Fisica Eng. Prof. M.Sc.

Julio Cezar Ribeiro 0












Física Geral
para Engenharia











Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro






LINS-2010

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 1
Módulo 1
Programa do curso “Física Geral para Engenharia”

Fundamentos da matemática. Introdução à física. Métodos e modelos da física. Grandezas físicas.
Medidas e sistemas de unidades. Ordem de grandeza. Forma correta de expressar uma medida. Exatidão e
precisão. Algarismos significativos. Notação científica. Potências de 10. Medidas de comprimentos, áreas,
volumes e capacidades. Transformações de unidades em geral. Elementos de trigonometria. Relações métricas
no triangulo retângulo. Introdução ao estudo de vetores. Representação cartesiana de vetores. Operações com
vetores. Referencial e trajetórias. Velocidade e aceleração escalares. Estudo do movimento uniforme, equações
horárias. Movimentos progressivos e retrógrados. Estudo do movimento uniformemente variado, equações
horárias. Movimentos acelerados e retardados. Velocidade média do movimento uniformemente variado.
Características de um movimento. Estudo geral dos movimentos verticais no vácuo. Estudo gráfico dos
movimentos uniforme e uniformemente variados e suas propriedades.

Fundamentos da matemática

Logaritmos

O logaritmo de um número é o expoente de uma dada base, que é necessária para produzir aquele
número, ou seja:
y
b
log x y x b = ⇒ = . Quando a base de um logaritmo for 10, ele é chamado de "Briggs" é
representado na forma: y logx = . Quando a base for o numero de Neper (e=2,718) ele é chamado de Neperiano e
é representado na forma: y lnx =

Propriedades dos logaritmos

1º) O logaritmo do produto de dois números é a soma de seus logaritmos.

logab loga logb = +

2º) O logaritmo do quociente de dois números é o logaritmo do numerador menos o logaritmo do
denominador.
a
log loga logb
b
= −

3º) O logaritmo da enésima potência de um número é n vezes logaritmo do número.

n
loga n.loga =

4º) O logaritmo da raiz enésima de um número é 1/n vezes o logaritmo do número.

n
1
log a loga
n
=

5º) Para calcular logaritmos expressos numa base "x" qualquer, fazemos uma transformação na forma:

x
b
x
log a
log a
log b
=




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Exercícios

1. Se
3
1
log
27
= x, então o valor de x é: R: 1/3

2. Se log( 2x -5 ) = 0, então x vale: R: 2,5

3. O valor de
9
log 27 é igual a: R: 1,5

4. Se
x y
y
27 9
log x 2
=
=
, então x + y é igual a: R: 10/9
5. Qual o valor numérico real da expressão
3 3
3
( 3) 27
2 log 81
− − + −
+
R: 4

6. Se 2x - y = 1 e x - 3y = -7, log4 (xy+8y) é igual a: R: 2/5

7. Em que base o logaritmo de um número natural n, n>1, coincide com o próprio número n? R=1

8. O número real x, tal que
x
9 1
log
4 2
= é R: 81/16
9. Seja
a
3
log 8
4
= − , a > 0. O valor da base a é: R: 16

10. Se x + y = 20 e x - y = 5 então log ( x2 - y2 ) é igual a: R: 2

11) Calcule o valor dos seguintes logaritmos:

a) b) c) d) e)
f) g) h)

12) Calcule o valor da incógnita "N" em cada exercício, aplicando a equivalência fundamental:

a) b) c) d)

13) Calcule o valor da incógnita "a" em cada exercício, aplicando a equivalência fundamental:

a) b) c) d)

14) O número real x, tal que , é

(a) (b) (c) (d) (e)


15) Escrever , equivale a escrever

(a) (b) (c) (d) (e)





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Potenciação

Potenciação, também chamada de exponenciação, é uma operação usada para indicar a multiplicação de
um número por ele mesmo “x” vezes, a forma matemática de indicar esta operação é através de uma expressão
escrita na forma: 3
5
= 3.3.3.3.3. O expoente indica quantos fatores estão repetidos e a forma de representação é
chamada de potencia.

Regras da potenciação

A incógnita “n” representa o número da base n¹ = n e n
0
= 1 (Caso o n seja zero, essa regra não é verdadeira)

Propriedades da Potenciação

1) Potência de potência: conserva-se a base e multiplica-se os expoentes.
( )
y
x xy
n n =

2) Potencia de produto, primeiramente resolve-se o que está entre os parênteses, depois resolvemos a potência.
( )
x
x x
mn m n =

3) Em uma multiplicação de bases iguais mantemos a base, e somamos os expoentes.
x y x y
n n n
+
=

4) Em uma divisão de bases iguais e expoentes diferentes, conservamos a base e subtraímos os expoentes.
x
x y
y
n
n
n

=

5) Potenciação de números negativos
(-4)³ = (-4). (-4) = 16. (-4) = -64
(-4)² = (-4). (-4) = 16
Com base nisso, podemos dizer que quando um número negativo é elevado a um número par, o resultado será
positivo. Se for ímpar será negativo.

Exercícios
1) Qual o valor da expressão
2 3 4 5
0,2 0,16 x0,3 0,7 + ÷
2) O valor da expressão
2 3
4 2
3 2
2 ( 3) .4 x5

− + − é:
3) O valor de
1 2 2
3 2
2 ( 2) ( 3)
2 2
− −

− − + −

é:
4) Simplificando-se a expressão
2
2
3
3 2
0,05
2
3
4
5

− +
| |
|
\ ¹
obtém-se:
5) Dadas as expressões A = -a2 – 2a + 5 e B = b2 + 2b + 5:
a) Se a = 2 e b = -2, então A = B; b) Se a = 2 e b = 2, então A = B; c) Se a = -2 e b = -2, então A = B;
d) Se a = -2 e b = 2, então A = B; e) Se a = -2 e b = 2, então A = B.

6) Números que assustam:
* 5,68 bilhões de pessoas vivem hoje no planeta.
* 5,7 bilhões de pessoas eram estimadas para viver no planeta hoje.
* 90 milhões nascem a cada ano.
* 800 milhões passam fome.
* 8,5 é a média de filhos por mulher em Ruanda.
* 1,4% da renda mundial está nas mãos dos 20% mais pobres.
* 35 milhões de pessoas migraram do hemisfério Sul para o Norte nas últimas três décadas. (Fonte: ONU)
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De acordo com o texto, os números que representam a quantidade de pessoas que vivem no planeta, nasce a
cada ano e passa fome são, respectivamente:
a) 568.10
9
; 9.10
6
; 8.10
6
b) 5,68.10
6
; 9.10
6
; 8 .10
6
c) 568.10
7
; 9.10
7
; 80.10
7
d) 56,8.10
9
; 90.10
9
; 8.10
9
e) 568.10
8
; 90.10
6
; 80.10
6


07. (FATEC) Das três sentenças abaixo:
I. 2
x+3
= 2x . 2
3
II. (25)
x
= 5
2x
III. 2
x
+ 3
x
= 5x
a) somente a I é verdadeira; b) somente a II é verdadeira; c) somente a III é verdadeira; d) somente a II é
falsa; e) somente a III é falsa.

08. Simplificando a expressão [2
9
: (2
2
. 2)
3
]
-3
, obtém-se:
a) 236 b) 2-30 c) 2-6 d) 1 e) a

09. Se 5
3a
= 64, o valor de 5
-a
é:
a) –1/4 b) 1/40 c) 1/20 d) 1/8 e) ¼

Radiciação
É outra forma de se indicar uma forma exponencial definida como;
1
a
a
b b =
Portanto temos que:
1)
b
c b
c
a a = 2)
1
n
n
1
a
a

=
Exercícios

01) O valor da expressão é: R: 9

02) A expressão é igual a: R: 1

03) O valor de para e é: R: -15x
3
/8

04) A expressão é igual a: R: 41


05) (UFRGS) Simplificando
3
a
a
encontramos: R:
3
a

06) O valor da expressão é: R: 30

07) (UFSM) O valor da expressão é: R:
6
3


10) O valor da expressão R: 27 / 2


11) Qual o valor da expressão: para n pertencente aos naturais - {0, 1} R: 1/25

12) Calcule o valor das expressões
3
64 ;
3 5 2
3 ;
5 4 3
2 4
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Cálculos aproximados:

Para números “a” e “b” que sejam bem menores do que 1 existem formas simplificadas de cálculos como são
mostrados abaixo:
2 n
n
(1 a)(1 b) 1 a b (1 a) 1 2a (1 a) 1 na
a 1 1 a
1 a 1 1 a 1 a b
n 1 a 1 b
+ + ≅ + + + ≅ + + ≅ +
+
+ ≅ + ≅ − ≅ + −
+ +


Múltiplos de dez

deci (d) =
1
10

deca (da) =
1
10 nano (n) =
9
10

giga (G) =
9
10 zepto (z) =
21
10


centi (c) =
2
10

hecto (h) =
2
10 pico (p) =
12
10

tera (T) =
12
10 yocto (y) =
24
10


mili (m) =
3
10

quilo (K) =
3
10 femto (f) =
15
10

peta (P) =
15
10 zetta (Z) =
21
10
micro (µ) =
6
10

mega (M) =
6
10 atto (a) =
18
10

exa (E) =
18
10 yotta (Y) =
24
10

Hierarquia das operações

Na matemática as operações a serem feitas possuem hierarquia. A ordem a ser seguida é sempre a
seguinte: 1º) se faz a multiplicação 2º) depois a divisão 3º) depois a soma 4º) por ultimo a subtração. As maquinas
de calcular seguem essa hierarquia para os cálculos, portanto cuidado na hora de fazer as contas, pois a ordem
delas é muito importante, bem como a colocação dos parênteses.

Exercícios de aplicação
1)
1,728.17,28
0,00567
2) 2+3x4 − 8 ÷2 3)
2
0,3
3,457
2,3 .5,8
4)
3 2 2
0,7
2
(2,37 1,8 )( 2,6x7,8 )
2,8 5,3 1,05.1,78
+
| |

|
\ ¹
5)
3 4 3 4
2,7x10 . 1,25x10


6)
( ) ( )
2 4
5 3
2x10 3x10


7)
2 3
2 3
2,37 5,047
2,08 6, 48
÷
8)
( ) { }
3
5,34 77,45 8,57 3,86

+ − +




Funções Trigonométricas

A palavra trigonometria vem do grego "trigono" que é triangulo e "metria" que é medida. Abaixo mostramos
o ciclo trigonométrico cujo raio sempre vale 1 qualquer que seja seu tamanho, e os eixos que fornecem as
medidas das principais funções do ângulo “ α”.
O seno é obtido pelo tamanho do segmento AB medido com o raio do ciclo.
O cosseno é o tamanho do segmento AC
A tangente é o tamanho do segmento FE.
Observe que tanto o seno, como o cosseno não podem ter valores maiores que um. Já a tangente pode
ter qualquer valor. Na figura abaixo se aplicarmos o teorema de Pitágoras no triângulo ACD obteremos a relação
fundamental da trigonometria que é:
α α
2 2
sen cos 1 + =


Seno Tangente


B D F


α
A C E Cosseno





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Abaixo mostramos o ciclo trigonométrico e os segmentos onde são medidas as funções secundárias do
ângulo “ α”.
A cotangente é medida pelo tamanho do segmento CD.
A cossecante é medida pelo tamanho do segmento AD.
A secante é o tamanho do segmento AB.
Na figura abaixo, aplicando o teorema de Pitágoras no triangulo ABE obtemos a seguinte relação:

α α
2 2
1 tg sec + =

E se aplicarmos o teorema no triangulo ACD obteremos a seguinte relação:

α α
2 2
1 cot g cosec + =


Seno Tangente

C D
Cotangente
B

α
A E Cosseno







Relações trigonométricas nos triângulos retângulos

Dado um triângulo retângulo mostrado abaixo de lados a, b e c, temos a=hipotenusa b=cateto oposto
c=cateto adjacente. Neste triângulo podemos definir as seguintes grandezas trigonométricas:
α α α α α α
b c b a a c
sen cos = tg = cosec = sec = cotg =
a a c b c b
=
Conforme se observa a cossecante é o inverso do seno, a secante é o inverso do cosseno e a cotangente é o
inverso da tangente.
a
b
α

c

Exercícios

Nas figuras abaixo ache todas as funções trigonométricas dos ângulos assinalados
b c



a a a
c d b b
a

c

c




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x
x + 1
7
Relações métricas no triângulo retângulo

O triângulo ABC mostrado abaixo possui um ângulo de 90º no vértice A, por isso ele é chamado de
retângulo. Vamos chamar de “a” a medida do comprimento da hipotenusa BC, que é o lado oposto ao ângulo de
90º. De “b” a medida do outro lado AC chamado de cateto. De “c” a medida do outro cateto AB. De “h” a medida
da altura do triângulo AH, relativa ao lado BC. Por “m” a medida do segmento HC, projeção ortogonal do lado AC
sobre BC. Por “n” a medida do segmento BH, projeção ortogonal do lado AB sobre BC.

1º) O quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos, ou seja:

a
2
= b² + c²

A expressão acima foi deduzida por Pitágoras. Ele deduziu que qualquer polígono regular que fosse
construído com o tamanho da hipotenusa ele teria área igual a soma dos mesmos polígonos construídos nos
catetos. O quadrado é o primeiro deles, valendo pois para pentágonos, hexágonos, etc.

2º) O quadrado da medida de um cateto é igual ao produto da medida da hipotenusa pela medida da
projeção ortogonal desse cateto sobre a hipotenusa, ou seja:

b² = am c² = na

3º) O produto das medidas dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa,
ou seja:
bc = ah .
4º) O quadrado da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto dos segmentos que ela determina na
hipotenusa, ou seja:
h² = mn


Quem disse que ganhar ou perder não importa, provavelmente perdeu

Exercícios


1. Utilizando o Teorema de Pitágoras, determine o valor de x nos triângulos retângulos:

a) b)



c) d)








4x
20

6
x
5 3

3 2
x
x

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2. A figura mostra um edifício que tem 15 m de altura, com uma escada colocada a 8 m de sua base ligada ao
topo do edifício. O comprimento dessa escada é de: a) 12 m. b) 30 m. c) 15 m. d) 17 m. e) 20 m.







3. Na figura tem-se que
BC AB ≅
e F é ponto médio do lado
BE
do retângulo BCDE.










Determine:
a) a medida x indicada na figura.
b) a área do retângulo BCDE.

4. O triângulo retângulo ABC abaixo é retângulo em A. Então o valor de x é: a) 3 b) 4 c) 5 d) 6



6

12 x

5. O valor de x no triângulo retângulo abaixo é: a) 10 b) 12. c) 15. d) 18.







6. Aplicando as relações métricas nos triângulos retângulos abaixo, determine o valor que faltam.

a) b)

a b h c




A

x


B 9 C
25
• •
8 m
15 m
A
B
C
D E
F
x
x 2 6


6
c 12

3 9
a

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c) d)

b

c


7) Em um triângulo retângulo as projeções dos catetos sobre a hipotenusa medem 6cm e 8cm. Determine a altura
relativa à hipotenusa desse triângulo.

8) A medida da altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo é 12cm e uma das projeções mede 9cm.
Calcular a medida dos catetos desse triângulo.

9) Determine a medida das projeções em um triângulo retângulo cuja hipotenusa mede 12cm e um dos catetos
4cm.

10) Em um triângulo retângulo a altura relativa à hipotenusa mede 12cm e a diferença entre as medidas das
projeções dos catetos sobre a hipotenusa é 7cm. Qual o valor da hipotenusa?

11) As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são (x + 5)cm e (x + 1)cm e a hipotenusa (x + 9)cm.
Determine o perímetro desse triângulo.

12) Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede 30cm e um dos catetos mede 24cm. Nessas condições,
determine: a) a medida da altura relativa à hipotenusa. b) a medida dos segmentos que a altura determina sobre a
hipotenusa.

Letras gregas










3
6 2

h

h
4
c
x
2

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Símbolos matemáticos

Abaixo mostramos alguns dos símbolos mais usados na matemática:
aproximadamente igual ~ da ordem de grandeza, proporcional
diferente de idêntico a, definido como
maior

≠ ≡
> menor
maior ou igual >> bem maior do que
menor ou igual << bem menor do que
ou
<


∨ e
proporcional a para todo
existe não existe
união

∝ ∀
∈ ∉
U interseção
está contido contem
não está contido conjunto vazio
portanto
⊂ ⊃
⊄ ∅

I
... assim por diante
implica em se e somente se ⇒ ⇔


Nunca desista do sonho. Se não encontrar numa padaria, procure na
próxima


Módulo 2

Introdução a Física

A física pode ser entendida como a ciência das medidas, e busca entender e descrever os fenômenos que
ocorrem na natureza. É difícil falar qual é o campo de atuação da Física, pois não tem delimitações e está sempre
em contínua evolução, buscando descrever e desvendar novos fenômenos da natureza. No cotidiano, por mais
que passem despercebidos, os fenômenos físicos estão sempre presentes. A Física, de um modo geral, está
presente em todas as atividades do homem. A palavra Física vem de um temo grego physiké, que quer dizer
natureza. Esse termo indica a maneira pela qual a física surgiu, que foi com a preocupação de se estudar e
compreender os fenômenos naturais. Com o passar dos anos e com a evolução científica, a física ganhou muito
destaque em relação às outras ciências e seu campo de estudo teve uma incrível evolução. Com a expansão dos
estudos e as novas descobertas, os cientistas sugeriram uma divisão de áreas dentro da própria física, de forma
que cada área englobasse os assuntos que apresentassem propriedades semelhantes e que pudessem ser
relacionados e descritos por leis comuns. Particularmente na Mecânica, estuda-se o movimento e suas possíveis
causas e origens. Ao estudar um dado fenômeno físico interessa-nos entender como certas propriedades ou
grandezas associadas aos corpos participam desse fenômeno.
O procedimento adotado nesse estudo é chamado de método cientifico, e é basicamente composto de 3
etapas: observação, raciocínio (abstração) e experimentação. A primeira etapa é a observação do fenômeno a ser
compreendido. Realizam-se experiências para poder repetir a observação e isolar, se necessário, o fenômeno de
interesse. Na etapa de abstração, propõe-se um modelo (hipótese) com o propósito de explicar e descrever o
fenômeno. Finalmente, esta hipótese sugere novas experiências cujos resultados irão ou não confirmar a hipótese
feita; se ela se mostra adequada para explicar um grande número de fatos, constitui se no que chamamos de uma
lei física. Estas leis são quantitativas, ou seja, devem ser expressas por funções matemáticas. Assim, para
estabelecermos uma lei física esta implícita que devemos avaliar quantitativamente uma ou mais grandezas
físicas, e, portanto realizar medidas físicas. É importante notar que praticamente todas as teorias físicas
conhecidas representam aproximações aplicáveis num certo domínio da experiência. Assim, por exemplo, as leis
da mecânica clássica são aplicáveis aos movimentos usuais de objetos macroscópicos, mas deixam de valer em
determinadas situações. Por exemplo, quando as velocidades são comparáveis com a da luz, devem-se levar em
conta efeitos relativísticos. Entretanto, o surgimento de uma nova teoria não inutiliza as teorias precedentes. E por
isso que continuamos utilizando a mecânica newtoniana, desde que estejamos em seu domínio de validade.
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 11
Modelos e Métodos

Modelo é um conjunto de hipóteses sobre a estrutura ou o comportamento de um sistema físico pelo qual
se procura explicar ou prever, dentro de uma teoria científica, as propriedades que ele possui. Também pode ser
entendido como sendo a representação simplificada e abstrata de fenômeno ou de uma situação concreta, e que
serve de referência para a sua observação, estudo e análise. O mais importante do modelo é propiciar uma
descrição formal de objetos, relações e processos, que nos permite, variando parâmetros, simular os efeitos e
mudanças ocorridas no fenômeno que representa, ou seja, o modelo é uma simplificação de uma situação real
que pode ser muito complexa. Dessa forma, o modelo procura destacar as variáveis relevantes do problema real,
possibilitando analisar o sistema em estudo e descobrir como se deve interferir sobre ele com vista a atingir certos
objetivos.
Dado um problema qualquer, o analista do sistema deve passar do mundo real para o mundo dos
modelos, na tentativa de identificar as variáveis mais relevantes ou significativas que interferem no sistema.
Existem casos de já conhecermos modelos adequados que correspondem à nossa expectativa de solução do
problema que já foram satisfatoriamente provados e, neste caso, não precisamos mais procurar outros modelos.
Em casos contrários, o processo de criação de modelos pode exigir dos analistas várias tentativas, até que
cheguem ao modelo mais adequado as suas pretensões. Assim, o analista faz várias tentativas, passando do
mundo real para o mundo simbólico dos modelos, tentando em cada passagem conseguir a solução para os seus
problemas até a obtenção do modelo que seja considerado aceitável para descrever uma situação real e que,
efetivamente, o leve a tirar conclusões consistentes àquelas obtidas no mundo real.
A utilidade de um modelo é enorme, visto que na realidade, num sistema, existe um grande número de
variáveis e de relações que o caracterizam perfeitamente, porém no mundo dos modelos, basta um pequeno
número delas para explicar a maior parte do problema. Evidentemente em alguns casos existe a dificuldade de se
considerar quais são as variáveis mais relevantes. No mundo dos negócios normalmente as decisões incidem
sobre situações mais complexas do que no caso de decidirmos qual carro comprar para as nossas necessidades
Todavia o processo conceitual de tomada de decisões é fundamentalmente o mesmo.
Na realidade deve-se fazer uma ligação entre o que se pode fazer e o que acontecerá em cada caso. A
partir de certo nível de complexidade torna-se quase impossível “estimar” corretamente as implicações de uma
tomada de decisão, sem antes proceder a uma avaliação mais precisa das informações disponíveis, numa forma
estruturada, lógica e ordenada. Em geral, e especialmente para sistemas e problemas mais complexos, os
objetivos são conflitantes entre si, isto é, a otimização de alguns deles leva à piora de outros. Isto leva o analista à
subotimizaçao, ou seja, deve escolher quais objetivos serão otimizados (aqueles que ele julga mais importantes),
sujeitando-se às limitações impostas pelos outros objetivos (os que ele julga menos importantes).
Na engenharia, é comum usarmos modelos que desconsideram as variáveis menos relevantes, o que não
pode ser feito na informática, uma vez que utiliza modelos muito mais sofisticados com todas as variáveis
relevantes. E claro que a subotimizaçao depende do bom senso do analista que deve procurar o melhor ponto de
equilíbrio para o sistema em estudo, ou seja, se não conseguirmos o ótimo, o bom já serve. Os modelos devem
ser propostos da forma mais simples possível para que eles tenham maior utilidade no seu uso, e deve ser o mais
fiel possível para ter maior exatidão na representação da realidade. Estas duas situações já nos põem a frente de
uma subotimizaçao na confecção dos modelos, ou seja: o modelo é a representação de alguma coisa real para o
estudo da ciência, ou seja, é uma simplificação de uma situação real que pode ser muito complexa. Assim, o
analista faz várias tentativas, passando do mundo real para o mundo simbólico dos modelos, tentando em cada
passagem conseguir a solução para os seus problemas até a obtenção de um modelo que seja considerado
aceitável para descrever uma situação real e que, efetivamente, nos leve a tirar conclusões consistentes àquelas
obtidas no mundo real.
O modelo, portanto é um artifício que usamos para entendermos o funcionamento da natureza através de
uma representação mental do mundo que vivemos. É uma necessidade para as ciências. Portanto, o mundo pode
ser entendido via modelos, que nada mais são do que representações reduzidas da realidade. O método científico
por sua vez é uma atividade eminentemente humana. Ela trabalha com modelos que representam fenômenos, e
os verifica na sua veracidade e se necessário, os modifica. Esse processo termina quando os modelos satisfazem
as expectativas por eles criadas e quando necessário, são substituídos. As características dos modelos é que são
necessariamente incompletos e, portanto podem ser modificados e manipulados com relativa facilidade a fim de
permitir confrontação com a realidade. Os resultados obtidos através dos modelos devem ser comparados com o
mundo real a partir de observações, interpretação, transformação e verificação.

Grandezas físicas

Por grandeza entendemos tudo aquilo que pode ser medido, contado ou pesado. Medir é o ato de
comparar uma grandeza com outra de mesma espécie. Medida é o resultado numérico desse ato, ou seja,
quantas vezes o padrão adotado cabe dentro da grandeza que estamos medindo. Este padrão é o que chamamos
de unidade de medida. As grandezas físicas são classificadas de fundamentais ou derivadas. As grandezas
fundamentais são aquelas que para sua identificação não necessitam de nenhuma outra grandeza para sua
explicação. As grandezas derivadas são aquelas que para sua definição depende da existência da combinação
das grandezas fundamentais.
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Dizemos que um sistema de unidades é coerente quando suas grandezas constituintes forem
independentes entre si, ou seja, cujas definições não permitem que sejam relacionadas. E a partir desta coerência
é que conseguimos classificar as grandezas em fundamentais e derivadas. As grandezas fundamentais no
sistema internacional são: Comprimento (metro), Massa (quilo), Tempo (segundo), Intensidade de corrente elétrica
(ampère), Temperatura termodinâmica (Kelvin), Intensidade luminosa (candela) e Quantidade de matéria (mol).
Todas as outras grandezas físicas são derivadas delas. No estudo de um fenômeno físico, ocorrido com
determinado objeto ou corpo, precisamos enumerar e inter relacionar as alterações sofridas por certas
características do objeto. Além disso, ao analisarmos o comprimento e temperatura de um objeto, sabemos
empiricamente que estamos tratando de espécies de grandezas diferentes. É através das grandezas físicas que
nós medimos ou quantificamos as propriedades da matéria e da energia. As medidas podem ser feitas de duas
maneiras distintas:
a) de maneira direta: quando medimos com uma régua o comprimento de algum objeto; quando medimos
com um termômetro a temperatura do corpo humano; quando medimos com um cronômetro o tempo de queda de
uma pedra.
b) de maneira indireta: quando medimos, através de cálculos e instrumentos especiais, a distância da
Terra ao Sol; a temperatura de uma estrela; o tempo necessário para que a luz emitida pelo Sol chegue à Terra.
Muitas vezes, ao procedermos à medida de certa grandeza física, notamos que ela deve ser expressa por
um número muito superior ou, dependendo do caso, muito inferior ao padrão ou unidade. Para uma melhor
apresentação e um fácil entendimento do resultado para todos foi elaborada uma forma, chamada de notação
científica, onde a medida de uma grandeza é representada com o auxílio de uma potência de 10. Com o rápido
desenvolvimento da Física e a difícil comunicação entre os estudiosos no final do século XIX, foi aparecendo uma
variedade muito grande de medidas para se comparar as mesmas grandezas, surgindo então uma necessidade
de se elaborar um sistema onde todos utilizassem as mesmas medidas evitando assim inúmeras unidades para a
mesma grandeza. Foi então que surgiu o Sistema Internacional de Medidas (S.I.), que não é nada mais do que um
conjunto de unidades que se prestam para medir todas as espécies de grandezas, possibilitando ainda a operação
com seus múltiplos e submúltiplos.
Newton é a força que se faz para levantar 100g. A caloria é uma unidade de energia, cujo uso não é
recomendado, mas ainda é muito utilizada, e definida como sendo a quantidade de energia necessária para elevar
de 14,5°C a 15,5°C, 1g de água. Por ser 1g é design ada como “caloria-grama”. A caloria-grama equivale sempre a
uma quantidade de energia mecânica de 4,186J, que é o equivalente mecânico do calor. A unidade inglesa BTU
(british thermal unit) equivale a 252 calorias grama, e é muito usada em dimensionar sistemas de ar condicionado.

Medidas e sistemas de unidades

A quantidade de unidades usadas para a medição de comprimento, massa e tempo são muito grandes e
isso cria certa confusão. Para tentar diminuí-la, cientistas do mundo inteiro se reuniram e decidiram escolher as
unidades que seriam aceitas internacionalmente. Criaram assim o chamado Sistema Internacional (SI) de
unidades, que nada mais é do que um conjunto de unidades eleitas como as mais adequadas. Assim elegeu-se o
metro como a unidade de comprimento a ser usada internacionalmente. Do mesmo modo, as unidades de massa
e tempo escolhidas, foram respectivamente o quilograma e o segundo. No Brasil essas unidades já eram usadas
habitualmente. Os países que utilizam outras unidades como o pé (para comprimento) e a libra (para massa), vão
ter que se adaptar aos poucos a essas unidades internacionais. Daqui para frente, quando aparecer a expressão
"unidades do SI", entenda que estamos usando as unidades metro, quilograma e segundo, respectivamente, para
comprimento, massa e tempo. Um padrão é aquilo que nos serve como norma ou base, para podermos comparar
pesos e medidas em geral.
Os padrões são usados para avaliar grandezas físicas. São definidas arbitrariamente e têm como
referência um padrão material. As grandezas podem ser mecânicas, ópticas, geométricas, acústicas ou luminosas.
Metrologia é a ciência que estuda, normatiza e codificam os conhecimentos relativos a medidas, padrões e
unidades de medir, métodos, técnicas e instrumentos de medição. Em física não tem sentido comparar grandezas
de espécies diferentes. Uma grandeza física resultará mensurável, se pudermos estabelecer uma razão entre ela
e outra grandeza de mesma espécie. Será incomensurável, se não existir essa relação, como por exemplo, se
formos medir a diagonal de um quadrado, tomando como unidade um dos seus lados. Por muito tempo, o mundo
usou medidas imprecisas, como aquelas baseadas no corpo humano: palmo, pé, polegada, braça, côvado.
Isso acabou gerando muitos problemas, principalmente no comércio, devido à falta de um padrão para
determinar quantidades de produtos. Para resolver o problema, o Governo Republicano Francês, em 1789, pediu
à Academia de Ciências da França que criasse um sistema de medidas baseado numa "constante natural". Assim
foi criado o Sistema Métrico Decimal. Este sistema adotou, inicialmente, três unidades básicas de medida: o
metro, o litro e o quilograma. O sistema métrico decimal acabou sendo substituído pelo Sistema Internacional de
Unidades (SI), mais complexo e sofisticado. No Brasil, o SI foi adotado em 1962 e ratificado pela Resolução nº 12
de 1998 do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), tornando-se de
uso obrigatório em todo o Território Nacional. A unidade de tempo segundo (s) é a duração de 9.192.631.770
períodos da radiação correspondente a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo
de césio 133.
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Lustro é uma unidade prática que significa 5 anos. A unidade de ângulo plano o radiano (rad) é o ângulo
plano compreendido entre dois raios de um círculo que, sobre a circunferência deste círculo, interceptam um arco
de comprimento igual ao raio. A unidade de ângulo sólido esferoradiano (sr) é o ângulo sólido que, tendo seu
vértice no centro de uma esfera, intercepta sobre a superfície desta esfera uma área igual á de um quadrado que
tenha por lado o raio da esfera. Nos EUA são utilizadas unidades diferentes das que usamos no Brasil e as
maneiras de se escrever certos valores também não são iguais. O sistema métrico ainda é relativamente pouco
utilizado nos EUA. Nos EUA, na separação entre milhares utiliza-se a vírgula e no decimal utiliza-se um ponto
(oposto do que se usa no Brasil): Exemplo: 1.234 em português é "mil duzentos e trinta e quatro". 1.234 em inglês
é "um e duzentos e trinta e quatro avos". Quando a data é indicada de forma numérica, nos EUA, 12/5/2008 é 5 de
dezembro de 2008. No Brasil, 12/5/2008 é 12 de maio de 2008.

Medidas de comprimentos, áreas, volumes e capacidades

Unidades de comprimentos

A unidade de comprimento metro (m) é o comprimento da trajetória percorrida no vácuo pela luz durante um
tempo de 1/299.792.458 de segundo. A palavra metro vem do grego métron que significa "o que mede". Foi
estabelecido inicialmente que a medida do metro seria a décima milionésima parte da distância do Pólo Norte ao
Equador, no meridiano que passa por Paris. No Brasil o metro foi adotado oficialmente em 1928.
quilômetro → Km = 10
3
m hectômetro → hm = 10
2
m
decâmetro → dam = 10m metro → m = 1m
decímetro → dm = 10
-1
m centímetro → cm = 10
-2
m
milímetro → mm = 10
-3
m micrômetro → µm = 10
-6
m
milimicro → mµ = 10
-9
m milha marítima → 1852 m angstron → m 10 A
10
0

=

Para distâncias astronômicas utilizamos o ano-luz que é a distância percorrida pela luz em um ano = 9,5x10
12
km.
Unidades de área

As medidas de superfície são feitas pelo metro quadrado (m
2
) que é a medida correspondente à superfície
de um quadrado com 1 metro de lado.

quilômetros quadrado→ km
2
=10
6
m
2
hectômetro quadrado→ hm
2
=10
4
m decâmetro quadrado→ dam = 10
2
m
2
metro quadrado→ 1m
2
decímetro quadrado→ dm
2
=10
-2
m
2
centímetro quadrado→ cm
2
=10
-4
m
2
milímetro quadrado→ mm
2
=10
-6
m
2


Unidades agrárias

hectare (ha) → 100a=10.000m
2
are (a) → a = 100m
2
centiare (ca) → 0,01a=1m
2

Unidades de volume

A unidade fundamental de volume chama-se metro cúbico (m
3
) que é a medida correspondente ao espaço
ocupado por um cubo com 1m de aresta.

hectolitro → hl = 10
2
l decalitro → dal = 10l litro → l = 1000cm
3

decilitro → dl = 10
-1
l centilitro → cl = 10
-2
l mililitro → ml = 10
-3
l

Unidades de capacidade

A quantidade de líquido igual ao volume interno de um recipiente define a capacidade dele. Afinal quando
enchemos este recipiente, o líquido assume a forma do mesmo. Portanto capacidade é o volume interno de um
recipiente. A unidade fundamental de capacidade chama-se litro, que é a capacidade de um cubo que tem 1dm de
aresta, ou seja, 1l = 1dm
3
.

quilolitro → Kl = 10
3
quilômetro cúbico→ km
3
= 10
9
m
3
hectômetro cúbico→ hm
3
= 10
6
m
3
decâmetro cúbico→ dam
3
=10
3
m
3
decímetro cúbico→ dm
3
=

10
-3
m
3
centímetro cúbico→ cm
3
=10
-6
m
3
milímetro cúbico→ mm
3
=10
-9
m
3

Unidades de massa

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Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui, sendo, portanto, constante em qualquer lugar da
terra ou fora dela. Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído para o centro da terra (força da
gravidade). Varia de acordo com o local (g) em que o corpo se encontra. Por exemplo: A massa do homem na
Terra ou na Lua tem o mesmo valor. No entanto, o peso é seis vezes maior na terra do que na lua. Explica-se
esse fenômeno pelo fato da gravidade terrestre ser 6 vezes superior à gravidade lunar. A unidade de massa
quilograma (kg) é igual a massa do protótipo internacional do quilograma depositado no instituto internacional de
pesos e medidas de Sévres em Paris. A palavra grama, empregada no sentido de "unidade de medida de massa
de um corpo" é um substantivo masculino. Assim 200g, lê-se "duzentos gramas". A unidade fundamental de
massa chama-se quilograma. O quilograma (kg) é a massa de 1dm
3
de água destilada à temperatura de 4ºC.

quilograma→ kg =10
3
g hectograma→ hg = 10
2
g decagrama→ dag = 10g grama→ g = 1g
decigrama→ dg = 10
-1
g centigrama→ cg = 10
-2
g miligrama→ mg = 10
-3
g

Exercícios de aplicação

1) Um fazendeiro repartiu em partes iguais sua fazenda de 120 alqueires mineiros, ficando uma parte para cada
um de seus três filhos. Se um alqueire mineiro equivale a 48.400 m2, então cada filho recebeu em hectares:
a) 1.936.000 b) 19.360 c) 193,6 d) 1,936 R: c




2) De acordo com uma publicação num jornal, de 1999 a 2003 existiam 1,8 bilhão de moedas de um centavo em
circulação no país. Essa quantidade, em reais, corresponde a:
a) 1 trilhão e 800 mil. b) 180 milhões. c) 1 milhão e 800 mil. d) 18 milhões. R: d


3) É verdadeira a afirmação:
a) 12,5ha = 12.500m
2
b) 65,32m
2
= 653,2dm
2
c) 12,3g = 1.230cg d) 67,8cm
3
= 6,78dm
3
R: c





4) Uma área retangular de 12hm² vai ser loteada de acordo com um projeto de urbanização, que destina a quarta
parte dessa área para suas internas no loteamento. A parte restante está dividida em 200 lotes iguais,
retangulares, com comprimento igual ao dobro de largura. O perímetro em metros, de cada lote será de:
a) 50 b) 225 c) 120 d) 90 e) 75 R: d





5) Uma industria importou vinho estrangeiro em 20 barris de 160 litros cada. Calcule o número necessário de
garrafas com capacidade de 800cm³ para colocar todo vinho importado.
a) 1.000 b) 2.000 c) 3.000 d) 4.000 e) 5.000 R: d



6) Transforme 8,37dm
2
em mm
2
R: 83.700 mm
2




7) Transforme 3,1416m
2
em cm
2
R: 31.416 cm
2



8) Transforme 2,14m
2
em dam
2
R: 0,0214 dam
2







Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 15
Tarefa mínima

1) Um medicamento deve ser ingerido na quantidade de 3mg por quilograma da massa corporal, não pode,
contudo, exceder 200mg por dose ministrada. Cada gota, desse medicamento, contém 5mg do remédio. O
número de gotas que deve ser prescrito por dose a um paciente de 80kg, é: a) 46 b) 40 c) 16 d) 80

2) Se adotarmos como unidade de área um quadrado de 3m de lado, teremos em 0,0027km
2
um total de unidades
igual a: a) 300 b) 400 c) 500 d) 600 e) 700

3) Um reservatório de uma distribuidora de gás tem capacidade para 88,4m
3
do produto. Sabendo-se que o
botijão, usado nas cozinhas, vem embalado na forma líquida (transformando-se em gás depois) e que cada botijão
tem capacidade para 13 litros, a capacidade total do reservatório da distribuidora é equivalente a quantos botijões
de gás: a) 7.110 b) 7.010 c) 6.900 d) 6.880 e) 6.800

4) Um terreno retangular de dimensões 2,5hm e 4km foi vendido por $ 6.525,83 o ha (hectare). O terreno foi
negociado por: a) $ 6.525.830,00 b) $ 652.583,00 c) $ 65.258.300,00 d) $ 65.258,30 e) $ 652.583.000,00

5) Um tanque de água de 5m de comprimento, 30dm de largura e 200cm de profundidade está cheio com 2/3 de
sua capacidade. Então, quantos metros cúbicos ainda cabem de água? a) 7 b) 4 c) 8 d) 10 e) 6

6) Calcule o volume de um paralelepípedo retângulo, cujo perímetro da base é 14cm, a altura, igual a 3cm, e o
comprimento, 3cm maior que a largura. a) 15 cm
3
b) 24 cm
3
c) 32 cm
3
d) 30 cm
3
e) 16 cm
3

7) Deseja-se taquear uma sala retangular de 4m de comprimento por 3m de largura, usando tacos também
retangulares de 15cm de comprimento por 4cm de largura. Assim sendo, o número de tacos necessários será:
a) 200 b) 1.000 c) 10.000 d) 2.000 e) 20.000

8) Uma caixa em forma de paralelepípedo retângulo mede 2cm por 0,2dm por 40mm. Sua capacidade é de:
a) 1,6 cm
3
b) 0,11 litros c) 0,16 cm
3
d) 0,016 litros e) 0,016mm
3


9) Qual das medidas a seguir é equivalente a 1 mililitro? a) 1mm
3
b) 1cm
3
c) 1dm
3
d) 1m
3
e) 1dam
3

10) O passo de Rubens em marcha mede, em média 75cm, e o de Carlos 60cm. Num percurso de 300 metros,
quantos passos Carlos dá a mais do que Rubens? a) 160 passos b) 140 passos c) 120 passos d) 100 passos

11) Uma tartaruga percorreu 0,36 hm em meia hora e uma formiga andou 2400 cm no mesmo tempo. Quantos
metros, uma percorreu mais do que a outra? Qual andou maior distância?
a) 16 m – tartaruga b) 16 m – formiga c) 12 m – tartaruga d) 12 m – formiga

12) O musaranha é o menor dos mamíferos, tem massa de 15 gramas e alguns não passam de 2,5cm. Como
tamanho não é documento, o musaranha é um dos animais mais violentos: ataca e devora animais que medem o
dobro do seu tamanho. Além disso, ele é tão guloso que come o equivalente a sua massa de 3 em 3 horas.
Algumas espécies praticamente não dormem, só para não parar de se alimentar. Considerando que o musaranha
vive em média 2 anos e que o tempo que dorme é desprezível, durante a sua vida, quantas vezes ele come?
a) 20.100 b) 87.700 c) 5.840 d) 2.920 e) 53.400

13) Um copo cheio de água pesa 325 gramas. Se jogarmos metade da água fora, seu peso cai para 180 gramas.
O peso do copo vazio é: a) 35g b) 20g c) 40g ) 25g e) 28g

14) Numa parada militar, as filas são formadas por 14 soldados. Se a distância entre dois soldados é de 0,55
metros, e cada soldado ocupa 0,30 metros no chão na direção da fila. O comprimento da fila é:
a) 11,05m b) 11,35m c) 11,90m d) 12,25m e) 12,05m

15) Uma coleção de livros é composta por 64 volumes, cada um com 0,032m de espessura. Esses livros serão
colocados em prateleiras de 1,024m de largura. O número de prateleiras necessárias para colocar toda coleção é:
a) 32 b) 20 c) 4 d) 2 e) 9

16) Uma caixa d’água em forma de paralelepípedo, cuja base retangular mede 308 dm
2
, tem a altura de 123cm. A
caixa estava cheia, e dela foram retirados 3 m
3
d’água. O volume de água que restou na caixa é de:
a) 788.400cm
3
b) 37.884cm
3
c) 3.788.400cm
3
d) 78.840cm
3
e) 7.400cm
3


17) Um recipiente contendo água destilada está cheio e pesa ao todo 55.000g. Se retirarmos metade da água nele
contida, ele pesará 35.000g. O número de vezes que usaremos uma lata de 5 litros para esvaziá-lo é:
a) 12 b) 8 c) 2 d) 4 e) 5
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 16
18) 3,5m
3
de um metal pesam 21,7 toneladas. O peso de um bloco de 180dm
3
deste mesmo metal será igual a:
a) 6,2ton b) 1.116kg c) 621kg d) 61,12kg e) 29,03ton

19) Para fazer um desenho animado, uma equipe de desenhistas usou aproximadamente 500km de folha de
papel. Sabendo que cada folha era quadrada e tinha 32cm de comprimento, o número de folhas utilizadas,
aproximadamente, em milhão, foi: a) 1,8. b) 1,6. c) 1,2. d) 0,9. e) 1,2

20) Um entupimento no ladrão de uma caixa de água, com formato de um paralelepípedo retângulo, de dimensões
internas 3m, 4m e 1,5m, provocou um vazamento de 25% da sua capacidade, em litros temos:
a) 4.800 l b) 4.500 l c) 1.800 l d) 1.350 l e) 2.850 l

Respostas: 1) b 2) a 3) e 4) b 5) d 6) d 7) d 8) d 9) b 10) d 11) c 12) c 13) a 14) b 15) d 16) a 17) b 18) b
19) b 20) b


Não me considere chefe; considere-me apenas um colega de trabalho que
sempre tem razão

Valores de algumas grandezas
cavalo-vapor(cv) = 735,5W horsepower(hp)= 745,7W inch = polegada(in) = 2,54cm
foot = pé(ft) = 30,48cm = 12polegadas jarda(yd) = 0,9144m angström(Å)=10
-10
m
milha marítima =1.852m milha terrestre = 1.609m pound = libra(lb) = 0,4536kg
metro = 39,37polegadas = 1,0936 jardas(yards). Kg = 2,2libras. ounce = onça(oz) = 28,3g
arroba = 15Kg; atm = 101.325Pa torr = mm de Hg = 133,32Pa
Lustro = 5anos Nó = 1,852Km/h Kgf = 9,8N
grado = 400º Rosário = 150 Ave Maria,15 Padre Nosso Terço =1/3 do Rosário
jarda = 3 pés = 36 polegadas = 91,44 cm caloria = 4,18Joules BTU = 252cal
Circunferência da terra = 40.075km Diâmetro da terra = 12.756Km Diâmetro do sol = 6.378.000Km
Século = 100anos ϕ =1,618 (segmento áureo) Massa do elétron = 9,1x10
-31
Kg
Massa do próton = nêutron = 1,67x10
-27
Kg Distancia da terra ao sol = 150x10
6
m

Vara = 16,5pés = 5,03m
acre = 4.046,86m
2
barril = 159litros π = 180º = 3,141592
Grosa = 144 unidades Resma = 500 unidades Quilate = K = 200mg
Ponto = 0,01K ouro puro = 24K ouro18K = ¼ de impureza
Obs: quilate em pedras preciosas é peso e, no ouro é pureza.

Densidades de elementos químicos

Alumínio=2,7g/cm
3
; Titânio=4,5g/cm
3
; Zinco=7,1g/cm
3
; Ferro=7,9g/cm
3
; Níquel=Cobre=8,9g/cm
3
;
Chumbo=11,2g/cm
3
; Mercúrio=13,6g/cm
3
; Ouro= 19,3g/cm
3
; Platina=21,4 g/cm
3

Termos comuns em inglês

Peso e Massa (Weight and Mass); Distância e comprimento (Distance and Length); Capacidade e Volume;
(Capacity and Volume); Área (Area) Velocidade (Speed); Temperatura (Temperature); Tempo (Time); Pressão
(Pressure); Energia, Trabalho, Torque (Energy, Work, Torque); Potência (Power); Medidas Circulares (Circular
Measure); Armazenagem de Computador (Computer Storage); Quilometragem (Mileage)


Massa especifica, peso especifico e densidade

Estes três termos são utilizados como sendo equivalentes. Na verdade, existem diferenças mais
conceituais do que práticas. É comum encontrarmos o termo densidade (ρ) em lugar de massa específica (m). A
massa específica corresponde à relação entre a massa e o volume de um corpo; o peso específico, à relação
entre o peso e o volume. Essas grandezas possuem o mesmo valor numérico e normalmente são expressas em
g/cm
3
e gf/cm
3
.


Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 17
Solstício e equinócio

Porque o carnaval começa cada ano num dia diferente? Porque a Páscoa é uma festa móvel do
calendário religioso cristão, e para definir a data em que ela cai a cada ano, utiliza-se um sistema de cálculo criado
pela igreja católica. Como regra básica, a Páscoa tem de cair no primeiro domingo após a lua cheia depois do
equinócio de primavera no hemisfério norte. Equinócio é uma palavra que deriva do latim (aequinoctium), e
significa “noite igual”, e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual à da noite sobre toda a
Terra. Astronomicamente isto se dá quando a Terra atinge uma posição em sua órbita onde o Sol parece estar
situado exatamente na intersecção do círculo do equador celeste com o círculo da eclíptica, que é o plano da
órbita terrestre, ou seja, o instante em que o Sol no seu movimento anual aparente na Eclíptica, corta o Equador
Celeste, apresentando declinação de 0º. No dia 21 de março, os raios solares incidem perpendicularmente sobre a
linha do Equador, tendo o dia e a noite a mesma duração na maior parte dos lugares da Terra. Nesse dia, no
hemisfério norte, é o equinócio de primavera e no hemisfério sul, o equinócio de outono. No dia 23 de setembro,
ocorre o contrário: é o equinócio de primavera no hemisfério sul e o equinócio de outono no hemisfério norte.
Os solstícios ocorrem nos dias 21 de junho e 21 de dezembro. No dia 21 de junho, os raios solares
incidem perpendicularmente sobre o trópico de Câncer, no hemisfério norte. Nesse momento ocorre o solstício de
verão nesse hemisfério que é o dia mais longo e a noite mais curta do ano, marcando o início do verão. Solstício
portanto significa o dia do ano em que os dias param de diminuir para começarem a aumentar. Enquanto isto, no
hemisfério sul, acontece o solstício de inverno, com a noite mais longa do ano, marcando o início da estação fria.
Já no dia 21 de dezembro os raios solares estão exatamente perpendiculares ao trópico de Capricórnio, é o
solstício de verão no hemisfério sul. Nesse dia, a parte sul do planeta está recebendo maior quantidade de luz
solar que a parte norte, propiciando o dia mais longo do ano e o início do verão. No hemisfério norte, acontece a
noite mais longa do ano. É o início do inverno. Uma maneira fácil de saber a diferença entre latitude e longitude
que são grandezas geográficas usadas na localização de um ponto sobre a terra é de que a longitude é medida no
eixo “x” enquanto a latitude no eixo “y”, Para não trocar os eixos nestes conceitos diga Lon”x”istude.



Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...

Módulo 3
Algarismos significativos

A medida de uma grandeza física é sempre aproximada, por mais capaz que seja o operador e por mais
preciso que seja o aparelho utilizado. Esta limitação reflete-se no número de algarismos que usamos para
representar as medidas. Ou seja, se utilizamos os algarismos que temos certeza de estarem corretos, admitindo-
se apenas o uso de um algarismo duvidoso. Claramente o número de algarismos significativos está diretamente
ligado a precisão da medida, de forma que quanto mais precisa a medida, maior o número de algarismos
significativos. Assim, por exemplo, se afirmarmos que o resultado de uma medida e 3,24 cm estamos dizendo que
os algarismos 3 e 2 são corretos e que o algarismo 4 é duvidoso, não tendo sentido físico escrever qualquer
algarismo após o 4. Algumas observações devem ser feitas:
a) o zero a esquerda do primeiro algarismo significativo diferente de zero, não é algarismo significativo.
Assim, tanto A=32,5cm como A=0,325m representam a mesma medida e possuem 3 algarismos significativos.
Outros exemplos: 5=0,5x10=0,05x10
2
=0,005x10
3
; 0,00034606=0,34606x10
-3
=3,4606x10
-4

b) zero a direita de algarismo significativo também é algarismo significativo. Portanto, A=32,5cm e
A=32,50cm são diferentes, ou seja, a primeira medida tem 3 algarismos significativo, enquanto que a segunda é
mais precisa porque tem 4 algarismos significativos.
c) É significativo o zero situado entre os algarismos significativos: Ex: A=3,25m tem 3 algarismos
significativos enquanto que A=3,025m tem 4 algarismos significativos
d) Quando tratamos apenas com matemática, podemos dizer, que 5=5,0=5,00=5,000. Contudo, ao
lidarmos com resultados de medidas devemos sempre lembrar que 5cm≠5,0cm≠5,00cm≠ 5,000cm, pois estas
medidas tem algarismos significativos diferentes. Em outras palavras, a precisão de cada uma delas é diferente.
Se a massa de um corpo é estimada em 25,0g, com um erro absoluto de 0,5g, denominamos de erro
relativo o valor 0,5/25,0, ou seja, o erro relativo é a razão entre o erro absoluto e o valor da grandeza, que no caso
vale 0,02. O erro relativo é sempre expresso em termos percentuais, ou seja, 2% de erro nessa medida.
Portanto o erro relativo de uma medida dá a noção da sua precisão. Por exemplo, se a medida do
comprimento l de um fio de ouro foi estimada em l =10,000m, com erro provável de 1mm (0,005m), dizemos que
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a medida foi significantemente precisa, pois com um erro relativo da magnitude de 0,05% podemos admitir que
estamos próximos do valor verdadeiro do comprimento do fio, pois a incerteza no valor do comprimento do fio é de
0,05% (a mais ou a menos) de seu valor provável de 10,000m. Por outro lado, se a massa m de um corpo foi
estimada como sendo m = 0,025g, com erro provável de 0,005g, afirmamos que esta medida foi executada em
condições precárias, pois o erro relativo, nesse caso é de 20% e, nos sugere que se trata de uma medida de baixa
precisão, pois o seu valor verdadeiro estaria numa faixa de incerteza significativamente grande, isto é, entre
0,020g e 0,030g. Unidades adequadas devem ser empregadas para diferentes grandezas físicas.
Por exemplo, para expressarmos distâncias entre estrelas utilizamos como unidade o ano luz, pois se trata
de distâncias muito grandes para os nossos padrões usuais de distâncias. Definimos um ano-luz como sendo a
distância percorrida pela luz em um ano. Se a velocidade da luz é c=3x10
5
Km/s, e um ano tem aproximadamente
3x10
7
segundos, então um ano-luz equivale, aproximadamente a 9x10
12
Km. Assim, não há significado algum dizer
que a distância entre duas estrelas é de 9.460.830.987.765.658 metros, pois não existe nenhum método
conhecido que permita alcançar tal precisão, ou seja: precisão de 1 metro em mais de 9x10
15
metros. Por outro
lado, para medidas de grandezas físicas típicas do mundo atômico, para a medida de distâncias, usamos
grandezas como o Angstron (Å), sendo que 1Å = 10
-10
metros, assim como para a medida de energia, é usual o
emprego do elétron volt (eV), sendo que 1eV = 1,602176462x10
-19
Joule. A precisão de uma medida é indicada
pelo número de algarismos significativos do valor numérico que a representa: quanto maior o número de
algarismos significativos, maior a precisão da medida. Os algarismos significativos de uma quantidade numérica,
como o nome sugere, são todos aqueles algarismos sobre os quais se tem certeza de seu valor numérico.
E neste contexto, vamos definir como “número de algarismos significativos” contidos em uma quantidade
numérica como o número “n” de dígitos que se conhece com absoluta certeza, mais um, sendo que exatamente
sobre este último dígito que incide certa incerteza sobre o seu valor; por isso é denominado “dígito duvidoso”.
Exemplo: seja a expressão matemática de uma distância como d = 32,62Km, com a afirmação adicional de que
este número tem a precisão de três algarismos significativos. Isto significa que os algarismos 3 e 2 são conhecidos
com exatidão (corretos), isto é, temos certeza absoluta sobre seus valores, e o dígito 6 é tido como duvidoso, o
algarismo 2 não tem sentido. Portanto, a casa fracionária, representada neste caso por 0,02, não tem significado,
pois há dúvida sobre o dígito anterior de ordem superior e deve ser descartada.
Expressamos assim a distância em questão como d = 32,6Km, e o erro neste caso é da ordem do décimo
de Km. A forma padrão de se expressar o número de algarismos significativos de uma quantidade numérica é
através da notação científica, onde o número de dígitos apresentados explicitamente é exatamente o número de
algarismos significativos. Exemplos: 6,022x10
-23
possui 4 algarismos significativos; 9,10x10
-31
tem 3 algarismos
significativos; 8,314x10
9
tem 4 algarismos significativos; 2,99792458x10
5
tem 9 algarismos significativos. Existem
outras formas de se indicar a precisão de uma medida, as quais dependem da área profissional ou de um ramo
científico específico, ou por simplificação. Exemplos: Considere duas grandezas físicas expressas como A = 2,0 e
B = 2,000. Estas quantidades possuem o mesmo valor numérico, mas se ambas as medidas foram relatadas no
mesmo contexto, devemos entender que a grandeza B foi expressa com quatro algarismos significativos e A com
dois, portanto a grandeza A foi medida de forma pior que B. Qualquer medida pode ser expressa sob a forma de
notação cientifica, que consiste em escrever a medida em forma de potência de 10, conservando sempre a
mesma quantidade de algarismos significativos que na medida original e, tendo somente um algarismo
significativo na casa das unidades.
Exemplos: 0,0046 = 4,6x10
-3
(esta medida tem dois algarismos significativos)
4600 = 4,600x10
3
(esta medida tem quatro algarismos significativos)
308= 3,08x10
2
(esta medida tem três algarismos significativos)

Observação: nas atividades do laboratório, o erro de uma medida será sempre expresso com
apenas um algarismo significativo.
Exercícios

1) Quantos algarismos significativos têm nas medidas abaixo:

0,0028T 0,2007J 2800m 2,007N 208Km 200,7N 1,000cm 3,8m 2,45876V 1000cm
300,002Kg 1,003m 0,536m 0,2070g 37,2m
3
27000Kg 10,4s 5,203m/s 0,0027Km
2) Escrever em notação científica as grandezas do exercício anterior.

Arredondamento

Quando for necessário fazer arredondamento de alguma medida, utilizaremos as seguintes regras:
1º) quando o primeiro algarismo após a casa que iremos arredondar for menor ou igual a 4 ele
simplesmente é abandonado. Ex. 8,234cm é arredondado para 8,23cm; 7,582 é arredondado para 7,58
2º) se for 5 ou maior, somamos 1 unidade ao algarismo anterior. Ex: 8,275cm é arredondado para 8,28cm;
5,238cm é arredondado para 5,24cm

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 19
Ordem de grandeza

Suponha que você e mais três amigos vão pescar e, não tendo certeza se encontrarão água limpa para
beber, querem levar uma quantidade suficiente para toda a viagem. Quanto deverão levar? Para fazermos
cálculos aproximados, precisamos de algum conhecimento mínimo, para dar o “pontapé inicial” no problema. No
nosso exemplo, podemos partir do fato de que os médicos recomendam que cada pessoa beba pelo menos 2
litros de água por dia. Como são quatro pessoas, serão necessários pelo menos oito 8 litros de água por dia. Para
uma semana, a quantidade total será 8x7=56 litros. Para dar certa margem de segurança, arredondamos para 60
litros. Este é um exemplo típico do caso em que não existe um valor exato; o que se pode fazer é um cálculo
aproximado. Ao fazermos um cálculo aproximado, damos como resposta a potência de dez mais próxima do
resultado calculado e a resposta dada dessa maneira é chamada de ordem de grandeza. No exemplo anterior, em
que a quantidade de água foi estimada em 60 litros, podemos observar que as potências de 10 mais próximas de
60 são: 10
1
e 10
2
, ou seja, 10
1
< 60 < 10
2
.
Porem 60 está mais próximo de 100 do que de 10, portanto sua ordem de grandeza será 10
2
. Para
determinar a ordem de grandeza do número 637.106 m. siga os passos.
1º) Passe o número para a notação científica do tipo x = N.10
n
, com 1 ≤ N < 10. No caso N= 6,37106 m e n = 5.
2º) Olhando para o valor de N, se N > 3,16, faça n + 1, se N < 3,16, n fica com o mesmo valor. Como 6,37 é maior
do que 3,16, e n igual a 5, devemos então fazer n + 1 (5 + 1) = 6 e a ordem de grandeza será 10
6
m.
A essa altura, você deve estar perguntando, por que raios esse estranho valor de 3,16 foi adotado como
referência para sabermos para onde devemos arredondar? O fato é que o ponto médio entre o intervalo de duas
potências consecutivas, do tipo 10
0
e 10
1
é 10
0,5
, assim calculando
0,5
10 3,16 = m. Em muitos casos, a ordem de
grandeza de uma quantidade física pode ser estimada mediante hipóteses razoáveis e cálculos simples, como no
primeiro exemplo, dos quatro amigos que foram acampar. O físico ítalo-americano Enrico Fermi era um
especialista em cálculos aproximados para questões que pareciam impossíveis de serem resolvidas, em virtude
da informação limitada em torno do problema. Estas questões são conhecidas como problemas de Fermi. Em
muitos casos a ordem de grandeza pode ser estimada com hipóteses razoáveis e cálculos simples.
Por exemplo, quantos afinadores de piano devem existir na cidade de São Paulo? È claro que não há
solução padrão para esta pergunta, mas qualquer um pode fazer hipóteses que levem rapidamente a uma
resposta aproximada. Se a população da região metropolitana for de 12 milhões de pessoas consideremos que
10% dessa população pertencem à classe social A ou B e, considerando que 2,5% das famílias têm um piano,
então existem 30.000 pianos na cidade. Se cada piano for afinado a cada dois anos e supondo que o afinador
consegue afinar entre 200 a 500 pianos por ano, chegamos a um resultado que São Paulo deve existir 43
afinadores de piano. A resposta não é exata pode ser 10 ou 80, mas uma consulta a lista telefônica mostrará que
nossa resposta é razoável. Os bons profissionais sejam engenheiros, arquitetos, químicos ou físicos têm essa
capacidade de fazer boas estimativas de ordens de grandeza do seu cotidiano. A seguir apresentamos uma série
de problemas de ordens de grandeza em vários domínios da física. O objetivo é mostrar que com os limitados
conhecimentos de um estudante do primeiro ano ainda se podem resolver muitos problemas. E não se preocupe
se não conseguir entender alguns deles porque durante o curso você terá a oportunidade aprofundar estas
matérias.

Exercícios de aplicação

1. Dê a ordem de grandeza dos seguintes números: a) 200 b) 800 c) 4.328 d) 7,41011 e) 7,4.10
-4
f) 2,1.10
-7

g) 0,027 h) 0,0031 i) 0,00074.

2. Certa região do país tem, em média, 15 habitantes por quilômetro quadrado. Se esta região tem área igual a
105km
2
, qual é a ordem de grandeza de sua população?

3. Numa campanha nacional de vacinação, 10 milhões de crianças foram atendidas e receberam duas gotas de
vacina cada uma. Supondo que 20 gotas ocupam 1,0cm
3
, qual é, em litros, o volume de vacina usado nessa
campanha?

4. O fluxo total de sangue na grande circulação, também chamado de débito cardíaco, faz com que o coração de
um homem adulto seja responsável pelo bombeamento, em média, de 20 litros de sangue por minuto. Qual a
ordem de grandeza do volume de sangue, em litros, bombeado pelo coração em um dia?

5. A próxima geração de chips da Intel, os P7, deverá reunir dez milhões de transistores num quadradinho com 4
ou 5mm de lado. Qual é a ordem de grandeza da área ocupada por um desses transistores?




Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 20
Tarefa mínima

1. Supondo que no Brasil cada família tenha em média um televisor, qual é a ordem de grandeza do número de
televisores nas residências brasileiras? R: 3,6x10
7

2. O censo populacional realizado em 1970 constatou que a população do Brasil era de 90 milhões de habitantes.
Hoje, o censo estima uma população de 150 milhões de habitantes. A ordem de grandeza que melhor expressa o
aumento populacional é: a) 10
6
b) 10
7
c) 10
8
d) 10
9
e) 10
10
R: c

3. Para se obter 1 mol de qualquer substância, é necessário reunir 6x10
23
moléculas aproximadamente. Deixa-se
1 mol de água (18g) numa vasilha exposta ao sol. Algum tempo depois, verifica-se que se evaporaram 3g de
água. A ordem de grandeza do número de moléculas de água restante na vasilha é: R: a
a)10
24
b)10
22
c)10
20
d)10
18
d)10
16

4. O acelerador de íons pesados relativísticos de Brookhaven (Estados Unidos) foi inaugurado com a colisão entre
dois núcleos de ouro, liberando uma energia de 10 trilhões de elétrons-volt. Os cientistas esperam, em breve,
elevar a energia a 40 trilhões de elétrons-volt, para simular as condições do Universo durante os primeiros
microssegundos após o “Big Bang.” Sabendo que 1 elétron-volt é igual a 1,6× 10
-19
Joules, a ordem de grandeza
da energia, em Joules, que se espera atingir em breve, com o acelerador de Brookhaven, é: R: d
a) 10
-8
b) 10
-7
c) 10
-6
d) 10
-5
5. Considere o volume de uma gota como 5,0×10
-2
ml. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de
água é: a) 10
2
b) 10
3
c) 10
4
d) 10
5
e) 10
6
R: c

6. No decorrer de uma experiência, você precisa calcular a soma e a diferença de dois pedaços de fio de cobre.
Os valores desses comprimentos são respectivamente 12,50cm e 12,3cm, medidos com instrumentos de
diferentes precisões. Qual das opções oferecidas abaixo expressa a soma e a diferença calculadas, com o
número correto de algarismos significativos? R: b
Soma (cm) Diferença (cm)
(a) 24,80 0,20
(b) 24,8 0,2
(c) 24,8 0,200
(d) 25 0,2
(e) 24,8 0,20
7. Um automóvel percorre 95km em 3,0h. A expressão correta da velocidade média no percurso é:
a)31km/h b) 31,01km/h c)31,66 km/h d)31,67 km/h e)32 km/h R: e

8. A massa de uma caneta esferográfica com a carga completa é 7,00g. Depois de ter acabado a carta, a massa
da caneta (medida com uma balança de maior sensibilidade) é 6,54213g. Considerando-se as medidas efetuadas,
a massa de tinta contida na caneta quando nova era:
a) 0,4587g. b) 0,4579g. c) 0,458g. d) 0,46g. e) 0,5g. R: d

9. No rótulo do vidro de mostarda á venda no mercado, obtém-se as seguintes informações: massa de 536g;
volume de 500ml. Calcule a massa específica do produto em unidades do Sistema Internacional, com o número
correto de algarismos significativos, encontra-se:
a) 1,07x10
3
kg.m
-3
. b) 1,07x10
6
kg.m
-3
. c) 1,1x10
3
kg.m
-3
. d) 1,1x10
6
kg.m
-3
. R: a

10. Uma caixa d’água com volume de 150 litros coleta água de chuva á razão de 10 litros por hora. a) Por quanto
tempo deverá chover para encher complemente essa caixa d’água? b) Admitindo-se que a área da base da caixa
é 0,5m
2
, com que velocidade subirá o nível da água na caixa enquanto durar a chuva? R: 15h ; 20cm/h

11. Efetue as seguintes operações, levando em conta os algarismos significativos:
a) 2,3462cm + 1,4mm + 0,05m b) 0,052cm÷1,112s c) 10,56m − 3,6cm
d) (2,5÷0,6)m + (7,06−0,07)cm e) (0,42x0,4)g=(0,7÷0,03)cm f) (0,7381x0,0004)mx(1,82−0,07)cm
g) (4,450+0,003)cm÷(0,456÷0,006)m

12. Supondo que cada pessoa beba 2 litros de água por dia, qual é a ordem de grandeza do número de litros de
água utilizada para beber, pela população brasileira, em um ano?

13. As cervejas e refrigerantes são vendidas em latas de alumínio. A massa de cada lata é de aproximadamente
18g. Estime o número de latas usadas no Brasil em um ano. Estime a massa de alumínio consumida e calcule o
valor desse material se as latas recolhidas forem recicladas. Cada quilo de alumínio custa $1,00.

14. Cada dígito binário é um bit (binary digit). Uma série de bits agrupados forma uma palavra. Uma palavra de
oito 8 bits é um byte. Estime o número de livros que podem ser armazenados num HD de 2Gbytes de capacidade.
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 21
15. Uma grande cidade gera anualmente cerca de 200 milhões de toneladas de lixo urbano e resíduos sólidos. Se
o volume de uma tonelada de lixo for de aproximadamente 1m
3
, quantos quilômetros quadrados seriam ocupados
por um aterro com 10 m de altura e com a massa de lixo anual?

16. A Antarctica tem uma forma aproximadamente semi circular, com um raio de 2.000Km. A espessura média da
camada de gelo é de 3.000m. Quantos metros cúbicos de gelo contêm a Antártica? A densidade da água é de
1.000Kg/m
3
e a do gelo 917Kg/m
3
. Quanto daria de água se todo esse gelo derrete-se?


Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que,
por enquanto, ainda não há terra em cima

Precisão e Exatidão

Embora esses dois termos sejam considerados costumeiramente como sinônimos, possuem diferentes
significados quando o assunto é a confiabilidade da quantificação. Precisão (de um instrumento ou método) refere-
se à invariabilidade com que são obtidos os valores de medidas realizadas em condições rigorosamente similares.
Uma balança que registre sempre o peso de um objeto como 936gf é tida como precisa. Na verdade ela pode
estar descalibrada (o peso a ser medido seria, na realidade, 1.000gf), mostrando o valor com inexatidão, com um
erro sistemático. Um exemplo corriqueiro é o dos relógios: a quase totalidade deles trabalha num ritmo constante,
preciso; mas alguns podem ser inexatos, atrasando-se ou adiantando-se (sistematicamente). A precisão é
importante porque se conhecendo a eventual inexatidão do instrumento (por exemplo, no caso do relógio, um
atraso cumulativo de um minuto a cada hora) saber-se-á que a marcação 18 horas e 41 minutos (no primeiro dia
de trabalho do relógio, a partir de 0h, significará, exatamente, 19 horas; e que idêntico horário do dia seguinte (19
h) corresponderá a 18 horas e 17 minutos nesse relógio inexato, mas preciso!
O erro sistemático foi aqui mostrado como aditivo, mas pode ser relativo; isto é, o valor apresentado pelo
instrumento aparecer com uma leitura de x% a mais (ou a menos) referentemente à exata. A exatidão, por outro
lado, pressupõe a variabilidade das medidas (embora feitas em condições idênticas), sendo o valor central da
distribuição (geralmente a média aritmética) o “exato”. Portanto, quanto maior a quantidade de medidas feitas,
mais exata será sua representação. Uma balança pode ser imprecisa, mas sendo exata referirá o valor real da
medida, ainda que em nenhuma delas a leitura se apresente. Por exemplo, um peso de 1.000gf, registrado com
valores 980, 1008, 1003, 1014, 995. Um dado sobre a inexatidão do instrumento ou método é então diretamente
fornecido pela variabilidade de suas medidas.
No caso acima, o desvio padrão vale: s = 13,17. A exatidão total só existe quando não há variabilidade nas
leituras, ou seja, quando o desvio padrão é zero (s=0). Obviamente, é recomendável que todo instrumento ou
método possua precisão e exatidão. A primeira dessas qualidades de fidedignidade é controlada pela calibração,
feita por comparação à medida de um padrão cujo valor (preciso) é conhecido. Sem esse conhecimento, o desvio
da escala não pode ser aferido. Já a segunda característica (exatidão) pode ser conseguida pelo aumento infinito
do número de medidas. Ou, pelo menos, com um número finito, mas até a aproximação desejada ou necessária.
As figuras abaixo mostram a diferença existente entre os dois conceitos emitidos.

Quem não tem inteligência para criar, tem que ter coragem para copiar
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 22

Lei dos Senos

A lei dos senos define: “Para um triângulo qualquer, a razão entre o comprimento de qualquer um dos
lados do triângulo, e o seno do seu ângulo oposto, é constante", esta definição aplicada ao triangulo fica:

a b c
sen sen sen
= =
α β γ

Módulo 3
Vetores

Grandezas escalares são aquelas que ficam perfeitamente determinadas com apenas uma informação, da
sua intensidade ou módulo. Ex: m = 5Kg; P = 4W; τ = 3J. Por exemplo, quando dizemos que uma escada tem
5m não importa se ela está de pé ou deitada, basta essa informação para sabermos tudo a respeito dela. As
grandezas vetoriais são aquelas que, para ficarem perfeitamente determinadas, além da intensidade, devem
mostrar a direção em que agem (direção é aquilo que existe de comum num feixe de retas paralelas) e nessa
direção qual é o sentido (forma de percorrer). Por exemplo, se vamos mudar uma caixa de lugar podemos puxar
ou empurrar e, fazer isto em varias direções e com intensidades diferentes. Por essa razão, essas grandezas são
representadas por um modelo geométrico denominado “vetor”, que é um segmento de reta orientado que nos
passam todas essas informações na sua representação. Vetores eqüipolentes são uma família de vetores que
podem ser deslocados paralelamente a sua posição original, e colocados em qualquer lugar, que continuam a
representar as mesmas características da grandeza física quando aplicadas no ponto original. Quando numa
partícula, age apenas uma força, necessariamente ela adquire uma aceleração no sentido da aplicação da força
(Lei Fundamental da Dinâmica). Se na partícula agem duas forças, ela ficará em equilíbrio se as forças tiverem a
mesma intensidade, mesma direção e sentidos opostos.
Se num ponto material agirem duas ou mais forças, a condição de equilíbrio é obtida quando a resultante
delas for igual a zero. Para acharmos graficamente a resultante de duas ou mais forças aplicadas num ponto
usamos as propriedades de vetores eqüipolentes. Suponhamos que um corpo se desloca de um ponto A para B
numa trajetória qualquer. Essa mudança de posição quando medida numa reta é uma grandeza física chamada de
deslocamento. A medida do tamanho desse segmento nos fornece o módulo (intensidade) do deslocamento. A
seta colocada na extremidade nos fornece o sentido em que foi feito deslocamento. O suporte do segmento de
reta nos dá a direção. Este ente geométrico orientado por uma seta chama vetor que é a forma mais conveniente
de se representar uma grandeza vetorial. A representação de vetores é feita de varias formas. Na física indicamos
por uma letra que tem uma seta em cima. Na geometria analítica o que mais se usa é o vetor representado pela
Notação de Grassman que define um vetor pela diferença entre os pontos de sua extremidade e origem, ou seja,
da figura temos:
V (B A) = −
r

A B

Outra forma importante de se representar o vetor é usando o conceito de versor, que é um vetor de
modulo unitário, e é usado apenas para identificar a direção e sentido de um vetor. A representação do versor é
feita na forma
ˆ
V . Portanto um vetor pode ser escrito na forma:
ˆ
V V.V =
r

Onde V
r
= vetor que estamos estudando V = modulo ou intensidade do vetor
ˆ
V = versor do vetor em questão

Lei dos Cossenos

a b
c
β ββ β α αα α
γ γγ γ



A lei dos cossenos define: "Num triângulo qualquer, o valor de
qualquer um dos lados elevado ao quadrado, é igual à soma dos
quadrados dos outros dois, menos o duplo produto deles,
multiplicado pelo cosseno do ângulo que eles formam". Aplicando
este teorema para o lado (c) no triangulo mostrado ao lado obtemos a
expressão:
γ
2 2 2
c a b 2abcos = + −

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 23
Analiticamente o vetor D
r
fica assim definido:

Módulo: α
2 2
D a b 2abcos = + −
Direção: da reta AB
Sentido: de B para A

Operações com vetores

As operações com vetores seguem regras completamente diferentes daquelas que usamos em álgebra
pois na matemática não existem regras de operação para direção e sentido. Para somar dois vetores que
possuem módulo, sentido, direção e estão aplicados numa origem comum formando um ângulo “ α ” a resultante é
obtida graficamente através da "regra do paralelogramo" como mostrado na figura:

a
r

b
r

R
r


α αα α

A resultante é obtida conforme a figura mostra como se acha a resultante de dois vetores R a b = +
r r
r

graficamente. O módulo da resultante dessas forças é calculado analiticamente com a fórmula:
2 2
R= a +b +2abcosα
Essa fórmula só é aplicada se soubermos o valor do ângulo "α αα α" formado entre os dois vetores, caso
contrario aplicamos a lei dos cossenos no triangulo formado por elas.
Para achar a resultante de três vetores aplicados num mesmo ponto, conforme mostra a figura 1, basta
fechar o polígono de forças usando a propriedade dos vetores eqüipolentes como mostrado na figura 2. Observe
que a resultante é um vetor que tem como origem, a origem do primeiro vetor, e extremidade, a extremidade do
ultimo vetor.


F
F
F
1
2
3
1
F
2
F
F
3
Origem
Extremidade
Resultante
Fig 1
Três vetores apl icados num ponto
materi al
Fig 2
Vetores eqüipol entes
correspondentes à fi gura
anterior

Sejam dois vetores definidos pela notação de Grassman na forma:

a (A O) b (B O) = − = −
r
r


O vetor diferença D
r
deles, pode ser definido como D a b = −
r r
r
, para calcular seu valor basta substituir os
vetores a e b
r
r
expressos pela notação de Grassman naquela expressão e obteremos o vetor D (A B) = −
r
, que é
mostrado na figura abaixo representado pelo tamanho da diagonal do paralelogramo construído sobre as
extremidades dos vetores. Os vetores estão mostrados na figura abaixo:

a
r

D
r

B
A
O
b
r


α αα α


A multiplicação de um vetor por um escalar K qualquer fornece como resultado um vetor K vezes maior
que tem a mesma direção e sentido se K for positivo e, mesma direção e sentido contrário se K for negativo. É
evidente que quando se quer dividir um vetor por um escalar K basta multiplicar o vetor pelo inverso de K. A
operação de divisão não existe entre vetores, apenas a de multiplicação e que será vista em geometria analítica.

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 24
Decomposição de um vetor

Suponhamos um vetor localizado na origem de um sistema de eixos coordenados cartesianos localizado
num plano. Os componentes do vetor são as projeções deste vetor sobre os eixos coordenados. Seja α o ângulo
que o vetor faz com um eixo das abscissas medido no sentido anti-horário. Assim as componentes do vetor nos
eixos se obtêm respectivamente na forma:

y






y
a
r
a
r


α



x
a
r
x
Os módulos dos vetores valem: α α
y x
a asen a acos = =
Dependendo do valor do ângulo “ α ” os vetores podem ser positivos ou negativos, concordando ou
discordando da orientação dos eixos coordenados. A vantagem em estudar os vetores neste método é que
sempre trabalharemos com triângulos retângulos, o que facilita extremamente o cálculo. Na composição ou
decomposição de vetores por este método a escolha de onde se coloca o sistema de eixos coordenados
cartesianos poderá simplificar os cálculos do problema que se consegue com alguma prática, tornando-se a
solução dos problemas extremamente mais fácil.
No sistema espacial temos 3 eixos coordenados cartesianos e a única forma que temos de operar com os
vetores nessa situação é usarmos os métodos analíticos. Neste caso representaremos os vetores na forma
analítica com os versores da cada um dos eixos que são:

=
ˆ ˆ ˆ
i para o eixo x j= para o eixo y k= para o eixo z

Assim um vetor qualquer fica representado na forma:
x y z
ˆ ˆ ˆ
V a i b j c k = + +
r
o que torna as operações de soma,
subtração e multiplicação, mais fáceis de serem feitas.


O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente; alimenta quem o morde

Exercícios de aplicação

1) A resultante de duas forças aplicadas num ponto material tem módulo igual a 3 5 N e a sua direção
forma com 1 F

um ângulo de 30º. Se o módulo de 2 F

é igual a 5N, determine o módulo de 1 F

. R: 5 ou 10N








2) Três forças estão em equilíbrio e concorrem num mesmo ponto. Duas delas são perpendiculares entre
si e as suas intensidades são 7,8N e 10,4N. Determine o valor da terceira força. R: 13N







Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 25
3) Três forças 1 F

, 2 F

e 3 F

de intensidade respectivamente iguais a 5N, 3 5 N e 10N se equilibram
aplicadas num mesmo ponto. Calcule o ângulo β entre as forças 1 F

e 2 F

. 90º β =










4) Dadas duas forças 1 F

=5N e 2 F

=8N que formam entre si um ângulo de 60°, calcule o ângulo que a
força 1 F

faz com a resultante. R: 37,6º










5) Dadas as forças em equilíbrio conforme mostra a figura abaixo calcule o valor de F
3
. R: 15N


8N 12N

α 53 = °

F
3






Tarefa mínima

1) Na figura dada abaixo as três forças estão em equilíbrio. Qual o valor do ângulo α =? R: 143,37°


α =? F
1
= 8N

F
3
60°

F
2
=12N


2) Na figura dada abaixo as três forças estão em equilíbrio. Qual o valor de F
3
=? R: 12N

8N 6N

α 26,3 = °

F
3


Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 26
3) Dados os vetores: a 4i 3 j 2k e b 2i 4 j 5k e c 3i 4 j 3k = + − = − + + = − −
r ) ) ) ) ) ) ) ) )
r r

Calcular os resultados a) a b c b) b c a c) 2a+3b-4a + − − +
r r r
r r r r r r


4) Duas forças de 6N e 8N estão em equilíbrio com uma terceira. A força de 8N faz um angulo de α 26,3 = ° com a
resultante. Qual o valor da equilibrante?

5) Quando dois vetores têm a mesma direção e mesmo sentido, o vetor resultante tem módulo de 14 unidades.
Quando esses vetores são perpendiculares entre si o vetor resultante tem módulo de 10 unidades. Determine os
módulos desses dois vetores. R: 8 e 6

6) O vetor soma de dois vetores V
1
e V
2
forma um ângulo de 30º com o vetor V
1
e tem módulo igual a
2
V 3 .
Estabeleça relação entre os módulos de V
1
e V
2
.. R: V
1
= V
2
ou V
1
= 2 V
2


7) Prove que se entre os módulos de dois vetores V
1
e V
2
existe a razão
2
3
e o vetor soma deles forma um
ângulo de 120°com o primeiro, então o ângulo entre os vetores vale 150º.


8) O vetor resultante de dois vetores tem 10 unidades e forma um ângulo de 37º com um deles de módulo 14
unidades. Calcule o módulo do outro vetor e o ângulo entre eles. R: 8,49 de comprimento e 135º



O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário



Módulo 4
Movimento retilíneo uniforme

Dizemos que um corpo está em movimento quando a sua posição muda em relação ao referencial
adotado, com o passar do tempo, caso contrário ele está parado ou em repouso. Um corpo está parado quando
fica no mesmo lugar por pouco tempo, e em repouso quando fica por bastante tempo. O termo "cinemática" vem
do grego, '"kinemas" que significa movimento, que é a parte da física que estuda os movimentos dos corpos sem
se preocupar com as causas que o produziram e que será estudada na dinâmica. Na física tudo que diz respeito
ao estudo de um movimento só pode ser feito em função de um referencial. O referencial é um ponto escolhido
arbitrariamente a partir do qual se estudam todas as grandezas relativas ao movimento de um corpo. A posição é
o lugar do espaço onde um corpo se encontra num dado instante medido em relação ao referencial adotado. Os
movimentos retilíneos de um corpo na cinemática são estudados nos eixos cartesianos, ou seja, o "y" na ordenada
e o "x" na abscissa.


A velocidade de um corpo é definida como sendo a rapidez com que um corpo muda sua posição em
relação ao tempo, portanto a expressão de definição dessa grandeza física fica:
0
m
0
S S S
V =
t t t
− ∆
=
∆ −

Seja "V" o valor da velocidade, "S" a posição final a partir de uma posição "S
0
" inicial, "t" o tempo da
duração do movimento e "t
0
" o tempo inicial. Fazendo "t
0
" igual a zero e o produto dos meios pelos extremos,
teremos a equação função velocidade do movimento uniformemente variado, ou seja:

0 m
S S V t = +

A formula acima chamada equação horária rege o estudo dos movimentos uniformes, qualquer que seja a
sua trajetória, retilínea, circular ou qualquer outra.
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Diagramas do MUV

Os diagramas do movimento uniforme são dados abaixo sendo que qualquer um deles identifica e
individualiza um movimento uniforme.

S S


S
0



0 0
t t

-S
0




V V


V
0



0 t 0 t

-V
0



a


0 t



Exercícios de Aplicação

1) Um homem de altura h se afasta com velocidade V de uma lâmpada situada uma altura H. Qual a velocidade v
da extremidade da sombra do homem, produzida pela lâmpada? R: V=HV/H-h






2) Dois trens de 300m de comprimento correm em linhas paralelas com velocidades de 40Km/h e 50Km/h. Qual a
distância que separa o início do fim do cruzamento e qual o tempo gasto nesse cruzamento sabendo-se que:
1º) eles estão no mesmo sentido 2º) eles estão em sentidos contrários. R: 216s 1200m 24s 275m




Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 28
3) Um trem de carga de 240m de comprimento, move-se com velocidade constante 72Km/h e gasta meio minuto
para atravessar um túnel completamente. Qual comprimento do túnel? R: 360m





4) Dois trens trafegam em sentidos contrários com movimentos uniformes; o primeiro com 18Km/h e o segundo
com 24Km/h. Um viajante acomodado no primeiro, observa que o segundo trem leva 3 segundos para passar por
ele. Calcule o comprimento do segundo trem. R: 35m






5) Um carro vai da cidade A para a cidade B. Na primeira metade do caminho ele anda com velocidade de 60Km/h
e na segunda metade anda com 40Km/h. Qual a velocidade média desse carro no trecho todo? R: 48Km/h








6) Um carro sai do Km 12 de uma rodovia e vai até o Km 90 com velocidade de 36Km/h e volta até o Km 20 com
velocidade de 18Km/h. Qual o espaço percorrido e a velocidade média do carro nesse percurso?
R: 148Km 1,32Km/h






Tarefa mínima

1) Dois carros partem simultaneamente do vértice de um ângulo reto, percorrendo os lados em movimento
uniforme com as velocidades de 30 cm/s e 40 cm/s respectivamente. Depois de quanto tempo a distância entre
eles é de 500 cm? R: 10s

2) Duas retas se cortam em ângulo reto num ponto. Dois carros partem no mesmo instante desse ponto, tomando
as retas com velocidades de 6Km/h e 8km/h. Após 10h, voltam trocando as velocidades. Qual o instante em que a
distância que os separa vale 35 quilômetros? R: 11,7Km/h

3) Um trem e um automóvel caminham paralelos no mesmo sentido num trecho retilíneo. Os seus movimentos são
uniformes e a velocidade do automóvel é o dobro da velocidade do trem. Desprezando o comprimento do
automóvel e tendo trem 100 m de comprimento, pergunta-se qual espaço percorrido pelo automóvel desde o
instante que alcança o trem até que ele o ultrapasse? R:200m

4) Dois trens correndo sobre uma mesma linha aproximam-se com velocidades 8Km/h e 4Km/h. Quando a
distância que os separa é 10Km, parte de um deles um passarinho com velocidade constante de 6Km/h, que
passa a voar continuamente de um para outro trem, até que os mesmos se chocam, esmagando o passarinho.
Qual espaço total percorrido pelo passarinho? R: 5Km

5) Qual o menor tempo em que uma pessoa poderá cruzar perpendicularmente uma rua de largura L, na qual
transitam carros de largura M, separados de uma distância D, e com velocidade constante V? R: T=LD/MV

6) Um trem parte de uma cidade A com velocidade 60Km/h suposta constante, dirigindo-se para outra cidade B.
Na metade do percurso sofre um acidente, permanecendo parado durante trinta minutos. Sabendo-se que ao
partir novamente dobra sua velocidade e chega 10 minutos adiantado em B, calcular a distância que separa
cidades e a velocidade que deveria imprimir para chegar no horário habitual. R: 160Km 120Km/h

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 29
7) Durante o nevoeiro, um navegador recebe dois sinais simultaneamente de um ponto na costa, um deles através
do ar, e outro através da água. Entre as recepções dos dois sons, decorre um intervalo de 5 segundos. A
velocidade do som é de 341m/s no ar e de 1504m/s na água. Qual a distância entre o barco e o posto emissor dos
sinais. R: 2.205m

8) Dois carros movem-se sobre uma reta com velocidades de 6Km/h e 12 Km/h na mesma direção. Sabendo-se
que a distância que os separa ao iniciar o movimento é de 4Km, determinar o tempo que transcorre até o encontro
dos móveis e os caminhos percorridos pelos dois. R: 2/3h 12Km 8Km

Movimento e Trajetória

Um corpo está em repouso quando a distância entre este corpo e um referencial não varia com o tempo,
caso contrário está em movimento. Trajetória é o lugar geométrico das sucessivas posições ocupadas pelo corpo
ao se movimentar.

Questões

1) Um ônibus está andando à velocidade de 40 km/h. Seus passageiros estão em movimento ou repouso? Por
quê?
2) Uma pessoa, em um carro, observa um poste na calçada de uma rua, ao passar por ele. O poste está em
repouso ou em movimento? Explique.
3) Considere o livro que você está lendo. a) Ele está em repouso em relação a você? b) E em relação a um
observador no Sol?
4) Enquanto o professor escreve na lousa. a) O giz está em repouso ou em movimento em relação à lousa? b) A
lousa está em repouso ou em movimento em relação ao chão? c) A lousa está em repouso ou em movimento em
relação ao giz?
6) Sobre o chão de um elevador coloca-se um trenzinho de brinquedo, em movimento circular. O elevador sobe
com velocidade constante. Que tipo de trajetória descreve o trenzinho, em relação: a) Ao elevador? b) Ao solo?
7) Um avião em vôo horizontal abandona um objeto. Desenhe a trajetória que o objeto descreve nos seguintes
casos: a) Tomando como referencial uma casa fixa à Terra. b) Tomando como referencial o avião?
8) Quando escrevemos no caderno, a caneta que usamos está em: a) Movimento em relação a que? b) Repouso
em relação a que?
9) Se dois carros movem-se sempre um ao lado do outro, pode-se afirmar que um está parado em relação ao
outro?
10) Um carro tem aproximadamente 4m de comprimento. Se ele fizer uma viagem de 50km em linha reta, ele
poderá ser considerado um ponto material? Por quê?
11) Dê um exemplo onde você possa ser considerado um ponto material e outro onde você possa ser
considerado um corpo extenso.
12) Faça uma comparação entre as velocidades médias de: pessoas em passo normal, atletas, animais, aviões,
trens e foguetes.
13) Como você faria para calcular a velocidade média de uma pessoa que caminha pela rua? Qual a diferença
entre velocidade instantânea e velocidade média?
14) Como podemos identificar um movimento uniforme?
15) Uma pessoa lhe informa que um corpo está em movimento retilíneo uniforme. O que está indicando o termo
"retilíneo"? O que indica o termo "uniforme"?
16) Movimentos uniformes ocorrem no nosso dia-a-dia e na natureza. Observe o ambiente e identifique dois
exemplos desse tipo de movimento.

Deslocamento≠ Espaço percorrido



So S

o
S S S ∆ = − S ∆ = deslocamento (m) S = posição final (m) So = posição inicial (m)


Exercícios

1) Um carro parte do km 12 de uma rodovia e desloca-se sempre no mesmo sentido até o km 90. Determine o
deslocamento do carro.
2) Um automóvel deslocou-se do km 20 até o km 65 de uma rodovia, sempre no mesmo sentido. Determine o
deslocamento do automóvel.
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 30
3) Um caminhão fez uma viagem a partir do km 120 de uma rodovia até o km 30 da mesma. Qual foi o
deslocamento do caminhão?
4) Um carro vai do km 40 ao km 70. Determine: A) a posição inicial e a posição final. B) O deslocamento entre as
duas posições.
5) Um carro retorna do km 100 ao km 85. Determine: A) a posição inicial e a posição final. B) O deslocamento
entre as duas posições.
6) Um carro percorre uma rodovia passando pelo km 20 às 9 horas e pelo km 45 às 10 horas. Determine: A) as
posições nos instantes dados. B) O deslocamento entre os instantes dados.


Velocidade média

t1 t2


s1 S2
S
V
t

∆ =


2 1
S S S ∆ = − V
2 1
t t t ∆ = − m = velocidade média (unidade: m/s, km/h) S ∆ = deslocamento (m)
t ∆ = tempo (s, h)

Exercícios

1) Quando o brasileiro Joaquim Cruz ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Los Angeles, correu 800m em
100s. Qual foi sua velocidade média?
2) Um nadador percorre uma piscina de 50m de comprimento em 25s. Determine a velocidade média desse
nadador.
3) Suponha que um trem-bala, gaste 3 horas para percorrer a distância de 750 km. Qual a velocidade média deste
trem?
4) Um automóvel passou pelo marco 30 km de uma estrada às 12 horas. A seguir, passou pelo marco 150 km da
mesma estrada às 14 horas. Qual a velocidade média desse automóvel entre as passagens pelos dois marcos?
5) Um motorista de uma transportadora recebeu seu caminhão e sua respectiva carga no km 340 de uma rodovia
às 13 horas, entrou a carga no km 120 da mesma rodovia às 16 horas. Qual foi a velocidade média desenvolvida
pelo caminhão?
6) No verão brasileiro, andorinhas migram do hemisfério norte para o hemisfério sul numa velocidade média de 25
km/h . Se elas voam 12 horas por dia, qual a distância percorrida por elas num dia?
7) Uma pessoa, andando normalmente, desenvolve uma velocidade média da ordem de 1 m/s. Que distância,
aproximadamente, essa pessoa percorrerá, andando durante 120 segundos?
8) Um foguete é lançado à Lua com velocidade constante de 17500 km/h, gastando 22 horas na viagem. Calcule,
com esses dados, a distância da Terra à Lua em quilômetros.
9) Um trem viaja com velocidade constante de 50 km/h. Quantas horas ele gasta para percorrer 200 km?
10) Uma motocicleta percorre uma distância de 150 m com velocidade média de 25 m/s. Qual o tempo gasto para
percorrer essa distância?
11) Se um ônibus andar à velocidade de 50 km/h e percorrer 100 km, qual será o tempo gasto no percurso?
12) Uma tartaruga consegue percorrer a distância de 4m em 200s. Qual sua velocidade média em m/s?
13) Um atleta percorre uma pista passando pelo ponto de posição 20 m no instante 7s e pelo ponto de posição 12
m no instante 9s. Calcule a velocidade média do atleta no intervalo de tempo dado.
14) Se você pegasse carona em um foguete, que viaja com velocidade média de aproximadamente 60.000 km/s,
quanto tempo você gastaria para chegar à Lua? (A distância da Terra à Lua é de 300.000 km, aproximadamente).
15) Um navio está em alto-mar e navega com velocidade constante de 35 km/h entre 8h e 18h. Qual a distância
que ele percorre nesse intervalo de tempo?
16) A velocidade média de um homem andando normalmente é de 4 km/h. Em quanto tempo ele anda do km 12
ao km 18 de uma estrada?
17) Viajando em um carro, como você determinaria o comprimento de certo trecho de uma estrada baseando-se
no velocímetro e usando um cronômetro?






Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 31
Movimento uniforme

É todo movimento em qualquer trajetória com velocidade constante

v v
t
s0 s

o
S S Vt = + s = posição em um instante qualquer (m) s
0
= posição inicial (m) v = velocidade (m/s, km/h)
t = tempo (s, h)
Exercícios

1) Uma bicicleta movimenta-se sobre uma trajetória retilínea segundo a função horária s=10+2t (no SI). Pede-se:
a) sua posição inicial; b) sua velocidade.
2) A posição de um móvel varia com o tempo, obedecendo à função horária s = 30 + 10t, no S.I. Determine a
posição inicial e a velocidade do móvel.
3) Uma partícula move-se em linha reta, obedecendo à função horária s = -5 + 20t, no S.I. Determine: a) a posição
inicial da partícula; b) a velocidade da partícula; c) a posição da partícula no instante t = 5 s.
4) Um móvel movimenta-se de acordo com a função horária s = 20 + 4 t, sendo a posição medida em metros e o
tempo, em segundos. Determine sua posição depois de 10 segundos.
5) Um ponto material movimenta-se sobre uma trajetória retilínea segundo a função horária s = 10 + 2t (no SI).
Determine o instante em que o ponto material passa pela posição 36 m?
6) Um ponto material movimenta-se segundo a função horária s = 8 + 3t (no SI). Determine o instante em que o
ponto material passa pela posição 35 m.
7) Um móvel passa pela posição 10 m no instante zero (t
0
= 0) com a velocidade de +5 m/s. Escreva a função
horária desse movimento.
8) Um móvel movimenta-se sobre uma trajetória retilínea, no sentido da trajetória, com velocidade constante de 2
m/s. Sabe-se que no instante inicial o móvel se encontra numa posição a 40 m do lado positivo da origem.
Determine a função horária das posições para este móvel.
9) Um móvel obedece a função horária s = 5 + 2t (no S.I). A) Determine a posição do móvel quando t = 7 s. B)
Em que instante o móvel passa pela posição s = 25 m?
10) A função horária s = 50 - 10t (no S.I) é válida para o movimento de um ponto material. a) Determine em que
instante o ponto material passa pela origem da trajetória. b) Determine a posição quando t = 10 s.
11) O movimento de uma pedra lançada verticalmente para cima é uniforme?
12) Um pêndulo realiza um movimento uniforme?
13) Para transformar uma velocidade em km/h para m/s, devemos dividir a velocidade por 3,6. Para transformar
uma velocidade em m/s para km/h, devemos multiplicar a velocidade por 3,6, portanto, se o velocímetro de um
carro indica 72 km/h. Expresse a velocidade deste carro em m/s.
14) Uma velocidade de 36 km/h corresponde a quantos metros por segundo? E 15 m/s correspondem a quantos
quilômetros por hora?

Encontro de dois móveis em movimento uniforme

"Para determinar o instante em que dois móveis se encontram devemos igualar as posições dos móveis.
Substituindo o instante encontrado, numa das funções horárias, determinaremos a posição onde o encontro
ocorreu."

A B



A B



Exercícios

1) Dois móveis, A e B, movimentam-se de acordo com as equações horárias s
A
= -20 + 4t e s
B
= 40 + 2t, no S.I.
Determine o instante e a posição de encontro dos móveis.
2) Dois móveis, A e B, movimentam-se de acordo com as equações horárias s
A
= 10 + 7t e s
B
= 50 - 3t, no S.I.
Determine o instante e a posição de encontro dos móveis.
3) Dois móveis percorrem a mesma trajetória e suas posições em função do tempo são dadas pelas equações:
s
A
= 30 - 80t e s
B
= 10 + 20t (no SI). Determine o instante e a posição de encontro dos móveis.
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 32
4) Dois móveis A e B caminham na mesma trajetória e no instante em que se dispara o cronômetro, suas posições
são indicadas na figura abaixo. As velocidades valem, respectivamente, 20 m/s e 10 m/s determine o instante e a
posição de encontro dos móveis.

0 15 45 s(m)

A B
5) Numa noite de neblina, um carro, sem nenhuma sinalização, percorre um trecho retilíneo de uma estrada com
velocidade constante de 6 m/s. Em um certo instante, uma moto com velocidade constante de 8 m/s está 12 m
atrás do carro. Quanto tempo após esse instante a moto poderá chocar-se com o carro?
6) Num dado instante, dois ciclistas estão percorrendo a mesma trajetória, obedecendo às funções horárias s
1
=
20 + 2t e s
2
= -40 + 3t (SI). Determine o instante e a posição do encontro.
7) Dois corpos se deslocam sobre a mesma trajetória, obedecendo às funções horárias s
A
= 3 - 8t e s
B
= 1 + 2t
(SI). Determine o instante e a posição do encontro.
8) Dois ônibus com velocidade constante de 15 m/s e 20 m/s percorrem a mesma estrada retilínea, um indo ao
encontro do outro. Em um determinado instante, a distância que os separa é de 700 m. Calcule, a partir desse
instante, o tempo gasto até o encontro.
9) A distância entre dois automóveis num dado instante é 450 km. Admita que eles se deslocam ao longo de uma
mesma estrada, um de encontro ao outro, com movimentos uniformes de velocidades de valores absolutos
60 km/h e 90 km/h. Determine ao fim de quanto tempo irá ocorrer o encontro e a distância que cada um percorre
até esse instante.

Gráficos do movimento uniforme

1) Um móvel movimenta-se sobre uma trajetória obedecendo às funções horárias abaixo no sistema (SI):
a) s = - 10+10.t
b) s = 4+2.t
c) s = - 20 - 4t
d) s = 20.t
e) s = 12 - 4t
Construa o gráfico delas entre 0 e 4s.

Exercícios

1. O gráfico abaixo indica a posição de um móvel no decorrer do tempo, sobre uma trajetória retilínea. Determine: a) a
velocidade do móvel. b) a função horária da posição em função do tempo. c) Qual a posição inicial do móvel? d) Determine a
função horária da posição em função do tempo; e) Determine a posição do móvel no instante t = 20s.

s(m)

90



10
8 t(s)









Eu bebo pouco, mas este pouco me transforma em outro homem, e esse
outro homem bebe pra caramba




Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 33
Módulo 5
Movimento uniformemente variado
É o movimento no qual a velocidade escalar varia uniformemente com o tempo e a aceleração escalar é
constante e diferente de zero. Esse é o tipo de movimento que mais ocorre na natureza, seja em um carro se
deslocando ou até mesmo numa pessoa caminhando. A aceleração escalar calculada em qualquer instante é
sempre a mesma para qualquer intervalo de tempo.

Equação horária da velocidade no MUV

Um veículo saindo do repouso, para atingir certa velocidade tem que acelerar, isto é, aumentar sua
velocidade de zero até um valor final. Se esse aumento se der de modo uniforme, a aceleração é constante, isto é,
a cada segundo que passa a velocidade aumenta de um valor que é sempre o mesmo. Para obter a função
velocidade no movimento uniformemente variado, partimos do conceito da aceleração escalar média, que diz: a
aceleração escalar média mede a rapidez com que um corpo varia de velocidade em relação ao tempo,
matematicamente temos:
0
0
V V V
a
t t t
− ∆
= =
∆ −


Seja "a" o valor dessa aceleração, "V" a velocidade final a partir de um valor "V
0
" inicial, "t" o tempo da
duração do movimento e "t
0
" o tempo inicial. Fazendo "t
0
" igual a zero e o produto dos meios pelos extremos,
teremos a equação função velocidade do movimento uniformemente variado, ou seja:

0
V V at = +

A aceleração, portanto é a grandeza física que mede a rapidez com que um corpo muda de velocidade.

Equação horária da posição no MUV

A posição final S que o corpo atinge a partir da posição inicial S
0
é calculada pela expressão:

2
0 0
at
S S V t
2
= + +

Caso a velocidade diminua, a aceleração é negativa e pode ser chamada de desaceleração. O movimento
pode se dar sobre uma trajetória retilínea ou curvilínea. No movimento curvilíneo as relações são idênticas, a
única diferença é a forma de se medir a distância e de interpretar a velocidade e a aceleração. A velocidade no
movimento circular corresponde a um vetor velocidade sempre tangente à trajetória. A aceleração no movimento
circular existe de dois tipos:
1º) o vetor aceleração tangencial que é sempre tangente à trajetória e é responsável pela mudança no
valor do módulo da velocidade e do sentido do seu movimento,
2º) o vetor aceleração normal que é perpendicular a velocidade cujo valor em cada instante é dado pela
relação v
2
/R, onde, o raio da curva não é necessariamente constante, como no caso de uma circunferência. Essa
aceleração também é conhecida como aceleração centrípeta e é responsável só pela mudança da direção do
vetor velocidade. A aceleração total do corpo é a soma vetorial da tangencial com a normal.
Estas duas acelerações são conhecidas como acelerações intrínsecas da aceleração total do movimento.

Equação de Torricelli no MUV

Essa equação é obtida pela eliminação do tempo nas equações horárias do MUV, ficando na forma:

2 2
o
V V 2a S = + ∆

onde: v=velocidade em um instante qualquer (m/s); v
o
=velocidade inicial (m/s); a=aceleração(m/s
2
); ∆s=distância
percorrida (m).
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 34
Equação da velocidade média no MUV

Quando um corpo anda num mesmo sentido num certo trecho de sua trajetória, podemos calcular sua
velocidade média nesse trecho através da expressão:

o
m
V V
V
2
+
=

onde V= velocidade final do trecho V
o
= velocidade inicial do trecho.

Gráficos do MUV

Podemos representar a função velocidade, posição e aceleração do movimento uniformemente variado
através de gráficos. A função velocidade é uma função do primeiro grau, sendo assim o gráfico é uma reta, que
pode ser crescente ou decrescente, dependendo do sinal da aceleração, positiva ou negativa, conforme mostra as
figuras a seguir:

Gráficos da velocidade em função do tempo

A função posição no MUV é uma função do segundo grau que pode ser crescente ou decrescente,
dependendo do sinal da aceleração, positivo ou negativo, conforme as figuras:


Gráficos da posição em função do tempo


No gráfico (A) temos que para V>0 o movimento é acelerado e para V<0 o movimento é retardado. Já no
gráfico (B) ocorre o contrário, para V>0 o movimento é retardado, o móvel está sendo freado pela aceleração da
gravidade, e para V<0 o movimento é acelerado.A aceleração no MUV é constante e diferente de zero. Sendo
assim, o seu gráfico é uma reta paralela ao eixo das abscissas conforme as figuras abaixo e se a reta estiver
acima do eixo a aceleração é positiva, do contrário é negativa.:

Gráfico da aceleração em função do tempo

Se emperrar, force. Se quebrar, precisava trocar mesmo...
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 35
Classificação dos movimentos variados

Progressivo: quando a velocidade do corpo coincidir com o sentido do eixo adotado para o estudo do seu
movimento.
Retrogrado: é o contrário de progressivo.
Acelerado: quando o sentido da aceleração e da velocidade de um corpo coincidirem.
Retardado: quando a aceleração e a velocidade de um corpo forem de sentidos contrários.

Exercícios

1) Um carro parte do repouso e move-se com uma aceleração constante de 5m/s
2
. Determina sua velocidade e a
distância percorrida após 4 segundos. R: 20m/s 40m





2) Um corpo parte do repouso e atinge uma velocidade de 2,7m/s em 3 segundos com uma aceleração constante.
Qual a aceleração, e a distância percorrida nos primeiros 6 segundos? R: 0,9m/s 16,2m






3) Um carro com aceleração constante passa por: dois pontos distantes 30m entre si. O tempo gasto para ir de um
ponto a outro é de 4,0 segundos e a velocidade do carro ao passar pelo primeiro ponto é de 5,0m/s. Qual a
aceleração do carro e sua velocidade ao passar pelo segundo ponto. R: 1,25m/s 10m/s







4) Um corpo parte do repouso e percorre 600m em 12 segundos. Determina sua aceleração, a velocidade ao fim
de 12 segundos e a distância percorrida durante o 12º segundo. R: 8,3m/s
2
100m/s 96m







5) Um automóvel viaja a uma razão de 26Km/h por quatro minutos, 50km/h durante 8 minutos e finalmente 20km/h
durante 2 minutos. Qual a distância total percorrida e qual a velocidade média neste tempo? R: 9Km 10,7m/s








6) Um objeto movendo-se a 13m/s, desacelera uniformemente uma razão de 2m/s durante 6 segundos. Determina
sua velocidade final e a sua velocidade média durante estes 6 segundos e distância percorrida.
R: 1m/s 7m/s 42m






Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 36
7) A velocidade de um carro aumenta uniformemente de 6,0m/s para 20,0m/s, enquanto percorre 70m. Determine
a aceleração e o tempo gasto. R:.2,6m/s
2
5,4s






8) Dado o diagrama abaixo faça os diagramas da velocidade e da aceleração correspondentes.

S(m)




300



100




0 10 20 30 t(s)








































Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 37
9) A velocidade de um móvel varia conforme o diagrama anexo. No intervalo de tempo de 0 até 2 segundos a
velocidade escalar média é de 20 m/s. Sabe-se que a posição no instante é de −10m/s. Pede-se: 1º) a velocidade
inicial do móvel. 2º) a posição no instante igual a 8s. 3º) o diagrama dos espaços 4º) o diagrama da aceleração.
5º) as características do movimento em todos os intervalos de tempo.
R: 10m/s −30m de 0 a 2 progressivo acelerado de 2 a 4, progressivo retardado; de 4 a 6, regressivo acelerado;
de 6 a 8 regressivo uniforme e de 8 a 12, regressivo retardado

V(m/s)

30





0 2 4 6 8 12 t(s)


− 30













































Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 38
Tarefa mínima

1. (FUVEST) Um veículo parte do repouso em movimento retilíneo e acelera com aceleração escalar constante
e igual a 2,0 m/s2. Pode-se dizer que sua velocidade escalar e a distância percorrida após 3,0 segundos, valem,
respectivamente: a) 6,0m/s e 9,0m; b) 6,0m/s e 18m; c) 3,0m/s e 12m; d) 12m/s e 35m; e) 2,0m/s e 12m

2. (FUND. CARLOS CHAGAS) Dois móveis A e B movimentam-se ao longo do eixo x, obedecendo às equações:
x
A
= 100 + 5,0t e x
B
= 5,0t
2
, onde x
A
e x
B
são medidos no (SI). Pode-se afirmar que: a) A e B possuem a mesma
velocidade; b) A e B possuem a mesma aceleração; c) o movimento de B é uniforme e o de A é acelerado; d)
entre t = 0 e t = 2,0s ambos percorrem a mesma distância; e) a aceleração de A é nula e a de B tem intensidade
igual a 10m/s
2
.

3. (MACKENZIE) Um móvel parte do repouso com aceleração constante de intensidade igual a 2,0m/s
2
em
uma trajetória retilínea. Após 20s, começa a frear uniformemente até parar a 500m do ponto de partida. Em valor
absoluto, a aceleração de freada foi: a) 8,0 m/s
2
b) 6,0 m/s
2
c) 4,0 m/s
2
d) 2,0 m/s
2
e) 1,6 m/s
2

4. (UFMA) Uma motocicleta pode manter uma aceleração constante de intensidade 10m/s
2
. A velocidade inicial de
um motociclista, com ela deseja percorrer uma distância de 500m, em linha reta, chegando ao final desta com
uma velocidade de intensidade 100m/s é: a) zero b) 5,0m/s c) 10m/s d) 15m/s e) 20m/s

5. (UFPA) Um ponto material parte do repouso em movimento uniformemente variado e, após percorrer 12m, está
animado de uma velocidade escalar de 6,0m/s. A aceleração escalar do ponto material, em m/s
2
vale:
a) 1,5 b) 1,0 c) 2,5 d) 2,0 e) n.d.a.
6. (UNIP) Na figura representamos a coordenada de posição x, em função do tempo, para um móvel que
se desloca ao longo do eixo ox.

Os trechos AB e CD são arcos de parábola com eixos de simetria paralelos ao eixo das posições. No intervalo de
tempo em que o móvel se aproxima da origem dos espaços o seu movimento é: a) uniforme e progressivo; b)
retrógrado e acelerado; c) retrógrado e retardado; d) progressivo retardado e uniformemente variado; e)
progressivo acelerado e uniformemente variado.

7. (PUCC) Um vaso de flores cai livremente do alto de um edifício. Após ter percorrido 320cm ele passa por um
andar que mede 2,85m de altura. Quanto tempo ele gasta para passar por esse andar? Desprezar a resistência do
ar e assumir g = 10 m/s
2
. a) 1,0s b) 0,80s c) 0,30s d) 1,2s e) 1,5s

8. (PUCC) Duas bolas A e B, sendo a massa de A igual ao dobro da massa de B, são lançadas verticalmente para
cima, a partir de um mesmo plano horizontal com velocidades iniciais. Desprezando-se a resistência que o ar pode
oferecer, podemos afirmar que: a) o tempo gasto na subida pela bola A é maior que o gasto pela bola B também
na subida; b) a bola A atinge altura menor que a B; c) a bola B volta ao ponto de partida num tempo menor que a
bola A; d) as duas bolas atingem a mesma altura; e) os tempos que as bolas gastam durante as subidas são
maiores que os gastos nas descidas.

9. (UFPR) Um corpo é lançado verticalmente para cima, atinge certa altura, e desce. Levando-se em conta a
resistência do ar, pode-se afirmar que o módulo de sua aceleração é: a) maior, quando o corpo estiver subindo; b)
maior, quando o corpo estiver descendo; c) igual ao da aceleração da gravidade, apenas quando o corpo estiver
subindo; d) o mesmo, tanto na subida quanto na descida; e) igual ao da aceleração da gravidade, tanto na subida
quanto na descida.

10. Um móvel percorre uma trajetória reta com velocidade dada pelo diagrama anexo. No instante 4 segundos, o
móvel encontra-se na posição menos trinta metros. Perdem-se: 1º) a velocidade média entre os instantes 2 e 5
segundos. 2º) a aceleração média entre os instantes 2 e 3 segundos. 3º) a aceleração no instante 5 segundos.
4º) a equação da velocidade no intervalo de tempo de 3 até 4 segundos. 5º) a posição do móvel no instante 7
segundos. R: 68,33m 0m/s
2
−10m/s
2
v = 80 − 20t −70m
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 39

V(m/s)



20




0
2 3 4 6 7 8 t(s)



−20

11. Um móvel descreve um MUV numa trajetória retilínea e sua posição varia no tempo de acordo com a equação:
S = 9 + 3t - 2t
2
(SI). Determine: a posição inicial, a velocidade inicial e a aceleração.

12. É dado um movimento cuja função horária é: S = 13 - 2t + 4t
2
. (SI) Determine: a) a posição inicial, a velocidade
inicial e a aceleração. b) Determine a posição e a velocidade do móvel no instante t=5s.

13. Um móvel parte do repouso da origem das posições com movimento uniformemente variado e aceleração
igual a 2m/s
2
. Determine sua posição e velocidade após 6 s.

14. Um móvel parte com velocidade de 10m/s e aceleração de 6m/s
2
da posição 20 metros de uma trajetória
retilínea. Determine sua posição e velocidade no instante 12 segundos.

15. É dada a função horária do M.U.V de uma partícula, S = -24 + 16t - t
2
. Determine (no S.I): a) o espaço inicial, a
velocidade inicial e a aceleração da partícula; b) a posição e velocidade da partícula no instante t = 5s.

16. Um automóvel possui num certo instante velocidade de 10 m/s. A partir desse instante o motorista imprime ao
veículo uma aceleração de 3m/s
2
. Qual a velocidade que o automóvel adquire após percorrer 50 m?

17. Um automóvel parte do repouso e percorre 256m de uma rodovia com uma aceleração igual a 8 m/s
2
.
Determine sua velocidade no final do percurso.

18. Um veículo tem velocidade inicial de 4m/s, variando uniformemente para 10m/s após um percurso de 7m.
Determine a aceleração do veículo.

19. Um carro está se movendo com uma velocidade de 16m/s. Em certo instante, o motorista aciona o freio,
fazendo com que o carro adquira um movimento uniformemente variado, com aceleração de -0,8m/s
2
. Calcule a
velocidade desse automóvel após percorrer uma distância de 70m a partir do início da freada.
20. Uma partícula percorre uma trajetória com velocidade que varia com o tempo conforme o diagrama abaixo. No
instante zero, o móvel passa pela origem da trajetória. Pedem-se: 1º) o diagrama da aceleração 2º) a equação
horária no intervalo de tempo de 20 a 40 segundos 3º) o percurso do móvel entre os instantes 10 e 60s.
R: −20+3t−t
2
/20 −23m
V(m/s)



1


0 t(s)
20 50 100

−2

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 40
21. A velocidade de um ponto varia com tempo conforme o gráfico abaixo. No instante inicial o móvel encontra-se
na posição 20m. Pede-se: 1º) o gráfico da aceleração em função do tempo 2º) o percurso entre os instantes 0 e 5
segundos. 3º) a posição no instante 10s R: 7,75m 29m

V(m/s)

2





0 2 4 8 t(s)


23. (UCPR) Num local onde a aceleração da gravidade vale 10m/s2 uma pedra é abandonada de um helicóptero
no instante em que este está a uma altura de 1.000m em relação ao solo. Sendo 20s o tempo que a pedra gasta
para chegar ao solo, pode-se concluir que no instante do abandono da pedra o helicóptero: (Desprezam-se as
resistências passivas) a) subia b) descia c) estava parado d) encontrava-se em situação indeterminada face aos
dados; e) esta situação é impossível fisicamente.

Respostas: 1-a 2-e 3-a 4-a 5-a 6-d 7-c 8-d 9-a 23-a


Bom de briga é aquele que cai fora

Revisão de movimento uniformemente variado

1) Entre 0 e 3s, a velocidade de um helicóptero em MUV varia de 4 m/s para 21 m/s. Qual a sua aceleração?
2) Durante as experiências no laboratório, um grupo de alunos verificou que, entre os instantes 2s e 10s, a
velocidade de um carrinho varia de 3 m/s a 19 m/s. Calcule o valor da aceleração desse movimento.
3) Em 4s, a velocidade de um carro passa de 8 m/s para 18 m/s. Qual a sua aceleração?
4) Em 2 horas, a velocidade de um carro aumenta de 20 km/h a 120 km/h. Qual a aceleração nesse intervalo de
tempo?
5) Um rapaz estava dirigindo uma motocicleta a uma velocidade de 20 m/s quando acionou os freios e parou em
4s. Determine a aceleração imprimida pelos freios à motocicleta.

Questões

1) Explique o que é aceleração.
2) O que significa dizer que um corpo tem aceleração de 10 m/s2?
3) Dê um exemplo que caracterize o movimento retilíneo uniformemente variado?
4) Qual a diferença entre movimento acelerado e retardado?
5) Qual a diferença entre o movimento uniforme e o movimento uniformemente variado?

Função horária da velocidade do MUV

v = vo + a.t v = velocidade em um instante qualquer ( m/s) vo = velocidade inicial (m/s) a = aceleração (m/s2) t =
tempo (s)

1) Um carro em movimento adquire velocidade que obedece à expressão v=10-2t (no SI). Pede-se: a) a
velocidade inicial; b) a aceleração; c) a velocidade no instante 6s.
2) Um automóvel em movimento retilíneo adquire velocidade que obedece à função v=15-3t (no SI). Determine: a)
a velocidade inicial; b) a aceleração; c) a velocidade no instante 4s.
3) É dada a seguinte função horária da velocidade de uma partícula em movimento uniformemente variado:
v=15+20t (no SI). Determine o instante em que a velocidade vale 215 m/s.
4) Um automóvel parte do estacionamento e é acelerado à razão de 5m/s2. Calcule a sua velocidade 30s após a
sua partida.
5) Um automóvel parte do repouso com aceleração constante de 2 m/s2. Depois de quanto ele atinge a velocidade
de 40 m/s?
6) Um trem de carga viaja com velocidade de 20 m/s quando, repentinamente, é freado e só consegue parar 70s
depois. Calcular a aceleração.
7) Um automóvel tem velocidade de 25 m/s e freia com aceleração de 5m/s2. Depois de quanto tempo ele pára?
Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 41
8) Qual a diferença entre velocidade e aceleração?
9) Um veículo parte do repouso e adquire aceleração de 2 m/s2. Calcule a sua velocidade no instante t = 5s.
10) Um carro parte do repouso com aceleração de 6 m/s2. Quanto tempo ele gasta para atingir 30 m/s?

Função horária das posições do M.U.V

2
o
at
S S vt
2
= + +
s = posição em um instante qualquer (m) so = posição no instante inicial (m) vo = velocidade inicial (m/s) t = tempo (s)
a = aceleração (m/s2)

Exercícios

1)Um móvel descreve um MUV numa trajetória retilínea e sua posição varia no tempo de acordo com a expressão
s = 9 + 3t - 2t
2
. (SI) Determine: a posição inicial, a velocidade inicial e a aceleração.
2) É dado um movimento cuja função horária é: s = 13 - 2t + 4t
2
. (SI) Determine: a posição inicial, a velocidade
inicial e a aceleração.
3) A função horária de um móvel que se desloca numa trajetória retilínea é s=20+4t+5t
2
, onde s é medido em
metros e t em segundos. Determine a posição do móvel no instante t=5s.
4) Um móvel parte do repouso da origem das posições com movimento uniformemente variado e aceleração igual
a 2 m/s
2
. Determine sua posição após 6 s.
5) Um móvel parte com velocidade de 10 m/s e aceleração de 6 m/s
2
da posição 20 metros de uma trajetória
retilínea. Determine sua posição no instante 12 segundos.
6) Um ponto material parte do repouso com aceleração constante e 10 s após encontra-se a 40 m da posição
inicial. Determine a aceleração do ponto material.
7) É dada a função horária do M.U.V de uma partícula, s = -24 + 16t – t
2
. Determine (no S.I): a) o espaço inicial, a
velocidade inicial e a aceleração da partícula; b) a posição da partícula no instante t = 5s.
8) Ao deixar o ponto de parada, o ônibus percorre uma reta com aceleração de 2 m/s
2
. Qual a distância percorrida
em 5s?
Equação de Torricelli

Eliminando o tempo nas equações horárias do MUV obtemos a expressão:

2 2
o
V V 2a S = + ∆

v = velocidade num instante qualquer (m/s) vo = velocidade inicial (m/s) a = aceleração (m/s
2
) S ∆ = distância percorrida (m)

Exercícios

1) Um automóvel possui num certo instante velocidade de 10 m/s. A partir desse instante o motorista imprime ao
veículo uma aceleração de 3 m/s
2
. Qual a velocidade que o automóvel adquire após percorrer 50 m?
2) Um automóvel parte do repouso e percorre 256 m de uma rodovia com uma aceleração igual a 8 m/se.
Determine sua velocidade no final do percurso.
3) Um veículo tem velocidade inicial de 4 m/s, variando uniformemente para 10 m/s após um percurso de 7 m.
Determine a aceleração do veículo.
4) A velocidade de um corpo em MUV varia de 6 m/s a 9 m/s, num trajeto de 3 m. Calcule a aceleração do corpo.
5) Um carro de corrida inicialmente em repouso é sujeito a aceleração de 5 m/s2. Determine a distância percorrida
pelo carro até atingir a velocidade de 10 m/s.
6) Um trem trafega com velocidade de 15 m/s. Em determinado instante, os freios produzem um retardamento de -
1,5 m/s
2
. Quantos metros o trem percorre durante a frenagem, até parar?
7) Uma composição do metrô parte de uma estação, onde estava em repouso e percorre 100m, atingindo a
velocidade de 20 m/s. Determine a aceleração durante o processo.
8) Um carro está se movendo com uma velocidade de 16 m/s. Em um certo instante, o motorista aciona o freio,
fazendo com que o carro adquira um movimento uniformemente variado, com aceleração de 0,8 m/s
2
. Calcule a
velocidade desse automóvel após percorrer uma distância de 70 m a partir do início da freada.








Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 42
Exercícios gerais

1) Um carro de corrida, que estava parado, arranca com movimento retilíneo uniformemente acelerado. O valor da
sua aceleração é de 4m/s
2
. Quanto tempo o carro gasta para atingir a velocidade de 12m/s?
2) Ao pousar, um avião toca a pista de aterrissagem com uma velocidade de 70m/s. Suponha que seu movimento,
a partir desse instante, seja retilíneo uniformemente retardado, com aceleração a = 5m/s
2
. Qual será a velocidade
do avião 10s após ele tocar o solo?
3) Um carro, com movimento retilíneo uniformemente acelerado, de aceleração a = 1,5m/s
2
, partiu do repouso.
Qual a distância que o carro percorre em 4s?
4) Uma moto com velocidade inicial de 20m/s freia com aceleração igual a 2 m/s
2
. Escreva a função horária da
velocidade para esta moto.
5) Uma ave voa, a partir do repouso, com aceleração de 8 m/s
2
. Qual é a velocidade atingida em 20 s?
6) Para decolar numa pista de 2 km, a partir do repouso, um avião precisa atingir a velocidade de 360 km/h. Qual
a aceleração do avião?
7) O tempo de reação de um motorista é de aproximadamente 1s (intervalo de tempo decorrido entre a percepção
de um sinal para parar e a efetiva aplicação dos freios). Se os freios de um automóvel podem garantir uma
aceleração de retardamento de 5m/s
2
, calcule a distância percorrida por ele até parar, supondo que sua
velocidade era de 20 m/s ao perceber o sinal para parar.
8) Um veículo tem velocidade inicial de 4 m/s, variando para 10 m/s após um percurso de 7m. Determine a
aceleração do veículo.

Se um dia, a pessoa amada lhe trair, e você pensar em se jogar de um
prédio lembre-se; você tem chifres, não asas...



Módulo 6
Queda livre e lançamento na vertical

Queda livre é quando um corpo é solto sob a ação da gravidade e lançamento quando ele possui
velocidade inicial na direção da gravidade.

1, Do topo de um edifício a 20m do solo, atira-se um corpo para cima com velocidade de 10m/s. a) Calcule o
tempo de subida do corpo. b) o tempo de chegada ao solo c) a altura máxima R: 1s 3,24s 25m








2, Dois corpos estão numa mesma vertical à distância de 30m um do outro. Abandona-se o de cima e após 2s o
debaixo. Depois de quanto tempo e, em que ponto se dará o encontro dos dois? R: 2,5s 31,25m







3, Abandona se uma pedra de uma altura H do solo. Verifica-se que no último segundo de queda a pedra percorre
¾ de H. Calcule o tempo e a altura da queda. R: 2,0s 20m




Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 43
4, Um malabarista deseja ter três bolas no ar em todos os instantes. Ele arremessa a uma bola a cada 0,4
segundos. a) Quanto tempo cada bola fica no ar? b) com que velocidade inicial deve o malabarista jogar cada bola
para cima? c) a que altura se elevará a cada bola acima de suas mãos? R: 1,2s 6,0m/s 1,8m







5, Uma pedra cai de uma altura H a partir do repouso. No mesmo instante uma segunda pedra é lançada do chão
verticalmente para cima com velocidade V
o.
Qual será o valor de V
o
da pedra para que elas se cruzem na metade
da altura? R: gH






6, Um móvel é abandonado em queda livre percorrendo uma distância “d” no primeiro segundo de movimento.
Durante o terceiro segundo de movimento que distância esse imóvel percorreria? R: 5d









Questões

1) Dois objetos, uma pedra e uma pena, são abandonados simultaneamente da mesma altura. Determine qual
deles chega primeiro ao chão, admitindo que a experiência se realize: a) no ar; b) no vácuo.
2) Se não existisse a aceleração da gravidade, qual seria a trajetória para um tiro de canhão?
3) Imagine que um astronauta tenha saltado de pára-quedas, a partir de um foguete, a uma certa altura acima da
superfície da 4) Lua, caindo em direção ao solo lunar: a) Você acha que, ao ser aberto o pára-quedas, ele teria
alguma influência no movimento de queda do astronauta? Por que? b) Que tipo de movimento o astronauta teria
até atingir o solo lunar?

Exercícios

1) Um objeto cai do alto de um edifício, gastando 7s na queda. Calcular com que velocidade atinge o solo.
2) De uma ponte deixa-se cair uma pedra que demora 2s para chegar à superfície da água. Sendo a aceleração
local da gravidade igual a g=10 m/s
2
, determine a altura da ponte.
3) Num planeta fictício, a aceleração da gravidade vale g=25 m/s
2
. Um corpo é abandonado de certa altura e leva
7s para chegar ao solo. Qual sua velocidade no instante que chega ao solo?
4) Um gato consegue sair ileso de muitas quedas. Suponha que a maior velocidade com a qual ele possa atingir o
solo sem se machucar seja 8 m/s. Então, desprezando a resistência do ar, qual a altura máxima de queda para
que o gato nada sofra?

Tarefa mínima

1, Um corpo cai livre mente. Num ponto A de sua trajetória tem a velocidade de 29,45m/s e chega a um ponto B
com a velocidade de 49,5m/s. Calcular a distância AB e o tempo necessário para percorrê-la. R: 78,5m 2s

2, Para se achar a profundidade de um poço deixa-se cair uma pedra no seu interior e se escuta o choque com
fundo do poço depois de 6 segundos. Calcular essa profundidade. A velocidade do som é de 334 m/s. R: 153m

3, Uma esfera elástica cai de ma altura de 78,40 m acima do solo e salta conservando três quartos da sua
velocidade de chegada. Que altura alcançará depois do choque e que tempo passará para tocar novamente o
solo? R: 44,10 m e 6s

Fisica Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 44
4, Um corpo é abandonado do repouso de uma altura de 142 m. Depois de percorrer 25 m, Lança-se um corpo da
mesma altura. Que a velocidade deve ter esse corpo, para que os dois toquem o solo ao mesmo tempo?
5, Um observador colocado a 60m de altura vê passar um corpo lançado de baixo para cima e depois de 6
segundos o vê voltar. A que altura se elevou corpo e com que velocidade passou pelo observador?
R: 140m 40m/s

6, Lança-se um corpo de baixo para cima com a velocidade 40m/s. Ao mesmo tempo lança-se com velocidade de
mesmo valor e do ponto mais alto da trajetória do primeiro, um segundo corpo no sentido de cima para baixo.
Quando e onde se encontrarão? R: 35m 1s

7, Um balão sobe verticalmente com movimento uniforme e 5s depois de largar o solo, seu piloto abandona uma
pedra que atingiu o solo sete segundos depois do momento em que o balão começou a subir. Pede-se a
velocidade do balão e a altura de onde foi abandonada a pedra. R: 2,7m/s e 14 m

8, Um corpo foi lançado verticalmente de baixo para cima com velocidade 50m/s. Depois de 2s, foi lançado na
mesma direção e sentido um segundo corpo com velocidade de 80m/s. a) Calcular o tempo gasto pelo segundo
até o ponto de encontro e a altura desse encontro. b) Qual a velocidade de cada corpo no momento do encontro?
R: 1,6s e 115,2 m 14 m/s e 64m/s

9, Do alto de um edifício abandona-se um corpo. Um observador vê o corpo passar por sua janela com velocidade
10m/s e a 75m abaixo dele existe um outro observador. Qual a velocidade do móvel ao passar por ele? R: 40m/s

10, Um elevador sobe com velocidade constante 3m/s. Quando seu teto está a uma altura de 4m, uma bola
lançada do interior do poço do elevador a partir de uma altura de 15m com velocidade de 20m/s. Quando e onde
será o impacto entre elevador e a bola? R: 3,96s e 15,9 m

11, Um balão sobe verticalmente com velocidade de 5m/s. A uma altura de 100m o piloto abandona uma pedra.
Ele ouve a batida da pedra no solo após 5,36s. Qual a velocidade do som no ar. R: 352,22m/s

12, Uma pedra é atirada para cima com velocidade de 20m/s. Ela é apanhada em seu caminho de volta, 5m acima
do solo. a) Qual a velocidade da pedra quando foi apanhada? b) Quanto tempo demorou todo o percurso?
R: -17,4m/s e 3,8s

13. Abandona-se um corpo de um balão que está a 300m acima do solo e está subindo com velocidade de 13m/s.
a) Calcule para a pedra sua máxima altura. b) sua posição e velocidade 5s após ter sido abandonada c) O tempo
que ele gasta para atingir o chão. R: 308,6 m -60 m -37m/s 9,15s

14, Um móvel é atirado verticalmente para cima, com velocidade inicial de 50m/s. Calcule: a) as funções horárias
do movimento b) o tempo de subida c) a altura máxima d) a posição e o sentido do movimento no instante 6s.
e) em que instante e qual a velocidade do móvel ao atingir o solo?
R: S=50t─5t
2
V=50─10t 5s 125m 120m 10s ─50m/s

15, Dois móveis A e B são lançados verticalmente para cima, com a mesma velocidade inicial de 15m/s. O móvel
B é lançado 2 segundos depois. Determine o tempo, a posição e a velocidade dos dois moveis no encontro.
R: 2,5s 6,25m -10m/s 10m/s


Deus criou sérios limites à inteligência dos homens, mas nenhuma a sua
burrice














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Módulo 7
Exercícios gerais

1. Uma pedrinha é abandonada em queda livre, a partir do repouso, na beira de um poço de profundidade 320m,
por um experimentador. Usando g=10m/s
2
e a velocidade do som no ar 320m/s, determine: a) o tempo de queda
da pedrinha; b) depois de quanto tempo, após ter abandonado a pedrinha, o experimentador ouve o som
produzido pelo impacto da pedrinha contra o fundo do poço. R: 8s ; 9s









2. (UF-PE) Um corpo inicialmente em repouso é largado de uma altura igual a 45m e cai livremente. Se a
resistência do ar é desprezível, qual a distância, em metros, percorrido pelo corpo, decorrido um terço de seu
tempo total de queda? R: 5m







3. (FAAP-SP) Em um planeta, um astronauta faz a seguinte experiência: abandona uma bola na frente de uma
tela vertical que possui linhas horizontais, separadas por 50cm; simultaneamente é acionada uma máquina
fotográfica de flash-múltiplo, onde o intervalo entre os flashes é de 0,1s. A partir da fotografia da queda da bola,
indicada na figura, calcule o módulo da aceleração da gravidade. R: 20m/s














4. (FEI-SP) Uma pedra é lançada verticalmente para cima, do alto de um edifício, com velocidade inicial de
19,6m/s. Decorridos 6,0s do lançamento ela atinge o solo. Usando g = 9,8m/s
2
, determine a altura do ponto de
lançamento. Despreze a resistência do ar. R: 58,8 m










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5. (UF-AM) Em um local onde a aceleração da gravidade é constante e de módulo g e o efeito do ar é desprezível,
um corpo é abandonado a partir do repouso. Calcule a distância percorrida durante o enésimo segundo de queda.
R: g(2n–1)/2








6. (IME) De dois pontos A e B situados sobre a mesma vertical, respectivamente, a 45 metros e a 20 metros do
solo, deixa-se cair no mesmo instante duas esferas, conforme mostra a figura abaixo. Uma prancha se desloca no
solo, horizontalmente, com movimento uniforme. As esferas atingem a prancha em pontos que distam 2,0 metros.
Sendo g = 10 m/s
2
e desprezando a resistência do ar, determine a velocidade da prancha. R: 2m/s













7. (Fuvest-SP) Um veículo parte do repouso em movimento retilíneo e acelera a 2m/s
2
. Determine sua velocidade
e a distância percorrida após 3s. R:9m 6m/s











8. (OSEC-SP) Um móvel percorre uma trajetória retilínea, em relação a um dado sistema de referência, com
movimento uniformemente variado. Ao passar pelo ponto A, sua velocidade é de 2m/s e, no ponto B, sua
velocidade é de 6m/s. Sabendo-se que a distância BC é o dobro de AB, calcule sua velocidade no ponto C.
R: 10m/s















Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco, na sopa, é
muito

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Tarefa mínima

1. Um corpo é abandonado do repouso de uma altura h acima do solo. No mesmo instante, outro corpo é lançado
para cima, segundo a mesma vertical, com velocidade escalar inicial V
0
. Sabendo que os dois corpos se
encontram na metade da altura da descida do primeiro, calcule em função de V
0
e g o valor de h.

2. Uma criança deixa cair um vaso de cristal do 15º andar de um edifício. No mesmo instante, uma pessoa na
calçada, a 15m do edifício, começa a correr para pegar o vaso. Sabendo que cada andar tem 3m de altura
(despreze a resistência do ar e use g=10m/s
2
), determine à velocidade mínima com que a pessoa terá que correr
em MRU para segurar o vaso antes que ele caia no chão.

3. (FUVEST) Uma torneira mal fechada pinga a intervalos de tempo iguais. A figura mostra a situação no instante
em que uma das gotas está se soltando. Supondo que cada pingo abandone a torneira com velocidade nula e
desprezando a resistência do ar, qual a razão A/B entre as distâncias A e B mostradas na figura, fora de escala?









4. Um corpo em queda livre, a partir do repouso, gasta certo tempo para percorrer uma distância h. Se outro
corpo, nas mesmas condições, gastasse o triplo desse tempo, qual a distância que ele percorreria?

5. (UNIMES-SP) Um móvel parte do repouso em movimento uniformemente acelerado. Percorre 100m e 120m em
segundos sucessivos. A sua aceleração em m/s
2
é: a) 20 b) 40 c) 80 d)10 e) 100

6. (MACK-SP) Uma partícula inicialmente em repouso descreve um movimento retilíneo uniformemente variado e
em 10s percorre a metade do espaço total previsto. A segunda metade deste espaço será percorrida em,
aproximadamente: a) 2,0s b) 4,0s c) 5,8s d)10,0s e)14,0s

7. (FUVEST) Um trem de metrô parte de uma estação com aceleração uniforme até atingir, após 10s, a velocidade
de 90km/h, que é mantida constante durante 30s, para então desacelerar uniformemente durante 10s até parar na
estação seguinte. a) Represente graficamente a velocidade em função do tempo. b) Calcule a distância entre as
duas estações.

8. Um móvel parte do repouso, sendo acelerado constantemente a 0,8m/s
2
. Que velocidade escalar é atingida
após 2min 5 s de movimento, em km/h?

9. Um ponto material obedece à função horária: s = 30 + 5 t + 5t
2
(m,s), t> 0. Determine: a) o instante em que
passa pela origem; b) a função horária da velocidade escalar; c) o instante em que muda de sentido.

10. (Unicamp-SP) Um carro popular é capaz de acelerar de 0 a 100km/h em 18s. Suponha que a aceleração seja
constante. a) Qual o valor da aceleração? b) Qual a distância percorrida em 10s? c) Qual deve ser a distancia que
o carro anda?

11. (Unimep-SP) Um carro tem velocidade de 20m/s quando, a 30m de distância, um sinal vermelho é observado.
Qual deve ser a desaceleração produzida pelos freios para que o carro pare a 5m do sinal?

12. (UFSC) Um carro está a 20m de um sinal de tráfego quando este passa de verde a amarelo. Supondo que o
motorista acione o freio imediatamente, aplicando ao carro uma desaceleração de 10m/s
2
, calcule, em km/h, a
velocidade máxima que o carro pode ter, antes de frear, para que ele pare antes de cruzar o sinal.

13. Os valores da velocidade escalar em função do tempo, de um MUV, estão tabelados a seguir:

t (s) 0 0,5 1,0 1,5 2,0
v (m/s) 1 0 1 2 3

Sabe-se que no instante t = 0, o móvel localiza-se no espaço igual a 3m. Determine: a) a função horária de a
velocidade escalar; b) a função horária do espaço.


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Respostas:
1)
2
0
V / g 2) 5m/s 3) 4 4) 9h 5) a 6) b 8) 360 km/h 9) a) 2s b) v=5+10 t c) não muda de sentido.
10) a) 1,54 m/s
2
b) 77,2m c) 250m 11) 8m/s
2
12) 72km/h 13) a) v=– 1 + 2t b) s=3 – t + t2
07) a) b)1000m








Se não houver vento, reme

O que a escola não ensina
Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente deu, em uma conferência numa escola
secundária, sobre 11 coisas que os estudantes não aprenderiam nela. Ele fala sobre como a "política educacional
de vida fácil para os estudantes" tem criado uma geração de formandos sem a menor noção da realidade, e
como esta política tem levado os estudantes a falharem em suas vidas profissionais após saírem das
faculdades. Todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais, muito conciso, porém, ele
falou por menos de 5 minutos. Foi aplaudido sem parar por mais de 10 minutos, agradeceu e foi embora em seu
helicóptero a jato.

Regra 1: A vida não é fácil acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com você ou com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça
alguma coisa útil por ele, antes de sentir-se bem com você mesmo.
Regra 3: Você não vai ganhar R$20.000,00 por mês, assim que sair da escola. Você não será vice-
presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu
próprio carro e telefone.
Regra 4: Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus
avós têm uma palavra diferente para isso; eles chamam de oportunidade.
Regra 6: Se você fracassar, é sua culpa e não de seus pais. Então, não lamente seus erros, aprenda com
eles.
Regra 7: Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por
pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos". Então, antes de salvar o
planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio
quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é
assim. Existem algumas escolas que não repetem seus alunos, dando a eles quantas chances precisarem até que
passem. Isto não se parece com absolutamente NADA existente na vida real. Se pisar na bola uma vez que seja,
está despedido. RUA!!! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é uma escola e não é dividida em semestres. Num trabalho real você não terá sempre
férias livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim do expediente.
Regra 10: A televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate,
para irem dormir cedo e trabalhar no dia seguinte.
Regra 11: Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe
grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles no futuro.

Bill Gates é o dono da maior fortuna pessoal do mundo, e da Microsoft, que foi a única empresa que
enfrentou, e venceu a Big Blue (IBM), desde a sua fundação em meados de 1900, e que foi a empresa que
construiu o primeiro Cérebro Eletrônico (computador) do mundo.

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Mudança de rumo
O diálogo abaixo é verídico, e foi travado em outubro de 1995,
entre um navio dos Estados Unidos da marinha americana e as autoridades
costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos começaram na maciota:
• Favor alterar seu curso 15 graus para norte, para evitar colisão com nossa
embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
• Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O americano ficou mordido:
• Aqui é o Capitão de um navio da marinha americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
• Não, mude o SEU curso atual.
O negócio começou a ficar feio e o Capitão americano berrou ao microfone:

AQUI É DO PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA
FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS
DESTROYERS, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO
QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE. UM, CINCO, GRAUS
NORTE OU, ENTÃO, TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A
SEGURANÇA DO NAVIO, CÂMBIO.

No que o canadense respondeu:
• E aqui é um farol, câmbio...

Às vezes, a nossa arrogância nos faz cegos. Quantas vezes criticamos a ação dos
outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento das pessoas que vivem perto de
nós, quando, na verdade, nós é que deveríamos mudar o nosso rumo.




Reflita sobre tudo o que o professor fala durante a aula. Ele pensa na melhor
maneira de passar o que sabe para você, e só quer o seu bem! Estude bastante,
participe da aula, de o melhor de si, faça um bom curso, e lembre-se, o seu futuro
vai depender do que você aprender agora.


A melhor maneira de se prever o futuro é fazê-lo!

Fisica

Eng. Prof. M.Sc. Julio Cezar Ribeiro 1

Módulo 1
Programa do curso “Física Geral para Engenharia”
Fundamentos da matemática. Introdução à física. Métodos e modelos da física. Grandezas físicas. Medidas e sistemas de unidades. Ordem de grandeza. Forma correta de expressar uma medida. Exatidão e precisão. Algarismos significativos. Notação científica. Potências de 10. Medidas de comprimentos, áreas, volumes e capacidades. Transformações de unidades em geral. Elementos de trigonometria. Relações métricas no triangulo retângulo. Introdução ao estudo de vetores. Representação cartesiana de vetores. Operações com vetores. Referencial e trajetórias. Velocidade e aceleração escalares. Estudo do movimento uniforme, equações horárias. Movimentos progressivos e retrógrados. Estudo do movimento uniformemente variado, equações horárias. Movimentos acelerados e retardados. Velocidade média do movimento uniformemente variado. Características de um movimento. Estudo geral dos movimentos verticais no vácuo. Estudo gráfico dos movimentos uniforme e uniformemente variados e suas propriedades.

Fundamentos da matemática
Logaritmos
O logaritmo de um número é o expoente de uma dada base, que é necessária para produzir aquele número, ou seja: logb x = y ⇒ x = b y . Quando a base de um logaritmo for 10, ele é chamado de "Briggs" é representado na forma: y = log x . Quando a base for o numero de Neper (e=2,718) ele é chamado de Neperiano e é representado na forma: y = ln x

Propriedades dos logaritmos
1º) O logaritmo do produto de dois números é a soma de seus logaritmos.

logab = loga + logb
2º) O logaritmo do quociente de dois números é o logaritmo do numerador menos o logaritmo do denominador. a log = loga − logb b 3º) O logaritmo da enésima potência de um número é n vezes logaritmo do número.

logan = n.loga
4º) O logaritmo da raiz enésima de um número é 1/n vezes o logaritmo do número.

log n a =

1 loga n

5º) Para calcular logaritmos expressos numa base "x" qualquer, fazemos uma transformação na forma:

logb a =

logx a logx b

Fisica

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Exercícios
1. Se log3

1 = x, então o valor de x é: 27

R: 1/3 R: 2,5 R: 1,5

2. Se log( 2x -5 ) = 0, então x vale: 3. O valor de log9 27 é igual a:

4. Se

27 x = 9 y logy x = 2

, então x + y é igual a:

R: 10/9

5. Qual o valor numérico real da expressão

−( −3)3 + 3 −27 2 + log3 81

R: 4 R: 2/5 R=1 R: 81/16 R: 16 R: 2

6. Se 2x - y = 1 e x - 3y = -7, log4 (xy+8y) é igual a: 7. Em que base o logaritmo de um número natural n, n>1, coincide com o próprio número n? 8. O número real x, tal que logx 9. Seja loga 8 = −

9 1 = é 4 2

3 , a > 0. O valor da base a é: 4

10. Se x + y = 20 e x - y = 5 então log ( x2 - y2 ) é igual a: 11) Calcule o valor dos seguintes logaritmos:

a) f)

b) g)

c) h)

d)

e)

12) Calcule o valor da incógnita "N" em cada exercício, aplicando a equivalência fundamental: a) b) c) d)

13) Calcule o valor da incógnita "a" em cada exercício, aplicando a equivalência fundamental:

a)

b)

c)

d)

14) O número real x, tal que (a) (b) (c) (d) (e)

15) Escrever

, equivale a escrever

(a)

(b)

(c)

(d)

(e)

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Potenciação
Potenciação, também chamada de exponenciação, é uma operação usada para indicar a multiplicação de um número por ele mesmo “x” vezes, a forma matemática de indicar esta operação é através de uma expressão 5 escrita na forma: 3 = 3.3.3.3.3. O expoente indica quantos fatores estão repetidos e a forma de representação é chamada de potencia. Regras da potenciação A incógnita “n” representa o número da base n¹ = n e n = 1 (Caso o n seja zero, essa regra não é verdadeira) Propriedades da Potenciação 1) Potência de potência: conserva-se a base e multiplica-se os expoentes.
0

(n )
x

y

= n xy

2) Potencia de produto, primeiramente resolve-se o que está entre os parênteses, depois resolvemos a potência.

(mn )x

= m x nx

3) Em uma multiplicação de bases iguais mantemos a base, e somamos os expoentes. n x ny = nx + y 4) Em uma divisão de bases iguais e expoentes diferentes, conservamos a base e subtraímos os expoentes. nx = nx − y ny
5) Potenciação de números negativos (-4)³ = (-4). (-4) = 16. (-4) = -64 (-4)² = (-4). (-4) = 16 Com base nisso, podemos dizer que quando um número negativo é elevado a um número par, o resultado será positivo. Se for ímpar será negativo.

Exercícios
1) Qual o valor da expressão 0,22 + 0,163 x0,3 4 ÷ 0,75 2) O valor da expressão −24 + ( −3)2 .4
− 2 3 3

x5 2 é:

3) O valor de

2−1 − ( −2)2 + ( −3)−2 23 − 2−2

é:

4) Simplificando-se a expressão

3 2 − 0,05 + −2 2 3  5  
2 4 3

obtém-se:

5) Dadas as expressões A = -a2 – 2a + 5 e B = b2 + 2b + 5: a) Se a = 2 e b = -2, então A = B; b) Se a = 2 e b = 2, então A = B; d) Se a = -2 e b = 2, então A = B; e) Se a = -2 e b = 2, então A = B.

c) Se a = -2 e b = -2, então A = B;

6) Números que assustam: * 5,68 bilhões de pessoas vivem hoje no planeta. * 5,7 bilhões de pessoas eram estimadas para viver no planeta hoje. * 90 milhões nascem a cada ano. * 800 milhões passam fome. * 8,5 é a média de filhos por mulher em Ruanda. * 1,4% da renda mundial está nas mãos dos 20% mais pobres. * 35 milhões de pessoas migraram do hemisfério Sul para o Norte nas últimas três décadas. (Fonte: ONU)

Fisica

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De acordo com o texto, os números que representam a quantidade de pessoas que vivem no planeta, nasce a cada ano e passa fome são, respectivamente: 9 6 6 6 6 6 7 7 7 b) 5,68.10 ; 9.10 ; 8 .10 c) 568.10 ; 9.10 ; 80.10 a) 568.10 ; 9.10 ; 8.10 9 9 9 8 6 6 d) 56,8.10 ; 90.10 ; 8.10 e) 568.10 ; 90.10 ; 80.10 07. (FATEC) Das três sentenças abaixo: x+3 3 I. 2 = 2x . 2 x 2x II. (25) = 5 x x III. 2 + 3 = 5x a) somente a I é verdadeira; b) somente a II é verdadeira; c) somente a III é verdadeira; d) somente a II é falsa; e) somente a III é falsa. 08. Simplificando a expressão [2 : (2 . 2) ] , obtém-se: a) 236 b) 2-30 c) 2-6 d) 1 e) a 09. Se 5 = 64, o valor de 5 é: a) –1/4 b) 1/40 c) 1/20 d) 1/8 e) ¼
3a -a 9 2 3 -3

Radiciação
1

É outra forma de se indicar uma forma exponencial definida como; Portanto temos que:
b

ba = a b

1) a c = ab
c

2) a

1 n

=

1
n

a

Exercícios

01) O valor da expressão

é:

R: 9

02) A expressão 03) O valor de para

é igual a: e

R: 1 é: R: -15x /8
3

04) A expressão

é igual a: R: 41

05) (UFRGS) Simplificando

a
3

a

encontramos: R:

3

a

06) O valor da expressão

é: R: 30

07) (UFSM) O valor da expressão

é: R:

6 3

10) O valor da expressão

R: 27 / 2

11) Qual o valor da expressão: 12) Calcule o valor das expressões
3

para n pertencente aos naturais - {0, 1} R: 1/25

64 ;

3 5

32 ;

5

24 3 4

57 + 3. O seno é obtido pelo tamanho do segmento AB medido com o raio do ciclo.372 ÷ 5.7 5) 3 2.05. e os eixos que fornecem as medidas das principais funções do ângulo “ α ”.28 0.3 4) (2. Prof.3 − 1 . portanto cuidado na hora de fazer as contas. Abaixo mostramos o ciclo trigonométrico cujo raio sempre vale 1 qualquer que seja seu tamanho.48 3 8) {5.82 )( 3 2.Sc. As maquinas de calcular seguem essa hierarquia para os cálculos.8 6) 2x105 ( )( 2 3x10−3 ) −4 7) 2.4 1 .08 2 6.86 )} 3 Funções Trigonométricas A palavra trigonometria vem do grego "trigono" que é triangulo e "metria" que é medida.3 0.1 2  .82 )  2. Na figura abaixo se aplicarmos o teorema de Pitágoras no triângulo ACD obteremos a relação fundamental da trigonometria que é: sen2α + cos2 α = 1 Seno Tangente B D F α A C E Cosseno . Exercícios de aplicação 1) 1.37 + 1. como o cosseno não podem ter valores maiores que um. O cosseno é o tamanho do segmento AC A tangente é o tamanho do segmento FE.728. pois a ordem delas é muito importante.00567 2) 2+3x4 − 8 ÷2 3) 3. Já a tangente pode ter qualquer valor.45 − (8.Fisica Eng. A ordem a ser seguida é sempre a seguinte: 1º) se faz a multiplicação 2º) depois a divisão 3º) depois a soma 4º) por ultimo a subtração.17.7x103 .34 + 77.5.25x10−4 .4572 2. Julio Cezar Ribeiro 5 Cálculos aproximados: Para números “a” e “b” que sejam bem menores do que 1 existem formas simplificadas de cálculos como são mostrados abaixo: (1 + a)(1 + b) ≅ 1 + a + b n 1+ a ≅ 1+ a (1 + a)2 ≅ 1 + 2a 1 ≅ 1− a 1+ a (1 + a)n ≅ 1 + na 1+ a ≅ 1+ a − b 1+ b n Múltiplos de dez deci (d) = 10 −1 centi (c) = 10 −2 mili (m) = 10 −3 micro (µ) = 10 −6 deca (da) = 101 hecto (h) = 102 quilo (K) = 103 mega (M) = 106 nano (n) = 10 −9 pico (p) = 10 −12 femto (f) = 10 −15 atto (a) = 10 −18 giga (G) = 109 tera (T) = 1012 peta (P) = 1015 exa (E) = 1018 zepto (z) = 10 −21 yocto (y) = 10 −24 zetta (Z) = 1021 yotta (Y) = 10 24 Hierarquia das operações Na matemática as operações a serem feitas possuem hierarquia. bem como a colocação dos parênteses. Observe que tanto o seno. M.6x7.0473 2.78     0.8 5.

A cotangente é medida pelo tamanho do segmento CD. b e c. M. aplicando o teorema de Pitágoras no triangulo ABE obtemos a seguinte relação: 1 + tg2 α = sec 2 α E se aplicarmos o teorema no triangulo ACD obteremos a seguinte relação: 1 + cot g2 α = cos ec 2 α Seno C Tangente D Cotangente B α A E Cosseno Relações trigonométricas nos triângulos retângulos Dado um triângulo retângulo mostrado abaixo de lados a.Fisica Eng. A secante é o tamanho do segmento AB. Julio Cezar Ribeiro 6 Abaixo mostramos o ciclo trigonométrico e os segmentos onde são medidas as funções secundárias do ângulo “ α ”. Na figura abaixo.Sc. a secante é o inverso do cosseno e a cotangente é o inverso da tangente. Prof. temos a=hipotenusa b=cateto oposto c=cateto adjacente. A cossecante é medida pelo tamanho do segmento AD. Neste triângulo podemos definir as seguintes grandezas trigonométricas: b c b a a c senα = cosα= tgα= cosecα= secα= cotgα= a a c b c b Conforme se observa a cossecante é o inverso do seno. a b α c Exercícios Nas figuras abaixo ache todas as funções trigonométricas dos ângulos assinalados b c a c a d a b a c c b .

Ele deduziu que qualquer polígono regular que fosse construído com o tamanho da hipotenusa ele teria área igual a soma dos mesmos polígonos construídos nos catetos. determine o valor de x nos triângulos retângulos: 4x a) • 6 b) • x • 3 5 20 d) x+1 7 • c) 3 2 x • x x . ou seja: bc = ah . hexágonos. Por “n” a medida do segmento BH. projeção ortogonal do lado AC sobre BC. por isso ele é chamado de retângulo. De “h” a medida da altura do triângulo AH. ou seja: b² = am c² = na 2 3º) O produto das medidas dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa. De “c” a medida do outro cateto AB. Prof.Fisica Eng. ou seja: h² = mn Quem disse que ganhar ou perder não importa. 4º) O quadrado da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto dos segmentos que ela determina na hipotenusa. que é o lado oposto ao ângulo de 90º. Julio Cezar Ribeiro 7 Relações métricas no triângulo retângulo O triângulo ABC mostrado abaixo possui um ângulo de 90º no vértice A. Por “m” a medida do segmento HC. relativa ao lado BC. 2º) O quadrado da medida de um cateto é igual ao produto da medida da hipotenusa pela medida da projeção ortogonal desse cateto sobre a hipotenusa. valendo pois para pentágonos. projeção ortogonal do lado AB sobre BC. 1º) O quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos. ou seja: a = b² + c² A expressão acima foi deduzida por Pitágoras.Sc. De “b” a medida do outro lado AC chamado de cateto. Vamos chamar de “a” a medida do comprimento da hipotenusa BC. M. O quadrado é o primeiro deles. provavelmente perdeu Exercícios 1. Utilizando o Teorema de Pitágoras. etc.

Na figura tem-se que AB ≅ BC e F é ponto médio do lado BE do retângulo BCDE. E D F 6 2 A x B x C Determine: a) a medida x indicada na figura. 15 m 8m • • 3. Prof. Então o valor de x é: a) 3 b) 4 c) 5 d) 6 • 6 • 12 x 5. c) 15. Julio Cezar Ribeiro 8 2. O valor de x no triângulo retângulo abaixo é: a) 10 b) 12. a) • b) a • a c 6 12 b h 3 9 c . Aplicando as relações métricas nos triângulos retângulos abaixo.Sc. b) 30 m. A • x B 9 • C 25 6. e) 20 m. 4. M. O comprimento dessa escada é de: a) 12 m. O triângulo retângulo ABC abaixo é retângulo em A. b) a área do retângulo BCDE. determine o valor que faltam. A figura mostra um edifício que tem 15 m de altura.Fisica Eng. d) 17 m. c) 15 m. com uma escada colocada a 8 m de sua base ligada ao topo do edifício. d) 18.

Nessas condições. M. Prof.Fisica c) • Eng. Qual o valor da hipotenusa? 11) As medidas dos catetos de um triângulo retângulo são (x + 5)cm e (x + 1)cm e a hipotenusa (x + 9)cm. determine: a) a medida da altura relativa à hipotenusa. Letras gregas . Determine o perímetro desse triângulo. 9) Determine a medida das projeções em um triângulo retângulo cuja hipotenusa mede 12cm e um dos catetos 4cm. 12) Num triângulo retângulo. Julio Cezar Ribeiro 9 d) c • 4 h 2 x 2 6 3 h c b 7) Em um triângulo retângulo as projeções dos catetos sobre a hipotenusa medem 6cm e 8cm. Calcular a medida dos catetos desse triângulo.Sc. a hipotenusa mede 30cm e um dos catetos mede 24cm. Determine a altura relativa à hipotenusa desse triângulo. 8) A medida da altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo é 12cm e uma das projeções mede 9cm. b) a medida dos segmentos que a altura determina sobre a hipotenusa. 10) Em um triângulo retângulo a altura relativa à hipotenusa mede 12cm e a diferença entre as medidas das projeções dos catetos sobre a hipotenusa é 7cm.

M. A palavra Física vem de um temo grego physiké. Estas leis são quantitativas. Realizam-se experiências para poder repetir a observação e isolar. quando as velocidades são comparáveis com a da luz. está presente em todas as atividades do homem.. procure na próxima Módulo 2 Introdução a Física A física pode ser entendida como a ciência das medidas. Esse termo indica a maneira pela qual a física surgiu. assim por diante ⇔ se e somente se Nunca desista do sonho. de forma que cada área englobasse os assuntos que apresentassem propriedades semelhantes e que pudessem ser relacionados e descritos por leis comuns. estuda-se o movimento e suas possíveis causas e origens. Com a expansão dos estudos e as novas descobertas. os cientistas sugeriram uma divisão de áreas dentro da própria física.Fisica Eng. a física ganhou muito destaque em relação às outras ciências e seu campo de estudo teve uma incrível evolução. que foi com a preocupação de se estudar e compreender os fenômenos naturais. que quer dizer natureza. e. O procedimento adotado nesse estudo é chamado de método cientifico. E por isso que continuamos utilizando a mecânica newtoniana. No cotidiano. o fenômeno de interesse. portanto realizar medidas físicas. Assim. e é basicamente composto de 3 etapas: observação. É difícil falar qual é o campo de atuação da Física. ou seja. devem-se levar em conta efeitos relativísticos. os fenômenos físicos estão sempre presentes. proporcional ≠ diferente de ≡ idêntico a. raciocínio (abstração) e experimentação.. buscando descrever e desvendar novos fenômenos da natureza. Por exemplo. de um modo geral. constitui se no que chamamos de uma lei física. Particularmente na Mecânica. o surgimento de uma nova teoria não inutiliza as teorias precedentes. definido como > maior ≥ maior ou igual ≤ menor ou igual ∨ ou ∝ proporcional a ∈ existe U união ⊂ está contido ⊄ não está contido ∴ portanto ⇒ implica em < menor >> bem maior do que << bem menor do que ∧ e ∀ para todo ∉ não existe I interseção ⊃ contem ∅ conjunto vazio . A primeira etapa é a observação do fenômeno a ser compreendido. Prof. mas deixam de valer em determinadas situações. para estabelecermos uma lei física esta implícita que devemos avaliar quantitativamente uma ou mais grandezas físicas. propõe-se um modelo (hipótese) com o propósito de explicar e descrever o fenômeno. por mais que passem despercebidos. esta hipótese sugere novas experiências cujos resultados irão ou não confirmar a hipótese feita. . Ao estudar um dado fenômeno físico interessa-nos entender como certas propriedades ou grandezas associadas aos corpos participam desse fenômeno. por exemplo. Entretanto. e busca entender e descrever os fenômenos que ocorrem na natureza. Julio Cezar Ribeiro 10 Símbolos matemáticos Abaixo mostramos alguns dos símbolos mais usados na matemática: ≅ aproximadamente igual ~ da ordem de grandeza. Com o passar dos anos e com a evolução científica. É importante notar que praticamente todas as teorias físicas conhecidas representam aproximações aplicáveis num certo domínio da experiência. Finalmente. A Física. devem ser expressas por funções matemáticas.Sc. se necessário. se ela se mostra adequada para explicar um grande número de fatos. Na etapa de abstração. Assim. as leis da mecânica clássica são aplicáveis aos movimentos usuais de objetos macroscópicos. Se não encontrar numa padaria. desde que estejamos em seu domínio de validade. pois não tem delimitações e está sempre em contínua evolução.

No mundo dos negócios normalmente as decisões incidem sobre situações mais complexas do que no caso de decidirmos qual carro comprar para as nossas necessidades Todavia o processo conceitual de tomada de decisões é fundamentalmente o mesmo. o leve a tirar conclusões consistentes àquelas obtidas no mundo real. A utilidade de um modelo é enorme. É uma necessidade para as ciências. nos leve a tirar conclusões consistentes àquelas obtidas no mundo real. e os verifica na sua veracidade e se necessário. existe um grande número de variáveis e de relações que o caracterizam perfeitamente. porém no mundo dos modelos. Julio Cezar Ribeiro 11 Modelos e Métodos Modelo é um conjunto de hipóteses sobre a estrutura ou o comportamento de um sistema físico pelo qual se procura explicar ou prever. os objetivos são conflitantes entre si. Assim. portanto podem ser modificados e manipulados com relativa facilidade a fim de permitir confrontação com a realidade. numa forma estruturada. lógica e ordenada. estudo e análise. Assim. efetivamente. é comum usarmos modelos que desconsideram as variáveis menos relevantes. sujeitando-se às limitações impostas pelos outros objetivos (os que ele julga menos importantes). dentro de uma teoria científica. possibilitando analisar o sistema em estudo e descobrir como se deve interferir sobre ele com vista a atingir certos objetivos. As grandezas derivadas são aquelas que para sua definição depende da existência da combinação das grandezas fundamentais. As características dos modelos é que são necessariamente incompletos e. E claro que a subotimizaçao depende do bom senso do analista que deve procurar o melhor ponto de equilíbrio para o sistema em estudo. Esse processo termina quando os modelos satisfazem as expectativas por eles criadas e quando necessário. num sistema. O mais importante do modelo é propiciar uma descrição formal de objetos. ou seja. uma vez que utiliza modelos muito mais sofisticados com todas as variáveis relevantes. que nada mais são do que representações reduzidas da realidade. e deve ser o mais fiel possível para ter maior exatidão na representação da realidade. interpretação. ou seja. o que não pode ser feito na informática. Na realidade deve-se fazer uma ligação entre o que se pode fazer e o que acontecerá em cada caso. Evidentemente em alguns casos existe a dificuldade de se considerar quais são as variáveis mais relevantes. os modifica. o analista faz várias tentativas. As grandezas físicas são classificadas de fundamentais ou derivadas. Portanto. Existem casos de já conhecermos modelos adequados que correspondem à nossa expectativa de solução do problema que já foram satisfatoriamente provados e. efetivamente. relações e processos. Dado um problema qualquer. Os resultados obtidos através dos modelos devem ser comparados com o mundo real a partir de observações. a otimização de alguns deles leva à piora de outros. transformação e verificação. Isto leva o analista à subotimizaçao. o modelo é uma simplificação de uma situação real que pode ser muito complexa. O modelo. quantas vezes o padrão adotado cabe dentro da grandeza que estamos medindo. é uma simplificação de uma situação real que pode ser muito complexa. Dessa forma. ou seja. o processo de criação de modelos pode exigir dos analistas várias tentativas. se não conseguirmos o ótimo. ou seja: o modelo é a representação de alguma coisa real para o estudo da ciência.Fisica Eng.Sc. basta um pequeno número delas para explicar a maior parte do problema. o analista faz várias tentativas. sem antes proceder a uma avaliação mais precisa das informações disponíveis. Na engenharia. as propriedades que ele possui. O método científico por sua vez é uma atividade eminentemente humana. o mundo pode ser entendido via modelos. e que serve de referência para a sua observação. As grandezas fundamentais são aquelas que para sua identificação não necessitam de nenhuma outra grandeza para sua explicação. variando parâmetros. portanto é um artifício que usamos para entendermos o funcionamento da natureza através de uma representação mental do mundo que vivemos. Medir é o ato de comparar uma grandeza com outra de mesma espécie. Também pode ser entendido como sendo a representação simplificada e abstrata de fenômeno ou de uma situação concreta. passando do mundo real para o mundo simbólico dos modelos. isto é. Prof. Em geral. passando do mundo real para o mundo simbólico dos modelos. Este padrão é o que chamamos de unidade de medida. e especialmente para sistemas e problemas mais complexos. ou seja. tentando em cada passagem conseguir a solução para os seus problemas até a obtenção de um modelo que seja considerado aceitável para descrever uma situação real e que. o analista do sistema deve passar do mundo real para o mundo dos modelos. Grandezas físicas Por grandeza entendemos tudo aquilo que pode ser medido. visto que na realidade. Os modelos devem ser propostos da forma mais simples possível para que eles tenham maior utilidade no seu uso. são substituídos. não precisamos mais procurar outros modelos. contado ou pesado. simular os efeitos e mudanças ocorridas no fenômeno que representa. Ela trabalha com modelos que representam fenômenos. Estas duas situações já nos põem a frente de uma subotimizaçao na confecção dos modelos. tentando em cada passagem conseguir a solução para os seus problemas até a obtenção do modelo que seja considerado aceitável para descrever uma situação real e que. que nos permite. o modelo procura destacar as variáveis relevantes do problema real. na tentativa de identificar as variáveis mais relevantes ou significativas que interferem no sistema. Em casos contrários. até que cheguem ao modelo mais adequado as suas pretensões. ou seja. A partir de certo nível de complexidade torna-se quase impossível “estimar” corretamente as implicações de uma tomada de decisão. Medida é o resultado numérico desse ato. . o bom já serve. M. neste caso. deve escolher quais objetivos serão otimizados (aqueles que ele julga mais importantes).

Em física não tem sentido comparar grandezas de espécies diferentes. como aquelas baseadas no corpo humano: palmo. As medidas podem ser feitas de duas maneiras distintas: a) de maneira direta: quando medimos com uma régua o comprimento de algum objeto. se não existir essa relação. Foi então que surgiu o Sistema Internacional de Medidas (S. notamos que ela deve ser expressa por um número muito superior ou. Todas as outras grandezas físicas são derivadas delas. Para tentar diminuí-la. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). Além disso. ópticas. Intensidade de corrente elétrica (ampère). o Governo Republicano Francês. São definidas arbitrariamente e têm como referência um padrão material. Do mesmo modo. chamada de notação científica. como por exemplo. quando medimos com um cronômetro o tempo de queda de uma pedra. que não é nada mais do que um conjunto de unidades que se prestam para medir todas as espécies de grandezas. Por ser 1g é design ada como “caloria-grama”. inicialmente. se pudermos estabelecer uma razão entre ela e outra grandeza de mesma espécie. principalmente no comércio. Metrologia é a ciência que estuda. Com o rápido desenvolvimento da Física e a difícil comunicação entre os estudiosos no final do século XIX.770 períodos da radiação correspondente a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133. em 1789. cujas definições não permitem que sejam relacionadas. M. massa e tempo são muito grandes e isso cria certa confusão. mas ainda é muito utilizada. cientistas do mundo inteiro se reuniram e decidiram escolher as unidades que seriam aceitas internacionalmente. A caloria-grama equivale sempre a C C. mais complexo e sofisticado. entenda que estamos usando as unidades metro. O sistema métrico decimal acabou sendo substituído pelo Sistema Internacional de Unidades (SI). A caloria é uma unidade de energia. As grandezas podem ser mecânicas. o mundo usou medidas imprecisas. Daqui para frente. vão ter que se adaptar aos poucos a essas unidades internacionais.Fisica Eng. Assim elegeu-se o metro como a unidade de comprimento a ser usada internacionalmente. precisamos enumerar e inter relacionar as alterações sofridas por certas características do objeto. quando aparecer a expressão "unidades do SI". devido à falta de um padrão para determinar quantidades de produtos. geométricas. e é muito usada em dimensionar sistemas de ar condicionado.5° a 15. foram respectivamente o quilograma e o segundo. sabemos empiricamente que estamos tratando de espécies de grandezas diferentes. onde a medida de uma grandeza é representada com o auxílio de uma potência de 10. muito inferior ao padrão ou unidade. A unidade de tempo segundo (s) é a duração de 9. métodos. b) de maneira indireta: quando medimos. . o litro e o quilograma. Prof. tornando-se de uso obrigatório em todo o Território Nacional. para podermos comparar pesos e medidas em geral. para comprimento. ao analisarmos o comprimento e temperatura de um objeto. É através das grandezas físicas que nós medimos ou quantificamos as propriedades da matéria e da energia. três unidades básicas de medida: o metro.I. polegada. foi aparecendo uma variedade muito grande de medidas para se comparar as mesmas grandezas. tomando como unidade um dos seus lados. as unidades de massa e tempo escolhidas. normatiza e codificam os conhecimentos relativos a medidas. o tempo necessário para que a luz emitida pelo Sol chegue à Terra. Muitas vezes. o SI foi adotado em 1962 e ratificado pela Resolução nº 12 de 1998 do Conselho Nacional de Metrologia. uma quantidade de energia mecânica de 4. possibilitando ainda a operação com seus múltiplos e submúltiplos.186J. acústicas ou luminosas. E a partir desta coerência é que conseguimos classificar as grandezas em fundamentais e derivadas. Para uma melhor apresentação e um fácil entendimento do resultado para todos foi elaborada uma forma. quilograma e segundo. quando medimos com um termômetro a temperatura do corpo humano. ao procedermos à medida de certa grandeza física. através de cálculos e instrumentos especiais. Os padrões são usados para avaliar grandezas físicas. No estudo de um fenômeno físico.192. Por muito tempo. ocorrido com determinado objeto ou corpo. Assim foi criado o Sistema Métrico Decimal. surgindo então uma necessidade de se elaborar um sistema onde todos utilizassem as mesmas medidas evitando assim inúmeras unidades para a mesma grandeza. Julio Cezar Ribeiro 12 Dizemos que um sistema de unidades é coerente quando suas grandezas constituintes forem independentes entre si. Criaram assim o chamado Sistema Internacional (SI) de unidades. Os países que utilizam outras unidades como o pé (para comprimento) e a libra (para massa). Este sistema adotou. Será incomensurável. Para resolver o problema. que é o equivalente mecânico do calor. Massa (quilo). a temperatura de uma estrela. padrões e unidades de medir. Temperatura termodinâmica (Kelvin). cujo uso não é recomendado. Um padrão é aquilo que nos serve como norma ou base. técnicas e instrumentos de medição. côvado. ou seja. Tempo (segundo). No Brasil essas unidades já eram usadas habitualmente. Uma grandeza física resultará mensurável. A unidade inglesa BTU (british thermal unit) equivale a 252 calorias grama.Sc. pediu à Academia de Ciências da França que criasse um sistema de medidas baseado numa "constante natural".). Medidas e sistemas de unidades A quantidade de unidades usadas para a medição de comprimento. que nada mais é do que um conjunto de unidades eleitas como as mais adequadas.631. se formos medir a diagonal de um quadrado. Isso acabou gerando muitos problemas. As grandezas fundamentais no sistema internacional são: Comprimento (metro). pé. No Brasil. Newton é a força que se faz para levantar 100g. respectivamente. massa e tempo. e definida como sendo a quantidade de energia necessária para elevar de 14.5° 1g de água. Intensidade luminosa (candela) e Quantidade de matéria (mol). dependendo do caso. braça. a distância da Terra ao Sol.

234 em português é "mil duzentos e trinta e quatro". A unidade de ângulo plano o radiano (rad) é o ângulo plano compreendido entre dois raios de um círculo que. Nos EUA são utilizadas unidades diferentes das que usamos no Brasil e as maneiras de se escrever certos valores também não são iguais. sobre a circunferência deste círculo. 12/5/2008 é 5 de dezembro de 2008. Prof. na separação entre milhares utiliza-se a vírgula e no decimal utiliza-se um ponto (oposto do que se usa no Brasil): Exemplo: 1. A unidade fundamental de capacidade chama-se litro. No Brasil o metro foi adotado oficialmente em 1928. Portanto capacidade é o volume interno de um recipiente. Afinal quando enchemos este recipiente. Quando a data é indicada de forma numérica. Nos EUA. 12/5/2008 é 12 de maio de 2008. quilolitro → Kl = 10 quilômetro cúbico→ km = 10 m hectômetro cúbico→ hm = 10 m 3 3 3 3 -3 3 3 -6 3 decâmetro cúbico→ dam =10 m decímetro cúbico→ dm = 10 m centímetro cúbico→ cm =10 m 3 -9 3 milímetro cúbico→ mm =10 m 3 3 9 3 3 6 3 Unidades de massa . que é a capacidade de um cubo que tem 1dm de 3 aresta.792.000m 2 are (a) → a = 100m 2 centiare (ca) → 0.Fisica Eng. nos EUA. ou seja. M. 1. hectolitro → decilitro → hl = 10 l -1 dl = 10 l 2 3 decalitro → centilitro → dal = 10l -2 cl = 10 l litro → l = 1000cm -3 mililitro → ml = 10 l 3 Unidades de capacidade A quantidade de líquido igual ao volume interno de um recipiente define a capacidade dele. A unidade de ângulo sólido esferoradiano (sr) é o ângulo sólido que. 1 l = 1dm . No Brasil. O sistema métrico ainda é relativamente pouco utilizado nos EUA. 3 2 quilômetro → Km = 10 m hectômetro → hm = 10 m dam = 10m metro → m = 1m decâmetro → -1 -2 decímetro → dm = 10 m centímetro → cm = 10 m -3 mm = 10 m micrômetro → µm = 10-6 m milímetro → milimicro → mµ = 10 m milha marítima → 1852 m angstron → A = 10 −10 m 12 Para distâncias astronômicas utilizamos o ano-luz que é a distância percorrida pela luz em um ano = 9.458 de segundo. volumes e capacidades Unidades de comprimentos A unidade de comprimento metro (m) é o comprimento da trajetória percorrida no vácuo pela luz durante um tempo de 1/299. o líquido assume a forma do mesmo. A palavra metro vem do grego métron que significa "o que mede".01a=1m 2 Unidades de volume A unidade fundamental de volume chama-se metro cúbico (m ) que é a medida correspondente ao espaço ocupado por um cubo com 1m de aresta. tendo seu vértice no centro de uma esfera. no meridiano que passa por Paris.5x10 km. intercepta sobre a superfície desta esfera uma área igual á de um quadrado que tenha por lado o raio da esfera. Foi estabelecido inicialmente que a medida do metro seria a décima milionésima parte da distância do Pólo Norte ao Equador. -9 0 Unidades de área As medidas de superfície são feitas pelo metro quadrado (m ) que é a medida correspondente à superfície de um quadrado com 1 metro de lado. interceptam um arco de comprimento igual ao raio.234 em inglês é "um e duzentos e trinta e quatro avos". áreas. Medidas de comprimentos.Sc. quilômetros quadrado→ km =10 m hectômetro quadrado→ hm =10 m decâmetro quadrado→ dam = 10 m 2 6 2 2 4 2 2 2 metro quadrado→ 1m decímetro quadrado→ dm =10 m centímetro quadrado→ cm =10 m 2 -6 2 milímetro quadrado→ mm =10 m 2 2 -2 2 2 -4 2 Unidades agrárias hectare (ha) → 100a=10. Julio Cezar Ribeiro 13 Lustro é uma unidade prática que significa 5 anos.

230cg d) 67. corresponde a: a) 1 trilhão e 800 mil.000 e) 5. A palavra grama. sendo. o peso é seis vezes maior na terra do que na lua.32m = 653.5ha = 12.8cm = 6. No entanto. empregada no sentido de "unidade de medida de massa de um corpo" é um substantivo masculino.936 R: c 2) De acordo com uma publicação num jornal. lê-se "duzentos gramas".3g = 1.936.6 d) 1.000 c) 3.78dm R: c 4) Uma área retangular de 12hm² vai ser loteada de acordo com um projeto de urbanização.416 cm 2 8) Transforme 2. d) 18 milhões. Explica-se esse fenômeno pelo fato da gravidade terrestre ser 6 vezes superior à gravidade lunar. com comprimento igual ao dobro de largura. c) 1 milhão e 800 mil. em reais. portanto. Peso de um corpo é a força com que esse corpo é atraído para o centro da terra (força da gravidade).000 d) 4.500m b) 65.8 bilhão de moedas de um centavo em circulação no país.700 mm 2 7) Transforme 3. A parte restante está dividida em 200 lotes iguais. de 1999 a 2003 existiam 1. R: d 3) É verdadeira a afirmação: 2 2 2 3 3 a) 12. O perímetro em metros.360 c) 193. que destina a quarta parte dessa área para suas internas no loteamento. A unidade fundamental de 3 massa chama-se quilograma. a) 1. quilograma→ kg =10 g -1 decigrama→ dg = 10 g 3 hectograma→ hg = 10 g decagrama→ dag = 10g -2 -3 centigrama→ cg = 10 g miligrama→ mg = 10 g 2 grama→ g = 1g Exercícios de aplicação 1) Um fazendeiro repartiu em partes iguais sua fazenda de 120 alqueires mineiros.000 b) 19. M.1416m em cm 2 2 2 2 R: 31. ficando uma parte para cada um de seus três filhos. Assim 200g. A unidade de massa quilograma (kg) é igual a massa do protótipo internacional do quilograma depositado no instituto internacional de pesos e medidas de Sévres em Paris.000 b) 2.Fisica Eng. Prof. de cada lote será de: a) 50 b) 225 c) 120 d) 90 e) 75 R: d 5) Uma industria importou vinho estrangeiro em 20 barris de 160 litros cada. Calcule o número necessário de garrafas com capacidade de 800cm³ para colocar todo vinho importado. O quilograma (kg) é a massa de 1dm de água destilada à temperatura de 4ºC.2dm c) 12.000 R: d 6) Transforme 8. então cada filho recebeu em hectares: a) 1. Se um alqueire mineiro equivale a 48. Essa quantidade. Por exemplo: A massa do homem na Terra ou na Lua tem o mesmo valor.0214 dam 2 .Sc.14m em dam R: 0. Varia de acordo com o local (g) em que o corpo se encontra. b) 180 milhões. constante em qualquer lugar da terra ou fora dela. Julio Cezar Ribeiro 14 Massa é a quantidade de matéria que um corpo possui. retangulares.400 m2.37dm em mm 2 2 R: 83.

0027km um total de unidades igual a: a) 300 b) 400 c) 500 d) 600 e) 700 3) Um reservatório de uma distribuidora de gás tem capacidade para 88.90m d) 12. Sua capacidade é de: 3 3 3 a) 1. seu peso cai para 180 gramas.11 litros c) 0.920 e) 53. M.400 13) Um copo cheio de água pesa 325 gramas. quantos metros cúbicos ainda cabem de água? a) 7 b) 4 c) 8 d) 10 e) 6 6) Calcule o volume de um paralelepípedo retângulo. Quantos metros. desse medicamento. Então. o número de tacos necessários será: a) 200 b) 1.884cm c) 3.000 d) 2. vem embalado na forma líquida (transformando-se em gás depois) e que cada botijão tem capacidade para 13 litros.400cm b) 37. ele é tão guloso que come o equivalente a sua massa de 3 em 3 horas.00 5) Um tanque de água de 5m de comprimento.16 cm d) 0. Se jogarmos metade da água fora.400cm d) 78.010 c) 6.30 metros no chão na direção da fila.5cm.110 b) 7.00 c) $ 65.024m de largura.000.6 cm b) 0. em média 75cm. exceder 200mg por dose ministrada.000 c) 10.36 hm em meia hora e uma formiga andou 2400 cm no mesmo tempo.35m c) 11.830. Como tamanho não é documento.25m e) 12.880 e) 6.016 litros e) 0.258.016mm 9) Qual das medidas a seguir é equivalente a 1 mililitro? a) 1mm b) 1cm c) 1dm 3 3 3 3 2 d) 1m e) 1dam 3 3 10) O passo de Rubens em marcha mede. cada um com 0.583. O número de prateleiras necessárias para colocar toda coleção é: a) 32 b) 20 c) 4 d) 2 e) 9 16) Uma caixa d’água em forma de paralelepípedo.700 c) 5. Julio Cezar Ribeiro 15 Tarefa mínima 1) Um medicamento deve ser ingerido na quantidade de 3mg por quilograma da massa corporal. as filas são formadas por 14 soldados. O terreno foi negociado por: a) $ 6.83 o ha (hectare). Num percurso de 300 metros. Prof.840cm e) 7. a) 15 cm b) 24 cm c) 32 cm d) 30 cm e) 16 cm 7) Deseja-se taquear uma sala retangular de 4m de comprimento por 3m de largura. é: 2) Se adotarmos como unidade de área um quadrado de 3m de lado.2dm por 40mm. e o 3 3 3 3 3 comprimento. contudo. Se a distância entre dois soldados é de 0.000g.258. e dela foram retirados 3 m d’água. a altura. teremos em 0. só para não parar de se alimentar. Se retirarmos metade da água nele contida. ele pesará 35.300. 30dm de largura e 200cm de profundidade está cheio com 2/3 de sua capacidade. e cada soldado ocupa 0.840 d) 2. igual a 3cm.032m de espessura.525. a capacidade total do reservatório da distribuidora é equivalente a quantos botijões de gás: a) 7. O comprimento da fila é: a) 11.05m 15) Uma coleção de livros é composta por 64 volumes.4m do produto. O peso do copo vazio é: a) 35g b) 20g c) 40g ) 25g e) 28g 14) Numa parada militar. A 3 caixa estava cheia.Fisica Eng. Sabendo-se que o botijão.800 4) Um terreno retangular de dimensões 2. o musaranha é um dos animais mais violentos: ataca e devora animais que medem o dobro do seu tamanho.5hm e 4km foi vendido por $ 6.000g. Cada gota. contém 5mg do remédio. durante a sua vida. não pode. Considerando que o musaranha vive em média 2 anos e que o tempo que dorme é desprezível.100 b) 87.05m b) 11. tem massa de 15 gramas e alguns não passam de 2. quantos passos Carlos dá a mais do que Rubens? a) 160 passos b) 140 passos c) 120 passos d) 100 passos 11) Uma tartaruga percorreu 0. Esses livros serão colocados em prateleiras de 1.00 d) $ 65.000 e) 20. O a) 46 b) 40 c) 16 d) 80 número de gotas que deve ser prescrito por dose a um paciente de 80kg. Além disso. Algumas espécies praticamente não dormem.55 metros. uma percorreu mais do que a outra? Qual andou maior distância? a) 16 m – tartaruga b) 16 m – formiga c) 12 m – tartaruga d) 12 m – formiga 12) O musaranha é o menor dos mamíferos.400cm 17) Um recipiente contendo água destilada está cheio e pesa ao todo 55.525. usando tacos também retangulares de 15cm de comprimento por 4cm de largura. O número de vezes que usaremos uma lata de 5 litros para esvaziá-lo é: a) 12 b) 8 c) 2 d) 4 e) 5 2 . 3cm maior que a largura. quantas vezes ele come? a) 20.900 d) 6.788. cuja base retangular mede 308 dm . tem a altura de 123cm.583. Assim sendo. e o de Carlos 60cm. cujo perímetro da base é 14cm.30 e) $ 652.000 8) Uma caixa em forma de paralelepípedo retângulo mede 2cm por 0.Sc. O volume de água que restou na caixa é de: 3 3 3 3 3 a) 788.00 b) $ 652. usado nas cozinhas.

no ouro é pureza.2g/cm .7g/cm . d) 0. Temperatura (Temperature).852m milha terrestre = 1.Sc. (Capacity and Volume).12kg e) 29.852Km/h Kgf = 9.325Pa torr = mm de Hg = 133. considere-me apenas um colega de trabalho que sempre tem razão Valores de algumas grandezas cavalo-vapor(cv) = 735.046.Fisica 3 Eng.6. Área (Area) Velocidade (Speed).5m. Potência (Power). em litros temos: a) 4.0936 jardas(yards). Sabendo que cada folha era quadrada e tinha 32cm de comprimento. c) 1.03m acre = 4.9144m angström(Å)=10 m milha marítima =1. Energia. Na verdade.18Joules BTU = 252cal Circunferência da terra = 40. o peso específico. O peso de um bloco de 180dm deste mesmo metal será igual a: a) 6.618 (segmento áureo) Massa do elétron = 9. .2ton b) 1.4536kg metro = 39. com formato de um paralelepípedo retângulo. em milhão. uma equipe de desenhistas usou aproximadamente 500km de folha de papel.7W inch = polegada(in) = 2. Armazenagem de Computador (Computer Storage).2libras. foi: a) 1.5g/cm .32Pa Lustro = 5anos Nó = 1. É comum encontrarmos o termo densidade (ρ) em lugar de massa específica (m). 2 π = 180º = 3. Torque (Energy. A massa específica corresponde à relação entre a massa e o volume de um corpo. 3 Chumbo=11.1x10 Kg -27 6 Massa do próton = nêutron = 1. 4m e 1. Essas grandezas possuem o mesmo valor numérico e normalmente são expressas em 3 3 g/cm e gf/cm . 3 Termos comuns em inglês Peso e Massa (Weight and Mass).54cm -10 foot = pé(ft) = 30. Prof. Torque).15 Padre Nosso Terço =1/3 do Rosário jarda = 3 pés = 36 polegadas = 91.378.6g/cm .37polegadas = 1.000Km -31 Século = 100anos ϕ =1. Capacidade e Volume. atm = 101. Trabalho.7 toneladas.3g/cm .350 l e) 2.800 l b) 4. Julio Cezar Ribeiro 16 3 18) 3.756Km Diâmetro do sol = 6. b) 1.9g/cm .1g/cm .3g arroba = 15Kg.5pés = 5. aproximadamente. Work.609m pound = libra(lb) = 0. 3 Ouro= 19. ounce = onça(oz) = 28.9.8N grado = 400º Rosário = 150 Ave Maria. existem diferenças mais conceituais do que práticas.9g/cm . o número de folhas utilizadas.2 20) Um entupimento no ladrão de uma caixa de água.01K ouro puro = 24K Obs: quilate em pedras preciosas é peso e. Distância e comprimento (Distance and Length). à relação entre o peso e o volume. Pressão (Pressure). de dimensões internas 3m.4 g/cm 3 Níquel=Cobre=8.5W horsepower(hp)= 745. M. 3 Mercúrio=13. Tempo (Time). 3 Platina=21. Kg = 2. 3 Ferro=7. Medidas Circulares (Circular Measure).116kg c) 621kg d) 61.67x10 Kg Distancia da terra ao sol = 150x10 m Vara = 16. provocou um vazamento de 25% da sua capacidade.2.800 l d) 1.86m barril = 159litros Grosa = 144 unidades Resma = 500 unidades Ponto = 0.48cm = 12polegadas jarda(yd) = 0.5m de um metal pesam 21.8.44 cm caloria = 4. Quilometragem (Mileage) Massa especifica. 3 Titânio=4.141592 Quilate = K = 200mg ouro18K = ¼ de impureza Densidades de elementos químicos Alumínio=2.03ton 19) Para fazer um desenho animado.500 l c) 1. peso especifico e densidade Estes três termos são utilizados como sendo equivalentes.850 l Respostas: 1) b 2) a 3) e 4) b 5) d 6) d 7) d 8) d 9) b 10) d 11) c 12) c 13) a 14) b 15) d 16) a 17) b 18) b 19) b 20) b Não me considere chefe. e) 1. 3 Zinco=7.075km Diâmetro da terra = 12.

admitindose apenas o uso de um algarismo duvidoso. Julio Cezar Ribeiro 17 Solstício e equinócio Porque o carnaval começa cada ano num dia diferente? Porque a Páscoa é uma festa móvel do calendário religioso cristão. o instante em que o Sol no seu movimento anual aparente na Eclíptica. Prof. A=32. se afirmarmos que o resultado de uma medida e 3.5g.000cm.25m tem 3 algarismos significativos enquanto que A=3.05x10 =0.0cm≠5.5/25. No dia 21 de junho. então. Por exemplo. 2 3 -3 -4 Outros exemplos: 5=0. Claramente o número de algarismos significativos está diretamente ligado a precisão da medida. Equinócio é uma palavra que deriva do latim (aequinoctium). M. os raios solares incidem perpendicularmente sobre o trópico de Câncer. utiliza-se um sistema de cálculo criado pela igreja católica. 0.5cm como A=0. e significa “noite igual”. Ou seja.325m representam a mesma medida e possuem 3 algarismos significativos. No dia 23 de setembro. a precisão de cada uma delas é diferente. tendo o dia e a noite a mesma duração na maior parte dos lugares da Terra. Módulo 3 Algarismos significativos A medida de uma grandeza física é sempre aproximada. o equinócio de outono. e refere-se ao momento do ano em que a duração do dia é igual à da noite sobre toda a Terra. nem se fala. se utilizamos os algarismos que temos certeza de estarem corretos. por mais capaz que seja o operador e por mais preciso que seja o aparelho utilizado.005m). Enquanto isto. no hemisfério norte. Nesse momento ocorre o solstício de verão nesse hemisfério que é o dia mais longo e a noite mais curta do ano. ou seja.000. Para não trocar os eixos nestes conceitos diga Lon”x”istude. Os solstícios ocorrem nos dias 21 de junho e 21 de dezembro. Portanto. Contudo. Errar é humano. Assim. podemos dizer. que é o plano da órbita terrestre. Nesse dia. marcando o início do verão.00cm≠ 5.0. se a medida do comprimento l de um fio de ouro foi estimada em l =10. É o início do inverno.50cm são diferentes. tanto A=32. com erro provável de 1mm (0. que no caso vale 0. ou seja. marcando o início da estação fria. Se a massa de um corpo é estimada em 25. Uma maneira fácil de saber a diferença entre latitude e longitude que são grandezas geográficas usadas na localização de um ponto sobre a terra é de que a longitude é medida no eixo “x” enquanto a latitude no eixo “y”. ao lidarmos com resultados de medidas devemos sempre lembrar que 5cm≠5. ocorre o contrário: é o equinócio de primavera no hemisfério sul e o equinócio de outono no hemisfério norte. propiciando o dia mais longo do ano e o início do verão. Astronomicamente isto se dá quando a Terra atinge uma posição em sua órbita onde o Sol parece estar situado exatamente na intersecção do círculo do equador celeste com o círculo da eclíptica. enquanto que a segunda é mais precisa porque tem 4 algarismos significativos. denominamos de erro relativo o valor 0. com um erro absoluto de 0.0g. Assim. não é algarismo significativo.02. Portanto o erro relativo de uma medida dá a noção da sua precisão. Em outras palavras..0=5. por exemplo.005x10 .Fisica Eng. Nesse dia.34606x10 =3. e para definir a data em que ela cai a cada ano. ou seja. é o equinócio de primavera e no hemisfério sul.000m. no hemisfério sul.4606x10 b) zero a direita de algarismo significativo também é algarismo significativo. não tendo sentido físico escrever qualquer algarismo após o 4.Sc. ou seja. apresentando declinação de 0º. a parte sul do planeta está recebendo maior quantidade de luz solar que a parte norte. c) É significativo o zero situado entre os algarismos significativos: Ex: A=3. Já no dia 21 de dezembro os raios solares estão exatamente perpendiculares ao trópico de Capricórnio. de forma que quanto mais precisa a medida. maior o número de algarismos significativos. acontece a noite mais longa do ano.24 cm estamos dizendo que os algarismos 3 e 2 são corretos e que o algarismo 4 é duvidoso. Solstício portanto significa o dia do ano em que os dias param de diminuir para começarem a aumentar. pois estas medidas tem algarismos significativos diferentes.5cm e A=32. Algumas observações devem ser feitas: a) o zero a esquerda do primeiro algarismo significativo diferente de zero. a primeira medida tem 3 algarismos significativo. com a noite mais longa do ano. Colocar a culpa em alguém. Como regra básica. dizemos que . o erro relativo é a razão entre o erro absoluto e o valor da grandeza. os raios solares incidem perpendicularmente sobre a linha do Equador. acontece o solstício de inverno. 2% de erro nessa medida.00=5.025m tem 4 algarismos significativos d) Quando tratamos apenas com matemática. No dia 21 de março.00034606=0. a Páscoa tem de cair no primeiro domingo após a lua cheia depois do equinócio de primavera no hemisfério norte. é o solstício de verão no hemisfério sul. O erro relativo é sempre expresso em termos percentuais.. que 5=5. corta o Equador Celeste. No hemisfério norte. Esta limitação reflete-se no número de algarismos que usamos para representar as medidas.5x10=0. no hemisfério norte.

sendo que exatamente sobre este último dígito que incide certa incerteza sobre o seu valor. são todos aqueles algarismos sobre os quais se tem certeza de seu valor numérico.08x10 (esta medida tem três algarismos significativos) Observação: nas atividades do laboratório. Estas quantidades possuem o mesmo valor numérico.99792458x10 tem 9 algarismos significativos.658 metros. ou por simplificação. pois o erro relativo. Expressamos assim a distância em questão como d = 32.Fisica Eng. para medidas de grandezas físicas típicas do mundo atômico.4s 5. e o dígito 6 é tido como duvidoso.0 e B = 2.005g. as quais dependem da área profissional ou de um ramo científico específico.2070g 37. maior a precisão da medida. a casa fracionária.000m. representada neste caso por 0.238cm é arredondado para 5. portanto a grandeza A foi medida de forma pior que B.203m/s 0. para a medida de distâncias. pois não existe nenhum método 15 conhecido que permita alcançar tal precisão.6x10 (esta medida tem dois algarismos significativos) 3 4600 = 4. Assim.003m 0. Exemplos: Considere duas grandezas físicas expressas como A = 2. assim como para a medida de energia. o erro de uma medida será sempre expresso com apenas um algarismo significativo.2m 27000Kg 10. Ex: 8. entre 0. Isto significa que os algarismos 3 e 2 são conhecidos com exatidão (corretos).000cm 3. M. 7. temos certeza absoluta sobre seus valores. com erro provável de 0.234cm é arredondado para 8. não há significado algum dizer que a distância entre duas estrelas é de 9.022x10 possui 4 algarismos significativos. Existem outras formas de se indicar a precisão de uma medida.02.7N 1.314x10 tem 4 algarismos significativos. 9.460. onde o número de dígitos apresentados explicitamente é exatamente o número de -23 -31 algarismos significativos.2007J 2800m 2. mas se ambas as medidas foram relatadas no mesmo contexto. então um ano-luz equivale. e o erro neste caso é da ordem do décimo de Km.23cm. pois há dúvida sobre o dígito anterior de ordem superior e deve ser descartada. se a massa m de um corpo foi estimada como sendo m = 0. Exemplos: 6. tendo somente um algarismo significativo na casa das unidades.582 é arredondado para 7. Por outro lado.602176462x10 Joule. usamos -10 grandezas como o Angstron (Å). somamos 1 unidade ao algarismo anterior.0028T 0.030g.62Km. pois a incerteza no valor do comprimento do fio é de 0. devemos entender que a grandeza B foi expressa com quatro algarismos significativos e A com dois.0046 = 4.830. que consiste em escrever a medida em forma de potência de 10. Arredondamento Quando for necessário fazer arredondamento de alguma medida. vamos definir como “número de algarismos significativos” contidos em uma quantidade numérica como o número “n” de dígitos que se conhece com absoluta certeza. 8.58 2º) se for 5 ou maior. afirmamos que esta medida foi executada em condições precárias. conservando sempre a mesma quantidade de algarismos significativos que na medida original e. pois se trata de distâncias muito grandes para os nossos padrões usuais de distâncias. Qualquer medida pode ser expressa sob a forma de notação cientifica.600x10 (esta medida tem quatro algarismos significativos) 2 308= 3. mais um.007N 208Km 200. Exercícios 1) Quantos algarismos significativos têm nas medidas abaixo: 0.10x10 tem 3 algarismos 9 5 significativos. Prof. 5. Ex. Unidades adequadas devem ser empregadas para diferentes grandezas físicas. é usual o -19 emprego do elétron volt (eV).6Km.05% (a mais ou a menos) de seu valor provável de 10.000. Os algarismos significativos de uma quantidade numérica.45876V 1000cm 3 300. nesse caso é de 20% e. o algarismo 2 não tem sentido. e um ano tem aproximadamente 7 12 3x10 segundos. pois com um erro relativo da magnitude de 0. Julio Cezar Ribeiro 18 a medida foi significantemente precisa.Sc.765. A precisão de uma medida é indicada pelo número de algarismos significativos do valor numérico que a representa: quanto maior o número de algarismos significativos.8m 2. para expressarmos distâncias entre estrelas utilizamos como unidade o ano luz. utilizaremos as seguintes regras: 1º) quando o primeiro algarismo após a casa que iremos arredondar for menor ou igual a 4 ele simplesmente é abandonado. Por outro lado.05% podemos admitir que estamos próximos do valor verdadeiro do comprimento do fio.24cm .536m 0. ou seja: precisão de 1 metro em mais de 9x10 metros. sendo que 1Å = 10 metros. 8.020g e 0.28cm. 2. por isso é denominado “dígito duvidoso”. não tem significado. Portanto. sendo que 1eV = 1. Definimos um ano-luz como sendo a 5 distância percorrida pela luz em um ano. Por exemplo.987. Se a velocidade da luz é c=3x10 Km/s.275cm é arredondado para 8. com a afirmação adicional de que este número tem a precisão de três algarismos significativos. Exemplo: seja a expressão matemática de uma distância como d = 32. isto é. nos sugere que se trata de uma medida de baixa precisão. aproximadamente a 9x10 Km. como o nome sugere. isto é.0027Km 2) Escrever em notação científica as grandezas do exercício anterior. -3 Exemplos: 0.002Kg 1. A forma padrão de se expressar o número de algarismos significativos de uma quantidade numérica é através da notação científica.025g. E neste contexto. pois o seu valor verdadeiro estaria numa faixa de incerteza significativamente grande.

em litros.16. M. No caso N= 6. então existem 30. precisamos de algum conhecimento mínimo. 2º) Olhando para o valor de N. No exemplo anterior.1. em média.5 Exercícios de aplicação 1. Por exemplo.0031 i) 0. Se cada piano for afinado a cada dois anos e supondo que o afinador consegue afinar entre 200 a 500 pianos por ano. em média. o que se pode fazer é um cálculo aproximado. Como 6.027 h) 0. Para uma semana. serão necessários pelo menos oito 8 litros de água por dia.Sc. Quanto deverão levar? Para fazermos cálculos aproximados.10 g) 0. não tendo certeza se encontrarão água limpa para beber. Para determinar a ordem de grandeza do número 637. mas qualquer um pode fazer hipóteses que levem rapidamente a uma resposta aproximada. arquitetos. 10 < 60 < 10 . Qual a ordem de grandeza do volume de sangue. qual é. Os bons profissionais sejam engenheiros. Qual é a ordem de grandeza da área ocupada por um desses transistores? . bombeado pelo coração em um dia? 5. assim calculando 100.328 d) 7. podemos observar que as potências de 10 mais próximas de 1 2 1 2 60 são: 10 e 10 . Como são quatro pessoas. chegamos a um resultado que São Paulo deve existir 43 afinadores de piano. A essa altura. n fica com o mesmo valor. faz com que o coração de um homem adulto seja responsável pelo bombeamento. também chamado de débito cardíaco. 0 1 0. O físico ítalo-americano Enrico Fermi era um especialista em cálculos aproximados para questões que pareciam impossíveis de serem resolvidas. por que raios esse estranho valor de 3. Ao fazermos um cálculo aproximado. a quantidade total será 8x7=56 litros.00074. O fluxo total de sangue na grande circulação. 2 Porem 60 está mais próximo de 100 do que de 10. Estas questões são conhecidas como problemas de Fermi. quantos afinadores de piano devem existir na cidade de São Paulo? È claro que não há solução padrão para esta pergunta. o volume de vacina usado nessa campanha? 4. Se a população da região metropolitana for de 12 milhões de pessoas consideremos que 10% dessa população pertencem à classe social A ou B e. -4 f) 2. deverá reunir dez milhões de transistores num quadradinho com 4 ou 5mm de lado. arredondamos para 60 litros. Prof. Numa campanha nacional de vacinação. em litros. do tipo 10 e 10 é 10 . químicos ou físicos têm essa capacidade de fazer boas estimativas de ordens de grandeza do seu cotidiano. e n igual a 5.16 m.16 foi adotado como referência para sabermos para onde devemos arredondar? O fato é que o ponto médio entre o intervalo de duas potências consecutivas. devemos então fazer n + 1 (5 + 1) = 6 e a ordem de grandeza será 10 m. Julio Cezar Ribeiro 19 Ordem de grandeza Suponha que você e mais três amigos vão pescar e.5% das famílias têm um piano. como no primeiro exemplo. dos quatro amigos que foram acampar. se N > 3. Em muitos casos a ordem de grandeza pode ser estimada com hipóteses razoáveis e cálculos simples.37106 m e n = 5. com 1 ≤ N < 10. a ordem de grandeza de uma quantidade física pode ser estimada mediante hipóteses razoáveis e cálculos simples. de 20 litros de sangue por minuto. 10 milhões de crianças foram atendidas e receberam duas gotas de 3 vacina cada uma. você deve estar perguntando. Certa região do país tem. A seguir apresentamos uma série de problemas de ordens de grandeza em vários domínios da física.0cm . damos como resposta a potência de dez mais próxima do resultado calculado e a resposta dada dessa maneira é chamada de ordem de grandeza. portanto sua ordem de grandeza será 10 .16. ou seja. n 1º) Passe o número para a notação científica do tipo x = N. em virtude da informação limitada em torno do problema. considerando que 2. A próxima geração de chips da Intel. os P7. Se esta região tem área igual a 2 105km . 15 habitantes por quilômetro quadrado. Supondo que 20 gotas ocupam 1. A resposta não é exata pode ser 10 ou 80. Este é um exemplo típico do caso em que não existe um valor exato. Dê a ordem de grandeza dos seguintes números: a) 200 b) 800 c) 4.10 -7 2.106 m.000 pianos na cidade. siga os passos. Para dar certa margem de segurança. No nosso exemplo.37 é maior 6 do que 3. Em muitos casos. faça n + 1.5 = 3. qual é a ordem de grandeza de sua população? 3. podemos partir do fato de que os médicos recomendam que cada pessoa beba pelo menos 2 litros de água por dia.Fisica Eng.41011 e) 7. O objetivo é mostrar que com os limitados conhecimentos de um estudante do primeiro ano ainda se podem resolver muitos problemas. em que a quantidade de água foi estimada em 60 litros. E não se preocupe se não conseguir entender alguns deles porque durante o curso você terá a oportunidade aprofundar estas matérias.4.10 . mas uma consulta a lista telefônica mostrará que nossa resposta é razoável. se N < 3. para dar o “pontapé inicial” no problema. querem levar uma quantidade suficiente para toda a viagem.16.

458g.80 0.112s c) 10. é: R: d -8 -7 -6 -5 a) 10 b) 10 c) 10 d) 10 -2 5.82−0. Considere o volume de uma gota como 5. Estime o número de latas usadas no Brasil em um ano.m .05m b) 0. volume de 500ml.46g. obtém-se as seguintes informações: massa de 536g.4587g. R: d 9. Efetue as seguintes operações. Qual das opções oferecidas abaixo expressa a soma e a diferença calculadas.56m − 3. é necessário reunir 6x10 moléculas aproximadamente. A ordem de grandeza do número de moléculas de água restante na vasilha é: R: a 24 22 20 18 16 b)10 c)10 d)10 d)10 a)10 4. em Joules.m .8 0. Calcule a massa específica do produto em unidades do Sistema Internacional.1x10 kg.0004)mx(1. Supondo que no Brasil cada família tenha em média um televisor. Estime o número de livros que podem ser armazenados num HD de 2Gbytes de capacidade.07)cm g) (4.003)cm÷(0.00g. Algum tempo depois. 23 . Cada dígito binário é um bit (binary digit). Um automóvel percorre 95km em 3.450+0.200 (d) 25 0. elevar a energia a 40 trilhões de elétrons-volt.3cm. A massa de cada lata é de aproximadamente 18g.66 km/h d)31. No rótulo do vidro de mostarda á venda no mercado.2 (e) 24. Supondo que cada pessoa beba 2 litros de água por dia. 10.052cm÷1.00.20 (b) 24.Fisica Eng. qual é a ordem de grandeza do número de litros de água utilizada para beber.7381x0. Julio Cezar Ribeiro 20 Tarefa mínima 1.07x10 kg.7÷0.0h. Uma série de bits agrupados forma uma palavra.8 0. b) 0. em um ano? 13. levando em conta os algarismos significativos: a) 2. Depois de ter acabado a carta.67 km/h e)32 km/h R: e 8. e) 0. No decorrer de uma experiência.20 7. a ordem de grandeza da energia. Cada quilo de alumínio custa $1.4mm + 0. verifica-se que se evaporaram 3g de água. com que velocidade subirá o nível da água na caixa enquanto durar a chuva? R: 15h .54213g.m . encontra-se: 3 -3 6 -3 3 -3 6 -3 R: a a) 1. liberando uma energia de 10 trilhões de elétrons-volt. c) 0.” Sabendo que 1 elétron-volt é igual a 1. para simular as condições do Universo durante os primeiros -19 microssegundos após o “Big Bang.50cm e 12.Sc. A ordem de grandeza do número de gotas em um litro de 2 3 4 5 6 água é: a) 10 b) 10 c) 10 d) 10 e) 10 R: c 6.06−0. a massa de tinta contida na caneta quando nova era: a) 0.2 (c) 24.1x10 kg.5g. medidos com instrumentos de diferentes precisões.6cm d) (2.0×10 ml. Para se obter 1 mol de qualquer substância.42x0. O acelerador de íons pesados relativísticos de Brookhaven (Estados Unidos) foi inaugurado com a colisão entre dois núcleos de ouro.07x10 kg. com o acelerador de Brookhaven. Uma palavra de oito 8 bits é um byte. A ordem de grandeza que melhor expressa o 6 7 8 9 10 aumento populacional é: a) 10 b) 10 c) 10 d) 10 e) 10 R: c 3.07)cm e) (0.5÷0. com o número correto de algarismos significativos? R: b Soma (cm) Diferença (cm) (a) 24. 20cm/h 11. d) 0. a) Por quanto tempo deverá chover para encher complemente essa caixa d’água? b) Admitindo-se que a área da base da caixa 2 é 0.6x10 2. Considerando-se as medidas efetuadas.03)cm f) (0. qual é a ordem de grandeza do número de 7 televisores nas residências brasileiras? R: 3.6)m + (7. O censo populacional realizado em 1970 constatou que a população do Brasil era de 90 milhões de habitantes. Estime a massa de alumínio consumida e calcule o valor desse material se as latas recolhidas forem recicladas. Uma caixa d’água com volume de 150 litros coleta água de chuva á razão de 10 litros por hora. você precisa calcular a soma e a diferença de dois pedaços de fio de cobre.3462cm + 1. d) 1.01km/h c)31. Os valores desses comprimentos são respectivamente 12. Prof. Hoje. o censo estima uma população de 150 milhões de habitantes.4579g. c) 1.m . a massa da caneta (medida com uma balança de maior sensibilidade) é 6. com o número correto de algarismos significativos. Os cientistas esperam. em breve. Deixa-se 1 mol de água (18g) numa vasilha exposta ao sol. que se espera atingir em breve.5m .006)m 12. b) 1. 14. A expressão correta da velocidade média no percurso é: a)31km/h b) 31. A massa de uma caneta esferográfica com a carga completa é 7.4)g=(0.456÷0. pela população brasileira.6× 10 Joules.8 0. M. As cervejas e refrigerantes são vendidas em latas de alumínio.

1008. significará.000Kg/m e a do gelo 917Kg/m . um peso de 1. com um erro sistemático. atrasando-se ou adiantando-se (sistematicamente). mais exata será sua representação. o desvio padrão vale: s = 13. M. 19 horas. mas sendo exata referirá o valor real da medida. quanto maior a quantidade de medidas feitas. no caso do relógio. Um dado sobre a inexatidão do instrumento ou método é então diretamente fornecido pela variabilidade de suas medidas.17. Prof. por outro lado. e que idêntico horário do dia seguinte (19 h) corresponderá a 18 horas e 17 minutos nesse relógio inexato. tem que ter coragem para copiar .Fisica Eng. preciso. Já a segunda característica (exatidão) pode ser conseguida pelo aumento infinito do número de medidas. pelo menos. pense que.000gf. Uma grande cidade gera anualmente cerca de 200 milhões de toneladas de lixo urbano e resíduos sólidos. A precisão é importante porque se conhecendo a eventual inexatidão do instrumento (por exemplo. mas pode ser relativo. A exatidão. ainda que em nenhuma delas a leitura se apresente. mas alguns podem ser inexatos. Na verdade ela pode estar descalibrada (o peso a ser medido seria. A espessura média da camada de gelo é de 3.Sc. 1003. A Antarctica tem uma forma aproximadamente semi circular. A exatidão total só existe quando não há variabilidade nas leituras. Ou. isto é. pressupõe a variabilidade das medidas (embora feitas em condições idênticas). Portanto. exatamente. registrado com valores 980. Se 3 o volume de uma tonelada de lixo for de aproximadamente 1m . quando o desvio padrão é zero (s=0). ainda não há terra em cima Precisão e Exatidão Embora esses dois termos sejam considerados costumeiramente como sinônimos. 1. Obviamente. Precisão (de um instrumento ou método) referese à invariabilidade com que são obtidos os valores de medidas realizadas em condições rigorosamente similares. A primeira dessas qualidades de fidedignidade é controlada pela calibração. feita por comparação à medida de um padrão cujo valor (preciso) é conhecido. mas até a aproximação desejada ou necessária. Por exemplo. mostrando o valor com inexatidão. Quantos metros cúbicos de gelo contêm a Antártica? A densidade da água é de 3 3 1.000Km. na realidade. ou seja. por enquanto. 1014. o valor apresentado pelo instrumento aparecer com uma leitura de x% a mais (ou a menos) referentemente à exata. um atraso cumulativo de um minuto a cada hora) saber-se-á que a marcação 18 horas e 41 minutos (no primeiro dia de trabalho do relógio. mas preciso! O erro sistemático foi aqui mostrado como aditivo. o desvio da escala não pode ser aferido.000gf). com um número finito. 995. quantos quilômetros quadrados seriam ocupados por um aterro com 10 m de altura e com a massa de lixo anual? 16. a partir de 0h. é recomendável que todo instrumento ou método possua precisão e exatidão. Sem esse conhecimento. sendo o valor central da distribuição (geralmente a média aritmética) o “exato”.000m. possuem diferentes significados quando o assunto é a confiabilidade da quantificação. No caso acima. Quanto daria de água se todo esse gelo derrete-se? Por maior que seja o buraco em que você se encontra. Quem não tem inteligência para criar. Uma balança que registre sempre o peso de um objeto como 936gf é tida como precisa. Um exemplo corriqueiro é o dos relógios: a quase totalidade deles trabalha num ritmo constante. Julio Cezar Ribeiro 21 15. As figuras abaixo mostram a diferença existente entre os dois conceitos emitidos. com um raio de 2. Uma balança pode ser imprecisa.

age apenas uma força. basta essa informação para sabermos tudo a respeito dela. esta definição aplicada ao triangulo fica: . A medida do tamanho desse segmento nos fornece o módulo (intensidade) do deslocamento. O suporte do segmento de reta nos dá a direção. fazer isto em varias direções e com intensidades diferentes. o valor de qualquer um dos lados elevado ao quadrado. Na geometria analítica o que mais se usa é o vetor representado pela Notação de Grassman que define um vetor pela diferença entre os pontos de sua extremidade e origem. As grandezas vetoriais são aquelas que. Essa mudança de posição quando medida numa reta é uma grandeza física chamada de deslocamento. Aplicando este teorema para o lado (c) no triangulo mostrado ao lado obtemos a expressão: c 2 = a2 + b2 − 2ab cos γ c Lei dos Senos a b c = = senα senβ senγ A lei dos senos define: “Para um triângulo qualquer. mesma direção e sentidos opostos. necessariamente ela adquire uma aceleração no sentido da aplicação da força (Lei Fundamental da Dinâmica). para ficarem perfeitamente determinadas. Este ente geométrico orientado por uma seta chama vetor que é a forma mais conveniente de se representar uma grandeza vetorial. e colocados em qualquer lugar. P = 4W. Prof. se vamos mudar uma caixa de lugar podemos puxar ou empurrar e. Para acharmos graficamente a resultante de duas ou mais forças aplicadas num ponto usamos as propriedades de vetores eqüipolentes. menos o duplo produto deles. A representação do versor é r ˆ ˆ feita na forma V . multiplicado pelo cosseno do ângulo que eles formam". quando dizemos que uma escada tem 5m não importa se ela está de pé ou deitada. Se num ponto material agirem duas ou mais forças. M. Por exemplo. da sua intensidade ou módulo.Fisica Eng. Vetores eqüipolentes são uma família de vetores que podem ser deslocados paralelamente a sua posição original. e é usado apenas para identificar a direção e sentido de um vetor. que é um vetor de modulo unitário.V r ˆ Onde V = vetor que estamos estudando V = modulo ou intensidade do vetor V = versor do vetor em questão Lei dos Cossenos a β γ b α A lei dos cossenos define: "Num triângulo qualquer. da figura temos: r V = (B − A) A B Outra forma importante de se representar o vetor é usando o conceito de versor. A seta colocada na extremidade nos fornece o sentido em que foi feito deslocamento. Julio Cezar Ribeiro 22 Módulo 3 Vetores Grandezas escalares são aquelas que ficam perfeitamente determinadas com apenas uma informação. a razão entre o comprimento de qualquer um dos lados do triângulo. que continuam a representar as mesmas características da grandeza física quando aplicadas no ponto original. além da intensidade. A representação de vetores é feita de varias formas. Quando numa partícula. Por exemplo. Ex: m = 5Kg. ou seja. que é um segmento de reta orientado que nos passam todas essas informações na sua representação. τ = 3J. devem mostrar a direção em que agem (direção é aquilo que existe de comum num feixe de retas paralelas) e nessa direção qual é o sentido (forma de percorrer). e o seno do seu ângulo oposto. a condição de equilíbrio é obtida quando a resultante delas for igual a zero. ela ficará em equilíbrio se as forças tiverem a mesma intensidade. é constante". essas grandezas são representadas por um modelo geométrico denominado “vetor”.Sc. Suponhamos que um corpo se desloca de um ponto A para B numa trajetória qualquer. Na física indicamos por uma letra que tem uma seta em cima. Portanto um vetor pode ser escrito na forma: V = V. é igual à soma dos quadrados dos outros dois. Se na partícula agem duas forças. Por essa razão.

pode ser definido como D = a − b . apenas a de multiplicação e que será vista em geometria analítica. O módulo da resultante dessas forças é calculado analiticamente com a fórmula: r R R= a2 +b2 +2abcosα Essa fórmula só é aplicada se soubermos o valor do ângulo "α" formado entre os dois vetores. Para somar dois vetores que possuem módulo.Fisica Eng. Prof. Para achar a resultante de três vetores aplicados num mesmo ponto. a origem do primeiro vetor. para calcular seu valor basta substituir os r r r vetores a e b expressos pela notação de Grassman naquela expressão e obteremos o vetor D = (A − B) . conforme mostra a figura 1. . e extremidade. Julio Cezar Ribeiro 23 Operações com vetores As operações com vetores seguem regras completamente diferentes daquelas que usamos em álgebra pois na matemática não existem regras de operação para direção e sentido. Observe que a resultante é um vetor que tem como origem. mesma direção e sentido contrário se K for negativo. É evidente que quando se quer dividir um vetor por um escalar K basta multiplicar o vetor pelo inverso de K. basta fechar o polígono de forças usando a propriedade dos vetores eqüipolentes como mostrado na figura 2. M. F1 F F 2 2 F1 O rig e m F3 E x tre m id a d e R e s u lta n te F 3 Fig 1 T rê s v e to re s a p lica d o s n u m p o n to m a te ria l Fig 2 V e to re s e q üip o le n te s c o rre s p on d e n te s à fig ura a n te rio r Sejam dois vetores definidos pela notação de Grassman na forma: r a = (A − O) r b = (B − O) r r r r O vetor diferença D deles. a extremidade do ultimo vetor. Os vetores estão mostrados na figura abaixo: A r a O r Analiticamente o vetor D fica assim definido: α r b r D Módulo: D = a2 + b2 − 2ab cos α Direção: da reta AB Sentido: de B para A B A multiplicação de um vetor por um escalar K qualquer fornece como resultado um vetor K vezes maior que tem a mesma direção e sentido se K for positivo e. que é mostrado na figura abaixo representado pelo tamanho da diagonal do paralelogramo construído sobre as extremidades dos vetores. caso α contrario aplicamos a lei dos cossenos no triangulo formado por elas. sentido.Sc. A operação de divisão não existe entre vetores. direção e estão aplicados numa origem comum formando um ângulo “ α ” a resultante é obtida graficamente através da "regra do paralelogramo" como mostrado na figura: r a α r b r r r A resultante é obtida conforme a figura mostra como se acha a resultante de dois vetores R = a + b graficamente.

No sistema espacial temos 3 eixos coordenados cartesianos e a única forma que temos de operar com os vetores nessa situação é usarmos os métodos analíticos. mais fáceis de serem feitas. Prof. determine o módulo de F 1 . Os componentes do vetor são as projeções deste vetor sobre os eixos coordenados.Fisica Eng. Na composição ou decomposição de vetores por este método a escolha de onde se coloca o sistema de eixos coordenados cartesianos poderá simplificar os cálculos do problema que se consegue com alguma prática.Sc. → → → R: 5 ou 10N 2) Três forças estão em equilíbrio e concorrem num mesmo ponto. alimenta quem o morde Exercícios de aplicação 1) A resultante de duas forças aplicadas num ponto material tem módulo igual a 5 3 N e a sua direção forma com F 1 um ângulo de 30º. M. Neste caso representaremos os vetores na forma analítica com os versores da cada um dos eixos que são: ˆ = para o eixo x i ˆ para o eixo y k= para o eixo z ˆ j= r ˆ Assim um vetor qualquer fica representado na forma: V = ax ˆ + by ˆ + c zk o que torna as operações de soma.8N e 10. O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente. A vantagem em estudar os vetores neste método é que sempre trabalharemos com triângulos retângulos. o que facilita extremamente o cálculo. Determine o valor da terceira força. tornando-se a solução dos problemas extremamente mais fácil. Seja α o ângulo que o vetor faz com um eixo das abscissas medido no sentido anti-horário. Se o módulo de F 2 é igual a 5N.4N. i j subtração e multiplicação. Julio Cezar Ribeiro 24 Decomposição de um vetor Suponhamos um vetor localizado na origem de um sistema de eixos coordenados cartesianos localizado num plano. Assim as componentes do vetor nos eixos se obtêm respectivamente na forma: y r ay r a α r ax Os módulos dos vetores valem: a y = asenα x a x = acos α Dependendo do valor do ângulo “ α ” os vetores podem ser positivos ou negativos. Duas delas são perpendiculares entre si e as suas intensidades são 7. concordando ou discordando da orientação dos eixos coordenados. R: 13N .

6º 5) Dadas as forças em equilíbrio conforme mostra a figura abaixo calcule o valor de F3. 8N 12N R: 15N α = 53° F3 Tarefa mínima 1) Na figura dada abaixo as três forças estão em equilíbrio.Sc. Qual o valor de F3 =? 8N α = 26.3° F3 R: 12N 6N .37° α =? F3 60° F1 = 8N F2 =12N 2) Na figura dada abaixo as três forças estão em equilíbrio. força F 1 faz com a resultante. Qual o valor do ângulo α =? R: 143. Calcule o ângulo β entre as forças F 1 e F 2 . F 2 e F 3 de intensidade respectivamente iguais a 5N. R: 37. 5 3 N e 10N se equilibram aplicadas num mesmo ponto.Fisica → Eng. Julio Cezar Ribeiro 25 → → → → 3) Três forças F 1 . M. Prof. β = 90º → → → 4) Dadas duas forças F 1 =5N e F 2 =8N que formam entre si um ângulo de 60° calcule o ângulo que a .

Sc. Um corpo está parado quando fica no mesmo lugar por pouco tempo. portanto a expressão de definição dessa grandeza física fica: ∆S S − S 0 Vm = = ∆t t − t0 Seja "V" o valor da velocidade. Os movimentos retilíneos de um corpo na cinemática são estudados nos eixos cartesianos. Qual o valor da equilibrante? 5) Quando dois vetores têm a mesma direção e mesmo sentido. ou seja. O termo "cinemática" vem do grego. A posição é o lugar do espaço onde um corpo se encontra num dado instante medido em relação ao referencial adotado. A força de 8N faz um angulo de α = 26. . Calcule o módulo do outro vetor e o ângulo entre eles. qualquer que seja a sua trajetória. e em repouso quando fica por bastante tempo. "t" o tempo da duração do movimento e "t0" o tempo inicial. R: V1 = V2 ou V1 = 2 V2 7) Prove que se entre os módulos de dois vetores V1 e V2 existe a razão ângulo de 120° com o primeiro. retilínea. Quando esses vetores são perpendiculares entre si o vetor resultante tem módulo de 10 unidades. então o ângulo entre os vetores vale 150º. R: 8 e 6 6) O vetor soma de dois vetores V1 e V2 forma um ângulo de 30º com o vetor V1 e tem módulo igual a V2 3 . '"kinemas" que significa movimento. é no dicionário Módulo 4 Movimento retilíneo uniforme Dizemos que um corpo está em movimento quando a sua posição muda em relação ao referencial adotado. o "y" na ordenada e o "x" na abscissa. R: 8. "S" a posição final a partir de uma posição "S0" inicial. Determine os módulos desses dois vetores. o vetor resultante tem módulo de 14 unidades. Prof. circular ou qualquer outra. A velocidade de um corpo é definida como sendo a rapidez com que um corpo muda sua posição em relação ao tempo. teremos a equação função velocidade do movimento uniformemente variado. que é a parte da física que estuda os movimentos dos corpos sem se preocupar com as causas que o produziram e que será estudada na dinâmica. Estabeleça relação entre os módulos de V1 e V2. M.. O referencial é um ponto escolhido arbitrariamente a partir do qual se estudam todas as grandezas relativas ao movimento de um corpo. Julio Cezar Ribeiro 26 r ) ) ) ) ) ) ) ) ) r r 3) Dados os vetores: a = 4 i + 3 j − 2k e b = −2 i + 4 j + 5k e c = 3 i − 4 j − 3k r r r r r r r r r Calcular os resultados a) a + b − c b) b − c + a c) 2a+3b-4a 4) Duas forças de 6N e 8N estão em equilíbrio com uma terceira. ou seja: S = S0 + Vm t A formula acima chamada equação horária rege o estudo dos movimentos uniformes.49 de comprimento e 135º 2 3 e o vetor soma deles forma um O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho.3° com a resultante. Na física tudo que diz respeito ao estudo de um movimento só pode ser feito em função de um referencial. com o passar do tempo. caso contrário ele está parado ou em repouso.Fisica Eng. 8) O vetor resultante de dois vetores tem 10 unidades e forma um ângulo de 37º com um deles de módulo 14 unidades. Fazendo "t0" igual a zero e o produto dos meios pelos extremos.

Sc.Fisica Eng. Qual a velocidade v da extremidade da sombra do homem. M. S S S0 0 t -S0 0 t V V V0 0 t 0 -V0 t a 0 t Exercícios de Aplicação 1) Um homem de altura h se afasta com velocidade V de uma lâmpada situada uma altura H. Julio Cezar Ribeiro 27 Diagramas do MUV Os diagramas do movimento uniforme são dados abaixo sendo que qualquer um deles identifica e individualiza um movimento uniforme. R: 216s 1200m 24s 275m . Prof. produzida pela lâmpada? R: V=HV/H-h 2) Dois trens de 300m de comprimento correm em linhas paralelas com velocidades de 40Km/h e 50Km/h. Qual a distância que separa o início do fim do cruzamento e qual o tempo gasto nesse cruzamento sabendo-se que: 1º) eles estão no mesmo sentido 2º) eles estão em sentidos contrários.

Julio Cezar Ribeiro 28 3) Um trem de carga de 240m de comprimento. Desprezando o comprimento do automóvel e tendo trem 100 m de comprimento. Qual espaço total percorrido pelo passarinho? R: 5Km 5) Qual o menor tempo em que uma pessoa poderá cruzar perpendicularmente uma rua de largura L. percorrendo os lados em movimento uniforme com as velocidades de 30 cm/s e 40 cm/s respectivamente. move-se com velocidade constante 72Km/h e gasta meio minuto para atravessar um túnel completamente. esmagando o passarinho. calcular a distância que separa cidades e a velocidade que deveria imprimir para chegar no horário habitual. Qual comprimento do túnel? R: 360m 4) Dois trens trafegam em sentidos contrários com movimentos uniformes. Um viajante acomodado no primeiro. até que os mesmos se chocam. voltam trocando as velocidades.Fisica Eng. Sabendo-se que ao partir novamente dobra sua velocidade e chega 10 minutos adiantado em B. Prof. Qual o espaço percorrido e a velocidade média do carro nesse percurso? R: 148Km 1. que passa a voar continuamente de um para outro trem. Na metade do percurso sofre um acidente. M. e com velocidade constante V? R: T=LD/MV 6) Um trem parte de uma cidade A com velocidade 60Km/h suposta constante. permanecendo parado durante trinta minutos. Na primeira metade do caminho ele anda com velocidade de 60Km/h e na segunda metade anda com 40Km/h. dirigindo-se para outra cidade B. tomando as retas com velocidades de 6Km/h e 8km/h. R: 160Km 120Km/h . Depois de quanto tempo a distância entre eles é de 500 cm? R: 10s 2) Duas retas se cortam em ângulo reto num ponto. Dois carros partem no mesmo instante desse ponto. observa que o segundo trem leva 3 segundos para passar por ele.Sc. pergunta-se qual espaço percorrido pelo automóvel desde o instante que alcança o trem até que ele o ultrapasse? R:200m 4) Dois trens correndo sobre uma mesma linha aproximam-se com velocidades 8Km/h e 4Km/h. o primeiro com 18Km/h e o segundo com 24Km/h. na qual transitam carros de largura M.32Km/h Tarefa mínima 1) Dois carros partem simultaneamente do vértice de um ângulo reto. separados de uma distância D. Quando a distância que os separa é 10Km. R: 35m 5) Um carro vai da cidade A para a cidade B. Qual o instante em que a distância que os separa vale 35 quilômetros? R: 11.7Km/h 3) Um trem e um automóvel caminham paralelos no mesmo sentido num trecho retilíneo. Os seus movimentos são uniformes e a velocidade do automóvel é o dobro da velocidade do trem. parte de um deles um passarinho com velocidade constante de 6Km/h. Qual a velocidade média desse carro no trecho todo? R: 48Km/h 6) Um carro sai do Km 12 de uma rodovia e vai até o Km 90 com velocidade de 36Km/h e volta até o Km 20 com velocidade de 18Km/h. Calcule o comprimento do segundo trem. Após 10h.

Seus passageiros estão em movimento ou repouso? Por quê? 2) Uma pessoa. Julio Cezar Ribeiro 29 7) Durante o nevoeiro. Determine o deslocamento do carro.Fisica Eng. Determine o deslocamento do automóvel. aviões. trens e foguetes. A velocidade do som é de 341m/s no ar e de 1504m/s na água. caso contrário está em movimento. Qual a distância entre o barco e o posto emissor dos sinais. sempre no mesmo sentido. um navegador recebe dois sinais simultaneamente de um ponto na costa. O que está indicando o termo "retilíneo"? O que indica o termo "uniforme"? 16) Movimentos uniformes ocorrem no nosso dia-a-dia e na natureza. em movimento circular. 3) Considere o livro que você está lendo. a) Ele está em repouso em relação a você? b) E em relação a um observador no Sol? 4) Enquanto o professor escreve na lousa. em relação: a) Ao elevador? b) Ao solo? 7) Um avião em vôo horizontal abandona um objeto. atletas. b) Tomando como referencial o avião? 8) Quando escrevemos no caderno. 2) Um automóvel deslocou-se do km 20 até o km 65 de uma rodovia. Que tipo de trajetória descreve o trenzinho. ao passar por ele. um deles através do ar. O poste está em repouso ou em movimento? Explique. a caneta que usamos está em: a) Movimento em relação a que? b) Repouso em relação a que? 9) Se dois carros movem-se sempre um ao lado do outro. ele poderá ser considerado um ponto material? Por quê? 11) Dê um exemplo onde você possa ser considerado um ponto material e outro onde você possa ser considerado um corpo extenso. Desenhe a trajetória que o objeto descreve nos seguintes casos: a) Tomando como referencial uma casa fixa à Terra. Deslocamento ≠ Espaço percorrido So S ∆S = S − S o ∆S = deslocamento (m) S = posição final (m) So = posição inicial (m) Exercícios 1) Um carro parte do km 12 de uma rodovia e desloca-se sempre no mesmo sentido até o km 90. 12) Faça uma comparação entre as velocidades médias de: pessoas em passo normal.205m 8) Dois carros movem-se sobre uma reta com velocidades de 6Km/h e 12 Km/h na mesma direção. e outro através da água. Movimento e Trajetória Um corpo está em repouso quando a distância entre este corpo e um referencial não varia com o tempo. Trajetória é o lugar geométrico das sucessivas posições ocupadas pelo corpo ao se movimentar.Sc. 13) Como você faria para calcular a velocidade média de uma pessoa que caminha pela rua? Qual a diferença entre velocidade instantânea e velocidade média? 14) Como podemos identificar um movimento uniforme? 15) Uma pessoa lhe informa que um corpo está em movimento retilíneo uniforme. Se ele fizer uma viagem de 50km em linha reta. O elevador sobe com velocidade constante. Observe o ambiente e identifique dois exemplos desse tipo de movimento. . animais. R: 2. Prof. determinar o tempo que transcorre até o encontro R: 2/3h 12Km 8Km dos móveis e os caminhos percorridos pelos dois. a) O giz está em repouso ou em movimento em relação à lousa? b) A lousa está em repouso ou em movimento em relação ao chão? c) A lousa está em repouso ou em movimento em relação ao giz? 6) Sobre o chão de um elevador coloca-se um trenzinho de brinquedo. pode-se afirmar que um está parado em relação ao outro? 10) Um carro tem aproximadamente 4m de comprimento. decorre um intervalo de 5 segundos. Questões 1) Um ônibus está andando à velocidade de 40 km/h. observa um poste na calçada de uma rua. Entre as recepções dos dois sons. em um carro. Sabendo-se que a distância que os separa ao iniciar o movimento é de 4Km. M.

Prof. 3) Suponha que um trem-bala. Qual foi o deslocamento do caminhão? 4) Um carro vai do km 40 ao km 70. andando durante 120 segundos? 8) Um foguete é lançado à Lua com velocidade constante de 17500 km/h. Determine: A) as posições nos instantes dados. correu 800m em 100s. A seguir. Qual foi a velocidade média desenvolvida pelo caminhão? 6) No verão brasileiro.000 km. qual a distância percorrida por elas num dia? 7) Uma pessoa. qual será o tempo gasto no percurso? 12) Uma tartaruga consegue percorrer a distância de 4m em 200s. B) O deslocamento entre as duas posições. h) ∆t = t 2 − t1 m = velocidade média (unidade: m/s. gaste 3 horas para percorrer a distância de 750 km. Determine: A) a posição inicial e a posição final. B) O deslocamento entre as duas posições. quanto tempo você gastaria para chegar à Lua? (A distância da Terra à Lua é de 300. gastando 22 horas na viagem. 6) Um carro percorre uma rodovia passando pelo km 20 às 9 horas e pelo km 45 às 10 horas.Fisica Eng. 5) Um carro retorna do km 100 ao km 85. Qual o tempo gasto para percorrer essa distância? 11) Se um ônibus andar à velocidade de 50 km/h e percorrer 100 km. Se elas voam 12 horas por dia. Qual a velocidade média deste trem? 4) Um automóvel passou pelo marco 30 km de uma estrada às 12 horas. andando normalmente. 14) Se você pegasse carona em um foguete. Calcule. passou pelo marco 150 km da mesma estrada às 14 horas. km/h) ∆S = deslocamento (m) Exercícios 1) Quando o brasileiro Joaquim Cruz ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Los Angeles. Calcule a velocidade média do atleta no intervalo de tempo dado. Qual foi sua velocidade média? 2) Um nadador percorre uma piscina de 50m de comprimento em 25s. Qual a distância que ele percorre nesse intervalo de tempo? 16) A velocidade média de um homem andando normalmente é de 4 km/h. Em quanto tempo ele anda do km 12 ao km 18 de uma estrada? 17) Viajando em um carro. Determine a velocidade média desse nadador. entrou a carga no km 120 da mesma rodovia às 16 horas. Velocidade média t1 s1 S2 t2 ∆S ∆V = ∆S = S2 − S1 V ∆t ∆t = tempo (s. andorinhas migram do hemisfério norte para o hemisfério sul numa velocidade média de 25 km/h . que viaja com velocidade média de aproximadamente 60. a distância da Terra à Lua em quilômetros. Determine: A) a posição inicial e a posição final. essa pessoa percorrerá. M. Que distância. 9) Um trem viaja com velocidade constante de 50 km/h. Qual a velocidade média desse automóvel entre as passagens pelos dois marcos? 5) Um motorista de uma transportadora recebeu seu caminhão e sua respectiva carga no km 340 de uma rodovia às 13 horas.000 km/s. como você determinaria o comprimento de certo trecho de uma estrada baseando-se no velocímetro e usando um cronômetro? . Qual sua velocidade média em m/s? 13) Um atleta percorre uma pista passando pelo ponto de posição 20 m no instante 7s e pelo ponto de posição 12 m no instante 9s. B) O deslocamento entre os instantes dados. 15) Um navio está em alto-mar e navega com velocidade constante de 35 km/h entre 8h e 18h. com esses dados. aproximadamente. Quantas horas ele gasta para percorrer 200 km? 10) Uma motocicleta percorre uma distância de 150 m com velocidade média de 25 m/s. Julio Cezar Ribeiro 30 3) Um caminhão fez uma viagem a partir do km 120 de uma rodovia até o km 30 da mesma. desenvolve uma velocidade média da ordem de 1 m/s. aproximadamente).Sc.

10t (no S. km/h) Exercícios 1) Uma bicicleta movimenta-se sobre uma trajetória retilínea segundo a função horária s=10+2t (no SI). b) Determine a posição quando t = 10 s. Determine o instante em que o ponto material passa pela posição 36 m? 6) Um ponto material movimenta-se segundo a função horária s = 8 + 3t (no SI). se o velocímetro de um carro indica 72 km/h. 11) O movimento de uma pedra lançada verticalmente para cima é uniforme? 12) Um pêndulo realiza um movimento uniforme? 13) Para transformar uma velocidade em km/h para m/s. h) s0 = posição inicial (m) v = velocidade (m/s. 4) Um móvel movimenta-se de acordo com a função horária s = 20 + 4 t. movimentam-se de acordo com as equações horárias sA = 10 + 7t e sB = 50 . Determine o instante em que o ponto material passa pela posição 35 m. . Determine o instante e a posição de encontro dos móveis. Escreva a função horária desse movimento.I. Julio Cezar Ribeiro 31 Movimento uniforme É todo movimento em qualquer trajetória com velocidade constante v t s0 s v S = So + Vt s = posição em um instante qualquer (m) t = tempo (s. obedecendo à função horária s = -5 + 20t." A B A B Exercícios 1) Dois móveis. Determine sua posição depois de 10 segundos. 9) Um móvel obedece a função horária s = 5 + 2t (no S. Para transformar uma velocidade em m/s para km/h. determinaremos a posição onde o encontro ocorreu. A e B. numa das funções horárias. Substituindo o instante encontrado. em segundos.Fisica Eng. Determine a posição inicial e a velocidade do móvel. b) sua velocidade. sendo a posição medida em metros e o tempo.Sc.80t e sB = 10 + 20t (no SI). Determine o instante e a posição de encontro dos móveis. com velocidade constante de 2 m/s. 2) Dois móveis. c) a posição da partícula no instante t = 5 s. Determine: a) a posição inicial da partícula. 5) Um ponto material movimenta-se sobre uma trajetória retilínea segundo a função horária s = 10 + 2t (no SI).I. no sentido da trajetória. no S. devemos dividir a velocidade por 3.I) é válida para o movimento de um ponto material. 7) Um móvel passa pela posição 10 m no instante zero (t0 = 0) com a velocidade de +5 m/s. no S. 2) A posição de um móvel varia com o tempo. devemos multiplicar a velocidade por 3. no S. A) Determine a posição do móvel quando t = 7 s.I. 3) Dois móveis percorrem a mesma trajetória e suas posições em função do tempo são dadas pelas equações: sA = 30 . M.6. portanto.I). Expresse a velocidade deste carro em m/s. a) Determine em que instante o ponto material passa pela origem da trajetória. 3) Uma partícula move-se em linha reta. Prof. 8) Um móvel movimenta-se sobre uma trajetória retilínea. Pede-se: a) sua posição inicial. B) Em que instante o móvel passa pela posição s = 25 m? 10) A função horária s = 50 . Sabe-se que no instante inicial o móvel se encontra numa posição a 40 m do lado positivo da origem.I. Determine a função horária das posições para este móvel. 14) Uma velocidade de 36 km/h corresponde a quantos metros por segundo? E 15 m/s correspondem a quantos quilômetros por hora? Encontro de dois móveis em movimento uniforme "Para determinar o instante em que dois móveis se encontram devemos igualar as posições dos móveis. b) a velocidade da partícula.3t. no S.6. Determine o instante e a posição de encontro dos móveis. A e B. obedecendo à função horária s = 30 + 10t. movimentam-se de acordo com as equações horárias sA = -20 + 4t e sB = 40 + 2t.

mas este pouco me transforma em outro homem. dois ciclistas estão percorrendo a mesma trajetória. Determine o instante e a posição do encontro.t e) s = 12 . c) Qual a posição inicial do móvel? d) Determine a função horária da posição em função do tempo. 8) Dois ônibus com velocidade constante de 15 m/s e 20 m/s percorrem a mesma estrada retilínea.8t e sB = 1 + 2t (SI). o tempo gasto até o encontro. M. Quanto tempo após esse instante a moto poderá chocar-se com o carro? 6) Num dado instante. Julio Cezar Ribeiro 32 4) Dois móveis A e B caminham na mesma trajetória e no instante em que se dispara o cronômetro. Em um determinado instante. obedecendo às funções horárias s1 = 20 + 2t e s2 = -40 + 3t (SI). Prof. um carro. Determine: a) a velocidade do móvel. 20 m/s e 10 m/s determine o instante e a posição de encontro dos móveis.20 . 9) A distância entre dois automóveis num dado instante é 450 km. um indo ao encontro do outro.4t Construa o gráfico delas entre 0 e 4s. sobre uma trajetória retilínea. obedecendo às funções horárias sA = 3 . respectivamente. um de encontro ao outro. com movimentos uniformes de velocidades de valores absolutos 60 km/h e 90 km/h. Exercícios 1. uma moto com velocidade constante de 8 m/s está 12 m atrás do carro. As velocidades valem. a distância que os separa é de 700 m. e esse outro homem bebe pra caramba . 0 15 45 s(m) A B 5) Numa noite de neblina.4t d) s = 20. e) Determine a posição do móvel no instante t = 20s. Gráficos do movimento uniforme 1) Um móvel movimenta-se sobre uma trajetória obedecendo às funções horárias abaixo no sistema (SI): a) s = .t c) s = .10+10. a partir desse instante. percorre um trecho retilíneo de uma estrada com velocidade constante de 6 m/s. b) a função horária da posição em função do tempo. Calcule. Em um certo instante. sem nenhuma sinalização. suas posições são indicadas na figura abaixo. Determine ao fim de quanto tempo irá ocorrer o encontro e a distância que cada um percorre até esse instante.t b) s = 4+2.Sc. 7) Dois corpos se deslocam sobre a mesma trajetória. O gráfico abaixo indica a posição de um móvel no decorrer do tempo.Fisica Eng. Admita que eles se deslocam ao longo de uma mesma estrada. Determine o instante e a posição do encontro. s(m) 90 10 8 t(s) Eu bebo pouco.

seja em um carro se deslocando ou até mesmo numa pessoa caminhando. isto é. a=aceleração(m/s ). A aceleração total do corpo é a soma vetorial da tangencial com a normal. matematicamente temos: ∆V V − V0 a= = t − t0 ∆t Seja "a" o valor dessa aceleração. A aceleração no movimento circular existe de dois tipos: 1º) o vetor aceleração tangencial que é sempre tangente à trajetória e é responsável pela mudança no valor do módulo da velocidade e do sentido do seu movimento. a cada segundo que passa a velocidade aumenta de um valor que é sempre o mesmo. a aceleração é constante. O movimento pode se dar sobre uma trajetória retilínea ou curvilínea. Equação horária da posição no MUV A posição final S que o corpo atinge a partir da posição inicial S0 é calculada pela expressão: S = S0 + V0 t + at 2 2 Caso a velocidade diminua.Sc. onde. aumentar sua velocidade de zero até um valor final. vo=velocidade inicial (m/s). Julio Cezar Ribeiro 33 Módulo 5 Movimento uniformemente variado É o movimento no qual a velocidade escalar varia uniformemente com o tempo e a aceleração escalar é constante e diferente de zero. No movimento curvilíneo as relações são idênticas. partimos do conceito da aceleração escalar média. M. 2º) o vetor aceleração normal que é perpendicular a velocidade cujo valor em cada instante é dado pela 2 relação v /R. Estas duas acelerações são conhecidas como acelerações intrínsecas da aceleração total do movimento. teremos a equação função velocidade do movimento uniformemente variado. Esse é o tipo de movimento que mais ocorre na natureza. Equação de Torricelli no MUV Essa equação é obtida pela eliminação do tempo nas equações horárias do MUV. o raio da curva não é necessariamente constante. A velocidade no movimento circular corresponde a um vetor velocidade sempre tangente à trajetória. Para obter a função velocidade no movimento uniformemente variado. ou seja: V = V0 + at A aceleração. "V" a velocidade final a partir de um valor "V0" inicial. isto é. portanto é a grandeza física que mede a rapidez com que um corpo muda de velocidade. A aceleração escalar calculada em qualquer instante é sempre a mesma para qualquer intervalo de tempo. que diz: a aceleração escalar média mede a rapidez com que um corpo varia de velocidade em relação ao tempo. a aceleração é negativa e pode ser chamada de desaceleração. ficando na forma: 2 V 2 = Vo + 2a∆S onde: v=velocidade em um instante qualquer (m/s). como no caso de uma circunferência. Fazendo "t0" igual a zero e o produto dos meios pelos extremos. "t" o tempo da duração do movimento e "t0" o tempo inicial. Equação horária da velocidade no MUV Um veículo saindo do repouso. percorrida (m). Se esse aumento se der de modo uniforme. a única diferença é a forma de se medir a distância e de interpretar a velocidade e a aceleração. Prof.Fisica Eng. para atingir certa velocidade tem que acelerar. 2 ∆ s=distância . Essa aceleração também é conhecida como aceleração centrípeta e é responsável só pela mudança da direção do vetor velocidade.

positivo ou negativo. A função velocidade é uma função do primeiro grau. . o seu gráfico é uma reta paralela ao eixo das abscissas conforme as figuras abaixo e se a reta estiver acima do eixo a aceleração é positiva. precisava trocar mesmo.. Já no gráfico (B) ocorre o contrário. para V>0 o movimento é retardado.Fisica Eng..Sc. o móvel está sendo freado pela aceleração da gravidade. M. positiva ou negativa. Julio Cezar Ribeiro 34 Equação da velocidade média no MUV Quando um corpo anda num mesmo sentido num certo trecho de sua trajetória. conforme as figuras: Gráficos da posição em função do tempo No gráfico (A) temos que para V>0 o movimento é acelerado e para V<0 o movimento é retardado. e para V<0 o movimento é acelerado. force. Se quebrar. que pode ser crescente ou decrescente. Prof. Sendo assim. do contrário é negativa. dependendo do sinal da aceleração. Gráficos do MUV Podemos representar a função velocidade. posição e aceleração do movimento uniformemente variado através de gráficos. podemos calcular sua velocidade média nesse trecho através da expressão: Vm = onde V= velocidade final do trecho Vo + V 2 Vo= velocidade inicial do trecho. conforme mostra as figuras a seguir: Gráficos da velocidade em função do tempo A função posição no MUV é uma função do segundo grau que pode ser crescente ou decrescente.A aceleração no MUV é constante e diferente de zero. dependendo do sinal da aceleração. sendo assim o gráfico é uma reta.: Gráfico da aceleração em função do tempo Se emperrar.

O tempo gasto para ir de um ponto a outro é de 4.2m 3) Um carro com aceleração constante passa por: dois pontos distantes 30m entre si.3m/s 100m/s 96m 5) Um automóvel viaja a uma razão de 26Km/h por quatro minutos.Fisica Eng. R: 8. R: 1m/s 7m/s 42m . Julio Cezar Ribeiro 35 Classificação dos movimentos variados Progressivo: quando a velocidade do corpo coincidir com o sentido do eixo adotado para o estudo do seu movimento. e a distância percorrida nos primeiros 6 segundos? R: 0.7m/s 6) Um objeto movendo-se a 13m/s.Sc. Exercícios 1) Um carro parte do repouso e move-se com uma aceleração constante de 5m/s . Determina sua aceleração. Qual a distância total percorrida e qual a velocidade média neste tempo? R: 9Km 10. Acelerado: quando o sentido da aceleração e da velocidade de um corpo coincidirem. Prof. M.25m/s 10m/s 4) Um corpo parte do repouso e percorre 600m em 12 segundos. 50km/h durante 8 minutos e finalmente 20km/h durante 2 minutos. Determina sua velocidade final e a sua velocidade média durante estes 6 segundos e distância percorrida. R: 1. a velocidade ao fim 2 de 12 segundos e a distância percorrida durante o 12º segundo. Determina sua velocidade e a distância percorrida após 4 segundos. Qual a aceleração. Qual a aceleração do carro e sua velocidade ao passar pelo segundo ponto.0m/s. Retardado: quando a aceleração e a velocidade de um corpo forem de sentidos contrários.7m/s em 3 segundos com uma aceleração constante. R: 20m/s 40m 2 2) Um corpo parte do repouso e atinge uma velocidade de 2. desacelera uniformemente uma razão de 2m/s durante 6 segundos.9m/s 16. Retrogrado: é o contrário de progressivo.0 segundos e a velocidade do carro ao passar pelo primeiro ponto é de 5.

Prof.4s 8) Dado o diagrama abaixo faça os diagramas da velocidade e da aceleração correspondentes. M. R:.6m/s 5.2. enquanto percorre 70m.0m/s.Sc.0m/s para 20.Fisica Eng. S(m) 300 100 0 10 20 30 t(s) . Determine 2 a aceleração e o tempo gasto. Julio Cezar Ribeiro 36 7) A velocidade de um carro aumenta uniformemente de 6.

No intervalo de tempo de 0 até 2 segundos a velocidade escalar média é de 20 m/s. 3º) o diagrama dos espaços 4º) o diagrama da aceleração. 2º) a posição no instante igual a 8s. de 4 a 6. regressivo retardado V(m/s) 30 0 2 4 6 8 12 t(s) − 30 . Julio Cezar Ribeiro 37 9) A velocidade de um móvel varia conforme o diagrama anexo. Prof. Pede-se: 1º) a velocidade inicial do móvel. R: 10m/s −30m de 0 a 2 progressivo acelerado de 2 a 4. progressivo retardado. Sabe-se que a posição no instante é de −10m/s.Fisica Eng. regressivo acelerado.Sc. M. 5º) as características do movimento em todos os intervalos de tempo. de 6 a 8 regressivo uniforme e de 8 a 12.

e desce.5 d) 2.0m. sendo a massa de A igual ao dobro da massa de B. No instante 4 segundos. 5º) a posição do móvel no instante 7 2 2 segundos.0 segundos.0m/s em uma trajetória retilínea. Após 20s.33m 0m/s −10m/s v = 80 − 20t −70m . (PUCC) Duas bolas A e B. 3. e) a aceleração de A é nula e a de B tem intensidade 2 igual a 10m/s .85m de altura. A aceleração escalar do ponto material. a partir de um mesmo plano horizontal com velocidades iniciais. o móvel encontra-se na posição menos trinta metros.0 m/s c) 4. d) o mesmo.0m/s e 9. em linha reta. (UNIP) Na figura representamos a coordenada de posição x. onde xA e xB são medidos no (SI). 2 2 Os trechos AB e CD são arcos de parábola com eixos de simetria paralelos ao eixo das posições. após percorrer 12m. (FUVEST) Um veículo parte do repouso em movimento retilíneo e acelera com aceleração escalar constante e igual a 2.0t . para um móvel que se desloca ao longo do eixo ox. 6.0m/s e 18m.0m/s. A velocidade inicial de um motociclista. b) 6.a. c) igual ao da aceleração da gravidade.30s d) 1. tanto na subida quanto na descida. atinge certa altura.5s 8. c) a bola B volta ao ponto de partida num tempo menor que a bola A. d) entre t = 0 e t = 2.0m/s e 12m 2. respectivamente: a) 6. Um móvel percorre uma trajetória reta com velocidade dada pelo diagrama anexo.0t e xB = 5.0 m/s b) 6. (FUND. apenas quando o corpo estiver subindo.0 c) 2.80s c) 0. b) maior.0s b) 0.6 m/s 4. Perdem-se: 1º) a velocidade média entre os instantes 2 e 5 segundos. em função do tempo.0m/s e 12m.5 b) 1. b) retrógrado e acelerado. com ela deseja percorrer uma distância de 500m.0 e) n. Prof. tanto na subida quanto na descida. Desprezando-se a resistência que o ar pode oferecer. (UFPR) Um corpo é lançado verticalmente para cima. Em valor 2 2 2 2 2 absoluto. c) o movimento de B é uniforme e o de A é acelerado. (UFMA) Uma motocicleta pode manter uma aceleração constante de intensidade 10m/s .0s ambos percorrem a mesma distância. 10. quando o corpo estiver subindo. pode-se afirmar que o módulo de sua aceleração é: a) maior. Após ter percorrido 320cm ele passa por um andar que mede 2. obedecendo às equações: 2 xA = 100 + 5.0 m/s e) 1. Levando-se em conta a resistência do ar. e) 2. M. a aceleração de freada foi: a) 8.Fisica Eng. c) retrógrado e retardado. e) igual ao da aceleração da gravidade. No intervalo de tempo em que o móvel se aproxima da origem dos espaços o seu movimento é: a) uniforme e progressivo.0 m/s d) 2. Pode-se afirmar que: a) A e B possuem a mesma velocidade. 7.0m/s c) 10m/s d) 15m/s e) 20m/s 5. podemos afirmar que: a) o tempo gasto na subida pela bola A é maior que o gasto pela bola B também na subida. quando o corpo estiver descendo. c) 3. (UFPA) Um ponto material parte do repouso em movimento uniformemente variado e. 2º) a aceleração média entre os instantes 2 e 3 segundos. (PUCC) Um vaso de flores cai livremente do alto de um edifício.0 m/s2. d) as duas bolas atingem a mesma altura. 9. 4º) a equação da velocidade no intervalo de tempo de 3 até 4 segundos. e) os tempos que as bolas gastam durante as subidas são maiores que os gastos nas descidas. e) progressivo acelerado e uniformemente variado. d) 12m/s e 35m. Quanto tempo ele gasta para passar por esse andar? Desprezar a resistência do 2 ar e assumir g = 10 m/s . começa a frear uniformemente até parar a 500m do ponto de partida.2s e) 1. d) progressivo retardado e uniformemente variado. b) a bola A atinge altura menor que a B. chegando ao final desta com uma velocidade de intensidade 100m/s é: a) zero b) 5. 3º) a aceleração no instante 5 segundos. Pode-se dizer que sua velocidade escalar e a distância percorrida após 3. em m/s vale: a) 1. (MACKENZIE) Um móvel parte do repouso com aceleração constante de intensidade igual a 2. a) 1. b) A e B possuem a mesma aceleração. R: 68. Julio Cezar Ribeiro 38 Tarefa mínima 1.d. valem.Sc. está 2 animado de uma velocidade escalar de 6. CARLOS CHAGAS) Dois móveis A e B movimentam-se ao longo do eixo x. são lançadas verticalmente para cima.

2 R: −20+3t−t /20 −23m V(m/s) 2 2 2 2 1 0 20 −2 50 100 t(s) . a velocidade inicial e a aceleração. Calcule a velocidade desse automóvel após percorrer uma distância de 70m a partir do início da freada. Determine sua posição e velocidade após 6 s. variando uniformemente para 10m/s após um percurso de 7m. Um móvel parte com velocidade de 10m/s e aceleração de 6m/s da posição 20 metros de uma trajetória retilínea. com aceleração de -0. 13. M.V de uma partícula. No instante zero. Um móvel parte do repouso da origem das posições com movimento uniformemente variado e aceleração 2 igual a 2m/s .t . 16. 20. Pedem-se: 1º) o diagrama da aceleração 2º) a equação horária no intervalo de tempo de 20 a 40 segundos 3º) o percurso do móvel entre os instantes 10 e 60s. Um carro está se movendo com uma velocidade de 16m/s. S = -24 + 16t . Um automóvel parte do repouso e percorre 256m de uma rodovia com uma aceleração igual a 8 m/s .8m/s . Uma partícula percorre uma trajetória com velocidade que varia com o tempo conforme o diagrama abaixo. Qual a velocidade que o automóvel adquire após percorrer 50 m? 17.2t + 4t . Determine a aceleração do veículo.Fisica Eng. a velocidade inicial e a aceleração. Julio Cezar Ribeiro 39 V(m/s) 20 0 2 3 4 6 7 8 t(s) −20 11.I): a) o espaço inicial. Determine (no S. (SI) Determine: a) a posição inicial.2t (SI). Um veículo tem velocidade inicial de 4m/s. Em certo instante. 2 fazendo com que o carro adquira um movimento uniformemente variado. b) Determine a posição e a velocidade do móvel no instante t=5s. b) a posição e velocidade da partícula no instante t = 5s.Sc. Um móvel descreve um MUV numa trajetória retilínea e sua posição varia no tempo de acordo com a equação: 2 S = 9 + 3t . 14. Um automóvel possui num certo instante velocidade de 10 m/s. a velocidade inicial e a aceleração da partícula. Determine sua posição e velocidade no instante 12 segundos. Determine sua velocidade no final do percurso. 15. 12. o motorista aciona o freio. Prof. o móvel passa pela origem da trajetória. 18. A partir desse instante o motorista imprime ao 2 veículo uma aceleração de 3m/s . É dada a função horária do M. 19. É dado um movimento cuja função horária é: S = 13 . Determine: a posição inicial.U.

c) a velocidade no instante 4s. Sendo 20s o tempo que a pedra gasta para chegar ao solo. e) esta situação é impossível fisicamente. Qual a sua aceleração? 2) Durante as experiências no laboratório. c) a velocidade no instante 6s. b) a aceleração. Calcule o valor da aceleração desse movimento. 3) É dada a seguinte função horária da velocidade de uma partícula em movimento uniformemente variado: v=15+20t (no SI). M. é freado e só consegue parar 70s depois. Prof. a velocidade de um carrinho varia de 3 m/s a 19 m/s. A velocidade de um ponto varia com tempo conforme o gráfico abaixo. Determine a aceleração imprimida pelos freios à motocicleta. Qual a aceleração nesse intervalo de tempo? 5) Um rapaz estava dirigindo uma motocicleta a uma velocidade de 20 m/s quando acionou os freios e parou em 4s. 2) O que significa dizer que um corpo tem aceleração de 10 m/s2? 3) Dê um exemplo que caracterize o movimento retilíneo uniformemente variado? 4) Qual a diferença entre movimento acelerado e retardado? 5) Qual a diferença entre o movimento uniforme e o movimento uniformemente variado? Função horária da velocidade do MUV v = vo + a.Fisica Eng. Depois de quanto ele atinge a velocidade de 40 m/s? 6) Um trem de carga viaja com velocidade de 20 m/s quando. 5) Um automóvel parte do repouso com aceleração constante de 2 m/s2. Julio Cezar Ribeiro 40 21. entre os instantes 2s e 10s. Determine o instante em que a velocidade vale 215 m/s.t tempo (s) v = velocidade em um instante qualquer ( m/s) vo = velocidade inicial (m/s) a = aceleração (m/s2) t = 1) Um carro em movimento adquire velocidade que obedece à expressão v=10-2t (no SI). 3º) a posição no instante 10s R: 7. Questões 1) Explique o que é aceleração. b) a aceleração. repentinamente.75m 29m V(m/s) 2 0 2 4 8 t(s) 23. um grupo de alunos verificou que. Qual a sua aceleração? 4) Em 2 horas. No instante inicial o móvel encontra-se na posição 20m. 2) Um automóvel em movimento retilíneo adquire velocidade que obedece à função v=15-3t (no SI). Calcule a sua velocidade 30s após a sua partida. a velocidade de um carro aumenta de 20 km/h a 120 km/h. 3) Em 4s. a velocidade de um helicóptero em MUV varia de 4 m/s para 21 m/s. 4) Um automóvel parte do estacionamento e é acelerado à razão de 5m/s2. Respostas: 1-a 2-e 3-a 4-a 5-a 6-d 7-c 8-d 9-a 23-a Bom de briga é aquele que cai fora Revisão de movimento uniformemente variado 1) Entre 0 e 3s. a velocidade de um carro passa de 8 m/s para 18 m/s. pode-se concluir que no instante do abandono da pedra o helicóptero: (Desprezam-se as resistências passivas) a) subia b) descia c) estava parado d) encontrava-se em situação indeterminada face aos dados. Depois de quanto tempo ele pára? .000m em relação ao solo. Calcular a aceleração. Pede-se: 1º) o gráfico da aceleração em função do tempo 2º) o percurso entre os instantes 0 e 5 segundos. (UCPR) Num local onde a aceleração da gravidade vale 10m/s2 uma pedra é abandonada de um helicóptero no instante em que este está a uma altura de 1. 7) Um automóvel tem velocidade de 25 m/s e freia com aceleração de 5m/s2.Sc. Determine: a) a velocidade inicial. Pede-se: a) a velocidade inicial.

Determine a aceleração do veículo. atingindo a velocidade de 20 m/s. 2 7) É dada a função horária do M. os freios produzem um retardamento de 2 1.2t .I): a) o espaço inicial. 3) Um veículo tem velocidade inicial de 4 m/s. Qual a velocidade que o automóvel adquire após percorrer 50 m? 2) Um automóvel parte do repouso e percorre 256 m de uma rodovia com uma aceleração igual a 8 m/se. com aceleração de 0. Qual a distância percorrida em 5s? Equação de Torricelli Eliminando o tempo nas equações horárias do MUV obtemos a expressão: 2 V 2 = Vo + 2a∆S v = velocidade num instante qualquer (m/s) vo = velocidade inicial (m/s) a = aceleração (m/s ) ∆S = distância percorrida (m) 2 Exercícios 1) Um automóvel possui num certo instante velocidade de 10 m/s. Calcule a aceleração do corpo. Quanto tempo ele gasta para atingir 30 m/s? Função horária das posições do M. 6) Um ponto material parte do repouso com aceleração constante e 10 s após encontra-se a 40 m da posição inicial. Calcule a velocidade desse automóvel após percorrer uma distância de 70 m a partir do início da freada. Determine a distância percorrida pelo carro até atingir a velocidade de 10 m/s. a velocidade inicial e a aceleração. o ônibus percorre uma reta com aceleração de 2 m/s . 8) Um carro está se movendo com uma velocidade de 16 m/s. . Em um certo instante. M. Determine sua posição no instante 12 segundos.V S = So + vt + s = posição em um instante qualquer (m) a = aceleração (m/s2) at 2 2 vo = velocidade inicial (m/s) t = tempo (s) so = posição no instante inicial (m) Exercícios 1)Um móvel descreve um MUV numa trajetória retilínea e sua posição varia no tempo de acordo com a expressão 2 s = 9 + 3t . (SI) Determine: a posição inicial. 2 3) A função horária de um móvel que se desloca numa trajetória retilínea é s=20+4t+5t . onde estava em repouso e percorre 100m. a velocidade inicial e a aceleração. até parar? 7) Uma composição do metrô parte de uma estação. 5) Um carro de corrida inicialmente em repouso é sujeito a aceleração de 5 m/s2. Quantos metros o trem percorre durante a frenagem. Em determinado instante.U.U. Calcule a sua velocidade no instante t = 5s.5 m/s . o motorista aciona o freio. b) a posição da partícula no instante t = 5s. Prof. 2 fazendo com que o carro adquira um movimento uniformemente variado. 2 8) Ao deixar o ponto de parada. Determine a posição do móvel no instante t=5s. variando uniformemente para 10 m/s após um percurso de 7 m. (SI) Determine: a posição inicial.2t + 4t . A partir desse instante o motorista imprime ao 2 veículo uma aceleração de 3 m/s . Determine sua velocidade no final do percurso. 2 5) Um móvel parte com velocidade de 10 m/s e aceleração de 6 m/s da posição 20 metros de uma trajetória retilínea. a velocidade inicial e a aceleração da partícula. 4) Um móvel parte do repouso da origem das posições com movimento uniformemente variado e aceleração igual 2 a 2 m/s .8 m/s . 6) Um trem trafega com velocidade de 15 m/s. s = -24 + 16t – t . Determine sua posição após 6 s. Julio Cezar Ribeiro 41 8) Qual a diferença entre velocidade e aceleração? 9) Um veículo parte do repouso e adquire aceleração de 2 m/s2. onde s é medido em metros e t em segundos. Determine (no S.Sc. 2 2) É dado um movimento cuja função horária é: s = 13 . Determine a aceleração durante o processo. Determine a aceleração do ponto material. num trajeto de 3 m.V de uma partícula. 4) A velocidade de um corpo em MUV varia de 6 m/s a 9 m/s.Fisica Eng. 10) Um carro parte do repouso com aceleração de 6 m/s2.

seja retilíneo uniformemente retardado.5s 31. Julio Cezar Ribeiro 42 Exercícios gerais 1) Um carro de corrida. supondo que sua velocidade era de 20 m/s ao perceber o sinal para parar. Quanto tempo o carro gasta para atingir a velocidade de 12m/s? 2) Ao pousar. um avião toca a pista de aterrissagem com uma velocidade de 70m/s.Fisica Eng. Verifica-se que no último segundo de queda a pedra percorre ¾ de H. atira-se um corpo para cima com velocidade de 10m/s. Determine a aceleração do veículo. Qual é a velocidade atingida em 20 s? 6) Para decolar numa pista de 2 km. que estava parado. 2 a partir desse instante. Prof. a partir do repouso.0s 20m . Depois de quanto tempo e. com aceleração de 8 m/s . Abandona se uma pedra de uma altura H do solo. Módulo 6 Queda livre e lançamento na vertical Queda livre é quando um corpo é solto sob a ação da gravidade e lançamento quando ele possui velocidade inicial na direção da gravidade. a partir do repouso. Escreva a função horária da velocidade para esta moto.. Qual a distância que o carro percorre em 4s? 2 4) Uma moto com velocidade inicial de 20m/s freia com aceleração igual a 2 m/s .5m/s . Do topo de um edifício a 20m do solo. Abandona-se o de cima e após 2s o debaixo. com movimento retilíneo uniformemente acelerado. Calcule o tempo e a altura da queda. Se um dia. um avião precisa atingir a velocidade de 360 km/h. Dois corpos estão numa mesma vertical à distância de 30m um do outro. O valor da 2 sua aceleração é de 4m/s .24s 25m 2. não asas. de aceleração a = 1.25m 3. arranca com movimento retilíneo uniformemente acelerado. 2 5) Uma ave voa. calcule a distância percorrida por ele até parar. partiu do repouso. Qual será a velocidade do avião 10s após ele tocar o solo? 2 3) Um carro. com aceleração a = 5m/s .Sc. a pessoa amada lhe trair. M. Suponha que seu movimento. 1. em que ponto se dará o encontro dos dois? R: 2. a) Calcule o tempo de subida do corpo.. Se os freios de um automóvel podem garantir uma 2 aceleração de retardamento de 5m/s . você tem chifres. R: 2. e você pensar em se jogar de um prédio lembre-se. variando para 10 m/s após um percurso de 7m. Qual a aceleração do avião? 7) O tempo de reação de um motorista é de aproximadamente 1s (intervalo de tempo decorrido entre a percepção de um sinal para parar e a efetiva aplicação dos freios). b) o tempo de chegada ao solo c) a altura máxima R: 1s 3. 8) Um veículo tem velocidade inicial de 4 m/s.

No mesmo instante uma segunda pedra é lançada do chão verticalmente para cima com velocidade Vo. Um malabarista deseja ter três bolas no ar em todos os instantes. Um corpo cai livre mente. desprezando a resistência do ar. são abandonados simultaneamente da mesma altura. b) no vácuo. Para se achar a profundidade de um poço deixa-se cair uma pedra no seu interior e se escuta o choque com fundo do poço depois de 6 segundos. a uma certa altura acima da superfície da 4) Lua. admitindo que a experiência se realize: a) no ar. Calcular com que velocidade atinge o solo. Julio Cezar Ribeiro 43 4. 2) Se não existisse a aceleração da gravidade. a aceleração da gravidade vale g=25 m/s . ao ser aberto o pára-quedas. Durante o terceiro segundo de movimento que distância esse imóvel percorreria? R: 5d Questões 1) Dois objetos.5m 2s 2. Prof. M. ele teria alguma influência no movimento de queda do astronauta? Por que? b) Que tipo de movimento o astronauta teria até atingir o solo lunar? Exercícios 1) Um objeto cai do alto de um edifício. qual seria a trajetória para um tiro de canhão? 3) Imagine que um astronauta tenha saltado de pára-quedas. Um móvel é abandonado em queda livre percorrendo uma distância “d” no primeiro segundo de movimento. Ele arremessa a uma bola a cada 0.4 segundos. Uma pedra cai de uma altura H a partir do repouso. Uma esfera elástica cai de ma altura de 78. R: 78. determine a altura da ponte. a) Quanto tempo cada bola fica no ar? b) com que velocidade inicial deve o malabarista jogar cada bola para cima? c) a que altura se elevará a cada bola acima de suas mãos? R: 1. Sendo a aceleração 2 local da gravidade igual a g=10 m/s . Um corpo é abandonado de certa altura e leva 7s para chegar ao solo. Qual sua velocidade no instante que chega ao solo? 4) Um gato consegue sair ileso de muitas quedas. 2) De uma ponte deixa-se cair uma pedra que demora 2s para chegar à superfície da água.0m/s 1. Calcular a distância AB e o tempo necessário para percorrê-la. caindo em direção ao solo lunar: a) Você acha que.2s 6. a partir de um foguete. qual a altura máxima de queda para que o gato nada sofra? Tarefa mínima 1.10 m e 6s .8m 5. Calcular essa profundidade.5m/s. Num ponto A de sua trajetória tem a velocidade de 29. Então. Determine qual deles chega primeiro ao chão. Qual será o valor de Vo da pedra para que elas se cruzem na metade da altura? R: gH 6. uma pedra e uma pena. R: 153m 3. gastando 7s na queda. A velocidade do som é de 334 m/s.Fisica Eng. 2 3) Num planeta fictício. Que altura alcançará depois do choque e que tempo passará para tocar novamente o solo? R: 44.45m/s e chega a um ponto B com a velocidade de 49.40 m acima do solo e salta conservando três quartos da sua velocidade de chegada. Suponha que a maior velocidade com a qual ele possa atingir o solo sem se machucar seja 8 m/s.Sc.

Um corpo foi lançado verticalmente de baixo para cima com velocidade 50m/s. Determine o tempo.5s 6.8s 13. Calcule: a) as funções horárias do movimento b) o tempo de subida c) a altura máxima d) a posição e o sentido do movimento no instante 6s.36s. Ele ouve a batida da pedra no solo após 5. O móvel B é lançado 2 segundos depois. Depois de 2s.6 m -60 m -37m/s 9. b) Qual a velocidade de cada corpo no momento do encontro? R: 1. Um observador colocado a 60m de altura vê passar um corpo lançado de baixo para cima e depois de 6 segundos o vê voltar.9 m 11. Qual a velocidade do móvel ao passar por ele? R: 40m/s 10. R: 308.6s e 115. a posição e a velocidade dos dois moveis no encontro. Qual a velocidade do som no ar. b) sua posição e velocidade 5s após ter sido abandonada c) O tempo que ele gasta para atingir o chão.7m/s e 14 m 8. A que altura se elevou corpo e com que velocidade passou pelo observador? R: 140m 40m/s 6. para que os dois toquem o solo ao mesmo tempo? 5.4m/s e 3. Um balão sobe verticalmente com velocidade de 5m/s. foi lançado na mesma direção e sentido um segundo corpo com velocidade de 80m/s. R: 2. Depois de percorrer 25 m.Sc. 5m acima do solo. seu piloto abandona uma pedra que atingiu o solo sete segundos depois do momento em que o balão começou a subir. mas nenhuma a sua burrice .Fisica Eng. a) Qual a velocidade da pedra quando foi apanhada? b) Quanto tempo demorou todo o percurso? R: -17. com velocidade inicial de 50m/s. Um balão sobe verticalmente com movimento uniforme e 5s depois de largar o solo. Lança-se um corpo da mesma altura. Dois móveis A e B são lançados verticalmente para cima. Quando e onde se encontrarão? R: 35m 1s 7. Do alto de um edifício abandona-se um corpo. R: 2. Ela é apanhada em seu caminho de volta. uma bola lançada do interior do poço do elevador a partir de uma altura de 15m com velocidade de 20m/s. Quando e onde será o impacto entre elevador e a bola? R: 3. R: 352.22m/s 12. com a mesma velocidade inicial de 15m/s. um segundo corpo no sentido de cima para baixo. Julio Cezar Ribeiro 44 4. Um observador vê o corpo passar por sua janela com velocidade 10m/s e a 75m abaixo dele existe um outro observador.96s e 15. Um corpo é abandonado do repouso de uma altura de 142 m. Quando seu teto está a uma altura de 4m. Que a velocidade deve ter esse corpo. M.25m -10m/s 10m/s Deus criou sérios limites à inteligência dos homens.2 m 14 m/s e 64m/s 9. Abandona-se um corpo de um balão que está a 300m acima do solo e está subindo com velocidade de 13m/s.15s 14. Prof. A uma altura de 100m o piloto abandona uma pedra. Um elevador sobe com velocidade constante 3m/s. e) em que instante e qual a velocidade do móvel ao atingir o solo? 2 R: S=50t─5t V=50─10t 5s 125m 120m 10s ─50m/s 15. Ao mesmo tempo lança-se com velocidade de mesmo valor e do ponto mais alto da trajetória do primeiro. a) Calcular o tempo gasto pelo segundo até o ponto de encontro e a altura desse encontro. a) Calcule para a pedra sua máxima altura. Uma pedra é atirada para cima com velocidade de 20m/s. Um móvel é atirado verticalmente para cima. Lança-se um corpo de baixo para cima com a velocidade 40m/s. Pede-se a velocidade do balão e a altura de onde foi abandonada a pedra.

indicada na figura. a partir do repouso. Despreze a resistência do ar. R: 8s . Usando g = 9. simultaneamente é acionada uma máquina fotográfica de flash-múltiplo. percorrido pelo corpo.8 m . 2 por um experimentador. um astronauta faz a seguinte experiência: abandona uma bola na frente de uma tela vertical que possui linhas horizontais. A partir da fotografia da queda da bola.6m/s. separadas por 50cm. em metros.Fisica Eng. (UF-PE) Um corpo inicialmente em repouso é largado de uma altura igual a 45m e cai livremente.Sc. Usando g=10m/s e a velocidade do som no ar 320m/s. do alto de um edifício. Se a resistência do ar é desprezível.0s do lançamento ela atinge o solo. R: 20m/s 4. Prof. (FEI-SP) Uma pedra é lançada verticalmente para cima. onde o intervalo entre os flashes é de 0. R: 58. determine: a) o tempo de queda da pedrinha. o experimentador ouve o som produzido pelo impacto da pedrinha contra o fundo do poço. Uma pedrinha é abandonada em queda livre. 9s 2. com velocidade inicial de 2 19.8m/s . Julio Cezar Ribeiro 45 Módulo 7 Exercícios gerais 1. M. calcule o módulo da aceleração da gravidade. determine a altura do ponto de lançamento.1s. na beira de um poço de profundidade 320m. Decorridos 6. após ter abandonado a pedrinha. decorrido um terço de seu tempo total de queda? R: 5m 3. (FAAP-SP) Em um planeta. b) depois de quanto tempo. qual a distância.

Uma prancha se desloca no solo. R:9m 6m/s 2 8. deixa-se cair no mesmo instante duas esferas. As esferas atingem a prancha em pontos que distam 2. determine a velocidade da prancha. no ponto B. um corpo é abandonado a partir do repouso. com movimento uniformemente variado. 7. Prof. (UF-AM) Em um local onde a aceleração da gravidade é constante e de módulo g e o efeito do ar é desprezível. calcule sua velocidade no ponto C. Determine sua velocidade e a distância percorrida após 3s. Sabendo-se que a distância BC é o dobro de AB. 2 R: 2m/s Sendo g = 10 m/s e desprezando a resistência do ar. com movimento uniforme. R: 10m/s Na vida tudo é relativo. sua velocidade é de 2m/s e. Um fio de cabelo na cabeça é pouco. horizontalmente. é muito . conforme mostra a figura abaixo. (Fuvest-SP) Um veículo parte do repouso em movimento retilíneo e acelera a 2m/s . Julio Cezar Ribeiro 46 5. (IME) De dois pontos A e B situados sobre a mesma vertical. na sopa. R: g(2n–1)/2 6. a 45 metros e a 20 metros do solo. Ao passar pelo ponto A. M. em relação a um dado sistema de referência.0 metros.Sc.Fisica Eng. respectivamente. (OSEC-SP) Um móvel percorre uma trajetória retilínea. sua velocidade é de 6m/s. Calcule a distância percorrida durante o enésimo segundo de queda.

b) a função horária da velocidade escalar.Sc.0s b) 4. Sabendo que cada andar tem 3m de altura 2 (despreze a resistência do ar e use g=10m/s ). No mesmo instante. b) a função horária do espaço. para que ele pare antes de cruzar o sinal. No mesmo instante. fora de escala? 4. A figura mostra a situação no instante em que uma das gotas está se soltando. Determine: a) o instante em que passa pela origem. antes de frear.0s 7. um sinal vermelho é observado. qual a razão A/B entre as distâncias A e B mostradas na figura. a partir do repouso. Sabendo que os dois corpos se encontram na metade da altura da descida do primeiro. nas mesmas condições.Fisica Eng. estão tabelados a seguir: t (s) v (m/s) 0 1 0. Que velocidade escalar é atingida após 2min 5 s de movimento.0s c) 5. qual a distância que ele percorreria? 5. segundo a mesma vertical. a velocidade máxima que o carro pode ter. (Unimep-SP) Um carro tem velocidade de 20m/s quando. Suponha que a aceleração seja constante.0s e)14. c) o instante em que muda de sentido. em km/h. aplicando ao carro uma desaceleração de 10m/s .5 2 2. M. Supondo que o 2 motorista acione o freio imediatamente. em km/h? 9. b) Calcule a distância entre as duas estações. começa a correr para pegar o vaso. A segunda metade deste espaço será percorrida em. Um corpo em queda livre. o móvel localiza-se no espaço igual a 3m. gasta certo tempo para percorrer uma distância h. 10. 8. A sua aceleração em m/s é: a) 20 b) 40 c) 80 d)10 e) 100 6. Supondo que cada pingo abandone a torneira com velocidade nula e desprezando a resistência do ar. com velocidade escalar inicial V0. gastasse o triplo desse tempo. para então desacelerar uniformemente durante 10s até parar na estação seguinte. (UFSC) Um carro está a 20m de um sinal de tráfego quando este passa de verde a amarelo. 3. Um móvel parte do repouso. Os valores da velocidade escalar em função do tempo. Um ponto material obedece à função horária: s = 30 + 5 t + 5t (m. Percorre 100m e 120m em 2 segundos sucessivos. (FUVEST) Uma torneira mal fechada pinga a intervalos de tempo iguais.0 3 2 2 Sabe-se que no instante t = 0. Qual deve ser a desaceleração produzida pelos freios para que o carro pare a 5m do sinal? 12.5 0 1. sendo acelerado constantemente a 0. t> 0. após 10s. (Unicamp-SP) Um carro popular é capaz de acelerar de 0 a 100km/h em 18s. a velocidade de 90km/h.8s d)10. outro corpo é lançado para cima. Uma criança deixa cair um vaso de cristal do 15º andar de um edifício. Se outro corpo. calcule. a) Qual o valor da aceleração? b) Qual a distância percorrida em 10s? c) Qual deve ser a distancia que o carro anda? 11. Prof. Um corpo é abandonado do repouso de uma altura h acima do solo. (UNIMES-SP) Um móvel parte do repouso em movimento uniformemente acelerado. Determine: a) a função horária de a velocidade escalar. 2. (MACK-SP) Uma partícula inicialmente em repouso descreve um movimento retilíneo uniformemente variado e em 10s percorre a metade do espaço total previsto. de um MUV. a 15m do edifício.8m/s .0 1 1. Julio Cezar Ribeiro 47 Tarefa mínima 1. que é mantida constante durante 30s. uma pessoa na calçada. calcule em função de V0 e g o valor de h. a 30m de distância. determine à velocidade mínima com que a pessoa terá que correr em MRU para segurar o vaso antes que ele caia no chão.s). 13. (FUVEST) Um trem de metrô parte de uma estação com aceleração uniforme até atingir. . a) Represente graficamente a velocidade em função do tempo. aproximadamente: a) 2.

M.000. Regra 11: Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Num trabalho real você não terá sempre férias livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim do expediente. reme O que a escola não ensina Aqui estão alguns conselhos que Bill Gates recentemente deu. Seus avós têm uma palavra diferente para isso. Você não será vicepresidente de uma empresa com carro e telefone à disposição. Ele não terá pena de você.54 m/s b) 77. Regra 2: O mundo não está preocupado com você ou com a sua auto-estima. sobre 11 coisas que os estudantes não aprenderiam nela. que foi a única empresa que enfrentou. eles chamam de oportunidade. antes de sentir-se bem com você mesmo. Regra 1: A vida não é fácil acostume-se com isso. Todos esperavam que ele fosse fazer um discurso de uma hora ou mais. desde a sua fundação em meados de 1900. aprenda com eles. seus pais não eram tão críticos como agora. Na vida real. Ele fala sobre como a "política educacional de vida fácil para os estudantes" tem criado uma geração de formandos sem a menor noção da realidade. Então.Sc. . Regra 9: A vida não é uma escola e não é dividida em semestres. Isto não se parece com absolutamente NADA existente na vida real. antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone. e venceu a Big Blue (IBM). e que foi a empresa que construiu o primeiro Cérebro Eletrônico (computador) do mundo. Regra 8: Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores. Então. espere até ter um chefe. Regra 10: A televisão NÃO é vida real. Foi aplaudido sem parar por mais de 10 minutos. Regra 3: Você não vai ganhar R$20. porém. Bill Gates é o dono da maior fortuna pessoal do mundo. ele falou por menos de 5 minutos. é sua culpa e não de seus pais. Prof. Regra 7: Antes de você nascer.Fisica Respostas: Eng. Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. dando a eles quantas chances precisarem até que passem. 2 2 10) a) 1. muito conciso. e como esta política tem levado os estudantes a falharem em suas vidas profissionais após saírem das faculdades. para irem dormir cedo e trabalhar no dia seguinte. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas. antes de salvar o planeta para a próxima geração.00 por mês. não lamente seus erros. Existem algumas escolas que não repetem seus alunos.2m c) 250m 11) 8m/s 12) 72km/h 13) a) v=– 1 + 2t b) s=3 – t + t2 07) a) b)1000m Se não houver vento. em uma conferência numa escola secundária. Regra 6: Se você fracassar. Se pisar na bola uma vez que seja. Regra 4: Se você acha seu professor rude. querendo consertar os erros da geração dos seus pais. e da Microsoft. Julio Cezar Ribeiro 48 2 1) V0 / g 2) 5m/s 3) 4 4) 9h 5) a 6) b 8) 360 km/h 9) a) 2s b) v=5+10 t c) não muda de sentido. está despedido. lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos". as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate. RUA!!! Faça certo da primeira vez. Existe grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles no futuro. agradeceu e foi embora em seu helicóptero a jato. mas a vida não é assim. assim que sair da escola. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele. tente limpar seu próprio quarto.

M. para evitar colisão com nossa embarcação. Ele pensa na melhor maneira de passar o que sabe para você. nós é que deveríamos mudar o nosso rumo. No que o canadense respondeu: • E aqui é um farol.Sc. O negócio começou a ficar feio e o Capitão americano berrou ao microfone: AQUI É DO PORTA-AVIÕES USS LINCOLN. o seu futuro vai depender do que você aprender agora. quantas vezes exigimos mudanças de comportamento das pessoas que vivem perto de nós. e só quer o seu bem! Estude bastante. TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO. e lembre-se. O americano ficou mordido: • Aqui é o Capitão de um navio da marinha americana. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE. Às vezes. quando. Reflita sobre tudo o que o professor fala durante a aula. CÂMBIO. A melhor maneira de se prever o futuro é fazê-lo! . mude o SEU curso atual. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS. mude o SEU curso. Quantas vezes criticamos a ação dos outros. Mas o canadense insistiu: • Não..Fisica Eng. câmbio. Os canadenses responderam de pronto: • Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul. próximo ao litoral de Newfoundland. Repito. CINCO. participe da aula. entre um navio dos Estados Unidos da marinha americana e as autoridades costeiras do Canadá. ENTÃO. faça um bom curso. a nossa arrogância nos faz cegos. GRAUS NORTE OU. O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. Prof. e foi travado em outubro de 1995. Julio Cezar Ribeiro 49 Mudança de rumo O diálogo abaixo é verídico.. de o melhor de si. na verdade. UM. Os americanos começaram na maciota: • Favor alterar seu curso 15 graus para norte.

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