MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO PRÓ-REITORIA DE ENSINO

ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA INSTITUCIONAL

Recife, outubro de 2010

Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Ministro de Estado da Educação Fernando Haddad Secretário de Educação Profissional e Tecnológica Eliezer Moreira Pacheco INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE PERNAMBUCO Reitor Prof. Sérgio Gaudêncio Portela de Melo Pró-Reitoria de Administração e Planejamento Prof. Xistófanes Pessoa de Luna Pró-Reitoria de Articulação Institucional Maria José Amaral Pró-Reitoria de Ensino Profª. Edilene Rocha Guimarães Pró-Reitoria de Extensão Profª. Cláudia da Silva Santos Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação Profª. Ana Patrícia Falcão Direção Geral dos Campi Campus Afogados da Ingazeira Prof. Marco Antonio Maciel da Silva Campus Barreiros Prof. Jorge Nascimento de Carvalho Campus Belo Jardim Prof. Geraldo Vieira da Costa Campus Caruaru Profª. Edna Guedes de Souza Campus Ipojuca Prof. Enio Camilo de Lima Campus Garanhuns Profª Maria das Graças da Costa Nery Campus Pesqueira Prof. Erivan Rodrigues da Silva Campus Recife Prof. Francisco de Melo Granata Campus Vitória de Santo Antão Profª. Velda Maria Amilton Martin Equipe da Pró-Reitoria de Ensino Diretora de Desenvolvimento de Ensino Xênia Luna Alves de Souza Diretora de Políticas Pedagógica Rúbia Conceição Martins do Rego Barros Assistente da Pró-Reitoria de Ensino Sandra Maria Valdivino Perazzo Pedagoga Josenilde Bezerra Gaspar

Coordenadora de Avaliação Edlamar Oliveira dos Santos Coordenadora de Projetos Pedagógicos e Formação Continuada Docente Emely Albuquerque de Souza Coordenador de Gestão Acadêmica Jairo Fernandes de Souza Cabral Coordenador de Diplomas Elielson Lopes Feitosa

Pedagoga Rafaella Cristine da Silva Albuquerque Assistente em Administração Maria Aparecida Cruz Assistente em Administração Dirceu Medeiros de Souza Júnior Assistente em Administração Roberto Oliveira Batista Júnior Estagiária Shirley Elias de Figueirêdo Estagiária Tharis Luane Franco Arruda

APRESENTAÇÃO

A Pró-Reitoria de Ensino do Instituto Federal de Pernambuco, em consonância com a Missão Institucional : “Promover a Educação Profissional, Científica e Tecnológica, em todos os níveis e modalidades, com base no princípio da indissociabilidade das ações de Ensino, Pesquisa e Extensão, comprometida com uma prática cidadã e inclusiva, de modo a contribuir para a formação integral do ser humano e para o desenvolvimento sustentável da sociedade”, apresenta à comunidade acadêmica este documento, pertinente à Organização Acadêmica Institucional, desenhada, pensada e elaborada por uma Comissão constituída por representantes das Assessorias Pedagógicas de todos os Campi, discutida e analisada em Fórum específico, tendo como participantes todas as Pró- Reitorias do Instituto, Dirigentes de Ensino e Pedagogas de todos os Campi. O objetivo deste documento , construído de forma participativa e coletiva, é , portanto, definir diretrizes para orientar e organizar a vida acadêmica dos Campi deste IFPE, em observância aos princípios comuns, advindos do Projeto Político-Pedagógico Institucional, respeitando, assim, as diversidades e especificidades que singularizam o todo deste Instituto, conferindo-lhe uma sólida identidade, enquanto Instituição educacional. Assim , na tecitura deste documento, normas , procedimentos , orientações e diretrizes pertinentes à vida Acadêmica de nossa Instituição estão delineados, permitindo que se estabeleça um permanente diálogo com os diversos segmentos que constituem o IFPE, ligados ao Ensino, à Pesquisa à Extensão, sem perder de vista as peculiaridades e especificidades de cada Campus, tendo como premissa o desenvolvimento de um trabalho sistêmico, significativo e consequente. Esta Organização Acadêmica, por conseguinte, é um marco legal que norteará as orientações e tomadas de decisão pertinentes à vida Acadêmica Institucional , dando suporte a todos os segmentos envolvidos no processo educativo da Instituição.

Edilene Rocha Guimarães Pró-Reitora de Ensino

"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão." Paulo Freire

TÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA CAPÍTULO I DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO Art. 1º O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, IFPE, em observância à Lei Nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008, poderá: I - ministrar Educação Profissional Técnica de Nível Médio, prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do Ensino Fundamental e para o público da Educação de Jovens e Adultos; II - ministrar cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores, objetivando a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização, a atualização de profissionais, em todos os níveis de escolaridade, nas áreas da Educação Profissional e Tecnológica; II - ministrar em nível de educação superior: a) cursos Superiores de Tecnologia; b) cursos de Licenciatura e Programas de Formação Pedagógica; c) cursos de Bacharelado, inclusive as Engenharias; d) cursos de Pós-graduação lato sensu de Aperfeiçoamento e Especialização; e) cursos de Pós-graduação stricto sensu de Mestrado e Doutorado. Parágrafo Único. Paralelamente aos cursos acima referidos, o IFPE poderá oferecer cursos inseridos nas atividades de Extensão, de acordo com os princípios e finalidades da Educação Profissional e Tecnológica, em articulação com o mundo do trabalho e com os segmentos sociais, com ênfase na produção, desenvolvimento e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos. CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO Seção I Dos Cursos Técnicos de Nível Médio Art. 2º O Ensino Técnico de Nível Médio será destinado à formação profissional do educando, tendo como objetivo proporcionar habilitação profissional a: a) estudantes egressos do Ensino Fundamental, na modalidade regular ou na de Educação de Jovens e Adultos – de forma Integrada, prioritariamente na modalidade presencial; b) estudantes egressos do Ensino Médio – de forma subsequente, nas modalidades presencial e a distância; c) estudantes regularmente matriculados no 2º ano do Ensino Médio, em outra Instituição de Ensino, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, de forma concomitante e na modalidade presencial. Art. 3º Para a consecução dos objetivos mencionados no Art. 2º, observar-se-ão: a) os recursos humanos, materiais e didáticos existentes na Instituição e/ou na comunidade local; b) as necessidades e tendências do mundo de trabalho local e/ou regional, identificadas através de estudos e pesquisas de mercado e/ou de outros instrumentos pertinentes.

Art. 4º O Ensino Técnico de Nível Médio, em todas as modalidades ofertadas, terá os currículos estruturados por componentes curriculares, podendo ser agrupados sob a forma de módulos ou períodos e não deverão ultrapassar um semestre letivo. Parágrafo Único. No caso de o currículo estar organizado em módulos, esses poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional, com exceção do Módulo Introdutório, quando houver. Art. 5º A admissão aos Cursos Técnicos de Nível Médio da Instituição poderá ser feita mediante: a) exame de Seleção aberto aos candidatos que tenham concluído o Ensino Fundamental ou Médio, conforme especificação expressa em Edital, publicado pela Reitoria do IFPE; b) outras formas previstas na Lei. Art. 6º Estão aptos para ingresso na Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrada na modalidade PROEJA, oferecida pelo IFPE, os estudantes que tenham cursado ou concluído o Ensino Fundamental em escola pública e tenham idade mínima de 18 (dezoito) anos. Seção II Dos Cursos de Especialização Técnica de Nível Médio Art. 7º O Curso de Especialização Técnica de Nível Médio contempla o aprofundamento de estudos ou complementação de uma determinada habilitação profissional, em nível técnico. Art. 8º O Curso de Especialização Técnica de Nível Médio deverá ser sempre vinculado a uma habilitação profissional do Eixo Tecnológico correlato. §1º A autorização desse Curso de Especialização poderá ser pleiteada através de um projeto específico vinculado a um Eixo Tecnológico e a seu Itinerário Formativo, e a um Curso Técnico ofertado pelo IFPE. §2º Esse Curso deverá ser organizado por Eixo Tecnológico e vinculado a um curso, observando as experiências e realidades do mundo do trabalho, em atendimento ao que estabelece a legislação vigente. §3º As condições de acesso serão estabelecidas em Regulamento/Edital específico, publicado pela Reitoria do IFPE. Art. 9º O Curso de Especialização Técnica de Nível Médio será ofertado àqueles que tiverem concluído um curso da Educação Profissional em Nível Técnico. Art. 10 As condições de acesso e o perfil profissional de conclusão do Curso de Especialização Técnica de Nível Médio serão estabelecidos nos Projetos Pedagógicos dos Cursos, em atendimento à legislação da Educação Profissional em Nível Técnico. Art. 11 O Curso de Especialização Técnica de Nível Médio terá duração igual ou superior a 25% (vinte e cinco por cento) da carga horária mínima do Curso Técnico a que se vincula. Art. 12 O IFPE expedirá certificado de Especialização Técnica de Nível Médio, explicitando o título da ocupação certificada ou, para aqueles que não concluíram totalmente o curso, a declaração de estudos parciais de acordo com a Proposta Pedagógica de cada curso.

CAPÍTULO III DA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE TRABALHADORES Art. 13. Com base no Decreto Nº 5.154, de 23 de julho de 2004, em seu Art. 3º, incluemse, entre os Cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores (FICs), aqueles de capacitação, de aperfeiçoamento, de especialização e de atualização, em todos os níveis de escolaridade, ofertados segundo itinerários formativos definidos, objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. §1º Os itinerários formativos, referidos no caput deste Artigo, são compreendidos como conjuntos de etapas que compõem a organização da Educação Profissional e Tecnológica em uma determinada área, possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos. §2o Os cursos mencionados no caput deste Artigo articulam-se, preferencialmente, com os cursos direcionados ao público da Educação de Jovens e Adultos, objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador, o qual, após a conclusão com aproveitamento dos referidos cursos, fará jus a certificados de formação inicial ou continuada para o trabalho. §3o Os cursos mencionados no caput deste Artigo devem, ainda, ser estruturados, considerando-se a carga horária mínima de 160 horas e a possibilidade do aproveitamento desses estudos, nos termos desta Organização Acadêmica, com vistas à elevação do nível de escolaridade do estudante. §4º Para o aproveitamento dos estudos previsto no Parágrafo 3°, observar-se-ão os planos dos cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores, considerando a equivalência, em termos de carga horária e conteúdo programático, com os Cursos Técnicos de Nível Médio ofertados na Instituição, nos termos desta Organização Acadêmica. CAPÍTULO IV DA EDUCAÇÃO SUPERIOR Art. 14 A Educação Superior, ofertada pelo IFPE nas modalidades presencial e a distância, compreenderá Cursos e Programas de Graduação, pertinentes a Bacharelados, Superiores de Tecnologia e Licenciaturas, Pós-Graduações e Extensão. Seção I Dos Cursos de Graduação Art. 15 Os Cursos de Graduação ofertados pelo IFPE compreenderão os Bacharelados, os Superiores de Tecnologia e as Licenciaturas. Art. 16 Os Cursos Superiores de Tecnologia têm por objetivo formar os egressos do Ensino Médio e/ou Técnico, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia. Art. 17 Os Cursos de Bacharelado têm por objetivo formar os egressos do Ensino Médio e/ou do Ensino Técnico de Nível Médio, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia, áreas do conhecimento e mundo do trabalho. Art. 18 Os Cursos de Licenciatura e os Programas Especiais de Formação Pedagógica têm por objetivo formar professores para a Educação Básica, sobretudo nas áreas de Ciências, Química, Física, Biologia e Matemática, e para a Educação Profissional e Tecnológica.

Parágrafo Único. Os Cursos de Graduação organizar-se-ão, no que concerne aos objetivos, características e organização, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. Art. 19 Para a oferta dos Cursos de Graduação, observar-se-ão : a) os recursos humanos, materiais e didáticos existentes no IFPE e/ou na comunidade local; b) as necessidades e tendências do mundo do trabalho, considerando contextos locais e regionais, identificadas através de estudos e pesquisas de mercado e/ou outros instrumentos pertinentes. Art. 20 Os Cursos de Graduação serão estruturados por componentes curriculares que poderão ser agrupados em períodos ou módulos, cuja duração deles não deverá ultrapassar um semestre letivo. Parágrafo Único. A duração e a carga horária dos cursos oferecidos serão compatíveis com as exigências dos perfis profissionais delineados nos respectivos Projetos Pedagógicos dos Cursos, observando-se as diretrizes curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e demais marcos legais em vigor. Art. 21 A admissão aos Cursos Superiores do IFPE poderá ser feita mediante: a) exame Vestibular aberto aos candidatos egressos do Ensino Médio ou similar; b) aproveitamento da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), conforme determinação do Conselho Superior; c) ingresso extra vestibular, conforme Edital específico da Reitoria ou Campus; d) outras formas previstas na Lei. §1º O Exame Vestibular aos Cursos Superiores será regulamentado em Edital, expedido pela Reitoria do IFPE. §2º Poderá inscrever-se no Processo de Seleção para Ingresso Extra vestibular, regulamentado em Edital específico: a) portador de diploma em curso de graduação, reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação, de qualquer Instituição de Educação Superior; b) estudante desvinculado do IFPE que tenha ultrapassado o período de integralização máxima do seu curso, conforme o Art. 73 desta Organização Acadêmica; c) estudante de outra Instituição da Rede Pública Federal de Ensino Superior, vinculado a um Curso Superior de Graduação, reconhecido pelo MEC, e que pretenda transferência externa, conforme o Art. 69 desta Organização Acadêmica, para o mesmo curso, curso afim ou dentro do Eixo Tecnológico. Art. 22 São condições mínimas para ingresso no Processo Seletivo Extra vestibular, por transferência externa ou reintegração: I - média geral não inferior à mínima para a aprovação dos componentes curriculares na Instituição de origem, de acordo com as normas de avaliação da Instituição; II - possibilidade de conclusão do curso pretendido, dentro do prazo máximo de integralização estabelecido pelo IFPE, contando com o período já cursado na Instituição de origem. Art. 23 A Direção do Campus designará uma Comissão para Coordenação e Execução

do Processo de Ingresso Extra vestibular, na qual, obrigatoriamente, incluirá um pedagogo e os Coordenadores dos Cursos para os quais ofertar vagas. Art. 24 As vagas serão preenchidas de acordo com a seguinte ordem de prioridade: I - estudantes que pretendam a reintegração, nos termos desta Organização Acadêmica; II - estudantes de outra Instituição Pública Federal de Ensino Superior, candidatos à transferência externa, nos termos desta Organização Acadêmica; III – portadores de diploma em Curso de Graduação, reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação, de qualquer Instituição de Educação Superior. Seção II Dos Cursos e Programas de Pós-Graduação Art. 25 A Pós-Graduação compreende cursos lato sensu de Especialização e stricto sensu de Mestrado e Doutorado, com o objetivo geral de formar profissionais qualificados para as atividades de ensino e pesquisa, priorizando o avanço do conhecimento científico e tecnológico. §1º Os Cursos de Pós-Graduação lato sensu de Especialização visam à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento. §2º Os Cursos de Pós-Graduação stricto sensu de Mestrado e Doutorado contribuem para promover o aprofundamento e desenvolvimento do conhecimento em educação, ciência e tecnologia, com vistas ao processo de geração e inovação tecnológica. §3º As atividades de Pós-Graduação serão encaminhadas pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, observando o princípio da indissociabilidade das ações de Ensino, Pesquisa e Extensão. Art. 26 Os Cursos de Pós-Graduação do IFPE terão sua forma de admissão regulamentada por Edital próprio, aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e referendado pelo Conselho Superior. Seção III Dos Cursos de Extensão Art. 27 São considerados Cursos de Extensão aqueles livres, abertos e de curta duração, nas categorias de aperfeiçoamento, atualização, qualificação e capacitação, observando-se: a) os recursos humanos, materiais e didáticos existentes no IFPE, por iniciativa própria ou por meio de convênios/parcerias em nível local, regional ou federal; b) as necessidades de atualização na área educacional e do mundo do trabalho, tanto da comunidade interna, como da externa; c) as tendências socioeconômicas locais e regionais. Parágrafo Único. Os Projetos Pedagógicos dos cursos supracitados serão analisados pela Direção de Extensão do Campus e submetidos à Direção de Ensino ou instância equivalente para parecer pedagógico, devendo, a seguir, ser encaminhados à Pró-Reitoria de Extensão para autorização e acompanhamento.

CAPÍTULO V DAS VAGAS OFERECIDAS

Art. 28 O número de vagas a serem oferecidas pelos Campi do IFPE será determinado pela Direção Geral de cada Campus, observando-se a capacidade do esforço acadêmico dos docentes, a disponibilidade de salas de aula e laboratórios para o funcionamento de novas turmas, em consonância com a Direção de Ensino ou instância equivalente. Parágrafo Único. Entenda-se como Esforço Acadêmico as atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão, produção e outras de caráter administrativo-pedagógicas desenvolvidas semanalmente pelo professor, conforme regulamentação específica em vigor. CAPÍTULO VI DOS CURRÍCULOS E DAS CARGAS HORÁRIAS Art. 29 A ordenação dos currículos dos cursos oferecidos pelo IFPE terá forma diversa de organização, de acordo com o nível de ensino, considerando a área de conhecimento, conforme preceitua a legislação vigente de cada modalidade de ensino. Art. 30 As matrizes curriculares dos cursos serão organizadas e estruturadas de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais vigentes, exceto as referentes aos cursos livres e abertos. Art. 31 As matrizes curriculares dos cursos ministrados no IFPE, bem como as competências e ementas dos componentes curriculares, deverão ser disponibilizadas nos Departamentos Acadêmicos ou instâncias equivalentes e na página online da Instituição, para conhecimento dos professores, técnico-administrativos e estudantes. Art. 32 Cada período semestral dos Cursos oferecidos pelo IFPE está constituído por um conjunto de componentes curriculares, cuja unidade de hora-aula deverá ser definida de acordo com as especificidades de cada Campus e conforme o Art. 41 desta Organização Acadêmica. Art. 33 Os currículos dos Cursos Superiores contemplarão atividades complementares, conforme legislação especifica de cada curso. §1º São consideradas atividades complementares, nos termos desta Organização Acadêmica, atividades de iniciação científica e tecnológica, programas acadêmicos amplos, programas de extensão universitária, eventos científicos, seminários, além de atividades culturais, políticas e sociais, entre outras, em observância à legislação pertinente, definidas no Projeto Pedagógico do Curso. § 2º As cargas horárias das atividades complementares deverão ser definidas no Projeto Pedagógico do Curso, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais e outros marcos legais pertinentes à matéria. Art. 34 A Organização Curricular dos Cursos Técnicos de Nível Médio Integrados observará as determinações legais previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio e no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos; e as orientações previstas nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio; nas Orientações Curriculares Nacionais; nas Orientações Metodológicas; e em outros documentos norteadores. Art. 35 Os Cursos Técnicos de Nível Médio Integrados estão organizados em uma base de conhecimentos técnicos e científicos, de acordo com os respectivos eixos tecnológicos, e terão uma carga horária mínima, conforme o Parecer CNE/CEB Nº 39/2004 e demais legislações vigentes.

Art. 36 Os Cursos PROEJA deverão ser desenvolvidos de forma a garantir a adoção de estratégias de ensino e práticas avaliativas que respeitem o tempo pedagógico da aprendizagem e as experiências advindas do mundo do trabalho desse público-alvo. Art. 37 Os currículos dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio objetivam a formação integral e está constituída por base nacional comum, parte diversificada e base tecnológica e prática profissional, as quais perpassam por toda matriz curricular, integrando conhecimentos gerais e específicos aos saberes cotidianos. §1º O total de horas de cada componente curricular da base nacional comum, da parte diversificada e da base tecnológica estará fixado nas matrizes curriculares de cada curso. §2º A carga horária destinada à prática profissional, com exceção do estágio supervisionado, deverá ser computada na carga horária mínima do curso. §3º As atividades de prática profissional que não contemplem todos os estudantes do curso não poderão ser computadas na carga horária mínima do curso. Art. 38 Os Projetos Pedagógicos dos Cursos Técnicos de Nível Médio e dos Cursos Superiores serão constituídos conforme orientações específicas aprovadas pelo Conselho Superior do IFPE. Art. 39 Os cursos poderão oferecer componentes curriculares eletivos e optativos a cada semestre letivo, desde que contemplados no seu Projeto Pedagógico. §1º São considerados componentes curriculares optativos os de livre escolha do estudante, cuja carga horária é, obrigatoriamente, incluída na matriz curricular. §2º Serão caracterizados como componentes curriculares eletivos aqueles que são de livre escolha do estudante, cuja carga-horária não será obrigatória na matriz curricular do seu curso, porém será incluída no seu histórico escolar. §3º O componente curricular optativo e o eletivo deverão ser pertinentes ao perfil profissional do curso. §4º O componente curricular eletivo não poderá ser oferecido em substituição a um componente curricular obrigatório. §5º O estudante poderá cursar até 3 (três) componentes curriculares eletivos por semestre. §6º Cada curso poderá ofertar até 5 (cinco) componentes curriculares eletivos a cada semestre letivo, de acordo com o Esforço Acadêmico docente. §7º O registro do componente curricular eletivo vivenciado pelo estudante terá o mesmo tratamento dos demais componentes curriculares regulares. Art. 40 Os currículos poderão ser elaborados, alterados ou substituídos, conforme exigirem as conveniências do ensino e a demanda do mundo do trabalho, desde que a proposta seja elaborada por uma Comissão de Reestruturação de Cursos, referendada pelo Colegiado do Curso, Departamento Acadêmico do Curso, Coordenações de Cursos e pela Assessoria Pedagógica, e ratificada pela Direção de Ensino do Campus. §1º A proposta de alteração e/ou substituição de currículo, após ratificada pela Direção

de Ensino do Campus, será encaminhada ao Diretor Geral do Campus e enviada à Pró-Reitoria de Ensino, para pronunciamento do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, retornando a essa Pró-Reitoria, que, por sua vez, encaminhará o documento ao Conselho Superior para homologação, antes de ser posta em prática. §2º As alterações ou substituições de que trata o caput do artigo só poderão ser feitas depois de, no mínimo, 02 (dois) anos de implantação do curso, exceto nos casos de exigência legal. §3º As alterações e ou substituições de currículos serão implementadas no início de cada período letivo, ficando garantida ao estudante a opção de se integrar ao novo currículo ou permanecer no de origem, respeitando o prazo de conclusão do curso. CAPÍTULO VII DA PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES DE ENSINO Seção I Do Período de Funcionamento e Horário das Aulas Art. 41 O IFPE poderá funcionar nos turnos da manhã, tarde e noite, de segunda a sextafeira, e aos sábados, nos dois primeiros turnos. A carga horária máxima será de 36 (trinta e seis) aulas semanais e a hora-aula de 45 (quarenta e cinco), 50 (cinquenta) ou 60 (sessenta) minutos. §1º Os Campi, em virtude da singularidade de sua organização e funcionamento, poderão adequar os turnos e os horários de turno de acordo com sua realidade, observando a legislação em vigor. §2º Aos sábados, para complementação de carga horária dos cursos, as aulas poderão ser ministradas nos turnos da manhã ou da tarde, de acordo com as especificidades de cada Campus e devidamente autorizadas pela Direção de Ensino do Campus, ou Chefia do Departamento Acadêmico, ou instância equivalente. §3° As aulas vagas poderão ser preenchidas, a critério da Chefia dos Departamentos Acadêmicos ou instância equivalente, com reposição de aulas, complementação de carga horária, atividade de recuperação paralela ou quaisquer outras atividades acadêmicas que venham a ser programadas. §4º Quando um docente ficar impossibilitado de ministrar suas aulas por mais de 15 (quinze) dias letivos, para efeito do cumprimento da carga horária, caberá às instâncias competentes viabilizar a substituição desse docente no período estabelecido, dando continuidade às atividades acadêmicas do curso, até que o referido docente a elas retorne. §5º Quando, ao encerrar o período letivo, pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) da carga horária total do componente curricular não houver sido cumprida, este deverá ser ofertado novamente. Art. 42 A tolerância para o acesso do estudante à sala de aula será de 15 (quinze) minutos após início da primeira aula. §1º Passado esse tempo, fica a critério do professor permitir seu ingresso na sala, sendo que essa permissão não garante a computação da presença na primeira aula. §2º No caso de aulas geminadas, a partir da segunda aula, será permitido ao estudante

ingressar na sala até 10 (dez) minutos após o seu início. Art. 43 A tolerância de tempo para a chegada do docente à sala de aula é de até 15 (quinze) minutos. Parágrafo Único. No caso de aulas geminadas, a tolerância máxima será de 10 (dez) minutos, após o início da segunda aula; quando excedido esse limite, a turma estará automaticamente dispensada, exceto quando houver outro direcionamento das instâncias competentes. Seção II Dos Programas e Planejamento do Ensino Art. 44 A organização dos programas e/ou planejamento de ensino e de aula de cada componente curricular caberá ao professor, respeitando-se as exigências legais e as normas contidas nesta Organização Acadêmica e no Projeto Pedagógico do Curso. Art. 45 Os Programas e/ou Planejamentos de cada componente curricular dos cursos deverão ser acompanhados pelos Departamentos Acadêmicos dos Cursos ou instâncias equivalentes e pela Assessoria Pedagógica, sob a supervisão da Diretoria de Ensino ou Chefia do Departamento de Ensino do Campus. Parágrafo Único. Caberá à Diretoria de Ensino ou instância equivalente do Campus promover sistematicamente a avaliação do ensino, a fim de zelar pelo cumprimento da programação e/ou planejamento dele, visando assegurar a sua qualidade. Seção III Do Calendário Acadêmico Art. 46 O Calendário Acadêmico será organizado pela Direção do Campus em articulação com a Direção de Ensino e Chefias de Departamentos Acadêmicos de cada Campus ou instâncias equivalentes e Coordenações de Cursos, ouvidas a Assessoria Pedagógica e demais Diretorias e Departamentos, e publicado com antecedência, para o conhecimento de todos os integrantes do IFPE. Art. 47 No Calendário Acadêmico do Campus, deverão constar todas as atividades que se desenvolverão na Instituição, observando-se os seguintes requisitos: a) o início e o término de cada período letivo, respeitando-se a legislação vigente; b) os dias feriados e os recessos escolares; c) os dias fixados para comemorações sociais, cívicas e religiosas; d) os eventos a serem desenvolvidos pelo IFPE; e) o início e o término das etapas escolares que constituem o período letivo, de acordo com a estrutura de cada curso; f) o período destinado aos exames finais; g) os períodos reservados para trancamento de matrícula, isenção dos componentes curriculares, entrada de processos de admissão por outras formas de acesso extra vestibular e reabertura de matrícula; h) período indicado para lançamento de nota no Sistema de Registros Acadêmicos pelos docentes ao final de cada etapa escolar; i) o prazo de lançamento de resultados finais no Sistema de Registros Acadêmicos. j) os prazos de entrega do Plano de Trabalho docente e do Relatório Final Art. 48. Quando, por motivo de força maior, o IFPE não conseguir executar o número de

dias letivos previstos no Calendário Acadêmico, esse será prorrogado por ato do Reitor. §1º Poderá ser concedido ao estudante concluir o período letivo antes da data prevista no Calendário Acadêmico, desde que seja respeitado o limite mínimo exigido por Lei e deliberado pelo Conselho de Classe. §2º Serão considerados dias letivos, fixados no Calendário Acadêmico, os dias em que se realizarem aulas ou atividades escolares com obrigatoriedade de participação de professores e estudantes. §3º É vedada ao professor a antecipação da carga horária dos componentes curriculares ministrados por ele, salvo quando autorizada pela Chefia do Departamento Acadêmico do curso ou instância equivalente. Seção IV Do Horário Geral Art. 49. O Horário Geral será organizado por uma comissão, instituída pela Direção de cada Campus, e publicado com antecedência, para conhecimento do setor responsável pelos registros acadêmicos, do corpo docente e dos discentes. Art. 50. Para um melhor desempenho acadêmico e fluidez do processo ensinoaprendizagem, deverão ser observados os seguintes procedimentos: a) o professor de Formação Geral ou de componentes eminentemente teóricos só poderá ministrar, no máximo, 03 (três) aulas consecutivas por turma; b) os componentes curriculares da Formação Geral ou os eminentemente teóricos deverão ser ministrados por um único professor, a fim de evitar a fragmentação dos conteúdos, bem como a descontinuidade das informações, prejudicando a construção do conhecimento do educando; c) os componentes curriculares da Formação Geral que exijam atividades práticas de laboratório e os profissionalizantes poderão ser ministrados por mais de um professor, conforme o disposto no Art. 52 desta Organização Acadêmica, desde que a natureza do componente assim o justifique; neste caso, não será ultrapassado o número de três docentes por componente curricular, exceto quando estritamente necessário e com a aprovação da Direção de Ensino ou instância equivalente. d) os professores de 40 (quarenta) horas semanais deverão disponibilizar, obrigatoriamente, dois turnos diários completos; e os de 20 (vinte) horas, um turno diário completo, para docência nesta Instituição; e) Nos Campi onde haja aulas aos sábados, a disponibilização de que fala a alínea “d” deverá contemplá-los. f) o número de aulas semanais a serem distribuídas entre os docentes será a quantidade necessária ao pleno funcionamento do curso, podendo variar de acordo com a Coordenação de Curso; g) a distribuição do horário priorizará as disponibilidades dos laboratórios; h) no turno da manhã, os primeiros horários serão, quando possível, destinados às aulas de Educação Física, bem como os últimos horários do turno da tarde; i) o professor que ministrar a última aula no turno não poderá ministrar a primeira do turno seguinte, salvo com seu consentimento; j) serão registradas como Esforço Acadêmico do docente as horas destinadas às atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão, produção e administrativo-pedagógicas, desde que sejam semanais e contínuas, conforme regulamento específico; k) caberá ao Departamento Acadêmico dos cursos ou instâncias equivalentes e à

Comissão instituída pela Direção Geral do Campus, deliberar sobre a distribuição e organização do horário individual dos docentes que fizerem parte de seu Departamento Acadêmico e Coordenação, respeitando o princípio da equidade entre os docentes na referida distribuição. Parágrafo Único. A disponibilidade citada nas alíneas “d”,“e” e “i” está condicionada às necessidades da Coordenação do Curso, de acordo com dia e horário de funcionamento da Instituição. Art. 51 O Horário Geral, depois de publicado, não poderá sofrer modificações, salvo quando autorizadas pela Direção Geral do Campus. Seção V Da Natureza e Operacionalização do Componente Curricular “FATOR” Art. 52 O componente curricular será considerado como “FATOR”, quando for de natureza prático-teórica e desenvolvido preferencialmente em laboratórios e unidades de produção. §1º Os componentes curriculares “FATOR” poderão ser ministrados por, no mínimo, 02 (dois) e, no máximo, 03 (três) docentes, considerando a sua natureza, assegurada a continuidade das informações, a construção do conhecimento pelo educando na perspectiva de um melhor desempenho acadêmico e a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. §2º Componentes curriculares ,cujas especificidades exijam que sejam ministrados por mais de um docente especializado em sub-áreas, poderão ser enquadrados como “FATOR”. §3º Componentes curriculares que são apenas de natureza teórica, não deverão ser ministrados como “FATOR”, exceto quando houver a especificidade e com a autorização da Chefia do Departamento Acadêmico, referendada pela Direção de Ensino ou instâncias equivalentes. §4º A carga horária não pode ser critério para componentes curriculares serem trabalhados como “FATOR”. Art. 53 Os professores que ministrarão aulas como “FATOR” , deverão estar no mesmo horário e simultaneamente, trabalhando enfoques específicos ou diferenciados. §1º Nos casos em que os componentes curriculares, por força maior de sua natureza, sejam trabalhados fora do ambiente interno do Campus, ou aqueles que, por sua especificidade instrumental (equipamentos, aparelhos e similares), necessitem ser trabalhados em dias diferentes, admite-se a não simultaneidade do horário. §2º Quando o componente curricular exigir divisão em sub turmas, o quantitativo não deverá ultrapassar 25 (vinte e cinco) estudantes em cada uma delas. Seção VI Das Atividades Extraclasse Art. 54 Serão consideradas atividades extraclasse, para efeito de contagem de carga horária, apenas aquelas que tenham a participação conjunta do professor e do estudante. §1º As visitas técnicas e/ou atividades afins somente serão realizadas, quando previamente autorizadas pelo Departamento Acadêmico e pela Direção de Ensino ou instâncias

equivalentes, mediante apresentação do planejamento dessas atividades pelo docente. §2° No caso das atividades extraclasse exigirem pernoite, quando houver menores de idade, haverá acompanhamento obrigatório de um docente ou técnico-administrativo do mesmo sexo. §3° A participação de algum discente menor de idade nessas atividades está condicionada à autorização, por escrito, do responsável legal, em formulário próprio, anexado ao planejamento do docente. §4º O tempo a ser computado para contagem de hora-aula será o de efetivo trabalho no local da visita ou atividade, não ultrapassando 30% (trinta por cento) da carga horária total de qualquer componente curricular, no período letivo. §5º Os procedimentos para realização de atividades extraclasse serão regulamentados através de normativa específica por Campus. CAPÍTULO VIII DA MATRÍCULA DO CORPO DISCENTE Art. 55 O período de matrícula dos candidatos classificados no Exame de Seleção será publicado no Edital do Processo Seletivo e será efetivada pelos Departamentos Acadêmicos de cada Curso ou instâncias equivalentes e gerenciada pela Coordenação de Registro Acadêmico. §1º Os candidatos classificados no Exame de Seleção serão matriculados, obrigatoriamente, em todos os componentes curriculares do módulo/período/ano previstos e programados para o 1º período letivo. §2º Os candidatos classificados no Exame de Seleção que já foram aprovados em componentes curriculares de cursos oferecidos pelo IFPE poderão ter avanços em módulos/períodos, mediante requerimento de isenção, no ato da matrícula, e após análise do histórico escolar e conteúdos programáticos pela Coordenação do Curso e Assessoria Pedagógica. §3º Para manter o vínculo acadêmico, o estudante ingresso deverá obter aprovação em, pelo menos, 01 (um) componente curricular do 1º período/módulo/ano, ou apresentar aproveitamento de componente curricular; caso contrário estará automaticamente desvinculado, não sendo permitida sua matrícula, trancamento e reintegração. §4º O estudante poderá cancelar voluntariamente sua matrícula, desde que esse cancelamento esteja justificado em formulário próprio. Art. 56 A matrícula, tanto a inicial quanto aquela realizada após a conclusão de cada módulo/período/ano, é obrigatória e será efetuada consoante o período estipulado no Calendário Acadêmico de cada Campus do IFPE. Art. 57 Os procedimentos de matrícula dos estudantes regularmente vinculados ao IFPE obedecerão às normas e às orientações divulgadas pelo Setor competente, ao final de cada período letivo, para a renovação do vínculo acadêmico. §1° É vedado ao estudante manter vínculo em mais de um curso oferecido pelo IFPE, exceto em Cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores.

§2° É vedado ao estudante manter vínculo em Cursos de Graduação e Cursos Superiores de Tecnologia em mais de uma Instituição de Ensino Superior Pública, conforme legislação em vigor. §3º Os estudantes deverão efetuar matrícula online, obrigatoriamente, em todos os componentes curriculares do próximo módulo/período letivo, exceto em caso de regime de dependência, conforme expresso nesta Organização Acadêmica. §4º Nos casos em que o Campus julgue necessário realizar matrícula presencial, o estudante deverá comparecer à Instituição conforme regulamentação específica. §5º O estudante reprovado em até 3 (três) componentes curriculares, em todos os níveis, poderá matricular-se no módulo/período/ano seguinte, devendo cursar os componentes curriculares em que não conseguiu aprovação, em regime de dependência, em turno diferente, ou, havendo possibilidade, no mesmo turno. §6º É vedado aos estudantes com dependência em mais de 3 (três) componentes curriculares matricularem-se em componentes curriculares do período/módulo posterior, salvo nos Cursos Superiores e de acordo com a especificidade de cada um deles; casos excepcionais devem ser analisados pela Direção de Ensino do Campus ou instância equivalente. §7º É vedado ao estudante matricular-se em componentes curriculares que não façam parte da Matriz Curricular de seu curso, exceto para cumprimento do regime de dependência em componentes curriculares equivalentes, nos termos desta Organização Acadêmica. §8º O estudante do IFPE não poderá ser remanejado para outro curso, exceto nos casos previstos no Art. 64, § 2º desta Organização Acadêmica. §9º Será garantida ao estudante, no prazo máximo de 2 (dois) períodos letivos, a matrícula em componente curricular, cuja dependência seja o único empecilho para conclusão do curso, observando o tempo de integralização máxima do curso. Art. 58 Após ter cursado o 1º período/módulo/ano letivo, o estudante poderá matricular-se em componentes curriculares ou trancar o curso, mantendo ,assim, o vínculo acadêmico com o IFPE, nos termos desta Organização Acadêmica. §1º A matrícula-vínculo poderá ser solicitada, na mesma época das matrículas regulares, conforme período indicado no Calendário Acadêmico, nos seguintes casos: a) quando não forem oferecidos os componentes curriculares solicitados pelo estudante; b) quando o estudante cursar todos os componentes curriculares e não tiver concluído o estágio supervisionado ou o TCC, desde que não ultrapasse o período máximo de conclusão do curso; c) quando, por falta de vaga em turma regular ou extra, o estudante em dependência não conseguir efetivar a matrícula naquele componente curricular. d) casos de licença médica, maternidade/adoção, ou outros estabelecidos por lei. §2º Após a conclusão de todos os componentes curriculares de seu curso, o estudante permanecerá vinculado ao IFPE até a entrega do Relatório do Estágio Supervisionado ou de outra prática profissional ou do TCC, cujo prazo previsto não poderá exceder ao período máximo de integralização do curso. Art. 59 A matrícula dos estudantes amparados por legislação específica (ex-ofício Servidor Público Federal transferido e seus dependentes, bem como membro das Forças

Armadas transferido e seus dependentes) será realizada independentemente do número de vagas e a qualquer época do ano. CAPÍTULO IX DO TRANCAMENTO DE MATRÍCULA Art. 60 Ao estudante regularmente matriculado nos cursos do IFPE será concedido, quando solicitado, o trancamento de matrícula do curso. §1º O trancamento de matrícula deverá ser efetivado no período definido no Calendário Acadêmico de cada Campus, exceto em casos excepcionais a serem analisados pela assessoria Pedagógica e autorizados pela Direção de Ensino. §2º Apenas ao estudante dos Cursos do Ensino Superior será também permitido trancar a matrícula em até 2 (dois) componentes curriculares por período letivo. §3º O estudante do primeiro módulo/período/ano não terá direito ao trancamento de matrícula do curso ou componente curricular, exceto nos casos previstos por legislação específica ou autorizados pelo Diretor Geral do Campus. §4º O trancamento de matrícula do curso ou de componente curricular do estudante menor de idade só poderá ser realizado por seu responsável legal. Art. 61 O prazo concedido para o trancamento do curso do IFPE, de forma contínua ou alternada, não poderá ultrapassar 2 (dois) anos. §1º O trancamento do curso será realizado considerando o total de 2 (dois) anos, podendo ser reaberto antes do prazo máximo estipulado, no início de cada período letivo, nas datas especificadas no Calendário Acadêmico do Campus. §2º No caso de renovação da matrícula do curso antes do termino do prazo máximo de 2 (dois) anos, o estudante poderá utilizar posteriormente o tempo restante do trancamento do curso. Art. 62 O estudante que trancar matrícula do curso ou de componente curricular estará sujeito às alterações curriculares ocorridas no curso durante o período de trancamento. CAPÍTULO X DA TRANSFERÊNCIA DE ESTUDANTES Seção I Da Concessão Art. 63 O IFPE expedirá a transferência do estudante para outras instituições de ensino, mediante requerimento, em qualquer época do ano, exceto no caso de não haver concluído com êxito pelo menos um componente curricular do primeiro período letivo do curso. Parágrafo Único. A solicitação de transferência deverá ser feita pelo estudante maior de idade ou pelo representante legal do estudante menor de idade. Art. 64 Nos documentos de transferência, deverão constar as notas, as cargas horárias e os ementários dos componentes curriculares cursados com aprovação e as observações

pertinentes à situação acadêmica do estudante. §1º A transferência só deverá ser expedida para o estudante com matrícula regular no IFPE. §2º É vedada a transferência interna de um curso para outro, salvo em casos excepcionais legitimados por parecer pedagógico, deliberados pela Direção Geral do Campus e autorizados do Conselho Superior do IFPE. Seção II Da Transferência de Turno Art. 65 O estudante poderá solicitar transferência de turno do curso no qual está matriculado nos prazos estabelecidos no Calendário Acadêmico. Parágrafo Único. A transferência de turno só será concedida após o estudante ter cursado o primeiro período/módulo/ano, imediatamente após o seu ingresso no IFPE, cumprindo todas as avaliações previstas, salvo nos casos específicos estabelecidos em Lei. Art. 66 A mudança de turno é condicionada à existência de vaga e será concedida ao estudante, prioritariamente, na seguinte ordem: a) ter sido incorporado ao Serviço Militar inicial obrigatório; b) ter passado a exercer atividade profissional, durante o período do curso, no turno em que estiver matriculado; c) em outros casos autorizados pela Direção de Ensino do Campus ou instância equivalente. §1º O IFPE poderá solicitar todo e qualquer documento que comprove a situação do estudante requerente. §2º Caso haja mais candidatos à mudança de turno do que vagas oferecidas, após o atendimento dos casos prioritários previstos no caput deste Artigo, terão prioridade, na seguinte ordem: a) o estudante que seja arrimo de família; b) o estudante provedor de família, com filhos; c) o estudante provedor de família, sem filhos; d) o estudante mais velho. Seção III Da Recepção de Estudantes Art. 67 O IFPE só receberá transferência de estudantes oriundos de outros Institutos Federais, desde que autorizada pela Direção Geral do Campus pretendido, na época determinada no Calendário Acadêmico, mediante a existência de vagas e a possibilidade de adaptação aos currículos em vigor, salvo nos casos determinados por força de Lei. §1º Caso o IFPE não ofereça o curso de origem do estudante transferido por força de Lei, deverá ser feito um estudo do seu currículo para adaptação em outro curso equivalente ou de área afim. §2º O estudante transferido por força de Lei poderá ser admitido em outro curso equivalente, desde que não exista a oferta na opção de origem e comprovada a existência de vagas, a afinidade de área do conhecimento e eixo tecnológico, e compatibilidade da carga horária com o curso pretendido.

§3º O estudante que deseje transferência para o IFPE, após a realização da 1ª (primeira) matrícula e sem haver cursado nenhum componente curricular no estabelecimento de ensino de origem, deverá apresentar declaração ou equivalente do processo seletivo e classificação nesta. Art. 68 Quando a transferência ocorrer durante o período letivo, para a apuração da frequência e do rendimento escolar, adotar-se-ão os seguintes procedimentos: a) computar-se-ão notas ou conceitos e frequência dos componentes curriculares, áreas de conhecimento ou atividades atribuídas ao estudante pela Instituição de origem, quando idênticos aos ministrados pelo IFPE; b) no caso de o estudante ter realizado, no estabelecimento de origem, estudos diferentes, será computada a frequência dos componentes curriculares, áreas de conhecimento ou atividades com equivalência de valor formativo àquelas dos componentes curriculares oferecidas pelo IFPE que substituírem as estudadas; c) no caso previsto na alínea “b”, para apuração do rendimento escolar, serão computadas apenas as notas obtidas pelo estudante no IFPE; d) o certificado do estudante que retornou de intercâmbio cultural será submetido à análise da Assessoria Pedagógica, para fins de classificação, cabendo ao IFPE matriculálo em período ou módulo que correspondam ao seu nível de escolaridade, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais e com o Projeto Pedagógico do Curso pretendido. Art. 69 A transferência de estudantes de outros estabelecimentos congêneres para o IFPE será efetivada, observando-se: §1º Referentes à Instituição: I - existência de vaga; II - correlação de estudos entre os componentes curriculares cursados e a matriz curricular do curso pleiteado; III - adaptações curriculares necessárias. §2º Referentes ao estudante: I - aceitação das normas didático-pedagógicas e disciplinares do IFPE; II - ser o estudante oriundo da Rede Pública Federal; III - ter o estudante encaminhado a solicitação dentro do período previsto no Calendário Acadêmico do IFPE. §3º Em casos excepcionais, poderão ser aceitas solicitações de transferências fora do prazo previsto no Calendário Acadêmico do IFPE, após análise e autorização da Direção Geral do Campus. §4º Os casos de servidor público civil ou militar removido ex-ofício e de seus dependentes seguirão a legislação específica. Art. 70 O IFPE poderá exigir a adaptação de estudo: a) quando houver necessidade de complementar o currículo mínimo conforme previsto no Projeto Pedagógico do Curso pretendido. b) a estudantes beneficiados por Leis especiais, com o privilégio de transferência em qualquer época do ano, independentemente da existência de vagas; c) para integralização curricular, a fim de que seja expedido o diploma.

Seção IV Da Remoção de Estudantes entre os Campi do IFPE Art. 71 A concessão da remoção de estudantes entre os Campi do IFPE obedecerá, salvo os casos previstos na lei, aos seguintes critérios: a) existência do mesmo curso ou de área afim, inserida no mesmo eixo tecnológico ; b) existência de vagas residuais no mesmo curso ou de área afim, no Campus pretendido; c) cumprimento de, pelo menos, um módulo/período/ano letivo no Campus de origem; d) vagas residuais serão preenchidas seguindo a ordem decrescente do coeficiente de rendimento escolar dos requerentes. §1º Caso o IFPE não ofereça o curso de origem do estudante transferido por força de Lei, deverá ser feito um estudo do seu currículo, para adaptação em outro curso equivalente, dentro do mesmo Eixo Tecnológico. §2º O estudante transferido por força de Lei poderá ser admitido em outro curso, desde que não exista a oferta de seu curso de origem e comprovada a existência de vagas, afinidade de área, pertinência ao mesmo eixo tecnológico e compatibilidade da carga horária com o curso equivalente pretendido. CAPÍTULO XI DA CONCLUSÃO DOS CURSOS Seção I Art. 72 O estudante deverá concluir todos os componentes curriculares que constituem a matriz curricular do seu curso, bem como a prática profissional estabelecida no Projeto Pedagógico do Curso, respeitando: I - para os Cursos da Educação Profissional de Nível Médio: a) Técnicos Subsequentes - o prazo mínimo de integralização estabelecido no Projeto Pedagógico do Curso e o prazo máximo estabelecido na legislação em vigor; b) Técnicos Integrados - o prazo mínimo de integralização estabelecido no Projeto Pedagógico do Curso e o prazo máximo correspondente ao dobro do prazo mínimo de integralização menos 1 (um) ano. II - para os Cursos Superiores, o prazo mínimo de integralização estabelecido na Lei por modalidade, Licenciatura, Bacharelado, e o prazo máximo de integralização correspondente ao dobro do prazo mínimo de integralização menos 1 (um) ano. III - para os Cursos Superiores de Tecnologia, o prazo mínimo de integralização estabelecido na Lei por modalidade e o prazo máximo de integralização correspondente ao dobro do prazo mínimo de integralização menos 1 (um) semestre §1 º Será concedido o diploma de conclusão do curso após a integralização do currículo do curso. §2º Nos cursos organizados em módulos com terminalidade, quando previstos no Projeto Pedagógico do Curso, o estudante poderá requerer a certificação parcial junto ao Departamento Acadêmico a que está vinculado ou instância equivalente, após a integralização de todos os componentes curriculares que configuram essa qualificação profissional. §3º Nos Cursos Técnicos de Nível Médio Integrado, devido à sua especificidade, não haverá expedição de certificação de conclusão do Ensino Médio, quando da conclusão dos componentes curriculares da Base Comum Nacional e da parte diversificada.

§4º A expedição de diploma de Técnico de Nível Médio só será concedida após a integralização da proposta curricular do curso Seção II Do Jubilamento Art. 73 O jubilamento é o desligamento do estudante da Instituição por meio da recusa da matrícula acadêmica do estudante no curso ao qual está vinculado. Parágrafo Único. Uma vez efetivado o jubilamento, o estudante só poderá reingressar no IFPE, mediante novo processo seletivo, sendo permitido requerer isenção dos componentes curriculares cursados com aprovação, que poderá ser concedida após análise de equivalência do currículo em vigor nos termos desta Organização Acadêmica. Art. 74 O jubilamento do estudante será efetivado, quando ocorrer, pelo menos, uma das seguintes situações: I - esgotado o prazo máximo de integralização do curso, conforme estabelecido pela legislação pertinente e nos termos desta Organização Acadêmica; II - o estudante dos cursos organizados por período/módulo que for reprovado no mesmo componente curricular por 5 (cinco) vezes, consecutivas ou não, durante o prazo máximo de conclusão do curso. III - o estudante dos cursos organizados por série qual for reprovado no mesmo componente curricular por 3 (três) vezes, consecutivas ou não, durante o prazo máximo de conclusão do curso. §1º Não será contado para efeito de jubilamento o tempo de trancamento de matrícula. §2º Os casos de jubilamento serão submetidos à análise pedagógica criteriosa e à apreciação do Diretor Geral do Campus, que decidirá pela recusa da matrícula do estudante ou estabelecerá condições para a continuidade dos estudos, nos termos desta Organização Acadêmica, de acordo com a natureza de cada caso. Seção III Da Reintegração Art. 75 O estudante que, no prazo estabelecido no cronograma de matrícula, deixar de renová-la, perderá seu vínculo acadêmico, caracterizando com isso abandono de curso, ficando sua reintegração condicionada a um novo Exame de Seleção ou à autorização da Direção Geral do Campus, salvo os casos por força de lei. Parágrafo Único. O estudante desvinculado dos cursos do IFPE por abandono poderá requerer reintegração à Direção Geral do Campus, desde que a conclusão do curso não ultrapasse o período máximo de integralização do curso de acordo com o seu Projeto Pedagógico, contado a partir da conclusão do primeiro período letivo e condicionada à existência de vagas. Art. 76 O pedido de reintegração do estudante desvinculado por abandono de curso, acompanhado de justificativa e do seu histórico escolar, deverá ser avaliado previamente pela Assessoria Pedagógica e pelo setor responsável pela diplomação, que emitirão um Parecer Pedagógico, além de Parecer Técnico, encaminhando o processo à apreciação da Direção Geral do Campus.

§1º Após análise do histórico escolar do requerente, do Parecer Pedagógico e do Parecer Técnico, a Direção Geral do Campus, em caráter excepcional, poderá autorizar a reintegração, nos termos desta Organização Acadêmica. §2º A reintegração do estudante desvinculado por abandono de curso poderá ser concedida apenas uma vez. §3º A matrícula do estudante reintegrado, em todos os componentes curriculares do período letivo, dependerá da existência de vagas nos respectivos componentes. Art. 77 A reintegração poderá ser concedida, nos termos desta Organização Acadêmica, a estudantes desvinculados por abandono de curso, cujo currículo esteja extinto, no prazo máximo de 10 (dez) anos após a última matrícula e que não tenha equivalência na matriz curricular vigente, mediante: I - aceitação formal do estudante de se inserir na matriz curricular vigente de um curso equivalente; ou II - matrícula em turma extra ofertada pela Instituição, desde que haja disponibilidade de docentes e demais condições institucionais para a referida oferta, quando da inexistência de um curso equivalente; ou III - submissão à Avaliação por Competência, após análise pedagógica criteriosa do caso, dentro do limite máximo de 2 (dois) componentes curriculares, de acordo com as orientações dispostas no caput deste artigo. CAPÍTULO XII DOS ESTUDOS EQUIVALENTES Seção I Do Aproveitamento de Estudos Equivalentes Art. 78 O aproveitamento de estudos para efeito de isenção será facultado ao estudante dos Cursos Superiores e da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, em todas as suas modalidades de ensino. §1º O estudante só poderá requerer o aproveitamento de, no máximo, 50% (cinquenta por cento) dos componentes curriculares do curso no qual está matriculado. §2º O estudante recém-ingresso poderá solicitar aproveitamentos de estudos não só para os componentes curriculares do semestre/ano em curso, como também para os de semestres/anos posteriores. §3º A análise de equivalência entre currículo deverá considerar os casos em que os estudantes: a) tenham cursado o componente curricular em período de, no máximo 5 (cinco) anos passados, quando terá direito ao seu aproveitamento intregral nos termos dessa Organização Acadêmica. b) tenham cursado o componente curricular em período acima de 5 (cinco) anos passados, devendo ,nesse caso, ser submetido a uma avaliação para certificar os conhecimentos, nos termos desta Organização.

Art. 79 Poderá ser concedido ao estudante o aproveitamento de estudos nos componentes curriculares que compõem o currículo, mediante requerimento dirigido ao Departamento Acadêmico do Curso, no prazo estipulado no Calendário Acadêmico, acompanhado dos seguintes documentos referentes ao curso de origem: I - histórico escolar constando nele a aprovação do estudante e a nota mínima de aprovação do estabelecimento de origem (original ou cópia autenticada); II - matriz curricular; III - programas dos componentes curriculares cursados, devidamente homologados pelo estabelecimento de origem. §1º A avaliação da correspondência de estudos deverá recair sobre os conteúdos dos componentes curriculares apresentados e não sobre a denominação deles. §2º Não será concedida a isenção dos componentes curriculares da Base Comum Nacional do currículo dos Cursos Técnicos de Nível Médio Integrados, exceto aqueles realizados no IFPE ou de outros Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, em curso do mesmo Eixo Tecnológico. §3º Concluída a análise dos programas dos componentes curriculares dos cursos, caso haja necessidade de adaptações de estudos, o estudante será matriculado, obrigatoriamente, nos respectivos componentes curriculares em turno distinto de seu turno de estudo, até o limite de 3 (três) componentes curriculares por semestre/ano letivo. §4º Caso o estudante necessite de adaptação curricular em mais de 3 (três) componentes curriculares, ele será matriculado exclusivamente nesses componentes. §5º Em Cursos de horário integral, caso haja necessidade de adaptação em algum(ns) componente(s) curricular(es), o estudante será matriculado, inicialmente, apenas nesse(s) componente(s). Art. 80 O reconhecimento e o crédito do componente curricular já cursado far-se-ão à vista da equivalência de, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do seu conteúdo e 80% (oitenta por cento) da carga horária com os correspondentes dos componentes curriculares pretendidos no IFPE. §1º Poderão ser considerados, para aproveitamento de estudos equivalentes, aqueles componentes que tenham sido desenvolvidos em cursos de mesmo nível ou de nível superior de ensino, exceto nos Cursos Superiores de Tecnologia. §2º Nos Cursos Superiores de Tecnologia, poderão ser aproveitados estudos realizados em Cursos Técnicos de Nível Médio, após criteriosa avaliação individual do estudante, à luz do perfil profissional do curso. §3º Nos Cursos Superiores poderão ser aproveitados estudos realizados em disciplinas isoladas, cursadas em Universidades reconhecidas pelo MEC, após a análise, à luz do perfil profissional, de sua equivalência com o componente curricular do curso no IFPE. §4º O estudante reintegrado poderá requerer dispensa dos componentes curriculares já cursados, desde que atendam aos critérios de equivalência mencionados no caput deste Artigo. §5º O estudante que tenha efetivado trancamento de matrícula e que esteja sujeito a alterações curriculares ao reabri-la, poderá requerer a validação dos estudos anteriormente realizados, nos termos desta Organização Acadêmica.

§6º O estudante que tenha comprovado sua competência no componente curricular antes do término da carga horária prevista será dispensado da frequência, com devido registro no respectivo diário de classe. §7º O aproveitamento dos estudos equivalentes será efetivado por meio da concessão de equivalência, para efeito de isenção dos componentes curriculares cursados anteriormente, todos constantes no histórico escolar, sendo-lhes atribuídas as notas e conceitos correspondentes, obtidos na Instituição de origem. §8º Nos casos em que 1 (um) componente curricular já cursado corresponder a mais de um componente da curricular na matriz pretendida, esses componentes serão passíveis de isenção se atenderem ao critério de equivalência disposto no caput deste Artigo. §9º Uma vez solicitada, concedida e informada ao requerente, a isenção não poderá ser cancelada. §10 A isenção de componentes curriculares por equivalência deverá ser solicitada no Departamento Acadêmico ou instância equivalente, para por meio das Coordenações de Curso ou Área e respectivos professores, analisar o pleito do estudante e emitir parecer sobre a compatibilidade da carga horária e dos conteúdos estudados, o qual deverá ser homologado pela Assessoria Pedagógica e encaminhado a Chefia do Departamento Acadêmico ou instância equivalente para decisão. Art. 81 A dispensa da prática de Educação Física será concedida consoante a legislação específica. Seção II Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e Experiências Anteriores Art. 82 O estudante deverá estar devidamente vinculado ao IFPE para requerer o aproveitamento de Conhecimentos e Experiências Anteriores. §1º A certificação, a ser conferida através da avaliação de conhecimentos e experiências anteriores, obedecerá às diretrizes estabelecidas pela legislação pertinente; §2º As competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive no mundo do trabalho, poderão ser objeto de avaliação, reconhecimento, certificação e diplomação para efeito de prosseguimento ou conclusão de estudos, sendo instituída, para essa finalidade, uma Comissão indicada pelo Departamento Acadêmico/Coordenação de cada Curso. §3º O reconhecimento das competências profissionais, adquiridas fora do ambiente escolar, estará sujeito à existência de vínculo com o IFPE e dar-se-á por avaliação teórica e/ou prática, a ser conduzida pelo Departamento Acadêmico ou instância equivalente e Coordenação de cada curso. §4º Os estudantes do IFPE que tenham realizado, no trabalho e fora dele, cursos e programas de treinamentos e desenvolvimento pessoal, compatíveis com o perfil de conclusão do curso pretendido, poderão requerer avaliação por competência, desde que comprovem, através de documentos (históricos, certificações, declarações e atividades profissionais registradas), ter adquirido as competências profissionais correspondentes à certificação pretendida. SEÇÃO III

Da Operacionalização da Avaliação, Reconhecimento e Certificação de Estudos Art. 83 O Processo de Avaliação, Reconhecimento e Certificação de Estudos será constituído de: a) análise pedagógica documental, de acordo com a legislação vigente; b) formação de Banca Avaliadora Especial, instituída por Portaria interna, composta por 03 (três) professores, Chefe do Departamento Acadêmico ou instância equivalente e Coordenador do Curso ou Área, para avaliar competências profissionais anteriormente desenvolvidas, por meio de arguição verbal; e/ou verificação in loco; e/ou demonstrações práticas; e/ou relatos de experiências devidamente comprovadas; e/ou cartas de apresentação ou recomendação; e/ou portfólios; c) análise e parecer da Assessoria Pedagógica do Campus do Parecer Avaliativo emitido pela Banca Avaliadora; d) expedição pela Direção de Ensino do Campus ou instância equivalente do Parecer Final de Reconhecimento para Certificação e encaminhamento à Direção Geral do Campus; e) certificação e expedição de diploma pela Direção Geral do Campus através do setor responsável pelo registro e emissão de diplomas. Art. 84 A Banca avaliará as competências relacionadas a um determinado componente curricular construídas pelo estudante, por meio de: a) prova escrita; b) arguição oral; c) demonstração prática, obrigatória no caso de componentes curriculares de natureza prático-teórica. Parágrafo Único. Nos casos de validação e aproveitamento de Conhecimentos e Experiências Anteriores adquiridos por estudantes regularmente matriculados no IFPE que já cursaram todos os componentes curriculares do seu curso, exceto a prática profissional, serão designados pelo Diretor de Ensino do Campus o Coordenador do Curso e 03 (três) docentes para avaliação dos documentos comprobatórios. CAPÍTULO XIII DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO Seção I Do Processo de Avaliação da Aprendizagem Art. 85 A avaliação da aprendizagem tem como finalidade acompanhar o desenvolvimento do estudante, a partir de uma observação integral e da aferição do seu nível de aprendizagem, visando também ao aperfeiçoamento do processo pedagógico e das estratégias didáticas. Art. 86 O processo de avaliação da aprendizagem será contínuo e cumulativo, com a preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, e possibilitará a verificação: a) da adequação do currículo ou da necessidade de sua reformulação; b) da eficácia dos recursos didáticos adotados; c) da necessidade de se adotarem medidas para a recuperação paralela da aprendizagem; d) da necessidade de intervenção por parte do professor no processo de ensinoaprendizagem;

e) do ajustamento psicossocial do aluno. Art. 87 A avaliação do desempenho da aprendizagem será efetivada em cada componente curricular através de atividades de pesquisa, exercícios escritos e orais, testes, atividades práticas, elaboração de relatórios, estudos de casos, relato de experiências, produção de textos, execução de projetos, monografias e outros instrumentos que estejam definidos nos Planos de Ensino de cada componente curricular. Art. 88 O resultado da avaliação da aprendizagem escolar de cada componente curricular deverá exprimir o grau de desempenho acadêmico dos estudantes, expressas por nota de 0 (zero) a 10 (dez), considerando até a primeira casa decimal. §1º O componente curricular Educação Física deverá exprimir o grau de desempenho de cada estudante, conforme o disposto no caput desse Artigo. §2º Os resultados das avaliações de aprendizagem serão calculados através da média aritmética das notas lançadas pelo professor no sistema, a cada semestre letivo/módulo/período. §3º Poderão ser aplicados quantos instrumentos de avaliação forem necessários ao processo de aprendizagem, para compor as notas que obrigatoriamente serão registradas no Sistema de Controle Acadêmico, conforme a estrutura do curso: I - cada semestre letivo ou módulo compreenderá, no mínimo, 2 (dois) instrumentos avaliativos, gerando os dois registros de notas obrigatórios, por componente curricular; II - cada ano letivo compreenderá, no mínimo, 2 (dois) instrumentos avaliativos por bimestre, gerando os (4) quatro registros de notas obrigatórios, por componente curricular. §4° Será permitida ao estudante requerer, por escrito e em formulário próprio, uma segunda chamada da verificação da aprendizagem, dentro do prazo de 05 (cinco) dias úteis após a sua realização, desde que fique comprovado o impedimento do estudante por um dos seguintes motivos: a) serviço militar; b) falecimento de parente em primeiro e segundo graus; c) licença gestação; d) doença; e) internamento hospitalar; f) acompanhamento em internamento hospitalar de filho(a), cônjuge e genitor(a); g) convocação judicial; h) força maior. §5º Os requerimentos de segunda chamada deverão ser acompanhados de documentos comprobatórios, referentes ao motivo alegado pelo estudante, e entregues na secretaria de registro escolar do curso. §6º A avaliação da segunda chamada deverá ser realizada dentro do prazo máximo de 10 (dez) dias úteis após a expedição da autorização pelo Coordenador do Curso. §7º Os casos de força maior, tais como eventuais escalas oficiais de trabalho no horário em que o estudante está matriculado; casamento; capacitação profissional com deslocamento para outra cidade; greve nos meios de transporte públicos; calamidade pública, entre outros, serão definidos e avaliados pela Chefia de Departamento Acadêmico e ratificados pela Direção de Ensino do Campus ou instâncias equivalentes.

§8º É vedado ao professor repetir notas, exceto em casos de força maior, de acordo com análise do Conselho de Classe ou do Colegiado do Curso Superior e com autorização da Direção de Ensino do Campus ou instância equivalente. Seção II Da Aprovação Art. 89 Estará aprovado nos cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio Subseqüente e do Ensino Superior, o estudante que obtiver frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) em cada componente curricular e nos cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio Integrados, estudante que obtiver que frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) no computo dos componentes curriculares, além de média igual ou superior a 6,0 (seis) para os Cursos Técnicos e 7,0 (sete) para os Cursos Superiores, em cada componente curricular que componha a matriz do curso. §1º Estará também aprovado o estudante dos Cursos Técnicos Subsequentes com frequência entre 50% (cinquenta por cento) e 75% (setenta e cinco por cento) e que obtiverem média igual ou superior a 8,0 (oito) em cada componente curricular. §2º Para aprovação nos cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores (FICs), o estudante deverá apresentar frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) e obter a média definida no Projeto Pedagógico do Curso. §3º O estudante dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio que obtiver menos de 75% (setenta e cinco por cento) de frequência no computo dos componentes curriculares, independente da média alcançada, estará reprovado, sem direito ao exame final. §4º O estudante dos Cursos do Ensino Superior que tiver menos de 75% (setenta e cinco por cento) de frequência em cada componente curricular, independente da média alcançada, estará reprovado, sem direito ao exame final. §5º Estará reprovado, sem direito ao exame final, o estudante dos Cursos Técnicos Subsequentes que tiver menos de 50% (cinquenta por cento) de frequência, independente da média alcançada. §6º O estudante ou seu responsável poderá apresentar a justificativa da falta às aulas, por escrito e com documento comprobatório em anexo, no prazo de 5 (cinco) dias úteis após o registro da falta, desde que se verifique um dos seguintes motivos: a) serviço militar; b) falecimento de parente em primeiro e segundo graus; c) licença gestação; d) doença; e) internamento hospitalar; f) acompanhamento em internamento hospitalar de filho(a), cônjuge e genitor(a); g) convocação judicial; h) força maior. §7º Os casos de força maior, tais como eventuais escalas oficiais de trabalho no horário em que o estudante está matriculado; casamento; capacitação profissional com deslocamento para outra cidade; participação em eventos que tenham afinidade com o curso; greve nos meios de transporte públicos; calamidade pública, entre outros, serão definidos e avaliados pela Chefia de Departamento Acadêmico e ratificados pela Direção de Ensino do Campus ou instâncias

equivalentes. §8º A falta considerada justificada, nos termos dessa Organização Acadêmica, não será computada para efeitos de cálculo da frequência do aluno, mas não será abonada, retirada, apagada ou anulada dos diários de classe. Seção III Dos Estudos de Recuperação Art. 90 A recuperação será aplicada, obrigatoriamente, de modo processual a fim de superar as dificuldades de aprendizagem do estudante logo que as mesmas forem observadas. §1º Para efeito de registro da nota de cada semestre/bimestre, após serem aplicados os instrumentos de avaliação durante os estudos de recuperação, prevalecerá a maior nota. §2º O estudante terá direito aos estudos de recuperação processual nos componentes em que obtiver notas inferiores à média do curso, durante as práticas avaliativas no decorrer do semestre/ano letivo. Art. 91 O estudante será submetido a Exame Final, caso, durante o semestre/ano letivo, não obtenha a média mínima: I - de 6,0 (seis), para os Cursos Técnicos; II - de 6,0 (seis), para os Cursos Técnicos; III - aquela definida no Projeto Pedagógico do Curso, para os cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores (FICs). Seção IV Dos Exames Finais Art. 92 Ao final de cada período/módulo/ano letivo, o estudante que tenha participado efetivamente de todo o processo avaliativo e que não conseguir aprovação no componente curricular, de acordo com as especificidades do curso/ modalidade, terá direito a submeter-se aos exames finais. §1º Terá direito a realizar o exame final o estudante dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio;que obtiver, no mínimo, média 2,0 (dois) e frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) no computo dos componentes curriculares. §2º Terá direito a realizar o exame final o estudante dos Cursos Superiores e o estudante dos Cursos Técnicos Subsequentes que obtiver, no mínimo, média 2,0 (dois) e frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) no componente curricular. §3º O estudante dos Cursos Técnicos Subsequentes com frequência entre 50% (cinquenta por cento) e 75% (setenta e cinco por cento) e com média superior a 2,0 (dois) e inferior a 8,0 (oito), em cada componente curricular, também terá direito a realizar exame final. Art. 93 O período destinado à realização dos exames finais não será computado para efeito de carga horária do componente curricular nem na contagem dos dias letivos, mas deverá constar no Calendário Acadêmico. Art. 94 Será considerado aprovado, após os exames finais, o estudante cuja média aritmética final for igual ou superior a 6,0 (seis), para os Cursos Técnicos e Cursos Superiores,

conforme expressa na equação abaixo: MF = MAR+NF ≥ 6,0 2 onde: MF = Média Final MAR = Média das Avaliações Realizadas NF = Nota Final Seção V Da Dependência Art. 95 O estudante reprovado em mais de 3 (três) componentes curriculares cumulativamente, em todos os níveis, não poderá avançar para o módulo/período/ano seguinte, devendo cursar apenas os componentes curriculares em dependência, salvo nos cursos superiores e de acordo com a especificidade de cada um, casos excepcionais devem ser analisados pela Direção de Ensino do Campus ou instância equivalente. Art. 96 O componente curricular em débito poderá ser cursado em turma extra, durante o período letivo ou no recesso/férias escolares e ,nesse caso, de forma intensiva, desde que observada a carga horária e quando: I - não houver vagas em turmas regulares no componente curricular em débito; II - a oferta do curso no qual o estudante estiver matriculado for anual. III - houver disponibilidade de docentes e condições institucionais; Seção VI Da Revisão de Provas e Retificação de Notas Art. 97 Ao estudante será dado o direito de requerer revisão de instrumentos de avaliação escritos, em até 03 (três) dias úteis após a publicação e divulgação do resultado pelo professor, no Sistema de Registro Acadêmico. §1º Para a efetivação da revisão, o estudante deverá anexar ao formulário próprio, existente no setor responsável, as cópias dos originais dos instrumentos de avaliação escritos, objeto de revisão, que serão autenticadas no Departamento Acadêmico ou instância equivalente. §2º O Departamento Acadêmico ou instância equivalente deverá entregar ao professor o requerimento de revisão, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis a partir da solicitação do estudante. §3º A revisão deverá ser efetivada pelo professor da turma, que emitirá parecer, por escrito, justificando o resultado da revisão; §4º O parecer do requerimento de revisão deverá ocorrer, juntamente com a emissão do resultado, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis a partir do recebimento do requerimento pelo professor. §5º Caso a nota, após a revisão pelo professor, seja mantida ou alterada para maior, mas ainda abaixo da expectativa do estudante, este poderá requerer, em última instância e em até 02 (dois) dias úteis após o conhecimento do resultado, uma nova revisão ao Conselho de Classe do respectivo curso, no caso dos Cursos Técnicos e ao Colegiado de Curso, no caso dos Cursos

Superiores. §6º O Conselho de Classe ou Colegiado de Curso deverá ser convocado para análise e parecer final do requerimento de revisão no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis a partir da solicitação do estudante. §7º O parecer final do requerimento de revisão deverá ocorrer, juntamente com a emissão do resultado, no prazo máximo de 10 (dez) dias após a convocação do Conselho de Classe ou do Colegiado de Curso §8º A nota estabelecida após cada revisão não poderá ser inferior à anterior. CAPÍTULO XIV Dos Órgãos Colegiados Seção I Do Conselho de Classe Art. 98 O Conselho de Classe é um órgão de caráter deliberativo, com regulamentação específica, sendo instância de reflexão, discussão, decisão, ação e revisão da prática educativa, responsável pelo processo coletivo de avaliação da aprendizagem. §1º Nos cursos Técnicos de Nível Médio, nas modalidades integrada, concomitante e subsequente, o Conselho de Classe é responsável pelo acompanhamento do processo pedagógico e pela avaliação contínua e sistemática do desempenho acadêmico das turmas, considerando: I - o nível de participação e de interesse nas atividades; II - o aproveitamento escolar global do aluno e da turma; III - o aproveitamento por componente curricular. §2º O Conselho de Classe da modalidade integrada ao Ensino Médio poderá, preferencialmente, instalar-se, em caráter ordinário, ao final de cada unidade letiva e ao término do período regular destinado aos estudos de recuperação final, segundo as datas previstas no Calendário Acadêmico. §3º Nos cursos da modalidade concomitante e subsequente, o Conselho de Classe reunir-se-á sempre que necessário e convocado pela Direção de Ensino ou instância equivalente, para deliberar nos casos em que tenham sido esgotadas todas as possibilidades de recuperação da aprendizagem do estudante e em casos específicos fora do alcance dos professores, para a tomada de decisão sobre questões de ordem pedagógica e acadêmica. Art. 99 O Conselho de Classe será constituído pelos seguintes membros: I - Diretor de Ensino/Chefe do Departamento Acadêmico do Campus; II - Coordenador Geral de Ensino, quando houver; III - Coordenador Geral de Assistência ao Educando; quando houver; IV - Coordenador Geral de Produção e Pesquisa, quando houver; V - representante do Serviço de Orientação Educacional e/ou Assessoria Pedagógica; VI - Coordenador do Curso; VII - todos os docentes da turma avaliada, preferencialmente; VIII - um estudante representante da turma avaliada. §1º As reuniões do Conselho de Classe serão presididas pelo Diretor de Ensino/Chefe do

Departamento Acadêmico do Campus ou instância equivalente, ou pelo seu substituto oficial nos impedimentos do titular. §2º É assegurado ao estudante representante da turma avaliada o direito de participar das reuniões do Conselho de Classe no momento da avaliação global da sua turma. §3º A participação de professores ou de representantes de outras instâncias não prevista no caput desse Artigo, segue o disposto no Regulamento Específico. §4º Cada curso oferecido pelo IFPE formará o seu Conselho de Classe específico. §5º Poderão participar das reuniões convidados do Conselho, sem direito à voz ou voto. §6º Caberá à Direção Geral do Campus publicar, através de Portaria, a composição do Conselho de Classe, cabendo alteração de membros após 1 (um) ano dessa publicação. §7º Após a convocação pelo seu presidente, o Conselho de Classe terá, no máximo, 10 (dez) dias para realização de reunião. Art. 100 Compete ao Conselho de Classe: I - avaliar contínua e sistematicamente a dinâmica do processo pedagógico; II - sugerir medidas pedagógicas a serem adotadas, visando superar as dificuldades apresentadas no processo de ensino-aprendizagem; III - decidir sobre a necessidade de o estudante receber acompanhamento e atendimento social, pedagógico e/ou psicológico por parte das coordenações competentes; IV - avaliar os casos individuais de estudantes e de turmas, alterando, se necessário, a promoção final dos estudantes no período letivo, nos termos desta Organização Acadêmica; V - deliberar e emitir pareceres sobre processos de conteúdo didático-avaliativopedagógico; VI - decidir sobre as situações escolares quando, por motivo justificado, o estudante e/ou professor não tiverem concluído o processo de avaliação, garantindo ao estudante o direito de cumprir todas as etapas de avaliação previstas em regulamentação; VII - deliberar sobre atividades de recuperação e exames finais, autorizando, quando necessário, sua realização. Parágrafo Único. Para atender a esses objetivos, cada membro do Conselho de Classe deverá: a) respeitar cada estudante como uma pessoa única e diferenciada; b) ser capaz de visualizar as potencialidades de cada estudante; c) ter como princípio que o processo de avaliação não se deve limitar apenas à medida do conhecimento dos estudantes, mas ao desenvolvimento integral de competências contextualizadas e interdisciplinares, prevalecendo a avaliação formativa que priorize os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. Art. 101 As deliberações e decisões do Conselho de Classe deverão ser expressas em resolução, publicadas e lavradas em ata, contendo a assinatura de todos os membros do Conselho. §1º Uma vez publicada a resolução do Conselho de Classe, não caberá nenhum grau de recurso, neste caso, no âmbito do Campus; em última instância, a solicitação de recurso deve ser encaminhada à Pró-Reitoria de Ensino do IFPE.

§2º A elaboração da regulamentação específica para o Conselho de Classe é de responsabilidade de cada Campus, observando-se as diretrizes do Projeto Político-Pedagógico Institucional e os termos dessa Organização Acadêmica, devendo ser aprovada pelo Conselho Superior. Seção II Do Colegiado dos Cursos Superiores Art. 102 O Colegiado do Curso Superior é um órgão democrático e participativo que tem função consultiva e deliberativa sobre as atividades didático-pedagógicas, planejamento, organização, coordenação e acompanhamento do desenvolvimento dos Cursos do Ensino Superior, atuando em ação integrada com os Departamentos Acadêmicos ou instâncias equivalentes. §1º Cada Curso Superior de cada Campus terá seu próprio Colegiado de Curso. §2º A composição, critérios de indicação e recondução dos membros, competências e funcionamento do Colegiado de Curso serão definidos em regulamento específico, assegurando a representatividade de docentes e discentes e a autonomia nas decisões e atuação sobre os assuntos acadêmicos do Curso. §3º Os componentes do Colegiado serão nomeados oficialmente por portaria do Diretor do Campus. §4º O Regulamento do Colegiado de Cursos Superiores do IFPE encontra-se em anexo, neste documento. CAPÍTULO XV Da Prática Profissional Art. 103 A prática profissional, de acordo com a LDB 9.394/96, com Parecer CNE/CEB nº 16/1999 e o art. 07 da Resolução CNE/CEB n° 04/99 e com a Resolução CNE nº 01/04, Lei nº 11.788/08, é essencial, constitui e organiza a Educação, incluindo, quando necessário, o estágio supervisionado para estudantes do Ensino Superior e do Ensino Profissional, podendo ser desenvolvido em qualquer empresa, seja de direito público ou privado, inclusive no IFPE. §1º A prática profissional para os Cursos Técnicos poderá ser desenvolvida por meio de estudos de caso, pesquisas individuais ou coletivas, projetos específicos, prática em laboratório, atividades de monitoria e estágio supervisionado, conforme expresso no Projeto Pedagógico do Curso. §2º Poderão realizar estágio não obrigatório, nos moldes do Ensino Médio, o estudante matriculado nos primeiros quatro semestres letivos dos Cursos Técnicos Integrados. §3º No caso dos Cursos Técnicos, não será considerado estágio supervisionado o desenvolvimento de atividades de monitoria, quer em disciplinas teóricas, quer em disciplinas práticas, por apresentarem conceito, finalidade e justificativa distintos. §4º Somente poderão realizar Estágio Curricular Supervisionado estudantes maiores de 16 anos. §5º A prática profissional para os Cursos Superiores poderá ser desenvolvida em vários formatos tais como projetos de análise de casos, performances, produção artística, desenvolvimento de instrumentos, equipamentos, protótipos, material didático, atividades de

extensão, de monitoria, prática de laboratório e de iniciação científica, Estágio Curricular Supervisionado, entre outros, de acordo com a natureza da área profissional e o perfil de conclusão do curso, desde que previsto no seu Projeto Pedagógico. §6º As atividade de extensão, de monitoria e de iniciação científica desenvolvidas pelos estudantes na Educação Superior, somente poderão ser equiparadas ao Estágio em caso de previsão no Projeto Pedagógico do Curso, §7º O estágio supervisionado deve constar no Projeto Pedagógico do Curso, quando previsto em Lei como componente curricular obrigatório. §8º O Estágio Curricular Supervisionado deverá ser realizado em Instituições públicas, privadas ou da sociedade civil organizada, legalmente constituída, que tenham condições de proporcionar experiência prática na linha de formação do estudante. §9º O estágio supervisionado como componente curricular é essencialmente uma atividade educativa e visará à complementação do ensino e da aprendizagem e será planejado, executado, acompanhado e avaliado em conformidade com os currículos e Calendário Acadêmico do IFPE. §10 Só poderá estagiar o estudante regularmente matriculado. Art. 104 A formalização do estágio ocorrerá mediante assinatura de termo de compromisso, celebrado entre o estudante e a Instituição concedente, com a interveniência obrigatória do IFPE. Parágrafo Único. Não será considerada estágio, a iniciativa isolada de estudante ou grupos de estudantes de realizar estágio de complementação educacional não vinculado e interveniado pela Coordenação responsável pela prática profissional. do Campus. Art. 105 A jornada de atividades de estágio deverá ser definida entre o estudante e a empresa concedente, observando-se a legislação de estágio, e deverá constar nos termos de compromisso de estágio. Art. 106 O estágio supervisionado poderá ou não ser obrigatório, devendo ser realizado de acordo com as especificidades do curso e determinações contidas no Projeto Pedagógico do Curso, seguindo o Plano de Estágio previamente aprovado pela supervisão de estágio do curso. §1º O período de duração da prática profissional, em quaisquer de suas modalidades, inclusive no estágio supervisionado, deverá ser previsto no Projeto Pedagógico do Curso. §2º Desde que não tenha solicitado o diploma, o estudante, cujo curso não exija estágio supervisionado obrigatório, poderá optar pela realização de estágio e, nesse caso, deverá efetuar a matrícula vínculo por um período de 06 (seis) meses, podendo ser renovada por igual período. §3º Qualquer uma das modalidades de prática profissional supervisionada, inclusive a atividade de estágio, deverá ser devidamente registrada no prontuário do estudante, mesmo aquela sem obrigatoriedade curricular. §4º Caso o estudante opte por realizar o estágio não obrigatório, deverá submeter o relatório final à apreciação do professor supervisor do estágio. §5º O estágio supervisionado poderá ser realizado no ambiente de trabalho do estudante

que já desenvolve atividade profissional na área do curso em que está matriculado, observados os casos previstos em Lei, desde que sejam cumpridos os parâmetros estabelecidos nesta Organização Acadêmica e no Projeto Pedagógico do Curso. §6º O estudante que estiver em efetivo exercício profissional, deverá apresentar à Coordenação de Estágio do Campus, requerimento do reconhecimento da prática profissional, apresentando a documentação comprobatória, inclusive a declaração descritiva do cargo que ocupa, assinada pelo seu superior imediato, para análise e parecer dos setores competentes . Art. 107 O acompanhamento e a avaliação do estágio supervisionado serão feitos pela Instituição, através da Coordenação de Estágio da cada Campus e do professor supervisor de estágio indicado pelo Coordenador do Curso. §1º Caberá aos setores envolvidos no processo de estágio estabelecer os critérios necessários para o seu acompanhamento, sob a Coordenação de Estágio de cada Campus. §2º O estudante terá o prazo máximo de 06 (seis) meses, após a conclusão do estágio, para apresentar à Coordenação de Estágio de cada Campus o relatório final do referido estágio. §3º Caso o estudante não conclua o estágio supervisionado e apresente o relatório no período determinado, não será considerado concluinte, permanecendo em pendência pelo prazo máximo permitido para integralização do seu curso,depois de exaurido esse prazo, o estudante, em abandono por até 10 (dez) anos, que não entregou o relatório de estágio , poderá solicitar sua reintegração para entregá-lo. §4º Os casos omissos sobre estágios serão resolvidos pela Direção Geral do Campus, após consulta ao Diretor de Ensino, ou instância equivalente, e emissão de parecer pedagógico e da Coordenação de Estágio de cada Campus. CAPÍTULO XVI DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) Art. 108 O TCC é componente curricular obrigatório dos Cursos Superiores de Tecnologia e Bacharelado deste Instituto, exceto nos cursos em que a legislação determina a obrigatoriedade do estágio curricular, tendo como objetivos principais: I - desenvolver a capacidade de aplicação dos conceitos e teorias, adquiridas durante o curso, de forma integrada através da execução de um projeto. II - desenvolver a capacidade de planejamento e pesquisa para resolver problemas nas áreas de formação específica. §1º nos Cursos Superiores de Licenciatura, o TCC e o estágio supervisionado são componentes curriculares obrigatórios. §2º Nos Cursos Técnicos de Nível Médio, o TCC poderá ser componente curricular não obrigatório. Art. 109 O TCC representa uma síntese do processo de ensino-aprendizagem teóricoprático e deverá ser orientado por um professor designado pelo Chefe de Departamento/Coordenador do Curso.

Art. 110 O processo de planejamento, acompanhamento e avaliação do TCC deverá contemplar os seguintes aspectos, definidos de acordo com a natureza de cada curso e descritos no Projeto Pedagógico do Curso: I - apresentação de Projeto de Pesquisa e Plano de Atividades aprovados pelo professor orientador; II - apresentação do cronograma de encontros presencial e virtual do estudante com o professor orientador; III - o trabalho final deverá observar as normas técnicas de redação da ABNT; IV - a definição da temática a ser abordada no TCC deverá ter estreita relação com o perfil de conclusão do curso. V - o trabalho de conclusão de curso deverá ser apresentado perante uma Banca Examinadora, em evento específico definido pelo Departamento Acadêmico/Coordenação do Curso ou instância equivalente. VI - a Banca Examinadora deverá ser constituída por 03 (três) professores, sendo 02 (dois) do quadro efetivo do curso, em que 01(um) será o orientador, e 01 (um) professor convidado externo. VIII - o orientador presidirá a seção de defesa do TCC. VIII - o TCC deverá ter Ata de Registro e ser devidamente assinado pela Banca Examinadora e pelo estudante avaliado. IX - cada professor orientador poderá orientar até 03 (três) trabalhos no semestre letivo, com relação ao desenvolvimento do TCC. Art. 111 A avaliação do TCC deverá ser efetivada com base nos seguintes critérios: a) valor acadêmico, inovações apresentadas, utilidade prática do Projeto ou Projeto de Pesquisa com natureza de intervenção; b) cronograma de execução; c) custos, condições e materiais disponíveis. §1º O estudante, cuja proposta não for aprovada pela Banca Examinadora, terá um prazo adicional de 30 (trinta) dias para reapresentá-la. §2º Para participar da defesa do TCC, o estudante deverá apresentar 03 (três) cópias do trabalho final ao professor responsável pelo TCC, com uma antecedência de 15 (quinze) dias da defesa. §3º O estudante reprovado na defesa do TCC deverá matricular-se e cursar novamente esse componente curricular. Art. 112 O desenvolvimento da carga horária do TCC deverá constar no Projeto Pedagógico do Curso, porém não deverá ser computada na carga horária mínima do curso. Art. 113 O estudante só poderá colar grau e solicitar diploma após aprovação do TCC e emissão de resultado final, com o prazo máximo de 60 (sessenta) dias para depósito da versão final. CAPÍTULO XVII DOS DIPLOMAS, CERTIFICADOS E DEMAIS DOCUMENTOS ACADÊMICOS Art. 114 O IFPE, através de seus Campi, expedirá Certificados e/ou Diplomas referentes ao grau conferido ao estudante, de acordo com as especificidades de cada curso, conforme a legislação vigente.

Art. 115 Para a expedição de Certificados de Conclusão de Curso e/ou de Diplomas, o estudante deverá ter concluído todos os componentes curriculares do curso. Art. 116 O estudante poderá solicitar Diplomas, Certificados, Históricos ou quaisquer outros documentos a que fizer jus, preferencialmente dentro do prazo estabelecido pelo setor competente de cada Campus. CAPÍTULO XVIII DA COMUNIDADE ACADÊMICA Art. 117 A comunidade acadêmica do IFPE é constituída pelos corpos técnicoadministrativo, docente e discente, da Reitoria e dos seus Campi. Parágrafo Único. Todos os integrantes da comunidade acadêmica são solidariamente responsáveis pela disciplina e pelo cumprimento das normas da boa convivência na Instituição. Seção I Do Corpo Técnico-Administrativo Art. 118 O corpo técnico-administrativo do IFPE é constituído pelos servidores do quadro de ativos, admitidos nos termos da legislação vigente, e dos servidores de outras instituições que passam a prestar serviço no IFPE. Parágrafo Único. Ao corpo técnico-administrativo aplicar-se-ão os dispositivos previstos na legislação que regulamenta o Serviço Público Federal. Seção II Do Corpo Docente Art. 119 O corpo docente do IFPE é constituído por profissionais devidamente habilitados para o exercício do magistério, admitidos nos termos da legislação vigente, pertencentes ao quadro de servidores ativos da Instituição. Seção III Dos Direitos do Corpo Docente Art. 120 O corpo docente do IFPE, de qualquer categoria ou regime de trabalho, além das prerrogativas que lhes são asseguradas por Lei, estatutos e/ou regulamentos, terão os seguintes direitos: a) participar da elaboração e execução dos Projetos Pedagógicos de Cursos, de Programas e Planos de Trabalho do(s) componente(s) curricular(es) sob sua responsabilidade; b) decidir sobre métodos, técnicas de ensino e adoção de livros didáticos do(s) componente(s) curriculares sob sua responsabilidade, em consonância com as normas, políticas e filosofia da Instituição; c) solicitar para aquisição e/ou utilização, em tempo hábil, o material didático necessário ao desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem; d) propor à Direção do Campus, através dos canais competentes, medidas que visem ao aprimoramento do processo ensino-aprendizagem; e) utilizar, observando as normas existentes, a biblioteca, os laboratórios, as oficinas e outras dependências da Instituição, para consulta, pesquisa e/ou aulas práticas;

f) participar de cursos, seminários, palestras e de outros eventos constantes no Plano Institucional de Capacitação de Servidores do IFPE, que visem ao seu aperfeiçoamento didático, técnico e humano, de acordo com a disponibilidade da Instituição; g) requerer, de acordo com o que preconiza a legislação vigente, declarações, certidões, atestados e quaisquer outras informações sobre sua situação funcional e quaisquer outras informações que se fizerem necessárias ao desenvolvimento de suas atividades docentes; h) receber tratamento e respeito condignos, compatíveis com a sua condição de pessoa e de profissional; i) ter voz e voto nas reuniões dos órgãos colegiados a que pertença. Parágrafo Único. Ao corpo docente aplicar-se-ão os dispositivos previstos na legislação que regulamenta o Serviço Público Federal. Seção IV Dos Deveres do Corpo Docente Art. 121 Serão exigidos dos professores da Instituição, de qualquer categoria ou regime de trabalho, serão exigidos, além do que constam em Leis e normas próprias, os seguintes deveres: a) zelar pelo bom nome do estabelecimento, mantendo uma conduta ética dentro e fora do IFPE; b) elaborar e cumprir o Plano de Trabalho, segundo a proposta pedagógica do(s) curso(s) a que este esteja ligado, seguindo as determinações do IFPE; c) zelar pela disciplina da sua turma e do estabelecimento, bem como pela conduta ética dos estudantes; d) zelar pela aprendizagem dos estudantes; e) estabelecer estratégias de recuperação da aprendizagem para os estudantes com menor rendimento escolar, nos termos desta Organização Acadêmica; f) colaborar com as atividades de articulação do IFPE com as famílias e a comunidade; g) participar da elaboração da Proposta Pedagógica da Instituição; h) advertir estudantes que atentem contra o patrimônio e/ou normas da Instituição, notificando, posteriormente, ao setor competente a ocorrência, zelando pelos bens patrimoniais da Instituição; i) cumprir integralmente suas atividades de ensino, pesquisa e extensão constantes no Plano de Trabalho Docente que integra o Esforço Acadêmico; j) participar das reuniões para as quais for convocado pelos órgãos competentes da Instituição, bem como das atividades e/ou solenidades de caráter cívico e cultural promovidas pelo IFPE; k) cumprir os dias letivos e horas de aula necessários ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem; l) registrar os conteúdos ministrados, a frequência e o resultado do rendimento dos estudantes nos diários de classe ou no Sistema de Registro Acadêmico, nos prazos previstos pela Instituição; m) cumprir as normas e prazos estabelecidos para registro de notas e outras informações no Sistema de Registro Acadêmico; n) cumprir o Calendário Acadêmico; o) apresentar os Programas e Planos de Curso sob sua responsabilidade, conforme as diretrizes e épocas determinadas pelos órgãos competentes da Instituição; p) tratar a comunidade acadêmica com respeito e sem discriminação de qualquer espécie; q) informar aos estudantes os resultados parciais e final do processo de avaliação a que forem submetidos, dentro dos prazos determinados no Calendário Acadêmico;

r) devolver aos estudantes os instrumentos de avaliação a que foram submetidos; s) apresentar-se vestido condignamente para ministrar aulas e/ou quaisquer atividades promovidas pela Instituição; t) cumprir e fazer cumprir, no âmbito de sua competência, o Regimento e as Normas emanadas pelos diversos setores do IFPE; u) rever, sempre que for solicitado, a nota atribuída nas avaliações, para sua manutenção ou ratificação, dentro do prazo estipulado nesta Organização Acadêmica; v) responder, sempre que for requisitado, aos requerimentos dos estudantes e superiores, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis a partir do recebimento deles, sob pena de ser notificado por escrito pela Direção Geral do Campus para abertura de processo que apure o descumprimento de seus deveres; w) informar, regularmente, aos órgãos competentes responsáveis pela atividade fim da Instituição, faltas letivas e/ou disciplinares dos estudantes; x) Apresentar projeto para visitas técnicas ou outras atividades fora do Campus à Coordenação do Curso, no prazo definido pelo Campus, aguardando a aprovação das instâncias competentes para realizar os devidos agendamentos; y) ser assíduo e pontual, comunicando eventuais atrasos ou faltas ao setor competente para providências mais imediatas; z) compensar as aulas não ministradas por motivo superior no prazo legal de 30 (trinta) dias da ocorrência, dentro dos dias letivos previstos no Calendário Acadêmico, exceto nos casos de licença médica a ser avaliada pelo Setor Médico do IFPE. Seção V Das Proibições ao Corpo Docente Art. 122 Além das proibições postas em legislação, é proibido ao corpo docente do IFPE: a) substituir outro professor ou se fazer substituir, sem a autorização expressa do Coordenador do Curso e da Chefia do Departamento ou instância equivalente; b) dispensar qualquer turma sem a expressa autorização do Coordenador do Curso e da Chefia do Departamento ou instâncias equivalentes, antes de terminar o tempo/aula previsto para a atividade; c) organizar, sem autorização do Coordenador do Curso/ Chefia do Departamento ou instâncias equivalentes, horários diferentes dos estabelecidos para as suas aulas normais e/ou de recuperação; d) reunir duas ou mais turmas, sem a devida autorização da Chefia de Departamento, Direção do Ensino ou instâncias equivalentes do Campus, para ministrar aulas no mesmo horário; e) dividir turmas, sem a devida autorização da Chefia de Departamento, Direção do Ensino ou instâncias equivalentes, para ministrar aulas; f) alterar quaisquer Programas e/ou Planos de Ensino do(s) componente(s) Curriculares que descaracterizem a ementa autorizada, salvo nos momentos de reestruturação do Projeto Pedagógico do Curso e/ou autorizados pelo Conselho Superior; g) conservar em seu poder o diário de classe, bem como qualquer equipamento e/ou instrumento da Instituição, fora de seu horário de trabalho, salvo com a expressa autorização da Chefia de Departamento ou instância equivalente; h) divulgar, distribuir ou comercializar no recinto, sem autorização da Direção Geral do Campus, impressos, publicações e produtos de qualquer natureza, estranhos aos objetivos educacionais; i) utilizar as salas de aula, laboratórios, equipamentos, oficinas e outras dependências para atividades alheias aos objetivos da Instituição; j) organizar, sem autorização da Direção Geral do Campus, rifas, excursões, visitas técnicas, festas ou qualquer promoção que envolva o nome da Instituição; k) apresentar-se na Instituição sob o efeito de álcool ou de qualquer substância tóxica;

l) impedir a saída do estudante da sala de aula, após o início das atividades, e o seu retorno a ela, quando justificado; m) discriminar qualquer membro da comunidade acadêmica por motivo de raça, etnia, classe, credo, gênero, orientação sexual ou outros; n) negar ao estudante o direito de defesa, em situação de conflito; o) tratar qualquer membro da comunidade acadêmica de forma desumana, violenta, aterrorizante, vexatória ou constrangedora; p) utilizar métodos de ensino ou processos disciplinares que ponham em risco a integridade física ou moral dos estudantes. Seção VI Do Corpo Discente Art. 123 O corpo discente do IFPE é constituído de todos os estudantes regularmente matriculados nos Cursos oferecidos pela Instituição. Seção VII Dos Direitos do Corpo Discente Art. 124 Uma vez matriculado, o estudante do IFPE, além daqueles direitos que lhe foram assegurados por Lei, passará a usufruir dos seguintes direitos: a) ter assegurado o cumprimento da carga horária dos componentes curriculares constantes do currículo pleno do curso em que estiver matriculado; b) ser tratado sem discriminação de qualquer espécie; c) utilizar os serviços especializados oferecidos pela Instituição, como biblioteca, laboratórios, oficinas, instalações desportivas e outros, de acordo com suas respectivas normas de acesso; d) renovar, trancar, cancelar, reabrir matrícula, requerer transferência e outros documentos a que tem direito, quando maior de idade, ou de menor idade, através do pai ou representante legal, dentro das normas e dos prazos estabelecidos pelo Calendário Acadêmico do respectivo Campus; e) transferir-se para outro estabelecimento de ensino; f) candidatar-se a bolsas de assistência ao estudante, inseridas nos Programas Institucionais, de acordo com as normas específicas vigentes; g) votar e ser votado como representante de turma, membro de Conselhos ou Colegiados, Conselho Superior e de Representações Estudantis; h) requerer o que se julgar com direito e receber o resultado do requerimento no prazo legal; i) ser informado sobre as normas que regem o Instituto, sobre sua situação acadêmica, desempenho e frequência; j) receber corrigidos os trabalhos e avaliações escritas solicitados pelos professores; k) ser atendido pelas instâncias competentes do curso nas suas solicitações, dentro do prazo estabelecido pelo IFPE. l) apresentar às Instâncias de Assistência Estudantil do Campus suas dificuldades relativas ao desenvolvimento educacional, bem como propor sugestões relativas à melhoria da qualidade de vida acadêmica; m) tomar ciência de qualquer acusação que lhe for imputada, podendo recorrer da decisão ao Diretor Geral do Campus, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, após publicação da medida disciplinar; n) promover, organizar e participar de atividades artísticas, culturais, esportivas, sociais e científicas com autorização das instâncias competentes; o) ausentar-se para participar de atividades didáticas, artísticas, socioculturais, desportivas, cívicas e científicas, promovidas pelo IFPE, desde que com autorização das

instâncias competentes e, em caso de estudante menor de idade, com autorização dos pais ou responsáveis; p) ser assistido pelo serviço nutricional, recebendo 3 (três) refeições diárias, quando estudante em regime de semi-internato ou de internato; q) permanecer no alojamento nos finais de semana, sempre que necessário, no caso de estudantes em regime de internato; r) ausentar-se do Campus, quando estudante em regime de internato, mediante autorização das instâncias competentes, desde que não haja prejuízo ao processo de ensino-aprendizagem, e, em caso de menor de idade, também com autorização dos pais ou responsável. Seção VIII Dos Deveres do Corpo Discente Art. 125 Serão deveres do estudante, além daqueles que lhe são exigidos por Lei e regulamentos próprios: a) aplicar o máximo empenho no aproveitamento do ensino ministrado; b) ser assíduo e pontual às aulas, bem como aos trabalhos acadêmicos; c) zelar pelos objetos pertencentes à Instituição, aos colegas e aos funcionários; d) repor todo e qualquer material fornecido pela Instituição o qual venha a ser danificado por negligência, omissão ou mau uso; e) manter limpos os ambientes de estudos e demais dependências da Instituição; f) tratar a comunidade acadêmica ou qualquer visitante com respeito, atenção, igualdade de condições e sem discriminação de qualquer natureza; g) apresentar-se com vestimenta adequada nas aulas e em quaisquer outras atividades promovidas pela Instituição ou em representação dela, de acordo com as normas do Campus; h) usar o fardamento adotado, conforme o Regimento do Campus; i) participar das atividades que visam promover a Instituição e a si mesmo; j) comparecer, quando solicitado, às atividades estabelecidas no Calendário Acadêmico; k) ter conduta ética dentro e fora da Instituição; l) manter contato com o Departamento Acadêmico\Coordenação do Curso ou instância equivalente, a fim de receber orientação acadêmica; m) arquivar todos os instrumentos de avaliação escritos de que tenha participado, quando entregues pelo professor; n) tomar conhecimento das notas das avaliações atribuídas pelos professores de cada componente curricular, no final de cada etapa avaliativa; o) tomar conhecimento do resultado de requerimentos nos setores de Protocolo/Coordenação de Registro Escolar do Campus; p) ter conhecimento e guardar consigo o código de matrícula; q) manter-se informado das determinações da Instituição; r) participar de representações e/ou comissões do IFPE para as quais for designado; s) participar das reuniões dos órgãos, conselhos e comissões para os quais tenha sido eleito como representante discente, obedecendo à convocação, resguardadas as normas instituídas para tal fim; t) cumprir o Calendário Acadêmico estabelecido pelo Campus; u) Cumprir as normas específicas para os regimes de semi-internato e internato estabelecidas pelo Campus v) cumprir todas as normas que regem o IFPE; Seção IX Das Proibições ao Corpo Discente

Art. 126 Aos estudantes do IFPE será vedado: a) apresentar-se nas dependências da Instituição, portando e/ou sob o efeito de bebidas alcoólicas e/ou de qualquer outra substância tóxica proibida por Lei; b) participar de movimentos de faltas coletivas às aulas; c) participar de movimentos que ensejem desordem na Instituição ou incitar outrem a fazê-lo; d) introduzir ou portar na Instituição armas,substâncias inflamáveis, explosivos ou qualquer objeto que represente perigo para si ou para a comunidade acadêmica; e) facilitar a entrada de pessoa que represente perigo para si ou para a comunidade escolar. f) agredir fisicamente e/ou moralmente colegas e servidores da Instituição; g) proferir palavra de baixo calão, gesticular obscenidades, escrever ou fazer desenhos pornográficos em qualquer dependência da Instituição, bem como se valer de meios eletrônicos para ter acesso a pornografias ou similares; h) usar indevidamente o fardamento e os documentos de identificação da Instituição; i) provocar e/ou participar de algazarras nas dependências da Instituição, especialmente nos locais destinados às aulas e a outras atividades que requeiram silêncio e comedimento; j) ter, nas dependências da Instituição ou em locais em que a esteja representando, comportamento que atente contra o decoro público; k) divulgar e/ou distribuir no recinto da Instituição, sem a devida autorização, impressos e publicações de qualquer natureza; l) promover coletas, festas, rifas, “livros-de-ouro”, venda de comida ou objetos, ou outras modalidades de arrecadar dinheiro e doações, usando o nome do estabelecimento sem a expressa autorização da Direção Geral do Campus. m) causar danos de qualquer natureza a objetos pertencentes à Instituição. n) discriminar qualquer membro da comunidade acadêmica por motivo de raça, etnia, classe, credo, gênero, orientação sexual ou outros; o) tratar qualquer membro da comunidade acadêmica de forma desumana, violenta, aterrorizante, vexatória ou constrangedora; p) conservar em seu poder qualquer equipamento e/ou instrumento da Instituição, salvo com a expressa autorização das instâncias competentes. q) praticar jogos de azar e fazer apostas nas dependências da Instituição; r) fazer publicação em imprensa falada, escrita, televisionada ou em quaisquer outros meios de comunicação em nome da Instituição, sem autorização expressa da Direção do Campus; s) usar barragens, rios, lagos e açudes dos Campi para banho ou pesca sem a devida autorização; t) deixar de cumprir as normas para manutenção da ordem nos alojamentos, refeitório e demais dependências de atividades pedagógicas ou administrativas estabelecidas pelo Campus Agrícola; u) deixar de comparecer aos plantões e escalas da Instituição, no caso de estudantes do regime de semi-internato ou internato; v) permitir a entrada ou permanência de alunos semi-internos nos alojamentos do internato, ou de externos no semi-internato. CAPÍTULO XIX DO REGIME DISCIPLINAR Art. 127 O Regime Disciplinar terá por fim a manutenção da ordem, do respeito à Lei, à moral e ao Regimento do IFPE, preservados os preceitos de dignidade entre os membros que integram os corpos docente, discente e técnico-administrativo.

Art. 128 A competência do Diretor Geral do Campus, em matéria disciplinar, estender-seá aos servidores lotados no Campus e a todos os discentes com matrícula acadêmica no Campus. §1º O ato de contratação pelo IFPE ou de matrícula nele, importará em compromisso formal de acatamento ao Regimento desta Instituição, sendo passível de punição o seu descumprimento. §2º Dos atos que resultem penalidades, caberá recursos à autoridade ou a órgão imediatamente superior àquele que aplica a sanção, observada a hierarquia. §3º A aplicação de sanção disciplinar não isentará o infrator das responsabilidades penais e cíveis porventura existentes. §4º Os recursos serão interpostos mediante petição fundamentada, no prazo de 08 (oito) dias, a contar da data do recebimento da notificação do ato ocorrido, e serão encaminhados por intermédio da autoridade que impôs a penalidade. Seção I Das Disposições Aplicáveis aos Técnico-Administrativos e Docentes Art. 129 Os membros do corpo técnico-administrativo e docentes do IFPE estarão sujeitos às penalidades disciplinares conforme Lei 8.112 de 11 de dezembro de 1990. Seção II Das Disposições Aplicáveis ao Corpo Discente Art. 130 São Penalidades Disciplinares de caráter educativo na formação de aprendizagem: I - perda do Regime de Internato ou Semi-internato. II - advertência III - suspensão Parágrafo Único. Caso as penalidades disciplinares supracitadas não apresentem resultados satisfatórios, será aplicado o desligamento, o qual se constitui no afastamento definitivo do estudante na Instituição. Art. 131 Na aplicação das penalidades, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos por ela causados ao Serviço Público e ao erário, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do estudante. Parágrafo Único. O ato de aplicação da penalidade mencionará sempre o fundamento infringido e a causa da sanção disciplinar. Art. 132 A penalidade de perda do Regime de Internato ou de Semi-internato será aplicada por escrito, nos casos de infração constante no Art. 126, alíneas c, e, f. §1º Todo aluno que sofrer sanção disciplinar de Perda do Regime de Semi-Internato só poderá requerer novamente o benefício depois de transcorridos 6 (seis) meses do cumprimento da penalidade e após a reanálise do fato pela instância competente estabelecida pelo Campus Agrícola.

§2º O aluno que sofrer sanção disciplinar de Perda do Regime de Internato, só poderá requerer novamente o benefício depois de transcorrido 1 (um) ano do cumprimento da penalidade e após a reanálise do fato pela instância competente estabelecida pelo Campus Agrícola. Art. 133 A advertência será aplicada por escrito, nos casos de infração constante no Art. 126, alíneas c, e, f, h, i, k, l, n. o, bem como no descumprimento das alíneas do Art. 125, que não justifique aplicação de penalidade mais grave. Art. 134 A suspensão será aplicada em caso de reincidência das infrações punidas com advertência e de violação das demais proibições que não caracterizem infração sujeita ao desligamento, não podendo exceder 15 (quinze) dias. Art. 135 O desligamento do IFPE poderá ser aplicado nos casos de infrações constantes no Art. 126, alíneas a, d, e, f, j; Art. 136 A Direção Geral do Campus aplicará as sanções disciplinares através de documento próprio, devendo comunicá-las formalmente ao Departamento Acadêmico a que o estudante estiver vinculado. §1º Quando a infração cometida pelo estudante for causa ou motivo de um possível desligamento, obrigatoriamente, será constituída uma Comissão de Sindicância para apuração dos fatos, garantindo o direito da ampla defesa ao estudante. §2º Nos casos em que a infração for cometida por estudante menor de 18 (dezoito) anos, a Direção Geral do Campus deverá, formalmente, convocar os pais ou responsáveis legais, para comunicar a infração, independentemente de sua gravidade, e proceder em estrita obediência ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Art. 137 Toda e qualquer sanção aplicada deverá constar na ficha do estudante. Art. 138 A ação Disciplinar prescreverá: I - em 01 (um) ano, para infrações que ensejem uma suspensão. II - em 120 (cento e vinte) dias, para infrações que ensejem uma advertência. §1º O prazo de prescrição começa a correr a partir da data em que o fato se tornar conhecido. §2º A abertura de Processo Disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente. CAPÍTULO XX DO PROCESSO DISCIPLINAR Art. 139 As denúncias sobre infrações cometidas serão objetos de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade. Art. 140 A Direção Geral do Campus, ao tomar ciência da denúncia formulada, é obrigada, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis, a adotar as providências cabíveis, em observância ao disposto nos Artigos da Seção II do Capítulo XIX desta Organização Acadêmica.

Parágrafo Único. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar, a denúncia será arquivada, por falta de objeto. Art. 141 Será obrigatória a instauração de um Processo de Sindicância: I - quando a denúncia formalizada contiver dúvidas quanto à autoria da infração. II - quando a infração cometida ensejar desligamento do estudante, nos termos do Art. 132 desta Organização Acadêmica. Parágrafo Único. A Comissão de Sindicância deverá ser designada por Portaria da Direção Geral do Campus e composta por 03 (três) servidores estáveis do IFPE, sendo 01 (um) deles, obrigatoriamente, um(a) pedagogo(a). Art. 142 Da sindicância poderá resultar: I - o arquivamento do processo, quando não constatada a autoria da infração. II - a manutenção da penalidade de advertência ou suspensão, previamente imposta pela Direção Geral do Campus. III - a ampliação da penalidade de suspensão previamente imposta pela Direção Geral do Campus, não podendo exceder a 10(dez) dias. IV – a instauração de Processo Administrativo, visando uma apuração meticulosa dos fatos para um possível desligagamento. Parágrafo Único. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da autoridade superior. Art. 143 O Processo Disciplinar é o instrumento destinado a apurar a responsabilidade do estudante por infração cometida, nos termos apresentados na Seção II do Capítulo XIX desta Organização Acadêmica. Art. 144 O Processo Disciplinar será conduzido por Comissão composta por 03 (três) servidores estáveis, tendo, obrigatoriamente, pelo menos 01 (um)/(uma) pedagogo(a), todos designados pela Direção Geral do Campus que indicará, dentre eles, o seu presidente. Art.145 A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, assegurando o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. Parágrafo Único. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. Art. 146 O Processo Disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I - instauração, com a publicação do ato constitutivo da Comissão. II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa e relatório. III - julgamento. Art. 147 O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a Comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias assim o exigirem. §1º Sempre que necessário, a Comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do ponto, até a entrega do relatório final. §2º As reuniões da Comissão serão regidas por atas e nela deverão ser detalhadas as deliberações adotadas.

Seção I Do Inquérito Art. 148 O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. Art. 149 Os autos da sindicância integrarão o Processo Disciplinar, como peças informativas da instrução. Parágrafo Único. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, independentemente da imediata instauração do Processo Disciplinar. Art. 150 Na fase do inquérito, a Comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. Art. 151 É assegurado ao estudante o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de um procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de prova pericial. §1º O Presidente da Comissão poderá negar pedidos considerados impertinentes ou meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. §2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. Art. 152 As testemunhas serão intimadas a depor, mediante mandado expedido pelo Presidente da Comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos. Parágrafo Único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para inquirição. Art. 153 O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito a testemunha trazê-lo por escrito. §1º As testemunhas serão inquiridas separadamente. §2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes. Art. 154 Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão promoverá o interrogatório do acusado, observados os procedimentos previstos nos Arts. 152 e 153. §1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente e, sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles. §2º O Procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se-lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do Presidente da Comissão.

Art. 155 Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a Comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. Parágrafo Único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expedição do laudo pericial. Art. 156 Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do estudante, com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. §1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo Presidente da Comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 (dez) dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. §2º Havendo 02 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. §3º O prazo de defesa deverá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis. §4º No caso de recusa do indicado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-se-á da data declarada, em termo próprio, pelo membro da Comissão que fez a citação, com a assinatura de 02 (duas) testemunhas. Art. 157 O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à Comissão o lugar onde poderá ser encontrado. Art. 158 Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo legal. Parágrafo Único. A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. Art. 159 Apreciada a defesa, a Comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. §1º O relatório será sempre conclusivo, quanto à inocência ou à responsabilidade do estudante. §2º Reconhecida a responsabilidade do estudante, a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. Art. 160 O Processo Disciplinar, com o relatório da Comissão, será remetido à autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento. Seção II Do Julgamento Art. 161 No prazo de 20 (vinte) dias, contados do reconhecimento do processo, o Diretor Geral do Campus, caso não seja formalizado requerimento de revisão do processo, proferirá a sua decisão. §1º O julgamento só poderá ser proferido após a revisão do processo, quando e se formalmente requerida, nos termos da Seção III do Capítulo XX desta Organização Acadêmica.

§2º Se a penalidade prevista for o desligamento do estudante, o julgamento caberá ao Diretor Geral do Campus, observando-se o dispositivo no parágrafo anterior. §3º Reconhecida pela Comissão a inocência do estudante, a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento, salvo flagrantemente contrária à prova dos autos. Art. 162 O julgamento acatará o relatório da Comissão, salvo quando contrário às provas dos autos. Parágrafo Único. Quando o relatório da Comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o estudante de responsabilidade. Art. 163 Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. Parágrafo Único. O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. Art. 164 Quando a infração estiver capitulada como crime, o Processo Disciplinar será remetido ao Ministério Público, para instauração da ação penal, ficando trasladado na repartição. Seção III Da Revisão do Processo Art. 165 O Processo Disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. Art. 166 No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente. Art. 167 A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer elementos novos, ainda não apreciados no processo originário. Art. 168 O requerimento da revisão do processo será dirigido ao Reitor do IFPE, para análise e parecer, que será encaminhado para anuência do Conselho Superior. Parágrafo Único. Deferida a revisão pelo Conselho Superior, o Reitor do IFPE encaminhará o pedido ao Diretor Geral do Campus que providenciará a constituição de nova Comissão à Comissão Revisora, na forma do Art. 141. Art. 169 A revisão correrá em apenso ao processo que lhe deu origem. Parágrafo Único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar. Art. 170 A Comissão Revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. Art. 171 Aplicam-se aos trabalhos da Comissão Revisora, no que couber, as normas e procedimentos próprios da Comissão do Processo Disciplinar. Art. 172 O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade.

Parágrafo Único O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contando do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. Art. 173 Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. CAPÍTULO XXI DOS CURSOS DA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EaD) Seção I Da Concepção dos Cursos Art. 174 A Educação a Distância caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. Organiza-se com metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverão estar previstos, obrigatoriamente, momentos presenciais, para: I - avaliações de estudantes. II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente ou no Projeto Pedagógico do Curso. III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente ou no Projeto Pedagógico do Curso. IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso. Art. 175 A Educação a Distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades educacionais: I - Educação Básica, nos termos do Art. 30 do Decreto nº. 5.622/ 2005 II - Educação de Jovens e Adultos, nos termos do Art. 37 da Lei nº. 9. 394, de 20 de dezembro de 1996. III - Educação Especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes. IV - Educação Profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas: a) Técnico de Nível Médio; b) Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores. V – Educação Superior, abrangendo os seguintes Cursos e Programas: a) Bacharelados; b) Superiores de Tecnologia; c) Licenciaturas; d) Pós-Graduação; e) Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores. Seção II Da Organização Curricular dos Cursos da EaD Art. 176 A EaD, oferecida nos seus diversos níveis e modalidades, será estruturada de acordo com a legislação vigente.

I - as matrizes curriculares dos cursos de EaD serão organizadas e estruturadas de acordo com os parâmetros da legislação específica em vigor e em regime de módulo/período, conforme o perfil de conclusão do curso. II - a prática profissional é um dos componentes curriculares, cujo desenvolvimento supõe atividades tais como estudos de caso, pesquisas individuais e em equipe, projetos, estágios, exercício profissional efetivo, práticas laboratoriais de ensino e trabalho de conclusão de curso, quando for o caso. Art.177 Na elaboração dos currículos e/ou na substituição de qualquer um de seus componentes serão ouvidas as Coordenações dos Cursos, a Assessoria Pedagógica, a Diretoria de EaD, e os resultados analisados pela Pró-Reitoria de Ensino, ratificados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE- e autorizados pelo Conselho Superior do IFPE, considerando sempre a demanda do mundo do trabalho, bem como a formação cidadã do estudante. Parágrafo Único. As alterações e/ou substituições de que trata o caput só poderão ser feitas depois de, no mínimo, 02 (dois) anos de implementação do curso, exceto nos casos de exigência legal. Art. 178 Os Projetos Pedagógicos dos Cursos de EaD serão constituídos conforme orientações gerais normatizadas pelo Conselho Superior do IFPE sobre a matéria, obedecendo à legislação vigente. Art. 179 As matrizes curriculares dos cursos ministrados no IFPE, bem como as competências e ementas dos componentes curriculares, deverão ser disponibilizadas na página on line da Instituição. Art. 180 Os cursos poderão oferecer componentes curriculares eletivos. §1° Serão considerados componentes curriculares eletivos aqueles de livre escolha do estudante, previstos no Projeto Pedagógico do Curso, cuja carga-horária não será obrigatória na matriz curricular do seu curso, porém será incluso no histórico escolar do estudante, de forma apostilada. §2º O componente curricular eletivo não poderá ser de natureza complementar a um componente curricular obrigatório da matriz regular do curso, devendo atender à demanda de mercado e à pertinência com o perfil curricular. §3º Em seu curso, o estudante poderá cursar até 03 (três) componentes curriculares eletivos. §4º Cada curso poderá ofertar até 5 (cinco) componentes curriculares eletivos, a cada módulo/período letivo. §5º O registro do componente curricular eletivo vivenciado pelo estudante terá o mesmo tratamento dos demais componentes curriculares regulares. Seção III Dos Programas e Planejamento do Ensino Art. 181 A organização dos programas e/ou planejamento de ensino e de aula de cada componente curricular caberá ao professor, respeitando-se as exigências legais e os modelos de salas virtuais já configurados pela DeaD, bem como as normas contidas nesta Organização Acadêmica e no Projeto Pedagógico do Curso.

Art. 182 Os programas e/ou planejamentos de cada componente curricular dos cursos deverão ser acompanhados pelas Coordenações dos Cursos e pela Assessoria Pedagógica, sob a supervisão da Diretoria de Educação a Distância. Parágrafo Único. Caberá à Diretoria de Educação a Distância, em articulação com a Comissão Própria de Avaliação- CPA-, promover sistematicamente a avaliação do ensino, a fim de zelar pelo cumprimento da programação e/ou planejamento dele, visando assegurar a sua qualidade. Seção IV Do Calendário Acadêmico Art. 183 O Calendário Acadêmico será organizado pela Coordenação dos Cursos em articulação com o Controle Acadêmico da DEaD, ouvidas a Assessoria Pedagógica e a Diretoria de Educação a Distância, e publicado com antecedência, para o conhecimento de todos os integrantes do IFPE. Art. 184 No Calendário Acadêmico, deverão constar todas as atividades que se desenvolverão na Instituição, observando-se os seguintes requisitos: a) o início e o término de cada período letivo, respeitando-se a legislação vigente; b) os recessos e os dias feriados, considerando aqueles de nível nacional, estadual e municipal, respeitando-se as especificidades de cada Polo; c) os dias fixados para comemorações sociais, cívicas e religiosas; d) os eventos a serem desenvolvidos pelo IFPE; e) o início e o término das etapas acadêmicas que constituem o período letivo, de acordo com a estrutura de cada curso; f) o período destinado às atividades avaliativas desenvolvidas de forma presencial e online; g) os períodos reservados para trancamento de matrícula, isenção dos componentes curriculares, entrada de processos de admissão por outras formas de acesso extra vestibular e reabertura de matrícula; h) período indicado para lançamento de nota no Sistema de Registros Acadêmicos pelos docentes ao final de cada etapa; i) o prazo obrigatório de lançamento de resultados finais no Sistema de Registros Acadêmicos. Art. 185 Quando, por motivo de força maior, o IFPE não conseguir executar o número de semanas letivas previstas no Calendário Acadêmico, esse será prorrogado por ato do Reitor. Seção V Do módulo/período Letivo Art. 186 Os cursos e programas a distância serão projetados atendendo à carga horária mínima estabelecida na legislação vigente. Art. 187 Em cada módulo/período letivo, o estudante terá que disponibilizar, no mínimo, 20 (vinte) horas (relógio) semanais, para desenvolver as atividades propostas no curso, utilizando as tecnologias de informação e comunicação definidas no Projeto Pedagógico do Curso. Art. 188 Cada componente curricular deverá oferecer, no mínimo, um encontro presencial, conforme Calendário Acadêmico.

Parágrafo Único. Entende-se por encontro presencial todas as atividades programadas no Calendário Acadêmico a serem desenvolvidas nos Polos, nas quais podem ser utilizadas tecnologias de informação e comunicação síncronas ou assíncronas. Seção VI Do Ingresso e Acesso Art. 189 O acesso aos Cursos de Educação a Distância poderá ser realizado por meio de: I - processo Seletivo de caráter classificatório para ingresso no primeiro módulo/período do curso, conforme Edital específico da Reitoria. II - aproveitamento da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), conforme determina a Portaria Nº 720/2009-GR; III - ingresso extra vestibular; IV - outras formas previstas na lei. §1º Será reservado um percentual das vagas nos Cursos Técnicos e Superiores para estudantes que tenham cursado todo o Ensino Médio em escola pública municipal e/ou estadual. §2° Para os Cursos Superiores de Licenciatura será estabelecido, em Edital específico, um percentual para docentes da Educação Básica em efetivo exercício e que comprovem vínculo com a Rede Pública de Ensino Municipal e/ou Estadual. Seção VII Do ingresso extra vestibular Art. 190 O ingresso extra vestibular poderá ocorrer nos casos de: I - reintegração nos termos desta Organização Acadêmica; II - portador de diploma de Curso Superior, conforme legislação específica; III - processo Seletivo Simplificado dos candidatos, atendendo aos critérios estabelecidos em Edital específico para os Cursos de Pós-Graduação, cuja exigência mínima para ingresso é a formação em Curso de Graduação. IV - requerimento de estudantes vinculados a um curso do IFPE ou de outra Instituição Pública Federal de Ensino nas modalidades presencial ou a distância que solicitem transferência para o mesmo curso, nos termos dessa Organização Acadêmica. Parágrafo Único. É vedada a transferência interna de um curso para outro, salvo em casos excepcionais legitimados por parecer pedagógico, deliberação da Direção de Ensino do Campus e autorização da Direção Geral do Campus. Art. 191 Para o ingresso de candidatos na EaD como portadores de diploma, a Instituição observará os seguintes critérios: I - apresentação do Certificado ou Declaração de Conclusão do Curso devidamente reconhecidos e histórico escolar. II - afinidade do curso de origem com a área do curso pretendido, avaliada mediante análise da documentação apresentada. III - análise de Carta de Intenção elaborada pelo candidato, apresentando as intenções de estudo e justificando o interesse pelo curso. Seção VIII

Da Acessibilidade Art. 192 Os Polos deverão oferecer condições de acessibilidade aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, super dotação ou com mobilidade reduzida. Parágrafo Único. A acessibilidade mencionada no caput deste artigo é extensiva às salas de aula, bibliotecas, auditórios, laboratórios específicos, administração e sanitários. Seção IX Da Matrícula do Corpo Discente Art. 193 O estudante está com matrícula acadêmica ativa, quando: I - matriculado em componente(s) curricular(es); II - com o semestre trancado; III - com matrícula para realização de estágio supervisionado. Art. 194 O período de matrícula dos candidatos classificados no Processo de Seleção será publicado em Edital específico, sendo efetivada pelo Controle Acadêmico. §1º No ato da matrícula inicial, o candidato ou seu representante legal, deverá apresentar toda a documentação exigida em Edital específico. §2º A documentação necessária para efetivação de matrícula deverá ser entregue no Polo para o qual o candidato fez a inscrição. Art. 195 Os candidatos classificados no Processo Seletivo serão matriculados, obrigatoriamente, em todos os componentes curriculares do 1º módulo/período, conforme previsto no Projeto Pedagógico do Curso. Art. 196 Para manter o vínculo, o estudante ingresso deverá obter aprovação em, pelo menos, 01 (um) componente curricular do curso, ou apresentar aproveitamento de estudos, caso contrário, estará automaticamente desvinculado, não sendo permitida sua matrícula, trancamento e reintegração. Art. 197 O estudante permanecerá vinculado ao IFPE até o término da prática profissional (estágio, atividades de campo, projetos específicos, trabalho de conclusão de curso, entre outros), quando o Projeto Pedagógico do Curso exigir, cujo prazo máximo para conclusão não poderá exceder o período de integralização do curso. Art. 198 A matrícula dos estudantes amparados por legislação específica (ex-ofício: servidor público federal transferido e seus dependentes, bem como membros de Forças Armadas transferidos e seus dependentes) será realizada independentemente do número de vagas e a qualquer época do ano. Art. 199 O estudante retido em componente(s) curricular(es) que não esteja(m) sendo oferecido(s), desde que não seja(m) pré-requisito(s), poderá ser matriculado em componentes curriculares de módulos/períodos subsequentes, mesmo que sejam componentes curriculares do módulo básico. §1° O estudante deverá ser matriculado obrigatoriamente no(s) componente(s) curricular(es) em que ficou retido, quando ofertado(s), respeitando-se o limite máximo de 12 (doze) componentes curriculares por módulo/período, priorizando aqueles nos quais ficou retido.

§2° Não será permitida a matrícula em componentes curriculares cujos horários das atividades didático-pedagógicas coincidam. §3° O estudante retido em mais de 5 (cinco) componentes curriculares do módulo básico que esteja solicitando reabertura de matrícula só terá autorização para continuar seus estudos no 1° módulo, quando este for oferecido pela Diretoria de Educação a Distância. Art. 200 O estudante só poderá se matricular em componentes curriculares eletivos oferecidos por cursos do mesmo nível ao qual esteja vinculado. Art. 201 Para efetivação de matrícula, o estudante que retornou de intercâmbio cultural terá o seu certificado submetido à análise da Assessoria Pedagógica, para fins de classificação, cabendo ao IFPE matriculá-lo no módulo/período que correspondam ao seu nível de escolaridade, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais e o Projeto Pedagógico do Curso pretendido. Art. 202 O estudante poderá solicitar o cancelamento de sua matrícula, desde que justificado em formulário próprio. Parágrafo Único. O requerimento a que se refere o caput desse Artigo deverá ser entregue ao Polo no qual o estudante está matriculado, ou encaminhado eletronicamente ao Controle Acadêmico e deferido pela Diretoria de Educação a Distância. Art. 203 A matrícula, tanto a inicial quanto aquela realizada após a conclusão de cada módulo/período, é obrigatória e será efetuada consoante o período estipulado no Calendário Acadêmico da Diretoria de Educação a Distância. §1° É vedado ao estudante manter vínculo em mais de um curso oferecido pelo IFPE, exceto em Cursos de Formação Inicial e Continuada de Trabalhadores. §2° É vedado ao estudante manter vínculo em mais de um Curso Superior em Instituições Públicas, conforme legislação em vigor §3º Será garantida ao estudante, no prazo máximo de dois períodos letivos, a matrícula em componente curricular, cuja dependência for o único empecilho para conclusão do curso, observando o tempo de integralização máxima do curso. Art. 204 Após ter cursado o 1º módulo/período letivo, o estudante poderá matricular-se em componentes curriculares ou trancar o curso, mantendo assim o vínculo acadêmico com o IFPE, nos termos desta Organização Acadêmica. Art. 205 O estudante de Curso de Pós-Graduação latu senso fará apenas uma matrícula a inicial, após a realização do Processo Seletivo, mantendo-se vinculado ao curso até o seu final. Seção X Dos Critérios de Trancamento de Matrícula Art. 206 Ao estudante regularmente matriculado nos cursos da EaD do IFPE será concedido, quando solicitado, o trancamento de matrícula do curso. §1º O trancamento de matrícula deverá ser efetivado no período definido no Calendário Acadêmico da DeaD, exceto em casos excepcionais a serem analisados pela assessoria Pedagógica e autorizados pela Diretoria de Educação a Distância..

§2º Apenas ao estudante dos Cursos do Ensino Superior será também permitido trancar a matrícula em até 2 (dois) componentes curriculares por período letivo. §3º O estudante do primeiro módulo/período/ano não terá direito ao trancamento de matrícula do curso ou componente curricular, exceto nos casos previstos por legislação específica ou autorizados pela Diretoria de Educação a Distância. Art. 207 O prazo concedido para o trancamento dos cursos do IFPE, na modalidade à distância, de forma contínua ou alternada, não poderá ultrapassar 1 (um) ano. §1º O trancamento do curso será realizado considerando o total de 1 (um) ano, podendo ser reaberto antes do prazo máximo estipulado nas datas especificadas no Calendário Acadêmico da DEaD. §2º No caso de renovação da matrícula do curso antes do termino do prazo máximo de 1 (um) ano, o estudante poderá utilizar posteriormente o tempo restante do trancamento do curso. §3° O estudante poderá reabrir sua matrícula, antes do prazo previsto no trancamento, em período determinado no Calendário Acadêmico. §4° Caso o estudante, após o período máximo de trancamento, não realize a matrícula obrigatória, estará automaticamente desvinculado do curso. §5° Caso os componentes curriculares nos quais o estudante pretenda se matricular não estejam sendo oferecidos no módulo/período letivo, e não haja possibilidade de matrícula em componentes curriculares diferentes desses, o trancamento será feito de forma automática pela Diretoria de Educação a Distância, não sendo computado para o prazo máximo concedido para trancamento. §6° Para os cursos de Pós-Graduação, não se aplica o caput desse artigo. Art. 208 O estudante que trancar matrícula do curso ou de componente curricular estará sujeito às alterações curriculares ocorridas no curso durante o período de trancamento. Seção XI Da Transferência de estudantes Subseção I Da Concessão Art. 209 O IFPE expedirá, em qualquer época do ano, transferência ao estudante que a solicitar, por meio de requerimento em seu Polo de origem, quando de maioridade, ou por seu representante legal, quando menor de idade. §1º A transferência só deverá ser expedida para o estudante com matrícula acadêmica regular no IFPE. §2º É vedada a transferência interna de um curso para o outro, salvo em casos excepcionais legitimados por parecer pedagógico, autorizados pela Diretoria de Educação a Distância. Art. 210 Nos documentos de transferência, deverão constar notas e cargas horárias, os ementários dos componentes curriculares cursados com aprovação, além das observações pertinentes à situação acadêmica do estudante.

Subseção II Da Recepção de Estudantes Art. 211 A Diretoria de Educação a Distância aceitará transferência de estudantes oriundos de cursos e programas a distância ou presenciais do IFPE e de outras Instituições Federais. §1° A transferência deverá ser autorizada pela Diretoria de Educação a Distância, considerando a existência de vaga, o Calendário Acadêmico e a possibilidade de adaptação aos currículos, nos termos desta Organização Acadêmica. §2° A transferência acontecerá apenas dentro do mesmo curso. §3º O estudante será admitido em outro curso do mesmo eixo tecnológico ou área afim, quando estiver amparado por legislação específica e caso não seja ofertada a opção de origem e comprovada a existência de vagas, mediante parecer pedagógico, nos termos dessa Organização Acadêmica. Art. 212 Nos casos ex-ofício, quando a transferência ocorrer durante o período letivo, para a apuração do rendimento acadêmico, computar-se-ão notas ou conceitos dos componentes curriculares, atribuídos ao estudante pela Instituição de origem, quando equivalentes aos ministrados pelo IFPE; Art. 213 O IFPE poderá exigir adaptação de estudo: a) quando houver necessidade de complementar o currículo com componentes curriculares, além dos previstos no currículo mínimo fixado por legislação específica; b) a estudantes beneficiados por Leis especiais, com o privilégio de transferência em qualquer época do ano, independentemente da existência de vagas; c) para integralização curricular, a fim de que seja expedido o diploma. Art. 214 A transferência de estudantes de outros estabelecimentos congêneres para o IFPE será efetivada, observando-se: §1º Referentes à Instituição: I - existência de vaga; II - correlação de estudos entre os componentes curriculares cursados e a matriz curricular do curso pleiteado; III - adaptações curriculares necessárias. §2º Referentes ao Estudante: I - aceitação das normas didático-pedagógicas e disciplinares do IFPE; II - ser o estudante oriundo da Rede Pública Federal; III - ter o estudante encaminhado a solicitação dentro do período previsto no Calendário Acadêmico do IFPE §3º Os casos de servidor público civil ou militar removido ex-ofício e de seus dependentes seguirão a legislação específica.

Subseção III Da Remoção de Estudantes entre os Polos do IFPE Art. 215 A concessão da remoção de estudantes entre os Polos do IFPE obedecerá aos seguintes critérios, salvo os casos previstos na lei:

a) existência de mesmo curso; b) existência de vagas no mesmo curso, no Polo pretendido; c) cumprimento de, pelo menos, um módulo/período letivo no Polo de origem, exceto
nos cursos de Pós-Graduação. Parágrafo Único. Caso o IFPE não ofereça o curso de origem do estudante transferido por força de Lei, deverá ser feito um estudo do seu currículo, para adaptação de estudo em outro curso equivalente, dentro do mesmo Eixo Tecnológico ou área de conhecimento. Seção XII Da Emissão de Documentos Art. 216 Para solicitação de qualquer documento, o estudante deverá se dirigir ao Polo onde está matriculado e preencher formulário específico de requerimento. Art. 217 O requerimento será automaticamente indeferido no caso de não apresentar: I - visto do coordenador do Polo; II - documentos comprobatórios anexados para os casos que assim o exigirem, conforme determinado no formulário de requerimento. Art. 218 O estudante deverá encaminhar seu requerimento dentro do prazo estabelecido no Calendário Acadêmico do curso, quando houver. Parágrafo Único. Serão indeferidos todos os requerimentos solicitados fora do período estabelecido no Calendário Acadêmico do curso, exceto nos casos de força de lei ou conforme autorização da Diretoria de Educação a Distância. Art. 219 O documento solicitado pelo estudante não poderá ser emitido caso esteja com o seu cadastro desatualizado no Sistema de Registros Acadêmicos Informatizado. Art. 220 O certificado de terminalidade só será emitido após o estudante cursar todos os componentes curriculares exigidos para tal certificação, conforme estabelecido no Projeto Pedagógico do Curso. Seção XIII Da Conclusão dos Cursos Artigo 221 O estudante deverá concluir todos os componentes curriculares, bem como a prática profissional estabelecidos no Projeto Pedagógico do Curso, respeitando: a) para os Cursos da Educação Profissional de Nível Médio, o prazo mínimo de integralização estabelecido no Projeto Pedagógico do Curso, e o prazo máximo de integralização estabelecido por Lei; b) para os Cursos Superiores, o prazo mínimo de integralização estabelecido na Lei por modalidade (Licenciatura e Bacharelado), e o prazo máximo de integralização correspondente ao dobro do prazo mínimo de integralização menos 1 (um) ano; c) para os Cursos Superiores de Tecnologia, o prazo mínimo de integralização

estabelecido na Lei por modalidade e o prazo máximo de integralização correspondente ao dobro do prazo mínimo de integralização menos 1 (um) semestre. §1º O prazo para integralizaçã do curso será contado a partir da integralização do primeiro período/módulo independente do estudante ser retido em algum componente curricular. §2º Será concedido o diploma de conclusão após a integralização do currículo do curso. §3º O estudante poderá requerer o(s) certificado(s) correspondente(s) à terminalidade da cada módulo/período, quando integralizar o itinerário formativo previsto no Projeto Pedagógico do Curso. §4º Os Certificados de Terminalidade só serão emitidos nos casos em que o estudante tiver obtido aprovação em todos os componentes curriculares exigidos para tal certificação, conforme especificado no Projeto Pedagógico do Curso. Art. 222 O Coordenador do curso de Pós-Graduação, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, deverá submeter o Relatório Final ao setor acadêmico responsável pelo curso o qual, depois de apreciado e aprovado pelo corpo docente, deverá ser enviado ao setor acadêmico responsável, juntamente com a ata da reunião. Parágrafo Único. O Relatório Final deverá conter Atas de Presença e Notas dos componentes curriculares, bem como do Trabalho de Conclusão de Curso, em modelo definido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, e uma síntese da Avaliação do Curso pelos participantes. Seção XIV Da Reintegração Art. 223 O estudante que, no prazo estabelecido no Calendário Acadêmico, deixar de renová-la, perderá seu vínculo acadêmico, caracterizando com isso abandono de curso, ficando sua reintegração condicionada a um novo Exame de Seleção ou à autorização da Direção de Educação a Distância, salvo os casos por força de lei. Parágrafo Único. O estudante desvinculado dos cursos do IFPE por abandono poderá requerer reintegração à Diretoria de Educação a Distância, desde que a conclusão do curso não ultrapasse o seu período máximo de integralização de acordo com o Projeto Pedagógico do Curso, contado a partir da conclusão do primeiro período letivo e condicionada à existência de vagas. Art. 224 O pedido de reintegração do estudante desvinculado por abandono de curso, acompanhado de justificativa e do seu Histórico Escolar, deverá ser avaliado previamente pela Assessoria Pedagógica e pelo setor responsável pela diplomação, que emitirão parecer, encaminhando o processo à apreciação da Diretoria de Educação a Distância. §1º Após análise do Histórico Escolar do requerente, dos pareceres emitidos pelos setores pedagógico e de diplomação, a Diretoria de Educação a Distância, em caráter excepcional, poderá autorizar a reintegração, nos termos desta Organização Acadêmica. §2º A reintegração do estudante desvinculado por abandono de curso poderá ser concedida apenas uma vez. §3º A matrícula do estudante reintegrado em todos os componentes curriculares do período letivo dependerá da existência de vagas nos respectivos componentes.

Art. 225 A reintegração poderá ser concedida, nos termos desta Organização Acadêmica, a estudantes desvinculados por abandono de curso, cujo currículo esteja extinto, no prazo máximo de 5 (cinco) anos após a última matrícula e que não tem equivalência na matriz curricular vigente, mediante: I - aceitação formal do estudante de se inserir na matriz curricular vigente de um curso equivalente; ou II - matrícula em turma extra ofertada pela Instituição, desde que haja disponibilidade de docentes e demais condições institucionais para a referida oferta, quando da inexistência de um curso equivalente; ou III - submissão à Avaliação por Competência, após análise pedagógica criteriosa do caso, dentro do limite máximo de 2 (dois) componentes curriculares desta Organização Acadêmica. Art. 226 A reintegração não será concedida a estudantes desvinculados por abandono, cujo curso tenha sido extinto. Art. 227 No caso dos Cursos Superiores, para efeito de integralização, deverão ser observadas a duração e a carga horária estabelecidas na legislação vigente e nos respectivos Projetos Pedagógicos dos Cursos. Seção XV Do Jubilamento Art. 228 O jubilamento é o desligamento do estudante da Instituição por meio da recusa da matrícula acadêmica no curso ao qual está vinculado. Parágrafo Único. Uma vez efetivado o jubilamento, o estudante só poderá reingressar no IFPE, mediante novo Processo Seletivo, sendo permitido requerer isenção dos componentes curriculares cursados com aprovação, que poderá ser concedida após análise de equivalência do currículo em vigor nos termos desta Organização Acadêmica. Art. 229 O jubilamento do estudante será efetivado, quando ocorrer, pelo menos, uma das seguintes situações: I - esgotado o prazo máximo de integralização do curso, conforme estabelecido pela legislação pertinente e nos termos desta Organização Acadêmica; II - O estudante dos cursos organizados por módulo/período que for reprovado no mesmo componente curricular por 5 (cinco) vezes, consecutivas ou não, durante o prazo máximo de conclusão do curso. §1º Não será contado para feito de jubilamento o tempo de trancamento de matrícula e/ou matrícula vínculo. §2º Os casos de jubilamento serão submetidos à análise pedagógica criteriosa e à apreciação da Diretoria de Educação a Distância, que decidirá pela recusa da matrícula do estudante ou estabelecerá condições para a continuidade dos estudos, nos termos desta Organização Acadêmica, de acordo com a natureza de cada caso. Seção XVI Dos estudos equivalentes Subseção I

Do Aproveitamento de Estudos Equivalentes Art. 230 O aproveitamento de estudos considerará, para efeito de isenção, a área profissional do curso, o perfil profissional de conclusão, a equivalência de níveis e modalidades de ensino e a prática profissional, bem como seu desenvolvimento e carga horária. §1º Poderão ser considerados, para aproveitamento de estudos equivalentes, aqueles componentes, gerais e específicos do curso, que tenham sido desenvolvidos em cursos de mesmo nível ou de nível superior de ensino, exceto nos Cursos Superiores de Tecnologia. §2º Nos Cursos Superiores de Tecnologia, poderão ser aproveitados estudos realizados em Cursos Técnicos de Nível Médio, após criteriosa avaliação individual do estudante, à luz do perfil profissional do curso. §3º O estudante só poderá requerer o aproveitamento de, no máximo, 50% (cinquenta por cento) dos componentes curriculares do curso no qual está matriculado. §4º O estudante recém-ingresso poderá solicitar aproveitamentos de estudos não só para os componentes curriculares do módulo/período em curso, mas também para os posteriores. §5º Nos Cursos Superiores poderão ser aproveitados estudos realizados em disciplinas isoladas, cursadas em Universidades reconhecidas pelo MEC, após a análise, à luz do perfil profissional, de sua equivalência com o componente curricular do curso da EaD no IFPE. Art. 231 Poderá ser concedido ao estudante o aproveitamento de estudos nos componentes curriculares que compõem o currículo, mediante requerimento, entregue no Polo onde o estudante estiver matriculado, em período estabelecido no Calendário Acadêmico, acompanhado dos seguintes documentos referentes ao curso de origem: a) histórico escolar; b) matriz curricular; c) programas dos componentes curriculares já cursados. §1° Concluída a análise dos programas dos componentes curriculares dos Cursos, caso haja necessidade de adaptações de estudos, o estudante será matriculado nos respectivos componentes curriculares até o limite de 3 (três) componentes curriculares por módulo/período. §2º Poderão ser considerados, para aproveitamento de estudos equivalentes, aqueles componentes curriculares que tenham sido desenvolvidos em cursos de mesmo nível ou de nível superior de ensino. Art. 232 O reconhecimento do componente curricular já cursado far-se-á à vista da equivalência de, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do seu conteúdo e 80% (oitenta por cento) da carga horária com os correspondentes dos componentes curriculares pretendidos no IFPE. §1º O estudante reintegrado poderá requerer dispensa dos componentes curriculares já cursados, desde que atendam aos critérios de equivalência definidos no caput deste artigo. §2º O aproveitamento dos estudos equivalentes será efetivado por meio da concessão de equivalência, para efeito de isenção dos componentes curriculares cursados anteriormente, todos constantes no Histórico Escolar, sendo-lhes atribuídas as notas e conceitos correspondentes, obtidos na Instituição de origem. §3º Os estudantes que tenham efetivado trancamento de matrícula e estejam sujeitos às

alterações curriculares ou que tenham solicitado reintegração poderão requerer a validação dos estudos anteriormente realizados, nos termos desta Organização Acadêmica. §4º Nos casos em que 1 (um) componente curricular já cursado corresponder a mais de um componente da matriz curricular pretendida, esses componentes serão passíveis de isenção se, individualmente, atenderem ao critério de equivalência disposto no caput deste Artigo. §5º Uma vez solicitada, concedida e informada ao requerente, a isenção não poderá ser cancelada. §6º Caberá à Diretoria de Educação a Distância/Coordenação de Cursos, por meio de seus professores, analisar o pleito do estudante quanto ao aproveitamento de estudos equivalentes e emitir parecer sobre a compatibilidade da carga horária e dos conteúdos estudados, o qual deverá ser homologado pela Assessoria Pedagógica. §7º Para os Cursos de Pós-Graduação não será concedido o aproveitamento de estudos realizados em outros cursos, exceto em casos de reintegração. Subseção II Critérios de Certificação de Conhecimentos e Experiências Anteriores Art. 233 Para a solicitação de aproveitamento de conhecimentos e experiências anteriores obtidas fora do ambiente acadêmico, o estudante deverá estar devidamente vinculado a essa Instituição. §1º A certificação de conhecimentos adquiridos e de experiências anteriores obedecerão às diretrizes estabelecidas no Parecer CNE/CEB nº. 40/2004 e à legislação pertinente. §2º O processo de certificação contemplará as seguintes etapas sequenciais: a) análise de documentação comprobatória, por uma Banca Examinadora, instituída por Portaria interna, formada por professores que poderão atuar como conteudistas e/ou formadores, de acordo com a exigência do Projeto Pedagógico e Coordenação do Curso, com devido assessoramento pedagógico; b) exame de avaliação por competências, quando for o caso, através de Banca Examinadora, nos mesmos termos supracitados, por meio de arguição verbal, e/ou verificação "in loco", e/ou demonstrações práticas, e/ou relatos de experiências devidamente comprovadas; bem como cartas de apresentação e/ou recomendação e portfólios; c) parecer descritivo emitido pelos componentes da Banca de Avaliação Especial, especificando o resultado do processo avaliativo. Seção XVII Dos Sistemas de Avaliação Subseção I Do Processo de Avaliação da Aprendizagem Art. 234 A avaliação do desempenho da aprendizagem será desenvolvida, em cada componente curricular, através de atividades de pesquisas, exercícios escritos e orais, testes, atividades práticas, elaboração de relatórios, estudos de casos, relato de experiências, produção de textos, execução de projetos, estágios, Trabalho de Conclusão de Curso-TCC, dentre outros que sejam definidos nos Projetos Pedagógicos dos Cursos e nos planos de ensino.

Parágrafo Único. Poderão ser aplicados quantos instrumentos avaliativos forem necessários ao processo de aprendizagem, cabendo, no mínimo, uma prática avaliativa presencial em cada componente curricular, de acordo com o Calendário Acadêmico. Art. 235 A elaboração e formalização do TCC, assim como os critérios para sua entrega, defesa ou apresentação, serão estabelecidos pela Diretoria de Educação a Distância, segundo normas específicas. Parágrafo Único. Só haverá o estabelecimento de Banca Examinadora para a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso após a comprovação de que o discente cumpriu com aprovação todos os componentes curriculares do curso. Art. 236 O resultado da soma das atividades avaliativas, bem como do Exame Final de cada componente curricular deverá exprimir o grau de desempenho acadêmico dos estudantes, sendo expresso por nota de 0 (zero) a 10 (dez), considerando até a primeira casa decimal. §1º Caberá ao professor informar a seus estudantes o resultado de cada avaliação, bem como postar, no ambiente virtual de aprendizagem, o instrumento de avaliação presencial com seu respectivo gabarito. §2º Os resultados das avaliações de aprendizagem serão calculados através da média aritmética entre as atividades realizadas no ambiente virtual de aprendizagem e em encontros presenciais, lançadas no Sistema Acadêmico, pelo professor, a cada módulo/período. Art. 237 Será permitida segunda chamada para avaliação presencial, desde que requerida no Polo de Apoio Presencial, dentro do prazo de 03 (três) dias úteis, e comprovado um dos seguintes motivos: a) serviço militar; b) convocação judicial; c) falecimento de parente de primeiro e segundo graus; d) licença gestação; e) doença; f) internamento hospitalar; g) escalas de trabalho, desde que tenha obtido 60% de aproveitamento nas atividades programadas no ambiente virtual de aprendizagem já realizadas; h) acompanhamento de parente de primeiro grau em casos de doença ou internamento; i) força maior. §1º Os requerimentos de segunda chamada deverão ser acompanhados de documentos comprobatórios, referentes ao motivo alegado pelo estudante e entregues no Polo onde está matriculado. §2º A avaliação de segunda chamada deverá ser realizada em um prazo máximo de 10 (dez) dias após a expedição da autorização pelo setor responsável. §3º Os casos de força maior, tais como casamento, capacitação profissional com deslocamento para outro estado, greve de transporte público e calamidades públicas, entre outros motivos, serão avaliados pela Diretoria de Educação a Distância. Art. 238 O resultado das avaliações será calculado através de Média das Avaliações realizadas composta pelas Notas das Atividades Programadas a Distância (NAPD), que equivalem a 30% (trinta por cento), e a(s) Nota(s) da(s) Avaliação(ões) Presencial(ais) (NAP) que equivale(m) a 70% (setenta por cento), conforme expressa na equação abaixo:

MAR = NAPD + NAP onde: MAR = Média das Avaliações Realizadas; NAPD = Nota das Atividades Programadas a Distância; NAP = Nota da Avaliação Presencial. Art. 239 A avaliação do desempenho dos estudantes, para fins de promoção, conclusão de estudos e obtenção de diplomas ou certificados, dar-se-á mediante: I - cumprimento das atividades programadas à distância. II - realização de avaliações presenciais. III - obtenção de média mínima de 6,0 (seis) para os Cursos Técnicos e 7,0 (sete) para os Cursos Superiores. Parágrafo Único. Para ter direito a realizar a avaliação presencial, o estudante deverá ter participado de, no mínimo, uma atividade avaliativa no Ambiente Virtual de Aprendizagem, obtendo nota diferente de 0,0 (zero). Art. 240 Para efeito de registro da Média das Avaliações Realizadas (MAR), no caso do resultado ultrapassar mais de uma casa decimal, será aplicado o critério de arredondamento de notas, conforme descrito: I - quando o valor numérico da segunda casa decimal for igual ou superior a 5,0 (cinco), a nota será arredondada para o número imediatamente maior, considerando-se uma casa decimal. II - quando o valor numérico da segunda casa decimal for igual ou inferior a 4,0 (quatro), a nota será arredondada para o número imediatamente menor, considerando-se uma casa decimal. Art. 241 O estudante que obtiver nota inferior a 6,0 (seis) em Cursos Técnicos de Nível Médio e inferior a 7,0 (sete) em Cursos Superiores, em qualquer componente curricular, será submetido a Exame Final, exceto em Trabalho de Conclusão de Curso nos cursos Superiores. Subseção II Da aprovação Art. 242 Será considerado aprovado o estudante que: I – obtiver nota igual ou superior a 7,0 (sete) em cada componente curricular, bem como no Trabalho de Conclusão de Curso, no caso dos Cursos de Graduação e PósGraduação; II – obtiver nota igual ou superior a 6,0 (seis) em cada componente curricular, bem como no Trabalho de Conclusão de Curso, no caso dos cursos Técnicos de Nível Médio subsequentes. Parágrafo Único. Para os estudantes de cursos superiores, ingressos em 2007, a média para aprovação direta será 6,0 (seis), conforme Organização Didática vigente no ato da matrícula. Subseção III Dos Estudos de Recuperação Art. 243 A recuperação processual será aplicada para suprir as deficiências de aprendizado do estudante, tão logo elas sejam detectadas, durante o período letivo, por meio de

assistência dos professores e tutores, no ambiente virtual de aprendizagem, utilizado nesta modalidade de ensino. Parágrafo Único. Para efeito de registro da nota de cada semestre/bimestre, após serem aplicados os instrumentos de avaliação durante os estudos de recuperação, prevalecerá a maior nota. Subseção IV Exame Final Art. 244 O estudante dos Cursos de EaD que, mesmo sendo submetido à recuperação, não obtiver média mínima 6,0 (seis) para Cursos Técnicos de Nível Médio Subsequentes e 7,0 (sete) para Cursos Superiores, terá direito a realizar o exame final. Art. 245 Para ter direito ao Exame Final, o estudante deverá ter participação efetiva durante todo o processo de ensino-aprendizagem dos componentes curriculares, bem como apresentar, no mínimo, média 2,0 (dois). Art. 246 Será considerado aprovado, após Exame Final, o estudante cuja Média Final (MF) calculada de forma aritmética for igual ou superior a 6,0 (seis), conforme expressão abaixo: MF = MAR + NEF 2 onde: MF = Média Exame Final; MP = Média das Avaliações Realizadas; NEF = Nota Exame final. Art. 247 Para efeito de registro da Média Final (MF), no caso do resultado ultrapassar mais de uma casa decimal, serão aplicados os mesmos critérios de arredondamento utilizados para a Média das Avaliações Realizadas (MAR). Subseção V Da Revisão de Provas e Retificações de Resultados Art. 248 Ao estudante será dado o direito de requerer, no Polo de Apoio Presencial, a revisão de instrumentos de avaliações, em até 03 (três) dias úteis após a divulgação do resultado. §1º A revisão de nota ou pontuação das atividades programadas a distância será feita pelo professor formador, no prazo máximo de 03 (três) dias úteis, após receber a solicitação do estudante. §2º A nota de cada revisão dos instrumentos avaliativos não poderá ser inferior à anterior. Seção XVIII Da Dependência Art. 249 O estudante que obtiver reprovação em 5 (cinco) ou mais componentes curriculares que forem pré-requisitos, conforme o fluxograma apresentado no Projeto Pedagógico do Curso, não poderá prosseguir os estudos no módulo/período subsequente.

Parágrafo Único. O estudante retido em mais de 5 (cinco) componentes curriculares só poderá prosseguir seus estudos em módulo/período subsequente após cursar aqueles nos quais está retido, exceto em caso de estes não estarem sendo oferecidos. Art. 250 Nos Cursos de Pós-Graduação, em caso de reprovação em até 2 (dois) componentes curriculares, o estudante poderá vir a cumpri-los em outra turma que, por ventura, venha a ser formalmente estabelecida, desde que: I - seja em turma imediatamente posterior à que ele iniciou o curso; II - haja vaga ou sua matrícula nesta nova turma exceda em até 10% (dez por cento) o número máximo de estudantes. §1º A matrícula, nessa condição, fica restrita a apenas dois dos componentes curriculares e a uma única vez. §2º O estudante reprovado em mais de 2 (dois) componentes curriculares estará, automaticamente, desvinculado do curso. §3º A Educação a Distância do IFPE não está obrigada a oferecer outra turma ou mais vagas para atender casos de reprovação, quando o curso estiver extinto. Seção XIX Da Prática Profissional Art. 251 A prática profissional deverá ser desenvolvida através de atividades presenciais, tais como estágios curriculares supervisionados, trabalho de campo, estudo de casos, atividade em laboratório, projetos, pesquisas individuais e em equipe, práticas laboratoriais de ensino, atividades de monitoria, desenvolvimento de instrumentos, equipamentos, protótipos e materiais didáticos, dentre outros. §1º Quando a prática profissional for desenvolvida através de Estágio Curricular Supervisionado obrigatório (de acordo com o Projeto Pedagógico do Curso), o estudante deverá fazê-lo, atendendo às exigências das diretrizes para estágio, conforme Resolução CNE/CEB 01/2005, Lei n° 11.788/2008 e outras legislações específicas em vigor. §2º O Estágio Curricular Supervisionado obrigatório somente poderá ser realizado em Instituição que tenha condições de proporcionar experiência prática na linha de formação do estudante. §3º A carga horária do Estágio Curricular Supervisionado obrigatório de acordo com sua especificidade deverá estar determinada nos Projetos Pedagógicos de cada curso e de acordo com o seu perfil de conclusão e legislação vigente. §4º No caso dos Cursos de Licenciatura, o estágio poderá ser desenvolvido em escolas públicas municipais, estaduais e/ou federais, bem como em unidades de ensino da rede particular. §5º Só poderá estagiar o estudante regularmente matriculado. Art. 252 Deverá ficar sob a responsabilidade geral da Diretoria de Educação a Distância e da Coordenação do Curso a indicação da supervisão e avaliação do Estágio Curricular Supervisionado obrigatório.

§1º Não será considerada Estágio Curricular Supervisionado obrigatório, a iniciativa isolada entre o estudante ou grupos deles, que não esteja vinculada e interveniada pelo professor supervisor de estágio, pelo Polo e pela Instituição Concedente. §2º O estudante terá o prazo máximo de 06 (seis) meses, após a conclusão do estágio, para apresentar à Coordenação da Diretoria de Educação a Distância responsável o relatório final do referido estágio. §3º Caso o estudante não conclua o estágio supervisionado e apresente o relatório no período determinado, não será considerado concluinte, permanecendo em pendência pelo prazo máximo permitido para integralização do seu curso; após exaurido esse prazo o estudante, em abandono por até 10 (dez) anos, que não entregou o relatório de estágio, poderá solicitar sua reintegração para entregá-lo. Art. 253 O estágio não obrigatório deverá estar previsto no Projeto Pedagógico do Curso. Seção XX Do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Art. 254 O TCC é componente curricular obrigatório nos Cursos Superiores da Educação a Distância. Parágrafo Único. Nos Cursos Técnicos de Nível Médio, o TCC poderá ser componente curricular obrigatório. Art. 255 O TCC representa uma síntese do processo ensino-aprendizagem teórico-prático e deverá ser orientado por um professor e/ou tutor designado pelo Coordenador do Curso e/ou pela Diretoria de Educação a Distância, descritos no Projeto Pedagógico do Curso, observandose: I - apresentação de Projeto de Pesquisa e Plano de Atividades aprovados pelo professor orientador; II - apresentação do Cronograma de Encontros Presencial e Virtual do estudante com o professor orientador; III - o trabalho final deverá observar as normas técnicas de redação da ABNT; VI - a definição da temática a ser abordada no TCC deverá ter estreita relação com o perfil de conclusão do curso. V - o trabalho de conclusão de curso deverá ser apresentado perante uma Banca Examinadora, em evento específico definido pela Coordenação do Curso. VI - a Banca Examinadora deverá ser constituída por 03 (três) professores, a serem definidos pelo professor orientador conjuntamente com a Coordenação do Curso. VII - o orientador presidirá a seção de defesa do TCC. VIII – o TCC deverá ter ata de registro a ser devidamente assinada pela Banca Examinadora e pelo estudante avaliado. IX - cada professor orientador poderá orientar até 5 (cinco) trabalhos no semestre letivo, com relação ao desenvolvimento do TCC. Art. 256 A elaboração e formalização do TCC – Trabalho de Conclusão de Curso- , assim como os critérios para sua defesa ou apresentação, serão estabelecidos segundo normas elaboradas pela Coordenação do Curso, observando-se o regulamento do IFPE sobre a matéria. Parágrafo Único. Só haverá o estabelecimento de Banca Examinadora para a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso após a comprovação de que o discente cumpriu com aprovação todos os componentes curriculares do curso.

Art. 257 O Trabalho de Conclusão de Curso em área de domínio do Curso e com defesa presencial será uma exigência para o estudante concluir o Curso. Parágrafo Único. O TCC poderá ser desenvolvido mediante os seguintes formatos: monografia, artigo científico, protótipos, equipamentos, projetos de pesquisas específicos, dentre outros. Art. 258 Em caso de não-cumprimento no prazo previsto ou de reprovação no Trabalho de Conclusão de Curso – TCC-, o estudante poderá vir a cumpri-lo no prazo máximo de dois módulos/períodos. Artigo 259 Nos Cursos de Pós-Graduação, em caso de não-cumprimento ou reprovação no Trabalho de Conclusão de Curso – TCC -, o estudante poderá vir a cumpri-lo, desde que: I - haja um orientador disponível; II - a orientação seja iniciada em até três meses após o final do prazo de defesa do TCC da turma em que o estudante foi reprovado; III - o trabalho seja concluído em até seis meses após o final do prazo de defesa do TCC da turma em que o estudante foi reprovado. §1º A matrícula, nessa condição, fica restrita a uma única vez. §2º Não se incluem, nesses casos, estudantes que tenham perdido o prazo sem justificativa aceita pelo Coordenador e/ou Setor Acadêmico responsável pelo curso nem os que tenham sido reprovados por fraude. §3º O IFPE não estará obrigado a disponibilizar orientador para atender casos de estudantes reprovados mais de uma vez no TCC. Art. 260 O desenvolvimento da carga horária do TCC deverá constar no Projeto Pedagógico do Curso, porém não deverá ser computada na carga horária mínima do curso. Art. 261 O estudante só poderá colar grau e solicitar diploma após aprovação do TCC e emissão de resultado final, com o prazo máximo de sessenta dias para depósito. Seção XXI Dos Diplomas, Certificados e Demais Documentos Acadêmicos Art. 262 O IFPE, através de seus Campi, expedirá Certificados e/ou Diplomas referentes ao grau conferido ao estudante, de acordo com as especificidades de cada curso, conforme a legislação vigente. Art. 263 Para a expedição de Certificados de Conclusão de Curso e/ou de Diplomas, o estudante deverá ter concluído todos os componentes curriculares do curso. Art. 264 O estudante poderá solicitar Diplomas, Certificados, Históricos ou quaisquer outros documentos a que fizer jus, dentro do prazo estabelecido pelo setor competente da Diretoria de Educação a Distância. Seção XXII Das Funções da Equipe Acadêmico-Administrativa

Art. 265 Os cursos de EaD contarão, para sua execução, com funções didáticopedagógicas e administrativas que serão desenvolvidas de forma semipresencial exercidas por: Tutor Presencial, Tutor a Distância, Coordenador de Polo, Coordenador de Curso, Professor Conteudista, Professor Formador, Corpo Administrativo e Equipe Multidisciplinar. Art. 266 A concepção de tutoria consiste em mediar didático-pedagogicamente todo o processo de aprendizagem em cursos de EaD,podendo ocorrer como: I – Tutoria a Distância – responsável por acompanhar os estudantes através de meio de suporte específico das áreas, utilizando-se das mídias e tecnologias, assistindo a eles nas suas especificidades, quando necessário. II – Tutoria Presencial – responsável pela orientação dos estudantes no que diz respeito à estrutura da DEaD e ao uso das TIC’s, no Polo de Apoio Presencial. Art. 267 O Coordenador de Polo será responsável pela manutenção e infra-estrutura do Polo, atuando como mediador entre o estudante, o professor formador, o tutor à distância e a equipe gestora do curso. Art. 268 Compete ao Coordenador de Curso, conforme seus campos de atuação coordenar, supervisionar e tomar as providências necessárias para o funcionamento do curso, conforme estabelece as suas normas. Art. 269 O Professor conteudista é responsável pela elaboração de todo o conteúdo e material didático-pedagógico a ser apresentado no curso. Art. 270 O Professor Formador atuará na Instituição de Ensino Executora e será responsável por ministrar o conteúdo programático, elaborar, quando necessário, material didático-pedagógico para suprir necessidades emergentes ao longo do processo ensinoaprendizagem, avaliar sistematicamente os estudantes no decorrer do período letivo. Seção XXIII Do Polo de Apoio Presencial Art. 271 O Polo de Apoio Presencial caracteriza-se como uma unidade operativa, no País ou no exterior, o qual poderá ser organizado em conjunto com outras instituições, para a execução descentralizada de funções pedagógico-administrativas do curso, quando for o caso. Art. 272 Toda a estrutura do Polo deverá ser criada, implantada e mantida pelo município- Polo, conforme acordo firmado entre o Município, o IFPE e o MEC. Art. 273 Compete ao Polo de Apoio Presencial: I - manter a estrutura necessária para o seu funcionamento; II - garantir, durante todo o período de execução do curso, as atividades pedagógicas e administrativas, a fim de proporcionar o pleno desenvolvimento dos cursos; III - adequar-se às condições necessárias requeridas pelo projeto dos cursos e às normativas do MEC; IV - prestar contas, por meio de relatórios ao IFPE e ao MEC, das atividades realizadas sempre que solicitado; V - criar formas de garantir a gestão interna de acordo com as decisões colegiadas; VI - registrar todos os equipamentos recebidos dos diferentes órgãos, a fim de mantê-los com exclusividade para as atividades dos cursos;

VII - utilizar a logomarca do Sistema Universidade Aberta do Brasil e/ou do Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil, de acordo com as orientações constantes do Manual de Aplicação Visual da UAB e/ou E-Tec Brasil; VIII - garantir a manutenção dos equipamentos, incluindo reposição de peças e atendimento local; IX - responsabilizar-se pela segurança e manutenção dos equipamentos e materiais didáticos, programa, disponibilizados pelo MEC e/ou pelo IFPE. Seção XXIV Das Disposições Gerais Art. 274 O estudante do IFPE na modalidade à distância, estará sujeito ao que prescreve o Regime Disciplinar discente, nos termos desta Organização Acadêmica Institucional. Art. 275 Os casos omissos no Capítulo de Educação a Distância serão analisados pela Diretoria de Educação a Distância, ouvida a Coordenação do Curso e encaminhados à PróReitoria de Ensino, quando for o caso. Art. 276 Nos casos omissos no Capítulo de Educação a Distância serão adotados os dispositivos da Organização Acadêmica Institucional Geral. CAPÍTULO XXIII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 277 Esta Organização Acadêmica entra em vigor na data de sua publicação por Resolução do Conselho Superior do IFPE. Art. 278 Revogam-se as disposições em contrário presentes nas Organizações Acadêmicas anteriores.

Cumpra-se

ANEXOS FUNDAMENTAÇÃO LEGAL LDB 9.394/96 Lei Decreto 5.154/2004 Lei Lei Lei Decreto 5.622/2005 Decreto 5.800/2006 Decreto 5.840/2006 Decreto 6.303/2007 Parecer CNE/CES 08/2007 Parecer CNE/CEB 14/2002 Parecer CNE/CES 15/98 Parecer CNE/CEB 16/1999 Parecer CNE/CES 19/2008 Parecer CNE/CP 21/2001 Parecer CNE/CEB 29/2002 Parecer CNE/CEB 35/2003 Parecer CNE/CEB 39/2004 Parecer CNE/CEB 40/2004 Parecer CNE/CES 281/2006 Parecer CNE/CES 329/2004 Parecer CNE/CES 1.362/2001 Parecer CNE/CES 365/2003 Parecer CNE/CEB Resolução Resolução CNE/CEB 01/2004 Resolução CNE/CEB 01/2005 Resolução CNE/CP 03/2002 Resolução CNE/CEB 04/99 Resolução CNE/CES 11/2002 Portaria 4.059/2004 - Lei de Diretrizes e Bases - Diretrizes para a prática profissional - Cursos e programas de Educação Profissional Estatuto da Criança e do Adolescente Transferência ex-officio Proíbe ocupar duas vagas - EAD - Processos de Ensino e Aprendizagem - EAD / UAB - oferta de cursos e programas de Educação Superior - PROEJA – cursos e programas de Educação Profissional - EAD – Cursos Superiores de Graduação e Seqüenciais no Sistema Federal de Ensino - Carga Horária Mínima e procedimentos relativos à modalidade presencial - Especialização na Educação Profissional - Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio - Diretrizes Curriculares para a Educação Profissional - Aproveitamento de competências dos Cursos Superiores de Tecnologia - Estruturação dos Cursos de Licenciaturas Plena - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico - Normas de estágio para estudantes do Ensino Médio e Educação Profissional - Institui a Educação Profissional Integrada no Ensino Médio - Avaliação por competência - EAD - Equivalência de disciplinas - Carga horária mínima dos Cursos de Graduação, Bacharelados, na modalidade presencial - Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Engenharia Transferência do aluno de um estabelecimento de ensino onde está regularmente matriculado para outro sem fixação de época. CATALOGO CURSOS TEC Diretrizes cursos tec - Estabelece Diretrizes para a realização de estágio de estudantes a Educação Profissional e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação Especial e de Educação de Jovens e Adultos - Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio e para a Educação Profissional - Organização e Funcionamento dos Cursos Superiores de Tecnologia - Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico - Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Graduação em Engenharia - Disciplina integrante do currículo – modalidade semipresencial.

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