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LICC Comentada Redatora: Fernanda Piva Revisora: Mariângela Guerreiro Milhoranza Fernanda Piva é Bacharel em Direito pela Unisinos e Coordenadora da diagramação e montagem das revistas da Notadez. Mariângela Milhoranza é Mestre em Direito pela PUC-RS, Especialista em Direito Processual Civil pela PUC-RS, Advogada em Porto Alegre/RS; Professora da FARGS, Egressa da Escola Superior do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas (CNPQ) “Limites da Jurisdição” sob coordenação do Professor Dr. Araken de Assis junto ao Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC/RS; Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas (CNPQ) “Novas Técnicas” sob coordenação do Professor Dr. José Maria Rosa Tesheiner; Membro do Instituto de Hermenêutica Jurídica. Art. 1º. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Até o advento da Lei Complementar 95/98, posteriormente alterada pela LC 107/01, a cláusula de vigência vinha expressa, geralmente, na fórmula tradicional: “Esta lei entra em vigor na data de sua publicação”. A partir da Lei Complementar nº 95, que alterou o Dec.-Lei 4.657/42, a vigência da lei deverá vir indicada de forma expressa, estabelecida em dias, e de modo que contemple prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, passando a cláusula padrão a ser: “ Esta lei entra em vigor após decorridos (número de dias) de sua publicação”. No caso de o legislador optar pela imediata entrada em vigor da lei, só poderá fazê-lo se verificar que a mesma é de pequena repercussão, reservando-se para esses casos a fórmula tradicional primeiramente citada. Na falta de disposição expressa da cláusula de vigência, aplica-se como regra supletiva a do art. 1º da LICC, que dispõe que a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de oficialmente publicada. Por fim, a contagem de prazo para a entrada em vigor das leis que estabeleçam períodos de vacância far-se-á incluindo a data da publicação e do último dia prazo, entrando em

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vigor no dia subseqüente à sua consumação integral. § 1º. Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. Não havendo prazo para sua entrada em vigor, a obrigatoriedade da norma brasileira no exterior se dará após o prazo de 3 meses, contados de sua publicação no Diário Oficial, passando a ser reconhecida pelo direito internacional público e privado. Sendo assim, a lei antiga subsistirá no exterior até 3 meses após a publicação oficial da lei nova, ou seja, antes de escoado esse prazo, a lei nova não terá incidência em país estrangeiro. No caso de a lei nova fixar prazo superior a 3 meses para o início de sua vigência no Brasil, silenciando quanto à data de entrada em vigor no exterior, impor-se-á o prazo de vigência interna à do exterior. Em relação às circulares e instruções dirigidas a autoridades e funcionários brasileiros no exterior, são aplicáveis desde o momento em que cheguem ao conhecimento dessas pessoas de forma autêntica. Pode-se citar, de acordo com a doutrina de Vicente Raó1, alguns efeitos do início da obrigatoriedade da lei brasileira no estrangeiro: – a lei brasileira passará a ter vigência três meses depois de sua publicação oficial, desde que não haja estipulação do prazo para sua entrada em vigor; – os atos levados a efeito no exterior, de conformidade com a velha norma revogada serão válidos, porque, embora essa lei já estivesse revogada no Brasil, continuará vigorando em território alienígena até findar-se o prazo de três meses; – os regulamentos internos, as portarias, os avisos e circulares alusivos à organização e funcionamento dos órgãos e serviços administrativos terão vigência perante as autoridades e funcionários brasileiros no exterior a partir do instante em que lhes forem,

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autenticamente, comunicados; – o contrato celebrado no Brasil de acordo com a nova lei alcançará os que se encontrarem fora no país, mesmo que aquela norma ainda não tenha entrado em vigor no exterior; – a pessoa que for parte numa relação jurídica, ao regressar ao Brasil, antes do término do prazo de três meses, sujeitar-se-á, no momento de sua chegada, à nova lei já vigente em nosso país, respeitando-se os atos já praticados no exterior segundo a lei brasileira lá vigorante. § 2º. A vigência das leis, que os Governos Estaduais elaborem por autorização do Governo Federal, depende da aprovação deste e começa no prazo que a legislação estadual fixar. Norma sem aplicação desde a Constituição de 1947. § 3º. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada à correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. No que diz respeito aos erros na publicação da lei, Ferrara é esclarecedor quando alega que “quando se trata de simples erros materiais que à primeira vista aparecem como incorreções tipográficas, ou porque a palavra inserida no texto não faz sentido ou tem um significado absolutamente estranho ao pensamento que o texto exprime enquanto a palavra, que foneticamente se lhe assemelha, se encastra exatamente na conexão lógica do discurso, ou porque estamos em face de omissões ou transposições, é fácil integrar ou corrigir pelo contexto da proposição, deve admitir-se que o juiz pode exercer a sua crítica, chegando, na aplicação da lei, até a emendar-lhe o texto”2. Quando se tratar de erros substanciais, que podem alterar total ou parcialmente o sentido legal, a nova publicação será imprescindível. Nesse caso, observar-se-ão as seguintes situações: – correção da norma em seu texto, por conter erros substanciais, durante a vacatio legis ensejando nova publicação: nova vacatio será iniciada a partir da data da correção,

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anulando-se o tempo decorrido; – várias publicações diferentes de uma mesma lei, motivadas por erro: a data da publicação será uma só e deverá ser a da publicação definitiva, ou seja, a última (RF, 24:480). Assim, nos casos em que se fizer necessária republicação de lei ainda não publicada ou publicada mas ainda não vigente, por conter incorreções e erros materiais que lhe desfigurem o texto, a Casa de onde a mesma se originou publicará nova lei corrigida, e o seu período de vigência deverá ser contado a partir da nova publicação. § 4º. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. As emendas ou correções em lei que já esteja em vigor são consideradas leis novas, ou seja, para corrigi-la é preciso passar por todo o processo de criação de uma lei, devendo para isso obedecer aos requisitos essenciais e indispensáveis para a sua existência e validade. Importante ressaltar que se a correção for feita dentro da vigência legal, a lei vigorará até a data do novo diploma legal publicado para corrigi-la, e se apenas parte da lei for corrigida, o prazo fluirá somente para a parte retificada; em ambos os casos respeitando-se os direitos e deveres decorrentes de norma publicada com incorreções e ainda não corrigida. Assim, é preciso respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada, mesmo que advindos de uma publicação errônea, levando-se em conta a boa-fé daquele que a aplicou. Em se tratando de meros erros de ortografia, facilmente identificáveis, nada impede que o prazo da vacatio legis decorra da data da publicação errada, não aproveitando a quem possa invocar tais erros. Art. 2º. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. A lei pode trazer seu período de vigência de forma expressa, como por exemplo, a Lei Orçamentária, assim como pode ter seu período de vigência indeterminado, ou seja, uma vez vigente ela é válida até que outra lei posterior, de superior ou mesma hierarquia, a modifique ou revogue, não podendo revogá-la a jurisprudência, costume, regulamento, decreto, portaria e

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avisos. ter-se-à cessação da lei por causas intrínsecas. a norma cessará de existir. no primeiro caso.direitonoturno. como por exemplo: a) decurso do tempo para o qual a lei foi promulgada. Alguns doutrinadores5 entendem que há uma auto-revogação tácita da lei (revogação interna) quando faltarem as razões pelas quais foi ditada e pela ocorrência do termo final nela prefixado.com. c) cessação do estado de coisas não permanente (p. ex. www. extinguir-se-á a lei que a ela se refere. outros autores6 entendem que não há. que se encontram no final dos Códigos ou certas leis). ou do instituto jurídico pressuposto pela lei. ou para prover situação de emergência oriunda de calamidade pública). vigorando indefinidamente e produzirão seus efeitos até que outra lei as revogue (revogação externa). por se tratar de lei temporária. é o que sucede também com as disposições transitórias. Já no segundo caso... mas sim base para interpretá-la restritivamente.: lei orçamentária). pois finda a anormalidade. salvo se a sua vigência for expressamente protraída por meio de outra norma (ex. não prevalecendo nem mesmo na parte em que com ela conflitarem3. através de suas disposições excepcionais. em que as leis cujo período de vigência sejam indeterminados. perdendo assim sua eficácia. cessat lex ipsa não representa meio indireto para revogar a norma. ex. lei que manda pagar uma subvenção ou suspende a realização de um concurso para preencher vagas com os contratados. auto-revogação tácita da lei pela cessação dos motivos que lhe deram origem. o brocardo cessante ratione legis. Entretanto. com o desaparecimento das circunstâncias fático-temporais que lhes originaram.br . De acordo com Maria Helena Diniz4. com o aproveitamento do último funcionário contratado. em regra. a mesma deixará de vigorar por ter perdido seu objeto. a fim de que se efetivem. lei emanada para atender estado de sítio ou guerra. as mesmas serão permanentes. Por este entendimento. pois a mesma permanecerá vigente e válida apesar de não mais poder incidir. b) consecução do fim a que a lei se propõe (p. alegando que.

desde que não haja contradição entre ambas. que ocorre quando uma parte da norma torna-se sem efeito. posteriormente uma norma “C” revoga a norma “B”. e a derrogação. não revoga nem modifica a lei anterior. que se dá pela supressão total da norma anterior. A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare. A revogação é um termo genérico. podendo ambas reger paralelamente as hipóteses por elas disciplinadas. exceto se disciplinarem de maneira distinta a mesma matéria ou se a revogarem expressamente. Etimologicamente. e contém 2 espécies: a ab-rogação. assim como a nova especial não revoga a geral. podendo ambas coexistir pacificamente. a mera justaposição de normas. quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.§ 1º. § 2º. Salvo disposição em contrário. sejam gerais ou especiais. não é motivo para afetá-las. A norma geral não revoga a especial. ou ser tácita quando esta trouxer disposições incompatíveis com a 1ª lei. como por exemplo: norma “B” revoga a norma “A”. através da nova regulação pela lei posterior ou mesmo por haver entre ambas total incompatibilidade. § 3º. A lei nova que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes.com. que é o instituto através do qual se restabelece a vigência de uma lei revogada pela revogação da lei que a tinha revogado. A revogação poderá ser expressa. às normas já existentes. tornando inválidos somente os dispositivos atingidos. indicando a idéia da cessação da existência da norma obrigatória.br . repristinação é palavra formada do prefixo latino re (fazer de www. Sendo assim. a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. a norma “A” volta a valer. O dispositivo acima trata da repristinação.direitonoturno. quando a 2ª lei declarar a 1ª lei extinta expressamente ou apontar os dispositivos que pretende retirar. mesmo que nela não conste a expressão “revogam-se as disposições em contrário”.

esta somente ocorre se for expressamente prevista. aquela lei revogada não ressuscitará. é absoluta: uma só exceção destruir-lhe-ia o fundamento racional”. a lei publicada – decorre. independentemente do conhecimento ou da ignorância subjetiva. tão evidente. restaurar) e pristinus (anterior. a revigore.. depois de publicada e uma vez decorrido o prazo da vacatio legis (se houver). sem que haja outra lei que. 3º. Ninguém se escusa de cumprir a lei. necessariamente. a norma só passa vigorar com sua publicação no Diário Oficial. a lei revocatória não voltará ipso facto ao seu antigo vigor. só se dá por dispositivo expresso da norma. A repristinação não ocorre automaticamente.. ou seja. a revogada não se convalesce. sendo denominada por isso respristinatória. a lei passa a ser obrigatória para todos. mediante declaração expressa de lei nova que a restabeleça. a lei revogadora ou repristinatória é lei nova que adota o conteúdo da norma primeiramente revogada. ou seja. sendo inescusável o erro e a ignorância sobre a mesma. não se restaura a lei revogada. Maria Helena Diniz7 conclui que “como se vê. será a norma revogada tida como inexistente. Assim. a não ser que contenha dispositivo dizendo que a lei primeiramente revogada passará a ter vigência. antigo. De acordo com Coviello8. a conseqüência de que os seus efeitos abrangem a todos. por ser uma nova lei. que é o marco para que se repute conhecida por todos. pois a norma que a restabelece não a faz reviver. Todavia. Faltando menção expressa. vigência). cujo teor é idêntico ao daquela. ou seja. “do princípio de que – é necessidade social se torne obrigatória para todos. como no seguinte exemplo: norma “A” só volta a valer se isso estiver explicito na norma “C”. www. essa conseqüência. o que significa restauração do antigo. a não ser que haja firme propósito de sua restauração. alegando que não a conhece. que se admitiria ainda sem disposição legislativa expressa. Logo. A lei restauradora nada mais é do que uma nova norma com conteúdo igual ao da lei anterior revogada”. O conhecimento da lei decorre de sua publicação. Art. explicitamente.com. caso contrário. uma vez promulgada.direitonoturno. Daí. se a norma revogadora deixar de existir.br . não há repristinação automática (implícita). restaurando-a ex nunc.novo.

é preciso levar-se em conta que o mesmo versa sobre a ignorância da lei ou a ausência de seu conhecimento e também o erro no seu conhecimento. faz o seguinte questionamento: “Como a publicação oficial tem por escopo tornar a lei conhecida. como se poderia dizer que qualquer pessoa pode ter perfeita ciência da ordem jurídica para observá-la no momento de agir?” De acordo com Tércio Sampaio Ferraz Júnior10. 139. Já o erro de direito ocorre pelo desconhecimento do fato previsto na norma em função de falso juízo sobre o que ela dispõe. ou seja. não é levado em conta o erro de direito nas hipóteses em que o mesmo seja alegado visando à suspensão da eficácia legal por conta de sua inobservância. www. obrigatória e apta a produzir efeitos jurídicos através da publicação. sustentando que o primeiro vicia o consentimento. nas hipóteses em que afete a manifestação da vontade na sua essência. Assim. O novo Código Civil. enquanto que nada impede que o seja alegado nos casos em que vise a evitar efeito de ato negocial. pois se nem mesmo cultores do direito têm pleno conhecimento de todas as normas jurídicas. sem contudo eliminá-la. possa uma norma permanecer ignorada de fato. desde que não implique recusa à aplicação da lei. pelo menos potencialmente.Sendo assim. o artigo supra contém o rigoroso princípio da inescusabilidade da ignorância da lei. embora empiricamente. A ignorância de direito se dá quando não o conhecimento do previsto na lei sobre o fato que se trata. o ato da publicação tem como escopo apenas neutralizar a ignorância. o agente emite uma declaração de vontade baseado no falso pressuposto de que está procedendo de acordo com a lei. admite o erro de direito como motivo único ou principal do negócio jurídico. Desta forma. protegendo a autoridade contra a desagregação que o desconhecimento da mesma possa lhe trazer. não obstante possa existir”. em seu art. cuja formação teve interferência de vontade viciada por aquele erro. ante a complexidade e dificuldade técnica de apreensão. já que uma autoridade ignorada é como se inexistisse. Maria Helena Diniz9. a norma é conhecida.br . preconizando que as leis sejam conhecidas. ao versar sobre o tema.direitonoturno. A doutrina e jurisprudência têm entendido que o erro de direito e a ignorância da lei não se confundem. “fazendo com que ela não seja levada em conta. Ainda em relação ao artigo 3º.com.

não só para o estudo do direito. 4º. com base no direito. surge como uma teoria hermenêutica. os costumes e os princípios gerais de direito. e que pontificam critérios morais e éticos como subsídios do direito. mas também para a aplicação jurídica. público e notório. os costumes e os princípios gerais de direito. dando ao intérprete a liberdade jurídica na escolha destas vias. Art. b) verificar a existência da lacuna jurídica. c) afastar contradições normativas através da indicação de critérios para solucioná-las. a ciência jurídica exerce funções relevantes.Art. as de: a) interpretação das normas.com. como atividade interpretativa. o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. 5º da Lei de Introdução. baseada em uma interpretação e um sentido preponderante dentre às várias possibilidades interpretativas. cabe ao magistrado utilizar-se das fontes integradoras do direito. disposições que a própria lei não apresenta. também pode o magistrado socorrer-se dos princípios gerais de direito. buscando sempre condições para uma decisão possível. pode ter reflexos jurídicos na falta de outra disposição. identificando a mesma e apontando os instrumentos integradores que possibilitem uma decisão possível mais favorável.direitonoturno. que incluem a analogia. por suas criações teóricas. séculos às vezes. autorizada pelo art.br . A ciência do direito. que tratam da prática reiterada de um hábito coletivo. e ao propiciar. Finalmente. a www. o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia. viabilizando-o como elemento de controle do comportamento humano ao permitir a flexibilidade interpretativa das normas. De acordo com Maria Helena Diniz. Já o uso dos costumes. que compreende múltiplas possibilidades técnicas interpretativas. 5º. que nada mais são do que regras orais que se transmitem através dos tempos. por ter dentre outras funções. que tenha suportes fáticos semelhantes. A utilização da analogia se dá quando o juiz busca em outra lei. Quando a lei for omissa. Nos casos em que a lei for omissa. Na aplicação da lei.

direitonoturno. não resultando o bem comum da simples justaposição destes elementos. já que imersa nele e conseqüentemente sob constante simbiose com o mesmo. deve fazê-lo atendendo à sua finalidade social e ao bem comum. adequados à subsistência de uma sociedade. Em relação ao fim social. mas de sua harmonização face à realidade sociológica15. são reconhecidos comumente como elementos do bem comum a liberdade. mas de qualquer forma entende-se que ao aplicar norma. a aplicação da lei seguirá a marcha dos fenômenos sociais. ao interpretar a norma. determinados efeitos que são desejados por serem valiosos. o intérprete deve levar em conta o coeficiente axiológico e social nela contido. a mesma autora afirma que: “pode se dizer que não há norma jurídica que não deva sua origem a um fim. já que a norma geral em si deixa em aberto várias possibilidades. No que tange ao bem comum. decidindo o fato. Dessa forma. devendo ser interpretada inserida no próprio meio social em que está presente. sem esquecer que. Assim. deixando esta decisão a um ato de produção normativa. é um conjunto de normas para tornar possível a sociabilidade humana. a justiça. a utilidade social. recebendo continuamente vida e inspiração do meio ambiente. o intérprete-aplicador deverá. Não há consonância na doutrina sobre a importância atribuída a esses elementos.br . que consistem em produzir. Tércio Sampaio Ferraz Júnior13. verificar se a norma atende à finalidade social. a solidariedade ou cooperação. De qualquer forma. etc”12. adaptando-a às necessidades sociais existentes no momento de sua aplicação. estando apta a produzir a maior soma possível de energia jurídica14.com. um propósito ou um motivo prático. Na prática. é dever de seu intérprete-aplicador estar atento ao fato de que as exigências do bem comum estejam ligadas ao www. baseado no momento histórico que está vivendo. que não poderá ser anti-social. convenientes. na realidade social. justos. ao aplicar a norma ao caso concreto. a paz. observa que os fins sociais são do direito. em cada caso sub judice. oportunos. sua noção é bastante complexa e composta de inúmeros elementos ou fatores. logo dever-se-á encontrar nas normas o seu fim (telos). já que a ordem jurídica como um todo.adequação das normas no momento de sua aplicação11.

O ato jurídico perfeito é um dos elementos do direito adquirido e desta forma é um meio de garantir o mesmo. 6º. visto que seus efeitos ficarão intocáveis e insuscetíveis de alteração pela lei retrooperante. § 1º. O art. objetivo este fundado no bem comum.br . 6º da LICC declara a inaplicabilidade da lei revogada aos processos que estão em curso. percebe-se que todo o ato interpretativo deve estar baseado na concreção de determinado valor positivo ou objetivo. a lei nova só incidirá sobre os fatos ocorridos durante seu período de vigência. uma vez que. o direito adquirido e a coisa julgada. alcançando apenas situações futuras. a segurança do ato jurídico perfeito. www. se a nova lei desconsiderasse o ato jurídico já consumado sob a vigência de lei precedente. que é resguardada pelo art. Art. § 1º.direitonoturno. que determina que a novel norma atingirá o processo no ponto em que está. o direito adquirindo decorrente do mesmo também desapareceria. ou seja. não podendo a mesma retroagir aos atos processuais já realizados durante a vigência de lei anterior.com. Entende-se como ato jurídico perfeito o que já se tornou apto a produzir seus efeitos. pois sobre eles a nova lei não terá efeito algum. Sendo assim. respeitados o ato jurídico perfeito. não podendo a mesma alcançar efeitos produzidos por relações jurídicas anteriores à sua entrada em vigor. pois já consumado. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo que se efetuou. 6º. em matéria processual vigora o princípio do isolamento dos atos processuais. Desta forma. Assim. segundo a norma vigente. já que sem fundamento. consagrados constitucionalmente. A lei em vigor terá efeito imediato e geral. respeitando assim o indivíduo e a coletividade.respeito dos direitos individuais garantidos pela Constituição. ao tempo em que se efetuou. com base na intangibilidade do ato jurídico perfeito e do direito adquirido. No que diz respeito aos processos pendentes.

os mesmos serão cumpridos e terão seus efeitos regulados pela lei vigente à época de seu nascimento. por ter efeito imediato. De qualquer forma. www.406/2002. visto que são resguardados constitucionalmente e pelo art.035 do Código Civil. não poderá ser alcançado por lei posterior.da Lei de Introdução. mas como não pôde irradiar quaisquer efeitos legais. a arbítrio de outrem. na convenção. Os efeitos estabelecidos em cláusulas contratuais regem-se pela lei vigente ao tempo de sua celebração”. já que os primeiros são atos jurídicos perfeitos16. nos termos da novel lei. a não ser que as partes tenham previsto. que. preservando assim os direitos legítimos de seus titulares. Carlos Maximiliano ressalva que não se confundem os contratos em curso e os contratos em curso de constituição. são resguardados os direitos subjetivos formados sob a égide da norma anterior. quando estas forem de ordem pública. os contratantes terão o direito de vê-lo cumprido. § 2º. regulará seus efeitos. o ato ou negócio jurídico em curso de constituição. pode-se concluir que uma vez protegido o ato jurídico perfeito. em sua formalidade extrínseca seguirá o disposto no regime anterior. pois a norma hodierna só alcançará os últimos. desde que não contrariem preceito de ordem pública. preconiza que o ato jurídico válido. Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular. Em relação aos contratos em curso de formação. 5º da Lei de Introdução do Código Civil. sendo inclusive imunizado contra quaisquer requisitos formais exigidos pela nova lei. sem ofensa ao ato jurídico perfeito18. ou alguém por ele. Nos casos de os contratos terem sido legitimamente celebrados. na fase pré-contratual. validade celebrado antes vigência do novo diploma legal. determinada forma de execução. então. Ainda em relação aos contratos em curso de constituição.br .com. Maria Helena Diniz17 preconiza que: “Pelo art. consumado durante a vigência da lei que contempla aquele direito. como o estabelecido para assegurar a função social da propriedade e do contrato. que se produzirão somente por ocasião da entrada em vigor da Lei nº 10. possa exercer. aplicar-se-á a nova norma. como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo.direitonoturno. É importante ressaltar que juízes e tribunais têm admitido a aplicação da lei nova aos atos e fatos que se encontra. ou condição preestabelecida inalterável. 2.

de modo que nem norma ou fato posterior possam alterar situação jurídica já consolidada sob sua égide. mas tem o condão de ser aplicada no que tange ao uso ou exercício desse direito. Assim. mas não atingirá o ato de vender se a propriedade já foi adquirida sob a égide da lei anterior. A coisa julgada é um fenômeno processual que consiste na imutabilidade e indiscutibilidade da sentença. mesmo em relação às situações já existentes antes de sua publicação. § 3º. O princípio do direito adquirido não protegerá o titular do direito contra certos efeitos retroativos de uma norma no que disser respeito à incidência de nova norma de conduta. e a expectativa de direito.br . que é a mera possibilidade ou esperança de adquirir um direito. Carvalho Santos21 afirma que a novel norma não retroage no que atina ao direito em si. sendo um ato jurídico perfeito20.direitonoturno. Necessária se faz aqui a distinção entre direito adquirido. em que é preciso ser titular do direito de propriedade (norma de competência) e a realização da referida venda se dá segundo os ditames da norma de conduta que disciplina o ato de vender. A situação de ser titular de um direito é regida por norma de competência. preconiza Reynaldo Porchat19 quando afirma que “Não se pode admitir direito adquirido a adquirir um direito”. Assim.Direito adquirido é aquele que já se integrou ao patrimônio e à personalidade de seu titular. Alterando-se por esta quer as www. Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. visto que posta ao abrigo dos recursos e de seus efeitos. assevera que “a coisa julgada protege a relação controvertida e decidida contra a incidência da nova norma. que é aquele que já integrou ao patrimônio e não pode ser atingido pela lei nova. mas não o fará se a venda já se consumou. a lei nova tem condão de mudar a norma de competência que rege a situação de ser titular. também o tem de modificar a norma de conduta que disciplina o ato de alienar. Um exemplo prático e elucidativo se dá na venda de um imóvel. Tércio Sampaio Ferraz Júnior. portanto dependente de acontecimento futuro para a concreção da efetiva constituição do mesmo. enquanto que a situação de exercer as permissões e autorizações correspondentes àquele direito subjetivo dependerá de normas de conduta.com. consolidando os mesmos e promovendo a segurança jurídica das partes.

ou mesmo pelo esgotamento de todos os meios recursais (CPC. art. não impedindo seu cumprimento. se proposta dentro do prazo decadencial de dois anos (CPC. 495). declaratória ou constitutiva. não há coisa julgada quando a decisão é nula23. no que diz respeito à rescisória. 467). elidindo coisa julgada. 485. a ação rescisória não tem o condão de suspender a execução da decisão rescindenda. Uma vez tendo sido proposta. através da Súmula 541. para impedir que a lei a prejudique. Importante diferenciar. não mais sujeitando-a a recurso ordinário e extraordinário. pois a primeira é suscetível de reforma por algum recurso enquanto a segunda não pode ser alterada nem mesmo por ação rescisória. dispôs que a ação rescisória é admitida contra sentença transitada em julgado. Já a coisa julgada material é a que torna imutável e indiscutível o preceito contido na sentença de mérito. a sentença passada em julgado da coisa julgada. Maria Helena Diniz. com o escopo de desconstituir uma decisão de mérito. como as sentenças de mérito proferidas com fundamento no art. ao tratar do tema. consistente na imutabilidade. ainda que contra ela não tenham se esgotado todos os recursos.condições de ser titular. b) dentro do processo. ressaltando a hipótese de concessão de medida cautelar ou antecipatória de tutela. em razão de uma preclusão máxima. de uma decisão colocada ao abrigo dos recursos definitivamente www. mas sim uma ação de impugnação.br . O Supremo Tribunal Federal. o que foi fixado perante o tribunal não pode ser mais atingido retroativamente”22. Importante salientar que a ação rescisória não é um recurso. pois mesmo inadmitindo recurso. A sentença transitada em julgada poderá ser passível de ação rescisória.direitonoturno. Um exemplo de coisa julgada formal são as sentenças de extinção do processo sem resolução do mérito. ou porque dela não se recorreu ou nas hipóteses em que dela tenha recorrido sem atender aos princípios fundamentais dos recursos ou aos seus requisitos de admissibilidade. quer as de exercer atos correspondentes. A coisa julgada é formal quando a sentença não mais estiver sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. atingidas pela preclusão. e de seus efeitos. recompondo-se a lesão causada no caso de a rescisória ter sido julgada procedente. I a IX). que poderá existir: a) fora do processo. art.com. que pode ser proposta nas hipóteses previstas em lei de forma taxativa (CPC. afirma que “a coisa julgada é uma qualidade da sentença. 269 do CPC. ou que o juiz volte a julgar o que já foi decidido (coisa julgada material).

o conjunto de qualidades que constituem a individualidade jurídica de uma pessoa. art. o juiz brasileiro deverá qualificar o domicílio de acordo com o lugar no qual a pessoa estabeleceu seu domicílio com ânimo definitivo (CC. § 1º. Art.direitonoturno. 489). www. ao contrário do princípio nacionalístico. a capacidade e os direitos de família. que constituem o estado civil. de acordo com o que determina o art. tendo força vinculante para as partes litigantes. ou seja. O começo e o fim da personalidade (as presunções de morte. eliminando o inconveniente da dupla nacionalidade ou da falta de nacionalidade. A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade. Assim. deverá ser precedida da análise do aplicador acerca da lei do país onde estiver domiciliada a pessoa para. 70). o nome. O princípio domiciliar é o que mais atende à conveniência nacional. adotado pela antiga lei. a partir daí. 7º da LICC preconiza a lex domicilii como critério fundamental do estatuto pessoal. aplicando a partir daí as normas de direito cabíveis. terão suas questões resolvidas através do direito domiciliar. introduzindo o princípio domiciliar como elemento de conexão para determinar a lei aplicável. 7º da LICC. O art. o nome.preclusos (coisa julgada formal)”. 7º. prestigiando o órgão judicante que a prolatou e garantindo a impossibilidade de sua reforma e sua executoriedade (CPC. art. visto ser o Brasil um país onde o fluxo de estrangeiros é considerável. será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. para ser aplicada. estabelecendo a ligação entre a pessoa e o país onde está domiciliado. a coisa julgada traz a presunção absoluta (jure et de jure) de que o direito foi aplicado de forma correta ao caso concreto. A lex domicilii. Assim. Realizando-se o casamento no Brasil. funcionando como instrumento de controle ante o dinamismo jurídico.com. a capacidade e os direitos de família. qualificando-o segundo o direito nacional e não de conformidade com o direito estrangeiro. obter a qualificação jurídica do estatuto pessoal e dos direitos de família a ela pertinentes.br .

A lex loci celebrationis impõe que o casamento seja celebrado de acordo com a solenidade imposta pela lei do local onde o mesmo se realizou. Isso significa que. 1. 7º. a lei do local da realização do ato. No que diz respeito aos casamentos celebrados no exterior. 1. 7º da LICC versa a respeito dos impedimentos dirimentes e das formalidades da celebração do casamento. ao contraírem casamento fora de seu país. os mesmos serão regidos pela lei pessoal dos nubentes. a lei a ser observada é a brasileira. ou seja. As causas suspensivas da celebração do casamento. O disposto no art. seus efeitos e limitações serão submetidos à lei domiciliar. permite que os estrangeiros.523. dever-se-á levar em conta a lex loci actus. serão reconhecidos como válidos no Brasil. § 2º. regerão os casamentos realizados no Brasil por pessoas não domiciliadas no exterior. mas em relação às formalidades extrínsecas do ato.O § 1º do art. a lei do seu domicílio e desta forma. www. I a IV. quando de acordo com as formalidades legais do Estado onde foi celebrado. não interessam à ordem pública internacional. não importando se a forma ordenada pela lei pessoal dos nubentes seja diversa. se não se observarem os impedimentos matrimoniais fixados pela lei24.direitonoturno.542 do Código Civil. que estão dispostas no art. Importante ressaltar que. possam fazê-lo perante o agente consular ou diplomático de seu país.com. no que diz respeito à habilitação matrimonial e às formalidades do casamento. mesmo que lei alienígena os contrarie.br . mesmo que os nubentes sejam estrangeiros. da LICC.525 a 1. Há quem entenda que seja admissível a aplicação da lei pessoal dos interessados no que diz respeito às formalidades intrínsecas. O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes. devendo seguir-se o disposto nos arts. quando o mesmo for realizado no Brasil. § 2º. no que tange à capacidade matrimonial e aos direitos de família. ressalvados os casos de ofensa à ordem pública brasileira e de fraude à lei nacional. e desta forma. em relação às núpcias contraídas no Brasil. uma vez o casamento tendo sido consumado. ou seja.

Na hipótese de ambos os nubentes virem para o Brasil. no estrangeiro. 1. no 1º Ofício da Capital do Estado em que passarem a residir (art. no seu território. que procedeu à celebração”.direitonoturno. no cartório do Registro Civil do respectivo domicílio (RT. os casamentos contratados.com. O cônsul estrangeiro é competente para realizar casamento quando a lei nacional o atribuir tal competência e somente quando os nubentes forem co-nacionais e ele mesmo (o cônsul) tenha a mesma nacionalidade. Importante ressaltar que o casamento de estrangeiros. só reconhecerão.no consulado ou fora dele. no caso em que ambos os esposos serão do Estado a que pertence o agente. todos os Estados que atribuem aos seus agentes. como válidos. no seu território. somente é celebrado conforme o direito alienígena no que diz respeito à forma do ato. 200:653). pois seus efeitos materiais serão apreciados conforme a lei brasileira (RT. em consulado de seu país. realizado no Brasil. § 3º. nos quais esses Estados reconhecerão os casamentos. No que tange ao casamento de brasileiros no exterior. Assim. o assento de casamento para surtir efeito em nosso país. Kahn25 afirma que “quanto aos limites. será provado por certidão do assento no registro do consulado (RT. mesmo que domiciliados fora do Brasil e quando ambos nubentes sejam brasileiros. Acerca do tema. 207:386). Tendo os nubentes domicílio diverso. por estrangeiros. 185:285). deverá ser trasladado dentro de 180 dias contados na volta ao nosso país. que faz as vezes do cartório do Registro Civil.544 do CC)26. serão determinados pela extensão normal que a doutrina e a legislação interna conferem à instituição do casamento diplomático ou consular. regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal. domiciliados ou não no Brasil. celebrados pelos agentes diplomáticos e consulares estrangeiros. no cartório do respectivo domicílio ou. poderá ser celebrado perante a autoridade consular brasileira. falta.br . não sendo possível a transcrição de assento de casamento de estrangeiro. verificando-se a impossibilidade de um casamento diplomático entre uma brasileira e um estrangeiro ou apátrida. O matrimônio contraído perante agente consular. competência para celebrar um casamento sob a condição de serem seus súditos os dois contraentes. www. na sua. diante dos agentes diplomáticos e consulares.

inclusive no que diz respeito aos vícios de consentimento. pela lei do primeiro domicílio conjugal28. de onde será o domicílio conjugal (no caso dos casamentos realizados no Brasil em que os nubentes tiverem domicílio internacional diverso. Maria Helena Diniz27. ao tratar sobre o tema.direitonoturno. impondo como elemento de conexão a lex domicilii dos nubentes à época do ato nupcial ou do primeiro domicílio conjugal. absoluta ou relativas. O presente parágrafo visa a regular as relações patrimoniais entre os cônjuges. salvo exceções especiais de acordo com os dados contidos na lei territorial. 7º da LICC dispõe apenas sobre os requisitos intrínsecos ou substanciais do casamento regidos pela lei domiciliar comum aos nubentes. Assim. se este for diverso. § 4º. sendo necessário: a) a indicação pelos nubentes. Nas relações pessoais dos cônjuges e nas entre pais e filhos prevalecerá a lei domiciliar. presume-se que o mesmo se dará no Brasil). a do primeiro domicílio conjugal. obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio. e b) reajuste da situação jurídica da capacidade matrimonial. e não a norma de direito internacional privado. salienta que a lex domicilii.br . que é o estabelecido pelo marido. no caso de terem os os mesmos domicílio internacional diverso. mesmo que estrangeira e de conteúdo diverso da norma brasileira. não deverá ser aplicada e indica os meios para facilitar sua aplicabilidade. No caso de os nubentes terem domicílio internacional. www. é a lex domicilii quem vai esclarecer se determinado casamento é válido ou não. Desta forma. O regime de bens. quando for repugnante à ordem pública. ou. legal ou convencional. os mesmos deverão declarar onde pretendem estabelecer o primeiro domicílio conjugal. e. pois na falta desta declaração. o § 3º do art.com. tendo em vista os efeitos econômicos admitidos legalmente ao casamento e aos pactos antenupciais. de acordo com a lei daquele primeiro domicílio conjugal. a lei do primeiro domicílio conjugal estabelecido após o casamento é que prevalecerá para os requisitos intrínsecos do ato nupcial e para as causas de sua nulidade. no processo do casamento.O § 3º da LICC dispõe que a invalidade do casamento será apurada pela lei do domicílio comum dos nubentes ou pela lei de seu primeiro domicílio conjugal.

em seu ar go 1. de nada importando que o domicílio se transfira de um país a outro.639.com. a jurisdição brasileira não será competente. se os nubentes tiverem domicílios internacionais diferentes. por ocasião do ato nupcial. O novo Código Civil. se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens. que se naturalizar brasileiro.br . obedecendo ao princípio www. a lei brasileira não poderá se aplicar em relação a estes. na falta daquele comum. observar-se-á o direito brasileiro no caso de ter sido aqui estabelecido o primeiro domicílio conjugal. § 5º O estrangeiro casado. No que tange ao regime matrimonial de bens. por respeito à mesma. dispõe que qualquer modificação após a celebração do ato nupcial é permitida. ou mesmo casamento aqui realizado mas sem convenção de regime. o mesmo deverá ser apreciado pelo direito brasileiro. verificadas as razões por eles invocadas e a certeza de que tal mudança não venha a causar qualquer gravame a direitos de terceiros. No caso de os cônjuges pretenderem fixar seu primeiro domicílio fora do Brasil. requerer ao juiz. observando a existência de preceito de ordem pública internacional vedando a celebração ou modificação de pactos antenupciais na constância do casamento ou alteração do regime de bens por mudança de nacionalidade ou de domicílio posterior ao casamento. mediante expressa anuência de seu cônjuge. em Estados onde impera a lex rei sitae. no caso de ambos tiverem. e possuírem bens em diversos países. é importante ressaltar que na hipótese de regime ou casamento convencionados no Brasil. Ainda sobre o tema. pode.Assim. Em relação à capacidade para celebração de pacto antenupcial. domiciliadas no Brasil. no ato de entrega do decreto de naturalização. No caso de duas pessoas casarem aqui. respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro. domicílio comum fora do Brasil.direitonoturno. prevalece a lei do domicílio que ambos os nubentes tiverem no momento do casamento ou a do primeiro domicílio conjugal. ou o direito estrangeiro. salientando que de nada adianta a mudança domiciliar com intuito de subtrair o regime matrimonial submetido anteriormente. § 2º. cada um dos interessados fica submetido à sua lei pessoal ao tempo da celebração do contrato (lex domicilii). desde que haja autorização judicial atendendo a um pedido motivado de ambos os cônjuges. pois o regime nesse caso será apreciado pela jurisdição internacional.

poderá reexaminar. obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no País.br . De acordo com o princípio da mutabilidade justificada do regime adotado. contado da sentença. que é o regime matrimonial comum no Brasil. decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros. O § 5º do art. § 6º. 49 da Lei 6. 7º da LICC permite ao estrangeiro naturalizado brasileiro. a adoção da comunhão parcial de bens.direitonoturno. excetuando-se o fato de que já exista concessão da medida cautelar de separação de corpos. quando um ou ambos os cônjuges forem brasileiros. salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo. disposto no Código Civil. funcionando como meio de publicidade da alteração feita pelo brasileiro naturalizado29.com. da CF/88) da data da sentença.515/77). que visa a garantir terceiro de qualquer surpresa que advenha de um regime matrimonial de bens mutável. O divórcio de cônjuges estrangeiros domiciliados no Brasil é reconhecido em nosso país. mas tratando-se de divórcio realizado no estrangeiro. como se o regime não tivesse sofrido qualquer alteração. salvo se houver sido antecedida de separarão judicial por igual prazo. Maria Helena Diniz verifica que a lei brasileira constitui um obstáculo invencível ao reconhecimento do divórcio antes do prazo de um ano. na forma de seu regimento interno. caso em que a homologação terá efeito imediato. é permitido novo www. § 6º O divórcio realizado no estrangeiro. se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros. cuja data constitui marco inicial para a contagem daquele prazo legal. obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país (art. é exigido o registro da adoção do regime da comunhão parcial de bens. a requerimento do interessado. ficando os mesmos inalterados. resguardados os direitos de terceiros anteriores à concessão da naturalização. só será aqui admi do após um ano (art. a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais.da mutabilidade justificada do regime adotado. Uma vez homologado o divórcio obtido no estrangeiro. embora a separação de cama e mesa possa ter significação na contagem do prazo da conversão da separação judicial em divórcio30. se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros. O Supremo Tribunal Federal. caso em que a homologação produzirá efeito imediato. só será reconhecido no Brasil depois de três anos da data da sentença. com a expressa anuência de seu cônjuge. 226.

mas o domicílio da família. O estrangeiro ou apátrida. submeter-se-ão à lei domiciliar de seus tutores e curadores. que é a certidão da sentença de divórcio proferida no estrangeiro. ou melhor. o § 7º do art.567 e 1. De acordo com o critério da unidade domiciliar. a homologação tem sido denegada. está sujeito à anulação de casamento caso sua sentença de divórcio seja negada pelo STJ. Maria Helena Diniz salienta que “Preciso será esclarecer que não mais se considera a pessoa do marido em si. Salvo o caso de abandono. No caso de a sentença for proferida em país onde jamais os cônjuges residiram ou de onde não são naturais. seus direitos e deveres recíprocos. podendo ser apenas concedida.br . 7º da LICC.com. de ambos os consortes. exigindo-se para isso a prova da sentença do divórcio na habilitação matrimonial. man do § 7º do art. burlando a soberania nacional. § 7º. aplicar-se-á a lei do domicílio familiar. o do País onde o casal fixou domicílio logo após as núpcias. sendo isso apenas tolerado se o divórcio foi pronunciado no foro dos cônjuges. e aos direitos e obrigações decorrentes da filiação. o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados.569 do CC)32. ou seja. 1. e que deseje contrair novas núpcias no Brasil. em em virtude de estarem sob sua guarda. para fins patrimoniais31. e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. com intenção de constituir família e o seu centro negocial”. que se estende aos cônjuges e aos filhos menores não emancipados. Assim. 7º trata do caso de domicílio internacional legal quando www. Washington de Barros Monteiro esclarece ainda que a homologação de sentença pode ser negada quando estrangeiros aqui domiciliados se dirigem à justiça de outro país para obter a sentença de divórcio. no que diz respeito às relações pessoais entre os cônjuges. cuja sentença de divórcio ainda não tenha sido homologada. depois de assumido o encargo tutelar.casamento no Brasil. respeitando assim o princípio da igualdade jurídica dos cônjuges. No que tange aos tutelados e curatelados. devidamente homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (EC 45/2004). com restrições. representando um sistema familiar em que as decisões devem ser tomadas de comum acordo entre marido e mulher (arts.direitonoturno.

O artigo 8º da LICC define a qualificação dos bens como territorial.com. não se tratando de concurso cumulativo. art. A lei é extraterritorial quando permite que o magistrado possa aplicar lei diversa de seu ordenamento jurídico. atendendo a interesses internos relativos à nação de origem. A lei territorial é a que se aplica somente no território nacional. incluindo as de uso pessoal ou imóveis (ius in re) é o da lex rei sitae. que é o espaço limitado no qual o Estado exerce competência. obrigando unicamente dentro do território. Art. Na falta do critério do domicílio. ou seja.br . Sendo assim. o órgão judicante somente poderá aplicar no território nacional aquela norma. da propriedade e dos direitos reais sobre coisa alheia. 8º. considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou naquele em que se encontre. O Código Bustamante. e aos filhos menores não emancipados. e o do tutor ou curador. em seu artigo 26. quando for o caso. §§ 1º e 2º da LICC dispõem. Quando a pessoa não ver domicílio. mas sim sucessivo. a lei indica critérios de conexão subsidiários. o lugar da residência ou daquele em que a pessoa se achar. § 8º. 8º. nenhuma lei poderá ter competência maior do que a do território onde se encontrarem os bens que constituem www. preleciona que aquele que não tiver domicílio conhecido. No que diz respeito ao regime da posse. que é a conexão principal. considerar-se-á domiciliado no local de sua residência acidental ou naquele em que se encontrar. ou seja.direitonoturno. aplicados sucessivamente na medida em que o anterior não possa preencher sua função. Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes. exceto na hipótese de abandono. em relação a fatos ocorridos no seu território ou no estrangeiro. o domicílio familiar. que importa na determinação do território. aplicarse-á a lei do país em que estiverem situados. eleito pelo casal ou em alguns países pelo marido. estende-se ao outro cônjuge. 24). aos incapazes sob sua guarda (Código Bustamante.dispõe que. impossibilitando a hipótese de dupla residência. já que a eles se aplicam as leis do país onde estiverem situados. como por exemplo nas hipóteses em que o próprio art. o critério jurídico que visa a regular coisas móveis de situação permanente.

8º da LICC prevê a aplicação da lex domicilii do proprietário no que tange aos bens móveis que o mesmo trouxer consigo. O § 1º do art. a lei que disciplina a nova situação deverá ser aplicada. § 1º. Em relação aos navios e aeronaves. Em função da instabilidade de localização ou mesmo da mudança transitória de tais bens. pertencentes a nacionais ou estrangeiros. visando a atender interesses econômicos. ocasiões em que os bens uti universitas também poderão ser disciplinados pela lex rei sitae. ex. e aplica-se a lex domicilii de seu proprietário. deve ser respeitado no segundo país.br . respeitados os direitos adquiridos. Pillet e Neboyet afirmam que “todo o direito adquirido sobre um móvel corpóreo. o espólio e o patrimônio conjugal. a LICC dispõe que a lei do domicílio do possuidor da www. Nas hipóteses de mudança de situação de um bem móvel. políticos e práticos. aplicada aos bens localizados permanentemente. ou seja.direitonoturno. como p. excetuando-se as hipóteses de desapropriação de imóvel de tutelado ou da massa falida. quanto aos bens moveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares. segundo a lei deste último país”34. enquanto que os bens uti universitas.com. em cuja posse se encontre a coisa apenhada. para uso pessoal ou em razão de negócio mercantil. para o qual tenha sido transportado. até que nasça um direito diferente. afasta-se aqui a aplicação da lex rei sitae. ou seja. O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa. que podem transitar por vários lugares até chegar ao local de destino. Acerca do tema. pela lei do país em que estiverem matriculados e cuja competência só será afastada nos casos em que a ordem pública o exigir. são regidos pela lei reguladora da sucessão (lex domicilii do autor da herança). § 2º.seu objeto33. É importante ressaltar que a lex rei sitae regulará apenas os bens móveis ou imóveis considerados individualmente (uti singuli). o direito de Estado no qual o mesmo tem domicílio. os mesmos serão regidos pela lei do pavilhão. Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário. domiciliados no país ou não. na conformidade das disposições da lei do lugar da sua situação. No que tange ao penhor.

o art. No que diz respeito às obrigações. etc. b) quanto à capacidade. levar-se-á em conta o local onde ocorreu o último fato necessário para a caracterização da responsabilidade do lesante. resguardando assim a segurança negocial. Art. Em relação às obrigações convencionais (civis e comerciais) e as decorrentes de atos unilaterais. já que são conseqüência de uma relação jurídica principal. as mesmas se regerão a) quanto à forma ad probationem tantum (simplesmente para provar) e ad solemnitatem (para a solenidade) pela lei do local onde se originaram. pela forma estabelecida no ius loci actus. Devido ao fato de não serem autônomas. pois pela lei este estará situado no domicílio do possuidor (fictio iuris) no momento de ser constituído o direito real de garantia.com. As obrigações ex delicto. observando-se a ressalva em relação à ordem pública. uma vez que a lex fori não admitirá que produza efeito o ato que tiver conteúdo contrário à lei. à necessidade ou dispensa de tradição real para sua validade. deve ser apreciada a forma da manifestação volitiva pelo direito vigente no local onde o ato for realizado. acabam reguladas pela mesma lei que disciplina a relação principal. Para qualificar e reger as obrigações. qualificação do ato como ilícito. Na hipótese de as partes estiverem domiciliadas em Estados www. são regidas pela lei do lugar onde o delito foi cometido (lex loci delicti commissi). Importante ressaltar que essa norma somente vigorará no fórum que aceitar que o ato seja realizado no exterior. culpabilidade.coisa empenhada é que será aplicada. à moral e ordem pública do país. 9º. 9º da LICC dispõe que a lei do país onde se constituírem as mesmas é que serão aplicadas para qualificá-las e regê-las. pela lei pessoal das partes (art.br .direitonoturno. 7º) que é a lei domiciliar. 165 do Código Bustamante afirma que as mesmas serão regidas pelo direito que as estiver estabelecido. No caso de o ilícito ter sido praticado em vários lugares. quanto nas questões atinentes à publicidade. aplicar-se-á a lei do país em que se constituirem. Importante salientar que pouco importará a localização do bem dado em penhor. o art. solucionando questões sobre causas justificativas e dirimentes. que são as decorrentes da prática de um ato ilícito. Em se tratando de obrigações ex lege. ou seja. tanto no que diz respeito ao objeto sobre o qual recairá o direito real e quais seus efeitos. e garantindo direitos de terceiros. da qual são acessórias.

p. através da qual as declarações de vontade devem ser examinadas separadamente. ressaltando-se a previsão que a própria LICC faz em seu artigo 17 quando considera ineficaz qualquer ato que ofenda a ordem pública interna. Isso não significa que o art. enquanto que nos atos bilaterais. é a locus regis actum. Através dessa norma.com. revestido de forma externa prevista pela lei do lugar e do tempo onde foi celebrado. ou seja. 9º afasta a autonomia da vontade. o ato. tal ato não subsistirá. a mesma só prevalecerá quando não for conflitante com norma imperativa ou ordem pública. por tratar-se de fraude. Aubry e Audinet). como nos contratos. o princípio da autonomia da vontade não é acolhido como elemento de conexão para reger contratos na seara do direito internacional. que é aceita pelos juristas para indicar a lei aplicável. 177) e a da lei do local da constituição da obrigação entre os demais Estados que não o ratificaram36. a soberania nacional e os bons costumes. existem cinco correntes doutrinárias: a) competência da lei pessoal dos contratantes. Quando se tratar de ato unilateral. Necessária se faz a delimitação da norma que disciplina as condições intrínsecas dos atos jurídicos decorrentes da declaração de vontade. J. antes de analisar qual a lei competente para reger os efeitos das obrigações deles resultantes. será válido e poderá servir de como prova em qualquer local onde tiver que produzir efeitos.br .diferentes. a capacidade de cada uma obedecerá à sua lei domiciliar35. praticando negócio em país estrangeiro com o intuito de fugir às exigências da lei pátria. preconizando a liberdade contratual dentro das limitações fixadas em lei. Dreyfus. Em se tratando de contratos internacionais. pois a manifestação da livre vontade dos contratantes é admitida pela LICC quando o for pela lei do contrato local. Nos casos em que a intenção do agente for de burlar a lei nacional. prevalecerá a lei pessoal do declarante. d) competência da lei escolhida internacionalmente pelos contratantes para reger o acordo (proper law of the contractI ou applicable law dos ingleses) e e) competência da lex fori nos conflitos de lei que surjam entre o Brasil e os países signatários do Código Bustamante (art. c) competência da lei que rege a relação constituída pelo ato jurídico (Machado Villela).direitonoturno. desde que observada a norma imperativa. ou seja. b) competência da lei do local da celebração negocial (Pillet e Neboyet). exemplo. Em se tratando da forma extrínseca do ato. www. norma de direito internacional privado. cada uma de acordo com a lei do declarante (Frankenstein.

9º da LICC. o mesmo deverá obedecer à lei do local da execução do serviço ou trabalho. 17 da LICC e com os princípios de direito internacional econômico defendidos pelo Brasil. atendendo as peculiaridades da lei alienígena em relação à forma extrínseca.Obeservar-se-ão algumas exceções ao disposto no art. que serão subordinados à lex loci solutionis (place of performance). O art. filiando-se à lei do país de sua execução. Des nando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial. pois admitidas serão suas peculiaridades. será esta observada. a obrigação contraída no exterior e executada no Brasil será observada segundo a lei brasileira. § 1º. 9º da LICC. 6º da Convenção de Roma. habitualmente exerce seu ofício. a aplicação da lei escolhida não poderá privar o trabalhador da proteção que lhe for conferida pela lei: a) do país onde o trabalhador. não se www. como a validade e a produção de seus efeitos. de 1980. pois nesses casos verificar-se-á competência absoluta do direito pátrio interno. enquanto a lei brasileira será competente para disciplinar os atos e medidas necessárias para a execução da mesma em território nacional. nas seguintes hipóteses37: a) quando se tratar de contrato de trabalho. em consonância com o art. De acordo com o disposto no § 1º do art. indenização nos casos de inadimplemento. Em relação aos contratos não exeqüíveis no Brasil. Isto significa que a lei da constituição do local da obrigação mantém-se. que não realiza de modo habitual seu trabalho no mesmo país. b) do Estado em cujo território se encontra situada a empresa que contratou o empregado. mas aqui acionáveis. etc.com. admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. afirma que em se tratando de contrato individual de trabalho. tais como a tradição da coisa.br . b) nas hipóteses dos contratos de transferência de tecnologia. ao executar o trabalho.direitonoturno. garantindo interesses nacionais. forma de pagamento ou quitação. c) nos atos relativos à economia dirigida ou aos regimes de Bolsa e Mercados. por tratar-se de normas de ordem pública.

domicílio ou residência dos contratantes. 10 da LICC abrange tanto a sucessão causa mortis (seja ela legítima ou testamentária) como também a sucessão por ausência.com. e é nessa úl ma acepção que vem sendo empregado o disposto no § 2º. O lugar onde se tem por concluído o contrato é de fundamental importância para o direito internacional privado. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido. 10. Perante a teoria da unidade sucessória. desconsiderando-se a nacionalidade.br . da LICC. a sucessão www. qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. Em relação aos contratos entre presentes. 435 do Código Civil reputa celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. O art. já que através dele emanará qual a lei deverá ser aplicada para a disciplinar a relação contratual e também a apuração do foro competente. significando que o lugar em que residir o proponente seja o lugar onde estiver o proponente. ou seja. 9º. Art. O art. § 2º da LICC afirma que a obrigação resultante do contrato se cons tui no lugar em que residir o proponente. serão regidos pela lei do lugar em que foram contraídos. 9º da LICC. já que não raro os mesmos se efetivam fora do domicílio dos contratantes. mas sim o locus regis actum. § 2º. 9º. do art. § 1º. A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente. “estar”. sendo aplicável quando os contratantes estiverem em Estados diversos. de acordo com a LICC. afastando assim o critério domiciliar por entender que a adoção do elemento “residência” daria mais mobilidade aos negócios. que é a adotada pela LICC. não importando o momento ou local da celebração contratual. no que diz respeito ao direito internacional.direitonoturno. a lei local é que regerá o ato. Maria Helena Diniz38 afirma que o verbo “residir” significa “estabelecer morada” ou “achar-se em”. a obrigação contratada entre ausentes será regida pela lei do país onde residir o proponente.aplicará o disposto no art. Assim. aplicando-se a lei do lugar onde foi feita a proposta. enquanto que o art.

causa mortis deverá ser regida pelo lei do domicílio do de cujus. g) a colação. j) o pagamento das dívidas do espólio. § 1º. assim como não será possível proceder à sucessão provisória. determinará: a) a instituição e a substituição da pessoa sucessível. será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. afirma que a lei do domicílio do de cujus. no momento de sua morte. não é possível que a pessoa seja declarada ausente por juiz brasileiro quando a mesma não tiver tido seu domicílio em nosso país. 10 da LICC não faz menção expressa à comoriência ou morte simultânea. Nos casos de morte presumida ou ausência. arts. seja qual for a natureza e a localização dos bens que compõem seu patrimônio. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. nos casos de sucessão definitiva. f) a causa da deserdação. ao tratar sobre o tema. b) a ordem de vocação hereditária.direitonoturno. O art. i) a partilha dos bens do acervo hereditário. tendo os comorientes domicílios diversos. no que diz respeito às condições da declaração de ausência e seus efeitos e aos direitos eventuais do ausente (Código Bustamante. www. situados no País. A sucessão de bens de estrangeiros. h) a redução das disposições testamentárias. competente será o foro onde o inventário foi requerido primeiro. 71). desprezando-se a nacionalidade do autor da herança e a de seu sucessor e a natureza e a situação dos bens. e) a existência e a proporção da legítima do herdeiro necessário. art.com. observar-se-ão as leis de domicílio de cada um dos finados relativas à sucessão. unificando a jurisdição do último domicílio do de cujus para apreciação de todas as questões relativas à sucessão e. 29 do Código Bustamante que dispõe que nos casos de presunções de sobrevivência ou de morte simultânea. Maria Helena Diniz39. a sua sucessão será regida pela lei pessoal de cada um.br . quando não houver prova. processar inventário e partilha e declarar presunção de morte. 73-83). as mesmas serão reguladas pela lei pessoal de cada um dos falecidos em relação à sua respectiva sucessão. e nesses casos. d) os limites da capacidade de testar. c) a medida dos direitos sucessórios dos herdeiros ou legatários. quando se tratar de sucessão legítima. Mesmo nos casos em que o finado tiver mais de uma residência (CC. ou de quem os represente. desta forma. simplificando as questões oriundas da mesma. Sendo assim. sejam eles nacionais ou estrangeiros. de acordo com o disposto no art. Desta forma. a lei domiciliar do ausente será aplicada.

De acordo com a autora. do art. em relação à sucessão de bens de estrangeiro situados no País. 1829 do Código Civil40. ao versar sobre o tema. de propriedade de estrangeiro falecido e casado com brasileira ou com filhos brasileiros. quando este for o único do gênero a ser inventariado. 5º. 1. XXXI. a sucessão no usufruto de cônjuge supérstite. devido à ambigüidade do termo ‘capacidade para suceder’”. Importante lembrar que anteriormente vigorava no Brasil o instituto do usufruto vidual. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus”. não se aplicando o princípio de que a existência de herdeiro de uma classe exclui da sucessão os herdeiros da classe subseqüente.direitonoturno. ou quem os represente e c) quando a lei pessoal do de cujus não lhes for mais favorável. 10 da LICC. no imóvel destinado à residência.com.br .Nos casos aventados pelo § 1º.831 do CC. nos casos em que. que admitia. A própria Constituição Federal. estará a sucessão sujeita à aplicação da lei brasileira quando: a) os bens estiverem no Brasil. A interpretação do § 2º. deve ser feita com cuidado no que diz respeito à capacidade para suceder. é necessário que se distinga: a) a capacidade www. nos casos de casamento entre brasileiro com estrangeira. também prevê que “a sucessão de bens de estrangeiro situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. é aplicada a lei nacional do de cujus quando for mais vantajosa aos sucessores do que a lei brasileira. ressalva que “se deve repelir toda e qualquer interpretação extensiva a esse dispositivo legal. Maria Helena Diniz41. § 2º. A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. observa-se exceção à variação da ordem de vocação hereditária determinada pelo art. A exceção se dá em relação à possibilidade de alteração da ordem da vocação hereditária pois. b) houverem cônjuge ou filhos brasileiros. em qualquer dos regimes de bens e sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança. se tratando de bens existentes no Brasil. em seu art. de acordo com o art. Assim. Hoje admite-se a sucessão no direito real de habitação.

obedecem à lei do Estado em que se constituírem. entretanto. importante reconhecer que o § 2º do art.126 a 1. que se subordina à lei pessoal do herdeiro ou sucessível. que se sujeita à lei do domicílio do auctor sucessionis.com. sendo o seu fórum competente para versar sobre sua criação. como as sociedades e as fundações. com o intuito de evitar fraudes à lei e fazendo com que a mesma se sujeite à lei brasileira. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo.141). Art.br .para ter direito à sucessão. ou seja. enquanto que a capacidade para suceder é disciplinada pela lei do domicílio do falecido. Não será necessária a autorização governamental nos casos em que a pessoa jurídica estrangeira não pretenda fixar no Brasil agência ou filial. 11. uma vez que adquirirá domicílio no Brasil (CC. A nacionalidade das pessoas jurídicas não é mencionada expressamente pela LICC. agências ou estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro. para aceitar ou para exercer direitos do sucessor.141 do Código Civil. pois obedecerá à lei do país de sua www. agências ou estabelecimentos de pessoa jurídica estrangeira no Brasil à aprovação de seu estatuto social ou ato constitutivo pelo governo brasileiro. que tem a ver com a aptidão para suceder. O § 1º do art. ficando sujeitas à lei brasileira. 1. que é reconhecido pela lei domiciliar do autor da herança e regido pela lei pessoal do sucessor.134 a 1. quando é determinada pela lei na qual tem sua origem. mas entende-se prevista implicitamente no art. pouco importando o lugar onde se dá o exercício de sua atividade. Não poderão. O artigo 11 da LICC impõe que a lei do Estado em que as pessoas jurídicas de direito privado se constituírem é que irá determinar as condições de sua existência ou do reconhecimento de sua personalidade jurídica. pelo princípio locus regit actum. arts. b) da capacidade de agir em relação aos direitos sucessórios. 11 da LICC condiciona a abertura de filiais. funcionamento e dissolução. 10 da LICC diz respeito à capacidade de exercer o direito de suceder. 11 da LICC e expressamente nos arts. § 1º. 1. Assim.direitonoturno. ter no Brasil filiais.

Os Governos estrangeiros.com. incluindo-se aqui alterações de estatuto e cassação de autorização de funcionamento. assegurando o livre exercício de funções diplomáticas e de atividades consulares. como direitos autorais. § 2º.direitonoturno. ações de sociedade anônima. bem como as organizações de qualquer natureza. direitos reais sobre coisa alheia de fruição. serão. Tal posição se justifica pelo entendimento que a ausência de tais restrições representariam um perigo à soberania nacional. Indústria e Comércio Exterior. etc. sendo possível exercer atividade no Brasil desde que não contrária à nossa ordem social. Assim. o direito de propriedade imobiliária de um Estado estrangeiro ficará restrito ao edifício de sua embaixada. ficou delegada ao Ministro de Estado de Desenvolvimento. ao tratar do tema. O § 3º do art. como também através de qualquer título. Maria Helena Diniz. patentes de invenção. necessários à prestação de serviços www. 11 da LICC trata de exceção ao disposto no parágrafo anterior quando permite que as pessoas jurídicas de direito público possam adquirir prédios para sede de representantes diplomáticos ou agentes consulares. gozo e exercício de direito real no território brasileiro. por lei. O § 2º do art. sendo vedada a subdelegação. doação. absolutamente incapazes para adquirir a posse e a propriedade de imóvel situado no Brasil ou de bens suscetíveis de desapropriação. § 3º. A competência para decidir e praticar os atos de funcionamento no Brasil de organizações estrangeiras destinadas a fins de interesse coletivo. permuta. Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.constituição. dirijam ou hajam investido de funções públicas. consulado e legações. através da possível ocorrência de problemas diplomáticos. 11 da LICC versa sobre as restrições subme das às pessoas jurídicas de direito público em relação à aquisição.br . que eles tenham constituído. afirma que “as pessoas jurídicas de direito público externo. não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou susceptiveis de desapropriação. Tal impedimento dar-se-á não somente via testamento. como compra e venda. etc”42.

Só à . Art. os arts. na medida que impõe a competência judiciária brasileira para processar e julgar ações que versem www. § 1º. enquanto parte da doutrina entende apenas que o seja em relação ao § 1º do art. É competente a autoridade judiciária brasileira. admite-se a competência do juiz que vier a tomar conhecimento da causa em primeiro lugar. O § 1º do art. prevalecendo sobre a competência do local onde a obrigação foi constituída e sobre a competência da lei domiciliar. 12 da LICC diz respeito não só às ações reais imobiliárias mas sim a todas as ações que tratem de imóveis situados no Brasil e trata-se de norma compulsória.com. Nas hipóteses em que dois sejam réus e apenas um deles esteja aqui domiciliado. na medida que entende permitida a competência estrangeira nos casos em que o réu não for domiciliado no Brasil. 12.autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações.c. O art. 12. 7º da LICC). desde que sua capacidade para estar em juízo obedeça à lex domicilii e com a ressalva da lex fori no que diz respeito a preceito de ordem pública (art. rela vas a imóveis situados no Brasil.br . tenha domicílio no Brasil. aqui domiciliado ou não. mesmo que neles não se encontre a chancelaria. Nos casos em que a obrigação for exeqüível no Brasil. contém norma supletiva. competente será a autoridade brasileira. 314 e 316 do Código Bustamante. de acordo com o princípio da prevenção. afirmando que o art. 12 da LICC fixa a competência da autoridade judicial brasileira nos casos em que o réu. como autor ou réu. quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. possa comparecer. podendo aqui ser intentada qualquer ação que lhes diga respeito. visto tratar-se de competência especial. se a obrigação não tiver que ser aqui executada e nos casos em que a ação não verse sobre imóveis situados no território brasileiro43. perante o tribunal brasileiro quando haja alguma controvérsia de seu interesse. Admite-se assim que o estrangeiro. nas hipóteses de ações concernentes aos bens imóveis situados no Brasil.direitonoturno. 12 da LICC c. seja ele brasileiro ou estrangeiro. e aos prédio residenciais dos agentes consulares e diplomáticos. Alguns entendem que tal competência é obrigatória.diplomáticos.

concedido o exequatur e segundo a forma estabelecida pele lei brasileira. as diligências deprecadas por autoridade estrangeira competente. as mesmas deverão ser propostas no foro do domicílio do réu (CPC. satisfazendo o que lhes foi requerido pela autoridade estrangeira. cada Estado será competente para julgar ação relativa à parcela do bem que se encontrar em seu território. A autoridade judiciária brasileira cumprirá. § 2º. sendo inadmitidos os que atentem contra a legislação brasileira. no que tange ao conteúdo ou matéria de que são objeto e. e subordinam-se à lei do país rogante. como por exemplo arresto e seqüestro. sem caráter executório. são disciplinadas conforme a lei do país do rogado. 12 da LICC diz respeito ao cumprimento.br . 87). será competente o foro do domicílio das partes no momento em que a ação foi proposta (CPC. pois o próprio art. As cartas rogatórias são pedidos feitos pelo juiz de um país ao de outro solicitando a prática de atos processuais. 93:517 e 103:536). art. não poderão ser objeto de carta rogatória (RTJ. já que os atos processuais estão sujeitos à lex fori.direitonoturno. Mesmo se referindo apenas à competência em sentido estrito. em relação ao procedimento. 72:659.com. A carta rogatória é remetida através da via diplomática e ao Procurador-Geral da República é dado vista da mesma para que possa impugná-la nos casos de contrariedade da ordem www. 17 da LICC impede o cumprimento de rogatória quando a mesma for ofensiva à ordem pública e aos bons costumes. Nas hipóteses de o imóvel estar localizado em países diversos.sobre imóveis situados no território brasileiro. 94) e quando tratarem sobre bens móveis que venham a se deslocar após proposta a demanda. observando a lei desta. poderá o juiz levantar o conflito de jurisdição a ser decidido na forma da lei brasileira. e das diligências deprecadas pelas autoridades locais competentes. pela autoridade judiciária brasileira. das cartas e comissões rogatórias com a finalidade de investigação. competindo a nossa justiça fazer a qualificação do bem e a natureza da ação intentada. A previsão do § 2º do art. quanto ao objeto das diligências. art. As diligências de caráter executório. No que diz respeito às ações que versem sobre bens móveis.

soberania nacional ou falta de autenticidade. Maria Helena Diniz afirma que o exequatur ou sua denegação não produzirão coisa julgada formal. não será necessária a homologação da sentença que vier a ser prolatada por autoridade estrangeira no mesmo processo. Uma vez concedido o exequatur ou “cumprase”. qualquer prova não autorizada pela lei do juiz. a mesma dependerá da lei do juiz (Código Bustamente. art. devendo o mesmo basear-se nas prescrições legais de seu país.pública. suspendendo o processo até que seja devolvida. averiguando: www.direitonoturno. motivo pelo qual os pedidos poderão ser renovados e as concessões revogadas quando se perceber. sob pena de contrariar o sistema da territorialidade da disciplina do processo. Sendo indispensável para o encerramento da instrução. art. Tendo sido cumprida. observado o direito estrangeiro quanto ao seu objeto. podendo ser pronunciada decisão sem a devolução da carta devidamente cumprida. no curso da ação. a carta rogatória deverá ser devolvida. preconizando que a mesma será regida pela lei do lugar onde ocorrer (lex loci). No que diz respeito ao tema. 401). a rogatória é devolvida à justiça rogante através do Ministério da Justiça.com. Nas outras hipóteses não terá efeito suspensivo. pois o juiz rogado poderá resolver sobre sua própria competência ratione materiae para o ato que se lhe atribui (Código Bustamante. quanto ao ônus e aos meios de produzir-se. Tendo sido concedido o exequatur à carta rogatória. não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.br . a rogatória é enviada ao juiz da comarca onde deverá ser cumprida a diligência. enquanto que o ônus e meio de produzi-la serão regidos pela lex fori. quando requerida antes do despacho saneador. O art. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar. 13. 13 da LICC diz respeito à prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro. que para processar e julgar a causa. Art. 390)44. No que diz respeito à apreciação das provas. não sendo admitida. apenas a justiça brasileira é competente. por exemplo.

com. ou seja.direitonoturno. Não conhecendo a lei estrangeira. sem a provocação do juiz. reclamar a prova do direito estrangeiro de quem a alega. permitir quaisquer meios probatórios não autorizados pela lei do órgão judicante. A aplicação da lei estrangeira pelo juiz pode ser dar ex officio. que deverá estar traduzido no idioma usado no país da lex fori e legalizado pelo cônsul. dispõe que. 14. Maria Helena Diniz. e. caso contrário não será aplicável por juiz local. www. poderá alegar a lei que lhe é aplicável. não pode-se em hipótese alguma. b) se o juiz não conhecer o direito estrangeiro poderá exigir prova da parte a quem aproveita (CPC. mesmo sem alegação e prova da parte interessada. já que não é obrigado a conhecê-la e nem tem o dever de prová-la. c) o interessado. poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do texto e da vigência. pelo art. o mesmo deverá decidir se é aplicável o direito brasileiro ou o estrangeiro. c) a observância das formas extrínsecas ou solenidades requeridas pela lei do lugar da celebração do ato (locus regit actum). seja ex officio pelo juiz ou quando invocado pela parte litigante.br . Art. Estando o magistrado diante de um caso de direito internacional privado. é permitido ao juiz. ao discorrer sobre o tema. a observância do direito estrangeiro. verificando a inaplicabilidade da norma brasileira. 14 da LICC. tendo o juiz o dever de inteirar-se das normas mesmo quando não fornecida pelas partes. poderá se dar das seguintes formas: a) o magistrado deverá aplicar a lei estrangeira. d) autenticidade do documento. Importante ressaltar que mesmo o modo de produção de provas sendo de competência da lex fori. art. determinará qual a legislação estrangeira aplicável àquele caso concreto.a) a ilicitude do ato ou contrato. 337). a prova do fato ocorrido no estrangeiro deve ser produzida por meio conhecido do direito pátrio. b) a capacidade das pessoas que se obrigaram. sempre que o direito privado (lex fori) julgar competente aquela lei. quando dela tenha conhecimento e mesmo sendo esta contra a vontade das partes. Nos casos em que desconhecer a norma estrangeira.

b) o julgamento do litígio contra a parte que alegou o direito estrangeiro e não demonstrou o mesmo. O art. os juristas têm apontado algumas soluções. com um direito comum a que a norma alienígena se coaduna45. não estando o mesmo adstrito às afirmações ou provas produzidas por ela. Nos casos em que. d) rejeição da demanda fundada em tal lei. 15. mesmo tomando todas as providências necessárias. seja impossível determinar com segurança qual o direito alienígena deva ser aplicado. ou seja.com. na falta de prova concludente do direito alienígena. b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia. e) a decisão conforme a norma provavelmente em vigor no país em que se cogita e f) julgamento de acordo com os princípios gerais de direito. julgando a ação improcedentes.foi proferida. Art. e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que . Parágrafo único. se a prova apresentada não o convencer.direitonoturno. A sentença de mérito proferida no estrangeiro é destituída tanto de obrigatoriedade quanto de força executória na jurisdição de outro país. c) a aplicação do ius communis vigente no fórum. d) estar traduzida por intérprete autorizado. como: a) a conversão do julgamento em diligência. que reúna os seguintes requisitos: a) haver sido proferida por juiz competente. Não dependem de homologação as sentenças meramente declaratórias do estado das pessoas. 15 da LICC versa justamente sobre a hipótese em que sentença estrangeira www.br . Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro.propondo-se a provar sua sua existência e conteúdo e d) o órgão judicante poderá de ofício investigar a norma estrangeira alegada pela parte. em virtude da independência das jurisdições.

deva ser executada no Brasil. Os requisitos internos para que a sentença alienígena seja executada em nosso país são os seguintes: que tenha sido prolatada por juiz competente. a homologação é dispensada. através do qual se reconhece a eficácia da sentença estrangeira para ser executada no território do Estado ou para atender aos direitos adquiridos dela recorrentes. No que tange à sentença estrangeira meramente declaratória de estado de pessoa. do Código de Processo Civil.com. em função de que este tipo de sentença independe de execução. trânsito em julgado da sentença proferida no estrangeiro (Súmula 420 do STF). para ser aqui executada.direitonoturno. O exequatur é o processo através do qual a jurisdição local aceitará a sentença como produto de um tribunal. já que tal sentença. necessita da aprovação do nosso órgão judiciário. 483. www. pois por si só representa documento idôneo para determinar uma qualidade ou um fato. constituindo o exequatur. parágrafo único. A execução de sentença estrangeira no juízo brasileiro somente se dará quando presentes determinados requisitos externos e internos. de acordo com a EC 45/2004 e com o art.br . regularidade da citação e respeito à ordem pública nacional) e da competência da autoridade prolatora da sentença. que esteja traduzida na língua portuguesa por tradutor juramentado ou intérprete autorizado e que seja autenticada pelo cônsul brasileiro (Súmula 259 do STF). cabendo ao juiz do exequatur somente a concessão ou a recusa da homologação. limitado ao exame de requisitos extrínsecos (competência. Os requisitos externos são que a sentença seja formalmente válida em sua jurisdição de origem. sentença não contrária à ordem pública. O juízo de delibação é uma modalidade de exequatur. citação válida das partes ou verificada sua revelia. sem poder alterar o julgamento feito no exterior. O processo de exequatur não admite a apresentação de novo pedido que não tenha sido apreciado pelo juiz estrangeiro. sem apreciação do mérito. de acordo com a lei do local onde tenha sido prolatada a decisão. mas indicará se ela poderá ou não ser aqui executada. O critério utilizado adotado no Brasil em relação ao problema da eficácia jurídica e da força executiva da sentença estrangeira é o do juízo de delibação. exceto se tiver sido requisitada por via diplomática. submetendo-a a exame preliminar. soberania nacional e aos bons costumes e que tenha sido previamente homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. com ouvida das partes e do ProcuradorGeral da República. constituíndo um prévio juízo.

ter-se-á em vista a disposição desta. ressalva que “Se. atos e sentenças de outro país. O artigo 16 da LICC busca. bem como quaisquer www. motivo pelo qual se justificam os conflitos entre as próprias normas de direito internacional privado. Maria Helena Diniz afirma que “o princípio adotado pelo art. Assim. As normas de direito internacional privado. se houver de aplicar a lei estrangeira.tendo mera eficácia documental. serão as do fórum e não as de outro Estado48. entretanto. a homologação é necessária. Art. 16. a sentença sobre o estado envolve relações patrimoniais. Art. seja ela idêntica ou não47. invocando a coação do poder público.direitonoturno. e não ao direito internacional privado estrangeiro. qualificador do fato sub judice. através da corrente da referência ao direito material estrangeiro solucionar tais conflitos.com. sem se preocupar com a de outro Estado. 16 é o de que a remissão feita pela norma brasileira de direito internacional privado a direito estrangeiro importará em remissão às disposições materiais substanciais do ordenamento jurídico estrangeiro (sachnormweisung) e não ao ordenamento jurídico em sua totalidade. afim de lhe serem assegurados os direitos. Essa teoria preconiza que o juiz atenda somente à norma de direito internacional privado de seu país. sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a outra lei. pela qual a norma de direito internacional privado remete o aplicador para reger dada relação jurídica ao direito substancial alienígena. que a sentença declara lhe pertencerem”46. para a resolução de um dado fato interjurisdicional. 17. vigentes nos diferentes Estados. porque será o título executivo. As leis. ao tratar do tema. por ordem da norma de direito internacional privado do fórum e na da norma de direito internacional alienígena. afirma ainda a autora. Quando.br . nos termos dos artigos precedentes. já que as únicas normas sobre conflito normativo que poderão ser levadas em conta. Ao tratar sobre o tema. Clóvis Bevilacqua. o art. que o indivíduo apresentará. 16 da LICC admite tão-somente a aplicação de norma substancial brasileira aplicável ao caso vertente. não são uniformes a respeito dos critérios normativos. inclusive às normas alienígenas de direito internacional privado (gesamtverweisung)”.

Art. à ordem pública ou aos bons costumes. quando ofenderem a soberania nacional. são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato. Na prática. quando contrária à nossa ordem social. devem seguir as formalidades prescritas em sua lei nacional. através deste artigo. 17 da LICC confere ao magistrado o poder-dever de afastá-la quando a mesma contrariar a soberania nacional. de tabelião ou oficial do registro civil. visto que os mesmos constituem limites que visam a assegurar a ordem social. jurídica e social.com. O artigo 18 da LICC versa sobre a competência consular brasileira para redigir atos notariais em Estado alienígena. a análise da aplicação ou não da lei estrangeira dar-se-á no momento em que o órgão judicante apreciará o caso concreto. e não as do país onde estão a serviço do Brasil. É sabido que o juiz é obrigado a aplicar a lei estrangeira no caso concreto quando o impuser a norma de direito internacional privado. terá sua competência normal afastada. que é a brasileira. domiciliados ou não no Brasil. 17 trata da ineficácia das leis estrangeiras no Brasil quando as mesmas forem contrarias à soberania nacional. averiguando se sua aplicação não será contrária aos nossos princípios de organização política. 18. observa-se uma restrição ou limitação à aplicação de lei estrangeira no Brasil pois. de acordo com sua lei nacional. já que os cônsules. O art. Importante ressaltar que os atos consulares constituem exceção ao princípio locus regit actum.declarações de vontade.direitonoturno. inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. submetendo a eficácia dos atos alienígenas aos princípios descritos acima. mesmo quando regularmente aplicável a certo caso. possam se dirigir aos representantes consulares do Brasil para requererem a lavratura de atos de competência normal de juiz de casamento. possibilitando aos brasileiros que estejam no exterior. O art. acarretando a aplicação da lex fori. www. Tratando-se de brasileiros. não terão eficácia no Brasil. no exercício de seus cargos no exterior. ordem pública e os bons costumes. a ordem pública e os bons costumes.br . Assim.

Se porventura o prazo de 180 dias não for cumprido. Parágrafo único. O art. validando também as núpcias de brasileiros domiciliados no exterior. Art. desde que satisfaçam todos os requisitos legais. no Cartório do respectivo domicílio ou. O parágrafo único do artigo 19 determina um prazo de noventa dias para que se renove o pedido para a celebração do casamento quando a autoridade consular se recusar a www.657. 18 da LICC.238/57. é necessário o registro do mesmo no livro competente. no prazo de 180 dias contados da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil.com. não tendo o cônsul brasileiro competência para celebrá-la. no 1º Ofício da Capital do Estado em que passarem a residir. de nubentes de nacionalidade brasileira. 19 da LICC versa sobre a validade do casamento celebrado por cônsul brasileiro no estrangeiro. a cerimônia somente poderá ser realizada perante a autoridade local. o art. Após a celebração do casamento pelo cônsul. de 4 de setembro de 1942. já que no direito brasileiro exige-se a vinculação da nacionalidade dos contraentes à autoridade consular. ou seja. 19. mesmo que não sejam domiciliados no Brasil.br . No caso em que a celebração desses atos tiver sido recusada pelas autoridades consulares. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e celebrados pelos cônsules brasileiros na vigência do Decreto-lei nº 4. o casamento não é invalidado. permite que o mesmo seja celebrado no exterior perante cônsul brasileiro. ressaltando que ambos os nubentes devam ser brasileiros. na falta deste.No que diz respeito ao casamento. expedindo a certidão do casamento. No caso de a lei do país em cujo território se realizou o casamento de brasileiros não reconhecer o casamento consular. com a alteração do art. quando os nubentes tiverem nacionalidades diversas.direitonoturno. não podendo fazê-lo quando apenas um dos cônjuges for brasileiro e o outro for estrangeiro ou apátrida. o mesmo terá validade no Brasil50. 3º da Lei nº 3. ao interessado é facultado renovar o pedido dentro em 90 (noventa) dias contados da data da publicação desta lei. com fundamento no artigo 18 do mesmo Decreto-lei. mas nova habilitação será necessária para retomar a possibilidade do registro49. Ou seja.

2. poderão contrair núpcias no exterior perante autoridade consular brasileira52. motivo pelo qual brasileiros. p.1. p. cit. Código Civil brasileiro interpretado. p. p. Ráo. p. p. Cavalcanti Filho. 116-7. Instituições de direito civil. Capitant. Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro Interpretada.ed. 1921. Maria Helena.240-2 e 373-4. 13. Assim. Vicente.1. cit. v. v. quando fundamentado legalmente. v. Lei de Introdução ao Código Civil. v. p. 3856. 7º.118-9. 3 Carvalho Santos.celebrá-lo com fundamento no disposto no art. cit. 2 Ferrara. p. 481-2. 5 Gèny. 1934. 1929. p. 67-8. Madri: Reus.238/57 veio a alterar os arts. Ab-rogação da lei por si mesma in Enciclopédia Saraiva do Direito. Ferrara. § 2º.. São Paulo: Max Limonad. 1988.direitonoturno. 4 Diniz..ed. 601. O Direito e a vida do direito. Vicente. Maria Helena. Método de interpretación y fuentes en el derecho privado. v. deixando de lado a exigência do domicílio no Brasil. domiciliados ou não no Brasil.250. Trattato. São Paulo: Saraiva. Limongi França.23. O Direito.com. Ob. p.68. 18 da LICC. Roma. eliminando a exigência do domicílio e considerando apenas o elemento de conexão “nacionalidade”. já obrigaria o cônsul a celebrar as núpcias. Campos Batalha. 189-91. São Paulo: Max Limonad. www..br . Rio de Janeiro. Oscar Tenório51 entende que o simples pedido de reconsideração no processo de habilitação. Teophilo. 2007. 6 Diniz.1. p. Wilson de S.1.1. Notas de Rodapé 1 Raó. São Paulo: Saraiva. p. e 18 da LICC. Batalha.82-3. Introduction à l’étude du droit civil. Trattato di diritto civile italiano. observa Maria Helena Diniz que a Lei nº 3.

163-184. Tércio Sampaio.265.. Introdução. cit. Maria Helena.1. p.145. Introdução ao estudo do direito. 15 Diniz. Introdução ao Estudo do Direito.com. 19 Porchat.196. p. 11 Diniz. p. Ob. 17 Diniz.br . Maria Helena. 2003.. v.210 e 290. 4. parte geral. Maria Helena. São Paulo. cit.87-8. Ob. www. Diniz.. p. Carlos. 14 Monteiro. Vide também Diniz. Ob. 13 Ferraz Júnior. parte generale. 12 Diniz. p. Maria Helena.7 Diniz. São Paulo: Atlas.45.. 16 Maximiliano. p. Manuale di diritto civile italiano. Maria Helena. cit. Lei de Introdução. cit. Tércio Sampaio.59.. 93. 9 Ob.22.. p. v. 20 Ferraz Júnior. 1942.. 1909. 1924. cit. Teoria geral do direito. p.226-7. Curso de direito civil.direitonoturno. p. p.173.171.191-2.22. cit. v. Da retroatividade das leis civis. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. Washington de Barros. Tércio Sampaio.ed.. São Paulo: Saraiva. p. p. São Paulo: Saraiva... 10 Ferraz Júnior. Ob. Comentários ao Código Civil. Reynaldo. Bevilácqua. 1991. v. p. Maria Helena. Ob. 18RSTJ. 8 Coviello.. Clóvis. Direito Intertemporal.7. cit. Ministério da Justiça.43. 1967. cit. p. cit. p. Maria Helena.1. 1946.

421. p. cit. p. art.255. 24 Código Bustamante. in Zeitschrift für internationals Privat-und öffentliches Recht.. Maria Helena. cit. 26 Diniz. p. Ob.. p. Amílcar.direitonoturno.. Castro.. 263. 28 Wolff. Revista de Crítica Judiciária.293-333...253-4. 1968. 266. p. 1924. cuja legislação exigir uma cerimônia religiosa. quanto à forma. cit. p. p. Código Civil. 15:393. Rio de Janeiro: Forense. 31 Monteiro. Ob. 25 Kahn. Ob. cit. Private International Law.. Washington de Barros. Die dritte Haager Staaten Konferenz. 33 Diniz. Direito Internacional Privado. o matrimônio celebrado na que estabeleça como eficazes as leis do país em que se efetua. cit.226.471. 262. www. 23Revista de Direito 69:117. Contudo.2. p. em toda parte como válido... Maria Helena.21 Carvalho Santos. os Estados. Manuel de droit international privé.85 e s. 1902. Maria Helena. 290. Ob. 41. Maria Helena. poderão negar validade aos matrimônios contraídos por seus nacionais no estrangeiro sem a observância dessa formalidade”.. v. cit. Tércio Sampaio. v.br .. 22 Ferraz Júnior. cit.1. Maria Helena. 30 Diniz. Ob. 27 Diniz. p. Curso.30. Ob. cit. p. reza que se terá : “.2. Maria Helena. Neboyet. v. p. 29 Diniz. p.2. v. cit. p. 34 Pillet.54. Ob. 32 Diniz.com.

O direito.321-3. 1987. Ob.296.318. p. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. Ráo. p. cit. p. Ob.direitonoturno. salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal.312. Ob. São Paulo.363. Rio de Janeiro: Freitas Bastos.. Ob. de. Manual de direito internacional privado. cit.. p.. Batalha. Castro. Amílcar de. Cavaglieri. 38 Diniz.302-3. Maria Helena. Maria Helena.226.367 e 386. 39 Diniz. Andrade. Vicente. Maria Helena. Clóvis apud Batalha.2.365 e s. Ob.829. Wilson de S. p. Tenório. 45:317. Wilson. do CC: a sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I – aos descendentes. p..640. ou se. III – ao cônjuge sobrevivente. Maria Helena. Ob. cit. ou no da separação obrigatória de bens (art.307. II – aos descendentes. Napoli. 374 e 378. IV – aos colaterais”. v. e 374 e s. Espínola Filho. 41 Diniz.br . 46 Bevilacqua.530. p. Rio de Janeiro: Freitas Bastos. p. 45 Diniz. 44 Diniz.35 Diniz. Oscar.1. Lei de Introdução ao Código Civil comentada. v.com.. Ob.356. p. v. em concordância com o cônjuge. 37 Diniz. p. cit. Maria Helena. cit. v. Agenor P. Campos. Maria Helena. Direito internacional privado. RTJ. 274-304. Lezioni di diritto internazionale privato. Tratado de direito internacional www. p.. p. Tratado. parágrafo único). Maria Helena. no regime da comunhão parcial. p. 1943. 40 “Art. Direito Internacional Privado..2. 36 Idem. Ob.. 577:152.. 1. cit. 1933. o autor da herança não houver deixado bens particulares. Arrigo.3. RT.347. 43 Espínola. Maria Helena. cit. cit. 1. p. 42 Diniz. p.

Maria Helena. p. 47 Diniz. 49 Russo. cit. cit. 51 Tenório. 50 Diniz. v. 69-70. p. cit. Maria Helena. Ob. 442. Direito Internacional Privado. cit. 52 Diniz. Casamento perante autoridade consular. Ob.direitonoturno.br . São Paulo: Revista dos Tribunais.. p. 462. cit.2...445. p. Revista Brasileira de Direito de Família.com. José. 417-18. www. p. p. 48 Idem. Maria Helena. Ob. 421-23.. Oscar.privado. 23:55 a 65..