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Moção de apoio aos servidores e servidoras da Educação do Estado de Minas Gerais

Apesar da Lei Federal Nº 11.738/08 definir que o Piso Salarial Profissional Nacional dos Trabalhadores em Educação é de R$ 1.597,87, os contracheques comprovam que Minas Gerais paga, hoje, R$ 369,89 para um professor da educação básica. A lei é clara ao dizer que o piso é o vencimento básico do trabalhador e o Supremo Tribunal Federal tem o mesmo entendimento, mas a o Estado mantém a distorção, apresentando valores que não correspondem à realidade. Diante desta injustiça, os sindicatos que subscrevem esta moção manifestam total apoio aos trabalhadores e trabalhadoras em greve desde 8 de junho para denunciar o baixo salário pago no Estado e reivindicar o Piso Nacional, como determina a lei. Reforçamos, também, a denúncia do Sind-Ute-MG de que Minas não aplica o mínimo estabelecido pela legislação em educação - 25% da arrecadação estadual. Se avaliada a Receita Corrente Líquida, nos últimos 9 anos Minas reduziu drasticamente os investimentos em educação. Em 2001, o Estado investia 30,57% no ensino e em 2010 este percentual caiu para 16,08%. Neste período, trabalhadores da educação acumularam perdas. O autoritarismo do governo penaliza, também, outras categorias como os eletricitários, os fiscais da Receita Estadual, os trabalhadores do saneamento básico, da segurança pública e da saúde, dentre outros. Os movimentos sociais e estudantis também sofrem com a intolerância de um governo neoliberal que não respeita os estudantes, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e o Movimento dos Atingidos Por Barragem (MLB), dentre outras entidades. Lembramos que a recusa do governador mineiro, que é ex-professor universitário, em negociar com os trabalhadores em greve representa o risco da perda do ano letivo dos alunos, o que é lastimável. Além disso, o governo coloca Minas na contramão da necessidade emergente do Brasil. O país desenvolve suas relações democráticas e a educação se torna essencial, enquanto o autoritarismo e a truculência na relação com trabalhadores se tornam inaceitáveis. Reafirmamos nosso irrestrito apoio à luta dos trabalhadores da educação e reivindicamos a abertura do diálogo, pautado pelo respeito e liberdade sindical, com o Estado cumprindo seu papel de negociar e administrar conflitos, sem jamais tentar impor condições.

A Grande mentira...

Contracheque de um professor da rede Estadual de Educação de Minas Gerais
MEXEU COM OS PROFESSORES, MEXEU COMIGO!
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