Soldagem a Arco Elétrico Processos Eletrodo Revestido, TIG e MIG-MAG

Oficina de Metalmecânica Soldagem Com Eletrodo Revestido

FIEP - FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA PARAÍBA
Presidente: Francisco de Assis Benevides Gadelha

SENAI - DEPARTAMENTO REGIONAL DA PARAÍBA
Diretora Regional: Maria Gricélia Pinheiro de Melo Diretor Administrativo Financeiro: José Aragão da Silva Diretora de Operações: Maria Berenice de Figueiredo Lopes Diretora de Planejamento e Marketing: Patrícia Gonçalves de Oliveira

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FIEP SESI SENAI IEL

Federação das Indústrias do Estado da Paraíba Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional da Paraíba

Soldagem a Arco Elétrico Processos Eletrodo Revestido, TIG e MIG-MAG

Campina Grande – PB 2010

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SENAI. por qualquer meio ou sistema desde que a fonte seja citada. Informamos que não será permitida qualquer alteração neste material.org.É autorizada reprodução total ou parcial deste material. – Campina Grande.5300 Fax: (83)2101.br UA1008 Oficina de Metalmecânica Soldagem Com Eletrodo Revestido . bem como outras fontes bibliográficas. Soldagem a Arco Elétrico (Processos Eletrodo Revestido. PB.5394 E-mail: senaipb@fiepb. TIG e MIG-MAG) CDD SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional da Paraíba Avenida: Manoel Guimarães – 195 – José Pinheiro CEP: 58100-440 – Campina Grande – PB Fone: (83) 2101. sem que haja autorização da UNIEP. Este material foi atualizado.fiepb. tendo como referencial o Banco de Recursos Didáticos do SENAI/DN. 1. adequado e revisado pela equipe do SENAI Departamento Regional da Paraíba.br Home page: http://www. 2008.org. Metalmecânica: Qualificação/SENAI Departamento Regional da Paraíba.

Funções do revestimento 4.3 .Ruídos excessivos 1.2 – Retificadores 3.4 .1 .4.2 .Classificação AWS para Eletrodos Revestidos 4.Armazenagem e cuidados especiais com eletrodos revestidos Juntas 5.Escolha do tipo correto de eletrodo 4.1.Sopro magnético Descontinuidades na soldagem 11 11 12 14 21 22 26 33 33 33 34 36 37 43 43 43 44 48 48 50 52 54 56 57 58 58 59 63 65 65 68 72 75 75 76 77 2 3 4 5 6 7 8 Oficina de Metalmecânica Soldagem Com Eletrodo Revestido .Tipos de corrente elétrica 3.5 .5 .1 .Circuitos 3.3 .4 .2 .Iniciando o Trabalho 2.Principais riscos para um soldador 1.SUMÁRIO 1 Segurança na Soldagem 1.1 .2 .Choques elétricos 1.4.1.1 .1 – A Corrente elétrica 3.Ferramentas e acessórios para soldagem com eletrodo revestido Eletricidade na Soldagem 3.4.3 – Geradores 3.Histórico 2.3 .1 – Metalurgia da soldagem 7.2 .1.1 – Tipos de juntas 5.1.Principais tipos de revestimento 4.Poluição por fumos de soldagem 1.4.4 .3 .1.1 – Transformadores 3.4 .Processo eletrodo revestido 2.Inovações Tecnológicas Eletrodo Revestido 4.Radiações visíveis e invisíveis 1.4 .2 – Chanfros e separações Posições de Soldagem Fenômenos na Soldagem 7.Ignição do Arco elétrico 2.Fontes de Energia para Soldagem 3.2 .5 .Incêndios e explosões Soldagem com eletrodo revestido 2.

2 .12 – Regulagem da pressão de Trabalho Soldagem MIG-MAG 12.8 – Arame eletrodo para soldagem MIG-MAG 12.11 – Transferência Metálica 12.1 .11 – Gases de proteção 10.3 – Esquema de um equipamento de soldagem TIG 12.Dimensões da solda Instrumentos de medição e controle para soldagem Soldagem TIG 11.9 10 11 12 13 Simbologia de Soldagem 9.Surgimento 11.1 – Processo de Soldagem MIG-MAG 12.10 – Regulagem da vazão do gás de proteção 12.10 – Classificação AWS para varetas 10.9 – Eletrodo de tungstênio 10.7 – Difusores de gás para tocha TIG 10.3 – Esquema de um equipamento MIG-MAG 12.1 – Processo de Soldagem TIG 11.6 – Roletes para alimentação 12.4 – Tipos de correntes para o Processo TIG 11.8 – Bocal de gás para tocha TIG 10.7 – Pistolas de soldagem MIG-MAG 12.5 – Sistemas de alimentação do arame eletrodo 12.Ferramentas e acessórios para soldagem MIG-MAG Terminologias de Soldagem Referências Bibliográficas 83 83 90 93 99 99 99 100 101 102 103 107 108 111 115 116 118 123 123 123 124 125 126 128 129 132 137 138 140 142 145 156 Oficina de Metalmecânica Soldagem Com Eletrodo Revestido .2 – Surgimento do Processo 12.4 – Fonte para soldagem MIG-MAG 12.5 – Fontes de energia para soldagem TIG 10.9 – Gases de proteção 12.2 .12 .Símbolos básicos 9.6 – Tocha para soldagem TIG 10.

TIG E MIG-MAG do SENAI – Departamento Regional da Paraíba.APRESENTAÇÃO Caro aluno: Neste momento você está iniciando seus estudos na área de soldagem. que também indique os vários caminhos que este mundo pode oferecer quando se tem curiosidade. não apenas a porta de entrada no mundo do trabalho. conhecer os componentes. mas. no curso SOLDADOR A ARCO ELÉTRICO PELOS PROCESSOS DE ELETRODO REVESTIDO. criatividade e vontade de aprender. as ferramentas e as máquinas utilizadas no dia-a-dia do profissional desta área. a fim de operacionalizar a realização da parte prática. preparado com todo o cuidado para ajudá-lo em sua caminhada profissional. Por isso. Oficina de Metalmecânica Soldagem Com Eletrodo Revestido . desejamos que ele seja. os instrumentos. Trata-se de um material de referência. como também. A presente série metódica é composta de tarefas. Este módulo contém informações necessárias sobre o curso SOLDADOR A ARCO ELÉTRICO e tem o objetivo de fazer você conhecer os princípios e normas técnicas que comandam o profissional em soldagem. onde são apresentados conteúdos técnicos necessários para a compreensão de conceitos básicos em soldagem pelo processo de eletrodo revestido.

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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL STENIO LOPES SEGURANÇA NA SOLDAGEM Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 9 .

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2 – Riscos para o soldador Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 11 . 1 – Proteção durante a soldagem 1.  Radiação visível e invisível. Por isso. ainda. o que deve ser feito caso esses acidentes ocorram. ainda. também. descrevendo as principais medidas de saúde e segurança a serem adotadas para prevenir acidentes e. os riscos à que o soldador se expõe são imensos. Fig. e que vão permitir o desempenho de seu trabalho de forma segura e eficaz.SEGURANÇA NA SOLDAGEM Todo profissional envolvido nos trabalhos de soldagem deve estar consciente das atividades que precisa desempenhar como um todo e. Fig. vamos apresentar.1 . Entre estes riscos podemos citar os seguintes:  Poluição por fumos de soldagem. nesta seção.1 – Principais riscos para um soldador Em todos os processos de soldagem por fusão.  Incêndios e explosões.  Choques elétricos. que esse profissional se preocupe em adotar medidas de saúde e segurança capazes de minimizar acidentes. uma série de conteúdos relacionados aos perigos que a soldagem oferece. conhecer os riscos decorrentes da utilização dos equipamentos manuseados para a execução dessas atividades. É indispensável.  Ruídos excessivos.

6 e 7) Posicionar-se de maneira a não inalar os fumos. a exemplo de câncer nos ossos e nos pulmões em virtude de substâncias como o fluoreto de cálcio e óxido de zircônio existentes no revestimento de alguns deles. 3). 8) Utilizar exaustores para soldagem (portáteis ou fixos). 4) Ventilar forçadamente ambientes confinados. No processo de eletrodo revestido (em alguns casos) são liberados fumos prejudiciais à saúde do homem. (fig. 5 – Ventilação forçada. Fig.1. (fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 12 . 5) Usar máscaras de proteção para fumos.Poluição por fumos de soldagem A liberação de fumos metálicos nos processos de soldagem é um fato real e inevitável (fig. (fig. 4 – Ambiente de trabalho ventilado e com sistema de exaustão. estes fumos são oriundos de partículas metálicas liberadas na fusão dos metais.1. esta poluição é provocada principalmente por resíduos contidos no metal base a exemplo de óleos. tintas entre outros. (fig. Precauções: Trabalhar em locais com boa ventilação sem prejudicar a soldagem. que podem provocar desde irritações nos olhos e vias aéreas como problemas futuros em caso de grandes exposições aos mesmos. (fig. 9 e 10) Fig.1 .3 – Poluição por fumos na soldagem Fig. impurezas.

8 . 7 – Máscara para soldador com proteção para fumos metálicos Fig. 10 – Sistema de exaustor móvel Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 13 . 9 – Sistema fixo de exaustão Fig.Posicionamento correto Do Soldador Fig. 6 – Máscaras para proteção contra fumos metálicos Fig.Fig.

podendo ocorrer lesões irreversíveis nos olhos e até câncer de pele se a exposição do soldador for de forma constante e prolongada. A vestimenta do soldador é fabricada em raspa de couro ou vaqueta para uma melhor proteção do mesmo. Botas de segurança (bico de aço) Máscara para soldador. entretanto ocorre um grande diferencial. Luvas de cano longo. As radiações invisíveis são em forma de raios Infravermelhos e ultravioletas emitidas nas mesmas proporções que as dos raios solares. Toca em algodão ou raspa de couro.2 – Radiações visíveis e invisíveis As radiações emitidas pelos processos de soldagem são apresentadas de forma invisível e visível. os raios solares são filtrados pelas nuvens e pela a camada de ozônio fato que nos processos de soldagem é agravado pela ausência destas proteções.1. Em virtude desta ausência é fundamental que o soldador utilize todos os equipamentos de proteção individual para que possa preservar a sua própria saúde. A emissão de radiação visível é decorrente da luminosidade existente no arco elétrico que em conjunto com os raios invisíveis podem causar problemas de visão e queimaduras.1. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 14 . Este por sua vez só poderá usar roupas em algodão ou tecidos grossos a exemplo do jeans para evitar queimaduras.2.Radiações luminosas 1.1. Fig. Protetor auricular. 11. Polainas (perneiras).1 – Equipamentos de proteção para soldador: Avental. Casaca. Mangas. Óculos de proteção.

Sua aplicação é indicada para quaisquer tipos de trabalhos a serem realizados pelo soldador. Fig. estas vestimentas (fig. ombros e parte das costas. estes tem como objetivo principal a proteção do tórax e a parte superior das pernas. além de proteger as partes citadas anteriormente protegem também os braços. 14) é indicada para a realização de todos os tipos de trabalhos a serem realizados pelo soldador. 13 . indicado na execução de pequenos trabalhos de bancadas.12) são os mais utilizados.Avental Tipo Barbeiro Casacas A casaca (fig. Fig. Fig. Utiliza-se para proteger especialmente os braços.14 – Casaca de Couro Mangas Utilizadas em conjunto com aventais de modelo simples. 15 – Mangas em Raspa de couro Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 15 . principalmente trabalhos estruturais que envolvam soldagem na posição sobre cabeça.Aventais Os aventais de modelo simples (fig. 12 – Avental Simples Fig. o peito e as costas. 13). Outro modelo de avental apresenta-se com mangas agregadas (fig. estes pelo seu formato possuem uma maior proteção em relação ao modelo simples. 15) tem a finalidade de proteger somente os braços do soldador.

porém menos resistentes luvas de raspas de couro com reforços na palma da mão (fig. 16). Luvas de vaquetas (fig.Para maior segurança só recomendamos a utilização de luvas com cano longo para proteção das mãos do soldador.Substitua imediatamente qualquer EPI danificado. 18) são usadas para trabalhos maiores. 17) são mais flexíveis. também conhecidas como Perneiras para soldador. Fig.Polainas (perneiras) As Polainas. 16 – Polainas (Perneiras) Luvas de cano longo As luvas podem ser consideradas uma das partes mais importantes da vestimenta do soldador. Seus modelos podem variar quanto às necessidades dos serviços. podem apresentar-se de diversas formas ou modelos (fig. cortes ao manusear peças bem como isolante contra descargas elétricas. Este elemento utilizase para proteger parte das pernas e os pés do usuário. Fig. . todo o manuseio das peças e acessórios devem ser realizados com as mesmas. Deve evitar-se segurar peças muito quentes com as luvas porque elas se deformam e perdem sua flexibilidade. 17 – Luvas de vaqueta Fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 16 . . Este EPI tem finalidade de proteger as mãos de possíveis queimaduras. principalmente as vestimentas de couro. 18 – Luvas em Raspa de Couro com reforço.

A utilização de botas de segurança com biqueira de aço (fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 17 . afinal máscaras protegem o rosto do usuário. Fig. 19 – Toca em Algodão Óculos de proteção Sabemos que os olhos são uma das partes mais sensíveis do nosso corpo. 21) se torna indispensável. Fig. Fig. Existem no comércio óculos de proteção com várias tonalidades de cores: amarelos. Estes. chapas pesadas bem como o risco de incidentes com peças no piso são eminentes. mesmo quando utilizando máscaras de proteção. 21 – Bota de segurança Não se devem substituir as polainas por botas de segurança. 20 – Óculos de Proteção com lentes transparentes incolor Botas de segurança (bico de aço) Em determinados serviços realizados por soldadores o manuseio de grandes peças. provocando lesões graves aos olhos do soldador. O uso de óculos de proteção incolor (fig. entre outros. 19) é fabricada em algodão e tem por finalidade proteger a cabeça. orelhas e pescoço dos respingos projetados durante a execução da soldagem.Tocas em algodão A Toca utilizada pelo soldador (fig. Outro ponto importante na obrigatoriedade da utilização deste EPI se deve também aos respingos e projeções que passam por cima da máscara podendo atingir os olhos. caso usados durante a soldagem podem aumentar a luminosidade do Arco elétrico ou não proteger adequadamente. pretos. para os trabalhos do soldador devem ser constantes. 20). a utilização das duas é importante para uma proteção completa dos pés do soldador.

Tipos de máscaras para soldador As máscaras de proteção são feitas de fibra de vidro, fibra prensada ou de plástico e têm um visor no qual se coloca um vidro neutralizador e os vidros protetores deste. Usa se para proteger o rosto e evitar queimaduras. Existem máscaras de diversos tipos e aplicações como se segue:      Sustentação manual; (fig.22) Visor articulado; (fig.23) Tipo capacete; (fig.24) Com suporte para cabeça; (fig.25) Com lente de auto-escurecimentos (cristal líquido). (fig. 26 e 27).

Fig. 22 – Máscara com Sustentação manual

Fig. 23 – Máscara com Visor Articulado

Fig. 24 – Máscara Tipo Capacete

Fig. 25 – Máscara com Suporte para cabeça

Fig. 26 – Máscara de Auto escurecimento com exaustor

Fig. 27 – Máscara de Auto escurecimento

As máscaras devem ser leves, de fácil manuseio, ajustar-se perfeitamente no rosto e na cabeça do soldador para evitar problemas com as radiações.

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Lentes para soldagem: A escolha da lente adequada para o processo de soldagem, a qual o soldador irá executar o trabalho possui importância extrema para que o mesmo não sofra lesões na visão. As lentes podem apresentar tonalidades nas cores verdes ou cinzas com numerações variadas em função do processo de soldagem, relacionado com a amperagem a ser utilizada (tabela 1). As lentes escuras (fig. 29 e 30) devem ser protegidas com lentes incolores (fig. 31 e 32), para que os respingos projetados durante a soldagem não fixem diretamente na mesma, este fato trará economia tendo em vista que as lentes incolores possuem um custo bem menor que às escuras.

Fig. 28 – Lentes escuras para soldador

Fig. 29 – Lente escura retangular para Máscara de soldagem

Fig. 30 – Lentes escuras redondas Para óculos de soldagem

Fig. 31 – Lente incolor retangular para Máscara de soldagem

Fig. 32 – Lentes incolores redondas Para óculos de soldagem

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Tabela 1 - Numeração para lentes usadas nos processos de soldagem

Não realizar serviços de soldagem utilizando lentes de contato, pois a radiação infravermelha causa aquecimento do líquido dos olhos podendo fundir as mesmas na retina causando lesões graves.

Proteção Coletiva Para proteger as pessoas ao redor e o ambiente de radiações e respingos, é utilizado biombos de material não inflamável, ou cortinas próprias para essa utilização. As cortinas (fig. 33) vem ganhando espaço na indústria pelo fato delas favorecerem a visibilidade do trabalho realizado pelo soldador sem afetar a saúde visual das pessoas próximas. Suas cores podem variar conforme a aplicação do serviço.

Fig. 33 – Cortina com filtro de proteção

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são vilãs da audição dos mesmos. 34). martelos e as próprias fontes de soldagem. é obrigatório em ambientes com ruídos acima de 80 decibéis. 36 – Protetor Auricular Tipo Capacete Fig. 37) entre outros.1. 35).1. Fig. lixadeiras. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 21 . A exposição excessiva a altos índices de ruídos sem a utilização de protetores auriculares causa lesões graves e em alguns casos irreversíveis a audição do homem. 35– Protetor Auricular Tipo Concha Fig. capacetes (fig. O uso de protetores auriculares tipo plug (fig. concha (fig.3 – Ruídos Excessivos Os altos índices de ruído são comuns no ambiente de trabalho dos soldadores. para soldador (fig. 34 – Protetor Tipo Plug Fig. sendo um tipo Plug e o outro do tipo Concha. A poluição sonora em muitas indústrias ou em linhas de produção obriga em alguns casos a utilização de até dois pares de protetor auricular simultaneamente. os índices de redução podem variar. A utilização de esmeris. 37 – Protetor Auricular Para Soldador Os protetores auriculares não eliminam completamente os ruídos dependendo do modelo e das informações técnicas do EPI. 36).

As fontes de energia para soldagem trabalham com baixas tensões e altas intensidades. Sabemos que “Prevenir é melhor do que remediar”. Não executar trabalhos se estiver molhado ou em ambientes da mesma forma. Todos nós temos a consciência do que pode ocorrer com o ser humano mediante uma descarga elétrica: Formigamento pelo corpo.Choques elétricos Os riscos que o soldador passa por usar as fontes de correntes para soldagem são inevitáveis.1. este fato traz um risco enorme para o soldador.4 . Usar botas de segurança adequadas. Taquicardia. Espasmo muscular.1. a utilização da energia elétrica é indispensável. Precauções: Verificar as condições dos cabos e conectores das máquinas. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 22 . Utilizar as vestimentas em raspa de couro para um bom isolamento. Parada cardíaca podendo levar o indivíduo a óbito. Não fechar o circuito com corpo. e os cuidados necessários a serem tomados para diminuir os riscos ou até mesmo eliminá-los completamente estão listados a seguir. Verificar as condições dos cabos e conectores das máquinas. Realizar a limpeza interna dos equipamentos com os mesmos desconectados da rede de alimentação.

38 – Cabo danificado próximo Ao conector Fig.  O fechamento do circuito ocorre quando o soldador toca na bancada ou na peça onde está conectado o grampo terra ao mesmo tempo em que toca no eletrodo com o equipamento energizado e sem isolante. 41). 39 – Cabo danificado Fig. também afetam diretamente no resultado final dos cordões de solda em virtude das oscilações na corrente. 40 – Alicate terra danificado Não fechar o circuito com corpo. Fig. Saída da Corrente Passagem da Corrente Pelo Corpo Eletrodo Revestido Entrada da Corrente Fig. Os cabos e conectores danificados além de trazer riscos de acidentes para o soldador. 41 – Fechamento do Circuito elétrico com o corpo sem luvas Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 23 . fazendo com que a corrente passe pelo seu corpo (fig.

 A utilização completa das vestimentas de couro e em excelentes condições de uso (fig. 42). de preferência utilizar as de modelo com elásticos como já visto anteriormente na (fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 24 . Máscara para soldador Protetor Auricular Óculos de Proteção Toca de Algodão Casaca de Couro Avental em Raspa de Couro Luvas de Cano Longo Polainas sobre as Botas com Bicos de Aço Fig. possui função isolante no corpo do soldador. 21). 42 – Soldador com as vestimentas De segurança Usar botas de segurança adequadas.Utilizar as vestimentas em raspa de couro para um bom isolamento. Os bicos de aço das botas de segurança são completamente isolados não acarretando riscos de choques elétricos para o soldador.  As botas mais indicadas para uso dos soldadores são as que não possuem partes metálicas e com biqueiras de aço.

Não executar trabalhos se estiver molhado ou em ambientes da mesma forma. 44 – Desconectando equipamento Da Rede Elétrica Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 25 . com Ar Comprimido Seco. portanto mesmo que o soldador esteja totalmente protegido com todos os EPI’s possíveis. Realizar a limpeza interna dos equipamentos com os mesmos desconectados da rede de alimentação. 44) para evitar acidentes. 43) para evitar umidade dentro da máquina além da exigência de desconectar o mesmo da rede (fig. Fig. Fig.  A água é um excelente condutor de eletricidade. 43 – Limpeza no interior do equipamento De soldagem. caso tenha contato com água a eliminação da função isolante destes será imediata.  Durante a limpeza de equipamentos para soldagem. se faz necessário a utilização de Ar comprido seco (fig.

papéis. 48 . 45): COBRIR EXTINTORES VEDAR REMOVER VIGILÂNCIA Fig.Líquidos Inflamáveis Fig. Fig. 46 . (Líquidos inflamáveis. muitas empresas adotam programas de segurança visando uma realização do serviço de forma segura e eficiente. 45 – Cinco Pontos de Segurança Para um Soldador Remover: Todos os combustíveis existentes próximos e no local a ser realizado o trabalho. 47 . Estes programas são baseados em cinco pontos (fig.1. tecidos entre outros).Fardos de Papeis Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 26 .5 – Incêndios e explosões Toda operação que gera calor e fagulhas apresentam riscos eminentes de incêndios e explosões. Para se evitar problemas.Fardos de Algodão Fig.1.

51 – Classes de Incêndio O extintor de incêndio deverá ser selecionado em função do tipo de risco oferecido ou do material existente no local onde será executado o trabalho. no local de trabalho. deverão ser trazidos da própria oficina do soldador a qual deverá ter em estoques para usar nos trabalhos de campo. (fig. Fig. frestas e espaços existentes nas máquinas e equipamentos. Estes extintores de preferência. 49 – Equipamentos cobertos Para evitar incêndios Extintores: Manter extintores de incêndios (fig. Cobrir: Todas as máquinas e equipamentos que não possam ser removidos. 50 – Extintores de Incêndio Fig. 50). Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 27 . para evitar o acumulo de fagulhas ou o deslocamentos delas para outros ambientes com riscos de incêndio.Vedar: Todas as aberturas nos pisos. paredes. 49) Fig.

a exemplos de vasos de pressão. Fig. 53 – Soldagem em ambientes confinados Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 28 .Vigilância: Manter vigilância no local do trabalho durante e até quatro horas depois da conclusão do serviço. tanto podem causar danos à saúde do soldador por meios de fumos metálicos como também por riscos de explosões. caldeiras e até mesmo tanques para combustíveis. portanto devemos tomar alguns cuidados: Abrir todas as entradas de ar. 52 – Explosão de uma oficina de Soldagem na Itália  Soldagem em Recipientes Fechados A soldagem em recipientes fechados. Fig.

Fig. Fig. 54 – Sistemas de ventilação forçada e exaustão para ambientes confinados Na soldagem de tanques para combustíveis. 55 – Tanque para armazenagem de combustível Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 29 .Ventilar se necessário. lavar bem os mesmos com banho de vapor e de preferência soldá-los contendo cerca de 90 % de água em seu interior.

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na qual possuía como principal elemento uma camada de cal e em 1912 foi patenteado um outro eletrodo que conseguia juntar estabilidade do arco e as propriedades mecânicas do material. Com a grande necessidade de um desenvolvimento e melhor aplicação na união de metais.2 .2 . e em 1887 usados no pólo positivo. neste período eram usados eletrodos nus. Fig. 57 – Soldagem com eletrodo revestido Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 33 .1 .Consiste em um arco elétrico que é formado com o contato do eletrodo (revestido) na peça a ser soldada.PROCESSO ELETRODO REVESTIDO . foi pateteado na Suécia em 1907 o primeiro eletrodo revestido. 56 – Fundamento do processo de soldagem por Eletrodo Revestido 2. Fig. O eletrodo é consumido à medida que vai se formando o cordão de solda. cuja proteção contra contaminações do ar atmosférico é feita por atmosfera gasosa e escória.SOLDAGEM COM ELETRODO REVESTIDO 2.Histórico Este processo foi usado inicialmente em 1860 e em 1865 foi pateteado com o nome de soldagem elétrica. Em 1881 teve início a utilização do eletrodo de carvão ligado ao pólo negativo da fonte. proveniente da fusão do seu revestimento.

Organizar todas as ferramentas e acessórios necessários a execução do mesmo. 59 . tintas. oxidação.Escova rotativa Fig. óleos. 60 – Escova de aço manual Não se devem utilizar produtos químicos na limpeza das peças antes na soldagem para evitar contaminações. 4. Fig. Realizar a limpeza adequada no material a ser soldado. 3. entre estes procedimentos podemos destacar: 1. com esmerilhadeiras ou semelhante. entre outros. 2.3 . Identificar o tipo de material a ser soldado. No caso da limpeza do material devemos observar os seguintes pontos:  O material deverá estar isento de sujeira.2.Esmerilhadeira Mirim Fig. Verificar as boas condições de segurança dos equipamentos e acessórios. graxas. deve ser precedido por uma analise adequada do tipo de serviço a ser executado.  A limpeza deverá ser realizada apenas com escovas de aço de acordo com o tipo de material a ser soldado. 58 .Iniciando o Trabalho Todo trabalho a ser realizado por qualquer soldador. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 34 .

Ao Concluir os trabalhos 1. A utilização de cabos de obras longos.  Esta seqüência obrigará o soldador a sempre desenrolar totalmente os cabos de obras para conseguir acesso ao cabo de alimentação e possa ligar o equipamento. fato que põe em risco a saúde do soldador bem como prejudicando gravemente o equipamento internamente. Enrolar os cabos obras. Desenrolar todos os cabos do equipamento  Durante a soldagem a corrente elétrica cria campos magnéticos ao redor dos cabos. Enrolar primeiro o cabo de alimentação.Outro ponto importante e que por inúmeras vezes é desprezado por muitos soldadores no campo de trabalho. só é recomendada em trabalhos de alturas onde o acesso ou transporte dos equipamentos não sejam possíveis. Fig. é um cuidado básico com os cabos de obra dos equipamentos de soldagem antes e depois da realização do serviço. para evitar perca de corrente e riscos de acidentes. 61 – Cabos enrolados inadequadamente Procedimentos básicos a ser adotado: Antes de iniciar o trabalho 1. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 35 . 2.

Todos os processos de soldagem gerados por eletricidade e obtidos através de uma ignição do contato do pólo positivo com o negativo de uma fonte de corrente são denominados processos de soldagem por arco elétrico. entre eles 71% são os de soldagem por fusão. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 36 .4 . 2. a única exceção é para os eletrodos básicos que são mantidos a metade do diâmetro. A distância que deverá ser mantida entre o eletrodo e a peça será aproximadamente igual ao diâmetro da alma do mesmo. 1.Ignição do Arco elétrico Devido o ar bem como os gases em geral não apresentarem uma boa condutibilidade elétrica. obtendo assim o curto-circuito. Aproximação do eletro a peça. Atualmente existem inúmeros processos de soldagem. Ignição do eletrodo após tocar ou resvalar o eletrodo na peça (curto-circuito). é necessário que o soldador abra o arco de forma que a ponta do eletrodo toque ou resvale na peça a ser soldada para iniciar o contato elétrico. onde os processos por arco elétrico correspondem a 88% deste grupo.2. Afastar o eletrodo da peça para obter o arco elétrico. 3.

63).  Escovas com fios de aplicados a metais ferrosos. entre elas podemos citar:  Escovas com fios de bronze para metais não ferrosos (exceto aço inox). Escovas de Aço As escovas de aço têm a função de limpar tanto ao material de base. São fabricados de aço especial. 63 – Picadeiras para remoção de escória Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 37 . Picadeira (Martelo Picador) Fig. quanto o cordão de solda. aço  Escovas com fios de aço inox aplicados ao metal de mesmo nome.. O material de fabricação das escovas dependerá diretamente da sua aplicação.Ferramentas e acessórios para soldagem com eletrodo revestido Para a execução de um serviço com qualidade nos diversos processos de soldagem. 62).2. Elas podem ser manuais ou mecânicas (fig. a escoria e os respingos provenientes da soldagem por eletrodo revestido e dos arames tubulares. é necessária a utilização de ferramentas e acessórios corretos e em bom estado de conservação. no inicio e no termino dos trabalhos. tem a função de retirar através do impacto. Fig. Estas ferramentas podem variar dependendo do processo de soldagem a ser utilizado. 62 – Escovas de aço A picadeira também conhecida como martelo picador.5 . resistentes ao impacto e seus modelos e formas variam de um fabricante para outro (fig.

Marreta Nos metais com altos índices de tensões internas sujeitos a trincas. 65 . Fig. Estas ferramentas são utilizadas na maioria das atividades industriais. tais como: mecânica geral. 64) e marretas (fig.Martelo de bola Fig. As partes com as quais se dão os golpes são temperadas.Martelo e Marretas Os martelos (fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 38 . recomenda-se a utilização de golpes suaves com a bola do martelo sobre cada cordão depositado logo após a soldagem. 64 . Na soldagem são empregados no desempeno de barras e chapas e em conjunto com talhadeiras são aplicados na remoção de respingos deixados durante a execução dos cordões de solda. construção civil e outras. com a finalidade de aliviar tais tensões. constituído de um bloco de aço carbono preso a um cabo de madeira. a exemplo do ferro fundindo.65) são ferramentas de impacto.

66) e os Bedames (fig. 68 . Fig.Talhadeira e Bedames São ferramentas de corte. Este tipo de equipamento diminui o desgaste físico do soldador Fig. provido de uma cunha. denominado de cabeça. na soldagem tem sua maior aplicação na remoção de respingos projetados durante os processos de fusão. 69). 69 – Tenaz para manuseio de peças aquecidas Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 39 . 67) servem para cortar chapas. Tem um extremo forjado. retirar excessos de material e em particular. abrir rasgos. 66 – Talhadeira Fig. em virtude da peça está projeta distante do corpo deste. As talhadeiras (fig. temperadas e afiadas e outro chanfro arredondado. Fig. feitas de uma haste de aço. 68) substituem as picadeiras e talhadeiras na remoção de respingos deixados durante a soldagem.Martelete Pneumático Tenaz A tenaz é uma ferramenta semelhante a um alicate (fig. 67 – Talhadeira Tipo Bedame Marteletes Pneumáticos Os marteletes pneumáticos (fig. porém com cabos mais longos. utilizada no manuseio e deslocamento de peças quentes trazendo segurança para o soldador durante o transporte.

sua vantagem em serviços de soldagem deve-se ao formato das garras. Fig. É construído de cobre ou ligas deste. 70 – Alicate de pressão para soldador Alicate Porta Eletrodo Os alicates porta eletrodos (fig. sem bloquear a passagem para o ponteamento.Alicate de Pressão para Soldador O alicate de pressão para soldador (fig. Fig. tem a finalidade de fixar o eletrodo para que a soldagem possa ser executada. possuem suas partes externas totalmente isoladas. possibilitando a fixação e alinhamentos de peças em geral. Os modelos e formas levam em consideração a capacidade máxima da intensidade que os alicates suportam além das características especificas de cada fabricante. seu tamanho e capacidade dependerão de acordo com a amperagem a ser utilizada e a colocação do eletrodo deverá ser de fácil manuseio. 70) segue o mesmo principio do alicate de pressão convencional. 71 – Alicates porta eletrodo Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 40 . 71) utilizados no processo de soldagem por eletrodo revestido.

73 – Conector convencional para ligação dos cabos obra a máquina Fig.  As porcas de fixação dos mesmos devem estar bem apertadas. 72 – Grampos terra Conectores Os conectores são o elo entre os cabos de obra e a fonte de energia para soldagem. bronze ou alumínio e sua colocação na bancada de trabalho ou na peça a ser soldada. Em ambos os casos os cuidados com eles devem ser os mesmos:  Estar bem fixados e encaixados aos cabos. Podemos encontrá-los fabricados em alumínio. por passador metálico.  Em caso de danos na junção entre os cabos e os conectores (fig. (fig. Fig. 75 – Cabo obra danificado no encaixe do conector Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 41 . 74)  Apresentar boas condições de uso. deverá ser bem fixada para evitar danos ao equipamento e riscos de segurança para o soldador. 74 – Cabo obra encaixado Corretamente no conector Fig. 72) é constituído por dois braços unidos entre si no centro. em redor do qual se coloca uma mola para manter as mandíbulas fortemente fechadas. 75) aplicar as devidas correções ou substituir se necessário.Grampo Terra O grampo terra (fig. Podemos encontrar os grampos fabricados em cobre. Fig. bronze ou cobre.

76 – Conectores de engate rápido Com manoplas de borracha Fig. por conectores de engate rápido com manoplas de borracha (fig. trazem prejuízos e desgastes tanto ao equipamento devido a superaquecimentos no circuito.Conectores de Engate Rápido Os conectores convencionais apesar de apresentarem baixo custo na aquisição e manutenção. 77 – Proteção do cabo obra com a manopla de borracha Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 42 . Fig. quanto no resultado final da soldagem em virtude da instabilidade do Arco elétrico. (fig. 76). trazem inúmeros benefícios para todo o processo de trabalho. 77)  Maior segurança no manuseio dos mesmos.  Ampliação dos cabos sempre que necessário através de extensões para serviços em altura. Vantagens:  Conexão rápida e firme dos cabos de obra.  Maior proteção na junção entre o cabo e o conector. A substituição destes.  Aumento da vida útil dos conectores.

Fig. 85). a força motriz do fluxo hidráulico pode ser obtida por meio de pressão da bomba. Raios são exemplos de corrente elétrica. 85 .Esquema do circuito hidráulico Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 43 . que o soldador deve conhecer. geralmente metálico. Analise estas características e. O volume circulante. Este fato exige do soldador conhecimentos básicos sobre o funcionamento e os perigos existentes no manuseio dos equipamentos que necessitam da energia elétrica. depois. corrente elétrica é o fluxo líquido de qualquer carga elétrica. 3.Eletricidade na Soldagem Sabemos que a maioria dos processos de soldagem envolve a utilização da eletricidade como energia.1 .2 . é o fluxo no tubo condutor. porém a mais conhecida. é a do fluxo de elétrons através de um condutor elétrico. Circuito hidráulico .84). Este fluxo faz com que ocorra a movimentação dos electrorns do pólo negativo(-) para o positivo(+) (fig. provavelmente.Circuitos Os circuitos hidráulicos e elétricos têm características próprias. bem como o vento solar.A Corrente elétrica Na Física. aumentando a pressão (fig.Neste circuito. Fig. que cresce com o aumento da pressão. 84 – Fluxo da Corrente Elétrica 3.3 . compare um circuito com o outro. O estreitamento obtido por meio de um registro de água e todas as outras resistências relativas à tubulação reduz o fluxo de água.

A utilização delas depende diretamente do tipo de máquina e do eletrodo a qual será realizado o trabalho.No circuito elétrico. por meio da fonte de corrente elétrica. Todos os tipos de resistência elétrica provocam uma queda na intensidade de corrente. usamos os dois tipos: corrente alternada (CA) e corrente contínua (CC). é obtido por meio de um condutor com baixo valor de condutividade elétrica.3 . A resistência elétrica (R). em volts. As resistências que se encontram nos cabos de solda possuem os valores muito baixos. A corrente elétrica é obtida pelo movimento de elétrons no condutor elétrico.Tipos de corrente elétrica Básicamente conhecemos dois tipos de corrente eletrica. a força motriz da corrente elétrica é obtida sob a forma de tensão (V). e cresce com o aumento de tensão. como é o caso do arco elétrico.Esquema do circuito de soldagem 3. Fig.No circuito de soldagem. 86 . o arco elétrico é a principal resistência. Circuito de soldagem . Na soldagem com eletrodo revestido não poderia ser diferente. determinando os valores tanto da corrente de soldagem como da tensão do arco elétrico (fig. é equivalente a um determinado número de elétrons por segundo. A intensidade de corrente (I). que encontramos diáriamente ao nosso redor nas mais diversas aplicações. medida em ohms. medida em ampares. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 44 . corrente alternada (CA) e corrente contínua (CC).Circuito elétrico . 86).

Corrente Alternada (CA) A corrente alternada é o tipo de corrente elétrica que encontramos em nossas residências, no trabalho, rede pública, entre outros.

Fig. 87 – Corrente Alternada na Indústria

Fig. 88 - Corrente Alternada na rede pública

Esta corrente é transportada em alta tensão e transformada para tensões mais baixas (corrente monofásica 220V e corrente trifásica 380V) antes de chegar ao consumidor.

Fig. 89 - Corrente Alternada Monofásica

Fig. 90 - Corrente Alternada Trifásica

Hertz é a unidade de medida para a freqüência, no caso do Brasil a freqüência utilizada é de 60 Hz, isto significa uma mudança de 60 períodos, ou seja, uma mudança de 60 vezes por segundo.

A utilização deste tipo de corrente na tecnologia de soldagem vem sendo feita com o uso de transformadores de solda, que recebe a tensão da rede elétrica (110V, 220V, 380V ou até mesmo tensões mais elevadas) e transforma a mesma em tensões baixas variando entre 42V e 80V de tensão em vazio, estes valores durante a soldagem dependendo do comprimento do arco e da intensidade da corrente, baixa ainda mais, chegando a valores de 20V até 36V.

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A tensão em vazio é a tensão medida nos conectores dos cabos das máquinas de soldagem quando a fonte está ligada, porém, sem carga.

Corrente alternada (CA): Devido à mudança constante do sentido da corrente elétrica, onde os pólos alternam por inúmeras vezes entre positivo e negativo, a utilização dos eletrodos revestidos independem da polaridade, devendo estes seguir as recomendações dos fabricantes e de normas regulamentares, para algumas restrições quanto ao uso da corrente alternada (CA). Corrente Continua (CC) A corrente continua é o tipo de corrente que encontramos no cotidiano, em automóveis, aparelhos elétricos e eletrônicos como celulares, mp4, lanternas e rádios portáteis, que utilizam pilhas ou baterias que podem variar entre 1,5V até 24V, conforme figuras .

Fig. 91 – MP4

Fig. 92 – Rádio a pilha

Fig. 93 – Celulares

Fig. 94 – Automóvel

Fig. 95 - Corrente alternada para Corrente Contínua

Fig. 96 - Corrente alternada trifásica para Corrente Contínua

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A aplicação da corrente continua na tecnologia de soldagem e obtida através de retificadores e geradores de soldagem, que a exemplo dos transformadores, recebem a tensão da rede elétrica (110V, 220V, 380V ou mais) e fornecem tensões em vazio acima de 80V.

A corrente continua é mais indicada para inúmeros processos de soldagem em virtude da melhor estabilidade do Arco elétrico.

Corrente contínua (CC): A utilização desta corrente com eletrodos revestidos não possui limitações, devemos, no entanto a exemplo da corrente alternada, seguir as recomendações dos fabricantes e de normas regulamentares, este fato se deve há alguns casos em que o eletrodo revestido deverá ser utilizado apenas no pólo positivo (+) ou no pólo negativo (-). Veja o exemplo a seguir dos tipos e utilizações de polaridades a serem utilizados com a corrente contínua (CC). Polaridades (Sentido da Corrente Elétrica)

Polaridade direta: Na polaridade direta, o cabo do alicate porta eletrodo é ligado no terminal negativo (-) da máquina, enquanto o cabo do alicate terra é ligado no positivo (+) da mesma (fig. 97).
Fig. 97 – Polaridade Direta

Polaridade inversa: Na polaridade inversa ocorre o oposto, o cabo do alicate porta eletrodo é ligado no terminal positivo (+) da máquina, enquanto o cabo do alicate terra é ligado negativo (-) da mesma (fig. 98).

Fig. 98 – Polaridade Inversa

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3. a corrente elétrica entra na bobina primária.Transformadores No transformador de soldagem. seguindo posteriormente para a bobina secundária.Fontes de Energia para Soldagem Em todos os processos de soldagem por arco elétrico. Retificadores e Geradores de Soldagem. Símbolo do Transformador Fig. a aplicação e utilização do equipamento adequado são de grande importância para o bom andamento dos trabalhos e qualidades dos mesmos.1 . 99 – Esquema de regulagem por interruptor gradual Fig. MIG MAG e TIG. 100 – Esquema de regulagem por meio do núcleo de dispersão Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 48 .3.4. transformando a tensão alta em tensão baixa e a intensidade baixa em alta intensidade para que possa ser aplicada aos processos de soldagem. existem basicamente três tipos de fontes de energia: Transformadores.4 . Para os processos de soldagem por eletrodo revestido.

Fig. 3. Deslocando o núcleo móvel aproximando-o ou afastando-o das bobinas primária e secundária através de uma manivela (neste caso obtenham-se ajustes mais finos que o anterior) (fig. 105 .Regulagem por chave seletora 49 .Transformadores com tensão em vazio de 80V.Os Transformadores (CA) para o processo de eletrodo revestido com tensão em vazio entre 42V e 69V.Transformador com tensão em vazio de 50V. 101 . Fig.105). 103 – Regulagem por Interruptor gradual Fig. A regulagem da amperagem dos transformadores de soldagem é obtida por meio de Três situações distintas: 1. 102 . Estes eletrodos só conseguiram acender e manter o arco elétrico com tensões maiores que 70V e em alguns casos haverá eletrodos revestidos que só poderão ser usados em (CC).103). Fig. Interruptor Gradual (fig. No caso de equipamentos mais modernos com dispositivos eletrônicos uma simples modificação em uma chave seletora é o suficiente para a troca da intensidade (fig. 2. 104 – Regulagem por manivela Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem Fig. possuem limitações na utilização de alguns eletrodos revestidos.104).

Fig.Retificadores Os retificadores de soldagem seguem o mesmo princípio dos transformadores quanto à alimentação da rede elétrica. Sem risco de sopro magnético. 5. sua diferença aparece na aplicação das placas de diodos de silício para fontes convencionais e de tiristores nas fontes de soldagem com circuitos eletrônicos. 106 – Transformador para o processo TIG A utilização da CA por meio de transformadores para o processo TIG. 3. Símbolo do Retificador Convencional Símbolo do Retificador Tiristorizado Fig. Soldagem de trabalhos leves a moderados (trabalhos de serralharia). 4. 107 – Esquema do retificador de soldagem Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 50 . Baixo custo de aquisição e manutenção. 3.A escolha de um transformador de soldagem para determinados trabalhos é decorrente dos seguintes fatores: 1. Utilizado no processo de soldagem TIG Alumínio. só terá efeito se a fonte possuir um gerador de freqüência para aplicar uma corrente suficiente e estável para que o arco possa ser mantido. Transformadores com tensão em vazio abaixo de 80V não necessita de ventilação forçada (economia de energia). 2. Magnésio e suas ligas (para romper a camada superficial de óxidos existente nos mesmos).4.2 .

110 . 109) e MIG/MAG (fig. 112 – Retificador com Regulagem por chave seletora Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 51 . Fig. 108 . 109 . TIG– aços (fig. 108). Fig. 111– Retificador com Regulagem por manivela Fig.Retificador para Soldagem com eletrodo revestido com eletrodo revestido e TIG Fig.Retificador para Soldagem MIG-MAG A regulagem dos retificadores de soldagem também é semelhante aos transformadores. com exceção da regulagem por Interruptor Gradual que neste caso não é aplicada.Os Retificadores de soldagem (CC) são utilizados para vários processos de soldagem entre eles podemos citar os processos de Eletrodo Revestido (fig.Retificador para Soldagem Fig. 110).

Utilização de corrente de contínua (produz arco estável). 4. fabricados por encomenda e principalmente aplicados em trabalhos de campo. Suas características são: 1. Retificadores possuem tensão em vazio cima de 80V (ideal para realização de trabalhos com qualquer tipo de eletrodos). No caso dos Geradores é necessário o controle tanto da Corrente (A) quanto da Tensão (V). 4. São máquinas que produzem corrente contínua (CC) através de seu próprio gerador que dá origem ao seu nome.Geradores Os Geradores de soldagem são equipamentos que não conhecem limitações na sua aplicação.3 . Soldagem de trabalhos leves a pesados. 2. Custo de aquisição e manutenção moderado. fato este que confunde muito os profissionais de soldagem. este fato faz com que inúmeras empresas escolham este tipo de equipamento para atender uma serie de serviços. Ventilação forçada precavendo o superaquecimento dos componentes. 3. Símbolo do Gerador Fig. 113 – Esquema do gerador de soldagem A regulagem destes equipamentos difere em relação aos outros. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 52 .Os retificadores de soldagem são equipamentos que quase não possui limitações na execução dos seus trabalhos. 5.

4. Produz corrente de contínua (arco estável). Gerador de soldagem Multiprocesso (eletrodo revestido. Alimentação elétrica ou através de motores auxiliares. Ventilação forçada precavendo o superaquecimento dos componentes. 115 – Gerador de soldagem Multiprocesso Gerador de Soldagem para o Processo de Eletrodo Revestido. 116). 5. Gerador de Soldagem para o Processo de Eletrodo Revestido. Custo de aquisição e manutenção alto. 6. MIG-MAG). 3. dependendo do modelo. 2. 115). movido a Diesel (fig. 114). Fig.Outra característica dos Geradores é sua independência em relação a energia elétrica. Fig. 116 – Gerador de soldagem para Eletrodo revestido movido a óleo diesel Características dos Geradores: 1. movido a eletricidade ou transmissão externa (fig. Geradores possuem tensão em vazio de 100V (ideal para realização de trabalhos com qualquer tipo de eletrodos). Soldagem de trabalhos leves a pesados. 114 – Gerador de soldagem Para eletrodo revestido Fig. ele pode ser movido com um motor a Diesel ou acoplado a transmissão de algum caminhão ou trator por exemplo. movido a Diesel (fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 53 .

Arco elétrico suave e estável. 5.Exigências a Corrente de Soldagem Toda fonte de corrente para soldagem. Pode apresentar-se na forma de máquina bi-processo (TIG/Eletrodo Revestido). A intensidade (amperes) deve ser alta para conseguir suficiente energia para o arco. Este tipo de equipamentos vem revolucionando o mercado de soldagem devido à grande aplicabilidade dos equipamentos e também do tamanho e peso que estas apresentam. 2. 5. A tensão (volts) deve ser baixa.4 . Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 54 . 3. 4. 118 – Fonte Inversora para soldagem com eletrodo revestido e TIG As fontes inversoras podem apresentar as seguintes características. Peso aproximado de 4Kg. O circuito deve ser seguro de curtos circuitos. estas exigências são: 1. A corrente de soldagem deve apresentar boa regularidade.Inovações Tecnológicas Um grande diferencial nos dias atuais é a utilização de equipamentos eletrônicos conhecidos como Inversoras ou simplesmente de fonte Inverter (fig. Alimentação da rede elétrica de 220V (em alguns Casos). 3. devem preencher alguns pontos fundamentais para que sua utilização abranja diversas situações. A corrente deve ser ajustável para possibilitar o uso de diferentes consumíveis. 3. 4. Retificação da corrente na entrada através de diodos e na saída com tiristores. Fig. 117 e 118). 1. 6.4. Utilização de (CC). 117 – Fonte Inversora para soldagem com eletrodo revestido Fig. 2.

que podem agregar a um único equipamento vários Processos de Soldagem (fig.Outra Tendência do mercado são as máquinas Multiprocesso.Máquina de soldagem Multiprocesso com alimentador duplo Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 55 . Fig. Dentro desta nova vertente. 120 . existem ainda fontes mais modernas que se apresentam com micro processadores que permitem aos soldadores resposta mais rápida e maior qualidade no trabalho. 119 – Máquina de soldagem Multiprocesso micro processada Fig. 119 e 120).

132 – Eletrodo Nu Fig. fato que facilita a ignição e melhora o controle do mesmo. que no caso dos eletrodos revestidos (fig. 132). Outra vantagem que se deve ao revestimento é o melhoramento da condutibilidade do arco. evitando assim a penetração do ar ambiente. 133) é obtida pelo revestimento derretido que forma uma cúpula gasosa ao redor da poça de fusão. isto se deve a falta de proteção gasosa. 133 – Eletrodo Revestido Os componentes não metálicos do revestimento fundem e formam a escória que flutua enquanto líquida em cima do metal depositado e quando solidificado cobre o cordão soldado. Este fato dificultava muito a qualidade e o aspecto visual do cordão de solda.4 .Eletrodo Revestido Os primeiros eletrodos consumíveis para soldagem elétrica não possuíam revestimento (eletrodos nus fig. 134 – Deposição de cordão de solda Com eletrodo revestido Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 56 . Fig. Fig.

Fig.1 . Somente utilizado com corrente contínua (CC). 137 – Embalagem de plástico para eletrodos Desvantagens do eletrodo nu     Grande dificuldade na abertura do arco. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 57 . 135 – Embalagem metálica Para 15 Kg de eletrodo Fig.0-8.07.0-6. 2. Funções Físicas e Mecânicas: O revestimento fornece gases para formação da atmosfera protetora das gotículas do metal contra a ação do hidrogênio e oxigênio da Atmosfera. de maneira a alterar as propriedades do cordão de solda.0-2. Após a fusão surge durante a solidificação uma camada protetora com a finalidade de evitar a contaminação por oxidação e resfriamento brusco do cordão de solda.5-3.Funções do Revestimento 1.0 mm). 3.  Impossível obter um cordão regular.  Aspecto do cordão não estético. 136 – Embalagem em papelão para 4kg de Eletrodo revestido Fig.Os eletrodos podem ser encontrados em diversos tipos de embalagem e peso.25-4. Funções metalúrgicas: O revestimento pode contribuir com elementos de liga. Função elétrica: Obtém-se rápida abertura do arco elétrico e boa estabilidade além de servir como isolante da alma do eletrodo evitando abertura nas laterais do mesmo e ionizando devido ao silicato de sódio (Na) e potássio (K) que facilita a passagem da corrente elétrica. Péssimas propriedades mecânicas em virtude da oxidação e nitruração do metal fundido. esta camada é chamada de escória.0-5.  Perda de elementos de liga pela oxidação e volatização. 4. Grande dificuldade em manter o arco aceso. seus diâmetros podem variar de acordo com a sua utilização (2.

4.  Ser capaz de impedir o alojamento de qualquer impureza ou elemento nocivo no cordão. É comum ocorrer falhas na soldagem e até mesmo a não execução da mesma. Rutílico. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 58 . é comum encontrar um leque enorme em opções de eletrodos revestidos para os mais variados trabalhos e aplicações. exigir de um bom eletrodo que obtenha o maior número possível das características relacionadas a seguir:  Ser de fácil manuseio. Devemos levar em consideração que na prática não é possível um eletrodo atender a todos os itens em conjunto. Ácido. Oxidante.  Aceitar qualquer tipo de corrente.  Obter uma escória de fácil remoção. encontraremos cinco tipos de revestimento:      Celulósico. Para obter os resultados desejáveis na soldagem com eletrodos revestidos deve-se.3 .  Permitir estocagem sem grandes exigências.  Permitir a aplicação a maior gama de materiais de base. Básico. entretanto se observarmos os catálogos dos fabricantes com atenção.Escolha do tipo correto de eletrodo A escolha adequada para um tipo de eletrodo deve ser realizada em função do material a ser soldado. Este número pode passar de dezenas especificações diferentes. simplesmente por falta de conhecimentos técnicos ou escolha inadequada do eletrodo revestido para a realização de determinados trabalhos.Principais tipos de revestimento Entre os diversos fabricantes de eletrodos revestidos.4.  Apresentar cordões de boa qualidade e sem falhas.2 . idealmente.  Apresentar custos baixos.  Permitir bom acabamento em todas as posições.

determinando um padrão para que todos os fabricantes sigam uma linguagem universal.4 . Este sufixo se compõe de letras e algarismos que indicam a composição do metal de solda. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 59 . (tabela 2). 3. Fig. revestimento e teor de H2. Nesta classificação os metais de adição são designados por um conjunto de algarismos e letras que nos mostra todas as características dos consumíveis. Estes dígitos. (tabela 5).1 para Eletrodos de Aços Carbono e Baixa Liga 1. arco. penetração. (tabela 4). 4. (tabela 3).Classificação AWS para Eletrodos Revestidos A classificação AWS normaliza as classes dos eletrodos revestidos. polaridades. 138 – Eletrodos revestidos Classificação AWS A 5. Este dígito indica as posições em que o eletrodo pode ser empregado.4. Este dígito pode variar de 0 a 8 e fornece informações sobre: Correntes. 2. indicam o limite de resistência á tração do metal de adição x 1000 Lb/pol² (psi). A letra “E” designa um eletrodo. 5. em dois ou três números.

/ CA Arco intenso médio médio leve leve médio médio leve leve Penetração grande grande média fraca média média média grande média Teor de H2 Celulósico+silicato elevado / Na Celulósico+silicato Médio /K Rutílico/celulósico Médio Rutílico Rutílico+pó de ferro Básico Básico Ácido+pó de ferro Básico+pó de ferro Médio Médio Baixo Baixo Médio Baixo Revestimento Os eletrodos com terminação 6 e 8./ CA CC +/ . arco. revestimento e H 2. 60 x 1000 Lb/pol² (psi) = 60000 Lb/pol² (psi) 70 x 1000 Lb/pol² (psi) = 70000 Lb/pol² (psi) 80 x 1000 Lb/pol² (psi) = 80000 Lb/pol² (psi) 110 x 1000 Lb/pol² (psi) =110000 Lb/pol² (psi) Tabela 3 – Posições de soldagem Eletrodo E-XX1X E-XX2X E-XX3X E-XX4X Posições de Soldagem Todas as posições Plana e horizontal ambas em ângulo Plana em junta de topo Plana. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 60 ./ CA CC +/ CA CC +/ . nos eletrodos revestidos Eletrodo E-XXX0 E-XXX1 E-XXX2 E-XXX3 E-XXX4 E-XXX5 E-XXX6 E-XXX7 E-XXX8 Corrente/ polaridade CC + CC + / CA CC.Tabela 2 – Resistência mecânica a tração Eletrodo E-60XX E-70XX E-80XX E-110XX Resistência à tração. penetração./ CA CC + CC +/ . só obterão eficiência e ignição com um arco suave se usado uma tensão em vazio acima de 70V./ CA CC +/ . polaridade. apesar da indicação de CA. vertical descendente e sobre cabeça Tabela 4 – Tipo de corrente. horizontal.

0.5% Mn. Componentes: Mn. 0. 0. V. 0. 0.5%Mo 1.25%Cr. 2.5% Mo 0. Aços de alta resistência c/ 4 dif.5%Mo (baixo C). Cr.25%Cr.35% Mo 2% Mn. Componentes: Mn.5% Ni 1% Ni 1. 2%Cr.Tabela 5 – Composição química adicional dos eletrodos Eletrodo E-XXXX – A1 E-XXXX – B1 E-XXXX – B2 E-XXXX – B2L E-XXXX – B3 E-XXXX – B3L E-XXXX – B4L E-XXXX – C1 E-XXXX – C2 E-XXXX – C3 E-XXXX – D1 E-XXXX – D2 E-XXXX – G E-XXXX – M Composição Química 0. 1%Mo 2. 0. Exemplo: Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 61 . 1%Mo (baixo C).5%Mo 1.5%Cr. Ni.5% Ni 3.35% Mo Aços de alta resistência c/ 6 dif. Mo.25%Cr. A utilização dos sufixos na classificação dos eletrodos revestidos ocorre apenas nos consumíveis que possuírem os elementos químicos adicionais citados nesta tabela. Mo. Cr. 2.5%Mo (baixo C).25%Cr. Ni.

3. Este dígito refere-se à posição de soldagem conforme a tabela 2 do exemplo anterior devendo levar em consideração. (tabela 5). significa baixo teor de carbono. Estes podem ser formados por algarismos e em seguida letras. revestimento rutílico Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 62 .Classificação AWS para Eletrodos de Aços Cr e CrNi resistentes à corrosão (Aço Inoxidável) 1. Tabela 6 – Tipo de aço inoxidável e composição química adicional Eletrodo E 307 – XX E 308 – XX E 309L – XX Especificações Estes números se referem aos tipos de aços e cromo níquel a serem soldados e a letra “L”. O último dígito indica a corrente. A letra “E” designa um eletrodo. apenas os números 1 e 2. revestimento básico CC+/CA. Tabela 7 – Tipo de revestimento corrente e polaridade Eletrodo E XXX – X5 E XXX – X6 E XXX – X7 Corrente. polaridade e revestimento do eletrodo. 2. polaridade e revestimento CC +. podendo este variar entre 5 a 7. (tabela 6). referem-se à composição química do metal e o tipo de aço. 4.

Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 63 . ou ácido não requerem cuidados especiais no armazenamento.  Temperatura mínima de 18°C. Fig. podem ser armazenados em estufas. devendo apenas seguir as recomendações dos fabricantes para que não ocorra a queima dos elementos de ligas ou dos componentes orgânicos (caso haja) por altas temperaturas.Armazenagem e cuidados especiais com Eletrodos Revestidos Uma das causas para possíveis defeitos na soldagem e proveniente da má acomodação e armazenamentos dos consumíveis.Exemplo: 4.  Manter a temperatura constante. devendo estes seguir apenas algumas exigências para uma boa vida útil:  Umidade relativa máxima de 50%. Eletrodos com revestimento celulósico. rutílico. 139 – Armazenagem das embalagens de eletrodo revestido sobre estrados de madeira Estes eletrodos apesar de não possuírem tantos cuidados.5 .

pode-se também utilizar estufas portáteis (fig. Fig. pois não apresentam tendências em adquirir umidade no revestimento. 141– Estufa central para secagem e manutenção de eletrodos revestidos Eletrodos que contêm substâncias orgânicas normalmente não exigem ressecagem. 140 – Estufa para secagem e manutenção Com capacidade para 50Kg de eletrodos Fig. Durante o trabalho realizado pelo soldador.Os eletrodos básicos apresentam-se muito mais sensíveis no que diz respeito à aquisição de umidade no revestimento. Estes eletrodos devem permanecer em estufas depois de abertas às embalagens. Fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 64 . as temperaturas são determinadas pelos fabricantes. Os eletrodos básicos requerem maiores cuidados quanto à umidade. sua ressecagem pode ser em torno 230°C a 260°C durante duas horas e 300°C a 400°C para eletrodos básicos de alta resistência ou ligados ao níquel. 142 – Estufa portátil com capacidade para 3 Kg de eletrodos revestido As estufas portáteis servem apenas para armazenagem dos eletrodos revestidos durante o trabalho e após serem ressecados em estufas apropriadas.10% de H2O a 1000°C. por serem higroscópico (facilidade de atrair água ou umidade). Caso seja necessário. 142) para que os mesmos não percam a temperatura de trabalho. recebe na sua fabricação um tratamento especial através de uma secagem rígida que leva o nível de desidratação em torno de 0. a temperatura não deve ultrapassar 100°C.

155 Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 65 .Juntas As juntas podem apresentar-se de diversas formas e diferentes graus de complexidade nas mais variadas circunstâncias. Fig. Fig. 145 Fig. 149 Fig. 151 Juntas de Ângulo em Quina (152 a 155). 150 Fig. 154 Fig. Fig. 152 Fig. 148 Fig.Tipos: Juntas de Topo com e sem chanfro (fig. 148 a 151). 5. 147 Juntas de Aresta (fig.5 . 153 Fig. 146 Fig. Conheceremos a seguir os tipos de juntas encontradas comumente no campo de trabalho. 145 a 147).1 .

Juntas de Ângulo em L (fig. 162 Fig. 160 a 164). Fig. 160 Fig. 157 Fig. 161 Fig. 159 Juntas de Ângulo em T (fig. 163 Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 66 . Fig. 156 a 159). 158 Fig. 156 Fig.

Fig. 167 Juntas Sobrepostas (fig. 169 Fig. 166 Fig. 164 a 167). 164 Fig. Fig. 168 Fig. 173 Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 67 . 172 Fig.Juntas de Ângulo (fig. 165 Fig. 170 Fig. 171 Fig. 168 a 173).

5. 176) é o mais utilizado em juntas de solda. porem só pode aplicado em espessuras finas. n= 0 a 3 mm. e = 5 a 20 mm. α = 60°. 175). α Fig. ser f = 0 a 3 mm. 175 – Chanfro “I” com bordas quebradas – Chanfro em V O chanfro em “V” (fig. é aplicado aberturas em forma de ângulos (chanfros) e separação entre as peças quando necessário. 176 – Chanfro em “V” Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 68 . em virtude dos cordões serem depositados em um único lado da junta a tendência de embicamentos aumenta consideravelmente. entretanto possui uma grande desvantagem. 174 – Chanfro “I” Fig. Fig.2 . f = 2 a 4 mm. devendo ser considerado a espessura do material e a acessibilidade da junta a ser soldada.Chanfros e separações Para poder receber o material de solda suficiente e obter uma boa qualidade na soldagem. e = 2 a 5 mm Podemos ainda em espessuras cima de 4mm quebrar levemente as arestas para melhorar a penetração do cordão de solda (fig. – Chanfro I (reto ou sem chanfro) Este tipo de chanfro é muito usado por não necessitar de trabalho na preparação. Os chanfros podem apresentar-se de várias formas e as aberturas com medidas diversas.

178 – Chanfro em “X” – Chanfro em K (em meio V duplo) O chanfro em “K” (fig. e = 12 a 40 mm. 179 – Chanfro em “X” Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 69 . α Fig. apresentadas anteriormente. e = 5 a 20 mm. n= 2 mm. α = 50°. f = 2 a 3 mm. f = 2 a 4 mm. α = 50°.– Chanfro em meio V O chanfro em meio “V” é aplicado a peças em que por algum motivo. somente uma das bordas poderá ser chanfrada (fig. 178). 177 – Chanfro em meio “V” – Chanfro em X (em V duplo) Com a mesma aplicação do chanfro em “V”. este tipo de chanfro possui a vantagem de poder soldar a junta pelos dois lados. 179) possui a mesma aplicação do chanfro em meio “V” com as vantagens do chanfro em “X”. n= 2 mm. e = 12 a 40 mm. α Fig. f = 2 a 3 mm. diminuindo significativamente o risco de embicamento na peça desde que os cordões sejam aplicados alternadamente (fig. 177). n= 0 a 3 mm. α = 50°. α Fig.

desde que os cordões de solda sejam depositados alternadamente. meio “V” e “V”. e = ≥ 15 mm. n= 3 a 4 mm. αf = 8°. 181 – Chanfro em “J duplo” – Chanfro em U O chanfro em “U” difere do tipo em “J” por apresentar rasgos concavos nas bordas das duas peças a serem soldadas. e = ≥ 15 mm. aplica-se o chanfro em “J” (fig. 180) a peças com grandes espessuras evitando uma largura excessiva caso fossem utilizados chanfros do em “V” por exemplo. Fig. 182 – Chanfro em “U” Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 70 . este tipo de chanfro só possibilita o acesso ao serviço por apenas um único lado. e = ≥ 30 mm. em “J”. este fato poderá amenizar o surgimento de embicamento na junta soldada. f = 2 mm. Fig. αf = 8°. f = 2 mm. sua aplicação é indicada para peças com espessuras acima de 30mm. f = 3 mm. este fato poderá levar o surgimento de embicamento na junta soldada αf = 8°.– Chanfro em J As juntas com este tipo de chanfro possui rasgo concavo. n= 3 a 4 mm. por possibilitar o acesso ao serviço por dois lados da peça. 180 – Chanfro em “J” – Chanfro em J duplo Os chanfros em “J” duplo difere do. A exemplo do chanfro em “J”. n= 3 a 4 mm. por algum motivo. Fig. em apenas uma das bordas.

este apresenta as mesmas características e vantagens dos chanfros em “X” e “J” duplo. 183 – Chanfro em “U duplo” Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 71 . Fig. αf = 8°. n= 3 a 4 mm. f = 3 mm.– Chanfro em U duplo Com a mesma aplicação do chanfro em “U”. e = ≥ 30 mm.

Posições de Soldagem Serviços de grande porte a exemplos de estruturas metálicas e estaleiros para embarcações (fig. 188 – Soldagem em estruturas metálicas Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 72 . Fig.6 . 187 e 188) ou apenas em determinados locais nas mais diversas empresas que necessitam dos processos de soldagem. encontramos situações diversas no posicionamento da junta que se deseja soldar. Fig. estando habilitado a realizar soldagem em todas as posições. 187 – Soldagem em hélice de navio É de suma importância que o soldador domine todas as técnicas necessárias.

189 e 190) e 1G (fig. 194 – Posição de soldagem 2G em tubo Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 73 .1F (fig. Posição plana . 193 – Posição de soldagem 2G em chapa Fig. 193 e 194). 191 e 192) e 2G (fig. Esta terminologia obedece às disposições constantes da norma ASME Seção IX. 192 – Posição de soldagem 2F em tubo Fig. 189 – Posição de soldagem 1F em chapa Fig. Posição horizontal – 2F (fig. Fig. Fig. 191 – Posição de soldagem 2F em chapa Fig. 192 – Posição de soldagem 1G em tubo Na soldagem em posição plana “1G” e “1F” para tubos (fig. 190 – Posição de soldagem 1F em tubo Fig. Os mesmos devem ser girados. 191 e 192). A Norma ASME é uma das mais conhecidas e utilizadas pelos mais diversos profissionais da área de soldagem. Estas estão distribuídas por números de “1” a “6” em conjunto com as letras “G” e “F”.As posições de soldagem seguem normas para aplicações em projetos. sendo G (groove weld) para juntas chanfradas e F (fillet weld) para juntas em ângulo e sobrepostas. 191 – Posição de soldagem 1G em chapa Fig. 189 e 190).

Fig. 201 – Posição de soldagem 6G Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 74 . Fig. 195 – Posição de soldagem 3F Fig. 200– Posição de soldagem 5F Fig. 5F (fig. 197 – Posição de soldagem 4F Fig. 199). 201).Posição vertical – 3F (fig. 199– Posição de soldagem 5G Fig.5G (fig. 198 – Posição de soldagem 4G Posição fixa obrigatória . Fig. 196 – Posição de soldagem 3G Posição sobre cabeça .4F (fig. 198). 197) e 4G (fig. 200) e 6G (fig. 195) e 3G (fig. 196).

a junta soldada pode se tornar relativamente frágil. Ou seja. Essa faixa é normalmente a mais frágil da junta soldada. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 75 . Assim. A composição química fica. está a zona de ligação. Na zona afetada termicamente (ZTA). 7. na maioria dos casos. às vezes. Por isso. 202 – Demonstração da ZTA (Zona Termicamente Afetada) Na região próxima à junta soldada. na qual se observa uma transição entre a estrutura do metal fundido e a do metal de base. uma alteração das propriedades do material. Fenômenos na soldagem são comuns a inúmeros processos e a falta de conhecimentos técnicos sobre o assunto pode ocasionar problemas sérios afetando diretamente o resultado final da soldagem.Metalurgia da soldagem O simples fato de se usar calor nos processos de soldagem implica em alterações na microestrutura do material metálico.Fenômenos na Soldagem Os diversos processos de soldagem existentes podem apresentar diversas particularidades. está a zona afetada termicamente na qual o metal é superaquecido de modo que haja um aumento do tamanho do grão e. não podemos nos esquecer de que. tem suas características mecânicas afetadas.1 . praticamente não há diferenças na estrutura do material porque as temperaturas são menores. Próximo a essa faixa. portanto. o metal após sofrer aquecimento. a estrutura do metal pode ser modificada pelo aquecimento e rápido resfriamento durante o processo de soldagem.7 . o material apresenta características de metal fundido. a soldagem reproduz no local da solda os mesmos fenômenos que ocorrem durante um processo de fundição. À medida que aumenta a distância da zona fundida. Entre eles podemos destacar os fenômenos ocorridos na Metalurgia da soldagem e o Sopro magnético. Fig. do ponto de vista da estrutura metalográfica. Na verdade. entretanto. praticamente inalterada.

produzidos por intensidade de corrente necessária para soldar. Inclinar o eletrodo no sentido do desvio do sopro (fig. este fenômeno produz forças eletromagnéticas que atuam sobre o arco elétrico. desviando pelos campos magnéticos que aparecem na mesma. Pontos causadores  Soldagem realizada: Próximo as bordas das peças.2 . Peças com formas agudas. Executar soldas alternadas. 203 – Sopro magnético A distorção do campo magnético é causada porque o arco não vai pelo caminho mais curto do eletrodo à peça. 204 – Inclinando o eletrodo Para correção do sopro magnético Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 76 . Soluções Além da correção das causas citadas anteriormente podemos adotar outros recursos. Pré-aquecer as peças com maior espessura. Fig. Fig. Ao lado de peças com grandes espessuras.Sopro Magnético O sopro magnético apresenta-se com maior freqüência em equipamentos com (CC). Se possível soldar com (CA). 204).7. Próximo a garra de aterramento.

Para alcançar esses objetivos. são eles:               Falta de penetração. Embicamento. 209) Principais Causas: Baixa intensidade da corrente elétrica. Diâmetro excessivo do eletrodo. boa regulagem da intensidade e boa seleção de eletrodos. 208 – Cordão de solda trançado  Falta de Penetração (fig. Abertura insuficiente entre as bordas. Ângulo do chanfro estreito. Dissimetria do cordão. Falta de fusão. 209 – Falta de penetração Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 77 . Excesso de penetração. Fig. Nas avaliações dos cordões de solda encontra-se com certa regularidade alguns defeitos. Avanço rápido do eletrodo. Eletrodo distante da poça de fusão.8 . entre outras coisas. Perfurações. Inclusão de escória Porosidade. segurança e qualidade. Mordeduras. Bordas desniveladas. Reinicio do cordão sem unha. Respingos. Irregularidade da superfície. Cordão excessivo.Descontinuidades na soldagem Uma boa soldagem deve oferecer. é necessário que os cordões de solda sejam efetuados com o máximo de habilidade. Trincas. Fig.

212) Principais Causas: Falta de experiência ou habilidade do soldador. Fig. 211 – Perfuração da chapa  Bordas Desniveladas (fig. Abertura excessiva entre as bordas. 210 – Excesso de penetração  Perfuração (fig. 210) Principais Causas: Alta intensidade da corrente elétrica. Alta intensidade da corrente elétrica. Falta de suaves oscilações laterais durante a soldagem. Fig. Ponteamento insuficiente. Avanço lento do eletrodo. 212 – Bordas desniveladas Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 78 . 211) Principais Causas: Falta de controle na poça de fusão. Excesso de Penetração (fig. Desatenção do mesmo. Fig.

214) Principais Causas: Má preparação da junta.  Embicamento (fig. Excesso de passes dos cordões. Dissimetria dos Cordões (fig. 213 – Dissimetria do cordão de solda Fig. Polaridade ou tipo de corrente incompatível com o eletrodo. 214 – Embicamenta da junta soldada  Irregularidade da Superfície (fig. Da Tocha ou pistola. Falta de experiência ou habilidade do soldador. 215) Principais Causas: Eletrodos úmidos ou com o revestimento danificado. Excesso de calor na junta. 213) Principais Causas: Inclinação incorreta do eletrodo. Ausência de gás de proteção nos Processos TIG e MIG-MAG. Fig. Arame e varetas oxidadas. 215 – Irregularidade da superfície do cordão de solda Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 79 . Fig. Temperaturas elevadas. Intensidade da corrente elétrica desregulada.

218 – Cordão excessivo na junta soldada Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 80 . Fig. tintas. com o revestimento danificado ou ainda de baixa qualidade. Eletrodos úmidos. 217 – Respingos projetados durante a soldagem Fig. Peça suja (óleos. 217) Principais Causas: Alta intensidade da corrente elétrica. Eletrodo distante da poça de fusão. Passes de solda desnecessários. Surgimento do sopro magnético. Falta de sincronismo no movimento dos cordões trançados. 216) Principais Causas: Alta intensidade da corrente elétrica. oxidação entre outros). Mordeduras (fig.  Cordão Excessivo (fig. Utilização de CO2 puro na soldagem MAG. Eletrodo distante da poça de fusão. 216 – Mordeduras na junta soldada  Respingos (fig. Avanço rápido. graxas. Fig. Posicionamento incorreto do eletrodo. 218) Principais Causas: Avanço lento do eletrodo.

220 – Porosidade na soldagem Fig. Fig. Manuseio incorreto do eletrodo. Variação da distância do eletrodo. Surgimento do sopro magnético. Eletrodo distante da poça de fusão. 221) Principais Causas: Ausência de suaves oscilações laterais durante a soldagem. Inclinação inadequada do eletrodo. 220) Principais Causas: Eletrodos úmidos.  Porosidade (fig. Chanfros irregulares. Limpeza inadequada dos cordões anteriores. Metal base com impurezas. Fluxo interno do arame tubular danificado. 219) Principais Causas: Má preparação do cordão raiz. Ângulo do chanfro estreito. Vazão do gás insuficiente. Fig. 221 – Falta de fusão nas bordas da junta soldada Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 81 . da Tocha ou Pistola. Polaridade errada para o tipo de eletrodo. 219 – Inclusão de escória (Raio X)  Falta de Fusão (fig. Preparação inadequada da junta. Alta intensidade da corrente elétrica. Inclusão de Escória (fig.

e fósforo). Falta de pré-aquecimento e pós-aquecimento em metais de dureza elevada. Fig. As prováveis causas dos surgimentos desses defeitos dependerão de inúmeras situações além das circunstancias que a ocasionaram. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 82 . Principais Causas: Retirada brusca do eletrodo da poça de fusão. Impurezas no metal base (enxofre. as trincas são os que devemos dedicar uma atenção maior. Materiais submetidos a temperaturas baixas em torno de -200°C. Alta intensidade da corrente afetando a ZTA. Materiais com altos índices de tensões internas. Resfriamento brusco do metal base após a soldagem. 222 – Trinca presente no cordão de solda (Raio X). Trincas Entre todos os defeitos possíveis na soldagem.

comprimento da solda. ângulo do chanfro. os símbolos tornam a interpretação do desenho mais rápida e fácil. 226 – Símbolo a cima Da linha de referência Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 83 . se o símbolo estiver acima da linha (fig. 225 – Símbolo a baixo Da linha de referência Fig. Conforme sua localização. o local de trabalho. Segundo a AWS. 9. 223) Linha de referência A linha de referência (fig. Os símbolos são utilizados para economizar espaço e trabalho nos desenhos dos projetos e. ao mesmo tempo. dimensões. 226). a soldagem deverá ser feita no lado oposto da linha de seta. 224 – Linha de referência Um símbolo colocado abaixo da linha de referência (fig.1 .9 – Simbologia de Soldagem Simbologia se soldagem são indicações geométricas das juntas. Os símbolos de soldagem podem ser classificados em dois grandes grupos: os símbolos básicos e os suplementares. entre outras informações. 225) determina que o procedimento de soldagem deva ser feito no lado indicado pela linha de seta. 224) é um traço horizontal que serve de suporte para as informações a respeito da soldagem. acima ou abaixo da linha da referência.Símbolos Básicos Os símbolos básicos de soldagem transmitem as informações elementares do processo. além disso. abertura de raiz. as partes sempre presentes na representação simbólica da soldagem são a linha de referência e a linha de seta (fig. Fig. 223 – Símbolos básicos Fig. Fig. os símbolos utilizados indicam ações diferentes.

Quando a linha de seta é contínua. um acima e outro abaixo da linha de referência (fig. 227 – Símbolo de soldagem Em ambos os lados A linha de seta parte de uma das extremidades da linha de referência e indica à região em que deverá ser realizada a soldagem. devendo ser observada a estética do desenho. A linha da seta pode ser colocada tanto na extremidade esquerda (fig. 230 – Linha de seta Não contínua Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 84 Fig. 227) Fig. aparecerão dois símbolos. 230 e 231). 229). 229 – Linha de seta na Extremidade direita Linha da seta não contínua A linha de seta pode ser contínua ou não. indica que qualquer um dos lados da junta pode apresentar chanfro. A linha de seta não contínua indica o lado da junta que deverá ser chanfrado (fig. Fig. 228 – Linha de seta na Extremidade esquerda Fig. o local exato da soldagem é especificado pela posição do símbolo. 228) quanto na direita da linha de referência (fig. 231 – Linha de seta Não contínua . Fig.No caso de soldagem em ambos os lados da peça.

234 – Solda sem chanfro Do lado da seta Fig. 234. 236 – Solda sem chanfro Dos dois lados Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 85 . Fig. 232) ou abaixo (fig. 235 – Solda sem chanfro Do lado oposto a seta Fig. 233 – Solda em ângulo Do lado da seta Símbolos de Juntas sem chanfro O símbolo da solda de junta sem chanfro é representado por duas linhas verticais. em um dos lados ou nos dois lados da linha de referência (fig. especificação e normas estabelecidos por associações de soldagem. 232 – Solda em ângulo Do lado oposto a seta Fig. Se não for necessária nenhuma especificação.Cauda da Linha A cauda (fig. 231 – Cauda da linha Solda em ângulo O símbolo de solda em ângulo é representado por um triângulo retângulo posto acima (fig. o desenho da cauda pode ser dispensado. 233) da linha de referência. Fig. 235 e 236). 232) traz informações a respeito de procedimentos. Essas indicações são compostas de algarismos e letras. representativos do procedimento. Fig.

Símbolos de Juntas chanfradas Os símbolos das juntas com chanfro são: V ou X. Tabela 8 – Símbolos para peças chanfradas Junta Símbolo Representação Em V Em meio V Em K Em X Em U Em U duplo Em J Em J duplo Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 86 . Os variados tipos de juntas com chanfro. seus respectivos símbolos e as representações deles nas juntas podem ser vistos na tabela 8. U ou duplo U. J ou duplo J. O chanfro de uma junta é indicado por meio desses símbolos. colocados na linha de referência. meio V ou K.

Fig.Símbolo para faces convexas O símbolo da junta com uma face convexa é o desenho de um quarto de circunferência ao lado de uma linha vertical (fig. 238 – Solda com uma face convexa Do lado oposto a seta Fig. 239 – Solda com uma face convexa Dos dois lados da junta Tabela 9 – Símbolos para peças com faces convexas Junta Representação e símbolo Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 87 . 238 e 239). 237. já o símbolo de duas faces convexas será de dois desenhos de um quarto de Circunferência (tabela 9). 237 – Solda com uma face convexa Do lado da seta Fig.

este tipo de soldagem geralmente acontece com junta em T. 240 – Solda Suporte Símbolo para solda em Campo O símbolo de solda no campo (fig. Este cordão pode ser feito antes ou depois do preenchimento do chanfro. isto acontece no caso de soldagem de conjuntos formados por peças muito grandes que só podem ser montadas na obra. ligado a um traço vertical e indica que a junta deve ser soldada no final da montagem do conjunto.Símbolo para solda de suporte O símbolo da solda de suporte (fig. Fig. a ponta do triângulo ou bandeira deve estar sempre em posição oposta à linha de seta Símbolo para Solda em todo o Contorno O símbolo de solda em todo contorno (fig. 242). a seqüência de soldagem é indicada pelas linhas de referência. 240) é um semicírculo colocado acima ou abaixo da linha de referência e do lado oposto ao do símbolo do chanfro. Este símbolo Indica que um cordão extra de solda deve ser feito na raiz do chanfro. 241 – Símbolo para soldagem em campo Fig. é representado por um círculo colocado na intersecção da linha de referência com a linha de seta e indica que todo o local ao redor da junta deve ser soldado. Fig. 242 – Símbolo para soldagem em Todo o contorno Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 88 . 241) é representado por um triângulo cheio.

Fig. 246) é representado por um arco colocado no símbolo de chanfro e indica que o cordão de solda deve apresentar uma concavidade ou depressão em relação à superfície da peça. 246 – Soldagem com chanfro em “V” Com perfil côncavo Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 89 . 243 – Soldagem com chanfro em “V” Com projeção do lado oposto Símbolo de Perfil nivelado O símbolo de perfil de solda nivelado é representado por um traço horizontal colocado no símbolo de chanfro e diz respeito ao acabamento exigido para a solda. conforme a exigência do desenho do projeto. 243) é representado por um semicírculo cheio e indica um excesso de solda exigido no lado oposto do cordão. (fig. Fig. 245 – Soldagem com chanfro em “V” Com perfil convexo Símbolo de Perfil Côncavo O símbolo de solda côncava (fig. Fig. Fig.Símbolo para soldagem de um lado com Projeção do outro O símbolo de solda de um lado com projeção no lado oposto (fig. Quando o perfil nivelado é requerido. 245). 244). 244 – Soldagem com chanfro em “V” Com perfil nivelado Símbolo de Perfil Convexo O símbolo de perfil de solda convexo é representado por um arco colocado no símbolo de chanfro e significa que o cordão deve apresentar um excesso de material (fig. o cordão de solda deve ficar no nível da peça. O símbolo é colocado acima ou abaixo da linha de referência.

249). Fig.9. o comprimento e o espaçamento do cordão de solda. cotam-se os dois símbolos e as duas medidas. entre parênteses (fig. as cotas devem indicar primeiro a altura da perna e depois o seu comprimento. Fig. 248 – Posicionamento da Perna de Solda Com soldagem em um único lado e duas medidas para perna Símbolo para Medida de Penetração ou Garganta Efetiva A medida de penetração ou garganta efetiva é colocada à esquerda do símbolo de solda. A medida da perna é colocada à esquerda do símbolo (fig. 248). 247 – Posicionamento da Perna de Solda Com soldagem dos dois lados Símbolo de Solda em Pernas Desiguais No caso de solda de pernas desiguais (fig. Fig. a abertura da raiz. sejam elas iguais ou diferentes. 249 – Medida da perna de solda E garganta efetiva Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 90 . Quando se tratar de solda executada nos dois lados. a penetração de solda ou garganta efetiva. 247).Dimensões da Solda As dimensões da solda são representadas por números colocados ao lado do símbolo ou dentro dele e indicam a altura da perna da solda. a profundidade ou ângulo do chanfro a ser feito.2 .

Dimensões de Comprimento e Espaçamento As dimensões de comprimento e espaçamento. são indicadas no lado direito do símbolo. 250 – Dimensões entre espaçamento Dimensões e Espaçamento de Soldas Descontinuas O espaçamento de uma solda descontínua também é indicado à direita do símbolo. 251 – Solda descontinua coincidente Fig. com as indicações das respectivas dimensões (fig. Fig. 252 – Solda descontinua Intercalada Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 91 . e o espaçamento é identificado pela letra P.250). no caso de solda descontínua coincidente (fig. de “pitch”. separadas por um traço. A dimensão do espaçamento de uma solda descontínua intercalada (fig. 252) também é indicada à direita do símbolo. o comprimento é conhecido pela letra L.estas letras podem aparecer na descrição do projeto. da palavra inglesa “length”. o símbolo é colocado acima e abaixo da linha de referência. Fig. seguida pela dimensão do comprimento. nesta ordem. 251).

253 – Ângulo do chanfro Fig. 255 – Abertura da raiz na peça Sem chanfrada Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 92 . Fig. 254 e 255) são posicionadas dentro do símbolo do chanfro. 253) quanto à medida da abertura da raiz (fig. 254 – Abertura da raiz na peça chanfrada Fig.Representação de ângulo do chanfro e abertura de raiz no símbolo Tanto a medida do ângulo (fig.

Largura dos cordões. Vejamos agora alguns dos instrumentos utilizados para este controle e verificação na soldagem. Inúmeras Normas Técnicas foram criadas com o intuito de orientar os profissionais em soldagem para os mais diversos tipos de controle no processo.10 . Calibres de Solda: (fig. Espessura do filete. altura soldagem e espessura na soldagem Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 93 . Espessura do filete. O dimensionamento dos cordões de solda são exigências a um produto final com qualidade e segurança que são ignorados pela grande maioria dos soldadores pelo simples desconhecimento das Normas. 256 – Calibre de solda multifuncional para Aplicação diversificada na soldagem (fig. desenvolvimento e conclusão nos serviços a serem realizados. Altura dos cordões. 256) Para medição de: Pernas de solda.Instrumentos de medição e controle para soldagem Bem diferente do que muitos pensam a boa qualidade da soldagem não passa apenas pela aparência ou pela simples deposição de cordões nos mais variados processos. Fig. Espessura da solda. Fig. Embicamento de chapas. 257 – Calibre de solda para aplicação no controle da perna. 257) Para medição de: Pernas de solda. Altura dos cordões. Profundidade de mordeduras.

(fig. (fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 94 . 80º e 90º. 261 – Calibre para verificação de alinhamentos em tubulações.(fig. (fig. 258) Para medição de: Profundidade de mordeduras. Garganta da solda. garganta efetiva e desalinhamento. 260) Digital para medição: Ângulos de Medição: 60º. 260 – Calibre Digital para medição de ângulos. 258 – Calibre de solda para medição de mordeduras excesso de cordões. 259) Para medição de: Altura do cordão de solda. 259 – Calibre de solda para medição de altura de cordões Fig. Fig. Desalinhamento. 70º. Excesso de solda. Fig. Fig. 261) Para medição de: Alinhamento de tubos antes da soldagem.

Algumas aplicações práticas Medição da Perna da Solda Segundo Norma DIN. 264– Verificação da altura do cordão Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 95 . Fig. 262 – Medição de Perna da Solda Segundo Norma DIN Fig. 263 – Medição de Perna da Solda Segundo Norma DIN Medição da Altura Cordão de Solda. Medição da Perna da Solda Segundo Norma AWS. Fig.

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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL STENIO LOPES SOLDAGEM PELO PROCESSO TIG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 97 .

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1 . com auxílio ou não de material de adição.2 – Surgimento Este processo foi patenteado no fim dos anos 20. 265 – Fundamento do processo de soldagem TIG 11. porém só foi comercialmente utilizado em 1942.11 . Fig. 265).(Tungsten Inert Gas) O arco é gerado entre a obra e um eletrodo de Tungstênio (não consumível). Fig. fundindo as partes a serem soldadas.SOLDAGEM TIG 11. 266 – Soldagem TIG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 99 . nos Estados Unidos. A região da solda é protegida contra contaminações do ar ambiente por atmosfera gasosa que flui através da tocha (fig.PROCESSO TIG . para a soldagem em ligas de magnésio dos assentos de aviões. de forma concentrada.

o esquema que veremos (fig. 267). 237 – Esquema de um equipamento de Soldagem TIG Fig.Cabo–obra com garra – ligação com a peça Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 100 .Mangueira de condução do gás 7 .Cabo condutor de corrente 8 .Cabo de comando da pistola 6 .Válvula reguladora de pressão com medidor de vazão 5 .Cilindro de gás de proteção 4 .Fonte de corrente com sistema de resfriamento interno 3 .Esquema de um equipamento de soldagem TIG Em linhas gerais. está baseado no princípio básico deste Processo de Soldagem Fig. existem inúmeros tipos de equipamentos de soldagem para o processo TIG. 267 – Esquema de um equipamento de soldagem TIG 1 .Ligação na rede 2 .Pistola com botão de comando 9 .3 .11.

A utilização da (CC) no Processo de Soldagem TIG é proveniente da excelente estabilidade fornecida pela mesma. 269). no entanto.11. por isso deve haver um reacendimento do arco. A única exceção é na aplicação desta em alumínio e suas ligas. podemos utilizar corrente contínua (CC) ou corrente alternada (CA).4 . deverá obrigatoriamente estar conectado ao pólo negativo do equipamento. 268 – Pulsos de Alta Tensão Fig. O arco elétrico é extinto a cada troca de polaridade. sem contato do eletrodo com a peça. 238 – Pulsos de Alta Tensão Fig. Fig. por meio de pulsos de alta tensão (fig. 268) ou de alta freqüência (fig. 269 – Pulsos de Alta Frequência Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 101 . Corrente contínua (CC). Corrente Alternada (CA). a exemplo do processo por eletrodo revestido. sua extremidade será destruída pelo forte aquecimento da corrente ficando impossível a realização da soldagem e o controle do arco elétrico. o eletrodo neste caso. A Corrente Contínua (CC) poderá ser utilizada na maioria dos metais. onde a tensão é nula. O diferencial neste processo é a utilização de corrente pulsada (CC) ou (CA).Tipos de correntes para o Processo TIG Para a soldagem TIG. se o eletrodo for ligado ao pólo positivo.

A corrente de base normalmente não ultrapassa 60% da corrente média de soldagem.Fontes de energia para soldagem TIG Diversos tipos de fontes chegam a ser utilizadas na soldagem TIG. 270).Corrente pulsada.5 . freqüência e onda da corrente. E os impulsos de corrente desta são. Com os grandes desenvolvimentos tecnológicos. 40% mais alto que os valores médios da corrente utilizada (fig.272). 270 – Corrente Pulsada 11. Além disso. com alta freqüência em um mesmo equipamento. podemos encontrar facilmente fontes de correntes para soldagem que pode fornecer corrente contínua (CC) e alternada (CA). Soldagem Eletrodo Revestido e TIG AC/DC Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 102 . 271 – Fonte Inversora tiristorizada. Os transformadores têm seu campo de atuação principalmente na soldagem de metais leves como alumínio. com as fontes que dispõem de comandos eletrônicos é possível programar a intensidade das correntes inicial e final. Soldagem Eletrodo Revestido e TIG aços Fig. em geral. esta se alterna ordenadamente entre uma corrente de base e uma corrente pulsada. o tempo da corrente pulsada. Fig. sistema sinérgico de auto-ajuste entre outros (fig. 272– Fonte Sinérgica Tiristorizada. Fig. magnésio e as ligas desses metais. Já os retificadores e geradores são usados para soldagem dos aços.

Eletrodo de Tungstênio. 5678- Gás de proteção Interruptor.  Ao modelo em função trabalho a ser realizado. do Fig. 274 . Pinça. Entrada do gás de proteção.11. Vejamos o esquema das principais partes de uma tocha TIG (fig.Tochas TIG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 103 .Tochas para soldagem TIG A tocha é um dos acessórios mais importantes neste Processo de Soldagem. Cabo de corrente elétrica Podemos classificar as tochas quanto:  Ao sistema de resfriamento.6 . 273) Fig. 273 – Esquema da tocha TIG 1234- Bocal.  A forma de ignição. é através dela que ocorre a ignição do arco. Capa.

Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 104 . 275 – Esquema de uma tocha seca Fig. 276 – Esquema de uma tocha resfriada Não utilizar tocha seca com correntes de trabalho superiores a 160ª. estas são chamadas de “Tochas Resfriadas” (fig. Fig. também conhecida como “Tocha Seca” (fig. tochas resfriadas pelo próprio gás utilizado no Processo de soldagem. Sistema de Resfriamento As tochas TIG possuem dois tipos de sistemas para resfriamento. para evitar superaquecimento dos componentes internos. 276). 275) e as resfriadas a água com sistema de bomba instalados nos equipamentos.

Tochas com ignição por contato Em fontes de soldagem TIG menores e com poucos recursos técnicos. Após a realização da soldagem com a tocha por interruptor o gás se fecha automaticamente evitando desperdício do mesmo. é fundamental a utilização deste tipo de tocha (fig. 278 – Tocha com ignição por contato Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 105 . é possível o controle de pós e pré fluxo do gás bem como o acionamento de 2T (dois tempos) e 4 T (quatro tempos) da tocha. depende diretamente do sistema existente no equipamento de soldagem. 277). Dependendo dos recursos que o equipamento de soldagem possuir. O funcionamento neste modelo está condicionado ao simples acionamento do gatilho. 278). é comum encontrarmos tocha cuja ignição é obtida através do contato do Eletrodo de Tungstênio com o metal base. Fig. 277 – Tocha com ignição por contato Já em fontes de soldagem mais modernas com inúmeros recursos eletrônicos. Este tipo de tocha possui ainda uma válvula para controlar a vazão do fluxo de gás na área de trabalho (fig. as duas formas encontradas são: Ignição da Tocha por contato do Eletrodo (resvalo) e a outra é com ignição por meio de interruptor ou gatilho da Tocha. automaticamente é aberto o fluxo do gás seguida da corrente de soldagem. Tochas com interruptor ignição por Fig. Forma de Ignição da Tocha TIG A forma de ignição da Tocha TIG.

Fig. possui sua aplicação na soldagem de chapas finas e juntas internas em peças pequenas de difícil acesso (fig. Tocha Padrão Utilizada na maioria dos trabalhos realizados pelo soldador. podendo o soldador flexioná-la para uma melhor facilidade na execução da soldagem (fig. Modelos de Tocha Tanto o formato quanto o tamanho das tochas podem variar conforme o serviço a ser executado. 281). Fig. 279). principalmente em soldagens externas (fig. 279 – Tocha TIG Padrão Tocha Flexível Indicada para serviços em locais de difícil posicionamento. 281 – Tocha TIG com cabeça reduzida Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 106 . Fig. 280 – Tocha TIG Flexível Tocha com cabeça reduzida Também chamada de micro tocha. desta forma podemos identificar a seguir as tochas TIG quanto aos modelos mais comuns encontrados no comércio. 280).

Vantagens desse tipo de difusor: Baixo custo de aquisição.7 . como veremos a seguir:  Tipo convencional No difusor do tipo convencional. responsável pela distribuição do gás de proteção. o gás de proteção passa por dentro do mesmo e é distribuído em seguida através de quatro furos de pequeno diâmetro dentro do bocal da tocha (fig. 283). Fig. Adaptável a diversos modelos de tocha. Ele pode ser encontrado em dois tipos. 282).Tocha Reta A tocha reta tem aplicação no Processo de Soldagem TIG automatizado com a utilização de robôs para a execução dos serviços (fig. 282 – Tocha TIG Reta 11. Fig.Difusores de gás para Tocha TIG O difusor de gás é uma peça cilíndrica de metal. 283 – Difusor de gás para tocha TIG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 107 .

mesmo em condições não ideais.Bocal de gás para Tocha TIG Os bocais de gás para tocha de soldagem TIG são disponíveis em diferentes tamanhos e formatos (fig. por exemplo. principalmente quando aquecido. 284 – Difusor de gás lens • • • 11. a alumina (isolante elétrico que suporta altas temperaturas). Fig. Fig. mesmo com a ponta do tungstênio projetada até 15mm para fora do bocal. são fabricados de material cerâmico. Reduz o risco de poros. Freqüentemente. Protege a poça de fusão. 285 – Modelos de bocais de cerâmica Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 108 . para atender às mais variadas geometrias das juntas a serem soldadas além de materiais mais específicos. como. Reduz em até 40% o consumo do gás de proteção. neste tipo. 285). 284). sendo um material leve. porém quebradiço. Tipo gás e lens O gás de proteção. Proporciona melhor visão da área de solda em espaços limitados. Ideal para soldagem em materiais especiais tais como aço inox e titânio. Vantagens desse tipo de difusor: • • • Proporciona um fluxo uniforme do gás de proteção. é distribuído uniformemente através de fios e de telas de aço inox em malhas bem finas (fig.8 .

conforme tabelas 10 e 11.8 Número do Bocal 4-6 4-6 6-8 8-10 Vazão (L/min) 5 6 6 7 Tabela 11 – Número do bocal em função do diâmetro do eletrodo de tungstênio Alumínio e suas ligas Ø do eletrodo 1.6 2.4 3.4 3.2 4.4 Número do Bocal 4-6 6-7 7-8 8-12 10-12 Vazão (L/min) 7 8 10 12 14 A escolha do diâmetro do bocal é muito importante. devendo ser grande o suficiente para dar proteção adequada à poça de fusão e.2 4.Os bocais são numerados. seus diâmetros e modelos possuem influência direta na proteção gasosa da poça de fusão e sua escolha está diretamente ligada à relação diâmetro do eletrodo de tungstênio x bocal. Tabela 10 – Número do bocal em função do diâmetro do eletrodo de tungstênio Aços em geral Ø do eletrodo 1.6 2.8 6. 286 – Diâmetro de bocais Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 109 . à zona afetada pelo calor. Fig. às vezes.

bocais de materiais transparentes resistentes ao calor para maior aproximação e melhor visibilidade (fig. como titânio. zircônio. 290) Fig. o bocal de gás deve ser maior que o normal. 288 – Bocal de material especial transparente Fig. utilizando nestes casos bocais para gás lens (fig. 290 – Dispositivo para aumento de proteção gasosa em superfícies tubulares Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 110 . 287). inconel entre outros. 287 – Bocal para difusor de gás lens Fig. 289) ou em tubos (fig.O diâmetro interno do bocal de gás deve ser uma vez e meia (1. 289 – Dispositivo para aumento de proteção gasosa em superfícies planas Fig. 288) além de outros dispositivos para aumentar a proteção gasosa na junta soldada seja ela em peças planas (fig.5) maior que a largura da poça de fusão. Para materiais de base mais sensíveis à contaminação atmosférica.

9 . desde que se encontre protegido pelo gás inerte e usado no pólo negativo quando utilizada a corrente contínua. Fig.Apesar da recomendação em utilizar o sistema de gas lens para materiais especiais. permitindo trabalhar a elevadas temperaturas.Eletrodo de tungstênio Diferente dos eletrodos utilizados no Processo de Soldagem com Eletrodo Revestido. 292 – Eletrodos de Tungstênio Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 111 . 292). A utilização do tungstênio na confecção destes eletrodos deve-se ao fato da facilidade da movimentação de elétrons e a ao alto ponto de fusão do mesmo. 291). 291 – Comparativo da disperção gasosa nos bocais TIG 11. Fig. podemos realizar comparativos de econômia de gás e proteção gasosa mais eficiente para justificar tal afirmação (fig. nada impede sua utilização na soldagem em peças de aço. estes não são considerados consumíveis de soldagem e seus diâmetros e aplicações variam de acordo com o serviço a ser executado (fig. Os eletrodos de Tungstênio são responsáveis pela passagem da corrente elétrica e ignição do arco nos processos de soldagem TIG e Plasma.

5 Cor de identificação Verde Amarelo Vermelho Lilás Marrom A letra “P” da classificação dos eletrodos de tungstênio EWP.5 0. Tabela 12 – Classificação e Composição Química dos Eletrodos de Tungstênio Classificação AWS EWP EWTh-1 EWTh-2 EWTh-3 EWZr Tungstênio % mínimo 99.5 0.8-1. 12.2 Tório % 0.5 97.40 Outros %máximo 0. refere-se a um eletrodo puro. Exemplo: Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 112 .35-0.5 0.55 - Zircônio % 0. soldagem com (CC).2 1.5 98.2 0.7-2.95 92.De acordo com a norma AWS A5.5 98.5 0. para eletrodos não consumíveis de tungstênio. podemos seguir as seguintes recomendações da tabela 12. neste caso a extremidade verde indica soldagem em (CA) enquanto a vermelha.15-0.

Fig.Preparação da extremidade do eletrodo de tungstênio A preparação da extremidade do eletrodo de tungstênio poderá ser realizada no esmeril com rebolo de granulação fina ou através de afiadores próprios para esta operação (fig. seguindo os padrões e recomendações de pesquisas realizadas para tal fim. 294 e 295). A afiação dos eletrodos de tungstênio deve ser de acordo com o tipo de corrente a ser utilizada. com o objetivo de minimizar os efeitos da corrente e facilitar a passagem dos elétrons durante a execução da soldagem (fig. deve-se ainda polir a extremidade do eletrodo após a afiação. 294 – Afiação de eletrodos de tungstênio para soldagem em CC Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 113 . Soldagem com corrente contínua (eletrodo no pólo negativo) Fig. se necessário. 293 – Afiador de eletrodo de tungstênio Em soldagens com baixas intensidades. 293).

295 – Afiação de eletrodos de tungstênio para soldagem em CA Não será necessária a afiação de eletrodos de tungstênio com diâmetro < a 1. é reconhecida pelo formato da extremidade do eletrodo após o acendimento do arco elétrico. Tabela 13 – Regulagem da corrente Tipo de Corrente Eletrodo de Tungstênio Corrente de Soldagem Muito baixa Correta Muito alta CC Toriado Puro CA Toriado Se a extremidade do eletrodo for contaminado pelo contato com a poça de fusão ou com a vareta. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 114 . este deverá ser ré-afiado para a eliminação da contaminação. Regulagem da corrente A correta regulagem da corrente de soldagem no processo TIG. Durante a própria soldagem a corrente alternada torna a extremidade do mesmo esférico.6mm.Soldagem com corrente alternada Fig. como podemos verificar na tabela 13.

Exemplo: Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 115 .10 . 18.Classificação AWS para varetas De acordo com a norma AWS A5. Analise cada elemento com atenção.11. procurando compreender o que ele significa. seguem as mesmas especificações conforme o esquema a seguir. a classificação das varetas e arames para os processos de soldagem TIG e MIG-MAG.

06 a 0.5 a 2 Si 0.9 - Sem requisitos de análise química. citada anteriormente.15 0.02 a 0. Estes gases elevados a altas temperaturas aumentam sua afinidade e em contato com o arco elétrico contamina imediatamente a poça de fusão. Tabela 14 – Composição química para varetas de soldagem TIG Classificação AWS C ER 70S .9 a 1.5 ER 70S .6 ER 70S .Gases de proteção A proteção gasosa é comum a inúmeros processos de soldagem.3 a 0.07 a 0.15 Zr 0.4 ER 70S .4 1.05 a 0. 296 – Cilíndros de gases diversos Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 116 .65 a 0.6 0. 0.3 ER 70S .45 a 0.5 a 0.8 Ti 0. podemos destacar da tabela 14.7 0.15 Composição Química (% em peso) Mn 0. Fig.Seguindo as especificações da norma AWS.07 Máx.8 a 0.15 0. nitrogênio (N2 = 78%) e outros gases dentro do 1% restante.9 a 1.4 a 0.07 a 0. as composições das varetas para soldagem de Aços Carbono.8 0.12 Al 0.7 ER 70S . a contaminação proveniente dos gases contidos no ambiente surge como dos grandes vilões no produto final da junta soldada.85 1.7 0.07 a 0.19 0.05 a 0.2 ER 70S . O Ar é composto por oxigênio (O2 = 21%.5 0.9 a 1. por acordo entre fabricantes e usuários 11.15 0.15 0.G 0.4 1a 1.4 0.4 a 1.07 a 0.5 a 0.11 .15 0.

Atualmente no Processo de Soldagem TIG. o gás mais utilizado é o Argônio Puro a 99. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 117 . maior econômica e melhor proteção na raiz do cordão de solda.99% devido a sua boa ignição.Segundo a norma DIN 32526. distinções e agrupamentos sejam classificados da seguinte forma:  Funções dos gases de proteção: Ionizar a zona de atuação do arco elétrico. Estabilizar o arco.  Grupamento dos Gases de Proteção para soldagem TIG Argônio (Ar) = Todos os metais. Hélio (He) = Todos os metais.  Distinção entre os gases de proteção Inertes: Gases que não entram em reação química com o ambiente ou o material de adição nem com o material base. que trata das classificações dos gases de proteção determina que as funções. Argônio + Hélio (ArHe) = Indicado para alumínio e suas ligas além do cobre desoxidado. Ativos: Gases de proteção que reagem quimicamente com o metal de adição ou a poça de fusão. Proteger a poça de fusão da influência do oxigênio e o hidrogênio do ar.

4. Manômetro de alta pressão para indicação do volume de gás do cilíndro. Conexão do cilindro. 2. Parafuso regulador da pressão de trabalho. 1 2 5 3 4 Fig.12 – Regulagem da Pressão de Trabalho O ajuste da pressão de trabalho dos gases é obtido através do regulador de pressão (fig. Saída do gás.11. este dispositivo pode diferenciar de acordo com o fabricante. 297). 5. 297 – Manômetro para cilíndro com alta pressão de Argônio 1. 3. entretanto o princípio de utilização e funcionamento é o mesmo. Manômetro de baixa pressão para indicação da vazão de trabalho. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 118 .

desta vez considerando também a espessura do material.Vazão Adequada Para a escolha e regulagem adequada da vazão de gás para o processo de soldagem TIG. Tabela 15 – Relação de vazão do gás com espessura do material base Espessura do material Diâmetro do Bocal Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 119 . Na tabela 15 veremos uma outra relação. vimos nas tabelas 10 e 11 que devemos considerar a relação entre diâmetro de eletrodo de tungstênio e bocal.

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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL STENIO LOPES SOLDAGEM PELO PROCESSO MIG-MAG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 121 .

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Surgimento Os primeiros trabalhos com estes processos foram feitos com gás ativo.2 . 299 – Soldagem MAG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 123 . através da tocha. A região de solda é protegida contra contaminações do ar ambiente por uma atmosfera de gás (puro ou em misturas) que flui. O processo foi inviabilizado. controlado. o qual é continuamente alimentado através de uma tocha e fundido pelo arco.PROCESSO MIG/MAG – (Metal Inert Gás) / (Metal Active Gás) Processo no qual um arco elétrico. sempre com gás inerte. conseqüentemente.1 . em seguida estenderam-se para outros metais. no início dos anos 30. formando a poça de fusão e. Fig. também. Em 1951 foi introduzido junto ao argônio o CO2 e em 1953 teve início à utilização de CO2 puro.Soldagem MIG-MAG 12.12 . é estabelecido entre a peça a ser soldada (obra) e um arame (eletrodo). 298 – Esquema dos fundamentos para O Processo de Soldagem MIG-MAG 12. em peças de aço. Fig. o cordão de solda. e apenas em 1948 foi viabilizado e desenvolvido para soldagem de magnésio e suas ligas.

12.3 – Esquema de um equipamento de soldagem MIG-MAG
Apesar de encontrarmos equipamentos de soldagem MIG-MAG de diversos fabricantes e com particularidades de um modelo para outro, o princípio de funcionamento e sua nomenclatura são bem semelhantes (fig. 300).

Fig. 300– Esquema de um equipamento de soldagem MIG-MAG

1. Ligação na rede elétrica 2. Retificador de corrente para soldagem 3. Bobina (carretel) do arame-eletrodo 4. Aparelho alimentador do arame-eletrodo 5. Cilindro para gás de proteção 6. Válvula redutora de pressão com indicador de vazão 7. Válvula magnética do gás de proteção (válvula solenóide) 8. Cabo de comando da pistola 9. Arame-eletrodo 10. Condutor do gás de proteção 11. Condutor da corrente para soldagem 12. Pistola com interruptor 13. Cabo-obra com grampo (cabo de ligação com a peça de trabalho)

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12.4 - Fonte para soldagem MIG-MAG Quase todas as soldas com o processo MIG/MAG são executadas com polaridade reversa (CC+). O pólo positivo é conectado à tocha, enquanto o negativo é conectado à peça. Já que a velocidade de alimentação do arame e, portanto, a corrente, é regulada pelo controle de soldagem, o ajuste básico feito pela fonte de soldagem é no comprimento do arco, que é ajustado pela tensão de soldagem. A fonte de soldagem também pode ter um ou dois ajustes adicionais para uso com outras aplicações de soldagem.

Fig. 301 – Fonte de Soldagem MIG-MAG

12.5-Sistemas de alimentação do arame-eletrodo no equipamento de soldagem Nos equipamentos de soldagem MIG-MAG há diferentes sistemas para a alimentação do arame-eletrodo, dentre eles podemos destacar os dois principais sistemas utilizados por empresas de diversos ramos. Aparelho Universal – Neste modelo o dispositivo para alimentação do arame-eletrodo está instalado fora do equipamento (fig. 302), normalmente este sistema é fixado na parte superior da fonte de soldagem, podendo ser retirado para facilitar trabalhos em locais de difícil acesso.

Fig. 302 – Fonte de Soldagem MIG-MAG

Com alimentador Universal

Aparelho de Cabine – Este modelo de equipamento difere do anterior, tendo em vista que o sistema de alimentação está instalado em um compartimento localizado no interior da própria fonte de soldagem, sua vantagem é o fato da bobina
Fig. 303 – Fonte de Soldagem MIG-MAG

Com alimentador de cabina
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Dispositivos de alimentação do arame-eletrodo Na soldagem MIG-MAG a adição do consumível é feita pelo alimentador de arame. A bobina de arame-eletrodo é colocada e fixada a um eixo e o arame tracionado por rolos e guiados por conduítes até a pistola. Existem dois tipos de acionamento para a alimentação do arame, Acionamento por dois rolos (fig. 304) e acionamento por quatro rolos (fig. 305).

 Acionamento por dois rolos
.

1

2

5 4

3

Fig. 304 – Acionamento do alimentador de arame por dois rolos

1. 2. 3. 4. 5.

Dispositivo de ajuste da pressão no arame Bico guia de entrada do arame-eletrodo; Rolo de Pressão; Rolo de tração do arame-eletrodo; Bico guia de saída para conduíte.

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305 – Acionamento do alimentador de arame por quatro rolos 1. Acionamento por quatro rolos 2 3 1 5 4 Fig. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 127 . Rolos de Pressão. 5. Dispositivo de ajuste da pressão no arame. Bico guia de alimentação do arame-eletrodo. 4. Rolos de tração do arame-eletrodo. Bico guia de entrada do arame para o conduíte. 2. 3.

• Ranhuras semicirculares para arames-eletrodo de alumínio (fig.306). Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 128 .6 – Rolos de Alimentação Os rolos de alimentação do arame-eletrodo têm finalidade de tracionar o mesmo da bobina ao qual se encontra enrolado e enviá-lo para dentro de um pequeno tubo que forma o inicio do cabo. 308). Fig. 307 – Rolo de alimentação para arames tubulares Fig.12. 306 – Rolo de alimentação para arame em aço Fig. 307). • Ranhura prismática com estrias para arames-eletrodo tubulares (fig. Podemos destacar três tipos de rolos: • Ranhura prismática para arames-eletrodo de aço (fig. principalmente no caso dos arames tubulares onde o risco de falhas no fluxo por pressão exagerada é maior. 308 – Rolo de alimentação para arames em alumínio A pressão aplicada nos rolos sobre o arame deve ser o suficiente para tracioná-lo.

11. Isolador. a exemplo das tochas TIG.  Ao sistema de resfriamento. 310 – Pistola MIG-MAG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 129 . Podemos classificar as pistolas quanto: 8. Suporte do bico de contato do arame-eletrodo.12. Multicabo. 309 – Esquema pistola MIG-MAG 1.  Ao modelo em função do equipamento. Fig. geralmente prescreve uma curva entre o punho e o bocal de gás. 4. Condutor da corrente de soldagem. Arame-eletrodo.  A forma de ignição. Bico de contato do arame-eletrodo.7 . 2. 3. Haste curva da pistola. Vejamos o esquema básico para pistolas MIG-MAG (fig. Condutor do gás de proteção. Bocal de gás. 9. 309): Fig. Cabo (punho) da pistola. 5. 12. 10. Conduíte espiralado do arameeletrodo. 7.Pistola para soldagem MIG-MAG A pistola para soldagem MIG-MAG manual ou semi-automática. podemos subdividi-las em “Pistolas Resfriadas a Ar e as Resfriadas a Água”. Manga condutora do arame-eltrodo. 6. 13. Interruptor.

311) e as resfriadas a água com sistema de bomba instalados nos equipamentos. 311 – Esquema de uma Pistola Seca Fig. resfriadas pelo próprio gás utilizado no Processo de soldagem. Sistema de Resfriamento As pistolas MIG-MAG possuem dois tipos de sistemas para resfriamento. 312– Esquema de uma tocha resfriada Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 130 . Fig. 312). também conhecida como “Pistolas Seca” (fig. estas são chamadas de “Pistolas Resfriadas” (fig.

314).  Modelos de Pistola Os modelos das Pistolas MIG-MAG podem ser definidos em função dos recursos oferecidos pelos fabricantes de equipamentos para soldagem. Função de soldagem 4T: Esta função defere da anterior pois fará a pistola acionar mediante o pressionamento e a liberação do gatilho. Função de soldagem 2T: Esta função acionará a pistola mediante o pressionamento constante do gatilho. depende diretamente do sistema existente no equipamento de soldagem. Com os avanços tecnológicos os modelos simples e bem semelhantes de um fornecedor para outro tomaram outro rumo. Pistola Padrão Fig. ao soltar o mesmo. liberando o gás de proteção. Forma de Ignição da Pistola MAG A forma de ignição da Pistola MIG-MAG. para desativar e apagar o arco. além da Pistola Padrão (fig. 313 – Pistola padrão Pistola com Comandos Fig. facilitando o manuseio e a fadiga no braço do soldador. automaticamente todos os acionamentos citados anteriormente são desabilitados. 313) existem algumas Fontes de Energia para soldagem que disponibilizam Pistolas com comandos e ajustes no punho (fig. a alimentação do arame e o fechamento do arco elétrico. deverá pressionar e soltar o gatilho mais uma vez. as duas formas encontradas são: Ignição por “2T” (dois tempos) e “4T” (quatro tempos). 314 – Pistola MIG com comandos Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 131 .

9 1. A classificação para estes tipos de arame são normalizados pela AWS A5. estes são fabricados em aço e recebem um banho de cobre para evitar oxidações precoces.Arame-eletrodo para soldagem MIG-MAG No Processo de Soldagem MIG-MAG. 315 – Bobinas para soldagem MIG-MAG Tabela 15 – Relação entre espessura do material e diâmetro do arame eletrodo Espessura do Material (mm) 1a6 Diâmetro do Arame eletrodo 7 a 14 15 a 20 Arame Sólido 0.0 1. A escolha do diâmetro apropriado do arame-eletrodo para soldagem MAG do aço-carbono comum e do aço de baixa liga depende da soldagem requerida e da espessura do metal de base conforme tabela 15. Podemos verificá-la conforme exemplo: Fig.6 X X X X X X Arame-eletrodo sólido para soldagem MAG dos aços-carbono comuns Os arames sólidos para soldagem MAG (fig. 316 – Bobina com arame sólido Para soldagem MAG Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 132 . Fig.8 0. são utilizados diferentes tipos de arames com especificações variadas. em aços ao carbono. são encontrados em vários diâmetros. 18.12. a mesma utilizada no Processo de Soldagem TIG e que já estudamos anteriormente.8 .2 1. 316).

seguem as mesmas especificações conforme o esquema a seguir. Analise cada elemento com atenção. procurando compreender o que ele significa. Exemplo: Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 133 . 18.Classificação AWS para Arame-eletrodo De acordo com a norma AWS A5. a classificação das varetas e arames para os processos de soldagem TIG e MIG-MAG.

Fig. A combinação dos ingredientes do fluxo no núcleo do arame tubular aliada à proteção externa proporcionada pelo CO2 produz soldas de alta qualidade e um arco estável. através do aumento da produtividade e da redução de custos. Influenciando nas propriedades mecânicas do metal de solda. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 134 . Influência no perfil da solda. empregando o dióxido de carbono (CO2) como gás de proteção. desoxidantes e materiais formadores de escória. Fig. alta eficiência de deposição e altos fatores operacionais. 318 – Perfil do Arame Tubular Tipos: Os arames Tubulares são divididos em dois tipos: Arame Tubular com proteção Gasosa externa e Arame Tubular autoprotegido. 318) pode conter minerais.Arame-eletrodo Tubular Os arames tubulares foram desenvolvidos principalmente para atender à necessidade das empresas manterem sua competitividade. produzindo altas taxas de deposição. Os ingredientes do fluxo promovem:    Estabilidade ao arco. ferros-liga e materiais que forneçam gases de proteção. Arame Tubular com Proteção Gasosa O processo de soldagem empregando arames tubulares com gás de proteção externa é utilizado principalmente na soldagem de aços carbono e de baixa liga. 317 – Bobina com arame Tubular Para soldagem MAG O fluxo em seu interior (fig. Esse processo foi desenvolvido para combinar as melhores características da soldagem por arco submerso em um processo semelhante ao MIGMAG.

de modo similar aos eletrodos revestidos. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 135 .Arame Tubular Autoprotegido Esses arames foram desenvolvidos para gerar gases de proteção a partir de adições no fluxo. Classificação AWS para Arames Tubulares A classificação AWS para Arames Tubulares são apresentadas em função do tipo de fluxo ou proteção gasosa. em virtude destas variações vamos definir apenas a Norma AWS A 5. Arames tubulares deste tipo não exigem proteção gasosa externa e podem ser aplicados sob ventos moderados com perturbações mínimas na atmosfera protetora em torno do arco.20 tendo em vista que está se enquadra como uma das mais utilizada.

Alumínio Os arames eletrodos para soldagem em alumínio e suas ligas no Processo MIG. 319 – Bobina de Arame MIG Alumínio Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 136 . conforme ilustrado no exemplo abaixo: ER-4043 Parte Numérica: Identifica a liga e para tal utiliza a mesma nomenclatura da “Aluminum Association”. entretanto as especificações em função da Norma é semelhante a ambos.10 utilizada para classificar os eletrodos e varetas. A nomenclatura que a norma AWS A 5. possui uma velocidade de soldagem e fusão bem maior que no Processo TIG. é composta por 4 dígitos numéricos procedidos das letras E e R.Exemplo: Arame-eletrodo para Soldagem MIG . Fig.

Na tabela 17. Na soldagem MIG-MAG também aplicamos a Norma DIN 32526 a exemplo da soldagem TIG. podemos analisar essa distribuição.9 . para o caso específico dos processos MIG-MAG. vimos á enorme importância dos gases de proteção além de suas principais funções e distribuições.5-Mn Al-Mg5.2-Cr Al-Mg-Zn 12.Gases de proteção No capitulo sobre processo de soldagem TIG. Os gases de proteção são distribuídos em diversos itens de acordo com o processo de soldagem.Vejamos a seguir na tabela 16 a soldabilidade de algumas ligas de alumínio com suas respectivas referências: Tabela 16 – Soldabilidade do Alumínio e Suas Ligas Classificação AWS ER-4043 ER-5356 ER-5456 ER-5183 ER-5556 ER-5039 Composição Al-Si Al-Mg Al-Mg5 Al-Mg4. Tabela 17 – Distribuição dos gases de proteção para a soldagem MIG-MAG Processo Gás de Proteção Argônio (Ar) Material Todos os Metais não ferrosos MIG Hélio (He) Argônio + Hélio (ArHe) Argônio + Oxigênio (ArO2) Argônio + Dióxido de Carbono (Ar CO2) Argônio + Dióxido de Carbono+ Oxigênio (ArCO2O2) Dióxido de Carbono (CO2) MAG Aços não ligados ou de baixa liga Proteção da Raiz Argônio + Hélio (ArHe) Composto de Nitrogênio + Hidrogênio (N2H2) Outros metais Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 137 .

320 – Regulando pressão de trabalho Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 138 . Tabela 18 – Influência dos gases de proteção na soldagem MIG-MAG Gás de Proteção Argônio Características Ar/Co2 Co2 Reação com a poça de fusão Ionização Reforço do cordão de solda e penetração Acabamento do cordão de solda Respingos Sensibilidade a correntes de ar Nenhuma Muito boa – Boa Mais forte Menos eficiente Liso.Influência dos gases de proteção O gás de proteção utilizado na soldagem MIG-MAG possui influência sobre os resultados obtidos. Fig. Observem.10 – Regulagem da vazão do gás de proteção na soldagem MIG-MAG Sabemos que a contaminação do ar na poça de fusão durante um processo de soldagem não pode ser permitida. plano Nenhum Muito grande Levemente escamoso – – Bastante escamoso Muitos Pouca 12. portanto é indispensável manter além do Stick-out da tocha a uma distância mais próxima possível da poça de fusão realizar a regulagem corretamente da vazão do gás protetor. na tabela 18 as características apresentadas pela soldagem em função do tipo de gás de proteção empregado.

De forma genérica. através de uma simples formula: Onde: Vg = Vazão do gás em L/min Vg = 10 x Da Da = Diâmetro do arame-eletrodo 10 = Constante Aplicando a formula na prática levando em consideração um arame sólido com diâmetro 0. podemos correlacionar o bocal a ser utilizado. material que será soldado e a corrente de trabalho conforme tabela 19. podemos determinar a vazão do gás na poça de fusão no processo de soldagem MIG-MAG.8 => Vg = 8 L/min Para soldagens mais precisas. Tabela 19 – Relação de diâmetro do bocal e material a ser soldado Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 139 .8mm a sua vazão de gás para a execução da soldagem seria: Vg = 10 x Da => Vg = 10 x 0.

Diâmetro e a composição do arame-eletrodo. • São transferidas. Os fatores que mais influenciam os modos de transferência são: Tipo de intensidade da corrente. • Soldagem de junta de topo no interpasse e acabamento na posição plana.11 – Transferência metálica no processo de soldagem MIG-MAG O arco elétrico gerado nos processos MIG-MAG confere certas características à transferência de metal do eletrodo para a poça de fusão. • A transferência de metal resulta em gotas grossas. O “stick-out”. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 140 . Basicamente. com ou sem curtoscircuitos. • Soldagem de junta em ângulo na posição horizontal. essas transferências podem ser divididas em três:  Transferência tipo Globular (fig. cerca de 100 gotas. 321) Características: • Tensão acima de 20V.12. por segundo. 321 – Transferência globular Aplicações: • Soldagem de chapas acima de 2mm. • A poça de fusão é bem fluida. Fig. Gás de proteção.

A transferência de gotas fica livre de curto-circuito. Soldagem de junta de topo no interpasse e acabamento na posição plana. de 100 a 300 gotas por segundo. 315 – Transferência spray  Transferência tipo Curto Circuito (fig. Aplicações: Soldagem pesada com avanços rápidos.Transferência tipo Spray (fig. 316) Características: A tensão abaixo de 20V. A transferência de metal resulta em curtos-circuitos. 322) Características: Tensão acima de 25V. A poça de fusão é viscosa. 316 – Transferência curto circuito Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 141 . aproximadamente. A poça de fusão é bem fluida. Aproximadamente 70 gotas de metal são transferidas por segundo. São transferidas. Fig. Soldagem de junta em ângulo na posição horizontal. Fig.

na soldagem MIG-MAG não poderia ser diferente. Líquido de proteção contra respingos O liquido anti-respingos (fig. Deve-se lembrar que alguns tipos de liquido antirespingo são hidrogenados e podem causar defeitos na soldagem. Soldagem nas posições plana. horizontal.12 – Ferramentas e acessórios para soldagem MIG-MAG A necessidade de ferramentas e acessórios para a execução de trabalhos específicos é comum a todas as áreas. logo abaixo veremos alguns desses recursos para este processo. os mais recomendados são os que contêm silicone em sua composição. é colocado em camadas finas sobre o bocal e o bico de contato da pistola. O limpador de bocal (fig. 318 – Limpador de bocal Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 142 . vertical e sobre cabeça. Fig. acarretando na formação de uma crosta no interior do bocal da pistola. 12. Fig. sob forma de aerosol. 317).Aplicações: Soldagem em chapas finas. 317 – Spray Anti-respingo Limpador de Bocal Mesmo com a utilização do liquido anti-respingo com o passar do tempo o efeito do mesmo tende a diminuir. para facilitar a remoção dos respingos projetados durante a soldagem. 318) possui um sistema articulado com três hastes que podem se moldar a diferentes bocais e realizar uma limpeza eficiente para a aplicação de uma nova camada de anti-respingo. Soldagem de raiz ou junta de topo.

Fig. tendo em vista que esta ferramenta além de substituir o alicate de corte convencional. danos causados por colagem ou extremidade do arame amassado são situações que podem surgir e a utilização do alicate de corte (fig. no caso de alicates multiuso (fig. sua aplicação no processo MIG-MAG agiliza o serviço do soldador. 320). Fig. 319 – Alicate de corte diagonal Alicate Multiuso Esta nova tendência agrega várias funções a uma única ferramenta.Alicate de corte diagonal A manutenção do arame eletrodo nos intervalos dos cordões de solda é comum neste processo. Stick-out longo. 320 – Alicate Multiuso Base de apoio para pistola Esta base (fig. 321) serve de descanso para a pistola quando a mesma não está sendo utilizada evitando o risco de ignição acidental do arco e danos ao cabo da mesma. poderá ser utilizado na manutenção da pistola entre outras operações. 319) se torna necessário. Fig. 321 – Base para pistola Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 143 .

Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 144 .

etc. Atmosfera redutora (reducing atmosphere) – Atmosfera protetora quimicamente ativa que a temperaturas elevadas.Aquecimento uniforme de uma estrutura / junta de solda a uma temperatura suficiente para aliviar a maioria das tensões residuais. seguida de um resfriamento lento e uniforme.processo de união de materiais onde apenas o metal de adição sofre fusão. Atmosfera protetora (protective atmosphere) – Envoltório de gás que circunda a parte a ser soldada.13 .Núcleo metálico de um eletrodo revestido. Ângulo de deslocamento ou de inclinação do eletrodo ( travel angle ) . Alívio de Tensões (stress relief heat treatment) . Ângulo do chanfro (groove algle) .conjunto de passes depositados e situados aproximadamente num mesmo plano.ângulo formado entre a borda preparada do componente e um plano perpendicular à superfície do componente. ou seja.Revestimento do chanfro Ângulo do bisel (bevel angle) .ângulo integral do chanfro entre as partes a serem unidas por uma solda. pressão vazão. Alma do eletrodo (core electrode) . cuja seção transversal apresenta uma forma circular maciça Amanteigamento .. o metal de base não participa da zona fundida. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 145 . ponto de orvalho. O metal de adição se distribui por capilaridade na fresta formada pelas superfícies da junta após fundir-se. sendo o gás protetor controlado com relação à sua composição química.Terminologia de Soldagem Abertura da raiz (root opening) .Separação entre os membros a serem unidos na raiz da junta. perpendicular ao eixo da solda. no plano comum ao eixo da solda e ao eletrodo.Ângulo que o eletrodo forma com uma reta de referência. Brasagem (brazing. Como exemplo temos os gases inertes (Argônio e Hélio) e os ativos (CO2).ângulo que o eletrodo forma com relação à superfície do metal base numa plano perpendicular ao eixo da solda. Camada (layer) . reduz óxidos de metais ao seu estado metálico. Ângulo de trabalho (work angle) . soldering) .

com a finalidade de suportar o metal fundido durante a da soldagem. que determina o espaço para conter a solda.abertura ou sulco na superfície de uma peça ou entre dois componentes. Corpo de prova (test specimen) . vareta. cobre. Chapa ou tubo de teste (test coupon) .peça soldada para qualificação de procedimento de soldagem ou de soldadores ou de operadores de soldagem.Processo de corte a arco elétrico no qual metais são separados por fusão devido ao calor gerado pelo arco voltaico formado entre um eletrodo de grafite e o metal base. A dimensão de uma solda em chanfro e a garganta efetiva deste tipo de solda é a mesma coisa. Corrente de soldagem (welding current) .material (metal base. Chanfro (groove) . químicos ou metalográficos.Depósito de solda resultante de um passe. tais como eletrodos. Cordão de solda (weld bead) . material granulado.Certificado e Qualificação de Soldador (welder certification) .material empregado na deposição da solda. solda. arame. químicos ou metalográficos. anel consumível. Consumível . com a finalidade de executar ensaios mecânicos.Amostra da chapa ou tubo de teste para executar ensaios mecânicos.Corrente elétrica num circuito de soldagem. Dimensão da solda (weld size) Para solda em chanfro: é a penetração da junta (profundidade do bisel mais a penetração da raiz. quando esta é especificada).Chapa soldada como extensão de uma das juntas soldadas do equipamento. material cerâmico ou carvão) colocado na raiz da junta soldada. Cobre junta (backing) . durante a execução de uma solda. gás e fluxo. Chapa de teste de produção (production test plate ou vessel test plate) . Para solda em ângulo de pernas iguais: é o comprimento dos catetos do maior triângulo retângulo isósceles que pode ser inscrito dentro da seção transversal Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 146 .Documento escrito certificando que o soldador está habilitado a executa soldas de acordo com padrões ou códigos preestabelecidos. Corte com eletrodo de carvão (carbon arc cutting) .

O revestimento pode conter materiais que formam uma atmosfera protetora. instrumentos. com uma cavidade interna. tira ou barra. Eletrodo para solda a arco (arc welding electrode) . assemelha-se a escamas entrelaçadas. formam escória ou que contribuam com elementos de liga para o metal de solda. Equipamento de soldagem . contendo produtos que formam uma atmosfera protetora. assemelha-se a uma fileira de letras “V”. desoxidam o banho. Eletrodo nu (bare electrode) . em forma de arame.eletrodo usado em corte ou soldagem a arco elétrico.da solda.eletrodo metálico usado em soldagem ou corte a arco elétrico. feito principalmente do elemento Tungstênio. estufas e dispositivos empregados na operação de soldagem. ferramentas. estabilizam o arco. estabilizam o arco. que pode ser revestida com cobre ou outro revestimento. e sem nenhum revestimento ou pintura nele aplicado além daquele concomitante à sua fabricação ou preservação. consistindo de uma vareta de carbono ou grafite.metal de adição formado por uma alma de eletrodo nu sobre o qual um revestimento é aplicado. Eletrodo de carvão (carbon electrode) .metal de adição consistindo de um metal ligado ou não.para solda em ângulo de pernas desiguais: é o comprimento dos catetos do maior triângulo retângulo que pode ser inscrito dentro da seção transversal da solda. podendo contribuir com adições metálicas ao metal de solda.máquinas. Eletrodo de tungstênio (tungsten electrode) . Em deposição com oscilação transversal.superfície de um membro que faz parte do chanfro.relação entre a resistência de uma junta e a resistência do metal de base. Em deposição sem oscilação transversal. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 147 .aspecto da face da solda semelhante à escamas de peixe. Escama de solda (stringer bead. de modo a produzir uma camada de escória sobre o metal de solda. Eletrodo tubular (flux cored electrode) . desoxidam o banho. Eletrodo revestido (covered electrode) . Face do chanfro (groove face) . Proteção adicional externa pode ser usada. Eficiência da junta .Metal de adição composto de um tubo de metal ou outra configuração. weave bead) .um componente do circuito de solda através do qual a corrente é conduzida entre o eletrodo e o arco.

para assegurar Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 148 .gás utilizado para prevenir contaminação indesejada pela atmosfera.processo a arco usado para fabricar um bisel ou chanfro. A raiz e a face da solda.dimensão de uma solda em ângulo que determina a distância entre: A raiz da junta e a hipotenusa do maior triângulo inscrito na seção transversal da solda: garganta teórica. A raiz e a face da solda.dispositivo para verificar a forma e a dimensão da solda. Garganta de solda (fillet weld throat) . Goivagem (gouging) . Garganta efetiva .remoção do metal de solda e do metal de base pelo lado oposto de uma junta parcialmente soldada.Material usado para prevenir. pelo lado por onde a solda foi executada. Gabarito de solda (weld gage) .forma e dimensões da seção transversal de uma junta antes da soldagem. inclusive reforço: garganta real. Gás inerte (inert gas) .gás que normalmente não combina quimicamente com o metal de base ou metal de adição.distância mínima da raiz da solda à sua face menos qualquer reforço.operação de fabricação de um bisel ou chanfro pela remoção de material. Goivagem a arco (arc gouging) . Gás de proteção (shielding gas) .superfície do metal de base que será fundida na soldagem.Face de fusão (fusion face) . Face de raiz (root face) .porção da face do chanfro adjacente à raiz da junta.superfície exposta da solda. dissolve ou facilitar a exclusão de óxidos e outras substâncias superficiais indesejáveis. ou proteger a poça de fusão no processo a arco submerso. Geometria da junta (joint geometry) . Fluxo (flux) . Face da solda (weld face) . Goivagem por trás (back gouging) . menos qualquer reforço: garganta efetiva.

Metal depositado (deposited metal) . T-joint) . Metal de base (base metal) . um ângulo de 180 o. Operador de soldagem (welding operator) . Martelamento (peening) .profissional qualificado.metal a ser soldado.metal de adição que foi depositado durante a operação de soldagem. aproximadamente. incluindo zona fundida. os componentes a soldar apresentam-se sob forma de um ângulo. de dois ou mais componentes. Junta de ângulo (corner joint.metal a ser adicionado na soldagem de uma junta.junta em que. numa seção transversal.penetração completa pela subsequente soldagem pelo lado onde foi efetuada a goivagem. cuja composição química dos metais de base da peças envolvidas diferem entre si significativamente. as bordas dos componentes a soldar formam.região onde duas ou mais peças serão unidas por soldagem.trabalho mecânico aplicado à zona fundida da solda por meio de impactos. numa seção transversal. Junta (joint) .junta formada por dois componentes a soldar.junta soldada.porção da solda que foi fundida durante a soldagem. Metal de adição (filler metal) . Junta dissimilar (dissimilar joint) . Junta de aresta (edge-joint) .indivíduo capacitado a operar máquina ou equipamento de soldagem automática. destinado a controlar deformações da junta soldada. Margem da solda (weld toe) . empregado pela executante dos serviços.junta entre dois membros alinhados aproximadamente no mesmo plano. de tal maneira que suas superfícies sobrepõem-se. Inspetor de soldagem (welding inspector) .união. obtida por soldagem. brazado ou cortado. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 149 . Junta sobreposta (lap joint) .junta em que. Junta soldada (welded joint) . para exercer as atividades de controle de qualidade relativos à soldagem. Junta de topo (butt joint) . zona afetada termicamente e metal de base nas proximidade da solda.junção entre a face de solda e o metal de base. zona de ligação. Metal de solda (weld metal) .

Passe: progressão unitária da soldagem ao longo de uma junta, depósito de solda ou substrato. O resultado de um passe é um cordão de solda que pode também se constituir numa camada de solda. Passe estreito (stringer bead) - depósito efetuado seguindo a linha de solda, sem movimento lateral apreciável. Passe oscilante (weave bead) - depósito efetuado com movimento lateral em relação à linha de solda. Passe de revenimento (temper bead) - passe ou camada depositada em condições que permitam a modificação estrutural do passe ou camada anterior e de suas zonas afetadas termicamente. Passe de solda (weld pass) - ver definição de cordão de solda. Penetração: distância que a fusão atinge no metal de base ou no passe anterior a partir da superfície fundida durante a soldagem. Penetração da junta (joint penetration) - profundidade mínima da solda em juntas com chanfro ou da solda de fechamento medida entre a face da solda e sua extensão na junta, excluindo o reforço. A penetração da junta pode incluir a penetração da raiz. Penetração da raiz (root penetration) - profundidade com que a solda se prolonga na raiz da junta medida na linha de centro da seção transversal da raiz. Penetração total da junta (complete joint penetration) - penetração da junta na qual o metal de solda preenche totalmente o chanfro, fundindo-se completamente ao metal de base em toda a extensão das faces do chanfro. Perna da solda (fillet weld leg) - distância da raiz da junta à margem da solda em ângulo. Poça de fusão (weld pool) - zona em fusão, a cada instante, durante uma soldagem, ou porção líquida de uma solda antes de solidificar-se. Polaridade direta (straight polarity) - tipo de ligação para soldagem com corrente contínua, onde os elétrons deslocam-se do eletrodo para a peça (a peça é considerada como pólo positivo e o eletrodo como pólo negativo). Polaridade inversa (reverse polarity) - tipo de ligação para soldagem com corrente contínua, onde os elétrons deslocam-se da peça para o eletrodo (a peça é considerada como pólo negativo e o eletrodo como pólo positivo).
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Pós aquecimento (postheating) - aplicação de calor na junta soldada, imediatamente após a deposição da solda, com a finalidade principal de remover hidrogênio difusível. Posição horizontal (horizontal position) - em soldas em ângulo, posição na qual a soldagem é executada na pare superior de uma superfície aproximadamente horizontal e contra uma superfície aproximadamente vertical Ver figura 2.16A.. Em solda em chanfro, posição de soldagem na qual o eixo da solda está num plano aproximadamente horizontal e a face da solda fica num plano aproximadamente vertical. Posição plana (flat position) - posição de soldagem usada para soldar a parte superior da junta. A face da solda é aproximadamente horizontal. Posição vertical (vertical position) - posição de soldagem na qual o eixo da solda é aproximadamente vertical, sendo que para tubos é a posição da junta na qual a soldagem é executada na posição horizontal, sendo o tubo rotacionado ou não. Posição sobre cabeça (overhead position) - posição na qual a soldagem é executada pelo lado inferior da junta. Pré aquecimento (preheat) - aplicação de calor no metal de base imediatamente antes da soldagem (para soldar com menor energia), da brazagem (para fundir a vareta de solda) ou do corte (para iniciar o corte). Pré-aquecimento localizado (local preheating) - pré aquecimento de uma porção específica de uma estrutura. Procedimento de soldagem (welding procedure) - documento emitido pela executante dos serviços, descrevendo todos os parâmetros e as condições da operação de soldagem. Processo de soldagem (welding process) - processo utilizado peara unir materiais pelo aquecimento destes à temperaturas adequadas, com ou sem aplicação de pressão, ou pela aplicação de pressão apenas e com ou sem participação de metal de adição. Profundidade de fusão (depth of fusion) - Ver penetração. Qualificação de procedimento de soldagem (procedure qualification) demonstração pela qual soldas executadas por um procedimento específico podem atingir requisitos pré estabelecidos.
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Qualificação de soldador (welder performance qualification) - demonstração da habilidade de um soldador em executar soldas que atendam padrões pré estabelecidos. Raiz da junta (joint root) - porção da junta a ser soldada onde os membros estão o mais próximo possível entre si. Em seção transversal, a raiz pode ser um ponto, uma linha ou uma área. Raiz da solda (weld root) - pontos nos quais a parte posterior da solda intersecta as superfícies do metal de base. Reforço da solda (weld reinforcement) - metal de solda em excesso além do necessário para preencher a junta. Excesso de metal depositado nos últimos passes ou última camada. Registro da qualificação de procedimento (RQPS – procedure qualification record) - documento emitido pela executante dos serviços, nos quais estão registrados os parâmetros da operação de soldagem da chapa ou tubo de teste e os resultados ou exames de qualificação. Revestimento do chanfro (amanteigamento – buttering) - revestimento com uma ou mais camadas de solda depositado na face do chanfro, destinado principalmente a facilitar as operações subseqüentes de soldagem, de forma a permitir uma transição metalúrgica favorável entre o metal base e o metal de solda. Seqüência de passes (joint buildup sequence) - ordem pela qual os passes de uma solda multi-passes são depositados com relação à seção transversal da junta. Seqüência de soldagem (welding sequence) - ordem pela qual são executadas as soldas de um equipamento. Solda (weld) - união localizada de metais ou não-metais, produzida pelo aquecimento dos materiais a temperatura adequada, com ou sem aplicação de pressão, ou pela aplicação de pressão apenas, e com ou se a participação de material de adição. Solda em ângulo (fillet weld) - solda da seção transversal aproximadamente triangular que une duas superfícies aproximadamente em ângulo reto. Solda de aresta (edge weld) - solda executada numa junta de aresta. Solda autógena ( autogenous weld ) - solda de fusão sem a participação de metal de adição.
Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 152

ver definição de solda em cadeia.solda na qual a continuidade é interrompida por espaçamentos sem solda. Solda descontínua (intermittent weld) .solda executada em um chanfro. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 153 . Solda homogênea . Solda costura (seam weld) . composta de cordões intermitentes que se alternam entre si. Solda por pontos (spot weld) .solda cuja composição química da zona fundida difere significativamente da do(s) metal (is) base(s).solda contínua executada entre ou em cima de membros sobrepostos.solda executada entre ou sobre componentes sobrepostos nos quais a fusão se inicia e ocorre nas superfícies em contato ou se inicia pela superfície externa de um dos membros.solda em ângulo usada nas juntas de cordões intermitentes (trechos de cordão igualmente espaçados) que coincidem entre si.qualquer solda estabelecida com a finalidade principal de impedir ou diminuir vazamentos.soldagem com equipamento que executa toda a operação sob observação de um operador de soldagem.solda cuja composição química da zona fundida é próxima a do metal de base.solda destinada a manter membros ou componentes adequadamente ajustados até a conclusão da soldagem. Solda em cadeia (chain intermittent fillet weld) . Solda descontínua coincidente . num membro de uma junta sobreposta ou em “T”. de tal modo que a um trecho do cordão se opõe uma parte não soldada. Solda descontínua intercalada .solda executada através de um furo normalmente circular ou oblongo. A seção transversal da solda no plano da junta é aproximadamente circular. Solda heterogênea . Solda em chanfro (groove weld) .solda em ângulo. de tal modo que a um trecho de cordão sempre se opõe outro. Solda provisória (tack weld) .ver definição de solda em escalão.Solda automática (automatic welding) . no que se refere aos elementos de liga. Solda em escalão (staggered intermittent fillet weld) . Solda de selagem (seal weld) . A solda contínua pode consistir de um único passe ou de uma série de soldas por pontos. usada nas juntas em “T”. Solda tampão (plug weld / slot weld) .

devido a forças eletromagnéticas. Solda de topo (butt weld) .capacidade de um material ser soldado. Técnica de soldagem (welding technique) . Soldagem (welding) . Soldagem manual (manual welding) .em soldagem multi-passe. de forma que cada trecho termina no início do anterior. Soldagem a arco (arc welding) . Soldagem automática (automatic welding) .deflexão de um arco elétrico de seu percurso normal. temperatura (máxima ou mínima como especificado) do metal de solda depositado antes do passe seguinte ter começado.solda executada em uma junta de topo. Sopro magnético (arc blow) . e de apresentar desempenho satisfatório em serviço.soldagem a arco com equipamento que controla somente o avanço do metal de adição. com ou sem a aplicação de pressão e com ou sem o uso de metal de adição.soldagem na qual trechos do cordão de solda são executados em sentido oposto ao da progressão da soldagem. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 154 . sob condições de fabricação obrigatórias a uma estrutura específica adequadamente projetada.unindo um membro ao outro. Soldagem com passe a ré (backstep sequence) .indivíduo capacitado a executar soldagem manual e/ou semi automática. O avanço da soldagem é controlado manualmente. Temperatura de interpasse (interpass temperature) . Soldador (welder) . As paredes do furo podem ser ou não paralelas e o furo pode ser parcial ou totalmente preenchido com metal de solda. Taxa de deposição (deposition rate) .detalhamento de um procedimento de soldagem que são controlados pelo soldador ou operador de soldagem. formando ao todo um único cordão.processo utilizado para unir materiais por meio de solda.peso de material de solda depositado por unidade de tempo.grupo de processos de soldagem que produz a união de metais pelo aquecimento destes por meio de um arco elétrico.processo no qual toda a operação é executada e controlada manualmente. Soldabilidade (weldability) .

Tratamento térmico . Zona de ligação .qualquer tratamento térmico subseqüente à soldagem destinado a aliviar tensões residuais ou alterar propriedades mecânicas ou características metalúrgicas da junta soldada. Zona fundida . Tensões térmicas (thermal stress) . Consiste de aquecimento uniforme da estrutura ou parte dela a uma temperatura adequada. o qual não conduz corrente elétrica durante o processo. Zona de fusão (fusion zone) . Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 155 .Tensão de arco (arc voltage) . ou de ambos os tratamentos.região da junta soldada que esteve momentaneamente no estado líquido e cuja solidificação resultou da cessação ou do afastamento da fonte de calor. brazagem ou corte. A origem da tensão na soldagem deve-se principalmente à contração do material fundido ao resfriar-se até a temperatura ambiente.tensão através do arco elétrico utilizado na soldagem. mas cujas propriedades mecânicas ou microestrutura foi alterada pelo calor da soldagem.tensões no metal resultantes da distribuição não uniforme de temperatura. Vareta de solda (welding rod) . É a região que durante a soldagem foi aquecida até a fase líquida e esfriou até a solidificação.região da junta soldada que envolve a zona fundida. Para os metais puros se reduz a uma superfície.porção do metal de base que não foi fundido. Tensão residual (residual stress) . Pode ser obtida em um ou em vários passes.tipo de metal de adição utilizado para soldagem ou brazagem. Zona afetada termicamente (heat-affected zone) .tensão remanescente numa estrutura ou membro como resultado de tratamento térmico ou mecânico. seguido de esfriamento uniforme. determinada na seção transversal da solda.área do metal de base fundida.

www. Sites: www. 2010. Rio de Janeiro.com. 1 Classificação para eletrodos em Aço Carbono de baixa liga. 2002. Recife PE: Sactes. Blumenau. 1 Classificação para eletrodos em Aço Carbono de baixa liga.ledan.Referências Bibliográficas GEREIS.com.br – Consulta Novembro de 2008. Catalogo Geral ESAB – 2002.br – Consulta Novembro de 2008. Norma AWS A5. Norma ASME Seção IX Terminologia das posições de soldagem. Norma AWS A5.carbografite. 2003.br – Consulta Dezembro de 2008. www.com. Soldagem I – SENAI SP.br – Consulta Dezembro de 2008. Rio de Janeiro. 2010. edição revisada.br – Consulta Dezembro de 2008.esab. 20 Classificação para Arames Tubulares não metálicos em Aço Carbono de baixa liga.infosolda.com. www.com. www. Equipamentos para Soldagem – SENAI RJ. Soldador a Arco Elétrico – SENAI SC. Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 156 . 10 Classificação para Varetas e arames sólidos em Alumínio e suas ligas. São Paulo. www.br – Consulta Fevereiro de 2009.br – Consulta Novembro de 2008.tradeimport. Eletrotécnica Básica – SENAI RJ. 1994.com.campro.bambozzi. Norma AWS A5.com. Norma AWS A5. www. edição revisada. Bernardo – A Soldagem Simples como ela é.

Equipe responsável: Felipe Vieira Neto – Gerente do CEPSL Elaboração: Francisco de Assis Costa Sérgio Rodrigo Menezes de Freitas Conteúdo Técnico (conteudista): Sérgio Rodrigo Menezes de Freitas Digitação: Sérgio Rodrigo Menezes de Freitas Walber Bruno Braz da Silva Apoio Técnico: Ivan Sidney de Oliveira Walber Bruno Braz da Silva Oficina de Metalmecânica Processos de Soldagem 157 .

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