MESTRE DAS SOMBRAS PARTE IX “Bastão de Asclépius”

No Egito antigo existia um sacerdote sunu chamado Imhotep médico negro e construtor da primeira pirâmide, os gregos o associaram com Asclépio, pois assim como Imotep este era um simples mortal e pelo prestígio adquirido ao longo de sua vida veio a ser uma divindade da medicina, em cuja honra e culto foram construídos templos que faziam parte do complexo conhecido pelos gregos como Asclepionions. Os enfermos faziam grandes peregrinações aos Asclepionions, na entrada do templo em Epidauro, uma inscrição epigráfica diz: “Puro deve ser aquele que entra neste templo”. Pois uma vez lá dentro podiam sonhar, na esperança que Asclépio (Deus da Medicina) lhes aparecesse durante o sono, quando ele surgia em sonhos dava um conselho eficaz, sob a forma de remédios á base de ervas, e algumas vezes até concedia cura imediata (Panacéia Universal).

Introdução
Atualmente foram identificados muitos tipos de energia: a energia solar, radioativa, indutiva, elétrica, atômica, térmica, luminosa, plásmica, cósmica, vital e outras. Também foi descoberto que toda ou qualquer energia é manipulável, ou seja, você pode direcioná-la e transformá-la. Uma fonte de energia luminosa pode ser canalizada por um cristal e se transformar num lazer com aptidões e características diferentes da primeira. O interesse se restringe ao estudo de dois tipos de energia: a vital (ki) e a cósmica (rei). A primeira é a energia responsável pela manutenção da vida. E a segunda é o que muitos chamam de energia onírica, espacial, Cósmica ou Chi do Céu (para os chineses). A energia vital na sua camada mais densa pode ser vista através das fotos Kirlian. O grau vibracional humano varia de 6 à 7 hertz. Quando alguma desarmonia ocorre nos campos energéticos somente uma intervenção (interna – autocura, ou externa, terapia) de uma energia equilibradora ou de grau vibracional sutil (Reiki, Chi Kung Avançado) poderá harmonizá-la novamente e com esta interferência é que se da a cura. Nesta energia cósmica de alta vibração (acima de 20 Hertz). Para cada problema existe uma forma ideal de trabalho. Você necessitará de energias mais densas para tratar de falta de energia ou causar alteração nas camadas mais densas e utilizará energias mais sutis para trabalhos de reequilíbrio nas camadas mais externas dos seres. Também existem outras características que diferenciam as curas como a forma de canalização ou ativação.

A Energia Vital é única, chamada por diversos nomes conforme as localidades que as empregam. "Prana" para os Indus, "Ki" para os Japoneses, "Chi" para os Chineses, "Baraka" para os Islâmicos, "Orgônio" para Wilhelm Reich, "Energia Cósmica" para os Brasileiros, "Energia Bioplasmática" para os Russos, "Mana" para os Kahunas, "Ruach" para os Judeus, "Elan Vital" pelos Franceses, "Pneuma" pelos Gauleses, "Orenda" pelos Índios da América do Norte, "Ka" pelos antigos Egípcios e assim sucessivamente. Embora seja a mesma, existem diversas formas de canalizá-la, dai a Cura Prânica, Johrei (Igreja Messiânica), Passe Espírita e Magnetismo (Religião Espírita) e outras. O Reiki se distingue dessas todas pela forma de canalizar a energia para as pessoas, de forma única, momento em que você se torna Reikiano e, além disso, trabalha não só com a energia "Ki", mas com uma mescla resultante da Energia Universal "Rei" + a Energia "Ki". Outro aspecto a destacar, nas outras formas de canalização, você trabalha com a sua própria energia "Ki", diferença essa, fundamental do Reiki que você trabalha com a fonte "Rei" que é Inesgotável e nas aplicações, você se alimenta também dela, sendo na realidade sempre um auto-tratamento. Um número infinito de forças emana de nosso Sol, mas três delas são independentes e chegam ao nosso planeta: Fohat ou eletricidade, Prâna (Ki) que é a Energia Vital e Kundalini ou Fogo Serpentino. Sob o nome de Fohat estão incluídas todas as energias físicas conhecidas e conversíveis entre si, como a eletricidade, o magnetismo, a luz, o calor, o som, etc. Vamos destacar aqui, a que está diretamente ligada ao Reiki que é o Prâna (Ki). Como no Reiki a origem da redescoberta é Japonesa, só utilizaremos a palavra "Ki".

O nosso Sol é o reservatório da força vital "Ki" e dele emanam as correntes vitais que vibram através de todos os organismos vivos sobre a face de nosso planeta Terra. Uma pequena parcela de "Ki" é absorvida diretamente dos alimentos que ingerimos e uma outra diminuta parcela vem geneticamente através do DNA quando nascemos. É o "Ki" que dá aos órgãos físicos a atividade sensorial e que transmite as vibrações externas aos centros sensórios situados no campo energético próximo à pele chamado campo etérico ou corpo etérico do homem. Assim, o "Ki" segue os nervos do corpo que atuam como transmissores, não só dos impactos exteriores, como da energia motora que provém do interior de nosso organismo. O "Ki" emanado do Sol penetra nos átomos físicos que flutuam na atmosfera terrestre e que, em virtude de seu brilho e de sua extrema atividade, podem esses glóbulos de energia ser vistos difundidos na atmosfera, por qualquer pessoa que se dê ao trabalho de olhar para o ar, principalmente em dias ensolarados. A melhor maneira de discernilos é desviar o olhar do Sol e fixar o foco visual a alguns metros de distância, num fundo livre de céu. Os glóbulos são brilhantes e incolores podendo ser comparáveis a luz branca. Quando o Sol brilha, a vitalidade se renova sem cessar e os glóbulos de "Ki" são gerados em quantidades incríveis.

Desenvolvimento

No antigo Egito o sacerdote médico era chamado de sunu, palavra equivalente a doutor, na realidade os sunus se dividiam em três grupos de terapeutas. Em primeiro lugar existiam os sacerdotes da terrível deusa Sekhmet, acusada de ser a principal causadora de todos os males. Com estes sacerdotes, conviviam os magos que acreditavam que a doença não era um simples castigo da deusa e sim influência de maus espíritos, os quais eles tentavam exorcizar. Finalmente a terceira categoria era a dos sunus propriamente ditos, pessoas que recebiam instrução médica na chamada Per Ank (casa da vida). A casa da vida era a faculdade de medicina da época, onde se podia aprender todos os princípios conhecidos sobre o funcionamento do organismo humano. Esses sunus por sua vez, trabalhavam junto com os uts, como eram chamados os enfermeiros.

Na prática, porém, todo sunu era também sacerdote da deusa Sekhmet à caça de maus espíritos, atendiam em consultórios, com endereço fixo e eram especializados em diferentes partes do corpo humano, mesmo assim, essa combinação não bastava e a maioria dos médicos ou sunus exerciam paralelamente outras funções, como a de administrador, arquiteto ou escriba. Imhotep médico sunu foi o primeiro arquiteto monumentalista construtor da “pirâmide dos degraus”, situada nas proximidades da antiga Mênfis (atual cidade de Sacara), no Egito. É esta a mais antiga das pirâmides egípcias, pirâmide escalonada (em degraus). A vida de Imhotep esta pontilhada de muitos feitos, na maior parte deles ele é lembrado pelos seus poderes de cura, que as lendas elevam a categoria de mágica. Durante os tempos Ptolomaicos, chegou ele a ser divinizado como filho do grande deus Ptah e até como o próprio deus da medicina. Os gregos identificaram (associaram) Imhotep (Imouthes) a Asclépio o seu deus da medicina, alguns manuscritos antigos falam que Imhotep aconselhou o Faraó Zoser a construir a pirâmide escalonada para apaziguar os deuses depois de uma série de sete anos de inundações mal sucedidas do Nilo e assim sete anos de fome, miséria e doenças. Segundo a mitologia grega, Asclépio era filho de Apolo com a bela ninfa Coronis, desde pequeno, foi criado pelo centauro Quiron, que lhe ensinou o uso das plantas medicinais. Asclépio tinha duas irmãs também filhas de Apolo: Hygiéia (divindade que intervinha na prestação da saúde e na prevenção das doenças, de quem deriva o termo higiene) e Panacéia (relacionada com o tratamento e a cura das doenças).

A representação tradicional da figura de Asclépio associa-se a um cajado em que está enrolada uma serpente, segundo a mitologia um homem foi atingido na cabeça por um raio, e teriam trazido morto para Asclépio.

Aparentemente uma serpente entrou no local onde Asclépio observava o morto, surpreendido Asclépio matou o réptil com um bastão, mas ficou intrigado quando surgiu outra serpente que ao colocar algumas ervas na boca da primeira morta, a fez renascer. Asclépio ao proceder exatamente da mesma forma com o morto, restituiu a vida. Em sinal de respeito Asclépio adotou como seu símbolo a serpente enrolada em um bastão, além da serpente que simbolizava a prudência e a eternidade, o conjunto era completado por um galo, como símbolo da vigilância. Assim Asclépio teria adquirido o poder de curar (Panacéia universal) e de ressuscitar os mortos Tornou-se um médico famoso e além de curar os doentes que o procuravam, passou a ressuscitar os que ele já encontrava mortos, ultrapassando todos os limites da medicina. Hades (rei dos infernos) ao ver que o seu império estava em risco pelo despovoamento, teria convencido Zeus a se livrar de Asclépio, fulminando-o com um raio na cabeça.

Os primeiros médicos gregos consideravam-se descendentes de Asclépio e membros de um grupo de sacerdotes “os Asclepiades”. Hipócrates considerado pai da medicina orgulhava-se de ser um Asclepíade. É atribuído a Hipócrates o famoso juramento onde se definia os deveres éticos médicos. Juramento de Hipócrates Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto á meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo longe dos prazeres do amor, com mulheres ou com homens livres ou escravizados. Aquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça.

O culto a Asclépio foi continuado por Roma (com a adaptação do nome para Esculápio), após a conquista dos territórios gregos. Atualmente o símbolo é conhecido como bastão de Esculápio e se relaciona na origem com o caduceu de Hermes.

Conclusão
Aparece cheio de beleza no horizonte do céu, disco vivo que iniciaste a vida. Enquanto te levanta no horizonte oriental, enche cada país da tua perfeição. Mas na aurora, enquanto te levantas sobre o horizonte, e brilha, disco solar, ao longo da tua jornada, rompe as trevas emitindo teus raios (Hórus). É formoso, grande, brilhante, alto em cima do teu universo.

Teus raios alcançam os países até o extremo de tudo o que criaste. Porque é Sol, conquistaste-os até aos seus extremos, reunindo-os para teu filho amado. Por longe que esteja teus raios tocam a terra (Rá). Estás diante dos nossos olhos, mas o teu caminho continua a ser-nos desconhecido. Quando te pões, no horizonte ocidental, o universo fica submerso nas trevas e nas sombras como morto. Ninguém conhece a face oculta de (Aton). Os homens dormem nos quartos, com a cabeça envolta, nenhum deles podendo ver seu irmão. Se te levantas, vive-se; se te pões, morre-se. Tu és a duração da própria vida; vive-se de ti. Os olhos contemplam, sem cessar, tua perfeição, até o ocaso; todo o trabalho pára quanto te pões no Ocidente. Enquanto te levantas, fazes crescer todas as coisas, e a pressa apodera-se de todos desde que organizaste o universo, e o fizeste com que surgisse para teu filho, saído da tua pessoa, que vive de verdade, filho de Rá, que vive da verdade, Senhor das coroas. Que seja grande a duração de sua vida! Que lhe seja dado viver e rejuvenescer para sempre, eternamente...

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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