LEGALIDADE, FUNDAMENTADA A legalidade é um termo jurídico para dar beleza e consistência doutrinária à "batalha espiritual".

Entende-se que no mundo espiritual temos os envolvidos que respeitam uma lei universal, que é a Palavra de Deus. O significado de Legalidade: s.f. Qualidade do que é legal: a legalidade de um ato. Conjunto das determinações constantes das leis: manter-se na legalidade. A legalidade é uma permissão dada a alguém, é como tornar “legal” o ato de alguém. É muito próximo de “legitimação” de uma ação de outrem. Vejamos o versículo de Proverbios 28:13: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”. Fica muito claro que o fato de não confessar acaba tendo uma conseqüência, no caso a falta de prosperidade! Mas, Deus impediria alguém de prosperar ou pela sua palavra autorizaria demônios atormentarem esta pessoa? Segundo Joyce Meyer “O que enterramos vivos nunca morre, e o que escondemos tem poder sobre nós”. Se enterrarmos um pecado não confessado, ele nos atormentará continuamente, pois terá sempre poder sobre nós. Assim é no mundo espiritual. O Diabo e seus asseclas conhecem a Palavra Em Mateus 4 vemos Jesus usando a Palavra para responder a satanás, “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (v.4) Não tentarás o Senhor teu Deus (v.7) e Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás (v.10)” Até que na ultima vez Jesus determina que satanás deveria ir embora. E disse Jesus: Vai-te. Enquanto Jesus não disse para ele ir, a pressão psicológica continuava. Pois, os demônios são seres legalistas, enquanto houver autorização para agirem, eles farão, pois querem destruir-nos com todas as armas que dispõem.

Autorizados para atormentar A bíblia menciona em Mateus 18 que existem atormentadores, em algumas traduções está relatado com verdugos, que eram na antiguidade os eram carrascos, homens torturadores ou flageladores. Agora leia a parábola de Jesus: “Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.” Mateus 18:22-35 O Fulano que deve 10.000 talentos ao seu senhor conseguiu o perdão da dívida, mas o Beltrano que lhe deve 100 talentos suplica pelo mesmo perdão, porém o Fulano não aceita perdoar esta dívida. E o senhor ao saber do caso, indignou-se e o entregou aos atormentadores. Parece uma estorinha fictícia, mas o próprio Jesus garante que “assim vos fará, também, meu Pai celestial”. Neste texto entendemos a idéia da legalidade, o fato de não perdoar a divida do Beltrano (de 100 talentos) ele é entregue para os atormentadores até que toda sua divida (de 10.000 talentos) fosse paga.

Casos bíblicos de legalidade Jacó e Esaú – Jacó engana seu irmão pela primogenitura (Gen. 27-19), foi gerado no espírito de Jacó a iniqüidade de trapacear, enganar, suplantar, isto é, a semente maldita está agora legalmente plantada na alma de Jacó, no mundo espiritual foi aberta a porta para este tipo de pecado. Em Gênesis 29:20-26, demônios usam Labão para enganar Jacó, ele trabalhou 7 anos por Raquel, mas no dia do casamento ele é obrigado a se casar primeiro com Lia. E disse Jacó: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste? (v.25). Puxa, mas será que ele estava desviado dos caminhos do Senhor? Isto só acontece com quem está desviado! Errado. Anos antes Jacó teve uma grande experiência com o Senhor, pois receberá a promessa que seria uma grande nação e a promessa que famílias da terra seriam benditas, pois da descendência dele nasceria Jesus, nosso Salvador (Gen. 28:13-16). Entende-se que a legalidade, é uma brecha espiritual para o diabo atuar em alguma área da nossa vida. E isto não está relacionado a salvação diretamente, mas na maioria dos casos afeta a comunhão com Deus e também a certeza de salvação. Davi e Salomão – Davi em sua bela história de vida ficou marcado pelo pecado de adultério com Bethsebá e o assassinato do marido, o heteu Urias. O impulso pelo desejo sexual causou um estrago espiritual para Davi. No Salmo 51 está registrado a angustia de um homem usado por Deus que errou feio, veja alguns versículos: “Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo” (vers. 7-11). Salomão, o sucessor de Davi, demonstrava uma fraqueza muito grande por mulheres, em sua vida de rei casou com 700 esposas e tinha ainda mais 300 concubinas. É um exagero até para um rei. Acontece que Davi deu a autorização (legalidade) para demônios tentá-lo na área sexual, e por conseqüência todos seus descendentes. O filho mais velho de Davi, Amnon apaixonou-se por Tamar, sua meia-irmã, filha de Maaca (2 Sam. 13:1-19) cometeu incesto, mais um pecado de origem sexual. Trouxe morte e tristeza à casa de Davi.

Impedidos de atormentar O livro de Jó apresenta um mundo espiritual bem real, é a nossa batalha contínua contra satanás e seus demônios tentando nos atingir. Assim os demônios aguardam por certos incidentes, certas ações humanas, certos erros humanos, para poder agir "legitimamente", eles rodeiam-nos buscando a oportunidade para atacar (1 Pedro 5:8). Para fazer certas coisas principalmente com cristãos, é necessário que tenha autorização expressa de Deus, como vemos no livro de Jó. “E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.Então respondeu Satanás ao SENHOR, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde?Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra.Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1:6-11). Jó sabia muito bem o que devia evitar qualquer motivo para que o diabo atingisse alguma área da vida dele, Paulo reafirma isto depois: “Não deis lugar ao diabo” (Efésios 4:27). É o mesmo que não dê motivos para o diabo atuar em sua vida! Não dê legalidade! Era Jó um homem prevenido, clamava por toda sua família, vejamos: “Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente” (Jó 1:5) . Pedia perdão por identificação. Ele fechava as brechas que talvez algum filho tivesse aberto. Deus autoriza o ataque espiritual a vida da família dele e a saúde de Jó, mas não poderia tirar a vida dele. Foi um caso especifico de legalidade concedida por Deus, sem que houvesse evidencia de pecado. O texto é adequado para a explicação sobre o ataque espiritual, a conseqüência de uma vida de pecado resulta na ortogação da legalidade para a batalha espiritual de opressão (a legitimação).

Casos de família Você já deve ter ouvido falar de alguma família que tem um histórico de bebedeira? E o caso da família que vários integrantes cometeram erros de caráter sexual? Tais como estupro, adultérios e prostituição. E aquela família com históricos de calotes, contratos não cumpridos ou falências e apropriações indevidas? Então, existe nestas famílias um integrante responsável, que deu início a prática pecaminosa. Na primeira vez que errou e não consertou, e não pediu perdão a Deus, abriuse uma porta espiritual para o diabo cirandar na família. Isto é “dar legalidade” para que demônios atuem naquela área em questão.

Ezequias Anacleto Ezequias2000@hotmail.com

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