (a) (b) (c) (d) ∞ S3 = −3. ii.5 Soluções 6 n(n + 1) S3 = . A série é divergente S3 = 21 1 1 1 3 . (a) S1 = . S = 20 2 n+1 n+2 2 1 3 1.Soluções 22 2. 2 11 (c) S1 = . S2 = . 7. S = 25 48 . A série é convergente. A série é divergente n an = 2(−1) se n > 1 ∞ n=2 4 3. 3 12 (d) S1 = −1. Sn = 1+ − − .

3[ 21. (a) Convergente (e) Divergente 11. 1[ 2n xn . 1] I = IR I = IR (h) (l) ∞ n=0 n=0 ∞ (−1)n xn . n! (−1) 3 x . 3 3 3 1 1 1 (e) r = . (b) β > 1 1 1 1 (b) r = . 1[ I = {0} 1 1 I= − . (a) (d) (g) (j) ∞ n=0 ∞ n=0 ∞ n=0 ∞ n=0 x . 1[ I = [−1. I =] − b + a. (i) r = 1. (a) r = 1. (a) Convergente (b) Convergente (c) Divergente ii. (2n)! ∞ n=0 n 2n 2n (−1) 2 x (2n + 1)! n 2n+1 2n+1 (m) x − (−1)n xn+1 . 3[ I =]−2. (o) r = 8. (a) Convergente 13. 1[ (c) ∞ n=0 x2n . 18. (f) r = 1. 3 I = IR (b) Divergente (f) Divergente (c) Divergente (d) Divergente I = [−1. 1[ I =] − 1. 0 14. (−1)n x2n+1 . (f) ∞ n=0 I =] − 1. 1 (g) r = . 2 (j) r = 2. (n + 1)! . (d) r = 0. I =] − 3. 4n+1 I =] − 3. 1[ (b) ∞ n=0 (−1) x . (b) i. b + a[ 22. 2[ . S = u1 − 1. 10.− 3 3 I =] − 2. 4 (m) r = . I = IR (i) ∞ n=0 n=0 e(−1)n xn . 1] 19 11 . (a) Não. 4[ I = [−1. 2n + 1 I =] − 1. 5 5 5 (h) r = +∞. (e) ∞ n n I =] − 1. 3n+1 x2n . (n) r = 1. (a) Simplesmente convergente (e) Absolutamente convergente 19. (l) r = 1. I = − . (a) Convergente 12. n I =] − 1.Soluções 9. I = IR (c) r = +∞. (b) Convergente (f) Divergente (b) Convergente (b) Divergente iii. 5[ I = [2. 2 2 I= − (p) r = 3. (a) 0 < β ≤ 1 20. n! I = IR I = IR (−1)n x2n . 2 2 I =]1. Divergente (c) Convergente (c) Divergente (c) Convergente (d) Convergente 23 15. Porque não se trata de uma série de termos positivos. 0] I= − 13 19 . I = − . Convergente.

(a) I = − . ∞ n=1 1 . t ∈ {−π. 2 π 2 32. S = 1 1 x = . 6819933041 26. (a) I =]1. Para a = . S = 1. S = 2. (b) S = 0 29. (a) a0 = 2. π} π2 4(−1)n 33. P2 (x) = − (x − ) − (x − )2 2 4 2 2 4 4 4 (b) 4100 100! (b) 0. (a) 1 x2n+1 n! 2n + 1 (b) (−1)n x2n+1 (2n + 1)!(2n + 1) (c) ∞ n=0 (−1)n x4n+1 (2n)! 4n + 1 28. (c) f (x) = (P = 2π). (a) v(t) ≈ + cos(nt). n ∞ n=0 I =]0. π} −π < t < 0 0<t<π . e2 n! I = IR 1 1 24. 4 4 4 √ √ √ x2 2 2 2 π π π 25. n ≥ 1 nπ x = 1. (a) Convergente (b) +∞ (c) i) e (c) ii ) 399 31. 0. 0 ≤ t ≤ π 3 n2 n=1   0 se −π ≤ x < − π 2   1 se − π < x < π 2 2 35. t ∈ {−π. (a) f (t) ≈ + [(−1)n − 1] cos(nt) = f (t) 2 n=1 n2 π  ∞  0 1 1 1 (b) f (t) ≈ + [1 + (−1)n+1 ] sin(nt) =  1 2 n=1 nπ  2 ∞  0 1 1 n+1 1 (c) f (t) ≈ + [1 + (−1) ] sin(nt) =  1 2 n=1 nπ 2 se se se se se se (d) Têm a mesma série de Fourier ∞ −π < t < 0 0<t<π .  0 se π < x ≤ π 2  1  se x ∈ {− π . (a) Para a = 0. n ≥ 1 bn = (b) x = 0. 3n+1 ∞ n=0 23. 7[ (c) (b) (x + 2)n . an = 0. 4 4 1 1 1 (d)− ln|1 − 4x| ∀x ∈ − . P2 (x) = 1 − .Soluções ∞ n=0 24 (−1)n+1 (x − 4)n . 1 − 4x (−1)n+1 (x − 1)n . 0. 2] ∞ n=0 27. (a) v(t) ≈ + cos(nt) 3 n2 n=1 ∞ +∞ (c) n=0 (−1)n π2 =− n2 12 π2 4 34. ∞ 2 [1 + (−1)n+1 ]. π } 2 2 2 .

Soluções 36. Afirmação falsa 37. (bii) f (2008) (0) = 0   0   1 (ciii) f (x) = 0   1  2 25 e f (2009) (0) = 2008! se −π ≤ x < − π 2 se − π < x < π 2 2 se π < x ≤ π 2 se x ∈ {− π . π } 2 2 (cii) (A) (P = 2π) .

8 8 (c) as raízes cúbicas de − √ + i √ . 2 2i z |z| z (i) zw = z w . Escreva na forma trigonométrica e represente geometricamente o número complexo z 2 /w . (f) Im(z) = . (b) (2 − i)(4 + 3i) . Escreva os seguintes números complexos na forma algébrica: .Ficha 3 Tópicos de Análise Complexa 3. (d) zz = |z|2 . 3. = (k) |zw| = |z| · |w| . (l) . 2. 2 2 (b) as raízes índice n de 1 . Determine e represente geometricamente: (a) as raízes cúbicas de −1 . 4. Demonstre as seguintes propriedades dos números complexos: (a) z = z . (c) 2 − 2i . (h) −z = −z . 7+i (d) 2i 1+i 4 1. 26 . (g) z + w = z + w .1 Plano Complexo (a) 2(3 − 2i) + (4 + 5i) . onde √ 1 z = 1 + i e w = 2 − i 23 . |z| w |w| (b) |z| = |z| . (c) | − z| = |z| . Escreva o número complexo √ 1+i 3 √ 1−i 3 20 na forma algébrica. 5. (j) z −1 = 2 . (e) Re(z) = z+z z−z .

(g) |z − 1| = |i + 1| . (f) sin(i) . (c) Re(z) > 0 . z+1 = a caracteriza z−1 a2 +1 . se a = 1 . sin(z + w) = sin z cos w + cos z sin w .0 a2 −1 (b) a circunferência de centro no ponto e raio 2|a| |a2 −1| . (c) ew = −2 . 11. 8. (e) cos(i) . Prove as seguintes relações: (a) cos(−z) = cos z . (i) Im ((z − i)/i) ≤ 0 . (h) |z|2 > z + z . (b) ez = eiz .Funções complexas elementares 27 6.) (b) Quantos dos valores obtidos em (a) são reais? Seria isso de esperar? . cos(z + w) = cos z cos w − sin z sin w . Resolva em C as seguintes equações: (a) ez = i . e considerando o ramo principal do logaritmo. (c) (e) sin2 z + cos2 z = 1 . (Sugestão: Multiplique por eiz ambos os membros da igualdade e note que obtém uma equação do segundo grau em eiz . 7. Determine a equação cartesiana da forma y = mx + b (com m e b constantes reais) para cada uma das rectas representadas no plano complexo z = x + iy pelas seguintes equações: (a) |z − 2 + i| = |z − i + 3|. Recorrendo às definições das funções complexas envolvidas. mostre que a equação |z|2 −2Re(a z)+|a|2 = ρ2 representa a circunferência de centro a e raio ρ. 13. Represente geometricamente os subconjuntos de C caracterizados pelas condições seguintes: (a) |z − i| < 1 . (i) 4i . calcule (a) e1+i . (j) ii . (e) Re(z) ≤ −1 ∨ Re(z) ≥ 1 . 14. se a = 1 . Determine o módulo e o argumento principal de ei e e3+4i . (b) (d) sin(−z) = − sin z . 12. 9. 3. (b) 1 2 ≤ |z + i − 2| < 1 .2 Funções complexas elementares 10. Sendo a ∈ C e ρ > 0. (b) ekπi (k ∈ Z) . Sendo a > 0. (d) 0 < Im(z) < 1 . (c) Log(1 + i) . (d) Log(−1) . (f) |z − i| = |z + i| . (a) Determine todos os números z ∈ C para os quais cos z = 2 . (b) z + z + 4i(z − z) = 6. mostre que a equação (a) o eixo imaginário.

28 (c) assume valores imaginários puros. 18. 1] → C . usando as derivadas parciais calculadas. (a) z 2 . 1] → C . z 2 dz . γ (b) (c) γ z dz .3 Integração das funções complexas 21. com γ(t) := t + i(2t − 1) . onde γ é o segmento de recta que une a origem ao ponto 2 + 2i . determine as funções derivadas dessas funções. com γ(t) := t + i(2t2 − 2) . 5π/4] → C . 0] → C . Calcule: |z| dz . tal que a função complexa f (z) = 2x(1 − y) + iv(x. 20. onde γ é o segmento de recta que une a origem ao ponto 1 + 2i . Verifique as equações de Cauchy-Riemann para as funções cos e sin e.Integração das funções complexas 15. 22. 19. 3π/2] → C . 3. (b) z . Para cada uma das funções seguintes. Usando as equações de Cauchy-Riemann. com γ(t) := 3eit . Determine uma função real v(x. . (c) γ : [−π/4. Estude quanto à holomorfia as funções complexas de variável complexa definidas por √ (a) f (z) = Log(ez + 2) . com γ(t) := t − i 2 − t2 . Represente geometricamente e indique o sentido dos caminhos definidos em C pelas funções: (b) γ : [−1. 3 +1 z (z − 1)(z 2 + 2) 17. (c) zez . onde γ é o caminho definido por γ : [0. (e) zz . determine as funções derivadas. Determine os subconjuntos de C onde a função seno (a) se anula . y) seja analítica em z = x + iy. (d) sin(4z) . definida em R2 . (b) f (z) = z 2 − 4 . (b) f (z) = 3 . determine o seu domínio e calcule a sua derivada: z 3 + 2z + 1 1 (a) f (z) = . (a) γ (a) γ : [0. Derivação das funções complexas 16. (b) assume valores reais . com γ(t) := 2eit . em caso afirmativo. (f) 1/z . √ (d) γ : [−1. diga quais das funções seguintes são analíticas e. y).

28. 0) e raio 1. onde γ é uma curva de Jordan regular que contém os pontos ±2i +4 no seu interior. z2 Fórmulas integrais de Cauchy 29. Sendo C(z0 . · · · . Mostre que γ γ 2πi se k = 1 0 se k = 2. situado no primeiro quadrante. determine: (a) γ 29 √ z dz . (b) f (z) = z 2 . 3. . calcule γ f (z) dz .Integração das funções complexas 23.r) (z − z0 ) Teorema de Cauchy 26. Calcule γ ez + z dz. Qual o valor do integral 27. onde (a) f (z) = 2z + 1 . onde γ é a circunferência de centro na origem e raio 1. onde γ é o arco da circunferência de centro (0. onde γ é z−2 (a) a circunferência unitária. dz ? |z|=2 z + 3 √ e3z dz = 0. verifique que dz = k C(z0 . (b) γ Log(z) dz . Sendo γ o caminho definido pela justaposição dos segmentos de recta que unem os pontos z0 = 0 a z1 = 1 e z1 a z2 = 1 + i. 4. Considerando os ramos principais das funções complexas envolvidas. Justifique que sentido directo. descrita no z − iπ 1 dz = 0. r) a circunferência de centro no ponto z0 ∈ C e raio r > 0. 24. onde γ é a circunferência de equação |z| = 5. (b) a circunferência de centro na origem e raio 3. 25.

x=0 . Calcule o γ sin(z) dz. (b) um quadrado de vértices ±2 e ±2i orientado no sentido positivo (contrário aos ponteiros do relógio). |t| ≤ T 0 . + 2z − 3 Log(z + 3) dz . |t| > T (A ∈ R . T > 0) F {f (t)} = 2AT sinc (ωT ) . (c) uma curva de Jordan que contém no seu interior a circunferência C(0. r).Transformadas de Fourier 30. −1 ≤ t ≤ 1  e−at . usando a definição. (b) g(t) = 1 . 31. Determine. calcule: (a) |z|=2 30 z2 (b) (c) sin z dz . onde γ é : (z − i)3 (a) é a circunferência C(i. 2). Usando as fórmulas integrais de Cauchy. Mostre que a transformada de Fourier da função f (t) = é dada por sin x x A . 4 |z|=1 z 1 dz . 3. com 0 < r < 1. t > 2. −2 ≤ t < −1   at e . . a transformada de Fourier das seguintes funções:   0 . t≤0 (a) f (t) = (a > 0) . t < −2     − 1 . x = 0. 2 |z|=2 z(z + 9) onde se considera o ramo principal do logaritmo. onde sinc(x) := 1 . 33. 1<t≤2     0 . t > 0   −1 .4 Transformadas de Fourier 32.

F (ω) = 2ia sin(πω/a) . Use a propriedade de deslocamento no tempo e o resultado do exercício 33 para obter a seguinte expressão para a transformada de Fourier de f (t): F (ω) = 4 sinc (2ω) − 2 sinc (ω) . dt2 dt Mostre que existe uma função G(ω) tal que Y (ω) = G(ω)U(ω). 35. 1 . (b) Usando os resultados dos exercícios 38-(b) e 33. Seja f (t) uma função com transformada de Fourier F (ω) e seja ω0 ∈ R. 2i F {f (t) sin ω0 t} = 39. . |t| > π/a . 2 1 {F (ω − ω0 ) − F (ω + ω0 )} . onde a > 0 e U0 é a função de Heaviside. e suponha-se que estes sinais satisfazem a relação diferencial d2 y(t) dy(t) +3 + y(t) = u(t) . determine F {te−at U0 (t)} . considere as funções f (t) = sin(at) . √ 2 36. 1 ≤ |t| ≤ 2 0 . Sejam y(t) e u(t) dois sinais com transformadas de Fourier Y (ω) e U(ω). ω 2 − a2 Verifique que a transformada de Fourier de f (t) é F (ω). usando a propriedade de deslocamento na frequência. |t| ≤ π/a 0 . 40. 2 determine F t2 e−t /2 . Considere a função gaussiana g(t) = e−t /2 . e determine G(ω). Para a > 0. Use o resultado do ex. 32-(a) e a propriedade de simetria para determinar F 2 4 + t2 . Mostre. respectivamente. a + iω (b) Usando (a) e uma propriedade de derivação adequada. Considere a função f (t) = 1 . por dois processos diferentes: (a) Usando a definição de transformada de Fourier. t ∈ R . (a) Verifique que F {e−at U0 (t)} = 37. Sabendo que F {g(t)} = 2π g(ω) . que (a) (b) F {f (t) cos ω0 t} = 1 {F (ω − ω0 ) + F (ω + ω0 )} . 38. se não .Transformadas de Fourier 31 34.

−∞ e−it −∞ . onde g(t) = +∞ iii. 4] / ii. w (b) Use a alínea anterior e as propriedades das transformadas de Fourier para determinar o valor dos seguintes integrais: (a) Mostre que a transformada de Fourier de f (t) é F (w) = +∞ i. Seja f (t) o sinal representado na figura 2 sin(2w) . 1 + 4ω 2 1 32 (b) Use o resultado da alínea anterior e uma propriedade adequada para justificar que F 1 1 + 4t2 = π 2 e− 2 |ω| . 1 ω ∈ R. Considere a função f (t) := e− 2 |t| . (c) Usando o resultado da alínea anterior e a definição de transformada de Fourier calcule o valor do seguinte integral impróprio: +∞ 0 cos t dt . −∞ +∞ e−2it g(t)dt. 4] 0 se t ∈ [0. (a) Verifique que a transformada de Fourier desta função é dada por F {f (t)} = 4 (ω ∈ R) . 43. −∞ +∞ eiw−1 2 sin(2w) dw w 1 se t ∈ [0. Verifique que F −1 1 2− ω2 + 3iω = e−t − e−2t U0 (t) . t ∈ R .Transformadas de Fourier 41. −∞ +∞ e−it −∞ +∞ f (t − v)f (v + 1)dv dt f (t − v)f (v)dv dt iv. 1 + 4t2 42.

Resolva em C as seguintes questões: ¯ (a) Determine as soluções da equação cos(¯) = ez i . a zona sombreada. 45. no plano complexo. (1 + i)4 (a) Mostre que a imagem geométrica do número w = √ 2 3cis − π 4 circunferência e sobre a recta r.Teste do ano lectivo 2007/2008 33 3.5 Teste do ano lectivo 2007/2008 44. O vértice D é a imagem geométrica do número complexo 2 cis 13π 12 . . das raízes índice 6 de um certo número complexo. Determine. . ii. A circunferência tem centro na origem e raio 2. O ponto A é a imagem geométrica de uma das raízes cúbicas de 8i. na forma algébrica. A recta r é a bissectriz dos quadrantes ímpares. se situa no interior da (b) Defina. que inclui a fronteira. Estude quanto à holomorfia a função g(z) = f (z) − z i 46. o valor de f (i). por uma condição em C. z (b) Considere a função complexa f (z) = Log(z + 2i) + z i i. Relativamente à figura sabe-se que: . Na figura está representado o hexágono Γ ≡ [ABCDEF ] cujos vértices são as imagens geométricas.

. [DE]. Seja f uma função absolutamente integrável tal que +∞ (d) Considere a função g : Ω ⊆ C −→ C definida por f (t)e−it dt = −∞ 1 1 − i. para determinar o valor de formado pela justaposição dos segmentos de recta [CD]. dz. z1 são dois pontos de Ω e γ1 e γ2 são dois caminhos distintos que unem z0 a z1 então f (z)dz = γ1 γ2 f (z)dz.Teste do ano lectivo 2007/2008 3π 4 complexo escrito na forma algébrica e na forma exponencial. onde γ é o caminho γ ii. e apresente este número i. −∞ e−it −∞ f (t − v)f (v)dv dt. (c) Determine. Determine o valor de dz. apresentando o resultado na forma algébrica. −∞ f (t) sin(t)dt ii. 2 −9 z2 + 1 Γ z |z|=2 g(z) = g(x + iy) = 2x(1 − y) + i(x2 + 2y − y 2 ) i. respectivamente. o valor do seguintes integrais 1 Log(z + 3) i. Mostre que se z0 . 2 2 +∞ (a) Qual o significado matemático do integral impróprio (b) Determine o valor de +∞ +∞ +∞ −∞ f (t)e−it dt ? i. dz ii. justificando devidamente. 2 |z|=1 z 47. g(z) ii.[EF ] e [F O]. Utilize o resultado anterior. dt2 Mostre que o sinal y(t) é dado por y(t) = F −1 V (w) 1 − w2 . Mostre que g é inteira e determine g ′(z). e suponha-se que estes sinais satisfazem a equação diferencial d2 y + y = v(t). zdz. (c) Sejam y(t) e v(t) dois sinais com transformada de Fourier Y (w) e V (w). 34 (a) Justifique que a imagem geométrica do ponto C é 2 cis (b) Considere a função f : Ω ⊆ C −→ C inteira.

  .

k = 0. cis(2π/3). |ei | = 1 e arg(ei ) = 1. (a) zk = kπ. (a) f é holomorfa em C \ {z = x + yi : x ≥ ln 2 ∧ y = (2k + 1)π. (a) f é analítica e f ′ (z) = 2z (c) f é analítica e f ′ (x + yi) = [cos(y)ex (1 + x) − y sin(y)ex ] + iex [sin(y) + x sin(y) + y cos(y)] (d) f é analítica e f ′ (x + yi) = 2 cos(4x) (e−4y + e4y ) + 2 sin(4x) (e−4y − e4y ) i (e) f não é analítica (f) f é analítica em C\{0} e f ′ (x + yi) = y 2 − x2 2xy +i 2 2 + y 2 )2 (x (x + y 2 )2 19. − − i 2 2 5. |e3+4i | = e3 e arg(e3+4i ) = 4 − 2π + kπ ∨ y = 0} (c) {z = x + yi : x = kπ. k ∈ Z Z 2 √ √ 14. k ∈ Z Z Z (c) zk = ln(2)+(1+2k)πi. (a) cis π+2kπ 3 . n − 1. y) = x2 + 2y − y 2 (por exemplo) 20. k ∈ Z Z} (b) f é holomorfa em C \ {z = x + yi : x = 0 ∨ (y = 0 ∧ x ∈ [−2. z ∈ Z Z} 16. v(x. 1. (b) cis (b) y = x 3 − 4 4 2kπ n . 1. (a) zk = 2kπ − i ln(2 + 3) ∨ zk = 2kπ − i ln(2 − 3). (a) e(cos(1) + i sin(1)) (b) (−1)k (c) log( 2) + i π e + e−1 (d) πi (e) 4 2 i −1 −π 2 (f) e−e (i) cos(log4) + i sin(log4) (j) e 2 π 13. (a) y = x + 2 4 √ 1 12. k = 0.Soluções 35 3. 2. 1. − 3 + i √ 1 3 4. (c) 2cis 3π+8kπ 12 . cis(5π/3)} e f ′ (z) = 2 − 4z 3 (z 3 + 1)2 √ −5z 4 − 6z 2 + 2z (b)Df = C \ {cis(0). k ∈ Z (b) zk = −kπ +kπi. k ∈ Z Z (b) nenhum 15. · · · . (a) 10 + i √ 3.6 Soluções (b) 11 + 2i (c) 6 8 − i 25 25 (d) −4 1. k ∈ Z Z (b) {z = x + yi : x = π 2 10. y ∈ IR\{0}. (a) zk = i + 2kπ . 5 5 9. cis(4π/3). ± 2i} e f ′ (z) = 3 (z − 1)2 (z 2 + 2)2 (b) f não é analítica 18. k = 0. (a) Df = C \ {cis(π/3). 2])} . 2. cis(π).

(c) √ 4 e 43. (b) |z| ≤ 2 ∧ ≤ arg(z) ≤ (ci) 0 5π 4 45. (a) − 4i 3 (b) (c) (b)1 − (b) π −i 2 24. (a) −πi sin(i) 2a 32. (bi) 2π e (bii) e−4i sin(4) 0 ≤ arg(z) ≤ π 4 (biii) 4(sin 2)2 cis(1) ∨ 5π 6 π (biv) 4(sin 2)2 44. (a) − 2 + i 2. G(w) = 35. (cii)[Log(3 + i) − Log(3 − i)] π (dii)4πi (bii) 1 (1 − i)2 4 . (a) F (1) = F {f (t)}w=1 (bi) 1 2 (bii) C \ {x + yi : x ≤ 0 ∧ y = 2}. (a) z = kπ. (a) 2 a + w2 34. (a) 1 + 3i 26. k ∈ Z Z (bi) π i + e− 2 2 √ √ 3π 46. (a) −9(1 + i) 23. (a) 0 30. 2e 4 i (bii) 2i (di)g ′ (x + iy) = 2(1 − y) + 2xi 47. (a) π i 2 4 + 2i 3 (b) 2πi(e2 + 2) π (b) − i 3 (c) 2πi ln(3) 9 (c) −πi sin(i) 31. (b) 36. πe−2|w| π 41. 0 29. √ (b) −πi sin(i) (b) 4 sin(w) − 2 sin(2w) se w = 0 w 0 se w = 0 1 (a + iw)2 2 /2 1 1 + 3iw − w 2 2πe−w (1 − w 2 ) 40.Soluções 8 (1 + i)3 3 5 2 36 22.

−1 +∞ (c) Determine o intervalo de convergência da série de potências n=1 +∞ (−1)n+1 4n2 1 (x − 1)n . (b) Tendo em conta que 2 . justificando convenientemente.Ficha 4 Exames 2007-2008 4. no intervalo [− π . Diga. −1 (d) Utilize as alíneas anteriores para justificar que a série determine a sua soma. qual o valor lógico das seguintes afirmações: +∞ (a) h(x) = n=0 (−1)n 2n x é solução da equação diferencial y ′′′ + y ′ = 0.1 Frequência +∞ 1. mostre que o desenvolvi4n2 − 1 −π 2 mento da série de Fourier da função f (x) = cos(x). (2n)! (b) A equação diferencial (yx + y 2)y ′ = yx é simultaneamente uma equação diferencial homogénea e total exacta. 37 . −1 (a) Mostre que a série dada é absolutamente convergente. Considere a série numérica n=1 (−1)n+1 4n2 1 . π ] é dado por 2 2 cos(x) cos(2nx)dx = (−1)n+1 2 4 cos(x) ∼ + π π +∞ π 2 (−1)n+1 n=1 4n2 1 cos(2nx) . n=1 (−1)n+1 4n2 1 é convergente e −1 2.

Considere a função complexa de variável complexa. (b) Mostre que F é inteira e conclua que F ′ (z) = F (z).Frequência 38 3. (a) Mostre que a equação F (z) = 1 + i tem infinitas soluções. Considere um sistema linear controlado pela equação diferencial com condições iniciais ay ′′ (t) + by ′ (t) + cy(t) = g(t) . a função transferência não depende da função entrada. que F {g(t)} = 2 . i. L{y(t)} = Y (s) e L{g(t)} = G(s). utilizando a definição de transformada de Fourier. G(s) (a) Mostre que a função transferência do sistema é dada por H(s) = 1 . Mostre. isto é. as2 + bs + c isto é. s ii. (b) Suponha agora que a função entrada do sistema é a função degrau. e determine-as. 1 + t2 . i. b = −2 e c = 1 e determine a função saída do sistema. Mostre que L{y(t)} = 4. Faça a = 1. À função g chamamos a função entrada do sistema e à função y chamamos a função saída do sistema. isto é. mas depende da escolha de a. Sejam Y (s) e G(s) as transformadas de Laplace de y(t) e g(t) (respectivamente). definida por F (z) = ez . Utilize a alínea anterior e as propriedades das transformadas de Fourier para determinar o valor do integral impróprio +∞ e−it −∞ 1 dt . Chamamos função transferência do sistema à função H Y (s) definida por H(s) = . b e c são constantes reais. (c) Admita que a função g real de variável real é definida por g(t) = F (t) se t ≤ 0 F (−t) se t > 0 . g(t) = U0 (t). y(0) = y ′(0) = y ′′ (0) = 0 onde a. 1 + w2 ii. b e c. H(s) .

Sabe-se que : π A2 • z1 tem argumento . Sabe-se que ln(x) = Mostre que (a) I =]0. √ (b) Mostre que a circunferência C tem raio 2. Considere a função f periódica de período 2 representada a seguir. z (z − i) C 1 − z2 ii. (−1)n (x − 1)n+1 . ◦ ◦ 1 ◦ • ◦ ◦ −4 • ◦ −2 • ◦ −1 2 • ◦ 4 Determine (a) os coeficientes de Fourier da função f . justificando convenientemente. • A1 e A2 são as imagens geométricas de z1 e z2 . 2 .Exame 5. e conclua que z1 = 3 + i.2 Exame +∞ n=0 6. Escreva z1 na forma trigonométrica e na forma exponencial. 2]. cujo perímetro é 4π. qual o valor dos seguintes integrais: 1 z1 i. (a) Justifique que o ângulo A1 OA2 é recto (O designa a origem do referencial). γ |z|2 dz. onde γ é o segmento de recta que une a origem a A1 . 39 A1 • O (c) Determine. 4. Seja C o conjunto dos números complexos e sejam z1 e z2 dois elementos de C. • 6 4 • z2 = z1 . respectivamente. 7. n+1 +∞ (b) a série numérica n=1 (−1)n 1 + en − n+1 3n é convergente e determine a sua soma. + 2 dz. x ∈ I. (b) a soma da série de Fourier de f nos pontos x = 1 e x = 1. Seja C a circunferência definida por |z| = |z1 |.

y(0) = 0. e para qualquer n+1 γ (z − z0 ) curva simples fechada γ. 12 (b) O valor principal de ii é e− 2 . no plano complexo. Considere a equação diferencial 40 dy 1−x−y = dx x+y (a) Mostre que a equação diferencial é total exacta e determine a sua solução. y ′ (0) = 1 e y ′′(0) = 0. L −1 2e−s . em que U1 (t) é a função de Heaviside. 10. 4 √ Podemos afirmar que a imagem geométrica do vértice B é 2cis 5π . das raízes de índice 6 de um certo números complexo. dz (c) O valor do integral é zero. 9. √ O vértice C é a imagem geométrica do números complexo 2cis 3π . justificando convenientemente. Use este procedimento para confirmar a solução que obteve na alínea anterior. dy (b) Uma equação diferencial da forma = f (ax + by + c). envolvendo z0 uma vez no sentido positivo. para qualquer inteiro positivo n. (a) Calcule.Exame 8. π . se são verdadeiras ou falsas as seguintes afirmações: (a) Na figura está representado um hexágono cujos vértices são as imagens geométricas. pode ser sempre reduzida dx a uma equação de variáveis separáveis por meio da substituição u = ax + by + c. Diga. b = 0. s2 (s2 + 4) (b) Utilize as propriedades da transformada de Laplace para determinar a solução da equação diferencial com condições iniciais y ′′′ + 4y ′ = 2U1 (t). a transformada de Laplace inversa.

quando R = 1. i. qual o valor do seguinte integral impróprio +∞ (2t2 + 1) e− 2 dt . |z|=1 1 + f (z) √ π (c) Em C sabe-se que z1 tem argumento e que z2 tem módulo 3 3. z(z 2 + 9) C onde C = {z ∈ C : f (z) = 2}. determine. como função do tempo. resistência R (em ohms). 3 9 z1 Determine o valor de z2 . Um circuito eléctrico simples é constituído por: corrente eléctrica I (em amperes). L = 2 e E = e2t . . 1 2 ω ∈ IR . 12. 41 (a) Comente a seguinte afirmação “A função f não é analítica em nenhum subconjunto de C”.Exame Recurso 11. indutância L (em henrys) e por uma força electromotriz E (em volts). isto significa que a corrente I satisfaz a equação diferencial L dI + RI = E . a força electromotriz aplicada (voltagem) é igual à soma das voltagens no resto do circuito. ii. Estude quanto à holomorfia a função G. encontre a intensidade da corrente. f (z) (b) Calcule dz.z 2 + .3 Exame Recurso 13. De acordo com a 2a Lei de Kirchhoff. Admitindo que F (2t2 + 1) e− 2 t2 = √ 2π 3 − 2ω 2 e− 2 ω . justificando convenientemente a sua resposta. se o interruptor está fechado no instante t = 0. Considere a função complexa de variável complexa definida por f (z) = |z|. f (z1 ) (d) Considere a função G(z) = Log(z + 3). calcule G(z) dz. dt Sem utilizar Transformadas de Laplace. Usando as fórmulas integrais de Cauchy. −∞ t2 4.

qual o valor de 1 1 + z+i z−3 g(z)dz . D C B Um dos lados do quadrado Γ é a representação geométrica do caminho γ : [0. Mostre que G(s) = 1 se 0 ≤ t < 1 . y ′′ + x = f (t) . y ′ + x′ = g(t) com condições iniciais dadas por y(0) = y ′ (0) = x(0) = 0. 15. que lado é esse. (a) Determine e represente geometricamente as raízes cúbicas de g(π). Utilize as alíneas anteriores para determinar x(t). A Os pontos A e C pertencem ao eixo imaginário. no plano complexo. 1] → C com γ(t) = t + i(t − 1). . Estes quatro pontos encontram-se a uma distância de uma unidade da origem do referencial. (b) Mostre que g(x + yi) = e conclua que g é inteira. e indique o sentido do caminho. −1 se t ≥ 1 42 s G(s) − F (s) . Indique. s ii. e os pontos B e D pertencem ao eixo real. 1 y i −y e + e−y cos(x) + e − ey sin(x) 2 2 γ onde γ = {z ∈ C : |z| = 2}. (d) Calcule. Considere. (a) Supondo que L{f (t)} = F (s) e L{g(t)} = G(s). (c) Determine o subconjunto de C onde a função g assume valores imaginários puros. 16. o quadrado Γ ≡ [ABCD]. justificando convenientemente. Pretende-se determinar a solução do seguinte sistema de equações diferenciais. mostre que x(t) = L−1 (b) Suponha agora que F (s) = 1 e g(t) = i. justificando convenientemente. s2 − 1 1 − 2e−s . Considere a função complexa de variável complexa definida por g(z) = cos(z).Exame Recurso 14.

Considere a série numérica n=0 (−1)n 1 e a sucessão (Sn )n∈I de termo geral dado por Sn = √ . 1 i. 2n + 1 +∞ n=0 (d) Seja (Sn )n∈I a sucessão das somas parciais associada à série N n=1 un . Utilize a alínea anterior para determinar F {e−t U0 (t)g(t)}.Exame Recurso 43 (e) Considere uma função f tal que a transformada de Fourier é F (w). onde U0 (t) é a função degrau unitário. Mostre que a série numérica (−1)n − 2un 2n + 1 n=1 alíneas anteriores. ii. i. g(x) =  0 se π/2 < x ≤ π 1 2 g(x) ∼ + 2 π +∞ Mostre que o desenvolvimento da série de Fourier da função g. +∞ é convergente. determine a sua soma. Mostre que F {f (t) cos(w0 t)} = [F (w − w0 ) + F (w + w0 )] . 2n + 1 (c) Considere a função periódica de período 2π definida por   0 se −π ≤ x < −π/2 1 se −π/2 ≤ x ≤ π/2 . isto é. e tendo em conta as . N 2n + 1 n (a) Mostre que a série dada é simplesmente convergente . +∞ (b) Determine o intervalo de convergência da série de potência n=1 (−1)n (1 − x)n . +∞ 17. Defina série numérica convergente. 2 ii. é dado por (−1)n cos((2n + 1)x) . F {f (t)} = F (w) e seja w0 ∈ IR.

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Ficha 5 Apoio à Análise Matemática II (opcional) Esta ficha é um complemento às fichas 1. 5. ocorrerá em horário extra às aulas de Análise Matemática II. N (d) Determine. termo da sucessão un e em caso afirmativo indique a sua ordem. (b) Verifique se 1 é. 2 e 3. bem como a resolução de alguns dos exercícios. Sejam (un )n∈I e (vn )n∈I duas progressões geométricas de razão r1 e r2 respectivamente. n 2. determine o valor de lim n→+∞ sk . o valor de lim un . A presença e avaliação (nestas aulas) são facultativas. Os conteúdos aqui abordados. ou não.1 Sucessões 2n − 1 n+3 1. O seu objectivo é recordar alguns dos conceitos abordados a nível do ensino secundário e nas unidades curriculares AMI e ALGA. Considere a sucessão (un )n∈IN definida pelo termo geral un = (a) Represente os primeiros três termos de un . (c) Estude a monotonia da sucessão (un )n∈I . caso exista. podendo contar 10% para a unidade curricular de Análise Matemática II. Estude quanto à monotonia as sucessões de termo geral: (a) un = (−1)n (b) un = 1 n+1 (c) un = en (b) un = (−1)n n 3. N N un Considere a sucessão (sn )n∈I de termo geral sn = N vn (a) Justifique a seguinte afirmação: “sn é uma progressão geométrica de razão (b) Considerando vn = 2−n e un = 1 3 n n r1 ” r2 . k=3 44 .

.Alguns tópicos de AMI e ALGA v1 = 1 vn+1 = 45 4.3n n+1 2 n+1 n (c) lim 4n2 + 3n + 5 5n2 + 3 1 n 3 (e) lim (f) lim 1 + (g) lim 1 + (h) lim 1 − (i) lim 3n+1 + 2n 3n + 2n+1 (j) lim 1 2 + 7−n (k) lim (−1)n . Considere as funções f e g definidas por f (x) = cos(nx) 1 g(x) = sin(nx).2 Alguns tópicos de AMI e ALGA 7. Sabendo que h(x) = 2−x . caso exista. Calcule. (b) se f é uma função par e g é uma função par então f. ∀n ∈ IN 5 (b) Mostre que (an )n∈I . definida por recorrência (a) Calcule v2 + v3 . (c) se f é uma função ímpar e g é uma função ímpar então f. Mostre que (a) se f é uma função par e g é uma função ímpar então f. + 2n (n) lim 2n−1 + 5 2n2 + 6 (q) lim 1 + 2 n +3 (o) lim √ 2n n2 − 4 − n n+2 √ √ (p) lim( n + 1 − n) (r) lim 5..g é uma função par. vn + 8 . 8. o valor dos seguintes limites: (a) lim(5n3 − 10n2 + 25) (d) lim n2 + 1 + 2n n+3 2 n n n (b) lim 2n + 1 n (−1)n . + h(n)] n→+∞ 6. calcule lim [h(1) + h(2) + h(3) + . n ∈ IN (a) Mostre que f é uma função par e g é uma função ímpar..6 − 10 n+1 (l) lim n + (−1)n n − (−1)n 1+ 3 n (m) lim 2n2 + 1 1 + 2n + n2 3n 2 + 4 + 8 + . N 5.g é uma função par. (c) Estude quanto á paridade as funções: f1 (x) = x2 f (x) e f2 (x) = x3 g(x) .g é uma função ímpar.. com an = vn − 2 é uma progressão geométrica . (b) Determine o valor de −1 f (x)g(x)dx. Considere a sucessão (vn )n∈IN .

n ∈ IN ii. (c) Determine o valor dos seguintes integrais: 1 por se −1 ≤ x ≤ 0 se 0 ≤ x ≤ 1 se 1 ≤ x ≤ 2 (b) Seja g a função f periódica de período 2. 0 0 sin(nx)f (x) dx. −1 2 iv. Faça um esboço de g. n. Resolva a seguinte equação: x 1 x x + x −1 −1 x =0 14. 1 10. −1 1 iii. m ∈ IN 3 sin((n + m)x)f (x) dx. Considere a função real de variável real definida   −1 0 f (x) =  1 (a) Faça um esboço de f . (a) (b) 3 2 2y − 2 = −x x+y = 2x + 3y = 1 4x + y = −3 . n. utilizando a regra de Cramer. Resolva os seguintes sistemas. Determine as seguintes primitivas: (a) (e) x dt √ s t ds (b) (f ) x − y 2 x dx arcsin(x) 1− y2 dy (c) (g) xex + y ln(x) dx (d) 1 − v2 dv v+1 (h) arccos(y 2 )(x + 1) dx xe x dy y 11. m ∈ IN x sin(nx)f (x) dx. 13. Utilize a regra do tapa para decompor em soma de fracções as seguintes funções racionais. i. (a) x3 1 − 4x (b) s−1 s(s − 2)(s + 3) 1 (x − 1)(x + 1)2 (c) x2 1 + 2x − 3 1 + 2y (d) x2 x3 + 2 + 2x − 3 (e) s2 (s − 1)2 (s2 + 1) (f ) (g) −2y 2 (h) s2 (s s2 − s + 1) 12. Determine a primitiva das funções racionais definidas na questão anterior.Alguns tópicos de AMI e ALGA 46 9. n ∈ IN (cos(nx) + 2 sin(mx)) f (x) dx.

Sejam z = 3a − 2i e w = 3 − bi. obtenha um outro número complexo w = a + bi tal que zw seja um número real e z + w seja imaginário puro. 3 determine o valor de z1 10 z2 . Em C sabe-se que z1 tem argumento π e que z2 tem módulo 3 3. (c) Resolva em C a equação w8 w−4 = −z 2 . 2 2 √ 22. b ∈ IR dois números complexos. z3 = 3i − 4 e z4 = 2009 17.w é um imaginário puro. imaginários puros e complexos conjugados. 3 − 3i4 . a parte imaginária e o coeficiente da parte imaginária dos seguintes complexos: √ z1 = 1 + i. Considere o número complexo w = −i + √ (b) Prove que w6 é um número real. 21. o simétrico. (a) (3 + 4i) − (3 − i). −5i2 . z2 = −2. 24. (2 + i)(i − 2) (c) (1 − 2i)(3 + 5i). Sem recorrer à calculadora. e o argumento positivo mínimo dos seguintes números complexos: √ √ √ 2 2 z1 = 3 + 3i. 19. (d) i323 1+i 18. (b) 1−i . z2 = −2i. determine os números reais k e m de modo que w1 = w2 . Efectue as operações seguintes e apresente o resultado na forma algébrica. Sabendo que z = 6 − i. Indique a parte real. 20. z3 = − i e z4 = 5. o conjugado. 3−i (a) Represente w na forma trigonométrica e na forma exponencial.3 Números complexos 15.Números complexos 47 5. t ∈ [0. com a. e 5 − 3i. Calcule o módulo. Dados os números complexos √ √ √ 3 5 + 3i.z2 + |z1 | 23. Resolva em C as seguintes equações. 2i. ( 7i)3 . Sendo w1 = 3 + (2 − k)i e w2 = 5 + m + 3i. π] . (d) (f ) z 2 − 5iz = 6 (i) z 3 + z 2 + z = 0 (g) z 2 + 2 cos(t)z = −1. (a) z 3 = z z z−i − =3 2+i 2−i (b) z 2 = −z (e) z 4 + 1 = −i (h) z 6 (z)2 = −1 (c) z 3 = (−1 − i71 )4 (1 + 2 √ 3 3 2 i) 2 . 16. indique quais são reais. Determine os valores de a e b sabendo que z + w é um número real e z.

as imagens geométricas dos números complexos z1 = 2cis 3π e 4 z2 = − 1 − 2 √ 3 2 i. excluindo a fronteira. (a) Determine as coordenadas dos pontos B e D. a equação z1 = z2 w √ 3i e z2 = √ π 3cis . Em C considere: z1 = 3 + 3 2 Resolva. dois arcos de circunferência centradas na origem. Na figura estão representados . a região sombreada. em C. a imagem geométrica de z1 é um dos vértices do hexágono regular centrado na origem do referêncial representado na figura Defina. 5 (a) Represente. . por uma condição em C. (b) Defina por uma condição. no plano complexo. em C. o conjunto dos pontos que são imagens geométricas dos números complexos z que satisfazem a condição |z − 1 + 2i| ≤ |z1 | (b) No plano complexo. 3 26. Considere o número complexo z1 = 2cis 6π . no plano complexo. 27. Os pontos A e C são respectivamente.Números complexos 48 25. a parte colorida da figura.

no plano complexo. a condição 3 |z − z1 | ≤ 2 ∧ arg(z − 2) = 3π 4 29. √ −3z1 (b) Calcule w = 2 e apresente o resultado na forma algébrica. (a) Qual dos números seguintes não é um imaginário puro? (A) i3 (B) cisπ 2 é um imaginário puro. Para cada uma das questões que se seguem.z1 = z (b) As imagens geométricas de z1 e z2 são os vertíces consecutivos de um polígono regular com centro na origem do referêncial. (c) Verifique que z1 . resolva em C a equação z 2 = z 1 z2 + e apresente o resultado na forma trigonométrica.Números complexos 28. (c) Resolva em C a seguinte equação z 3 = −w2 . 31. Sabendo que z1 = i73 − 1 e z2 = Re(3i + 2). √ √ 33. tal que z1 = cis 2π 3 3 (a) Mostre que z1 = 1 49 (b) Represente. z2 e z3 são três raízes sextas de 4096 e determine as restantes raízes. (d) Comente a seginte afirmação: “O numero complexo (z2 )3 + (iz3 )27 (z1 )2n+1 (−2i)cis π √ 6. Considere os complexos z1 = 3i e z2 = − 2 + 2i (a) Represente z1 e z2 na forma trigonométrica e na forma exponencial. os valores não nulos de z para os quais z 2 . (b) Escreva z na forma trigonométrica e na forma exponencial. z2 = 2 + 2 3i e z3 = 4cis 4π . z1 z2 34. Indique a opção correcta. na forma algébrica. 32. Considere o seguinte número complexo: z = 1+i 3 (a) Simplifique z. De que polígono se trata? Determine a sua área. Considere os números complexos z1 = −1 + √ 3i e z2 = 2cis π . (b) Mostre que z2 é o simétrico de z3 . Considere o número complexo z1 . qualquer que seja n ∈ IN” i . 6 (a) Determine. são indicadas quatro alternativas das quais só uma está correcta. na forma trigonométrica. 1+i (C) 2cis 3π 2 (D) 2 i . Considere z1 = 4cis2π. √ 30. o conjugado de z3 . apresentando o resultado na forma algébrica. 3 (a) Indique.

então um argumento de w = 2 + 5i pode ser: (B) α + (i) Qual das seguintes condições define uma circunferência no plano complexo? (A) (B) (C) (D) |z + 1| ≤ 3 |arg(z)| = π 4 |z + 2i| = |1 + i| |z + i| = 0 (C) α − π 2 (D) π 2 −α (B) Re(z 2 ) = x2 (D) Im(z − w) = y √ (k) Considere o número complexo z = 2 + cos π i. y ∈ IR então: z (A) Re w = x (C) Im(z. com x. então a imagem de z pertence: 1o 1o 3o 2o ou ou ou ou 4o 2o 4o 3o quadrante quadrante quadrante quadrante π 2 (h) Se z = 5 − 2i tem argumento α. A imagem geométrica de z pertence à região 4 do plano complexo definida pela condição: √ (A) |z| = 2 (B) |z| > 5 2 (C) π ≤ arg(z) ≤ π (D) 0 ≤ arg(z) ≤ π 4 2 4 (j) Se z = x + iy e w = 1 + i.w) = x + y (l) Qual dos seguintes números complexos é representado no plano complexo por um ponto que não √ pertence ao círculo de centro na origem e raio 2 ? (A) (B) (C) (D) o o o o π 3 inverso de 2cis π 4 conjugado de 2cis π 4 simétrico de cis π 4 inverso de cis π 4 (B) − π 6 (m) Se arg(z 2 ) = π . então o argumento de z pode ser: 6 (A) (C) π 12 (D) π2 36 . então (d) Seja z um número imaginário.Números complexos (b) Se arg(−z) = − π então: 7 (A) arg(z) = 13π 7 50 (c) Se o inverso e o conjugado de um número complexo z = 0 são iguais. O conjugado de z + 1 é: (e) O inverso do número 2 + 2i é: (A) 1 2 (B) −arg(z) = π 7 (C) arg(z) = 6π 7 (D) arg( 1 ) = z 7 π (A) z é real (B) |z| = 1 (C) z é imaginário puro (D) Re(z) = Im(z) (A) z − 1 (B) 1 − z (C) z + 1 (C) 1 2 (D) z − 1 (D) 1 4 + 1i 2 (f) O número i−4n é igual a (A) 1 (A) (B) (C) (D) (A) Ao Ao Ao Ao π 2α (B) 2 − 2i (B) −1 − 1i 2 1 i − 1i 4 (C) (D) i−n (g) Se Re(iz) > 0.

define a região sombreada. n são as imagens das raízes de índice n de um certo número complexo w. Uma solução da equação dada é: (A) i (C) −i (t) Na figura está representado. definidas em C. no plano complexo. · · · . Sabe-se que o vertíce A é a imagem geométrica do número complexo 2cis 23π Qual 12 das seguintes condições.Números complexos 51 (n) Ak com k = 1. (z1 )3 qual das afirmações (B) w = (D) w = 1 √ cis π 4 2 1 2π 2 cis 3 (q) Qual das seguintes condições define em C o eixo imaginário? (B) |arg(z)| = π 2 (D) |z − i| = |z + i| (r) No plano complexo. Ak e Ak+1 são imagens de − 2 e cis 7π . o número i satisfaz uma das condições a seguir indicadas. Qual delas? (A) z i (B) −1 (C) 6 (D) −6 (D) =z √ (p) Sejam z1 = 1 + i e z2 = i 2 dois números complexos. para um certo valor de k. √ 3+i sabendo que. o lugar geométrico das imagens dos números complexos z que satisfazem a condição iz + z = 0 é (A) (B) (C) (D) uma recta horizontal uma circunferência uma recta vertical a bissectriz dos quadrantes ímpares. 2. o conjunto dos números complexos. então w é 6 igual a: (A) 1 (o) Em C. incluindo a fronteira? (A) (B) (C) (D) |z| ≤ 2 ∧ 0 ≤ arg(z) ≤ π 3 |z| ≤ 2 ∧ 0 ≤ arg(z) ≤ π 4 Im(z) ≥ 0 ∧ arg(z) ≤ π 3 π |z| ≤ 2 ∧ − 12 ≤ arg(z) ≤ π 4 . um hexágono regular centrado na origem do referêncial. Sendo w = seguintes é veradeira? (A) w = 1 cis π 2 4 (C) w = 1 cis 7π 2 4 (A) arg(z) = (C) |z| = 0 π 2 (C) arg(z) = 0 =z−i (B) z |z| z2 =i z2 . (B) −2cis π 3 (D) 1 − cis π 3 (s) Considere em C a equação (1 − z)9 = −1.

(a) − ln |x| + ln |x − 2| + ln |x + 2| + C. C ∈ IR 4 8 8 1 1 4 (b) ln |s| + ln |s − 2| − ln |s + 3| + C. C ∈ IR 2 4 4 1 1 1 (e) − + ln |s − 1| − ln |s2 + 1| + C. C ∈ IR (f) arcsin(x) arcsin(y) + C. C ∈ IR 4 2(x + 1) 4 1 1 (g) ln |y| − ln |y − 1| + C. (ci) 0 (b) 1 2 (c) 4 5 (d) +∞ (m) 2 (e) não existe (n) 4 (o) 0 94 25 (b) 8 9 (f) 0 (p) 0 (g) e2 (q) 3 (h) e−2 (r) 0 (i) 3 (k) −10 (l) 1 (c) f1 e f2 são funções pares. C ∈ IR (d) arccos(y 2 ) (g) v − 11. (a) +∞ (j) 0 8. (a) afirmação verdadeira 4. 1 6.Soluções 52 5.4 Soluções (c) (un ) é monótona crescente (d) 2 (c) (un ) é monótona crescente 1. C ∈ IR 2 √ s2 x2 + x + C. C ∈ IR 2 2 . (a) xt + C. (a)(un ) não é monótona (b) (un ) é monótona decrescente (d) (un ) não é monótona crescente 3. (b) 1 é termo de ordem 4 2. C ∈ IR (e) t + C. (cii) 2 1 2 3 − sin(n) − cos(m) (ciii) (1 − cos(n + m)) m n m n+m 1 1 (civ) 2 (sin(2n) − sin(n)) + (cos(n) − 2 cos(2n)) n n x2 (c) ex (x − 1) + yx(ln(x) − 1) + C. (a) (e) v2 + C. (b) 0 9. C ∈ IR 2 −1/4 1/8 1/8 + + x x−2 x+2 1/2 1/2 −1/2s + + 2 2 (s − 1) s−1 s +1 −1/4 1/4 −1/2 + + 2 x − 1 (x + 1) x+1 1/2 −1/2 + y y−1 (h) 1 1 1 12. C ∈ IR 6 10 15 1 1 (c) − ln |x + 3| + ln |x − 1| + C. C ∈ IR 1 − y 2 + C. C ∈ IR 2 2 (b) (h) x2 ey/x + C. (a) 5. C ∈ IR (b) 1/6 1/10 −4/15 + + s s−2 s+3 (f) (c) −1/4 1/4 + x+3 x−1 (g) (d) x−2+ 25/4 3/4 + x+3 x−1 −1 2 + s s+1 10. C ∈ IR 2(s − 1) 2 4 1 1 1 (f) ln |x − 1| + − ln |x + 1| + C. C ∈ IR 4 4 2 x 25 3 (d) − 2x + ln |x + 3| + ln |x − 1| + C.

(a) w = cis(−π/6) = e−iπ/6 (c) zk = cis π+6kπ 6 . e √ Re(z3 ) = −4. z 2 = −2. w = 8 3cis(− π ) 6 26. 2 23. (b) |z| < 2 ∧ 27. 9 (c) 13 − i 1 i (d) − − 2 2 19. y) = 15. w = −6 − i 20. 2. 2 2 3 √ √ 3 8 2kπ (c) z = 4cis 3 k = 0. 1 24. 8 3π 4 < arg(z) < 4π 3 cis −2π+6kπ 9 . 1. 1. −5i2 e 3 − 3i4 são números reais. Re(z4 ) = 2009. 2. k = 0. (a) z = − − i 2 2 32. 5 + 3i é conjugado de 16. 1 2 (b) (x. Re(z1 ) = 1. 1) √ √ 5 − 3i. 1 + kπ . −z4 = −5 e arg(z4 )=2π √ 53 − 3i 22. 3 (b) z = cis π+2kπ k = 0.Soluções 53 (h) − ln |s| + 2 ln |s + 1| + C. Im(z3 ) = 3 e parte imaginária é 3i. 3 16 (f)z = 3i ∨ z = 2i (g) z = cos(t) + i sin(t) ∨ z = cos(t) − i sin(t) √ √ −1 − 3i −1 + 3i (h)zk = cis π+2kπ k = 0. 1. x = −1 ∨ x = 2 14. 1. √ 3 2 2 cis 5π 8 (d) afirmação falsa (b) z = cis − 2π = e− 3 2π i 3 (c) wk = cis −π+2kπ 2 . a = − 1 i (b) − + 5 5 4 e b = −2. (a) (x. 2i e ( 3 7i)3 são imaginários puros. (a)z 3 = −2 + 2 3i √ 1 3 31. (a) B → cis 29. 2 √ 30. 17. z 3 = 22 + 22 i. 1 . √ 1. −z3 = − 22 + 22 i e arg(z3 )= 7π 4 |z4 | = 5. z 1 = 3 − 3i. 1. k = 0. Re(z2 ) = 0. k = 0. z 4 = 5. y) = (−1. (a) 5i 18. (a) zk = 1 2 6π 5 3π 4 < arg(z) < e D → 2cis 28π 15 4π 3 (b) 1 < |z| < 2 ∧ (b) quadrado. k = 0. −z1 = − 3 − 3i e arg(z1 )= π 6 |z2 | = 2. Im(z2 ) = −2 e parte imaginária é −2i. |z1 | = 12. 2. k = −1 e m = −2 √ √ √ 21. −z2 = 2 e arg(z√)=π √ 2 √ √ |z3 | = 1. C ∈ IR 13. Im(z1 ) = 1 √ parte imaginária é i. (a) z = 0 ∨ z = cis kπ k = 0. 2 (d) z = 1 + 8i (e) zk = 2cis 5π+8kπ k = 0. 3 (i) z = 0 ∨ z = ∨ z= 4 2 2 √ 25. 1. Im(z4 ) = 0 e parte imaginária é 0.

(a) z1 = 3cis(π/2) = 3e 34. (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (j) (k) (l) (m) (n) (o) (p) (q) (r) (s) (t) (A) (B) X X X (C) X e z2 = 2cis(3π/4) = 2e (b) w = − (D) X X X X X X X X X X X X X X X X .Soluções 3π i 2 3π i 4 54 √ 3 4 33.

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Formulário  .

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seny senx ± seny = 2 sen⎜ tg(x ± y) = 1 m tgxtgy ⎛ x ± y ⎞ cos⎛ x m y ⎞ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠ ⎛ x + y ⎞ cos⎛ x − y ⎞ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠ cosx . com a ∈ IR + \ {} 1 FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS secx = 1 cos x cosecx = 1 senx sen2x + cos2x = 1 1 + tg2x = sec2x tg(2x) = 2tgx 2 1 − tg x 1 + cotg2x = cosec2x cotg(2x) = cotg2x = cotg(x ± y) = cot g x − 1 2 cot gx 2 sen(2x) = 2senxcosx sen2x = 1 − cos( 2 x ) cos(2x) = cos2x – sen2x cos2x = 1 + cos( 2 x ) 2 tg2x = 1 − cos( 2 x ) 1 + cos( 2 x ) tgx ± tgy 1 + cos( 2 x ) 1 − cos( 2 x ) cot gx cot gy m 1 cot gy ± cot gx 2 sen(x ± y) = senx. cos ec u .__________________________________________________________________Formulário 1 REGRAS DE DERIVAÇÃO Sejam u e v duas funções reais de variável real k ′ = 0 .u ′ . ln a . com v ≠ 0 ⎜ ⎟ = 2 v ⎝v⎠ ′ 2 1− u ′ (arctg u )′ = u 2 1+ u ′ (arc cot g u )′ = − u 2 1+ u u ′ u e = u ′.cosy ± seny. com a ∈ IR + \ {} 1 (u v )′ = v. com p ∈ IN \ {} e u > 0 se p par 1 (a u )′ = u ′a u ln a .u v .u p−1 .ln u (ln u )′ = u ′ u (senu )′ = u ′ cos u (cos u )′ = −u ′ sin u (tg u )′ = u′ 2 = u ′ sec u 2 cos u ′ (cot g u )′ = − u2 = −u ′ cos ec 2 u sen u (log a u )′ = u′ u .v ′ .v ′ (k .u v−1 .u ′ .cosy m senx.cosx cos(x ± y) = cosx. b ∈ IR (u ± v )′ = u ′ ± v ′ (u .cosy = -2 sen⎜ cosx + cosy = 2 cos⎜ ⎛ x + y ⎞ sen⎛ x − y ⎞ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2 ⎠ .v − u . cot g u (arcsin u )′ = (arccos u )′ = u′ 2 1− u − u′ (u p )′ = p.v )′ = u ′. com p ∈ IR ⎛ u ⎞ u ′.e ( ) (p u )′ = u′ p u p p −1 . com a .u ′ + v ′.u )′ = k . com k ∈ IR (sec u )′ = u ′ sec u tg u (cos ec u )′ = −u ′.v + u . k ∈ IR (ax + b )′ = a .

p>0 (x – x0)2 = –2p(y – y0). a < b x = x0 y = y0 x2 y2 + = 1. p>0 y 2 = –2px. p>0 y = y0 y 2 = 2px. p>0 . a < b a2 b2 (x − x0 )2 ( y − y0 )2 a2 − b2 =1 x = x0 y = y0 x2 y2 − =1 a2 b2 Hipérbole ( y − y0 )2 (x − x0 )2 b2 − a2 =1 x = x0 y = y0 y2 x2 − =1 b2 a2 (x – x0)2 = 2p(y – y0). y0) Eixos de simetria Equação reduzida de centro/vértice (0.CÓNICAS Cónicas Equação reduzida de centro/vértice (x0. p>0 (y – y0)2 = – 2p(x – x0). x = x0 p>0 p>0 y = y0 (y – y0)2 = 2p(x – x0). Parábola x 2 = –2py. a > b a2 b2 ( x − x 0 ) 2 ( y − y 0 )2 a2 + b2 = 1. p>0 x = x0 x 2 = 2py. a > b Elipse x = x0 y = y0 x2 y2 + = 1. 0) ( x − x 0 ) 2 ( y − y 0 )2 a2 + b2 = 1.

cos f sen f + C f' 1+ f arctg f + C 2 f’.f p f p +1 + C.cosec2f .cotg f + C f’. Função Primitiva Função Primitiva f’.sen f .a f af +C ln a f’.sec2f tg f + C f' f ln| f | + C f’._________________________________________________________________________Formulário 2 PRIMITIVAS IMEDIATAS Sejam f: I → IR uma função diferenciável num intervalo I de IR.e f ef+C f’.cosec f.tg f . p +1 com p ≠ -1.sec f .cos f + C f' 1− f 2 arcsen f + C f’.cosec f + C f’.sec f ln|sec f + tg f| + C f’.ln|cos f| + C f’..cosec f -ln|cosec f + cotg f| + C .tg f sec f + C f’.cotg f ln|sen f| + C f’.cotg f . a um número real e C uma constante arbitrária. f’.

cosec n x dx . sec 2 x dx ∫ ∫ cot g m x. (iii) Se m é par: Destaca-se tg2 x ou cotg2 x. ∫ tg m x dx = tg m − 2 xtg 2 x dx ou ∫ ∫ cot g m x dx = cot g m − 2 x cot g 2 x dx . m e n ∈ IN (i) Se m é ímpar: Destaca-se tgx. cot gx.__________________________________________________________________Formulário 3 PRIMITIVAÇÃO DE POTÊNCIAS DE FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS 1. tgx. ∫ e exprime-se tgm-1x ou cotgm-1x em termos de secx ou cosecx. sec n x dx = tg m −1 x. sec n −1 x. ∫ e exprime-se secn-2x ou cosecn-2x em termos de tgx ou cotgx. ∫ e exprime-se tg2x ou cotg2x em termos de secx ou cosecx. cos ecx dx . cos n x dx = m x.senx dx ∫ sen m x. utilizando as fórmulas tg2x = sec2x – 1 ou cotg2x = cosec2x –1. utilizando as fórmulas sec2x = tg2x + 1 ou cosec2x = cotg2x +1. 2. (iv) Se n é ímpar Utiliza-se o método da primitivação por partes. Integrais do tipo 1 − cos 2 x 2 e cos2x = 1 + cos 2 x 2 ∫ tg m x. sec x dx ou ∫ cot g m x.cosx. cos n −1 x. (ii) Se n é par: Destaca-se sec2 x ou cosec2x. cos ec n − 2 x.secx ou cotgx. cos n x.sec n x dx ou ∫ cotg ∫ m x. Integrais do tipo ∫ sen m x. (i) Se m é ímpar ou n é ímpar: Destaca-se uma unidade à potência ímpar. ∫ tg ou m x.cos n x dx . (ii) Se m e n são simultaneamente pares: Utilizam-se as fórmulas sen(2x) = 2senx. sec n x dx = tg m x. cos x dx . utilizando a identidade cos2x + sen2x = 1. utilizando as fórmulas tg2x = sec2x – 1 ou cotg2x = cosec2x –1. ∫ sen ou m x.cosecx. ∫ tg m x. cos ec 2 x dx . cos ec n x dx = cot g m x. m e n inteiros positivos. . cos n x dx = ∫ sen ∫ sen m −1 x. cos ec n −1 x. e exprime-se senm-1x ou cosn-1x em termos de cosx ou senx. sec n − 2 x. cos ec n x dx = cot g m −1 x. sen2x = para simplificar a primitiva.

c ∈ IR Elipsóide x2 y2 z2 + + =1 a2 b2 c2 Intersecção com o plano plano Oxy: Elipse Intersecção com o plano Oxz: Elipse Intersecção com o plano plano Oyz: Elipse A superfície é uma superfície esférica se a = b = c ≠ 0 x y Hiperbolóide de uma folha x2 y2 z2 + − =1 a2 b2 c2 Intersecção com o plano Oxy: Elipse Intersecção com o plano Oxz: Hipérbole Intersecção com o plano Oyz: Hipérbole x Hiperbolóide de duas folhas z2 c2 − y2 b2 − x2 a2 =1 Intersecção com o plano Oxy: Não existe Intersecção com o plano Oxz: Hipérbole Intersecção com o plano Oyz: Hipérbole Cone x2 y2 z2 + − =0 a2 b2 c2 Intersecção com o plano Oxy: Origem das coordenadas Intersecção com o plano Oxz: par de rectas z = ± c x a c Intersecção com o plano Oyz: par de rectas z = ± y b .__________________________________________________________________ Formulário 4 QUÁDRICAS a. b.

tem-se um cilindro circular. Cilindro hiperbólico y2 x2 − =1 b2 a2 Intersecção com o plano Oxy: Hipérbole Intersecção com o plano Oxz: Não existe Intersecção com o plano Oyz: par de rectas y = ± b Cilindro Parabólico y = az2 Intersecção com o plano Oxy: y = 0 Intersecção com o plano Oxz: z = 0 Intersecção com o plano Oyz: Parábola .__________________________________________________________________ Formulário 4 Parabolóide elíptico x2 y2 + =z a2 b2 Intersecção com o plano Oxy: Origem das coordenadas Intersecção com o plano Oxz: Parábola Intersecção com o plano Oyz: Parábola x y Parabolóide hiperbólico x2 y2 − =z a2 b2 b Intersecção com o plano Oxy: par de rectas y = ± x a Intersecção com o plano Oxz: Parábola Intersecção com o plano Oyz: Parábola x y Cilindro elíptico x2 y2 + =1 a2 b2 Intersecção com o plano Oxy: Elipse Intersecção com o plano Oxz: par de rectas x = ± a Intersecção com o plano Oyz: par de rectas y = ± b Se a = b.

n=1 n =1 +∞ +∞ ∑ a n . an = f(n) n =1 Converge para S = Diverge se | r | ≥ 1. então as séries ∑ a n e ∑ bn são n =1 n=1 da mesma natureza. Converge se p > 1. então ∑ bn diverge. . ∀ n∈ IN. então ∑ a n converge. ∞ +∞ se L = 0 e se ∑ bn converge. n=1 n =1 +∞ +∞ se L = +∞ e ∑ bn diverge. +∞ +∞ Se ∑ bn converge. ∑ bn . n =1 n=1 an = L. n→+∞ n a 1− r Geométrica +∞ n − 1 ∑ ar n =1 Dirichlet +∞ 1 ∑ n=1 n p +∞ ∑ a n . então ∑ a n diverge. Diverge se ∫ 1 f ( x )dx diverge. Mengoli Converge para S = ∑ u i − k lim u n se existir e for n→+∞ i =1 k finito o lim u n . então ∑ a n converge. então: lim n→∞ b n Comparação (2) Se existir +∞ +∞ se L ≠ 0 e L ≠ +∞. Diverge se p ≤ 1. caso contrário diverge.TESTES DE CONVERGÊNCIA E DIVERGÊNCIA DE SÉRIES NUMÉRICAS CRITÉRIOS Teste da Divergência SÉRIE +∞ ∑ an n =1 CONVERGÊNCIA OU DIVERGÊNCIA Diverge se lim a ≠ 0. n=1 n =1 an > 0 e bn > 0 +∞ +∞ Se ∑ a n diverge. n=1 n =1 . n → +∞ Converge se ∞ Integral ∫ 1 ∞ f ( x )dx converge. se | r | < 1. +∞ +∞ (1) Sejam ∑ a n e ∑ bn duas séries tais que n =1 n=1 0 ≤ an ≤ bn. com an = un – un+k n =1 +∞ ∑ a n .

Razão D'Alembert

+∞ ∑ an n =1

Se
,a >0 n

⎛ an + 1 ⎞ ⎟ = L, com L ∈ IR, então a série: lim ⎜ ⎟ n→+∞ ⎜ a ⎝ n ⎠
Converge se L < 1. Diverge se L > 1. Inconclusivo para L = 1.

Se
Raíz de Cauchy

lim n a = L , com L ∈ I , então a série: R n n→+∞

+∞ ∑ an n =1

,a ≥0 n

Converge se L < 1. Diverge se L > 1. Inconclusivo para L = 1.

Alternada Leibniz
+∞ n ∑ (− 1) a n , an > 0 n =1

Converge se

lim a = 0 e (an) é uma sucessão n→+∞ n

decrescente, isto é, an ≥ an+1 .

SÉRIE DE FUNÇÕES

Séries de Potências
O raio de convergência

r

da série

∑a
n =0

+∞

n

( x − x0 ) n é dado por

r = lim

1 an ou por r = (se o limite existir) n →∞ a n a lim n +1 n
n →∞

Série de Taylor
A série de Taylor da função

f relativa ao ponto
+∞ n =0

x0 é dada por
x ∈]x0 − r , x0 + r[

f ( x) = ∑

f ( n ) ( x0 ) ( x − x0 ) n , n!

Alguns desenvolvimentos em série de MacLaurin (série de Taylor relativa ao ponto x0 = 0) Desenvolvimento da exponencial

ex = ∑
n =0

+∞

xn n!

x∈ IR

Desenvolvimento do seno

sin(x) = ∑

(−1)n+1 2n−1 x )! n=1 (2n −1
+∞

x∈ IR

Desenvolvimento do cosseno

cos( x) = ∑

(−1) n 2 n x n =0 ( 2n)!
+∞

x∈ IR

Desenvolvimento de

1 1− x

+∞ 1 = ∑ xn 1 − x n =0

x <1

SÉRIE DE FOURIER

Seja f : IR → IR uma função periódica de período 2 L , absolutamente integrável no intervalo [ − L, L[.
A Série de Fourier de f é dada por 1 a + 0

2

⎜ ∑ ⎜ an cos⎝ ⎝
n =1

+∞

⎛ nπx ⎞ ⎛ nπx ⎞ ⎞ , ⎟ + bn sen⎜ ⎟⎟ L ⎠ ⎝ L ⎠⎠
;

onde

an =
bn =

1 ⎛ nπx ⎞ ∫ f (x )cos⎜ L ⎟ dx, n ≥ 0 L −L ⎝ ⎠
L

1 ⎛ nπx ⎞ ∫ f (x )sen⎜ L ⎟ dx, n ≥ 1 L −L ⎝ ⎠
L

.

Sob certas condições
+∞ 1 ⎛ ⎛ nπx ⎞ ⎞ 1 ⎛ nπx ⎞ + − a0 + ∑ ⎜ an cos⎜ ⎟⎟ = f (x ) + f (x ) ⎟ + bn sen⎜ 2 L ⎠ L ⎠⎠ 2 ⎝ ⎝ n=1 ⎝

[

]

TRANSFORMADAS DE LAPLACE

Seja f uma função real de variável real tal que f (t ) = 0 , se t < 0 .

L { f (t )} = ∫ e − st f (t )dt = F (s ) , onde s ∈ IR
0

+∞

f (t )
1

L { f (t )} 1 ; s>0 s
n! s n +1 k ; s>0 s2 + k 2 s ; s>0 s2 + k 2 F (s − a )
e − as F (s )
F(s)G(s), onde L {g (t )} = G (s )
+∞

t n , n = 1,2,3L

; s>0

sin (kt ) cos(kt )

e at f (t )
f (t − a )U a (t ), a > 0

(f

∗ g )( t ) =


0

t

f ( t − u ) g ( u ) du

f (t ) t

∫ F ( u ) du
s


0

t

f ( u ) du

F ( s) s

t n f (t ) , n = 1,2,3L
f (n ) (t ) , n = 1,2,3L

dn F (s ) ds n s n F (s ) − s n−1 f (0) − s n−2 f ′(0) − L − f (n−1) (0)

(− 1)n

Se U a (t ) = ⎨

⎧0 se t < a ⎩1 se t ≥ a

(função de Heaviside) então

⎧ g1 (t ) se 0 ≤ t < a ⎪ f (t ) = ⎨ g 2 (t ) se a ≤ t < b ⇔ f (t ) = g1 (t )[1 − U a (t )] + g 2 (t )[U a (t ) − U b (t )] + g 3 (t )U b (t ) ⎪ ⎩ g 3 (t ) se t ≥ b

γ(t) = z0 + reit . −γ e def inido por ´ −γ(t) = γ(a + b − t). t ∈ [a. n − 1} n Fun¸oes Complexas c˜ Fun¸ao exponencial c˜ Fun¸ao seno c˜ Fun¸ao cosseno c˜ Ramo Principal do Logaritmo Fun¸ao Potˆncia c˜ e ex+iy = ex (cos(y) + i sin(y)) = ex cis(y) eiz − e−iz 2i iz e + e−iz cos(z) = 2 sin(z) = Log(z) = log|z| + iarg(z). · · · . b] γ(t) = (1 − t)z0 + tz1 . t ∈ [0. k ∈ {0.Riemann c˜ ∂v ∂u = ∂x ∂y ∂u ∂v =− ∂y ∂x e Parametriza¸oes c˜ Se γ e um caminho percorrido de a para b ent˜o ´ a o caminho oposto.An´lise Complexa a N´ meros Complexos u ρ1 cis(θ1 )ρ2 cis(θ2 ) = ρ1 ρ2 cis(θ1 + θ2 ) (ρcis(θ))n = ρn cis(nθ) n ρ1 cis(θ1 ) ρ1 = cis(θ1 − θ2 ) ρ1 cis(θ1 ) ρ2 √ ρcis(θ) = n ρcis θ+2kπ . 1] Caminho oposto Segmento de recta que une z0 a z1 Arco de circunferˆncia de centro z0 e raio r e t ∈ [α. com arg(z)∈] − π. β] com 0 ≤ α < β ≤ 2π 1 . π] z α = eαLog(z) Equa¸oes de Cauchy. 1.

c˜ tal que ϕ(t) = f (γ(t)) ´ cont´ e ınua em [a. ent˜o a a f (z)dz = γ γ1 f (z)dz. rk ) dentro de γ e tal que no seu interior exista apenas uma singularidade de f . se f n˜o tem singularidades dentro de γ. ent˜o a a f (z)dz = F (z2 ) − F (z1 ).2. 4. 4. Sejam f uma fun¸ao anal´ c˜ ıtica num aberto Ω ⊆ C e γ. (z − z0 )n+1 2 . γ 4. se as singularidades que f tem dentro de γ s˜o z1 . 5. se γ1 estiver dentro de γ e f n˜o tiver singularidades entre γ1 e γ. Seja f : [a. Sejam f : Ω ⊆ C → C uma fun¸ao complexa e γ : [a. ent˜o a b f (z)dz = γ a f (γ(t))γ (t)dt. z − z0 γ γ f (z) dz. γ 4. 3. ∀z0 ∈ int(γ).1. 2. ent˜o a a p f (z)dz = γ k=1 C f (z)dz. b]. com C = C(zk . zp . Sejam f uma fun¸ao cont´ c˜ ınua num aberto Ω C e γ uma curva seccionalmente regular contida em Ω de origem z1 e extremidade z2 . Se existe F deriv´vel em Ω tal que F = f em Ω.Integra¸˜o Complexa ca 1. ∀z0 ∈ int(γ). b] ⊆ IR → C tal que f (t) = u(t) + iv(t) ´ cont´ e ınua. Sejam γ uma curva de Jordan regular num aberto Ω ⊆ C e f uma fun¸ao anal´ c˜ ıtica em Ω sem singularidades dentro de γ. n ∈ IN. ent˜o a a f (z)dz = 0 (Teorema de Cauchy). · · · .3. ent˜o a b b b f (t)dt = a a u(t)dt + i a v(t)dt. γ1 duas curvas fechadas seccionalmente regulares contidos em Ω. ent˜o a f (z0 ) = f (n) (z0 ) = n! 2πi 1 2πi f (z) dz. b] → C uma curva regular contida em Ω.

f e F s˜o absolutamente integr´veis ent˜o a a a f (t) = 1 2π +∞ −∞ F (w)eiwt dw ≡ F −1 {F(w)} F{F (t)} = 2πf (−w) 3 . n ∈ IN e−iwt0 F (w). onde F{g(t)} = G(w) 1 F (w) 2π F (w − w0 ). com w ∈ IR F{f (t)} = F (w) (iw)n F (w).Transformadas de Fourier Para f absolutamente integr´vel a +∞ F{f (t)} ≡ F (w) := f (t) f (n) (t). a>0 a + iw F (w)G(w). w0 ∈ IR 0 se t < 0 1 se t ≥ 0 (f ∗ g)(t) = −∞ f (u)g(t − u)du f (t)g(t) ∗ G(w). onde F{g(t)} = G(w) Se f ´ cont´ e ınua. U0 (t) = +∞ −∞ f (t)e−iwt dt. n ∈ IN (−i)n dwn 1 . t ∈ IN f (t − t0 ). w0 ∈ IR tn f (t). t0 ∈ IR eiw0 t f (t). a > 0. n ∈ IN e−at U0 (t). t0 ∈ IR 1 dn F (w).

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