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A APLICAÇÃO DE ESPOLETA ELETRÔNICA DE ROCHAS COM EXPLOSIVOS

Eduardo Jorge Lira Bonates – Professor Titular UFCG, bonates@reitoria.ufcg.edu.br Arlindo José Bazante – Professor Assistente I – UFCG bazante@dmg.ufcg.edu.br Gildácio José de Lima Araújo – Mestrando UFCG RESUMO O processo de desmonte de rochas, apesar de sua complexidade e do pouco aproveitamento da energia tem alcançado progressos significativos com a aplicação de explosivos e acessórios de alta tecnologia. As novas técnicas, equipamentos e softwares de monitoramento são ferramentas que ajudam a melhorar o desempenho do desmonte. O ajuste dos tempos de iniciação e a seqüência de detonação representam alguns dos parâmetros de grande relevância dentro do processo de desmonte de rocha. Atualmente existem vários tipos de iniciadores, sejam instantâneos ou com elemento de retardo. O sistema eletrônico de iniciação, apesar de já estar na sua segunda geração, só em meados de 2002 vêm sendo aplicado no Brasil. Trata-se de um sistema que permite maior flexibilidade nos ajuste dos tempos (de 1 a 8000 ms.) e uma menor dispersão que outros iniciadores, permitindo, assim, um controle melhor da detonação. Palavras Chave: espoleta eletrônica, impacto ambiental, fragmentação. ABSTRACT The process of rock blasting with explosive, in spite of its complexity and small performance of energy has been achieving progresses with the application of explosive and accessories of high technology. The new techniques, equipments and software of monitoring are tools that can help the performance of blasting. The adjustment of the times of initiation and the sequence of detonation of the explosive represent some of the parameters of great relevance in the process of blasting. Actually, exist several types of initiators: instantaneous and delay element. The electronic system of initiation, only recently has been applied in Brazil, It is a system that presents larger flexibility, can be adjusted for the times varying from 1 to 8000 ms and shows small dispersion than any other initiators, which allows a better control of the detonation. Key words: electronic cap, ambient impact, fragmentation

A parte da onda de choque que não gera trabalho útil. 1998).INTRODUÇÃO A maioria das pedreiras destinadas a produção de brita situam-se próximas aos centros urbanos. que é um fator social. Além disso. A pedreira Cantareira foi uma das primeiras a utilizar o sistema de iniciação eletrônica. cada região reage de forma diferente na interação explosivo/rocha. ruídos e sobre-pressão atmosférica causado pelo desmonte de rocha. Porém existem outros parâmetros que devem ser considerados. A Unidade Mairiporã situa-se na rodovia Fernão Dias . Os testes foram feitos em locais críticos devido à proximidade com áreas habitadas. tais como a fragmentação. sendo avaliada pela distribuição granulométrica do material. que possui duas unidades operacionais . que consideravam cada estudo geomecânico como representativo de uma situação de campo. carregamento. qualidade e segurança. com a finalidade de otimizar os parâmetros que influenciam no desmonte. já que existem normas que padronizam o produto. sendo que a explicação desses fenômenos como esforços dinâmicos e mecanismos de ruptura eram meramente empíricos. OBJETIVO O objetivo desse trabalho é mostrar as aplicações das novas tecnologias de monitoramento das operações de desmonte realizadas na pedreira Cantareira localizada na região de MairiporãSP. gerando vibrações no terreno que provocam perturbações a circunvizinhança. O monitoramento dos processos de desmonte de rochas com explosivos são recentes. por razões econômicas relacionadas principalmente com o baixo valor agregado do material e o elevado custo de transporte. A fragmentação se constitui num fator econômico associado com o mercado consumidor.46 milhões de toneladas de brita. será também apresentado o resultado obtido com o emprego desse novo procedimento.km 67. O processo de fragmentação ocorre através da velocidade de detonação e expansão dos gases. fazendo uma comparação entre o uso dos acessórios convencionais e a espoleta eletrônica. pois não existiam instrumentos suficientemente confiáveis para quantificá-los (Silva.Mairiporã e Sorocaba. Para tanto são necessárias informações que permitam a realização de um planejamento que não somente atenda os objetivos de produção. A empresa faz parte da divisão de agregados do grupo Holcim. É evidente que ao longo do tempo ocorreu um desenvolvimento tecnológico significativo na produção e manuseio dos explosivos civis. mas que também satisfaça as exigências legais dos órgãos ambientais. cuja finalidade é a produção de britas graníticas. é absorvida pelo maciço. 2 . Entre os vários aspectos relacionados com o desmonte dois tem importância significativa: fragmentação e o ambiente. a obter o certificado de qualidade ISO 9002. sendo sua verificação estabelecida em normas e determinada pelo cálculo da resultante da velocidade de partícula. Em relação a questão ambiental. Foi a primeira empresa no setor de produção de britas. com a finalidade de controlar a velocidade de partícula dentro dos limites estabelecidos pelas normas da CETESBE. devem ser feitos controles de forma a minimizar os efeitos caudados pelas detonações. Um dos principais trabalhos desenvolvidos com esta finalidade foi o de Langefors e Kihlstron (1963). isto é. com capacidade anual de produção de 2. Isso tem causado sérios problemas ao meio ambiente em virtude das vibrações.

O processo de transporte e manuseio é realizado por caminhões fora-de-estrada com capacidade de 25 e 35 toneladas e o carregamento por escavadoras e carregadoras de 4. Pavimentos. o tamanho máximo dos blocos é de 0. Tabela 1. Na britagem primária.416 1. pavimentos e pré-moldados.332 1.10 -10 -4. sendo a carregamento e transporte mecanizados.3 m. pavimentação e drenos Pavimentação. pavimentos e pré-moldados. onde posteriormente será drenado e revegetado. Blocos.ASPECTOS OPERACIONAIS A lavra é desenvolvida a céu aberto e em flanco com desmonte de rocha por explosivo. O material retirado do capeamento é depositado ordenadamente no bota-fora. concreto asfalto e estrutural.76 . Pavimentos.751 1. pré-moldados e concreto.9. O processo produtivo é feito através das operações de cominuição e classificação granulométrica do material.471 1.0 m³. pavimentos simples.5 +24 – 30 +30 – 50 +7. onde o produto britado é transportado por correias transportadoras de 42" e depositado em uma pilha intermediária.76 . Na britagem primária são utilizados britadores de mandíbulas com alimentadores vibratórios.5 .5 .550 Aplicações Pavimentos. drenos e lastros ferroviários. com diâmetros de 3 e 3½" e comprimento de furos variando entre 10 e 20 metros. Concreto estrutural.445 1.9. atendendo requisitos técnicos e de meio ambiente. pavimentos simples. tendo sua orientação medida posteriormente com um inclinômetro. Blocos. 3 Bica corrida Variável Variável Bica Conforme Conforme Graduada Especificação especificação Brita 1 +9.605 1. Blocos. túbulos.5. 2003) PRODUTOS E APLICAÇÕES Material Malha de corte (mm) Mairiporã Sorocaba densidade Mairiporã 1. No plano de fogo os furos são executados em pontos previamente determinados em função os dados a frente de lavra.5 – 23 +10 – 24 Brita 2 Brita 3 Brita 1/2 Macadame Hidráulico Pedrisco Pedrisco Misto Pó de Pedra +23 – 30 +30 – 50 Variável +5. seno reduzido para abaixo de 0. com o emprego de um teodolito a laser.802 1. conforme ilustrado na tabela 1. adequados às operações subseqüentes até chegar ao produto final. para posterior re-britagem. Concreto estrutural. concreto asfáltico e estrutural. Concreto estrutural. pré-moldados. A perfuração é feita por equipamentos hidráulicos e/ou pneumáticos.5 – 10 +4. A partir daí são verificados os possíveis desvios da furação. pré-moldados.8 m de diâmetro.441 1.5 .1: Produtos e aplicações de agregados para construções civis (Catareira.

(Munarette. Atualmente essa necessidade é maior. Numa tentativa de melhorar a segurança foi desenvolvido um sistema de iniciação semelhante ao estopim. Uma boa fragmentação terá influência direta nas operações subseqüentes. tornou-se necessário desenvolver métodos mais seguros. Os iniciadores têm uma influência significativa na eficiência do desmonte. Em função da necessidade de se obter um modo mais eficiente de iniciar a detonação. Além disso. Como os intervalos de tempo dos iniciadores eram irregulares e proporcionava pouco ou nenhum controle da iniciação. SISTEMAS DE INICIAÇÃO Os sistemas de iniciação surgiram em função da necessidade de se controlar a detonação das cargas principais. pois influencia nas condições de segurança e perdas energéticas. A tabela abaixo mostra como a distribuição granulométrica do processo de fragmentação terá relação com o desempenho do desmonte nos custos de lavra e dos processos subseqüentes. transporte. Distribuição de teores. do movimento e 4 . manuseio. contam atualmente com recente desenvolvimento dos iniciadores eletrônicos. etc. Custos. Danos causados a rocha remanescente. muito embora o sistema pirotécnico associado a não-elétrico e ao cordel sejam os mais utilizados. ainda possui outras finalidades: melhorar a fragmentação. já que representa o principal objetivo do desmonte. O sistema eletrônico de iniciação garante mais segurança. os acessórios de detonação que tem como principal função controlar e iniciar a massa explosiva agregou novas tecnologias com o objetivo de melhorar seu desempenho. Efeitos sobre as operações subseqüentes (carregamento. pois a energia potencial da nitroglicerina era muitas vezes desperdiçada por meios insatisfatórios foi desenvolvido o primeiro iniciador pirotécnico que constitui a espoleta simples. Entre os parâmetros de avaliação podemos destacar:        Fragmentação e distribuição granulométrica. As atividades produtivas (mineração. construção civil. 1997).). No início da década de 80 a Imperial Chemical Industries (ICI) desenvolveu o sistema eletromagnético de iniciação denominado “Magnadet”. O planejamento das operações de lavra para produção de brita consiste basicamente no posicionamento das frentes condicionado as feições geológicas estruturais (falhas.INICIADORES Ao longo do tempo. seqüência e direção da iniciação e. versatilidade e precisão nos tempos de retardo que os demais sistemas iniciadores. Nos anos 90 surgiram iniciadores eletrônicos baseados em sistemas de iniciação por ondas de rádio de baixa freqüência e retardos eletrônicos iniciados por meios não elétricos como o “Digidet” da Ensign Bickford Co. fraturas. juntas.) que utilizam explosivos. etc. cominuição). conseqüentemente. Impactos ambientais. uma vez que os explosivos apresentam uma menor sensibilidade. Posteriormente esse iniciador foi aperfeiçoado através da mudança de sua carga explosiva. Características da pilha.

transporte e a britagem. Medição de velocidade de detonação. menor dano ao meio ambiente. 5 . • Aumento no custo de manutenção na britagem. Efeitos indesejáveis na fragmentação GRANULOMETRIA • • • • • • PROBLEMAS GERADOS Exigem desmonte secundário. 1997). Verificação da pressão de detonação. Monitoramento de trincas. Analise granulométrica. de acordo com a localização dos pontos de aplicação da energia transferida pelo explosivo no maciço rochoso. minimizar ultralançamentos. com o objetivo de obter uma melhor fragmentação e. cada rocha reage de maneira diferente na interação explosivo/rocha. Exige equipamento de grande porte para blocos grandes. Daí. • Gera problemas ambientais (poeira excessiva).lançamento dos blocos. Apesar de toda sua eficiência tem como principal desvantagem o alto custo. tem-se a necessidade de estudar o maciço rochoso e adotar um plano de desmonte que se ajuste as condições ideais. Dificulta o carregamento. tais como vibração e Tabela 2 . entretanto os dispositivos eletrônicos proporcionam maior segurança. Blocos de tamanho superior do desejado Quantidade de finos SISTEMA ELETRÔNICO O sistema de iniciação eletrônico consiste da interação entre 2 componentes: espoleta eletrônica e os mecanismos computadorizados de acionamento. Esse sistema é aplicado em situações especiais que exigem maior controle rigoroso dos nos ajustes dos tempos de retardo. Aumento no custo de manutenção dos equipamentos. Fotografia de alta velocidade e vídeo de alta definição. Trata-se de um sistema similar ao elétrico. Medição dos tempos reais de retardo. Monitoramento sismográfico.Efeitos indesejáveis na fragmentação de rocha com explosivos. etc. MONITORAMENTO E AVALIAÇÕES DO DESMONTE Como as propriedades de um maciço rochoso variam espacialmente. os impactos ambientais. conseqüentemente. • Redução da quantidade de blocos. versatilidade e precisão nos ajustes de tempo. Verificação e avaliação de possíveis desvios de perfuração. Gera problemas ambientais Aumento da razão de carregamento e dos custos no desmonte primário. Medição da sobrepressão e ruídos. Entre os vários métodos de monitoramento e avaliação do desmonte destacamse:           Perfilagem da bancada. (Cintra.

Conexão perfeitamente segura feitas através de conectores. etc. Isto é feito com o objetivo de prever possíveis correções ou alterações na seqüência da detonação previamente escolhida.700 psi). adequando a operação as exigências das normas técnicas e ambientais. A Pedreira Cantareira do Grupo Holcim esta atualmente desenvolvendo um programa de aplicação dessas espoletas em suas operações. dentre as quais podemos citar:      Controle de vibrações. As empresas que fazem uso dessas espoletas são a Orica Brasil Ltda. Na definição das variáveis foi utilizado o 6 . A aplicação esse sistema é recomendada em situações que exigem um controle rígido do ponto de vista técnico. Espoleta padrão com carga primária protegida. assim. segurança e ambiental. APLICAÇÕES DO SISTEMA O sistema eletrônico de iniciação representa uma revolução nas operações de desmonte. apresentando bons resultados. O logger é um dispositivo de programação onde são definidos os tempos de retardo. Comunicação bidirecional entre o equipamento de controle e as espoletas. próximos a estruturas e a ambientes sensíveis. permitindo uma maior segurança e controle dos tempos de iniciação. Controle rígido do maciço remanescente.000 ms. Entre as muitas características podemos citar:         Sistema totalmente programável no furo de 0 . Desmontes complexos. Fácil de se usar e programar Planos de detonação digitais facilmente projetados com o software Um espoleta de tamanho único e padronizado que se adapta a todos os boosters convencionais. A primeira consistiu da elaboração do plano de fogo com base nos dados levantados do “bore track”. Os programas que simulam as operações de desmonte permitem a programação dos devidos retardos e. como também verificar erros de projeto. oferecendo resistência a pressão dinâmica até 100 MPa (14. Minimização da diluição do minério. possibilitando a avaliação do sistema antes da detonação. A iniciação das cargas só acontece após a liberação de um dispositivo de segurança conectado ao iniciador..8. A operação pode ser interrompida mesmo após ser iniciada a contagem do tempo. e a Joule Comercial Ltda. Otimização do lançamento da pilha.A parte principal do sistema eletrônico de detonação é composta pela espoleta eletrônica associada ao programador (logger) e ao sistema de ignição (blaster). permitindo uma maior estabilidade e segurança. Sistema de hardware e software totalmente autotestáveis. tipos de equipamentos. O trabalho e campo foram divididos em 4 etapas. Além disso. Cada espoleta é identificada pelo o sistema e permite que seja programada de acordo com as características operacionais do desmonte. observá-los em diferentes velocidades. em incrementos de 1 ms. altura da bancada e efeitos no meio ambiente.O sistema de ignição tem capacidade de iniciar até 1600 espoletas com condições satisfatórias de segurança. permite simular a seqüência de detonação antes ou após do carregamento dos furos. da geologia.

no caso emulsão bombeada.programa SHOTPlusTM determinando a malha de furação. é iniciada a perfuração com sua orientação também já definida.Área no topo da bancada a ser desmontada (2002). Logo após. Para controle e monitoramento das vibrações e sobrepressão acústica ocasionada pelas detonações são utilizados sismógrafos. Antes de iniciar o carregamento com o explosivo principal. na pedreira Cantareira. A figura abaixo mostra a área no topo da bancada a ser desmontada (2002). onde são verificados previamente os possíveis desvios para posterior correção. Figura 1 . utilizando perfuratrizes pneumáticas com diâmetro de 3” e com profundidade variando entre 14 à 18 metros. é feita a programação dos tempos de iniciação de cada espoleta em função dos dados simulados. sugerir ações e novos estudos para a melhoria do desempenho das operações subseqüentes. Esses ajustes são possíveis. 7 . o que permite o ajuste da mistura explosiva no momento do carregamento conseguindo a densidade adequada da carga. utilizado pela Orica do Brasil Ltda. No caso de furos extensos (mais de 10 m). que é feito de acordo com as condições de cada furo. Na terceira fase os furos já estão previamente preparados para operação de carregamento. são utilizadas duas escorvas separadas por um deck no cento da coluna explosiva. porque neste caso é utilizada uma unidade móvel de emulsão bombeada. com o uso de um teodolito. com o sistema eletrônico de detonação da I-kon. A ultima fase consiste na operação de conexão dos fios que fazem as ligações com a linha de tronco (em paralelo) e simultaneamente. Logo após a verificação dois reforçadores são escorvados iniciando o carregamento. forma de carregamento e a iniciação de cada espoleta. ANÁLISE DOS RESULTADOS O trabalho teve como objetivo analisar os resultados dos desmontes realizados durante os meses de março a setembro de 2002. Essa etapa só se encerra com a aferição dos furos através de um inclinômetro. foram definidos os furos de acordo com o plano de fogo. a partir daí. e. Na segunda etapa. é verificada a densidade do explosivo e se for preciso ajustada.

65 2.36 1. Todos estes resultados foram obtidos em desmontes com furos de 3” e as cargas distribuídas em 2 decks por furo.762 1.29 2.899 6.O resultado do monitoramento do desmonte foi satisfatório. Com o objetivo de retornar as condições anteriores foi aumentado o tempo de retardo para 16 ms.78 1.91 1.89 0.27 0.14 1.03 1. Data 28/fev 12/mar 26/mar 09/abr 16/abr 19/abr 24/abr 14/jun 12/jul 23/jul 02/ago 16/ago 27/ago 30/ago 03/set 06/set 13/set 24/set PPV (mm/s) 3. Pela análise do gráfico abaixo se verifica uma tendência de redução na sobrepressão nos pontos de captação. com a finalidade de melhorar a fragmentação.65 2.36 1.52 Banco 1017 1040 1017L 1017 1017 1040L 1017L 1040L 1040L 1017L 1040L 1040L 1040L 1070L 1017L 1040L 1017L 1017L Geof. de acordo com os locais de instalação do geofone: (1).52 0.44 2. O único resultado que ficou acima do limite da norma da Cetesb (4.24 2.2 Vert. conforme ilustra a tabela abaixo. 8 .02 1.635 1.85 1.68 0.635 1.74 2.9 1.03 2.933 1. Esta sobreposição de onda também foi favorecida pela posição e seqüência de detonação dos furos.Resultados da velocidade de partícula versos retardo por cargas. já que foi utilizado um tempo de retardo entre cargas explosivas menor. demonstrando que a vibração originada nas detonações dos bancos estava abaixo do limite estipulado.65 0.635 6. foi o do dia 12 de julho. relativa ao ponto onde foi instalado o geofone.16 0.31 1.1 1.16 0.38 1.933 2.65 2. (2) e (3).2 mm/s). 1 2 2 1 1 1 2 2 1 1 3 3 3 3 3 3 3 1 Freq Max/Mín(Hz) 57/64 37/57 30/39 73/85 73/>100 37/51 37/51 57/85 27/57 57/85 26/73 19/39 19/51 18/47 34/64 37/73 47/73 32/73 Ret/Cargas ( ms) 15 15 25 5 5 15 15 3 3 16 16 16 16 16 16 16 16 16 Ainda foram analisados outros valores. Tabela 3 . (mm/s) 1.

Evolução da PPV Com geofones instalados na (1).Figura 2 . Devido a proximidade da posição (1) em relação a frente de lavra. foram gerados valores maiores de 9 . Devido a esse posicionamento do sismógrafo.Evolução da PPV Com geofones instalados na (2) Nos dois desmontes apresentado na tabela 11. era esperado que seu valor fosse maior que os demais pontos de observação. Figura 3 . o ponto de captação estava situado atrás da linha de furos.Evolução da PPV Com geofones instalados na (3) Figura 4 .3.

5 mm/s 980 Geofone Figura 5 .02 1017L 1 30/47 16 • Esta frente está bem mais distante do Sítio 3E do que as demais.16 1000L 1 47/51 16 1.75 1. O posicionamento do equipamento em posição ortogonal a face localizada nos bancos 1000L e 1017L. Tabela 4 . 2.67 1000 1 73/>100 15 0. O valor da PPV no banco 1017 L foi menor devido a uma maior distância do ponto de captação. Freq Max/Mín(Hz) Ret/Cargas ( ms) 2.56 mm/s 1017 L 1000 5. que os bancos com terminação L (1000 L. Verifica-se assim.75 mm/s 4.03 980 1 64/>100 8 2.48 2.889 1000* 2 37/85 8 2.Posicionamento dos bancos 1000 e 1017 da Pedreira de Cantareira (2002).5 5. 10 .vibração. fez com que a PPV fosse reduzida. permite maiores cargas por espera sem utilização de separadores na coluna. Data 05/abr 06/mai 10/mai 01/out 08/out PPV (mm/s) 4.2 3.56 Vert(mm/s) Banco Geof. O monitoramento da perfuração foi analisada com a finalidade de demonstrar a importância dos desvios de furação.Evolução da PPV(Velocidade de Partícula) nos bancos 1000 e 1017. 1040L e 1070L). 1017L.

Aumento da possibilidade do desconfinamento da carga explosiva (fato este com maior probabilidade de ocorrer quando se utiliza 2 separadores). Essas informações foram cedidas pela empresa. Figura 7 .%Passing 100 80 60 40 20 0 0 50 100 150 200 250 300 Mesh size (cm) Figura 6 . A figura 11.11. caso os desvios permaneçam nas demais linhas os podem ocorrer efeitos negativos. Entretanto. tais como:      Aumento da geração de matacões. Aumento da possibilidade de “fly rock”.Mostra a dispersão dos alinhamentos entre furos e face livre. 11 .11 apresenta os resultados medidos durante os anos de 2001 e 2002 (fig. A tabela mostra que ocorre um aumento de aproximadamente 15% no tamanho dos blocos para a faixa granulométrica que está acima de 70 cm. Aumento da possibilidade de “roubo de furos”.11) e posteriormente os dados relativos aos desmontes utilizando o sistema eletrônico. Vale salientar que o monitoramento é feito apenas na primeira linha de furos. A análise de fragmentação é feita a partir dos resultados do percentual de matacões (Nº de matacões por volume de rocha desmontada).Índice de mataco gerados pelos desmontes feitos de janeirode 2001 a setembro de 2002 na Pedreira Cantareira. Maior irregularidade da face remanescente.

Nas regiões aonde poderemos trabalhar com apenas 01 “deck”. 4. (1997) – Engenharia de Explosivos. inicialmente 650 g/m³ e dois separadores. N.8m). nas regiões de 01 “deck”. Devemos minimizar ao máximo os desvios através de: ♦ Correto posicionamento da perfuratriz (com as sapatas perpendiculares à face). Perfuração. diminui o tamanho dos fragmentos. Tempos mínimos entre furos. ♦ Furos com somente 01 “deck” (sempre se observando os limites de PPV). 48 % dos níveis de vibração. B. ♦ Controle de pressão do avanço da perfuratriz. 5. Com uma redução gradativa. Formação de pilhas uniformes. conseguem atualmente trabalhar com uma razão de 600 g/m³. RESULTADOS OBTIDOS Os resultados foram fornecidos pela empresa que está implantando no mercado brasileiro. Este encontro aumenta a geração de fraturas (principalmente no encontro de ondas de compressão com ondas de cisalhamento). T (1996) Curso Internacional de Desmonte de Rocha com Explosivo para Minas a Céu Aberto e Subterrâneas. devemos trabalhar com 03 carreiras de furos. enumero algumas sugestões para obtermos melhoria dos resultados dos desmontes praticados na unidade de Mairiporã da Holcim: 1. com a face totalmente limpa. 3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS Cameron. Carga por espera. melhorando a performance do desmonte. Com a possibilidade do aumento da carga por espera podemos utilizar: ♦ Emulsão com maior densidade. Iniciar a carga explosiva. Cintra. A & Hagan. 2. SUGESTÕES A partir destas análises anteriores. 6. Nº de linhas.A princípio esses resultados são insignificantes. entretanto o que deve ser observado é que a razão de carga utilizada até setembro/2001 era de carga de 750 g/m³. IBRAM. ♦ Tampões superiores menores (1. ♦ Aumento do diâmetro dos furos (de 76mm para 80 mm inicialmente).     20 a 35 % de aumento na fragmentação da rocha. 12 . portanto. em 02 pontos com diferença mínima de tempo (de 1 a 4 ms) a fim de se obter trens de ondas mecânicas em sentidos opostos na região mediana da bancada.º de detonadores. H.Todas as marcações das malhas devem ser feitas utilizando-se o “laser profile”. A marcação deve sempre objetivar o melhor alinhamento possível dos furos. Marcação da malha de perfuração . 10 a 15 % de redução nos custos de escavação e britagem.

p. Kingston. Dowding. (1997) The Modern Technique of Rock Blasting .AIME Hermann. H. U. Porto Alegre. Cap. 2001.(1997) . Scott. C. M.Crosby. C.Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A. Munaretti.) (1992) . S. São Paulo. H.SP. Julius Kruttschnitt Mineral research Center. B. Eston.Open Pit Blast Design: analysis and optimization – queens land. Langefors. 722 – 978.. 9 e 10. Desmonte de Rochas com Explosivos IETEC – Belo Horizonte –MG. Silva.. 96 – 141. C. (Ed. Canada.John Wiley & Sons. W. Paulo/SP. (1968) – Manual de Perfuração de Rocha – São Paulo. & Aimone. (1998) Uma Análise dos Níveis de Vibração Associados a Detonação . Departamento de Engenharia de Minas. Hartman. 2nd edition. M. C.L. ed. Cap.R. Silva.tese(Livre Docência) . UFRS. (2000) Desenvolvimento de Tecnologia Eletrohidráulica Aplicada ao Desmonte de Rochas em Áreas Urbanas – EPUSP. & Kihlstrom. Polígono.SME Mining Engineering Handbook . V. 1). 13 . R.(Monograph Series in Mining and Mineral Processing. C.#8. T. C. Ontario. H. (1996) . (1993) Mining Engineering Handbook p. 2 – 5. (1998). Vol. S. A. 1996. 1 e 2.“Avaliação da Utilização de Anfo Fabricado In Situ em Pedreira de Calcário” . (1998) Drilling and Blasting in Open Pits and Quarries – Mining resource engineering Limited. 1555 sydenham Road.