You are on page 1of 27

RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS PARA A PADRONIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS E METODOLOGIAS EM BIOLOGIA FORENSE PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº 01: Recebimento de material para exame

: a) Verificar a origem do corpo de delito, preocupando-se especialmente com a cadeia de custódia. Conferir o documento de encaminhamento, checando sua legalidade; b) Ao receber o corpo de delito, verificar se está bem acondicionado e as condições da amostra; c) Conferir se as peças que estão citadas no documento da requisição/solicitação da perícia correspondem exatamente àquelas que foram recebidas. Caso não correspondam, exigir novo documento de encaminhamento ou registrar na requisição/solicitação de exames as divergências, com o ciente de quem esta entregando ou encaminhando as peças; d) Verificar em que condições a amostra foi acautelada até o recebimento pelo perito (umidade, temperatura, contaminação, tempo de cautela e qualquer outro que possa influenciar nas conclusões); e) Verificar sob quais condições a amostra estava sujeita no campo (local da coleta, características do local, condições climáticas, tipo de coleta, características da vítima e qualquer outro que possa influenciar nas conclusões); f) Registrar o que foi recebido para exames nos controles do setor, com anotação do número de protocolo, data de entrada e número do documento solicitante visando garantir a cadeia de custódia do corpo de delito; g) Realizar a triagem do material quanto ao tipo de exame e registrar por ordem crescente. Priorizar os casos de urgência (auto de prisão em flagrante, reiterações, tribunal de júri, inquéritos policiais e outros); PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº 02: DOS EXAMES: A - EXAMES EM MANCHAS DE SANGUE I1.1) PRINCIPAIS TIPOS DE PERÍCIAS Análise macroscópica - coleta As características do suporte devem ser relatadas através da sua descrição, como, por exemplo, o material em que é confeccionado, cor e estado de conservação. As manchas devem ser localizadas e descritas quanto ao aspecto e tamanho. Deve ser verificado se apresenta quantidade suficiente ao exame, a possibilidade de ter sido lavada, se está livre de contaminações, bem como as possíveis dificuldades quanto a sua extração. Quando em local de crime, deve ser coletada e guardada de forma a evitar contaminação e/ou deterioração. Testes de orientação Esses testes são reações de oxidação que podem detectar a presença de sangue através de cor ou luminescência. Eles não são específicos para sangue podendo dar falso-positivo com outras substâncias (extratos vegetais, pus, saliva e outros fluidos orgânicos nas reações de cor e compostos de ferro e cobre nas reações de luminescência). Porém, a reação negativa é excludente. Quanto à sensibilidade, depende do tipo de teste e outros fatores. Por exemplo, o tipo

2

de tecido pode influenciar a sensibilidade, tecidos mais absorventes, devido a sua retenção, apresentam melhores resultados. O uso prévio de testes de luminescência, por exemplo, o luminol, podem afetar testes de certeza, origem, tipagem e outros marcadores moleculares. 1.2) Testes de certeza São testes que confirmam a presença de sangue através da formação de cristais de derivados do heme ou de reações imunológicas para hemoglobina. O segundo tipo é específico para hemoglobina humana, podendo ser utilizado também para determinação da origem, além de apresentar sensibilidade maior que o teste de cristais. Pode ocorrer falso-positivo no caso de contaminação por ferrugem ou alta temperatura na reação dos cristais e com uso de certos detergentes e exposição prolongada ao luminol na imunocromatografia. 1.3) Testes específicos A determinação da origem humana é baseada em reações antígeno-anticorpo (reconhecimento imunológico das proteínas do sangue) através da precipitação/métodos eletroforéticos ou inibição. As reações de precipitação dependem do anti-soro, sua especificidade, coeficiente de difusão e a concentração dos reagentes. Seus resultados sofrem influência da idade da mancha, putrefação, lavagem e aquecimento, podendo provocar falsonegativo. Testes de identificação individual A determinação dos antígenos do sistema ABH, Rh e MN em manchas de sangue são feitas por métodos indiretos, visto que os glóbulos vermelhos já estão destruídos. As manchas sujeitas à umidade e contaminação retêm sua atividade por pouco tempo. Bactérias podem provocar tanto resultado falso-positivo quanto falso-negativo. Alguns tecidos (seda e lã) não se prestam à técnica, podendo provocar falso-positivo. II 2.1) EXAMES MÍNIMOS INDISPENSÁVEIS Coleta dos vestígios - Se o sangue se encontra em estado líquido deve coletado com auxílio de tiras de papel absorvente ou tecido estéril. As tiras devem ser completamente secas a temperatura ambiente antes de serem guardadas em envelopes de papel; - Se o sangue estiver seco, pode ser solubilizado em soro fisiológico, coletado e guardado como a técnica descrita no item anterior. Outra alternativa é realizar a raspagem do suporte removendo a crosta; Análises macroscópicas - Fazer a triagem das manchas, localizando-as no suporte, utilizando, caso lavadas, de reações de luminescência; - Descrever o suporte e a mancha; - Observar se a mancha é encontrada em quantidade suficiente para as análises ou se apresenta contaminação; - Escolher o teste a ser utilizado de acordo com as análises macroscópicas; - As soluções devem ser testadas com controles negativos e positivos; Testes de orientação 2.3.1) Reações de cor - Nestes testes são empregados peróxido de hidrogênio e um reagente que funciona como indicador, pois o grupo heme atua sobre o peróxido liberando oxigênio que oxida o indicador formando um composto corado. 2.3.2) Reações de luminescência

2.2)

2.3)

É também conhecido como teste de Coombs e demonstra a presença de globulina.A técnica combina a separação de frações de proteínas por mobilidade eletroforética com a precipitação das proteínas em gel devido à especificidade antigênica. eletroimunodifusão e eletroforese cruzada).5.2) Cristas de Takayama . . É usado para comparações qualitativas em amostras diferentes. Se uma mancha de sangue contém 2. Testes específicos 2. porém é necessário um longo tempo para a reação. 2.Anticorpo e antígeno interagem em meio líquido ou gel formando um complexo antígeno/anticorpo insolúvel. 2.Há formação de cristais de hemocromogênio formando bastões de várias larguras ou em formato de pena pela reação do sangue com pirimidina em meio alcalino. o qual perderá a capacidade de aglutinar hemácias sensibilizadas por anticorpos incompletos. É realizado em uma membrana cromatográfica que contém anticorpos imobilizados e anticorpos móveis.5. 2.4.4) Testes de certeza 2.2) Teste imunocromatográfico . a) Método do anel (líquido) – é um método rápido e sensível que forma uma linha interfacial de precipitina entre o anti-soro e o estrato com o antígeno.Também utilizado como teste de certeza onde a hemoglobina reage com o conjugado formando uma linha azul.3 - As moléculas do sangue podem ser excitadas quimicamente através de fluorocromos produzindo luminescência por reação de oxidação com o grupo heme.3) Imunocromatografia . além de possibilitar a análise de mais de um sistema antígeno/anticorpo. c) Métodos eletroforéticos . difundindose e formando um precipitado em forma de arco.5) . Neste método a globulina irá inibir a atividade do soro antiglobulina. 2. b) Difusão dupla em duas dimensões – O gel é colocado em uma placa onde antígeno e anticorpo são colocados em anéis circulares separados.É um teste que combina e determinação do sangue com a determinação da espécie que apresenta grande sensibilidade. A hemoglobina reage com o conjugado formando uma linha azul.4. O uso do gel é vantajoso porque não há ocorrência de turbidez.Há formação de cristais de hemina de cor marrom escura na reação de sangue com ácido acético na presença de um sal e aquecimento. 2. O número de arcos de precipitados formados corresponde ao número de proteínas presentes (imunoeletroforese em duas dimensões. É superior ao método anterior porque permite a identificação de antígenos e anticorpos correspondentes em diferentes misturas.1) Reação de precipitação . que se movimentam por ação capilar.CUIDADO COM A CONCENTRAÇÃO DE HEMOGLOBINA – que em excesso pode dar falso-negativo (efeito hook – a hemoglobina livre chega à zona de reação antes do conjugado se ligando ao anticorpo imobilizado sem corante).4.1) Cristais de Teichmann .5.3) Teste da inibição da antiglobulina humana .

o excesso de anticorpo é lavado e os anticorpos absorvidos são eluídos e identificados por indicadores. È útil apenas nas duas primeiras semanas e não pode ser usado isoladamente devido à contaminação.6) Testes de identificação individual . b) Caracterização das condições em que os vestígios se encontravam. Em relação ao sistema MN e Rh. Em relação ao sistema ABO. g) Os vestígios devem ser mantidos na geladeira e encaminhados com brevidade ao laboratório para exames. verificando a aglutinação.2.1) Reações de cor a) Reagente de Kastle-Meyer (fenolftaleína) III 3.2) . N e o fator D. e) Para embalagem e armazenamento devemos utilizar invólucros de papel que evitam a contaminação. enquanto os anticorpos são identificados através de classificação reversa. i) No caso de coleta no local do crime. .São utilizados métodos indiretos: a) Teste de Lattes – O extrato da mancha é colocado diretamente com o indicador de células. os indicadores são adicionados e se unem a extremidade livre (o anticorpo reage com o antígeno e com o indicador). b) Absorção-Eluição – O antígeno da mancha é colocado com o anticorpo que é absorvido. Os antígenos são determinados através de lâminas e tubos pelos soros anti-A e anti-B (humanos/anticorpos naturais. caso contrário apenas a mancha deve ser coletada. por exemplo. devem ser anexadas fotografias ilustrativas. é necessário observar a quantidade coletada que deve suficiente aos exames subseqüentes. além de identificar e selecionar os vestígios.1) 3. devemos encaminhálo ao laboratório. f) As amostras devem ser etiquetadas com os dados da ocorrência. h) Caso as manchas tenham sido lavadas. c) Aglutinação Mista – Teste utilizado quando a quantidade de material é ínfima. bem como a manutenção de sua integridade. Método mais sensível que pode utilizar pequenas quantidades de sangue. por suspensão de hemácias (A e B). O anti-soro é adicionado à mancha. indicando que a mancha é de origem humana. o anticorpo que reagiu permanece. Testes de orientação 3. c) Quanto à coleta. visando verificar seu estado geral. depois da absorção o excesso é lavado. 2.Os grupos sangüíneos são caracterizados pela presença de substância antigênica nas hemácias que aglutina em presença de anticorpo específico. se torna necessário a realização de testes de orientação para localizá-las como. essa globulinas irão neutralizar o anti-soro e nenhuma aglutinação ocorrerá. d) Se o suporte que contém a mancha possibilitar o transporte.4 globulinas humanas e é incubada com anti-soro globulina humano. a lanterna com lâmpada UV ou a aplicação de luminol. monoclonais e lecitinas). são pesquisados os antígenos M. TÉCNICAS E MÉTODOS EMPREGADOS NOS EXAMES Exame macroscópico e coleta de evidências a) Exame visual do local do exame ou do suporte encaminhado a exame. preservação. é pesquisada a presença dos antígenos A e B e anticorpos a e b.

3. cobrir com lamínula. Para aplicação deve ser utilizado um frasco vaporizador e o resultado deve ser observado em ambiente escuro (sem luz) Resultado: Luminescência branco-azulada. Obs 3: No sangue decomposto os cristais podem ter forma de agulha. Obs1: Pode apresentar erro em presença de sais de ferro e oxidase de vegetais. Colocar 100 μL do macerado na abertura do dispositivo teste. 3. Obs2: Apresenta sensibilidade maior que o primeiro reagente.2) Cristais de Takayama Procedimento: Preparar uma lâmina contendo o macerado do material suspeito. Adicionar duas gotas do reagente a duas gotas do macerado. Esperar por 30 segundos e adicionar uma gota de H2O2 a 3%.3. quebrar a ponta do frasco tampão. 3. colocar a lâmina na geladeira a fim de acelerar a reação. suco gástrico e qualquer substância capaz de decompor a H2O2. Diluir o macerado em diluição maior que 1:1000 para evitar o efeito hook. Esperar por 30 segundos e adicionar uma gota de H2O2 a 3%.1.2. 3. Resultado: coloração azul. Resultado: Cristais rômbicos ou prismáticos.5 Procedimento: A mancha (tecido) ou crosta deve ser macerada em salina. Obs 2: Após o procedimento.4) Testes específicos As manchas devem ser extraídas com pouca salina. aquecer a lâmina até o líquido borbulhar e observar ao microscópico. Resultado: Bastões em formato de pena de cor rósea avermelhada.3.1) Cristais de Teichmann Procedimento: Preparar uma lâmina contendo o macerado da mancha. Adicionar duas gotas do reagente de KIastle-Meyer diluído (1:5 em etanol) a duas gotas do macerado. adicionar uma gota do reagente pela borda evitando bolhas de ar. 3. Obs 1: No resultado negativo só aprece a linha de controle. b) Reagente de Adler-Ascarelli Procedimento: A mancha (tecido) ou crosta deve ser macerada em salina.3) Imunocromatografia Procedimento: Colocar um segmento pequeno da mancha em um tubo. 3. porém não afeta o DNA. Resultado: Aparecimento das duas linhas. Resultado: coloração vermelha Obs1: Pode apresentar erro em presença de sais de ferro. cobre. adicionar o reagente pela borda evitando bolhas de ar.2) Reações de luminescência a) Luminol Procedimento: Antes de usar deve ser adicionado 10 mL de H 2O2 a 3% e 90 mL de água destilada. Obs 1: Recomendado para fibras de tecido ou raspado de crosta. Os reagentes devem ser guardados sob refrigeração e em frasco escuro.3) Testes de certeza 3.4. isolados ou agrupados de cor marrom escura. oxidantes em geral.3. Obs1: Sua utilização afeta o exame de identificação individual por tipagem sangüínea. Obs 1: Recomendado para extratos concentrados da mancha. aquecer a lâmina por 30 segundos. Ler o resultado em 10 minutos. gotejar sobre a mancha e fazer um macerado.Testes de precipitina .

Diluir o soro antiglobulina humano nos títulos indicados.6 Obs1: Indicados para materiais degradados.Homogeneizar. .Adicionar a cada tubo uma gota de soro antiglobulina humano diluído conforme o título adequado (procedimento a) . deixar em repouso por 15 minutos. incubar a 37°C por trinta minutos. c) Procedimento . sendo três com a inscrição A e três com a inscrição B.Centrifugar e observar no microscópio para detectar a primeira diluição onde houver ausência total de aglutinação. 1 g de ágar em 100 ml de água destilada. . em seguida. centrifugar (1000 rpm/1 minuto) e levar ao microscópio. fazer escavações de cerca de 5 mm de diâmetro em torno de um anel central. colocando 10 gotas em tubo de ensaio. 1:16. n° (4) Teste com 1 gota do macerado da mancha. b) Sensibilização das hemácias .2. Após secar.Diluir o extrato com salina. 3. homogeneizar e deixar em repouso por 15 minutos.Acrescentar uma gota de hemácia sensibilizada a cada tubo (no caso de mancha retirar previamente a mancha e suporte do tubo).5 ml de salina. . Resultado: formação de arcos de precipitina entre o anti-soro e os anéis de extrato da mancha. . Deixe o tubo em repouso por cerca de 3 minutos na posição vertical.Teste da antiglobulina humana Obs1: apresenta baixo custo e é fácil de executar. Colocar 15 μl de anti-soro humano no anel central. . colocando uma gota de cada diluição no seu respectivo tubo e deixando em repouso por 15 minutos. . n° (2) Controle negativo com 1 gota de salina. 3. b) Difusão dupla em duas dimensões – Dissolver. Resultado: Observar com luz oblíqua uma linha fina de precipitina na interface das substâncias.Fazer uma suspensão de hemácias “O” Rh positivo a 10% em salina. nos outros anéis deve ser colocada a mesma quantidade de extrato de mancha.4.Lavar quatro vezes com salina.Marcar seis tubos. a) Método do anel . . 1:8.No caso de macerado . .Marcar quatro tubos.Identificar 6 tubos de ensaio (1:2.Adicionar 10 gotas de soro anti-Rh diluído 1:10. n° (3) Controle negativo com 1 gota do macerado do suporte ou fragmento do suporte. Distribuir 4 ml do ágar quente em uma placa de petri.Adicionar uma gota de hemácia tipo “O” sensibilizada. 1:32. deixar escorrer pela parede de um tubo de ensaio inclinado 50 μl dessa substância e. 1:64). controle negativo e positivo.Deixar em repouso por 15 minutos no caso de macerado e levar a refrigeração por 24 h no caso de mancha.5) Testes de identificação individual a) Antígenos A e B . colocando em cada tubo uma gota de salina e uma gota de soro humano diluído 1:1000. porém o anti-soro não é encontrado com facilidade no mercado. decantar todo o sobrenadante da última lavada e acrescentar 1. em Banho Maria. 1:4. . 100 μl do anti-soro. Resultado: A ausência de aglutinação indica a presença de proteína humana. sendo: n° (1) Controle positivo com 1 gota de soro diluído 1:1000. a) Titular o soro antiglobulina humano (Coombs) .

Cortar um pequeno segmento do suporte contendo a mancha. retirar a salina gelada e colocar duas gotas de salina à temperatura ambiente. f) Espátula.7 Cortar seis pequenos segmentos de suporte. . dois do suporte sem mancha e o dois de um controle conhecido.Seguir os passos da técnica anterior substituindo a temperatura de incubação de 56°C para 60°C.Após incubar a 56°C por 15 minutos. se “AB” aglutina nos dois e. vidros de relógios. . sendo uma de 5m de comprimento/0.2) . . quando não houver aglutinação é tipo “O”.Pode ser adquirido comercialmente com objetivo de detectar sangue oculto nas fezes.Após incubar a 4°C por 20 horas.1) EQUIPAMENTOS E RECURSOS INDISPENSÁVEIS Exames de coleta de evidências/macroscópicos a) Invólucros de papel. retirar as amostras dos tubos e colocar uma gota de suspensão de células a 3% em salina. h) Máquina fotográfica digital com zoom mínimo de 10 x. . b) Antígenos H . adicionando três gotas não diluídas de anti-A e anti-B monoclonais respectivamente. . . suporte sem a mancha e controle conhecido.70m de largura/0. j) Tesoura.Agitar por 10 minutos e deixar em repouso por 30 minutos IV 4. k) Duas bancadas.70 de altura e outra de 8m de comprimento/0. sendo dois do suporte contendo a mancha. etc Exames de orientação a) Reagente de Kastle-Meyer . se for tipo “B” no tubo B.Agitar por 10 minutos e deixar em repouso por 30 minutos Resultado: Se for tipo “A” aglutina no tubo A. tubos de ensaio. 2 g de Fenolftaleína 20 g de NaOH 20 g de Zinco (pó) 100 ml Água destilada - 4. colocar uma gota de suspensão de células “O” a 3%. e) Tiras de tecido ou papel estéril. com iluminação fria para exame visual do corpo de delito.70m de largura/0. colocar um corte no tubo A e outro no tubo B.1 g Luminol 5 g de Carbonato de Sódio 100 ml Água Destilada c) Swab. colocar em tubos identificados e adicionar três gotas de soro anti-H lecitina não diluído.70 de altura. eliminar o anti-soro não absorvido lavando seis vezes com salina gelada. . placas de Petri. agitando os tubos por 2 minutos.Após a última lavada. g) Conta-gotas. b) Luminol 0. i) Etiquetas. sendo hemácias A no tubo que foi colocado anti-A e hemácias B no outro tubo.Com cada um dos três tipos de segmentos. d) Soro fisiológico.

g) Geladeira.4) Exames de certeza a) Cristais de Teichmann 0. f) Fogareiro. i) Placa de Petri. Exames de identificação individual a) Soro anti-A. h) Bico de Bunsen. e) Bico de Bunsen. c) Tubos de ensaio. l) Centrífuga.1 g Brometo de Potássio 0. 0. d) Lamínula. f) Swab.1 g Iodeto de Potássio 100 ml Ácido Acético Glacial b) Cristais de Takayama 3 ml solução de NaOH a 10% 3 ml solução de glicose a 10% 3 ml piridina 7 ml Água destilada c) Lâmina.Tampão Tris pH 7. b) Salina. e) Becker.5) Exames específicos a) Tubos de ensaio.6) . 4. Membrana cromatográfica (conjugado de partículas azuis cobertas por anticorpos monoclonais.8 b) Peróxido de Hidrogênio a 3% (uso de água destilada para o seu preparo) c) Reagente de Adler-Asacarelli (Benzidina-acética) – Deve ser preparada no momento do uso devido à decomposição rápida. filtrada e colocada em frasco escuro.1 g Cloreto de Potássio 0. h) KIT . g) Espátula. k) Hemácias “O” sensibilizadas. Pode ser adquirida comercialmente como tiras para urinálise. anticorpos policlonais e anticorpos anti-IgG) 4. m) Microscópio estereoscópio. anti-B e anti-H.16 g Benzidina 4 ml de Ácido Acético Glacial 4 ml H2O2 a 3% d) Cadinho. d) Ágar.5 como diluente. j) Soro antiglobulina humano. b) Salina. c) Anti-soro. n) Decantador. 4. f) Microscópio esteroscópico. e) Luminol. d) Estufa.

timolftaleína monofosfato de sódio). L(+)-tartarato como inibidor. Também pode estar presente. As manchas devem ser localizadas com auxílio de luz ultravioleta. As fosfatases seminal e vaginal não podem ser discriminadas. Não é um teste específico. saliva. c) Fosfatase ácida São enzimas. por exemplo. pois vários fatores podem elevar o nível de fosfatase endógena nas mulheres. 1. pois inúmeros fatores podem levar a sua destruição. a) Colina (Cristais de Florence) É uma substância formada depois da ejaculação pela ação da fosfatase ácida prostática na fosforilcolina secretada pelas vesículas seminais.9 e) Hemácias A. A detecção de sua atividade pode ser feita a partir de vários substratos (fenilfosfato de sódio. presentes em grande quantidade no esperma. O último substrato é mais específico e elimina a necessidade de utilizar outras substâncias para diferenciar a fosfatase prostática de outras fosfatases. cor e estado de conservação. deve ser coletada e guardada de forma sa evitar contaminação e/ou deterioração. Deve ser verificado se apresenta quantidade suficiente ao exame. o material em que é confeccionado. devida a sua distribuição irregular no sêmen e a contaminação por microorganismos.1) Microscópico Indubitavelmente.1) Análise macroscópica . em baixas concentrações. bem como as possíveis dificuldades quanto a sua extração.2. Um teste clássico é a reação de Florence. capazes de hidrolizar fosfatos orgânicos em meio ácido. B e O.2) Testes químicos Baseados na detecção de componentes específicos do esperma ou que sejam encontrados em níveis elevados nessa secreção. p-nitrofenil-fosfato. a presença de grande quantidade de fosfatase é apenas indicativa da presença de esperma e não conclusivo. Junta-se o reagente de Florence (lugol) ao extrato da mancha formando cristais de iodeto de colina de formato romboédrico e cor marrom-amarelado. b) Cristais de Barberio Também é um teste apenas de probabilidade. prova definitiva da presença de esperma é a localização de espermatozóides. porém sua identificação microscópica em manchas nem sempre é possível. d) Teste imunológico O plasma seminal contém uma glicoproteína de origem prostática denominada PSA. como. Para o preparo de lâminas coradas deve ser usada a coloração de Christmas Tree e nos exames a fresco o corante Eosina B. sendo o mais aconselhado. pois resulta em falso-positivo em extrato de vários órgãos corporais e esperma de outras espécies. Testes de identificação para esperma 1. além da possibilidade de falso-negativo. possivelmente. no soro humano. α-naftil-fosfato. Quando em local de crime.PRINCIPAIS TIPOS DE PERÍCIAS 1. se está livre de contaminações. Devem ser descritas quanto ao aspecto e tamanho.coleta As características do suporte devem ser relatadas através da sua descrição. por exemplo. pois alguns fluidos corporais como. Nesse teste cristais com aspecto de agulhas grossas de cor amarelada resultam de uma reação aquecida do extrato da mancha com o ácido pícrico. B-EXAMES EM MANCHAS DE SECREÇÕES ORGÂNICAS I . Os métodos para sua determinação são baseados em .2. porém existem métodos mais seguros baseados na reação da colina oxidase. urina e esperma se tornam luminescentes quando expostos a ela. podendo aumentar em indivíduos com patologias prostáticas. sem dobrar o tecido. desta forma.

ou seja.o PSA livre chega à zona de reação antes do conjugado se ligando ao anticorpo imobilizado sem corante).3) Testes de identificação de secreções Esses testes dependem da secreção considerada e são baseados nas substâncias que as compõem. Desta forma.10 reações antígeno/anticorpo que se estendem desde reações de precipitina até métodos mais sensíveis como. 1. A saliva tem forma irregular e cor amarelada ou esbranquiçada. A mancha de colostro tem cor amarela acinzentada sendo nítida nos bordos. no suor. de coloração branca ao amarelo citrino.EXAMES MÍNIMOS INDISPENSÁVEIS 2. A contaminação por microorganismos inviabiliza o exame. Esses antígenos também podem ser encontrados. luz ultravioleta. lágrima. utilizando. ELISA e imunocromatografia. A mancha de leite é bem definida e amarelada. II .2) Testes específicos A determinação da origem humana é baseada em reações antígeno-anticorpo (reconhecimento imunológico das proteínas humanas) através da precipitação. O esperma tem forma geralmente irregular. recortando o suporte e guardado sem que seja dobrado. é aconselhável embebê-la em papel filtro. aquelas pessoas cujas secreções contém esses antígenos (cerca de 80% da população). 1.2) Análises macroscópicas Fazer a triagem das manchas. Os microorganismos presentes na secreção vaginal e saliva podem se multiplicar se a mancha não é seca imediatamente. se for o caso. 1. O esperma deve ser conservado na geladeira e enviado ao laboratório rapidamente. o PSA é específico não sendo encontrado em nenhum outro fluido corporal além do esperma. exceto na urina pós-ejaculado. suco gástrico e líquido amniótico considerando o caráter secretor do examinado. acondicionados em frascos limpos ou preservados em cartões especiais. odor característico devido aos derivados fosfatados e em suporte tem aspecto de goma.4) Testes de identificação individual em secreções São testes baseados na presença das substâncias grupo-específicas ABH nas secreções sob a forma de antígenos hidrossolúveis e em concentrações maiores que no sangue.1) Coleta dos vestígios Se o esperma se encontra em estado líquido deve coletado com swabs. em pequena concentração. por exemplo. circular com um lápis a região. Se o esperma estiver seco. bile e leite. O material deve ser etiquetado. é possível fazer tipagem em esperma. As manchas devem secar antes de serem acondicionadas em invólucros de papel. deixar secar e acondicionar invólucros de papel. Os testes imunocromatográficos utilizam uma membrana cromatográfica onde os anticorpos e as amostras se movem por capilaridade. Descrever o suporte e a mancha. deve ser coletado. saliva. localizando-as no suporte. 2. Para saliva. secreção vaginal. O ELISA emprega um anticorpo conjugado com uma enzima para detecção do antígeno. De acordo com pesquisas realizadas. . O excesso de PSA em relação ao conjugado pode dar falso-negativo (efeito “hook” .

pirocatequina e iodo que dá cor escura. devem ser anexadas fotografias ilustrativas.PSA Testes de identificação de outras secreções a) Saliva A saliva pode ser identificada através do exame microscópio pela presença de células bucais ou através de exame químico na pesquisa de sulfocianeto de potássio (outros líquidos orgânicos também contêm a substância) e de ptialina. d) Para embalagem e armazenamento devemos utilizar invólucros de papel que evitam a contaminação. b) Teste Químico . hidroquinona. c) Quanto à coleta. perdem a capacidade de reagir com antígenos correspondentes nas hemácias. preservação. .4) 2.TÉCNICAS E MÉTODOS EMPREGADOS NOS EXAMES 3.3) A mancha de urina tem odor característico e cor amarela esverdeada. Testes de identificação de esperma a) Microscopia . b) Exame visual do local do exame ou do suporte encaminhado a exame.Fosfatase Ácida c) Teste imunológico . Observar se a mancha é encontrada em quantidade suficiente para as análises ou se apresenta contaminação.1) Exame macroscópico e coleta de evidências a) Caracterização das condições em que os vestígios se encontravam.2) Extração do material .Eosina B. e) As amostras devem ser etiquetadas com os dados da ocorrência. além de identificar e selecionar os vestígios. bem como a manutenção de sua integridade. b) Leite e Colostro A Mancha pode ser identificada através do exame microscópio pela presença de células ricas em glóbulos de gordura e granulações protéicas ou através do exame químico com guaiacol.Christmas Tree. c) Urina A mancha pode ser identificada através do exame químico baseado na presença de seus componentes normais. conseqüentemente. visando verificar seu estado geral. g) No caso de coleta no local do crime. Extração do material As técnicas de identificação e tipagem necessitam de um macerado que deve ser feito com pouca salina. sendo a pesquisa de creatinina a mais específica. 2. é necessário observar a quantidade coletada que deve suficiente aos exames subseqüentes. 3. f) Os vestígios devem ser mantidos na geladeira e encaminhados com brevidade ao laboratório para exames.6) III . Teste de identificação individual em secreções O método mais indicado é o de absorção-inibição que é baseado na capacidade que as substâncias grupo-específicas têm de neutralizar os anticorpos correspondentes que.5) 2.11 2.

3) Teste imunológico . 3. pois pode estar ocorrendo o efeito “hook”. lavar com álcool etílico absoluto P. Obs. pressionar o swab contra a parede do tubo para eliminar a salina absorvida e retirá-lo. Obs. b) Manchas Procedimento: A mancha (tecido) deve ser cortada em segmentos. 3. Obs. Após 3 horas. 3.12 a) Swab Procedimento: Cobrir o swab com 1ml de salina em um tubo de ensaio. cobrir com o corante nuclear fast red por 15 minutos. Caso dê negativo. 1: Os testes são realizados em equipamentos computadorizados.3.A.2) Teste químico . Centrifugar o extrato. e secar. 20 μl do substrato timolftaleína.1% e cobrir com lamínula.PSA Procedimento: Colocar 100μl do macerado na abertura do dispositivo do teste (kits comerciais). 1: Esse teste é apenas indicativo da presença de esperma.1) Microscopia a) Eosina B Procedimento: Colocar 10μl do sedimento em uma lâmina. Esperar 5 minutos para ler o resultado. tubo 2 : 50μl de amostra conhecida de esperma.reduzido: 2-5 sptz/lâmina . 1: O sedimento é usado para microscopia e DNA. Observar ao microscópio com aumento de 400X.Fosfatase ácida Procedimento: Numerar três tubos de ensaio: tubo 1 : colocar 50μl do extrato da mancha. lavar com água destilada até ficar incolor. Observar ao microscópio com aumento de 400X.3.acentuado: > 10 sptz/lâmina b) Christmas Tree Procedimento: Colocar o sedimento em uma lâmina. 3. Fazer a contagem: . colocada em tubo de ensaio e coberta por salina. Resultado: Citoplasma cora em rosa claro e o núcleo em rosa escuro.3. macerar imediatamente antes de usar ou congelar o sobrenadante. Aguardar 30 minutos e adicionar 100μl de reagente de cor. Obs. o macerado deve ser diluído 1:100 e o exame repetido.muito reduzido: até 2 sptz/lâmina . fixando pelo calor. Resultado: Espermatozóide com citoplasma corado em verde e núcleo (cabeça) de vermelho a rosa. PSA e tipagem. retirar o extrato e centrifugá-lo.3) Identificação do esperma 3. confirmar negativo após 10 minutos. Adicionar a cada tubo. adicionar a mesma quantidade de Eosina B a 0. 2: Reagentes podem ser adquiridos comercialmente em kit do método colorimétrico para fosfatase ácida prostática. Após 30 segundos. Extrair por 20 minutos. 2: O sobrenadante é usado para fosfatase ácida. Obs.4) Teste de identificação de secreções a) Saliva . tubo 3 : 50μl de salina. Resultado: aparecimento de duas linhas na zona de teste e de controle. Resultado: cor azul ou azul esverdeada indica teste positivo. Obs. adicionar gotas do corante picro-índigocarmim. 3: Para PSA e fosfatase ácida.moderado 5-10 sptz/lâmina .

.13 Pesquisa de KCNS (sulfocianato de potássio) Procedimento: O macerado da mancha é tratado com HCλ diluído a 50% e solução de FeCλ3 a 10%. Resultado: O não aparecimento da cor azul indica a presença de saliva. Agitar por 3 minutos. Centrifugar por 1 minuto os tubos identificados como A e B. enquanto manchas (tecido ou papel filtro) ou swab devem ser maceradas com salina e centrifugadas. centrifugar por 1 minuto. Adicionar 50μl dos soros anti-A e anti-B. b) Leite Guaiacol Procedimento: Colocar o extrato da mancha com gotas de solução alcoólica de guaiacol a 10%. 1:16. Hidroquinona Procedimento: Colocar o extrato da mancha com gotas de solução de hidroquinona a 10%. Resultado: A coloração rósea indica leite ou colostro.5) Teste de identificação individual em secreções Procedimento: Para preparar o material. 3. O tubos H devem ficar em repouso por 15 minutos antes da centrifugação. respectivamente em cada série. 1:32. pois a ptialina hidrolisou o amido. c) Urina Procedimento: Cortamos 1cm2 do suporte com a mancha e adicionamos 1 gota do reagente de Jaffe-Dominguez-Martinez recentemente preparado. desprezando os últimos 50μl. Adicionar 50μl de suspensão de hemácias A. Resultado: A coloração amarelo-alaranjada indica leite ou colostro. anti-B e anti-H. Soltar o botão de hemácias e ler macroscopicamente. Coloque nos tubos das séries 1:2. hemácia “B” no tubo com soro anti-B e hemácia “O” no tubo com anti-H. B ou H. B. retirar 50μl das misturas em passar para os tubos das séries 1:4 e assim sucessivamente até sua diluição 1:256. aos respectivos tubos e 100μl do soro anti-H lecitina sem diluir. Titular os anti-soros A. 1:8. 50μl de salina e a mesma quantidade de soro anti-A. desprezar o sobrenadante e adicionar 100μl de salina. Resultado: A coloração amarelo-escura indica leite ou colostro. Resultado: A coloração vermelho-alaranjada indica urina. Adicionar 1 gota de suspensão de hemácias “A” a 3% onde foi colocado o soro anti-A. . a ausência de aglutinação nos tubos B indica presença de antígenos B e ausência de aglutinação nos tubos H indica presença de antígenos H. B ou O a 3% em salina nos tubos marcados A. desprezar o sobrenadante e adicionar 100μl de salina a cada tubo. Levar a banho-maria à 25ºC por 10 minutos. respectivamente. Homogeneizar. Resultado: a ausência de aglutinação nos tubos A indica a presença de antígenos A. 1:128 e 1:256. 1:64. B e H para as diluições: 1:2. Resultado: A cor vermelha indica a probabilidade de seu saliva devido formação de Fe(CNS)3. diluídos em prévia titulação. em caso de esperma em estado líquido deve ser diluído 1:20. 1:4. Deixar os tubos à 4ºC de 1 até 18 horas. Pirocatequina Procedimento: Colocar o extrato da mancha com gotas de solução de pirocatequina a 10%. Pesquisa de Ptialina Procedimento: Juntando o extrato da mancha com amido cozido e uma gota de lugol a 30%. e H: Identificar 3 séries de tubos de ensaio com A.

Microscópio estereoscópio. e) Conta-gotas.1g de Eosina 100ml de Água destilada . l) Geladeira. g) Etiquetas.70m de altura e outra de 8m de comprimento/0. i) Recipiente de isopor. . q) Soro fisiológico (salina). h) Tesoura.1) EQUIPAMENTOS E RECURSOS INDISPENSÁVEIS Exames de coleta de evidências macroscópicas a) Invólucros de papel. etc. tubos de ensaio. IV 4. 4. k) Duas bancadas.2) 4. p) Tubos de ensaio.Salina. . t) Bico de Bunsen. r) Becker. vidros de relógios.Tesoura. u) Centrífuga. placas de Petri. . com iluminação fria para exame visual do corpo de delito. s) Fogareiro. . sendo uma de 5m de comprimento/0.14 - Agitar por 3 minutos. .Christmas Tree 4.Tubo de ensaio. . Exame de identificação para esperma a) Microscópico .Swab. .1% 0.3) Teste de identificação individual em secreções o) Soro anti-A. f) Máquina fotográfica digital com zoom mínimo de 10X.Lâmina e lamínula. v) Hemácias A. d) Tiras de tecido ou papel-filtro estéril. anti-B e anti-H.70m de altura.70m de largura/0. Extração do material .Eosina B a 0. b) Luz ultravioleta. c) Swab. B e O.70m de largura/0. j) Lápis. w) Agitador.Cadinho. centrifugar por 1 minuto e ressuspender os botões de hemácia e observar macroscopicamente para detectar o último tubo onde há aglutinação (mesmo fraca) e baixar dois títulos.3) .Centrífuga.

f) Bico de Bunsen. ii.1g de nuclear fast red. Filtrar e conservar a 4ºC. e) Fogareiro. c) Teste imunológico .Salina.Fosfatase ácida .PSA . anti-B e anti-H.4) - i. h) Hemácias A. g) Centrífuga. b) Tubos de ensaio. b) Teste químico .3g de ácido pícrico em 100ml de água deionizada. . d) Becker. Adicionar 0. Adicionar 0.Kit comercial do método colorimétrico.Timolftaleína.5) I . . c) Soro fisiológico (salina). Corante Picro-índigocarmim Dissolver 1.PRINCIPAIS TIPOS DE PERÍCIAS . i) Agitador. B e O. C -EXAMES EM PÊLOS / FIBRAS 4. Corante - Teste de identificação de secreções a) Saliva Tubo de ensaio HCλ diluído a 50% solução de FeCλ3 a 10% Amido Lugol a 30% b)Leite Tubo de ensaio Guaiacol a 10% Papel-filtro Hidroquinona a 10% Pirocatequina a 10% c)Urina Tubo de ensaio Tesoura Reagente Jaffe-Dominguez-Martinez NaOH a 10% Ácido pícrico saturado Teste de identificação individual em secreções a) Soro anti-A. esfriar e filtrar e conservar a 4ºC.15 nuclear Fast red Dissolver 5g de sulfato de alumínio em 100mL de água deionizada quente.Kit comercial 4.33g de índigocarmin agitando até a dissolução completa.

2. A coleta do fio deve ser realizada observando-se o tipo de suporte em que está aderido a fim de preserválos intactos.2) Microscópicos . urina.Córtex .Extremidade .Encaminhar os fios juntamente com o suporte. .Medula . devidamente etiquetado e encaminhado com brevidade ao laboratório.O material deve ser devidamente etiquetado e encaminhado com brevidade para o laboratório. . esperma.As amostras embebidas ou impregnadas com substâncias orgânicas (sangue.As amostras devem ser individualizadas e acondicionadas em envelope de papel lacrado. utilizando material/equipamento adequado ao suporte (cabeça e/ou demais regiões do corpo).Deve ser realizada cuidadosamente.1) Macroscópicos . devem secar a temperatura ambiente antes de serem acondicionadas.As amostras devem ser individualizadas e acondicionadas em envelope de papel.3) Coleta de fios em suporte não removível .Tipo .Cutícula . caso necessário. humana ou animal. deve-se secar os mesmos a temperatura ambiente.1) Coleta de fios in vivo e post-mortem . visando-se manter o fio íntegro.16 1. utilizando material/equipamento adequado ao suporte. 2.1) Identificação e comparação de pêlos e/ou fibras .2) Coleta de fios em suporte removível .2) Exames de coleta dos fios 2. e no caso de fibras se vegetal ou sintética.Impregnações II .Impregnações 1.EXAMES MÍNIMOS INDISPENSÁVEIS 2.2. saliva e/ou outras).Comprimento . antes de serem acondicionados.Diâmetro . . Para os pêlos aderidos a um suporte contendo substâncias orgânicas e/ou outras.2.2. Exames para identificação do pêlo/fibra 1. .coleta O exame de identificação de pêlos visa caracterizar a origem.Bulbo .2.Cor . .Deve ser realizada cuidadosamente visando-se extrair o fio íntegro. 2.O material deve ser acondicionado em embalagem de papel e em seguida se necessário em saco plástico. . bem como fazer a comparação.

3.17 - As amostras embebidas ou impregnadas com substâncias orgânicas (sangue. Exame microscópico da evidência a) Observação através de microscópico binocular. 3.Humano .Animal . com uso de bálsamo do Canadá ou Entellan. urina.2) Preparação para exame microscópico (dependente do fio a ser examinado) a) Limpeza b) Desidratação c) Descoloração d) Montagem lâmina-lamínula. bem como a manutenção de sua integridade. mais grossos e com características outras. esperma. b) É necessário observar a quantidade de fios que deve ser suficiente aos exames subseqüentes.são sempre mais curtos. Caracterização das condições em que os vestígios foram recebidos. do córtex e da cutícula. preservação. • Pêlos . visando verificar seu estado geral.Fibra . O material deve ser devidamente etiquetado e encaminhado imediatamente ao laboratório.1) Exame macroscópico e coleta de evidências a) Exame visual do local do exame ou do suporte. além de identificar e selecionar os vestígios. 2. o mesmo deve ser encaminhado juntamente com o material a ser examinado.2).Natural (vegetal) . d) Para embalagem armazenamento devemos utilizar invólucros de papel que evitam a contaminação. devem secar a temperatura ambiente antes de serem acondicionadas.3) Exames para comparação Comparar as características macroscópicas e microscópicas de cada uma das amostras estudadas (vide item 1.3) 3.4) Identificação do Fio a) Pêlo Humano x Pêlo Animal • Cabelos . III .Sintética . b) Uso de escala micrométrica. saliva e/ou outras). A identificação do fio (pêlo) é dada por um conjunto de caracteres da medula. se espalham pelo corpo humano e cobrem os seres das outras espécies (animais). e) As amostras devem ser etiquetadas com todos os dados da ocorrência (histórico). (para comparação o ideal é no mínimo 10 unidades) c) Se o suporte pode ser removido. . .TÉCNICAS E MÉTODOS EMPREGADOS NOS EXAMES 3. f) Análise do material através da lupa microestereoscopica.são fios mais longos e mais finos que nascem na cabeça dos seres humanos.Semelhantes ou Dessemelhantes.

Geralmente presente. (pêlo humano: a queima é mais demorada. • Córtex . diâmetro bastante amplo.Lupa estereoscopica. Quando presente. 4. cheia de bolhas de ar como “sacos grandes e pequenos”. sendo que a ponta queimada fica afilada.Formada por escamas delgadas e transparentes sem saliências.Forma de cilindro oco e delgado. . células contínuas. Característica dos pêlos animais: • Medula . .Luvas descartáveis. em geral. mostra um desenvolvimento rudimentar. • Fibra sintética . • Córtex Células cornificadas e espessas. Característica de fibra vegetal: • Células vegetais bem caracterizadas à microscopia. odor desagradável e característico. • Cutícula . de colorido uniforme ou variado e de diversas espessuras. 2 gotas de α -naftol (solução 10% em álcool à 95%v/v) e 1mL de ácido sulfúrico). Exame microscópico e físico-químico da evidência . curtos e fusiformes.Estrutura geralmente tubular e oca ao exame microscópico. imbricamento com serrilhado bem visível. adicionar 1.Tesoura.Escamas grossas e salientes. A identificação de uma fibra é dada pelo diagnóstico diferencial com as características dos pêlos.0mL de água destilada. forte imbricamento. mais larga que no animal. pigmentos em forma de grãos irregulares maiores que nos pêlos humanos. queima-se rapidamente com odor característico. . b) Fibra Natural (vegetal) x Fibra Sintética • Fibra natural (vegetal) . • Cutícula . .Invólucros de papel. células visíveis e aparentes. Característica dos pêlos humanos: • Medula Ausente ou presente. células interrompidas. células dispostas na superfície como “telhas de um telhado”. células invisíveis ou quase. associado a testes físico-químicos. . Característica de fibra sintética: • Identificada microscopicamente pela ausência de células.Lupa. Se for animal (pêlo) aparecerá cor marrom-avermelhada. pigmento em forma de grão finíssimo e homogêneo. o diâmetro é muito reduzido.Etiquetas. é muito reduzida.Estrutura com células bem características ao exame microscópico. IV 4.2) EQUIPAMENTOS E RECURSOS INDISPENSÁVEIS Exames de coleta de evidências macroscópicas . Os pêlos humanos são flexíveis e de colorido homogêneo. os pêlos animais são. cheias de bolhas de ar.18 Macroscopicamente.3) .Lápis. Resultado: Se a fibra for vegetal ela se dissociará e o líquido apresentará cor violetaescura.Pinça estéril. aspecto de um conjunto de espinhos. ponta queimada arredondada em forma de baqueta de tambor) • Teste Químico Procedimento: Em tubo de ensaio colocar o fio. .

possibilitando exames de DNA para identificar a vítima. ópio e outros metabólitos) no corpo de larvas de insetos que se alimentaram desses cadáveres contaminados. . . 1. necessário identificar medicamentos e substâncias tóxicas (cocaína. .Ácido nítrico P.α -naftol..Tubos de ensaio. .2) Exames para identificar as causas da morte Pela voracidade das larvas dos insetos necrófagos. portanto também deve ser minuciosa. . . habitat natural e biologia das espécies coletadas no local onde o cadáver foi encontrado. . podendo indicar um caso de morte por ingestão de dose letal dessas substâncias (“over dose”). heroína. a associação dessas espécies a corpos encontrados em meio rural sugere que a vítima tenha sido morta no centro e levada para o ponto onde foi encontrada. sendo então. 1. A medicina legal dispõe de alguns parâmetros de estimativa de IPM. Por exemplo.. .EXAMES EM ENTOMOLOGIA FORENSE I1. o tempo decorrido desde que o corpo foi colocado exposto aos insetos necrófagos.Bastão de vidro.A.Placa de Petri.. Atenção especial deve ser dada à coleta dos espécimes e das condições climáticas as quais os insetos estavam sujeitos no local em que o corpo ficou exposto.1) PRINCIPAIS TIPOS DE PERÍCIAS DE ENTOMOLOGIA FORENSE Exame de estimativa de Intervalo Pós-Morte (IPM) O exame de estimativa de intervalo pós-morte visa estabelecer o tempo decorrido desde a morte.Beckers. quando seus tecidos.A. é possível confirmar ou excluir a possibilidade de ser esse o local onde a morte ocorreu.A. .3) Exames para identificar a vítima É possível obter sangue e outros tecidos do cadáver no interior do trato digestivo de insetos necrófagos.A. certas espécies de dípteros da família Calliphoridae são típicas de centros urbanos. especialmente.Microscópio binocular. já não permitem tal exame.Lâmina e lamínula. Exames para verificar o lugar em que a morte ocorreu Baseado na distribuição geográfica. .Ácido sulfúrico P. assim. devido ao estado de decomposição.19 .Água destilada. mas essas técnicas podem não ser eficientes. anfetamina.Escala micrométrica.Régua milimétrica transparente.Álcool etílico P. .Bálsamo do Canadá ou Entellan. . os fluidos do corpo e partes macias necessárias para as análises toxicológicas desaparecem. A identificação taxonômica é base para qualquer procedimento de entomologia forense. ou pelo menos.Éter sulfúrico P. . visto que esses insetos não fazem postura em pessoas vivas. para corpos em adiantado estado de decomposição. D . . .. .Xilol comercial.

Coleta de imaturos e adultos.Transferir as neolarvas do papel filtro umedecido para a carne ou dieta artificial. com base na identificação de insetos acompanhantes da droga que.1.Verificar o ínstar larval. através da distribuição geográfica das espécies encontradas. .Utilizar gaiolas com manga para manusear os espécimes recém-emergidos.20 Exames de verificação da rota do tráfico Podemos determinar a origem da Cannabis sativa . lividez. . . . da massa de larvas.Identificar os espécimes adultos através de chaves dicotômicas. tentando correlacionar os parâmetros usuais de estimativa de intervalo pós-morte (rigidez. etc). ficaram ali retidos. .Deve ser medida a temperatura ambiente.Coleta de fatores bióticos (espécimes entomológicos) . sombra. chuva. queda da temperatura. do cadáver. se possível.Tentar realizar a identificação das larvas.Enviar as amostras a um especialista entomólogo. acesso aos insetos. .2. Exames para criação dos espécimes .Separar os pupários. .Evitar o ataque de predadores à criação. incidência de sol.Evitar a competição.Separar por morfótipos de imaturos para criação.Evitar a desidratação. . 2. .Verificar sistematicamente as condições de temperatura e umidade nas quais os espécimes estavam expostos no dia da coleta e nos dias anteriores à descoberta do corpo. desde que colocados previamente em água quente. etc).maconha.1.1. no momento da prensagem do vegetal.Anotar a coloração do pupário.Transporte dos espécimes. etc).Procura de imaturos (ovos e larvas). . e. 2.3) .2) Exames de triagem e identificação dos espécimes e instares . quando existirem chaves disponíveis na literatura. . . fases do processo de decomposição cadavérica. . .Devem ser anotadas as demais condições climáticas (vento. . última vez que foi visto com vida. . . . traçar a rota do tráfico.Pesquisa no solo (coleta de amostras). do solo e. . II 2. 2.Preservar alguns imaturos em líquido preservativo.Devem ser anotadas as condições do local (saneamento básico.Coleta de fatores abióticos .Escolha dos espécimes a serem coletados.Verificar e anotar as condições físico-químicas do cadáver.1) EXAMES MÍNIMOS INDISPENSÁVEIS Exames de coleta de evidências 2. .Guardar alguns exemplares de cada morfótipo de imaturo em líquido preservativo para formar banco de dados e para enviar ao entomólogo (quando for o caso). tipo de solo.

6) III 3.Lançar o padrão de sucessão observado em cada área de estudo. 2. TÉCNICAS E MÉTODOS EMPREGADOS NOS EXAMES Exames de coleta de evidências a) Exame visual do local do exame. visando verificar seu estado geral. . Para os mais ágeis como. ferimentos e tipo de morte. pois este corresponderá às primeiras posturas.4. 2. e) Coleta de dados de temperatura do solo utilizando um termômetro sonda entre 10 a 20 cm de profundidade. Os espécimes devem ser procurados em orifícios naturais (boca. d) Coleta de dados de temperatura da massa de larvas colocando o bulbo do termômetro no centro da agregação. cabelos.0 m em torno do cadáver).1) . f) Procura e coleta de imaturos.0 a 10. .1. Como auxílio para coleta de todas as ordens podemos utilizar papel adesivo organizado em 2. . fenômenos tanatológicos observados. dípteros e lepidópteros.4) Exames de formação de um banco de dados 2. dobras da roupa e das articulações). c) Montagem do aparelho “Tiny tag data logger” com programação para coleta de dados de temperatura do dia do exame e do período anterior (calcular o intervalo de acordo com as condições do cadáver).Lançar dados do desenvolvimento das espécies. podemos usar redes entomológicas comuns ou a rede entomológica de Khouri. Exames de cálculos de estimativa de intervalo pós-morte .Separar uma amostragem dos imaturos coletados em líquido preservativo.4. Deve ser coletada uma amostra de cada tipo de larva encontrada em diferentes partes do corpo. .Lançar na memória do computador dados de condições climáticas (estação meteorológica e “Tiny tag”). lugares abrigados (atrás da orelha. tanto sob o corpo. narinas. quanto no raio a seu redor (3.Registro de dados .5) Exames de entomotoxicologia . Para os coleópteros e insetos menos ágeis podemos usar pinças ou tubos invertidos. 2. h) A escolha do material de auxílio para a coleta de adultos deve ser feita de acordo com a ordem considerada. por exemplo.Coleção de referência . b) Caracterização das condições em que o cadáver se encontra: fase de decomposição.2.Lançar observações sobre a biologia dos espécimes de interesse forense. Para as análises de IPM deve ser considerado o espécime imaturo mais velho. .Jogar os dados obtidos na estação meteorológica no programa “Tiny tag” para estimar a temperatura prévia a data em que o cadáver foi encontrado. .Pesquisar dados de biologia. Os imaturos devem ser coletados com auxílio de pincéis e pinças.Realizar os cálculos de grau-dia acumulado e grau-hora acumulado em intervalos iniciais (antes da primeira emergência da espécie). ouvidos.Separar alguns exemplares de adultos montando caixas entomológicas.Exames devem ser realizados de acordo com os protocolos de detecção das substâncias conforme o Kit de análise. g) Amostras do solo devem ser coletadas. borda de ferimentos e solo.Análise do padrão de sucessão em intervalos adiantados.21 - Utilizar câmaras climatizadas para assegurar o sucesso da criação. . orifícios genitais e ânus).

2) forma de tenda. a) 3. c) Deve ser determinado o ínstar dos espécimes: pelo número de fendas existentes nos espiráculos para muscóides e por tamanho nos demais grupos. As larvas de coleópteros devem ser conduzidas em potes contendo larvas de dípteros e carne em decomposição. Deve ser verificada a coloração da pupa. sendo as larvas previamente mortas em água quente e preparadas levando ao fogo (em banho Maria) em solução aquosa a 10% de KOH.0 m do corpo. a “boca” deve ser virada para impedir a saída e pregador retirado possibilitando a passagem para o saco plástico. a abertura menor deve ser acoplada a um saco plástico por meio de um pregador de roupa. Os recipientes devem ser etiquetados com dados gerais. A rede de Khouri tem duas aberturas. após os espécimes entrarem no seu interior. alguns exemplares de cada morfótipo devem ser preparados para análise de acordo com chaves dicotômicas.R. No lugar da tampa pode ser utilizado um segmento de tecido adaptado com um elástico. Para perpetuar o comportamento dos espécimes no cadáver devem ser tiradas fotografias ilustrativas. A rede deve ser colocada sobre o corpo e. As pupas ou larvas maduras devem ser conduzidas em potes que contenham serragem. h) As amostras do solo devem ser colocadas em uma bandeja. tendo o cuidado de anotar o período o qual o corpo ficou guardado e em que condições de temperatura. A rede entomológica comum deve ser usada dando “golpes no ar” seguido de “virada da boca” para impedir a saída dos espécimes. (umidade relativa do ar) e fotoperíodo de 12 horas. f) Os recipientes devem ser etiquetados. Acompanhar os procedimentos de necropsia para coletar espécimes porventura camuflados no interior do corpo. quando as neolarvas devem ser colocadas no alimento. Esses potes devem ser colocados no interior de recipientes contendo serragem no fundo e cobertos por tampa vazada. e deixado durante todo o exame. b) Os ovos devem ser deixados no papel umedecido até a eclosão. montada em ângulo de 60° a cerca de 1. . Os espécimes devem ser agrupados por semelhança e tamanho. e) As larvas devem ser colocadas em potes com alimentos de forma que não tenha competição.22 i) j) k) l) m) 3. macroscópica e microscopicamente. de forma a separar os espécimes maiores. Exames de triagem e identificação dos espécimes e instares a) Exame visual dos imaturos. 70-80% U. vermiculita ou um pouco do solo do local. As larvas de dípteros devem ser conduzidas em potes contendo carne em decomposição ou dieta artificial. Os ovos devem ser conduzidos sobre papel filtro umedecido para evitar a desidratação. d) Uma pequena amostra de imaturos deve ser fixada em líquido preservativo (álcool a 70%).3) Exames para criação dos espécimes Os recipientes de criação devem ser colocados no interior das câmaras climatizadas reguladas em 27°C ± 1ºC. Para transporte dos espécimes devemos utilizar potes plásticos que contenham tampa vazada coberta por tecido em malha fina para possibilitar a entrada de ar e impedir a entrada de outros animais. para separar por morfótipos (por semelhança). Os adultos devem ser conduzidos nos sacos plásticos e as amostras de solo em sacos plásticos tipo ziploc®. e depois processadas em um funil de Berlese. g) Após as larvas serem separadas por morfótipos.

j) Os exemplares de Sarcophagidae devem ter a genitália exposta.Preparar tabelas que contenham o tempo requerido para todas as fases de desenvolvimento de acordo com dados publicados na literatura (ovo até adulto) que tenha utilizado temperatura de criação semelhante à encontrada no campo.Preparar tabelas com dados de temperatura obtidos pelo programa “Tiny tag data logger”.Realizar os cálculos matemáticos para cálculo de grau-dia ou grau-hora acumulado. depois do que são capturados em tubos de ensaio. . os recipientes devem ser colocados dentro de bandejas contendo água e sabão. e) Os recipientes devem ser pesquisados a cada dia para acompanhar o desenvolvimento. i) Os espécimes devem ser montados com alfinetes entomológicos de acordo com as regras entomológicas.6) IV . c) No caso de criação em ambiente aberto. colher de jardineiro.Coleção de referência Amostras das diferentes espécies de adultos coletados devem ser montadas em alfinetes entomológicos formando caixas de referência que devem ser utilizadas para identificação dos espécimes coletados por comparação. . .Registro de dados Os dados devem ser armazenados em arquivo próprio em um computador. Exames de cálculos de estimativa de intervalo pós-morte .4. pinças e pincéis para manuseio dos espécimes.1) Exames de coleta de evidências a) Redes entomológicas.5) 3.4) Exames de formação de um banco de dados 3. 3. correlacionando a espécie ao intervalo pós-morte. anestesiados ou mortos por congelamento.2. 3.4.EQUIPAMENTOS E RECURSOS INDISPENSÁVEIS 4. contendo. . o tempo de chegada ao corpo e tempo do final de sua freqüência. óleo ou similar.23 b) Na falta de câmaras climatizadas. arrumadas sobre bancadas cujos “pés” sejam lambuzados de graxa. preferencialmente. Exames de entomotoxicologia Os protocolos de entomotoxicologia devem seguir as propostas dos kits para detecção das diferentes substâncias. 3. g) Os recipientes devem ser mantidos úmidos por meio de algodão umedecido. os adultos devem ser deixados por um período de 24 horas nas gaiolas. deve ser utilizado algodão umedecido ou pingar água limpa com auxílio de uma pipeta na fonte de alimento. h) Após as emergências.Comparar os dados entomológicos com o padrão de sucessão para mesma área e condições climáticas. utilizando os limiares de temperatura e realizando os cálculos da data de coleta para trás (retrospectiva). f) Os pupários devem ser separados e colocados em recipientes contendo substrato de pupação no interior de gaiolas teladas. d) Para evitar a competição deve ser calculado 1 ou 2 gramas de alimento por larva. massa de larvas e solo. Também deve ser guardada amostra de imaturos para análise por comparação.1.

1 e 2.4) Exames de formação de um banco de dados a) Caixas entomológicas.70 de altura. Sacos plásticos tipo ziploc®. b) Rotaevaporador. c) Homogenizador de tecidos. e) Armários com prateleiras. c) Microscópico estereoscópico com lupa simples. b) Alfinetes entomológicos nº 0. f) Centrífuga. 4. Exames de cálculos de estimativa de intervalo pós-morte 4. f) Bandejas plásticas 300 x 450 mm. g) Microvial para genitália (microtubo). a) 4. e) Microscópico binocular óptico.(Demanda Biológica de Oxigênio) b) Geladeira duplex. Recipientes contendo alimento (carne em decomposição ou dieta artificial).5) Exames de entomotoxicologia a) Bomba vácuo “Speedvacuum”. d) Cromatógrafo à gás. d) Gaiolas de madeira com tela e manga. c) Freezer. e) Espectrômetro de massa. h) Bico de Bunsen. f) Recipientes plásticos para criação.70 de altura e outra de 8m de comprimento/0. e) Exaustor. placas de Petri.D.O. máxima e mínima. g) Vermiculita (suporte para pupação).24 b) c) d) e) f) g) Aparelho para coleta de dados de condições meteorológicas como “Tiny tag data logger”. h) Dieta artificial. g) Balança de precisão. c) Naftalina. alfinetes entomológicos nº 0. sendo uma de 5m de comprimento/0. a) 4. d) Microscópico estereoscópico com câmara clara. 4. termohigrômetro digital). Máquina fotográfica digital com zoom mínimo de 10 x. com iluminação fria para exame visual do corpo de delito. 1 e 2.6) .3) Exames para criação dos espécimes Câmara climatizada (estufa) B. Recipientes em polietileno para transporte dos espécimes contendo vermiculita e tampa vazada coberta por tecido em malha fina.70m de largura/0. i) Compressor com banho de água para refrigerar o rotaevaporador.70m de largura/0. d) Exaustor.2) Exames de triagem e identificação dos espécimes e ínstares Duas bancadas. jogo completo de pinças e estiletes entomológicos para manuseio dos espécimes. Termômetros variados (Termômetro sonda. vidros de relógios. b) Banco de altura regulável para adaptação a Lupa.

cor. com preferência para a formação nas áreas científicas (Biologia. Não sendo especificado.1) Curso de formação. e) Programas de comparação e análise do banco de dados. descrever as técnicas. a forma de sua colheita ou obtenção. adequabilidade e quantidade. iniciar com uma breve introdução teórica a fim de esclarecer o leitor de suas finalidades e aplicações como auxílio à justiça. deve sempre ser referida. Deve ser especificados a forma de acondicionamento. No caso de Entomologia. tipo de laudo. especialmente quando as variáveis verificadas são capazes de influenciar nas conclusões. b) Especialização em biologia forense. Discriminar todas as técnicas e métodos empregados naquela perícia. na maioria dos casos. Estes vestígios devem preencher. nome do diretor e dos peritos signatários do laudo. Histórico Fazer neste tópico um pequeno relato da requisição. localização. a data da requisição e/ou solicitação. qual(is) o(s) objetivo(s) a ser(em) buscado(s) na perícia. b. o nome do Instituto e Órgãos superiores aos quais está subordinado. Seja claro e conciso. flora. II) ESTRUTURA MÍNIMA DO LAUDO PERICIAL DE EXAME DE SANGUE 2. bem como uma síntese do fato que originou a requisição da perícia. Dos Exames Periciais Quando os vestígios forem colhidos por terceiros. estado de conservação. conforme consta na requisição. Programas de análise de “Tiny tag”. bem como o objetivo dos exames periciais. d) Banco de dados. f) Instrumento para medida de comprimento das larvas. bem como o embasamento bibliográfico. Não é necessário.1) Ementa Discriminar a data e o local em que for elaborado o laudo pericial. Objetivo Pericial Descrever. Descrever o material do exame com minúcias. deve ser especificado o tipo de ambiente (rural/urbano).3) 2. Toda a descrição deve ser minuciosa. No caso de entomologia. o(s) objetivo(s) da perícia. bem como o nome do coletor.25 Computador. seu solo. com um mínimo de 40 h/a para a disciplina de biologia/entomologia. os quais deverão estar contidos na requisição da perícia ou nos quesitos formulados. no mínimo.4) 2. fauna.2) . presença ou vestígios de animais de grande porte que se alimentem de 2. quando do ingresso na carreira de perito criminal. compreendendo: b. os requisitos de autenticidade. Bioquímica. com um mínimo de 40 h/a teóricas e 40 h/a práticas.2) Curso de qualificação e aperfeiçoamento em biologia/entomologia forense. é de bom alvitre que os peritos descrevam com certa precisão quais são os objetivos periciais daqueles exames. Farmácia Veterinária ou Agronomia). na requisição. a) b) c) PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº 03: DOS REQUISITOS: I) QUALIFICAÇÃO DOS PERITOS PARA REALIZAREM PERÍCIAS DE BIOLOGIA/ENTOMOLOGIA a) Formação acadêmica (bacharelado). Dados de uma estação meteorológica. tamanho e qualquer outro detalhe de importância.

O perito deverá argumentar sobre as possibilidades. biogeografia dos espécimes coletados. E finalmente. relatar os resultados apresentados. explicando os possíveis diagnósticos. tempo de exposição na geladeira. Os vestígios entomológicos devem ser descritos com todos os detalhes. informar sobre qual a onda de sucessão pertencem os insetos encontrados. Em casos de exigüidade de vestígios. começando pelo ponto de coleta. se possível. Mesmo que não seja possível uma conclusão sobre aquela perícia. massa de larvas. explanar sobre os fatores que determinaram essa escassez. neste mesmo tópico.8) 2. etc. tipo. condições de chuva e sol. Deve ser informado se coletados vivos ou preservados. Discriminar todas as técnicas e métodos empregados no exame. contaminação. no caso de entomologia. de forma a facilitar a compreensão por parte do leitor. solo. 2. resultado de exames complementares. Se na solicitação da autoridade policial constar quesitos. se área aberta ou construída. Outros Elementos Capítulo onde são relacionadas todas as observações as quais não possuem um campo próprio para tal finalidade como. cadáver. bem como aspectos físicos utilizados na cronotanatognose. na maioria dos casos. presença de substâncias orgânicas. Discussão Discorrer sobre as inferências que os resultados encontrados podem apresentar. tamanho da massa de larvas. as referências bibliográficas. O cadáver dever ser descrito com todas as características necessárias a sua identificação. Por exemplo. relatórios de outros peritos/profissionais. estação meteorológica. pontos de acesso. Relacionar as espécies coletadas e identificadas. 2. Caso exista mais alguma informação e/ou conclusão importante a acrescentar. etc. deverá ser colocada em parágrafo independente. Conclusão e/ou Resposta aos Quesitos A conclusão dos exames deve apontar para o fato ora questionado e deve estar baseada nas constatações discutidas nos tópicos anteriores do respectivo laudo. peso e cálculo do grau-dia acumulado. relatar dados de biologia das espécies que possam inferir nos cálculos. hipóteses e caminhos. Registrar todos os dados de temperatura no qual os espécimes coletados estavam sujeitos dependendo do ínstar coletado (ambiente instantânea. descrição de ferimentos. fotografias. o perito deverá informar a impossibilidade de conclusão relacionando os fatores que conduziram a essa dificuldade. tais como. comportamento e todos os demais dados.26 carniça. Informar data e hora do pico de pupação e emergência.7) 2. ambiente máxima e mínima. Informar sobre os exames auxiliares (toxicológicos. etc. etc). respondendoos na seqüência. Considerações Técnicas Fazer as análises e interpretações das evidências constatadas. geladeira do necrotério. etc). bem como os dados de sua biologia já publicados na literatura. abundância. descrever as técnicas. acesso a insetos. o perito deverá. fase de desenvolvimento.9) Anexos Incluir ao final todos os anexos que foram produzidos e que sejam necessários acompanhar o laudo para fins de melhor compreensão do mesmo.6) 2. por exemplo. além de informar o IPM de acordo com comprimento.5) . o perito deve transcrevê-los textualmente. gráficos. não sendo necessário. Relatar as condições de temperatura de criação dos espécimes (ambientes ou câmaras climatizadas) relacionando os valores. Deve ser registrada a distância da estação meteorológica.

27 .