MÁQUINAS SÍNCRONAS

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Máquinas Síncronas


Neste capítulo serão desenvolvidos métodos analíticos do desempenho de máquinas
síncronas polifásicas em regime permanente.

2.1 - INTRODUÇÃO

A máquina síncrona teve sua origem funcionando como gerador. O gerador elementar
foi inventado na Inglaterra em 1831 por Michael Faraday, e nos EUA, mais ou menos na
mesma época, por Joseph Henry.
Este gerador consistia basicamente de um imã que se movimentava dentro de uma
espira, ou vice-versa, provocando o aparecimento de uma f.e.m registrada num galvanômetro.








Galvanômetro indicando a passagem de uma corrente
N
S
Galvanômetro
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2.2 - DESCRIÇÃO FÍSICA
2.2.1 - ESTATOR

O estator da máquina síncrona é muito semelhante ao de um motor de indução. É
cilíndrico, vazado, maciço ou composto de chapas laminadas (aço silício) dotadas de ranhuras
axiais onde é alojado o enrolamento do estator. As chapas possuem características magnéticas
de alta permeabilidade, criando um caminho magnético de baixa relutância para o fluxo,
diminuindo assim o fluxo disperso e concentrando o campo no entreferro. As chapas são em
geral tratadas termicamente a fim de reduzir o valor das perdas específicas por correntes
induzidas. O enrolamento do estator pode ser tanto monofásico como trifásico. Em geral as
máquinas síncronas são trifásicas, sendo que geradores monofásicos são mais utilizados em
pequenas potências, ou quando não existe uma rede trifásica disponível, como em áreas
rurais. Quando construídos para baixa tensão as bobinas do estator são formadas de fios com
seção circular e esmaltados; as ranhuras do estator são neste caso do tipo semiabertas. Ver
Fig. 2.1



Fig. 2.1- Ranhuras do enrolamento de baixa tensão

No caso de enrolamentos de alta tensão os condutores são de seção retangular e as bobinas
recebem uma camada extra de isolação com material a base de mica, sendo que as ranhuras
são do tipo aberta. Ver Fig. 2.2






Fig. 2.2- Ranhuras do enrolamento de alta tensão

A conexão dos enrolamentos segue o mesmo padrão que para as máquinas de indução,
havendo máquinas com enrolamentos para ligação série-paralela, estrêla-triângulo e máquinas
com tripla tensão nominal.
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2.2.2 - ROTOR

O rotor é também formado de chapas laminadas justapostas que em geral são do mesmo
material que o estator (aço-silício). Do ponto de vista construtivo existem dois tipos básicos
de rotores: rotores contento pólos salientes e rotores contendo pólos lisos. Esta diferenciação
conduz a modelos equivalentes diferentes, mas não altera em nada o princípio de
funcionamento, que permanece idêntico para ambos.

2.2.2.1 - ROTOR DE POLOS SALIENTES

O rotor de pólos salientes é em geral empregado em máquinas que operam em baixa
velocidade, que é o caso típico das hidroelétricas brasileiras.
Este rotor é formado por uma coroa cilíndrica de aço silício, presa ao eixo através de
uma treliça de aço (aranha). Nessa coroa são montados os pólos salientes. Cada pólo tem um
núcleo, uma bobina em volta do núcleo e uma sapata polar. O formato da sapata polar tem um
desenho adequado para se produzir um a distribuição espacial senoidal de fluxo a partir de
uma corrente continua na bobina.
Estes apresentam uma descontinuidade no entreferro ao longo da periferia do núcleo de
ferro (sapata polar), na qual surgem as chamadas regiões interpolares onde o entreferro é
muito grande, tornando visível a saliência dos pólos. A Fig. 2.3 mostra uma máquina síncrona
com rotor de pólos salientes.


Fig. 2.3- Representação esquemática da máquina síncrona de pólos salientes

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Os geradores em pólos saliente são em geral empregados com número de pólos igual ou
superior que 4. A escolha do número de pólos é ditado pela rotação mais apropriada para
máquina primária. Turbinas hidráulicas, por exemplo, trabalham com baixa rotação, sendo por
isso necessário geradores com alto número de pólos. A velocidade de rotação da turbina
hidráulica varia em função da pressão hidráulica existente e em função da altura da queda
d´água, sendo que ela se situa entre 50 a 600 rpm. Além disso, a velocidade também varia em
função do tipo da turbina (Francis, Kaplan, Pelton, etc...). Este tipo de gerador em geral é
construído com eixo vertical, possuindo grande diâmetro e pequeno comprimento axial; esta
relação entre comprimento e diâmetro é ditada pela baixa rotação a que estão sujeitos (alto
número de pólos).

2.2.2.2 - ROTOR CILINDRICO OU ROTOR LISO

Os rotores de pólos lisos são em geral empregados em máquinas que operam em alta
velocidade, que é o caso típico das usinas termelétricas, onde o número de pólos é 2 ou 4. Este
emprego provém do fato que rotores com pólos lisos são mais robustos sendo assim mais
aptos a trabalharem em altas rotações (3600 e 1800 rpm). A Fig. 2.4 mostra uma máquina
síncrona com rotor de pólos lisos.

Fig. 2.4 - Representação esquemática da máquina síncrona de pólos lisos

Nestes rotores, o entreferro é constante ao longo de toda a periferia no núcleo de ferro.
O enrolamento de campo é distribuído uniformemente em ranhuras, as quais em geral cobrem
apenas uma parte da superfície do rotor. Além do enrolamento de campo, esse pode conter
também um enrolamento semelhante ao do rotor da máquina de indução em gaiola. Este
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enrolamento é chamado de enrolamento amortecedor e é alojado em ranhuras semi-abertas e
de formato redondo sobre a superfície do rotor. Conforme o nome sugere, ele serve para
amortecer oscilações que ocorrem em condições transitórias, como por exemplo uma retirada
brusca de carga, alterações súbitas de tensão, variações de velocidade, etc.... Ele confere,
assim, uma maior estabilidade à máquina. Neste enrolamento só é induzida tensão quando
ocorrem fenômenos transitórios na máquina, em condições normais e em regime permanente
não há nem tensão nem corrente induzida neste enrolamento; as suas dimensões são, portanto
reduzidas em relação ao enrolamento do estator e do rotor.
No caso de motores síncronos ele pode também funcionar como dispositivo arranque,
funcionando da mesma forma que o enrolamento em gaiola de esquilo dos motores de
indução. O enrolamento neste caso se chama enrolamento de partida e a partida do motor é
chamada de partida assíncrona; neste caso o motor não possui, via de regra, carga no eixo
durante a partida. Devido ao fato de não haver em regime permanente variações de fluxo em
relação ao rotor, este pode também ser construído de um material sólido, ao invés de lâminas.
Assim, em algumas máquinas todo o ou parte do rotor é construído de material sólido, a fim
de aumentar a rigidez mecânica. Neste caso, a própria superfície do rotor funciona como
enrolamento amortecedor, sendo desnecessário um enrolamento amortecedor inserido em
ranhuras.
Independente da forma construtiva, os pólos são alimentados com corrente contínua e
criam o campo principal que induz tensão na armadura. A alimentação do enrolamento de
excitação pode ser feita através de um conjunto de anéis-escovas montado no eixo da
máquina. Este tipo de aplicação é empregado nas máquinas de pequeno e médio porte. As
máquinas de grande porte, utiliza sistemas de excitação sem escovas, chamado de sistema de
excitação brushless. Neste caso a excitação é fornecida por meio de excitatrizes auxiliares
montadas no eixo da máquina e de dispositivos a base de semicondutores.

2.2.3 - CONJUNTO DE ESCOVAS E ANÉIS

Têm por função conectar a fonte de corrente contínua com os pólos do rotor. Tratando-
se de componentes que se desgastam e que podem produzir faíscas e interferência
eletromagnética, em geral se empregam geradores com excitação sem escovas, denominados
geradores brushless.
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2.2.4 - MÁQUINA SÍNCRONA ELEMENTAR

Uma máquina síncrona muito simplificada é ilustrada pela Fig. 2.5.


Fig. 2.5- Gerador síncrono elementar

Normalmente o enrolamento de armadura (enrolamento de estator) de uma máquina
síncrona encontra-se no estator, e o enrolamento de excitação (enrolamento de campo) no
rotor. O enrolamento de campo do rotor é excitado por corrente contínua conduzida até ele
por escovas de carbono que deslizam em anéis coletores. Questões construtivas determinam a
orientação dos dois enrolamentos. É vantajoso ter o enrolamento de campo, de baixa potência,
no rotor.
Neste caso, o enrolamento de armadura consiste numa única bobina de N espiras, é
indicado em corte pelos dois lados da bobina -a e a, colocados diametralmente em ranhuras,
no contorno interno do estator da Fig. 2.5. Os condutores que formam esses lados da bobina
são paralelos ao eixo da máquina e estão ligados em série por ligações não ao mostradas na
figura.
Num gerador, o rotor roda a uma velocidade constante, impulsionado por uma fonte de
potência mecânica (máquina primária) ligada ao seu eixo. Os caminhos de fluxo são
mostrados na Fig. 2.5. através das linhas tracejadas.
A distribuição radial da densidade de fluxo B no entreferro é ilustrada na Fig. 2.6-a
como função do ângulo ao longo do contorno do entre-ferro.

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Fig. 2.6 -a) Distribuição espacial do fluxo no entre-ferro; b) tensão induzida

A densidade de fluxo de máquinas reais pode ser feita aproximadamente igual a uma
distribuição senoidal pelo ajuste apropriado da forma das sapatas polares. Com a rotação do
rotor, a onda do fluxo varre os dois lados da bobina. A tensão resultante (Fig. 2.6-b) é uma
função com a mesma forma de onda da distribuição espacial de B.
A tensão na bobina tem um ciclo completo de valores para cada rotação da máquina de
dois pólos. A sua freqüência em ciclos/segundo (Hz) é igual a velocidade do rotor em
rotações por segundo, esta é a razão para ser designada de maquina síncrona. Assim, uma
máquina síncrona de dois pólos deve girar a 3600 rotações por minuto (rpm) para produzir
uma tensão senoidal de freqüência 60Hz.
Um grande número de maquinas síncronas tem mais de dois pólos. Como um exemplo
específico, a Fig. 2.7 mostra um alternador elementar monofásico de quatro pólos.


Fig. 2.7- Gerador síncrono elementar de quatro pólos


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As bobinas de campo estão ligadas de forma a que os pólos sejam alternadamente
Norte-Sul. O fluxo tem agora dois ciclos completos por rotação do rotor, assim como a
tensão. A freqüência f em hertz (Hz) é, portanto o dobro da velocidade mecânica em rotações
por segundo (Fig. 2.8).


Fig. 2.8- Distribuição espacial do fluxo no entre-ferro para um
gerador síncrono de quatro pólos.

Quando uma máquina tem mais de dois pólos é conveniente concentrar a atenção num
único par de pólos e reconhecer que as condições elétricas, magnéticas e mecânicas,
associadas a cada um dos outros pares de pólos, são repetições das associadas àquele. Por esta
razão é conveniente expressar os ângulos em graus elétricos ou radianos elétricos. Um par de
pólos numa máquina com P pólos corresponde a um período da onda de fluxo,
correspondendo, pois a 2π radianos elétricos ou 360° elétricos, de onde:


m e
2
P
θ = θ
Ou

m e
p θ × = θ

Onde
e
θ é o ângulo em unidades elétricas,
m
θ é o ângulo em unidades mecânicas e p é
numero de pólos. A freqüência da tensão é portanto:


120
p
f
× ω
=

“ ω” é velocidade em rpm, “f” é a freqüência em Hz e “p” é o número de pólos.
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2.1 - ANALISE DA MÁQUINA SÍNCRONA

Vamos adotar a convenção de motor. Para analisar a máquina síncrona operando como
gerador basta inverter o sentido da corrente.
Vamos admitir o motor operando no estado estacionário (alimentado por um sistema
trifásico balanceado de correntes, com excitação constante e com carga fixa acoplada a seu
eixo).
Nestas condições o motor síncrono é basicamente formado por 4 circuitos R-L
magneticamente acoplados, assim como mostra a Fig. 2.9.



Fig. 2.9 - Circuitos R-L magneticamente acoplados

) O símbolo l é usado para indicar uma indutância que é uma função do ângulo elétrico.
O símbolo L é usado para indicar um valor constante de indutância.

Para cada um desses 4 circuito temos que:

λ + = p i r v (2.1)

Onde
dt
d
p
λ
= λ é o fluxo total concatenado pelo circuito (produzido pelas 4 correntes).
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Temos então:


¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
λ + =
λ + =
λ + =
λ + =
f f f f
c c c c
b b b b
a a a a
p i r v
p i r v
p i r v
p i r v
(2.2)

Os fluxos podem ser escritos em função das indutâncias e das correntes da máquina:

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ + + = λ
+ + + = λ
+ + + = λ
+ + + = λ
f ff c fc b fb a fa f
f cf c cc b cb a ca c
f bf c bc b bb a ba b
f af c ac b ab a aa a
i i i i
i i i i
i i i i
i i i i
l l l l
l l l l
l l l l
l l l l
(2.3)

2.1.1 - NATUREZA DAS INDUTÂNCIAS NA MAQUINA SÍNCRONA (MS)

2.1.1.1 - INDUTÂNCIA PROPIA DO ROTOR (
ff
l )

A Fig. 2.10 mostra uma, em seção transversal uma representação esquemática para uma
máquina de dois pólos.



Fig. 2.10 - Representação esquemática para uma máquina de dois pólos

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A indutância própria do rotor é a relação entre o fluxo concatenado pelo enrolamento de
campo montado no rotor e a corrente nesse enrolamento, quando todas os demais
enrolamentos da máquina estão sem corrente ( 0 i i i
c b a
= = = ).
Devido ao fato do estator ser cilíndrico a indutância própria do rotor não depende da
posição α do rotor. Isto é, ela é constante. Então:

ff ff
L = l (2.4)


) A propriedade de uma bobina, ou de um circuito elétrico, se opor à variação de corrente
através dessa bobina, ou circuito elétrico, é chamada indutância. A unidade no SI é Henry (H).

ι
u
=

=
2 2
AN N
L

Onde: N – Número de voltas da bobina
ℜ - Relutância do núcleo da bobina


2.1.1.2 - INDUTÂNCIA MUTUA ROTOR – ESTATOR ( ) e ,
cf bf af
l l l

Supondo que 0 i i i
c b a
= = = e 0 i
f
≠ , vamos determinar o fluxo
a
λ concatenado pelo
enrolamento da fase “a” nestas condições:
Para α=0, o enrolamento da fase “a” concatena fluxo máximo no sentido do eixo direto
(ver Fig. 2.11).
Para α=90°, o enrolamento da fase “a” concatena fluxo nulo (ver Fig. 2.12). Para
α=180° enrolamento da fase “a” concatena novamente fluxo máximo, porém com sentido
oposto ao do eixo direto.
Para α=270° concatena, novamente, fluxo nulo.


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Então:

α = cos L
af af
l (2.5)

Da mesma forma tem-se:

) 120 ( cos L
bf bf
° − α = l (2.6)
) 120 ( cos L ) 240 ( cos L
cf cf cf
° + α = ° − α = l (2.7)

Sendo que:
cf bf af
L L L = = , então temos

¦
¹
¦
´
¦
° + α =
° − α =
α =
) 120 ( cos L
) 120 ( cos L
cos L
af cf
af bf
af af
l
l
l
(2.8)



Fig. 2.11 - Eixo direto do rotor alinhado com o eixo de referência (α=0°)



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Fig. 2.12 - Eixo direto do rotor a 90° do eixo de referência (α=90°)


2.1.1.3 - INDUTÂNCIA PROPRIA ESTATOR ( ) e ,
cc bb aa
l l l

Vamos supor que 0 i i i
c b f
= = = e 0 i
a
≠ , e nestas condições vamos determinar o fluxo
a
λ concatenado na fase “a”. Ver Fig. 2.13.


Fig. 2.13 - Máquina síncrona com corrente apenas na fase “a”
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O enrolamento da fase “a” do estator esta fixado no estator, logo produz uma força
magnetomotriz (f.m.m)
a a a
i N = ℑ sempre alinhada com o eixo da fase “a”.
Vamos decompor
a
ℑ em duas componentes ortogonais, uma alinhada com o eixo direto
(d) e outra alinhada com o eixo em quadratura (q).
A vantagem que temos nessa decomposição é que cada uma dessas duas componentes
produz fluxos magnéticos que não dependem da posição do rotor, pois os eixos imaginários
“d” e “q” giram com o rotor.
Podemos então associar uma permeância (inverso da relutância) á região do entreferro
(sob a sapata polar) na posição do eixo direto (
gd
Ρ ) e outra permeância a região do entreferro
na posição do eixo em quadratura (
gq
Ρ ).
Então temos:


Fig. 2.14 - Decomposição da força magnetomotriz (
a
ℑ )

Temos:


¹
´
¦
−ℑ = ° + ℑ = ℑ
ℑ = ℑ
α α
α
sen ) 90 cos(
cos
a a qa
a da
(2.9)

) Força magnetomotriz : I N = ℑ
O valor do fluxo, λ, que é desenvolvido por uma bobina depende da corrente I e do número de
espiras N. O produto de I por N é descrito pelo termo Força Magnetomotriz (f.m.m). Força
magnetomotriz é a força que causa o fluxo estabelecido. Sua unidade é o ampère-espira (Ae).
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Os fluxos magnéticos no entreferro nas posições dos eixos “d” e “q” devido a corrente
na fase “a” valem, então:


¹
´
¦
α − = ℑ = Φ
α = ℑ = Φ
sen i N P P
cos i N P P
a a gq qa gq gqa
a a gd da gd gda
(2.10)

O fluxo no entreferro na posição do eixo da fase “a” devido a corrente da fase “a”
gaa
Φ
vale então:

Fig. 2.15 - Decomposição da fluxo magnético (
gaa
Φ )


¹
´
¦
α Φ − = ° + α Φ = Φ
α Φ = Φ
sen ) 90 cos(
cos
gaa gaa gqa
gaa gda
(2.11)

Multiplicando-se
gda
Φ por α cos e
gqa
Φ por α sen - temos:


¹
´
¦
α × α Φ − = α × Φ
α × α Φ = α × Φ
] sen - [ sen ] sen [
] cos [ cos ] cos [
gaa gqa
gaa gda
(2.12)

Somando as duas equações obtemos:

α Φ − α Φ = Φ sen cos
gqa gda gaa
(2.13)

Logo temos que:

α Φ α Φ = Φ sen - cos
gqa gda gaa
(2.14)

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Substituindo os valores de
gda
Φ e
gqa
Φ da eq.(2.10) temos:

α α α α = Φ sen ] sen i N P [- - cos ] cos i N P [
a a gq a a gd gaa
(2.15)

Logo:

] sen P cos P [ i N
2
gq
2
gd a a gaa
α + α = Φ (2.16)

Temos que:
2
2 cos 1
cos e
2
2 cos 1
sen
2 2
α +
= α
α −
= α

Substituindo na eq.(2.16) fica:

|
.
|

\
| α −
+
|
.
|

\
| α +
= Φ
2
2 cos 1
P
2
2 cos 1
P i N
gq gd a a gaa
(2.17)

α − + α +
= Φ
2
2 cos P P 2 cos P P
i N
gq gq gd gd
a a gaa
(2.18)

α − α + +
= Φ
2
2 cos P 2 cos P P P
i N
gq gd gq gd
a a gaa
(2.19)

Finalmente:

α
|
|
.
|

\
| −
+
+
= Φ 2 cos
2
P P
2
P P
i N
gq gd gq gd
a a gaa
(2.20)

Cada uma das
a
N concatenam o fluxo
gaa
Φ . Logo:

α
|
|
.
|

\
| −
+
+
=
Φ
= 2 cos
2
P P
2
P P
N
i
N
gq gd gq gd 2
a
a
gaa a
gaa
l (2.21)

) Formulas de ângulo duplo:
α −
α
= α
α α = α
2
tg 1
tg 2
2 tg
cos sen 2 2 sen

1 cos 2 2 cos
sen 2 1 2 cos
sen cos 2 cos
2
2
2 2
− α = α
α − = α
α − α = α

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Chamando:


go
gq gd 2
a
L
2
P P
N =
+
e
g2
gq gd 2
a
L
2
P P
N =



Resulta:

α + = 2 cos L L
2 g go gaa
l (2.22)

Para se chegar a indutância
gaa
l deve-se ainda considerar o fluxo de dispersão da fase
“a” do estator, que é um fluxo produzido pela corrente→
a
i e que não atravessa o entreferro,
fechando-se em torno dos condutores da fase “a” principalmente nas testas das bobinas.
Vamos considerar este fluxo introduzindo uma parcela na expressão (2.22). Então:


l
l l
a gaa aa
L + = (2.23)

Onde:
l a
L → devido a dispersão (Leakage).

Assim temos:

α + + = 2 cos L L L
2 g go a aa l
l (2.24)

Para as fases “b” e “c” basta substituir α por (α-120°) e (α+120°), respectivamente.
Temos:

) 120 2 cos( L L L
2 g go b bb
° + α + + =
l
l (2.25)
) 120 2 cos( L L L
2 g go c cc
° − α + + =
l
l (2.26)

Sendo que:
l l l c b a
L L L = = , então temos:


¦
¹
¦
´
¦
° − α + + =
° + α + + =
α + + =
) 120 2 cos( L L L
) 120 2 cos( L L L
2 cos L L L
2 g go a cc
2 g go a bb
2 g go a aa
l
l
l
l
l
l
(2.27)
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2.1.1.4 - INDUTÂNCIA MÚTUA ESTATOR – ESTATOR (
bc cb ca ac ba ab
e , , , , l l l l l l )

Supondo 0 i i i
c b f
= = = e 0 i
a
≠ , vamos calcular o fluxo
b
λ concatenado na fase “b”
nestas condições. A corrente
a
i produz os fluxos
gda
Φ e
gqa
Φ já conhecidos. Ver Fig. 2.16.


Fig. 2.16 - Representação do fluxos
gda
Φ e
gqa
Φ

Então o fluxo no entreferro na posição do enrolamento “b” vale então:

) 90 120 sen( ) 120 cos(
gqa gda gba
− α − ° Φ + α − ° Φ = Φ (2.28)

Ou:

) 90 120 sen( - ) 120 cos(
gqa gda gba
+ ° − α Φ ° − α Φ = Φ (2.29)

Ou:

) 120 sen( - ) 120 cos(
gqa gda gba
° − α Φ ° − α Φ = Φ (2.30)

Mas:


¹
´
¦
α − = Φ
α = Φ
sen i N P
cos i N P
a a gq gqa
a a gd gda
(2.31)
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Então:

) 120 sen( ] sen i N P [- - ) 120 cos( ] cos i N P [
a a gq a a gd gba
° − α α ° − α α = Φ (2.32)
)] 120 sen( sen P [ )] 120 cos( cos P [ i N
gq gd a a gba
° − α α + ° − α α = Φ (2.33)

Temos que:
| |
| |
¦
¹
¦
´
¦
β + α − β − α = β α
β − α + β + α = β α
) cos( ) cos(
2
1
sen sen
) cos( ) cos(
2
1
cos cos


Logo:


)
`
¹

° − α − ° +
+
¹
´
¦

° + ° − α = Φ
) 120 2 cos(
2
1
) 120 cos(
2
1
P
) 120 cos(
2
1
) 120 2 cos(
2
1
P i N
gq
gd a a gba
(2.34)


)
`
¹
¹
´
¦ ° − α − −
+
− ° − α
= Φ
2
) 120 2 cos( P P 5 . 0
2
P 5 . 0 ) 120 2 cos( P
i N
gq gq gd gd
a a gba
(2.35)


)
`
¹
¹
´
¦
° − α


+

+
− = Φ ) 120 2 (
2
P P
2
P P
5 . 0 i N
gq gd gq gd
a a gba
(2.36)

O fluxo concatenado pela N
a
=N
b
espiras da fase “b” vale:


)
`
¹
¹
´
¦
° − α


+

+
− = Φ = λ ) 120 2 (
2
P P
2
P P
5 . 0 i N N
gq gd gq gd
a
2
a gba a gba
(2.37)

) Formulas de produto:
| |
| |
| |
| | ) cos( ) cos(
2
1
sen sen
) cos( ) cos(
2
1
cos cos
) sen( ) sen(
2
1
sen cos
) sen( ) sen(
2
1
cos sen
β + α − β − α = β α
β − α + β + α = β α
β − α − β + α = β α
β − α + β + α = β α

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20
Logo:


)
`
¹
¹
´
¦
° − α


+

+
− =
λ
= ) 120 2 cos(cos
2
P P
N
2
P P
N 5 , 0
i
gq gd 2
a
gq gd 2
a
a
gba
gba
l (2.38)

Chamando:


go
gq gd 2
a
L
2
P P
N =
+
e
g2
gq gd 2
a
L
2
P P
N =



Ou:

) 120 2 cos( L L 5 . 0
2 g go gba
° − α + − = l (2.39)

É desprezível a parcela do fluxo de dispersão da fase “a” que concatena as fases “b” e
“c” devido ao deslocamento de 120° elétricos.
Então:


gba ba
l l = (2.40)

Portanto:

) 120 2 cos( L L 5 . 0
2 g go ab ba
° − α + − = = l l (2.41)

Da mesma forma obtém:

) 120 2 cos( L L 5 . 0
2 g go ca ac
° + α + − = = l l (2.42)
) 2 cos L L 5 . 0
2 g go cb bc
α + − = = l l (2.43)

Finalmente:


¦
¹
¦
´
¦
α + − = =
° + α + − = =
° − α + − = =
) 2 cos( L L 5 . 0
) 120 2 cos( L L 5 . 0
) 120 2 cos( L L 5 . 0
2 g go cb bc
2 g go ca ac
2 g go ba ab
l l
l l
l l
(2.44)
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RESUMO DAS INDUTÂNCIAS:

1 - Próprias do rotor:

{
ff ff
L = l

2 - Mutuas do rotor:


¦
¹
¦
´
¦
° + α =
° − α =
α =
) 120 ( cos L
) 120 ( cos L
cos L
af cf
af bf
af af
l
l
l


3 - Próprias do estator:


¦
¹
¦
´
¦
° − α + + =
° + α + + =
α + + =
) 120 2 cos( L L L
) 120 2 cos( L L L
2 cos L L L
2 g go a cc
2 g go a bb
2 g go a aa
l
l
l
l
l
l


4 - Mutuas do estator:


¦
¹
¦
´
¦
α + − = =
° + α + − = =
° − α + − = =
) 2 cos( L L 5 . 0
) 120 2 cos( L L 5 . 0
) 120 2 cos( L L 5 . 0
2 g go cb bc
2 g go ca ac
2 g go ba ab
l l
l l
l l



Podemos estabelecer as relações tensão corrente na máquina síncrona levando as
indutâncias nas expressões (2.3) e, em seguida, levando esses fluxos na expressão (2.2).
Este caminho não é, no entanto, seguido porque ele resulta num trabalho algébrico
muito grande. Seguiremos um curto caminho fazendo as chamadas Transformadas de Park ou
Transformada dqo.


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2.2 - TRANSFORMADAS DE PARK (DQO)

Na máquina síncrona real temos 3 enrolamentos de fase a, b e c no estator. Sendo que
estes enrolamentos estão deslocados de 120° elétricos um dos outros no espaço e conduzem
correntes que estão deslocadas 120° elétricos no tempo.



Nessas condições eles produzem o campo girante. O campo girante é uma distribuição
senoidal de f.m.m. que viaja ao longo do entreferro com velocidade ω (rad/seg).
Os eixos d e q estão fixados no rotor da máquina, logo giram com a mesma velocidade
ω (rad/seg) do rotor da máquina.
Para um observador colocado no rotor da máquina o campo girante aparece estático, já
que não há velocidade relativa entre esse observador e o campo girante, mas um campo
magnético estático pode ser produzido por uma ou mais correntes continuas.
A partir dessa observação, Park imaginou substituir os 3 enrolamentos de fase reais da
máquina por 2 enrolamentos fictícios, um no eixo direto e outro no eixo de em quadratura.
Esses enrolamentos fictícios conduziram correntes continuas e girariam solidários ao rotor.
Essa transformação matemática resulta numa grande simplificação das equações da
máquina. Vamos decompor
a
ℑ ,
b
ℑ e
c
ℑ cada uma em duas componentes ortogonais
alinhadas com os eixos d e q. Logo teremos:
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23
) 120 cos( ) 120 cos( cos
c b a d
° + α ℑ + ° − α ℑ + α ℑ = ℑ (2.45)

Ou

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i N
c b a a d
° + α + ° − α + α = ℑ (2.46)
) 90 120 cos( ) 90 120 cos( ) 90 cos(
c b a q
° + α + ° ℑ + ° − α − ° ℑ + ° + α ℑ = ℑ (2.47)

Ou

{ } ) 120 sen( i ) 120 sen( i - sen i N
c b a a q
° + α − ° − α α − = ℑ (2.48)

Definem-se as correntes i
d
e i
q
como segue:

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α = (2.49)

{ } ) 120 sen( i ) 120 sen( i - sen i
3
2
i
c b a q
° + α − ° − α α − = (2.50)

Onde a parcela 2/3 é um fator de escala conveniente. Levando a eq.(2.49) na eq.(2.47) e
a eq.(2.50) na eq.(2.48) temos:


d a d
i N
3
2
= ℑ (2.51)


q a q
i N
3
2
= ℑ (2.52)

Define-se ainda a corrente
o
i dada pela expressão:

{ }
c b a o
i i i
3
1
i + + = (2.53)

Onde a parcela 1/3 é um fator de escala conveniente. Como i
d
e i
q
produzem o fluxo
magnético resultante no entreferro da máquina a corrente
o
i não deve produzir fluxo. De fato,
teremos 0 i
o
= quando a máquina opera com correntes balanceadas.
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Desta forma teremos as seguintes relações entre as correntes dqo e as variáveis ‘a’, ‘b’ e
‘c’:

×

° + α − ° − α − α −
° + α ° − α α
=

c
b
a
o
q
d
i
i
i
2 / 1 2 / 1 2 / 1
) 120 sen( ) 120 sen( sen
) 120 cos( ) 120 cos( cos
3
2
i
i
i
(2.54)

As mesmas relações entre as correntes dqo e as variáveis ‘a’, ‘b’ e ‘c’ podem ser
escritas paras as tensões e os fluxos.

×

° + α − ° − α − α −
° + α ° − α α
=

c
b
a
o
q
d
v
v
v
2 / 1 2 / 1 2 / 1
) 120 sen( ) 120 sen( sen
) 120 cos( ) 120 cos( cos
3
2
v
v
v
(2.55)

λ
λ
λ
×

° + α − ° − α − α −
° + α ° − α α
=

λ
λ
λ
c
b
a
o
q
d
2 / 1 2 / 1 2 / 1
) 120 sen( ) 120 sen( sen
) 120 cos( ) 120 cos( cos
3
2
(2.56)

As relações inversas são as seguintes:

×

° + α − ° + α
° − α − ° − α
α − α
=

o
q
d
c
b
a
i
i
i
1 ) 120 sen( ) 120 cos(
1 ) 120 sen( ) 120 cos(
1 sen cos
i
i
i
(2.57)

×

° + α − ° + α
° − α − ° − α
α − α
=

o
q
d
c
b
a
v
v
v
1 ) 120 sen( ) 120 cos(
1 ) 120 sen( ) 120 cos(
1 sen cos
v
v
v
(2.58)

λ
λ
λ
×

° + α − ° + α
° − α − ° − α
α − α
=

λ
λ
λ
o
q
d
c
b
a
1 ) 120 sen( ) 120 cos(
1 ) 120 sen( ) 120 cos(
1 sen cos
(2.59)

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2.2.1 - EXPRESSÕES DOS FLUXOS NAS VARIÁVEIS DQO

Da matriz de transformação ABC → DQO temos:
{ } ) 120 cos( ) 120 cos( cos
3
2
c b a d
° + α λ + ° − α λ + α λ = λ (2.60)

Mas:

¦
¹
¦
´
¦
+ + + = λ
+ + + = λ
+ + + = λ
f cf c cc b cb a ca c
f bf c bc b bb a ba b
f af c ac b ab a aa a
i i i i
i i i i
i i i i
l l l l
l l l l
l l l l
(2.61)

E:


¦
¹
¦
´
¦
° + α =
° − α =
α =
) 120 ( cos L
) 120 ( cos L
cos L
af cf
af bf
af af
l
l
l
(2.62)


¦
¹
¦
´
¦
° − α + + =
° + α + + =
α + + =
) 120 2 cos( L L L
) 120 2 cos( L L L
2 cos L L L
2 g go a cc
2 g go a bb
2 g go a aa
l
l
l
l
l
l
(2.63)


¦
¹
¦
´
¦
α + − = =
° + α + − = =
° − α + − = =
) 2 cos( L L 5 . 0
) 120 2 cos( L L 5 . 0
) 120 2 cos( L L 5 . 0
2 g go cb bc
2 g go ca ac
2 g go ba ab
l l
l l
l l
(2.64)

Então teremos:

| | | |
| | | |
f af c 2 g go
b 2 g go a 2 g go a a
i cos L i ) 120 2 cos( L L 5 . 0
i ) 120 2 cos( L L 5 . 0 i 2 cos L L L
α + ° + α + − +
+ ° − α + − + α + + = λ
l



| | | |
| | | |
f af c 2 g go
b 2 g go a a 2 g go b
i ) 120 ( cos L i ) 2 cos( L L 5 . 0
i ) 120 2 cos( L L L i ) 120 2 cos( L L 5 . 0
° − α + α + − +
+ ° + α + + + ° − α + − = λ
l



| | | |
| | | |
f af c 2 g go a
b 2 g go a 2 g go c
i ) 120 ( cos L i ) 120 2 cos( L L L
i ) 2 cos( L L 5 . 0 i ) 120 2 cos( L L 5 . 0
° + α + ° − α + + +
+ α + − + ° + α + − = λ
l

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Portanto
d
λ vale:

} i )] 120 ( cos L [ i )] 120 2 cos( L L L [
i )] 2 cos( L L 5 . 0 [ i )] 120 2 cos( L L 5 . 0 ){[ 120 cos(
} i )] 120 ( cos L [ i )] 2 cos( L L 5 . 0 [
i )] 120 2 cos( L L L [ i )] 120 2 cos( L L 5 . 0 ){[ 120 cos(
} i ] cos L [ i ] 120 2 cos( L L 5 . 0 [
i )] 120 2 cos( L L 5 . 0 [ i ] 2 cos L L L {[ cos
3
2

f af c 2 g go a
b 2 g go a 2 g go
f af c 2 g go
b 2 g go a a 2 g go
f af c 2 g go
b 2 g go a 2 g go a d
° + α + ° − α + + +
+ α + − + ° + α + − ° + α +
+ ° − α + α + − +
+ ° + α + + + ° − α + − ° − α +
+ α + ° + α + − +
+ ° − α + − + α + + α = λ
l
l
l


Vamos simplificar esta expressão por partes:

1) Simplificar os elemento que contem ( )
l a
L . Portanto:


d a c b a a
i L )] 120 cos( i ) 120 cos( i cos i [ L
3
2

l l
= ° − α + ° − α + α

Sendo que (Ver eq.(2.49)):

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α =

2) Simplificar os elemento que contem ( )
go
L . Portanto:


d go c b a go
i L )] 120 cos( i ) 120 cos( i cos i [ L
3
2
= ° − α + ° − α + α

Sendo que (Ver eq.(2.49)):

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α =

3) Simplificar os elemento que contem ( )
go
L 5 . 0 − . Portanto:

)} 120 cos( ] i i ( {[ )} 120 cos( ] i i [ { } cos ] i i [ {
3
2
L 5 . 0
c a c a c b go
° + α + + ° − α + + α + −

Sendo que: 0 i i i
c b a
= + +
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Então:
a c b
i i i − = + ,
b c a
i i i − = + e
c b a
i i i − = + . Logo:

)] 120 cos( i ) 120 cos( i cos i [
3
2
L 5 . 0 -
c b a go
° + α − ° − α − α −


d go c b a go
i L 5 . 0 )] 120 cos( i ) 120 cos( i cos i [
3
2
L 5 . 0 = ° + α + ° − α + α

Sendo que (Ver eq.(2.49)):

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α =

4) Simplificar os elemento que contem ( )
2 g
L . Portanto:

)] 120 2 cos( ) 120 cos( i 2 cos ) 120 cos( i ) 120 2 cos( ) 120 cos( i
2 cos ) 120 cos( i ) 120 2 cos( ) 120 cos( i ) 120 2 cos( ) 120 cos( i
) 120 2 cos( cos i ) 120 2 cos( cos i 2 cos cos i [
3
2
L
c b a
c b a
c b a 2 g
° − α ° + α + α ° + α + ° + α ° + α +
+ α ° − α + ° + α ° − α + ° − α ° − α +
+ ° + α α + ° − α α + α α


Aplicando as formulas do produto
| |
| |
¦
¹
¦
´
¦
β + α − β − α = β α
β − α + β + α = β α
) cos( ) cos(
2
1
sen sen
) cos( ) cos(
2
1
cos cos
temos:

)] 120 cos( 3 cos ) 120 cos( ) 120 3 cos( ) 120 cos( ) 120 3 [cos(
2
1
i
) 120 cos( ) 120 3 cos( ) 120 cos( 3 cos ) 120 cos( ) 120 3 [cos(
2
1
i
] cos ) 120 3 cos( cos ) 120 3 cos( cos 3 [cos
2
1
i {
3
2
L
c
b
a 2 g
° + α + α + ° + α + ° − α + ° + α ° + α +
+ ° − α + ° + α + ° − α + α + ° − α + ° − α +
+ α + ° − α + α + ° + α + α + α

Agrupando os termos, temos:


)] 120 cos( 3 ) 120 3 cos( ) 120 3 cos( 3 [cos
2
1
i
) 120 cos( 3 ) 120 3 cos( ) 120 3 cos( 3 [cos
2
1
i
] cos 3 ) 120 3 cos( ) 120 3 cos( 3 [cos
2
1
i {
3
2
L
c
b
a 2 g
° + α + ° − α + ° + α + α +
+ ° − α + ° − α + ° + α + α +
+ α + ° − α + ° + α + α


Mas como: 0 ) 120 3 cos( ) 120 3 cos( 3 cos = ° − α + ° + α + α

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Logo:

)} 120 cos(
2
3
i ) 120 cos(
2
3
i cos
2
3
i {
3
2
L
c b a 2 g
° + α + ° − α + α

Simplificando temos:


d 2 g c b a 2 g
i L
2
3
)} 120 cos( i ) 120 cos( i cos i { L = ° + α + ° − α + α

Sendo que: { } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α = Ver eq.(2.49)

Sendo que (Ver eq.(2.49)):

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α =

5) Simplificar os elemento que contem ( )
af
L . Portanto:


f af f af
2 2 2
f af
i L
2
3
i
3
2
L ) 120 ( cos ) 120 ( cos [cos i {
3
2
L = = ° − α + ° + α + α

Pois:

2
2 cos 1
cos
2
α +
= α

2
) 120 2 cos( 1
) 120 ( cos
2
° + α +
= ° − α

2
) 120 2 cos( 1
) 120 ( cos
2
° − α +
= ° + α

Após a simplificação, obtemos a equação do fluxo
d
λ da seguinte forma:


f af d 2 g d go d go d a d
i L i L
2
3
i L 5 . 0 i L i L + + + + + = λ
l



d 2 g go a f af d
i ] L
2
3
L
2
3
L [ i L + + + = λ
l

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Chamando:

) L L (
2
3
L L
2 g go a d
+ + =
l


Resulta:


d d f af d
i L i L + = λ


Da mesma forma obtêm-se:


q q q
i L = λ

o o o
i L = λ

d af f ff f
i L
2
3
i L + = λ

Onde:

) L L (
2
3
L L
2 g go a q
− + =
l


l a o
L L =

L
d
→ Indutância síncrona de eixo direto
L
q
→ Indutância síncrona de eixo em quadratura
L
o
→ Indutância de dispersão ou indutância síncrona de seqüência zero
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2.2.2 - ANALISE DAS TENSÕES NAS VARIÁVEIS DQO

Da matriz de transformação ABC → DQO vem:

| | ) 120 cos( v ) 120 cos( v cos v
3
2
v
c b a d
° + α + ° − α + α = (2.65)

Mas:


¦
¹
¦
´
¦
λ + =
λ + =
λ + =
c c c c
b b b b
a a a a
p i r v
p i r v
p i r v
(2.66)

Sendo que
c b a
r r r = = . Então:

| | | | | | { } ) 120 cos( p i r ) 120 cos( p i r cos p i r
3
2
v
c c a b b a a a a d
° + α λ + + ° − α λ + + α λ + = (2.67)

| |
| | ) 120 cos( p ) 120 cos( p cos p
3
2
) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
r v
c b a
c b a a d
° + α λ + ° − α λ + α λ +
+ ° + α + ° − α + α =
(2.68)
| | ) 120 cos( p ) 120 cos( p cos p
3
2
i r v
c b a d a d
° + α λ + ° − α λ + α λ + = (2.69)

Mas:

| | | | | | | |
a a a a
dt
d
cos cos
dt
d
cos
dt
d
cos p λ α + α λ = α λ = α λ

| | α ω − =
α
α − = α sen
dt
d
sen cos
dt
d
............................................... pois: t ω = α

Portanto:

| |
a a a
p cos sen cos p λ α + λ α ω − = α λ

| |
a a a
sen cos p p cos λ α ω + α λ = λ α
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| | | | {
| | }
c c b
b a a d a d
) 120 sen( ) 120 cos( p ) 120 sen(
) 120 cos( p sen cos p
3
2
i r v
λ ° + α ω + ° + α λ + λ ° − α ω +
+ ° − α λ + λ α ω + α λ + =
(2.70)


{ }
| |
)
`
¹
¹
´
¦
° + α λ + ° − α λ + α λ +
+ ° + α λ − ° − α λ − α λ − ω − =
) 120 cos( ) 120 cos( cos
3
2
p
) 120 sen( ) 120 sen( sen
3
2
i r v
c b a
c b a d a d
(2.71)

Logo:


q d d a d
p i r v ωλ − λ + = (2.72)

Da mesma forma:


d q q a q
p i r v ωλ + λ + = (2.73)

o o a o
p i r v λ + = (2.74)

f f f f
p i r v λ + = (2.75)

As parcelas
d
pλ ,
q
pλ ,
o
pλ e
f
pλ são tensões de transformador (pois nos trafos as
tensões induzidas nos enrolamentos são devidas as variações dos fluxos no tempo). As
parcelas
q
ωλ e
d
ωλ são tensões de maquina (resultante do movimento dos condutores dentro
de um campo magnético)

2.3 - ANALISE DAMÁQUINA SINCRONA NO ESTADO ESTACIONÁRIO

Vamos admitir a máquina síncrona operando como motor no estado estacionário (carga
constante no seu eixo), alimentada por um sistema trifásico balanceado de correntes:


¦
¹
¦
´
¦
° + β + ω =
° − β + ω =
β + ω =
) 120 t ( sen I 2 i
) 120 t ( sen I 2 i
) t ( sen I 2 i
c
b
a
(2.76)

MÁQUINAS SÍNCRONAS
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32
A posição do rotor é dada por t ω = α , admitindo-se que a d ≅ no instante t=0. Nestas
condições teremos:

Corrente I
d

{ } ) 120 cos( i ) 120 cos( i cos i
3
2
i
c b a d
° + α + ° − α + α = (2.77)


{
) 120 t cos( ) 120 t sen(
) 120 t cos( ) 120 t sen( t cos ) t sen( I 2
3
2
i
d
° + ω ° + β + ω +
+ ° − ω ° − β + ω + ω β + ω =
(2.78)

Mas: | | ) sen( ) sen(
2
1
cos sen β − α + β + α = β α


{
} )] 120 t ( 120 t sen[ )] 120 t ( 120 t sen[
)] 120 t ( 120 t sen[ )] 120 t ( 120 t sen[
)] t ( t sen[ )] t ( t sen[
2
1
I 2
3
2
i
d
° + ω − ° − β + ω + ° + ω + ° − β + ω +
+ ° − ω − ° − β + ω + ° − ω + ° − β + ω +
+ ω − β + ω + ω + β + ω =
(2.79)


{
} ) sen( ) 120 t 2 sen(
) sen( ) 120 t 2 sen( ) sen( ) t 2 sen(
2
1
I 2
3
2
i
d
β + ° − β + ω +
+ β + ° + β + ω + β + β + ω =
(2.80)

) sen( I 2 i
d
β = (2.81)

Corrente I
q
{ } ) 120 sen( i ) 120 sen( i sen i
3
2
i
c b a q
° + α − ° − α − α − = (2.82)


{
) 120 t sen( ) 120 t sen(
) 120 t sen( ) 120 t sen( t sen ) t sen( I 2
3
2
i
q
° + ω ° + β + ω +
+ ° − ω ° − β + ω + ω β + ω − =
(2.83)

Mas: | | ) cos( ) cos(
2
1
sen sen β + α − β − α = β α

MÁQUINAS SÍNCRONAS
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33

{
} )] 120 t ( 120 t cos[ )] 120 t ( 120 t cos[
)] 120 t ( 120 t cos[ )] 120 t ( 120 t cos[
)] t ( t cos[ )] t ( t cos[
2
1
I 2
3
2
i
d
° + ω − ° − β + ω + ° + ω + ° − β + ω +
+ ° − ω − ° − β + ω + ° − ω + ° − β + ω +
+ ω − β + ω + ω + β + ω − =
(2.84)


{
} ) cos( ) 120 t 2 cos(
) cos( ) 120 t 2 cos( ) cos( ) t 2 cos(
2
1
I 2
3
2
i
d
β + ° − β + ω +
+ β + ° + β + ω + β + β + ω − =
(2.85)

) ( cos I 2 i
d
β − = (2.86)

Da mesma forma obtém:

0 i
o
=

Como se vê i
d
e i
q
são correntes continuas, pois β é constante. Dependendo o instante
em que a chave foi fechada, podemos ter uma dessas correntes igual a zero.
Se i
d
e i
q
são constantes e i
o
=0 teremos os seguintes fluxos na máquina:


d d f af d
i L i L + = λ → constante

q q q
i L = λ → constante
0 i L
o o o
= = λ → constante

d af f ff f
i L
2
3
i L + = λ → constante

Se os fluxos são constantes as tensões se transformador são nulas. Então:


q d a q d d a d
i r p i r v ωλ − = ωλ − λ + =

Mas:
q q q
i L = λ


q q d a d
i L i r v ω − = (2.87)
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34

d q a d q q a q
i r p i r v ωλ + = ωλ + λ + =

Mas:
d d f af d
i L i L + = λ

) i L i L ( i r v
d d f af q a q
+ ω + = (2.88)


o o a o
p i r v λ + =

0 v
o
= (2.89)


f f f f f f
i r p i r v = λ + =


f f f
i r v = (2.90)

Chamando:

ωL
q
=X
q
→ reatância síncrona de eixo em quadratura
ωL
d
=X
d
→ reatância síncrona de eixo direto


¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
=
+ ω + =
− =
f f f
o
d d f af q a q
q q d a d
i r v
0 v
i x I L i r v
i x i r v
(2.91)

As tensões de fase da máquina valem, então: (a partir da matriz transformação
DQO→ABC)


o q d a
v sen v cos v v + α − α = (2.92)
t sen ) i X i L i r ( t cos ) i X i r ( v
d d f af q a q q d a a
ω + ω + − ω − = (2.93)

Ou:

) 90 t cos( ) i X i L i r ( t cos ) i X i r ( v
d d f af q a q q d a a
+ ω + ω + + ω − = (2.94)
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35
As parcelas t cos i
d
ω , ) 90 t cos( i
q
° + ω e ) 90 t cos( i
d
° + ω são correntes alternadas.
Vamos representa-las na forma fasorial, em valor eficaz:

) 90 t cos( )
2
i
X
2
i L
2
i
r ( t cos )
2
i
X
2
i
r (
2
v
d
d
f af
q
a
q
q
d
a
a
+ ω +
ω
+ + ω − = (2.95)

Logo:

) 90 t cos( ) I X E I r ( t cos ) I X I r ( V
d d f q a q q d a a
+ ω + + + ω − = (2.96)

Chamando:


¹
´
¦
+ + =
− =
d d f q a q
q q d a d
I X E I r V
I X I r V


Resulta:

) 90 t cos( V t cos V V
q d a
+ ω + ω = (2.97)

Ou fasorialmente:


q d a
V j V V
& & &
+ = (2.98)









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36
2.4 - DIAGRAMA FASORIAL

A seguir será traçado o diagrama fasorial com as equações obtidas anteriomente.



Fig. 2.17 - Diagrama fasorial

Tratando
d
I ,
q
I ,
d
v ,
q
V e
f
E como fasores podemos redesenhar o diagrama como
mostra a figura a seguir:



Fig. 2.18 - Diagrama fasorial do motor síncrono

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37
Do diagrama fasorial do motor síncrono podemos escrever que:


a a q q d d f a
I r I jX I jX E V
& & & & &
+ + + = (2.99)

A equação acima representa equação da tensão de fase do motor síncrono. A corrente
de fase vale:


q d a
I j I I
& & &
+ = (2.100)

Onde:

ϕ cos → é o fator de potência do motor;
δ → (entre
a
V e
f
E ) é chamado de ângulo de carga da máquina;

IMPORTANTE:
EQUAÇÃO DA TENSÃO DA CORRENTE DE FASE DO MOTOR SÍNCRONO
a a q q d d f a
I r I jX I jX E V
& & & & &
+ + + =
q d a
I j I I
& & &
+ =


Para o gerador teremos (invertendo o sentido da corrente na equação do motor):


a a q q d d a f
I r I jX I jX V E
& & & & &
+ + + = (2.101)

A equação acima representa equação da tensão de fase do gerador síncrono.

• No motor a tensão
a
E é a força contra eletromotriz que se opõe a tensão da rede de
alimentação
a
V .

• No gerador a tensão
a
E é a força eletromotriz. A tensão nos terminais do gerador,
a
V , é igual a força eletromotriz
a
E , menos as quedas de tensão na impedância do gerador.
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38
Observe que
a
E

ω
=
2
i L
E
f af
a
depende diretamente da corrente de campo
f
i e da
velocidade ω da máquina. Então é a mesma expressão | | ω Φ = K E
a
desenvolvida no estudo
da máquina de corrente continua.
O diagrama fasorial do gerador tem o seguinte aspecto:



Fig. 2.19 - Diagrama fasorial do motor síncrono


Observe nos digramas que:

1- No motor a tensão
a
V esta a frente da tensão
a
E .
2- No motor a tensão
a
E esta a frente da tensão
a
V


IMPORTANTE:
EQUAÇÃO DA TENSÃO DA CORRENTE DE FASE DO GERADOR SÍNCRONO
a a q q d d a f
I r I jX I jX V E
& & & & &
+ + + =
q d a
I j I I
& & &
+ =



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39
2.4.1 - CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA FASORIAL

2.4.1.1 - GERADOR

Vamos construir o diagrama fasorial de um gerador síncrono a partir das grandezas
conhecidas
a
V ,
a
I e ϕ. Grandezas estas que podem ser medidas nos terminais da máquina.
São conhecidas também as constantes da máquina
a
r ,
d
X ,
q
X .
Vamos supor o diagrama completo. Portanto temos a equação do gerador síncrono:

a a q q d d a f
I r I jX I jX V E
& & & & &
+ + + =




Seja O’B’ ⊥ OB por construção. Então A’B’ ⊥ AB e O’A’ ⊥ AO e os triângulos OAB e
O’A’B’ são semelhantes.


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40
Então:


OA
A O
AB
B A
OB
B O ′ ′
=
′ ′
=
′ ′
(2.102)


AB
B A
OB B O
′ ′
= ′ ′ (2.103)

Mas: I OB
a
= ,
q q
I jX B A = ′ ′ e
q
I AB = . Portanto:


q
q q
a
I
I jX
I
AB
B A
OB B O =
′ ′
= ′ ′ (2.104)


q a
X jI B O = ′ ′

Assim o fasor:

I jX I r V E B O
q q a a a
+ + = = ′

Localiza-se o eixo em quadratura. A partir desse ponto determina-se
d
I ,
q
I e o restante
do diagrama.










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41
2.4.1.2 - MOTOR

Para o caso do motor síncrono teremos:

a a q q d d f a
I r I jX I jX E V
& & & & &
+ + + =



Seja O’B’ ⊥ OB por construção. Então O’A’ ⊥ AB e A’B’ ⊥ OA e os triângulos OAB e
O’A’B’ são semelhantes.




Então:

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OA
B A
AB
A O
OB
B O ′ ′
=
′ ′
=
′ ′
(2.105)


AB
A O
OB B O
′ ′
= ′ ′ (2.106)

Mas: I OB
a
= ,
q q
I jX A O = ′ ′ e
q
I AB = . Portanto:


q
q q
a
I
I jX
I
AB
A O
OB B O =
′ ′
= ′ ′ (2.107)


q a
X jI B O = ′ ′

Assim o fasor:

I jX - I r V E B O
q q a a a
− = = ′ (2.108)

Localiza-se o eixo em quadratura. A partir desse ponto determina-se
d
I ,
q
I e o restante
do diagrama.

2.5 - CARACTERISTICA POTÊNCIA – ÂNGULO NO ESTADO ESTACIONÁRIO

Vamos admitir a máquina operando como gerador alimentando uma carga trifásica
equilibrada constante no tempo (estado estacionário). Vamos desprezar a resistencia da
armadura do gerador. Então:


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43
Desprezada a resistência da máquina teremos que a potência convertida (da forma
mecânica para a forma elétrica) será entregue a carga, sem perda.
A potência ativa [Kw ou Mw] disponível nos terminais do gerador será:

cos I V P
a a
ϕ = (Kw/fase) (2.109)

Podemos ainda escrever essa potência como:

cos I V sen I V P
q a d a
δ + δ = (2.110)

Equivalente a se projetar I
a
e
a
V sobre os eixos “d” e “q”. O produto das componentes
de I
a
e
a
V em fase é a potência ativa.
Da figura vem:

I X sen V
q q a
= δ (2.111)
I X cos V E
d d a f
= δ − (2.112)

Logo:


X
sen V
I
q
a
q
δ
= (2.113)

X
cos V E
I
d
a f
d
δ −
= (2.114)

Levando as eq.(2.113) e eq.(2.114) na eq.(2.110) vem:

cos
X
sen V
V sen
X
cos V E
V P
q
a
a
d
a f
a
δ
|
|
.
|

\
|
δ
+ δ
|
|
.
|

\
| δ −
= (2.115)

cos
X
sen V
sen
X
cos V
sen
X
E V
P
q
2
a
d
2
a
d
f a
δ
δ
+ δ
δ
− δ = (2.116)
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44
cos sen
X
1
X
1
V sen
X
E V
P
d q
2
a
d
f a
δ δ

− + δ = (2.117)

Mas como:

δ = δ δ 2 sen
2
1
cos sen e


=


d q
q d
d q
X X
X X
X
1
X
1


Temos então:

2 sen
X X
X X
2
V
sen
X
E V
P
d q
q d
2
a
d
f a
δ

+ δ = (Kw /fase) (2.118)


Como se vê a potência desenvolvida pela máquina depende diretamente do ângulo por
isso é chamado de ângulo de carga da máquina.
Na expressão de potência temos uma parcela que depende diretamente da corrente de
campo (ou corrente de excitação)
f
I , pois
2
I L
E
f af
f
ω
= . Essa é chamada de potência de
excitação e o torque a ela correspondente é o torque de excitação.
A outra parcela da potência independe da excitação, mas depende da diferença entre
d
X
e X
q
. Na máquina de pólos salientes
d
X é maior que X
q
porque o entreferro na região do
eixo direto é menor que o entreferro na região do eixo em quadratura. Então
g d
P P > e
g d
ℜ < ℜ e como

=
2
N
L ,

ω
= ω
2
N
L , teremos
q
2
q q
d
2
d d
N
L X
N
L X

ω
= ω = >

ω
= ω = .
Essa parcela é chamada de potência de relutância e o torque correspondente a ela é
chamado de torque de relutância.
Nas máquinas de rotor liso temos
q d
ℜ = ℜ , logo
q d
X X = , e logo é nula a potência de
relutância. Então:

liso] rotor de [máquina sen
X
E V
P
d
f a
δ = (Kw /fase) (2.119)
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45
2.6 - MOTOR SÍNCRONO – PRINCIPIO DE OPERAÇÃO

Vamos supor inicialmente o motor em repouso. Alimentando o enrolamento de campo
(montado no rotor) criam-se distribuições espaciais senoidais de fluxo magnético sob as
sapatas polares, distribuição estas que são estáticas (não variáveis no tempo). Alimentando-se
o enrolamento trifásico da armadura (montado no estator) com 3 correntes alternadas
defasadas de 120° elétricos no tempo, cria-se o campo girante. O campo girante é uma
distribuição espacial senoidal de fluxo magnético que viaja ao longo do entreferro com
velocidade síncrona de
p
f 120
s
= ω rotações por minuto.
Vai então ocorrer uma interação campo do rotor – campo girante do estator. Num dado
instante tem-se a seguinte situação mostrada esquematicamente na figura abaixo.



Os pólos sul do estator repelem os pólos sul do rotor e os pólos norte do estator atraem
os pólos sul do rotor e vice-versa.
Resulta em duas componentes de força sobre o rotor: uma radial, de deformação e uma
outra tangencial no sentido do campo girante do estator. O motor inicia um movimento no
sentido do campo girante. Um pequeno tempo depois teremos a seguinte nova situação:


MÁQUINAS SÍNCRONAS
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46
Nesta nova situação a componente tangencial da força sobre o rotor tem sentido oposto
ao do campo girante. Como se vê o valor médio da força tangencial atuante no rotor é nula e,
em conseqüência, o motor síncrono não tem torque de partida próprio.
É preciso montar um método auxiliar para a partida do motor síncrono. Nos motores de
pequeno porte e médio porte emprega-se uma gaiola de esquilo para a partida do motor.
Ranhuras paralelas ao eixo são rasgadas nas sapatas polares do rotor e dentro dessas ranhuras
são alojadas barraras condutoras, normalmente de latão. Todas essas barras axiais são
interligadas nas suas extremidades do rotor formando uma gaiola cilíndrica (gaiola de
esquilo– squiprel cage).
O processo de partida do motor síncrono se dá com descrito a seguir:
Sem carga mecânica acoplada ao eixo do motor e com o enrolamento de campo
desenergizado, liga-se a armadura trifásica a uma rede trifásica. Cria-se assim um campo
girante do estator. O campo girante tem velocidade
p
f 120
s
= ω (rpm) em relação ao
rotor(inicialmente em repouso) induzindo tensões nas barras da gaiola. Como a gaiola é curto-
circuitada nas duas extremidades, nela aparece corrente elétrica e força magnética (as barras
da gaiola estão com corrente dentro do campo magnético girante). O motor síncrono parte
como se fosse um motor de indução assíncrono e acelera até atingir uma velocidade
ligeiramente inferior a do campo girante. Neste instante energiza-se o enrolamento de campo.
Quando o torque de interação campo girante – campo do rotor tiver o mesmo sentido do
campo girante ocorre o chamado agarramento magnético dos pólos e o motor sincroniza, isto
é, ele passa a girar com a mesma velocidade do campo girante. Após o sincronismo o rotor
gaiola fica eletromagneticamente neutro (não há mais velocidade relativa gaiola campo
girante, logo não há tensão induzida e corrente na gaiola.
Após o sincronismo o motor síncrono pode ser carregado. O agarramento magnético
ocorre porque, sendo pequena a velocidade relativa rotor campo girante, é grande o tempo de
atuação do torque motor campo girante – campo do rotor, o que permite ao rotor ganhar a
pequena velocidade do campo girante.

2.7 - GERADOR SÍNCRONO – PRINCIPIO DE OPERAÇÃO

O gerador deve estar mecanicamente acoplado a uma máquina motriz (turbina
hidráulica, turbina a vapor, etc...). A máquina motriz deve girar o rotor do gerador numa
MÁQUINAS SÍNCRONAS
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47
velocidade constante
p
f 120
s
= ω rpm, onde ‘p’ é o número de pólos do gerador e ‘f’ é a
freqüência nominal do gerador. Energiza-se então o enrolamento de campo do gerador com
uma corrente continua. Essa corrente continua produz uma distribuição espacial senoidal de
fluxo magnético estático em relação ao próprio rotor. Quando o rotor gira, ele arrasa essa
distribuição espacial senoidal de fluxo, a qual passa sucessivamente pelos condutores das
fases ‘a’, ‘b’ e ‘c’ do estator, montadas com deslocamento espacial de 120° elétricos. Tensões
são induzidas nesses enrolamentos devido ao movimento relativo condutor-campo girante
magnético.
Devido ao deslocamento espacial dos 3 enrolamentos da armadura, as 3 tensões
induzidas resultam com defasamento de120° elétricos.

Esta é a chamada condição de gerador em vazio, na qual existem tensões nos terminais
do gerador, mas são nulas as correntes na armadura.
Conectando-se uma carga trifásica nos terminais do gerador haverá corrente nas 3 fases
da armadura do gerador. Estas correntes estão defasadas de 120° elétricos, pois são
produzidas por tensões defasadas de 120° elétricos. Produz-se então um campo girante
(desprezando-se as harmônicas o campo girante é uma distribuição espacial senoidal de
f.m.m. que viaja ao longo do entreferro do gerador). Esse campo girante interage
magneticamente com o campo magnético produzido pela corrente no enrolamento do rotor no
sentido de frear o rotor. É um torque eletromagnético positivo. Para manter o rotor em
movimento, a maquina motriz deve produzir um torque motriz oposto ao torque
eletromecânico. Essa é uma condição de gerador de carga.
MÁQUINAS SÍNCRONAS
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48
2.8 - POTÊNCIA APARENTE E FATOR DE POTÊNCIA NOMINAIS DO GERADOR
SÍNCRONO

Existem dois fatores que limitam a potência de um gerador síncrono. Um desses fatores
é o torque mecânico no eixo da máquina. As máquinas são hoje projetadas, tal que os eixos
suportem, no estado estacionário, torques muito maiores que o nominal. Um outro fator que
limita a potência é o aquecimento dos enrolamentos.
O gerador síncrono tem dois enrolamentos: o da armadura (trifásico no estator) e de
campo (corrente contínua, no rotor).
O calor gerado na armadura tem origem na perda ôhmica
2
a a COBRE
I r 3 P × × = e depende
apenas da intensidade de corrente, não dependendo do fator de potência. Como existe uma
temperatura limite para operação segura da armadura, existe um limite de corrente para a
armadura da máquina. Esse valor da corrente é a corrente nominal da máquina.
A potência aparente do gerador, na saída, vale:


a a
I v 3 S × × = (Grandezas por fase) (2.120)

A potência aparente nominal do gerador é a potência aparente correspondente à tensão
terminal nominal e a corrente de armadura máxima:


MAXIMO a NOMINAL a NOMINAL
I v 3 S × × = (2.121)

Para o gerador síncrono, o nominal de potência é a potência aparente (KVA ou MVA) e
não a potência ativa.
A perda de potência no enrolamento de campo vale
2
f f COBRE
I r P × = . Mas a tensão de
excitação do gerador vale:
2
I L
E
f af
f
ω
= . Então o limite da corrente de campo fixa o limite
da tensão de excitação.
Consideremos um diagrama fasorial de um gerador síncrono operando com tensão
terminal nominal e corrente de armadura máxima em diversos fatores de potência
Então:
MÁQUINAS SÍNCRONAS
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49
I X j V E
a S a f
+ =









MÁQUINAS SÍNCRONAS
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50
O fator de potência nominal de gerador síncrono é aquele correspondente a tensão
de excitação máxima, tensão terminal nominal, e corrente de armadura máxima.
Operar o gerador síncrono com tensão terminal nominal, corrente de armadura máxima
e fator de potência abaixo do nominal (ponto A do diagrama), resulta com queima de
enrolamento de campo.

2.8.1 - DIAGRAMA LIMITE DE OPERAÇÃO ESTÁVEL DO GERADOR

Consideremos um gerador síncrono operando com tensão terminal nominal fornecendo
potência a uma carga com fator de potência indutivo. O diagrama fasorial correspondente tem
o seguinte aspecto:

I X j V E
a S a f
+ =



Vamos agora construir um sistema de coordenadas na extremidade de
a
V conforme
aparece na figura acima. Decompondo
a S
I X obtemos:


a S
I X C A = (2.122)
ϕ = sen I X C B
a S
(2.123)
ϕ = cos I X B A
a S
(2.124)
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51
Vamos em seguida multiplicar todas as tensões da diagrama anterior por
s
a
X
V
3 3. O novo
diagrama resulta:




a a a S
S
a
S
a
I V 3 I X
X
V
3 C A
X
V
3 ' C ' A × × = = =


a a
I V 3 S × × = [POTÊNCIA APARENTE DO GERADOR]

ϕ × × × = ϕ = = sen I V 3 sen I X
X
V
3 C B
X
V
3 ' C ' B
a a a S
S
a
S
a



ϕ × × × = sen I V 3 S
a a
[POTÊNCIA REATIVA DO GERADOR]


ϕ × × × = ϕ = = cos I V 3 cos I X
X
V
3 B A
X
V
3 ' B ' A
a a a S
S
a
S
a


ϕ × × × = cos I V 3 S
a a
[POTÊNCIA ATIVA DO GERADOR]

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52
Vamos agora desenhar as curvas de capacidade da gerador. A máxima corrente de
armadura fixa a potência aparente do gerador. Desenhamos, com centro no ponto uma
circunferência de raio
a a
I V 3 S × × = . Em seguida desenhamos uma circunferência de centro
sobre o eixo Kvar em
s
2
a
X
V
3 − e de raio
s
a f
X
V E
3 , onde
f
E é a máxima tensão de excitação
correspondente a máxima corrente admissível.





Existe ainda um outro limite externo ao gerador que é a máxima potência que a máquina
motriz pode desenvolver.




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53
2.9 - CURVAS “V” DO MOTOR SÍNCRONO

Vamos analisar o comportamento de um motor síncrono quando ele opera sob tensão
terminal nominal constante com carga fixa em seu eixo e variamos a sua corrente de campo.
Desprezaremos a resistência da armadura.
Vamos supor que, inicialmente, o motor esteja operando como uma carga indutiva, com
a corrente atrasada em relação a tensão terminal V
a
, com 0 P > e 0 Q > ( motor consome
potência ativa e potência reativa).
O diagrama fasorial mostra esta situação:

I X j E V
a S f a
+ =



A potência ativa pode ser escrita como:

ϕ × × = cos I V P
a a
(W/fase)

Ou:

ϕ = sen
X
E V
P
S
f a
(W/fase)

E como V
a
e X
S
são constantes, teremos: ϕ × cos I
a
e δ ×sen E
f
constantes para se
ter P constante.
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54
A potência ativa que o motor desenvolve depende somente da carga mecânica acoplada
ao seu eixo; É o trabalho realizado para girar essa carga numa velocidade constante. E não é
afetada por qualquer variação da corrente de campo.
Quando aumentamos o valor da corrente de campo
f
I , aumentamos proporcionalmente
a tensão de excitação E
f

ω
=
2
I L
E
f af
f
. Para P=cte, cte sen E
f
= δ e a extremidade do
fasor E
f
deve permanecer sobre a linha “m” do diagrama.
O fasor I
a
deve girar tal que I X j E V
a S f a
+ = , como para P=cte, cte cos I
a
= ϕ × , a
extremidade do fasor deve permanecer sobre a reta “n” do diagrama.
Como se vê, um aumento de , I
f
provoca uma diminuição em I
a
, e um aumento no
ϕ cos para o motor síncrono operando indutivamente.
Aumentando mais um pouco a corrente de campo alcançamos uma situação na qual I
a

resulta em fase com V
a
, o fator de potência é unitário e a corrente I
a
é a mínima possível
para a potência “P” desenvolvida.
Aumentando mais um pouco a corrente de campo o motor passa a operar com a corrente
de armadura adiantada em relação a tensão terminal, isto é, o motor comporta-se como uma
carga resistiva capacitiva, com P>0 e Q<0, fornecendo potência reativa ao sistema.
Lançando num gráfico
f a
I I × para P=cte obtemos uma curva com a forma de um “V”.



O ponto mínimo da curva “V” corresponde ao F.P. unitário.
Para
f1 a
I I < ( V cos E
a f
< δ ) o motor opera indutivamente e ele é dito sub excitado.
Para
f1 a
I I > ( V cos E
a f
> δ )o motor opera capacitivamente e ele é dito sobre excitado.
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55
EXERCICÍOS PROPOSTOS DE MÁQUINAS SÍNCRONAS

Exercício - 01
As reatâncias X
d
e X
q
de um gerador síncrono de pólos salientes valem 1,00 e 0,60 por
unidade (pu) respectivamente. A resistência da armadura é desprezível. Calcule a tensão de
excitação quando o gerador fornece potência nominal com fator de potencia 0,80 indutivo e
tensão terminal nominal.

Exercício - 02
Uma máquina síncrona de entreferro uniforme tem 2 pólos e enrolamento trifásico
conectado em Y no estator. Os enrolamentos do estator têm indutância síncrona de 0,01H e
resistência desprezível. O enrolamento do rotor tem indutância de 20H e resistência de 10Ω.
Ele é ligado a uma fonte de corrente continua de 100 Volts. A indutância mutua entre o rotor e
uma fase do estator quando seus eixos estão alinhados é 0,4H.
A máquina esta operando como gerador no estado estacionário ( regime permanente)
remetendo potência a um sistema trifásico balanceado com fator de potencia 1,0 e freqüência
angular de 500 rad/s. A tensão terminal por fase é 1000 Volts eficazes. Qual é a potencia de
saída desse gerador nestas condições?

Exercício – 03
Um motor síncrono de 1000 Hp, 2300 Volts, trifásico, ligado em Y, freqüência 60 Hz,
20 pólos, tem reatância síncrona de 4,00 Ω por fase. Neste problema podemos considerar o
motor como tendo rotor liso e todas as perdas podem ser desprezadas.
a) Esse motor opera conectado a uma barra infinita de tensão e freqüência nominal. A
corrente de excitação é ajustada tal que o fator de potência seja unitário quando a carga no
eixo do motor requer uma entrada de 800 KW. Se a carga no eixo do motor é vagarosamente
aumentada, como a corrente de campo é mantida constante, determine o torque máximo que o
motor pode desenvolver.
b) suponha agora, que o motor é alimentado por um gerador síncrono de 1000 KVA,
2300 Volts, trifásico, Y, cuja reatância síncrona é também 4,00 Ω. A freqüência é mantida
constante por um servomecanismo e as correntes de excitação do motor e do gerador são
mantidas constantes nos valores para os quais se tem tensão terminal nominal quando o motor
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56
absorve 800 KW com fator de potência unitário. Se a carga no eixo do motor é vagarosamente
aumentada, determine o torque máximo. Determine também a corrente da armadura, a tensão
terminal e o fator de potencia correspondente a essa carga máxima.
c) Determine o torque máximo se, ao contrario de permanecer constante como no item
(b), as correntes de campo do motor e do gerador são vagarosamente acrescidas tal a se
manter sempre a tensão terminal no valor normal com o fator de potência unitário enquanto a
carga no eixo é aumentada.

Exercício – 04
Refazer o estudo da característica potencia-ângulo no estado estacionário, para uma
máquina síncrona de pólos salientes considerando uma linha de transmissão de reatância de
X
L
Ω/fase entre os terminais da máquina e um barramento. Desprezar as resistências.

Exercício – 05
Que percentagem de sua potência de saída pode um motor síncrono de pólos salientes
desenvolver sem perder o sincronismo. Quando a tensão aplicada é nominal e a corrente de
excitação é nula, se X
d
=0,80 pu e X
q
=0,50 pu ? Calcule a corrente pu da máquina na potencia
máxima ?

Exercício – 06
Um motor síncrono tem X
d
=0,80 e X
q
=0,50 pu. Ele esta operando alimentado por uma
barra infinita de Va=1,0 pu. Despreze todas as perdas. Qual e a mínima excitação pu para o
qual a maquina ainda permanece em sincronismo com torque nominal ? Nessa condição,
determine a corrente da armadura pu e o fator de potência ?

Exercício – 07
Um gerador síncrono está ligado a uma barra infinita através de 2 linhas de transmissão
paralelas, cada uma tendo reatância de 0,60 pu incluídos os trafos elevador e abaixador das 2
extremidades.
A reatância síncrona do gerador é 0,90 pu. Todas as resistências podem ser desprezadas
e as reatâncias estão expressas em pu tomando-se os nominais do gerador como base. A
tensão da barra infinita é 1,0 pu.
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a) A potencia de saída e a excitação de gerador, são tais que ele fornece corrente nominal com
fator de potência unitário nos seus terminais no estado estacionado.
Determine as voltagens nos terminais do gerador e de excitação, a potência de saída e a
potência reativa remetida a barra infinita.
b) A máquina motriz é agora afastada tal que não ocorra transferência de potência entre
o gerador e a barra infinita. A corrente do campo do gerador é afastado num valor que resulta
numa remessa de 0,50 pu de potência reativa imagina a barra dessas condições, calcule as
voltagens no terminal do gerador e de excitação.
c) O sistema é agora levado a operar nas condições descritas no item (a) uma das duas
linhas de transmissão e destinado pela ação dos disjuntores nos terminais. A corrente de
excitação do gerador é mantida constante. O gerador se manterá em sincronismo?
Após comparar a potência que se deseja transferir com a máxima nestas condições, dê uma
opinião sobre a adequacidade do sistema de transmissão. Calcule, nestas condições Ia, Ia, fp
nos terminais do gerador.

Exercício – 08
Um gerador síncrono de 50 KVA, cós=0,8, 480V (Y), 60Hz, 6 pólos tem reatância síncrono
de 1,0 /fase. O gerador esta acoplado a uma turbina a vapor capaz de suprir até 45KW. As
perdas mecânicas do gerador somam 1,5KW e as perdas no ferro somam 4,0KW.
a) Desenhe o diagrama de capacidades desse gerador, incluindo o limite da máquina
motriz.
b) Pode esse gerador suprir uma corrente de linha de 56
A
com fator de potência 0,7
indutivo? Porque sim ou não ?
c) Qual é a máxima potência reativa que esse gerador pode produzir?
d) Se o gerador supre 30KW de potência ativa, qual é a máxima potência reativa que ele
pode suprir simultaneamente ?

Exercício – 09
A barra infinita da figura opera em 480V a carga 1 e um motor de indução consumindo
100Kw com fp 0,78. A carga 2 é um motor de indução consumindo 200Kw com fp 0,80. A
carga 3 é um motor síncrono consumindo 150Kw.
a) Se o motor síncrono é ajustado para operar com fp 0,85 indutivo, qual é a corrente na
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linha do sistema de transmissão ?
b) Se o motor síncrono é ajustado para operar com fp 0,85 capacitivo, qual é a corrente
na linha de transmissão ?
c) Compare as perdas na linha de transmissão nos casos (a) e (b).

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2.2 - DESCRIÇÃO FÍSICA 2.2.1 - ESTATOR O estator da máquina síncrona é muito semelhante ao de um motor de indução. É cilíndrico, vazado, maciço ou composto de chapas laminadas (aço silício) dotadas de ranhuras axiais onde é alojado o enrolamento do estator. As chapas possuem características magnéticas de alta permeabilidade, criando um caminho magnético de baixa relutância para o fluxo, diminuindo assim o fluxo disperso e concentrando o campo no entreferro. As chapas são em geral tratadas termicamente a fim de reduzir o valor das perdas específicas por correntes induzidas. O enrolamento do estator pode ser tanto monofásico como trifásico. Em geral as máquinas síncronas são trifásicas, sendo que geradores monofásicos são mais utilizados em pequenas potências, ou quando não existe uma rede trifásica disponível, como em áreas rurais. Quando construídos para baixa tensão as bobinas do estator são formadas de fios com seção circular e esmaltados; as ranhuras do estator são neste caso do tipo semiabertas. Ver Fig. 2.1

Fig. 2.1- Ranhuras do enrolamento de baixa tensão No caso de enrolamentos de alta tensão os condutores são de seção retangular e as bobinas recebem uma camada extra de isolação com material a base de mica, sendo que as ranhuras são do tipo aberta. Ver Fig. 2.2

Fig. 2.2- Ranhuras do enrolamento de alta tensão A conexão dos enrolamentos segue o mesmo padrão que para as máquinas de indução, havendo máquinas com enrolamentos para ligação série-paralela, estrêla-triângulo e máquinas com tripla tensão nominal.
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2.2.2 - ROTOR O rotor é também formado de chapas laminadas justapostas que em geral são do mesmo material que o estator (aço-silício). Do ponto de vista construtivo existem dois tipos básicos de rotores: rotores contento pólos salientes e rotores contendo pólos lisos. Esta diferenciação conduz a modelos equivalentes diferentes, mas não altera em nada o princípio de funcionamento, que permanece idêntico para ambos. 2.2.2.1 - ROTOR DE POLOS SALIENTES O rotor de pólos salientes é em geral empregado em máquinas que operam em baixa velocidade, que é o caso típico das hidroelétricas brasileiras. Este rotor é formado por uma coroa cilíndrica de aço silício, presa ao eixo através de uma treliça de aço (aranha). Nessa coroa são montados os pólos salientes. Cada pólo tem um núcleo, uma bobina em volta do núcleo e uma sapata polar. O formato da sapata polar tem um desenho adequado para se produzir um a distribuição espacial senoidal de fluxo a partir de uma corrente continua na bobina. Estes apresentam uma descontinuidade no entreferro ao longo da periferia do núcleo de ferro (sapata polar), na qual surgem as chamadas regiões interpolares onde o entreferro é muito grande, tornando visível a saliência dos pólos. A Fig. 2.3 mostra uma máquina síncrona com rotor de pólos salientes.

Fig. 2.3- Representação esquemática da máquina síncrona de pólos salientes

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Os geradores em pólos saliente são em geral empregados com número de pólos igual ou superior que 4. A escolha do número de pólos é ditado pela rotação mais apropriada para máquina primária. Turbinas hidráulicas, por exemplo, trabalham com baixa rotação, sendo por isso necessário geradores com alto número de pólos. A velocidade de rotação da turbina hidráulica varia em função da pressão hidráulica existente e em função da altura da queda d´água, sendo que ela se situa entre 50 a 600 rpm. Além disso, a velocidade também varia em função do tipo da turbina (Francis, Kaplan, Pelton, etc...). Este tipo de gerador em geral é construído com eixo vertical, possuindo grande diâmetro e pequeno comprimento axial; esta relação entre comprimento e diâmetro é ditada pela baixa rotação a que estão sujeitos (alto número de pólos). 2.2.2.2 - ROTOR CILINDRICO OU ROTOR LISO Os rotores de pólos lisos são em geral empregados em máquinas que operam em alta velocidade, que é o caso típico das usinas termelétricas, onde o número de pólos é 2 ou 4. Este emprego provém do fato que rotores com pólos lisos são mais robustos sendo assim mais aptos a trabalharem em altas rotações (3600 e 1800 rpm). A Fig. 2.4 mostra uma máquina síncrona com rotor de pólos lisos.

Fig. 2.4 - Representação esquemática da máquina síncrona de pólos lisos Nestes rotores, o entreferro é constante ao longo de toda a periferia no núcleo de ferro. O enrolamento de campo é distribuído uniformemente em ranhuras, as quais em geral cobrem apenas uma parte da superfície do rotor. Além do enrolamento de campo, esse pode conter também um enrolamento semelhante ao do rotor da máquina de indução em gaiola. Este

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enrolamento é chamado de enrolamento amortecedor e é alojado em ranhuras semi-abertas e de formato redondo sobre a superfície do rotor. Conforme o nome sugere, ele serve para amortecer oscilações que ocorrem em condições transitórias, como por exemplo uma retirada brusca de carga, alterações súbitas de tensão, variações de velocidade, etc.... Ele confere, assim, uma maior estabilidade à máquina. Neste enrolamento só é induzida tensão quando ocorrem fenômenos transitórios na máquina, em condições normais e em regime permanente não há nem tensão nem corrente induzida neste enrolamento; as suas dimensões são, portanto reduzidas em relação ao enrolamento do estator e do rotor. No caso de motores síncronos ele pode também funcionar como dispositivo arranque, funcionando da mesma forma que o enrolamento em gaiola de esquilo dos motores de indução. O enrolamento neste caso se chama enrolamento de partida e a partida do motor é chamada de partida assíncrona; neste caso o motor não possui, via de regra, carga no eixo durante a partida. Devido ao fato de não haver em regime permanente variações de fluxo em relação ao rotor, este pode também ser construído de um material sólido, ao invés de lâminas. Assim, em algumas máquinas todo o ou parte do rotor é construído de material sólido, a fim de aumentar a rigidez mecânica. Neste caso, a própria superfície do rotor funciona como enrolamento amortecedor, sendo desnecessário um enrolamento amortecedor inserido em ranhuras. Independente da forma construtiva, os pólos são alimentados com corrente contínua e criam o campo principal que induz tensão na armadura. A alimentação do enrolamento de excitação pode ser feita através de um conjunto de anéis-escovas montado no eixo da máquina. Este tipo de aplicação é empregado nas máquinas de pequeno e médio porte. As máquinas de grande porte, utiliza sistemas de excitação sem escovas, chamado de sistema de excitação brushless. Neste caso a excitação é fornecida por meio de excitatrizes auxiliares montadas no eixo da máquina e de dispositivos a base de semicondutores. 2.2.3 - CONJUNTO DE ESCOVAS E ANÉIS Têm por função conectar a fonte de corrente contínua com os pólos do rotor. Tratandose de componentes que se desgastam e que podem produzir faíscas e interferência eletromagnética, em geral se empregam geradores com excitação sem escovas, denominados geradores brushless.

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2.MÁQUINA SÍNCRONA ELEMENTAR Uma máquina síncrona muito simplificada é ilustrada pela Fig. Os condutores que formam esses lados da bobina são paralelos ao eixo da máquina e estão ligados em série por ligações não ao mostradas na figura. Domingues . 2. 2.5. é indicado em corte pelos dois lados da bobina -a e a. Questões construtivas determinam a orientação dos dois enrolamentos. e o enrolamento de excitação (enrolamento de campo) no rotor.4 . 2. Num gerador.Gerador síncrono elementar Normalmente o enrolamento de armadura (enrolamento de estator) de uma máquina síncrona encontra-se no estator. impulsionado por uma fonte de potência mecânica (máquina primária) ligada ao seu eixo. A distribuição radial da densidade de fluxo B no entreferro é ilustrada na Fig.6-a como função do ângulo ao longo do contorno do entre-ferro. Neste caso. no contorno interno do estator da Fig. Fig. de baixa potência. no rotor. É vantajoso ter o enrolamento de campo. Os caminhos de fluxo são mostrados na Fig. colocados diametralmente em ranhuras.5. o enrolamento de armadura consiste numa única bobina de N espiras.MÁQUINAS SÍNCRONAS 6 2.5. 2.2. O enrolamento de campo do rotor é excitado por corrente contínua conduzida até ele por escovas de carbono que deslizam em anéis coletores.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . através das linhas tracejadas. Elenilton T. o rotor roda a uma velocidade constante.5.

Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . esta é a razão para ser designada de maquina síncrona. 2. Um grande número de maquinas síncronas tem mais de dois pólos.MÁQUINAS SÍNCRONAS 7 Fig.7 mostra um alternador elementar monofásico de quatro pólos.7. A tensão na bobina tem um ciclo completo de valores para cada rotação da máquina de dois pólos.Gerador síncrono elementar de quatro pólos Elenilton T.6 -a) Distribuição espacial do fluxo no entre-ferro.6-b) é uma função com a mesma forma de onda da distribuição espacial de B. uma máquina síncrona de dois pólos deve girar a 3600 rotações por minuto (rpm) para produzir uma tensão senoidal de freqüência 60Hz. A sua freqüência em ciclos/segundo (Hz) é igual a velocidade do rotor em rotações por segundo. Como um exemplo específico. A tensão resultante (Fig. 2. Assim. Com a rotação do rotor. a Fig. 2. a onda do fluxo varre os dois lados da bobina. Fig. b) tensão induzida A densidade de fluxo de máquinas reais pode ser feita aproximadamente igual a uma distribuição senoidal pelo ajuste apropriado da forma das sapatas polares. 2. Domingues .

correspondendo. Fig.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . θ m é o ângulo em unidades mecânicas e p é numero de pólos. são repetições das associadas àquele. pois a 2π radianos elétricos ou 360° elétricos. portanto o dobro da velocidade mecânica em rotações por segundo (Fig. 2. Domingues .Distribuição espacial do fluxo no entre-ferro para um gerador síncrono de quatro pólos.8. magnéticas e mecânicas. 2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 8 As bobinas de campo estão ligadas de forma a que os pólos sejam alternadamente Norte-Sul. Um par de pólos numa máquina com P pólos corresponde a um período da onda de fluxo. A freqüência da tensão é portanto: f = ω× p 120 P θm 2 “ ω” é velocidade em rpm.8). A freqüência f em hertz (Hz) é. Por esta razão é conveniente expressar os ângulos em graus elétricos ou radianos elétricos. assim como a tensão. associadas a cada um dos outros pares de pólos. Quando uma máquina tem mais de dois pólos é conveniente concentrar a atenção num único par de pólos e reconhecer que as condições elétricas. de onde: θe = Ou θe = p × θ m Onde θ e é o ângulo em unidades elétricas. “f” é a freqüência em Hz e “p” é o número de pólos. Elenilton T. O fluxo tem agora dois ciclos completos por rotação do rotor.

Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . O símbolo L é usado para indicar um valor constante de indutância. Para analisar a máquina síncrona operando como gerador basta inverter o sentido da corrente.ANALISE DA MÁQUINA SÍNCRONA Vamos adotar a convenção de motor. Domingues . Vamos admitir o motor operando no estado estacionário (alimentado por um sistema trifásico balanceado de correntes. 2. com excitação constante e com carga fixa acoplada a seu eixo).1) dλ é o fluxo total concatenado pelo circuito (produzido pelas 4 correntes). 2.9.Circuitos R-L magneticamente acoplados O símbolo l é usado para indicar uma indutância que é uma função do ângulo elétrico.MÁQUINAS SÍNCRONAS 9 2.9 . Para cada um desses 4 circuito temos que: v = ri+pλ Onde p λ = (2.1 . Fig. dt Elenilton T. Nestas condições o motor síncrono é basicamente formado por 4 circuitos R-L magneticamente acoplados. assim como mostra a Fig.

1.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .1 .1.MÁQUINAS SÍNCRONAS 10 Temos então: va v  b   vc  vf  = ra i a + pλ a = rb i b + pλ b = rc i c + pλ c = rf i f + pλ f (2.10 mostra uma. 2.10 .2) Os fluxos podem ser escritos em função das indutâncias e das correntes da máquina:  λ a = l aa i a + l ab i b λ = l i + l i  b ba a bb b  λ c = l ca i a + l cb i b   λ f = l fa i a + l fb i b  + l ac i c + l af i f + l bc i c + l bf i f + l cci c + l cf i f + l fc i c + l ff i f (2.1 . Fig.INDUTÂNCIA PROPIA DO ROTOR ( l ff ) A Fig.1. em seção transversal uma representação esquemática para uma máquina de dois pólos.Representação esquemática para uma máquina de dois pólos Elenilton T.3) 2.NATUREZA DAS INDUTÂNCIAS NA MAQUINA SÍNCRONA (MS) 2. 2. Domingues .

vamos determinar o fluxo λ a concatenado pelo enrolamento da fase “a” nestas condições: Para α=0. ela é constante. ou de um circuito elétrico. quando todas os demais enrolamentos da máquina estão sem corrente ( i a = i b = i c = 0 ). é chamada indutância.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .1. Para α=90°. Domingues . 2. novamente. l bf e l cf ) Supondo que i a = i b = i c = 0 e i f ≠ 0 .11). fluxo nulo. Para α=270° concatena.Relutância do núcleo da bobina 2.2 . Para α=180° enrolamento da fase “a” concatena novamente fluxo máximo. ou circuito elétrico. porém com sentido oposto ao do eixo direto. se opor à variação de corrente através dessa bobina. N 2 µAN 2 L= = ℜ ι Onde: N – Número de voltas da bobina ℜ . Elenilton T.1.MÁQUINAS SÍNCRONAS 11 A indutância própria do rotor é a relação entre o fluxo concatenado pelo enrolamento de campo montado no rotor e a corrente nesse enrolamento.12).4) A propriedade de uma bobina. Isto é. Devido ao fato do estator ser cilíndrico a indutância própria do rotor não depende da posição α do rotor. o enrolamento da fase “a” concatena fluxo nulo (ver Fig. o enrolamento da fase “a” concatena fluxo máximo no sentido do eixo direto (ver Fig. Então: l ff = L ff (2. A unidade no SI é Henry (H).INDUTÂNCIA MUTUA ROTOR – ESTATOR ( l af . 2.

Domingues .6) (2.Eixo direto do rotor alinhado com o eixo de referência (α=0°) Elenilton T.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .7) (2. 2. então temos (2.11 .MÁQUINAS SÍNCRONAS 12 Então: l af = L af cos α Da mesma forma tem-se: l bf = L bf cos (α − 120°) l cf = L cf cos (α − 240°) = L cf cos (α + 120°) Sendo que: L af = L bf = L cf .5)  l af = L af cos α  l bf = L af cos (α − 120°) l = L cos (α + 120°) af  cf (2.8) Fig.

13. 2.INDUTÂNCIA PROPRIA ESTATOR ( l aa . Fig.3 . 2. Ver Fig. Domingues .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . e nestas condições vamos determinar o fluxo λ a concatenado na fase “a”. 2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 13 Fig. l bb e l cc ) Vamos supor que i f = i b = i c = 0 e i a ≠ 0 .1.1.13 .12 .Máquina síncrona com corrente apenas na fase “a” Elenilton T.Eixo direto do rotor a 90° do eixo de referência (α=90°) 2.

que é desenvolvido por uma bobina depende da corrente I e do número de espiras N.MÁQUINAS SÍNCRONAS 14 O enrolamento da fase “a” do estator esta fixado no estator. A vantagem que temos nessa decomposição é que cada uma dessas duas componentes produz fluxos magnéticos que não dependem da posição do rotor. Sua unidade é o ampère-espira (Ae).9) Força magnetomotriz : ℑ = N I O valor do fluxo.m) ℑa = N a i a sempre alinhada com o eixo da fase “a”. Então temos: Fig. Elenilton T. logo produz uma força magnetomotriz (f.Decomposição da força magnetomotriz ( ℑa ) Temos: ℑda = ℑa cos α   ℑqa = ℑa cos(α + 90°) = −ℑa sen α (2. λ.m).m. pois os eixos imaginários “d” e “q” giram com o rotor.14 . Força magnetomotriz é a força que causa o fluxo estabelecido. Podemos então associar uma permeância (inverso da relutância) á região do entreferro (sob a sapata polar) na posição do eixo direto ( Ρgd ) e outra permeância a região do entreferro na posição do eixo em quadratura ( Ρgq ). 2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Vamos decompor ℑa em duas componentes ortogonais. O produto de I por N é descrito pelo termo Força Magnetomotriz (f. Domingues .m. uma alinhada com o eixo direto (d) e outra alinhada com o eixo em quadratura (q).

Domingues .11) (2.10) O fluxo no entreferro na posição do eixo da fase “a” devido a corrente da fase “a” Φ gaa vale então: Fig.13) (2. então: Φ gda = Pgd ℑda = Pgd N a i a cos α   Φ gqa = Pgq ℑqa = − Pgq N a i a sen α (2.Φ gqa sen α (2.14) (2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 15 Os fluxos magnéticos no entreferro nas posições dos eixos “d” e “q” devido a corrente na fase “a” valem.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .15 .12) Elenilton T. 2.senα temos: Φ gda × [ cos α ] = Φ gaa cos α × [ cos α ]  Φ gqa × [ senα ] = −Φ gaa sen α × [ .Decomposição da fluxo magnético ( Φ gaa ) Φ gda = Φ gaa cos α  Φ gqa = Φ gaa cos(α + 90°) = −Φ gaa sen α Multiplicando-se Φ gda por cos α e Φ gqa por .senα ] Somando as duas equações obtemos: Φ gaa = Φ gda cos α − Φ gqa sen α Logo temos que: Φ gaa = Φ gda cos α .

[-Pgq N a i a sen α] sen α Logo: Φ gaa = N a i a [Pgd cos 2 α + Pgq sen 2 α] 1 − cos 2α 2 1 + cos 2α 2 (2.15) Temos que: sen 2 α = e cos 2 α = Substituindo na eq.MÁQUINAS SÍNCRONAS 16 Substituindo os valores de Φ gda e Φ gqa da eq.(2.21) Formulas de ângulo duplo: sen 2α = 2 sen α cos α 2 tgα tg 2α = 1 − tg 2 α cos 2α = cos 2 α − sen 2 α cos 2α = 1 − 2 sen 2 α cos 2α = 2 cos 2 α − 1 Elenilton T.18) (2.16) (2.17) (2. Domingues .(2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .20) (2.10) temos: Φ gaa = [Pgd N a i a cos α] cos α .16) fica:   1 + cos 2α   1 − cos 2α  Φ gaa = N a i a Pgd   + Pgq   2 2       Pgd + Pgd cos 2α + Pgq − Pgq cos 2α  Φ gaa = N a i a   2    Pgd + Pgq + Pgd cos 2α − Pgq cos 2α  Φ gaa = N a i a   2   Finalmente:   Pgd + Pgq  Pgd − Pgq   cos 2α  Φ gaa = N a i a  +   2 2     Cada uma das N a concatenam o fluxo Φ gaa . Logo: N a Φ gaa ia   Pgd − Pgq  2  Pgd + Pgq  cos 2α  = Na  +   2 2     (2.19) l gaa = (2.

25) (2. Vamos considerar este fluxo introduzindo uma parcela na expressão (2. fechando-se em torno dos condutores da fase “a” principalmente nas testas das bobinas.22) Para se chegar a indutância l gaa deve-se ainda considerar o fluxo de dispersão da fase “a” do estator. então temos: l aa = L al + L go + L g 2 cos 2α   l bb = L al + L go + L g 2 cos(2α + 120°)  l = L + L + L cos(2α − 120°) al go g2  cc (2.22). Temos: l bb = L bl + L go + L g 2 cos(2α + 120°) l cc = L cl + L go + L g 2 cos(2α − 120°) Sendo que: L al = L bl = L cl .27) Elenilton T. Então: l aa = l gaa + L al Onde: L al → devido a dispersão (Leakage). respectivamente.26) (2. Assim temos: l aa = L al + L go + L g 2 cos 2α (2. Domingues .23) Para as fases “b” e “c” basta substituir α por (α-120°) e (α+120°).MÁQUINAS SÍNCRONAS 17 Chamando: 2 Na Resulta: Pgd + Pgq 2 = L go e Na 2 Pgd − Pgq 2 = L g2 l gaa = L go + L g 2 cos 2α (2.24) (2. que é um fluxo produzido pela corrente→ i a e que não atravessa o entreferro.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .

Representação do fluxos Φ gda e Φ gqa Então o fluxo no entreferro na posição do enrolamento “b” vale então: Φ gba = Φ gda cos(120° − α) + Φ gqa sen(120° − α − 90) Ou: Φ gba = Φ gda cos(α − 120°) .28) (2.Φ gqa sen(α − 120°) Mas:  Φ gda = Pgd N a i a cos α  Φ gqa = − Pgq N a i a sen α (2. l ac .31) Elenilton T. 2.1.MÁQUINAS SÍNCRONAS 18 2. Fig. l cb e l bc ) Supondo i f = i b = i c = 0 e i a ≠ 0 . 2. l ba .16 . Domingues .16.29) (2. Ver Fig.30) (2.4 . l ca .1. vamos calcular o fluxo λ b concatenado na fase “b” nestas condições.Φ gqa sen(α − 120° + 90) Ou: Φ gba = Φ gda cos(α − 120°) .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . A corrente i a produz os fluxos Φ gda e Φ gqa já conhecidos.INDUTÂNCIA MÚTUA ESTATOR – ESTATOR ( l ab .

Domingues .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .32) (2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 19 Então: Φ gba = [Pgd N a i a cos α] cos(α − 120°) .5 +  (2α − 120°) 2 2       1 [sen(α + β) + sen(α − β)] 2 1 cos α senβ = [sen(α + β) − sen(α − β)] 2 1 cos α cos β = [cos(α + β) + cos(α − β)] 2 1 sen α senβ = [cos(α − β) − cos(α + β)] 2 (2.33) Temos que: Logo:  1 1  Φ gba = N a i a Pgd  cos(2α − 120°) + cos(120°) + 2   2 1  1 + Pgq  cos(120°) − cos(2α − 120°)  2  2  Pgd cos(2α − 120°) − 0.37) sen α cos β = Formulas de produto: Elenilton T.5 Pgd − 0.35) (2.5 +  (2α − 120°) 2 2       O fluxo concatenado pela Na=Nb espiras da fase “b” vale:    Pgd + Pgq   Pgd − Pgq  2 λ gba = N a Φ gba = N a i a − 0.5 Pgq − Pgq cos(2α − 120°)  Φ gba = N a i a  +  2 2      Pgd + Pgq   Pgd − Pgq  Φ gba = N a i a − 0.[-Pgq N a i a sen α] sen(α − 120°) Φ gba = N a i a [Pgd cos α cos(α − 120°)] + [Pgq sen α sen(α − 120°)] 1  cos α cos β = 2 [cos(α + β) + cos(α − β)]  1  sen α senβ = [cos(α − β) − cos(α + β)] 2  (2.36) (2.34) (2.

5 N a  + N a  cos(cos 2α − 120°) 2 2       l gba = (2.5L go + L g 2 cos(2α − 120°) (2.44) Elenilton T.40) (2.5L go + L g 2 cos(2α + 120°) l bc = l cb = −0.39) É desprezível a parcela do fluxo de dispersão da fase “a” que concatena as fases “b” e “c” devido ao deslocamento de 120° elétricos.42) (2.5L go + L g 2 cos(2α − 120°)   l ac = l ca = −0.41) (2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 20 Logo: λ gba ia    2 Pgd + Pgq   2 Pgd − Pgq  = − 0.5L go + L g 2 cos(2α − 120°) Da mesma forma obtém: l ac = l ca = −0. Então: l ba = l gba Portanto: l ba = l ab = −0.5L go + L g 2 cos(2α + 120°) l = l = −0.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Domingues .5L go + L g 2 cos 2α) Finalmente:  l ab = l ba = −0.43) (2.5L + L cos(2α) cb go g2  bc (2.38) Chamando: 2 Na Pgd + Pgq 2 = L go e Na 2 Pgd − Pgq 2 = L g2 Ou: l gba = −0.

no entanto.Próprias do rotor: {l ff = L ff 2 . Domingues . seguido porque ele resulta num trabalho algébrico muito grande.Mutuas do estator:  l ab = l ba = −0. levando esses fluxos na expressão (2. Este caminho não é.3) e.MÁQUINAS SÍNCRONAS 21 RESUMO DAS INDUTÂNCIAS: 1 . Elenilton T.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . em seguida.5L + L cos(2α) cb go g2  bc Podemos estabelecer as relações tensão corrente na máquina síncrona levando as indutâncias nas expressões (2.5L go + L g 2 cos(2α + 120°) l = l = −0.5L go + L g 2 cos(2α − 120°)   l ac = l ca = −0. Seguiremos um curto caminho fazendo as chamadas Transformadas de Park ou Transformada dqo.Mutuas do rotor:  l af = L af cos α  l bf = L af cos (α − 120°) l = L cos (α + 120°) af  cf 3 .2).Próprias do estator: l aa = L al + L go + L g 2 cos 2α   l bb = L al + L go + L g 2 cos(2α + 120°)  l = L + L + L cos(2α − 120°) al go g2  cc 4 .

Park imaginou substituir os 3 enrolamentos de fase reais da máquina por 2 enrolamentos fictícios. A partir dessa observação. Essa transformação matemática resulta numa grande simplificação das equações da máquina. Os eixos d e q estão fixados no rotor da máquina.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Vamos decompor ℑa . ℑb e ℑc cada uma em duas componentes ortogonais alinhadas com os eixos d e q.m. Nessas condições eles produzem o campo girante.2 . Domingues . que viaja ao longo do entreferro com velocidade ω (rad/seg). mas um campo magnético estático pode ser produzido por uma ou mais correntes continuas. b e c no estator.TRANSFORMADAS DE PARK (DQO) Na máquina síncrona real temos 3 enrolamentos de fase a.MÁQUINAS SÍNCRONAS 22 2. logo giram com a mesma velocidade ω (rad/seg) do rotor da máquina. Sendo que estes enrolamentos estão deslocados de 120° elétricos um dos outros no espaço e conduzem correntes que estão deslocadas 120° elétricos no tempo. já que não há velocidade relativa entre esse observador e o campo girante. Logo teremos: Elenilton T. Para um observador colocado no rotor da máquina o campo girante aparece estático.m. Esses enrolamentos fictícios conduziram correntes continuas e girariam solidários ao rotor. O campo girante é uma distribuição senoidal de f. um no eixo direto e outro no eixo de em quadratura.

48) temos: 2 Naid 3 2 Naiq 3 ℑd = (2.(2.(2.47) e a eq.MÁQUINAS SÍNCRONAS 23 ℑd = ℑa cos α + ℑb cos(α − 120°) + ℑc cos(α + 120°) Ou ℑd = N a {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} ℑq = ℑa cos(α + 90°) + ℑb cos(120° − α − 90°) + ℑc cos(120° + α + 90°) Ou ℑq = N a {− i a sen α .47) (2. Levando a eq.i b sen(α − 120°) − i c sen(α + 120°)} (2.i b sen(α − 120°) − i c sen(α + 120°)} (2.(2.50) na eq. teremos i o = 0 quando a máquina opera com correntes balanceadas.49) (2.52) Define-se ainda a corrente i o dada pela expressão: 1 {i a + i b + i c } 3 io = (2. De fato.48) Definem-se as correntes id e iq como segue: id = 2 iq = 2 3 3 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} {− i a sen α .46) (2.(2. Como id e iq produzem o fluxo magnético resultante no entreferro da máquina a corrente i o não deve produzir fluxo.45) (2.51) ℑq = (2.53) Onde a parcela 1/3 é um fator de escala conveniente. Domingues .50) Onde a parcela 2/3 é um fator de escala conveniente. Elenilton T.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .49) na eq.

‘b’ e ‘c’ podem ser escritas paras as tensões e os fluxos.MÁQUINAS SÍNCRONAS 24 Desta forma teremos as seguintes relações entre as correntes dqo e as variáveis ‘a’. cos(α − 120°) cos(α + 120°)   v a  vd   cos α 2  v  = − sen α − sen(α − 120°) − sen(α + 120°) ×  v   q 3    b vo    1/ 2  vc  1/ 2 1/ 2      cos(α − 120°) cos(α + 120°)  λ a  λ d   cos α 2 λ  = − sen α − sen(α − 120°) − sen(α + 120°) × λ   q 3    b λ o   1/ 2  λ c  1/ 2 1/ 2       As relações inversas são as seguintes: cos α 1 i d  − sen α i a   i  = cos(α − 120°) − sen(α − 120°) 1 × i    q  b        i c  cos(α + 120°) − sen(α + 120°) 1 i o  cos α 1  v d  − sen α va    v  = cos(α − 120°) − sen(α − 120°) 1 ×  v    q  b   v c  cos(α + 120°) − sen(α + 120°) 1  v o        cos α 1 λ d  − sen α λ a   λ  = cos(α − 120°) − sen(α − 120°) 1 × λ    q  b   λ c  cos(α + 120°) − sen(α + 120°) 1 λ o        (2.58) (2.55) (2. Domingues .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . ‘b’ e ‘c’: cos(α − 120°) cos(α + 120°)  i a  i d   cos α i  = 2 − sen α − sen(α − 120°) − sen(α + 120°) × i   q 3    b i o   1/ 2  i c  1/ 2 1/ 2       (2.54) As mesmas relações entre as correntes dqo e as variáveis ‘a’.57) (2.56) (2.59) Elenilton T.

5L go + L g 2 cos(2α − 120°) i b + go 3 {λ a cos α + λ b cos(α − 120°) + λ c cos(α + 120°)} (2.5L go + L g 2 cos(2α + 120°) i a + − 0.64) [ + [− 0.60) (2.5L go + L g 2 cos(2α ) i b + al [ + [L + L go + L g 2 ] [ cos(2α − 120°)]i + [L c af cos (α + 120°)] i f ] Elenilton T.5L + L g 2 cos(2α + 120°) i c + [L af cos α ] i f ] [ ] ] λ b = − 0.5L [ + [− 0.5L go + L g 2 cos(2α − 120°)   l ac = l ca = −0.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .2.62) (2.5L go + L g 2 cos(2α + 120°) l = l = −0.MÁQUINAS SÍNCRONAS 25 2.61) (2. Domingues .63) (2.1 .5L + L cos(2α) cb go g2  bc Então teremos: λ a = L al + L go + L g 2 cos 2α i a + − 0.EXPRESSÕES DOS FLUXOS NAS VARIÁVEIS DQO Da matriz de transformação ABC → DQO temos: λd = 2 Mas:  λ a = l aa i a + l ab i b + l ac i c + l af i f  λ b = l ba i a + l bb i b + l bc i c + l bf i f λ = l i + l i + l i + l i ca a cb b cc c cf f  c E:  l af = L af cos α  l bf = L af cos (α − 120°) l = L cos (α + 120°) af  cf l aa = L al + L go + L g 2 cos 2α   l bb = L al + L go + L g 2 cos(2α + 120°)  l = L + L + L cos(2α − 120°) al go g2  cc  l ab = l ba = −0.5L go + L g 2 cos(2α − 120°) i a + L al + L go + L g 2 cos(2α + 120°) i b + go + L g 2 cos(2α) ]i + [L c ] af cos (α − 120°)] i f [ ] λ c = − 0.

Portanto: − 0.49)): id = 2 3 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} 3) Simplificar os elemento que contem (− 0.5 L go 2 { [i b + i c ] cos α} + { [i a + i c ] cos(α − 120°)} + {[(i a + i c ] cos(α + 120°)} 3 Sendo que: i a + i b + i c = 0 Elenilton T.(2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Portanto: 2 L [ i cos α + i cos(α − 120°) + i cos(α − 120°)] = L i b c al d 3 al a Sendo que (Ver eq.49)): id = 2 3 3 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} 2) Simplificar os elemento que contem (L go ).MÁQUINAS SÍNCRONAS 26 Portanto λ d vale: λd = 2 cos α{[ L al + L go + L g 2 cos 2α] i a + [−0. Portanto: 2 L [ i cos α + i cos(α − 120°) + i cos(α − 120°)] = L i b c go d 3 go a Sendo que (Ver eq.5L go + L g 2 cos(2α)] i c + [L af cos (α − 120°)] i f } + + cos(α + 120°){[−0. Domingues .5L go + L g 2 cos(2α + 120°] i c + [L af cos α] i f } + + cos(α − 120°){[−0.5L go + L g 2 cos(2α + 120°)] i a + [−0.(2.5L go + L g 2 cos(2α)] i b + + [L al + L go + L g 2 cos(2α − 120°)] i c + [L af cos (α + 120°)] i f } Vamos simplificar esta expressão por partes: 1) Simplificar os elemento que contem (L al ) .5L go + L g 2 cos(2α − 120°)] i a + [L al + L go + L g 2 cos(2α + 120°)] i b + + [−0.5L go + L g 2 cos(2α − 120°)] i b + + [−0.5L go ).

5 L go 2 [−i a cos α − i b cos(α − 120°) − i c cos(α + 120°)] 3 0. Logo: .5 L go i d 3 Sendo que (Ver eq.49)): id = 2 3 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} 4) Simplificar os elemento que contem (L g 2 ) . i a + i c = −i b e i a + i b = −i c .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .5 L go 2 [i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)] = 0.(2.0. Portanto: L g 2 2 [i a cos α cos 2α + i b cos α cos(2α − 120°) + i c cos α cos(2α + 120°) + 3 + i a cos(α − 120°) cos(2α − 120°) + i b cos(α − 120°) cos(2α + 120°) + i c cos(α − 120°) cos 2α + + i a cos(α + 120°) cos(2α + 120°) + i b cos(α + 120°) cos 2α + i c cos(α + 120°) cos(2α − 120°)] 1  cos α cos β = [cos(α + β) + cos(α − β)]  2 Aplicando as formulas do produto  1  sen α senβ = [cos(α − β) − cos(α + β)] 2  temos: L g 2 2 {i a 1 [cos 3α + cos α + cos(3α + 120°) + cos α + cos(3α − 120°) + cos α] + 3 2 + i b 1 [cos(3α − 120°) + cos(α − 120°) + cos 3α + cos(α − 120°) + cos(3α + 120°) + cos(α − 120°) + 2 + i c 1 [cos(3α + 120°) cos(α + 120°) + cos(3α − 120°) + cos(α + 120°) + cos 3α + cos(α + 120°)] 2 Agrupando os termos. temos: L g 2 2 {i a 1 [cos 3α + cos(3α + 120°) + cos(3α − 120°) + 3 cos α] + 3 2 1 [cos 3α + cos(3α + 120°) + cos(3α − 120°) + 3 cos(α − 120°) + + ib 2 + i c 1 [cos 3α + cos(3α + 120°) + cos(3α − 120°) + 3 cos(α + 120°)] 2 Mas como: cos 3α + cos(3α + 120°) + cos(3α − 120°) = 0 Elenilton T.MÁQUINAS SÍNCRONAS 27 Então: i b + i c = −i a . Domingues .

49) Sendo que (Ver eq. obtemos a equação do fluxo λ d da seguinte forma: λ d = L al i d + L go i d + 0.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .(2.49)): id = 2 3 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} 5) Simplificar os elemento que contem (L af ) . Domingues .(2. Portanto: L af 2 {i f [cos 2 α + cos 2 (α + 120°) + cos 2 (α − 120°) = L af 2 i f 3 = L af i f 3 2 3 Pois: cos 2 α = 1 + cos 2α 2 1 + cos(2α + 120°) 2 1 + cos(2α − 120°) 2 cos 2 (α − 120°) = cos 2 (α + 120°) = Após a simplificação.5L go i d + 3 + L g 2 i d + L af i f 2 λ d = L af i f + [ L al + 3 L go + 3 L g 2 ] i d 2 2 Elenilton T.MÁQUINAS SÍNCRONAS 28 Logo: L g 2 2 {i a 3 cos α + i b 3 cos(α − 120°) + i c 3 cos(α + 120°)} 3 2 2 2 Simplificando temos: L g 2 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} = 3 L g 2 i d 2 Sendo que: i d = 2 3 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} Ver eq.

Domingues .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .MÁQUINAS SÍNCRONAS 29 Chamando: L d = L al + 3 (L go + L g 2 ) 2 Resulta: λ d = L af i f + L d i d Da mesma forma obtêm-se: λ q = Lq iq λo = Lo io λ f = L ff i f + 3 L af i d 2 Onde: L q = L al + 3 (L go − L g 2 ) 2 L o = L al Ld → Indutância síncrona de eixo direto Lq→ Indutância síncrona de eixo em quadratura Lo→ Indutância de dispersão ou indutância síncrona de seqüência zero Elenilton T.

. pois: α = ωt dt dt Portanto: p[λ a cos α ] = −ω sen α λ a + cos α p λ a cos α p λ a = p[λ a cos α ] + ω sen α λ a Elenilton T..68) v d = ra i d + Mas: (2............... Domingues ..65) (2...... Então: vd = 2 {[ra i a + pλ a ]cos α + [ra i b + pλ b ]cos(α − 120°) + [ra i c + pλ c ]cos(α + 120°)} (2.....69) p[λ a cos α ] = d [λ a cos α] = λ a d [cos α] + cos α d [λ a ] dt dt dt d [cos α] = − sen α dα = −ω sen α .2 ....66) v d = ra (2...Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo ........ANALISE DAS TENSÕES NAS VARIÁVEIS DQO Da matriz de transformação ABC → DQO vem: vd = Mas:  v a = ra i a + pλ a  v b = rb i b + pλ b  v = r i + pλ c  c cc Sendo que ra = rb = rc .....2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 30 2....67) 3 2 [i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)] + 3 2 + [pλ a cos α + pλ b cos(α − 120°) + pλ c cos(α + 120°)] 3 2 [pλ a cos α + pλ b cos(α − 120°) + pλ c cos(α + 120°)] 3 2 [v a cos α + v b cos(α − 120°) + v c cos(α + 120°)] 3 (2..

74) (2.73) (2.75) (2.3 .MÁQUINAS SÍNCRONAS 31 v d = ra i d + 2 {p[λ a cos α] + ω sen α λ a + p[λ b cos(α − 120°)] + 3 + ω sen(α − 120°) λ b + p[λ c cos(α + 120°)] + ω sen(α + 120°) λ c } 2 {− λ a sen α − λ b sen(α − 120°) − λ c sen(α + 120°)} + 3 2  + p [λ a cos α + λ b cos(α − 120°) + λ c cos(α + 120°)] 3  (2.70) v d = ra i d − ω (2.ANALISE DAMÁQUINA SINCRONA NO ESTADO ESTACIONÁRIO Vamos admitir a máquina síncrona operando como motor no estado estacionário (carga constante no seu eixo). As parcelas ωλ q e ωλ d são tensões de maquina (resultante do movimento dos condutores dentro de um campo magnético) 2. pλ o e pλ f são tensões de transformador (pois nos trafos as tensões induzidas nos enrolamentos são devidas as variações dos fluxos no tempo).72) As parcelas pλ d . pλ q .71) Logo: v d = ra i d + pλ d − ωλ q Da mesma forma: v q = ra i q + pλ q + ωλ d v o = ra i o + pλ o v f = rf i f + pλ f (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Domingues .76) Elenilton T. alimentada por um sistema trifásico balanceado de correntes: i a = 2 I sen (ωt + β)  i b = 2 I sen (ωt + β − 120°) i = 2 I sen (ωt + β + 120°) c (2.

83) Mas: sen α senβ = 1 [cos(α − β) − cos(α + β)] 2 Elenilton T.79) + sen[ωt + β − 120° + (ωt + 120°)] + sen[ωt + β − 120° − (ωt + 120°)]} id = 2 1 2 I {sen(2ωt + β) + sen(β) + sen(2ωt + β + 120°) + sen(β) + 3 2 + sen(2ωt + β − 120°) + sen(β)} (2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 32 A posição do rotor é dada por α = ωt .77) id = (2.78) Mas: sen α cos β = id = 1 2 2 I {sen[ωt + β + (ωt )] + sen[ωt + β − (ωt )] + 2 3 + sen[ωt + β − 120° + (ωt − 120°)] + sen[ωt + β − 120° − (ωt − 120°)] + (2. admitindo-se que d ≅ a no instante t=0. Domingues .80) i d = 2 I sen(β) Corrente Iq iq = 2 {− i a sen α − i b sen(α − 120°) − i c sen(α + 120°)} 3 2 2 I {sen(ωt + β) sen ωt + sen(ωt + β − 120°) sen(ωt − 120°) + 3 + sen(ωt + β + 120°) sen(ωt + 120°) (2.81) (2. Nestas condições teremos: Corrente Id id = 2 {i a cos α + i b cos(α − 120°) + i c cos(α + 120°)} 3 2 2 I {sen(ωt + β) cos ωt + sen(ωt + β − 120°) cos(ωt − 120°) + 3 + sen(ωt + β + 120°) cos(ωt + 120°) 1 [sen(α + β) + sen(α − β)] 2 (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .82) iq = − (2.

Se id e iq são constantes e io=0 teremos os seguintes fluxos na máquina: λ d = L af i f + L d i d λ q = Lqi q λ o = L oi o = 0 λ f = L ff i f + 3 L af i d 2 → → → → constante constante constante constante Se os fluxos são constantes as tensões se transformador são nulas. Domingues .86) Como se vê id e iq são correntes continuas.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .85) i d = − 2 I cos(β) Da mesma forma obtém: io = 0 (2. podemos ter uma dessas correntes igual a zero.87) Elenilton T.MÁQUINAS SÍNCRONAS 33 id = − 1 2 2 I {cos[ωt + β + (ωt )] + cos[ωt + β − (ωt )] + 2 3 + cos[ωt + β − 120° + (ωt − 120°)] + cos[ωt + β − 120° − (ωt − 120°)] + (2.84) + cos[ωt + β − 120° + (ωt + 120°)] + cos[ωt + β − 120° − (ωt + 120°)]} id = − 2 1 2 I {cos(2ωt + β) + cos(β) + cos(2ωt + β + 120°) + cos(β) + 3 2 + cos(2ωt + β − 120°) + cos(β)} (2. pois β é constante. Dependendo o instante em que a chave foi fechada. Então: v d = ra i d + pλ d − ωλ q = ra i d − ωλ q Mas: λ q = L q i q v d = ra i d − ωL q i q (2.

90) (2.89) (2.88) (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .91) As tensões de fase da máquina valem.94) (2. então: (a partir da matriz transformação DQO→ABC) v a = v d cos α − v q sen α + v o v a = (ra i d − X q i q ) cos ωt − (ra i q + ωL af i f + X d i d ) sen ωt Ou: v a = (ra i d − X q i q ) cos ωt + (ra i q + ωL af i f + X d i d ) cos(ωt + 90) (2.92) (2.93) Elenilton T.MÁQUINAS SÍNCRONAS 34 v q = ra i q + pλ q + ωλ d = ra i q + ωλ d Mas: λ d = L af i f + L d i d v q = ra i q + ω(L af i f + L d i d ) v o = ra i o + pλ o vo = 0 v f = rf i f + pλ f = rf i f v f = rf i f Chamando: ωLq =Xq → reatância síncrona de eixo em quadratura ωLd =Xd → reatância síncrona de eixo direto v d = ra i d − x q i q  v = r i + ωL I + x i af f d d  q aq v =0  o  v f = rf i f  (2. Domingues .

i q cos(ωt + 90°) e i d cos(ωt + 90°) são correntes alternadas. Domingues .95) Chamando:  Vd = ra I d − X q I q  Vq = ra I q + E f + X d I d Resulta: Va = Vd cos ωt + Vq cos(ωt + 90) (2.98) Elenilton T.97) Ou fasorialmente: & & & Va = Vd + jVq (2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 35 As parcelas i d cos ωt .96) (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . em valor eficaz: i i va i i ωL af i f = (ra d − X q q ) cos ωt + (ra q + + X d d ) cos(ωt + 90) 2 2 2 2 2 2 Logo: Va = (ra I d − X q I q ) cos ωt + (ra I q + E f + X d I d ) cos(ωt + 90) (2. Vamos representa-las na forma fasorial.

18 . I q . 2.Diagrama fasorial Tratando I d . v d .Diagrama fasorial do motor síncrono Elenilton T. Fig.4 .DIAGRAMA FASORIAL A seguir será traçado o diagrama fasorial com as equações obtidas anteriomente. 2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .MÁQUINAS SÍNCRONAS 36 2.17 . Vq e E f como fasores podemos redesenhar o diagrama como mostra a figura a seguir: Fig. Domingues .

101) A equação acima representa equação da tensão de fase do gerador síncrono. δ → (entre Va e E f ) é chamado de ângulo de carga da máquina. Domingues . menos as quedas de tensão na impedância do gerador. Va . • No motor a tensão E a é a força contra eletromotriz que se opõe a tensão da rede de alimentação Va . Elenilton T. A corrente de fase vale: & = & + j& Ia Id Iq Onde: cos ϕ → é o fator de potência do motor. A tensão nos terminais do gerador.MÁQUINAS SÍNCRONAS 37 Do diagrama fasorial do motor síncrono podemos escrever que: & & Va = E f + jX d & d + jX q & q + ra & a I I I (2.99) A equação acima representa equação da tensão de fase do motor síncrono. é igual a força eletromotriz E a .100) Para o gerador teremos (invertendo o sentido da corrente na equação do motor): & & E f = Va + jX d & d + jX q & q + ra & a I I I (2. • No gerador a tensão E a é a força eletromotriz. IMPORTANTE: EQUAÇÃO DA TENSÃO DA CORRENTE DE FASE DO MOTOR SÍNCRONO & & Va = E f + jX d & d + jX q & q + ra & a I I I & = & + j& I I I a d q (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .

2.Diagrama fasorial do motor síncrono Observe nos digramas que: 1. Então é a mesma expressão [E a = K Φ ω] desenvolvida no estudo da máquina de corrente continua.No motor a tensão E a esta a frente da tensão Va IMPORTANTE: EQUAÇÃO DA TENSÃO DA CORRENTE DE FASE DO GERADOR SÍNCRONO & & E f = Va + jX d & d + jX q & q + ra & a I I I & = & + j& I I I a d q Elenilton T.No motor a tensão Va esta a frente da tensão E a .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .MÁQUINAS SÍNCRONAS 38 ω L af i f   depende diretamente da corrente de campo i f e da Observe que E a E a = 2    velocidade ω da máquina. O diagrama fasorial do gerador tem o seguinte aspecto: Fig.19 . Domingues . 2.

MÁQUINAS SÍNCRONAS 39 2. Portanto temos a equação do gerador síncrono: & & E f = Va + jX d & d + jX q & q + ra & a I I I Seja O’B’ ⊥ OB por construção. I a e ϕ. Elenilton T.1 . Vamos supor o diagrama completo.1.1 .GERADOR Vamos construir o diagrama fasorial de um gerador síncrono a partir das grandezas conhecidas Va .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .4. X d . Grandezas estas que podem ser medidas nos terminais da máquina. Então A’B’ ⊥ AB e O’A’ ⊥ AO e os triângulos OAB e O’A’B’ são semelhantes.4. Domingues . X q . São conhecidas também as constantes da máquina ra .CONSTRUÇÃO DO DIAGRAMA FASORIAL 2.

103) Mas: OB = I a . Portanto: O′B′ = OB jX q I q A′B′ = Ia AB Iq (2. Domingues . I q e o restante do diagrama. Elenilton T.104) O′B′ = jI a X q Assim o fasor: OB′ = E = Va + ra I a + jX q I q Localiza-se o eixo em quadratura. A partir desse ponto determina-se I d .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .MÁQUINAS SÍNCRONAS 40 Então: O′B′ A′B′ O′A′ = = OB AB OA A′B′ AB (2.102) O′B′ = OB (2. A′B′ = jX q I q e AB = I q .

2 .MOTOR Para o caso do motor síncrono teremos: & & Va = E f + jX d & d + jX q & q + ra & a I I I Seja O’B’ ⊥ OB por construção. Domingues .1.4.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Então O’A’ ⊥ AB e A’B’ ⊥ OA e os triângulos OAB e O’A’B’ são semelhantes.MÁQUINAS SÍNCRONAS 41 2. Então: Elenilton T.

107) O′B′ = jI a X q Assim o fasor: OB′ = E = Va − ra I a .106) Mas: OB = I a . Vamos desprezar a resistencia da armadura do gerador.105) O′B′ = OB (2.jX q I q (2. A partir desse ponto determina-se I d .MÁQUINAS SÍNCRONAS 42 O′B′ O′A′ A′B′ = = OB AB OA O′A′ AB (2. Portanto: jX q I q O′A′ = Ia AB Iq O′B′ = OB (2. Então: Elenilton T.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .CARACTERISTICA POTÊNCIA – ÂNGULO NO ESTADO ESTACIONÁRIO Vamos admitir a máquina operando como gerador alimentando uma carga trifásica equilibrada constante no tempo (estado estacionário). O′A′ = jX q I q e AB = I q .108) Localiza-se o eixo em quadratura. Domingues . 2.5 . I q e o restante do diagrama.

111) (2.109) Podemos ainda escrever essa potência como: P = Va I d senδ + Va I q cosδ (2. Domingues .113) e eq.MÁQUINAS SÍNCRONAS 43 Desprezada a resistência da máquina teremos que a potência convertida (da forma mecânica para a forma elétrica) será entregue a carga.(2.(2.110) Equivalente a se projetar I a e Va sobre os eixos “d” e “q”. O produto das componentes de I a e Va em fase é a potência ativa. A potência ativa [Kw ou Mw] disponível nos terminais do gerador será: P = Va I a cosϕ (Kw/fase) (2.(2.110) vem:  Va senδ    cosδ  X  q    E − Va cosδ   senδ + Va P = Va  f   Xd   (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .112) Iq = Id = (2.114) na eq.115) P= Va E f V 2 cosδ V 2 senδ senδ − a senδ + a cosδ Xd Xd Xq (2.113) (2.114) Levando as eq.116) Elenilton T. sem perda. Da figura vem: Va senδ = X q I q E f − Va cosδ = X d I d Logo: Va senδ Xq E f − Va cosδ Xd (2.

Na expressão de potência temos uma parcela que depende diretamente da corrente de campo (ou corrente de excitação) I f .MÁQUINAS SÍNCRONAS 44 P=  1 Va E f 1  − senδ + Va2  senδ cosδ Xd  Xq Xd    (2. e logo é nula a potência de relutância. Então Pd > Pg e ℜ d < ℜ g e como L = N2 ωN 2 ωN 2 ωN 2 .118) Como se vê a potência desenvolvida pela máquina depende diretamente do ângulo por isso é chamado de ângulo de carga da máquina. Essa é chamada de potência de 2 excitação e o torque a ela correspondente é o torque de excitação. Na máquina de pólos salientes X d é maior que X q porque o entreferro na região do eixo direto é menor que o entreferro na região do eixo em quadratura. logo X d = X q . ωL = . A outra parcela da potência independe da excitação. Nas máquinas de rotor liso temos ℜ d = ℜ q . pois E f = ω L af I f . Domingues . ℜd ℜq ℜ ℜ Essa parcela é chamada de potência de relutância e o torque correspondente a ela é chamado de torque de relutância. mas depende da diferença entre X d e X q .117) Mas como: 1 senδ cosδ = sen 2δ 2 Temos então: Va E f Va2 X d − X q P= senδ + sen 2δ Xd 2 XqXd  1 1   Xd − Xq  −  =   Xq Xd   XqXd      e (Kw /fase) (2. Então: Va E f senδ Xd P= [máquina de rotor liso] (Kw /fase) (2.119) Elenilton T. teremos X d = ωL d = > X q = ωL q = .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .

Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Num dado instante tem-se a seguinte situação mostrada esquematicamente na figura abaixo.MÁQUINAS SÍNCRONAS 45 2. Um pequeno tempo depois teremos a seguinte nova situação: Elenilton T. distribuição estas que são estáticas (não variáveis no tempo). Vai então ocorrer uma interação campo do rotor – campo girante do estator. O campo girante é uma distribuição espacial senoidal de fluxo magnético que viaja ao longo do entreferro com velocidade síncrona de ωs = 120 f p rotações por minuto. cria-se o campo girante. de deformação e uma outra tangencial no sentido do campo girante do estator. Alimentando-se o enrolamento trifásico da armadura (montado no estator) com 3 correntes alternadas defasadas de 120° elétricos no tempo. Resulta em duas componentes de força sobre o rotor: uma radial. O motor inicia um movimento no sentido do campo girante.6 .MOTOR SÍNCRONO – PRINCIPIO DE OPERAÇÃO Vamos supor inicialmente o motor em repouso. Os pólos sul do estator repelem os pólos sul do rotor e os pólos norte do estator atraem os pólos sul do rotor e vice-versa. Alimentando o enrolamento de campo (montado no rotor) criam-se distribuições espaciais senoidais de fluxo magnético sob as sapatas polares. Domingues .

Todas essas barras axiais são interligadas nas suas extremidades do rotor formando uma gaiola cilíndrica (gaiola de esquilo– squiprel cage). o que permite ao rotor ganhar a pequena velocidade do campo girante. Quando o torque de interação campo girante – campo do rotor tiver o mesmo sentido do campo girante ocorre o chamado agarramento magnético dos pólos e o motor sincroniza. É preciso montar um método auxiliar para a partida do motor síncrono. Domingues .. Nos motores de pequeno porte e médio porte emprega-se uma gaiola de esquilo para a partida do motor. O motor síncrono parte como se fosse um motor de indução assíncrono e acelera até atingir uma velocidade ligeiramente inferior a do campo girante. o motor síncrono não tem torque de partida próprio. Como se vê o valor médio da força tangencial atuante no rotor é nula e. liga-se a armadura trifásica a uma rede trifásica. O campo girante tem velocidade ωs = 120 f p (rpm) em relação ao rotor(inicialmente em repouso) induzindo tensões nas barras da gaiola. em conseqüência. O processo de partida do motor síncrono se dá com descrito a seguir: Sem carga mecânica acoplada ao eixo do motor e com o enrolamento de campo desenergizado. etc.. Cria-se assim um campo girante do estator. Após o sincronismo o motor síncrono pode ser carregado.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .). é grande o tempo de atuação do torque motor campo girante – campo do rotor. Após o sincronismo o rotor gaiola fica eletromagneticamente neutro (não há mais velocidade relativa gaiola campo girante. Neste instante energiza-se o enrolamento de campo. 2. Ranhuras paralelas ao eixo são rasgadas nas sapatas polares do rotor e dentro dessas ranhuras são alojadas barraras condutoras. normalmente de latão. nela aparece corrente elétrica e força magnética (as barras da gaiola estão com corrente dentro do campo magnético girante). sendo pequena a velocidade relativa rotor campo girante. Como a gaiola é curtocircuitada nas duas extremidades. A máquina motriz deve girar o rotor do gerador numa Elenilton T. turbina a vapor. logo não há tensão induzida e corrente na gaiola.MÁQUINAS SÍNCRONAS 46 Nesta nova situação a componente tangencial da força sobre o rotor tem sentido oposto ao do campo girante.GERADOR SÍNCRONO – PRINCIPIO DE OPERAÇÃO O gerador deve estar mecanicamente acoplado a uma máquina motriz (turbina hidráulica. O agarramento magnético ocorre porque. isto é.7 . ele passa a girar com a mesma velocidade do campo girante.

m. mas são nulas as correntes na armadura. Essa corrente continua produz uma distribuição espacial senoidal de fluxo magnético estático em relação ao próprio rotor. Elenilton T. a qual passa sucessivamente pelos condutores das fases ‘a’. as 3 tensões induzidas resultam com defasamento de120° elétricos. na qual existem tensões nos terminais do gerador.m. onde ‘p’ é o número de pólos do gerador e ‘f’ é a freqüência nominal do gerador. Estas correntes estão defasadas de 120° elétricos. Para manter o rotor em movimento. Tensões são induzidas nesses enrolamentos devido ao movimento relativo condutor-campo girante magnético. Domingues . ele arrasa essa distribuição espacial senoidal de fluxo. Devido ao deslocamento espacial dos 3 enrolamentos da armadura. Esse campo girante interage magneticamente com o campo magnético produzido pela corrente no enrolamento do rotor no sentido de frear o rotor. Quando o rotor gira. a maquina motriz deve produzir um torque motriz oposto ao torque eletromecânico. Esta é a chamada condição de gerador em vazio. ‘b’ e ‘c’ do estator.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Energiza-se então o enrolamento de campo do gerador com uma corrente continua.MÁQUINAS SÍNCRONAS 47 velocidade constante ωs = 120 f p rpm. montadas com deslocamento espacial de 120° elétricos. que viaja ao longo do entreferro do gerador). É um torque eletromagnético positivo. Essa é uma condição de gerador de carga. pois são produzidas por tensões defasadas de 120° elétricos. Conectando-se uma carga trifásica nos terminais do gerador haverá corrente nas 3 fases da armadura do gerador. Produz-se então um campo girante (desprezando-se as harmônicas o campo girante é uma distribuição espacial senoidal de f.

MÁQUINAS SÍNCRONAS 48 2. Consideremos um diagrama fasorial de um gerador síncrono operando com tensão terminal nominal e corrente de armadura máxima em diversos fatores de potência Então: ω L af I f . Domingues . 2 O calor gerado na armadura tem origem na perda ôhmica PCOBRE = 3 × ra × I a e depende apenas da intensidade de corrente. Então o limite da corrente de campo fixa o limite 2 Elenilton T. vale: S = 3 × va × Ia (Grandezas por fase) (2.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . não dependendo do fator de potência. Esse valor da corrente é a corrente nominal da máquina. na saída. As máquinas são hoje projetadas.120) A potência aparente nominal do gerador é a potência aparente correspondente à tensão terminal nominal e a corrente de armadura máxima: S NOMINAL = 3 × v a × Ia NOMINAL MAXIMO (2. Um desses fatores é o torque mecânico no eixo da máquina.POTÊNCIA APARENTE E FATOR DE POTÊNCIA NOMINAIS DO GERADOR SÍNCRONO Existem dois fatores que limitam a potência de um gerador síncrono.121) Para o gerador síncrono. A potência aparente do gerador. A perda de potência no enrolamento de campo vale PCOBRE = rf × I f2 . no estado estacionário. o nominal de potência é a potência aparente (KVA ou MVA) e não a potência ativa. torques muito maiores que o nominal. existe um limite de corrente para a armadura da máquina. Mas a tensão de excitação do gerador vale: E f = da tensão de excitação. O gerador síncrono tem dois enrolamentos: o da armadura (trifásico no estator) e de campo (corrente contínua.8 . Um outro fator que limita a potência é o aquecimento dos enrolamentos. tal que os eixos suportem. no rotor). Como existe uma temperatura limite para operação segura da armadura.

Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .MÁQUINAS SÍNCRONAS 49 E f = Va + j X S I a Elenilton T. Domingues .

corrente de armadura máxima e fator de potência abaixo do nominal (ponto A do diagrama).1 .8. Decompondo X S I a obtemos: AC = X S I a B C = X S I a sen ϕ AB = X S I a cos ϕ (2. Domingues . e corrente de armadura máxima.123) (2.MÁQUINAS SÍNCRONAS 50 O fator de potência nominal de gerador síncrono é aquele correspondente a tensão de excitação máxima.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo .124) Elenilton T. resulta com queima de enrolamento de campo. Operar o gerador síncrono com tensão terminal nominal. 2. O diagrama fasorial correspondente tem o seguinte aspecto: E f = Va + j X S I a Vamos agora construir um sistema de coordenadas na extremidade de Va conforme aparece na figura acima.DIAGRAMA LIMITE DE OPERAÇÃO ESTÁVEL DO GERADOR Consideremos um gerador síncrono operando com tensão terminal nominal fornecendo potência a uma carga com fator de potência indutivo. tensão terminal nominal.122) (2.

Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . O novo Xs A' C ' = 3 Va V AC = 3 a X S I a = 3 × Va × I a XS XS S = 3 × Va × I a [POTÊNCIA APARENTE DO GERADOR] B' C ' = 3 Va V B C = 3 a X S I a sen ϕ = 3 × Va × I a × sen ϕ XS XS S = 3 × Va × I a × sen ϕ [POTÊNCIA REATIVA DO GERADOR] A ' B' = 3 Va V AB = 3 a X S I a cos ϕ = 3 × Va × I a × cos ϕ XS XS S = 3 × Va × I a × cos ϕ [POTÊNCIA ATIVA DO GERADOR] Elenilton T.MÁQUINAS SÍNCRONAS 51 Vamos em seguida multiplicar todas as tensões da diagrama anterior por 3 diagrama resulta: Va 3. Domingues .

MÁQUINAS SÍNCRONAS 52 Vamos agora desenhar as curvas de capacidade da gerador.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Existe ainda um outro limite externo ao gerador que é a máxima potência que a máquina motriz pode desenvolver. Em seguida desenhamos uma circunferência de centro sobre o eixo Kvar em − 3 Va2 E V e de raio 3 f a . com centro no ponto uma circunferência de raio S = 3 × Va × I a . Desenhamos. onde E f é a máxima tensão de excitação Xs Xs correspondente a máxima corrente admissível. Domingues . A máxima corrente de armadura fixa a potência aparente do gerador. Elenilton T.

Vamos supor que.CURVAS “V” DO MOTOR SÍNCRONO Vamos analisar o comportamento de um motor síncrono quando ele opera sob tensão terminal nominal constante com carga fixa em seu eixo e variamos a sua corrente de campo. o motor esteja operando como uma carga indutiva. com a corrente atrasada em relação a tensão terminal Va . Elenilton T. com P > 0 e Q > 0 ( motor consome potência ativa e potência reativa). Domingues .9 . inicialmente.MÁQUINAS SÍNCRONAS 53 2. O diagrama fasorial mostra esta situação: Va = E f + j X S I a A potência ativa pode ser escrita como: P = Va × I a × cos ϕ Ou: P= Va E f sen ϕ XS (W/fase) (W/fase) E como Va e X S são constantes.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . teremos: I a × cos ϕ e E f × sen δ constantes para se ter P constante. Desprezaremos a resistência da armadura.

Lançando num gráfico I a × I f para P=cte obtemos uma curva com a forma de um “V”. O ponto mínimo da curva “V” corresponde ao F. I f provoca uma diminuição em I a . Quando aumentamos o valor da corrente de campo I f . Para I a < I f1 ( E f cosδ < Va ) o motor opera indutivamente e ele é dito sub excitado. unitário. Como se vê. Domingues . O fasor I a deve girar tal que Va = E f + j X S I a .MÁQUINAS SÍNCRONAS 54 A potência ativa que o motor desenvolve depende somente da carga mecânica acoplada ao seu eixo. o motor comporta-se como uma carga resistiva capacitiva. É o trabalho realizado para girar essa carga numa velocidade constante. I a × cos ϕ = cte . a extremidade do fasor deve permanecer sobre a reta “n” do diagrama. o fator de potência é unitário e a corrente I a é a mínima possível para a potência “P” desenvolvida. fornecendo potência reativa ao sistema. E f senδ = cte e a extremidade do 2   fasor E f deve permanecer sobre a linha “m” do diagrama. Para I a > I f1 ( E f cosδ > Va )o motor opera capacitivamente e ele é dito sobre excitado. aumentamos proporcionalmente  ω L af I f  a tensão de excitação E f E f =  .Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . um aumento de . Elenilton T. isto é. Aumentando mais um pouco a corrente de campo alcançamos uma situação na qual I a resulta em fase com Va . com P>0 e Q<0. e um aumento no cos ϕ para o motor síncrono operando indutivamente. como para P=cte. Para P=cte. E não é afetada por qualquer variação da corrente de campo.P. Aumentando mais um pouco a corrente de campo o motor passa a operar com a corrente de armadura adiantada em relação a tensão terminal.

MÁQUINAS SÍNCRONAS 55 EXERCICÍOS PROPOSTOS DE MÁQUINAS SÍNCRONAS Exercício . determine o torque máximo que o motor pode desenvolver. tem reatância síncrona de 4.0 e freqüência angular de 500 rad/s. Y.01H e resistência desprezível. Domingues . Se a carga no eixo do motor é vagarosamente aumentada. A máquina esta operando como gerador no estado estacionário ( regime permanente) remetendo potência a um sistema trifásico balanceado com fator de potencia 1. O enrolamento do rotor tem indutância de 20H e resistência de 10Ω. A corrente de excitação é ajustada tal que o fator de potência seja unitário quando a carga no eixo do motor requer uma entrada de 800 KW. cuja reatância síncrona é também 4.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . como a corrente de campo é mantida constante. Calcule a tensão de excitação quando o gerador fornece potência nominal com fator de potencia 0.00 e 0. b) suponha agora.00 Ω por fase. trifásico. 20 pólos. 2300 Volts.80 indutivo e tensão terminal nominal. A indutância mutua entre o rotor e uma fase do estator quando seus eixos estão alinhados é 0. A freqüência é mantida constante por um servomecanismo e as correntes de excitação do motor e do gerador são mantidas constantes nos valores para os quais se tem tensão terminal nominal quando o motor Elenilton T.01 As reatâncias Xd e Xq de um gerador síncrono de pólos salientes valem 1. Exercício . ligado em Y.60 por unidade (pu) respectivamente. trifásico. que o motor é alimentado por um gerador síncrono de 1000 KVA.02 Uma máquina síncrona de entreferro uniforme tem 2 pólos e enrolamento trifásico conectado em Y no estator. A resistência da armadura é desprezível. Qual é a potencia de saída desse gerador nestas condições? Exercício – 03 Um motor síncrono de 1000 Hp.4H. freqüência 60 Hz.00 Ω. Os enrolamentos do estator têm indutância síncrona de 0. Ele é ligado a uma fonte de corrente continua de 100 Volts. A tensão terminal por fase é 1000 Volts eficazes. Neste problema podemos considerar o motor como tendo rotor liso e todas as perdas podem ser desprezadas. 2300 Volts. a) Esse motor opera conectado a uma barra infinita de tensão e freqüência nominal.

a tensão terminal e o fator de potencia correspondente a essa carga máxima. Domingues . ao contrario de permanecer constante como no item (b). determine a corrente da armadura pu e o fator de potência ? Exercício – 07 Um gerador síncrono está ligado a uma barra infinita através de 2 linhas de transmissão paralelas. as correntes de campo do motor e do gerador são vagarosamente acrescidas tal a se manter sempre a tensão terminal no valor normal com o fator de potência unitário enquanto a carga no eixo é aumentada. cada uma tendo reatância de 0.80 pu e Xq=0. para uma máquina síncrona de pólos salientes considerando uma linha de transmissão de reatância de XL Ω/fase entre os terminais da máquina e um barramento.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Elenilton T. Qual e a mínima excitação pu para o qual a maquina ainda permanece em sincronismo com torque nominal ? Nessa condição. Exercício – 05 Que percentagem de sua potência de saída pode um motor síncrono de pólos salientes desenvolver sem perder o sincronismo.50 pu.90 pu. A reatância síncrona do gerador é 0. determine o torque máximo. Todas as resistências podem ser desprezadas e as reatâncias estão expressas em pu tomando-se os nominais do gerador como base.MÁQUINAS SÍNCRONAS 56 absorve 800 KW com fator de potência unitário. Determine também a corrente da armadura.50 pu ? Calcule a corrente pu da máquina na potencia máxima ? Exercício – 06 Um motor síncrono tem Xd=0. c) Determine o torque máximo se. se Xd=0.0 pu. Se a carga no eixo do motor é vagarosamente aumentada. Quando a tensão aplicada é nominal e a corrente de excitação é nula. Despreze todas as perdas. A tensão da barra infinita é 1. Desprezar as resistências.80 e Xq=0. Ele esta operando alimentado por uma barra infinita de Va=1.60 pu incluídos os trafos elevador e abaixador das 2 extremidades.0 pu. Exercício – 04 Refazer o estudo da característica potencia-ângulo no estado estacionário.

incluindo o limite da máquina motriz. Domingues . 60Hz.8. A corrente de excitação do gerador é mantida constante.80.7 indutivo? Porque sim ou não ? c) Qual é a máxima potência reativa que esse gerador pode produzir? d) Se o gerador supre 30KW de potência ativa. O gerador se manterá em sincronismo? Após comparar a potência que se deseja transferir com a máxima nestas condições.Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . b) A máquina motriz é agora afastada tal que não ocorra transferência de potência entre o gerador e a barra infinita. A corrente do campo do gerador é afastado num valor que resulta numa remessa de 0. calcule as voltagens no terminal do gerador e de excitação. cós=0. Determine as voltagens nos terminais do gerador e de excitação. 480V (Y). b) Pode esse gerador suprir uma corrente de linha de 56A com fator de potência 0. 6 pólos tem reatância síncrono de 1. Ia. Calcule. As perdas mecânicas do gerador somam 1. a) Desenhe o diagrama de capacidades desse gerador. qual é a corrente na Elenilton T.85 indutivo. O gerador esta acoplado a uma turbina a vapor capaz de suprir até 45KW. a potência de saída e a potência reativa remetida a barra infinita. c) O sistema é agora levado a operar nas condições descritas no item (a) uma das duas linhas de transmissão e destinado pela ação dos disjuntores nos terminais.50 pu de potência reativa imagina a barra dessas condições. nestas condições Ia.5KW e as perdas no ferro somam 4. são tais que ele fornece corrente nominal com fator de potência unitário nos seus terminais no estado estacionado. dê uma opinião sobre a adequacidade do sistema de transmissão. fp nos terminais do gerador. qual é a máxima potência reativa que ele pode suprir simultaneamente ? Exercício – 09 A barra infinita da figura opera em 480V a carga 1 e um motor de indução consumindo 100Kw com fp 0.0KW.0 /fase.MÁQUINAS SÍNCRONAS 57 a) A potencia de saída e a excitação de gerador. A carga 2 é um motor de indução consumindo 200Kw com fp 0.78. A carga 3 é um motor síncrono consumindo 150Kw. Exercício – 08 Um gerador síncrono de 50 KVA. a) Se o motor síncrono é ajustado para operar com fp 0.

Máquinas Elétricas – Faculdade Pio Décimo . Elenilton T.MÁQUINAS SÍNCRONAS 58 linha do sistema de transmissão ? b) Se o motor síncrono é ajustado para operar com fp 0.85 capacitivo. Domingues . qual é a corrente na linha de transmissão ? c) Compare as perdas na linha de transmissão nos casos (a) e (b).

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