DIREITO PROCESSUAL CIVIL I

Augusto Tavares Rosa Marcacini

Matéria para a Prova Intermediária do 1º semestre de 2008 I - Direito Processual Civil 1. Noções preliminares. Interesse, conflito de interesses, lide. Meios de solução da lide. 2. Direito material e direito processual. Subclassificação do Direito Processual. Características do Direito Processual. 3. Fontes do Direito Processual. 4. Eficácia da lei processual no tempo. Irretroatividade. Sistemas de aplicação da lei processual no tempo. 5. Eficácia da lei processual no espaço. Princípio da territorialidade. 6. Constituição e processo. Previsão constitucional dos órgãos jurisdicionais. Princípios fundamentais do Direito Processual: a)direito à tutela jurisdicional; b)devido processo legal; c)isonomia processual; d)assistência jurídica integral e gratuita; e)contraditório; f)juiz natural; g)publicidade; h)licitude das provas; i)fundamentação das decisões. 7. Breve histórico do Direito Processual. 8. Tendências do Direito Processual Moderno. II - Jurisdição 9. Funções do Estado: legislativa, administrativa e jurisdicional. 10. Jurisdição: conceito, características e finalidade. 11. Princípios inerentes à jurisdição. 12. A tutela jurisdicional. Tipos de tutela jurisdicional: a)tutela jurisdicional de decisão; b)tutela jurisdicional de execução; c)tutela jurisdicional cautelar. 13. Unidade da Jurisdição. "Espécies" de jurisdição. Conceito de competência (noções gerais). 14. Jurisdição contenciosa e jurisdição voluntária. 15. Organização do Poder Judiciário. 16. Independência do Poder Judiciário: a)ingresso e ascensão na carreira; b)garantias de independência e impedimentos. 17. Funções essenciais à Justiça: a)Ministério Público; a)Advocacia-Geral da União; c)Defensoria Pública; d)Advocacia. III - Ação 18. Conceito de ação e sua evolução. Ação e exceção. 19. Condições da ação: a)legitimidade de partes; b)interesse de agir; c)possibilidade jurídica do pedido. Carência de ação. 20. Elementos da ação: a)partes; b)pedido; c)causa de pedir. 21. Classificação das ações: a)ação de conhecimento (meramente declaratória, constitutiva e condenatória); b)ação de execução; c)ação cautelar.

12 de fevereiro de 2008 Apresentação dos objetivos do curso O Direito Processual Civil se aplica às defesas em Juízo, no Fórum; regula o processo judicial, controla o poder do Estado estabelecendo regras claras. Bibliografia; site http: //marcacini.Usjt.br além do programa, da tabela de alterações do CPC. Programa inicial

Direito Processual Civil
1. Noções preliminares. Interesse, conflito de interesses, lide. Meios de solução da lide. 2. Direito material e direito processual. Subclassificação do Direito Processual. Características do Direito Processual. 3. Fontes do Direito Processual. 4. Eficácia da lei processual no tempo. Irretroatividade. Sistemas de aplicação da lei processual no tempo. 5. Eficácia da lei processual no espaço. Princípio da territorialidade. 6. Constituição e processo. Previsão constitucional dos órgãos jurisdicionais. Princípios fundamentais do Direito Processual: Página 1 de 53
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a. direito à tutela jurisdicional; b. Devido processo legal; c. Isonomia processual; d. Assistência jurídica integral e gratuita; e. Contraditório; f. Juiz natural; g. Publicidade; h. Licitude das provas; i. Fundamentação das decisões. 7. Breve histórico do Direito Processual. 8. Tendências do Direito Processual Moderno.

13 de fevereiro de 2008 1. Noções preliminares. Interesse, conflito de interesses, lide. Meios de solução da lide.

Noções preliminares Três institutos fundamentais são: 1. JURISDIÇÃO 2. AÇÃO 3. PROCESSO JURISDIÇÃO Poder que tem o Estado de aplicar a Lei ao caso; AÇÃO O direito de exigir do Estado o exercício da jurisdição; PROCESSO Instrumento por meio do qual o Estado exerce a jurisdição. Algumas definições importantes: Um bem é qualquer coisa que atenda as necessidades humanas; se o bem é útil a pessoa se INTERESSA por ele. INTERESSE – é a relação que se estabelece entre a pessoa e o bem. 1. JURÌDICO - é o protegido pelo Direito Página 2 de 53
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1. INDIVIDUAL - de uma pessoa; 2. COLETIVO - da pluralidade de pessoas determinadas; 3. DIFUSO - da pluralidade de pessoas não determinadas; CONFLITO DE INTERESSES – advém da existência de interesses em grande quantidade e bens não suficientes para atender a todos. Pode ser: 1. INTIMO-· é da própria pessoa; 2. INTERSUBJETIVO entre pessoas. Para o Direito o interesse pode ser: 1. Protegido 2. Subordinado pagar o pão receber o pão

A PRETENSÃO é a iniciativa de fazer valer o seu interesse em face do outro. A RESISTÊNCIA se opõe à pretensão e aí as partes entram em litígio ou LIDE. LIDE – conflito de interesse qualificado por uma pretensão resistida. MODOS DE SOLUÇÃO DA LIDE 1. Autotutela – é a proteção de si mesmo; é crime (artigo 345 previsto no CP).

CÓDIGO PENAL - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência. Parágrafo único - Se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa.
Exemplificado:

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CÓDIGO CIVIL Art. 1210 (legítima defesa da posse) - § 1º - O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse. Art. 1283 - As raízes e os ramos de árvore, que ultrapassarem a estrema do prédio, poderão ser cortados, até o plano vertical divisório, pelo proprietário do terreno invadido.
2. Autocomposição – é onde uma das partes abre mão de seus interesses para chegar a acomodação do conflito. Pode ser por: a. Renúncia quando uma das partes abre mão do valor; b. Reconhecimento - quando uma das partes abre mão do valor; c. Transação quando ambas as partes abre mão do valor; 3. Justiça Privada – acontece pela conciliação ou mediação. a. As partes escolhem um terceiro, no qual ambos confiam, que vai definir a solução. b. As partes escolhem um terceiro, no qual ambos confiam, que vai atuar como árbitro. 4. Justiça Pública – é a justiça do Estado. a. Jurisdição – poder do Estado de dar uma decisão e de usar a força para fazer cumprir. b. Ação – direito de exigir do Estado que se faça justiça; c. Processo – instrumento para exigir a jurisdição judicial. 19 de fevereiro de 2008 LIDE – fato social decorrente da convivência em sociedade; Três institutos fundamentais: Jurisdição Ação Processo

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DIREITO MATERIAL x DIREITO PROCESSUAL DIREITO MATERIAL DIREITO PROCESSUAL Regras, de todos os outros ramos do Regras que regulam o exercício da Direito, para solucionar os conflitos de jurisdição (poder). interesse. Características do Direito Processual 1. Direito autônomo – regula de forma independente o exercício da Jurisdição; 2. Instrumental – se coloca a serviço do Direito Material; não é um fim em si mesmo; 3. Pertence ao ramo do Direito Público – porque regula o exercício do poder do Estado. Ramos do Direito Processual 1. Direito Processual Civil- não penal; trata dos conflitos de interesses civis; 2. Direito Processual Penal- penal; trata dos conflitos penais, onde existe crime. Devido a ramificações específicas do poder judiciário seguem alguns sub-ramos: Justiças especializadas: 1. Direito Processual do Trabalho 2. Direito Processual Eleitoral 3. Direito Processual Penal Militar Fontes do Direito Processual Civil 1. A fonte principal e objetiva é a LEI prescrita na Constituição Federal, nos incisos do artigo 5º; 2. CPC – é a lei padrão; é a lei ordinária; 3. Outras leis ordinárias (leis extravagantes) que regulam um tipo específico de Relação Jurídica e outras regras de convívio. Ex; Lei da Locação (8245/91) que regula, além do direito material, a relação processual entre o locador e o locatário, tais como, ação de despejo, de revisão do aluguel; outros exemplos são a Lei da pensão Alimentícia e a Lei de Falências. Qual a competência Legislativa do DPC? É a UNIÃO FEDERAL. Eficácia da lei no tempo e no espaço. Página 5 de 53
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Se a lei nova não especifica qual das três soluções seguir. Sistema de isolamento das fases processuais a. Atos são as diversas manifestações de vontades das partes feitas durante o transcorrer do processo. só as fases iniciadas após a vigência da lei nova estariam de acordo com ela. 2. 3. b. Exemplo: contratos de aluguel dentro da lei do inquilinato. 20 de fevereiro de 2008 Eficácia da lei. conforme previsto no artigo 1211 do CPC. Página 6 de 53 Paulo Sales (200710830) . Como um processo no seu desenvolvimento pode ser dividido em grupos de atos ou fases.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini No tempo (irretroatividade): VIGÊNCIA I VACACCIO LEGIS PROCESSO ANTERIOR VIGÊNCIA LEI NOVA PROCESSO POSTERIOR II VACACCIO LEGIS LEI NOVA PROCESSO EM ANDAMENTO Soluções: 1. instrutória e outras. Sistema de isolamento dos atos a. b. aplica-se a segunda: Sistema de isolamento dos atos. O processo em andamento não é afetado pela vigência de uma lei nova. b. c. ordenatória. Fases podem ser postulatória. Sistema da unidade processual a. só aqueles praticados após a vigência da lei nova estariam de acordo com ela. Pressupõe rigidez. Como um processo se desenvolve através de atos discretos.

Conforme inciso IV do artigo 5º da CF. Também chamado de “garantia de acesso à justiça” ou ainda de “princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional”. d. XXXV . Direito à tutela jurisdicional. Definição dos órgãos jurisdicionais  será visto adiante. DEVIDO PROCESSO LEGAL (expressão tradicional que data de 1354.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. em carta de barões ao seu rei). Publicidade. Assistência jurídica integral e gratuita. g. 2. Garantir uniformidade. Princípios fundamentais do Direito Processual: a. conforme inciso XXXV do artigo 5º da Constituição Federal. b. Deve ser legal: baseado na lei. h. b. Contraditório. Página 7 de 53 Paulo Sales (200710830) . do seu território. Deve ser devido: seguir as regras de andamento de modo que o litigante esteja preparado. d. f. Garantia constitucional de direito à ação. AÇÃO (tutela jurisdicional) a. Juiz natural. Devido processo legal. Isonomia processual. Princípios fundamentais do Direito Processual 1. i. b. 2.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini No espaço: Segundo o “PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE” deve-se aplicar a lei processual local. isonomia. Constituição e processo 1. c. c. Fundamentação das decisões. e. a. Licitude das provas.

ASSISTÊNCIA JURÍDICA INTEGRAL GRATUITA a. o qual deve ser participativo.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. 5. b. conforme inciso LXXIV do artigo 5º da CF. CONTRADITÓRIO a. 26 de fevereiro de 2008 4. portanto devem ter ciência de todos os atos do processo. 3. em processo judicial ou administrativo. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. sendo vedado o anonimato. com os meios e recursos a ela inerentes. Também é uma técnica do Juiz para chegar à verdade dos fatos. Previsto no inciso LV do artigo 5º da CF. As custas do processo são dispensadas para aqueles que comprovadamente sejam carentes. “Aos litigantes. Todos têm direito. ISONOMIA PROCESSUAL  “PARIDADE DE ARMAS”. Uma parte tem o direito de contradizer a outra.” b. a. Explicando melhor o “DEVIDO PROCESSO”: ISONOMIA – “Todas as pessoas são iguais perante a lei”.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini IV . c. que as partes tenham as mesmas oportunidades de defesa. Página 8 de 53 Paulo Sales (200710830) .é livre a manifestação do pensamento. Ex: Promessa de assistência jurídica integral e gratuita. LXXIV .

por exemplo. Incorruptível vi. XXXVII – “Não haverá juízo ou tribunal de exceção” Obs: um tribunal de exceção é aquele criado para julgar e depois se dissolve como. O processo é em regra público. exceto nos casos acima quando corre em segredo de justiça. 7. O Juiz deve ser: i. LIII - “Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente” b. “A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social assim o exigirem” b. iv. Habitual. previamente existente ao litígio. Defesa da intimidade das partes. ii. Previsto no inciso LX do artigo 5º da CF. PUBLICIDADE a. Habitual (previamente existente ao litígio) Previsto nos incisos XXXVII e LIII do artigo 5º da CF. Competente. v. Neutro (imparcial). JUIZ NATURAL i. de conhecimento do povo. Independente e ter essa independência assegurada iii. É livre o acesso aos autos do processo. Não pressionável v. Imparcial iv. Interesse social. Incorruptível (não pressionável). i. Página 9 de 53 Paulo Sales (200710830) . iii. no caso do julgamento do ditador Romeno.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 6. Neutro ii. isto é. ii. Independente (e ter as garantias dessa independência).

.. “Todos os julgamentos dos órgãos do poder judiciário serão públicos.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 27 de fevereiro de 2008 8.DURAÇÃO RAZOÁVEL DO PROCESSO a... FUNDAMENTAÇÃO DAS DECISÕES a. mas foi obtida de forma ilícita.” b. b. Ex: perícias. 9. Página 10 de 53 Paulo Sales (200710830) . podendo . no processo. 10. Previsto no inciso IX do artigo 93 da CF. por ordem judicial. salvo. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Como ponto de contato temos o inciso XII do artigo 5º da CF. de dados e das comunicações telefônicas. sob pena de nulidade. “É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. “São inadmissíveis. laudos. Previsto no inciso LXXVIII do artigo 5º da CF. O juiz deve expor os seus motivos explicitando as razões que o levaram àquela decisão. Uma prova ilícita é diferente de uma prova falsa ou não verdadeira. as provas obtidas por meio ilícito”. e fundamentadas todas as decisões. a primeira pode ser verdadeira. no último caso.. LICITUDE DAS PROVAS a. depoimentos e. Previsto no inciso LVI do artigo 5º da CF.” Obs: PROVA é a demonstração que os fatos são verdadeiros.

” b. 12. “Ninguem será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.. Seguem outros três princípios exclusivos para o processo penal: 11. Funções do Estado: legislativa.” 13.DIREITO AO SILÊNCIO a. c)tutela jurisdicional cautelar.”. salvo. Previsto no inciso LVII do artigo 5º da CF. Garantir um processo sem paralisações por mera falta de estrutura judiciária. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado.PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA b. No processo civil o silêncio é tido como confissão. 10. características e finalidade. Tipos de tutela jurisdicional: a)tutela jurisdicional de decisão. administrativa e jurisdicional. Previsto no inciso LXIII do artigo 5º da CF. 11. Jurisdição: conceito.” b.Jurisdição 9. Recomendação: ler o livro ou ver o filme chamado “O Processo” de Franz Kafka. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. 12.FLAGRANTE DELITO a. Programa (continuação) II .DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini “A todos. “Ninguem será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. b)tutela jurisdicional de Página 11 de 53 Paulo Sales (200710830) .. A tutela jurisdicional. execução. no âmbito judicial e administrativo. Previsto no inciso LXI do artigo 5º da CF. porém no processo penal o silêncio não traz conseqüências. “O preso será informado de seus direitos. entre os quais o de permanecer calado. Princípios inerentes à jurisdição.

o objetivo final é a própria lei. Organização do Poder Judiciário. c)Defensoria Pública. A jurisdição só atua se houver um pedido de tutela. ii. Definitividade i. Inércia i. Conceito de competência (noções gerais). Administrativa – exercida pelo poder executivo. 14. A finalidade da administração estatal é o bem comum como um fim e o meio é o modo como ele vai atingir o seu objetivo. o juiz não age “de ofício”. Características da Jurisdição a. Substitutividade i. c. c. Funções do Estado a. cria as normas. sem provocação. aplica a norma para gerir e alcançar o bem comum. 16. Estar relacionada com uma lide i. d. Escopo de atuação do Direito i. b. 3. Jurisdição contenciosa e jurisdição voluntária. Já. Independência do Poder Judiciário: a)ingresso e ascensão na carreira. enquanto Jurisdição. A jurisdição não é exercida em abstrato só em casos concretos. Jurisdicional – exercida pelo poder judiciário aplica a norma. "Espécies" de jurisdição. realiza aquilo que os litigantes deveriam ter feito sozinhos. o fim. Funções essenciais à Justiça: a)Ministério Público. 4 de março de 2008 JURISDIÇÃO 1. 17.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 13. a)Advocacia-Geral da União. e. i. Ex: obra pública só mediante edital e licitação. impondo-a como solução para resolver a LIDE. A jurisdição age com a substituição da vontade das partes pela vontade da lei. Unidade da Jurisdição. Legislativa – exercida pelo poder legislativo. 2. b)garantias de independência e impedimentos. tem que haver o pedido provocando a jurisdição pela parte interessada. 15. seus atos devem estar em acordo com a lei. Finalidades Página 12 de 53 Paulo Sales (200710830) . A solução é definitiva. b. Ex: contratação só mediante edital e concurso público. após todos os recursos permitidos o caso é considerado julgado. praticando a própria conduta estatal dentro da lei. d)Advocacia.

nomeado e tomou posse como juiz. b. iii. o juiz não pode deixar de oferecer tutela jurisdicional. Inevitabilidade – a jurisdição é inevitável. b. De DECISÃO (de Declaração. O conflito nasce de uma pretensão resistida. f. Juiz natural . a. Poderes inerentes à Jurisdição a. b.tem que ter as seguintes características: i. Tutela jurisdicional de decisão (Declaratória) a. De documentação – de produzir documentos durante o processo. Habitual (previamente existente ao litígio) 5 de março de 2008 TUTELA JURISDICIONAL 1. Página 13 de 53 Paulo Sales (200710830) . c. Inafastabilidade – a Jurisdição é inafastável. Aplicação do Direito 4. c. Órgãos jurisdicionais (quem exerce a jurisdição?). as partes ficam sujeitas ao poder. Investidura – quem exerce a jurisdição é aquele que foi investido pelo Estado. de Conhecimento). Pacificar os conflitos com a solução da lide. Senado – conforme previsto na CF. nada mais que o reconhecimento de algo já existente. Neutro (imparcial). Incorruptível (não pressionável). inc I e II ). v. 5. d. Aderência ao território – a lei estabelece a base territorial de cada órgão jurisdicional. Indelegabilidade – as funções devem ser exercidas pelo investido e não por outro delegado por este. Princípios que orientam a Jurisdição a. De decisão – impor uma solução. ii. 6. De coerção – poder de usar a força. Poder judiciário – quase que exclusivamente. art 52. b. iv. o pedido de tutela espera obter uma entrega de prestação jurisdicional (decisão final). Independente (e ter as garantias dessa independência).DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini a. Competente. e.

no começo. antecipação de tutela no início (desde 1994). iii. modifica ou extingue uma relação jurídica. Tutela jurisdicional de execução (de títulos executivos) Neste caso a lide ou conflito nasce de uma pretensão insatisfeita. ii. Obs: antecipação de tutela (total ou parcial) provisória. entregar a coisa ou quantia. mas não paga a outra parte. o resultado de uma das duas anteriores. Meramente declaratória – solução do conflito apenas com a declaração SIM ou NÃO. bloqueio de bens – pede-se cautelar para garantir o pagamento de dívida. Ex: uma parte deve e sabe que deve. 3. 2. Trata-se das competências dos órgãos definidas pelo agrupamento dos tipos de conflitos. Classificação das espécies de Jurisdição Página 14 de 53 Paulo Sales (200710830) . cria. As espécies são as divisões das funções entre os órgãos jurisdicionais. esta outra parte pede tutela jurisdicional de execução e no final espera obter a entrega da coisa devida. O que se busca é celeridade ainda que provisória. Condenatória – além de declarar a existência do direito esta decisão ainda impõe ao vencido o pagamento de uma obrigação de fazer. Tutela jurisdicional cautelar Esta assessora as outras duas. ex: divórcio – além de concedê-lo tem que haver a desconstituição do casamento. Ex: pensão alimentícia – pede-se cautelar para ir pagando desde já a pensão. indivisível. Constitutiva – além de declarar se SIM ou NÃO há que ter uma desconstituição.Neste caso existe a iminência de um dano irreparável e o que se deseja ao pedir é assegurar o direito em uma disputa. liminar – “in limine”. ou seja. 11 de março de 2008 Unidade e “espécies” de Jurisdição A Jurisdição é una. A distribuição dos casos concretos é feita pelos vários órgãos.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini i.

é quem desempenha a Administração Pública de Direitos Privados. Jurisdição Voluntária é a Administração Pública de Direitos Privados praticada por órgãos jurisdicionais nos casos em que o legislador achou por bem. Autorizar o representante de um incapaz a vender um bem de propriedade deste – também tem que ser aprovado por Juiz. Eleitoral (civil e penal) iii. A Jurisdição Voluntária é um tipo de atividade que o Juiz desempenha processualmente de forma atípica. 2. Comparação Jurisdição Atividade Característica Contenciosa Jurisdicional Substitutiva Voluntária Administrativa Integrativa Página 15 de 53 Paulo Sales (200710830) . b. Penal 2. Trabalhista (civil) ii. Quanto à justiça a. Exemplos: 1.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 1. Comum (civil e penal) b. Acrescentar um apelido ao nome – tem que ser aprovado por um Juiz. Casamento – o Juiz de paz (que não é funcionário do poder judiciário) é quem desempenha neste caso no Cartório de Registro Civil (que é fiscalizado pelo Estado apesar de ser órgão privado). Exemplos: 1. Civil b. Até aqui falamos da Jurisdição Contenciosa e a seguir falaremos da Jurisdição Voluntária ou Graciosa. Penal militar (penal) 3. Portanto. 2. Formação de sociedade – a Junta Comercial. órgão público. Quanto à hierarquia a. Quanto à natureza dos conflitos: a. Especial i. Dentro do gênero que o Estado desempenha de Administração Pública de Direitos Privados existe uma espécie chamada Jurisdição Voluntária. Superior – julga recursos advindos da inferior e algumas ações específicas. Inferior – porta de entrada das ações em geral.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Sentença Conflito Participantes Faz coisa julgada Lide Partes Pode voltar a juízo Interesse público Interessados Página 16 de 53 Paulo Sales (200710830) .

Milit. TSE TRE Eleit. Região 4  Porto Alegre 5. Região 1  Brasília 2. Região 2  Rio de Janeiro 3. Estadual TRF FED Organização Federal (art 92. Região 5  Recife Obs: Uma Seção Judiciária é o território correspondente a um Estado. JUSTIÇA COMUM ESTADUAL (10%) Exemplo de São Paulo (1ª instância): Tribunal de Justiça .TJ 2º Grau de Jurisdição ou 2ª Instância Página 17 de 53 Paulo Sales (200710830) .DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 12 de março de 2008 ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO Esquema Geral do Poder Judiciário Supremo Tribunal Federal S. Região 3  São Paulo (onde tramitam 40% dos processos nacionais) 4.F. STM Justiça Comum Supremo Tribunal de Justiça . a saber: 1.STJ TREst EST Org.CF) JUSTIÇA COMUM FEDERAL (90%) Tribunal Regional Federal Vara 2º Grau de Jurisdição ou 2ª Instância 1º Grau de Jurisdição ou 1ª Instância O país está dividido em 5 regiões com sedes. Justiça Especial TST TRT Trab.T.

Falência e recuperação judicial g. Tribunal de alçada civil II 4. A Comarca também pode ser chamada de foro regional ou vara distrital. Tribunal de alçada criminal Página 18 de 53 Paulo Sales (200710830) .DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Comarca (varas) 1º Grau de Jurisdição ou 1ª Instância O Território Estadual. As Comarcas. Cível b. existiam no 2º grau quatro tribunais (atualmente unificados no TJ): 1. Acidente de trabalho f.TJ Até 2004. Entrância Inicial  comarca com pequeno volume de processos. a saber: 1. 2. Registros públicos d. Cumulativas  julgam todos as especialidades por se encontrarem em comarcas de pequeno volume processual. no ramo cível. 2. Tribunal de Justiça 2. Infância e juventude (ECA) Observações: 1. quanto a sua carga processual. Como regra geral no processo civil a causa será proposta considerando o domicílio do réu. são classificadas em ENTRÂNCIAS. Fazenda pública e. Tribunal de alçada civil I 3. sem os tipos: a. Entrância Final  comarca com grande volume de processos. Entrância Intermediária  comarca com volume médio de processos. Justiça estadual – 2º Grau Exemplo de São Paulo (2ª instância): Tribunal de Justiça . 2. está dividido em regiões geográficas chamadas Comarcas. cada uma agrupando alguns municípios. Especializadas  como exemplo da Capital. Família e sucessão c. 3. As varas podem ser: 1. para o 1º grau de jurisdição.

na área cível. de forma Plena. de menor potencial ofensivo. organizados em grupos de juízes que possuem regimento próprio para distribuir e organizar seus órgãos internos. Em 1995. em 1988. isto e´. Colégio Recursal Juizado Especial 2º Grau de Jurisdição ou 2ª Instância – composto de juízes de 1º grau 1º Grau de Jurisdição ou 1ª Instância – juíz de 1º grau togado ou leigo TRIBUNAIS São órgãos colegiados. pela lei 9099. foram criados. Página 19 de 53 Paulo Sales (200710830) . Turma – no caso do TRF ou do TRT. Seção criminal b.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini JUIZADO ESPECIAL CIVIL E CRIMINAL Em 1984. Seção de direito privado c. com a seguinte estrutura. foram substituídos os juizados acima pelo Juizado Especial Civil e pelo Criminal. Em grupos chamados câmaras. Em plenário. ou seja. menor gravidade. com todos os seus juízes. foram autorizados os juizados criminais para tratar de crimes leves. Os grupos de juízes de 2º grau (desembargadores) podem ser chamados: 1. Obs: Nos casos de tribunal muito grande pode existir a necessidade de órgãos especiais. os juizados de pequenas causas para tratar mais rapidamente os casos de menor valor econômico. as quais se agrupam em: a. Câmara – a exemplo do TJ (Tribunal de Justiça) 2. O TJ funciona da seguinte forma: 1. Seção de direito público 2.

Vice e Corregedor) 3) + órgão especial (25 juízes mais antigos) Advindos de: 1) 1/3 dos tribunais federais 2) 1/3 dos tribunais estaduais 3) 1/6 do Ministério Público (promotores) 4) 1/6 dos Advogados STF – Supremo Tribunal Federal Art. 101.F. no mínimo. Parágrafo único.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 18 de março de 2008 ORGANIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO Esquema Geral do Poder Judiciário Supremo Tribunal Federal S. CF). Supremo Tribunal de Justiça . Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República. sendo: 1) 2 turmas de 5 cada Página 20 de 53 Paulo Sales (200710830) . de notável saber jurídico e reputação ilibada. Federal STJ – Supremo Tribunal de Justiça Composto de.STJ TREst vara Org. Estadual TRF vara Org.T. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros. sendo: 1) 6 turmas de 5 cada 2) +3 (Presidente. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. 33 ministros (juízes). Composto de 11 ministros (art 101. escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade.

93.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 2) +1 (Presidente) 3) + órgão especial (Pleno) INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO Ingresso na carreira de juiz: 1) Concurso público para juiz substituto (art 93. 94. d) na apuração de antigüidade.ingresso na carreira. dos Tribunais dos Estados. salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago. mediante concurso público de provas e títulos. I. do Ministério Público. 4/5  juiz de carreira b. alternadamente. no mínimo. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. escolherá um de seus integrantes para nomeação. Lei complementar. Parágrafo único. 2) Quinto constitucional (art. CF) a. três anos de atividade jurídica e obedecendo-se. nas nomeações. o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros. Recebidas as indicações. 94. de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. 93. exigindo-se do bacharel em direito. Página 21 de 53 Paulo Sales (200710830) . Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais. CF) II . conforme procedimento próprio.promoção de entrância para entrância. e assegurada ampla defesa. por antigüidade e merecimento. II. repetindo-se a votação até fixar-se a indicação. o tribunal formará lista tríplice. 1/5  juiz de quinto Art. observados os seguintes princípios: I . CF) Art. cujo cargo inicial será o de juiz substituto. atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada. nos vinte dias subseqüentes. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. à ordem de classificação. e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros. b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antigüidade desta. que. Ascensão na carreira de juiz: 1) Antiguidade (art. c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento. enviando-a ao Poder Executivo. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. com mais de dez anos de carreira.

CF) 2) Quinto constitucional (art 94. III o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antigüidade e merecimento. 4) Receber auxílios (em. Independência financeira (art 99. CF) 2) Merecimento (art. Obs. 2) Receber custas ou participação em processos. retiver autos em seu poder além do prazo legal.: o juiz tem que se inscrever demonstrando interesse em ser promovido. 95. CF) Garantias (art. a. II. 2) Merecimento (art. 19 de março de 2008 INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO Ingresso na carreira de juiz: 1) Concurso público para juiz substituto (art. CF). Independência jurídica b. salvo 1 de magistério. 45) 5) Exercer advocacia no tribunal do qual se afastou antes de 3 anos (em.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini e) não será promovido o juiz que. alternadamente. 93. CF) 1) Vitaliciedade 2) Inamovibilidade 3) Irredutibilidade de subsídio Impedimentos 1) Exercer outro cargo. CF) Ascensão na carreira de juiz: 1) Antiguidade (art. A independência se dá em dois níveis: 1) Autogoverno do PJ – independência em face de outros poderes. CF) 2) Independência dos juízes – independência individual (juiz natural) a. 25 de março de 2008 Página 22 de 53 Paulo Sales (200710830) .45). 93. alternadamente. 93. alternadamente. I. não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão. Independência política (art. apurados na última ou única entrância. CF). 95. injustificadamente. III. 93. 3) Dedicar-se a atividade político-partidária.

Promove a defesa do carente de recursos 4.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO Garantias (caput. Advocacia Geral da União – representa a União. art. Obs: o inc. Como fiscal da lei. principalmente no Direito de Família quando envolve incapazes em geral. antiga Procuradoria de Assistência Jurídica) a. atua principalmente nos processos penais. 134. II. Procuradores da república 2. Único. porém atua também nos processos civis: a. Defensoria Pública – (art. CF) (substituiu a PAJ. b. i. art.promotor de justiça (entrância inicial) 2. CF) FUNÇOES ESSENCIAIS À JUSTIÇA São quatro funções essenciais à Justiça. CF) Impedimentos (inc. Como parte quando dá início. CF) -representam os entes de Direito Público a. b. cabendo somente à Advocacia pública. 95. 3. MP Estadual – 1. Organizado pela União e pelos Estados (promotor natural): i. atua no processo judicial no interesse da sociedade. Procuradoria do Município – representa os municípios de grande porte tais como as capitais. Advocacia – (art 133. CF) – privado. IX. CF. Procuradoria do Estado – representa cada Estado.131. c. Romana –a América latina herdou o sistema romano (português) Página 23 de 53 Paulo Sales (200710830) . 95. a saber: 1. sendo três exercidas por órgãos do Estado e uma por órgão particular. Segunda instância . CF  distinto do poder judiciário. Chefe – Procurador Geral da República 2. art. Primeira instância . MP Federal – 1.procurador de justiça (final de carreira) ii. parág. Advocacia Pública – (art . c. 129. I. MP – Ministério Público (acusador) – art 127. BREVE HISTÓRICO DO DIREITO PROCESSUAL Famílias jurídicas: 1. veda ao MP representar judicialmente entidades públicas.

De 450 aC até 149 aC foi um período formalista onde a lei previa 5 ações. Anglo-saxônica – os Estados Unidos herdou o sistema anglo-saxão (inglês – comon law") Marco do nascimento do Direito Processual  Como estudo científico. em 1868. Período da cognação extraordinária a. 3. século XIX. Página 24 de 53 Paulo Sales (200710830) . se dividindo em três periodos: 1. De 294 até 565 o período se caracterizou pela existência de recursos (“appellatio”) o que contribui para a centralização do poder. há 140 anos. b. 2. De 149 aC até 294 dC foi um período onde o Pretor (iudex) começa a criar e admitir novas ações. a Lei das 12 tábuas e. A ordem dos juízes privados foi o modelo que se deu nos dois períodos anteriores. as testemunhas que sobrevivessem às provas divinas estariam falando a verdade. A testemunha que mentisse pagaria com pena igual ao dano causado pela sua mentira. com a publicação do livro “Dilação e Pressupostos Processuais” de Oskar Von Bulow. 3ª fase: Direito Processual Romano Barbárico Fase que vai de 565 (morte de Justiniano) até 1088. a Lei do Talião no Código de Hamurabi datando de 2000 aC. Período formulário a. Período das ações da lei a. 2ª fase: Direito Processual Romano Fase de cerca de 1000 anos que ocorreu de 450 aC até 565 dC. Eram normas relativas ao Juiz e as provas eram testemunhais. tais como. 26 de março de 2008 BREVE HISTÓRICO DO DIREITO PROCESSUAL (continuação) 1ª fase: Direito Processual Primitivo Fase até 450 aC caracterizada por normas de natureza religiosa tais como os 10 mandamentos. provas concretas e ordálias (provas que vinham de Deus). a mais antiga. nesta fase o processo ganha características “bárbaras”.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 2.

Em 1889 iniciou-se a República e em 1890 extende-se. em 1603. Felipe) que continuaram em vigor até 1822. escritos em língua nacional substituindo os antigos escritos em Latim. Só em 1930. 5ª fase: Praxismo Fase que vai de 1563 até 1806 se caracterizou pela publicação de “Práticas. Em 1891. por volta do século XIII. o primeiro Direito Civil Processual até que em 1850 veio o Regulamento 737 (Código Comercial). No descobrimento do Brasil esta era a lei vigente. para os escriturários”. e permanece até hoje. ano ao qual se atribui o nascimento do Direito Processual. pelas Felipinas (D. A partir de 1823 vigorou. D. ano da nossa Independência. 7ª fase: Processualismo Científico Fase que se iniciou em 1868. com poder centralizado na mão do Rei.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 4ª fase: Direito Processual Romano Canônico Fase que vai de 1088 até 1563. conhecida como período dos Glosadores. Manuel) e mais tarde. por Decreto. a Glosa era uma anotação feita à margem do texto da lei. 6ª fase: Procedimentalismo Fase que vai de 1806 até 1868 se caracterizou pelos procedimentos escritos inclusive o Código Francês. civil e criminal. foram substituídas pela s ordenações Manuelinas (D. Afonso reúne as ordenações existentes até então que eram inspiradas no Direito Romano Canônico. A invenção da Imprensa acelerou a transmissão de como era a PRAXE Forense. que durou pouco visto que a Constituição de 1934 estabeleceu competência Federal para legislar. a Constituição estabelece que a competência de legislar era Estadual e o primeiro Estado a promulgar o seu Código foi o Pará. Página 25 de 53 Paulo Sales (200710830) . o regulamento 737 para as causas Civis as quais até então continuavam regidas pelas ordenações. no Brasil. No século XIV surgiu a figura do Juiz de Fora (de outra localidade) para julgar em nome do Rei e retornam os recursos ao Poder Central (Rei). em 1905. São Paulo promulgou o seu. HISTÓRIA DO DIREITO PROCESSUAL NO BRASIL Desde 1446. na Alemanha e difundindo-se pela Itália com o livro de Oskar que tratava do processo como uma Relação Jurídica Processual. Um dos primeiros Estados a nascer foi Portugal. Em 1521. vigoravam em Portugal as Ordenações Afonsinas.

Acesso à Justiça (XXXV.Causas de pequeno valor econômico 3. Patrimônio histórico Página 26 de 53 Paulo Sales (200710830) . ex: o CDC permite que o juiz inverta o ônus da prova para equilibrar.Lei 9099/95  que implantou os Juizados Especiais Civil e Criminal em substituição ao de Pequenas Causas. Outras leis de reforma do Código de Processo Civil.Insuficiência de recursos (EAJ – Escritório de Assistência Jurídica) 2. a nova Constituição cria o Supremo Tribunal de Justiça. Meio-ambiente b. inovações como por exemplo: 1.Existência de interesses difusos e coletivos e não havia como protegê-los. Lei 8078/90 – Código de Defesa do Consumidor (normas processuais) c.Lei 7244/84  que tratava das Pequenas Causas 2. sendo reformulado só em 1973 que foi influenciado pelo Processualista italiano “Liebman” o qual se encontrava no Brasil. Lei 7347/85 – Proteção pública de interesses difusos permitindo a Ação Civil Pública.Litigante habitual x Litigante eventual (desequilíbrio).Em 1988. naquela altura.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Portanto estados como Mato Grosso. CF) Quais são as barreiras para o acesso à justiça? 1. 4. como por exemplo: a. O 1º CPC só veio a ser usado em 1939. b. 3. 1 de abril de 2008 (professor faltou) 2 de abril de 2008 HISTÓRIA DO DIREITO PROCESSUAL NO BRASIL (continuação) O 1º CPC só veio a ser usado em 1939. ministrando aulas. sendo reformulado só em 1973. Amazonas nunca chegaram a promulgar Códigos de Lei. 4. 5º. Com o novo Código Processual Civil vieram novas regras.Outras leis que romperam com o clássico constitucional: a. TENDÊNCIAS DO DIREITO PROCESSUAL MODERNO Esta tendência caracteriza-se por preocupar-se mais com os fins do Direito Processual do que com a autonomia da técnica processual.

ação era o próprio direito material. regulamentada a partir da lei 1060/50. Ex: antes se o réu não comparecesse. Página 27 de 53 Paulo Sales (200710830) . Ação e exceção.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Três ondas de acesso à justiça: 1. Efetividade do processo DECISÃO JUDICIAL x DECISÃO RÁPIDA  efetivo é o processo que consiga contrabalançar estes dois valores. atualmente a citação formal garante que o réu tomou conhecimento e o processo segue mesmo sem a sua presença (revelia). Instrumentalidade do processo – processo simples.Assistência Jurídica – proteção do carente de recursos que já existia como uma visão caritativa e agora sob uma visão do Estado Democrático. adequado aos fins se contrapondo ao formalismo anterior. portanto o direito de ação se confundia com a ação de direito. A celeridade processual educa enquanto a morosidade deseduca. 2. Teoria civilista Na antiguidade até o século XIX.Melhoria do sistema como um todo – reforma processual. 08 de abril de 2008 (professor faltou) 09 de abril de 2008 AÇÃO JURISDIÇÃO AÇÃO PROCESSO Conceito de ação e sua evolução. não havia processo.Movimento de defesa dos interesses difusos – lei 7347/85 3.

Possibilidade jurídica de litígio Então pode ter o direito de obter do Estado uma sentença de mérito. é a própria ação sob o ponto de vista do réu. Pressupostos processuais 2. Direito constitucional de ação 2. Página 28 de 53 Paulo Sales (200710830) . uma sentença de mérito.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini A questão era porque alguém movimentaria a máquina judiciária para no final constatar que não tinha direito de ação. então surgiram duas novas teorias. Teoria abstratista da ação – direito de pedir uma prestação jurisdicional. Direito processual de ação Constitucional Processual Obter sentença Exceção é o direito de defesa do réu. Pela Teoria de Liebman existem dois direitos de ação: 1. b)interesse de agir. que são: 1. 2. Carência de ação Teoria de Liebman Depende de três requisitos para a existência do direito de ação: 1. 15 de abril de 2008 CONDIÇÕES DA AÇÃO (Liebman) O objetivo de um processo é obter uma prestação jurisdicional. Condições da ação: a)legitimidade de partes. só tem direito de ação aquele que tem razão. mas antes tem que superar os requisitos de admissibilidade. ou porque permitir que alguém pedisse para a justiça declarar que outro não tinha direito. como segue: 1. Caso falte um dos três se extingue por carência de ação. Interesse de agir 3. Teoria concretista da ação – direito de pedir ao Estado uma sentença favorável. que é aquela que julga favorável ou não. ou seja. Legitimidade das partes 2. onde estaria a ação? A partir da teoria cientifica passaram a tratar a ação como um direito autônomo. Condições da ação Se não preencher os requisitos o processo é extinto. c)possibilidade jurídica do pedido.

o pedido precisa ser adequado ao conflito alegado. 3. Partes a. LEGITIMIDADE DAS PARTES a. Elementos da ação civil: 1. Este interesse é diferente de vontade. 6º do CPC). ii. Réu Página 29 de 53 Paulo Sales (200710830) . Ex: pedir que alguém pague sua dívida com trabalho. Este interesse é no sentido de: i. Se pelo menos um destes três elementos for diferente a ação é diferente. c. Ex: pedir divórcio quando não havia lei específica. Proteção aos interesses difusos (lei 7347) onde o Ministério Público é o legitimado. 2. Não se pode formular um pedido que não tenha previsão no ordenamento jurídico. Adequação (do pedido formulado) iii. se existe conflito. Legitimidade extraordinária – conferida por texto expresso por lei. 2. ii. Ação popular onde qualquer cidadão é legitimado para pedir em juízo a reposição de gastos indevidos ao ente público. b. 282. b. Se não existe conflito. Réu é a pessoa em relação a quem o pedido foi formulado ao Estado. POSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO a.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini São três as condições da ação: 1. Autor é a pessoa que pede prestação jurisdicional. Autor b. b. da individualidade. ii. A legitimidade pode ser de duas formas: i. ex: 1. Legitimidade ordinária – é a própria. Autor e Réu devem corresponder aos titulares da Relação de Direito material que o autor alega existir (art. CPC)  são três os elementos da ação e servem para distinguir uma ação de outra ação e saber se a ação não foi proposta antes. Necessidade (de ir a juízo) – deve existir um conflito a ser solucionado. c. INTERESSE DE AGIR (ou interesse processual) a. As partes são autor e réu i. 15 de abril de 2008 ELEMENTOS DA AÇÃO A petição inicial (art. então não há necessidade.

25. Deveres das partes e dos procuradores. uma tutela de conhecimento. 26. e)terceiros interessados. ação de despejo e ação de divórcio. Imediato  prestação jurisdicional b. Conceito de "mérito". Honorários de advogado. Objeto do processo. Condenatória 2. Próxima  fundamentos jurídicos b. Substituição das partes e dos procuradores. 27. Procedimento ou rito é o modo como o processo avança e pode ser: 1. Do juiz. Representação processual e substituição processual. b)partes. Das partes e dos procuradores. Constitutiva c. Sanções por litigância de má-fé. Regulamentação legal da advocacia. Ordinário (para a PI de 28 de abril cai até aqui) IV . Ônus de antecipação das despesas. Ônus da sucumbência. ação de indenização. Ação cautelar (urgente) Costuma-se nomear a ação com o direito pedido. Sujeitos do processo: a)Estado-juiz. Poderes. Mediato  bem da Vida 3. f)auxiliares da justiça e terceiros desinteressados. Sumário 2.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 2. Remota  fatos Fundamento jurídico é a qualificação que se dá ao fato. Processo: conceito e natureza jurídica. ou seja. d)Ministério Público. Despesas processuais. Taxa judiciária. Página 30 de 53 Paulo Sales (200710830) . Ação de conhecimento (decisão) a. Ação de execução (uso da força) 3. Quanto ao tipo de prestação jurisdicional as ações se classificam em: 1. ou de execução ou cautelar. Assistência jurídica integral e gratuita. Mandato judicial e substabelecimento. c)advogado. • • • • • 23. Meramente declaratória b. 24. Pedido a. Causa de pedir a. Ex: ação de cobrança.Processo • 22. deveres e responsabilidades. Curador especial. Relação jurídica processual. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES A ação é o direito de pedir ao Estado uma prestação jurisdicional. Tipos de processo.

Objeto do processo: PEDIDO Objetivo: sentença de mérito – é aquela que julga o pedido. Relação complexa: vários autores. Do Ministério Público. Conceito. Posições ocupadas pelo Ministério Público no processo civil. b)impulso oficial. • 30. d)dispositivo. RÉU E JUIZ PEDIDO REQUISITOS DE VALIDADE  PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS DE NATUREZA PÚBLICA Pertence ao Direito público Qualquer pessoa pode ter acesso aos AUTOS. f)publicidade. portanto é autônomo mesmo que o alegado não seja verdade. Autonomia da relação Jurídica Processual O processo assegura às partes a prática dos atos previstos nos procedimentos do Direito Processual Civil. • 29. e)persuasão racional do juiz. réus e pedidos. Diferenças entre o Direito Material e o Direito Processual SUJEITOS OBJETO PRESSUPOSTOS DIREITO MATERIAL AUTOR E RÉU BEM JURÍDICO REQUISITOS DE VALIDADE MATERIAL DIREITO PROCESSUAL AUTOR. Hoje o processo é uma Relação Jurídica entre autor. nem delito  era quase um contrato. g)lealdade processual. Pressupostos processuais subjetivos e objetivos. Página 31 de 53 Paulo Sales (200710830) . LIDE: é o conflito de interesses qualificado por uma pretensão resistida. mas em Direito processual assume o sentido de pedido. h)oralidade. réu e juiz. 22 de abril de 2008 PROCESSO Conceito: Para os romanos era considerado um contrato No século XIX não era um contrato. Princípios processuais: a)iniciativa das partes. direitos que nascem ou morrem ao longo do curso do processo.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini • 28. j)economia processual. Relação una: mesmo com vários sujeitos e pedidos o processo é uno. Pressupostos processuais. é o merecimento do pedido. i)identidade física do juiz. c)contraditório.

136 do CPC. Imparcialidade i. 135 do CPC. 23 de abril de 2008 Dúvidas 29 de abril de 2008 Correção da prova 30 de abril de 2008 PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS Requisitos de validade para a relação processual. mas existem liminares de natureza cautelar ou não. 1. Subjetivos 1. Refere-se à pessoa do juiz que não seja interessado no conflito. 2. 3. O órgão jurisdicional tem que ter sido criado por lei. Juiz tem que ser a pessoa investida no cargo. Impedimento: mais grave do que a suspeição é tratado pelo art. Impedimentos e suspeição  são vícios de um juiz não neutro.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini TIPOS DE PROCESSO: Processo de conhecimento – participação das partes – processo longo Processo de execução – título de cobrança – pagamento – processo imediato Processo cautelar – processo curto (breve) . Junto com as Condições da ação. Investidura i. liminar (decisão inicial). Página 32 de 53 Paulo Sales (200710830) . JUIZ a. ii. os Pressupostos processuais compõem os requisitos de admissibilidade do Processo em busca de uma sentença de Mérito. b. Os pressupostos são requisitos para a correta propositura da ação e se dividem em subjetivos (referentes ao Juiz e as Partes) e objetivos (referentes aos fatos intrínsecos que são fatos internos ao processo ou extrínsecos que são fatos externos ao processo). Outros: tratados peloo art. provisório. Suspeição: vício tratado pelo art. ii. 134 do CPC.

c. 2. 485 do CPC. c. Juiz a. 7º e art. quem está vivo. 12 do CPC lista os representados em juízo.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini iii. Capacidade de estar em juízo (capacidade processual). sem registro na Junta Comercial). Toda pessoa que se encontre no exercício de seus direitos e os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais (art. b. 303 do CPC. tais como: massa de bens. além das condições de ação. Subjetivos (juiz e partes) 1. Página 33 de 53 Paulo Sales (200710830) . Capacidade postulatória. jurídicas ou sociedades de fato (aparentes. aos requisitos de admissibilidade da ação para obter uma sentença de mérito e podem ser subjetivos (juiz e partes) ou objetivos quando se referem aos fatos do processo (intrínsecos ou extrínsecos). Competência . todos os sujeitos de direito e obrigações. Capacidade para ser parte. Pelo art. Tem capacidade para ser parte. iv. falida ou espólio. a parte dá ensejo à ação rescisória. 8º do CPC). 2. c.diz respeito ao órgão judicial. Pertencem. b. Competência i. ii. Imparcialidade – diz respeito à pessoa do Juiz. Pelo art. i. 6 de maio de 2008 PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS (continuação) Requisitos de validade para a relação processual. a parte pode opor exceção de impedimento ou de suspeição. Partes (capacidades) a. É a adequação do caso concreto ao órgão jurisdicional. Investidura – diz respeito ao juiz ou ao órgão do judiciário. sejam pessoas naturais. Exceções procedimentais: 1. Conhecedor do vício o juiz deve declinar de ofício declarando no processo o motivo ou alegando motivo íntimo. autor ou réu. i. concluindo. condomínio. O art.

Objetivos (fatos intrínsecos e extrínsecos) 1. Referem-se a fatos internos ao processo.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini i. bacharel de direito com registro na OAB. Validade dos atos de formação do processo (atos iniciais). 1. Petição inicial apta ou de outra forma que não haja inépcia da petição Inicial o que acarretará a extinção do processo (art. Página 34 de 53 Paulo Sales (200710830) . ii. tais como: i. 2. Fatos intrínsecos ao processo a. Citação do réu válida. Adequação às normas de procedimento. Em regra somente o advogado. 282 do CPC). tem capacidade para atuar no processo e praticar atos em juízo.

Fatos extrínsecos ao processo a. Instrutórios – refere-se a colheita de provas. o processo será extinto. iii. Litispendência – trata-se de lide pendente. a outra pode alegar a existência da solução da lide pela existência da convenção de arbitragem. ii. ou seja. a extinção do processo por abandono. tais como: i. Página 35 de 53 Paulo Sales (200710830) . Perempção – sanção imposta ao autor que deu causa. Poderes a. poder para praticar atos: i. 7 de maio de 2008 SUJEITOS DO PROCESSO É todo aquele que pratique um ato processual. Ordinatórios – dá impulso a seqüência e andamento do processo. cabendo ao Juiz participar da obtenção delas. determiná-las de oficio ou recusar as produzidas e a ele apresentadas. ii. se uma das partes entrar em juízo. 1. Convenção de arbitragem – ato privado anterior. caso ocorram fatos. Coisa julgada – é a definitividade da sentença de mérito anterior. por mais de três vezes. iii.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Petição inicial J Citação do réu A R 2. JUIZ – funcionário público investido na função. induzida por já haver ação em curso impede início de outra ação igual. A regra é a inexistência de fatos externos impeditivos. iv. novamente. uma sentença de mérito. Jurisdicionaissolucionar e pacificar a lide. Finais – trata-se da prestação jurisdicional final.

De polícia coibir desvios de conduta i. Responsabilidades a. competindo-lhe: I . 125 do CPC Art. Constam do art.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini b. 133 do CPC Página 36 de 53 Paulo Sales (200710830) . II . ii. IV .juiz exerce o poder de polícia. 445. III .velar pela rápida solução do litígio. Constam do art.assegurar às partes igualdade de tratamento. a qualquer tempo. 15 – juiz manda riscar expressões injuriosas. 3. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código. 2.tentar. Ex: art. conciliar as partes. 125.prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça. Deveres a. Ex: art.

Parágrafo único. PARTES – são o autor e o réu que podem ser representadas. 15) • Tem uma série de ônus. Ativo – quando ocorre do lado do autor b. a. LITISCONSÓRCIO – é a acumulação ou a pluralidade de sujeitos em um ou nos dois pólos da relação processual.recusar. proceder com dolo ou fraude. • Tem direito de atuar no processo • Tem dever de conduta. ou não.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. ou a requerimento da parte. um ato que o seu exercício seja necessário para obter uma vantagem ou evitar uma desvantagem no processo. 133. Reputar-se-ão verificadas as hipóteses previstas no no II só depois que a parte. que é a faculdade de praticar. Responderá por perdas e danos o juiz. providência que deva ordenar de ofício. omitir ou retardar. requerer ao juiz que determine a providência e este não Ihe atender o pedido dentro de 10 (dez) dias. Passivo – quando ocorre do lado de réu. sem justo motivo. 1.no exercício de suas funções. por intermédio do escrivão. II . J Litisconsórcio ativo AAA A A RRR R R Litisconsórcio passivo TERCEIROS INTERESSADOS Página 37 de 53 Paulo Sales (200710830) . (art. quando: I .

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini A partir do momento que um terceiro interessado ingressa no processo passa a ser chamado TERCEIRO INTERVENIENTE. Substituto pede em nome próprio o direito alheio como exemplo existem as legitimações extraordinárias. Representante pede em nome alheio o direito alheio. 2. a este competirá a função de curador especial. CURADOR ESPECIAL Art. se não tiver representante legal. ou se os interesses deste colidirem com os daquele.ao réu preso. é agir em nome de outrem. REPRESENTAÇÃO E SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL 1. Nas comarcas onde houver representante judicial de incapazes ou de ausentes. II . bem como ao revel citado por edital ou com hora certa. 13 de maio de 2008 Dos Procuradores Página 38 de 53 Paulo Sales (200710830) . 9o O juiz dará curador especial: I . Parágrafo único.ao incapaz.

36. no entanto. não a tendo. em nome da parte. Nestes casos. Com reserva – se mantém no processo 2. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. a fim de evitar decadência ou prescrição. o advogado se obrigará. para praticar atos reputados urgentes. quando tiver habilitação legal ou. Poderá. prorrogável até outros 15 (quinze). todavia. Procuração “ad judicia” Substabelecer é transferir poderes para outro com ou sem reservas: 1. por despacho do juiz.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. bem como intervir. Sem reserva – renuncia aos poderes e transfere para outro. postular em causa própria. o advogado não será admitido a procurar em juízo. Art. Sem instrumento de mandato. independentemente de caução. Página 39 de 53 Paulo Sales (200710830) . Os atos. Ser-lhe-á lícito. no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver. seus atos serão inexistentes. respondendo o advogado por despesas e perdas e danos. Parágrafo único. Advogado – representante da parte. a exibir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias. pode apresentar procuração em até 15 dias. caso não o faça. 37. no processo. serão havidos por inexistentes. não ratificados no prazo. intentar ação.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. Obs: No âmbito penal. dar quitação e firmar compromisso. reconhecer a procedência do pedido. no âmbito civil não. confessar. receber. conferida por instrumento público. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. seu correspondente é o MANDATO DE SEGURANÇA. salvo para: receber citação inicial. 38. qualquer pessoa pode entrar com pedido de “HABEAS CORPUS”. desistir. ou particular assinado pela parte. Pelo estatuto da OAB – lei 8906/94 Página 40 de 53 Paulo Sales (200710830) . transigir. A procuração geral para o foro. renunciar ao direito sobre que se funda a ação.

8º . 4º . Página 41 de 53 Paulo Sales (200710830) .São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na OAB. Art. 28 – A advocacia é incompatível. mesmo em causa própria. Só é permitida. com as seguintes atividades: SUBSTITUIÇÃO DAS PARTES E DO PROCURADOR Sucessão é diferente de Substituição processual Primeiro: substituição da parte. penais e administrativas. Voluntária Art. sem prejuízo das sanções civis.Para inscrição como advogado é necessário: Capacidade civil Diploma ou certidão de graduação em Direito Título de eleitor e quitação do serviço militar Aprovação em exame de ordem Não exercer atividade incompatível com a advocacia Idoneidade moral Prestar compromisso perante o conselho Art. no curso do processo. a substituição voluntária das partes nos casos expressos em lei.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. 41.

no mesmo ato constituirá outro que assuma o patrocínio da causa. Por morte Art. ou o cedente. observado o disposto no art. no entanto. dar-se-á a substituição pelo seu espólio ou pelos seus sucessores. A alienação da coisa ou do direito litigioso. a título particular. por ato entre vivos.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Por vontade Art. que revogar o mandato outorgado ao seu advogado. substituindo o alienante. não altera a legitimidade das partes. 265. sem que o consinta a parte contrária. Renúncia Página 42 de 53 Paulo Sales (200710830) . Segundo: substituição do procurador. assistindo o alienante ou o cedente. 44. proferida entre as partes originárias. Revogação Art. 42. A parte. § 3o A sentença. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. intervir no processo. § 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. 43. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. 81. 45.nas causas concernentes ao estado da pessoa. os mesmos poderes e ônus que às partes. curatela. casamento. tutela.nas causas em que há interesses de incapazes. interdição. III . II . declaração de ausência e disposições de última vontade. a qualquer tempo. provando que cientificou o mandante a fim de que este nomeie substituto. desde que necessário para Ihe evitar prejuízo. 82. cabendo-lhe. renunciar ao mandato. 14 de maio de 2008 MINISTÉRIO PÚBLICO Órgão que atua em juízo como parte ou como fiscal da lei. O Ministério Público exercerá o direito de ação nos casos previstos em lei. Compete ao Ministério Público intervir: I . Art. Durante os 10 (dez) dias seguintes. Art. pátrio poder. no processo.nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural e nas demais causas em que há interesse público evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte. Fiscal da lei J Página 43 de 53 Paulo Sales (200710830) . O advogado poderá. o advogado continuará a representar o mandante.

NULIDADE Art. sendo intimado de todos os atos do processo. Intervindo como fiscal da lei. 83.terá vista dos autos depois das partes. 84. Página 44 de 53 Paulo Sales (200710830) . o Ministério Público: I . II . a parte promover-lhe-á a intimação sob pena de nulidade do processo.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini A MP R Art. Quando a lei considerar obrigatória a intervenção do Ministério Público.poderá juntar documentos e certidões. produzir prova em audiência e requerer medidas ou diligências necessárias ao descobrimento da verdade.

cientes de que são destituídas de fundamento. aplicar ao responsável multa em montante a ser fixado de acordo com a gravidade da conduta e não superior a vinte por cento do valor da causa. Página 45 de 53 Paulo Sales (200710830) . nem alegar defesa. sem prejuízo das sanções criminais. III .expor os fatos em juízo conforme a verdade. a multa será inscrita sempre como dívida ativa da União ou do Estado. Parágrafo único. V . civis e processuais cabíveis. de natureza antecipatória ou final. 14.não produzir provas.proceder com lealdade e boa-fé. nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito. contado do trânsito em julgado da decisão final da causa. não sendo paga no prazo estabelecido. a violação do disposto no inciso V deste artigo constitui ato atentatório ao exercício da jurisdição. II .cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais. Ressalvados os advogados que se sujeitam exclusivamente aos estatutos da OAB. IV . podendo o juiz.não formular pretensões.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini DEVERES DAS PARTES E DOS SEUS PROCURADORES Deveres Art. São deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: I .

réu ou interveniente. 16. Responsabilidade das Partes por Dano Processual Art. II . Reputa-se litigante de má-fé aquele que: I . IV .DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. mandar riscá-las.proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo. III . 17. Vl . de ofício ou a requerimento do ofendido.interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório. Responde por perdas e danos aquele que pleitear de má-fé como autor.alterar a verdade dos fatos. cabendo ao juiz.opuser resistência injustificada ao andamento do processo. Art.provocar incidentes manifestamente infundados. 15. sob pena de Ihe ser cassada a palavra.usar do processo para conseguir objetivo ilegal. V . Parágrafo único. É defeso às partes e seus advogados empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo. Quando as expressões injuriosas forem proferidas em defesa oral. o juiz advertirá o advogado que não as use. Página 46 de 53 Paulo Sales (200710830) .deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso. VII .

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. condenará o litigante de má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu. o juiz condenará cada um na proporção do seu respectivo interesse na causa. mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou. 18. em quantia não superior a 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa. ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária. ou liquidado por arbitramento. 20 de maio de 2008 DEVERES DAS PARTES E DOS PROCURADORES Página 47 de 53 Paulo Sales (200710830) . O juiz ou tribunal. § 1o Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé. § 2o O valor da indenização será desde logo fixado pelo juiz. de ofício ou a requerimento.

Pagamento das despesas: Taxa judiciária 1. 20). Segundo grau – 2% do valor da causa . 19. Página 48 de 53 Paulo Sales (200710830) . Custos pelo envio dos autos entre os órgãos do judiciário A parte tem o dever das despesas: 1. (valor mínimo. antecipando-lhes o pagamento desde o início até sentença final. Prevista por lei estadual judiciária. Dever de antecipação 2. § 1o O pagamento de que trata este artigo será feito por ocasião de cada ato processual. até a plena satisfação do direito declarado pela sentença.00 4. 2. e bem ainda. na execução. cuja realização o juiz determinar de ofício ou a requerimento do Ministério Público.00) 2.recurso Outras despesas 1. Salvo as disposições concernentes à justiça gratuita. Primeiro grau – 1% do valor da causa a. Valor que o Estado cobra para adjudicar a ação. piso) = 5 UF= R$ 74. 3. § 2o Compete ao autor adiantar as despesas relativas a atos.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Das Despesas e das Multas Art. cabe às partes prover as despesas dos atos que realizam ou requerem no processo. Despesas de oficiais de justiça para cumprir mandados (R$ 14. Direito ao reembolso (vencedor) decorrente da sucumbência que será pago pelo vencido + honorários advocatícios da parte vencedora que serão fixados pelo juiz (art.

§ 4o Nas causas de pequeno valor. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. Página 49 de 53 Paulo Sales (200710830) . naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública. c) a natureza e importância da causa. condenará nas despesas o vencido. Esta verba honorária será devida.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Art. § 2º As despesas abrangem não só as custas dos atos do processo. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria. embargadas ou não. § 1º O juiz. b) o lugar de prestação do serviço. como também a indenização de viagem. também. § 3º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez por cento (10%) e o máximo de vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação. ao decidir qualquer incidente ou recurso. atendidos: a) o grau de zelo do profissional. b e c do parágrafo anterior. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 20. nas de valor inestimável. os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz. e nas execuções. atendidas as normas das alíneas a. diária de testemunha e remuneração do assistente técnico.

Ônus da sucumbência. Assistência jurídica integral e gratuita. 602). Assistência Judiciária Gratuita X Justiça Gratuita A Assistência Judiciária Gratuita será disponibilizada aos carentes de recursos. Justiça Gratuita corresponde à isenção do recolhimento de custas no percurso. 602. Sanções por litigância de má-fé. Despesas processuais. Ônus de antecipação das despesas.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini § 5o Nas ações de indenização por ato ilícito contra pessoa. Cabe a Defensoria Pública. Honorários de advogado. Dispensa o adiantamento e as verbas de sucumbência. podendo estas ser pagas. o valor da condenação será a soma das prestações vencidas com o capital necessário a produzir a renda correspondente às prestações vincendas (art. Taxa judiciária. 27 de maio de 2008 Semana jurídica 28 de maio de 2008 Semana jurídica 03 de junho de 2008 Professor faltou 04 de junho de 2008 PRINCÍPIOS GERAIS DO PROCESSO Página 50 de 53 Paulo Sales (200710830) . na forma do § 2o do referido art. inclusive em consignação na folha de pagamentos do devedor. também mensalmente. 21 de maio de 2008 • 27.

262. neste caso. CPC) Art. de ofício ou a requerimento da parte. Caberá ao juiz. determinar as provas necessárias à instrução do processo. 130. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. de outro lado. mas se desenvolve por impulso oficial. Princípio dispositivo 4.130. o juiz deverá fundamentar a sua decisão de modo a persuadir a sociedade da legitimidade. Princípio da iniciativa das partes 2.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 1. a prática de atos só se desenvolve por iniciativas das partes. Princípio do impulso oficial (art. O juiz apreciará livremente a prova. Ao longo do processo. Pelo dispositivo a parte leva a prova ao juiz sendo que neste caso este aumenta a sua neutralidade. terão perdido a oportunidade. ainda que não alegados pelas partes. CPC) Art. também chamado de princípio do livre convencimento motivado. Página 51 de 53 Paulo Sales (200710830) . Princípio inquisitivo (art. Outro princípio relacionado com as provas é o seguinte: 5. mas deverá indicar. mas pelo inquisitivo o juiz participa da colheita da prova ficando mais próximo da verdade dos fatos. 131. O processo civil começa por iniciativa da parte.131. os motivos que Ihe formaram o convencimento. Princípio da persuasão racional do juiz (art. 262. 3. na sentença. Neste princípio. CPC) Art. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. mesmo que não haja iniciativa das partes que. o processo avança por impulso oficial.

As testemunhas quando falam direto ao juiz tendem a se inibir quanto a mentiras. Princípio da economia processual Procurar obter o máximo de eficiência. trabalho. Portanto consiste em apreciar a prova e fundamentar a decisão. titular ou substituto. 7. 8. caso contrário. 10 de junho de 2008 PRINCÍPIOS GERAIS DO PROCESSO (continuação) 9. despesa. 132. casos em que passará os autos ao seu sucessor. porém os fatos narrados de viva-voz têm a vantagem de maior fixação pelo juiz. Princípio da identidade física do juiz (art. por outro lado pode ocorrer a inibição da testemunha a ponto desta não conseguir dizer o que sabe. Princípio da oralidade Pode ser praticada por escrito. Este princípio prega que o juiz que praticou a instrução deve ser o mesmo a julgar a causa. A oralidade acelera o andamento do processo pela concentração de atos numa única audiência. O juiz. resultado com o mínimo de esforço. licenciado. salvo se estiver convocado. Página 52 de 53 Paulo Sales (200710830) . 132. afastado por qualquer motivo.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini Este princípio se encontra entre dois extremos de modelos de valoração das provas: O extremo do julgamento segundo a prova tarifada ou legal e outro extremo do julgamento segundo a consciência. Princípio da lealdade processual As partes devem agir com boa-fé. 6. promovido ou aposentado. CPC) Art. serão punidas por litigância de má-fé. que concluir a audiência julgará a lide.

Lugar dos atos processuais. no mínimo. Forma dos atos processuais. Momento para a prática de atos processuais. Argüição e decretação das nulidades. Classificação dos atos processuais: a)atos da parte. toda questão pode ser apreciada. 33. por dois órgãos diversos (recursos). Prazos processuais. 11. Preclusão. Tempo dos atos processuais. Conceito de ato processual.DIREITO PROCESSUAL CIVIL I Augusto Tavares Rosa Marcacini 10. Página 53 de 53 Paulo Sales (200710830) .Princípio da publicidade Consta da Constituição no seu artigo 155. Aproveitamento dos atos processuais. Suspensão e interrupção do prazo. Obs: para aprova pontos 6 – 10 – 11 – 12 – 14 – 16 a 30 3 questões dissertativas (3 x 2. Graus de invalidade dos atos processuais. b)atos do juiz. 32. 34.5) V . Regras de contagem dos prazos. Unidade e duração dos prazos processuais.Princípio do duplo grau de jurisdição Toda causa. 12. Nulidades. exceção para os segredos de justiça nos casos de preservar a intimidade das partes ou de interesse social.Atos processuais 31. c)atos dos auxiliares da Justiça.Princípio do contraditório Bilateralidade da audiência.