CURSO DE ANALISE TÉCNICA DE AÇÕES

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Ações: análise técnica ajuda a determinar o momento para entrar ou sair do mercado
Alguns investidores ainda acreditam que operar no mercado de ações depende, principalmente, de intuição ou sorte. Após a escolha da empresa, através da análise de seus fundamentos, a idéia que se tem é que basta esperar que o mercado reconheça o potencial dessa empresa para que o preço de suas ações comece a subir. Entretanto, um outro tipo de análise permite ao investidor ter mais elementos para determinar a hora certa de entrar e sair do mercado. Baseada no estudo do comportamento do mercado, principalmente através de gráficos, a análise técnica proporciona ao investidor a possibilidade de identificar tendências de mercado e dar um horizonte àqueles que operam à deriva no mercado. Preços movem-se em tendências A análise técnica possui três premissas básicas das quais decorrem os estudos acerca do comportamento do mercado e suas tendências. A primeira delas é fato de que o mercado desconta tudo, ou seja, qualquer expectativa, positiva ou negativa, notícia ou fato será descontado nos preços das ações. A segunda delas diz que os preços movem-se em tendências, assim, identificadas estas tendências através de gráficos, o investidor poderá operar de acordo com as mesmas. Além disso, estudos mostram que quando uma tendência é identificada, é mais provável que ela continue do que reverta, o que não significa, porém, que uma tendência durará para sempre. E por fim, a terceira premissa desta análise diz que a história tende a se repetir e que a compreensão de tendências futuras pode estar no estudo de acontecimentos passados. Análise técnica X análise fundamentalista A diferença básica entre a análise fundamentalista e a análise técnica é evidenciada no objeto de observação das duas metodologias. Enquanto a análise fundamentalista estuda a causa dos movimentos do mercado, a análise técnica preocupa-se unicamente com os efeitos que causam alterações na oferta e demanda dos ativos. Assim, a análise técnica condensa os movimentos do mercado em gráficos, de forma que é possível "ver" por onde o mercado foi e para onde pode estar indo. Estes gráficos podem revelar a oscilação do ativo, baseada em seus preços de compra e venda, ou o volume das negociações, revelando a liquidez do ativo em determinado momento, fator que pode auxiliar na confirmação de uma tendência, quando esta é identificada. Identifique tendência sem qualquer período A análise técnica pode auxiliar o investidor tanto na negociação de ações no mercado à vista como nas negociações de mercados futuros ou no mercado de opções. Entretanto, estudos mostram que no caso de mercado futuros, os padrões gráficos

3 observados para o mercado e ações são mais completos que os observados no mercado à vista. Além disso, essa "ferramenta" pode ser utilizada para quem operar em qualquer período de tempo, tanto para carteiras de longo prazo, como para operações de intraday. Por exemplo, caso você esteja operando no intraday, analistas recomendam a análise do gráfico intraday do dia anterior, mas se você pretende fazer uma carteira de médio ou longo prazo, como seis meses ou um ano, o ideal é fazer a análise de gráficos destes períodos. Assim, para os próximos seis meses, você utilizará gráficos pelo menos dos últimos seis meses. Tipos de gráficos e indicadores Existem diversos tipos de gráficos destinados ao estudo de tendência de mercado. Juntamente com os gráficos é possível utilizar uma gama de indicadores baseados em cálculos matemáticos que também evidenciam as tendências do mercado. O gráfico de barras e o gráfico de candlestick os mais utilizados pelos analistas. Com eles, é possível saber o preço máximo e mínimo do período estudado, podendo ser esse qualquer intervalo de tempo, além das cotações de abertura e fechamento do período. Através destes gráficos, os analistas podem traçar os pontos de suporte e resistência, e identificar as linhas e canais de tendência que, quando utilizados em conjunto com os indicadores, ajudam a reforçar a tomada de decisão do investidor. Assim, para o melhor entendimento do gráfico e maior confiança no momento de escolher a hora certa de entrar ou sair do mercado, o investidor pode combinar com estes gráficos vários indicadores. Os mais comuns são as médias móveis, o Índice de Força Relativa (IFR), a Banda de Bollinger, o estocástico e as linhas de MACD. Procure combinar indicadores Teoricamente, os analistas técnicos podem operar no mercado de ações sem nem mesmo conhecer o ativo que estão operando, somente através da análise gráfica. Entretanto, recomenda-se ao investidor, principalmente de médio e longo prazo, que combine as análises técnica e fundamentalista para escolher as empresas que possuem maior capacidade de geração de valor e comprar ou vender suas ações no momento certo. Além disso, para sua maior segurança na hora de aplicar seu dinheiro, recomenda-se a combinação de diversos gráficos e indicadores, de forma que um possa confirmar a tendência evidenciada no outro. A quantidade de gráficos e indicadores utilizados pode variar, mas analistas afirmam que com o uso de no mínimo quatro indicadores combinados com o tipo de gráfico de sua preferência, a tomada de decisão pode ser mais segura, desde que todos os gráficos e indicadores apresentem a mesma tendência.

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Análise Técnica: saiba mais sobre o uso das Ondas de Elliot no mercado de ações
Assim como acontece com outros tipos de indicadores de análise técnica, não existe consenso quanto ao uso das Ondas de Elliot como forma de se orientar no mercado de ações. Entretanto, o uso de qualquer ferramenta deste tipo de análise é pessoal e cada investidor deve optar por aquela que se adaptar melhor, já que muitas delas possuem críticas, mas também pontos positivos, de forma que podem levar o investidor a ganhos quando utilizadas apropriadamente. Independente da escolha pessoal de cada analista e das divergências de cada um, as Ondas de Elliot são utilizadas por diversos investidores, e proporcionam várias possibilidades de análises, contudo, iremos conhecer alguns princípios básicos desta teoria. Ciclos de oito ondas Na teoria das Ondas de Elliot, três aspectos são tidos como bastante importantes: o padrão (patern), a relação (ratio) e o tempo (time), sendo sua ordem de importância na seqüência em que os aspectos estão apresentados. O padrão refere-se às formações das ondas e o "molde" que estas seguem. A relação determina os pontos de correção nos movimentos e os preços alvos através da razão entre diferentes ondas. Já o tempo pode ser utilizado para a confirmação dos padrões e relações, mas vale destacar que este aspecto não é considerado o mais confiável pelos analistas. Em sua forma mais básica, a teoria afirma que o mercado de ações segue um ritmo repetitivo de cinco ondas de avanço e três ondas indo ao sentido contrário ao da tendência: é um ciclo de oito ondas. Apesar do grau, o ciclo permanecerá o mesmo Além dos padrões observados, o grau da tendência também merece atenção. O ciclo de oito ondas, porém, permanece, independente deste grau, de forma que cada onda pode ser subdividida em ondas de menor intensidade e estas, em outras ondas de intensidade ainda menor. Desta forma, cada onda é parte de uma onda maior, mais intensa, que deve ser vista como uma só onda composta por diversas outras. Por exemplo, uma onda crescente pode ser composta por outras ondas que se subdividirão em cinco ondas crescentes, ao passo que na composição desta onda crescente deverá haver duas ondas de correção que conterão em cada uma três outras ondas, sempre completando o ciclo de oito ondas. Uma vez entendido o princípio do ciclo de oito ondas, ou seja, quando o analista consegue identificar as "cincos" ondas de avanço e as "três" de correção, ele saberá o que esperar do mercado. Vale ressaltar que um movimento de correção nunca acontece em cinco ondas, exceto quando for uma onda de correção "triângulo", que veremos adiante.

5 Uso prático Um exemplo do uso prático das Ondas de Elliot é que, em uma tendência de alta, quando cinco ondas puxando o gráfico para baixo são identificadas, esta provavelmente será a primeira onda de uma queda de três ondas, e provavelmente está queda pode se estender. Já em uma tendência de queda, um avanço de três ondas pode ser entendido como o reinício de uma tendência de queda, mas cinco ondas crescentes podem indicar um movimento substancial para uma tendência de alta, e este avanço pode se tornar à primeira onda desta tendência. Ondas de correção Até agora vimos um pouco mais das ondas de avanços na direção da tendência dominante e deixamos as ondas de correção de lado, entretanto, embora mais difíceis de se identificar, estas são igualmente importantes. Vale analisar três classificações de ondas de correção: Zig Zag, Planas e Triangular. • Zig Zag: Estas ondas de correção vão contra a tendência principal e culminam numa seqüência de cinco ondas, três ondas e cinco ondas. (5-3-5). • Planas: A diferença básica entre as Zig Zag está no padrão que estas ondas forma, já que aparecem em uma tendência de três ondas, três ondas e cinco ondas (3-3-5). De forma geral, estas ondas são mais de consolidação do que de correção e podem ser consideradas um sinal de força na tendência observada. • Triangulares: geralmente ocorrem na quarta onda e antecedem o último movimento na direção da tendência principal. Normalmente este padrão indica a continuação de uma tendência. Existem quatro tipos de triângulos: ascendentes, descendentes, simétricos e expansivos. • Canais e suporte: Outro ponto a ser observado na teoria das Ondas de Elliot é o uso de canais de tendência. Segundo analistas, Elliot utilizou os canais como um método de identificação de preço alvo e também como forma de contar as ondas do gráfico. Assim, quando uma tendência de alta é estabelecida, um canal inicial pode ser desenhado de forma semelhante aos canais de tendência comuns, de forma que duas linhas paralelas devem tangenciar a primeira e a segunda onda descendente. A tendência deverá se manter dentro deste canal. Entretanto, se, por exemplo, a terceira onda romper o canal, um novo canal baseado nesta terceira onda deverá ser desenhado. O último canal deverá ser desenhado com base nas ondas de correção 2 e 4 e normalmente acima da terceira onda, desta forma, a onda 5 deverá se aproximar do limite do canal. Alguns analistas afirmam também que a quarta onda observada funciona como um ponto de suporte. Assim, após as cinco ondas de alta se completarem e a tendência de queda se iniciar, os preços do mercado normalmente não deverão mover-se abaixo da quarta onda anterior, formada durante a tendência de alta anterior. Crítica à teoria

6 Geralmente, a crítica que se faz desta teoria é que ela só é visível quando os movimentos e padrões já se formaram, de forma que ela não fornece uma percepção mais apurada do que poderá acontecer com o mercado. Entretanto, diversos analistas fazem uso desta ferramenta, e um estudo mais aprofundado da teoria de Elliot pode fornecer informações mais apuradas e completar o conhecimento do investidor. Vale lembrar ainda que a combinação de diversos indicadores de análise técnica pode ajudar a reduzir os riscos na hora da tomada de decisão.

Suporte e resistência: conheça mais sobre estes conceitos da análise técnica
Além da análise fundamentalista, os investidores podem fazer uso de uma ferramenta bastante útil para se nortearem no mercado de ações ou mercado futuro. Esta ferramenta é a análise técnica, baseada no uso de gráficos que reproduzem os movimentos do mercado e permitem a identificação de tendências. Diversos indicadores e variados tipos de gráficos podem ajudar você a entrar e sair do mercado no momento ideal para sua estratégia de investimento, mas o tipo de análise mais comum é feito através da utilização do conceito dos pontos de suporte e resistência. O que é suporte e resistência? Com certeza você já viu algum analista de mercado se referindo a um determinado preço de uma ação como ponto de suporte ou ponto de resistência. Estes pontos podem ser definidos como os preços máximos ou mínimos que um determinado ativo atingiu num dado período, podendo ser esse período horas, para quem opera no intraday ou até anos, para quem opera no longo prazo. Podemos considerar como um ponto de suporte a área no gráfico que está "abaixo do mercado", onde o interesse em comprar o ativo é suficientemente forte para superar uma pressão vendedora, de forma que quando o preço atingir este determinado ponto, pode haver uma pressão de alta e ele volte a subir. No sentido oposto, uma resistência é o ponto onde o preço está "acima do mercado", e o interesse em vender o ativo por tal preço é maior do que a pressão compradora, fazendo com que este ponto torne-se um tipo de "barreira psicológica", mas que pode ser rompida a qualquer momento em função de diversos fatores que podem influenciar as expectativas dos investidores. Pelo mesmo motivo, o suporte também poderá ser rompido, lembrando que uma das premissas adotadas na análise gráfica é a de que o mercado desconta tudo, e as ações são sempre precificadas de acordo com notícias, fatos ou rumores que podem influenciar no desempenho da empresa. A hora de comprar e vender

7 Um ponto importante e que os analistas técnicos costumam ressaltar é que, quando uma resistência ou um suporte é rompido, existe uma tendência destes pontos se reverterem, ou seja, no caso de um suporte este poderá virar uma resistência e viceversa. Entretanto, a significância será maior quanto maior for o rompimento. Por exemplo, supondo que para o ativo "A" o ponto de resistência seja R$ 3,50 e este ponto seja rompido com uma ordem de compra de R$ 4,00, a relevância desse rompimento e a possibilidade de que esta resistência vire um suporte será maior do que se o rompimento fosse de R$ 3,60. Outro ponto a ser ressaltado é que é importante operar de acordo com a tendência do mercado, de forma que seria muito mais arriscado você apostar na valorização de uma ação quando foi observada uma tendência de queda no mercado do que aceitar que a possibilidade dela desvalorizar-se é maior. Operando com suporte e resistência Outro ponto importante é que, quando você compra uma ação, você não precisa, e nem deve, agir como um torcedor. O óbvio em investimentos é que, para ganhar dinheiro, você compra a ação quando ela está barata e vende quando está cara, mas a parte difícil é saber quando ela está cara ou barata. Vale a pena simular operações de compra e venda de um papel somente através de suporte e resistência. Suponha que você tenha comprado a ação "B" a R$ 40,00 e seu ponto de suporte é de R$ 30,00 e o ponto de resistência é R$ 50,00. Vamos supor também que não haja custos de corretagem. Pois bem, saiba que o ponto de venda que você escolher vai depender de quanto risco está disposto a correr. Assim, dado o ponto de resistência, será menos arriscado você vender suas ações a R$ 45,00, caso elas atinjam esse patamar, do que esperar para vendê-las a R$ 50,00, mesmo quando confirmada a tendência de alta. Mas, se você preferir correr um risco maior em troca de um retorno maior, seria interessante vendê-las a R$ 50,00 e realizar o lucro. O importante no exemplo é que, através da análise de suporte e resistência, você tem a noção de quando será menos arriscado vender suas ações. É claro que suas decisões vão variar de acordo com seus objetivos de investimentos e seu perfil de investidor, mas de qualquer forma, o conhecimento da análise de suporte e resistência é mais uma ferramenta para você investir em ações e reduzir os riscos desse segmento.

Suporte e resistência: conheça os fatores que determinam sua força
Suporte e resistência existem porque as pessoas têm memória, e ela nos induz a comprar ou vender em certos níveis de preço. Assim, o conjunto de compras e vendas por parte dos investidores cria os suportes e as resistências. De maneira simples, são zonas de preços nas quais o movimento atual do mercado tem grandes chances de parar e reverter.

8 Suporte e resistência são níveis onde as compras e as vendas, respectivamente, é forte suficiente para interromper ou mesmo reverter um processo de queda ou de alta. Podemos identificar graficamente o suporte por uma linha conectando vários fundos, e a resistência por uma linha conectando os vários topos. A força por trás de toda a zona de suporte e resistência depende de três fatores: seu comprimento, sua altura e volume negociado. Tempo: variável fundamental Quanto mais longa uma área de suporte e resistência, mais forte ela é. Uma congestão de poucas semanas proporciona apenas um mínimo de suporte e resistência, já uma faixa de negociação mais prolongada, com meses ou até anos, é suficiente para gerar nos operadores pontos intermediários e principais de suporte ou resistência. A força do suporte e da resistência aumenta cada vez que a área é atingida. Quando os preços revertem em certo nível, os investidores tendem a apostar numa reversão na próxima vez que os preços retornarem ao mesmo nível. Maior amplitude aumenta força do suporte ou resistência Quanto maior a amplitude de uma área de suporte e resistência, mais forte ela é. Isso se deve ao desgaste do mercado para se chegar ao outro ponto da congestão. Assim, ao se aproximar do outro extremo, já chega sem força para o rompimento. Por outro lado, se ocorre a perfuração da congestão, é porque a força que a provocou é muito forte e não deverá parar tão cedo, gerando tendências maiores Volume deve ser levado em consideração Quanto maior for o volume de negociação numa área de congestão, mais forte ela é. Altos volumes de negociação numa área de congestionamento mostram envolvimento ativo dos investidores, um forte sinal de comprometimento emocional. Baixos volumes mostram que os investidores tiveram pouco interesse em operar naqueles níveis, sinal de fraqueza dos suportes e resistências.

Saiba o que pode acontecer com suas ações através das linhas de tendência
Muitos investidores ainda operam no mercado de ações e opções muito mais como torcedores do que seguindo uma estratégia definida. Compram o ativo e torcem para que ele tome o rumo necessário para que se obtenha lucros. Porém, a análise técnica pode ajudar o investidor a sair da torcida e tomar suas decisões com mais consciência do que intuição ou emoção. A análise técnica permite ao investidor identificar tendências no mercado e operar de acordo com elas. As análises podem ser feitas através do uso de gráficos e indicadores, que, combinados, fornecem mais segurança na hora da tomada de decisão. Este artigo irá lhe mostrar o que são as linhas e canais de tendências, além de

9 fornecer alguns conceitos básicos para identificar estas tendências e seus pontos de reversão. Conceitos básicos das linhas de tendência de alta e baixa As linhas de tendências são retas traçadas pelos topos ou fundos de um gráfico de cotações, que possibilitam a visualização da tendência do mercado. Para que a linha de tendência possa existir, é preciso que haja pelo menos dois pontos, indicando uma tendência e um terceiro ponto, que deve confirmar a tendência. Assim, para a identificação de uma tendência de alta, por exemplo, é preciso que cada fundo subseqüente seja superior ao fundo anterior, já que as linhas de alta são traçadas pelos fundos. No sentido oposto, para que uma tendência de queda seja identificada é preciso que cada topo subseqüente seja inferior ao topo anterior, pois as linhas de baixa são traçadas pelos topos. Além disso, muitos analistas afirmam que é mais seguro aguardar que o topo formado por dois fundos seja rompido para que se caracterize com mais segurança a tendência de alta. Identificando pontos de reversão Uma vez traçadas as linhas, o investidor deverá observar o comportamento do mercado. A reversão de uma tendência pode ser identificada através do rompimento da linha, sendo que, quanto maior for esse rompimento, maior será a chance da reversão acontecer. Por isso, a tomada de decisão baseada num possível ponto de reversão vai depender do perfil do investidor, de forma que alguém mais conservador esperaria um grande rompimento e alguém com perfil mais arrojado poderia apostar na reversão a partir de um rompimento menor. Entretanto, é importante ressaltar que um preço de fechamento que rompeu a tendência é mais relevante do que o rompimento desta tendência ao longo das operações. Assim como na análise de suporte e resistência, uma vez que uma linha é rompida, a tendência é que essa linha se reverta, de forma que esta se tornará uma "linha de resistência". Por exemplo, quando a linha de baixa é rompida o movimento passa a ser de alta a partir daquele ponto e tende a não voltar a ele. O mesmo ocorre quando a linha é de alta. Além disso, estudos mostram que quanto mais vezes a linha de tendência for testada, ou seja, o preço se aproxima dela, mas não a rompe, mais relevante e segura será a observação quando houver efetivamente o rompimento da linha, seja ela de alta ou de baixa. Canais de tendência Através das linhas de tendência podemos desenhar os canais de tendência, que são projetados de maneira bastante semelhante e podem orientar o investidor tanto para estratégias de longo prazo, como para estratégia de curto prazo.

10 Uma vez identificada a tendência, por exemplo de alta, traça-se a linha de tendência pelos fundos, que será a linha principal do canal, a partir disso, traça-se uma linha paralela à principal que deverá tangenciar os topos. O mesmo pode ser feito com tendência de baixa. Quando identificado o canal, a sua confirmação surge a partir do momento em que os preços respeitam as linhas do canal, ou seja, oscilam dentro do canal, mas sempre se aproximando das duas linhas. Vale lembrar que quanto mais testado o canal, mais confiável ele será. A reversão do ponto de vista dos canais de tendência Os canais de tendência também possibilitam a percepção prévia do que pode ser um movimento de reversão. Assim, no caso de uma tendência de alta, quando os preços falham em se aproximar da linha secundária, neste caso a linha traçada pelos topos, a possibilidade que ele rompa a linha primária é maior e, e se isso acontecer, pode ser a indicação de uma mudança na tendência. Vale lembrar que na utilização dos canais de tendência as linhas primárias são as mais confiáveis. Assim, no caso de uma tendência alta, a linha traçada pelos fundos é a mais relevante, e no caso de uma tendência de baixa, a linha traçada pelos topos é a mais confiável.

Médias móveis: saiba como funcionam e como utilizar este indicador
Alguns analistas, conhecidos como analistas técnicos, fazem uso de gráficos e indicadores para se orientarem no mercado financeiro. Através destas ferramentas, é possível identificar tendências e as reversões destas tendências, de forma que o investidor pode operar de acordo com elas, e não contra elas. Além do conhecido gráfico de barras e os candlesticks, bastante utilizados para traçar as linhas de tendência ou identificar os pontos de suporte e resistência, os analistas técnicos também utilizam indicadores estatísticos que ajudam na hora da tomada de decisão. Dentre estes indicadores, um dos mais utilizados e mais versáteis são as médias móveis. Como funcionam as médias móveis? Como o próprio nome sugere, o indicador tira uma média dos preços de um determinado ativo em um determinado período e aplica esta informação num gráfico. Por exemplo, o uso de médias móveis de 10 dias, implica que será tirada uma média, podendo essa ser simples ou exponencial, dos últimos dez preços (normalmente são usados os preços de fechamento) e para cada dia que passa. o preço do novo dia é adicionado à média e o preço do último dia é subtraído, de forma que o gráfico irá se deslocar desta maneira. As médias móveis são seguidoras das tendências, ou seja, elas só apontam uma tendência quando esta já existe, de forma que a velocidade com que a visualização da tendência irá aparecer no gráfico irá depender do tipo de média utilizada. As médias móveis podem tanto mostrar uma tendência e confirmá-la, como sinalizar uma possível

11 reversão através da identificação de fortes movimentos de compra ou venda do mercado. Utilizando as médias móveis Apesar disso, as médias móveis também podem apresentar atrasos, e isso irá variar do período utilizado pelo analista para determinar o calculo da média. Entretanto, esses atrasos podem ser eliminados, à medida que o analista utiliza médias mais curtas, por exemplo, média de 5 dias ou 10 dias para gráficos diários. Contudo, vale ressaltar que, quanto mais curta for a média, mais sensível ela será a mudanças nos preços, e, por isso, evitará menos atrasos do que as médias mais longas, mas com mais freqüência ela poderá indicar uma tendência falha, um pequeno movimento que não se confirmou, mas que poderá parecer consistente no gráfico. Assim, para se obter o melhor resultado na hora de operar utilizando as médias móveis, é preciso identificar aquele período de tempo em que a média é sensível o bastante para mostrar a tendência com mais velocidade, mas insensível o bastante para não deixar passar as tendências falhas. Isso dependerá do perfil do investidor, de quanto ele está de disposto a se arriscar para perceber uma tendência antecipadamente, correndo o risco dessa não se confirmar. Além disso, é válido destacar que, como as médias mais curtas são mais sensíveis, o investidor provavelmente irá realizar mais operações, o que lhe gerará maiores custos com corretagem. Escolha e eficácia O uso das médias móveis pode ser mais eficaz, de acordo com analistas, com a utilização de mais de um tipo de média junto, combinando dois ou três tipos de médias, por exemplo. Isso acontece, porque as médias mais longas funcionam melhor quanto mais forte for a tendência, ao passo que, médias mais curtas são mais eficazes na identificação de uma reversão de tendência. Além de identificar uma tendência ou sua possível reversão, esta combinação também poderá evitar os atrasos e as falhas de tendência passíveis de ocorrer na utilização das médias móveis. No caso da utilização de uma média apenas, o investidor pode identificar que um movimento grande de compra foi realizado cada vez que um preço de fechamento ficou acima da média móvel. Em sentido oposto, um movimento de venda será observado caso o preço de fechamento fique abaixo da média. Para a confirmação destes movimentos, alguns analistas preferem esperar a média cruzar o gráfico. Utilizando duas ou três médias juntas Na utilização de duas médias juntas, por exemplo, de 5 dias e de 20 dias, ou seja, uma média curta e uma longa, um sinal de compra é observado quando a média curta cruza a média longa para cima em uma tendência de queda, configurando um sinal de reversão. O mesmo vale para uma tendência de alta, ou seja, quando a média curta cruza a média longa para baixo e sinaliza a reversão.

12 Já para a utilização de três médias móveis, por exemplo, 5 dias, 10 dias e 20 dias, a confirmação de uma tendência é feita em três etapas: quando a média de 5 dias cruzar a média de 10 dias para cima, no caso de uma tendência de queda, temos então uma sinalização de reversão, quando a média de 5 dias então cruza a média de 20 dias temos a confirmação da tendência e por fim, quando a média de 10 dias cruza a de 20 dias, temos a ratificação deste movimento. Perfil do investidor e outros indicadores Mais uma vez, nestes casos o perfil do investidor será fundamental na hora da tomada de decisão, uma vez que um investidor com perfil mais arrojado talvez não queira esperar a ratificação do movimento para comprar ou vender um ativo, já que até o momento da ratificação, o rendimento pode ter diminuído. Além disso, um fator de fácil visualização e que não requer muita prática na hora de analisar um gráfico com médias móveis é que todo preço tende a se mover em linha com a média, assim, quando, por exemplo, o preço está muito acima da média, a tendência é de que ele caia até atingir a média. Da mesma maneira, caso o preço esteja muito abaixo da média, há uma tendência de que ele suba e volte a se encontrar com a sua média. Quanto tempo o investidor irá esperar os preços se distanciarem da média, porém, também irá depender de seu perfil. Além das médias móveis, existem outros indicadores que, combinados à utilização dos gráficos e das médias móveis, irão prover mais segurança na hora da tomada de decisão, de forma que analistas recomendam esta combinação e afirmam que, à medida que as tendências são identificadas em mais gráficos, mais segura será a tomada de decisão.

Análise técnica: conheça mais sobre o uso dos osciladores
Dentre os indicadores de análise técnica, os osciladores, como o momentum, o estocástico ou o IFR, ficam entre os mais usados. Eles complementam de forma muito eficiente o estudo de tendências, permitindo que o investidor identifique pontos de entrada e saída, mesmo em mercados sem tendência, onde os preços flutuam em uma banda horizontal. Além disso, estes indicadores são bastante úteis para analisar os pontos extremos de uma tendência, facilitando a identificação de patamares onde o mercado já subiu demais (overbought) ou já caiu demais (oversold). Ou seja, os osciladores podem ajudar a indicar, dentro de uma tendência de alta ou baixa, um possível ponto de reversão. Para ser usado em linha com a tendência Os osciladores são conhecidos como indicadores secundários, já que devem ser analisados em linha com uma tendência de mercado. Isso traz uma importante lição: a eficácia destes indicadores é muito maior quando o sinal de compra ou venda fica em linha com a tendência de mercado. A eficiência também varia de acordo com o ponto no qual o ativo se encontra na tendência: no início do movimento estes indicadores muitas vezes são pouco eficientes,

13 podendo, inclusive, trazer conclusões equivocadas. Por outro lado, próximo do fim do movimento de mercado, estes indicadores ganham importância, se tornando uma ferramenta quase indispensável. Como são construídos Embora existam diversos indicadores classificados como osciladores, a maioria é construída de forma similar, usando princípios relativamente simples. Em geral, eles trabalham com uma linha central, muitas vezes conhecida como linha zero. O cruzamento desta linha para cima pode indicar um ponto de compra, com o inverso ocorrendo quando a linha é cruzada de cima para baixo. Eles em geral são apresentados embaixo de um gráfico de preços, e seus picos e vales tendem a ficar em linha com os picos e vales dos preços. A diferença é que alguns, como o IFR, por exemplo, apresentam banda superior e inferior, variando de 0 a 100. A forma de interpretação mais comum é que, quando o oscilador atinge um valor no topo de sua banda, isso pode indicar que o movimento de alta foi longe demais, com o inverso valendo quando o indicador atinge valores muito próximos à parte inferior da banda. Conheça os mais utilizados O mais simples e um dos mais utilizados entre os osciladores é o momentum. O indicador mede a velocidade com que os preços variam em relação aos níveis de preços atuais de um determinado ativo. Desta forma, o momentum é derivado da contínua diferença de preços para um determinado intervalo de tempo pré-definido, sendo 10 dias o mais usado. Já o IFR, ou Índice de Força Relativa, oscila dentro de uma escala que vai de 0 a 100, sendo que alguns analistas afirmam que oscilações acima dos 70 pontos indicam que o mercado está "comprado" e oscilações abaixo dos 30 pontos indicam que o mercado está "vendido". Por fim, o estocástico revela, em termos percentuais, a relação da cotação atual de um ativo com seu maior ou menor preço em um determinado período de tempo, geralmente 14 dias. O indicador é composto por duas linhas, a K, considerada mais rápida (ou mais sensível), e a linha D, mais lenta e acompanhada mais de perto pelos analistas.

Linha momentum: saiba em que ponto está a tendência identificada no mercado
Muitos investidores vêm demonstrando interesse crescente pela análise técnica. Um dos fatores que pode explicar tamanho interesse é porque esse tipo de análise fornece informações em tempo real do que está acontecendo com o mercado e o que pode acontecer em questão de algumas horas. A análise técnica permite a visualização dos movimentos de mercado e é composta por diversos gráficos e indicadores. Dentre os indicadores mais acompanhados, ficam os osciladores, dos quais o momentum, juntamente com o IFR, é um dos mais usuais.

14 Saiba mais sobre o momentum Este indicador mede a velocidade com que os preços variam em relação aos níveis de preços atuais de um determinado ativo. Desta forma, o momentum é derivado da contínua diferença de preços para um determinado intervalo de tempo pré-definido. Vale lembrar que este intervalo fica a critério do analista, mas como exemplo utilizaremos o de 10 dias, considerado entre os mais comuns. Assim, uma linha momentum de 10 dias baseia-se na subtração do preço de fechamento há 10 pregões de um determinado ativo pelo último preço de fechamento do mesmo ativo. Esta linha oscila em torno de uma linha zero, de forma que se este resultado for positivo, a linha momentum estará acima do zero, e se negativo ela estará abaixo do zero. Sensibilidade do gráfico depende do período Desta maneira, quando o último preço de fechamento do ativo é superior àquele de 10 pregões, o que representa um crescimento dos preços no período, então um valor positivo será inserido no gráfico e, portanto acima da linha zero. Ao passo que, quando o último preço de fechamento for inferior, então um valor negativo será inserido no gráfico, abaixo da linha zero. É interessante ressaltar que quanto menor for o intervalo de tempo determinado para a linha momentum, mais sensível será esta linha, de forma que ela apresentará oscilações mais fortes. Em sentido oposto, quanto maior o intervalo, menos sensível ela será e deverá apresentar oscilações mais suaves. Sinais de compra e venda Ao utilizar a linha momentum como um gerador de sinais de compra e de venda, o investidor deve ter cautela, já que o simples fato do oscilador cruzar a linha zero não revela necessariamente um sinal seguro. Ou seja, não justifica operações contrárias à tendência. Desta maneira, o sinal de compra é dado quando a linha momentum cruza a linha zero de baixo para cima, mas somente se o ativo estiver em tendência de alta. O mesmo vale para o sinal de venda, que só será relevante se a linha momentum cruzar a linha zero de cima para baixo somente em tendência de queda. Saiba em que ponto está à tendência Uma análise mais apurada da linha momentum fornece ao investidor a percepção da velocidade da tendência observada, ou seja, se esta se apresenta estável, acelerando ou desacelerando. Assim, quando a linha momentum está acima do zero e subindo, juntamente com uma tendência de alta previamente observada, com preços crescentes, indica que esta tendência está acelerando. Mas, se a linha momentum se estabiliza, esta é a indicação de que os novos ganhos atingidos nos últimos fechamentos estão se igualando ao ganhos de 10 pregões

15 anteriores, ou seja, enquanto os preços estão avançando, a velocidade com que isso ocorre diminuiu. Além disso, quando a linha momentum cruza a linha zero de cima para baixo e a tendência de alta nos preços continua, este é o sinal de que esta tendência está desacelerando, ou está perdendo momentum. Então, quando a linha momentum move-se abaixo da linha zero, o preço do último fechamento está abaixo do preço do fechamento de 10 pregões atrás e uma tendência de queda de curto prazo pode ser observada. Só então quando a linha se afasta da linha zero para o sentido negativo do gráfico é que a tendência de queda começa a ganhar momentum. Atenção na hora de utilizar o indicador Note que é importante observar que se os últimos preços foram inferiores àqueles de 10 pregões anteriores, a linha momentum começa a declinar, mesmo quando os preços ainda estão subindo, de forma que é esta a maneira pela qual este oscilador mede a aceleração ou desaceleração na tendência observada. Além disso, em razão da maneira como este indicador é construído, ele está sempre um passo a frente do movimento dos preços, de forma que ele lidera o avanço ou declínio dos preços quando a tendência atual ainda está vigorando. A partir disso, começa a mover-se em direção oposta, à medida que os preços começam a cair ou subir, dependendo da tendência. Desta maneira, a atenção na hora de utilizar a linha momentum é importante, já que, diferente de outros osciladores, ela dá uma noção mais ampla da velocidade da tendência do que de sinais de compra e venda, visto que estes sinais são revelados unicamente em função da tendência observada e não pelo simples fato da linha estar acima ou abaixo do zero.

IFR: saiba como usar esta ferramenta da análise técnica para se guiar no mercado
O uso da análise técnica no mercado acionário pode ser muito útil para guiar o investidor e dar assistência na hora da tomada de decisões. Esta importante ferramenta, que utiliza principalmente gráficos para mostrar visualmente os movimentos do mercado, é composta também por diversos indicadores estatísticos. O Índice de Força Relativa, ou IFR, como é mais conhecido, é um dos indicadores mais utilizados pelos analistas técnicos. Através dele é possível confirmar tendências de mercado, identificar possíveis pontos de reversão e ter uma noção de quando o mercado está comprado ou vendido. Pontos relevantes do IFR O IFR oscila dentro de uma escala que vai de 0 a 100, sendo que alguns analistas afirmam que oscilações acima dos 70 pontos indicam que o mercado está "comprado" e oscilações abaixo dos 30 pontos indicam que o mercado está "vendido". Além disso, em tendências de alta, o mercado pode ser considerado comprado acima dos 80 pontos,

16 enquanto em tendências de queda o mercado pode ser considerado vendido abaixo dos 20 pontos. É interessante citar também que alguns analistas acreditam que as indicações mais relevantes do IFR, como Failures Swings e as divergências que veremos a seguir, ocorrem acima dos 70 pontos e abaixo dos 30 pontos. Além disso, as divergências são consideradas as indicações mais sólidas do IFR. Top e Bottom Failure Swing Alguns padrões observados no comportamento do IFR, que é considerado como um oscilador, assim como o Momentum, podem nos dar indicações muito importantes dos rumos do mercado. Por exemplo, o Top Failure Swing, ou uma falha na oscilação de alta, pode indicar uma reversão da tendência de alta. Este movimento ocorre quando um topo no IFR, acima dos 70 pontos, falha em exceder o topo anterior numa tendência de alta e é seguido pelo rompimento de um fundo anterior. No gráfico avaixo, isso oorre no ponto B. Em sentido contrário, o Bottom Failure Swing, que é uma falha na oscilação de baixa, pode indicar uma mudança na tendência de queda para uma tendência de alta. Esta reversão pode ser identificada quando um fundo, abaixo dos 30 pontos, excede o fundo anterior em uma tendência de queda, como no ponto A do gráfico abaixo, e é seguido pelo rompimento de um topo anterior.

Muita atenção às divergências

17 Além dos movimentos de Top e Bottom Failure Swing, existe outra, e talvez mais importante, maneira de se identificar reversões de tendências através do IFR. Atente para as divergências! Quando uma divergência entre o IFR e a linha de preços (gráfico de barras ou candlestick) é percebida, ou seja, a linha de preços está apontando alta e o IFR não, e caso isso ocorra acima dos 70 pontos ou abaixo dos 30 pontos, pode ser um importante aviso para o investidor ter cautela, já que esta divergência poderá indicar uma reversão da tendência previamente identificada. Além disso, alguns analistas também utilizam a linha dos 50 pontos como suporte no caso de tendência de queda e ou como resistência do caso de uma tendência de alta. Há também analistas que apostam na compra quando o IFR está acima dos 50 pontos ou na venda, quando o IFR está abaixo dos 50 pontos. Aguarde movimentos de confirmação É importante ressaltar que, quando a tendência definida é muito forte, o IFR tende a ter oscilações igualmente fortes, de forma que ele poderá proporcionar uma leitura errada do mercado. Por exemplo, em uma tendência muito forte de alta, ele vai indicar com maior freqüência que o mercado está comprado, por isso, é preciso cautela na hora de liquidar as posições em tendências ainda lucrativas. Desta maneira, é mais seguro esperar alguns movimentos antes da tomada de decisão. Assim, quando um movimento entra na zona comprada, acima dos 70 pontos, este é apenas um primeiro aviso, aguarde o movimento seguinte. Se este falhar em confirmar o movimento anterior, então uma provável divergência pode estar sendo observada. Se em seguida o IFR se mover para a direção oposta do movimento observado e romper o fundo anterior, então o Top Failure Swing estará confirmado. Em sentido oposto, caso o primeiro movimento entre na zona vendida, abaixo dos 30 pontos, e o segundo movimento não o confirmar e romper o topo anterior, temos então a confirmação do Bottom Failure Swing. Combine indicadores Em análise técnica, as decisões tomadas são bastante pessoais e dependem principalmente do perfil do investidor, quanto ele está disposto a arriscar em troca de um determinado retorno, mas caso você opte por mais segurança na hora de operar através da análise técnica, analistas sugerem a combinação de gráficos e indicadores. Assim, ao utilizar o IFR você também pode utilizar as médias móveis num gráfico de candlestick. Simultaneamente, a utilização dos conceitos de suporte e resistência e das linhas e canais de tendência podem proporcionar a você ainda mais segurança. Lembre-se que, quando uma tendência ou ponto de reversão é identificado e confirmado em mais indicadores, mais segura será a tomada de decisão.

Análise técnica: conheça o oscilador estocástico e como fazer a leitura de seus sinais

18 Uma das ferramentas que podem ajudar o investidor a operar com mais consciência no mercado acionário é a análise técnica. Esta se baseia na análise visual e estatística dos movimentos do mercado, possibilitando a identificação de tendências e possíveis pontos de reversão, de forma a auxiliar na tomada de decisão. Saiba mais sobre o oscilador estocástico No contexto na análise técnica, diversos indicadores podem ser utilizados e combinados a fim de elevar a segurança na hora da tomada de decisão. Um destes indicadores é o Estocástico, um tipo de oscilador, criado em 1950, que revela em termos percentuais a relação da cotação atual de um ativo com seu maior ou menor preço em um determinado período de tempo. O período mais utilizado é 14 dias. O indicador estocástico é composto por duas linhas, a K, considerada mais rápida (ou mais sensível), e a linha D, considerada mais lenta e também mais observada pelos analistas. Estas linhas oscilam entre uma escala vertical que varia de 0 a 100, de forma que abaixo da escala 20 o ativo é considerado vendido e acima da escala 80 é considerado comprado. Uma leitura do gráfico acima dos 80 indica que o preço de fechamento do ativo está próximo de seu maior pico num dado período de tempo, de maneira que uma leitura do gráfico abaixo dos 20 revela que o preço de fechamento está próximo do seu menor fechamento do período determinado. Atente para as divergências O principal sinal a ser observado no indicador estocástico fica com as divergências constatadas entre a linha de preços e a linha D, que é calculada como a média móvel de três dias da linha K, quando esta se encontra nas regiões do gráfico onde o ativo pode ser considerado comprado ou vendido. Desta forma, uma divergência de queda ocorre quando a linha D, acima de 80, forma dois picos decrescentes enquanto que os preços continuam a subir. Em sentido contrário, uma divergência de alta ocorre quando a linha D, abaixo de 20, forma dois vales crescentes enquanto os preços continuam a cair. Recomenda-se esperar dois fundos ou picos, pois o primeiro dá o sinal e o segundo confirma este sinal. Mas um ponto importante a ressaltar é que caso o quadro descrito se configure, o sinal de compra ou de venda mais confiável é dado quando a linha mais veloz K cruza a linha mais lenta D. Período utilizado pode ser semanal ou mensal No que se refere ao período de tempos utilizados no indicador, muitos analistas afirmam que este pode ser semanal ou mensal para perspectivas de longo prazo. Entretanto, o gráfico também pode ser utilizado em gráficos intraday para operações de curto prazo. Uma maneira de se combinar o estocástico diário e semanal é utilizar sinais semanais para determinar a direção do mercado e sinais diários para determinar o timing da sua decisão.

19 Diversos analistas recomendam a utilização do indicador estocástico com o Índice de Força Relativa (IFR), que, por também ser um oscilador, é semelhante, mas menos volátil que o estocástico. No modo combinado, os melhores sinais de compra e venda ocorrem quando os dois osciladores estão na região comprada ou vendida do gráfico.

Saiba como usar o MACD, um dos indicadores mais utilizados da análise técnica.
Operar no mercado de ações sem saber o que pode acontecer eleva ainda mais o risco inerente às aplicações em renda variável, mas a utilização da análise técnica, através de suas diversas ferramentas pode fornecer subsídios para a sua tomada de decisão. Moving Average Convergence Divergence Dentre os diversos indicadores estatísticos utilizados pelos analistas técnicos, e já apresentados pela InfoMoney, o MACD ou Moving Average Convergence Divergence, é um dos mais populares e confiáveis dos indicadores de análise técnica. O MACD foi desenvolvido por Gerald Appel e é composto pela linha de sinal e pela linha MACD, que é derivada da diferença de duas médias móveis exponenciais. Ao mesmo tempo em que este indicador pode revelar pontos de reversão de tendência do mercado, também possibilita a identificação visual do ativo "comprado" ou "vendido" facilitando a tomada de decisão para o momento certo de entrar ou sair do mercado. Utilize o MACD como oscilador Assim como na utilização das médias móveis comuns, cruzamentos entre a linha de sinal, mais lenta das duas linhas, e a linha MACD, podem indicar a compra ou a venda de um determinado ativo. Assim, a sinalização de compra se dá quando a linha MACD cruza a linha de sinal de baixo para cima, de forma que a sinalização de venda acontece quando a linha MACD cruza a linha de sinal de cima para baixo. Mas esta não é a única análise que podemos fazer através do MACD. Este indicador também funciona como um oscilador, já que os valores medidos pelo indicador oscilam acima ou abaixo de uma linha tida como um referencial zero, que funciona basicamente como o divisor entre um mercado comprado ou vendido, dependendo do volume. Desta maneira, quando as linhas se encontram muito acima do zero, a leitura que se pode fazer é que o ativo está comprado, e quando as linhas estão muito abaixo do zero o ativo pode ser considerado vendido. Neste sentido, analistas afirmam que os melhores sinais de compra, por exemplo, são aqueles quando os preços do ativo estão bem abaixo da área vendida. Divergências no MACD Assim como o Índice de Força Relativa (IFR), divergências entre o MACD e a linha de preços também indicam possíveis pontos de reversão de tendência. Assim, quando uma divergência de baixa ocorre, ou seja, quando a linha MACD está bem acima de zero e dá início a um movimento de queda ao mesmo tempo em que a linha de preços mantêm-se em tendência de alta, este pode ser um sinal do início da tendência de queda.

20 Em sentido contrário, quando a linha MACD está bem abaixo da linha zero e indica alta, enquanto que a linha de preços continua apontando queda, pode ser feita a leitura de uma possível reversão da tendência de queda para uma nova tendência de alta. O histograma de MACD Além das linhas convencionais de MACD, o histograma de MACD, que permite a visualização da diferença entre a linha MACD e a linha de sinal através de barras ou gráfico de área, também pode auxiliar o investidor a se orientar no mercado acionário. Embora este também, quando acima ou abaixo da linha zero, pode indicar compra ou venda, o seu ponto mais importante é justamente a visualização da diferença entre as duas linhas. Desta forma, quando o indicador está acima da linha zero e começa a se aproximar dela, esta pode ser uma indicação de que a tendência de alta está perdendo força, em sentido oposto, quando o histograma está abaixo de zero e começo a se aproximar dele, a tendência de queda pode estar perdendo força.

Análise técnica: indicador ADX ajuda a definir a força de uma tendência
Outro ponto relevante diz respeito aos "alarmes falsos". Existem vários momentos onde os indicadores sinalizam uma tendência, mas será que esta tendência é forte o suficiente para justificar a entrada ou saída? Muitas vezes não, o que acaba levando o investidor a perder dinheiro, inclusive em custos de operação. Ajuda para medir a força da tendência Um indicador que pode ser útil para medir a força de uma tendência é o Índice de Direção do Movimento, ou ADX (Average Directional Index), criado por J. Welles Wilder exatamente com o objetivo de medir quão intensa é a tendência atual. Com ele, fica mais fácil determinar se o mercado está com tendência definida, trending, ou "andando de lado", trading. O ADX é um oscilador que varia entre 0 e 100, embora leituras acima de 60 sejam raras. O indicador abaixo de 20 indica tendência fraca, porém, por outro lado, leituras acima de 40 mostram uma tendência forte. Vale lembrar que o indicador não aponta se a tendência é de alta ou baixa, apenas identifica a força da tendência. O ADX pode ser usado também para indicar mudanças no mercado. Quando ele começa a se fortalecer de um patamar abaixo de 20 e passa para níveis acima desta marca, isso pode apontar para o início de uma tendência definida. Por outro lado, se ele está acima de 40 e começa a perder terreno, isso pode mostrar a desaceleração da tendência existente. Apesar de bastante útil, o ADX também apresenta limitações. Alguns analistas consideram que o indicador é lento para captar mudanças no mercado, já que é obtido com base em médias móveis. Além disso, outra crítica diz respeito ao uso do indicador em momento de picos ou vales significativos, ou seja, que ele se torna menos eficaz após formações em "V" no topo ou na base. Movimento direcional

21 O ADX é derivado de outros dois indicadores, também desenvolvidos por Wilder, conhecidos como Indicador Direcional Positivo (+DI) e Indicador Direcional Negativo (DI). Ambos são osciladores variando entre 0 e 100 e, a exemplo do ADX, são geralmente calculados para períodos de 14 dias. Pode ser dito que quando as diferenças entre -DI e +DI são pequenas, o mercado está "andando de lado", com diferenças significativas, por outro lado, indicando uma tendência. O cruzamento de baixo para cima do +DI sobre o -DI pode mostrar um ponto de compra, porém esta indicação deve ser confirmada também por outros indicadores para reduzir a chance de um "alarme falso". O mesmo cuidado vale quando o -DI cruza de baixo para cima o +DI, indicando um possível ponto de venda.

Compre e venda ações no momento certo utilizando as bandas de Bollinger
A banda de Bollinger é formada por três curvas desenhadas em relação ao preço dos ativos. A banda intermediária é uma média móvel comum e funciona como a base das demais bandas, que ficam posicionadas acima e abaixo da média móvel. É importante ressaltar que a linha intermediária normalmente é uma média móvel de 20 dias. Identifique o preço alvo do seu ativo uso mais básico das bandas de Bollinger é a identificação visual do momento em que o mercado pode ser considerado comprado ou vendido, momentos considerados favoráveis para entrar no mercado, se estiver vendido, ou sair dele, se estiver comprado. Assim, à medida que o gráfico toca ou cruza a banda alta o mercado pode ser considerado comprado, em sentido contrário, quando o gráfico toca ou cruza a banda baixa o mercado pode ser considerado vendido. Desta maneira, analistas recomendam a utilização das bandas também como uma forma de determinação de preço alvo, tanto para a compra como para a venda do ativo. Assim, se o preço de um determinado ativo cruza a linha média em sentido à banda alta, a cotação que se encontra nesta banda torna-se o preço alvo do ativo. Em sentido oposto, se o gráfico cruzar a média intermediária de cima para baixo, o preço alvo da ação será aquele que coincide com a banda baixa. Identifique pontos de mudança da tendência Além disso, a observação do comportamento do gráfico de barras ou candlesticks juntamente com as bandas de Bollinger pode sinalizar momentos de reversão nas tendências do mercado, possibilitando a antecipação de pressões vendedoras ou compradoras. Assim, quando identificada uma forte tendência no mercado, o gráfico tende a oscilar entre a média móvel intermediária e abanda alta ou a baixa, de forma que quando esse gráfico cruza a média intermediária, este pode ser o sinal de uma reversão da tendência do mercado.

22 Por exemplo, numa forte tendência de alta o gráfico estará oscilando entre a banda alta e a média intermediária, se o gráfico cruzar a linha do meio, para baixo, atente para uma possível reversão da tendência de alta. Atente para a distância entre as bandas Ao utilizar as bandas de Bollinger, não esqueça de observar também a distância entre as duas bandas. É comum, em períodos de grande volatilidade no mercado, que a distância entre as bandas aumente. Em sentido contrário, quando as bandas estão mais próximas, o mercado está menos volátil. Além da técnica de identificação de reversão citada acima, analistas afirmam que o distanciamento das bandas também pode sinalizar mudanças nas tendências. Fique atento então a momentos em que as bandas divergem ou convergem, pois um início de movimento pode ser identificado quando as bandas estão divergindo, e o fim de um movimento é sinalizado quando as bandas estão convergindo. Vale ressaltar que quando um movimento está no meio, as bandas seguem paralelas. Combine as bandas de Bollinger com o IFR Como todo indicador técnico, recomenda-se a utilização das bandas de Bollinger com outros indicadores. Entretanto, estes indicadores devem ter características distintas do indicador de Bollinger, pois indicadores que utilizam o mesmo princípio das bandas deveram apresentar sempre a mesma tendência. Por isso, analistas recomendam a combinação das bandas de Bollinger com indicadores onde seja possível observar com clareza momentos em que o mercado está comprado ou vendido. O Índice de Força Relativa, conhecido também por IFR, é um bom indicador e pode ser combinado com as bandas de Bollinger.

Números de Fibonacci: forma simples para tentar prever reversões de mercado
Por trás da razão de ouro, que também explica uma quase infinidade de relações na Natureza, está a seqüência de números descoberta por Leonardo Pisano, conhecido como Fibonacci, matemático italiano nascido no século XII. Em estudo sobre o crescimento da população de coelhos, Fibonacci descobriu uma seqüência de números, onde o próximo número corresponde à soma dos anteriores. Partindo do número 1, o italiano obteve sua seqüência: 1, 1 (1+0), 2 (1+1), 3 (1+2), 5 (2+3), 8 (3+5), 13 (5+8) e daí por diante, atualmente conhecida como os números de Fibonacci. A relação entre os números seqüenciais (13/8, 21/13, 34/21, etc..) tende a 1,618, que nada mais é do que a razão de ouro. E o que isso tem a ver com o mercado de ações? A aplicação da seqüência e da razão de ouro, mais especificamente o seu inverso, 0,618, na análise dos padrões de reversão de ações é o ponto que liga Fibonacci ao mercado de ações. São pontos baseados nos números descobertos pelo italiano que, segundo muitos analistas, podem indicar os níveis de suporte ou resistência de um papel.

23 Vamos imaginar uma tendência forte de alta, no qual o preço do papel passa de R$ 10 para R$ 20. Para obter os pontos de suporte e resistência, basta utilizar a seqüência de Fibonacci com cinco pontos: 0% (o ponto mais alto da tendência, no caso R$ 20), 38,2%, 50%, 61,8% (inverso da razão de ouro), e 100% (no caso o ponto mais baixo, R$ 10). Neste exemplo, após atingir o seu objetivo, a R$ 20, os papéis tendem a passar por um período de correção, com a primeira linha de suporte ficando em 38,2%, para depois cair para 50%. Uma recuperação a partir deste patamar pode ser seguida por uma nova correção, mas desta vez o suporte é mais embaixo, na linha de 61,8%. Os três passos Em termos práticos, três passos são necessários: calcular o valor total da alta registrada: R$ 10, entre R$ 10 e R$ 20; calcular o primeiro nível de correção de Fibonacci do movimento anterior; Analisar o comportamento de preço para confirmar se os preços encontram suporte no nível previsto.

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Assim, para muitos analistas, os números de Fibonacci são uma forma simples de obter indicações de possíveis pontos de reversão, pontos de entrada otima ou mesmo níveis de stop loss. Considerando que os preços quase nunca seguem uma tendência linear, os analistas acreditam que os preços acabam mostrando reversão de suas tendências em torno das proporções obtidas a partir dos números de Fibonacci.

24 Arcos e leques Além da construção de linhas retas, as linhas de reversão de Fibonacci, muitos analistas também consideram outras formações, como os arcos e os leques de Fibonacci. Nos arcos, ao invés de traçar linhas retas a partir dos pontos 38,2%, 50% e 61,8%, os analistas, como se usassem um compasso com a ponta nas proporções de Fibonacci, traçam arcos. Já os leques são compostos por linhas diagonais, traçadas a partir de uma linha invisível que liga os pontos de alta e baixa do gráfico, linhas estas que indicam os pontos de suporte e resistência. Considerações e limitações Por ser uma forma extremamente simples de tentar obter níveis de suporte e resistência, o uso dos números de Fibonacci deve ser encarado com cautela, seguindo a regra clássica da análise técnica: nunca confie somente em um indicador, sempre valendo a pena analisar o maior número de indicadores relevantes possíveis. Por outro lado, o seu grau de aceitação junto à comunidade investidora muitas vezes acaba sendo justificado, já que o indicador se mostra como uma alternativa bastante interessante para analisar o sobe-e-desce do mercado.

Análise Técnica: preveja o timing do mercado com os números de Fibonacci
Descobertos pelo matemático italiano de mesmo nome no século XII, os números de Fibonacci obedecem à simples regra de que a soma de dois números consecutivos quaisquer é sempre igual ao próximo número. Desta forma, partindo do número 1, a seqüência se sucede em 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, e assim por diante, até o infinito. Simples, porém enigmática. A relação entre qualquer número de tal seqüência sobre seu anterior sempre dá origem ao número 1,618, chamado de razão de ouro ou proporção áurea. Seja qual for sua denominação, o número está misteriosamente presente na proporção de diversos elementos da natureza. Fibonacci também no mercado de ações "Os números de Fibonacci são usados para calcular padrões em toda a natureza, inclusive nas reações dos homens, e por isso, pode ser usado também para acompanhar preços", afirma James Franciscus, da Modulus Financial Engineering. De fato, a seqüência descoberta na Idade Média é hoje aplicada por diversos analistas técnicos na tentativa de se prever pontos de resistência e suporte e de se detectar antecipadamente tendências de ativos no mercado. E não são poucas as formações aplicadas pela análise técnica. A mais comum, baseada na construção de linhas retas de Fibonacci, consiste em traçar pontos de recuo no comportamento gráfico dos ativos, com base em porcentagens derivadas da seqüência, principalmente as reversões de 38,2% e 61,8%, esta última baseada no

25 inverso do número áureo, isto é, em 0,618. Há ainda outras formações sustentadas na razão de ouro, como os arcos e os leques de Fibonacci. Passo a passo O Fibonacci Time Zones se traduz como uma série de linhas verticais baseadas no movimento do padrão de tempo do ativo a ser analisado, espaçadas nos intervalos 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, e daí por diante. A primeira linha é posicionada em um ponto extremo do gráfico, seja de alta ou baixa na cotação do ativo, e as subseqüentes linhas crescem de acordo com os números de Fibonacci. Como exemplo, veja o gráfico abaixo:

Tal comportamento é típico de um movimento de alta. Neste caso, o primeiro passo é posicionar a primeira linha no primeiro fundo da onda para, posteriormente, traçar outra linha com espaçamento na proporção de 61,8%. Feitas tais etapas, é possível prever um ponto significativo do movimento do ativo, mais provavelmente uma retomada da trajetória de alta, localizada na última linha. É por esta razão que o Fibonacci Time Zones é considerado um indicador "leading", isto é, que permite a previsão de mudanças que ocorrerão em tempos futuros, e não apenas a compreensão de fatos já passados, como ocorre nos chamados indicadores "lagging".

26 O procedimento é o oposto quando adotado a um movimento declinante, como o configurado no gráfico abaixo:

Aqui, a primeira linha é posicionada no primeiro topo da onda, para posteriormente a linha dos 61,8% ser fixada no fundo formado pelas ondas do desempenho gráfico do ativo. Analogamente, o resultado será um ponto significativo do movimento da ação, provavelmente uma retomada de trajetória de queda, na última "linha de tempo de Fibonacci".

Em busca da tendência do mercado? Padrões gráficos indicam próximos passos
Uma ferramenta muito utilizada pelos grafistas para otimizar a eficiência desta busca por oportunidades no mercado são os padrões dos gráficos, ou seja, certas figuras que apresentaram formações semelhantes ao longo do tempo. Segundo consta, caso identificado um padrão, a probabilidade de ocorrência do mesmo se torna grande e o investidor tem uma "bússola" para o próximo movimento do ativo analisado. Teoricamente, existem dois tipos de padrões: continuação e reversão. O padrão de continuação sinaliza que a tendência recorrente tem grande probabilidade de

27 manutenção, enquanto os padrões de reversão indicam que a trajetória vigente está "perdendo força", sinalizando uma mudança de comportamento. Entre os padrões de reversão já verificados, um dos mais conhecidos entre os analistas técnicos é o padrão O-C-O, o famoso Ombro-Cabeça-Ombro. O nome pitoresco advém do padrão, cuja figura aparentemente lembra os ombros e a cabeça de uma pessoa. Características Segundo a equipe da Leandro.Stormer, esse padrão tem início quando o mercado está em tendência de alta e sofre uma leve correção durante o caminho, caracterizando o primeiro ombro. Em seguida da queda, o ativo forma um canal de alta, e encerra o movimento em um topo mais alto do que o primeiro, formando a cabeça do O-C-O. Após esse novo topo, o mercado volta a cair e faz um fundo em linha com o primeiro ombro. A partir daí, "já podemos desconfiar que se trata de um O-C-O", ressaltam os analistas da Leandro.Stormer. Diante ao padrão praticamente formado, traça-se uma linha de suporte ligando os dois fundos dos ombros, denominada linha do pescoço. A confirmação do padrão se dá com a penetração desta linha, encadeada por um recuo e um teste no suporte do padrão. Após a aparente retomada do otimismo, é que será verificada a derrocada do mercado, com objetivo mínimo entre a linha do pescoço e a cabeça, verificado pela linha cinza da figura.

O-C-O invertido

28 Este padrão se assemelha com o O-C-O tradicional, porém a cabeça se forma no fundo da figura e os ombros nos topos, sinalizando a probabilidade de reversão da tendência de baixa para alta. Os objetivos são os mesmo. Segundo a equipe da Leandro.Stormer, o ativo vem de uma tendência de queda forte, faz um fundo e se recupera, caracterizando o primeiro ombro. Após a alta, recua consideravelmente e forma a cabeça da figura. A partir desta região, sobe até a linha do primeiro ombro, onde sofre uma correção e forma o segundo ombro. Diante a clara formação, já se pode definir a linha do pescoço. Acima desta resistência, haverá uma formação de alta seguida de um pull back, onde o ativo pegará impulso e engatará uma nova tendência de alta.

Bandeira e flâmula sinalizam patamar para sair ou entrar no mercado
Este tipo de movimento, facilmente verificado via análise técnica, faz surgir um dos padrões de continuação mais interessantes do instrumental. Características do padrão As bandeiras e flâmulas aparecem fundamentalmente em tendências fortes de alta ou de baixa, acompanhadas por um expressivo volume. Após o significativo movimento, a tendência esbarra em um período de congestão, onde o investidor deverá monitorar o racional de sua estratégia, já que este patamar será decisivo para o viés do ativo.

29 Caso a acumulação detenha formato de retângulo, está caracterizada uma bandeira:

Enquanto uma formação triangular pode ser considerada uma flâmula.

O fim do padrão é declarado quando o ativo consegue romper a congestão, com objetivo semelhante à extensão do mastro, representado pela linha azul. Ou seja, se os preços subiram ou recuaram 10% no primeiro momento, o ativo deverá movimentar-se nesta mesma proporção após a congestão, como exemplificado pela linha preta das figuras. Pontos importantes Os analistas da Leandro.Stormer lembram que, que quanto mais vertical for o mastro, maior será a força do padrão. Também é importante prestar atenção ao movimento subseqüente da congestão. Se for procedido por um fraco volume, a formação dever ser colocada em xeque.

30 Apesar da ressalva, as estimativas da equipe apontam que as bandeiras e flâmulas têm um percentual de 90% de acerto como padrão de continuação, uma grande probabilidade de concretizar o movimento após romper a congestão. Por ser de curto prazo, estima-se que o padrão de continuação dure entre uma a doze semanas, já que, a partir daí, a bandeira ou flâmula pode ser considerada como retângulo ou triângulo simétrico, respectivamente.

Compra na alta e venda na baixa: veja dicas para escapar desta armadilha
Comprar um ativo em alto preço e vendê-lo na baixa, ocorrência freqüente no mercado, pode guardar algumas "armadilhas", escondendo muitas vezes padrões de reversão que resguardam ótimas oportunidades de auferir lucros. Um exemplo corriqueiro desta incidência para quem opera via o instrumental de análise técnica são os topos e fundos duplos. Topo duplo Conforme descreve a equipe da Leandro.Stormer, um topo duplo é formado quando os preços vêm em uma tendência de alta, sofrem correção e na seqüência engatam novamente trajetória de ganhos. Entre as máximas, o movimento de desvalorização dos preços forma um pequeno fundo, mais conhecido como "vale". Este será o suporte principal da figura e a faixa na qual o investidor deverá operar. A confirmação do padrão vem com a perda do suporte principal, o "vale", cuja queda deverá ter amplitude da faixa traçada entre o topo e o suporte. Fundo Duplo As características do fundo duplo são as mesmas do topo duplo, porém, de forma invertida. O padrão ocorre quando os preços vêm em uma tendência de baixa e formam um fundo, reagem por um breve momento até encontrarem uma forte resistência, voltando a se desvalorizar, formando um novo fundo em linha com o primeiro. A confirmação do padrão vem com a perda da resistência principal, cuja alta deverá ter amplitude da faixa entre o topo e os fundos, sinalizada novamente pela linha vermelha da figura.

Procurando ponto de entrada no mercado? Triângulos podem auxiliar
Quando as oscilações começam a atingir amplitudes menores ao longo do tempo, indicando o cessar da indecisão por parte dos agentes, o analista técnico não raro identifica na apreciação de determinado ativo a formação de um triângulo, padrão que pode elucidar sua dúvida quanto aos passos do mercado. Características

31 Segundo a equipe da Leandro.Stormer, para se traçar um triângulo é necessário quatro pontos: dois fundos e dois topos. Dentro da análise técnica, existem três tipos de triângulos: simétrico, ascendente e descendente. Mais conhecidos como padrões de continuação, os triângulos indicam o ponto no qual a congestão deverá ser rompida, como exemplificado pelo triângulo simétrico abaixo.

Assim como em outras formações, para se confirmar a vigência do padrão, é indispensável relacionar o rompimento do triângulo com o volume. Os analistas da Leandro.Stormer indicam que as melhores perfurações ocorrem entre a metade e três quartos do comprimento da formação. Além de indicar o possível rumo dos preços, também é presumível saber quão duradouro será o movimento, transferindo a medida da amplitude da base do triângulo ao perímetro onde foi rompida a barreira da congestão. Outro fator ressaltado pela Leandro.Stormer é a possibilidade de um pull back após o rompimento da formação, onde os preços se aproximam da linha recém ultrapassada e depois retomam a direção do movimento prévio. Triângulos ascendentes e descendentes Diferente do simétrico, onde há dubiedade quanto ao próximo movimento do mercado, os triângulos ascendentes e descendentes indicam com maior lucidez a probabilidade do rumo dos preços. No caso do triângulo ascendeste, onde o suporte é a linha ascendente e a resistência a horizontal, a formação indica que o ativo deverá romper a resistência e estender a tendência de alta, como demonstra a figura.

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Já no triângulo descendente, caracterizado por um suporte horizontal e resistência descendente, a figura tende a sinalizar a manutenção da queda.

Como são formações de continuação, os analistas da Leandro.Stormer indicam que os investidores devem procurar os padrões em papéis com tendência de alta ou de baixa, relacionando as peculiaridades das formações descritas. As cunhas Semelhantes aos triângulos simétricos, as cunhas apenas se diferenciam pela inclinação das linhas que formam o padrão, sendo caracterizadas por duas linhas convergentes. Já os triângulos simétricos são formados por linhas convergentes ascendentes e descendentes.

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Na análise técnica, existem dois tipos de cunhas, as descendentes e as ascendentes. Conhecidas por representarem padrão de alta, as cunhas descendentes rompem para

34 cima a congestão, enquanto as ascendentes penetram o suporte da formação, indicando manutenção de baixa. Porém, assim como em outras formações, para se confirmar à vigência do padrão, é indispensável relacionar o rompimento da cunha com o volume.

Análise Técnica: como utilizar com maior eficiência as Bandas de Bollinger
Em meados da década de 1980, John Bollinger desenvolveu as Bandas de Bollinger para entender melhor a volatilidade do mercado e capturar “irracionalidades” dos investidores em relação ao comportamento dos preços frente à sua volatilidade. Desmembrando as Bandas de Bollinger Como relatado, as Bandas de Bollinger são compostas, tradicionalmente, por uma banda central, representada pela média móvel de 20 períodos, e duas bandas paralelas (superior e inferior). As linhas que formam o envelope em torno da média móvel são calculadas a partir do desvio padrão da banda central, a fim de estipular uma medida de dispersão e identificar o nível de volatilidade do mercado estudado. Nas plataformas de análise técnica espalhadas pelo mercado, o multiplicador do desvio padrão considerado é o tradicional +2;-2, estipulado para a periodicidade da média móvel de 20 períodos. De acordo com Bollinger, o ajuste das bandas pode ser alterado em função da média móvel utilizada, conforme a necessidade do investidor. Se a média móvel escolhida for de 10 períodos, o autor sugere ajustar as bandas paralelas com multiplicador de 1,9, enquanto para uma média móvel de 50 períodos, o multiplicador deve ser de 2,1. Aplicando as bandas no mercado A combinação entre indicadores técnicos e as Bandas de Bollinger também é poderosa para a análise de preços. Quando o candle toca a banda superior, somado a uma tendência de alta, a confirmação de um indicador de volume é uma boa sinalização. “Ocorrências de tags na banda superior sem confirmação por parte dos indicadores são sinais de enfraquecimento da tendência de alta em curso, assim como a ocorrência de tags sem confirmação da banda inferior é um sinal de enfraquecimento da tendência de baixa em curso”, afirma Pacheco. A figura exemplifica o fato:

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Fuga das bandas Calibrado com uma média móvel de 13 períodos, o envelope das Bandas de Bollinger pode ser um bom sinal de sobrecompra ou sobrevenda do mercado no curto prazo, afirma Leandro Martins, analista e professor do Seu Consultor Financeiro, para que o investidor tenha uma noção se está comprando/vendendo em um momento de euforia/pânico do mercado em relação à média histórica dos preços. seus trades, Martins utiliza a fuga das bandas, ou seja, quando um candle se forma acima/abaixo do envelope, para identificar se os preços estão “esticados”, setup que pode ser potencializado aliado ao IFR (Índice de Força Relativa), como exemplificado com os papéis preferenciais da

36 Petrobras.

A lição mais importante Ao final da parte 1 do livro, no curto e não menos importante capítulo 5, Bollinger orienta o investidor sobre como avaliar uma decisão de investimento no mercado de ações e interpretar as informações existentes. Apesar das indicações de como utilizar as Bandas de Bollinger e outros instrumentos de análise técnica, o autor incita o investidor a moldar seus setups técnicos conforme o prazo de investimento e melhor adaptação. “Para ser bem sucedido, o investidor deve aprender a pensar por si. Isso é verdade porque eles são indivíduos únicos, com diferentes objetivos e diferentes critérios de risco-retorno”.

Confuso entre os candles? Conheça os principais padrões de reversão
este tipo de gráfico ganhou a simpatia dos investidores, tanto pelo apelo visual em relação aos gráficos tradicionais de barras, quanto pela maior agilidade de se visualizar quais forças dominaram o mercado através das cores dos candles. Padrões de Reversão de Alta Alta confiabilidade:

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Média Confiabilidade:

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Análise técnica: o potencial operacional agregado nos pivôs de alta e de baixa
Para entender e identificar melhor a variação das tendências do mercado, Charles Dow, pai da análise técnica moderna, introduziu os pivôs, que nada mais são que formações gráficas que determinam o início de uma nova tendência. Pivô de alta e de baixa Pelos conceitos de análise técnica, uma tendência de alta é definida quando existem topos e fundos ascendentes no gráfico, ao passo que uma tendência de baixa consiste em topos e fundos descendentes. Com este fundamento bem fixado, agora é possível identificar um pivô de alta. O mercado vem em uma tendência de baixa e reverte por algumas sessões sua tendência prévia, firmando seu primeiro fundo (F1). Após o rali de alta, volta a recuar e confirma

42 um topo (T). Depois de corrigir o movimento de valorização, os preços ganham força compradora e consolidam o segundo fundo (F2) da formação, este necessariamente acima de F1. Por fim, a formação só é confirmada quando o ativo ultrapassa com folga, de preferência com um volume razoável, o topo formado, como representado na figura:

A mesma lógica é aplicada para o pivô de baixa, mas, ao invés de fundos ascendentes, a figura é formada a partir de topos descendentes, e engatilhada ao romper o fundo formado após o rali de baixa, conforme a gravura:

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Ponto importante do mercado Como indicado, o pivô simboliza ao analista técnico que existe uma alta probabilidade de início de uma nova tendência, não exatamente uma confirmação. Há possibilidade do pivô não ser confirmado, ou seja, o ativo em questão não alterar sua tendência prévia. Portanto, é fundamental que o pivô seja confirmado ao final do pregão, preferencialmente com um candle acima da cabeça do pivô (linha vermelha) ou um rompimento com volume consistente, abrindo o pregão seguinte acima da cabeça do pivô ultrapassada. Além disso, recomenda-se que o investidor preste atenção em qual momento o pivô é acionado. De acordo com os analistas técnicos, o trader deve evitar operar o padrão quando a cabeça do pivô for rompida abaixo das linhas de tendências, pois, muitas vezes, serão movimentos falsos de pivô. Atendendo todos os requisitos, a linha da cabeça do pivô transforma-se em um ponto importantíssimo para o mercado, pois serve de entrada para a operação e, ao mesmo, representa um potencial stop loss para o trader, pois irá se tornar suporte (pivô de alta) ou resistência (pivô de baixa) relevante do ativo. Grosso modo, a confirmação da onda 2, decorrente do rompimento da máxima da onda 1, nada mais é que um pivô acionado. É a partir deste ponto que se traçam as expansões de Fibonacci, e, consequentemente, calcula-se a onda 3. Não por acaso é considerado o movimento mais forte da Teoria de Elliott. Outro método utilizado entre os investidores, especialmente os de curto e curtíssimo prazo, são os pontos de pivô, a fim de projetar, através de um cálculo matemático simples, os suportes e resistências do ativo.

44 Pontos de pivô Os relatos de mercado apontam que os pontos de pivô foram criados entre os traders da bolsa de mercadorias e futuros de Chicago, por volta da década de 1950. Sem avançados recursos em mãos, os operadores desenvolveram uma fórmula para antecipar os suportes e resistências dos ativos no intraday. Observando o comportamento diário dos preços, os traders perceberam que os ativos tendem, em média, a oscilar em torno de um número específico, intitulado por eles como Ponto Pivô (PP), este constituído pela seguinte média: PP = (Mx+Mn+Fch)/3 Mx = Máxima do ativo no dia anterior. Mn = Mínima do ativo no dia anterior. Fch = Fechamento do ativo no dia anterior. Com essa fórmula, os traders de Chicago encontravam o ponto de pivô do dia seguinte, que será a referência de todo o cálculo. A partir daí, calcula-se o primeiro suporte e a primeira resistência, como apresenta Leandro Martins, professor do Seu Consultor Financeiro: Suporte 1 = (2*PP) – Mx. Resistência 1 = (2*PP) – Mn. Aplicada a fórmula, os traders calculavam os próximos suportes e resistências do ativo, pela seguinte matemática: Suporte 2 = PP – (Res.1– Sup.1). Resistência 2 = PP + (Res.1 – Sup.1). Suporte 3 = PP – (Res.2 – Sup.2). Resistência 3 = PP + (Res.2 – Sup.2).

Análise técnica: cansado de operar falsos rompimentos? Trix pode ser a solução
Sendo um indicador de momento, o Trix oscila entre um eixo zero, que serve como delimitador para indicar o início de uma nova tendência. Como dito, o oscilador é resultado da variação percentual de três médias móveis de um mesmo período. Aparentemente complexa, a formulação do Trix é a principal característica positiva do indicador. O filtro de três médias móveis exponenciais aproxima muito mais o oscilador do preço à vista, uma vez que pondera por três oportunidades os valores mais recentes.

45 Deste modo, ele torna-se mais fiel à tendência média do mercado e elimina as oscilações bruscas que podem afetar a interpretação do movimento. Apesar das vantagens, é recomendado utilizá-lo sempre acompanhado com um outro indicador de tendência, para minimizar os falsos movimentos. Antecipando os movimentos Popular entre os analistas técnicos, o Trix pode ser encontrado na maioria das plataformas disponíveis no mercado. Uma vez plotado no gráfico, o investidor tem a opção de escolher a forma na qual o oscilador será apresentado, sendo por uma linha ou histograma, como exemplificado através do Ibovespa:

Neste caso, os sinais são dados conforme o cruzamento do Trix em relação ao eixo zero. Caso passe a oscilar acima do delimitador, indica compra, enquanto movimentos abaixo sinalizam venda. Outra maneira de utilizar o Trix é combinando-o com uma média móvel de curtíssimo prazo (5 – 8 períodos, por exemplo) como uma linha de sinal de compra e venda. O cruzamento para cima do indicador em razão da média móvel sinalizará compra, enquanto o inverso deixa um sinal de venda.

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Contudo, o investidor deve ficar atento ao utilizar este método, pois pode gerar mais sinais falsos de rompimento em relação à primeira sugestão. Outra alternativa é trabalhar com as divergências de preço ante a tendência do indicador, que costuma ser um bom termômetro para as operações.