BANCO DA SUSTENTABILIDADE

O crescimento econômico é uma condição necessária, mas
não sufciente, para o desenvolvimento sustentável, o qual
pressupõe um processo de inclusão social com uma vasta gama
de oportunidades e opções para as pessoas. Além de empregos
de melhor qualidade e de rendas mais elevadas, é preciso que os
brasileiros, todos os brasileiros, desfrutem de uma vida longa e
saudável, adquiram conhecimentos técnicos e culturais, tenham
acesso aos recursos necessários a um padrão de vida decente.
Não pode haver desenvolvimento enquanto houver iniqüidades
sociais crônicas no nosso País.
(Agenda 21 Brasileira - Ações Prioritárias.
Ministério do Meio Ambiente, 2004)
Responsabilidade Socioambiental na Prática
Apresentação da Ministra Marina Silva
O Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando, ao
longo dos últimos quatro anos, para promover e realizar políticas
estruturantes para o País, tendo a preservação ambiental como o
elemento que orienta o processo de desenvolvimento, de forma
sustentável e qualifcada. Programas como a Agenda 21 contribuem
para que essas políticas possam mudar o modelo insustentável de
produção e consumo vigente, proporcionando, por um lado, maior
clareza sobre o papel de cada setor na busca pela sustentabilidade
e, por um outro lado, incremento à capacidade de planejamento
da sociedade e governo e a realização de ações integradas
com outros ministérios, com organizações governamentais, não-
governamentais, movimentos sociais e empresas.
Para disseminar a importância da implantação do conceito
de sustentabilidade para o desenvolvimento, estamos dialogando
com todos os setores da sociedade brasileira, e isso já se transformou
em parcerias bem sucedidas com setores empresariais e em
particular com o Banco do Brasil. O Protocolo de Intenções frmado
entre essa instituição e o MMA, que estabeleceu as condições e
procedimentos necessários para a implantação de Agendas 21 locais
como instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável
local e regional do público benefciário do Banco do Brasil, foi o
início de um trabalho que hoje vemos como um compromisso de
longo prazo da Empresa em integrar a sustentabilidade no seu
cotidiano.
É importante resgatar que o conceito de sustentabilidade
construído na Agenda 21 Brasileira, por sua vez, reconhece a
importância da dimensão econômica, mas ressalta que a efciência
requerida por essa dimensão não pode comprometer a qualidade
do meio ambiente e a capacidade de reprodução e conservação dos
ecossistemas. O processo econômico deve servir ao bem-estar da
sociedade, atendendo, prioritariamente, às exigências de geração
de trabalho e renda de forma distribuída no território, adensando
as cadeias produtivas com a preservação dos ativos ambientais
e a inclusão social. Esse processo combinado de efciência e
competitividade econômica, conservação ambiental e eqüidade
social deve contemplar a integração, a redução das desigualdades
e a desconcentração das atividades econômicas no território,
contribuindo, assim, para a implantação do desenvolvimento
sustentável.
Nesse contexto, a parceria estabelecida entre o MMA e
o Banco do Brasil é considerada essencial para os propósitos
da sustentabilidade, tendo em vista que, para o novo modelo de
desenvolvimento proposto, as políticas devem envolver, dentre
outros aspectos, o econômico e fnanceiro, a geração de emprego,
trabalho e renda, incorporando a questão ambiental de forma
transversal. Constata-se que o Produto Interno Bruto brasileiro
depende em cerca de 50% da sua biodiversidade, sendo evidente
que a competitividade de nosso país se dá, em termos econômicos,
muito em função da abundância dos recursos naturais que temos.
Por isso, quando o Banco do Brasil sinalizou com a construção
de sua Agenda 21, tendo como lócus a responsabilidade social e
ambiental, o MMA prestou seu total apoio e parceria, ciente de que
o alcance deste trabalho pode abrir novos e frutíferos espaços de
inclusão para importantes segmentos de nossa sociedade.
Hoje, nos sentimos recompensados por participar desta
realização. O processo de construção da Agenda 21 do Banco do
Brasil, expresso no compromisso de construir e implementar ações
voltadas para a “responsabilidade socioambiental, na prática”, já
apresenta resultados positivos, como podemos verifcar na análise
deste documento, e traz, ainda, um rico histórico dos movimentos
internacionais que culminaram na proposta de construção de
sociedades sustentáveis.
Sabemos que viabilizar, na prática, os conceitos da
Agenda 21 dentro e fora da Empresa, implica em um grande
empenho e determinação do Banco do Brasil. E isso exige
participação e comprometimento de todos os seus dirigentes
e funcionários, e de toda a comunidade que se relaciona com o
Banco do Brasil. Desta forma, a Agenda 21 do Banco do Brasil se
torna um processo em constante construção, fundamental para o
alcance da sustentabilidade em nosso país.
Que a direção escolhida, as convicções que estão em
construção e os resultados pretendidos sejam as motivações
a ocuparem cotidianamente o coração e a guiarem as mãos da
comunidade de dirigentes e funcionários do Banco do Brasil,
sempre.
Marina Silva
Ministra de Estado do Meio Ambiente
Nossa Agenda com a sustentabilidade
A responsabilidade socioambiental faz parte da tradição quase bicentenária
do Banco do Brasil. Como um dos principais agentes do desenvolvimento econômico
e social do País, o Banco impulsiona a economia e o desenvolvimento dos municípios
onde atua, fnanciando a agricultura familiar, o agronegócio, o comércio exterior, as
micro e pequenas empresas e outros setores produtivos.
Responsabilidade Socioambiental deixou de ser um sentimento de alguns
para ser um valor da sociedade. Para o Banco do Brasil é um compromisso que faz
parte de sua estratégia corporativa, concretizado em sua Agenda 21 Empresarial.
O espírito que anima o texto que ora apresentamos é o de um depoimento
honesto, coerente com uma de nossas premissas institucionais, qual seja, a de
contribuir para a incorporação dos princípios de responsabilidade socioambiental
pelas empresas brasileiras. De fato, o Banco do Brasil trabalha para tornar-se
referência em responsabilidade socioambiental, procurando inovar continuamente
em suas ações. Mais, ainda: deseja fazer jus à sua relevância nacional, inspirando
outras empresas a construírem suas Agendas 21 Empresariais.
Oferecemos nossa experiência e a história de nossos esforços no desejo
de contribuir com a comunidade empresarial para o aperfeiçoamento das práticas
administrativas e negociais, rumo a um país próspero e a um planeta sustentável.
Esperamos que nosso intento se realize. Boa leitura!
BANCO DO BRASIL
Luiz Oswaldo Sant’Iago Moreira de Souza
Vice-presidente Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental
SUMÁRIO
1 O Mundo pede cuidados
- 1972. O ano que não terminou ...................................................... 01
- A década de 80. Defnindo o desenvolvimento sustentável .......... 05
- A década de 90. O sofrimento planetário se intensifca................. 08
- A Agenda 21 Global. Por um mundo sustentável .......................... 09
- A Agenda 21 no Brasil ................................................................... 10
- O novo milênio. A miséria e a fome ............................................... 12
- Rio+10. Um plano de ação ............................................................ 13
2 O novo contexto econômico e
a responsabilidade social das empresas
- A responsabilidade socioambiental e as instituições fnanceiras .. 19
- A responsabilidade socioambiental empresarial no Brasil............. 23
3 O Banco do Brasil e o compromisso
socioambiental. História de uma
decisão estratégica

- Uma parceria estratégica em torno de princípios e ações.
A Agenda 21 empresarial .............................................................. 27
- O nascimento de uma agenda. A gestão da responsabilidade
socioambiental no BB .................................................................... 29
- Uma estratégia de negócios socialmente responsáveis ................ 31
- Agenda 21 responsabilidade socioambiental. Um jeito de fazer .... 32
- Dimensões estratégicas e programáticas da Agenda 21 do BB.... 46
- O painel do desenvolvimento sustentável. Um instrumento
para a gestão da estratégia socioambiental .................................. 37
- I Ofcina de Responsabilidade Socioambiental do
Banco do Brasil .............................................................................. 38
4 A Agenda 21 do BB. Responsabilidade
socioambiental na prática
Agenda 2003-2006. O caminho percorrido.
A sustentabilidade nos negócios. Desenvolvendo o Brasil
de maneira sustentável.
- Pacto Global da ONU .................................................................. 41
- Princípios do Equador.................................................................. 43
- Pacto pelo combate ao trabalho escravo..................................... 43
- Protocolo Verde ........................................................................... 44
- Relatório de informações sobre emissão de carbono.................. 46
- Índice de sustentabilidade empresarial da Bovespa.................... 47
- Apoio a eventos relacionados à responsabilidade
socioambiental ............................................................................. 58
- Estratégia do Desenvolvimento Regional Sustentável.
As potencialidades brasileiras gerando trabalho e renda ............ 48
- BB Biodiesel – Programa BB de apoio à produção e uso de
biodiesel ....................................................................................... 51
- Mercado de créditos de carbono (Protocolo de Quioto) .............. 51
- BB Produção Orgânica ................................................................ 53
- Programa BB Florestal – Programa de investimento, custeio e
comercialização forestal .............................................................. 54
- Fundo ético .................................................................................. 54
- Crédito responsável ..................................................................... 55
- Democratização do acesso ao crédito ......................................... 55
Responsabilidade socioambiental começa em casa. Promovendo
a cidadania interna
- IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Socioambiental ............................................................................ 57
- Investimernto na formação de funcionários ................................. 57
- Pró-eqüidade de gênero .............................................................. 58
- Programa de reinserção profssional ........................................... 59
- Gestão de desempenho profssional ........................................... 59
- Relação com colaboradores ........................................................ 59
- Inclusão de companheiros homossexuais como dependentes
na Cassi ....................................................................................... 60
- Programa de assistência a vítimas de assalto e
seqüestro (Pavas) ........................................................................ 60
- Atenção a pessoas com defciência............................................. 61
- Ouvidorias interna e externa ........................................................ 62
- Sala do acionista.......................................................................... 62
- Relações com fornecedores ........................................................ 63
- Relações com concorrentes ........................................................ 63
- Ecoefciência ................................................................................ 64
Investimento na cidadania. Desenvolvendo ações sociais
- Fundação Banco do Brasil ........................................................... 65
- Cidadania empresarial ................................................................. 67
- Voluntariado ................................................................................. 69
- Fundo da infância e da adolescência .......................................... 69
- Centros culturais e circuito cultural .............................................. 70
- Esporte......................................................................................... 71
Agenda 2007-2008. Caminhos a percorrer
- Agenda 2007-2008. Práticas Administrativas e Negociais
com RSA ...................................................................................... 71
- Objetivo 1: Disseminar os princípios e fortalecer a cultura de RSA
na Comunidade BB ...................................................................... 71
- Objetivo 2: Manter processos administrativos coerentes com os
princípios de RSA ........................................................................ 72
- Relacionamento com o Público interno ....................................... 72
- Objetivo 3: Manter processos negociais coerentes com os
princípios de RSA ........................................................................ 73
- Relacionamento com fornecedores ............................................. 73
- Respeito ao meio ambiente ......................................................... 73
- Relacionamento com Consumidores e clientes ........................... 73
- Objetivo 4: Fortalecer a interação com os públicos de
relacionamento ............................................................................ 74
- Objetivo 5: Infuenciar a incorporação dos princípios de RSA
no País ......................................................................................... 74
- Agenda 2007 – 2008. Investimento Social Privado ..................... 75
5 O reconhecimento das ações
sociais do BB. Agindo e inspirando
ações
6 Agenda continua. O compromisso também
7 Bibliografa
8 Anexos
1
1 – O MUNDO PEDE CUIDADOS
No decorrer da última década do século XX,
cresceu entre os empresários, políticos, cientistas
sociais, líderes comunitários, ativistas de movimentos
populares, artistas, historiadores da cultura, mulheres
e homens comuns de todas as classes sociais, a
percepção de que um novo mundo estava surgindo
– um mundo moldado pelas novas tecnologias, pelas
novas estruturas sociais, por uma economia e uma nova
cultura. O termo usado para designar as extraordinárias
mudanças e o movimento aparentemente irresistível
percebido por milhões de pessoas foi “globalização”.
(Fritjof Capra, 2002. As Conexões Ocultas. Ciência
para uma Vida Sustentável.)
1972. O ano que não terminou
Uma nova década se inaugurava no rastro das fortes
manifestações da contracultura americana e européia na década de
60. Era um mundo dividido em dois blocos geopolíticos cujo campo
comum era a Guerra Fria. O período de colonização ainda não
chegara ao fm. O primeiro computador de uso pessoal somente seria
comercializado em 1975. Duas décadas depois surgiria a Internet, e
levaria mais alguns anos para que seu uso se tornasse rotineiro. O
aquecimento global acabara de ser mencionado pela primeira vez. A
expressão “poluição ambiental” apenas começava a fazer parte do
linguajar comum. Acreditava-se que a principal ameaça à camada
de ozônio seria proveniente das turbinas de aviões supersônicos,
ou da emissão de gases orgânicos pelos rebanhos... O conceito
de globalização surgiria somente 20 anos depois, a despeito da
existência de empresas transnacionais já então muito poderosas.
Na África do Sul, o apartheid ainda vigorava e, na Europa, o Muro
de Berlim ainda estava de pé.
Um grupo de homens e mulheres, cerca de 50 deles,
estudiosos das vicissitudes planetárias, constituíam o famoso Clube
de Roma. Propunham-se a analisar variáveis como tecnologia,
população, alimentos, recursos naturais e meio ambiente com o
propósito de apontar possíveis caminhos para evitar o colapso do
planeta, previsto para o ano 2000, se nada fosse feito a respeito.
A publicação originada desses estudos – The Limits to Growth
(Limites do Crescimento) – colocou em pauta a discussão sobre os
2
limites do desenvolvimento econômico em face dos recursos fnitos
do planeta Terra. Estávamos em 1972.
O documento do Clube de Roma foi um marco do debate
mundial sobre a problemática do meio ambiente e seu caráter global.
As propostas veiculadas eram inaceitáveis pois, essencialmente,
defendiam para o mundo uma moratória de crescimento econômico,
ou seja, cada país deveria parar onde estivesse, condenando os
mais pobres a um congelamento de sua situação de pobreza, para
resolver impasses ecológicos resultantes do desenvolvimento dos
mais ricos. O alerta, contudo, teve eco nas comunidades científcas,
nos meios políticos e diplomáticos. A bandeira do “crescimento
zero” não seria adotada por nenhuma nação, mas passaria a animar
debates nacionais e internacionais, inclusive na Conferência que se
realizaria em Estocolmo.
O governo brasileiro, na época, rejeitou a tese do “crescimento
zero”, que limitava seriamente as expectativas de desenvolvimento de
países como o Brasil. A resistência foi explicitada pelo Ministro do Interior,
Costa Cavalcante, representante do Brasil na Conferência de Estocolmo
(1972), que se posicionou contrariamente às ações de controle da
poluição industrial. A repercussão altamente negativa da posição brasileira
determinou a inclusão, no relatório fnal da delegação brasileira, de proposta
de criação de um órgão nacional de meio ambiente.
Mais de um ano depois, como o Decreto Federal nº 73.030, de
30/10/1973, era criada, com competência bastante limitada, a Secretaria
Especial do Meio Ambiente (Sema), ligada ao Ministério do Interior e usada
como propaganda do governo Médici.
Fonte: Ecoambiental. Sítio na Internet. Acesso em 16.05.2006.
A despeito de um mundo polarizado politicamente, surgira
na Suécia, em 1968, a idéia surpreendente de uma conferência
internacional sobre o meio ambiente, idéia esta efetivamente
realizada em Estocolmo, em 1972. Nascia, com a então denominada
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, o
“espírito de compromisso de Estocolmo” que animaria a geração de
70 e as que ainda estavam por vir. Não por acaso, a Conferência foi
realizada na Suécia, que havia sofrido sérios danos em milhares de
seus lagos, em conseqüência de chuvas ácidas resultantes da forte
poluição atmosférica na Europa Ocidental.
“Uma das nossas principais responsabilidades nesta
Conferência é produzir uma declaração internacional sobre o meio
3
ambiente humano; um documento sem uma obrigação legal, mas
– esperamos – com autoridade moral, que inspire nos homens o
desejo de viver em harmonia uns com os outros e com o seu meio
ambiente”. Com esta frase, o professor Mostafa K. Tolba, chefe da
Delegação do Egito na Conferência de Estocolmo, expressava a
esperança de que o bom senso e a capacidade de articulação de
esforços dos povos poderiam oferecer a atenção que o planeta
pedia.
Esse “pedido” expressara-se nas novas imagens
detalhadas da Terra que surgiram como resultado do lançamento
do satélite Landsat, em julho de 1972, pelos Estados Unidos. As
imagens sobre a devastação do planeta foram determinantes para
a mudança de atitude das pessoas em relação ao estado do meio
ambiente mundial. O planeta corria perigo e clamava por cuidado.
Estocolmo marcava um importante momento da história da
humanidade, inspirando miríade de iniciativas, desde políticas
e estratégias governamentais até projetos e intervenções de
organizações não-governamentais.
A Conferência de Estocolmo foi o evento que colocou
o meio ambiente no foco das preocupações internacionais.
A Conferência reuniu tanto países desenvolvidos quanto em
desenvolvimento, mas a antiga União Soviética e a maioria de seus
aliados não compareceram. Refexo da cisão política planetária! A
Conferência produziu uma Declaração de 26 princípios e um Plano
de Ação com 109 recomendações. Algumas metas específcas foram
estabelecidas: uma moratória de dez anos sobre a caça comercial a
baleias, a prevenção de derramamentos deliberados de petróleo no
mar e um relatório sobre o uso da energia até 1975.
A Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente
Humano e seus princípios constituíram o primeiro conjunto de
soft laws (leis inte rnacionais apenas intencionais, sem aplicação
obrigatória,) para questões ambientais internacionais.

Ainda em 1972, por recomendação da Conferência, criou-
se o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/
UNEP) para ação e coordenação de questões ambientais no âmbito
da ONU. A missão do PNUMA é “prover liderança e encorajar parcerias
no cuidado com o ambiente, inspirando, informando e capacitando
nações e povos a aumentar sua qualidade de vida sem comprometer
a das futuras gerações” (ONU-BRASIL).
4
Versão resumida dos Princípios da Declaração de Estocolmo
(1972). A versão integral pode ser lida no anexo 1 desta publicação.
1. Os direitos humanos devem ser defendidos; o apartheid e o
colonialismo devem ser condenados.
2. Os recursos naturais devem ser preservados.
3. A capacidade da Terra de produzir recursos renováveis deve ser
mantida.
4. A fauna e a fora silvestres devem ser preservadas.
5. Os recursos não-renováveis devem ser compartilhados, não
esgotados.
6. A poluição não deve exceder a capacidade do meio ambiente de
neutralizá-la.
7. A poluição danosa aos oceanos deve ser evitada.
8. O desenvolvimento é necessário à melhoria do meio ambiente.
9. Os países em desenvolvimento requerem ajuda.
10. Os países em desenvolvimento necessitam de preços justos para as
suas exportações, para que realizem a gestão do meio ambiente.
11. As políticas ambientais não devem comprometer o
desenvolvimento.
12. Os países em desenvolvimento necessitam de recursos para
desenvolver medidas de proteção ambiental.
13. É necessário estabelecer um planejamento integrado para o
desenvolvimento.
14. Um planejamento racional deve resolver confitos entre meio
ambiente e desenvolvimento.
15. Assentamentos humanos devem ser planejados de forma a eliminar
problemas ambientais.
16. Os governos devem planejar suas próprias políticas populacionais
de maneira adequada.
17. As instituições nacionais devem planejar o desenvolvimento dos
recursos naturais dos estados.
18. A ciência e a tecnologia devem ser usadas para melhorar o meio
ambiente.
19. A educação ambiental é essencial.
20. Deve-se promover pesquisas ambientais, principalmente em países
em desenvolvimento.
21. Os estados podem explorar seus recursos como quiserem, desde
que não causem danos a outros.
22. Os estados que sofrerem danos dessa forma devem ser
indenizados.
23. Cada país deve estabelecer suas próprias normas.
24. Deve haver cooperação em questões internacionais.
25. Organizações internacionais devem ajudar a melhorar o meio
ambiente.
5
26. Armas de destruição em massa devem ser eliminadas.
(Fonte: Clarke & Timberlake,1982, citado em Integração entre o meio ambiente e o
desenvolvimento: 1972-2002, sítio do Ibama na Internet. Acesso em 28.04.2006.)
Adécadade80.Defnindoodesenvolvimento
sustentável
Os principais eventos políticos da década de 80 foram
o colapso do Bloco Oriental e o fm de um mundo bipolarizado,
construído sobre o equilíbrio de poderes entre o Ocidente, de um
lado, e os países comunistas e seus respectivos aliados em países
em desenvolvimento, de outro. Após as mudanças resultantes de
reformas e da Perestroika no Bloco Soviético seguiram-se anos de
crescimento econômico aparentemente forte.
Em outras regiões do planeta, contudo, a situação era
sensivelmente diferente. Regiões em desenvolvimento como a
África, a Ásia Ocidental, a América Latina e o Caribe registravam um
aumento pequeno na renda. Para vários países em desenvolvimento,
a década de 80 fcou conhecida como “a década perdida”. A começar
pela crise da dívida que atingiu a América Latina em 82. A situação
fcou especialmente difícil em países onde milhões de pessoas se
deslocaram por conta de guerras. O número de refugiados passou
de cerca de 9 milhões de pessoas em 1980 para mais de 18 milhões
no início da década de 90 (UNHCR, 2000).
Lidar com a pobreza tornou-se um desafo especial, uma
vez que o crescimento populacional nos países em desenvolvimento
não só continuou como, também, um número cada vez maior de
pessoas carentes passou a residir em centros urbanos. Com o
aumento da população urbana, a infra-estrutura física das cidades
começou a fcar sobrecarregada e sem condições de atender à
demanda.
Medições relativas ao tamanho do buraco na camada de
ozônio realizadas por pesquisadores britânicos e publicadas pela
primeira vez em 1985 causaram surpresa tanto para os cientistas
quanto para os políticos. Como a interdependência entre o meio
ambiente e o desenvolvimento se tornava cada vez mais óbvia, a
Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Carta Mundial da
Natureza (World Charter for Nature), chamando a atenção para o
valor intrínseco das espécies e dos ecossistemas (ONU, 1986).
6
Carta Mundial da Natureza: Princípios Gerais
• A viabilidade genética da Terra não deve ser comprometida;
os níveis populacionais de todas as formas de vida, silvestres
e domesticadas, devem ser ao menos sufcientes para a sua
sobrevivência e, com essa fnalidade, os habitats necessários
devem ser protegidos.
• Todas as áreas do planeta, tanto terrestres quanto marítimas,
devem estar sujeitas a esses princípios de conservação; uma
proteção especial deve ser dada a áreas singulares, a amostras
representativas de todos os diferentes tipos de ecossistema e ao
habitat de espécies raras e ameaçadas de extinção.
• Os ecossistemas e organismos, assim como os recursos
terrestres, marinhos e atmosféricos usados pelo homem, devem
ser manejados de forma a alcançar e manter uma produtividade
sustentável e em condições favoráveis, desde que não comprometam
a integridade dos outros ecossistemas ou espécies com os quais
coexistem. A natureza deve ser protegida da degradação causada
por guerras e outras atividades hostis.
Fonte: ONU, Resolução nº 37/7, de 28.10.1986.
A década de 80 também presenciou uma série de eventos
catastrófcos que marcaram de forma permanente o meio ambiente,
bem como a compreensão das pessoas e dos governos sobre sua
ligação com as condições da vida humana: o vazamento de gases
letais na Índia; o desastre nuclear em Chernobyl, cujo aniversário
de 20 anos, em 2006, tristemente recordamos; o derramamento
de milhões de litros de petróleo no Alasca. Estes e outros eventos
confrmaram que as questões ambientais são sistêmicas e que
lidar com elas requer estratégias e ações integradas a longo prazo
e a participação de todos os países e de todos os membros da
sociedade.
A Estratégia de Conservação Mundial (World Conservation
Strategy) foi um dos documentos mais importantes que ajudaram
a redefnir o ambientalismo após a Conferência de Estocolmo.
Lançado em 1980, esse documento reconheceu que a abordagem
dos problemas ambientais requer um esforço em longo prazo e a
integração dos objetivos ambientais com aqueles relacionados com
o desenvolvimento.
Em 1983 foi criada a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente
e Desenvolvimento (CMMAD) para realizar audiências em todo o
mundo e produzir um relatório sobre suas conclusões. Reuniões foram
conduzidas em países desenvolvidos e em países em desenvolvimento,
7
colhendo as percepções de diferentes grupos sociais sobre questões
relacionadas a agricultura, água, energia, transferência de tecnologias
e desenvolvimento sustentável em geral.
O conceito de desenvolvimento sustentável foi apresentado
em 1987, como resultado da Assembléia Geral das Nações Unidas,
no relatório Our Common Future (Nosso Futuro Comum), conhecido
como Relatório Brundtland devido ao fato do encontro ter sido
presidido por Gro Harlem Brundtland, primeira ministra da Noruega.
O relatório Brundtland traduziu preocupações com o meio ambiente
que já se instalavam na sociedade. Nele foi expresso pela primeira
vez o conceito de “desenvolvimento sustentável” utilizado até os
dias atuais e defnido como aquele que “atende as necessidades
do presente sem comprometer a capacidade das gerações
futuras de atenderem as suas”, por meio da sustentabilidade
do desenvolvimento que implica uma mudança nas relações
econômicas, político-sociais, culturais e ecológicas. Desse modo a
natureza passa a ser vista como parte integrante de um sistema
que originalmente deveria ser cíclico, excluindo o comportamento
predador do modelo desenvolvimentista predominante (OLIVEIRA,
2003).
Desenvolvimento Sustentável signifca atender as necessidades
do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de
atenderem as suas.
A reação mundial aos acidentes industriais da década de
1980, aumentou a pressão sobre as grandes corporações. Ao fnal
da década, introduzia-se na indústria o conceito de ecoefciência
como uma forma de, simultaneamente, reduzir o impacto ambiental
e aumentar a rentabilidade. Ficou claro que um número cada vez
maior de atores teria de lidar com as implicações ambientais de
suas atividades.
O termo “ecoefciência” foi introduzido em 1992 pelo World
Business Council for Sustainable Development (WBCSD) (Conselho
Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável) por meio da
publicação do livro Changing Course, sendo endossado pela Conferência
Rio-92 como uma forma das organizações implementarem a Agenda 21
no setor privado. Desde então, tem-se tornado sinônimo de uma flosofa
de gerenciamento que leva à sustentabilidade, e como foi um conceito
defnido pelo próprio mundo dos negócios, está se popularizando muito
rapidamente entre os executivos de todo o mundo.
8
De acordo com o WBCSD, a ecoefciência é obtida pela “entrega de
bens e serviços com preços competitivos que satisfazem as necessidades
humanas e trazem qualidade de vida, reduzindo progressivamente
impactos ambientais dos bens e serviços, através de todo o ciclo de vida,
em linha com a capacidade estimada da Terra em suportar”. Este conceito
descreve uma visão para a produção de bens e serviços que possuam
valor econômico enquanto reduzem os impactos ecológicos da produção.
Sugere, ainda, uma signifcativa ligação entre efciência dos recursos
(que leva à produtividade e lucratividade) e responsabilidade ambiental.
Portanto, ecoefciência é o uso mais efciente de materiais e energia, a
fm de reduzir os custos econômicos e os impactos ambientais. Também
pode-se dizer que ecoefciência é saber combinar desempenho econômico
e ambiental, reduzindo impactos ambientais, usando mais racionalmente
matérias-primas e energia, reduzindo os riscos de acidentes e melhorando
a relação da organização com as partes interessadas (stakeholders).
Elementos da Ecoefciência
• Reduzir o consumo de materiais com bens e serviços.
• Reduzir o consumo de energia com bens e serviços.
• Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas.
• Intensifcar a reciclagem de materiais.
• Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis.
• Prolongar a durabilidade dos produtos.
• Agregar valor aos bens e serviços.
No Brasil, este conceito vêm ganhando força a partir da criação
do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável
(CEBDS), que congrega várias grandes corporações e tem como missão
promover o desenvolvimento sustentável no meio empresarial por meio do
conceito de ecoefciência.
(Fonte: Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Sítio na
Internet. Acesso em 11.05.2006.)
Década de 90. O sofri mento pl anetári o se
i ntensi fi ca
O conceito de desenvolvimento sustentável tornou-se
mais compreensível, acompanhando as tendências crescentes
à globalização dos mercados. A década testemunhou catástrofes
ambientais ainda maiores do que as ocorridas na década anterior. A
Guerra do Golfo, além de sacrifcar vidas humanas, levou à queima
de milhares de barris de petróleo, produzindo fuligem e dióxido de
carbono que poluíram a atmosfera; o derramamento de petróleo
bruto nos oceanos dizimou milhares de aves aquáticas, contaminou
manguezais e destruiu colônias de corais no Golfo Pérsico.
9
Ao fnal do século XX, mais de 800 milhões de pessoas
(14% da população mundial) passavam fome e eram analfabetas. A
conclusão que se impôs foi a de que não apenas intensifcara-se a
desgraça ambiental, como também, a miséria social.
O movimento de resistência às catástrofes ambientais dos
anos 80, agregado à consciência emergente do agravamento da
pobreza e da fome no mundo, exerceu forte pressão para que se
realizasse a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente
e o Desenvolvimento (CNUMAD), conhecida como “Cúpula da
Terra” ou “Rio-92”, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992
e considerada como a maior reunião do gênero já realizada. Esta
Conferência daria nascimento à Agenda 21.
A Agenda 21 Global. Por um mundo sustentável
1992, Rio de Janeiro. Realiza-se a Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra,
ou Rio-92, como é mais conhecida, que reuniu chefes de Estado e
representantes ofciais de 179 países, e, ainda, organizações não-
governamentais de todo o mundo em um evento paralelo - o Fórum
Internacional de ONGs e Movimentos Sociais. A Agenda 21 foi
o documento mais abrangente que resultou dessa conferência e
selou um compromisso entre as nações participantes. Apresenta-se,
tanto para o poder público como para a sociedade civil e os setores
econômicos, como um grande guia para a promoção de ações que
estimulem a integração entre o crescimento econômico, a justiça
social e a proteção ao meio ambiente. Sua principal estratégia
é propor soluções e alternativas em favor do desenvolvimento
sustentável e deve ser compreendida como um instrumento que
conjuga participação e transformação social.
O termo “Agenda 21” foi usado no sentido de expressar as
intenções de se caminhar para a realização desse novo modelo ao longo
do século XXI. A Agenda 21 é um instrumento de planejamento para a
construção de sociedades sustentáveis, em diferentes regiões do planeta,
conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e efciência
econômica.
(Fonte: Ministério do Meio Ambiente, 2005.)
Assim, a Agenda 21 Global constitui a mais abrangente
tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um
novo padrão de desenvolvimento, denominado “desenvolvimento
sustentável”. Ao redefnir o conceito de desenvolvimento,
10
assegurando-lhe dimensão não apenas quantitativa, mas também
qualitativa, o documento enfatiza o aumento da produtividade,
aliado à justiça social e à conservação dos recursos naturais, cujas
perdas crescentes devem ser consideradas contribuição negativa
ao produto interno bruto (PIB) e às contas nacionais. Tal esforço
exige mudanças culturais de comportamento, inovação tecnológica
e rede de cumplicidades formada por todos os setores sociais e que
se irradie nos planos global, nacional e local.
No plano concreto, na Rio-92, cada país se comprometeu
a defnir sua própria Agenda, fxando prioridades, envolvendo
a sociedade e o governo, promovendo parcerias e introduzindo
meios de implementação capazes de reverter os processos de
insustentabilidade em curso, no modelo de desenvolvimento em
vigor no mundo.

A Agenda 21 no Brasil
O Brasil tem empreendido esforços signifcativos para
estabelecer um programa de governo com a fnalidade explícita
de fazer a transição para o desenvolvimento sustentável, em
consonância com os objetivos e as metas traçadas pela Agenda 21
Global. Dentro deste marco, foi estratégica a criação da Comissão
de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (CPDS), em 1997,
paritária entre governo e sociedade civil, presidida pelo Ministério
do Meio Ambiente e com o objetivo de elaborar a Agenda 21
Brasileira.
Para tal, a metodologia de trabalho aprovada pela CPDS
selecionou as áreas temáticas e determinou a forma de consulta
e construção do documento. A escolha dos temas centrais -
agricultura sustentável, cidades sustentáveis, ciência e tecnologia
para o desenvolvimento sustentável, gestão dos recursos naturais,
infra-estrutura e integração regional, e redução das desigualdades
sociais - foi feita de forma a compreender a complexidade do País
e suas regiões dentro do conceito de sustentabilidade ampliada.
A defnição desses temas teve por base não só a análise das
potencialidades do País, mas também as fragilidades, reconhecidas
historicamente, no nosso processo de desenvolvimento, como
é o caso das desigualdades sociais. Após sucessivos debates e
encontros em 26 estados e no Distrito Federal, concluiu-se, em julho
de 2002, a primeira etapa de elaboração da Agenda 21 Brasileira.
No atual momento está em curso a segunda etapa, ou seja, a
implementação das políticas públicas propostas que pressupõem,
11
entre outras iniciativas, dar prosseguimento à elaboração e à
implementação de Agendas 21 Locais.
A Agenda 21 Local é o processo participativo e multissetorial
de construção de um programa de ação estratégico dirigido para o
desenvolvimento sustentável local. Seu principal objetivo é a formulação
e implementação de políticas públicas, por meio de uma metodologia
participativa que una governo e sociedade. Implica num processo de
negociação que não tem por objetivo esconder confitos; ao contrário,
reconhece sua existência e procura pactuar formas de resolvê-los. Desta
forma, os diversos segmentos da sociedade local devem estar incluídos
de maneira a conjugar as dimensões sociais, econômicas, político-
institucionais, culturais e ambientais da sustentabilidade. O processo da
Agenda 21 Local pode começar tanto por iniciativa do poder público quanto
por iniciativa da sociedade civil. De fato, a Agenda 21 Local pode se tornar
documento de referência para a construção ou revisão de Planos Diretores,
de orçamentos participativos municipais, de zoneamento ecológico-
econômico, entre outros instrumentos de gestão, contribuindo, dessa
maneira, para a integração de ações de diferentes instituições em uma
mesma localidade.
Os resultados dessa experiência de planejamento
participativo são relevantes, tanto em termos da mobilização dos
grupos sociais que serão afetados pelas políticas de desenvolvimento
sustentável, quanto em termos do volume de informações coletadas,
processadas, analisadas e avaliadas na construção da Agenda 21
Brasileira. Essas informações serão essenciais para a formulação
de processos de planejamento em diferentes níveis setoriais e
espaciais.
A Agenda 21 Brasileira foi assim constituída por uma
plataforma de 21 ações prioritárias, em torno dos seguintes eixos,
cujos desdobramentos se pode observar no Anexo 2:
a. economia da poupança na sociedade do conhecimento;
b. inclusão social para uma sociedade solidária;
c. estratégia para a sustentabilidade urbana e rural;
d. recursos naturais estratégicos: água, biodiversidade e
forestas;
e. governança e ética para a promoção da sustentabilidade.
O governo brasileiro incorporou a Agenda 21 Brasileira
no Plano Plurianual (PPA 2004-2007), Lei Federal nº 10.933, de
11/08/2004, instrumento que estabelece as diretrizes, os objetivos
e as metas da administração pública para operar despesas e
programas de duração continuada.
12
Objetivo do Programa Agenda 21 no PPA (2004-2007):
“Promover a internalização dos princípios e estratégias da
Agenda 21 Brasileira na formulação e implementação de políticas
públicas nacionais e locais, por meio do planejamento estratégico,
descentralizado e participativo, que estabeleça as prioridades a
serem defnidas e executadas em parceria governo-sociedade, na
perspectiva do desenvolvimento sustentável”.
A Agenda 21 Brasileira é composta de dois volumes:
Agenda 21 Brasileira – Resultados da Consulta Nacional e
Agenda 21 Brasileira – Ações Prioritárias. Os dois volumes, assim
como todos os documentos elaborados ao longo do processo de
construção, podem ser encontrados na página do sítio do Ministério
do Meio Ambiente na Internet: http://www.mma.gov.br.
(Fonte: Passo a Passo da Agenda 21 Local. Ministério do Meio Ambiente.)
A Agenda 21 Brasileira não é um plano de governo, mas
um compromisso da sociedade em termos de escolha de cenários
futuros. Construir uma Agenda 21 pressupõe a consciência dos
cidadãos sobre o papel ambiental, econômico, social e político que
desempenham em sua comunidade. Toda a sociedade é convocada
para construir o futuro que se almeja.
Onovomilênio.Amisériaeafome
Os números são estarrecedores. Mais de um bilhão de
pessoas no mundo vivem com menos de um dólar por dia. Cerca
de 2,7 bilhões lutam para sobreviver com menos de dois dólares
por dia. “A pobreza nos países em desenvolvimento, no entanto, vai
muito além da pobreza de renda. Signifca ter de caminhar mais de
1,5 quilômetro todos os dias, apenas para ir buscar água e lenha;
signifca sofrer de doenças que, nos países ricos, foram erradicadas
há décadas” (MILLENIUN PROJECT). A infância é impiedosamente
atingida: a cada ano, morrem 11 milhões de crianças, a maioria das
quais com menos de cinco anos; e mais de seis milhões morrem
devido a causas totalmente evitáveis como a malária, a diarréia e
a pneumonia. Outros números igualmente alarmantes podem ser
vistos no anexo 3.
Emergiu uma clara consciência sobre a urgência de se fazer
algo a respeito. Realizou-se, então, a Cúpula do Milênio, reunião
promovida pela Organização das Nações Unidas, em Nova York,
em setembro de 2000. Líderes de 189 países frmaram um pacto,
cujo foco principal é o compromisso de combater a pobreza e a
13
fome no mundo. Nascia um documento denominado “Declaração
do Milênio”, que estabelecia, como prioridade, eliminar a extrema
pobreza e a fome do mundo até 2015. Foram acordados oito
objetivos, chamados “ObjetivosdeDesenvolvimentodoMilênio”,
cada qual com suas metas e indicadores.
ObjetivosdeDesenvolvimentodoMilênio
1. Erradicar a extrema pobreza e a fome.
2. Atingir o ensino básico universal.
3. Promover a igualdade de gênero e a autonomia das
mulheres.
4. Reduzir a mortalidade infantil.
5. Melhorar a saúde materna.
6. Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças.
7. Garantir a sustentabilidade ambiental.
8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
(Fonte: Ministério do Meio Ambiente, 2005.)
A realização da Cúpula do Milênio representou um momento
de avaliação e síntese na história das Nações Unidas. A gravidade
da pobreza no mundo exigia que o tema da miséria e da fome
fosse colocado em foco e em prioridade. E com ações concretas.
Assim, dos oito objetivos acordados, derivaram-se 18 metas e 48
indicadores.
A integração dos compromissos, assumidos nas várias
conferências internacionais que antecederam a Cúpula do Milênio,
numa agenda mundial de desenvolvimento que fosse além das
boas intenções e que chegasse à defnição de metas claras,
prazos de implementação e formas de aferição do atingimento de
objetivos em cada país, região ou comunidade, foi o principal mérito
dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A Agenda 21 e os
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são instrumentos que
se conjugam para a realização do desenvolvimento sustentável,
aprovados e adotados pelos Estados-membros da Organização
das Nações Unidas.
Rio+10. Um plano de ação
2002. Conseqüência direta da Rio-92 e da Conferência de
Estocolmo de 1972, ocorre a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento
Sustentável (CMDS), comumente chamada Rio+10, em Johannesburgo,
na África do Sul, de 26 de agosto a 4 de setembro de 2002.
14
A Cúpula busca formular um plano de ação factível expresso
na chamada Declaração de Johannesburgo. Detalham-se alguns
objetivos alinhados aos princípios já defnidos na Rio-92. Entre os
desafos expressos no documento, menciona-se a continuidade de
diversos problemas ambientais de caráter global.
Destacam-se, pela primeira vez, os problemas relacionados
com a globalização, evidenciando-se que os benefícios e os custos
a ela associados estão distribuídos desigualmente. Alerta-se para o
risco de a pobreza gerar o descrédito dos sistemas democráticos,
favorecendo o surgimento de sistemas ditatoriais.
Medidas são detalhadas: aumentar a proteção da
biodiversidade e o acesso à água potável, ao saneamento, ao
abrigo, à energia, à saúde e à segurança alimentar. Procura-se
priorizar o combate a várias situações adversas: fome crônica,
desnutrição, ocupação estrangeira, confitos armados, narcotráfco,
crime organizado, corrupção, desastres naturais, tráfco ilícito de
armas, tráfco de pessoas, terrorismo, xenofobia, doenças crônicas
transmissíveis (aids, malária, tuberculose e outras), intolerância e
incitação a ódios raciais, étnicos e religiosos.
Situações adversas no Brasil - Existem 3.705.308 domicílios sem
banheiro nem sanitário, a maioria localizada na região Nordeste (2.686.471
domicílios, correspondendo a 72,5% do total). O compromisso frmado em
Johannesburgo signifca, para o Brasil, a instalação até 2015 de algum tipo
de saneamento em 1.852.654 domicílios brasileiros (que equivale a 8,76%
da rede geral), dos quais 1.343.236 na região Nordeste (381.225 na Bahia
e 215.624 no Ceará).
Existem, ainda, 2.319.916 domicílios sem água canalizada
(nem mesmo com acesso a poço ou nascente na propriedade). Desses,
77,2% são da região Nordeste (1.791.182 domicílios). Os compromissos
de Johannesburgo implicariam a canalização de água em pelo menos
1.159.958 domicílios (equivalente a 3,33% da rede geral), dos quais
895.591 estão localizados na região Nordeste.
(Fonte: IBGE, 2000.)
A Cúpula de Johannesburgo estabeleceu também
compromissos para que se aumente o acesso a serviços de
energia, à efciência energética e ao uso de energia renovável.
Neste sentido, o Brasil tem buscado fontes de energia renovável,
das quais as mais citadas são as de etanol e de biodiesel.
15
Espera-se que até 2020 os produtos químicos sejam
produzidos e utilizados de forma a minimizar os prejuízos à saúde e
que haja também cooperação para reduzir a poluição do ar (incluindo
os gases de efeito estufa). Até 2010, espera-se que os países
em desenvolvimento tenham acesso a tecnologias alternativas
desenvolvidas no sentido de diminuir a emissão de produtos que
interferem na camada de ozônio.
Além disso, deseja-se a redução da perda de biodiversidade
até 2010, a reversão da tendência de degradação de recursos
naturais, a restauração de pesqueiros até 2015 e o estabelecimento
de áreas marinhas protegidas até 2012. Concluiu-se, também, sobre
a necessidade de esforços para possibilitar acesso a mercados
alternativos (por exemplo, por meio de blocos econômicos) com
o objetivo de favorecer o desenvolvimento dos países; diminuir
subsídios às exportações e promover um conjunto de programas,
no prazo de dez anos, para incentivar o consumo e a produção
sustentáveis.
Como podemos observar pelo breve relato do movimento
socioambientalista que fzemos acima, estamos na quarta década
de esforços orientados para a sustentabilidade do planeta, dos
países e das comunidades locais. Empenho que se expressa nos
diversos eventos internacionais que têm feito emergir a consciência
sobre a fnitude dos recursos naturais do planeta Terra e sobre a
fragilidade dos ecossistemas naturais e humanos. Fragilidade
do ambiente natural que se expressa nas alterações climáticas,
nos danos sofridos pela fora e fauna, pelos oceanos. Fragilidade
refetida na deterioração dos ambientes humanos, das cidades e
das polulações, acometidas pela miséria, pela fome, pelas doenças
endêmicas, pelas desigualdades socioeconômicas. Diante desse
quadro, todos – governos, pessoas e organizações, públicas e
privadas – são chamados a se envolver e a agir, cada qual no âmbito
de seus empreendimentos, em busca de um mundo melhor.
16
17
2 – O NOVO CONTEXTO ECONÔMICO E A
RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS
As empresas não passaram ao largo das tragédias
ambientais ocorridas nos últimos 30 anos; ao contrário, muitas vezes
foram as principais protagonistas do drama socioambiental. O papel
econômico representado pelas corporações, em escala global,
converteu-as em verdadeiras forças-vivas dos acontecimentos
planetários.
A integração dos mercados e a queda das barreiras
comerciais marcaram a recente evolução da economia mundial.
Para grande parte das empresas, isso signifcou a inserção
obrigatória na competição em escala planetária. Em curto período,
elas viram-se compelidas a mudar radicalmente suas estratégias
de negócio e padrões gerenciais para enfrentar os desafos e
aproveitar as oportunidades decorrentes da ampliação de seus
mercados potenciais, do surgimento de novos concorrentes e novas
demandas da sociedade. Por outro lado, o aumento do fuxo de
informações, que se tornou exponencial com o avanço da Internet,
obrigou-as a acompanhar a acelerada evolução tecnológica.
Na era da informação, da nova economia globalizada, as
sociedades passam por profundas mudanças. Alteram-se os papéis
dos estados nacionais, das empresas e das pessoas. A noção de
cidadania e os direitos coletivos são redefnidos e ganham novas
formas de expressão. A multiplicação das organizações não-
governamentais é potencializada pelos meios de comunicação, em
especial a Internet, confgurando uma verdadeira revolução cívica.
Esse contexto apresenta como desafo para as empresas
a conquista de níveis cada vez maiores de competitividade
e produtividade, e introduz a preocupação crescente com a
legitimidade social de sua atuação.
As empresas procuram responder a esse desafo investindo
em qualidade, num aprendizado dinâmico que se volta inicialmente
para os produtos, evolui para a abordagem dos processos, até
chegar ao tratamento abrangente das relações compreendidas na
atividade empresarial, com os empregados, os fornecedores, os
consumidores, a comunidade, a sociedade e o meio ambiente.
A criação do Conselho Empresarial Mundial para o
Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), em 1995, incentivou a
indústria a buscar formas de melhorar a rentabilidade, diminuindo o
18
desperdício de recursos e de energia, além de reduzir as emissões
de poluentes na atmosfera. Em 1996, foi criada a ISO 14000,
defnindo-se um novo padrão voluntário para o manejo ambiental
na indústria.
Durante a década de 90, a elaboração de relatórios
ambientais se tornou iniciativa comum das empresas. O Global
Reporting Initiative (GRI) foi criado para estabelecer uma base
comum para os relatórios voluntários sobre o desempenho
ambiental, econômico e social das empresas. O GRI busca elevar o
nível dos relatórios sobre o desenvolvimento sustentável realizados
por empresas ao mesmo patamar de credibilidade, comparabilidade
e consistência dos seus relatórios fnanceiros.
A gestão empresarial que tenha como referência apenas os
interesses dos acionistas revela-se insufciente no novo contexto.
Ele requer uma gestão balizada pelos interesses e contribuições de
um conjunto maior de partes interessadas. A busca de excelência
pelas empresas passa a ter como objetivos a qualidade nas relações
e a sustentabilidade econômica, social e ambiental.
O que é responsabilidade socioambiental?
A empresa socialmente responsável é aquela que possui a
capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas,
funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores,
comunidade, governo e meio ambiente) e conseguir incorporá-los no
planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos
e não apenas dos acionistas ou proprietários.
Qual a diferença entre responsabilidade socioambiental e
flantropia?
A flantropia trata basicamente de ação social externa
da empresa, tendo como benefciário principal a comunidade
em suas diversas formas (conselhos comunitários, organizações
não-governamentais, associações comunitárias etc.). A
responsabilidade socioambiental, por sua vez, focaliza a cadeia de negócios
da empresa e engloba preocupações com um público maior (acionistas,
funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores,
comunidade, governo e meio ambiente), cujas demandas e necessidades
a empresa deve buscar entender e incorporar em seus negócios. Assim,
a responsabilidade socioambiental trata diretamente dos negócios da
empresa e como ela os conduz.
(Fonte: Instituto Ethos. Sítio na Internet. Acesso em 25.04.2006.)
19
A responsabilidade socioambiental e as instituições
fnanceiras
Os riscos ambientais tornaram-se cada vez mais
determinantes para o negócio. A gestão inadequada das questões
ambientais pode causar perdas fnanceiras irreparáveis para a
empresa e, em decorrência, para os bancos.
Os bancos estão sujeitos a três tipos de riscos ambientais:
Risco direto: São aqueles aos quais os bancos respondem
diretamente como poluidores, riscos associados às suas próprias
instalações, uso de papéis, equipamentos, energia, etc. Nessa modalidade
se aplica diretamente o Princípio do Poluidor Pagador, ou seja, o banco
deve internalizar nos seus custos os gastos com controle de poluição.
Risco indireto: O risco ambiental afetaria a empresa com a qual o
banco tem relacionamento como intermediador fnanceiro, via operações de
crédito ou como detentor de ativos fnanceiros (ações ou títulos de dívida).
Risco de reputação: Os bancos vêm sofrendo pressão do público
em geral e dos organismos não-governamentais (ONGs) para adotar uma
política de fnanciamento e investimento ambientalmente correta, sob
pena de terem sua reputação prejudicada diante da sociedade. A imagem
dos bancos na sociedade é importante para o sucesso conjunto de suas
atividades e é considerada como parte de seu patrimônio.
(Fonte: SOLER, 2005.)
A preocupação das instituições fnanceiras com as
questões ambientais ocorreu iniclamente como forma de evitar a
responsabilização legal por danos ambientais produzidos por bens
que eram recebidos como garantia de empréstimos.
A Comissão Européia, em 1989, emitiu diretiva sobre
responsabilidade civil para danos causados por resíduos.
As instituições fnanceiras bancárias da Europa passaram a
preocupar-se com questões ambientais, uma vez que a diretiva
responsabilizava tanto o produtor dos resíduos quanto o atual
controlador. Os fnanciadores poderiam também responder nessa
última condição.
Em 1990, nos EUA, a justiça considerou a Fleet Factors
Corporation responsável pelos danos ambientais causados por um
tomador de crédito, argumentando que esse banco tivera capacidade
para infuenciar nas decisões de gerenciamento de resíduos do tomador
de crédito. A justiça condenou o banco a proceder a descontaminação do
20
imóvel. Após essa condenação, uma pesquisa conduzida pela Associação
dos Bancos Americanos constatou redução de 46% dos fnanciamentos
para atividades consideradas ambientalmente arriscadas, como, por
exemplo, a indústria química.
(Fonte: TOSINI, 2005.)
Em 1992, o Programa das Nações Unidas para o
Meio Ambiente (Pnuma/Unep) criou uma orientação para as
instituições financeiras - Unep-FI, integrando as recomendações
existentes sobre aspectos ambientais a serem considerados
nas operações e serviços do setor financeiro, dirigida ao
amplo espectro de instituições financeiras, bancos comerciais
e de investimentos, gerenciadores de ativos, bancos de
desenvolvimento e agências multilaterais.
Nesse mesmo ano, a Unep e mais cinco bancos – NatWest
Bank, Deutsche Bank, Royal Bank of Canada, Hong Kong &
Shanghai Banking Corporation e Westpac Banking Corporation –
prepararam um termo de compromisso: Declaração Internacional
dos Bancos para o Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (Anexo 4).
Até o fnal de 1992, 23 bancos comerciais já haviam assinado a
declaração. Em dezembro de 2004, 163 instituições fnanceiras de todo o
mundo já eram signatárias da Declaração do Unep.
Fonte: Unep-FI, 1997.
Em setembro de 1994, o PNUMA/UNEP organizou a
primeira mesa-redonda internacional de bancos comerciais para
discutir questões sobre o meio ambiente e facilitar a troca de
perspectivas e experiências para gerenciamento ambiental. Nessa
reunião discutiu-se sobre a necessidade de avaliação de risco
ambiental em processo de concessão de crédito, as oportunidades
privadas e públicas em fnanciamento ambiental e as operações
internas nas instalações dos bancos e performance ambiental.
O Banco Mundial desempenhou importante papel em
direcionar recursos para o desenvolvimento sustentável. Seu
compromisso com a sustentabilidade infuenciou estratégias do
setor bancário comercial e de investimento em todo o mundo. Até
o fnal de 1996, tornou-se o maior fornecedor de recursos para
programas e projetos de melhoria ambiental, com uma carteira de
US$11,5 bilhões, cobrindo 153 projetos em 62 países.
Gradativamente, os banqueiros começaram a acreditar que
o que é bom para o meio ambiente poderia também ser bom para
os bancos. Assim é que o BankAmerica Corporation, em 1997, foi o
21
primeiro banco do setor de serviço fnanceiro dos EUA a aderir aos
princípios da Coalition for Environmentally Responsible Economies
(Ceres), um código de éticas ambientais desenvolvido pela coligação
de investidores, companhias e grupos ambientalistas. Seguindo o
exemplo do BankAmerica, o BankBoston, o mais antigo banco
comercial dos EUA, também aderiu ao Ceres (TOSINI, 2005).
Em 1998, o International Finance Corporation (IFC),
organização internacional estabelecida em 1956 para promover o
crescimento e o desenvolvimento de seus países-membros, por
meio da promoção do desenvolvimento do setor privado, divulgou
diretriz sobre políticas e procedimentos ambientais e sociais para
projetos. Este documento tratou de avaliação ambiental, habitats
naturais, controle de pragas, reassentamento involuntário de
comunidades, forestas e projetos de hidrovias, dando relevância à
performance ambiental e social (IFC).
Em setembro de 1999, o grupo Dow Jones lançou o
Dow Jones Sustainability Index (DJSI) (Índice Dow Jones de
Sustentabilidade), o primeiro índice global que considera a
performance ambiental das empresas.
No Fórum Econômico Mundial, em Davos, em 31 de janeiro
de 1999, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kof Annan, desafou
os líderes empresariais mundiais a apoiar e adotar o Pacto Global
(Global Compact), tanto em suas práticas corporativas individuais,
quanto no apoio a políticas públicas apropriadas.
O Pacto Global é uma iniciativa que tem como objetivo
mobilizar a comunidade empresarial internacional para a promoção
de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, trabalho
e meio ambiente. O Pacto Global foi criado para ajudar as
organizações a redefnirem suas estratégias e ações, a fm de
que todas as pessoas possam compartilhar dos benefícios da
globalização, evitando que estes sejam aproveitados por poucos.
O Pacto Global advoga dez princípios universais, derivados
da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da
Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos
Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas
Contra a Corrupção. O Banco do Brasil aderiu ao Pacto Global em
novembro de 2003.
Princípios do Pacto Global
Princípios de Direitos Humanos
1. Respeitar e proteger os direitos humanos.
2. Impedir violações de direitos humanos.
22
Princípios de Direitos do Trabalho
3. Apoiar a liberdade de associação no trabalho.
4. Abolir o trabalho forçado.
5. Abolir o trabalho infantil.
6. Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho.
Princípios de Proteção Ambiental
7. Apoiar uma abordagem preventiva aos desafos ambientais.
8. Promover a responsabilidade ambiental.
9. Encorajar tecnologias que não agridem o meio ambiente.
Princípio contra a Corrupção
10. Combater a corrupção em todas as suas formas inclusive
extorsão e propina.
(Fonte: The Global Compact.)
No Brasil, alguns bancos já manifestam sua preocupação
com a variável ambiental nos negócios, aderindo aos Princípios
do Equador. Procuram garantir que os projetos fnanciados sejam
desenvolvidos de forma socialmente responsável e que refitam
boas práticas de gestão ambiental.
A adoção aos Princípios do Equador implica a revisão
cuidadosa das propostas de clientes que solicitam fnanciamento
de projetos, evitando-se, com isso, fornecer empréstimos a projetos
cujo interessado não concorde com as políticas e procedimentos
socioambientais adotados pela instituição fnanceira.
Até o momento (2007), 44 instituições bancárias já aderiram
aos Princípios do Equador (Equator Principles, 2007), sendo que
cinco do Brasil, incluindo-se aí o Banco do Brasil, que, em fevereiro
de 2005, foi o primeiro banco ofcial a integrar o grupo de instituições
fnanceiras brasileiras.
Os Princípios do Equador são um conjunto de políticas e diretrizes
a serem observadas na análise de projetos de investimento de valor igual
ou superior a US$ 10 milhões. Tendo por base critérios estabelecidos pelo
International Finance Corporation, instituição vinculada ao Banco Mundial,
as salvaguardas versam sobre avaliações ambientais; proteção a habitats
naturais; gerenciamento de pragas; segurança de barragens; populações
indígenas; reassentamento involuntário de populações; propriedade cultural;
trabalho infantil, forçado ou escravo; projetos em águas internacionais e
saúde e segurança no trabalho.
Os Princípios do Equador foram revisados em julho de 2006,
quando foi aprovada a ampliação do universo de análise (diminuição do
piso de avaliação de projetos para US$ 10 milhões, quando a versão original
previa acima de US$ 50 milhões), a contratação de peritos socioambientais
independentes para certifcar o atendimento aos requerimentos decorrentes
23
da aplicação dos Princípios naqueles projetos considerados de elevado
risco socioambiental, tanto na fase de elaboração do projeto quanto de sua
implementação.
Além destas alterações, impõem-se maiores exigências quanto
à formalização da concordância do tomador do empréstimo (nos próprios
instrumentos de fnanciamento) quanto ao atendimento das recomendações
que se apresentem como fruto da análise do projeto à luz dos Princípios do
Equador. Por exemplo, o tomador deverá concordar com: a aplicação da
legislação socioambiental local pertinente; o desenvolvimento do Plano de
Ação de mitigação de riscos socioambientais (quando aplicável); a provisão
regular de relatórios; a elaboração de plano de desativação das instalações
ao fnal do projeto, quando for o caso.
As políticas e salvaguardas do IFC (agora denominadas “Padrões
de Performance em Sustentabilidade Socioambiental”), que são utilizadas
como referência normativa para os Princípios do Equador, também foram
atualizadas. Agora há um maior detalhamento de requerimentos voltados
à avaliação socioambiental de projetos, preservação da biodiversidade
e saúde e segurança de comunidades afetadas, particularmente as
comunidades indígenas.
Por fm, há o compromisso em tornar públicas informações anuais
sobre a aplicação dos Princípios do Equador em suas operações que,
no mínimo, contenham: número de transações analisadas; categorias
de risco defnidas; e detalhes da implementação. Ficam, naturalmente,
resguardadas as informações próprias de preservação por conta do sigilo
bancário.
(Fonte: Banco do Brasil. Sítio na internet. Acesso em 23.04.2006.)
O II Acordo de Capitais da Basiléia, a ser adotado a partir
de 2007 pela maioria dos países – e não apenas pelos países
membros –, considera outros riscos enfrentados pelos bancos
para efeito de cálculo de capital regulamentar, exigindo modelos de
gerenciamento de risco mais precisos, com especial atenção para
o risco ambiental.
A responsabilidade socioambiental empresarial no
Brasil
A responsabilidade social empresarial é um tema de
grande relevância nos principais centros da economia mundial. Nos
Estados Unidos e na Europa proliferam os fundos de investimento
formados por ações de empresas socialmente responsáveis.
O Sustainability Index, da Dow Jones, por exemplo, enfatiza a
necessidade de integração dos fatores econômicos, ambientais
e sociais nas estratégias de negócios das empresas. Normas
24
e padrões certifcáveis, relacionados especifcamente ao tema
da responsabilidade social, como as normas SA8000 (relações
de trabalho) e AA1000 (diálogo com partes interessadas), vêm
ganhando crescente aceitação.

No Brasil, o movimento de valorização da responsabilidade social
empresarial ganhou forte impulso na década de 90, por meio da
ação de entidades não-governamentais, institutos de pesquisa e
empresas sensibilizadas para a questão. O trabalho do Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) na promoção
do Balanço Social é uma de suas expressões e tem logrado
progressiva repercussão.
A obtenção de certifcados de padrão de qualidade e de
adequação ambiental, como as normas ISO, por centenas de
empresas brasileiras, também é outro símbolo dos avanços que têm
sido obtidos em alguns aspectos importantes da responsabilidade
social empresarial.
A atuação incansável da Fundação Abrinq pelos Direitos
da Criança pela erradicação do trabalho infantil e a adoção do selo
Empresa Amiga da Criança por número expressivo de empresas
são exemplos vivos do poder transformador da iniciativa privada.
As enormes carências e desigualdades sociais existentes
em nosso país dão à responsabilidade social empresarial relevância
ainda maior. A sociedade brasileira espera que as empresas
cumpram um novo papel no processo de desenvolvimento: sejam
agentes de uma nova cultura, sejam atores de mudança social,
sejam construtores de uma sociedade melhor.
A criação dos Indicadores Ethos faz parte do esforço
do Instituto Ethos na disseminação da responsabilidade social
empresarial no Brasil. Os Indicadores Ethos, ao mesmo tempo
em que servem de instrumento de avaliação para as empresas,
reforçam a tomada de consciência dos empresários e da sociedade
brasileira sobre o tema.
Instituto Ethos
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é
uma organização não-governamental criada com a missão de mobilizar,
sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma
socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma
sociedade sustentável e justa. Seus 1124 associados - empresas de
diferentes setores e portes - têm faturamento anual correspondente a cerca
de 30% do PIB brasileiro e empregam cerca de 1 milhão de pessoas, tendo
25
como característica principal o interesse em estabelecer padrões éticos
de relacionamento com funcionários, clientes, fornecedores, comunidade,
acionistas, poder público e com o meio ambiente.
Idealizado por empresários e executivos oriundos do setor privado,
o Instituto Ethos é um pólo de organização de conhecimento, troca de
experiências e desenvolvimento de ferramentas que auxiliam as empresas
a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seus compromissos com
a responsabilidade corporativa. É hoje uma referência internacional no
assunto e desenvolve projetos em parceria com diversas entidades no
mundo todo.
O Instituto atua em cinco áreas:
1. Ampliação do movimento de Responsabilidade Social Empresarial
(RSE).
2. Aprofundamento de práticas em RSE.
3. Infuência sobre mercados e seus atores mais importantes no sentido
de criar um ambiente favorável à prática da RSE.
4. Articulação do movimento de RSE com políticas públicas.
5. Produção de informação sobre RSE.
Indicadores Ethos - compõem um instrumento de diagnóstico
sobre a situação específca da empresa, indicando o grau de efetivação
da responsabilidade social em suas atividades. Trata-se, portanto, de uma
ferramenta de gestão e planejamento que indica prospectivamente - a partir
da situação da empresa - políticas e ações voltadas para o aprofundamento
de seus compromissos sociais. Os indicadores referem-se aos seguintes
temas:
1. Valores e Transparência.
2. Comunidade Interna.
3. Meio Ambiente.
4. Fornecedores.
5. Consumidores.
6. Comunidade.
7. Governo e Sociedade.
(Fonte: Instituto Ethos. Sítio na Internet. Acesso em 05.03.2007.)
26
27
3 – O BANCO DO BRASIL E O COMPROMISSO
SOCIOAMBIENTAL.
HISTÓRIA DE UMA DECISÃO ESTRATÉGICA
Uma parceria estratégica em torno de princípios e
ações. A Agenda 21 Empresarial
Junho de 2004. O Banco do Brasil assume compromisso
com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para desenvolver
uma agenda cujas ações evidenciariam o comprometimento da
Empresa com o desenvolvimento sustentável de seus negócios.
O ato vem ao encontro de todo um trabalho realizado pelo BB,
desde 2003, voltado para a defnição de princípios e estratégias de
responsabilidade socioambiental. Percebendo a aderência de suas
intenções estratégicas com os princípios da Agenda 21 Global, o
Banco do Brasil estabelece sua Agenda 21 Empresarial.
O Banco assume, com esta iniciativa, o papel orientador e
catalisador no processo de criação das agendas 21 empresariais
em nível nacional, estimulando outras empresas a se engajarem na
questão. O Banco assina, ainda, protocolo com o MMA no sentido de
disseminar a Agenda 21 nos projetos de Desenvolvimento Regional
Sustentável.
A Agenda 21 do Banco do Brasil expressa o compromisso do
BB com o sucesso da Agenda 21 Global, que é um plano de ação para
ser adotado, global, nacional e localmente, por organizações do sistema
das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, constituindo-se na
mais abrangente tentativa já realizada de orientar para um novo padrão
de desenvolvimento para o século XXI, cujo alicerce é a sinergia da
sustentabilidade ambiental, social e econômica.
Voltemos um pouco na história para compreender os passos
que possibilitaram ao Banco do Brasil assumir esse compromisso.
Construindo uma Agenda 21 Empresarial. Primeiros passos.
1. Decisão estratégica de assumir compromisso com a
responsabilidade socioambiental.
2. Criação de uma área organizacional articuladora.
3. Criação de um grupo mobilizador com representantes de todas
asvice-presidências.
4. Defniçãodeumconceitoderesponsabilidadesocioambiental.
5. Declaração de princípios de responsabilidade socioambiental.
6. DefniçãodedirecionadoresestratégicosdasaçõesdeRSA.
Obs.: Para o leitor que desejar acesso imediato ao conjunto de passos
da metodologia utilizada pelo BB, indicamos consulta ao anexo 5.
28
2003. O tema da responsabilidade socioambiental passou
a ser pauta das decisões estratégicas e operacionais do Banco
do Brasil com a criação da Unidade Relações com Funcionários e
Responsabilidade Socioambiental (RSA), aprovada pelo Conselho
Diretor do BB. A nova Unidade tem a responsabilidade de:
a. Coordenar a implementação das políticas e normas para
a Responsabilidade Socioambiental Empresarial do
Conglomerado;
b. Responder pela orientação estratégica aos conselheiros em
entidades patrocinadas;
c. Assegurar o fortalecimento do compromisso entre os
funcionários e o Banco;
d. Responder pelo relacionamento com funcionários, entidades
de funcionários, aposentados e familiares;
e. Garantir que os produtos e serviços da Unidade estejam
sendo conduzidos de acordo com leis e regulamentos
aplicáveis, exigências da supervisão bancária e políticas e
procedimentos internos;
f. Responder pela qualidade, confabilidade, adequação e
integridade dos controles internos, nos processos, produtos
e serviços a cargo da Unidade.
Em maio/2004 a Unidade RSA foi transformada em
Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade
Socioambiental (Dires), passando a exercer maior infuência nas
decisões estratégicas da Organização.
Desde sua origem, a visão de responsabilidade socioambiental
adotada pelo Banco teve como eixo o estabelecimento de metas
empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável
da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para
gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a
redução das desigualdades sociais. Esta visão vinha, portanto, ao
encontro de um movimento mundial pela sustentabilidade.
Crescia no Banco do Brasil a convicção de que a postura de
RSA colaboraria para o aprimoramento da avaliação de riscos não
diretamente relacionados à questão econômico-fnanceira, como os
decorrentes dos impactos sociais e ambientais do negócio e, também,
para o aproveitamento de oportunidades negociais associadas à
crescente preocupação de investidores e consumidores quanto às
questões da sustentabilidade.
29
O nascimento de uma agenda. A gestão da
responsabilidade socioambiental no BB
A partir da criação da área, instituiu-se uma equipe
matricial, denominada Grupo RSA, com representantes das Vice-
Presidências do BB, da Diretoria de Marketing e Comunicação,
da Unidade de Estratégia e Organização e da Fundação Banco
do Brasil, a fm de que as defnições sobre o tema pudessem ser
debatidas e compartilhadas com toda a organização.
Um grupo mobilizador.
O chamado “Grupo RSA” foi decisivo nas proposições e no
envolvimento de todas as áreas do BB na construção da Estratégia
Socioambiental da empresa. O Grupo passou a ser constituído, por
representantes de cada uma das Diretorias ou Unidades, indicados pelas
Vice-Presidências. Cada Vice-Presidência foi representada por um titular e
os demais representantes - das demais diretorias da mesma vice-presidência
- fcariam como suplentes. A Fundação Banco do Brasil, a Diretoria e
Marketing e Comunicação e a Unidade Estratégia e Organização também
indicariam um titular e um suplente. A partir de 2005 o Grupo passou a ser
composto por representantes de todas as Unidades Estratégicas do BB -
Diretorias, Unidades e Gerências Autônomas - abrindo-se a possibilidade
para que a Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade
Socioambiental convidasse empresas coligadas, administradas e
participadas a se fazerem representar no Grupo, a fm de participarem
na elaboração do Plano de Ação em Responsabilidade Socioambiental,
embrião da Agenda 21 do Banco do Brasil. O funcionamento do Grupo
RSA favorece o caráter transversal das estratégias socioambientais
da organização, ampliando o espectro de protagonistas e garantindo a
participação das diversas visões presentes no BB na construção da sua
agenda.
Entender-se-ia a postura de responsabilidade
socioambiental como compromisso e mérito do Banco como
um todo, decorrendo daí a necessidade de engajamento e
comprometimento das lideranças e do corpo funcional com o
desenvolvimento, acompanhamento e avaliação do processo
de adoção de valores e princípios éticos e de responsabilidade
socioambiental nas práticas administrativas e negociais do BB.
Caberia à Unidade de Responsabilidade Socioambiental, alçada
posteriormente à condição de Diretoria de Relações com Funcionários
e Responsabilidade Socioambiental, o papel de articuladora e
catalisadora deste processo, mas o papel de viabilizar a intenção
estratégica – ser referência em responsabilidade socioambiental e
no desenvolvimento sustentável do País – seria responsabilidade
conjunta das diversas áreas do BB. E assim tem sido.
30
Como resultado desses esforços, foram desenvolvidos e
aprovados pelo Conselho Diretor do BB o Conceito e a Carta de
Princípios de Responsabilidade Socioambiental.
A defnição de um conceito e de uma carta de princípios
de responsabilidade socioambiental para o Banco do Brasil se fez
importante para fundamentar e direcionar as ações e movimentos
voltados à internalização da cultura de responsabilidade
socioambiental no Conglomerado.
Responsabilidade socioambiental para o Banco do Brasil é:
“Ter a ética como compromisso e o respeito como atitude nas
relações com funcionários, colaboradores, fornecedores, parceiros,
clientes, credores, acionistas, concorrentes, comunidade, governo e meio
ambiente”.
Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental
O BB se compromete a:
1. Atuar em consonância com Valores Universais, tais como:
Direitos Humanos, Princípios e Direitos Fundamentais do
Trabalho, Princípios sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento.
2. Reconhecer que todos os seres são interligados e toda forma
de vida é importante.
3. Repelir preconceitos e discriminações de gênero, orientação
sexual, etnia, raça, credo ou de qualquer espécie.
4. Fortalecer a visão da Responsabilidade Socioambiental
como investimento permanente e necessário para o futuro
da humanidade.
5. Perceber e valer-se da posição estratégica da corporação
BB, nas relações com o Governo, o Mercado e a Sociedade
Civil, para adotar modelo próprio de gestão da
Responsabilidade Socioambiental à altura da corporação e
dos desafos do Brasil contemporâneo.
6. Ter a transparência, a ética e o respeito ao meio ambiente
como balizadores das práticas administrativas e negociais
da Empresa.
7. Pautar relacionamentos com terceiros a partir de critérios
que observem os princípios de responsabilidade
socioambiental e promovam o desenvolvimento econômico e
social.
8. Estimular, difundir e implementar práticas de desenvolvimento
sustentável.
9. Enxergar clientes e potenciais clientes, antes de tudo, como
cidadãos.
31
10. Estabelecer e difundir boas práticas de governança
corporativa, preservando os compromissos com acionistas e
investidores.
11. Contribuir para que o potencial intelectual, profssional,
artístico, ético e espiritual dos funcionários e colaboradores
possa ser aproveitado, em sua plenitude, pela sociedade.
12. Fundamentar o relacionamento com os funcionários e
colaboradores na ética e no respeito.
13. Contribuir para a universalização dos direitos sociais e da
cidadania.
14. Contribuir para a inclusão de pessoas com defciência.
(Fonte: Banco do Brasil. Diretoria Relações com Funcionários e Responsabilidade
Socioambiental - Dires).
Com a defnição do Conceito e da Carta de Princípios,
evidenciou-se a intenção estratégica do Banco do Brasil em
conciliar o atendimento aos interesses dos seus acionistas com o
desenvolvimento de negócios social e ambientalmente sustentáveis,
mediante a incorporação daqueles princípios a seus produtos,
serviços, negócios e rotinas administrativas.
Além disso, explicitou-se o interesse em contribuir para o
desenvolvimento de um novo sistema de valores para a sociedade,
que tem como referencial maior o respeito à vida humana e ao meio
ambiente, condição indispensável à sustentabilidade da própria
humanidade.
Uma estratégia de negócios socialmente
responsáveis
O passo seguinte foi a defnição da estratégia de
responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil, alinhada à
Estratégia Corporativa do BB e subsidiada por análise ambiental e
de mercado.
Como resultado, foram defnidos os seguintes direcionadores,
aprovados pelo Conselho Diretor do BB em julho de 2003:
1. Incorporar os princípios de responsabilidade socioambiental
na prática administrativa e negocial e no discurso institucional
do Banco do Brasil. O Banco do Brasil pretende, em primeiro
lugar, permear sua cultura organizacional com os princípios
da responsabilidade socioambiental, tornando-os efetivos no
quotidiano organizacional. Trata-se de uma postura que, para ser
coerente e ter credibilidade, deve ocorrer de dentro para fora da
Organização, conciliando suas práticas administrativas e negociais
com seu discurso institucional.
32
2. Implementar visão articulada e integradora de
responsabilidade socioambiental no Banco. A busca de uma postura
de responsabilidade socioambiental é um processo contínuo,
compromisso de todas as áreas do Banco do Brasil; cabe à Diretoria
Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental
articular-se com as diversas áreas para que o processo se dê de
forma coesa e integrada.
3. Disseminar os princípios e criar cultura de responsabilidade
socioambiental na comunidade BB. O Banco do Brasil deseja ser
foco irradiador de uma postura empresarial social e ambientalmente
responsável. Para tanto, envidará esforços para que os públicos
da comunidade BB envolvidos em sua esfera de atuação também
sejam estimulados a se engajar no movimento. Por comunidade BB
entende-se: funcionários da ativa e aposentados, colaboradores,
entidades representativas de funcionários, coligadas, controladas e
patrocinadas.
4. Ouvir e considerar a diversidade dos interesses dos públicos
de relacionamento. Para se considerar uma empresa social e
ambientalmente responsável o Banco do Brasil deverá ter suas ações
e resultados legitimados por seus públicos de relacionamento.
5. Infuenciar a incorporação dos princípios de responsabilidade
socioambiental no País. O Banco do Brasil deseja utilizar sua
relevância nacional para se tornar referência em responsabilidade
socioambiental, inovando continuamente em suas ações.
Agenda 21 e responsabilidade socioambiental. Um
jeito de fazer
Mas, não é sufciente o registro de intenções em
documentos corporativos. É necessário torná-las instrumentos
práticos de transformação da cultura organizacional refetida nas
práticas administrativas e nos negócios da organização. A fm
de que a práxis administrativa e negocial seja coerente com o
discurso de responsabilidade socioambiental adotado e com os
direcionamentos estratégicos defnidos, realizou-se diagnóstico
da postura de responsabilidade socioambiental do BB. Foram
utilizadas, como insumos do processo, as críticas e sugestões
colhidas no IV Fórum de Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Sociambiental e o resultado da aplicação dos Indicadores Ethos
de Responsabilidade Social.
Construindo uma Agenda 21 Empresarial. Novos passos...
7. Diagnóstico da postura de responsabilidade socioambiental
no BB.
8. Realização do IV Fórum de Gestão de Pessoas e RSA.
9. Construção de plano de responsabilidade socioambiental
33
- embrião da Agenda 21.
10. Formulação de modelo de gestão socioambiental.
a. DefniçãodepapéisrelacionadosàRSA.
b. Defnição do processo deliberativo e consultivo em
comitês,comissõeseConselhoDiretor.
c. Defnição de instâncias consultivas com públicos de
relacionamento.
d. Criação de mecanismos de acompanhamento e de
avaliação do processo de internalização da cultura
de responsabilidade socioambiental no Banco do Brasil
(painel socioambiental).
11. Inclusão dos princípios de RSA nas Políticas Gerais do BB.
12. Incorporação nos painéis de acompanhamento estratégico
e operacional do BB da perspectiva “sociedade”.
IV Fórum de Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Socioambiental – O BB realizou, em 2003, o IV Fórum Gestão de
Pessoas e Responsabilidade Socioambiental, que mobilizou e garantiu a
manifestação de todos os 84 mil funcionários. Foram colhidas cerca de
18 mil manifestações, entre críticas, sugestões e propostas, que foram
sistematizadas para subsidiar decisões estratégicas da Empresa. O evento
expressou a opção democrática do BB de construir uma nova política
de Gestão de Pessoas a partir da fala direta de todos os funcionários,
conferindo maior transparência ao relacionamento do Banco com seus
colaboradores. Para mais detalhes sobre o IV Fórum, ver o capítulo 5.
Como resultado, foram elaborados um plano de ação de
responsabilidade socioambiental (2003-2007) e um modelo de
gestão para o tema, de forma a garantir o comprometimento de
todo o Conglomerado com a questão. Ambos foram aprovados
pelo Conselho Diretor em dezembro de 2003.
O modelo de gestão torna evidentes os papéis relacionados
à responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil; a forma
como se estabelece o processo deliberativo e consultivo de modo
a garantir o envolvimento das diversas áreas e empresas do Banco
no debate e na defnição dos rumos da postura de responsabilidade
socioambiental (comitês e comissões); o estabelecimento de
instâncias consultivas com públicos de relacionamento; e os
mecanismos de acompanhamento e de avaliação do processo de
internalização da cultura de responsabilidade socioambiental no
Banco do Brasil.
Comitês e Comissões – são órgãos colegiados de natureza
consultiva ou deliberativa com a fnalidade de apoiar o Conselho Diretor
em assuntos estratégicos. Os comitês tem caráter deliberativo, e as
comissões, consultivo.
34
Os compromissos assumidos com a assinatura da Carta
de Princípios de Responsabilidade Socioambiental e com a adesão
ao Pacto Global da ONU (ver capítulo 2) permearam a redação
do documento “Políticas Gerais” do Banco do Brasil, aprovado em
março de 2004 pelo Conselho de Administração. Nele são defnidos
os propósitos e valores institucionais da Organização quanto aos
escopos organizacionais, negociais e de participação societária,
compondo a Estratégia Corporativa do Banco do Brasil 2003-2007.
Além de item específco sobre “ética empresarial e
responsabilidade socioambiental”, várias inserções foram realizadas
nas Políticas Gerais do BB de forma a explicitar que a Organização
envidará esforços para que suas práticas administrativas e negociais
sejam precedidas de refexão a respeito dos impactos sociais e
ambientais decorrentes de sua implementação.
Desta forma, o Banco do Brasil cuida para que seus negócios
gerem resultados econômicos, sob a forma de lucros e participação
no mercado, ao mesmo tempo em que busca resultados sociais e
ambientais, sob a forma de inclusão social, geração de trabalho e
renda e respeito ao meio ambiente.
A composição dos comitês e comissões estratégicos
do Banco também foi revista de forma a prever a participação
de representante da Diretoria Relações com Funcionários e
Responsabilidade Socioambiental. Atualmente, a área participa
em comitês e comissões relacionados diretamente às operações
e funções estratégicas do Banco, como os de “comunicação”,
“risco operacional”, “negócios”, “administrativo operacional e
racionalização de custos”, entre outros, o que permite que a cultura
de responsabilidade socioambiental seja constantemente discutida
com os executivos do Banco.
Nos painéis de acompanhamento estratégico e
operacional do BB foi incorporada a Perspectiva “Sociedade”,
que contém indicadores relacionados à contribuição do Banco
ao desenvolvimento sustentável nacional, por meio de ações
de investimento social privado, de negócios voltados para
o fomento do desenvolvimento sustentável e de práticas
administrativas com visão de RSA. Adicionalmente, os conceitos
das demais perspectivas (fnanceira, clientes, processos
internos e comportamento organizacional) foram alterados para
prever a incorporação gradual de indicadores relacionados à
sustentabilidade nos negócios, colaborando para que esta visão
permeie as práticas administrativas e negociais do BB.
35
O Acordo de Trabalho é um instrumento de gestão que defne
e acompanha a realização dos objetivos e metas de todas as unidades
do Banco do Brasil. O indicador “Concertação Socioambiental -
estabelecimento de ações que promovam a integração das ações
do Banco com as realizadas pelos governos municipais estaduais e
federais, empresas, instituições representativas dos setores produtivos,
sociedade civil organizada” possibilita a aferição e a conseqüente
bonifcação pelo atingimento de metas relacionadas à Perspectiva
Sociedade. Como exemplos de ações que geram bonifcação,
temos:
a. Integração de ações do Banco com ações dos Fóruns de
Agenda 21.
b. Integração de ações do Banco com as dos Comitês de
Micro-Bacias.
c. Integração de ações do Banco com as do Programa Piloto para
proteção das forestas tropicais - PPG7 e seus subprojetos.
d. Participação de funcionários do Banco em Conselhos de Direitos
da Criança e do Adolescente ou em Conselhos Tutelares.
e. Participação da dependência no apoio à inscrição da prefeitura
no prêmio “Gestor Efciente da Merenda Escolar”.
Como se pode observar, a inclusão da perspectiva sociedade
no sistema de balance score card de acompanhamento e controle de
metas do BB busca assegurar maior equilíbrio entre os objetivos de
ordem econômica, social e ambiental da Organização.
Por meio de sua Agenda 21, o BB materializa um roteiro
compartilhado de compromissos socioambientais a serem
assumidos pelas diversas áreas (Diretorias, Unidades e Gerências
Autônomas) para que a Instituição realize a visão de um futuro
sustentável. Veremos, a seguir, como isto se efetiva nas práticas do
Banco do Brasil.
Dimensões estratégicas e pragmáticas da Agenda 21
do BB
Construindo uma Agenda 21 Empresarial. Mais alguns passos...
13. Formulação dos eixos estratégicos e pragmáticos da
Agenda 21.
14. Criação do Painel do Desenvolvimento Sustentável.
15.RealizaçãodaIOfcinadeResponsabilidadeSocioambiental
do BB.
16.Defnição dos indicadores do Painel do Desenvolvimernto
Sustentável.
36
A Agenda 21 do BB estrutura-se em três dimensões
estratégicas e pragmáticas denominadas: ① Negócios com Foco
no Desenvolvimento Sustentável, ② Investimento Social Privado
e ③ Práticas Administrativas e Negociais com RSA. As iniciativas
do BB nessas dimensões, descritas no capítulo 4, são frutos do
engajamento e dedicação de todas as Diretorias e Unidades do
Banco do Brasil e têm contribuído para a disseminação da postura
de responsabilidade socioambiental no Conglomerado. A evolução
das posturas e das ações de responsabilidade socioambiental
são acompanhadas por um mapa de indicadores, o Painel do
Desenvolvimento Sustentável.
Dimensões estratégicas e pragmáticas da Agenda 21 do BB e seus
objetivos
1. DIMENSÃO NEGÓCIOS COM FOCO NO DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
1.1 Implementar ações de apoio ao desenvolvimento sustentável
1.2 Financiar atividades de geração de trabalho e renda e de inclusão
social
1.3 Financiar atividades e tecnologias ambientalmente adequadas
2. DIMENSÃO PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS E NEGOCIAIS COM
RSA
2.1 Disseminar os princípios e fortalecer a cultura de RSA na Comunidade
BB
2.2 Manter processos administrativos coerentes com os Princípios de
RSA
2.3 Manter processos negociais coerentes com os Princípios de RSA
2.4 Fortalecer a interação com os públicos de relacionamento
2.5 Infuenciar a incorporação dos princípios de RSA no País
3. DIMENSÃO INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO
3.1 Contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população
brasileira
3.2 Apoiar programas relacionados à consciência e preservação
ambiental
3.3 Apoiar programas relacionados à defesa e à promoção dos direitos
humanos
3.4 Captar recursos para apoiar ações vinculadas ao desenvolvimento
social
3.5 Incentivar a atuação dos funcionários em trabalhos voluntários e
ações sociais
Agenda 21 do BB = compromisso com a sustentabilidade + compromisso
com a cidadania + compromisso com o movimento de RSA.
37
O painel do desenvolvimento sustentável.
Um instrumento para a gestão da estratégia
socioambiental
O Painel do Desenvolvimento Sustentável é uma
ferramenta que está em desenvolvimento e que permitirá acompanhar
e avaliar as ações do Banco com relação ao desenvolvimento
sustentável e, em especial, a contribuição do Banco do Brasil para
o desenvolvimento sustentável do País.
Além de auxiliar o BB a gerir a evolução da postura de
responsabilidade socioambiental, os indicadores defnidos para o
painel possibilitarão a elaboração de relatos de sustentabilidade e
de respostas a consultas e pesquisas externas sobre a postura de
RSA e sobre o engajamento do BB na implementação da Agenda
21. O painel propiciará, também, a partir da comparação com
outras iniciativas na indústria fnanceira, a indicação de áreas ou
setores nos quais o Banco pode construir vantagem competitiva
ou diferenciação em termos de RSA. Possibilitará, ainda, a
sistematização de informações associadas a produtos e serviços já
tradicionais, tais como os relacionados à intermediação fnanceira de
programas governamentais, como o Proger e o Pronaf, evidenciando
a contribuição do BB para o desenvolvimento nacional.
Painel do Desenvolvimento Sustentável
Plano de Ação
em RSA do
Banco do Brasl
Agenda 21
Empresarial do BB
Postura
RSA
ECBB - OGN 2003-2007
Painel do
Desenvolvimento
Sustentável
Direção Estratégica:
“Ser o Banco referência em:
· responsabiIidade socioambientaI;
· Financiamento do desenvoIvimento
sustentável do País”
Painel do Desenvolvimento Sustentável
Negócios com foco no Desenvolvimento Sustentavel
Investimento Social Privado
Práticas
administrativas
e Negociais
com RSA
Contribuiir para a
melhoria da qualidade
de vida da população
brasiIeira
Apoiar programas
relacionados à
consciência e
preservação ambientaI
Captar recursos para
apoiar ações sociais
Apoiar programas
relacionados à defesa e
à promoção dos
direitos humanos
Incentivar a atução
dos funcionários em
trabaIhos voIuntários
e ações sociais
Finenciamento atividades
de geração de trabaIho e
renda e de inclusão
social
Implementar ações de
apoio ao
desenvolvimento
sustentável
Financiar atividades e
tecnologias
ambientaImente
adequadas
Disseminar os
Principios e FortaIecer
a Cultura de RSA na
Comunidade BB
Manter Processos
Administrativos
coerentes com os
Princípios de RSA
Manter Processos
Negociais coerentes
com os Princípios de
RSA
FortaIecer a interação
com os púbIicos de
relacionamento
Dires / Direo
38
I Ofcina de Responsabilidade Socioambiental do
Banco do Brasil
Para fortalecer as iniciativas da Agenda 21 do BB e apoiar
a disseminação da postura de sustentabilidade nos negócios, foi
realizada, em junho de 2005, a I Ofcina de Responsabilidade
Socioambiental do Banco do Brasil, reunindo a alta cúpula do
Banco. Por considerar que esse é um processo coletivo, todas
as áreas da empresa foram chamadas a participar do encontro
para refetir, a partir de uma visão ampla de responsabilidade
socioambiental, sobre os impactos sociais e ambientais resultantes
de suas atividades, sobre as oportunidades negociais que podem
ser geradas, bem como sobre a contribuição do Banco para o
desenvolvimento sustentável do País.

Em junho de 2005, 62 altos executivos do Banco - Presidente,
Vice-Presidentes, Diretores e Gerentes Executivos - se reuniram em
Brasília (DF) para a realização da I Ofcina de Responsabilidade
Socioambiental do BB, na qual foi discutida a atualização das ações
da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007. Durante o evento foi
apresentado o processo de revisão da agenda, cujo detalhamento
(defnição de ações específcas, metas e prazos) seria realizado com
o apoio do Grupo RSA. O evento reafrmou a decisão estratégica
e o compromisso do Banco com a Política de Responsabilidade
Socioambiental, defnindo os rumos da Agenda 21 do BB.
A Ofcina, emblemática por seu caráter representativo e
estratégico, consolidou a metodologia de construção da Agenda
21 do BB, inaugurando um processo de permanente revisão e
ampliação das ações de responsabilidade socioambiental do Banco
do Brasil.
Como decorrência da Ofcina de RSA, todas as Unidades
Estratégicas do Banco do Brasil foram engajadas na defnição dos
indicadores para o Painel de Desenvolvimento Sustentável e na
atualização da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007.
Para tornar operacional o Painel, elaborou-se ensaio
de indicadores, inspirados em iniciativas que são referências
em relatos de sustentabilidade em nível nacional (Ethos, Ibase,
Febraban) e internacional (Global Reporting Initiative), para cada
conjunto de objetivos defnidos no painel. Esses indicadores foram
posteriormente submetidos à apreciação dos colegiados das
Unidades Estratégicas do BB, cabendo a eles:
a. criticar a estrutura dos indicadores apresentados;
b. criticar os indicadores sugeridos (manutenção, ajuste ou
39
exclusão do indicador, verifcando a pertinência do indicador
e a viabilidade em ser acompanhado pela área indicada
como responsável);
c. confrmar os responsáveis pela gestão do indicador;
d. sugerir novos indicadores.
Por sua vez, o processo de atualização da Agenda 21,
caracterizou-se pela ampla e democrática participação das áreas
estratégicas do Banco, de modo a se preservar e fortalecer o espírito
de co-responsabilidade pela conduta social e ambientalmente
responsável de toda a Instituição.
Atualizando a Agenda 21 Empresarial. Novos passos...
17. AtualizaçãodaAgenda21doBBparaobiênio2006-2007:
a. DefniçãodemacroaçõespelaIOfcinadeRSA(Executivos
do BB – junho de 2005).
b. Reunião preparatória com o Grupo RSA para orientar o
processo de consulta às Unidades Estratégicas (Dires
– agosto de 2005).
c. Encontros com os colegiados das Unidades Estratégicas
(Dires – setembro a novembro de 2005).
d. Consulta às Unidades Estratégicas para detalhamento
da Agenda 21 e defnição dos indicadores do Painel
de Desenvolvimento Sustentável (Grupo RSA – outubro e
novembro de 2005).
e. OfcinacomoGrupoRSAparaconsolidaçãodosinsumos
obtidos nas consultas (Dires – novembro de 2005).
f. Aprovaçãodaspropostasapresentadas(Comitêsdasáreas
estratégicas – novembro de 2005).
g. Formatação da Agenda 21 revista e do Painel do
Desenvolvimento Sustentável (Dires e Direo – dezembro
de 2005).
h. Encaminhamento de nota administrativa para aprovação do
Conselho Diretor do BB (Dires e Direo – dezembro
de 2005).
Legenda:
Dires - Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental
Direo – Diretoria Estratégia e Organização
(Fonte: Banco do Brasil – Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade
Socioambiental - Dires).
40
41
4 – A AGENDA 21 DO BB.
RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL NA
PRÁTICA
Entre 2003 e 2006, a implementação da Agenda 21 do BB
resultou no desenvolvimento de várias ações, envolvendo diversas
áreas do BB. Estas iniciativas permitiram que o Banco obtivesse
desempenho superior em cinco das sete dimensões avaliadas
a partir dos Indicadores Ethos, quando comparado o resultado
de 2004 com o do ano anterior, com especial destaque para a
dimensão “relação com fornecedores”. A seguir, estão descritas as
ações já desenvolvidas em cada uma das dimensões estratégicas
constantes do Painel de Desenvolvimento Sustentável.
Agenda 2003-2006. O caminho percorrido
① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável
② Práticas Administrativas e Negociais com RSA
③ Investimento Social Privado
A sustentabilidade nos negócios. Desenvolvendo o Brasil de
maneira sustentável
O movimento de responsabilidade socioambiental se dá
pelas mútuas infuências das organizações, privadas e públicas,
de governos e de países. Os protagonistas desse movimento são
organizações que, conscientes da importância do desenvolvimento
sustentável, exercem seu poder e infuência nos cenários de seus
empreendimentos. Assim ocorre, também, com o Banco do Brasil,
que metaboliza as infuências recebidas e procura infuenciar os
valores de seus públicos de relacionamento, em prol da cidadania,
do progresso do País e da sustentabilidade. A primeira dimensão da
estratégia socioambiental do BB consiste, portanto, na promoção do
movimento de responsabilidade socioambiental no País e no mundo,
implementando ações de apoio ao desenvolvimento sustentável.
Pacto Global da ONU
Como vimos no capítulo 2, o Pacto Global foi criado pela
ONU para ajudar as organizações a redefnirem suas estratégias
e ações, a fm de que todas as pessoas possam compartilhar dos
benefícios da globalização.
42
Reconhecendo a importância ética do Pacto Global, o
Conselho de Administração autorizou a adesão do BB em novembro
de 2003. Em junho de 2004, o Presidente do BB participou do Fórum
de Líderes do Pacto Global, ocorrido em Nova Iorque. No evento foi
realizada uma ofcina de trabalho na qual os executivos de diversas
corporações de todo o mundo refetiram a respeito dos desafos
da construção de um processo de globalização mais inclusivo,
apresentando propostas para a sua viabilização.
O BB também participou da elaboração do relatório Who
Care Wins – Connecting Financial Markets to a Changing World,
de iniciativa da ONU – Pacto Global, com recomendações para a
indústria fnanceira melhor integrar questões ambientais, sociais
e de governança nas suas análises de fnanciamento, gestão de
ativos e seguridade.
Ainda em 2004, entre 9 e 15 de agosto, o Banco participou
da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade, que visou
difundir à sociedade os compromissos das nações e da sociedade
civil de todo o mundo, visando à erradicação da pobreza, à diminuição
das desigualdades e ao compromisso com a sustentabilidade do
planeta, a serem alcançados até 2015. O Banco participou desse
movimento organizando o Dia de Mobilização do BB e promovendo,
durante toda a semana, debates internos e divulgação das metas
do milênio pelos canais de comunicação interna e externa.
Em junho de 2005, o Banco do Brasil, por intermédio
do Vice-Presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Socioambiental, participou do workshop A Contribuição das
Empresas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio,
realizado em Paris, na França. O evento, iniciativa da ONU,
contou com a presença das principais lideranças empresariais do
mundo comprometidas com o Pacto Global e serviu para reforçar
o compromisso do Banco em colaborar com o movimento de
estímulo ao engajamento das empresas no desenvolvimento social,
na geração de emprego e renda e na criação de valores e defesa
de princípios universais. Além do Secretário-Geral da ONU, Kof
Annan, prestigiaram o evento o primeiro ministro inglês, Tony Blair,
e o presidente da França, Jacques Chirac.
43
Princípios do Equador
Diante da preocupação com o impacto socioambiental de
grandes projetos fnanciados com recursos creditícios, o BB decidiu
por aderir aos Princípios do Equador (ver capítulo 2), conjunto de
políticas e diretrizes (salvaguardas) a serem observadas na análise
de projetos de investimento de valor igual ou superior a US$ 10
milhões. Tendo por base critérios estabelecidos pelo International
Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial, as salvaguardas
versam sobre avaliações ambientais, proteção a habitats naturais,
gerenciamento de pragas, segurança de barragens, populações
indígenas, reassentamento involuntário de populações, propriedade
cultural, trabalho infantil, forçado ou escravo, projetos em águas
internacionais e saúde e segurança no trabalho.
O Banco do Brasil, em fevereiro de 2005, foi o primeiro
banco ofcial no mundo a integrar o grupo de instituições fnanceiras
que aderiu aos Princípios do Equador.
Em 2006 foram analisados dois projetos de investimento
enquadrados no escopo dos Princípios do Equador, envolvendo investimentos
totais da ordem de R$ 1,2 bilhão nos setores automotivo e de energia. De
acordo com a escala de riscos indicada pelos Princípios do Equador, Como
resultado da análise efetuada, um projeto do setor de energia foi avaliado
como risco “B” e um projeto do setor de transporte, classifcado como risco
“C”. Conforme as normas do IFC, os projetos categorizados como “A” são
aqueles que possuem signifcativos impactos socioambientais adversos.
Os da categoria “B” são os que apresentam menor potencial de impacto
sobre populações e meio ambiente e os da categoria “C” não causam
impactos socioambientais ou provocam impactos considerados mínimos.
No Banco do Brasil a avaliação socioambiental de empreendimentos não
se restringe à aplicação dos Princípios do Equador. O BB também adota
critérios socioambientais na avaliação de limite de crédito de empresas com
Receita Operacional Líquida (ROL) atual ou prevista/projetada superior a
R$ 100 milhões, além de projetos de investimento com valor fnanciado
pelo BB igual ou superior a R$ 10 milhões.
Pacto pelo combate ao trabalho escravo
Consciente de que a eliminação do trabalho escravo
constitui condição básica para o Estado Democrático de Direito,
o Banco do Brasil, juntamente com outras 54 empresas, apoiou a
decisão do Governo Federal de eleger como uma das principais
44
prioridades a erradicação de todas as formas contemporâneas
de escravidão. Assim, em maio de 2005, aderiram ao Pacto pelo
Combate ao Trabalho Escravo proposto pelo Instituto Ethos. Pelo
pacto, os signatários acordam em incrementar esforços visando
dignifcar e modernizar as relações de trabalho nas cadeias produtivas
dos setores comprometidos no “Cadastro de empregadores Portaria
MTE 540/2004” que tenham mantido trabalhadores em condições
análogas à escravidão.
Passados mais de 100 anos da assinatura da Lei Áurea, o nosso
país ainda convive com as marcas deixadas pela exploração da mão-de-
obra escrava. No Brasil, a escravidão contemporânea manifesta-se na
clandestinidade e é marcada por autoritarismo, corrupção, segregação
social, racismo, clientelismo e desrespeito aos direitos humanos. Segundo
cálculos da Comissão Pastoral da Terra (CPT), existem no Brasil 25 mil
pessoas submetidas às condições análogas ao trabalho escravo. Os
dados constituem uma realidade de grave violação aos direitos humanos,
que envergonham não somente os brasileiros, mas toda a comunidade
internacional.
(Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego.)
Desde agosto de 2004 o Banco do Brasil já praticava
a suspensão de novos créditos a clientes incluídos em relação
de empregadores e proprietários rurais que submetem seus
trabalhadores a formas degradantes de trabalho ou os mantenham
em condições análogas ao trabalho escravo divulgada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego.
Protocolo Verde
As instituições fnanceiras ofciais possuem um papel
fundamental no cumprimento da política ambiental, uma vez que
podem atuar de forma preventiva, desde a análise inicial do projeto
até a sua efetiva implementação.
A atividade do setor bancário pode complementar a ação que
vem sendo adotada por empresas do setor produtivo que já aplicam
práticas ambientalmente saudáveis, muitas vezes antecipando-se
às próprias exigências e normas legais, em resposta ao aumento
da conscientização da sociedade.
Além da manutenção ou da instituição de exigências legais
e da incorporação dos custos ambientais nas análises de projetos,
45
os bancos podem promover a recuperação e a proteção do meio
ambiente, por meio de linhas de fnanciamento específcas.
O Protocolo Verde vem ao encontro dessas expectativas
da sociedade. Trata-se de uma carta de princípios para o
desenvolvimento sustentável frmada por bancos ofciais em
1995 (Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia,
BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco Central do Brasil), na
qual se propõem a empreender políticas e práticas que estejam
sempre e cada vez em harmonia com o objetivo de promover
um desenvolvimento que não comprometa as necessidades das
gerações futuras.

Balanço das Medidas Adotadas pelo Banco do Brasil a partir da
assinatura do Protocolo Verde em 1995:
➣ Vetou a realização de operações destinadas a fnanciar atividades
que possam causar impacto ambiental, sem autorização formal do
órgão competente.
➣ Tornou obrigatória a apresentação de documentação do órgão
ambiental competente para fnanciamento de: desmatamento,
destoca ou custeio agropecuário, objetivando a incorporação de
novas áreas no processo produtivo; comercialização de produtos
extrativos de origem vegetal e pescado in natura; operações de
investimento em atividades utilizadoras de recursos ambientais
ou empreendimentos capazes de causar degradação ambiental;
operações de investimentos em atividades que requerem o Estudo
de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente
(RIMA); operações de investimento em atividades que se utilizam de
recursos hídricos, inclusive agricultura irrigada – outorga de água.
O Banco do Brasil caracteriza-se como um banco de
múltiplas funções, agindo como banco comercial (crédito geral),
banco setorial (crédito rural) e banco de desenvolvimento (gestor do
Fundo Constitucional para a Região Centro-Oeste). Em consonância
com sua diversidade de atuação, a variável ambiental é tratada em
diversas normas e recomendações.
Em fnanciamentos industriais, o licenciamento ambiental
é exigido e, para o fnanciamento da comercialização da pesca,
madeira, borracha e outros produtos extrativos, as normas internas
se tornam ainda mais rigorosas. Por exemplo, o Banco não fnancia
46
serrarias que utilizam madeiras oriundas de foresta nativa. Com relação
ao crédito rural, o Banco do Brasil possui convênios com empresas de
assistência técnica, que se comprometem a recomendar tecnologias de
produção exeqüíveis, dotadas de práticas conservacionistas adequadas
à defesa do solo e do meio ambiente, consoante a legislação ambiental
em vigor.
Com relação aos recursos do Fundo Constitucional do Centro-
Oeste (FCO), principal fonte de recursos internos para operações
incentivadas de longo prazo geridas pelo Banco do Brasil, é exigido,
na apresentação dos projetos, o cumprimento da legislação ambiental,
especialmente naqueles relativos ao controle e preservação do meio
ambiente e equilíbrio ecológico. Em projetos de reforma agrária, é
incluída a cláusula contratual de comprometimento do devedor em
conservar o meio ambiente, obedecendo a critérios técnicos e legais
de preservação das matas ciliares, encostas e topos de morro, de
conservação do solo e água, da utilização do manejo integrado
de pragas, de proteção dos mananciais, de proteção da fauna e da
fora e outras considerações de conservação ambiental indicadas na
Constituição Federal e nas Constituições Estaduais. Isto também é
válido para o Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária
(Procera).
Em janeiro de 2005, foi instalado pelo Ministério da Fazenda
um Grupo de Trabalho Interministerial, que contou com a participação
do BB, denominado Crédito para o Desenvolvimento Sustentável. Entre
as diretrizes estabelecidas, fcou acordado, de forma consensual, que
a reestruturação do Protocolo Verde conferiria condições institucionais
para a transformação dos créditos ofciais e privados em instrumentos
de indução efetiva do desenvolvimento das atividades produtivas,
utilizando critérios ambientais. Em março de 2005, os membros do
GT apresentaram para exame e deliberação das instâncias superiores
dos ministérios, as proposições para a efetiva introdução da variável
ambiental no crédito, a fm de estimular as atividades agrícolas
sustentáveis. No anexo 6, estão descritas as recomendações aos bancos
ofciais e, no anexo 7, a Carta de Princípios para o Desenvolvimento
Sustentável assinada pelas instituições.
Relatório de informações sobre emissão de carbono
Em março de 2005, Banco do Brasil, Brasilprev e Previ,
juntamente com os principais investidores institucionais no mundo,
manifestaram formalmente apoio ao pedido de abertura de informações
47
sobre a emissão de gases de efeito estufa, enviado às 500 maiores
empresas do mundo.
O pedido de informações é resultado de projeto administrado
pela Rockfeller Philanthropy Advisers, com recursos provenientes
principalmente do Fundo de Carbono do Governo da Grã-Bretanha.
Além de coerente com a postura de responsabilidade socioambiental
do Banco do Brasil, que prevê ponderações acerca dos impactos
sociais e ambientais das práticas administrativas e negociais –
considerados aí os investimentos realizados –, o apoio à iniciativa
vem ao encontro dos interesses negociais do Banco. Segundo o
Ministério do Meio Ambiente, no Brasil o aquecimento provocado
pelo efeito estufa pode trazer como impacto a alteração do regime
de chuvas e da temperatura, com conseqüências diretas sobre a
agricultura e a biodiversidade.
A iniciativa conta com o apoio do Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/UNEP) e de instituições
fnanceiras como o ABN Amro, Credit Suisse Group, Deutsche
Asset Management, Fleet, HSBC Holdings, Merrill Lynch, UBS
Global Asset Management.
Índice de sustentabilidade empresarial da Bovespa
Desde sua criação, em 2005, o Banco do Brasil faz
parte do grupo de empresas selecionadas para compor o Índice
de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de
São Paulo. O índice, utilizado como referência para o fundo de
investimento BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial, foi
elaborado a partir de metodologia da Fundação Getúlio Vargas e
do apoio fnanceiro do International Finance Corporation (IFC) e
reúne empresas que se pautam pelo respeito ao meio-ambiente,
responsabilidade social e indicadores fnanceiros saudáveis. A
avaliação da sustentabilidade segue o critério internacional do triple
bottom line que avalia de forma integrada dimensões econômico-
fnanceiras, sociais e ambientais das empresas. Na versão
2006/7, 34 empresas, de 14 setores, foram selecionadas, a partir
de resposta a um questionário distribuído pelos organizadores do
índice às empresas responsáveis pelas 150 ações mais negociadas
na Bovespa. A participação do Banco do Brasil no índice representa
um signifcativo reconhecimento de mercado quanto ao BB ser uma
empresa que gera valor para os seus acionistas de uma forma
social e ambientalmente responsável. Torna, também, a ação do
48
BB mais atrativa, uma vez que os investidores estão associando as
práticas de sustentabilidade social e ambiental das empresas com
a perspectiva de menores riscos e de lucros.
Apoio a eventos relacionados à responsabilidade
socioambiental
Além de buscar relacionar sua marca ao movimento de
Responsabilidade Social Corporativa (RSC), a política de patrocínio
do Banco do Brasil para eventos relacionados à responsabilidade
socioambiental defne como fundamental que o apoio do Banco se
dê a eventos que efetivamente contribuam para o fortalecimento
do movimento de RSC em nível nacional. Dessa forma, são
patrocinados pelo BB o prêmio Ethos Valor (2003, 2004, 2005 e
2006) e a Conferência Nacional do Ethos (2004, 2005 e 2006).
Está no cerne do movimento de responsabilidade social
corporativa a mudança de valores. A educação, portanto, tem
importante papel neste processo. Desta forma, o Banco considera
o prêmio Ethos Valor como fundamental para este movimento por
alcançar a comunidade acadêmica: alunos de graduação e pós-
graduação – futuros dirigentes de nossas empresas – e, também,
seus professores, formadores de opinião.
O apoio do BB à Conferência Nacional do Ethos se
justifca em face da importância de se ter um espaço para debate
e intercâmbio de experiências empresariais reais (de sucesso e de
fracasso) sobre a implantação e disseminação da responsabilidade
social corporativa, de tendências e de refexão teórica sobre o
assunto. Tal iniciativa é fundamental para que o desenvolvimento do
movimento de responsabilidade social corporativa em nível nacional
avance com maior celeridade, abrangência e profundidade.
Estratégia do Desenvolvimento Regional Sustentável.
As potencialidades brasileiras gerando trabalho e
renda
Como forma de inserir comunidades menos favorecidas em
processo produtivo que garanta a seus membros trabalho e renda
a partir do aproveitamento das potencialidades da região, o Banco
do Brasil criou a estratégia negocial de Desenvolvimento Regional
Sustentável (DRS).
49
A estratégia do DRS representa, assim, importante
contribuição do BB para a efetivação das políticas estruturais do
Programa Fome Zero, do Governo Federal, conforme descrito mais
adiante, no terceiro eixo da estratégia socioambiental do BB. Trata-
se de um novo modelo de negócios que considera a viabilidade
das atividades produtivas em suas dimensões econômica, social
e ambiental, respeitada a diversidade cultural. A estratégia busca
a geração de trabalho e renda, por meio do apoio a práticas que
valorizam as vocações e potencialidades locais em atividades rurais
e urbanas tão diversas como a ovinocaprinocultura, a apicultura,
o artesanato e a reciclagem de lixo, atuando principalmente
no fortalecimento do associativismo, dos mini e pequenos
empreendedores, das cooperativas e da agricultura familiar.

Além de gerar trabalho e renda de forma inclusiva e
participativa, a estratégia DRS busca garantir a sustentabilidade das
atividades produtivas, multiplicando as oportunidades de negócios
para as agências BB.
O DRS utiliza metodologia participativa e construtivista que
se baseia no processo de “concertação”, ou seja, na orquestração,
articulação e mobilização de atores socioeconômicos (parceiros),
que podem ser da área governamental (municipal, estadual ou
federal), da iniciativa privada e da sociedade civil, com ou sem fns
lucrativos.
Atualmente existem, no Banco do Brasil 2.541 agências
habilitadas com quase 2.400 Diagnósticos e Planos de Negócios
DRS em andamento, dos quais 1.179 em implementação. O
Conselho Diretor do BB defniu que, até 2007, 3.795 agências do
BB trabalharão com foco em DRS, sendo que nas Regiões Norte e
Nordeste em pelo menos duas atividades produtivas, alcançando
4.200 municípios e cerca de 1 milhão de famílias.
50
UF
Em
elaboração
Em
Implementação
Famílias
Envolvidas
Créditos
Previstos
Centro-Oeste
Distrito Federal 12
Goiás 72 25 7.819 75.618.133
Mato Grosso 79 9 1.017 10.950.747
Mato Grosso do Sul 15 6 1.767 18.828.680
Subtotal 178 40 10..603 105.397.560
Nordeste
Alagoas 23 56 5.928 45.947.185
Bahia 140 155 31.362 100.467.477
Ceará 73 80 15.950 25.892.761
Maranhão 24 93 9.965 21.523.366
Paraíba 14 110 5.388 31.791.554
Pernambuco 55 132 26.800 130.132.027
Piauí 11 90 16.567 41.067.872
Rio Grande do Norte 10 66 7.965 19.507.890
Sergipe 9 40 5.384 13.857.225
Subtotal 359 822 125.309 430.187.357
Norte
Acre 7 10 2.375 12.252.000
Amapá 1 5 1.210 1.823.000
Amazonas 16 17 6.769 23.008.875
Pará 33 103 39.607 256.102.617
Rondônia 28 15 1.185 14.600.036
Roraima 4 4 638 2.437.128
Tocantins 9 35 4.981 27.195.833
Subtotal 98 189 56.765 337.419.489
Sudeste
Espírito Santo 44 8 744 5.155.000
Minas Gerais 237 31 33.858 48.708.159
Rio de Janeiro 54 3 3.451 26.918.000
São Paulo 131 34 3.766 28.548.579
Subtotal 466 76 41.819 109.329.738
Sul
Paraná 45 21 15.302 30.892.458
Rio Grande do Sul 15 25 4.664 28.671.700
Santa Catarina 60 5 974 4.861.500
Subtotal 120 51 20.940 64.425.658
Total 1.221 1.178 255.436 1.046.759.802
Fonte: Banco do Brasil - Gerência de Desenvolvimento Regional Sustentável.
Resultados do DRS alcançados até fevereiro de 2007:
51
BBBiodiesel–ProgramaBBdeapoioàproduçãoe
uso de biodiesel
O Programa visa apoiar a produção, a comercialização e
o uso do biodiesel como fonte de energia renovável e atividade
geradora de emprego e renda.
A assistência ao setor produtivo é feita por meio da oferta de
linhas de fnanciamento de custeio, investimento e comercialização,
colaborando para a expansão do processamento de biodiesel no
País, a partir do incentivo à produção de matéria-prima, à instalação
de plantas agroindustriais e à comercialização.
O Programa benefcia os diversos componentes da cadeia
produtiva do biodiesel de forma sistêmica:
a) na produção agrícola, com linhas de crédito de custeio,
investimento e comercialização, disponíveis para fnanciamento ao
produtor rural familiar e empresarial;
b) na industrialização: BNDES Biodiesel, Pronaf Agroindústria,
Prodecoop, Crédito Agroindustrial (aquisição de matéria-prima),
além das linhas disponíveis para o setor industrial.
O principal critério a ser considerado pelo Banco na
concessão do crédito, além das exigências específcas de cada
linha, é a garantia de comercialização tanto da produção agrícola
quanto do biodiesel.
Inicialmente serão priorizadas as culturas do dendê, da
mamona, da soja, do algodão (caroço), do girassol e do nabo
forrageiro, observando-se o zoneamento agrícola e a aptidão
regional.
Mercado de créditos de carbono (Protocolo de
Quioto)
Um dos mais graves problemas ambientais deste século é
o aquecimento global, causado pela intensifcação do efeito estufa,
que vem provocando o derretimento das geleiras, aumento do nível
do mar, desertifcação, alteração no suprimento de água doce e
eventos climáticos extremos.
Essa intensifcação, por sua vez, ocorre pelo aumento da
concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, tais
52
como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso
(N2O), oriundos, principalmente, da queima de combustíveis fósseis
(petróleo e carvão mineral), lixões, aterros sanitários, processos
industriais e atividades agropastoris.
Na busca de soluções para a questão climática, foi criada
a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima
(CQNUMC), na Rio-92, ocorrida no Rio de Janeiro (RJ), com o
objetivo principal de estabelecer ações que levassem à estabilização
da concentração de GEE na atmosfera, em níveis adequados para
o clima do planeta.
Durante a Rio-92, fcou estabelecido que os países
signatários da CQNUMC se reuniriam anualmente em busca de
soluções para a questão climática. Os encontros foram denominados
Conferências das Partes (COP). Dentre as Conferências realizadas
até 2005, é de se destacar a COP 3, em Quioto, Japão, ocorrida em
1997, na qual foi elaborado o Protocolo de Quioto, que estabelece
metas de redução de emissão de GEE para os países que,
historicamente, foram os que contribuíram de forma mais intensa
para o aumento da concentração atmosférica de GEE, em função
do seu nível de industrialização (denominados, no Protocolo, como
Partes Anexo I). Essas metas deverão ser atingidas entre 2008 e
2012, produzindo uma redução, em média, de 5,2% nas emissões
em relação aos níveis verifcados no ano de 1990.

O Protocolo de Quioto entrou em vigor em 16 de fevereiro
de 2005, com a ratifcação do documento pela Rússia. Os Estados
Unidos, maiores poluidores do planeta, responsáveis por 25% das
emissões globais de GEE, não ratifcaram o Protocolo.
O Protocolo estabelece que as metas deverão ser cumpridas
por meio de políticas públicas e regulamentações que limitem
diretamente as emissões. Além das ações de caráter nacional, os
países afetados pelo protocolo poderão utilizar algumas alternativas
para auxiliá-los no cumprimento de suas metas, chamadas de
mecanismos de fexibilização, a saber: Comércio de Emissões;
Implementação Conjunta; e Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo (MDL).
Dentre os mecanismos de fexibilização, o mais importante
para o Brasil é o MDL, que viabiliza projetos que reduzam emissões
de GEE. Esses projetos geram Reduções Certifcadas de Emissões
(RCE), denominadas “créditos de carbono”, que podem ser
adquiridos por países do anexo 1 como forma de cumprir parte de
suas metas.
53
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) nasceu
de uma proposta brasileira à CQNUMC. Trata-se do comércio
de créditos de carbono baseado em projetos de seqüestro ou
mitigação. O MDL é um instrumento de fexibilização que permite a
participação no mercado dos países em desenvolvimento, ou nações
sem compromissos de redução, como o Brasil. Os países que não
conseguirem atingir suas metas terão a liberdade para investir
em projetos MDL de países em desenvolvimento. Por meio desse
mecanismo, países desenvolvidos comprariam créditos de carbono,
equivalentes em tonelada de CO2, de países em desenvolvimento
responsáveis por tais projetos.
O Brasil deve se benefciar deste cenário como vendedor
de créditos de carbono e também como alvo de investimentos
em projetos engajados com a redução da emissão de gases
poluentes.
O Banco do Brasil decidiu por uma atuação efetiva no
sentido de se posicionar como referência no mercado, por meio
do desenvolvimento de políticas, diretrizes e soluções específcas
para o mercado de créditos de carbono, agrupadas de acordo com
o tempo previsto para implementação: no curto prazo, com ações
que não requerem a criação de novos produtos e serviços e não
envolvem mudanças de estrutura do mercado; no médio e longo
prazo, com a avaliação da necessidade de ações que requerem o
desenvolvimento de produtos e serviços específcos.
BBProduçãoOrgânica
Desde 1999, o Banco apóia o segmento de alimentos
orgânicos no Brasil, com a criação de um programa específco no
qual os produtores rurais têm acesso diferenciado ao fnanciamento
de custeio, de investimento e de comercialização da produção
orgânica, destacando-se o seguinte:
a. prioridade no acolhimento de propostas e na alocação
de recursos;
b. no custeio, fnancia até 100% do valor orçado, limitado
a 70% da receita bruta prevista;
c. no FCO Pronatureza, fnancia a produção, o processo
de conversão da produção tradicional para a orgânica
e a certifcação na região Centro-Oeste;
d. no Pronaf Agroecologia, investimentos para
atendimento dos grupos C e D;
e. no Pronaf custeio, o grupo C pode contar com teto
adicional de até 50%.
54
ProgramaBBforestal–Programadeinvestimento,
custeioecomercializaçãoforestal
O objetivo é ampliar a produção forestal por meio do
incremento nas linhas de crédito existentes para o segmento
forestal. O Programa é uma parceria do Banco com o Governo
Federal, governos estaduais, prefeituras municipais e empresas do
segmento forestal e prevê apoio aos produtores que investirão em
implantação, manejo e comercialização forestal.
O apoio do Banco ao Programa se dá principalmente por
meio de convênios de integração rural (BB Convir), e conta com um
vasto portfólio de linhas de crédito, tais como BNDES Propfora, FCO
Pronatureza, Pronaf Florestal, entre outras, oferecendo alternativas
de fnanciamento e volume de recursos estimados em R$ 225
milhões (para cinco safras), adequados a efetivação e incremento
de negócios.
Cabe destacar que, não obstante o incremento e as
melhorias em sistemas forestais estarem aderentes aos planos e
necessidades de investimentos do Governo Federal – Plano de Metas
para o Programa Nacional de Florestas (PNF) –, os diagnósticos de
mercado demonstram a importância de se implementar no País um
programa de investimento para o segmento forestal.
Fundo ético
Em novembro de 2005 o Conselho Diretor do BB aprovou
a criação do BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial, o
primeiro fundo ético do Banco do Brasil e o primeiro fundo do Brasil
a ser referenciado no Índice de Sustentabilidade Empresarial da
Bolsa de Valores de São Paulo (ISE), lançado em dezembro de
2005. A Carteira do ISE é composta por empresas que evidenciam
as questões sociais e ambientais em suas práticas administrativas
e negociais. Segundo o International Finance Corporation (IFC),
braço empresarial do Banco Mundial, os investimentos que levam
em consideração critérios sociais e ambientais – Investimentos
Socialmente Responsáveis (ISR) – acumulam captação
mundial superior a US$ 2,0 trilhões, principalmente nos países
desenvolvidos.
A importância dos fundos éticos para a sociedade
reside no fato de que, a partir do momento em que investidores
e consumidores explicitem a disposição em privilegiar em seus
investimentos e hábitos de consumo os produtos e serviços de
55
empresas comprometidas com a responsabilidade socioambiental,
mais e mais empresas serão estimuladas a adotar posturas
administrativas e negociais que considerem os impactos sociais e
ambientais de sua atuação.
Em cinco meses de lançamento o fundo captou R$ 13
milhões, sendo que, à época de seu lançamento, era prevista a
captação de R$ 7 milhões em um ano.
Outro fundo de investimento do BB com atributos
socioambientais é o BB Referenciado DI Social 200, que destina
50% da taxa de administração para o Programa Fome Zero.
Crédito responsável
Outra iniciativa de impacto nas ações negociais do Banco foi
a aprovação, em agosto de 2004, da suspensão de novos créditos
a clientes incluídos em relação de empregadores e proprietários
rurais que submetem seus trabalhadores a formas degradantes
de trabalho ou os mantenham em condições análogas ao trabalho
escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A decisão também abrange vedações a fnanciamentos a
clientes envolvidos com exploração sexual de crianças e com o uso
do trabalho infantil. Para tanto, estão sendo iniciadas articulações
entre o BB e órgãos governamentais responsáveis e, também,
organizações não-governamentais envolvidas no assunto.
Adotou-se em março de 2005 critérios socioambientais na
avaliação do estudo de limite de crédito de empresas e de projetos
de investimento. Em 2006 foram avaliadas 1.137 empresas com
faturamento superior a R$ 100 milhões e 30 projetos de investimento
com valor fnanciado pelo BB superior a R$ 10 milhões.
Democratização do acesso ao crédito
Impulsionados por novas oportunidades de mercado e
também pelo anseio do Governo Federal de incentivo à inclusão
bancária da população brasileira informal e de menor renda, o Banco
investiu na criação de duas subsidiárias integrais: o Banco Popular
do Brasil, que, de forma inovadora, amplia a atuação do Banco no
campo das microfnanças, e a BB Administradora de Consórcios,
que busca oferecer mais uma opção para aquisição de bens móveis
duráveis e serviços aos atuais e potenciais clientes do Banco.
56
Em abril de 2005, o Banco Popular participou da
solenidade de sanção presidencial da Lei 11.110, que regulamentou
o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).
Na ocasião, inaugurou sua atuação nessa modalidade de credito,
assinando a primeira parceria com a VivaCred, Organização da
Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que atende moradores
da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Em agosto do mesmo ano, com o objetivo de apoiar o
empreendedorismo, facilitar o acesso ao microcrédito produtivo
orientado e estimular a geração de trabalho e renda para o público
feminino, o Banco Popular assinou um Protocolo de Intenções com
a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, da Presidência
da República. Na mesma solenidade, o Banco Popular formalizou
parceria assegurando o repasse de recursos a duas outras Oscips:
a Agência de Desenvolvimento Local e Socioeconomia Solidária
(Fundesol) e o Banco Palmas, criado pela Associação dos Moradores
do Conjunto Palmeira, bairro periférico da capital cearense. Cerca
de 100 mulheres, entre costureiras, artesãs, manicures e pequenas
comerciantes, receberam os primeiros cartões magnéticos do
Banco Popular. Além dos benefícios da conta corrente, elas podem
obter crédito e acesso a orientação técnica para condução de
suas atividades produtivas, mediante o apoio de uma das Oscips
parceiras do Banco Popular.

Agenda 2003-2006. O caminho percorrido.
① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável
② Práticas Administrativas e Negociais com RSA
③ Investimento Social Privado
Responsabilidade socioambiental começa em casa.
Promovendo a cidadania interna
Uma empresa com dimensões expressivas, como é o caso
do Banco do Brasil, necessita instituir mecanismos participativos
que possibilitem ouvir e dar conseqüência às opiniões, sugestões
e críticas feitas por seus funcionários. Afnal, são as pessoas que
fazem o dia-a-dia da Organização e que aplicam sua inteligência,
seu afeto e sua energia na solução dos problemas e na promoção
dos negócios.
57
IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Socioambiental
Inspirado no compromisso de manter o diálogo em caráter
permanente com seus funcionários, de modo a assegurar níveis
superiores de gestão compartilhada e transparência, o BB realizou,
em 2003, o IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Socioambiental, que mobilizou e garantiu a manifestação de todos os
84 mil funcionários. Foram colhidas cerca de 18 mil manifestações,
entre críticas, sugestões e propostas, sistematizadas em uma
expressiva pauta de contribuições para as decisões estratégicas
da empresa. O BB vem, desde então, analisando as propostas em
face às estratégias e políticas do Banco, implementando aquelas
consideradas aderentes e justifcando o eventual não acolhimento
de outras. É importante assinalar que algumas propostas resultaram
em modifcações das próprias políticas e estratégias, em especial
as relacionadas com Gestão de Pessoas.
Investimento na formação dos funcionários
O BB reconhece a importância da educação do indivíduo
para sua inserção na sociedade e busca capacitar seus funcionários
além das necessidades do negócio. A oferta de treinamento é
voltada para todos os segmentos do corpo funcional. Em 2005 foram
concedidas 3.304 bolsas de graduação, 3.583 bolsas de MBA, 200
de aperfeiçoamento e pós-graduação e 481 para estudos de língua
estrangeira. O investimento total em treinamento e capacitação foi
de mais de R$ 100 milhões. Ao fnal de 2005, 37.712 funcionários
possuíam curso de nível superior e 10.127 tinham especialização.
Além disso, para o ano de 2005, o Banco instituiu a
meta organizacional de, no mínimo, 30 horas de treinamento
por funcionário, com impacto direto na pontuação que defne a
participação nos lucros da Empresa. Ao fnal do ano, a meta foi
cumprida por 80.468 funcionários (96% do total).
Está em curso, também, o projeto piloto da Universidade
Aberta do Brasil (UAB), fruto da parceria entre o Banco do Brasil e o
Ministério da Educação (ME), que visa oferecer ensino superior de
qualidade a pessoas que residem em áreas de difícil acesso. Como
parceiro pioneiro do ME, o BB terá à sua disposição 7 mil das 10 mil
58
vagas oferecidas, que benefciarão prioritariamente os funcionários
que ainda não possuem diploma de graduação.

O primeiro curso oferecido pela UAB, o de Administração de
Empresas, terá duração de quatro anos e meio. Pela metodologia
de ensino à distância, estão previstos, no máximo, quatro encontros
presenciais por semestre, a serem realizados nos pólos escolhidos
pelos candidatos. As despesas com deslocamento e hospedagem
decorrentes dos encontros presenciais ocorrerão por conta dos
funcionários.
Neste primeiro momento, será atendida parte do Estado de
São Paulo, pela Universidade Federal de Uberlândia, que instalou
um pólo em Ribeirão Preto para atender aquela região. Encontram-
se em fase fnal as negociações com universidades da Bahia,
Espirito Santo, Paraná, Pernambuco e do Rio Grande do Sul.
Pró-eqüidadedegênero
Em 8 de março de 2006, na data em que se comemora o
Dia Internacional da Mulher, o Banco do Brasil anunciou a adesão
ao programa Pró-Equidade de Gênero, coordenado pela Secretaria
Especial de Políticas para Mulheres do Governo Federal. O objetivo
é desenvolver novas concepções na gestão de pessoas e na cultura
organizacional para alcançar a equidade de gênero no mundo do
trabalho.
As estatísticas internas apontam um percentual reduzido de
mulheres exercendo cargos de primeira gestora, em torno de 8%,
se comparado à quantidade de funcionárias na empresa - hoje as
mulheres representam cerca de 35% do quadro geral. Além disso,
30% das funcionárias exercem cargo de gerência média no BB. Em
contrapartida, pode-se constatar que 32% das inscrições registradas
para as certifcações do Programa de Ascensão Profssional são
do contingente feminino, indicando o interesse das mulheres em
investir no seu desenvolvimento profssional.

A primeira ação a ser desenvolvida, fruto do compromisso
estabelecido, será a realização de pesquisa para identifcar o perfl
da diversidade na empresa e, entre outros aspectos, verifcar se
existem fatores que interferem no processo de ascensão profssional
das mulheres.
59
Programa de reinserção funcional
O Conselho Diretor do BB aprovou em novembro de 2003
medidas voltadas para a reinserção dos funcionários afastados por
acidente de trabalho. Estas medidas também estão balizadas pelas
reivindicações dos funcionários no IV Fórum Gestão de Pessoas
e Responsabilidade Socioambiental e encontram-se em fase de
implantação.
Gestãododesempenhoprofssional
O modelo de gestão do desempenho profssional
adotado pelo BB tem foco no desenvolvimento de competências,
que representam combinações sinérgicas de conhecimentos,
habilidades e atitudes no desempenho profssional, dentro de
determinado contexto ou estratégia organizacional. São objetivos
do novo modelo: informações sistematizadas para a gestão do
desempenho; vinculação desse desempenho aos objetivos da
empresa; direcionamento de ações de capacitação; aprimoramento
das competências necessárias para a melhoria dos resultados do BB
e para o crescimento profssional do funcionário; e a democratização
das relações de trabalho.
A avaliação é realizada a partir de cinco perspectivas
– fnanceira, clientes, processos internos, comportamento
organizacional e sociedade – que são mensuradas com base em
metas e competências (auto-avaliadas e avaliadas pelo gerente da
equipe, pelos pares e pelos subordinados).
Relações com colaboradores
A postura de RSA do BB não se restringe a seus
funcionários. A preocupação em oferecer melhores condições de
trabalho também abrange os colaboradores do Banco. Um exemplo
foi a iniciativa de frmar em fevereiro de 2004 carta compromisso
com a Confederação Nacional de Vigilantes, visando principalmente
aprimorar as relações entre as entidades de classe e o Banco
e zelar pela qualidade dos serviços e pelo cumprimento das
obrigações trabalhistas por parte dos fornecedores contratados,
buscando garantir o comprometimento dos fornecedores com a
responsabilidade socioambiental.
60
Outro caso a se destacar foi o estabelecimento da nova
jornada de trabalho de quatro horas para o Programa Adolescente
Trabalhador do Banco do Brasil, contra as cinco horas anteriormente
vigentes. Cabe ressaltar que a legislação que ampara o Programa
(Lei 10.097, de 19 de dezembro de 2000, conhecida como Lei
de Aprendizagem, regulamentada pelo Decreto 5.598, de 1º de
dezembro de 2000) permite jornada de até seis horas diárias.
A decisão não implicou alterações salariais, nem mudança na
proporcionalidade de 75% e 25% das cargas teóricas e práticas
previstas para a aprendizagem do adolescente. Atende, assim,
reivindicações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente, do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do
Trabalho e Emprego, além de guardar consonância com a Carta
de Princípios de Responsabilidade Socioambiental. A medida
proporciona aos jovens aprendizes mais tempo para o convívio
familiar e para o lazer, além de propiciar mais segurança decorrente
da possibilidade de estudo no período diurno.
Inclusão de companheiros homossexuais como
dependentes na Cassi
À luz dos compromissos estabelecidos nas políticas de
responsabilidade socioambiental, que defne o respeito à diversidade
como um de seus princípios, o Banco do Brasil encaminhou em 2004
à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi)
estudo técnico defendendo a inclusão de pessoas homossexuais,
companheiros e companheiras de funcionários e funcionárias do
BB, como benefciárias-dependentes nos planos de saúde daquela
Instituição. A proposta foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da
Cassi em outubro de 2005.
Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e
Seqüestro (Pavas)
Atento aos aspectos de saúde e de qualidade de vida no
trabalho de seus funcionários, o BB revisou em 2005 o seu Programa
de Assistência a Vítimas de Assalto e Seqüestro. As principais
alterações foram: acompanhamento, pelas Gerências Regionais de
Gestão de Pessoas, do cumprimento das ações de atendimento às
vítimas e amparo a ameaças ou tentativas de assalto e seqüestro
que implicam risco para a segurança dos funcionários.
61
Atençãoapessoascomdefciência
A partir da publicação do Decreto 3.298, de 20 de dezembro
de 1999, o Banco do Brasil passou a destinar 5% das vagas de cada
seleção externa às pessoas com defciência. Em 2005, a Diretoria
de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental
do BB autorizou a posse de 105 candidatos com defciência.
No processo admissional, todos os candidatos aprovados
são submetidos aos exames médicos pré-admissionais, que
incluem avaliações médicas e laboratoriais. Durante essa fase
e confrmando-se a condição de portador de defciência, em
conformidade com os Decretos 3.298/99 e 5.296/04, são registradas
as recomendações médicas condizentes com as limitações
apresentadas pelo candidato e são realizadas a análise ergonômica
e as adequações necessárias do posto de trabalho. Alguns tipos de
defciência exigem modifcações do mobiliário, reformas na estrutura
física da agência para garantia da acessibilidade e instalação de
recursos tecnológicos, tais como, softwares destinados à leitura ou
amplifcação de imagens utilizados por defcientes visuais.
Todas essas ações objetivam assegurar melhores
condições e bem-estar para o exercício da capacidade laborativa
sem prejuízo às limitações físicas já existentes, possibilitando ao
funcionário portador de defciência o pleno desenvolvimento de
suas potencialidades no ambiente profssional.
A inserção do tema nos treinamentos internos com a
produção de dois cursos auto-instrucionais, a divulgação de artigos
pelos canais de comunicação da empresa e a formatação de curso
para a disseminação da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras)
entre os funcionários, são outras ações empreendidas pelo BB.

Em dezembro de 2005, foi lançado o Programa de
Atenção à Pessoa com Defciência pela Caixa de Assistência dos
Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Sob o nome fantasia de
Programa Bem Viver, tem como objetivo promover o acesso de
pessoas com defciência e de seus familiares ao atendimento de
suas necessidades de saúde.
62
Ouvidorias interna e externa
A Ouvidoria Interna do Banco do Brasil é um canal de
comunicação criado para acolher denúncias, reclamações, e
elogios dos funcionários, além de buscar a melhoria contínua dos
processos, programas e políticas da área de Gestão de Pessoas
e Responsabilidade Socioambiental.
A Ouvidoria Interna tem como premissas humanizar o
relacionamento do Banco com o seu público interno, atender o
funcionalismo com cortesia e respeito e afastar-se de qualquer
preconceito e pré-julgamento. Pauta-se pela imparcialidade
em suas ações, porquanto não faz juízo de valor, e seu papel é
mediar e buscar solução para os confitos, garantindo sigilo das
informações.

A Ouvidoria Externa foi lançada em abril de 2005 e é
destinada ao acolhimento de reclamações, denúncias, sugestões
e elogios dos clientes e cidadãos. É a porta de entrada de críticas
e sugestões desses públicos e evidencia que o Banco valoriza a
opinião do cliente e da sociedade, razão de existir de qualquer
empresa.
Sala do acionista
O Banco do Brasil tem como meta em sua estratégia
corporativa adotar padrões de governança que sejam referências
para o mercado. O estatuto do BB prevê práticas que garantam
o equilíbrio de direitos entre os acionistas, a transparência e a
prestação de contas do negócio.
Com informações corporativas confáveis e tempestivas,
o Banco busca a melhoria da percepção de sua imagem no
mercado de capitais, valorizando suas ações. Um exemplo
é a sala do acionista, canal virtual de relacionamento, onde o
investidor pode consultar, mediante informação de senha, sua
posição acionária, o histórico de rendimentos e a compra e venda
de ações, além de outras informações relativas ao mercado de
capitais e ao próprio Banco.
63
Relações com fornecedores
O Banco também se preocupa com o aprimoramento da
sua relação com fornecedores. O primeiro passo foi dado por
meio do estabelecimento de uma política de relacionamento que
clarifica e torna transparente o que se espera da conduta de cada
uma das partes e entre estas. Dentro desse objetivo, espera-se
que o Banco, além dos critérios relacionados à economicidade,
ao atendimento à legislação, às especificações de qualidade
dos produtos e serviços, e à confiabilidade nos prazos de
suprimentos, também considere no relacionamento com
fornecedores o atendimento aos requisitos de responsabilidade
socioambiental.
Como resultados, pode-se citar a adoção de Acordos
de Nível de Serviços, documento que visa assegurar o
comprometimento mútuo em relação às obrigações estabelecidas
nos contratos e o lançamento, em março de 2005, de um canal
direto entre o BB e seus parceiros no Portal Internet. Por este
canal é possível conhecer a política de relacionamento do Banco
e os pré-requisitos para se tornar um fornecedor do BB, além do
regulamento das licitações realizadas. A partir de uma relação
de endereços e telefones disponibilizada no Portal, também é
possível entrar em contato com as equipes responsáveis pelo
relacionamento com fornecedores. Em breve, a página também
contará com canais interativos para estabelecer contato direto
com os fornecedores e viabilizar um fluxo de informações
adequado às necessidades desse relacionamento.
Relações com concorrentes
Em seu relacionamento com concorrentes, o Banco
pratica a ética e a civilidade, mediante intercâmbio de informações
e experiências realizado de maneira lícita e transparente.

O Banco do Brasil participa ativamente de comissões
na Federação Brasileira de Bancos, a Febraban. Na Comissão
de Responsabilidade Social, por exemplo, pode-se citar o
envolvimento no Projeto Cisternas, que viabiliza a construção
de cisternas na região do semi-árido brasileiro. Além disso,
destaca-se o convite do BB aos demais bancos para que realizem
doações em favor dos Fundos de Infância e Adolescência, bem
64
como para que se engajem no combate ao trabalho escravo e
degradante, adotando medidas para eliminá-lo de sua cadeia
de relacionamentos e negócios.
Também participa, ao lado dos principais bancos e
empresas brasileiras, de Câmaras Técnicas do Conselho
Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável
(CEBDS), que têm como objetivo integrar os princípios e práticas
do desenvolvimento sustentável no contexto de negócio,
conciliando as dimensões econômica, social e ambiental.

Ecoefciência
Ecoefciência pode ser defnida como: “A estruturação de
produtos e serviços que satisfaçam às necessidades humanas e
tragam qualidade de vida, enquanto reduzem progressivamente os
impactos ecológicos e a intensidade de uso de recursos durante seu
ciclo de vida a um nível compatível com a capacidade de suporte do
planeta” (PNUMA/UNEP).
Por meio do Ecoefciência, programa implementado a partir
de janeiro de 2006, o BB incentiva o desenvolvimento de iniciativas
relacionadas à reciclagem, combate ao desperdício de insumos,
redução de custos operacionais e acompanhamento do impacto das
atividades do Banco no meio ambiente, por meio do monitoramento
e da avaliação sistemática e documentada do consumo de recursos
naturais (como forestas, água e energia, por exemplo) e destinação
de resíduos resultantes do processo produtivo.

O programa integra e aprimora as diversas ações de
redução de consumo, reutilização e reciclagem já realizadas nas
dependências do Banco, tais como: o Programa de Racionalização
do Consumo de Energia Elétrica (Procen), que representou
economia de energia de 17% e R$ 25 milhões em redução de
custos no período de 1998 a 2003; o Programa de Redução do
Consumo de Água (Purágua), lançado em 2005 e que tem uma
estimativa de redução de 25% no consumo de água; o Programa de
Recondicionamento de Cartuchos e Toner, que em 7 anos de vida já
reutilizou cerca de 490 mil carcaças, representando R$ 169 milhões
de economia para o BB; e o Programa Nacional de Racionalização
de Impressão, a ser iniciado no primeiro semestre de 2006, com
65
projetos voltados à racionalização e revitalização do atual parque
de impressão, ao gerenciamento das impressões e administração
dos consumíveis, e à defnição de novas políticas de impressão que
abrangerão todos os segmentos do BB.
Agenda 2003-2006. O caminho percorrido
① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável
② Práticas Administrativas e Negociais com RSA
③ Investimento Social Privado
Investimento na cidadania
Desenvolvendo ações sociais
A terceira dimensão da estratégia socioambiental constela
as ações de cunho social que reforçam o caráter de empresa cidadã
do Banco do Brasil. Além das ações mencionadas nas outras duas
dimensões, que infuenciam o modo de gestão do BB, outras
iniciativas, já tradicionais, continuam a apoiar o desenvolvimento do
País.

Fundação Banco do Brasil
A Fundação Banco do Brasil, criada em 1985, começou sua
atuação a partir de dois grandes programas que já vinham sendo
desenvolvidos há mais de dez anos pelo Banco do Brasil: o FIPEC,
Fundo de Incentivo à Pesquisa Técnico-Científca, e o FUNDEC,
Fundo de Desenvolvimento Comunitário, que provia assistência a
comunidades urbanas e rurais.

De lá para cá, a Fundação passou por muitas mudanças. Tanto
o FUNDEC como o FIPEC foram extintos em meados da década
de 90, dando lugar aos programas estruturados, como o AABB
Comunidade, na área de Educação; e Homem do Campo e
Trabalho e Cidadania, na área de Geração de Renda. A partir de
1999, a Fundação Banco do Brasil deixa de ser uma organização
fnanciadora de projetos de outras instituições, para se dedicar, com
maior ênfase, aos projetos, programas e ações próprios.
66

A partir de 2003, a Fundação começa a discutir e adotar
formas de promover uma maior interação e contribuição para
as políticas públicas, em particular para responder ao chamado
do Governo Federal para as diretrizes do Programa Fome Zero.
Assim, em interação com o Banco do Brasil, foram desenhadas
ações dentro dos conceitos estruturais do Programa Fome Zero
que produzissem empreendimentos de geração de trabalho e
renda, além de priorizar as ações de educação que pudessem a
elas ser integradas. O direcionamento foi de promover iniciativas
de inclusão social que contribuíssem para que os pequenos
produtores e os trabalhadores organizados se apropriem de um
percentual maior da renda gerada numa determinada cadeia
produtiva e se eduquem para assumir o protagonismo de suas
histórias e de suas comunidades.
Com esse direcionamento, a prioridade para intervenção
social foi a região do Semi-Árido. A Fundação começou a atuar
com algumas tecnologias sociais em parceria com a Embrapa
Agroindústria Tropical, na cajucultura, nos Estados do Ceará, Rio
Grande do Norte, Piauí e Bahia, que incluía ainda o Sebrae, o
próprio Banco do Brasil e organizações vinculadas aos governos
estaduais.
Nessa direção, a Fundação promoveu o investimento
social em outros territórios e regiões e buscou parceiros como
o Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA), na Amazônia Legal,
a Articulação do Semi-Árido (ASA), e o Movimento Nacional de
Catadores de Materiais Recicláveis (MNCMR), para atuação nos
grandes centros urbanos. Essas são organizações que mobilizam
e qualifcam a intervenção, que ajudam a transferir as tecnologias
sociais e fortalecem os empreendimentos solidários.

Na troca de experiências com parceiros, a Fundação
aprendeu que a evolução dos projetos passa pelo avanço no
acúmulo e no investimento no capital humano. Para estruturar
grandes projetos, fca cada vez mais claro que é fundamental
investir nas pessoas para que se organizem, para ter também o
tempo de construir esse capital. Por isso, a integração de programas
de geração de renda, educação e tecnologia social potencializa o
salto de qualidade dos empreendimentos dessa natureza.
67
O trabalho da Fundação Banco do Brasil, com a
estratégia direcionada nesse contexto participativo, avançou a
partir de 2004, inclusive com a expansão do foco inicial do Semi-
Árido para a região Amazônica e para o Cerrado. Sempre por meio
de parceiros, com destaque para redes como a ASA, o GTA e, mais
recentemente, com a Rede Cerrado e entidades a ela fliadas. A
expansão da área geográfca de atuação signifca, entretanto, uma
redução da capacidade de investimento. Assim, tornou-se ainda
mais importante articular projetos e mobilizar parceiros, seja de
órgãos públicos locais, seja de instituições de caráter nacional.
Esse trabalho articulado da Fundação direcionou, a
partir de 2006, a prioridade de intervenção a cinco cadeias
produtivas – cajucultura, mandiocultura, apicultura, reciclagem
e ovinocaprinocultura –, em projetos de desenvolvimento local,
reaplicação de tecnologias sociais, além das intervenções em
alfabetização de jovens e adultos, complementação escolar, inclusão
digital, entre outras. Para isso, a Fundação percebe que o trabalho
é mais poderoso quando se une forças com ministérios, ONGs e
outros atores. Para garantir a integração das ações, identifcaram-
se projetos em locais que já contavam com alguma articulação e
investimentos por parte de algum dos parceiros como Sebrae e
Petrobras, entre outros.
Resulta desses esforços a confança do Banco do Brasil e
da sociedade organizada, que vêm aumentando sensivelmente o
volume de recursos disponibilizados, hoje na casa de uma centena
de milhões de reais por ano, para que a Fundação cumpra sua
missão de transformação social e melhoria da qualidade de vida do
brasileiro.
Cidadania Empresarial
Ao longo de sua história, o Banco do Brasil sempre se
posicionou como uma Empresa a serviço do País. A serviço não
apenas do crescimento econômico, mas do desenvolvimento
humano e social das comunidades onde se insere e com as quais
se relaciona. Mais recentemente, seu compromisso com o Brasil
ganhou novo impulso. O BB assumiu e disseminou, por toda a sua
cadeia de negócios, princípios de responsabilidade socioambiental
que estão levando ao aperfeiçoamento de seus produtos, programas
e serviços.
68
É nesse contexto que se enquadram as ações de Cidadania
Empresarial. Ações com peso crescente na estratégia corporativa
do BB e que fortalecem suas práticas gerenciais. Seus principais
norteadores são as políticas públicas defnidas pelo Governo
Federal. O Banco do Brasil procura atuar em sinergia com as macro-
propostas para a área social. Somar esforços é sua premissa.
Assim, especialmente nos últimos anos, foi dada grande
ênfase ao Fome Zero. O Banco do Brasil vem atuando nos quatro
eixos articuladores dessa estratégia (ampliação do acesso ao
alimento, fortalecimento da agricultura familiar, geração de emprego
e renda, articulação e mobilização). Mais recentemente, suas ações
de Cidadania Empresarial agregaram os desafos impostos pelas
Metas do Milênio. Estabelecidas pelas Nações Unidas, têm como
principal objetivo eliminar a fome e a pobreza extrema no mundo,
bem como promover a sustentabilidade do planeta.
Entre as ações em curso destacam-se: segurança alimentar
e nutricional, alfabetização de jovens e adultos, complementação
escolar para crianças e adolescentes, inclusão digital, disseminação
de tecnologias sociais, fortalecimento da agricultura familiar,
melhoria das condições de vida em comunidades quilombolas e
indígenas, ampliação do acesso à leitura e à cultura, estímulo ao
voluntariado, entre outras.
Perante um cenário de demandas urgentes e amplas, o BB
renova seu compromisso de ser um Banco a serviço das populações
mais vulneráveis e do desenvolvimento do País. Suas ações sociais
marcam presença em todo o território nacional, valendo-se da
capilaridade da Empresa e da experiência de seu funcionalismo. A
Fundação Banco do Brasil, como braço social da corporação, é um
dos principais agentes na promoção dessas iniciativas.
Envolvimento do Empresariado com Ações de Cunho Social
“Segmento que rapidamente compreendeu a mudança de
paradigma, procurando adaptar-se. Hoje, boa parcela dos empresários
nacionais tem uma nova compreensão de seu papel como agente
transformador de nossa sociedade. Os avanços não estão restritos à
implementação de processos de gestão ambiental ou de desenvolvimento
de programas de responsabilidade social. Recente pesquisa do Instituto
69
de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), órgão do Governo Federal,
constata que a maior parte das empresas do setor privado brasileiro investe
na área social principalmente por meio de ações assistencialistas. Das
9.140 empresas utilizadas na amostra de um total de 782 mil empresas
privadas do País, 59% investiram de alguma forma na área social no ano
2000. O investimento chega a R$ 4,7 bilhões em 2000, o equivalente a
0,4% do PIB daquele ano”.
(Fonte: Agenda 21 Brasileira - Ações Prioritárias. Ministério do Meio Ambiente, 2004.)
Voluntariado
O Banco conta com mais de 16 mil voluntários que estão
se capacitando em diversas áreas de conhecimento para atuação
nas comunidades e em organizações não-governamentais.
O BB e a FBB assinaram protocolo – Projeto Voluntários
BB – para apoiar a implementação de ações sociais voluntárias,
voltadas à geração de trabalho e renda, desenvolvidas por
funcionários em comunidades sob risco social. Foram destinados,
em 2004/2006, R$ 3.038.884,88 a 38 projetos.
Com o propósito de favorecer a execução das ações
voluntárias e possibilitar ao Banco o gerenciamento desse público,
foi lançado na intranet corporativa o sítio “Voluntariado”, que dispõe
informativos, bancos de projetos e de oportunidades, dados de
voluntários e de comitês de cidadania.
A participação em ações voluntárias tem sido valorizada
funcionalmente, pontuando alguns processos internos de ascensão
profssional, como ocorre, por exemplo, na seleção de gerentes
para a rede regional de Gestão de Pessoas e Responsabilidade
Socioambiental.
O programa Voluntariado está em permanente construção,
buscando incorporar sugestões apresentadas pelos funcionários.
Fundodainfânciaeadolescência
O Fundo da Infância e Adolescência (FIA) é um fundo especial
criado para o fnanciamento de políticas sociais, programas e ações
voltadas para a promoção e a defesa dos direitos da Criança e do
70
Adolescente, cujos recursos são investidos a partir de deliberação
dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente. Parte dos
recursos do FIA provém de doações que podem ser deduzidas do
Imposto de Renda, no limite de 6% para pessoas físicas e 1% para
pessoa jurídica, conforme Lei 8.069/90.
O Banco do Brasil destinou, em 2003, R$ 4,5 milhões, em
2004, R$ 3,1 milhões em 2005, R$ 5,1 milhões para o FIA, referente
a 1% do seu Imposto de Renda devido. No ano de 2006 foram
repassados R$ 7,9 milhões, sendo que R$ 3,9 milhões foram para o
Fundo Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que serão
utilizados para a revitalização do Sistema de Informações para a
Infância e a Adolescência (Sipia), benefciando 5 mil Conselhos
Tutelares, e para ações de formação à distância de Conselhos de
Direitos e Conselhos Tutelares, benefciando 10 mil conselhos e 12
mil conselheiros; e R$ 3,9 milhões foram para o Fundo dos Direitos
da Criança e do Adolescente do Distrito Federal para construção do
Instituto do Câncer Infantil e Hospital Pediátrico de Brasília, projeto
da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Criança
Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace).
Centros culturais e circuito cultural
O Banco do Brasil apóia a promoção e divulgação da cultura
por meio da realização das mais variadas manifestações artísticas
nos Centros Culturais Banco do Brasil de Brasília, Rio de Janeiro e
São Paulo e no Circuito Cultural que no ano de 2005 foi realizado
em Fortaleza, Belo Horizonte, Natal, Florianópolis, Salvador, Recife,
Curitiba e Porto Alegre. Em 2006, aproximadamente 4 milhões de
pessoas visitaram esses espaços culturais. Foram realizados 1454
eventos com 12.362 apresentações nas áreas de música, dança,
teatro, cinema, artes plásticas, audiovisuais, idéias e programas
educativos. A maioria dos eventos é gratuita e outros têm preços
populares, com doação de 20% da bilheteria a programas e projetos
sociais do Governo Federal.
O Programa Educativo de visitas orientadas às exposições
do Circuito Cultural e dos Centros Culturais possibilitou o contato de
mais de 209 mil crianças e adolescentes com a arte, em sua maioria
provenientes de comunidades carentes.
71
Esporte
Em 2006, R$ 45,6 milhões foram investidos no marketing
esportivo. O Banco do Brasil manteve o apoio às seleções brasileiras
de vôlei feminino e masculino, ao velejador Robert Scheidt, organizou
o circuito Banco do Brasil de vôlei de praia e desenvolveu o projeto
Tênis Brasil. Nos eventos do vôlei de praia, os complexos esportivos
receberam, nas 16 etapas, 164 mil visitantes. Foram arrecadados
741 toneladas de alimentos, gerados 4.180 empregos temporários
e atendidas 6.196 crianças de 8 a 16 anos nas clínicas de vôlei.
Foram arrecadados, também, recursos destinados a entidades
atendidas pelos Comitês de Cidadania dos Funcionários do Banco
do Brasil para desenvolvimento de ações auto-sustentáveis. No
Projeto Tênis Brasil, os destaques fcaram por conta do patrocínio
ao circuito Banco do Brasil de Tênis Juvenil e ao Brasil Open de
Tênis, este considerado o maior evento de tênis do Brasil e único na
categoria ATP International Series (Torneio Profssional Masculino),
gerando 1.200 empregos temporários.
Agenda 2007-2008. Caminhos a percorrer
Para efeito de demonstração da estrutura da Agenda
21 do BB para o biênio 2007-2008, descrevemos, a seguir, as
macroações relativas a cada um dos objetivos das dimensões
Práticas Administrativas e Negociais com RSA e Investimento
Social Privado. Na Agenda, essas macroações desdobram-se em
ações específcas, com defnição de prazos para implementação e
dos respectivos responsáveis e intervenientes.
Agenda 2007–2008. Práticas Administrativas e
Negociais com RSA

Objetivo 1: Disseminar os princípios e fortalecer a
cultura de RSA na Comunidade BB
a. Revisar os conteúdos dos treinamentos internos
para que contemplem os princípios de responsabilidade
socioambiental.
b. Lançar treinamentos específcos sobre RSA.
72
c. Promover palestras e outros eventos sobre RSA
segmentados por temas e públicos.
d. Desenvolver e implementar Sistema de Gestão da Ética
Corporativa.
e. Aperfeiçoar a prestação de contas sobre a postura de
responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil.
f. Desenvolver Projeto Elevação de Capitalização de
Mercado.
Objetivo 2: Manter processos administrativos
coerentes com os princípios de RSA
a. Aprimorar Gestão do Risco Socioambiental.
b. Abordar questões socioambientais nos trabalhos de
auditoria.
c. Aprimorar abordagem da questão socioambiental no
Painel Estratégico.
d. Elaborar Painel do Desenvolvimento Sustentável.
e. Contemplar questões socioambientais no acordo de
trabalho.
f. Abordar questões socioambientais na pesquisa de clima
organizacional e satisfação no trabalho.
RelacionamentocomoPúblicointerno
g. Defnir iniciativas que promovam a diversidade, desde
o acesso aos quadros do BB até a ocupação de cargos
gerenciais e executivos.
h. Implementar ferramentas de controle de risco e de
contencioso trabalhista.
i. Implementar programa voltado para propiciar ambiente
de trabalho que promova a saúde em todos os aspectos
– físico, psíquico, ambiental e organizacional.
73
j. Implementar programa voltado ao apoio ao desligamento
e aposentadoria dos funcionários – informações,
consultoria, planejamento de carreira.
k. Desenvolver e implementar programa que permita oferecer
condições dignas e adequadas no relacionamento com
funcionários e colaboradores com necessidades especiais
– pessoas com defciência, idosos, obesos, gestantes.
Objetivo 3: Manter processos negociais coerentes
com os princípios de RSA
Relacionamento com fornecedores
a. Aperfeiçoar sistema de gestão do relacionamento com
fornecedores à luz dos princípios de RSA.
b. Propor alterações na Lei de Licitações visando contemplar
critérios socioambientais.
Respeito ao meio ambiente
a. Desenvolver e implementar sistema de gestão ambiental
(ecoefciência – redução, reutilização e reciclagem de
bens naturais / monitoramento e avaliação do consumo
de recursos naturais e o descarte responsável de resíduos
sólidos, líquidos, gasosos e lixo tóxico – baterias, pilhas,
lâmpadas.
Relacionamento com Consumidores e clientes
a. Desenvolver e implementar programa que permita
oferecer condições dignas e adequadas no relacionamento
com clientes com necessidades especiais – pessoas com
defciência, idosos, obesos, gestantes.
b. Desenvolver e revisar linha de produtos, serviços e
negócios com foco em questões de RSA – cartões
afnidade, fnanciamentos para uso de tecnologias limpas,
fundos verdes, tratamento de lixos e resíduos, mercado de
créditos de carbono, linhas de fnanciamento para
pessoas com necessidades especiais, entre outros.
74
c. Desenvolver e revisar linha de produtos, serviços e
negócios com foco em questões de RSA – cartões
afnidade, fnanciamentos para uso de tecnologias limpas,
fundos verdes, tratamento de lixos e resíduos, mercado de
créditos de carbono, linhas de fnanciamento para
pessoas com necessidades especiais, entre outros.
Objetivo 4: Fortalecer a interação com os públicos
de relacionamento
a. Aperfeiçoar canais de relacionamento com a comunidade
no que tange à responsabilidade socioambiental,
garantindo maior.
b. Aperfeiçoar canais de relacionamento com clientes no
que tange à responsabilidade socioambiental, garantindo
maior.
c. Desenvolver canais de relacionamento com órgãos
ambientais (governo, sociedade civil) no que tange
à responsabilidade socioambiental, garantindo maior
interatividade.
d. Aperfeiçoar canais de relacionamento com fornecedores
no que tange à responsabilidade socioambiental,
garantindo maior interatividade.
e. Aperfeiçoar canais de relacionamento com funcionários
e colaboradores no que tange à responsabilidade
socioambiental, garantindo maior interatividade.
f. Desenvolver sistema de Gestão da Base Acionária de
forma a melhorar o relacionamento com esse público.
g. Promover a criação de conselhos comunitários de
segurança.
Objetivo5:Infuenciaraincorporaçãodosprincípios
de RSA no país
a. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos
fornecedores.
75
b. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos
fornecedores da área de comunicação.
c. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos
clientes.
d. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos
formadores de opinião.
e. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto à
comunidade.
Agenda 2007 – 2008. Investimento Social Privado
a. Rever a formatação dos programas Adolescente
Trabalhador e Estágio de Estudantes, com foco na
formação e empregabilidade do jovem.
b. Rever a formatação do programa Voluntariado, visando
sua maior efcácia e efetividade.
c. Integrar projetos e programas relacionados ao
investimento social privado desenvolvidos pelo Banco.
d. Promover a Inclusão digital por meio do
desenvolvimento de parcerias com empresas (clientes
e fornecedores do governo e demais stakeholders).
76
77
5 – O RECONHECIMENTO SOCIAL DAS AÇÕES DO
BB. AGINDO E INSPIRANDO AÇÕES
Toda empresa deseja ter sua atuação reconhecida e
legitimada pelos públicos com os quais se relaciona. Os esforços
do BB para a prática do crédito responsável foram celebrados pelo
Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD), Dr. Carlos Lopes, por serem inovações
importantes e de grande impacto na melhoria das condições de vida
dos brasileiros, particularmente dos mais vulneráveis: “Esperamos
que o exemplo louvável de responsabilidade socioambiental
do Banco do Brasil seja seguido por muitos outros agentes
fnanciadores, no mundo inteiro”.
Em 2004, a revista Carta Capital divulgou classifcação com
as 80 empresas percebidas como as mais socialmente responsáveis
no País. O BB fcou em 3º lugar, em companhia da Petrobras e da
Natura, 1º e 2º lugares, respectivamente.
Na edição nº 88, de dezembro de 2004, a Revista
Consumidor Moderno publicou a 2ª edição da pesquisa “As
Empresas que Mais Respeitam o Consumidor”. No setor bancário o
BB foi visto como aquele que mais respeita o consumidor, que tem
boa imagem perante esse público e goza do conceito de brasilidade.
Os itens considerados indispensáveis para que a empresa seja
vista como aquela que respeita o consumidor foram: Qualidade,
61%; Atendimento, 53%; Responsabilidade Social, 52%; Preço,
48% e Propaganda, 35%. A pesquisa espontânea foi realizada pelo
Instituto Insterscience e ouviu 4,5 mil consumidores.
Além disso, o Banco do Brasil recebeu os seguintes prêmios,
certifcações ou destaques diretamente relacionados à sua postura
de responsabilidade socioambiental:
Selo Ibase – Desde 1998, o Instituto Brasileiro de Análises
Sociais e Econômicas (Ibase) confere o selo Ibase a todas as
empresas que publicam o balanço social no modelo sugerido
pelo Instituto, dentro da metodologia e dos critérios propostos. O
Selo Balanço Social Ibase demonstra o compromisso da empresa
com a qualidade de vida dos funcionários, da comunidade e do
78
meio ambiente, e que a empresa apresenta publicamente seus
investimentos internos e externos por meio da divulgação anual do
seu balanço social.
O Banco do Brasil recebe o selo Ibase desde o seu
lançamento, evidenciando seu compromisso com a transparência e
com o desenvolvimento social do País.
Prêmio Guia de Boa Cidadania Corporativa da Revista
Exame – É concedido a projetos desenvolvidos ou apoiado por
empresas e fundações empresariais, na área de responsabilidade
social. Abaixo, os destaques concedidos a programas da Fundação
Banco do Brasil (FBB):
➣ 2001 – Destaque Voluntariado: Programa BB Educar;
➣ 2002 – Destaque Comunidade: o Programa Justiça
Itinerante fcou entre os 26 destacados;
➣ 2003 – Destaque Pessoas com Defciência: Projeto
Diversidade.
Prêmio Mauá 2003 – Prêmio concedido à melhor companhia
de capital aberto do ano. O BB concorreu com todas as companhias
da Bovespa e foi escolhido por meio da votação de 180 analistas e
corretores do mercado, administradores de fundos de investimentos
e jornalistas. Espécie de “Oscar” fnanceiro, a premiação é dada à
empresa que mais se destaca em sua relação com os acionistas
e o mercado. Os critérios são a transparência e a qualidade
na divulgação de informações, a política de remuneração de
dividendos, a política de proteção ambiental e de responsabilidade
social e as boas práticas de governança corporativa. O prêmio é
dado pela Comissão Nacional de Bolsas, com apoio do Jornal do
Brasil, Gazeta Mercantil, Associação Comercial do Rio de Janeiro,
Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais e
Associação Brasileira das Companhias Abertas.
Prêmio Faz Diferença 2004 – A FBB recebeu, pelo conjunto
dos seus projetos, o prêmio Faz Diferença na categoria Razão
Social, que seleciona empresas e iniciativas que se destacaram por
sua responsabilidade social.
Prêmio Mário Henrique Simonsen – O Centro Cultural Banco
79
do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-Rio) recebeu em agosto de 2005, da
Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Defciência, o prêmio
Excelência em Balanço Social 2004, instituído pela Assembléia
Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Diversos estabelecimentos
públicos e privados, que propiciam condições adequadas de acesso
às pessoas com defciência, foram classifcados nas categorias
Ouro, Prata ou Bronze. O CCBB-Rio foi o único a receber o Ouro,
devido às adaptações feitas no prédio que foi inaugurado em 1906 e
modernizado nos últimos anos, e que hoje permite o acesso através
de rampas, elevadores, banheiros especiais e adequações nos
teatros e salas de projeção. O CCBB-Rio também conta com um
telefone para surdos e uma programação voltada para a inclusão,
com diversos projetos relacionados com questões sobre defciências
e inclusão social. Além dos critérios físicos e operacionais, foi levada
em consideração a capacitação dos funcionários do Centro Cultural,
aptos para atender pessoas que requeiram cuidados especiais.
Prêmio Balanço Social 2001, 2002, 2003, 2004 e 2005 –
Em agosto de 2006, o BB recebeu, pela quinta vez consecutiva, o
Prêmio Balanço Social como vencedor da Região Centro-Oeste. O
Prêmio, criado em 2001, é promovido pela Aberje, Apimec, Ethos,
Fides e Ibase e tem como objetivo reconhecer os melhores balanços
sociais, referentes às atividades do ano nas seguintes categorias:
Regional; Micro, Pequena e Média Empresa e Destaque Nacional.
Prêmio Empresa Cidadã 2005 – O BB recebeu em
setembro de 2005 o prêmio Empresa Cidadã, promovido pelo
Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro
(CRC-RJ), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
(Firjan) e Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro
(Fecomercio-RJ), contando com o apoio técnico da UFRJ, e que
tem como objetivo reconhecer os melhores balanços sociais dentro
das normas estabelecidas pelo CRC-RJ.

Relatório WWF sobre o Setor Financeiro – O relatório
Sustainable fnance – moving from paper promises to performance
do World Wildlife Fund apresentado no Fórum Econômico
Mundial de Davos, na Suíça, em janeiro de 2006, classifcou o
Banco do Brasil como a instituição fnanceira que mais investe em
políticas socioambientais no País e classifcou-o como o 8º colocado
no ranking mundial de bancos. A adesão do Banco, em 2003, ao
80
Pacto Global foi importante para garantir a citação no documento.
O relatório foi elaborado pela Banktrack, rede internacional
formada por 14 organizações da sociedade civil, que monitora e
avalia as atividades de 39 instituições fnanceiras mundiais. Os
critérios adotados para tal avaliação referiram-se a 13 diferentes
áreas: direitos humanos, gestão de direitos trabalhistas, população
indígena, clima e energia, hidrelétricas, proteção à biodiversidade,
proteção às forestas, pesca, agricultura sustentável, industrias
extrativistas, setor químico e petroquímico, transparência de
informações e sistema de gerenciamento socioambiental.

Selo Empresa Amiga da Criança – O Banco do Brasil
mantém, desde 2004, o selo Empresa Amiga da Criança, da
Fundação Abrinq, consagrada internacionalmente pela atuação no
combate ao trabalho infantil e pelas ações de apoio às crianças
brasileiras. O Banco respondeu questionário onde descreve todas
as ações desenvolvidas para atendimento dos 10 compromissos
estabelecidos, depois passou por uma avaliação que garante a
conformidade das ações. Além disso, a empresa estende essa
responsabilidade por toda a cadeia produtiva. O selo identifca
empresas comprometidas com os direitos e a qualidade de vida
das crianças e adolescentes, reforça a credibilidade, a admiração
e a confança do público em geral e dos consumidores dessas
empresas.
Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – Em
2005, quatro iniciativas sociais apoiadas pelo BB e pela Fundação
Banco do Brasil receberam o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio, promovido pelas Nações Unidas: Associação Vaga-
Lume; Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material
Reaproveitável (Asmare); Projeto Um Milhão de Cisternas e o
Movimento Interestadual das Quebradeiras do Coco Babaçu,
atividade inserida na estratégia do Desenvolvimento Regional
Sustentável (DRS). O Prêmio homenageou ao todo 27 das 920
experiências e personalidades inscritas. Seu objetivo é destacar
aquelas que mais contribuem para a inclusão social, a cidadania e
a promoção dos direitos humanos.
Prêmio Euromoney – Project Finance Deal of the Year
Awards 2005 – com a estruturação do Projeto Eólico da empresa
Ventos do Sul Energia S.A. O projeto, iniciado em outubro de 2005,
se destina a implantar três centrais de geração de energia eólica em
81
Osório (RS), com o total de 150 megawatts de potência, que será
o maior parque do gênero na América Latina e o segundo maior do
mundo e representará o marco da entrada do Brasil no clube dos
países que produzem energia elétrica captada do vento em escala
comercial. O BB foi o estruturador da operação fnanceira que
contará com investimentos totais da ordem de R$ 670,1 milhões
e fnanciamento de R$ 465 milhões, dos quais R$ 105 milhões em
operação direta com o BNDES, e R$ 360 milhões em operação
de repasse, realizado no âmbito do Programa de Apoio Financeiro
a Investimento em Fontes Alternativas do Governo Federal
(Proinfa).

Neste projeto, o BB atua como estruturador, banco líder
e administrador de contas/garantias. A premiação da operação
apresenta-se como uma oportunidade de revelar à comunidade
internacional a parceria entre o BB e o mercado atacado e,
conseqüentemente, demonstrar o compromisso do Banco em atuar
como agente do desenvolvimento nacional.
O Banco do Brasil é também um dos fnalistas do Prêmio
Financial Times de Finanças Sustentáveis, edição 2007. O BB se
classifcou nas categorias “Banco Sustentável”, “Banco Sustentável
em Mercados Emergentes” e “Banqueiros Sustentáveis”.
82
83
6 – A AGENDA CONTINUA. O COMPROMISSO
TAMBÉM
Ao fnal de quatro anos de implementação de sua estratégia
socioambiental, o Banco do Brasil tornou seu compromisso com a
sustentabilidade econômica, social e ambiental uma missão do dia-
a-dia da Instituição.
A cada novo passo, o BB enfrenta novas e maiores
difculdades. Às vezes, prosseguir é mais difícil do que iniciar;
no entanto, é necessário continuar, persistir. A Agenda precisa
ser constantemente atualizada, incorporar novos desafos e
marcar novos encontros com a sustentabilidade. Assim, em 2007,
continuaremos a implementar a Agenda 21 do Banco do Brasil,
consolidando e aprofundando nossas ações.
Pretendemos desenvolver novas linhas de produtos
e serviços voltados especifcamente para a questão social e
ambiental, além de revisar nossos processos à luz dos princípios
socioambientais.
Na perspectiva da ecoefciência, implantaremos programa
visando otimizar a utilização dos recursos naturais no ambiente
corporativo, bem como o tratamento de resíduos gerados pela
atuação do Banco.
Conscientes de que as pessoas que trabalham na
Organização é que constroem a Instituição Banco do Brasil,
faremos com que os cuidados para com nossos funcionários e
colaboradores e a valorização da diversidade continuem presentes
em nossa Agenda.
Com relação à Política Fome Zero do Governo Federal,
permanece a ênfase na implementação de ações promotoras
da inclusão social, com foco no fortalecimento da cidadania e no
desenvolvimento regional sustentável, de forma a gerar trabalho
e renda. Continuaremos, também, a apoiar ações voluntárias dos
funcionários nos diversos projetos em curso nas comunidades.
Sabendo que a ética é pilar fundamental da postura de
responsabilidade socioambiental, avaliaremos nosso sistema de
84
gestão da ética corporativa, tendo como premissas a atualização
sistemática e participativa de nosso código de ética, bem como o
acionamento de mecanismos de gestão que incluam o planejamento
e a implementação de padrões de conduta apropriada, dentro de
um clima de abertura e de esforço ininterrupto para aprimorar a
conduta ética da organização.
Os esforços para a divulgação da postura de
responsabilidade socioambiental e o estímulo para que outras
empresas construam suas Agendas 21 continuarão a merecer
nossa atenção. Uma das maneiras que encontramos para realizar
essa missão é a de compartilhar nossas experiências em fóruns
empresariais e socioambientais, lançando mão das competências
de nossos profssionais, de nossos recursos gerenciais, dos projetos
de educação corporativa e das ações de comunicação.
Estamos cientes e desejamos enfatizar este ponto: a
Agenda 21 Empresarial somente se viabiliza como um projeto
transversal de toda a organização, projeto fundamentado no desejo
e no trabalho de todos os atores que o constroem. Nossa história
tem demonstrado que isto é possível.
Esperamos que a metodologia e as experiências descritas
nesta publicação inspirem outras iniciativas de construção da
sustentabilidade econômica, social e ambiental, brasileira e
planetária.
Saudações.
BANCO DO BRASIL
Conselho Diretor
85
7 – BIBLIOGRAFIA:
AMBIENTE BRASIL. Meio Século de Lutas: Uma Visão
Histórica da Água. Disponível em: <www.ambientebrasil.com.br/
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Socioambiental. Brasília: Diretoria Relações com Funcionários e
Responsabilidade Socioambiental.
BANCO DO BRASIL. (2006). Postura de RSA do Banco
do Brasil. Brasília: Diretoria Relações com Funcionários e
Responsabilidade Socioambiental.
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uma Vida Sustentável. (Trad. Marcelo Brandão Cipolla). São Paulo:
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Disponível em: < http://www.cebds.org.br/cebds/eco-rbe-
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88
8 – ANEXOS
Anexo 1 – Princípios de Estocolmo (texto integral -
1972)
PRINCÍPIO 1 : O homem tem o direito fundamental à
liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequada
em um meio cuja qualidade lhe permite levar uma vida digna e gozar
de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar esse
meio para as gerações presente e futura. A este respeito as políticas
que promovem ou perpetuam o apartheid, a segregação racial, a
discriminação, a opressão colonial eoutras formas de opressão
e de dominação estrangeira continuam condenadas e devem ser
eliminadas.
PRINCÍPIO 2 : Os recursos naturais da Terra, inclusos o
ar, a água, o solo, a fora e a fauna, especialmente as amostras
representativas dos ecossistemas naturais, devem ser preservados
em benefício das gerações presente e futura, mediante uma
cuidadosa planifcação ou regulamentação, segundo seja mais
conveniente.
PRINCÍPIO 3 : Deve ser mantida e, sempre que possível,
restaurada e melhorada, a capacidade da Terra para produzir
recursos vitais renováveis.
PRINCÍPIO 4 : O homem tem a responsabilidade especial de
preservar e administrar ponderadamente o patrimônio representado
pela fora e pela fauna silvestres, bem como pelo seu habitat,
que se encontram atualmente em grave perigo, em virtude da
conjugação de diversos fatores. Conseqüentemente, ao se planejar
o desenvolvimento econômico, deve se atribuir uma importância
específca à conservação da natureza, aí incluídas a fora e a fauna
silvestres.
PRINCÍPIO 5 : Os recursos não-renováveis da Terra devem
ser empregados de maneira a se evitar o perigo de seu esgotamento
e a assegurar a toda a humanidade a participação nos benefícios
de tal emprego.
PRINCÍPIO 6 : Deve pôr-se fm à descarga de substâncias
tóxicas ou de outros materiais, e ainda, à liberação de calor em
quantidades ou concentrações tais que o meio não tenha condições
para neutralizá-lo, de modo a que não sejam causados danos graves
ou irreparáveis aos ecossistemas. Deve ser apoiada a justa luta dos
povos de todos os países contra a contaminação.
89
PRINCÍPIO 7 : Os Estados deverão tomar todas as medidas
possíveis para impedir a contaminação dos mares por substâncias
que possam pôr em perigo a saúde do homem, causar danos aos
seres vivos e à vida marinha, limitar as possibilidades de lazer ou
obstar outras utilizações legítimas do mar.
PRINCÍPIO 8 : O desenvolvimento econômico ou social
é indispensável para assegurar ao homem um ambiente de vida
e trabalho favorável e criar na Terra condições adequadas para
melhorar a qualidade de vida.
PRINCÍPIO 9 : As defciências do meio originadas pelas
condições de subdesenvolvimento e os desastres naturais colocam
graves problemas; a melhor maneira de superá-los é o desenvolvimento
acelerado pela transferência de volume considerável de assistência
fnanceira e tecnológica que complemente os esforços internos dos
países em desenvolvimento, bem como qualquer outra ajuda que
oportunamente possa se fazer necessária.
PRINCÍPIO 10 : Para os países em desenvolvimento a
estabilidade dos preços e a obtenção de adequada receita dos
produtos básicos e de matérias-primas são elementos essenciais
para a organização do meio, uma vez que deve levar-se em conta
tanto os fatores econômicos, como os processos ecológicos.
PRINCÍPIO 11 : As políticas ambientais de todos os
Estados deveriam orientar-se para o aumento do potencial de
crescimento dos países em desenvolvimento e não deveriam
restringir esse potencial, nem obstaculizar a consecução de
melhores condições de vida para todos, e os Estados e organizações
internacionais deveriam tomar todas as providências competentes
com vistas a chegar a um acordo, a fm de enfrentar as conseqüências
econômicas que pudessem advir, tanto no plano nacional, quanto
no internacional, da aplicação de medidas ambientais.
PRINCÍPIO 12 : Dever-se-íam destinar recursos à
conservação e à melhoria do meio, levando em conta as
circunstâncias e necessidades especiais dos países em
desenvolvimento e o montante de gastos que a inclusão de medidas
de conservação do meio possa-lhes acarretar em seus planos de
desenvolvimento, bem com a necessidade de lhes prestar, quando
o salientem, maior assistência técnica e fnanceira de caráter
internacional voltada para esse fm.
PRINCÍPIO 13 : A fm de lograr uma administração mais
racional dos recursos e melhorar assim as condições ambientais,
os Estados deveriam adotar um enfoque integrado e coordenado
de planifcação do seu desenvolvimento, a fm de assegurar-se a
compatibilidade desse processo com a necessidade de proteger e
melhorar o meio humano em benefício de sua população.
90
PRINCÍPIO 14 : O planejamento racional constitui um
instrumento indispensável para conciliar as diferenças que possam
surgir entre as exigências do desenvolvimento e a necessidade de
proteger e melhorar o meio.
PRINCÍPIO 15 : Deve-se aplicar o planejamento tanto na
ocupação do solo para fns agrícolas, como na urbanização, com
vistas a evitar efeitos prejudiciais sobre o meio e a obter o máximo
benefício social, econômico e ambiental para todos. A este respeito
devem ser abandonados os projetos destinados à dominação
colonialista e racista.
PRINCÍPIO 16 : Nas regiões onde existe o risco de as altas
taxas de crescimento demográfco ou as concentrações excessivas
da população prejudicarem o meio ou o desenvolvimento, ou onde
a baixa densidade populacional possa impedir a melhora do meio
e obstaculizar o desenvolvimento, deveriam ser aplicadas políticas
demográfcas que mantivessem o respeito pelos direitos humanos
fundamentais e, ao mesmo tempo, contassem com a aprovação
dos governos interessados.
PRINCÍPIO 17 : Deve ser confada às instituições nacionais
competentes a tarefa de planejar, administrar e controlar a utilização
dos recursos ambientais dos Estados, com a fnalidade de melhorar
a qualidade do meio.
PRINCÍPIO 18 : Como parte da contribuição que é lícito
esperar da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento
econômico e social, devem elas ser utilizadas para descobrir, evitar
e combater os riscos que ameaçam o meio, para a solução dos
problemas ambientais e para o bem comum da humanidade.
PRINCÍPIO 19 : É indispensável um trabalho de educação
em questões ambientais dirigido, seja às gerações jovens, seja aos
adultos, o qual dê a devida atenção aos setores menos privilegiados
da população, a fm de favorecer a formação de uma opinião pública
bem informada e uma conduta dos indivíduos, das empresas e das
coletividades, inspiradas no sentido de sua responsabilidade com a
proteção e melhoria do meio, em toda a sua dimensão humana.
PRINCÍPIO 20 : Devem ser fomentados em todos os países,
especialmente nos em desenvolvimento, a pesquisa e o progresso
científco referentes aos problemas ambientais, tanto nacionais
quanto multinacionais. A esse respeito, o livre intercâmbio de
informações e experiências científcas atualizadas deve ser objeto
de apoio e de assistência, a fm de facilitar a solução dos problemas
ambientais; a tecnologia ambiental deve ser colocada a serviço
dos países em desenvolvimento, em condições tais que favoreça
sua ampla difusão e sem representar, por outro lado, uma carga
econômica excessiva para esses países.
91
PRINCÍPIO 21 : Consoante a Carta das Nações Unidas
e os princípios do Direito Internacional, os Estados têm o direito
soberano de explorar os seus recursos de acordo com a sua
política ambiental e têm a obrigação de se assegurarem de que as
atividades levadas a cabo dentro de suas jurisdições ou sob o seu
controle não prejudiquem o meio de outros Estados ou o de zonas
situadas fora das jurisdições nacionais.
PRINCÍPIO 22 : Os Estados devem cooperar para o
contínuo desenvolvimento do Direito Internacional no que se refere
à responsabilidade e à indenização às vítimas de contaminação
e de outros danos ambientais por atividades realizadas dentro da
jurisdição ou sob controle de tais Estados, bem como zonas situadas
fora de suas jurisdições.
PRINCÍPIO 23 : Sem prejuízo dos princípios gerais que
possam ser acordados pela comunidade internacional, bem como
dos critérios e níveis mínimos a serem defnidos a nível nacional,
será sempre indispensável considerar os sistemas de valores
prevalecentes em cada país e discutir a aplicabilidade de certas
normas que possam ser válidas para os países mais avançados,
porém inadequadas ou de alto custo social para os países em
desenvolvimento.
PRINCÍPIO 24 : Todos os países, grandes ou pequenos,
devem empenhar-se com espírito de cooperação e em pé de
igualdade na solução das questões internacionais relativas à
proteção e melhoria do meio. É indispensável cooperar mediante
acordos multilaterais e bilaterais e por outros meios apropriados, a
fm de evitar, eliminar ou reduzir, e controlar efcazmente os efeitos
prejudiciais que as atividades que se realizem em qualquer esfera
possam acarretar para o meio, levando na devida conta a soberania
e os interesses de todos os Estados.
PRINCÍPIO 25 : Os Estados deverão estar assegurados
de que as organizações internacionais realizem um trabalho
coordenado, efcaz e dinâmico na conservação e melhoria do
meio.
PRINCÍPIO 26 : Deve-se livrar o homem e o meio humano
dos efeitos de armas nucleares e dos demais meios de destruição
maciça. Os Estados devem procurar chegar rapidamente a um
acordo, nos organismos internacionais competentes, sobre a
eliminação e completa destruição das mesmas armas.
(Fonte: DHnet - Rede de Direitos Humanos e Cultura. Sítio na Internet. Acesso em
04.065.2006.)
92
Anexo 2 – Plataforma das 21 Ações Prioritárias da
Agenda 21 Brasileira
A economia da poupança na sociedade do
conhecimento
Objetivo 1 – Produção e consumo sustentáveis contra a cultura do
desperdício.
Objetivo 2 – Ecoefciência e responsabilidade social das
empresas.
Objetivo 3 – Retomada do planejamento estratégico, infra-estrutura
e integração regional.
Objetivo 4 – Energia renovável e a biomassa.
Objetivo 5 – Informação e conhecimento para o desenvolvimento
sustentável.
Inclusão social para uma sociedade solidária
Objetivo 6 – Educação permanente para o trabalho e a vida.
Objetivo 7 – Promover a saúde e evitar a doença, democratizando
o SUS.
Objetivo 8 – Inclusão social e distribuição de renda.
Objetivo 9 – Universalizar o saneamento ambiental protegendo o
ambiente e a saúde.
Estratégia para a sustentabilidade urbana e rural
Objetivo 10 – Gestão do espaço urbano e a autoridade
metropolitana.
Objetivo 11 – Desenvolvimento sustentável do Brasil rural.
Objetivo 12 – Promoção da agricultura sustentável.
Objetivo 13 – Promover a Agenda 21 Local e o desenvolvimento
integrado e sustentável.
Objetivo 14 – Implantar o transporte de massa e a mobilidade
sustentável.
Recursos naturais estratégicos: água, biodiversi-
dadeeforestas
Objetivo 15 – Preservar a quantidade e melhorar a qualidade da
água nas bacias hidrográfcas.
Objetivo 16 – Política forestal, controle do desmatamento e
corredores de biodiversidade.
93
Governança e ética para a promoção da
sustentabilidade
Objetivo 17 – Descentralização e o pacto federativo: parcerias,
consórcios e o poder local.
Objetivo 18 – Modernização do Estado: gestão ambiental e
instrumentos econômicos.
Objetivo 19 – Relações internacionais e governança global para o
desenvolvimento sustentável.
Objetivo 20 – Cultura cívica e novas identidades na sociedade da
comunicação.
Objetivo 21 – Pedagogia da sustentabilidade: ética e solidariedade.
Fonte: Agenda 21 Brasileira - Ações Prioritárias. Ministério do Meio Ambiente, 2004.

Anexo3–númerosdapobrezaedafome
As faces da pobreza
Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem com
menos de um dólar por dia. Outros 2.7 bilhões lutam para
sobreviver com menos de dois dólares por dia. A pobreza nos
países em desenvolvimento, no entanto, vai muito além da pobreza
de renda. Signifca ter de caminhar mais de 1,5 quilômetro todos
os dias, apenas para ir buscar água e lenha; signifca sofrer de
doenças que, nos países ricos, foram erradicadas há décadas.
Todos os anos, morrem 11 milhões de crianças, a maioria das
quais com menos de cinco anos; e mais de seis milhões morrem
devido a causas totalmente evitáveis como a malária, a diarréia e
a pneumonia.
Em alguns países extremamente pobres, menos de metade
das crianças freqüentam o ensino primário e uma percentagem
inferior a 20% passa para o ensino secundário. No mundo inteiro,
114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível
básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.
Causas e expressões da pobreza
Saúde
• Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má
nutrição antes de completar cinco anos.
94
• Mais de 50% dos africanos sofrem de doenças relacionadas
à qualidade da água, como cólera e diarréia infantil.
• Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta
outras 8.200.
• A cada 30 segundos, uma criançaafricanamorredevidoà
malária – o que signifca mais de um milhão de crianças mortas por
ano.
• A cada ano, aproximadamente 300 a 500 milhões de pessoas
são infectadas pela malária. Aproximadamente três milhões de
pessoas morrem por causa da doença.
• Tuberculose (TB) é a principal causa de morte relacionada
com a AIDS e, em algumas partes da África, 75% das pessoas
portadoras do vírus HIV também têm TB.
Fome
• Mais de 800 milhões de pessoas vão se deitar todas as
noites com fome; dentre elas, 300 milhões são crianças.
• Desses 300 milhões de crianças, apenas 8% são vítimas de
fome ou de outras condições de emergência. Mais de 90% sofrem
de má nutrição prolongada e de um défcit de micronutrientes.
• A cada 3,6 segundos, mais uma pessoa morre de fome; em
sua grande maioria, crianças com menos de 5 anos.
Água
• Mais de 2,6 bilhões de pessoas – mais de 40% da população
mundial – carecem de saneamento básico e mais de um bilhão
continuam a usar fontes de água imprópria para o consumo.
• Quatro em cada dez pessoas no mundo carecem de acesso
a uma simples latrina.
• Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem
todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.
Agricultura
• Em 1969, a África era um exportador líquido de alimentos; hoje,
o continente importa um terço dos cereais de que necessita.
• Mais de 40% dos africanos não têm capacidade de obter
diariamente os alimentos sufcientes.
• A decrescente fertilidade dos solos, a sua degradação e a
95
pandemia da AIDS levaram a uma diminuição da produção de
alimentos per capita da ordem dos 23%, nos últimos 25 anos,
apesar de a população ter aumentado muito signifcativamente.
• O agricultor africano paga pelos fertilizantes convencionais
entre três e seis vezes mais do que o seu custo no mercado
mundial.
O efeito devastador da pobreza nas mulheres
• Mais de 80% dos agricultores da África são mulheres.
• Mais de 40% das mulheres africanas carecem de acesso ao
ensino básico.
• Se uma menina receber instrução durante seis anos ou mais,
a sua utilização, quando adulta, dos cuidados pré e pós-natais e a
taxadesobrevivênciaaopartoaumentam signifcativamente.
• As mães que possuem instrução vacinam os flhos com uma
freqüência50%superior à das mães não-instruídas.
• A AIDS propaga-se com o dobro da rapidez entre as
meninas não-instruídas, em comparação com aquelas que têm
alguma escolaridade.
• Os flhos de uma mulher que freqüentou o ensino primário
durante cinco anos apresentam uma taxa de sobrevivência 40%
superior aos flhos das mulheres sem qualquer instrução.
• Uma mulher da África sub-saariana tem 1 possibilidade em
16 de morrer durante a gravidez ou o parto. Na América do Norte,
o risco de é 1 em cada 3.700 casos.
• Em cada minuto, uma mulher morre no mundo durante
a gravidez ou o parto. Isto signifca que, no total, morrem 1.400
mulheres por dia – isto é, 529.000 por ano – devido a causas
relacionadas com a gravidez.
• Quase metade dos partos, nos países em desenvolvimento,
não são assistidos por um técnico de saúde.
(Fonte: Pnud. Millenium Project. Sítio na Internet. Acesso em 23.05.2006.)

Anexo 4 – Unep Statement by Financial Institutions
on the Environment & Sustainable Development
As revised – May 1997.
We members of the fnancial services industry recognize
that sustainable development depends upon a positive interaction
96
between economic and social development, and environmental
protection, to balance the interests of this and future
generations. We further recognize that sustainable development
is the collective responsibility of government, business, and
individuals. We are committed to working cooperatively with
these sectors within the framework of market mechanisms
toward common environmental goals.
1. Commitment to Sustainable Development.
1.1 We regard sustainable development as a fundamental aspect
of sound business management.
1.2 Believe that sustainable development can best be achieved by
allowing markets to work within an appropriate framework of
cost-effcient regulations and economic instruments.
Governments in all countries have a leadership role in
establishing and enforcing long-term common environmental
priorities and values.
1.3 We regard the fnancial services sector as an important
contributor towards sustainable development, in association
with other economic sectors.
1.4 We recognize that sustainable development is a corporate
commitment and an integral part of our pursuit of good
corporate citizenship.
2. Environmental Management and Financial Institutions.
2.1 We support the precautionary approach to environmental
management, which strives to anticipate and prevent potential
environmental degradation.
2.2 We are committed to complying with local, national, and
international environmental regulations applicable to
our operations and business services. We will work towards
integrating environmental considerations into our operations,
asset management, and other business decisions, in all
markets.
2.3 We recognize that identifying and quantifying environmental
risks should be part of the normal process of risk assessment
and management, both in domestic and international
operations. With regard to our customers, we regard
compliance with applicable environmental regulations and
the use of sound environmental practices as important factors
in demonstrating effective corporate management.
97
2.4 We will endeavor to pursue the best practice in environmental
management, including energy effciency, recycling and
waste reduction. We will seek to form business relations with
partners, suppliers, and subcontractors who follow similarly
high environmental standards.
2.5 We intend to update our practices periodically to incorporate
relevant developments in environmental management. We
encourage the industry to undertake research in these and
related areas.
2.6 We recognize the need to conduct internal environmental
reviews on a periodic basis, and to measure our activities
against our environmental goals.
2.7 We encourage the fnancial services sector to develop products
and services which will promote environmental protection.
3. Public Awareness and Communication.
3.1 We recommend that fnancial institutions develop and publish
a statement of their environmental policy and periodically
report on the steps they have taken to promote integration of
environmental considerations into their operations.
3.2 We will share information with customers, as appropriate, so
that they may strengthen their own capacity to reduce
environmental risk and promote sustainable development.
3.3 We will foster openness and dialogue relating to environmental
matters with relevant audiences, including shareholders,
employees, customers, governments, and the public.
3.4 We ask the United Nations Environment Programme (UNEP)
to assist the industry to further the principles and goals of
this Statement by providing, within its capacity, relevant
information relating to sustainable development.
3.5 We will encourage other fnancial institutions to support this
Statement. We are committed to share with them our
experiences and knowledge in order to extend best
practices.
3.6 We will work with UNEP periodically to review the success
in implementing this Statement and will revise it as appropriate.
We, the undersigned, endorse the principles set forth in the
above statement and will endeavor to ensure that our policies
and business actions promote the consideration of the
environment and sustainable development.
(Fonte: Unep Finance Initiative, 1997.)
98
Anexo 5 – Construindo uma Agenda 21 Empresarial
1. Decisão estratégica de assumir compromisso com a
responsabilidade socioambiental.
2. Criação de uma área organizacional articuladora.
3. Criação de um grupo mobilizador com representantes de
todas as vice-presidências.
4. Defnição de um conceito de responsabilidade
socioambiental.
5. Declaração de princípios de responsabilidade
socioambiental.
6. Defnição de direcionadores estratégicos das ações de RSA.
7. Diagnóstico da postura de responsabilidade socioambiental
no BB.
8. Realização do IV Fórum de Gestão de Pessoas e RSA.
9. Construção de plano de responsabilidade socioambiental
– embrião da Agenda 21.
10. Formulação de modelo de gestão socioambiental.
a. Defnição de papéis relacionados à RSA.
b. Defnição do processo deliberativo e consultivo em
comitês, comissões e Conselho Diretor.
c. Defnição de instâncias consultivas com públicos de
relacionamento.
d. Criação de mecanismos de acompanhamento e
de avaliação do processo de internalização da cultura de
responsabilidade socioambiental no Banco do Brasil (painel
socioambiental).
11. Inclusão dos princípios de RSA nas Políticas Gerais do BB.
12. Incorporação nos painéis de acompanhamento estratégico e
operacional do BB da perspectiva “sociedade”.
13. Formulação dos eixos estratégicos e pragmáticos da
Agenda 21.
14. Criação do Painel do Desenvolvimento Sustentável.
15. Realização da I Ofcina de Responsabilidade Socioambiental
do BB.
16. Defnição dos indicadores do Painel do Desenvolvimernto
Sustentável.
17. Atualização da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007
a. Defnição de macroações pela I Ofcina de RSA
(Executivos do BB – junho de 2005).
b. Reunião preparatória com o Grupo RSA para orientar o
99
processo de consulta às Unidades Estratégicas (Dires –
agosto de 2005).
c. Encontros com os colegiados das Unidades Estratégicas
(Dires - setembro a novembro de 2005).
d. Consulta às Unidades Estratégicas para detalhamento
da Agenda 21 e defnição dos indicadores do Painel
de Desenvolvimento Sustentável (Grupo RSA – outubro e
novembro de 2005).
e. Ofcina com o Grupo RSA para consolidação dos insumos
obtidos nas consultas (Dires – novembro de 2005).
f. Aprovação das propostas apresentadas. (Comitês das
áreas estratégicas – novembro de 2005).
g. Formatação da Agenda 21 revista e do Painel do
Desenvolvimento Sustentável (Dires e Direo – dezembro
de 2005).
h. Encaminhamento de nota administrativa para aprovação
do Conselho Diretor do BB (Dires e Direo – dezembro
de 2005).
Legenda:
Dires – Diretoria Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental
Direo – Diretoria Estratégia e Organização
(Fonte: Banco do Brasil - Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade
Socioambiental - Dires).
Anexo 6 – Recomendações do GT-Protocolo Verde
àsInstituiçõesFinanceirasOfciais
1. Explicitar seu compromisso com a variável ambiental, por
intermédio de uma Carta de Princípios, que serviria tanto como
guia interno para suas operações, como de estímulo aos clientes,
sobre a relevância do meio ambiente na elaboração e gestão de
projetos. Esta atitude tem sido tomada por vários bancos públicos e
privados em todo o mundo, ao aderirem à Declaração Internacional
dos Bancos para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,
patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA).
2. Constituir unidades ou grupos de técnicos que se dediquem
especialmente para identifcar a relação entre meio ambiente e as
atividades econômicas, atuando internamente para a promoção
e a coordenação de atividades estratégicas quanto ao tema e
participando de atividades externas com outras instituições. Tal
providência é necessária para a plena incorporação da variável
100
ambiental nas estruturas das instituições fnanceiras federais e
para executar os compromissos frmados pela diretoria na Carta
de Princípios. As instituições fnanceiras poderão buscar apoio para
o treinamento dessas unidades junto a fontes internacionais ou
nacionais privadas.
3. Promover a difusão de conhecimentos sobre o meio ambiente
para os empregados, por intermédio de treinamento, intercâmbio
de experiências, elaboração e análise de projetos ambientais etc.
Seria também desejável a utilização da rede de agências para
complementar iniciativas de educação ambiental.
4. Adotar sistemas internos de classifcação de projetos
que levem em conta o impacto sobre o meio ambiente e suas
implicações em termos de risco de crédito. Este procedimento
facilitará a análise dos projetos nas diversas áreas operacionais
dos bancos e permitirá priorizar propostas que utilizarem técnicas e
procedimentos ambientalmente sustentáveis.
5. Identifcar mecanismos de diferenciação nas operações de
fnanciamento, em termos de prazos e taxas de juros, com base
na mensuração dos custos decorrentes de passivos e riscos
ambientais.
6. Promover a criação de linhas de fnanciamento para as
atividades de reciclagem, recuperação de resíduos e recuperação
das áreas de disposição.
(Fonte: Jornal do Meio Ambiente, 2006.)

Anexo 7 – Carta de Princípios para o Desenvolvimento
Sustentável (Protocolo Verde)
Os bancos abaixo assinados reconhecem que podem
cumprir um papel indispensável na busca de um desenvolvimento
sustentável que pressuponha uma contínua melhoria no bem-
estar da sociedade e na qualidade do meio ambiente. Para tanto,
propõem-se a empreender políticas e práticas bancárias que estejam
sempre e cada vez mais em harmonia com o objetivo de promover
um desenvolvimento que não comprometa as necessidades das
gerações futuras.
Princípios Gerais do Desenvolvimento Sustentável:
1. A proteção ambiental é um dever de todos que desejam
melhorar a qualidade de vida no planeta e extrapola qualquer
tentativa de enquadramento espaço-temporal.
2. Um setor fnanceiro dinâmico e versátil é fundamental para o
desenvolvimento sustentável.
3. O setor bancário deve privilegiar de forma crescente o
fnanciamento de projetos que não sejam agressivos ao meio
101
ambiente ou que apresentem características de
sustentabilidade.
4. Os riscos ambientais devem ser considerados nas análises e
nas condições de fnanciamento.
5. A gestão ambiental requer a adoção de práticas que antecipem
e previnam degradações do meio ambiente.
6. A participação dos clientes é imprescindível na condução da
política ambiental dos bancos.
7. As leis e regulamentações ambientais devem ser aplicadas e
exigidas, cabendo aos bancos participar da sua divulgação.
8. A execução da política ambiental nos bancos requer a criação
e treinamento de equipes específcas dentro dos seus
quadros.
9. A eliminação de desperdícios, a efciência energética e o uso
de materiais reciclados são práticas que devem ser
estimuladas em todos os níveis operacionais.
10. Os princípios aqui assumidos devem constituir compromisso
de todas as instituições fnanceiras.
Assinam,
Banco do Brasil S.A.
Caixa Econômica Federal
Banco do Nordeste do Brasil S. A.
Banco da Amazônia S.A.
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(Fonte: Jornal do Meio Ambiente, 2006.)

Anexo8–GrandesnúmerosdoBBnoFomeZero–
Consolidado 2003/2006
Nestes quatro anos as ações do BB no Fome Zero já
benefciaram mais de 3 milhões de pessoas em mais de 2.500
municípios brasileiros.
A principal contribuição do Banco para o Fome Zero, a
estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável – DRS,
já benefciou 230.939 famílias em todas as regiões brasileiras,
envolvendo recursos na ordem de R$ 867 milhões.
Os grandes números, nesse período, incluem ainda:
• 128.574 jovens e adultos alfabetizados pelo Programa BBEducar.
Em 2006 foram alfabetizadas 53.405 pessoas.
• R$ 6.705.852,48 investidos em ações de geração de
emprego e renda, provenientes de percentual do Fundo BB DI
Básico e do Seguro Vida Mulher. Em 2006 foram repassados
R$ 1.379.600,74.
102
• R$ 554.115,91 repassados ao Fundo de Combate e
Erradicação da Pobreza, ao Programa QueroLer e ao Programa
Arca das Letras, referentes a 20% das bilheterias dos Centros
Culturais Banco do Brasil. Em 2006 foram repassados
R$ 163.167,62 para a criação de bibliotecas públicas – Arca das
Letras.
• 4.955 toneladas de alimentos arrecadados nos eventos de
marketing esportivo, cultural e outros. Em 2006 foram arrecadadas
145 toneladas, registradas no Gerenciador de Recursos Sociais.
• 30.724 empregos temporários gerados nos eventos de marketing
esportivo e cultural. Só em 2006, foram 5.507.
• 3.082 pessoas capacitadas em educação cidadã pela Ofcina
Pão e Beleza – 1.572 pessoas da comunidade e 1.510 funcionários
do Banco. Em 2006 foram 673: 218 pessoas da comunidade e 455
funcionários do BB.
• 157.866 benefciários diretos apoiados nas cadeias produtivas
(caprinocultura, piscicultura, cajucultura, caprinocultura, apicultura,
recicláveis, artesanato e outras). Em 2006 foram benefciadas
91.654 pessoas.
• 11 incubadoras de cooperativas apoiadas pela Fundação Banco
do Brasil no Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas
Populares – PRONINC, que benefciaram 3.552 pessoas. Em 2006,
4 incubadoras foram implantadas, benefciando 400 pessoas.
• 97.245 agricultores familiares benefciados pelas linhas
de crédito PRONAF “B” e PRONAF “semi-árido”, totalizando
R$ 112.544.364,00. Em 2006 foram benefciados 41.766 agricultores
familiares, envolvendo R$ 56.371.589,00.
• 1.744 pontos de inclusão digital, implantados pelo Programa de
Inclusão Digital do BB e pelo Programa Estação Digital da Fundação
Banco do Brasil. Em 2006 foram implantados 49 telecentros e 20
estações digitais.
• 1.921 empregos gerados com o Projeto Sustentável da Costa
do Sauípe – Projeto Berimbau. Em 2006, 331 pessoas foram
benefciadas.
• 53.000 crianças e adolescentes atendidos, anualmente, pelo
Programa AABB Comunidade.
103
• 38.424 funcionários participaram dos cursos de Capacitação do
Voluntariado BB. Em 2006, 11.262 funcionários foram capacitados.
• 14.500 adolescentes atendidos pelo Programa Adolescente
Trabalhador. Em 2006, 4.817 jovens prestaram serviço nas
dependências do Banco.
• 385 pessoas atendidas pelas escolinhas de informática
e telemarketing desenvolvidas no âmbito das Ofcinas
Profssionalizantes da G.R.E.S. da Mangueira, sendo 160 pessoas
atendidas na escolinha de informática e 225 pessoas na escolinha
de telemarketing. Em 2006, 100 pessoas foram atendidas.
• 400 pessoas alfabetizadas e 725 incluídas digital e socialmente
por meio do Projeto Luz das Letras, desenvolvido na comunidade
Bosque Mont Serrat (RJ), em 2006.
• 10.192 agricultores benefciados e 2.193 capacitados em
iniciativas voltadas para a economia popular e solidária (2006).
• 3.087 malotes disponibilizados a cooperativas de reciclagem,
viabilizando a produção de bolsas e mochilas, além da
comercialização no mercado interno e externo (2006).
• 5.140 pontos de atendimento do Banco Popular do Brasil criados
em 2006, possibilitando a abertura de conta corrente simplifcada
para a população de baixa renda, moradores da periferia de
grandes centros e de regiões desassistidas por bancos, além de
microempresários da economia informal.
• 58.287 micro e pequenas empresas benefciadas, em 2006, pelo
Programa de Geração de Emprego e Renda – PROGER.
• 6.000 empresas benefciadas por meio de 120 Arranjos
Produtivos Locais – APLs, voltados para a geração de trabalho e
renda (2006).
• 35.000 cooperados benefciados por meio de cooperativas de
crédito popular – 40 convênios formalizados só em 2006.
• 12.680 benefciários e 320 trabalhadores capacitados por meio
do Projeto Urucuia, viabilizando a produção apícola, fruticultura do
cerrado, artesanato e turismo, nas comunidades da região do Vale
do Rio Urucuia e Parque Grande Sertão (MG) – 2006.
104
• 2.587 benefciários apoiados mediante parcerias com instituições
públicas e privadas da sociedade civil voltadas para o resgate da
cidadania de populações de antigos quilombos (2006).
• 2.989 benefciários e 590 agricultores familiares capacitados
nos modelos sustentáveis de agricultura, respeitando padrões
ecológicos, econômicos e sociais, em 2006.
• 182 empregos gerados, em 2006, na comunidade de Piraí (RJ),
inclusive para pessoas com defciência.
• 208.566 estudantes de escolas primárias e secundárias
benefciados, em 2006, pelo acesso às exposições do Circuito
Cultural e à programação cultural oferecida pelos Centros Culturais
do BB.
• 15.406 benefciários do Projeto Hortas Comunitárias.
• 25.439 agricultores apoiados por meio de ações de incentivo à
comercialização da produção oriunda da agricultura familiar e dos
assentamentos da reforma agrária (2003 e 2004).
• 210 famílias de seringueiros extrativistas e pequenos produtores
de borracha, habitantes da região amazônica, benefciadas pela
reaplicação de tecnologias sociais na cadeia produtiva da borracha
– Projeto TECBOR (2004).
• 415 diagnósticos elaborados pelo Agente de Transformação
Rural – ATR – Fase 2, com 118 relatórios-diagnósticos que envolvem,
como base econômica ou potencialidade, a ovinocaprinocultura e
apicultura em 112 municípios em 12 estados do Norte e Nordeste
(2003 e 2004).
• 20.502 cisternas construídas nas regiões do semi-árido, em
parceria com a Febraban.
(Fonte: Banco do Brasil - Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade
Socioambiental - Dires).
Desenvolvido em parceria com
o Ministério do Meio Ambiente
Responsabilidade
Socioambiental
Desenvolvimento
Ministério do
Meio Ambiente
Ministério do
Meio Ambiente

O crescimento econômico é uma condição necessária, mas não suficiente, para o desenvolvimento sustentável, o qual pressupõe um processo de inclusão social com uma vasta gama de oportunidades e opções para as pessoas. Além de empregos de melhor qualidade e de rendas mais elevadas, é preciso que os brasileiros, todos os brasileiros, desfrutem de uma vida longa e saudável, adquiram conhecimentos técnicos e culturais, tenham acesso aos recursos necessários a um padrão de vida decente. Não pode haver desenvolvimento enquanto houver iniqüidades sociais crônicas no nosso País.
(Agenda 21 Brasileira - Ações Prioritárias. Ministério do Meio Ambiente, 2004)

Responsabilidade Socioambiental na Prática

Apresentação da Ministra Marina Silva O Ministério do Meio Ambiente vem trabalhando, ao longo dos últimos quatro anos, para promover e realizar políticas estruturantes para o País, tendo a preservação ambiental como o elemento que orienta o processo de desenvolvimento, de forma sustentável e qualificada. Programas como a Agenda 21 contribuem para que essas políticas possam mudar o modelo insustentável de produção e consumo vigente, proporcionando, por um lado, maior clareza sobre o papel de cada setor na busca pela sustentabilidade e, por um outro lado, incremento à capacidade de planejamento da sociedade e governo e a realização de ações integradas com outros ministérios, com organizações governamentais, nãogovernamentais, movimentos sociais e empresas. Para disseminar a importância da implantação do conceito de sustentabilidade para o desenvolvimento, estamos dialogando com todos os setores da sociedade brasileira, e isso já se transformou em parcerias bem sucedidas com setores empresariais e em particular com o Banco do Brasil. O Protocolo de Intenções firmado entre essa instituição e o MMA, que estabeleceu as condições e procedimentos necessários para a implantação de Agendas 21 locais como instrumentos de promoção do desenvolvimento sustentável local e regional do público beneficiário do Banco do Brasil, foi o início de um trabalho que hoje vemos como um compromisso de longo prazo da Empresa em integrar a sustentabilidade no seu cotidiano. É importante resgatar que o conceito de sustentabilidade construído na Agenda 21 Brasileira, por sua vez, reconhece a importância da dimensão econômica, mas ressalta que a eficiência requerida por essa dimensão não pode comprometer a qualidade do meio ambiente e a capacidade de reprodução e conservação dos ecossistemas. O processo econômico deve servir ao bem-estar da sociedade, atendendo, prioritariamente, às exigências de geração de trabalho e renda de forma distribuída no território, adensando as cadeias produtivas com a preservação dos ativos ambientais e a inclusão social. Esse processo combinado de eficiência e competitividade econômica, conservação ambiental e eqüidade social deve contemplar a integração, a redução das desigualdades e a desconcentração das atividades econômicas no território, contribuindo, assim, para a implantação do desenvolvimento sustentável.

e traz. como podemos verificar na análise deste documento. as políticas devem envolver. implica em um grande empenho e determinação do Banco do Brasil. em termos econômicos. ciente de que o alcance deste trabalho pode abrir novos e frutíferos espaços de inclusão para importantes segmentos de nossa sociedade. E isso exige participação e comprometimento de todos os seus dirigentes e funcionários. o MMA prestou seu total apoio e parceria. sendo evidente que a competitividade de nosso país se dá. um rico histórico dos movimentos internacionais que culminaram na proposta de construção de sociedades sustentáveis. ainda. fundamental para o alcance da sustentabilidade em nosso país. na prática”. Sabemos que viabilizar. tendo como lócus a responsabilidade social e ambiental. na prática. Constata-se que o Produto Interno Bruto brasileiro depende em cerca de 50% da sua biodiversidade. dentre outros aspectos. já apresenta resultados positivos. nos sentimos recompensados por participar desta realização. Hoje.Nesse contexto. tendo em vista que. o econômico e financeiro. Que a direção escolhida. a geração de emprego. Por isso. muito em função da abundância dos recursos naturais que temos. a parceria estabelecida entre o MMA e o Banco do Brasil é considerada essencial para os propósitos da sustentabilidade. Desta forma. sempre. O processo de construção da Agenda 21 do Banco do Brasil. trabalho e renda. quando o Banco do Brasil sinalizou com a construção de sua Agenda 21. e de toda a comunidade que se relaciona com o Banco do Brasil. os conceitos da Agenda 21 dentro e fora da Empresa. a Agenda 21 do Banco do Brasil se torna um processo em constante construção. expresso no compromisso de construir e implementar ações voltadas para a “responsabilidade socioambiental. Marina Silva Ministra de Estado do Meio Ambiente . para o novo modelo de desenvolvimento proposto. as convicções que estão em construção e os resultados pretendidos sejam as motivações a ocuparem cotidianamente o coração e a guiarem as mãos da comunidade de dirigentes e funcionários do Banco do Brasil. incorporando a questão ambiental de forma transversal.

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financiando a agricultura familiar. coerente com uma de nossas premissas institucionais. o agronegócio. De fato. Esperamos que nosso intento se realize. Como um dos principais agentes do desenvolvimento econômico e social do País. concretizado em sua Agenda 21 Empresarial. qual seja. O espírito que anima o texto que ora apresentamos é o de um depoimento honesto. as micro e pequenas empresas e outros setores produtivos. o Banco impulsiona a economia e o desenvolvimento dos municípios onde atua. rumo a um país próspero e a um planeta sustentável. a de contribuir para a incorporação dos princípios de responsabilidade socioambiental pelas empresas brasileiras. Mais. Para o Banco do Brasil é um compromisso que faz parte de sua estratégia corporativa. Oferecemos nossa experiência e a história de nossos esforços no desejo de contribuir com a comunidade empresarial para o aperfeiçoamento das práticas administrativas e negociais. procurando inovar continuamente em suas ações. ainda: deseja fazer jus à sua relevância nacional. o Banco do Brasil trabalha para tornar-se referência em responsabilidade socioambiental. inspirando outras empresas a construírem suas Agendas 21 Empresariais. Responsabilidade Socioambiental deixou de ser um sentimento de alguns para ser um valor da sociedade.Nossa Agenda com a sustentabilidade A responsabilidade socioambiental faz parte da tradição quase bicentenária do Banco do Brasil. o comércio exterior. Boa leitura! BANCO DO BRASIL Luiz Oswaldo Sant’Iago Moreira de Souza Vice-presidente Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental .

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. Por um mundo sustentável .........I Oficina de Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil .Uma estratégia de negócios socialmente responsáveis ............................... 32 ......................... 27 ....... 29 .... 01 ........ Um instrumento para a gestão da estratégia socioambiental .SUMÁRIO 1 O Mundo pede cuidados ........ 12 ........................ O sofrimento planetário se intensifica.. O caminho percorrido................................ A Agenda 21 empresarial .... 13 2 O novo contexto econômico e a responsabilidade social das empresas ........ 05 .Rio+10... Um jeito de fazer .Uma parceria estratégica em torno de princípios e ações.......A Agenda 21 Global....1972..................A responsabilidade socioambiental empresarial no Brasil.......................... O ano que não terminou .....O nascimento de uma agenda...O novo milênio............. 08 ........... História de uma decisão estratégica ........ 19 ......... .............. A sustentabilidade nos negócios.......... 31 .. 37 .........A década de 80...O painel do desenvolvimento sustentável...A Agenda 21 no Brasil .................... 38 4 A Agenda 21 do BB...................Agenda 21 responsabilidade socioambiental.........A década de 90............. 23 3 O Banco do Brasil e o compromisso socioambiental.............................. Um plano de ação . 46 ............................................................... A miséria e a fome .................................. Desenvolvendo o Brasil de maneira sustentável... 10 ................. Definindo o desenvolvimento sustentável ............................... A gestão da responsabilidade socioambiental no BB .......A responsabilidade socioambiental e as instituições financeiras ...Dimensões estratégicas e programáticas da Agenda 21 do BB. 09 ...... Responsabilidade socioambiental na prática Agenda 2003-2006.......................

......Investimernto na formação de funcionários ............ 62 .......................................Programa de assistência a vítimas de assalto e seqüestro (Pavas) ...................................................................... 58 ........ 59 ....................................................... 48 . 54 ....................... 60 .... 63 ...Democratização do acesso ao crédito .........................................................................................................................Relações com concorrentes .................................................................................................Atenção a pessoas com deficiência.......................Inclusão de companheiros homossexuais como dependentes na Cassi ......................................Relação com colaboradores .........................................BB Biodiesel – Programa BB de apoio à produção e uso de biodiesel ... 43 .... 41 ...........................................................Protocolo Verde ............ 57 ..................................................................................Pró-eqüidade de gênero ................ 59 ..........BB Produção Orgânica .............................................................. 64 ........Índice de sustentabilidade empresarial da Bovespa.......................................Apoio a eventos relacionados à responsabilidade socioambiental ............... 43 ........Sala do acionista.............IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental ................................................................... 47 ..................... 55 ................Estratégia do Desenvolvimento Regional Sustentável.... 59 ................. 57 ............................Gestão de desempenho profissional ... 53 ...Pacto Global da ONU ............ 62 .................................................Programa BB Florestal – Programa de investimento........................................................Pacto pelo combate ao trabalho escravo...................Programa de reinserção profissional ..............................Fundo ético ................. 44 ..............................Relações com fornecedores ...Ecoeficiência .... Promovendo a cidadania interna ..Ouvidorias interna e externa ........Crédito responsável ... 58 ............................................. 55 Responsabilidade socioambiental começa em casa............ 51 ............... 63 .................. As potencialidades brasileiras gerando trabalho e renda .............. custeio e comercialização florestal ............................................. 51 ............................................................................................... 60 ................... 46 ..........Relatório de informações sobre emissão de carbono.................................... 61 ........Mercado de créditos de carbono (Protocolo de Quioto) ............. 54 ...........................................................Princípios do Equador.........

......................Fundo da infância e da adolescência .......... 70 .................Objetivo 5: Influenciar a incorporação dos princípios de RSA no País ............. 72 .............................................. Investimento Social Privado ......................... 69 ......................................................................... 71 ............................................................................ 71 .......................Objetivo 2: Manter processos administrativos coerentes com os princípios de RSA ....Objetivo 4: Fortalecer a interação com os públicos de relacionamento .................... Caminhos a percorrer .................... 74 ........................ 69 ......................... O compromisso também Bibliografia Anexos 6 7 8 ...Agenda 2007 – 2008........................Agenda 2007-2008..........................................Relacionamento com Consumidores e clientes . 71 Agenda 2007-2008.............. 73 .........Fundação Banco do Brasil .....................Objetivo 1: Disseminar os princípios e fortalecer a cultura de RSA na Comunidade BB .....Relacionamento com fornecedores ...................Voluntariado ..................................................Objetivo 3: Manter processos negociais coerentes com os princípios de RSA ...................Esporte....Relacionamento com o Público interno ............................................................................................... 65 ......... 73 ..Respeito ao meio ambiente .............................................................................. 75 5 O reconhecimento das ações sociais do BB................................................................. 67 ....................Cidadania empresarial ............................... 73 .............. 74 ................................................. Práticas Administrativas e Negociais com RSA ................ Desenvolvendo ações sociais ......... Agindo e inspirando ações Agenda continua................Investimento na cidadania.......... 72 ...... 73 .............Centros culturais e circuito cultural ..................

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cerca de 50 deles. previsto para o ano 2000. ativistas de movimentos populares. Acreditava-se que a principal ameaça à camada de ozônio seria proveniente das turbinas de aviões supersônicos. Um grupo de homens e mulheres. historiadores da cultura. e levaria mais alguns anos para que seu uso se tornasse rotineiro. recursos naturais e meio ambiente com o propósito de apontar possíveis caminhos para evitar o colapso do planeta. Era um mundo dividido em dois blocos geopolíticos cujo campo comum era a Guerra Fria. Propunham-se a analisar variáveis como tecnologia. O aquecimento global acabara de ser mencionado pela primeira vez.. artistas. o Muro de Berlim ainda estava de pé. A expressão “poluição ambiental” apenas começava a fazer parte do linguajar comum. cresceu entre os empresários. na Europa. pelas novas estruturas sociais.. mulheres e homens comuns de todas as classes sociais. líderes comunitários. constituíam o famoso Clube de Roma. por uma economia e uma nova cultura. O período de colonização ainda não chegara ao fim.1 – O MUNDO PEDE CUIDADOS No decorrer da última década do século XX. se nada fosse feito a respeito.) 1972. Na África do Sul. população. 2002. O conceito de globalização surgiria somente 20 anos depois. Ciência para uma Vida Sustentável. alimentos. O termo usado para designar as extraordinárias mudanças e o movimento aparentemente irresistível percebido por milhões de pessoas foi “globalização”. (Fritjof Capra. O ano que não terminou Uma nova década se inaugurava no rastro das fortes manifestações da contracultura americana e européia na década de 60. ou da emissão de gases orgânicos pelos rebanhos. o apartheid ainda vigorava e. estudiosos das vicissitudes planetárias. O primeiro computador de uso pessoal somente seria comercializado em 1975. As Conexões Ocultas. A publicação originada desses estudos – The Limits to Growth (Limites do Crescimento) – colocou em pauta a discussão sobre os 1 . políticos. a percepção de que um novo mundo estava surgindo – um mundo moldado pelas novas tecnologias. cientistas sociais. a despeito da existência de empresas transnacionais já então muito poderosas. Duas décadas depois surgiria a Internet.

mas passaria a animar debates nacionais e internacionais.limites do desenvolvimento econômico em face dos recursos finitos do planeta Terra. com competência bastante limitada. era criada.05. essencialmente. defendiam para o mundo uma moratória de crescimento econômico. Costa Cavalcante.2006. rejeitou a tese do “crescimento zero”.030. ou seja. Não por acaso. O alerta. nos meios políticos e diplomáticos. em conseqüência de chuvas ácidas resultantes da forte poluição atmosférica na Europa Ocidental. inclusive na Conferência que se realizaria em Estocolmo. Fonte: Ecoambiental. surgira na Suécia. a idéia surpreendente de uma conferência internacional sobre o meio ambiente. a Conferência foi realizada na Suécia. na época. Nascia. a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema). idéia esta efetivamente realizada em Estocolmo. Mais de um ano depois. contudo. O governo brasileiro. com a então denominada Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano. condenando os mais pobres a um congelamento de sua situação de pobreza. “Uma das nossas principais responsabilidades nesta Conferência é produzir uma declaração internacional sobre o meio 2 . As propostas veiculadas eram inaceitáveis pois. que limitava seriamente as expectativas de desenvolvimento de países como o Brasil. que havia sofrido sérios danos em milhares de seus lagos. no relatório final da delegação brasileira. A despeito de um mundo polarizado politicamente. O documento do Clube de Roma foi um marco do debate mundial sobre a problemática do meio ambiente e seu caráter global. em 1972. cada país deveria parar onde estivesse. teve eco nas comunidades científicas. Estávamos em 1972. representante do Brasil na Conferência de Estocolmo (1972). Sítio na Internet. A resistência foi explicitada pelo Ministro do Interior. como o Decreto Federal nº 73. A repercussão altamente negativa da posição brasileira determinou a inclusão. o “espírito de compromisso de Estocolmo” que animaria a geração de 70 e as que ainda estavam por vir. em 1968. A bandeira do “crescimento zero” não seria adotada por nenhuma nação. que se posicionou contrariamente às ações de controle da poluição industrial. ligada ao Ministério do Interior e usada como propaganda do governo Médici. de proposta de criação de um órgão nacional de meio ambiente. de 30/10/1973. para resolver impasses ecológicos resultantes do desenvolvimento dos mais ricos. Acesso em 16.

criouse o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/ UNEP) para ação e coordenação de questões ambientais no âmbito da ONU. A Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano e seus princípios constituíram o primeiro conjunto de soft laws (leis inte rnacionais apenas intencionais. mas – esperamos – com autoridade moral. um documento sem uma obrigação legal. por recomendação da Conferência. mas a antiga União Soviética e a maioria de seus aliados não compareceram. Ainda em 1972. O planeta corria perigo e clamava por cuidado. que inspire nos homens o desejo de viver em harmonia uns com os outros e com o seu meio ambiente”.ambiente humano. expressava a esperança de que o bom senso e a capacidade de articulação de esforços dos povos poderiam oferecer a atenção que o planeta pedia. Esse “pedido” expressara-se nas novas imagens detalhadas da Terra que surgiram como resultado do lançamento do satélite Landsat. As imagens sobre a devastação do planeta foram determinantes para a mudança de atitude das pessoas em relação ao estado do meio ambiente mundial. chefe da Delegação do Egito na Conferência de Estocolmo. Reflexo da cisão política planetária! A Conferência produziu uma Declaração de 26 princípios e um Plano de Ação com 109 recomendações.) para questões ambientais internacionais. inspirando. A Conferência reuniu tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. sem aplicação obrigatória. A Conferência de Estocolmo foi o evento que colocou o meio ambiente no foco das preocupações internacionais. 3 . Com esta frase. desde políticas e estratégias governamentais até projetos e intervenções de organizações não-governamentais. o professor Mostafa K. Algumas metas específicas foram estabelecidas: uma moratória de dez anos sobre a caça comercial a baleias. A missão do PNUMA é “prover liderança e encorajar parcerias no cuidado com o ambiente. pelos Estados Unidos. Estocolmo marcava um importante momento da história da humanidade. em julho de 1972. inspirando miríade de iniciativas. a prevenção de derramamentos deliberados de petróleo no mar e um relatório sobre o uso da energia até 1975. informando e capacitando nações e povos a aumentar sua qualidade de vida sem comprometer a das futuras gerações” (ONU-BRASIL). Tolba.

Os recursos naturais devem ser preservados. 3. 12. 23. A poluição não deve exceder a capacidade do meio ambiente de neutralizá-la. Os estados que sofrerem danos dessa forma devem ser indenizados. Os estados podem explorar seus recursos como quiserem. 1. 4 . 8. A versão integral pode ser lida no anexo 1 desta publicação. 13. Os países em desenvolvimento requerem ajuda. A ciência e a tecnologia devem ser usadas para melhorar o meio ambiente. para que realizem a gestão do meio ambiente. O desenvolvimento é necessário à melhoria do meio ambiente. 7. 5. Os direitos humanos devem ser defendidos. 21. Cada país deve estabelecer suas próprias normas. 24. As políticas ambientais não devem comprometer o desenvolvimento. 16. 20. As instituições nacionais devem planejar o desenvolvimento dos recursos naturais dos estados. Deve haver cooperação em questões internacionais. Um planejamento racional deve resolver conflitos entre meio ambiente e desenvolvimento. Assentamentos humanos devem ser planejados de forma a eliminar problemas ambientais. 25. 18. o apartheid e o colonialismo devem ser condenados. 10. Deve-se promover pesquisas ambientais. 6. 19. A capacidade da Terra de produzir recursos renováveis deve ser mantida. 14. 11. É necessário estabelecer um planejamento integrado para o desenvolvimento. 22. Os países em desenvolvimento necessitam de preços justos para as suas exportações. A educação ambiental é essencial. não esgotados. Os governos devem planejar suas próprias políticas populacionais de maneira adequada. 4. 15. principalmente em países em desenvolvimento. Os recursos não-renováveis devem ser compartilhados. Organizações internacionais devem ajudar a melhorar o meio ambiente. Os países em desenvolvimento necessitam de recursos para desenvolver medidas de proteção ambiental. A poluição danosa aos oceanos deve ser evitada. desde que não causem danos a outros. 17. 9.Versão resumida dos Princípios da Declaração de Estocolmo (1972). 2. A fauna e a flora silvestres devem ser preservadas.

Definindo o desenvolvimento sustentável Os principais eventos políticos da década de 80 foram o colapso do Bloco Oriental e o fim de um mundo bipolarizado. a década de 80 ficou conhecida como “a década perdida”. a situação era sensivelmente diferente. de outro.26. Para vários países em desenvolvimento. (Fonte: Clarke & Timberlake. também. citado em Integração entre o meio ambiente e o desenvolvimento: 1972-2002.) A década de 80. contudo. Medições relativas ao tamanho do buraco na camada de ozônio realizadas por pesquisadores britânicos e publicadas pela primeira vez em 1985 causaram surpresa tanto para os cientistas quanto para os políticos. Com o aumento da população urbana. a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a Carta Mundial da Natureza (World Charter for Nature). a infra-estrutura física das cidades começou a ficar sobrecarregada e sem condições de atender à demanda. A começar pela crise da dívida que atingiu a América Latina em 82. Como a interdependência entre o meio ambiente e o desenvolvimento se tornava cada vez mais óbvia. uma vez que o crescimento populacional nos países em desenvolvimento não só continuou como. A situação ficou especialmente difícil em países onde milhões de pessoas se deslocaram por conta de guerras. 2000). construído sobre o equilíbrio de poderes entre o Ocidente. Em outras regiões do planeta. e os países comunistas e seus respectivos aliados em países em desenvolvimento. chamando a atenção para o valor intrínseco das espécies e dos ecossistemas (ONU. Acesso em 28. sítio do Ibama na Internet. 5 . um número cada vez maior de pessoas carentes passou a residir em centros urbanos. a América Latina e o Caribe registravam um aumento pequeno na renda. Regiões em desenvolvimento como a África. Após as mudanças resultantes de reformas e da Perestroika no Bloco Soviético seguiram-se anos de crescimento econômico aparentemente forte.2006. 1986). Lidar com a pobreza tornou-se um desafio especial.04. Armas de destruição em massa devem ser eliminadas. a Ásia Ocidental. de um lado.1982. O número de refugiados passou de cerca de 9 milhões de pessoas em 1980 para mais de 18 milhões no início da década de 90 (UNHCR.

devem ser ao menos suficientes para a sua sobrevivência e. Reuniões foram conduzidas em países desenvolvidos e em países em desenvolvimento. 6 . em 2006.10. marinhos e atmosféricos usados pelo homem. cujo aniversário de 20 anos. os habitats necessários devem ser protegidos. • Todas as áreas do planeta. tanto terrestres quanto marítimas. silvestres e domesticadas. desde que não comprometam a integridade dos outros ecossistemas ou espécies com os quais coexistem. A natureza deve ser protegida da degradação causada por guerras e outras atividades hostis. Em 1983 foi criada a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) para realizar audiências em todo o mundo e produzir um relatório sobre suas conclusões. Resolução nº 37/7. bem como a compreensão das pessoas e dos governos sobre sua ligação com as condições da vida humana: o vazamento de gases letais na Índia. assim como os recursos terrestres. os níveis populacionais de todas as formas de vida. de 28. A década de 80 também presenciou uma série de eventos catastróficos que marcaram de forma permanente o meio ambiente. o desastre nuclear em Chernobyl. com essa finalidade. A Estratégia de Conservação Mundial (World Conservation Strategy) foi um dos documentos mais importantes que ajudaram a redefinir o ambientalismo após a Conferência de Estocolmo. esse documento reconheceu que a abordagem dos problemas ambientais requer um esforço em longo prazo e a integração dos objetivos ambientais com aqueles relacionados com o desenvolvimento. devem ser manejados de forma a alcançar e manter uma produtividade sustentável e em condições favoráveis. a amostras representativas de todos os diferentes tipos de ecossistema e ao habitat de espécies raras e ameaçadas de extinção. uma proteção especial deve ser dada a áreas singulares.1986. • Os ecossistemas e organismos. Estes e outros eventos confirmaram que as questões ambientais são sistêmicas e que lidar com elas requer estratégias e ações integradas a longo prazo e a participação de todos os países e de todos os membros da sociedade. tristemente recordamos. o derramamento de milhões de litros de petróleo no Alasca.Carta Mundial da Natureza: Princípios Gerais • A viabilidade genética da Terra não deve ser comprometida. devem estar sujeitas a esses princípios de conservação. Fonte: ONU. Lançado em 1980.

sendo endossado pela Conferência Rio-92 como uma forma das organizações implementarem a Agenda 21 no setor privado. Desse modo a natureza passa a ser vista como parte integrante de um sistema que originalmente deveria ser cíclico. água. Ao final da década. introduzia-se na indústria o conceito de ecoeficiência como uma forma de. tem-se tornado sinônimo de uma filosofia de gerenciamento que leva à sustentabilidade. Desde então. e como foi um conceito definido pelo próprio mundo dos negócios. A reação mundial aos acidentes industriais da década de 1980. Nele foi expresso pela primeira vez o conceito de “desenvolvimento sustentável” utilizado até os dias atuais e definido como aquele que “atende as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem as suas”. Desenvolvimento Sustentável significa atender as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem as suas. 2003). energia. no relatório Our Common Future (Nosso Futuro Comum). por meio da sustentabilidade do desenvolvimento que implica uma mudança nas relações econômicas. conhecido como Relatório Brundtland devido ao fato do encontro ter sido presidido por Gro Harlem Brundtland. reduzir o impacto ambiental e aumentar a rentabilidade. culturais e ecológicas.colhendo as percepções de diferentes grupos sociais sobre questões relacionadas a agricultura. simultaneamente. O relatório Brundtland traduziu preocupações com o meio ambiente que já se instalavam na sociedade. está se popularizando muito rapidamente entre os executivos de todo o mundo. 7 . excluindo o comportamento predador do modelo desenvolvimentista predominante (OLIVEIRA. transferência de tecnologias e desenvolvimento sustentável em geral. O conceito de desenvolvimento sustentável foi apresentado em 1987. primeira ministra da Noruega. político-sociais. como resultado da Assembléia Geral das Nações Unidas. O termo “ecoeficiência” foi introduzido em 1992 pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) (Conselho Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável) por meio da publicação do livro Changing Course. Ficou claro que um número cada vez maior de atores teria de lidar com as implicações ambientais de suas atividades. aumentou a pressão sobre as grandes corporações.

a ecoeficiência é obtida pela “entrega de bens e serviços com preços competitivos que satisfazem as necessidades humanas e trazem qualidade de vida. ecoeficiência é o uso mais eficiente de materiais e energia. • Reduzir o consumo de energia com bens e serviços. o derramamento de petróleo bruto nos oceanos dizimou milhares de aves aquáticas. (Fonte: Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). ainda. a fim de reduzir os custos econômicos e os impactos ambientais. levou à queima de milhares de barris de petróleo. • Agregar valor aos bens e serviços. usando mais racionalmente matérias-primas e energia. O sofrimento planetário se intensifica O conceito de desenvolvimento sustentável tornou-se mais compreensível. este conceito vêm ganhando força a partir da criação do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).) Década de 90. Sítio na Internet. Acesso em 11. além de sacrificar vidas humanas. Elementos da Ecoeficiência • Reduzir o consumo de materiais com bens e serviços. produzindo fuligem e dióxido de carbono que poluíram a atmosfera. uma significativa ligação entre eficiência dos recursos (que leva à produtividade e lucratividade) e responsabilidade ambiental. Sugere. • Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas.De acordo com o WBCSD. através de todo o ciclo de vida. reduzindo os riscos de acidentes e melhorando a relação da organização com as partes interessadas (stakeholders). acompanhando as tendências crescentes à globalização dos mercados. A década testemunhou catástrofes ambientais ainda maiores do que as ocorridas na década anterior. • Prolongar a durabilidade dos produtos. • Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis.05. • Intensificar a reciclagem de materiais. que congrega várias grandes corporações e tem como missão promover o desenvolvimento sustentável no meio empresarial por meio do conceito de ecoeficiência. Também pode-se dizer que ecoeficiência é saber combinar desempenho econômico e ambiental. reduzindo impactos ambientais. 8 . contaminou manguezais e destruiu colônias de corais no Golfo Pérsico. em linha com a capacidade estimada da Terra em suportar”. A Guerra do Golfo. No Brasil. reduzindo progressivamente impactos ambientais dos bens e serviços. Este conceito descreve uma visão para a produção de bens e serviços que possuam valor econômico enquanto reduzem os impactos ecológicos da produção.2006. Portanto.

conciliando métodos de proteção ambiental. como um grande guia para a promoção de ações que estimulem a integração entre o crescimento econômico. 2005.) Assim. A Agenda 21 Global. a Cúpula da Terra. que reuniu chefes de Estado e representantes oficiais de 179 países. conhecida como “Cúpula da Terra” ou “Rio-92”. Realiza-se a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. tanto para o poder público como para a sociedade civil e os setores econômicos. um novo padrão de desenvolvimento.Ao final do século XX.o Fórum Internacional de ONGs e Movimentos Sociais. agregado à consciência emergente do agravamento da pobreza e da fome no mundo. em escala planetária. mais de 800 milhões de pessoas (14% da população mundial) passavam fome e eram analfabetas. exerceu forte pressão para que se realizasse a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Ao redefinir o conceito de desenvolvimento. ou Rio-92. como é mais conhecida. a justiça social e a proteção ao meio ambiente. A Agenda 21 foi o documento mais abrangente que resultou dessa conferência e selou um compromisso entre as nações participantes. Sua principal estratégia é propor soluções e alternativas em favor do desenvolvimento sustentável e deve ser compreendida como um instrumento que conjuga participação e transformação social. O movimento de resistência às catástrofes ambientais dos anos 80. (Fonte: Ministério do Meio Ambiente. e. ainda. 9 . a Agenda 21 Global constitui a mais abrangente tentativa já realizada de promover. realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 e considerada como a maior reunião do gênero já realizada. A conclusão que se impôs foi a de que não apenas intensificara-se a desgraça ambiental. O termo “Agenda 21” foi usado no sentido de expressar as intenções de se caminhar para a realização desse novo modelo ao longo do século XXI. em diferentes regiões do planeta. Esta Conferência daria nascimento à Agenda 21. Rio de Janeiro. a miséria social. organizações nãogovernamentais de todo o mundo em um evento paralelo . Apresenta-se. como também. A Agenda 21 é um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis. justiça social e eficiência econômica. Por um mundo sustentável 1992. denominado “desenvolvimento sustentável”.

promovendo parcerias e introduzindo meios de implementação capazes de reverter os processos de insustentabilidade em curso. A definição desses temas teve por base não só a análise das potencialidades do País. A escolha dos temas centrais agricultura sustentável. no modelo de desenvolvimento em vigor no mundo. em consonância com os objetivos e as metas traçadas pela Agenda 21 Global. ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável.foi feita de forma a compreender a complexidade do País e suas regiões dentro do conceito de sustentabilidade ampliada. No plano concreto. A Agenda 21 no Brasil O Brasil tem empreendido esforços significativos para estabelecer um programa de governo com a finalidade explícita de fazer a transição para o desenvolvimento sustentável. no nosso processo de desenvolvimento. Para tal. nacional e local. cidades sustentáveis. e redução das desigualdades sociais . aliado à justiça social e à conservação dos recursos naturais. concluiu-se. mas também as fragilidades. a implementação das políticas públicas propostas que pressupõem. a primeira etapa de elaboração da Agenda 21 Brasileira.assegurando-lhe dimensão não apenas quantitativa. a metodologia de trabalho aprovada pela CPDS selecionou as áreas temáticas e determinou a forma de consulta e construção do documento. Tal esforço exige mudanças culturais de comportamento. como é o caso das desigualdades sociais. fixando prioridades. em julho de 2002. na Rio-92. 10 . foi estratégica a criação da Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (CPDS). inovação tecnológica e rede de cumplicidades formada por todos os setores sociais e que se irradie nos planos global. infra-estrutura e integração regional. envolvendo a sociedade e o governo. presidida pelo Ministério do Meio Ambiente e com o objetivo de elaborar a Agenda 21 Brasileira. cada país se comprometeu a definir sua própria Agenda. o documento enfatiza o aumento da produtividade. reconhecidas historicamente. gestão dos recursos naturais. ou seja. Dentro deste marco. cujas perdas crescentes devem ser consideradas contribuição negativa ao produto interno bruto (PIB) e às contas nacionais. em 1997. mas também qualitativa. paritária entre governo e sociedade civil. Após sucessivos debates e encontros em 26 estados e no Distrito Federal. No atual momento está em curso a segunda etapa.

processadas.entre outras iniciativas. economia da poupança na sociedade do conhecimento. Essas informações serão essenciais para a formulação de processos de planejamento em diferentes níveis setoriais e espaciais. Seu principal objetivo é a formulação e implementação de políticas públicas. O processo da Agenda 21 Local pode começar tanto por iniciativa do poder público quanto por iniciativa da sociedade civil. instrumento que estabelece as diretrizes. b. e. Os resultados dessa experiência de planejamento participativo são relevantes. A Agenda 21 Brasileira foi assim constituída por uma plataforma de 21 ações prioritárias. os objetivos e as metas da administração pública para operar despesas e programas de duração continuada. d. biodiversidade e florestas.933. c. culturais e ambientais da sustentabilidade. cujos desdobramentos se pode observar no Anexo 2: a. O governo brasileiro incorporou a Agenda 21 Brasileira no Plano Plurianual (PPA 2004-2007). analisadas e avaliadas na construção da Agenda 21 Brasileira. contribuindo. inclusão social para uma sociedade solidária. Desta forma. Lei Federal nº 10. estratégia para a sustentabilidade urbana e rural. econômicas. em torno dos seguintes eixos. para a integração de ações de diferentes instituições em uma mesma localidade. quanto em termos do volume de informações coletadas. 11 . por meio de uma metodologia participativa que una governo e sociedade. a Agenda 21 Local pode se tornar documento de referência para a construção ou revisão de Planos Diretores. de 11/08/2004. reconhece sua existência e procura pactuar formas de resolvê-los. ao contrário. governança e ética para a promoção da sustentabilidade. dessa maneira. A Agenda 21 Local é o processo participativo e multissetorial de construção de um programa de ação estratégico dirigido para o desenvolvimento sustentável local. os diversos segmentos da sociedade local devem estar incluídos de maneira a conjugar as dimensões sociais. dar prosseguimento à elaboração e à implementação de Agendas 21 Locais. políticoinstitucionais. Implica num processo de negociação que não tem por objetivo esconder conflitos. de zoneamento ecológicoeconômico. tanto em termos da mobilização dos grupos sociais que serão afetados pelas políticas de desenvolvimento sustentável. entre outros instrumentos de gestão. de orçamentos participativos municipais. De fato. recursos naturais estratégicos: água.

A Agenda 21 Brasileira é composta de dois volumes: Agenda 21 Brasileira – Resultados da Consulta Nacional e Agenda 21 Brasileira – Ações Prioritárias. assim como todos os documentos elaborados ao longo do processo de construção. Ministério do Meio Ambiente. e mais de seis milhões morrem devido a causas totalmente evitáveis como a malária. O novo milênio. (Fonte: Passo a Passo da Agenda 21 Local. Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem com menos de um dólar por dia. Cerca de 2. descentralizado e participativo. por meio do planejamento estratégico.) A Agenda 21 Brasileira não é um plano de governo. foram erradicadas há décadas” (MILLENIUN PROJECT). morrem 11 milhões de crianças. então. Significa ter de caminhar mais de 1. significa sofrer de doenças que. A infância é impiedosamente atingida: a cada ano. A miséria e a fome Os números são estarrecedores. social e político que desempenham em sua comunidade. vai muito além da pobreza de renda. que estabeleça as prioridades a serem definidas e executadas em parceria governo-sociedade. nos países ricos. no entanto. em setembro de 2000. apenas para ir buscar água e lenha. na perspectiva do desenvolvimento sustentável”.Objetivo do Programa Agenda 21 no PPA (2004-2007): “Promover a internalização dos princípios e estratégias da Agenda 21 Brasileira na formulação e implementação de políticas públicas nacionais e locais. a diarréia e a pneumonia. em Nova York. reunião promovida pela Organização das Nações Unidas.br. a Cúpula do Milênio. Líderes de 189 países firmaram um pacto. mas um compromisso da sociedade em termos de escolha de cenários futuros. podem ser encontrados na página do sítio do Ministério do Meio Ambiente na Internet: http://www. Os dois volumes. Emergiu uma clara consciência sobre a urgência de se fazer algo a respeito.mma.7 bilhões lutam para sobreviver com menos de dois dólares por dia. Construir uma Agenda 21 pressupõe a consciência dos cidadãos sobre o papel ambiental. Toda a sociedade é convocada para construir o futuro que se almeja. Realizou-se. Outros números igualmente alarmantes podem ser vistos no anexo 3. “A pobreza nos países em desenvolvimento.gov.5 quilômetro todos os dias. cujo foco principal é o compromisso de combater a pobreza e a 12 . a maioria das quais com menos de cinco anos. econômico.

cada qual com suas metas e indicadores.fome no mundo. eliminar a extrema pobreza e a fome do mundo até 2015. dos oito objetivos acordados. Melhorar a saúde materna.) A realização da Cúpula do Milênio representou um momento de avaliação e síntese na história das Nações Unidas. numa agenda mundial de desenvolvimento que fosse além das boas intenções e que chegasse à definição de metas claras.comumentechamada Rio+10. E com ações concretas. assumidos nas várias conferências internacionais que antecederam a Cúpula do Milênio. 5. derivaram-se 18 metas e 48 indicadores. Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 1. que estabelecia. ocorre a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável(CMDS). na África do Sul. Um plano de ação 2002. Garantir a sustentabilidade ambiental. Conseqüência direta da Rio-92 e da Conferência de Estocolmo de 1972. aprovados e adotados pelos Estados-membros da Organização das Nações Unidas. Nascia um documento denominado “Declaração do Milênio”. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento. região ou comunidade. Rio+10. A integração dos compromissos. Combater o HIV/AIDS. 7. 2. 8. Assim. Reduzir a mortalidade infantil. 2005. Atingir o ensino básico universal. (Fonte: Ministério do Meio Ambiente. foi o principal mérito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. chamados “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”. 6. prazos de implementação e formas de aferição do atingimento de objetivos em cada país. de 26 de agosto a 4 de setembro de 2002. como prioridade. 3.emJohannesburgo. Foram acordados oito objetivos. A Agenda 21 e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são instrumentos que se conjugam para a realização do desenvolvimento sustentável. Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres. 4. Erradicar a extrema pobreza e a fome. A gravidade da pobreza no mundo exigia que o tema da miséria e da fome fosse colocado em foco e em prioridade. 13 . a malária e outras doenças.

Existem 3.308 domicílios sem banheiro nem sanitário. para o Brasil.958 domicílios (equivalente a 3.225 na Bahia e 215. à eficiência energética e ao uso de energia renovável. 2. Os compromissos de Johannesburgo implicariam a canalização de água em pelo menos 1.471 domicílios. evidenciando-se que os benefícios e os custos a ela associados estão distribuídos desigualmente.343. desastres naturais. correspondendo a 72.852.319.159. das quais as mais citadas são as de etanol e de biodiesel. 2000. tuberculose e outras). intolerância e incitação a ódios raciais. crime organizado.791. (Fonte: IBGE.591 estão localizados na região Nordeste.916 domicílios sem água canalizada (nem mesmo com acesso a poço ou nascente na propriedade).2% são da região Nordeste (1. corrupção.76% da rede geral). menciona-se a continuidade de diversos problemas ambientais de caráter global. Alerta-se para o risco de a pobreza gerar o descrédito dos sistemas democráticos. dos quais 895.182 domicílios). o Brasil tem buscado fontes de energia renovável. os problemas relacionados com a globalização. O compromisso firmado em Johannesburgo significa. pela primeira vez. Desses. Neste sentido.A Cúpula busca formular um plano de ação factível expresso na chamada Declaração de Johannesburgo. ao abrigo.686. Existem. terrorismo.236 na região Nordeste (381. a maioria localizada na região Nordeste (2. ao saneamento. ainda. doenças crônicas transmissíveis (aids. Detalham-se alguns objetivos alinhados aos princípios já definidos na Rio-92. conflitos armados.624 no Ceará). Procura-se priorizar o combate a várias situações adversas: fome crônica. narcotráfico. xenofobia.5% do total). Entre os desafios expressos no documento.) A Cúpula de Johannesburgo estabeleceu também compromissos para que se aumente o acesso a serviços de energia. tráfico de pessoas. 14 . à saúde e à segurança alimentar.705. étnicos e religiosos. favorecendo o surgimento de sistemas ditatoriais. tráfico ilícito de armas. Medidas são detalhadas: aumentar a proteção da biodiversidade e o acesso à água potável.33% da rede geral). desnutrição. à energia. a instalação até 2015 de algum tipo de saneamento em 1. malária. Situações adversas no Brasil .654 domicílios brasileiros (que equivale a 8. Destacam-se. 77. dos quais 1. ocupação estrangeira.

diminuir subsídios às exportações e promover um conjunto de programas.Espera-se que até 2020 os produtos químicos sejam produzidos e utilizados de forma a minimizar os prejuízos à saúde e que haja também cooperação para reduzir a poluição do ar (incluindo os gases de efeito estufa). pelos oceanos. a restauração de pesqueiros até 2015 e o estabelecimento de áreas marinhas protegidas até 2012. Diante desse quadro. das cidades e das polulações. para incentivar o consumo e a produção sustentáveis. pessoas e organizações. públicas e privadas – são chamados a se envolver e a agir. Além disso. deseja-se a redução da perda de biodiversidade até 2010. Fragilidade refletida na deterioração dos ambientes humanos. Fragilidade do ambiente natural que se expressa nas alterações climáticas. por meio de blocos econômicos) com o objetivo de favorecer o desenvolvimento dos países. pelas desigualdades socioeconômicas. nos danos sofridos pela flora e fauna. todos – governos. Até 2010. 15 . Empenho que se expressa nos diversos eventos internacionais que têm feito emergir a consciência sobre a finitude dos recursos naturais do planeta Terra e sobre a fragilidade dos ecossistemas naturais e humanos. a reversão da tendência de degradação de recursos naturais. no prazo de dez anos. pela fome. acometidas pela miséria. Como podemos observar pelo breve relato do movimento socioambientalista que fizemos acima. sobre a necessidade de esforços para possibilitar acesso a mercados alternativos (por exemplo. estamos na quarta década de esforços orientados para a sustentabilidade do planeta. dos países e das comunidades locais. Concluiu-se. cada qual no âmbito de seus empreendimentos. espera-se que os países em desenvolvimento tenham acesso a tecnologias alternativas desenvolvidas no sentido de diminuir a emissão de produtos que interferem na camada de ozônio. em busca de um mundo melhor. pelas doenças endêmicas. também.

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converteu-as em verdadeiras forças-vivas dos acontecimentos planetários. até chegar ao tratamento abrangente das relações compreendidas na atividade empresarial. num aprendizado dinâmico que se volta inicialmente para os produtos. em escala global.2 – O NOVO CONTEXTO ECONÔMICO E A RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS As empresas não passaram ao largo das tragédias ambientais ocorridas nos últimos 30 anos. com os empregados. Por outro lado. em especial a Internet. do surgimento de novos concorrentes e novas demandas da sociedade. que se tornou exponencial com o avanço da Internet. Alteram-se os papéis dos estados nacionais. Para grande parte das empresas. O papel econômico representado pelas corporações. evolui para a abordagem dos processos. e introduz a preocupação crescente com a legitimidade social de sua atuação. Na era da informação. configurando uma verdadeira revolução cívica. isso significou a inserção obrigatória na competição em escala planetária. incentivou a indústria a buscar formas de melhorar a rentabilidade. elas viram-se compelidas a mudar radicalmente suas estratégias de negócio e padrões gerenciais para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades decorrentes da ampliação de seus mercados potenciais. a comunidade. obrigou-as a acompanhar a acelerada evolução tecnológica. os fornecedores. ao contrário. os consumidores. Em curto período. A criação do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD). da nova economia globalizada. a sociedade e o meio ambiente. As empresas procuram responder a esse desafio investindo em qualidade. Esse contexto apresenta como desafio para as empresas a conquista de níveis cada vez maiores de competitividade e produtividade. as sociedades passam por profundas mudanças. diminuindo o 17 . em 1995. o aumento do fluxo de informações. A multiplicação das organizações nãogovernamentais é potencializada pelos meios de comunicação. A integração dos mercados e a queda das barreiras comerciais marcaram a recente evolução da economia mundial. muitas vezes foram as principais protagonistas do drama socioambiental. das empresas e das pessoas. A noção de cidadania e os direitos coletivos são redefinidos e ganham novas formas de expressão.

funcionários. buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários. comunidade. por sua vez. consumidores. prestadores de serviço. (Fonte: Instituto Ethos. foi criada a ISO 14000. Ele requer uma gestão balizada pelos interesses e contribuições de um conjunto maior de partes interessadas. governo e meio ambiente) e conseguir incorporá-los no planejamento de suas atividades. Assim. a elaboração de relatórios ambientais se tornou iniciativa comum das empresas. comparabilidade e consistência dos seus relatórios financeiros. além de reduzir as emissões de poluentes na atmosfera. Acesso em 25. governo e meio ambiente). fornecedores.) 18 . Durante a década de 90. consumidores.). O Global Reporting Initiative (GRI) foi criado para estabelecer uma base comum para os relatórios voluntários sobre o desempenho ambiental. econômico e social das empresas. funcionários. definindo-se um novo padrão voluntário para o manejo ambiental na indústria. fornecedores. comunidade. Sítio na Internet. O que é responsabilidade socioambiental? A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas. tendo como beneficiário principal a comunidade em suas diversas formas (conselhos comunitários.04. O GRI busca elevar o nível dos relatórios sobre o desenvolvimento sustentável realizados por empresas ao mesmo patamar de credibilidade. prestadores de serviço.2006. cujas demandas e necessidades a empresa deve buscar entender e incorporar em seus negócios. associações comunitárias etc.desperdício de recursos e de energia. A gestão empresarial que tenha como referência apenas os interesses dos acionistas revela-se insuficiente no novo contexto. A responsabilidade socioambiental. A busca de excelência pelas empresas passa a ter como objetivos a qualidade nas relações e a sustentabilidade econômica. Em 1996. social e ambiental. Qual a diferença entre responsabilidade socioambiental e filantropia? A filantropia trata basicamente de ação social externa da empresa. a responsabilidade socioambiental trata diretamente dos negócios da empresa e como ela os conduz. focaliza a cadeia de negócios da empresa e engloba preocupações com um público maior (acionistas. organizações não-governamentais.

ou seja. A Comissão Européia. para os bancos. A imagem dos bancos na sociedade é importante para o sucesso conjunto de suas atividades e é considerada como parte de seu patrimônio. emitiu diretiva sobre responsabilidade civil para danos causados por resíduos. equipamentos. A gestão inadequada das questões ambientais pode causar perdas financeiras irreparáveis para a empresa e. Os financiadores poderiam também responder nessa última condição. Os bancos estão sujeitos a três tipos de riscos ambientais: Risco direto: São aqueles aos quais os bancos respondem diretamente como poluidores. Nessa modalidade se aplica diretamente o Princípio do Poluidor Pagador. em decorrência. 2005. o banco deve internalizar nos seus custos os gastos com controle de poluição. nos EUA.A responsabilidade socioambiental e as instituições financeiras Os riscos ambientais tornaram-se cada vez mais determinantes para o negócio. (Fonte: SOLER. uso de papéis. etc. A justiça condenou o banco a proceder a descontaminação do 19 . via operações de crédito ou como detentor de ativos financeiros (ações ou títulos de dívida). energia. em 1989. Risco indireto: O risco ambiental afetaria a empresa com a qual o banco tem relacionamento como intermediador financeiro. Em 1990. sob pena de terem sua reputação prejudicada diante da sociedade. uma vez que a diretiva responsabilizava tanto o produtor dos resíduos quanto o atual controlador. a justiça considerou a Fleet Factors Corporation responsável pelos danos ambientais causados por um tomador de crédito. As instituições financeiras bancárias da Europa passaram a preocupar-se com questões ambientais.) A preocupação das instituições financeiras com as questões ambientais ocorreu iniclamente como forma de evitar a responsabilização legal por danos ambientais produzidos por bens que eram recebidos como garantia de empréstimos. Risco de reputação: Os bancos vêm sofrendo pressão do público em geral e dos organismos não-governamentais (ONGs) para adotar uma política de financiamento e investimento ambientalmente correta. riscos associados às suas próprias instalações. argumentando que esse banco tivera capacidade para influenciar nas decisões de gerenciamento de resíduos do tomador de crédito.

imóvel. Após essa condenação, uma pesquisa conduzida pela Associação dos Bancos Americanos constatou redução de 46% dos financiamentos para atividades consideradas ambientalmente arriscadas, como, por exemplo, a indústria química.
(Fonte: TOSINI, 2005.)

Em 1992, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma/Unep) criou uma orientação para as instituições financeiras - Unep-FI, integrando as recomendações existentes sobre aspectos ambientais a serem considerados nas operações e serviços do setor financeiro, dirigida ao amplo espectro de instituições financeiras, bancos comerciais e de investimentos, gerenciadores de ativos, bancos de desenvolvimento e agências multilaterais. Nesse mesmo ano, a Unep e mais cinco bancos – NatWest Bank, Deutsche Bank, Royal Bank of Canada, Hong Kong & Shanghai Banking Corporation e Westpac Banking Corporation – prepararam um termo de compromisso: Declaração Internacional dos Bancos para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Anexo 4).
Até o final de 1992, 23 bancos comerciais já haviam assinado a declaração. Em dezembro de 2004, 163 instituições financeiras de todo o mundo já eram signatárias da Declaração do Unep.
Fonte: Unep-FI, 1997.

Em setembro de 1994, o PNUMA/UNEP organizou a primeira mesa-redonda internacional de bancos comerciais para discutir questões sobre o meio ambiente e facilitar a troca de perspectivas e experiências para gerenciamento ambiental. Nessa reunião discutiu-se sobre a necessidade de avaliação de risco ambiental em processo de concessão de crédito, as oportunidades privadas e públicas em financiamento ambiental e as operações internas nas instalações dos bancos e performance ambiental. O Banco Mundial desempenhou importante papel em direcionar recursos para o desenvolvimento sustentável. Seu compromisso com a sustentabilidade influenciou estratégias do setor bancário comercial e de investimento em todo o mundo. Até o final de 1996, tornou-se o maior fornecedor de recursos para programas e projetos de melhoria ambiental, com uma carteira de US$11,5 bilhões, cobrindo 153 projetos em 62 países. Gradativamente, os banqueiros começaram a acreditar que o que é bom para o meio ambiente poderia também ser bom para os bancos. Assim é que o BankAmerica Corporation, em 1997, foi o 20

primeiro banco do setor de serviço financeiro dos EUA a aderir aos princípios da Coalition for Environmentally Responsible Economies (Ceres), um código de éticas ambientais desenvolvido pela coligação de investidores, companhias e grupos ambientalistas. Seguindo o exemplo do BankAmerica, o BankBoston, o mais antigo banco comercial dos EUA, também aderiu ao Ceres (TOSINI, 2005). Em 1998, o International Finance Corporation (IFC), organização internacional estabelecida em 1956 para promover o crescimento e o desenvolvimento de seus países-membros, por meio da promoção do desenvolvimento do setor privado, divulgou diretriz sobre políticas e procedimentos ambientais e sociais para projetos. Este documento tratou de avaliação ambiental, habitats naturais, controle de pragas, reassentamento involuntário de comunidades, florestas e projetos de hidrovias, dando relevância à performance ambiental e social (IFC). Em setembro de 1999, o grupo Dow Jones lançou o Dow Jones Sustainability Index (DJSI) (Índice Dow Jones de Sustentabilidade), o primeiro índice global que considera a performance ambiental das empresas. No Fórum Econômico Mundial, em Davos, em 31 de janeiro de 1999, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, desafiou os líderes empresariais mundiais a apoiar e adotar o Pacto Global (Global Compact), tanto em suas práticas corporativas individuais, quanto no apoio a políticas públicas apropriadas. O Pacto Global é uma iniciativa que tem como objetivo mobilizar a comunidade empresarial internacional para a promoção de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, trabalho e meio ambiente. O Pacto Global foi criado para ajudar as organizações a redefinirem suas estratégias e ações, a fim de que todas as pessoas possam compartilhar dos benefícios da globalização, evitando que estes sejam aproveitados por poucos. O Pacto Global advoga dez princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. O Banco do Brasil aderiu ao Pacto Global em novembro de 2003.
Princípios do Pacto Global Princípios de Direitos Humanos 1. Respeitar e proteger os direitos humanos. 2. Impedir violações de direitos humanos.

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Princípios de Direitos do Trabalho 3. Apoiar a liberdade de associação no trabalho. 4. Abolir o trabalho forçado. 5. Abolir o trabalho infantil. 6. Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho. Princípios de Proteção Ambiental 7. Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais. 8. Promover a responsabilidade ambiental. 9. Encorajar tecnologias que não agridem o meio ambiente. Princípio contra a Corrupção 10. Combater a corrupção em todas as suas formas inclusive extorsão e propina.
(Fonte: The Global Compact.)

No Brasil, alguns bancos já manifestam sua preocupação com a variável ambiental nos negócios, aderindo aos Princípios do Equador. Procuram garantir que os projetos financiados sejam desenvolvidos de forma socialmente responsável e que reflitam boas práticas de gestão ambiental. A adoção aos Princípios do Equador implica a revisão cuidadosa das propostas de clientes que solicitam financiamento de projetos, evitando-se, com isso, fornecer empréstimos a projetos cujo interessado não concorde com as políticas e procedimentos socioambientais adotados pela instituição financeira. Até o momento (2007), 44 instituições bancárias já aderiram aos Princípios do Equador (Equator Principles, 2007), sendo que cinco do Brasil, incluindo-se aí o Banco do Brasil, que, em fevereiro de 2005, foi o primeiro banco oficial a integrar o grupo de instituições financeiras brasileiras.
Os Princípios do Equador são um conjunto de políticas e diretrizes a serem observadas na análise de projetos de investimento de valor igual ou superior a US$ 10 milhões. Tendo por base critérios estabelecidos pelo International Finance Corporation, instituição vinculada ao Banco Mundial, as salvaguardas versam sobre avaliações ambientais; proteção a habitats naturais; gerenciamento de pragas; segurança de barragens; populações indígenas; reassentamento involuntário de populações; propriedade cultural; trabalho infantil, forçado ou escravo; projetos em águas internacionais e saúde e segurança no trabalho. Os Princípios do Equador foram revisados em julho de 2006, quando foi aprovada a ampliação do universo de análise (diminuição do piso de avaliação de projetos para US$ 10 milhões, quando a versão original previa acima de US$ 50 milhões), a contratação de peritos socioambientais independentes para certificar o atendimento aos requerimentos decorrentes

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o tomador deverá concordar com: a aplicação da legislação socioambiental local pertinente. Agora há um maior detalhamento de requerimentos voltados à avaliação socioambiental de projetos. exigindo modelos de gerenciamento de risco mais precisos. com especial atenção para o risco ambiental. considera outros riscos enfrentados pelos bancos para efeito de cálculo de capital regulamentar. (Fonte: Banco do Brasil. no mínimo. preservação da biodiversidade e saúde e segurança de comunidades afetadas. Acesso em 23. há o compromisso em tornar públicas informações anuais sobre a aplicação dos Princípios do Equador em suas operações que. A responsabilidade socioambiental empresarial no Brasil A responsabilidade social empresarial é um tema de grande relevância nos principais centros da economia mundial. da Dow Jones. Sítio na internet.04. e detalhes da implementação. também foram atualizadas.2006. Nos Estados Unidos e na Europa proliferam os fundos de investimento formados por ações de empresas socialmente responsáveis. resguardadas as informações próprias de preservação por conta do sigilo bancário. O Sustainability Index. quando for o caso. impõem-se maiores exigências quanto à formalização da concordância do tomador do empréstimo (nos próprios instrumentos de financiamento) quanto ao atendimento das recomendações que se apresentem como fruto da análise do projeto à luz dos Princípios do Equador.da aplicação dos Princípios naqueles projetos considerados de elevado risco socioambiental. Normas 23 . Por exemplo. Por fim. categorias de risco definidas. a elaboração de plano de desativação das instalações ao final do projeto. que são utilizadas como referência normativa para os Princípios do Equador. particularmente as comunidades indígenas. Ficam. o desenvolvimento do Plano de Ação de mitigação de riscos socioambientais (quando aplicável). por exemplo. a provisão regular de relatórios.) O II Acordo de Capitais da Basiléia. naturalmente. ambientais e sociais nas estratégias de negócios das empresas. enfatiza a necessidade de integração dos fatores econômicos. tanto na fase de elaboração do projeto quanto de sua implementação. contenham: número de transações analisadas. Além destas alterações. As políticas e salvaguardas do IFC (agora denominadas “Padrões de Performance em Sustentabilidade Socioambiental”). a ser adotado a partir de 2007 pela maioria dos países – e não apenas pelos países membros –.

como as normas SA8000 (relações de trabalho) e AA1000 (diálogo com partes interessadas). As enormes carências e desigualdades sociais existentes em nosso país dão à responsabilidade social empresarial relevância ainda maior.têm faturamento anual correspondente a cerca de 30% do PIB brasileiro e empregam cerca de 1 milhão de pessoas. reforçam a tomada de consciência dos empresários e da sociedade brasileira sobre o tema. vêm ganhando crescente aceitação. por centenas de empresas brasileiras. tendo 24 . Os Indicadores Ethos. tornando-as parceiras na construção de uma sociedade sustentável e justa. O trabalho do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) na promoção do Balanço Social é uma de suas expressões e tem logrado progressiva repercussão. A obtenção de certificados de padrão de qualidade e de adequação ambiental. A atuação incansável da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança pela erradicação do trabalho infantil e a adoção do selo Empresa Amiga da Criança por número expressivo de empresas são exemplos vivos do poder transformador da iniciativa privada. institutos de pesquisa e empresas sensibilizadas para a questão. o movimento de valorização da responsabilidade social empresarial ganhou forte impulso na década de 90. por meio da ação de entidades não-governamentais. Seus 1124 associados . No Brasil. A sociedade brasileira espera que as empresas cumpram um novo papel no processo de desenvolvimento: sejam agentes de uma nova cultura. também é outro símbolo dos avanços que têm sido obtidos em alguns aspectos importantes da responsabilidade social empresarial. relacionados especificamente ao tema da responsabilidade social. Instituto Ethos O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organização não-governamental criada com a missão de mobilizar.e padrões certificáveis. sejam atores de mudança social. sejam construtores de uma sociedade melhor. sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável. ao mesmo tempo em que servem de instrumento de avaliação para as empresas. como as normas ISO.empresas de diferentes setores e portes . A criação dos Indicadores Ethos faz parte do esforço do Instituto Ethos na disseminação da responsabilidade social empresarial no Brasil.

) 25 . Trata-se. de uma ferramenta de gestão e planejamento que indica prospectivamente . Meio Ambiente. acionistas. 5. Comunidade Interna. 7. Aprofundamento de práticas em RSE.2007. Valores e Transparência. clientes. troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas que auxiliam as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seus compromissos com a responsabilidade corporativa. Idealizado por empresários e executivos oriundos do setor privado. Articulação do movimento de RSE com políticas públicas. Produção de informação sobre RSE. 3. 2. o Instituto Ethos é um pólo de organização de conhecimento. 2. 4.como característica principal o interesse em estabelecer padrões éticos de relacionamento com funcionários.políticas e ações voltadas para o aprofundamento de seus compromissos sociais. (Fonte: Instituto Ethos. indicando o grau de efetivação da responsabilidade social em suas atividades. Fornecedores. fornecedores. Ampliação do movimento de Responsabilidade Social Empresarial (RSE).a partir da situação da empresa . portanto. 4. poder público e com o meio ambiente. Influência sobre mercados e seus atores mais importantes no sentido de criar um ambiente favorável à prática da RSE. Comunidade. Consumidores. comunidade. Governo e Sociedade.03. Sítio na Internet. 6. 5. O Instituto atua em cinco áreas: 1. Acesso em 05. É hoje uma referência internacional no assunto e desenvolve projetos em parceria com diversas entidades no mundo todo. Os indicadores referem-se aos seguintes temas: 1.compõem um instrumento de diagnóstico sobre a situação específica da empresa. Indicadores Ethos . 3.

26 .

2. Voltemos um pouco na história para compreender os passos que possibilitaram ao Banco do Brasil assumir esse compromisso.: Para o leitor que desejar acesso imediato ao conjunto de passos da metodologia utilizada pelo BB. que é um plano de ação para ser adotado. com esta iniciativa. 4. Construindo uma Agenda 21 Empresarial. global. 1. Criação de uma área organizacional articuladora. voltado para a definição de princípios e estratégias de responsabilidade socioambiental. O Banco assume. o Banco do Brasil estabelece sua Agenda 21 Empresarial. 5. Definição de direcionadores estratégicos das ações de RSA. Definição de um conceito de responsabilidade socioambiental. O Banco do Brasil assume compromisso com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para desenvolver uma agenda cujas ações evidenciariam o comprometimento da Empresa com o desenvolvimento sustentável de seus negócios. HISTÓRIA DE UMA DECISÃO ESTRATÉGICA Uma parceria estratégica em torno de princípios e ações. 3. constituindo-se na mais abrangente tentativa já realizada de orientar para um novo padrão de desenvolvimento para o século XXI. Decisão estratégica de assumir compromisso com a responsabilidade socioambiental. indicamos consulta ao anexo 5. por organizações do sistema das Nações Unidas. protocolo com o MMA no sentido de disseminar a Agenda 21 nos projetos de Desenvolvimento Regional Sustentável. Obs. Declaração de princípios de responsabilidade socioambiental. governos e pela sociedade civil. A Agenda 21 Empresarial Junho de 2004. social e econômica. Percebendo a aderência de suas intenções estratégicas com os princípios da Agenda 21 Global. O ato vem ao encontro de todo um trabalho realizado pelo BB. desde 2003. Primeiros passos. nacional e localmente. 6. cujo alicerce é a sinergia da sustentabilidade ambiental. estimulando outras empresas a se engajarem na questão. A Agenda 21 do Banco do Brasil expressa o compromisso do BB com o sucesso da Agenda 21 Global. Criação de um grupo mobilizador com representantes de todas as vice-presidências. ainda. O Banco assina.3 – O BANCO DO BRASIL E O COMPROMISSO SOCIOAMBIENTAL. 27 . o papel orientador e catalisador no processo de criação das agendas 21 empresariais em nível nacional.

d. nos processos. a visão de responsabilidade socioambiental adotada pelo Banco teve como eixo o estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade. aprovada pelo Conselho Diretor do BB. O tema da responsabilidade socioambiental passou a ser pauta das decisões estratégicas e operacionais do Banco do Brasil com a criação da Unidade Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental (RSA). Esta visão vinha. Garantir que os produtos e serviços da Unidade estejam sendo conduzidos de acordo com leis e regulamentos aplicáveis. aposentados e familiares. preservando recursos ambientais e culturais para gerações futuras. ao encontro de um movimento mundial pela sustentabilidade. f. 28 . Crescia no Banco do Brasil a convicção de que a postura de RSA colaboraria para o aprimoramento da avaliação de riscos não diretamente relacionados à questão econômico-financeira. passando a exercer maior influência nas decisões estratégicas da Organização. também. Desde sua origem. A nova Unidade tem a responsabilidade de: a. portanto. respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. Responder pelo relacionamento com funcionários. Assegurar o fortalecimento do compromisso entre os funcionários e o Banco. e. como os decorrentes dos impactos sociais e ambientais do negócio e. para o aproveitamento de oportunidades negociais associadas à crescente preocupação de investidores e consumidores quanto às questões da sustentabilidade. confiabilidade. b.2003. Responder pela qualidade. entidades de funcionários. c. Coordenar a implementação das políticas e normas para a Responsabilidade Socioambiental Empresarial do Conglomerado. exigências da supervisão bancária e políticas e procedimentos internos. produtos e serviços a cargo da Unidade. adequação e integridade dos controles internos. Em maio/2004 a Unidade RSA foi transformada em Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental (Dires). Responder pela orientação estratégica aos conselheiros em entidades patrocinadas.

O nascimento de uma agenda. A gestão da responsabilidade socioambiental no BB
A partir da criação da área, instituiu-se uma equipe matricial, denominada Grupo RSA, com representantes das VicePresidências do BB, da Diretoria de Marketing e Comunicação, da Unidade de Estratégia e Organização e da Fundação Banco do Brasil, a fim de que as definições sobre o tema pudessem ser debatidas e compartilhadas com toda a organização.
Um grupo mobilizador. O chamado “Grupo RSA” foi decisivo nas proposições e no envolvimento de todas as áreas do BB na construção da Estratégia Socioambiental da empresa. O Grupo passou a ser constituído, por representantes de cada uma das Diretorias ou Unidades, indicados pelas Vice-Presidências. Cada Vice-Presidência foi representada por um titular e os demais representantes - das demais diretorias da mesma vice-presidência - ficariam como suplentes. A Fundação Banco do Brasil, a Diretoria e Marketing e Comunicação e a Unidade Estratégia e Organização também indicariam um titular e um suplente. A partir de 2005 o Grupo passou a ser composto por representantes de todas as Unidades Estratégicas do BB Diretorias, Unidades e Gerências Autônomas - abrindo-se a possibilidade para que a Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental convidasse empresas coligadas, administradas e participadas a se fazerem representar no Grupo, a fim de participarem na elaboração do Plano de Ação em Responsabilidade Socioambiental, embrião da Agenda 21 do Banco do Brasil. O funcionamento do Grupo RSA favorece o caráter transversal das estratégias socioambientais da organização, ampliando o espectro de protagonistas e garantindo a participação das diversas visões presentes no BB na construção da sua agenda.

Entender-se-ia a postura de responsabilidade socioambiental como compromisso e mérito do Banco como um todo, decorrendo daí a necessidade de engajamento e comprometimento das lideranças e do corpo funcional com o desenvolvimento, acompanhamento e avaliação do processo de adoção de valores e princípios éticos e de responsabilidade socioambiental nas práticas administrativas e negociais do BB. Caberia à Unidade de Responsabilidade Socioambiental, alçada posteriormente à condição de Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental, o papel de articuladora e catalisadora deste processo, mas o papel de viabilizar a intenção estratégica – ser referência em responsabilidade socioambiental e no desenvolvimento sustentável do País – seria responsabilidade conjunta das diversas áreas do BB. E assim tem sido. 29

Como resultado desses esforços, foram desenvolvidos e aprovados pelo Conselho Diretor do BB o Conceito e a Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental. A definição de um conceito e de uma carta de princípios de responsabilidade socioambiental para o Banco do Brasil se fez importante para fundamentar e direcionar as ações e movimentos voltados à internalização da cultura de responsabilidade socioambiental no Conglomerado.
Responsabilidade socioambiental para o Banco do Brasil é: “Ter a ética como compromisso e o respeito como atitude nas relações com funcionários, colaboradores, fornecedores, parceiros, clientes, credores, acionistas, concorrentes, comunidade, governo e meio ambiente”. Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental O BB se compromete a: 1. Atuar em consonância com Valores Universais, tais como: Direitos Humanos, Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, Princípios sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 2. Reconhecer que todos os seres são interligados e toda forma de vida é importante. 3. Repelir preconceitos e discriminações de gênero, orientação sexual, etnia, raça, credo ou de qualquer espécie. Fortalecer a visão da Responsabilidade Socioambiental 4. como investimento permanente e necessário para o futuro da humanidade. 5. Perceber e valer-se da posição estratégica da corporação BB, nas relações com o Governo, o Mercado e a Sociedade Civil, para adotar modelo próprio de gestão da Responsabilidade Socioambiental à altura da corporação e dos desafios do Brasil contemporâneo. 6. Ter a transparência, a ética e o respeito ao meio ambiente como balizadores das práticas administrativas e negociais da Empresa. Pautar relacionamentos com terceiros a partir de critérios 7. que observem os princípios de responsabilidade socioambiental e promovam o desenvolvimento econômico e social. Estimular, difundir e implementar práticas de desenvolvimento 8. sustentável. 9. Enxergar clientes e potenciais clientes, antes de tudo, como cidadãos.

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10.

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Estabelecer e difundir boas práticas de governança corporativa, preservando os compromissos com acionistas e investidores. Contribuir para que o potencial intelectual, profissional, artístico, ético e espiritual dos funcionários e colaboradores possa ser aproveitado, em sua plenitude, pela sociedade. Fundamentar o relacionamento com os funcionários e colaboradores na ética e no respeito. Contribuir para a universalização dos direitos sociais e da cidadania. Contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência.

(Fonte: Banco do Brasil. Diretoria Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental - Dires).

Com a definição do Conceito e da Carta de Princípios, evidenciou-se a intenção estratégica do Banco do Brasil em conciliar o atendimento aos interesses dos seus acionistas com o desenvolvimento de negócios social e ambientalmente sustentáveis, mediante a incorporação daqueles princípios a seus produtos, serviços, negócios e rotinas administrativas. Além disso, explicitou-se o interesse em contribuir para o desenvolvimento de um novo sistema de valores para a sociedade, que tem como referencial maior o respeito à vida humana e ao meio ambiente, condição indispensável à sustentabilidade da própria humanidade.

Uma estratégia responsáveis

de

negócios

socialmente

O passo seguinte foi a definição da estratégia de responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil, alinhada à Estratégia Corporativa do BB e subsidiada por análise ambiental e de mercado. Como resultado, foram definidos os seguintes direcionadores, aprovados pelo Conselho Diretor do BB em julho de 2003: 1. Incorporar os princípios de responsabilidade socioambiental na prática administrativa e negocial e no discurso institucional do Banco do Brasil. O Banco do Brasil pretende, em primeiro lugar, permear sua cultura organizacional com os princípios da responsabilidade socioambiental, tornando-os efetivos no quotidiano organizacional. Trata-se de uma postura que, para ser coerente e ter credibilidade, deve ocorrer de dentro para fora da Organização, conciliando suas práticas administrativas e negociais com seu discurso institucional. 31

controladas e patrocinadas. Agenda 21 e responsabilidade socioambiental. Influenciar a incorporação dos princípios de responsabilidade socioambiental no País. O Banco do Brasil deseja utilizar sua relevância nacional para se tornar referência em responsabilidade socioambiental. 3. Diagnóstico da postura de responsabilidade socioambiental no BB. O Banco do Brasil deseja ser foco irradiador de uma postura empresarial social e ambientalmente responsável.. inovando continuamente em suas ações. entidades representativas de funcionários. É necessário torná-las instrumentos práticos de transformação da cultura organizacional refletida nas práticas administrativas e nos negócios da organização. 9. A busca de uma postura de responsabilidade socioambiental é um processo contínuo. as críticas e sugestões colhidas no IV Fórum de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Sociambiental e o resultado da aplicação dos Indicadores Ethos de Responsabilidade Social. 5. Realização do IV Fórum de Gestão de Pessoas e RSA. compromisso de todas as áreas do Banco do Brasil. 4. coligadas. 7. envidará esforços para que os públicos da comunidade BB envolvidos em sua esfera de atuação também sejam estimulados a se engajar no movimento. não é suficiente o registro de intenções em documentos corporativos. Por comunidade BB entende-se: funcionários da ativa e aposentados. Implementar visão articulada e integradora de responsabilidade socioambiental no Banco. Para se considerar uma empresa social e ambientalmente responsável o Banco do Brasil deverá ter suas ações e resultados legitimados por seus públicos de relacionamento. Ouvir e considerar a diversidade dos interesses dos públicos de relacionamento. Um jeito de fazer Mas. Novos passos. Disseminar os princípios e criar cultura de responsabilidade socioambiental na comunidade BB.2.. como insumos do processo. Para tanto. colaboradores. Construção de plano de responsabilidade socioambiental 32 . cabe à Diretoria Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental articular-se com as diversas áreas para que o processo se dê de forma coesa e integrada. Foram utilizadas. Construindo uma Agenda 21 Empresarial. realizou-se diagnóstico da postura de responsabilidade socioambiental do BB. 8. A fim de que a práxis administrativa e negocial seja coerente com o discurso de responsabilidade socioambiental adotado e com os direcionamentos estratégicos definidos.

embrião da Agenda 21. de forma a garantir o comprometimento de todo o Conglomerado com a questão. a. b. o IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. Criação de mecanismos de acompanhamento e de avaliação do processo de internalização da cultura de responsabilidade socioambiental no Banco do Brasil (painel socioambiental). Definição do processo deliberativo e consultivo em comitês. c. 11. consultivo. que foram sistematizadas para subsidiar decisões estratégicas da Empresa. Definição de papéis relacionados à RSA. Ambos foram aprovados pelo Conselho Diretor em dezembro de 2003. e os mecanismos de acompanhamento e de avaliação do processo de internalização da cultura de responsabilidade socioambiental no Banco do Brasil. Os comitês tem caráter deliberativo. entre críticas. d. foram elaborados um plano de ação de responsabilidade socioambiental (2003-2007) e um modelo de gestão para o tema. IV Fórum de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental – O BB realizou.. o estabelecimento de instâncias consultivas com públicos de relacionamento. Incorporação nos painéis de acompanhamento estratégico e operacional do BB da perspectiva “sociedade”. O modelo de gestão torna evidentes os papéis relacionados à responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil. O evento expressou a opção democrática do BB de construir uma nova política de Gestão de Pessoas a partir da fala direta de todos os funcionários. ver o capítulo 5. Inclusão dos princípios de RSA nas Políticas Gerais do BB. conferindo maior transparência ao relacionamento do Banco com seus colaboradores. 33 . 10. Como resultado. 12. sugestões e propostas. Definição de instâncias consultivas com públicos de relacionamento. que mobilizou e garantiu a manifestação de todos os 84 mil funcionários. comissões e Conselho Diretor. e as comissões. Formulação de modelo de gestão socioambiental. a forma como se estabelece o processo deliberativo e consultivo de modo a garantir o envolvimento das diversas áreas e empresas do Banco no debate e na definição dos rumos da postura de responsabilidade socioambiental (comitês e comissões). Foram colhidas cerca de 18 mil manifestações. em 2003. Para mais detalhes sobre o IV Fórum. Comitês e Comissões – são órgãos colegiados de natureza consultiva ou deliberativa com a finalidade de apoiar o Conselho Diretor em assuntos estratégicos.

Desta forma. processos internos e comportamento organizacional) foram alterados para prever a incorporação gradual de indicadores relacionados à sustentabilidade nos negócios. de negócios voltados para o fomento do desenvolvimento sustentável e de práticas administrativas com visão de RSA. “negócios”. entre outros. os conceitos das demais perspectivas (financeira. Atualmente. A composição dos comitês e comissões estratégicos do Banco também foi revista de forma a prever a participação de representante da Diretoria Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental. que contém indicadores relacionados à contribuição do Banco ao desenvolvimento sustentável nacional. compondo a Estratégia Corporativa do Banco do Brasil 2003-2007. Além de item específico sobre “ética empresarial e responsabilidade socioambiental”. sob a forma de inclusão social. “administrativo operacional e racionalização de custos”. o Banco do Brasil cuida para que seus negócios gerem resultados econômicos. geração de trabalho e renda e respeito ao meio ambiente. Adicionalmente. por meio de ações de investimento social privado. Nele são definidos os propósitos e valores institucionais da Organização quanto aos escopos organizacionais. várias inserções foram realizadas nas Políticas Gerais do BB de forma a explicitar que a Organização envidará esforços para que suas práticas administrativas e negociais sejam precedidas de reflexão a respeito dos impactos sociais e ambientais decorrentes de sua implementação. clientes.Os compromissos assumidos com a assinatura da Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental e com a adesão ao Pacto Global da ONU (ver capítulo 2) permearam a redação do documento “Políticas Gerais” do Banco do Brasil. sob a forma de lucros e participação no mercado. a área participa em comitês e comissões relacionados diretamente às operações e funções estratégicas do Banco. como os de “comunicação”. colaborando para que esta visão permeie as práticas administrativas e negociais do BB. aprovado em março de 2004 pelo Conselho de Administração. 34 . o que permite que a cultura de responsabilidade socioambiental seja constantemente discutida com os executivos do Banco. ao mesmo tempo em que busca resultados sociais e ambientais. “risco operacional”. Nos painéis de acompanhamento estratégico e operacional do BB foi incorporada a Perspectiva “Sociedade”. negociais e de participação societária.

15. 16. social e ambiental da Organização. a inclusão da perspectiva sociedade no sistema de balance score card de acompanhamento e controle de metas do BB busca assegurar maior equilíbrio entre os objetivos de ordem econômica. Formulação dos eixos estratégicos e pragmáticos da Agenda 21.PPG7 e seus subprojetos. Mais alguns passos. o BB materializa um roteiro compartilhado de compromissos socioambientais a serem assumidos pelas diversas áreas (Diretorias. Integração de ações do Banco com ações dos Fóruns de Agenda 21. temos: a. empresas. ParticipaçãodefuncionáriosdoBancoemConselhosdeDireitos da Criança e do Adolescente ou em Conselhos Tutelares. Como se pode observar.. a seguir. Definição dos indicadores do Painel do Desenvolvimernto Sustentável. Unidades e Gerências Autônomas) para que a Instituição realize a visão de um futuro sustentável. Por meio de sua Agenda 21. sociedade civil organizada” possibilita a aferição e a conseqüente bonificação pelo atingimento de metas relacionadas à Perspectiva Sociedade. Integração de ações do Banco com as do Programa Piloto para proteção das florestas tropicais . 35 . instituições representativas dos setores produtivos. c. Veremos. como isto se efetiva nas práticas do Banco do Brasil. Dimensões estratégicas e pragmáticas da Agenda 21 do BB Construindo uma Agenda 21 Empresarial.O Acordo de Trabalho é um instrumento de gestão que define e acompanha a realização dos objetivos e metas de todas as unidades do Banco do Brasil. Criação do Painel do Desenvolvimento Sustentável. b. 13. Participação da dependência no apoio à inscrição da prefeitura no prêmio “Gestor Eficiente da Merenda Escolar”.. e. 14. d. Realização da I Oficina de Responsabilidade Socioambiental do BB. O indicador “Concertação Socioambiental estabelecimento de ações que promovam a integração das ações do Banco com as realizadas pelos governos municipais estaduais e federais. Integração de ações do Banco com as dos Comitês de Micro-Bacias. Como exemplos de ações que geram bonificação.

36 . Dimensões estratégicas e pragmáticas da Agenda 21 do BB e seus objetivos 1.2 3.3 2. As iniciativas do BB nessas dimensões.2 2. 2.3 2.4 2.3 DIMENSÃO NEGÓCIOS COM FOCO NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Implementar ações de apoio ao desenvolvimento sustentável Financiar atividades de geração de trabalho e renda e de inclusão social Financiar atividades e tecnologias ambientalmente adequadas DIMENSÃO PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS E NEGOCIAIS COM RSA Disseminar os princípios e fortalecer a cultura de RSA na Comunidade BB Manter processos administrativos coerentes com os Princípios de RSA Manter processos negociais coerentes com os Princípios de RSA Fortalecer a interação com os públicos de relacionamento Influenciar a incorporação dos princípios de RSA no País DIMENSÃO INVESTIMENTO SOCIAL PRIVADO Contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população brasileira Apoiar programas relacionados à consciência e preservação ambiental Apoiar programas relacionados à defesa e à promoção dos direitos humanos Captar recursos para apoiar ações vinculadas ao desenvolvimento 3. são frutos do engajamento e dedicação de todas as Diretorias e Unidades do Banco do Brasil e têm contribuído para a disseminação da postura de responsabilidade socioambiental no Conglomerado.4 social 3. 1.A Agenda 21 do BB estrutura-se em três dimensões estratégicas e pragmáticas denominadas: ① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável.5 3. A evolução das posturas e das ações de responsabilidade socioambiental são acompanhadas por um mapa de indicadores. 3.1 1.2 1. descritas no capítulo 4.5 Incentivar a atuação dos funcionários em trabalhos voluntários e ações sociais Agenda 21 do BB = compromisso com a sustentabilidade + compromisso com a cidadania + compromisso com o movimento de RSA.1 3.1 2. ② Investimento Social Privado e ③ Práticas Administrativas e Negociais com RSA. o Painel do Desenvolvimento Sustentável.

Possibilitará. como o Proger e o Pronaf. a sistematização de informações associadas a produtos e serviços já tradicionais. a indicação de áreas ou setores nos quais o Banco pode construir vantagem competitiva ou diferenciação em termos de RSA. a contribuição do Banco do Brasil para o desenvolvimento sustentável do País. em especial. os indicadores definidos para o painel possibilitarão a elaboração de relatos de sustentabilidade e de respostas a consultas e pesquisas externas sobre a postura de RSA e sobre o engajamento do BB na implementação da Agenda 21. O painel propiciará. também. a partir da comparação com outras iniciativas na indústria financeira. Um instrumento para a gestão da estratégia socioambiental O Painel do Desenvolvimento Sustentável é uma ferramenta que está em desenvolvimento e que permitirá acompanhar e avaliar as ações do Banco com relação ao desenvolvimento sustentável e. tais como os relacionados à intermediação financeira de programas governamentais. evidenciando a contribuição do BB para o desenvolvimento nacional.O painel do desenvolvimento sustentável.OGN 2003-2007 Direção Estratégica: Plano de Ação em RSA do Banco do Brasl “Ser o Banco referência em: Postura RSA sustentável do País” Painel do Desenvolvimento Sustentável Painel do Desenvolvimento Sustentável Negócios com foco no Desenvolvimento Sustentavel Práticas administrativas e Negociais com RSA Disseminar os a Cultura de RSA na Comunidade BB Manter Processos Administrativos coerentes com os Princípios de RSA Manter Processos Negociais coerentes com os Princípios de RSA ão relacionamento Implementar ações de apoio ao desenvolvimento sustentável de geraç renda e de inclusão social tecnologias adequadas Investimento Social Privado melhoria da qualidade de vida da população Apoiar programas relacionados à consciência e Apoiar programas relacionados à defesa e à promoção dos direitos humanos Captar recursos para apoiar ações sociais Incentivar a atução dos funcionários em e ações sociais Dires / Direo 37 . ainda. Além de auxiliar o BB a gerir a evolução da postura de responsabilidade socioambiental. Painel do Desenvolvimento Sustentável Agenda 21 Empresarial do BB ECBB .

62 altos executivos do Banco . criticar os indicadores sugeridos (manutenção. definindo os rumos da Agenda 21 do BB. reunindo a alta cúpula do Banco. em junho de 2005. Ibase. cujo detalhamento (definição de ações específicas. bem como sobre a contribuição do Banco para o desenvolvimento sustentável do País. Para tornar operacional o Painel. metas e prazos) seria realizado com o apoio do Grupo RSA. Febraban) e internacional (Global Reporting Initiative). todas as áreas da empresa foram chamadas a participar do encontro para refletir.Presidente. Em junho de 2005. cabendo a eles: a. Como decorrência da Oficina de RSA. a partir de uma visão ampla de responsabilidade socioambiental. Esses indicadores foram posteriormente submetidos à apreciação dos colegiados das Unidades Estratégicas do BB. b. elaborou-se ensaio de indicadores. sobre os impactos sociais e ambientais resultantes de suas atividades. a I Oficina de Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil. ajuste ou 38 .I Oficina de Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil Para fortalecer as iniciativas da Agenda 21 do BB e apoiar a disseminação da postura de sustentabilidade nos negócios. inaugurando um processo de permanente revisão e ampliação das ações de responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil. foi realizada. Diretores e Gerentes Executivos . A Oficina. emblemática por seu caráter representativo e estratégico.se reuniram em Brasília (DF) para a realização da I Oficina de Responsabilidade Socioambiental do BB. inspirados em iniciativas que são referências em relatos de sustentabilidade em nível nacional (Ethos. Vice-Presidentes. Durante o evento foi apresentado o processo de revisão da agenda. na qual foi discutida a atualização das ações da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007. O evento reafirmou a decisão estratégica e o compromisso do Banco com a Política de Responsabilidade Socioambiental. para cada conjunto de objetivos definidos no painel. sobre as oportunidades negociais que podem ser geradas. criticar a estrutura dos indicadores apresentados. consolidou a metodologia de construção da Agenda 21 do BB. todas as Unidades Estratégicas do Banco do Brasil foram engajadas na definição dos indicadores para o Painel de Desenvolvimento Sustentável e na atualização da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007. Por considerar que esse é um processo coletivo.

sugerir novos indicadores. Encaminhamento de nota administrativa para aprovação do Conselho Diretor do BB (Dires e Direo – dezembro de 2005). Atualizando a Agenda 21 Empresarial. e. d. Formatação da Agenda 21 revista e do Painel do Desenvolvimento Sustentável (Dires e Direo – dezembro de 2005). 17.Dires). caracterizou-se pela ampla e democrática participação das áreas estratégicas do Banco. Encontros com os colegiados das Unidades Estratégicas (Dires – setembro a novembro de 2005).exclusão do indicador. Novos passos.Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental Direo – Diretoria Estratégia e Organização (Fonte: Banco do Brasil – Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental . g. Por sua vez. h. Aprovação das propostas apresentadas (Comitês das áreas estratégicas – novembro de 2005). d. o processo de atualização da Agenda 21. b. Oficina com o Grupo RSA para consolidação dos insumos obtidos nas consultas (Dires – novembro de 2005). c. 39 . confirmar os responsáveis pela gestão do indicador.. Definição de macroações pela I Oficina de RSA (Executivos do BB – junho de 2005). Consulta às Unidades Estratégicas para detalhamento da Agenda 21 e definição dos indicadores do Painel de Desenvolvimento Sustentável (Grupo RSA – outubro e novembro de 2005).. Legenda: Dires . de modo a se preservar e fortalecer o espírito de co-responsabilidade pela conduta social e ambientalmente responsável de toda a Instituição. c. verificando a pertinência do indicador e a viabilidade em ser acompanhado pela área indicada como responsável). Reunião preparatória com o Grupo RSA para orientar o processo de consulta às Unidades Estratégicas (Dires – agosto de 2005). Atualização da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007: a. f.

40 .

na promoção do movimento de responsabilidade socioambiental no País e no mundo. Agenda 2003-2006. que metaboliza as influências recebidas e procura influenciar os valores de seus públicos de relacionamento. conscientes da importância do desenvolvimento sustentável. do progresso do País e da sustentabilidade. 41 . quando comparado o resultado de 2004 com o do ano anterior. de governos e de países. a fim de que todas as pessoas possam compartilhar dos benefícios da globalização. implementando ações de apoio ao desenvolvimento sustentável. em prol da cidadania. a implementação da Agenda 21 do BB resultou no desenvolvimento de várias ações.4 – A AGENDA 21 DO BB. privadas e públicas. o Pacto Global foi criado pela ONU para ajudar as organizações a redefinirem suas estratégias e ações. exercem seu poder e influência nos cenários de seus empreendimentos. estão descritas as ações já desenvolvidas em cada uma das dimensões estratégicas constantes do Painel de Desenvolvimento Sustentável. com especial destaque para a dimensão “relação com fornecedores”. também. Desenvolvendo o Brasil de maneira sustentável O movimento de responsabilidade socioambiental se dá pelas mútuas influências das organizações. portanto. A seguir. A primeira dimensão da estratégia socioambiental do BB consiste. Pacto Global da ONU Como vimos no capítulo 2. Estas iniciativas permitiram que o Banco obtivesse desempenho superior em cinco das sete dimensões avaliadas a partir dos Indicadores Ethos. RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL NA PRÁTICA Entre 2003 e 2006. O caminho percorrido ① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável ② Práticas Administrativas e Negociais com RSA ③ Investimento Social Privado A sustentabilidade nos negócios. envolvendo diversas áreas do BB. Os protagonistas desse movimento são organizações que. com o Banco do Brasil. Assim ocorre.

entre 9 e 15 de agosto. realizado em Paris. debates internos e divulgação das metas do milênio pelos canais de comunicação interna e externa. a serem alcançados até 2015. à diminuição das desigualdades e ao compromisso com a sustentabilidade do planeta. Kofi Annan. contou com a presença das principais lideranças empresariais do mundo comprometidas com o Pacto Global e serviu para reforçar o compromisso do Banco em colaborar com o movimento de estímulo ao engajamento das empresas no desenvolvimento social. com recomendações para a indústria financeira melhor integrar questões ambientais. Além do Secretário-Geral da ONU. o Presidente do BB participou do Fórum de Líderes do Pacto Global. prestigiaram o evento o primeiro ministro inglês. visando à erradicação da pobreza. gestão de ativos e seguridade. Em junho de 2004. durante toda a semana. o Banco participou da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade. Tony Blair. na geração de emprego e renda e na criação de valores e defesa de princípios universais. na França. e o presidente da França.Reconhecendo a importância ética do Pacto Global. No evento foi realizada uma oficina de trabalho na qual os executivos de diversas corporações de todo o mundo refletiram a respeito dos desafios da construção de um processo de globalização mais inclusivo. 42 . Em junho de 2005. participou do workshop A Contribuição das Empresas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. de iniciativa da ONU – Pacto Global. Jacques Chirac. que visou difundir à sociedade os compromissos das nações e da sociedade civil de todo o mundo. o Banco do Brasil. ocorrido em Nova Iorque. o Conselho de Administração autorizou a adesão do BB em novembro de 2003. apresentando propostas para a sua viabilização. iniciativa da ONU. O Banco participou desse movimento organizando o Dia de Mobilização do BB e promovendo. sociais e de governança nas suas análises de financiamento. O evento. por intermédio do Vice-Presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. Ainda em 2004. O BB também participou da elaboração do relatório Who Care Wins – Connecting Financial Markets to a Changing World.

populações indígenas. trabalho infantil. Como resultado da análise efetuada. Conforme as normas do IFC. O Banco do Brasil. braço do Banco Mundial.Princípios do Equador Diante da preocupação com o impacto socioambiental de grandes projetos financiados com recursos creditícios. De acordo com a escala de riscos indicada pelos Princípios do Equador. forçado ou escravo. foi o primeiro banco oficial no mundo a integrar o grupo de instituições financeiras que aderiu aos Princípios do Equador. proteção a habitats naturais. um projeto do setor de energia foi avaliado como risco “B” e um projeto do setor de transporte. as salvaguardas versam sobre avaliações ambientais. juntamente com outras 54 empresas. reassentamento involuntário de populações. envolvendo investimentos totais da ordem de R$ 1. o Banco do Brasil. projetos em águas internacionais e saúde e segurança no trabalho. No Banco do Brasil a avaliação socioambiental de empreendimentos não se restringe à aplicação dos Princípios do Equador. Pacto pelo combate ao trabalho escravo Consciente de que a eliminação do trabalho escravo constitui condição básica para o Estado Democrático de Direito. os projetos categorizados como “A” são aqueles que possuem significativos impactos socioambientais adversos. propriedade cultural. gerenciamento de pragas. apoiou a decisão do Governo Federal de eleger como uma das principais 43 .2 bilhão nos setores automotivo e de energia. Os da categoria “B” são os que apresentam menor potencial de impacto sobre populações e meio ambiente e os da categoria “C” não causam impactos socioambientais ou provocam impactos considerados mínimos. segurança de barragens. conjunto de políticas e diretrizes (salvaguardas) a serem observadas na análise de projetos de investimento de valor igual ou superior a US$ 10 milhões. além de projetos de investimento com valor financiado pelo BB igual ou superior a R$ 10 milhões. classificado como risco “C”. O BB também adota critérios socioambientais na avaliação de limite de crédito de empresas com Receita Operacional Líquida (ROL) atual ou prevista/projetada superior a R$ 100 milhões. o BB decidiu por aderir aos Princípios do Equador (ver capítulo 2). em fevereiro de 2005. Em 2006 foram analisados dois projetos de investimento enquadrados no escopo dos Princípios do Equador. Tendo por base critérios estabelecidos pelo International Finance Corporation (IFC).

desde a análise inicial do projeto até a sua efetiva implementação. segregação social. No Brasil. clientelismo e desrespeito aos direitos humanos. Protocolo Verde As instituições financeiras oficiais possuem um papel fundamental no cumprimento da política ambiental. 44 . a escravidão contemporânea manifesta-se na clandestinidade e é marcada por autoritarismo. que envergonham não somente os brasileiros.prioridades a erradicação de todas as formas contemporâneas de escravidão. racismo.) Desde agosto de 2004 o Banco do Brasil já praticava a suspensão de novos créditos a clientes incluídos em relação de empregadores e proprietários rurais que submetem seus trabalhadores a formas degradantes de trabalho ou os mantenham em condições análogas ao trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. muitas vezes antecipando-se às próprias exigências e normas legais. mas toda a comunidade internacional. em maio de 2005. uma vez que podem atuar de forma preventiva. existem no Brasil 25 mil pessoas submetidas às condições análogas ao trabalho escravo. corrupção. Passados mais de 100 anos da assinatura da Lei Áurea. os signatários acordam em incrementar esforços visando dignificar e modernizar as relações de trabalho nas cadeias produtivas dos setores comprometidos no “Cadastro de empregadores Portaria MTE 540/2004” que tenham mantido trabalhadores em condições análogas à escravidão. (Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego. Além da manutenção ou da instituição de exigências legais e da incorporação dos custos ambientais nas análises de projetos. Pelo pacto. A atividade do setor bancário pode complementar a ação que vem sendo adotada por empresas do setor produtivo que já aplicam práticas ambientalmente saudáveis. Assim. o nosso país ainda convive com as marcas deixadas pela exploração da mão-deobra escrava. Os dados constituem uma realidade de grave violação aos direitos humanos. aderiram ao Pacto pelo Combate ao Trabalho Escravo proposto pelo Instituto Ethos. em resposta ao aumento da conscientização da sociedade. Segundo cálculos da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

os bancos podem promover a recuperação e a proteção do meio ambiente. o Banco não financia 45 . operações de investimento em atividades que se utilizam de recursos hídricos. borracha e outros produtos extrativos. madeira. Banco do Nordeste. agindo como banco comercial (crédito geral). o licenciamento ambiental é exigido e. operações de investimento em atividades utilizadoras de recursos ambientais ou empreendimentos capazes de causar degradação ambiental. Banco da Amazônia. Em financiamentos industriais. banco setorial (crédito rural) e banco de desenvolvimento (gestor do Fundo Constitucional para a Região Centro-Oeste). Trata-se de uma carta de princípios para o desenvolvimento sustentável firmada por bancos oficiais em 1995 (Banco do Brasil. O Protocolo Verde vem ao encontro dessas expectativas da sociedade. destoca ou custeio agropecuário. Balanço das Medidas Adotadas pelo Banco do Brasil a partir da assinatura do Protocolo Verde em 1995: ➣ Vetou a realização de operações destinadas a financiar atividades que possam causar impacto ambiental. Por exemplo. para o financiamento da comercialização da pesca. comercialização de produtos extrativos de origem vegetal e pescado in natura. ➣ Tornou obrigatória a apresentação de documentação do órgão ambiental competente para financiamento de: desmatamento. na qual se propõem a empreender políticas e práticas que estejam sempre e cada vez em harmonia com o objetivo de promover um desenvolvimento que não comprometa as necessidades das gerações futuras. a variável ambiental é tratada em diversas normas e recomendações. objetivando a incorporação de novas áreas no processo produtivo. Em consonância com sua diversidade de atuação. operações de investimentos em atividades que requerem o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA). O Banco do Brasil caracteriza-se como um banco de múltiplas funções. as normas internas se tornam ainda mais rigorosas. BNDES. por meio de linhas de financiamento específicas. sem autorização formal do órgão competente. inclusive agricultura irrigada – outorga de água. Caixa Econômica Federal e Banco Central do Brasil).

da utilização do manejo integrado de pragas. que a reestruturação do Protocolo Verde conferiria condições institucionais para a transformação dos créditos oficiais e privados em instrumentos de indução efetiva do desenvolvimento das atividades produtivas. No anexo 6. Com relação ao crédito rural. utilizando critérios ambientais. no anexo 7. principal fonte de recursos internos para operações incentivadas de longo prazo geridas pelo Banco do Brasil. especialmente naqueles relativos ao controle e preservação do meio ambiente e equilíbrio ecológico. o Banco do Brasil possui convênios com empresas de assistência técnica. que contou com a participação do BB. denominado Crédito para o Desenvolvimento Sustentável. é incluída a cláusula contratual de comprometimento do devedor em conservar o meio ambiente. Em março de 2005. Com relação aos recursos do Fundo Constitucional do CentroOeste (FCO). ficou acordado. na apresentação dos projetos. é exigido. os membros do GT apresentaram para exame e deliberação das instâncias superiores dos ministérios. Brasilprev e Previ. o cumprimento da legislação ambiental. encostas e topos de morro. de proteção da fauna e da flora e outras considerações de conservação ambiental indicadas na Constituição Federal e nas Constituições Estaduais. estão descritas as recomendações aos bancos oficiais e. que se comprometem a recomendar tecnologias de produção exeqüíveis. manifestaram formalmente apoio ao pedido de abertura de informações 46 . Em projetos de reforma agrária. consoante a legislação ambiental em vigor. Relatório de informações sobre emissão de carbono Em março de 2005. Banco do Brasil. de conservação do solo e água. foi instalado pelo Ministério da Fazenda um Grupo de Trabalho Interministerial. a fim de estimular as atividades agrícolas sustentáveis. as proposições para a efetiva introdução da variável ambiental no crédito. de forma consensual. de proteção dos mananciais. Isto também é válido para o Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (Procera). Entre as diretrizes estabelecidas.serrarias que utilizam madeiras oriundas de floresta nativa. a Carta de Princípios para o Desenvolvimento Sustentável assinada pelas instituições. obedecendo a critérios técnicos e legais de preservação das matas ciliares. dotadas de práticas conservacionistas adequadas à defesa do solo e do meio ambiente. Em janeiro de 2005. juntamente com os principais investidores institucionais no mundo.

no Brasil o aquecimento provocado pelo efeito estufa pode trazer como impacto a alteração do regime de chuvas e da temperatura. responsabilidade social e indicadores financeiros saudáveis. a partir de resposta a um questionário distribuído pelos organizadores do índice às empresas responsáveis pelas 150 ações mais negociadas na Bovespa. A iniciativa conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA/UNEP) e de instituições financeiras como o ABN Amro. Segundo o Ministério do Meio Ambiente. foram selecionadas. 34 empresas. Na versão 2006/7. utilizado como referência para o fundo de investimento BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial. com recursos provenientes principalmente do Fundo de Carbono do Governo da Grã-Bretanha.sobre a emissão de gases de efeito estufa. Deutsche Asset Management. em 2005. sociais e ambientais das empresas. enviado às 500 maiores empresas do mundo. o apoio à iniciativa vem ao encontro dos interesses negociais do Banco. A participação do Banco do Brasil no índice representa um significativo reconhecimento de mercado quanto ao BB ser uma empresa que gera valor para os seus acionistas de uma forma social e ambientalmente responsável. com conseqüências diretas sobre a agricultura e a biodiversidade. A avaliação da sustentabilidade segue o critério internacional do triple bottom line que avalia de forma integrada dimensões econômicofinanceiras. de 14 setores. O pedido de informações é resultado de projeto administrado pela Rockfeller Philanthropy Advisers. Credit Suisse Group. foi elaborado a partir de metodologia da Fundação Getúlio Vargas e do apoio financeiro do International Finance Corporation (IFC) e reúne empresas que se pautam pelo respeito ao meio-ambiente. também. Além de coerente com a postura de responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil. o Banco do Brasil faz parte do grupo de empresas selecionadas para compor o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo. que prevê ponderações acerca dos impactos sociais e ambientais das práticas administrativas e negociais – considerados aí os investimentos realizados –. UBS Global Asset Management. HSBC Holdings. Fleet. Índice de sustentabilidade empresarial da Bovespa Desde sua criação. Merrill Lynch. a ação do 47 . O índice. Torna.

As potencialidades brasileiras gerando trabalho e renda Como forma de inserir comunidades menos favorecidas em processo produtivo que garanta a seus membros trabalho e renda a partir do aproveitamento das potencialidades da região. tem importante papel neste processo. Tal iniciativa é fundamental para que o desenvolvimento do movimento de responsabilidade social corporativa em nível nacional avance com maior celeridade. Estratégia do Desenvolvimento Regional Sustentável. 2005 e 2006). seus professores. abrangência e profundidade. A educação. são patrocinados pelo BB o prêmio Ethos Valor (2003. Está no cerne do movimento de responsabilidade social corporativa a mudança de valores. o Banco do Brasil criou a estratégia negocial de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). O apoio do BB à Conferência Nacional do Ethos se justifica em face da importância de se ter um espaço para debate e intercâmbio de experiências empresariais reais (de sucesso e de fracasso) sobre a implantação e disseminação da responsabilidade social corporativa. Apoio a eventos relacionados à responsabilidade socioambiental Além de buscar relacionar sua marca ao movimento de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). uma vez que os investidores estão associando as práticas de sustentabilidade social e ambiental das empresas com a perspectiva de menores riscos e de lucros. o Banco considera o prêmio Ethos Valor como fundamental para este movimento por alcançar a comunidade acadêmica: alunos de graduação e pósgraduação – futuros dirigentes de nossas empresas – e. 2005 e 2006) e a Conferência Nacional do Ethos (2004. 2004. também. a política de patrocínio do Banco do Brasil para eventos relacionados à responsabilidade socioambiental define como fundamental que o apoio do Banco se dê a eventos que efetivamente contribuam para o fortalecimento do movimento de RSC em nível nacional. portanto. formadores de opinião. Desta forma.BB mais atrativa. de tendências e de reflexão teórica sobre o assunto. 48 . Dessa forma.

Tratase de um novo modelo de negócios que considera a viabilidade das atividades produtivas em suas dimensões econômica. dos quais 1. assim. na orquestração.179 em implementação. O Conselho Diretor do BB definiu que. que podem ser da área governamental (municipal. das cooperativas e da agricultura familiar. no Banco do Brasil 2. no terceiro eixo da estratégia socioambiental do BB.400 Diagnósticos e Planos de Negócios DRS em andamento. Além de gerar trabalho e renda de forma inclusiva e participativa. a estratégia DRS busca garantir a sustentabilidade das atividades produtivas. até 2007. por meio do apoio a práticas que valorizam as vocações e potencialidades locais em atividades rurais e urbanas tão diversas como a ovinocaprinocultura. importante contribuição do BB para a efetivação das políticas estruturais do Programa Fome Zero. conforme descrito mais adiante. A estratégia busca a geração de trabalho e renda. da iniciativa privada e da sociedade civil. atuando principalmente no fortalecimento do associativismo. estadual ou federal). 49 . ou seja. do Governo Federal. a apicultura. dos mini e pequenos empreendedores. social e ambiental. alcançando 4. sendo que nas Regiões Norte e Nordeste em pelo menos duas atividades produtivas. multiplicando as oportunidades de negócios para as agências BB. articulação e mobilização de atores socioeconômicos (parceiros).A estratégia do DRS representa. Atualmente existem. respeitada a diversidade cultural. com ou sem fins lucrativos. 3. O DRS utiliza metodologia participativa e construtivista que se baseia no processo de “concertação”. o artesanato e a reciclagem de lixo.541 agências habilitadas com quase 2.795 agências do BB trabalharão com foco em DRS.200 municípios e cerca de 1 milhão de famílias.

425.607 1.437.027 41.875 256.600.185 100.708.302 4.375 1.928 31.981 56.523.617 14.Gerência de Desenvolvimento Regional Sustentável.252.419.791.965 5.178 15.828.133 10.858 3.680 105.507.769 39.664 974 20.766 41.950.000 28.819 5.950 9.329. 50 .872 19.000 48.221 21 25 5 51 1.747 18.802 44 237 54 131 466 8 31 3 34 76 744 33.309 45.489 23 140 73 24 14 55 11 10 9 359 56 155 80 93 110 132 90 66 40 822 5.195.940 255.765 12.965 5.008.388 26.046.210 6.603 75.759.857.017 1.800 16.761 21.947.159 26.128 27.458 28.187.823.384 125.132.861.892.477 25.362 15.567 7.560 Em elaboração Em Implementação Famílias Envolvidas Créditos Previstos Fonte: Banco do Brasil .618.819 1.579 109.892.738 7 1 16 33 28 4 9 98 10 5 17 103 15 4 35 189 2.000 1.Resultados do DRS alcançados até fevereiro de 2007: UF Centro-Oeste Distrito Federal Goiás Mato Grosso Mato Grosso do Sul Subtotal Nordeste Alagoas Bahia Ceará Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Subtotal Norte Acre Amapá Amazonas Pará Rondônia Roraima Tocantins Subtotal Sudeste Espírito Santo Minas Gerais Rio de Janeiro São Paulo Subtotal Sul Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Subtotal Total 45 15 60 120 1.918.658 1.700 4.548.225 430..000 23.436 30.890 13.357 12 72 79 15 178 25 9 6 40 7.554 130.833 337.467.451 3.671.366 31.500 64.397.036 2.767 10.185 638 4.155.102.067.

causado pela intensificação do efeito estufa. observando-se o zoneamento agrícola e a aptidão regional.BB Biodiesel – Programa BB de apoio à produção e uso de biodiesel O Programa visa apoiar a produção. Essa intensificação. com linhas de crédito de custeio. que vem provocando o derretimento das geleiras. ocorre pelo aumento da concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera. à instalação de plantas agroindustriais e à comercialização. a comercialização e o uso do biodiesel como fonte de energia renovável e atividade geradora de emprego e renda. Pronaf Agroindústria. tais 51 . O Programa beneficia os diversos componentes da cadeia produtiva do biodiesel de forma sistêmica: a) na produção agrícola. colaborando para a expansão do processamento de biodiesel no País. investimento e comercialização. Mercado de créditos de carbono (Protocolo de Quioto) Um dos mais graves problemas ambientais deste século é o aquecimento global. da soja. a partir do incentivo à produção de matéria-prima. aumento do nível do mar. por sua vez. desertificação. além das linhas disponíveis para o setor industrial. Crédito Agroindustrial (aquisição de matéria-prima). investimento e comercialização. do algodão (caroço). O principal critério a ser considerado pelo Banco na concessão do crédito. da mamona. disponíveis para financiamento ao produtor rural familiar e empresarial. do girassol e do nabo forrageiro. é a garantia de comercialização tanto da produção agrícola quanto do biodiesel. além das exigências específicas de cada linha. Inicialmente serão priorizadas as culturas do dendê. b) na industrialização: BNDES Biodiesel. Prodecoop. A assistência ao setor produtivo é feita por meio da oferta de linhas de financiamento de custeio. alteração no suprimento de água doce e eventos climáticos extremos.

ocorrida no Rio de Janeiro (RJ). Dentre os mecanismos de flexibilização. Essas metas deverão ser atingidas entre 2008 e 2012. Os encontros foram denominados Conferências das Partes (COP). Na busca de soluções para a questão climática. em função do seu nível de industrialização (denominados. que podem ser adquiridos por países do anexo 1 como forma de cumprir parte de suas metas. é de se destacar a COP 3. que estabelece metas de redução de emissão de GEE para os países que. maiores poluidores do planeta. no Protocolo. que viabiliza projetos que reduzam emissões de GEE. produzindo uma redução. foram os que contribuíram de forma mais intensa para o aumento da concentração atmosférica de GEE. historicamente. na Rio-92. o mais importante para o Brasil é o MDL. ocorrida em 1997. foi criada a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC). os países afetados pelo protocolo poderão utilizar algumas alternativas para auxiliá-los no cumprimento de suas metas. O Protocolo de Quioto entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005. em Quioto. não ratificaram o Protocolo. principalmente. Implementação Conjunta. na qual foi elaborado o Protocolo de Quioto. e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). denominadas “créditos de carbono”. de 5. ficou estabelecido que os países signatários da CQNUMC se reuniriam anualmente em busca de soluções para a questão climática. Esses projetos geram Reduções Certificadas de Emissões (RCE). O Protocolo estabelece que as metas deverão ser cumpridas por meio de políticas públicas e regulamentações que limitem diretamente as emissões. em média. metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). 52 . lixões. da queima de combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral). responsáveis por 25% das emissões globais de GEE. com o objetivo principal de estabelecer ações que levassem à estabilização da concentração de GEE na atmosfera. Os Estados Unidos. oriundos. aterros sanitários. Japão. a saber: Comércio de Emissões. em níveis adequados para o clima do planeta.como dióxido de carbono (CO2). como Partes Anexo I). processos industriais e atividades agropastoris. Durante a Rio-92. com a ratificação do documento pela Rússia. Além das ações de caráter nacional. chamadas de mecanismos de flexibilização. Dentre as Conferências realizadas até 2005.2% nas emissões em relação aos níveis verificados no ano de 1990.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) nasceu de uma proposta brasileira à CQNUMC. Trata-se do comércio de créditos de carbono baseado em projetos de seqüestro ou mitigação. O Banco do Brasil decidiu por uma atuação efetiva no sentido de se posicionar como referência no mercado. como o Brasil. no Pronaf Agroecologia. diretrizes e soluções específicas para o mercado de créditos de carbono. no Pronaf custeio. 53 . limitado a 70% da receita bruta prevista. c. e. O Brasil deve se beneficiar deste cenário como vendedor de créditos de carbono e também como alvo de investimentos em projetos engajados com a redução da emissão de gases poluentes. ou nações sem compromissos de redução. equivalentes em tonelada de CO2. no custeio. o grupo C pode contar com teto adicional de até 50%. b. com a avaliação da necessidade de ações que requerem o desenvolvimento de produtos e serviços específicos. financia a produção. com ações que não requerem a criação de novos produtos e serviços e não envolvem mudanças de estrutura do mercado. investimentos para atendimento dos grupos C e D. de investimento e de comercialização da produção orgânica. agrupadas de acordo com o tempo previsto para implementação: no curto prazo. com a criação de um programa específico no qual os produtores rurais têm acesso diferenciado ao financiamento de custeio. por meio do desenvolvimento de políticas. prioridade no acolhimento de propostas e na alocação de recursos. o processo de conversão da produção tradicional para a orgânica e a certificação na região Centro-Oeste. de países em desenvolvimento responsáveis por tais projetos. O MDL é um instrumento de flexibilização que permite a participação no mercado dos países em desenvolvimento. Por meio desse mecanismo. destacando-se o seguinte: a. no médio e longo prazo. no FCO Pronatureza. financia até 100% do valor orçado. países desenvolvidos comprariam créditos de carbono. o Banco apóia o segmento de alimentos orgânicos no Brasil. d. Os países que não conseguirem atingir suas metas terão a liberdade para investir em projetos MDL de países em desenvolvimento. BB Produção Orgânica Desde 1999.

entre outras. e conta com um vasto portfólio de linhas de crédito. não obstante o incremento e as melhorias em sistemas florestais estarem aderentes aos planos e necessidades de investimentos do Governo Federal – Plano de Metas para o Programa Nacional de Florestas (PNF) –. adequados a efetivação e incremento de negócios. FCO Pronatureza. O Programa é uma parceria do Banco com o Governo Federal. Segundo o International Finance Corporation (IFC). os diagnósticos de mercado demonstram a importância de se implementar no País um programa de investimento para o segmento florestal. os investimentos que levam em consideração critérios sociais e ambientais – Investimentos Socialmente Responsáveis (ISR) – acumulam captação mundial superior a US$ 2. principalmente nos países desenvolvidos. A importância dos fundos éticos para a sociedade reside no fato de que. tais como BNDES Propflora. a partir do momento em que investidores e consumidores explicitem a disposição em privilegiar em seus investimentos e hábitos de consumo os produtos e serviços de 54 . O apoio do Banco ao Programa se dá principalmente por meio de convênios de integração rural (BB Convir). custeio e comercialização florestal O objetivo é ampliar a produção florestal por meio do incremento nas linhas de crédito existentes para o segmento florestal. A Carteira do ISE é composta por empresas que evidenciam as questões sociais e ambientais em suas práticas administrativas e negociais. lançado em dezembro de 2005. o primeiro fundo ético do Banco do Brasil e o primeiro fundo do Brasil a ser referenciado no Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bolsa de Valores de São Paulo (ISE). braço empresarial do Banco Mundial.Programa BB florestal – Programa de investimento. manejo e comercialização florestal. oferecendo alternativas de financiamento e volume de recursos estimados em R$ 225 milhões (para cinco safras). Fundo ético Em novembro de 2005 o Conselho Diretor do BB aprovou a criação do BB Ações Índice de Sustentabilidade Empresarial. Pronaf Florestal. Cabe destacar que.0 trilhões. prefeituras municipais e empresas do segmento florestal e prevê apoio aos produtores que investirão em implantação. governos estaduais.

era prevista a captação de R$ 7 milhões em um ano. que. que destina 50% da taxa de administração para o Programa Fome Zero. o Banco investiu na criação de duas subsidiárias integrais: o Banco Popular do Brasil. Adotou-se em março de 2005 critérios socioambientais na avaliação do estudo de limite de crédito de empresas e de projetos de investimento. A decisão também abrange vedações a financiamentos a clientes envolvidos com exploração sexual de crianças e com o uso do trabalho infantil. em agosto de 2004. estão sendo iniciadas articulações entre o BB e órgãos governamentais responsáveis e. sendo que. 55 . Crédito responsável Outra iniciativa de impacto nas ações negociais do Banco foi a aprovação. de forma inovadora. Democratização do acesso ao crédito Impulsionados por novas oportunidades de mercado e também pelo anseio do Governo Federal de incentivo à inclusão bancária da população brasileira informal e de menor renda.empresas comprometidas com a responsabilidade socioambiental. Para tanto. amplia a atuação do Banco no campo das microfinanças. da suspensão de novos créditos a clientes incluídos em relação de empregadores e proprietários rurais que submetem seus trabalhadores a formas degradantes de trabalho ou os mantenham em condições análogas ao trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em cinco meses de lançamento o fundo captou R$ 13 milhões. Outro fundo de investimento do BB com atributos socioambientais é o BB Referenciado DI Social 200.137 empresas com faturamento superior a R$ 100 milhões e 30 projetos de investimento com valor financiado pelo BB superior a R$ 10 milhões. mais e mais empresas serão estimuladas a adotar posturas administrativas e negociais que considerem os impactos sociais e ambientais de sua atuação. organizações não-governamentais envolvidas no assunto. Em 2006 foram avaliadas 1. e a BB Administradora de Consórcios. à época de seu lançamento. também. que busca oferecer mais uma opção para aquisição de bens móveis duráveis e serviços aos atuais e potenciais clientes do Banco.

são as pessoas que fazem o dia-a-dia da Organização e que aplicam sua inteligência. mediante o apoio de uma das Oscips parceiras do Banco Popular. bairro periférico da capital cearense. Afinal. artesãs. receberam os primeiros cartões magnéticos do Banco Popular. Cerca de 100 mulheres. da Presidência da República. inaugurou sua atuação nessa modalidade de credito. Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que atende moradores da Rocinha. o Banco Popular participou da solenidade de sanção presidencial da Lei 11. entre costureiras. Agenda 2003-2006. Na ocasião. que regulamentou o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). manicures e pequenas comerciantes. com o objetivo de apoiar o empreendedorismo. como é o caso do Banco do Brasil. elas podem obter crédito e acesso a orientação técnica para condução de suas atividades produtivas. Em agosto do mesmo ano. seu afeto e sua energia na solução dos problemas e na promoção dos negócios. o Banco Popular assinou um Protocolo de Intenções com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. ① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável ② Práticas Administrativas e Negociais com RSA ③ Investimento Social Privado Responsabilidade socioambiental começa em casa. o Banco Popular formalizou parceria assegurando o repasse de recursos a duas outras Oscips: a Agência de Desenvolvimento Local e Socioeconomia Solidária (Fundesol) e o Banco Palmas. Além dos benefícios da conta corrente. necessita instituir mecanismos participativos que possibilitem ouvir e dar conseqüência às opiniões. O caminho percorrido.110. Promovendo a cidadania interna Uma empresa com dimensões expressivas. Na mesma solenidade. sugestões e críticas feitas por seus funcionários. 56 . no Rio de Janeiro. facilitar o acesso ao microcrédito produtivo orientado e estimular a geração de trabalho e renda para o público feminino. assinando a primeira parceria com a VivaCred. criado pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira.Em abril de 2005.

desde então.712 funcionários possuíam curso de nível superior e 10. Ao final do ano. a meta foi cumprida por 80. O investimento total em treinamento e capacitação foi de mais de R$ 100 milhões. em especial as relacionadas com Gestão de Pessoas. sugestões e propostas. implementando aquelas consideradas aderentes e justificando o eventual não acolhimento de outras. 200 de aperfeiçoamento e pós-graduação e 481 para estudos de língua estrangeira. o BB terá à sua disposição 7 mil das 10 mil 57 .IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental Inspirado no compromisso de manter o diálogo em caráter permanente com seus funcionários.468 funcionários (96% do total). que mobilizou e garantiu a manifestação de todos os 84 mil funcionários. A oferta de treinamento é voltada para todos os segmentos do corpo funcional. Como parceiro pioneiro do ME. Investimento na formação dos funcionários O BB reconhece a importância da educação do indivíduo para sua inserção na sociedade e busca capacitar seus funcionários além das necessidades do negócio.127 tinham especialização. o projeto piloto da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Ao final de 2005. para o ano de 2005. que visa oferecer ensino superior de qualidade a pessoas que residem em áreas de difícil acesso. em 2003. Além disso. 30 horas de treinamento por funcionário. o BB realizou.583 bolsas de MBA. Está em curso. analisando as propostas em face às estratégias e políticas do Banco. fruto da parceria entre o Banco do Brasil e o Ministério da Educação (ME). também. sistematizadas em uma expressiva pauta de contribuições para as decisões estratégicas da empresa. no mínimo. com impacto direto na pontuação que define a participação nos lucros da Empresa. Foram colhidas cerca de 18 mil manifestações. É importante assinalar que algumas propostas resultaram em modificações das próprias políticas e estratégias. de modo a assegurar níveis superiores de gestão compartilhada e transparência. 37. entre críticas. o IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. o Banco instituiu a meta organizacional de. Em 2005 foram concedidas 3. O BB vem.304 bolsas de graduação. 3.

As estatísticas internas apontam um percentual reduzido de mulheres exercendo cargos de primeira gestora.hoje as mulheres representam cerca de 35% do quadro geral. o de Administração de Empresas. no máximo. estão previstos. Espirito Santo. será a realização de pesquisa para identificar o perfil da diversidade na empresa e. o Banco do Brasil anunciou a adesão ao programa Pró-Equidade de Gênero. A primeira ação a ser desenvolvida. a serem realizados nos pólos escolhidos pelos candidatos. que instalou um pólo em Ribeirão Preto para atender aquela região. pode-se constatar que 32% das inscrições registradas para as certificações do Programa de Ascensão Profissional são do contingente feminino. quatro encontros presenciais por semestre. verificar se existem fatores que interferem no processo de ascensão profissional das mulheres. Encontramse em fase final as negociações com universidades da Bahia. 58 . Além disso. terá duração de quatro anos e meio.vagas oferecidas. coordenado pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres do Governo Federal. Pela metodologia de ensino à distância. Pró-eqüidade de gênero Em 8 de março de 2006. 30% das funcionárias exercem cargo de gerência média no BB. em torno de 8%. As despesas com deslocamento e hospedagem decorrentes dos encontros presenciais ocorrerão por conta dos funcionários. fruto do compromisso estabelecido. será atendida parte do Estado de São Paulo. entre outros aspectos. Neste primeiro momento. Pernambuco e do Rio Grande do Sul. Paraná. na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. indicando o interesse das mulheres em investir no seu desenvolvimento profissional. Em contrapartida. se comparado à quantidade de funcionárias na empresa . pela Universidade Federal de Uberlândia. que beneficiarão prioritariamente os funcionários que ainda não possuem diploma de graduação. O objetivo é desenvolver novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional para alcançar a equidade de gênero no mundo do trabalho. O primeiro curso oferecido pela UAB.

Gestão do desempenho profissional O modelo de gestão do desempenho profissional adotado pelo BB tem foco no desenvolvimento de competências. aprimoramento das competências necessárias para a melhoria dos resultados do BB e para o crescimento profissional do funcionário. clientes. que representam combinações sinérgicas de conhecimentos. A avaliação é realizada a partir de cinco perspectivas – financeira. Um exemplo foi a iniciativa de firmar em fevereiro de 2004 carta compromisso com a Confederação Nacional de Vigilantes. comportamento organizacional e sociedade – que são mensuradas com base em metas e competências (auto-avaliadas e avaliadas pelo gerente da equipe. direcionamento de ações de capacitação. A preocupação em oferecer melhores condições de trabalho também abrange os colaboradores do Banco. 59 . São objetivos do novo modelo: informações sistematizadas para a gestão do desempenho. habilidades e atitudes no desempenho profissional.Programa de reinserção funcional O Conselho Diretor do BB aprovou em novembro de 2003 medidas voltadas para a reinserção dos funcionários afastados por acidente de trabalho. dentro de determinado contexto ou estratégia organizacional. Estas medidas também estão balizadas pelas reivindicações dos funcionários no IV Fórum Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental e encontram-se em fase de implantação. Relações com colaboradores A postura de RSA do BB não se restringe a seus funcionários. pelos pares e pelos subordinados). processos internos. vinculação desse desempenho aos objetivos da empresa. e a democratização das relações de trabalho. visando principalmente aprimorar as relações entre as entidades de classe e o Banco e zelar pela qualidade dos serviços e pelo cumprimento das obrigações trabalhistas por parte dos fornecedores contratados. buscando garantir o comprometimento dos fornecedores com a responsabilidade socioambiental.

assim. de 19 de dezembro de 2000. As principais alterações foram: acompanhamento. como beneficiárias-dependentes nos planos de saúde daquela Instituição. 60 .598. regulamentada pelo Decreto 5. pelas Gerências Regionais de Gestão de Pessoas. que define o respeito à diversidade como um de seus princípios. conhecida como Lei de Aprendizagem. Atende. Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Seqüestro (Pavas) Atento aos aspectos de saúde e de qualidade de vida no trabalho de seus funcionários. Inclusão de companheiros homossexuais como dependentes na Cassi À luz dos compromissos estabelecidos nas políticas de responsabilidade socioambiental.Outro caso a se destacar foi o estabelecimento da nova jornada de trabalho de quatro horas para o Programa Adolescente Trabalhador do Banco do Brasil. A medida proporciona aos jovens aprendizes mais tempo para o convívio familiar e para o lazer. A decisão não implicou alterações salariais. o Banco do Brasil encaminhou em 2004 à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) estudo técnico defendendo a inclusão de pessoas homossexuais. do cumprimento das ações de atendimento às vítimas e amparo a ameaças ou tentativas de assalto e seqüestro que implicam risco para a segurança dos funcionários. de 1º de dezembro de 2000) permite jornada de até seis horas diárias. Cabe ressaltar que a legislação que ampara o Programa (Lei 10. além de propiciar mais segurança decorrente da possibilidade de estudo no período diurno. reivindicações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego. companheiros e companheiras de funcionários e funcionárias do BB. o BB revisou em 2005 o seu Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Seqüestro. além de guardar consonância com a Carta de Princípios de Responsabilidade Socioambiental. A proposta foi aprovada pelo Conselho Deliberativo da Cassi em outubro de 2005. nem mudança na proporcionalidade de 75% e 25% das cargas teóricas e práticas previstas para a aprendizagem do adolescente.097. contra as cinco horas anteriormente vigentes.

296/04. softwares destinados à leitura ou amplificação de imagens utilizados por deficientes visuais. de 20 de dezembro de 1999. que incluem avaliações médicas e laboratoriais. reformas na estrutura física da agência para garantia da acessibilidade e instalação de recursos tecnológicos. o Banco do Brasil passou a destinar 5% das vagas de cada seleção externa às pessoas com deficiência. Sob o nome fantasia de Programa Bem Viver. em conformidade com os Decretos 3. a divulgação de artigos pelos canais de comunicação da empresa e a formatação de curso para a disseminação da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) entre os funcionários. Em 2005. 61 . possibilitando ao funcionário portador de deficiência o pleno desenvolvimento de suas potencialidades no ambiente profissional.298. todos os candidatos aprovados são submetidos aos exames médicos pré-admissionais. Alguns tipos de deficiência exigem modificações do mobiliário. No processo admissional. são outras ações empreendidas pelo BB. tem como objetivo promover o acesso de pessoas com deficiência e de seus familiares ao atendimento de suas necessidades de saúde.Atenção a pessoas com deficiência A partir da publicação do Decreto 3. A inserção do tema nos treinamentos internos com a produção de dois cursos auto-instrucionais. foi lançado o Programa de Atenção à Pessoa com Deficiência pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Todas essas ações objetivam assegurar melhores condições e bem-estar para o exercício da capacidade laborativa sem prejuízo às limitações físicas já existentes.298/99 e 5. são registradas as recomendações médicas condizentes com as limitações apresentadas pelo candidato e são realizadas a análise ergonômica e as adequações necessárias do posto de trabalho. Em dezembro de 2005. a Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental do BB autorizou a posse de 105 candidatos com deficiência. tais como. Durante essa fase e confirmando-se a condição de portador de deficiência.

o Banco busca a melhoria da percepção de sua imagem no mercado de capitais. 62 . valorizando suas ações. A Ouvidoria Externa foi lançada em abril de 2005 e é destinada ao acolhimento de reclamações. mediante informação de senha. sua posição acionária. onde o investidor pode consultar. garantindo sigilo das informações. denúncias. razão de existir de qualquer empresa. porquanto não faz juízo de valor. a transparência e a prestação de contas do negócio. Sala do acionista O Banco do Brasil tem como meta em sua estratégia corporativa adotar padrões de governança que sejam referências para o mercado. A Ouvidoria Interna tem como premissas humanizar o relacionamento do Banco com o seu público interno. atender o funcionalismo com cortesia e respeito e afastar-se de qualquer preconceito e pré-julgamento. e seu papel é mediar e buscar solução para os conflitos. o histórico de rendimentos e a compra e venda de ações. É a porta de entrada de críticas e sugestões desses públicos e evidencia que o Banco valoriza a opinião do cliente e da sociedade. e elogios dos funcionários. reclamações. Pauta-se pela imparcialidade em suas ações. Um exemplo é a sala do acionista. além de buscar a melhoria contínua dos processos. programas e políticas da área de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. canal virtual de relacionamento. sugestões e elogios dos clientes e cidadãos. O estatuto do BB prevê práticas que garantam o equilíbrio de direitos entre os acionistas.Ouvidorias interna e externa A Ouvidoria Interna do Banco do Brasil é um canal de comunicação criado para acolher denúncias. Com informações corporativas confiáveis e tempestivas. além de outras informações relativas ao mercado de capitais e ao próprio Banco.

além dos critérios relacionados à economicidade. Relações com concorrentes Em seu relacionamento com concorrentes.Relações com fornecedores O Banco também se preocupa com o aprimoramento da sua relação com fornecedores. Além disso. também é possível entrar em contato com as equipes responsáveis pelo relacionamento com fornecedores. Como resultados. a página também contará com canais interativos para estabelecer contato direto com os fornecedores e viabilizar um fluxo de informações adequado às necessidades desse relacionamento. e à confiabilidade nos prazos de suprimentos. pode-se citar a adoção de Acordos de Nível de Serviços. A partir de uma relação de endereços e telefones disponibilizada no Portal. também considere no relacionamento com fornecedores o atendimento aos requisitos de responsabilidade socioambiental. às especificações de qualidade dos produtos e serviços. Em breve. O primeiro passo foi dado por meio do estabelecimento de uma política de relacionamento que clarifica e torna transparente o que se espera da conduta de cada uma das partes e entre estas. de um canal direto entre o BB e seus parceiros no Portal Internet. Na Comissão de Responsabilidade Social. Dentro desse objetivo. em março de 2005. além do regulamento das licitações realizadas. a Febraban. o Banco pratica a ética e a civilidade. pode-se citar o envolvimento no Projeto Cisternas. espera-se que o Banco. ao atendimento à legislação. que viabiliza a construção de cisternas na região do semi-árido brasileiro. O Banco do Brasil participa ativamente de comissões na Federação Brasileira de Bancos. bem 63 . destaca-se o convite do BB aos demais bancos para que realizem doações em favor dos Fundos de Infância e Adolescência. Por este canal é possível conhecer a política de relacionamento do Banco e os pré-requisitos para se tornar um fornecedor do BB. por exemplo. documento que visa assegurar o comprometimento mútuo em relação às obrigações estabelecidas nos contratos e o lançamento. mediante intercâmbio de informações e experiências realizado de maneira lícita e transparente.

representando R$ 169 milhões de economia para o BB. combate ao desperdício de insumos. Também participa. programa implementado a partir de janeiro de 2006. enquanto reduzem progressivamente os impactos ecológicos e a intensidade de uso de recursos durante seu ciclo de vida a um nível compatível com a capacidade de suporte do planeta” (PNUMA/UNEP). ao lado dos principais bancos e empresas brasileiras. O programa integra e aprimora as diversas ações de redução de consumo. que representou economia de energia de 17% e R$ 25 milhões em redução de custos no período de 1998 a 2003. adotando medidas para eliminá-lo de sua cadeia de relacionamentos e negócios. que têm como objetivo integrar os princípios e práticas do desenvolvimento sustentável no contexto de negócio. de Câmaras Técnicas do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). redução de custos operacionais e acompanhamento do impacto das atividades do Banco no meio ambiente.como para que se engajem no combate ao trabalho escravo e degradante. por exemplo) e destinação de resíduos resultantes do processo produtivo. tais como: o Programa de Racionalização do Consumo de Energia Elétrica (Procen). Ecoeficiência Ecoeficiência pode ser definida como: “A estruturação de produtos e serviços que satisfaçam às necessidades humanas e tragam qualidade de vida. Por meio do Ecoeficiência. e o Programa Nacional de Racionalização de Impressão. a ser iniciado no primeiro semestre de 2006. com 64 . água e energia. por meio do monitoramento e da avaliação sistemática e documentada do consumo de recursos naturais (como florestas. social e ambiental. lançado em 2005 e que tem uma estimativa de redução de 25% no consumo de água. conciliando as dimensões econômica. o Programa de Recondicionamento de Cartuchos e Toner. reutilização e reciclagem já realizadas nas dependências do Banco. que em 7 anos de vida já reutilizou cerca de 490 mil carcaças. o BB incentiva o desenvolvimento de iniciativas relacionadas à reciclagem. o Programa de Redução do Consumo de Água (Purágua).

aos projetos. para se dedicar. e o FUNDEC. dando lugar aos programas estruturados. De lá para cá. na área de Educação. começou sua atuação a partir de dois grandes programas que já vinham sendo desenvolvidos há mais de dez anos pelo Banco do Brasil: o FIPEC. e Homem do Campo e Trabalho e Cidadania. Tanto o FUNDEC como o FIPEC foram extintos em meados da década de 90. e à definição de novas políticas de impressão que abrangerão todos os segmentos do BB. ao gerenciamento das impressões e administração dos consumíveis. criada em 1985. já tradicionais. Fundação Banco do Brasil A Fundação Banco do Brasil.projetos voltados à racionalização e revitalização do atual parque de impressão. outras iniciativas. que provia assistência a comunidades urbanas e rurais. a Fundação Banco do Brasil deixa de ser uma organização financiadora de projetos de outras instituições. Agenda 2003-2006. Fundo de Incentivo à Pesquisa Técnico-Científica. na área de Geração de Renda. Fundo de Desenvolvimento Comunitário. A partir de 1999. a Fundação passou por muitas mudanças. programas e ações próprios. como o AABB Comunidade. que influenciam o modo de gestão do BB. continuam a apoiar o desenvolvimento do País. O caminho percorrido ① Negócios com Foco no Desenvolvimento Sustentável ② Práticas Administrativas e Negociais com RSA ③ Investimento Social Privado Investimento na cidadania Desenvolvendo ações sociais A terceira dimensão da estratégia socioambiental constela as ações de cunho social que reforçam o caráter de empresa cidadã do Banco do Brasil. Além das ações mencionadas nas outras duas dimensões. 65 . com maior ênfase.

Por isso.A partir de 2003. A Fundação começou a atuar com algumas tecnologias sociais em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical. educação e tecnologia social potencializa o salto de qualidade dos empreendimentos dessa natureza. Na troca de experiências com parceiros. Piauí e Bahia. 66 . que ajudam a transferir as tecnologias sociais e fortalecem os empreendimentos solidários. a prioridade para intervenção social foi a região do Semi-Árido. Rio Grande do Norte. o próprio Banco do Brasil e organizações vinculadas aos governos estaduais. além de priorizar as ações de educação que pudessem a elas ser integradas. para ter também o tempo de construir esse capital. para atuação nos grandes centros urbanos. a Fundação promoveu o investimento social em outros territórios e regiões e buscou parceiros como o Grupo de Trabalho da Amazônia (GTA). na Amazônia Legal. foram desenhadas ações dentro dos conceitos estruturais do Programa Fome Zero que produzissem empreendimentos de geração de trabalho e renda. em particular para responder ao chamado do Governo Federal para as diretrizes do Programa Fome Zero. O direcionamento foi de promover iniciativas de inclusão social que contribuíssem para que os pequenos produtores e os trabalhadores organizados se apropriem de um percentual maior da renda gerada numa determinada cadeia produtiva e se eduquem para assumir o protagonismo de suas histórias e de suas comunidades. Nessa direção. a Fundação aprendeu que a evolução dos projetos passa pelo avanço no acúmulo e no investimento no capital humano. a integração de programas de geração de renda. Essas são organizações que mobilizam e qualificam a intervenção. Assim. em interação com o Banco do Brasil. Com esse direcionamento. e o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCMR). a Fundação começa a discutir e adotar formas de promover uma maior interação e contribuição para as políticas públicas. a Articulação do Semi-Árido (ASA). fica cada vez mais claro que é fundamental investir nas pessoas para que se organizem. que incluía ainda o Sebrae. Para estruturar grandes projetos. nos Estados do Ceará. na cajucultura.

mandiocultura. 67 . que vêm aumentando sensivelmente o volume de recursos disponibilizados. para que a Fundação cumpra sua missão de transformação social e melhoria da qualidade de vida do brasileiro. identificaramse projetos em locais que já contavam com alguma articulação e investimentos por parte de algum dos parceiros como Sebrae e Petrobras. com a Rede Cerrado e entidades a ela filiadas. Para garantir a integração das ações. com destaque para redes como a ASA. seu compromisso com o Brasil ganhou novo impulso. complementação escolar. princípios de responsabilidade socioambiental que estão levando ao aperfeiçoamento de seus produtos. inclusive com a expansão do foco inicial do SemiÁrido para a região Amazônica e para o Cerrado. Assim.O trabalho da Fundação Banco do Brasil. Esse trabalho articulado da Fundação direcionou. reaplicação de tecnologias sociais. uma redução da capacidade de investimento. ONGs e outros atores. O BB assumiu e disseminou. mas do desenvolvimento humano e social das comunidades onde se insere e com as quais se relaciona. com a estratégia direcionada nesse contexto participativo. o Banco do Brasil sempre se posicionou como uma Empresa a serviço do País. por toda a sua cadeia de negócios. Resulta desses esforços a confiança do Banco do Brasil e da sociedade organizada. Cidadania Empresarial Ao longo de sua história. a partir de 2006. a prioridade de intervenção a cinco cadeias produtivas – cajucultura. reciclagem e ovinocaprinocultura –. hoje na casa de uma centena de milhões de reais por ano. a Fundação percebe que o trabalho é mais poderoso quando se une forças com ministérios. entretanto. Sempre por meio de parceiros. além das intervenções em alfabetização de jovens e adultos. Mais recentemente. apicultura. A serviço não apenas do crescimento econômico. avançou a partir de 2004. Para isso. seja de órgãos públicos locais. programas e serviços. tornou-se ainda mais importante articular projetos e mobilizar parceiros. o GTA e. A expansão da área geográfica de atuação significa. inclusão digital. em projetos de desenvolvimento local. entre outras. seja de instituições de caráter nacional. entre outros. mais recentemente.

boa parcela dos empresários nacionais tem uma nova compreensão de seu papel como agente transformador de nossa sociedade. alfabetização de jovens e adultos. têm como principal objetivo eliminar a fome e a pobreza extrema no mundo. Perante um cenário de demandas urgentes e amplas. O Banco do Brasil vem atuando nos quatro eixos articuladores dessa estratégia (ampliação do acesso ao alimento. A Fundação Banco do Brasil. Suas ações sociais marcam presença em todo o território nacional. o BB renova seu compromisso de ser um Banco a serviço das populações mais vulneráveis e do desenvolvimento do País. fortalecimento da agricultura familiar. entre outras. inclusão digital. Seus principais norteadores são as políticas públicas definidas pelo Governo Federal. geração de emprego e renda. especialmente nos últimos anos. Envolvimento do Empresariado com Ações de Cunho Social “Segmento que rapidamente compreendeu a mudança de paradigma. foi dada grande ênfase ao Fome Zero. Hoje. como braço social da corporação. Estabelecidas pelas Nações Unidas. Recente pesquisa do Instituto 68 . suas ações de Cidadania Empresarial agregaram os desafios impostos pelas Metas do Milênio. Os avanços não estão restritos à implementação de processos de gestão ambiental ou de desenvolvimento de programas de responsabilidade social. melhoria das condições de vida em comunidades quilombolas e indígenas. é um dos principais agentes na promoção dessas iniciativas. O Banco do Brasil procura atuar em sinergia com as macropropostas para a área social. procurando adaptar-se. Assim.É nesse contexto que se enquadram as ações de Cidadania Empresarial. Entre as ações em curso destacam-se: segurança alimentar e nutricional. valendo-se da capilaridade da Empresa e da experiência de seu funcionalismo. Somar esforços é sua premissa. Mais recentemente. complementação escolar para crianças e adolescentes. ampliação do acesso à leitura e à cultura. Ações com peso crescente na estratégia corporativa do BB e que fortalecem suas práticas gerenciais. disseminação de tecnologias sociais. estímulo ao voluntariado. articulação e mobilização). bem como promover a sustentabilidade do planeta. fortalecimento da agricultura familiar.

como ocorre.4% do PIB daquele ano”. A participação em ações voluntárias tem sido valorizada funcionalmente. O investimento chega a R$ 4.038. na seleção de gerentes para a rede regional de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental. por exemplo. 2004. buscando incorporar sugestões apresentadas pelos funcionários.) Voluntariado O Banco conta com mais de 16 mil voluntários que estão se capacitando em diversas áreas de conhecimento para atuação nas comunidades e em organizações não-governamentais. Das 9. pontuando alguns processos internos de ascensão profissional.88 a 38 projetos. 59% investiram de alguma forma na área social no ano 2000. bancos de projetos e de oportunidades.7 bilhões em 2000. órgão do Governo Federal.Ações Prioritárias. (Fonte: Agenda 21 Brasileira . o equivalente a 0. em 2004/2006.140 empresas utilizadas na amostra de um total de 782 mil empresas privadas do País. O programa Voluntariado está em permanente construção. desenvolvidas por funcionários em comunidades sob risco social. constata que a maior parte das empresas do setor privado brasileiro investe na área social principalmente por meio de ações assistencialistas. Fundo da infância e adolescência O Fundo da Infância e Adolescência (FIA) é um fundo especial criado para o financiamento de políticas sociais. dados de voluntários e de comitês de cidadania. Ministério do Meio Ambiente. Foram destinados. R$ 3. foi lançado na intranet corporativa o sítio “Voluntariado”. que dispõe informativos.de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). programas e ações voltadas para a promoção e a defesa dos direitos da Criança e do 69 .884. voltadas à geração de trabalho e renda. O BB e a FBB assinaram protocolo – Projeto Voluntários BB – para apoiar a implementação de ações sociais voluntárias. Com o propósito de favorecer a execução das ações voluntárias e possibilitar ao Banco o gerenciamento desse público.

cujos recursos são investidos a partir de deliberação dos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente. Em 2006. com doação de 20% da bilheteria a programas e projetos sociais do Governo Federal. Belo Horizonte. beneficiando 10 mil conselhos e 12 mil conselheiros. audiovisuais. no limite de 6% para pessoas físicas e 1% para pessoa jurídica. artes plásticas.1 milhões para o FIA. Salvador. Foram realizados 1454 eventos com 12. em sua maioria provenientes de comunidades carentes. Curitiba e Porto Alegre. projeto da Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Criança Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace).Adolescente.5 milhões. referente a 1% do seu Imposto de Renda devido. aproximadamente 4 milhões de pessoas visitaram esses espaços culturais. O Banco do Brasil destinou. e R$ 3. Parte dos recursos do FIA provém de doações que podem ser deduzidas do Imposto de Renda. teatro. 70 .1 milhões em 2005. Natal.362 apresentações nas áreas de música. beneficiando 5 mil Conselhos Tutelares. Recife. em 2004. No ano de 2006 foram repassados R$ 7.069/90. R$ 5. idéias e programas educativos. conforme Lei 8. em 2003. sendo que R$ 3. Centros culturais e circuito cultural O Banco do Brasil apóia a promoção e divulgação da cultura por meio da realização das mais variadas manifestações artísticas nos Centros Culturais Banco do Brasil de Brasília. R$ 4. O Programa Educativo de visitas orientadas às exposições do Circuito Cultural e dos Centros Culturais possibilitou o contato de mais de 209 mil crianças e adolescentes com a arte. cinema. e para ações de formação à distância de Conselhos de Direitos e Conselhos Tutelares. Florianópolis. A maioria dos eventos é gratuita e outros têm preços populares.9 milhões foram para o Fundo Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que serão utilizados para a revitalização do Sistema de Informações para a Infância e a Adolescência (Sipia). dança.9 milhões.9 milhões foram para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal para construção do Instituto do Câncer Infantil e Hospital Pediátrico de Brasília. Rio de Janeiro e São Paulo e no Circuito Cultural que no ano de 2005 foi realizado em Fortaleza. R$ 3.

Foram arrecadados. Nos eventos do vôlei de praia. O Banco do Brasil manteve o apoio às seleções brasileiras de vôlei feminino e masculino. Revisar os conteúdos dos treinamentos internos para que contemplem os princípios de responsabilidade socioambiental. a seguir. descrevemos. com definição de prazos para implementação e dos respectivos responsáveis e intervenientes.Esporte Em 2006. Lançar treinamentos específicos sobre RSA. R$ 45. Agenda 2007–2008. b. No Projeto Tênis Brasil. nas 16 etapas.180 empregos temporários e atendidas 6.200 empregos temporários. Foram arrecadados 741 toneladas de alimentos. as macroações relativas a cada um dos objetivos das dimensões Práticas Administrativas e Negociais com RSA e Investimento Social Privado. organizou o circuito Banco do Brasil de vôlei de praia e desenvolveu o projeto Tênis Brasil. os destaques ficaram por conta do patrocínio ao circuito Banco do Brasil de Tênis Juvenil e ao Brasil Open de Tênis. Caminhos a percorrer Para efeito de demonstração da estrutura da Agenda 21 do BB para o biênio 2007-2008. Na Agenda. também. gerados 4. este considerado o maior evento de tênis do Brasil e único na categoria ATP International Series (Torneio Profissional Masculino). ao velejador Robert Scheidt. 71 .6 milhões foram investidos no marketing esportivo. recursos destinados a entidades atendidas pelos Comitês de Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil para desenvolvimento de ações auto-sustentáveis. Agenda 2007-2008.196 crianças de 8 a 16 anos nas clínicas de vôlei. Práticas Administrativas e Negociais com RSA Objetivo 1: Disseminar os princípios e fortalecer a cultura de RSA na Comunidade BB a. os complexos esportivos receberam. 164 mil visitantes. gerando 1. essas macroações desdobram-se em ações específicas.

Definir iniciativas que promovam a diversidade. Elaborar Painel do Desenvolvimento Sustentável. Desenvolver Projeto Elevação de Capitalização de Mercado. Relacionamento com o Público interno g. Implementar ferramentas de controle de risco e de contencioso trabalhista. Contemplar questões socioambientais no acordo de trabalho. Desenvolver e implementar Sistema de Gestão da Ética Corporativa.c. e. 72 . f. Promover palestras e outros eventos sobre RSA segmentados por temas e públicos. e. Abordar questões socioambientais nos trabalhos de auditoria. Aperfeiçoar a prestação de contas sobre a postura de responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil. desde o acesso aos quadros do BB até a ocupação de cargos gerenciais e executivos. ambiental e organizacional. Implementar programa voltado para propiciar ambiente de trabalho que promova a saúde em todos os aspectos – físico. d. i. Abordar questões socioambientais na pesquisa de clima organizacional e satisfação no trabalho. Objetivo 2: Manter processos administrativos coerentes com os princípios de RSA a. h. Aprimorar Gestão do Risco Socioambiental. c. f. b. Aprimorar abordagem da questão socioambiental no Painel Estratégico. psíquico. d.

obesos. Implementar programa voltado ao apoio ao desligamento e aposentadoria dos funcionários – informações. Relacionamento com Consumidores e clientes a. reutilização e reciclagem de bens naturais / monitoramento e avaliação do consumo de recursos naturais e o descarte responsável de resíduos sólidos. Desenvolver e implementar sistema de gestão ambiental (ecoeficiência – redução. financiamentos para uso de tecnologias limpas. fundos verdes. serviços e negócios com foco em questões de RSA – cartões afinidade. k. Desenvolver e implementar programa que permita oferecer condições dignas e adequadas no relacionamento com funcionários e colaboradores com necessidades especiais – pessoas com deficiência. Respeito ao meio ambiente a.j. mercado de créditos de carbono. pilhas. b. b. gasosos e lixo tóxico – baterias. consultoria. Aperfeiçoar sistema de gestão do relacionamento com fornecedores à luz dos princípios de RSA. Desenvolver e revisar linha de produtos. Propor alterações na Lei de Licitações visando contemplar critérios socioambientais. entre outros. tratamento de lixos e resíduos. idosos. líquidos. lâmpadas. linhas de financiamento para pessoas com necessidades especiais. 73 . planejamento de carreira. Objetivo 3: Manter processos negociais coerentes com os princípios de RSA Relacionamento com fornecedores a. idosos. gestantes. gestantes. Desenvolver e implementar programa que permita oferecer condições dignas e adequadas no relacionamento com clientes com necessidades especiais – pessoas com deficiência. obesos.

Aperfeiçoar canais de relacionamento com a comunidade no que tange à responsabilidade socioambiental. d. linhas de financiamento para pessoas com necessidades especiais. Desenvolver sistema de Gestão da Base Acionária de forma a melhorar o relacionamento com esse público. f. g. b. fundos verdes. garantindo maior interatividade. serviços e negócios com foco em questões de RSA – cartões afinidade. garantindo maior. Aperfeiçoar canais de relacionamento com clientes no que tange à responsabilidade socioambiental. Objetivo 4: Fortalecer a interação com os públicos de relacionamento a. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos fornecedores. mercado de créditos de carbono. Desenvolver canais de relacionamento com órgãos ambientais (governo. tratamento de lixos e resíduos. garantindo maior interatividade. Promover a criação de conselhos comunitários de segurança.c. c. e. garantindo maior interatividade. garantindo maior. Desenvolver e revisar linha de produtos. Aperfeiçoar canais de relacionamento com funcionários e colaboradores no que tange à responsabilidade socioambiental. Objetivo 5: Influenciar a incorporação dos princípios de RSA no país a. 74 . entre outros. Aperfeiçoar canais de relacionamento com fornecedores no que tange à responsabilidade socioambiental. financiamentos para uso de tecnologias limpas. sociedade civil) no que tange à responsabilidade socioambiental.

Rever a formatação do programa Voluntariado.b. e. b. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos clientes. d. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos formadores de opinião. Investimento Social Privado a. Disseminar a responsabilidade socioambiental junto à comunidade. visando sua maior eficácia e efetividade. Rever a formatação dos programas Adolescente Trabalhador e Estágio de Estudantes. c. Promover a Inclusão digital por meio do desenvolvimento de parcerias com empresas (clientes e fornecedores do governo e demais stakeholders). Disseminar a responsabilidade socioambiental junto aos fornecedores da área de comunicação. Integrar projetos e programas relacionados ao investimento social privado desenvolvidos pelo Banco. c. Agenda 2007 – 2008. d. 75 . com foco na formação e empregabilidade do jovem.

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em companhia da Petrobras e da Natura. 61%. a Revista Consumidor Moderno publicou a 2ª edição da pesquisa “As Empresas que Mais Respeitam o Consumidor”. 52%. de dezembro de 2004. que tem boa imagem perante esse público e goza do conceito de brasilidade. Carlos Lopes. Em 2004. O Selo Balanço Social Ibase demonstra o compromisso da empresa com a qualidade de vida dos funcionários. O BB ficou em 3º lugar. 1º e 2º lugares. A pesquisa espontânea foi realizada pelo Instituto Insterscience e ouviu 4. por serem inovações importantes e de grande impacto na melhoria das condições de vida dos brasileiros. Dr. da comunidade e do 77 . respectivamente. 48% e Propaganda. no mundo inteiro”. a revista Carta Capital divulgou classificação com as 80 empresas percebidas como as mais socialmente responsáveis no País. o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) confere o selo Ibase a todas as empresas que publicam o balanço social no modelo sugerido pelo Instituto. dentro da metodologia e dos critérios propostos. Responsabilidade Social.5 mil consumidores. o Banco do Brasil recebeu os seguintes prêmios. Além disso. certificações ou destaques diretamente relacionados à sua postura de responsabilidade socioambiental: Selo Ibase – Desde 1998. AGINDO E INSPIRANDO AÇÕES Toda empresa deseja ter sua atuação reconhecida e legitimada pelos públicos com os quais se relaciona. Na edição nº 88. Os esforços do BB para a prática do crédito responsável foram celebrados pelo Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).5 – O RECONHECIMENTO SOCIAL DAS AÇÕES DO BB. particularmente dos mais vulneráveis: “Esperamos que o exemplo louvável de responsabilidade socioambiental do Banco do Brasil seja seguido por muitos outros agentes financiadores. Os itens considerados indispensáveis para que a empresa seja vista como aquela que respeita o consumidor foram: Qualidade. 53%. Preço. Atendimento. 35%. No setor bancário o BB foi visto como aquele que mais respeita o consumidor.

administradores de fundos de investimentos e jornalistas. na área de responsabilidade social. Prêmio Faz Diferença 2004 – A FBB recebeu. os destaques concedidos a programas da Fundação Banco do Brasil (FBB): 2001 – Destaque Voluntariado: Programa BB Educar. Gazeta Mercantil. ➣ ➣ 2002 – Destaque Comunidade: o Programa Justiça Itinerante ficou entre os 26 destacados. Os critérios são a transparência e a qualidade na divulgação de informações. Abaixo. que seleciona empresas e iniciativas que se destacaram por sua responsabilidade social. Associação Comercial do Rio de Janeiro. Prêmio Mário Henrique Simonsen – O Centro Cultural Banco 78 . pelo conjunto dos seus projetos. Prêmio Mauá 2003 – Prêmio concedido à melhor companhia de capital aberto do ano. evidenciando seu compromisso com a transparência e com o desenvolvimento social do País.meio ambiente. Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais e Associação Brasileira das Companhias Abertas. a política de proteção ambiental e de responsabilidade social e as boas práticas de governança corporativa. O Banco do Brasil recebe o selo Ibase desde o seu lançamento. a política de remuneração de dividendos. O prêmio é dado pela Comissão Nacional de Bolsas. com apoio do Jornal do Brasil. o prêmio Faz Diferença na categoria Razão Social. e que a empresa apresenta publicamente seus investimentos internos e externos por meio da divulgação anual do seu balanço social. ➣ 2003 – Destaque Pessoas com Deficiência: Projeto Diversidade. Espécie de “Oscar” financeiro. Prêmio Guia de Boa Cidadania Corporativa da Revista Exame – É concedido a projetos desenvolvidos ou apoiado por empresas e fundações empresariais. O BB concorreu com todas as companhias da Bovespa e foi escolhido por meio da votação de 180 analistas e corretores do mercado. a premiação é dada à empresa que mais se destaca em sua relação com os acionistas e o mercado.

foram classificados nas categorias Ouro. Prata ou Bronze. A adesão do Banco. Prêmio Balanço Social 2001.do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-Rio) recebeu em agosto de 2005. devido às adaptações feitas no prédio que foi inaugurado em 1906 e modernizado nos últimos anos. contando com o apoio técnico da UFRJ. classificou o Banco do Brasil como a instituição financeira que mais investe em políticas socioambientais no País e classificou-o como o 8º colocado no ranking mundial de bancos. Além dos critérios físicos e operacionais. Diversos estabelecimentos públicos e privados. ao 79 . Prêmio Empresa Cidadã 2005 – O BB recebeu em setembro de 2005 o prêmio Empresa Cidadã. e que hoje permite o acesso através de rampas. e que tem como objetivo reconhecer os melhores balanços sociais dentro das normas estabelecidas pelo CRC-RJ. O CCBB-Rio foi o único a receber o Ouro. com diversos projetos relacionados com questões sobre deficiências e inclusão social. banheiros especiais e adequações nos teatros e salas de projeção. em janeiro de 2006. Relatório WWF sobre o Setor Financeiro – O relatório Sustainable finance – moving from paper promises to performance do World Wildlife Fund apresentado no Fórum Econômico Mundial de Davos. referentes às atividades do ano nas seguintes categorias: Regional. elevadores. Apimec. o BB recebeu. 2002. em 2003. promovido pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ). o prêmio Excelência em Balanço Social 2004. 2003. aptos para atender pessoas que requeiram cuidados especiais. 2004 e 2005 – Em agosto de 2006. O CCBB-Rio também conta com um telefone para surdos e uma programação voltada para a inclusão. foi levada em consideração a capacitação dos funcionários do Centro Cultural. pela quinta vez consecutiva. é promovido pela Aberje. Fides e Ibase e tem como objetivo reconhecer os melhores balanços sociais. O Prêmio. na Suíça. instituído pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Micro. Ethos. criado em 2001. Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ). que propiciam condições adequadas de acesso às pessoas com deficiência. o Prêmio Balanço Social como vencedor da Região Centro-Oeste. da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência. Pequena e Média Empresa e Destaque Nacional.

Papelão e Material Reaproveitável (Asmare).Pacto Global foi importante para garantir a citação no documento. O relatório foi elaborado pela Banktrack. O Prêmio homenageou ao todo 27 das 920 experiências e personalidades inscritas. promovido pelas Nações Unidas: Associação VagaLume. Os critérios adotados para tal avaliação referiram-se a 13 diferentes áreas: direitos humanos. que monitora e avalia as atividades de 39 instituições financeiras mundiais. Associação dos Catadores de Papel. industrias extrativistas. iniciado em outubro de 2005. Selo Empresa Amiga da Criança – O Banco do Brasil mantém. Projeto Um Milhão de Cisternas e o Movimento Interestadual das Quebradeiras do Coco Babaçu. Seu objetivo é destacar aquelas que mais contribuem para a inclusão social. proteção à biodiversidade. atividade inserida na estratégia do Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). a cidadania e a promoção dos direitos humanos.A. Além disso. transparência de informações e sistema de gerenciamento socioambiental. setor químico e petroquímico. quatro iniciativas sociais apoiadas pelo BB e pela Fundação Banco do Brasil receberam o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. depois passou por uma avaliação que garante a conformidade das ações. desde 2004. proteção às florestas. O selo identifica empresas comprometidas com os direitos e a qualidade de vida das crianças e adolescentes. gestão de direitos trabalhistas. consagrada internacionalmente pela atuação no combate ao trabalho infantil e pelas ações de apoio às crianças brasileiras. Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – Em 2005. pesca. rede internacional formada por 14 organizações da sociedade civil. a admiração e a confiança do público em geral e dos consumidores dessas empresas. agricultura sustentável. O Banco respondeu questionário onde descreve todas as ações desenvolvidas para atendimento dos 10 compromissos estabelecidos. clima e energia. reforça a credibilidade. hidrelétricas. se destina a implantar três centrais de geração de energia eólica em 80 . o selo Empresa Amiga da Criança. O projeto. da Fundação Abrinq. a empresa estende essa responsabilidade por toda a cadeia produtiva. Prêmio Euromoney – Project Finance Deal of the Year Awards 2005 – com a estruturação do Projeto Eólico da empresa Ventos do Sul Energia S. população indígena.

“Banco Sustentável em Mercados Emergentes” e “Banqueiros Sustentáveis”. edição 2007. demonstrar o compromisso do Banco em atuar como agente do desenvolvimento nacional. que será o maior parque do gênero na América Latina e o segundo maior do mundo e representará o marco da entrada do Brasil no clube dos países que produzem energia elétrica captada do vento em escala comercial. O BB foi o estruturador da operação financeira que contará com investimentos totais da ordem de R$ 670. 81 . com o total de 150 megawatts de potência.Osório (RS). conseqüentemente. O Banco do Brasil é também um dos finalistas do Prêmio Financial Times de Finanças Sustentáveis. e R$ 360 milhões em operação de repasse. Neste projeto. realizado no âmbito do Programa de Apoio Financeiro a Investimento em Fontes Alternativas do Governo Federal (Proinfa). O BB se classificou nas categorias “Banco Sustentável”. dos quais R$ 105 milhões em operação direta com o BNDES. o BB atua como estruturador.1 milhões e financiamento de R$ 465 milhões. A premiação da operação apresenta-se como uma oportunidade de revelar à comunidade internacional a parceria entre o BB e o mercado atacado e. banco líder e administrador de contas/garantias.

82 .

a apoiar ações voluntárias dos funcionários nos diversos projetos em curso nas comunidades. Assim. no entanto. avaliaremos nosso sistema de 83 . além de revisar nossos processos à luz dos princípios socioambientais. faremos com que os cuidados para com nossos funcionários e colaboradores e a valorização da diversidade continuem presentes em nossa Agenda. o Banco do Brasil tornou seu compromisso com a sustentabilidade econômica. A cada novo passo. de forma a gerar trabalho e renda. com foco no fortalecimento da cidadania e no desenvolvimento regional sustentável. Pretendemos desenvolver novas linhas de produtos e serviços voltados especificamente para a questão social e ambiental. bem como o tratamento de resíduos gerados pela atuação do Banco. A Agenda precisa ser constantemente atualizada. consolidando e aprofundando nossas ações. Com relação à Política Fome Zero do Governo Federal. permanece a ênfase na implementação de ações promotoras da inclusão social. é necessário continuar. incorporar novos desafios e marcar novos encontros com a sustentabilidade. Sabendo que a ética é pilar fundamental da postura de responsabilidade socioambiental. o BB enfrenta novas e maiores dificuldades. persistir. continuaremos a implementar a Agenda 21 do Banco do Brasil. Na perspectiva da ecoeficiência.6 – A AGENDA CONTINUA. O COMPROMISSO TAMBÉM Ao final de quatro anos de implementação de sua estratégia socioambiental. prosseguir é mais difícil do que iniciar. Às vezes. também. Continuaremos. em 2007. implantaremos programa visando otimizar a utilização dos recursos naturais no ambiente corporativo. Conscientes de que as pessoas que trabalham na Organização é que constroem a Instituição Banco do Brasil. social e ambiental uma missão do diaa-dia da Instituição.

gestão da ética corporativa. Saudações. projeto fundamentado no desejo e no trabalho de todos os atores que o constroem. Os esforços para a divulgação da postura de responsabilidade socioambiental e o estímulo para que outras empresas construam suas Agendas 21 continuarão a merecer nossa atenção. Uma das maneiras que encontramos para realizar essa missão é a de compartilhar nossas experiências em fóruns empresariais e socioambientais. Nossa história tem demonstrado que isto é possível. lançando mão das competências de nossos profissionais. brasileira e planetária. de nossos recursos gerenciais. BANCO DO BRASIL Conselho Diretor 84 . Esperamos que a metodologia e as experiências descritas nesta publicação inspirem outras iniciativas de construção da sustentabilidade econômica. dentro de um clima de abertura e de esforço ininterrupto para aprimorar a conduta ética da organização. dos projetos de educação corporativa e das ações de comunicação. tendo como premissas a atualização sistemática e participativa de nosso código de ética. Estamos cientes e desejamos enfatizar este ponto: a Agenda 21 Empresarial somente se viabiliza como um projeto transversal de toda a organização. social e ambiental. bem como o acionamento de mecanismos de gestão que incluam o planejamento e a implementação de padrões de conduta apropriada.

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que se encontram atualmente em grave perigo. Conseqüentemente. mediante uma cuidadosa planificação ou regulamentação. sempre que possível. e ainda. a capacidade da Terra para produzir recursos vitais renováveis. PRINCÍPIO 6 : Deve pôr-se fim à descarga de substâncias tóxicas ou de outros materiais. tendo a solene obrigação de proteger e melhorar esse meio para as gerações presente e futura. PRINCÍPIO 3 : Deve ser mantida e. bem como pelo seu habitat. PRINCÍPIO 2 : Os recursos naturais da Terra. devem ser preservados em benefício das gerações presente e futura. aí incluídas a flora e a fauna silvestres.8 – ANEXOS Anexo 1 – Princípios de Estocolmo (texto integral 1972) PRINCÍPIO 1 : O homem tem o direito fundamental à liberdade. em virtude da conjugação de diversos fatores. à liberação de calor em quantidades ou concentrações tais que o meio não tenha condições para neutralizá-lo. 88 . a segregação racial. segundo seja mais conveniente. restaurada e melhorada. especialmente as amostras representativas dos ecossistemas naturais. o solo. a flora e a fauna. de modo a que não sejam causados danos graves ou irreparáveis aos ecossistemas. Deve ser apoiada a justa luta dos povos de todos os países contra a contaminação. inclusos o ar. deve se atribuir uma importância específica à conservação da natureza. a discriminação. A este respeito as políticas que promovem ou perpetuam o apartheid. ao se planejar o desenvolvimento econômico. à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequada em um meio cuja qualidade lhe permite levar uma vida digna e gozar de bem-estar. PRINCÍPIO 4 : O homem tem a responsabilidade especial de preservar e administrar ponderadamente o patrimônio representado pela flora e pela fauna silvestres. PRINCÍPIO 5 : Os recursos não-renováveis da Terra devem ser empregados de maneira a se evitar o perigo de seu esgotamento e a assegurar a toda a humanidade a participação nos benefícios de tal emprego. a água. a opressão colonial eoutras formas de opressão e de dominação estrangeira continuam condenadas e devem ser eliminadas.

quando o salientem. uma vez que deve levar-se em conta tanto os fatores econômicos. bem com a necessidade de lhes prestar. PRINCÍPIO 8 : O desenvolvimento econômico ou social é indispensável para assegurar ao homem um ambiente de vida e trabalho favorável e criar na Terra condições adequadas para melhorar a qualidade de vida. os Estados deveriam adotar um enfoque integrado e coordenado de planificação do seu desenvolvimento.PRINCÍPIO 7 : Os Estados deverão tomar todas as medidas possíveis para impedir a contaminação dos mares por substâncias que possam pôr em perigo a saúde do homem. a fim de enfrentar as conseqüências econômicas que pudessem advir. PRINCÍPIO 10 : Para os países em desenvolvimento a estabilidade dos preços e a obtenção de adequada receita dos produtos básicos e de matérias-primas são elementos essenciais para a organização do meio. nem obstaculizar a consecução de melhores condições de vida para todos. levando em conta as circunstâncias e necessidades especiais dos países em desenvolvimento e o montante de gastos que a inclusão de medidas de conservação do meio possa-lhes acarretar em seus planos de desenvolvimento. tanto no plano nacional. maior assistência técnica e financeira de caráter internacional voltada para esse fim. limitar as possibilidades de lazer ou obstar outras utilizações legítimas do mar. quanto no internacional. a melhor maneira de superá-los é o desenvolvimento acelerado pela transferência de volume considerável de assistência financeira e tecnológica que complemente os esforços internos dos países em desenvolvimento. causar danos aos seres vivos e à vida marinha. PRINCÍPIO 9 : As deficiências do meio originadas pelas condições de subdesenvolvimento e os desastres naturais colocam graves problemas. PRINCÍPIO 12 : Dever-se-íam destinar recursos à conservação e à melhoria do meio. PRINCÍPIO 13 : A fim de lograr uma administração mais racional dos recursos e melhorar assim as condições ambientais. da aplicação de medidas ambientais. como os processos ecológicos. bem como qualquer outra ajuda que oportunamente possa se fazer necessária. e os Estados e organizações internacionais deveriam tomar todas as providências competentes com vistas a chegar a um acordo. a fim de assegurar-se a compatibilidade desse processo com a necessidade de proteger e melhorar o meio humano em benefício de sua população. 89 . PRINCÍPIO 11 : As políticas ambientais de todos os Estados deveriam orientar-se para o aumento do potencial de crescimento dos países em desenvolvimento e não deveriam restringir esse potencial.

ao mesmo tempo. evitar e combater os riscos que ameaçam o meio. por outro lado. o livre intercâmbio de informações e experiências científicas atualizadas deve ser objeto de apoio e de assistência. PRINCÍPIO 19 : É indispensável um trabalho de educação em questões ambientais dirigido. administrar e controlar a utilização dos recursos ambientais dos Estados. PRINCÍPIO 15 : Deve-se aplicar o planejamento tanto na ocupação do solo para fins agrícolas. em condições tais que favoreça sua ampla difusão e sem representar. com vistas a evitar efeitos prejudiciais sobre o meio e a obter o máximo benefício social. PRINCÍPIO 18 : Como parte da contribuição que é lícito esperar da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento econômico e social. a tecnologia ambiental deve ser colocada a serviço dos países em desenvolvimento. PRINCÍPIO 16 : Nas regiões onde existe o risco de as altas taxas de crescimento demográfico ou as concentrações excessivas da população prejudicarem o meio ou o desenvolvimento. com a finalidade de melhorar a qualidade do meio. seja aos adultos. em toda a sua dimensão humana. 90 . a pesquisa e o progresso científico referentes aos problemas ambientais. das empresas e das coletividades. como na urbanização. o qual dê a devida atenção aos setores menos privilegiados da população. uma carga econômica excessiva para esses países. a fim de facilitar a solução dos problemas ambientais. A esse respeito. ou onde a baixa densidade populacional possa impedir a melhora do meio e obstaculizar o desenvolvimento. tanto nacionais quanto multinacionais. especialmente nos em desenvolvimento. seja às gerações jovens. devem elas ser utilizadas para descobrir. PRINCÍPIO 20 : Devem ser fomentados em todos os países. inspiradas no sentido de sua responsabilidade com a proteção e melhoria do meio. A este respeito devem ser abandonados os projetos destinados à dominação colonialista e racista. a fim de favorecer a formação de uma opinião pública bem informada e uma conduta dos indivíduos. para a solução dos problemas ambientais e para o bem comum da humanidade. econômico e ambiental para todos. contassem com a aprovação dos governos interessados. PRINCÍPIO 17 : Deve ser confiada às instituições nacionais competentes a tarefa de planejar. deveriam ser aplicadas políticas demográficas que mantivessem o respeito pelos direitos humanos fundamentais e.PRINCÍPIO 14 : O planejamento racional constitui um instrumento indispensável para conciliar as diferenças que possam surgir entre as exigências do desenvolvimento e a necessidade de proteger e melhorar o meio.

os Estados têm o direito soberano de explorar os seus recursos de acordo com a sua política ambiental e têm a obrigação de se assegurarem de que as atividades levadas a cabo dentro de suas jurisdições ou sob o seu controle não prejudiquem o meio de outros Estados ou o de zonas situadas fora das jurisdições nacionais. nos organismos internacionais competentes.Rede de Direitos Humanos e Cultura. Sítio na Internet. PRINCÍPIO 25 : Os Estados deverão estar assegurados de que as organizações internacionais realizem um trabalho coordenado. grandes ou pequenos. PRINCÍPIO 22 : Os Estados devem cooperar para o contínuo desenvolvimento do Direito Internacional no que se refere à responsabilidade e à indenização às vítimas de contaminação e de outros danos ambientais por atividades realizadas dentro da jurisdição ou sob controle de tais Estados.) 91 . bem como dos critérios e níveis mínimos a serem definidos a nível nacional.065.PRINCÍPIO 21 : Consoante a Carta das Nações Unidas e os princípios do Direito Internacional. levando na devida conta a soberania e os interesses de todos os Estados. devem empenhar-se com espírito de cooperação e em pé de igualdade na solução das questões internacionais relativas à proteção e melhoria do meio. será sempre indispensável considerar os sistemas de valores prevalecentes em cada país e discutir a aplicabilidade de certas normas que possam ser válidas para os países mais avançados. Acesso em 04. bem como zonas situadas fora de suas jurisdições. eficaz e dinâmico na conservação e melhoria do meio. e controlar eficazmente os efeitos prejudiciais que as atividades que se realizem em qualquer esfera possam acarretar para o meio. PRINCÍPIO 26 : Deve-se livrar o homem e o meio humano dos efeitos de armas nucleares e dos demais meios de destruição maciça. a fim de evitar. Os Estados devem procurar chegar rapidamente a um acordo. porém inadequadas ou de alto custo social para os países em desenvolvimento. eliminar ou reduzir. (Fonte: DHnet . PRINCÍPIO 24 : Todos os países. sobre a eliminação e completa destruição das mesmas armas. PRINCÍPIO 23 : Sem prejuízo dos princípios gerais que possam ser acordados pela comunidade internacional.2006. É indispensável cooperar mediante acordos multilaterais e bilaterais e por outros meios apropriados.

Objetivo 16 – Política florestal. infra-estrutura e integração regional.Anexo 2 – Plataforma das 21 Ações Prioritárias da Agenda 21 Brasileira A economia da conhecimento poupança na sociedade do Objetivo 1 – Produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício. Inclusão social para uma sociedade solidária Objetivo 6 – Educação permanente para o trabalho e a vida. Objetivo 9 – Universalizar o saneamento ambiental protegendo o ambiente e a saúde. Estratégia para a sustentabilidade urbana e rural Objetivo 10 – Gestão do espaço urbano e a autoridade metropolitana. Recursos naturais estratégicos: água. Objetivo 13 – Promover a Agenda 21 Local e o desenvolvimento integrado e sustentável. biodiversidade e florestas Objetivo 15 – Preservar a quantidade e melhorar a qualidade da água nas bacias hidrográficas. Objetivo 4 – Energia renovável e a biomassa. Objetivo 5 – Informação e conhecimento para o desenvolvimento sustentável. Objetivo 12 – Promoção da agricultura sustentável. Objetivo 3 – Retomada do planejamento estratégico. Objetivo 7 – Promover a saúde e evitar a doença. Objetivo 2 – Ecoeficiência e responsabilidade social das empresas. controle do desmatamento e corredores de biodiversidade. 92 . democratizando o SUS. Objetivo 14 – Implantar o transporte de massa e a mobilidade sustentável. Objetivo 11 – Desenvolvimento sustentável do Brasil rural. Objetivo 8 – Inclusão social e distribuição de renda.

foram erradicadas há décadas. a diarréia e a pneumonia. 93 . Causas e expressões da pobreza Saúde • Todos os anos. seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.7 bilhões lutam para sobreviver com menos de dois dólares por dia. morrem 11 milhões de crianças. e mais de seis milhões morrem devido a causas totalmente evitáveis como a malária. 2004. Outros 2. nos países ricos.Governança e ética sustentabilidade para a promoção da Objetivo 17 – Descentralização e o pacto federativo: parcerias. apenas para ir buscar água e lenha. Todos os anos. vai muito além da pobreza de renda. A pobreza nos países em desenvolvimento.Ações Prioritárias. no entanto. a maioria das quais com menos de cinco anos. menos de metade das crianças freqüentam o ensino primário e uma percentagem inferior a 20% passa para o ensino secundário. Objetivo 21 – Pedagogia da sustentabilidade: ética e solidariedade. 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas. Significa ter de caminhar mais de 1. Anexo 3 – números da pobreza e da fome As faces da pobreza Mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem com menos de um dólar por dia.5 quilômetro todos os dias. Objetivo 20 – Cultura cívica e novas identidades na sociedade da comunicação. consórcios e o poder local. significa sofrer de doenças que. Em alguns países extremamente pobres. Objetivo 18 – Modernização do Estado: gestão ambiental e instrumentos econômicos. Objetivo 19 – Relações internacionais e governança global para o desenvolvimento sustentável. Ministério do Meio Ambiente. No mundo inteiro. Fonte: Agenda 21 Brasileira .

6 bilhões de pessoas – mais de 40% da população mundial – carecem de saneamento básico e mais de um bilhão continuam a usar fontes de água imprópria para o consumo. • A cada 3. morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água. • Desses 300 milhões de crianças. • A cada 30 segundos. Agricultura • Em 1969. Água • Mais de 2. • A decrescente fertilidade dos solos. o HIV/AIDS mata 6. • Tuberculose (TB) é a principal causa de morte relacionada com a AIDS e. dentre elas. • A cada ano. • Cinco milhões de pessoas. a África era um exportador líquido de alimentos. na sua maioria crianças. • Todos os dias. Fome • Mais de 800 milhões de pessoas vão se deitar todas as noites com fome. hoje. uma criança africana morre devido à malária – o que significa mais de um milhão de crianças mortas por ano. a sua degradação e a 94 . • Quatro em cada dez pessoas no mundo carecem de acesso a uma simples latrina. 75% das pessoas portadoras do vírus HIV também têm TB. Mais de 90% sofrem de má nutrição prolongada e de um déficit de micronutrientes. • Mais de 40% dos africanos não têm capacidade de obter diariamente os alimentos suficientes. apenas 8% são vítimas de fome ou de outras condições de emergência. o continente importa um terço dos cereais de que necessita. mais uma pessoa morre de fome. em sua grande maioria. aproximadamente 300 a 500 milhões de pessoas são infectadas pela malária.200.000 pessoas e infecta outras 8. Aproximadamente três milhões de pessoas morrem por causa da doença.6 segundos. 300 milhões são crianças.• Mais de 50% dos africanos sofrem de doenças relacionadas à qualidade da água. em algumas partes da África. como cólera e diarréia infantil. crianças com menos de 5 anos.

• Uma mulher da África sub-saariana tem 1 possibilidade em 16 de morrer durante a gravidez ou o parto.400 mulheres por dia – isto é. não são assistidos por um técnico de saúde. nos países em desenvolvimento.2006. dos cuidados pré e pós-natais e a taxa de sobrevivência ao parto aumentam significativamente. a sua utilização. Isto significa que. We members of the financial services industry recognize that sustainable development depends upon a positive interaction 95 . Na América do Norte. no total. Millenium Project. Sítio na Internet. uma mulher morre no mundo durante a gravidez ou o parto. o risco de é 1 em cada 3. quando adulta. em comparação com aquelas que têm alguma escolaridade. apesar de a população ter aumentado muito significativamente. nos últimos 25 anos. • Em cada minuto. 529.700 casos.05. • A AIDS propaga-se com o dobro da rapidez entre as meninas não-instruídas.) Anexo 4 – Unep Statement by Financial Institutions on the Environment & Sustainable Development As revised – May 1997. (Fonte: Pnud. • As mães que possuem instrução vacinam os filhos com uma freqüência 50% superior à das mães não-instruídas. • O agricultor africano paga pelos fertilizantes convencionais entre três e seis vezes mais do que o seu custo no mercado mundial. • Quase metade dos partos. Acesso em 23. • Os filhos de uma mulher que freqüentou o ensino primário durante cinco anos apresentam uma taxa de sobrevivência 40% superior aos filhos das mulheres sem qualquer instrução. • Mais de 40% das mulheres africanas carecem de acesso ao ensino básico. O efeito devastador da pobreza nas mulheres • Mais de 80% dos agricultores da África são mulheres. • Se uma menina receber instrução durante seis anos ou mais. morrem 1.pandemia da AIDS levaram a uma diminuição da produção de alimentos per capita da ordem dos 23%.000 por ano – devido a causas relacionadas com a gravidez.

and individuals. We are committed to working cooperatively with these sectors within the framework of market mechanisms toward common environmental goals. in all markets. in association with other economic sectors. Environmental Management and Financial Institutions.between economic and social development. and environmental protection. to balance the interests of this and future generations. Believe that sustainable development can best be achieved by allowing markets to work within an appropriate framework of cost-efficient regulations and economic instruments. We support the precautionary approach to environmental management. We regard the financial services sector as an important contributor towards sustainable development. 1. both in domestic and international operations. national. With regard to our customers. We regard sustainable development as a fundamental aspect of sound business management. We are committed to complying with local.2 2. and international environmental regulations applicable to our operations and business services. which strives to anticipate and prevent potential environmental degradation.4 2.1 1. we regard compliance with applicable environmental regulations and the use of sound environmental practices as important factors in demonstrating effective corporate management. business. 1. and other business decisions. asset management.2 Commitment to Sustainable Development. 96 1.3 .3 1. Governments in all countries have a leadership role in establishing and enforcing long-term common environmental priorities and values. We recognize that sustainable development is a corporate commitment and an integral part of our pursuit of good corporate citizenship. 2.1 2. We recognize that identifying and quantifying environmental risks should be part of the normal process of risk assessment and management. We will work towards integrating environmental considerations into our operations. We further recognize that sustainable development is the collective responsibility of government.

We will share information with customers. We will encourage other financial institutions to support this Statement. We will seek to form business relations with partners.5 3. We will work with UNEP periodically to review the success in implementing this Statement and will revise it as appropriate.5 2. We intend to update our practices periodically to incorporate relevant developments in environmental management. including shareholders. 1997. including energy efficiency.4 3. governments. We are committed to share with them our experiences and knowledge in order to extend best practices. We recommend that financial institutions develop and publish a statement of their environmental policy and periodically report on the steps they have taken to promote integration of environmental considerations into their operations. We will foster openness and dialogue relating to environmental matters with relevant audiences. We encourage the industry to undertake research in these and related areas. so that they may strengthen their own capacity to reduce environmental risk and promote sustainable development.2.2 3. We. 3. We recognize the need to conduct internal environmental reviews on a periodic basis. as appropriate. and subcontractors who follow similarly high environmental standards. suppliers. (Fonte: Unep Finance Initiative.1 3.3 3. within its capacity. endorse the principles set forth in the above statement and will endeavor to ensure that our policies and business actions promote the consideration of the environment and sustainable development. recycling and waste reduction.6 2.) 97 3. We encourage the financial services sector to develop products and services which will promote environmental protection.4 2. We ask the United Nations Environment Programme (UNEP) to assist the industry to further the principles and goals of this Statement by providing.7 We will endeavor to pursue the best practice in environmental management. Public Awareness and Communication. relevant information relating to sustainable development. the undersigned.6 . and to measure our activities against our environmental goals. customers. and the public. employees.

2. 16. 4. 17. Criação de um grupo mobilizador com representantes de todas as vice-presidências. b. 10. Definição de instâncias consultivas com públicos de relacionamento. Diagnóstico da postura de responsabilidade socioambiental no BB. Definição de macroações pela I Oficina de RSA (Executivos do BB – junho de 2005). Inclusão dos princípios de RSA nas Políticas Gerais do BB. Definição de direcionadores estratégicos das ações de RSA. . Incorporação nos painéis de acompanhamento estratégico e operacional do BB da perspectiva “sociedade”. Definição de um conceito de responsabilidade socioambiental. Formulação de modelo de gestão socioambiental. Definição de papéis relacionados à RSA. 6. Construção de plano de responsabilidade socioambiental – embrião da Agenda 21. d. 13. Formulação dos eixos estratégicos e pragmáticos da Agenda 21. Atualização da Agenda 21 do BB para o biênio 2006-2007 a. Definição dos indicadores do Painel do Desenvolvimernto Sustentável. Definição do processo deliberativo e consultivo em comitês. Decisão estratégica de assumir compromisso com a responsabilidade socioambiental. 8. b. Criação de uma área organizacional articuladora. comissões e Conselho Diretor. 7.Anexo 5 – Construindo uma Agenda 21 Empresarial 1. Criação do Painel do Desenvolvimento Sustentável. 5. Realização da I Oficina de Responsabilidade Socioambiental do BB. 14. 9. Reunião preparatória com o Grupo RSA para orientar o 98 11. 15. Realização do IV Fórum de Gestão de Pessoas e RSA. 3. c. 12. Declaração de princípios de responsabilidade socioambiental. a. Criação de mecanismos de acompanhamento e de avaliação do processo de internalização da cultura de responsabilidade socioambiental no Banco do Brasil (painel socioambiental).

setembro a novembro de 2005). c. atuando internamente para a promoção e a coordenação de atividades estratégicas quanto ao tema e participando de atividades externas com outras instituições. Oficina com o Grupo RSA para consolidação dos insumos obtidos nas consultas (Dires – novembro de 2005). patrocinada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Explicitar seu compromisso com a variável ambiental. Encontros com os colegiados das Unidades Estratégicas (Dires . Esta atitude tem sido tomada por vários bancos públicos e privados em todo o mundo. e. Formatação da Agenda 21 revista e do Painel do Desenvolvimento Sustentável (Dires e Direo – dezembro de 2005). Constituir unidades ou grupos de técnicos que se dediquem especialmente para identificar a relação entre meio ambiente e as atividades econômicas. Tal providência é necessária para a plena incorporação da variável 99 . g. h. 2. que serviria tanto como guia interno para suas operações. como de estímulo aos clientes. f. Anexo 6 – Recomendações do GT-Protocolo Verde às Instituições Financeiras Oficiais 1. d. Legenda: Dires – Diretoria Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental Direo – Diretoria Estratégia e Organização (Fonte: Banco do Brasil . por intermédio de uma Carta de Princípios. ao aderirem à Declaração Internacional dos Bancos para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental . Consulta às Unidades Estratégicas para detalhamento da Agenda 21 e definição dos indicadores do Painel de Desenvolvimento Sustentável (Grupo RSA – outubro e novembro de 2005).processo de consulta às Unidades Estratégicas (Dires – agosto de 2005). (Comitês das áreas estratégicas – novembro de 2005). sobre a relevância do meio ambiente na elaboração e gestão de projetos. Aprovação das propostas apresentadas. Encaminhamento de nota administrativa para aprovação do Conselho Diretor do BB (Dires e Direo – dezembro de 2005).Dires).

3. Promover a difusão de conhecimentos sobre o meio ambiente para os empregados. 3. Princípios Gerais do Desenvolvimento Sustentável: 1. 2. elaboração e análise de projetos ambientais etc. com base na mensuração dos custos decorrentes de passivos e riscos ambientais. Um setor financeiro dinâmico e versátil é fundamental para o desenvolvimento sustentável. intercâmbio de experiências. propõem-se a empreender políticas e práticas bancárias que estejam sempre e cada vez mais em harmonia com o objetivo de promover um desenvolvimento que não comprometa as necessidades das gerações futuras. em termos de prazos e taxas de juros. Este procedimento facilitará a análise dos projetos nas diversas áreas operacionais dos bancos e permitirá priorizar propostas que utilizarem técnicas e procedimentos ambientalmente sustentáveis. Seria também desejável a utilização da rede de agências para complementar iniciativas de educação ambiental. recuperação de resíduos e recuperação das áreas de disposição. (Fonte: Jornal do Meio Ambiente. 2006. 4. A proteção ambiental é um dever de todos que desejam melhorar a qualidade de vida no planeta e extrapola qualquer tentativa de enquadramento espaço-temporal. Identificar mecanismos de diferenciação nas operações de financiamento.ambiental nas estruturas das instituições financeiras federais e para executar os compromissos firmados pela diretoria na Carta de Princípios. As instituições financeiras poderão buscar apoio para o treinamento dessas unidades junto a fontes internacionais ou nacionais privadas. O setor bancário deve privilegiar de forma crescente o financiamento de projetos que não sejam agressivos ao meio 100 . Promover a criação de linhas de financiamento para as atividades de reciclagem. Para tanto. Adotar sistemas internos de classificação de projetos que levem em conta o impacto sobre o meio ambiente e suas implicações em termos de risco de crédito. 6. 5.) Anexo 7 – Carta de Princípios para o Desenvolvimento Sustentável (Protocolo Verde) Os bancos abaixo assinados reconhecem que podem cumprir um papel indispensável na busca de um desenvolvimento sustentável que pressuponha uma contínua melhoria no bemestar da sociedade e na qualidade do meio ambiente. por intermédio de treinamento.

A. A. 5.48 investidos em ações de geração de emprego e renda. Banco do Brasil S.) Anexo 8 – Grandes números do BB no Fome Zero – Consolidado 2003/2006 Nestes quatro anos as ações do BB no Fome Zero já beneficiaram mais de 3 milhões de pessoas em mais de 2. A principal contribuição do Banco para o Fome Zero. A gestão ambiental requer a adoção de práticas que antecipem e previnam degradações do meio ambiente. Os princípios aqui assumidos devem constituir compromisso de todas as instituições financeiras. envolvendo recursos na ordem de R$ 867 milhões. 4.500 municípios brasileiros. Os grandes números. nesse período. 101 . As leis e regulamentações ambientais devem ser aplicadas e exigidas. 8. 10. Em 2006 foram repassados R$ 1. 6. 7.379. • R$ 6.74. A execução da política ambiental nos bancos requer a criação e treinamento de equipes específicas dentro dos seus quadros. A eliminação de desperdícios. 2006. Os riscos ambientais devem ser considerados nas análises e nas condições de financiamento.939 famílias em todas as regiões brasileiras.A. Caixa Econômica Federal Banco do Nordeste do Brasil S.ambiente ou que apresentem características de sustentabilidade. incluem ainda: • 128.705. Banco da Amazônia S. a estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável – DRS.852. cabendo aos bancos participar da sua divulgação. 9.574 jovens e adultos alfabetizados pelo Programa BBEducar. já beneficiou 230. Em 2006 foram alfabetizadas 53. Assinam.600. a eficiência energética e o uso de materiais reciclados são práticas que devem ser estimuladas em todos os níveis operacionais. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Fonte: Jornal do Meio Ambiente. A participação dos clientes é imprescindível na condução da política ambiental dos bancos.405 pessoas. provenientes de percentual do Fundo BB DI Básico e do Seguro Vida Mulher.

foram 5.866 beneficiários diretos apoiados nas cadeias produtivas (caprinocultura.510 funcionários do Banco. que beneficiaram 3. Em 2006 foram beneficiados 41.• R$ 554. Em 2006 foram repassados R$ 163. • 1.744 pontos de inclusão digital.00. Em 2006.167. apicultura. implantados pelo Programa de Inclusão Digital do BB e pelo Programa Estação Digital da Fundação Banco do Brasil. anualmente. Em 2006 foram beneficiadas 91. • 11 incubadoras de cooperativas apoiadas pela Fundação Banco do Brasil no Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares – PRONINC.115.654 pessoas. referentes a 20% das bilheterias dos Centros Culturais Banco do Brasil. • 3.572 pessoas da comunidade e 1.766 agricultores familiares.552 pessoas. • 1. artesanato e outras). • 157. pelo Programa AABB Comunidade.364. 331 pessoas foram beneficiadas.62 para a criação de bibliotecas públicas – Arca das Letras.724 empregos temporários gerados nos eventos de marketing esportivo e cultural.544. 102 .507. cajucultura. Em 2006. registradas no Gerenciador de Recursos Sociais. 4 incubadoras foram implantadas. recicláveis. piscicultura.245 agricultores familiares beneficiados pelas linhas de crédito PRONAF “B” e PRONAF “semi-árido”. Só em 2006. • 4. ao Programa QueroLer e ao Programa Arca das Letras. Em 2006 foram arrecadadas 145 toneladas. totalizando R$ 112.91 repassados ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.082 pessoas capacitadas em educação cidadã pela Oficina Pão e Beleza – 1.00.955 toneladas de alimentos arrecadados nos eventos de marketing esportivo. Em 2006 foram 673: 218 pessoas da comunidade e 455 funcionários do BB. • 97.589. caprinocultura. Em 2006 foram implantados 49 telecentros e 20 estações digitais.000 crianças e adolescentes atendidos. • 53. beneficiando 400 pessoas. envolvendo R$ 56. • 30.921 empregos gerados com o Projeto Sustentável da Costa do Sauípe – Projeto Berimbau. cultural e outros.371.

4. viabilizando a produção apícola. 11. Em 2006. possibilitando a abertura de conta corrente simplificada para a população de baixa renda. sendo 160 pessoas atendidas na escolinha de informática e 225 pessoas na escolinha de telemarketing.R. fruticultura do cerrado. da Mangueira.500 adolescentes atendidos pelo Programa Adolescente Trabalhador. • 58. • 6. em 2006. viabilizando a produção de bolsas e mochilas.192 agricultores beneficiados e 2. voltados para a geração de trabalho e renda (2006).140 pontos de atendimento do Banco Popular do Brasil criados em 2006.817 jovens prestaram serviço nas dependências do Banco. • 385 pessoas atendidas pelas escolinhas de informática e telemarketing desenvolvidas no âmbito das Oficinas Profissionalizantes da G.E.S.262 funcionários foram capacitados.000 empresas beneficiadas por meio de 120 Arranjos Produtivos Locais – APLs. • 400 pessoas alfabetizadas e 725 incluídas digital e socialmente por meio do Projeto Luz das Letras. 103 .680 beneficiários e 320 trabalhadores capacitados por meio do Projeto Urucuia. • 12. • 3. 100 pessoas foram atendidas. desenvolvido na comunidade Bosque Mont Serrat (RJ). Em 2006. nas comunidades da região do Vale do Rio Urucuia e Parque Grande Sertão (MG) – 2006. • 10.193 capacitados em iniciativas voltadas para a economia popular e solidária (2006).424 funcionários participaram dos cursos de Capacitação do Voluntariado BB. • 5. • 35. • 14. Em 2006.287 micro e pequenas empresas beneficiadas.087 malotes disponibilizados a cooperativas de reciclagem. pelo Programa de Geração de Emprego e Renda – PROGER. além de microempresários da economia informal.000 cooperados beneficiados por meio de cooperativas de crédito popular – 40 convênios formalizados só em 2006. além da comercialização no mercado interno e externo (2006). artesanato e turismo. em 2006. moradores da periferia de grandes centros e de regiões desassistidas por bancos.• 38.

• 2. na comunidade de Piraí (RJ). inclusive para pessoas com deficiência. • 25. em parceria com a Febraban. econômicos e sociais. como base econômica ou potencialidade. • 208.502 cisternas construídas nas regiões do semi-árido. a ovinocaprinocultura e apicultura em 112 municípios em 12 estados do Norte e Nordeste (2003 e 2004). beneficiadas pela reaplicação de tecnologias sociais na cadeia produtiva da borracha – Projeto TECBOR (2004). • 20. em 2006. • 415 diagnósticos elaborados pelo Agente de Transformação Rural – ATR – Fase 2.406 beneficiários do Projeto Hortas Comunitárias. habitantes da região amazônica. • 210 famílias de seringueiros extrativistas e pequenos produtores de borracha. respeitando padrões ecológicos.Diretoria de Relações com Funcionários e Responsabilidade Socioambiental .Dires). com 118 relatórios-diagnósticos que envolvem. em 2006. em 2006.439 agricultores apoiados por meio de ações de incentivo à comercialização da produção oriunda da agricultura familiar e dos assentamentos da reforma agrária (2003 e 2004).587 beneficiários apoiados mediante parcerias com instituições públicas e privadas da sociedade civil voltadas para o resgate da cidadania de populações de antigos quilombos (2006).989 beneficiários e 590 agricultores familiares capacitados nos modelos sustentáveis de agricultura. 104 . (Fonte: Banco do Brasil . • 182 empregos gerados.566 estudantes de escolas primárias e secundárias beneficiados. pelo acesso às exposições do Circuito Cultural e à programação cultural oferecida pelos Centros Culturais do BB. • 2. • 15.

Desenvolvido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente Responsabilidade Socioambiental Desenvolvimento .

Ministério do Meio Ambiente Ministério do Meio Ambiente .

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