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A MORFOLOGIA DO CÃO

Os cães podem ser divididos em algumas categorias: lupóides (com orelhas eretas e cabeça triangular); bracóides (com orelhas caídas, focinho largo e stop bastante acentuado); molossóides (com orelhas pequenas e caídas, cabeça maciça quadrada ou redonda, e focinho curto); e graiódes (orelhas pequenas voltadas para a cauda, cabeça grande e fina, stop pouco acentuado e membros esguios). De acordo com o tamanho, são divididos em: pequenos (abaixo de 46 cm); médios (entre 46 e 61 cm); e grandes (acima de 61 cm). Baseados no peso, dividem-se em: pequenos (menos de 10 kg); médios (de 11 a 25 kg); grandes (de 26 a 45 kg); e gigantes (de 46 a 90 kg). A classificação zoológica do cão e do gato dá-se da seguinte maneira: FILO CLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIE CÃES Chordata Mammalia Carnívora Canídea Canis Canis familiaris GATOS Chordata Mammalia Carnívora Felidae Felis Felis domesticus

Para pelagem de cães, temos diversas variações de cores e tipos, citados a seguir: - Branco - Negro - Cinzento: mistura de branco e negro com diversas tonalidades (cinzento rato, cinzento aço, cinzento lobeiro, cinzento azulado). - Fulvo: cor amarelada, que quando muito diluída, aparenta cor de areia. Possui variações de vermelho, laranja e dourado. Na coloração sal-pimenta, o pêlo é cor de areia tisnado de preto. - Castanho: podendo variar entre diversas tonalidades indo do fígado, ao chocolate e ao ruivo. - Negro e fogo - Matizadas: que são os casos do “melro” (manchas esbatidas em fundo claro) e do arlequim (manchas brancas ou negras em fundo cinzento). - Tigrado: riscas negras sobre um fundo fulvo. - Tricolores: caracterizado pelas cores fulvo, negro e branco. - Pega: manchas negras, castanhas ou azuis sobre um fundo branco. - Cordoniz: manchas raiadas num fundo branco. - Baia: pêlos brancos e vermelho claro num conjunto homogêneo. - Aguti: base e extremidade dos pêlos negra, com a parte intermediária ruiva. - Ruça: alaranjada, composta por pêlos brancos, negros e fulvos. Contudo, estas pelagens ainda podem apresentar variações: - Tipo manto: quando se apresenta toda de uma única cor na parte superior e nas zonas laterais do corpo de outra. - Com malhas: marcas brancas em pelagem unicolor. - Salpicada: pêlos brancos em fundo castanho. - Mosqueada ou malhado tipo "truta": mosqueado escuro.

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PRINCIPAIS RAÇAS DE CÃES E SUAS APTIDÕES
Os grupos de cães têm classificações que variam de país a país e podem ser divididos de acordo com o tipo, país de origem, trabalho que o cão desenvolve ou sua finalidade. Os cães citados nessa apostila seguem um padrão de classificação adotado pela F.C.I (Federação Cinológica Internacional), onde são agrupados em:

•Grupo 1: Cães pastores e boiadeiros (exceto os suíços); •Grupo 2: Cães do tipo pinscher, schnauzer, molossóide e boiadeiros suíços; •Grupo 3: Terriers; •Grupo 4: Dachshunds; •Grupo 5: Cães de tipo spitz e de tipo primitivo; •Grupo 6: Sabujos e cães de pista de sangue; •Grupo 7: Cães de aponte; •Grupo 8: Recolhedores, levantadores de caça e cães d’água; •Grupo 9: Cães de companhia; •Grupo 10: Lebréis.

GRUPO 1: Pastor Alemão, Pastor Australiano, Pastor de Beauce, Pastor Bergamasco, Pastor de Brie, Pastor Maremmano e Abruzzi, Pastor da Picardia, Pastor dos Pirineus, Pastor da Rússia Meridional, Pastor de Shetland, Old English Sheepdog, Pastor Belga, Malinois, Laekenois, Groenandel, Tervueren, Pastor Catalão, Pastor Croata, Pastor Holandês, Cão de Bestiar, Cão Pastor Polonês de Planície, Pastor Português da Serra de Aires, Pastor Polonês de Podhal, Boiadeiro Australiano, Boiadeiro de Flanders, Cão-lobo de Saarloos, Cão-lobo Checoslovaco, Collie, Collie Barbudo, Kelpie, Komondor, Kuvasz, Mudi, Puli, Pumi, Schapendoes, Schipperke, Slovensky Cuvac, Welsh Corgi Cardigan, Welsh Corgi Pembroke. 1.Colie: Inicialmente, era utilizado nas montanhas e planícies da Escócia como pastor de ovelhas. Os machos medem de 56 a 61 cm e as fêmeas, de 51 a 56 cm. As cores aceitas são: branco com manchas, castanho e branco, tricolor e preto azulado. Por ser um cão grande, necessita de um espaço grande para ser criado. É muito fiel, companheiro, ativo, obediente e sociável. 2. Pastor Alemão: Originário da Alemanha como seu próprio nome sugere, inicialmente eram utilizados para proteger as ovelhas da voracidade dos lobos. Os machos medem 61 a 66 cm, e as fêmeas 56 a 61 cm. As cores aceitas são todas as cores vivas, inclusive cores misturadas como o preto e bege. Bastante inteligente, fiel ao proprietário, bom para conviver com crianças, muito utilizado por policiais de todo o mundo, além de ser um bom guia para cegos e ótimo pastor de rebanhos. 3. Old English Sheepdog ou Antigo Pastor Inglês: Originário da Inglaterra foi primeiramente utilizado como guardião de rebanhos, tornando-se posteriormente guia de gado e ovelhas. Os machos medem acima de 56 cm e as fêmeas acima de 51 cm. As cores aceitas como padrão são o azul, o cinza e o preto azulado. Manchas brancas são aceitas. Muito independente, fácil de treinar, bom para conviver com crianças e apesar do pêlo volumoso, adapta-se bem a qualquer tipo de clima. 4. Pastor de Shetland Provém das ilhas de Shetland na Escócia. Tem a função de vigia da casa, pastoreio de ovelhas e ainda impedem que o gado estrague os campos não cercados da ilha onde vivem. Os

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machos medem 37 cm e as fêmeas, 35 cm. As cores aceitas são o preto, o preto-azulado, com manchas brancas ou douradas. É muito ativo, ótimo saltador e excelente para o Agility, porém mesmo sendo pequeno, não se adapta em apartamentos. GRUPO 2: Affenpinscher, Doberman, Pinscher, Pinscher Austríaco de Pêlo Curto, Schnauzer, Pastor Iogoslavo, Shar Pei, Terranova, Cão de Guarda Holandês, Terrier Preto da Rússia, Aidi, Boxer, Broholmer, Bulldogue, Bullmastife, Cane Corso, Mastife, Mastim Espanhol, Mastim Napolitano, Mastim dos Pirineus, Rafeiro do Alentejo, Rottweiler, Pastor de Anatólia, Pastor da Ásia Central, Pastor do Cáucaso, Pastor Montanhês de Krast, Cão de Castro Laboreiro, Cão dos Pirineus, Cão da Serra da Estrela, Dogue Alemão, Dogo Argentino, Dogue de Bordeaux, Cão de Presa Maiorquino, Dogue do Tibete, Fila Brasileiro, Hovawart, Landseer, Leonberger, São Bernardo, Tosa, Boiadeiro de Appenzel, Boiadeiro Bernês, Boiadeiro de Entlebuch, Grande Boiadeiro Suíço. 1. Boxer De origem alemã, os primeiros Boxers registrados eram descendentes da mistura do Bulldog de Dantzig (grande e pesado) com o Bulldog Inglês. Os machos medem de 56 a 60 cm e as fêmeas de 53 a 58 cm. A cor deve ser castanha ou tigrada, sendo que o castanho pode ser amarelado ou avermelhado. Muito brincalhão, esse cão mantém certa desconfiança com estranhos e tem um bom instinto de proteção e guarda. 2. Bulldog Inglês Foi criado na Inglaterra para combater touros, prática abolida em 1835. Apesar de guarda, também é um cão de companhia. Seu tamanho varia entre 30 e 40 cm. A pelagem pode ser unicolor (vermelho, tigrado) ou fuligem, nome dado para máscara ou focinho preto (quando são brancos com outras cores). Corajoso e travesso é um cão de confiança. É bastante afeiçoado ao seu dono e ótimo companheiro para as crianças. 3. Bullmastiff Originou-se na Grã-Bretanha no século XIX através do cruzamento entre Bulldog com o Mastife. Os machos medem cerca de 63 a 68 cm e as fêmeas, entre 61 a 66 cm. A cor deve ser pura e nítida com qualquer tom de rajado, vermelho ou fulvo, podendo-se admitir uma pequena mancha branca no peito. Precisa de bastante espaço e exercício. É um cão bastante ativo, ágil, resistente, equilibrado, ótimo cão de guarda e bom companheiro para as crianças. 4. Dogue Alemão Foi introduzido na Europa pelos Fenícios e era uma raça que caçava em matilha. De origem Alemã, teve seu padrão de fixado por volta de 1890. Os machos medem no mínimo 80 cm e as fêmeas, 72 cm. A coloração de sua pelagem pode ser rajada, fulva, preta, azul e arlequim (fundo branco puro com manchas pretas de contorno irregular distribuídas por todo corpo). Precisa de espaço para exercícios, mas pode ser criado em apartamentos se puder sair diariamente. Não é recomendável a prática de muito exercício antes do final de sua fase de crescimento para evitar problemas articulares e de ligamentos. É gentil, manso, late pouco, bastante afetuoso e excelente companhia para as crianças. 5. Dobermann Originário da Alemanha é um cão de trabalho antigamente bastante utilizado pela polícia e exército de todo o mundo. Os machos medem de 68 a 72 cm e as fêmeas entre 63 a 68 cm. Sua pelagem é preta ou marrom, com marcações fogo claramente definidas no focinho, bochechas, peito, membros e ponta das coxas. Necessita de bastante espaço e exercício.Tem temperamento firme, fiel e impulsivo, precisando ter um dono bastante firme, pois não aceita relações conflituosas.

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É um descendente dos Molossos da antiguidade que atravessaram os Alpes com as legiões romanas. Mastifes e Cães de Saint-Hubert. e bicolor com marcações fogo. e as fêmeas entre 56 a 63 cm. Manso. Para outros. valente e determinado requer uma educação firme. obediente com seu dono. Rottweiler Para alguns. é um cão de origem brasileira. é um guardião eficiente. Schnauzer Até o século XIX eram conhecidos na Alemanha como “pinschers de pêlo duro”. O machos medem cerca de 65 a 75 cm e as fêmeas entre 60 a 70 cm. médio. É manso com as crianças. amável e sociável. foi difundido por toda Europa onde combateu ao lado as legiões romanas. impetuoso e dominador. Exige muito espaço e longos passeios diários. Pinscher Não se sabe ao certo a origem do Pinscher. Fila Brasileiro Como o próprio nome já diz. São Bernardo Suas origens datam do século XVII na Suíça. provêm dos Molossos utilizados inicialmente pelas legiões romanas para o 4 . É tolerante com as crianças e obediente com seus donos. pois são bastante esportivos. e anão. Em 1910. marrom e avermelhado. No século I. Não são recomendados para apartamentos. Não suporta ficar preso e em ambientes fechados. corajoso e dominador com outros cães. 7. foi oficialmente reconhecido como cão policial do país. Pode viver em apartamentos contanto que tenha espaço para se exercitar. Torna-se temível quando provocado. De temperamento forte e espírito dominador. Boiadeiro Bernês De origem Suíça. É resistente. que surgiu entre cruzamentos de Dogues. 65 cm. Sua pelagem é curta de coloração preta com marcas fogo bem delimitadas. branco ou preto e prata. descendente do Boiadeiro Bávaro. Mastim Napolitano Originário da Itália é descendente do Dogue do Tibete. é um cão tipicamente alemão. Foi num sanatório fundado na Idade Média que sua reputação de socorrista de montanha começou. Requer cuidados com as pregas da pele e as pálpebras e precisa de grandes espaços para exercitar-se. pois precisa de grandes espaços para exercitar-se. Os machos medem de 65 a 75 cm e as fêmeas de 60 a 68 cm. medindo entre 30 a 35 cm. Os Schnauzer são encontrados em três tamanhos: gigante. As colorações de pelagem mais comuns são: tons de cinza. também podendo ser tigradas. 12.6. É dedicado à família e agradável contanto que não seja muito manipulado. medindo entre 45 a 50 cm. Gosta de crianças e é dedicado à família. 11. Sua pelagem é branca com áreas de coloração vermelho acastanhado. O mais conhecido dos São Bernardos socorreu 40 pessoas em 10 anos. Os machos medem entre 61 a 68 cm. preto. Todas as colorações de pelagem uniformes são permitidas podendo ou não apresentar máscara preta. A pelagem pode ser unicolor indo do preto até tons avermelhados. É afeiçoado ao dono e paciente com as crianças. Alguns estudos dizem que são cães provenientes da Alemanha que surgiram entre cruzamentos de uma antiga raça semelhante aos Schnauzers. 8. O Pinscher médio mede de 43 a 58 cm enquanto o anão mede entre 25 a 30 cm. introduzidos no país pelos portugueses e espanhóis. adora crianças. Corajoso. é proveniente dos Molossos introduzidos na Alemanha pelas invasões romanas. vermelhas ou mais claras. 9. Não se adapta à vida na cidade. 10. medindo entre 60 a 70 cm. podendo ser agressivo se as circunstâncias o exigirem. leal. A coloração de sua pelagem é preto puro. não suportando o calor. Os machos têm no mínimo 70 cm de altura e as fêmeas.

Yorkshire Terrier. é também desconfiado com estranhos. Pode viver em apartamento caso possa sair para passeios regulares. É um cão orgulhoso. Escocês Terrier. Os machos medem aproximadamente 59 cm e as fêmeas. 3. A cor da pelagem é predominantemente branca podendo ou não possuir marcas fulvas ou pretas. Irish Glen of Imaal Terrier. fiel. Não deve ser preso nem viver em ambientes muito fechados porque apesar de se adaptar bem à vida na cidade.combate e posteriormente para a guarda dos rebanhos. American Staffordshire Terrier. Pode ser dominador e agressivo com outros cães. e as fêmeas entre 58 a 66 cm. é muito afetuoso com seu dono e manso com crianças. Lakeland Terrier. As dobras de sua pele requerem cuidados especiais e pode viver em apartamentos contanto que possa sair para exercícios diários. 2. Terrier do Reverendo. GRUPO 3: Aierdale Terrier. Staffordshire Bullterrier. Late bastante. As cores variam entre tons de cinza. Bulterrier. Silky Terrier. Jack Russel. Foi inicialmente 5 . Não suporta ficar confinado em apartamento. Dandie Dinmont Terrier. Fox-Terrier. Bullterrier Originário da Grã-Bretanha surgiu do cruzamento entre Bulldogues e Terriers. Shar Pei É uma raça chinesa muito antiga. Terrier Alemão de Caça. Terrier Irlandês. bege. é bastante afetuoso com seus familiares. Requer uma educação firme. A pelagem é de fundo branco com marcações em preto. Fox Terrier Originário da Grã-Bretanha possui duas variedades: o Fox de Pêlo Liso e o Fox de Pêlo de Arame. Os machos medem entre 64 a 70 cm. marrom ou azul. Kerry Blue Terrier. West White Highlander Terrier. Seu tamanho médio é de 40 a 51 cm. Dócil. Skye Terrier. Possui temperamento dominador. 14. apesar de ser muito amigável com seus íntimos. Terrier Brasileiro. Os machos medem entre 35 e 40 cm e as fêmeas entre 35 a 38 cm. sempre unicolor (preto. Cairn Terrier. Manchester Terrier. resistente e corajoso. Medem abaixo de 39 cm. de coloração fogo com o manto preto. Também gosta de crianças. Pode ser criado em apartamento contanto que possa sair para exercício diário. Norfolk Terrier. Terrier Brasileiro De origem brasileira tem seus ancestrais oriundos dos Terriers da Europa. Airedale Foi criado por volta de 1850 por criadores de Yorkshire na Grã-Bretanha. Border Terrier. Atinge a maturidade comportamental apenas por volta dos 18 meses a dois anos. Bedlington Terrier. porém equilibrado. É muito afeiçoado ao seu dono e manso com crianças. Terrier Australiano. Fácil de adestrar e corajoso. O pêlo é áspero e denso. bastante afetuoso com seu dono que demonstra tolerância com as crianças. torna-se um animal muito nervoso nessas circunstâncias. Terrier Miniatura Preto e Castanho. fogo. Cane Corso É um descendente direto do Molosso. O pêlo é curto. Terrier Japonês. Alguns o conhecem como Fox Paulistinha. Irish Soft Coated Wheaten Terrier. Sealyham Terrier. Os machos medem entre 64 e 68 cm e as fêmeas entre 60 e 64 cm. Norwich Terrier. guardiã de templos. marrom ou creme). Terrier Checo. Necessitam de exercício e espaço. 4. 1. vermelho e tigrados. originário do século XVI na Itália. 57 cm. 13. sendo agressivo com outros cães. Welsh Terrier. É calmo e afetuoso com seu dono. A pelagem é longa e tricolor (fundo de cor preta com marcas fogo e branca).

Cão Pastor da Islândia. os primeiros registros datados dessa raça mostram cães parecidos há 2000 anos antes de Cristo. Dominador. Os machos medem de 54 a 60 cm. e as fêmeas de 51 a 56 cm. Husky Siberiano Originário da Sibéria da Norte. Yorkshire Terrier Originaram-se na Grã-Bretanha durante o século XIX. fulva ou tricolor. até 1835 quando esses duelos foram proibidos. É um cão de guarda e companhia que se adapta bem à cidade. enquanto o Teckel de pêlo duro data do século XIX. Cão de Canaã. castanho. Husky Siberiano. O tamanho aproximado tanto de machos quanto de fêmeas é de 20 cm. Muito antiga e de origem polar. Adapta-se bem à vida em apartamento. rajada preta. nos combates de cães. A coloração da pelagem é azul-aço escuro que se estende do pescoço até a cauda. Seu tamanho. A pelagem é branca. Costuma latir muito e não se adapta às crianças com facilidade. varia de 50 a 68 cm. Chow Chow. Cão da Groenlândia. necessitando de uma educação bastante firme desde pequeno. 6 . necessitando de exercícios esporadicamente. Akita É a maior e mais conhecida raça japonesa. Laika. Spitz Alemão. Cão Sueco da Lapônia. cinza. Podengo Ibicengo. A cor deve ser branca. 5. Basenji. Cão Pelado Mexicano.utilizado nos combates de touros e depois. São admitidas todas as cores de pelagem. Dominante em relação aos outros cães é uma raça que morde facilmente. Pastor Finlandês da Lapônia. porém o tigrado também é aceito. Teckel Pêlo Longo. Vulpino Italiano. GRUPO 5: Malamute do Alasca. Fica muito infeliz quando criado em apartamento. Spitz de Norboten. É corajoso e bastante teimoso. Cada variedade inclui três tipos de pêlo: curto. É independente e ciumento. Robusto. vermelha. Hokkaido. Cão de Caça Au Cervo. pois foi criado para viver ao ar livre e necessita de muito exercício. GRUPO 4: Teckel Pêlo Curto. amarelo ou mosqueados com pêlos pretos). Cão Tailandês de Crista Dorsal. 1. tanto machos quanto fêmeas. não hesita em atacar cães de porte maior. Kai. Todas as cores são admitidas para a variedade de pêlo duro. É independente. Podengo Português. Cão de Urso da Carélia. Cão da Eurásia. 1. Akita Inu. Não pode ser considerado um cão de guarda porque não desconfia de quem não conhece. Muito confiável. 2. Kishu. Cão Norueguês de Macareux. Teckel Existem três variedades desse cão: Padrão. seu nome advém do francês que significa todos os cães de voz rouca que puxam trenós. sendo fulva no antepeito. Requer cuidados mensais com sua pelagem. Spitz Japonês. bicolor (preto. ativo e dedicado na proteção de seu território não é um animal indicado para o convívio com crianças pelo forte temperamento que possui. Buhund Norueguês. com alto instinto de caça e não agressivo com outros cães. Não há limite estipulado de tamanho para esses animais. Cirneco do Etna. porém odeia a solidão e necessita de passeios diários com muito exercício. Anão e Teckel de Caça ao Coelho. Cão do Faraó. afetuoso e pouco ladrador. Teckel Pêlo Duro. com ou sem manchas coloridas. Shiba. machos e fêmeas podem medir entre 26 a 37 cm. Cão Pelado do Peru. afetuoso. é um agradável companheiro. De origem alemã. desde o negro ao branco puro. Elkhound Norueguês Cinza. Spitz Finlandês. As cores da pelagem das variedades de pêlo curto ou longo são: unicolor (fulvo. branco e fogo) e arlequim. o Teckel de pêlo longo data do século XVII. Adapta-se bem à vida em apartamento podendo fazer exercícios semanais. Spitz dos Visigodos. Spitz da Lapônia. longo e duro. É uma raça que provavelmente descende do lobo e foi desenvolvida por um povo aparentado com os Esquimós. Cão Jindo da Coréia. Samoieda. Conforme as variedades.

castanho. 7 . Tem tendência a lutar com cães de sua raça. Cão de Pista de Sangue da Baviera. laranja e cinzalobo). Braco Tirolês. Foxhound Americano. podem medir entre 18 e 55 cm. dócil e nem um pouco agressivo. Schiller Stovare. provavelmente seria o produto do cruzamento entre o Braco de Bengala (hoje desaparecido) com o Bullterrier e o Pointer. podendo ser unicolor ou pluricolor. Os Hunos. Drever. GRUPO 6: Anglo Francês. Basset Hound Originário da Grã-Bretanha é o resultado do cruzamento entre Bassets Franceses. Adapta-se à vida na cidade contanto que possa sair diariamente para caminhadas. Todas as colorações de pelagem são reconhecidas para os cães sabujos. onde o Spitz Anão receberam o nome de Lulu da Pomerânia. Gascão Saintongeois. Sabujo Espanhol. É um cão de caça e companhia que se adapta bem à cidade contanto que tenha espaço para fazer exercícios. Sabujos Tricolores Iugoslavos. caça. exceto a cor fígado. Cão do Ariège. e Spitz Anão (preto. Basset Artesiano Normando. Billy. Sabujo de Posavatz. 4. os primeiros Beagles foram introduzidos na França. Sabujo Transilvânia. Spitz Médio (preto. É ciumento. Coonhound Preto e Castanho. Poitevin. sendo conhecida há mais de 2000 anos. Geralmente são tricolores ou bicolores. Não suporta solidão. O pêlo é curto e geralmente tricolor ou bicolor.3. afetuoso e muito ligado ao se dono. Beagle Harrier. castanho. é um bom cão de guarda. 3. Seu tamanho varia entre 33 a 40 cm. Posteriormente. A cor da pelagem também varia: Spitz-Lobo (cinza lobo). Tanto machos como fêmeas medem por volta de 35 cm. Sabujo da Istria. Necessita de espaço para exercitar-se. Cão de Lontra. branco. cinza-lobo. é um companheiro de família agradável. Tem duas variedades: pêlo longo e curto. Dunker. Francês. castor podendo ou não ter fundo branco). Sabujo Finlandês. Braco Alemão. Mongóis e Tártaros o utilizavam para guerra. Hygenhud. Em 1860. azul. Fulvo da Bretanha. Beagle Raça inglesa muito antiga que teve seus primeiros registros mencionados no século III. Beagle. Adapta-se à vida em apartamento contanto que possa gastar energia. Seus registros datam de épocas remotas como a idade da pedra e período neolítico. nem calor. Afetuoso. 1. Basset de Vestfália. tração. Foxhound Inglês. Basset Hound. A cor da pelagem é sempre o branco de fundo com manchas redondas pretas ou fígado. pois tem alto instinto de caça pelo faro. Os machos medem entre 56 e 61 cm. Porcelana. Sabujo Italiano. Dálmata. laranja. Spitz Alemão Fazem parte das raças de cães mais antigas e são os ancestrais dos cães do tipo lupóide. Chow Chow É a mais popular raça na China. e as fêmeas de 46 a 51 cm. Stovare Smäland. sendo um bom cão de guarda por desconfiar de estranhos. Sabujo Suíço. Os machos medem de 48 a 56 cm. Sabujo Eslovaco. 2. Harrier. é utilizado na Inglaterra para caça de pista de lebre. É afetuoso. Corajoso e dotado de bom faro. Late pouco e desconfiado com estranhos. Cão de Santo Humberto. Cão de Crista Dorsal da Rodésia. branco. foi uma raça melhor desenvolvida na Alemanha do Norte. e as fêmeas entre 54 e 59 cm. Grifo Nivernais. Basset Azul da Gasconha. Os Spitz pequenos se adaptam melhor à vida na cidade. Braco Polonês. Basset Alpino. Grifo da Vendéia. Conforme o tipo. creme. O primeiro padrão publicado da raça foi em 1887. Foi inicialmente foi utilizado como acompanhante de carruagens e para tiro. guarda e às vezes como alimento (sua pele servia como vestimenta). Halden Stovare. Cão de Pista de Sangue de Hanover. É pouco barulhento e agitado. Cão de Artois. Dálmata Originário da Bacia Mediterrânea Central.

e as fêmeas entre 38 a 39 cm. As únicas colorações de pelagem permitidas são os tons de ouro e creme. O primeiro padrão da raça foi redigido em 1925. Braco Italiano. Braco Alemão de Pêlo Longo. Cocker Spaniel Americano. Labrador Retriever. Seter Gordon. Clumber. Cocker Spaniel Inglês. entretanto. Spaniel Perdigueiro de Drenthe. Pointer. segundo alguns. Golden Retriever. Os machos medem de 59 a 70 cm. Braco Francês. 3. que recebeu grandes infusões de Braços franceses e italianos no século XIX. Retriever da Baia de Chesapeake. A raça foi fixada na Inglaterra no século XIX. Cão D’Água Americano. Sussex Spaniel. seria descendente dos Cães Cinza de São Luís. o Bloodhound e o Greyhound. Muito agitado. 2. marrom. Braco de Bourbon. e as fêmeas entre 51 a 56 cm. Field Spaniel. é originário da Inglaterra e tem registros desde o século XIV. Ótima companhia por ser equilibrado e nunca agressivo. Cão D’Água Português. adveio da mesma fonte que o Labrador. Spinone Italiano de Pêlo Duro. Pequeno Cão Holandês. Possui um faro excepcional sendo considerado o melhor cão de aponte. Labrador Retriever Originário de Canadá seria descendente do cão de Saint Jones que vivia na ilha de TerraNova no século XVIII. Cão D’Água Romagnol. possui uma memória visual incrível. Braco Húngaro. pois necessita de muito espaço e exercício. A raça só foi fixada na Inglaterra no início do século XX. Cão D’Água Irlandês. preto) sempre vem acompanhada com o branco como cor predominante. e as fêmeas de 57 a 65 cm. de cores variadas. A coloração da pelagem (laranja. Stabyhoun. Braco de Saint Germain. Excelente rastreador. Grifo de Caça Checo. é provavelmente o produto do cruzamento entre o Foxhound. Braco Alemão de Pêlo Duro. Os machos medem cerca de 57 cm e as fêmeas cerca de 55 cm. Retriever da Nova Escócia. 1. Spaniel da Picardia. Braco de Auvergne. GRUPO 8: Barret. Braco do Ariège.GRUPO 7: Braco Dinamarquês. Perdigueiro Português. amarela ou castanha. Cão D’Água Frison. Pointer De origem Inglesa. Cão D’Água Espanhol. Os machos medem entre 39 a 41 cm. 8 . Münsterländer. Trabalha muito bem na terra e na água. É um excelente cão de aponte pelo notável faro que possui. Springer Spaniel Inglês. Os machos medem entre 56 a 61 cm. Springer Spaniel Gaulês. Grifo de Aponte de Pêlo Duro. Perdigueiro Burgos. Perdigueiro Alemão. melhorada por diversos cruzamentos. Braco Eslovaco de Pêlo Duro. Weimaraner. Sensível ao frio e à umidade. Retriever de Pêlo Ondulado. Possui um subpêlo justo e impermeável. O pêlo é logo. Spaniel Azul da Picardia. Weimaraner De origem alemã. Os machos medem entre 63 e 69 cm. Seter Inglês. Late pouco e tem excelente memória. 2. Cocker Spaniel Inglês Como o próprio nome já diz. Retriever de Pêlo Liso. Braco Alemão de Pêlo Curto. Não suporta a solidão e também não é um cão para se ter em apartamento. A sua pelagem pode ser inteiramente preta. Spaniel de Pont-Audemar. Spaniel Bretão. A cor da pelagem será sempre em variações de cinza. É considerado o rei dos retrievers e um ótimo nadador. não é um cão feito para viver nas grandes cidades. também sendo permitidos pelagens unicolores e tricolores. 1. Quando necessário saber ser cão de guarda. Pudelpointer. precisa de exercício para manter seu entusiasmo sob controle. Pode se adaptar à vida em apartamento contanto que desfrute de passeios diários. Golden Retriever De origem inglesa. Seter Irlandês. Spaniel Francês. e as fêmeas entre 61 e 66 cm.

Medem cerca de 25 cm. possessivo e muito apegado ao seu dono. 6. Cão de Crista Chinês. Borboleta e Falena. Terrier Tibetano. médio. Pequeno Cão Leão. medindo abaixo de 28 cm. cinza escuro e particolor (várias cores distintas. Tem latido agudo e ótima audição. Hoje é tido como um cão de companhia por ser afetuoso e meigo. Carlin ou Pug. Pode viver em apartamento e odeia a solidão. Grifo da Bélgica. Criado para ser um cão de companhia.Requer cuidados específicos com as orelhas e pode viver em apartamento contanto que desfrute de passeios diários. Shih Tzu. É sensível ao frio e foi criado para viver em apartamento. Krtomfohrlsänder. seria certamente o cruzamento entre o Lhasa Apso e o Pequinês. anão. Medem no máximo 26 cm. Spaniel Japonês. Adora viver em apartamento e deve-se ter certo cuidado com as dobras da face e os olhos. Coton Tulear. Late bastante. perdeu espaço para outras raças. Cavalier King Charles Spaniel. Muito apegado ao dono. 2. Pequinês. medindo entre 40 a 60 cm. precisa de muita afeição e ternura. cinza ou amarelo. Pequeno Brabançon. sendo representado em figuras de bronze que datam de 4000 anos. Também é um cão bastante independente que não teme o mato. Ativo e independente. preta. GRUPO 9: Bichon Bolonhês. Considerado um cão de companhia. Medem de 15 a 25 cm. só late para prevenir de sua presença. marrom. 5. 9 . 3. medindo entre 35 a 45 cm. Pequinês De origem chinesa é uma das raças mais antigas do mundo. Tanto machos como fêmeas medem entre 25 e 30 cm. Medem de 16 a 20 cm. medindo entre 28 a 35 cm. Não gosta de solidão e vive muito bem em apartamento. Bom cão de companhia por ser meigo com crianças. Antigamente era um cão de companhia bastante conhecido e requisitado. Chihuahua Recebeu esse nome. Grifo Bruxelense. Lhasa Apso É um cão que existe há milênios no Tibete. Spaniel Tibetano. o padrão da raça foi publicado em 1936. Lhasa Apso. Chihuahua. Todas as cores de pelagem são admitidas. Todas as cores de pelagem são permitidas. precisa de uma educação firme. É considerado como cão de companhia. e miniatura também conhecido como toy. Boston Terrier. Todas as colorações de pelagens e marcas são admitidas. preto. Spaniel Anão Continental. Bichon Havanês. A cor da pelagem pode ser dourado. A coloração do pêlo deverá sempre ser branca. Provavelmente seus ancestrais eram cães Astecas como o Techichi. Bichon Frisé É uma raça que tem duas origens: França e Bélgica. mel. Pode ser encontrado em quatro tamanhos diferentes: grande. porém na atualidade. Poodle. Os mais belos exemplares se encontravam com o Dalai Lama. Shih Tzu De origem tibetana. porém nem sempre suporta crianças. A coloração da pelagem pode ser branca. King Charles Spaniel. Detesta solidão e se adapta bem ao campo e à cidade. Indiferente em relação às pessoas estranhas. pois o berço da raça é a região de Chihuahua no norte do México. Bulldog Francês. Bichon Frisé. 4. é considerado como um bom cão de companhia apesar de não gostar muito de crianças. Ativo. 1. Não suporta a solidão e pode ser criado em apartamento. pode ser agressivo com estranhos e não suporta crianças. Possui temperamento orgulhoso. esperto e possessivo. Teimoso e com personalidade forte. Grifo Belga. Bichon Maltês. Poodle De origem francesa. branco ou marrom).

Não seguiremos um padrão de classificação como anteriormente utilizado para os cães. Adapta-se à vida em apartamento contanto que possa gastar diariamente sua energia. É um animal desconfiado. é uma raça muito antiga que veio da China. é afetuoso. Sloughi. fulva ou qualquer uma dessas cores sobre um fundo branco. Os machos medem entre 71 a 76 cm. 1. Late pouco e adora caçar ratos. Pug Apesar de seu berço ser a Inglaterra. Galgo Polonês. Não suporta solidão e separação. creme. 10 . Normalmente tem a pelagem de coloração preta com marcas brancas. Tanto machos quanto fêmeas medem aproximadamente 30 cm. Azawakh. Saluki. Esta raça de gatos teve sua primeira aparição na Inglaterra. 2. e as fêmeas entre 68 a 71 cm. chegando à maturidade sexual por volta dos nove meses de vida. PRINCIPAIS RAÇAS DE GATOS: Temos diversas raças de gatos sendo criadas no Brasil. É considerado o mais rápido do mundo. Possui ótima visão. Greyhound É considerado um dos descendentes do Tesem. Todas as cores de pelagem são admitidas. azul. Pequeno Galgo Italiano. Era utilizado antigamente como um cão de caça. diz-se que seriam antigos Salukis levados ao Afeganistão onde desenvolveram suas grandes pelagens. Não gosta muito de ser perturbado. Na Inglaterra. Galgo Espanhol. Galgo Escocês. vermelha. que o destinaram para o combate de cães tradicionais na cidade de Boston. GRUPO 10: Barzói. Galgo Afegã De origem desconhecida. Galgo Irlandês. 1. O exército britânico o utilizou como mensageiro militar. Galgo Afegã. fulva ou preta. meigo e calmo. Abissínio: Vive em média 2º anos. As cores de pelagens admitidas são: prata. Os machos medem entre 69 e 74 cm. Galgo Húngaro. e as fêmeas entre 62 a 69 cm. Não é agressivo e é considerado um ótimo companheiro pelo bom coração que possui. recebemos gatos como pacientes e por diversas vezes não sabemos dizer se são de alguma raça específica. porém calmo que quando se afeiçoa ao dono. 8.7. branca. torna-se muito brincalhão. O órgão responsável pelo registro dos gatos é chamado de CFA (Cat Fanciers’ Association). apesar de muito afetuoso e apegado ao seu dono. Medem entre 25 e 40 cm. Comumente. Não pode viver em apartamento. falaremos das raças mais comuns no país e suas peculiaridades. Pode viver em apartamento contanto que possua espaço para fazer exercício. e sim. As colorações de pelagem admitidas são: preta. Boston Terrier Foi criado por volta de 1870 por criadores americanos. antigo Galgo egípcio representado nas tumbas dos faraós. Deve ser educado com firmeza desde pequeno. Greyhound. pois necessita correr todos os dias. Adapta-se perfeitamente à vida em apartamento. sempre com a máscara preta. Late pouco e não suporta muito bem as crianças. em 1868. foi selecionado por Henrique VIII para a caça à lebre. Whippet. Suas cores de pelagem são: castanho-avermelhado e marrom claro.

Tem os mesmos olhos azuis que o Siamês e a mesma coloração de pelagem clara. pois há desenhos desse gato em ruínas e documentos antigos ao lado de gueixas. inclusive cães. Cornish Rex: Originou-se na Grã-Bretanha e é o único gato de pelagem encaracolada sendo ativamente criado no Brasil. o American Shorthair e o Britsh Shorthair. cheia e macia com pintas. De porte forte e atlético. é extremamente ágil e ativo. Bobtail Japonês: É uma raça japonesa muito antiga. Exótico: É originário dos Estados Unidos. chegando a pesar até cerca de 6 kg. É parecido com um Leopardo Asiático. American Shorthair: Inicialmente usado como caçador. 10. é semelhante aos exemplares que ilustram pinturas e artefatos da época. Recomenda-se o cruzamento somente entre Bengals. branco e vermelho. com corpo longo e ossatura pesada. Também possui pelagem macia. com um corpo de médio para grande. Tem o corpo longo. Não é um gato muito popular para venda. uma vez que seu visual inusitado não possui proporções harmoniosas. Egyptian Mau: É um dos gatos domésticos mais antigos do mundo. A pelagem é curta e densa. 7.2. O primeiro exemplar no Brasil. olhos verdes e estrutura forte. com as extremidades escuras. sociável e ótimo companheiro. É bastante afetuoso e adora brincar. sou seja. Todas as cores de pelagens são aceitas e as ninhadas produzem em média de 4 a 7 filhotes.C. De temperamento dócil com os donos. ligeiramente mais longo que alto. 8. tendo 61 variações de cores reconhecidas. Possui a pelagem pintada. 9. Originário do antigo Egito. podendo viver em apartamento ou em grandes fazendas. 6. Himalaio: É considerado um Persa com uma pitada de Siamês. datando de cerca de 2000 anos. silenciosos e receptivos ao convívio com cães e outros gatos. chegaram à América com os primeiros imigrantes. o preto. A pelagem é curta. 5. É meigo. chegou ao país na década de 80. corpo delgado e pernas longas. entre elas. 3. Se adapta à outros animais com facilidade. 4. não ficando miando pela casa. datando de 1400 a. É fruto do acasalamento do Persa (pêlo longo) com o Pêlo Curto Americano. Bengal: É uma raça que descende diretamente dos felinos selvagens. Adapta-se a qualquer ambiente. sedosa e de comprimento médio. British Shorthair: É uma das mais antigas raças inglesas. quando um Persa de coloração de Siamês (clareamento da cor nas extremidades e olhos azuis) foi 11 . Balinês: Descendente do Siamês tem a pelagem mais longa. Possui orelhas e olhos grandes. É bastante brincalhão e afetivo e tem uma variedade de cores muito grande (cerca de 95 variações). esguio e musculoso. A raça começou nos Estados Unidos. são divertidos. da década de 60. É afetuoso e dócil. azul.

Preferem o repouso à grandes acrobacias. pois podem chegar a pesar entre 6 a 10 kg. 17. Maine Coon: De origem americana. 11. pelagem sedosa semi-longa mais longa nas laterais e no dorso. percebendo o sucessos de raças de rua como o American Shorthair (EUA). seal. Costumam ser sociáveis e festeiros com visitas. Siamês: Raça de maior sucesso nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. chocolate. seal. geram filhotes do tipo sanguíneo A (os anti-corpos maternos destroem as células dos filhotes levando-os à morte). A idéia de criar um gato originário do Brasil surgiu do estudioso em gatofilia. Paulo Ruschi que. Também não se pode cruzar Scottishs de orelhas dobradas entre eles. Possuem problemas de mortalidade de filhotes quando fêmeas do tipo sanguíneo B. olhos arredondados e focinho achatado. lilás e creme). apesar de ser uma raça bastante conhecida. azul. tem uma estrutura compacta. é um gato bastante conhecido pelo seu tamanho impressionante. 13. subdividas em 4 grupos: point (vermelho. olhos azuis em formato oval. ainda são poucos os exemplares criados em nosso país. Ragdoll: Fazem parte do grupo de raças felinas gigantes. chocolate. lilás e vermelho) e tortie tabby point (seal. não muito musculoso e olhos arredondados. Persa: O Persa é a raça felina mais conhecida e criada em todo mundo. Possui pêlos sedosos semi-longos e evidentes olhos azuis. British Shorthair (Grã-Bretanha) e o Keltic (Europa). De temperamento calmo. É um gato esbelto. Scottish Fold: Descende de uma espécie selvagem ainda sem confirmação na Escócia. ou cruzá-lo com alguma outra raça permitida (British ou American Shorthair). estrutura forte. azul.apresentado para o registro na CFA. Também são muito afetuosos e não gostam de solidão. chocolate e lilás). das mais variadas cores. 18. azul. Sempre deve-se cruzar um de orelha dobrada com um de orelha normal. tortie point (seal). tabby point (creme. pelagem curta e corpo esbelto. Siameses rechonchudos que fogem do padrão oficial. São reconhecidas 17 cores de pelagem. Possui chamativos olhos azuis. o Sagrado da Birmânia foi reconhecido pela primeira vez em 1925 na França. são bastante populares. 12. Somali: 12 . No Brasil. O macho pode chegar a pesar 13 Kg e tanto machos como fêmeas têm uma pelagem exuberante. não fugindo quando estranhos se aproximam. Possui tamanho médio. Possui pêlos longos e fartos. 16. 14. resolveu estudar as similaridades e peculiaridades dos gatos de rua brasileiros e desenvolver um padrão para a raça. Pêlo Curto Brasileiro: O primeiro padrão descrevendo a raça brasileira foi escrito em 1986. Na Inglaterra. 15. Sagrado da Birmânia: Relativamente recente. É uma raça ainda rara no Brasil. O que chama a atenção nessa raça são suas orelhas dobradas. não gosta de aventurar-se pelas ruas e são poucas as vezes que o veremos fazendo malabarismos.

Adora brincar e correr pela casa. são bastante sociáveis. Desenvolveu-se na Turquia e hoje por falta criação orientada. Sua pelagem é sempre branca com manchas à cabeça. o Somali era um Abssínio que não deu certo. podendo deixar marcas em sofás quando os gatos deitam neles. 19. 20. Turkish-Angorá: É um dos gatos mais raros do mundo. a oleosidade fica diretamente na pele. nunca ultrapassando 20% de seu corpo. Por não possuírem pêlos. cauda. de uma restritas adoram animais 13 . os Sphynx devem ser limpos semanalmente. dos tufos na orelha e da abundância de pêlos na cauda. Extremamente curiosos. encontra-se quase extinto. uma vez que estão na pele e não nos pêlos. Gostam bastante de água e brincadeiras. Dependendo da coloração. Também são extremamente curiosos. Sphynx: Um animal bastante exótico. principalmente quando seu dono joga algo para ele ir buscar. Esses exemplares rejeitados foram trabalhados nos Estados Unidos originando a nova raça. podem lembrar uma raposa. por possuir rugas no corpo e ser pelado (possui apenas uma fina penugem. quase invisível).Há 30 anos atrás. Para evitar esse problema. As cores parecem tatuadas. Muitos adoram água. um leãozinho ou um gato selvagem.

Metacarpo. o conjunto de ossos organizados entre si por meio de articulações. tendo sua abertura grande e quase circular na maioria dos cães. e esta por sua vez. O membro pélvico. Púbis e Sacro). O crânio articula-se com a primeira vértebra cervical que recebe o nome de Atlas. Ísquio. assim como o membro torácico. e pé (Tarso. Os ossos são formados por uma estrutura fibrosa calcificada. O membro torácico tanto do cão quanto do gato é composto de quatro segmentos principais: cinta torácica (Clavícula e Escápula). articula-se com a segunda vértebra cervical denominada Axis. Os ossos do crânio apresentam grandes variações de formato e tamanho de acordo com as diferentes raças de cães.ANATOMIA DO CÃO E DO GATO 1. Os de crânio intermediários são denominados mesaticefálicos. O cálcio ósseo constitui. O centro dos ossos é constituído pela medula óssea. Recebem o nome de dolicocefálicos. um tecido esponjoso que produz glóbulos sanguíneos. perna (Fíbula e Tíbia). ao longo de toda a vida do cão. Os braquicefálicos são os cães que possuem crânios muito largos e curtos. antebraço (Rádio e Ulna). Metatarso. e a mão (Carpo. aquele pequeno dedo mais acima na pata dos cães e gatos. É constituída por sete vértebras cervicais. uma reserva de cálcio sanguíneo que deve permanecer constante. treze vértebras torácicas (na qual se inserem 13 costelas. Falanges e Ossos Sesamóides). coxa (Fêmur e Patela). sete vértebras lombares. três sacrais (que se encontram fundidas) e vértebras caudais. A cavidade nasal enquadra-se ao formato da face. Falanges e Sesamóides). 14 . Ossos: Entende-se por esqueleto. sendo 10 delas ligadas ao esterno. recebe o nome de primeiro dedo e não o de quinto (analogia feita com os humanos que demonstram o número cinco estendendo o dedão da mão). também é constituído de quatro segmentos: cinta pélvica (Ílio. os animais de crânio estreito e longo. Alguns animais podem apresentar o primeiro dígito nas patas traseiras. A coluna vertebral é formada por diferentes tipos de vértebras. formando a caixa torácica). Ao contrário que muitos pensam e dizem por aí. o que é comumente visto nas patas dianteiras. braço (Úmero).

cólon. infra-espinhal. Os cães e gatos ingerem os alimentos apanhando-os com a boca. articular do joelho. e quadrado plantar. vasto lateral. ou longa e estreita. flexor longo do primeiro dedo. Possui células chamadas de ácinos que fabricam o suco pancreático que é lançado no intestino no momento da digestão. extensor comum dos dedos. É onde os alimentos (que são divididos em três tipos de moléculas: glicídios. pode ser curta e larga. obturador externo. adutor magno e curto. protídios e lipídeos) sofrem digestão mecânica e química. e os gatos. obturador interno. gêmeos. 30. adutor do quinto dedo. flexor superficial dos dedos. articular do quadril. vasto medial. flexor longo dos dedos. é contraída e liberada no duodeno. flexor superficial dos dedos. coracobraquial. psoas menor. No membro torácico. Os lábios são finos e móveis com numerosos pêlos táteis. No membro pélvico. quadrado da coxa. redondo menor. são denominados de neurônios sensitivos. extensor do primeiro e segundo dedos. pectíneo. redondo maior. a fabricação da bile que fica armazenada na vesícula biliar e havendo a ingestão de alimentos. extensor longo do primeiro dedo. excretar os resíduos dos alimentos. extensor lateral dos dedos. semitendinoso. trígono femoral. poplíteo. armazenar. água. anconeu. o lábio inferior contém numerosas glândulas sebáceas. 15 . abdutor do quinto dedo. O pâncreas é um órgão alongado que fica caudal e dorsalmente ao duodeno. O intestino delgado é divido em três partes: duodeno. as contrações musculares conduzem o alimento até o estômago. abdutor longo do primeiro dedo. a capacidade estomacal é de 2. pré-molares e molares (nos cães o último pré-molar superior e o primeiro molar inferior são denominados de dentes carniceiros). braquial. interflexor. Os dentes dos carnívoros são especializados para a função de mastigação. Os cães possuem 42 dentes. O estômago está situado à esquerda da cavidade abdominal. 3. abdutor curto do primeiro dedo. e adutor do segundo dedo. Nos cães de tamanho médio. tibial caudal. adutor do primeiro dedo. flexor profundo dos dedos. caninos. À direita e atrás do diafragma. Nos gatos. tibial cranial. gastrocnêmio. extensor lateral dos dedos. glândula sublingual e glândula zigomática). Esses feixes reúnem-se formando tendões fibrosos que se ligam às zonas de inserção óssea. Nele. obturador interno. lumbricais. flexor curto dos dedos. O intestino grosso divide-se em ceco. glúteo profundo. abdutor caudal da perna. As células contráteis possuem constituintes específicos que lhe vão permitir encurtar-se de acordo com estímulos nervosos. pigmentos e sais biliares (fundamentais na digestão dos lipídeos). Os neurônios que estão no comando dos movimentos são designados por neurônios motores e os neurônios que conduzem as informações. flexor do quinto dedo. dependendo da raça como já dissemos anteriormente. jejuno e íleo. interósseos. Trata-se de um sistema complexo que permite a transformação da informação nervosa em contração muscular. glúteo superficial. flexor ulnar do carpo. a boca é curta e larga enquanto nos cães. sartório. braquiorradial. fibular curto. extensor ulnar do carpo. absorver. pronador redondo. flexor radial do carpo. Sistema Digestivo: O sistema digestivo tem a função de triturar. bíceps do braço. temos o fígado que possui diversas funções. Músculos: A mobilidade do esqueleto é assegurada pelos músculos estriados que são constituídos por um conjunto de células contráteis ligadas entre si por membranas que formam feixes musculares. extensor curto dos dedos. grácil. pronador quadrado. tensor da fáscia lata. As glândulas salivares (glândula parótida. fibular longo. adutor longo. No gato. cujo tamanho e formato variam grandemente entre as raças. reto e ânus. extensor longo dos dedos. tensor da fáscia do antebraço. flexor profundo dos dedos. reto da coxa. temos os músculos: supra-espinhal. lançam saliva na cavidade bucal e através de seus componentes umedecem os alimentos facilitando o trânsito no esôfago. transportar. bíceps da coxa. dissolver quimicamente.4 litros. glúteo médio. deltóide. São divididos em incisivos. semimembranoso. flexor curto do primeiro dedo. temos os seguintes músculos: iliopsoas. subescapular. Para isso.2. A bile é composta de sais minerais. tem-se uma complexidade muito grande no trato digestivo. vasto intermédio. quadríceps da coxa. tríceps do braço. extensor radial do carpo. entre elas. piriforme. glândula mandibular.

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pois é onde o sangue passa para oxigenar-se (hematose). É nesta porção que o sangue é filtrado formando assim a urina primitiva. sendo a contração dos átrios. antes que a dos ventrículos.Ventrículo direito: recebe o sangue pobre em oxigênio do átrio e o encaminha para os pulmões. ao cortar-se uma artéria ela espirra enquanto ao cortar-se uma veia. para outras em que a pressão é menor. Na laringe temos as cordas vocais que ao vibrarem pela passagem de ar.4. Pela não passagem do sangue em grandes quantidades pelos pulmões. São essas contrações que definem a freqüência cardíaca (a freqüência cardíaca normal do cão varia de 70 a 160 batimentos por minuto. pois ainda sofrerá algumas alterações como reabsorção de água. Nos rins existem os néfrons que são suas unidades funcionais.Átrio esquerdo: recebe o sangue rico em oxigênio dos pulmões e o envia ao ventrículo esquerdo. Os pulmões são ricamente vascularizados. narinas. como gerar uma pneumonia. pois o sangue começa a fluir para os pulmões. na forma que se encontra. O coração se divide em quatro grandes partes: . pode ocorrer a micção. proteínas e ácidos orgânicos. sódio e potássio). Lembre-se que para o organismo se desenvolver há necessidade da absorção de nutrientes. Sistema Urinário: Os órgãos que participam da elaboração e eliminação da urina são: rins. Sistema Respiratório: Entende-se por sistema respiratório o conjunto formado pelo nariz. pois raças pequenas têm freqüência maior que as raças grandes). tireóide.Átrio direito: recebe o sangue pobre em oxigênio e o envia ao ventrículo direito. glicose. enquanto os vasos que chegam ao coração recebem o nome de veias. a urina é encaminhada para a bexiga e assim que ela fica suficientemente cheia. nutrientes (cloro. 6. . A freqüência respiratória normal do cão é de dez a trinta inspirações por minuto. No feto os “pulmões” não estão funcionando ainda. Isso ocorre na cavidade nasal e traquéia. Os vasos que saem do coração recebem o nome de artérias. laringe (constituída de quatro cartilagens: cricóide. o sangue flui continuamente. ureteres. Essas fases não são sincronizadas entre átrios e ventrículos. Sistema Circulatório: A formação dos primeiros vasos tem início assim que o embrião não consegue mais se nutrir pela simples difusão entre as células. e um canal arterial que liga a artéria aorta (ventrículo esquerdo) ao tronco pulmonar (no ventrículo direito). No final da gestação e horas após o nascimento. sua disposição e nervosismo. O ar. Depois desse processo. 5. existem três estados como pré-requisitos: filtragem. A artéria aorta está localizada no ventrículo esquerdo e é responsável por levar sangue 17 . variando conforme o tamanho do animal. Por este motivo. há presença de um orifício denominado forame oval que liga os átrios. ou permitir acesso de agentes contaminantes (bactérias e vírus) no trajeto. emitem rosnados. ocorre o fechamento desses orifícios e do canal arterial. bexiga (vesícula urinária) e uretra. As trocas gasosas entre o ar alveolar e o fluxo sanguíneo são feitas em regiões em que a pressão é elevada. traquéia e pulmões (brônquios e bronquíolos). dependendo da raça. Essas últimas possuem válvulas que impedem o retorno sanguíneo e dão ao sangue uma pressão fraca. cavidade nasal. latidos e miados. – Ventrículo esquerdo: recebe o sangue rico em oxigênio do átrio e o envia para o corpo. Para haver essa purificação do ar. e o oxigênio é trazido pelas veias umbilicais provenientes da mãe. pode acarretar malefícios ao organismo. – Existem duas fases cardíacas: a sístole (fase de contração) e a diástole (fase de relaxamento). . umidificação e aquecimento. um ressecamento de mucosas. aritenóide e epiglote).

e artéria lombar. nervos. corióide. e veia cefálica ou radial (antebraço). Com essa passagem. artéria carótida comum (localizada no pescoço). saco lacrimal. todas as células. veia jugular externa (pescoço). Após a hematose. canais lacrimais. passa pelo átrio e ventrículo direito e vão ao pulmão pela artéria pulmonar (tronco pulmonar). conjuntiva. artéria femoral (na parte interna da coxa). No corpo dos cães e gatos também existem artérias e veias que irrigam todos os órgãos e por conseqüência. fechando assim o ciclo sanguíneo. Olhos: O órgão da visão é composto por: pálpebras. veia cava caudal. e bulbo (globo ocular: esclera. chegando ao átrio e ventrículo esquerdo. o sangue fica pobre em oxigênio. Entre as artérias mais importantes estão: aorta torácica. terceira pálpebra. 18 .oxigenado para os outros vasos e órgãos do corpo. íris e retina). corpo ciliar. córnea. Entre as veias de maior importância estão: veia cava cranial. Desta maneira. glândulas. o sangue retorna ao coração pelas veias pulmonares. devendo passar nos pulmões para hematose. 7. veia safena (parte interna da coxa). o sangue retorna ao coração pela veia cava. músculos. veia femoral.

tendo uma audição 2. inicialmente vertical e depois horizontal. denominada tímpano. O cão consegue perceber freqüências sonoras muito baixas. Orelhas e ouvido: A orelha dos cães e gatos é formada por uma estrutura cartilaginosa. Os cães de caça possuem os olhos na parte anterior da cabeça. que termina numa membrana também fina. recoberta de pele e músculos.Sabe-se que os cães percebem bem os movimentos à distância e que suas células da retina permitem uma melhor visão noturna. Os cães de rebanho possuem os olhos nas laterais da cabeça para poderem enxergar o maior campo de visão possível. O que difere entre as raças é o ângulo de visão. O pavilhão auricular se abre sobre o conduto auditivo externo que é um tubo de cartilagem recoberto de pele muito fina. 19 .5 vezes melhor que o homem. pois uma vez que precisam visualizar a presa. 8. devem possuir um campo de visão binocular restrito.

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DISPLASIA: é o desenvolvimento desordenado ou anormal de células e tecidos. ou forças mecânicas aplicadas em quantidade ou intensidade excessiva. Os agentes agressivos podem ser compostos químicos. enquanto o órgão hipoplásico nunca atingiu o tamanho normal. A meia vida dos neutrófilos é de aproximadamente 6 horas. ou mais que suas dimensões normais. como produtos de outros organismos (os mais comuns são os microorganismos patogênicos). tecidos e funções. para algo além de seu tamanho precedente. Os sinais clínicos que caracterizam a inflamação são: rubor e tumefação acompanhados de dor e calor. nas moléstias atópicas. para um tamanho inferior ao previamente ocorrente. ou em tecidos adultos que são continuamente substituídos. HIPERPLASIA: aumento no número de células em resposta a demandas funcionais ou outros estímulos. carvão. ocorrentes nos organismos vivos em resposta a agentes agressivos ou carência de fatores essenciais. levando à hipertrofia do órgão ou tecido envolvido. Entretanto. mas sabe-se que elas aumentam em número. como proteínas. São os responsáveis pela fagocitose (ingestão de pequenas partículas tal como matéria estranha. Fatores genéticos também podem desempenhar importante papel nas patologias. água ou oxigênio. radiação. Constituem o componente característico do pus. Abaixo segue algumas nomenclaturas sobre anomalias na formação de tecido e órgãos: APLASIA: não formação completa de um órgão ou estrutura anatômica durante a embriogênese. A inflamação ocorre em todas as formas mais complexas da vida animal. Também se aplica à não formação de certos tecidos adultos que dependem de contínuo reabastecimento. A tumefação provém do aumento do sangue e da presença adicional de substâncias saíram dos vasos sanguíneos e se alojaram nos tecidos circunjacentes. restos celulares e bactérias). Inflamação: Refere-se à reação dos tecidos a um irritante. ou dimensões inferiores ao tamanho normal. células. também podem lesionar os tecidos do hospedeiro durante o processo. 1. As células a seguir fazem parte da formação do exsudato inflamatório: NEUTRÓFILOS: também conhecidas por polimorfonucleares ou granulócitos. pode haver uma reversão do caso ou morte celular (necrose). Dependendo da lesão. pigmentos. a função 22 . Por esta ação.PATOLOGIAS Patologia consiste no estudo dos transtornos das moléculas. minerais. A carência de fatores essenciais provém da deficiência de nutrientes. Pode ocorrer durante o desenvolvimento fetal ou neonatal. calor. ATROFIA: encolhimento ou redução de um órgão ou tecido. EOSINÓFILOS: não se sabe ao certo a função dessas células no processo inflamatório. São importantes na defesa do hospedeiro contra infecções bacterianas e fúngicas. Não possuem um padrão ordenado de crescimento e não tem qualquer função útil para seu hospedeiro. NEOPLASIA: novo crescimento de células que proliferam autonomamente sem controle. vitaminas. Lesão celular é qualquer alteração bioquímica ou estrutural que comprometa a capacidade de funcionamento normal de uma célula. Difere da atrofia porque o órgão atrofiado encolheu com relação ao seu tamanho normal anterior. O rubor e o calor são causados por um grande aumento de sangue na parte inflamada. O efeito das alterações vasculares consiste em fazer com que os componentes humorais e celulares do sistema imune entrem em contato com o irritante ou com células que foram lesadas por ele. Conforme ficou indicado. A dor é atribuída ao aumento de pressão nas terminações nervosas. efeitos irritantes de produtos tóxicos e de mediadores do processo. HIPERTROFIA: aumento no tamanho de um órgão ou tecido. HIPOPLASIA: não desenvolvimento de um órgão ou parte dele até seu tamanho normal. o agente poderá ser destruído ou confinado.

ou anafilático. As principais causas da trombose são: lesão endotelial. Podem fagocitar bactérias. BASÓFILOS: têm função similar aos mastócitos. MASTÓCITOS: são iniciadores das respostas vasculares e celulares nas reações inflamatórias. Para isso há necessidade que haja uma célula apresentadora de antígeno. LINFÓCITOS: respondem à antígenos específicos enquanto as outras células inflamatórias respondem a um número ilimitado de organismos infecciosos e antígenos exógenos. FAGÓCITOS: representam vários tipos celulares diferentes encontrados em diversos órgãos. Os linfócitos T são originados no Timo e não respondem à antígenos livres como os linfócitos B. Hematoma é quando o sangue escapa para os tecidos e produz um crescimento tumoriforme. Dependendo da localização e da dimensão do trombo. Quando maiores recebem o nome de púrpuras. para o interior de uma cavidade ou para tecidos adjacentes. onde há ativação de diversos fatores que tem por objetivo final a formação de um coágulo.dos eosinófilos provavelmente está relacionada às reações de hipersensibilidade e infecções parasitárias. podem ocorrer infarto. Eles são adaptados para a proteção do hospedeiro contra antígenos que são capturados ou incorporados sobre a superfície ou no interior de outras células. Podem ser êmbolos de sangue (tromboêmbolos). para que sejam atendidas as necessidades metabólicas do sistema. alteração da corrente sanguínea normal. Também funcionam nas reações de hipersensibilidade. porém capaz de coagular quando houver lesão aos vasos sanguíneos. segue-se um evento chamado “Cascata de Coagulação”. 2. de parasitas. de gases. Abaixo temos algumas alterações da coagulação sanguínea: TROMBOSE: formação patológica de um coágulo que recebe o nome de trombo. Pode ser local ou generalizado. específicas para seu órgão-sede (exemplo: células de Kupffer do fígado. São semelhantes aos trombos e assim como eles. Os linfócitos B são especializados na síntese de anticorpos (sintetizados na medula óssea dos mamíferos e na bolsa de Fabricius nas aves). micoplasmas. de gordura. porém são menos eficientes que os neutrófilos. séptico. EMBOLIA: são corpos estranhos que flutuam no sangue. leveduras. O sangue deve permanecer fluido. Se excederem 1 cm de diâmetro. cada tipo relacionado por uma linhagem e/ou função comum. recebem o nome de petéquias. Distúrbios na Circulação: Refere-se a qualquer alteração da hemodinâmica. 23 . ou pouco sangue é drenado pelas veias para fora dessa parte do corpo. de bactérias. neurogênico. Encontram-se em grande quantidade na pele. Para isso. HEMORRAGIA: é o escapamento de sangue de um vaso. hipovolêmico. Os macrófagos (grandes fagócitos) são encontrados na maioria dos órgãos do corpo e alguns são células especializadas e completamente diferenciadas. aderindo-se quase que imediatamente ao colágeno subendotelial no local lesionado. ou de células neoplásicas. As plaquetas servem para impedir hemorragias. Pequenas hemorragias que deixam pintas de sangue menores que a ponta de um lápis. o monócito do sangue. Podem ser categorizados em duas classes diferentes: linfócitos B (imunidade humoral) e linfócitos T (imunidade celular). são denominadas equimoses. e hipercoagulabilidade. mucosa gastrointestinal e trato respiratório. complexos do tipo antígeno-anticorpo. Ocorre por dois motivos: muito sangue é levado a uma parte do organismo pelas artérias. Todas essas células são derivadas de um precursor comum. EDEMA: acúmulo de líquido nos espaços intercelulares ou cavidades do corpo. seja para fora do corpo. macrófagos alveolares dos pulmões). CHOQUE: incapacidade generalizada do sistema circulatório em proporcionar às células e tecidos quantidades suficientes de oxigênio e nutrientes. protozoários. HIPEREMIA: excesso de sangue nos vasos de determinada parte do organismo. costumam parar onde o lúmen da artéria torna-se pequeno demais para sua passagem. Pode ser: cardiogênico. congestão ou formação de êmbolos que podem servir de locais para o crescimento de bactérias. e diversos materiais inertes. inflamatório ou não.

estarem querendo chamar a atenção de seus donos ou então. As plantas tóxicas de ação direta são aquelas que têm efeito sobre o tubo digestivo. Plantas que causam edema de glote. enquanto que as de ação remota são absorvidas pela mucosa do trato gastrointestinal. pela própria ingestão. Normalmente. uma vez que necessitam comer algumas plantas para causar irritação em seu estômago e assim vomitar os pêlos que são ingeridos quando eles fazem sua higiene.PLANTAS TÓXICAS Pode-se entender por planta tóxica aquela que quando ingerida. cães e gatos se intoxicam com plantas por estarem brincando com elas. São dividas em dois grandes grupos: as de ação direta e as de ação remota. necrose na língua e boca quando ingeridas: • Comigo-Ninguém-Pode • Costela de Adão • Anthurium • Copo de Leite Plantas que causam diarréia hemorrágica e fortes dores abdominais: • Mamona • Olho de Cabra Plantas que causam problemas cardíacos e taquicardia: • Dedaleira • Espirradeira • Chapéu-de-Napoleão • Alamanda Planta que causa câncer hepático por uso prolongado: • Confrey • Dama-da-Noite Plantas alucinógenas que causam problemas no sistema nervoso central: • Trombeteira • Catnip • Maconha • Tabaco Planta que causa vômito e diarréia: • Azaléia Planta que causa anóxia celular: • Mandioca crua • Sorgo cru Alimentos não recomendados para cães: • Chocolate • Cebola Alimento não recomendado para gatos: • Peixe cru 24 . causa danos à saúde ou pode levar à morte.

RAÇÃO: tudo que um animal consome num período de 24 horas. são perecíveis. semi-úmidas (23 a 25%). • Fontes Energéticas: contêm menos que 18% de fibra bruta e menos que 20% de proteína bruta. Também temos os alimentos divididos em três categorias: • Volumosos: contêm acima de 18% de fibra bruta. os aminoácidos. pastagens e outras forragens. microminerais. e Extrativo Não Nitrogenado (ENN). Todas as células possuem proteína que são renovadas constantemente. devem ser fornecidos na ração. água. Aminoácidos essenciais: lisina. As vantagens das rações secas são o seu baixo custo. e estes precisam recebê-la por toda a vida. óleos e gorduras (lipídeos). podemos citar: minerais. valina. fontes protéicas (ex: farelo de soja e farinha de carne). As rações úmidas ganham na palatabilidade. estar presente na dieta. Matéria Mineral (MM). necessitamos de algumas definições básicas: NUTRIENTES ESSENCIAIS À DIETA: substância de origem orgânica ou inorgânica que o animal não consegue sintetizar em quantidades suficientes para suprir suas necessidades metabólicas. Extrato Etéreo (EE). De acordo com a Bromatologia (estudo da composição química dos alimentos). arginina e metionina. e úmidas (74 a 78%). Neste grupo encontramos: alimentos basais (grãos de cereais e seus subprodutos). histidina. MACRONUTRIENTES: ingredientes mais abundantes da ração tal como: fontes energéticas (ex: milho e sorgo). 1. PROTEÍNAS: são essenciais à vida e são sintetizadas por todas as células do organismo. Neste grupo encontramos as forragens secas como o feno. As desvantagens são a baixa palatabilidade e o baixo teor de água. RAÇÃO BALANCEADA: conjunto de ingredientes misturados homogeneamente que fornecem as quantidades diárias e necessárias de energia e nutrientes para um animal. Podem ser de origem animal ou vegetal. Proteína Bruta (PB). e aditivos (antibióticos. Fibra Bruta (FB). As rações podem ainda ser divididas em três classificações de acordo com sua umidade: secas (de 7 a 12%). devendo portanto. treonina. As rações semi-úmidas possuem as mesmas vantagens da ração seca. corantes e aromatizantes). Constituem a maior parte da dieta dos animais domésticos exceto os carnívoros. porém com boa palatabilidade. leucina. isoleucina. fácil transporte e armazenagem. MICRONUTRIENTES: ingredientes menos abundantes da ração tal como: vitaminas. triptofano. por esta razão seus constituintes. fenilalanina. • Fontes Protéicas: contêm acima de 20% de proteína bruta. PREMIX: mistura de um ou mais microingredientes orgânicos ou inorgânicos em substância que não atrai umidade. alguns aminoácidos. suplementos minerais e vitamínicos. possuem alto custo e não são nutricionalmente completas. Dentre eles. e algumas fontes minerais e a vitamina colina.NUTRIÇÃO DE CÃES E GATOS Todos os animais domésticos precisam receber através dos alimentos substâncias que fornecem energia e outros nutrientes em quantidades suficientes para manutenção da vida. INGREDIENTES: são componentes de origem animal. aminoácidos e alguns aditivos não nutricionais (ex: antibióticos). 2. bagaço de cana. independente da quantidade e qualidade. Entretanto. São componentes fundamentais dos tecidos animais. vegetal ou mineral empregados com a finalidade de fornecer um ou mais nutrientes e princípios ativos. as rações são divididas em seis partes: Matéria Seca (MS). além de passíveis de serem usadas como rações medicamentosas. algumas vitaminas e alguns ácidos graxos. Nos animais estão presentes na forma de 25 . CARBOIDRATOS: compostos que possuem carbono combinado com hidrogênio e oxigênio na mesma proporção com que estão combinados com a água. Para entender melhor cada componente da ração. produção e reprodução.

dermatites e pêlos eriçados. anorexia. COLINA: é precursora do neurotransmissor acetilcolina e de fosfolipídeos. Sua deficiência causa diminuição do crescimento. participando de uma série de reações metabólicas. perda de peso. É importante nas reações de produção de energia do organismo. prevenindo a formação de tóxicos de origem lipídica. Exercem importante função na manutenção do cálcio e o fósforo no organismo. VITAMINAS: atuam como mediadores de diversas reações. Importante na formação de ácidos nucléicos. etc). sua deficiência causa inibição do crescimento. aumento do tempo de coagulação e anemia. má conversão alimentar. VITAMINA K: é conhecida como anti-hemorrágica. fragilidade óssea e baixos níveis de cálcio e/ou fósforo no sangue. 3. Sua deficiência causa anemia em gatos e problemas no crescimento. inflamação e ulceração da mucosa da língua. diminuição da resposta imune. má conversão alimentar. VITAMINA B1: recebe o nome de Tiamina. Sua deficiência causa problemas no crescimento do animal. VITAMINA A: recebe o nome de Retinol. Sua deficiência causa degeneração da musculatura esquelética e cardíaca. ataxia. NIACINA: também conhecido como ácido nicotínico e nicotinamida. porém. uma vez que pode ser sintetizada em quantidades suficientes pelo organismo dos animais. e aumento da predisposição a oxidação da gordura corpórea em gatos. e junto com o ácido fólico. Desempenha importante papel no processo da visão. após irradiação solar. pigmentação negro-azulada dos bordos da língua e ponta (Black tongue nos cães). A sua deficiência causa inibição do crescimento. irritabilidade. não sendo constituintes de moléculas estruturais (proteínas. VITAMINA E: também conhecido como Tocoferol. Sua deficiência causa perda de peso. VITAMINA H: também conhecida como Biotina. Sua deficiência causa dermatites e quedas de pêlo. Ajuda no metabolismo dos carboidratos. inflamação de pele e mucosas. devemos saber seus nomes e qual sua função na nutrição. opacidade do cristalino. Possui propriedades antioxidantes. VITAMINA B12: também conhecida como Cianocobalamina. ÁCIDO FÓLICO: tem importante fator anti-anêmico. Ajuda na desintegração de aminoácidos e síntese de proteínas. para uma melhor compreensão. São mais conhecidas por letras (Vitamina A. Sua deficiência como já se deve perceber causa hemorragias generalizadas. problemas circulatórios e elevação de radicais livres no fígado. Sua deficiência causa inibição do crescimento.glicose. hipotermia. hipotermia e inibição do crescimento em cães. carboidratos ou gorduras). 26 . pois possui atividade biológica ligada aos fatores de coagulação. no crescimento corpóreo dos animais e no sistema imunológico dos animais. anemia e diarréia. no metabolismo de carboidratos. VITAMINA B6: recebe o nome de Piridoxina. Sua deficiência causa problemas no fígado. Atua como filtro de radicais livres. É parte dos grupos de enzimas que transportam hidrogênio. VITAMINA D: conhecida como Ergocalciferal (D2) e Colecalciferol (D3). fotosensibilidade. proteínas. degeneração testicular em cães. Não é considerada uma vitamina essencial. epilepsia e diarréia hemorrágica. Em geral. Atua na síntese dos aminoácidos. VITAMINA B2: também conhecida como Riboflavina. glicogênio e nas paredes celulares. ataques epiléticos. Vitamina C. espasmos e paralisia em cães e gatos. A sua deficiência pode levar à cegueira e degeneração nervosa em cães.

glúten de milho. cloreto de potássio.3. Para um melhor entendimento. despigmentação do pêlo. trigo integral. Ração de Manutenção: Composição Básica: Milho Integral Moído. arroz integral. milho integral moído. vitamina B1. espinafre. cenoura. carboidratos e proteínas. Farelo de Glúten de Milho. vitamina D3. vitamina D3. cloreto de sódio (sal comum) e antioxidante (BHT). vitamina A. biotina. vitamina B12. ácido fólico. VITAMINA C: também conhecido como ácido ascórbico. DIFERENÇAS ENTRE AS RAÇÕES: Sabemos que existe uma gama de rações disponíveis no mercado. corante. farinha de carne de frango. vitamina B6. gordura animal estabilizada. Sua carência causa inibição do crescimento. morte. Carbonato de Cálcio. Farelo de Soja Extrusado. colina. deve-se olhar a quantidade de proteína bruta da ração e em seguida. cenoura. biotina. glossite. má conversão alimentar. segue abaixo alguns rótulos de rações do mercado para análise: 4. hidrolisado de carne. vitamina B2. Entretanto.4% Fósforo (mín): 1% 4. vitamina E.1. ácido pantotênico. ácido fólico. glúten de milho. farinha de carne de frango.ÁCIDO PANTOTÊNICO: geralmente estará sob a forma de coenzima A. Flavorizante. Farelo de Trigo. farinha de carne e ossos de bovino. Esta participa ativamente do metabolismo de ácidos graxos. Levedura Seca de Cervejaria. cloreto de potássio. hidrolisado de carne. óxido de zinco. vitamina A. gordura animal estabilizada. óleo vegetal. verificar a origem da proteína na composição básica do produto. Cloreto de Sódio (sal comum). colapso. Níveis de Garantia: Proteína (mín): 18% Extrato Etéreo (mín): 7% Umidade (máx): 12% Matéria Fibrosa (máx): 6% Matéria Mineral (máx): 12% Cálcio (máx): 2. hidrolisado de frango.2. vitamina E. sulfato de cobre. como analisar se uma ração é melhor que outra? Primeiramente. diarréia e abcessos no intestino.6% 4. iodato de cálcio. 4. Farinha de Carne e Ossos. vitamina B1. corante. vitamina B2. Ração Super Premium: Composição Básica: Carne bovina. Gordura Animal Estabilizada. degeneração do fígado. iodato 27 . niacina. arroz integral. colina. Essencial para formação de novas células. Quirera de Arroz. espasmos. farinha de carne e ossos de bovino. Níveis de Garantia: Proteína (mín): 20% Extrato Etéreo (mín): 7% Umidade (máx): 12% Matéria Fibrosa (máx): 3% Matéria Mineral (máx): 12% Cálcio (máx): 2. Premix Vitamínico Mineral. vitamina B12. trigo integral. óxido de zinco.4% Fósforo (mín): 0. Ração Premium: Composição Básica: Carne bovina. óleo vegetal. gastroenterite hemorrágica. niacina. milho integral moído. espinafre. sulfato de cobre. vitamina B6. ácido pantotênico.

leite integral em pó. miúdos de suínos.5. vitamina B2. farinha de carne de frango. iodato de cálcio. vitamina D.5% Umidade (máx): 12% Matéria Fibrosa (máx): 3% Matéria Mineral (máx): 11% Cálcio (máx): 2% Fósforo (mín): 1% 4. ácido fólico. milho moído. ácido pantotênico. colina. vitamina D3. colina. Ração para Filhotes: Composição Básica: Carne bovina. ácida pantotênico.4% Fósforo (mín): 0. óxido de zinco.5% Cálcio (máx): 0.4% Fósforo (mín): 1% 4. cloreto de sódio. Níveis de Garantia: Proteína (mín): 26% Extrato Etéreo (mín): 7% Umidade (máx): 12% Matéria Fibrosa (máx): 3% Matéria Mineral (máx): 12% Cálcio (máx): 2. vitamina B12. vitamina B6. iodato de cálcio. vitamina B12. vitamina E. farinha de carne de frango. hidrolisado de carne. levedura seca de cerveja. biotina. niacina. vitamina E. ácido fólico. óleo vegetal. Níveis de Garantia: Proteína (mín): 8% Extrato Etéreo (mín): 5% Umidade (máx): 81% Matéria Fibrosa (máx): 2% Matéria Mineral (máx): 2. cloreto de potássio. arroz integral.4. farinha de trigo. sulfato de cobre. óleo de girassol.de cálcio. trigo integral. glúten de milho. miúdos de bovinos. cloreto de sódio (sal comum) e antioxidante (BHT). vitamina B1. vitamina B2. miúdos de aves. vitamina A. farinha de carne e ossos de bovino. gordura animal estabilizada. vitamina B1. Ração Úmida: Composição Básica: Carne bovina.3% 28 . cloreto de sódio (sal comum) e antioxidante (BHT). goma carragena. Níveis de Garantia: Proteína (mín): 28% Extrato Etéreo (mín): 7. corante. água suficiente para o processo. óxido de zinco. biotina. corante. niacina. vitamina B6. cloreto de potássio. vitamina A. sulfato de cobre.

pois alguns gatos sabem como abri-las. podendo perfurá-la. couro. É parecida com uma caixa de transporte. que além de não permitir que o animal abra a boca. Na contenção química. botas e gaiola de contenção (gatos). . Se for um gato. FOCINHEIRA: pode ser de nylon. plástico ou metal. é aconselhável fechar janelas e portas. GAIOLA DE CONTENÇÃO: utilizada para gatos. usam-se medicamentos para promover a sedação do animal. Antes da contenção. pois caso o animal escape. fazemos com que o mesmo fique sem movimentos. o ideal é que fiquem com a coleira até o momento de fazermos a medicação pré-anestésica. não conseguirá fugir para rua. tendem a arranhá-la e mordê-la. mordaça. 29 . MORDAÇA: utilizada apenas em cães. Para gatos utilizamos uma focinheira diferente da utilizada nos cães.não deixar cães muito próximos de gatos não acostumados. O animal é colocado dentro dela e empurrando a parede móvel em sua direção. barbantes ou qualquer outro material que possibilite amarrarmos a boca do animal. Uma vez que haja espaço suficiente para saírem. podemos usar quatro aparatos básicos: focinheira. os gatos fogem. cordões. . ele deverá ser colocado em caixa de transporte ou gaiolas.CONTENÇÃO DOS ANIMAIS Entende-se por contenção o ato de não permitir a movimentação dos animais para algum procedimento clínico ou cirúrgico. pois podem ficar ainda mais estressados. pois os gatos quando ameaçados. É feita com esparadrapo ou atadura para evitar arranhões dos animais. enquanto que na contenção mecânica. caso haja necessidade do animal ficar esperando pelo procedimento. É feita com corda. Existem duas forma de contenção: química e mecânica. porém feita de metal com uma parede móvel. cobre também a região dos olhos. Para os cães. alguns cuidados devem ser tomados tal como: . pois facilitará a sua contenção até que o animal seja sedado. BOTAS: utilizada somente para gatos.sempre que for fazer a contenção de um gato.portas de gaiolas com trinco sem trava devem ser amarradas. .caixas de transporte feitas de tecido merecem um cuidado dobrado.

Avaliaremos a temperatura do animal. Para gatos é de 140 a 250 bpm. peso e coloração de mucosas. A coloração das membranas mucosas é avaliada geralmente na boca. A coloração normal da membrana é rosa. com o emprego de termômetros clínicos que em trinta segundos marcam a temperatura corretamente. medo. AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO Sinais vitais alterados são o indicativo de que os animais podem estar sofrendo de alguma patologia. Estas podem ser sentidas pelo colocando-se os dedos sobre o ponto em que o vaso cruza a superfície dura do osso. Podemos encontrar mucosas azuladas (cianóticas quando o animal encontra-se em hipoxia). a mensuração dos sinais vitais vem logo após a anamnese feita pelo Médico Veterinário. ou quando o animal está com febre. As contrações cardíacas produzem ondas de pressão que avançam pelos vasos sangüíneos. que também deve ser regular. susto. Antes da introdução do aparelho. O aparelho deve ser cuidadosamente introduzido.5 a 39ºC e para gatos de 38 a 39ºC O pulso de um animal indica os movimentos de seu coração. Esta irá variar de acordo com o estado de excitação do animal. Normalmente há certa dificuldade na mensuração do pulso em animais obesos e alguns gatos. às vezes com uso de vaselina. Entretanto. O número de movimentos respiratórios aumenta muito após exercício. excitação. de modo que a parte onde se encontra o mercúrio fique em contato com a mucosa do intestino (o reto). em frio ou o calor extremo. vulva ou pênis. devemos baixar a coluna de mercúrio para pelo menos um grau abaixo da temperatura normal do animal em exame. é verificado por meio da contagem do número de movimentos do flanco ou do tórax. de médio porte é de 80 a 120 bpm. A freqüência respiratória normal de cães é de 10 a 30 movimentos/minuto. Juntamente com o pulso. o pulso (freqüência cardíaca). alguns animais apresentem a gengiva pigmentada. e de gatos de 20 a 30 movimentos/minuto. vermelho-brilhantes (hiperêmicas quando há vasodilatação periférica). A mensuração da temperatura é feita por meio de um termômetro inserido no reto.SINAIS VITAIS. seu condicionamento físico e seu estado de saúde. ou amareladas (ictéricas geralmente associada à problemas renais e hepáticos). sendo também mais rápido em animais menores quando comparado com animais de grande porte. Como muitos animais oferecem resistência à tomada de temperatura é conveniente que a operação dure pouco tempo. freqüência respiratória. Em geral. Na avaliação do paciente. É mais baixa nos animais muito velhos e nos que se apresentam em estado de coma ou caquexia. de pequeno porte é de 90 a 140 bpm. 30 . O pulso é bastante regular quando o animal tem saúde. podemos mensurar a freqüência cardíaca do animal através do uso de um estetoscópio. O ritmo respiratório. a temperatura é mais elevada nos indivíduos mais novos. pálidas (em anemias ou má perfusão). após um exercício mais forte ou em horas mais quentes do dia. por minuto. A temperatura normal para cães é de 37. É mais rápido nos indivíduos muito jovens. muito velhos ou depois de um exercício. A freqüência cardíaca normal de cães de grande porte é de 60 a 100 bpm. Normalmente a avaliação do pulso é feita na artéria femoral durante pelo menos 30 segundos. por isso a avaliação também pode ser feita pela conjuntiva.

5. A aplicação intra-muscular é feita entre os músculos semi-membranoso e semi-tendinoso. 20 e 60 ml. Glicofisiológico. Os materiais utilizados para fluidoterapia são: • Tricótomo ou máquina de tosa • Algodão ou gaze • Álcool • Garrote • Cateter ou Scalp • Equipo macrogotas ou microgotas • Soro • Esparadrapo 31 . intra-muscular. administração de grandes quantidades de medicamento. 18. 20 x 5. etc. Os materiais utilizados para administração de medicamentos são: • Seringa: 1. 21. 20. As vias de administração de soro mais comuns são a subcutânea e intravenosa. aplicação subcutânea. 25 x 8 . Podemos dividir essas vias de acordo com a utilização do medicamento. ou administração de substâncias irritantes (ex: quimioterápicos). Em clínica de pequenos encontramos soros de 250 e 500 ml. • Scalp: 19. • Agulha: 25 x 7 . cirurgias. intra-venosa e intra-peritoneal. A intra-venosa e a intra-peritoneal como os próprios nomes já dizem são feitas na veia e peritôneo respectivamente. Estes. Ringer Lactato e Manitol. Fluidoterapia é o termo utilizado para a administração de soro nos animais. emergências.9%). 10. 25 x 9 . 23 e 24 G. Nas formulações de uso tópico temos: • Via oral • Via nasal • Via retal • Ocular • Auricular • Cutânea A aplicação subcutânea é feita entre a pele e a musculatura. 20.VIAS DE ACESSO PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS E FLUIDOTERAPIA Existem algumas vias para a administração de medicamentos que devem ser conhecidas. 3. Devemos fazer a fluidoterapia em animais desidratados.5 . 22. dividem-se em: Fisiológico (Cloreto de Sódio 0. • Cateter: 24. tal como: uso tópico. 16 e 14.

5 ml + 1. cada graduação equivale à 0. Na imagem das seringas. Temos seringas de 1.1 ml.2 ml: seringa _____ F) 0. Abaixo segue uma figura ilustrativa da graduação dessas seringas para um melhor conhecimento: Podemos notar que na seringa de 1 ml cada graduação equivale à 0. As mais utilizadas em clínica de pequenos são as seringas de 1. cada graduação equivale à 0. 10.2 ml + 1. 3.9 ml + 1. Na página seguinte faremos um exercício teórico.02 ml.2 ml + 2.6 ml D) 0. Na seringa de 5 ml.08 ml + 0.3 ml: seringa _____ E) 2. 20 e 60 ml.04 ml + 0. 3 e 5 ml.16 ml: seringa _____ 32 .1 ml C) Seringa de 5 ml: 1. deverão ser colocados os seguintes volumes abaixo: A) Seringa de 1 ml: 0. Na seringa de 3 ml.12 ml B) Seringa de 3 ml: 0.2 ml.PREPARAÇÃO DE MEDICAÇÃO E SEDATIVOS Agora que já aprendemos como preparar o soro para fluidoterapia. vamos conhecer melhor as seringas e aprender como prepará-las com medicamentos e sedativos. 5.

33 .

b. O procedimento também não deve 34 . O Vacutainer deve ser evitado em coletas cuja veia é pequena para evitar que as paredes do vaso se colabem.COLETA DE MATERIAL PARA EXAME Assim como os humanos. Coleta de Sangue: A coleta de sangue é feita através da punção das veias cefálica. sem jatos. Na maioria dos casos. Em todos os casos. fixação da veia e em seguida sua punção. leucograma. recomenda-se que o sangue seja transferido da seringa para o frasco delicadamente. É essencial realizar a punção com o menor traumatismo possível para preservar a integridade da veia. anti-sepsia. os animais às vezes também precisam fazer exames e existem maneiras corretas de coletar os materiais. Exceto para dosagens hormonais. jugular ou femoral.a. 1. Essa amostra deverá ser armazenada em geladeira (2 a 8 ºC) por até 24 horas. 1. O procedimento todo não deve ultrapassar mais de 2 minutos. 1.5 a 3 ml de sangue. Coleta feita para hemograma. uma amostra sanguínea de 2 a 5 ml é adequada para hematologia. Quando para contagem de plaquetas a amostra só poderá ser armazenada por 2 horas. amarela. pois a amostra irá para análises bioquímicas. deixando o sangue escorrer pela parede do tubo. verde e cinza. Usamos esse frasco quando queremos fazer a contagem das plaquetas. Deve-se fazer a tricotomia do local (exceto em animais de exposição). Nos cães pequenos e gatos aconselha-se a coleta diretamente da veia jugular. bem como identificá-los e armazená-los até que sejam encaminhados ao laboratório. Sangue com EDTA (frasco de tampa roxa): O EDTA é o anticoagulante de escolha para a hematologia. garrote. uma gota do sangue é colocado em uma lâmina limpa onde é feito um esfregaço que deverá secar ao ar livre e ser armazenado num porta-lâminas limpo e fechado. Os tubos usados para coleta de sangue são os de tampa roxa. Para esse exame coleta-se entre 1. vermelha. Não há necessidade do anticoagulante. coletamos no mínimo 3 ml de sangue. Deve-se homogeneizar o sangue com o EDTA por inversão durante 30 segundos. dosagens hormonais e pesquisa de hematozoários. bioquímica ou determinações enzimáticas. Cada um é destinado a um exame específico e todos devem ser estéreis. Soro (frasco de tampa vermelha ou amarela): Para esse exame.

Devese coletar no mínimo 3 ml de sangue e fazer a homogeneização por inversão. Caso haja necessidade de punção. podem permanecer em geladeira por até 48 horas. Coleta de Fezes: As fezes do animal. Quando coletadas com “swab” sem meio. normalmente são coletadas para que seja feita pesquisa de protozoários e vermes intestinais em geral. Urina: Para coleta de urina podemos utilizar o coletor universal. Cultura para fungo: Deve ser feito com pêlos. contanto que a amostra seja imediatamente centrifugada para que haja separação do soro evitando o consumo da glicose e produção de ácido lático. utilizamos seringa. O frasco utilizado para coleta desse material é o coletor universal. Entretanto. fazemos a antisepsia da região externa e logo em seguida esprememos o local para que o material da profundidade saia permitindo assim a sua coleta através do “swab” ou seringa. quando coletadas com “swab” com meio. Quando o animal estiver com diarréia.ultrapassar 2 minutos e a amostra também deverá permanecer em geladeira (2 a 8ºC) por até 24 horas.a. Para cultura bacteriana. devem ser colocados em coletor universal ou tubo cônico. O volume ideal para o exame é de no mínimo 10 ml. A amostra deverá ser coletada com o auxílio de uma sonda uretral ou através de cistocentese. a amostra só poderá ser armazenada por até 4 horas. Caso haja disponibilidade de centrífuga na clínica. As fezes devem ser coletadas diretamente do reto dos animais ou do solo limpo logo após a defecação. tubo estéril. 2. Sempre coletar amostras frescas e não expostas ao sol. coletados da borda das lesões mais recentes e com pinça (para que a raiz do pêlo saia íntegra). devem ser mantidas na geladeira e enviadas ao laboratório no mesmo dia. Glicose (frasco de tampa cinza): Este frasco possui uma solução para preservar a amostra denominada NaF (fluoreto). o sangue poderá ser coletado em frasco de tampa vermelha ou roxa. deve-se realizar rigorosa anti-sepsia da região externa. A amostra deve ser coletada o mais diretamente possível da lesão. 3. No caso de fístulas e abcessos. 4. A amostra deve conter de 10 a 20 gramas ou 10 a 20 ml. Cultura: Para coleta de material para cultura. Cálculos urinários: Os animais também possuem cálculos urinários e quando expelidos. por até 6 horas. O pêlo coletado deve ser posto em um recipiente limpo e seco (nunca colocar qualquer líquido para sua conservação) e poderá ser armazenado por até 48 horas em 35 . limpos e secos. 1. O procedimento também não deve ultrapassar 2 minutos e amostra deve ser acondicionada em geladeira por até 24 horas. e ser armazenada em geladeira (2 a 8ºC) por até 48 horas.a. Devem ser mantidos à temperatura ambiente. 3. coletor universal estéril ou “swab”. 4. Após a coleta. o material deverá ser armazenado em geladeira (2 a 8ºC).c. Esse procedimento é feito para lesões profundas. a amostra poderá ser coletada do piso limpo com o auxílio de uma seringa. Amostras de ouvido. seringa ou tubo cônico geralmente graduado. vagina e útero são coletados com o “swab”.

como em histopatológicos e necropsias. 5. 36 . suspeita da causa mortis. 7. 8. Um histórico bem detalhado (local e tipo da lesão.) é fundamental para um diagnóstico bem feito. Citologia: É o exame de massas tumorais. Coletar com agulha fina as massas e com “swab” as secreções. linfonodos. bem vedado. por até 24 horas. evitando o congelamento e enviá-lo para necropsia dentro de 24 a 36 horas. Com todos esses cuidados aumentará a chance de fazer um diagnóstico rápido e eficiente. Necropsia: O animal é enviado inteiro para o procedimento. As amostras devem ser armazenadas num frasco com álcool a 95%. ou lugar da lesão. Raspado de Pele: Normalmente feito para diagnóstico de sarnas. ambiente do animal. o material deverá ser acondicionado em um frasco de boca larga. de secreções nasais e etc. 6. devem estar devidamente identificadas com os seguintes itens: • • • • • Nome do animal Espécie Idade Data da coleta Nome do proprietário do Em alguns casos. Histopatológico: São pequenos fragmentos de tecido enviados ao laboratório para análise. Fazer várias lâminas de vários locais da lesão (se possível). Citologia Vaginal: Com o auxílio do “swab” coletamos a amostra diretamente do canal vaginal e o rolamos sobre 2 a 3 lâminas. evolução do quadro. A amostra deve secar ao ar livre e ser acondicionada em porta-lâmina bem fechado e à temperatura ambiente. imediatamente após a confecção das lâminas para sua fixação (sem secá-las ao ar). Deve ser um raspado profundo da pele (até sangrar) e ser conservado entre duas lâminas bem vedadas ou em um tubo limpo com solução fisiológica. Independente do tamanho. idade do animal e etc. células vaginais. com formol a 10%. Deve-se deixar o cadáver sob refrigeração. de conjuntiva.a. sem haver necessidade de outros exames. há necessidade acompanhamento da suspeita de patologia.temperatura ambiente. para que o laboratório possa fazer quantos tipos de colorações precisarem. O volume do fixador deve ser 10 vezes maior que o volume da peça e a amostra deve ser mantida à temperatura ambiente. Podem ser coletados através de um “punch” ou lâmina de bisturi. IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL: Quando as amostras forem enviadas ao laboratório. 5.

entretanto. Deve-se evitar ficar transitando do local onde se encontram animais internados com doenças infecciosas para locais onde se encontram animais sadios. Os materiais usados para aferir os sinais vitais dos animais com doenças infecciosas devem permanecer no local de internação destes e não devem ser misturados com os outros materiais sem antes passar por um processo de esterilização ou desinfecção. e evitar a entrada de patógenos no local com conseqüente infecção. Nos casos de animais muito debilitados. fazendo com que o soro não seja tomado. As roupas cirúrgicas são feitas com malhas tubulares. Os animais jamais devem ficar em contato com urina e fezes. CURATIVOS E ROUPA CIRÚRGICA Não é raro os animais aparecerem com machucados que necessitam de cuidados especiais.CUIDADOS COM OS ANIMAIS INTERNADOS Quando se trabalha em uma clínica ou hospital veterinário é freqüente a lida com animais internados ou por problemas de saúde ou doenças infecciosas. muito debilitados e filhotes necessitam de cuidados mais rigorosos com o frio. Além disso. esparadrapo. até que seu estado de saúde seja estabilizado. deve-se retirar o equipo e tampar a boca do cateter com a tampa que o acompanha para fechar a via de acesso e não ocorrer sangramento. Normalmente. bactérias e outros agentes pela clínica. O auxiliar está ali para ajudar o clínico e jamais para avaliar por si só as condições do animal e decidir o que deverá ser feito. Muitas vezes. haverá necessidade de se fazer curativos. Animais que estejam sob fluidoterapia. Sempre que mexer com esses animais e for trabalhar com outros. A mensuração dos sinais vitais é imprescindível em todos os casos. as gaiolas deverão ser limpas e esterilizadas com produtos específicos para este fim. Conteúdos gástricos regurgitados e diarréia devem ser limpos imediatamente. Quando houver necessidade de trocar o animal de gaiola. Visitas dos proprietários poderão ou não ser permitidas dependendo do estabelecimento. O auxiliar deverá verificar se o animal internado não está com frio e providenciar algo para aquecê-lo caso haja necessidade. avisar aos outros Médicos Veterinários da troca e levar a ficha de internação junto com ele. sem atrasos para que a recuperação possa ser a mais rápida possível. Todos os procedimentos e acontecimentos com o paciente deverão estar escritos nessa ficha que funcionará como um histórico e um guia para os outros clínicos. é indicado que os proprietários lavem as mãos antes de mexer com eles. o Médico Veterinário optará por deixar as feridas abertas. a internação é feita em gaiolas que deverão estar sempre limpas. 37 . Animais idosos. Os curativos são mais comumente utilizados após cirurgias para evitar que moscas pousem na ferida. Isso evitará disseminação de vírus. quando a fluidoterapia terminar. Para os animais com doenças infecciosas. devem ser regularmente observados para que não arranquem o cateter de sua veia ou o equipo do cateter. A medicação e a alimentação devem ser dadas no horário certo. ataduras e algodão. lavar as mãos. Esses animais necessitarão de todo apoio e monitoramento. Qualquer alteração do estado do animal deverá ser informada ao Médico Veterinário imediatamente. Sempre tratar os animais internados com respeito e atenção. em alguns casos. Podem ser feitos com gaze.

causando diarréia com sangue e vômito por alguns dias. PARASITÁRIAS E ZOONOSES Zoonoses são infecções e doenças que podem ser adquiridas em contato com animais de estimação. ascite (barriga d’água) e icterícia (mucosas amareladas). Pode ocorrer febre e devido à diarréia. língua e palato mole. enterite e uma grave desidratação. Adenovírus Canino Tipo 2: Difere do Adenovírus tipo 1 e é causador de conjuntivite. FÚNGICAS. é causada por um Parvovírus que acomete principalmente filhotes. pelo aparecimento de focos necrosados no coração. 1. BACTERIANAS.5. infecção sem aparente efeito patológico (há liberação do vírus sem que a célula morra). Causa febre. Dentre as diversas patologias e agentes zoonóticos. ou pela ingestão de carne contaminada de animais como o gado ou o porco. 1. pois a infecção dá-se pela via naso-oral. Parvovirose: Como o nome já diz. problemas no trato respiratório superior.6. alguns são de extrema importância como exemplo a raiva.1. São parasitas intracelulares obrigatórios. e transformação celular. o efeito que ele lhe causará dependerá de três tipos de interação com ela: citocida (provocam morte celular). Hepatite Infecciosa Canina: É causada pelo Adenovírus tipo 1 que é principalmente disseminado pela urina de animais contaminados. Calicivirose: O Calicivírus Felino causa uma moléstia respiratória aguda caracterizada por febre.3. o animal entra em severa desidratação. Freqüentemente leva à faringite e tonsilite como sinais clínicos iniciais. 1. 1. broncopneumonia e pneumonia. tosse e dificuldade respiratória.PATOLOGIAS VIRAIS. indo à óbito na maioria dos casos e quando não tratado. também colocaremos o meio de transmissão para humanos. dificuldade respiratória e úlceras nas narinas. 1. Nessa forma. Pode ocorrer febre. Se fizerem parte da lista de zoonoses. Posteriormente. 1. Panleucopenia Felina: Pertence à família dos Parvovírus (vírus pequenos) e é habitualmente fatal em gatos domésticos. Tão logo um vírus tenha entrado numa célula. depressão. podem aparecer lesões hepáticas levando ao aumento do fígado. o animal poderá apresentar dificuldade respiratória e deficiência aguda do coração. A seguir começaremos explicando os tipos de agentes e as doenças causadas pelos mesmos nos animais. Podem ocorrer espirros com ou sem corrimento nasal e ocular. 1. Parainfluenza: É um vírus que causa problemas no trato respiratório superior de cães. sendo considerado 38 . dor.4.2. pois necessitam de todos os processos de multiplicação de uma célula normal para fazerem sua replicação. podendo-se também observar a presença de vômitos. Patologias Virais: Os vírus são uma das menores e mais simples formas de agentes infecciosos de todos os seres vivos. anorexia. Também existe a forma cardíaca da doença que ocorre em filhotes de cães entre 2 a 12 semanas de vida.

tremores. Pode ocorrer uma infecção autolimitante (onde a replicação viral é eliminada pelo sistema imune) ou uma infecção progressiva acompanhada de viremia persistente (onde podem ocorrer linfoma maligno. anemia. anemia e perda de peso. Leucemia Felina (FeLV): É transmitido por contato com secreções salivares e nasais de gatos infectados.12. incoordenação. incoordenação e convulsões. Tanto as riquétsias como as clamídias.11. infertilidade e imunossupressão). De difícil tratamento. Os animais infectados podem apresentar sangue nas fezes e o quadro pode ficar complicado se houver contaminação secundária por bactérias. Patologias causadas por Riquétsias e Clamídias: São microorganismos diferentes dos vírus que possuem características que os afastam de outras bactérias. cuja infecção mais grave ocorre em cães jovens. provocando diarréia. conjuntivite. dificuldade respiratória. 1. diarréias. pequenas vesículas de pus no abdômen. Dos cães que conseguem obter a cura. A infecção se dá através da mordida de um animal raivoso. 1. 2. são bactérias que se multiplicam no interior da célula. 1. Quando há contaminação secundária do trato respiratório por bactérias. A morte ocorre após 10 dias do aparecimento dos sintomas da doença. 1. anorexia. 1. Cinomose: É uma doença viral altamente contagiosa entre os cães. perda de peso crônica. Coronavirose: Como o nome já diz. com um curso que se prolonga por vários meses. muitos permanecem com seqüelas para o resto da vida. necessitando assim.uma das principais causas da síndrome da “tosse dos canis”. 39 . conjuntivite purulenta. febre baixa. bronquite e menos freqüentemente. cegueira. Peritonite Infecciosa Felina (PIF): Causada por um Coronavírus. cegueira e convulsão). Imunodeficiência dos Felinos (FIV): A doença é causada por um Lentivírus transmitido principalmente pela mordida de gatos infectados. Podem aparecer: coriza. lentamente progressiva. 1.8. Pode causar diarréia. Os gatos afetados podem apresentar febre. Os sintomas clínicos podem ser de duas formas: muda (com paralisia dos músculos da mastigação) e furiosa (com ataques à objetos móveis ou até mesmo inanimados como árvores e galhos. No geral. contrações musculares. depressão. movimentos mastigatórios. é causado por um Coronavírus.10. acomete com facilidade cães não imunizados que quando expostos ao vírus. leucemia. Várias anormalidades neurológicas também foram associadas à infecção por FIV. quase todos os animais se recuperam desta doença. e convulsão. apresentam febre aguda após 7 a 8 dias. Raiva: É uma zoonose. assim como os vírus. é uma moléstia fatal. diarréia e sinais neurológicos (salivação intensa. pode levar à pneumonia. dilatação abdominal. animais com FIV também encontram-se infectados pelo vírus da Leucemia Felina. e salivação intensa). vômito e desidratação que permanece por uma semana. vômito. traqueíte.9. de um tópico diferente na apostila. Com muita freqüência. A infecção se manifesta por tosse associada à rinite. pelo contato com a saliva. diarréia. como: demência. bronquite.7.

como as pulgas. Causam enterite e é uma zoonose. aumento do baço. Clamidiose Felina: Também conhecida como Penumonite Felina. podendo ser redondas. 3.3. anemia e distúrbios do sistema nervoso central. aparecem corrimentos mucosos nos olhos e narinas com a presença de febre. Brucelose: Esta bactéria tem afinidade pelos órgãos reprodutores tanto de machos como de fêmeas (placenta. transmitida pelo carrapato Rhipicephalus sanguineus.1. corrimento nasal.2. Colibacilose: É causada pela Escherichia coli. Também pode ocorrer lesões pulmonares. em forma de bastonetes ou filamentosas. Erliquiose Canina: É causada pela Ehrlichia canis. 3. transmitida pela exposição aos corrimentos uterinos. resultando em enterite. cavalos. vômito.3. 40 . Os animais acometidos apresentam diarréia. 3. É considerado um importante patógeno bacteriano nos casos de traqueobronquite (“tosse dos canis”). Dissemina-se rapidamente entre os indivíduos pelo contato direto ou por aerossóis. Entretanto.1. Salmonelose: As salmonelas são bactérias gram-negativas. Patologias Bacterianas: As bactérias assim como os vírus podem causar doenças nos animais. estabelecendo-se na mucosa respiratória. Começa como uma infecção respiratória superior com espirros e catarro. ocasionalmente ictéricas).4. 3. coelhos. depressão e anemia hemolítica (evidenciada por mucosas pálidas. feto e glândulas mamárias). Suspeita-se que a transmissão seja através de insetos hematófagos. Infecção por Bordetella: A Bordetella bronchiseptica possui uma ampla gama de hospedeiros (cães. em cadeia de cocos. 2. anorexia. O animal apresentará febre recorrente. 2. É uma zoonose. Também ocorrem hemorragias nas mucosas do trato gastro-intestinal e urogenital. exceto em cães jovens ou quando complicada por outras moléstias. Normalmente os sintomas são brandos. roedores e ocasionalmente humanos). É de ocorrência rara em cães e gatos. A infecção em cadelas leva ao aborto e nos cães machos à orquite e epididimite.2. Posteriormente. Algumas são específicas para o hospedeiro enquanto outras podem infectar uma grande variedade de espécies.2. à fetos abortados ou pelo coito. A Brucelose Canina é causada pela Brucella canis. e a infecção se dá pela ingestão de material contaminado com fezes de animais enfermos. suínos. Anemia Infecciosa Felina: É causada pela Haemobartonella felis. Pode ser confundida com a Panleucopenia. 3. Algumas delas possuem cílios ou flagelos. Provoca uma laringotraqueíte mucopurulenta que pode progredir até a erosão da mucosa. e os animais gravemente afetados podem morrer. gatos. são dividas em dois grandes grupos de acordo com a coloração que ficam em reação ao corante de Gram: gram-positivas ou gram-negativas. Variam em sua forma. É uma zoonose. É caracterizada por febre. outras produzem esporos.

3.5. Leptospirose: A leptospirose em cães pode resultar da infecção com vários sorogrupos de Leptospira. O sorogrupo canicola é o mais comum a infectar cães. O sorogrupo icterohaemorrhagiae, adquirido de ratos cronicamente infectados, é também causa freqüente de leptospirose em cães. Causa febre, hemorragias, diarréia sanguinolenta, vômito, icterícia e perda de peso. É uma zoonose. 3.6. Tuberculose: É causada por microorganismos do gênero Mycocterium. A lesão característica é a formação do tubérculo de centro necrosado e calcificado. Considerada uma zoonose.

4. Patologias causadas por Fungos:
Em sua grande maioria os fungos não causam doenças nos animais, mesmo quando conseguem penetrar em seus corpos. Os únicos parasitos obrigatórios entre os fungos são os dermatófitos, que vivem em camadas queratinizadas da pele, causando as micoses superficiais. Animais debilitados podem apresentar micoses sistêmicas causadas por fungos que vivem no ambiente. As micoses subcutâneas ou micetomas são causadas por fungos que entram na pele através dos ferimentos. 4.1. Criptococose: É causada por um fundo denominado Cryptococcus neoforman, encontrado principalmente nas fezes de pombos. Através da inalação do agente, cães e gatos contaminam-se. O fungo instalase no sistema nervoso central e trato respiratório. 4.2. Histoplasmose: O Histoplasma capsulatum é o causador da histoplasmose clássica. A infecção se dá pela inalação do agente e não do contato direto de um animal com outro. Cães são mais afetados que gatos. São transmitidos pelas fezes de aves e morcegos. Causa lesões pulmonares, perda de peso, diarréia, anemia e ascite. É uma zoonose. 4.3. Esporotricose: É causada pelo fungo Sporothrix schenckii que dentre os diversos animais, é mais encontrado nos gatos. São fungos que crescem no ambiente. Quando infectam os gatos, estes se tornam fonte de infecção para os humanos, sendo considerado assim, uma zoonose. Ocorrem lesões em pele (nódulos com secreção purulenta), podendo envolver os pulmões, fígado, baço e rins.

5. Patologias causadas por Protozoários:
Em sua grande maioria são seres de vida livre e não patogênicos. Alguns são parasitos extracelulares enquanto outros, intracelulares. Podem ser transmitidos diretamente sem estágio fora do hospedeiro, com estágio fora do hospedeiro ou através de um hospedeiro intermediário. 5.1. Leishmaniose: São parasitas intracelulares de macrófagos do homem, do cão e uma variedade de animais silvestres. Existem duas formas da doença: a cutânea e a visceral. É transmitida por mosquitos (flebotomídeos hematófagos). Os animais que se recuperam ficam imunes à reinfecção. Pode levar meses até que os cães infectados desenvolvam sintomatologia clínica. Na forma cutânea as lesões restringem-se à úlceras cutâneas superficiais, freqüentemente nos lábios ou nas pálpebras e a recuperação é espontânea. Na forma visceral, os animais perdem os pêlos ao redor

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dos olhos, ao longo do corpo, apresentam febre, anemia e linfoadenopatia generalizada. Por se tratar de uma zoonose, a recomendação é o sacrifício dos animais. 5.2. Giardíase: A transmissão desse protozoário é feita através de alimento ou água contendo os cistos do parasita. Causa diarréia crônica em alguns animais, podendo também passar despercebida por algum tempo sem causar sintomatologia alguma. Também é zoonose. 5.3. Toxoplasmose: É um parasita intestinal de gatos. A maioria dos felinos se infecta pela ingestão de alimentos infectados (ratos com formas ativas do Toxoplasma) ou através da transmissão direta de oocistos entre gatos. Após a infecção, os oocistos são eliminados durante apenas uma ou duas semanas. A doença clínica é rara em gatos e quando aparece, é em forma de enterite, pneumonia e alterações degenerativas do sistema nervoso central. Nos cães a doença é marcada por febre, anorexia e diarréia. No ser humano causa febre e mal-estar com aumento dos linfonodos do pescoço. Nas mulheres grávidas expostas pela primeira vez ao Toxoplasma gondii, pode haver aborto, morte do feto ou lesões do seu sistema nervoso. A freqüência da doença é muito mais alta quando a infecção ocorre no primeiro trimestre da gravidez. As crianças gravemente acometidas apresentam retinocoroidite e necrose cerebral, podendo haver aumento do baço e fígado, insuficiência hepática, convulsões e hidrocefalia. 5.4. Babesiose: São parasitas intracelulares que causam anemia. São transmitidos por carrapatos e caracteriza-se por febre seguida de hemoglobinúria. Inicialmente, as mucosas dos animais ficam congestas, tornando-se ictéricas posteriormente. Se não tratada pode levar à morte pela anemia profunda.

6. Patologias causadas por Helmintos:
Helmintos são o que conhecemos por vermes. Existem três classes importantes desses parasitas que devemos conhecer: a nematódea, a trematódea e a cestódea. Os nematóides são denominados comumente vermes cilíndricos; as outras duas classes referem-se à vermes achatados. 6.1. Ancilostomose: É causada por três espécies de Ancylostoma. São parasitas de cães e gatos, e ocasionalmente parasitam os homens. A transmissão dá-se por penetração cutânea ou por ingestão. Por se tratar de um parasita que se alimenta de sangue, causa anemia, palidez das mucosas, edemas, apatia e fezes enegrecidas. Pode ser grave em filhotes. No homem, como não se trata de seu hospedeiro habitual, as larvas não conseguem completar seu ciclo de evolução, ficando restritas à pele. É conhecida como “bicho geográfico” ou larva migrans cutânea. 6.2. Toxocaríase: É causada pelo Toxocara canis e o Toxocara cati, parasita intestinal de cães e gatos respectivamente. São quatro formas de infecção: ingestão do ovo do parasita; infecção pré-natal através da placenta em cadelas prenhes; ingestão das larvas presente no leite materno para cães recém-nascidos; e ingestão de animais infectados (roedores ou aves). Em infecções maciças a migração das larvas pode causar pneumonia, tosse, corrimento

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nasal, enterite e oclusão do intestino pela grande quantidade de larvas. Às vezes alguns vermes são vomitados ou saem nas fezes. Pode ser transmitido ao homem pela ingestão dos ovos causando danos nos olhos e fígado. No homem é chamada de larva migrans visceral. 6.3. Dirofilariose: Também conhecida como a doença do verme do coração, é causada pela Dirofilaria immitis. Os adultos desse parasita são encontrados no lado direito do coração e vasos sanguíneos adjacentes de cães (artéria pulmonar e veia cava posterior). É transmitida pela picada de um mosquito contendo a microfilária. Os animais maciçamente infectados apresentam tosse, dispnéia, edema, ascite e intolerância à exercícios físicos. 6.4. Dipylidium: São parasitas intestinais de cães e gatos, transmitidos pelas pulgas e piolhos. Os ovos eliminados nas fezes são ingeridos por esses hospedeiros intermediários que posteriormente são ingeridos pelos hospedeiros definitivos pelo ato da lambedura. As proglótides eliminadas nas fezes podem ficar ao redor do ânus dos animais causando desconforto e coceira.

7. Problemas causados por Artrópodes:
Nesse grupo encontram-se as aranhas, carrapatos, ácaros, moscas e mosquitos. A ordem Diptera contém todas as moscas de importância veterinária. A ordem Phthiraptera é onde encontramos os piolhos. A ordem Siphonaptera é a das pulgas. Na ordem Acarina encontramos os ácaros e os carrapatos. 7.1. Miíase: Também conhecida como bicheira, é causada pelas larvas da mosca Cochliomyia. A mosca pousa na ferida e coloca seus ovos que eclodem em poucas horas. Dos ovos saem larvas que penetram nos tecidos onde produzem uma grande lesão com odor desagradável. 7.2. Berne: O berne é a larva da mosca Dermatobia hominis. Esta mosca pousa em outra mosca ou inseto para colocar os seus ovos, e quando este pousa em um animal ou ser humano, os ovos eclodem. As larvas penetram na pele ficando no subcutâneo. Diferentemente das bicheiras, encontramos apenas um berne para cada orifício na pele. 7.3. Pediculose: Nos cães, o piolho mastigador Trichodectes canis e o piolho sugador Linognathus setosus são os mais comuns e os mais disseminados. Nos gatos, a espécie de importância é o piolho mastigador Felicola subrostratus. A pediculose é mais freqüente em animais negligenciados e subnutridos. Os animais ficam inquietos e arranham-se quase continuamente. 7.4. DAPP - Pulgas: O gênero Ctenocephalides é o único de importância para cães e gatos. Além do desconforto causado pelas picadas, estas pulgas também são as transmissoras do parasita Dipylidium já descrito anteriormente. Além disso, é também são responsáveis na grande maioria dos casos pela DAPP (dermatite alérgica à picada de pulga).

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onde surgem lesões em focinho. e pele espessada. Sarna Otodécica: Este ácaro é a sarna mais comum em cães e gatos de todo o mundo. A infecção se dá pelo contato direto e as áreas de preferência do parasita são: orelhas. Em virtude do grande prurido. descamação e espessamento da pele) e pustular (pele enrugada com pústulas pela infecção bacteriana). 7.7. Acomete gatos de todo o mundo e é altamente contagiosa. poderá ocorrer infecção bacteriana secundária resultando em otite purulenta. É considerada uma zoonose. é quase impossível a transmissão entre os animais. 44 . Sarna Notoédrica: É uma sarna causada pelo ácaro Notoedres cati. 7. Pela sua localização profunda na pele.7. com crostas nas bordas da orelha e face. Causa muita coceira. durante o aleitamento.9. vermelhidão. Localiza-se na orelha externa dos animais. secas. Sarna Demodécica: É conhecida como sarna negra e é causada pelo ácaro Demodex. face e membros anteriores. Em ambas as formas há ausência de prurido. cotovelos. A grande maioria das infecções ocorre nas primeiras semanas de vida. formação de cascas e queda de pêlo nos animais. nutrindo-se do líquido que flui dos tecidos lesados. Os ovos são postos nesses túneis. Sarna Sarcóptica: É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. Babesiose / Erliquiose . face. A fêmea fertilizada produz uma galeria ou túnel sinuoso nas camadas superiores da epiderme. 7. Havendo lesões. os animais balançam a cabeça constantemente e podem arranhar-se.6.Carrapatos: As espécies de carrapatos mais comuns no Brasil e de importância para a clínica de pequenos animais são: Amblyomma (carrapato-estrela).8. com alopecia. focinho. No início das infecções há formação de exsudato ceruminoso no canal auditivo que se torna crostoso.5. e o Rhipicephalus (carrapato vermelho transmissor da babesiose e erliquiolse). O prurido é intenso e pode haver graves escoriações na cabeça e pescoço por arranhaduras. 7. A infecção manifesta-se como lesões escamosas. A infecção generalizada pode apresentar-se de duas formas: escamosa (reação seca. Boophilus (principal transmissor da babesiose). Animais infestados de carrapatos podem desenvolver anemia.

São administradas 3 doses da vacina V3. Segue abaixo um esquema de vacinação para gatos com a V3. Uma terceira dose de vermífugo deverá ser administrada após 1 mês da segunda dose. Toda vacinação implica numa avaliação pelo Médico Veterinário. Vacinar é aplicar a vacina. A vacina anti-rábica só deve ser administrada em animais com mais de 4 meses de vida. A vacina anti-rábica deve ser aplicada em animais com 4 meses de vida. pois ao vacinar um animal doente o que esteja recebendo um determinado tipo de medicamento. A vacinação nos cães se inicia com 45 a 60 dias de vida. A primeira vacina que deve ser aplicada é a V8 ou a V10 (contra cinomose. Animais adultos devem tomar o vermífugo a cada seis meses. rinotraqueíte. Deve ser iniciada com 20 dias de vida e ser repetida após 15 dias. com o intuito de reduzir a infestação nos filhotes. parvovirose. com intervalo de 21 a 30 dias entre elas. são administradas de 3 a 4 doses. leucemia felina e clamidiose). Dependendo do protocolo de vacinação utilizado pelo veterinário. 60 dias de idade 90 dias de idade 120 dias de idade 1ª dose V3 2ª dose V3 Anti Rábica A vermifugação é o ato de administrar vermífugos para acabar com parasitas internos dos animais. Imunizar é fazer com que o animal desenvolva defesas contra determinadas doenças. calicivirose. parainfluenza. As fêmeas devem tomar o vermífugo antes da cobertura e 10 dias antes di parto. V4 o V5 (contra panleucopenia. 45 dias de idade 60 dias de idade 75 dias de idade 90 dias de idade 105 dias de idade 135 dias de idade 1ª dose V8 1ª dose Giárdia e Tosse dos Canis 2ª dose V8 2ª dose Giárdia e Tosse dos Canis 3ª dose V8 4ª dose V8 e Anti Rábica A vacinação nos gatos se inicia com 60 dias de vida.ESQUEMA DE VACINAÇÃO E VERMIFUGAÇÃO Existe uma diferença entre vacinação e imunização. Disponíveis no mercado. hepatite infecciosa canina). temos os seguintes tipos de vacina: • • • • V8 ou V10 Anti-rábica Contra giárdia Contra tosse dos canis Abaixo segue um exemplo de vacinação com aplicação de quatro doses de V8. ficando a quarta dose à critério do Médico Veterinário. este poderá não ficar imunizado. 45 . ou a cada três meses se possuírem o hábito de andarem nas ruas. coronavirose. leptospirose.

Se você está em contato com pessoas que amam animais. • Faça perguntas. falará para no mínimo 10 pessoas o motivo de sua insatisfação. nunca maltratando-os e prezando pelo seu bem estar. oferta e troca de produtos de valor com outros. surgiu o conceito de fidelização: conquistar e manter os mesmos clientes. com a idéia de satisfazer às necessidades do cliente por meio do produto e toda a gama de coisas associadas com a criação. também vende serviços. pois os problemas de seu cliente e necessidades são importantes e você entenderá e os reterá melhor se você escutar os pontos de vista dele. 1. enquanto um cliente insatisfeito. A dica é: investir em clientes que apreciem os benefícios oferecidos pela clínica e que mostrem satisfação ao pagar por esses benefícios. • Tome notas quanto às preferências do cliente em tosa. você deverá ter muito respeito com os mesmos. produtos. surpreendendo suas expectativas. Se você não entende algo ou sente que pode ter perdido um ponto. ATENDIMENTO E FICHAS CADASTRAIS Quando se trabalha em uma clínica ou hospital veterinário. nos ajudará a saber se o produto e/ou serviço está dentro de suas expectativas. o marketing. devemos entender o que é Marketing. mais fácil fica envolvê-lo em propostas amigáveis que dificultam a procura pelo concorrente. em menor tempo e menor custo. a venda enfoca as necessidades do vendedor. mas também à atenção que o Médico Veterinário e os atendentes dão ao consumidor. Segundo Philip Kotler. Existem algumas regras técnicas chaves para se conhecer um cliente: • Limite seu próprio tempo falando • Tente pensar como o cliente. Marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação. Quanto mais você conhece seu cliente. pois assim como existem pessoas que tratam seus pets como verdadeiros filhos. De acordo com Theodore Levitt. não estamos lidando somente com os animais. serviços. além de produtos. Só conseguiremos que um cliente seja fiel quando entendermos suas necessidades e o encantarmos. ocasionando mais negócios. Muitos esquecem que o proprietário do animal é a peça fundamental de um bom diagnóstico. etc. Um cliente satisfeito nem sempre falará bem dos serviços obtidos na clínica. O contato pós-venda. um dos mais conhecidos autores na área. Inicialmente. • Se concentre. enquanto o marketing. • Escute as idéias.MARKETING. Para isso há necessidade de conhecermos o que é Marketing de Relacionamento: prática das construções de relações satisfatórias á longo prazo com consumidores. • Esqueça suas próprias preocupações. A essência de um bom atendimento é conhecer o público-alvo. a energia e o consumo final. existem outros que acham isso um exagero. pois este quem sabe exatamente como é a personalidade do animal. Devemos lembrar que uma clínica ou hospital veterinário. O cliente sempre percebe se você está prestando 46 . Atendimento ao Cliente: O atendimento não se relaciona apenas ao aspecto técnico. • Não o interrompa. A venda está preocupada com as necessidades do vendedor de converter seu produto em dinheiro. as do consumidor. Deste modo. clareia isto logo antes de se envergonhar depois por ter se omitido ao pedir esclarecimentos. que muitas vezes é esquecida pelas clínicas e gera pequenos problemas de atendimento e até mesmo entendimento entre as partes. fornecedores e distribuidores para reter sua preferência e negócios á longo prazo. procurando certificar-se de que o serviço tenha resultado na satisfação das necessidades e desejos do cliente. Aqui entra uma parte denominada Marketing. Isto lhe ajudará a lembrar de pontos importantes e não haverá necessidade do cliente em repetilas. Deve-se tomar cuidado nessa área.

Ao término da ligação. Lembre-se que o cliente nem sempre é um amigo. Antes de fazer a ligação. Isso também ocorre com ele. segue um esquema de como fazer isso: 1. pergunte se pode retornar mais tarde ou se prefere que ele mesmo ligue quando estiver desocupado. horário para entregar o animal). seu modo de falar. vemos seus gestos. vizinho ou irmão. Não fique tentando completar as frases dele. é importantíssimo que a mensagem seja clara e que contenha todas as informações necessárias. Identifique-se e diga qual a clínica ou hospital veterinário onde trabalha. Lembre-se que nem todos os clientes dão a liberdade suficiente para tratá-los como tal. 3. seu nome e o recado. pois nem todos os clientes prestam 100% de atenção ao que está dizendo. Normalmente. consultas e cirurgias. 47 . Para agendamento de consultas. Repita a data se houver necessidade. 6. 4. Agendar compromissos. o procedimento é o mesmo. seu olhar. 5. Acaso o Médico Veterinário tenha pedido para ligar para o cliente. Atendimento Telefônico: Um dos problemas de comunicação está na conversa por telefone. não esqueça de deixar o número do telefone. bem como sua reação. Diga o motivo de sua ligação (ex: animal já está pronto da tosa. • Evite conclusões precipitadas. • Cuidado com jargões e gírias. Quando estamos frente à frente com um cliente.atenção ao que ele está dizendo. Deixe isso bem claro para o cliente. mas no decorrer do dia a dia. Como ao telefone. A linguagem de gestos e sinais faz parte de uma grande parcela da comunicação humana. pergunte ao Médico Veterinário quais cuidados o proprietário deverá ter com o animal antes do procedimento cirúrgico e anote tudo para que nada seja esquecido. Repasse as informações ao cliente de forma clara e caso surja qualquer dúvida. Este esquema pode parecer meio óbvio. identifique-se e diga que o doutor irá atendê-lo. Acaso o cliente não possa atendê-lo. 2. é aconselhável que o atendente ou auxiliar veterinário ligue um dia antes para o proprietário confirmando a hora da consulta ou cirurgia. requer atenção especial. que recebe o nome de linguagem não-verbal. antes de qualquer cirurgia agendada é preconizado que o animal esteja em jejum (emergências não têm como prever isso). 3. agradecendo a atenção e desejando ao cliente um “bom dia”. 2. Agendamento de Consultas e Cirurgia: Já vimos que o contato com o cliente por telefone deve ser feito da maneira mais clara possível. Ao término da ligação pergunte se restou alguma dúvida. pergunte se determinada data está de acordo para o cliente. não hesite em perguntar ao veterinário. Alguns clientes podem ficar ofendidos por tons de voz mais elevados. acabou a cirurgia). Para cirurgias. Ao término da ligação seja educado e confirme mais uma vez a data agendada. não estamos vendo o cliente. acabamos atendendo ao telefone como se estivéssemos conversando com amigos. • Cuidado com o tom de voz e a maneira que diz as coisas. bem como os cuidados que já deverão ter sido passados. repita os pontos mais importantes se achar necessário e despeça-se educadamente. porém algumas informações devem ser passadas para o cliente. seja educado. Neste caso. apresente-se e após verificar a data e o horário disponíveis do Médico Veterinário. Em virtude do esquecimento de alguns clientes. Assim. Procure ter todas as informações à mão antes de fazer a ligação (ex: o valor de quanto ficou o serviço.

Não é uma notícia fácil de ser dada ao proprietário e requer muita delicadeza. se o cadastro for feito em fichas de papel ou envelopes.1. Quando o cliente chegar com o animal morto em seus braços. Entretanto. No caso do serviço de Taxi Dog. Entretanto. Neste caso. eles deverão ser mantidos em ordem alfabética. Se o paciente chegar para a cirurgia. é aconselhável que o veterinário dê a notícia explicando os motivos que levaram ao ocorrido. Muitas clínicas pedem que o proprietário assine um termo de responsabilidade quando do recebimento do animal. escute-o com paciência. bastará que se digite o nome do animal e proprietário. Desta maneira. E-mail. lembrando somente que o proprietário deverá ser avisado de qualquer problema que ocorrer durante o ato cirúrgico. 6. e onde o mesmo fará anotações sobre a nova avaliação. também evitaremos problemas quando do óbito de um deles. o procedimento será o mesmo. receba-o com respeito. há um histórico do animal que deverá ser entregue ao Médico Veterinário no ato da consulta. evitando o proprietário ouça. é claro. Não faça perguntas do tipo: “ele morreu de quê?”. Acaso o proprietário pergunte qual destino do corpo. Jamais dê a notícia rindo ou com ar de pouco caso. Ficha Clínica ou de Anamnese: é a ficha onde o Médico Veterinário irá anotar todo 48 . Nome do animal. Pelagem. Sexo. não esquecer de agendar o retorno. No sistema. alguns veterinários não gostam de falar com os clientes sobre isso e deixam a responsabilidade nas mãos dos auxiliares ou atendentes. 6. CPF. Se o paciente chegar para a consulta. pelo nome ou sobrenome do proprietário. ele logo falará o que aconteceu. Ficha Cadastral: deve conter os seguintes dados do proprietário e do animal: Nome do proprietário. Na entrega do paciente. sem brincadeiras e pegue o corpo do animal. encaminhe-o até o local onde ficará aguardando e retorne para conversar com o proprietário. Se o proprietário quiser conversar sobre o assunto. Admissão e Entrega de Pacientes: Quando um animal chegar à clínica. bem como fichas de procedimentos e ficha de internação. Saiba calar e se o proprietário quiser falar sobre os bons momentos que teve ao lado do animal. Se o animal morrer durante a cirurgia. Faça essas perguntas da maneira mais discreta possível. Espécie. ele deverá ser localizado no sistema ou nas fichas de cadastro. Ao término da consulta. Endereço completo (não esquecer do CEP). pois certamente estará perdendo o cliente para sempre. o cadastro deve ser feito em envelopes ou fichas separadas para evitar confusão entre os animais. 6. Não deixe que ele veja seu animal sendo colocado na geladeira e haja da forma mais respeitosa possível. tentando encerrar a conversa da forma mais sutil possível.2. toda clínica precisa ter a ficha cadastral de seus clientes.4. usando o bom senso. Telefones (residencial e celular). peça que o proprietário aguarde um momento e avise ao veterinário. É importante lembrar que devem ser feitos acertos antes da cirurgia quanto à forma de pagamento e dizer de possíveis problemas durante o ato cirúrgico. RG. se não houver uma tabela disponível. Em determinadas clínicas. não invente histórias. Conduta Perante Óbito e Destino do Corpo: Não é raro ficarmos sem reação perante o óbito do animal. seja educado e respeite o seu sofrimento. Raça. RGA ou se possui microchip. Elaboração das Fichas: Como já vimos anteriormente. retirando a ficha do cadastro ativo. Diga a verdade. As fichas de procedimento e internação permitem que os outros veterinários que trabalham no estabelecimento saibam tudo que foi aplicado e feito no animal. Se houver mais de um animal por proprietário. 5. verifique com o veterinário quais procedimentos feitos e o valor a ser cobrado. verifique se os animais agendados chegaram e se não houve nenhum problema durante o transporte. Para cirurgias. Nascimento.

3. sexo e nascimento. Serve para facilitar o cálculo do preço do atendimento nos casos onde houver espera de pacientes a serem atendidos e o veterinário não puder ficar calculando os preços. É nela que deverão ser anotados os medicamentos aplicados.achado do exame clínico feito no animal. Ficha de Procedimento: em algumas clínicas a ficha de procedimento é feita para que o Médico Veterinário anote tudo que foi usado e aplicado no animal. 6. Deve conter o nome do animal.4. ficará mais fácil para o clínico que atender o animal saber o motivo do retorno e se houve recidiva do problema. convulsão) e mensurações. Funciona como um histórico de todos os problemas que o paciente já teve. raça. Ficha de Internação: a ficha de internação é importante para saber o que aconteceu com o animal no decorrer do dia e de quando permaneceu internado. nesses casos. Normalmente. 6. diarréia. eventuais acontecimentos (vômito. desde que começou a freqüentar a clínica. horário de cada medicamento. Exemplo da ficha de procedimento Exemplo da ficha de internação 49 . Esta ficha deve ser preenchida pelo veterinário e arquivada junto com a ficha cadastral. pois a cada consulta. já existe um preço tabelado.

propiciando melhores condições técnicas e aumentando o rendimento do trabalho. ou seja. A síntese cirúrgica é uma operação fundamental que consiste na aproximação das bordas de tecidos seccionados ou ressecados. o que leva à existência de diferentes tipos. cada qual com sua finalidade. hemostasia e síntese. 1. facilitando as fases iniciais do processo de cicatrização. a fim de que a continuidade tecidual possa ser restabelecida. Romba Romba. Os tamanhos variam de 15 e 17 cm de comprimento. Tesouras: as tesouras cirúrgicas podem ter ponta romba ou fina. 50 . A diérese (ou divisão) é a manobra cirúrgica destinada a criar uma via de acesso. Uma boa hemostasia ultrapassa o ato cirúrgico. Este se apresenta com forma e tamanho variados. São três tempos cirúrgicos: diérese. impedindo a perda excessiva de sangue. é necessário que este conheça todo o material cirúrgico e sua forma de organização na mesa auxiliar. assim como seu formato. através dos tecidos. Fina Romba. por instrumentos que seccionam os tecidos moles produzindo uma ferida contínua. A hemostasia tem o objetivo de parar o sangramento. Esta via pode ser criada através da incisão que é feita com instrumentos de corte. As mais utilizadas são: Fina Fina. Mayo e Metzenbaum. Pode ser temporária ou permanente.MATERIAL CIRÚRGICO Para que o auxiliar possa ajudar o Médico Veterinário nas cirurgias. curva ou reta. Seu maior objetivo é a contigüidade do tecido. corretiva ou preventiva. Instrumental para Diérese: Bisturi: pode ser totalmente descartável (cabo e lâmina são eliminados após o uso) ou somente as lâminas são removíveis e descartáveis.

2. Podem ser retas ou curvas. Instrumental para Síntese: Agulhas: são de diversos tipos. sendo de real importância a ponta da agulha. As agulhas são: retas. 3. curvas e de cabo. As mais utilizadas são: Halsted. Kelly. com o mínimo de traumatismo. Rochester e Kocher. As pontas devem ser cilíndricas ou cortantes. Instrumental para Hemostasia: Pinças Hemostáticas: como já foi descrito. são destinadas para parar o sangramento. uma vez que deve favorecer uma penetração adequada no tecido. Crile. Usadas para suturas diferentes. 51 .

Outros Instrumentais: Preensão: para essa função os instrumentos mais comuns são: as pinças de campo Backhaus. 52 . Porta-Agulha: oferece conforto ao cirurgião para segurar a agulha. 4. pinças para preensão de gaze Foerster.Pinças: são duas: Anatômica (menos traumatizantes ao apreenderem as bordas para uma sutura) e Dente de Rato (úteis na aproximação das bordas da pele). e pinças para preensão de tecidos Allis. Os mais utilizados são: Mayo-Hegar e Mathieu.

Mesa Cirúrgica A montagem da mesa cirúrgica tem o objetivo de facilitar e organizar o trabalho do cirurgião. Devemos lembrar de deixar o cabo dos materiais voltado para dentro da mesa. de modo que a parte cortante ou de preensão dos materiais fique voltado para o instrumentador. O mais usado é o Afastador Farabeuf. É uma forma de racionalizar o ato cirúrgico tornando-o mais eficiente. Abaixo segue um exemplo de como deve ser montada a mesa: 53 . Podemos dividir a mesa cirúrgica em seis partes e organizá-la de acordo com o material cirúrgico.Afastadores: afastam tecidos ou órgãos para facilitar o acesso cirúrgico.

sem esfregar a pele do animal para não ficar levando patógenos de um lado para o outro.PREPARAÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO. o auxiliar e o Médico Veterinário devem se paramentar seguindo a ordem: • • • • • • Colocação do gorro e máscara Abertura da embalagem da luva estéril e do avental Desinquinação (lavagem das mãos com iodo povidine degermante por 3 minutos aproximadamente. 54 . em armários. começando nos dedos e seguindo para os braços) Secagem das mãos com pano esterilizado Colocação do avental Colocação da luva Assim que as luvas estiverem calçadas. DO ANIMAL E PARAMENTAÇÃO Antes de colocar o animal na mesa para ser operado. avental e compressas da estufa ou autoclave Esticar o pano da mesa auxiliar sobre a mesma Abrir a caixa de instrumental e despejar sobre a mesa auxiliar Ligar o foco cirúrgico e posicioná-lo Depois de abrir todos os panos. Lembrando que depois que o auxiliar calçou as luvas estéreis. etc. não poderá ficar mexendo em mesas. alguns procedimentos devem ser feitos: • • • • • • • • • Contenção do animal Colocação de mordaça ou focinheira Pesagem do animal para cálculo das medicações Aplicação do pré-anestésico Tricotomia de uma pata para acesso venoso Tricotomia da região a ser operada Indução anestésica Posicionamento do animal para o ato cirúrgico (mesa ou calha) Faxina grossa (gaze. os procedimentos são: • • • • • Retirar o material cirúrgico da autoclave ou estufa Retirar panos de campo. despejar o material e manipular objetos não esterilizados. o auxiliar deverá montar a mesa de instrumental cirúrgico. A faxina fina pode ser feita com o auxílio da Pinça Foerster. portas. como já foi descrito anteriormente e fazer a faxina fina no local a ser operado. escova ou bucha) Para a preparação do centro cirúrgico.

Na Estufa. intermediário e baixo nível de desinfecção. o tempo de exposição é de 60 minutos à temperatura de 170 55 . Geralmente envolve o uso de substâncias químicas. Detergentes podem ser utilizados para auxílio no processo. aquecimento a seco (Estufa) e agentes químicos (Formalina. Esterilização: processo de destruição de todas as formas de vida microbial. Para evitar infestação de carrapatos e pulgas na clínica. Higienização: processo de redução no número de microorganismos em um objeto inanimado para níveis seguros. o material deve ser lavado em água corrente com auxílio de uma escovinha e sabão. ninfas e adultos. fungos. higienização. deve-se atear fogo em cima da mesa de atendimento para evitar que o mesmo entre em contato com bactérias e vírus patogênicos. A estufa deverá ser aquecida à temperatura indicada antes da colocação das caixas de instrumentos e o tempo de esterilização deve ser contado a partir do instante em que o termômetro acusar a temperatura escolhida. Desinfecção: processo de inibição ou destruição de microorganismos produtores de doenças. mas pode não destruir organismos produtores de doenças. Todo instrumental deve ser seco antes de ser guardado novamente na caixa. (exceto esporos de bactérias). Para instrumentos cirúrgicos. Herbal Vet). calor e/ou radiação UV e é dividido em três categorias: alto. Os instrumentos que tenham algum componente de material têxtil ou de borracha não podem ser esterilizados pelo calor seco. desinfetantes (Sanol. devem ser protegidos com invólucros adequados e ficarem de forma à permitir que o ar circule livremente na câmara. uma vassoura de fogo deverá ser passada no local para matar ovos. DO MATERIAL E SUA ESTERILIZAÇÃO Antes de explicarmos como é feita a limpeza do centro cirúrgico e a esterilização do material.1. 1. 2. 3. Germe Kill. não devem encostar nas paredes do equipamento. é necessário que se entenda a diferença entre limpeza. Cândida). Higienização do Material Cirúrgico: Após o ato cirúrgico. Hipoclorito de Sódio. Para não haver falhas no processo. Óxido de Etileno.HIGIENIZAÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO. Sua ação esterilizante promove oxidação da parede celular bacteriana resultando em sua destruição. Amônia Quaternária). Deve-se tomar cuidado para retirar todo resto de material orgânico que fica aderido ao material. vírus e esporos. Higienização da Clínica e Centro Cirúrgico: A higienização da clínica veterinária deve ser feita com substâncias químicas à base de amônia quaternária (Germe Rio. É tipicamente realizado com água e ação mecânica. Pinho Sol) ou hipoclorito de sódio (Água Sanitária. incluindo bactérias. 3. assim que os animais parasitados deixarem as gaiolas. Limpeza: remoção de toda sujeira (orgânica e inorgânica) e materiais estranhos dos objetos e superfícies. Esterilização do Material Cirúrgico. As tesouras devem ficar na posição semi-aberta. Panos e Compressas: Os diferentes métodos de esterilização na clínica veterinária incluem: vapor sob pressão (Autoclave). desinfecção e esterilização. Calor Seco: O equipamento utilizado para esterilização com o calor seco é a Estufa. os materiais no interior da Estufa não devem ser empilhados. No atendimento à filhotes. os instrumentos devem ser colocados em caixas metálicas fechadas.

mais comumente conhecido como pastilhas de formalina. Amônia Quaternária: tempo de exposição do instrumental para desinfecção é de 30 minutos. permitindo que o ciclo de secagem se complete. pelo tempo determinado pelo fabricante. A esterilização de produtos químicos esterilização de materiais é indicada para artigos sensíveis ao calor. Os panos de campo. devem ser embalados separadamente e identificados com caneta. submersos no líquido esterilizante escolhido. Esses produtos são também utilizados para desinfetar objetos contaminados antes de serem preparados para esterilização. Para o perfeito funcionamento da Autoclave deve ser freqüentemente observadas: corrosão nas tubulações. e o vapor utilizado na esterilização deve ser isento de toda impureza (através da utilização de água desmineralizada ou destilada. podem produzir corrosão e manchas nos instrumentos). Formaldeído: tempo de exposição do instrumental é de 30 minutos para desinfecção e 10 horas para esterilização. Devem ser enxaguados com água esterilizada e secos com compressas esterilizadas. com o tempo de exposição de 2 horas e numa quantidade de 5g para cada 100cm cúbicos de área do recipiente que contém o material. caixas furadas ou cestos aramados em aço inoxidável. Entretanto. ou 30 minutos à temperatura de 180 ºC. Os agentes químicos líquidos utilizados são: Aldeídos: tempo mínimo de exposição do instrumental é de 30 minutos para desinfecção e 10 horas para esterilização. destruindo assim os esporos.3. 56 . pois isto leva ao surgimento de ar frio no interior do compartimento do esterilizador.2. 3. Agentes Químicos: Como já foi descrito. Este é o processo de esterilização indicado para a maioria dos instrumentos cirúrgicos. para que após a esterilização não sejam misturados. O material deve ser limpo em água corrente com escovinha e detergente enzimático. Deixar espaço dentro do rack entre um material e outro para haver circulação do agente esterilizante. deve-se deixar todo o vapor sair primeiro. Hipoclorito de Sódio: tempo de exposição do instrumental para desinfecção é de 30 minutos. Altamente corrosivo. Calor Úmido: O equipamento utilizado para esterilização por calor úmido também chamado de vapor sob pressão. Também são usadas para esterilização de fios de sutura de nylon quando estes permanecem em recipientes fechados com as pastilhas de formalina. pois para ter sua eficiência total. envolvidas externamente com tecido não tecido. Após ser retirado do equipamento. O agente esterilizante é o calor+umidade. devem ser colocados abertos. manchando-os. compressas e avental. partículas metálicas. quando aquecidas em estufas à 50°C. Após ser retirado da Estufa o material será considerado estéril por até 10 dias. deveria ser feito em sala totalmente estéril e também há relatos de ação corrosiva do instrumental. é a Autoclave. Altamente corrosivo. os agentes químicos podem ser gases ou líquidos. Esterilizam o material. Os instrumentos devem ser dispostos em bandejas abertas forradas com campos cirúrgicos. GASES: aldeído fórmico ou parafórmico. porém não são todas as clínicas veterinárias que possuem Autoclave. A temperatura recomendada para esterilização de material cirúrgico é de 121ºC a 132ºC. o material será considerado estéril em torno de 7 a 15 dias. resultando em rápida condensação do vapor e depósito de resíduos nos instrumentos.ºC. não é um processo muito recomendado. Para abrir a Autoclave. pano da mesa auxiliar. A penetração do vapor condensa o calor e precipita a umidade levando ao amolecimento da cápsula do microorganismo até a sua quebra. durante 30 minutos. Em seguida. Sua ação esterilizadora se dá pela termocoagulação das proteínas bacterinas. 3. presença de sinais de oxidação. do contrário. Deve-se evitar abrir prematuramente a Autoclave. LÍQUIDOS: sua ação esterilizante se dá pela formação de compostos incompatíveis com as funções celulares vitais.

são casos de menor gravidade que devem ser socorridos para evitar complicações mais graves. nem coloque tala no membro fraturado. alimento estragado. cai no chão e permanece deitado de lado em movimentos de pedalagem. Neste caso. 4. Diarréia: Pode ocorrer por diversas causas: alergias. Nos casos onde não houver depressão profunda. por esta razão. Raramente uma convulsão é fatal e a maioria dura apenas alguns minutos. infecção bacteriana. por isso afaste-o de móveis. Existe uma diferença entre emergência e urgência. Verifique se a fratura é exposta (a pele estará cortada e a ponta ou parte do osso estarão visíveis). pendurada.PRIMEIROS SOCORROS Para ajudar o trabalho do Médico Veterinário. mesas ou escadas. Tente somente evitar que a pata fique balançando de um lado para o outro e encaminhe rapidamente o animal ao veterinário. 2. diarréias. infecções virais. Um animal em convulsão fica incoordenado. a comida deve ser removida de 12 a 24 horas. não suporta o peso do corpo ou está inchada. deixando apenas água para o animal não ficar desidratado. ficam ofegantes e aos poucos vão se acalmando. nenhuma convulsão deve ser ignorada e deve ser relatada. é importante lembrar que ele pode morder caso a manipulação seja muito dolorosa. podendo ou não urinar e defecar-se durante o ataque. Na urgência. Não tente reduzir a fratura. lave o local com água limpa e cubra o ferimento com um pano estéril ou limpo. o mais breve possível. doenças do fígado. por isso coloque focinheira no animal se perceber que há necessidade. Por esta razão. entre outros problemas. 57 . abatido e cansado. ele deverá ser encaminhado ao Veterinário. Apesar da alta tolerância à dor dos cães. Olhos machucados: Os olhos dos animais podem estar irritados por alergias. cílios nascendo para dentro. piometra. tumores. rins e pâncreas. parada cardíaca e/ou respiratória. 1. a convulsão pode ser conseqüência de envenenamento ou doenças metabólicas que diminuem o nível de glicose do sangue. dor abdominal e sangue nas fezes. a prioridade é evitar que o animal se machuque. inalação de fumaça de incêndio. durante o qual o cachorro pode ficar confuso. os primeiros socorros devem ser feitos somente para “estabilizar” o animal até a chegada ao veterinário. o auxiliar deve possui noções de primeiros socorros. Não coloque os dedos nem objetos na boca do cachorro. etc. parasitas. tal como em hemorragias. Em alguns casos. poeira. leite. Uma convulsão é normalmente seguida de um período de 15 a 30 minutos de recuperação. Fraturas nas patas: Alguns sinais indicam quando o animal fraturou uma das patas: a perna parece deformada. envenenamento. atropelamento. Se a convulsão não parar num período de dez minutos ou se o animal convulsionar novamente em 1 hora. ao Médico Veterinário. o animal requer medidas imediatas para sua sobrevivência. tal como vômitos. Alguns podem perder a consciência e quando não. etc. choque elétrico. batimento cardíaco e respiração acelerados. afogamento. sujeira. Convulsão: Convulsão ou ataque epiléptico é o resultado da descarga elétrica do cérebro para os músculos do corpo. 3. Procure por sinais de choque como gengivas pálidas. Durante a convulsão. convulsão. Na emergência. o que pode resultar em inflamação da conjuntiva e danos graves à córnea. Nenhum procedimento substituirá a avaliação e o tratamento feito pelo clínico.

Hipotermia: A exposição ao frio intenso ou à água fria. 6. Porém. 7. Não deve ser utilizadas pomadas ou óleo. Deve-se cortar os pêlos ao redor da mordida para facilitar a limpeza. Não utilizar álcool no local para evitar que o animal sinta dor. Olhos irritados ou arranhados devem ser limpos com água ou soro fisiológico. Insolação ou Hipertermia: É quando a temperatura do animal aumenta muito e há incapacidade do corpo em normatizála. Ocorre normalmente em animais que ficam presos dentro de carros. Queimaduras: Não muito raro. Queimaduras superficiais. e o animal encaminhado 58 . falta de coordenação. segundo ou terceiro graus. 5. indica-se nesses casos. respiração acelerada e topo da cabeça quente ao toque. podem causar queda de temperatura corporal no animal. tomando o devido cuidado para não queimá-lo. Queimaduras de primeiro grau incluem pêlos queimados ou intactos. com inchaço e bolhas. sem ser algodão. doloridas e avermelhadas normalmente não são graves. os animais acabam se machucando. O animal deverá ser retirado do local quente e imediatamente molhado com água gelada ou ser envolvido em sacos com gelo.Os animais demonstram que estão com os olhos irritados quando estão com eles semicerrados. Não cubra a ferida com curativos e se a mesma for muito profunda. com falta de ventilação adequada ou que fazem exercícios físicos muito intensos em dias quentes. As queimaduras também podem ocorrer por produtos químicos ou eletricidade. Os furos de mordida localizamse em sua grande maioria ao redor do pescoço e pernas. Nesses casos deve-se aplicar água fria no local ou bolsas de gelo por aproximadamente 15 minutos. O tratamento imediato é urgente. lesões dolorosas e pele vermelha com a possibilidade de formação de bolhas. leve imediatamente o animal ao veterinário para que ele possa avaliar o machucado. Se o animal for mordido por outro desconhecido e não estiver vacinado para raiva. ou vermelhidão. Só o Médico Veterinário saberá qual procedimento adotar e como o caminho até a clínica pode ser longo. fale imediatamente com o Médico Veterinário. Quando a queimadura atingir uma grande extensão do corpo.5ºC e sem um resfriamento rápido. Para encontrá-los. Em todos os casos. Acidentes podem acontecer levando à queimaduras de primeiro. devemos examinar a pele em busca de manchas de sangue e feridas. estanque com auxílio de gaze ou pano limpo. 8. esfregam a cabeça no chão. enrolar o animal num cobertor ou casaco. Quando houver um corpo estranho nos olhos. não tente removê-lo. Todas são dolorosas e podem causar danos severos ou morte. Mordidas: Normalmente em brigas. Os sinais de queimaduras de segundo grau são pêlos queimados ou lesões dolorosas que ficam amarronzadas. A temperatura corporal pode chegar a 41. Caso haja sangramento. Só o Médico Veterinário saberá como retirar o objeto sem agravar mais o problema. existem animais que gostam de ficar ao lado de seus donos quando estes estão na cozinha mexendo com água fervente ou óleo de fritura. Quando a temperatura cai abaixo de 32ºC. Os sinais da insolação são salivação excessiva. os animais devem ser encaminhados à clínica. as funções normais do corpo são prejudicadas e a sobrevivência do animal dependerá de cuidados rápidos para a elevação da temperatura. coçam com uma das patas. os primeiros socorros devem ser prestados o mais rápido possível para aliviar a dor. o local deverá ser coberto com compressa estéril. há presença de corrimento. e colocar uma bolsa de água quente (à 37ºC) envolvida numa toalha no seu abdômen. podem ocorrer danos cerebrais graves e morte. até a chegada ao Médico Veterinário. A ferida deve ser limpa com bastante água e sabão.

febre e choque. Se o animal ainda estiver com o fio elétrico na boca. Além disso. vômitos. acabam sendo picados. segura a boca e os lábios do animal e assopre com força nas narinas. mas o coração estiver batendo. Nas queimaduras químicas. 11. No entanto. Se não estiver respirando. fraqueza. Um animal em choque deve ser encaminhado imediatamente ao Médico Veterinário. lesões brancas ou pretas e pêlo que sai com facilidade. o local deverá ser lavado com água e sabão e o animal encaminhado à clínica para melhor avaliação. as unhas dos animais crescem e algumas vezes podem se quebrar durante as brincadeiras. Os sinais de uma picada de inseto são inchaço. Caso haja parada cardíaca e respiratória.imediatamente ao Médico Veterinário. Coloque a palma da mão no meio do peito do animal. Repita o procedimento aproximadamente 60 a 90 vezes por minutos. Também pode-se observar sinais de choque. após 30 segundos. Em casos onde a picada for de outro inseto. Alternadamente. Se o coração não voltou a bater. faça respiração artificial deitando-o de lado. batimento cardíaco e respiração acelerados. comprima o local com uma gaze ou utilize produtos para estancar sangue disponíveis no mercado. cortea. continue com a ressuscitação. Faça uma respiração a cada 3 a 5 segundos até ver o peito do animal subir. 59 . Choques muito fortes podem parar o coração e a ressuscitação cardiopulmonar deverá ser feita imediatamente para fazer o coração voltar a bater. Pare após um minuto e observe se o coração voltou a bater. Choques Elétricos: Cães adultos raramente são vítimas de choques elétricos. se a unha ficou presa por um pedaço pequeno. que incluem gengivas pálidas ou brancas. Comprima contando até dois e solte contando um. faça cinco compressões cardíacas. Os choques podem causar lesões cardíacas graves e acúmulo de líquido nos pulmões. não encoste nele até desligar a força geral ou retirar o plugue da tomada. Acaso o animal se encontre inconsciente. inclusive fios elétricos. Se houver sangramento por ter atingido a parte viva da unha. Após 10 segundos pare a respiração artificial e verifique se o mesmo voltou a respirar sozinho. a boca do cachorro provavelmente vai estar queimada por causa do contato com os fios. esticando sua cabeça e assoprando forte pelas narinas mantendo a boca do animal fechada. dor nos músculos e área afetada. Queimaduras de terceiro grau incluem destruição de uma área de pele. a ressuscitação cardiopulmonar deverá ser feita imediatamente da seguinte maneira: deite o animal de lado e ajoelhe-se perto de sua cabeça. 10. ele deverá ser imediatamente retirado. para não levar um choque. A área não deverá ser apertada e se houver a presença de um ferrão. Nestes casos. Entre cada respiração. Sangramentos em Unhas: Assim como nos humanos. o animal deverá ser encaminhado ao Médico Veterinário para a prescrição dos medicamentos adequados. 9. verifique sua respiração. filhotes são naturalmente curiosos e roem praticamente tudo. Picadas de Insetos: Sabemos que os animais são bastante curiosos e muitas vezes ao se depararem com abelhas ou vespas.

Em seguida. Próximo ao trabalho de parto. observa-se a eliminação de um líquido mucoso pela vulva. PROCEDIMENTOS DURANTE O PARTO E CUIDADO COM FILHOTES O período normal de gestação de uma cadela é de 61 a 63 dias. 1. Qualquer líquido que estiver na boa e narinas do filhote deverá ser retirado com o auxílio das mãos ou uma sonda. Se acaso a cadela não limpar o filhote. o Médico Veterinário deverá ser chamado imediatamente. o filhote deverá ser massageado vigorosamente para estimular sua respiração. o Médico Veterinário deverá ser chamado. Algumas. Em hipótese alguma esse líquido deve ser marrom ou possuir mau cheiro. Quando ela começar a fazer o ninho. Em seguida. cavoucando tapetes como se estivessem fazendo um buraco. um fio deverá ser amarrado no cordão umbilical 2 cm acima de sua barriga e o resto. Num primeiro momento. Em uma apresentação pela nádega as pernas traseiras estão dobradas embaixo do corpo do filhote. É normal que a fêmea fique cansada após o parto. muitas cadelas começam a preparar um ninho com jornais. No nascimento. Deve-se tomar cuidado para não exceder a temperatura de aquecimento para não queimar os filhotes. Se isso acontecer. Um filhote pode nascer de três maneiras diferentes. A segunda mais comum é pela cauda e patas traseiras. Em seguida. Se houver muito muco impedindo a respiração do filhote. a cadela ficará agitada.CUIDADOS COM FÊMEAS PRENHES. cortado com o auxílio de uma tesoura limpa e se possível esterilizada. seguem os seus instintos. Depois do nascimento de todos os filhotes. Se o filhote ficar preso no canal do parto com metade do corpo para fora. o Médico Veterinário deverá ser chamado imediatamente. o proprietário notará um aumento em suas mamas pela produção de leite. O que restar da membrana fetal aderida ao cordão umbilical deverá ser deixada enquanto se faz esses procedimentos. por morarem dentro de apartamentos ou não possuírem quintais gramados em suas casas. A apresentação mais comum é pela cabeça e patas dianteiras. ela deverá ser levada à clínica para uma avaliação ultrassonográfica ou por raio-X. o parto deve iniciar em até 3 horas e caso isso não ocorra. seguido de um líquido esverdeado. porém delicadamente e balance-o em direção ao chão repetidas vezes. Em uma cadela pequena este tipo de apresentação pode causar problemas e deve ser observada com cuidado. mas não em estafa. chame o Médico Veterinário imediatamente. se ainda houver dúvida se a fêmea pariu todos. ele deve ser pego com uma toalha limpa e tracionado para fora com cuidado num ângulo levemente descendente. pois é dele que o filhote adquirirá os anticorpos maternos necessários para sua proteção até que seu sistema imune esteja formado e apto à produção de seus próprios anticorpos. Também devem permanecer aquecidos e limpos. Alguns dias ou horas antes de parir. Durante esse período a cadela deverá receber ração para filhotes para evitar deficiências nutricionais durante e após o parto. Nesse segundo estágio. A seguir. Faça a massagem para estimular a respiração e só pare quando ele começar a chorar. 60 . a cadela costuma limpar o filhote. mas não confunda com a apresentação pela nádega. O cordão umbilical cai de dois a três dias após o nascimento. Cuidados com os filhotes: Após o parto é fundamental e essencial que os filhotes mamem o colostro. a membrana deverá ser retirada do seu corpo sem que o cordão umbilical seja puxado. ela deitará e terá contrações. o filhote deverá ser colocado junto à fêmea para que mame o colostro. Quando o filhote estiver respirando normalmente. Acaso ocorra qualquer outro tipo de problema tanto com a fêmea quanto com os filhotes. comendo a membrana fetal que o envolve deixando um pedacinho do cordão umbilical. pedaços de pano ou até mesmo cavoucam um buraco na grama do quintal protegido de vento e chuva. Caso o filhote continue preso. Uma sugestão para a fêmea parar de cavoucar pela casa é providenciar uma caixa de parto. segure-o com firmeza. ele deverá ser colocado sobre uma toalha limpa ou papel toalha e imediatamente ser retirado a membrana que encobre seu rosto.

é necessário recorrer ao leite artificial (sucedâneo). os dentes de leite devem ser retirados pelo Médico Veterinário. Após o banho. os dentes de leite são substituídos por dentes permanentes.1 colher das de chá de mel ou dextrosol . com água morna. médios de 200 a 300 gramas. andam com 16 dias e adquirem a postura normal com 21 dias de idade.1 colher das de chá de óleo vegetal .10 gotas de Kalyamon B12 ou Ostelin B12 Para cães. Os filhotes de gato ao nascerem pesam cerca de 100 gramas. nas horas mais quentes do dia. Passeios na rua só poderão ser feitos após no mínimo 15 dias da aplicação da última vacina. Em alguns cães. Eles começam a rastejar com 7 a 14 dias de idade. A freqüência cardíaca normal de filhotes é superior à 200 batimentos por minuto.1 pitada de sal . e a temperatura corporal média é de 35 a 36ºC. enquanto os gatinhos com 14 dias.O peso normal ao nascimento varia de acordo com a raça dos cães: pequenos de 100 a 400 gramas. pois ainda não possuirá um sistema de eficiente que regule a sua temperatura corporal. Fórmula do Sucedâneo: . Glória. Conforme os filhotes vão crescendo. Após o desmame. Os cãezinhos em geral dobram o peso de nascimento por volta de 10 a 12 dias de idade. A íris é cinza-azulada e muda para cor adulta por volta de quatro a seis semanas de vida. gigantes podem chegar a 700 gramas. A freqüência respiratória vai de 15 a 35 movimentos por minuto. deve-se fornecer gradualmente alimentação sólida (ração para filhotes). os dentes de leite não caem e acabam ficando junto com os dentes permanentes. etc. no mínimo 3 vezes ao dia.1 gema de ovo . Os banhos podem ser iniciados a partir da quinta semana de vida. conforme os dentes nasçam. aconselha-se fazer uma papa com a ração utilizando água morna. Os olhos se abrem com aproximadamente 12 dias de vida. Como os dentinhos ainda não terão nascido completamente. o cãozinho deve ser bem seco. Os ouvidos devem ser protegidos com tampões de algodão parafinados de preferência. O desmame deve ser feito por volta da 6ª semana de vida. Com o passar do tempo. administrando-o 6 vezes ao dia à 37ºC. Nestes casos. A primeira vermifugação dos filhotes deve ser feita com 2 a 3 semanas de vida e ser repetida após 15 dias. deve-se retirar a água. 61 . É indicado deixar os filhotes abrigados do frio e seguir o esquema de vacinação recomendado pelo veterinário. Nesses casos. Alguns filhotes podem não conseguir se alimentarem do leite materno pelo grande número de irmãos ou pela própria falta de leite.200 ml de leite em pó integral (Ninho. acrescentar 2 colheres das de sopa de água. grandes de 400 a 500 gramas.) .

Nestes casos. os de raças pequenas a partir dos 8 anos. Com a ração sendo colocada mais alta. Dentes: O acúmulo de tártaro é muito comum nos animais e a gengivite que acompanha o tártaro pode ser uma porta de entrada para bactérias na corrente sanguínea. Como já vimos anteriormente. pode-se forrar a cama dele com plástico ou material lavável para que não fique em contato com a urina. Nessa idade ocorrem muitas alterações físicas e comportamentais. Por exemplo. Lembre-se que chãos escorregadios podem fazer com que os animais caiam e se machuquem. menos proteínas (para não sobrecarregar os rins sensíveis dos cães idosos). a pelagem vai se tornando esbranquiçada. Para cães que já possuem determinados tipos de problemas articulares ou que pela manhã tenham certa dificuldade em levantar-se. Além destes. Problemas Urinários: Cães e gatos idosos podem desenvolver incontinência urinária pelo relaxamento dos músculos e esfíncter responsáveis pela micção. Acessos à escadas e locais altos também devem ser evitados quando principalmente os cães perdem a visão. Panelas de água e comida devem ser colocadas em cima de suportes para facilitar a alimentação de cães de grande porte. Gatos que costumam dormir em estantes ou em locais de difícil acesso devem receber um cuidado especial. pois os animais podem desenvolver a diabetes nessa fase da vida. pois os dentes do nosso amigo já não são mais os mesmos. Abaixo segue alguma peculiaridades sobre os problemas mais comuns em animais idosos: 1. por isso recomenda-se que o seu acesso à esses lugares seja facilitado com o auxílio de rampas improvisadas. são rações que possuem menos gordura e mais fibras (para manutenção do peso). As brincadeiras também devem ser mais leves e em locais seguros. recomenda-se que seja colocado um colchão ou algo macio no chão da casinha ou local onde o animal costuma dormir. existem no mercado rações específicas chamadas de “senior”. Para isso. outros 62 . O ideal e recomendado é que cães e gatos idosos passem por uma avaliação veterinária a cada seis meses. Tudo depende do seu tamanho. Sabe-se que esses animais dificilmente largarão o hábito de dormir em locais altos. Isto poderá causar problemas graves nos rins e coração. Como o metabolismo tende a ser mais baixo. os animais idosos preferirão passar a maior parte do tempo dormindo que brincando. muitos diminuem a atividade física e passam a dormir mais horas do dia alterando também a necessidade de ingestão calórica.CUIDADOS COM CÃES E GATOS IDOSOS A maioria dos cães a gatos começam a apresentar sinais de velhice dos 5 aos 7 anos. Se o animal não passou por avaliação veterinária nem tratamento dentário adequado e perdeu os dentes. principalmente na face. a gengivite poderá causar desconforto na alimentação e perda dos dentes. onde serão pedidos exames de sangue e se houver necessidade. onde a incontinência não for patológica. exame de urina e ultrassom abdominal. o indicado é que seja alimentado com rações mais moles ou até mesmo dietas especiais indicadas pelo profissional. ele terá menos dificuldade de abaixar para pegar o alimento e forçará menos a coluna. além de grãos mais fáceis de quebrar. Deve-se ficar atento se o seu animal idoso aumentou o consumo de água e a produção de urina. Além do mau hálito. 2. Cães de raças grandes são considerados idosos a partir dos 7 anos de vida.

Cálculos urinários também são comuns nessa fase da vida. eles aprendem o que os sinais significam. os animais bebem mais água e urinam mais. Só deve-se tomar cuidado para não abordar um animal surdo pelas costas repentinamente. pois medicamentos humanos podem piorar o estado de saúde do animal. 5. costumam desenvolver um problema na articulação do osso coxal com o fêmur. Animais com predisposição ao problema devem ser acompanhados pelo veterinário. os sentidos como a visão. Como os animais são bastante inteligentes. pois o animal produz menos hormônios que ajudam na manutenção da temperatura corporal. incontinência. A obesidade pode agravar problemas articulares e cardíacos. úlceras de córnea. É bem notada principalmente nos cães que não respondem mais prontamente aos chamados de seus donos. paladar e audição tendem a diminuir gradativamente. Pode advir de glaucoma. A insuficiência renal também é um problema bastante comum nos animais idosos e deve ser acompanhada pelo Médico Veterinário. a comunicação não fica prejudicada. denominada displasia coxo-femoral. recomenda-se que móveis e objetos não sejam mudados de lugar. Obesidade: Animais velhinhos tendem a ficar obesos pela diminuição do seu metabolismo. olfato. Pele: Com a idade. A intolerância ao frio e ao calor também aumenta. Mesmo diminuindo a alimentação. pois pelo susto ele poderá ter uma reação mais agressiva. catarata. podem desenvolver obesidade caso comam comidas com alto valor calórico ou desbalanceadas. tendem a diminuir a ingestão de alimentos quando têm seu paladar e olfato diminuídos. especialmente Pastor Alemão e Rotweiller. 4. cistite. Alguns problemas não podem ser facilmente solucionados e os animais tendem a se machucar andando pela casa. Podem levar ao aparecimento de hematúria (sangue na urina). a pele tem sua elasticidade diminuída. 3. Costuma causar muita dor e dificuldade de locomoção nos casos mais avançados. se adaptam bem à perda desses sentidos. Os animais se adaptarão à localização da mobília e com o tempo andarão normalmente pela casa sem bater em nada. retenção urinária e problemas infecciosos. Articulações: A artrite (inflamação das articulações) é um problema bastante comum em cães idosos que impede que o animal faça determinados tipos de movimentos. 6. bem como o tempo de cicatrização aumentado. entre outros. que normalmente precedem as perturbações neurológicas. aparecem perturbações digestivas como vômito e diarréia. A cegueira é um problema muito comum em cães a gatos idosos. Cães de porte grande. mas no geral. A queda de pêlos também tende a aumentar pelo enfraquecimento dos folículos pilosos. A surdez também é um problema bastante comum em animais idosos. pois com o passar dos anos. Nesses casos. Perda dos Sentidos: Em idade avançada.sintomas como a perda de peso e o aumento na ingestão de comida também estão associados. A dor causada por essa patologia deve ser aliviada com o auxílio de medicamentos prescritos pelo Médico Veterinário. Em conseqüência. Inicialmente. Alguns animais. 63 .

o animal deverá ser levado ao veterinário para uma melhor avaliação. Normalmente quando a cadela é castrada antes do primeiro cio. 7. como por exemplo. Nos machos a próstata tende a ficar mais aumentada e alguns cães podem desenvolver problemas nessa glândula. a prostatite (inflamação da próstata).Recomenda-se escovação dos pêlos no mínimo uma vez a cada dois dias para retirada dos pêlos mortos. Sistema Reprodutor: Fêmeas não castradas geralmente desenvolvem piometra (pus no útero) com a chegada da idade avançada. É um problema que requer cuidados emergenciais e cirurgia para retirada do útero que estará aumentado pela presença do pus. Em todos os casos. 64 . a incidência de tumor de mama diminui ficando quase zero. Tumores de mama também são freqüentes e devem passar por uma avaliação do Médico Veterinário. O sistema de defesa da pele também fica mais debilitado aumentando a incidência de câncer.

LEGISLAÇÃO A palavra “lei” se refere a limites em várias formas de comportamento. comercial. de ensino e/ou de pesquisa. XXII . V . onde são atendidos animais pertencentes ao mesmo para exame clínico. para assegurar a justiça e a realização dos direitos individuais e coletivos no processo das relações sociais. vedada a realização de cirurgias. decretos e normativas devem ser de conhecimento do Médico Veterinário e auxiliares. econômicas e sociais. O Poder Judiciário tem a incumbência de aplicar a lei em casos concretos. além de velar pelo respeito e cumprimento do ordenamento constitucional. a legislação de um estado democrático de direito é originária de processo legislativo que constrói.. ou não. de recreação. TÍTULO I Das Definições Artigo 1º . a ele compete produzir e manter o sistema normativo. XVI . funciona durante as vinte e quatro horas do dia. de uso de radiações. Ao Poder Executivo compete exercer o comando da nação. determinando as exigências mínimas de instalações. três poderes apresentam-se bem definidos e atuantes: o Poder Executivo. para exame clínico.escola para cães: o estabelecimento onde são recebidos e mantidos cães para adestramento. o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. tratamento médico e cirúrgico.pensão para animais: o estabelecimento onde são recebidos animais para estadia. de medidas necessárias para o trânsito de animais e do controle de zoonoses..clínica veterinária: o estabelecimento onde os animais são atendidos para consulta. Nos regimes democráticos. podendo ter. de 24 de outubro de 1995 Norma Técnica Especial relativa às condições de funcionamento de estabelecimentos veterinários. tratamento médico e cirúrgico e internação de animais. IV . II . de recreação ou de ensino e/ou pesquisa.400. VI . conforme os limites estabelecidos pela Constituição ou Carta Magna do país. tratamento médico e cirúrgico e análises clínicas.hospital veterinário: o estabelecimento destinado ao atendimento de animais para consulta. . onde são atendidos os animais pertencentes ao mesmo ou sob sua guarda. III . para tratamento pré e pós-natal e realização de partos.gatil de criação: o estabelecimento onde são criados felinos com finalidades de 65 . Algumas leis. a partir de uma sucessão de atos. nos planos nacional e internacional. curativos e pequenas cirurgias. fatos e decisões políticas.maternidade veterinária: o estabelecimento destinado ao atendimento de fêmeas prenhes ou paridas.serviço veterinário: a dependência de estabelecimento industrial.. instituições e empresas. bem como: 1. XXI . o conjunto de leis que asseguram a soberania da justiça para todos (cidadãos. . Decreto Nº 40. de uso de drogas. funciona em horário restrito. ou seja. comercial. Quanto ao Poder Legislativo.. Em resumo.consultório veterinário: o estabelecimento onde os animais são levados apenas para consulta.ambulatório veterinário: a dependência de estabelecimento industrial.Consideram-se estabelecimentos veterinários para os efeitos desta Norma Técnica Especial: I . instituições públicas e empresas privadas). um conjunto de leis com valor jurídico. para assegurar estabilidade governamental e segurança jurídica às relações sociais entre cidadãos. XVII .canil de criação: o estabelecimento onde são criados caninos com finalidades de comércio. internação de animais atendidos.

impermeável e resistente a pisoteio e desinfetantes. instalações.antecâmara: compartimento de passagem.5 m. por sua atividade. não deve haver cantos retos nos limites parede-piso e parede-parede. o forro dever ser de material que permita constante assepsia. na forma da legislação vigente. XXVI . tosa e penteado de animais domésticos ("trimming" e "grooming"). III . à pesquisa. o piso deve ser liso. suas paredes devem ser impermeabilizadas até a altura de 2 m. exceto medicamentos. sua área mínima deve ser 10 m² sendo a menor dimensão no plano horizontal não inferior a 2.Os estabelecimentos veterinários são obrigados. as janelas devem ser providas de telas que impeçam a passagem de insetos.. IV . Parágrafo único . sua área mínima deve ser 4 m². .Somente será concedida licença e expedido alvará aos estabelecimentos veterinários devidamente legalizados perante o Conselho Regional de Medicina Veterinária e autoridade municipal. o piso deve ser liso e impermeável. CAPÍTULO II Das Instalações Artigo 6º . ou qualquer outra utilização pelo homem. Artigo 3º . V .sala de consultas: destina-se ao exame clínico dos animais. aplicações e outros procedimentos ambulatoriais. sendo a menor dimensão no plano horizontal não inferior a 2 m. drogas e outros produtos farmacêuticos.Para os efeitos desta Norma Técnica Especial constituem dependências.A mudança para local diverso do previsto no licenciamento dependerá de licença prévia da autoridade sanitária competente e ao atendimento às exigências desta Norma. onde pode ser praticada a tosa e o banho de animais de estimação. sua área mínima deve ser 6 m². XXVII .Os estabelecimentos veterinários deverão ser mantidos nas mais perfeitas condições de ordem e higiene. obedece às especificações para a sala de consultas. mas que. Artigo 4º . XXIII . impermeável e resistente a pisoteio e desinfetantes.laboratório veterinário: o estabelecimento que realiza análises clínicas ou de diagnóstico referentes à veterinária. seu acesso deve ser através de antecâmara.sala de recepção e espera: destina-se à permanência dos animais que aguardam atendimento. Artigo 5º . TÍTULO II Do Funcionamento CAPÍTULO I Disposições Gerais Artigo 2º . ao ensino.sala de curativos: destina-se à prática de curativos."pet shop": a loja destinada ao comércio de animais. impermeável e resistente a pisoteio e desinfetantes. direta ou indiretamente. Parágrafo único . deve ter acesso diretamente do exterior. nunca inferior a 10 m². recintos e partes dos estabelecimentos veterinários: I . de produtos de uso veterinário. possam.São também considerados estabelecimentos veterinários quaisquer outros onde haja animais vivos destinados ao consumo. drogas e outros produtos farmacêuticos de uso veterinário. inclusive no que se refere ao pessoal e material.comércio.salão de banho e tosa: o estabelecimento destinado à prática de banho. II . a sua área deve ser compatível com o tamanho da espécie a que se destina.Os estabelecimentos veterinários somente poderão funcionar no território do Estado de São Paulo mediante licença de funcionamento e alvará expedido pela autoridade sanitária competente. sendo a menor dimensão no plano horizontal nunca inferior a 2 m.. o piso deve ser liso. constituir riscos à saúde da comunidade. as 66 . sendo a menor dimensão no plano horizontal nunca inferior a 2 m.sala de cirurgia: destina-se à prática de cirurgias em animais. XXIV . ao lazer. as paredes devem ser impermeabilizadas até a altura de 2 m. deve ter acesso direto da sala de espera. as paredes devem ser impermeabilizadas até altura de 2 m.drogaria veterinária: o estabelecimento farmacêutico onde são comercializados medicamentos. não especificada nesta Norma. o piso dever ser liso. a manter um médico veterinário responsável pelo seu funcionamento.

as paredes devem ser impermeabilizadas até a altura de 2 m. seu acesso deve ser afastado das dependências destinadas à cirurgia e laboratórios.5 m. com área compatível com o tamanho dos animais que abriga e nunca inferior a 1 m². as paredes devem ser impermeabilizadas até o teto. XXIV . as paredes devem ser impermeabilizadas até a altura de 2 m..sala para abrigo de animais: destina-se ao alojamento de animais internados. em estabelecimentos destinado ao adestramento e/ou pensão pode ser adotado o canil tipo solário. com área mínima de 2 m². deve ser provido de dispositivos que impeçam a entrada e proliferação de roedores e artrópodes nocivos. a banheira deve ter paredes lisas e impermeáveis.sala de radiografias: deve ter dimensão compatível com o tamanho da espécie a que se destina. o armazenamento de resíduos infectantes deverá ser feito em separado dos resíduos comuns. sendo o solário totalmente cercado por tela de arame resistente.paredes devem ser impermeabilizadas até a altura de 2 m. o piso deve ser impermeável. CAPÍTULO III Das Condições Mínimas para Funcionamento 67 . as paredes devem ser impermeabilizadas até 2 m de altura. nos ambulatórios e nos laboratórios. VIII . impermeável e resistente aos desinfetantes. suas especificações de proteção ambiental e individual devem obedecer à legislação vigente para radiações. impermeabilizadas de altura nunca inferior a 1.sala para secagem e penteado: deve ter piso liso. suas dimensões devem ser compatíveis com o tamanho das espécies a que se destina.. XI .abrigo para resíduos sólidos: destina-se ao armazenamento de resíduos sólidos gerados no estabelecimento enquanto aguardam a coleta. ou. sendo a menor dimensão no plano horizontal nunca inferior a 2 m. o piso e as paredes devem ser impermeabilizados. deve ser individual.. seu piso deve ser liso e impermeável. bem como exalação de odores. VI . . XIII .sala de tosa: destina-se ao corte de pêlos dos animais.sala para banhos: deve ter piso impermeável e resistente a desinfetantes. liso e resistente a desinfetantes. XIV . as portas e as janelas devem ser providas de tela para evitar a entrada de insetos. resistente a desinfetantes. sua localização deverá ser fora do corpo do prédio principal. deve ser provida de instalações necessárias ao conforto e segurança dos animais e propiciar ao pessoal que nela trabalha condições adequadas de higiene e segurança ao desempenho.. nela se localizam as instalações e compartimentos de internação. não pode ser superposta a outra gaiola nem o escoamento das águas servidas pode comunicar-se diretamente com outra gaiola. construído em alvenaria. deve ser construída em metal inoxidável ou com pintura anti-ferruginosa. o escoamento das águas servidas não poderá comunicar-se diretamente com outro canil. o escoamento das águas servidas deve ser ligado à rede de esgoto. deve ser provida de água corrente suficiente para a higienização ambiental. o escoamento das águas servidas deve ser ligado diretamente à rede de esgoto. sua área mínima deve ser 2 m. a área mínima dever ser 2 m². com piso removível.sala de coleta: destina-se à coleta de material para análise laboratorial médico veterinário. as paredes devem ser lisas. sua área mínima deve ser 4 m². em estabelecimentos destinados ao tratamento de saúde pode ser adotado o canil de metal inoxidável ou com pintura antiferruginosa. as paredes e pisos deverão ser de material resistente a desinfetantes e impermeabilizados.sala de esterilização: destina-se à esterilização dos materiais utilizados nas cirurgias. na inexistência desta. poderá conter armários. as paredes devem ser impermeabilizadas até a altura de 2 m. deve ser provida de dispositivos que evitem a propagação de ruídos incômodos e exalação de odores. ser ligado à fossa séptica com poço absorvente.canil: o compartimento destinado ao abrigo de cães. sua área mínima de 6 m² sendo menor dimensão no plano horizontal nunca inferior a 2 m. X . resistente ao pisoteio e desinfetantes. deverá ser dimensionado para conter o equivalente a três dias de geração. sendo o da banheira provido de caixa de sedimentação. deve ser provida de equipamento para esterilização seca e úmida. VII .gaiola: a instalação destinada ao abrigo de aves. . IX . sua área mínima deve ser 1 m². inclusive por cima. o piso deve ser liso e impermeabilizado. conterá pia para lavagem e desinfecção das mãos e braços dos cirurgiões. gatos e outros animais de pequeno porte. XII .

b) antecâmara de assepsia.sala de consultas.sala para abrigo de animais. deverá dispor de dispositivos que evitem a exalação de odores.As instalações mínimas para funcionamento de hospital veterinário são: I . c) sala de cirurgias com equipamento completo para anestesia geral e ressuscitador. g) local adequado para abrigo dos animais internados. III .cozinha. III . IV .sala de estoque e almoxarifado geral.sala de consultas. devidamente equipada. Artigo 17 . Artigo 9º .. II .sala de partos. constando de: a) sala de esterilização de materiais. deverá ainda ter: I .Artigo 7º . II . i) sanitários e vestiários.local adequado para exame clínico dos animais.sala de espera.sala de cirurgias.O descarte das camas e dejetos deverá ser feito de maneira a evitar a proliferação de artrópodes e roedores nocivos. § 1º . Parágrafo único .As instalações mínimas para funcionamento de consultório veterinário são: I .sala de expediente e registro. Artigo 13 . § 2º . II .local adequado para abrigo dos animais.sanitário.Se a clínica internar animais. jaulas e canis não poderão ser superpostos..sala de espera. II .sala de cirurgias. II .centro cirúrgico. e) serviço de radiologia.sala de espera.local adequado para a prática de curativos e pequenas cirurgias.As gaiolas. V .As instalações mínimas para funcionamento de clínica veterinária são: I .As instalações mínimas para funcionamento de ambulatório veterinário são: I . III .As instalações mínimas para funcionamento de serviço veterinário são: I . III . IV . Artigo 8º .local adequado para alojamento dos animais internados.Nenhum estabelecimento veterinário poderá funcionar sem a presença do profissional médico veterinário durante o período de atendimento.compartimento de resíduos sólidos. f) cozinha.sala de radiologia.sala de consultas. Artigo 11 .sala de consultas. Artigo 12 .local para exame clínico dos animais. h) compartimento de resíduos sólidos. II . Artigo 10 . III . V . II . V . IV . .sanitário. VI . d) sala de registro e expediente.As instalações mínimas para funcionamento de maternidade veterinária são: I .As instalações mínimas para o funcionamento de laboratório de análises clínicas e 68 .sala de recepção e espera.sala de cirurgias.

II . Artigo 25 .O quadro de funcionários das clínicas.sala para secagem e penteado ("grooming"). CAPÍTULO VI Do Uso de Radiações Artigo 28 . obrigatoriamente: médico veterinário responsável. a critério da autoridade sanitária competente.sala para realização das análises clínicas ou de diagnósticos próprios do estabelecimento.... obedecidas as disposições legais vigentes.sala de espera. Artigo 27 . 69 .abrigo para resíduos sólidos. a critério da autoridade sanitária competente e autoridade municipal. que levarão em conta os eventuais prejuízos à saúde pública.Os estabelecimentos que se dedicam à inseminação artificial e/ou pesquisa científica poderão.sala para banho com piso impermeável.As demais dependências não específicas de estabelecimento veterinário obedecerão o disposto na legislação sanitária vigente. V .vedada a manutenção e uso de aparelhos emissores de radiação nos estabelecimentos veterinários comerciais e industriais. serviços e ambulatórios veterinários incluirá. V . faxineiro.de diagnóstico veterinário são: I . § 2º . IV . poderá exercer suas atividades em horário mais restrito que o do expediente nos estabelecimentos incluso neste artigo.. Artigo 30 ..As "pet shop" não podem comercializar medicamentos e produtos terapêuticos.Os estabelecimentos de caráter médico veterinário para atendimento de animais de pequeno porte poderão localizar-se no perímetro urbano. maternidades. § 1º . desde que comprovada a sua necessidade real. fora das áreas estritamente residenciais.Os aparelhos radiológicos portáteis.. Parágrafo único .As escolas para cães e pensões para animais poderão localizar-se dentro do perímetro urbano. CAPÍTULO V Da Localização . Artigo 31 . CAPÍTULO IV Do Pessoal Artigo 20 . Artigo 29 . utilizados na clínica médica e cirúrgica de animais de grande porte.As instalações mínimas necessárias para funcionamento de "pet shop's" são: I . manter e usar aparelhos emissores de radiações. II . que deverão estar presentes durante todo o período de atendimento.O médico veterinário responsável. dos exóticos e/ou silvestres. III . deverão ter alvará específico de funcionamento que especifique seus limites de uso. auxiliar de veterinário. Artigo 19 .abrigo para resíduos sólidos. III .sala de coleta de material. fora das áreas estritamente residenciais.. IV .As instalações para abrigo dos animais expostos à venda deverão ser separadas das demais dependências. obrigatório para todos os estabelecimentos veterinários. a critério da autoridade sanitária competente. quando realizar testes biológicos.Os estabelecimentos veterinários destinados ao atendimento médico cirúrgico poderão manter e utilizar aparelhos emissores de radiação.loja com piso impermeável.sala para abrigo dos animais. considerados os eventuais prejuízos à saúde pública.sala para tosa ("trimming"). Artigo 18 . . hospitais.. . .

Artigo 36 . de leptospirose.Nenhum animal poderá ser transportado sem condições de conforto e segurança que lhes permita perfeita sanidade. Artigo 41 . inclusive os ambulatórios e serviços veterinários de escolas de veterinária. de turbeculose. 2. e congêneres podem adquirir e utilizar drogas sob controle especial. CAPÍTULO I 70 . e dá outras providências. DE 20 DE JUNHO DE 2002 Dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais.As drogarias veterinárias obedecem às normas válidas para as drogarias em geral.Os estabelecimentos veterinários destinados a tratamento de saúde.Os consultórios veterinários. CAPÍTULO VIII Do Controle de Zoonoses Artigo 35 . de leishmaniose. Art. Artigo 45 .Os casos omissos na presente Norma Técnica Especial serão decididos pela autoridade sanitária estadual competente. para seu funcionamento deverão notificar sua abertura à autoridade sanitária de sua jurisdição.Somente os consultórios veterinários são dispensados do alvará de funcionamento previsto no artigo 2º desta Norma Técnica.obrigatória a vacinação de animais contra raiva e leptospirose. a responsabilidade veterinária de que trata o artigo 3º desta Norma Técnica poderá ser contratada com outro estabelecimento veterinário. Artigo 44 . 1º Instituir normas reguladoras de procedimentos relativos à eutanásia em animais. Parágrafo único . CAPÍTULO X Do Trânsito de Animais Artigo 40 . desde que devidamente legalizadas e reconhecidas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária e pela autoridade sanitária estadual competente. nos termos da legislação vigente.A aquisição. Artigo 37 .As condições de segurança e lotação dos veículos transportadores de animais deverão ser rigorosamente obedecidas. dos hipódromos. prescrição e uso de tais drogas deverá obedecer ao disposto na legislação pertinente em vigor. RESOLUÇÃO Nº 714. Artigo 34 . Artigo 42 . e brucelulose.CAPÍTULO VII Do Uso de Drogas sob Controle Especial Artigo 32 . de toxoplasmose.Nenhum animal em trânsito poderá permanecer embarcado por período superior a 24 horas sem que receba alimento e água convenientemente. de hidatidose e de cisticercose. dos cinódromos. de acordo com o preceituado no Decreto-lei Federal nº 24.645. a critério da autoridade sanitária competente. Artigo 39 .Conforme a característica do estabelecimento. das hípicas. CAPÍTULO IX Do Licenciamento dos Estabelecimentos Artigo 38 .São de notificação obrigatória as ocorrências de raiva.vedada a entrada e o trânsito de animais no território do Estado de São Paulo sem o certificado de vacinação obrigatória e demais medidas sanitárias e de sanidade emitidos por veterinário oficial ou credenciado pelas autoridades sanitárias competentes.Os veículos transportadores de animais em trânsito pelo território do Estado de São Paulo deverão ter prova de desinfecção e limpeza efetuadas antes do embarque. de 10 de julho de 1934. dos haras.A ocorrência de zoonoses em animais de notificação compulsória às autoridades competentes. Artigo 33 . Artigo 43 .

estando adequados à realidade nacional. por sua natureza técnica ou por possuírem um maior potencial de erro por parte do executor ou por apresentarem problemas de segurança. Parágrafo único. no observador e no animal. se mal empregados. 12º Os agentes e métodos de eutanásia.. IV – permitir que o proprietário do animal assista à eutanásia. 5º A eutanásia deverá ser realizada segundo legislação municipal. quando usados como métodos únicos de eutanásia. como por exemplo. quando houver rotina de procedimentos de eutanásia. entre elas a Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA). devendo ainda o método ser: I – compatível com os fins desejados. 8º A escolha do método dependerá da espécie animal envolvida. no caso de experimentação animal. III – pressupor a necessidade de um rodízio profissional. 7º Os procedimentos de eutanásia. sempre que este assim o desejar. CAPÍTULO III DOS MÉTODOS RECOMENDADOS Art.. É obrigatória a participação do médico veterinário como responsável pela eutanásia em todas as pesquisas que envolvam animais. os quais não podem ser aliviados por meio de analgésicos. § 2º Métodos aceitos sob restrição são aqueles que. 10º Os procedimentos de eutanásia são de exclusiva responsabilidade do médico veterinário. seja por questões de saúde pública ou por questões adversas aqui não contempladas. estadual e federal. Centros de Controle de Zoonoses. ou ainda por se 71 . estão sujeitos à legislação federal de crimes ambientais. de sedativos ou de outros tratamentos. Art. Art. e encontram-se listados. saúde ocupacional e a eliminação de cadáveres e carcaças. podem não produzir consistentemente uma morte humanitária. a prática da eutanásia deverá adaptar-se a esta condição. 6º Quando forem utilizadas substâncias químicas que deixem ou possam deixar resíduos é terminantemente proibida a utilização da carcaça para alimentação. causando o mínimo de estresse no operador. dos meios disponíveis para a contenção dos animais. recomendados e aceitos sob restrição. 9º Em situações onde se fizer necessária a indicação da eutanásia de um número significativo de animais. no que se refere à compra e armazenamento de drogas.DAS NORMAS GERAIS Art. 4º Os animais deverão ser submetidos à eutanásia em ambiente tranqüilo e adequado. do protocolo de estudo. II – seguro para quem o executa. da habilidade técnica do executor. seguem as recomendações propostas e atualizadas de diversas linhas de trabalho consultadas. . comprovando-se sempre a morte do animal. 2º A eutanásia deve ser indicada quando o bem-estar do animal estiver ameaçado. III – realizado com o maior grau de confiabilidade possível. mantendo estas informações disponíveis para utilização dos CRMVs. quando o animal constituir ameaça à saúde pública ou animal. 3º O médico veterinário responsável pela eutanásia deverá: I – possuir prontuário com o(s) métodos(s) e técnica(s) empregados. por espécie. sendo um meio de eliminar a dor. Art. com a declaração do óbito pelo médico veterinário. ou. do número de animais e. Art. no anexo I desta Resolução. § 1º Métodos recomendados são aqueles que produzem consistentemente uma morte humanitária. rebanhos. Art. Art. com a finalidade de evitar o desgaste emocional decorrente destes procedimentos. II – atentar para os riscos inerentes ao método escolhido para a eutanásia. CAPÍTULO II DOS PROCEDIMENTOS Art. ainda. Art. seguindo sempre os métodos indicados para a espécie em questão. ou for objeto de ensino ou pesquisa. longe de outros animais e do alojamento dos mesmos. o estresse ou o sofrimento dos animais.

Bloqueadores Neuromusculares (uso isolado de nicotina. X .Imersão em Formol. usar procedimentos humanitários para evitar sofrimento e dor ao animal.. ouvido ou lido. A utilização dos métodos deste artigo constitui-se em infração ética. E prometo tudo isso fazer. sulfato de magnésio. no exercício da Medicina Veterinária. Art. por respeito à legislação vigente ou por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético profissional da Medicina Veterinária em relação ao seu aprimoramento científico. VIII – Afogamento. revogadas as disposições em contrário.aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em 72 .Incineração in vivo. Art. 14º São considerados métodos inaceitáveis: I . mantendo o mais estrito segredo profissional das informações de qualquer ordem. Art. com especial atenção ao Código de Ética. XII . que. VII – Descompressão. sempre buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte. Tais métodos devem ser empregados somente diante da total impossibilidade do uso dos métodos recomendados constantes do anexo I desta Resolução.Estricnina. Assim o prometo. III . 15º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. CAPÍTULO I PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. XI . 6º São deveres do médico veterinário: I . II .Traumatismo Craniano. em qualquer circunstância em que esteja exercendo a profissão. quer seja por remuneração condigna. Art.constituírem em métodos não bem documentados na literatura científica. para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos em benefício da prevenção e cura de doenças animais.Gás Cianídrico e Cianuretos. IX . tendo como objetivo o Homem. RESOLUÇÃO Nº 722. DE 16 DE AGOSTO DE 2002 Aprova o código de ética do Médico Veterinário.Embolia Gasosa. cloreto de potássio e todos os curarizantes). Art. IV . 5º Defender a dignidade profissional.Hidrato de Cloral (para pequenos animais). 3º Empenhar-se para melhorar as condições de saúde animal e humana e os padrões de serviços médicos veterinários. 1º Exercer a profissão com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade. .Exsanguinação (sem sedação prévia). 2º Denunciar às autoridades competentes qualquer forma de agressão aos animais e ao seu ambiente. como profissional tenha eu visto. Parágrafo único. 3. V – Clorofórmio. CAPÍTULO II DOS DEVERES PROFISSIONAIS Art.. Art. VI . 4º No exercício profissional. cumprirei os dispositivos legais e normativos. ANEXO I CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO MÉDICO VETERINÁRIO JURAMENTO DO MÉDICO VETERINÁRIO: Sob a proteção de Deus PROMETO que. com o máximo respeito à ordem pública e aos bons costumes.

o qual possa caracterizar infração ao presente código e às demais normas e leis que regem o exercício da Medicina Veterinária.realizar a eutanásia nos casos devidamente justificados. II . buscando sempre o bem-estar social da comunidade. sexo. práticas de ensino ou quaisquer outras realizadas com animais sem a observância dos preceitos éticos e dos procedimentos adequados. legislação de proteção aos animais e normas do CFMV.denunciar pesquisas. II . 12º No caso de haver cumprido fielmente suas obrigações com pontualidade e dedicação e não houver recebido do cliente um tratamento correspondente ao seu desempenho. observando o disposto no art. raça. atestados.informar a abrangência. 73 . opinião política ou de qualquer outra natureza. VII . opção sexual. ou desviá-lo em proveito próprio ou de outrem. quando solicitar ao CRMV. com exceção dos seguintes casos: I . limites e riscos de suas prescrições e ações profissionais. procedimentos e normas das instituições em que trabalhe. 11º Escolher livremente seus clientes ou pacientes. as quais causem riscos diretos ou indiretos à saúde animal ou humana. 8º Apontar falhas nos regulamentos. XIII . XI .receitar. e ao CRMV de sua jurisdição. ou atestar de forma ilegível ou assinar sem preenchimento prévio receituário. se ofendido no exercício de sua profissão. X .combater o exercício ilegal da Medicina Veterinária denunciando toda violação às funções específicas que ela compreende.afastar-se de suas atividades profissionais sem deixar outro colega para substituí-lo em atividades essenciais e/ou exclusivas que exijam a presença do médico veterinário. quando investido em função de direção.nos casos de extrema urgência ou de perigo imediato para a vida do animal ou do homem. IV . 11 deste código. valorizando o respeito mútuo e a independência profissional de cada um. tratamento que considere mais indicado. Art. salvo quando se tratar de manipulação. VI . Art.não se utilizar de dados estatísticos falsos nem deturpar sua interpretação científica. CAPÍTULO III DOS DIREITOS DO MÉDICO VETERINÁRIO Art. Art. 10º Prescrever.fornecer informações de interesse da saúde pública e de ordem econômica às autoridades competentes nos casos de enfermidades de notificação obrigatória. III . 7º Exercer a Medicina Veterinária sem ser discriminado por questões de religião. III . IX . comunicando o fato aos órgãos competentes. 9º Receber desagravo público. Art. em razão de cargo ou função. móvel ou imóvel. condição social. 13. testes.exercer a profissão evitando qualquer forma de mercantilismo. o médico veterinário poderá retirar sua assistência voluntariamente. idade. nacionalidade. bem como utilizar os recursos humanos e materiais que julgar necessários ao desempenho de suas atividades. com discrição e de forma fundamentada. CAPÍTULO IV DO COMPORTAMENTO PROFISSIONAL Art.benefício dos animais e do homem. V . XIV . público ou privado de que tenha posse. cor. observando princípios básicos de saúde pública.manter-se regularizado com suas obrigações legais junto ao seu CRMV. XII .prescrever medicamentos sem registro no órgão competente.assegurar.relacionar-se com os demais profissionais. laudos.exercer somente atividades que estejam no âmbito de seu conhecimento profissional. XV . certificados.comunicar ao conselho regional. III .não se apropriar de bens. de acordo com o art. 5º da Lei nº 5517/68.facilitar a participação dos profissionais da Medicina Veterinária nas atividades dos órgãos de classe. as condições para o desempenho profissional do Médico Veterinário. É vedado ao médico veterinário: I . guias de trânsito e outros. Art. VIII .quando não houver outro médico veterinário na localidade onde exerça sua atividade.quando outro colega requisitar espontaneamente sua colaboração. qualquer fato de que tenha conhecimento. II .

usar título que não possua ou que lhe seja conferido por instituição não reconhecida oficialmente ou anunciar especialidade para a qual não esteja habilitado.divulgar informações sobre assuntos profissionais de forma sensacionalista. respectivamente.fornecer atestados ou laudos de qualidade de medicamentos.Prescrever ou administrar aos animais: a) drogas que sejam proibidas por lei. em estabelecimento comercial.praticar ou permitir que se pratiquem atos de crueldade para com os animais nas atividades de produção. XXIII .deixar de elaborar prontuário e relatório médico veterinário para casos individuais e de rebanho. impondo-lhe sofrimento adicional. laudo médico veterinário.praticar qualquer ato que possa influenciar desfavoravelmente sobre a vontade do cliente e que venha a contribuir para o desprestígio da profissão. comissão ou corretagem visando angariar clientes.atender. prontuário. o quadro clínico dos pacientes sob sua responsabilidade. XXVIII . XIV .permitir a interferência de pessoas leigas em seus trabalhos e julgamentos profissionais. instrumentos ou técnicas privativas de sua competência profissional. XXI . IX .fornecer a leigo informações.opinar. clínica e/ou cirurgicamente.deixar de comunicar aos seus auxiliares as condições de trabalho que possam colocar em risco sua saúde ou sua integridade física. XVIII . ou de qualquer outra natureza. XV .deixar de informar ao médico veterinário que o substitui nos casos de gravidade manifesta. sem solicitação das partes interessadas. V . ou receitar. de conteúdo inverídico.prescrever ou executar qualquer ato que tenha a finalidade de favorecer transações desonestas ou fraudulentas.alterar prescrição ou tratamento determinado por outro médico veterinário. c) drogas que tenham o objetivo de aumentar ou de diminuir a capacidade física dos animais. XI . artísticas. de pesquisa.realizar experiências com novos tratamentos clínicos ou cirúrgicos em paciente incurável ou terminal sem que haja esperança razoável de utilidade para o mesmo. empresa ou estabelecimento congênere sem nele exercer função profissional. XVI . salvo em situação de indispensável conveniência para o paciente. XIX . atos que a lei defina como crime ou contravenção. escola. certificado. métodos ou meios.criticar trabalhos profissionais ou serviços de colegas. ou em nome dela. XIII . XXII . a respeito de animal que esteja sendo comercializado. XX . quando solicitado. VIII .deixar de fornecer ao cliente. bem como deixar de esclarecer os procedimentos adequados para evitar tais riscos. usar de má-fé ou concordar em praticar qualquer ato que possa resultar em prejuízo dos candidatos. XXV .desviar para clínica particular cliente que tenha sido atendido em função assistencial ou em caráter gratuito.praticar no exercício da profissão. devendo comunicar imediatamente o fato ao médico veterinário desse paciente. XXVI . atestado. ou sem comprovação científica.quando integrante de banca examinadora. unidade sanitária. alimentos e de outros produtos.receber ou pagar remuneração.permitir que seu nome conste no quadro de pessoal de hospital.deixar de encaminhar de volta ao médico veterinário o paciente que lhe for enviado para procedimento especializado. XVII . VI . XXVII . sem comprovação científica. CAPÍTULO V 74 . XII . VII . b) drogas que possam causar danos à saúde animal ou humana. curso. relatório.receitar sem prévio exame clínico do paciente. clínica. culturais. XXIV .IV . esportivas. bem como deixar de dar explicações necessárias à sua compreensão. e/ou não fornecer as devidas informações sobre o ocorrido no período em que se responsabilizou pelo mesmo. exceto nos casos em que o projeto de pesquisa tenha sido submetido e aprovado por Comitê de Ética. X . ambulatório. promocional.

de assuntos profissionais em programas de rádio. III . ao meio ambiente ou por força judicial. solidariedade. cliente de outro colega. VI . V . CAPÍTULO VI DA RELAÇÃO COM OS COLEGAS Art.isentar-se de responsabilidade por falta cometida em suas atividades profissionais. V . 15º É vedado ao médico veterinário: I .atribuir seus erros a terceiros e a circunstâncias ocasionais que possam ser evitadas. na Internet. atos ou atribuições privativas da profissão de Médico Veterinário. praticar com dolo ou culpa. cargo ou função que esteja sendo exercido por outro colega. parentesco ou amizade.negar sem justificativa sua colaboração profissional a colega que dela necessite.revelar fatos que prejudiquem pessoas ou entidades sempre que o conhecimento dos mesmos advenha do exercício de sua profissão. por qualquer modo. sem autorização expressa do cliente. ou praticar quaisquer atos de concorrência desleal. sem justificativa. II . VIII .aceitar emprego deixado por colega que tenha sido exonerado por defender a ética profissional. entrevistas. IV . 75 .delegar a outros. IV .utilizar posição hierárquica superior para impedir que seus subordinados atuem dentro dos princípios éticos. em artigos. à saúde pública.permitir o uso do cadastro de seus clientes sem autorização dos mesmos. ou reportagens em jornais revistas e outras publicações leigas. ambientais e de saúde pública provenientes das enfermidades de seus pacientes. VII .fazer referências a casos clínicos identificáveis. mesmo que solicitado pelo cliente. exceto nos casos de ato praticado com dolo ou má fé por uma das partes ou quando houver risco à saúde pública.agir de má fé no pleito de um emprego ou pleitear par si emprego. sem o devido acompanhamento. salvo em caso de iminente risco de morte ou de incapacidade permanente do paciente.praticar atos profissionais que caracterizem a imperícia. independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe. relatórios e demais documentos sujeitos ao segredo profissional. 16º Tomando por objetivo a preservação do sigilo profissional o médico veterinário não poderá: I .fazer comentários desabonadores e/ou desnecessários sobre a conduta profissional ou pessoal de colega ou de outro profissional. II .DA RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL Art. televisão. VI . IV . II .prestar a empresas ou seguradoras qualquer informação técnica sobre paciente ou cliente sem expressa autorização do responsável legal.deixar de esclarecer ao cliente sobre as conseqüências sócio-econômicas. VIII .participar de banca examinadora estando impedido de fazê-lo. ressalvados aqueles que interessam ao bem comum. III . respondendo civil e penalmente pelas infrações éticas e ações que venham a causar dano ao paciente ou ao cliente e. III . ao meio ambiente ou que decorram de determinação judicial. CAPÍTULO VII DO SIGILO PROFISSIONAL Art. exibir pacientes ou suas fotografias em anúncios profissionais ou na divulgação. VII .praticar qualquer ato que evidencie inépcia profissional. as normas emanadas dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária e de atender às suas requisições administrativas e intimações dentro do prazo determinado. 14º O médico veterinário será responsabilizado pelos atos que. cinema. no exercício da profissão. levando ao erro médico veterinário. principalmente: I .praticar qualquer ato profissional sem consentimento formal do cliente. a imprudência ou a negligência.deixar de cumprir.atrair para si. V . apreço. ou em quaisquer outros meios de comunicação existentes e que venham a existir.a conivência com o erro ou qualquer conduta antiética em razão da consideração.facilitar o manuseio e conhecimento dos prontuários.

por escrito. se possível. quando em função de direção. II . II .idade real ou presumida. V .o local da prestação dos serviços. atestar a sanidade e o óbito dos animais. Casos excepcionais ao caput deste artigo deverão ser comunicados ao CRMV da jurisdição competente. exceto quando estritamente necessário para que a ação se complete.a complexidade da atuação profissional. dia. Art.local do óbito.CAPÍTULO VIII DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS Art. Art. atendidos os seguintes requisitos: I . saúde.pelagem. raça. DE 20 DE SETEMBRO DE 2006 Dispõe sobre atestado de sanidade e óbito de animais.o trabalho e o tempo necessários para realizar o procedimento. IV .a qualificação e o renome do profissional que o executa. evitando assim dano à saúde animal e humana. Parágrafo único. exceto em caso de pesquisa. 22º É vedado ao médico veterinário permitir que seus serviços sejam divulgados como gratuitos. VI . mês e ano do falecimento. É vedada também a utilização de descontos salariais ou de qualquer outra natureza. ignorância. assim como os de vacinação de animais e os de sanidade dos produtos de origem animal e dá outras providências. 19º O médico veterinário deve acordar previamente com o cliente o custo provável dos procedimentos propostos e. 23º É vedado ao médico veterinário.conhecer as normas que regulamentam a sua atividade. IV . Art. 18º Constitui falta de ética a contratação de serviços profissionais de colegas. III . Art. 2º O atestado de óbito deverá obedecer no mínimo os seguintes requisitos: I . 4. 17º Os honorários profissionais devem ser fixados. Parágrafo único. Art. Art.cumprir contratos acordados. CPF e endereço completo. RESOLUÇÃO Nº 844. exceto quando autorizado. porte. Art. assim como certificar a sanidade dos produtos de origem animal.nome. V .causa do óbito. ensino ou de utilidade pública. 20º O médico veterinário não pode oferecer seus serviços profissionais como prêmio em concurso de qualquer natureza. IV . II . reduzir ou reter remuneração devida a outro médico veterinário. ao meio ambiente e à segurança do cidadão. 24º O médico veterinário deve: I . III . VII .identificação do proprietário: nome. sem observar os honorários referenciais. espécie.agir sem se beneficiar da fraqueza.hora. 76 . 1º É privativo do médico veterinário. sexo. chefia ou outro.oferecer produtos e serviços que indiquem o grau de nocividade ou periculosidade definido por instituições reconhecidas publicamente.prestar seus serviços sem condicioná-los ao fornecimento de produtos ou serviço. III . idade ou condição social do consumidor para impor-lhe produto ou diferenciar a qualidade de serviços. V .a condição sócio econômica do cliente. questionando-se e revisando-os quando estes se tornarem lesivos a um dos interessados. Art. quando for o caso. 21º Ao médico veterinário não é permitida a prestação de serviços gratuitos ou por preços abaixo dos usualmente praticados. CAPÍTULO IX DA RELAÇÃO COM O CIDADÃO CONSUMIDOR DE SEUS SERVIÇOS Art.

dados da vacina: nome. IX .identificação do proprietário: nome. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.identificação do estabelecimento: razão social ou nome fantasia. II . 3º Todos os procedimentos anestésicos e/ou cirúrgicos devem ser realizados 77 . raça.identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo.pelagem. preferencialmente.VIII .idade real ou presumida.informações sobre imunização anti-rábica.informação sobre o estado de saúde do animal. RESOLUÇÃO Nº 877. no âmbito do Conselho Federal de Medicina Veterinária. sexo. 2° As cirurgias devem ser realizadas. VIII . 4º É privativo do médico veterinário. X . quando for o caso. Art. DE 15 DE FEVEREIRO DE 2008 Dispõe sobre os procedimentos cirúrgicos em animais de produção e em animais silvestres. número de inscrição no CRMV e assinatura. quando for o caso. Art.identificação do proprietário: nome. 3º O atestado sanitário deverá conter. V . atestar a vacinação dos animais. no entanto.declaração de que foram atendidas as medidas sanitárias definidas pelo serviço veterinário oficial e pelos órgãos de saúde pública. Art.nome. § 1º Nos atestados e/ou carteiras de vacinação deverá conter. CPF e endereço completo. raça. respeitando-se o disposto no artigo anterior. espécie. no mínimo: I . VII . 1° Instituir. e cirurgias mutilantes em pequenos animais e dá outras providências.identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo. fabricante.identificação do médico veterinário: carimbo (legível) com o nome completo. porte. dispor de médico veterinário como responsável técnico. devendo. número de inscrição no CRMV e assinatura.identificação do estabelecimento (razão social. normas regulatórias que balizem a condução de cirurgias em animais de produção e em animais silvestres. datas de fabricação e validade. § 4º Fica a critério do médico veterinário a confecção do atestado e/ou carteira de vacinação. 5. § 5º O atestado e/ou carteira de vacinação não poderá veicular publicidade de produtos ou serviços de terceiros. VI . porte. IV . II . Art. 5º As campanhas de vacinação realizadas por órgãos públicos não se subordinam aos dispositivos da presente Resolução. sexo.dados da vacinação: dose.idade real ou presumida.pelagem. § 3º O atestado de vacinação ou de aplicação de qualquer produto em animal só pode ser assinado após a conclusão do trabalho. data de aplicação e revacinação. § 2º A vacinação e a aplicação de qualquer produto em animal só pode ser feita sob a orientação e o controle de médico veterinário. número de registro no CRMV.outras informações que possibilitem a identificação posterior do animal.nome. III .data e o local. número de inscrição no CRMV e assinatura. número da partida. endereço completo. VIII . no mínimo: I . VII . registro no CRMV). IX .data e o local em que se processou. VI . e cirurgias mutilantes em pequenos animais. espécie. IV . CPF e endereço completo. em locais fechados e de uso adequado para esta finalidade. III . CNPJ. Art. CGC e inscrição estadual. V . quando for o caso. IX .

O PCMSO deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade de trabalhadores. devendo estar articulado com o disposto nas demais NR. 7. tais como: amputação de artelhos e amputação parcial ou total das asas conduzidas. O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo de iniciativas da empresa no campo da saúde dos trabalhadores. §1° São considerados procedimentos proibidos na prática médico-veterinária: conchectomia e cordectomia em cães e. Das diretrizes 7. 7. rastreamento e diagnóstico precoce dos 78 . Art. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.1. privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho. onicectomia em felinos.3. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Esta Norma Regulamentadora . O PCMSO deverá ter caráter de prevenção. Fica proibida a realização de cirurgias consideradas mutilantes.PCMSO..1.2.1. sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas. Devem ser respeitadas as técnicas de antissepsia nos animais e na equipe cirúrgica. respeitado o disposto nos Artigos 2º e 3º desta Resolução. CAPÍTULO IV CIRURGIAS ESTÉTICAS MUTILANTES EM PEQUENOS ANIMAIS Art. 8° Todos os procedimentos cirúrgicos devem ser realizados respeitando o previsto nos Artigos 2º e 3º desta Resolução.1. Caberá à empresa contratante de mão-de-obra prestadora de serviços informar a empresa contratada dos riscos existentes e auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO nos locais de trabalho onde os serviços estão sendo prestados.. com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. 6.517/68. . NR7 – PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL 7. 7. bem como a utilização de material cirúrgico estéril por método químico ou físico. 7.1. Do objeto 7. 7. do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional . 6° As cirurgias realizadas em animais silvestres devem ser executadas de preferência em salas cirúrgicas ou em ambientes controlados e específicos para este fim. Art.2. 9° Os casos omissos serão avaliados pela Comissão de Ética. Parágrafo único. 7° Ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie. revogadas as disposições em contrário.2.2.1. com a finalidade de marcação ou que visem impedir o comportamento natural da espécie.2. §2° A caudectomia é considerada um procedimento cirúrgico não recomendável na prática médico-veterinária. CAPÍTULO III DAS CIRURGIAS EM ANIMAIS SILVESTRES Art. Bioética e Bem-Estar Animal (CEBEA) e submetidos à apreciação do Plenário do CFMV. Parágrafo único. Esta NR estabelece os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO.2. 10º Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação no DOU.NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação.3.exclusivamente pelo médico-veterinário conforme previsto na Lei nº 5. podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho.

no exame médico periódico.019-3 / I3) a. deverá ser realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente.022-3 / I1) 7. (107. (107.017-7 / I1) 7. 7. 7.. quando menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 45 (quarenta e cinco) anos de idade. O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores. No exame médico de retorno ao trabalho.2.021-5 / I2) b. (107. Do desenvolvimento do PCMSO 7.2. (107. à disposição da fiscalização do trabalho. A avaliação clínica referida no item 7. abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e mental. ou por notificação do médico agente da inspeção do trabalho. a realização obrigatória dos exames médicos: a) admissional.3.1. de acordo com os intervalos mínimos de tempo abaixo discriminados: a) para trabalhadores expostos a riscos ou a situações de trabalho que impliquem o desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional.1) anual. de natureza ocupacional ou não.1 compreendem: a) avaliação clínica.4.4. os exames deverão ser repetidos: a.3. ainda. (107. inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras.2. posto de trabalho ou de setor que implique a exposição do trabalhador à risco diferente daquele a que estava exposto antes da mudança. deverá obedecer aos prazos e à periodicidade conforme previstos nos subitens abaixo relacionados: 7. Para cada exame médico realizado. (107.014-2 / I1) .4. 7. O PCMSO deve incluir.3. alínea "a". a critério do médico encarregado. a critério do médico coordenador ou encarregado.4.4. No exame médico de mudança de função. ainda. o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional . .2) a cada dois anos. .3. para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas. para os trabalhadores expostos a condições hiperbáricas. com parte integrante dos exames médicos constantes no item 7.2.ASO.3. ou.010-0 / I3) d) de mudança de função.013-4 / I1) b) exames complementares.011-8 / I3) e) demissional.018-5 / I1) 7. inclusive de natureza subclínica.4. (107. além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores.1.. Para fins desta NR.1) a cada ano ou a intervalos menores. realizados de acordo com os termos específicos nesta NR e seus anexos. especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR. ou parto.4.4.4. Outros exames complementares usados normalmente em patologia clínica para avaliar o funcionamento de órgãos e sistemas orgânicos podem ser realizados. (107.2) de acordo com à periodicidade especificada no Anexo nº 6 da NR 15.008-8 / I3) b) periódico.. 7. A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador. (107.4. entre outros. ou.agravos à saúde relacionados ao trabalho.4.023-1 / I1) 7. (107.3. será obrigatoriamente realizada antes da data da mudança.009-6 / I3) c) de retorno ao trabalho.4.4. (107.024-0 / I1) 7.2. em 2 (duas) vias. ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho.4.4. (107. (107.4. 7.020-7 / I4) b) para os demais trabalhadores: b. no exame médico admissional. para os trabalhadores entre 18 (dezoito) anos e 45 (quarenta e cinco) anos de idade. previsto no item 7.1. (107. Os exames de que trata o item 7.4.1.012-6 / I3) 7.4. deverá ser realizada antes que o trabalhador assuma suas atividades.4.3.4. (107.1. como resultado de negociação coletiva de trabalho. entende-se por mudança de função toda e qualquer alteração de atividade.. (107.. ou ainda decorrente de negociação coletiva de trabalho.026-6 / I2) 79 .3.4..1.

(107.2.000 a 6. mediante recibo na primeira via. Estabelecer diretrizes e parâmetros mínimos para a avaliação e o acompanhamento da audição do trabalhador através da realização de exames audiológicos de referência e seqüenciais. quando houver.5. Definições e Caracterização 2. incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados. b. A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador. (107.000 Hz. conforme instruções técnicas expedidas pela Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho-SSST. exerce ou exerceu. Os dados obtidos nos exames médicos. Entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as alterações dos limiares auditivos.027-4 / I2) 7. 2. (107. o acometimento dos limiares auditivos em uma ou mais freqüências da faixa de 3.049-5 / I1) c) indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador. não haverá progressão da redução auditiva.054-1 / I2) 7. (107. na atividade do empregado. Tem como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. As freqüências mais altas e mais baixas poderão levar mais tempo para serem afetadas. anamnese clínico-ocupacional. (107. incluindo avaliação clínica e exames complementares. Os registros a que se refere o item 7. Entende-se por exames audiológicos de referência e seqüenciais o conjunto de procedimentos necessários para avaliação da audição do trabalhador ao longo do tempo de exposição ao risco.034-7 / I4) 7.5. Dos primeiros socorros 7.3. incluindo: a.050-9 / I1) d) o nome do médico coordenador. 80 .1.1. d. 1. 2. exame otológico.033-9 / I3) 7.048-7 / I1) b) os riscos ocupacionais específicos existentes. (107.4.5. considerando-se as características da atividade desenvolvida. (107.4.051-7 / I2) e) definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer. c.052-5 / I2) f) nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato. Fornecer subsídios para a adoção de programas que visem a prevenção da perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados e a conservação da saúde auditiva dos trabalhadores. Objetivos 1. Uma vez cessada a exposição. manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. que ficará sob a responsabilidade do médico-coordenador do PCMSO.1.4. o número de registro de sua identidade e sua função.2. as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário clínico individual. outros exames audiológicos complementares solicitados a critério médico. inicialmente.4. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros. (107. ou a ausência deles. (107.7. com respectivo CRM.053-3 / I2) g) data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina.1. (107.5 deverão ser mantidos por período mínimo de 20 (vinte) anos após o desligamento do trabalhador.4.045-2 / I1) DIRETRIZES E PARÂMETROS MÍNIMOS PARA AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA AUDIÇÃO EM TRABALHADORES EXPOSTOS A NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA ELEVADOS (redação dada pela Portaria nº 19 de 09 de Abril de 1998) 1. A sua história natural mostra. O ASO deverá conter no mínimo: a) nome completo do trabalhador. do tipo sensorioneural. exame audiométrico realizado segundo os termos previstos nesta norma técnica. decorrente da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora elevados. (107.2.5.4.4.

o resultado da otoscopia e de outros testes audiológicos complementares. 8. d. b. do médico que assiste ao trabalhador. 3. a exposição não ocupacional a outro(s) agentes de risco ao sistema auditivo. e. d. traçado audiométrico e símbolos conforme o modelo constante do Anexo 1.. atendidas as condições de conforto. nome.. pé direito. 5. 3.2 Os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto. j. O resultado do exame audiométrico deve ser registrado em uma ficha que contenha. ou. a exposição não ocupacional a níveis de pressão sonora elevados. 5.. .. segurança e salubridade. O exame audiométrico será realizado. O audiômetro será submetido a procedimentos de verificação e controle periódico do seu funcionamento.214 do Ministério do Trabalho. k. A perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados. no mínimo. por si só. nome da empresa e a função do trabalhador. está ou esteve exposto no exercício do trabalho. nome. a demanda auditiva do trabalho ou da função. c. no momento da admissão. dentro dos moldes previstos na NR .1. e na demissão. no mínimo: a.1. ou do médico encarregado pelo mesmo para realizar o exame médico. os seguintes fatores: a.. todos os trabalhadores que exerçam ou exercerão suas atividades em ambientes cujos níveis de pressão sonora ultrapassem os limites de tolerância estabelecidos nos anexos 1 e 2 da NR 15 da Portaria 3. h. . anualmente a partir de então. devendo-se levar em consideração na análise de cada caso. 3. 7. a capacitação profissional do trabalhador examinado. NR8 – EDIFICAÇÕES 8.2.. no mínimo. . Princípios e procedimentos básicos para a realização do exame audiométrico 3.4.4. i. estão a cargo do médico coordenador do PCMSO de cada empresa. não é indicativa de inaptidão para o trabalho. independentemente do uso de protetor auditivo. tempo de repouso auditivo cumprido para a realização do exame audiométrico.NR estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações. 81 . para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. O diagnóstico conclusivo. e. b.2. os níveis de pressão sonora a que o trabalhador estará.1.. de acordo com as posturas municipais. estabelecidas na Portaria 3. .. Periodicidade dos exames audiométricos.214/78. Devem ser submetidos a exames audiométricos de referência e seqüenciais. número de registro no conselho regional e assinatura do profissional responsável pelo exame audiométrico. a exposição ocupacional a outro(s) agente(s) de risco ao sistema auditivo. modelo e data da última aferição acústica do audiômetro. c. o diagnóstico diferencial e a definição da aptidão para o trabalho. o tempo de exposição pregressa e atual a níveis de pressão sonora elevados. nome do fabricante. além do traçado audiométrico ou da evolução seqüencial de exames audiométricos. na ausência destes. a idade do trabalhador. Diagnóstico da perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados e definição da aptidão para o trabalho. f. g. f. 5. os programas de conservação auditiva aos quais tem ou terá acesso o trabalhador. no 6º (sexto) mês após a mesma.5. idade e número de registro de identidade do trabalhador.3. a história clínica e ocupacional do trabalhador. Esta Norma Regulamentadora . 3. na suspeita de perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados.1.7.

1.. isolamento térmico.2.3.010-5 / I1) c) ser de material rígido e capaz de resistir ao esforço horizontal de 80kgf/m2 (oitenta quilogramas-força por metro quadrado) aplicado no seu ponto mais desfavorável. uma das dimensões igual ou inferior a 0.1 – Do objetivo e campo de aplicação 32. onde houver perigo de escorregamento.90m (noventa centímetros). (108. serão empregados materiais ou processos antiderrapantes.011-3 /I1) 8.005-9 / I2) 8. (108. observar as normas técnicas oficiais relativas à resistência ao fogo. obrigatoriamente.1 Esta Norma Regulamentadora . sempre que necessário. comunicando imediatamente o fato ao seu superior para as providencias cabíveis. impermeabilizados e protegidos contra a umidade. 32. as suas causas e as medidas preventivas a serem adotadas. balcões. As partes externas. devem dispor de guarda-corpo de proteção contra quedas. ainda que não acompanhem sua estrutura. afixar cartazes sobre os procedimentos a serem adotados em caso de acidente ou incidente grave. (108.009-1/ I1) b) quando for vazado. resistência estrutural e impermeabilidade.NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistência à saúde. a contar do nível do pavimento. (108.3 – Dos direitos dos trabalhadores 32.003-2 / I1) 8. os vãos do guarda-corpo devem ter.2 – Das responsabilidades do empregador 32. Os pisos e as paredes dos locais de trabalho devem ser.4. (108.015-6 / I1) 8. As aberturas nos pisos e nas paredes devem ser protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas ou objetos.4. 8. representem riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de terceiros.6.2. para as quais a edificação se destina. (108. corredores e passagens dos locais de trabalho. no mínimo. 32. bem como todas as que separem unidades autônomas de uma edificação. . 32.3 O empregador deve garantir ao trabalhador o abandono do posto de trabalho quando da ocorrência de condições que ponham em risco a sua saúde ou integridade física. NR32 – SEGURANÇA E SAÚDE NO ESTABELECIMENTOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE TRABALHO EM 32. Os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais. devem.2 Receber as orientações necessárias sobre prevenção de acidentes e doenças 82 .3.1. 32.006-7 / I2) 8.3. tais como terraços.4.008-3 / I2) a) ter altura de 0.12m (doze centímetros).2 O empregador deve informar os trabalhadores sobre os riscos existentes.007-5 / I1) 8. As rampas e as escadas fixas de qualquer tipo devem ser construídas de acordo com as normas técnicas oficiais e mantidas em perfeito estado de conservação. se necessário.. 8.4. segundo o seu conhecimento.3. Os andares acima do solo. Circulação. isolamento e condicionamento acústico. (108.3. 32.013-0 /I1) 8.3.3..2. (108. Proteção contra intempéries. (108.012-1 / I1) 8.2.2. (108.3. (108.1 Interromper suas tarefas sempre que constatar evidências que.. pelo menos. (108.4.. As edificações dos locais de trabalho devem ser projetadas e construídas de modo a evitar insolação excessiva ou falta de insolação.4.3. de acordo com os seguintes requisitos: (108.3.1. 8. Os pisos. bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. rampas. Nos pisos.004-0 / I2) 8.4. escadas. compartimentos para garagens e outros que não forem vedados por paredes externas. As coberturas dos locais de trabalho devem assegurar proteção contra as chuvas.014-8 / I1) 8.5.1 O empregador deve fornecer aos trabalhadores instruções escritas e.3. as escadas e rampas devem oferecer resistência suficiente para suportar as cargas móveis e fixas.

2 Excetua-se a preparação de associação de medicamentos para administração imediata aos pacientes.4. .16 Nos laboratórios onde se utilizam solventes orgânicos. devem ser observadas as recomendações do fabricante. 32..6.4.17 Dos Gases Medicinais 32. . . 32.12.7 É vedado o reencape de agulhas.1 O recipiente deve ser mantido o mais próximo possível da realização do procedimento.. 32.relacionadas ao trabalho e uso dos equipamentos de proteção coletivos e individuais fornecidos gratuitamente pelo empregador. .4.. e) a submissão dos cilindros a temperaturas extremas. data de envase e de validade. 32.4. norma brasileira registrada no INMETRO.4 Os equipamentos de proteção individual . graxas. de forma legível..1 As recomendações do fabricante devem ser mantidas no local de trabalho. 32.3 O empregador deve proibir: a) a utilização de equipamentos em que se constate vazamentos de gás. 32.. por etiqueta com o nome do produto. manuseio e utilização dos gases. deverão ser armazenados em número suficiente nos locais de trabalho.4.6 O limite máximo de enchimento do recipiente deve estar localizado 5 cm abaixo do bocal. à disposição da inspeção do trabalho.4. 32.1 As medidas de proteção devem ser adotadas a partir do resultado da avaliação. 32. 32.4.1.12 O empregador deve destinar local apropriado para a manipulação ou fracionamento de produtos químicos.1 Na movimentação. sempre que necessário. composição química. armazenamento.6. d) a movimentação dos cilindros sem a utilização dos equipamentos de proteção individual.9 Todo recipiente contendo produto químico manipulado ou fracionado deve ser identificado.4.4. sua concentração. descartáveis ou não.. 32. 32. de forma a garantir o imediato fornecimento ou reposição. g) o contato de óleos. 32. hidrocarbonetos ou materiais orgânicos similares com gases 83 .4..5.4. .4. conforme o estabelecido na NBR 13853. 32.10 É vedado o procedimento de reutilização das embalagens de produtos químicos.4 – Medidas de proteção 32. deve ser mantido recipiente apropriado para o seu descarte. 32.4.4.4.1 Os trabalhadores que utilizarem objetos pérfuro-cortantes devem ser os responsáveis pelo seu descarte.4. 32. b) a utilização de equipamentos não projetados para resistir a pressões a que são submetidos. 32. 32.4.2 O recipiente deve ser posicionado de forma que a abertura possa ser visualizada pelos trabalhadores. f) a utilização do oxigênio e do ar comprimido para fins diversos aos que se destinam.1 É vedada a realização de procedimentos de manipulação ou fracionamento de produtos químicos em qualquer local que não o apropriado para este fim. previstas no PPRA.12.5 Em todos os locais de trabalho onde se utilizem materiais pérfuro-cortantes.13 A manipulação ou fracionamento dos produtos químicos deve ser feita por trabalhador qualificado.4.8 Deve ser mantida a rotulagem original dos produtos químicos utilizados nos estabelecimentos de assistência à saúde. o sistema de prevenção de incêndio deve prever medidas especiais de segurança e procedimentos de emergência a serem adotados em caso de acidentes envolvendo derrame de líquidos inflamáveis.. 32.17.EPI.17. c) a utilização de cilindros que não tenham a identificação do gás. desde que compatíveis com as disposições da legislação vigente..17. bem como na manutenção dos equipamentos. 32..4.4. transporte.

via respiratória e digestiva do trabalhador. conexões. considerando: a) a descrição do local de trabalho. considerando: a) as fontes de exposição. segundo as exigências do procedimento ou em caso de contaminação ou dano. os Equipamentos de Proteção Individual -EPI devem atender as seguintes exigências: a) garantir a proteção da pele. 32. f) a freqüência de exposição. e i) os estudos epidemiológicos e outras informações científicas. conter. 32. g) a possibilidade da presença de cepas multirresistentes.6 Todos os equipamentos utilizados para a administração dos gases ou vapores anestésicos deve ser submetidos à manutenção corretiva e preventiva. e) a quantidade. os seguintes tópicos: I.1 A manutenção consiste. .1 Na fase de reconhecimento. devem ser instalados: a) sistema de exaustão o mais próximo possível da fonte emissora. e i) a transferência de gases de um cilindro para outro. c) as vias de transmissão.17. e c) estar armazenados em locais de fácil acesso e em quantidade suficiente para imediata substituição. sua redução. segundo sua formação inicial e as informações recebidas. c) a possibilidade de disseminação do material infectado.4. no mínimo. volume ou concentração do agente no material manipulado.. mucosas. h) a possibilidade de desinfecção. h) a possibilidade da adoção de medidas preventivas. d) as vias de entrada.17.4. Avaliação do local de trabalho e do trabalhador exposto.17. g) o nível de conhecimento do risco pelo trabalhador. de forma a manter a concentração ambiental dos agentes abaixo dos limites de tolerância prevista na legislação vigente. dando-se especial atenção aos pontos de vazamentos para o ambiente de trabalho. previsto na NR 9. e i) a possibilidade de avaliação dos níveis de exposição quando possível a identificação ou quantificação do agente biológico no local de trabalho. buscando sua eliminação.6. .18 sem prejuízo do cumprimento do disposto na legislação vigente. e b) sistema de ventilação.oxidantes.20.1.20 Gestão em segurança no trabalho 32. 32. b) ser avaliados diariamente quanto ao estado de conservação e segurança. assim como o acompanhamento de sua aplicação.4. ou quando impossível. 32.4. Identificação teórica dos agentes biológicos mais prováveis. visando identificar riscos potenciais e introduzir medidas de proteção para sua redução ou eliminação. b) os reservatórios. na verificação dos cilindros de gases. válvulas. A avaliação deve ser efetuada pelo menos 01 (uma) vez ao ano e: 84 . d) a identificação das funções e dos trabalhadores expostos. b) os fatores relativos à organização e aos procedimentos de trabalho. traquéias. h) a utilização de cilindros de oxigênio sem a válvula de retenção ou o dispositivo apropriado para impedir o fluxo reverso. II. f) a resistência do agente biológico.20. balões.4..4. no mínimo. independentemente da capacidade dos cilindros. III..1 Nas atividades suscetíveis de apresentarem risco de exposição aos agentes biológicos. deve-se atender o disposto nos subitens seguintes: 32.4. aparelhos de anestesia e máscaras faciais para ventilação pulmonar. e) a identificação nominal dos trabalhadores expostos aos agentes classificados nos grupos 3 e 4 do anexo I desta NR.7 Nos locais onde são utilizados gases ou vapores anestésicos. o PPRA.. mangueiras. 32. conectores.

3 O PCMSO deve estar à disposição dos trabalhadores.. ou quando ainda não foi possível identificar os riscos. e e) programa de vacinação.8 O empregador deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e efeitos colaterais. desta NR.22.4.4. que possa alterar a exposição dos trabalhadores.1 O empregador deve assegurar treinamento aos trabalhadores. material e insumos especiais. expostos.22 Gestão em saúde no trabalho 32. do anexo I. fluídos e tecidos orgânicos. o empregador deve disponibilizá-las gratuitamente aos trabalhadores não imunizados.4 No caso da ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo a exposição aos agentes biológicos. e b) quando for detectado trabalhador vítima de infecção ou doença com suspeita de nexo causal com a exposição aos agentes biológicos.4.5 O empregador deve: a) garantir a desinfecção adequada dos instrumentos de trabalho de utilização coletiva. se necessário.5 Capacitação 32. deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho .22. e b) providenciar recipientes e meios de transporte adequados para materiais infectocontagiosos.4.22.4. 32. com ou sem afastamento do trabalhador. ou poderão estar.7 O empregador deve fazer o controle da eficácia da vacinação e providenciar.4. e) relação dos estabelecimentos de saúde que podem prestar assistência aos trabalhadores acidentados.CAT.4. 32. d) vigilância médica dos trabalhadores expostos. dos riscos a que estará exposto por falta ou recusa de vacinação. 32. ainda: a) avaliação dos riscos biológicos..9 A vacinação deve obedecer às recomendações do Ministério da Saúde. assim como. 32. 32. 32.22. 32. f) formas de transporte dos acidentados.10 A vacinação deve ser registrada no prontuário clínico individual do trabalhador.4.4.a) sempre que se produza uma mudança nas condições de trabalho.2 Em caso de risco de exposição acidental aos agentes biológicos deve constar do PCMSO.22. b) localização das áreas de risco elevado segundo os parâmetros do Anexo I.2 Para as atividades que impliquem uma exposição aos agentes biológicos pertencentes aos vários grupos.4. e g) relação dos estabelecimentos de assistência à saúde depositários de soros imune. no mínimo: a) procedimentos a serem adotados para prevenir a soroconversão. medicamentos necessários.22. se for o caso. bem como da inspeção do trabalho. d) identificação de recursos humanos e suas respectivas responsabilidades.1 O PCMSO.5. b) medidas para descontaminação do local de trabalho.4. 32. o diagnóstico precoce das mesmas. 32. 32.22. o desenvolvimento de doenças ou. deve contemplar. devendo ser ministrado: 85 . 32. c) tratamento médico de emergência para os trabalhadores expostos e lesionados. vacinas.4. além do previsto na NR 7.11 Na elaboração e implementação do PCMSO.4.20. c) identificação nominal dos trabalhadores expostos aos agentes biológicos classificados nos grupos 3 e 4. 32.22. estes devem ser avaliados com base no perigo representado por todos os agentes biológicos identificados ou prováveis.22.22. devem ser consideradas as informações contidas nas fichas toxicológicas dos produtos químicos a que estão expostos os trabalhadores.6 Sempre que houver vacinas eficazes contra os agentes biológicos a que os trabalhadores estão. 32.22. seu reforço. .

32.7 .1 O treinamento deve conter.4 Em todo setor onde exista risco de exposição aos agentes biológicos devem ser fornecidas aos trabalhadores instruções por escrito e em linguagem acessível. e e) os efeitos terapêuticos e adversos destes medicamentos e o possível risco à saúde a longo e curto prazo. e d) por profissionais de saúde de nível superior.6...5. 32. 32. b) precauções para evitar a exposição aos agentes.4 Os sacos plásticos utilizados no acondicionamento dos resíduos de saúde devem atender ao disposto na NBR 9191.2 O treinamento deve ser adaptado à evolução do conhecimento e a identificação de novos riscos biológicos incluindo. 32. e d) mantido íntegro até o processamento ou destinação final do resíduo.7. em número suficiente para o armazenamento. separar adequadamente os resíduos. no mínimo. movimentação. transporte. sobre as rotinas realizadas no local de trabalho e as medidas de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. antes do início de suas atividades. utilização. no mínimo.7. 32. transporte. reconhecer os sistemas de identificação e realizar os procedimentos de armazenamento.a) antes do início da atividade profissional.3 A separação dos resíduos deve ser realizada no local onde são gerados. e c) os recipientes sejam identificados e sinalizados. mesmo que virado com a abertura para baixo. o conteúdo ministrado. c) durante a jornada de trabalho. 32.3 O empregador deve manter os documentos comprobatórios da realização do treinamento que informem a carga horária. c) os procedimentos a serem adotados em caso de acidentes e incidentes e em situações de emergência.5. 86 . c) retirado imediatamente do local de geração após o preenchimento e fechamento. preparo.. f) medidas para a prevenção de acidentes e incidentes. b) sempre que ocorra uma mudança das condições de exposição dos trabalhadores aos agentes biológicos. transporte e destinação dos resíduos. 32.7. devendo ser observado que: a) sejam utilizados recipientes que atendam as normas da ABNT.7. 32. norma brasileira registrada no INMETRO. d) utilização dos equipamentos de proteção coletiva.5. d) as principais vias de exposição ocupacional. individual e das vestimentas. b) fechado de tal forma que não permita o derramamento do conteúdo.Dos resíduos 32.5.2 Cabe ao empregador treinar os trabalhadores para. e) medidas a serem adotadas pelos trabalhadores no caso de ocorrência de incidentes e acidentes. o nome e a formação profissional do instrutor e os trabalhadores envolvidos. segundo as normas da ABNT. . administração e descarte de produto químico. no mínimo: a) a apresentação das fichas toxicológicas com explicação das informações nelas contidas. b) os procedimentos de segurança relativos à manutenção. estocagem e descarte. todos os dados disponíveis sobre: a) riscos potenciais para a saúde.1 No manuseio de resíduos de serviços de saúde. 32.6 Cabe ao empregador capacitar os trabalhadores para o manuseio.7 Os programas de treinamento devem ser ministrados por profissionais de saúde de nível superior e familiarizados com os riscos inerentes às drogas de risco. 32..5 Todo recipiente contendo resíduos de serviços de saúde deve ser: a) preenchido até 2/3 de sua capacidade. c) normas de higiene. deve ser atendido o disposto na NBR 12809.5.7. b) os recipientes estejam localizados em local apropriado e o mais próximo possível da fonte geradora. 32.5. .

1 Todo setor onde exista risco de exposição ao agente biológico deve ter um lavatório apropriado para higiene das mãos provido de água corrente. 32. e V.8 Sempre que o transporte do recipiente contendo resíduos de serviços de saúde possa comprometer a segurança e a saúde do trabalhador.7. o que deve ocorrer antes e após o uso daquelas. 32. b) ralo sifonado. de acionamento por pedal.7.7.8. 32.11 Em todos os estabelecimentos de assistência à saúde. 32.7.8 .7. excetuando desta exigência os setores de manutenção. deve atender os seguintes requisitos: a) ser feito através de veículos apropriados.1. deve existir local apropriado para o armazenamento temporário dos recipientes que atenda. 32.4 Os trabalhadores com feridas e/ou lesões nas mãos. 32. no mínimo. . tipo B. de modo a preservar a sua saúde e integridade física.8. deve ser dimensionado de forma a permitir a separação dos recipientes que contenham resíduos de serviço de saúde incompatíveis entre si. b) portas de superfícies lisas e laváveis. e d) armários..11. não armazenar resíduos que não estejam acondicionados em recipientes.05.8.5. antes de iniciar as atividades laborais. estar devidamente sinalizado e identificado. sabonete líquido toalha descartável e lixeira com tampa de acionamento por pedal. Na impossibilidade de cobri-las. III.7 O transporte manual do recipiente.10 O transporte dos recipientes contendo resíduos de serviço de saúde. contendo resíduos de serviços de saúde. providos de tampa. devem cobri-las com compressas impermeáveis.9 Em cada unidade geradora de resíduos. II. e) ventilação adequada. impermeáveis e laváveis. 32. além de atender as características descritas no item 32. tetos ou forros lisos. para a área de armazenamento externo. paredes.7. b) utilizar sempre o menor percurso e o mesmo sentido. as seguintes características: I. d) ponto de luz. e c) adotar percurso que não coincida com o mesmo utilizado por pessoas. permitindo 87 . desprovido de quaisquer odores e vetores. resistentes. para o transporte de roupas limpas. c) lixeiras com tampa. 32. em perfeitas condições de limpeza e providas de: a) pisos antiderrapantes. deve ser realizado de forma que não exista o contato do mesmo com outras partes do corpo. e f) abertura dimensionada de forma a permitir a entrada do carro de coleta.Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho 32.. deve-se evitar o contato com os pacientes. devem ser tratados conforme disposto na Resolução CNEN-NE-6. 32. bancadas e outros mobiliários de material liso. alimentos. 32. medicamentos e outros materiais.6 Para os recipientes destinados a coleta de material pérfuro-cortante.32. 32.7. além das mãos do trabalhador.3 O uso de luvas não substitui a lavagem das mãos. o limite máximo de enchimento deve estar localizado abaixo 5 cm do bocal.1 O local.7. permanentemente. devem ser utilizados meios técnicos apropriados. até que sejam recolhidos pelo sistema de coleta externa. ser mantido limpo. lavável e impermeável. ser dotado de: a) pisos e paredes laváveis.5 Todas as áreas dos estabelecimentos de assistência à saúde deverão ser mantidas.9. c) ponto de água.12 Os rejeitos radioativos. deve existir local apropriado para o armazenamento externo dos recipientes contendo os resíduos de serviço de saúde. IV.8. não ser utilizado para fins diversos a que se destina.

10 Das disposições gerais 32.10. 32.2. 32.10.3 O agente biológico que não puder ser rigorosamente classificado num dos grupos definidos anteriormente deve ser enquadrado no grupo mais elevado no qual possa ser incluído. com risco de se propagarem na coletividade e existindo. 32. em relação aos princípios de: higiene pessoal. 32. de 88 .1 Nos estabelecimentos de assistência à saúde.2. geralmente. conforme o estabelecido na Norma Regulamentadora 17 Ergonomia. usar adornos e manusear lentes de contato nos postos de trabalho. ANEXO I Classificação dos agentes biológicos em grupos a) Grupo 1: os que apresentam baixa probabilidade de causar doenças ao homem. b) Grupo 2: os que podem causar doenças ao homem e constituir perigo aos trabalhadores. sinalização. após o seu turno laboral. . dotado de ventilação apropriada.19 O empregador deve fornecer.2. b) fumar. classificados nos grupos 2..10. norma brasileira registrada no INMETRO. que possam estar contaminados por agentes biológicos e colocá-los em locais para este fim destinados.2.21 Toda trabalhadora gestante deve ser afastada de qualquer contato com gases e/ou vapores anestésicos. meios eficazes de profilaxia ou tratamento. para a realização de procedimentos que provoquem odores fétidos.10. d) Grupo 4: os que causam doenças graves ao homem e que constituem um sério perigo aos trabalhadores. devem ser atendidas: a) condições de conforto relativas aos níveis de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10152. sendo diminuta a probabilidade de se propagar na coletividade e para as quais existem..10.2.. 32.20 Antes de sair do ambiente de trabalho.1 A relação dos agentes biológicos classificados nos grupos 2. 3 e 4 encontra-se no anexo II desta NR. para as quais. geralmente.10. bem como responsabilizar-se por sua higienização. . sem ônus para o empregado. 32. c) alimentar-se e beber nos postos de trabalho. ANEXO II Relação de classificação dos Agentes Biológicos 1..2. d) guardar alimentos em locais não destinados para este fim.2 Cada agente biológico deve ser necessariamente incluído em um grupo.9 Sempre que o peso a ser transportado possa comprometer a segurança e saúde do trabalhador. os trabalhadores devem retirar suas vestimentas e os equipamentos de proteção individual. 32. com elevadas possibilidades de propagação na coletividade e. antes de iniciar suas atividades e de forma continuada. profilaxia e tratamento eficaz.13 Os trabalhadores que realizam a limpeza dos estabelecimentos de assistência à saúde devem ser treinados. 32. c) Grupo 3: os que podem causar doenças graves ao homem e constituir um sério perigo aos trabalhadores. 32. seu uso correto e acessibilidade em situações de emergência. devem ser utilizados meios mecânicos apropriados. rotulagem preventiva. Este anexo apresenta uma lista de agentes biológicos. 3 e 4. não existem geralmente meios eficazes de profilaxia ou de tratamento.10.18 Cabe ao empregador vedar: a) a utilização de pias de trabalho para fins de higiene pessoal. 32. advertência de riscos e tipos de EPI. e e) uso de calçados abertos. infectologia.10 Todo estabelecimento de atenção à saúde deve ter local adequado. 32. vestimenta de trabalho adequada aos riscos ocupacionais em condições de conforto.10. e b) iluminação adequada.desinfecção e fácil higienização e em bom estado de conservação interno e externo.

483 – CRIAÇÃO E VENDA NO VAREJO DE CÃES E GATOS Dispõe sobre a criação e a venda no varejo de cães e gatos por estabelecimentos comerciais no Município de São Paulo. por exemplo: Prevotella spp indica que somente deverão ser consideradas as espécies patogênicas para o homem e que as cepas e espécies não patogênicas estão excluídas. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. no Município de São Paulo é livre. Na classificação dos agentes considerou-se os possíveis efeitos para os trabalhadores sadios.acordo com os critérios citado no item 32. desde que obedecidas as regras estabelecidas na presente lei e legislação federal vigente. 9. ruas. Por exemplo: Campylobacter fetus. bem como as doações em eventos de adoção desses animais. Na classificação por gênero e espécie podem ocorrer três situações a) aparece na lista um gênero com mais de uma espécie junto com a referência geral “spp”. Campylobacter jejuni. Antes de definir que um agente pertence ao grupo 1 por não constar da lista. Parágrafo único. parques e outras áreas públicas do Município de São Paulo. de acordo com o item 32. porém não incluídos na lista. por exemplo: Rochalimaea quintana indica especificamente que este agente é patógeno. transtornos imunológicos. c) uma única espécie aparece na lista. salvo quando exista recomendação contrária. junto com a referência geral “spp” de que outras espécies também podem apresentar risco. d) todos os vírus isolados em seres humanos. Não foram considerados os efeitos particulares para os trabalhadores cuja sensibilidade possa estar afetada. deve-se considerar que: a) a não inclusão na lista de um determinado agente.2 desta NR. 1º A reprodução. porém não se encontra na lista. medicação. previamente autorizados pelo órgão público ao qual o parque está afeto e Conselho Gestor do respectivo parque. deve-se considerar excluídas as espécies e cepas não patogênicas para o homem.2. Art. não infeccioso através do ar “spp”: outras espécies do gênero. e mediante o atendimento das exigências previstas 89 . gravidez ou lactação. criação e venda de cães e gatos. 2. deve-se verificar se não consta um sinônimo do mesmo. podendo constituir um risco para a saúde. 2º A reprodução de cães e gatos destinados ao comércio só poderá ser realizada por canis e gatis regularmente estabelecidos e registrados nos órgãos competentes conforme determinações da presente lei. e classificá-lo como grupo 1. Campylobacter spp. além das explicitamente indicadas. utilizamos seguintes os símbolos. b) os organismos geneticamente modificados não estão incluídos na lista. A: possíveis efeitos alérgicos T: produção de toxinas V: vacina eficaz disponível (* ): normalmente. apenas quando não tenha características infecciosas para o homem.2. devem ser classificados como grupo 2. Para algumas informações adicionais. Neste caso estão indicadas as espécies prevalentes conhecidas como patogênicas para o homem. como nos casos de patologia prévia. Excetua-se das vedações previstas no "caput" deste artigo os eventos de doação em parques municipais. deve-se estudar suas características.2 desta NR. LEI 14. Para a classificação correta dos agentes utilizando-se esta lista. não significa que o mesmo seja classificado no grupo 1. c) no caso dos agentes em que estão indicados apenas o gênero. e dá outras providências. b) aparece na classificação somente o gênero. 3º São vedadas a venda e a realização de eventos de doação de cães e gatos em praças. Se o agente biológico ao qual o trabalhador está exposto é conhecido. 3. Art.

apresentando. 8º Os canis e gatis comerciais estabelecidos no Município de São Paulo só poderão funcionar mediante alvará de funcionamento expedido pelo órgão competente do Poder Executivo. por escrito. necessidades nutricionais e de saúde. por fim. § 2º Bem-estar animal é a garantia de atendimento às necessidades físicas. medo e estresse. desde que haja identificação do responsável pela atividade. a permissão de monitoramento pelo doador e as condições de bem-estar e manutenção do animal.CMCA. que permanecerão arquivados pelo período mínimo de 5 (cinco) anos. devendo estar livres de fome. e. Art. Art. sem fins lucrativos mantenedoras ou responsáveis por cães e gatos. seja pessoa física ou jurídica. § 3º Entre outras exigências determinadas quando da implantação do CMCA. do adotante e do doador.CMVS por meio de formulário próprio. na data da publicação da presente lei. no local de exposição dos animais. as responsabilidades do adotante. desconforto. Antes da consumação da doação e da assinatura do contrato. o potencial adotante deve ser amplamente informado e conscientizado sobre a convivência da família com um animal. Parágrafo único. a guia de recolhimento do preço público e da taxa porventura devidos. em nome do novo proprietário. Art. atendendo-se às exigências previstas no parágrafo anterior. dor. § 4º Os animais expostos para doação devem estar devidamente esterilizados e submetidos a controle de endo e ectoparasitas. através do órgão competente da Vigilância Sanitária. 5º As doações serão regidas por contrato específico. 4º É permitida a realização de eventos de doação de cães e gatos em estabelecimentos devidamente legalizados. 4º podem cobrar taxa de adoção do animal. CAPÍTULO III DO REGISTRO DE CANIS E GATIS Art. destinando-se à regulamentação dos criadores e comerciantes de animais no tocante ao atendimento aos princípios de bem-estar animal e resguardo da segurança pública. 9º A concessão de auto de licença de funcionamento ou de alvará de funcionamento pelos órgãos competentes da Prefeitura do Município de São Paulo estará condicionada ao prévio cadastramento do interessado no Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária . permutados ou doados. Art. mentais e naturais dos animais. lesões e doenças. mediante atestados. conforme respectiva faixa etária. § 1º Os canis e gatis que. devem contemplar os dados qualificativos do animal.no Capítulo II desta lei. com respectivos números de RGA e adquirentes. § 1º A feira só poderá ser realizada sob a responsabilidade de pessoa física ou jurídica. devendo para tanto fornecer ao adotante recibo especificando o valor da taxa e demais gastos. os canis e gatis devem manter relatório discriminado de todos os animais comercializados. associação. § 3º Pet shops ou clínicas veterinárias podem promover doações de animais. instituição ou pessoa promotora do evento é necessário a existência de uma placa. já possuam auto de licença 90 . bem como submetidos ao esquema de vacinação contra a raiva e doenças espécie-específicas. livres para expressar seu comportamento natural ou normal.CMCA previsto no "caput" deste artigo deve ser criado no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a partir da publicação da presente lei. de direito público ou privado. expectativa de vida. 7º Aqueles elencados no § 1º do art. no ato do requerimento. CAPÍTULO II DAS DOAÇÕES Art. contendo: nome do promotor. 11º Os responsáveis pelos canis e gatis devem requerer o cadastramento no Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária . com respectivo telefone. provável porte do animal na fase adulta (no caso de filhotes). CPF ou CNPJ. Art. Art. sede e de nutrição deficiente.CMVS. no espaço de realização do evento de doação. em local visível. 6º No ato da doação deve ser providenciado o RGA do animal. noções de comportamento. § 2º Para identificação da entidade. 10º Os canis e gatis comerciais devem inscrever-se no Cadastro Municipal de Comércio de Animais . cujas obrigações previstas. as penalidades no caso de descumprimento. § 1º O Cadastro Municipal de Comércio de Animais .

contados da emissão do laudo de inspeção sanitária favorável ao cadastramento. conforme as atividades desenvolvidas. § 1º Os estabelecimentos referidos no "caput" deste artigo devem apresentar. procedimentos operacionais-padrão ou manuais de rotinas e procedimentos. as ações necessárias à garantia da qualidade do produto. mediante laudo favorável. IX . Art. e demais alterações pretendidas. por meio de formulário próprio. incluir também a inspeção dos alojamentos dos animais. § 2º Todo canil ou gatil deve possuir médico-veterinário como responsável técnico.projeto arquitetônico e executivo de todas as instalações. apresentando os seguintes documentos: I . Art. os seguintes documentos. contado da data da publicação do respectivo número no Diário Oficial da Cidade.cópia(s) do(s) contrato(s) de serviços terceirizados. do equipamento ou do serviço prestado. quando se tratar de baixa de responsabilidade técnica. 15º O prazo de validade do cadastramento é de 1 (um) ano. o número do respectivo cadastro.outros eventuais documentos definidos em portaria para situações específicas.manual de boas práticas operacionais. visando o cadastramento no CMVS. os documentos complementares devem ser entregues no prazo máximo de 15 (quinze) dias. com a respectiva documentação do responsável por este transporte. sem prejuízo da responsabilidade da empresa contratante.cópia da declaração de firma individual registrada na Junta Comercial. § 2º Na hipótese prevista no inciso IX deste artigo. incluindo os alojamentos dos animais (canis ou gatis). se já existente. cisões ou incorporação societária.alteração do contrato social. sistema de tratamento dos efluentes. contados de sua solicitação. § 1º A publicação referida no "caput" deste artigo será feita no prazo de até 30 (trinta) dias. 14º Os estabelecimentos cadastrados no CMVS devem comunicar quaisquer alterações de responsabilidade técnica ou de representação legal. IV . que emitirá laudo relativo ao bem-estar dos animais a serem alojados. Art. § 1º A inspeção do estabelecimento deve. VI . e IV .. publicar-se-á. no ato da inspeção sanitária inicial. necessariamente. bem como dos ambientes interno e externo.CRMV. Art. no Diário Oficial da Cidade. além de outros documentos eventualmente exigidos pelo órgão competente do Poder Executivo. clara e detalhadamente. registrado(s) em cartório de registro de títulos e documentos. juntamente com 91 . VIII .documentação de veículos que porventura sejam utilizados no transporte dos animais. razão social. 16º Os canis e gatis devem atualizar seu cadastramento no CMVS. III .. V .cópia do documento de comprovação de habilitação profissional e vínculo empregatício do médico-veterinário responsável técnico pelo canil ou gatil. por médico-veterinário do órgão municipal responsável pelo controle de zoonoses. devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária . bem como protocolo das medidas e procedimentos sanitários. na regulamentação da presente lei: I . suspendendo-se sua fluência na hipótese de exigências sanitárias pendentes de atendimento pelo interessado. alterações no plantel (de espécie ou raça). sob pena de cancelamento do respectivo número cadastral.cópia da rescisão contratual. II . 13º Os responsáveis pelos canis e gatis devem apresentar. do(s) qual(is) constem cláusulas que definam. VII . II . diretamente ao órgão responsável pela coordenação da vigilância em saúde.cópia dos documentos de comprovação de habilitação profissional e de vínculo empregatício ou de prestação de serviço do novo responsável técnico. terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para requerer o cadastramento de que trata o "caput" deste artigo. . 12º A inspeção sanitária inicial do estabelecimento realizar-se-á após requerido o cadastramento no CMVS e. III . ou especificação do plantel que se pretende abrigar no local. Art. modificações estruturais no estabelecimento.listagem de todo o plantel.de funcionamento ou alvará de funcionamento expedido pela Prefeitura do Município de São Paulo ou licença sanitária de funcionamento expedida pelos órgãos estaduais de vigilância sanitária. bem como alteração de endereço. no caso de microempresa ou empresa de pequeno porte.formulário próprio. fusões.cópia do contrato social devidamente registrado na Junta Comercial ou em cartório de registro de títulos e documentos.

§ 4º O adquirente ou adotante do animal deve atestar. casas de venda de rações e produtos veterinários e estabelecimentos que eventual ou rotineiramente comercializem cães e gatos devem estar inscritos no Cadastro Municipal de Comércio de Animais . III . § 2º O canil ou gatil deve dispor de equipamento leitor universal de microchip. relativo ao plantel. o comprovante de recolhimento do preço público e da taxa porventura devidos. permutado ou doado a pessoa residente no Município de São Paulo. os canis e gatis estabelecidos no Município de São Paulo.manual detalhado sobre a raça. § 1º Se o animal comercializado tiver 4 (quatro) meses ou mais. bem como a etiqueta contendo o código de barras do respectivo microchip. devem fornecer ao adquirente do animal: I . IV . permutar ou doar animais microchipados e esterilizados. permutados ou doados após o prazo de 60 (sessenta) dias de vida.comprovantes de controle de endo e ectoparasitas. o proprietário do canil ou gatil deve providenciar o RGA em nome do novo proprietário. espaço ideal para o bemestar do animal na idade adulta. 21º Os pet shops. § 2º Um canil ou gatil somente pode comercializar ou permutar um animal não esterilizado caso ele se destine a outro criador devidamente legalizado. Art. porte na idade adulta. 23º Cada recinto de exposição deve possuir afixadas as informações relativas ao canil ou 92 . hábitos. § 3º A reativação do número de cadastro deve obedecer aos procedimentos previstos no art. o recebimento do manual de orientação. vendas e permutas dos animais. 19º Na venda direta de cães e gatos. óbitos. 20º Os canis e gatis devem manter banco de dados. § 3º Se o animal for adquirido. que deve conter o registro de todos os dados do animal e dos contratantes. para a conferência do número no ato da venda ou permuta.CMCA e possuir médico-veterinário responsável. Art. 17º Quando da atualização do cadastramento.a solicitação de atualização de seu cadastro. com detalhamento dos adquirentes ou beneficiários de permutas e doações. alimentação adequada e cuidados básicos. que deve ser arquivado pelo estabelecimento por. no Diário Oficial da Cidade. no mínimo. que corresponde ao período mínimo de desmame. registrando nascimentos. sanidade. CAPÍTULO IV DO COMÉRCIO DE ANIMAIS REALIZADO POR CANIS E GATIS Art. II . 11 da presente lei. § 5º O fornecimento de documento comprobatório de "pedigree" do animal fica a critério do estabelecimento e do adquirente. na consumação do ato.nota fiscal. 5 (cinco) anos. o comprovante de vacinação deve incluir as três doses das vacinas espécie-específicas e a vacina contra a raiva. § 1º Os animais somente podem ser comercializados. e de esquema atualizado de vacinação contra doenças espécie-específicas conforme faixa etária. conforme determinações da presente lei. assinados pelo veterinário responsável pelo canil ou gatil. Art.comprovante de esterilização assinado por médico-veterinário com o número de CRMV legível. Art. § 2º O cancelamento do número de cadastro deve ser publicado. 22º Os cães e gatos devem ficar expostos de forma a não permitir o contato com os freqüentadores do estabelecimento e cada animal somente poderá ser exposto por um período máximo de 6 (seis) horas. não sendo regulado pela presente lei. eletrônico ou não. a fim de resguardar seu bem-estar. CAPÍTULO V DO COMÉRCIO DE ANIMAIS REALIZADO POR PET SHOPS E ESTABELECIMENTOS CONGÊNERES Art. o órgão responsável poderá proceder vistoria sanitária no estabelecimento. bem como dos respectivos canis. bem como a saúde e segurança pública. 18º Os canis e gatis estabelecidos no município de São Paulo somente podem comercializar. da carteira de vacinação e do atestado de esterilização. contendo o número do microchip de cada animal. Art. § 3º As permutas deverão ser firmadas mediante documento comprobatório. além das outras exigências legais e sanitárias estabelecidas pela legislação vigente. com a respectiva justificativa legal. casas de banho e tosa. em documento próprio.

18 e 19 da presente lei. b) encaminhados ao programa de adoção do órgão responsável pelo controle de zoonoses. § 1º Os animais apreendidos. as seguintes sanções: I . CNPJ.interdição de produtos. indicação de local legalmente licenciado para a manutenção e comercialização do animal e apresentação dos documentos exigidos no art. XI . deve constar da placa o nome do canil ou gatil e o CNPJ correspondente. V . 25º Dos anúncios de venda de cães e gatos em jornais e revistas de circulação local. CNPJ e telefone do estabelecimento. utensílios e recipientes.multa de R$ 1. seções. telefone e código do DDD. o respectivo número de registro no CMVS. VII .000. III . bem como o telefone do estabelecimento de origem do animal. VI .00 (quinhentos mil reais). IV . consoante previsão do inciso IV deste artigo.fechamento administrativo. endereço e telefone do estabelecimento. Art.cancelamento do cadastro do estabelecimento e do veículo. equipamentos. estadual ou nacional sediados no Município de São Paulo devem constar o nome do canil ou gatil. em local de destaque. Art.interdição parcial ou total do estabelecimento.000. Parágrafo único. de forma direta ou indireta.gatil de origem. aos infratores da presente lei serão aplicadas. o CNPJ correspondente. 27º Sem prejuízo das responsabilizações civis e penais. panfletos e outros. Parágrafo único. X . CMCA. CAPÍTULO VI DOS ANÚNCIOS DE VENDA DE CÃES E GATOS Art. tais como folders. Aplicam-se as disposições contidas no "caput" deste artigo em todo material de propaganda produzidos pelos canis e gatis. equipamentos.00 (quinhentos reais) por animal. após recolhimento de taxa no montante de R$ 500. bem como na propaganda destes estabelecimentos em sites alheios e em sites de classificados.prestação de serviços compatíveis com ações vinculadas ao bem-estar animal e preservação do meio ambiente. 24º Nas transações de cães e gatos efetuadas nos pet shops e estabelecimentos congêneres devem ser seguidas as determinações estabelecidas pelos arts. VIII . no prazo de 3 (três) dias úteis.proibição de propaganda. c) submetidos à eutanásia no caso de apresentarem enfermidades graves ou doenças infecto-contagiosas que acarretem sofrimento ao animal ou coloquem em risco a saúde de demais animais ou pessoas. mediante comprovação por laudo médico-veterinário do órgão responsável pelo controle de zoonoses. Parágrafo único. 26º Os sites dos canis e gatis localizados no Município de São Paulo devem exibir.00 (mil reais) a R$ 500. CAPÍTULO VII DAS PENALIDADES Art. bem como os respectivos endereço. II . 19 desta lei. Dos anúncios de animais colocados à venda por canis e gatis localizados em outros municípios que não exijam registro em Cadastro da Vigilância Sanitária. poderão ser: a) reavidos pelo infrator.apreensão de animais ou plantel. Caso o canil ou gatil de origem do animal localize-se em município que não exija cadastramento no órgão de Vigilância Sanitária.inutilização de produtos.advertência. 93 . alternativa ou cumulativamente. com o respectivo número do Cadastro Municipal de Vigilância Sanitária. CNPJ e telefone do estabelecimento. o nome de registro do canil ou gatil junto do Poder Público Municipal. o respectivo número de registro no CMVS.cassação da licença de funcionamento. utensílios e recipientes. devem constar o nome do canil ou gatil. IX . dependências e veículos.

CAPíTULO V DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE SEÇÃO I . § 1º Incorre nas mesmas penas: 94 . típicos da fauna brasileira ou os que utilizam regiões do território brasileiro para se locomoverem entre diferentes áreas. sem a devida permissão. e se possível. ou ambas. adquirir. Matar animais da fauna silvestre continua sendo crime. 34) Pena: prisão de 1 a 3 anos. de 6 meses a 1 ano. LEI Nº 9.detenção de seis meses a um ano. DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998. por exemplo. zebras e leões. Pescar em período de defeso ou em lugares proibidos por órgãos competentes. ou em desacordo com a obtida: Pena .29). qualquer tipo de manipulação exige cuidado extra e muita atenção. perseguir. Animais selvagens são tanto exóticos como silvestres. ou multa. de 6 a 12 meses. (Art. (29 §1º. Praticar maus tratos e ferir animais. "Animais silvestres.605. entretanto a Lei não pune quem matar animais para saciar sua fome ou de sua família. nativos ou em rota migratória" (Art. apanhar e utilizar "animais silvestres. exóticos e selvagens. caçar. e multa. Vender. São animais que muitas vezes não estão acostumados com o convívio humano e ainda mantêm os seus instintos de sobrevivência mais primitivos. Animais silvestres são todos aqueles pertencentes à fauna brasileira. perseguir. e multa. Legislação: Lei 9605/98 . 32) Pena: prisão. já deixar todo o material necessário para o procedimento à mão. Art.ANIMAIS SILVESTRES Existe uma certa confusão ao se classificar animais silvestres. Matar. nativos ou em rota migratória sem permissão da autoridade competente. e multa. III) Pena: prisão. e multa. de três meses a 1 ano. em local silencioso. (Art. Por esta razão. somente quando houver necessidade. A contenção deve ser rápida. fugindo do inverno rigoroso ou para fins de reprodução da espécie. nativos ou em rota migratória. nativos ou em rota migratória" são animais normalmente encontrados em ambientes naturais. morte ou estafa. com portas e janelas fechadas. licença ou autorização da autoridade competente. caçar. apanhar.Crimes Ambientais – Comentários Os animais Matar. Pena: prisão. Sempre há necessidade de notificar ao proprietário os possíveis riscos na manipulação do animal que envolve: fuga. aprisionar ou transportar animais silvestres. Exóticos são aqueles não pertencentes à fauna brasileira como.Dos Crimes contra a Fauna Art 29. utilizar espécimes da fauna silvestre.

Praticar ato de abuso. DE 21 DE SETEMBRO DE 1999. que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro. ou águas jurisdicionais brasileiras. abrigo ou criadouro natural. ou em desacordo com a obtida: Multa de R$ 500. ferir ou mutilar animais silvestres. autorização ou em desacordo com a obtida. provenientes de criadouros não autorizadas ou sem a devida permissão. II . bem como produtos e objetos dela oriundos.I .R$ 5. perseguir. exporta ou adquire.quem modifica. domésticos ou domesticados.com emprego de métodos ou instrumentos capazes de provocar destruição em massa. utilizar espécimes da fauna silvestre. expõe à venda. § 6º As disposições deste artigo não se aplicam aos atos de pesca. II .quem vende.em unidade de conservação. § 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo. Introduzir espécime animal no País. larvas ou espécimes da fauna silvestre. nativos ou exóticos: Pena . nativos ou em rota migratória.quem impede a procriação da fauna. considerando as circunstâncias. Art 31.000. 95 . por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo II da CITES. utiliza ou transporta ovos. quando existirem recursos alternativos. ainda que para fins didáticos ou científicos. de três meses a um ano. sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente: Pena . se ocorre morte do animal. ou III . e multa. apanhar. tem em cativeiro ou depósito. sem a devida permissão.contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção.quem impede a procriação da fauna. nativa ou em rota migratória. e multa. exporta ou adquire. II . § 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção. caçar.reclusão. pode o juiz. de três meses a um ano. ainda que somente no local da infração.00 (três mil reais). § 4º A pena é aumentada de metade. Das Sanções Aplicáveis às Infrações Contra a Fauna Art. se o crime decorre do exercício de caça profissional. tem em cativeiro ou depósito. guarda.quem modifica. DECRETO No 3. por unidade com acréscimo por exemplar excedente de: I . maus-tratos. § 1o Incorre nas mesmas multas: I . abrigo ou criadouro natural. IV . Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto. 11. sem a autorização da autoridade ambiental competente: Pena . § 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço.00 (cinco mil reais). aquáticas ou terrestres. Art 30.179. licença ou autorização da autoridade competente. danifica ou destrói ninho. por unidade de espécie constante da lista oficial de fauna brasileira ameaçada de extinção e do Anexo I do Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção .00 (quinhentos reais). licença ou autorização da autoridade competente. Matar. sem licença. V . autorização ou em desacordo com a obtida.quem vende.000.com abuso de licença. expõe à venda.em período proibido à caça. III . e multa. de um a três anos. migratórias e quaisquer outras.detenção.CITES. Art 32. § 3º São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas. sem licença. § 5º A pena é aumentada até o triplo. guarda. se o crime é praticado: I .R$ 3. III . e II .durante a noite.detenção. VI . danifica ou destrói ninho. deixar de aplicar a pena.

utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. § 2o No caso de guarda doméstica de espécime silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode a autoridade competente, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a multa, nos termos do § 2o do art. 29 da Lei No. 9.605, de 1998. § 3o No caso de guarda de espécime silvestre, deve a autoridade competente deixar de aplicar as sanções previstas neste Decreto, quando o agente espontaneamente entregar os animais ao órgão ambiental competente. § 4o São espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro ou em águas jurisdicionais brasileiras.

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AVES
As aves surgiram dos répteis, bem mais tarde que os mamíferos, consequentemente, são anatomicamente mais parecidas com os répteis. Algumas aves perderam seu poder de vôo através da evolução, como por exemplo, os pingüins e as ratitas (avestruz, emas, etc). A classe das aves possui mais de 9000 espécies sendo 5000 passeriformes. São animais de sangue quente, isto significa que a temperatura interna do corpo (cerca de 37,5 ºC) permanece constante, sem ter relação com a temperatura do ambiente. As asas são movidas por músculos muito fortes (que dão 15% do peso da ave), ligados a ossos peitorais reforçados. Os ossos do esqueleto são extremamente leves. Possuem tubos com terminações cegas, que se estendem para fora do pulmão, como volumosos sacos aéreos. Possuem o tarso e o metatarso coberto por escamas e o resto do corpo coberto por penas. O formato do bico varia de acordo com alimentação do animal. Ao contrário dos mamíferos, as aves têm olfato fraco, mas visão e audição aguçadas, que auxiliam na caça e no reconhecimento de indivíduos da mesma espécie.

1. Anatomia:
As asas, presentes em todas as aves, são os membros anteriores modificados. São formadas pelo úmero, rádio e cúbito, e pela mão, adaptada e constituída por três metacarpos, cada um com seu dedo. As asas são a evolução dos membros anteriores das aves-répteis pré-históricas. As plumas e penas são características próprias das aves, distinguindo-se de todos os outros animais. As plumas (penugem leve e macia) cobrem quase todo o corpo da ave - inclusive debaixo das penas - e servem para protegê-la das mudanças de temperatura e do impacto com o ar e com objetos. As penas, produto da epiderme, são constituídas principalmente pela queratina. Cada lado (porção) da pena é chamado de vexilo, formado por barbas que são projeções da raque. De cada barba sai um conjunto de barbicelas que são flexíveis, leves e se unem. Nos locais onde essas barbicelas são ausentes, as penas são plumosas e as barbas ficam soltas. Nos locais com barbicelas as penas são penáceas. Os vexilos internos são maiores que os externos, ou seja, são assimétricos (favorece a aerodinâmica). Se fossem simétricos os animais não voariam.

A seguir temos os tipos de penas classificados de acordo com a região do corpo da ave: Rêmiges primárias: penas da mão e se orientam em direção ao dedo. Rêmiges secundárias: penas da ulna e se orientam ao contrário. Rectrizes: penas da cauda e do corpo. Penas do pó: não param de crescer. A ponta das barbas se decompõe liberando um pó que é impermeabilizante. Todas as aves possuem. Pena de cerdas: geralmente ao redor dos olhos e narinas. É rígida e tem função protetora contra partículas que podem penetrar nos olhos e narinas. Plumas: possuem barbas longas e não possuem barbicelas.

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Semiplumas: possuem barbas mais curtas que as da pluma. Filopluma: possuem vexilos apenas na base. Possuem terminação nervosa (na base) funcionando como sensor de movimentos. Está associada às penas de vôo, mudando de posição de acordo com elas, dando ao animal percepção de sua posição. O cérebro das aves é mais desenvolvido que o dos répteis. As aves também têm atividades instintivas complexas: danças de acasalamento, construção de ninhos, criação de filhotes, migração. Mas, como os hemisférios cerebrais são poucos desenvolvidos, elas se adaptam menos que os mamíferos às alterações do ambiente. Algumas aves possuem uma glândula denominada uropigeana que produz secreção impermeabilizante (a ave pica essa glândula que se localiza no pigóstilo que é a junção das últimas vértebras caudais, e espalha a secreção pelo corpo). É uma glândula encontrada em aves aquáticas. Possuem estômago único e com duas porções: pró-ventrículo (glandular – onde há produção de pepsina e acido clorídrico - HCl) e ventrículo (mecânico). Algumas aves, como o beija-flor e nectarívoros, não possuem ventrículo ou possuem o ventrículo pequeno, tendo o pró-ventrículo maior. Isso ocorre porque o ventrículo é necessário em aves que se alimentam de grãos. Algumas ingerem pedras (como as galinhas) para auxiliar na quebra destas partículas, auxiliando a ação mecânica no ventrículo. O intestino é geralmente bem curto. Possui duodeno (com pâncreas associado); jejuno-íleo e intestino grosso, que é tão curto que se resume ao reto. O ceco pode estar ausente, ser grande ou pequeno. Não faz parte do intestino grosso, sendo um divertículo do intestino delgado, participando da digestão e absorção. Não faz fermentação.

A respiração nas aves é diferente dos mamíferos. Ela se dá pela pressão intratorácica promovendo a ação dos sacos aéreos, que funcionam como foles. Como os pulmões das aves são fixos (aderidos às costelas, não possuindo elasticidade nem movimentação), eles não se enchem e esvaziam como nos mamíferos, são os sacos aéreos que se enchem e esvaziam, fazendo passar o ar pelos pulmões. Os ossos pneumáticos são invadidos pelos sacos aéreos. São 9 sacos aéreos no total: 2 cervicais; 1 inter-clavicular; 2 torácicos anteriores (craniais); 2 torácicos posteriores (caudais); 2 abdominais. Os cervicais, o clavicular e os torácicos craniais são os sacos aéreos anteriores. Os torácicos caudais e os abdominais são os sacos aéreos posteriores.

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estão os capilares sangüíneos. que são os capilares aéreos. As aves possuem laringe. os sacos aéreos se expandem e movimentam o pulmão. Nutrição: Para saber qual alimento deve ser dado para as aves. é necessário conhecer sobre seu 99 . onde ocorrem as trocas gasosas. formando um canal que impede que os óvulos se percam na cavidade abdominal. pois aumenta a pressão. voltando do saco aéreo inter-clavicular. onde ocorre o inverso. com sangue arterial. penetrando no brônquio principal dorsal (ramos superior e posterior). ao voltarem ao normal (as costelas).Durante a inspiração. 2. O ar entra pela traquéia. traqueo-bronquial ou bronquial. devido ao esvaziamento dos sacos aéreos. indo para os parabrônquios paleopulmonares e para os neopulmonares (que formam uma rede e são mais recentes evolutivamente). Essa estrutura possui duas membranas com músculos que produzem fonação de acordo com seus movimentos e com a velocidade e intensidade do ar que passa por ela. O fluxo de ar é mais intenso na expiração do que na inspiração. os sacos aéreos desinflam. retornando a traquéia e sendo expirado. que é “bombeado” (ventilado). fazendo o ar passar por eles. Ao aumentar o volume abdominal (expansão das costelas) os sacos se inflam. Outra função dos sacos aéreos é “envolver” os ovários e o oviduto. passa pelo brônquio principal ventral (sem ocorrer troca gasosa) e penetra nos sacos aéreos. mas esta não está relacionada com a vocalização. É diferente dos mamíferos. por onde vem o sangue venoso. impedindo que os espermatozóides morram pelo aumento de temperatura. nos anéis onde ocorre a bifurcação dos brônquios. Esta fica por conta da Siringe que é uma modificação da traquéia. Os sacos aéreos não são vascularizados e se abrem todos para o pulmão. expulsando o ar que já estava ali. ventilando o pulmão. Nos parabrônquios existem projeções. Paralelos aos capilares aéreos. Sua localização pode ser traqueal. sendo refrescados o tempo todo. É neste local que ocorre a troca gasosa e os capilares se unem numa arteríola. O sangue corre nos capilares sangüíneos em sentido cruzado (diagonalmente) ao ar nos capilares aéreos. Os testículos ficam encostados no saco aéreo abdominal.

gordurosa. Além de causar carência nutricional alguns alimentos podem causar distúrbios gástricos. 100 . e dificilmente pedirá por comida (o que faz com que os pais deixem de alimentá-lo). Caso não esteja sendo tratado.hábito alimentar na natureza. são alimentos especializados para filhotes no ninho. Em casos de hipoglicemia. desde que seja comprovada sua atuação como mãe. As aves do tipo passeriformes pedem alimento várias vezes ao dia. Deve-se lembrar que não é aconselhável fornecer apenas um tipo de semente às aves. Caso não estejam sendo tratados adequadamente. Existem farinhadas vendida em pet shops ou feitas em casa que também são utilizadas na alimentação de aves. tendões dos canários. podendo ser administrada via intramuscular diluída a 5%. Papagaios devem ser alimentados com frutas e sementes e jamais receberem uma dieta somente à base de semente de girassol. O filhote ainda com os pais deve receber glicose no bico e soro (utiliza-se agulhas de insulina). facilitando o digestão. vitaminas. vitaminas B1 e E. 3. diarréias e outros problemas. ótima para o desenvolvimento da glândula tireóide. geralmente encontradas em casas comerciais para animais. da qualidade e da quantidade de alimento ingeridos em cada refeição. de fácil digestão. é recomendada ser fornecida as aves na época de muda de pena. de cor escura. semelhante ao grão de trigo e arroz com casca. e comece a pedir por alimento. devemos aquecê-lo em lâmpada ou bolsa de água quente. Abaixo segue uma breve explicação sobre algumas sementes utilizadas na alimentação de aves: Alpiste: o alpiste é a principal semente usada na dieta de canários e calopsitas. por exemplo. vísceras. Os filhotes geralmente necessitam de uma alimentação com níveis de 24% de proteína. Algumas aves de porte maior podem ser alimentadas através de tubo macio e flexível introduzido até o papo. é muito importante para a saúde de uma calopsita e deve ser colocado na alimentação diariamente ou em dias alternados. fornecemos glicose a 50% na dose de 2ml/kg por via endovenosa (EV). podemos fornecer a glicose por via oral (VO) na dose de 2ml/Kg quatro vezes ao dia (exemplo: um papagaio adulto tem 300g de peso vivo. penas. Caso haja impossibilidade de se utilizar a via injetável (EV). com hipoglicemia. e alimentá-lo com soro e glicose inicialmente. ou de espécie diferente. proteínas. rica em proteínas. Colza: Uma semente rica em proteínas. O milho verde. almeirão e couve também fazem parte da dieta desses animais. O empenamento nesta fase está quase totalmente formado. desidratado. Quando um filhote deixa de ser alimentado. Algumas aves são carnívoras. Cuidados com os filhotes de aves: Filhotes nascidos de incubação natural devem ser acompanhados todos os dias para ver se a fêmea está tratando e os alimentando. ou após a troca para ama-seca. de fraqueza. e em forma de esfera. As características dos alimentos devem ser: consistência macia. Aveia: Também é uma semente rica em hidrato de carbono exercendo ação benéfica sobre o aparelho digestivo. podemos passá-los para uma ama-seca da mesma espécie. passando para o alimento em forma de papa. Frutas. até que se restabeleça a saúde. cujo volume a ser administrado dependerá da espécie. É rica em hidrato de carbono. Possui ainda hidrato de carbono. legumes em pedaços e verduras como espinafre. Não é recomendado fornecer alface para não causar diarréia. pois acentua o brilho das penas. É oleosa. paladar apetitoso. etc. mantendo a saúde da ave. pois o sistema termorregulador ainda não está desenvolvido. A dose será 0. enquanto outras só se alimentam de grãos e frutas. tendo cuidado para não asfixiar o filhote com líquidos ou excesso de alimento de uma vez. como dos adultos. Os hidratos de carbono produzem calorias. Linhaça:Também é bastante oleosa. As aves com 20 a 30 dias de vida não controlam a temperatura corpórea. músculos. mas ainda auxilia pouco no aquecimento da ave. pode se apresentar frio.6 ml EV e VO). é jogado para fora do ninho. tanto dos filhotes. Deve-se usar colheres de tamanhos compatíveis com o pequeno bico do filhote. na dependência da facilidade da digestão.

5 0. possuem afiadas garras. nem retirar o jornal ou papel. utiliza-se um pano e luva grossa. está cantando. Especialmente para aves.5-10 20-30 20-30 10-15 2-5 0.3-0.5-0. evitando-se assim a propagação de doenças transmitidas pela saliva.5 16-30 4. ou cada ninhada. Sempre deixar o peito livre para as aves respirarem.3-0.0-1. ou levar amostra da comida oferecida. com produtos químicos ou de limpeza. pois terão um tempo para serem desinfetadas antes de serem reutilizadas. Outro problema na alimentação de filhotes são as formas de administração. Deve-se usar várias colheres. apresenta coceira.0-12 0. e tucanos. Para ave grande. Papagaios devem ser contidos pela cabeça e patas.0-7. Assim que terminar de alimentar uma ave. ou resistente.5 0. e o cabo longo adaptado à mão dos tratadores.Deixar o bebedouro e comedouro.5 6-10 0. Deve ser contado ao veterinário tudo o que se lembra de diferente mesmo que seja uma coisa passageira e aparentemente sem significado.04-0. dificuldade de apreensão do alimento.8-1. Contenção: Como já vimos.3-0.Teoricamente um filhote de ave que não se alimentasse por 6 horas ficaria muito mal.3-0. Para alimentar os filhotes deve-se preparar o alimento.1-0. alterações na respiração. que possam ficar de molho em solução de cloro após alimentar cada ave.0 0. .8 Volume administrado Volume administrado Volume (ml) para filhotes a cada 1 para filhotes a cada 1 administrado para e ½ hora depende do e ½ hora depende do adultos peso (10g) peso (10g) ML ML Gotas /conta-gotas 0.2-0.1. o proprietário deve ser orientado dos seguintes procedimentos: .5 0. 4. Abaixo segue uma tabela com a capacidade do papo de algumas aves e volume de líquido que pode ser administrado para um filhote a cada 1 e ½ hora. Na primeira semana a ave possui ainda a reserva do saco vitelínico.Não limpar a gaiola.2 2-4 0. utilizando uma nova dupla de utensílios para outra ave ou ninhada. Devemos usar colheres com a concha adaptada para cada tamanho de ave. de forma que não haja risco de escorregarem e serem engolidas.075 gotas de insulina 0. etc). pois são animais que morrem com facilidade. forrar com plástico) para que a consistência e coloração das fezes e urina possam ser observadas. com animais novos. espirros. Para ave pequena utiliza-se um pano para pegá-la sem machucar. principalmente por araras. já apresentou os sintomas antes. alteração do apetite.04-0.75 gotas de insulina 4. deixando o restante em repouso em local seco e fresco.4 4-8 6. 24 horas antes da consulta. 101 .75 8-15 1. brincando.Observar atentamente a atividade da ave (animal dorme muito.5 0. Espécie da ave e peso vivo médio (g) Canário – 30g Periquito – 60g Arara-800g Cacatua-500g Papagaio-300g Agapornis-50g Curió-30g Bicudo-30G Capacidade do papo do adulto (em ml) 0. queda de penas. pois poderá ser importante para fechar o diagnóstico do animal.4-0.4-0.2 2-4 0.5 0. a contenção das aves deve ser feita em local fechado e silencioso. deve-se conter inicialmente as patas e em seguida o bico. diarréia.1-0. Aconselhamos que usem colheres de material descartável.4-0. Orientações para atendimento veterinário: Antes de levar a ave à clínica. já foi tratado.75 0. Cuidado ao manipular aves de rapina que além do poderoso bico.25-0.6-1.5 0. tosse. que o auxilia na sua nutrição até 7 dias. . a contenção deve ser rápida e o menos estressante possível. deve-se descartar a colher e o copo em solução de cloro. retirar o volume a ser utilizado e colocar em um copo pequeno. (se o fundo da gaiola não estiver coberto. Para elas. teve contato com outras aves.75 0. há quanto tempo.

Os papagaios normalmente são canhotos. O papagaio pode ficar com as unhas afiadas e longas. proteína animal (queijo magro. A remoção de fezes e urina (a porção branca e líquida do excremento é a urina) deve ser feita diariamente. 102 . mamão. que é um procedimento cirúrgico. porém já foi registrada longevidade de 80 anos. ovo cozido). verduras. ou seja. O corte das unhas deve ser feito com cuidado. Dormem empoleirados. que ocorrem naturalmente da América do Sul à América do Norte (México). A cor predominante da plumagem é verde. O bico é curvado e forte. Os bebedouros e comedouros devem ser lavados todos os dias e desinfetados com solução de hipoclorito de sódio (água sanitária) várias vezes por semana. Gostam de brincar com objetos. pois não dispomos dos mesmos alimentos que as aves encontram na natureza. Os desinfetantes devem ser removidos completamente por meio de enxágüe e as vasilhas devem ser secadas. temos que oferecer a elas uma variedade de alimentos frescos e em quantidades corretas. Esses itens incluem legumes semi-cozidos (feijão. ou seja. Existem aproximadamente 30 espécies de papagaios. milho. que necessita anestesia e a introdução de um endoscópio no abdômen para visualizar os testículos ou o ovário. o que facilita a manipulação do alimento. frutas de época). que requer apenas uma gota de sangue. Os papagaios têm papo. São zigodáctilos. família Psittacidae. brotos. A língua é grossa. vitaminas. asas e pernas curtas. cheia de papilas gustativas (portanto o sentido do paladar é desenvolvido) e manobra facilmente o alimento na boca.5. O papagaio sacode vigorosamente a plumagem como sinal de alerta ou como forma de cumprimento a uma pessoa conhecida que se aproxima. Os papagaios têm o corpo compacto com pescoço. Poleiros e ninho devem estar livres de excrementos. machos e fêmeas têm a mesma aparência. castanhas). frutas (tomate. lentilha. minerais e probióticos. maçã. Para manter aves sadias. óleos vegetais. Na natureza vivem em bandos. A visão é desenvolvida. sendo desconfortável para o proprietário tê-lo no braço ou ombro. mas podem separar-se em casais na época reprodutiva. capaz de quebrar sementes. No cativeiro é muito difícil isso acontecer. Gostam de banhar-se na chuva. Papagaios: Os papagaios pertencem à ordem Psittaciformes. aminoácidos essências. onde o alimento é armazenado durante horas. As dietas balanceadas para papagaios (tipo ração) são fabricadas no Brasil e podem ser encontradas nas lojas especializadas. às vezes pendurados de cabeça para baixo. Na natureza. cálcio. As pontas aparadas podem ser arredondadas com uma lixa de unha. A média de vida é de 20 anos. frutas cítricas. grão-de-bico). É preciso realizar exames de DNA. evitando a proliferação de bactérias e fungos no ambiente. Outro problema é que no cativeiro as aves acabam tomando gosto por alguns alimentos e rejeitam outros de boa qualidade. Outra maneira de saber o sexo da ave é por laparoscopia. a alimentação dessas aves é diversificada e balanceada naturalmente. proteína de soja. Os papagaios de forma geral são monomórficos. sensível. quando comparada a de seus primos periquitos e araras. não sendo possível determinar o sexo apenas pela visualização externa. sementes de boa qualidade e em pequena quantidade (girassol. pois pode sangrar. A cauda é curta. As pontinhas normalmente não têm irrigação e podem ser cortadas. ervilha. São aves inteligentes que necessitam de muita atividade. cereais. têm dois dedos para frente e dois para trás nas patas. caso contrário se entendiam e podem apresentar comportamentos anormais. gênero Amazona.

A doença pode ser aguda (de 4 a 8 horas após exposição). abdômen. calor. barulho excessivo. principalmente em pessoas com baixa imunidade. O tratamento tanto das aves como no homem é feito com antibióticos específicos. dor no peito e vômito. Enterite (inflamação do intestino).podendo causar meningite e conjuntivite em pessoas imunodeficientes. portanto. É causada pelo microorganismo Chlamydiophila psittaci. Quando retirados da natureza. dor no corpo. pouco tempo interagindo com a ave. sub-aguda (exposição prolongada que causa tosse seca e dificuldade respiratória) e crônica (exposição muito prolongada que pode ser irreversível causando dificuldade respiratória. movimento anormal no ambiente.2. mudanças no ambiente em que a ave vive. protozoários). pós de penas. Penas. aspergilose (infecção respiratória fúngica). animais estranhos nas proximidades. Os sintomas em humanos são: diarréia. Pode ocorrer morte humana com quadro de pneumonia. As causas do arrancamento de penas são variáveis e podem ser classificadas em causas ambientais. listeriose (Listeria monocytogenes) . fatores emocionais.) relativamente comum em humanos e os sintomas incluem diarréia e má absorção intestinal. desnutrição. Basta observá-la atentamente e examinar as áreas do corpo que estão depenadas: dorso. etc.1. seco. sangue e fezes podem causar alergia nos humanos. parasitas internos (vermes.) que causa diarréia persistente. retirando a proteção natural oferecida por elas. destruir ou arrancar suas próprias penas ou de outras aves. a não ser que outra ave esteja arrancando. dor abdominal. clínicas e psicológicas (ou comportamentais). Não é difícil saber se uma ave está arrancando ou destruindo suas penas. As bactérias Yersinia pseudotuberculosis e Yersinia enterocolitica podem causar uma doença que se assemelha em sintomas a uma apendicite aguda. que consiste na perda das penas velhas e desgastadas e crescimento de novas penas. Papagaios infectados e que estão com a imunidade baixa podem contaminar outras aves e mesmo o homem.5. doenças internas (doenças hepáticas) e mudanças hormonais na época de reprodução (época reprodutiva. mal estar. os papagaios ficam fracos e com a imunidade reduzida. 5. presença de caixa-ninho). mas é necessário diagnóstico precoce. febre. tosse e respiração curta. Zoonoses: A zoonose de maior preocupação para pessoas que mantêm psitacídeos em casa é a clamidiose. As causa ambientais podem ser mudanças no tempo (úmido.). tremores. tórax. A muda de penas é um processo fisiológico. As causas clínicas mais comuns são parasitas de pele. dor no corpo e dor de cabeça. são considerados transmissores potenciais da clamidiose. Problemas comportamentais: O arrancamento de penas é um problema comum e de difícil solução. asas. pessoas ou animais novos na casa. febre. Causa pneumonia no homem. podendo se tornar arrancadoras. A desordem caracteriza-se pelo comportamento obsessivo da ave em quebrar. má absorção intestinal. sendo os sintomas mais comuns tremores. Campylobacter jejuni e Escherichia coli. tosse e perda de peso). Zoonoses causadas por protozoários também podem ocorrer. náusea. indisposição. 103 . tosse. Os sintomas são indisposição. vômito. distúrbios hormonais. A muda natural é diferente do arrancamento de penas. Outras zoonoses são bactérias causadoras de gastrenterites no homem. e vírus da influenza (gripe). São elas: criptosporidiose (Cryptosporidium spp. como a Salmonella spp. dores musculares. febre e vômito. Outras zoonoses são raras. mudança no comportamento do seu dono (ausência na casa. Nos locais onde a ave não alcança com o bico (cabeça e pescoço) não ocorre a perda de penas. alergias. perda de apetite. febre. infecções bacterianas ou fúngicas na pele ou nos folículos das penas. frio). aumento do fígado e icterícia podem ocorrer. dor de cabeça. Ambientes úmidos ou secos ou aves com plumagem suja que não têm a oportunidade de banho podem apresentar um zelo exagerado no cuidado das penas. doença também conhecida por psitacose ou ornitose. Os papagaios fazem a muda gradualmente ao longo do ano e nunca de uma só vez. dor abdominal. e giardíase (Giardia spp. mas podem ocorrer: tuberculose da forma aviária (Mycobacterium avium).

medo. ansiedade. ficando com as pupilas reduzidas a um pontinho apenas. vocalizar e balançar o corpo para cima e para baixo. Aves que querem a atenção do dono podem passar a arrancar as penas como forma de chamar a atenção. mudança brusca na rotina da ave e outras experiências negativas que levem a ave a se auto-mutilar extraindo ou destruindo suas próprias penas. 104 . falta de atenção do dono. arrepiam as penas da cabeça e pescoço e levantam um dos pés para atacar. frustração sexual por não se reproduzir.As causas psicológicas ou comportamentais são o estresse. A agressividade é outro problema comportamental. por exemplo) abre e fecha as pupilas constantemente. tédio. Uma reação típica de um papagaio irritado que deseja agredir é atacar com o bico. Aves irritadas e dispostas a agredir abrem a cauda. solidão. Um papagaio irritado ou submetido a esforço físico (como falar. poucas horas de sono.

cágados e jabutis). aligatores e crocodilos). Algumas vezes os ovos são chocados no corpo da fêmea (fêmea ovovivípara). Possui 6000 espécies e estão melhor adaptados a vida em terra seca que os anfíbios. A camada mais externa é substituída a medida que de desgasta (nas tartarugas e crocodilos) ou é mudada completamente (cobras e lagartos). Apresentam corpo coberto com pele seca e coriácea. A audição é aguçada. Anatomia interna de uma serpente Os répteis são ectotérmicos ou pecilotérmicos pois não possuem a capacidade de gerar seu próprio calor corpóreo. O cérebro possui 12 pares de nervos cranianos. com poucas glândulas superficiais. A reprodução se faz por fertilização interna. enquanto que as serpentes deslocam-se através de ondulações do corpo e possuem largas escamas ventrais que auxiliam na aderência do terreno. RHYNCHOCEPHALA (tuatara). O olfato é realizado pelas narinas e pelo órgão de Jacobson (menos nos crocodilos). Os olhos possuem pálpebras que. Ao contrário dos homeotérmicos. são transparentes e sólidas (não sendo consideradas pálpebras). Eles caem periodicamente e são substituídos. em geral. possuem o pênis eréctil. os répteis necessitam de alguns fatores para que sua manutenção em cativeiro seja a melhor possível 105 . localizado no ''céu'' da boca (palato). nas serpentes. pois os machos. As serpentes ouvem através de ossos do crânio os quais transmitem vibrações do solo. O esqueleto é completamente ossificado. exceto nos quelônios. graças a abertura do ouvido externo. A boca é provida de dentes. Esse órgão detecta os odores levados a ele pela língua a medida que ela sai e entra na boca.De uma maneira simplificada. e são usados para segurar a presa e não para mastigar. são postos para chocar fora do corpo. CROCODYLIA (jacarés. pois o animal depende dela para ajustar a sua temperatura corpórea ideal. Em geral os dentes são voltados para trás. Nos outros casos os ovos depois de fertilizados. apenas 4 sobreviveram até hoje: CHELONIA (tartarugas. principalmente nos lagartos que ouvem sons transmitidos pelo ar. Seu metabolismo está diretamente relacionado com a temperatura. que apresentam bico córneo. a oscilação de temperatura durante o dia e a noite é importante. Das 23 ordens existentes naquela época. Os lagartos se locomovem sobre quatro patas. geralmente com escamas ou escudos córneos.RÉPTEIS Os registros dos primeiros répteis datam de aproximadamente 300 milhões de anos atrás. e SQUAMATA (cobras e lagartos).

Dependendo da 106 . A umidade é essencial para as trocas de pele. são incompletas. A luz é uma fonte energética primordial. comparada com o rico suprimento alimentar exigido pelo animal. salvo raras exceções. Ela possibilita e desencadeia uma série de reações químicas no metabolismo de certos animais que. o tornam dependentes de determinados raios luminosos. manutenção da hidratação e regulação térmica. Uma das principais funções de certos raios luminosos é a fixação do cálcio nos ossos dos animais (raios ultravioletas do tipo B) e a manutenção da cor esverdeada em certos animais (raios ultravioletas do tipo A).ou o mais próximo do natural. simplesmente. A alimentação que fornecemos aos répteis em cativeiros. Anatomia interna de uma tartaruga de água doce Anatomia interna de um lagarto A temperatura é fundamental para o bom funcionamento metabólico do animal. para que se evitem posteriores problemas (doenças).

Os excrementos devem ser retirados antes da limpeza. toda alimentação deve ser picada bem pequena. Verduras: escarola. Comedouros e bebedouros devem ser limpos após o uso. Também são usadas flores na sua alimentação: pétalas de rosa (cultivadas em casa sem herbicida). No caso de filhotes. diluído na proporção de 3% em desinfecções rotineiras. e um pouco de carne moída e cogumelos. Eles recolhem a cabeça e batem repetidamente seus cascos um nos dos outros. de região para região. Ambas podem viver cerca de 80 anos. devem receber uma dieta de qualidade e bem diversificada. 1. Recomenda-se que a limpeza dos terrários seja freqüente e a troca de água seja diária. no momento da postura. ao contrário do que muitas pessoas pensam. O espaço físico ou área interna do terrário (local de criação). 1. suas placas anais formam um ângulo mais pronunciado que nos machos. Essas épocas podem variar um pouco. Um desinfetante eficiente e de baixo custo é o hipoclorito de sódio (água sanitária). eles vão disputar a fêmea. evitando carrear microorganismos de um local para outro. sendo. Os machos devem ser maiores que as fêmeas para que com seu peso possam ter maiores chances de fecundá-las. que nos machos é côncavo e nas fêmeas é reto. abóboras. para dentro do qual a cabeça e os membros podem ser retraídos. O iodofór (iodo orgânico) é eficaz contra vírus. Em função das fêmeas porem ovos. Quando existe mais de um macho. somente um bico córneo. tendo seu ápice em janeiro. portanto necessária a limpeza de excrementos e detritos antes da desinfecção. Quelônios: Em geral. O orifício cloacal nos machos está situado mais afastado do plastrão que nas fêmeas. os quelônios têm um corpo curto e largo. o "cardápio" pode variar desde uma flor até um outro réptil. Em cativeiro podem ser mantidos com camundongos abatidos ou carne como suplemento de cálcio (em dias alternados). Não possuem dentes. pêras. A água deve ser sempre deixada à vontade. Isso facilita o procedimento da cópula. A higiene é imprescindível para a manutenção de répteis em cativeiro. externa. flores de hibisco e de ipê-amarelo.1. É de suma importância que se conheça bem o animal a ser criado. Podem atingir até 26 cm de carapaça. Tigre D’Água: São quelônios aquáticos que necessitam de um tanque com pelo menos 60% coberto por água. o agente químico de desinfecção deve permanecer em contato com as superfícies por 15 a 30 minutos. Jabuti: Existem duas espécies de jabutis reconhecidas no Brasil: jabuti-piranga (Geochelone carbonaria) e jabuti-tinga (Geochelone denticulata). 107 . também é muito importante para evitar condições estressantes. ou mesmo convexo. pois são normalmente ineficazes no combate à Pseudomonas.espécie. Nem sempre é possível identificar o sexo dos répteis. O período reprodutivo é determinado pelas estações do ano e ocorre principalmente a partir do mês de outubro. um suplemento alimentar. Na prática. antes de serem enxaguadas. Por duas ou três vezes na semana deve-se pulverizar sobre o alimento. de modo que o macho possa encaixar-se sobre a fêmea. enclausurado num casco ósseo com uma cobertura córnea. Os jabutis. As frutas que podem comer são: uvas. facilitando assim a saída dos ovos. mamão. Os utensílios de cada terrário devem ser exclusivos. bananas. A maioria dos desinfetantes são ineficazes na presença de material orgânico.2. 1. um microorganismo freqüente nos terrários. mas não chegam a se machucar. bactérias e fungos e bastante seguro para os répteis. visto que em boa parte das espécies não há dimorfismo sexual e alguns caracteres sexuais externos são visualizados apenas na época da reprodução. para que se evitem erros de manejo. Nos jabutis uma das principais características é o plastrão. Os desinfetantes à base de fenóis não devem ser usados.

3. frutas doces. uma prega de pele na região gular (pescoço) e uma crista 108 . Devem ser mantidos sob temperaturas entre 28 º C e 32 º C. alguns podem mudar de cor. etc. A iluminação é imprescindível. A cauda é longa e arredondada. Os membros são bem desenvolvidos e fortes. com dedos compridos. Podem ser agressivos. esta sai partida em diversos pedaços. A umidade deve ser em torno de 40%. entre outros. Possuem cabeça comprida e pontiaguda. Depois da manipulação do animal. sendo o substrato formado por uma espessa camada de areia de rio. A desinfecção do tanque e utensílios deve ser feita com hipoclorito de sódio. avitaminoses. Devem ser mantidos em amplos terrários. é recomendado a higiene das mãos para evitar a transmissão da principal zoonose transmitida pelos quelônios. os quais são incubados por um período de 90 dias. Além disso. ao lado das tartarugas. razão pela qual são importantes os cuidados no manejo para evitarem mordidas. carnes. Em geral.1. São ovíparos e põem em média 30 ovos.A água do tanque deve ser trocada a cada dois dias para que não haja excesso de urato excretado pela urina e fezes desses animais. pintinhos. distocias. Região gular e face ventral brancas. eles têm longas caudas e. Lagartos: Possuem pele escamosa e sangue frio. elodea (alga comum em aquários) e suplemento de vitamina A. São onívoros. a salmonelose. sendo 2/3 correspondentes ao comprimento da cauda. dotadas de pedras e troncos fortes. no Brasil. Os filhotes são esverdeados. Atinge até 1. é o lagarto mais comum em cativeiro. Normalmente podem ser alimentadas com rações específicas para tigres d’água ou com pedaços de peixe picados. a água deve estar aquecida à uma temperatura entre 24 e 28ºC. Teiú: Dos Teiidae. deve-se tomar cuidado com as mordidas e as unhas. O seu corpo é forte. mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos. e alguns não possuem membros. Pertencem à subordem Lacertilia. pré-lavada. Muitos lagartos podem regenerar a cauda caso esta venha a ser partida. como uma lata. muito embora suportem consideráveis variações de temperatura. ajudam na formação e endurecimento da carapaça. camundongos. Iguana: O Iguana é talvez um dos répteis de maior expressão em cativeiro. O ideal é que seja apoiado sobre uma plataforma cilíndrica. prolapsos. e segurado através do casco. O animal jamais deverá permanecer por longe tempo virado com o ventre para cima. A língua é cor-de-rosa. pois os raios solares além de manterem a temperatura interna do animal. com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. na troca de pele. 2. comprimido lateralmente. garantindo um bom período de luminosidade durante o dia.4 m de comprimento. rãs. descalcificação óssea. gastroenterites. 2. coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais. Contenção: Para contenção desses animais. Apresenta uma enorme escama arredondada abaixo do tímpano. comprida e bífida. 1. 2. A iluminação deve ser fornecida por lâmpadas fluorescentes. Em cativeiro alimentam-se de gemas de ovos. adornadas de manchas negras. pois terá dificuldade na respiração. Sua coloração geral é negra. As tartarugas podem ter algumas doenças tais quais pneumonias.2.

Da mesma forma. dá a luz a filhotes ao invés de colocar ovos. É muito perigosa. As serpentes diurnas têm pupilas redondas. Dependem do calor do sol ou aquecimento artificial para manterem sua temperatura corporal. puçás e toalhas.1. Para deixa-los em estado de torpor (quietos). Precisa exercitar-se. embora normalmente não possuam comportamento social como outros grupos de animais. O olfato é o sentido mais importante desses animais. para beber e até para o banho. podem deslocar a mandíbula para engolir presas grandes. Mede. Se a autotomia for muito próxima ao tronco. Todas as cobras têm corpo longo e sem membros. Os sons são captados pelo seu ouvido interno que reage a qualquer vibração do solo. O terrário deve ser amplo e conter troncos e galhos em abundância. características mais desenvolvidas nos machos. De hábito noturno. tem pupilas com aberturas verticais. habita florestas e cerrado. As presas e os membros do sexo oposto são identificados pelo aroma que exalam. Em geral os olhos das cobras são ineficientes. e outras hibernam em comunidades.3. se ela o desejar. cerca de 1. os membros posteriores na região do tronco. onde são transferidas ao cérebro por células especiais. A maioria das serpentes troca de pele numa única peça. podendo ser dado também ração comercial. 3. com o nascimento previsto para início da estação chuvosa. 2. Contenção: Para contenção desses animais usamos luvas de raspa. Macieira e pétalas de rosa. Segurar a cabeça e os membros anteriores com uma das mãos. Os adultos. para que possa desenvolver-se bem e com saúde. isto é. bem como flores de Hibisco. Jararaca: É a mais conhecida do gênero Bothrops. precisa ficar exposta aos raios ultravioleta artificiais ou solares. por outro lado. Embora certas espécies sejam bem regionais. para não ficar obesa. Ipê. Cobras constritoras matam sua presa por esmagamento enquanto cobras peçonhentas envenenam sua caça. As partículas de odor são captadas pela língua. quando ameaçada. A coloração nos jovens é verde intensa e com o passar dos anos vão aparecendo bandas escuras ao longo do corpo e da cauda. incubar seus ovos e criar seus filhotes.no alto da cabeça. como as pítons. Entretanto. Animais jovens ou estressados podem soltar a cauda em sinal instintivo de defesa. É vivípara. É importante que haja uma grande cuba de água no interior do terrário para auxiliar nos níveis de umidade. Serpentes: Cobras compõem a subordem Ophidia. pode-se fazer uma leve pressão sobre os olhos. A jararaca possui desenhos que lhe proporcionam uma excelente camuflagem. enquanto as noturnas. mesmo para olhos experientes. tomando cuidado com a cauda. tornam-se quase exclusivamente vegetarianos e aceitam em cativeiro legumes e frutas. 3. Possuem pálpebras unidas. 109 . em média. a cauda pode não crescer mais. As serpentes não possuem aberturas para os ouvidos.20 m. É muito importante fornecer suplementação vitamínica na alimentação de 2 a 3 vezes por semana. formando uma membrana transparente à frente do olho. o que induz a queda da atividade cardíaca pela compressão do nervo vago. e com a outra. algumas têm rituais de acasalamento bem elaborados. sendo difícil a visualização do animal. toma uma atitude ofensiva indo em direção ao predador. Os filhotes e jovens alimentam-se preferencialmente de insetos. mas geralmente foge assim que avistada.

não representa sua idade. As cascavéis são perigosas. Jibóia: É sem dúvida alguma uma das serpentes mais criadas em cativeiro. chega aos 4. alguns indivíduos podem apresentar anomalias e nascer completamente vermelho. A maneira mais segura é através da dentição. e possuem um veneno neurotóxico muito potente. ou até mesmo albino (branco) ou melânico (preto). Na realidade.5 m. Também não se deve manipulá-las quando estão trocando de pele. o que ocorre de 2 a 4 vezes por ano. se uma Cascavel tem 12 anéis no chocalho. a jararaca. Pode também tentar assustar o inimigo silvando alto. São apenas histórias. A jibóia apanha as suas vítimas ficando à espreita ou surpreendendo-as silenciosamente. foge . Raramente passa de 3 metros de comprimento. Quando adulta alimentase principalmente de pequenos roedores.4. Isto porque. 110 . Após alimentadas não podem ser manipuladas. Vivem no máximo 23 anos. bem como pequenos lagartos. ela utiliza a cauda para atrair pequenas rãs e sapos. mas não agressivas. Ao contrário.Quando filhote. mamíferos pequenos e lagartos grandes. facilitando seu reconhecimento. Precisam de iluminação e umidade adequada para seu bem estar. Despende pouca energia e pode ficar muito tempo sem comer. Costumam avisar da sua presença balançando o chocalho antes de dar o bote. e peixes. Somente uma pessoa muito experiente consegue diferenciar as duas espécies simplesmente olhando. Quando ameaçada. foge à sua aproximação. como a maioria dos membros do gênero Bothrops. fugindo rapidamente quando avistadas. Coral: Não é simples diferenciar se a espécie é verdadeira ou falsa apenas olhando a coloração de seu corpo. habitam o cerrado. Cascavel: Possui um chocalho na extremidade da cauda. mas não é o maior responsável pelos acidentes ofídicos. Passa a maior parte do tempo nas árvores. ele acrescenta um novo anel no chocalho. 3. Essa serpente grande vive nas florestas densas da América do Sul.3. e quando ultrapassa.mas muito lentamente. áreas pedregosas e secas. Enrosca-se em torno delas e contrai o corpo até que a vítima não consiga respirar e morra sufocada. portanto. Alimentam-se de pequenos roedores e possuem hábitos crepusculares e noturnos. A época do nascimento dos filhotes é entre os meses de novembro e fevereiro. Gostam de campos abertos de cerrado. a jibóia é de índole pacífica. não quer dizer que ela tenha 12 anos de idade. 3. São vivíparas e possuem vestígios de membros posteriores. do qual se alimenta. Gostam muito de água e recomenda-se deixar uma vasilha de água no terrário suficientemente grande para ela entrar dentro. Cada vez que o animal muda de pele. podem regurgitar o alimento para tentar fuga. É a considerada a cobra mais venenosa do Brasil. Outras falam de jibóias que engolem vítimas três vezes maiores que elas mesmas ou que põem em fuga uma caravana inteira de exploradores. vivípara. com 10 ou até 15 m de comprimento. não é venenosa e nunca ataca o homem. Dão a luz entre 16 e 24 filhotes vivos sendo. É ovípara e coloca entre 16 e 20 ovos com o nascimento previsto para início da estação chuvosa. possue a extremidade da cauda ligeiramente clara ou amarelada. o número de anéis no chocalho da cascavel. pois como defesa. Há muitas histórias de jibóias enormes. Alimentam-se de outras cobras (menos a cascavel). caindo num torpor que dura às vezes diversas semanas. Mesmo assim. Toma como presa principalmente aves. que estrangulam pessoas enroscando-se em seus corpos.2. De hábito crepuscular e noturno. Engole a vítima tragando primeiro a cabeça e a digere devagar. Sendo assim. 3. Ao contrário do que muitas pessoas pensam. com uma taxa de 1% de casos. As corais são da mesma família das najas e mambas (Elapidae). o que é conhecido como bafo de jibóia.

pois como todas as representantes de sua família. 111 . ou proteolítica. logo após o occiptal e o resto do corpo apoiado com a outra mão para não forçar a coluna do animal. Peçonha são originadas em glândulas especializadas associada à ductos excretores. pondo até 40 ovos que a fêmea choca durante 2 meses. Contenção: A contenção de uma serpente sempre deve ser feita com cuidado. embora bastante rara na natureza por ser alvo fácil de predadores. como leopardos. artificialmente. Cobras e escorpiões possuem peçonhas. a cabeça deverá ser segurada com uma das mãos. Afetam o organismo quando ingeridos e podem também atuar.3. O fígado também estará lesionado. não se deve fazer garrote em picadas de Jararaca porque o efeito proteolítico ficará potencializado no local levando muitas vezes à amputação do membro. tigres e até búfalos. enrolam-se sobre as presas até que estas não consigam respirar. A terceira parte. Usa-se gancho de ferro ou cambão para segurar sua cabeça inicialmente. Picadas de cobra nem sempre são aparentes. Sapos possuem veneno. Em seguida. sua digestão é muito lenta. A espécie albina é robusta. Como a peçonha da Jararaca será excretada pelos rins. causa edema de glote. Quando a picada é no rosto. Variam de 4 a 6 m de comprimento e podem viver até 28 anos. Às vezes. A peçonha da Jararaca tem ação coagulante.6. pois podem se tratar de pequenos arranhões ou apenas um furo. A primeira faz o sangue coagular em vários pontos consumindo os fatores de coagulação. Não é um animal agressivo. o animal deverá ser submetido à fluidoterapia. por via parenteral. É uma espécie ovípara. Acidentes ofídicos: Antes de falarmos de acidentes ofídicos. mas 3 delas possuem ações distintas e evidentes. recomenda-se não deixar muito espaço sem apoio entre a cabeça e a parte que estará provavelmente enrolada no braço. pode tentar atacar animais grandes demais. Em cativeiro pode ser alimentada com ratos. Todas são serpentes muito fortes e matam suas presas por constrição. Veneno são produtos metabólicos produzidos ou estocados em órgãos.7. proteolítica e hemorrágica. haverá necessidade do auxílio de outra pessoa para apoiar o corpo do animal. degrada a proteína promovendo a necrose tecidual.5. Os acidentes são mais comuns em cães e geralmente tratam-se de picadas no focinho. mas tanto atacante como atacado ficam seriamente feridos. Píton: Também é uma serpente comumente criada em cativeiro. Jibóias e pítons costumam armar o bote recolhendo o corpo em forma de “s”. Causa um grande processo inflamatório local seguido de necrose. temos que entender a diferença entre veneno e peçonha. só necessitará de alimento poucas vezes por ano. Se der sorte nas caçadas. e então as comem. 3. mas como possui certo grau de regeneração. A peçonha é composta por diversas proteínas. isto é. coelhos e aves. Quando se tratar de cobras muito grandes. geralmente atual via parenteral e podem ser destruídas quando ingeridas. Podem pesar 80kg e não são venenosas. 3. Estes últimos geralmente são abandonados quando a píton percebe seu erro. A parte hemorrágica estoura os vasos e pela falta de fatores de coagulação ocorrem várias hemorragias pelo corpo do animal picado. mesmo que ela não seja peçonhenta. a atenção deverá estar voltada aos rins. se provocada ou com muita fome. Para impedir que consiga armar o bote. devido à sua coloração branca e amarela muito difícil de passar despercebida. Deve-se manter o membro elevado para a peçonha “diluir” no corpo. Ao contrário do que se imagina. podendo ficar meses sem que seja preciso se alimentar.

A peçonha é caracteristicamente neurotóxica. e sangramento em orifícios pelo consumo dos fatores de coagulação. 112 . degradam musculatura (o que deixa a urina escura e provoca lesão renal). causam paralisia. A picada da Cascavel não incha. No caso de picadas por Coral. 100% dos animais e pessoas não tratados morrem. miotóxico e coagulante. não é dolorida e no local pode aparecer leve vermelhidão. isto é. Possui efeito neurotóxico.A peçonha da Cascavel e da Coral causam lesões nervosas. O ideal é que também não se faça garroteamento pelo efeito miotóxico. o que paralisa os movimentos respiratórios levando ao óbito.

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