1 DIREITO ADMINISTRATIVO Conceito de direito: é um conjunto de regras e normas impostas pelo estado de forma coativa e que vão disciplinar

, regulamentar a vida em sociedade. Nós sabemos que para fins didáticos ele é subdividido em vários ramos diferentes, mas o objetivo é apenas didático. Mas pensando nesta subdivisão, devemos lembrar que o direito administrativo é um ramo do direito privado. Se eu tenho como base buscar o direito público, trabalhar com matérias públicas, logo se preocupa com a satisfação do interesse publico e com a atuação do estado. Ex: Estado agindo no penal, tributário, processual, administrativo. (interesse público) Há uma expressão que o candidato se preocupa, ou seja, o direito público é diferente de ordem pública. O direito público é uma regra que busca a satisfação do interesse público e da atuação do Estado. A ordem pública é aquela regra imposta pelo estado, inafastável pela vontade das partes. Temos então que a regra de ordem pública não pode ser modificada nem afastada pela vontade das partes. Encontramos regras imodificáveis pelas partes no direito privado. Quando o estado que estabelece a ordem:  Cidadão tem propriedade = paga IPTU;  Cidadão aufere renda = paga IRPF Já nas normas de direito privado, também existem normas de ordem pública (ex. capacidade civil, casamento) – ou seja, torna-se imodificável pela vontade das partes. “Toda a regra de direito público é também de ordem pública, mas nós também encontramos regra de ordem pública também no direito privado”. O direito administrativo é um ramo do direito público interno, lembrando que o direito interno diz respeito a relações dentro do nosso território, sendo que o direito externo é o direito internacional que trata. O direito administrativo quando a disciplina foi criada, existia uma discussão, ou seja, será que nesta disciplina será estudado apenas as leis ou também os princípios. Diante disto houve uma dúvida com relação a este fato. Diante disto, surgiram várias teorias. Vejamos: a) Teoria legalista ou exegética: era somente um estudo de leis, nada mais, eis que nesta forma utilizavam apenas a interpretação estrita da lei. Essa teoria foi superada e não aceita pela doutrina brasileira. Chegaram à conclusão que o direito administrativo é mais que apenas uma interpretação de lei.

2 b) Critério do poder executivo: segundo esta teoria, o direito administrativo estudava apenas o Poder Executivo, assim esquecendo o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Esse critério também não foi aceito pela doutrina brasileira, uma vez que os três poderes exercem funções atípicas, ou seja, desde que eles estejam administrando, existe direito administrativo dentro destas funções atípicas. Seja na atuação do CNJ, seja o concurso da magistratura, seja o Poder Legislativo fazendo licitações, isso tudo importa em direito administrativo. c) Critério Teleológico: ele dizia que o direito administrativo representa um conjunto de princípio e nada mais. Ou seja, um conjunto de princípios e regras e nada mais. A nossa doutrina diz que este conceito é verdadeiro, mas não basta dizer que é um conjunto de princípios e regras, e apesar de aceito no Brasil, ainda precisa de complementação. d) Critério Residual ou Negativo: o que acontece com este critério, é a realidade, eis que ele responde a questão o que é administrar? Esse conceito diz que retira o que é legislar, retira o que é função jurisdicional, e partimos da premissa de começarmos pelo restou, ou seja, entendendo assim que este resto seria o direito administrativo, ou seja, o que não é legislar e nem julgar, acaba sendo atividade administrativa. A nossa doutrina diz que este critério é verdadeiro, mas precisa uma melhor definição, assim tornando-se insuficiente. e) Critério da Administração Pública (prevalece) e esse com certeza pode cair na prova. Basta somar os critérios anteriores e teremos o conceito, ou seja, representa um conjunto de princípios e regras, sendo que este conjunto disciplina a atividade administrativa a qual consiste nos órgãos, agentes, ou seja, a atividade administrativa do Estado. Ele vai sempre realizar de forma direta, concreta, imediata os fins desejados pelo Estado. É o conceito mais aceito na doutrina brasileira. A função de agir de forma direta significa que o Estado pode agir independentemente de provocação, e a função indireta é aquela que depende de provocação. Se o poder público quiser desapropriar um imóvel ou celebrar um contrato para construção de uma nova escola, ele não precisa de provocação. A função de agir concreta é diferente de abstrato, ou seja, a concreta tem destinatário certo e determinado, assim tendo função concreta. Já a função abstrata do estado, falamos em função legislativa, ou seja, traz efeitos “erga omnes”, sendo que a função jurisdicional e legislativa não diz a administração pública. A função de agir de forma imediata do estado, a função mediata é a função social e a imediata é a função jurídica do Estado. Escolher a política pública não é problema do direito administrativo, mas para executar esta política pública, daí sim o direito administrativo entra em ação. Quando nós falamos em conjunto de regras e princípios, hoje ele é chamado de regime jurídico administrativo, então deve-se tomar cuidado não conjunto de princípios e regras, mas também pode aparecer o regime jurídico administrativo.

3 Também deverá ser cuidado com os conceitos que ligam o poder, isso é real e temos que admitir, pois muitas vezes o administrador utiliza o direito administrativo de forma inadequada, abusando e praticando arbitrariedade e abusividade. Assim deve-se cuidar com os conceitos denominados poder, eis que poder não significa abuso e nem arbitrariedade, assim tendo como real significado instrumento para se buscar o interesse público.

FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO  Lei – sentido amplo;  Doutrina - sempre se deve adotar a posição majoritária;  Jurisprudência – reiteradas decisões no mesmo sentido;  Súmula – jurisprudência sedimentada uniforme nos tribunais;  Princípios gerais do direito – diretrizes e regras do ordenamento jurídico que não precisam estar escritas, mas servem de alicerce para todo ordenamento jurídico. Deve-se tomar cuidado com o que vem acontecendo com as súmulas vinculantes. Destaca-se que a súmula normal não obriga ninguém, ou seja, são apenas orientações que devem ser seguidas. Já com a súmula vinculante, estas súmulas obrigam os tribunais a decidirem naquele sentido, uma vez que em presença de reiteradas decisões e da uniformidade daquele entendimento, a mesma a partir de fielmente sedimentada, passa a impor aos tribunais que tomem aquele posicionamento. MECANISMOS DE CONTROLE ADMINISTRATIVO  Sistema contencioso administrativo: os atos praticados pela administração serão controlados e revistos pela própria administração. Quem controla e quem revê, é a administração. A exceção é o Poder Judiciário, eis que ele apenas aparece em algumas situações, ou seja, no caso de atividade pública de caráter privado. Ex. quem fez foi o estado, mas o regime é o privado. Também o judiciário pode rever quando a controvérsia versar entre o Estado e a capacidade civil das pessoas. Também na repressão penal e na propriedade privada.  Sistema da jurisdição única ou sistema inglês: quem decide é o Poder Judiciário, sendo que qualquer lesão ou ameaça de lesão pode ser levado ao poder judiciário. Quem da à última paulada é o Poder Judiciário. No sistema de jurisdição única a própria administração poderá controlar seus atos, mas mesmo que a administração decida, este ato também pode ser revisto pelo Poder Judiciário.

órgãos constitucionais responsáveis pela função política do Estado. Já tivemos no Brasil a teoria da dupla personalidade. Se a função de administrar não tem imutabilidade. A função de administrar pode ser revista pelo Poder Judiciário no que tange a sua legalidade. Este governo deve ser soberano.  Conceito de governo: é o conjunto de poderes. coisa julgada. a qual significa. Ela não tem para a maioria o poder de inovar o ordenamento jurídico. pois a responsabilidade civil não é da administração. mas se estivesse investido em atividades privadas. Poder judiciário: solucionar conflitos e aplicar a lei. mas sim chamada de função de governo. ou seja. Existem as funções típicas e atípicas.  Estado de direito: é aquele estado regrado. eis que só é definitiva na via administrativa. ou seja. ou também chamada de função política do estado. Na função típica ele inova. podendo inovar o ordenamento jurídico. O Brasil é um Estado de Direito. a coisa julgada administrativa não produz o mesmo efeito da coisa julgada. Essa função política ou de . ou seja. politicamente organizado e que obedece as suas regras. impossibilidade de mudança e imutabilidade jurídica. se o estado estivesse atuando no interesse público ele era pessoa pública. sendo isto considerado como uma função indireta porque depende de provocação. Somente a função jurisdicional tem a característica da intangibilidade jurídica. É a direção e o comando do estado. estas atribuições não inovam o ordenamento jurídico. Mas essa é uma função geral abstrata para todos que estiverem na mesma situação. Hoje essa teoria não tem mais aplicação.  Função Pública: é aquela atividade exercida em nome e interesse do povo. Poder executivo: na sua função principal não inova o ordenamento jurídico.4 OBS: A responsabilidade civil da Administração é em regra objetiva? R: Não. ele era pessoa jurídica de direito privado. sendo que quem realmente tem a personalidade jurídica é o Estado eis que ele é sujeito de direitos e obrigações. assim dando ao estado duas caras. Essa é uma função como regra concreta e direta. Poder legislativo: função principal é legislar. OBS: Sanção e veto significa qual função do Estado? R: Não se encaixam em nenhuma das funções. independente internacionalmente e supremo na ordem interna. mas sim do Estado.

quando violado um princípio. mas sim da COLETIVIDADE.  Supremacia do interesse público: superioridade do interesse público em face do interesse particular/individual. e quando se sobrepõe a um bem maior. ou seja. pensando em sujeito de responsabilidade. máquina administrativa. O interesse . O Comando desta pessoa jurídica lembra-se do governo. Critério formal/orgânico/subjetivo: máquina administrativa Critério material objetivo: atividade administrativa. Não é administrar. Sempre quando houver alguma situação de problema na administração pública. olha-se para o estado. a estrutura que compõe a pessoa jurídica estado. porque administrar é uma situação corriqueira. a qual é utilizada pela doutrina moderna. ou seja. sem sombra de dúvidas haverá a violação de outros princípios. lembra-se do Estado. ele deve ser harmônico com os demais. é função política ou de estado. É o conjunto de princípios e regras que têm um ponto de coincidência e que regem o direito administrativo. “Enquanto o Governo é a prática das disposições políticas e discricionárias e a Administração é a atividade exercida nos limites da lei e da norma técnica” REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO A expressão regime jurídico é nova. O conjunto de princípios rege o direito administrativo. Trata-se de criação da doutrina moderna. Sobreposição do interesse público em face do interesse individual – esse termo diz respeito ao interesse público e não a interesse da máquina administrativa.5 governo é definida para aquelas situações em que não se encaixam em nenhuma outra função do Estado. não do administrador. Os princípios guardam entre si uma correlação lógica. Quando falamos em administração. basicamente falamos em máquina administrativa. “A administração é o instrumental que dispõe o estado para por em prática disposições políticas” (V) – ela é subjetivo. Um princípio para ser colocado na lista.  Administração: quando se olha para a pessoa jurídica. uma vez que eles são harmônicos entre si. de direitos. OBS: Quais são as pedras de toque do direito administrativo? R: Princípio da supremacia do interesse público e princípio da indisponibilidade do interesse público. Aqui existem três observações que podem cair na prova.

Quando o administrador protege o interesse público. publicidade e eficiência e. Hoje o princípio da legalidade vem sendo utilizado em sentido amplo. Imagine que o nosso administrador decidiu celebrar um contrato. assim ele está exercendo atividade em nome e no interesse do povo. Ele tem sempre duas observações. eis que ele só pode fazer o que está previsto. dos Estados.  Legalidade para o direito privado: eu posso tudo menos o que está proibido em lei. reservar uma matéria a uma determinada espécie normativa. abrir mão do interesse público. eis que o administrador só pode fazer isso respeitando a lei. em especial os princípios constitucionais. mas de todos. com dispensa ou inexigibilidade de licitação por causa de uma causa urgente. Ele diz respeito a aplicação de lei + princípios. leia-se coletividade. não só aplicação da lei. ou seja. O princípio da legalidade é mais amplo que o princípio da reserva legal. 37/CF. Ele tem o dever de cuidar. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. ou seja. . assim aplica-se o critério da não contradição a lei. um encargo e obrigação. Esse princípio também é implícito em nosso ordenamento jurídico. somente por intermédio de lei. Aplica-se o mesmo entendimento no caso do concurso público. mas também aplicação de princípios. Se for dar um aumento de salário para os servidores. moralidade. é a vontade coletiva. Esse quase significa que ele não pode dispor. O estado pode quase tudo. ele estará violando a indisponibilidade do interesse público.6 não é do Estado. também. ao seguinte: Este artigo dispõe sobre os princípios mínimos. Princípio da Legalidade  Legalidade para o direito público: para o administrador o que vale é a subordinação na lei. dependia de licitação. Art. Mas na verdade. e se ele finge dispensa quando tinha que licitar. ele não pode abrir mão deste interesse uma vez que o interesse não é dele. ou seja. É um princípio implícito no ordenamento jurídico. Ele traz para o administrador um múnus público. não ter liberalidade sobre este interesse e um dever de cuidado do interesse. impessoalidade. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. Esse princípio parece muito claro e muito simples quando lembramos que o administrador exerce função pública. Se ele exerce atividade em nome do povo. e ele decide ou busca uma chamada contratação direta.  Indisponibilidade do interesse público: ele não pode dispor deste interesse público. O nosso constituinte sempre foi meio desconfiado com relação à legalidade. 1. mas sim da coletividade.

Para CABM. inclusive. O ato praticado pelo administrador não é dele. A licitação e o concurso público são dois institutos previstos na CF que representam o exercício do princípio da impessoalidade. Súmula Vinculante 13 . dos parentes e dos amigos. Também foi vedada a contratação temporária de parentes. dos seus familiares ou amigos. próprios. vedada a presença do parente na administração pública. a impessoalidade traduz a idéia de que a Administração Pública tem de tratar a todos sem discriminações benéficas ou prejudiciais. ainda. políticas ou ideológicas não podem interferir na atividade administrativa. moralidade. da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção. Fala-se então da ADC nº 12. Esse princípio diz respeito à ausência de pessoalidade. favoritismos e perseguições são intoleráveis. Esse negócio de nepotismo começou na magistratura e no ministério público. para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou. Esta súmula não pode depender de interpretação. eis que ele não pode buscar interesses pessoais.7 Para controlar o ato. ou seja. A impessoalidade significa que o administrador não pode buscar interesses pessoais. sendo que tal exoneração sempre será feita por intermédio de ato normativo. mas sim do ente da Administração Pública ao qual ele pertence (ato impessoal).A nomeação de cônjuge. Foi editada a súmula vinculante nº 13. Princípio da Impessoalidade O Concurso Público e Licitação são exemplos da impessoalidade. acaso tal ato tenha violado a lei e os princípios. não há de ser interpretada. eis que para chegar a ser uma súmula vinculante. Impessoalidade é sinônimo de ausência de subjetividade por parte do administrador. a impessoalidade está ligada à isonomia. A proibição do nepotismo hoje em dia diz respeito ao princípio da impessoalidade. 2. colateral ou por afinidade. companheiro ou parente em linha reta. Segundo o referido autor. resoluções. de . ou seja. O Conselho Nacional de Justiça tem competência para exonerar servidores atinentes ao nepotismo. Este princípio é de fundamental importância e está incluído como um dos ditames primordiais do Estado de Direito. até o terceiro grau. • NEPOTISMO É a proibição do parentesco. chefia ou assessoramento. eficiência e isonomia. simpatias e animosidades pessoais. realiza-se um controle de legalidade no sentido amplo. a qual é um problema muito sério para o nosso sistema.

O pior é a parte final da súmula. finalidade. razoabilidade. Portanto. portanto fiscalizar em outra pessoa jurídica. OBS: Se existe finalidade (espírito da lei) será que alguém conseguirá cumprir uma lei sem cumprir o seu espírito? Tem como separar vontade da lei com a própria lei? R: Não tem como separar os dois. viola a Constituição Federal. entre outros. a qual diz que inclui as designações recíprocas.784/99 – essa lei soluciona grandes divergências no direito administrativo. Infelizmente não temos uma estrutura para fiscalizar toda a pessoa jurídica. sendo que finalidade significa buscar a vontade da lei. o qual não se confunde com impessoalidade. Antigamente este princípio era chamado de finalidade e hoje passou a ser denominado como princípio da impessoalidade. contraditório. estados e municípios. ou seja. Eles não se confundem. proporcionalidade. ou seja. incluindo união. dentre outros. Existem duas correntes: 1ª Corrente Tradicional: a doutrina tradicional dizia que princípio da impessoalidade ou também chamado princípio da imparcialidade ou ainda denominado princípio da finalidade.atuação conforme a lei e o Direito. Esse assunto foi regulamentado pelo art. 2º da Lei 9. Outra situação diz respeito à função gratificada. compreendido o ajuste mediante designações recíprocas. Este princípio da impessoalidade é sinônimo do princípio da finalidade. 2o . antigamente. ampla defesa. segurança jurídica. Art. Então se não da para fiscalizar na mesma pessoa jurídica. os critérios de: I . moralidade. Ele precisa cumprir a vontade maior da lei. Isso na doutrina clássica.A Administração Pública obedecerá. motivação. eis que a finalidade não está ligada a impessoalidade. sendo que nesta não pode ser atribuída a um parente. pode fazer o que quiser. eis que o que acontece com este princípio.8 função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União. interesse público e eficiência. eis que quem ocupa mandato eletivo. o espírito da lei. próprios e dos amigos. Nos processos administrativos serão observados. o mandato eletivo está fora desta história. a qual proíbe o nepotismo cruzado. 2ª Corrente Moderna: a doutrina moderna diz que o princípio da finalidade é um princípio autônomo. mas o princípio da finalidade está ligado ao princípio da legalidade. . significa dizer que o administrador não pode buscar os interesses particulares. ou seja. CABM diz que são princípios apartados. Parágrafo único. dos Estados. aos princípios da legalidade. do Distrito Federal e dos Municípios. Princípio da Impessoalidade X Princípio da Finalidade Encontramos uma discussão na doutrina a respeito do princípio da finalidade. torna-se impossível a fiscalização. imagina.

à produção de provas e à interposição de recursos. vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências.atendimento a fins de interesse geral.proibição de cobrança de despesas processuais.atuação segundo padrões éticos de probidade. Impessoalidade traduz a idéia que a administração deverá tratar todos de forma igual. III . à apresentação de alegações finais.divulgação oficial dos atos administrativos. VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados.adequação entre meios e fins. Princípio da Moralidade . de ofício. XI . salvo autorização em lei. OBS: O princípio da impessoalidade está ligado ao princípio da igualdade ou isonomia constitucional.impulsão. segurança e respeito aos direitos dos administrados.9 II . XIII . VII . do processo administrativo. enquanto o princípio da moralidade está ligado aos princípios da lealdade e da boa fé – (VERDADEIRO) 3. Simpatias ou animosidades não podem interferir na atividade administrativa.indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão. IV . ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição.adoção de formas simples. restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. sem prejuízo da atuação dos interessados.objetividade no atendimento do interesse público. suficientes para propiciar adequado grau de certeza. IX . vedada a imposição de obrigações. XII .garantia dos direitos à comunicação. 2º da Lei 9. X . vedada aplicação retroativa de nova interpretação.interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige.784/99 – essa lei soluciona grandes divergências no direito administrativo. Esse assunto foi regulamentado pelo art. decoro e boa-fé. VI . nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio. sem favoritismos e sem perseguições. V . ressalvadas as previstas em lei. vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades.

a finalidade. sendo que o princípio da publicidade também diz respeito à reprodução de efeitos.Art. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. Esses 30 dias são contados a partir de quando. que é condição indispensável para sua eficácia. Ele tem que ser o melhor administrador possível. vem a pergunta. Quando pensamos em moralidade administrativa. e o contrato administrativo passa a produzir efeitos a partir de quando? R: O contrato administrativo começa a surtir efeitos a partir de sua publicação. ou seja. além da correção de atitudes ele deve ser o melhor administrador possível. mas nunca só. sendo que diante disto. nós cidadãos. O administrador deve agir de forma correta. A grande maioria das decisões reconhece a moralidade. aquilo que é certo e errado. ela é mais rigorosa que a moralidade comum. temos o direito de receber as informações a respeito dos atos realizados. Princípio da Publicidade O administrador exerce função pública em nosso interesse. pois quando pensamos em administrador. será que vale para o administrador esta idéia de certo ou errado? R: Não.10 Ele está ligado à idéia da honestidade. ela sempre é atrelada a outros princípios. OBS: Imagine-se que a administração celebre um contrato administrativo para a entrega de merenda escolar. traduz a idéia de lealdade e boa fé. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. sendo que ele deve ser honesto dependendo de honestidade e boa fé. 4. e o prazo para a empresa é de 30 dias. a sujeição dos contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais. a moralidade administrativa é uma moralidade mais rigorosa. o ato que autorizou a sua lavratura. da dispensa ou da inexigibilidade.666/93 . ou seja. realizar uma boa administração. mas será que para o administrador é a mesma coisa. o Poder Judiciário tem dificuldade em aplicá-lo. Nada mais é do que dar ciência ao titular do direito. eis que isto ocorre em razão deste conceito vago e bem definido. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura. Parágrafo único. . ou seja. ou seja. o povo. 61 – Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. Dar ciência dar conhecimento ao titular do direito. OBS: Quando nós falamos em moralidade. Diante disto. o que significa moralidade para o particular? Temos como moral. e também diz respeito à transparência. Lei 8. o número do processo da licitação.

(FALSO) A publicidade também significa um mecanismo de controle. abre-se a possibilidade de controle. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. Art. sob pena de responsabilidade. que serão prestadas no prazo da lei. 37. ainda que sem ônus.429/92. desta forma poderá ser feita a publicidade. eis que a partir do momento que se publica. até o julgamento final deve-se manter o sigilo. impessoalidade. Em regra o administrador tem que publicar. O administrador não pode dar publicidade a determinados atos que exponham a intimidade das pessoas. também.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. moralidade. caso ele não cumpra este dever. A licitação na modalidade convite não tem publicidade. 8. Mas após o trânsito em julgado administrativo. 26 desta Lei. assim não dando publicidade. só posso me defender a partir conhecimento. eis que a partir do momento que se publica. ou de interesse coletivo ou geral. Na via administrativa só será restrito quando houver determinação de lei.são invioláveis a intimidade. 5º/CF Todos são iguais perante a lei. ao seguinte: . X . Por exemplo. abre-se a possibilidade de controle. a vida privada. à liberdade. sem distinção de qualquer natureza. LX . ele estará cometendo improbidade administrativa Lei. à segurança e à propriedade. do A publicidade também significa um mecanismo de controle. A publicidade é o marco inicial para a contagem dos prazos. a honra e a imagem das pessoas. sendo que apenas em casos excepcionais o administrador não irá publicar. na multa. e se ficar comprovado. No caso de um processo administrativo de um médico que supostamente cometeu um erro médico.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. dos Estados. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.11 qualquer que seja o seu valor. Art. nos termos seguintes: XXXIII . conforme prelecionam os artigos retrocitados. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. à igualdade. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. ressalvado o disposto no art. publicidade e eficiência e. Caso ele não publique algo que deveria publicar.

12 §6º . eis que o simples fato de constar o nome não representa desrespeito a este artigo. não jogar dinheiro fora. sendo que tem que trabalhar com agilidade e presteza. eis que a constituição não fala em estágio probatório. A jurisprudência diz que este dispositivo deve ser analisado com bom senso. sendo que deverá ter promoção pessoal para configurar a violação ao princípio da publicidade. Para ser eficiente. Princípio da Eficiência O princípio da eficiência já existia desde sempre. devendo-se observar o bom-senso (ex: placa que informa “obra construída no ano 2000. a legalidade. construído durante o governo X”). ele precisará em 03 anos de exercício. O STJ entende que o simples fato de constar o nome ou símbolo do administrador. não desperdiçar patrimônio público. A EC/19 altera a estabilidade. a moralidade. estágio probatório. mas ela atinge este instituto. e até esta época se dizia que o servidor só é incompetente porque ele tem estabilidade. avaliação de desempenho.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. Até 1998 a avaliação não tinha a força de retirar a estabilidade. Porém. OBS: Como se escolhe nome de bem público? R: em regra é o morto. esta conduta não viola precipuamente o princípio da publicidade. Isso também significa economia. O político utiliza terceiros para fazer promoção pessoal. o cidadão tem que ser produtivo. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. não significa necessariamente improbidade. a eficiência e a isonomia. ou seja. causarem a terceiros. ele tem que gastar o menor valor possível. a avaliação tem força de retirar a estabilidade. nessa qualidade. O servidor precisará para aquisição da estabilidade. A promoção pessoal viola a impessoalidade. sendo que se ele não tivesse esta estabilidade. A eficiência trás a idéia de ausência de desperdícios. Isso vai ser tratado na aula de agentes. ele deverá ter concurso público. Após aprovado. mas a partir desta EC/19. por exemplo. mas ele ganha roupagem de princípio expresso na constituição a partir da EC/19 – a qual disciplinou a reforma administrativa. . 5. o morto que tenha feito algo de bom para a sociedade ou aquela localidade.

bem como a admissão ou contratação de pessoal. o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I . desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados. § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. II . vedada a criação de cargo. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. A despesa com pessoal ativo e inativo da União. . ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites.exoneração dos servidores não estáveis. só poderão ser feitas: I . dos Estados.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. a União. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo.redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança. Diante disto. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo. a criação de cargos. pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. 169. Para a união só pode gastar com folha de pagamento até o limite de 50%.13 Se o administrador gastar tudo com a folha da pagamento. § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos. empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras. só pode ser gasto o que está na Lei de Responsabilidade Fiscal LC 101/00. o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. ele não poderá fazer outras coisas. a qualquer título. o servidor estável poderá perder o cargo. os Estados. Só pode gastar com folha de pagamento até este limite. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. II . inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público. Já para os Estados e municípios o limite será de 60%.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. §1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput. Art. emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto.

Em suma. com essa redução de 20%. Deve gastar pouco + resultado bom. Por fim. nenhum dos dois. Após mandar o estável embora. são exonerados os servidores não estáveis.14 § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. O serviço público precisa ser eficiente quanto aos meios e quanto aos resultados. sendo que o limite será de no mínimo de 20% dos cargos existentes. as primeiras cabeças que rolam são os cargos em comissão e funções de confiança.  Eficiência quanto aos resultados: deve o administrador obter um bom resultado. ou seja. sendo que serão eliminados de acordo com a necessidade. entraram antes da CF/88. previsão de que a aquisição da estabilidade ocorre por meio da nomeação em cargo efetivo. o cargo será extinto. e só poderá tal cargo voltar ao normal após 04 anos. 6. Na prática não mudou nada após a explicitação do princípio. Princípio da Isonomia Trata os iguais de forma igual. e aprovação na avaliação de desempenho . e  Eficiência voltada ao servidor público: “queda da estabilidade”. serão mandados todos. primeiro o cargo em comissão e função de confiança. Se for necessário mandar todos embora. Se mesmo assim. depois os servidores não estáveis e por fim o servidor estável. Quem são os iguais? Quem são os desiguais? E o que é a medida da desigualdade? . Qual dos dois é exemplo de eficiência? R: Por óbvio. 3 anos de exercício. Outro administrador gastou uma ninharia e construiu um péssimo hospital. são conseqüências do princípio da eficiência:  Eficiência quanto aos meios: deve o administrador gastar o menor valor possível. e os desiguais de forma desigual na medida de suas desigualdades. a doutrina brasileira diz que o princípio da eficiência não passa de uma utopia e mero desabafo do constituinte de 1988. com o menor custo. e ainda estiver foda. É complicado saber exatamente o que é um ato eficiente. Quando a máquina administrativa está inchada com relação a folha de pagamento. Só chega ao servidor estável depois de cumpridas as duas etapas anteriores. OBS: Vamos supor que o administrador gastou uma fortuna para construir um hospital e que ficou ótimo.

com os meios e recursos a ela inerentes. 7.aos litigantes. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. Ex: Na prova física para delegado federal os homens precisam fazer 10 barras e as mulheres só precisavam ficar penduradas – mudaram exigindo que elas levantassem uma vez só – não viola o princípio da isonomia por causa da limitação física cientificamente comprovada da mulher. aí sim seria caso de violação ao princípio da isonomia. para que a defesa prévia aconteça. Dada a ciência do processo vem a oportunidade da defesa. mas não como salva-vidas e sim numa função administrativa. deverá haver o conhecimento da parte do procedimento aplicado e das penas pré-definidas. Ex: Edital de delegado de polícia que exclui pessoas abaixo de um metro e meio viola a isonomia porque isso não significa que ele não consegue fazer diligências – gordinho e muito alto também não poderia. tendo em vista a sua jornada dupla da mulher e a comprovação de resistência física menor (envelhece mais cedo que os homens). Agora se fosse para exercer função no corpo de bombeiros. em processo judicial ou administrativo. eis que este princípio além de dar ciência ele representa a formação da relação processual. é indiferente. assim. O princípio do contraditório dá conhecimento à existência do processo e assim cria-se a bilateralidade da relação processual. Exigências para o exercício da ampla defesa: a) Tem que ser feita uma defesa prévia. Ex: A discriminação deve ser compatível com o objetivo da norma (ex: deficiente físico não poderá prestar concurso para salva-vidas de certo município). sendo concedido um prazo para a apresentação de tal.15 Primeiramente deve-se verificar o fator de discriminação. Logo em seguida deverá ser verificado se este fator de discriminação estiver de acordo com o princípio da isonomia. Se não estiver de acordo com a norma. o que importa é a abertura de prazo para a parte se defender. Preciso de . Se ela vai ou não se defender. Ex: A contribuição previdenciária reduzida para as mulheres não viola a isonomia. A defesa deve anteceder qualquer condenação. LV . não fere o princípio da isonomia. viola-se o princípio. A ampla defesa significa dar a parte à oportunidade para que ela se defenda. Ela se constitui com o contraditório. ou seja. Se ele não tem condições para prestar a função. o princípio da ampla defesa como conseqüência do contraditório. Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa Estes dois princípios andam sempre juntos.

Súmula Vinculante nº 05 .16 procedimento e penalidades pré-determinados antes da realização da defesa. É a garantia de informação sobre os atos do processo. sendo que assim ele contribuía para a regularidade do processo. mas não teve a presença de advogado. o qual traduz também o direito à ampla defesa. Vejamos: Súmula nº 343 STJ . surgiu uma discussão. Assim o servidor teria o direito de retornar (reintegração). Prova produzida e avaliada. qual seria a conseqüência jurídica desta demissão? Analisando com base na Súmula 343 do STJ. mas aqui temos duas idéias que devem ser observadas: . aquela que interfere no convencimento do julgador. Enfim.Presença de Advogado Processo Administrativo Disciplinar . A presença do advogado é facultativa. Logo. Enfim. isto é. mas aconselhável. ou seja. Também temos o direito de recurso. salário. Quem discutia de verdade tal questão era o STJ e isso infelizmente foi um retrocesso para os princípios em análise em face do Processo Administrativo. surpresas podem ferir a ampla defesa. logo a demissão do servidor é ilegal. 13º do período em que esteve afastado). mas quem custeia as despesas da cópia é o próprio interessado. b) Direito à informação que também significa direito de defesa. isto é. (LIXO – ELA NÃO SE APLICA MAIS) Antigamente era nomeado um defensor dativo que não precisaria ser advogado. Imagine o tamanho do prejuízo para o Estado. Inicialmente entendia-se que era benéfica a presença de advogado.Obrigatoriedade . o retorno para o cargo de origem quando o ato de demissão ou desinvestidura fosse ilegal.A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. inclusive a garantia de cópia (reprodução) deve ser respeitada. mas mero servidor. Detalhe retornaria ao cargo de origem com todas as vantagens do período em que ele esteve afastado (férias. Tratase de súmula vinculante e ninguém mais poderá decidir em contrário. Daí aflorou-se a súmula nº 343. “se um servidor foi demitido em um processo administrativo. c) Garantia de produção de provas.É obrigatória a presença de advogado em todas as fases do processo administrativo disciplinar. d) Presença de Defesa Técnica (advogado): em regra não é exigível sua presença. A prova deve ser levada em consideração no convencimento do julgador. o processo será nulo. a presença do advogado não é obrigatória nem viola a CF. este é o nosso último desdobramento. Diante disto.

Na primeira parte da súmula. na formação do ato. assim. Se eu preciso das duas manifestações para um só ato. num momento anterior. reforma e pensão. basta uma oportunidade ao contraditório e à ampla defesa. Impede o direito de recorrer aos que não têm dinheiro. em caso de controle de legalidade de aposentadoria. se darem num procedimento administrativo (a ampla defesa e o contraditório acontece aqui. revisão e revogação de aposentadoria serem COMPLEXOS. o aposentado terá a chance de exercer o contraditório através de recursos administrativos. e  Pode condicionar o recurso ao depósito prévio? É inconstitucional. reformas e pensões e melhorias posteriores que alterem o fundamento legal do ato concessório. Assim. que participa da formação do ato diretamente. Ao contrário. portanto. não há garantia dessa participação do aposentado que.17  Não pode um edital proibir o direito de recorrer. não terá direito ao contraditório e à ampla defesa junto ao TCU.Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado. é garantia a participação do interessado em processo do TCU quando ele possa resultar revogação ou anulação do ato capaz de beneficiar o administrado. Portanto. Hoje isso é tranqüilo na nossa jurisprudência. tem o direito de conhecer a motivação (a decisão precisa ser motivada – a motivação é indispensável para o direito de recurso). reforma ou pensão. Súmula Vinculante nº 3 . uma vez que se trata aqui de ato composto já constituído na esfera administrativa. Trata-se de súmula totalmente relacionada com o contraditório e a ampla defesa. não só no âmbito dos processos admistrativos tributários. porque. Logo. o administrado não teria outra oportunidade de se manifestar acerca da decisão deste tribunal). sem essa garantia de contraditório junto ao TCU (que age como órgão fiscalizador ex: nomeação. o registro a cargo do TCU constitui manifestação tendente apenas a contribuir para a formação do ato administrativo complexo. isto é. nesses casos. mas noutros âmbitos administrativos. não é que não tem aplicação destes institutos) que conterá tanto a manifestação do administrado como a do TCU. . No Processo Administrativo não pode condicionar o recurso ao depósito prévio. cuja prática se dá na Administração Pública. a segunda parte da súmula prevê que. e não como controlador ou fiscal após sua conclusão. Somente com as duas manifestações é que a decisão está aperfeiçoada. excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria. O que se justifica pelo fato de que os atos de concessão. resta demonstrado que os princípios do contraditório e da ampla defesa não são de observância compulsória na apreciação de concessões iniciais de aposentadorias.

e neste caso. O princípio da proporcionalidade ele está embutido no princípio da razoabilidade. 2°. lógica e congruência. tal ato poderá ser revisto pelo Poder Judiciário (controle de legalidade). ele viola o princípio da separação dos poderes. o juízo de valor do administrador. logo o Poder Judiciário não pode rever o mérito. sendo que ele significa uma conseqüência ao principio da razoabilidade. Lembra-se que mérito é a discricionariedade. lógica e congruente. eis que um ato administrativo não pode causar mais prejuízos do que equilíbrios. A proporcionalidade está embutida na razoabilidade. . Porém. se a Administração Pública constrói uma praça. o Poder Judiciário não pode rever. Eles representam limites à discricionariedade do administrador. a discricionariedade). Esta proporcionalidade traz o equilíbrio entre os atos e as medidas praticadas em razão disso. diz respeito à legalidade no sentido amplo. de forma coerente. Administração Pública obedecerá. Proporcional é o equilíbrio entre atos e medidas (benefícios x prejuízos). está agindo de forma proporcional. O ato praticado deve ser proporcional às medidas tomadas. Se esta decisão é razoável e proporcional. eis que ele não pode agir de forma deslocada ou despropositada. Art. Ele fala de coerência. OBS: O ente público que.784/99 (Lei Processo Administrativo). Princípio da Proporcionalidade e Razoabilidade O Princípio da Razoabilidade diz respeito ao fato de que o administrador deve agir de forma equilibrada. o ato não poderá ser praticado. dentre outros. o Judiciário iria rever mérito). finalidade. Também é importante que se lembre de equilíbrio e prejuízos. Se o ato benéfico causar um prejuízo maior. O mérito é a liberdade (a conveniência e a oportunidade. qualquer ato pode ser revisto pelo Judiciário desde que represente controle de legalidade. escolhe qualquer um deles. Agir de forma razoável significa agir de forma coerente.18 8. ou seja. e se ele for violar o mérito. somente expresso no art. A legalidade aqui dita. OBS: O Poder Judiciário pode rever ato administrativo? R: Sim. descumpre os princípios da Administração Pública. A posição que prevalece é que o poder judiciário não pode rever mérito. porque mérito é a liberdade do administrador. motivação. necessita da construção de escola e de hospital. aos princípios da legalidade. ou seja. 2º da Lei 9. (lei + princípios constitucionais) de qualquer ato administrativo. razoabilidade. Estes são princípios implícitos no texto constitucional. É certo que o ato administrativo quanto ao mérito não pode ser revisto pelo Judiciário. não poderá sofrer controle pelo Judiciário (caso contrário. Aqui ele também pode controlar princípios constitucionais. Se agir de forma razoável.

1ª – corte do serviço: a interrupção do serviço público é divergente entre os tribunais.19 proporcionalidade. Na prática de ato vinculado. destacar que este controle inclui. logo. essa lei fala sobre serviços públicos. contraditório. 9.por inadimplemento do usuário. moralidade. considerado o interesse da coletividade. haverá observância da legalidade pelo administrador (não há qualquer discricionariedade). Se houver emergência. nas normas pertinentes e no respectivo contrato. O grande cuidado e que devemos observar é que existem duas grandes discussões dentro deste princípio. segurança jurídica. transversalmente. porém. 6º §3º da Lei 8. o administrador atua com observância da legalidade e também do mérito administrativo (que é a oportunidade e a conveniência. Estas são limitadas pela razoabilidade e proporcionalidade). interesse público e eficiência.motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. sendo que na nossa matéria vamos ficar com a posição majoritária. ou seja. visto que os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão implícitos na CF. Neste ponto cabe destacar uma questão relevante e amplamente discutida na doutrina: O administrador tem a liberdade proporcional. Pode cortar com aviso prévio quando o serviço for suspenso em razão de ordem técnica ou de segurança das instalações. conforme estabelecido nesta Lei. sendo relevante. Art. ampla defesa. o controle do mérito do ato administrativo. Princípio da Continuidade O serviço público deve ser prestado de forma ininterrupta. e. §3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso. Ao judiciário cabe apenas a revisão dos atos administrativos por meio de controle de legalidade. Para a maioria aplica-se o art. já na prática dos atos discricionários. Também com prévio aviso no caso . não dependendo de prévio aviso. II .987/95. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários. tanto nos atos vinculados. quanto nos atos discricionários. quando: I . são princípios constitucionais. ele não pode ser interrompido. pode cortar o serviço. LER ADPF 45.

Nos casos de descumprimento. publicidade e eficiência e. o usuário adimplente também ficará sem o serviço. com certeza a empresa irá quebrar. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. quanto aos essenciais. permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. No caso de inadimplemento (art. por si ou suas empresas.DIREITO PREVISTO NA CARTA MAGNA (ART. ao seguinte: VII . VII) . eficientes. é outra história. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. também. 22/CDC . da supremacia do interesse público e também o princípio da continuidade. 9º) . 42/CDC . das obrigações referidas neste artigo. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. sendo que os servidores públicos têm direito de realizar greve. 37/CF . Parágrafo único . poderá cortar o serviço. a qual é aquela que pode ser discutida em sede de mandado de injunção. seguros e. na forma prevista neste Código. 37. O STF decidiu que os mandados de injunção terão efeitos constitutivos. concessionárias. Isto é uma norma constitucional de eficácia limitada.AUDITORES FISCAIS . impessoalidade.783/89. desde que utilizando de um prévio aviso. sendo aquele remédio constitucional pelo qual resguarda o exercício de um direito sendo que inexiste lei para regulamentar tal assunto. Se a empresa é obrigada a prestar o serviço para quem não paga. dos Estados. Parágrafo único . total ou parcial. mas se esta prestadora quebrar. sendo que se ele não paga a conta.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.Na cobrança de débitos. Art.20 de inadimplemento do usuário.IRRELEVÂNCIA DA AUSÊNCIA DE LEI ESPECÍFICA REGULADORA (ART. contínuos.O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. salvo hipótese de engano justificável.Os órgãos públicos.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. mas se ele vai exercer. GREVE NO SERVIÇO PÚBLICO . são obrigados a fornecer serviços adequados. sendo que de agora em diante o servidor pode fazer greve com base na Lei 7. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. moralidade. Art. Para a jurisprudência majoritária esse corte representa a aplicação do princípio da isonomia. 22 e 42 CDC) Art. Na sequência vamos passar a situação do direito de greve dos servidores públicos. acrescido de correção monetária e juros legais.

(2008/0165320-8) . com a reversão. Rel. Princípio da Autotutela É a revisão dos seus próprios autos.O direito de greve no Serviço Público é assegurado na Carta Magna (art.PEDIDO PROCEDENTE .21 DA RECEITA FEDERAL . . garantindo durante a greve a manutenção dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade ( art.642 . por entender inaplicável qualquer medida administrativa aos Servidores.1. afastando-se a possibilidade de sua cognição pelas instâncias da Justiça Laboral. 105) 10. 2. 37.DJe 16. a compensação: vencido o Relator. EROS GRAU).O Sindicato da categoria pública em greve ou a Comissão de Negociação acordará com o Gestor Público a manutenção em atividade de equipes para assegurar a continuidade dos serviços de cuja paralisação possa resultar prejuízo irreparável (art. Orientação do STF (MI 708/DF. Desconto dos dias de paralisação. 3. no entanto. além da restituição dos valores eventualmente descontados em razão dos dias paralisados. de modo excepcional e com as necessárias adaptações.783/89 ).3ª S.COMPETÊNCIA DO STJ AFIRMADA PELO STF (MI 708/DF E MI 712/PA) INCIDÊNCIA DA LEI DE GREVE DO SETOR PRIVADO (LEI 7. permitida.783/89 ). 9º da Lei 7.ÂMBITO NACIONAL . GILMAR MENDES e MI 712-PA. Napoleão Nunes Maia Filho . sendo que quando constatado atos ilegais.Pedido procedente para declarar a legitimidade da greve dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. Min.OBSERVÂNCIA DE SEUS REQUISITOS LEGITIMIDADE DA PARALISAÇÃO .2007). a Lei de Greve do Setor Privado (Lei 7.02. dada a natureza administrativa pública das relações dos Servidores com a Administração. conforme superiormente assentado pelo colendo STF (MI 708-DF. GILMAR MENDES.Pertence ao Superior Tribunal de Justiça a competência para processar e julgar pedidos que derivem do direito de greve no Serviço Público. em razão da greve. 11 da Lei 7.Rel. Min. das eventuais faltas anotadas nas fichas funcionais ou nas folhas de ponto dos grevistas. nesse ponto. incidindo na sua regulação.O reconhecimento da ausência de abusividade no exercício do direito de greve em razão da observância dos requisitos estabelecidos pela ordem jurídica para a validade do movimento grevista impede que os Trabalhadores do Serviço Público sofram qualquer tipo ou forma de sanção. VII da Constituição . Min. 9º) e o seu exercício não resulta obstado pela ausência da lei específica prevista no art.783/89).VEDAÇÃO DE QUAISQUER SANÇÕES ADMINISTRATIVAS . 5. Min. poderão ser anulados e se forem inconvenientes pode rever amparada no instituto da revogação.p. e comprovado o atendimento dessas exigências legais. 4.2011 . .783/89) .10. Rel. DJU 25. Rel. pelo fato de participação na greve. por não ser punível a conduta do Servidor Público que exerce regularmente direito de hierarquia constitucional. para todos os efeitos.PET 6. tem-se a paralisação como legítima. (STJ .

É claro que esta regra não é absoluta. Administração Pública . e ressalvada. elas estão vinculadas. e foi dito a pouco que a administração direta cria a administração indireta. STF Súmula nº 473 . mas hoje o princípio também é aplicável aos órgãos públicos (porque também criados por lei e com finalidades previstas nesta). autarquias. mas geralmente é o administrado que contesta. O princípio da especialidade prende os entes da Administração Pública Indireta as suas finalidades específicas. Os atos administrativos eles gozam ao mesmo tempo de presunção de legitimidade (obediência as regras morais). os quais criam os órgãos pertencentes à Administração Indireta (fundações públicas. estados. 12. em todos os casos. sendo que este princípio também prende os órgãos públicos a sua finalidade prevista em lei. Quando essa lei é publicada. sendo que isso é realizado por meio de lei. legalidade (obediência a lei) e a veracidade (obediência a verdade). bem como cuidar do seu patrimônio. ela define qual é a finalidade desta pessoa jurídica. e desse modo não pode o administrador modificar esta finalidade. sendo que quem irá contestar isso será o administrado. respeitados os direitos adquiridos. não podendo o administrador sobre ela deliberar.A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. ou revogá-los. municípios e distrito federal).A administração pode anular seus próprios atos. . Princípio da Legitimidade Leia-se ao mesmo tempo Legitimidade. Falamos em uma presunção “iuris tantum”. O ônus da prova incumbe a quem alega. sendo que a única forma de se alterar essa finalidade é por intermédio de lei. Princípio da Especialidade Na Administração Pública Direta encontramos (união. Este princípio diz respeito também ao zelo da administração pública.Administração Pública . e a essa finalidade. empresas públicas e sociedades de economia mista).Declaração da Nulidade dos Seus Próprios Atos . Legalidade e Veracidade.22 Anulação = ILEGALIDADE Inconveniência = REVOGAÇÃO STF Súmula nº 346 -. A finalidade das pessoas jurídicas da administração indireta deve estar expressa na lei criadora. porque deles não se originam direitos.Anulação ou Revogação dos Seus Próprios Atos . 11. seja autorizando ou seja criando efetivamente. podendo ser contestada. por motivo de conveniência ou oportunidade. Esta idéia surgiu para a Administração Pública Indireta. a apreciação judicial. sendo relativa.

isso diz respeito à transferência de um ente político para o outro ente político. Destaca-se que A transferência da titularidade do serviço somente ocorre mediante lei. Estado para o Município) A DESCONCENTRAÇÃO acontece quando a atividade é deslocada dentro da mesma pessoa. são as pessoas da administração indireta. chamamos de prestação centralizada. desde já mesmo que depois venha contestar. E quando a união transfere para o Estado ou Município ou vice versa. e quando esse serviço é prestado pelo centro. Estados. e até que isso aconteça. A DESCENTRALIZAÇÃO a atividade é transferida mediante outorga (transfere a titularidade e execução do serviço) ou delegação (transfere apenas a execução). Na descentralização inexiste hierarquia (entre a Administração Pública direta com a indireta ou particular). Municípios e Distrito Federal.23 As conseqüências práticas desta presunção de legitimidade é a aplicação imediata. sendo que quem pode receber este serviço fora da administração direta. presidente da república desloca determinada função de um ministério para outro. entre órgãos da mesma pessoa jurídica (ex. ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO Muitas vezes o serviço é prestado pela administração direta. sendo que tal serviço está sendo disponibilizado pela União. Isso é chamado de prestação centralizada. Sabemos que algumas vezes esse serviço sai da administração direta e é transferido para outras pessoas jurídicas. chamase descentralização política e não administrativa. ou seja. (Ex. aplica-se o ato. contrato ou ato unilateral Pessoa jurídica de direito público Pessoa jurídica de direito privado da administração pública indireta da administração pública indireta (autarquias e fundações) e particulares Titularidade serviço + execução do Apenas execução do serviço Legal. a administração direta. permissão e Autorização Objeto de Transferência Espécies ---------------------------- . contrato administrativo ou ato administrativo. um serviço da união transferido para uma autarquia ou uma empresa pública. Concessão. por exemplo. A desconcentração ocorre com base na hierarquia. OUTORGA Instrumento Quem recebe Sempre por meio de lei DELEGAÇÃO Por meio de lei. subsistindo apenas controle e fiscalização. A transferência da execução do serviço pode ser feita através de lei. sendo.

Teoria do órgão ou da imputação Esta lei traz duas idéias:  Toda relação jurídica acontece da previsão legal. a relação agente x estado ela acontece da mesma forma do cliente do advogado. necessariamente. A outorga.24 Outorga: a criação da entidade que receberá a outorga se dá por lei autorizadora. empresa pública). Porém. sociedades de econômica mista.  Contrato (para particulares – concessionários e permissionários). geralmente por prazo determinado. 2. em razão da aplicação direta do princípio da indisponibilidade do interesse público. Teoria do Mandato Segundo esta teoria. Teoria da Representação A relação entre o Estado e o agente funciona da mesma forma que na tutela e na curatela. O Estado Brasileiro é um Estado responsável e não pode ser tratado como incapaz. uma vez que implica na descentralização ou na transferência da titularidade e execução da prestação do serviço. Essa teoria não prevaleceu porque o estado não tem como celebrar um contrato de mandato sem a presença do agente. a permissão e a autorização de serviços públicos. 3. Assim. ou  Ato administrativo (para particulares – autorizatários – ex. trocar outorga por realização) da concessão de serviço pode ser feita ao particular. geralmente por prazo indeterminado. .: taxi e despachante). ESTADO E AGENTES PÚBLICOS 1. eis que basta notar que a palavra “outorga” foi utilizada na forma vulgar. se faz para pessoas jurídicas de direito público da administração pública indireta (autarquias e fundações públicas de direito público). Delegação: o Estado transfere apenas a execução do serviço. se o Estado precisa de um representante. a delegação admite subdivisão em três espécies: a concessão. R: o enunciado da questão está correto. Se efetiva por:  Lei (para pessoas jurídicas de direito privado da administração pública indireta – Fundações públicas de direito privado. sendo que em algum momento o estado deu poder para este agente assinar em seu nome. sendo que o poder é imputado ao agente por intermédio de lei e. ele seria um sujeito incapaz. sendo que o estado celebra com o agente um contrato de mandato. OBS: A outorga (a palavra outorga foi usada na acepção vulgar.

para defender suas prerrogativas constitucionais). não detêm nem administram bens (imóveis). não comparece isoladamente em juízo como autor ou réu em demanda (EXCEPCIONALMENTE órgão pode impetrar Mandado de Segurança.784/99). y.25  A imputação diz que a vontade do agente é a mesma que a vontade do Estado e vice-versa (as vontades se misturam e se confundem). dotados de atribuições próprias. Art. 1º. à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração. § 2o Para os fins desta Lei.autoridade . que também define que a atuação do órgão é impessoal e danos cometidos por estes são atribuíveis ao Estado. Logo. Ademais. não possuem personalidade jurídica própria. tem um setor que visa cuidar do processo administrativo. dá para notar que há várias subdivisões. II .entidade . sendo que pelos atos de seus agentes. mas e na Administração Pública Indireta? R: Pensemos numa autarquia grande. em nome daquela a que se vinculam. É aplicada aos agentes. será possível esta subdivisão em órgãos na . da Lei 9. como por exemplo. logo. z? Sim. OBS: É possível ter esta subdivisão na Administração Pública Indireta? Na Direta é fácil de enxergar. pertencentes a uma entidade estatal política ou administrativa (art. quando no desempenho de função administrativa. visando. em face de atos de outro órgão. Órgãos Públicos Os órgãos públicos são unidades de atuação ou centros / núcleos especializados de competência. não assumem obrigações nem exercem direitos em nome próprio e. §1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União.o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. Não são sujeitos de direitos e obrigações. porém.a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. temos uma divisão de competência. Será que este é dividido em vários departamentos que cuida da cidade x. com o fim de agir com mais eficiência.órgão . decorrendo de determinação legal. a “Teoria da Imputação Volitiva” de Otto Giërke. não dotadas de personalidade jurídica própria. outro setor que cuidará de processos judiciais. Assim. consideram-se: I . III . o INSS. atuando assim. responde a pessoa jurídica a que pertencem (ex: Ministérios e Secretarias).a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta. em especial. portanto. A “Teoria do Órgão” de Otto Mayer diz que os núcleos são “órgãos administrativos” que assim como órgãos humanos não existem fora do corpo estatal.

26 Administração Pública INDIRETA. Enfim, é possível órgão público tanto na Administração Pública Direta, como na Administração Pública Indireta, consoante previsão legal: Características os órgãos públicos a) São resultados da desconcentração; b) Não possuem personalidade jurídica, logo:

 Integram a estrutura de uma pessoa jurídica;  Não são sujeitos de obrigação;  Não possuem patrimônio próprio; e  Não tem capacidade de representar em Juízo a pessoa jurídica que integram (salvo as Procuradorias, criadas para esse fim). Por outro lado, a doutrina entende que o órgão poderia ir a juízo, como sujeito ativo, exclusivamente para o exercício de prerrogativas funcionais. Ex regional de saúde – quando tinha ações referentes a medicamentos, quem fazia a defesa de forma direta, era a PGE. Ex: segundo a posição majoritária, o órgão público pode ir a juízo enquanto sujeito ativo, na busca por prerrogativas funcionais (ex: prefeito não repassa o duodécimo para a Câmara Municipal, que ingressa com ação em busca de suas prerrogativas funcionais). No entanto, não pode ser sujeito passivo da ação, pois não responde por seus atos. Órgão público não tem personalidade jurídica, isto é, não tem aptidão para ser sujeito de direitos e obrigações. Se órgão público não tem personalidade jurídica, então ele responde pelos seus atos? Quem responde pelos atos dos órgãos é o Estado. Quem responde, por exemplo, pela escola pública municipal é o Município, e não a prefeitura. Suponha que um estudante fura o olho do outro colega, enquanto permaneciam em sala de aula de uma escola pública. A responsabilidade será do município. Órgão pode fazer licitação (aparece como gestor do contrato), porém, quem assina o contrato é a pessoa jurídica. O órgão apenas realiza a gestão do contrato. Órgão não pode celebrar contrato administrativo, pois não é sujeito de direitos e obrigações. O contrato é celebrado pela União, mas a lei pode autorizar que ele seja assinado por agente (ex: ministro) que não o presidente da República. O contrato de gestão pode ser celebrado entre órgãos públicos (art. 37, p. 8º, da CF). Esta expressão “contrato de gestão”, inicialmente, foi considerada como aquele celebrado entre entes da Administração Pública. Deste contrato de gestão é que surgiram as agências executivas. Com o passar do tempo, este contrato foi completamente desfigurado, pois a Constituição Federal previu a sua realização entre órgão e administradores. Ocorre que, por o administrador celebrar contrato em seu nome, trata-se de contrato privado. Suponha que o secretario de Estado, no exercício

27 de sua função, celebra um contrato. Quem celebra este contrato é a pessoa jurídica e não o servidor. Desse modo, a doutrina entende que este dispositivo, introduzido pela EC 19/1998 é inconstitucional, tendo em vista que o administrador ou o órgão não podem celebrar contrato. Por este motivo, os contratos entre órgãos nunca ocorreram.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I - o prazo de duração do contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; III - a remuneração do pessoal.

OBS.: Em regra não podem celebrar contratos, em razão da ausência de personalidade jurídica, entretanto, podem firmar, por seus administradores, contratos de gestão com outros órgãos ou pessoas jurídicas (art. 37, §8º, da CF). Esta possibilidade é muito criticada pela doutrina, tendo em vista que, se órgãos não são sujeitos de obrigações, não poderiam celebrar contratos. Até o momento, nunca foi celebrado um contrato de gestão entre órgãos, sendo que essa possibilidade existe apenas teoricamente. Órgão público pode ter CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, para facilitar a fiscalização pela Receita Federal no controle do fluxo dos recursos públicos entre órgãos (art. 11 da Instrução Normativa n. 748 da Receita Federal). OBS: Apesar de os órgãos públicos não possuírem personalidade jurídica, para fins de fiscalização, a Receita Federal lhes atribui CNPJ (Instrução Normativa 748/07, art. 11 da
Receita Federal.

Art. 11. São também obrigados a se inscrever no CNPJ: I - órgãos públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Poderes Executivo e Legislativo dos Municípios, desde que se constituam em unidades gestoras de orçamento;

Classificação dos órgãos públicos Não cai muito em prova; sendo que será dada as três principais classificações; as demais: ler num manual. OBS: não se prender aos exemplos, pois cada órgão pode ter uma estrutura específica. Ademais, frisa que em certos

28 concursos/editais já determinam como tema do programa a estrutura do órgão (AGU,
polícia federal).

1ª Quanto à posição estatal  Independentes: não sofrem relação de subordinação. São as chefias do Legislativo (Congresso Nacional, Câmara dos
Deputados, Senado Federal, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores), do Judiciário (Tribunais e juízes monocráticos) e do

Executivo (Presidência da República e governadorias);  Autônomos: subordinam-se aos independentes, entretanto possuem autonomia (ampla liberdade de decisão, ou seja, muito
poder, mas está subordinado a outros órgãos independentes)

administrativa, financeira e técnica (ex: Ministérios, procuradoria geral de justiça, secretarias estaduais, etc.), manda muito, mas não sozinho;  Superiores: têm apenas poder de decisão, mas subordinados aos órgãos independentes ou autônomos, desvestidos de autonomia e voltados para funções técnicas e de planejamento (ex: gabinetes e procuradorias);  Subalternos: execução de atribuições confiadas a outros órgãos, sendo que não gozam de independência, autonomia ou poder de decisão. Apenas executam. (ex: almoxarifado,
zeladorias, departamento de RH, departamento de cópias e portarias. São as seções administrativas).

2ª Quanto à estrutura:  Simples: não se subdividem, sendo constituídos por um só centro de competência, desenvolvendo suas atribuições de forma concentrada (ex: gabinete);  Compostos: subdividem-se em diversos órgãos (ex: delegacias
de Ensino e as escolas ligadas às escolhas; postos de saúdes e os hospitais, normalmente, são ramificações, estão vinculados, logo, caso de órgão composto)

3ª Quanto à atuação funcional:  Singulares/Unipessoais: a atuação ou decisão são atribuições de um único agente. (ex: Presidente da República, juízo
monocrático);

 Colegiados: decisão por manifestação conjunta de seus membros. (ex: casas legislativas, nossos tribunais).

nem faz parte do terceiro setor. A associação de direito privado seguirá o regime da empresa pública e sociedade de economia mista. Personalidade Jurídica própria.29 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INDIRETA A Administração Pública Direta é estudo do Direito Constitucional. formando uma associação pública). Criação por lei ou autorização legal. Analisemos cada uma: 1. SENAC.107/05). A OAB não faz parte da Administração Pública indireta. Personalidade jurídica própria A Administração Pública indireta responde por seus próprios atos. Características comuns a todas as pessoas que compõem a Administração Pública indireta 1. agências executivas. Finalidade específica prevista em lei (princípio da especialidade). Consórcio público é o contrato pelo qual os entes políticos se reúnem na busca de uma finalidade comum (Lei 11. não compondo a Administração Pública. conselhos de classe. c) Sociedades de economia mista d) Empresas públicas e) Associações públicas: consórcios públicos (podem ser autarquias ou empresas públicas). b) Fundações públicas: fundações e agências executivas. Ambas integram a Administração Pública.). O terceiro setor é entidade paraestatal (ex: SESC. A associação de direito público é espécie de autarquia. e 5. consórcios públicos. SENAI. Ausência de hierarquia. 2. apenas atuam ao lado dela. Não interessa a origem do patrimônio ou receita. universidades federais. É uma nova pessoa jurídica que não se mistura com os entes políticos (ex: contrato entre União. se de transferência dos outros entes ou . agências reguladoras. 3. o Estado do Paraná e o Município de Curitiba. etc. mas em Direito Administrativo vimos o que são órgãos (aí incluídos os órgãos da Administração Pública Indireta) A administração pública indireta é composta pelas: a) Autarquias: autarquias comuns. Sem fins lucrativos. 4.

a lei autoriza extinção. de sociedade de economia mista e de fundação (pública de direito privado2). gozam de autonomia técnica. neste último caso. isto é. administrativa e financeira. se lei autoriza criação. mas para cumprir suas obrigações. receitas e regras técnicas. têm o seu próprio dinheiro. Esse patrimônio próprio é utilizado para que a Administração Pública indireta cumpra com suas obrigações. das doações. moralidade. cabendo à lei complementar. definir as áreas de sua atuação” Art. neste último caso. conseqüentemente.. publicidade e eficiência e. cabendo à lei complementar. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. Criação e extinção das pessoas da Administração Pública indireta A Constituição Federal em seu art. normatiza a fim de complementar uma previsão legal. cada pessoa jurídica terá a sua lei) poderá ser criada autarquia (englobando-se a fundação pública de direito público1) e autorizada à instituição de empresa pública. XIX: “somente por lei específica (lei ordinária específica. Se a personalidade é própria. seja na junta comercial (natureza empresarial). seja no cartório de registro de pessoas jurídicas (natureza civil). Agora analisemos a parte final do dispositivo em comento: “cabendo à lei complementar.lei cria Fundação pública de direito privado – lei autoriza . Enfim.  Lei Autoriza: lei ordinária autoriza e para a completa existência da pessoa jurídica deve ser feito o registro dos atos constitutivos. gozam de receitas próprias. pois sua regulamentação define normas técnicas complementares à lei. Ela regula.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada à instituição de empresa pública. administrativa e financeira. Nem mesmo a agência reguladora possui autonomia política. etc. possuem autonomia técnica. Como gozam de patrimônio próprio. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. impessoalidade.30 de receita própria. definir as áreas de sua atuação. também. neste último caso.  Lei Cria: basta a lei e autarquia está pronta para existir. definir as áreas de sua atuação” 1 2 Fundação pública de direito público (espécie do gênero autarquia). dos Estados. Pode ser oriundo do orçamento. a Administração Pública indireta tem liberdade para gerar suas atividades. 37. de sociedade de economia mista e de fundação. das atividades. ao seguinte: XIX . OBS: Não tem autonomia política é aptidão para legislar. obtendo patrimônio e receitas próprias. OBS: “Paralelismo de formas”: se lei cria. a lei extingue.

agora vamos ver os desdobramentos da doutrina e da jurisprudência (as correntes majoritárias): OBS: Que fundação será criada por lei ordinária e terá suas finalidades previstas por lei complementar? R: Fundação esta prevista no art. à segurança e à propriedade. isto é. toda fundação pública deveria ter regime de direito público. 5º Todos são iguais perante a lei. exigindo-se. qual seja: a fundação pública de direito privado . sem distinção de qualquer natureza. Há. Art. Se for espécie de autarquia será criada por meio de lei. nos termos seguintes: XIX . toda fundação deve ter o regime privado. uma espécie de autarquia. Tudo o que foi dito está no texto legal.as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. c) Fundação pública de direito público. à liberdade. A fundação pública de direito privado é chamada de fundação governamental. 5º. patrimônio destacado por um fundador. A fundação pública de direito público nada mais é do que uma autarquia-fundacional. b) Fundação pública de direito privado. Para criar a fundação é necessária a lei que autorize a sua criação. XIX? Fundação é um patrimônio personalizado. à igualdade. Para Hely Lopes Meirelles. será a fundação pública. Para se descobrir se a fundação é pessoa pública ou privada deve saber quem a instituiu. Se a fundação for instituída pelo Poder Público. o trânsito em julgado. Ressalta-se que a fundação pública de direito privado não é espécie de empresa estatal. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. mas se for o particular. sendo autorizada a sua criação por intermédio de lei (a lei autoriza a criação). portanto. O Poder Público é quem define o regime jurídico. no primeiro caso. mas tãosomente segue o seu regime jurídico. inc. OBS: Qual o regime jurídico da fundação pública? R: A posição majoritária e o STF entendem que a fundação pública pode ter regime jurídico de direito público ou privado. para uma finalidade específica. possuindo o mesmo regime jurídico das empresas estatais. Segundo Celso Antônio. três espécies de fundações: a) Fundação privada. será uma fundação privada (estuda-se a fundação privada no Direito Civil).31 Que no caso é a fundação. Quanto à lei complementar citada no dispositivo acima é destinado para a definição das possíveis finalidades da fundação pública.

elas têm lucro. Art. quanto para exploração de atividade econômica. b) Judiciário (ações judiciais .controle da legalidade dos atos). a lei também define as suas finalidades. A empresa estatal que explora atividade econômica não possui fins lucrativos? Não. nada impede que obtenham lucros. Estas pessoas jurídicas não têm fins lucrativos. ou seja. pois segundo o art. não podendo ser alterada pelo administrador. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. Mesmo essas pessoas não têm fim lucrativo.  O relevante INTERESSE COLETIVO.  Atos imperativos da SEGURANÇA NACIONAL ou. 173 da CF. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. é descentralização). e . deve haver previsão por meio de lei. As empresas públicas e sociedades de economias mistas podem ser criadas tanto para prestar serviço público. Quando o Estado cria a empresa não poderá visar o lucro. Empresa pública e Sociedade de Economia Mista (serviço público e atividade econômica. mas sujeitas a controle-fiscalização Inexiste hierarquia entre Administração Pública direta e indireta (afinal.até 2005 a Sociedade de Economia Mista estava fora do controle do Tribunal de Contas – atualmente o STF admite esse controle e Comissão Parlamentar de Inquéritos – a exemplo da CPI dos Correios). Finalidade específica (Princípio da Especialidade) Ao criar a pessoa jurídica da Administração Pública indireta. mas não tem fim lucrativo. Art.32 tem um regime híbrido/misto (lembre-se: segue o mesmo regime da Empresa Pública e da Sociedade de Economia Mista). porém. 173). 173/CF. Ausência de hierarquia. O objetivo do legislador de manter o regime de direito privado as fundações públicas é o de obter as vantagens do regime público e as facilidades do regime privado. somente podem ser exercidas excepcionalmente quando da existência de relevante interesse público ou por motivos de segurança nacional. conforme definidos em lei. conforme definidos em lei. OBS: É possível criar uma pessoa jurídica da AP indireta com fins lucrativos? R: Elas não podem ser criadas para gerar lucros. mas pode ocorrer o controle e a fiscalização por parte da Administração Pública direta por meio: a) Legislativo (Tribunal de Contas . Para se mudar a finalidade da pessoa jurídica. escapando do rigor do ordenamento jurídico constitucional.

O ponto crítico aqui é o seguinte: nomeação – exoneração dos dirigentes da indireta. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas.criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. 49. do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária.33 c) Executivo (via supervisão ministerial). Em regra. X . cambial e monetária. 48.concessão de anistia. o Chefe do Executivo pode nomear os dirigentes da Administração Indireta. transformação e extinção de cargos. 39. com a sanção do Presidente da República. operações de crédito. I. Cabe ao Congresso Nacional. não exigida esta para o especificado nos arts. XI . judiciária. subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados. 49 e 50 da CF). no caso do Banco Central e de agência reguladoras (Ver artigos 48. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal. § 2º. V . empregos e funções públicas. por meio dos ministérios de acordo com o ramo da atividade. III . Excepcionalmente.telecomunicações e radiodifusão. dívida pública e emissões de curso forçado.limites do território nacional. VII . XIV . IX .moeda. II. 153.sistema tributário. XV . § 4º.planos e programas nacionais. seus limites de emissão. mas decido quem vai mandar daí o porquê das inúmeras críticas da doutrina. presidente depende da autorização do Senado Federal.fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas. Controla-se a finalidade – controle finalístico. especialmente sobre: I . b. . dispor sobre todas as matérias de competência da União. 150. ou seja. e montante da dívida mobiliária federal. orçamento anual. regionais e setoriais de desenvolvimento. arrecadação e distribuição de rendas. 51 e 52.organização administrativa.matéria financeira.transferência temporária da sede do Governo Federal. VI.fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. XIII . VIII . conforme a lei. XII . Art. instituições financeiras e suas operações. VI . observado o que estabelece o art. observado o que dispõem os arts. III. II . IV . espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União. Isto é: não mando. 84. e 153. como por exemplo.plano plurianual.incorporação.criação. mas também é possível controlar receitas e despesas. diretrizes orçamentárias.

zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes. ou qualquer de suas Comissões.resolver definitivamente sobre tratados.apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I . II .julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.autorizar referendo e convocar plebiscito. XVII . A Câmara dos Deputados e o Senado Federal. XII . e 153.aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. autorizar o estado de sítio.mudar temporariamente sua sede. observado o que dispõem os arts. observado o que dispõem os arts. XIV . VIII .fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores.autorizar. X . ou suspender qualquer uma dessas medidas. previamente. 39. VII . diretamente.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. 153. XI.autorizar o Presidente da República a declarar guerra. em terras indígenas. V . § 4º. II.aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares. 50. VI . 153. XI . Art. a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais. 150. III. III. XI. poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem. a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União. a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado. II. 37. § 2º. IX . IV . XIII . XVI . pessoalmente.fiscalizar e controlar. I. 49. os atos do Poder Executivo. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. 39. e 153. ressalvados os casos previstos em lei complementar. ou por qualquer de suas Casas. I. quando a ausência exceder a quinze dias. informações sobre . a celebrar a paz. III . XV . Acrescentados os da administração indireta. § 2º.autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País. 150. 37. § 4º.aprovar.34 Art.

2. Atos e Contratos: seguem regime administrativo e obedecem à Lei 8. 5. Controle: interno e externo. Se a união pode. 9. §6º. da CF. Colocar artigos . 11. sendo criada para as atividades importantes e específicas do Estado. Procedimentos financeiros: regras de contabilidade pública (Lei nº 4. Privilégios processuais: prazos dilatados.666/93. à Câmara dos Deputados. 10.37. bem como a prestação de informações falsas. §2º . para expor assunto de relevância de seu Ministério.Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal. presta serviços públicos. 6. desde que ligada à sua finalidade especifica (art. 3. Imunidade tributária para os impostos. importando crime responsabilidade a ausência sem justificação adequada. §2º da CF). ou a qualquer de suas Comissões.320/64 e LC 101/00 – modificada pela LC 131/09). presta atividades típicas do Estado. importando em crime de responsabilidade a recusa. no prazo de trinta dias. ou o não atendimento.150. Bens autárquicos: seguem regime de bem público (alienabilidade condicionada. da CF) e subsidiária do Estado. 37. Enfim. AUTARQUIAS Pessoa jurídica de direito público. por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva.910/32. Responsabilidade Civil: é. objetiva (art. Prescrição qüinqüenal – DL nº 20. Regime jurídico das autarquias 1. que presta atividades típicas de Estado. a autarquia também pode.100 da CF). Porém. 4. Criação e extinção: por lei – art. não é qualquer serviço público. de §1º . 8.35 assunto previamente determinado. Débitos judiciais: seguem regime de precatório (art. Regime de pessoal: os seus agentes são servidores públicos. a depender da previsão legal. juízo privativo e reexame necessário. impossibilidade de oneração e imprescritibilidade). O regime jurídico é praticamente o mesmo da Administração Pública Direta. XIX.As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informações a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo. impenhorabilidade. 7. podendo ser estatutários ou celetistas. em regra.

Dentro deste conceito enquadra-se o contrato administrativo sujeito a Lei 8. compras. embora haja discussão acerca do tema. Art. da CF. Parágrafo único. também. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. do Distrito Federal e dos Municípios .666/93 Art. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União. seus atos têm presunção de: a) Autoexecutoriedade. além dos órgãos da administração direta. Responsabilidade civil A autarquia está sujeita ao art.36 Atos Os atos praticados pelas autarquias são atos administrativos. serviços. moralidade. Estados. as fundações públicas. 37. Se a autarquia é pessoa pública está sujeita ao regime público. par. dos Estados. as autarquias. Distrito Federal e Municípios. Assim. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. do Distrito Federal e dos Municípios. Assim. Subordinam-se ao regime desta Lei. responsabilidade objetiva. dos Estados. dos Estados. impessoalidade. Lei 8. 37. indaga-se qual a teoria aplicada (objetiva ou subjetiva)? Em regra. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. Art. bem como estão sujeitas à Lei de Licitação. inclusive de publicidade. mantidas as condições efetivas da proposta. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. b) Legitimidade (legalidade + veracidade).666/93. ao seguinte: XXI . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. nos termos da lei. publicidade e eficiência e. c) Imperatividade (coercitibilidade + obrigatoriedade) d) Contratos As autarquias celebram contratos administrativos (os quais contam com as cláusulas exorbitantes).ressalvados os casos especificados na legislação. 37. os fundos especiais. serviços. as empresas públicas. as obras. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. 6º.

206 do CC dispõe que o prazo prescricional para reparação civil ocorre em 03 anos. e  Dolo ou culpa. Quando a responsabilidade foi definida no Brasil. Entretanto. salvo em caso de atividade de risco. STJ (consolidado o entendimento). o prazo prescricional para ajuizar uma ação é de 05 anos (Decreto-lei 20.37 obedecerá aos princípios de legalidade. pois ser objetiva não exclui o fato de ser subsidiária. Para caracterização da responsabilidade objetiva exige-se:  Conduta.  Dano. Aqui haverá uma ordem de preferência. e Segundo a jurisprudência. também. Vítima de uma autarquia? O Estado responde no caso de impossibilidade de pagamento por parte da autarquia. causarem a terceiros. Mas como será cobrado? A responsabilidade é subsidiária (1º autarquia – 2º Estado). .910/32). OBS: o art. impessoalidade. As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.  Nexo causal. entende-se pela responsabilidade subjetiva. moralidade. STF (mas já há algumas decisões dizendo que são três anos). em caso de omissão do Estado. assim. Para se caracterizar esta responsabilidade subjetiva seriam necessários quatro elementos:  Conduta. nessa qualidade. o ordenamento jurídico vem caminhando com a finalidade de proteger cada vez mais a vítima. publicidade e eficiência e. há vozes defendendo que o prazo prescricional para ingressar com uma ação em face da Fazenda é de 03 anos. OBS: A responsabilidade do Estado por ato de autarquia é objetiva. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Trata-se de uma assertiva verdadeira. a partir dessa previsão.  Dano. Porém. aplicava-se a teoria subjetiva. A partir da CF de 1946. Se a autarquia tem natureza de Fazenda Pública. ao seguinte: §6º. se não existir outro mais benéfico. a responsabilidade objetiva é aplicada quando se tratar de uma ação (conduta comissiva) do Poder Público.  Nexo causal. passou-se a acolher a responsabilidade objetiva na pretensão de defender mais a vítima.

O arresto e seqüestro são cautelares típicas que servem para garantir uma futura penhora. 100/CF. eis que pertencem a uma pessoa jurídica de direito público. para ser alienado o bem da autarquia precisa de: a) desafetação. A impenhorabilidade dos bens públicos decorre do fato de serem inalienáveis. c) prévia avaliação.  Impenhoráveis (não podem ser objetos de penhora. a penhora é garantia que ocorre dentro do processo. se ao final do processo ele não poderá ser leiloado. A penhora nada mais é que uma restrição judicial para a garantia de pagamento de um débito. Lei de Licitação. Os bens autárquicos são:  Alienáveis de forma condicionada. significa dizer que eles não podem ser objeto de direito real de garantia. Art.38 Bens autárquicos Se a autarquia é pessoa jurídica de direito público. proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. e  Imprescritíveis (não podem ser objeto de prescrição aquisitiva). embora haja inúmeras críticas por parte da doutrina). que servem para garantir o juízo. Distrital e Municipais. O penhor é garantia oferecida fora do juízo.  Não há possibilidade de oneração (como penhor ou hipoteca). Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal. Falar que os bens públicos não são passíveis de oneração. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. 100 da CF (o texto da CF fala em seqüestro. ou seja. Consoante o art. . De nada adianta o bem ser penhorado. Salvo no caso de inobservância da ordem cronológica do pagamento de precatórios. b) autorização legislativa. em virtude de sentença judiciária. como o penhor (recai sobre móveis) e a hipoteca (recai sobre imóveis). são inalienáveis de forma relativa (podem ser desafetados). os seus bens seguem o regime de bens públicos. seqüestro e arresto) . consoante art. 17. Estaduais. A mesma idéia aplica-se às medidas cautelares de seqüestro (bens determinados) e arresto (bens indeterminados). d) licitação.

Há uma ordem cronológica de apresentação dos precatórios. As autarquias estão incluídas entre os entes públicos que possuem imunidade tributária. Débitos judiciais seguem o regime de precatórios (documento que transitado em julgado reconhece o crédito. será pago até o final do ano posterior. deve-se lembrar que os débitos do Poder Público são adimplidos mediante precatória. Se o precatório for constituído até 1º de julho. Precatório é um documento que reconhece o trânsito em julgado do débito. Suponha . por óbvio. e p. poderá estar sujeita ao pagamento de imposto. VI alínea “a”. renda ou serviços. ao Distrito Federal e aos Municípios: VI . deve-se lembrar que os débitos do Poder Público são adimplidos mediante precatório. 150. não sendo passível de sofrer usucapião. sendo título executivo extrajudicial. Contudo. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. Privilégios tributários É vedado aos entes políticos instituírem impostos uns sobre os outros (art. "a". III. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Os débitos de natureza alimentar estão sujeitos ao precatório.instituir impostos sobre: a) patrimônio. Existem Estados que não pagam precatórios há mais de 20 anos. uns dos outros. O regime de precatórios segue a disponibilidade orçamentária do Estado. a autarquia pode adquirir bem particular por meio da prescrição aquisitiva. Cada autarquia tem sua própria fila de precatório. previstos nos arts. 2º. 150. A autarquia não tem imunidade absoluta. à renda e aos serviços. § 2º . Qualquer débito judicial do Poder Público. no que se refere ao patrimônio. separada dos entes do Poder Público ou de outras autarquias. I. Quando se pensa na proteção dos bens públicos. é vedado à União. A imunidade recíproca abrange apenas os impostos e somente em suas finalidades específicas. e 156. se paga via regime de precatórios (ex: ação de expropriação). inc.A vedação do inciso VI. porém. Art. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. pois não podem ser objeto de prescrição aquisitiva. Ex: patrimônio doado – mas ainda fora da finalidade específica – sobre este patrimônio ela vai pagar imposto. da CF). assim que se entra em uma fila de acordo com a ordem cronológica de apresentação dos precatórios) Quando se pensa na proteção dos bens públicos. quando não estiver relacionado com sua finalidade específica. 155. aos Estados. possuem filas próprias.39 São bens imprescritíveis.

OBS: Este é o denominado duplo grau de jurisdição obrigatório.Está sujeita ao duplo grau de jurisdição. Está sujeita à Lei de Responsabilidade Fiscal prevista pela LC 101/01. não ocorrerá o trânsito em julgado. A autarquia possui o reexame necessário (art. Procedimento financeiro Possui regra de contabilidade pública regulamentada pela Lei 4. Qual é a conseqüência jurídica da falta do reexame necessário? R: Caso o magistrado se omita quanto ao envio dos autos ao Tribunal. 475 . A autarquia poderá pagar imposto caso fuja da sua finalidade específica. bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. tendo prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer (art. mas nem sempre irá acontecer: Art. não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal. 475.  Causa já a julgada pelo Pleno do Tribunal (tribunal todo). como a dilação de prazo similar à Fazenda Pública.Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação. e  Ações com valor até 60 salários mínimos. a autarquia deverá pagar o IPTU sobre o imóvel. A AUTARQUIA ESTÁ SUJEITA AO PAGAMENTO DE TAXAS E CONTRIBUIÇÕES Privilégios processuais A autarquia possui privilégios processuais.Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público.320/64. 188/CPC . Autarquia tem direito a reexame necessário. CPC). a sentença: §2º . Art. Neste caso. podendo ser controlada pelo Tribunal de Contas. que deixa de utilizá-lo para suas finalidades específicas. mas esta regra não é absoluta. for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos. eis que o art. CPC).40 que o particular resolve doar um imóvel a uma autarquia. 188. Regime do servidor . 475 do CPC traz algumas ressalvas. ou o direito controvertido.

os Estados. naquele âmbito político (ex: a União escolheu o regime estatutário). passando a admitir o regime jurídico múltiplo. INCRA. sendo julgado em sede de cautelar. autorizando dois regimes dentro do mesmo ente político. Em 2007. Assim. Ocorre que. Desse modo. não há como imaginar a instituição de uma autarquia territorial. praticamente todas as Universidades Federais). foi ajuizada a ADI 2135. em que o STF entendeu pela inconstitucionalidade formal da alteração do art. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. Aliás. A União. 39 da CF. A partir deste julgado em diante os entes políticos deverão adotar o regime jurídico único. por exemplo. o regime das autarquias deve ser o mesmo regime jurídico da Administração Pública Direta.41 A terminologia “funcionário público” foi abolida do sistema jurídico. devem ser estatutários ou celetistas. Desse modo. naquela ordem política. prevaleceu nos nossos entes o estatuto. CONSELHO DE CLASSE . Portanto. 39/CF. sendo apenas considerado um ente público. isto é. sendo denominadas de autarquias territoriais. um só regime. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. Art. o ente pode adotar ou só a CLT ou só o estatuto. o regime de pessoal das autarquias é de servidor público estatutário (titular de cargo público). 39 (pois a EC/19 foi emendada pelo Senado e não retornou a Câmara para deliberação). alterando o art. visto que a autarquia possui finalidade específica da Administração Pública. com efeitos ex nunc. das autarquias e das fundações públicas. no âmbito de sua competência. AUTARQUIA TERRITORIAL No Brasil é possível a criação de territórios. Como o STF decidiu a ADI em sede de cautelar. todas as pessoas jurídicas no âmbito federal. os territórios não exercem funções típicas do Estado. os efeitos são ex nunc (não retroativos). A doutrina majoritária entende que o regime único deve ser aplicado a todas às pessoas jurídicas que fazem parte do mesmo ente público. O sujeito que trabalha numa autarquia é servidor público (INSS. A CF/88 previu o REGIME JURÍDICO ÚNICO para o servidor público. IBAMA. PELA CONSTITUÇÃO O REGIME DE SERVIDOR PÚBLICO DEVE SER UM REGIME JURÍDICO ÚNICO. isto é. A EC/19 trouxe a reforma administrativa.

Primeiramente. para que o STF reconhecesse a necessidade de concurso público (pediu a interpretação conforme a constituição) para contratação de empregados celetistas dentro da OAB (naquele momento era possível o regime múltiplo e não regime único). não se misturando com os demais conselhos de classe. tendo em vista que dar poder de polícia a pessoa jurídica de direito privado causaria certa insegurança jurídica. tem natureza jurídica ímpar. não está sujeita à contabilidade pública nem necessita de concurso público para a contratação. quem julgará as ações que envolvem a OAB? . Qual é a natureza jurídica da OAB? R: Segundo o STF. por meio da ADI 1717. a Procuradoria Geral da República ingressou com ADI 3026. não cabem regras de contabilidade pública nem está sujeita à fiscalização do Tribunal de Contas (ADI 3026). A anuidade cobrada pelo conselho de classe tem natureza tributária de contribuição social. presta serviço independente e de categoria ímpar – não se presta tão-somente para os serviços de classe.320/64) e à fiscalização do Tribunal de Contas (se a anuidade do conselho de classe tem natureza tributária. houve modificações em relação aos conselhos de classe após a entrada em vigor do Estatuto da Ordem. ela é pessoa jurídica ímpar no ordenamento jurídico brasileiro (mas não diz se é pública ou privada). Porém.42 O conselho de classe nasceu com natureza de autarquia. tendo cada conselho de classe sua própria lei (ex: CREA. cabendo a execução fiscal do contribuinte inadimplente. veio a Lei 9. está sujeita ao controle do Tribunal de Contas). CRECI. o Estatuto da OAB diz que o pessoal é celetista. consoante a jurisprudência. Considerando que a anuidade não é tributária nem cabe execução fiscal. os conselhos de classe estão sujeitos à realização de concurso público para eventual contratação. CRM). a qual passou a afirmar que os conselhos de classe se tratavam de pessoa jurídica de direito privado. a anuidade da OAB não tem natureza tributária). Quanto ao concurso. O STF entendeu que a OAB não faz parte da Administração Pública Indireta/Direta. por meio da fiscalização das atividades profissionais. o Estatuto da OAB previu a execução comum e não fiscal contra o inadimplemento das anuidades vencidas (logo. não está sujeita ao controle da Administração Pública. é institucional. que o conselho tem em verdade natureza de autarquia. O conselho de classe se sujeita à contabilidade pública (Lei 4. O conselho de classe tem como atividade principal o exercício de poder de polícia. por fim. O STF. E. Logo. dessa forma.649/98. OBS: Desse modo. entendeu ser inconstitucional a referida lei. Quanto à OAB. que não é uma autarquia como os demais conselhos de classe. Entendeu. Diante disso.

. então? As regras especiais deste regime são: A nomeação e a exoneração nas autarquias são feitas livremente pelo chefe do Executivo.Não pagamento da anuidade gera execução fiscal. Há um projeto que tende a fixar o prazo de 04 anos. . Existem leis prevendo mandado de 2.Não pagamento da anuidade gera execução comum. Esta regra tem como objetivo afastar este critério político de escolha exercido pelo presidente.Não estão sujeitos à fiscalização do Tribunal de Contas. . tudo o que se aplica aos demais conselhos de classe não se aplica à OAB.Estão sujeitos à fiscalização do Tribunal de Contas. em que o Poder Legislativo analisa a qualidade técnica do dirigente. Conselhos de Classe .Não precisam realizar concurso público para contratação.Devem realizar concurso público para contratação. Ocorre que. remeteu os casos para a Justiça Estadual. O dirigente na Administração Pública indireta. Mas o que a diferencia. em regra. Estas autonomias conferidas às universidades públicas é que as caracterizam como autarquia de regime especial.Não cabem regras de contabilidade pública. São três hipóteses de perda do cargo: . Ordem dos Advogados do Brasil . tudo (quase) o que serve para a autarquia serve para a agência reguladora. As universidades públicas também possuem ampla autonomia tanto para administrar as diversas disciplinas quanto para estipular a grade curricular. Nas agências reguladoras a nomeação é especial. O dirigente pode renunciar livremente do cargo antes do vencimento do prazo. O dirigente assumirá com prazo fixo.Cabem regras de contabilidade pública. nas universidades públicas. Ademais. AUTARQUIA DE REGIME ESPECIAL A autarquia de regime especial foi primeiramente imputada para classificar as universidades públicas. o presidente da República não pode exonerar livremente os dirigentes. Afinal. assim. a qual tem competência residual. não coincidente com o mandato do presidente da República (ingresso do dirigente um ano após a posse do presidente da República). Se agência reguladora é autarquia. pois o Senado deve aprovar previamente antes da nomeação pelo presidente da República. determinado pela lei de cada agência reguladora. é nomeado pelo Chefe do Executivo.43 R: A Justiça Federal entendeu que não tinha mais competência para julgar ações que envolvessem pessoas jurídicas de natureza ímpar. . 3 e 4 anos. . o dirigente (o reitor) é escolhido mediante eleição (caráter de regime especial). AGÊNCIAS REGULADORAS Nada mais é do que uma autarquia de regime especial. .

Excepcionalmente. no qual o STF entendeu pela inconstitucionalidade da regra. 2) por sentença condenatória transitada em julgado. . O Estado já exercia esta função. Serve para regular. alguns serviços foram concedidos empresas privadas (logo. Assim. o que de fato não ocorreu (ex: diversas ações contra empresas de telefonia. etc. não foram privatizados). 3) por processo administrativo disciplinar. A novidade é ter uma pessoa jurídica para tanto. fiscalizar e normatizar os diversos serviços públicos. pois agência reguladora é autarquia (pessoa pública). a agência reguladora surgiu para potencializar e aperfeiçoar essas funções (para fazer só isso – isso é novidade). Enfim. O Estado já exercia esta função.44 1) por renúncia livre do mandato. Para exercer estas funções. Esta lei foi objeto da ADI 1668. A partir de 1995 cria-se a política nacional das privatizações. começaram a denominar tudo quanto que é tipo de pessoa como “agência reguladora”. as agências reguladoras ganham mais autonomia e liberdade. o dirigente exonerado deverá ficar afastado da atividade privada neste ramo por um período de 04 meses (chamada quarentena). A partir daquela política que surge a autarquia (ex: telefonia). Tem o mesmo regime jurídico de uma autarquia. contudo há duas peculiaridades. O ex-dirigente da agência receberá normalmente o salário no período de quarentena. O Presidente da República não pode exonerar livremente os dirigentes. Neste caso. a agência reguladora surgiu para potencializar e aperfeiçoar essas funções. algumas empresas foram vendidas. Aqui. o que de fato não ocorreu (ex: diversas ações contra empresas de telefonia. Por ter informações privilegiadas na área em que a agência reguladora atua. estabeleceu que a agência reguladora não se sujeita à Lei 8. porém. porém.666/93. etc. chama-se desestatização. A expressão “agência reguladora” surge a partir um de uma política nacional de 1995. Previu. serviços forma delegados a execução. esses serviços precisam ser controlados e fiscalizados. ainda. Para exercer estas funções.). Contudo. contudo.). nesse momento. problemas na navegação aérea brasileira. a autarquia tem a seguinte função: serve para regular. que criou a ANATEL. a saber: Licitação: a Lei 9. de origem norte-america.472/97. pois toda agência reguladora tem credibilidade por lá. o nome vem dos EUA – porque lá tudo que tem nome de agencia tem credibilidade. como modalidades próprias de licitação o pregão e a consulta. as agências reguladoras ganham mais autonomia e liberdade. problemas na navegação aérea brasileira. fiscalizar e normatizar os diversos serviços públicos. algumas leis específicas de agências prevêem o prazo de 12 meses.

tendo em vista que o pregão. a referida lei foi objeto da ADI 2310. Por fim. sendo convertida na Lei 11. por meio da medida provisória 155/03 (deveria ter sido por lei). Frisa-se que algumas agências não foram abrangidas por esta lei. está sujeita a lei 8. Desse modo. O regime de pessoal das agências reguladoras serão cargos com regime jurídico estatutário. Porém. deveria ter a agência reguladora o regime estatutário. dispondo que o contrato é celetista em caráter permanente.666/93. por meio da Lei 9.292/06. o presidente da República criou. deve-se ler a Lei 9. o que se mostra ainda mais 3 Para o concurso do AGU.986/00 e concursos federais no geral.871/04. o presidente da República. Assim. prorrogando o prazo até 31-07-2009. foi estendido para todos os entes da Administração Pública Federal.986/00. pois nem sequer se exige licitação para contratação. OBS: Qual é hoje a modalidade licitatória específica da agência reguladora? R: Consulta.45 logo. em que entendeu o STF. mediante a Medida Provisória 269/05 prorrogou o prazo dos contratos temporários até 31-122007. Contudo. A modalidade consulta ainda não foi legalmente conceituada embora seja a modalidade própria / específica das agências reguladoras. o presidente da República editou a MP 407/07.250/02. Ocorre que. Regime de pessoal da agência reguladora: por ter a Administração Pública direta regime estatutário. que ainda não foi decidida. tal Medida Provisória foi convertida na Lei 10.986/003. pela inconstitucionalidade da lei. pode escolher como modalidade o pregão e a consulta. pois perdeu seu objeto (tendo em vista que o regime passou a ser estatutário). até que fossem realizados os concursos públicos. começaram a adotar o contrato temporário para contratação de pessoal (o qual se dá por um processo simplificado). ficaram mantidos os prazos dos contratados temporários. .666/93. por meio da Lei 10. estabelecendo o celetista. estas modalidades foram estendidas para as demais agências reguladoras. Porém. em sede de cautelar. A modalidade específica (própria) da agência reguladora é a consulta. sendo que na prática temos contratos por tempo determinado. por fim. Novamente o assunto foi objeto de ADI (3678). sujeita à Lei 8. Quando estava para vencer o prazo dos contratos temporários. o regime de pessoal da agência reguladora foi regulado pela Lei 9. a ADI 2310 foi extinta. Desse modo. É certo que os contratos temporários deveriam ser utilizados em situações anormais. mais de 5. eis que isso não existe para os demais entes da federação. Antes de julgar o mérito da referida ADI.000 cargos (estatutários) às agências reguladoras e. Então. tendo pessoal com contratos temporários já vencidos.

AGÊNCIAS EXECUTIVAS Existem autarquias e fundações que se encontram sucateadas. indaga-se: OBS: Qual o regime que deve ser aplicado às agências reguladoras? R: Segundo o STF. Exemplos:  Deve-se lembrar das antigas SUDAN. o quadro de pessoal deve ser preenchido com cargos em regime estatutário. O Governo.transportes aquaviários ANAC – aviação civil ANP – petróleo ANA – bens públicos (águas) ANCINE – fomento ao cinema nacional CVM – valores mobiliários – ela é agência reguladora.  A AEB também é uma autarquia simples apesar de ter o nome de agencia ela não é nem reguladora e nem executiva. sendo que ela é um órgão da administração direta. Outras fizeram concurso e está tudo em ordem. Alguns exemplos de agências reguladoras:            ANATEL . . Diante do exposto.  ABIN – agencia brasileira de inteligência – ela não é autarquia. por intermédio da Lei 9.649/98. tem natureza de agência.46 evidente a inconstitucionalidade da manutenção desses empregos temporários nas agências reguladoras. agencia espacial brasileira. O TCU tem fiscalizado o caso e daqui a um ano será resolvida a história (2011 teremos muitos concursos). na busca da “modernização e eficiência” dessas pessoas jurídicas. eis que sequer tem personalidade jurídica. Frisa-nos que tem agência estadual e também municipal”. criou as denominadas agências executivas. sendo que sua lei é de 2002. pois exige qualificação para os cargos e estes devem ser permanentes. ela é simples.telecomunicações ANEEL – energia elétrica ANS – saúde ANVISA – vigilância sanitária ANTT – transportes terrestres ANTAQ . SUDENE viraram agencias executivas e passaram a ser chamadas de ADA e ADEN. mas ela não ganhou o nome de agência “Nem tudo que tem nome de agência é uma agência reguladora.

tem regime de empresa pública – Empresa pública ou sociedade de economia mista. A agência executiva tem status temporário. Elaboração de um plano estratégico de reestruturação  apresentação a Administração Pública direta  aprovação do plano  celebração de um contrato de gestão (entre a Administração Pública direta e a autarquia sucateada)  decreto do presidente da República que confere status de agência executiva. Ademais. a empresa estatal (empresa pública e sociedade de economia mista) não se confunde com empresa paraestatal. contesta a concessão de recursos orçamentários por meio deste contrato. vigente enquanto perdurar o contrato de gestão. visto que a pessoa jurídica tem sua criação decorrente de lei. Ademais. é necessária a elaboração de um plano estratégico de reestruturação. EMPRESA PÚBLICA E SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA OBS: nem toda empresa que o Estado é dono é uma Sociedade de Economia Mista ou Empresa Pública. A expressão “contrato de gestão” foi criada para aquele contrato celebrado entre Administração Publica direta e indireta. Aprovado o plano. Após sua elaboração. . pertencente ao Estado.47 Agências executivas nada mais são do que velhas autarquias ou velhas fundações. será apresentada a Administração Publica direta. Exemplos de agências executivas (com contrato de gestão em andamento): a ADA – agência de desenvolvimento da Amazônia (antiga SUDAM) e a ADENE – agência de desenvolvimento do nordeste (antiga SUDENE). Já que é autarquia ou fundação qual é o seu regime? O regime é o mesmo da autarquia. Só estudaremos as que compõem a Administração Pública Indireta. Após a celebração. A doutrina contesta a possibilidade do contrato de gestão dar maior autonomia que o estabelecido em lei. o status de agência executiva dependerá de declaração do presidente da República mediante decreto. será celebrado um contrato de gestão entre a Administração Publica direta e a autarquia. devendo ocorrer por meio de lei ordinária. conseqüentemente volta a ser uma autarquia ou fundação. Há empresas privadas em que o Poder Público detém menor número de ações com direito a voto. Para que essas autarquias e fundações ganhem status de agência executiva. na busca de mais autonomia e maior recebimento de recursos e instrumentos para executá-lo. Nem toda empresa estatal. deixa de ser agencia executiva quando cessa o contrato de gestão.

 Pessoa jurídica de direito privado e possui um regime híbrido/misto. de direito privado e possui um regime  Serve para prestação atividade econômica. de serviço público ou exploração  Só pode ser constituída na modalidade de Sociedade Anônima.  Serve para a prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica. (O nome “empresa pública” é decorrente de seu capital. fazendo parte do terceiro setor. qualquer tipo societário (Sociedade Anônima “capital fechado”. os Correios e a Caixa Econômica Federal são exemplos de empresas públicas). LTDA. deve estar nas mãos do ente público. O Banco do Brasil e a Petrobrás são exemplos de sociedades de economia mista. a Casa da Moeda. EMPRESA PÚBLICA: Nem toda empresa que o estado tem significa empresa pública ou sociedade de economia mista. As empresas estatais são aquelas que estão dentro da Administração Pública indireta (objeto do nosso estudo).  Capital exclusivamente público..  Tendo capital misto com maioria das ações com direito de voto pertencentes ao Poder Público. nada impedindo que pertença a mais de um ente (ex: capital da União e de um Estado-membro).). visto que ele é exclusivamente do ente público. Por fim.  Pode ser constituída por qualquer modalidade empresarial.48 A empresa paraestatal é aquele que atua ao lado da Administração Pública. Diferenças entre as duas pessoas jurídicas: Empresa pública  Capital exclusivamente público  Constituído sociedade por qualquer tipo de Sociedade de economia mista  Capital misto  Constituído somente na modalidade de sociedade anônima  Tem suas ações julgadas pela Justiça  Tem suas ações julgadas pela Justiça . SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA:  Pessoa jurídica híbrido/misto. o BNDS. Na Sociedade de Economia Mista a maioria do capital com direito a voto. etc.

Consoante o art. caixa rozemeri) Estadual (ex. sendo similar ao regime das empresas estatais. exceto as de falência. Quando exploradoras de atividade econômica será mais próximo do regime privado. Súmula 556 STF. Aos juízes federais compete processar e julgar: I . conforme comando constitucional abaixo: . Regime jurídico da Empresa Pública e da Sociedade de Economia Mista As empresas estatais possuem regime jurídico privado híbrido (misto). a competência será deslocada para a Justiça Federal. mas não podem ser criadas com fins lucrativos. a competência para julgamento nas ações que envolvam Empresa Pública Federal é da Justiça Federal. Súmulas 517 e 556 do STF: Art. diligência BB) Tal diferença só tem relevância se a pessoa (empresa) for de âmbito federal. 109/CF. etc. Porém. 109 da CF. rés. Quando prestadoras de serviços públicos. assistentes ou oponentes. aplicando-se um regime mais público.49 Federal (ex.as causas em que a União. se a União tiver interesse nesta ação. o regime privado é mitigado. tendo em vista que o Estado somente pode intervir na atividade econômica quando: a) imprescindível à segurança nacional. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. Súmula 517 STF. quando a União intervém como assistente ou opoente. As sociedades de economia mista só têm fórum na Justiça Federal. As empresas estatais podem obter lucros. sendo muito similar ao regime das autarquias (ex: responsabilidade objetiva.). Caso seja de outro âmbito vai para Justiça Estadual. É competente a Justiça Comum para julgar as causas em que é parte sociedade de economia mista. e b) por relevante interesse coletivo OBS: estas podem ter estatuto próprio. para a Sociedade de Economia Mista Federal será da Justiça Estadual (o artigo é omisso quanto à Sociedade de Economia Mista).

o serviço postal aéreo está previsto entre os serviços de competência exclusiva da União (art. V . sendo seus bens públicos.ECT é empresa pública com tratamento de fazenda pública. Estando ou não ligado ao serviço público. III .os mandatos. todos os bens são impenhoráveis. Ocorre que. os bens das empresas estatais são penhoráveis e alienáveis. IV . inclusive quanto aos direitos e obrigações civis. não podendo estar sob o controle de uma empresa pública. os bens são impenhoráveis. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo.a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. §1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública. com fundamento no princípio da continuidade do serviço público. possuem autonomia financeira e econômica. Por fim. Sendo tratado como bens públicos.sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade. 21 da CF). dispondo sobre: I .50 Art. sendo sua criação autorizada por lei. pois tem o monopólio do serviço postal. Enfim. todos os bens são impenhoráveis. comerciais. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. compras e alienações. Porém. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores. II . as empresas estatais possuem personalidade jurídica. 173/CF.licitação e contratação de obras. tendo regime muito próximo de autarquia. estão sujeitas a controle. não se sujeitando a lei de falência. trabalhistas e tributários. pois seguem o regime de direito privado. . tendo regime muito próximo de autarquia. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços. com a participação de acionistas minoritários. OBS: a Empresa de Correios e Telégrafos . quando os bens estiverem diretamente ligados à prestação de serviço público serão inalienáveis e impenhoráveis. conforme definidos em lei.a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal. a ECT é empresa pública com tratamento de fazenda pública. serviços. OBS: Os bens da Empresa de Correios e Telégrafos são penhoráveis? R: São impenhoráveis. vejamos cada peculiaridade: Bens das Empresas Estatais Em regra. seguindo o regime jurídico dos bens das pessoas públicas. observados os princípios da administração pública.

por ter transferido a atividade (art. Desse modo. permitindo a transferência ao particular.6º. Como poderia transferir a uma empresa privada. CF).668/08. Ao invés de retirar este serviço da empresa pública (ECT). os correios somente adquiriram privilégios em decorrência do monopólio do serviço de correio (de correspondências pessoais). Contudo. 2o Esta Lei não se aplica a: I – empresa pública e sociedade de economia mista. Neste caso.Compete à União: X . A referida lei não faz a distinção entre a finalidade de prestação de serviço público e de exploração de atividade econômica. o Estado responde subsidiariamente. há empresas concorrentes no mercado. Destaca-se que. 37. por meio de licitação. imunidade tributária. Apesar de similar ao regime das autarquias. os correios transferiram seus serviços para exercício por parte de particulares (franquias). dispensa motivada de servidores. o Tribunal de Contas exigiu dos Correios a transferência dos estabelecimentos através de concessão. etc. os Correios transferiram os seus estabelecimentos através de franquia (instituto de direito privado). Não Sujeição a Lei de Falência Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista não estão mais sujeitas a falência (art. 46. Ademais. com o fim de definir o regime jurídico dos correios.51 Art. No entanto. a TAM Express. 21/CF . Até o momento não foi julgada. responde objetivamente pelos danos causados. aplica-se a teoria da responsabilidade objetiva (independentemente da vítima ser usuária ou não do serviço – tal divisão cessou – e a teoria será objetiva). passaram a adquirir diversos privilégios como o pagamento de débitos por meio de precatórios. ressalta-se que. como por exemplo. se o serviço de correios aéreos é de competência exclusiva da União? Desse modo. Por isso. foi ajuizado a ADPF n. Art. legalizando o sistema de franquia das ECT. I. 2º. par.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional.101/05). inc. foi dado tratamento especial de fazenda pública. há vozes que fazem uma diferenciação adotada mesmo antes da edição da referida lei. . Responsabilidade Civil do Estado A pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviço público. por se tratar de um serviço exclusivo. O Congresso Nacional editou a Lei 11. mas prevalece o disposto em lei. da Lei 11.

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Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: §6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Caso seja exploradora de atividade econômica, não se aplica o art. 37, par.6º da CF nem a responsabilidade civil do Estado, aplica-se o direito privado (com regra: CC; mas pode ser uma relação de consumo, logo, aplica-se o CDC) , respondendo subjetivamente (como regra) ou objetivamente (exceção, como p.ex., nas relações de consumo). Neste caso, o Estado não responde subsidiariamente obrigações das empresas públicas ou sociedades de economia mista. pelas

Há vozes em sentido contrário (Carvalinho – José dos Santos Carvalho Jr.), mas não é o que prevalece na jurisprudência.

Dever de Licitação As empresas estatais possuem o dever de licitar. Quando prestadora de serviço público estão sujeitas à Lei 8.666/93 (art. 37, inc. XXI, da CF combinado com o art.1º da Lei de Licitações), tendo em vista que tem um regime mais público que privado.
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. Lei 8.666/93 Art. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de

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economia mista e demais entidades controladas direta indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. ou

Quando exploradoras de atividades econômicas poderão ter estatutos próprios para licitações e contratos, desde que estabelecido por lei específica. Como não existe ainda esta lei específica, continuam sujeitas à Lei 8.666/93.
Art. 173/CF. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei. §1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública;

Frisa-nos que a lei de licitações não faz diferença entre prestadoras de serviço público e exploradoras de atividades econômicas. OBS: Muitas não licitam. Por quê? R: Porque no regime geral há casos de não obrigatoriedade de licitação. As estatais estando sujeitas à Lei 8.666/93, aplicam-se as regras de dispensa de licitação em razão do valor, quando não exceder o percentual de 20% do limite previsto para o convite, por exemplo, Logo, consoante o art. 24, parágrafo único, Lei Licitação:  Para obras e serviços de engenharia de valor até 20% do limite previsto na alínea "a", do inciso I do artigo anterior,  I - para obras e serviços de engenharia:
a) convite - até R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais) – logo, 30 mil reais  desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente.

 Para outros serviços e compras de valor até 20% do limite
previsto na alínea "a", do inciso II do artigo anterior  II – para compras e serviços não ref. no inc. I:
a) convite - até R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), logo, 16 mil reais;  e p/ alienações, nos casos previstos nesta Lei, desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço, compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez.

A licitação é meio de defender o interesse público, devendo se escolher a melhor proposta, sendo inexigível (art. 25, da Lei de Licitação - num rol meramente exemplificativo) quando a licitação for inviável.

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Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial: I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas entidades equivalentes; II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública. §1º Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato. § 2º Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se comprovado superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis.

A licitação deve preencher três pressupostos: a) fáticos; b) lógicos; c) jurídicos. Quando se fala em pressuposto jurídico, significa dizer que a licitação deve proteger o interesse público. Se não há interesse público na sua realização (se a licitação o prejudicar), a competição torna-se inviável, restando à licitação inexigível. Assim, a jurisprudência entende que se a licitação prejudicar o interesse público, tornando a competição inviável, será ela inexigível, por falta de pressuposto jurídico. Esta regra serve para as exploradoras de atividade econômica. Porém, somente se a licitação prejudicar a segurança nacional ou o interesse coletivo, é que será inexigível. Se a empresa presta serviço de segurança nacional e a realização de eventual licitação puder prejudicá-la, será esta inexigível.

ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. 153/CF. à renda e aos serviços. 2º.terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do imposto. § 2º . II .55 Se a licitação prejudicar a atividade fim das exploradoras de atividade econômica. Art. 173/CF.O imposto previsto no inciso IV: I . Compete à União instituir impostos sobre: § 3º . não conseguirá competir com o setor privado.será seletivo. O Regime Tributário das Empresas Públicas e Sociedade de Economia Mista exploradoras de atividade econômica não possuem privilégios fiscais não extensíveis a iniciativa privada (art. relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. IV . "a".será não-cumulativo. 150 § 3º . compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. Art. se resolver construir uma sede. da CF). e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. p. AS EMPRESAS PÚBLICAS E AS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA NÃO PODERÃO GOZAR DE PRIVILÉGIOS FISCAIS NÃO EXTENSIVOS ÀS DO SETOR PRIVADO. tendo em vista o prejuízo ao interesse público (ex: a gráfica oficial também edita livros de particulares. nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel. Porém. a gráfica terá que realizar licitação para contratação de construtora. haverá imunidade tributária (art. Art. se não embutir o valor do tributo no preço do serviço público ao usuário. Em se tratando de prestadora de serviço público. na sua atividade fim. se o valor do tributo for repassado no preço do serviço ao usuário. . a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. não haverá imunidade tributária. conforme definidos em lei. 3º.não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. tendo em vista que se trata de atividade meio). Se tiver que fazer licitação para comprar papel e tinta na produção dos livros. da CF). Porém. III .As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. p. 173. na forma da lei.As vedações do inciso VI. 150. em função da essencialidade do produto. não poderá ocorrer a licitação.

ainda que de forma transitória e gratuita. também. nas empresas estatais.56 Regime dos Agentes Públicos O agente que labora em empresas estatais não é considerado servidor público. não há teto remuneratório (art. dos Estados. publicidade e eficiência e. salvo se a empresa sobrevive de receita própria. Os empregados de pessoa jurídica de direito privado são denominados de servidores de entes governamentais de direito privado. Não se trata de cargo público que somente existe em pessoa jurídica de direito público. O agente que atua nas empresas estatais é sempre detentor de emprego público. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.acumulação de empregos. 37/CF. sem qualquer transferência estatal. e suas subsidiárias. o regime de pessoal é celetista. 37. os empregados públicos das empresas estatais estão sujeitos ao teto remuneratório. pois agente público é todo aquele que exerce função pública. b) sujeição ao regime de não. ao seguinte: §9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Em regra. tendo em vista que somente existe em pessoa jurídica de direito público. que receberem recursos da União. c) teto remuneratório dos ministros do STF. da CF). Só existe servidor público e cargo estatutário em pessoa de direito público. a pessoa de direito público possui titulares de cargos públicos e empregos públicos (estatutários e celetistas). 9º. Desse modo. d) necessidade de concurso público. São os denominados servidores governamentais de direito privado. moralidade. Ressalta-se que. Ou seja. titulares de emprego público. . dos Estados. com regime celetista. Art. sem repasse de custeio. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. O empregado público se equipara ao servidor público em alguns aspectos: a) sujeição ao serviço público. Sujeição a Lei de Improbidade Os empregados públicos das empresas estatais estão sujeitos a improbidade administrativa (Lei 9. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. Este servidor governamental é considerado agente público.784/99). p. impessoalidade.

dispondo que a dispensa do empregado público não precisa ser motivada. 41 da CF/1988.  Imunidade tributária.Administração Direta. não podendo estar sob o controle de uma empresa pública.Empregado de Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista. Súmula nº 390 . tendo regime muito próximo de autarquia. 21 da CF). Ocorre que.Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. Quanto aos privilégios processuais ainda não tem jurisprudência pacífica.57 Estabilidade dos Servidores A Súmula 390 do TST prevê a não estabilidade dos empregados das empresas estatais. os Correios transferiram os seus estabelecimentos através de franquia (instituto de direito privado). todos os bens são impenhoráveis. II .Estabilidade . Desse modo. passaram a adquirir diversos privilégios. Apesar de similar ao regime das autarquias.  Dispensa motivada de servidores. Autárquica ou Fundacional .TST . 41 da CF/1988 A OJ 247 do TST foi alterada. .O servidor público celetista da administração direta. I . o serviço postal aéreo está previsto entre os serviços de competência exclusiva da União (art. tais como:  Pagamento de débitos por meio de precatórios. salvo com relação aos empregados da Empresa de Correios e Telégrafos. Por isso. o empregado público da pessoa jurídica de direito público possui estabilidade. por meio de licitação. autárquica ou fundacional é beneficiário da estabilidade prevista no art. Ressalta-se que. que possui tratamento de Fazenda Pública. Frisa novamente ponto da aula passada acerca da ECT: Os bens são impenhoráveis da ECT. foi dado tratamento especial de fazenda pública.Celetista . que é empresa pública com tratamento de fazenda pública. Sendo tratado como bens públicos. não havendo necessidade de processo administrativo ou motivação para sua dispensa. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. o Tribunal de Contas exigiu dos Correios a transferência dos estabelecimentos através de concessão. Ao invés de retirar este serviço da empresa pública (ECT). por se tratar de um serviço exclusivo. não é garantida a estabilidade prevista no art.

de autarquia (art. Até o momento não foi julgada. Esses consórcios estão sendo utilizados notadamente com fins de preservação ambiental. os consórcios têm natureza de contrato administrativo. a qual não se confunde com o ente político. foi ajuizado a ADPF n. permitindo a transferência ao particular. No entanto. com o fim de definir o regime jurídico dos correios. Portanto. mais especificamente. os correios somente adquiriram privilégios em decorrência do monopólio do serviço de correio (de correspondências pessoais). ressalta-se que. Tratase de associação que está Administração Pública Indireta. há empresas concorrentes no mercado. terá natureza de empresa estatal. Para constituição de um consórcio público. sendo que desse contrato surgirá uma nova pessoa jurídica. buscando a reunião de esforços para o alcance de interesses comuns sendo que essa reunião apenas se admite entre entes políticos (União. etc). Se a associação é de direito público. em razão dos elevados custos de investimento nessa área. Se tiver natureza de direito privado. devem os entes políticos formar um contrato de consórcio. .107/05. caso em que terá o mesmo regime híbrido aplicado às Empresas Públicas ou Sociedades de Economia Mista. os correios transferiram seus serviços para exercício por parte de particulares (franquias). 41. Consórcio Público Os consórcios públicos estão previstos na Lei 11. A partir desse contrato de consórcio público surge uma nova pessoa jurídica denominada de associação. Município e DF).668/08. do CCB) ou privado. Ademais.107/05. preservação ambiental. Associação não se confunde com ente político. portanto natureza contratual. Estado. integrará a Administração Indireta das pessoas federativas consorciadas. ou melhor. terá natureza de direito público. legalizando o sistema de franquia das ECT. a TAM Express. 46 (Leitura Obrigatória). denominada “Associação”. A reunião se dá por meio de contrato tendo. Foram criados pela Lei 11. Somente se admite consórcio público com a reunião de entes políticos (União. se o serviço de correios aéreos é de competência exclusiva da União?! Desse modo. O Congresso Nacional editou a Lei 11. Estados e Municípios). como por exemplo.58 Destaca-se que. os quais têm a finalidade de gestão associada de entes políticos que buscam interesses comuns (ex: reciclagem de lixo. com natureza jurídica de direito público. Esta nova pessoa jurídica pode ter natureza de direito público ou privado. Como poderia transferir a uma empresa privada.

OBS: Não se pode confundir os consórcios e convênios da Lei 8666/93. entretanto sem a criação de nova pessoa jurídica. fiscalização pelo Tribunal de Contas. 37 a art. dizem respeito ao fato de que tais consórcios dependem de prévia subscrição de protocolo de intenções.59 Outros pontos relevantes. com aqueles criados pela Lei 11. eles são escolhidos por concurso. Classificação a) Agentes políticos: é aquele que está na chefia de cada um dos poderes. Ex: chefes do poder executivo (aonde vai o presidente vai o sombra) e os vices. com ou sem remuneração. mas o poder que o sujeito tem. escolha meritória. Ex: mesário na eleição. 42). também têm personalidade jurídica com prazo de duração determinado. os secretários estaduais e municipais).  Para concurso municipal (Ler o estatuto do município). é aquele que forma/constitui a vontade do Estado. estaduais e vereadores). auxiliares imediatos do poder executivo (temos os ministros de estados.107/05. .  Ler o Estatuto (Lei 8112/90) para concursos federais. e. Isso significa que não são regidos pela Lei 8. O agente político tem os direitos previstos na Lei ou na Constituição.  Para concurso estadual (Ler o estatuto do estado). porque vive sendo alterada. São titulares de cargo. por fim. a vontade deles vai fazer diferença. Para o STF eles são agentes políticos). magistrados e membros do Ministério Público (essa é uma divergência que se justifica pela escolha desses agentes. por isso não podem ser agentes político segundo alguns autores.  Imprimir a lei atual na hora da leitura. Membros do poder legislativo (senadores. eles podem seguir lei própria. deputados federais.112/91. AGENTE PÚBLICO OBS: Vamos estudar apenas a parte constitucional sobre o tema. como o estatuto do Ministério Público. por exemplo. jurado no tribunal do júri. eis que aquela previa também a reunião de esforços em busca de interesses comuns. de forma temporária ou permanente. Para o STF o que interessa não é a escolha. É aquele que exerce função pública.  Ler o capítulo da Constituição Federal (art. poderá ser Pessoa Jurídica de Direito Privado ou Pessoa Jurídica de Direito Público (neste caso assumirá forma de Associação Pública). o regime será legal ou estatutário.

Entre os servidores estatais se dividem em duas categorias:  Atua em pessoa jurídica de direito público: atua administração direta. XXII e XXX. este regime é possível em pessoa jurídica de direito público e privado. A União. que foi a reforma administrativa. Art. §1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. obrigatoriamente). mexendo com todo o capítulo da Constituição Federal. adicional. abono.os requisitos para a investidura. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. verba de representação ou outra espécie remuneratória. XVI.as peculiaridades dos cargos. X e XI. seja na administração direta. o regime será contratual e o contrato será regido pela CLT ele será titular de emprego. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. no âmbito de sua competência. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. prêmio. Com a EC/19. no texto da Constituição Federal consta que tem que ser único. . IV. o detentor de mandato eletivo. na Quanto ao regime jurídico. o Distrito Federal e os Municípios instituirão. III . vedado o acréscimo de qualquer gratificação. o disposto no art. XX. 7º. XV. §3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. seja na administração indireta. nas autarquias e nas fundações públicas de direito público. em qualquer caso. o regime celetista prevaleceu. das autarquias e das fundações públicas. II . VIII. 39/CF. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. XII. Portanto. XIII. para isso. os Estados. IX. obedecido. XVIII. mas com o passar dos anos os entes resolveram que teria que ser um regime somente. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta.60 OBS: se tiver o regime previsto em contrato. § 2º A União. b) Servidor Estatal: são todos aqueles que atuam no Estado. escolheram o estatutário (preferencialmente e No âmbito municipal. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. §4º O membro de Poder. facultada. XIX. VII. 37.a natureza. 39. XVII. sendo a maior mudança no art.

modernização. Servidor estatal – atua no Estado na Administração Direta e Indireta. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. dos Estados. Assim volta a valer no Brasil o regime único. aboliu-se o regime jurídico único. treinamento e desenvolvimento.61 §5º Lei da União. XI. portanto o regime múltiplo. O projeto de lei não foi aprovado pelas duas casas com 3/5 em dois turnos em cada casa. Mas o STF julgou em sede de cautelar. passando a vigorar o regime múltiplo. “daqui pra frente a mistura não pode mais acontecer. não sendo obrigatório o estatutário ou celetista. Se equiparam aos servidores públicos em algumas situações.  Atua em pessoa jurídica de direito privado: são os servidores de entes governamentais de direito privado. sendo os seus efeitos ex nunc. obedecido. do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. §6º Os Poderes Executivo. o disposto no art. §7º Lei da União. ou seja. o qual decidiu sobre a inconstitucionalidade formal do dispositivo. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade. §8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. em qualquer caso. autarquia e fundação. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. Hoje no Brasil tem que ser um regime só. dos Estados. 37. Será titular de emprego público e o regime jurídico é celetista. São os que atuam nas empresas públicas. que dizia que os dois regimes eram possíveis ao mesmo tempo – Servidores titulares de cargo com regime estatutário e Servidores titulares de emprego com regime celetista. Mas a ADI 2135 discute a matéria no STF relativa à inconstitucionalidade da aprovação da EC/19. fundações públicas de direito privado e sociedade de economia mista. Ficou afastado. não julgando o mérito da questão ainda. . bastando que seja único. reaparelhamento e racionalização do serviço público. Com essa alteração. Então os entes começaram a misturar os dois regimes. As misturas que já aconteceram serão julgadas no mérito da decisão”.

o projeto não foi aprovado pelas duas casas. Essa expressão não e mais utilizada desde a CF/88 (ressalva: o CP ainda usa o termo funcionário público). empresas públicas) seguem o regime celetista. na mesma pessoa jurídica posso ter servidores titulares de cargos (estatutários) e servidores titulares de emprego (CLT). as misturas que já aconteceram em alguns entes serão decididas pelo STF quando ele julgar o mérito da ação. excepcionalmente o STF pode dar efeitos tunc ). O STF disse que daqui para frente.estão sujeitos ao regime da não-acumulação. ADI 2135 . A EC/19 altera o art. nas autarquias e nas fundações públicas de direito público. Fundação Pública de direito privado. não é mais possível misturar.discutia-se sobre a inconstitucionalidade da EC.estão sujeitos a teto remuneratório. É também chamado de empregado. Restabelece-se o regime jurídico único. ele atua na administração direta. Se ela caminha com as próprias pernas ela não se sujeita ao teto. Hoje você deve evitar essa expressão. mas a própria CF trás uma ressalva.esses empregados estão sujeitos ao concurso público.62 Servidor público . O STF não julgou o mérito dessa ADI . . A maioria entende que o regime tem que ser um só. não significa regime estatutário. quem decidia era a lei de criação. Ele será titular de emprego. se exige apenas que seja único. mas eles se equiparam aos Servidores Público em algumas situações: . Voltamos ao texto original da CF/88. hoje vale um só regime. Com o passar dos anos os nossos entes escolheram o regime estatutário. 39 da CF e passa a admitir o regime múltiplo. Servidores de entes governamentais de direito privado (aqueles que atuam na Sociedade de Economia Mista. A expressão funcionário público nada mais é que o servidor titular de cargo.atua em pessoa jurídica de direito público. . a qual consiste em que se a pessoa jurídica não depende de repasse para custeio ela não precisa observar o teto. e não obrigatoriamente. não seguiu o procedimento legislativo. portanto deu efeito ex nunc. e. .foi julgada apenas em sede de cautelar (lembrar que o julgamento em cautelar em regra produz efeitos nunc. No texto da CF/88. não se exige o regime estatutário. o STF reconhece a inconstitucionalidade formal da EC. mas que preferencialmente será o estatutário. significa dizer os dois regimes são possíveis ao mesmo tempo. o servidor público esta sujeito a regime jurídico único. Esses servidores não são servidores públicos.

e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta. 41 da CF se o sujeito é empregado de Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista.são considerados Funcionários Públicos para o CP art. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. até seu adequado aproveitamento em outro cargo. para os efeitos penais. quem. §3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. reconduzido ao cargo de origem. OJ 247: a sua dispensa será imotivada. 327 . sociedade de economia mista. emprego ou função em entidade paraestatal. III .Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. Para o TST esses servidores não gozam de estabilidade do art. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. exerce cargo. § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I . . §2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. se estável. e o eventual ocupante da vaga.Considera-se funcionário público. 41. assegurada ampla defesa. §2º .são considerados agentes públicos para a improbidade administrativa. na forma de lei complementar. Art. Para que o sujeito entre na empresa pública ele está sujeito a concurso público.em virtude de sentença judicial transitada em julgado.estão sujeitos aos remédios constitucionais. . Funcionário público Art. Para mandar embora o TST possuía uma orientação.63 . . 327. embora transitoriamente ou sem remuneração. empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. ou seja. §1º . será ele reintegrado. emprego ou função pública. a OJ 247 e uma Súmula 390. II . sem direito a indenização. o servidor estável ficará em disponibilidade.mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho.

particulares participam por livre vontade (amigos da escola. Administração direta. 41 da CF/1988. CELETISTA CONCURSADO. d) Delegação de função: desde 88. art.Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. independe de ato motivado para sua validade. prazos e custas processuais. Serviço notarial. DESPEDIDA IMOTIVADA. Súmula 390 . autárquica ou fundacional é beneficiário da estabilidade prevista no art. O oficial do cartório tem que . participação obrigatória (serviço militar obrigatório. autárquica ou fundacional.64 §4º Como condição para a aquisição da estabilidade. c) Agentes que trabalham em concessionárias e permissionárias e prestam serviços públicos. situação a parte. por gozar a empresa do mesmo tratamento destinado à Fazenda Pública em relação à imunidade tributária e à execução por precatório. 41 da CF/1988. mesário. a) Requisitado – são os convocados a participar. delegação de função é uma transferência da própria Constituição Federal. mas que num dado momento exerce função pública (mesário na eleição.O servidor público celetista da administração direta. II . II .SERVIDOR PÚBLICO. cooperam por livre e espontânea vontade. Art. Empregado de empresa pública e sociedade de economia mista. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. Aplicabilidade. não é garantida a estabilidade prevista no art. dirigente de órgão de classe). Celetista. mesmo admitidos por concurso público. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. OJ-247-SDI-I . jurado). b) Voluntários/ “sponte própria”/agente honorifico (HLM). A natureza desse serviço é privada. I .A despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista. médicos que prestam serviço de forma voluntária. POSSIBILIDADE. 41 da CF/1988. I . presidente do conselho de medicina. de engenharia. EMPRESA PÚBLICA OU SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA.A validade do ato de despedida do empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está condicionada à motivação.TST estabilidade. além das prerrogativas de foro. 236. Particulares em colaboração É aquele que não perde a qualidade de particular. jurado no tribunal do Júri). da Constituição Federal.

Há algumas exceções. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. sendo que tal matéria já está resolvida pela EC/19. prestam serviço público. e) aqueles particulares que praticam atos oficiais.65 prestar concurso. eles recebem o serviço direto do texto constitucional.livre nomeação e exoneração – exoneração ad nutum.cargo em comissão . e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. por mais de seis meses. §2º . Não confundir com função de confiança. §1º . Cada ente tem a competência para legislar. .mandato eletivo. Será possível em caso excepcional interesse público. em situação de anormalidade. para que o sujeito seja servidor público. Veja agora a diferença entre cargo em comissão e função de confiança: Função de confiança  É o conjunto de atribuições +  É Cargo em comissão o conjunto de atribuições + . terá que prestar concurso público. por delegação do Poder Público. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. A situação dos estrangeiros que são servidores públicos geralmente é aplicada nos casos dos professores e pesquisadores das universidades públicas. em que o sujeito não prestará concurso público: . saúde. Exercem função pública. dos oficiais de registro e de seus prepostos. A porta de entrada da administração pública. Dirigente da universidade privada.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. O CNJ vem pressionando muito.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. Concurso público OBS: Quem pode ser servidor publico? R: Podem ser servidores públicos os brasileiros e os estrangeiros na forma da lei. do hospital privado. O particular que presta ensino. vai ter que fazer. .contrato temporário (com processo seletivo simplificado). Art. 236/CF.Lei regulará as atividades. §3º . Quem ainda não fez concurso.

terá mais responsabilidade. onde membro da OAB e Ministério Público passa sem concurso público para desembargador. serão enviados a Justiça Comum. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: . desde que se reserve por lei um limite mínimo que só pode ser atribuído para quem tem cargo de carreira. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. de acordo com o STF. Essa matéria foi regulamentada pela Lei 11. e. O servidor público ganha um “plus” no seu trabalho. 114 surgiu uma discussão. seguindo então um regime jurídico administrativo especial.350/06. Esta lei fala de “processo seletivo de provas ou provas e título”. regra do quinto constitucional. a administração diz que não é concurso público e continuam fazendo o processo seletivo simplificado. 198/CF. sendo julgado pela Justiça Comum. OBS: existe um projeto de súmula vinculante que tende a mandar todos os processos.  Hipóteses excepcionais que estão expressas na Constituição Federal: ministros e conselheiros dos tribunais de contas. Esses agentes sempre foram contratados temporariamente. sendo legal ou não.  Serve para assessoramento. o contrato deste servidor é de regime jurídico especial.66 responsabilidades. e. Será uma reclamação trabalhista julgadas pela Justiça Comum. passando a ser permanentes. uma responsabilidade a mais. Assim.  O cargo em comissão tem sua relação baseada na confiança. Com a EC/51. plano de carreira (pessoa concursada). direção.  Foi à única função mantida pela CF. Art. que estão na Justiça do Trabalho. chefia e para assessoramento. que mexeu no art. Se o servidor for temporário. válido ou não. chefia  Pode ser atribuída a quem tem cargo efetivo na administração publica. O julgamento da ADI 3395 decidiu que se o servidor é estatutário quem julga é a justiça comum (estadual ou federal de acordo com o âmbito do cargo do servidor). e  Serve para direção. Não tem lugar quadro da administração (posto). ministros do STF e STJ.  Pode ser titular de cargo em comissão qualquer pessoa. Competência para julgar servidor estatutário e servidor celetista Logo que saiu a EC/45. 198/CF e EC/51. terá também mais uma gratificação. no responsabilidades + um lugar no quadro da administração que é chamado de posto.  Agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias: art. além de atribuições + responsabilidades + posto. Cargo de carreira é aquele que tem plano de ascensão funcional. regidos pela CLT. porque ele tem lei própria e regime próprio. o servidor público tem. se celetista quem julga é a justiça do trabalho. esses agentes deixam de ser temporários. porém.

169 da Constituição Federal. XXX.Inscrição em Concurso Público . em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido.É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se. STF Súmula nº 684 . exame psicotécnico desde que compatíveis com a função e desde que previstas/disciplinadas na lei da carreira (conforme jurisprudência do STF e do STJ) – não basta previsão no edital.Investidura de Servidor . de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos específicos para sua atuação. Exceções ao concurso público STF Súmula nº 683 . ao Distrito Federal e aos Municípios. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso público. o piso salarial profissional nacional. prestar assistência financeira complementar aos Estados. fixados em lei. §5º Lei federal disporá sobre o regime jurídico. exigência de capacidade jurídica. Atenção: “projeto trem da alegria” – tem a intenção de estabilizar servidores temporários que estão há mais de dez anos na administração pública. o servidor que exerça funções equivalentes às de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias poderá perder o cargo em caso de descumprimento dos requisitos específicos.Veto Não Motivado à Participação de Candidato a Concurso Público . para o seu exercício. as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento.67 4º Os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público.Modalidade de Provimento .Limite de Idade .Constitucionalidade . A situação tratada no parágrafo anterior é um pedaço deste projeto que foi aprovado. da CF.Constitucionalidade . 7º. competindo à União. nos termos da lei.Natureza das Atribuições do Cargo a Ser Preenchido O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. §6º Além das hipóteses previstas no § 1º do art. . STF Súmula nº 685 . É possível existir limite de idade. para o cumprimento do referido piso salarial.Cargo que Não Integra a Carreira . Requisitos do concurso público Eles devem ser compatíveis com as atribuições e natureza do cargo/emprego. 41 e no § 4º do art.

o candidato aprovado tem o direito à nomeação. A posição do STF e do STJ pacificou que o candidato aprovado em concurso válido tem direito a nomeação quando a administração ignora e realiza vínculos precários (nomeação ad hoc. A administração utilizava como desculpa que não tinha dinheiro.  Escrever o edital é uma decisão discricionária do administrador. Essa prorrogação é uma decisão discricionária do administrador (se entender conveniente e oportuno).ex.Direito à Nomeação . APELAÇÃO CÍVEL . quando o cargo for preenchido sem observância da classificação. temporária. em 2008 o STF também reconheceu esse direito à nomeação. Começada a prorrogação não há mais possibilidade de revogação. Essa jurisprudência começa a crescer lá no STJ. o que significa que pode ser inferior a esse prazo.portanto o administrador pode revogar a prorrogação (o STF entende que ela é possível desde que o prazo da prorrogação ainda não tenha começado).NOMEAÇÃO AO CARGO .CONCURSO PÚBLICO . com o passar dos anos a jurisprudência passou a entender que o candidato aprovado teria direito a nomeação.CANDIDATO CLASSIFICADO FORA DO NÚMERO DE VAGAS . a Súmula 15 STF fala do candidato preterido. desvio de função). que ganharia o direito a nomeação. Se o ato é discricionário ele é passível de revogação . desde que: concurso ainda válido e dentro do número de vagas previstas. é preciso que haja tal previsão no edital (prorrogação).SURGIMENTO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE . ressalvadas as situações novas (p. uma máquina que faz o serviço dele). que não precisava da mão de obra. Em dez/2007 o STJ reconhece que o candidato aprovado em concurso tem sim direito subjetivo à nomeação.Prazo de Validade do Concurso .68 Prazo de validade para um concurso público é de ATÉ 02 anos.Observância da Classificação . também restringindo ao número de vagas previstas e desde que válido ainda o concurso. neste caso haverá direito adquirido. Alguns doutrinadores dizem que ele tem que justificar/fundamentar isso (na prática isso não acontece).Dentro do prazo de validade do concurso. vai ter que cumprir. Vide RE 227480 STF. é possível prorrogação por uma única vez e por igual período. sessão de servidores. OBS: Candidato aprovado em concurso tem direito a nomeação? R: Em 1988 a posição era a de que o candidato tinha “mera expectativa de direito”. STF Súmula nº 15 . mas a partir do momento que ele foi publicado passa a ser um ato vinculado.

RE 227480. RELATOR(A): min. relator(A) p/ acórdão: min. 4) O STF já está reconhecendo repercussão geral nessa matéria (ainda não há decisão do pleno). O Poder Judiciário não pode atingir nem controlar o conteúdo das questões.p.Candidato a Cargo Público .69 VAGO .AC 200.. mas com os abusos que estão acontecendo nossa jurisprudência tende a se manifestar.020266-8/001 .2011 .DESPROVIMENTO DO APELO .05. Des. isto se configura como controle de legalidade. OBS: qualquer que for a discussão/briga/requerimento é preciso ser feita dentro do prazo de validade do concurso.2010. podendo assim. STF Súmula nº 686 . Estabilidade e estágio probatório: O prazo de estágio probatório no Brasil hoje é em regra de 03 anos.MANUTENÇÃO DA SENTENÇA QUE SE IMPÕE .Exame Psicotécnico . por enquanto é constitucional. Sobre cadastro de reserva não temos ainda nada decidido. (hoje o sujeito que vai ocupar cargo vitalício tem que prestar concurso público) OBS: se ele foi nomeado para Emprego Público ele tem direito a estabilidade (vide Súmula 390 TST -> DESDE que empregado de Pessoa Jurídica de Direito Público . Só por lei pode sujeitar ao exame psicotécnico se estiver previsto na lei da carreira. Marcos Cavalcanti de Albuquerque .OBSERVÂNCIA DA ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO POSSIBILIDADE .. cármen lúcia.Rel. Requisitos para Aquisição da Estabilidade: • 1º nomeação a cargo efetivo (em caráter definitivo).)" (STF. o Poder Judiciário intervir no concurso. menezes direito."(.. julgado em 16/09/2008).. e se por alguma razão existir desrespeito ao edital e aos princípios constitucionais. Cuidado com bancos de dados de concurso -> se for prestar outro concurso é preciso comunicar a instituição.Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.) os candidatos aprovados em concurso público têm direito subjetivo à nomeação para a posse que vier a ser dada nos cargos vagos existentes ou nos que vierem a vagar no prazo de validade do concurso (. (TJPB . As exigências para o concurso devem ser compatíveis com as atribuições do cargo e também devem estar previstas na lei da carreira.DJe 21. 1ª turma.

(veja que a CF fala em exercício não em estágio) O servidor nomeado tem quantos dias para tomar posse e entrar em exercício?  NOMEAÇÃO = atribuir um cargo a um servidor. (esta EC foi denominada de reforma administrativa) • 2º o servidor precisa de três anos de exercício. lembrando que ele tem direito a indenização e seu cargo só poderá ser recriado 04 anos depois. não havendo razão de mudança. se ele aceita ele toma posse. ele será exonerado = exoneração de exercício –> é um caso que não tem natureza de sanção. Via avaliação periódica de desempenho (introduzidas pela EC 19/98 que alterou o art. não entra em exercício -> ocorrerá a DESINVESTITURA = EXONERAÇÃO DE OFÍCIO.  Outra hipótese que não está no art. para entrar em exercício é de 15 dias. . Hipóteses de perda da estabilidade do servidor:  Via processo administrativo (conforme o modelo constitucional. lembrando que será preciso esgotar todas as hipóteses anteriores. Até a EC 19/98 .   Via processo judicial transitado em julgado. com respeito ao contraditório e a ampla defesa). está assumindo o compromisso de bem servir. O prazo para ele iniciar a trabalhar. se ele for empregado Pessoa Jurídica de Direito Privado NÃO).169 CF) -> ligado ao princípio da eficiência.41). uma forma de provimento originário. Ele constitui com o Estado uma relação jurídica -> isso constitui sua INVESTITURA.41 é o caso de racionalização da máquina administrativa (art. Se constituída a relação jurídica (tomou posse e foi investido) e ele desiste.  EXERCÍCIO = efetivamente começar a trabalhar.41.70 terá a estabilidade do art.até então eles tinham esse direito no texto original.  POSSE = aceitação por parte do servidor das atribuições e responsabilidades. • 3º vai precisar de uma AVALIAÇÃO ESPECIAL DE DESEMPENHO -> o que depende da lei da carreira. Se o servidor nomeado não tomou posse a consequência disso será: NOMEAÇÃO SEM EFEITO. O servidor tem 30 dias para aceitar ou não tal nomeação.

169. vedada a criação de cargo.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. A despesa com pessoal ativo e inativo da União.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I . empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras. a criação de cargos.71 Art. a qualquer título. § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. só poderão ser feitas: I . do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. a União.redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança. II . o prazo? O texto original da Constituição Federal previa 02 anos de exercício para que o servidor adquirisse estabilidade. § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos. serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados. § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo. § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. II . § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto. o servidor estável poderá perder o cargo. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público. Estágio Probatório: Qual é o limite.exoneração dos servidores não estáveis. Destaca-se que com as alterações . ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. §1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. os Estados. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput. bem como a admissão ou contratação de pessoal. dos Estados. o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.

O art. a qual foi a responsável pela mudança do teor do art.72 contidas na Lei 8. restou estabelecido que o estágio probatório seria de 24 meses conforme dispunha o art. b) Subsídio = para acabar com toda a confusão gerada por estas várias parcelas.  Em 2004 para posição do STJ o prazo é de 24 meses de estágio e de 03 anos para adquirir a estabilidade. pois esse prazo deve ser compatível com o da estabilidade.112/90.  De Maio/2009 prá cá o STJ = 03 anos.  Só o TST fixa para seu quadro o prazo de 36 meses (Resolução 1187). só que o Congresso Nacional não converteu esse dispositivo afirmando que estagio e estabilidade são coisas diferentes (Lei 11. surgiu a EC/19. o CNJ = 03 anos (Enunciado 822). a estabilidade seria adquirida após 03 anos de exercício. compensação remuneratória. Essa parcela única é um todo único. Sistema remuneratório no Brasil Salário = remuneração do cargo A partir da EC/19 a remuneração ganhou novas modalidades: a) Remuneração (vencimentos) = significa um pagamento (salário) pago em duas parcelas. o qual somado com as parcelas fixa e variável = vencimento. Toda carreira recebe o salário base. é uma remuneração formada de uma única verba.  Parecer vinculante (no âmbito federal) da AGU fixa prazo de 03 anos. (do Latim subsídio vem de ajuda de sobrevivência). Uma parcela é chamada de parcela fixa e a outra variável (parcela variável são os diversos auxílios). estabelecendo assim. 20 da lei em comento. seriam prazos separados.784/08). Agora em maio/2009 mudou o entendimento: considerando ambos 03 anos. foi criado o SUBSÍDIO que significa parcela única. Após tal alteração. para o AGU o art.20 não teria sido recepcionado por prever prazo diverso. OBS: no ano passado a Medida Provisória 431 alterou o art. o STF= 03 anos. 41 da Constituição Federal. que ora adiante.20 de 24 meses para 36 meses.20 da Lei 8112/90 foi ou não recepcionado pela CF? A diferença é saber se os prazos eram interligados. .

 TODAS as demais remunerações serão fixadas através de lei (por exemplo. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. dos Ministros de Estado. dos Prefeitos. 7º. ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas. por decisão da administração = nesse caso ele receberá 03 salários / etc.  As garantias previstas no art. passa nas duas casas. XII.ex: horas extras / adicional noturno / 1/3 férias / 13º / etc. dos Senadores e Deputados Federais.73 Os grandes cargos no Brasil recebem subsídio (chefes executivos. prefeitos e vereadores. XIX. procuradores e defensores públicos. XVII. todos os demais servidores de cargos em carreira podem receber subsídios). . VII. não tem sanção e veto do Presidente da República). o Distrito Federal e os Municípios instituirão.). regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. lei esta sempre de iniciativa do poder administrativo respectivo. 39/CF. XVIII. XX. vai fixar a remuneração dos Vereadores. como estas verbas são pagas de forma transitória elas não foram incluídas no subsídio. todos os policiais. MAS excepcionalmente o Congresso Nacional poderá fixar remuneração por meio de Decreto Legislativo (tem duas deliberações. no âmbito de sua competência.  Lembrando que o Congresso Nacional fixa via Decreto Legislativo. seus vices e auxiliares imediatos. Os guardas municipais e procuradores municipais não recebem subsídios. XV. XIII. do ente que vai bancar a despesa. A União.  O âmbito municipal via Decreto Legislativo. OBS: O que pode ficar fora do subsídio? Se paga fora do subsídio duas parcelas:  A de natureza indenizatória (de acordo com o Estatuto dos Servidores: diárias – pagas em razão do deslocamento do servidor / ajuda de custo – acontece para o caso de remoção por interesse público. magistrados e membros do Ministério Público. VIII. das autarquias e das fundações públicas. §3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. mas não vai ter deliberação executiva. XXII e XXX. qualquer forma remuneratória depende de fixação por meio de lei. IV.  Via de regra a remuneração é fixada por Lei. XVI. os Estados. 7º CF também serão aplicadas ao servidor público . membros do poder legislativo: senadores. ou seja. 39. IX. a remuneração do Presidente da República e seu Vice. dos Deputados Estaduais e Governadores/Vice).) . por necessidade dos serviços. OBS: a remuneração do servidor deve ser fixada através de lei. deputados federais e estaduais.§3º CF (além das verbas estabelecidas no estatuto do servido algumas das garantias do art. Art.

o teto Ministro do STF -> como quem paga é o próprio STF a iniciativa é dele.143/2005. OBS: Quem vai pagar esta despesa? R: EC/41. OBS: este teto do Desembargador também serve para os membros do Ministério Público (promotores /procuradores de justiça).  Poder Judiciário: ninguém vai ganhar mais do que o Desembargador (cujo valor não pode ser superior a 90. Este é o teto geral. era preciso que o Presidente da República. Presidente da Câmara e Presidente do STF elaborassem um Projeto de Lei -> só que esse projeto de iniciativa conjunta nunca saiu do papel).00! Além de ser o Teto Geral esse valor é também o teto para toda UNIÃO. da Defensoria e da Procuradoria terá que obedecer qual teto? R: O teto do Governador (todo quadro administrativo restante destes órgãos obedecerá ao teto previsto para o Governador).143/05 fixou em R$ 24. (esta EC/19 era uma norma de eficácia limitada.25% da remuneração do Ministro do STF). Para ordem municipal e estadual esta EC/41 criou sub-tetos. tendo abolido a tal da iniciativa conjunta.00 – previsão da Lei  O teto remuneratório no Brasil existe desde a EC 19/98. mas manteve o teto geral. e dependia de uma iniciativa conjunta. daí surgiu a Lei nº 11.  Em razão disso em 2003 veio a EC/41 que modificou a regra do teto: criou um sub-teto. . para os Defensores Públicos. Presidente do Senado. ou seja. todos os servidores do poder judiciário têm como teto o do Desembargador (analista oficial). OBS: Aquele servidor auxiliar administrativo do Ministério Público. é de R$ 24. Procuradores Estaduais. sendo ele o do Ministro do STF.  Já no âmbito Estadual foram definidas 3 regras (sub-tetos) diferentes:  Poder Executivo: Governador.74 Teto Remuneratório: O teto remuneratório 11.500.500. ninguém pode receber mais que o  Poder Legislativo: ninguém pode receber mais do que o Deputado.

O STF decidiu que o subsídio de Desembargador será de no máximo 90.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União. Aqui devemos observar o disposto nos arts. ao seguinte: XVI .25% do Ministro do STF.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. 37. etc. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. Aqui foi declarada a constitucionalidade com “interpretação conforme” na decisão final sobre esse percentual. incisos XVI e XVII + 38 da CF. mas existe a possibilidade de cumular até duas (02) remunerações (incluindo a administração direta e indireta). b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico.  No âmbito municipal ninguém pode receber mais do que o Prefeito.) daí sim é possível chegar ao teto do Ministro do STF (que é o mesmo teto do magistrado Federal).75 A ADI-3854 foi interposto para discutir o valor do Teto do Desembargador Estadual. 37/CF . sociedades de economia mista. impessoalidade. dos Estados. empresas públicas. com profissões regulamentadas. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. XVII . exceto se ele receber outras verbas (ex: se exercer função na justiça Eleitoral. (vide resoluções CNJ / CNMP -> quem ganhar acima do teto vai ter corte no subsídio) Acumulação Na dúvida não pode. Ao servidor público da administração direta. Art. moralidade. pelo poder público. direta ou indiretamente. também. em face da diferença entre o salário dos Juízes Estaduais e Federais (lembrando que eles sempre receberam menos). suas subsidiárias. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. quando houver compatibilidade de horários. 38/CF. EXISTEM VÁRIAS EXCEÇÕES: caso dos Ex-Ministros que ganharam 20% a mais quando da aposentadoria. publicidade e eficiência e.  A regra é a não acumulação. exceto. a) a de dois cargos de professor.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. e sociedades controladas. no exercício de mandato eletivo. autárquica e fundacional. Art. fundações.  Existe a possibilidade de dois (ex: professor).  Proibição tanto para administração direta e indireta. aplicam-se as seguintes disposições: . for professor.

(ex: professor universidade federal + estadual. . Atividade no primeiro + Atividade no segundo  Para que ele exerça dois cargos é preciso haver horário compatível. exceto para promoção por merecimento. e.para efeito de benefício previdenciário. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. não havendo compatibilidade.  Poderá exercer dois cargos de professor ou um de professor + um técnico/científico ou também 02 na área da saúde com profissão regulamentada por lei. será afastado do cargo.76 I . será aplicada a norma do inciso anterior. Aposentado no 1º + Atividade no 2º:  Todas as hipóteses previstas para a atividade no segundo cargo pode cumular. emprego ou função. também é possível desde que em ambos os cargos ele esteja aposentado. estadual ou distrital. 1.  A soma da sua remuneração não pode ultrapassar o teto remuneratório (Ministro STF).) OBS: não basta que o cargo tenha o nome de “técnico”. emprego ou função. 2.tratando-se de mandato eletivo federal. II .  Pode receber o dois para caso de candidatar-se a Cargo Público.investido no mandato de Prefeito. promotor + professor. havendo compatibilidade de horários. V . emprego ou função. no caso de afastamento. etc. para qualquer mandato eletivo. mas sim que dependa de uma formação técnica/científica. ficará afastado de seu cargo.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.investido no mandato de Vereador. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. juiz + professor. perceberá as vantagens de seu cargo. enfermeiro + enfermeiro. médico + médico. 3. Excepcionalmente é possível haver acumulação em 04 situações: Primeiro é preciso analisar se o servidor está em atividade. Aposentado no 1º + Aposentado no 2º: Estando na Inatividade ele pode receber duas aposentadorias? Sim. professor + médico. IV . III .

investido no mandato de Prefeito. ou seja.  Se o mandato for de prefeito = nesse caso também NÃO pode acumular. vai ter que se afastar do 1º. emprego ou função. (se o sujeito é professor + ministro de estado. daí se o horário for compatível pode acumular. mas vai poder escolher qual será a sua remuneração. III . sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. não havendo compatibilidade. no caso de afastamento. OBS: se é professor Universidade Federal + candidato a Presidente da República. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. 38/CF. exerce o 2º.  Se o mandato eletivo for federal/estadual/distrital = nesse caso NÃO pode acumular. ele poderá continuar a recebê-las (regra do art. vai ter que se afastar do 1º. será afastado do cargo. II . autárquica e fundacional.  Professor de universidade é eleito vereador. IV . Ao servidor público da administração direta.11 da EC/20). os valores serão determinados como se no exercício estivesse. emprego ou função. ficará afastado de seu cargo. ele pode acumular porque o segundo é cargo em comissão) OBS: Até 1998 o sujeito podia voltar para qualquer atividade. exercerá os dois e vai ganhar pelos dois.investido no mandato de Vereador. só para as listadas acima. emprego ou função. será aplicada a norma do inciso anterior. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. . mas a partir da EC/20 ele não pode voltar para qualquer atividade. e. no exercício de mandato eletivo. estadual ou distrital. Atividade no 1º + Atividade (Candidato a Mandato Eletivo): Art. exerce o 2º e vai receber a nova remuneração (não pode escolher).tratando-se de mandato eletivo federal.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. perceberá as vantagens de seu cargo.para efeito de benefício previdenciário. exceto para promoção por merecimento. As cumulações constituídas antes da EC/20 dão direito adquirido ao servidor. Se o horário for incompatível vai ser aplicada a regra do prefeito (se afasta do 1º exerce o 2º e vai poder escolher a remuneração). V . 4. aplicam-se as seguintes disposições: I . vai ter que se afastar do cargo de professor e não escolhe nada.77  A atividade no segundo pode ser até de cargo em comissão. havendo compatibilidade de horários.

eis que é uma verdadeira colcha de retalhos. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição.por invalidez permanente. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição §2º . se homem. mediante contribuição do respectivo ente público. contagiosa ou incurável. se homem. se mulher. moléstia profissional ou doença grave. III . Vide resumo no material de apoio. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. Regime Próprio de Previdência Social -> art. b) sessenta e cinco anos de idade. o seu regime de aposentadoria será o do Regime Geral Previdência Social. O que é preciso saber aqui são os REQUISITOS: Regime Geral de Previdência Social (RGPS) = INSS -> serve para todos os empregados privados. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. se mulher. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. do Distrito Federal e dos Municípios. Acrescentadas suas autarquias e fundações. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17: I . aos setenta anos de idade. e sessenta anos de idade. II . no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. dos Estados. 40/CF.Os proventos de aposentadoria e as pensões.voluntariamente. na forma da lei. aqui existem três Emendas Constitucionais. por isso essa matéria não é muito cobrada. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo aposentados. exceto se decorrente de acidente em serviço. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Art.compulsoriamente. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. OBS: No Serviço Público quem vai se aposentar pelo RGPS? R: Empregado na administração pública direta e indireta e os que têm cargo em comissão. por ocasião de sua concessão.40 da CF. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição.78 Aposentadoria de Servidor Público no Brasil Esse é hoje o grande problema da administração pública. . OBS: Cargo em comissão é celetista ou estatutário? R: Apesar de ser estatutário.

III.que exerçam atividades de risco. III . §6º . §8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservarlhes. II . que será igual: I .ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento. por ocasião da sua concessão. e ao montante resultante da adição de proventos de . estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. em relação ao disposto no § 1º. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. o valor real.Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. §4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. na forma da lei. caso aposentado à data do óbito. até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 37.portadores de deficiência. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. em caráter permanente. à soma total dos proventos de inatividade. nos termos definidos em leis complementares.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos.A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. §7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão por morte. ressalvados.ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. XI. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. os casos de servidores: I . §11 . até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. caso em atividade na data do óbito.O tempo de contribuição federal. §9º . 201.79 §3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria. ou II . para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201.Aplica-se o limite fixado no art.cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. "a". §5º . 201. acrescido de setenta por cento da parcela excedente a este limite. conforme critérios estabelecidos em lei. §10 .

Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devidamente atualizados. e que opte por permanecer em atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. §13 . § 3º. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. O servidor de que trata este artigo que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas no § 1º.Somente mediante sua prévia e expressa opção. §14 . ressalvado o disposto no art. a. §20. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores titulares de cargos efetivos. 201. §15. os Estados. na forma da lei. 202 e seus parágrafos. o Distrito Federal e os Municípios. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.Ao servidor ocupante. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. observado o disposto no art. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime em cada ente estatal. . e de cargo eletivo. o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. §16 .Além do disposto neste artigo. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo. 201. que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. III. §19. de natureza pública. §18. X. no que couber. poderão fixar. exclusivamente. no que couber. 142. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. §12 . cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. §17.A União. II. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público.80 inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. aplica-se o regime geral de previdência social. por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar.

ele receberá proventos integrais. (todos os servidores pagam para o mesmo bolso.81 §21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. Ministério Público. OBS: No caso de aposentadoria por moléstia grave contagiosa e incurável. Nesse caso os proventos serão proporcionais – vai se aposentar com Proventos Proporcionais (ao tempo de contribuição). pois não é possível se aposentar com uma invalidez temporária. b) Aposentadoria Compulsória O servidor também pode se aposentar compulsoriamente (ele vai ser expulso do serviço público querendo ou não) aos 70 anos de idade. limite de idade + tempo de contribuição. e. quando o beneficiário. Mantido pelos nossos entes políticos (Direito Administrativo). ou seja. for portador de doença incapacitante. esta regra. assim só se aposenta se ficar comprovado que se trata de uma invalidez permanente. acidente de serviço ele terá direito a Proventos Integrais. etc. Se a invalidez tiver relação com o trabalho desempenhado do servidor. Princípio da reciprocidade: o tempo que se tem de público leva-se para o privado e vice e versa. A EC/20 mudou o critério: substitui o parâmetro tempo de serviço para o regime contributivo. tem direito a se aposentar por este regime o servidor titular de cargo (efetivo ou vitalício). para uma conta geral e a retirada também é feita dele. 201 desta Constituição. ex: magistrados. Esta invalidez deve ser permanente.) Isso é diferente de alguns países que pagam de forma individualizada. na forma da lei. . Requisitos: existem 04 regras  Proventos integrais (PI) = chegam ao limite da carreira  Proventos proporcionais (PP) = remuneração proporcional ao seu tempo de contribuição a) Aposentadoria por Invalidez No caso de aposentadoria por invalidez ele receberá Proventos Proporcionais. será proporcional ao tempo de contribuição.

vários professores estaduais e municipais estão aguardando a edição de sua lei específica.  O nosso texto exigia inicialmente exclusividade de magistério (todos os anos deveriam ter sido passados em sala de aula – essa regra afastava o professor que tinha exercido outra função.  Para as mulheres 60 anos de idade. como por ex: a de diretor.  Se for homem . OBS: Lembre-se que essa aposentadoria só é benéfica para aqueles que entraram com idade mais avançada no serviço público. essa regra gerou muita injustiça. coordenador). Acontece que a EC/47 institui outras aposentadorias especiais.Proventos Integrais: desde que ele tenha 60 anos de idade + 35 anos de contribuição para homens. ele pode chegar aos proventos integrais. a qual foi objeto da ADI 3772 na qual o STF reconheceu a validade desta lei. d) Aposentadoria Especial Seus requisitos estão previstos na Constituição Federal .82 OBS: Pode chegar a Proventos Integrais desde que ele tenha chego até o limite da carreira. que trouxe novo conceito. mas precisará de 10 anos de serviço público com + 05 anos no cargo. ensino fundamental ou médio (o professor universitário perdeu essa possibilidade). Ou seja. Poderá se aposentar tanto com Proventos Proporcionais ou Proventos Integrais. dizendo que a função não precisa ser só em sala de aula.  Se for Mulher – Proventos Integrais: se a mulher tiver 55 anos + 30 anos de contribuição.  Ele tem que ser professor do ensino infantil.  Para os homens 65 anos de idade e. c) Aposentadoria Voluntária Se ele o quiser pode se aposentar. se ele contribuir todo o tempo necessário (35 anos). . Necessariamente ele precisará cumprir tais requisitos.hoje só a do professor é que está regulamentada na Constituição Federal. em razão disso essa matéria foi disciplinada pela Lei 11.301/06. Lembrando que essa lei só serve para os servidores federais. pois o prazo é proporcional ao tempo de contribuição. Serão Proventos Proporcionais: aqui só temos limite de idade (o requisito é só esse).

perante o Instituto Nacional do Seguro Social–INSS. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. §1º A aposentadoria especial. além do tempo de trabalho. ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. não ocasional nem intermitente. físicos. A EC47/05 criou ainda outras Aposentadorias Especiais aos servidores: Para os deficientes físicos e para as atividades de risco (insalubridade/periculosidade) Só que para estes casos os requisitos dependem de regulamentação por lei complementar (o que ainda não ocorreu). conforme o disposto no art.213/91 Art. essa norma é discutida através de Mandado de Injunção. Lei 8. 33 desta Lei.57 – estabelece parâmetros para a aposentadoria) até que o Congresso Nacional faça uma lei específica. exposição aos agentes nocivos químicos.83  Para os professores essa aposentadoria será somente para caso de Proventos Integrais. Essas hipóteses não estão disciplinadas Na prática o que ocorre é que: como esta é uma regra de eficácia limitada. e por falta de lei. §2º A data de início do benefício será fixada da mesma forma que a da aposentadoria por idade. consistirá numa renda mensal equivalente a 100% (cem por cento) do salário-de-benefício. pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício. após a respectiva conversão ao tempo de .213/91 (o art. durante o período mínimo fixado. em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. §4º O segurado deverá comprovar. do tempo de trabalho permanente. 57. O STF julgando tais Mandados de Injunção (721 e o 758) reconheceu que o servidor tem sim direito a aposentadoria especial. §5º O tempo de trabalho exercido sob condições especiais que sejam ou venham a ser consideradas prejudiciais à saúde ou à integridade física será somado. acabou por decidir com resultados concretos. uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei. §3º A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. conforme dispuser a lei. A aposentadoria especial será devida. aplicando a Lei 8. ele tem direito a 05 anos a menos do que a regra normal: portanto aqui a idade para os homens será de 55 anos de idade com 30 anos de contribuição e para as mulheres 50 anos de idade + 25 anos de contribuição. 49. dando à eles o mesmo direito dos trabalhadores comuns. durante 15 (quinze). 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos. observado o disposto no art.

Por isso tramitavam no Congresso Nacional duas emendas (a EC/41 e a PEC paralela). Emenda Constitucional 41/2003 Emenda Constitucional 47/2005  Revogação do Princípio da Integralidade (princípio este que significava dizer que o servidor podia se aposentar c/ toda remuneração que ele recebia na data da sua aposentadoria). já a PEC paralela (EC/47) só saiu em 2005 apesar de discutir a mesma questão. sendo que a EC/41 foi aprovada em 2003 e já iniciou a cobrança em 2004. só que só entram nesse cálculo os valores efetivamente contribuídos). §6º O benefício previsto neste artigo será financiado com os recursos provenientes da contribuição de que trata o inciso II do art. que continuam valendo até hoje.  Trouxe uma Regra de Transição para fazer uma conciliação: NÃO há direito adquirido em face do regime legal. Em 2003 o Governo Federal com pressa na aprovação da EC/41 face ao princípio da anterioridade. sendo que as alterações seriam feitas em projetos separados. 58 desta Lei. nove ou seis pontos percentuais.  Para aqueles que já estavam e já preenchiam os requisitos: SOMENTE para estes foi reconhecido o direito adquirido. de 24 de julho de 1991. ou seja.84 trabalho exercido em atividade comum.  O que vale hoje em dia é o Princípio da Média da Vida Laboral (trata-se de um cálculo feito sobre a média da remuneração tida pelo servidor na sua vida inteira. fez uma proposta ao Congresso Nacional para que eles aprovassem a Emenda Constitucional da forma que ela foi criada. As Emendas Constitucionais seguintes não mudaram os requisitos.  Para os que já estavam mas não preenchiam . cujas alíquotas serão acrescidas de doze. vinte ou vinte e cinco anos de contribuição. para efeito de concessão de qualquer benefício.212. vai se aposentar c/ base na regra velha. §7º O acréscimo de que trata o parágrafo anterior incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais referidas no caput. 46 ao segurado aposentado nos termos deste artigo que continuar no exercício de atividade ou operação que o sujeite aos agentes nocivos constantes da relação referida no art. respectivamente. conforme a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa permita a concessão de aposentadoria especial após quinze. segundo critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. do seu poder aquisitivo) em substituição ao Princípio da Paridade o qual foi revogado (lembrando que ele dava aos inativos os mesmos benefícios de quem estava na atividade).  Para aqueles que ingressaram após a EC/41: aplica-se a regra nova.  Trouxe a Aposentadoria Especial para os deficientes físicos e para as atividades de risco (insalubridade/periculosidade). Com as 03 regras novas da EC-41/03:  Surgiu o Princípio da Preservação do Poder Real (é a preservação do poder de compra. ele vai receber conforme o que recebeu em toda a sua vida. §8º Aplica-se o disposto no art. 22 da Lei no 8.

onde foi instituído pelo art. aplica-se a Regra nova  Entrou antes da EC/41. ou . Ex: retirou dos servidores a integralidade e paridade. Uma regra de transição é facultativa. A EC/41 não se conformou com a regra do art. aplica-se a Regra Velha desde que já preenchido os requisitos. 8ª da EC/20.  Introduziu a Contribuição dos Inativos (na aposentadoria todos os inativos tem que pagar. Só que esse teto para ser aplicado depende da criação de um regime complementar. eis que ela revogou essa regra e substituiu pelo art. sendo a alíquota mínima de 11%. se o sujeito entrou antes de 1998 existe aqui mais uma alternativa. Nem tão boa quanto à velha e nem tão boa quanto à nova. a EC/41 tem outra transição. a transição da EC/41 é a do art.90 -> isto está na CF). 2º da EC/41. sendo que esta regra de transição significa que é o meio termo. normalmente ela da um pouco menos da regra velha e um pouco mais da regra nova. coisa que a EC/20 não havia tirado. assim tendo duas transições para escolher. aplica-se a regra de transição.  Introduziu o Teto de Proventos (=teto da aposentadoria do servidor público passa a ser o mesmo do RGPS = R$ 3. Cenário  Entrou após a EC/41.218. pois existem dois tetos no Brasil.: o constituinte disse que NÃO pode ter interrupção (solução de continuidade). ou seja.  Já estava e não preenchia os requisitos. os Estados e Municípios podem fixar uma alíquota maior / esse percentual é cobrado sobre tudo aquilo que ultrapassar o teto do RGPS) -> lembrando que o STF já decidiu na ADI 3105 que isso é constitucional. Se esse cenário vem após a EC/41. A EC/47 cria mais uma alternativa para quem entrou antes de 1998.85 os requisitos foi aplicada uma regra de transição facultativa (um meio termo) -> cada EC (20/41/47) introduziu uma regra de transição. A EC/20 tem uma transição. haja vista que já tinha direito adquirido. Se o artigo 2º vem em substituição ao 8º (serve para quem entrou antes de 1998). eis que são duas situações diferentes. 8ª da EC/20 (antes 1998) – serve para quem entrou antes da EC/20. antes de 1998. 6º da EC/41 (antes de 2003) Tinha uma transição que ficava no art. Obs. teto de remuneração (ministro do STF) e teto de proventos (RGPS). 3º da EC/47 – sendo que. Muito cuidado.

OBS: poder = administrativo. O abuso de poder ocorre por meio do excesso de poder (extrapola sua competência) e pelo desvio de finalidade (vício ideológico ou subjetivo). adequação e proporcionalidade (evita o desvio de finalidade). b) irrenunciável. 2º da EC/41 (trás requisitos piores que a da EC/20) ou art. Os Poderes do Estado são aqueles elementos orgânicos (organizacionais) ou estruturais do Estado (Judiciário Executivo e Legislativo). 1. Características dos poderes da Administração Pública a) poder-dever. Poder-dever . 1. São instrumentos ou prerrogativas que tem o Estado para a busca do interesse público. o que significa dizer que se em 2005 ele passar em um novo concurso. OBS: E se o servidor mudar de cargo? (servidor desde 1990. Isso ocorreu porque a EC/41 em seu art. não confundindo com os poderes da Administração Pública. e não se confundem com os Poderes do Estado. O poder do administrador será estudado quando se tratar do abuso de poder.1.  Necessidade. tirando o pé de um cargo e entrando em outro (peço exoneração hoje e tomo posse “maioria dos autores sendo que a partir da posse que se forma o vínculo” do outro cargo amanha). prerrogativa/instrumento = materializada/concretizada = ato O poder do administrador é a prerrogativa do agente pessoa física. ele não pode ter um dia de folga. c) limitado por lei:  Competência (evita o excesso de poder). e por isso saiu a da EC/47 – foi um remendo da EC/41. sendo materializado por meio de atos administrativos (ex: o poder de polícia se materializa por meio de um ato de punição como a aplicação de uma multa). 2º trouxe uma regra muito ruim. em 2005 fez um novo concurso. ele via ter direito a regra de transição. e d) gera responsabilidade do agente público. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO Poderes da administração são chamados de poderes administrativos. mantém o direito da transição da EC/20 e da EC/41) R: O servidor para manter o direito de transição ele não pode interromper.86 a do art. 3º da EC/47. ou seja. Poder é algo abstrato.

b) para não criar entraves que comprometam a futura administração. o administrador possui determinados limites impostos pela lei. que são: a) competência. Para evitar os abusos. Não se pode abrir mão do instrumento ou da prerrogativa. adequação ou proporcionalidade. Uma vez verificado o interesse público será obrigatório. 1. O administrador exerce uma função pública. haverá desvio de finalidade. b) necessidade. o poder da administração é irrenunciável. adequação e proporcionalidade: a medida tomada pelo administrador deve ser necessária.87 Os poderes da administração são prerrogativas de exercício obrigatório. Desrespeitado a regra de competência imposta pela lei. Limites previstos em lei Pelo princípio da legalidade. Celso Antônio Bandeira de Melo denomina de dever-poder. o administrador só poderá fazer o que a lei determina (critério da subordinação). o administrador precisa ser uma autoridade competente. não havendo liberdade do administrador. O fato de ser irrenunciável decorre de duas situações: a) princípio da indisponibilidade do interesse público.3. considera-se o dever como mais importante. a impossibilidade de renúncia evita eventuais entraves para o próximo administrador. caracterizado pelo excesso de poder e pelo desvio de finalidade. . o poder não é dele. haverá excesso de poder. que é o exercício de atribuições e responsabilidades em nome e no interesse do povo. adequação e oportunidade. pode o administrador deixar de utilizá-lo (ex: processo disciplinar pode ser usado ou não. adequada e proporcional. sob pena de excesso de autoridade. Sendo assim. tendo em vista que o dever é mais importante. Para exercitar um poder. Competência: um dos limites legais são as regras de competência. não podendo dispor desta prerrogativa.2. Para exercer o Poder. de acordo com o caso concreto). Desrespeitada a regra relacionada à necessidade. porém. Ademais. Irrenunciável Sendo obrigatório. devendo ser praticado na medida certa. Especialmente quando se tratar de poder de polícia. O desrespeito aos limites previstos em lei pelo administrador gera o denominado abuso de autoridade. 1. Já a necessidade.

Os doutrinadores mais modernos dizem que tal divisão do poder não é adequada. o administrador é obrigado a praticar o ato vinculado (ex: preenchimento dos requisitos para aposentadoria ou para concessão de licença para construção de certa residência). mas o ato em si. b) improbidade administrativa (civil). atuando além do que lhe é permitido (ex: prende o acusado e depois o tortura). O desvio de finalidade (ou desvio de poder) é chamado de vício ideológico (ou subjetivo). Neste caso. mediante excesso de poder ou desvio de finalidade. juízo de valor ou a conveniência e oportunidade. mas sim o ato administrativo (concreto). Se extrapolar os limites da lei. O Poder Vinculado é aquele que o administrador não tem liberdade de escolha. Há possibilidade de ser responsabilizado por: a) infração funcional (administrativa). a autoridade é competente.1. Entende o autor que. Poderes da administração em espécie 2. tem juízo de valor ou conveniência e oportunidade.4. a comprovação disso é muito difícil. Preenchidos os requisitos legais. Responsabilização do administrador O administrador que não obedece a lei deverá ser responsabilizado pela ação (quando faz algo que não deveria) ou pela omissão (quando não faz o que deveria). no mesmo poder abstrato. mas a sua intenção esta desviada (ex: prisão do noivo no altar da igreja. Abuso de poder ocorre quando o administrador desrespeita os limites da lei. 2. Dentre eles o Celso Antônio B. No excesso de poder o administrador ultrapassa o limite de sua competência. O Poder Discricionário é aquele que o administrador tem liberdade de escolha nos limites da lei. com intenção de prendê-lo e colocá-lo em situação vexatória). que nada mais é que a materialização do poder. logo. devendo ser retirada do ordenamento jurídico (ex: decisão da Administração Pública em permitir que o .88 1. de Melo. poderão se encontrar atos vinculados e discricionários (não é totalmente vinculado ou discricionário). sendo uma falha (ou defeito) na vontade do administrador. o qual entende que não é o poder (abstrato) que é vinculado ou discricionário. Poder discricionário e vinculado OBS: poder quanto ao grau de liberdade (discricionário e vinculado). Aqui o ato tem aparência de legal. o ato será considerado ilegal e arbitrário. c) crime (penal).

Por outro lado. isto não afasta o exercício do poder disciplinar. e e) Aplicação de sanção ao verificar a infração praticada pelo subordinado. a instauração do processo administrativo disciplinar é vinculada. Isto é. c) Revisão dos atos praticados pelos subordinados. Apesar de existir independência funcional dos membros do Ministério Público e da magistratura. Conseqüências do poder hierárquico: a) Possibilidade de dar ordens em face dos subordinados. o poder disciplinar atinge somente aqueles que estão na intimidade da Administração Pública (no exercício da função pública). pois respondem administrativamente por seus atos funcionais. d) Delegação e avocação funções. Poder disciplinar Poder disciplinar é a prerrogativa que tem o Estado de permitir ao administrador aplicar uma sanção em razão de uma infração funcional.3. O poder disciplinar se materializa por meio dos atos punitivos. na suspeita de uma infração funcional pelo servidor. Em regra. dependendo de um juízo de valor. o poder disciplinar é discricionário. Porém. tendo em vista os conceitos vagos de infração funcional previsto na lei administrativa (ex: infração funcional por conduta escandalosa ou . se definem quem manda e quem obedece. A doutrina entende que o poder disciplinar decorre do poder hierárquico. 2. É aquela prerrogativa que tem o Estado para cumprir com o interesse público. de maneira a escalonar e estruturar os quadros da Administração Pública.89 comerciante coloque suas mesas na calçada pública ou a autorização de veículo acima da medida para transitar pela cidade). Neste poder. a decisão final do processo é discricionária. b) Poder de fiscalização o cumprimento das ordens.2. escalonando ou estruturando os quadros da Administração Pública. O poder hierárquico exercido na aplicação de sanção decorrente da infração praticada pelo subordinado é conseqüência do poder disciplinar. CABM denomina de poder do hierarca. 2. definir pela existência ou não da infração funcional do servidor é discricionário. O poder hierárquico se materializa por meio dos atos ordinatórios. ou seja. que são aqueles que organizam e escalonam os quadros da Administração Pública. Poder Hierárquico Poder hierárquico é aquele que institui hierarquia.

O poder regulamentar é a prerrogativa que tem o Estado de regulamentar determinada situação.90 por ineficiência do servidor possui conceito vago e depende de valoração. por exemplo. No exercício do poder regulamentar a Administração Pública utiliza: (o poder regulamentar se materializa): a) Regulamentos. Por fim. Segundo Maria Sylvia di Pietro. Este decreto visa regulamentar e complementar a lei. na busca de sua fiel execução. Poder regulamentar Poder regulamentar não produz somente o regulamento. c) Regimentos. uma vez definida a pena pela lei. sendo o regulamento o mais abordado em concursos. para facilitar sua execução. que traz a previsão legal do pregão. .555 que traz o rol dos bens e serviços comuns. São exemplos. e) Resoluções. ao aplicar à pena.Aplicação da pena  vinculada 2. dispõe que esta modalidade de licitação serve para aquisição de bens e serviços comuns. devendo o administrador analisar o caso concreto). complementando a lei.520/01. deve-se aplicar pena de suspensão). o administrador deverá aplicá-la de forma vinculada (ex: ao agente que vem mal trajado. o ideal é a denominação poder normativo. Estabelece que bem/serviço comum é aquele que pode ser conceituado no edital com expressões usuais do mercado. O ato regulamentar que dispõe sobre o rol das substâncias entorpecentes é outro exemplo de decreto regulamentar. d) Deliberações.Instauração de processo  vinculado .Identificar da ocorrência da infração funcional  discricionária .4. f) Instruções normativas. o administrador é obrigado a cumprir aquela prevista em lei. A Lei 10. b) Portarias. . A Administração Pública não tem poder de elaborar leis (não possui poder político). Para se definir os bens de uso comum foi editado o Decreto-lei 3.

Neste caso. a Casa Legislativa é muito mais representativa que a Presidência da República.1.  Há formalidade e publicidade. será denominado de decreto regulamentar.  É menos representativa. Decreto regulamentar autônomo O regulamento pode ser executivo ou autônomo. sendo feito pelo presidente da República em seu gabinete. Regulamento e Decreto Regulamentar O regulamento regula determinada situação. com interesses diversos. o regulamento complementa diretamente a Constituição Federal. não pode se dar o mesmo poder ou tratamento de uma lei para um regulamento. O regulamento autônomo é aquele que tem seu fundamento de validade na própria Constituição Federal. de várias regiões do país. criando obrigações não previstas em lei. sendo o conteúdo da norma. O conhecimento se dá apenas com a publicação. que é denominada de decreto regulamentar. pois possui a vontade coletiva (representantes do povo e dos Estados). Regulamento e Lei REGULAMENTO  Elaborado pelo chefe do Executivo. tendo em vista que substitui a própria lei. Todavia. porém.3.  REGULAMENTO = CONTEÚDO DA NORMA  DECRETO – FORMA DE QUE SE DÁ O CONTEÚDO 2. pois depende de procedimento legislativo formal (inúmeras formalidades) e público (acompanhado pelo povo). as portas fechadas. normatizando as diversas relações jurídicas existentes na sociedade e uma forma muita mais segura. por ser feito pelo chefe do Executivo. Nem todo decreto tem como conteúdo um regulamento (ex: decreto que nomeia servidor público). Em tese. se tiver. e que independe de lei anterior.  É muito mais representativa.4. a pluralidade de interesses da lei é muito maior.  Não há formalidade e publicidade. Poderá constituir obrigações que não estão previstas anteriormente em lei. Portanto.4. representados por vários grupos. Por este motivo é que a lei é a regra. sendo levado ao Diário Oficial da União. . pois não depende de procedimento formal.2. pois há representantes de várias classes sociais.91 2. 2. receberá uma forma (moldura). mas diretamente na Constituição Federal. Portanto. fazendo o papel de uma lei. Já o regulamento autônomo é tido como exceção. LEI  Elaborado pelo Poder Legislativo.4. O regulamento executivo é aquele que vai buscar ou viabilizar a execução da lei (complementar a lei). quando este regulamento é elaborado.

da CF. VI. Ele “arruma” estes interesses a fim de estabelecer o bem estar social. 84/CF . Art.Compete privativamente ao Presidente da República: VI – dispor. Porém. o qual é um exemplo de decreto autônomo. . quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. inc. em tese. 2. quando vagos (mais cobrada nos concursos). este decreto estará substituindo a lei. Assim. são criados por lei. Como se criam cargos no Brasil? Em regra. sobre: a) organização e funcionamento da administração federal. 84. mas a posição que prevalece hoje é de que é possível ambas as alíneas. Apesar da divergência doutrinária. PODER DE POLÍCIA = BEM ESTAR SOCIAL Hely Lopes Meireles diz que poder de polícia é a prerrogativa que tem o Estado para restringir. deve se extinguir por lei. passou a ser possível tal tipo de decreto. frenar a atuação do particular em nome do interesse público (na busca do bem estar social).92 Após a EC/32 de 2001. 2.4. O poder de polícia vai atingir basicamente dois direitos. Para CABM. tendo em vista que a democracia ainda está “engatinhando”. b) extinção de funções ou cargos públicos. Tal emenda alterou o art.4. Frisa-nos que alguns defendem que pode apenas na alínea “a” e outros no caso da “b”. se for extinto por decreto. Para compatibilizar o interesse público e o interesse privado. da CF (caso de decreto autônomo). é impossível o decreto autônomo no Brasil. a saber:  Liberdade:  Propriedade: Ex: limitação do número de andares dos edifícios beira-mar. limitar. mediante decreto.5 Poder De Polícia Conceito: é instrumento e também é uma prerrogativa que o Estado utiliza para compatibilizar interesse. VI. a melhor posição é a que admite o decreto autônomo com fundamento no art. STF diz que este é possível em hipótese expressamente autorizada pela Constituição Federal (é exceção). 84. Hely Lopes Meireles entende que é possível o decreto autônomo em qualquer circunstância.

Portanto. mas apenas define a forma de exercer o direito da propriedade. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. Parágrafo único. Por esse motivo é que o CTN conceitua o poder de polícia. OBS: o poder de polícia não atinge diretamente a pessoa (atinge bens. o poder de polícia pode ser preventivo. mas não é voltado diretamente a pessoa (como no direito penal). No seu exercício. à disciplina da produção e do mercado. O poder de polícia está definido com todos os seus elementos no art. interesses da pessoa). tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária.93 O exercício do poder de polícia NÃO GERA DEVER DE INDENIZAÇÃO. radar p/ verificar velocidade). sem abuso ou desvio de poder. mas define a maneira de exercê-lo. interesse ou liberdade. c) repressivo (ex: aplica a sanção ou multa). tendo em vista que não exclui. direitos. CESPE/UNB – gosta de tal tema. fiscalizador ou repressivo. atividades. há possibilidade da cobrança de taxa de polícia.78/CTN Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que. O poder de polícia pode ser/ocorrer em três momentos: a) preventivo (ex: determinação de certa velocidade para circular em tal rua). Daí o porquê da definição de tal instituto no CTN. define os contornos do direito à propriedade. b) fiscalizador (ex: pesos e medidas em um mercado. limitando ou disciplinando direito. Enfim. A taxa de polícia é o valor da diligência (ex: o agente fiscal vai ao local para ver se dá para conceder licença para certa construção). com observância do processo legal e. à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. em razão de interesse público concernente à segurança. à ordem. regula a prática de ato ou a abstenção de fato. . aos costumes. Lembrar  não retira o direito. não retira o direito do particular. à higiene. bem como os direitos da liberdade. Taxa é uma espécie de tributo vinculado à atividade estatal em que se cobra o valor da diligência (cobra o quanto gastar no exercício do poder). 78 do CTN: Art. O poder se materializa por meio de atos.

mas a doutrina e a jurisprudência reconhecem a delegação de atos materiais de polícia (como a contratação de tecnologia – material – ato mecânico – um radar). Aqui existe o poder disciplinar. assim. controle alfandegário (poder de polícia). É o chamado ato material (também chamados de atos instrumentais) de polícia. pois em sua maioria traz no seu conteúdo uma abstenção. Exemplos:  Multa de trânsito. assim. tendo em vista a inexistência de vínculo jurídico anterior (há supremacia geral).  Punição sobre o agente público  tem vínculo jurídico anterior  há supremacia especial  não há poder de polícia aqui. 2. e  Ato punitivo. mas não é uma regra absoluta. exercerá o poder de polícia. O ato jurídico (aplicar a multa – decidir pela multa) não pode ser transferido. .  Quando a Administração Pública expulsa aluno de escola pública por ter colocado uma bomba no banheiro (aluno matriculado  tem vínculo jurídico anterior  há supremacia especial. mas sim relativa. Enfim. 2. a delegação (a transferência) do poder de polícia ao particular é inadmissível (ADI 1.94  Ato normativo. em regra é negativo.5. não exerce o poder de polícia (há supremacia especial).5. traz uma obrigação de não fazer (ex: não ultrapassar determinada velocidade). o qual pode decorrer de uma multa. o qual pode decorrer do PODER REGULAMENTAR e do PODER DE POLÍCIA (ex: ato que dispõe sobre vigilância sanitária). A supremacia especial não é exercício de um poder de polícia. Fundamento do Poder de Polícia O fundamento do poder de polícia decorre da SUPREMACIA GERAL. A supremacia geral é aquela atuação do Poder Público que independe de vínculo jurídico anterior. a supremacia especial é aquela que depende da existência de um vínculo jurídico anterior. em nome da segurança jurídica.  Quando a Administração Pública apreende mercadoria adulterada.2. tendo em vista a inexistência de vínculo jurídico anterior (há supremacia geral). Ele não é sempre negativo. o poder de polícia é NEGATIVO. por existir um vínculo jurídico anterior (contrato administrativo).  Quando a Administração Pública pune uma concessionária de serviço público.717). Delegação do Poder de Polícia Segundo o STF. podemos encontrar obrigações de fazer (ex: determinação de desocupação de uma área).1. Em regra. Em sentido contrário. embargo de obra. não há poder de polícia aqui).

O ato é executável nas situações previstas em lei e quando a situação for urgente. a tecnologia (a máquina que bate a foto) pelo radar pode ser delegada. É o chamado ato material posterior de polícia. pois todo ato tem exigibilidade.3. Veremos a posição predominante):  Exigibilidade (o poder de fazer sem a presença do Poder Judiciário é chamado meio de coerção indireto). AQUI NEM TODO ATO TEM. Atributos e Características do poder de polícia Cuidado para não confundir os atributos dos atos administrativos com os atributos do poder de polícia. pessoa não paga. a) Discricionário: em regra. aplica-se uma sanção. porém. em alguns casos poderá ser vinculado (ex: licença para construir). e  Executoriedade (tomada a decisão. indaga-se: todo ato é auto-executável? Falso. Porém. a empresa privada não pode.95 A doutrina divide estes atos materiais em atos materiais preparatórios e atos matérias posteriores (após a decisão). Observa-se que a Autoexecutoriedade não afasta as formalidades. chamado meio de coerção direto). É o chamado ato material preparatório de polícia. O atributo da autoexecutoriedade do poder de polícia tem dois enfoques (tema com divergência. Ex1: aplicar a multa do radar. e não o poder como vinculado ou discricionário. TODO ATO TEM EXIGIBILIDADE. Frisa-se que tanto os preparatórios como os posteriores podem ser delegados.5. Assim. aí precisa executar . 2. OBS: Assim. . prevalece a discricionariedade (ex1: decisão de qual a velocidade permitida em determinada avenida. b) Autoexecutoriedade: o exercício do poder de polícia independe de autorização do Poder Judiciário (mas nada impede que a parte que recebeu certa sanção recorra ao Poder Judiciário a fim de controlar o exercício do poder de polícia). mas nem todo ato tem Executoriedade. quando este descumprir a ordem. há uma adequação com a teoria moderna. Este atributo não impede eventual colaboração da polícia militar para exercer o poder de polícia.aqui coloca a mão na massa. ex2: autorização). devendo cumprir algumas formalidades (ex: oportunizar o contraditório). A Autoexecutoriedade não significa total liberdade. Ex2: o Poder Público poderá contratar empresa para demolir propriedade do particular. que classifica o ato como vinculado ou discricionário.

Base para toda prova discursiva.4. c) polícia de tráfego e trânsito.Exercida por diversos órgãos da Administração Pública. pode agir repressivamente (ex: apreender arma usada indevidamente ou caçar licença do motorista infrator). buscando o bem estar social (não há relação com crime). . c) Coercitibilidade ou Imperatividade: é obrigatório até decisão contraria. Porém.É privativa de corporações especializadas (polícia civil e militar). . .5. f) polícia de divertimento (define faixa etária). Polícia Administrativa e Polícia Judiciária O poder de polícia exercido pelo Estado pode incidir em duas áreas de atuação: a) administrativa. . Pode-se dizer que é preventiva também. POLÍCIA JUDICIÁRIA . direitos ou atividades.Atua na área do ilícito administrativo. Exemplos de instituições que exercem o poder de polícia por meio da polícia administrativa: a) polícia de caça. pois punindo o agente. de pesca e florestal.Incide sobre pessoas. pois depende do Poder Judiciário para execução dos bens do particular. e b) judiciária. 2. evita que ele volte a delinqüir. POLÍCIA ADMINISTRATIVA . que não é auto-executável.Caráter preventivo: visa impedir as ações antisociais. . b) polícia sanitária e edilícia.96 Ex: a sanção pecuniária. .Caráter repressivo: visa punir os infratores da lei.Incidem sobre bens. . ATOS ADMINISTRATIVOS Este tema cai em todas as provas objetivas = O tema que tem mais divergências = Princípios X atos administrativos . g) polícia de atmosferas e águas. e) polícia de medicamentos.Atua na área do ilícito penal. se preocupando com a aplicação da lei penal. d) polícia de peso e medidas.

Atos da administração e atos administrativos Ato da administração é todo ato praticado pela Administração Pública. Se o fato atingir o mundo jurídico ou a órbita do direito. O policial que dirige uma viatura.ex: a morte extingue a personalidade jurídica e abre-se a sucessão). mas podem gerar direitos (ex: se o policial bate a viatura – ex: salário da secretária).97 1. Se o fato atingir especificamente o direito administrativo. Existem atos regidos pelo direito público fora da Administração Pública. não produz efeitos específicos. gerando a contratação de empresas prestadoras de serviço).Admite presunção o direito administrativo. São três as categorias dos atos administrativos: a) Atos da administração regidos pelo direito privado. sendo aquele em que não há manifestação de vontade (ex: nasceu alguém. será denominado fato jurídico (ex: com o nascimento surge o direito à herança e o direito da personalidade .ex: chuva que destruiu alguns postos de energia. será denominado de fato administrativo (ex: a morte do servidor público gera a vacância do cargo .Possui manifestação de vontade . Trata-se de atos que não possuem efeitos jurídicos específicos relacionados com a Administração Pública. Fato e ato Fato é um acontecimento do mundo em que se vive. sendo os denominados atos administrativos (ex: atos administrativos do Poder Judiciário ou do Poder Legislativo.Não admite presunção Ato . será denominado de ato 2.Não pode ser anulado ou revogado . choveu). mas podem gerar direitos. Ato ajurídico não tem manifestação de vontade. . etc. Para Diógenes Gasparini é um ato ajurídico ou material.Pode ser anulado ou revogado . Ato é a manifestação de vontade a qual atingindo a órbita do direito será considerado ato jurídico (ex: contrato de compra e venda de determinado produto). Fato . a secretária que digita um ofício ou o professor de universidade pública que ministra aulas são exemplos de atos materiais que não possuem a manifestação de vontade. podendo ser regido pelo direito público (ex: desapropriação) ou privado (ex: locação). atos administrativos de concessionários. Atingindo administrativo.Não possui manifestação de vontade . sendo praticados apenas pela Administração Pública.).

sendo praticado fora da Administração Pública (Poder Legislativo. e) Motivo. ou seja. . Adotada pela doutrina majoritária. um ato infra-legal. Elementos e Requisitos do ato administrativo Para definir os elementos do ato administrativo a doutrina utiliza a Lei 4. que cuida da ação popular. sob o regime de direito público e sujeito ao controle pelo Poder Judiciário com relação a sua legalidade. Portanto. 3. c) Atos administrativos regidos pelo direito público.717/65. modifica ou extingue direitos para satisfação do interesse público. Os requisitos são os mesmos. concessionários). e  Concreto. mas o autor organiza isso de uma forma diferente. b) Objeto.98 b) Atos da administração regidos pelo direito público. c) Forma. já em sentido estrito (o ato administrativo na sua essência. Conceito de ato administrativo É uma manifestação de vontade do Estado ou de quem lhe represente. sendo praticados apenas pela Administração Pública. a qual cria. Poder Judiciário. d) Finalidade. Os elementos do ato administrativo são: a) Sujeito competente (competência). sendo que também se trata de uma complementação inferior a lei. Esta legislação tem por objetivo anular um ato administrativo ilegal. a saber:  Unilateral. Para HLM o ato administrativo em sentido amplo é o conceito acima. ato propriamente dito) é o descrito acima com mais duas características. a lei da ação popular traz os requisitos para um ato válido. CABM: Organiza estes requisitos de uma maneira diferente.

 Diz que os elementos dos atos é uma exigência para que exista ato jurídico (ex: manifestação de vontade é um elemento).  Contudo. 12. e) improrrogável.  O pressuposto de existência é condição para que exista ato administrativo. Art. devendo ser o agente competente. para que o ato seja válido precisa cumprir pressupostos de validade. Um órgão administrativo e seu titular poderão. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.99 Buscar tabela que traz comparação posição majoritária e a de CABM. A fonte da competência é a lei ou a Constituição Federal. a saber:  O de existência. ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente . delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares. d) imprescritível. Não é qualquer agente público. e  O de validade. a competência decorre de previsão legal. Delegação X Avocação  arts. A competência possui as seguintes características como regra: a) irrenunciável. b) imodificável. Em regra. c) não pode ser objeto de transação. f) indelegável. CAPÍTULO VI DA COMPETÊNCIA Art. Sujeito competente e competência O sujeito competente de ato administrativo deverá ser agente público no exercício de uma função pública. 11. 11 a 15 da Lei 9. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. se não houver impedimento legal.  Diz que isso não se confunde com os pressupostos.784/99. aplicandose o critério da subordinação a lei. O administrador somente pode realizar o que a lei autoriza.

14. quando for conveniente.784/99). quais sejam:  Os de competência exclusiva. É certo que nem todos os atos podem ser delegados. III . §2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.a edição de atos de caráter normativo. Art. em razão de circunstâncias de índole técnica.100 subordinados. II . jurídica ou territorial. de competência (assume a responsabilidade para certo ato – o inverso da delegação) em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. econômica. Art. 13. Art. Será permitida.as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada. Por meio da delegação se constitui a chamada competência cumulativa.a decisão de recursos administrativos. Também é possível a avocação . O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. Será permitida. Parágrafo único. a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. 15. 15. atribuída a órgão hierarquicamente inferior (art. os limites da atuação do delegado. social. Não podem ser objeto de delegação: I . §3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. §1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos. e  Decisão de RECURSO administrativo. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. São institutos típicos do poder hierárquico e que permitem a um agente público exercer competências que por lei foram outorgadas a outro. 15 da lei 9.  Os atos normativos. a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. Art.

assim como a sentença é resultado de um processo (ex: para anular a aprovação de um concurso público é necessário processo prévio.101 Forma Princípio da solenidade das formas: o administrador. também não é escrito. mesmo não sendo escrita. é necessário processo. por notificação pessoal e publicação no Diário Oficial. não podem ser praticadas de qualquer forma. Outro exemplo de ato do guarda de trânsito. deve exteriorizar (manifestar) esta vontade. segundo o art. alínea "a" desta lei. que respeite a ampla defesa e o contraditório). Vejamos:  Pronta entrega. Segundo o STF. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. deverá ter processo administrativo. ou seja. 23. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. Art. mas é um ato administrativo. da Lei de Licitações. . O processo administrativo é condição de forma do ato administrativo. Frisa-se que é possível o contrato verbal no Brasil. A forma do ato administrativo é sempre aquela prevista em lei (ex: ato publicado no Diário Oficial da União). 60. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. e  Contrato de até quatro mil reais. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas. se o ato atinge a órbita de direitos de terceiros. por meio de gestos. logo. eis que ele está dando uma ordem. Os atos estão sujeitos ao PRINCÍPIO DA SOLENIDADE DE FORMA (e não da liberdade das formas). devendo ser cumpridas as formalidades específicas da lei. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. como praticá-lo por escrito. inciso ii. feitas em regime de adiantamento. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a administração. Deve o administrador cumprir as formalidades específicas do ato.  Pronto pagamento. parágrafo único. nas hipóteses autorizadas por lei. 60. quando for praticar um ato. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. Parágrafo único. Processo administrativo como condição de forma: o ato administrativo é resultado de um procedimento administrativo prévio (é condição – ex: contraditório). salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. Se a anulação do ato atingir a órbita de alguém.

a cidadania.102 Motivação como condição de forma: a motivação é condição de forma. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. CF). sob pena de nulidade. 93/CF. Art. em determinados atos.  A motivação é a resposta do porque. . IV . a indicação das razões que levaram a administração pública à prática do ato. II . uma vez que com ela é possível o controle dos atos (art. em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação. É. A motivação como condição obrigatória tem fundamento nos seguintes dispositivos: ✔ Art.os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. 1º. III . 93 IX. uma exigência do Estado Democrático de Direito. Lei complementar. portanto. enquanto correlação lógica entre os elementos do ato com a lei (ex: amarra o motivo ou objeto com a lei). constituise em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I .a dignidade da pessoa humana. observados os seguintes princípios: IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. Se os atos não forem motivados eles serão nulos Art. 1º A República Federativa do Brasil. formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal. pois entende que a motivação é necessária em certos casos. e fundamentadas todas as decisões. São as justificativas. Motivo  Motivo é a correlação lógica entre os elementos do ato administrativo. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. Motivação são as justificativas (explicativas do motivo) que levam a pratica do ato. explicações do ato. ou somente a estes. às próprias partes e a seus advogados. OBS: Carvalhinho é voz minoritária. podendo a lei limitar a presença. Trata como exceção. DIFERENÇAS ENTRE Motivação  Motivação é a explicitação dos motivos dos atos administrativos. CF: motivar é garantir a cidadania (o cidadão tem que saber o que o administrador esta fazendo com seus interesses).a soberania. A motivação é obrigatória como regra (doutrina majoritária e STF).

II . 5º. Lei 9. trata-se de um rol exemplificativo. observados os seguintes princípios: ✔ Art. sob pena de responsabilidade. à igualdade. nos termos desta Constituição. se e obrigado a motivar numa função atípica. parágrafo único. nos termos seguintes: XXXV .784/99: a doutrina entende que o artigo por trazer tantas hipóteses. Parágrafo único. ✔ Art. XXXIII. limitem ou afetem direitos ou interesses. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. encargos ou sanções. quando: I . Lei complementar. CF: a motivação é condição para que o Judiciário realize o controle. 50. sem distinção de qualquer natureza. e Art. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.o pluralismo político. ✔ Art.imponham ou agravem deveres. CF: se o poder emana do povo. . Art.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. XXXV. ou de interesse coletivo ou geral. 5º Todos são iguais perante a lei. Os atos administrativos deverão ser motivados. e justo que ele receba explicações. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. que serão prestadas no prazo da lei. à segurança e à propriedade. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. por ser uma lista tão extensa (abrangendo todos os atos administrativos). garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. ✔ Art. 93/CF. nos termos seguintes: XXXIII . Art. 93. torna a motivação dos atos como obrigatória. à segurança e à propriedade.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. Art. ✔ Art. lógico seria que na função típica também houvesse a motivação.103 V .50. à liberdade. 5º Todos são iguais perante a lei. à igualdade. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. 1º. CF: aplica-se por analogia a obrigatoriedade de motivar. sem distinção de qualquer natureza. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. 5º. CF: direito à informação. à liberdade. Todo o poder emana do povo.neguem. assim. pois.

importem anulação. sem distinção de qualquer natureza.são a todos assegurados. tendo em vista o direito líquido e certo de petição. O direito de pedir abrange o direito de obter uma resposta. 5º Todos são iguais perante a lei. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. VII . desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. à igualdade. §3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito. Isso não ocorre por vontade do administrador. decisões ou propostas.decorram de reexame de ofício. neste caso. laudos. mas tão-somente por vontade da lei. É cabível o Mandado de Segurança contra o silêncio administrativo. O SILÊNCIO ADMINISTRATIVO (falta de resposta a um requerimento) significa um nada jurídico (nem sim e nem não). garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. §2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza. nos termos seguintes: XXXIV . segundo a CF: Art. VI . O momento da motivação é o seguinte: ela tem de acontecer ANTES ou DURANTE a prática do ato (não se admite motivação posterior). VIII . podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres.104 II . .decidam recursos administrativos. propostas e relatórios oficiais. clara e congruente. V . que. suspensão ou convalidação de ato administrativo. §1o A motivação deve ser explícita. à segurança e à propriedade. salvo se a lei determinar algum efeito ao silêncio. informações. à liberdade. b) a obtenção de certidões em repartições públicas. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. IV .decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. serão parte integrante do ato. revogação. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões.

uma vez motivado na exoneração ad nutum. por exemplo. Motivo O motivo é o fato e o fundamento jurídico que levam a prática de um ato. pois o inciso garante um direito líquido e certo a informação (a prova de “pré-constituição da prova” nada mais é do que a cópia do pedido de informações). O administrador só deverá obedecer este motivo se ele for legal. uma vez declarado o motivo. A maioria da doutrina e jurisprudência entende que o juiz não poderá substituir o administrador. Em regra. poderá perder o porte. embora ainda cobrem em concursos). deverá ser respeitada. Para ser legal. a exoneração ad nutum. viola. Porém. OBS: CESPE motivo ou causa é a situação de direito sempre expressa em lei? R: A resposta é não. Esta teoria vincula o administrador ao motivo por ele declarado. Teoria dos motivos determinantes: segundo esta teoria. Não se pode alegar um motivo estranho ao ato (ex: pedido de porte por “A”. Ser compatível com o motivo previsto em lei. sob pena de multa. OBS: CESPE: motivo falso viola a teoria dos motivos determinantes? R: Sim. Caso “A” se envolva em confusão. Porém. O motivo deve estar compatível com a lei (motivação legal). Pode o juiz fixar um prazo para que o administrador resolva o caso em concreto. no dia seguinte. não poderá retirar o porte de “B”. “B” e “C”. o motivo declarado para o ato deverá: Existir e ser verdadeiro (materialidade).105 OBS: cabe Mandado de Segurança. pelo fato de “A” ter se envolvido em confusão). pois quando se tratar de um ato estritamente vinculado (que tem mera conferência de requisitos) poderá o juiz conferir os requisitos e conceder o pedido (mas é voz vencida. pois há. É o acontecimento que provoca a prática de um ato (ex: o motivo para fechamento de uma fábrica poluente é a poluição). e Ser compatível com o resultado do ato. O motivo ilegal ou incompatível com o resultado do ato compromete a teoria. deverá ser cumprido e respeitado (ex: administrador dispensa cinco servidores detentores de cargos comissionados por motivo de redução de despesas. . este servidor contratar novas pessoas. o ato será ilegal). A exceção é a exoneração ad nutum (dispensa o motivo). Frisa-se que CABM traz uma exceção. resolvendo ou oferecendo uma resposta ao caso. Se. o motivo é obrigatório na exoneração.

por ser decorrente de mentira. devendo ter no seu escopo uma razão de interesse público. isto é.  Objeto possível é aquele faticamente possível (ex: promover um servidor vivo. na tredestinação. sendo o defeito na vontade do administrador (ex: praticar o ato com vingança ou com outros fins pessoais). caso em que a mudança de motivo é autorizada pela lei.). Contudo. mas deve ser mantida uma razão de interesse público. para que o ato seja válido (Decreto-lei 3. No defeito de finalidade. aquilo que o ato faz em si mesmo (ex: concessão de licença para construir). o ato é ilegal. possível e determinado. o ato será inválido). gera a ilegalidade do motivo (FCC). Objeto é denominado de efeito jurídico imediato.441/41). sendo o bem da vida que se quer proteger (ex: saúde.106 Há uma exceção à teoria dos motivos determinantes que ocorre na desapropriação. O vício de finalidade gera defeito nos seguintes elementos do ato:  Na finalidade (em regra). A teoria dos motivos determinantes condiciona a validade do ato.  Objeto determinado é aquele especificado com detalhes. Para o motivo. existe um vício ideológico (vício subjetivo). também caracteriza defeito de motivo (ex: quando o administrador mente). basta à declaração do fato e do fundamento. levando a nulidade do ato. e  No motivo (excepcionalmente) Hely Lopes Meirelles entende que o vício na finalidade. etc. Se o motivo é ilegal. A finalidade é o efeito jurídico mediato. vida. Finalidade Finalidade é aquilo que se quer proteger ou buscar (ex: a dissolução de passeata é a proteção dos bens públicos). carreira militar garante a promoção de servidor falecido!). denominado de desvio de finalidade. Os motivos que provocam o ato integram a sua validade ( teoria dos motivos determinantes). e não a sua existência (sendo inexistente o ato. O objeto deve ser lícito.  O objeto lícito é aquilo que está previsto em lei (o administrador só poderá fazer aquilo que estiver autorizado em lei). Objeto Objeto é o resultado prático do ato. Pode ser alterado o motivo (tredestinação). .

devendo ser retirado do ordenamento jurídico. Se a lei determinar uma finalidade específica. bastando que os requisitos do ato estejam preenchidos. O objeto é a aposentadoria. deverá o ato administrativo atingi-la. Em regra. mas não traz a forma para exercê-la. Quando a lei traz a competência.  Ato vinculado (também denominado ato regrado) é aquele que o administrador não tem liberdade. tem conveniência e oportunidade. o motivo é VINCULADO. se a lei apresentar algumas alternativas. também. trata-se de ato vinculado. . trata-se de ato discricionário.107 A doutrina entende que o ato administrativo é espécie de ato jurídico e se diferencia pela sua finalidade pública. depende da tranqüilidade ou não da rua. Mérito do administrativo Primeiramente. quando a lei utiliza conceitos vagos. pois é o administrador que vai escolher a maneira de exercê-la. havendo necessidade de um juízo de valor por parte do administrador (discricionariedade). será também a permissão (objeto) discricionária. não tem conveniência e oportunidade. não cabendo ao administrador a opção de concedê-la ou não.  Ato discricionário é aquele que o administrador tem liberdade nos limites da lei. Preenchido os requisitos do ato. ATO ADM VINCULADO COMPETÊNCIA FORMA FINALIDADE MOTIVO OBJETO Vinculado Vinculado Vinculado Vinculado Vinculado ATO ADM DISCRICIONÁRIO Vinculado Vinculado Vinculado Discricionário Discricionário O motivo para CONCESSÃO DA APOSENTADORIA do servidor público homem é de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição. Sendo o motivo discricionário. Extrapolado os limites este ato é arbitrário. pois não pode o administrador alterar os anos de idade e de contribuição. Encontra-se discricionariedade. o administrador é obrigado a praticá-lo. tem juízo de valor. Desse modo. não tem juízo de valor. o ato é discricionário. trazemos à baila os conceitos de ato vinculado e ato discricionário (ligado ao grau de liberdade). sendo também vinculado. se a lei apresentar alguns requisitos. O motivo para PERMISSÃO de uso de bem público.

no que acontece no artigo 62 da Lei 8. caso o motivo seja ilegal – logo. O mérito (liberdade) do ato administrativo está no motivo (fato e fundamento jurídico). o Judiciário pode rever. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. inclusive assistência técnica. princípios constitucionais – proporcionalidade e razoabilidade. apenas no que tange a LEGALIDADE EM SENTIDO AMPLO (lei. 55 desta Lei. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais. a critério da Administração e independentemente de seu valor.aos contratos de seguro. "nota de empenho de despesa". mas não é sinônimo de motivo.666/93 (instrumento de contrato). Art. a forma e a finalidade nem sempre são vinculadas. 62. Explicação: O que é motivo? Fato e fundamento jurídico.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. OBS: segundo CABM. o disposto no art. Assertiva verdadeira. nota de empenho de despesa. Mérito é juízo de valor. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos.) CONTUDO. no que couber: I . por norma de direito privado. O MÉRITO NÃO PODE SER REVISTO PELO PODER JUDICIÁRIO OBS: O Poder Judiciário pode controlar o motivo e o objeto do ato discricionário. quando a própria lei dispõe sobre ALTERNATIVAS POSSÍVEIS. mérito não é igual a objeto nem motivo. no que couber. assim. §1º A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. §2º Em "carta contrato". e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. É verdade que a forma e finalidades estão previstas em lei. de locação em que o Poder Público seja locatário. tais como carta-contrato. estamos diante de um poder discricionário entregue ao administrador. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. de financiamento. Ademais. por exemplo. §4º É dispensável o "termo de contrato" e facultada a substituição prevista neste artigo. "ordem de execução de serviço" ou outros instrumentos hábeis aplica-se.108 Essa discricionariedade é denominada de mérito do ato administrativo. dos quais não resultem obrigações futuras. O mérito está no motivo. e aos demais cujo conteúdo seja regido. entretanto. II . até mesmo para os atos vinculados. §3º Aplica-se o disposto nos arts. predominantemente. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. bem como no objeto (o que o ato faz em si mesmo). O Poder Judiciário pode controlar (rever) o motivo e o objeto. "autorização de compra". etc. .

Mas lembre-se que esse ônus da prova recai sobre a veracidade porque a lei o juiz conhece (iuri novit curiae). Tipicidade: tal atributo foi criado por Maria Silvia Zanella Di Pietro que significa o seguinte: cada ato administrativo tem sua aplicação determinada. atestado. esse atributo existe em todos os atos administrativos. Trata-se de presunção RELATIVA (iuris tantum). . A autoexecutoriedade decorre da presunção de legitimidade. a Executoriedade nem sempre poderá ser dispensada. pois apesar da exigibilidade sempre dispensar o Judiciário. a presunção de legitimidade tem como resultado prático a APLICAÇÃO IMEDIATA do ato administrativo. facilitando a vida do administrador público. parecer). obrigatoriedade): a imperatividade está presente nos atos que trazem uma obrigação. assim. e Executoriedade (executar sem o Poder Judiciário). A executoriedade só existe sem o Judiciário nas hipóteses previstas em lei e quando se tratar de medidas urgentes. porém. Presunção de legitimidade: legitimidade (moral) é a soma da legalidade (lei) com a veracidade (verdade). Imperatividade (coercibilidade. Ex: cobrança de sanção pecuniária.109 Atributos do ato administrativo  Presunção de legitimidade.  Autoexecutoriedade. cabendo o ônus da prova ao administrado (quem contesta). O ato tem exigibilidade. e tem por fundamento o princípio constitucional da legalidade (o administrador só pode fazer o que está previsto em lei). não o impede. e  Tipicidade.  Imperatividade. assim. mas o administrador não pode executar a multa. Autoexecutoriedade: dispensa o controle prévio do Poder Judiciário. se o ato não traz em seu conteúdo uma obrigação. mas não tem executoriedade. não terá o atributo de imperatividade (ex: certidão. Por fim. A autoexecutoriedade se subdivide em: Exigibilidade (decidir sem a intervenção do Poder Judiciário). Tem exigibilidade. tendo em vista que a qualquer momento o administrado poderá buscá-lo. Nem todo ato administrativo possui este atributo.

e logo não se discute se é válido ou eficaz. É possível um ato perfeito ser inválido e ineficaz. concluindo seu ciclo. a Administração Pública descobre que houve fraude neste concurso) . se imperfeito.110 Formação. Doutrina minoritária faz distinção entre eficácia e exigibilidade. O ato inválido produz efeitos até ser declarado como tal.  Ato perfeito é aquele que percorreu uma trajetória e concluiu um ciclo de formação. ato válido e ato ineficaz: é o caso do contrato administrativo que não foi publicado.  Ato válido é aquele que cumpriu todos os requisitos.  Ato eficaz é aquele que está pronto para produzir efeitos. É possível um ato perfeito ser válido e ineficaz (ex: licitação regular e contrato regular é ato perfeito e válido. Assim. Nessa fase não se analisa se esse ato preencheu ou não seus requisitos. O ato é válido se ele preencheu seus requisitos de validade. Validade e Eficácia O ato é tido como perfeito quando ele percorre toda sua trajetória de formação. Ato perfeito. e . A doutrina moderna diz que o ato imperfeito é qualquer que não concluiu esse ciclo de formação. ato inválido e ato ineficaz: caso de uma licitação fraudulenta que ainda não foi publicada. 2. Ato perfeito. 3. produzirá seus efeitos até que seja declarado inválido. nem existe. e após 05 anos da nomeação dos aprovados. sendo esta a condição de eficácia). ainda não foi publicado. Casos práticos 1. Exemplo de ato imperfeito é o ato de nomeação de secretário de Estado ainda não publicado no respectivo diário oficial. ato inválido e ato eficaz: aquele concurso público que após todo o certame foi tido como fraudulento. Este é o efeito típico (ou esperado) do ato de desapropriação. Há dois efeitos secundários ou atípicos: a) efeito secundário REFLEXO. Contudo. nem sempre o ato irá produzir efeito PRIMÁRIO (típico). Ato perfeito. Efeitos esperados do ato administrativo O efeito esperado do ato de desapropriação é a obtenção do bem pela Administração Pública. É possível um ato perfeito ser inválido e eficaz. O ato é eficaz quando ele produz efeitos. até ser declarado inválido (ex: concurso público que nomeia 20 candidatos. podendo produzir efeitos SECUNDÁRIOS ou ATÍPICOS (não é o efeito esperado). Ou seja. Porém.

Quanto ao grau de liberdade . etc. sendo perfeito neste segundo momento. Antes da nomeação haverá um efeito preliminar. Ato Individual: ato que tem destinatário determinado. Ex: administrador determina o sentido de certa rua.111 b) efeito secundário PRELIMINAR (OU PRODRÓMICO). Já o efeito preliminar ou prodrómico é aquele que acontece nos atos complexos ou compostos. O efeito reflexo é aquele que atinge terceiro estranho ao ato Ex: desapropriação do bem do particular que estava locado para terceiros. Logo. Outro exemplo é a velocidade em uma determinada avenida. a obrigação de o presidente se manifestar. Pode ser uma simples ciência pessoal. Estes independem da vontade do administrador e não podem ser suprimidos.  Individual Singular: só tem um destinatário. Atos Externos: produz efeitos para fora da Administração. mas vai atingir dentro da Administração. Os efeitos atípicos prodrómicos são contemporâneos à emanação do ato. a saber. todo ato externo é dentro e fora. o Senado Federal escolhe e o presidente nomeia. atinge inclusive particulares e. CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS De acordo com os destinatários Ato Geral: é o ato abstrato que terá aplicação na coletividade como um todo – erga omnes – não tem destinatário determinado. surge antes do aperfeiçoamento do ato. em função disso. Ex. conceder gratificação aos servidores fulano e beltrano. Ex: determinar o uniforme dos servidores. a velocidade permitida. Ex: para nomeação de dirigente de agência reguladora. Ex: os órgãos estaduais só vão funcionar das 8 às 14 horas. Quanto ao alcance dos atos Atos Internos: produz efeitos dentro da Administração. Ato interno não precisa de notificação/publicação oficial. Isso produz efeitos para fora e também para dentro. Todo ato interno só produz efeitos dentro. Ex: nomear fulano para o cargo de promotor. porém com destinatários determinados.  Individual Plúrimo: atinge mais de um destinatário. os atos externos dependem de publicação em órgão oficial.

pois este ato vinculado não será absolutamente vinculado. OBS: Normalmente. Ex: para nomear dirigente de agência reguladora o Senado aprova e o presidente nomeia. O administrador pratica o ato que será ratificado ou visto pelo chefe. mas não pode instituir mais. Alguns autores dizem que a competência é quem determinada à discricionariedade e não o ato. que dependem de um juízo de valor. indeterminados. As que já existem continuam existindo. Um exemplo de extinção por desaparecimento do objeto são os terrenos de marinha. Também será discricionária quando a própria lei traz conceitos vagos. Ele falece. Quanto à formação Ato simples: está perfeito e acabado com uma única manifestação de vontade de um único órgão. Imagine que ocorre a nomeação de um servidor para o cargo X. Se praticado fora dos limites legais o ato é arbitrário e deve ser retirado do ordenamento jurídico. Com os requisitos legais. Tem a mesma força e o mesmo poder de decisão. O Código Civil não permite mais a instituição da enfiteuse. mas não diz a forma de exercer. Ato composto: tem duas manifestações de vontade dentro do mesmo órgão. Juízo de valor. pois o administrador tem a discricionariedade do prazo. OBS: Ato administrativo vinculado não admite liberdade alguma? R: Não. Conveniência. Então extinto estará o ato de nomeação. A lei dá a competência. Conveniência. Juízo de valor. EXTINÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO Cumprimento dos efeitos: a primeira hipótese que gera a extinção do ato é o cumprimento dos seus efeitos. quando a lei traz requisitos. o que aconteceu com o ato de férias? Extinguiu. Pode ser singular ou colegiado dependendo do órgão: Simples singular: só um agente.112 Ato vinculado: não tem: Liberdade. e Oportunidade. Quando ele volta a trabalhar. o administrador é obrigado a praticar o ato. sendo a primeira a principal e a segunda. Imagine que a administração conceda férias ao servidor e ele sai 30 dias de férias. porque ele já cumpriu os seus efeitos. Na decisão discricionária a lei traz alternativas ou a lei diz a competência para o administrador fazer. O administrador pode escolher se pratica no primeiro ou no último dia do prazo. mas estão em patamar de igualdade. Ato complexo: tem duas manifestações em órgãos diferentes. Desaparecimento do sujeito ou do objeto: também ocorre a extinção através do desaparecimento do sujeito ou do seu objeto. a decisão é vinculada. e Simples colegiado: vários agentes votaram com uma só decisão. Imagine que numa região o mar invadiu onde era terreno de . secundária. São terras da União que particular usa pelo instituto da enfiteuse. Ato discricionário: tem: Liberdade. e Oportunidade. Mas nos limites da lei.

Não poderá ser tombada. O judiciário pode fazer controle de legalidade – controle em sentido amplo: lei. a apreciação judicial. O princípio em que a administração revê os seus próprios atos é o princípio da autotutela. Tal princípio embasou duas súmulas do STF. e ressalvada. Quando o ato administrativo é praticado e o judiciário vai controlar o ato isso é chamado de controle judicial. . ou revogá-los.Anulação ou Revogação dos Seus Próprios Atos . princípios e afrontas a Constituição Federal. O dono do direito não quer mais. O que irá acontecer com essa enfiteuse? Enfiteuse desaparece. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. Outro exemplo é uma casa que seria tombada. ANULAÇÃO Quando acontece a anulação de ato administrativo? Anula-se um ato administrativo quando o ato for ilegal. OBS: Quem pode retirar este ato ilegal do ordenamento jurídico? R: A Administração deve retirar seus atos que contrariam a lei. respeitados os direitos adquiridos. em todos os casos.A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos STF Súmula nº 473 . por motivo de conveniência ou oportunidade. porque o objeto que é o terreno de marinha também desapareceu. porque o objeto desapareceu. Ato ilegal é retirado do ordenamento jurídico pelo instituto da anulação.Declaração da Nulidade dos Seus Próprios Atos . As hipóteses em que o poder público pode retirar o ato são:      Anulação. A administração deve anular. Retirada do ato pelo Poder Público: ocorre a retirada do ato administrativo por ato do poder público. Cassação. e Contraposição. Poder judiciário pode fazer controle judicial no que tange a legalidade. Caducidade. foi destruída.Administração Pública . Revogação. O poder judiciário também pode rever o ato ilegal.113 marinha. Vejamos: STF Súmula nº 346 .Administração Pública . Renúncia: também gera a extinção do ato administrativo.A administração pode anular seus próprios atos. porque deles não se originam direitos.

114 O poder judiciário vai controlar os atos dos outros e faz controle judicial. Se ele controla os seus próprios atos será controle administrativo. Se controla ato dos outros é controle judicial, se são os seus próprios atos é controle administrativo. O judiciário faz 02 tipos de controle – dos próprios atos e dos atos dos outros. OBS: Quando a administração vai rever o ato no que tange a legalidade? E, quanto tempo tem a administração para rever o ato ilegal? O prazo é de 05 anos. Este é o limite temporal. Ler os arts. 53 e SS da lei 9.784/99. A lei diz que quando esses atos atingirem direitos se aplica esse prazo. É difícil lembrar um ato administrativo que não atinge direito. Normalmente o ato atinge direito.
CAPÍTULO XIV DA ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. §1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. §2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.

OBS: Anulação produz efeitos ex tunc ou ex nunc? R: Em regra ela produz efeitos ex tunc. Imagine que a Administração praticou o ato administrativo “1”. Um ano depois descobrem que esse ato “1” é ilegal. Ela decide praticar um ato “2” para retirar o ato “1”. Esse ato “2” é a anulação. A anulação é um simples ato administrativo. Se o ato “2” é um ato administrativo ele tem que preencher todas as exigências de um ato administrativo. Se um ato atingir alguém deve haver o contraditório e a ampla defesa. Imagine que o servidor público pede uma gratificação que se tem direito em razão de uma lei X. O administrador analisa o caso concreto e concede a gratificação. Imagine que um ano depois se descobre que a interpretação foi errada e ele não tinha direito. Para retirar do ordenamento jurídico pratica-se uma anulação. Essa anulação deve produzir efeitos ex nunc. CABM diz que o servidor não teve culpa.

115 Se a anulação é um ato restritivo de direitos ela vai produzir efeitos ex nunc, anulação restritiva. Imagine que agora o ato 1 (concessão da gratificação) não ocorreu. Um ano depois se descobre que ele tinha direito a gratificação. O ato que negou será anulado. A anulação é ampliativa de direitos. Agora o ato administrativo vai produzir efeitos ex tunc. Segundo CABM se a anulação for um ato restritivo de direitos, ela deve ser praticada com efeitos ex nunc. Todavia, se a anulação é um ato ampliativo de direitos, ela vai produzir efeitos ex tunc desde a origem. REVOGAÇÃO É a retirada de um ato administrativo, porque ele não é mais conveniente. O ato é válido, preenche todos os requisitos, mas de hoje em diante ele não é mais conveniente. Quem pode revogar ato administrativo? Só a Administração. OBS: Poder judiciário jamais poderá revogar ato administrativo. V ou F? R: Falso, pois o judiciário pode revogar atos administrativos quando for os seus próprios atos. Ele está fazendo controle administrativo. Não se admite revogação via controle judicial, exceto dos seus próprios atos como controle administrativo. Ex: cancelar um concurso quando não é mais conveniente. O Judiciário não pode revogar ato dos outros poderes, em sede de controle judicial. OBS: Revogação é ex tunc ou é ex nunc? R: O ato é válido e de hoje em diante ele não é mais conveniente. Ou seja, produz efeitos ex nunc. OBS: Quanto tempo tem a administração para revogar os seus próprios atos? R: Não tem limite temporal. Não tem prazo. Para se revogar ato administrativo existem limites materiais. São limites materiais ou de conteúdo para a revogação:  Ato administrativo vinculado – (porque ele não tem conveniência e
oportunidade);

 Ato que já produziu direito adquirido; e  Ato que já exauriu seus efeitos. OBS: este rol é somente exemplificativo.

CASSAÇÃO

116 É a retirada de um ato administrativo pelo descumprimento das condições inicialmente impostas. No município de São José do Rio Preto é proibida a instalação de motéis na cidade. Pede a licença de hotel e após um ano muda a atividade e passa a explorar a atividade de motel. Pode o poder público retirar a licença? Pode por meio da cassação, porque o interessado descumpriu a condição imposta: a implantação do hotel. CADUCIDADE É a retirada de um ato administrativo pelo poder público em razão de superveniência de uma norma jurídica que impede a sua manutenção por ser com ele incompatível. Em algumas cidades existe um terreno. Circos e parques se instalam nesse terreno. Normalmente é feita uma permissão de uso para o circo. Vamos imaginar que depois disso vem a lei do plano diretor que é aquela lei que organiza o município. Essa lei estabelece que naquele terreno do circo terá uma rua. Essa lei impede que o ato anterior continue existindo. Se for rua não pode continuar sendo circo, sendo extinto o ato de permissão. CONTRAPOSIÇÃO Nunca caiu em concurso, por enquanto. Na contraposição se tem dois atos administrativos que decorrem de competências diferentes, sendo que o segundo elimina os efeitos do primeiro. Imagine que um sujeito é nomeado para um cargo público. No exercício da função ele pratica uma infração grave. Ele será demitido. O que irá acontecer com a nomeação nesse caso? A nomeação ficará extinta pelo instituto da contraposição. O segundo ato impede a manutenção do primeiro. Qual a diferença entre a caducidade e a contraposição? Na caducidade é ato + lei e na contraposição é ato + ato.

DEFEITOS Quando o ato vai ser retirado, convalidado ou mantido? O ato que não tem defeito e que preenche todos os requisitos é o ato válido. Perfeito é ciclo de formação e não sinônimo de impecável. Agora encontramos atos administrativos que possuem defeitos tão graves que eles são chamados de atos inexistentes. Conduta criminosa é um defeito gravíssimo. Esse ato não produz efeito algum. Se a administração determina que os atos administrativos na repartição “X” devem ser praticados de caneta azul. Se o servidor pratica de caneta preta o ato é chamado de ato irregular. Ele tem um defeito, mas é um defeito de mera irregularidade. Ele tem defeito de padronização. Ele é válido, não precisa ser corrigido, mas tem um defeito.

para um ato administrativo mais simples (que não exija essa condição solene). Quando falamos numa concessão de serviço público. o qual não preenche os requisitos.117 O defeito que aceita conserto é anulável. após a convalidação. O chefe convalida. Não confundir convalidação com conversão ou sanatória. o qual ele preenche os requisitos. Não é todo defeito de competência e de forma que é sanável – depende de cada ato. Para não começar do zero. a confiança. só que válido”. o que se denomina estabilização dos efeitos do ato. transforma o mais rigoroso num ato mais simples”. Ato anulável está sujeito a convalidação. tem defeito sanável quando tem um vício de competência ou de forma. Anular é fazer controle de legalidade pela Administração. De outro lado. é melhor manter o ato. a boa fé. mas corrigido” SANATÓRIA OU CONVERSÃO: o mais comum de cair nos concursos é sanatória. nem converter. Quem tinha que praticar o ato era o chefe da repartição. um ato precário. é necessária autorização legislativa. mas quem fez foi o subalterno. não tem conserto. Quando ele inicia a concessão. . “Na convalidação conserta o defeito. a saída é a anulação do ato”. Se o ato tem um defeito e este é insanável. temos a permissão de serviço público que é um ato mais simples. Analisando o caso concreto. tais como a segurança jurídica. Vai continuar sendo o mesmo ato. “Quando o ato administrativo tem um defeito sanável teremos. É a transformação de um ato administrativo solene. “Não sendo possível convalidar. se é ou não sanável. o ato torna-se válido e continua sendo o mesmo ato. se a anulação do ato ilegal causar mais prejuízos do que a sua manutenção. o qual se preenche os requisitos. “ “Na conversão. esquece da autorização legislativa. e não precisa de autorização legislativa. um ato administrativo continua sendo o mesmo. Corrigindo o vício ele continua sendo a mesma coisa sem vício. ele aproveita o que já foi feito e transforma o ato de uma concessão em uma permissão que é um ato mais simples. Imagine que o administrador dá início a uma concessão. A anulação é exercício do princípio da legalidade. que é um ato solene. Tem defeito sanável na competência e na forma. Esta corrente surge da necessidade de se preservar diversos princípios constitucionais. Este entendimento tem crescido na doutrina e jurisprudência no Brasil. se tem outro ato. A posição majoritária da doutrina diz que a convalidação e a anulação são deveres do administrador que deve sempre buscar a legalidade. ele será anulado. O conserto do defeito sanável se chama convalidação. etc.

os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos. art. a progressão de servidores públicos. mediante concurso interno.2006 .02. 10. Ela não tem um raciocínio lógico. Em procuradoria. 13. 8º.8. Para primeira fase a principal dica é pelo menos a lei seca – CESPE E ESAF.520/02. art.RS . (STF . Lei de licitação de publicação – Lei 12. Ademais.p. A lei 8.520/02 é a lei do pregão. 17 e 24) e tem a Medida provisória nº 422/07 que ainda está tramitação – altera também o art. 17 e art.Rel. A Lei 10. III . por enquanto. mas pode aparecer também em magistratura. CONSTITUCIONAL . É possível varias questões.2ª T. dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27. o entendimento a respeito do tema não era pacífico. art.112 . 17. Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade.SERVIDOR PÚBLICO: PROVIMENTO DERIVADO: INCONSTITUCIONALIDADE: EFEITO EX NUNC PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA . licitação cai peso pesado – principalmente parecer e contrato na segunda fase.666/93 e a lei 10. da Lei 8.1999. 37.RE 442683 . II.DJU 24. com efeito ex nunc. CF. 55) LICITAÇÃO Observações iniciais Cai muito em concursos. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu. art. apenas em 17. II .666/93 sofreu 03 alterações em 2007 (art. Min. § 4º . A lei 8. mas não provido.118 O defeito não é corrigido aqui. . "DJ" de 25. IV.666/93 é complicada pela desordem. . Colocar na lista de leituras obrigatórias a lei 8. Ex: servidor público nomeado sem concurso – RE 442. Acontece que. Na procuradoria a chance é maior. Carlos Velloso . por isso.232/10 – não é leitura obrigatória. Isso dificulta para quem nunca viu uma licitação.03. não há que se falar em convalidação. é que o Supremo Tribunal Federal suspendeu. III. de 1990.6.I. Em concurso do Ministério Público pode cair numa segunda fase em peça de civil numa ação de improbidade. RE conhecido. Relator o Ministro Moreira Alves. 33. à época dos fatos 1987 a 1992. vários temas dentro de licitação. Precedentes do Supremo Tribunal Federal.1993. parágrafo único . a eficácia do art. IV.683/RS.1998: ADI 837/DF. certo que. A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos.

Técnica. Na prática não funciona assim tão bonitinho. Dar a oportunidade para que qualquer um que preencha os requisitos possa licitar com a Administração.  Lei 8. Compete privativamente à União legislar sobre normas gerais de licitação e contratos. técnica e preço ou preço. já foi utilizada tal sistemática. Existe uma segunda finalidade que cai bastante na FCC. Tem como segunda finalidade a aplicação do princípio da impessoalidade. Estados. Nem sempre vai ser a mais barata. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA De quem é a competência para legislar sobre licitações e contratos? Está prevista no art. em todas as modalidades.  Lei 11. essas normas servem para todo o território nacional. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. Distrito Federal e Municípios.232/10 (lei de licitação em publicidade). OBS: Licitação serve para selecionar a proposta mais barata. São normas gerais:  Lei 8666/93 (licitação e contratos). OBS: Se a União tem competência para legislar sobre normas gerais. § 1°. obedecido o disposto no art. Art. III.079/04 (lei de concessão especial ou PPP). Quando a União legisla sobre normas gerais. para as administrações públicas diretas.520/02 (pregão). Percebe-se que muitas vezes são as mesmas pessoas que ganham a licitação. V ou F? R: FALSA.119 CONCEITO: A licitação é um procedimento administrativo. ou seja. Trata de competência privativa.987/95 (concessão e permissão de serviço). 37. nos termos do art. não podendo delegar). No nosso sistema. São normas de âmbito nacional.normas gerais de licitação e contratação. pode delegar (exclusiva exclui todo mundo. Qual o objetivo de licitar? O primeiro objetivo é selecionar a melhor proposta para o poder público. 22/CF. . 22. XXI.  Lei 10. Compete privativamente à União legislar sobre: XXVII . e Federal – só serve para a União.  Lei 12. XXVII da CF. o qual serve para celebrar contratos da administração pública. 173. essa lei é de âmbito nacional ou de âmbito federal? Nacional – em todo território nacional. autárquicas e fundacionais da União.

Já temos essa disciplina em âmbito nacional. Subordinam-se ao regime desta Lei. SUJEITOS DA LICITAÇÃO Quem está obrigado a licitar no Brasil? Está contido no art. Norma específica só serve para quem legislou. 17 são constitucionais. O STF faz interpretação conforme para dizer que algumas alíneas do art. mas só esse art. ou seja. A idéia de inversão já foi copiada em duas leis: Lei 11. Esta lei será de âmbito federal. Parágrafo único. inclusive de publicidade. Art. Começou a discutir se ela é ou não constitucional. do Distrito Federal e dos Municípios. porque a lei baiana é uma lei muito mais rápida. Se esse projeto passar. O STF reconheceu que a sua maioria são normas gerais e algumas alíneas são normas especificas. quem pode legislar sobre norma específica? União.120 OBS: Se a União pode legislar sobre normas gerais. muito econômica. Essas normas específicas são constitucionais ou não? R: Se o art. Hoje o legislador já tomou outra providência. e assim por diante. alienações e locações no âmbito dos Poderes da União. ou seja. 17 (fala de alienação de bem público) foi objeto de controle de constitucionalidade. tudo como no pregão. A lei 8. desde que interpretados conforme a Constituição Federal. A União pode legislar sobre normas específicas. os Estados. A concorrência já está invertida em âmbito nacional. Se o Estado legisla sobre norma específica a lei é de âmbito estadual.666/93 tem outras normas especificas. mas algumas alíneas do art.666 tem normas gerais e nestas o âmbito será nacional. as autarquias. 17 são interpretadas como leis de âmbito federal e a União pode fazer normas só para ela. A lei de licitação da Bahia traz tudo invertido. compras. serve só para ela. Estados. 1º da Lei de Licitações. vamos ter que reaprender licitação. 1º Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras. Distrito Federal e Municípios. ou seja. não pode contrariar norma geral.987. Ele mesmo separa na lei o que é norma específica para a União e o que é norma geral de âmbito nacional. as sociedades de . as fundações públicas. o STF disse que as alíneas do art. Se o Estado vai legislar ele só pode legislar sobre norma específica.666/93 traz em todos os seus dispositivos (mais de 100) normas gerais? Ela foi além de normas gerais.666/93. os fundos especiais.666/93. A ADIN 927 discutiu algumas alíneas do art. Mas a lei 8. desde que interpretado como norma específica. lei de âmbito federal. além dos órgãos da administração direta. então é constitucional. as empresas públicas. serviços. como norma específica. 17 foi interpretado. O STF decidiu que a lei 8. Os procuradores baianos foram convidados a participar da comissão para alterar a lei 8.079 e a Lei 8. 17 da Lei 8. 17 representam normas especificas e estas são de âmbito federal.

c) Fundos especiais – o legislador falhou quando colocou o fundo especial. conforme definidos em lei. um núcleo para apoiar. 173. Estados. §3º. que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços que disporá.A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição.  Fundo especial com a qualidade de fundação pública.  Fundo especial como simples código orçamentário. O serviço social segue o procedimento simplificado de licitação segundo do Tribunal de Contas. dentre outras coisas. é denominado procedimento simplificado do sistema S. OBS: O fundo especial normalmente tem finalidade assistencial. 173/CF. b) Administração indireta – autarquias. Quando falamos do fundo especial muitas vezes ele cai no concurso como cilada. Distrito Federal e Municípios. 1º. Também não precisava vir separado porque fundação pública também já estava na lista. continuam-se aplicando as regras previstas na Lei. fundações. a elaboração de estatuto da empresa pública. sobre licitação e contratação realizada por essas entidades. Sendo um órgão da Administração Direta não precisava vir em separado porque a Administração Direta já estava na lista. Aqui encontramos os serviços sociais autônomos. Ele está presente no art. mas está expresso. OBS: Cabe ressaltar que a constituição prevê em seu art. empresas públicas e sociedades de economia mista. Vale recordar que a Petrobrás possui procedimento simplificado previsto no art. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. Art. Não deveria estar.121 economia mista e demais entidades controladas direta indiretamente pela União. Sendo só um código do orçamento ele não faz licitação não precisando estar na lei. §3º . Fundo especial pode surgir em três situações diferentes:  Fundo especial com natureza de órgão da Administração Direta. sociedade de economia mista e suas subsidiárias. tendo em vista que até o momento referido estatuto não foi editado. Tem controle ou fiscalização? Tem licitação. Demais entes controlados direta ou indiretamente pelo Poder Público – entes de cooperação. Entretanto. 67 da . 8666/93 às mesmas. ou a) Administração direta – entes políticos.

foi ajuizada a ADI 4155. dispositivo que como dito anteriormente. da CF. deveria se sujeitar à licitação para concessão e permissão dos serviços. d) Sigilo na apresentação das propostas (assegura à competitividade – a única modalidade que não se sujeita ao sigilo de proposta é o leilão. Objeto da licitação Obras.888 junto ao STF. c) Igualdade (não há estabelecimento de privilégios. Tendo em vista que os Correios. Em face da inconstitucionalidade desta Lei. Os contratos celebrados pela PETROBRÁS. não sendo específica. como já trabalhado neste resumo. Esta matéria está sendo discutida na ADPF de n. 21. sendo que mesmo empresas estrangeiras deverão receber o mesmo tratamento das brasileiras. compras (em regra por registro de preço).478/97. regime que foi legalizado pela Lei 11. como previsto na CR. b) Publicidade (não há licitação sigilosa. e) Julgamento objetivo (regras claras. Art. concessões. é objeto do MS 25. tendo em vista que referida Lei regulamenta as MP’s. pelo menos até o momento. recebe tratamento de Fazenda Pública. salvo em relação ao conteúdo das propostas). apesar de ser Empresa Pública. locações. sendo que o administrador não tem discricionariedade sobre o procedimento – Só se reconhece a nulidade da licitação se a formalidade puder causar prejuízo). para aquisição de bens e serviços. a ser definido em decreto do Presidente da República. que busca sujeitar os Correios ao regime de licitação a que se sujeitam todas as Empresas Públicas. não é isso que ocorre. que questiona o tratamento especial dos Correios com fundamento na inexistência da exclusividade do serviço que o justificou. Princípios norteadores da licitação a) Procedimento Formal (observação do procedimento e respectivas fases. serão precedidos de procedimento licitatório simplificado. possui tratamento de Fazenda Pública em razão da previsão de monopólio de serviço do art.° 46. prévias e objetivas – só pode ser utilizado como critério de seleção o que esteja previsto no edital). 67.122 Lei 9. entretanto. alienações. X. permissões. a não ser em hipótese de empate). já que suas concessões são feitas por meio de franchising. eis que nele todas as propostas são feitas oralmente).668/08. serviços. . OBS: A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Tipos de licitação a) menor preço – é a mais utilizada por ser um critério que permite maior objetividade. A não convocação para a contratação pela Administração. libera os licitantes dos compromissos assumidos). §1º Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. observada a necessária qualificação. decorridos 60 dias da data da entrega das propostas. i) Competitividade.123 f) Vinculação ao instrumento convocatório (edital). escolhidos e convidados em número mínimo de 03 (três) pela unidade . c) maior lance ou oferta – nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso.tomada de preços. Será regra geral nos casos de contratação de obras. g) Adjudicação compulsória ao vencedor (obriga a Administração a.concorrência. §3º Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto. em contratando. 22. na fase inicial de habilitação preliminar. IV . científicas e artísticas). São modalidades de licitação: I . §2º Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. II . cadastrados ou não. locações e fornecimento. Modalidades (determinada em razão do valor da contratação ou do objeto a ser contratado) Art. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.convite. vir a fazê-lo com o vencedor do certame.concurso. compras. serviços. h) Probidade e moralidade administrativa. V .leilão. III . b) melhor técnica ou técnica e preço – exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual (atividades técnicas.

00 Até R$ 1.00 até R$ 150.000. tomada de preços.000. enquanto existirem cadastrados não convidados nas últimas licitações. mais um interessado. em local apropriado. nos termos do edital. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo. 19. no mínimo. §5º Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. que comprovem habilitação compatível com o objeto da licitação. A modalidade de licitação será estabelecida levando-se em consideração.00 OBS. §8º É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das referidas neste artigo. 27 a 31. conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.107. dois critérios: o valor (concorrência. concurso. igual ou superior ao valor da avaliação. é obrigatório o convite a. a quem oferecer o maior lance. cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.500. for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos no § 3º deste artigo. a qual afixará.000.: Até 10% desse valor (15. §6º Na hipótese do § 3º deste artigo.500.00 Engenharia . científico ou artístico.00. realizado para objeto idêntico ou assemelhado.00 Convite De 0.00) a licitação será dispensável. a administração somente poderá exigir do licitante não cadastrado os documentos previstos nos arts. Obras e serviços Valores acima de de R$ 1. Empresas Públicas. Sociedade de Economia Mista e Consórcios Públicos da lei 11. §9º Na hipótese do parágrafo 2º deste artigo. §7º Quando.000. por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. §4º Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico. 23 Concorrência Tomada de Preços Acima de: R$ 150. mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores.124 administrativa. existindo na praça mais de 3 (três) possíveis interessados. Art. ou convite) e a qualidade do objeto (leilão. Este limite será dobrado (20%) para autarquias ou fundações qualificadas como Agências Executivas. ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. ou pregão). a cada novo convite. sob pena de repetição do convite.

000.até R$ 80. Sociedades de Economia Mista e Consórcios Públicos da lei 11. §8º prevê que os limites para a realização de convite e tomada de preços.00).00 até R$ 80. b) Tomada de preços .00) desse valor a licitação será dispensável. 23.000.00 (um milhão e quinhentos mil reais).: Até 10% (8. 23.000.107.00 Até R$ 650.000. Empresas Públicas. será triplicado (R$ 450.000.00 (seiscentos e cinqüenta mil reais).000. dessa forma.00 ou R$ 3.00 (um milhão e quinhentos mil reais). a) CONCORRÊNCIA – contratações de maior vulto ou valor (limites fixados por lei federal – acima de R$ 1.para compras e serviços não referidos no inciso anterior: a) Convite .500.500.000.000.00). c) Concorrência . II . b) Tomada de preços . e o triplo.000. excepcionalmente. Além do critério acerca do valor.00). tendo em vista o valor estimado da contratação: I .000. será possível sua concessão por leilão .00. a concorrência sempre será exigida para os contratos de:  Concessão de serviços públicos e de direito real de uso de bens públicos (se o serviço a ser desestatizado estiver no programa de desestatização.000. e quando contarem com mais de 03 entes.500.000. nos casos em que os consórcios públicos contarem com até 03 entes serão dobrados (R$ 300.000. c) Concorrência: acima de R$ 1.00 (oitenta mil reais).até R$ 150.até R$ 1.000.500.00 (cento e cinqüenta mil reais). Este limite será dobrado (20%) para autarquias ou fundações qualificadas como Agências Executivas.000. quando formado por maior número.000.00 (seiscentos e cinqüenta mil reais). o critério que determinará a utilização desta modalidade de licitação será o objeto.00 Acima de: R$ 80. §8o No caso de consórcios públicos. aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo quando formado por até 03 (três) entes da Federação. As modalidades de licitação a que se referem os incisos I a III do artigo anterior serão determinadas em função dos seguintes limites.até R$ 650.00 De 0. Art.acima de R$ 650.00 ou R$ 4.00 OBS.para obras e serviços de engenharia: a) Convite . . OBS: O art.125 Outros Serviços Para serviços com valor acima de: R$ 650.ex: telefonia).

500.000. o da universalidade (admite participação de qualquer interessado). ou da modalidade convite. III . poderão ser alienados por ato da autoridade competente. desde que o valor da licitação respeite seu limite legal e que a Administração possua cadastro internacional (banco de dados de empresas estrangeiras).comprovação da necessidade ou utilidade da alienação. dentre outros. admitindo-se inscrições daqueles que preencherem os requisitos até o 3º dia anterior à data do recebimento das propostas. Os princípios norteadores desta modalidade incluem. 19. b) TOMADA DE PREÇOS – utilizada para contratações de vulto médio (entre o mínimo da concorrência – R$ 1. observadas as seguintes regras: I . ou seja: cuja aquisição tenha derivado de procedimentos judiciais ou dação em pagamento. será possível a adoção da modalidade de tomada de preços. não sendo condição para participação no certame que o requerimento já tenha sido deferido. sob a modalidade de concorrência ou leilão. habilitação preliminar e julgamento por comissão. devendo-se observar. OBS: Excepcionalmente. 19. II . entretanto. situações em que a Administração poderá alienar o imóvel tanto por concorrência.000.00 e o máximo do convite R$ 150. que se o cadastramento tiver sido .  Licitação internacional (conta com a participação de empresas estrangeiras e conseqüentemente possui regras próprias previstas no edital). cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento.00). observada a qualificação necessária (qualificação prévia). na licitação internacional.adoção do procedimento licitatório.126  Alienação ou aquisição de imóveis (salvo nos casos previstos no art. e nos casos de dispensa de licitação) Art.avaliação dos bens alienáveis. Os interessados devem estar previamente cadastrados (no banco de dados da administração que serve como uma espécie de habilitação prévia). como por leilão. A prova do preenchimento dos requisitos até o 3º dia anterior pela empresa se dá por meio de requerimento com apresentação de todos os documentos. Os bens imóveis da Administração Pública. ampla publicidade. desde que a licitação respeite o valor dessa modalidade e não exista fornecedor do serviço ou do produto no país.

não necessariamente formada por servidores públicos. mas em regulamento próprio. que tem a função de provimento de cargos. a doutrina reconhece a possibilidade de sua participação desde que o mesmo se cadastre até 03 dias antes da entrega dos envelopes.127 indeferido nesse prazo de três dias. de forma que cada concurso terá seu regulamento.: Na modalidade convite. mas pessoa com conhecimentos na área daquilo que será objeto). assim será obrigatório para os casos de venda de móveis inservíveis à administração. qualquer interessado. se a repartição for pequena e o deslocamento de três servidores puder prejudicar o andamento do serviço. e não penhorados. ser substituída por um único servidor. Será remetida carta-convite a no mínimo 03 interessados. enquanto o concurso da Lei 8. para que a licitação prossiga é necessário que haja ao menos três propostas válidas. d) CONCURSO – para escolha de trabalhos intelectuais (técnico. não havendo exigência de 03 propostas para o prosseguimento regular da licitação. desde que cadastrado.: De acordo com o Tribunal de Contas da União. e) LEILÃO – Esta modalidade se presta para alienações e não para compras. a comissão de licitação que normalmente é formada por 03 servidores.00). OBS: tem uma comissão especial (não precisa ser composta por servidores públicos. já que o leilão destes segue o . O julgamento será realizado por uma comissão especial. Além dos convidados. Pessoa idônea e com conhecimento na área. cadastrados ou não. Apesar da ausência de previsão legal de oportunidade de participação no convite de licitante não cadastrado e não convidado. poderá manifestar interesse em participar da licitação até 24 horas antes da apresentação das propostas. OBS. e não um cargo. para apresentarem propostas no prazo de 05 dias. OBS: Não tem procedimento previsto na Lei 8666/93. o entendimento majoritário (melhor para concursos) são no sentido de que basta o convite ao menos 03 interessados. científico ou artístico). entretanto. venda de produtos apreendidos ou penhorados (na verdade. Nessa modalidade é necessário a prévia estipulação de prêmio ou remuneração. o legislador quis se referir a bens empenhados – como no leilão das jóias empenhadas da Caixa Econômica Federal. devendo o edital ser publicado com antecedência mínima de 45 dias corridos (o prazo mais cobrado nos concursos). caberá recurso com efeito suspensivo contra essa decisão. c )CONVITE – contratações de menor valor (abaixo de R$ 150. OBS.666/93 tem como contrapartida um prêmio. OBS: Não confundir com concurso público.000. poderá. como se dá na tomada de preços.

possibilitando uma contratação por menor preço pela Administração. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. por meio de especificações usuais no mercado (ou seja. 23.128 procedimento previsto no Título de Execução do CPC) e venda de imóveis cuja aquisição tenha derivado de procedimentos judiciais ou dação em pagamento. alínea "b" desta Lei. A alienação de bens da Administração Pública. ou seja. quando o pagamento restante será efetuado também no prazo nele previsto. 17. OBS: O leilão é feito por leiloeiro.666/93. seguindo a praxe administrativa. sendo uma preparatória e interna (definição do objeto. não havendo necessidade de habilitação prévia ou garantias.00. 17. §6º da Lei 8. justificativa da necessidade de contratação e exigências) e outra externa (que se inicia com a convocação dos interessados). O valor arrematado será pago no percentual estabelecido no edital à vista. É modalidade de licitação para o tipo “preço” e nunca para o tipo “técnica”. OBS: o art. o que eleva o número de concorrentes. entretanto. O intervalo mínimo em 08 dias úteis (os dois menores prazos esse e o do convite que é em 05 dias úteis). podendo ser utilizado independentemente do valor do contrato. através da Lei 10. Será obrigatório o critério do menor preço.666/93. que podem ser adquiridos em qualquer loja). OBS: O procedimento do leilão não está previsto na Lei 8. a Administração poderá permitir o leilão. prevê a possibilidade de alienação de outros bens móveis até o limite de R$ 650. isolada ou globalmente. pela Lei 9.472 e em 2000 foi introduzido para todos os entes da Administração.(não constando nas modalidades de licitação previstas na Lei 8666). . o que ocorre na prática é sua designação por nomeação. aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital. O pregão é feito pelo pregoeiro (possui poder decisório) que será auxiliado por uma equipe de apoio (não possui poder decisório). Esta modalidade nunca será utilizada para alienação. O procedimento é invertido e se divide em duas fases. que poderá ser contratado por concurso desde que seja criado o referido cargo. através de leilão. inciso II. sendo utilizada apenas para AQUISIÇÃO de bens e serviços comuns.520/02 – leitura obrigatória .000. em quantia não superior ao limite previsto no art. Art. f) Pregão – Foi instituído em nosso ordenamento para as Agências Reguladoras em 97. Será exigida prévia avaliação e ampla publicidade. como ainda não existe esse “cargo”. será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: §6º Para a venda de bens móveis avaliados.

24. Para o âmbito federal a preferência hoje é a modalidade de licitação pregão.caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. situações em que ela será: inexigível. para ratificação e publicação na imprensa oficial. dispensável e dispensada. e na forma eletrônica. e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. sendo adequada à contratação de bens e serviços não classificados como comuns e que não sejam obras e serviços de engenharia civil. razão pela qual sofrerá algumas adaptações previstas no Decreto 5450/2005. será instruído.documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados . 8º desta Lei deverão ser comunicados. no lugar desta. 17 e no inciso III e seguintes do art.razão da escolha do fornecedor ou executante. 26 da Lei 8666/93. 26. a licitação para contratação com a Administração que tenha como fim qualquer dos objetos já apontados noutras. com os seguintes elementos: I . ocorrerá o que se denomina “procedimento de justificação”. no prazo de 5 (cinco) dias. II . CONTRATAÇÃO DIRETA Em regra. como condição para a eficácia dos atos. ocorrendo completamente no mundo virtual. havendo. Parágrafo único. de inexigibilidade ou de retardamento. segundo critério que leve em consideração custo e benefício. III .justificativa do preço. As propostas serão julgadas por um júri. Da mesma forma. g) Consulta – prevista apenas para as agências reguladoras. previsto neste artigo. 25. necessariamente justificadas. Quando a licitação não for realizada por inexigibilidade ou dispensabilidade. dentro de 3 (três) dias. IV . cujas regras se encontram previstas no art. as situações de inexigibilidade referidas no art. quando for o caso. Art. As dispensas previstas nos §§ 2º e 4º do art. no que couber. OBS: Nos casos em que couber convite. O processo de dispensa. a Administração poderá utilizar a modalidade de “concorrência” nos casos em que couber tomada de preços.129 Atualmente a lei permite o pregão eletrônico que segue o mesmo procedimento do pregão presencial. no entanto. à autoridade superior. será obrigatória. a Administração poderá utilizar a modalidade de “tomada de preços” ou “concorrência”.

serviços.para a aquisição. do inciso I do artigo anterior. Dispensável: quando a lei autoriza (rol taxativo do art. todas as condições preestabelecidas.nos casos de guerra ou grave perturbação da ordem.quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta. de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que . públicos ou particulares. nos casos previstos nesta Lei. V . quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas. e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos. a qual se subdivide em dois tipos. IV .130 Dispensa: A competição é viável. 48 desta Lei e. É dispensável a licitação: I .nos casos de emergência ou de calamidade pública. portanto. de ato discricionário. compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. VI . será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços. justificadamente. desde que não se refiram a parcelas de um mesmo serviço.quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. neste caso. obras. equipamentos e outros bens. casos em que. persistindo a situação. contados da ocorrência da emergência ou calamidade. observado o parágrafo único do art. 24 . mantidas.para outros serviços e compras de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". do inciso II do artigo anterior e para alienações.para obras e serviços de engenharia de valor até 10% (dez por cento) do limite previsto na alínea "a". vedada a prorrogação dos respectivos contratos. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes. mas vontade do legislador permite a dispensa.DECORAR) a não realização de licitação por critérios de conveniência ou oportunidade. não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração. ou dos serviços. por valor não superior ao constante do registro de preços. desde que não se refiram a parcelas de uma mesma obra ou serviço ou ainda para obras e serviços da mesma natureza e no mesmo local que possam ser realizadas conjunta e concomitantemente. VII . III . Art. por pessoa jurídica de direito público interno. VIII . II .quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento. 24. se tratando.

por órgãos ou entidades que integrem a Administração Pública. XVII .quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional. cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha. XII . nos casos estabelecidos em decreto do Presidente da República.para a impressão dos diários oficiais.para a aquisição de componentes ou peças de origem nacional ou estrangeira. desde que atendida a ordem de classificação da licitação anterior e aceitas as mesmas condições oferecidas pelo licitante vencedor. devidamente corrigido. XVI .para a aquisição de bens ou serviços nos termos de acordo internacional específico aprovado pelo Congresso Nacional. XIII . no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes. em conseqüência de rescisão contratual. XI . XIV . XV . ouvido o Conselho de Defesa Nacional. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. inclusive quanto ao preço. desde que compatíveis ou inerentes às finalidades do órgão ou entidade.131 integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei. quando tal condição de exclusividade for indispensável para a vigência da garantia.para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração. segundo avaliação prévia. necessários à manutenção de equipamentos durante o período de garantia técnica. ou de instituição dedicada à recuperação social do preso. serviço ou fornecimento.na contratação de remanescente de obra. de autenticidade certificada. junto ao fornecedor original desses equipamentos. quando as condições ofertadas forem manifestamente vantajosas para o Poder Público.para a aquisição ou restauração de obras de arte e objetos históricos.na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa. pão e outros gêneros perecíveis. bem como para prestação de serviços de informática a pessoa jurídica de direito público interno. IX . desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos. criados para esse fim específico. do ensino ou do desenvolvimento institucional. X . e de edições técnicas oficiais. de formulários padronizados de uso da administração. realizadas diretamente com base no preço do dia. .nas compras de hortifrutigranjeiros. desde que o preço seja compatível com o valor de mercado.

mediante parecer de comissão instituída por decreto. aeroportos ou localidades diferentes de suas sedes. por órgãos ou entidades da Admininistração Pública. XXIV . embarcações. por motivo de movimentação operacional ou de adestramento. XX . prestação ou obtenção de serviços. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado. segundo as normas da legislação específica. permissionário ou autorizado. pela Finep.132 XVIII . XXI . com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo.ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida. sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade. XXIII . para a prestação de serviços ou fornecimento de mão-de-obra.para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais.nas compras ou contratações de serviços para o abastecimento de navios.na contratação de associação de portadores de deficiência física. XXV . para a aquisição ou alienação de bens. pelo CNPq ou por outras instituições de fomento a pesquisa credenciadas pelo CNPq para esse fim específico. quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais.na contratação realizada por empresa pública ou sociedade de economia mista com suas subsidiárias e controladas. XXII . qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo. para atividades contempladas no contrato de gestão.na contratação de fornecimento ou suprimento de energia elétrica e gás natural com concessionário. 23 desta Lei: XIX . XXVI – na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com entidade de sua administração indireta. . unidades aéreas ou tropas e seus meios de deslocamento quando em estada eventual de curta duração em portos. desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado.para a aquisição de bens e insumos destinados exclusivamente à pesquisa científica e tecnológica com recursos concedidos pela Capes. quando a exiguidade dos prazos legais puder comprometer a normalidade e os propósitos das operações e desde que seu valor não exceda ao limite previsto na alínea "a" do incico II do art.para as compras de material de uso pelas Forças Armadas. aéreos e terrestres.na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica . para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação.

cumulativamente. 5o e 20 da Lei no 10. de 2 de dezembro de 2004. XXXI . XXX . XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços.  Por emergência ou calamidade. . obras e serviços contratados por consórcios públicos. efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis. como Agências Executivas. com o uso de equipamentos compatíveis com as normas técnicas. Deserta  (deserto – ninguém aparece). 3o. Contudo. a maioria da doutrina cita somente o caso de DESCLASSIFICAÇÃO. A licitação deserta gera a possibilidade de contratação direta.  Licitação fracassada ou deserta. Mas cuidado: posso contratar diretamente nas condições do edital que foi publicado e desde que caso seja necessária a realização de uma nova licitação. necessariamente justificadas quanto ao preço e à escolha do fornecedor ou executante e ratificadas pelo Comandante da Força. Exemplos:  Contratações de pequeno valor. processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis.nas contratações visando ao cumprimento do disposto nos arts. Fracassada  todos os licitantes foram desclassificados ou não habilitados. que envolvam.na contratação de instituição ou organização. pública ou privada. Os percentuais referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento) para compras. XXIX – na aquisição de bens e contratação de serviços para atender aos contingentes militares das Forças Singulares brasileiras empregadas em operações de paz no exterior. com ou sem fins lucrativos. traga prejuízos a administração. Parágrafo único. mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão.133 XXVII . na forma da lei. E agora? Posso contratar diretamente. 4o. sociedade de economia mista.na contratação da coleta. instituído por lei federal. ambientais e de saúde pública. para a prestação de serviços de assistência técnica e extensão rural no âmbito do Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária. empresa pública e por autarquia ou fundação qualificadas.973. em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo. alta complexidade tecnológica e defesa nacional. observados os princípios gerais de contratação dela constantes. produzidos ou prestados no País.

A alienação de bens da Administração Pública. dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. a Administração não poderá realizar licitação. Não tem dispensa neste caso. diretamente. A desclassificação geral está na lista do artigo citado.134 Consequências? (por meio destas dará para sacar qual o examinador quer)  Inabilitados: licitantes não preencheram as condições. para todos. Nestas situações. será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I . e. Haverá dispensa:  Na alienação de bens imóveis nos casos de dação em pagamento. qualificação técnica. venda de títulos. Art. Não tem jeito terá de realizar uma licitação. permuta. inclusive as entidades paraestatais. tratando-se. 17. DISPENSADA (vedação): a própria lei.  Na alienação de bens móveis nos casos de doação para fins de interesse social. ao contrário do que acontece na licitação dispensável. portanto. venda de bens produzidos pela Administração. pois se não estiver alguma previsão de dispensa contida na lista do art. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. doação a outro órgão ou entidade da Administração pública. Distrito Federal e Municípios também dispensará licitação. Aqui sim será possível a contratação direta.quando imóveis. 24. venda a outro órgão ou entidade da Administração. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. o qual é taxativo. venda de ações que poderão ser negociadas em bolsa. mas sim em proibição ou vedação de licitação não havendo mérito a ser apreciado pela Administração. . se faz necessário uma nova licitação. alienação destinada a programas habitacionais ou de regularização fundiária por órgãos da Administração. dispensa sua licitação. não se falando aqui em autorização. será obrigatório licitar novamente. venda de materiais e equipamentos para outros órgãos. Logo.  Desclassificados: agora não se trata de documento. e  O consórcio público celebrado entre a União. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. de ato vinculado. permuta investidura (alienação aos proprietários de imóveis fronteiriços). 17 Leitura atenta – não precisa decorar. no seu art. Estados.

na forma da legislação pertinente. d) venda de títulos. c) permuta. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. concessão de direito real de uso. c) venda de ações. que poderão ser negociadas em bolsa. de 7 de dezembro de 1976. b) permuta. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. concessão de direito real de uso. de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócioeconômica. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição. de qualquer esfera de governo.quando móveis.500ha (mil e quinhentos hectares). destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. h e i. ressalvado o disposto nas alíneas f. para fins de regularização fundiária. i) alienação e concessão de direito real de uso. de qualquer esfera de governo. atendidos os requisitos legais. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação. gratuita ou onerosa. relativamente à escolha de outra forma de alienação. d) investidura. h) alienação gratuita ou onerosa. observada a legislação específica. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. aforamento. . aforamento.135 b) doação. II . dependerá de avaliação prévia e de licitação.383. 29 da Lei nº 6. f) alienação gratuita ou onerosa. 24 desta Lei. g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art.

DECORAR): a licitação será inexigível sempre que houver inviabilidade ou impossibilidade jurídica de competição em razão de:  Fornecedor exclusivo ou objeto singular. INEXIGÍVEL (rol exemplificativo do art. Atenção: o objeto singular ocorre em três situações:  Pelo caráter absoluto (só foi fabricado um único modelo de carro. Frisa-se que é inevitável a subjetividade caso haja no mercado mais de um profissional com notória especialização. à exceção de serviços de publicidade. Quem decidirá será o administrador. p.  Em razão de evento externo (arma usada por Getúlio Vargas outras armas foram fabricadas. consoante entendimento jurisprudencial. ou  Em razão de seu caráter pessoal (qualidade do artista que fez uma escultura especial). que todo serviço tem sua singularidade. mas aquela arma é especial). em virtude de suas finalidades. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. mas não estamos falando desta singularidade comum. 25 . e  Contratação de artistas consagrados.). e  A singularidade deve ser relevante para a Administração Pública.ex. sem utilização previsível por quem deles dispõe. Por óbvio. São pressupostos de viabilidade da licitação: . ATENÇÃO: para o conceito do que é tido como um serviço singular. especialização e relevância). observados os critérios (lista. A singularidade tratada aqui diz respeito a:  Estar prevista na lista do art. 13 (critérios objetivos).  Ter notória especialização.136 e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública.  Contratação de serviços técnicos profissionais especializados.

sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação. que não é caso de inexigibilidade.  Identificação da necessidade devidamente justificada. mas sim de dispensabilidade (ocorre após a publicação do edital e do procedimento licitatório). o não preenchimento dos requisitos previstos no edital. A licitação deserta nem sempre se dá por falta de interesse do mercado.  Elaboração do edital observando-se os requisitos do art. PROCEDIMENTOS – FASES DA LICITAÇÃO Fase Interna: antes da publicação. a sua alteração ou cancelamento. o objeto da licitação deve despertar interesse). como no caso em que se exigisse licitação de gráfica oficial para aquisição de papel ou tinta).  Nomeação de comissão na forma do art. 3 (três) membros. no mínimo. 51.  Remessa à autoridade superior para autorização da deflagração formal do certame.  Fático (interesse de mercado. 40.137  Pressuposto lógico (necessidade de pluralidade). podendo ser consequência de uma série de fatores. 51. Não se deve confundir a ausência de pressuposto fático (ocorre antes da publicação do edital) com a licitação deserta. . A habilitação preliminar.  Jurídico (proteção do interesse público – ex: seria inexigível quando a licitação prejudicasse a empresa pública e sociedade de economia mista na atividade fim. e as propostas serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial de. Formalização do processo:  Autuação. Art.  Identificação do recurso orçamentário. a inscrição em registro cadastral. ou seja.  Parecer jurídico. como por exemplo.

em regra. III .no Diário Oficial do Estado. §2º A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral. quando se tratar de obras financiadas parcial ou totalmente com recursos federais ou garantidas por instituições federais. fornecido. II .138 §1º No caso de convite. embora realizados no local da repartição interessada. vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subseqüente. poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente. servidores públicos ou não. se houver. ainda. § 5º No caso de concurso. nas pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível. observando-se os requisitos do art. a Comissão de licitação. em jornal de circulação no Município ou na região onde será realizada a obra. deverão ser publicados com antecedência. de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Estadual ou Municipal. alienado ou alugado o . por uma vez: I .00). 21.000. quando se tratar de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Pública Federal e. dos concursos e dos leilões. ou do Distrito Federal. será integrada por profissionais legalmente habilitados no caso de obras. Os avisos contendo os resumos dos editais das concorrências. ) da Lei 8666/93 (na verdade. no mínimo. prestado o serviço. serviços ou aquisição de equipamentos. Art. das tomadas de preços. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão. ou do Distrito Federal quando se tratar. Fase Externa ) )Obrigatoriedade de audiência pública prévia à publicação do edital (15 dias antes) nas licitações de valores mais elevados (superiores a R$150. respectivamente. o julgamento será feito por uma comissão especial integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da matéria em exame. 21.000. §4º A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1 (um) ano. é publicado apenas o aviso do edital e o local onde esse se encontra disponível – a Administração poderá cobrar o custo de sua reprodução). e a compra do edital não pode ser uma condição para a participação na licitação. excepcionalmente. O edital. §3º Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão.no Diário Oficial da União. será publicado uma vez no Diário Oficial e uma vez no Jornal local. ) Publicação do edital. sua alteração ou cancelamento.em jornal diário de grande circulação no Estado e também.

III . podendo ainda a Administração. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido.94) §3º Os prazos estabelecidos no parágrafo anterior serão contados a partir da última publicação do edital resumido ou da expedição do convite.quarenta e cinco dias para: a) concurso. II . sendo ele a lei interna da licitação.quinze dias para a tomada de preços. A publicação de edital precederá todas as licitações. b) tomada de preços. vinculando a Administração e os proponentes. b) concorrência. ou leilão. exceto quando.cinco dias úteis para convite.883. nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior. §1º O aviso publicado conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação.06. V – (Suprimido pela Lei nº 8. exceto a modalidade convite (carta-convite enviada aos interessados e afixada em local apropriado). §4º Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original. prevalecendo a data que ocorrer mais tarde.trinta dias para: a) concorrência. ou ainda da efetiva disponibilidade do edital ou do convite e respectivos anexos. a alteração não afetar a formulação das propostas. inquestionavelmente. quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço". nos casos não especificados na alínea "b" do inciso anterior. conforme o vulto da licitação.139 bem. §2º O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou da realização do evento será: I . . utilizar-se de outros meios de divulgação para ampliar a área de competição. quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço". IV . devendo fixar suas condições de realização. de 08.

§4º A inabilitação do licitante importa preclusão do seu direito de participar das fases subseqüentes. ou a realização de leilão. b) 05 dias úteis para a modalidade convite. a abertura dos envelopes com as propostas em convite. A Administração não pode descumprir as normas e condições do edital. devendo a Administração julgar e responder à impugnação em até 03 (três) dias úteis. 113. § 2º Decairá do direito de impugnar os termos do edital de licitação perante a administração o licitante que não o fizer até o segundo dia útil que anteceder a abertura dos envelopes de habilitação em concorrência. 41. 41. devendo protocolar o pedido até 05 (cinco) dias úteis antes da data fixada para a abertura dos envelopes de habilitação. . Neste momento. §3º A impugnação feita tempestivamente pelo licitante não o impedirá de participar do processo licitatório até o trânsito em julgado da decisão a ela pertinente. da Lei. hipótese em que tal comunicação não terá efeito de recurso. as falhas ou irregularidades que viciariam esse edital. §1º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação desta Lei. Art. tomada de preços ou concurso. havendo as seguintes variações:  45 dias corridos para as modalidades: concurso e concorrência (esta nos casos de empreitada integral ou do tipo melhor técnica ou técnica e preço).regra e tomada de preços quando a licitação for do tipo melhor técnica ou técnica e preço). é possível a impugnação do edital na forma do art.  30 dias corridos para as modalidades: concorrência (demais casos – preço . sem prejuízo da faculdade prevista no § 1º do art. a) 15 dias corridos para as modalidades: tomada de preços (demais casos – regra) e leilão. ao qual se acha estritamente vinculada. c) 08 dias úteis para a modalidade pregão.140 A antecedência mínima de publicação do edital varia de acordo com a modalidade.

Assim. de acordo com a modalidade de licitação. já que não tem natureza de recurso. a alteração não afetar a formulação das propostas. caso o edital venha a sofrer qualquer modificação. na forma do art. inquestionavelmente. . sendo que qualquer cidadão terá legitimidade para impugnação do edital no prazo de até 05 dias úteis antes da data fixada para abertura dos envelopes de habilitação. o qual deve ser publicado da mesma forma como o foi o edital. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido para apresentação das propostas. Assim. embora realizados no local da repartição interessada. no mínimo. por uma vez: §4º Qualquer modificação no edital exige divulgação pela mesma forma que se deu o texto original. deverá ser republicado. seja excluir exigências. reabrindo-se o prazo inicialmente estabelecido. omisso em pontos essenciais ou apresentar qualquer irregularidade relevante. se operará a preclusão. das tomadas de preços. proceder-se-á ao seu aditamento. a impugnação deverá ser feita:  Por qualquer cidadão até o quinto dia útil anterior à data designada para a entrega dos envelopes. Entendendo-se que o edital deve ser alterado. devendo-se recordar que esse prazo se refere ao prazo legal para cada modalidade de licitação (ex: concurso – 45 dias). Art. Os avisos contendo os resumos dos editais das concorrências. o prazo de intervalo mínimo será reaberto.  Por qualquer potencial licitante até o segundo dia útil anterior à data designada para a entrega dos envelopes (prazo decadencial quanto à via administrativa). Os licitantes poderão impugnar o edital até o 2º dia útil que anteceder a abertura dos envelopes de habilitação ou proposta.141 Este artigo prevê a possibilidade de impugnação do edital quando seja discriminatório. sendo que caso não impugne as regras do edital nesta ocasião. 21. deverão ser publicados com antecedência. §4º. OBS: a impugnação não terá efeito suspensivo. exceto quando. seja para incluir. Assim. 21. dos concursos e dos leilões. tendo a comissão três dias úteis para julgar a impugnação.

 Seguro garantia. no prazo de 5 (cinco) dias. como condição para a eficácia dos atos. será instruído. conforme o caso. 26. Caso a Administração exija garantia do licitante. o ) licitante não necessita estar presente. Parágrafo único. O valor da garantia não poderá ultrapassar 5% do valor do contrato. no que couber. sendo vedada a exigência de garantia da proposta no caso de licitação na modalidade de pregão. 17 e no inciso III e seguintes do art. e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. não havendo ainda modo formal para entrega dos envelopes. Art.caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa. quando poderá chegar a 10%. à autoridade superior.  Caução em dinheiro. que a licitação ainda esteja na fase de recebimento dos envelopes. dentro de 3 (três) dias. quando for o caso. quais sejam:  Fiança bancária. 25. 8º desta Lei deverão ser comunicados. previsto neste artigo. podendo o licitante optar por uma das modalidades de garantia previstas na Lei 8666/93. ou seja. deverá fazer essa exigência constar do edital. 24. . As dispensas previstas nos §§ 2º e 4º do art. sendo que esta fase se encontra regulada nos arts. II . ) Recebimento dos envelopes: para participar da licitação. para ratificação e publicação na imprensa oficial. salvo nos contratos de grande vulto. as situações de inexigibilidade referidas no art. 26 e 27 da Lei 8666.razão da escolha do fornecedor ou executante. ) Habilitação (ou qualificação) dos licitantes que é ato ) vinculado relacionado às qualidades pessoais dos interessados e precede a fase de análise de propostas. podendo também trazer o preço máximo que a Administração se propõe a pagar. com os seguintes elementos: I . de inexigibilidade ou de retardamento. Serão entregues 02 ou 03 envelopes. O processo de dispensa. títulos da dívida pública.142 O edital deve estabelecer os critérios de aceitabilidade dos preços unitário e global. nunca o mínimo. necessariamente justificadas. bastando que cheguem enquanto a Comissão ainda esteja recebendo os envelopes. nunca apenas 01.

qualificação econômico-financeira. 48. escoimadas dos vícios anteriores (tal prazo poderá ser reduzido para 03 dias úteis no caso de convite). deverão rubricar todos os envelopes e todos os documentos neles contidos. a Lei 8666/93. qualificação técnica. Tem que tentar salvar o procedimento. Serão desclassificadas: §3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas. .documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão alocados. documentação relativa a: I . da CF). exclusivamente. 7°. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados.qualificação econômico-financeira. regularidade fiscal. em seu art. tanto os membros da comissão quanto.regularidade fiscal. pelo menos três licitantes presentes. Art. III . facultada. no caso de convite.143 III .qualificação técnica. 7º da Constituição Federal. OBS: quando todos os licitantes forem inabilitados ou desclassificados. IV . 48 autoriza a Administração a conceder um prazo de 08 dias úteis para a apresentação de documentação de habilitação ou de novas propostas. Abertos os envelopes. a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo.habilitação jurídica. Caso TODAS as propostas forem desclassificadas. IV .justificativa do preço. O art. XXXIII. e proibição do trabalho infantil na forma do art. II . 27. V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. Art. a redução deste prazo para três dias úteis. 27 DECORAR – CAI MUITO EM CONCURSOS apresenta um rol taxativo dos requisitos necessários para a participação na licitação (habilitação jurídica.

e III . Por outro lado. aplica-se o sorteio (art. Art.produzidos ou prestados por empresas brasileiras. sucessivamente. continua em voga nos concursos. a classificação atinge a proposta.12. da moralidade. de 15. se todos os licitantes forem desqualificados. Embora alguns doutrinadores falarem que tal artigo é tido como inconstitucional. §2°). Preferência.10) II . será de 05 dias úteis. 3º A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia. a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade. Em regra. 3º deve ser decorado. estará habilitado ou qualificado para ter sua proposta julgada. A inabilitação implica exclusão do interessado do procedimento licitatório. ) Classificação e julgamento das propostas devendo-se ) ressaltar neste ponto que. 3º. sendo que esta situação de desqualificação é uma exceção. do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. da igualdade. havendo empate.produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País. por outro lado. Logo. os recursos na licitação não terão efeito suspensivo. mantido o empate. . em regra. 45). a administração é obrigada a licitar novamente. da publicidade.produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País. frisa que o art. da vinculação ao instrumento convocatório. da impessoalidade.349. o licitante estará inabilitado ou desqualificado.144 Preenchidos os requisitos pelo licitante. sendo relevante destacar que após a conclusão desta fase o licitante não poderá desistir da proposta apresentada. IV . em que o recurso produzirá esse efeito. salvo na hipóteses de convite. sendo que. aos bens e serviços: I – (Revogado pela Lei nº 12. O prazo para recurso. quando o prazo será reduzido para 03 dias úteis. enquanto a habilitação restringe-se ao proponente. não preenchidos os requisitos. salvo se por motivo justo decorrente de fato superveniente e aceito pela comissão. O julgamento se dará de acordo com os critérios de avaliação descritos no edital e. da probidade administrativa. a preferência será dos bens ou serviços produzidos no Brasil por empresas que investem em pesquisa (art. O julgamento deverá ser objetivo e seguir o tipo de licitação adotado.

obrigatoriamente. e após obedecido o disposto no § 2º do art. § 7º. 3º da Lei nº 8. em ato público.a de menor preço . constituem tipos de licitação. II . exclusivamente o critério previsto no parágrafo anterior. a classificação se fará. vedado qualquer outro processo. §2º No caso de empate entre duas ou mais propostas.145 Art.a de técnica e preço.248.a de melhor técnica. providências foram observadas: a comissão deverá analisar se duas . serão selecionadas tantas propostas quantas necessárias até que se atinja a quantidade demandada na licitação. de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de controle. §4º Para contratação de bens e serviços de informática. 23.a de maior lance ou oferta . permitido o emprego de outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder Executivo. prevalecendo.nos casos de alienção de bens ou concessão de direito real de uso. devendo a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação. no caso de empate. 3º desta Lei. §6º Na hipótese prevista no art. levando em conta os fatores especificados em seu parágrafo 2º e adotando obrigatoriamente o tipo de licitação "técnica e preço". exceto na modalidade concurso: I . a administração observará o disposto no art. 45. O julgamento das propostas será objetivo.quando o critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração determinar que será vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço. entre os licitantes considerados qualificados a classificação se dará pela ordem crescente dos preços propostos. por sorteio. para o qual todos os licitantes serão convocados. §3º No caso da licitação do tipo "menor preço". Para sua classificação. os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos. de 23 de outubro de 1991. §1º Para os efeitos deste artigo. IV . III . §5º É vedada a utilização de outros tipos de licitação não previstos neste artigo.

O valor zero ou o valor irrisório. 44 e 48).  Compatibilidade do preço com o valor de mercado. acrescidos dos respectivos encargos. critério ou fator sigiloso. ensejará a desclassificação. facultada. o licitante estará classificado. §3º Não se admitirá proposta que apresente preços global ou unitários simbólicos. no caso de convite. 48. a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo. em regra. nem preço ou vantagem baseada nas ofertas dos demais licitantes. incompatíveis com os preços dos insumos e salários de mercado. Caso nenhum interessado seja classificado (arts. Serão desclassificadas: §3º Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas. Art.3º. contudo antes a Administração Pública tem que tentar salvar o procedimento. a redução deste prazo para três dias úteis. §1º É vedada a utilização de qualquer elemento. . exceto quando se referirem a materiais e instalações de propriedade do próprio licitante. Preenchidos ambos os requisitos. secreto. 44. § 2º Não se considerará qualquer oferta de vantagem não prevista no edital ou no convite. 48. Art. irrisórios ou de valor zero. para os quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração. ainda que o ato convocatório da licitação não tenha estabelecido limites mínimos. os quais não devem contrariar as normas e princípios estabelecidos por esta Lei. a Comissão levará em consideração os critérios objetivos definidos no edital ou convite. par. mas não sempre. Adotando a diligência do art. No julgamento das propostas. §4º O disposto no parágrafo anterior aplica-se também às propostas que incluam mão-de-obra estrangeira ou importações de qualquer natureza.146  Formalidades da proposta de acordo com o edital e. inclusive financiamentos subsidiados ou a fundo perdido. ocorrerá o que se denomina licitação fracassada. subjetivo ou reservado que possa ainda que indiretamente elidir o princípio da igualdade entre os licitantes. podendo ensejar a contratação direta pelo administrador.

quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado nacional. Apenas quando houver decorrido este período sem que nenhum dos licitantes tenha apresentado nova proposta. casos em que. por valor não superior ao constante do registro de preços. Essa inversão das fases de habilitação e classificação das propostas é recomendável.147 Assim. Art. como é o caso do pregão. devendose nesta última situação. 64. 64. que gera necessidade de nova licitação-. em seu art. autoriza a Administração a conceder um prazo de 08 dias úteis para a apresentação de documentação de habilitação ou de novas propostas. a Lei 8666/93. 24. é que poderá a Administração proceder à adjudicação direta do serviço. salvo se a sua posição divergente estiver devidamente discriminada em ata lavrada na reunião onde foi tomada a decisão. ou dos serviços. O membro da comissão é solidariamente responsável por todos os atos realizados por ela. O art. 48 c/c 24. será admitida a adjudicação direta dos bens ou serviços. ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes. 48 desta Lei e. mesmo sem participação direta na sua execução. proceder-se a uma nova licitação). sendo uma forte tendência a ser seguida. aceitar ou retirar o instrumento . é responsável pelas fases de habilitação dos licitantes e julgamento das propostas. Caso todas as propostas forem desclassificadas. encerrando-se sua competência com a divulgação do resultado desse julgamento. quando todos os licitantes forem inabilitados ou desclassificados. para que a Administração resolva a respeito da contratação. §3° fixa o prazo de 60 dias. ficam os licitantes liberados de qualquer compromisso. ou se as propostas apresentadas ainda contiverem preços manifestamente superiores aos praticados no mercado interno ou forem incompatíveis com aqueles fixados pelos órgãos oficiais. observado o parágrafo único do art. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. A comissão de licitação. a dispensa só é possível em caso de desclassificação. persistindo a situação. dispensando a licitação (ou seja. (se aplica apenas para o caso das propostas serem desclassificadas – e não para o caso de inabilitação. a comissão poderá ser substituída por um servidor formalmente designado para a tarefa). e não no de inabilitação. a contar da entrega das propostas. é o caso de licitação fracassada) OBS: Algumas modalidades de licitação já prevêem a inversão das duas fases acima comentadas. tendo em vista que é mais eficiente e racional. ultrapassado esse prazo. Art. formada por no mínimo 03 membros (no caso de convite. escoimadas dos vícios anteriores (tal prazo poderá ser reduzido para 03 dias úteis no caso de convite). VII. É dispensável a licitação: VII .

quando a Administração for celebrar contrato relativo ao objeto da licitação.520/02 LEITURA OBRIGATÓRIA Peculiaridades do procedimento: tem o procedimento invertido. ou seja.148 equivalente. havendo vício. Libera os demais licitantes e suas garantias. Homologação – Aprovação do certame e de seu resultado. §3º Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas. e. sem prejuízo das sanções previstas no art. Caso o vencedor recuse a assinar Administração passa a chamar os demais licitantes. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. não podendo ainda ser preterido. PREGÃO – LEI 10. 6. a ordem de sua classificação. conferindo-lhe eficácia. 7. entretanto. se deverá proceder-se a nova Encerrado o procedimento licitatório. O vencedor está obrigado a assinar o contrato pelo prazo de 60 dias da entrega dos envelopes. dentro do prazo e condições estabelecidos. OBS: O licitante vencedor não tem direito ao contrato. Adjudicação que é o ato pelo qual se atribui ao vencedor o objeto da licitação. sob pena de decair o direito à contratação. a saber: . passa-se à celebração do contrato. o faça com o vencedor. a proposta do vencedor. mas mera expectativa de direito. se a Administração contratar será com o vencedor. vincula o vencedor e o sujeita às penalidades previstas no edital se não cumprir o contrato no prazo estabelecido. o contrato nesse prazo. o mesmo será anulado. devendo-se proceder a uma nova licitação. 81 desta Lei. na oportunidade em que isto seja conveniente à Administração. sem convocação para a contratação. na fim de que manifestem o interesse de contratar pela nenhum licitante tiver interesse nessa contratação. garantindo ao mesmo que. se não existir outro prazo previsto no edital (o qual pode fixar um prazo maior). mas a base é a mesma (a da Lei de Licitações). licitação. OBS: estando o certame em ordem haverá sua homologação. O procedimento deverá ser homologado e adjudicado pela autoridade superior que nomeou a comissão.

Envelopes 4. 6. este critério será desconsiderado. Classificação e julgamento (primeiro analisa as propostas apresentadas pelo licitante). 2. Agora. pois o ideal seria primeiro conferir a regularidade (homologar) e depois dar o resultado oficial (adjudicar). estas duas providências se dão em um único ato. sendo que as alterações se darão na fase externa. são chamados nas próprias propostas. aqui só analisam os documentos das empresas vencedoras da etapa número 4 (classificação e julgamento). Frisa-se que a doutrina critica muito esta última inversão e na prática o administrador tem realizado estes dois atos de uma só vez. 7. Normalmente. sendo permitido fazer lances verbais aquele que apresentou a melhor proposta e as próximas três melhores propostas. Lembre-se: o terceiro. ele pode apresentar as razões por escrito em três dias. No pregão. o pregoeiro terá a opção de chamar o segundo colocado. Formalização (fase interna) . Caso não haja três propostas que não exceda a 10% da melhor proposta. quarto. CONTRATO ADMINISTRATIVO Introdução .A fase interna (formalização) é equivalente ao procedimento previsto na Lei 8.149 1. Publicação Edital (início fase externa) 3. 5. Habilitação (análise dos documentos). A adjudicação é o resultado oficial do procedimento e a homologação é a regularidade do procedimento.666/93. de acordo com previsão expressa da lei. primeiro se adjudica e depois se homologa a licitação. Apesar de o recurso ser apresentado na hora. Atenção: no procedimento normal analisam todos. o pregoeiro pode negociar uma redução de proposta. até aqui tudo igual. sendo que deverão fazer parte dos lances verbais pelo menos três licitantes. etc. O licitante que tem interesse no recurso deve apresentar seu recurso na hora. mas este segundo colocado será chamado na SUA PROPOSTA (pois o preço ainda não foi fixado – diferente do procedimento geral). abre-se a oportunidade de recurso. O julgamento no pregão se divide em duas sub-etapas: a) Propostas escritas: escolhe-se a melhor proposta. e b) Lances verbais: apenas poderão participar dos lances verbais aqueles licitantes cujas propostas não excederem a 10% da melhor proposta. Caso nosso primeiro licitante não seja habilitado. Ademais.

No contrato aleatório existe a possibilidade de cumprimento alternativo.  Um vínculo jurídico. será um contrato da Administração que poderá ser regido pelo regime privado (ex. contrato de locação).  Que cria uma prestação e uma contraprestação entre os sujeitos passivo e ativo. Conceito:  É um ato jurídico bilateral. por fim são elaboradas pela edital. da isonomia para DOUTRINA). enfim. ou seja. ou pelo regime público quando será chamado de contrato administrativo. que imporá as regras no negociação. quais sejam:  A subcontratação deve estar prevista no contrato e/ou edital.  Necessariamente. Principais características:  Formal. diferentemente. mas com autorização pode haver a subcontratação (está na lei) desde que cumprido certos requisitos. debate. O contrato já de uma minuta anexa no edital. . a participação do Estado (da Administração direta ou indireta). não havendo tem o monopólio da vem definido por meio  Personalíssimo: realizado intuito personae o qual leva em conta as qualidades pessoais do contratado. em tese. e  Sujeito ao regime jurídico de direito público.  Com o fim de satisfazer o interesse público. não se admite subcontratações (= representa uma fraude ao dever de licitar e viola o p. e.  Comutativo: diferente de contrato aleatório.150 É a contratação da Administração pública com terceiro a fim de satisfazer o interesse público. Vale recordar que quando o contrato for celebrado pela Administração. do contrato real em que só passa existir com a entrega do bem. a Administração Pública situação e a outra parte adere se quiser.  Consensual: significa dizer que o contrato passa a existir no momento que se manifesta a vontade. como ocorre num simples contrato de compra e venda de um eletrodoméstico. o contrato tem prestação e contraprestação equivalentes e pré-determinadas.  Adesão: uma vez que as cláusulas contratuais Administração Pública. como no caso de contrato de empréstimo.

dispensável ou dispensada. Art. para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. aos requisitos da HABILITAÇÃO da licitação – ex: ter regularidade fiscal. pronto pagamento E que seu valor seja até R$ 4. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. o ato que autorizou a sua lavratura. inciso II. . afinal. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. em qualquer caso. 60. Formalidades do contrato administrativo: a) Procedimento licitatório ou de justificação quando aquela for inexigível. feitas em regime de adiantamento. Publica-se tãosomente o extrato (resumo) do contrato. 61. Art. não podendo ultrapassar o 5° dia útil ao mês seguinte de sua assinatura. 23. a sujeição dos contratantes às normas desta Lei e às cláusulas contratuais. c) Publicação (art. os requisitos da licitação interessam a bem da verdade à execução do contrato). e  É certo que impossível subcontratar a totalidade do contrato. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura.00. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. da dispensa ou da inexigibilidade. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. Parágrafo único. prevalecendo o que se der primeiro. A publicação deverá se dar em até 20 dias. que é condição indispensável para sua eficácia. b) Escrito (art. o contrato poderá ser verbal quando for de pronta entrega.000. alínea "a" desta Lei. o contrato não produz efeitos enquanto não for publicado. a finalidade. parágrafo único) – excepcionalmente. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. 60. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas.151  A Administração Pública precisa conceder a anuência para tanto (condicionada. ou seja. Parágrafo único. parágrafo único) – condição de eficácia de contrato. o número do processo da licitação. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. 61.

. no que couber: I . §1º A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. e aos demais cujo conteúdo seja regido. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. "nota de empenho de despesa". §4º É dispensável o "termo de contrato" e facultada a substituição prevista neste artigo. de financiamento. ainda que a licitação seja inexigível ou dispensável. 55. §3º Aplica-se o disposto nos arts. a critério da Administração e independentemente de seu valor. predominantemente. II . por norma de direito privado. 62. de locação em que o Poder Público seja locatário. Será facultativo quando seu valores for correspondente à modalidade de licitação convite e desde que o contrato possa ser realizado de outra maneira (ordem de serviço. ainda que sem ônus. §2º Em "carta contrato". etc. o disposto no art. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços.). nota de empenho de despesa. Cláusulas necessárias e exorbitantes Cláusulas necessárias: estão previstas no art. Art. 55 desta Lei. da Lei 8. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I . nota de empenho. ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei. d) Instrumento de contrato (art. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais. no que couber. 55. "ordem de execução de serviço" ou outros instrumentos hábeis aplica-se. "autorização de compra". sendo as mais relevantes: Art.o objeto e seus elementos característicos. inclusive assistência técnica.152 qualquer que seja o seu valor.666/93. dos quais não resultem obrigações futuras.aos contratos de seguro. tais como carta-contrato. 62) – será obrigatório quando o valor do contrato for correspondente à modalidade de licitação concorrência ou tomada de preços. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação.

a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. IX . salvo o disposto no § 6º do art. XIII . com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. segundo o disposto no art.os casos de rescisão.o preço e as condições de pagamento. 63 da Lei nº 4. VII . 32 desta Lei. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União. X . VIII . conforme o caso.as condições de importação. quando for o caso. de conclusão. durante toda a execução do contrato.320.os prazos de início de etapas de execução. XII . de 17 de março de 1964.a obrigação do contratado de manter. ao convite e à proposta do licitante vencedor. para a maioria da .o reconhecimento dos direitos da Administração. a data e a taxa de câmbio para conversão. III . em caso de rescisão administrativa prevista no art. quando exigidas. de entrega. as características e os valores pagos.as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução.a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. §3º No ato da liquidação da despesa. XI . 56): apesar de a lei prever que a Administração Pública “poderá” exigir garantia. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual.o regime de execução ou a forma de fornecimento. Estado ou Município.o crédito pelo qual correrá a despesa. V . os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. os critérios. §2º Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas. VI . data-base e periodicidade do reajustamento de preços. de observação e de recebimento definitivo.os direitos e as responsabilidades das partes.153 II . IV .  Exigência de garantia do contrato (art. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. os serviços de contabilidade comunicarão. as penalidades cabíveis e os valores das multas. 77 desta Lei. inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro.

A critério da autoridade competente. dos quais o contratado ficará depositário. alta complexidade ou de grandes riscos financeiros para a Administração. demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. assim. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis. logo. poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras. Art. 56. pode ser menor) do valor do contrato. ressalvado o previsto no parágrafo 3º deste artigo. títulos da dívida pública.seguro-garantia. . a Administração “deverá” exigir garantia. atualizada monetariamente. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. §2º A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele.fiança bancária. §4º A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato e.154 doutrina. A lei prevê como modalidades de garantias. e desde que prevista no instrumento convocatório. §1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: I . III .caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública. quais sejam: caução em dinheiro. quando em dinheiro. chegar a 10% nos casos de contratação de grande vulto. entretanto. o poder previsto na lei deve ser interpretado como um poder-dever decorrente do princípio da indisponibilidade do interesse público. seguro garantia e fiança bancária (a decisão sobre a forma de garantia cabe ao contratado). serviços e compras. II . em regra. conforme definido pelo Ministério da Fazenda. o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato. não ultrapassará 5% (até 5%. em cada caso. A garantia. podendo. §3º Para obras. mediante registro em sistema centralizado de liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos seus valores econômicos. §5º Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração. devendo estes ter sido emitidos sob a forma escritural.

57). sendo que em caso de excepcional interesse público. este coincidirá com a duração do crédito orçamentário.à prestação de serviços a serem executados de forma contínua. 57. podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. Art. cujos contratos poderão ter vigência por até 120 (cento e vinte) meses. será possível a prorrogação por mais 12 meses (art. entretanto. ter prazo determinado. 24. deve ser de no máximo 12 meses. limitada a sessenta meses. e LOA (diz os valores para cada meta – saúde. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. . quatro anos (art. educação. 57. etc. A própria Lei prevê algumas exceções a esta regra:  Serviço contratado previsto no Plano Plurianual. II . III .  Aluguel de programas e equipamentos de informática – poderá ter duração de até 48 meses (art.ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. quando poderá ter duração de no máximo. LDO (são as metas para cada ano) – 1 ano. e  A lei 101/00 (responsabilidade fiscal). 57).) – 1 ano. exceto quanto aos relativos: I . XIX. IV .aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. 57): todo contrato administrativo deverá ter prazo determinado. OBS: Plano Plurianual (metas e ações do Governo) – 4 anos.987/95 prevê ainda que nos casos de concessão e permissão de serviços deverão ser observados os prazos previstos nas leis específicas de cada serviço (ex: serviço de distribuição de serviços: 40 anos).  Serviço de prestação continuada.(Vetado).  A lei 8. que poderão ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a administração. prevê que os contratos sem desembolso não se sujeitam à duração do art.às hipóteses previstas nos incisos IX. quando o contrato poderá ter duração de até 60 meses. caso haja interesse da administração. V . 57). sendo que em regra.155  Prazo contratual (art. isto é. devendo. XXVIII e XXXI do art.

aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato. mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômicofinanceiro. III .666: Art. unilateralmente.156 §1º Os prazos de início de etapas de execução. impedimento ou retardamento na execução do contrato. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. devidamente autuados em processo: I . 58. da Lei 8. §4º Em caráter excepcional. em relação a eles. o prazo de que trata o inciso II do caput deste artigo poderá ser prorrogado por até doze meses. V . VI .superveniência de fato excepcional ou imprevisível. Estão previstas no art. Cláusulas exorbitantes: são aquelas que extrapolam as comuns de direito privado e que sempre consignam uma vantagem ou uma restrição à Administração ou ao contratado. IV . . inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte.impedimento de execução do contrato por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência. estranho à vontade das partes.alteração do projeto ou especificações.modificá-los. II . respeitados os direitos do contratado.interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. 58. desde que ocorra algum dos seguintes motivos.omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. pela Administração. para melhor adequação às finalidades de interesse público. a prerrogativa de: I . O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. §2º Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. diretamente. nos limites permitidos por esta Lei. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior. §3º É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado.

pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. ocupar provisoriamente bens móveis. 67. 87). imóveis.fiscalizar-lhes a execução. Poder de alteração unilateral do contrato. nos casos especificados no inciso I do art.rescindi-los.157 II . permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição. 67).aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. V . 79 desta Lei. III . §1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado.  Poder de fiscalização (art. aplicar ao contratado as seguintes sanções: . garantida a prévia defesa. e  Aplicação de penalidades contratuais (art. Possibilidade de rescisão unilateral do contrato. as cláusulas econômicofinanceiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual.  Ocupação provisória. §1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. unilateralmente. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá. Art. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. §2º Na hipótese do inciso I deste artigo. 87.nos casos de serviços essenciais. IV . §2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. Art.

podendo a reabilitação ser requerida após 2 (dois) anos de sua aplicação. conforme o caso. §2º As sanções previstas nos incisos I. III e IV deste artigo poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II. Vejamos: Ocupação provisória Aplicação de penalidades contratuais . no prazo de 5 (cinco) dias úteis. no respectivo processo. no prazo de 10 (dez) dias da abertura de vista.suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a Administração.multa. III .advertência. por prazo não superior a 2 (dois) anos. facultada a defesa prévia do interessado. facultada a defesa do interessado no respectivo processo. Analisemos cada uma delas. IV .158 I . além da perda desta. responderá o contratado pela sua diferença. que será descontada dos pagamentos eventualmente devidos pela Administração ou cobrada judicialmente. na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato. II . que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso anterior. §1º Se a multa aplicada for superior ao valor da garantia prestada.declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade. do Secretário Estadual ou Municipal. §3º A sanção estabelecida no inciso IV deste artigo é de competência exclusiva do Ministro de Estado.

e durante . serviços ou fornecimento.o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras. Art. Ex. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. Especificações do projeto: é a mudança de qualidade e não de quantidade. Não se aplica de imediatamente a referida cláusula. Administração contrata 100 km de rodovia. mas é aplicada de forma diferenciada (em razão do princípio da continuidade do serviço público). não será uma cláusula exorbitante. salvo em caso de calamidade pública. injustificadamente. Hely Lopes defendia se tratar de cláusula exorbitante por entender que não se aplicava a exceptio nos contratos administrativos. entretanto. Seguindo a doutrina tradicional. como a exceptio non adimpleti contractus é aplicada. e por mais de 90 dias. grave perturbação da ordem interna ou guerra. mas sim uma cláusula comum. 78. XV): não posso exigir o cumprimento da outra parte se ainda não cumpri a minha. a ausência dessa regra é cláusula exorbitante (isso para FCC). de forma diferenciada. Na verdade.159 OBS: inicialmente ressalta a restrição do uso da cláusula “exceptio non adimpleti contractus” (art.  Adotar para concursos realizados pelo CESPE. Constituem motivo para rescisão do contrato: XV . Poder de alteração unilateral do contrato De forma unilateral duas são as possibilidades: 1. já recebidos ou executados. ou parcelas destes. essa cláusula não e aplicável aos contratos administrativos. aplicada de forma mitigada. deixar de efetuar o pagamento de parcela a ele devida. Para essa corrente. 78. O contratado apenas poderá opor a exceção do contrato não cumprido quando a Administração.

caso fortuito e força maior). a alteração de forma BILATERAL. é possível.160 a terraplanagem foi verificado que precisa de uma área maior de terraplanagem. onere uma das partes (fato do príncipe. que não está prevista em lei. 2. por ato unilateral. para diminuir. Contrato de 100 canetas pode ser alterado para 200 canetas? O quantitativo tem o limite de 25% a mais ou a menos.  A alteração do regime de execução. Não se paga antes de receber. e  Na alteração qualitativa. dos seguintes pontos:  A substituição da garantia. que tem como pilar a cláusula rebus sic stantibus. ainda será 100 km de rodovia mais a terraplanagem deverá ser bem maior. e  Para a busca do equilíbrio econômico e financeiro do contrato. Nestes casos. Temos uma mudança qualitativa. compreendendo a garantia de impossibilidade de alteração. . A alteração bilateral do contrato para a manutenção do equilíbrio contratual está relacionada com a Teoria da Imprevisão. Isto é. de forma excepcional no caso de reforma de edifícios/equipamentos.  A forma de pagamento. de comum acordo e não unilateral. o limite continua sendo de 25%. interferências imprevistas. Mudança do objeto: mudança da quantidade. das cláusulas econômico-financeiras e monetárias e a previsão legal e contratual de reajuste periódico de preços e tarifas. Ex.  O quantitativo pode ter o acréscimo de até 50%. contrato para comprar 100 canetas. Quanto ao último ponto (busca do equilíbrio econômico e financeiro do contrato).  Deve pagar só o que recebeu. aplicada diante de fatos supervenientes. Por fim. ou seja. porém os 100 km de rodovia continuam do mesmo jeito. imprevistos e imprevisíveis (fatos novos que não estava no contrato) que provoquem o desequilíbrio contratual. fato da administração. parte da doutrina entende que estes limites são também para as alterações qualitativas. Se a mercadoria já foi entregue deve pagar a totalidade. mas na verdade precisava de 120 canetas. De 100 canetas contratadas pode mudar para 125 ou 75 canetas. Observações:  A natureza do objeto não pode ser alterada.

161 Fato do Príncipe: aqui ocorre uma atuação do poder público que muda de forma geral e abstrata e atinge o contrato de forma indireta ou reflexa. Ex: a Administração alterou a alíquota de um tributo. Logo, isso atinge o contrato de forma indireta, mas não impede o objeto principal, só vai impedir a prática do objeto principal pelo mesmo preço. Fato da Administração: trata-se de uma atuação específica do Poder Público que vai atingir diretamente o contrato. Ex: a Administração vai construir um viaduto e precisa desapropriar uma área, porém, o pedido de desapropriação não foi aceito e assim não poderá construir o viaduto. Assim, inviabilizou e atingiu o objeto principal. Aqui não é uma questão de valor. Interferência Imprevista: é aquela situação que existe antes da celebração do contrato, mas é uma característica que só pode ser descoberta quando da execução do contrato. Ex: a Administração celebra um contrato com uma empresa para construir o edifício, porém durante a construção verificou-se que o terreno é pantanoso. Caso fortuito e/ou força maior: frisa-se que a maioria da doutrina aceita ambos os institutos, os quais podem gerar uma alteração contratual.

Possibilidade de rescisão unilateral do contrato nas hipóteses previstas no art. 78, inciso I, da lei 8666/93, sendo que quando o contratado não atuar de forma dolosa ou culposa, terá direito a todos os prejuízos decorrentes da rescisão unilateral, excluídos os lucros cessantes.
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato: I - o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos; II - o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações, projetos e prazos; III - a lentidão do seu cumprimento, levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra, do serviço ou do fornecimento, nos prazos estipulados; IV - o atraso injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento; V - a paralisação da obra, do serviço ou do fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à Administração; VI - a subcontratação total ou parcial do seu objeto, a associação do contratado com outrem, a cessão ou transferência, total ou parcial, bem como a fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e no contrato (o contrato administrativo é intuito personae sendo que a subcontratação depende de previsão expressa no contrato ou edital, autorização da Administração e nova licitação);

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VII - o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução, assim como as de seus superiores; VIII - o cometimento reiterado de faltas na sua execução, anotadas na forma do § 1o do art. 67 desta Lei; IX - a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil; X - a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado; XI - a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa, que prejudique a execução do contrato; XII - razões de interesse público, de alta relevância e amplo conhecimento, justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato; (...) XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, regularmente comprovada, impeditiva da execução do contrato. * caducidade * encampação

Além das situações previstas no artigo supra colacionado, o desrespeito à proibição constitucional ao trabalho infantil realizado em horário noturno, perigoso ou insalubre, e do menor de 16 anos, também possibilita a rescisão unilateral do Contrato Administrativo sem necessidade de intermediação do judiciário. Nas hipóteses previstas nos incisos XII e XVII, tem o contratado direito a: a) Ressarcimento dos prejuízos regularmente comprovados; b) Devolução da garantia; c) Pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão; d) Pagamento do custo de desmobilização.

Poder de fiscalização: em regra, compete ao contratado tomar as decisões para executar o contrato – porém, a Administração pode impor um agente que terá poder de ordem em relação à execução do contrato.
Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição. §1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato,

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determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. §2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes.

Responsabilidade civil: para a corrente dominante (Celso Antonio Bandeira de Mello), os danos decorrentes do projeto ou da própria coisa em si são de responsabilidade exclusiva da Administração; e os danos decorrentes da execução do contrato são de responsabilidade do contratado e, faltando-lhe forças patrimoniais, será subsidiariamente da Administração (para a jurisprudência trabalhista, encargos
previdenciários ou trabalhistas inadimplidos pela contratada também podem, subsidiariamente, serem cobrados da Administração).

A Lei de Licitações define que a presença do fiscal público, e, portanto, de suas ordens, não altera a regra de responsabilidade civil. A inadimplência do contratado com referência aos encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. Já no caso dos encargos previdenciários, resultantes da execução do contrato, a Administração Pública responde solidariamente com o contratado.

EXTINÇÃO DO CONTRATO ADMINISTRATIVO Quanto ao contrato geral (e também contratos de concessão e permissão):  Conclusão do objeto;  Advento do termo contratual;  Rescisão: a) Administrativa (feita de forma unilateral), a qual pode ocorrer em dois casos, a saber:
Por razões de interesse público; e Por inadimplemento do contratado. No primeiro caso o contratado tem direito à indenização (é hipótese de cláusula exorbitante, mas mesmo assim Administração Pública terá de indenizar).

Frisa-se que no caso de contratos de concessão ou permissão, falase em ENCAMPAÇÃO. Por outro lado, no segundo caso, a indenização vai acontecer por parte do contratado, pois ele que está inadimplente. Ressalta-se que no caso de concessão ou permissão – é denominado de extinção ou rescisão por CADUCIDADE;

Ex: houve fraude na licitação. tendo em vista que também são prestadas pelas pessoas jurídicas de direito privado. contudo as partes (Administração Pública e contratado) podem resolver o caso de forma amigável. É aquela utilidade ou comodidade material que tem por fim satisfazer uma necessidade da coletividade em geral. SERVIÇO PÚBLICO Introdução e conceito Não há uma lista que defina os serviços públicos. desaparecimento do objeto. isto é. em que o Estado assume como dever seu. É utilizável ou de fruição singular (cada um utiliza a seu modo). Pode ser prestado por regime parcialmente público. tendo em vista que o serviço público é definido conforme o momento histórico. contudo pode exercê-lo de forma direta ou indireta.164 b) Amigável / consensual: caso o contratado tenha a intenção de rescindir. É uma comodidade colocada à disposição da coletividade. por meio de um regime jurídico total ou parcialmente de direito público. podendo prestá-lo de forma direta ou indireta. tendo em vista a aplicabilidade de regras de direito privado. de acordo com o interesse público (ex: serviço de Bonde dos anos 20 não é mais essencial – ex: o serviço público de telefonia móvel não existia há 30 anos). serviço público é uma atividade material que a lei atribui ao Estado para que exerça diretamente ou por meio de seus agentes delegados. O Estado assume como seu dever/sua obrigação o serviço público. c) Pleno direito: decorre de circunstâncias estranhas a vontade das partes. d) Anulação: caso o contrato seja ilegal será caso de anulação. terá de recorrer ao Judiciário. O serviço público tem regime de direito público. Porém. para satisfazer concretamente as necessidades coletivas. Ex: falecimento da parte. incapacidade civil. Princípios que regem a prestação dos serviços públicos . OBS: não confundir serviço público (direcionado a coletividade) com o serviço da administração (prestado à administração). esse regime público poderá ser total ou parcialmente público.

cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. quando: I .motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. desde que haja prévio aviso (art. §1º. Até 1995. Art. continuidade. 6º. da Lei 8. Art.987/95). 1. e. segurança. generalidade. conforme estabelecido nesta Lei.165 Serviço adequado é aquele previsto no art. O fundamento para tanto era o art. nas normas pertinentes e no respectivo contrato. mas somente os serviços facultativos . 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários. não havia a possibilidade de interrupção do serviço público em razão do inadimplemento do usuário. devendo o serviço obedecer alguns princípios. O fundamento desta corrente é o interesse da coletividade. considerado o interesse da coletividade.987/95. nas normas pertinentes e no respectivo contrato. Após este ano. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários. inc.por inadimplemento do usuário. 6°. 42 do CDC (extrapola os limites legais de cobrança de dívida). Esta corrente entende que deve o concessionário utilizar-se de instrumentos processuais hábeis para a cobrança da dívida. da Lei 8. o qual define algumas regras. II . Prevalece este fundamento na jurisprudência do STJ. §3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso. Parte da doutrina entende que os serviços compulsórios cobrados por meio de taxa não são passíveis de interrupção. 22 do CDC (continuidade do serviço) e art. eficiência. Também tinha como fundamento o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana (ex: deixar de pagar a energia para comprar alimentos). pois tem finalidade de servir aos interesses públicos. conforme estabelecido nesta Lei. Continuidade do serviço público: os serviços públicos não podem ser interrompidos. § 3º. atualidade. §1o Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade. entendeu-se que não mais descaracteriza a continuidade do serviço público a interrupção por inadimplemento. tendo em vista que poderá prejudicar o serviço prestado. II.

Tem que ser o mais barato possível. 3. Art. Modicidade das tarifas: deve haver tarifas compatíveis com o poder aquisitivo dos usuários (tarifas módicas).166 cobrados por meio de tarifa. de um logradouro público. Gratuidade da certidão de nascimento para os comprovadamente pobres. tem caráter de contraprestação de tarifa e não de tributo (taxa). exceto nos serviços seletivos e especiais. Os serviços gratuitos prestados pelos Estados devem indicar a fonte de custeio (ADI 3225). evitando discriminação entre os usuários. §2º Nos veículos de transporte coletivo de que trata este artigo. 39 . Estão relacionados com a isonomia e a impessoalidade. e  Serviço público notarial (cartorário).Estatuto do Idoso. §3º No caso das pessoas compreendidas na faixa etária entre 60 (sessenta) e 65 (sessenta e cinco) anos. quando prestados paralelamente aos serviços regulares. ficará a critério da legislação local dispor sobre as condições para exercício da gratuidade nos meios de transporte previstos no caput deste artigo. e desde que tenham as mesmas condições técnicas e jurídicas para usufruir dos serviços públicos. 2. ADI movida por empresa de transporte foi julgada improcedente (ADI 3768). Isso porque. CF). 230. LXXVI. serão reservados 10% (dez por cento) dos assentos para os idosos. etc. Norma constitucional de eficácia plena (art. basta que o idoso apresente qualquer documento pessoal que faça prova de sua idade. Entidades públicas (ex: municípios) inadimplentes podem ter seus serviços interrompidos. os serviços compulsórios podem ser cobrados por meio de execução fiscal. CF). Generalidade ou universalidade: os serviços públicos devem ser prestados da forma mais ampla possível (atingir o maior número possível de pessoas). § 2º. Segundo o STF. 5º. Norma de eficácia limitada (art. ADI julgada improcedente. . Jurisprudência correlata:  Gratuidade do transporte coletivo aos idosos. §1º Para ter acesso à gratuidade. 39 do estatuto do Idoso e art. desde que não atinjam unidades públicas essenciais (ex: não pode interromper energia dos hospitais ou escolas públicas. devidamente identificados com a placa de reservado preferencialmente para idosos.). Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos. “a”. apesar do serviço de fornecimento de água ser compulsório.

230/CF. Eficiência: é o maior padrão de qualidade com o menor custo possível. educada. Quanto à essencialidade a) Serviços públicos propriamente ditos ou próprios (essencial e indelegável): é aquele prestado diretamente pelo Estado em decorrência de sua importância e essencialidade. nas normas pertinentes e no respectivo contrato. . Art. do equipamento e das instalações e a sua conservação. CF). melhoria e expansão dos serviços (art. devendo obter um padrão de eficiência atual e futura. caput. da lei 8. 5. não podendo ser delegados (ex: serviço de polícia.987/95). 37. conforme estabelecido nesta Lei. Além desses princípios. bem como a melhoria e expansão do serviço. § 2º. saúde ou integridade do administrado. equipamentos. Atualidade ou modernidade: serviços públicos devem atender a atualidade na sua conservação. §2o A atualidade compreende a modernidade das técnicas. assegurando sua participação na comunidade. defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindolhes o direito à vida. e com boa vontade. etc. §2º . O serviço tem que ser prestado de acordo com as técnicas mais modernas e atuais.).Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos.167 Art. A família. Primários. 8. Cortesia: o serviço deve ser prestado de maneira cortês. Regularidade: é manter um controle de qualidade. segurança nacional. Segurança: não se pode colocar em risco a vida. aplicam-se também os princípios gerais da Administração Pública (art. 4. técnica. 6. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. Classificação dos serviços públicos 1. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários. 6º. 7.

ou seja.  Forma descentralizada: é a Administração Pública direta necessitando de outra pessoa jurídica para prestar o serviço. ou preparar outros serviços da Administração Pública (ex: serviço de imprensa oficial). Nesta segunda hipótese. di Pietro classifica como impróprio para falar de atividade empresarial e industrial do Estado. A manutenção é feita via receita do Estado. Essas pessoas podem integrar a Administração Pública indireta ou não.). Secundários. e educação com escolas públicas e privadas). etc. b) Serviços uti universi (gerais): é aquele que não se pode determinar o usuário. existe uma distribuição interna de competências (ex: União distribui competência a seus Ministérios). Não confundir descentralização com desconcentração. A manutenção é feita via taxa (ao serviço compulsório) ou tarifa (ao serviço facultativo). energia elétrica. c) Serviço social: é aquele que visa atender uma necessidade essencial da coletividade. o Estado cria uma entidade (pessoa jurídica da Administração Pública Indireta). Formas da prestação dos serviços públicos  Forma centralizada: é a Administração Pública direta prestando diretamente o serviço. 2. Nesta. por meio de seus órgãos ou agentes. como as concessionárias ou permissionárias de serviço público. prestado de forma que beneficia a coletividade como um todo (ex: saneamento básico). etc. podendo se medir o quanto cada um utiliza (ex: energia elétrica residencial). mas não tanto quanto os próprios (ex: telefonia. sendo divisível. são prestadas por pessoas jurídicas de direito privado. 3.168 b) Serviços de utilidade pública ou impróprios4 (não essencial e delegável): são relevantes para a coletividade. e  delegação. Quanto ao objeto a) Serviço administrativo: é aquele que visa satisfazer necessidades internas da administração.). energia elétrica. transporte coletivo. custeado por meio de tributos não vinculados. 4 Maria Sylvia Z. A descentralização administrativa tem duas espécies:  outorga. . Outorga de serviço público: na outorga. Quanto ao usuário a) Serviços uti singuli (individuais): é aquele que se pode determinar o usuário. b) Serviço público comercial ou industrial: é aquele que visa satisfazer necessidades econômicas da coletividade (ex: serviço de telefonia. em que há a atuação do Estado ao lado do particular (ex: saúde com hospitais públicos e privados.

a Administração Pública transfere unicamente a execução do serviço público. bem como as condições de caducidade. Concessão comum: é delegação de serviço público. Delegação do serviço público: na delegação. não se admitindo concessão de serviço a pessoa física. por sua conta e risco. e não para as empresas estatais (pessoas jurídicas de direito privado). sob o controle e fiscalização estatal. sempre através de licitação. por intermédio de contrato ou ato unilateral. e não a titularidade. e  Autorização. Incumbe ao Poder Público. Empresas Públicas e Fundações). diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. que decorre de lei (estudamos em autarquias.os direitos dos usuários III . IV . sendo transferida somente sua execução. O delegado prestará o serviço em seu nome. A delegação poderá ocorrer:  Concessão. vejamos o artigo abaixo: Art. A natureza jurídica da concessão é de contrato administrativo. Antes de aprofundarmos cada via. .  Permissão.a obrigação de manter serviço adequado.169 transferindo a titularidade e a execução do serviço público por meio de lei. II . Sociedades de Economia Mista. A lei disporá sobre: I . Parte da doutrina entende que a transferência da titularidade ocorre apenas para as autarquias e fundações públicas de direito público (pessoas jurídicas de direito público). É feita pelo poder concedente à pessoa jurídica ou consórcio de empresa. É por meio da delegação que se transfere a execução do serviço público aos particulares que não integram a Administração Pública. 175/CF.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. a prestação de serviços públicos. Parágrafo único. Concessão de serviço público: Existem concessões comuns e especiais.política tarifária. na forma da lei. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão.

Ainda. O contrato deve ter prazo determinado a depender da lei do serviço. Poderá utilizar um procedimento invertido e lances verbais. III. a concessionária poderá fazer uso de receitas alternativas (ex: propaganda através de estampa nos ônibus de transporte urbano). após prévio pagamento de indenização. ficando o Estado responsável subsidiariamente. A concessão depende de autorização legislativa específica. É possível também a presença de recursos públicos. pois não ocorreu nenhum evento anômalo. considera-se: III . Formas de extinção da concessão Fim ou advento do prazo: o contrato de concessão deve ter prazo. da Lei 8. A concessionária responderá objetivamente perante o usuário.987/95). A concessionária. com o fim de buscar a modicidade das tarifas. ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público. total ou parcial. reforma. de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado. Art. O Estado responde de forma objetiva e subsidiária perante o usuário. por sua conta e risco. delegada pelo poder concedente. Na mesma linha do princípio da modicidade das tarifas. podendo arcar com parcela do serviço ou não. conservação. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização. na modalidade de concorrência.170 Depende de licitação na modalidade de concorrência. A política tarifária (prazo e índice de reajuste) é resolvida no momento da licitação. Quanto maior o investimento. A concessão de serviço público.concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção. por motivo de interesse público. mediante autorização por lei específica. precedida de obra pública é uma concessão de serviço que tem como prévia. 2º. tem sua remuneração oriunda de tarifa do usuário. 2o Para os fins do disposto nesta Lei. mediante licitação. É a forma natural de extinção. A indenização corresponde às parcelas não amortizadas pelas tarifas (recuperar o capital investido). leva-se .666/93. para calcular a indenização. Encampação: é a retomada do serviço público durante a vigência do prazo. A concorrência na concessão comum tem procedimento próprio. Esse recurso é facultativo. maior será o prazo da concessão. inc. basicamente. podendo utilizar o procedimento da Lei 8. uma obra ou reforma pública (art.

Na caducidade. em decorrência do inadimplemento do poder concedente. mas vou pegar o material do intensivo II e vou verificar. Falência ou extinção da concessionária: e falecimento ou incapacidade do titular. consideração dos bens reversíveis (bens incorporados pela Caducidade (decadência): decorre do inadimplemento total ou parcial de cláusula contratual pela concessionária. instaura-se um processo administrativo. mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim. Parágrafo único.987/95). o concessionário terá direito à indenização. 39. no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente. Anulação: decorrente da constatação de alguma ilegalidade na concessão. em decorrência dos bens investidos. . O contrato de concessão poderá ser rescindido por iniciativa da concessionária. Segundo a matéria do intensivo I vem até aqui. Através de cautelar. Ou ainda. declara-se por decreto a caducidade. mas poderá haver desconto pelas multas e danos sofridos pela Administração Pública. Na hipótese prevista no caput deste artigo. Comprovado o inadimplemento no processo administrativo. no caso de empresa individual. até a decisão judicial transitada em julgado. parágrafo único. os serviços prestados pela concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados. Art. Se não regularizar. haverá notificação a concessionária para regularizar a situação em determinado prazo. Somente após o trânsito em julgado o concessionário poderá paralisar a execução da concessão (art. da lei 8. observado o contraditório e a ampla defesa. no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente. Primeiramente. por meio da rescisão consensual: acordo amigável de extinção. mediante ação judicial intentada para este fim. se eu ver que tem mais alguma coisa eu envio novamente. A lei não utiliza a expressão “extinção de pleno direito”. Rescisão judicial: poderá ser requerida por iniciativa do concessionário. poderá o concessionário buscar esta paralisação.171 em a depreciação Administração Pública). 39.

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