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Multiplicação Sabemos que 3 x 5 = 5 + 5 + 5 =15.

Nestes dois exemplos estamos utilizando a idéia de que multiplicar por 3 é somar 3 parcelas iguais. O problema é que não podemos utilizar essa mesma idéia para efetuar, por exemplo,

Da mesma forma: Esta multiplicação não é uma adição de parcelas iguais. Em casos como este devemos considerar a multiplicação de outra maneira. Sabemos que expressões como "o dobro de", "o triplo de", etc., estão relacionadas com multiplicações. Estas expressões são expressões multiplicativas. Analogamente, as expressões "a metade de", "a terça parte de", "a quarta parte de", ou um meio de um terço , de um quarto , de, conduzem a divisões. Para se ter a metade, é necessário dividir por 2. Para se ter a terça parte, é necessário dividir por 3. E assim por diante. Vamos utilizar essas idéias e nos apoiar em desenhos para interpretar a multiplicação de frações. Comecemos pelo exemplo citado:

O que queremos saber é quanto vale "o dobro" da "terça parte" de quatro nonos. Começamos por representar quatro nonos:

Depois, marcamos "a terça parte"

podemos testá-la em outras multiplicações: Vamos calcular Temos: Queremos a metade de 1/4: A figura nos mostra que a metade de 1/4 é 1/8 ou seja: Divisão Temos três caminhos para chegar ao resultado de uma divisão de frações. marcamos "o dobro" da "terça parte" Agora. em relação ao retângulo todo? A parte marcada corresponde a 8/27 do retângulo todo. vamos repetir o desenho destacando apenas o resultado: Quanto vale a parte marcada.Por último. multiplicamos os numeradores entre si e os denominadores entre si. Concluímos que Podemos resumir tudo isso numa regra simples: Para multiplicar frações. Para confirmar esta regra. .

. É uma questão de se achar mais fácil ou mais difícil usar cada uma delas. se repartimos 1/3de uma barra de chocolate entre 2 crianças.1° caminho: REPARTINDO Podemos encontrar o resultado de algumas divisões de frações utilizando a idéia de repartir. utilizamos duas idéias que já conhecemos: 1a. Podemos aplicar esta idéia a frações. Como 4 cabe 2 vezes em 8 (2 x 4 = 8). Por exemplo. dizemos que 8 : 4 = 2. 2° caminho: QUANTAS VEZES CABE? Em outros casos encontramos o resultado verificando quantas vezes um número cabe no outro. 3° caminho: TRANSFORMANDO O DIVIDENDO E O DIVISOR Em certos casos é impraticável encontrar o resultado de uma divisão por meio de desenhos. se queremos achar o resultado de 8 dividido por 4. as idéias de "repartir" e de "quantas vezes cabe" são equivalentes. O resultado é 2. idéia: Quando se multiplica o dividendo e o divisor por um mesmo número. Por exemplo. Com números naturais estamos acostumados a fazer isto. procuramos quantas vezes 4 cabe em 8. o resultado da divisão de 1/3 por 2 é 1/6. cada uma receberá a metade de 1/3 da barra: Então. Tanto faz escrever 10 : 5 ou 20 : 10. em cada caso. o quociente não se altera. Quando procuramos o resultado de 1/2 dividido por 1/4: Como se pode perceber. Por exemplo: qual é o resultado de 3/ 7 dividido por 11/5? Nesses casos.

Mas. o ponto de interrogação está no lugar da resposta do problema inicialmente proposto: Chegamos à seguinte conclusão. o que facilita a divisão pois qualquer número dividido por 1 resulta nele mesmo. Vejamos um exemplo: Neste exemplo multiplicamos o dividendo e o divisor por 5/11. Aplicamos essa idéia de maneira a transformar o divisor em 1. Voltamos ao problema proposto: O uso das operações com frações . atenção: é preciso aplicar simultaneamente as duas idéias. que é a regra mais geral para a multiplicação de frações: Para dividir uma fração por outra.Ora. Então temos: Acontece que qualquer número dividido por 1 resulta nele mesmo. Então.2a. Mas. multiplicamos a primeira pela segunda invertida.. por que motivo escolhemos 5/11 para multiplicar o dividendo e o divisor? Fizemos esta escolha porque 5/11 é o inverso multiplicativo do divisor e transforma o divisor em 1. idéia: O inverso multiplicativo. o ponto de interrogação vale 3/7 x 5/11.

como usamos os números decimais para expressar as medidas. as operações com frações eram bastante utilizadas. as crianças devem compreender bem as idéias básicas e fazer apenas operações simples. Embora os livros didáticos apresentem vários problemas em que essas operações são utilizadas. Apenas ressaltamos que. ou 4a. na 5a. só devem ser ensinadas depois que as crianças tenham compreendido perfeitamente o que significa cada operação. Não é prudente estabelecer regras gerais em casos como este. Hoje em dia. as técnicas operatórias podem ficar para a segunda etapa. sempre com o uso de desenhos e nunca decorando regras.No passado. série). Como o estudo de frações costuma ser feito em duas etapas ( 3a. a maioria é constituída por operações bastante artificiais. . Por isso vale a pena o ensino das operações com frações. quando as medidas eram expressas por frações. em função de seus alunos. que discutimos nesta segunda parte da lição. Isso não quer dizer que as operações com frações sejam inúteis. Elas são importantes e até mesmo essenciais na Matemática mais avançada que envolve cálculos algébricos. É uma questão polêmica que só pode ser resolvida por cada professor. Alguns especialistas em ensino de Matemática acham até que as regras só deveriam ser apresentadas quando os alunos já estão estudando os cálculos algébricos. as operações com frações são menos usadas. primeiro. As técnicas operatórias. de novo. série e.