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CAPÍTULO 14 A GLICÓLISE E O CATABOLISMO DAS HEXOSES 1. O QUE É GLICÓLISE E SUAS FASES?

Na glicólise uma molécula de glicose é degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas para liberar duas moléculas de piruvato. Durante as reações seqüenciais da glicólise parte da energia livre liberada da glicose é conservada na forma de ATP. A glicólise foi a primeira via metabólica a ser elucidada e é provável que, atualmente, seja a melhor entendida. Desde a descoberta de Eduard Buchner (em 1897) da fermentação que ocorre em extratos de células rompidas de levedura até o reconhecimento claro por Fritz\ Lipmann e Herman Kalckar (em l941) do papel metabólico dos compostos de alta energia como o ATP, as reação da glicólise em extrato de levedura e de músculo foram o centro da pesquisa bioquímica. O desenvolvimento dos métodos de purificação de enzimas, a descoberta e o reconhecimento da importância de cofatores como o NAD e a descoberta do papel metabólico polivalente dos compostos fosforilados vieram, todos, de estudos sobre a glicólise. Atualmente, todas as enzimas da glicólise de muitos organismos já foram cuidadosamente purificadas, estudadas, e as estruturas tridimensionais de todas as enzimas glicolíticas são conhecidas a partir de estudos cristalográficos com raios-X. A glicólise é uma via central quase universal do catabolismo da glicose. É a via através da qual, na maioria das células, ocorre o maior fluxo de carbono. Em certos tecidos e tipos celulares de mamíferos (eritrócitos, medula renal, cérebro e esperma, por exemplo), a glicose, através da glicólise, é a principal, ou mesmo a única, fonte de energia metabólica. Alguns tecidos vegetais que são modificados para o armazenamento de amido, como os tubérculos da batata e alguns vegetais adaptados para crescerem em áreas regularmente inundadas pela água, derivam a maior parte de sua energia da glicólise; muitos tipos de microrganismos anaeróbicos são inteiramente dependentes da glicólise. Fermentação é um termo geral que denota a degradação anaeróbica da glicose ou de outros nutrientes orgânicos em vários produtos (característicos para os diferentes organismos) para obter energia na forma de ATP. A quebra anaeróbica da glicose é, provavelmente, o mais antigo mecanismo biológico para obtenção de energia a partir de moléculas orgânicas combustíveis, já que os organismos vivos apareceram primeiro em uma atmosfera destituída de oxigênio. No curso da evolução, esta seqüência de reações foi completamente conservada; as enzimas glicolíticas dos animais vertebrados são muito semelhantes na seqüência de aminoácidos e na estrutura tridimensional às enzimas homólogas na levedura e no espinafre. O processo da glicólise difere de uma espécie para outra apenas em detalhes da sua regulação e no destino metabólico subsequüente do piruvato formado. Os princípios termodinâmicos e os tipos de mecanismos reguladores na glicólise são encontrados em todas as vias do metabolismo celular. A glicose tem seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato, cada uma com três átomos de carbono, ocorre em uma seqüência de 10 passos e os cinco primeiros deles constituem a fase preparatória. Nestas reações a glicose é inicialmente fosforilada no grupo hidroxila em C-6. A D-glicose-6-fosfato assim formada é convertida em D-frutose-6-fosfato, a qual é novamente fosforilada, desta vem em C-1, para liberar D-frutose-1,6bifosfato. O ATP é o doador de fosfato nas duas fosforilações. Como todos os derivados dos açúcares que ocorrrem na via glicolítica são os isômeros D, omitiremos a designação D, exceto quando desejarmos enfatizar a estereoquímica. A seguir a frutose-1,6-bifosfato é quebrada para liberar duas moléculas com três carbonos, a diidroxiacetona fosfato e o gliceraldeído-3-fosfato; este é o passo em que ocorre a "lysis" que dá o nome ao processo. A diidroxiacetona fosfato é isomerizada em uma Segunda molécula de gliceraldeído-3-fosfato, e com isso termina a primeira fase da glicólise. Note que duas moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar, ou iniciar, a molécula de glicose para a sua quebra em duas partes com três carbonos; haverá, depois, um retorno positivo para este investimento. Resumindo: na fase preparatória da glicólise a energia do ATP é investida, aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários, e as cadeias carbônicas de todas as hexoses metabolizadas são convertidas em um produto comum, o gliceraldeído-3-fosfato. O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico (não pelo ATP) para formar 1,3-bifosfoglicerato. A liberação de energia ocorre quando as duas moléculas de 1,3-bifosfoglicerato são convertidas em duas moléculas de piruvato. A maior parte dessa energia é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP para ATP. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada, uma vez que duas moléculas de ATP são investidas na fase preparatória da glicólise. A energia também é conservada na fase de pagamento na formação de duas moléculas de NADH por molécula de glicose. Nas reações seqüenciais da glicólise três tipos de transformações químicas são particularmente notáveis: 1. Degradação do esqueleto carbônico da glicose para produzir piruvato; 2. Fosforilação de ADP a ATP pelos compostos de fosfato de alta energia formados durante a glicólise; e 3. A transferência de átomos de hidrogênio ou elétrons para o NAD+, formando NADH. O destino do produto, o piruvato, depende do tipo de célula e das circunstâncias metabólicas.

2 -QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESTINOS DA GLICOSE? E OS PROCESSOS OXIDATIVOS E NÃO OXIDATIVOS NA GLICOSE? A glicose pode ser armazenada (como um polissacarídio ou como sacarose), pode ser oxidada a petoses, através da via das pentose fosfato (ou via do fosfogliconato), ou pode ser oxidada a compostos de três átomos de carbono (piruvato. O piruvato, produto da glicólise, representa um ponto de junção importante no catabolismo dos carboidratos. Em condições aeróbicas o piruvato é oxidado a acetato, o qual entra no ciclo do ácido cítrico e é oxidado até CO2 e H2O. O NADH formado pela desidrogenação do gliceraldeído-3-fosfato é reoxidado a NAD+ pela passsagem do seu elétron ao O2 no processo da respiração mitocondrial. Entretanto, sob condições anaeróbicas (como em músculos esqueléticos muito ativos, em plantas submersas, ou nas bactérias do ácido láctico, por exemplo) o NADH gerado pela glicólise não pode ser reoxidado pelo O2. A incapacidade de regenerar o NADH em NAD+ deixaria a célula sem receptor de elétrons para a oxidação do gliceraldeído-3-fosfato e as reações liberadoras de energia da glicose cessariam. O NAD+ precisa, portanto, ser regenerado através de outras reações. As primeiras células a surgirem durante a evolução viviam em uma atmosfera quase desprovida de oxigênio e tiveram que desenvolver estratégias para desenvolver a glicólise sob condição anaeróbicas. A maioria dos organismos modernos retiveram a habilidade de regenerar continuamente o NAD+ durante a glicólise anaeróbica pela transferência dos elétrons do NADH para formar um produto final reduzido, como o são o lactato e o etanol. 4 – EXPLIQUE COMO E ONDE OUTROS CARBOIDRATOS ENTRAM NA VIA GLICOLITICA PARA SOFRER A DEGRADACAO FORNECEDORA DE ENERGIA. As unidades de glicose dos ramos externos da molécula do oxigênio e do amido entram na via glicolitica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogenio (ou da sua similar nos vegetais, a fosforilase do amido) e a fosfoglicomutase. A fosforilase de glicogenio catalisa a reação em que uma ligação glicosidica reunindo dois residuos de glicose no glicogenio, sofre o ataque por fosfato inorgânico, removendo o resíduo terminal de glicose como  -d-glicose –1-fosfato. Esta reação de fosforólise, que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogenio armazenado é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogenio. Na fosforólise, parte da energia da ligação glicosidica é preservada na formação do éster fosfórico, glicose-1-fosfato. O piridoxal fosfato é um cofator essencial da reação da fosforilase do glicogenio; o seu grupo fosfato age como um catalisador acido geral, promovendo o ataque pela pi da ligação glicosidica. A fosforilase do glicogenio age nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogenio (ou da amilopectina), ate que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação. A continuação de uma degradação pode ocorrer apenas depois da ação de enzima de desrramificação ou oligo (  1  6) para (  1  4) glicano transferase, que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. A glicose-1-fosfato é convertida em glicose –6-fosfato pela fosfoglicomutase. A d-frutose pode ser fosforilada pela hexoquinase, sendo esta uma via importante nos músculos e nos rins dos vertebrados. No fígado, entretanto, a frutose entra na glicólise por uma via diferente. A enzima hepática frutoquinase catalisa a fosforilação da frutose em c-1: a frutose-1-fosfato é então quebrada ao meio para formar gliceraldeído e diidroxicetona fosfato pela frutose-1-fosfato aldolase. A diidroxicetona fosfato é convertida em gliceraldeido-3-fosfato pela enzima glicolitica triose fosfato isomerase. Assim, os dois produtos da hidrólise da frutose entram na via glicolitica como gliceraldeido-3-fosfato. A d-galactose é primeiro fosforilada pelo ATP em c-1 e através da enzima galactoquinase. A galactose-1-fosfat é convertida a glicose-1-fosfato por um conjunto de reações nas quais a uridina difosfato (UDP) funciona de forma semelhante a uma coenzima como transportadora de moléculas de hexoses. Os dissacarideos não podem entrar diretamente na via gl;icolitica sem primeiro ser extracelularmente hidrolisados em monossacarideos. Assim formados, os monossacarideos são transportados para o interior das células que recobrem o intestino. À partir delas eles passam para a corrente sangüínea e são transportados ate o fígado. Aí eles são fosforilados e introduzidos na seqüência glicolitica como descrito. 5 – COMO É FEITA A REGULACAO DO METABOLISMO NO E NO FIGADO PELA FOSFORILASE DO GLICOGENIO ? No músculo, a finalidade da glicolise é a produção de ATP, e a velocidade dela aumenta quando o músculo demanda mais ATP por contrair-se mais vigorosamente ou mais freqüentemente. Nos miócitos a mobilização do glicogenio armazenado para fornecer combustível para a glicolise é realizada pela fosforilase do glicogenio, que degrada glicogenio em glicose-1-fosfato. No músculo esquelético a fosforilase do glicogenio ocorre em duas formas: uma forma catabolicamente ativa, a fosforilase a , e uma forma quase sempre inativa, a fosforilase b, que predomina no músculo em repouso. A velocidade da quebra do glicogenio no músculo depende parcialmente do valor da relação

entre fosforilase a e fosforilase b, que é ajustada pela ação de alguns hormônios como epinefrina. A epinefrina é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que leva produção de ATP, o qual é necessário para a contração muscular. A fosforilase do glicogenio é ativada para fornecer glicose-1-fosfato que será lançada na via glicolitica. Superposta ao controle hormonal esta a regulação alosterica, muito mais rápida, da fosforilase b do glicogenio pelo ATP e Amp. A fosforilase b é ativada pelo seu efetor alosterico AMP, o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP na contração. A estimulação da fosforilase b pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP, que bloqueia o sitio de ligação do AMP, é, às vezes, referido como forma AMP independente, e a fosforilase b como a forma dependente do AMP. A fosforilase do glicogenio, no músculo esquelético é também controlada pelo cálcio, o sinalizador intracelular da contração muscular, que é u ativador alosterico da fosforilase b quinase. Quando um aumento transitório do Ca 2+ intracelular dispara a contração muscular, ele também acelera a conversão da fosforilase b para a fosforilase a, mais ativa. No fígado serve para manter um nível constante de glicose no sangue, produzindo e exportando glicose quando outros tecidos precisam dela, e importando e armazenado glicose quando é fornecida em excesso pelo alimentos ingeridos na dieta. A fosforilase do glicogenio do fígado é semelhante à do músculo, entretanto, suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes. O glicogenio hepático serve como reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo do normal. A glicose-1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. Então, a glicose-6-fosfatase, uma enzima presente no fígado, porém não no músculo, remove o fosfato da hexose. Quando o nível de glicose esta baixo no sangue, a glicose livre produzida do glicogenio do figado é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. A fosforilase do glicogenio do fígado esta sobre controle hormonal, como o glucagon, que é produzido pelo pâncreas quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para nível menores que o normal. Esse hormônio desencadeia uma serie de eventos que resulta na conversão da fosforilase b em fosforilase a , aumentando a velocidade de quebra de glicogenio e acelerando a velocidade de liberação da glicose no sangue. A fosforilase do glicogenio esta sujeita a regulação alosterica não pelo AMP, mas pela glicose. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta, a glicose entra nos hepatócitos e liga-se ao sitio regulador da fosforilase a do glicogenio que leva a desfosforilação provocada pela fosforilase fosfatase. Desta maneira a fosforilase do glicogenio age como sensor do fígado, diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue esta alto. 6 – EM QUAIS ASPECTOS A GLICOQUINASE DIFERE DAS ISOENZIMAS DAS HEXOQUINASES DO MÚSCULO ? Primeiro, a concentração de glicose na qual a glicoquinase esta no meio saturada é muito maior que a concentração usual da glicose no sangue. Como a concentração de glicose no hepatocitos é mantida em valores próximos daqueles existentes no sangue, graças a um eficiente sistema de transporte de glicose, esta propriedade da glicoquinase permite a sua regulação direta pela nível de glicose sangüínea. A glicoquinase não é inibida pelo seu produto de reação, a glicose-6-fosfato, mas por seu isomero, a frutose-6fosfato, a qual esta sempre em equilíbrio com a glicose-6fosfato devido a ação da enzima fosfoglicose isomerase. A inibição parcial da glicoquinase pela frutose-6fosfato é mediada por uma proteína adicional, a proteína reguladora. Esta proteína reguladora também tem afinidade pela frutose-1-fosfato e compete com a frutose-6-fosfato, cancelando o seu efeito inibidor sobre a glicoquinase. 7 – QUAL O PAPEL REGULADOR DA PIRUVATO QUINASE NA GLICOLISE ? Sempre que a célula tem uma alta concentração de ATP, ou sempre que haja amplas quantidades de combustíveis disponíveis para a liberação de energia através da respiração celular, a glicolise é inibida pelo rebaixamento da atividade da piruvato quinase. Quando a concentração de ATP cai, a afinidade da piruvato quinase por fosfoenolpiruvato aumenta, possibilitando a enzima catalisar a síntese do ATP, mesmo que a concentração de fosfoenolpiruvato seja relativamente baixa. O resultado é uma alta concentração de ATP no estado de equilibro estacionário. 8 – FALE SOBRE A REGULACAO ALOSTERICA DA FOSFOFRUTOQUINASE-1 . A glicose-6-fosfato pode fluir tanto para a glicolise como para uma das vias oxidativas secundarias. A reação irreversível catalisada pela foafofrutoquinase-1 é o passo que compromete a célula com a metabolização da glicose através da glicolise. O ATP não é apenas o substrato para a fosfofrutoquinase-1, mas também o produto final da via glicolitica. Quando níveis altos de ATP sinalizam que a célula esta produzindo o ATP mais depressa do que consome, o ATP inibe a fosfofrutoquinase-1 ligando-se a um sitio alosterico e diminuindo a afinidade da enzima pelo seu outro substrato, a frutose-6-fosfato. Quando o consumo de ATP sobrepassa a sua produção o ADP e o AMP aumentam em concentração, e agem alostericamente para diminuir esta inibição pelo ATP. Esses efeitos combinamse para produzir atividades maiores da enzima quando a frutose-6-fosfato, ADP ou AMP aumentam de concentração para baixar a atividade quando o ATP se acumula.

O citrato também age como um ragulador alosterico da fosfofrutoquinase-1. Concentrações altas de citrato aumentam o efeito inibidor do ATP, reduzindo ainda mais o fluxo da glicose através da glicolise. O regulador alosterico mais significativo da foafofrutoquinase-1 é a frutose-2,6-bifosfato que ativa fortemente a enzima. A concentração da frutose-2,6-bifosfato no fígado diminui em resposta ao hormônio glucagon, desacelerando a glicolise e estimulando a síntese de glicose pelo orago. 9 – COMO A GLICOSE E A GLICONEOGENESE SÃO REGULADAS DE FORMA COORDENADA ? A gliconeogênese emprega a maior parte das mesmas enzimas que agem na glicólise, mas ela não é simplesmente o reverso desta via. Sete das reações glicolíticas são livremente reversíveis e as enzimas que catalisam cada uma destas reações também funcionam na gliconeogenese. Três reações da glicólise são tão exergonicas que são essencialmente irreversíveis : são aquelas catalisadas pela hexoquinase, fosfofrutoquinase-1 e piruvato quinase. A gliconeogenese emprega desvios ao redor de cada um desses passos irreversíveis. Para prevenir o aparecimento de ciclos fúteis nos quais a glicose é simultaneamente degradada pela glicólise e ressintetizada pela gliconeogenese, as enzimas que são exclusivas para cada uma das vias são reguladas de maneira recíproca por efetores alostéricos comuns. A frutose-2,6-bifosfato, um ativador potente da PFK-1 do fígado e portanto da glicólise, também inibe a FBPase-1, e assim diminui a gliconeogenese. O glucagon, hormônio que sinaliza um baixo nível de açúcar , diminui o nível da frutose-2,6-bifosfato no fígado, baixando o consumo de glicose pela glicolise e estimulando a produção de glicose para exportação pela gliconeogenese. 10- O QUE SÃO AS VIAS SECUNDARIAS DA OXIDACAO DA GLICOSE E O QUE ELAS PRODUZEM ? EXPLIQUE COMO CADA PRODUTO É FORMADO. São vias catabolicas que podem ser o destino da glicose e levam a produtos especializados necessários para a célula, que são pentoses fosfato, acido uronico e acido ascobico, constituindo parte do metabolismo secundário da glicose. A via das pentoses fosfato, também chamada de via do fosfogliconato, produz NADPH e ribose-5-fosfato e gera pentoses indispensáveis, particulamente a D-ribose, empregada na biossintese de ácidos nucleicos. A Primeira reação da via das pentose fosfsto é a desidrogenação enzimatica da glicose-6-fosfato pela glicose-6-fosfato desidrogenase, para formar 6-fosfoglicono- -lactona, um éster intramolecular, que é hidrolizado para a forma ácida livre 6-fosfogliconato por uma lactonase especifica. O NADP+ é o receptor de elétrons e o equilíbrio final está muito deslocado na direção de formação do NADPH. No passo seguinte, o 6-fosfogliconato sofre desidrogenação e descarboxilacao pela 6-fosfogliconato desidrogenase para formar a cetopentose D-ribulose-5-fosfato, uma reação que gera a segunda molécula de NADPH. A fosfopentose isomerase converte então a ribose-5-fosfato no seu isomero aldolase a D-ribose-5-fosfato. Em alguns tecidos , a via das pentoses fosfato termina neste ponto e a equação final pode ser escrita : Glicose-6-fosfato + 2 NADP+ + H2O ______ ribose-5-fosfato + CO2 + 2 NADPH + 2 H+ O resultado liquido é a produção de NADPH para as reações de redução biossintetica e a produção de ribose-5fosfato como precursora para a síntese de nucleotideos. D- glicuronato, importante na detoxificacao e na excreção de compostos orgânicos estranhos, e acido ascorbico ou vitamina C são produzidos por vias secundarias da glicose. Nesta via, a glicose-1-fosfato é primeiro convertida em UDP-glicose pela reação com UDP. A porção glicose da UDP-glicose é então desidrogenada para produzir UDP_glicuronato, um outro exemplo do uso de derivados do UDP como intermediário das transformações enzimatricas dos açucares. O D-glicuronato é um intermediário na conversão da D-glicose em acido ascorbico. Ele é reduzido pelo NADPH no açúcar de seis átomos de carbono L-gulonato, o qual é convertido na sua lactona. A L-gulonolactona é desidrogenada pela flavoproteina gulonolactona oxidase para formar o acido ascorbico. O homem não é capaz de sintetizar o acido ascorbico, sendo necessário obte-lo através da dieta. Pessoas com vitamina C insuficiente produz uma doença chamada escorbuto.

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cérebro. A maior parte desta energia é conservada pela fosforilação acoplada de 4 moléculas de ADP para ATP. A enzima gliceraldeido -3 P -desidrogenase é inibida pela adição de iodoacetato ou pela falta de NAD+ livre para o processo. em um processo chamado de Fermentação alcoólica. O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. Dividindo-se a glicólise em duas partes. A liberação de energia ocorre quandoas duas moléculas de 1. impede a transformação catalítica do gliceraldeido 3 -fostato em 1. Nos organismos aeróbicos ou tecidos sob condições aeróbicas. A terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol. eritrócitos) convertem o glicose a lactato mesmo sob condições anaeróbicas. Como a membrana plasmáticaé impermeável às moléculas que exibem cargas elétrivas. Nestas condições o piruvato é reduzido a lactato. 2. Depois da fosforilacão inicial a célula não precisa mais despender energia para reter os intermediários fosforilados.fosfato desidrogenase e explique o acúmulo das fosfato da via glicolítica. o piruvato não pode ser oxidado por falta de oxigênio. Praticamente todas as enzimas glicolíticas requerem Mg2+ para atividade. Na fase preparatória da glicólise a energia do ATP é investida. c)A ligação de grupos fosfato aos sítios ativos das enzimas fornece energia de ligação que contribui para baixar a energia de ativação e aumentara especificidade das reações catalizadas enzimaticamente. chamada fase preparatória. aumentando o conteúdo de energia livredos intermediários. Faça um balanço energético (a nível de ATP) comparando as duas fases. Desta forma . O lactato é também o produto da glicólise sob condições anaeróbicas nos microrganismos que realizam a fermentação láctica. Os elétrons são dessas oxidações são passados para o O2 de transportadores na mitocôndria.3 –bifosfoglicerato.3-difosfoglicerato e fosfenolpiruvato). Quando um tecido precisa funcionar anaerobicamente. a glicólise constitui apenas um primeiro estágio da degradação completa da glicose. 4. formando H2O. e as cadeias carbônicas de todas a hexoses metabolizadas são convertidas em um produto comum. formados na glicólise (1. Em alguns tecidos vegetais e em certos invertebrados e microrganismos como a levedura da fabricação da cerveja. os intermediários fosforilados não podem se difundir para fora da célula. fermentação do álcool. e a segunda parte indo até piruvato. para liberar o grupo acetila da Acetil-coenzima A. Qual a provável importância dos grupos fosfatos em todos os intermediários da glicólise? a) Os grupos fosfatos são ionizados em pH 7.3-difosfoglicerato são convertidas a duas moléculas de piruvato. a respeito da grande diferença entre as concentrações intra e extra celulares desses compostos.3-difosfoglicerato. O piruvato é oxidado com perda do seu grupo carboxila como CO2 .fosfato. Os grupos fosfato do ADP. Os compostos fosfóricos de alta energia. Cite quais as três rotas alternativas da degradação deste produto(piruvato). Sabe-se que o piruvato formado na glicólise. . não é o produto final na obtenção de energia. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada.3. Descreva duas maneiras de inibir a enzima gliceraldeiddo. tais como glicose-6-fosfato. a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico. O iodoacetato se liga ao grupo SH de um resíduo essencial de cisteina no sítio ativo da enzima .1. b) Os grupos fosfato são componentes essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. A segunda rota para o metabolismo do piruvatoé a sua redução a lactato através da chamada via da fermentação do ácido lático. indo a primeira desde a glicose até gliceraldeído-3-fosfato e diidroxicetona fosfato. como o tecido muscular esquelético em contração vigorosa. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico para formar 1. A energia liberada nas reações de transferências de elétrons permite a síntese de ATP nas mitocôndrias. ATP e dos intermediários glicolíticos formam complexos com Mg2+ e os sítios de ligação dos substratos de muitas enzimas glicolíticas são específicos para estes complexos de Mg2+. fermentação do etanol ou. Certos tecidos e tipos celulares ( retina. A energia liberada na quebra de ligações anidros do ácido fosfórico (como aquelas no ATP) é parcialmente conservada na formação de ésteres de fosfato. doam grupos fosfato ao ADP para formar o ATP. o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2. 1. dando assim a cada um dos intermediários da glicólise uma carga negativa. chamada fase de pagamento da glicólise. uma vez queque duas moléculas de ATP são investidas na fase de preparação da glicólise. o gliceraldeído-3.

O que se verifica é o acúmulo de hexoses fosfatadas . é primeiro fosforilada pelo ATP em C-1 . Comente sobre a canalização de um substrato entre duas enzimas na via glicolítica. reunindo dois resíduos de glicose no glicogênio.3bifosfoglicerato ) seja transmitido da superfície da desidrogenase para a superfície da quinase de maneira mais rápida do que no ambiente aquoso ( o que ocorre na ausência da quinase ) . A continuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação de uma ‘enzima de desramificação ’ ou oligo (  1  6 ) para (  1  4 ) glicanotransferase . OBS: Esta reação de fosforólise . sofre o ataque por fosfato inorgânico . é necessário consumir perto de 18 vezes mais glicose em condições anaeróbicas do que em aeróbicas .porque a quebra das hexoses gerando dois compostos de três carbonos (diidroxicetona P e gliceraldido-3-P) é um processo envolvendo  G  ’ = 23. onde o 1. a gliceraldeido 3fosfato desidrogenase com a 3-fosfogliceratoquinase . a velocidade da primeira etapa é maior do que o processo total com enzima conjugada. 7. A glicose-1-fosfato . até que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação ( 1 6 ) . removendo o resíduo terminal de glicose como  -D-glicose-1-fosfato. Na maioria dos organismos várias hexoses diferentes da glicose podem sofrer a glicólise. Louis Pasteur em seus estudos sobre a fermentação da glicose por leveduras . é convertida em glicose6-fosfato pela fosfoglicomutase. o produto final das reações de fosdorilase de glicogênio e do amido .6 bifosfato .8KJ/mol . Como o glicogênio e o amido são degradados? As unidades de glicose dos ramos externos de molécula do glicogênio e do amido ganham entrada na via glicolítica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogênio ( ou da sua similar nos vegetais. A fosforilase do glicogênio catalisa a reação em que uma ligação glicosídica ( 1 4 ) . A fosforilase do glicogênio ( ou fosforilase do amido ) age repetitivamente nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogênio ( ou da amilopectina ) . sendo convertido a NADH . Justifique com base bioquímica o efeito Pasteur. como a frutose 1. A conversão do gliceraldeido 3-fosfato na via glicolítica envolve duas enzimas combinadas. 5. Para que a enzima possa ser reutilizada. a fosforilase do amido ) e a fosfoglicomutase. No ambiente aquoso. para produzir a mesma quantidade de ATP . transfere três resíduos de  -D-glicose que estão ligados por ligações ( 1 4 ) para a cadeia principal . como é necessário para haver canalização do substrato entre elas. que então entra na glicólise.5 kJ/mol.3 bifosfoglicerato . 6. isto é . o NADH ligado a enzima é reoxidado pelo NAD+ livre. descobriu que o consumo da glicose um condições anaeróbicas eram muitas vazes maior do que sob condições aeróbicas.O NAD+ . na ausência de NAD+ livre o processo não ocorre. é o responsável pela oxidação (captação de hidrogênio ) do intermediário enzima-substrato . através da enzima galactoquimase: GALACTOSE + ATP GALACTOSE-1-FOSFATO + ADP . A combinação das enzimas permite que o intermediário ( 1. que catalisam a conversão em dois passos . é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase . O rendimento em ATP da glicólise sob condições anaeróbicas ( 2 ATP por molécula de glicose ) é muito menor do que o obtido na oxidação completa da glicose até CO sob condições aeróbicas ( 36 ou 38 ATP por molécula de glicose ) . como é feito esse processo? Cite um exemplo. A formação G-3P a partir de DHAP também é desfavorecida por  G ’ = 7. Outros monossacarídios podem entrar na via glicolítica . Então . Estudos físicos mostram que as duas enzimas podem formar um complexo estável .3bifosfoglicerato se difunde até a quinase . que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado . Aqui cessa a ação da fosforilase do glicogênio ou do amido. A inativação da enzima gliceraldeido-3 P-desidrogenase permitiria o acúmulo de gliceraldeido –3-fosfato por interromper a sua conversão em 1. e quebra a ligação ( 1 6 ) do ultimo resíduo de  -D-glicose que é fosforilado em glicose1-fosfato. derivada por hidrólise do dissacarídio lactose ( açúcar do leite ) . aonde são fosforilados pela fosforilase do glicogênio em glicose-1-fosfato. Como exemplo temos a D-galactose. Portanto . que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. presente no sítio ativo da enzima. após suas respectivas conversões para um derivado fosforilado. que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogênio 8.

no seu epímero em C-4 . também ela é um dímero de subunidades idênticas e a fosforilação e desfosforilaçao na serina 14 interconverte as formas B e A . o qual é necessário para contração muscular. ele também acelera a conversão da fosforilase B para a fosforilase A . Quando um aumento transitório do Ca2+ intracelular dispara a contração muscular . muito mais rápida . Superposta ao controle hormonal está a regulação alostérica . A fosforilase do glicogênio é ativada para fornecer glicose-1-fosfato . Os hormônios . A atividade muscular vigorosa aumenta a relação AMP-ATP . o sinalizador intracelular da contração muscular. O cálcio . muito rapidamente ativando por meios alostéricos a fosforilase B . exceto pela não-fosforilação dos resíduos de serina 14 . A atividade da fosforilase B reflete assim a relação entre as concentrações de AMP e ATP. que bloqueia o sítio de ligação do AMP. a glicose-6-fosfatase . que é ajustada pela ação de alguns hormônios . que catalisa a transferência do fosfato do ATP para a serima 14. da fosforilase B do glicogênio pelo ATP e AMP. Então . deslocando o equilíbrio na direção de formação da espécie ativa da fosforilase do glicogênio. a fosforilase B quinase reverte para sua forma original de baixa atividade e a relação de fosforilase A e fosforilase B retorna aquela que era no músculo em repouso. então . A glicose –1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida (como no músculo ) em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. O glicogênio hepático serve como um reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo de normal ( 4 a 5 mM ) . A epinefrina é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que leva à produção de ATP . regulam a inter-conversão da fosforilase A e B pela regulação da fosforilase A fosfatase e fosforilase B quinase. A epinefrina é liberada no sangue pela glândula adrenal quando um animal é subitamente confrontado por uma situação que requer atividade muscular vigorosa. e a fosforilase B como a forma dependente de AMP. Quando a emergência termina . No músculo em repouso aproximadamente toda fosforilase está na forma B . A estimulação de fosforilase B pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP . a forma relativamente inativa . A fosforilase B é estruturalmente idêntica . No músculo esquelético ainda há um terceiro ripo de controle da fosforilase do glicogênio . referida como a forma AMP independente . menos ativa . que será lançada na via glicolítica. mais ativa. A fosforilase B é reconvertida em fosforilase A pela enzima fosforilase b quinase . em última instância .A galactose-1-fosfato é convertida. é . e uma forma quase sempre inativa. a fosforilase A. FÍGADO: A fosforilase do glicogênio do fígado é semelhante àquela do músculo. por um conjunto de reações nas quais a uridina difosfato ( UDP ) funciona de forma semelhante a uma coenzima como transportadora de moléculas de hexoses. a liberação de epinefrina cessa. A fosforilase B .Entretanto . a fosforilase do glicogênio ocorre em duas formas: uma forma cataliticamente ativa. .uma enzima presente no fígado . A fosforilase A . que é inativada porque o ATP está presente em concentração muito maior que a do AMP. A fosforilase A é convertida na fosforilase B . A ligação da epinefrina ao seu receptor específico na membrana plasmática de uma célula muscular ativa a fosforilase B quinase e inativa a fosforolase A fosfatase . o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP que acompanha a contração. é também um ativador alostérico da fosforilase B quinase. refletindo o papel diferente da quebra do glicogênio no fígado. a fosforilase B . às vezes . suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes daquelas da enzima muscular . porém não no músculo . A velocidade da quebra do glicogênio no músculo depende parcialmente do valor da relação entre fosforilase A ( ativa ) e fosforilase B ( menos ativa ) . em cada uma dessas subunidades um resíduo de serina na posição 14 está fosforilado . a glicose-1-fosfato . A fosforilase A consiste de duas subunidades idênticas. por desfosforilação . é ativada pelo seu efetor alostérico AMP . 9. que não é estimulada pelo AMP . catalisada por uma enzima denominada fosforilase A fosfatase . a última predomina no músculo em repouso. como a epinefrina . Como é regulada a fosforilase do glicogênio no músculo e no fígado? MUSCULO: No músculo esquelético. remove o fosfato da hexose: GLICOSE-6-FOSFATO + H2O GLICOSE + Pi Quando o nível de glicose sangüínea está baixo . a glicose livre produzida do glicogênio no fígado por essas reações é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível.

muitos microrganismos anaeróbicos são inteiramente dependentes desta via.6-difosfato é quebrada para liberar duas moléculas com três carbonos cada. Nessas reações. Os princípios termodinâmicos e os tipos de mecanismos reguladores glicolíticos são encontrados em todas as vias do metabolismo celular. diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue está alto. A fosforilase do glicogênio do fígado como àquela do músculo está sujeita à regulação alostérica. estudadas e tiveram suas estruturas tridimensionais determinadas a partir de estudos cristalográficos com raios-X. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta . Durante as reações seqüenciais. a qual é novamente fosforilada. a glicose. um retorno positivo para este investimento.A fosforilase do glicogênio do fígado . omitiremos a designação D. Desta maneira . o gliceraldeído-3-fosfato. É a via através da qual. provocando uma mudança conformacional que expõe os de serina 14 fosforilado à desfosforilação provocado pila fosforilase A fosfatase. parte da energia livre da glicose é conservada na forma de ATP. A D-glicose-6-fosfato assim formada é convertida em frutose-6-fosfato. No passo seguinte . . a frutose-1. O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas .Conceitue glicólise e descreva sucintamente sobre suas fases. a fosforilase A do glicogênio age como um sensor do fígado. ocorre o maior fluxo de carbono. Resumindo: na fase preparatória da glicólise. Alguns tecidos vegetais obtêm a maior parte de sua energia da glicólise. GLICOSE-6-FOSFATO + 2NADP+ + H2O RIBOSE-5-FOSFATO + CO2 + 2NADPH + 2H+ O resultado líquido é a produção de NADPH para as reações de redução biossintética e a produção de ribose-5fosfato como precursora para a síntese de nucleotídeos. exceto quando quisermos enfatizar a estereoquímica). mas a glicose. a partir da glicólise. CAPÍTULO 14: GLICÓLISE E O METABOLISMO DAS HEXOSES 1. aumentando o conteúdo de energia livre dos intermediários e fazendo com que as cadeias carbônicas de todas as hexoses metabolizadas sejam convertidas em um produto comum. pois. ocorre em uma seqüência de 10 passos e os cinco primeiros constituem a fase preparatória. a molécula de glicose para a sua quebra em duas partes com três carbonos. para formar 6-fosfoglicono- -lactona . que é hidrolizado para a forma ácida livre 6-fosfogliconato por uma lactonase específica . na maioria das células. A glicose tem seis átomos de carbono e sua divisão em duas moléculas de piruvato. é a principal ou mesmo a única fonte de energia metabólica. Na glicólise. A fosfopentose isomerase converte então a ribulose5-fosfato no seu isômero aldose a D-RIBOSE-5-FOSFATO. para liberar D-frutose1. Este é o passo em que ocorre a quebra ("lisys") que dá nome ao processo. O NADP+ é o receptor de elétrons e o equilíbrio final está muito deslocado na direção da formação do NADPH . desta vez em C-1. a energia do ATP é investida. uma reação que gera a segunda molécula de NADPH. 10 . A seguir. Aliás. ou iniciar. Quando o glucagon liga-se ao seu receptor na membrana plasmática de um hepatócito . a glicose é inicialmente fosforilada no grupo hidroxila em C-6 (carbono 6). o 6-fosfogliconato sofre desidrogenação e descarboxilação pela 6-fosfogliconato desidrogenase para formar a cetopentose D-ribulose-5fosfato . já foram cuidadosamente purificadas. mas neste caso o regulador alostérico não é o AMP . a glicose entra no hepatócito e liga-se ao sítio regulador da fosforilase A do glicogênio . quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para níveis menores que o normal . atualmente.6-difosfato (Como todos os derivados dos açúcares que ocorrem na via glicolítica são isômeros D. Como se da a produção de D-ribose-5-fosfato através da via das pentoses fosfato (via secundária de oxidação da glicose ) ? A primeira reação da via das pentoses fosfato é a desidrogenação enzimática da glicose-6-fosfato pela glicose-6fosfato desidrogenase . uma molécula de glicose é degradada em uma série de reações catalisadas por enzimas para liberar duas moléculas de piruvato. como aquela do músculo . está sobre controle hormonal. um éster intramolecular . haverá. Em certos tecidos e tipos celulares de mamíferos. O ATP é o doador de fosfato nas duas fosforilações. uma cascata de eventos essencialmente similares àquela do músculo resulta na conversão da fosforilase B em fosforilase A . a velocidade de liberação da glicose no sangue. a diidroxiacetona-fostato e o gliceraldeído-3-fosfato. O processo da glicólise difere de uma espécie para outra apenas em detalhes de sua regulação e no destino subsequente do piruvato formado. Note que duas moléculas de ATP precisam ser investidas para ativar. todas as enzimas da glicólise de muitos organismos. aumentando a velocidade de quebra do glicogênio e acelerando . cada uma com três átomos de carbono. A diidroxiacetona-fosfato é isomerizada em uma segunda molécula de gliceraldeído-3-fosfato e com isso termina a primeira fase da glicólise. A glicólise é uma via central e quase universal do catabolismo da glicose.

mas sim o complexo MgATP-2. uma vez que houve investimento de 2 ATP na fase preparatória da glicose. A terceira rota principal do metabolismo do piruvato leva ao etanol. O piruvato é oxidado com perda de seu grupo carboxila como CO2 para liberar o grupo acetila da Acetil-coenzima A (Acetil-CoA). a frutose-6-fosfato. o piruvato é convertido anaerobicamente em etanol e CO2. . porque o verdadeiro substrato da enzima não é o ATP-4. 4. Os compostos fosforilados de alta energia formados na glicólise (1. A maior parte dessa energia é conservada pela fosforilação acoplada de quatro moléculas de ADP para ATP. assim. formando H2O. A ligação dos grupos fosfato são aos sítios ativos das enzimas fornece energia de ligação que contribui para baixar a energia de ativação e aumentar a especificidade das reações catalisadas enzimaticamente. Tal enzima também requer Mg2+ e é específica para as duas hexoses. Cada molécula de gliceraldeído-3-fosfato é oxidada e fosforilada por fosfato inorgânico (não pelo ATP) para formar 1. Nas reações seqüenciais da glicólise três tipos de transformações são particularmente notáveis: 1) Degradação do esqueleto carbônico da glicose para produzir piruvato. Quando um tecido precisa funcionar anaerobicamente. os intermediários fosforilados não podem se difundir para fora da célula. os grupos fosfato são componentes essenciais na conservação enzimática da energia metabólica. Como a membrana plasmática é impermeável às moléculas carregadas. A energia liberada na quebra de ligações anidras do ácido fosfórico (como aquelas no ATP) é parcialmente conservada na formação de ésteres de fosfato. Os elétrons originados dessas oxidações são passados para o O2 através de uma cadeia de transportadores na mitocôndria. a glicose-6-fosfato. A energia liberada nas reações de transferência de elétrons permite a síntese de ATP nas mitocôndrias. o piruvato é reduzido a lactato. em uma cetose. o piruvato não pode ser oxidado por falta de O2. dando. O lactado é também o produto da glicólise sob condições anaeróbicas nos microrganismos que realizam a fermentação láctica. O produto líquido são duas moléculas de ATP por molécula de glicose empregada. formando NADH.3-difosfoglicerato e fosfoenolpiruvato) doam grupos fosfato ao ADP para formar ATP. no processo chamado fermentação alcoólica. 2) Fosforilação de ADP a ATP pelos compostos de fosfato de alta energia formados durante a glicólise. e 3) Transferência de átomos de hidrogênio ou elétrons para o NAD+. eritrócitos) convertem a glicose a lactato mesmo em condições aeróbicas. O destino do produto (piruvato) depende do tipo de célula e das circunstâncias metabólicas.3-difosfoglicerato são convertidas em duas moléculas de piruvato. ou do etanol ou do álcool. Praticamente todas as enzimas glicolíticas requerem Mg2+ para terem atividade. Em alguns tecidos vegetais e em certos invertebrados e microrganismos como a levedura da fabricação de cerveja. A liberação de energia ocorre quando as duas moléculas de 1. a qual é então totalmente oxidada a CO2 pelo ciclo do ácido cítrico (ciclo de Krebs).O ganho energético provém da fase de pagamento da glicólise. como o tecido muscular esquelético em contração vigorosa. a despeito da grande diferença entre as concentrações intra e extra-celulares desses compostos. Além disso. ATP e dos intermediários glicolíticos formam complexos com Mg2+ e os sítios de ligação dos substratos de muitas enzimas glicolíticas são específicos para estes complexos de Mg2+. Para ser ativada.Sabendo-se que todos os intermediários da glicólise compreendidos entre a glicose e o piruvato são fosforilados. Os grupos fosfatos são ionizados em pH 7. cite a importância dos grupos fosfatos.Quais são as três rotas catabólicas alternativas que o piruvato formado pela glicólise pode seguir? Nos organismos aeróbicos ou tecidos sob condições aeróbicas. 2. tais como a glicose-6-fosfato. a célula não precisa mais gastar energia para reter tais intermediários. 3. Os grupos fosfatos do ADP. Depois da fosforilação inicial. ela requer Mg2+. cérebro. A energia também é conservada na fase de pagamento na formação de duas moléculas de NADH por molécula de glicose. Nestas condições. uma carga negativa. Quais as enzimas que participam da glicólise? A reação irreversível que transforma a glicose em glicose-6-fosfato é catalisada pela hexoquinase. Certos tecidos e tipos celulares (retina. A enzima fosfoexoisomerase catalisa a isomerização reversível de uma aldose. a glicólise constitui apenas um primeiro estágio da degradação completa da glicose. a cada um dos intermediários.3-difosfoglicerato. A segunda rota para o metabolismo do piruvato é a sua redução a lactato através da chamada via da fermentação do ácido lático.

para a qual este produto funciona como substrato. ADP e AMP. A fosforilase do glicogênio (ou fosforilase do amido) age repetidamente nas extremidades não redutoras das ramificações do glicogênio (ou da amilopectina). O piridoxal fosfato é um cofator essencial da reação da fosforilase do glicogênio. A conversão do gliceraldeído-3-fosfato na via glicolítica envolve duas enzimas combinadas. Nessa fase. sendo este um composto muito energético.3-difosfoglicerato para o ADP. sofre ataque por fosfato inorgânico. complexos multienzimáticos garantem uma passagem eficiente do produto de uma enzima para a próxima enzima na via. O íon Mg2+ é essencial nessa reação. é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase. A primeira catalisa a reação em que uma ligação glicosídica ( 1 4). A enzima fosfogliceroquinase transfere o grupo fosfato de alta energia do grupo carboxila do 1. removendo o resíduo terminal da glicose como  -D-glicose-1-fosfato. a gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase com a 3fosfogliceroquinase. Esta reação de fosforólise. Esta enzima é inibida sempre que a célula tem amplo suprimento de ATP e quando ela está bem suprida de outros combustíveis como os ácidos graxos. A frutose-1. A diidroxiacetona-fosfato é rápida e reversivelmente convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela enzima triose fosfato isomerase. que ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado. formando ATP e 3-fosfoglicerato. catalisada pela gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase.3difosfoglicerato. o seu grupo fosfato age como um catalisador ácido geral. O último passo da glicólise é a transferência do grupo fosfato do fosfoenolpiruvato para o ADP. o fosfoenolpiruvato (PEP). que catalisa as duas reações sucessivas que removem as ramificações. que ativa fortemente a enzima. O regulador alostérico mais significativo da PFK-1 é a frutose-2. até que seja atingido um ponto distante quatro resíduos de uma ramificação ( 1 6). o gliceraldeído-3-fosfato (aldose) e a diidroxiacetona-fosfato (cetose). Embora a reação da aldolase tenha uma variação da energia livre padrão fortemente positiva na direção da divisão da hexose. catalisada pela piruvato quinase. O primeiro passo da fase de pagamento da glicólise é a conversão do gliceraldeído-3-fosfato em 1. .Explique como o glicogênio e o amido são degradados na fosforólise.3-difosfoglicerato) seja transmitido da superfície da desidrogenase para a da quinase de maneira mais rápida do que o ambiente aquoso (o que ocorre na ausência da quinase). ela pode ocorrer nas duas direções. A reação é essencialmente irreversível nas condições celulares. As unidades de glicose dos ramos externos da molécula de glicogênio e do amido ganham entrada na via glicolítica através da ação seqüencial de duas enzimas: a fosforilase do glicogênio e a fosfoglicomutase. Altas concentrações de ATP a inibem alostericamente. A combinação das enzimas permite que o intermediário (1. Concentrações altas de citrato aumentam o efeito inibidor do ATP. parte da energia da ligação glicosídica é preservada na formação do éster fosfórico. A atividade da PFK-1 é aumentada sempre que o suprimento de ATP da célula torna-se baixo ou quando existe um excesso de produtos da hidrólise do ATP. particularmente este último. Aqui cessa a ação da fosforilase do glicogênio (ou do amido).6-difosfato. 5. convertendo-a em frutose-1. A enzima fosfogliceromutase catalisa a transferência reversível do grupo fosfato entre C-3 e C-2 do glicerato. diminuindo sua afinidade pelo substrato. A enzima frutose-1. A enolase promove a remoção reversível de uma molécula de H2O do 2-fosfoglicerato para liberar fosfoenolpiruvato. glicose-1-fosfato.6-difosfato aldolase catalisa a condensação reversível de grupos aldol. levando ao 2-fosfoglicerato. que une dois resíduos de glicose no glicogênio. um intermediário chave na oxidação aeróbica do piruvato também age como regulador alostérico da PFK-1. na fosforólise. A continuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação de uma "enzima de desramificação" ou  (1 6) para ( 1 4) glicanotransferase.6-difosfato. 6.O que é o processo de canalização e como ele ocorre na via glicolítica? Neste processo. que catalisam a conversão em dois passos. os compostos sofrem oxidação e a coenzima NAD+ é que recebe o íon hidreto (:H-) transformando-se em sua forma reduzida NADH.A enzima fosfofrutoquinase-1 catalisa a transferência de um grupo fosfato do ATP para a frutose-6-fosfato. induzindo ainda mais o fluxo da glicose através da glicólise.6-difosfato é quebrada para liberar duas trioses fosfato diferentes. na célula. que ocorre durante a degradação intestinal do amido ou do glicogênio. promovendo o ataque pelo Pi da ligação glicosídica. O citrato.

que predomina no músculo em repouso. mas ela não é simplesmente o reverso desta via. remove o fosfato da hexose. que entra. aumentando a velocidade de quebra de glicogênio e acelerando a velocidade de liberação da glicose no sangue. O glicogênio hepático serve como reservatório e libera glicose no sangue quando a glicose sangüínea tem seus níveis abaixo do normal. muito mais rápida. e uma forma quase sempre inativa. que é ajustada pela ação de alguns hormônios como a epinefrina. A fosforilase do glicogênio no músculo esquelético é também controlada pelo cálcio. A fosforilase do glicogênio esta sujeita a regulação alostérica não pelo AMP. A fosforilase b é ativada pelo seu efetor alostérico AMP. como exemplo. às vezes. que degrada o glicogênio em glicose-1-fosfato. suas propriedades reguladoras são ligeiramente diferentes. a glicose livre produzida do glicogênio do fígado é liberada na corrente sangüínea e transportada aos tecidos que a requerem como combustível. mas em C-1. No fígado. a fosforilase do glicogênio ocorre em duas formas: uma forma catabolicamente ativa. são reguladas de forma coordenada? Gliconeogênese é um processo no qual muitos organismos podem sintetizar glicose a partir de precursores simples como o piruvato e o lactato. mais ativa.A glicose-1-fosfato. A fosforilase do glicogênio é ativada para produzir glicose-1-fosfato que será lançada na via glicolítica. A estimulação da fosforilase b pelo AMP pode ser impedida por altas concentrações de ATP. que bloqueia o sítio de ligação do AMP e. como o glucagon. Nos miócitos. a glicose entra nos hepatócitos e liga-se ao sitio regulador da fosforilase a do glicogênio que leva a desfosforilação provocada pela fosforilase fosfatase. então. é convertida em glicose-6fosfato pela fosfoglicoisomerase. No fígado. na glicólise. e a velocidade dela aumenta quando o músculo demanda mais ATP por contrair-se mais vigorosamente ou mais freqüentemente. A última é convertida em gliceraldeído-3-fosfato pela triose fosfato isomerase. porém não no músculo. A velocidade da quebra do glicogênio no músculo depende parcialmente do valor da relação entre fosforilase a e fosforilase b. A fosforilase do glicogênio do fígado esta sobre controle hormonal. 7. também entram na glicólise após serem fosforiladas. e importando e armazenando glicose quando é fornecida em excesso pelos alimentos ingeridos na dieta. Assim. como a D-frutose. serve para manter um nível constante de glicose no sangue. e a fosforilase b como a forma dependente do AMP. diminuindo a quebra do glicogênio sempre que o nível de glicose no sangue esta alto. Várias outras hexoses. a glicose-6-fosfatase. o qual é necessário à contração muscular. No músculo esquelético. Esse hormônio desencadeia uma serie de eventos que resulta na conversão da fosforilase b em fosforilase a . pode ser fosforilada pela hexoquinase originando frutose-6-fosfato. referido como forma AMP independente. mas pela glicose. e o gliceraldeído é fosforilado pelo ATP a gliceraldeído-3-fosfato. Superposta ao controle hormonal está a regulação alostérica. temos a D-galactose e a D-manose. dando frutose-1-fosfato. a fosforilase a. produzindo e exportando glicose quando outros tecidos precisam dela. da fosforilase b do glicogênio pelo ATP e AMP. Este processo ocorre primariamente no fígado e seu papel é fornecer glicose para ser exportada para outros tecidos quando as outras fontes de glicose são exauridas. A glicose-1-fosfato formada pela fosforilase do fígado é convertida em glicose-6-fosfato pela ação da fosfoglicomutase. a fosforilase b. Três reações da glicólise são tão exergônicas que são essencialmente irreversíveis: são aquelas catalisadas hexoquinase. Sete das reações glicolíticas são livremente reversíveis e as enzimas que catalisam cada uma das reações também funcionam na gliconeogênese. o sinalizador intracelular da concentração da contração muscular. A enzima hepática frutoquinase catalisa a fosforilação da frutose não em C-6. o produto final das reações da fosforilase do glicogênio e do amido. Desta maneira a fosforilase do glicogênio age como sensor do fígado. entretanto. fosfotrutoquinase-1 e piruvato quinase. a frutose entra na glicólise por uma via diferente. que é um ativador alostérico da fosforilase b quinase. o qual aumenta em concentração no músculo durante a quebra do ATP na contração.Como é feita a regulação do metabolismo no músculo e no fígado pela fosforilase do glicogênio? No músculo. A gliconeogênese emprega a maior parte das mesmas enzimas que agem na glicólise. os dois produtos da hidrólise da frutose entram na via glicolítica. Então. Quando um aumento transitório do Ca2+ intracelular dispara a contração muscular.O que é gliconeogênese e como esta. Quando a concentração de glicose no sangue aumenta. ele também acelera a conversão da fosforilase b para fosforilase a. Esta é um sinal para o músculo esquelético acionar o processo que produz ATP. 8. uma enzima presente no fígado. presente em muitas frutas na forma livre e formada pela hidrólise da sacarose no intestino delgado.Explique como a D-frutose pode entrar na via glicolítica. 9. a mobilização do glicogênio armazenado para fornecer energia para a glicólise é realizada pela fosforilase do glicogênio. a finalidade da glicólise é a produção de ATP. A D-frutose. que é produzido pelo pâncreas quando a glicose sangüínea tem sua concentração rebaixada para nível menores que o normal. Esta é quebrada dando gliceraldeído e diidroxiacetona-fosfato. Quando o nível de glicose esta baixo no sangue. A fosforilase do fígado é semelhante à do músculo. Esta é uma via importante nos músculos e rins dos vertebrados. juntamente com a glicólise. A gliconeogênese emprega desvios ao redor de .

A frutose-2.6-difosfato. esses grupos acetila são introduzidos no ciclo do ácido cítrico. portanto. Esta reação é um exemplo de fosforilação a nível do substrato. A glicuromização converte certas toxinas não polares em derivados polares que podem ser excretados pelos rins. e assim diminui a gliconeogênese. com redução de NAD+ . Este complexo assemelha-se muito.6-difosfatase (FDP-1). é reduzido a FADH2 . as enzimas que são exclusivas para cada uma das vias são reguladas de maneira recíproca por efetores alostéricos comuns. da glicólise. o qual eles reduzem para formar H2O . através do processo chamado de fosforilação oxidativa. A succinil-CoA sintetase catalisa a transformação de succinil-CoA a succinato. Outras vias oxidativas transformam a glicose em ácido glicurônico e ácido ascórbico. Capítulo 15 O CICLO DO CIDO CÍTRICO 1. Por exemplo.Quais a vias que a glicose pode seguir. O rompimento da ligação tioéster do succinil-CoA libera energia que é utlizada para a síntese de uma ligação anidrido fosfórico no ATP ou no GTP.A respiração celular compreende três estágios principais. esses cofatores são oxidados desfazendo-se de prótons e elétrons. No primeiro estágio. produzindo NADPH e pentoses-fosfato. A isocitrato desidrogenase catalisa a descarboxilação oxidativa onde o a-cetoglutarato. são oxidados para liberar fragmentos de dois átomos de carbono na forma de um grupo acetila do acetilcoenzima A (acetil-CoA). cujo o grupo prostético. o NADPH fornece poder redutor para as reações de biossíntese e as pentoses-fosfato são componentes essenciais dos nucleotídeos e ácidos nucléicos. uma reação catalisada pela citrato sintase.6-difosfato para frutose-6-fosfato é catalisada pela frutose-1. O succinato é oxidato a fumarato pela flavoproteína succinato desidrogenase. Segue-se outra descarboxilação oxidativa onde o com redução a-cetoglutarato é convertido em succinil-CoA e CO2 pela ação do complexo da a-cetoglutarato desidrogenase. O ciclo de Krebs inicia-se com a condensação da acetil CoA e oxalato para formar o citrato. baixando o consumo de glicose pela glicólise e estimulando a produção de glicose para exportação pela gliconeogênese. na gliconeogênese. além da glicólise? A glicose tem outros destinos catabólicos. glicose. hormônio que sinaliza baixo nível de açúcar. O glucagon. como a via das pentoses-fosfato. o qual oxida enzimaticamente até CO2 . Para prevenir o aparecimento de ciclos fúteis nos quais a glicose é simultaneamente degradada pela glicólise e ressintetizada pela gliconeogênese. Os elétrons são conduzidos ao longo de uma cadeia de moléculas transportadoras de elétrons. O citrato é isomerizado a isocitrato pela enzima aconitase. 2.Explique as etapas do ciclo do ácido cítrico. ácidos graxos e alguns aminoácidos. NADH e FADH2 .cada uma dessas reações irreversíveis. as moléculas dos combustíveis orgânicos. diminui o nível de frutose-2. conhecida como cadeia respiratória. No terceiro estágio da respiração. ao complexo da piruvato desidrogenase. A energia liberada pela oxidação é conservada nos transportadores de elétrons reduzidos. através da formação intermediária do cis-aconitato. A succinato desidrogenase é a única enzima do ciclo do ácido cítrico que é ligada à membrana.6-difosfato no fígado. a conversão da frutose-1. A . que resulta na oxidação e descorboxilação na posição C-1 da glicose. o NAD+ serve como receptor de elétrons. O fumarato é hidratado a malato pela enzima estereospecífica fumarase. em estrutura e em função. Durante este processo de transferência de elétrons uma grande quantidade de energia é liberada e consumida na forma de ATP. também inibe a FDPase-1. 10. No segundo estágio. FAD. Explique resumidamente cada um deles. até O2 . um ativador potente da PFK-1 do fígado e.

bem como dos nucleotídeos de purina e pirimidina. também fornece precursores para muitas vias biossintéticas. 4. Através do aspartato e do glutamato os carbonos do oxalato e do a-cetoglutarato são empregados para a síntese de outros aminoácidos. 3. o piruvato é descarboxilado para produzir mais oxalato. O complexo do piruvato desidrogenase é inibido alostericamente por valores altos de relações [ ATP] / [ADP] .Como é feita a regulação do fluxo de metabólitos através do ciclo do ácido cítrico? A regulação se inicia com o piruvato atravessa o ciclo do ácido cítrico. que servem como transportadores de oxigênio. [ NADH] / [NAD+] e [ Acetil-CoA] / [CoA] . como nos progenitores aeróbicos. Esta vitamina é transportador especializado de grupos com átomos de carbono na sua forma oxidada: CO2 ( a tranferencia de grupos de um carbono em formas mais reduzidas é medida por outros cofatores. os valores de todas elas indicam um estado suficiente de liberação de energia metabólica. Dê um exemplo. respectivamente e a partir deles são sintetizados por simples transaminação.Que papel desempanha a vitamina Biontina? A biontina desempenha um papel chave em muitas reações de carboxilação. para formar oxalato. fica evidente que este ciclo desempenha um papel crítico claramente diferente da sua função no metabolismo de liberação de energia. Uma reação anaplerótica importante nos tecidos animais é a carboxilação reversível do piruvato por CO2 . O succinil-CoA é um intermediário central na síntese do anel de porfirina dos grupos heme.Sabe-se que nos organismos aeróbicos. ácidos graxos e aminoácidos mas. 6.Explique em que se consiste uma reação anaplerótica. Funcionando não apenas no catabolismo oxidativo de carboidratos. o ciclo do ácido cítrico é uma via anfibólica. O aspartato e o glutamato têm os mesmos esqueletos carbonicos que o oxaloacetato e o a-cetoglutarato. 7.malato desidrogenase oxida o malato a oxaloacetato. podem ser removidos do mesmo para servirem como precursores de aminoácidos. particularmente a-cetoglutarato e oxalacetato. isto é ela serve tanto a processos catabólicos quanto anabólicos). reduzindo NAD+ e fechando o ciclo.Quais os fatores que regulam a velocidade do fluxo de metabólitos no ciclo do ácido cítrico? . certos intermediários do ciclo do ácido cítrico. Dado o grande número de produtos biossintéticos derivados dos intermediários do ciclo do ácido do ácido cítrico. principalmente o tetraidrofosfato e a S-adenosilmetionina). Quando o ciclo do ácido cítrico está deficiente em oxalacetato ou em qualquer outros intermediários. 5. Através da ação de muitas anzimas auxiliares importantes. A diminuição destes valores resulta em ativação alostérica de oxidação do piruvato. São reações que ocorrem para repor os intermediários do ciclo do ácido cítrico ao serem removidos para servirem de percursores biossintéticos para outras reações. Os grupos carboxíla são ligados à biontina no grupo ureído no interior do sistema em anel de biontina. Discuta esta afirmação.

Nos vegetais. O succinato retorna à mitocondria. de maneira a repor o ATP consumido pela atividade muscular. Quatro vias distintas participam dessas . citrato e ATP também diminui a velocidade do ciclo por desacelerar as suas primeiras reações. o ciclo do glioxalato.Nas sementes em germinação as transformações enzimáticas dos ácidos di e tricarboxílicos ocorrem em três compartimentos intracelulares: mitocondrias. Ca2+ sinaliza o inicio da contração e estimula o metabolismo liberador de energia. A formação do succinato. Explique para que serve o acetato nestes organismos e quais as formas que podem operar algumas enzimas do ácido cítrico. O ciclo do glioxalato permite a conversão líquida do acetato em oxaloacetato. 10. A inibição retoativa pelo succinil-CoA. Os glioxissomos não estão presentes em todos os tecidos da planta e em todos os momentos. O glioxalato formado no interior do glioxissomo combina com o acetil-CoA para formar malato. Entre esses compartimentos há um intercâmbio contínuo de intermediários. B) elas podem operar como parte de uma modificação especializada. que entra no citosol e é oxidado (pela malato desidrogenase citosólica) em oxaloacetato. glioxissomos e citosol. como ocorre na maioria dos tecidos. o precursor da glicose na via da gliconeogênese. oxaloacetato e outros intermediários do ciclo a partir do acetil-CoA. Explique como as plantas em germinação são capazes de passar para moléculas de glicose o carbono presente nos lipídios das sementes e porque os animais vertebrados não podem realizar a síntese líquida da glicose a partir de lipídios. O acetato pode servir tanto como combustível rico em energia quanto como uma fonte de fosfoenolpiruvato para a síntese de carboidratos. que são a isocitrato liase e a malato sintetase. onde ele reeentra no ciclo ácido cítico. Algumas enzimas do ciclo do ácido cítrico operam de duas formas: A) elas podem funcionar no ciclo do ácido cítrico para oxidação do acetil-CoA até CO2. O aspartato transporta os esqueletos carbônicos do oxaloacetato do ciclo do ácido cítrico (na mitocondria) para o glioxissomo onde ele condensa com o acetil-CoA derivado da quebra dos ácidos graxos. Os glioxissomos se desenvolvem em sementes ricas em lipídios durante a germinação. a via do glioxalato. O citrato então formado é convertido em isocitrato pela aconitase. O acetil-CoA formado a partir de lipídios é convertido em malato através do ciclo do glioxalato e o malato serve como fonte de oxaloacetato (através da reação da malato desidrogenase) para gliconeogênese.Nos vegetais. ou pela depleção do NAD+ através de sua redução a NADH o que diminui a velocidade dos três passos oxidativos nos quais o NAD+ é cofator. coli e a levedura possuem uma via.A velocidade do fluxo através do ciclo do ácido cítrico pode ser limitada pela alta disponibilidade dos substratos acetil-CoA e oxalato. o qual pode ser exportado (via aspartato) para o glioxissomo. as enzimas do ciclo do glioxalato são sequestradas em organelas presas as membranas chamadas glioxissomos. em certos invertebrados e alguns microrganismos como a E. antes que o vegetal em desenvolvimento adquira a capacidade de sintetizar a glicose por fotossíntese. e este é rompido em glioxalato e succinato pela isocitrato liase. 9. sendo transformado em oxaloacetato. Os animais vertebrados não podem realizar a síntese l'iquida da glicose a partir de lipídios porque não possuem as enzimas específicas do ciclo do glioxalato. No tecido muscular. 8.

o ciclo do glioxalato (nos glioxissomos). o ciclo do ácido cítrico ( na mitocondria) e a gliconeogenese (no citosol). Em outras circunstâncias os intermediários são retirados do ciclo para serem empregados como precursores em várias vias metabólicas. A hidrólise do tioéster intermediário de alta energia faz com que a reação seja altamente exergônica neste sentido. pruduzidos de aspartato e glutamato.o passo seguinte é outra descarboxilação oxidativa. nela o a-cetoglutarato é convertido em succinil-CoA e CO2 pela ação do complexo da o a-cetoglutarato desidrogenase. 4) Como se explica o deslocamento do ciclo em sentido da formação do isocitrato. ligada ao NAD. diminuindo a concentração de equilíbrio estacionário. 2) Qual a diferença fundamental ente a glicólise e o ciclo do ácido cítrico? A glicóllise ocorre através de uma sequência linear de passos catalisados enzimaticamente. 6) É o ciclo do ácido cítrico que promove a oxidação completa dos carbonos da acetil-CoA. Como se explica a alta eficiência no armazenamento de energia em moléculas de ATP provenientes desta oxidação? Embora o ciclo do ácido cítrico diretamente gere apenas uma molécula de ATP por volta (na conversão de succinilCoA a succinato).a primeira reação do ciclo é a condensação do acetil-CoA com o oxaloacetato para formar citrato.a enzima aconitase (uma hidratase) catalisa a transformação reversível do citrato em isocitrato. os quatro passos de oxidação do ciclo fornecem um grande fluxo de elétrons para a cadeia respiratória e esta. CO2 um NADH. por exemplo. produzindo-se um NADH nesta fase. porque o isocitrato é rapidamente consumido no passo subsequente do ciclo. enquato a sequência de reações do ciclo do ácido cítrico é cíclica. d. que pode reiniciar o ciclo. quando são degradados os aminoácidos provenientes das proteínas da alimentação. O oxaloacetato e o a-cetoglutarato são. a malato desidrogenase. catalisado pela citrato sintase. e. a reação é deslocada para a direita. Capítulo 15 O Ciclo do cido Cítrico 1) Qual é a função do ciclo do ácido cítrico? O papel do ciclo do ácido cítrico não está confinado à oxidação do acetato. h.segue-se a conversão reversível do succinil-CoA em succinato catalisada pela succinil-CoA sintetase. já que a adição de água ao cis-aconitato pode ser feita tanto para a formação do citrato quanto do isocitrato? ( OBS. g. respectivamente.em seguida.na última reação do ciclo do ácido cítrico. pruduzindo uma molécula de GTP. corresponde à síntese de duas moléculas de ATP para uma glicose metabolizada. c. eventualmente. ocorre a hidratação reversível do fumarato em malato catalizada pela fumarase (fumarato hidratase). É um potente inibidor competitivo da succinato desidrogenase e por este motivo é um bloqueador do ciclo do ácido cítrico.o succinato formado apartir do succinil-CoA é oxidado a fumarato pela flavoproteína succinato desidrogenase. quando duas moléculas de piruvato são completamente oxidadas com a formação de seis moléculas de . b. esta via é o centro do metabolismo intermediário. A energia liberada na glicólise.conversões: A quebra dos ácidos graxos em acetil-CoA (nos glioxissomos). No entanto. Produtos finais de quatro e de cinco átomos de carbono de muitos processos catabólicos são introduzidos no ciclo para servirem de combustível. f. cada volta do ciclo produz apenas 1 molécula de ATP. 3) Descreva as etapas do ciclo de krebs. o NAD+ serve como receptor de elétrons. Entretanto. A energia de oxidação do a-cetoglutarato é conservada na formação da ligação tioéster do succinil-CoA.no passo seguinte a isocitrato desidrogenase catalisa a descarboxilação oxidativa do isocitrato para formar o acetoglutarato.: cis-aconitato é um intermediário entre o citrato e o isocitrato) Embora a mistura em equilíbrio nas condições celulares contenha menos de 10% de isocitrato. Os elétrons retirados do succinato reduzem um FAD a FADH2. a. catalisa a oxidação do malato em oxaloacetato. 5) O que é o malonato e como ele influencia o ciclo da ácido cítrico? Ele é um análogo do succinato. leva à formação de um grande número de moléculas de ATP durante a fosforilação oxidativa.

O NADH. que servem como transportadores de oxigênio (na hemoglobina e mioglobina) e de elétrons (nos citocromos). No ciclo. 10) Como os átomos de carbono provenientes de aminoácidos. um ativador alostérico desta enzima. a forma química através da qual o ciclo de krebs aceita a maior parte de seu combustível. Sob determinadas circunstâncias. Através da ação de muitas enzimas auxiliares importantes. bem como dos nucleotídeos de purina e pirimidina. 8) Como o ciclo do ácido cítrico se mantém mesmo após a retirada de intermediários para a biossíntese anabólica? Esses intermediários podem ser fornecidos novamente por meio das reações anapleróticas permitindo a continuidade das reações. Mas em condições normais as reações pelas quais os intermediários do ciclo são retirados e aquelas através das quais eles são fornecidos estão em equilíbrio dinâmico. e a partir deles são sintetizados por simples transaminação. de tal forma que as concentrações dos intermediários do ciclo do ácido cítrico permanecem quase que constantes. Brevemente as concentrações de substratos e intermediários do ciclo do ácido cítrico regulam o fluxo através desta via em uma velocidade que fornece concentrações ótimas de ATP e NADH. que nos músculos dos vertebrados dão sinal para contração e o aumento da demanda por ATP. Muitos aminoácidos têm uma rota diferente sendo metabolicamente degradados em outros intermediários do ciclo. também fornece precursores para muitas vias biossintéticas. podem ser removidos do mesmo para servirem com precursores de aminoácidos. as duas reações de desidrogenaçào são severamente inibidas pela lei da ação das massas. particularmente a-cetoglutarato e oxaloacetato. A disponibilidade de substratos para a citrato sintase varia com as condições metabólicas e algumas vezes limita a velocidade de formação do citrato. Em números redondos isto representa a conservação de 40% do máximo teórico disponível para a oxidação completa da glicose. o citrato bloqueia a citrato sintase. O succinil-CoA é um intermediário central na síntese do anel da porfirina dos grupos heme. a concentração de oxaloacetato é pequena. porém não complexa. cada um deles pode se tornar o passo limitante da velocidade global .CO2 nas reações catalisadas pelo complexo de piruvato desidrogenase e pelas enzimas do ciclo do ácido cítrico e. carboidratos e ácidos graxos entram no ciclo de krebs? Os esqueletos carbônicos dos açúcares e ácidos graxos precisam ser degradados até o grupo acetila do acetil-CoA. um produto do oxidação do citrato e do acetoglutarato. certos intermediários do ciclo do ácido cítrico. acumula-se sob determinadas condições. ativam ambas as enzimas. isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase. a reação da malato desidrogenase está essencialmente em equilíbrio na célula . ácidos graxos e aminoácidos. CAPÍTULO 16: A OXIDAÇÃO DOS ÁCIDOS GRAXOS . e quando a relação [NADH]/[NAD+] torna-se grande. mas. e quando [NADH] é grande. inibe ambas: a citrato sintase e a isocitrato desidrogenase. são obtidos 38 ATP por molécula de glicose metabolizada. isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase. assim como o complexo da piruvato desidrogenase. O aspartato e o glutamato têm o mesmo esqueleto carbônico que o oxloacetato e o a-cetoglutarato. O oxaloacetato pode ser convertido em glicose no processo da gliconeogênese. inibição por acúmulos de produtos e inibição alostérica retroativas das primeiras enzimas da via pelos últimos intermediários. 9) Como se dá a regulação do ciclo da ácido cítrico? O fluxo de metabólitos através do ciclo do ácido cítrico está sob regulação estrita. ATP. Três fatores governam a velocidade do fluxo através do ciclo: disponibilidade de substratos. desacelerando o primeiro passo do ciclo: a succinil-CoA inibe a a-cetoglutarato desidrogenase (e também a citrato sintase). enquanto o produto final. A inibição da citrato sintase é aliviada pelo ADP. respectivamente. aqueles catalisados pela citrato sintase. como nos progenitores anaeróbicos. 7) Porque o ciclo do ácido cítrico é uma via anfibólica? (Serve tanto para processos anabólicos quanto catabólicos) Ela não funciona apenas no metabolismo oxidativo de carboidratos. quando logo subsequentemente. Os íons cálcio . três passos são altamente exergônicos. Através do aspartato e do glutamato . De forma similar. os elétrons respectivos são transferidos ao oxigênio através da cadeia respiratória. os carbonos do oxaloacetato e o a-cetoglutarato são empregados para a síntese de outros aminoácidos.

provindos do sangue. através do qual estes elétrons são transportados até o oxigênio. cataliza a formação de uma ligação tioéster entre o grupo carboxila do ácido graxo e o grupo tiol da coenzima A para liberar um acil-CoA graxo. Os quilomícrons que contêm a apoproteína C.Quais são os estágios da oxidação mitocondrial dos ácidos graxos? A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos ocorre em três estágios. c 3.Descreva os passos da intermediários. Esses são captados pelo tecido alvo. 2º) O grupo acil-graxo é transientemente ligado ao grupo hidroxila da carnitina e o derivado acil-carnitina graxo é transportado através da membrana mitocondrial interna por um transportador específico. os ácidos graxos sofrem remoção oxidativa de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-CoA.Quais as reações enzimáticas os ácidos graxos livres. Os primeiros dois estágios do processo de oxidação de ácido graxo produzem os transportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2 que. liberando um transenoil. 4. em um terceiro estágio. Esses difundem-se para o interior das células da mucosa intestinal. através do ciclo do ácido cítrico. 3º) O grupo acil-graxo é transferido enzimaticamente da carnitina para a coenzima A intramitocondrial pela carnitina acil transferase II. a enzima acil-CoA desidrogenase (que tem o FAD como grupo prostético) através de uma desidrogenação produz uma dupla ligação entre os átomos de carbono e (C-2 e C-3). fosforila e. juntamente com a carnitina livre.CoA graxo e libera-o.II movem-se da mucosa intestinal para o sistema linfático. No segundo estágio da oxidação do ácido graxo os resíduos acetila do acetil-CoA são oxidados até CO2. dependente de cAMP. Os elétrons removidos do acil-CoA graxo são transferidos para o FAD e a forma reduzida da -oxidação dos ácidos graxos especificando as enzimas envolvidas e os . 5. Lá. de outra forma insolúveis são transportados para os tecidos. no intestino de um animal vertebrado e da passagem dos ácidos graxos aos tecidos muscular e adiposo? No intestino delgado. transferem os elétrons para a cadeia respiratória mitocondrial. Nos músculos. -oxidação. Por sua vez.CoA. onde se ligam à proteína soroalbumina. os sais biliares emulsificam as gorduras ingeridas formando micelas mistas de sais biliares e triacilgliceróis. os ácidos graxos são oxidados para a obtenção de energia. eles são reconvertidos em triacilgliceróis e agrupados com colesterol da dieta e com proteínas específicas formando agregados lipoproteicos chamados quilomícrons. o transportador acilcarnitina/ carnitina. os ácidos graxos dissociam-se da albumina e difundem-se para o citosol das células nas quais servirão como combustível.1. Os ácidos graxos assim liberados difundem-se do interior do adipócito para o sangue. Essa isoenzima está localizada na face interna da membrana mitocondrial interna. o ATP sofre clivagem em AMP e PPi. uma proteína quinase. No primeiro estágio. A formação dos acil-CoA graxos é favorecida pela hidrólise das duas ligações de alta energia do ATP. aumentando a concentração intracelular de AMP.Qual o papel dos hormônios epinefrina e glucagon secretados em resposta a níveis baixos de glicose no sangue? Ativam a adenilato ciclase na membrana plasmática do adipócito. As lipases lipossolúveis intestinais convertem os triacilgliceróis em monoacilgliceróis. onde ela regenera o acil. começando pela extremidade carboxila da cadeia do ácido graxo. Nos capilares desses tecidos a enzima extracelular lipase lipoproteica hidrolisa os ácidos graxos em triacilgliceróis e glicerol. ativa a lipase de triacilgliceróis hormôniosensível. conservando assim a energia liberada pela oxidação dos ácidos graxos. os ácidos graxos.Quais são os principais passos da captação dos triacilgliceróis ingeridos. de onde eles entram na corrente sanguínea e são transportados para os músculos e tecido adiposo. a qual catalisa a hidrólise de ligações ésteres dos triacilgliceróis. presente na membrana mitocondrial externa. Acoplada a este fluxo de elétrons está a fosforilação do ADP para a ATP. Primeiro passo: Primeiro. Aqui. eles são reesterificados e armazenados como triacilgliceróis 2. e no tecido adiposo. Ligados a essa proteína solúvel. na matriz mitocondrial. diacilgliceróis. simultaneamente. ácidos graxos livres e glicerol. sofrem antes de passarem para o interior das mitocôndrias? 1º) A acil-CoA sintetase.

desidrogenase transfere imediatamente os mesmos para um transportador de elétrons.O NADH formado nesta reação transfere seus elétrons para a NADH desidrogenase . A outra enzima auxiliar (uma redutase) é requerida pela oxidação de ácidos graxos poliinsaturados.cis. a enzima que catalisa a adição de H2O na dupla ligação trans do -enoil-CoA . Entretanto.cis . O outro produto é o tioéster de coezima A do ácido graxo original. 7. Este intermediário sofre agora a ação das enzimas remanescentes da -oxidação para liberar acetil-CoA e um ácido graxo saturado com 10 átomos de carbono como o seu éster de coenzima A. 6. Segundo passo: Uma molécula de água é adicionada à dupla ligação do trans. Porque isto ocorre e como ocorre? As ligações duplas presentes nos ácidos graxos insaturados dos triacilgliceróis e nos fosfolípedes de animais e vegetais estão na configuração cis e não podem sofrer a ação da enoil-CoA hidratase. a flavoproteína transportadora de elétrons (ETFP). Como exemplo. que é convertido pela enoil-CoA hidratase no -dodecenoil-CoA). e não trans).4 dienoil-CoA redutase permite areentrada deste intermediário na via normal de -oxidação e a sua degradação em seis moléculas de acetil-CoA. que passa por três passos do ciclo de oxidação dos ácidos graxos e libera três moléculas de acetil-CoA. Primeiro. Terceiro passo: A L. O oleato é convertido em oleoil-CoA. Esta reação é catalisada pela enoil-CoA hidratase. ocisação da próxima enzima da via de correspondente L-enoil. A ETFP. Este produto não pode sofrer a -oxidação. O NAD+ é o receptor de elétrons.A oxidação de ácidos graxos com número ímpar de átomos de carbono na cadeia necessita de três reações a mais.-enoil-CoA para formar o estereoisômero L do -hidroxiacil-CoA. vamos seguir a oxidação do oleato. As duas reações que possibilitam a utilização completa do ácido graxo insaturado será ilustrada através de dois exemplos. Por que isso ocorre e como ocorre? . Este -oxidação para libertar três moléculas de acetil-CoA e um éster de coenzima A de uma ácido graxo insaturado com 12 carbonos e com uma configuraçãocis- intermediário não pode ser empregado pelas enzimas da -oxidação. enoil-CoA isomerase.CoA é isomerizado para liberar o trans-hidroxiacil-CoA (trans-dodecenoil-CoA. Esta enzima é absolutamente específica para o estereoisômero L . o cis-enoil-CoA. com uma dupla ligação ciis entre C-9 e C-10. O último sofre quatro outros passos através da via para liberar um total de nove moléculas de acetil-CoA. um transportador de elétrons da cadeia respiratória Quarto passo: A acil-CoA acetiltransferase (mais comumente chamada de tiolase) promove a reação do -cetoacil-CoA com uma molécula de coenzima A livre para romper o fragmento carboxilaterminal de dois átomos de carbono do ácido graxo original na forma de acetil-CoA. uma proteína integral da menbrana mitocondrial interna é uma dos transportadores de elétrons da cadeia respiratória mitocondrial. as suas duplas ligações estão em posições erradas e possuem aconfiguração errada (cis. O linoleoil-CoA . pela ação da enzima auxiliar. ácido graxo com 18 átomos de carbono na cadeia e monoinsaturado. que possui uma configuração cissofre três passos através da seqüência padrão de .-hidroxiacil-CoA é desidrogenado para a forma -cetoacil-CoA pela ação da -hidroxiacil-CoA desidrogenase.A -oxidação dos ácidos graxos insaturados requer duas reações adicionais. vamos tomar o linoleato com 18 carbonos. resultante de uma molécula de oleato de 18átomoa de carbono. O resultado global é a conversão do linoleato em nove moléculas de acetil-CoA. Entretanto. além do éster de coenzima A de um ácido graxo insaturado de 12 átomos de carbono. agora diminuído de dois átomos de carbono. a ação combinada da enoil-CoA isomerase e da 2.

O que são peroxissomos e glioxissomos? Como ocorre a oxidação de ácidos graxos por essa via? Quais as principais diferenças entre essa via e a mitocondrial? Peroxissomos são compartimentos celulares enclausurados por membranas existentes em animais e em plantas. Adição de água à dupla ligação formada. imediatamente a seguir. destruído enzimaticamente. Esse radical agora retira um átomo de hidrogênio do substrato. 10. 8. O L-metilmalonil-CoA sofre um rearranjo intramolecular e forma o succinil-CoA. e podem ser considerados como um peroxissomo especializado. 2. que pode entrar no ciclo do ácido cítrico. Os peroxissomos e glioxissomos são similares em estrutura e função. gerando o produto e regenerando o radical livre desoxiadenosil. O sistema peroxissomal difere do mitocondrial em dois aspectos : 1. Clivagem tiolítica através de coenzima A. Oxidação do  -hidroxiacil-CoA a uma cetona. 5. a ponte entre o cobalto e o grupo . 9. o átomo de hidrogênio migrante nunca existe como espécie livre e. Nele o grupo migrante X (-Co-S-CoA para a metilmalonil-CoA mutase) moveu-se para o carbono adjacente para formar um radical semelhante ao produto. Neste mecanismo proposto. envolvendo três enzimas. Quando este ácido é clivado mais uma vez. 3. derivado da vitamina B12. portanto. O D-metilmalonil-CoA. O acetil-CoA é oxidado através da via do ácido cítrico. gerando H2O2. ou coenzima B12. No primeiro passo oxidativo os elétrons passam diretamente ao O2. 2. assim formado. Como a coenzima B12 catalisa a troca de posição do Hidrogênio na reação catalisada pela metilmalonilCoA sem que ocorra qualquer mistura do átomo com o Hidrogênio do solvente (H2O)? 1. o substrato para o último passo através da seqüência de -oxidação é um acil-CoA graxo no qual o ácido graxo tem cinco átomos de carbono. o acetato dos glioxissomos serve como um precursor biossintético. Entretanto. O rearranjo do radical substrato produz outro radical. começando sempre na extremidade da cadeia que contém a carboxila. O propionil-coA é primeiro carboxilado para formar o estereoisômero D do metilmalonil-CoA pela propionil-CoA carboxilase. e esta é fornecida pela clivagem do ATP até AMP e PPi. 2. a enzima rompe a ligação Co-C no cofator. D- -hidroxibutirano e acetona. O NADH formado na  -oxidação não pode ser reoxidado e o peroxissomo precisa exportar equivalentes redutores para o citosol (estes eventualmente são passados para a mitocôndria). destruindo o radical livre e regenerando o cofator na sua forma Co3+.desoxiadenosil . Este rearranjo é catalisado pela metilmalonil-CoA mutase. é epimerizado enzimaticamente para o seu estereoisômero L. O acetil-CoA produzido pelos peroxissomos e glioxissomos é exportado. 4. os produtos são acetil-CoA e propionil-CoA. A formação do intermediário carboxibiotina requer energia.CH2. pela ação da metilmalonil-CoA epimerase. Primeiro. . nunca está livre para ser trocado com os hidrogênios das moléculas de água que constituem o solvente. Nesta reação enzimática o CO2 (ou sua forma hidratada o íon HCO3-) é ativado pela ligação à biotina. 4. Os glioxissomos ocorrem apenas durante a germinação das sementes. 3. Como na oxidação dos ácidos graxos na mitocôndria. o acetil-CoA é oxidado através do ciclo do ácido cítrico. neles o peróxido de hidrogênio é produzido por oxidação dos ácidos graxos e. mas o propionil-CoA toma uma via enzimática incomum. convertendo-o em um radical e produzindo 5’desoxiadenosina. deixando a coenzima em sua forma Co2+ e produzindo o radical livre 5’. O átomo de hidrogênio inicialmente retirado do substrato é agora parte do grupo CH3. antes de sua transferência para o propionato. pronto para participar de outro ciclo catalítico. O que são corpos cetônicos? Como são formados? Qual o destino de seus componentes? Qual o fator determinante para a conversão do acetil-CoA em corpos cetônicos? Corpos cetônicos é o Acetil-CoA convertido em acetoacetato. Finalmente. que contém o cofator biotina. um dos hidrogênios deste mesmo grupo CH3-(ele pode ser o mesmo que foi originalmente retirado) retorna para o radical semelhante ao produto. que requer como coenzima a desoxiadenosilcolamina.Ácidos graxos de cadeia longa e número ímpar de átomos de carbono são oxidados pela mesma via dos ácidos com número par de átomos de carbono. Desidrogenação. os intermediários são derivados da coenzima-A e o processo consiste em 4 passos: 1.da 5’-desoxiadenosina. Nas mitocôndrias. A oxidação dos ácidos graxos nos glioxissomos ocorre pela via peroxissomal.do radical desoxiadenosil é refeita.

Durante o jejum severo ou o diabetes melitus. o qual é quebrado para formar acetoacetato livre e acetil-CoA. Quando os aminoácidos podem sofrer degradação oxidativa nos animais? Sob 3 circunstâncias metabólicas diferentes os aminoácidos podem sofrer degradação oxidativa: a. Após um ataque cardíaco. essa reação é uma simples reverção do último passo da  -oxidação. durante a quebra das proteínas sofrerão degradação oxidativa caso eles não sejam necessários para a síntese de novas proteínas. as moléculas de oxaloacetato são retiradas do ciclo do ácido cítrico e empregadas na síntese de moléculas de glicose (gliconeogênese). das células cardíacas injuriadas. A superposição de corpos cetônicos pode ocorrer em condições de jejum severo ou de diabetes não controlado por tratamento. já que os aminoácidos livres não podem ser armazenados. o excedente é catabolisado. a creatina quinase é a primeira enzima a aparecer no sangue e também. a desaparecer rapidamente. a carboxipeptidase que degrada pequenos peptídios removendo sucessivos resíduos carboxilaterminais dos peptídios. Durante a síntese e degradação normais das proteínas celulares ( renovação das proteínas ) alguns dos aminoácidos liberados . quando a glicose não é disponível. o grupo carboxila pode ser perdido espontaneamente ou pela ação da acetoacetato descarboxilase. A TGO é a próxima enzima a aparecer e pouco depois aparece a TGP. tirosina. No duodeno. as proteínas corporais serão chamadas a servirem como combustível. O acetoacetato é facilmente descarboxilado. mesmo quando o acetil-CoA não está sendo oxidado através do ciclo do ácido cítrico. a lesão provoca extravasamento na corrente sangüínea das aminotransferases. A produção dos corpos cetônicos pelo fígado e sua exportação para os tecidos extra-hepáticos. Então. Como a determinação da concentração de aminotransferases no soro sangüíneo pode fornecer informações a respeito das lesões no músculo cardíaco? No infarto do miocárdio. assim produzido. as enzimas tripsina que hidrolisam as ligações peptídicas cujos grupos de carbonila são fornecidos por resíduos de lisina ou arginina . Através de testes de STGO e STGP e uma outra enzima cardíaca. uma enzima mitocondrial. a pepsina hidrolisa as proteínas ingeridas nas ligações peptídicas do lado aminoterminal dos resíduos de aminoácidos aromáticos . c. os aminoácidos são ingeridos em excesso com relação às necessidades corporais de biossíntese de proteínas . A lactato desidrogenase também escapa do músculo cardíaco injuriado ou anaeróbico. b. a quimiotripsina que hidrolisa ligações peptídicas cujos grupos carbonilas são fornecidos por resíduos de fenilalanina. em geral permitem a oxidação continuada dos ácidos graxos no fígado. assim. fenilalanina e triptofano. O cérebro em condições de fome. Como a uréia é formada no fígado? . Quando a concentração de oxaloacetato está muito baixa. a creatina quinasse ( teste SCK ) . pode adaptar-se para usar o acetoacetato ou o D- -hidroxibutirano na obtenção de energia. a formação de corpos cetônicos é favorecida. catalisada pela tiolase. entre outras enzimas. O acetoacetato livre. Quando devido a uma dieta rica em proteínas. a acetona é formada quando o acetoacetato perde um grupo carboxila e isso ocorre em quantidades extremamente pequenas.O primeiro passo na formação do acetoacetato no fígado é a condensação enzimática de duas moléculas de Acetil-CoA. A disponibilidade de oxaloacetato para iniciar a entrada do acetil-CoA no ciclo do ácido cítrico é o principal fator determinante da via metabólica que será tomada pelo acetil-CoA na mitocôndria hepática. pode fornecer informações a respeito da severidade e do estágio da lesão no coração.cardíaco e córtex renal) onde são oxidados através da via do ácido cítrico para fornecer a maior parte da energia requerida por esses tecidos. Quais as principais enzimas que degradam proteínas em aminoácidos e onde elas atuam? No estômago. quando os carboidratos são inacessíveis ou não utilizados adequadamente . o acetoacetil-CoA condensa-se com acetil-CoA para formar o  -hidroxi- -metilglutaril-CoA (HMG-CoA). Em algumas circunstâncias (como o jejum). o acetoacetato e o D- -hidroxibutirato são transportados pelo sangue para os tecidos extra-hepáticos (músculos esquelético. é reduzido em D- -hidroxibutirato através de uma reação reversível catalisada pela D- -hidroxibutirato desidrogenase. A acetona produzida é exalada. pouco acetil-CoA entra no ciclo de Krebs e. tirosina ou triptofano . Nas pessoas sãs.

nas plantas o fator de crescimento indolacetato. A alanina libera piruvato diretamente por transaminação com o  -cetoglutarato. melanina. portanto. O fígado do girino não tem enzimas necessárias para a produção de uréia. A glicina tem duas vias de metabolização. envolve a sua clivagem oxidativa em CO2. precursor dos hormônios epinefrina e norepinefrina. então hidrolisada para liberar a uréia. Fenilalnina.Uma molécula de ornitina ( aminoácido) combina-se com uma molécula de amônia e uma de CO2 para formar a citrulina ( aminoácido). A serina é convertida em piruvato pela serina desidratase. através de suas guelras. O fumarato entra na mitocôndria onde as atividades combinadas da fumarase ( fumarato hidratase ) e da malato desidrogenase transformam o fumarato em oxalacetato . neurotransmissor dopamina.Quais os aminoácidos que entram no ciclo do ácido cítrico apartir do piruvato e como o fazem? Os cinco aminoácidos que entram através do piruvato são : alanina. O aspartato. o N2 do grupo amino é excretado quase integralmente como uréia.biossíntese de outras biomoléculas importantes como nicotinato. Um segundo grupo amino é adicionado à citrulina para formar a arginina ( aminoácido). produzido na reação da argininosuccinato liase é também um intermediário do ciclo do ácido cítrico. A enzima arginase no fígado. 10. mas durante a metarmofose ele começa a sintetizar estas enzimas e perde a capacidade de excretar amônia.Quais os tipos de cofatores empregados na transferência de unidades monocarbônicas? E a sua função Os cofatores empregados são a biotina. 7. O que é a chamada " bicicleta de Krebs "? Como as reações do ciclo da uréia e do ácido cítrico estão inertricavelmente imbricadas. A cisteína é convertida em piruvato em dois passos um para remover o átomo de enxofre e o outro é um transaminção. doador de nitrogênios na reação do ciclo da uréia catalisada pelo argininosuccinato sintetase no citosol. serina. com regeneração da ornitina. que é um animal de hábitos muito mais terrestres. é formado do oxalacetato por transaminação com o glutamato.hidroxilação para formar tirosina. um precursor do NAD e do NADP. tetraidrofolato. cisteína e triptofano. o  -cetoglutarato é o produto da transaminação e também é um intermediário do ciclo do ácido cítrico. A Segunda via para glicina. Ela pode ser convertida em serina pela adição enzimática de um grupo hidroximetila. glicina. Qual a importância do habitat na excreção do N2 do grupo amino ? A importância do habitat na excreção do N2 do grupo amino é ilustrada pela mudança na via de excreção de N2 que ocorre à medida que o girino sofre metarmofose em sapo adulto. 8. NH4+ e um grupo metileno. O fumarato. que age como um. Os girinos são inteiramente aquáticos e excretam o N2 amino como amônia. que predomina nos animais. O outro átomo do oxigênio é reduzido a H2O pelo NADH. catalisa a hidrólise irreversível da arginina em uréia e ornitina. piruvato. CAPÍTULO 16 . esta é. o conjunto dos dois tem sido chamado de " bicicleta de Krebs ". S-adenosilmetionina e sua função é transferir as unidades monocarbônicas em diferentes estados de oxidação. precursor da serotonina. e a cadeia lateral do triptofano é separada do restante da molécula para liberar alanina e. 9.Qual o papel biológico do triptofano e da fenilalanina? Triptofano. No sapo adulto. que também é necessário na reação.Qual o papel da enzima fenilalanina hidroxilase no catabolismo da fenilalanina? O papel da enzima fenilalanina hidroxilase é inserir um dos dois átomos de oxigênio do O2 na fenilalanina para formar o grupo hidroxila da tirosina . presente em grandes quantidades nos animais ureotílicos ( amônia é convertida em uréia nos hepatócitos ).

a velocidade do ciclo do ácido cítrico que diminui. poderá sofrer ação das enzimas subsequentes liberando o acetil-coA graxo.os ácidos sofrem a remoção oxidativa de sucessivas unidades de dois átomos de carbono na forma de acetil-coA. 8) . Os elétrons removidos do acil-coA graxo são transferidos para o FAD e a forma reduzida desidrogenase transfere imediatamente os mesmos para um transportador de elétrons. processo que também ocorre na matriz mitocondrial.Se uma pessoa precisasse sobreviver com uma dieta rica em gorduras e desprovida de carboidratos. precisa ser compensada.Como ocorre a absorção das gorduras da dieta (trigliceróis) Os trigliceróis ingeridos na alimentação sào emulsificados no intestino del. No segundo estágio. portanto. ai os ésteres acil-coA graxos são novamente formados. Todos os passos subsequentes na oxidação dos ácidos graxos ocorrem com estes na forma dos seus tioésteres de coenzima A.uxo de elétrons relacionado a eles. devido á sua hidrofobicidade e extrema insolubilidade em água. são a seguir. os ácidos graxos livres são ativadas na membrana mitocondrial externa por esterificação com a coenzima A formando tioésteres acil-coA graxos.Descreva o mecanismo de entrada dos ácidos graxos no interior da mitocôndria através do transportador acilcsarnitina/carnitina. inclui o fad como grupo prostético. 2) . A enzima. A formação de cada molécula de acetil-coA requer a ação de desidrogenases para a remoção de 4 átomos de hidrogênio da porção acil-graxo da molécula. incluidos nos quilomícrons através da combinação com apolipoproteínas esdpecíficas. acil-coA desidrogenase. descrevendo o fl. Com a ausência da glicose na dieta. formecendo energia para a síntese de ATP atavés da fosforilação oxidativa. com número par ou impar de carbonos? Número ímpar. 5) . No primeiro estágio . 7) . exige uma enzima adicional (enoil-coA isomerase)? A enoil-coA isomerase irá reposicionar a dupla ligação. Caracterize cada estágio.Qual é a diferança entre as vias de oxidação de ácido graxos existentes nas mitocôndrias e nos peroxissomos? . A relativa inércia química dos triacilgilicérois permite a sua estocagem intracelular em grandes quantidades sem o risco de ocorrerem reações químicas não desejadas com outros componentes celulares. são pasados para o O2 através da cadeia respiratória mitocondrial. qual o tipo de ácido graxos seria melhor consumir. onde a lipase lipoprotéica libera os ácidos agraxos livres para entrarem no interior das células que os armazemam (adipócitos). começando pela estremidade carboxila da cadeia do ácido graxo. Estes são convertidos em ésteres graxos do tipo acil-carnitina. que são então carregados por um transportador específico através da membrana mitocondrial interna (carnitina aciltransferase I e II) até a matriz mitoncondrial. no interior da matriz mitocondrial. No terceiro estágio. as quais não aumentam a osmolaridade do citosol e não contém peso extra com água de solvatação. o qual é o principal produtor de oxalacetato. Uma vez no interior das células. 4) . que é um intermediário normal da B-oxidação e.B-oxidação .Explique como os elétrons do acil-coA graxo chegam até a cadeia respiratória mitocondrial. é um dos transportadores de elétrons da cadeia respirátoria mitocondrial. Esta uma proteína integral.Como os triglicérois são armazenados na célula? São segregados em gotículas lípidicas.1) .Por que a oxidação de um acil-coA graxo monoinsaturado. os elétrons provenientes das oxidações ocorridas nos estágios 1 e 2 e ärmazenados" nos tranportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2. A glicose produz piruvato.A oxidação mitocondrial dos ácidos graxos ocorre em três estágios. 3) . 6) . pois a conversão do propianil-coA em succinil-coA fornece intermediários para o ciclo do ácido cítrico. hidrolisados por lipases intestinais. Os quilomicrons liberam os trigliceróis para os tecidos. os resíduos acetila do acetil-coA são oxidados até CO2 através do ciclo do ácido cítrico. a flavoproteína transportadora (ETFP).gado pelos sais biliares. convertendo o isômero cis em isômero trans. absorvidos pelas células epiteliais intestinais e reconveretidos em trigliceróis.

Qual o prosesso metabolico da diabete? Devido a insuficiente insulina circulante os tecidos extra-hepaticos não consequem captar a glicose do sangue de forma eficiente. assim. e também NH4+ para síntese de uréia. produzindo não apenas amônia da quebra de proteínas. Quais são os 5 passos para produção da uréia a partir de amônia? . Para aumentar o nível de glicose sanguinea. resultando em uma produção de corpos cetonicos em quantidade acima da capacidade de sua oxidação pelos tecidos extra-hepáticos. Produzindo H2O2. pode se adaptar para usar o acetoacetato ou o D-B-hiroxibutiraro na obternção de energia. que executam trabalho físico intenso. a alanina libera piruvato. pois o  -cetoglutarato torna-se aminado à medida que o  -aminoácido é desaminado. o acetilcoA formado pode entrar no ciclo do ácido citríco ou de ser convertido nos chamados corpos cetônicos. O aspartato transaminase catalisa a reação que tem como produtos o  -cetoácido e o glutamato. qual é o destino final do grupo amino? E o da cadeia carbônica remanescente? O grupo amino da maioria dos aminoácidos é retirado por um processo comum. O cérebro que utiliza apenas a glicose como combustível. Qual a importância das reações de transaminação? Qual é o reservatório temporário de grupos amino? Qual é a coenzima utilizada pelas transaminases? Quais os produtos da aspartato transaminase e da alanina transaminase? Nessas reações.l prodizida em menores quantidades. ou seja. provocando uma condição conhecida como acidose. a cadeia carbônica remanescente do aminoácido é convertida ao  -cetoácido correspondente. formando glutamato. mas também grande quantidade de piruvato da glicólise. A coenzima utilizada pelas transaminases é derivada da vitamina B6. é exalada. A acetona. 9) . acompanhado pela sintese de ATP. por isto se fala em economia.A diferença é que nos peroxissomos a flavoproteína desidrogenase que introduz a dupla ligação passa seua elétrons diretamente para o O2. Não ocorre perda de grupos amino. Por que podemos dizer que o emprego de alanina para transportar amônia dos músculos esqueléticos. d-B-hidroxibutirato e acetona. em condições de fome. na mitocôndria. Os grupos amino de muitos aminoácidos diferentes são coletados na forma de glutamato. Em contraste. Todo ATP disponível no músculo pode ser destinado para contração muscular. O acetoacetato . que consiste na transferência deste grupo para o  -cetoglutarato. onde são oxidados através da via do ácido citríco para fornecer a maior parte da energia requerida para esses tecidos.Qual o destino dos produtos da oxidação dos ácidos graxos no figado dos mamíferos? Durante a oxidação dos ácidos graxos. a gliconeogênese no fígado é acelerada. produzindo o respectivo  -cetoácido análogo do aminoácido. 10) . o que também ocorre com a oxidação dos ácidos graxos no fígado e músculos. O aumento no sangue de acetoacetato e de D-B-hidroxibutirato diminui o PH do sangue.e o d-B-hidroxibutirato são tranportados pelo sangue para os tecidos extrahepáticos. para o fígado. é um exemplo de economia intrínseca dos organismos vivos? Os músculos esqueléticos. que são exportados para outros tecidos através da circulaçaõ sanguinea. os elétrons removidos no primeiro passo de oxidação passam através de uma dadeia respiratória até o O2 e a H2O é o produto final. em acetoacetato. o material de partida para gliconeogênese. é logo decomposta em H2O e O2 pela catalase. operam em anaerobiose. o grupo  -amino é transferido para o átomo de carbono  do  -cetoglutarato. Estes dois produtos são resolvidos em um mesmo ciclo: a amônia é convertida em uréia e o piruvato é reformado em moléculas de glicose e retorna aos músculos. por falta da glicose. a qual é um oxidante forte e potencilamente perigoso e . Já a alanina transaminase dá como produtos o piruvato e o glutamato. que contraem vigorosamente. que pode levar ao coma e em alguns casos até a morte Capítulo 17 Com a oxidação dos aminoácidos. No fígado.

coma e morte. A ornitina é regenerada e pode. 5. Qual a conseqüência da deficiência de uma enzima no ciclo da uréia? E como esse erro pode ser corrigido? Defeitos genéticos em qualquer enzima envolvida na formação da uréia tem uma capacidade diminuída de converter amônia em uréia. O argininossuccinato é clivado reversivelmente pela argininossuccinato liase para formar arginina livre e fumarato para integrar o conjunto de intermediários do ciclo do ácido cítrico. pois senão os aminoácidos em excesso serão desaminados no fígado. A N-acetilglutamato sintase é. Elas não podem tolerar uma alimentação rica em proteínas. a longo prazo. É catalisada pelo argininossuccinato sintetase. pela introdução na dieta de  -cetoácidos. aminoácidos essenciais ficam disponíveis para a biossíntese e os aminoácidos não essenciais são impedidos de liberar seus grupos amino para o sangue na forma de aminoácidos. 1.NH4+ gerado na mitocôndria do fígado. Como a atividade do ciclo da uréia é regulada? O fluxo de nitrogênio através do ciclo da uréia varia com a composição dos nutrientes presentes na alimentação. a carbamil fosfato sintetase I. Durante a desnutrição severa. Em uma escala de tempo menor. o ajuste do fluxo através do ciclo da uréia envolve a regulação alostérica de pelo menos uma enzima. e a produção da uréia aumenta substancialmente. Deste modo. provoca desordens mentais. Carbamil fosfato transfere grupo carbamil para a ornitina para formar citrulina e liberar Pi. 3. desenvolvimento retardado. A amônia é muito tóxica. agora.produzido pela respiração mitocondrial são empregados na síntese de carbamil fosfato. requer ATP e ocorre através do intermediário citrulil-AMP. Essas variações na demanda de atividade do ciclo da uréia. Reação é catalisada pela ornitina transcarbamilase. que é sintetizado de AcetilCoA e glutamato. Através da ação das aminotransferases. quer em indivíduos com desnutrição protéica ou com dietas de conteúdo protéico alto. o uso dos esqueletos carbônicos dos aminoácidos como combustível. é ativada alostericamente por N-acetilglutamato. . por sua vez. resulta na produção de muita uréia a partir dos grupos amino excedentes. A enzima citosólica arginase quebra a arginina para liberar uréia e ornitina. Carbamil fosfato entra no ciclo da uréia. produzindo amônia livre no sangue. ser transportada para a mitocôndria para iniciar outra volta do ciclo da uréia. esses  -cetoácidos podem receber o grupo amino dos aminoácidos não essenciais presentes em excesso. mais HCO3. são satisfeitas pela regulação das velocidades da síntese das enzimas do ciclo da uréia e da carbamil fosfato sintetase I no fígado. a quebra das proteínas musculares fornece a maior parte do combustível metabólico. Os pacientes com problemas no ciclo da uréia são tratados. 2. ativada pela arginina. Quando a dieta é primariamente protéica. Os aminoácidos essenciais (que não podem ser sintetizados pelos aminoácidos e precisam ser obtidos na dieta) podem ser sintetizados por transaminação a partir de  -cetoácidos análogos aos aminoácidos essenciais. A citrulina é liberada da mitocôndria para o citosol. A primeira enzima na via. um intermediário do ciclo da uréia que se acumula quando a produção da mesma é muito lenta para acomodar amônia produzida pelo catabolismo de aminoácidos. 4. Todas essas enzimas são sintetizadas em velocidade maior. que é catalisada por carbamil fosfato sintetase I e depende de ATP. O aspartato (gerado na mitocôndria por transaminação é transportado para o citosol) fornece o segundo grupo amino que é introduzido no ciclo por uma reação de condensação entre o grupo amino do aspartato e o grupo ureído (carbonila) da citrulina para formar o argininossuccinato.

O outro átomo de oxigênio é reduzido à H2O pelo NADH. Aminoácidos: Metionina / isoleucina / treonina / valina A metionina doa o seu grupo metila para um de vários receptores possíveis. que também é necessário na reação. A S-adenosilmetionina está envolvida na transferência de grupos metila. impede o desenvolvimento normal do cérebro.DEFINA FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA E FOTOFOSFORILAÇÃO. passa a ter grande atuação. O que são aminoácidos cetogênicos e glicogênicos? Cite-os.Quais os cofatores envolvidos na transferência de unidades de um carbono. fenilanalina. e três dos quatro átomos remanescentes do seu esqueleto carbônico são convertidos nos do propionato. tirosina. a partir destes. ou seus metabólitos. uma série de reações de oxidação converte os quatro carbonos remanescentes em metilmalonil-CoA. A maior parte do fenilpiruvato é descarboxilada para produzir fenilacetato. que é transformado em succinil-CoA. isoleucina. Aminoácidos cetogênicos: Alguns dos átomos de carbono destes aminoácidos podem liberar corpos cetônicos no fígado. a forma mais reduzida do cofator transporta um grupo metila.  -cetoglutarato. Os outros dois cofatores são especialmente importantes no metabolismo dos aminoácidos e dos nucleotídeos. A fenilcetonúria é a causa mais comum de níveis elevados de fenilalanina no sangue. A fenilalanina hidroxilase insere um dos dois átomos do O2 na fenilalanina para formar um grupo hidroxila da tirosina. A biotina transfere o CO2 que representa o estado de maior oxidação do carbono. O esqueleto remanescente com cinco átomos de carbono derivado da isoleucina sofre uma oxidação posterior. provocando retardo mental severo. nos primeiros dias de vida. A valina. sua conversão em succinilCoA pela enzima dependente da coenzima B12 (metilmalonil-CoA mutase). tirosina. pela conversão do acetoacetil-CoA em acetona e  -hidróxido butirato. Explique como esta doença genética acontece. São eles: triptofano. uma forma mais oxidada transporta os grupos metenil. A treonina também é convertida em propionil-CoA. O tetraidrofolato geralmente está envolvido na transferência de grupos monocarbônicos nos estados de oxidação intermediários. liberando acetil-CoA e propionil-CoA. o estado de maior redução do carbono. ou S-adenosilmetionina. normalmente pouco empregada. resultando em retardo mental. envolve um dos três seguintes cofatores: biotina. na forma de propionil-CoA. ou unidades monocarbônicas. . A succinil-CoA é um intermediário do ciclo do ácido cítrico. nas reações de catabolismo dos aminoácidos? E quais são as suas funções? A transferência destas unidades. A fenilalanina e o fenilpiruvato acumulam-se no sangue e nos tecidos e também são excretados na urina. fumarato e oxalacetato e. fenilalanina. Aminoácidos glicogênicos: são os que podem ser convertidos a piruvato. São eles: Triptofano. que pode competir com outros aminoácidos pelo transporte através da barreira hematocefálica. Quando a fenilalanina hidroxilase é geneticamente defeituosa. succinil-CoA. CAPÍTULO 18 : FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA E FOTOFOSFORILAÇÃO 01. A isoleucina sofre transaminação seguida de descarboxilação oxidativa do  -cetoácido resultante. Estes cofatores são empregados para transferir as unidades monocarbônicas em diferentes estados de oxidação. epimerização do metilmalonil-CoA e. Comente. O propionil-CoA derivado destes três aminoácidos é convertido em succinil-CoA por uma via em que: o propionato sofre carboxilação a metilmalonil-CoA. em geral. ou reduzida para formar fenilactato. Um defeito genético na primeira enzima da via catabólica da fenilalanina (fenilalanina hidroxilase) é responsável pela doença. tetraidrofolato. uma via secundária do metabolismo da fenilalanina. formil ou formino. a fenilalanina sofre transaminação com o piruvato para liberar fenilpiruvato. Existem quatro aminoácidos que são degradados por vias que formam a succinil-CoA. leucina e lisina. isoleucina. finalmente. podem ser convertidos a glicose e glicogênio. Nesta via. depois de sua transaminação e descarboxilação. O acúmulo de fenilalanina.

uma segunda proteína Fe-S está também presente. Também chamado succinato desidrogenase ( é a única enzima ligada à membrana no ciclo do ácido cítrico ). Ocorre nos cloroplastos. Nos eucariotos. com o NADP+ como receptor de elétrons. Complexo II : succinato até a UQ. . A fotofosforilação é a maneira pela qual os organismos fotossintetizantes captam a energia da luz solar. também chamado de complexo dos citocromos bc1 ou UQcitocromo c oxirredutase contém os citocromos b562 . O Ubiquinol (UQH2) difunde-se na membrana do complexo I até o complexo III . produzindo um gradiente de prótons.QUAIS OS TRANSPORTADORES DE ELÉTRONS QUE AGEM NA CADEIA RESPIRATÓRIA E COMO ELES FUNCIONAM ? O NADH e o NADPH são transportadores de elétrons hidrossolúveis que se associam reversivelmente com as desidrogenases. Acredita-se que os elétrons passem do succinato para o FAD. e ocorre igualmente bem na luz ou na escuridão. é um grande complexo de flavoproteínas. Complexo III : UQ até citocromo c . O NADPH é um transportador difusível que supre de elétrons as reações anabólicas. FMN. Os citocromos são proteínas transportadoras de elétrons que contém ferro (presente no grupo heme). gorduras e aminoácidos nas células aeróbicas convergem para esta etapa final da respiração celular. os prótons produzidos quando a UQH2 é oxidada a UQ são liberados para o espaço entre as membranas. O complexo III funciona como uma bomba de prótons. Uma proteína possui um FAD covalentemente ligado e um centro Fe-S com quatro átomos de Fe. O efeito total da transferência de elétrons é: UQH2 é oxidado a UQ e o citocromo c é reduzido. a fosforilação oxidativa ocorre nas mitocôndrias. Todas as etapas enzimáticas na degradação oxidativa dos carboidratos. O complexo transfere um par de equivalentes redutores do NADH para seu grupo prostético. As proteínas Fe-S são transferidas de elétrons que contém Fe em associação com os átomos de S inorgânicos e/ou átomos de S de resíduos de Cys na proteína. O NADH age como um transportador difusível carregando os elétrons derivados das reações catabólicas ao seu ponto de entrada na cadeia respiratória .b566. onde é oxidado a UQ. A ubiquinona ( Coenzima Q ou UQ ) é uma benzoquinona lipossolúvel com uma cadeia lateral isoprenóide muito longa. e é absolutamente dependente da luz. pelo menos. seis outras subunidades proteicas. É capaz de atuar na junção entre um doador de dois elétrons e um receptor de um elétron. citocromo c1. O complexo III. As flavoproteínas ( que contém FMN ou FAD ) podem participar na transferência de um ou dois elétrons. c1 e c ) é realizada numa série de reações chamadas de ciclo Q. Envolve a oxidação da água a oxigênio . Estes dois processos juntos são responsáveis pela maioria da síntese de ATP pelos organismos aeróbicos. Contém dois tipos de grupos prostéticos e pelo menos quatro proteínas diferentes. e depois dos centros Fe-S até a UQ. Os citocromos do tipo a e b e alguns do tipo c são proteínas integrais da membrana. O fluxo de elétrons através da UQ do complexo I até o III é acompanhado pela movimentação de prótons da matriz mitocondrial para o lado externo da membrana mitocondrial interna. Estes dois processos ocorrem através de mecanismos altamente semelhantes. O complexo também centros de Fe-S através dos quais os elétrons passam no seu caminho do FMN até a UQ. em razão da orientação assimétrica do complexo. 02. A fosforilação oxidativa é a culminação do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbicos. Envolve a redução do oxigênio à água com elétrons doados pelo NADH e FADH 2. Estas proteínas participam na transferência de um elétron onde um dos átomos do Fe está oxidado ou reduzido. está alocado na membrana mitocondrial interna. A passagem entre a UQ transportadora de dois elétrons. e os transportadores de um elétron (citocromos b562. uma proteína Fe-S e.Fosforilação oxidativa é a síntese de ATP direcionada pela transferência de elétrons ao oxigênio e a fotofosforilação é a síntese de ATP direcionada pela luz. Ela é facilmente difusível dentro da bicamada lipídica da membrana mitocondrial interna. Complexo I : também chamado complexo da NADH desidrogenase.

onde ADP + Pi formam o ATP e o sítio O torna-se um sítio L. *Proteína desacopladora (termogenina) forma poros que conduzem prótons na membrana interna da mitocôndria da gordura marrom. Em qualquer momento. O sítio L é convertido em T. um dos três sítios está na conformação T (forte.EXPLIQUE COMO OCORRE A LIBERAÇÃO DO ATP RECÉM SINTETIZADO NA ATP SINTASE PELA FORÇA PRÓTON-MOTORA . A transferência de elétrons ao longo da cadeia respiratória é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da membrana mitocondrial interna.RELACIONE AGENTES QUE INTERFEREM COM A FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA OU A FOTOFOSFORILAÇÃO. que são cruciais para a transferência de elétrons para o oxigênio. induz a movimentação de prótons da matriz para o espaço entre as membranas. A membrana mitocondrial interna é impermeável aos prótons. uma mudança conformacional. contribuindo para a força motora do próton. um segundo está na conformação L (fraca. DO LADO DE FORA DA . Rotenona ( inseticida ) e antibiótico Piericidina A inibem o fluxo dos elétrons dos centros Fe-S do complexo I até a UQ. liberando o ATP. 05. Também contém dois íons cobre. *Cianeto e CO inibem a citocromo-oxidase (complexo IV) *DCMU compete com Qb pelo sítio de ligação no fotossistema II -Inibição da ATP sintase: *Oligomicina ou Venturicidina antibióticos tóxicos que se ligam à ATP sintase na mitocôndria inibem a F1 e à CF1 *Dicicloexil carbodiimida (DCCD) bloqueia o fluxo de prótons através de F0 e CF0 . através do complexo IV . A força próton-motora aparentemente supre a energia necessária para forçar a dissociação do ATP fortemente ligado à enzima. ligada ao ADP + Pi) e um terceiro está na conformação O (aberta). onde o ADP + Pi ligam-se fracamente. O fluxo de elétrons do citocromo c para o oxigênio. 04. -Desacoplamento da fosforilação da transferência de elétrons: *Carbonilcianeto fenilidrazona e 2. . A ATP sintase possui três sítios de ligação muito fortes para o ATP na sua porção F1. 03. onde o sítio T é convertido em O. pelo fluxo de prótons pelo canal F0 .Tipos de interferência: Inibição da transferência de elétrons: *Amital ( droga barbitúrica ).EXPLIQUE A DEPENDÊNCIA DA TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS COM A SÍNTESE DE ATP NA MITOCÔNDRIA.4-dinitrofenol (DNP) são ácidos fracos com propriedades hidrofóbicas. A força próton-motora provoca. os quais podem reentrar na matriz apenas através de canais específicos dos prótons (F0 da ATP sintase).Complexo IV: redução do oxigênio.SABENDO-SE QUE A MEMBRANA INTERNA DA MITOCÔNDRIA NÃO É PERMEÁVEL AO NADH CITOSÓLICO. O complexo IV também chamado de citocromo oxidase contém os citocromos a e a3 . -Inibição da troca ATP – ADP : *Atractilosídio inibe a adenina nucleotídio translocase. levando a uma diferença de concentração dos prótons. *Valinomicina também desacopla a fosforilação oxidativa. 06. ligado ao ATP) . *Antimicina A age no complexo III bloqueando a transferência de elétrons do citocromo b ao citocromo c1. EXPLIQUE COMO O NADH GERADO PELA GLICÓLISE . induzem o desacoplamento sem romper a estrutura mitocondrial. Cu a e Cu b.

Acredita-se o fluxo cíclico de elétrons e a fotofosforilação ocorrem quando as células das plantas já estão amplamente supridas com poder redutor na forma de NADPH. ou uma separação de cargas. A transferência de energia entre clorofilas antenas é chamada transferência ressonante de energia. Enquanto a molécula excitada fica com um orbital vazio. que é transportado para o citosol pelo transportador glutamato aspartato. tendo como resultado a formação de um gradiente de prótons. 10. a iluminação deste promove a transferência de elétrons até a ferredoxina. 09. PODERIA SER UTILIZADO (REOXIDADO) PARA A SÍNTESE DE ATP COM TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS. O malato passa para a matriz através do transportador malato  cetoglutarato. mas necessitam de ATP adicional para outras necessidades metabólicas. ele é acompanhado pelo bombardeamento de prótons e pela fosforilação do ADP em ATP. Ao invés disso ocorre uma transferência direta da energia da clorofila excitada que é uma clorofila antena. Regulando partilha dos elétrons entre a redução do NADP+ e a fosforilação cíclica. pois uma molécula doadora vizinha doa um eo. que é onde vão ocorrer as reações fotoquímicas. O complexo do citocromo bf é formado de um citocromo b e um citocromo f. A clorofila antena. a iluminação do fotossistema I pode induzir que os elétrons ciclem continuamente par fora do centro de reação fotossistema I e voltem a ele. Da QbH2 os elétrons fluem para o citocromo f do complexo e desse para a plastocianina que vai doar os elétrons para a redução do fotossistema I. um por vez . 07. para uma outra clorofila antena. A membrana plasmática dessas bactérias contém áreas de pigmentos que absorvem luz. Na matriz o malato passa dois equivalentes redutores ao NAD+ produzindo oxaloacetato e NADH matricial para ser usado na cadeia respiratória ( transferindo elétrons para a síntese de ATP). cada elétron sendo propelido no ciclo pela energia produzida pela absorção de um fóton. um elétron depois de excitado é promovido a um orbital de energia superior. Assim temos uma molécula carregada negativamente. e é repetida para uma subsequente vizinha. juntamente com o centro de reação fotoquímica formam um fotossistema.COMO AS BACTÉRIAS HALOFÍLICAS USAM A ENERGIA LUMINOSA PARA SINTETIZAR O ATP? A bactéria halofílica conserva a energia derivada da luz solar absorvida . até que a clorofila do centro de reação fotoquímica torne-se excitada. a planta ajusta a relação NADPH e ATP produzido nas reações luminosas para ajustar as necessidades desses produtos nas reações de fixação do carbono e outros processos que requeiram energia. Nesta molécula de clorofila especial. Entretanto. muito pouca fluorescência é observada. é preciso que os elétrons passem por um ciclo Q. que adquire uma carga negativa. 08.O QUE É O FLUXO CÍCLICO DE ELÉTRONS EM CLOROPLASTO ? O fluxo cíclico de elétrons envolve apenas o fotossistema I. O NADH transfere os seus equivalentes redutores ao oxaloacetato citosólico produzindo malato. ou seja a conversão de um fóton numa separação de cargas. uma neutra e outra carregada positivamente. Essas áreas são constituídas de moléculas empacotadas da proteína bacteriorrodopsina que contém o . Os elétrons que passam de P700 até a ferredoxina não continuam até o NADP+.para a molécula excitada e se torna positivamene carregada. O fluxo cíclico de elétrons não é acompanhado pela formação líquida do NADPH ou a produção de O2. por uma variante do princípio empregado pelos organismos fotossintetizantes verdadeiros.MITOCÔNDRIA. representa uma poderosa força impulsionadora para a síntese do ATP. A plastocianina doa elétrons ao P700. Como o transporte é feito do QbH2 . Mas não por muito tempo. referida como fosforilação cíclica. chamadas de áreas púrpuras. O oxaloacetato é transaminado formando aspartato. a diferença de PH medida entre o estroma e a luz do tilacóide . Como o tilacóide possui volume pequeno. O oxaloacetato é regenerado no citosol. mas se movimentam de volta através do complexo citocromo bf até a plastocianina. Porém a clorofila antena tem a função de transmitir a energia luminosa para o centro de reação. para a plastocianina que só carrega um elétron por vez.COMO OCORRE A CONVERSÃO DA ENERGIA DE UM FÓTON ABSORVIDO PELA CLOROFILA EM SEPARAÇÃO DE CARGAS NO CENTRO DE REAÇÃO DO FOTOSSISTEMA ? Quando a clorofila da folha de um vegetal é excitada pela luz visível. Então esse elétron passa a um receptor de elétrons vizinhos que é parte da cadeia de transferência de elétrons do cloroplasto. os elétrons estão armazenados na QbH2 e são transferidos pro fotossistema I através do complexo do citocromo bf e da plastocianina. Este ciclo resulta no bombeamento de H+ do estroma para a luz do tilacóide.DESCREVA COMO O COMPLEXO DO CITCROMO bf UNE OS FOTOSSISTEMAS II E I ? Depois da excitação do fotossistema II. que carrega 2 elétrons . permitindo que a primeira retorne ao seu estado fundamental. onde os elétrons passam do QbH2 ao citocromo b do complexo. Desta forma.

Como a oxidação dos substratos. e ocorre igualmente bem na presença ou na ausência de luz . • a energia livre . Quando as células são iluminadas as moléculas da bacteriorrodopsina são excitadas por um fóton absorvido. Transfere elétrons do NADH até a ubiquinona . a) Diferenças: FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA : • síntese de ATP direcionada pela transferência de elétrons ao oxigênio . • nos eucariotos . • é a culminação do metabolismo produtor de energia nos organismos aeróbicos . Ambos são processos conservadores de energia e ocorrem através de mecanismos fundamentalmente semelhantes 12. Cite as principais diferentes e as principais semelhanças entre o processo de fosforilação oxidativa e a fotofosforilação . • ocorre nos cloroplastos . suprindo a energia da síntese de ATP. Grupos prostéticos : Hemes e Fe-S . • COMPLEXO II : complexo succinato desidrogenase .são processos que envolvem fluxo de elétrons através de uma cadeia de intermediários redox. . semelhante àquele das mitocôndrias e cloroplastos . com o NADP+ como receptor de elétrons . Dê a composição dos quatro complexos transportadores de elétrons . uma alteração conformacional induzida leva à liberação de prótons para fora da célula . via transferência de elétrons através da cadeia . Transfere elétrons do citocromo c até o oxigênio .COMPLEXO IV : complexo citocromo oxidase . nem realizam a fotorredução do NADP+. transportadores ligados a membrana . disponível por este fluxo de elétrons através de uma membrana impermeável ao próton . • maneira pela qual os organismos fotossintetizantes captam a energia da luz solar . Entretanto. Á medida que as moléculas excitadas revertem ao estado inicial. as halobactérias não produzem O2 . • o fluxo transmembrana de prótons através do gradiente de concentração por canais protéicos específicos fornece a energia livre para síntese de ATP . citocromos e proteínas Fe-S . conservando parte da energia livre de oxidação dos combustíveis metabólicos como um potencial eletroquímico transmembrana . 18 11. Os prótons tendem a se difundir de volta para a célula através do complexo ATP sintase na membrana . fonte fundamental de energia na biosfera – FOTOSSÍNTESE . b) Semelhanças : . FOTOFOSFORILAÇÃO : • síntese de ATP direcionada pela luz . • envolve a REDUÇÃO do oxigênio a água com elétrons doados pelo NADH e FADH2 . Desta forma a halobactéria pode usar a luz para suplementar o ATP sintetizado pela fosforilação oxidativa com o O2 . ela ocorre nas mitocôndrias . formando um gradiente de PH através da membrana plasmática . • COMPLEXO III : complexo dos citocromos bc1 ou ubiquinona-citocromo c oxidoredutase . Grupos prostéticos : Hemes . Cua e Cub .retinal como grupo prostético (aldeído da vitamina A). Transfere elétrons do succinato até a ubiquinona . Grupos prostéticos : FAD e Fe-S . 13. • envolve a OXIDAÇÃO da água a oxigênio . e é absolutamente dependente da luz . Transfere elétrons da ubiquinona até o citocromo c . CAP. Grupos prostéticos : FMN e Fe-S . a parte da cadeia que cada um catalisa e o grupo prostético correspondente a cada um . que incluem as quinonas . • COMPLEXO I : complexo de NADH desidrogenase . a sua maquinária fototransdutora é mais simples que a das cianobactérias de plantas superiores.

de prótons (pH).III e IV . através da fosforilação do ADP é acoplada à transferência de elétrons ao O2. coopera com a ATP síntase para realizar a fosforilação do ADP ATP? Através da teoria quimiosmótica aplicada à mitocôndria. barbituratos.realizada apenas pelos complexos I.Este acoplmento obrigatório pode ser demonstrado na mitocôndria atrvés de desacopladores químicos incluem o 2. A transferência de elétrons ao longo da cadeia respiratória é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da membrana mitocondrial interna .mo tora representa uma conservação de parte da energia da oxidação. Quando um fóton é absorvido. que é geralmente instável. A membrana mitocondrial interna é impermeável aos prótons. estes inbidores atuam na cadeia de transporte de elétrons. usualmente retornam rapidamente aos seus orbitais normais de energia inferiores. à medida que os prótonsfuem passivamente passivamente de volta para a matriz. da mesma forma que em outra mitocôndria. passando os elétrons através da cadeia respiratória até o O2. possui a penas uma proteína na sua membrana interna: a termogenina. um gradiente tanto químico quanto elétrico. os elétrons do NADH e outros substratos oxidátivos passam através uma cadeia transportadores. A clorofila e os pigmentos acessórios absorvem a energia luminosa para a fotossíntese. os complexos I. portanto. Uma molécula que tenha absorvido um fóton está num estado excitado. Como a clorofila canaliza a luz absorvida para os centros de reação? .4 dinitrofenol (DNP) e um grupo de compostos relacionadosao carbonilcianeto fenilidrazona. um elétron é deslocado para um nível de energia mais alto. o que contribui para manter a temperatura corporal. criando um curto-circuitoelétrico através da membrana mitocondrial.De que forma as moléculas dos pigmentos das membranas dos tilacóides transduzem a luz absorvida em energia química? Nos cloroplastos os elétrons fluem da H2O para o NADP+. Os desacopladores sãoáçidos hidrofobícos fracos. catalisada pelo complexo F1 associado com F0 (partes constituinte da ATPsíntetase que liga a matriz ao meio externo ). cite de que forma este acoplamento pode ser explicado. . arranjados assimetricamente nesta. a força proto. como o cianeto. nos complexos ligados a membrana interna das mitocôdrias. Entretanto. As mitocôndrias do tecido adiposo marrom oxidam combustíveis ( particularmente ácidos graxos ) normalmente. o que leva a uma diferença na concentração de prótons transmembrana. também chamada de proteína desacopladora (UCP). através dos poros formados pelo em F0. antimicina. a manutenção do calor corporal é um importante uso da energia metabólica. Animais hibernantes dependem das mitocôndrias desacopladas do tecido adiposo marrom para gerar o calor durante o longo período de dormência do inverno. III e IV ligados à membrana interna da mitocôndria. fornecendo o quantum absorvido como luz ou calor ou usando-o para o trabalho químico. A energia eletroquímica inerte nesta diferença de concentrção de prótons e separação de cargas. malanatos. a ruptura da membrana miticondrial.respiratória. mas sim gerar calor para manter o recém nascido aquecido.Semuma membrana intacta não pode haver nenhum gradiente de prótons e. Como as mitocôndrias desacopladas no tecido adiposo marrom produzem calor? Na maioria dos mamíferos. Os elétrons deslocados para orbitais de energia superiores. Para os recém-nascidos sem cabelos. permitindo que a respiração continue sem a síntese de ATP. 14. inibe tanto a respiração quanto a síntese deATP. e portanto. As substâncias inbidoras. A teoria quimiosmótica também explica um terceira condição que desacopla a oxidação da fosforilação. a energia da oxidação não é conservada pela formação do ATP. incluindo o homem. mas é dissipada como calor. Em conseqüência deste curto-circuito dos prótons. uma proteína integral da membrana. conservação de energia nem síntese de ATP. A habilidade de uma molécula em absorver luz depende do arranjo dos elétrons em volta do núcleo atômico na sua estrutura. os recém-nascidos possuem um tipo de tecido chamado de tecido adiposo marrom. Sua hidrofobicidade permite-lhes difundir facilmente atrvés dasmembranas mitocondriais de forma protonada. A síntese de ATP . Esta transferência de elétrons é acompanhada pelo bombeamento de prótons para fora da matriz. 16 . 17. induzidos pela luz que é a provedora de energia (subida da montanha). a força proto. II. eles podem liberar um próton se dissociar)dissipando a transferência de elétrons da fosforilação oxidativa.cianeto e outros e a ruptura mecânica da membrana mitocondrial. 15. a inibidores como. que bloqueia a transferência de elétrons entre acitocromo oxidase e o O2. no qual a oxidação dos combustíveis não funciona para produzir ATP. Esta proteína. fornece uma via para os prótons retornarem à matriz sem passarem através do complexo F0F1. a mitocôndria do tecido adiposo marrom.motora é subsequentemente usadapara impulsionar a síntese do ATP.

Porém podem ser observadas 5 etapas: 1) transferência direta de energia da clorofila excitada (uma clorofila antena) para uma molécula de clorofila vizinha. numa reação que consome ATP formando-se 1.Os pigmentos que absorvem a luz nas membranas tilacóides estão arranjados em conjuntos funcionais chamados fotossistemas. Acoplados ao fluxo de elétrons dependente de luz estão os processos que geram ATP e NADPH. que se torna positivamente carregada. Desta forma. forma-se as substâncias ATP e NADPH que são utilizadas na fase escura. 19. Segue-se uma série de reações que leva a regeneração do 1. numa reação catalizada pela 3-fosfogliceraldeído-desidrogenase. a excitação pela luz provoca a separação de carga e inicia uma cadeia de oxidação-redução. (possui centro de reação designado P 700 e uma lata relação clorofila a/clorofila b)e PSII ( centro de reação P 680 . mas especialmente entre 400 e 500nm e entre 600 e 700nm. Explique resumidamente o que ocorre na fase clara e escura da fotossíntese. em velocidade muito alta para o centro de reação. Pela ação da luz. 18. Todas as moléculas num fotossistema podem absorver fótons. adquire uma carga negativa. Os elétrons ao percorrerem a cadeia de transportadores com potenciais crescentes ocasionam a liberação de energia livre que é utilizada no processo de fosforilação do ADP e consequente formação do ATP. O CO2 fixado agora sob a forma de carboxila de ácido sofre redução pelo NADPH. constituída pelas reações de redução do CO2 para produção de glicose. elétrons do sistema PSI ficam capacitados a reduzir uma substância que transfere por sua vez é a ferredoxina (Fd) e NADP para formar NADPH. O elétron perdido pela clorofila do centro de reação é substituído por um elétron de ma molécula doadora de elétrons vizinha 5). ou subsequente vizinha. Elas funciona na absorção e transmissão da energia luminosa. Este elétron então passa a um receptor de elétron vizinho que é parte da cadeia de transferência de elétrons do cloroplasto. O receptor de elétrons.+ 12 NADP+ . Conhecida também como redução do carbono . Os agregados podem absorver luz em todo o espectro visível. Fase escura: O ATP e NADPH formados na fase clara são utilizados na redução de CO2 para produção de glicose. As moléculas de clorofila nas membranas tilacóides estão ligadas a proteínas integrais da membrana (proteínas ligadoras das clorofilas a e b. As outras moléculas do pigmento num fotossistema são também chamadas de moléculas antenas ou captadoras de luz.5 difosforibulose completando-se assim o ciclo. Na fotossíntese que ocorre nas células autotróficas sabe-se que. Esta transferência ressonante de energia é repetida para uma terceira. até que a clorofila do centro de reação fotoquímica torne-se excitada 3). Quando as moléculas de clorofila isoladas são excitadas pela luz a energia absorvida é rapidamente liberada como fluorescência e calor. este complexo é também chamado de centro de reação fotoquímica.3 difosfoglicerato 2 moles de NADPH na reação 1. onde ocorrem as reações fotoquímicas . quantidade aproximadamente equivalente de clorofila a e b e também pode conter clorofila c). considerando que cada átomo de carbono da glicose seja proveniente de 1 mol de CO2. deixando a molécula de clorofila excitada com um orbital vazio 4). desta forma.esta sequência apresenta como substância chave a 1. Para cada mol de CO2 incorporado na fase escura da fotossíntese quantos mols de ATP e NADPH são consumidos? Faça um balanço final da sequência. ou CAB) que orientam a clorofila em relação ao plano da membrana e conferem propriedades de absorção de luz que são ligeiramente diferentes daquelas da clorofila livre. originando um cetoácido que se hidrolisa com produção de 3-fosfoglicerato ( a enzima que catalisa estas reações é a carbonildismutase).3 difosfoglicerato = 3-fosfogliceraldeído 1 mol ATP na fosforilação de 5-fosforribulose = 1. mas apenas umas poucas podem transduzir a energia luminosa em energia química. Este fixa o CO2 . Por sua vez o SPII fica deficiente de elétrons.5difosforribulose. Fase clara: Nesta etapa estão envolvidos pigmentos denominados PSI. quarta. nas fosforilações que correspondem a fase clara. A formação da glicose dá-se a partir da 6fosfofrutose. 2 moles de ATP na transformação 3-fosfoglicerato = 1.5 difosforribulose Para a formação de glicose provenientes do CO2 são necessárias 6 voltas no ciclo ( 6 mols de CO2) tornando-se a equação final: 6CO2 + 12 NADPH + 12 H+ + 18 ATP + 12 H2O   C6H12O6 + 18 ADP + 18 HPO42. O 3-fosfoglicerato é então fosforilado. c. a. Nesta molécula de clorofila especial. excitando esta segunda molécula e permitindo que a primeira retorne ao seu estado basal 2). b.3difosfoglicerato. Um pigmento transdutor consiste de várias moléculas de clorofila combinadas com um complexo protéico que também contém quinonas fortemente ligadas. A reposição dos elétrons se dá pela degradação da água e no qual ocorre a formação de O2. um elétron é promovido pela excitação a um orbital de energia superior. O sistema PSI fica deficiente de elétrons que é suprida pelos elétrons do SPII (através da energia luminosa).

(V) A redução do CO2 só pode ser feita na presença de luz (F) Na fase escura é que ocorre a redução do CO2. O fosfoenolpiruvato é então transportado para fora da . o malato é reoxidado em oxalatoacetato com a produção de NADH citossólico. converte o piruvato em oxaloacetato. Na fotofosforilação cíclica não atua o sistema de pigmentos PSII. Oxaloacetato + NAD+ Oxaloacetato + NADH + H+ Depois o malato abandona a mitocôndria através do transportador malato-a-cetoglutarato presente na membrana mitocondrial interna. Responda falso (F) ou verdadeiro (V) para as sentenças fazendo as correções das falsas. No citosol. três passos na glicólise são essencialmente irreversíveis. a luz ultravioleta excita o sistema de pigmentos PSII que provoca a decomposição da água (F) O sistema é PSI. Explique como no metabolismo esta reação é contornada para que ocorra esse processo biossintético celular: a gliconeogênese. (V) A energia para a síntese de ATP. uma enzima que requer a coenzima biotina. Primeiramente.Sete das dez reações enzimáticas da gliconeogênese são na realidade inversões de reações da glicólise. (V) CAPÍTULO 19: BIOSSÍNTESE DOS CARBOIDRATOS 1. Entretanto. c. a piruvato carboxilase. a) Na fotofosforilação cíclica. é fornecida pelo fluxo de elétrons no cloroplasto. o piruvato é transportado do citosol para a mitocôndria ou é gerado no interior da mitocôndria por desaminação da alanina.Oxaloacetato + ADP + Pi + H+ Em outro passo o oxaloacetato formado do piruvato na mitocôndria é reduzido reversivelmente a malato pela malato desidrogenase mitocondrial e com consumo de NADH.20. Piruvato + HCO3. através de uma reação dependente de Mg+2 na qual o GTP funciona como fosfato doador: Oxaloacetato + GTP Fosfoenolpiruvato + CO2 + GTP Sendo esta última uma reação reversível nas condições intracelulares. este é convertido em oxaloacetato pela piruvato carboxilase. Este oxaloacetato é convertido diretamente em fosfoenolpiruvato por uma forma mitocondrial da fosfoenolpiruvato carboxiquinase. Sendo um deles a conversão de fosfoenolpiruvato em piruvato. b. Logo após. a. 2 . e) ATP e NADPH gerados na fase clara são consumidos na fase escura onde se forma a glicose.Explique as etapas da gliconeogênese quando o precursor glicogênico è o lactato. Aqui não é necessária a exportação do malato da mitocôndria para o citosol como na via em que o piruvato é o precursor. citando as diferenças com relação à via em que o piruvato é o precursor glicogênico: O lactato converte-se em piruvato no citosol do hepatócito liberando NADH. Depois que o piruvato produzido pela reação da lactato desidrogenase é transportado para o interior da mitocôndria. Malato + NAD+ Oxaloacetato + NADH + H+ O oxaloacetato é então convertido em fosfoenolpiruvato pela fosfoenolpiruvato carboxiquinase.

De modo geral. e comprove a irreversibilidade deste mesmo processo biossintético e da glicólise. uma enzima que sintetiza 3'5'-AMP cíclico (AMPc) a partir do ATP.6-bifosfatase-2. catalisada pela fosfofrutoquinase-2. A gliconeogênese e a glicólise são processos essencialmente irreversíveis dentro das condições intracelulares por apresentarem uma variação global de energia livre altamente negativa ( a glicólise apresenta variação de energia livre de 63 KJ/mol ). e uma diminuição da frutose-2. pode-se dizer que um aumento da concentração de frutose-2. cujo nível celular reflete o nível do hormônio glucagon no sangue.a) Como é feita a regulação hormonal da glicólise e da gliconeogênese no fígado de forma a manter constante o nível de glicose no sangue? Essa regulação é mediada pela frutose-2.6-bifosfato inibe a glicólise e estimula a gliconeogênese. diz-se ser a síntese da glicose a partir do piruvato um processo relativamente custoso.6-bifosfato ativa a fosfofrutoquinase-1 e estimula a glicólise no fígado. seis grupos fosfato de alta energia são consumidos.6-bifosfato é um regulador e não um intermediário na gliconeogênese ou glicólise. que por sua vez varia com o nível de glicose sangüínea.Mostre a razão da gliconeogênese ser um processo dito custoso.6-bifosfatase. 3.6-bifosfato é mantida pelas velocidades relativas de sua formação e destruição.6-fosfatase. Portanto.6-bifosfato também inibe a frutose-1. e sua hidrólise pela frutose-2. diminui o nível celular de frutose-2. efetor alostérico para as enzimas fosfofrutoquinase-1 e frutose-1.6-bifosfato une-se ao sítio alostérico na fosfofrutoquinase-1. uma vez que esta libera apenas duas moléculas de ATP: Glicose + 2 ADP + 2 Pi + 2 NAD+ 2 Piruvato + 2 ATP + 2NADH + 2 H+ + 2 H2O Por isso.6-bifosfatase-2 e inibe a fosfofrutoquinase-2. portanto. A soma das reações biossintéticas que levam do piruvato até a glicose sangüínea livre é: 2 Piruvato + 4 ATP + 2 GTP + 2 NADH + 4 H2O Glicose + 4 ADP + 2 GDP + 6Pi + 2 NAD+ + 2H+.6-bifosfato e desta forma desacelera a gliconeogênese. ela aumenta a afinidade desta enzima pelo seu substrato frutose-6-fosfato e reduz sua afinidade pelos seus inibidores alostéricos. a frutose-2.mitocôndria e continua na via glicogênica. Para cada molécula de glicose formada a partir do piruvato. é regulado pelo glucagon. inibindo a glicólise e estimulando a gliconeogênese. O glucagon estimula a adenilato ciclase.6-bifosfato. 4. o nível celular de frutose-2. A frutose-2. A frutose-2.6-bifosfato. que transfere um grupo fosfato de ATP para a proteína bifuncional fosfofrutoquinase-2/frutose-2. o ATP e o citrato. estimula a proteína quinase. O AMP cíclico. Quando a frutose-2.6-bifosfato? A frutose-2. A fosforilação desta proteína aumenta a atividade da frutose-2. O equilíbrio destas duas atividades no fígado e. . b)O que é e como é mantida a concentração da frutose-2. portanto. A concentração celular da frutose-2. por sua vez. O glucagon. vendo claramente que esta equação não representa a simples reversão da equação para a conversão da glicose em piruvato pela glicólise.6-bifosfato.6-bifosfato estimula a glicólise e inibe a gliconeogênese.6-bifosfato é formada pela fosforilação da frutose-6-fosfato.

criando uma nova ramificação. é a forma desfosforilada. entretanto a maior parte da glicose ingerida é convertida em lactato que após captado pelo fígado é convertido em glicose-6-fosfato pelo processo gliconeogênico. O ponto de início da síntese do glicogênio é a glicose-6-fosfato. é desfosforilada pela fosforilase a fosfatase para liberar fosforilase b. em sua forma ativa é promovida pela fosfoproteína fosfatase que remove o grupo fosfato dos grupos de serina. o equilíbrio entre a síntese do glicogênio e a quebra do mesmo é controlado pelos hormônios glucagon e insulina. a forma ativa que contém resíduos de serina fosforilados. glicosil-(4 6)-transferase. como é utilizado o glicogênio no fígado e no músculo? No fígado. catalisa a transferência de um fragmento terminal de 6 ou 7 resíduos de glicosil da extremidade não-redutora de uma ramificação do glicogênio que tem pelo menos 11 resíduos para o grupo hidroxila do C-6 de um resíduo de glicose nesta mesma cadeia. seu modulador alostérico. glicogênio sintase b. que enzimas permitem que isso ocorra e qual o efeito biológico desta ramificação? Os pontos de ramificação do glicogênio são formados por uma enzima ramificadora do glicogênio. enquanto no músculo o glicogênio é quebrado através da glicólise para fornecer energia na forma de ATP para a contração muscular. O efeito biológico da ramificação é deixar a molécula do glicogênio mais solúvel e aumentar o número de extremidades não-redutoras.5. e ao contrário da fosforilase do glicogênio.a) Faça uma comparação entre a glicogênio sintase e a glicogênio fosforilase em relação ao ciclo de fosforilação e desfosforilação das formas ativas e inativas dessas enzimas. pela regulação do nível de AMPc em seu tecido alvo. A quebra de glicogênio é regulada através da modulação alostérica e da modulação covalente da fosforilase do glicogênio.a) De forma comparativa. 7. Esses hormônios. o glicogênio funciona como um reservatório de glicose fácil de ser convertido em glicose sangüínea para a distribuição para os outros tecidos. b) Explique as etapas para a síntese do glicogênio. A reconversão da forma menos ativa. que pode ser estimulada por AMP. Esta enzima. ou em outra cadeia da molécula do glicogênio e em um ponto mais para o interior. A fosforilase b quinase pode converter a fosforilase b em fosforilase a por fosforilação dos resíduos de serina. A fosforilase a. D-glicose + ATP D-glicose-6-fosfato + ADP 6-Uma vez que o glicogênio sintase não pode fazer as ligações (a1 6) nos pontos de ramificação do glicogênio. Esses hormônios também regulam a concentração de . a amilo(1 4) a (1 6) transglicosilase ou glicosil-(4 6)-transferase. o que torna o glicogênio mais reativo às enzimas glicogênio fosforilase e glicogênio sintase. a glicogênio sintase a é convertida em sua forma menos ativa. a forma relativamente inativa. determinam a relação entre as formas ativas e menos ativa da fosforilase do glicogênio e da glicogênio sintase. b) De que forma os hormônios glucagon e insulina determinam a relação entre as formas ativa e menos ativa da fosforilase do glicogênio e da glicogênio sintase no fígado? No fígado. Esta pode ser derivada da glicose livre pela ação da hexoquinase. Quando ela é fosforilada em dois grupos hidroxila de resíduos específicos de serina por uma proteína quinase. A forma ativa da glicogênio sintase é a glicogênio sintase a. a glicogênio sintase b.

as trioses-fosfatos. podem ser empregados como fonte de energia na via da glicólise e ciclo do ácido cítrico.Quais os três destinos possíveis do átomo de carbono fixado no gliceraldeído-3-fosfato.6-bifosfato.5-bifosfato. o restante. consequentemente. se logo após. A regulação do metabolismo dos carboidratos em células vegetais é dependente da luz.6-bifosfato e. como a enzima rubisco que é mais rápida em pH alcalino e em altas concentrações de Mg2+. uma vez que certas enzimas são ativadas pela iluminação da célula. além da troca de Pi e triose-fosfato na membrana interna do cloroplasto? Como o ATP e o NADPH não cruzam a membrana do cloroplasto. O 3-fosfoglicerato volta ao cloroplasto e o efeito líquido final é a produção de NADPH/NADH e ATP no citosol.Como se dá a regulação do metabolismo dos carboidratos em vegetais? Exemplifique. durante a formação do acetoacetato. Várias enzimas do estroma. A frutose-1. dependentes do pH e das concentrações de certos substratos.Por que as células se dão ao trabalho de adicionar CO2 para sintetizar um grupo malonil a partir de um grupo acetila.A membrana interna do cloroplasto é impermeável para a maioria dos compostos fosforilados (frutose-6-fosfato. a)Como esta organela transporta (exporta) seus produtos fosforilados? Qual a importância desse sistema de transporte? O cloroplasto transporta os compostos fosforilados através de um sistema específico que catalisa a troca de um Pi por uma triose-fosfato(tanto a diidroxiacetona quanto o 3-fosfoglicerato). o produto do segundo estágio da fixação do CO2. Sem essa troca o Pi disponível no cloroplasto será depletado impedindo a posterior fixação de CO2. e por outro lado o Pi que entra no cloroplasto é necessário para a fixação de CO2. onde serão empregados. perdem o mesmo CO2 ? . por exemplo. glicose-6-fosfato e frutose-1. gerando ATP e NADPH. substrato importante no ciclo de Calvin. 9. esse sistema de contra-transporte possui a capacidade de movê-los indiretamente para o citosol. b)Qual a função do sistema de contra-transporte Pi-triose fosfato. ainda. Outras enzimas vegetais que regulam esse metabolismo são. Esse mecanismo é importante pois os produtos da fixação fotossintética do carbono. As enzimas fixadoras de CO2.5-bifosfato e os que sobram. são reguladas pelo pH e pela concentração de Mg2+. por sua vez. são reguladas pela luz e requer ATP e NADPH que têm as suas concentrações aumentadas no estroma do cloroplasto quando estes são iluminados. Esse contra-transporte move uma triose-fosfato para fora do cloroplasto (citosol) simultaneamente à entrada de Pi (interior do citoplasma) que será empregado na fotofosforilação. onde funcionam como ponto de partida da biossíntese da sacarose.frutose-2. são enviadas para o citosol. O destino mais importante desse carbono é a reciclagem para formar a ribulose-1. A diidroxiacetona fosfato sintetizada no estroma é transportada para o citosol onde é convertida enzimaticamente em 3-fosfoglicerato. 8. o equilíbrio entre gliconeogênese e glicólise. ou seja. CAPÍTULO 20: BIOSSÍNTESE DE LIPÍDIOS 1.6-bifosfatase também requer Mg2+ e é muito dependente do pH. por exemplo). 10. ou ainda pode ser convertido em sacarose para transporte ou amido para armazenamento. Qual desses destinos é o mais importante? O carbono fixado no gliceraldeído-3-fosfato na fixação do CO2 pode ser reciclado para formar a ribulose-1.

um transportador indireto transfere os equivalentes do grupo acetila através da membrana interna. Assim. A enzima que catalisa esta desidratação é a  -hidroxiacil-ACP desidratase. trans-delta 2-butenoil-ACP.Na  oxidação dos ácidos graxos. A condensação de dois grupos acila é endergônica. reação catalisada pela -cetoacil ACP redutase e o doador de elétrons é o NADPH Desidratação: No primeiro passo.Explique os passos da formação do palmitato. O acoplamento da condensação à descarboxilação do grupo malonil torna o processo global altamente exergônico. reação catalisada pela acetil-CoA-ACP transacetilase. Sete ciclos de condensação e redução produzem o grupo palmitoil com 16 carbonos. catalisada pela  cetoacil-ACP sintase. em lugar de grupos acetila. deslocando o grupo SH da enzima. A alongação da cadeia geralmente pára neste ponto e é liberado o palmitato livre da molécula de ACP pela ação de uma atividade hidrolítica existente no complexo da sintase. 4. a descarboxilação do grupo malonil facilita o ataque nucleofílico do carbono metileno ao tioéster que liga o grupo acetila ao  -cetoacil-ACP sintase. Nesta reação. No complexo da sintase carregada. 8AcetilCoA+7ATP+14NADPH+14H+  Palmitato+8CoA+6H2O+7ADP+7Pi+14NADP+ 3. . este é reduzido pela malato desidrogenase citossólica em malato. tornam a reação de condensação termodinamicamente favorável. os grupos acetila e malonil estão muito próximos um do outro e são ativados para o processo de alongamento da cadeia. age como um inibidor por retroalimentação da enzima. os elementos da água são removidos do D- -hidroxibutiril-ACP para liberar uma dupla ligação no produto. reação catalisada pela malonil-CoA-ACP transferase. O envolvimento de grupos malonil ativados. o principal produto da síntese de ácidos graxos. Condensação: A condensação dos grupos ativados acetila e malonil formam um grupo acetoacetil ligado à ACP através do grupo SH da fosfopanteteína. e o citrato é um ativador alostérico. A segunda reação transfere o grupo malonil do malonil CoA para o grupo SH da ACP. sendo produzida uma molécula de CO2.Como é feita a regulação da biossíntese de ácidos graxos ? A reação catalizada pela acetil-CoA carboxilase é o passo limitante da velocidade na biossíntese dos ácidos graxos e esta enzima é um sítio importante de regulação. a ligação covalente do CO2 durante a biossíntese dos ácidos graxos é apenas transiente sendo removida logo após cada unidade de dois carbonos ser inserida na cadeia. Redução da dupla ligação: A dupla ligação do trans-delta 2-butanoil –ACP é reduzida( saturada) para formar butiril-ACP pela ação da enoil-ACP-redutase e o NADPH é o doador de elétrons. na reação do ácido cítrico catalizada pela citrato sintase. Redução do grupo carbonila: O acetoacetil-ACP formado no passo de condensação sofre redução do grupo carbonila para formar D- -hidroxibutiril-ACP. Nos vertebrados. A energia extra necessária para conduzir a síntese dos ácidos graxos de maneira favorável é fornecida pelo ATP empregado na síntese de malonil-CoA a partir de acetil-CoA e HCO3-. Como o oxaloacetato não pode voltar à matriz mitocondrial completamente pois não existe um transportador para ele. No citosol a clivagem do citrato pela citrato liase regenera o acetil-CoA. o rompimento da ligação entre dois grupos acila ( a clivagem de uma unidade de acetila da cadeia acila) é altamente exergônica. Quando há um aumento nas concentrações mitocondriais de acetil-CoA e de ATP. O átomo de carbono presente no CO2 que se forma nesta reação é o mesmo átomo de carbono que foi originalmente introduzido no malonil-CoA a partir de HCO3. As reações da ácido graxo sintase são repetidas para formar o palmitato. o grupo acetila é transferido do grupo Cys-SH desta enzima para o grupo malonil no SH da ACP. tornado-se a unidade de dois carbonos metil-terminal do novo grupo acetoacil. esta reação é conduzida pelo investimento de energia oriunda do ATP. O citrato então passa para o citosol pela membrana mitocondrial interna através do transportador de tricarboxilato.este volta à matriz mitocondrial através da malato alfa cetoglutarato que troca por citrato e é reoxidado em oxaloacetato para completar o transporte. o citrato é transportado para fora da mitocôndria e transforma-se tanto no precursor do acetil-Coa citossólico como em um sinal alostérico para a ativação da acetil-CoA carboxilase. O acetil CoA intramitocondrial reage primeiro com o oxaloacetato para formar citrato. No passo de condensação. 2. o palmitoil-CoA.Como o acetato é transportado para fora da mitocôndria ? Como a membrana mitocondrial interna é impermeável ao acetil-CoA. O grupo acetila da acetil CoA é transferido para o grupo Cys-SH da  cetoacil-ACP sintase.pela reação da acetil CoA carboxilase.

liberando 1 CoA-SH.Como ocorre a biossíntese do esfingolipidios? A biossíntese deste lipídios compartilham precursores e alguns mecanismos. explicando o processo. Frequentemente. finalmente. 2) Os diacilgliceróis. A CDP é ligada tanto ao diacilglicerol. Via do triacilglicerol: 1) O fosfatidato é hidrolisado pela fosfatidato fosfatase para formar um 1. a inativa. 4) alteração ou mudança do grupo cabeça para liberar o produto fosfolipídico final. o ácido graxo em C-1 é saturado e em C-2 é insaturado.diacilglicerol. desta forma. pode seguir para a formação de triacilglicerol ou glicerofosfolipídio.são gastas 4 elétrons doados por 2 NADPH. Esquema: vide Lehninger pág 492). Neste estágio três grupos fosfato são transferidos de 3 moléculas de ATP para mevalonato formando assim o 3-fosfato-5- . O NADPH entra na via para reduzir a  -cetoesfinganina em esfinganina. o grupo cabeça é um açúcar doado por UDP-glicose que se liga diretamente ao C1 hidroxila da esfingosina. 5-Cite os passos para a biossíntese de triacilgliceróis explicando o processo. Primeiro estágio: Acilação dos grupos hidroxila livres do glicerol 3. então. Em geral. Na formação da esfingomielina.2. que se condensam formando acetil-CoA.fosfato é o precursor dos triacilgliceróis e pode ser obtido na glicólise.fosfato ( fosfatidato). respectivamente. leva ao intermediário mevalonato. a fosfatidilcolina é que doa o grupo cabeça (fosfocolina) para a esfingosina . Já no fígado e no rim ele também é formado do glicerol pela ação da glicerol quinase. A via. ( Esquema: vide Lehninger págs 490 e 491 ). O grupo cabeça polar dos glicerofosfolipídeos é ligado através de uma ligação fosfodiéster. No 4º e último estágio há a ligação de um grupo cabeça para produzir um esfingolipídio (cerebrosídio ou esfingomielina). a citidina difosfato (CDP). irreversível.fosfato desidrogenase citossólica ligada ao NAD. a fosforilação é acompanhada por dissociação em subunidades monoméricas e perda de atividade. pela ação da Glicerol 3. (Estratégia 1). O glicerol 3. liberando um composto de 6 carbonos. No cerebrosídio. formando de fato um fosfatidato ativado. requer: 1) síntese de uma molécula esqueleto (o glicerol ou a esfingosina): 2) ligação de ácidos graxos ao esqueleto. A citidina monofosfato (CMP) é então deslocada em um ataque nucleofílico pela outra hidroxila. No 3º estágio há uma dessaturação da porção esfiganina da ceramida formando assim a esfingosina. Duas moléculas de acetil-CoA. No processo biossintético uma das hidroxilas é ativada primeiro pela ligação de um nucleotídeo. CDP. a partir de precursores simples.fosfato por duas moléculas de acil graxo CoA liberando o diacilglicerol 3. Portanto.Estas duas reações são catalisada por tiolase e HMG-CoA sintase. através de ligações éster ou amida: 3) adição de um grupo cabeça hidrofílico.A acetil-CoaA carboxilase é também regulada por alteração covalente. desacelera a síntese de ácidos graxos . a terceira reação representa esse comprometimento e é o passo decisivo. agora. 6. que se condensa com uma terceira molécula de acetil-CoA. No 1º estágio ocorre a síntese de uma amina com 18 C (esfinganina) a partir do palmitoil-CoA e da serina. No 2º estágio há a ligação de um ácido graxo à esfinganina através de uma ligação amida para formar ceramida. a montagem dos fosfolipídeos. como ao grupo hidroxila do grupo cabeça (Estratégia 2). A mesma via que leva aos triacilgliceróis até fosfatidato acontece aqui também. são reversíveis e sua ocorrência não implica no comprometimento definitivo da célula com a síntese do colesterol .diacilglicerol. 8-Como é realizado a biossíntese do colesterol a partir da acetil-CoA? Essa síntese ocorre em quatro estágios. na qual cada uma das hidroxilas alcoólicas (uma no grupo cabeça polar e uma no C-3 do glicerol) forma um éster com um ácido fosfórico. em alguns casos. Na sua forma (desfosforilada) a aceil-CoA carboxilase polimeriza-se em longos filamentos. 7. esta redução é catalisada pela HMG-CoA redutase. são. a redução do AMG-CoA em mevalonanato . unido ao esqueleto através de uma ligação fosfodiéster: e. convertidos em triacilgliceróis por transesterificação com um terceiro acil graxo CoA. A fosforilação disparada pelos hormônios glucagon e epinefrina. ocorrendo em 4 estágios. No primeiro estágio da biossíntese do colesterol. No segundo estágio envolve a conversão do mevalonato em duas unidades de isopreno ativado. mas não invariavelmente.Cite os passos da biossíntese de glicerofosfolipídeos. o  -hidroxi- -metilglutaril-CoA (HMGCoA).

e do intermediário-chave mevalonato. ainda não identificados. Finalmente o lonoesterol é convertido em colesterol por uma série de aproximadamente 20 reações.pirofosfamelanato. A ação da esqualeno monooxigenase acrescenta um átomo do O2 à extremidade da cadeia do esqualeno . Esta enzima existe nas formas fosforilada (inativa) e desfosforilada (ativa). Por fim duas moléculas de fornesil pirofosfato ligam-se cabeça com cabeça para formar o esqualeno (30 C).Como a glicólise pode regular a síntese de ácidos graxos ? O Piruvato é um produto da via glicolítica . ésteres do colesterol e triacilgliceróis. formando um epóxido (esqualeno-2. No estagio seguinte 4º ocorre a ciclização do esqualeno formando os quatros anéis do núcleo esteróide e em seguida uma serie de mudanças (oxidações remoção ou adição de grupos metilas) leva a produção do colesterol . ele é transportadora forma de lipoproteínas plasmáticas. concentrações altas de colesterol intracelular também diminuem a síntese de novas moléculas da enzima. Consiste no reconhecimento das moléculas de LDL por receptores de superfície específico e de natureza protéica (receptores da LDL) que estavam presentes nas células que precisam captar o colesterol. As duplas ligações do epóxido formado estão posicionado de tal forma que uma estrutura cíclica. Finalmente.Uma vez dentro da matriz mitocondrial . que são agregados moleculares de proteínas transportadoras específicas chamadas apolipoproteínas com combinações variadas de fosfolipídios. CAPÍTULO 20 1) . a partir do sangue. O glucagon estimula a fosforilação (inativa) e a insulina promove a desforilação. onde ele pode funcionar novamente na captação de nova LDL.que condensam-se formando o Citrato . A penetração do colesterol nas células é através da endocitose mediada por receptores que foi estudada. 10-Quais são os fatores que regulam a biossíntese de colesterol nos mamíferos? A produção de colesterol é regulada pela concentração de colesterol intracelular e pelos hormônios glucagon e insulina. O NADPH reduz o outro átomo de oxigênio do O2 até H2O. é inibida alostericamente por derivados do colesterol. que contem 4 anéis característicos do núcleo esteróide e uma –OH no C3.3-epóxido).De onde vem o NADPH responsável pela energia do processo de síntese de ácidos graxos? . colesterol. ativando a enzima e favorecendo a síntese de colesterol. No próximo passo este grupo fosfato e o grupo carboxila próximo saem deixando uma dupla ligação no produto de 5 átomos de carbonos. diminuindo a captação do colesterol. na qual é formado uma cadeia de 10 carbonos (geranil pirofosfato) e é liberado um grupo PPi. O receptor da LDL escapa da degradação e retorna para a superfície celular. insolúvel em água. sendo que um da três fosfato se liga ao grupo -HO do mevalonato e se torna um bom grupo abandonador. A ligação de LDL em um recptor de LDL inicia o processo de endocitose o que traz a LDL e seu receptor associado para o interior da célula dentro de um endossomo. A HMG-CoA redutase. No terceiro estágio há a condensação de seis unidades de isoprenos ativado para formar a estrutura do esqualeno com 30 átomos de carbonos. altas concentrações de colesterol intracelular provocam uma redução na produção da LDL. A HMG-CoA redutase é também regulada por hormônios.A principal causa da ciclização è a grande aparência da estrutura linear do esqualeno com a cíclica dos esturdies. O geranil pirofosfato sofre outra condensação "cabeça com cauda" com o 1º isopreno ativado liberando o fornesil pirofosfato (15 C) . As apolipoproteínas ("apo"designaa proteína na sua forma livre de lipídios) combinam com os lipídios para formar várias classes de partículas compostas de lipoproteínas e que são agregados esféricos com os lipídios hidrofóbicos na centro e as cadeias laterais hidrofílicas dos aminoácidos das proteínasna superfície. mais especificamente para as partículas de LDL ( lipoproteínas de baixa densidade). a enzima que catalisa esta reação. Este endossomo eventualmente contêm enzimas que hidrolisamos ésteres de colesterol. lanoesterol.  ³-isopentil pirofosfato (primeiro isopreno ativado) que se isomeriza formando o dimetil pirofosfato (segundo isopreno ativado). 2) . 9-De que forma o colesterol é transportado do tecido de origem para outros tecidos? E como é o mecanismo de penetração dessa molécula nas células? O colesterol é. O 2º e o 1º isopreno ativado se condensam" cabeça (extremidade na qual o fosfato esta ligado) com cauda" respectivamente. O passo limitante na via para o colesterol é a conversão em mevanolato do beta-hidroxi-beta-metilglutanilCoA.regulador a curto prazo da síntese dede ácidos graxos .ele dá origem a ACETIL CoA ou Oxalacetato (reação anaplerótica ). Com isso. essencialmente. O alto nível de Citrato exportado da mitocôndria para o citosol estimulando a biossíntese de ácidos graxos. liberando o colesterol e ácidos graxos no interior do citosol. Em adição a esta inibição imediata da HMG-CoA redutase já existente.

O estágio 2 envolve a conversão do mevalonato em unidades de isopreno ativado e o estágio 3 consiste na polimerização das seis unidades com cinco átomos de carbono do isopreno para formar a estrutura linear de esqualeno. Esta enzima existe na forma fosforilada ( inativa ) e desforilada ( ativa ).Qual a importância funcional de um complexo enzimático responsável pela síntese de ácidos graxos ao invés da ação de enzimas individualizadas (não ligadas covalentemente )? O arranjo espacial do complexo enzimático aumenta a probabilidade de ligação entreo substrato e as enzimas e ao mesmo tempo limita o local de reação .Quais hormônios e como eles regulam a biossíntese de ácidos graxos? Quando há grande ingestão de proteínas e carboidratos estes devem ser armazenados na forma de gordura . No processo biossintético uma das hidroxilas é ativada primeiro pela ligação de um nucleotídio. evitando a entrada de substratos competitivos. e ocupam menor volume no organismo que glicídios e proteínas .Esta conversão é promovida pela Insulina (estímulo da via glicolítica). 8) . 5) .fale sobre os estágios da biossíntese do colesterol a partir do acetil-CoA. como ao grupo hidroxila do grupo cabeça (estratégia 2 ). CDP-diacilglicerol ( estratégia 1 ). o mevalonato. No estágio 4. Outra fonte de NADPH é a via oxidativa da via das pentoses.Quais as duas estratégias para ligação dos grupos cabeça na biossíntese dos glicerofosfolipídios? O grupo cabeça polar dos glicerofosfolipídios é ligado através de uma ligação fosfodiéster. O Oxaloacetato é reduzido a Malato pelo NADH proveniente da gicólise . A HMG-CoA redutase é também regulada por hormônios. 7) .O Malato então sofre uma descarboxilação oxidativa transformando-se em Piruvato com a liberação de NADPH. a ciclização de esqualeno forma os quatro anéis do núcleo esteróide e uma posterior série de mudanças ( oxidações. tal como um cerebrosídio ou esfingomielina. 3) . que é catalisada por uma enzima reguladora complexa.por serem armazenados na forma anidra. a citidina difosfato ( CDP ). A citidina monofosfato ( CMP ) é então deslocada em um ataque nucleofílico pela outra hidroxila. . formando de fato um fosfatidato ativado. ativando a enzima e favorecendo a síntese de colesterol.Porque os triglicérides são utilizados pelo organismo como reserva de energia ? São moléculas que concentram muita energia . o colesterol.Na via do colesterol o passo limitante é a conversão do beta-hidroxi-beta-metil-glutaril-CoA em mevalonato.Por oposiçaõ três outros hormônios inibem esta conversão (Glucagon . A CDP é ligada tanto ao diacilglicerol.hormônio de crescimento e hormônio da adrenal-cortical). ainda não identificados. e do intermediário-chave mevalonato. 4) . 6) . com 30 átomos de carbono.pois são muitos reduzidos. na qual cada uma das hidroxilas alcoólicas ( uma no grupo cabeça polar e uma no C-3 do glicerol ) forma um éster com um ácido fosfórico. 9) .Quais os estágios da biossíntese dos esfingolipídios ? _ síntese de uma amina com 18 carbonos a esfinganina a partir do palmitoil-CoA e da serina _ ligação de um ácido graxo através de ligação amida para formar um ceramida _dessaturação da porção esfinganina para formar esfingosina _ligação de um grupo cabeça para produzir um esfingolipídio. O glucagon estimula a fosforilação ( inativação ) e a insulina promove a desforilação. Como se dá a inibição e a regulação dessa enzima? A HMG-CoA redutase é inibida alostericamente por derivados do colesterol. remoção ou migração de grupos metila) levam ao produto final.Uma vez fora da mitocôndria o Citrato é convertido a ACETIL CoA e Oxaloacetato.fonte de energia para a síntese de ácidos graxos. No estágio 1 as três unidades de acetato se condensam para formar um intermediário com seis carbonos.

10) . A síntese desses hormônios requer a remoção de parte ou de todos os carbonos presentes na "cadeia lateral" que progeta C-17 no anel D do colesterol. . Ela envolve primeiro a hidroxilação de dois carbonos adjacentes na cadeia lateral ( C-20 e C-22 ) seguida da clivagem de uma ligação entre elas. Todas as reações de hidroxilação e oxigenação na biossíntese dos esteróides são catalisadas por oxidases de função mista que empregam NADPH. oxigênio e o citocromo mitocondrial P-450. A remoção da cadeia lateral toma lugar na mitocôndria de tecidos que fazem hormônios esteróides. Explique como ocorre a clivagem da cadeia e a oxidação no processo de síntese desses hormônios. A formação dos hormônios individuais também envolve a introdução de átomos de oxigênio.Na espécie humana os hormônios esteróides são derivados do colesterol.