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Núcleo Gerador: Abertura Moral (AM

)

Colectânea de textos seleccionados a partir de pesquisas efectuadas na Internet
utilizando o "Google" e que se pretende ajudem a descodificar os temas do
Núcleo Gerador: Abertura Moral (AM) da Área de Cidadania e
Profissionalidade do Referencial de Competências-Chave de Nível Secundário,
relativo ao Processo RVCC no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades.

[Nota: Todos os Adultos/Formandos devem mencionar no seu PRA as fontes de todas as leituras que
efectuaram, não podendo copiar ou plagiar, arriscando-se à expulsão do processo RVCC.]

Boas leituras...

Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 1/13

pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.pdf Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 2/13 .  Reconhecer a exigência de tolerância na conduta pessoal.U nid ade de C o m petên ci a 6: Adoptar a tolerância.soaresbasto. a escuta e a mediação como princípios de inserção social.  Demonstrar disponibilidade para aceitar/tolerar diferentes formas de estar http://www. D R1 Tolerância e Diversidade C o m petên ci a s Identificar exigências de tolerância e actuar em conformidade Critério s de Evidên ci a  Identificar valores democráticos.

geográficas. E passam. experiências e contributos. experiências e saberes… São várias as implicações deste processo de trocas. tendo em consideração todo um conjunto de pertenças étnicas.net/ promover a tolerância e celebrar a diversidade A diversidade cultural e a proximidade entre pessoas de várias proveniências e culturas são características do nosso tempo.terradepaixao. Alguns comportamentos e formas de estar que poderão. olhar as pessoas naquilo que elas são. onde vivem e se cruzam pessoas com uma grande diversidade de histórias de vida e de identidades. Abrir-se à diversidade requer de cada um de nós disponibilidade para conhecer-se. pensar-se e relacionar- Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 3/13 . de praticar a mente. aos de longe e aos de perto. locais de encontro. de valores e crenças. Os locais que habitamos são actualmente. parecer naturais e espontâneos são. fundamentalmente. algumas vezes. em primeiro lugar. de forma cada vez mais visível. e implica que sejamos capazes de reconhecer a singularidade de cada pessoa e de valorizar as diferentes perspectivas. que definem a nossa identidade e que fazem de cada um de nós um ser especial e único. na nossa vida pessoal como no local de trabalho ou na escola. de nos abrirmos a novas ideias. religiosas. desconfiança e insegurança nos distintos grupos. têm hábitos e gostos distintos… Esta miscelânea de modos de vida. por tentar situar-nos num mundo um pouco diferente daquele que imaginámos e desenvolver uma atitude positiva face a novas realidades e desafios. O contacto estabelecido entre pessoas e povos sempre fizeram parte da história e devem ser vistos como uma oportunidade de alargar horizontes. que falam diferentes línguas. a multiculturalidade diz respeito a todos nós. interpretados de maneiras muito diversas. Ou seja. sociais. causando estranheza. à partida. http://tirateimas. coloca-nos desafios e levanta-nos questões que nem sempre têm uma fácil resolução. culturais. ‘Lidar com a diferença’ é um desafio de escala global e que significa.

http://www.pdf Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 4/13 . escuta activa e respeito por intervenções e ideias diversas Critério s de E vidên ci a  Identificar processos de negociação e intervenção.se sem ‘pré-conceitos’.  Intervir com assertividade em contextos profissionais.  Adoptar atitudes de abertura e cooperação em contextos profissionais.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP. Continuar a ler: http://tirateimas.terradepaixao.net/?p=178 D R2 Processos de Negociação C o m petên ci a s Assumir princípios de negociação.soaresbasto. descobrindo o ‘outro’ e respeitando-o na sua individualidade.

 Mobilizar um projecto de intervenção. D R3 Pluralismo e Representação Plural C o m petên ci a s Assumir o pluralismo como um valor da comunidade política Critério s de E vidên ci a  Identificar formas plurais de um ponto de vista institucional.pdf Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 5/13 .  Relacionar a comunidade política e a representação plural.soaresbasto. http://www.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.

aps. da controvérsia. Esses discursos reflectem diferentes visões do mundo e da sociedade. da diferença de pontos de vista. diferentes projectos político-sociais. (Pacheco Pereira. identificar autores e perspectivas em Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 6/13 . sendo possível.. da liberdade de pensar.. e mesmo. e também diferentes concepções teóricas sobre a democracia. dignidade e verdade. na filosofia. por exemplo. enquanto sistema de governo e modelo de organização social e política.). da precariedade das certezas.. assentes em pressupostos ideológicos muito diversos.) Isto é uma questão antes de tudo cultural e não é por acaso que a escola tem estado sempre no centro do debate democrático. da complexidade da história”. mas há uma parte importante em que a própria aprendizagem deveria conduzir a uma absorção dos valores democráticos (. nalguns casos.pt/ Actas dos ateliers do Vº Congresso Português de Sociologia Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção Atelier: Educação e Apendizagens “A educação cívica numa democracia assenta em valores primários que se prendem com um código de honra. (. a cidadania democrática parece ser “um valor” para muitas correntes do pensamento político. mas vários discursos. que deveria ser tão naturalmente inscrito na vida quotidiana que não precisava de ser verbalizado. nas ciências se aprende a importância da crítica.. Não penso que a escola possa fazer tudo. http://www. 2002) Introdução Sobre a relação entre democracia e cidadania democrática existem. não um. É reconduzindo o ensino à sua componente humanista. antagónicos. em que na literatura. Com efeito.

a filosofia política. são. a partir da minha identificação ideológica e política com a democracia liberal representativa.33). em minha opinião. religiosas. na história das sociedades é possível assinalar vários tipos de democracia (por exemplo. caracterizadas pela existência e funcionamento de um Estado de Direito. podem constituir uma das mais relevantes referências para o trabalho a desenvolver nas escolas em prol do desenvolvimento e consolidação de uma cultura e cidadania democráticas. as chamadas democracias liberais representativas. Por outro lado. democracia representativa multipartidária. quando se fala em democracia. desenvolverei. filosóficas e morais. deixa muito claro que o pluralismo político e ideológico constitui um elemento chave da democracia: “A cultura política de uma sociedade democrática é sempre marcada por uma diversidade de doutrinas políticas. o liberalismo. Considerando este facto histórico. considerando que esse sistema de governo se fundamenta em valores e ideais que. Na actualidade. legislativo e judicial. a social. 1. pela liberdade de opinião e pelo consequente pluralismo político. e mesmo conflitualidade teórico-ideológica. sobretudo. John Rawls (1997. Democracia política e cidadania democrática Do ponto de vista das características básicas do sistema ou regime político. um dos mais importantes teóricos da democracia liberal (a par de Isaiah Berlin e de Karl Popper). Desta diversidade. um conjunto de argumentos sobre a relação entre e escola e os regimes políticos democráticos. como. por exemplo. no plano analítico.campos ideológicos tão diversos como o conservadorismo. p. toma-se quase sempre a Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 7/13 . assente na separação dos poderes político. democracia representativa unipartidária. neste texto. a ciência política ou a sociologia política. opostas e irreconciliáveis”.democracia e o marxismo. em muitas partes do mundo. se dá conta. em disciplinas. democracia participativa ou democracia directa).

Carlos Alberto Gomes . que o exerce directamente ou por representantes. não só as instituições políticas. periodicamente escolhidos em eleições livres e justas.democracia liberal representativa como o arquétipo da democracia. incluindo nessa representação. normalmente associadas a uma reivindicada cultura humanista. Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 8/13 . no qual o poder político é conquistado através de eleições livres. mas também dimensões ético-culturais. mesmo que superficial. com voto secreto. muito diferentes daquelas que caracterizam as democracias “ocidentais” também se reclamavam da democracia.pdf http://www. os dirigentes das chamadas “democracias populares”. e valores ético-culturais. pode parecer estranho que regimes de partido único se apresentem como democracias. governando sociedades com estruturas políticas e legais. nos quais se verifica a ausência de aspectos estruturantes da democracia política.aps. que está na base de uma definição dita “ocidental” do conceito de “direitos humanos”.cne.pt/cms/docs_prv/docs/DPR4628bc57b7281_1.em: http://www. para um cidadão que viva num regime político pluralista. Para este cidadão. Uma análise. Todavia. não faz sentido falar de democracia em regimes de partido único. evidenciaria muitas e importantes diferenças entre os dois tipos de sociedades. Com efeito. facto aparentemente paradoxal.pt/ Democracia Conceito: Sistema político de governo em que o poder soberano reside no povo.

Características Gerais: Portugal é uma República cujo regime político assenta na democracia baseada na soberania popular. mas seguramente por revelar Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 9/13 . 108º. ou seja. várias foram as expressões. que é igualmente uma ideologia política. excluía largos estratos da população -. e bem assim o regime que o enforma. desde logo.mas pelos seus representantes. A democracia. 2. o que. o termo "democracia" (demos-povo + kratia-poder) é igualmente de origem grega e significa "o poder do povo". talvez por mais abrangente e extensiva. no pluralismo de expressão e organização política democráticas. uma vez que contemplava apenas quem dispunha de cidadania. assenta em dois valores humanos fundamentais: liberdade e igualdade de todos os cidadãos. Ao longo dos tempos e consoante as épocas. alínea b) 10º. usadas para definir o conceito de democracia. 9º. tido a paternidade de Sólon e Clístenes e por berço a Grécia Antiga . Suporte Legal: CRP arts 1º. 80º. no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes. 3. escolhidos periodicamente. os regimes e mesmo as doutrinas e os autores. A democracia portuguesa é representativa. 13º. algumas das quais contraditórias entre si. 46º nº 4. Tendo o conceito de democracia. não exercida directamente pelos cidadãos - democracia directa . A mais conhecida.embora a democracia ateniense revestisse carácter restrito. 3º. 109º entre outros Notas: 1. 2º. através de consulta popular objectivada na realização de eleições livres.

e antes de mais solidariedade. 5. Nesta forma de regime o poder político é partilhado e disseminado pelo conjunto dos cidadãos.todos os cidadãos com capacidade eleitoral constituem o plenário que delibera sobre os assuntos da freguesia. Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 10/13 . consubstancia-se no desempenho dos três poderes. é a fórmula usada pelo antigo presidente dos Estados Unidos da América. Democracia é sinónimo de liberdade. igualmente a democracia directa. em Portugal. ou seja. isto é. no entanto. realizada na democracia do tipo que vigora em Portugal. uma e outra molas reais do desenvolvimento das sociedades humanas. através da qual os cidadãos exercem o poder. executivo (governo) e judicial (tribunais). É o caso. em contraposição à autocracia. Existe. que se caracteriza pela sua concentração num só indivíduo ou grupo restrito de indivíduos. premissa sem a qual nem liberdade nem democracia se realizam. Democracia é igualmente. Passível de interpretações. 4. como a História eloquentemente demonstra.apenas prevista ao nível dos órgãos autárquicos de freguesia e em freguesias com 200 ou menos eleitores . em escrutínio universal e secreto. consulta popular e regra da maioria constituem requisitos indissociáveis para que se concretize o regime democrático. para quem "Democracia é o poder do povo.como sustentou o filósofo britânico Karl Popper . a democracia é . separados e interdependentes. mas por si próprios. conceitos e até práticas diversos. Abraham Lincoln. Só em liberdade o Homem dispõe das condições mínimas para a concretização do espírito de iniciativa que lhe é inerente e para dar asas à criatividade."uma necessidade vital para o ser humano e sem ela não se realiza o desenvolvimento da Humanidade". Trata-se. A soberania popular. que a sustentam: legislativo (parlamento). O poder legislativo é do tipo representativo. pelo povo e para o povo". as opções políticas do eleitorado concretizam-se pela acção de representantes eleitos regularmente.melhor capacidade de síntese e facultar perceptibilidade instantânea. Nesta circunstância . não já por intermédio de "procuradores". Soberania popular. directamente. pois e aqui. igualdade política. dos plenários de cidadãos eleitores. da chamada democracia representativa.

6 Com o advento da sociedade mediática. consiste em a forma poder facilmente sobrepor-se ao conteúdo. contudo. sobre as mais diversificadas questões.dos desempenhos e propostas. É o caso dos "directos" das reportagens sobre acontecimentos políticos (tenha-se presente a atenção que os seus agentes dedicam à marcação dos discursos que consideram mais importantes. nos debates entre os diversos agentes esta vertente da intervenção política. de modo a fazê-los coincidir com o horário dos jornais televisivos) e dos debates radiofónicos e televisivos. aqui igualmente transmutado em emissor. com especial incidência nestes últimos. aliás. por vezes de anos. O perigo. televisivos generalizados e diversificados. pois. eleita pelo plenário. que vai enraizando o uso dos meios de comunicação radiofónicos e. lugar à eleição da respectiva assembleia.não já para um número restrito de assistentes no local do evento . feitos através da rádio ou da televisão. poderá chamar-se de "teledemocracia". ao dar resposta imediata ao que lhe é proposto e sobre que é inquirido. neste caso. todavia. O público pode. A "interactividade".Não há. em linguagem mais ligeira. Um bom desempenho no decurso de debate televisivo é de crucial importância para o almejado desfecho de uma campanha eleitoral. A junta é. tem vindo a generalizar-se o conceito daquilo que. sem exageradas preocupações de rigor. Vão começando a surgir políticos que. tal como performance menos feliz pode deitar a perder trabalho de muitos meses. frequentemente decisivos para o sucesso ou insucesso eleitorais. por telefone e até por meios que a entidade consultante lhe Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 11/13 . o público. entrados no campo das sondagens. tem igualmente um papel muito importante. gerais ou parcelares. Estamos. inquéritos de opinião ou meras consultas. alertados para as novas possibilidades e realidades. o que permite aos políticos dar resposta expedita e eficaz à necessidade de fazer chegar a sua imagem e propostas a cada vez mais alargadas faixas populacionais. principalmente. dão à questão tal importância que se "especializam" neste tipo de comunicação política. no próprio momento em que ocorrem e para grandes massas . consubstanciando uma relação mais directa entre o emitente da proposta e o receptor. Não se esgota. Trata-se da projecção à distância. sempre latente. deste modo.

. exceptuando todos os outros".cne. dificilmente poderá ser considerado.cfm?sec=1001000000&step=2&letra=D&PalavraID=42 Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 12/13 . há certamente uns menos maus do que outros.disponibiliza no estúdio ou em casa. que pode ser capciosa. Ler em: http://www. todavia. estará sempre limitada a representar a opção de um determinado estrato do eleitorado. emitir a sua opinião "em cima do acontecimento".. e. no caso de consulta telefónica. e que por isso se designa democracia. Esta última vertente contém. como seja. através de redes globais. já por outra qualquer circunstância. e há pelo menos um que. de cujas virtualidades ainda não são previsíveis os limites. planetárias. instantaneamente. sintonizam a estação emissora. Significa isto que. "A democracia é o pior dos regimes políticos.pt/index. um outro meio veio alargar a panóplia da oferta disponível. nas perspectivas actuais. perigos evidentes. instrumento político a que deva ser conferida credibilidade razoável. já pela forma como é elaborada a questão apresentada. os eleitores que dispõem desse meio e que. mas cuja tendência para crescer é inegável e inevitável. Presta-se a todos os tipos de manipulação. mesmo em condições óptimas. podendo erigir-se facilmente como agente manipulador. Recentemente. Destinado a um público ainda mais restrito. disse um dia Winston Churchill. a comunicação política através de mensagens e informações transmitidas por meios informáticos (as homepages na Internet e a difusão por e-mail constituem bons exemplos) é um campo que começa a ser explorado. tendo como base o respeito pela vontade do povo. Se não há regimes ou sistemas perfeitos. à hora a que a questão é colocada. pela sua própria natureza procura a justiça.

 Contribuir para a construção de um guia de boas práticas de mediação intercultural. D R4 Mediação Intercultural C o m petên ci a s Relacionar-se com a diversidade cultural segundo uma lógica de interacção e mediação Critério s de E vidên ci a  Identificar e ultrapassar dificuldades face a situações concretas de estereotipização e de preconceito social.pt/CRVCC/secundario/RVCC_CP.soaresbasto.  Reconhecer e explorar juízos críticos díspares. http://www.pdf Preparado em 16-08-2008 por adulto/formando – Cont@cto página: 13/13 .