ARGAMASSAS

Generalidades Generalidades
Mistura de ligante, areia e água
Provém da hidratação e endurecimento Provém da hidratação e endurecimento
de uma pasta de cimento ou cal
Classificação das argamassas Classificação das argamassas
Segundo a massa volúmica:
Argamassas pesadas (≥ 2600 kg/m
3
) Argamassas pesadas (≥ 2600 kg/m
3
)
Argamassas leves (< 2000 kg/m
3
)
Classificação das argamassas Classificação das argamassas
Segundo a natureza do ligante:
Argamassas de cimento
Argamassas de cal Argamassas de cal
Argamassas de gesso
Argamassas de polímeros
Argamassas mistas
Classificação das argamassas Classificação das argamassas
Segundo a aplicação:
Argamassas para alvenarias
Argamassas de revestimento
Argamassas especiais
Propriedades gerais Propriedades gerais
Propriedade fundamental é a resistência à
compressão
Impermeabilidade Impermeabilidade
Aderência à base
Variações volumétricas
Indecomponível
Propriedades gerais Propriedades gerais
Argamassa de reboco
Bom isolamento térmico e acústico
Limpeza
Estética
Propriedades gerais Propriedades gerais
Argamassa de revestimento de pavimentos
Resistência ao choque e ao desgaste
Propriedades gerais Propriedades gerais
Propriedades referidas dependem de:
Dosagem e tipo de ligante
Quantidade de água
Condições de aplicação e conservação
Resistência à compressão Resistência à compressão
Fórmula de Feret:
R K
c
m
t t
=

( )
1
2
(3.1)
Rt - resistência à compressão ao fim de um certo tempo
c - volume unitário de cimento
m - volume unitário de areia
Kt - factor de proporcionalidade dependente do tipo de ligante,
da idade, das dimensões do provete, das condições de ensaio, do
modo de conservação, etc.
Resistência à compressão Resistência à compressão
Representando por w o volume unitário de
água e v o volume unitário de vazios,
temos: temos:
c + m + w + v = 1 (3.2)
Resistência à compressão Resistência à compressão
Habitualmente, despreza-se o volume de
vazios, embora ele possa atingir 10% do
volume total. volume total.
Assim, temos:
1 - m = c + w (3.3)
Resistência à compressão Resistência à compressão
Substituindo (3.3) em (3.1), vem:
R K
c
c w
t t
=
+
( )
2
(3.4)
c w +
(3.4)
R K
w
c
t t
=
+
( )
1
1
2
(3.5)
ou
Resistência à compressão Resistência à compressão
Por outro lado, podemos dar outro aspecto
à fórmula (3.1):
c
R K
c
c c m
t t
=
+ − +
(
( )
)
1
2
(3.6)
c + m representa o volume unitário da parte
sólida da argamassa, ou seja, da compacidade.
Resistência à compressão Resistência à compressão
Das fórmulas apresentadas podemos tirar as
seguintes conclusões:
Fórmula (3.1): resistência à compressão Fórmula (3.1): resistência à compressão
cresce com a dosagem de cimento, para uma
quantidade fixa de areia
Resistência à compressão Resistência à compressão
Das fórmulas apresentadas podemos tirar as
seguintes conclusões:
Fórmula (3.5): resistência à compressão Fórmula (3.5): resistência à compressão
diminui com o aumento do volume de água
para um mesmo volume de cimento
w/c = razão água-cimento
Resistência à compressão Resistência à compressão
Das fórmulas apresentadas podemos tirar as
seguintes conclusões:
Fórmula (3.6): quanto > a compacidade, > a Fórmula (3.6): quanto > a compacidade, > a
resistência à compressão da argamassa
Resistência à compressão Resistência à compressão
Fórmula de Bolomey:
R K
t
C
W
K
a
=
'
,
( )
''
γ
2 35
2
(3.7)
Rt - resistência à compressão ao fim de um certo tempo
γ
a
- densidade aparente da argamassa
C - massa de cimento por unidade de volume
W - massa de água por unidade de volume
K' e K'' - factores que dependem do tipo de ligante, da idade, das
dimensões do provete, das condições de ensaio, do modo de
conservação, etc.
Resistência à compressão Resistência à compressão
Geralmente, considera-se K'' = 1,5
Tendo em conta que γ
a
~ 2.35, a equação
(3.7) transforma-se na seguinte:
C
R K
C
W
t
=
' ,
( )
1 5
(3.8)
Esta fórmula representa a equação de uma
parábola
Resistência à compressão Resistência à compressão
Na zona em que 1.2 < C/W < 2.5 (valores
correntes de C e W), a equação anterior
pode ser substituída pela recta de equação:
R K
C
W
t
= −
'
( , ) 0 5
(3.9)
Esta fórmula simplificada é designada por
fórmula dos estaleiros de Bolomey
Resistência à compressão Resistência à compressão
Exemplo de aplicação:
C=400 Kg/m
3
W=180 l/m
3
W=180 l/m
3
R
28
= 25 MPa
W/C = ?
R
28
= 30 MPa
Resistência à compressão Resistência à compressão
Determinemos, em primeiro lugar, o
valor de K':
25 = K' (400/180 - 0,5) 25 = K' (400/180 - 0,5)
virá:
K' = 14,52 MPa
Resistência à compressão Resistência à compressão
Assim, para se obter uma resistência de 30
MPa:
30 = 14,52 (C/W– 0,5)
Donde
C/W= 2,57
ou
W/C = 0,39
Utilizar uma areia ou mistura de areias que
conduzam ao < volume de vazios possível
(compacidade máxima)
Impermeabilidade Impermeabilidade
Cimento e água preenchem vazios da areia
Para assegurar baixa permeabilidade =>
Hidrófugos
Hidrófugos de superfície
Camadas que se aplicam sobre a superfície
da argamassa e a impermeabilizam
Impermeabilidade Impermeabilidade
Devem:
Ser aderentes e penetrantes nos capilares
Ser resistentes às águas de contacto
Ser resistentes ao desgaste
Não atacar os constituintes da argamassa e
não ser atacados por eles
Impermeabilidade Impermeabilidade
não ser atacados por eles
Constituir uma camada impermeável
Não ser frágeis
Ter um envelhecimento lento
Exemplos:
Silicatos, Fluorosilicatos de Magnésio,
Zinco e Alumínio
Impermeabilidade Impermeabilidade
Zinco e Alumínio
Parafina, Cera e Emulsões asfálticas
Tintas de óleo e emulsões betuminosas
Hidrófugos de massa
Produtos que se incorporam na amassadura
da argamassa
Pós inertes: sílica moída (diatomite moída)
Impermeabilidade Impermeabilidade
Pós inertes: sílica moída (diatomite moída)
Pós activos: cal e pozolana
Cloreto de cálcio, colóides, silicatos,
fluorosilicatos, aluminatos de sódio,
polímeros e emulsões betuminosas
Hidrofugação de massa é mais económica –
reduz a mão de obra
Impermeabilidade Impermeabilidade
Desvantagens:
Alguns produtos reduzem a resistência
mecânica da argamassa
Não mantêm a eficácia ao longo do tempo
Quanto > a compacidade, melhor a
argamassa
Escolha da areia no triângulo de Feret
Compacidade Compacidade
Escolha da areia no triângulo de Feret
Vazios preenchidos com água e cimento
Areias divididas em 3 classes: grossa, média
e fina
Compacidade Compacidade
Figura 1 – Triângulo de Feret
Compacidade Compacidade
p p
p A P p A P
A A
A A
1 2
1 2
1
1 2
+ =
=
¦
´
¦
¹
¦
- percentagem de areia A1
- percentagem de areia A2
- distância de A1 a P
- distância de A2 a P
p
A
1
p
A
2
A P
1
A P
2
Quantidade de água Quantidade de água
O volume de água necessário para a
hidratação do cimento Portland é dado pela
seguinte expressão:
W = 0,23 C (3.10)
C - massa de cimento
Quantidade de água Quantidade de água
A quantidade de água necessária para
molhar os agregados varia com a
granulometria da areia, superfície da areia,
etc.
Muitas vezes, para se evitar esta Muitas vezes, para se evitar esta
indeterminação, considera-se que a água
total da amassadura é igual a metade da
massa de cimento:
W = 0,50 C (3.11)
w C M
K
C M
= +
+
( )
µ
(3.12)
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
w - volume unitário de água
C – peso unitário de cimento
M– peso unitário de material agregado
K - parâmetro que é função da consistência da argamassa e do
tipo de material agregado, encontrando-se tabelado
C+M - o módulo de finura da mistura cimento e material
agregado que se calcula a partir da curva C+M
Como geralmente a curva que dispomos é a
que se refere aos materiais agregados
calculamos C+M a partir de M, com a ajuda
da seguinte expressão:
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
da seguinte expressão:
µ µ
C M M
C
p
+
=
− 100
100
(3.13)
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Figura 2 – Representação
gráfica do módulo de finura
Embora a composição granulométrica seja
completamente diferente para as duas
misturas, iríamos usar uma mesma
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
misturas, iríamos usar uma mesma
quantidade de água, o que evidentemente é
incorrecto.
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Existe também o denominado método
rigoroso de Bolomey.
Neste método entramos em linha de conta
com a quantidade de água necessária para
hidratar o cimento que é w'=0,23C.
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Temos uma parcela de água para molhar os
materiais agregados com dimensões > 0,2
mm, dada pela seguinte expressão:
w mm NXM
p
d Xd
i
i i
' ' ( , ) > =
+

0 2
1
3 (3.14)
N - parâmetro que depende da consistência do betão e do tipo
de material agregado, encontra-se tabelado;
pi - fracção do agregado com dimensões compreendidas
entre di e di+1
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Figura 3 – Determinação de pi.
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Para os materiais com dimensões < 0,2
mm teremos a seguinte expressão:
w'''(<0,2 mm) = 0,23 ou 0,35XMXp (3.15)
p - percentagem dos agregados com diâmetros menores
que 0,2 mm.
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Para partículas roladas, com dimensões < 0,2
mm, toma-se 0.23
Para pó de pedra toma-se 0,35 como factor Para pó de pedra toma-se 0,35 como factor
da expressão anterior
Reunindo todas as parcelas temos:
(3.16)
w C p
Np
d d
XM
i
i i
= + +

<
+

0 23 0 23
0 2
1
3
, ,
,
Quantidade de água pelo Quantidade de água pelo
método de Bolomey método de Bolomey
Para argamassas e considerando as
percentagens de partículas finas, médias e
grossas, a expressão do método rigoroso de
Bolomey fica: Bolomey fica:
w C p Np
Np
M
F M
G
= + + +
|
\

|
¹
| 0 23 0 23
2 15
, ,
, (3.17)
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
O volume de vazios da areia, V, é
dado por:
V = 1 -
γ
V = 1 -
γ
γ
a
R
γa - baridade da areia;
γR - massa volúmica da areia.
(3.18)
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
Considerando um volume total unitário de
areia e sendo V
R
o volume real desta, temos:
V = 1 - V
R
(3.19) V = 1 - V
R
(3.19)
Sendo P a massa do volume real de areia:
V = 1 -
P
R
γ
(3.20)
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
Como, por outro lado:
P = 1.γa (3.21)
Substituindo (3.21) em (3.20) obtemos a
relação (3.18)
Substituindo (3.21) em (3.20) obtemos a
relação (3.18)
Supondo que todos os vazios da areia são
preenchidos pelo cimento e pela água:
V = c + w (3.22)
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
Mas, como a massa volúmica do cimento é
aproximadamente 3.10 t/m
3
, o volume de
cimento será:
c =
C
3 1 ,
(3.23)
C - massa de cimento por volume unitário.
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
Por outro lado considerando o volume de
água dado por (3.11), cerca de 50% da massa
de cimento, temos:
V =
C
3 1 ,
+ 0,50 C (3.24)
V =
3 1 ,
+ 0,50 C (3.24)
Substituindo em (3.12), vem:
C
3 1 ,
γ
γ
a
R
+ 0,50 C = 1 - (3.25)
Desta fórmula tiramos o valor de C
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
Como também é necessário, para além de
preencher os vazios que o cimento envolva
totalmente os grãos de areia, deve usar-se mais totalmente os grãos de areia, deve usar-se mais
10%de cimento.
Dosagem de cimento Dosagem de cimento
Exemplo:
γ
R
= 2,65 t/m
3
γ
a
= 1,50 t/m
3
C = ?
C 1 50 , C
C
3 1
0 50 1
1 50
2 65 ,
,
,
,
+ = −
C = 0,527 t/m
3
Deveríamos, então, usar cerca de 580 kg/m
3
de
cimento.
Rendimento de uma Rendimento de uma
argamassa argamassa
ρ =
V
V
arg
V
ar
V
arg
- volume de argamassa obtida
V
ar
- volume de areia utilizado
Traço de uma argamassa Traço de uma argamassa
1:n
-1 volume de cimento para n volumes de areia
Desde 1:1 a 1:12
Pavimentação
1:3
1:1 ou 1:2 (camada de desgaste)
Alvenarias e rebocos
1:3 a 1:5
1:1 ou 1:2 (refechamento de juntas)
Traço de uma argamassa Traço de uma argamassa
Argamassa mais rica
Argamassa normal
Blocos de cimento
1:10 a 1:12
Figura 4 – Refechamento de juntas
Argamassa normal
Aderência das argamassas Aderência das argamassas
Boa aderência => Argamassa fluida
Molhagem dos suportes
Melhor aderência com cola epoxídica ou Melhor aderência com cola epoxídica ou
produtos poliméricos
Retracção da argamassa Retracção da argamassa
Pode provocar fissuras
Aumenta com a dosagem de cimento e
volume de água
Depende das condições de conservação
Ideais: meio húmido e temperado
Juntas preenchidas com um mastique
betuminoso ou polimérico
Decomposição das argamassas Decomposição das argamassas
Cimentos pozolânicos ou de escórias são
os mais resistentes aos meios agressivos
Para melhorar resistência => > dosagem Para melhorar resistência => > dosagem
de cimento
Aplicações das argamassas Aplicações das argamassas
Alvenarias
Junta:
Solidariza os vários elementos, dando - Solidariza os vários elementos, dando
nova rigidez ao conjunto
- Permite o emprego de pedras defeituosas
Aplicações das argamassas Aplicações das argamassas
Figura 5 – Junta horizontal de uma alvenaria
Aplicações das argamassas Aplicações das argamassas
Revestimentos
Paredes, tectos e pavimentos Paredes, tectos e pavimentos
Aplicações das argamassas Aplicações das argamassas
Outras aplicações:
Tubos de cimento, vigotas pré-esforçadas,
blocos de cimento e telhas de cimento
Projecção Projecção
Injecções
Argamassas acústicas
Argamassas de protecção dos raios X

Generalidades

Mistura de ligante, areia e água Provém da hidratação e endurecimento de uma pasta de cimento ou cal

Classificação das argamassas

Segundo a massa volúmica: Argamassas pesadas (≥ 2600 kg/m3) Argamassas leves (< 2000 kg/m3)

Classificação das argamassas Segundo a natureza do ligante: Argamassas de cimento Argamassas de cal Argamassas de gesso Argamassas de polímeros Argamassas mistas .

Classificação das argamassas Segundo a aplicação: Argamassas para alvenarias Argamassas de revestimento Argamassas especiais .

Propriedades gerais Propriedade fundamental é a resistência à compressão Impermeabilidade Aderência à base Variações volumétricas Indecomponível .

Propriedades gerais Argamassa de reboco Bom isolamento térmico e acústico Limpeza Estética .

Propriedades gerais Argamassa de revestimento de pavimentos Resistência ao choque e ao desgaste .

Propriedades gerais Propriedades referidas dependem de: Dosagem e tipo de ligante Quantidade de água Condições de aplicação e conservação .

da idade.volume unitário de areia Kt . . das condições de ensaio. das dimensões do provete.resistência à compressão ao fim de um certo tempo c .1) Rt . etc. do modo de conservação.volume unitário de cimento m .Resistência à compressão Fórmula de Feret: c 2 Rt = K t ( ) 1− m (3.factor de proporcionalidade dependente do tipo de ligante.

2) . temos: c+m+w+v=1 (3.Resistência à compressão Representando por w o volume unitário de água e v o volume unitário de vazios.

Assim. temos: 1-m=c+w (3.3) .Resistência à compressão Habitualmente. embora ele possa atingir 10% do volume total. despreza-se o volume de vazios.

vem: c 2 Rt = Kt ( ) c+w (3.Resistência à compressão Substituindo (3.5) .4) ou Rt = K t ( 1 w 1+ c )2 (3.3) em (3.1).

podemos dar outro aspecto à fórmula (3.6) c + m representa o volume unitário da parte sólida da argamassa. ou seja. . da compacidade.1): c Rt = Kt ( )2 1 + c − (c + m) (3.Resistência à compressão Por outro lado.

1): resistência à compressão cresce com a dosagem de cimento. para uma quantidade fixa de areia .Resistência à compressão Das fórmulas apresentadas podemos tirar as seguintes conclusões: Fórmula (3.

Resistência à compressão Das fórmulas apresentadas podemos tirar as seguintes conclusões: Fórmula (3.5): resistência à compressão diminui com o aumento do volume de água para um mesmo volume de cimento w/c = razão água-cimento .

Resistência à compressão Das fórmulas apresentadas podemos tirar as seguintes conclusões: Fórmula (3.6): quanto > a compacidade. > a resistência à compressão da argamassa .

.densidade aparente da argamassa C . das dimensões do provete. etc.massa de cimento por unidade de volume W . das condições de ensaio.resistência à compressão ao fim de um certo tempo γa . do modo de conservação. da idade.35 γa ) K '' (3.factores que dependem do tipo de ligante.massa de água por unidade de volume K' e K'' .7) Rt .Resistência à compressão Fórmula de Bolomey: Rt = K ( ' 2 C W 2.

5 Rt = K ( ) W ' (3.35.Resistência à compressão Geralmente.5 Tendo em conta que γa ~ 2. considera-se K'' = 1.8) Esta fórmula representa a equação de uma parábola .7) transforma-se na seguinte: C 1. a equação (3.

a equação anterior pode ser substituída pela recta de equação: C Rt = K ( − 0.2 < C/W < 2.Resistência à compressão Na zona em que 1.5 (valores correntes de C e W). 5) W ' (3.9) Esta fórmula simplificada é designada por fórmula dos estaleiros de Bolomey .

Resistência à compressão Exemplo de aplicação: C=400 Kg/m3 W=180 l/m3 R28= 25 MPa W/C = ? R28= 30 MPa .

52 MPa .0.5) virá: K' = 14.Resistência à compressão Determinemos. o valor de K': 25 = K' (400/180 . em primeiro lugar.

52 (C/W – 0.5) Donde C/W = 2. para se obter uma resistência de 30 MPa: 30 = 14.Resistência à compressão Assim.39 .57 ou W/C = 0.

Impermeabilidade Utilizar uma areia ou mistura de areias que conduzam ao < volume de vazios possível (compacidade máxima) Cimento e água preenchem vazios da areia Para assegurar baixa permeabilidade => Hidrófugos .

Impermeabilidade Hidrófugos de superfície Camadas que se aplicam sobre a superfície da argamassa e a impermeabilizam Devem: Ser aderentes e penetrantes nos capilares Ser resistentes às águas de contacto .

Impermeabilidade Ser resistentes ao desgaste Não atacar os constituintes da argamassa e não ser atacados por eles Constituir uma camada impermeável Não ser frágeis Ter um envelhecimento lento .

Zinco e Alumínio Parafina. Cera e Emulsões asfálticas Tintas de óleo e emulsões betuminosas .Impermeabilidade Exemplos: Silicatos. Fluorosilicatos de Magnésio.

aluminatos de sódio. colóides. fluorosilicatos. silicatos. polímeros e emulsões betuminosas .Impermeabilidade Hidrófugos de massa Produtos que se incorporam na amassadura da argamassa Pós inertes: sílica moída (diatomite moída) Pós activos: cal e pozolana Cloreto de cálcio.

Impermeabilidade Hidrofugação de massa é mais económica – reduz a mão de obra Desvantagens: Alguns produtos reduzem a resistência mecânica da argamassa Não mantêm a eficácia ao longo do tempo .

média e fina . melhor a argamassa Escolha da areia no triângulo de Feret Vazios preenchidos com água e cimento Areias divididas em 3 classes: grossa.Compacidade Quanto > a compacidade.

Compacidade Figura 1 – Triângulo de Feret .

distância de A2 a P .percentagem de areia A2 A1 P A2 P .Compacidade  p A1 + p A2 = 1    p A1 A1 P = p A2 A2 P  p A1 .distância de A1 a P .percentagem de areia A1 pA2 .

massa de cimento (3.10) .Quantidade de água O volume de água necessário para a hidratação do cimento Portland é dado pela seguinte expressão: W = 0.23 C C .

para se evitar esta indeterminação. considera-se que a água total da amassadura é igual a metade da massa de cimento: W = 0.50 C (3. etc.11) .Quantidade de água A quantidade de água necessária para molhar os agregados varia com a granulometria da areia. superfície da areia. Muitas vezes.

o módulo de finura da mistura cimento e material agregado que se calcula a partir da curva C+M .volume unitário de água C – peso unitário de cimento M – peso unitário de material agregado K .parâmetro que é função da consistência da argamassa e do tipo de material agregado.12) w . encontrando-se tabelado C+M .Quantidade de água pelo método de Bolomey w = (C + M ) K µC+ M (3.

13) . com a ajuda da seguinte expressão: µC+ M 100 − pC = µM 100 (3.Quantidade de água pelo método de Bolomey Como geralmente a curva que dispomos é a que se refere aos materiais agregados calculamos C+M a partir de M.

Quantidade de água pelo método de Bolomey Figura 2 – Representação gráfica do módulo de finura .

. iríamos usar uma mesma quantidade de água. o que evidentemente é incorrecto.Quantidade de água pelo método de Bolomey Embora a composição granulométrica seja completamente diferente para as duas misturas.

Quantidade de água pelo método de Bolomey
Existe também o denominado método rigoroso de Bolomey. Neste método entramos em linha de conta com a quantidade de água necessária para hidratar o cimento que é w'=0,23C.

Quantidade de água pelo método de Bolomey
Temos uma parcela de água para molhar os materiais agregados com dimensões > 0,2 mm, dada pela seguinte expressão:
pi w''(> 0, 2mm) = NXM∑ 3 d Xd i i +1

(3.14)

N - parâmetro que depende da consistência do betão e do tipo de material agregado, encontra-se tabelado; pi - fracção do agregado com dimensões compreendidas entre di e di+1

Quantidade de água pelo método de Bolomey

Figura 3 – Determinação de pi.

23 ou 0. .35XMXp (3.15) p .2 mm.Quantidade de água pelo método de Bolomey Para os materiais com dimensões < 0.2 mm teremos a seguinte expressão: w'''(<0.2 mm) = 0.percentagem dos agregados com diâmetros menores que 0.

23 p < 0 .16) .2 mm.23C +  0 .23 Para pó de pedra toma-se 0.Quantidade de água pelo método de Bolomey Para partículas roladas. 2 +   ∑ Np i 3 d i d i +1   XM   (3. com dimensões < 0.35 como factor da expressão anterior Reunindo todas as parcelas temos:  w = 0 . toma-se 0.

médias e grossas. a expressão do método rigoroso de Bolomey fica:  NpG  M w = 0.Quantidade de água pelo método de Bolomey Para argamassas e considerando as percentagens de partículas finas.17) .23C +  0.15  (3.23 p F + Np M +  2.

massa volúmica da areia.baridade da areia. γR . é dado por: V=1γa γR (3. .Dosagem de cimento O volume de vazios da areia. V.18) γa .

VR (3.Dosagem de cimento Considerando um volume total unitário de areia e sendo VR o volume real desta.19) Sendo P a massa do volume real de areia: V=1P γR (3.20) . temos: V = 1 .

21) em (3.γa (3. por outro lado: P = 1.22) .18) Supondo que todos os vazios da areia são preenchidos pelo cimento e pela água: V=c+w (3.Dosagem de cimento Como.20) obtemos a relação (3.21) Substituindo (3.

10 t/m3. o volume de cimento será: c= C 3.Dosagem de cimento Mas.massa de cimento por volume unitário. 1 (3.23) C . . como a massa volúmica do cimento é aproximadamente 3.

25) Desta fórmula tiramos o valor de C .1 + 0.Dosagem de cimento Por outro lado considerando o volume de água dado por (3.1 + 0.11). cerca de 50% da massa de cimento. temos: V= C 3.50 C = 1 - γa γR (3.50 C (3.24) Substituindo em (3.12). vem: C 3.

Dosagem de cimento Como também é necessário. deve usar-se mais 10% de cimento. para além de preencher os vazios que o cimento envolva totalmente os grãos de areia. .

Dosagem de cimento Exemplo: γR = 2. 50 C = 1 − 2. então.65 t/m3 γa = 1. 50 + 0. 1 C = 0. 65 3.50 t/m3 C=? C 1. usar cerca de 580 kg/m3 de cimento. .527 t/m3 Deveríamos.

Rendimento de uma argamassa ρ= Varg Var Varg .volume de argamassa obtida Var .volume de areia utilizado .

Traço de uma argamassa 1:n -1 volume de cimento para n volumes de areia Desde 1:1 a 1:12 Pavimentação 1:3 1:1 ou 1:2 (camada de desgaste) Alvenarias e rebocos 1:3 a 1:5 1:1 ou 1:2 (refechamento de juntas) .

Traço de uma argamassa Argamassa mais rica Argamassa normal Figura 4 – Refechamento de juntas Blocos de cimento 1:10 a 1:12 .

Aderência das argamassas Boa aderência => Argamassa fluida Molhagem dos suportes Melhor aderência com cola epoxídica ou produtos poliméricos .

Retracção da argamassa Pode provocar fissuras Aumenta com a dosagem de cimento e volume de água Depende das condições de conservação Ideais: meio húmido e temperado Juntas preenchidas com um mastique betuminoso ou polimérico .

Decomposição das argamassas Cimentos pozolânicos ou de escórias são os mais resistentes aos meios agressivos Para melhorar resistência => > dosagem de cimento .

Aplicações das argamassas Alvenarias Junta: Solidariza os vários elementos. dando nova rigidez ao conjunto - Permite o emprego de pedras defeituosas .

Aplicações das argamassas Figura 5 – Junta horizontal de uma alvenaria .

tectos e pavimentos .Aplicações das argamassas Revestimentos Paredes.

blocos de cimento e telhas de cimento Projecção Injecções Argamassas acústicas Argamassas de protecção dos raios X . vigotas pré-esforçadas.Aplicações das argamassas Outras aplicações: Tubos de cimento.

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