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Emagrecimento desigual

Pesquisa constata que fazer dieta na terceira idade e não aliá-la


a atividade física leva à perda de massa muscular

JULLIANE SILVEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Uma dieta com restrição calórica não é suficiente para manter a


boa saúde de idosos acima do peso, de acordo com uma pesquisa
realizada pela Universidade de Pittsburgh e publicada no "Journal of
Applied Physiology" neste mês.

Os pesquisadores constataram que idosos que diminuem a


ingestão de alimentos sem fazer exercícios perdem mais massa
magra.

Durante quatro meses, foram avaliadas 64 pessoas entre 60 e 75


anos de idade que eram obesas ou tinham sobrepeso, divididas em
grupos que aliaram dieta a exercícios, que só controlaram a
alimentação e que apenas praticaram atividades físicas. "Vimos que
os idosos que perderam peso sem praticar exercícios não
aumentaram a habilidade de queimar gorduras em comparação
com os que também fizeram exercícios", disse à Folha Francesca
Amati, líder da pesquisa.

Os resultados também mostraram que os idosos que só fizeram


dieta tiveram diminuição de peso resultante da perda de gordura e
de massa magra. Já os que combinaram dieta com exercício
perderam basicamente gordura.

A partir dos 40 anos de idade, o organismo tende a trocar massa


muscular por tecido adiposo, intensificando essa troca depois dos
60 anos, explica Carlos André Freitas dos Santos, coordenador do
Ambulatório de Promoção da Saúde da disciplina de geriatria e
gerontologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A perda dos músculos pode trazer problemas de locomoção. "Não é


raro ver idosos com mais de 80 anos sem doenças graves terem
limitações de mobilidade, não conseguirem preparar refeições ou se
levantarem da cama simplesmente por serem sedentários", diz.
A melhor forma de driblar a diminuição natural da musculatura é
praticar exercícios de resistência, como a musculação e o
pilates, por exemplo. Combinados a um exercício aeróbico no
mínimo três vezes por semana, auxiliam na formação de massa
muscular e trazem impacto positivo na prevenção de osteoporose,
problemas de memória, concentração e atenção e transtornos
psicológicos.

Antes de começar a se exercitar, no entanto, o idoso deve procurar


um médico para uma avaliação clínica – qualquer especialista que
conheça as particularidades dessa faixa etária pode ajudar.

Quanto à dieta alimentar, Santos explica que há variações caso a


caso, mas que é possível perder peso apenas adquirindo hábitos
saudáveis. Fracionar a alimentação em cinco refeições diárias,
consumir no mínimo seis porções de vegetais por dia, evitar
guloseimas e embutidos e não ingerir comidas pesadas à noite já
ajudam.

"Observo que idosos com sobrepeso possuem maus hábitos


alimentares e, com pequenas mudanças na alimentação,
conseguem ajustar o peso", afirma Santos.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq2509200809.htm

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MEDICINA

Antidepressivo afeta qualidade de esperma


DA REUTERS

Um estudo com 35 homens usuários do antidepressivo paroxetina –


nome comercial Paxil e outros – descobriu que um efeito colateral
da droga é o dano ao DNA de espermatozóides. A pesquisa, do
Centro Médico de Cornell (EUA), deve ter sua primeira
apresentação formal em novembro.

A proporção de espermatozóides com cromossomos fragmentados,


diz o estudo, subiu de 14% para 30% nos homens que consumiram
a droga.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2509200803.htm

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NOTA
Cuidado com os medicamentos sintéticos! Os medicamentos
fabricados pelos laboratórios farmacêuticos. Existem opções mais
saudáveis para a sua saúde, do que ficar ingerindo estas “drogas”
repletas de químicos que causam várias efeitos colaterais, alguns
muito prejudiciais à saúde. Informe-se!

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Secretaria da Saúde aponta falhas em rótulo


de leite
Pesquisa feita no Estado de SP aponta produtos sem a
advertência sobre o risco à saúde no consumo por bebês

Foram colhidas 64 amostras de alimentos, a maioria lácteos;


77% não respeitam norma sobre venda de alimento para
criança

MÁRCIO PINHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Um estudo recém-concluído e divulgado ontem pela Secretaria


Estadual da Saúde de São Paulo revelou que a maioria dos rótulos
de leites vendidos no Estado é irregular.

Os dados mostram que 77% dos produtos analisados não


respeitam a NBCAL (Norma Brasileira para Comercialização de
Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância), do
Ministério da Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária).

A regra determina que produtos que possam ser consumidos por


crianças de até três anos tragam informações claras para que não
sejam usados para substituir o leite materno e frases de advertência
sobre os riscos envolvidos no consumo.

Isso, porém, não aconteceu na maioria das 64 amostras de


alimentos para crianças colhidas em supermercados do Estado
entre 2005 e 2006 – no caso do leite, são incluídos todos os tipos, e
não só os que são dirigidos ao público infantil.

Foram analisados leites em pó, leites fluidos (líquidos), leites e


produtos de origem animal, fórmulas infantis para lactentes,
alimentos de transição para lactentes (como papas, sopas e purês),
à base de cereais para alimentação infantil e alimentos ou bebidas
à base de leite, entre outros produtos.

De acordo com William César Latorre, diretor de alimentos do


Centro de Vigilância Sanitária da secretaria, entre as principais
irregularidades encontradas estão a falta de frases de advertência
sobre o consumo de produtos por bebês e crianças de até três
anos, a falta de indicação da faixa etária a partir da qual o alimento
poderá ser consumido e a presença de frase ou expressão que
possa induzir o uso do produto em detrimento da amamentação.

"Há diversos leites que não são bem leite, mas formulações à base
de leite que têm outros ingredientes adicionados. A idéia da
empresa é produzir fórmulas que substituam o aleitamento materno.
Mas a OMS [Organização Mundial da Saúde] e a Anvisa solicitam
que as vigilâncias realizem trabalhos de fiscalização dessas
fórmulas para evitar que elas induzam a mãe a substituir o
aleitamento materno", disse Latorre.

A norma determina ainda que, para ter promoção comercial para


crianças de primeira infância (de um a três anos), os rótulos devem
incluir frases como: "Após os seis meses de idade, continue
amamentando seu filho e ofereça novos alimentos" e "o
aleitamento materno evita infecções e alergias e é
recomendado até os dois anos de idade ou mais".

Segundo o pediatra do hospital Sírio-Libanês Antonio Foronda, "o


leite materno tem a quantidade de gorduras, proteínas,
hidratos de carbono, vitaminas e água necessária para o
crescimento e o desenvolvimento da criança".
A Folha não conseguiu ontem contato com a Leite Brasil
(Associação Brasileira dos Produtores de Leite) para comentar o
estudo paulista.

Frase

"O leite materno tem a quantidade de gorduras, proteínas, hidratos


de carbono, vitaminas e água necessária para o crescimento e o
desenvolvimento da criança"

ANTONIO FORONDA
pediatra do hospital Sírio-Libanês

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2509200812.htm

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Leite
Dr. Wilson Rondó Jr.
é especialista em medicina preventiva, nutrólogo e cirurgião
vascular. Mantenha-se informado sobre seu trabalho e sobre os
serviços oferecidos pela W.Rondó Medical Center pelo site
www.drrondo.com

O leite, alimento destinado pela natureza a alimentar os jovens


de cada espécie, é especialmente designado para o rápido cresci-
mento das crianças. Nenhuma espécie de mamíferos consome leite
na idade adulta.
Para quase 25% das pessoas, a intolerância aos laticínios
pode causar reações alérgicas, digestão pobre e o
aparecimento de alteração de mucosa gastrintestinal. O
organismo humano, em geral, não processa facilmente o leite
de vaca, o creme de leite ou o queijo. Temos a tendência de
ingerir em excesso esse tipo de alimento, o que provoca
contínua e cumulativa tensão nos órgãos de excreção e no
sistema venoso.
Mesmo as pessoas que não apresentam sensibilidade aos
laticínios reportam o aumento de energia a paparem de
consumi-los. Por causa da alta taxa de gordura encontrada
nesses alimentos, a diminuição de seu consumo significa
redução proporcional efetiva na perda de peso, assim como a
diminuição da pressão sangüínea e dos níveis de colesterol.
Há dois elementos no leite e seus derivados que devem ser
quebrados por enzimas orgânicas: lactose e caseína.
A lactose é quebrada pela enzima lactase, e a caseína é
quebrada pela enzima renina. Por volta dos 4 anos, a renina passa
a não existir mais no trato digestivo, assim como a lactase numa
parcela da população. Essa é a forma em que a natureza nos
mostra o momento de descontinuarmos certos alimentos.
A caseína é uma proteína do leite que se encontra trezentas
vezes mais no leite de vaca do que no leite humano. Tem a
consistência de cola, promovendo aderência de muco nas
membranas celulares, especialmente no sistema respiratório.
O corpo humano não possui mecanismo digestivo para degradar
a caseína, promovendo o aumento de secreções, muco, irritações e
obstruções do sistema respiratório, o que induz o aparecimento de
asma, bronquites, sinusites, coriza, infecções de ouvido, etc. O leite
e seus derivados são os principais causadores de alergias.
Os indivíduos com intolerância à lactose apresentam
normalmente gases, distenção abdominal, cólicas e diarréia, que
somem poucas semanas após a suspensão do leite e seus
derivados. Cerca de 40% das crianças abaixo de 6 anos
apresentam otite de repetição, associada ao leite de vaca. Há
evidências de que bebês de até 6 meses que bebem leite de vaca
tem incidência aumentada de diabetes Tipo I. De acordo com o
médico Hans Michael Dosch, da Universidade de Toronto, uma das
proteínas do leite é muito parecida com as moléculas da superfície
das células Beta do pâncreas, que produzem insulina. Quando o
sistema imunológico reconhece a proteína do leite como corpo
estranho, ataca-a, e isso causa ataque similar às células Beta,
destruindo sua habilidade de produzir insulina e eventualmente
causando diabetes.
O leite comercial é conhecido como o maior causador de defi-
ciência de ferro em bebês, não sendo aconselhável o uso de leite
de vaca antes do 1 ano de idade. Somando-se a isso, há o risco
dos pesticidas, antibióticos e resíduos hormonais. Quanto mais
gordurosos são o leite e seus derivados, mais se encontram os pes-
ticidas, pois estes têm afinidade pela gordura.

“Ao contrário do que diz a publicidade, os


laticínios não são a melhor fonte de
cálcio.”
Ao contrário do que diz a publicidade, os laticínios não são a
melhor fonte de cálcio. A absorção é pobre por causa da
pasteurização, do processamento, do alto teor de gordura e da
relação de dese-quilíbrio quanto ao consumo de fósforo. Resíduos
hormonais e aditi-vos encontrados nas pastagens do gado influem
na incompleta absorção de cálcio e outros minerais. Em testes
realizados com animais, os bezerros que foram alimentados com o
próprio leite ma-terno, mas primeiramente pasteurizado, não
viveram mais do que seis semanas.

(trecho do livro “Prevenção: A Medicina do Século XXI”, Wilson


Rondó Jr., São Paulo, SP, Editora Gaia, 2000 – páginas 52 e 53).

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“Prevenção: A Medicina do Século XXI”, A guerra ao


envelhecimento e às doenças; Dr. Wilson Rondó Jr., São Paulo,
Editora Gaia, 2000.

Para adquirir este livro:

Editora Gaia Ltda


(uma divisão da Global Editora e Distribuidora Ltda)
Rua Pirapitingüi, 111-A – Liberdade
CEP 01508-020 – São Paulo – SP
Tel: (11) 3277-7999 – Fax (11) 3277-8141
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Livraria Saraiva
http://www.livrariasaraiva.com.br/index.htm

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Livros recomendados:

“O Leite que ameaça as mulheres”, um documento explosivo: o


consumo de derivados do leite teria uma influência preponderante
sobre os cânceres de mama; Raphaël Nogier, Ícone Editora Ltda,
São Paulo, 1999.

“As Alergias Ocultas nas Doenças da Mama”, Raphaël Nogier,


Organização Andrei Editora Ltda,1998.
“Leite: Alimento ou Veneno?” do pesquisador e cientista Robert
Cohen, Editora Ground, São Paulo, 2005.

“Alimentação que evita o Câncer e outras doenças”,


Dr. Sidney Federmann/ Dra. Miriam Federmann – Editora
Minuano”

“A dieta do doutor Barcellos contra o Câncer” e todas as


alergias, Sonia Hirsch - uma publicação Hirsch & Mauad, Rio de
Janeiro, 2002, www.correcotia.com

“Fazendo as Pazes com Seu Peso”, Obesidade e


Emagrecimento: entendendo um dos grandes problemas deste
século, Dr. Wilson Rondó Jr., Editora Gaia, São Paulo, 3ª Edição,
2003.

“Prevenção: A Medicina do Século XXI”, A Guerra ao


Envelhecimento e às Doenças, A terapia molecular irá diminuir a
incidência de câncer, doenças cardiovasculares, envelhecimento e
muito mais; Dr. Wilson Rondó Junior, 240 páginas, Editora Gaia,
São Paulo, 2000.

“O Atleta no Século XXI”, Dr Wilson Rondó Junior – O leitor


conhecerá a importância da atividade esportiva na vida de qualquer
ser humano do ponto de vista médico. Editora Gaia, São Paulo,
2000.

“Emagreça & Apareça!”, Descubra seu Tipo Metabólico. Vila


melhor e com mais saúde! Dr Wilson Rondó Juni8or, Editora Gaia,
São Paulo, 2007.

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