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introdução

local: hospital psiquiátrico nossa senhora da luz

Ala: masculina e feminina

Atividades desenvolvidas pela equipe de enfermagem no local:
Servir café e medicação aos asilares, e aos outros interno, após o café são encaminhados ao
banho. É feito rodízio para alguns técnicos enfermagem ficarem no posto e outros no pátio.

expectativa:

Desenvolvimento:
na ala masculina e feminina agimos terapeuticamente, onde observamos ouvimos e
procuramos compreender cada paciente procuramos passar segurança, proteção onde
ganhamos a confiança por parte dos pacientes. Procuramos encorajar de forma verbal os
pacientes para reconhecer e expressar seus sentimentos e controlar e compreender suas
emoções . Procuramos trabalhar com os sentimentos negativos dos pacientes tipo: raiva,
medo, rejeição etc. Auxiliamos no café e banho das duas alas. Na ala masculina observamos
que era uma equipe mais organizada, e tinha o controle sobre os pacientes, e foi demonstrado
tinham mais respeito com seus pacientes. Onde podemos trabalhar melhor com os pacientes
desenvolvemos atividades tipo: jogos de dama, trilha, dominó, handebol, cantiga de viola e
tricotomia ,onde proporcionamos por um instante um momento feliz aos internos. Tivemos a
oportunidade de trabalharmos no posto onde e feita a separação e checagem dos
medicamentos,onde os formulários são divididos por cor conforme médico, onde proporciona
facilidades aos técnicos de localizar seus pacientes. Na ala feminina não tivemos muito apoio
da equipe de enfermagem talvez devido a problemas ocorridos no posto e algumas trocas de
medicação com as pacientes, onde estavam muito agitadas. Atividade que desenvolvemos foi
agir terapeuticamente e salão de beleza onde trouxemos um aumento a auto-estima das
internas, onde demonstraram sua vaidade, feminidade. Fizemos duas contenção para
medicação na ala feminina pois as pacientes não aceitava medicação via oral, então foram
contidas para medicação IM. Na ala masculina teve uma contenção, onde o paciente mordia os
outros internos. Observamos tanto na ala masculina como na feminina que alguns pacientes
faziam papel de ajudador, auxiliando os mais debilitados no café, ao sair do refeitório,
observando atitudes inadequadas e comunicando a equipe de enfermagem.

Aspectos a serem considerados:
Higiene dos pacientes: muitas vezes a equipe de enfermagem realiza a higienização no
paciente porque estão debilitados por alguma patologia que o impossibilitando de realiza-la,
por retardo mental muito avançado onde e totalmente dependente, quando acamados, por
alguma deficiência física ou motora,

autocuidado
porque os pacientes tem dificuldade de cuidar-se por baixa-estima, por alguma patologia,
doença mental

É importante para preservar e cultivar uma boa qualidade de vida de maneira responsável,
autonoma e livre. É uma possibilidade de observar-se e perceber como está o corpo físico,
mental e emocional, e poder agir sobre ele de maneira benéfica e saudavel.
Objetivo do auto-cuidado é a capacidade que os indivíduos têm de cuidar de si mesmo,
desempenhando atividades em seu próprio benefício, a fim de manter a vida, a saúde e o bem
estar próprio.

contenção em que casos é aplicada:são geralmente utilizadas para impedir que pessoas com
sérios problemas físicos ou mentais de se machucarem ou a outros. Um dos maiores objetivos
das contenções médicas é prevenir acidentes devido a quedas. Outros tipos servem para
prevenir comportamentos agressivos.

• Está indicado

•para pacientes com problemas clínicos graves, inconscientes, confusos e
agitados, para momentos que nenhuma outra opção terapêutica for eficiente.

• Como em todos os procedimentos realizados pela Enfermagem requer uma
explicação ao portador de sofrimento mental.

• Deve-se também explicar aos familiares o significado da contenção
mecânica bem como as justificativas clínicas que a embasam naquele
momento.

• É um procedimento que exige um monitoramento, ou seja, a presença
física de um profissional e uma observação constante. Recomenda-se ainda
que haja um acompanhamento por um profissional da equipe de referência
durante todo o período da contenção.

• Entende-se que esse monitoramento deve ser de natureza clínica, ou seja,
observações acerca do comportamento, padrão respiratório, nível de
consciência, dentre outros. Além disso, deve-se verificar dados vitais em
intervalos de 15 em 15 minutos. Todo esse monitoramento deve ser
devidamente registrado em prontuário.

• Deve ser um procedimento adotado para garantir a proteção e segurança
do usuário, equipe e demais usuários.

• Na perspectiva de trabalho em equipe vivenciada nos serviços substitutivos
de forma mais efetiva, tem-se que a contenção mecânica deve ser uma
decisão da equipe que assiste ao paciente. A equipe deve também se ocupar
da avaliação do resultado do procedimento.

• Os profissionais de enfermagem devem ser capacitados para realizar esse
procedimento, bem como ter acesso aos materiais e recursos adequados para
a realização da contenção mecânica, com segurança para o usuário e equipe.

• A contenção deve ser feita por uma equipe de cinco pessoas, sendo que
uma delas conversa com o paciente e os demais fazem a contenção.

• A posição de contenção dever ser deitada em decúbito dorsal ou supina.
• As faixas de contenção devem ser de material resistente e pode-se usar
uma faixa torácica.

• Todo esse procedimento de contenção deve ser relatado e justificado em
prontuário com todos os dados relativos a horário, equipe que executou o
procedimento e acompanhamento.

• Não se deve usar contenção e isolamento ao mesmo tempo.

• Recomenda-se que o tempo máximo de contenção seja de 2 horas, ou o
tempo mínimo necessário para que os medicamentos produzam o efeito
terapêutico esperado. A necessidade de contenção com tempo superior deve
ser imediatamente discutida com a equipe assistente.

• Se a contenção for no momento da admissão, deve-se conferir possíveis
objetos que o paciente possa trazer consigo em bolsos.

• Sob pena de repetirmos a trágica história da loucura, a contenção mecânica
não deve ser usada jamais para a comodidade da equipe, tampouco
justificada como medida preventiva, punitiva ou de retaliação.

• Em caso de urgência, deve ser comunicada para que o psiquiatra ou
profissional especialista em Saúde Mental avalie e comprove a necessidade
do procedimento, imediatamente após o inicio do mesmo.

.

Câmara Técnica de Saúde Mental

Referências Bibliográficas

OLIVEIRA, Alice G. Bottaro de; ALESSI, Neiry Primo. O trabalho de
enfermagem em saúde mental: contradições e potencialidades atuais. Rev.
Latino-Am. Enfermagem., Ribeirão Preto, v. 11, n. 3, 2003.

MIRANDA, C.L. O parentesco imaginário. São Paulo: Cortez, 1994. 172p.
Referências
1. Dubin WR, Weiss KJ, Dória JM. Pharmacotherapy of Psychiatric Emergencies. J Clin
Psychopharmacology 1986;6(suppl 4):210-22.
2. Ellison JM, Hughes DH, White KA. An emergency Psychiatry Update. Hosp Commun
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3. Greenblat DJ, Raskin A. Benzodiazepines. New indications Psychopharmacol Bull
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4. Jobe TH, Winer JA. O paciente violento. In: Flaherty JA, Channon RA, Davis JM et al,
eds. Psiquiatria, diagnóstico e tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas; 1990.
5. Solano OA, Sadow T, Ananth J. Rapid tranquilization: a reevaluation.
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6. Tardiff KJ. Violência. In: Talbott JA, Hales RE, Yudofsky SC, eds. Tratado de Psiquiatria.
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Referências Bibliográficas

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de enfermagem em saúde mental: contradições e
potencialidades atuais. Rev. Latino-Am. Enfermagem.,
Ribeirão Preto, v. 11, n. 3, 2003.

MIRANDA, C.L. O parentesco imaginário. São Paulo: Cortez,
1994. 172p.

Qual objetivo da recreação:
estimular a criatividade do portador de transtorno mental no que diz respeito as suas
expressões plásticas por meio de atividades recreativas através de desenhos, pintura,
escultura, música e dança; criar momentos de descontração, lazer, alegria e respeito, por meio
de atividades de recreação facilitando a interação.

OBJETIVOS

Este programa visa:

Estimular a capacidade de integração do paciente com os demais grupos dentro de
seus limites e possibilidades;

Promover no paciente maior aceitação de si mesmo;

Redescobrir suas capacidades não psicóticas;

Levá-los a perceber que são capazes de executar tarefas simples e úteis para si
mesmos e para os outros;

Estimular o cuidado, capricho e asseio com a aparência pessoal;
Despertar neles vontade de participar de atividades com outros pacientes;

Criar hábitos de higiene;

Evitar que o paciente se isole;

Aumentar a auto-estima;

Melhorar o contato com a realidade objetiva;

Estimular o afeto entre os internos, diminuindo o nível de agressividade;

Desenvolver atitudes mais adequadas;

Diminuir a ociosidade;

Restabelecer a confiança em si mesmo e nos outros;

Apoiar e orientar a família do paciente;

Diminuir as reinternações;

Comprometer a família no tratamento e recuperação do paciente e manutenção da
mesma;

Levar a família a acompanhar o desenvolvimento do paciente;

Levar a família a aprender com o terapeuta, o modo tolerante de aceitar as
dificuldades transitórias do paciente.
ATIVIDADES PLANEJADAS

A atividade para o paciente mais necessitado é prescrita pela equipe
multiprofissional que o atende para o Programa de Atendimento aos Pacientes mais Necessitados
independentemente do pedido manifesto do paciente. Esse é um dos primeiros cuidados para
com ele.

O terapeuta vai ao seu encontro, e o convite para que participe da atividade é feito
pessoalmente. Na ocasião, o paciente é chamado por seu nome, o terapeuta se apresenta e
comunica a ele o tempo que terão juntos e como poderão utilizá-lo sendo respeitado seu desejo
de não participar.

A AMN* é realizada sempre em um mesmo local e de fácil acesso.

Cada terapeuta oferece vários períodos de 50 minutos durante a semana, e todos
os pacientes, com esta prescrição, são convidados para a atividade.

O material utilizado é simples – papel, tintas, lápis, cola, revistas, barro – e o
terapeuta mantém em seu horário a mesma atividade. De preferência, também se utiliza um
mesmo horário com a finalidade de que o menor número de variáveis seja oferecido.

A postura fundamental do terapeuta em AMN* é a tolerância. Essa atitude permite
que o paciente utilize, ou não, o material, chegue ao final ou saia antes, guarde para si, ofereça
ou pendure no mural da sala de terapia ocupacional o seu trabalho.

Não se interpreta o que é feito. Valoriza-se o contato e a tentativa que o paciente
realiza de executar uma tarefa. A tolerância e a ausência de atividades críticas criam,
normalmente, um ambiente descontraído onde o paciente se expressa livremente.

É comum o paciente tentar, seguidamente, se apoderar do material de outras
pessoas, o que é trabalhado discriminando-se com o paciente o que é seu do que não o é.

O terapeuta deixa a posição tolerante apenas quando se configura uma situação
de agressão física, que é manejada em “grupo de 8”.

O ritmo da evolução na atividade é sempre dado pelo paciente. Nossa observação
é a de que nem sempre isso ocorre sem retrocessos.

* AMN – Atividade para o paciente mais necessitado

GRUPO DE DRAMATIZAÇÃO

É fundamentalmente uma criação, é uma ação de imagens contidas no complexo
mundo do doente mental, representando um diálogo eficaz consigo mesmo.

Quando realizado livremente, deixando-se que o paciente extravase toda a sua
potencialidade emocional, funciona como um agente de encenação da própria vida.

Ensina ao doente normas sociais, como a colaboração, obediência e cavalheirismo,
desenvolve o raciocínio e a criatividade através da improvisação e estímulo necessário.

É uma atividade de característica grupal, com grande sentido de socialização. Deve
reinar um clima livre de tensões, deve haver muita espontaneidade, mais interessante, ainda
que nasçam do próprio grupo as formulações das peças, as músicas, os cenários, as máscaras,
as roupas etc.

Pois, por mais simples que nos pareça, tendem a exprimir, as vivências, os conflitos,
e desejos dos doentes.

A encenação funciona como um exercício de concepção de espaço (deslocamento,
dominação e a percepção de si mesmo).

ATIVIDADES EXPRESSIVAS

As atividades expressivas tais como: pintura, colagem, recorte não só proporcionam
esclarecimentos para processos patológicos através da análise de seus conteúdos, mas que se
constitui num verdadeiro agente terapêutico.

Tais atividades podem ser utilizadas pelo doente mental como um instrumento de
organização de seu psiquismo, levando-o à realidade.

MODELAGEM EM ARGILA E MASSA

É importante em termos de expressão terapêutica e é uma atividade que apresenta
um caráter disciplinar. A argila é empregada principalmente para pacientes mais regredidos por
trabalhar com a liberação da agressividade.

- ATIVIDADES:
arrumação das camas,

varrer quartos e corredores;

limpeza dos pátios, salas de TV e banheiros;

limpeza dos leitos e enfermarias;

vistoria diária.

ATIVIDADES RECREATIVAS

As atividades recreativas são realizadas com bola, corda, latas, argolas, petecas, cantigas de
roda, atividades com arcos, com bastão, etc.

Estas atividades proporcionam grande prazer aos pacientes e por isso são bem
aceitas pela maioria deles. Elas ajudam o paciente a integrar-se ao meio social, colaborando com
o desenvolvimento intelectual e emocional.

ATIVIDADES FÍSICAS

A atividade física é de fundamental importância, sendo que o espírito competitivo deve ser
incentivado.
Visa proporcionar ao paciente psiquiátrico condições que favoreçam a sua integração
na sociedade, promovendo alternativas diferenciadas seguindo os princípios básicos de
normalização, integração e individualização.

Um programa esportivo, quando feito adequadamente, baseado sempre na etapa
mental, cronológica e motora, propicia um desenvolvimento orgânico satisfatório pela melhoria
do sistema cardiovascular e respiratório, tônus muscular, ajuste postural, maior agilidade,
flexibilidade e ampliação dos movimentos.

A terapia auxilia no esquema corporal, coordenação dinâmica geral (grosseira e fina),
equilíbrio estático e dinâmico, dominância lateral, orientação e estrutura espaço-temporal,
relaxamento global, segmentário associados à respiração e ainda no desenvolvimento da noção
de velocidade e força.

Proporciona a liberação de sentimentos como agressividade, medo, frustração, repressão etc.

COMISSÃO DE HORTICULTURA

INTRODUÇÃO: A Terapia Ocupacional é uma forma de tratamento que utiliza a atividade como
recurso terapêutico, onde, através da dinâmica que se estabelece na relação da tríade
terapêutica - paciente - atividade, previne, trata e integra, proporcionando uma melhor
qualidade de vida aos indivíduos com problemas físicos, mentais e / ou sociais.

A Terapia Ocupacional tem como princípio primordial à integração global do indivíduo, partindo
desse pressuposto teórico e da vivência prática neste Hospital, sentimos a necessidade da
elaboração de um programa de horticulturas para os pacientes psicóticos processuais.

OBJETIVOS:

Promover maior integração do indivíduo.

Promover a autovalorização e o autocuidado.

Proporcionar sentimento de produtividade, responsabilidade e iniciativa.

Enfatizar a dinâmica da participação e cooperação em uma atividade grupal.

ALFABETIZAÇÃO

OBJETIVO:

Alfabetizar os pacientes buscando desenvolver seu raciocínio dentro de suas
possibilidades, oferecendo uma atividade extra, desenvolvendo condição ao paciente de adquirir
novos conhecimentos e proporcionando condições de maior interação com o meio.
EXPRESSÃO CORPORAL

Os distúrbios mentais levam às alterações parciais ou totais do esquema corporal de
acordo com a intensidade ou gravidade do sistema emocional, onde a capacidade de elaboração
de idéias ou formulação de frases reflete o estágio dos cuidados do próprio físico.

O paciente psiquiátrico deve ser trabalho em grupo ou individualmente de acordo com
a sua capacidade de resposta, atividade sob comandos, coordenação motora, equilíbrio e força.

Através do movimento podemos desenvolver consciência corporal, percepção de
direção, do espaço, da forma, conceitos de tempo e também percepção de cor, conceito de
número, dominância lateral e ampliação do vocabulário.

Ao solicitar atividades verbalize todos os movimentos citando os objetos envolvidos e
partes do corpo ao demonstrar.

Sempre que utilizar um material novo deve mostrá-lo, nomeá-lo e demonstrar as
possibilidades de movimentá-lo e permitir que o paciente o faça livremente.

As atividades descritas podem ser diversificadas quanto ao material e formas
utilizadas, número de repetições, cores utilizadas, distância, duração, solicitação verbal.

E importante que o paciente experimente com o corpo todas as posições no espaço
que conseguir realizar, em pé, decúbito dorsal, decúbito lateral, ventral, de joelhos, em quatro
apoios, inclinada, de cabeça para baixo e pendurada.

rolar no chão com braços acima da cabeça e pernas estendidas

engatinhar sobre o abdome

engatinhar sobre os apoios

pegar e largar objetos grandes e pequenos (bolas, bastão, aros, raquetes, coroas)

entrepassar-lhes os objetos por cima, por baixo e pelo lado

dois a dois sentar frente a frente com as pernas abertas:

rolar a bola em direção ao outro

jogar por cima da cabeça

jogar com uma das mãos direita e esquerda

Atividades com bola:

Atividades com o saco de areia:

- Segurar um com uma mão

- Levantar e abaixar
- Andar

- Correr

Atividades com pneus:

- colocar no chão vários pneus próximos
- andar colocando os pés dentro deles

- pular dentro deles

- rolar o pneu no chão

obs.: Os exercícios poderão ser criados pelo terapeuta de acordo com a necessidade do
paciente.

JOGOS EDUCATIVOS

Os Jogos Educativos ajudam na coordenação motora e na aquisição de conceitos como formas,
tamanhos e cores. Desenvolvem habilidades manuais que preparam o paciente para atividades
da vida diária, ajudando a formar conceitos corporais e estimulando o raciocínio e noção de
quantidade, tempo, espaço e lugar.

CONCLUSÃO

A observação de uma cena corriqueira, a relação inefável que se estabelece entre
qualquer mãe e seu bebê, é o ponto de partida para uma formulação teórica e uma aplicação
prática de um trabalho especial com pacientes regressivos numa Comunidade Terapêutica. É
destacada a importância de uma forma de comunicação pré-verbal que ocorre na relação
particular mãe-bebê utilizada como paradigma de todas as futuras relações. A analogia entre o
comportamento infantil normal e o que se observa em alguns quadros psicopatológicos adultos
onde ocorre a regressão sugere que o mesmo tipo de aproximação possa ser tentado com
pacientes psicóticos. A atividade lúdica é introduzida como um objeto intermediário em torno do
qual pacientes e terapeutas desenvolvem suas experiências. O desenvolvimento da técnica
observa uma constância de tempo, lugar, pessoas e principalmente um respeito pelo autismo e
isolamento do paciente enquanto ele precisar deste comportamento como forma de proteção de
seu self.

A relação mais próxima do terapeuta com o paciente, concretizada na AMN, possibilita
alívio da ansiedade, rompimento do autismo e ampliação das possibilidades de relacionamento.

A postura tolerante do terapeuta para com o ritmo do paciente e das suas
manifestações emocionais viabiliza a AMN.

O amadurecimento da equipe terapêutica, que implica o aumento da capacidade de se
aproximar e suportar a loucura, é condição “sine qua non” para a implantação de um programa
específico de atendimento ao paciente mais necessitado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1) BLAYA PERES FILHO, J. Atividade na Comunidade Terapêutica 1º Nível: As atividades para
Pacientes mais Necessitados. Arq. Clín. Pinel, IV, (1/2/3): 29-33, 1978

2) FREUD, S. A Teoria da Libido e o Narcisismo. In:- Edição Staudart Brasileira das Obras
Psicológicas Completas. Rio de Janeiro, Imago, 1976. V.16.

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4) KLEIN, M. A Técnica Psicanalítica Através do Brinquedo, sua História e Significado, 25-48.
Novas Tendências na Psicanálise, Rio de Janeiro, Zahar, 329 p. 1969.

5) KLEIN. M. O Sentimento de Solidão. Rio de Janeiro, Imago, 1975.

6) OLIVEIRA, E. Comunidade Terapêutica e Violência: O Controle Democrático. Arq. Clín. Pinel,
IV (1/2/3): 50-55, 1978.

7) SIVADON, P. & CHANOIT, P. Uma Experiência Francesa em Socio-terapia. Folheto.