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Dr med.

Ryke Geerd Hamer

LEGS

Médecine Nouvelle
Les cinq lois biologiques de la Médecine Nouvelle Le système ontogénétique des tumeurs
Programme biologique spécial de la nature (SBS) Leucémie Psychoses Epilepsie

"Fondement" d'une

Ce livre est dédié r e s p e c t u e u s e m e n t a u x m o r t s — sincèrement a u x vivants à m o n fils D I R K , qui est m o r t à l'âge de 19 a n s , atteint m o r t e l l e m e n t p e n d a n t son sommeil d ' u n e balle tirée p a r u n p r i n c e italien. Du fait de sa m o r t , je suis m o i - m ê m e t o m b é m a l a d e , à la suite d ' u n D H S , « S y n d r o m e D i r k - H a m e r », conflit de perte avec cancer testiculaire. Cette coïncidence f r a p p a n t e e n t r e un c h o c conflictuel aigu et d r a m a t i q u e e t m o n p r o p r e cancer, m ' a a m e n é à découvrir l a L O I D ' A I R A I N D U CANCER. A ma chère f e m m e S I G R I D , ma « fille intelligente », qui fut la p r e m i è r e femme-médecin au m o n d e à reconnaître le bien-fondé de la L O I D ' A I R A I N DU CANCER. A mes p a t i e n t s , qui sont m o r t s , auxquels j ' é t a i s très a t t a c h é c o m m e à des e n f a n t s , m a i s qui furent c o n t r a i n t s p a r t o u t e s sortes d e pressions plus o u m o i n s massives, à se s o u m e t t r e de n o u v e a u au pseudo-traitement des m é d e cins au p o u v o i r et à se faire « lyser » m i s é r a b l e m e n t à la m o r p h i n e , a u x vivants, q u i o n t eu la c h a n c e ou le c o u r a g e de se s o u s t r a i r e à la p r e s sion de la m é d e c i n e dite d ' é c o l e , et o n t pu ainsi r e t r o u v e r la s a n t é . P u i s s e n t t o u s les h o m m e s de b o n n e v o l o n t é et les c œ u r s sincères t r o u v e r d a n s le présent o u v r a g e l ' u n des livres les plus réjouissants et les plus réconf o r t a n t s qu'ils aient l ' o c c a s i o n de lire !

Forêt-Noire, le 7 d é c e m b r e 1980, 17 heures

Dirk mon fils,
Il y a deux a n s a u j o u r d ' h u i , c'était le j o u r le plus s o m b r e , l ' h e u r e la plus ténébreuse d e m a vie. M o n cher D i r k est m o r t d a n s m e s b r a s . Rien j u s q u e là, rien p a r la suite n ' a été aussi cruel, aussi a n é a n t i s s a n t q u e cette h e u r e . J ' a v a i s pensé q u e la d o u l e u r indicible s ' e s t o m p e r a i t peut-être l e n t e m e n t , ce sentiment d ' i m p u i s s a n c e , de déréliction, de tristesse infinie. M a i s cela n e fait q u ' e m p i r e r . J e n e p o u r r a i j a m a i s plus être celui q u e j ' é t a i s a u p a r a v a n t . M o n p a u v r e fils, q u e n ' a s - t u souffert, q u e n'as-tu e n d u r é , sans j a m a i s te p l a i n d r e . Q u e n ' a u r a i s - j e p a s d o n n é p o u r m o u r i r à ta place ? C h a q u e nuit tu meurs de nouveau dans mes bras, voilà 730 nuits que tu meurs, depuis l o r s , à mes côtés, je refuse t o u j o u r s de te lâcher, m a i s la fatalité cruelle t ' a r r a c h e à c h a q u e fois de mes b r a s . C o m m e il y a 2 a n s , je reste là, d e b o u t , i m p u i s s a n t et s a n g l o t a n t sans r e t e n u e , aussi d é s e m p a r é , e n t r e les g r a n d s m a l a d e s et les médecins et infirmières insensibles, endurcis et impitoyables, qui n e m ' o n t laissé t ' a p p r o c h e r q u e p o u r t e voir m o u r i r . O h m o n e n f a n t a d m i r a b l e , m a g n i f i q u e , t u e s m o r t c o m m e u n r o i , fier et g r a n d , p o u r t a n t si gentil et si b o n en dépit de t o u s les t o u r m e n t s , des t u y a u x d a n s les veines et les a r t è r e s , m a l g r é l ' i n t u b a t i o n , m a l g r é le terrible d é c u b i t u s . A la vilenie et à la m é c h a n c e t é de tes b o u r r e a u x tu t ' e s c o n t e n t é de r é p o n d r e p a r un h o c h e m e n t de tête : « P a p a , ils sont m é c h a n t s , très m é c h a n t s . » Au cours des derniers j o u r s tu n ' a s plus parlé q u ' a v e c les yeux ; m a i s j ' a i c o m p r i s c h a c u n e d e tes paroles silencieuses. A s - t u c o m p r i s , toi aussi, ce q u e je t ' a i dit e n c o r e , à la fin, q u e P a p a et M a m a n t ' a i m e n t infiniment e t q u e n o u s resterons t o u j o u r s e n s e m b l e , q u e n o u s ferons t o u t ensemble ? Et q u ' i l va falloir à présent q u e tu sois bien fort, bien c o u r a g e u x p o u r entrer d a n s u n l o n g s o m m e i l ? T u a s a p p r o u v é d ' u n signe de tête et je suis sûr q u e tu as t o u t c o m p r i s , m a l g r é t o n a g o n i e . U n e fois seulement, alors q u e tu avais déjà f e r m é les yeux et q u e tu sentais mes larmes sur t o n visage, q u e t u m ' e n t e n d a i s sangloter, t u a s r e m u é l a tête, c o m m e p o u r dire : « P a p a , il ne faut p a s pleurer, n o u s resterons t o u j o u r s ensemble ! » J e n ' a i p a s h o n t e , m o n g a r ç o n . J e p l e u r e s i souvent, q u a n d p e r s o n n e n e m e voit. N e m ' e n veux p a s . J e sais, t u n ' a s encore j a m a i s v u pleurer t o n p è r e . M a i s à présent, je suis t o n a p p r e n t i , je suis triste, mais fier de t o i , en p e n s a n t avec quelle dignité tu n o u s a précédés à travers la g r a n d e p o r t e de la m o r t . M a i s cette fierté elle-même ne p e u t apaiser m o n désesp o i r l o r s q u e c h a q u e nuit tu m e u r s de n o u v e a u d a n s mes b r a s et me laisses seul et désespéré derrière t o i .

Ce t a b l e a u a été peint p a r m o n fils à l'âge de 18 a n s , à R o m e . C ' e s t un genre d ' « autoportrait ». Il s'est peint à l'âge de 80 ans — 1 an avant sa m o r t . (Voir r e p r o d u c t i o n s en c o u l e u r s au milieu du livre)

T o u t d ' a b o r d m o n fils D I R K m ' a fait c o m p r e n d r e l a genèse d u cancer, p a r la suite j ' a i c o m p r i s p e u à p e u la médecine t o u t entière.

M a femme chérie, D Sigrid H A M E R , médecin e t fidèle c a m a r a d e p e n d a n t près de 30 a n s . Elle réussit à s u r m o n t e r 5 m a l a d i e s cancéreuses, toutes plus ou m o i n s consécutives à la souffrance p r o v o q u é e p a r là m o r t de son cher D I R K . Elle est m o r t e d a n s m e s b r a s le 12.4.85 d ' u n i n f a r c t u s aigu du myocarde.
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Table des matières
1. 2. 3. 4. Préface Introduction La m é d e c i n e nouvelle Les cinq lois biologiques, les nerfs crâniens (nouveau chapitre) Les p r o g r a m m e s biologiques spéciaux de la nature ( S B S ) de l ' h o m m e et de l'animal un é v é n e m e n t à trois niveaux : Psychisme Cerveau Organe (Programmateur) (ordinateur) (Machine) Le sy s tè me ontogénétique des t u m e u r s , ou La classification des t u m e u r s en fonction de l'origine embryonnaire Les " d e u x vies de l ' h o m m e " et de l'animal (cerveau ancien / cerveau nouveau) La Loi d'airain du cancer Le principe de la maladie du cancer d ' a p r è s la L A C Psychisme Cerveau Organe C h o c conflictuel Foyer de Hamer C a n c e r de l'organe Le conflit biologique Foyer de H a m e r au lieu de métastases cérébrales Les formes biologiques d'évolution du cancer Le r y t h m e végétatif Sympaticotonie - Vagotonie La thérapeutique du cancer p s y c h i q u e - cérébrale - organique La crise épileptique c o m m e passage n o r m a l pendant la p h a s e de guérison Le stade final du cancer guéri et le stade tardif : le c a r c i n o m e « en s o m m e i l » ou inactivé La récidive du conflit Le conflit en balance Tableau récapitulatif La leucémie - phase de guérison du cancer des os Le cercle vicieux G a u c h e r s et droitiers Les p s y c h o s e s Dépression et schizophrénie, p s y c h o s e épileptique Postface Répertoire des termes techniques 3 7 10 15 35

5.

47 65 71 85

6. 7. 8.

9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22.

99 233 241 255 283 311 321 327 346 389 537 545 569 705 709

Préface
Le présent o u v r a g e est le legs de m o n fils D i r k . Je le t r a n s m e t s en t a n t q u e légateur de son p a t r i m o i n e . Il ne doit j a m a i s être refusé à q u i c o n q u e en a besoin p o u r survivre. M a i s p e r s o n n e n ' e s t a u t o r i s é à l'enseigner sans m o n a u t o r i s a t i o n expresse. C e u x q u i s o n t c h a r g é s a u j o u r d ' h u i d'enseigner l a m é d e c i n e l ' o n t c o m b a t t u six a n n é e s d u r a n t p o u r des r a i s o n s étrangères à la médecine et relevant plus d ' u n esprit p a r t i s a n q u e d ' u n e h o n n ê t e t é sincère. C'est l a r a i s o n p o u r laquelle j ' a i d é p o s é u n brevet d ' i n v e n t i o n p o u r éviter j u s t e m e n t q u e le t y p e actuel de professeurs de m é d e c i n e , i n t e r p r é t a n t d e travers l e système b a s é sur l a L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R , c o n t i n u e n t de p r o p a g e r leur m é d e c i n e b r u t a l e , c o m m e si de rien n ' é t a i t . P o u r v o u s , mes patients, ces 3 t o m e s , legs de m o n fils D I R K , d o i v e n t être l e f o n d e m e n t d e v o t r e espoir. L a p l u p a r t d ' e n t r e v o u s v o n t p o u v o i r guérir si v o u s c o m p r e n e z bien le système et l ' a p p l i q u e z a v e c le c o n c o u r s de médecins authentiques formés à m o n école, de médecins a u x mains c h a u d e s , a u c œ u r c h a l e u r e u x e t c o m p a t i s s a n t . L e j o u r v i e n d r a o ù cette d é c o u verte basée sur l a L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R a p p a r a î t r a c o m m e l e plus g r a n d a p p o r t fait à la m é d e c i n e t o u t entière T o u t ce q u i a été écrit j u s q u ' i c i l ' a été en t o u t e conscience et h o n n ê t e t é , d a n s l e respect d e l a vérité, des c h a n g e m e n t s n ' i n t e r v e n a n t q u e p o u r p r o t é ger la sphère intime du p a t i e n t . Je v o u s d e m a n d e de faire p r e u v e de respect à l'égard des personnes et des destins personnels qui vous sont présentés ici. Et si p a r h a s a r d v o u s pensez avoir deviné de q u i il p o u r r a i t s'agir, de g r â c e , sachez faire p r e u v e de discrétion ! Les exemples cités ne sont p a s là p o u r v o u s divertir, m a i s p o u r vous venir en aide à vous q u i êtes m a l a d e s . P e r s o n n e ne p e u t p r é t e n d r e être infaillible. Je ne fais p a s exception à la règle. Je v o u s d e m a n d e expressément de ne pas me « croire sur p a r o l e », m a i s de v o u s c o n v a i n c r e v o u s - m ê m e s du b i e n - f o n d é de ce système, q u i est d é m o n t r a b l e à n ' i m p o r t e q u e l degré de p r o b a b i l i t é et a été p r o u v é . V o u s p o u r r e z en a p p r e n d r e d a v a n t a g e à la fin de ce livre sur le b o y c o t t a g e s y s t é m a t i q u e d e l a L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R , d o n t l e caractère d r a m a t i q u e , m a i s aussi l ' i n f a m i e , en disent l o n g sur l ' i m p o r t a n c e de cette découverte relative à la genèse du cancer. J ' a i fait m o i - m ê m e un cancer testiculaire l o r s q u e m o n fils D I R K , m o r t e l l e m e n t blessé p a r un p r i n c e , est m o r t près de 4 m o i s plus t a r d d a n s mes b r a s . Ce fut le D H S , le S y n d r o m e D i r k - H a m e r , q u i m ' a t o u c h é . P o u r les gens qui n o u s e n t o u r e n t , u n événem e n t aussi d r a m a t i q u e p e u t être c o m p r i s e n t a n t q u e c h o c événementiel. M a i s la p l u p a r t des chocs événementiels pareils ou semblables à celui-ci passent inaperçus de l'entourage et ne se produisent q u ' a u - d e d a n s du patient. Ils n ' e n sont p a s moins d r a m a t i q u e s p o u r a u t a n t , ils n ' e n influent pas m o i n s sur l ' o r g a n i s m e du p a t i e n t . O r , la seule chose qui c o m p t e , c'est ce q u e le p a t i e n t ressent ou a ressenti. D ' o r d i n a i r e , il ne p e u t en p a r l e r à p e r s o n n e , bien q u ' e n fait il ne veuille rien t a n t q u e se libérer de s o n conflit en en 3

p a r l a n t . L e S Y N D R O M E D I R K H A M E R ( D H S ) est l e pivot d e l a Loi d ' a i r a i n du cancer et de la c o m p r é h e n s i o n du cancer. Il est faux de dire q u e b e a u c o u p de conflits font lentement un cancer ( c o m m e « facteurs de risques »), o u q u e d e gros conflits, q u e n o u s v o y o n s venir, font u n cancer, m a i s ce qui est v r a i , c'est q u e le D H S est p r o d u i t p a r un c h o c conflictuel i n a t t e n d u , q u i n o u s « s u r p r e n d à contre-pied ». Ce ne s o n t p a s 100 c o u p s tirés en direction du b u t qui f o n t la victoire, m a i s le c o u p i n a t t e n d u , ou d é t o u r n é , q u i s u r p r e n d le g a r d i e n de b u t à c o n t r e - p i e d , le c o u p i m p a r a b l e , inéluctable. C ' e s t cela le « conflit b i o l o g i q u e » d o n t je p a r l e et q u e n o u s avons en c o m m u n avec les a u t r e s créatures (mammifères) de n o t r e p l a n è t e . Il semble q u e la découverte des causes du cancer ait été t r o p difficile p o u r n o u s a u t r e s v i v a n t s . C'est un m o r t qui n o u s les a révélées. C'est son p a t r i moine que je vous transmets. Ainsi d o n c , la L O I D ' A I R A I N DU C A N C E R est le legs de m o n fils Dirk. Il n ' a p a s seulement été l ' o c c a s i o n — p a r sa m o r t — de la d é c o u v e r t e de ces relations de cause à effet, mais je crois q u e m ê m e a p r è s sa m o r t il est intervenu d a n s cette découverte encore bien d a v a n t a g e q u ' o n pouvait le présumer jusqu'ici. Cela s'est passé ainsi : L o r s q u ' e n s e p t e m b r e 1981 je crus avoir t r o u v é p o u r la p r e m i è r e fois un système e x p l i q u a n t la genèse du cancer, à savoir le S Y N D R O M E D I R K H A M E R , j ' a i « senti mes g e n o u x fléchir » c o m m e on dit. Cette découverte me paraissait t r o p prodigieuse p o u r q u e je puisse y croire m o i - m ê m e . La n u i t suivante, je fis un rêve : m o n fils D I R K , d o n t je rêve souvent et avec lequel je confère alors d a n s m e s rêves, m ' a p p a r u t souriant gentiment, selon son h a b i t u d e , et me dit : « Ce q u e tu as d é c o u v e r t , G e e r d , c'est v r a i , c'est a b s o l u m e n t v r a i . J e puis t e l e d i r e , p a r c e q u e m a i n t e n a n t j ' e n sais plus q u e t o i . Tu as été d r ô l e m e n t astucieux de découvrir ça. Cela va déclencher u n e révolution d a n s l a médecine. T u p e u x l e p u b l i e r , j ' e n p r e n d s l a r e s p o n s a bilité ! M a i s il faut q u e tu p o u r s u i v e s tes recherches, tu n ' a s p a s encore t o u t d é c o u v e r t . Il te m a n q u e encore d e u x choses i m p o r t a n t e s ! » E n m ' é v e i l l a n t , j e n o t a i soigneusement c h a q u e m o t d e n o t r e entretien. J'étais tranquillisé et à partir de ce m o m e n t j ' é t a i s f e r m e m e n t c o n v a i n c u que le S Y N D R O M E - D I R K - H A M E R était exact. Jusque-là, j ' a v a i s examiné environ 170 p a t i e n t s . Je t é l é p h o n a i à M. O l d e n b u r g , de la TV b a v a r o i s e , qui m ' a v a i t déjà fait un petit r e p o r t a g e sur le H A M E R - S k a l p e l l en m a i 1978 au congrès de chirurgiens à M u n i c h . Il vint à O b e r a u d o r f et t o u r n a un petit film, qui fut diffusé en Bavière le 4 o c t o b r e 8 1 , tandis q u ' e n m ê m e t e m p s le c o m p t e r e n d u était diffusé d a n s un r e p o r t a g e à la TV italienne R A I . Je me mis alors à examiner fébrilement d ' a u t r e s c a s . Je savais p a r f a i t e m e n t q u ' o n n'allait pas t a r d e r à m e t t r e fin à mes activités à la clinique, du fait q u e mes résultats allaient à l ' e n c o n t r e de l ' o r t h o d o x i e médicale. E n o r i e n t a n t s y s t é m a t i q u e m e n t l ' e x a m e n d e n o u v e a u x cas d a n s u n e perspective bien déterminée et en r e p r e n a n t un à un les cas anciens, d o n t j ' a v a i s consigné les résultats en f o r m e de t a b l e a u , je fis une c o n s t a t a t i o n p r o d i gieuse : le cancer du col u t é r i n , p a r e x e m p l e , avait t o u j o u r s p o u r objet 4

un événement conflictuel bien d é t e r m i n é , à savoir un conflit sexuel, t a n d i s q u e le cancer du sein c o r r e s p o n d a i t t o u j o u r s à un conflit h u m a i n de c a r a c tère général, le plus souvent m ê m e à un conflit m è r e - e n f a n t , le cancer o v a rien à un é v é n e m e n t conflictuel de type g é n i t o - a n a l , etc. En m ê m e t e m p s , j e c o n s t a t a i q u e c h a q u e t y p e d e cancer particulier avait u n délai d e m a n i festation spécial, j u s q u ' à ce q u e la p a t i e n t e fût en m e s u r e de r e m a r q u e r son cancer. E n v i r o n 12 m o i s p o u r le cancer du col de l ' u t é r u s , 2 à 3 m o i s p o u r le cancer du sein, 5 à 8 m o i s p o u r le cancer o v a r i e n . Ces découvertes me paraissaient d ' u n e p a r t logiques et raisonnables, mais p a r ailleurs t r o p r a i s o n n a b l e s p o u r q u e je puisse y a j o u t e r foi. En effet, n o n seulement elles p r e n a i e n t le contre-pied de la m é d e c i n e classique, m a i s elles m e t t a i e n t sens dessus dessous la m é d e c i n e t o u t entière, p u i s q u e cela revenait à dire q u e c'est l'esprit qui définit l ' e n d r o i t où p r e n d naissance le cancer. De nouveau je sentis mes genoux fléchir. T o u t e l'affaire me paraissait « 3 p o i n t u r e s t r o p g r a n d e ». La nuit suivante, je m ' e n t r e t i n s de n o u v e a u en rêve avec m o n fils D I R K , qui me félicita d ' a v o i r travaillé si r a p i d e m e n t : « Tu es v r a i m e n t allé vite en b e s o g n e , c'est du b o n t r a v a i l . I l n e t e m a n q u e plus q u ' u n e chose e n c o r e , e t alors t u a u r a s t o u t t r o u v é . Il ne faut pas t ' a r r ê t e r e n c o r e , poursuis tes r e c h e r c h e s , tu t r o u v e r a s s û r e m e n t ». E n m e réveillant, j e fus t o u t d ' u n c o u p a b s o l u m e n t c o n v a i n c u d u bienf o n d é de mes découvertes et je poursuivis fébrilement mes investigations, d a n s l'espoir de t r o u v e r ce q u e D I R K e n t e n d a i t p a r la « dernière » d é c o u verte q u ' i l me restait à faire. C h a c u n des cas suivants fut étudié et e x a m i n é en fonction des critères déjà c o n n u s , et je c o n s t a t a i à c h a q u e fois q u ' i l s se vérifiaient à t o u s les c o u p s . D I R K avait d o n c bien eu r a i s o n . Je passais m o n t e m p s n o n seulement à étudier à fond t o u s les cas a n t é rieurs, d o n t j ' a v a i s établi un procès-verbal m i n u t i e u x , m a i s aussi à e x a m i ner t o u t spécialement les cas de « cancer en s o m m e i l », ainsi q u e les cas suivants. C ' é t a i t u n e véritable course c o n t r e la m o n t r e . Je savais très bien q u ' u n e décision i m m i n e n t e allait m ' i n t e r d i r e d ' e x a m i n e r d ' a u t r e s p a t i e n t s . A u c o u r s d e m o n dernier service d e w e e k - e n d , j e poursuivis d o n c mes exam e n s p o u r ainsi dire « j o u r et nuit ». M a i s voilà q u e s o u d a i n je pris c o n s cience d ' u n e d é c o u v e r t e a b s o l u m e n t é p o u s t o u f l a n t e : d a n s les cas où les patients avaient survécu, le conflit était t o u j o u r s résolu, m a i s p a r c o n t r e il n ' é t a i t p a s résolu d a n s les cas où le p a t i e n t était m o r t ou l o r s q u e le cancer c o n t i n u a i t de progresser. Je m ' é t a i s déjà h a b i t u é à tenir p o u r exactes un certain n o m b r e de choses q u e les collègues avec lesquels j ' a v a i s tenté d ' e n parler, qualifiaient t o u t simplement d ' a b s u r d e s et d o n t ils refusaient de discuter. M a i s cette d é c o u v e r t e n ' é t a i t cette fois plus seulement 3 p o i n tures t r o p g r a n d e , m a i s bien dix au m o i n s . J ' é t a i s c o m p l è t e m e n t affolé et mes g e n o u x fléchissaient p o u r d e b o n . D a n s cet é t a t , j ' a v a i s h â t e d e savoir ce q u ' e n penserait m o n m a î t r e D I R K . D a n s ce n o u v e a u rêve, je le revis aussi nettement q u e les fois précédentes. Plein d ' a d m i r a t i o n , il me dit : « Je n ' a u r a i s pas pensé q u e tu t r o u v e s si vite. C ' e s t a b s o l u m e n t exact ce q u e tu as d é c o u v e r t . M a i n t e n a n t , tu as t o u t , il ne te m a n q u e plus rien. C'est 5

e x a c t e m e n t c o m m e cela q u e ça se passe. A présent, tu p e u x t o u t publier e n s e m b l e , sous m a r e s p o n s a b i l i t é . J e t e p r o m e t s q u e t u n e vas p a s t e couvrir de ridicule, car c'est la vérité ! » L o r s q u e je me réveillai le l e n d e m a i n m a t i n , a y a n t le rêve bien présent à l'esprit, m e s d e r n i e r s d o u t e s étaient c o m m e b a l a y é s . J ' a v a i s t o u j o u r s pu a j o u t e r foi a u x paroles de m o n fils D I R K , et cette fois à plus forte r a i s o n . Cité d ' a p r è s l e livre C A N C E R , M A L A D I E D E L ' A M E , court-circuit a u cerveau, l ' o r d i n a t e u r d e n o t r e o r g a n i s m e . — L A L O I D ' A I R A I N D U C A N C E R , février 1984 aux éditions « A M I C I DI D I R K », C o l o g n e . Ces dernières a n n é e s , bien des gens o n t contesté la valeur scientifique du p a s sage ci-dessus. Il ne p r é t e n d a b s o l u m e n t pas être « scientifique », m a i s uniquement authentique. D ' a i l l e u r s , ce qui i m p o r t e à m o n avis c'est q u e les résultats et les découvertes, q u i s o n t logiques et e m p i r i q u e m e n t solides, sérieuses et v a l a b l e s , et qui plus est à t o u t m o m e n t r e p r o d u c t i b l e s , fassent l ' o b j e t de vérificat i o n s , en v u e de c o n s t a t e r s'ils sont définitivement vrais ou faux. M a i s si des résultats ou des découvertes sont j u s t e s et exacts, il i m p o r t e peu en ce qui c o n c e r n e la justesse et l ' e x a c t i t u d e , de savoir o ù , c o m m e n t , q u a n d et p a r qui ils o n t été découverts. Il ne sert à rien n o n plus de persécuter l'auteur de la d é c o u v e r t e , p a r t o u s les m o y e n s possibles et i m a g i n a b l e s de t e r r e u r et de discrédit, d a n s le b u t d ' é t o u f f e r la d é c o u v e r t e en faisant le b l a c k - o u t complet et p o u r éviter les conséquences de la d é c o u v e r t e . La responsabilité de ceux qui organisent ce b l a c k - o u t ne fait q u e croître d é m e s u r é m e n t . C'est exactement ce q u i s'est passé ici, au c o u r s des 6 dernières a n n é e s !

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1. Introduction
L e présent o u v r a g e constitue l a p r e m i è r e classification s y s t é m a t i q u e n o n seulement des t u m e u r s , mais aussi de la médecine t o u t entière, en fonction : — — — — du feuillet e m b r y o n n a i r e d o n t dérivent ces t u m e u r s , des catégories de conflits, des localisations cérébrales spécifiques des « foyers de H a m e r », des f o r m a t i o n s histologiques.

A la lumière de la Loi d ' a i r a i n du cancer, n o u s c o n s t a t o n s q u e la m é d e cine et la biologie s ' o r d o n n e n t t o u t n a t u r e l l e m e n t d ' e l l e s - m ê m e s . Il ne sied pas de vanter sa p r o p r e luzerne. Laissons d o n c au lecteur objectif et impartial le soin et le plaisir de d é c o u v r i r à son t o u r q u e des processus a p p a r e m m e n t fortuits et i n c o h é r e n t s r é p o n d e n t m a i n t e n a n t à u n e p a r f a i t e logique. U n e fois découverte la L o i d ' a i r a i n du cancer et p r é s u m é , puis c o n s t a t é au cerveau ce q u e mes collègues incrédules avaient baptisé p a r dérision « ces bizarres foyers de H a m e r », l'histoire de l'évolution embryologique et phylogénétique n o u s a p p a r a î t c o m m e la clef de l ' o r d r e p r o d i g i e u x qui régit l'ensemble de la médecine et de la biologie, c'est-à-dire aussi bien les sphères de c o m p o r t e m e n t h u m a i n et a n i m a l q u e la localisation cérébrale des foyers de H a m e r et la classification des t u m e u r s en f o n c t i o n de l ' o r g a n e a u q u e l elles ressortissent. Jugée hostile et maléfique, la maladie se révèle a u j o u r d ' h u i à n o u s c o m m e l e signe d ' u n e a l t é r a t i o n t e m p o r a i r e d e n o t r e o r g a n i s m e , d ' u n e modificat i o n c o n s t a m m e n t synchronisée a u triple p l a n p s y c h i q u e , cérébral e t o r g a n i q u e , triple facette d ' u n seul o r g a n i s m e . L ' u n n e v a j a m a i s sans l ' a u t r e , t o u s évoluent c o n s t a m m e n t à la m ê m e c a d e n c e , selon u n e simultanéité fantastique. A i n s i , il n o u s va falloir réviser p a s m a l d'idées reçues, n o t a m m e n t celles q u e n o u s a v i o n s des bactéries e t parasites d e n o t r e o r g a n i s m e . E n effet, au c o u r s des millions d ' a n n é e s q u e s'est p o u r s u i v i e l ' é v o l u t i o n , les b a c t é ries tuberculeuses et les s t a p h y l o c o q u e s ou les s t r e p t o c o q u e s chez l ' h o m m e aussi bien q u e chez q u a n t i t é de m a m m i f è r e s avaient p o u r mission de nettoyer et déblayer les t u m e u r s cancéreuses, p a r exemple d a n s le tractus intestinal, où ils faisaient fonction de « chirurgiens intestinaux » : d a n s la phase de guérison consécutive à la s o l u t i o n du conflit et à l ' a r r ê t s i m u l t a n é de la prolifération cancéreuse, ces symbiotes et amis ne peuvent entrer en action qu'avec l'autorisation de notre organisme. Instruits p a r l ' o n t o g é n é t i q u e , n o u s s a v o n s q u e les alvéoles p u l m o n a i r e s dérivent du t r a c t u s intestinal, de m ê m e q u e les a m y g d a l e s , les végétations a d é n o ï d e s p h a r y n g i e n n e s et l'oreille m o y e n n e . A i n s i , les bactéries t u b e r culeuses étaient les é b o u e u r s des taches r o n d e s du p o u m o n , qui u n e
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il convient d ' a b o r d d'expliquer en q u o i précisément consiste la n o u v e a u t é de cette m é d e c i n e . il a u r a i t dû découvrir les liens de cause à effet qui expliquent l'origine des m a l a d i e s . il faut bien le r e c o n n a î t r e rétrospec10 . A quelques exceptions p r è s . O u b l i t r a g i q u e . les m a l a d e s c o n f r o n t é s s u b i t e m e n t a u x d i a g n o s tics et p r o n o s t i c s d ' u n e m é d e c i n e b r u t a l e et sans â m e . S'il s'était t r o u v é au cours des siècles et des millénaires un seul médecin p o u r ausculter à fond. d ' i n s p i r a t i o n p u r e m e n t o r g a n o . La médecine nouvelle E n p r o p o s a n t u n e médecine nouvelle p a r o p p o s i t i o n à u n e médecine « ancienne ». mais ses effets se sont avérés particulièrement funestes d a n s la m é d e c i n e m o d e r n e . n ' a i t p a s deviné et saisi l'essence m ê m e de ce c h e f .2. E n réalité. c'est u n p e u plus complexe d u fait q u ' e n p r o g r a m m a n t l e psychisme (le p r o g r a m m e u r ) n o t r e cerveau ( l ' o r d i n a t e u r ) se p r o g r a m m e lui-même. Il n ' e m p ê c h e q u e le s c h é m a p r é s i d a n t à ce dessein g r a n d i o s e est d ' u n e simplicité l u m i n e u s e — le c o n t r a i r e eût é t o n n é . elle s'est fixée avec obstination à u n e attit u d e de b r i c o l a g e . o r d i n a t e u r régissant toutes ces fonctions c o m p o r t e m e n t a l e s et conflictuelles . la médecine m o d e r n e n ' a j a m a i s pu établir un lien. Les plus intelligents. Il s'agit essentiellement d ' u n e c o m p r é h e n s i o n nouvelle de la médecine conçue c o m m e u n o r g a n i s m e universel. — le cerveau. un seul patient. u n e connexion. intégrale de t o u t e s les fonctions de type c o m p o r t e m e n t a l et conflictuel . Au lieu de c o n s a c r e r les ressources i m m e n s e s d o n t elle dispose à explorer l'interaction mystérieuse des trois pôles de cette triade psycho-cérébro-organique. n o t a m m e n t entre les conflits et les o r g a n e s . qui se v e u t et se croit à la p o i n t e du p r o g r è s . A q u o i tient cet oubli ? A y a n t désappris à examiner c o m m e il faut le patient individuel.d ' œ u v r e m a g i s t r a l . entre le psychisme et les organes. intégrale de t o u s les a b o u t i s s e m e n t s de ces o p é r a t i o n s . son c o m p o r t e m e n t et ses agissements. c'est-à-dire p a s seulement les o r g a n e s . c a p a b l e d e saisir d a n s u n e vision globale et u n i f i a n t e la t r i a d e constituée p a r : — le psychisme. M a i s ce qui d e m e u r e u n e énigme c'est q u e la m é d e c i n e « m o d e r n e ». oubli fatal d o n t font les frais. — l'organe. cette omission a m a r q u é t o u t e l'histoire de la médecine d e p u i s l ' a n t i q u i t é .s y m p t o m a t i q u e . elle a t o u t simplement o u b l i é de tenir c o m p t e des d e u x c o m p o s a n t e s m a j e u r e s de la t r i a d e : le psychisme et le cerveau. d o n t le pessimisme implacable les plonge d a n s les p r o f o n d e u r s abyssales du désespoir. se b u t a n t i r r é m é d i a b l e m e n t à la b a r r i è r e de l'unipolarité organique. « sous toutes les coutures ». j o u r a p r è s j o u r . il aurait p u . elle j a l o n n e c o m m e un fil conducteur t o u s les siècles. D a n s t o u t e sa c o n d u i t e . m a i s aussi le psychisme et le cerveau.

ectoderme. Les sorciers et guérisseurs de la forêt vierge. tout tissu dérivant de l ' e n d o d e r m e . ce furent ces prêtres-médecins de la plus h a u t e a n t i q u i t é . feuillet embryonnaire entre l'ectoderme et l ' e n d o d e r m e qui. c o m m e mes collègues n e m ' o n t p a s . n o u s d é c o u v r o n s e n t o u t p o i n t d e l a t u m e u r cancéreuse la s t r u c t u r e h i s t o l o g i q u e tissulaire q u i . m é s o d e r m e — et les diverses f o r m a t i o n s histologiques des t u m e u r s cancéreuses et des tissus n o r m a u x . qui en cas de m a l a d i e cancéreuse fait un adénocarcinome. M a i s q u a n t i t é de médecins intelligents ont déjà exprimé des idées analogues. étaient sans d o u t e plus avisés q u e n o u s . c'est-à-dire du feuillet interne de l ' e m b r y o n . des d é p r e s sions h é m a t o p o ï é t i q u e s . le cerveau et les o r g a n e s . p e n d a n t la phase active du conflit. c'est-à-dire des ostéolyses. p a r le t e r m e de sarcome. c o n s t a m m e n t vérifiable. M e s collègues p r é t e n d e n t q u e je m e t s t o u t e la m é d e c i n e sens dessus dess o u s .t i v e m e n t . E n t r e les d e u x se situe le tissu dérivé du mésoderme. e t d a n s l a p h a s e d e guérison u n b o u r g e o n n e m e n t cicatriciel excessif de tissu osseux et conjonctif. il m ' a bien fallu en étudier aussi les détails et les différentes m a l a d i e s . q u i soignaient n o s ancêtres e n c o m m e n ç a n t p a r r e m e t t r e d e l ' o r d r e d a n s leur psychisme. entre les t y p e s de c o m p o r t e m e n t et de conflits et les formations histologiques des tumeurs d ' a u t r e p a r t . est un tissu adénoïde. ou p r e s q u e p a s aidé. e m b r y o l o g i q u e m e n t . alors qu'elle est si simple et d ' u n e logique si c o n t r a i g n a n t e ! A ces deux grands cercles de c o o r d i n a t i o n : a) entre le psychisme. N o u s a v o n s affaire ici à u n e perspective inédite q u i . Et elle explique aussi les c o n n e x i o n s entre les différents feuillets embryonnaires — e n d o d e r m e . Je les ai systématisées. elle f o u r n i t aussi les explications e m b r y o l o g i q u e s . le cerveau et les organes . p a r c e q u e le tissu d ' o r i g i n e a lui aussi de l'épit h é l i u m p a v i m e n t e u x . c'est-à-dire du feuillet externe de l ' e m b r y o n (à l'exception du cerveau. E t . fait un « m o i n s ». de façon a b s u r d e . qui p e r m e t t e n t d e c o m p r e n d r e p o u r q u o i o n t o g é n é t i q u e m e n t les différents centres de relais c é r é b r a u x se situent a u x e n d r o i t s du cerveau où n o u s les t r o u v o n s . Voilà p o u r q u o i . e t c . d o n t les n e u r o n e s ne p e u v e n t proliférer) a c o m m e cancer t y p i q u e un carcinome à épithélium pavimenteux. . tandis que t o u t tissu dérivant de l'ectoderme. Ils o n t p a r f a i t e m e n t r a i s o n . b) entre les t y p e s de c o m p o r t e m e n t et de conflit et les divers feuillets embryonnaires d ' u n e p a r t . la médecine nouvelle ajoute un troisième cercle de c o o r d i n a t i o n : 11 . à ma conn a i s s a n c e . q u e l ' o n désigne. La médecine nouvelle n ' e m b r a s s e p a s seulement les r a p p o r t s entre le psychisme. doit s'y t r o u v e r . E n effet. sous u n e forme reproductible. A u c u n m é d e c i n indigène d e l a b r o u s s e africaine n ' e n t r e p r e n d r a i t u n trait e m e n t s y m p t o m a t i q u e sans avoir traité a u p a r a v a n t le psychisme de son patient. d o n t n o u s p a r l o n s avec u n sourire c o n d e s c e n d a n t . bien q u e ce b o u r g e o n n e m e n t soit inoffensif. n ' a e n c o r e j a m a i s été prise e n c o n s i d é r a t i o n d a n s a u c u n e é t u d e histologique.

La m é d e c i n e nouvelle n ' e s t p a s u n e d o c t r i n e de foi c o m m e le sont a u j o u r d ' h u i les d o g m e s de la médecine b r u t a l e . voire à l'ensemble du cosm o s des êtres v i v a n t s .c) les r a p p o r t s entre divers types de c o m p o r t e m e n t et de conflits sont resitués d a n s le cadre de plus g r a n d e s unités (famille. e s p é r o n s q u e l ' a c t u e l statut cynique i m p o s é p a r n o t r e « civilisat i o n » a u x a n i m a u x sera aussi i n i m a g i n a b l e d a n s q u e l q u e s a n n é e s . La leucémie n ' e s t q u e la seconde 12 . c'est u n e nouvelle vision biologique globale. p o u r q u o i d o n c refuserions-nous à n o s c o m p a g n o n s de création. et le l u p u s é r y t h é m a t e u x . t a n d i s q u ' a u t r e f o i s n o u s n e t r o u v i o n s a u c u n sens p a r exemple dans les innombrables syndromes (simultanéité de plusieurs symptômes). p e r ç u e d a n s l a perspective d ' u n c a d r e c o s m i q u e forgé a u c o u r s des millions d ' a n n é e s de cohabitation et de symbiose avec d ' a u t r e s races. etc. j u s q u ' i c i l ' u n e des m a l a d i e s les plus r e d o u t a b l e s . h o r d e . les a n i m a u x o n t eux aussi u n e â m e : p o u r qui n o u s prend-il ? » En réalité. C'est q u ' e n réalité t o u t est u n . n o u s a v o n s de la peine à n o u s d é b a r r a s s e r de ce lest d o n t n o u s a grevé n o t r e soi-disant « civilisation ».) et cette synopsis est é t e n d u e à l'échelle du c o s m o s t o u t entier. q u e la p l u p a r t des m a l a d i e s s'intègrent t o u t n a t u r e l l e m e n t et judicieusem e n t d a n s l e t o u t . qui s a n c t i o n n e la n o n observance p a r l'interdiction d'exercer sa profession. selon les règles et les n o r m e s des catégories de pensée scientifiques. q u ' à vrai dire n o u s ne p o u v o n s p r é t e n d r e a u titre d'humain t a n t q u e n o u s n ' a u r o n s pas r e m é d i é à cette d é f o r m a t i o n de n o t r e « civilisation ». t r o u p e a u . b a n d e . clan. à nos « co-créatures » et c a m a r a d e s . cet a t t r i b u t psychique q u e l ' h o m m e se réserve ? De m ê m e q u e le statut d'esclave n o u s p a r a î t a u j o u r d ' h u i inconcevable et i n t o lérable. c h a p i t r e « Le cancer chez les a n i m a u x ») q u ' u n a n i m a l a u x prises avec un m ê m e conflit q u e l ' h o m m e a . et l ' u n n ' e s t p a s concevable sans l ' a u t r e . La médecine nouvelle est un système si v a s t e . c o n s t a m m e n t vérifiable et r e p r o d u c t i b l e d a n s n ' i m p o r t e q u e l cas. En arriver à ne p a r l e r de n o s anim a u x q u ' e n termes de « p r o d u c t i o n carnée » et de « p r o d u c t i o n animale » est tellement c o n t r a i r e à t o u t c o d e de n o t r e n a t u r e . M a i s s i n o u s concevons notre psychisme c o m m e intégrale de toutes les fonctions des sphères de comp o r t e m e n t et de conflit. espèces et c r é a t u r e s . n ' e s t lui aussi q u e l'activité conflictuelle simultanée de plusieurs conflits à teneur spécifique. d a n s l a m ê m e aire cérébrale q u e l ' h o m m e e t a u m ê m e o r g a n e q u e l ' h o m m e l e m ê m e p h é n o m è n e q u e l ' h o m m e . C'est ainsi q u e la schizophrénie n ' e s t q u e la c o n j o n c t i o n de deux conflits à D H S . M ê m e la distinction conceptuelle entre psychisme. la psychiatrisation ou le black-out . ils me font un g r a n d h o n n e u r . d o n t les foyers de H a m e r se situent d a n s les différents h é m i s p h è r e s . Mes adversaires pensent me tourner en dérision en disant : « P o u r H a m e r . si c o m p l e t et si l o g i q u e . A u j o u r d ' h u i q u e les r e l a t i o n s d e c a m a r a d e r i e nouées p a r n o s ancêtres avec les a n i m a u x ( n o t a m m e n t avec les chevaux) o n t fait place à un m é p r i s cynique. Les dépressions sont des conflits de territoire conjugués à un « p a t h o r m o n a l ». Il est avéré. cerveau et o r g a n e n ' e s t q u ' u n e fiction a c a d é m i q u e . en effet (cf.

Voilà p o u r q u o i j ' a i décidé de d é p o s e r un brevet d ' e n s e i g n e m e n t de ce n o u v e a u système. Dès q u ' i l y a conflictolyse. d ' u n cancer des o s . m a i s t o u t d e m ê m e l a p l u p a r t d ' e n t r e eux. à se remplir les p o c h e s des derniers deniers des indigents. Il est d a n s son intention q u e cette médecine nouvelle soit bénéfique a u x m a l a d e s . s'en p a r e c o m m e des p l u m e s d ' u n p a o n e n c r o y a n t p o u v o i r c o n t i n u e r . etc. Ce livre sera t o u j o u r s à la disposit i o n de t o u t p a t i e n t . Après la solution ( a u t a n t q u e possible définitive) des deux conflits. c'est-àdire la solution d ' u n seul des d e u x conflits. . Je me considère c o m m e l'exécuteur testamentaire de ce legs et j u s q u ' à ma m o r t je m'efforcerai d'exercer fidèlement cette fonction. 13 .H a m e r S y n d r o m ) . en v u e d'éviter l ' a b u s de cette m é d e c i n e nouvelle. M a i n t e n a n t q u e nous connaissons le mécanisme de la conjonction. m ê m e si on les conn a î t . M a i s il a p p a r t i e n d r a à des h o m m e s sages de décerner le titre m o r a l qualifiant p o u r l'enseignement de cette m é d e c i n e nouvelle. de t o u t e infirmière et de t o u t m é d e c i n . La médecine nouvelle est le legs de m o n fils D I R K . Il serait inadmissible q u e la médecine b r u t a l e et cynique s'en e m p a r e e t . d a n s l'intérêt des m a l a d e s . Toutes ces nouvelles possibilités de reconnaissance et de guérison découlent d e l a c o m p r é h e n s i o n d e l a L o i d ' a i r a i n d u cancer e t d u D H S ( D i r k . l a p h a s e d e guérison. Le b o y c o t t a g e de la m é d e c i n e nouvelle et la m o r t de centaines de millions de patients q u ' i l s o n t p r o v o q u é e p a r ce boycottage les a disqualifiés p o u r t o u j o u r s . et il n ' y a u r a d o n c pas m o y e n de guérir t o u s les m a l a d e s . c o m m e elle l'a fait j u s q u ' i c i . le patient n ' e s t plus « dissocié ». fonctionnaires m é d i c a u x o u professeurs d e médecine c o r r u p t i b l e s . en « d a n s a n t la valse à g a u c h e » au lieu de la d a n s e r à d r o i t e . il est m ê m e aussi sain q u ' u n a u t r e qui a t o u j o u r s été j u g é sain. la guérison n'est plus aussi difficile. schizoïde. on ne p o u r r a pas r é s o u d r e t o u s les conflits. C'est ainsi que la schizophrénie est une maladie q u e l ' o n p e u t guérir assez facilement.p a r t i e . Je n ' e n laisserai pas le soin à des fonctionnaires c o r r o m p u s de partis politiques. A u c u n d ' e u x n e doit être a d m i s à enseigner cette médecine nouvelle. ni à des j u g e s . l'infarctus d u m y o c a r d e n ' e s t q u e la crise épileptiforme au cours de la p h a s e de guérison consécutive à un conflit de territoire. qui sont m a i n t e n a n t des termes m é d i c a u x bien établis. c o m m e si de rien n ' é t a i t . C e r t e s . .

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Elizabeth de Bratislava et dans le service de cancérologie de l'hôpital de Trnava. à l'Institut de Cancérologie Hl. J. Les protocoles m é d i c a u x de ces cas. ont été étudiés en présence du Prorekteur de l'Université de Trnava. que sa présentation lors de deux conférences-examen. Cela a été le cas. Il fallait constater si son système pouvait être vérifié d ' a p r è s les règles scientifiques de reproductibilité. N o u s estimons très haut l ' e n g a g e m e n t humain. Pogady.1998 prof. Psychiatrie.TRNAVSKA UNIVERSITA H o m o p t o c n a 23 918 43 TRNAVA ATTESTATION L e s 8 et 9 septembre 1998.09. s'appliquaient. M U D R . démontre son système avec la plus grande probabilité. En considérant tous ces facteurs. Prof. Prorekteur de la Faculté de Recherches . Kromery. D r S c . il a été d é m o n t r é que les lois de la nature. selon la « M é d e c i n e Nouvelle ». Les soussignés indiquent d o n c qu'il peut être assuré avec la plus grande vraisemblance. J. Miklosko. D r S c . sont joints à la présente. D o y e n de la Faculté doc. éthique et patient du Dr H A M E R ainsi que sa nouvelle approche globale du patient. D a n s chacun des 100 faits étudiés d ' a p r è s les règles de la « M é d e c i n e Nouvelle ». Trnava 11.f. MU Dr. nous s o m m e s d'avis que la question d ' u n e utilisation prochaine de la « M é d e c i n e Nouvelle » doit être poursuivie d ' u r g e n c e . du doyen de la Faculté de soins et de sociologie de l'Université de Trnava et de 10 maîtres de conférences et de professeurs. qui ont été établis par le Dr H A M E R . Président de la C o m m i s s i o n prof. sept cas de patients avec au total plus de 20 maladies. V . bien q u e certains cas n ' a i e n t pu être étudiés p a r m a n q u e de rapport d ' e x a m e n complet. Drsc. RNDr.

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n ' o n t pas été reconnus.1998 DECLARATION Suite à la confirmation par l'Université de Trnava de la vérification de la M é d e c i n e Nouvelle effectuée le 11. Pour cela on m ' a mis en prison pendant une année). poursuites par les médias ou interdiction d'exercer.Dr. L'étouffement de la découverte. m ê m e avec certification notariale. Les universités d ' E u r o p e de l'Ouest. la m é d e c i n e d'école seule serait « reconnue ». se sont vigoureusement refusées depuis 17 ans à effectuer u n e telle verification scientifique. Toujours et partout il a été « argumenté « que tant que celle vérification ne serait pas effectuée officiellement par une université. Ryke Geerd H a m e r Trnava. j u s q u ' à l'arrestation (à cause de trois informations données gratuitement sur la M é d e c i n e Nouvelle.1998 D e p u i s le I 1 septembre 1998. elle ne compterait pas et tant que cela ne serait pas fait. L'obstruction envers elle rend le crime contre l ' h u m a n i t é c h a q u e j o u r plus grand ! D ' a p r è s les statistiques aussi officielles que celles du centre allemand de recherches contre le cancer d ' H e i d e l b e r g on peut toujours constater que . Tout ceci ne remplace pas les arguments scientifiques p o u r contrer un adversaire scientifique. Les appels au meurtre. c a m p a g n e s médiatiques. le 11. Pour celle raison. la c o m p é t e n c e des signataires ne peut être mise en doute. c o m m e on peut le reconnaître maintenant. sans hypothèse supplémentaire. La Médecine Nouvelle. facilement la vérifier avec le premier cas venu. est valable pour l ' h o m m e . professeur en psychiatrie. et le président de la commission scientifique. l'animal et les végétaux. Dans les années passées. la M é d e c i n e Nouvelle est confirmée officiellement suite aux travaux de vérification effectués à l'Université de Trnava (Tyrnau) les 8 et 9 septembre 1998. principalement l'université de Tubingen.09. tous les cas ont toujours été d é m o n trés exacts. b e a u c o u p de médecins ont procédé à la vérification des lois naturelles de la M é d e c i n e Nouvelle au cours de 26 conférences-vérifications.09. Le d o c u m e n t a été signé par le Prorecteur (mathématicien). Pourtant ces d o c u m e n t s . n'a-t-il pas été l'expression de la force brutale afin de garder le pouvoir et les biens de l'ancienne médecine ? La M é d e c i n e Nouvelle est la médecine de l'avenir. Lors de celles-ci. diverses tentatives d'attentat et menaces de traitement psychiatrique forcé (pour perte du sens des réalités). Elle est si claire et cohérente que l'on aurait pu. si on l'avait seulement voulu. et on aurait dû. le D o y e n (oncologue). avec ses 5 lois naturelles et biologiques.

et que tous aient la m ê m e chance d'être traités officiellement selon les 5 lois biologiques naturelles de la M é d e c i n e Nouvelle. J ' e n appelle à tous les h o m m e s et toutes les f e m m e s sincères et je sollicite leur aide. les patients ont droit à ce que soit mis fin au pire et plus cruel crime contre l'humanité. lors de la perquisition du « Centre de la M é d e c i n e Nouvelle de Burgau «. Maintenant. L'exigence de vérification par une université est remplie. sont toujours en vie après 5 ans. H a m e r . traités à la chimiothérapie par la m é d e c i n e d ' é c o l e . Dr. soit plus de 90 %.très peu de patients. Le ministère public de Wiener Neustadt devait concéder à ce sujet que. les 6 5 0 0 adresses de patients saisies ont permis de constater q u e plus de 6 0 0 0 étaient encore en vie après 4 et 5 ans.

5 lois biologiques . appelé Foyer de Hamer. Loi incontournable. que la localisation à l'organe du SBS ou du SBS non ulcératif.CERVEAU. vécu de la manière la plus intense.ORGANE se fait de façon synchrone depuis l'instant du DHS jusqu'à la solution du conflit (conflictolyse) et à la crise épileptique ou épileptoïde. 2ème c r i t è r e La teneur du conflit biologique au moment du DHS détermine aussi bien la localisation du SBS.La Médecine Nouvelle : D H S . Cette science ne fait appel qu'au bon sens : elle se limite à appliquer les principes et les lois de la nature. c'est-à-dire un choc conflictuel extrêmement dramatique.ORGANE. 3ème c r i t è r e Le déroulement du SBS aux trois niveaux PSYCHISME . Les 5 Lois biologiques de la Médecine Nouvelle 1 I er e r e loi biologique : Loi d'Airain 12 du cancer critère Tout programme biologique spécial bien-fondé (SBS) ou SBS non ulcératifs débute simultanément aux trois niveaux PSYCHISME . le cerveau et les organes sont les trois différents niveaux de notre organisme. et dans l'isolement. Celles-ci s'appliquent à chaque pathologie de l'être humain. L'évolution de chacune des pathologies qui atteint ces trois niveaux y est synchronisée. par un DHS (Dirk Hamer Syndrom).SBS Le psychisme. Il s'agit d'une science naturelle empirique" qui repose sur cinq lois biologiques fondamentales. 11 Qui se fonde sur l'expérience et non sur le savoir théorique. des mammifères et des végétaux.CERVEAU . 12 15 . au cerveau.

Tout SBS présente une évolution biphasique : l 2 ere ème phase: phase : Sympathicotonie Vagotonie - Phase active du conflit Phase de solution du conflit Dans la première phase de sympathicotonie Souvent cette phase se présente sous forme asymptomatique . les paumes des mains froides et moites. Elle a perdu l'appétit.. Dans cette phase. 13 Les symptômes de la sympathicotonie Vasoconstriction des vaisseaux sanguins. la myopie. le masque figé. elle a le regard fixe. perd du poids. le sommeil.La Loi d'Airain du Cancer est valable et s'applique de la même manière pour tous les SBS ainsi que pour les SBS non ulcératifs concernant la sclérose en plaques. il est proscrit de faire des régimes ou des jeûnes. La 13 Sans symptôme perçu. 16 . La personne est sous l'effet du stress. le diabète. 2 e m e loi biologique : Loi de l'évolution biphasique Loi les d e u x phases de t o u t S B S lorsqu'il y a solution du conflit..

va lancer des programmes biologiques spéciaux de la nature vis-à-vis de l'organe intéressé.fatigue paralysies flasques . la personne entre dans la phase de vagotonie Les symptômes de la vagotonie Vasodilatation des vaisseaux sanguins. une peur de la mort ou une dévalorisation de soi. Le rôle du cerveau dans la phase de sympathicotonie A partir du DHS. è m e 15 Le rôle du cerveau dans la phase de vagotonie Le cerveau s'organise suivant le programme biologique spécial de la nature. qu'il s'agisse d'un coup physique ou d'un conflit.frissons . L'os va se recalcifier en fabriquant un cal osseux avec l'aide des bactéries.œdèmes cérébraux .) sont des phases de réparation. • soit provoquer une ulcération : ex.transpiration . l o r s q u e le conflit e s t résolu.hémiplégies . os ou moelle ou ganglion. • soit provoquer une nécrose : ex. et former une tumeur (multiplication cellulaire) : ex. D a n s la d e u x i è m e p h a s e .personne est pratiquement sans défense et risque de faire de nouveaux conflits dramatiques à tout moment. A cet effet s'installe un état de fatigue et de douleur qui va obliger l'organisme à se reposer pour mieux se reconstruire. le relais touché par le choc.sein. et fait en sorte de toujours reconstituer l'organe dans l'état d'origine. Ecoulement de sang entre les règles chez la femme. Reconnaître les symptômes de la 2 phase (vagotonie) est indispensable pour comprendre le processus de ce que l'on appelle SBS après la solution du conflit. du court-circuit dont la trace au cerveau se présente en forme de cible (Foyer de Hamer). Les symptômes (fièvre . comme ceux produits par un caillou jeté dans l'eau ou ceux que l'on vise dans un tir à la carabine. 15 16 14 17 . etc. bronches. 16 Cercles concentriques en forme d'anneaux. bronchites. avant le SBS.migraines écoulements sanguins tels qu'épistaxis. 14 Ces programmes biologiques respectent les différents feuillets embryonnaires et jouent leur rôle suivant chaque tissu : ils vont : • soit se multiplier.douleurs . le diagnostic « cancer » peut déclencher chez elle une peur panique. Le cerveau réagit de la même façon. Par exemple. saignements rectaux ou intestinaux. métrorragies . Surplus de fabrication d'os après une dévalorisation de soi ou une fracture provoquée lors d'un accident. selon le ressenti de la personne. intestin .

du poids. Au niveau cérébral Au cerveau. les cellules prolifèrent à partir de la solution du conflit pour régénérer les tissus ulcérés ou nécrosés.Au niveau du col de l'utérus. Comment cela se déroule-t-il ? Au cerveau. des douleurs au niveau des os dues au décollement et à l'étirement du périoste (membrane entourant l'os). Au bout d'un laps de temps correspondant à la durée du conflit. reconstitue des réserves. des gonflements (pleurésie . les ulcérations seront comblées avec l'aide des virus qui jouent le rôle de transporteurs. Exemple : cheville ou genou gonflé. les cellules de l'organe cessent de proliférer ou se régénèrent. éprouve une sensation de bien-être. La paume des mains est chaude. on peut voir apparaître un kyste ou une tumeur. Le patient. La lassitude et le manque de ressort ne signifient pas une dégradation de son état. la tumeur (multiplication cellulaire) va être nettoyée avec l'aide des mycobactéries ou bacilles de Koch (tuberculose). le relais cérébral (Foyer de Hamer) se gonfle de liquide réparateur. L'intense activité de réparation se manifeste par une chaleur perceptible au toucher du cuir chevelu. à la manière d'une éponge.ascite). les tumeurs cessent de proliférer au moment même de la solution du conflit. 17 Au niveau organique Dans le corps. avec cedématisation. L'organisme amorce une longue phase de régénération. 17 18 . A la solution du conflit.. Des œdèmes existent également au niveau des organes. mais c'est une phase nécessaire de repos pour la récupération de ses forces. reprend de l'appétit. à peine visible au scanner où l'on peut remarquer la trace d'une cible. Déroulement du processus de réparation Le patient retrouve le sommeil. Pour les SBS dont le relais est situé dans le cerveau nouveau (cortex cérébral et moelle du cerveau). Dans le cas de l'intestin. libéré de son angoisse. Pour certains organes apparaissent parfois des kystes. l'impact du choc psychique. des pressions. le foyer de Hamer au cerveau commence à se réparer en s'entourant d'œdème.. pouvant provoquer des tensions. fatigue et douleur. biologique. devient un œ d è m e qui augmente de volume. Exemple : A la suite d'un SBS de l'ovaire. on voit l'œdème régresser jusqu'à disparaître ou ne laisser qu'une petite cicatrice. Pour les SBS dont le relais est situé dans le cerveau archaïque (tronc cérébral et cervelet).

bien manger. en fabriquant du tissu osseux et le périoste. bactéries. A ce moment là. on constatera une tumeur qui correspond au comblement de la nécrose. il ne doit surtout pas faire de jeûne. Les femmes ayant des kystes aux ovaires sont aussi plus fécondes. a été très intense. D'autres symptômes apparaissent et l'on constate l'activité des virus. En connaissant la nature et la cause de cette douleur.il peut s'agir d'une nécrose de l'ovaire. Nécessité biologique naturelle l'infection et durée de la fatigue. Lorsque l'on a reçu un coup. très douloureux. signe de réparation. Le patient mange de tout. il y aura multiplication cellulaire dans la phase active du conflit. microbes. 2 .I . il y a une ecchymose ou ce que l'on appelle un « bleu ». Dans la phase de réparation. car elle est provoquée par l'étirement du périoste lié à l'œdème situé entre l'os nécrosé qui se répare. Il s'agit du même processus. on constatera un arrêt de la prolifération cellulaire.Il peut s'agir d'une tumeur embryonnaire. en raison de la recalcification des os. que l'organisme associe à la régénération des tissus. ou qui peut être évacué grâce à la participation des microbes. de la douleur. L'os en se réparant comprime le périoste. de La personne retrouve sont bien être dans la mesure où les dégâts du SBS n'ont pas compromis une fonction vitale. C'est à cause de cette quantité de progestérone supplémentaire que nous pouvons constater chez certaines femmes qu'elles paraissent plus jeunes que leur âge (10 ans de moins). et permettront la fabrication d'une plus grande quantité de progestérone. l'œdème sera plus ou moins important. Cette tumeur de réparation. le patient doit beaucoup se reposer. Dans les deux cas les kystes ou tumeurs sont inoffensifs. surtout dans certains types de SBS et si le conflit a duré longtemps. Conduite à tenir pendant la phase de réparation Pendant cette période. tout ce qui lui plait. produite à la suite d'un conflit de perte. la tumeur s'enkystera. C'est une période délicate. Il limite l'absorption de liquides à cause des œdèmes. ou sera évacuée avec la participation des microbes (TBC). à ce moment là il y aura une destruction de l'ovaire dans la phase active du conflit. évite toutes les boissons alcoolisées qui favorisent les œdèmes par le 19 . Ce sont des phénomènes naturels que l'on maîtrise quand on les connaît et que l'on comprend ce qu'est un SBS. elle devient plus supportable. selon l'ampleur de la nécrose. forme un kyste qui peut rester. La douleur est « mécanique ». Les régimes ne sont pas conseillés. à la fin de la vagotonie. C'est une période qui peut être douloureuse. à la suite d'un conflit de perte. Dans la phase de réparation.

bains chauds. Les promenades au grand air sont très bonnes. il est indispensable de tenir compte de la latéralité (gaucher ou droitier). Notre mode de vie actuel nous éloigne trop souvent de nos besoins biologiques profonds et cette ignorance se répercute fatalement sur notre état de santé. il peut boire du café fort. Les SBS Ce que. les symptômes s'expliquent facilement et peuvent être maîtrisés sans peine dans la plupart des cas. 20 . ski sur piste ensoleillée avec bonnet de laine sur la tête. Par exemple. à condition de se protéger du soleil et de la grosse chaleur : l'oxygène est utile pour le bien être du cerveau et de l'organisme en favorisant la diminution de l'œdème. oreillers en duvet. Pour les femmes. prévu par la nature depuis toujours. n'existent ainsi plus en tant que telles : en effet. Ce qu'il faut faire Il est recommandé de se couvrir la tête lors d'une sortie ensoleillée. Ce qu'if faut absolument éviter La prudence est de rigueur quant à l'exposition au soleil ou à la chaleur qui font augmenter l'œdème au cerveau : marche en plein soleil. peut maintenant être considéré comme un épisode à part entière d'un « programme biologique spécial » ayant sa raison d'être. si la personne fait du ski. Les "maladies" dans le sens où on l'entendait. il ne faudra pas abuser en restant des heures sous la douche. Le test d'applaudissement est la manière la plus simple de vérifier si la personne est droitière ou gauchère. elle peut mettre de la neige sous le bonnet de laine. dans cette perspective. Les douches sont autorisées. du coca cola ou du thé (les boissons contenant de la caféine favorisent l'évacuation des œdèmes du cerveau et des organes). La main qui frappe détermine la latéralité. séjour dans une voiture ou chambre surchauffée. jusqu'à aujourd'hui. contrairement au bain chaud. Bien sûr. même de courte durée. le casque chauffant pendant les séances chez le coiffeur est à éviter. La latéralité (gaucher ou droitier) Dans la recherche du conflit biologique et la lecture du scanner.mécanisme de dilatation des vaisseaux . de se refroidir la tête à l'aide d'une simple serviette mouillée ou une vessie de glace si nécessaire. nous appelions « maladie ». car l'eau coule sur le corps et ne fait pas gonfler les capillaires sanguins. L'eau ne doit pas être trop chaude.

etc. Le ressenti biologique touchant le côté gauche de son corps correspondra à un conflit avec l'enfant. Le Dr Hamer a largement démontré que.) et ces pathologies sont réparties entre les différents spécialistes. maladies mentales.La main gauche qui frappe chez le gaucher La main droite qui frappe chez le droitier Droitier - droitière Le ressenti biologique touchant le côté droit de son corps correspondra à un conflit avec le partenaire. Le ressenti biologique touchant le côté droit de son corps correspondra à un conflit avec l'enfant. chaque organe est étroitement dépendant de l'aire cérébrale 21 . Les spécialistes Actuellement. Exemple : si une femme droitière vit un SBS du sein droit. Exemple : si une femme droitière vit un SBS du sein gauche. la médecine officielle classe les « pathologies » uniquement selon les différents organes et leurs fonctions connues (appareils digestifs. cela correspond à un conflit avec partenaire. Gaucher -gauchère Le ressenti biologique touchant le côté gauche de son corps correspondra à un conflit avec le partenaire. respiratoire. Exemple : si une femme gauchère vit un SBS du sein gauche. cela correspond à un conflit avec son enfant. cela correspond à un conflit avec son enfant. Exemple : si une femme gauchère vit un SBS du sein droit. selon l'origine embryonnaire de ses tissus. cela correspond à un conflit avec son partenaire. système nerveux.

Il saura que la nature ne fait rien de malin. organe) et vérifiable par le patient lui-même. elle n'a pas de défaillance. qui sait ce qui lui fait du bien. c'est lui qui est le « chef ». Le patient est acteur de sa réparation Le patient se prend en charge. ni de bénin. être constaté lors de tout DHS dû à un conflit biologique bien spécifique.correspondante (Foyer de Hamer). elle ne fait pas d'erreur fortuite. cerveau. Tous ces phénomènes ont un sens biologique toujours synchronisé aux 3 niveaux (psychisme. le patient comprendra la Médecine Nouvelle aussi bien que son médecin. 22 . A l'avenir. Ce qui peut par ailleurs.

une zone inférieure jaune correspondant au cerveau ancien (cervelet et tronc cérébral) et une zone supérieure rouge correspondant au grand cerveau. Ceci permet de classifier les différentes tumeurs en fonction de l'histoire du développement embryonnaire. Le grand cerveau (cortex cérébral et moelle du cerveau) régit tous les tissus ectodermiques. . 23 . lors de la phase de réparation. que nous appelons également phase post-conflictolytique (ou phase PCL). après la solution du conflit (CL). La partie striée représente le cervelet qui régit à la fois des tissus de type endodermique et mésodermique. c'est-à-dire d'après les critères des différents feuillets embryonnaires. la phase active du conflit se caractérise par une multiplication cellulaire . qu'au niveau du cervelet. puis. Regardons à nouveau le schéma : nous pouvons voir. la tumeur sera éliminée avec la contribution des mycobactéries (tuberculose).3 loi biologique : Système ontogénétique en tant que SBS Regardons le schéma : e m e Crise épileptique ou èpileptoïde On distingue dans le schéma ci-dessus deux zones.

En ce qui concerne le cerveau rouge. comme dans la tuberculose. 24 . par exemple. en cas d'adénocarcinome de la glande mammaire. pareils sinon identiques sur le plan histologique. La phase de réparation consécutive à la conflictolyse diffère beaucoup selon les trois feuillets embryonnaires. ces ulcères et nécroses seront à nouveau comblés et cicatrisés avec l'aide de virus et bactéries. Pour l'endoderme Arrêt de la croissance (multiplication cellulaire) formant ce que l'on appelle une tumeur. Pour le mésoderme a) en relation avec le cervelet : arrêt de la croissance tumorale. Seul le feuillet embryonnaire moyen ou mésoderme peut être subdivisé en mésoderme ancien ou cérébelleux et en mésoderme nouveau ou cérébral. enkystement ou réduction par les bactéries ou les mycobactéries. L e s y s t è m e o n t o g é n é t i q u e d e s S B S e t S B S non ulcératifs s ' é n o n c e ainsi : 1. La restitution et la cicatrisation des ulcères et nécroses en phase PCL ont été appelées « cancers » et « sarcomes » dans la médecine officielle. puisqu'il y avait alors multiplication de grosses cellules et de gros noyaux (mitose) . Aux trois feuillets embryonnaires correspondent des types spécifiques de tissus. c'est tout le contraire : en phase active du conflit. qui donne naissance à un FH. Cela nous permet de classifier de façon très claire tous les SBS et SBS non ulcératifs (qui correspondent soit à la phase de sympathicotonie ou à la phase de vagotonie). les domaines organiques correspondant à ce FH réagissent en fonction du feuillet embryonnaire correspondant. Nous pouvons trouver par la même occasion les symptômes et les relations de la phase complémentaire. Pour les organes régis par le tronc cérébral (endoderme) on observera ce type de tumeur dans le SBS de l'intestin. 2. il y a destruction cellulaire (ulcères et nécroses) puis en phase PCL. 3. Il est important de prendre également en compte le feuillet embryonnaire et la localisation du relais cérébral spécifique à l'organe. il s'agissait en fait d'un processus de réparation que personne n'avait compris et reconnu. Le mésoderme cérébelleux se comporte de la même façon que l'endoderme alors que le mésoderme cérébral est comparable à l'ectoderme cérébral. En cas de DHS. enkystement ou réduction par les champignons ou les mycobactéries.

les SBS correspondant à chaque feuillet embryonnaire sont des épisodes qui reviennent régulièrement chez nous comme chez toutes créatures. l'expression du bon sens. de la logique et de l'intelligence de la nature. également depuis des millions d'années. la base de tous les phénomènes de la nature dans la médecine. Les S B S correspondant au « cancer » et autres « maladies » décrites par la médecine officielle sont en réalité. La 3 loi biologique nous permet de comprendre les causes. ou phase de réparation. Il y a des SBS sous forme de multiplication cellulaire dans la phase active du conflit et à la solution du conflit. Période où la personne passe dans l'étape de solution du conflit et entre dans la phase de vagotonie ou de réparation. il y a arrêt de la prolifération cellulaire. 18 Les S B S non ulcératifs. c'est-à-dire qu'il n'y a pas de dysfonctionnement organique. un remplissage au niveau de la substance manquante. touchent exclusivement les organes d'origine ectodermique régis par le cortex cérébral. Ainsi. Dans les cas de conflictolyse . exemples : diabète.b) en relation avec la moelle cérébrale : réparation avec tuméfaction et croissance luxuriante dans le sens d'un sarcome ou. 25 18 . paralysie. Les bactéries aident à la réparation. l'ectoderme Pour Tendance à l'expulsion de la nécrose ulcéreuse avec comblement intégral ou cicatriciel par l'intermédiaire des virus. perte tissulaire dans la phase active du conflit. ostéolyses. après ostéolyse. c'est-à-dire qu'il n'y a pas de disfonctionnement organique. c'est-à-dire avec un disfonctionnement organique. et elles n'apparaissent que dans une partie de ces organes. e m e Les SBS non ulcératifs Pour les organes régis par le cerveau ancien Il n'y a pas de SBS non ulcératifs. nous constatons un remblayage. mais uniquement des SBS. cal luxuriant comme l'ostéosarcome (un ostéosarcome ne se présente que s'il y a eu rupture du périoste après une biopsie par exemple). épisodes programmés dans notre cerveau depuis des millions d'années et qui se déroulent à peu près de la même façon. mais des SBS sous forme de nécroses. Pour les organes d'origine mésodermique régis par la moelle cérébrale Il n'y a pas de SBS non ulcératifs. La croissance luxuriante est absolument inoffensive et s'arrête spontanément à la fin de la phase normale de réparation.

Hamer met à jour et explique l'intervention des microbes et virus qui font partie intégrante des Programmes Biologiques Spéciaux de la nature. au lieu de présenter des nécroses cellulaires ou des pertes de substances parenchymateuses19. B. Nous autres êtres humains. Parenchyme du foie (il s'agit du foie glande et non des canaux de la bile). e m e Tous les jours nous vivons une véritable « chasse aux microbes ». scrupuleusement le programme biologique spécial bien fondé de la nature. 20 Le parenchyme est le tissu fonctionnel d'un organe. rendons les microbes et virus responsables de pratiquement tous les SBS. ainsi qu'aux SBS qui en découlent.). Par exemple. de l'hépatite (A. comme le sont les aires cérébrales correspondantes (FH). et suit. troubles de la vision. de l'angine. Toutefois. etc. G.Les SBS non ulcératifs se déroulent exactement selon les 5 lois biologiques fondamentales. elles s'accompagnent toujours de pertes fonctionnelles (diabète. les discussions sur les vaccins et les principes de précaution deviennent inutiles. du SIDA à l'ESB (« maladie » de la « vache folle »). C. Bien que les cellules de l'organe ne soient pas détruites lors des SBS non ulcératifs. il semble toutefois qu'elles soient altérées dans un certain sens. le parenchyme rénal est la partie mésodermique du rein qui filtre les urines. y compris ceux de la pneumonie. Si nous comprenons bien les lois biologiques de la nature. de la méningite. troubles de l'audition. Le Dr R. Cela nous permet d'échapper à bien des peurs. Encéphalopathie Spongiforme Bovine 20 19 26 . Dans ces conditions. paralysies motrices). 4 loi biologique : Système ontogénétique des microbes En relation avec les différents feuillets e m b r y o n n a i r e s . nous pouvons vérifier sur nous-mêmes que chaque microbe ou virus joue un rôle essentiel dans nos vies.

Cette contribution semble néanmoins limitée : elle semble ne 27 . la plèvre (membrane entourant le poumon) et le péritoine (membrane tapissant l'intérieur de la paroi abdominale). le péricarde (enveloppe du cœur).CERVEAU Corrélations e n t r e FEUILLETS MICROBES Sur cette image. les organes gérés par le cervelet. comme avant le SBS. Par exemple. Les mycobactéries (tuberculose) se multiplient dans la phase active du conflit en même temps que se multiplient les cellules qui fabriquent les tumeurs. et jouent leur rôle de nettoyeur. le relais cérébral et les microbes. déblayeur de ces tumeurs afin que l'organe retrouve sa fonction. Les mycobactéries inversent leur rôle.ou le bacille de Koch de la t u b e r c u l o s e Les secteurs limites des feuillets embryonnaires se superposent. comme le chorion (derme). En jaune Stries (jaune et orange) En rouge En orange = Tronc cérébral = Cervelet Tissus endodermiques Mésoderme cérébelleux Tissus ectodermiques et Tissus mésodermiques mésoderme (moelle) = Cortex cérébral = Cortex cérébral Il y a trois sortes de microbes ayant chacun un rôle bien spécifique. Les m y c o b a c t é r i e s . c'est-à-dire : cessent de se multiplier comme les tumeurs cessent également leur accroissement cellulaire au moment de la solution du conflit. il est facile de faire la corrélation entre le feuillet embryonnaire de l'organe. Les bactéries peuvent également contribuer à la caséification sous forme de surinfection.

la thyroïde reste plus volumineuse et continue de produire une plus grande quantité de thyroxine. il apparaît une hypothyroïdie. C'est pour cela que. Dans la Médecine Nouvelle. et ne sont plus les évacuateurs des tumeurs dans la phase de solution des conflits. Parfois. Dans ce cas il est recommandé de compenser cette hypothyroïdie par un apport externe de thyroxine.utilité . il se produit une multiplication cellulaire appelée tumeur. (exemples : les tumeurs du sein. 22 Nom donné dans la médecine officielle au « cancer » de la plèvre ou du péritoine. les mésothéliomes ou les tumeurs de l'intestin). tous les microbes présents sous nos latitudes ont un sens propre et une utilité unique.s'étendre qu'au tissu conjonctif interstitiel. elles ne peuvent plus jouer leur rôle de nettoyeurs. la tumeur n'est pas détruite et reste présente. soit la main du chirurgien enlève la tumeur. Ce qui est aberrant. et le bon fonctionnement des lois de la nature lorsque l'homme ne la contrarie pas. Cet exemple démontre le processus de la thérapie naturelle. La présence des mycobactéries permet à la tumeur de se détériorer naturellement. et que la tumeur ne peut pas être évacuée par manque d'activité des mycobactéries. tumeurs de l'ovaire. le taux de thyroxine se rétabli et retrouve sa normalité. dans tous les cas ces tumeurs sont inoffensives. dans certain cas. en nettoyant la « tumeur » de la thyroïde. Exemple Dans le cas d'un SBS de la glande thyroïde. suite à l'intervention des mycobactéries (tuberculose). ce qui. 21 Rôle . a créé une perte des acini qui fabriquent la thyroxine. c'est qu'en l'absence de mycobactéries. Si « grâce à » l'hygiène nous détruisons les mycobactéries (tuberculose). du péricarde ou du péritoine. dans ce dernier cas. d'un point de vue biologique est dépourvu de sens. 21 22 28 . puisque la personne a solutionné son problème. soit celle-ci reste et s'enkyste. Il s'agit du microbe qui. et de ce fait. Si le conflit est résolu. le mésothéliome est une cicatrice suite à un SBS de la plèvre.nécessité des microbes et virus Les microbes ne sont pas des agents "nuisibles" qu'il nous faut combattre à tout prix. Petite masse arrondie formée de quelques cellules sécrétrices à l'extrémité des canaux de certaines glandes pour ce cas la thyroïde (sécrétion de la thyroxine). au bord du chorion ou du mésothéliome . totalement inoffensive. En réalité.

Souvenons-nous. mais le frère et la belle sœur ont refusé. que comme nous l'avons mentionné plus haut. c'est que le frère et la belle-sœur aient dit « Non » sans même accepter de discuter. notre organisme. cette tumeur est destinée à produire une plus grande quantité de liquide gastrique afin de permettre la digestion du morceau). 23 De plus. Sur le testament. Si la personne contracte des mycobactéries (exemple : tuberculose) alors que la phase de réparation est déjà enclenchée. qui jouent le rôle de nettoyeurs. en effet. Développement des mycobactéries La multiplication des mycobactéries (bacille de Koch de la tuberculose) se développe dès l'instant du DHS et tout au long du conflit actif. Ce dernier pensait que c'était à lui que revenait la maison. 24 29 . il y a une multiplication des mycobactéries en nombre suffisant. c'était le refus de son frère. dans la Acido-résistant signifie que les acides gastriques ne peuvent les détruire.Les mycobactéries Elles existent depuis presque aussi longtemps que les êtres unicellulaires. Transformation d'un tissu suivant l'aspect d'une lésion spécifique à la tuberculose. Il a alors essayé de discuter avec son frère pour faire un échange. Ce qu'il ne pouvait pas digérer et qui a provoqué le DHS. ne servent plus à rien pour ce programme biologique spécial bien précis. et durant tout le temps du conflit. Dans la phase active du conflit. Elles ont un rôle bien déterminé : caséifier et détruire les tumeurs gérées par le tronc cérébral et le cervelet dès le début de la phase de réparation (conflictolyse). le père a noté que la maison irait au frère cadet et la grange au frère aîné. appelées également bacilles acido-résistants . De même au moment de cette phase de sympathicotonie. donc depuis plus longtemps que les animaux ou les êtres humains. les mycobactéries se multiplient seulement au cours de la phase active du conflit. ne produira que des bacilles acido-résistants nécessaires à la caséification et à l'évacuation de la tumeur. à partir du DHS. ces mycobactéries. suite à un conflit indigeste familial lié à un héritage. il se produit une multiplication cellulaire pour former la tumeur dans l'intestin (biologiquement. Ce qu'il ne pouvait pas digérer. en parfaite entente avec son alliée la mycobactérie. 24 Exemple Un homme atteint d'un SBS de l'intestin.

il faut impérativement un DHS suivi d'un conflit actif. 30 . de la douleur etc. et jouent leur rôle d'éboueurs. les mycobactéries cessent de se multiplier. A la suite de quoi. sont parfois ressentis à ce moment là. qui n'a plus de raison d'être. de la chaleur. s'il n'y a pas de DHS et de conflit biologique. au cours de ses manipulations (telle une ponction par exemple) le bactériologiste inflige à l'embryon un « DHS ». et la fait évacuer. Culture des mycobactéries . C'est la présence de sang dans les selles qui alertera le patient. afin de libérer la lumière intestinale. ni comprendre pourquoi cette récolte reste faible chez l'embryon du poussin en l'absence du DHS.phase de solution du conflit. Sur un terrain vivant. leur croissance est faible.sur le poussin Les mycobactéries ne peuvent pratiquement pas être cultivées sur un terrain artificiel. Cette faible récolte de mycobactéries est due tout simplement à l'absence de conflit biologique actif de l'embryon. il n'y aura pas de lancement de programme biologique spécial. dans le but d'immobiliser l'individu pour favoriser un meilleur et rapide rétablissement. l'embryon n'avait pas subi de DHS : c'est ainsi qu'en l'absence de multiplication des mycobactéries. De la fatigue. les mycobactéries se multiplieront. Intervention du biologiste Les mycobactéries (tuberculose) ne se développent que si. En l'absence de DHS. Sans connaître la Médecine Nouvelle. un conflit biologique actif. le cerveau enclenche le programme biologique spécial de la nature qui consiste à faire passer la personne dans la phase de vagotonie afin de reconstituer l'organe dans son état d'origine. le biologiste ne peut pas imaginer. de la tumeur. Cela s'explique donc par le fait qu'en l'absence de manipulation agressive. ces dernières sont considérées comme non cultivables. suivi par conséquent d'un programme biologique spécial de la nature. par le patient. sans risque de nouveaux SBS ou récidives. Si l'on procède à une analyse des selles à ce moment là. Elles caséifient la tumeur. on sera en présence de bacille de la tuberculose. L'explication en est simple : pour que les mycobactéries se multiplient. Dans la phase de réparation. Dans cette phase. comme l'embryon d'un poussin.

L'ascite disparaît naturellement en se dissipant par osmose au travers des capillaires sanguins et tout rentre dans l'ordre. Au moment de l'injection par le biologiste. Par réaction. Cette perforation de l'abdomen chez l'animal est ressentie par son cerveau comme un coup. puisque souvent « faussement positifs ». on injecte dans la cavité abdominale d'un cochon d'Inde une substance centrifugée tel un sédiment urinaire.Chez les animaux Pour la Médecine Nouvelle. l'expérimentation sur les animaux naturellement inutile. sans injection. il provoque des récidives. afin de se protéger de l'attaque produite par l'aiguille contre son organisme. derrière le point de ponction va se produire une multiplication de cellules au niveau du péritoine. 31 . capable de continuer son rôle de protection. Le péritoine va former des petites tumeurs ou s'épaissir à l'endroit de l'attaque : c'est cela le SBS du péritoine. sans parler de la torture que cela leur impose. Au repos Si on laisse l'animal une dizaine de jours tranquille. appelé souvent « mésothéliome » du péritoine. et mettre en route le programme biologique spécial de la nature. après une biopsie du foie ou de la prostate. 25 25 Liquide sécrété par le péritoine dans la phase de réparation d'un conflit d'attaque contre l'abdomen : ex. est Les tests sur les animaux tels que les cobayes. le conflit se solutionne et le cerveau lance le programme biologique spécial de la nature qui fait entrer l'organisme dans la phase de réparation et se traduit par l'apparition habituelle d'ascite . une attaque contre son abdomen. ce cochon d'Inde va faire un DHS. empêcher les adhérences produites par l'œdématisation et nettoyer ainsi le péritoine pour qu'il redevienne comme avant. pour se protéger du traumatisme produit. D H S et m i s e en p l a c e d'un S B S : « P r o g r a m m e b i o l o g i q u e Spécial de la n a t u r e » c h e z l'animal Exemple Pendant plusieurs jours de suite. ont toujours donné des résultats incohérents. L'ascite est indispensable pour permettre de véhiculer les mycobactéries. Quand le biologiste injecte plusieurs fois ou plusieurs jours de suite.

(bien qu'ayant lieu en phase de réparation (PCL). le liquide de la cavité abdominale du cochon d'Inde est limpide. Il en est de même pour le SBS du gros intestin. 26 PCL = phase Post-Conflictolytique. Tout comme les organes gérés par la moelle cérébrale. c'est-à-dire qu'elles se multiplient durant la phase de réparation (PCL ). à cause de la présence des mycobactéries. les tumeurs ne peuvent donc être détruites et restent en place. c'est-à-dire qu'elles favorisent un milieu liquide et chaud. Absence de mycobactéries En l'absence de mycobactéries lors de la phase douloureuse active du conflit. avec caséification. l'ascite ponctionnée 6 à 8 semaines plus tard sera trouble et nauséabonde. Les bactéries Le cas des bactéries est différent. lors d'une prochaine injection. les phénomènes dus aux bactéries sont des abcès « chauds ». Quant à eux. elles privilégient les œdèmes. 32 . on ajoute des bacilles tuberculeux acidorésistants à la préparation centrifugée. Cette occlusion est produite par la tumeur qui est restée en place par manque de mycobactéries. Elles appartiennent aux organes gérés par la moelle cérébrale (zone de couleur orange) : il s'agit du mésoderme (feuillet embryonnaire moyen). En l'absence de mycobactéries. 26 Ces phénomènes étaient appelés jusqu'ici « abcès froids ». seule une intervention chirurgicale permettra d'éviter d'énormes complications (telle que l'occlusion). car ils se produisent dans la phase de réparation avec œdèmes et chaleur. Pour cette multiplication.Si. en plein programme biologique spécial de nettoyage. elles sont caractérisées par une division cellulaire en phase de solution de conflit. et se produisent dans le cas de tumeurs tuberculeuses.

phase de réparation. Les microbes ne représentent aucune atteinte contre nos vies. Ils ont au contraire un rôle que l'on peut qualifier de thérapeutique. Cette période de vacances de 2 à 3 semaines correspond précisément à la période nécessaire à la formation de l'œdème qui précède la crise épileptique ou épileptoïde (cf. avec l'aide du bacille de Koch (mycobactérie) qui joue le rôle d'éboueur. par ex. alvéole pulmonaire. tout particulièrement ceux gérés par la moelle cérébrale : elles se multiplient en phase de solution du conflit. Il ne faut donc pas les détruire par le biais d'antibiotiques ou de sulfamides. C'est au cours de ces 15 jours ou 3 semaines de vacances heureuses passées à la maison que ces conflits vont se résoudre. mais le gros œ d è m e au cerveau. le schéma de la sympathicotonie et vagotonie). Les m y c o b a c t é r i e s (tuberculose ) appartiennent au niveau du cerveau ancien (en jaune) et se comportent comme toutes les tumeurs correspondantes : 27 Elles se multiplient en phase active de conflit. Actuellement. Ainsi. les bactéries ne se multiplient qu'en phase de conflictolyse (CL). tenter d'enrayer le ou les microbes par des vaccins ou autres médications est inutile. acteurs indissociables du processus biologique (SBS) C'est ainsi que les microbes s'intègrent pleinement dans le processus biologique des SBS. Ce ne sont pas les microbes qui nous font mourir. 33 . Ils ont "grandi" comme nous et pour nous. C'est pour cela qu'à la fin des vacances ou au 27 Phase de réparation d'un organe formé d'un tissu endodermique. les bactéries appartiennent au niveau du cerveau nouveau (orange) et se comportent comme tous les organes gérés par lui.Différentiation des d e u x m i c r o b e s : m y c o b a c t é r i e et bactérie. Par contre. Scientifiquement la Médecine Nouvelle permet de comprendre pourquoi il n'y a pas de tuberculose des os. Il est très possible qu'un enfant ou un adolescent solutionne un conflit de séparation d'avec ses parents ou des conflits de peur datant de la rentrée. dans les différents cas de « méningites ». Ce n'est pas le microbe qui est la cause de la mort. Ils sont également un maillon de la chaîne. Les m i c r o b e s . par exemple. mais plutôt l'énorme oedème qui se forme au cerveau si le conflit dure trop longtemps et a été très intense. tors des vacances scolaires.

28 Au lieu de prescrire un vaccin. mais toujours après qu'il y ait eu une rupture du périoste. Leur fonction principale reste la reconstruction. il serait urgent de penser avant tout à refroidir la tête.comme il se doit. Le cal osseux produit avec l'aide de la bactérie aura pour particularité d'être plus solide qu'avant la décalcification. prendra le phénomène pour une épidémie . avec la crise épileptoïde. Exemple : au cours d'un conflit de dévalorisation de soi. l'enfant présentera un œdème de réparation. que le processus concernant les ostéosarcomes se déroule de la même façon. elle permettra la reconstruction de l'os. celles-ci étant équivalentes à de l'os « mort ». 5 enfants sur 25 feront une méningite ? Feront SBS de méningite tous ceux qui avaient auparavant vécu un conflit de séparation avec les parents. 29 30 28 Pourquoi dans une même classe. puis lorsque la nécrose aura disparu. On peut signaler. il se produit une décalcification de l'os. en phase active de conflit. par exemple. Les bactéries aident à la réparation du cal osseux qui rend l'os plus solide qu'avant la décalcification liée au conflit de dévalorisation. en passant. c'est-à-dire une nécrose. tout en débarrassant les fragments d'os inutiles restants. Le deuxième travail consiste à aider à la reconstruction de l'organe à partir d'un tissu sain. ils décident de la laisser ouverte . Les bactéries facilitent donc la reconstruction. Dans la phase de réparation. c'est-à-dire sans nécroses. la bactérie va d'abord nettoyer cette nécrose.début du 2e trimestre.la crise épileptoïde . Le travail d e s b a c t é r i e s Le premier travail des bactéries consiste à nettoyer les nécroses de l'os afin de rendre le tissu osseux « propre ». La médecine officielle dans le cas où plusieurs enfants souffriraient en même temps. Par exemple dans le cas d'une fracture comminutive par perforation. Signifie qu'il y a une plaie extériorisée. au bout de 2 à 3 semaines de vacances. En effet. Fracture caractérisée par plusieurs fragments osseux. Un ostéosarcome est bien une réparation. suivant le schéma inscrit plus haut. auront solutionné leur conflit et feront la réparation . Les chirurgiens se servent de cette réalité découverte il y a 50 ans déjà. 29 30 34 . une fracture ouverte accessible aux bactéries se répare plus rapidement que si la plaie était fermée. avec une série de pointes permanentes. ou fait un autre conflit (de peur par exemple) et qui.

Les virus Microorganismes de très petite taille. : muqueuse des bronches). de cicatrisation des ulcérations. l'intervention des virus est impérative pour qu'ils jouent leur rôle de comblement des ulcérations le plus naturellement possible. par e x . Les virus ressemblent à des catalyseurs "amicaux". Si l'on supprime certains maillons de la chaîne. Leur action concerne uniquement des tissus et muqueuses de l'épithélium pavimenteux des feuillets embryonnaires externes. Rappel : dans la phase de conflit actif. (en rouge). par leur présence. Intervention dans la phase de réparation Lors de la phase de réparation des organes gérés par le cortex cérébral. mais de molécules protéiniques de nature complexe. tels que nous les concevons en chimie. en employant les antibiotiques. les virus seront refoulés. ne contenant qu'un seul acide nucléique et ne pouvant se développer qu'à l'intérieur d'une cellule vivante. les sulfamides). les tissus ectodermiques sont le siège d'ulcérations. qui se multiplient exclusivement dans la phase de réparation. Une fois le travail terminé. et qui aident à la reconstruction de l'ulcère de la peau ou des muqueuses. on entrave le bon fonctionnement des circuits de régulation de la nature (par exemple. 31 35 . l'ectoderme. il nous faut donc veiller à ce que les virus qui correspondent à une certaine phase de réparation soient bien présents. Ce sont des substances qui.Dans la nature tout a un bon sens biologique. Tissus qui constituent la couche superficielle de la peau ou la couche qui tapisse une muqueuse (ex. permettent une action de comblement. Ils ne s'agit pas d'organismes vivants à proprement parler tels que les bactéries. après la solution du conflit. Aujourd'hui. les b r o n c h e s . sans transformer le processus chimique. la peau. 31 Les virus s o n t liés aux o r g a n e s g é r é s par le c o r t e x cérébral et se multiplient e x c l u s i v e m e n t en phase PCL (phase de réparation dans les tissus e c t o d e r m i q u e s . afin que tout se déroule beaucoup mieux et retrouve une fonction naturelle.

Pendant la phase de solution du conflit. 36 . Ce que nous savons. frustrée. Dans la phase active du conflit. 5 e m e loi biologique : La Quintessence Loi de la c o m p r é h e n s i o n : Ce que. le sens biologique de la nature est de reconstituer le col de l'utérus comme il était avant le conflit. Nous ne savons pas encore si les virus sont transmissibles ou s'ils peuvent être produits par notre propre organisme. 33 D'autre part.Dans la nature tout est bien organisé pour que les programmes biologiques fonctionnent d'une façon synchronisée. c'est qu'ils doublent en milieu protéinique. l'essentiel de la Médecine Nouvelle.Exemple Une femme droitière a fait un conflit de frustration sexuelle. Le rôle logique et bienfaisant des virus apparaît ainsi de façon très claire. D'une part : la « Medicina sagrada » comme l'ont appelé les Espagnols est totalement scientifique basée sur 5 lois biologiques. pour qu'il joue le rôle de soutien au foetus. puis au bébé. jusqu'à l'accouchement. jusqu'à ce jour nous avons appelé. En français : médecine sacrée. Elle s'est sentie abandonnée. à tort. U n e loi scientifique. il s'est produit une ulcération du col de l'utérus. en apprenant que son mari a passé la soirée avec une amie commune au couple. il y a eu une régénération du col de l'utérus aidé par les virus. 32 33 Ce qui constitue l'essence. correspondant à un programme spécial de la nature (SBS). l'essentiel même d'une chose. elle fait écho à l'ancienne médecine des prêtres d'Asclépios à l'époque déjà très basée sur l'aspect humain. è m e La Médecine Nouvelle se trouve en quelque sorte sacralisée par cette cinquième loi qui ouvre de gigantesques perspectives : I . « maladies » n'est en vérité que la matérialisation du bon sens biologique. h u m a i n e et s a c r é e La 5 loi biologique ou « Quintessence » est le f o n d e m e n t de t o u t e la Médecine Nouvelle. Dans ce cas.

et bien établi. 4 . Exemple La douleur. Dans cette situation. Auparavant et dans les mêmes proportions. 5 . c'est pourquoi. D'autre part.Cela remet naturellement en question la raison d'être des thérapies symptomatiques et de l'intervention de l'homme contre les cycles de la nature. elle est totalement scientifique par sa rigueur et son objectivité. le cerveau lance le programme biologique spécial de la nature. mais c'est ainsi que la nature est organisée. c'est pour cela qu'ils décèdent dans 98% des cas. Chacun d'entre nous peut ainsi mieux comprendre ceux qui nous entourent : les animaux comme les plantes. Les « maladies » sont tout simplement les différentes phases d'un programme biologique spécial conçu par la nature.Si nous prenons en compte cette 5e loi. pour mettre tout l'organisme en condition de repos dans le but de favoriser la réparation. nous comprenons alors pourquoi 80% à 90% des animaux se rétablissent spontanément. qui s'observe dans la phase de réparation de l'os. donc ils ne paniquent pas car ils connaissent la nature et la cause de leur mal. ainsi que les différentes étapes à respecter pour la réparation totale. Tout est déjà programmé pour chaque créature dans son « patrimoine. les êtres humains se rétablissaient également spontanément. aux animaux et aux plantes. La médecine officielle avec ses différentes thérapies perturbe et aggrave le bon déroulement des programmes biologiques spéciaux de la nature. radiothérapie. Elle est prévue par la nature pour obliger la personne à rester tranquille. sans chimiothérapie. les patients paniquent et aggravent leur état. Le repos permet une meilleure reconstruction de la nécrose de l'os et diminue énormément la douleur. A la solution du conflit. est liée au décollement du périoste provoqué par l'œdème. 95 % des patients soignés survivent. ». 3 . pour notre survie. les patients comprennent le bon fonctionnement de leur organisme. Dans la Médecine Nouvelle.Elle est sacrée dans le sens où l'on ne peut être qu'admiratif et respectueux des lois de la nature. Constater que la « maladie » est un programme biologique spécial parfaitement fondé peut nous paraître bouleversant. ni morphine. 37 .Les mêmes lois s'appliquent en effet aux êtres humains.2 .

l'essoufflement est prévu par la nature obliger la personne à ne pas bouger. liée à un conflit de frustration sexuelle. pour personne respire rapide évacuation épanchement pleural. les fonctions naturelles biologiques reprendront leur cours normal. Exemple Après une ulcération du col de l'utérus. 38 . Le col de l'utérus de la femme sera à nouveau prêt pour retenir le bébé. et par conséquent ne panique pas et cela permet une du liquide. il y aura. Puis progressivement. puis l'évacuation de la tumeur par les saignements (métrorragies. un comblement des ulcérations. afin de le cicatriser et rétablir l'organisme comme il était avant le SBS. écoulement de sang entre les règles). La plupart du temps. retrouvant le rôle pour lequel il est biologiquement prévu.Dans le cas d'un biologique. on ne remarque pas de douleur au niveau du cerveau (céphalées). mais plutôt de la chaleur au toucher du crâne. lors de la phase de réparation. En effet au repos la mieux. Cicatrisation Ce programme va reconstituer le relais cérébral en formant un œdème au niveau du Foyer de Hamer en forme de cible que l'on visualise au scanner dans la phase active du conflit ainsi que l'organe qui lui correspond.

Les nerfs crâniens du T R O N C CÉRÉBRAL Le feuillet e m b r y o n n a i r e interne = l ' e n d o d e r m e (en jaune sur le tableau synoptique ou sur le s c h é m a du t r o n c cérébral). 39 .

sont : Les deux premiers I . La seconde difficulté se présente lorsque les « nerfs du tronc cérébral » innervent apparemment. des organes sensibles et 40 . à quelques détails près.N e r v u s (nerf olfactif) et II .Les nerfs crâniens du tronc cérébral Parmi les 12 paires de nerfs crâniens que tous les médecins doivent apprendre pour le tronc cérébral.N e r v u s opticus (nerf rétinien) ne sont apparemment que des protubérances du cortex qui ont également un relais archaïque au tronc cérébral.

la partie gauche du gosier et la partie gauche du tronc cérébral sont responsables de l'élimination des « déchets du morceau ». ) On peut expliquer alors qu'une partie des nerfs du tronc cérébral ont été appelés aussi « nerfs de l'arc branchial. dont ils étaient issus. innervée par l'écorce cérébrale (muscle masticatoires. la fonction de l'épithélium pavimenteux de la bouche. est toujours de pouvoir ou de vouloir rejeter en crachant ou en 41 . Ces deux fonctions se rencontrent dans le gosier. e m e è m e è m e è m e e m e Les SBS concernant les parties d'arc branchial de ces nerfs du tronc cérébral sont classées parmi les SBS non ulcératifs du groupe rouge (et dans le groupe orange tant qu'ils concernent des muscles). ». le côté de la fonction d'élimination. linguaux. c e s « nerfs du t r o n c cérébral » de I à XII accompagnent les fibres nerveuses du côté opposé du cortex entrelacées après coup et qui n'ont à faire qu'indirectement avec les nerfs archaïques du tronc cérébral. e t c . qui a l'époque où existait le gosier commun. innervé par le cortex cérébral. . e m e ème è m e nerf de l'arc le | X Nerf du tronc cérébral N e r v u s glossopharyngeus. le « 3 nerf de l'arc branchial » ainsi que le X nerf du t r o n c cérébral N e r v u s vagus. et largement complétée par la suite de parties de musculature striée volontaire.ex : la couche d'épithélium pavimenteux de la peau et la musculature volontaire striée). Par exemple : la musculature péristaltique lisse de la bouche (du gosier) innervée à l'origine par le tronc cérébral. En réalité. e m e e r le V I I Nerf du t r o n c cérébral N e r v u s facialis. le V nerf du t r o n c cérébral N e r v u s trigeminus s'appelle aussi le « I nerf de l'arc branchial ». avaient encore des fonctions opposées. Par contre. car ils découlent du segment de l'arc branchial. A cet endroit. Cela a permis le développement des nerfs bilatéraux du tronc cérébral. le mouvement péristaltique est opposé. partant de l'écorce cérébrale. qui appartiennent très visiblement à la mission et à la fonction du cortex. 4 et 5 (atrophiés) e t 6 nerf d e l'arc branchial e n même temps. Sur le côté gauche. La spécificité décisive pour laquelle les nerfs du tronc cérébral sont disposés par paires de chaque côté est que la partie du gosier et la partie droite du tronc cérébral avaient la responsabilité de « l'absorption du morceau » et l'ont toujours. le « 2 branchial ». C'est la raison pour laquelle.

classiquement appelé paralysie intestinale et opérée comme iléus. destinés à produire une plus grande quantité de sécrétions à proximité du morceau trop gros. Mais la résorption de l'eau et de l'air en fait également partie. nous trouvons des adénomes à croissance étalée du type résorbant..U n e propriété motrice péristaltique C'est le mouvement péristaltique qui fait progresser la bouillie. Un DHS suivi d'un SBS dans ce domaine provoque une accélération du mouvement péristaltique dans la zone touchée et un arrêt partiel dans le reste. ) 2 . 4 . est résorbée dans le colon. protéines. selon leur 42 . L'eau par exemple.Une propriété sécrétoire Elle signifie que le morceau sera réduit. Lors d'un DHS suivi d'un SBS dans ce domaine.U n e propriété sensitive Elle permet la reconnaissance des particules de nourriture composition chimique (graisses. Lors du DHS suivi du SBS dans ce domaine. 3 .. mais nous avons encore à trouver les types de conflits particuliers du programme biologique spécial bienfondé de la nature. . nous trouvons des adénomes à croissance en chou-fleur. découpé.. apparaissent organes du au moins 4 H au tronc Les différentes propriétés des nerfs crâniens du tronc cérébral 1 . les adénocarcinomes dépendant du tronc cérébral lorsque nous ne pouvons pas absorber un morceau. e t c . digéré par la sécrétion de sucs digestifs. Fonction d'absorption A l'inverse.U n e p r o p r i é t é de r é s o r p t i o n Cela signifie que les nutriments passeront de l'intestin vers les voies sanguines et lymphatiques. Dans les tractus digestif innervés par le tronc cérébral. cellulose.toussant tout ce qui ne doit pas pénétrer dans la bouche ou dans les bronches etc. nous connaissons propriétés qui peuvent chacune subir un DHS et former un F cérébral.

I ère Etape : Forme annulaire archaïque La compréhension des mécanismes conflictuels archaïques de la « période gosier » de l'histoire de notre évolution est très importante. avait déjà pénétré par le gosier sur 12 cm de longueur (valable pour l'homme adulte futur) à l'intérieur de la partie excrétoire du tractus digestif.A g a u c h e : partie e x c r é t o i r e du tractus digestif a v e c m o i t i é g a u c h e du gosier. La forme annulaire de nos ancêtres dans l'histoire de l'évolution s'est ouverte au niveau du gosier et la totalité du gosier est devenue notre bouche et notre gorge actuelles. dont les nerfs droits avaient innervé l'absorption de la nourriture et les nerfs gauches l'élimination des déchets. les nerfs crâniens) de l'ancien gosier qui étaient placés autrefois l'un à côté de l'autre. les 12 cm d'épithélium pavimenteux Le relais au cerveau de cette muqueuse à épithélium pavimenteux du rectum. à partir de l'anus. A droite : partie a b s o r b a n t e du tractus digestif a v e c m o i t i é droite du gosier. Aujourd'hui nous trouvons encore des restes de cette innervation d'élimination des déchets dans le réflexe pharyngien. A l'époque c'était certainement déjà une situation très compliquée. Aujourd'hui. Ceci s'est passé au moment où l'épithélium pavimenteux innervé par le cortex cérébral. La bouche actuelle contient donc les deux paires de nerfs du tronc cérébral. se situe exactement à côté des relais des restes de l'arc branchial (voir groupe rouge. 43 . nous retrouvons encore.

REPRESENTATION S C H E M A T I Q U E D U DEVELOPPEMENT EMBRYONNAIRE STADE I 44 .

un bon cheval de course. un héritage. S T A D E II . un emploi. que nous décrivons aujourd'hui comme muqueuse rectale à épithelium pavimenteux. mais l'innervation archaïque de la moitié gauche du gosier provient encore de la moitié gauche du tronc cérébral. c'est-à-dire du côté de l'absorption du tractus digestif. C'est pourquoi cet epithelium pavimenteux. une voiture ou autre.2 e m e Etape : F o r m e embryonnaire tardive De quelle façon aujourd'hui nous faut-il transposer ces anciens conflits archaïques dans notre quotidien de vie ? Exemple : un morceau n'est plus un morceau de nourriture mais une maison. et jusqu'à 12 cm dans cette dernière. Lorsque l'ouverture de l'intestin s'est faite à proximité immédiate du gosier au cours de l'évolution. appartient aux restes de l'arc branchial. l'épithélium pavimenteux s'était déjà implanté de l'extérieur vers l'intérieur du gosier dans les parties absorbantes et excrétoires de l'intestin. L'ensemble du gosier (ou cavité buccale) en tant que gorge se trouve maintenant dans la partie primitive du tractus gastro-intestinal.

J = jambes.Hémisphère gauche Hémisphère droit Schéma des relais du cortex cérébral = bras. M = cortex moteur. P = périoste Zones colorées = zones sexuelles ou territoriales Coupe scanner de la moelle du cerveau Schéma des relais du cervelet . S = cortex sensitif.

Cette 5 loi biologique ou « Quintessence » est l'âme de toute la Médecine Nouvelle.La 5 loi biologique e La Quintessence La compréhension de ce que nous appelions « maladie » est maintenant considéré comme faisant partie d'un programme biologique spécial bienfondé prévu par la nature au cours des temps. basée sur 5 lois biologiques. C'est vrai. dans ce programme spécial au sens biologique de la nature ? Les « maladies » n'existent pas et n'ont jamais existé au sens où nous l'entendions. C'est pour moi renversant de constater que la « maladie » est un programme spécial dont le sens est biologique. il n'existe plus les « maladies » dans le sens où on l'entendait auparavant. Nous comprenons maintenant pourquoi 80 à 90 % des animaux guérissent spontanément d'eux-mêmes. C'est un privilège que de pouvoir vivre avec une telle conscience. Les êtres humains guérissaient également spontanément auparavant et dans les e e 33 . La « medicina sagrada » ne veut pas dire que nous sommes au paradis. Nous pouvons aujourd'hui pour la première fois comprendre ceux qui nous entourent.. Tout est déjà programmé pour chaque créature dans son « patrimoine » . D'un côté. Certains l'appellent la « Medicina sagrada ». loin de la souffrance et de la mort. la Médecine Nouvelle est en quelque sorte sacralisée par cette 5 loi qui complète et concrétise la quintessence. D'une part. elle nous ramène à l'ancienne médecine des prêtres d'Asclépios. nous vivons dans un monde qui n'a vraiment rien de biologique. la « medicina sagrada » est infiniment scientifique. même s'il s'agit de cancers. sans âme. mais en plus les rend absurdes. Songez aux perspectives gigantesques qui s'ouvrent ainsi. aux animaux et aux plantes. puisqu'elle applique les mêmes lois aux êtres humains. La médecine est devenue maintenant cosmique. les animaux et les plantes. qui était déjà à l'époque très humaine. Qui voudrait encore intervenir après cette découverte dans les cycles merveilleux de la nature. Ce ne sont que différentes phases d'un programme spécial bien-fondé conçu par la nature. peut être abandonnée par celui qui a compris les lois et règles de la Médecine Nouvelle et qui les respecte. D'autre part. Cela remet en question non seulement les thérapies symptomatiques. en aucun cas ! Mais cette médecine intellectuelle que l'on prétend scientifique. D'un autre côté. terne et sans compassion.. de pouvoir respirer et partager avec tous ceux qui nous entourent. puisque tous les symptômes que nous pouvons constater s'expliquent facilement et peuvent être maîtrisés sans peine dans la plupart des cas.

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4. Les maladies de l'homme et de l'animal : un événement à trois niveaux .

Psychismeprogrammeur Cerveauordinateur Organemachine O n p e u t dire q u e j u s q u ' i c i l a médecine classique était p r a t i q u e m e n t centrée sur les o r g a n e s . soit e n c o r e d a n s u n e allergie. c'est-à-dire le c e r v e a u . p o u r le m ê m e type de conflit. mais celle-ci n ' e s t p a s u n e occasion de conflit p o u r le 37 .p a r i é t a l e gauche du cerveau et un cancer au col de l ' u t é r u s . qui est t o u t à fait à son aise d a n s l ' e a u . des conflits à p r o p o s de l i q u i d e s . En effet. le c a n a r d . c o m m e les êtres h u m a i n s . O n n ' a u r a i t p a s eu l'idée de chercher d ' e m b l é e les causes de la p a n n e m é c a n i q u e d a n s l ' o r d i n a t e u r . Invité à préciser ce q u ' i l entendait p a r « conflit sexuel » — qui p o u r m o i est un conflit biologique —. p a r exemple. ainsi q u e j ' e n ai f o u r n i la preuve à l'aide de scanners cérébraux. la souris p e u t fort bien être i n c o m m o d é e et faire un conflit de p e u r de la fumée. Il faut évidemment tenir c o m p t e des p r o g r a m m a t i o n s spécifiques du comp o r t e m e n t a n i m a l : ainsi. il fallait c o m p t e r entre 10 et 20 a n s . H a b i t u é e depuis des millénaires a u x incendies de greniers à b l é . Et ce foyer de H a m e r c o r r e s p o n d à la m ê m e partie du c o r p s . u n e hypersensibilité d e l ' o r g a n i s m e à u n e s u b s t a n c e é t r a n g è r e . M a i s il ne sut q u e r é p o n d r e l o r s q u ' i l lui fut d e m a n d é ensuite s'il acceptait cette définition p o u r u n e chienne q u i . un foyer de H a m e r d o n t la localisation au cerveau est la m ê m e q u e p o u r les êtres h u m a i n s . la médecine classique p a r t a i t j u s q u ' i c i du principe. on en recherchait les causes soit dans u n e éventuelle p a n n e mécanique. p o s t u l é p a r t o u s les traités et m a n u e l s de m é d e c i n e . on cite v o l o n tiers a u j o u r d ' h u i les n o m s de chercheurs q u i a u r a i e n t déjà découvert ou du m o i n s a d m i s l ' h y p o t h è s e de relations de cause à effet e n t r e le cancer et le stress. ne va p a s faire. au m ê m e o r g a n e . c o m m e l'illust r e ce dialogue entre le président du t r i b u n a l administratif d o n t relevait la F a c u l t é de M é d e c i n e de T û b i n g e n et un professeur de p s y c h o s o m a t i q u e de cette m ê m e F a c u l t é . ce professeur r é p l i q u a q u e p o u r lui c'était u n e « vexation narcissique ». le 17 d é c e m b r e 1986. sa manifestation. q u ' u n o r g a n e s ' a r r ê t â t d e f o n c t i o n n e r n o r m a l e m e n t . M a i s cela n ' a rien à voir avec la L o i d ' a i r a i n du c a n c e r . soit d a n s u n e infection virale ou b a c t é r i e n n e . de g r a n d s c h a g r i n s ou des conflits. c'est-à-dire e x a c t e m e n t a u x m ê m e s e n d r o i t s d u cerveau e t d e l ' o r g a n i s m e q u e p o u r u n conflit sexuel féminin. les a n i m a u x p r é s e n t e n t . Ainsi. Et d ' a u t r e p a r t la n o t i o n de conflit r é p o n d a i t à u n e définition t o t a l e m e n t différente. En effet. en corrélation avec un conflit sexuel. Certes. à p r o p o s des r e l a t i o n s du psychisme et du cancer. On p o u r r a i t m ê m e d é m o n t r e r que le cancer progresse à c h a q u e récidive du conflit et régresse ou disparaît u n e fois q u e le conflit est résolu. aurait un foyer de H a m e r localisé d a n s la m ê m e aire t e m p o r o . q u ' e n t r e le m o m e n t où d é b u t a i t un cancer et son é m e r g e n c e clinique.

la médecine nouvelle est un legs de m o n fils D i r k . o p é r a t i o n s m u t i l a n t e s visant à extirper le m a l par le fer. T o u t c o m m e la L o i d ' a i r a i n du cancer. voire m ê m e d a n s le cas d ' u n é p i t h é l i o m a . ou le cerveau. P o u r agir à c o u p sûr. l ' h é m i s phère du cerveau. M a i s o n n e traitait j a m a i s q u e l ' o r g a n e . T a n t pis p o u r les p a t i e n t s ! Ils m e u r e n t m i s é r a b l e m e n t et ne peuvent se défendre ! L a m é d e c i n e nouvelle finira q u a n d m ê m e p a r t r i o m p h e r d u s y n d r o m e de T u b i n g e n (envie + a r r o g a n c e + i g n o r a n c e ) p o u r la simple raison q u e l ' o n ne p e u t étouffer indéfiniment la vérité. il faut bien le dire frauduleuses. Il serait facile d'élucider la q u e s t i o n en u n e seule m a t i n é e . à calciner les t u m e u r s p a r des é m a n a t i o n s radioactives du cobalt-60 et à bloquer la division cellulaire p a r des cytostatiques (poisons cellulaires). génér a l e m e n t p a r perfusion. n ' é t a i e n t pas pris en c o n s i d é r a t i o n . 38 . la r a d i o t h é r a p i e et la c h i m i o t h é r a p i e . car d a n s le cas d ' u n conflit sexuel les gauchères d o i v e n t avoir leur foyer de H a m e r d a n s u n e aire t e m p o r o . q u e la guérison p s y c h i q u e du conflit. son é v a c u a t i o n c o m p l è t e d e l ' o r g a n i s m e . p o u r la seule raison q u ' à a u c u n prix H a m e r ne d o i t avoir r a i s o n . parvenaient à m ' e n v o y e r en exil. p e r m e t t a i t de stopper la croissance d ' u n cancer et de l'encapsuler. dès q u e le cancer émergeait d a n s u n e p a r t i e q u e l c o n q u e du c o r p s . la m é d e c i n e classique s'y a t t a q u a i t p a r ces fameuses « t h é r a p e u t i ques actives et efficaces ». Ce n ' e s t pas q u ' i l soit difficile ou c o m p l i q u é . c o û t e u x ou d a n g e r e u x de p r o u v e r ce q u ' é n o n c e la Loi d ' a i r a i n du cancer. M ê m e si m e s adversaires conj u g u a n t t o u s les m o y e n s de t e r r e u r et les complicités d o n t ils disposent. Ce qui est s c a n d a l e u x c'est q u ' i l faille éviter et e m p ê c h e r à t o u t prix. c'est-à-dire p a r la chirurgie. L a p r o c é d u r e d e vérification ne devrait p a s p r e n d r e plus d ' u n e m a t i n é e . on sélectionne d ' e m b l é e des patientes d o n t le conflit de t y p e sexuel est résolu et qui o n t p a r suite les m a i n s c h a u d e s .p a r i é t a l e d e l ' h é m i s p h è r e d r o i t . Il suffirait en effet de vérifier si un certain n o m b r e de patientes d o n t le cancer au col de l ' u t é r u s a été constaté d a n s un service gynécologique.h a m s t e r . J u s q u ' i c i . E t s i l ' o n veut être a b s o l u m e n t sûr de son fait en ce q u i c o n c e r n e le côté. l ' é q u a t i o n fumée = d a n g e r n ' e s t p a s p r o g r a m m é e d a n s s o n cerveau. Elle n ' a rien à voir avec cette p s e u d o m é d e c i n e globale. de d é m o n t r e r le bien-fondé scientifique de cette loi sur la genèse du c a n c e r . il est d é p e n s é des milliards en p u r e p e r t e d a n s des entreprises. Sur leur scanner cérébral le foyer d e H a m e r doit être e n t o u r é d ' u n œ d è m e périfocal bien évident. c o m m e je le faisais. présentent un foyer de H a m e r localisé d a n s u n e aire t e m p o r o . de p r o v o q u e r la disp a r i t i o n d e l a t u m e u r .p a r i é t a l e du cerveau. c o û t e q u e c o û t e . qui h a b i t e un terrier c o m p l i q u é . L e psychisme de l ' h o m m e et de l ' a n i m a l . la « conflictolyse ». q u e cette p r e u v e soit apportée et reconnue officiellement. Il paraissait a b s o l u m e n t e x t r a v a g a n t et fantaisiste d'affirm e r . Au lieu de q u o i . C ' e s t cette simple vérification q u e la F a c u l t é de M é d e c i n e de T ù b i n g e n s'est refusée d'effectuer en m a i 1982. p r o f o n d é m e n t enfoui sous terre : c o m m e il n ' e s t j a m a i s p e r t u r b é p a r la f u m é e . on ne sélectionne p o u r ce test q u e des droitières. en raison des conséquences i m m e n ses q u e cette r e c o n n a i s s a n c e a u r a i t d a n s t o u s les d o m a i n e s .

n o t a m m e n t u n e famille n o m b r e u s e . Quelle t h é r a p i e va p r o p o s e r la m é d e c i n e classique ? Bien e n t e n d u u n sédatif. P e r s o n n e n ' a rien à p e r d r e à la l i q u i d a t i o n d ' u n e e r r e u r .m è r e casée d a n s u n e m a i s o n de retraite où elle est p r a t i q u e m e n t isolée de sa famille. P r e n o n s l'exemple d u petit enfant q u i . En réalité on réprime le b o n fonctionnement de l'ordinateur q u ' e s t son cerveau. a u r a i t r e n d u à ses enfants et petits-enfants des services inestimables c o m m e p a t r i a r c h e et conseiller expérimenté et avisé de sa famille. est le t y p e de l ' a n i m a l grégaire se p r ê t a n t de façon idéale à la m a n i p u l a t i o n . il faudrait n o n seulement savoir quel fusible a été grillé p a r le court-circuit.p r o g r a m m e u r ou le c e r v e a u . est t r a i t é p a r la m é d e c i n e actuelle sous f o r m e « sédative ». Ses p a r e n t s s o n t sortis. P o u r l a p r o g r a m m a t i o n psychiq u e / c é r é b r a l e d ' u n enfant u n i q u e . Il est bien évident. L o i n d'être i n h u m a i n e . La médecine classique qui. ceux q u i en coulisse tirent les ficelles en d é c i d a n t c o m m e n t d o i t f o n c t i o n n e r n o t r e société de c o n s o m m a t i o n . p o u r t a n t de patients. Et n o u s voici a m e n é s en droite ligne à la q u e s t i o n majeure : quel p r o g r a m m e choisir p o u r l'avenir de n o t r e o r g a n i s m e ? Le p r o g r a m m e idéal est é v i d e m m e n t le p r o g r a m m e b i o l o g i q u e de n o t r e o r d i n a t e u r c é r é b r a l . et q u i d a n s sa c h a m b r e t t e « c o n s o m m e » de q u o i faire vivre un j e u n e m é n a g e . m a i s aussi et s u r t o u t savoir pourq u o i il a sauté. l a n a t u r e a u r a i t p r o b a b l e m e n t besoin d ' u n million d ' a n n é e s . se m a n i p u l e m o i n s facilement q u ' u n e foule d e p e r s o n n e s isolées. p o u r a u t a n t q u ' i l en existe encore u n e . M a i s p o u r r é p a r e r le p s y c h i s m e .p è r e confiné entre les q u a t r e m u r s de sa c h a m b r e de r e t r a i t e . cette crise de terreur n o c t u r n e va peut-être le m a r q u e r p o u r la vie. telle q u ' e l l e est p r o g r a m m é e d a n s l ' o r d i n a t e u r q u ' e s t n o t r e cerveau. et il y a n o r m a l e m e n t t o u j o u r s assez de frères et s œ u r s contre lesquels l'enfant peut se blottir s'il fait u n c a u c h e m a r p e n d a n t l a nuit. elle fait au c o n t r a i r e t a b l e r a s e de cette m é d e c i n e b r u t a l e . puisqu'elle est centrée sur la biologie. n'est plus q u ' u n e m é d e cine b r u t a l e . s'inspirent de t o u s a u t r e s intérêts. fixe des n o r m e s inédites. Ce grand-père m a l d a n s sa p e a u de « pensionnaire » et perclus de conflits ad h o c . Il est vraisemblable q u e p r e s q u e toutes les maladies f o n c t i o n n e n t d ' a p r è s 39 . et c o m m e il n ' a p a s de frères et s œ u r s p o u r le rassurer. le g r a n d . A u t r e f o i s .d o n t p e r s o n n e n ' a r r i v e d'ailleurs à se faire u n e idée bien précise. ce qui est n o r m a l a u j o u r d ' h u i . c'est un enfant u n i q u e . c'est-à-dire q u ' i l est b o u r r é de t r a n q u i l l i s a n t s . q u ' u n e famille. U n e g r a n d . L o i n de s'orienter en f o n c t i o n de n o r m e s b i o l o g i q u e s . travaille v r a i m e n t e n dépit d u b o n sens. sans â m e . N o r m a l e m e n t . en effet. q u i est axée sur les c o m p o r t e m e n t s et les conflits biologiques. à o n z e h e u r e s du soir. d a n s l'obscurité de sa c h a m b r e . la m è r e ne s'éloignerait pas de son e n f a n t . fait u n e crise de n y c t o p h o b i e — crainte m o r b i d e de la n u i t . La m é d e cine nouvelle.o r d i n a t e u r de n o t r e o r g a n i s m e . O n p o u r r a i t facilem e n t fermer les 2 / 3 des stations chirurgicales parce q u ' i l est a b s o l u m e n t superflu d'extirper ces petits renflements ou saillies en f o r m e de n œ u d q u e l ' o n appelle n o d u l e s et q u ' i l l'est encore p l u s de nettoyer t o u t a u t o u r en « taillant d a n s le vif ». U n cas d e c e genre n ' e s t a b s o l u m e n t p a s p r é v u d a n s l e contexte qui induit n o t r e p r o g r a m m e cérébral c o m m e modèle de c o m p o r t e m e n t .

intim e s . M a i s ces contextes e u x . et d o n t il n o u s faut bien tenir c o m p t e . « surm o n t e » (détruit) ou « réalise » (accomplit) sa p r o p r e création merveilleuse. A n o t e r q u e ce p r o g r a m m e b i o l o g i q u e c o m p o r t e lui aussi des conflits à la fois voulus et p r é v u s . Un petit n o m b r e de nos contemporains commence peut-être à se douter de la n o t e q u ' i l va falloir p a y e r lorsqu'ils sentent les c l o a q u e s de n o s fleuves débranchés du r y t h m e biologique : que n o u s n o u s c o n f o r m i o n s au code de n o t r e cerveau ou l'ignorions p a r bêtise ou de p r o p o s délibéré — il n ' e m p ê che q u ' i l existe bel et bien et il n o u s faut en tenir c o m p t e . q u e n o u s r e t r o u v o n s aussi bien d a n s n o t r e c o s m o s q u e d a n s n o t r e o r g a n i s m e . P l u s n o u s s o m m e s riches et plus l'espérance de vie recule ( d a n s les hospices et les m a i s o n s de retraite). e t c . lui inflige un conflit de territoire qui est b i o l o g i q u e m e n t v o u l u et m ê m e nécessaire. 40 . a u x p o u x .n o t r e o r d i n a t e u r cérébral. de « softies ». qui ne m a n i festent plus a u c u n intérêt à c o n q u é r i r et à d é f e n d r e un t e r r i t o i r e . il y a dist o r s i o n e t défiguration d ' u n o r d r e a d m i r a b l e . A u x insectes. L a m é d e c i n e nouvelle c o n s t a t e t o u t d ' a b o r d q u e d a n s n o t r e o r g a n i s m e t o u t s e d é r o u l e c o m m e d a n s u n o r d i n a t e u r m o d e r n e . C'est qu'il existe u n c o d e . c e qu'elles n e s o n t p o i n t d u t o u t . On p e u t n a t u r e l l e m e n t discuter à l'infini sur ces idées et ces points de v u e . é t a n t d o n n é q u e c h a c u n de n o u s a sa p r o p r e vision du m o n d e et alim e n t e la discussion sous f o r m e d ' a p p r é c i a t i o n de ces c o n t e x t e s . m o i n s nos femm e s ont d ' e n f a n t s et plus n o s familles sont ruineuses — à l'encontre de notre code. le c h a p i t r e sur la t u b e r c u l o s e ) . p u c e s . à u n e mentalité de m é p r i s . N o u s s o m m e s atterrés d e voir t o u t c e q u e n o u s a valu cette civilisation. Ce qui c o m p t e aussi en définitive c'est de savoir si Dieu. . peutêtre m ê m e à t o u t e s les bactéries q u e l ' o n n o u s a appris j u s q u ' i c i à considérer c o m m e n o s ennemies.m ê m e s ne p e u v e n t être niés. n o u s o u v r o n s la p o r t e à t o u t e s sortes de conflits. qui n o u s a c c o m p a g n e n t fidèlement depuis des millions d ' a n n é e s a v a n t d ' ê t r e exterminés p a r les insecticides. que nos ancêtres cultivaient à l ' é g a r d des a n i m a u x . Le jeune cerf qui dispute son territoire à un chef vieillissant. et en définitive à un cercle vicieux. u n vaste p r o g r a m m e b i o l o g i q u e . L o r s q u ' u n e société sécrète u n e r a c e de « cerfs » efféminés. D a n s le p r e m i e r cas il est n a t u r e l l e m e n t d o n n é libre accès à t o u t e perversion de la n a t u r e . p a r exemple à l'égard de leurs c h e v a u x . y c o m p r i s les m a l a d i e s infectieuses (cf. N o t r e occident chrétien souffre j u s t e m e n t depuis plus d ' u n millénaire de ce q u e n o u s a v o n s sacrifié ces relations familières. e n g r a m m é d a n s n o t r e cerv e a u . F a u t e de régler n o t r e c o n d u i t e sur ce c o d e . qui ne voit d a n s les a n i m a u x q u e d u m a t é r i a u d ' a b a t t o i r e t u n e source d e p r o f i t . S o n g e o n s a u x colibacilles de n o t r e intestin. ou le principe divin a u q u e l on se réfère. Il n o u s faut r é a p p r e n d r e à situer t o u t e s ces choses d a n s u n e t o u t e a u t r e perspective. sauf q u e c'est bien plus g r a n d i o s e du fait q u ' u n e g r a n d e partie des autres espèces animales et végétales y sont intégrées. sur ce p r o g r a m m e . Ce q u e je v o u d r a i s illustrer p a r ces exemples c'est q u e n o u s ne p o u v o n s p a s m a n i p u l e r a r b i t r a i r e m e n t les « s t r u c t u r e s sociales » t o u t en refusant de n o u s a c c o m m o d e r des conflits qui en résultent f o r c é m e n t . punaises e t m o u c h e s .

I l leur m a n q u a i t seulement u n système p o u r établir u n lien cohérent entre les c h o s e s . p a r exemple. E v i d e m m e n t . d o n t t o u t le m o n d e affirmait j u s q u ' i c i q u ' e l l e n ' a v a i t p a s de sens et ne rimait à rien : o n n ' y voyait q u ' u n d é s o r d r e inextricable semé p a r des cellules devenues a n a r c h i q u e s . celui de l ' o r g a n e .C'est ce c o d e qui détermine n o s conflits et aussi nos m a l a d i e s : c'est p a r ticulièrement évident en ce q u i concerne la m a l a d i e du c a n c e r . rien de plus g r a n d i o s e q u e la m a l a d i e d u cancer. Il y a en F r a n c e d'excellents médecins qui o n t assimilé ce système p r e s q u e à la perfection et o b t i e n n e n t les meilleurs résultats. P o u r l ' i n s t a n t on a encore de la peine à se l ' i m a g i n e r . d o n t le t r a i t e m e n t est p e r t u r b é p a r le psychisme du patient et q u ' i l convient p a r c o n s é q u e n t d ' i m m o b i l i s e r : c'est ce q u e l ' o n appelle la « s é d a t i o n » m é d i c a m e n t e u s e . q u e l ' o n peut faire plus l o n g t e m p s b a r r a g e à cette découverte q u e j ' a i faite en déchiffrant ces hiéroglyphes. Il ne suffit p a s de « compléter » p a r la Loi d ' a i r a i n du cancer ce q u e l ' o n avait appris jusqu'ici : il faut bien se m e t t r e d a n s la tête q u e t o u t ce que l ' o n avait appris j u s q u ' i c i était f a u x . R i e n de t o u t cela n ' é t a i t v r a i . q u e n o u s j u g i o n s avec t a n t de c o n d e s c e n d a n c e . je puis me faire u n e idée précise de l ' o r g a n e c o r r e s p o n d a n t et de l ' é t a t d a n s lequel se t r o u v e l'aire cérébrale c o r r e s p o n d a n t e : le foyer de H a m e r .cerveau . Ce q u ' i l y a de séduisant d a n s le système p s y c h i s m e . Ces sorciers et guérisseurs de la forêt vierge. Et ce n ' e s t p a s en me retirant — p r a t i q u e m e n t à vie — le p e r m i s d ' e x e r c e r la médecine p a r envie. étaient des m é d e c i n s a u t r e m e n t plus intellig e n t s . o n t apprécié quelque p e u les corrélations entre le psychisme et les m a l a d i e s . C'est ce q u i explique q u e mises à p a r t q u e l q u e s digressions scientifiques accessoires. ma documentation bibliographique ne pouvait consister q u ' e n bibliographie négative ! Il n ' y avait en effet a u c u n e référence susceptible d ' é t a y e r o u d e fonder m e s p r o p o s . Il me suffit en effet de c o n n a î t r e un seul des trois p l a n s p o u r les c o n n a î t r e t o u s les t r o i s . si je suis au c o u r a n t des p h é n o m è n e s p s y c h i q u e s . M a i s à p a r t i r 41 . en plus de leurs m é t h o d e s curatives naturelles et de leur c o n n a i s s a n c e des plantes médicinales. Et de l ' a u t r e les t e n a n t s de la m é d e c i n e classique. on n ' a r r i v a i t p a s à déchiffrer ce système. p o u r qui l ' h o m m e est constitué plus ou m o i n s p a r u n e « m o t t e de p r o t é i n e s ». M a i s d'ici p e u n o u s p a r v i e n d r o n s à n o u s faire u n e idée assez précise de l'état de l'organe à partir de l'état du cerveau grâce à un ordinateur d a n s lequel seront mémorisés des milliers de variantes détaillées. A t o u t bien considérer il n ' y a eu j u s q u ' i c i q u e deux sortes de médecins : d ' u n e p a r t les médecins guérisseurs de la forêt vierge q u i . A i n s i . D a n s t o u t e la m é d e c i n e il n ' y a rien de plus logique et c o h é r e n t . Il est p r o b a b l e q u e sous p e u la plus g r a n d e partie de l ' e x a m e n m é d i cal d ' u n p a t i e n t consistera à établir un scanner du c e r v e a u . Ce q u e la m é d e c i n e classique a t a n t de peine à c o m p r e n d r e c'est q u ' i l faut a p p r e n d r e à repenser la m é d e c i n e de f o n d en c o m b l e .o r g a n e c'est q u e c'est un système s u r d é t e r m i n é . t a n t q u e l ' o n n e considérait q u ' u n seul niveau. a r r o g a n c e et i g n o r a n c e (le fameux s y n d r o m e de T u b i n g e n ) .

p a r exemple. droitier ou g a u c h e r . la p r i v a t i o n de la chaleur du nid. A i n s i . et m ê m e un seul m o t est en mesure de le faire m o u r i r . mais aussi de nos agissements inconscients. Si tu es intelligent. Ce q u e je lègue ici. P e r s o n n e ne se p o s e de q u e s t i o n sur le « conflit de territoire » de l ' h o m m e . La p l u p a r t du temps n o u s n o u s c o m p o r t o n s sans le savoir c o m m e un a n i m a l . C a r il s'agit ici d ' ê t r e s v i v a n t s . A u f o n d . l'infarct u s d u m y o c a r d e . l a plus g r a n d e p a r t i e d e n o t r e action i n c o n s ciente. u n e i m a g e aussi finement t r a m é e perm e t t r a de c o m b l e r p e u à p e u les lacunes de détail. le stade où il se t r o u v e actuellement (conflit actif ou s t a d e postconflictolytiq u e ) .n o u s bien d e concevoir l a Loi d ' a i r a i n d u cancer c o m m e u n jeu intellectuel. G a r d o n s . Voilà p o u r q u o i la m é d e c i n e nouvelle va déclencher la plus f o r m i d a b l e révolution médicale et sociale de m é m o i r e d ' h o m m e . t o u t j u g e m e n t . etc. Les d o g m e s simplistes ne conviennent a b s o l u m e n t pas ici. à p a r t i r de la c o n n a i s s a n c e exacte de l ' u n des trois p l a n s . t â c h e de le c o m prendre ! e e 42 . L ' e x p é r i e n c e a i d a n t . du foyer familial. l'état des d e u x a u t r e s . je puis d é d u i r e la durée du conflit qui a précédé et. après cinq a t t e n t a t s m a n q u é s c o n t r e m a p e r s o n n e . U n e fois en possession d ' u n petit n o m b r e d ' i n f o r m a t i o n s p r i m o r d i a l e s . m a i s d o n t l ' i m p o r t a n c e p o u r ces p a t i e n t s est telle qu'ils r i s q u e n t de s'y briser. des m a i n s c h a u d e s et du b o n sens. se déroulent dans le cadre de ces m o d è l e s de c o m p o r t e m e n t b i o l o g i q u e s . je ne sais pas si. son intensité. lecteur. telles q u e : sexe masculin ou féminin. le cas é c h é a n t .de ce scanner cérébral je puis aussi tirer des conclusions très précises des p h é n o m è n e s psychiques : je puis voir quelle était la n a t u r e du conflit. t o u j o u r s p r o m p t s à écraser d ' u n e pierre le m o u s t i q u e qui se p o s e sur v o t r e visage. t o u t verdict. j e u n e ou â g é . J ' i g n o r e si je verrai la percée de cette m é d e c i n e nouvelle . M a i s cela ne c h a n g e rien. Et p o u r t a n t la plupart des h o m m e s m e u r e n t justement des suites d ' u n tel conflit. j e survivrai a u 6 o u au 7 . Il ne faut p a s les confier à des t e n a n t s d ' u n e m é d e c i n e b r u t a l e . d ' ê t r e s d o n t l ' â m e est m a l a d e d ' u n conflit q u i p e u t n o u s p a r a î t r e b a n a l o u m ê m e futile e t ridicule. je suis v r a i m e n t en m e s u r e de d é d u i r e . Et ces conflits biologiques n ' o n t rien à voir avec u n e « v e x a t i o n narcissique ». je le t r a n s m e t s c o m m e le t e s t a m e n t de m o n fils D i r k . p e u t tuer u n h o m m e p a r l e c h o c conflictuel (DHS) qu'il est susceptible de p r o v o q u e r . l'allaitement au sein ou au b i b e r o n . P o u r recueillir les confidences de ces m a l a d e s il faut avoir un c œ u r chaleur e u x .

nous const a t o n s q u ' à l ' é t a t originel. D ' o r d i n a i r e . m a i s q u ' i l a sa r a i s o n d ' ê t r e et s'inscrit c o m m e un élément indispensable d a n s le p l a n général de la n a t u r e . Si nous observons attentivement ce qui se passe d a n s la n a t u r e . Les é l é p h a n t s se r a s s e m b l e n t p e n d a n t des j o u r n é e s entières a u t o u r d ' u n « c a m a r a d e » défunt et p r e n n e n t le deuil. q u e ce n ' e s t p a s l a p e r t e d e c o n t r ô l e d ' u n e cellule d e v e n u e s o u d a i n a n a r c h i q u e . ne sort p a s v a i n q u e u r de ce test. U n e chienne d o n t on a pris le chiot r é s o u d r a son conflit soit en a r r a c h a n t son petit au v o l e u r . C h e z l ' a n i m a l n o u s d é c o u v r o n s ce q u e chez l ' h o m m e on ne peut évoquer q u ' a v e c circonspection : l'aide extérieure.Comparaison de l'évolution biologique du cancer chez l'homme et chez l'animal Ce qui m a n q u e à l ' a n i m a l c'est q u e l q u ' u n qui puisse l'aider à t r o u v e r son conflit et à ne pas y r e t o m b e r à l'avenir. m a i s u n i q u e m e n t p a r u n e s o l u t i o n réelle e t concrète.m a n i p u l é e p a r les h o m m e s . e t d o n c à leur c a n c e r . L a perte d ' u n o u d e plusieurs petits. les a n i m a u x d o i v e n t a p p o r t e r u n e solution réelle et concrète a u x conflits engendrés p a r u n D H S . 43 . A i n s i . n e p e u t être résolue p a r l a m é t h o d e p s y c h o t h é r a p e u t i q u e . C'est d'ailleurs ce qui se passe le plus s o u v e n t . soit en m a t e r n a n t les a u t r e s c h i o t s . l ' a n i m a l en est réduit à endurer son conflit j u s q u ' à ce qu'il soit résolu concrètement.p r é d a t e u r . il faut en général q u e l ' a n i m a l s u r m o n t e lui-même son cancer. u n e m é p r i s e . p o u r r é s o u d r e les conflits.r é s o l u e t d e s o n cancer. l a p e r t e d ' u n territoire. Q u e seraient nos sépultures sans ce « r a s s e m b l e m e n t » ? A b s t r a c t i o n faite de ces « r e m è d e s cultuels ou culturels » chez les m a m mifères supérieures. Il s'agit a p p a r e m m e n t d ' u n e tentative d ' a t t é n u a t i o n o u d e r é s o l u t i o n des conflits de perte subie p a r des a n i m a u x p a r t i c u l i è r e m e n t affectés ou p a r le t r o u p e a u t o u t entier. ou b i e n le vieux cerf récupère son t e r r i t o i r e . S o n g e o n s n o t a m m e n t à ces rituels funéraires d o n t sont c o u t u m i e r s les é l é p h a n t s . U n e fois q u e la femelle a mis b a s . c'està-dire n o n p r é v u e p a r la n a t u r e . il lui faut alors m o u r i r . N o u s a v o n s déjà v u q u e d a n s l a n a t u r e le cancer n ' e s t p a s u n e erreur d'aiguillage. C'est d'ailleurs s o u v e n t un test de qualité ou de qualification : si l ' a n i m a l é c h o u e . le conflit est résolu a u t o m a t i q u e m e n t . Voilà p o u r q u o i il faut en général q u e la t h é r a p i e du conflit biologique soit u n e solution réelle de ce conflit : elle p e u t consister en la r e s t a u r a t i o n de l'état a n t é r i e u r ou en u n e alternative viable. Il en est exactement de même pour l'homme. ne constitue p a s un acquis qualitatif p o u r les races individuelles m a i s t o u t au plus un gain quantitatif. N o t o n s toutefois que chez les a n i m a u x supérieurs n o u s entrevoyons déjà u n e é b a u c h e culturelle d a n s l a maîtrise d u conflit. sinon il m e u r t d u conflit n o n . ou b i e n il s ' e m p a r e à s o n t o u r d ' u n a u t r e territoire a p r è s en avoir expulsé le p r o p r i é t a i r e . c'est-à-dire d a n s l a n a t u r e n o n . soit encore en p r é p a r a n t u n e nouvelle p o r tée. et d o n c pas d ' a c t i v i t é conflictuelle. il y a g é n é r a l e m e n t absence de conflit. qui se paie d ' u n e perte qualitative. T a n t q u ' e l l e p o r t e .

P o u r m a p a r t j e t r o u v e cela t o u t n a t u r e l . d i t . Je conviens q u e p o u r la p l u p a r t d ' e n t r e n o u s c'est d u r à avaler. q u ' i l y rêve d a n s son s o m meil. qu'il n'arrive pas à dormir. L o r s q u e je dis q u e l ' a n i m a l a fait un conflit — et j ' e n t e n d s p a r là un conflit biologique —. le conflit de la bouffe chez l ' a n i m a l diffère. Vieux cerf expulsé p a r Conflit de territoire P e r t e d ' e m p l o i . et ce sur les trois p l a n s p s y c h i q u e .Du fait q u ' à la différence des h u m a i n s . C'est faux. comme l'homme. m é t a m o r p h o s é ou sublimé. C h e z l ' h o m m e et chez l ' a n i m a l il y a parallélisme d a n s l ' é v o l u t i o n du conflit. Q u a n d j e p r é t e n d s q u e l ' a n i m a l m a n q u e d'appétit. ou t o u t au m o i n s c o m p a r a b l e . Si d o n c ces d e u x niveaux — o r g a n i q u e et cérébral — sont pareils ou c o m p a r a b l e s . L o r s q u e n o u s a f f i r m o n s q u e l ' h o m m e et le m a m m i f è r e subissent le cancer de la m ê m e f a ç o n . f e m m e u n j e u n e . des attributs de la pensée. il y a divergences en ce qui c o n c e r n e la t e n e u r du conflit : ainsi. au chien berger. bien des gens a d m e t t e n t q u e le cancer soit pareil ou c o m p a r a b l e au n i v e a u o r g a n i q u e . de généralement conflit territoire : le petit avec u n m e m b r e d e l a chien m a n g e les meilfamille. Comparaison Ca sein des conflits biologiques chez l'homme et chez l'animal gauche L'homme Conflit mère-enfant e n f a n t accidenté Ca ulcératif du foie (nécrose d u réseau biliaire) Ca c o r o n a i r e bronchique péricardique 44 L'animal (mammifère) Conflit du nid : la v a c h e se fait enlever son v e a u Conflit de rancœur Conflit de b o u f f e . on l'accepte à la rigueur.o n . cérébral et o r g a n i q u e . la perte d ' u n petit. du conflit h o m o l o g u e chez l ' h o m m e . les a n i m a u x vivent n o r m a l e m e n t leur r y t h m e n a t u r e l . de m ê m e q u e la solution de ce conflit n o r m a l est p r o g r a m m é e d a n s la p o r t é e suivante. M a i s si je vais j u s q u ' à affirmer q u e l ' a n i m a l est o b s é d é p a r un conflit b i o l o g i q u e . d ' h a b i t u d e à leurs m o r c e a u x réservés propos d'argent au « chef ». t o u t p o r t e à croire q u e le niveau psychique est lui aussi pareil. p a r exemple. privilège de l ' h o m m e . biche qui o u copine chipée p a r s'évade d ' u n territoire un autre dans un autre . Il y a également similitude au niveau cérébral. selon les races. C e r t e s . C ' e s t ce qu'illustre le t a b l e a u suivant dressé p o u r divers types de conflits a r c h a ï q u e s . l'envie. m a i s chez l ' h o m m e aussi ces conflits biologiques se réfèrent t o u j o u r s à un p r o t o t y p e a r c h a ï q u e . on a d m e t en général q u e c'est u n e p r o p o s i t i o n a c c e p t a b l e . est déjà d a n s une large m e s u r e p r o g r a m m é e c o m m e « n o r m a l e ». q u ' i l y pense j o u r et n u i t . p u i s q u e l ' o n t r o u v e d a n s u n e aire spécifique d u cerveau d e l ' a n i m a l un foyer de H a m e r pareil ou c o m p a r a b l e à celui du cerveau h u m a i n . q u ' i l est en état de s y m p a t h i c o t o n i e . où il est plus ou m o i n s t r a n s f o r m é . c o m m e l ' h o m m e . P o u r q u o i ? P a r c e q u e ce sont là. je soulève un tollé g é n é r a l . comme l'homme.

mais p a s m o i . u n m a l a d e c o m b a t .Ca du col utérin Ca testiculaire Ca du r e c t u m Ca de la vessie Ca des os (phase de guérison = leucémie) Ca p u l m o n a i r e taches r o n d e s a u x poumons Conflit sexuel féminin U n e chienne en chaleur Conflit de frustration est t o u j o u r s t e n u e à sexuelle. Vous n ' a v e z nid des souris : la souplus a u c u n e c h a n c e de ris obligée de passer v o u s en tirer ». u n éco. des petits elle p e u t être enceinte.certain t e m p s . elle en f l a g r a n t délit : la n ' a pas le droit d'avoir rivale est possédée. Conflit de perte U n chien p e r d son U n p è r e p e r d son m a î t r e ou ses e n f a n t . u n cerf lier é c h o u e à l'examen p e r d s a r a m u r e a u d e p a s s a g e . devant 45 . M a r i surpris l'écart des m â l e s . u n j e u n e son camarades de jeu copain Conflit de marquage Le cerf du territoire de territoire voisin viole U n p a t i e n t s'entend c o n s t a m m e n t la ligne dire : « Tu ignores qui d e d é m a r c a t i o n . c h a t faib r u t a l « V o u s avez le sant le guet d e v a n t le cancer. la défense a p p r e n d q u ' i l a le d ' u n é l é p h a n t est cancer mutilée Conflit de peur mortelle Souris enfumées en Diagnostic-pronostic l a b o r a t o i r e . est t o n p è r e ! ( C a du r e c t u m ) La fille m a r i é e a mauvaise réputation (Ca de la vessie) Conflit de dévalorisation Un chien ne peut plus Un employé n ' a pas marcher pendant un d ' a v a n c e m e n t .

Le système ontogénétique des tumeurs .5.

o u m é s o d e r m e cérébelleux. o u . se subdivise en un m é s o d e r m e a n c i e n . après ostéolyse. 2 . p a r les bacilles de K o c h .Le système o n t o g é n é t i q u e de la médecine est un système g l o b a l . p . N a t u r e l l e m e n t . C a m a m m a i r e . b) M é s o d e r m e cérébral : restitution avec tuméfaction et croissance luxuriante au sens d ' u n sarcome. En la restituant d a n s un e n s e m b l e c o h é r e n t . le feuillet e m b r y o n n a i r e m o y e n . C e p e n d a n t . revêt p o u r la m é d e c i n e u n e i m p o r t a n c e c o m p a r a b l e à celle du système périodiq u e des éléments p o u r les sciences physiques et naturelles. A u x trois feuillets e m b r y o n n a i r e s c o r r e s p o n d e n t aussi des types spécifiques de tissus histologiques pareils. La L o i d ' a i r a i n du cancer — t o u s les m é d e c i n s l ' o n t c o n f i r m é — constituait la p r e m i è r e étape de s y s t é m a t i s a t i o n d a n s la c o n f u s i o n générale qui 49 . e x . cal luxuriant c o m m e o s t é o s a r c o m e . La croissance l u x u r i a n t e est a b s o l u m e n t inoffensive et s ' a r r ê t e s p o n t a n é m e n t à la fin de la p h a s e n o r m a l e de guérison. cohérent et logique. ou m é s o d e r m e . et n o t a m m e n t des t u m e u r s . il découle p a r voie de c o n s é q u e n c e de la Loi d ' a i r a i n du cancer et de la d é c o u v e r t e du foyer de H a m e r au cerveau. M a i s ce système o n t o g é n é t i q u e de la médecine. e t u n m é s o d e r m e n o u v e a u . enkystement ou réduction b a c t é r i e n n e c o m m e p o u r l ' e n d o d e r m e . Ectoderme : T e n d a n c e à l'expulsion de la nécrose ulcéreuse avec restit u t i o n o u r e s t i t u t i o n cicatricielle. L o r s d ' u n D H S p r o v o q u a n t u n foyer d e H a m e r . ou m é s o d e r m e cérébral. les sphères o r g a n i q u e s c o r r e s p o n d a n t à ce foyer de H a m e r ont u n e réaction spécifique en fonction du feuillet e m b r y o n n a i r e d o n t elles dérivent : 3. e x . e n k y s t e m e n t ou r é d u c t i o n b a c t é rienne. p . Mésoderme : a) Mésoderme cérébelleux : arrêt de la croissance. La p h a s e de guérison consécutive à la solution du conflit diffère b e a u c o u p selon les feuillets e m b r y o n n a i r e s : Endoderme : A r r ê t de la croissance. t a n d i s q u e le m é s o d e r m e d u cerveau s e c o m p o r t e c o m m e l ' e c t o d e r m e c é r é b r a l . il m e t en évidence les c o r r é l a t i o n s qui existent au sein de la m é d e c i n e t o u t entière ! Le S Y S T È M E O N T O G É N É T I Q U E s ' é n o n c e ainsi : 1. sinon i d e n t i q u e s . Le m é s o d e r m e cérébelleux a un c o m p o r t e m e n t a n a l o g u e à celui de l ' e n d o d e r m e du t r o n c cérébral.

L a p l u p a r t de n o s o r g a n e s sont dérivés d ' u n seul de ces feuillets : ainsi. sera e n c o r e en vigueur p e n d a n t des décennies. p a r exemple. si le cerveau est v r a i m e n t l ' o r d i n a t e u r de l ' o r g a n i s m e . le mésoderme. précisément du foyer d e H a m e r . le cas spécial.régnait j u s q u e . o u feuillet externe d e l ' e m b r y o n . C e t t e fois. Bien des q u e s t i o n s restaient e n c o r e en s u s p e n s . tuméfactions. carcinomes. la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c . Et p u i s q u e l'intestin c o m p o r t e aussi un plexus n e r v e u x . vu q u e t o u s les o r g a n e s en sont pourvus. je crois être p a r v e n u à t r o u v e r un système global q u i ne c o n c e r n e pas seulement les t u m e u r s . l'endoderme. cette dysfonction. Si n o u s classons ces différentes t u m e u r s et t u m é f a c t i o n s en fonction de cette histoire du d é v e l o p p e m e n t e m b r y o n n a i r e . les voies biliaires du foie et les îlots p a n créatiques) dérive du feuillet interne de l ' e m b r y o n . le mésoderme. à savoir l'endoderme.l à à p r o p o s de la n a t u r e des t u m e u r s . négatif. d o n t l a r é p o n s e c o m p o r t e m e n t a l e avait j u s q u e . il s'agit en effet de mobiliser t o u t e s les forces vives p o u r saisir la « dernière c h a n c e » de survie. il est logique q u e les o r g a n e s du corps p r é s e n t a n t u n e affinité o n t o g é n é t i q u e « c o h a b i t e n t » a u sein d e l ' o r d i n a t e u r q u ' e s t n o t r e cerveau. séminomes. d ' u n e dysfonction d ' a i r e cérébrale. ou feuillet m o y e n d e l ' e m b r y o n . a au contraire un sens bien précis d a n s cette lutte à m o r t . M a i s étant d o n n é q u e l'intestin est irrigué p a r des vaisseaux sanguins et que ceux-ci dérivent du feuillet e m b r y o n n a i r e m o y e n . le t u b e digestif (sans le r e c t u m et les 2 / 3 supérieurs de l ' œ s o p h a g e . Les embryologistes subdivisent généralement le développement e m b r y o n n a i r e selon la f o r m a t i o n des « trois feuillets e m b r y o n n a i r e s ». le « système neuro-végétatif ». 50 .l à fonctionné des millions de fois avec u n e précision é t o n n a n t e . N é a n m o i n s q u a n d o n dit d ' u n o r g a n e q u ' i l est d ' o r i g i n e e n d o d e r m i q u e . de l ' e m b r y o l o gie. la perturbation de notre sphère c o m p o r t e m e n t a l e p a r des conflits biologiques n ' e s t q u ' u n cas particulier. c'est-à-dire de ne c o r r e s p o n d r e à a u c u n système. il a aussi des « éléments e c t o d e r m i q u e s » . Classification des tumeurs Des années d u r a n t j ' a i été d é r o u t é p a r l ' a b s e n c e p r é s u m é e d e t o u t système m o r p h o l o g i q u e (forme) et histologique (fines structures) d a n s cette kyrielle de tumeurs. Ce q u ' i l y a d ' a b s o lument fascinant d a n s cette p a n n e d ' o r d i n a t e u r c'est q u e t o u t en mobilisant l'organisme t o u t entier sous l'impact du D H S . Il s'agit de la classification en fonction de l ' o n t o g é n è s e . loin d'être a n a r c h i q u e . q u i s'est constitué progressivement au c o u r s de millions d ' a n n é e s . m a i s qui régit en principe la médecine tout entière. p a r exemple. chorioépithéliomes ou gliomes. En effet. y c o m p r i s ce q u e la m é d e c i n e classique p r e n a i t et p r e n d e n c o r e p o u r des m é t a s t a s e s . o n n e tient p a s c o m p t e d e ces éléments m é s o d e r m i q u e s (vaisseaux) et e c t o d e r m i q u e s (nerfs). ou feuillet i n t e r n e de l ' e m b r y o n . Je crois avoir enfin t r o u v é un système de classement q u i . e t l ' e c t o d e r m e . En effet. il possède aussi des « éléments m é s o d e r m i q u e s ». sarcomes. des critères des divers «feuillets e m b r y o n n a i r e s » . t o u t s ' o r d o n n e c o m m e p a r e n c h a n t e m e n t . sous u n e f o r m e plus ou m o i n s modifiée.

la muqueuse bronchique. t o u s o n t p o u r conflits c o r r e s p o n d a n t s des conflits sexuels. du fait j u s t e m e n t q u e p e r s o n n e ne s'était e n c o r e j a m a i s d o u t é q u ' i l y eût là un système cohérent. Et si je n'avais pas c o m p a r é indéfiniment des régions cérébrales. foie. Ces d e u x o r g a n e s différents sont a p p a r e m m e n t s o u d é s en un seul o r g a n e . t r è s différentes : — orifice et col de l ' u t é r u s — épithélium p a v i m e n t e u x — corps de l ' u t é r u s — épithélium a d é n o ï d e . d a n s la p l u p a r t des livres d ' e m b r y o l o g i e . estomac. m a i s leurs m u q u e u s e s dérivent de feuillets e m b r y o n n a i res différents et leurs centres-relais sont situés d a n s des p a r t i e s du cerveau t o t a l e m e n t différentes : — l'orifice et le col de l ' u t é r u s d a n s la z o n e péri-insulaire — la m u q u e u s e du corps de l ' u t é r u s d a n s le p o n t du t r o n c c é r é b r a l . les f o r m a t i o n s histologiques s o n t . sur le p l a n fonctionnel. o n t des relais c é r é b r a u x très p r o c h e s : l'épithélium p a v i m e n t e u x du r e c t u m . Certains de ces o r g a n e s q u i . Ainsi. pancréas. Ainsi. les f o r m a t i o n s histologiques. E x e m p l e : l ' u t é r u s se c o m p o s e en fait de d e u x o r g a n e s . elles aussi. D ' a i l leurs. y compris le bassinet. d u o d é n u m . l ' u t é r u s . je sais m a i n t e n a n t q u e toutes les régions d o n t la lame tissulaire de revêtement est u n e m u q u e u s e à épithélium p a v i m e n t e u x v o n t e n s e m b l e et dérivent de l ' e c t o d e r m e : leurs centres-relais s o n t d o n c égalem e n t voisins a u cerveau. les deux h o m o n culus d é f o r m é s ) . la m u q u e u s e de l'orifice et du col u t é r i n . la p r é s e n t a t i o n p r ê t e à c o n f u s i o n ou est m ê m e c a r r é m e n t fausse. par exemple les régions somato-sensorielles et m o t r i c e s du cortex cérébral avec les projections sur le cortex de la m a j e u r e partie du corps (cf. l'épithélium p a v i m e n t e u x intrab r o n c h i q u e . m e s scanners c é r é b r a u x . p a r la suite o n t fait l ' o b j e t d ' u n a s s e m b l a g e fonct i o n n e l e t q u e n o u s a v o n s pris l ' h a b i t u d e d e considérer c o m m e u n seul o r g a n e . certains organes sont constitués. 51 . les résultats de recherches e m b r y o l o g i q u e s d ' a u t r e s traités et m a n u e l s d ' e n s e i g n e m e n t . la m u q u e u s e rectale. d ' u n assemblage de plusieurs éléments dérivés de feuillets e m b r y o n n a i r e s hétérogènes : région céphalo-pulmonaire avec la région cardiaque. d ' u n e p a r t l'orifice et le col utérins et d ' a u t r e p a r t le c o r p s utérin et les t r o m p e s de F a l l o p e . Si bien q u ' i l y a voisinage des relais c é r é b r a u x d ' o r g a n e s aussi différents que la muqueuse buccale. à l'inverse. j ' e n serais encore à me creuser la tête à ce sujet : en effet. y c o m p r i s les a n a m n è s e s . des o r g a n e s q u i d a n s le corps se t r o u v e n t fort éloignés les u n s des a u t r e s . T o u s o n t leur centre-relais d a n s la z o n e péri-insulaire d r o i t e et g a u c h e . C'est l a r a i s o n p o u r laquelle j ' a i e u t a n t d e m a l a u d é b u t à t r o u v e r u n e cohérence d a n s ce système. p a r exemple. o n t leurs centres-relais d a n s des parties du cerveau souvent fort éloignées les u n e s des a u t r e s . du vagin et du larynx voisine d a n s la z o n e péri-insulaire g a u c h e . région vésico-vagino-anale. des conflits de territoire o u d e m a r q u a g e d e territoire.T o u t e f o i s . l ' é p i t h é l i u m d e l ' i n t i m a c o r o n a i r e e t l ' é p i t h é l i u m vésical d a n s la zone péri-insulaire d r o i t e . l'intima coronaire.

La p e a u était déjà d o u é e de sensibilité « p r o t o p a t h i q u e ». Il existe en effet u n e couche inférieure d'origine m é s o d e r m i q u e . à épithélium pavimenteux. sébacées) et les m é l a n o c y t e s . M a i s l'individu était déjà en m e s u r e de p r o gresser p a r r e p t a t i o n . c'est le c o m p o r t e m e n t m a m m i f è r e qui fut e n g r a m m é progressivement d a n s le cervelet n a i s s a n t . les glandes s u d o r i p a r e s contenues d a n s cette p e a u p e r m e t t a i e n t d e l ' e n d u i r e d ' u n film liquide. p a r extension. U n e fois mise en place cette p e a u cérébelleuse. qui est d ' o r i gine e c t o d e r m i q u e . Le mésoderme cérébelleux Au cours de l'évolution. les g l a n d e s m a m m a i r e s placées sur la 52 . A i n s i . d o n t n o u s t r o u v o n s le centre-relais d a n s la partie médio-postérieure et latérale du cervelet — conflit d ' a t t e i n t e à l'intégrité p h y s i q u e et. Aussi bien leur fonction q u e leur s t r u c t u r e histologique en d é p e n d e n t . le p r o t è g e c o n t r e un r a y o n n e m e n t solaire excessif et la d é s h y d r a t a t i o n . Cet o r g a n e . ils ne s'y s o n t p a s intéressés o u t r e m e s u r e . cellules d o n t les p i g m e n t s b r u n s ou n o i r s (mélanine) la p r o t é g e a i e n t n o t a m m e n t c o n t r e les r a y o n s ultra-violets d u soleil. aspécifique. t a n d i s q u e celles de la seconde le sont p a r le cerveau. B o n . Cette p e a u stockait les m é l a n o c y tes. siège de la sensibilité tactile. c o m m e d a n s ce c h a p i t r e . C o m m e certaines questions ne leur semblaient p a s revêtir u n e i m p o r t a n c e particulière. l'épiderme. l'individu était bien p r o t é g é c o n t r e les agressions de la sphère vitale. D ' a u t r e p a r t . m a i s seulement l ' é p i d e r m e . L o g i q u e m e n t . à u n e é p o q u e où le cervelet était en voie de c o n s t i t u t i o n . Bien e n t e n d u . Elle contient les t e r m i n a i s o n s nerveuses superficielles. d o n t l'évaporation contribuait p a r son effet réfrigérant à empêcher les b r û l u r e s du soleil. la p e a u est d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e . car celui-ci est d ' o r i g i n e m é s o d e r m i q u e . L ' é p i d e r m e sans le d e r m e . sortir des chemins b a t t u s et t r a n s c e n d e r les connaissances et les découvertes des embryologistes. qui contient les glandes ( s u d o r i p a r e s . Cette peau cérébelleuse n'était pas encore soumise à de grosses c o n t r a i n t e s m é c a n i q u e s . c'est-à-dire q u ' e l l e percevait les pressions et les t e m p é r a t u r e s e x t r ê m e s .Le mésoderme cérébelleux et l'ectoderme cérébral J ' a i t o u j o u r s é p r o u v é quelques difficultés l o r s q u ' i l m ' a fallu. l o r s q u e le m o m e n t fut venu p o u r nos « ancêtres » de t r o q u e r le milieu a q u a t i q u e contre celui de la terre f e r m e . La différence subtile c'est q u e les cellules de la p r e m i è r e sont innervées p a r le cervelet. et a p r è s ? C'est qu'il y a u n e différence subtile entre les couches de la p e a u . P a r . l'individu avait besoin d ' u n e p e a u qui lui confère la stabilité.d e s s u s il y a la p a r t i e superficielle de la p e a u . n o u s l ' a p p e l l e r o n s la peau cérébelleuse mésodermique. conflit de souillure —. à la m a n i è r e d ' u n ver.

des glandes s u d o r i p a r e s et sébacées. avait sur l a p e a u cérébelleuse m é s o d e r m i q u e l ' a v a n t a g e d ' ê t r e u n e p e a u résis53 . est elle aussi de la p e a u cérébelleuse. o u c h o r i o n . c'est très positif. la p e a u cérébelleuse m é s o d e r m i q u e n ' a plus suffi à la t â c h e . furent intégrées directement d a n s cette p e a u cérébelleuse. Mais cette p e a u d ' o r i g i n e m é s o d e r m i q u e est recouverte en tout point par une p e a u extrêmement sensible. a u cervelet t o u t est o r d o n n é c o n v e n a b l e m e n t .face ventrale du t r o n c des femelles des m a m m i f è r e s . qui recouvre la p a r o i extérieure de la cavité a b d o m i d a l e . En réalité c'est encore plus c o m p l i q u é . la plèvre dans la cage thoracique et le péricarde d a n s le médiastin. et du si r e d o u t a b l e épanchement péricardique. de la p e a u extérieure. D ' o ù le t e r m e de mésothéliomes p o u r désigner leurs cancers. d a n s ce cas de l ' é p a n c h e m e n t : de l ' é p a n c h e m e n t p é r i t o n é a l . La « p e a u intérieure » du c o r p s . bien q u ' a u p o i n t d e vue m o r p h o l o g i q u e il soit encore d a v a n t a g e a p p a r e n t é à celui-ci q u ' à l'épithélium p a v i m e n t e u x de la c o u c h e extérieure de la p e a u . On établit u n e distinction entre le périt o i n e p a r i é t a l . Ainsi. on a un ulcère. Q u e cet é p i d e r m e p é r i t o n é a l ou pleural à u n e seule c o u c h e fasse un cancer p e n d a n t la p h a s e active. t o u t ce q u e l ' o n voit c'est q u e cette c o u c h e u n i q u e d ' é p i t h é l i u m fait d é f a u t . P a r suite. qui relève de l ' e c t o d e r m e cérébral. et le péritoine viscéral. ou ascite. d'épithélium p a v i m e n t e u x . Il lui m a n q u a i t les qualités requises p o u r affronter les c o n t r a i n t e s nouvelles. qui était é v i d e m m e n t d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e . C'est cette p e a u cérébelleuse qui est responsable de l ' œ d è m e . ainsi q u ' e n t r e le p é r i c a r d e pariétal et le péricarde viscéral. m a i s en m ê m e t e m p s plus logiq u e . du fait j u s t e m e n t q u e leur lieu d ' o r i g i n e au cerveau diffère considérablement ! La meilleure définition q u e l ' o n puisse d o n n e r p a r conséq u e n t de l'épithélium g l a n d u l a i r e des c a n a u x g a l a c t o p h o r e s . Elles possèdent aussi u n e c o u c h e p r o f o n d e . e n t r e la plèvre pariétale et la plèvre viscérale. E n r e v a n c h e . je le redoute é n o r m é m e n t en t a n t que complication de la phase de guérison ! L'ectoderme cérébral P a r la suite. c'est-à-dire le péritoine d a n s l ' a b d o m e n . qui enveloppe les o r g a n e s a b d o m i n a u x . d'une peau d'origine cérébrale Cette p e a u cérébrale. ces « p e a u x intérieures » o n t en principe la m ê m e structure q u e la peau extérieure du c o r p s . à une ou deux couches. u n cancer bien visible se d é v e l o p p e d a n s la p e a u cérébelleuse. m a i s n é a n m o i n s . u n e p e a u cérébelleuse m é s o d e r m i q u e . d o n t elles sont une invagination. avec la t a m p o n a d e du sac sérofibreux qui e n t o u r e le c œ u r ! En principe. et plus précisém e n t de la région cortico-pariétale. qui c o r r e s p o n d a u d e r m e . En effet. de l'épanchement pleural. serait p a r c o n s é q u e n t celle d ' u n « tissu adénoïde cérébelleux ». T o u s d e u x sont fort différents. L ' é p i t h é l i u m glandulaire des c a n a u x g a l a c t o p h o r e s n ' a p p a r t i e n t évidemm e n t plus a u t y p e a d é n o ï d e d u t r a c t u s intestinal. La n a t u r e y a remédié en recouvrant l'individu t o u t entier d ' u n e seconde peau.

D a n s ce contexte j ' a i été a m e n é à faire un r a p p r o c h e m e n t a b s o l u m e n t f o n d a m e n t a l q u i . des bronches. du pylore. l'épithélium p a v i m e n t e u x du larynx. Elle a m e n a i t avec elle la sensibilité fine ou superficielle du cerveau (cortex somato-sensitif. ou l'épithélium e n d o d e r m i q u e d a n s l a b o u c h e e t l ' œ s o p h a g e supérieur.t a n t e . A i n s i .p h a r y n x . d e l a petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c e t des voies biliaires. mais il a recouvert p a r exemple l'adéno-épithélium e n d o d e r m i q u e d a n s la vessie et m é s o d e r m i q u e d a n s le bassinet. à épithélium pavimenteux. Elles o n t t o u t e s des « conflits c é r é b r a u x » typiques (foyers de H a m e r au cerveau). je suis m a i n t e n a n t assez sûr q u ' a u s s i bien la m u q u e u s e rectale ( j u s q u ' à 12 cm de l ' a n u s ) q u e la m u q u e u s e vaginale avec l'orifice et le col u t é r i n s . p a r exemple au r e c t u m . cet épit h é l i u m cérébral n ' a p a s a r r ê t é s a m i g r a t i o n a u x frontières d e l ' a n c i e n n e p e a u cérébelleuse. s'est mise au c o u r s d ' u n e l o n g u e m i g r a t i o n à progresser le l o n g des segments et a fini p a r recouvrir entièrement la p e a u cérébelleuse. le vagin. qui sont tous p o u r v u s de nerfs sensibles et peuvent d o n c faire m a l ! Il arrive s o u v e n t . avec les ramifications poussées j u s q u ' a u x îlots p a n créatiques. l'orifice et le col utérins et le r e c t u m ! T o u tes les régions tapissées avec ce type d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x sont très sensibles et elles sont reliées au cortex somato-sensitif du cerveau. L'ulcère gastro-duodénal A p r è s avoir consulté p e r s o n n e l l e m e n t u n certain n o m b r e d e s o m m i t é s d e l ' e m b r y o l o g i e . t o u t e s s o n t « invaginées » de l'extérieur et sont d o n c à p r o p r e m e n t parler des m u q u e u s e s « immigrées ». (Migration cérébrale e c t o d e r m a l e !). D a n s cette catégorie figurent aussi les é p i d e r m e s du p é r i c a r d e . M a i s e n m ê m e t e m p s n o u s t r o u v o n s cet épithélium p a v i m e n t e u x d a n s la vessie. q u ' u n e t u m e u r de la c o u c h e inférieure e n d o d e r m i q u e traverse la m u q u e u s e e c t o d e r m i q u e à épithélium p a v i m e n t e u x . n o u s t r o u v o n s m a i n t e n a n t l'épithélium p a v i m e n t e u x t y p i q u e d u cerveau d a n s l a p e a u extérieure d a n s l a m u q u e u s e d e l a b o u c h e e t d u r h i n o . a p r è s . La f o r m a t i o n de l ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x est l'indice "morphologique t y p i q u e de la p e a u cérébrale ou de l'épithélium cérébral. m a i s qui a u p a r a 54 . le bassinet. de la plèvre et du périoste. ou p a r i é t a l e ascendante) et m e t t a i t l ' o r g a n i s m e en m e s u r e de recevoir toutes les i n f o r m a t i o n s d o n t il avait besoin p o u r a d a p t e r l'individu a u x exigences r a p i d e s et d a n gereuses d a n s la lutte p o u r la vie en t a n t q u ' ê t r e le m i e u x organisé. N o u s p a r l o n s alors d ' u n « p o l y p e » ( A d é n o c a r cinome). la c i r c o n v o l u t i o n p o s t c e n t r a l e . T o u t e s ces m u q u e u s e s sont constituées d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x ou a p l a t i . l'épithélium pavimenteux de l ' œ s o p h a g e . les îlots p a n c r é a t i q u e s et les voies biliaires du foie sont d ' o r i g i n e ectodermique. T o u t e f o i s . Cette p e a u à épithélium p a v i m e n t e u x . qui relève du cerveau. ainsi que les d e u x tiers supérieurs de l'épithélium œ s o p h a g i e n avec la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c . d u b u l b e d u o d é n a l .c o u p semble l'évidence m ê m e . la m u q u e u s e vésicale et le bassinet avec les t u b u l e s r é n a u x . et l ' é p i t h é l i u m des voies biliaires.

mais q u e personne n ' a j a m a i s pu expliquer : 1 . 4 . l'orifice supérieur de l ' e s t o m a c . j a m a i s d a n s le f u n d u s (grosse tubérosité) ou d a n s la g r a n d e c o u r b u r e ( b o r d inférieur). ni au t r o n c cérébral il n ' a de centre-relais substantiel c o r r e s p o n d a n t à sa d i m e n s i o n . ne c a d r e n t p a s bien avec les o r g a n e s a b d o m i n a u x régis p a r le t r o n c céréb r a l. e n t r e le d u o d é n u m et le c œ c u m . p a r lequel celui-ci c o m m u n i q u e avec l ' œ s o p h a g e . très p r o b a b l e m e n t . du p a n c r é a s (îlots) et du foie. Les ulcères gastriques sont p r e s q u e t o u j o u r s localisés au m ê m e e n d r o i t : à l'orifice de sortie de l ' e s t o m a c ( p y l o r e / b u l b e ) et d a n s la petite courb u r e (bord supérieur). au cours de l'évolution s'est mis à tapisser l ' œ s o p h a g e à p a r t i r de la m u q u e u s e b u c cale (ectoderme !). Et il n'existe p a s n o n plus de teneur conflictuelle spécifique c o r r e s p o n d a n t à l'intestion grêle. l'intest i n grêle est u n e pièce r a j o u t é e après c o u p . il n ' y a là rien d ' e x t r a o r d i n a i r e . des papilles et des c a n a u x p a n c r é a 55 . 5. U n e j e u n e f e m m e féminine n ' a p r a t i q u e m e n t j a m a i s d ' u l c è r e gastrique ou d'ulcère duodenal. Si l ' o n assemble les éléments é p a r s de cette m o s a ï q u e . ce q u i explique q u e l'intestin grêle ne fasse q u e des carcinoïdes. Encore une fois. t a n d i s q u e le 1/3 inférieur a un revêtement c o n s t i t u é davantage d'épithélium intestinal. qui sécrètent l'insuline. 3. C o m m e n t expliquer cette c o n t r a d i c t i o n ? C o m m e n ç o n s p a r n o u s r e m e t t r e à l'esprit u n certain n o m b r e d e faits. il existe des carcimones à chou-fleur. qui sécrètent le g l u c a g o n . Seulement voilà : l'ulcère g a s t r i q u e et le « faciès g a s t r i q u e » avec le pli n a s o .v a n t m ' a v a i t d o n n é bien du fil à r e t o r d r e . familier à t o u s les m é d e cins. Ces fibres n ' o n t p a s p o u s s é leur m i g r a t i o n p l u s a v a n t . En effet. aussi bien des cellules a l p h a . après-coup t o u t le m o n d e comprend aisément que l'ulcère gastrique a des causes psychiques. et ni au cerveau. et d ' u n certain t y p e de c a r c i n o m e du foie ( C a des voies biliaires).l a b i a l . et il en va de m ê m e du c a r c i n o m e des îlots p a n c r é a t i q u e s . 2. Je ne suis p a s t o u t à fait sûr q u e t o u t e s les fibres nerveuses a s s u r a n t l'innervation sensitive de la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c . ont en réalité p o u s s é leurs r a m i f i c a t i o n s . q u e chacun connaît sans d o u t e . j u s q u ' à l'intérieur du d u o d é n u m . P o u r m a p a r t j e n ' e n a i encore j a m a i s vue. q u e des cellules b ê t a . au c o u r s de l ' é v o l u t i o n . Il s'agit de l'ulcus ventriculi (l'ulcère gastrique) et de l ' u l c u s d u o d e n i (l'ulcère d u o d e n a l ) . p u i s q u e en définitive t o u t est c o m m a n d é p a r l ' o r d i n a t e u r q u ' e s t n o t r e c e r v e a u . La simultanéité du c a r c i n o m e rectal et de l'ulcère c a r c i n o m a t e u x du foie est e x t r ê m e m e n t f r é q u e n t e . m a i s s u r t o u t leurs fibres nerveuses. Il est e x t r ê m e m e n t r a r e q u ' u n e j e u n e f e m m e féminine puisse faire un ulcère c ar ci n o m ateu x d u foie. Les 2 / 3 supérieurs d e l ' œ s o p h a g e sont revêtus d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n teux. M a i s il arrive souvent que l'épithélium pavimenteux se p r o l o n g e j u s q u ' à l'intérieur de l ' e s t o m a c . de la région p y l o r o b u l b a i r e de l ' e s t o m a c et du d u o d é n u m . si volumineux m ê m e qu'ils peuvent emplir t o u t l ' e s t o m a c . t o u t c o m m e l'ulcère d u o d e n a l . c'est-à-dire au-delà du c a r d i a . q u e des parties de cet épithélium p a v i m e n t e u x q u i . il s'ensuit. P o u r t a n t . P o u r m o i .

m u q u e u s e de la vessie et du rect u m ) (ici. qui fait p a r t i e du t r a c t u s digestif. m a i s d o n t je me disais q u ' i l devait « en faire partie ». d'origine e n d o d e r m i q u e . J ' e n suis sûr pour l'estom a c et le foie. orifice de sortie de l ' e s t o m a c . s u r t o u t à p r o p o s de l ' i n f a r c t u s du m y o c a r d e : il arrivait souvent q u e les patients eussent deux foyers de H a m e r . o n t leurs centres-relais d a n s la p a r t i e latérale de la c i r c o n v o l u t i o n postcentrale droite et sont un a t t r i b u t c o m p o r t e m e n t a l typiquement masculin. D ' o ù également l'innerv a t i o n (par co-immigration) des îlots de L a n g e r h a n s p a r le diencéphale (les îlots pancréatiques sont innervés et dirigés directement p a r le diencéphale !). l'innervat i o n sensible des îlots p a n c r é a t i q u e s . et ont un tissu adénoïde). de selles foncées. p a r les coliques h é p a t h i q u e s . c h o l é d o q u e . Ce n'est pas si compliqué que ça : d a n s la partie inférieure de l ' œ s o p h a g e . Et effectivement : d a n s la p l u p a r t des cas j ' a v a i s n o t é q u e le p a t i e n t s'était plaint « aussi » de violents m a u x d ' e s t o m a c . d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e . cystique et h é p a t i q u e . p o u r r a i t p r o v e n i r e n o u t r e d u côté d r o i t . a u bulbe d u o d é n a l . e t effectivement j ' a i constaté q u e j ' a v a i s c o m m i s u n e grosse e r r e u r . E x a m i n o n s m a i n t e n a n t de plus près quelle est la n a t u r e exacte de l'ulcère : c'est essentiellement u n e p e r t e d e s u b s t a n c e . O r . d o n t le centre-relais est au cerveau. le long de la petite c o u r b u r e de l ' e s t o m a c . d a n s la vessie et le r e c t u m m é l a n g é à des p o l y p e s . ou pylore. m u q u e u s e i n t r a . Il ne saurait y avoir de doute : de par leur n a t u r e . c'est-à-dire de la p a r t i e latérale inférieure de la circonvolution postcentrale (postrolandique) droite. P o u r le p a n c r é a s je n ' e n suis p a s encore c e r t a i n . A u t r e f o i s . l'ulcère gastrique et l'ulcère d u o d é n a l figurent au n o m b r e des ulcères d'épithélium pavimenteux. q u e t o u s les médecins a t t r i b u a i e n t a u x d o u l e u r s c a r d i a q u e s et qualifiaient de « s y n d r o m e g a s t r o c a r d i a q u e ». il ne me restait plus q u ' à consulter les fiches des m a l a d e s et à vérifier si ceux-ci s'étaient plaints de m a u x d ' e s t o m a c (que j ' a v a i s interprétés à tort c o m m e « musique d ' a c c o m p a g n e m e n t » de l'angine de p o i t r i n e du c a r c i n o m e c o r o n a r i e n ) . ainsi q u e l'épithélium p a v i m e n t e u x plus récent. m u q u e u s e du vagin et de l'orifice utérin. e t c . qui relèvent de l'épithélium intestinal. le c h o l é d o q u e et les c a n a u x h é p a t i q u e s chevauchent deux f o r m a t i o n s épithéliales : l'épithélium intestinal d ' o r i g i n e e n d o d e r m i q u e . m u q u e u s e c o r o n a i r e .b r o n c h i q u e . l ' u n qui était typiq u e d u c a r c i n o m e c o r o n a r i e n o u d u c a r c i n o m e b r o n c h i q u e . ils sont d ' o r i g i n e e c t o d e r m i q u e . N o u s t r o u v o n s u n processus analogue dans tous les carcinomes de tissu épithélial pavimenteux (muqueuse d e l a cavité b u c c a l e . m a i s aussi u n second foyer. qui est assurée p a r le diencéphale. il s'agissait t o u j o u r s du b a s de la circ o n v o l u t i o n p o s t c e n t r a l e du lobe pariétal d r o i t . D ' o ù les d o u l e u r s p r o v o q u é e s p a r l'ulcère gast r i q u e o u d u o d é n a l . . reçoivent leur i m p u l s i o n du cortex somato-sensitif droit.t i q u e . de v o m i s s e m e n t s . ainsi q u e d a n s le canal p a n c r é a t i q u e . de coliques gastriques. q u e je n ' a r r i v a i s pas bien à classer. A p a r t i r de là ce n ' é t a i t plus q u ' u n e question de routine. U n e fois sur cette piste. n o m b r e d ' a u t e u r s de m a n u e l s m é d i c a u x c r o y a i e n t q u e les sels 56 . j ' a i bien sûr r é e x a m i n é et c o n t r ô l é un à un t o u s m e s scanners c é r é b r a u x . partie initiale d u d u o d é n u m i m m é d i a t e m e n t après le p y l o r e .

D ' o ù le déficit. Du fait que le centre-relais est situé d a n s le cortex. n ' a j a m a i s d ' u l c è r e . il fait après l'irruption de l ' œ d è m e conflictolytique u n e épilepsie gastrique ! Je pense que les coliques gastriques avec crampes sont souvent. il est arrivé souvent que le t a b l e a u d ' u n infarctus du m y o c a r d e soit m a s q u é p a r le t a b l e a u clinique d ' u n e colique g a s t r i q u e . u n e crise épileptique consécutive à la s o l u t i o n du conflit. C o m m e de t o u t e évidence le « conflit gastrique cérébral » est très a p p a renté au conflit de territoire et se manifeste souvent c o n j o i n t e m e n t avec lui. voire m ê m e la p l u p a r t du t e m p s . Elles o n t l'aspect de la t u m e u r intestinale. qui s o n t souvent p a l p a b l e s . tandis q u e les t u m e u r s extérieures s'encapsulent d a n s ce cas ou se calcifient. Il en est de l'ulcère g a s t r i q u e c o m m e de l'ulcère de la m u q u e u s e buccale : s'il est p r o d u i t d a v a n t a g e de cellules (carcinomateuses) inutilisables sur le p l a n f o n c t i o n n e l . 57 .acides de l'estomac étaient responsables de l'ulcère gastrique. P e r s o n n e ne conteste q u e les ulcères gastriques aient q u e l q u e chose à voir avec des conflits. la « p e r t e de s u b s t a n c e ». où il y a le plus de sels acides. un cancer « ulcératif » et un cancer « à chou-fleur » ne p a r a î t difficile à c o m p r e n d r e q u ' à p r e m i è r e v u e . Q u ' i l puisse y avoir d a n s l ' e s t o m a c d e u x t y p e s de cancer différents. D a n s des cas m o i n s d r a m a t i q u e s on parlait alors de « s y n d r o m e h é p a t o . Si le conflit est résolu. il en est expulsé encore d a v a n t a g e p a r c e q u ' e n r a i s o n de leur d y s f o n c t i o n elles ne résistent pas a u x sollicitations m é c a n i q u e s . j u s q u ' o ù s'étendent les fibres nerveuses télencéphaliques (sensibles). le l a r y n g o p h a r y n x . D ' a i l l e u r s .g a s t r o . Q u ' e n est-il du c a r c i n o m e du foie ? Là aussi n o u s a v o n s deux espèces de t u m e u r s : les u n e s — avec perte de s u b s t a n c e — sont situées d a n s les voies biliaires. les t u m e u r s nécrotiques intérieures peuvent se régénérer facilement (chez les j e u n e s ) . ces t u m e u r s p o u v a i e n t devenir des « tuberculoses h é p a t i q u e s ». La teneur des conflits est t o u j o u r s en r e l a t i o n avec le territoire. L ' u l c è r e g a s t r i q u e et d u o d é n a l a encore u n e a u t r e p a r t i c u l a r i t é . et d o n c leur foyer de H a m e r p r e s q u e au m ê m e e n d r o i t . A u t r e fois. Mais la grande c o u r b u r e de l ' e s t o m a c .c a r d i a q u e » ou de syndrome gastro-cardiaque. selon les organes affectés et les combinaisons. Les a u t r e s sont situées à la périphérie et font à p r o x i m i t é de la c a p sule du foie de g r o s n o d u l e s saillants. l ' œ s o p h a g e et l ' e s t o m a c o n t leur centre-relais.

de c a r c i n o m e s œ s o p h a g i e n s et de c a r c i n o m e s ulcératifs de l'estomac. elle est en train de me le d é b a u c h e r . u n e j e u n e p a y s a n n e . r é p é t a n t sans cesse : « La p u t a i n . l ' e n f a n t é t a n t n é . les jeunes gens se m a r i è r e n t et le conflit fut résolu. T o u t e l a n u i t . en fait à un i n f a r c t u s et à u n e crise épileptique de cancer ulcératif de l ' e s t o m a c après u n e récidive du conflit. Le D H S de cette p a t i e n t e a u t r i c h i e n n e venait de ce q u e son fils u n i q u e avait p o u r la première fois de sa vie découché et passé la nuit chez sa copine. A l ' é p o q u e du s c a n n e r . ce fut l ' e x p l o s i o n . puis. La p a t i e n t e fit un p r e m i e r infarctus du m y o c a r d e avec ulcère de 58 . m é n o p a u s é e . l a patiente avait t o u r n é d a n s son a p p a r t e m e n t c o m m e un tigre en c a g e . Conflit de territoire et contrariété territoriale chez u n e patiente de 49 ans. Le conflit d u r a dix m o i s . les deux foyers de H a m e r étaient déjà cicatrisés e t p r é s e n t a i e n t u n nouvel œ d è m e intrafocal en voie de f o r m a t i o n .Voici quelques scanners cérébraux de patients atteints de carcinomes laryng o p h a r y n g i e n s . de t y p e m a s c u l i n . la p a t i e n t e s u c c o m b a i t à un infarctus du m y o c a r d e . D e u x m o i s plus t a r d . » Lorsqu'elle lui fit avouer le lendemain m a t i n q u ' i l avait c o u c h é avec sa c o p i n e .

59 . Le scanner q u e voici a été effectué e n v i r o n 10 j o u r s a p r è s le d é b u t de la p h a s e postconflictolytique de la récidive. P a r la suite. L o r s q u ' o n découvrit le cancer l a r y n g o p h a r y n g i e n . u n e petite vacherie. En m a r g e de cette tragédie. fit un n o u v e a u D H S : conflit de p e u r du cancer. Je ne possède q u e les p h o t o s après l ' o p é r a t i o n . Les petites flèches b l a n c h e s cernent un g r o s foyer de H a m e r c o r r e s p o n d a n t à l ' o v a i r e droit : on discerne déjà un d é b u t d ' œ d é m a t i s a t i o n i n t r a f o cale (grosse flèche). on lui extirpa u n e p a r t i e du lobe frontal d r o i t . L a seconde flèche m a r q u e u n foyer d e H a m e r p r o v e n a n t d ' u n conflit de t e r r i t o i r e . en effet. On y distingue 4 foyers de H a m e r . qui d u r a 9 m o i s . signalant la s o l u t i o n d ' u n conflit de dévalorisation de soi d a n s la relation mère-enfant. elle n ' é t a i t plus d a n s la c o u r s e . il convient de noter q u ' à la m o r t de la patiente son m a r i fit un D H S avec conflit de territoire et conflit de dévalorisation de soi.l ' e s t o m a c . la p a t i e n t e fit u n e véritable récidive qui d u r a 3 m o i s . on n ' e s t p a s surpris de voir avec quel a c h a r n e m e n t u n e belle-mère est c a p a b l e de défend r e son t e r r i t o i r e . A la p r e m i è r e occasion. souvent j u s q u ' a u d é n o u e m e n t t r a g i q u e . ainsi q u e des ganglions l y m p h a t i q u e s au cou du côté g a u c h e . Au b o u t de 4 a n s . q u e de tels conflits soient v r a i m e n t r é s o l u s . la troisième le foyer de H a m e r d ' u n c a r c i n o m e ulcératif de l ' e s t o m a c . la p a t i e n t e en entend a n t le d i a g n o s t i c . M a i s l o r s q u ' a u b o u t de 4 ans elle eut récupéré ses forces. L o r s q u ' i l fut enfin résolu. Elle en m o u r u t e n v i r o n un m o i s après la s o l u t i o n du conflit. la p a t i e n t e j o u i t d ' u n « b o n u s de c o m p a s s i o n ». P e n d a n t 3 à 4 a n s . il ne survécut q u e de justesse à son « infarctus » a t t e n d u après plusieurs r é a n i m a t i o n s consécutives (voir ce cas au chapitre sur la leucémie). en 1983. qui ne s o n t pas instructives ici. L a flèche supérieure m o n t r e u n œ d è m e d a n s l a m o e l l e d u cerveau. Q u a n d on connaît bien le milieu p a y s a n . Il est r a r e . un m o t inconsidéré est l'étincelle q u i fait r e p a r t i r l'incendie. elle reprit le vieux c o m b a t à la p r e m i è r e o c c a s i o n .

A l ' é p o que. c o r r e s p o n d a i t à un ulcère g a s t r i q u e .C ' e s t chez ce p a t i e n t q u e je découvris p o u r la p r e m i è r e fois. L o r s q u e 4 semaines plus t a r d il fit effectivement l ' a t t a q u e e s c o m p t é e . N o u s lui fîmes faire un scanner c é r é b r a l . en h a u t à droite. s'il r i s q u a i t de faire u n e a t t a q u e d ' a p o p l e x i e . Il n'était t o u t de m ê m e pas possible que le foyer que je m ' a t t e n d a i s à découvrir fût si g r o s . Le patient avait eu à son insu d e u x « vieux foyers de H a m e r ». qui se t r o u v a i e n t déjà en voie de cicatrisation. désigné p a r la flèche inférieure. On y v o y a i t à la fois « t o u t et rien ». signale un conflit territorial suivi d ' u n infarctus du m y o c a r d e 60 . le 6 avril 1983. Q u a t r e semaines a u p a r a v a n t . ce patient m ' a v a i t d e m a n d é à l'occasion d ' u n congrès à M a y e n c e . d o n t l ' u n . il venait de résoudre son conflit et se trouvait en vagotonie. le foyer de H a m e r q u e je p r é s u m a i s d e p u i s l o n g t e m p s au cerveau. j e savais q u ' i l devait avoir u n foyer d e H a m e r . Je lui répondis p a r l'affirmative. La flèche supérieure.

.

d a n s des circonstances d r a m a t i q u e s à la piscine d ' u n e clinique. L o r s q u ' i l apprit le diagnostic « cancer b r o n c h i q u e » le patient fit un n o u v e a u conflit de peur du cancer avec un foyer de H a m e r au lobe frontal gauche (scanner de la p a g e précédente). 62 .Le patient se plia docilement à tout ce q u ' o n exigeait de lui. il fut saisi de p a n i q u e à l ' a n n o n c e d ' u n e m o r t inévitable et en m o u r u t . le c a r c i n o m e b r o n c h i q u e du côté d r o i t et les taches r o n d e s au p o u m o n . M a i s l o r s q u e le médecin-chef de l ' h ô p i t a l lui dit b r u t a l e m e n t q u ' i l n'avait plus aucune chance de s'en tirer. ce qui était t o t a l e m e n t faux. Le patient p a r v i n t encore à r é s o u d r e t o u s ces conflits. bien visible à g a u c h e . le corps tout entier étant déjà envahi p a r les « métastases ». Au p o u m o n (radio à droite et en h a u t ) on voit un é n o r m e é p a n c h e m e n t p é r i c a r d i q u e . qui t r a n s p a r a i s s e n t en p a r t i e à travers l ' é p a n c h e m e n t p é r i c a r d i q u e . le p a t i e n t s ' e f f o n d r a . Mais l o r s q u ' u n j o u r . le patient fut pris de p a n i q u e et fit un n o u v e a u conflit de territoire : il se disait en effet q u e t o u t était p e r d u et q u ' i l n ' a v a i t plus a u c u n e chance de s'en tirer. A partir de ce m o m e n t il se d é v e l o p p a un cancer b r o n chique d a n s la p h a s e active du conflit et un cancer p é r i c a r d i q u e . on lui a n n o n ç a q u e son m é l a n o m e faisait des m é t a s t a s e s .

Elle avait été « mise à la p o r t e » de la m a i s o n de ses b e a u x . Les deux flèches sont pointées vers l ' é n o r m e foyer de H a m e r du carcin o m e œ s o p h a g i e n . Son cas est décrit au chapitre sur les d é p r e s s i o n s . du fait de la pression exercée p a r la p o u s s é e massive (processus expansif dû à l ' œ d è m e intra. A r r ê t o n s là notre digression à propos des cancers déclenchés par des conflits à base de contrariétés territoriales. Revenons-en m a i n t e n a n t au con63 . Il lui avait fallu « avaler » cette expulsion du territoire.Patiente de 68 ans avec carcinome œsophagien. c a r c i n o m e b r o n c h i q u e . c a r c i n o m e péricardique et grave dépression.et périfocal. La petite flèche signale q u e la citerne a m b i a n t e est c o m p r i m é e vers le milieu. à l'intérieur et a u t o u r du foyer de H a m e r ) .p a r e n t s d a n s des c o n d i t i o n s o u t r a g e a n t e s . une sorte de conflit de territoire.

texte général de la genèse du cancer en f o n c t i o n des différents feuillets e m b r y o n n a i r e s : il est avéré q u e d a n s ces d o m a i n e s , un c a r c i n o m e n ' e n v a hit j a m a i s l ' o r g a n e a p p a r e m m e n t le plus p r o c h e , il ne p e u t pas franchir le seuil o r g a n i q u e . J a m a i s n o u s ne v o y o n s un c a r c i n o m e rectal se p r o p a g e r au sigmoïde, un c a r c i n o m e du col utérin c h e v a u c h e r sur le corps de l ' u t é r u s , un c a r c i n o m e ulcératif du bassinet empiéter sur le p a r e n c h y m e g l o m é rulaire des reins ou un c a r c i n o m e de l ' œ s o p h a g e supérieur se c o m m u n i q u e r à la g r a n d e c o u r b u r e de l ' e s t o m a c . M a i s d a n s ces régions cérébrales périinsulaires de l ' h é m i s p h è r e d r o i t se situent aussi des centres-relais d ' o r g a nes qui o n t eux aussi des m u q u e u s e s à épithélium p a v i m e n t e u x , t o u t en n ' a y a n t à p r e m i è r e vue rien à voir avec les o r g a n e s recto-vagino-vésicaux : la cavité buccale, les m u q u e u s e s œ o s o p h a g i e n n e s et b r o n c h i q u e s , ainsi q u e l ' i n t i m a des artères c o r o n a i r e s sont a p p a r e m m e n t des o r g a n e s t o t a l e m e n t différents, sans r a p p o r t s les u n s avec les a u t r e s et n ' a y a n t à p r e m i è r e v u e rien de c o m m u n avec les o r g a n e s recto-vagino-vésicaux de m a r q u a g e de territoire. J u s q u ' i c i , les embryologistes ne se sont h e u r t é s à a u c u n e c o n t r a d i c t i o n , t a n t q u e la « t r i a d e de la L o i d ' a i r a i n du cancer » n ' é t a i t p a s encore conn u e . M a i s depuis q u ' i l n o u s a fallu a p p r e n d r e à t r o u v e r u n e corrélation exacte, o n t o g é n é t i q u e m e n t plausible, entre conflit b i o l o g i q u e , localisation au cerveau et correspondance organique, nous a p p r e n o n s aussi à comprendre sur le p l a n o n t o g é n é t i q u e la c o r r é l a t i o n e n t r e la localisation cérébrale et la s t r u c t u r e h i s t o l o g i q u e . N o u s a p p r e n o n s m a i n t e n a n t à c o m p r e n d r e q u e les artères branchiales o c c u p e n t u n e place à p a r t p a r m i les a r t è r e s , du fait q u e leur t u n i q u e intima est constituée d ' é p i t h é l i u m p a v i m e n t e u x , s u b o r d o n n é à la région périinsulaire du cerveau et d o n c au c o m p o r t e m e n t territorial. D ' a u t r e part, l'épid e r m e p é r i c a r d i q u e du sac séro-fibreux qui enveloppe le c œ u r , et qui est constitué lui aussi d'épithélium p a v i m e n t e u x , relève également de la région péri-insulaire au cerveau, t a n d i s q u e le tissu sous-jacent, ou m é s o t h é l i u m , est u n e p e a u cérébelleuse. A présent, n o u s c o m p r e n o n s aussi p o u r q u o i d a n s le passé on a si souvent été i n d u i t en erreur p a r le fait q u ' a u cerveau les cellules gliales ressemblaient tellement à des cellules épithéliales p a v i m e n teuses en voie de k é r a t i n i s a t i o n , l o r s q u e ces cellules gliales formaient des tissus cicatriciels g l i o m a t e u x , les « gliomes ». Certes, le tissu gliomateux n ' e s t p a s un tissu épithélial p a v i m e n t e u x , il n ' e m p ê c h e q u e la névroglie est elle aussi d ' o r i g i n e e c t o d e r m a l e et q u e c'est d o n c le tissu le plus a p p a r e n t é au tissu épithélial p a v i m e n t e u x . La p e a u extérieure (épiderme) est bien, elle aussi, e c t o d e r m a l e , m a i s o n t o g é n é t i q u e m e n t la p e a u se c o m p o s e , d a n s son e n s e m b l e , de d e u x « p e a u x » différentes, l ' u n e , plus a n c i e n n e , d ' o r i g i n e m é s o d e r m a l e , la « p e a u cérébelleuse », l ' a c t u e l « d e r m e » avec les glandes s u d o r i p a r e s et cébacées, d o u é e d ' u n e sensibilité grossière, et l ' a u t r e , la « p e a u cérébrale » plus récente (épiderme) à épithélium p a v i m e n t e u x et sensibilité fine. Il a p p a r t i e n d r a a u x c h e r c h e u r s et interprètes futurs de m e t t r e en valeur des p o i n t s de détail. M a i s le système l u i - m ê m e n ' e n sera p a s modifié p o u r a u t a n t . (Voir le classement o n t o g é n é t i q u e à la fin du livre).

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6. Les deux vies de l'homme

Comme tout mammifère, l'homme a : 1. Un cerveau ancien (tronc cérébral et cervelet) 2. Un cerveau n o u v e a u ou telencéphale (2 hémisphères) Le cerveau humain a une double vascularisation artérielle : 1. Les artères vertébrales bilatérales (cerveau ancien) 2. Les carotides internes bilatérales (2 hémisphères) L'homme a une double innervation motrice : 1. L ' i n n e r v a t i o n m o t r i c e végétative (péristaltique) p a r le cerveau ancien (viscéro-motricité) 2. L ' i n n e r v a t i o n m o t r i c e centrale des muscles striés p a r le cerveau n o u veau (somato-motricité) L'homme a une double innervation sensible : 1. Sensibilité végétative (intestin, etc.) p a r le t r o n c cérébral ; grossière derm i q u e , p a r le cervelet, t o u s d e u x p a r le cerveau ancien 2. L ' i n n e r v a t i o n sensible centrale (sensibilité de la p e a u et de la m u s c u l a t u r e striée) p a r le cerveau n o u v e a u L'homme a une double innervation végétative antagoniste : 1. La p a r a s y m p a t h i c o t o n i e ou v a g o t o n i e , cerveau ancien 2 . L ' i n n e r v a t i o n s y m p a t h i c o t o n i q u e p a r l e cerveau n o u v e a u , n o t a m m e n t p a r le diencéphale L'homme a deux vies : 1. U n e vie du cerveau a n c i e n 2 . U n e vie d u cerveau n o u v e a u Cette différenciation de l ' h o m m e p a r les d e u x parties différentes de son cerveau a des r a i s o n s o n t o g é n é t i q u e s et ne s'explique q u e p a r là. A l'origine il n ' y avait q u e le cerveau ancien, qui suffisait a m p l e m e n t p o u r un m o d e de vie primitif. Le cancer n'existe q u e depuis q u ' i l y a la s y m p a t h i c o t o n i e , et celle-ci existe d e p u i s q u ' i l y a le diencéphale, qui c o n t r ô l e le s y m p a t h i c o t o n u s . Ce système c o m p r e n d : le t h a l a m u s et l ' h y p o t h a l a m u s , l ' h y p o p h y s e , les glandes t h y r o ï d e s , les îlots du p a n c r é a s , ainsi q u e les c a p sules surrénales et la chaîne s y m p a t h i q u e l a t é r o v e r t é b r a l e . Il y a des a n n é e s q u e je me creuse la tête au sujet de savoir quelle est au juste la n a t u r e de la sympathicotonie, quels sont les maillons de la chaîne s y m p a t h i q u e , p o u r q u o i l a n e u r o p h y s e , l a g l a n d e t h y r o ï d e , l ' o r g a n e insulaire du p a n c r é a s , les capsules surrénales (cortex et m é d u l l o s u r r é n a l e ) et la chaîne s y m p a t h i q u e l a t é r o v e r t é b r a l e ne font pas de cancer, bien q u e p a r exemple les cellules insulaires a l p h a du p a n c r é a s , à la suite d ' u n conflit avec foyer de H a m e r à l ' h y p o t h a l a m u s , soient en état de dysfonction avec m o b i lisation déficiente du glycogène du foie e n t r a î n a n t un c h o c hypoglycémiq u e o u u n état d e p r é c h o c , toutefois sans p r o l i f é r a t i o n des cellules. J ' a i fait l a m ê m e o b s e r v a t i o n p o u r l e diabète sucré, qui est p r o v o q u é p a r u n conflit de « r é p u g n a n c e » a v e c foyer de H a m e r c o r r e s p o n d a n t à l ' h y p o -

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t h a l a m u s du diencéphale et dysfonction des cellules insulaires bêta du pancréas, avec p r o d u c t i o n déficiente d ' i n s u l i n e , sans toutefois entraîner une prolifération des cellules insulaires b ê t a , mais seulement u n e « altération ». Il en est de m ê m e de la g l a n d e t h y r o ï d e (nodules froids) et des capsules surrénales (cf. c h a p i t r e sur les o r g a n e s s y m p a t h i c o t o n i q u e s ) . Je serais d o n c p o r t é à subdiviser l ' a n t h r o p o g é n è s e , ou évolution de l ' h o m m e (et des m a m m i f è r e s , p a r exemple) en trois p h a s e s : 1. L ' a n t i q u i t é : évolution j u s q u ' a u t r o n c cérébral, j u s q u ' a u mésencéphale, sans le cervelet. 2. Le m o y e n âge : évolution du cervelet et des m a m m i f è r e s 3. Les t e m p s m o d e r n e s : évolution du diencéphale et du télencéphale. Certes, on p e u t vivre un certain t e m p s sans cerveau, c'est-à-dire avec collapsus de la circulation s a n g u i n e i n t r a h é m i s p h é r i q u e , m a i s pas sans t r o n c cérébral. La vie, q u e n o u s a p p e l o n s vie consciente, est la vie de n o t r e cerveau m o d e r n e , de n o t r e télencéphale. Mais n o t r e vie biologique est la vie de n o t r e a b d o m e n et de ses o r g a n e s , au n o m b r e desquels figurent aussi les a m y g d a les, les alvéoles p u l m o n a i r e s et l'oreille m o y e n n e , c'est la « c o n d i t i o n sine q u a n o n ». Sans cette base, u n e vie n'est pas possible, ni sur le plan psychiq u e , ni sur le p l a n cérébral, ni sur le plan o r g a n i q u e . Le d é v e l o p p e m e n t du diencéphale et du télencéphale a d o n n é u n e orientation totalement nouvelle à la conception initiale, il a créé la « chaîne sympathicotonique », le r y t h m e c a r d i a q u e réglable, la m u s c u l a t u r e striée et c'est grâce à lui q u e l'être vivant s'est ouvert à l'extérieur ! C e t t e o u v e r t u r e à l'extérieur a posé le p r o b l è m e de la coexistence des individus, p r o b l è m e q u e l ' é v o l u t i o n a résolu m a g i s t r a l e m e n t . La coexistence et la délimitation au sein de la n a t u r e p a r r a p p o r t a u x a u t r e s r a c e s , entre fournisseurs et récepteurs de p â t u r e , a été codifiée d a n s ce c e r v e a u . N a t u r e l l e m e n t , la symbiose primitive des êtres vivants à o r g a n e s a b d o m i n a u x , avec les colibacilles et les microbactéries tuberculeuses, existait déjà dans l'« antiquité cérébrale », mais elle n'est guère c o m p a r a b l e à l ' o r d r e p r o d i g i e u x des milliers de systèm e s biologiques corrélatifs au sein des différentes races du c o s m o s . N o u s e n v o y o n s u n e é b a u c h e , u n a v a n t - p r o j e t , d a n s l a relation m è r e - e n f a n t , instituée a u c o u r s d u m o y e n âge cérébral, p e n d a n t lequel l e c o m p o r t e m e n t de la m è r e et celui du n o u r r i s s o n , de l ' e n f a n t à la m a m e l l e , sont m i n u t i e u sement synchronisés et h a r m o n i s é s , créant ainsi un système de c o r r é l a t i o n biologique au sein de l'espèce. J ' a v o u e , c e p e n d a n t , q u ' i l y a un p o i n t où je n ' y vois p a s encore t o u t à fait clair : de t o u t e évidence, la m i c r o b a c t é r i e t u b e r c u l e u s e est u n e b a c t é rie typiquement spécifique de l ' a b d o m e n et avec le colibacille c'est sans doute l ' u n e des plus anciennes bactéries. T a n d i s q u e le colibacille est u n e sorte de m a n œ u v r e q u i aide à désagréger la cellulose, les bactéries tuberculeuses sont les é b o u e u r s de l'intestin. Furent-elles de t o u s t e m p s des o n c o p h a g e s , c'est-à-dire des déblayeurs de t u m e u r s cancéreuses, ou b i e n avaient-elles aussi u n e c o m p é t e n c e en m a t i è r e de petites lésions intestinales ou a u t r e s ? Se peut-il q u e nos plus anciens organes a b d o m i n a u x aient été déjà atteints

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du cancer ? D a n s ce cas il fallait bien q u ' à ce stade de l ' é v o l u t i o n il y eût u n e espèce d ' i n n e r v a t i o n s y m p a t h i q u e . C e n ' e s t q u e plus t a r d q u e l e centre de contrôle de la chaîne s y m p a t h i q u e l a t é r o v e r t é b r a l e a u r a i t été transférée d a n s le diencéphale : à cette c h a î n e latérovertébrale serait v e n u e s'ajouter u n e chaîne plus efficace, e t m ê m e u n e d o u b l e o u triple c h a î n e , voire t o u t un système de chaînes d ' o r d r e nerveux et h o r m o n a l . En effet, faute de m o b i liser le glucose, p a r exemple, la meilleure i n n e r v a t i o n m u s c u l a i r e ne serait d ' a u c u n e utilité. Voilà p o u r q u o i , en créant les cellules insulaires alpha du p a n c r é a s qui sécrètent u n e h o r m o n e , l e g l u c a g o n , a u g m e n t a n t l a t e n e u r d u sang en glucose (sucre), et les cellules bêta q u i , en sécrétant u n e h o r m o n e antagoniste, l'insuline, favorisent l'utilisation du sucre p a r les tissus et abaissent ainsi la teneur du sang en glucose, la n a t u r e a inventé un système magistral de ravitaillement en c a r b u r a n t . Ainsi d o n c , au cours de l ' é v o l u t i o n , la n a t u r e ne se sera servie q u e du modèle des deux brides immémoriales que sont le sympathique et le parasymp a t h i q u e p o u r u n e nouvelle c o n s t r u c t i o n p r o d i g i e u s e , d e m ê m e q u e l e « modèle » du territoire du nid a été utilisé p o u r la c o n s t r u c t i o n d ' u n « territoire » du cerf, p a r e x e m p l e . Je crois q u e faute de saisir et de bien c o m p r e n d r e ce contexte de t r a n s f o r m a t i o n s successives au c o u r s de l ' é v o l u t i o n , il n ' e s t guère possible de se faire u n e idée a p p r o f o n d i e des p h é n o m è n e s relatifs à la genèse, à l'évolution et à la guérison de l ' é v é n e m e n t c a n c é r e u x . P a r c o n s é q u e n t il va falloir à l'avenir p r ê t e r u n e a t t e n t i o n décisive à ces d e u x g r a n d s p o i n t s de s u t u r e de l'évolution entre l ' a n t i q u i t é et le m o y e n âge et entre le m o y e n âge et les t e m p s m o d e r n e s de n o t r e cerveau. C'est en définitive la clé indispensable p o u r c o m p r e n d r e les p h é n o m è n e s et les lois biologiques de n o t r e o r g a n i s m e et p o u r c o m p r e n d r e les r a p p o r t s biologiques nécessaires entre l ' o r g a n i s m e h u m a i n et le c o s m o s qui l ' e n t o u r e .

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7. La Loi d'airain du cancer

L a L o i d ' a i r a i n d u cancer est u n e loi b i o l o g i q u e e m p i r i q u e , qui s ' a p p u i e sur l'expérience et l ' o b s e r v a t i o n . Elle a été vérifiée sans exception d a n s les q u e l q u e 10 000 cas q u e j ' a i e x a m i n é s j u s q u ' i c i . Il s'agit d ' u n système surdéterminé de trois fonctions corrélatives, de sorte q u ' e n en c o n n a i s s a n t u n e , on est à m ê m e de d é d u i r e les d e u x a u t r e s . l'origine, la Loi d'airain du cancer s'énonçait ainsi : critère : Toute maladie cancéreuse débute par un D H S ( D I R K - H A M E R S Y N D R O M ) , c'est-à-dire : u n c h o c conflictuel e x t r ê m e m e n t b r u t a l , aigu e t d r a m a t i q u e , vécu d a n s l'isolement. 2 critère : A l ' i n s t a n t du D H S c'est la t e n e u r du conflit qui d é t e r m i n e la localisat i o n d u cancer d a n s l ' o r g a n e . 3 critère : A p a r t i r du D H S , il y a c o r r é l a t i o n exacte entre l ' é v o l u t i o n du conflit e t l ' é v o l u t i o n d u cancer d a n s l ' o r g a n e . 1
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A présent, la Loi d'airain du cancer s'énonce ainsi : critère : T o u t e m a l a d i e d u cancer d é b u t e p a r u n D H S ( D I R K - H A M E R S Y N D R O M ) , c'est-à-dire : u n c h o c conflictuel e x t r ê m e m e n t b r u t a l , d r a m a t i q u e e t vécu d a n s l'isolement, qui à l ' i n s t a n t du D H S p r o v o q u e au c e r v e a u un foyer de H a m e r et à l ' i n s t a n t d u D H S l e d é m a r r a g e d u cancer d a n s l ' o r g a n e . 2 critère : A l ' i n s t a n t du D H S la t e n e u r du conflit d é t e r m i n e aussi bien la localisat i o n d u foyer d e H a m e r a u cerveau q u e l a localisation d e l a t u m e u r c a n céreuse d a n s l ' o r g a n e . 3 critère : A p a r t i r du D H S , il y a c o r r é l a t i o n e n t r e l'évolution du conflit, celle de la m o d i f i c a t i o n du foyer de H a m e r au cerveau et celle de la t u m e u r cancéreuse d a n s l ' o r g a n e . 1
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Définition de la notion de conflit dans la Loi d'airain du cancer
La définition d'un conflit doit pouvoir s'appliquer aussi bien à l ' h o m m e q u ' à l'animal. Chez moi le mot conflit répond au concept de conflit biologique. A un j u g e qui lui d e m a n d a i t c o m m e n t il définirait dans son j a r g o n de psychiatre un conflit sexuel, par exemple, éprouvé par une femme qui surprend son mari en « flagrant délit » et se traduisant au niveau cérébral par un foyer de H a m e r au-dessus de l'oreille gauche, un professeur d'université répondit : « J'appellerais cela une offense narcissique ». Il ne sut que r é p o n d r e lorsque je lui d e m a n d a i s'il accepterait p o u r ma chienne la même qualité dans sa définition de conflit psychique. Voilà le hic : nos définitions du conflit ont toujours été conçues par la médecine classique dans une optique religieuse, philosophique, psychanalytique, il s'est toujours agi de définitions dogmatiques. P o u r moi il n'existe pas de dogmes susceptibles de limiter ou de restreindre une science. L o r s q u e je constate que l ' h o m m e et l'animal sont affectés par le m ê m e type de conflit biologique et lorsque les m ê m e s p h é n o m è n e s et modifications s'observent alors chez eux aux niveaux psychique, cérébral et o r g a n i q u e , il faut que les conclusions que l'on en tire, les règles ou les dogmes tiennent compte des faits, et non pas l'inverse. Ainsi d o n c , le conflit dans la terminologie de la Loi d'airain du cancer ne doit pas être c o m p r i s , au sens de la psychanalyse, c o m m e l'élaboration au cours de décennies d'une « constellation conflictive », mais c o m m e un conflit biologique. Ce conflit biologique, qui lors d'un D H S frappe l'homme et l'animal d'un coup soudain et irrésistible comme la foudre en p r o v o quant au cerveau le foyer de H a m e r , est la constellation d'une seconde. Naturellement, la personnalité tout entière est impliquée dans un conflit biologique. M a i s en général ce n'est pas cela qui est décisif. U n e vive altercation avec la belle-mère à p r o p o s de l'éducation des enfants, par exemple, peut déraper, et un seul mot, lâché dans une b o r d é e d'injures — « salaud », « cochon » — va p r o v o q u e r le D H S . A cet instant m ê m e la teneur du conflit est définie par la coloration, la signification que revêt ce mot détonateur dans la conscience du patient. Il va faire par exemple un conflit de m a r q u a g e de territoire, un foyer de H a m e r dans la zone périinsulaire de l'hémisphère droit et sur le plan organique un carcinome de la vessie. A partir de là, toute la querelle, les démêlés et contestations dans le cadre de ce conflit biologique vont suivre le rail tracé par la teneur spécifique de ce conflit. La belle-mère aurait aussi bien pu crier « pauvre type, va ! », le patient aurait pu faire un conflit de dévalorisation de soi, et la querelle allumée par ce brûlot aurait pris dans la conscience du patient un tour bien spécifique : le rail, le fil conducteur de tous les démêlés ultérieurs aurait toujours été l'image de marque du patient, était-il, oui ou n o n , un pauvre type ? Le rail tracé par la teneur spécifique du conflit aurait été tout différent. 74

Le conflit biologique se décide dans la seconde, à l'instant même du D H S , c'est-à-dire que c'est au m o m e n t ultra-rapide de ce d é m a r r a g e fulgurant que se décide la coloration, la teneur du conflit, sur le rail de laquelle va se dérouler dorénavant le conflit biologique. Ainsi, par exemple, une femme qui surprend son mari « en flagrant délit » ne va pas faire forcément un conflit biologique sexuel. Et il n'est même pas inévitable qu'elle fasse un conflit biologique, elle n'en fera un que si elle est confrontée à la situation d'une manière inattendue, imprévue et inopinée. M ê m e en cas de D H S , il y a toute une série de teneurs de conflit possibles : 1" variante : Lors du D H S la patiente ressent la situation c o m m e conflit biologique de frustration sexuelle. Au niveau cérébral elle ferait un foyer de H a m e r dans la zone péri-insulaire de l'hémisphère gauche, sur le plan organique un carcinome du col utérin. 2' variante : Il se peut que la patiente ait elle-même un a m a n t , elle n ' a i m e plus son mari. Au m o m e n t du D H S elle ressent la situation c o m m e un affront et u n e t r a h i s o n h u m a i n e : son mari la couvre de honte et de ridicule devant les voisins : elle subit à l'instant du D H S un conflit humain général, au niveau cérébral elle fait un foyer de H a m e r au cervelet gauche et sur le plan organique un cancer du sein droit. 3' variante : Au m o m e n t du D H S la patiente ressent la j e u n e et jolie rivale comme son p r o p r e conflit de dévalorisation de soi. « Elle a pu lui offrir ce que je ne suis plus en mesure de lui donner ». D a n s ce cas la patiente éprouve au m o m e n t du D H S un conflit biologique de dévalorisation de soi, elle fait un foyer de H a m e r dans la moelle occipitale et un cancer des os dans la zone du bassin. 4' variante : Il se peut que la patiente soit m é n o p a u s é e et de ce fait ait des réactions masculines. Au m o m e n t du D H S , la m ê m e situation sera peut-être ressentie ou subie comme un conflit de territoire, avec foyer de H a m e r dans la zone péri-insulaire de l'hémisphère droit, et sur le plan organique avec un carcinome coronaire, un carcinome b r o n c h i q u e , ou, s'il s'agit d'un conflit de m a r q u a g e de territoire perçu et ressenti c o m m e une « cochonnerie », avec un carcinome de la vessie. Toutefois, dans la majorité des cas la patiente fera un carcinome ovarien, c o r r e s p o n d a n t à un « conflit génito-anal » avec foyer de H a m e r dans la zone p a r a m é d i a n e du lobe occipital. Ainsi donc, deux événements, deux situations « identiques » ne sont finalement pas « identiques ». En effet, l'élément déterminant au moment du D H S c'est la façon dont le patient voit les choses, ce qu'il ressent, le prisme à travers lequel il perçoit l'événement, la situation, le filtre qui lui donne sa coloration spécifique : c'est cette coloration spécifique qui décide de la teneur du conflit et par suite du « rail » sur lequel va rouler d o r é n a v a n t le conflit biologique. 75

D a n s ce contexte on se rend compte de l'absurdité des « études prospectives ». La « non-convertibilité » d'un système ne constitue pas une faiblesse scientifique, elle découle inévitablement du fait qu'il est presque impossible de prédire avec quelque certitude dans quelle direction ou sur quel « rail » le patient va vivre ou subir un conflit prévu par des études prospectives. M ê m e l'entourage immédiat, les proches p a r e n t s sont souvent extrêment étonnés lorsqu'ils ont recherché par exemple quel pouvait bien être le conflit à l'origine d'un cancer diagnostiqué chez le patient. Il leur arrive souvent de dire alors : « Ça ne peut être que ceci ou cela. » Si l'on interroge alors le patient en présence de ses p r o c h e s , il dit souvent : « N o n , cela ne m ' a absolument pas mis en émoi. » Et ce qui finalement s'avère être vraiment la cause du D H S et du conflit, les plonge tout d'abord dans la stupéfaction, puis, par la suite, lorsqu'ils ont compris l'affaire, ils disent souvent : « E v i d e m m e n t , il ne pouvait pas en être autrement. » Ce contexte est bien illustré par l'histoire d'un patient que j ' a i été amené à examiner dans sa chambre de m a l a d e , au C . H . U . d'une ville universitaire dans le Sud de l'Allemagne. Il se remettait d'un infarctus aigu du m y o carde. Il fallait donc qu'il ait fait un conflit de territoire avec D H S . Le tout était de savoir quel avait été l'objet de ce conflit de territoire. En présence du médecin chef de service je lui d e m a n d a i donc q u a n d et quel conflit de territoire il avait subi. Réponse : aucun. Il avait un café-restaurant qui marchait bien, les notables de la localité étaient des clients assidus, il avait deux enfants sains de corps et d'esprit, sa femme était la bonté m ê m e , il n'avait pas de soucis d'argent, tout était en ordre, il ne pouvait être question de conflit de territoire. Je lui demandai alors depuis q u a n d il avait perdu du poids. Réponse : depuis 6 semaines. A en juger par l'électrocardiogramme, l'infarctus du myocarde n'avait pas dû être particulièrement grave. Je fis m o n calcul : la solution du conflit — la conflictolyse — avait dû intervenir environ six semaines plus tôt, le conflit ne pouvait avoir duré que 3 à 4 mois au plus. Je lui dis : « Il y a 6 mois environ il a dû se passer quelque chose de fort désagréable, qui vous a valu bien des nuits d'insomnie. Tout a dû rentrer dans l'ordre il y a 6 ou 8 semaines. » — « M a i n t e nant que vous me posez la question comme ça, Docteur, je vois bien quelque chose qui irait dans le sens de ce que vous dites, mais tout de m ê m e , je n'arrive pas à croire q u ' u n infarctus puisse être causé par un truc pareil. » Voici ce qui s'était passé : Le patient mettait toute sa fierté dans une volière c o n t e n a n t des oiseaux exotiques. Il les faisait admirer à ses amis, aux piliers du bistrot, aux habitués du restaurant. C'est qu'il n'avait pas lésiné sur les dépenses, les espèces les plus rares étaient représentées dans la collection. Tous les j o u r s , avant même de prendre son petit déjeuner, il allait admirer ses oiseaux : la grande cage en comptait 300 environ. Un beau m a t i n , il descend c o m m e d ' h a b i t u d e et, en apercevant la cage, il en reste b o u c h e bée : à l'exception d'un seul oisillon, t o u t e la gent ailée avait disparu. La première idée qui lui vint à l'esprit — et qui m a r q u a de son empreinte son D H S — fut : « des voleurs ». Des voleurs ont fait irrup76

tion sur m o n territoire. Des voisins vinrent à la rescousse, on examina minutieusement la volière. F i n a l e m e n t , on découvrit un trou minuscule creusé sous la volière. Un paysan, qui était payé pour le savoir, ne p r o n o n ç a q u ' u n seul mot : « Belette ». A partir de ce m o m e n t , le patient n ' e u t plus qu'une idée en tête : attraper la belette. Après un certain n o m b r e d'échecs, il finit par attrapper la belette dans un piège. C'est alors seulement qu'il put entreprendre les t r a v a u x de consolidation. S'étant assuré de l'efficacité de son blindage anti-belette, le restaurateur se mit à racheter des oiseaux. Au bout de 3 mois et demi, tout était rentré dans l'ordre, le conflit était définitivement résolu. En y réfléchissant après-coup, le patient se souvint que pendant la phase de conflit actif, il avait été très fier de se délester de quelques kilos. Depuis 6 semaines, c e p e n d a n t , il avait récupéré t o u t ce qu'il avait perdu et pris m ê m e quelques kilos en plus. Le médecin chef de service avait assisté sans m o t dire à t o u t l'entretien. Il n'en revenait pas. « N o u s serions-nous t r o m p é s sur t o u t e la ligne ? En tout cas, votre d é m o n s t r a t i o n m ' a b e a u c o u p impressionné. » Quant au patient, il constatait après-coup : « Réflexion faite, je me rends compte m a i n t e n a n t , après n o t r e entretien, que rien ne pouvait m'affecter davantage que le vol de mes oiseaux ». Tout ceci n ' a rien à voir avec la psychanalyse, ni non plus avec le conflit au sens psychologique conventionnel. D a n s le cas du conflit biologique, il est sans i m p o r t a n c e q u ' u n e fois la crise passée, lorsque t o u t est redevenu n o r m a l , tout est rentré dans l ' o r d r e , l'événement gravissime à l'origine du choc brutal et d r a m a t i q u e s'estompe à l'horizon des souvenirs comme un incident mineur. Ce qui c o m p t e , c'est q u ' à l'instant du D H S le patient l'ait ressenti comme l'événement majeur de sa vie. A l'époque, le conflit déclenché par le coup de foudre avait acquis sa p r o p r e d y n a m i q u e et fonçait sur le « rail » bien spécifique, défini à l'instant du D H S par la coloration du conflit : q u e l q u ' u n — ne serait-ce q u ' u n e petite belette — s'était introduit sur le territoire du patient. Il aurait pu commencer tout de suite à colmater sa volière. Eh bien non. Il n ' a v a i t ni paix ni cesse qu'il n ' e û t retrouvé le rival qui lui disputait son territoire. Ce n'est q u ' a p r è s l'avoir neutralisé, mis hors d'état de nuire, qu'il put rebâtir son territoire « en paix ». A travers cet épisode on perçoit que ce conflit de territoire doit à son enracinement biologique d'acquérir une dimension aussi d r a m a t i q u e .

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Le DIRK-HAMER-SYNDROM
Le D H S est la b a s e , le fondement de la Loi d'airain du cancer, le pivot et la charnière de tout diagnostic. Bien que j ' e n aie fait près de 10 000 fois l'expérience, c'est chaque fois une aventure, un événement sensationnel. Le cancer n'est pas enclenché par de quelconques conflits amorcés en douceur, c'est toujours le coup de foudre brutal et imprévu, le choc qui pétrifie, coupe le souffle, consterne.

Cette photo empruntée à la page sportive d'un journal de Lyon, nous montre un gardien de but surpris à contre-pied et regardant consterné le ballon qui se dirige lentement vers le but. C'est u n e constellation analogue, au sens figuré, que nous t r o u v o n s lors du D H S , le choc conflictuel qui surprend le patient à contre-pied. En effet, une situation conflictuelle qu'il voit venir, qui lui laisse le t e m p s de s'y préparer, ne fait pas de D H S . De m ê m e q u ' u n gardien de but est capable de fournir les p a r a d e s les plus fantastiques en dégageant du poing le ballon dirigé vers le coin le plus extrême du but — à condition qu'il se dirige bien dans la direction où il l'attend —, de m ê m e n o u s sommes tous capables de supporter m o u l t conflits sans tomber m a l a d e s , p o u r v u que nous ayons le temps de n o u s y préparer. 78

Coupés des autres créatures, de nos frères les a n i m a u x , et, d'une façon générale, devenus étrangers à notre environnement n a t u r e l , n o u s en sommes arrivés plus ou moins par m a n q u e d'instinct et d'intuition à imaginer des « conflits intellectuels » sans r a p p o r t avec la réalité biologique. Au lieu de nous fonder sur l'observation et l'expérience, nous avons construit des cas abstraits, qui n ' o n t rien à voir avec la vie concrète des gens. Or, dans la réalité concrète, l ' h o m m e sent et ressent j u s t e m e n t selon des cercles de régulation archaïques, il éprouve des conflits biologiques, alors qu'il se figure penser sans lien avec la n a t u r e . Du fait de la civilisation m o d e r n e , qui ne respecte plus aucune des trames fondamentales de la biologie, nous sommes confrontés à un dilemme redoutable : en suivant les modèles de c o m p o r t e m e n t qui n o u s sont tracés par la n a t u r e , n o u s devrions p r e n d r e en compte toutes sortes de préjudices sociaux, qui n o u s ruineraient. Mais en nous conformant aux prescriptions qui nous sont faites par les h o m m e s politiques, les juristes et les Eglises, et dont la p l u p a r t vont à r e n c o n t r e de nos codes archaïques les plus origin a u x , nous t o m b o n s à coup sûr dans les conflits. Avec n ' i m p o r t e quelle loi on peut t h é o r i q u e m e n t manipuler les h o m m e s à v o l o n t é , mais le prix à payer est effrayant. Certes, il y a toujours eu des a d a p t a t i o n s des types les plus divers aux changements des conditions ambiantes — c'est ce qui conditionne l'évolution de la n a t u r e —, mais ces évolutions durent généralement plusieurs centaines de milliers d'années. P o u r l'instant et pour les 10 000 années avenir, cela ne nous est d'aucun secours dans notre dilemme. Jusqu'ici, la plupart des gens n'en savaient encore rien, ou ne s'en étaient pas bien rendu compte. La Loi d'airain du cancer nous fait le devoir de chercher et de trouver une solution à ce dilemme. Nous ne p o u v o n s pas espérer éviter toute espèce de conflit, tout conflit biologique. En effet, le conflit biologique est inhérent à la n a t u r e , il n'est ni b o n ni m a u v a i s . C'est tout simplement une réalité et, au sein de la n a t u r e , c'est un m o y e n de sélection et de conservation de l'espèce. Mais je crois que n o t r e vie serait plus heureuse si nous r e c o m m e n c i o n s à vivre selon le code de n o t r e cerveau. Le D H S ( D I R K - H A M E R - S Y N D R O M ) est un choc émotif extrêmement brutal, aigu et d r a m a t i q u e , initiateur d'un conflit biologique vécu dans l'isolement. A noter : Propriétés et i m p o r t a n c e du D H S : 1. Le D H S se produit en l'espace d'une seconde sous forme de choc émotif inopiné, initiateur d'un conflit biologique. 2. Le D H S détermine la teneur du conflit, plus précisément la teneur du conflit biologique. C'est sur ce « rail » que va rouler le conflit consécutif. 3. C'est par la teneur du conflit biologique que le D H S détermine la localisation du foyer de H a m e r au cerveau. 4. Le D H S détermine la localisation du cancer dans l'organisme en déter79

mésoderme cérébelleux : prolifération mitotique pendant l'activité conflictuelle. c) ectoderme cérébral. 6.m i n a n t la teneur du conflit biologique et la localisation du foyer de H a m e r au cerveau. Le D H S et — si elle a déjà eu lieu — la conflictolyse sont les piliers d'angle majeurs de toute anamnèse de conflit biologique : dans chaque cas il est indispensable de découvrir avec précision le D H S . l o r s q u ' u n enfant dit à sa mère : « Tu es une mère d é n a t u r é e . il n'y a m o y e n d'éviter une récidive de conflit que si l'on connaît parfaitement le D H S initial. La constellation de la schizophrénie peut surgir aussi pour un double D H S identique. Le D H S p r o v o q u e dès la première seconde une sorte de court-circuit au cerveau sur l'emplacement du foyer de H a m e r . 5. 11. Cancer ulcératif très mitotique mais dysfonctionnel mitose nulle avec altération fonctionnelle de la « chaîne de choc » (système endocrinien de l'hypophyse. une m a r â t r e »). par exemple un conflit de territoire avec dévalorisation de soi ou bien un conflit mèreenfant assorti d'une dévalorisation de soi simultanée sur le plan des relations mère-enfant (p. nous voyons sur le scanner cérébral une image-cible de forme annulaire autour du centre de l'impact. b. M a i s le patient ne fait de crises aiguës de délire ou de fureur que lorsque vient s'y superposer un conflit central (cf. et q u ' u n autre D H S ayant son foyer de H a m e r dans l'hémisphère opposé (exception faite des conflits rénaux et ovariens) vient s'y ajouter. m ê m e si le conflit est déjà résolu.On entend par double D H S un conflit à deux facettes. Le D H S p r o v o q u e dès la première seconde le cancer dans l'organisme. les conditions sont réunies pour une schizophrénie. M a i s le cerveau tout entier est plus ou moins impliqué dans ce court-circuit. glande thyroïde. 10. Le D H S modifie sur-le-champ non seulement le tonus végétatif en déclenchant une sympathicotonie durable. c o m m e on peut le m o n t r e r fort bien à l'exemple du « conflit en suspens ». qui souvent « perce » j u s q u ' a u tronc cérébral. 8. capsules surrénales). m é s o d e r m e cérébral (moelle) : nécrose pendant la phase active du confit. Le conflit central a toujours une teneur de peur pani80 .Un D H S avec conflit central est un choc conflictuel foudroyant. 9. A l'occasion d'un conflit central de cet ordre. ci-dessous la définition du conflit central). L o r s q u ' u n D H S a déclenché un conflit biologique qui est encore dans la phase active et dont le foyer de H a m e r est situé dans un hémisphère cérébral. Le cancer dans l'organisme se manifeste sous différentes formes : a) forte prolifération cellulaire mitotique dans les organes dérivés de l'endoderme b) m é s o d e r m e : a. mais aussi la personnalité. En effet. qui atteint le tréfonds de la personnalité. 7. ex. îlots pancréatiques et cellules alpha de l'estomac.

et non pas l'inverse. c'est la constellation d'un événement-choc conflictuel inattendu. qui fait le conflit. l o r s q u ' a u cours de l'anamnèse les yeux du patient interrogé se mouillent soudain de larmes.). peur répulsive (engendrant la répugnance. le D H S .que. Encore une fois. Toute récidive de conflit ne surgit pas furtivement. En général. Si cette constellation bien particulière ne s'était pas produite. il n'y aurait sans doute jamais eu de conflit biologique ! 81 . peur dans la n u q u e (appréhension d'un événement tragique). la résistance). c'est que l'on a t o u c h é la corde sensible. peur totale (!). mis le doigt sur le D H S qui a p r o v o q u é le conflit à l'origine du cancer. peur du cancer. mais est provoquée brutalement par un nouveau D H S . qui se n u a n c e en fonction de l'accent principal : peur frontale (peur intellectuelle. peur de territoire. etc.

C'est cela qui est nouveau. doivent forcément obéir à une m a x i m e . de H a m e r .Le code cérébral du comportement On ne peut parler de conflits biologiques sans définir au préalable sur quoi reposent ces conflits. Seulement voilà. mais aussi de conflits animaux. relever de préceptes e n g r a m m é s dans le cerveau de l'individu. Peu i m p o r t e que l'on utilise telle ou telle définition. qui rendent possible un tel comportement conflictuel systématique. Au fond. Ils avaient découvert que le mélange d'aldéhyde formique ( H C H O ) et d'alcool méthylique ( C H O H ) . de nouveaux D H S . les rats furent « délivrés » de leurs t o u r m e n t s et leurs m u q u e u s e s soumises à l'analyse histologique. il s'agit là de notions générales. C'est ainsi. Au chapitre (5) sur le système ontogénétique des t u m e u r s . dont je ne prétends pas être l'inventeur.. Quelle que soit la formule employée. par exemple. j u s q u ' i c i on n'arrivait pas à trouver un fil conducteur. ces notions existent depuis qu'il y a une histoire de l'évolution de l ' h o m m e et des a n i m a u x . J'appelle cela le code cérébral du comportement. p r o v o quait le cancer chez les r a t s . j o u r après j o u r injectèrent ce produit diabolique dans les narines ultra-sensibles de ces pauvres bestioles. que le m o n d e médical a été confronté il y a deux ans aux résultats « sensationnels » d'une expérimentation soi-disant « extrêmement sérieuse » effectuée par une équipe de chercheurs d'outre-mer. cet antiseptique énergique est très irritant pour leurs m u q u e u s e s oculaire et nasale. A chaque fois ces bêtes terrorisées faisaient de nouvelles récidives. Mais on pourrait tout aussi bien dire somme des types de comportement. Le microscope révéla la présence de « cancers de la m u q u e u s e nasale ». toutes ces formules expriment que l'homme et l'animal se comportent selon un modèle ou un p r o g r a m m e spécifique de l'espèce. 3 82 . La seule chose qui soit de moi c'est que face à ce code cérébral du c o m p o r t e m e n t il existe un c o m p o r t e m e n t biologique conflictuel bien déterminé. Il ne s'agit pas d'inventer de n o u v e a u x dogmes.. à les ordonner et les classer selon un système logique. confirmant du m ê m e coup l'exactitude de la Loi d'airain du cancer. M e t t a n t à profit cette aversion naturelle. Des conflits à ancrage biologique répondant à des lois déterminées. et pas seulement depuis Darwin.. qui font un immense détour pour l'éviter : en effet. les chercheurs eurent l'idée géniale d'utiliser p o u r leur expérim e n t a t i o n scientifique une solution de formol à concentration 1 000 fois supérieure à la n o r m a l e et. D a n s ce contexte n o u s avons déjà eu affaire à toute une série d'expériences et aussi de résultats. c'est-à-dire la série de t r a n s formations successives q u ' o n t subi à travers les âges les êtres vivants. connu en solution aqueuse sous le n o m de formol.. les interprétations données étaient parfois complètement absurdes. infligés par ces brutes en blouse blanche. quel en est au juste le fondement. le formol est exécré par les rats. n o u s avons vu que ces conflits sont pour ainsi dire ancrés dans l'évolution. A la dilution normale utilisée pour la désinfection des locaux et des instruments de chirurgie. En effet. Au bout d'un certain n o m b r e de mois de ce traitement sadique. Parler de conflits biologiques c'est admettre implicitement qu'il ne s'agit pas u n i q u e m e n t de conflits h u m a i n s .

des relations mutuelles s'établissent entre les espèces et les races individuelles : ainsi. En effet. C Q F D i m p a r d o n n a b l e . où il est permis de saccager à volonté le cosmos en s'autorisant du « pullulez et dominez » d'une Genèse interprétée à contre-sens. mais soit intégré comme variante possible dans le code cérébral du c o m p o r t e m e n t . la seule conclusion que l'on pouvait tirer de cette expérience « scientifique » c'était que le formol est un cancérigène. par de nouveaux D H S de torture. P o r t a n t pour ainsi dire en « sac à dos » des stimulants de prolifération. par exemple. par exemple. c'est-à-dire d'anodins bourgeonnements de tissu conjonctif. où les a n i m a u x . 83 . chaque race a un code de c o m p o r t e m e n t spécifique. le cancer ulcéreux des coronaires est la seule chance de survivre encore 2 ou 3 ans. voire des chocs conflictuels biologiques. N o u s qui avons une si haute opinion de notre intelligence d ' h o m m e s et de femmes civilisés des temps m o d e r n e s . Le tissu fœtal a une « poussée de croissance » c o m p a r a b l e à court terme. S'il est vrai qu'il y a similitude entre le c o m p o r t e m e n t codé de l ' h o m m e et du m a m m i f è r e . Mais les chercheurs purement intellectuels auxquels nous avons affaire aujourd'hui sont de toute évidence inaccessibles à cette approche et à ce genre de considérations. tout être h u m a i n soumis à une expérimentation aussi infernale utilisant un produit fétide à n ' i m p o r t e quelle concentration aurait à coup sûr fait un D H S p r o v o q u a n t selon toute vraisemblance un carcinome de la m u q u e u s e nasale. les cellules de tissu conjonctif constituent l'équipe de secours médical urgent chargée de cicatriser les blessures par la formation de bourgeons charnus à la surface des plaies.Mais comme les animaux. Au sein du système cosmique. ne sauraient avoir un psychisme à la ressemblance du nôtre et p a r t a n t ne peuvent faire de conflits. selon la conception classique. par exemple. il n ' e m p ê c h e que chaque espèce. Chaque fois que des animaux sont torturés des semaines et des mois durant à un m ê m e endroit de l ' o r g a n i s m e . c'est-à-dire dans une préparation d'organe in vitro. La seule chose que l'on puisse cultiver in vitro ce sont des « sarcomes ». Il se peut d'ailleurs qu'il ne fasse pas du tout « face ». n o u s ne nous r e n d o n s m ê m e pas compte à quel point nous sommes encore esclaves d'une vision primitive de l'univers. ne sont que des choses privées d'âme et de psychisme et donc méprisables et torturables à v o l o n t é . dans lequel s'inscrivent et s'ordonnent ces codes diversifiés. le premier D H S p r o v o q u é par la souffrance atroce et suivi j o u r après j o u r par de nouvelles récidives. Au code de c o m p o r t e m e n t normal chez l ' h o m m e et chez l'animal fait donc face le comportement conflictuel biologique. permettent de déclencher un cancer chez ces pauvres bêtes. j u s q u ' à ce q u ' u n j o u r u n j e u n e cerf le chasse définitivement de son territoire. tel animal sait par instinct qu'il n ' a rien à redouter de tel autre. N o u s verrons plus loin que chez le cerf. Mais il n ' a encore j a m a i s été possible de provoquer un cancer dans un organe animal déconnecté du cerveau. où la maladie est intrinsèquement mauvaise et contre n a t u r e . Un chat ne p r e n d r a j a m a i s la fuite à la vue d'une vache ou d'un éléphant. réduits à leur plus simple expression utilitaire de « viande et fourrure ».

ou devrait lui p e r m e t t r e . et il défendra âprement son territoire m ê m e s'il n ' a encore j a m a i s vu un autre cerf. En revanche. M ê m e si nous n o u s exerçons assidûment à ne pas tenir compte du code e n g r a m m é dans notre cerveau. par exemple. de vivre dans sa niche écologique. les humains ont réussi sans difficulté une opération aussi fondamentalement importante que la mise au m o n d e d'un enfant. p o u r l'apprentissage cérébral de son code spécifique de c o m p o r t e m e n t . Conformément à son code de cervidé. il faut que les h u m a i n s compulsent des ouvrages volumineux ou s'inscrivent à l'université pour y apprendre par c œ u r des systèmes « pédagogiques » purement intellectuels. animale ou h u m a i n e . on se d e m a n d e vraiment de quel droit nous nous arrogeons le titre de civilisés intelligents. organe et cancer. qu'il s'agisse de l'accouchement p r o v o q u é ou par césarienne. de toute m a n i è r e . si ce n'est systématique. le poussin caneton sait nager sans l'avoir appris. Ainsi. Il n'est pas un animal qui puisse se mesurer à l'homme civilisé dans l'art de fausser par bêtise le code inné de c o m p o r t e m e n t . Il a fallu des millions d'années à chaque espèce et à chaque race. A peine éclos et sorti de sa coquille. qu'il devra apprendre de sa mère cane. La mère savait intuitivement que l'accroupissement est la position idéale. Il en va de m ê m e du c o m p o r t e m e n t h u m a i n : dans les mille et une circonstances et occasions de la vie quotidienne n o u s agissons et réagissons correctement par intuition t a n t que nous ne sommes pas dénaturés par ce que nous appelons avec e m p h a s e notre « civilisation ». N o u s verrons plus loin que ce sont les m a n i p u l a t i o n s h o r m o n a l e s qui portent le plus gravement atteinte à notre code h u m a i n de c o m p o r t e m e n t . non engrammées dans son cerveau. par exemple chez les gauchers. le cerf. il n'empêche que chacun de nos sentiments. ne fonctionnent pas dans la p r a t i q u e . il est d'autres choses. tout cela constitue la loi de la n a t u r e . P o u r élever leurs enfants. C'est tout simplement « e n g r a m m é » dans son code de c o m p o r t e m e n t . qu'il lui fallait couper le cordon ombilical avec ses dents et mettre au sein le nouveauné après l'avoir soigneusement léché et nettoyé. Toute r u p t u r e est une espèce de meurtre et de suicide. Il n'y a que des apprentis-sorciers à être assez fous pour tenter de passer outre. La régularité de cette corrélation et la somme des corrélations entre tous les êtres vivants de la création — par exemple entre les h o m m e s et « leurs b a c téries » —. N ' i m p o r t e quelle mère-chienne ou mère-fauvette s'en tire aisément et bien mieux sans université. 84 . Il n ' e m p ê c h e : tout D H S d é m o n t r e à n o u v e a u la corrélation extrêmement précise entre psychisme et conflit. de nos décisions et de nos actions portent l'empreinte de ce code de comp o r t e m e n t et en reçoivent une impulsion décisive. cerveau et foyer de H a m e r . aura toujours un comportement territorial. qui lui permet.mais il file dès qu'il aperçoit de loin un chien. Quand on voit en revanche avec quelle subtilité la gynécologie bafoue a u j o u r d ' h u i les règles les plus primitives de la n a t u r e . Il n'y a j a m a i s d'exception. pendant des millions d'années. qui.

8. Le principe de la maladie du cancer .

« c o m m e paralysés ». le territoire. d r a m a t i q u e et vécu dans l'isolement. la peur dans la n u q u e . Evolution du conflit A l'instant m ê m e du D H S l'organisme tout entier est branché sur le système nerveux autonome orthosympathique. au risque d'alourdir un peu l'ouvrage par quelques redites. un liquide. Un conflit de dévalorisation de soi dans la relation mère-enfant (tu es une m a r â t r e ) ne se traduit j a m a i s par une ostéolyse du bassin. le système triadique psychisme — cerveau — organe est en réalité un événement synchronisé reliant le foyer de H a m e r à l'organe en une fraction de seconde. mais toujours une ostéolyse du bassin. DHS L o r s q u ' u n être h u m a i n ou un animal fait un D H S . la dévalorisation de soi. Cependant. Cependant. en stress. Nous avons vu que ce stress p e r m a n e n t intervient bio87 . qui ne correspond plus au code n o r m a l . il se trouve en permanence en sympathicotonic. le foyer de H a m e r émet en direction de l'organe qui en dépend un message altéré. N o u s nous figurons que c'est nous qui p e n s o n s . Ainsi donc. mais toujours par un cancer de la tête de l'humérus gauche (chez le droitier). etc. où la question sera exposée de A à Z. « figés d'effroi ». telle que la relation mère-enfant. j ' a i décidé d'y consacrer un chapitre spécial. son subconscient associe la teneur du conflit biologique déclenché par le D H S à une sphère de représentation b i o l o g i q u e . La plupart des patients sont d'ailleurs à m ê m e de préciser le D H S à la minute près. à la d e m a n d e de patients et d ' a m i s .Le fonctionnement de la Loi d'airain du cancer et l'évolution de la maladie du cancer sont traités actuellement dans plusieurs chapitres. Ainsi. mais en réalité il est pensé en n o u s . « terrassés ». « incapables de parler ». du fait j u s t e m e n t que c'est toujours un événement d r a m a t i que. par exemple. Au cerveau le D H S est immédiatement discernable au scanner cérébral et dans l'organisme il se manifeste dès la première seconde sous forme de cancer. l'appréhension. Les patients sont généralement « foudroyés ». c'est-à-dire subit un choc conflictuel brutal. A l'instant même du D H S . le subconscient sait fort bien différencier et nuancer les sphères de représentation à l'instant m ê m e du D H S . j a m a i s une dévalorisation de soi dans le d o m a i n e sexuel ne p r o v o q u e d'ostéolyse de vertèbres cervicales.

le foyer de H a m e r au cerveau est sous l'effet d'un courtcircuit. C'est ce « stress spécial » qui est responsable de la prolifération cellulaire. il dort m a l . Les vieux ont leurs centres de relais dans le cerveau ancien. P e n d a n t cette phase active du conflit il y a prolifération du cancer. P e n d a n t la phase active du conflit. les organes tributaires du cerveau ancien ont une importance vitale. c'est-à-dire entre le D H S et la conflictolyse. de ce stress p e r m a n e n t . et m ê m e la plupart du t e m p s . les « vieux organes » sont moins vulnérables que les n o u v e a u x . ou prévu. Souvent. nécrose ou seulement altération des cellules de l'organe. Ce serait là un point de vue dont il conviendrait de tenir compte tout particulièrement dans l'édification d'une société nouvelle conforme au code de c o m p o r t e m e n t . le patient n ' a p a s . il n'est plus capable de soutenir la concurrence dans la lutte pour la vie et il meurt. Plus le foyer de H a m e r est étendu. P e n d a n t la phase active du conflit. D a n s cette procédure de sélection o r g a n i q u e . Il faut pour cela mobiliser toutes les forces disponibles de l'individu. la solution du conflit. En revanche. de t r i o m p h e r et de gagner la partie. l'organisme tourne à plein régime. Il serait déraisonnable de parler ici de maladie. La circulation sanguine périphérique est conditionnée par l'accélération du r y t h m e cardiaque et la constriction des vaisseaux. de la nécrose ou de l'altération organique. les nouveaux dans le cerveau p r o p r e m e n t dit. Plus le conflit est intense. ceux qui relèvent du cerveau proprement dit ne sont que partiellement indispensables à l'existence. pense sans arrêt à son conflit ou à son p r o b l è m e . P o u r ma part. bref : tous les p h é n o m è n e s de repos végétatifs sont réduits à un m i n i m u m . Il meurt. Si dans un délai raisonnable celui-ci ne réussit pas à maîtriser le conflit. En d'autres t e r m e s . m ê m e si un j o u r (trop tard) son conflit est résolu. au détriment de la détente. C o m m e n t donc l'individu pourrait-il arriver à maîtriser son conflit sans jeter toutes ses forces dans la balance ? Le cancer au niveau organique paraît être un effet secondaire indésirable. plus est i m p o r t a n t e la nécrose et forte l'altération des cellules dans les espèces de cancers qui ne font pas de prolifération cellulaire m i t o t i q u e . l o r s q u ' a u niveau d'une sphère de c o m p o r t e m e n t donnée et de l'organe c o r r e s p o n d a n t un individu reste longtemps sans parvenir à sortir v a i n q u e u r de la p r o c é d u r e implacable de sélection naturelle. selon le conflit dont il s'agit.logiquement parlant comme la « dernière chance » de venir à bout du conflit. il a perdu sa chance biologique. plus sont étendues également la t u m e u r . plus est rapide la croissance de la t u m e u r . ou peu d'appétit. il est retiré de la compétition. Les principales données anamnesti88 . j ' e s t i m e que la t u m e u r au niveau o r g a n i q u e constitue une sorte de « sélection organique » et du m ê m e coup un procédé de sélection naturelle pour la sphère de représentation biologique c o r r e s p o n d a n t e . Il faut dire cependant que biologiquement parlant la t u m e u r dans l'organe est ce qu'il y a de plus inoffensif dans toute la maladie du cancer. la nécrose ou l'altération des cellules. du repos et du délassement de l'organisme. d'un « stress spécial ». Le corps est en situation de « mobilisation générale » p o u r venir à bout du conflit-problème. la phase de stress. D u r a n t la phase active.

ex.et périfocal envahit le foyer de H a m e r . I m m é d i a t e m e n t après la conflictolyse. le foyer de H a m e r au cerveau c o m m e n c e à se réparer : le tissu de soutien des cellules nerveuses. et à cet effet un œ d è m e intra. la dimension du D H S et l'intensité de la teneur du conflit. « circulation stable » = sympathicotonie) est m a i n t e n a n t m a u vais. sont emmagasinées à profusion dans le foyer de H a m e r . Tout ce qui était considéré comme m a u v a i s . Ce qui met particulièrement bien en évidence la stratégie centrale qui se cache là derrière. « circulation h y p o d y n a m i q u e » = vagotonie = phase de guérison) est jugé bon à présent. Conflictolyse. En tout cas. Une fois que nous connaissons ces d o n n é e s . Cette phase est en soi extrêmement positive et n o r m a l e m e n t les cas de mortalité devraient être très r a r e s . ex. La prolifération cellulaire de la tumeur dans l'organe s'arrête abruptement. du fait que la digestion est arrêtée ou fortement réduite. les glies. la conflictolyse (CL). Le taux de mortalité pourrait être ramené à environ 3% si la maladie du cancer était traitée par des médecins et des infirmières intelligents. la fatigue provenant de la digestion ne pourrait que gêner en l'occurrence. aient compris ce système. l'organisme tout entier est m a i n t e n u c o n s t a m m e n t en état d'alerte. l'organisme peut se relaxer. J u s q u ' i c i . Priorité est donnée à la digestion. les complications. qui le mobilise à son tour dans la substance du corps. le cas échéant. le patient qui se trouvait en profonde vagotonie 89 . et. Il est maintenant urgent que soit régénérée et réparée l'infrastructure d'approvisionnement. j u s q u ' i c i (p. pourraient être maîtrisées si nous disposions de conditions optimales de r é a n i m a t i o n . en cas de traitement clinique. En effet. L'organisme tout entier t o m b e dans une profonde parasympathicotonie ou vagotonie. nous sommes renseignés sur la gravité des altérations auxquelles nous devons nous a t t e n d r e . Mais le patient n'est bien p o r t a n t que lorsqu'il a surmonté aussi la phase de guérison. solution du conflit biologique Toutes ces conditions changent d'un seul coup lorsque survient la solution du conflit. M a i s il semble qu'il en soit ainsi. selon les critères de la Loi d'airain du cancer. de sorte qu'il y a c o n s t a m m e n t production de glucagon et mobilisation de glucose dans le foie. A condition bien entendu que le médecin de famille ou. pour autant que n o u s ne sommes pas encore au courant de l ' i m p o r t a n c e de la t u m e u r . N o u s ne savons pas encore au j u s t e si p e n d a n t la sympathicotonie perm a n e n t e au cours de la phase active du conflit les cellules alpha du pancréas sont stimulées en p e r m a n e n c e .ques sont le D H S . tout ce quejusqu'ici nous jugions bon (p. N o u s étions trop naïfs pour n o u s en apercevoir. le personnel médical. La tumeur s'œdématise elle aussi et guérit. Le conflit étant résolu. les parents et amis. Les cellules bêta du pancréas sont stimulées et grâce à l'apport accru d'insuline le patient a constamment faim. signale éventuellement une récidive du conflit ou une nouvelle panique. En effet. qui ne surviennent que dans un faible p o u r c e n t a g e de cas de cancer.

D a n s le cas du cancer ulcéreux des c o r o n a i r e s . D'ailleurs on en avait fait depuis l o n g t e m p s l'expérience à p r o p o s de l'infarctus du m y o c a r d e . Depuis plus de 3 ans cela figure dans m o n livre « Cancer. il y a b e a u c o u p de complications possibles au niveau du psychisme et du cerveau. ou épileptoïde. et pas seulement q u a n d la médecine classique rejette le patient à d e m i . maladie de l'âme ». Les douleurs périostiques sont le meilleur indice de la guérison de l'os sous-jacent.j u s t e avant sa guérison définitive.m o r t après l'avoir déclaré « incurable ». C'est un signe d ' a c c u m u l a t i o n d ' œ d è m e céréb r a l . ne fait pas mal du tout. La crise d'épilepsie au cours de la guérison Toute œ d é m a t i s a t i o n p e n d a n t la phase de guérison atteint à un m o m e n t d o n n é son point culminant. l'os. qui indiquent les progrès de la recalcification (recalcification de l'os. L ' a r r ê t 90 . qui se traduit au niveau cérébral p a r la c o l o r a t i o n très foncée de la moelle du cerveau. signifie que l'œdém a t i s a t i o n a été stoppée p a r l'organisme l u i . c'est-à-dire sans panique et sans récidive de conflit. parce q u ' e n profonde vagotonie le cas était toujours j u g é désespéré. qui s'atténue au fur et à mesure que se poursuit la recalcification). et si l'état conflictolytique demeure stable. dans le cas du cancer ulcéreux des c o r o n a i r e s . La crise épileptique. m e m b r a n e fibreuse hypersensible qui recouvre l'os et que l ' œ d è m e osseux de guérison gonfle comme un ballon. Cette guérison s'observe très bien par les contrôles radios de l'os.m ê m e . à condition que les patients soient traités c o m m e il faut dès le début. et naturellement aussi sur le p l a n organique. qui peut s'accompagner de m a u x de tête et fait t o u j o u r s obligatoirement une leucémie. Ce qui p r o v o q u e la douleur c'est bien plutôt l'extension du périoste. ce t o u r n a n t est pris environ trois à six semaines après la solution du conflit. En effet. Si le patient a s u r m o n t é cette crise épileptique. le patient a généralement surmonté en grande partie sa m a l a d i e . et plus précisément d ' u n œ d è m e péri-insulaire de l'hémisphère droit. D a n s le cas du cancer des os cette phase coïncide aussi toujours avec celle des plus vives douleurs présumées osseuses. était « lysé » à la m o r p h i n e . Mais n'oublions pas qu'il n'y a pas plus de 3% d'échecs. ou. infarctus du myocarde. L ' i g n o r a n c e de la médecine classique en ce qui concerne les crises d'épilepsie et la n a t u r e de l'infarctus du m y o c a r d e est mis en évidence par le fait que les cardiologues ont continué de croire jusqu'ici à la fable des « coronaires b o u c h é e s ». qui p r o c è d e à une rectification de c o u r s . son p a r o x y s m e . ce qui est le meilleur signe de la guérison (ce n'est pas une maladie !) Certes. la p l u p a r t des cas mortels se p r o d u i s a i e n t p e n d a n t cette crise d'épilepsie. qui p e n d a n t la phase de guérison se recalcifie et se t r o u v e fortement œ d é m a t i s é . b i e n que dès 1984 j ' a i pu a p p o r t e r dans m o n E t u d e de Vienne la preuve incontestable que l'infarctus du m y o c a r d e — ou ce que nous e n t e n d o n s par là — relève u n i q u e m e n t du cerveau. Cette brève phase de t o u r n a n t ou de rectification de cours nous l'appelons crise épileptique. En réalité.

c'est-à-dire celles qui sont p r o voquées par un foyer de H a m e r au cortex. d ' a p a t h i e . survient toujours sur la base d ' u n œ d è m e cérébral. dans l'état actuel de traitement. c'est-à-dire au cours des 3 à 6 mois de v a g o t o n i e qui précèdent la crise d'épilepsie ou l'infarctus du m y o c a r d e . dyspnée. p a n i q u e .du cœur ne provient pas d'un dysfonctionnement du cœur. des co n tractions musculaires continues (toniques) ou saccadées (cloniques). n ' a j a m a i s fait réfléchir les c a r d i o l o g u e s . c o m m e on traite un choc p r o v o q u é p a r une h é m o r r a g i e . Du fait que les cardiologues ne veulent rien savoir du cerveau. Le fait que l'infarctus du m y o c a r d e survienne d ' o r d i n a i r e au cours de la nuit. céphalées. lorsque le conflit dure plus de 9 m o i s . Ces risques sont sensiblement réduits l o r s q u ' o n peut c o m m e n c e r le t r a i t e m e n t préventif à l'avance. é t o u r d i s s e m e n t s . La crise d'épilepsie est toujours a c c o m p a g n é e de s y m p t ô m e s secondaires typiquement cérébraux : centralisation. diplopie. de sympathicotonie : c'est toujours p e n d a n t la phase de relâchement. la crise d'épilepsie est une mise en état de choc de l'organisme en vue de pressurer l ' œ d è m e intra. agitation. 91 . les chances de survie. nausée. dont les p r o p o r t i o n s excessives m e n a c e n t d'asphyxier le centre-relais corr e s p o n d a n t et d'en paralyser le f o n c t i o n n e m e n t . C o m m e l'a montré notre Etude de Vienne sur l'infarctus du m y o c a r d e . mais de l'œdème de guérison au centre-relais du rythme c a r d i a q u e au cerveau. Voilà p o u r q u o i ces crises d'épilepsie et l'infarctus du m y o c a r d e surviennent le plus souvent la nuit. c'est-à-dire en a u g m e n t a n t le v o l u m e du sang circulant. au creux de la v a g o t o n i e . sueur d'angoisse. L o r s q u e l ' œ d è m e atteint le cortex m o t e u r p r é . la crise épileptique ne peut p r o v o q u e r que de brèves paralysies des extrémités ou de la face. vertiges. De par sa nature. de repos ou de détente. A m o n avis ce t r a i t e m e n t devrait p e r m e t t r e de ramener à moins de la moitié le t a u x de mortalité de l'infarctus du m y o c a r d e .et périfocal du foyer de H a m e r . et j a m a i s dans une période de tension. est extrêmement d a n g e r e u x . diminuent considérablement. C'est cet œ d è m e qui est responsable de l'arrêt du cœur et du dysfonctionnement du centre de rythme cardiaque. ils mettent sous perfusion pratiquement tout patient atteint d'un infarctus du m y o c a r d e . c r a m p e s . M ê m e la plus petite crise d'épilepsie implique un œ d è m e cérébral.r o l a n d i q u e ou q u ' u n conflit de peur y a son foyer de H a m e r . de l'écume devant la b o u c h e par coups de langue. des m o r s u r e s de la l a n g u e . et qui constitue donc une crise d'épilepsie. La crise d'épilepsie plus ou moins aiguë et d r a m a t i q u e qui caractérise toute phase de guérison après une maladie cancéreuse ou sa phase active de conflit. Les crises d'épilepsie corticales. peuvent s'étendre à tout le cortex et déclencher des c r a m p e s . de sorte qu'il est t o t a l e m e n t asphyxié par l ' œ d è m e cérébral. La n a t u r e a mis des millions d ' a n n é e s à mettre au point l'état de choc et aussi sa t h é r a p i e . c'est-à-dire dans des conditions de relax idéales p o u r le c œ u r . Vouloir traiter un choc central dû à un œ d è m e cérébral. A noter toutefois que la nature a de toute évidence prévu ou constitué la crise d'épilepsie c o m m e une sorte de critère de sélection. en freinant l ' œ d è m e cérébral à l'aide de cortisone et de refroidissement de la t ê t e . etc.

c o m m e le carcinome coronarien (aire périinsulaire de l'hémisphère droit et hémisphère cérébelleux droit). au cas où les deux conflits en balance sont résolus en m ê m e t e m p s . A lui seul le fait qu'il y ait b e a u c o u p de conflits présentant simultanément plusieurs foyers de H a m e r . ou des conflits de peur (aires corticales et médullaires). les foyers de H a m e r ont naturellement une tuméfaction cérébrale provisoire bien circonscrite. ou. L ' a p p o r t de glucose est donc touj o u r s o p p o r t u n — avec aussi peu de liquide que possible ! Attention : en cas de schizophrénie. une fois que le conflit est résolu. tout en sachant. 92 . mais de mes adversaires. le foyer de H a m e r est la cicatrice anodine d'une maladie finie. Jusqu'ici. L ' u n e et l'autre se conforment aux mêmes règles. ne laisse pas de repos tant que l'on n ' a pas trouvé comment tout cela se tient. qu'ils extirpaient avec autant d'ignorance que d'assurance. en principe. c'est-à-dire depuis 5 ou 6 ans. deux foyers de H a m e r étant situés dans deux hémisphères différents. les résultats obligent naturellement à pousser la recherche et la réflexion. puis désenflent de nouveau. sinon en ce qui concerne les aspects que n o u s a valus la découverte des foyers de H a m e r au cerveau.Attention : j ' a i connu plusieurs cas où lors de la crise d'épilepsie le taux de glycémie est t o m b é à presque zéro. ces foyers de H a m e r étaient pour les neuro-chirurgiens des « t u m e u r s du cerveau ». pour réparer l'isolement e n d o m m a g é du réseau de n e u r o n e s . depuis la première année de médecine. P e n d a n t la phase de guérison. cellules formant le tissu de soutien du système nerveux. Bien que la Loi d'airain du cancer ait été découverte tout d'abord comme une corrélation p u r e m e n t empirique et soit c o n s t a m m e n t reproductible. il se peut. que la crise d'épilepsie donne heu à un délire passager — à condition que vienne s'y ajouter un conflit central p r o v o q u é par la panique ! Qu'y a-t-il de changé à la Loi d'airain du cancer depuis 6 ans ? A y regarder de près. La Loi d'airain du cancer n'est q u ' u n schéma. de l'évolution de la guérison de cette maladie cancéreuse. et cela fait 4 ans que l'existence de ces foyers de H a m e r a été vérifiée. Au cours de la phase de guérison. que les neurones perdent à la naissance l'aptitude à se diviser et ne la retrouvent j a m a i s . il semble q u ' a u fond rien d'essentiel n'ait changé. Voilà m a i n t e n a n t 6 ans que nous savons que tout cancer a « son foyer de H a m e r spécifique » à un endroit déterminé du cerveau et que ce foyer de H a m e r est causé par un D H S bien déterminé à teneur de conflit corresp o n d a n t . Mais en principe. Le n o m de « bizarres foyers de H a m e r » n'est évidemment pas de moi. qui indique la régularité du déroulement d'une maladie cancéreuse. le n o m de t u m e u r cérébrale induit sciemment en erreur — tout au moins depuis que nous savons à quoi nous en tenir. Elle peut nous poser des problèmes si le conflit a duré longtemps ou si cet œ d è m e cérébral est situé à un endroit défavorable. après la guérison. engrangent des glies. les foyers de H a m e r se tuméfient.

La Loi d'airain du cancer comme adjuvant thérapeutique Depuis que nous connaissons le principe d'une maladie cancéreuse. c o m m e un apprenti-sorcier. émet. Il se peut que certains trouvent que j ' e x a g è r e en affirmant que 9 7 % des patients atteints du cancer pourraient survivre s'ils étaient traités c o m m e il faut dès le début au lieu de commencer par être plongés dans toutes sortes de paniques par les pronostics pessimistes des médecins chefs et professeurs. ce qui relève a u t h e n t i q u e m e n t de la Création a beau être souvent extrêmement c o m p l i q u é . mais aussi pourquoi il en est ainsi. à bon escient. L'histoire de l'évolution est restée p o u r moi depuis lors une fidèle conseillère. à quelles complications nous devons nous attendre. « à partir de ce principe » savent le guérir. avérée et effective. Depuis que nous savons pourquoi le patient est malade et à quel stade de la maladie il se trouve. le patient conservera son calme. les moyens dont nous disposons sur le plan thérapeutique sont tout autres. selon un code erroné qui p r o v o q u e le cancer dans le sein controlatéral de la femme. au lieu de m a n i p u l e r les patients avec une sotte a r r o g a n c e . que l'on est en mesure de c o m p r e n d r e non seulement ce qui est. sachant que les médecins connaissent le principe et. De son côté. nous pouvons en discuter tranquillement avec le patient. n'est pas seulement vérifiable et reproductible. c'est-àdire conforme à la réalité. A m o n avis il n'y a pas moyen de c o m p r e n d r e vraiment la médecine si l'on ne garde pas c o n s t a m m e n t présente à l'esprit l'histoire de l'évolution de l ' h o m m e et de l'animal. Ce n'est qu'en faisant preuve de curiosité. d'autant qu'il sait que 9 7 % peuvent s'en tirer. mais il y a moyen aussi d'en donner une explication évidente. de manière à ce qu'il ne panique p a s . La Loi d'airain du cancer en tant que principe des relations de cause à effet du cancer nous a ouvert la porte ! 93 . comme un ordinateur déréglé. Ce centre-relais qui. U n e chose vraie. en examinant après coup c o m m e n t s'y est pris le grand maître de la Création. qui est a u t h e n t i q u e . exacte. nous p o u v o n s entreprendre une thérapie systématique. mais en principe c'est tout simple. En effet. c'est-à-dire que le taux de mortalité de cette maladie n'est pas supérieur à celui d'une mauvaise grippe : dès lors.Dès le mois de février 1984j'avais expliqué l'existence des foyers de Hamer par l'histoire de l'évolution : le fait que le c o m p o r t e m e n t mère-enfant des mammifères ait été p r o g r a m m é j u s t e m e n t dans la période phylogénétique où le cervelet était « en formation » explique que le centre-relais du comportement mère-enfant soit localisé au cervelet. claire et plausible. en cas de maladie p r o v o q u é e par un D H S avec conflit dans la sphère de relation mère-enfant devient un foyer de H a m e r . c o m m e n t il convient de le traiter sur le triple plan psychique. cérébral et organique.

Si l ' h o m m e ne faisait pas tant de ravages en m a n i p u l a n t ce code supérieur. Dans son arrogance il s'imagine qu'à l'aide de tous ses « ismes » et autres systèmes sociaux antibiologiques il est capable de décliqueter le code biologique et de faire mieux que le créateur de la n a t u r e . il fonctionnerait encore aussi bien que depuis des millions d'années. Or. des perturbations du code n o r m a l de c o m p o r t e m e n t chez l ' h o m m e et chez l'animal. dans la n a t u r e n o u s ne t r o u v o n s aucun indice p e r m e t t a n t d'étayer ou de conforter de telles élucubrations biologiques. Au c o n t r a i r e . Imaginons que la m o r t fût supprimée. qu'il « dévore » après avoir détruit le système i m m u n i t a i r e . Or. l ' h o m m e s'est comporté par ignorance comme un apprenti-sorcier et s'est lui-même catapulté hors de quantité de ces équilibres biologiques. la race des grands-ducs p o n d e moins d ' œ u f s . La symbiose demeure en équilibre. qui se déroule selon une loi rigoureuse. le code de comportement de l'individu d'une espèce est en même temps intégré et coordonné dans l'ensemble du cosmos. Le cancer n'est pas une maladie p r o v o q u é e par des microbes anarchiques ou par des molécules d ' A D N déboussolées. qui prolifère sans plan et cherche à démolir l'organisme. Le fait d'empêcher la coopération des créatures entre elles selon ce code supérieur de c o m p o r t e m e n t est à m o n avis plus désastreux que les deux grandes catastrophes naturelles qu'ait connues notre terre. d'après un code supérieur ne régissant pas le seul individu. les puces et les punaises. ne serait-ce que quelques années ! Le code de c o m p o r t e m e n t s'effondrerait d'un seul c o u p . C'est ce qui explique q u ' a p r è s un hiver rigoureux les souris étant moins n o m b r e u s e s . Malheureusement. c'est exactement le contre-pied que prend la médecine classique. La régularité avec laquelle ces p e r t u r b a t i o n s du code n o r m a l de comportement se déroulent m o n t r e bien j u s t e m e n t que la p a n n e de codage est elle aussi incorporée dans le n o r m a l . dite médecine moderne : pour elle les maladies sont des ennemies du genre humain. Il en est exactement de m ê m e de la maladie cancéreuse. Bien entendu nous sommes parfaitement conscients du fait que ces perturbations dans le code de c o m p o r t e m e n t sont tout aussi nécessaires et inévitables biologiquement que tout le code de comportement lui-même. les virus. le cancer est une cellule anarchique. 94 . Selon la conception de la médecine classique. la mort. c'est une action systématique et coordonnée de la n a t u r e . ce livre traite des maladies cancéreuses. tout comme les bactéries. car les années suivantes la race des grandsducs n'aurait plus rien à manger et de la sorte elle s'exterminerait elle-même. La race du grand-duc ne s'applique pas à exterminer la race des souris.La maladie du cancer en tant que perturbation prévue par la nature du code normal de comportement chez l'homme et chez l'animal Nous l'avons vu. Elles sont aussi nécessaires que la panne définitive du code de comportement.

lorsqu'elle se déroule c o m m e prévu. le sarcome. CL) ce à quoi le patient doit s'attendre et selon quel calendrier. C'est la raison pour laquelle sa peau a tant de pigments. comment cela fonctionne en gros. quand et comment tel ou tel choc conflictuel (DHS) courtcircuite telle ou telle aire de notre cerveau. et qui au fond en étaient bel et bien un. un risque certain pour la vie du patient. un cancer ! La Loi d'airain du cancer n'était à l'origine que le mécanisme de la genèse et de l'évolution du cancer. Souvent nous ne connaissions que la seconde partie de la maladie cancéreuse. L o r s q u ' i l se produit ce type de D H S . ressortissant à cette aire. Nous savons p o u r q u o i . que jusqu'ici nous n'avions pas l'habitude d'appeler cancer. il n'est guère d ' a u t r e maladie où l'on puisse exercer une action prophylactique avec autant de précision. par la Loi d'airain du cancer et par le foyer de H a m e r . Si un Suédois a la p e a u aussi claire c'est pour que son épiderme p a u v r e en pigment puisse capter le rayon de soleil dont il a vivement besoin pour synthétiser la vitamine D. la leucémie. qui le protègent contre un excès de rayons solaires. c'est que nous connaissons m a i n t e n a n t le m é c a n i s m e . Nous p o u r r i o n s multiplier les exemples. Grâce au scanner cérébral n o u s disposons d'une m é t h o d e très fiable qui nous per95 . Et les codes émis par cette aire cérébrale court-circuitée font d é m a r r e r dans l'organe c o r r e s p o n d a n t . il y a ici et là une rupture de c h a m p au cerveau et court-circuit. selon le type de la maladie cancéreuse et la durée du conflit qui a précédé. Mais n o u s savons aussi c o m m e n t l'organisme est en mesure de réparer lui-même ce foyer de H a m e r si le conflit peut être résolu. etc. Un noir en Afrique a trop de soleil. Il serait stupide de transférer les Suédois en Afrique et les Noirs en Suède. c o m p o r t e certes. Ce qui est merveilleux. la Loi d'airain du cancer. de manière à permettre une réinsertion optimale du code de c o m p o r t e m e n t dans les données biologiques originales. qui t o m b e en p a n n e et devient un foyer de H a m e r . et dans quelle mesure la phase de guérison des maladies cancéreuses est dangereuse.Si donc le cancer n'est pas une catastrophe p r o v o q u é e par des colonies de cellules déchaînées. par exemple l'infarctus du m y o c a r d e . Sans compter que les h o m m e s p r é s o m p t u e u x se sont employés à brasser toutes les races h u m a i n e s que la nature avait réussi à élaborer par une sélection laborieuse. mais que grâce à la Loi d'airain du cancer. Mais il m ' a fallu apprendre rapidement qu'il y a toute une série d'autres maladies. après nous être efforcés au cours des dernières décennies des temps m o d e r n e s de détruire l'environnement biologique avec ses milliers d'équilibres. que nous p o u v o n s calculer en fonction des données fondamentales ( D H S . N o u s savons m a i n t e n a n t . mais une phase de n o t r e vie tout à fait judicieuse. Du coup se posait la question majeure de savoir si. Il s'est avéré que la phase de guérison du cancer. j u s t e m e n t . Mais revenons-en à n o t r e Loi d'airain du cancer : c'est une loi biologique. il nous faut commencer par en avoir une compréhension t o u t e nouvelle. afin de ne plus en avoir peur. N o u s sortirions du cadre imparti à ce livre en postulant ici un « retour à la nature » p o u r toutes les sphères de la vie. de symbioses et de cohabitation de toutes les espèces animales et végétales. se conformant biologiquement à une loi rigoureuse.

A première vue d ' a u c u n s diront : « Voilà m a i n t e n a n t que la tuberculose s'inscrit à son t o u r sur la liste des maladies cancéreuses. mais suis en mesure de fournir des preuves sous forme de foyers de H a m e r . tout en étant dans le même o r g a n e .l à il n'y aura b i e n t ô t plus de maladie qui ne soit pas un cancer. à le rassurer et à atténuer ainsi l'infarctus imminent. qui avec une niaiserie insouciante extirpent à coups de bistouri ces aires de c o r r é l a t i o n céréb r a l e s . Si seulement nous parvenions à nous défaire des d o g m e s absurdes et à ouvrir nos yeux de médecins à la réalité. c'est un j e u d'enfant de maintenir le patient à flot j u s q u ' à ce que l'hématopoïèse des érythrocytes t o u r n e de n o u v e a u à plein régime. à ne pas attendre que le patient soit t o m b é à la m a i s o n p o u r le faire e m m e n e r à la clinique par le S A M U . par exemple. c'est à l'instant m ê m e du D H S que se décide à quoi le patient va associer son choc conflictuel. Je t r o u v e v r a i m e n t inutile de perdre son t e m p s à écouter les apprentis-sorciers que sont les « neurochirurgiens ». » Après avoir lu le chapitre sur les maladies infectieuses. t o u t ce qui se produit dans l ' o r g a n e . Mais lorsque les mêmes a u r o n t lu et compris le chapitre sur les connexions ontogénétiques entre les différentes t u m e u r s . en ce qui concerne la leucémie. doit avoir sa corrélation au cerveau. c o m m e si l'on pouvait réparer un o r d i n a t e u r d ' a v i o n à coups de m a r t e a u . alors ces m ê m e s gens diront : « E v i d e m ment. bien des choses qui sans cela nous paraîtraient t o t a l e m e n t erronées ou incompréhensibles. voilà qui fera d ' a b o r d hocher la tête à bien des gens.met de p r e n d r e p r é v e n t i v e m e n t les dispositions visant à éviter cette « crise d'épilepsie » qui. M a i s le pivot. la charnière de la Loi d'airain du cancer c'est le D H S ! En effet. je n ' e n suis pas réduit à des spéculations ou à des t h é o ries. En effet. à réduire l'œdème cérébral. s'imposent à nous avec une nécessité c o n t r a i g n a n t e . de faire la soudure en cas d ' a n é m i e . Il est difficile de s'imaginer à quel point la Loi d'airain du cancer va t r a n s f o r m e r notre médecine t o u t entière. dans le cas du carcinome c o r o n a i r e . De m ê m e . qui n'est pas à p r o p r e m e n t parler une maladie. P o u r notre médecine intensive r e m a r q u a b l e m e n t équipée. les m ê m e s ne m a n q u e r o n t pas de dire : « C o m m e n t se peut-il que n o u s ayons été si longtemps aveugles ? » H e u r e u s e m e n t . mais le signe sublime que le conflit de dévalorisation de soi est résolu. c o n d u i t à l'infarctus du myocarde. c o m m e n t pourrait-il en être a u t r e m e n t ? » Il en est de m ê m e des maladies infectieuses. mais que le carcinome de l'estomac et l'ulcère de l'estomac soient tous deux des cancers de type totalement différent. Qu'il y ait deux espèces de carcinomes de l ' œ s o p h a g e peut être admis comme un fait. lorsqu'ils se seront rendu c o m p t e p o u r q u o i il ne peut en être a u t r e m e n t du point de v u e e m b r y o l o g i q u e . A la lumière de l'histoire de l'évolution. de manière à ce qu'il puisse bien s u r m o n t e r la crise. M a i s l o r s q u ' a v e c u n e admirable régularité je t r o u v e toujours le foyer de H a m e r responsable du carcinome à chou-fleur de l'estomac au tronc cérébral (pont) et celui qui est responsable du cancer ulcéreux de l'esto96 . mais à l'y faire a d m e t t r e à l'avance c o m m e une p a r t u r i e n t e au terme de la grossesse. A ce r y t h m e .

C'était cela. La Loi d'airain du cancer nous a appris à c o m p r e n d r e le cancer. ou p r e s q u e rien sur les « m i g r a t i o n s de l'épithélium p a v i m e n leux » dans les « temps m o d e r n e s du cerveau ». Il se peut que nous autres vivants n o u s n ' a y o n s pas été assez libres d'esprit. le p o i n t faible. à la base du cortex somatosensitif. N o u s ne trouvons rien. N o u s n ' a v i o n s pas compris le cerveau et sur le p l a n ontogénétique nous ne savions rien des « migrations de l'épithélium p a v i m e n t e u x de l'ectoderme ».mac au lobe pariétal droit au-dessus de l'insula. mais elle a valu aussi une nouvelle intellection de la médecine t o u t entière. Il n'y avait peut-être q u ' u n h o m m e d'une autre d i m e n s i o n à p o u voir la trouver — un m o r t ! 97 . A un m o m e n t donné l'embryologie nous a fait faux b o n d . p o u r t r o u v e r cette clef si difficile et si simple. P o u r moi. La découverte de cette clef est à mes yeux le legs. le t e s t a m e n t de m o n fils Dirk. la Loi d'airain du cancer est la clef de la médecine tout entière. ce n'est pas sans raison. exempts de p r é v e n t i o n s . précisément. qui explique p o u r q u o i nous n ' a v o n s j a m a i s pu c o m p r e n d r e la nature des t u m e u r s .

Foyers de Hamer lieu de métastases cérébrales .9.

eurent peur de passer pour des imbéciles en ne voyant pas ce que tous les autres avaient admiré avant eux. la médecine classique ne p o u r r a j a m a i s trouver un système. s'imaginent voir ces « habits neufs de l'empereur » (conte d'Andersen). comme toujours. Ceux qui croient dur comme fer à cette vérité inébranlable parce que « magister dixit ». l'empereur dérouté par la convergence de toutes les « expertises » eut peur à son t o u r d'être pris p o u r un imbécile par ses ministres et déclara « magnifique » le chef-d'œuvre inexistant de ces imposteurs. préoccupé avant tout de ne pas perdre la face. P o u r la confection de cet habit inexistant.Tant qu'elle sera bloquée par son d o g m a t i s m e . Me recevant en privé chez lui en novembre 1983. B o m b a n t le torse. d ' a b o r d à mi-voix. Pris à son p r o p r e piège. En entendant la r u m e u r p o p u l a i r e . auxquels il conféra le titre de « gentilshommes tisserands ». tandis que ses chambellans continuaient à porter cérémonieusement la traîne qui n'existait p a s . celui de ces fameuses t u m e u r s cérébrales. s'écria : « Mais l'empereur n ' a pas d'habit. il se d o n n a un air encore plus altier. Mais lorsque trois semaines plus tard il eut l'occasion de vérifier dans 35 cas avec six autres collègues universitaires le bien-fondé de cette découverte. Il se raisonna p o u r t a n t et. savamment entretenu. un grand p a t r o n de C H U allemand confronté à ma découverte du foyer de H a m e r s'exclamait : « C o m m e n t se fait-il que n o u s ayons été si l o n g t e m p s aveugles ? ». Un des dogmes les plus sacro-saints de cette médecine classique est. qui en fait n'existent p a s . il est tout nu. en effet. le chef de l'Etat p r e n a n t soudain conscience de sa nudité coram p o p u l o se mit à frisonner. dont n o u s m a i n t e n o n s la fiction envers et contre tout pour ne pas endosser devant 101 . le chef de l'Etat n'aurait pas de peine à repérer les imbéciles parmi ses fonctionnaires et ses ministres. des imposteurs se faisant passer p o u r des tisserands habiles étaient parvenus à convaincre l'empereur que le tissu aurait la p r o priété merveilleuse d'être invisible aux niais et aux incompétents . il n ' o s a pas franchir le pas et la reconnaître officiellement : « Ce serait avouer l'absurdité de tout ce que nous avons fait au cours des dernières décennies ». l'écrivain danois démasque avec h u m o u r la genèse et le mécanisme de l'aveuglement collectif. la vérité finit par desiller les yeux des adultes et bientôt dans la foule bernée et flouée qui suivait la procession on se mit à répéter. puis à cor et à cri. une explication cohérente aux p h é n o mènes du cancer. le mirage des t u m e u r s cérébrales bénignes ou malignes. ce que l'innocente petite fille avait découvert toute seule : « L ' e m p e r e u r est tout nu ». Tous les « experts » de haut niveau que l'empereur chargea successivement d'apprécier la qualité de l'habit inexistant — dont les faux tisserands empochaient le prix au lieu de le confectionner —. de la bouche d'un enfant. » D a n s cette parabole qui depuis un siècle enchante les petits enfants du m o n d e entier. Sortie. dont la foule se fiant à la rumeur admirait la beauté et la coupe parfaite j u s q u ' a u m o m e n t où une petite fille voyant passer le m o n a r q u e fier comme A r t a b a n sous son dais superbe en tête de la procession. c o m m e si de rien n'était. il décida de conduire la procession j u s q u ' a u b o u t . Ainsi. ainsi.

dérivé du mésoderme. on n'y est encore j a m a i s p a r v e n u . C'est sur cette première lourde méprise scientifique que repose le dogme des prétendues métastases. étant donné que dans les systèmes veineux et lymphatique le sang et la lymphe circulent de la périphérie vers le centre. c'est-àdire une résorption du tissu osseux. La seconde est la fille illégitime de la première : étant donné que selon le premier dogme tous les carcinomes dits secondaires sont censés être des « métastases » d'un cancer préexistant. c'est en vain que des milliers d'expériences ont été faites. ce qui fait douter naturellement de l'authenticité des autres (90%) « diagnostics de métastases ». incontrôlée et irrationnelle de cellules anarchiques à partir d'une seule cellule dévoyée. Sauf dans le cas d ' o p é r a t i o n s . Bien que l'on ait passé au peigne fin les cellules sanguines. Ou bien. réussiraient le tour de force de donner naissance à des métastases carcinomateuses ectodermiques : bref. ces « m é t a m o r p h o s e s » a b r a c a d a b r a n t e s ne s'expliquent que par l'immobilisme d o g m a t i q u e . D a n s cette o p t i q u e .l'immense cortège des malades bernés par n o u s l'écrasante responsabilité des « absurdités commises au cours des dernières décennies ». un a d é n o c a r c i n o m e du tractus intestinal. Bien qu'aucune preuve n'ait j a m a i s été apportée. serait capable d'engendrer une ostéolyse. disséminées par voie artérielle dans d'autres organes. relève du m ê m e p h é n o m è n e hallucinatoire que les prétendues « métastases cérébrales ». E v i d e m m e n t . des tumeurs-filles. et ensuite des métastases ostéosarcomateuses mésodermiques. de la prolifération absurde et d é s o r d o n n é e . il y a toujours le d o g m e de l'origine monoclonale du cancer. y fondent des colonies. c'est la jument qui vêle. par exemple. On imagine alors l a j o i e éprouvée par un « a n a p a t h » dont le diagnostic pèse lourd. tandis q u ' à l'inverse. par exemple le carcinome du côlon. présente presque le m ê m e type histologique — a d é n o c a r c i n o m e — que la t u m e u r dite « primitive ». M a i s q u ' à cela ne 102 . et non vers la périphérie. p o u r que des cellules cancéreuses puissent gagner à la nage des territoires éloignés de l'organisme. et il est grand temps q u ' u n e voix s'élève pour p r o c l a m e r que « le roi est nu ». c'est-à-dire du tissu conjonctif mésodermique. dit cancer primitif. du mot grec « métastasis » signifiant « changement de place ». A l'origine de cette méprise hallucinante. les métamorphoses les plus fantastiques de cellules cancéreuses. lorsqu'il constate q u ' u n e « métastase » sous forme de tache ronde au p o u m o n . des sarcomes. Or. Ainsi. c'est-à-dire vers le cœur. c'està-dire en cancer d'un tissu glandulaire ou ganglionnaire. elles seraient bien obligées d ' e m p r u n t e r la voie vasculaire artérielle. Il s'empresse alors de parler de « métastase authentique ». dérivé de l'endoderme. on n'y a j a m a i s trouvé aucune cellule cancéreuse. même sur des h u m a i n s . « transformée ». et vice versa. p o u r trouver des cellules cancéreuses dans le sang artériel. dérivé de l'endoderme. dites « métastases ». le carcinome d'un tissu épithélial pavimenteux dérivé de l'ectoderme serait en mesure de se transformer en adénocarcimone. ce dogme implique aussi q u ' u n e partie des cellules anarchiques. on est amené d o g m a t i q u e m e n t à admettre les t r a n s f o r m a t i o n s .

nous n ' a v o n s pas de peine à concevoir qu'il puisse y avoir des milliers. P r e n o n s le cas. des millions de cellules cérébrales sont mises simultanément en court-circuit et cette rupture de c h a m p branche l'organisme tout entier en sympathicotonie. tel un gardien de but pris à « contre-pied ». tel celui de l'immortalité de la cellule cancéreuse. dans un isolement psychique t o t a l . capable de proliférer indéfiniment et conduisant inexorablement à la m o r t . nous p o u v o n s constater q u ' a u début des centaines d'îlots cancéreux sont environnés de tissu n o r m a l . De m ê m e q u ' à l'instant du choc conflictuel des dizaines de milliers de cellules dans une aire bien spécifique de l'organisme dégénèrent simultanément en cellules cancéreuses. de m ê m e . au niveau cérébral. A chaque type de choc conflictuel. c o m m e on le voit. Sur cette méprise fondamentale érigée en dogme sont venus se greffer d'autres dogmes tout aussi erronés.tienne. d'un conflit sexuel : l o r s q u ' u n femme qui surprend son m a r i « en flagrant délit » ressent ce choc brutal c o m m e une frustration sexuelle et non pas tellement c o m m e une t r a h i s o n . il se produit au cerveau sous l'impact de ce choc un foyer de Hamer. à l'instant m ê m e de cette réaction foudroyante une aire cérébrale bien spécifique est court-circuitée dans la région t e m p o r o . S'il est vrai q u ' à un certain type de conflit correspond au cerveau une aire déterminée. Et bien que le dogme de l'origine m o n o c l o n a l e du cancer se soit avéré inexact. n o u s l'avons vu. correspond une aire bien spécifique de notre cerveau et en m ê m e t e m p s une partie bien déterminée de notre o r g a n i s m e . Au stade de la cicatrisation il se peut que nous ne puissions plus distinguer ce filigrane original. ce n'est pas seulement une cellule unique qui est court-circuitée à l'instant du choc foudroyant : dans l'aire spécifique du cerveau c o r r e s p o n d a n t à la couleur. Du fait que l'orifice ou le col utérin se prêtent particulièrement bien à l'observation. Ce qui. voire des centaines de milliers de conflits plus ou moins apparentés. que nous p o u v o n s appeler aussi choc conflictuel biologique. on continue de soutenir m o r d i c u s son fils illégitime. par exemple. Avec le t e m p s . le dogme secondaire de l'immortalité. les choses se passent de la manière suivante : A l'instant même où un violent choc conflictuel. On n'est pas à cela près. la médecine classique postulait que la t u m e u r cancéreuse devait nécessairement se développer à partir d'une seule cellule transformée. à la nuance du conflit. nous a p p r e n d r o n s à observer et à différencier les conflits 103 . J u s q u ' i c i . des dizaines de milliers de cellules du col de l'utérus — et pas seulement une — dégénèrent en cellules cancéreuses. est absolument faux. elles conviennent particulièrement bien. un abus de confiance. n o u s prend au d é p o u r v u . En réalité. ce qui est tout aussi faux. A cet instant m ê m e . de la prolifération indéfinie des cellules à partir d'une seule cellule. et parfois. Les histologues prennent les choses comme elles viennent.p a r i é t a l e gauche si cette femme est droitière. se distinguant par la couleur ou la nuance : leurs impacts au m ê m e endroit ou à proximité s'inscrivent dans l'aire cérébrale en d o n n a n t naissance à un foyer de H a m e r selon un filigrane toujours n u a n c é et original en fonction de la couleur du conflit. un D H S .

il n'y a pas m o y e n de r e p r o d u i r e cette m é t a m o r p h o s e en éprouvette ou en culture. il est tout aussi conforme à la Loi d'airain du cancer que les cellules du tissu conjonctif dérivé du mésoderme aient une grande puissance proliférative. chiens. Selon les manuels d'oncologie. En effet. qui au fond ne sont que des b o u r g e o n n e m e n t s . L'invraisemblance de ce d o g m e des métastases saute aux yeux lorsque nous comprenons qu'à un endroit déterminé du corps c'est toujours le même type de cancer qui se développe. sans c o m p t e r les autres dimensions que nous ne connaissons pas encore. la mitose. c'est-à-dire une cellule d ' a d é n o c a r c i n o m e . de sorte qu'elles sont m ê m e capables de poursuivre la division cellulaire. l'histopathologie qui. des écailles me sont t o m b é e s des yeux. souris ou éléphants — l'âme soit m o n o c o r d e et tissée sur un modèle standard. à première v u e . ce qui serait d'ailleurs conforme à la Loi d'airain du cancer. dans la 104 . L ' â m e h u m a i n e . La diversité inouïe des cas de figure possibles au jeu d'échec nous paraît cependant bien primitive par c o m p a r a i son avec les facultés de combinaison des cellules cérébrales h u m a i n e s et animales. prévoir exactement l'endroit où elle va atterrir et accomplir en un tour de main une m é t a m o r p h o s e fondamentale pour devenir soudain un tissu dérivé du mésoderme et former un ostéosarcome. qui est toujours un peu différent d'autres conflits similaires. ou vice-versa. en direction d'un tissu osseux d'origine mésodermique. dont les autres individus de la m ê m e race ont fait l'expérience dans des contextes conflictuels analogues. bien que p o u r l'observateur superficiel il semble. devrait au cours de sa brève m i g r a t i o n .biologiques qui sont à l'origine de cette maladie du cancer. en culture : une auto filant à toute allure et passant soudain de la 5' vitesse au point mort est encore capable de franchir sur sa lancée plusieurs centaines de mètres grâce à sa masse d'inertie. des p r o liférations inoffensives. côlonsigmoïde-rectum) où se t r o u v e exactement le siège de la t u m e u r . Bien entendu. encore j a m a i s observée. Finalement. En revanche. dans n o t r e cerveau — et aussi dans celui d'une souris minuscule — ce ne sont pas 64 cases d'échiquier dont dispose notre « matière grise ». En effet. Elle ne se justifierait que pour spécifier dans des zones limitrophes (p. Depuis que je m ' e n suis rendu compte et que l'ont reconnu aussi des professeurs d'histologie et d ' h i s t o p a t h o l o gie. est infiniment diverse et nuancée selon les individus. on ne peut y cultiver p r a t i q u e m e n t que des « sarcomes » de tissu conjonctif. aux dépens de ce tissu ou des tissus qui en dérivent. mais des milliards o r d o n n é e s dans un espace à trois dimensions enrichi des dimensions électriques. Il est probable que l'on ne puisse absolument pas reproduire de véritable carcinome en culture. la p r o p o r t i o n de ces « sarcomes » constituerait 9 5 % des soi-disant « tumeurs » reproduisibles en culture. ex. est superflue. C'est vrai aussi de chaque conflit. l'âme animale. Il faut bien se rendre compte en effet de ce que cela veut dire en clair : une cellule carcinomateuse endodermique. La seconde méprise scientifique érigée en dogme est tout aussi absurde que la première. q u ' à l'intérieur d'une m ê m e race — h o m m e s . en vertu d'une erreur d o g m a t i q u e et grâce à un tour de prestidigitation s'est arrogée une fonction de « j u g e m e n t dernier ». qui est d'ailleurs indispensable à la guérison.

D a n s certains cas d'espèce il serait peut-être intéressant de préciser si la t u m e u r est encore le siège de mitoses ou s'il s'agit d'un vieux cancer inactivé ne d o n n a n t plus lieu à une division cellulaire : lorsque les antécédents ne sont pas bien élucidés et q u ' u n scanner cérébral ne permet pas de faire toute la lumière. Que se passe-t-il donc a u j u s t e dans notre cerveau l o r s q u ' a p p a r a î t ce que d'aucuns appellent une « tumeur » et que j'affirme être un foyer de Hamer ? En fait. il s'agit d'une invention géniale de la n a t u r e . et p o u r t a n t . D a n s la logique de cette erreur d o g m a t i q u e . Venons-en maintenant aux soi-disant « tumeurs cérébrales » ou « métastases cérébrales ». Mais dans la plupart des cas il est tout à fait superflu de procéder à un examen histologique étant d o n n é q u ' à un endroit d o n n é de l'organisme une tumeur présente toujours la même formation histologique. ou n e u r o n e m a t u r e . voire de « métastases cérébrales ». ce qui est très rare du fait de la p a n i q u e qui s'ensuit et des altérations irréversibles de la personnalité. tissu de soutien et d'enveloppement fait de cellules gliales. n'est j a m a i s le siège de m i t o ses. sous peine d'être acculé à reconnaître « l'absurdité de tout ce que n o u s avons fait au cours des dernières décennies ». Or. la névroglie. la neurochirurgie mutile le patient qui sort de la salle d ' o p é r a t i o n a m o i n d r i pour le reste de sa vie. 105 . Excisant des tuméfactions cérébrales généralement anodines. en admettant qu'il survive. La seule chose qui puisse se multiplier c'est le « tissu conjonctif cérébral ». un rôle de support et de cicatrisation. c'est tout ce qu'il y a de plus simple. dès la première année de médecine les étudiants apprennent que la cellule nerveuse. ou du m o i n s des « m é t a s tases ». N o u s disons donc que le tissu conjonctif dans l'organisme et le tissu glial au cerveau n ' o n t q u ' u n e fonction nourricière.mesure où ce n'est pas plus facile de le déterminer sur le scanner cérébral. de prolifération de n e u r o n e s . tout comme dans le reste de l'organisme le tissu conjonctif est capable de proliférer en vue de la cicatrisation. d'une construction magistrale. de l'alimentation et du soutien tissulaire. les médecins continuent de parler de t u m e u r s cérébrales. nous n ' a v o n s encore j a m a i s vu un seul n e u r o n e être le siège de mitoses. il faudrait bien que ces p h é n o m è n e s cérébraux que mes adversaires avaient baptisés par dérision ces « drôles de foyers de H a m e r » soient des « t u m e u r s primitives ». de sorte q u ' u n e multiplication ou un renouvellement de cellules vieillies n'est plus possible. De fait. si le cancer provenait d'une seule cellule t r a n s f o r m é e . elle a perdu sa capacité de division. nous n ' a v o n s encore j a m a i s constaté de multiplication. qui dans cette acception n'existent ni les unes ni les autres. La troisième lourde méprise d o g m a t i q u e c'est que le cerveau ne puisse pas être l'ordinateur de l'organisme. faisant fi de ces vérités fondamentales inculquées en première année de médecine. dont la médecine classique a totalement m é c o n n u l'existence.

Mais au fond. « étrange ». en l'affublant de l'épithète « comique ». est atteint du cancer. le foyer de Hamer se développe au cerveau. rendus étanches par les cellules gliales. soit que la t u m e u r devienne plus massive par une authentique division cellulaire mitotique (endoderme). le n e u r o n e m a t u r e a perdu sa capacité de division. les n e u r o r a d i o l o g u e s les prennent par ignorance pour des t u m e u r s ou des métastases cérébrales. ou l'endroit du cerveau qui est le point d'impact du D H S . soit qu'elle se traduise par une progression de la destruction nécrotique (mésoderme). c'est-à-dire que l'aire atteinte s'étend ou s'altère plus intensément. je l'ai déjà dit. la région. ils sont interprétés à tort c o m m e des t u m e u r s des méninges. et d ' i n n o m b r a b l e s patients ont payé cher cette erreur : l'excision de ces foyers les a mutilés et estropiés à tout j a m a i s . il s'agit toujours de la m ê m e chose. Cette localisation n'est pas fortuite : c'est le relais d'ordinateur que l'individu associe à l'instant m ê m e du D H S . c'est de n o u v e a u l'embarras et la perplexité. « drôle » — désigne l'aire. Et par conséquent sous aucune condition. n'existent pas : après la naissance. Moins distincts. soit encore que le résultat donne lieu à quelque chose d'intermédiaire (ectoderme). qui forment le tissu de soutien du système nerveux : ce tissu conjonctif du cerveau qui a exactement la m ê m e fonction que le tissu conjonctif de notre corps. Alors que l'organisme se répare et se régénère à partir de ces foyers de H a m e r . S'ils apparaissent au cortex. il ne peut pas proliférer même sous des conditions interprétées à tort jusqu'ici comme t u m e u r s cérébrales. S'ils présentent un œ d è m e périfocal bien circonscrit et ressortent bien aux produits de contraste. tandis que simultanément le cancer progresse dans l'organe. il faut au contraire s'en réjouir. les t u m e u r s cérébrales. ils sont qualifiés de « t u m e u r s cérébrales à progression rapide ». l'organe en corrélation avec cette aire spécifique du cerveau.Qu'est-ce qu'un foyer de Hamer et que se passe-t-il au cerveau lors du DHS ? Le foyer de H a m e r au cerveau — ce sont mes détracteurs qui ont inventé ce terme. S'ils font de gros œ d è m e s . c'est-à-dire « bizarre ». sont pris à tort pour des tumeurs cérébrales. ils p r o v o q u e n t un désarroi général. de sa coloration très particulière. A l'instant m ê m e du D H S . Ces foyers de H a m e r clairs. sans que le foyer de H a m e r soit visible (comme c'est généralement le cas des foyers de H a m e r de la moelle). sauf qu'il est en grande partie d'origine ectodermale. La seule chose qui puisse se multiplier ce sont les cellules névrogliques. et c'est touj o u r s comme cela que ça se passe. Mais que sont donc ces foyers de H a m e r au cerveau ? S'ils sont bien visibles. C'est ce que n o u s apprend en effet la Loi d'airain du cancer. en fonction de la teneur du conflit. Voyons m a i n t e n a n t point par point c o m m e n t cela se passe : lors d'un 106 . perçue à divers stades de l'évolution : des foyers de Hamer ! P a r définition. Allant de pair avec la progression du conflit. il n'y a pas lieu de s'en effrayer et de t r o n q u e r le cerveau.

107 . mais toujours à l'aide d'une œ d é m a t i s a t i o n suffisante c o m m e signe de guérison. l'organisme c o m m e n c e à réparer les dégâts de la t u m e u r cancéreuse au niveau organique. Sur le plan bio-électrique c'est un peu différent. Plan psychique : C'est la mise au repos. Le psychisme doit se refaire. mais dont il ne faut j u s t e m e n t pas abuser. le « centre-relais ad hoc » au cerveau est m a r q u é et devient ainsi un foyer de H a m e r . de même que l'organe corporel est e n d o m m a g é par le cancer. Plan cérébral : Il y a r é p a r a t i o n du foyer de H a m e r . de sympathicotonie durable. Mais la réalité est toute différente et nous ne p o u v o n s évaluer les dégâts q u ' u n e fois intervenue la conflictolyse. et dans le cerveau il n o u s faut concevoir les cellules cérébrales c o m m e un réseau infiniment c o m p l i q u é . Je me sers de cette image parce que n o u s ne sommes pas encore bien fixés sur la n a t u r e exacte de ces p h é n o m è n e s bio-électriques. qui en principe est quelque chose de n o r m a l . Le câble se met à chauffer i n d û m e n t et c'est d ' a b o r d l'isolant qui est grillé. qu'il y a une différence par r a p p o r t au milieu ambiant. J u s q u ' à la fin de la phase active du conflit. N o u s allons m a i n t e n a n t voir cela de plus près. le foyer de H a m e r ne paraît pas subir de modification a l a r m a n t e . Les cellules cérébrales n'en meurent pas précisément. dès le début de la phase pcl. soit par cicatrisation. A présent. Cette aire est « court-circuitée ». Ce foyer de H a m e r est d o n c en état de court-circuit. M .D H S . les circuits de communication des cellules cérébrales se détériorent. Nous p o u v o n s voir par exemple en R . mais cela ne les arrange pas non plus. dans la phase postconflictolytique n o u s p o u v o n s mesurer l'ampleur des d o m m a g e s causés. mais « comme libéré ». Imaginons q u ' u n circuit électrique trop ténu ait à supporter un courant d'une intensité et d'un voltage trop élevés. Il y a longtemps que n o u s p o u r r i o n s être mieux renseignés à ce sujet si l'exorcisme pratiqué par la médecine symptomatique n'avait pas bloqué toute recherche utile dans ce d o m a i n e . Le patient se sent las. Du fait de la sympathicotonie d u r a b l e . Plan organique : La r é p a r a t i o n de la t u m e u r cancéreuse ou de la nécrose est entreprise soit par réduction bactérienne. En effet. mais cela n ' a encore rien de bien d r a m a t i q u e . tout au moins pas si vite. N .

la c o m m u n i c a t i o n entre les cellules cérébrales étant perturbée. Ils cèdent facilement du fait que la liqueur cérébrale est évacuée et font ainsi de la place pour le foyer de H a m e r en voie d'expansion. que vous p o u r r e z lire au chapitre sur la thérapie du cancer (chap. le produit de contraste permet de mettre en évidence le foyer de H a m e r .et périfocal. car dans toute sa vie il n ' a p r o b a b l e m e n t pas commis autant de sottises qu'un neuro-chirurgien en l'espace d'une semaine. L'expérience de 10 000 patients m o n t r e que les cicatrices gliales n'entraînent pratiquement pas de déficits neurologiques.. l'organisme déverse une grande quantité de cellules gliales entre les mailles du treillage neuronal. il se peut que le foyer de H a m e r se déchire de l'intérieur. Toutefois. Il se forme à l'intérieur un kyste de liquide céphalorachidien et le foyer de H a m e r se présente sous la forme 108 . n o t a m m e n t au cerveau p r o prement dit. de guérison spontanée de l'organisme — a été prise j u s q u ' i c i par les neurochirurgiens pour une « tumeur néoplasique » et extirpée à des millions d'exemplaires. et nullement m o r b i d e . Il est n é a n m o i n s un type de complication dont il me faut rendre compte dès à présent. Enfin. Il reste une cicatrice gliale au cerveau sans œdème. 11). l'organisme procède à la rénovation des isolants des lignes de connexion entre les neurones. la tuméfaction s'atténue. à la manière d'un échaffaudage posé autour d'une vieille maison à réparer. elles n'entrent tout au moins pas en ligne de compte et ne sont généralement pas r e m a r q u é e s . etc. Ceci mis à part. la densité est facile à mesurer et l ' œ d è m e a une plus faible densité que le tissu cérébral. le foyer de H a m e r . est facilement reconnaissable sur le scanner cérébral. Cet espace recherché peut être fourni en partie par les deux ventricules latéraux. cet œ d è m e n'est pas seulement périfocal. dont l'activité m é t a b o l i q u e est const a m m e n t accrue. En m ê m e t e m p s . qu'il y ait quasi explosion. c'est devenu un « processus expansif ». C'est là une des plus grosses bourdes commises en médecine ! N ' i m p o r t e quel guérisseur de la brousse est un sage par comparaison avec cette arrogance ignare. Ce foyer de H a m e r œ d é m a t i s é . en expansion. Il faut cependant attendre un peu pour apercevoir ce processus au scanner cérébral. c'est-à-dire que pour gagner de la place il cherche à écarter. Nous n'allons pas nous arrêter ici sur les complications possibles des foyers de H a m e r et leurs thérapies. faute de quoi vous ne comprendriez pas les images suivantes : du fait de l ' œ d è m e intrafocal. Si l'on arrive à maîtriser la phase critique de tuméfaction du foyer de H a m e r par la réfrigération. ou bien c o m p r i m e le tissu cérébral environnant.La réparation du foyer de Hamer La première chose que nous voyons au début de la phase pcl c'est que le foyer de H a m e r est entouré d'un « ourlet œ d é m a t i q u e périfocal ». du fait que la symétrie est r o m p u e sous l'effet de sa poussée. Une fois que le foyer de H a m e r a un œ d è m e intra. à refouler l'environnement. la cortisone. Cette prolifération gliale dans le foyer de H a m e r — qui est en soi un p h é n o m è n e tout à fait positif. P o u r assurer une meilleure isolation. il est également intrafocal. c'est-à-dire qu'il inonde de part en part le foyer de H a m e r p r o p r e m e n t dit.

corresp o n d a n t à une dévalorisation de soi et à des ostéolyses dans la région du bassin — des deux côtés —. On y voit un i m p o r t a n t foyer de H a m e r à gliose marginale dans la région péri-insulaire de l'hémisphère droit. Là aussi nous avons affaire à un œdème intraet périfocal. U n e seconde flèche désigne en position occipitale p a r a m é d i a n e gauche le centre-relais c o r r e s p o n d a n t au testicule gauche (pas de controlatéralité). A noter enfin le teint foncé de la moelle en position dorsale des cornes postérieures du ventricule latéral — des deux côtés —. M ê m e alors la guérison se passe en général assez bien et il est é t o n n a n t de constater que le patient s'en tire le plus souvent à si bon c o m p t e . Nous avons affaire ici à l'une des plus belles images de ma collection. 109 . avec gros œ d è m e périfocal et œ d è m e intrafocal (flèche à droite). t o u s les conflits étant en solution. qu'il y ait si peu de déficiences cérébrales. c'est-à-dire en phase de guérison.d'un anneau blanc autour de ce kyste.

Il n'y a rien de surprenant à ce qu'il ait fait en m ê m e temps une grosse dévalorisation : en effet. Dès qu'il apprit l'accident. Son père pensait qu'il serait estropié à vie. ne compte plus b e a u c o u p p o u r son e n t o u r a g e . la coupe crânienne est plus élevée sur le scanner cérébral. il se sent bien. R e p r e n o n s m a i n t e n a n t le texte original du livre « Le cancer. déséquilibre. 110 . céphalées.Que s'était-il passé ? Il s'agit d'un vieux paysan de la Basse-Saxe. avec vertiges. il resta longtemps au service des soins intensifs. un paysan de Basse-Saxe dont la ferme n ' a pas d'héritier. D a n s le livre « Cancer. n'avait aucune chance de s'en tirer. fit une angine de poitrine. recouvra la santé. Le D H S remontait à six mois au moins. expression du carcinome coronaire ». il ressentit une douleur angoissante au cœur. C o m m e c'était le seul héritier de la ferme.et périfocal. le fils se remit de son accident. En b o n père qu'il était il fit aussi un conflit de p e r t e . mais à part cela. maladie de l'âme ». Gros foyer de H a m e r à droite avec œ d è m e intra. ce qui se comprend sans peine quand on connaît la mentalité de la p o p u l a t i o n p a y s a n n e . le père fit un très grave conflit de territoire. maladie de l'âme » de février 1984 : « Le patient dans l'état où il se trouvait après l'infarctus du myocarde. son père fit un infarctus du m y o c a r d e . Etat de l'Allemagne occidentale sur la mer du N o r d . Quatre semaines après qu'il eut repris le travail à la ferme. Il en souffre aujourd'hui encore. Il est plausible que l'on fasse deux conflits simultanés. Au moment où son fils avait eu un grave accident de m o t o . Il pensait que son fils unique. Mais en dépit des pronostics pessimistes. victime d'un grave accident de la circulation. avec carcinome testiculaire gauche.

mais situé autour de Vinsula. de sorte qu'il en résulte à présent une sorte de kyste. on risque de provoquer une infection avec encéphalite à la clé. qui serait alors ficelé comme un ballon dont l'air s'est é c h a p p é . On dit qu'il est « péri-insulaire » : il participe donc à la fois du lobe t e m p o r a l . On dirait que le foyer p r o p r e m e n t dit a éclaté. S'il n'avait « explosé ». c'est-à-dire autour du lobe caché au fond de la scissure de Sylvius. D'un point de vue strictement t e c h n i q u e . De ce scanner et du précédent il ressort que le foyer correspondant au conflit de territoire n'est pas limité à un seul « lobe cérébral ». 111 .Le même patient que précédemment. d'origine mésodermique. P o u r tentant qu'il soit de ponctionner le kyste formé par l'explosion. on découvre que l'ourlet blanc n'est constitué que pour une partie seulement de névroglie. une p o n c t i o n avec stéréotaxie ne pose pas de p r o b l è m e . Il est vrai que le symptomatisme crânien impose parfois une telle démarche. A l'intérieur d'un kyste de ce genre résultant de l'explosion. Le foyer de H a m e r a un gros œdème intrafocal et l ' œ d è m e périfocal est également i m p o r t a n t . Q u a n d on opère de tels foyers de H a m e r . la situation paraîtrait moins d r a m a t i q u e . signe que le déchirement explosif du tissu peut p r o v o q u e r aussi la rupture de petits vaisseaux sanguins. du lobe frontal et du lobe pariétal. l'autre partie est un tissu cicatriciel conjonctif tout à fait n o r m a l . on trouve souvent un peu de vieux sang. qui sont inoffensifs.

et p o u r la médecine traditionnelle ignare. P o u r le non-initié. Disposant des cartes du cerveau. Je me contenterai donc de m o n trer ici que dans la m ê m e série de scanner cérébral le patient présente un certain n o m b r e de foyers de H a m e r différents qui. nous savons naturellement tout de suite où chercher le cancer cor112 . Mais l'initié porte sur ces images un regard averti. tout cela d o n n e l'impression d'un pêle-mêle chaotique de taches noires et de taches blanches. bien e n t e n d u . ont tous une corrélation sur le plan psychique et une corrélation dans le d o m a i n e organique. Il est en mesure d'établir une distinction précise entre foyers de H a m e r — les taches claires colorées de blanc par les produits de contraste — et œdèmes périfocaux — les ourlets de coloration foncée disposés a u t o u r des taches claires. les taches noires aussi bien que les taches blanches ne sont que des « métastases ». il les voit avec des yeux tout différents.Ces images proviennent du scanner d'un h o m m e de 55 ans. dont le cas sera traité à fond à la rubrique des cancers des os et des ganglions lymphatiques et à p r o p o s des conflits centraux.

mais qui en revanche produit un net refoulement : en comprimant la corne antérieure du ventricule latéral droit. dont l'effet sur le patient est si foudroyant. pourraiton dire par analogie avec une secousse tellurique. qu'il n'y ait pas de foyer de H a m e r inexpliqué. ou bien le médecin a mal travaillé. alors q u ' à l'époque ils revêtaient une i m p o r t a n c e capitale. est un cancer b r o n chique. c'est presque des m a t h é m a t i q u e s p u r e s . que parfois « seul » l'environnement immédiat. mais c'est ensuite que les choses se corsent vraiment. elle la fait apparaître plus mince que la corne antérieure gauche. L'image de gauche et l'image au centre de la rangée inférieure présentent en outre une particularité qui les distingue des autres foyers de H a m e r : il s'agit du foyer de H a m e r du conflit central ou du conflit p a r a c e n t r a l . au point de déclencher un conflit central. et lorsqu'il y a un processus expansif. mais souvent l'ensemble du cerveau prend la configuration concentrique d'une « cible en anneaux » débordant la frontière hémisphérique ! Sur l'image du milieu la flèche pointe vers le « centre de séisme ». pour être en mesure de venir vraiment en aide au 113 . pour employer une autre image. de m ê m e que pour le médecin qui l'interroge. La corrélation cerveau/organe est encore relativement simple à établir. C'est le foyer de H a m e r . Mais cet exposé succinct vous permettra déjà de c o m p r e n d r e qu'il faut souvent 3 heures et m ê m e davantage pour déceler ce que le patient a éprouvé à l'instant des divers D H S . Le lecteur en t r o u v e r a suffisamment aux chapitres spéciaux sur le cancer des divers feuillets embryonnaires. il faut que nous en t r o u v i o n s le centre. Ou bien le patient n ' a pas tout dit (parce que c'est peut-être e m b a r r a s s a n t ) . A la fin de ce chapitre nous verrons encore davantage de conflits centraux de ce genre. J. il faut que cela « se tienne ». nous v o y o n s une aire (flèche inférieure à droite) qui ne semble pas avoir de foyer de H a m e r bien distinct. en bas de la page 112. ou bien. L o r s q u ' à la fin de ce livre vous aurez un peu plus d'expérience. ce cancer doit forcément se trouver dans la phase pcl. il est fort insatisfaisant et m ê m e frustrant que le cas ne soit pas parfaitement élucidé. C'est à un type de ce genre paracentral que nous avons affaire ici. par exemple. Ce sont des conflits de toute sorte. Je n'ai pas l'intention d'exposer ici chaque cas en détail. un foyer œ d é m a t i s é . Il se peut que cela lui paraisse aujourd'hui encore très important et il est capable de préciser sur-le-champ ce qu'il a ressenti à l'époque. P o u r celui-ci. nous connaissons aussi le type de conflits q u ' a dû faire le patient et à quel stade de l'évolution (phase active ou phase postconflictolytique du conflit) doit se trouver la maladie : en effet. qui se produit en p r o fondeur à partir d'un épicentre. Mais ce n'est pas pour rien q u ' u n ventricule est c o m p r i m é . en effet.r e s p o n d a n t à un foyer de H a m e r déterminé. elle pointe vers le cratère central de ce volcan. En effet. Bien évidemment. Sur l'image de droite. tandis que d'autres chocs événementiels n ' o n t peut-être plus q u ' u n e i m p o r t a n c e très secondaire à ses yeux. Il nous faut donc travailler avec un m a x i m u m de précision à la manière d'un commissaire de la P. dès lors qu'un foyer de H a m e r a un œ d è m e périfocal (et intrafocal). vous le verrez au premier coup d'œil. lorsque nous p r o c é d o n s à l'anamnèse de notre patient. Le cancer corrélatif à ce foyer de H a m e r .

c o m m e remplaçant de son m a r i . ils trouvèrent le mari de l'amie — au courant des amourettes de sa femme — p e n d u dans l'escalier. Les coupes du scanner de ce patient de 38 ans montrent en position pariétale gauche un énorme œ d è m e périfocal autour d'un foyer de H a m e r . Le patient a résolu son conflit — entre son amie et sa femme — en se réfugiant chez sa mère. ainsi q u ' u n conflit de dévalorisation. 114 .patient. avait résolu d'un seul coup ses divers conflits n ' a pas été soigné correctement à l'hôpital : c'est de la cortisone qu'il aurait fallu à haute dose pour maîtriser l'irruption massive de t o u s ces œ d è m e s . de manière à lui éviter de trébucher de nouveau à la p r o c h a i n e occasion. le foyer de H a m e r s'étend de la zone péri-insulaire j u s q u ' a u niveau du cortex. en choisissant de s'évader chez sa m è r e . D a n s ce cas. C'est la seule façon de bien les cerner p o u r les prendre à bras le corps et les r é s o u d r e . Le patient qui. aussi bien pour le patient lui-même que pour celui qui le guide dans cette recherche introspective. d'en faire p r e n d r e conscience au patient. C o m m e n t s'expliquer que chez cet h o m m e sensible et féminin le choc événementiel ait produit un conflit sexuel féminin ? Cela ne se comprend que d'un point de vue biologique. Le cas sera traité plus en détail. Loin d'être fastidieuse. il faut arriver avec son concours à découvrir avec précision quels ont été ses conflits. Au m o m e n t du choc. telles que celles du conflit de dévalorisation de soi et de peur bleue. L ' œ d è m e très important nous indique que le conflit a dû être extrêmement étendu et intense. L o r s q u ' i l la r a c c o m p a g n a . son amie lui fit c o m p r e n d r e qu'il était devenu son « prisonnier ». un soir très tard. qui traduit simultanément un conflit sexuel féminin. de sorte qu'il a dû englober plusieurs sphères. Cet h o m m e marié avait une amie. au chapitre du « conflit sexuel féminin ». un conflit de peur bleue. cette entreprise de dépistage est absolument passionnante et enrichissante. dont il était responsable de la m o r t . C'est comme si une biche voulait s'échapper du territoire et en était empêchée par le cerf m a î t r e de ce territoire. qui était mariée elle aussi. à la m a i s o n . Le conflit n'était résolu que provisoirement. pris à tort par la médecine traditionnelle p o u r une invasion de « métastases cérébrales ».

impacts de conflits paracentraux résolus : sur l'image de gauche (flèche) au thalamus gauche. Un conflit central au t h a l a m u s . est une véritable catastrophe. La flèche de droite sur l'image de droite indique le foyer de H a m e r du conflit de territoire. et un conflit central au noyau coudé. On s'imagine sans peine l'impression terrifiante qu'a dû faire sur ce patient sensible et facile à émouvoir la vision soudaine du mari de son amie. enroulé en fer à cheval autour du t h a l a m u s . pendu dans l'escalier de l'immeuble. D'après l'expérience que j ' a i eue j u s q u ' i c i . sur celle de droite (flèche centrale) au n o y a u caudé gauche. plus précisément du cancer b r o n c h i q u e . Mais les deux cratères sont sans aucun doute les vestiges de ces deux conflits p a r a c e n t r a u x . ne se produit généralement que lors d'un conflit de peur bleue. qui est le centre du langage. dont l'impact affecte l'aire de Broca. le grand relais central du diencéphale. 115 . situé en p r o f o n d e u r entre les hémisphères. je v o u d r a i s vous m o n trer le cas relativement rare de deux cratères. D a n s ce cas nous ne possédons pas de scanner cérébral correspondant à la période de conflit actif. il est très rare que deux conflits centraux ou paracentraux aient des impacts simultanés.Sur ces deux coupes de scanner du même patient.

116 . qui occupe une grande partie de la moelle gauche. accusée à tort par un proche parent d'avoir détourné de l'argent. la patiente fit de violentes crises d'épilepsie. qui se prolongea pendant 4 heures d'affilée. suivies de solutions consécutives à l'éloignement de son détracteur et à des rétractations. Mais nous constatons en m ê m e t e m p s que ce foyer atteint en hauteur le niveau du cortex.Scanner cérébral d'une patiente de 55 ans présentant un foyer de H a m e r bien net dans la moelle à gauche et des ostéolyses vertébrales correspondantes. lui fut fatale. Si bien q u ' a u cours de la phase de guérison la patiente fut atteinte temporairement de paralysies au bras droit. du fait que l'affaire avait été ébruitée. fit un grave conflit de dévalorisation de soi. La dernière. N o u s voyons ici un gros œ d è m e autour du foyer de H a m e r . Cette patiente. Au cours de récidives. et a m ê m e sa réplique dans la moelle de l'hémisphère droit. qui duraient parfois plusieurs heures.

incluant le récit du conflit. au chapitre sur l'épilepsie.Cet énorme foyer de H a m e r c o r r e s p o n d a n t à un conflit de peur frontale. dites névrogliques. Ce que j ' e n t e n d s montrer â m e s anciens collègues depuis la découverte de la Loi d'airain du cancer. l'affaire serait encore bien moins d r a m a t i q u e . c'est la corrélation cérébrale d'un conflit de peur à récidives chroniques. En fait. un foyer de H a m e r dans une aire bien déterminée du cerveau. Mais il ne s'agit pas là d'une « t u m e u r cérébrale ». c'est qu'à chaque teneur spécifique de conflit précédé d'un D H S corresp o n d . Et si les peurs de la patiente finissaient par disparaître. c'est-à-dire d'une « t u m e u r » développée à partir des méninges . à l'intant m ê m e du choc conflictuel. ce tableau a l'air plus alarmant qu'il ne l'est en réalité. Si l'on pratiquait chez cette femme une excision de cet énorme foyer de H a m e r . fera l'objet d'une étude plus détaillée. c'est-à-dire depuis près de 6 ans. tandis qu'à un endroit bien défini de l'orga117 . ni d'un m é n i n g i o m e . suivis aussi régulièrement de phases de solution. les D H S successifs engendrant régulièrement de nouveaux conflits de peur. en vue de réparer les dégâts p r o v o q u é s par le D H S . au cours desquelles l'organisme a tenté d ' e m m a g a s i n e r des cellules de soutien. on éliminerait une grande partie de ce qui est à la base de son caractère.

c'est-à-dire à quel m o m e n t et selon quelle constellation de choc conflictuel. le foyer de H a m e r demeure en court-circuit. N o u s p o u v o n s aussi p h o t o g r a p h i e r ces altérations. 118 . nous allons chercher à c o m p r e n d r e m a i n t e n a n t la nature de ce p h é n o m è n e que mes adversaires ont c o m m e n c é par appeler ces « drôles de foyers de H a m e r ». à quel endroit spécifique du cerveau (voir le tableau récapitulatif à la fin du livre). il fait son apparition. Lors d'un conflit sexuel.nisme c o r r e s p o n d a n t à cette aire cérébrale prend naissance un cancer. mais seul un œil exercé est en mesure de les discerner. et l'altération est d ' a u t a n t plus i m p o r t a n t e que le court-circuit dure plus longtemps. à l'instant m ê m e du D H S il se produit dans la zone péri-insulaire gauche (chez la droitière) un « court-circuit » dans un foyer de H a m e r approximativement sphérique m e s u r a n t environ 1 cm. Alors que j u s q u ' i c i nous n o u s sommes préoccupés de définir les circonstances de la genèse du foyer de H a m e r . avant de les désigner tout simplement par le terme de « foyers de H a m e r ». l'aire du foyer de H a m e r se modifie. Si le conflit d u r e . Dès l'instant du choc p r o v o q u é par le D H S .

Le père avait donc 3 foyers de Hamer simult a n é s . professeur de musique dans un lycée de Vienne. 119 . que le patient fit lorsqu'il lui fallut mettre son fils mal élevé à la porte de sa propre classe. si bien q u ' u n scanner cérébral fut effectué au centre hospitalier universitaire de Vienne à la d e m a n d e de son médecin. A y regarder de plus près on discerne sur la p h o t o de gauche en position frontale (petite flèche) un autre foyer de H a m e r vaguement indiqué dans la moelle. Le père. un conflit de perte et un conflit de dévalorisation de soi. un conflit de territoire. du fait que le conflit de territoire c o m p o r t e toujours en plus du foyer de H a m e r dans la zone péri-insulaire droite un foyer supplémentaire au cervelet droit (chez les droitiers). signe de solution du conflit de territoire. ou plus précisément deux foyers de H a m e r contigus 1 j o u r après le D H S . Les images ci-dessus m o n t r e n t le m ê m e foyer de H a m e r . avait dû. ou tout simplement à l'âge ingrat. ou plus exactement 4. c'est-à-dire que le père avait subi une dévalorisation dans ses relations avec son fils. Le lendemain. et en m ê m e temps un œ d è m e au lobe occipital gauche (correspondant au testicule gauche). il tremblait encore de tous ses m e m b r e s .N o u s voyons sur la p h o t o de gauche un foyer de H a m e r un j o u r après le D H S . signe de solution de son conflit de dévalorisation. traduisant un conflit de dévalorisation dans la relation père-enfant. quatre semaines plus tard le père fit un infarctus du m y o c a r d e . Le fils ayant été recalé à l'examen de passage fut bien attrapé et dut faire amende honorable (pour le père : solution du conflit). mettre à la porte de la classe son fils mal élevé. ainsi q u ' u n œ d è m e étendu dans la moelle de l'hémisphère droit — zone pariéto-frontale —. et subit simultanément au m o m e n t du D H S . qui présumait une maladie de Parkinson. t r e m b l a n t de colère.

En o u t r e . Par ailleurs. N o u s voyons les deux foyers en position dorsale du lobe t e m p o r a l droit encore bien circonscrits (flèches). sur le plan psychique. Le père avait vraiment « perdu » son fils. la tuméfaction manifestée en plusieurs endroits du cerveau était redevenue à peu près n o r m a l e . A l'époque il dit qu'il était affreusement en colère contre son fils. soit 5 mois après la solution du conflit.Quatre mois après l'infarctus du m y o c a r d e . à savoir la solution du conflit. on trouve tout à fait logique que le père ait fait aussi bien un conflit de territoire (région péri-insulaire droite) q u ' u n conflit de perte (région p a r a m é d i a n e gauche du lobe occipital) et un énorme conflit de dévalorisation de soi lors du démêlé humiliant p o u r lui avec son fils. Une fois que l'on s'est familiarisé avec ces catégories de c o m p o r t e m e n t s et de conflits biologiques. nous voyons en position paramédiane gauche un point très foncé environné par un ourlet d ' œ d è m e (flèches à gauche) c o r r e s p o n d a n t au testicule gauche (pas de controlatéralité) et. comme l'illustre la moelle œdématisée du cerveau en voie de guérison. sans laquelle le père serait sans doute mort si elle était intervenue six mois plus tard. la moelle est particulièrement foncée (œdématisée) à droite. 120 . P o u r le père et le fils « l'échec à l'examen de passage » était une chance inespérée. à un conflit de perte.

Sur le scanner ci-dessus du m ê m e patient. Par bonheur. ce dernier conflit dura tout juste un mois. ainsi que conflit paracentral gauche. œ d è m e i m p o r t a n t surtout de la moelle de l'hémisphère droit. Le patient croyait qu'il devait mourir de la maladie de P a r k i n s o n . avec tuméfaction considérable de l'aire cérébrale c o r r e s p o n d a n t au testicule gauche. 121 . la maladie (en phase de guérison) apparaît clairement : gros œ d è m e dans la zone péri-insulaire droite. il semble qu'il y ait encore un conflit de « peur dans la n u q u e » se manifestant au niveau cortical du lobe occipital droit dans l'aire visuelle primaire. au niveau cortical près de la faux. moins de l'hémisphère gauche. traduisant le conflit de territoire. En o u t r e .

La peur dans la nuque se traduisait par une diminution de l'acuité visuelle : pensant qu'il avait la maladie de Parkinson. où le patient était hospitalisé. ainsi que d'une tuméfaction du testicule gauche. 2. La tuméfaction du cortex visuel droit affecte la moitié gauche du champ visuel. 122 .Le même patient 2 mois après l'infarctus du myocarde. Pendant la phase de guérison il se plaignait de douleurs osseuses (douleurs périostiques dans toute la colonne vertébrale). Il s'agit ici. qui se détache en bas à gauche en position occipitale. un carcinome-ostéolyse des os. le patient croyait que sa dernière heure n'était plus bien loin. L'infarctus de la paroi postérieure a été diagnostiqué à la clinique cardiologique du C H U de Vienne. L'aire foncée d'un centimètre de diamètre environ. un carcinome testiculaire gauche. près de la faux. un conflit de peur dans la nuque affectant le cortex visuel droit. un carcinome ulcératif intracoronaire. Ce que l'on ne voit pas ici c'est le conflit de peur dans la nuque. correspond à un œdème de guérison d'un foyer de H a m e r . 4. d'un conflit paracentral en voie de guérison. dont relève le testicule gauche. 3. et qui se trouve en fait plus en profondeur. Le patient avait par conséquent : 1. Sur cette coupe au-dessus des ventricules latéraux la moelle nous apparaît bien foncée : elle traduit l'œdématisation accrue. plus précisément. soit 3 mois après la solution du conflit.

123 . le bassin et la colonne fortement ostéolysés. Sur chacun des hémisphères on devine l'impact de trois ou quatre foyers de H a m e r dans la moelle.Scanner d'un patient étudié au chapitre des sténoses et anévrismes. Grâce à ses proches il reprit de l'espoir et le conflit fut résolu. Le conflit de dévalorisation était presque généralisé. P e n d a n t la phase de guérison l ' œ d é m a t i s a t i o n de la moelle cérébrale est presque totale. Le patient apprit que les progrès de l'artériosclérose carotidienne menaçaient l'irrigation cérébrale et il se dévalorisait à la pensée d'être bientôt mis au rancart.

Sur la coupe à gauche on voit le « toit » de ce kyste. nous voyons (flèche en bas) un foyer guéri : il s'agit d'un hypern é p h r o n (cancer du rein) du côté droit. il put de n o u v e a u m a n g e r et d o r m i r . Bien qu'il n'y eût aucun symptôme cérébral. Ces coupes réalisées 15 j o u r s après. je fis faire un scanner. se sentit très las. A noter que l'un des foyers (flèche supérieure) est demeuré intact.Conflit de territoire et conflit de contrariété (rancœur) territoriale 2 j o u r s après la CL. 124 . Du j o u r au lendemain. les m a i n s glacées du patient devinrent brûlantes. tandis que l'autre a explosé. m o n t r e n t la progression de l ' œ d è m e . En m a r g e . convaincu qu'il devait y avoir une amorce d ' œ d è m e périfocal autour du foyer de H a m e r .

Il y a de ça un an et demi. m ' a valu une dénonciation à l'Ordre des médecins. traité au chapitre des conflits de la peur dans la n u q u e . Le C H U de Cologne voulait extirper la moitié du cervelet : sinon la patiente « serait morte en quelques semaines ». Quatre mois plus tard la situation était telle que le m o n t r e le cliché d'en bas. car la patiente ne fut pas opérée. Le foyer au cervelet gauche de cette patiente avait c o m p r i m é l'aqueduc et p r o v o q u é une hydrocéphalie. et à juste titre. l'aqueduc débloqué livre passage au liquide céphalo-rachidien entre le 3' et le 4' ventricule.Ce cas. 125 . Je déconseillai. La « tumeur » a régressé.

le conflit de peur dans la n u q u e . n'est pas encore en solution. Ceuxci se dilatent aux dépens du tissu cérébral. à l'origine du foyer de H a m e r dans le cortex visuel du lobe occipital gauche. La flèche gauche vise le foyer de H a m e r œ d é m a t i s é en position occipitale p a r a m é d i a n e gauche c o r r e s p o n d a n t au rein gauche. La pose de ce drainage avait valu à la patiente un terrible D H S . 126 . Sur ce scanner.Scanner illustrant une hydrocéphalie. assorti d'un conflit de liquide et d'un conflit de peur dans la n u q u e : hantise d'un danger invisible. due à l'accumulation pathologique du liquide céphalo-rachidien dans les trois premiers ventricules. le drain était bouché. D a n s la corne antérieure du ventricule latéral droit n o u s voyons un point blanc provenant d'un drainage : posé à une date antérieure. Le patient a la tête lourde. Sur le scanner du bas on constate que la situation est redevenue n o r m a l e .

mais q u ' a u cortex visuel gauche le foyer de H a m e r est loin d'être guéri. Ces foyers de H a m e r étaient pris autrefois pour des m é n i n g i o m e s . Le conflit. surtout au soleil et dans une pièce chaude. Sa « peur dans la n u q u e » était la peur d'un danger invisible et sournois. c o r r e s p o n d a n t à un conflit de peur dans la n u q u e . Il maîtrisa les œdèmes grâce à un traitement prolongé à la cortisone et à la glace. Mais si l'on attend patiemment la guérison. Le scanner de droite. ces foyers de H a m e r régressent s p o n t a n é m e n t en perdant leurs œ d è m e s . 127 . indique que l ' œ d è m e a disparu du cortex visuel droit. L'ourlet quadrangulaire est dessiné par l'œdème périfocal. était en solution depuis quatre semaines à l'époque de ce scanner. qui n ' a u r a i e n t pas dû m o u r i r si la thérapie s'était inspirée de la Loi d'airain du cancer. et d'ailleurs la médecine traditionnelle les opère aujourd'hui encore. La flèche m é d i a n e met en évidence le refoulement du coude droit de la citerne ambiante en direction de la ligne médiane. Les petites flèches à droite en haut indiquent un gros foyer de H a m e r . mais nettement plus p r o n o n c é à gauche qu'à droite. c'est-à-dire des t u m e u r s cérébrales. responsable d'un carcinome ulcératif de l'estomac. de part et d'autre du lobe occipital. ce malade avait c o n s t a m m e n t la hantise qu'ils retombent sous les griffes de la médecine traditionnelle. en solution et donc fortement œdématisé. S'identifiant aux patients.Foyer de H a m e r typique. dont la phase active avait duré 7 mois environ. Le patient voyait assez m a l . qu'il n'avait pas vue. qui rôde et frappe par derrière. et il lui arrivait de heurter de plein fouet — de la tête et des pieds — une p o r t e vitrée. effectué quatre mois plus tard.

comme il ressort des œdèmes périfocaux autour des foyers de H a m e r . Tous ses conflits étaient résolus. Le foyer de H a m e r au lobe t e m p o r a l droit a explosé. 128 . dont vous trouverez plus de détails au chapitre sur les psychoses.Un cas particulièrement t r a g i q u e . Il aurait fallu d o n n e r de toute urgence de la cortisone à cette patiente. A l'époque de ce scanner. Mais les médecins à la clinique la « lysèrent » à la morphine. L ' œ d è m e intrafocal est devenu une sorte de kyste par déchirure du tissu à l'intérieur du foyer de H a m e r . après avoir « diagnostiqué » des « tumeurs cérébrales généralisées ». qui à l'époque souffrait de compression cérébrale. la patiente était redevenue « n o r m a l e ». après s'être trouvée a u p a r a v a n t en constellation schizophrénique.

Sur le scanner de gauche on voit un foyer de H a m e r tout frais. Plus b a s . Le foyer de H a m e r se reconnaît surtout au fait que la corne antérieure du ventricule latéral droit est refoulée en direction médiane et frontale. Il s'y était déjà passé quelque chose huit ans plus tôt (1977). le conflit avait duré également 5 m o i s . 129 . mais il faut toujours qu'ils se voient ensemble. Le foyer cérébelleux et le foyer cérébral ne sont pas toujours aussi fortement empreints. aussi bien qu'à l'extérieur. Cela se voit au fait que la délimitation extérieure a l'air fragmentaire. C'est ce que le patient a raconté et c'est bien comme cela qu'il l'a ressenti. A chaque conflit de territoire péri-insulaire ou temporo-frontal on retrouve toujours le « foyer de Hamer correspondant » sur le même hémisphère cérébelleux : c'est pour ainsi dire le foyer afférent d'un conflit du nid. Le demi-cercle dessiné symbolise la pression venant de droite. Il y a œ d è m e à l'intérieur. Le foyer de H a m e r cérébelleux était déjà — bien plus visiblement que le foyer cérébral — cicatrisé depuis longtemps (cicatrice gliale) lorsque ce nouveau conflit de territoire eut son point d'impact au m ê m e endroit. on distingue en direction de la flèche une aire assez foncée. Le conflit de territoire consécutif à ce D H S ne fut résolu que 5 mois plus tard. à la manière d'un fût disjoint. lorsque le patient fit le conflit le plus d r a m a t i q u e et terrible de sa vie à la suite d'un D H S : il avait perdu sa place à l'imprimerie. dont le D S H (1985) survint lorsqu'au cours d'une discussion dramatique les enfants du patient refusèrent de faire b a p tiser leurs enfants. faisant éclater la cicatrice. A l'époque. correspondant à un cancer bronchique.

N o u s serons bientôt confrontés au p r o b l è m e de l ' a n a m n è s e très détaillée : il faut que nous aidions le patient à explorer sa vie en vue de mettre en lumière le concours de circonstances et de retrouver la coïncidence entre toutes ces vieilles cicatrices. En effet. alors que sur le plan sagital nous pouvons maintenant le reconnaître sans difficulté. dont nous ne p o u r r i o n s expliquer les tenants et les aboutissants. N o u s serions alors en présence d'un scanner cérébral attestant la présence de foyers de H a m e r ou de vieilles cicatrices.Ces images doivent m o n t r e r avec quelle précision nous sommes déjà en mesure de tirer au clair un foyer de H a m e r . c o r r e s p o n d a n t à un conflit de souillure (mélanome). en position caudale p a r a m é d i a n e . on peut choisir les incidences de coupe de manière à explorer p r a t i q u e m e n t tous les plans du cerveau. les conflits et D H S . Il se p o u r r a i t en effet que pour une raison ou une autre le patient soit obligé de s'absenter. 130 . Il s'agit d'une vieille cicatrice au cervelet. Sur le plan horizontal on aurait tout j u s t e pu se douter de la présence d'un foyer de Hamer. ainsi que les cancers corr e s p o n d a n t s . ce qui est vraiment frustrant. Il est r e c o m m a n d é de placer cet interrogatoire minutieux au début du traitement.

Une étude attentive permet de discerner sur l'image de gauche en position frontale interhémisphérique une vieille cicatrice de foyer de H a m e r (petite flèche). il est impossible qu'il s'agisse là d'une « tumeur cérébrale ». La patiente avait : 1. il s'agit de coupes sagitale et coronaire. Mais en réalité cette prétendue « tumeur cérébrale » est partagée en deux par la faux du cerveau située dans la sissure qui sépare les deux hémisphères cérébraux. tandis que le centre-relais du rein gauche est de t o u t e manière touché. elle était restée quelque temps sous l'eau. et par conséquent elle a dû avoir 4 carcinomes et naturellement 4 conflits c o r r e s p o n d a n t s . et depuis lors avait une peur panique de l'eau. L ' i m a g e de gauche est un scanner cérébral n o r m a l . Et à y regarder de plus près on distingue que le centre-relais de l'ovaire gauche est légèrement atteint. car sur la coupe coronaire de droite on aperçoit à droite une aire sombre étendue. dont la partie inférieure correspond au centre-relais du rein droit (homolatéral) et la partie supérieure au centre-relais de l'ovaire droit. épouse d'un marinier. qui témoigne d'un conflit n ' a y a n t pas duré bien l o n g t e m p s . on p o u r r a i t faire la d é m o n s t r a t i o n de tout le système de la Loi d'airain du cancer. D ' o ù la vieille cicatrice de foyer de H a m e r à gauche en position occipitale paramédiane. D a n s ce cas il a m ê m e fallu qu'elle ait un carcinome supplémentaire avec conflit et D H S afférents. en position pariéto-frontale (à l'intersection du lobe pariétal et du lobe frontal) une cicatrice ténue et déjà ancienne elle aussi. Ne serait-ce que pour cette raison. ainsi qu'à droite. Les deux autres images (au centre et à droite) sont obtenues par résonance m a g n é t i q u e nucléaire ( R M N ) .A la lumière des images ci-dessus.prise dans un remous à la nage. Il s'agit d'une j e u n e femme de 33 ans. y avait rêvé longtemps. Ce qui apparaît en blanc sur le scanner cérébral est reproduit en noir sur l'image R M N . La patiente a donc 4 foyers de H a m e r plus très récents. 131 . en vertu duquel il a été diagnostiqué une « t u m e u r cérébrale ». Un petit carcinome rénal gauche datant de l'année 1966 :.

Gros Ca rénal à droite et Ca ovarien des deux côtés. La patiente fit un « conflit h y d r o rénal » et en m ê m e temps un « conflit de perte » r é p u g n a n t . On ne t r o u v a pas seulement la « t u m e u r cérébrale bilatérale ». fut pétrifiée. Mais elle appela la police du p o r t . ainsi que les Ca rénaux bilatéraux. Elle était — carrément parlant — le « partenaire masculin ». A compter de cet accident. perdait du poids : à l'époque on avait trouvé « quelque chose » au scanner cérébral. Un carcinome médiastinal avec carcinome intrabronchique datant de l'année 1975 : suicide de l'amie avec laquelle elle avait eu une sorte de relation lesbienne. Au bout d'un an elle avait repris du p o i d s . qui était attaché dans une poussette au soleil. l'induration des ganglions lympathiques médiastinaux (dépôts calcaires). la poussette se mit à rouler sur le pont et t o m b a dans le bassin portuaire profond de 7 mètres. p e n d a n t presque un an. qui au bout de 10 m i n u t e s repêcha l'enfant. 132 . à moitié sexuel. de noyades.. Un grave accident s'était produit en 1982 : après la mort de son amie la patiente avait vécu j u s q u ' e n 1984 sur une péniche. mais aussi le vieux Ca b r o n c h i q u e . On l'avertit qu'elle m o u r r a i t dans quelques semaines. Le vieux foyer de H a m e r en position frontale p a r a m é d i a n e droite (petite flèche) correspond au Ca médiastinin et le vieux foyer (grande flèche) et Ca b r o n c h i q u e . que personne ne pouvait expliquer. témoin du d r a m e . sur le p o n t du bateau. se culpabilisait en se rendant responsable de ce suicide. mais s'embrasait de nouveau souvent. lorsqu'elle se sépara de son mari.2 + 3. 4 + 5. La patiente. à droite plus gros qu'à gauche. Son mari pensait qu'il n'y avait plus rien à faire. Des mois durant. En m a r s 85 on fit un scanner cérébral. elle fit des cauchemars. où il était toujours question d'eau. qui put être réanimé. A plusieurs reprises déjà il avait été résolu auparavant. âgé d'un an à peine. Soudain.. En 1982 le chaland avait jeté l'ancre dans un grand port méditerranéen. parce que la patiente se plaignait de grandes lassitudes et de céphalées. Ce n'est qu'en n o v e m b r e 84 que le conflit fut définitivement résolu. La patiente s'était entre-temps mariée et avait un enfant. ne lui pard o n n a n t pas d'avoir voulu rester les bras croisés. elle ne put plus coucher avec son m a r i .

La patiente en pleura de joie : elle me dit qu'elle n'avait pu s'expliquer p o u r q u o i il lui fallait m o u r i r .Son médecin me m o n t r a les scanners cérébraux et les R M N . c o m m e on se l'imagine sans peine. — Elle continue de bien se porter aujourd'hui. connue depuis 1985. alors qu'elle se portait bien. qui à l'époque avait tout j u s t e un an. fit un conflit de peur mortelle avec D H S . c o m m e me l'a dit son médecin. 133 . Seule l'hypertension. il a en effet une série de taches rondes au p o u m o n que les médecins « ne peuvent pas s'expliquer ». A noter que son enfant. se maintiendrait. ne connaissant pas la Loi d'airain du cancer. Je dis au médecin et à la patiente qu'il s'agissait de vieux coucous et que la patiente pouvait devenir centenaire.

mais le patient avait refusé. On m ' e n fit cadeau. Je l'ai découvert lors de l'une de mes incursions dans la section neuroradiologique d'une clinique universitaire du Sud de l'Allemagne. A cette é p o q u e le foyer de H a m e r datait déjà de trois ans et avait eu plusieurs récidives. Un an après le m ê m e patient est venu me trouver à Katzenelnbogen — « H a u s F r e u d e von DIRK » et me soumit les scanners suivants.. N'étiez-vous pas il y a un an à la clinique universitaire. On avait voulu le p o n c t i o n n e r par la technique stéréotaxique. mais je vous connais. Je lui dis : « Je ne connais pas votre n o m .. un foyer que l'œdème intrafocal avait fait exploser. sans préciser le n o m : il s'agissait d'un cas de sclérose en p l a q u e s . Il date de mai 84. ? » 134 . Il avait retenu m o n attention du fait qu'il présente un foyer de H a m e r impressionnant au thalamus droit.Ce scanner et le « cas » correspondant ont une histoire bien particulière. je ne vous ai encore j a m a i s vu.

cette fois à gauche. M a i s il était directeur d'une grande b a n q u e . j u s q u ' a u thalamus gauche. Or le « fiasco » humain et professionnel de cet h o m m e fut complet lorsque l'aînée de ses deux enfants. mais pas encore le voir. il ne serait sans doute pas passé grand chose. ainsi que le conflit central de « résistance » (responsable du diabète. Le patient fit un nouveau conflit paracentral. il fit un conflit paracentral au thalamus droit. il crut que le divorce allait enfin lui rendre le calme. lors d'une récidive. mais s'afficher avec elle ne fait pas sérieux. en voie de solution. bien que nous puissions le reconnaître sans peine sur les scanners suivants. Au n o m b r e des conflits dont les D H S l'avaient frappé comme la foudre 3 mois a u p a r a v a n t . sa fille de 18 ans. flèche inférieure à gauche). et dans ce cas on peut bien coucher avec sa secrétaire. on ne peut que le deviner. si bien que ses paroles lui t o m b è r e n t dessus c o m m e la foudre.Ce cas est insolite à bien des égards. Le conflit était résolu. Un directeur de b a n q u e s'éprend de sa secrétaire de 20 ans plus j e u n e que lui. sa p r o p r e estime. Quant au 2 « conflit crucial » au thalamus gauche. on voit le foyer de H a m e r vieux de 3 ans au thalamus droit. 135 . S'il avait été mécanicien ou dentiste. Sur les deux premières images du scanner cérébral effectué 2 mois plus tard (voir ci-dessus). qui était le siège de multiples récidives. avec un puissant œ d è m e intra. Voyant son mari atteint d'une hémiplégie partielle. p r o v o q u a un diabète aigu. Mais le divorce fut un enfer ! Un mois avant. sa famille tenta de nouveau par tous les moyens de l'en dissuader. avec paralysie du bras droit et de la j a m b e droite. l'épouse cessa de s'opposer au divorce. réalisés 5 mois plus tard. Touché au cœur de sa personnalité. son rang. tu ne t'occupes pas de n o u s ! » Le patient chérissait tout particulièrement sa fille. On le menaça des pires représailles et de la ruine financière. Au bout de 3 ans. bien qu'au point de vue du conflit ce pourrait être un cas passe-partout. plus t a r d .et périfocal. Il fit en outre un conflit de peur frontale et un conflit de « résistance » qui. nous discernons bien le conflit frontal (flèche droite en haut). sa carrière professionnelle. quitte les siens et e m m é n a g e chez elle. lui jeta à la figure : « Tu es un père misérable. Il crut perdre ses enfants.

Ce qu'il y a de fascinant dans cette imagerie c'est que les foyers de H a m e r individuels suivent leur p r o p r e cours. 5 mois après les premières. le cas fut étiqueté sans autre forme de procès « sclérose en plaques ». de nouveaux foyers de H a m e r sont en activité conflictuelle du fait du conflit central. Du fait donc que l'on ne savait rien. signifiant que le foyer de H a m e r au t h a l a m u s vient d'entrer en solution. tandis q u ' a u foyer de H a m e r au thalamus droit est en voie de guérison. C'est 136 . avec un petit noyau au centre. Ils voyaient quelque chose — le foyer de H a m e r explosé du t h a l a m u s droit —. ce cas est fascinant au point de vue de l'évolution cérébrale. car sur les images suivantes nous voyons quelque chose de sensationnel : Sur les images du 2. mais ne pouvaient s'expliquer la paralysie partielle du b r a s droit et de la j a m b e droite. depuis la terrible confrontation à la suite de quoi le patient fut partiellement paralysé. En revanche.84. n o u s voyons que le foyer de H a m e r au t h a l a m u s droit a presque t o t a l e m e n t régressé (flèches à droite des images de la rangée supérieure). voilà que depuis la fin m a r s 84. Il ne reste plus q u ' u n anneau qui se colore légèrement au produit de contraste.11. Ainsi. le foyer de H a m e r au t h a l a m u s gauche prend bien le contraste. Les spécialistes de la clinique universitaire n ' o n t pas pu voir ce n o u v e a u foyer de H a m e r fin mai 84. Bien qu'il se soit terminé t r a g i q u e m e n t . nous voyons aussi un mince ourlet œdémateux périfocal.

Au cours des mois précédents. En même temps on découvrit des ganglions volumineux au médiastin. A droite nous voyons encore. ainsi que le foyer de H a m e r fronto-pariétal à droite. A cette époque le patient comptait pouvoir travailler de nouveau à la b a n q u e . 137 . le conflit central frontal avec les flèches à gauche et à droite tout en haut. qui révèle un large anneau œdémateux autour du conflit central (débordant vers la gauche). pas tout à fait en haut. entraînant le diagnostic d'une « tumeur cérébrale » et l'injection de radium au t h a l a m u s gauche. le vestige — qui s'est déjà consolidé entre-temps — du foyer de H a m e r correspondant au conflit central du thalamus droit. Cliché de droite : la flèche vise le centre du conflit paracentral. La paralysie était en régression. Cliché de gauche en haut : nous voyons trois foyers de H a m e r : le thalamus gauche (conflit crucial paracentral). le patient avait en sus de son foyer au thalamus gauche un autre foyer fronto-pariétal à droite. En réalité. A partir de la mi-octobre 84 on nota une amélioration générale. Il traverse de part en part tout le diencéphale. les altérations psychiques s'atténuaient.ce que confirme aussi le cliché de droite de la rangée inférieure (136). le patient avait eu un léger diabète. flèche à gauche en bas. qui a son point d'impact j u s q u e dans le thalamus gauche. c'est le foyer de H a m e r responsable du diabète. il avait d'ailleurs beaucoup changé psychiquement. si bien que le diagnostic fut modifié en carcinome métastatisant des ganglions lympathiques médiastinaux. de m ê m e que le diabète. qui lui aussi vient d'entrer en solution. La flèche en bas sur le cliché de gauche de la rangée supérieure (136) signale un foyer de H a m e r intraventriculaire. à l'intérieur de l'anneau œ d é m a teux. qui correspond au carcinome b r o n c h i q u e . bien qu'à la mi-janvier 85 il fût procédé dans une clinique universitaire à une ponction stéréotaxique du thalamus gauche.

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Ce dernier était définitivement résolu par mise à la retraite anticipée. sans compter que la querelle appartenait au passé. de m ê m e que sa secrétaire intelligente. tout aurait pu se terminer pour le mieux. parce qu'il se sentait c o n s t a m m e n t tiraillé de droite et de gauche. il s'agissait essentiellement de deux grands conflits fondamenteux : d'une part ses enfants. mais pas les émotions qui font les rêves. c'est t r o p dangereux ! » Le patient j u r a ses grands dieux. l'autre était m o m e n t a n é m e n t résolu. de toute manière il ne risquait pas de la voir dans un proche avenir. Lorsqu'il me d e m a n d a ce qu'il convenait de faire. et de l'autre son conflit de territoire à p r o p o s de sa situation bancaire. Sur les clichés ci-dessus (rangée supérieure) du mois d'août 85 on ne voit pas 139 . sa fille étudiait dans une ville assez éloignée. et n o t a m m e n t sa fille furibonde. Le patient se portait de mieux en mieux. je lui dis : « Ne pas revoir votre fille p e n d a n t deux ans au m o i n s . La paralysie régressait de plus en plus. En effet. Je lui dis : « La querelle peut-être. Ne prenez pas de risques. ainsi que du conflit de « résistance ».dévalorisation qu'il avait faits dans toute cette affaire. Effectivement. Une nouvelle récidive du conflit pourrait v o u s être fatale ! » Il me répondit que cela ne posait pas de p r o b l è m e s . devenue entre-temps sa nouvelle femme. cela vaut mieux.

le patient se sentit de n o u v e a u presque complètement rétabli. Sur le cliché du 6. il se livrait à son passe-temps favori et fréquentait les manifestations sportives de h a n d b a l l . mais sur ceux de la rangée inférieure (139) du mois d'octobre 85. le sport qu'il pratiquait lui-même autrefois. Je l'ai revu j u s q u ' e n janvier 86. on discerne un net recul du processus œ d é m a t e u x expansif.85.encore de changement n o t a b l e . les ventricules avaient p r a t i q u e m e n t retrouvé leur position m é d i a n e . et chaque fois les scanners céréb r a u x et l'état de santé. le refoulement du ventricule latéral gauche audelà de la ligne médiane vers la droite était nettement régressive. Finalement. 140 .11. la régression de la paralysie et la situation psychique globale étaient en nette progression.

Elle vint. la visite se déroula dans l'harmonie et amena une nouvelle conflictolyse. Sur cette rangée de clichés du 5. il est œdématisé p e n d a n t un certain t e m p s . dans l'attente fébrile de la visite de sa fille. En tout cas il fit une récidive de son conflit.86 nous voyons que la situation est presque redevenue n o r m a l e . Les représentants de la médecine traditionnelle étaient au b o u t de leur latin.86 sont les derniers que j ' a i vus. sinon tout ce que les neuro-chirurgiens ont fait j u s q u ' à ce j o u r serait de la pure folie. des trois clichés : c'est ce conflit paracentral qui avait p r o v o q u é les crises d'épilepsie pendant la phase de guérison et qui était la cause de la paralysie partielle du côté droit. resta des j o u r s et des nuits sans pouvoir dormir.1. m ê m e s'il avait promis au Dr H a m e r de ne pas le faire avant 2 ans. à droite. Certes. Cette évolution si n o r m a l e et biologiquement si logique est exceptionnellement bien illustrée par ce cas. une tumeur cérébrale doit être c o n s t a m m e n t en progression. 2 j o u r s plus tard il ressentit de terribles douleurs 141 .Ces clichés du 5. Celui-ci se gonfle pendant la phase de guérison. En effet. il y a encore un net reliquat d ' œ d è m e . puis se dégonfle de nouveau. Mais ils ne renseignent au fond que sur le foyer de H a m e r du t h a l a m u s droit. Nous discernons aussi très nettement le vestige en anneau du conflit paracentral à gauche désigné par les trois flèches sur le dernier.1. mais il n'y a plus de refoulement n o t a b l e . Il l'invita. Sa femme ne sait pas ce qui l'a tant irrité. En février 86 le patient se dit qu'il était à présent en si b o n n e forme qu'il pouvait prendre le risque d'inviter sa fille.

Mais le conflit d'un père avec sa fille chérie est très. Il est p r o b a b l e que les deux t h a l a m u s s'étaient de n o u v e a u remplis d'oedèmes à l'endroit où se trouvaient les foyers de H a m e r . Mais à présent que le patient avait de si vives douleurs. u n i q u e m e n t parce que les médecins n'y c o m p r e n n e n t rien. Le patient poussait des cris de douleur et l o r s q u ' o n l'hospitalisa il avait un taux de glycémie élevé. le conflit était bien définitivement résolu et avec un peu de bon sens les médecins auraient remis le patient sur pied en l'espace de quelques j o u r s . Le patient fut placé sous perfusion continue de m o r p h i n e . sont très difficiles à guérir définitivement. il ne reprit pas connaissance et au b o u t d'une semaine fut définitivement « lysé ». ce qui est de la p u r e folie. tous les patients courent les plus graves d a n g e r s . paraît-il. Et p o u r t a n t . Je sais ce dont je parle quand je mets en garde contre les récidives. bien sûr. Les conflits familiaux précisément. même s'ils se sentent guéris et en pleine forme. du fait justement qu'ils sont chargés d'émotion. mais pas avec de la morphine. dans ce cas précis. que de lui donner de la m o r p h i n e . Un problème ou un conflit objectif peut être résolu par une décision objective. Mais à la clinique il fut reçut en tant que « carcinome bronchique métastasiant en rémission temporaire ». Tant que le refus de c o m p r e n d r e des médecins sera aussi obstiné et organisé.p a r t o u t . très difficile à résoudre définitivement. Nous voyons les ostéolyses au bassin (l'une est indiquée par une flèche) et une lésion de 142 . on ne pouvait faire autrement. le seul remède qui vienne à l'idée de ces s y m p t o m a t o l o gues cyniques : lyser à la m o r p h i n e ! Les derniers clichés m o n t r e n t à droite en bas (141) le profil des vertèbres lombaires et une vue d'ensemble du bassin (142) en octobre 85.

Le conflit avait été très violent. il est possible qu'il y en ait eu aussi dans d'autres vertèbres. La Loi d'airain du cancer n'est ni simple. qui a explosé à cause de son œ d è m e intrafocal. Il me m a n q u e les radios c o r r e s p o n d a n t e s .. Sur la rangée de clichés ci-dessus n o u s voyons plusieurs foyers de H a m e r chez une patiente gauchère. Si elle avait été droitière. se traduit par un foyer en haut à droite et un cancer b r o n c h i q u e . si c'est si compliqué que ça. ou bien qu'elle est appliquée par des médecins intelligents. tu ne t'occupes pas de n o u s . (« Tu es un piètre père. c'est sa t r a d u c t i o n cérébrale et organique qui change. Il y a eu constat clinique et histologique. ni compliquée.. Mais parce qu'elle était gauchère. mais aussi. elle fit un conflit sexuel.. le foyer de H a m e r serait situé dans la région péri-insulaire de l'hémisphère gauche. Le conflit reste le m ê m e .. L o r s q u e celle-ci s'ébruita. ainsi que plusieurs lésions des plateaux vertébraux des lombaires supérieures. ») L ' é p a u l e gauche était le siège d'une autre ostéolyse. un foyer de H a m e r (foyer en haut à droite) avec cancer b r o n c h i q u e : chez une gauchère. s'il s'agissait " s e u l e m e n t " de résoudre le conflit. en m ê m e t e m p s . de sorte que n o u s voyons chez cette patiente non seulement un foyer de H a m e r responsable du Ca ulcératif du coronaire. le conflit de peur bleue qui n o r m a l e m e n t se traduirait sur le plan cérébral par un foyer de H a m e r en haut à gauche et sur le plan organique par un Ca du larynx. et qui a p r o v o q u é l'angine de poitrine avant la solution. qui est mariée et a une liaison extramaritale. elle donne de mauvais ou de bons résultats. nous le trouvons exactement en face du côté droit. » et p o u r q u o i les autres disent : « Oh bien alors. conséquences des dévalorisations de soi..l'angle vif supérieur ventral de la 4' l o m b a i r e .. ». qui ont atteint le patient « plus bas que la ceinture ». A quoi b o n le meilleur des systèmes si les médecins ignorants ne le pratiquent pas ? Peut-être comprenez-vous maintenant pourquoi les uns disent : « Si c'était si simple que ça. Ces clichés représentent la phase de guérison (phase pcl) et font apparaître par conséquent un i m p o r t a n t processus d'expansion dans la région péri-insulaire droite (région territoriale droite) avec compression 143 . Selon qu'elle est appliquée par des imbéciles ou n'est pas appliquée du tout.

Mais ce n'est pas tout ce q u ' a la patiente : nous voyons sur les trois coupes les anneaux remplis d ' œ d è m e intrafocal d'un conflit para-central. 144 . mais chez la gauchère — et m ê m e chez le gaucher — ce foyer se trouve dans l'hémisphère opposé. un tel conflit de territoire masculin se traduit par un foyer de H a m e r dans l'aire spécifiquement territoriale de l'hémisphère droit (péri-insulaire). cette patiente a pu résoudre son conflit environ un mois après cette p s e u d o t h é rapie. Par conséquent à partir du m o m e n t où elle subit un traitement c h i m i o . Si pendant cette phase il y a encore une activité conflictuelle. au sens d'une attaque (choc rouge). si bien que l'on ne voit pas trop d ' œ d è m e à gauche. elle a été pratiquement châtrée. son conflit c'était que son ami avait quitté son territoire. Mais ce n'est pas tout.et refoulement de tout le ventricule latéral droit au-delà de la ligne médiane vers le côté opposé. P a r b o n h e u r . tout au moins t e m p o r a i r e m e n t . dont l'impact cortical a percé j u s q u ' a u t h a l a m u s droit. La destruction de sa liaison est ressentie par elle de la m ê m e manière dont un h o m m e ressent l ' a b a n d o n de son territoire par une amie ou par sa femme. ainsi q u ' u n foyer m o d é r é ment œdématisé en position fronto-pariétale gauche. la patiente a aussi du côté gauche un petit foyer de H a m e r . C'est ce qui explique que du fait de sa castration t e m p o r a i r e . En effet. Du fait de la castration. Du fait q u ' a u cortex l ' œ d è m e est quasi a d d i t i o n n é . la femme a des réactions masculines. ce conflit actif revêt tout de suite une forme de réaction masculine. la seconde en raison de sa castration. dont la phase postconflictolytique est indiquée par la prise de contraste. N o r m a l e m e n t . la patiente ait eu une double t r a n s p o s i t i o n de son conflit initial. chez les droitiers. la patiente a eu t e m p o r a i rement une parésie — paralysie légère — des extrémités gauches. Ce qui s'explique ainsi : lorsqu'elle a fait un traitement chimio. par blocage des ovaires ! Les clichés mettent en évidence les effets désastreux de ces cytostatiques prescrits par une médecine ignorante. qui était un conflit sexuel féminin : la première fois du fait qu'elle était gauchère.

Le patient a un carcinome b r o n c h i q u e . 145 . Ce cas est traité en détail au chapitre sur le cancer b r o n c h i q u e (ectoderme).Gros foyer de H a m e r en œ d è m e à l'hémisphère cérébelleux droit : lors d'un conflit de territoire c'est le foyer de H a m e r correspondant à l'aire périinsulaire droite au cerveau.

moins œdématisée à g a u c h e . parce que personne ne connaît « l'histoire ». On ne trouve rien à dire. Les foyers de H a m e r c o r r e s p o n d a n t s apparaissent c o m m e points très foncés (à travers le puissant œ d è m e intrafocal) à l'intérieur de la moelle foncée. D'ailleurs le patient a bien dit qu'il avait le sentiment de ne plus rien valoir du tout sans sa femme. moelle fortement œ d é m a t i sée de la région frontale à la région occipitale. et dont il avait toujours été le « chef adjoint ». c'est-à-dire que le foyer de H a m e r est œdématisé. et d'ailleurs pendant la phase de conflit actif il passait pour être « fou » dans son entourage. Un point c'est tout. Ce genre de constellation schizophrénique disparaît — c o m m e ce fut le cas pour ce patient — l o r s q u ' a u moins l'un des deux conflits c o r r e s p o n d a n t aux foyers de H a m e r en opposition dans les hémisphères cérébraux est résolu. dont la femme était sensiblement plus âgée. Ce patient.Patient de 52 ans. plus ample et moins spécifique. fit à sa mort un triple D H S : un conflit de territoire masculin (flèche à droite) avec Ca ulcère coronaire et infarctus du m y o carde pendant la phase de guérison. Il est intéressant de noter dans ce contexte ce que vous pourrez étudier plus en détail au chapitre sur les psychoses : du fait des deux foyers de Hamer actifs simultanément dans les deux hémisphères — aires péri-insulaires droite et gauche —. Selon la médecine traditionnelle. du fait que les enfants éprouvent le conflit de dévalorisation de façon plus diffuse. 146 . le patient se trouvait dans la « constellation schizophrénique ». Conflit sexuel féminin de déréliction avec arrêt du c œ u r droit et œ d è m e p u l m o n a i r e pendant la phase de guérison (flèche à gauche). ce cliché donnerait lieu tout au plus au constat suivant : aire péri-insulaire m o d é r é m e n t œdématisée à droite. dont le cas figurait dans l'étude sur l'infarctus du myocarde à l'université de Vienne en 1984 : il est traité plus en détail au chapitre sur la leucémie. Cette forme généralisée de dévalorisation de soi s'appelle aussi forme infantile ou j u v é n i l e . ainsi q u ' u n e dévalorisation de soi généralisée avec ostéodéminéralisation dans l'ensemble du système squelettique. deux par exemple dans le p r o l o n g e m e n t des flèches.

on y discerne déjà des aires particulièrement sombres. Lorsqu'il eut compris pour quelle maladie inoffensive il avait fait son conflit de dévalorisation. 147 . et qui ont donc p r o v o q u é des ostéolyses mieux circonscrites.Ce cliché d'un patient de 54 ans m o n t r e la phase pcl (phase de guérison) à la suite d'une dévalorisation de soi généralisée et d'ostéolyses correspondantes (résorption du tissu osseux) à la suite du diagnostic « cancer » (mélanome). nous constatons que l ' œ d è m e de la moelle n'est finalement pas aussi h o m o g è n e . Je parvins à expliquer à ce patient la Loi d'airain du cancer. il fut très rassuré et son conflit de dévalorisation entra dans la phase postconflictolytique (guérison). A y regarder de plus près. aux contours plus accentués.

il ne devrait être question dans ce chapitre que de foyers de H a m e r . c'est-àdire d'un conflit biologique en relation avec un liquide. la teneur du conflit et la localisation du foyer de H a m e r et du cancer. elle fit un hypern é p h r o n au pôle supérieur du rein droit (carcinome rénal). d é m o n t r e que le conflit biologique déclenché par un D H S . C o m m e il s'agissait d'un conflit de liquide. pour rien.N o r m a l e m e n t . qu'au point de vue du déroulement. puisque la surrénale n'était pas en cause. de l'évolution. Ce conflit dura des mois. puis la renvoyèrent complètement paniquée dans ses foyers avec la mention : « métastases ». Sur le pyélogramme du bassinet on voit que la surrénale droite est détachée par le gros kyste rénal. avec son m a r i . les chirurgiens en firent l'ablation. Mais le livre tout entier leur est consacré. le foyer de H a m e r au cerveau et le cancer dans l'organe sont toujours en corrélation exacte. 148 . Cette j e u n e patiente qui. P r é s u m a n t que la patiente avait une t u m e u r à la surrénale. exploitait une laiterie en haute m o n t a g n e . Et j u s t e m e n t ces beaux clichés illustrent r e m a r q u a b l e m e n t cette corrélation. spécialisée dans la fabrication d'un fromage particulier. aussi bien en ce qui concerne la genèse et l'achèvement. incurable. que symbolisait j u s t e m e n t le lait. fit un grave conflit à p r o p o s de son travail.

opéré lui aussi. agrandi par l ' œ d è m e . et p r o v o q u é également par un conflit liquidien. mais homolatéral : hémisphère cérébral gauche pour le rein gauche. 149 .A titre de c o m p a r a i s o n . testiculaire et ovarien.). Les flèches indiquent le foyer de H a m e r du relais cérébral. etc. le foyer de H a m e r n'est pas controlatéral par r a p p o r t à l ' o r g a n e . qui est responsable du rein gauche (dans le cas du carcinome rénal. voici le scanner d'une patiente atteinte d'un carcinome du rein gauche.

Mais chez ce patient. Les foyers de H a m e r c o r r e s p o n d e n t . signe d'un conflit de dévalorisation de soi en solution. qui se seraient traduits chez une femme droitière par un carcinome du col utérin et un carcinome du larynx. Tous deux se trouvent en phase postconflictolytique (phase pel). à un carcinome ulcératif coronarien ou à un carcinome péricardique (flèche inférieure) et à un carcinome b r o n c h i q u e (flèche supérieure). D'autre part on voit à droite. le D H S ne peut avoir d'impact à cet endroit que s'il fait un conflit sexuel féminin et un conflit de peur bleue. à cet endroit. une nette œ d é m a t i s a t i o n de la moelle. qui est à la fois gaucher et « softy ». chez une 150 .Sur ce scanner on aperçoit deux foyers de H a m e r en position frontopariétale et péri-insulaire de l'hémisphère cérébral droit. Chez un droitier. et un peu moins à gauche. c'est là que le D H S aurait eu son impact s'il avait fait un grave conflit de territoire masculin. mais.

Malheureusement. et a dû p r o v o q u e r des ostéolyses des vertèbres dorsales inférieures et des vertèbres lombaires supérieures. D a n s la phase de guérison. Il avait fait un « conflit sexuel féminin » et en même temps un conflit de peur bleue. mais elle ne se laissa pas fléchir. qui « faute de masse » serait bien incapable de faire une récidive. car les crises d'épilepsie se seraient très vite calmées. la moelle cérébrale présente une coloration très foncée des deux côtés. C o m m e il se plaignait de violentes céphalées on lui fit un scanner cérébral. Il la supplia et l'implora. mais « exigea » de son « mari » qu'il reconnaisse ces enfants extra-conjugaux. il serait déjà rétabli. car son « chef » l'avait menacé de « voies de faits ». aux yeux de la médecine traditionnelle. Tout alla bien p e n d a n t neuf ans. Il aurait mieux valu ne pas le faire. C o m m e on peut le voir sur le scanner. c'est un mutilé cérébral. cela conduit n o r m a l e m e n t à un infarctus du m y o c a r d e . mais divorça ensuite. pour être des t u m e u r s cérébrales. Il s'agit d'un œdème de la moelle et signifie que le patient a fait en plus une forte dévalorisation de soi. Mais c o m m e il était gaucher. et cela peut aussi donner lieu à des crises d'épilepsie. Au lieu de quoi elle eut deux enfants d'un a m a n t . car il se fit passer un terrible savon. Le patient fut donc opéré et on lui excisa d ' é n o r m e s m o r c e a u x de cerveau. Puis il avoua à sa seconde femme que ses deux premiers enfants n'étaient pas de lui. C'est elle qui portait la culotte. La directrice voulait le quitter. mais naturellement bien davantage à droite q u ' à gauche. Peu de t e m p s après il épousa une directrice d'école. dont il eut trois enfants. Il s'exécuta. ces conflits se traduisirent sur le plan cérébral par un carcinome ulcératif coronaire et un carcinome b r o n c h i q u e avec foyers de H a m e r en position péri-insulaire et fronto-pariétale droite. par un carcinome ulcératif coronarien ou un carcinome péricardique et un carcinome bronchique.femme gauchère ou chez un h o m m e efféminé et gaucher. lui laissant le soin du ménage et des enfants. 151 . qui se trouve également en solution. de tels foyers de H a m e r passent. L'épouse de ce patient efféminé refusait toute relation sexuelle avec lui. On voulait en effet exorciser ces t u m e u r s diaboliques en taillant dans le vif. D e p u i s . Des mois d u r a n t la discorde p e r t u r b a le m é n a g e . Si l'on n ' a v a i t absolument rien fait et s'était contenté d'administrer au patient pendant un certain temps de la cortisone contre son œdème cérébral. Au bout de 4 mois le couple se réconcilia et quelques mois plus t a r d il fit des crises d'épilepsie et un infarctus du m y o c a r d e .

La patiente l'a résolu en adoptant un enfant. c'est-à-dire en phase pel. dirent brutalement qu'il lui était définitivement impossible d'avoir des enfants. 152 .. Ces deux clichés proviennent de deux patientes qui avaient toutes deux un cancer du col utérin : celle de gauche a 40 ans. opérations.Foyer de H a m e r au lobe temporal gauche dans la fosse moyenne du crâne chez une patiente à qui les médecins à la suite d'interminables m a n i p u l a tions. insufflations utérotubaires. Toutes deux ont leur foyer de Hamer en position péri-insulaire gauche. Les deux cas sont étudiés à fond au chapitre des carcinomes du col utérin. Le foyer de H a m e r prend le contraste. etc. le conflit est donc résolu. Tous deux sont en solution. celle de droite 34 ans.

C'est la coupe coronaire en écho de spin d'un patient hospitalisé en cardiologie au C H U de M u n i c h 3 semaines après le début de la conflictolyse. Le lobe frontal droit est soulevé et tourné vers la gauche. dans le sens contraire des aiguilles d'une m o n t r e . si bien que la ligne m é d i a n e est déplacée vers la gauche. Etat consécutif à la solution (temporaire) du conflit de perte de l'emploi (conflit de territoire). à la suite d'un infarctus du m y o c a r d e . Les flèches indiquent la zone i m p o r t a n t e d ' œ d é m a t i s a tion (teinte foncée).Gros œ d è m e dans la partie fronto-crâniale du lobe t e m p o r a l droit. 153 .

il r e t o u r n a à sa firme après l'opération. P a r m a l h e u r . en voie de régression. 154 . A l'époque de ce cliché. car l ' œ d è m e était déjà en voie de régression. et fit i m m é d i a t e m e n t une récidive. qui sont à vrai dire différents. il ne se serait plus passé grand chose. Le foyer de H a m e r n ' a pas explosé. Si le patient avait pu résoudre définitivement son conflit et si à ce stade on n'avait plus rien fait du t o u t . son dernier conflit — il s'agissait toujours de son territoire professionnel — était résolu et l ' œ d è m e périfocal était déjà. le ventricule latéral droit fortement comprimé.Ce foyer de H a m e r est la t r a d u c t i o n cérébrale d'un conflit de territoire correspondant sur le plan organique à un cancer ulcératif coronaire. que l'on opéra ! C o m m e le patient ne savait pas que son territoire professionnel était la raison de son conflit territorial et de l ' œ d è m e pris à tort pour une t u m e u r cérébrale. Le gros œ d è m e périfocal foncé refoule vers la gauche. On voit nettement les foyers de H a m e r . Ce cliché date d'avant l'opération. Il s'agissait plus précisément de 3 conflits de territoires à propos de la même affaire. au lieu de l'infarctus on remarqua le foyer de H a m e r au cerveau en position péri-insulaire droite. mais l'activité métabolique est encore accrue et il s'y mêle déjà du tissu glial. au-delà de la ligne médiane. selon toute a p p a r e n c e .

Gros foyer de H a m e r au cortex frontal droit à la suite d'un terrible D H S de conflit de peur. Gros œ d è m e perifocal de solution. 155 . Ce qui semble être un œ d è m e intrafocal est en réalité de la liqueur à l'intérieur d'un foyer de H a m e r m a i n t e n a n t kystique et consolidé par une t r a m e cicatricielle de tissu glial. Le foyer a explosé.

mais n'ont qu'un marquage marginal et. c o m m e on voit. 156 . un à gauche en bas au cervelet (cerclé) et un troisième. celui d'en haut (cerclé) au tronc cérébral.Trois foyers de H a m e r bien visibles. Les deux foyers de H a m e r cerclés n'ont pas explosé. dont il ne reste plus qu'un reliquat cicatriciel dans l'hémisphère cérébelleux droit. signe que l'œdème intrafocal est en régression. se ratatinent en esquissant une forme de stramoines.

On trouvera une étude plus détaillée de ce cas au chapitre sur le carcin o m e p a n c r é a t i q u e (endoderme). il a pris 6 kg de poids (vrai). âgé de 34 ans. avec gros foyer de H a m e r au t r o n c cérébral et œ d è m e périfocal récent. Mais il n'a pas résisté à une authentique récidive du conflit.Foyer de H a m e r entouré d'un œdème perifocal récent au tronc cérébral à la suite d'un carcinome sigmoïdien dans la phase postconflictolytique. avec carcinome pancréatique étendu et carcinome p a r e n c h y m a t e u x du foie. Le patient est venu à b o u t de cette complication. Patient. avait bon appétit et dormait bien. 157 . c'est-à-dire à la nouvelle solution accompagnée d'un œ d è m e autrement plus important au tronc cérébral.

Le côté gauche du tronc cérébral est œ d é m a t i s é .Foyer de Hamer en solution (flèche) : carcinome sigmoïdien. 158 . Il arrive souvent q u ' a u point culminant de l'extension œ d é m a t e u s e un anneau c o u r o n n e l'ensemble du tronc cérébral (couronne d ' œ d è m e ) .

tous deux en solution. 159 . de sorte qu'il y a chevauchement des œdèmes de guérison de deux foyers de H a m e r voisins. Ce cas est traité plus en détail au chapitre sur l'infarctus du ventricule droit (ectoderme). Le foyer de H a m e r dans la partie latérale gauche du cervelet prend le contraste et a un œ d è m e périfocal bien net (foncé). De ce fait nous voyons encore les parties occipitales sous-tentorielles du cerveau. Le cliché de droite est une coupe standard ordinaire du cervelet.Clichés avec produits de contraste d'une patiente atteinte d'un cancer m a m m a i r e droit et d'un cancer de la plèvre droite. Sur le cliché de droite la flèche indique le foyer de H a m e r du carcinome pleural. Le cliché de gauche est une coupe semi-coronaire postérieure. c'est-à-dire suivant un plan oblique allant du sommet de l'occiput vers le b a s . Mais l'œdème s'étend j u s q u ' a u milieu. il est donc bien plus important que ne l'est n o r m a l e m e n t un foyer de H a m e r à cet endroit. Cela s'explique par le fait que la patiente a aussi un « conflit pleural » en solution.

n o r m a l e m e n t . c o r r e s p o n d a n t à un conflit de dévalorisation. Le prélèvement effectué par technique stéréotaxique d'une parcelle de tissu à cet endroit a m o n t r é qu'il s'agissait d'un tissu glial. côté gauche.Ce cliché de scanner cérébral provient de la clinique universitaire de Fribourg-en-Brisgau. Mais les « p s e u d o . que les neuro-chirurgiens extirpent tout de suite « à cause de la pression exercée sur le centre m o t e u r et somato-sensitif ». La tache blanche cerclée à droite est la cicatrice à trame gliale d'un foyer de H a m e r au niveau de la moelle dans l'hémisphère cérébral droit. Or.m é n i n g i o m e s » p r é s u m é s en relation 160 . si l'on trouve de la névroglie. En effet. c o r r e s p o n d a n t à une ostéolyse de la 3' ou 4' vertèbre lombaire. on parle à tort de « sclérose en plaques ». les p h é n o m è n e s de déficience motrice et sensitive se m a n i festent à l'occasion de conflits centraux ayant leur impact dans l'aire corticale motrice ou somato-sensitive. D a n s un cas de ce genre. L o r s q u ' u n patient manifeste plus d'un symptôme de déficience neurologique motrice ou sensitive. dans la moelle du cerveau. Si l'on trouve effectivement dans cette région un foyer de H a m e r — comme sur n o t r e cliché à droite —. les symptômes regroupés sous le terme générique de sclérose en plaques sont tout autre chose que ceux provoqués par un foyer de H a m e r . on diagnostique immédiatement un m é n i n g i o m e . sans qu'il y ait tuméfaction (ce que la médecine traditionnelle appelle « tumeur cérébrale »). la médecine traditionnelle y voit un cas suspect de sclérose en plaques.

tels que celui qui figure sur notre cliché à droite. après la guérison. Vous trouverez plus de précisions et des exemples de cas au chapitre spécial sur la sclérose en p l a q u e s . En principe. et qui n'est pas à l'origine d'un processus expansif. qui sont vraisemblablement des foyers de H a m e r gliomateux de petits conflits de dévalorisation résolus. En effet. elle avait m ê m e raison. Lorsque la présidente de la Société allemande de la sclérose en plaques apprit que pour H a m e r il y avait un lien entre la sclérose en plaques et la Loi d'airain — et donc avec le cancer —. Voyons m a i n t e n a n t l'hémisphère gauche de notre cliché : nous y trouvons un œ d è m e de la moelle. D ' o ù l'idée erronée que les foyers gliomateux. elle dit : « Ce n'est pas possible. il semble que les foyers de H a m e r ne puissent se colorer en blanc sur le scanner que p e n d a n t la phase pcl et après. Le cancer du centre moteur. D ' u n certain point de vue. superficiel. Et c'est toujours la glie qui accroît aussi bien l'activité m é t a b o l i q u e que la densité tissulaire. A y regarder de plus près n o u s p o u v o n s distinguer dans la moelle à gauche un assez grand n o m b r e de petits points très foncés. p e n d a n t la phase active du conflit n o u s ne voyons pas de prise de contraste et de coloration du foyer de H a m e r . de la circonvolution précentrale — c'est justement cette déficience de la m o t r i cité. qui par la suite.avec les méninges renferment presque exclusivement du tissu glial. puisque nous ne t r o u v o n s pas de cancer chez nos patients atteints de la sclérose en plaques ! ». correspondant à un conflit de dévalorisation de soi ne concernant qu'un côté du corps. Seulement. 161 . ont quelque chose à voir avec la sclérose en p l a q u e s . il faut s'entendre sur ce que l'on appelle cancer. une atteinte de l'aire somato-sensitive peut entraîner l'apparition d'une polyfibromatose neurocutanée (nodules de Recklinghausen) avec prolifération cellulaire des gaines nerveuses. A la rigueur. A l'intérieur de cette moelle nous discernons de petits foyers de H a m e r . devraient devenir pareillement de petits foyers blancs. c'est-à-dire avec p r o lifération gliale. p r a t i q u e m e n t d'un seul t e n a n t .

On trouvera des renseignements plus détaillés au chapitre sur le conflit de la peur dans la n u q u e . 162 . Les deux foyers de H a m e r se trouvent en phase de guérison. gros foyer d'un conflit de peur dans la n u q u e . qui a p r o v o q u é un cancer b r o n c h i q u e . la flèche du milieu est pointée en direction de l'expansion d'un conflit de territoire étendu. Un conflit de dévalorisation résolu — de toute la moelle gauche — s'étire de l'occipital au frontal et transparaît aussi sous l ' œ d è m e du conflit de territoire. En bas à droite.Différence entre foyer de H a m e r explosé et foyer de H a m e r en expansion.

Au lobe frontal droit et gauche d'autres foyers de H a m e r traduisent une peur frontale.Sur cette coupe un peu plus profonde du scanner de la m ê m e patiente on découvre p o u r ainsi dire de nouvelles dimensions : entre le foyer de H a m e r responsable du cancer b r o n c h i q u e (2' flèche en h a u t à droite) et le foyer de H a m e r responsable du conflit de la peur dans la n u q u e (flèche en bas à droite) nous apercevons une aire sombre œdématisée avec un foyer de H a m e r signalé par une troisième flèche et c o r r e s p o n d a n t au conflit de contrariété territoriale avec cancer du foie. 163 .

ces deux foyers de H a m e r sont à présent environnés d'un large œ d è m e périfocal (phase pcl). En effet.Sur ce cliché nous voyons que le foyer de peur frontale à gauche et le foyer de peur dans la nuque en position occipitale à droite se sont prolongés j u s q u e dans le cortex. avant que n'intervienne la conflictolyse. Ce scanner nous m o n t r e aussi que la patiente a dû se trouver dans une constellation typiquement schizophrénique. 164 . que nous voyons m a i n t e n a n t pour les deux foyers de H a m e r .

c o r r e s p o n d a n t à un h y p e r n é p h r o n du rein gauche. permettent de se targuer de succès.Voilà à quoi ressemble au cerveau un cancer b r o n c h i q u e guéri depuis longtemps. Ces patients supportent généralement le p s e u d o traitement à la chimio. Celui-ci avait duré près de 9 mois et le foyer de H a m e r est en partie cicatrisé par une prolifération gliale. le patient avait fait un très grave conflit de territoire à p r o p o s de son emploi. n ' é p r o u v a i t pas la m o i n d r e diminution de r e n d e m e n t . ne se sentait pas le moins du m o n d e i n c o m m o d é . La flèche en bas à gauche vise une vieille cicatrice de foyer de H a m e r . P e n d a n t 23 ans il se sentit bien. à bon m a r c h é : mais ce ne sont que supercheries. Le patient avait failli se noyer. Si bien que d ' h a b i t u d e la plupart d'entre eux finissent q u a n d m ê m e par mourir. il y a bien des années de cela. et n ' a y a n t ni douleurs ni t r o u b l e s . qui n ' o n t plus de mitoses. Après quoi il eut la chance d'être initié à la Loi d'airain du cancer. si bien que la corne antérieure droite demeure c o m p r i m é e . on l'opéra. Ce genre de « cas a n o dins ». et bien que la formule sanguine fût excellente. parce qu'ils sont en b o n n e santé. il ne fut j a m a i s r a d i o g r a p h i é . Il continue naturellement de se porter aussi bien q u ' a u p a r a v a n t . 165 . Ils sont présentés alors c o m m e des « succès » de l ' e m p o i s o n n e m e n t stupide à la chimio. La flèche à droite en haut signale la vieille cicatrice du conflit de territoire. ce qui lui évita de c o m m e t t r e d'autres bêtises. et il en avait rêvé p e n d a n t plusieurs semaines. toute la machinerie fut mise en branle. La seule chose qui puisse tuer cette espèce de patients c'est la p a n i q u e . terrorisés. Le patient avait beau protester et assurer qu'il se trouvait en parfaite santé. qui depuis longtemps ont cessé d'être des cancers. Lorsque la vieille atelectasie fut découverte par hasard au lobe supérieur du p o u m o n droit. rien n'y fit. 23 ans avant ces clichés.

ils présentent aussi aux m ê m e s endroits du cerveau le même foyer de H a m e r que les h o m m e s dans les m ê m e s circonstances. C'est-à-dire que la teneur du conflit et l'évolution du conflit concordent également dans l'ensemble avec celles que l'on observe chez l ' h o m m e . et le cancer organique se manifeste au même endroit du corps. La seule conclusion que Ton puisse en tirer c'est que : L ' a n i m a l (mammifère) a une âme c o m m e l ' h o m m e ! 166 . P o u r plus de détails se r a p p o r t e r au chapitre sur le cancer des animaux.Foyer de H a m e r avec œ d è m e périfocal dans le cortex cérébral. Les m a m m i fères subissent en principe la plupart des conflits biologiques exactement comme les êtres h u m a i n s .

ces « tumeurs cérébrales » ne sont que des foyers de H a m e r . par exemple à la suite de ruptures du tissu 167 . Si je me suis étendu sur ce cas c'est pour vous faire comprendre p o u r q u o i jusqu'ici des diagnostics erronés ont fait prendre d'inoffensifs foyers de H a m e r pour des « tumeurs cérébrales ». Lorsque le patient. celui de droite date du 5 décembre 83. quoi de plus tentant que d'établir un rapport entre ces deux observations spectaculaires ? En fait. qui entraîna temporairement une paralysie partielle du bras gauche et de la j a m b e gauche. Dans l'enthousiasme de la découverte. Le cliché de gauche est du 22 septembre 8 3 . Et une fois que la phase de guérison est achevée. fit encore un « choc rouge ». Il avait un foyer de H a m e r impressionnant dans la région péri-insulaire de l'hémisphère droit. Et il semble qu'il continue de croître au cours des mois suivants. Le grand foyer de H a m e r (flèche en bas) est responsable d'un cancer ulcératif de l'estomac. La masse gliale n'y a été « coulée » qu'au titre d'isolant supplémentaire. si bien q u ' à chaque fois le verdict des radiologues était impitoyable : pour eux il était « absolument évident » que la tumeur cérébrale n'arrêtait pas de progresser. En effet. il reste souvent. n'est pas sensiblement perturbée. certes.Ce patient de 54 ans m ' a donné bien du fil à retordre. avec lesquelles le patient peut vivre sans difficultés. des séquelles. il fut complètement démoralisé ! — Et pourtant. Pendant cet intervalle. Le patient avait indubitablement un cancer bronchique au lobe moyen du p o u m o n droit. le foyer de H a m e r responsable du cancer bronchique se trouvait ailleurs : c'était le petit foyer de H a m e r plus proche de la région frontale (flèche en h a u t ) . à l'intérieur de ces figures arrondies. par la suite. il semble à première vue que le foyer de H a m e r en position péri-insulaire ait grandi. Ce fut l'un des premiers cas où il me fut donné de comparer les radios et les scanners cérébraux. et plus tard des cicatrices gliales. la structure proprement dite des cellules cérébrales dans leurs relations entre elles. qui ont l'air si méchantes et dramatiques. dans le cadre de l'étude pilote réalisée entre le 18 août et le 7 décembre 1983.

qui en avait seulement eu. c'est-à-dire que les alvéoles pulmonaires se vident d'air et se rétractent. Sur les clichés suivants des p o u m o n s (scanner en b a s . Une prolifération cellulaire qui n ' a plus de division cellulaire active. lorsqu'une aire pulmonaire à la périphérie d'une ramification bronchique s'atélectasie. Il est plus clair et net de donner la définition selon laquelle. les séquelles fonctionnelles sont en général é t o n n e m m e n t minimes. après la conflictolyse il n'y a plus de mitose. qui se produisent à l'occasion en cours de guérison. comme il est dit dans les résultats cliniques. c'est-à-dire un carcinome intrabronchique du lobe moyen droit. ce q u ' a u c u n des professeurs ne pouvait s'expliquer d'après la doctrine traditionnelle. radio des p o u m o n s à la page suivante) nous v o y o n s . Toutefois. Alors que la dimension de ce carcinome i n t r a b r o n c h i q u e doublait à peu près toutes les 4 semaines. Strictement parlant. à un moment donné. excédant le renouvellement n o r m a l des cellules. par exemple.provoquées par la pression de l'œdème intrafocal. il n'y a plus de mitose accrue ! J u s q u ' i c i . 168 . le jury médical international réuni le 6 décembre 1983 à Gyhum en Basse-Saxe dut attester qu'il n'avait pas progressé à partir de la conflictolyse. le cancer se définissait ainsi : croissance cellulaire incontrôlée et prolifération cellulaire active. mais en dépit de ces lésions anatomiques. un carcinome bronchique périphérique. il convient de bien s'entendre l o r s q u ' o n parle de prolifération et de non-prolifération. Il est évident que les dégâts causés en matière d'isolement sont largement fonction de la durée et de l'intensité du conflit. c'est-à-dire de division cellulaire. Ainsi. l'observateur inexpérimenté risque de p r e n d r e pour une croissance de la tumeur ce qui en réalité n'est q u ' u n e atélectasie et peut tenir à ce que la muqueuse intérieure de la b r o n c h e se tuméfie comme signe de guérison.

« Et si soudain cela se remet à proliférer ? » demandent-ils invariablement. aucun représentant de la médecine traditionnelle ne veut le savoir. cela voudrait dire que depuis des décennies nous n ' a v o n s fait que des bêtises ! » 169 . m ê m e selon la définition donnée par la médecine traditionnelle.n'est plus du cancer à p r o p r e m e n t parler. P o u r t a n t . A quoi b o n se disputer au sujet de définitions avec des gens qui de toute manière ne veulent pas p r e n d r e connaissance de la Loi d'airain du cancer ? Comme disait le professeur Stender : « H a m e r .

.

Au cours de cette phase. il arrivait aussi à remuer le bras gauche. Mais en réalité. Au point que le ventricule latéral droit a été refoulé vers la gauche au-delà de la ligne médiane.Ce cliché du m ê m e patient date du 25 février 84. Il pouvait encore marcher. Le cliché suivant vous permettra de reconnaître les relations de cause à effet. 171 . de manière à empêcher une compression exagérée du tissu cérébral et à éviter un « choc rouge ». la « tumeur » a augmenté prodigieusement. le patient fit une paralysie motrice partielle de la main gauche et de la j a m b e gauche. qui résulte de la pénétration de l'œdème dans le cortex. Pour la médecine traditionnelle. et plus précisément dans le cortex moteur pré-rolandique. il s'agit d'une phase de guérison avec un œ d è m e m a x i m u m . mais ce n'était plus comme avant. Pour maîtriser un symptôme de guérison aussi excessif il convient de « contrebraquer » avec de la cortisone.

Il en va de même des « complications de la guérison » au cours de la phase pcl. une détérioration passagère. sont d'ordre sensitif. M ê m e s'il se réveillait. à ce stade de guérison.r o l a n d i q u e . d'innombrables patients sont m o r t s . au lieu d'être motrices.2. L'équipe de chirurgiens répondrait sans doute que l'opération et l'anesthésie ne constituaient q u ' u n e aggravation. Si l'impact de l'œdème se situe légèrement en arrière. qui date également du 25. montre l'œdématisation du cortex du côté droit. dans la circonvolution post-centrale. le patient aurait p r o b a b l e m e n t recouvré entièrement la santé. ils n'auraient j a m a i s dû mourir ! 172 . pas seulement en a p p a r e n c e . Mais pour ce patient. et c'est ce qui s'est p r o d u i t aussi p o u r ce patient. mais cliniquement. ou « choc rouge ». sauf que les déficiences. alors que si dans un grand élan de solidarité nous avions tous unis sincèrement nos efforts. On dirait alors : « Vous voyez bien que c'est vous qui l'avez tué ». J'eus b e a u lui dire que sa paralysie faisait partie de la guérison. A l'avenir. d ' u n point de vue « objectif » son état empira vraiment. ou pré-rolandique. il en résulte souvent une attaque. Du fait que la Loi d'airain du cancer a été soumise à un boycottage total. en direction occipitale. ce fut à l'époque une expérience terrible. un « choc rouge ». et que si on leur avait permis de terminer l'opération. c'est-à-dire l'aire motrice. j ' e s p è r e que les patients ne seront plus pris de panique si d'aventure ils font. c'est-à-dire dans le cortex somato-sensitif.84. au cours de cette phase. le patient serait mort en quelques minutes. C'est à peu près comme si une équipe de chirurgiens en train d'opérer dans la cavité a b d o minale se voyait interdire de poursuivre l'intervention chirurgicale. nous avons affaire au m ê m e type d ' a t t a q u e . Lorsque cette œ d é m a t i s a t i o n affecte la circonvolution précentrale.Ce cliché. ou p o s t .

qui est r e s p o n s a b l e du cancer b r o n c h i q u e . On r e c o n n a î t m a i n t e nant très n e t t e m e n t le foyer de H a m e r en p o s i t i o n fronto-pariétale (flèche supérieure).Ce cliché a été réalisé 2 mois après les deux derniers et il m o n t r e p o u r la première fois une certaine c o n s o l i d a t i o n de la guérison. les ventricules latéraux sont e n v o i e de retour à la position m o y e n n e . c'est-à-dire que l ' œ d è m e a dépassé son point d ' e x p a n s i o n m a x i m u m . 173 .

car l'œdème de guérison était nettement en régression ! Au cours de cette phase. L'œdème est en nette régression. le patient fit une grave récidive de son conflit. Il ne faudra plus attendre bien longtemps pour que les ventricules aient rejoint leur position médiane. mais ne put survivre au double œdème de guérison qui s'ensuivit. qui prend le contraste. Il parvient à résoudre son conflit. en l'empêchant de dormir. en juin 84. On trouvera plus de détails sur ce cas au chapitre sur le cancer bronchique (ectoderme). 174 . qui l'occupa plusieurs semaines durant. Ce cliché autorisait les meilleurs espoirs. Le blanc du foyer inférieur. de tissu conjonctif. est dû à l'emmagasinage de névroglie.Encore 2 mois plus tard.

l'ourlet foncé de l'œdème. c'est le relais au tronc cérébral d'un conflit central de peur viscérale de la mort. c'est-à-dire de l'aire du foyer de Hamer correspondant au vieux conflit de territoire du nid. 175 . Le cliché date du mois d'août 1983. Le second foyer de Hamer est au centre et signalé par deux flèches ténues. le conflit de la femme qui fait un cancer du sein gauche (si elle est droitière !). Il s'agit du « foyer de Hamer primitif » du conflit de territoire. vous voyez deux foyers de Hamer : l'un au cervelet. en bordure de l'anneau extérieur du foyer de conflit central. en position latérale droite. On discerne nettement à gauche.Sur ce cliché du même patient que précédemment. signe de la guérison qui s'amorce au début de la phase pcl.

C'est un scanner typique de leucémique. On notera la coloration très foncée de la moelle et la forte compression des ventricules latéraux. ce petit garçon n'a pas seulement fait un conflit de dévalorisation de soi généralisée (c'est la réaction normale chez les enfants de cet âge). qui est nettement plus importante par comparaison avec celle de droite. Ainsi donc. Sur le cliché de gauche la flèche est dirigée vers l'aire cérébrale correspondant au testicule gauche.Scanner cérébral d'un garçon de 7 ans effectué à la clinique pour enfants d'un CHU du Sud de l'Allemagne. 176 . mais le grossissement de l'aire cérébrale responsable de la région testiculaire fait penser à un « conflit de perte ». La maman du petit garçon l'a interrogé à ce sujet : il lui a dit qu'il avait constamment une « douleur de pincement au testicule » gauche.

Au mois d'août 86 on constata une dépression de toute la moelle osseuse. Lors d'un contrôle. il y a eu quelque chose de changé chez le petit garçon. Cela pourrait signifier que nous venons de dépasser l'apogée de l'œdématisation. nous sommes amenés à constater chez les « enfants » qu'ils ne sont pas « neutres ». un conflit de perte. Les cornes antérieures du ventricule latéral sont un peu plus dilatées. un conflit de dévalorisation de soi. à l'occasion de la messe anniversaire pour l'oncle. un conflit de territoire. Profondément consterné. A chaque fois. Tous les DHS sont intervenus simultanément. le cerveau est apparu moins foncé (œdématisé). Depuis lors il avait fallu lui faire à plusieurs reprises des transfusions sanguines. au même instant. 3. affirme la mère. Mais il y a trois choses que nous voyons distinctement : 1. une violente crise d'asthme emporta d'un seul coup un proche parent du petit garçon : cet oncle âgé de 40 ans. Sa mère pense que la solution du conflit est intervenue seulement en février 87. Ce garçon est un « petit homme » qui a subi un conflit de perte lorsque son meilleur camarade a quitté son territoire. il était inconsolable des semaines et des mois durant. 177 . Il est maintenant capable de parler de cet oncle qu'il aimait tant.Conflit-DHS : au mois de février 86. Depuis lors. rapporte sa mère. Sur le cliché au bas de la page 176 nous discernons une tuméfaction supplémentaire au niveau du lobe temporal droit : le petit garçon a fait un triple conflit : 1. Il faut avoir l'habitude et une bonne loupe pour le discerner. était « tout ce qu'il avait de plus cher ». le 17 juillet 87. ce qu'il n'avait jamais pu faire auparavant. La différence n'est toutefois pas considérable. A ce conflit de territoire est venu s'ajouter le fait qu'il se dépréciait à ses propres yeux. Le scanner cérébral a été réalisé environ 10 jours après la conflictolyse. 2.

des petits enfants à la tête chauve. tout était de nouveau rentré dans l'ordre. De tout cela il n'y a qu'une seule conclusion à tirer : l'enfant avait une peur panique. les ponctions de la moelle osseuse. Nous voyons maintenant des foyers de peur frontale en solution. Bien des médecins s'imaginent que les petits patients ne se rendent pas bien compte. les hurlements des enfants torturés. l'enfant avait toujours les yeux collés au livre et n'aimait pas lire. de l'hôpital. tant que le conflit était encore actif. 3. parce qu'ils ne peuvent pas mesurer l'ampleur du danger. Par rapport au dernier cliché. Si dans le langage obscur de nos scanners vous cherchez une lueur d'espoir et de confiance. Ils confirmèrent qu'en effet. et que d'ailleurs il ne tient pas du tout à remarquer. les deux cortex visuels ont maintenant des œdèmes. dérange et perturbe. le conflit est résolu. regardez bien ce cliché. Je demandai aux parents si à un moment donné l'enfant voyait mal. occipitale et frontale.2. Depuis que l'enfant ne vient plus à l'hôpital que pour des transfusions occasionnelles — son père lui promettant qu'il sera de retour dans la soirée et pourra dormir dans son lit à la maison —. le climat de fatalité. L'ambiance affreuse. la peur est dissipée. 178 . que l'enfant devine à la mine des parents. en saisir la portée. parce que cela gêne. les pronostics pessimistes. Nous en déduisons après-coup que le petit garçon a dû avoir un terrible conflit de peur dans la nuque et que cette peur est maintenant en solution. et surtout ils sont davantage effarouchés qu'un adulte. Dans le psychisme et le cerveau il se passe des choses effrayantes qu'aucun médecin ne remarque. Depuis 2 mois environ. il y avait de ça pas mal de temps. La maîtresse et les parents avaient mis ça sur le compte de la paresse. les tourments qu'il fallait y endurer. surtout les traitements en hospitalisation. foyers que nous ne pouvions pas voir auparavant. Ils se rendent mieux compte que l'on pense.

dont elle s'est bien remise. 179 . à propos d'un autre grave problème elle fit encore un conflit de peur dans la nuque à droite. Elle comprit que le diagnostic était évidemment absurde et ne se vérifierait que si elle cédait à la panique. à droite. Elle eut la chance de découvrir à ce moment la Loi d'airain du cancer. Ces deux atélectasies des poumons proviennent de deux carcinomes bronchiques distincts. D'autre part. Elle parvint ainsi à se dépaniquer et les taches rondes au poumon demeurèrent stationnaires.Ces clichés sont ceux d'une patiente qui avait toute une série de conflits et toute une série de foyers de Hamer. qui avaient chacun « leur » foyer de Hamer dans la région frontopariétale du cerveau. d'affres de la mort. avec taches rondes au poumon. elle fit un conflit paracentral de peur. Lorsqu'on lui fit part du diagnostic : cancer bronchique inopérable avec « métastases cérébrales ».

Ci-dessus scanner du poumon. 180 . On voit nettement que les atélectasies sont en connexion avec le hile du poumon.

Se détachant sur le scanner du poumon une petite tache ronde (adénocarcinome des alvéoles. Ces taches rondes sont courantes lors de conflits de peur de la mort. 181 . en même temps. l'autre aspect étant la peur viscérale. correspondant à l'aspect conscient du conflit. Mais chez l'homme il y a pratiquement toujours. un foyer de peur au cortex. d'origine endodermale). Le foyer de Hamer correspondant se trouve toujours au tronc cérébral (pont/bulbe).

Les choses n'ont pas sensiblement changé depuis lors. Pour la médecine traditionnelle. A plus forte raison ils ne s'intéressent pas à l'évolution des foyers de Hamer. tout ça ce sont des tumeurs cérébrales. car il est entouré d'un large œdème en forme d'anneau. ou. Ils n'ont pas d'opinion sur la question (« c'est tout des métastases »). tout comme on extirpait (exorcisait) jadis le diable de l'hérétique par le fer et le feu. quelle cohérence. quelle logique fascinante que cette corrélation que nous constatons au triple niveau psycho-cérébroorganique ! 182 . ce sont naturellement des métastases cérébrales. Les tenants de cette médecine ne s'embarrassent pas de savoir si ce sont des œdèmes ou pas des œdèmes. tailler aussi loin que possible dans le vif ». « Il faut tout extirper.Ce conflit paracentral conscient est bien visible sur le scanner cérébral ci-dessus. Le foyer de Hamer est nettement en solution. A la page suivante (183) nous découvrons que ce conflit paracentral a « percé » jusqu'au nœud caudé du diencéphale. Ce cliché a été effectué après la solution du conflit. si l'on a déjà un cancer. Et pourtant.

qui est responsable du carcinome ulcératif coronaire et du carcinome péricardique. les trois grosses flèches en bas signalent un conflit de peur dans la nuque en bas à droite. un vieux foyer qui était responsable des deux carcinomes bronchiques. partant du lobe frontal gauche vise le noyau caudé droit. Ce qui indique que le foyer de Hamer empiétait sur la région péri-insulaire moyenne. et pendant la phase de guérison avait fait à chaque fois un épanchement péricardique. qui a provoqué un affaiblissement de l'intensité lumineuse de la fovea centrale gauche. Enfin. A noter d'ailleurs que pendant des deux conflits la patiente avait souffert — ce qui est normal — de dépression et d'arythmie cardiaque. Le conflit est lui aussi en solution.La flèche supérieure à droite vise une aire cicatrisée. 183 . nous indique l'endroit où le conflit paracentral a eu son impact. La flèche ténue qui.

on dirait qu'il s'agit plutôt d'un œdème périfocal normal du conflit paracentral. les vieux souvenirs terrifiants renaissent ? Je ne puis pas dire avec certitude ce que c'est exactement. (Carcinome bronchique et carcinome ulcératif coronaire). Mais il se peut aussi que les vieux foyers de Hamer aient de nouveau « co-réagi » à leur cime corticale.Conflit paracentral dans un vieux tissu cicatriciel du cortex avec œdème périfocal. qui a provoqué chez le patient lui-même un grave conflit paracentral de peur de la mort. les deux conflits antérieurs impliquaient un conflit de peur par identification avec un membre de la famille. En effet. A en juger par l'autre cliché. 184 . Quoi de plus naturel à ce que face à un « diagnostic » de mort. la peur que ce parent meure.

185 . en découvrant que son mari avait dilapidé une grosse somme d'argent avec des copines. Les foyers de Hamer prennent le produit de contraste. et tous deux paraissent déchirés et exploses à l'intérieur. ils sont largement pourvus d'œdème intrafocal. semi-génital. Le conflit est donc résolu. à savoir le côté pécuniaire. de sorte qu'il lui manquait de l'argent pour ouvrir un salon de coiffure. la patiente fit de surcroît lors du DHS un cancer du foie (contrariété territoriale à propos d'argent). Conformément au « revers de la médaille ».Deux foyers de Hamer se confondant chez une patiente atteinte d'un carcinome ovarien bilatéral. La patiente avait fait un conflit « moche ». La flèche signale le « conflit du foie » correspondant (cancer des voies biliaires).

où l'on peut discerner les différents points d'impact. lui qui avait un grand magasin d'alimentation. le patient fit une attaque (v. Celui-ci s'amena à l'improviste. L'homme fit un DHS. un cancer ulcératif de l'estomac et des ostéolyses : le pauvre homme était littéralement brisé. Au cours de la phase de guérison. après le travail. le patient chercha à vendre toute sa viande dans des sachets de plastique sous vide. pages 187 et 188). Le pauvre homme pensait avoir perdu d'un seul coup l'ensemble de son territoire lorsqu'un boucher voisin le dénonça. et lui envoya un vétérinaire du service d'hygiène. fut complètement effondré. un cancer ulcératif coronaire. Par malchance.Ce cliché d'un patient de 63 ans pourrait s'intituler un « conflit de territoire total ». le vétérinaire ordonna la fermeture immédiate de l'étal de boucherie-charcuterie. Le conflit resta longtemps actif du fait que pour sauver la face et cacher l'affaire. Sur le plan organique il fit simultanément un cancer bronchique. le petit chat du patient voyant que l'on pénétrait dans la chambre froide. et en voyant le travail de décennies réduit à néant. pour inspecter sa chambre froide. Conformément à l'échelle psychique des divers types. crut qu'on allait lui donner à manger et accourut allègrement. N'attendant que cette occasion. teneurs et colorations de conflits de territoire. 186 . nous voyons au lobe temporal droit une aire d'impacts absolument gigantesque.

c'est-à-dire l'ensemble de leur territoire. Ce qui à l'époque me semblait être une « grosse attaque d'apoplexie ». 187 . était en réalité un « conflit de territoire total ».Sur le cliché ci-dessus on voit sur une seule coupe de scanner cérébral toute la palette des conflits de territoire. lorsqu'on leur prend vraiment tout ce qu'ils possèdent. ou plus précisément de leurs foyers de Hamer. comme il ne s'en produit que chez les hommes à la sensibilité très intense et très masculine.

de la panique iatrogène déclenchée par le « pronostic nul » formulé par les « médecins » : encore que ce titre ne convienne pas du tout. En effet. bien que l'affaire paraisse gigantesque. ce qui montre que l'œdème était déjà en régression. mais il n'a pas succombé à ce foyer de Hamer. nous constatons une marginalisation en direction de la ligne médiane.Sur ce cliché du même patient. d'une peur panique de la mort. mais de l'affolement. avec le gros œdème dans la région périinsulaire droite. 188 . avec taches rondes aux poumons. En effet. c'est un pur euphémisme. lorsqu'on lui a dit : « Il n'y a plus aucune chance ! » La grande majorité des patients dans nos hôpitaux ne meurent pas de leur cancer. le foyer de Hamer correspondant au carcinome bronchique (flèche à droite en haut) est particulièrement bien circonscrit. il aurait pu s'en tirer. Le patient est mort d'une panique iatrogène. Le patient est mort.

Carcinome bronchique du même patient. la tumeur n'a plus progressé. 189 . Après la conflictolyse. en février 83. 2 semaines avant la conflictolyse. ce qui est d'ailleurs conforme à la Loi d'airain du cancer.

Il m'a été donné toutefois (cf. Sur le plan psychique il s'agit généralement de conflits de peur dramatiques. ce cancer du col de l'utérus serait passé inaperçu et la pauvre femme n'aurait pas eu tous ces ennuis de santé. Lorsque les médecins lui annoncèrent la « récidive d'une tumeur cérébrale » et qu'elle n'avait plus aucune chance de s'en sortir (il faut le faire !). Conflit central chez une jeune fille choquée par le diagnostic erroné : « récidive d'une tumeur cérébrale » à la suite de l'excision d'un foyer de Hamer au lobe temporal gauche. du fait de cette opération absurde et totalement superflue. le conflit central provoque souvent la paralysie des extrémités en affectant le cortex moteur dans la circonvolution précentrale. Conformément à son caractère. Si l'on n'avait pas découvert par hasard la trace cérébrale de ce conflit. On trouvera une relation plus détaillée au chapitre sur les conflits sexuels. 190 . elle ne pouvait avoir d'enfant. assortis d'une dévalorisation de soi en profondeur et dont l'impact peut se suivre souvent à la trace jusqu'au diencéphale. Le conflit central se reconnaît au fait que sous son impact le cerveau tout entier a l'air de se figer « en anneaux ». mais la régression est fonction de celle de l'œdème cérébral.Foyer de Hamer et conflit central Le conflit central et paracentral est sans doute la forme la plus grave du conflit biologique. Le conflit sexuel fut résolu lorsque le couple adopta un enfant. elle fit un conflit central. Cette femme eut toutefois la chance que son mari intelligent comprit la Loi d'airain du cancer et sut la tranquilliser. chapitre sur le conflit central) d'en suivre l'évolution au cours de la phase postconflictolytique. ainsi qu'au chapitre sur les conflits centraux. Ces paralysies peuvent guérir. Alors qu'à présent. il y a de nouveau cicatrisation et angoisse. On découvre alors que ce type de foyer de Hamer guérit en principe tout comme les autres en formant des œdèmes. c'està-dire une altération artificielle due à l'appareil. La médecine traditionnelle n'y a vu qu'un artefact. à savoir un foyer de Hamer inoffensif au lobe temporal gauche. On dirait que les cercles décrits par l'impact d'une pierre jetée dans l'eau se congèlent. La patiente avait fait un conflit sexuel lorsque les gynécologues mirent fin aux manipulations interminables de l'utérus en constatant que l'appareil génital n'étant pas en état de fonctionner. mais qui put être maîtrisée grâce à la cortisone. cette patiente a fini par reprendre le dessus. Après une phase de guérison laborieuse.

et elle-même était plutôt masculine.Conflit central d'une jeune femme de 26 ans. Le scanner cérébral a été réalisé 2 jours après la conflictolyse. elle sentait l'épée de Damoclès suspendue au-dessus de sa tête. qui étaient opposés à cette liaison et s'employaient à faire expulser ce Libanais. Le conflit ne fut définitivement résolu qu'au moyen d'une longue conversation en présence des parents. Depuis lors. Il y avait eu en 1982 une violente altercation avec les parents. Nous parlons d'un conflit central en suspens. Les médecins avaient diagnostiqué une sclérose en plaques. il y avait encore une parésie partielle du pied gauche. qui a duré 4 ans. La jeune femme vivait avec un ami libanais très sensible. On lira le cas complet au chapitre sur la sclérose en plaques. qui cédèrent définitivement : la sclérose en plaques disparut. ou d'un « conflit en balance » (Ceb). On voit l'amorce d'œdématisation des anneaux. 191 . A l'époque de l'anamnèse et de la solution du conflit.

qui est peut-être le vestige d'un vieux conflit central. Nous voyons à gauche un demi-cercle de foyers de Hamer. Ils indiquent l'endroit où un foyer de Hamer a été actif et a récupéré sa capacité fonctionnelle grâce à l'inclusion de tissu glial. 192 . qui en fait sont de nature tout à fait anodine.Sur ce cliché nous apercevons toute une série de foyers de Hamer blancs. On trouvera plus de détails au chapitre sur les psychoses. Il se pourrait que les autres foyers de Hamer aient été situés sur les anneaux extérieurs de la cible.

qui fut alors extirpé. Mais à l'époque où a été réalisé ce scanner. Tous les conflits sont en solution. correspondant à un cancer de la vessie ou du rectum. à gauche (7) indique un foyer de Hamer œdématisé correspondant à un hypernéphron du rein gauche. Quant aux autres foyers de Hamer. e 193 . désigne en même temps le centre d'un autre foyer de Hamer. En position symétrique à celui du côté gauche. dont le plus extérieur est indiqué par les trois flèches supérieures (3-5). Mais ce n'est pas tout. Celle du milieu. Enfin. et surtout pas le problème essentiel de ce patient. qui est typique d'un cancer du larynx (6). le patient se trouvait en constellation schizophrénique. tandis que la plus à droite des 3 flèches (5) marque le foyer de Hamer d'un conflit de territoire. il était déjà en solution. qui a son point d'impact dans le thalamus gauche. dont vous pourrez lire l'histoire au chapitre sur les psychoses. la 4 en position frontale droite. Le conflit le plus lourd de conséquences est certainement le conflit central (2). la corne antérieure gauche est comprimée par un foyer de Hamer. correspondant à une peur frontale. en position frontale droite. comme en témoignent les anneaux œdématisés. la flèche la plus basse. on n'en a vu qu'un. avant ce scanner. celui dont l'œdématisation fait une tache foncée au lobe temporal gauche et que l'on a pris pour une « métastase rénale ». En effet.Foyer de Hamer avec œdème périfocal récent au lobe temporal gauche (1). La flèche 8 fait d'ailleurs partie du territoire sexuel féminin des foyers de Hamer 1 et 6 et forme le pendant d'un carcinome péricardique du côté droit.

vu qu'ils ne deviennent compréhensibles qu'une fois que l'on a compris la Loi d'airain du cancer. Il est également très instructif d'étudier sur ce scanner le conflit paracentral. et le transpercent souvent jusqu'au tronc cérébral. c'est que vous appreniez à reconnaître les foyers de Hamer non pas seulement à la coloration due à la prise de contraste. dont le centre a son point d'impact exactement dans le thalamus gauche. mais aussi aux refoulements provoqués par la compression exercée à l'intérieur du tissu cérébral. Enfin.Ce qui importe. mais aussi un élément de comparaison très sûr. Les ventricules latéraux ne constituent pas seulement une indication optique idéale (impression. 194 . l'œdème périfocal et le processus expansif d'un foyer de Hamer nous permettent même de déduire le stade du conflit (phase pcl). au cerveau. à mon avis. est toujours le signe certain de la présence d'un foyer de Hamer. du fait qu'ils traversent littéralement tout le cerveau. l'asymétrie latérale qui. Ces conflits centraux et paracentraux sont les plus terribles de tous les conflits. compression). Ce cliché met aussi bien en évidence la raison pour laquelle la médecine traditionnelle est désemparée devant de tels foyers de Hamer.

C'est ce que nous appelons une « constellation mi-schizophrénique ». voire même « un peu fous ». éventuellement sous forme de « conflit en balance ». mais ils n'ont pas la réputation d'être schizophréniques. les foyers de Hamer correspondant aux conflits sont situés tous les deux du côté droit. Certes. nous sommes en présence d'une « constellation schizophrénique ». on prend l'habitude de les qualifier tout simplement de « psy »chopates. mais qu'en raison du conflit de peur supplémentaire en position frontale droite l'hémisphère droit est de nouveau modifié dans son rythme. 195 .Conflit central. et. Sans faire dans la dentelle. Etant donné que par suite du conflit paracentral les deux hémisphères ont des rythmes égaux. aucun des deux n'ayant toutefois un rythme normal. On trouvera plus de détails sur ce cas au chapitre consacré aux psychoses. la condition requise pour qu'il y ait une « constellation schizophrénique » s'énonce ainsi : si les deux hémisphères ont des rythmes différents. plus précisément conflit paracentral droit. sinon normaux. Mais dans la pratique. une « constellation schizophrénique ». comme c'est le cas ici. moins net. à proprement parler. passent des années durant pour être un peu excentriques et insolites. et à ce point de vue il ne s'agit pas de constellation schizophrénique. nous avons donc. Or. Mais le conflit central empiète sur le côté gauche et modifie le rythme de base des deux hémisphères. les gens qui ont une telle constellation. conflit de peur en position frontale droite.

n'est pas revenu. Le reste du conflit n'est pas difficile à imaginer ! 196 .Gros foyer de Hamer chez une patiente atteinte d'un carcinome kystique cervico-branchial gauche.. il s'agit pratiquement d'un conflit paracentral droit... le temps de chercher rapidement des « cigarettes » et. Le foyer de Hamer est situé à la base du lobe temporal droit. qui est en solution. Ce conflit paracentral était en fait un profond « conflit de bouche » (« cigarette »).. le cauchemar de toute épouse : son mari était sorti juste un instant.

Le cas est traité exhaustivement au chapitre sur la sclérose en plaques. à demi en solution (conflit central en balance). l'enfant parvint à remuer de nouveau les deux bras. L'enfant a les mains chaudes. à l'instant où elle avait été vaccinée contre la variole entre les omoplates en position paravertébrale. car on manipulait tout le temps au même endroit. mange bien et se sent tout à fait bien. (Cf ci-dessous le scanner.Petite fille atteinte d'un conflit central. coupe des segments apicaux). 197 . Les médecins présumèrent à tort une tumeur dans le canal vertébral. le cancer ne prolifère plus. elle arrive à remuer presque normalement les jambes. Elle sait que toute l'affaire guérira d'autant plus vite que l'on manipulera moins l'enfant. La mère n ' a plus de panique. Peu à peu. L'enfant avait fait un virulent DHS. c'est-à-dire une tétraplégie incomplète. la mère comprit la Loi d'airain du cancer et sur mon conseil ne fit rien ! Aujourd'hui. Les médecins découvrirent alors les taches rondes au poumon. Peu après l'enfant était paralysé aux quatre extrémités. De ce fait le conflit fut maintenu constamment en activité. l'enfant se porte bien. Par bonheur. A la stupéfaction des médecins.

elle a été tout au plus temporaire. Le patient n'est pas seulement affligé de migraines perpétuelles. Depuis lors. et c'est de cette époque que datent les migraines qui lui empoisonnent l'existence. ce qui expliquerait ce « conflit de liquide ». fait un conflit paracentral « en balance ». il perdit 14 kg. dont l'impact est cortical. il n'est pas encore résolu. qui provoqua la « constellation schizophrénique » et dont le conflit est toujours actif. c'està-dire depuis son appel sous les drapeaux pendant la guerre d'Algérie.Scanner cérébral d'un homme de 49 ans qui. Le DHS date en effet de sa mobilisation. depuis près de 30 ans. Il semble que ce patient fasse de surcroît un carcinome de la muqueuse vésicale (flèches supérieures bilatérales). à gauche. mais est « en suspens » depuis une trentaine d'années. S'il y a eu solution à un moment donné. Le tout aurait été déclenché à l'occasion d'un test urinaire. fit des crises de spasmes sur la voie motrice. Sa démobilisation n'y a rien fait. a atteint le centre-relais du rein gauche . Ce conflit paracentral. mais il est psychiquement changé depuis près de 30 ans. l'événement le plus catastrophique de sa vie : pris de tremblements incoercibles. il a toujours fait de l'hypertension. d'où le fait que le foyer prenne le contraste. 198 .

Les anneaux périphériques du conflit central ont déjà des œdèmes. Il est certain que nombre de foyers de Hamer ont une forme sphérique. La coupe ci-dessus est donc crânio-caudale. a vu venir le danger. a été coupé de manière telle que l'on puisse bien saisir ses anneaux (figuration en forme de cible). mais dans leur grande majorité ils ont sans doute la forme de troncs d'arbres et aussi d'anneaux. 199 . Mais si on le coupe dans le sens vertical. dans le sens horizontal. On peut se demander même si tous les foyers de Hamer ne correspondent pas à des conflits centraux ou paracentraux : le tout serait de choisir la coupe idoine. La question qui se pose à la vue de ce cliché c'est qu'à condition de choisir la coupe qui convient. on obtient des planches. on peut compter les couches concentriques et reconnaître ainsi son âge. mais celle-ci ne permet plus de dénombrer les cercles annuels. certes. Un foyer de Hamer situé en position frontale des cornes antérieures des ventricules latéraux et dont l'extension interhémisphérique suit une coupe sagittale. nous finirons peut-être par constater qu'il y a beaucoup plus de conflits centraux ou paracentraux que nous ne pensons. des mois durant. comme les cernes ou cercles annuels des arbres.Conflit central frontal sur une coupe coronaire chez un patient de 50 ans : il s'agit d'un homme persécuté pour ses opinions politiques et qui. qui ont bien une madrure. Le scanner a été effectué peu de temps après la conflictolyse. Quand on coupe un tronc d'arbre en travers.

Mais en février 83 un conflit de dévalorisation de soi fit apparaître sous l'aisselle droite une nodosité : un ganglion lymphatique. le foyer de Hamer dans l'hémisphère cérébelleux gauche. qui venaient de passer six mois en sa compagnie à la Guadeloupe — où elle habitait à l'époque —. Sur le cliché de gauche on ne voit qu'un seul anneau. ainsi que le conflit central totalisent plus qu'il n'en faut pour une mi-constellation schizophrénique ! Tous les conflits sont en solution sur ce scanner. aux dires de son entourage. qui vaut actuellement à la patiente des douleurs aux genoux et aux pieds (prises pour des rhumatismes) et des jambes enflées (coupe de droite). en position cortico-crâniale au-dessus des ventricules latéraux.Voici le scanner cérébral d'une patiente de 62 ans présentant un conflit central en solution. étaient repartis en la laissant seule). en même temps que son cancer mammaire à droite (parce que son frère et sa belle-sœur. 200 . En effet. Le foyer de Hamer dans l'hémisphère droit. et même le conflit de non-sportivité (occipital des deux côtés). et le foyer de Hamer correspondant au cervelet gauche. La patiente avait fait en septembre 82 un cancer mammaire droit. car elle a eu mal à la gorge pendant près de 6 mois. que l'on ne découvrit que plus tard sous la forme de micro-calcifications. A partir de cette découverte elle fut complètement transformée. elle avait fait un conflit de territoire (flèche à droite sur le scanner de droite) : il semble qu'elle ait fait un cancer du pharynx.

Mais la perspective de la maison à la campagne. Or. qui représente un puissant conflit paracentral. suivi promptement d'un ganglion de peur du cancer au cou. Le patient fit un DHS avec conflit de contrariété en relation avec son territoire. alors que le gros œuvre était presque terminé. le patient se mit à perdre rapidement du poids. moyennant paiement d'une amende. c'est-à-dire pour un effet provoqué par l'appareil enregistreur. Lors de l'opération de ce nodule en février 86. Fin 85 il obtint effectivement l'autorisation d'achever sa construction. Mais il saute aux yeux que nous avons plusieurs anneaux œdématisés. ou plutôt une récidive de DHS. Comme tant de ses concitoyens. il fit un DHS de peur du cancer. le service de l'urbanisme ordonna l'arrêt de la construction. et à chaque arrêt forcé le patient faisait un DHS. 201 . les médecins diagnostiquèrent un cancer du foie avec métastases. on est tout d'abord enclin à prendre cette figure en « cible » pour un « artefact ». en 1980. du côté gauche. et même une zone annulaire dans l'hémisphère gauche. c'est-à-dire qu'il y ait infiltration de séreuse. déclencha un violent conflit paracentral : tremblant de tous ses membres à la pensée d'une mort inéluctable. Il est donc exclu qu'il s'agisse d'un artefact. L'année suivante. ses vacances se muaient en jeu de cachecache avec le service d'urbanisme. Il s'agit d'un patient originaire de Rome. lui redonnait des ailes et la joie anticipée balayait soucis et conflits. dans laquelle il irait prendre sa retraite. Lorsqu'en novembre 85 son médecin lui laissa entendre qu'il avait peutêtre un cancer du foie. A quatre reprises celui-ci interrompit la construction. et un cancer du foie. il est bien impossible qu'un artefact puisse être œdématisé. qui a travaillé en France. Comme il ne construisait sa maison qu'à l'occasion des congés annuels. Toutefois.Sur le cliché ci-dessus. Ce diagnostic brutal. au bout de quelques jours il reprit la truelle et posa les moellons au clair de lune. reçu en plein visage comme un soufflet. il avait commencé à se construire dans la grande banlieue de Rome un pavillon à proximité de l'aéroport Leonardo da Vinci.

Après quoi il put de nouveau bouger son bras jusqu'à sa mort. Le patient est encore parvenu à surmonter ce conflit. Il y eut une discussion dramatique. Mais voilà qu'au tronc cérébral l'œdème. Mais la vie ne s'arrête pas.Ce cliché date du 26 mai 86. Sur les clichés suivants du 9 juillet 86. en pleine vagotonie ! A noter que pendant la période active du conflit et jusqu'à environ 2 semaines après la conflictolyse. 202 . il ne reste plus de ce conflit para-central que le cratère central de l'impact. ils ne comprenaient pas qu'il était de leur intérêt de terminer rapidement et de payer l'amende exigée par le service de l'urbanisme. et en dépit de la cortisone le patient mourut dans le coma. du conflit central et le nouvel œdème survenu à la suite de la solution réitérée du conflit de contrariété (foie) se conjuguèrent. Ses enfants ne lui donnaient pas le coup de main qu'il escomptait. le patient eut le bras gauche paralysé. soit du lendemain de la solution du conflit de peur de la mort. Le patient parvint cependant. allant même jusqu'à régresser légèrement. une fois encore. pas encore résorbé. à trouver une solution. La vieille contrariété refit surface sous forme de récidive : du fait de sa maladie (ascite !) le patient ne pouvait plus se dépenser sans compter pour achever la construction. Les taches rondes au poumon demeurèrent stationnaires.

correspondant à des conflits « féminins ». de la langue et du larynx mis en jeu dans la parole. abandonnée et isolée sur le territoire. dont les trois premiers. de ne pas savoir où est sa place. En position dorso-insulaire de ce même hémisphère gauche. la patiente fut hos203 . ce troisième foyer de Hamer. le chef de territoire étant « occupé » ailleurs. hémisphère gauche) d'un foyer œdématisé (petit carré) correspondant à un « conflit de peur bleue » déclenché par un accident. traduit un conflit spécifiquement féminin d'être délaissée. nous distinguons 7 foyers de Hamer. que la patiente fit en apprenant que son mari avait une maîtresse. Ces trois conflits spécifiquement féminins. le DHS a eu son point d'impact — comme on voit — à la partie inférieure et postérieure du lobe frontal dans l'hémisphère gauche.Sur ces deux coupes de scanner cérébral d'une patiente de 62 ans. se traduisent par un foyer de Hamer dans l'hémisphère gauche et par un foyer corollaire dans l'hémisphère cérébelleux gauche. Toujours en position péri-insulaire. C'est dans cette aire qu'ont leur impact tous les conflits de peur bleue déclenchés par un DHS ! L'œdème indique que le conflit est résolu. aire de la surface corticale dévolue à la coordination des muscles de la bouche. correspondant respectivement aux cancers du larynx. qui est pour ainsi dire le corollaire du précédent. En effet. qui lui a fait perdre la parole. Deux semaines après la solution de son conflit sexuel. au sens propre. ne dura que quelques semaines. se situent dans l'hémisphère gauche. du col de l'utérus et du rectum. Ce très grave conflit. Il s'agit d'abord. nous voyons dans une aire voisine l'œdème d'un foyer de Hamer spécifique du conflit féminin de frustration sexuelle. là où se situe la zone de Broca. en position péri-insulaire (flèche supérieure.

A peine de retour à la maison. 204 . La patiente souffre encore d'arythmies. Exposé plus en détail au chapitre sur les psychoses. Quant au conflit de territoire. Le conflit central a pu être résolu au bout de deux mois. qui vient d'être résolu. Conflit central au cortex moteur. la solution vient tout juste d'intervenir. mais il comprime déjà la corne antérieure du ventricule latéral droit. Elle fit un nouveau DHS avec conflit de territoire (hémisphère droit. chez une patiente étrangère. Le foyer n'a que peu d'œdème.pitalisée en raison d'une insuffisance cardiaque et d'un œdème pulmonaire. ainsi qu'un conflit central. Ces clichés ont été réalisés juste après cette dernière conflictolyse. position péri-insulaire) et un conflit de perte (relais ovariens à droite et à gauche en position occipitale). elle apprit que sa fille allait divorcer : pour la patiente cela signifiait qu'elle ne reverrait pas de sitôt ses petits-enfants auxquels elle était très attachée. dont le centre en position paracentrale a son point d'impact dans le diencéphale (flèche visant le centre à partir du bas de l'hémisphère gauche).

il dut s'avouer vaincu. 205 . Ces clichés montrent la prise de contraste progressive — l'œdématisation graduelle des anneaux d'un conflit central antécédent : la démonstration ne saurait être plus convaincante. Ce cas est relaté en détail au chapitre sur le conflit central. En effet.Lorsque je soumis au chef de service neuroradiologique d'un CHU ouestallemand les scanners cérébraux ci-dessus en même temps que les clichés des pages précédentes. la preuve était bien trop évidente qu'il ne pouvait s'agir d'artefacts.

Celle-ci fit un conflit central de peur de la mort. nous voyons un autre foyer de Hamer qui était très étendu et se trouve à présent en voie de consolidation. ce qui pour la patiente fut de nouveau l'objet d'un DHS. elle fut violée par son beau-frère et elle a souffert longtemps de ce conflit. Toutefois. La patiente avait fait un DHS une semaine auparavant lorsque sa sœur se rendit à son chevet et lui raconta que la nuit précédente leur mère défunte lui avait annoncé dans un rêve qu'elle allait venir chercher la patiente. qui traversa le cerveau de part en part. ce conflit n'avait duré que trois semaines. La patiente fit un conflit de territoire (ménopausée) et un cancer bronchique. A droite. Un autre foyer plus petit est visible en position dorso-insulaire. 206 . lorsque son mari dut être opéré d'une hernie inguinale aiguë. sur celui de droite plus central. Sur le cliché de gauche le foyer de Hamer est plus marginal.Ces clichés d'une patiente de 50 ans présentent un foyer de Hamer récent en position fronto-pariétale droite. mais fut en revanche très intense. du cortex au bulbe rachidien. Ce qui s'expliquerait peut-être par le fait qu'un mois plus tôt la patiente fit un conflit de territoire analogue. A l'âge de 17 ans. La patiente a fait deux conflits sexuels à D H S . Le DHS a eu lieu 7 mois avant ce scanner : à cause d'une péritonite aiguë le gendre devait être opéré. Il semble que le foyer de Hamer ait éclaté. mais les médecins ne lui accordaient guère de chance de survie. La flèche sur le cliché de droite indique un conflit central en solution. Le conflit ne dura en tout que deux mois. Son fils n'avait que 16 ans lorsqu'il devint père d'un enfant. mais plus court.

Foyer de Hamer d'un conflit central en phase de guérison. Conflit central au niveau du bulbe rachidien. 207 . C'est la manifestation corticale de la peur consciente de la mort. Nous voyons clairement que les anneaux individuels sont œdématisés. Ce conflit de peur viscérale de la mort est en solution. se manifeste par un foyer de Hamer au tronc cérébral (bulbe rachidien). la peur irréfléchie de la mort. alors que la peur viscérale. signe de la phase de guérison. La flèche indique le foyer de Hamer : on distingue autour l'ourlet sombre d'un œdème périfocal.

Voir le chapitre sur le cancer du foie. La coloration foncée de la moelle cérébrale — signe d'un conflit de dévalorisation de soi en solution — est bien caractéristique sur le cliché de gauche en bas. 208 . Le patient est mort par la suite dans un hôpital d'un accident de transfusion sanguine. tandis que l'on voit sur le cliché de gauche en haut l'impact annulaire d'un conflit central (qui lui aussi vient d'être résolu). dont les foyers hémisphériques sont visibles sur les deux clichés de droite (en solution).Ce sont les coupes de scanner cérébral d'un patient de 45 ans atteint d'un cancer du foie. provoqué par le diagnostic extrêmement brutal.

Il s'agit seulement de montrer à quel point tout est constamment en train de changer. constatations. ne sont que des instantanés d'une situation susceptible de changer radicalement d'une heure à l'autre. en apparence ou en réalité.Nous allons voir à présent un cas apparemment spectaculaire : en l'espace de 4 semaines la situation au niveau pulmonaire s'est considérablement modifiée. observations et symptômes sur lesquels tablent nos médecins « scientifiques ». Tous les résultats. 209 .

210 . ça en vaut la peine. (A propos des gauchers. Il a fait un DHS avec conflit central et en même temps un conflit de territoire. le patient est alors atteint instantanément d'un cancer du larynx. par exemple lorsqu'on administre au patient des cytostatiques (chimio). Il se peut — mais ce n'est pas obligatoire — qu'il ait instantanément des réactions féminines et que le foyer de Hamer saute à l'instant même en position controlatérale sur l'autre hémisphère cérébral. Son scanner cérébral n'est dramatique qu'en apparence. Il faut chercher longtemps avant de trouver des images aussi impressionnantes. Ces clichés doivent vous montrer comment un conflit peut « sauter ». Prenons un patient atteint d'un cancer bronchique avec un foyer de Hamer dans l'hémisphère cérébral droit. ainsi qu'un conflit de perte. est âgé de 45 ans. au même endroit du « côté féminin » que le foyer du cancer bronchique chez l'homme. en inversion spéculaire.) Le patient dont proviennent ce cliché et les deux clichés suivants. Vous en apprendrez davantage au chapitre sur le cancer bronchique. il est instantanément inapte à la reproduction. voir le chapitre qui leur est consacré : chez eux tout est inversé. dont le foyer de Hamer est situé. tout au moins temporairement. Les soi-disant « métastases » s'expliquent en grande partie ainsi.Tâchez de bien graver ces clichés dans votre mémoire. En effet. affectant les deux testicules. en position fronto-pariétale : si on lui fait de la chimio.

Sur le scanner d'en bas nous discernons clairement le processus d'expansion en douceur de l'œdème péri-insulaire. Deux semaines plus tard. mais peu compacts. qui est le foyer corollaire du foyer de Hamer péri-insulaire. dont il a fait des foyers de Hamer. Conflit central Conflit de territoire (flèche en haut) et conflit central nettement en solution 211 . certes. la mère s'étant rétablie après. il est probable que l'on n'aurait pas vu grand chose. mais n'a duré qu'une semaine. montre que la composante « nid » est très prononcée. il semble que le conflit central ait eu son point d'impact dans les deux centres relais des testicules. Le gros œdème dans l'hémisphère cérébelleux droit (voir premier cliché). Il fit un DHS . correspondant au conflit de territoire. Cela tient précisément au fait que le scanner cérébral a été réalisé au moment où la phase d'œdématisation atteignait son apogée. trouva en rentrant chez lui sa mère en pleine crise d'asthme et crut qu'elle en mourrait.Le patient dont proviennent les clichés ci-dessous. Comme le conflit a été très virulent. les foyers de Hamer ne sont pas nettement circonscrits et ils se reconnaissent principalement à leurs œdèmes étendus.

Sur le cliché de droite. au bout du compte. et il lui arriva de frapper si brutalement la patiente à l'oreille que le tympan éclata : elle fit un conflit central de peur de la mort. le « softy » s'abandonna à l'humeur capricieuse d'un enfant terrible. Elle voulut se donner la mort. Le conflit tenait à ce que l'on voulait enlever à cette enseignante masculine son ami « softy ». Les parents étaient d'avis que ce n'était pas un homme.Foyers de Hamer aux deux centres-relais des ovaires. les deux foyers de Hamer entrèrent dans la phase de solution. Mais par la suite. Elle se battit comme une lionne. épousa son « softy ». Lorsque la patiente. La sensibilité de la jambe gauche était perturbée du fait que le conflit central avait eu son point d'impact au cortex somatosensitif droit. comme en témoigne le processus expansif de l'œdématisation focale. le conflit central de peur de la mort n'est pas encore en solution à la partie inférieure du pont. 212 . et que du fait de sa profession — carreleur — il lui était intellectuellement inférieur.

indique la phase postconflictolytique d'un conflit de dévalorisation de soi. En outre. Cliché de droite : foyer de Hamer au cervelet gauche correspondant à un Ca mammaire droit avec œdème intrafocal en phase postconflictolytique tardive. Cliché de gauche : la flèche gauche vise un conflit central. Sur le cliché gauche. le conflit central n'est pas encore en solution. la coloration foncée de la moelle. celle de droite un conflit de territoire avec oedème périfocal. à noter par ailleurs en position occipitale droite un conflit de peur dans la nuque en solution. œdématisée. Sur celui de droite. on voit en position péri-insulaire droite un conflit de territoire.Sur le cliché de gauche. 213 .

Sur le cliché de gauche en bas. correspondant au foyer de peur frontale sur le cliché du haut. Cette combinaison est assez fréquente lorsqu'une personne aimée « sort du territoire ». 214 .Patient avec un foyer de Hamer correspondant à un conflit de peur frontale en solution et un conflit de territoire (produit de contraste) qui. Simultanément conflit de perte avec foyer de Hamer au testicule droit (flèche à droite en bas). a provoqué un infarctus du myocarde (Ca ulcératif coronaire). dans la phase de solution. le foyer corollaire au tronc cérébral entouré d'un gros oedème périfocal.

Le gros foyer de Hamer à cicatrisation gliale en position occipitale gauche dans le cortex visuel provient du conflit prolongé de peur-dans-la-nuque à propos de la mère. signalisait la guérison. 215 . Des mois durant elle n'échangea pas un seul mot avec lui et elle était aussi incapable d'en parler à quiconque. la petite avait constamment peur que sa mère recommence à faire des folies. que cette patiente a fait à l'âge de 12 ans (à présent 54 ans). sa mère était entrée dans sa chambre à coucher. à l'âge de 19 ans. La petite fille fut prise d'une peur panique. Elle fit ainsi un conflit de liquide. elle sauva « in extremis » sa mère qui tentait de se noyer. Sa mère était folle. Plus tard.Sur le scanner que voici nous voyons un vieux conflit de peur-dans-lanuque. L'hypernéphron correspondant ne fut découvert que bien plus tard. lui avait cassé un œuf sur la tête en disant : « Je suis un fakir ! » L'œuf dégoulina le long de sa tête à droite et à gauche. Les deux flèches supérieures visent la moelle très œdématisée à gauche qui. Depuis lors. Elle en rêva pendant des années. après la solution du conflit. Pour plus de détails voir le chapitre sur le « conflit de peur-dans-la-nuque ». en la tirant par les cheveux d'une mare. A l'époque. La patiente voit mal de l'œil droit. En 1983 la patiente fit un très grave conflit de dévalorisation de soi lorsque son frère préféré l'ignora complètement et refusa de lui ouvrir sa porte lorsqu'elle voulut régler un conflit avec lui.

Théoriquement. vous resterez toujours de pauvres apprentis-sorciers. l'espoir et le calme. seulement dans la pratique c'est souvent absolument impossible. Mais dans la mesure du possible. La génération actuelle de médecins qui s'imaginent détenir le monopole de l'orthodoxie médicale. Or c'est là justement que le fossé se creuse le plus entre la théorie et la pratique.Tant que vous ne tiendrez pas compte du psychisme du patient. restaurer en douceur la confiance en soi. tout au moins en ce qui concerne certaines espèces de conflits. 216 . Mais ne vous imaginez pas qu'il suffit de vous exercer un peu à ce jeu de détective et de diagnostic des conflits pour « saisir » l'âme de vos patients. un charisme. une fois qu'il l'a perdu. Dans la réalité concrète. cérébral et organique. il faut constamment redouter des récidives du conflit. Parmi les intellectuels de la médecine symptomatique qui peuplent aujourd'hui les cliniques. Il faut pour cela un véritable don. Ce qui implique aussi qu'il comprenne ce que représente en principe le foyer de Hamer sur le plan histologique. elle sème l'angoisse et la panique. comme le conflit de dévalorisation de soi et le conflit de peur panique de la mort. on peut résoudre n'importe quel conflit. il faut que le patient apprenne à bien saisir les relations de cause à effet de la maladie du cancer aux trois niveaux psychique. C'est que le psychisme est le point de départ décisif. fait exactement le contraire dans sa brutalité insouciante : où que l'on regarde. Cela ne s'apprend pas. Ce n'est pas par l'hypnose que l'on peut rendre à quelqu'un le sentiment de sa propre valeur. ou lui enlever ses angoisses : il faut pour cela s'y prendre avec précaution. le conflit déclenché par un DHS. il n'y en a que fort peu qui en soient capables. y compris de tous les éléments qui influent sur le psychisme.

ce qui était naturellement absurde. serait aujourd'hui en parfaite santé. qui aurait disparu spontanément quelques semaines plus tard si l'on n'avait rien fait. Le patient est considéré à présent comme étant schizophrène. on trouva ce foyer de Hamer. « Il fallait bien qu'il eût un cancer. Comme le patient se plaignait de céphalées frontales. sinon il n'aurait pas eu de métastase. c'est une épave et presque un infirme.Voici le scanner cérébral d'un patient dont on avait excisé un foyer de Hamer de la région frontale droite. Lorsque le résultat de l'expertise fut annulé un mois plus tard. le foyer de Hamer s'est environné comme d'habitude d'un ourlet œdémateux. sans l'intervention des médecins. c'est-à-dire une encéphalite. Au lieu de quoi il fut extirpé en tant que « métastase cérébrale ». un infirme iatrogène qui. 217 . Ce foyer résultait d'un DHS de peur du cancer provoqué par un diagnostic erroné. de sorte que la première présomption de cancer allait désormais être confirmée rétroactivement comme diagnostic « ex juvantibus ». » Comme s'il ne suffisait pas que les médecins lui aient amputé une partie importante du lobe frontal — ce qui entraîne de graves altérations du caractère et de la personnalité — l'ouverture de la corne antérieure du ventricule latéral droit provoqua une infection de tout le système ventriculaire et des espaces sous-arachnoïdiens.

De sorte que. ou de « chéloïde gliale ». tandis que la plupart estiment que la macroglie procède du tube neural. Les savants ne sont toujours pas d'accord sur l'origine et la fonction de ces glies. Par conséquent on ne peut parler à vrai dire que de cicatrices cérébrales faites de tissu conjonctif. tandis que les oligodendrocytes exercent en quelque sorte la fonction des gaines de Schwann au cerveau. la microglie étant mobile (tout au moins au début) et la macroglie proliférant à endroit fixe. le tissu conjonctif qui repose directement sur la surface externe du cerveau. ou glies. par définition. Il l'explique de la manière suivante : lorsqu'il y a altération d'une aire cérébrale — qui est pour lui une « tumeur cérébrale » — il se produit pour une raison ou une autre ce que les Français appellent une croissance périneuronale. Si l'on conçoit les neurones individuels comme de petites batteries. Mais en tout cas les microglies sont d'origine mésodermique. qu'elle est d'origine ectodermique. Il convient d'abord de bien retenir que les neurones ne peuvent plus se diviser ou proliférer après la naissance.Histologie des foyers de Hamer Notre cerveau humain — il en va de même des animaux — se compose pour 10% environ de cellules nerveuses (neurones) et pour 90% de cellules dites névrogliques. il n'y a pas de tumeurs cérébrales au sens de carcinomes. que j'estime être encore la meilleure pour le moment. Il est toutefois singulier que macroglies et microglies coopèrent étroitement. C'est la raison pour laquelle des chercheurs pensent que la totalité des glies sont d'origine mésodermique. La seule chose qui puisse proliférer c'est la glie. Elles sont donc en tout cas dérivées du mésoderme. Mais il n'est pas si facile de différencier ces fonctions qu'il le paraît en théorie. Il est incontestable que les glies se composent a) de macro-glies et b) de micro-glies On présume aujourd'hui que les microglies sont formées par la moelle osseuse et sont très apparentées — sinon identiques — aux monocytes. J'ai demandé au neuro-histopathologue d'Erlangen comment il concevait et s'expliquait ce qui se passe au cerveau et aboutit au foyer de Hamer. Je ne prétends donc pas être plus malin que les papes dans ce domaine. en admettant que pour une raison ou une autre un grand nombre de ces batteries perdent leur étanchéité. Il n'empêche que ce sont tous des foyers de Hamer. Nous l'étudierons de plus près. c'est-à-dire l'enrobage entrecroisé des neurones. on présumait qu'elles provenaient de la pie mère. Cette définition. Les astrocytes forment essentiellement les cicatrices au cerveau. Autrefois. il faudrait les colmater ou les isoler les unes des autres par des glies. qui sont le tissu conjonctif du cerveau. c'est-à-dire entourent et isolent les cellules nerveuses. car il existe toutes sortes de cicatrices au cerveau et toutes espèces de combinaisons possibles. 218 . ne convient qu'à moitié. La macroglie se compose d'astrocytes et d'oligodendrocytes.

bien entendu. en pleine vagotonie. par exemple à la suite de blessures et d'opérations et. à différents stades d'évolution. en différentes localisations et pendant ou après des durées de conflit différentes. par unité de temps. le corps brûlant. et toutes les tuméfactions cérébrales imprécises de toute sorte ? » Réponse : à part quelques exceptions. ce genre de foyer hyperdense bénéficie d'une meilleure irrigation sanguine. D'habitude. hospitalisée sans connaissance. le foyer hyperdense (densité accrue) et hypodense (densité moindre). C'est aussi la raison pour laquelle ces foyers hyperdenses prennent généralement mieux les moyens de contraste. la tumeur cérébrale. il circule davantage de sang enrichi de produit de contraste. comme le sont d'ailleurs nos cicatrices. Mais mises à part ces exceptions. l'hémorragie cérébrale. qui surviennent à l'occasion de chutes (saignement entre la dure-mère et l'arachnoïde). etc. le kyste cérébral. il y a bien sûr les méningites (inflammation de la fine membrane délicate qui épouse les sillons du cerveau) et les encéphalites. toutes les autres altérations cérébrales sont des foyers de Hamer. le méningiome. relativement assez rares. Cette « consistance solide » que nous appelons foyer hyperdense. il se produit occasionnellement des hémorragies massives au cerveau. Patiente de 59 ans au CHU de Vienne. qui représentent tout au plus 1%. Le lecteur se pose tout de suite la question : « Est-ce donc possible que ce soit en principe la même chose : l'apoplexie. et spécialement les cicatrices chéloïdiennes du corps. D'ordinaire c'est le cas partout où. flèches). c'est-à-dire un épanchement sanguin entre la dure-mère et l'arachnoïde. est constituée d'ensilage glial. on voyait un gros hématome sous-dural à droite (ligne pointillée.On pourrait concevoir pareillement un gigantesque treillage dont les interstices seraient remplis par exemple de sable. c'est kif-kif ! Il y a naturellement les hématomes sous-duraux. de verre. Sur le scanner cérébral effectué à son arrivée. Les médecins apprirent des membres de la famille que la patiente 219 .

qui n'est effective que sur le plan organique par moitiés. ou se combiner par exemple avec un conflit de dévalorisation de soi (à condition qu'il y ait un DHS) : toutefois.en faisant une chute dans son appartement était tombée sur le côté droit du crâne. Dans ce cas. il y a facilement confusion entre la cause et l'effet. c'est-à-dire jusqu'à l'aire motrice. le conflit de peur de la mort peut se manifester en position pariétale droite même sans conflit de territoire. correspondant à un conflit sexuel résolu. A cette peur dans la zone corticale correspond corrélativement du côté opposé du tronc cérébral le noyau du nerf facial. C'est en fait plus important que le fonctionnement des membres. ces deux combinaisons conflit de peur de la mort + conflit de territoire et conflit de peur de la mort + conflit de dévalorisation de soi sont de loin les plus fréquentes. celuici (cortical) pouvant être combiné avec un conflit de territoire (à droite) ou avec un conflit sexuel (gauche). raison pour laquelle elle aurait été hospitalisée. Mais d'une façon générale. Mais cette énumération ne prétend pas être exhaustive. ce qui est d'ailleurs normal. 1. Le bref exposé qui suit va tenter de dresser une liste des principaux types de foyer de Hamer. l'un au tronc cérébral et un autre au cerveau. ou bien avec un conflit de dévalori- 220 . Pour le médecin expérimenté il importe par conséquent de remarquer si les muscles faciaux innervés par le nerf facial conjointement avec les fibres du cortex moteur controlatéral fonctionnent de nouveau. de sorte que nous parlons à la fois à tort et à raison d'une paralysie « continue ». qui est co-responsable de la paralysie faciale. Mais pour le médecin moins expérimenté il paraît bien plus dramatique que le patient fasse. avec cancer du col utérin. Mais en même temps. par exemple. la cause de la chute aurait fourni la solution : la patiente avait un gros œdème dans la région péri-insulaire de l'hémisphère droit. c'est-àdire avait fait un authentique infarctus du myocarde. car l'innervation faciale est assurée pour moitié par le tronc cérébral et l'innervation des extrémités par le cerveau. Par la suite il fut raconté que la patiente avait « fait en tombant un infarctus du myocarde ». Si bien que c'est alors la paralysie qui figure au premier plan. Rigoureusement parlant. en ce qui concerne le cerveau et le tronc cérébral. Du fait que les collègues ne se doutent pas qu'il y ait une corrélation entre le cerveau et l'infarctus. une crise d'épilepsie (provoquée par le cortex moteur du cerveau) bien qu'au point de vue vital ce ne soit pas du tout aussi dramatique. situé généralement. innervant la musculature de la face. chez les droitiers. correspondant à la phase pcl après un conflit de territoire. de différents côtés. l'ictus apoplectique continu a deux foyers de Hamer responsables. et même. L'ictus apoplectique ou attaque cérébrale Il s'agit pratiquement toujours d'un foyer de Hamer étendu. Au point de vue cérébral il ne se distingue habituellement de l'infarctus du myocarde que par le fait que le processus cérébral n'atteint le niveau cortical que jusqu'à la circonvolution précentrale. le côté gauche présente également un œdème de moindre envergure. en position péri-insulaire droite. tandis que sur le plan cérébral diverses aires sont atteintes.

le conflit a son point d'impact cérébral du côté opposé. Ce foyer de Hamer qui. l'infarctus du ventricule droit ou le cancer péricardique du côté droit. Tout cela chez les droitiers seulement. d'assumer de nouveau sa mission ancienne. jusqu'à un certain point. Il n'y a là rien d'étonnant. En revanche. Innombrables sont ceux qui ont eu la chance que personne n'ait jamais découvert chez eux ces vestiges inoffensifs d'un événement cancéreux pris à tort pour des tumeurs cérébrales. à partir duquel tout se déroule ensuite « normalement ». le cancer organique encapsulé. ce n'est qu'à ce stade qu'ils s'accompagnent d'œdèmes de guérison. le réseau ou trame spécifique des neurones de cette aire cérébrale. au scanner cérébral apparaît comme une tache ou une aire blanche plus ou moins grande. et qu'ils continuent de porter allègrement. devenant ainsi des « processus expansifs ». mais se distinguant des cicatrices du reste du corps par le fait que l'ancien canevas. c'està-dire renforce. s'y retrouve intact. Double phénomène qui tient du même processus : la prolifération du tissu conjonctif glial qui entoure l'aire altérée du foyer de Hamer et répare.sation de soi avec participation de la moelle. l'ictus apoplectique ne survient jamais que pendant la phase pcl ! 2. la correspondance organique sera naturellement le cancer coronaire ou bronchique ou bien le cancer péricardique. ce foyer de Hamer représente la fin de la guérison lorsqu'il n'a plus d'œdème intra. et dans le cas du conflit sexuel féminin le cancer du col utérin. en étant même capable. En effet. dans le cas du conflit de territoire. continue après la guérison de coexister pacifiquement. sans perturbations cérébrales notables. 3. Le foyer de Hamer dans la phase de guérison A l'exception des paralysies. correspondant à une accumulation accrue de cellules névrogliques dans une aire cérébrale précédemment altérée. pendant des décennies. la tamponade dans la phase pcl. et au plan organique avec des ostéolyses. La soi-disant tumeur cérébrale (en réalité un foyer de Hamer) C'est ce je-ne-sais-quoi anodin qui dans le monde entier est extirpé à des milliers d'exemplaires du cerveau en raison de sa consistance plus dense et parce qu'il prend davantage le produit de contraste. C'est la clé du mystère qui explique pourquoi la partie du corps malade auparavant. Nous comprenons mieux maintenant pourquoi une récidive du conflit a forcément des conséquences désastreuses. la phase de guérison. Or c'est justement cette expansion qui était prise 221 . au cerveau. l'isolement électrique. A l'instar de l'infarctus et de la crise épileptique. la plupart des processus cérébraux de la maladie du cancer ne se remarquent que pendant la phase pcl.et périfocal. bien qu'il y ait certainement aussi d'autres éléments qui entrent en jeu. C'est tout simplement une cicatrice bénéficiant d'une meilleure irrigation sanguine que l'aire environnante. Le cerveau-ordinateur est pour ainsi dire réparé sommairement. chez les gauchers.

Car le sarcome. ex. A la suite de toute solution de conflit. au niveau organique.. demeurent inaltérées dans leur structure spécifique. par une véritable prolifération cellulaire.et périfocal du foyer de Hamer dans la phase de guérison n'est que passager. D'après l'expérience acquise jusqu'ici à la lumière de la Loi d'airain du cancer. toujours avec formation d'œdème — tel l'épanchement pleural après le cancer de la plèvre. nous connaissons surtout 6 possibilités de complications à issue létale dans la phase de guérison : 222 . ou phase de guérison. L'autre critère particulier c'est que. Mais tandis que la prolifération de tissu conjonctif a pour but de réparer une plaie mécanique. Bien qu'en principe tout œdème cérébral régresse. sympathicotonique. tout est réparé dans la mesure du possible. etc. C'est toujours le même principe de guérison accompagnée d'œdème. elles. une déficience. En effet. et elle n'est que passagère. est manifestement réparé. c'est-à-dire en général en comblant sommairement une déficience substantielle de manière à lui rendre sa capacité de fonctionner (p. du fait que comme tout œdème corporel il n'est que passager. tuméfaction —. lors d'une fracture). l'épanchement péricardique après le cancer du péricarde. la phase pcl consécutive. gonflement. nous constatons qu'il n'y a plus trace de poussée expansive. si le carcinome croît pendant la phase active. est toujours la « phase du mésoderme ». la tuméfaction du foyer de Hamer n'intervient que durant la phase de guérison postconflictolytique (pcl). l'œdème intra. Les interstices entre les neurones sont à présent remplis durablement de glies et le dysfonctionnement (électrique) dû à la sympathicotonie pendant la phase active du conflit. par cicatrisation ou apport de cal. la recalcification par cal après les ostéolyses des os (voir leucémie). Au cours de cette phase. il se peut néanmoins que le patient meure d'hypertension cérébrale avant que l'œdème n'ait régressé. du conflit. La seule chose qui soit difficile à comprendre c'est l'authentique prolifération cellulaire du tissu conjonctif cérébral qui se comporte au fond comme la croissance d'un sarcome. C'est bien une tumeur dans l'acception originelle du terme — enflure. Toute tuméfaction cérébrale régresse également. a lui aussi une prolifération cellulaire authentique. qui est en principe une prolifération tout à fait inoffensive de tissu conjonctif pendant la phase de guérison. etc. cicatrisé.. ex. Surtout. mais pas dans celle de carcinome ou de soi-disant « métastases » (inexistantes). si nous regardons le foyer de Hamer une fois que la phase de guérison est achevée.jusqu'ici à tort comme critère d'une tumeur. au point de vue isolement) des cellules cérébrales qui. l'ascite après le cancer du péritoine. encapsulé. les cellules glies ne font pendant la croissance périneuronale dans le foyer de Hamer au cerveau que colmater les interstices du treillage interneuronal en vue de restaurer le bon fonctionnement (p. une fracture.

Localisation particulièrement malencontreuse du foyer de Hamer et de son œdème périfocal pendant la phase de guérison. que le patient estime compétent. de la part d'un médecin. 6. et de surcroît une complication parfaitement inutile. carcinophobie ou peur de métastases (DHS). dont on aura toutes les peines du monde à le tirer. de sa faible intensité ou en raison de réactions spécifiques individuelles. Cumul de plusieurs œdèmes périfocaux simultanés avec foyers de Hamer pendant la guérison simultanée de plusieurs maladies cancéreuses. L'œdème intra. Déplacement des voies d'évacuation de la liqueur céphalo-rachidienne. tels que « troubles circulatoires ». vagotonie. Il se produit alors un engorgement de la liqueur et une hydrocéphalie.1. Cela vaut aussi lorsque le foyer de Hamer. ne peut pas être circonscrit nettement : c'est ce qui se passe d'habitude après la solution de dévalorisations de soi généralisées (chez les enfants) dans la moelle du cerveau. Il en résulte une hypertension intracrânienne. 5. la mort peut être instantanée. il se peut que les connexions entre les cellules cérébrales soient le siège de phénomènes de fatigue et d'usure. un mécanisme aussi simple que lourd de conséquences joue un très grand rôle : il se peut que les symptômes de la phase de guérison. c'est-à-dire que les ventricules emplis de liqueur se dilatent au maximum aux dépens des tissus environnants. Dans la pratique.et périfocal est le signe de la guérison dans le cas normal. anémie résiduelle. Lors de multiples récidives de conflits. tension périostique. plongent le patient dans la panique et provoquent un conflit central avec peur de mourir. par suite de la faible durée du conflit. ascite. Si cela se produit dans le tronc cérébral. 3. 2. avec alternance réitérée d'activité conflictuelle et de phase de guérison avec œdème intra. Trop longue durée du conflit ou trop grande intensité du conflit responsable. une sorte de sphère creuse. C'est une complication très fréquente et très grave. pour le précipiter dans un abîme de désespoir et de panique. par exemple à proximité du centre de la respiration dans le bulbe rachidien ou du centre du rythme cardiaque dans la région péri-insulaire des hémisphères cérébraux droit et gauche. Cela peut entraîner l'effondrement subit de l'aire tout entière.et périfocal. Rupture du foyer de Hamer par l'œdème intrafocal : Une des formes sous lesquelles se présente souvent ce que l'on prend à tort pour une « tumeur cérébrale » est le kyste. ce qui est particulièrement conséquent lorsque le foyer de Hamer est localisé dans le tronc cérébral. leucémie ou thrombopénie résiduelle dans la phase de guérison accompagnant la recalcification à la suite d'ostéolyses. Il suffit souvent d'une parole irréfléchie. 4. Ce kyste est normalement tapissé de glies et de tissu 223 . en particulier de l'aqueduc. qui se remplit de liquide et apparaît au scanner cérébral comme Un anneau clair. 4.

dont le patient n'est affecté que dans une perspective bien déterminée et qui pour cette raison n'ont provoqué qu'à un endroit bien déterminé du cerveau une altération de longue durée. empruntée au livre « Le cancer. En coupe de scanner cérébral le kyste apparaît comme figure annulaire. ce qui est totalement absurde. qui commence par grossir de plus en plus. Dans la petite série qui suit. s'il est saisi en plan tangentiel. Il en résulte un kyste rempli de liquide. sans toutefois jamais régresser complètement du fait que. Il arrive même souvent que le kyste se remplisse de sang provenant des petits vaisseaux de l'ourlet cicatriciel. maladie de l'âme. je voudrais illustrer la genèse de ces kystes. il se peut que dans la phase pcl le tissu cérébral se déchire sous la pression extensive de l'œdème intrafocal. 224 . ou bien. dans l'intervalle. Lorsque la médecine classique est confrontée à ce genre de kystes. Dans le cadre de conflits circonscrits de longue durée. avant de rapetisser. court-circuit au cerveau ». elle les extirpe en les prenant pour des « tumeurs cérébrales ». l'intérieur a été tapissé de tissu conjonctif et s'est par suite consolidé. Cela donne lieu à toutes sortes de diagnostics erronés et jusqu'ici on n'avait encore jamais pu l'expliquer. il ressemble à une sphère blanche plus ou moins grosse.conjonctif.

Les foyers de Hamer sont donc déjà présents. Ces clichés ont été réalisés 4 mois plus tard que les précédents. 225 • . dont proviennent aussi les clichés suivants. Sur la coupe hémisphérique de gauche on voit les deux foyers de Hamer. sur les clichés suivants. sera de plus en plus net. mais pas encore représentables par les méthodes de prise de contraste actuelles. Le cliché a été pris à l'apogée du conflit. L'aqueduc est encore bien ouvert. Il n'y a donc pas d'obstacle à l'écoulement de la liqueur. et sur la coupe de droite on discerne également le foyer de Hamer au tronc cérébral qui. et ils ne sont pas non plus œdématisés.Chez ce patient. nous avons eu la chance de trouver un scanner datant d'une époque où on n'avait pas encore trouvé son cancer. et 5 semaines après la solution du conflit.

226 .

Le patient ressentit cette décision comme une dévalorisation de soi vexante : la commune n'avait pas estimé à leur juste valeur les services qu'il lui rendait. 227 . résolu. Les trois petits foyers de Hamer originaux sont devenus de grands « anneaux ».La légende des 4 premières coupes de cette série est tirée du livre « Le cancer. » : en haut pendant le conflit. A cette clinique de Brème. Scanner d'une patiente de 45 ans. avec cancer mammaire et taches rondes au poumon. fut emmenée à la clinique où. qui est alors morte comme je l'avais prévu. comme nous pouvons le voir sur les coupes suivantes. maladie de l'âme. de ne-pas-pouvoir-fuir. je conjurai mon collègue de ne pas la traiter par les rayons. Les foyers de Hamer à gauche dans la moelle viennent d'être déchirés de l'intérieur. au niveau cortical. refusa au patient — propriétaire d'une grande entreprise d'autocars — l'autorisation de construire un grand hangar sur un terrain qui lui appartenait et qui convenait très bien. la patiente fit une crise d'épilepsie corticale focale (jacksonienne). à celui du tronc cérébral. réalisé une heure après la solution du conflit. Il ne s'est pas laissé fléchir et a continué d'irradier la patiente. On voit sur les clichés des foyers de Hamer typiques.. nous apparaît sur la dernière coupe juste en-dessous de la voûte crânienne. Le foyer de Hamer correspondant. Sur le cliché de gauche le foyer en position occipitale gauche correspond à un conflit de peur-dans-la-nuque résolu. c'est-à-dire des kystes. car l'œdème ne ferait certainement qu'augmenter. on lui fit des rayons. en dépit de mes protestations. entourés d'un œdème périfocal dans la région corticale. que le patient a fait lorsqu'on lui communiqua brutalement le diagnostic prétendument sans espoir de cancer des ganglions lymphatiques du médiastin (maladie de Hodgkin). Plus loin. en bas 5 semaines après la solution du conflit. Sur le cliché de droite le foyer de Hamer en position corticale correspondant au cortex moteur droit traduit un conflit. Immédiatement après la solution du conflit. tout frais. Le « conflit de base » avec DHS fut déclenché par le fait que la commune. on voit chez le même patient le même phénomène au tronc cérébral (pont) et au cervelet.. au cours d'une séance dramatique du conseil municipal. Il traduit un conflit de peur de la mort. et par la suite ils seront gonflés.

la patiente avait été témoin à trois reprises et à intervalles relativement courts. Le cliché a été fait quelques heures après la solution du conflit. reviennent — ils avaient porté plainte — et les abattent tous les deux. dont les noms étaient connus. Au poumon on voit les taches rondes typiques traduisant un conflit de peur de la mort. Depuis lors elle était paniquée à la pensée que les clients. 228 . Epouse d'un chauffeur de taxi. au cours de l'été 83. à Gyhum où. pendant lequel elle éclata en sanglots. que des clients pris en charge par son mari l'avaient ensuite menacé d'un pistolet et lui avaient tiré dessus. la patiente fit une crise d'épilepsie focale dans mon cabinet de consultation. Au cours de l'entretien.La même patiente qu'à la page précédente. A droite un cliché de contrôle au bout de 6 jours. il présente lui aussi un foyer de Hamer typique avec œdème périfocal en position pariétale à proximité du cortex. Le cliché de gauche a été réalisé le même jour que ceux de la page précédente. fut effectuée une étude-pilote en vue du jury médical.

respirer. sans que le médecin se soit préoccupé de savoir si le patient est actuellement en sympathicotonie (avec constriction vasculaire et « tension suffisante »). psychologiques. qui n'est fiable que pour quelques secondes. Vous serez tout à fait déconcertés lorsque je vous aurai dit que tous ces foyers de Hamer sont en principe la même chose. Pendant que nous les analysons elles ont souvent changé depuis longtemps. mais aussi en fonction de différents modes de réaction individuelle. Chacune des valeurs que nous mesurons est une valeur instantanée. alors que chez un autre c'est tout juste si l'on pouvait retrouver l'endroit où avait été fait le vaccin. j ' a i voulu. les traitent et soignent selon le même « protocole » dogmatique. Nous sommes tous des apprentis et nous n'avons aucune raison de nous reposer sur de quelconques lauriers. une récidive de conflit de dévalorisation de soi peut provoquer en l'espace d'une demi-heure — j ' e n ai fait l'expérience — une chute des thrombocytes de 85 000 à 8 000 (mesuré à plusieurs reprises au CHU de Cologne). les réactions cicatricielles gliales sont très variées. théologiques ou sociologiques qui. tout au plus pour les minutes ou les heures qui suivent. De même qu'autrefois après le vaccin antivariolique. J'entends par là que l'homme poursuit sa course. nous pouvions observer chez un enfant une violente réaction se manifestant sous forme de chéloïde cicatricielle.En vous confrontant aux images précédentes. continue de vivre. en fonction des modes de réaction individuels. Ainsi. Mais quand on sait que le petit garçon de 7 ans (leucémique) a fait au cours de cette demi-heure une récidive indéniable avec DHS. ne faisant pas de différence entre les patients. Ce qui fait justement la difficulté particulière des foyers de Hamer c'est en fait quelque chose que nous voyons à longueur de journée dans la médecine. ou en vagotonie. y compris les psychiques. Mais il convient de mettre à part la réaction vive ou intense au niveau organique et cérébral provoquée par un conflit particulièrement intense ou d'une durée particulièrement longue. de même. On en est arrivé à examiner l'Homme schématiquement : par exemple en fonction de la tension. par exemple. penser et sentir pendant que nous l'examinons et nous entretenons 229 . naturellement. Je ne veux pas faire non plus comme si je savais tout. les mettent tous dans le même sac. chers lecteurs. sauf qu'ils sont vus à différents stades de l'évolution et en différentes localisations. on sait à quoi rattacher cette soudaine dépression de thrombocytes. Nous ne savons que trop où nous mènent les écoles philosophiques. On est tenté soi-même de prendre des variations aussi extrêmes pour des erreurs de mesure. prise pour une tension critique ou un trouble circulatoire. Au nombre des choses qu'il nous faut apprendre figure en premier lieu que nous devons apprendre à écouter ce que le patient dit. vous dérouter complètement en vous présentant toutes ces différentes formations du cerveau — formations maladives temporaires ou durables — en tant que foyers de Hamer. au cerveau. C'est toujours après coup que l'on se rend compte à quel point l'on savait peu de choses quand on s'imagine en savoir un peu plus. On a procédé de même pour tous les symptômes et aussi pour les diagnostics.

a fini par lui être fatale. en choisissant autant que possible des exemples de chaque localisation de cancer. C'est bien plus facile pour vous que ça ne l'a été pour moi : il vous est donné de comprendre en un seul jour ce qu'il m ' a fallu des années pour découvrir laborieusement. Une patiente (voir ci-dessus) qui n'avait encore jamais fait de crampes dans sa vie. comprendre quelle était mon intention. aussi dissemblables qu'ils paraissent. le même « point de tricot ». à condition d'avoir lu bien attentivement. résolu son conflit. Il m'est déjà arrivé des centaines de fois que le patient s'amène à la consultation. fait une conflictolyse. au cours de l'entretien. en connaissant bien la Loi d'airain du cancer. a fait une crise de crampes pendant l'entretien dans mon cabinet de consultation à Gyhum. C'est à dessein que j ' a i mélangé pêle-mêle des foyers de Hamer bien nets et moins évidents. en dépit de tous les bâtons qui m'étaient jetés dans les roues. c'est pour que vous puissiez constater à mainte et mainte reprise que tout en étant chacun fondamentalement individuel sur le plan humain et psychique. et à plus forte raison quand on peut apporter de la sorte une aide incommensurable. vous devriez. Il vous faut toujours embrasser la triade psychismecerveau-organe d'un coup d'œil synoptique : tout en saisissant chacun des plans individuellement. à la suite du traitement mal approprié à la clinique de Brème où je fus malheureusement contraint de la transférer. De tels incidents ne se produisent normalement que parce que justement la non-compréhension de la Loi d'airain du cancer induit une pseudothérapie absurde (dans ce cas le traitement par la bombe au cobalt à cause de soi-disant « métastases cérébrales »). et après-coup. elle s'est trouvée même dans le « status epilepticus » qui. Si je vous ai proposé une série relativement importante de cas. A l'aide de quelques exemples j ' a i essayé de vous montrer comment procéder pour assembler la mosaïque dans le cas individuel. c'est absolument passionnant. les blanches et les noires. matérialisés et de ce fait rendus visibles.avec lui. l'œdème en fait du même coup un « processus expansif ». les processus expansifs et les figurations annulaires en forme de « cibles ». Croyez-moi. qu'au fond ils ne sont pas si différents : toutes ces taches variées. aussi bien dans la phase d'activité conflictuelle que dans la phase postconflictolytique. tous les cas se déroulent selon un système très cohérent. évoluent selon le même canevas. Et même d'une demiheure à l'autre nous pouvons constater très nettement l'amorce de cette transformation au cerveau. dont on ne trouve pas d'exemple plus logique dans toute la médecine. ou plutôt à l'entretien. ne sont que des stades d'évolution ou des degrés d'intensité des conflits biologiques de notre âme. Dans son jaillissement à l'intérieur et autour du foyer de Hamer. Si vous n'aviez lu que cet unique chapitre. pendant la phase de guérison et après la phase de guérison. 230 . ne jamais perdre de vue les deux autres. comme on dit. Je voudrais que vous compreniez que tous les foyers de Hamer. avec des mains glacées et en reparte avec des mains bouillantes. Dans ce cas nous pouvons mettre instantanément en évidence ce qui s'est passé. Que s'était-il passé ? Le patient avait.

réputé insaisissable. En principe. il a fallu que les foyers de Hamer crèvent littéralement les yeux de tous ces ignorants en blouse blanche pour qu'ils finissent par reconnaître l'évidence et cessent enfin de laisser périr misérablement nos patients ! 231 .Il se peut aussi que vous commenciez à comprendre peu à peu ce que j'entends par système ultra-déterminé quand je parle de la Loi d'airain du cancer. Mais je puis déjà constater que le patient se trouve ou non dans la phase de solution de son conflit lorsque je lui donne la main. les foyers de Hamer n'auraient pas été nécessaires. Il serait naturellement stupide de ne pas tirer parti d'un moyen aussi bon. La Loi d'airain du cancer fonctionne même sans les foyers de Hamer. est jugé du même coup non-scientifique. ou seulement sous la condition implicite qu'ils existent. fiable et rapide d'établir un diagnostic. Et comme dans notre médecine brutale le psychisme.

10. Les formes d'évolution biologiques de la maladie du cancer .

Un vétérinaire me disait un jour : « Si pour les 5 marks que ne doit pas dépasser le traitement d'un cobaye je dois encore m'informer du conflit éventuel qu'aurait pu faire ce petit mammifère. ou ses vestiges. du fait que le processus de guérison vagotonique. La médecine classique appelle cela « guérisons spontanées ». Autant les patients ont eu de la chance. est raccourci sans nécessité par des sympathicotoniques. il a toussé pendant un certain 235 . Le meilleur docteur est celui qui guérit le plus vite. Il faut que l'animal guérisse rapidement. Ainsi donc. Après quoi. autant il est catastrophique aujourd'hui pour nos patients qu'un apprenti-sorcier s'exclame soudain « eurêka » en découvrant un vieux cancer encapsulé. incluant une conflictolyse. de n'avoir jamais rien su de leur cancer. que son diagnostic prend pour une tumeur fraîche. Et les patients. Depuis qu'il y a des scanners cérébraux on n'a encore jamais vu autant de vestiges de cancers terminés par guérison spontanée. mais même ce savoir-là se perd de plus en plus. ou les « propriétaires d'animaux-patients » y sont eux aussi favorables. où l'homme devrait être l'hôte discret et modeste invité à la grande table de la nature.De même que les hommes de la civilisation moderne ont perdu le sens et la notion des phénomènes naturels. ou par quoi et quand le conflit a été résolu. Et il sera également en mesure de nous dire assez exactement comment. les vétérinaires s'y entendent encore un peu sur le cours naturel des maladies. Et même pour une vache ou un cochon ça poserait des problèmes au point de vue des honoraires ! » Voilà pourquoi j ' a i pris la décision de consacrer un chapitre à la question de savoir comment se déroulerait par exemple une maladie cancéreuse si — hormis la solution du conflit — on ne faisait rien du tout. il n'y aurait rien à objecter. Si une telle médication était mise en oeuvre en vue d'atténuer par exemple un oedème excessif. Si l'on demande à un patient dont on voit au poumon un vieux carcinome bronchique. de même nous avons complètement perdu le sens et la notion du déroulement naturel des maladies. sans quoi on les aurait certainement remarqués quelques mois plus tard. qui est pris généralement (à tort !) pour la maladie elle-même. ces vieux carcinomes encapsulés ou en tout cas inactivés. A la rigueur. Mais aujourd'hui nos « guérisseurs rapides » font cela sans rime ni raison. ne comprennent plus les relations d'interdépendance et les imbrications d'une création tout entière. présentaient une « évolution biologique normale ». Mais aujourd'hui nous savons que cette « guérison rapide » se fait toujours au détriment d'une guérison complète du foyer de Hamer au cerveau. à l'époque. vous pensez bien que je ne gagnerais plus rien. il sera encore capable de nous dire avec précision quel fut son D H S . comment son cancer s'est déroulé.

Cela signifie que ces carcinomes prennent rarement fin. Récemment tous les journaux ont rapporté que des chercheurs américains avaient découvert des relations de cause à effet entre la consommation d'alcool et le cancer du sein. plus fréquent chez les femmes alcooliques. Ils « s'y prêtent » particulièrement bien. il s'est senti de nouveau tout à fait en forme. et beaucoup racontent qu'à l'époque ils avaient dû porter des lunettes. Lorsque le patient a pris de l'âge. Si donc nous avons tant de guérisons spontanées du cancer. On sait en effet que la contrariété est sujet à d'innombrables récidives. Pour faire ces observations il faudrait sans doute aller dans un pays en voie de développement. mais le cancer et l'alcool sont favorisés par les contrariétés et les soucis. C'est ce que nous appelons cirrhose du foie. le pourcentage des alcooliques est prédominant dans les couches sociales défavorisées. car d'ici à ce qu'il meure. encapsulé. Ce chiffre est encore sensiblement plus élevé pour les carcinomes rénaux. Si vous me demandez combien j ' a i vu de cas de guérison spontanée de carcinomes bronchiques. tôt ou tard les conditions d'un DHS se trouveront réunies. La plupart des carcinomes du foie chez un homme jeune régénèrent. Ce n'est pourtant pas le cas — pas encore. La plupart du temps le problème et ses conséquences sont devenus sans objet au bout de quelques mois et ont été résolus ainsi le plus souvent. surtout au sein de la famille ou de l'entreprise. une « presque noyade ». nous devrions aussi en observer beaucoup.temps. racontera le patient. brûlures. une perfusion à l'hôpital. En effet. s'est senti très las et fatigué. Ce n'est pas le cancer qui provient de l'alcool. on s'imaginait toujours que la cirrhose avait pour cause l'alcool. je dirai que parmi mes 10 000 cas j ' e n ai connu au moins 200. etc. de sorte que par la suite ils deviennent invisibles. à peine a-t-on diagnostiqué un cancer. La plupart des conflits d'eau ont été déclenchés par un DHS tangible et concret : un inondation. En réalité. nous constatons une transformation de ces carcinomes — à condition que le conflit finisse par s'arrêter — en tissu conjonctif. En revanche. intoxications et empoisonnements. ainsi que tous les autres tourments et tortures des innombrables « contrôles » rapportent tant d'argent qu'une immense industrie spécialisée en la matière et la moitié du 236 . soit près de 700 000 francs lourds. De sorte que ce n'est qu'une question de temps. Autrefois. A première vue il semble que ce soit le carcinome du foie qui se prête le moins à ce genre de guérisons spontanées. a transpiré la nuit. les mutilations. Si les carcinomes rénaux s'y prêtent particulièrement bien c'est parce qu'une proportion exceptionnellement élevée parvient à une solution spontanée du conflit et partant à une guérison spontanée du carcinome rénal. Les innombrables interventions symptomatiques. que toute la machinerie du cancer se met en mouvement. a sans doute eu aussi des maux de tête. Ils sont infiniment plus exposés aux conflits que leurs concitoyens des classes plus aisées. Le patient fait l'objet d'une véritable inscription au budget. même si c'en est un vieux. ces carcinomes sont extrêmement fréquents : la fréquence dépend en tout premier lieu de l'intensité du diagnostic. il vaut bien 200 000 DM. Au bout de quelques mois.

ils seraient morts au plus tard en l'espace d'un an. Et pourtant. au cours des 10 dernières années. Une querelle de longue durée l'avait opposé à sa femme. Je connais personnellement le cas d'un homme de 75 ans qui. Par conséquent en France on voit encore beaucoup d'évolutions spontanées. Le patient était ouvrier mineur en HauteSilésie. On lui versa une pension 237 . Puis ils consultent leur oreiller. Au moment de l'opération il s'était déjà séparé d'elle et son conflit était résolu. qui sont bien tolérés et demeurent stationnaires depuis de nombreuses années. D'ailleurs on ne leur demande même pas leur avis. y jetèrent un coup d'oeil et le refermèrent. car lorsqu'on fait des « métastases » c'est donc bien qu'il y avait un cancer primitif. Si ces patients entraient dans un hôpital. les patients allemands n'ont pas cette tranquille audace. Et une fois de plus le grand patron a eu raison ! Les Français ont une mentalité différente. On peut voir de gros sarcomes. a construit de ses mains pour sa famille une maison valant plusieurs millions. qui est guéri depuis dix ans déjà en laissant de vilaines cicatrices. qui eux non plus ne dérangent plus depuis bien longtemps. La nuit portant conseil. On y voit par exemple un sein atteint jadis du cancer.corps médical s'effondreraient si demain la Loi d'airain du cancer était reconnue partout. Ils sont nombreux à « consulter » leurs médecins. Je connais quantité de cas où le diagnostic cancer s'est avéré par la suite histologiquement erroné. il est pratiquement impossible à la grande majorité des médecins de s'imaginer une telle guérison spontanée biologique. ces malheureux patients n'ont pas réussi à se dégager des griffes de la machinerie et ont finalement été expédiés « ad patres » par une piqûre de morphine. Et les patients y trouvent leur compte. on voit qu'il ne lui est plus guère possible d'échapper à cette machinerie impitoyable. est fiché comme tel dans notre société dès la découverte de la tumeur cancéreuse (peut-être déjà vieille). Si l'on prend en considération que le « cancéreux ». pour autant que l'esthétique n'est pas forcément le critère décisif. ils rejettent purement et simplement les « propositions » faites par les médecins : intimidés par la terreur que ne manqueraient pas de déclencher les caisses de maladies et les médecins. même si en fait il n'en est plus un. comme on dit si joliment. mais qui ne dérange absolument plus. L'homme n'avait plus que quelques semaines à vivre. une fois pris dans l'engrenage. mais naturellement aucun médecin ne s'y était intéressé. Le diagnostic a été ensuite couvert « ex juvantibus ». D'où la croyance erronée et solidement ancrée que le cancer conduit plus ou moins irrésistiblement à la mort. Du fait que nous observons assez rarement des guérisons de cancers qui se produisent spontanément sans toutes ces manipulations à outrance des apprentis-sorciers. dont on pense cependant qu'elles ne peuvent jamais déboucher sur des guérisons définitives. Les médecins de Breslau lui ouvrirent l'estomac. des carcinomes bronchiques. même s'il est parfois retardé par de soi-disant « rémissions spontanées ». A l'âge de 40 ans il fut opéré à l'estomac pour un énorme cancer.

Il ne sait toujours pas qu'il a le cancer. A l'avenir nous verrons assez de « guérisons spontanées ». Les médecins de confiance firent venir les dossiers de Breslau. 238 . Il se souvient qu'à un moment donné il a eu un gros « ulcère de l'estomac ». sans lui dire la vérité : le motif invoqué c'est que le travail de mineur était trop dur pour lui.d'invalidité. Elle dit : « Ce que j'ignore me laisse froide ». Le cancer de l'estomac n'avait pas disparu. qui se portait comme un charme. En l'espace de quelques semaines il toucha sa pension. Les médecins ne voyaient pas pourquoi cet homme de 45 ans. on lui donnerait 60 ans. j ' a i inséré dans les chapitres 26 à 28 une section consacrée aux « évolutions spontanées ». Sa seconde femme a vu les dossiers. Pour que le lecteur puisse se faire une idée de la manière dont cela se passe en pratique. il réclama une pension d'invalidité. il remplissait encore tout l'estomac. aurait besoin de toucher une pension d'invalidité. Lorsque cet homme s'installa en Allemagne de l'Ouest 30 ans plus tard. Il n'empêche que cet homme est en parfaite santé.

en corrélation. de le couper à la racine. Il a parfaitement compris le mécanisme de la maladie. avec autant de naturel que les animaux. pas de crédit ». Notre demi-savoir nous a empêchés de voir ces choses naturelles aussi naturellement que les animaux les voient. un foyer de Hamer actif. Nous n'avons plus à investir des milliards dans la guerre contre cet ennemi imaginaire. de sorte qu'il n ' a pas peur de « métastases tôt-ou-tard ». Si nous arrivons à voir la maladie du cancer sans prévention. il se rend dans un sanatorium spécialisé où il fait une cure sous forme de « vacances prolongées ». ainsi qu'un cancer à l'organe correspondant. Ses pensées tournent constamment autour de son conflit. Après quoi l'affaire est « réglée ». il n ' a guère d'appétit. ou comme l'ouvrier mineur de Haute-Silésie. Le fait qu'il ait eu le cancer n'est pas plus intéressant que si quelqu'un dit aujourd'hui qu'il a souvent eu des angines purulentes. ses tenants et aboutissants. qui répond au besoin absurde qu'éprouvent les médecins d'extirper le cancer. Nous formions une grande famille joyeuse ». Vous ne pouvez vous imaginer comme les patients y étaient e 239 . il faut seulement résoudre le conflit le plus vite possible. nous étions libérés de la panique. méprisé pour être le « siècle le plus bête de l'histoire du monde ». en dernier lieu à Katzenelnbogen où les patients confirmaient : « Dès que nous sommes arrivés à la "Haus Freunde von DIRK". Le patient a les extrémités froides. Il se rend compte qu'il existe un conflit actif et. Le médecin s'entretient avec son patient. Malheureusement. de « lutte contre le cancer ». Mais je pense qu'une fois que nous aurons vraiment compris les tenants et les aboutissants de la maladie du cancer. ce qui est aussi un cancer. L'homme continue de vivre comme auparavant. Pouvez-vous vous imaginez à quel point il peut être passionnant de s'occuper du « phénomène cancer » sans la panique iatrogène ? Pour ma part. a perdu du poids et dort mal. j ' e n ai souvent fait l'expérience. Les patients vont trouver le médecin. Les efforts conjugués de l'un et l'autre en viennent à bout. son nom n'est pas communiqué à toutes les banques avec la mention « cancer. nous ne pouvons pas vivre avec autant de candeur que les animaux. Il sait que ces expressions stupides appartiennent au vocabulaire du X X siècle.L'évolution spontanée biologique L'évolution spontanée est ce que je prévois pour l'avenir dans plus de 80% des cas de cancer. La panique iatrogène face à l'évolution naturelle du cancer correspond exactement à la panique médiévale déclenchée par l'Inquisition. il ne figure dans aucun « fichier de cancer. que nous soyions attentifs à ses pulsations. Il ne met pas le doigt dans l'engrenage de la panique. nous pourrons vivre de nouveau avec presque autant d'insouciance que les animaux. il suffit que nous fassions connaissance avec les lois de la nature. on n'entendra plus parler de « front du cancer ». Le patient n'est pas paniqué. Il sait quelle sphère conflictuelle il lui faudra éviter à l'avenir. il trouve sans difficulté le DHS à l'origine du conflit et dit au patient que ce n'est pas si tragique que ça. qui n'en est pas un.

dans les deux cortex visuels du lobe occipital . qu'il n'y a plus aucune chance de les guérir et donne l'ordre de « lyser ». elle fera tous les jours une nouvelle récidive de ce conflit de peurdans-la-nuque. mais est obligée de sortir tous les jours chercher de la nourriture en risquant à chaque fois le coup de griffe fatal. à ne pas faire d'esclandre. qui se trouve temporairement dans l'impossibilité de marcher. à son terme naturel. à accepter sagement toutes les horreurs qu'on leur impose. 240 . Comprenez bien : le rôle dévolu par la médecine traditionnelle à la soi-disant psychothérapie des patients. n'est que l'accompagnement psychique de l'euthanasie. elle finira au bout de quelque temps par perdre la vue et sera alors une proie facile pour le chat. a besoin de récupérer ce territoire ou de s'en approprier un autre en échange. avant même que la sympathicotonie durable ne l'ait réduite à l'état de squelette et qu'elle soit morte de cachexie. chez la souris aussi. Le cerf qui a perdu son territoire et en a fait un DHS. dont le foyer de Hamer est localisé. à s'incliner devant leur sort. La forme d'évolution biologique tend toujours à la solution du conflit.heureux avant d'être expulsés par un détachement de police-secours en armes. ne peut mettre fin à son conflit que si la plaie guérit et s'il retrouve l'usage de ses pattes. Si elle ne trouve pas de solution réelle. de les amener à se résigner. jusqu'à ce que le « patron » en blouse blanche déclare qu'il n'y a plus rien à faire. Une souris qui a déjà été égratignée par les griffes du chat et en a fait un DHS. Elle a pour mission d'éviter que les patients se révoltent. Un animal blessé. et de retrouver l'ambiance de panique qui règne dans les hôpitaux traditionnels. Cette solution consiste presque toujours à chercher une conclusion réelle au problème qui est à la base du conflit. sait parfaitement qu'elle n'a de chance réelle de résoudre son conflit de peur-dans-la-nuque que si le chat renonce à faire le guet nuit et jour devant son trou ou si elle découvre une autre sortie que le chat ne connaît pas.

11. Le rythme végétatif Sympathicotonie/Vagotonie .

Chez mes patients malades du cancer. Dans le domaine de la genèse du cancer. dans le genre : « quand il y a perturbation. Mais il n'en est guère qui supportent cela plus de 4 semaines. le rythme végétatif joue un rôle absolument central ! Nota Bene : La perturbation du rythme végétatif (biorythme) est le critère diagnostique le plus important de la maladie cancéreuse — aussi bien de sa genèse que de sa guérison (DHS et CL). Je suis le premier à me sentir responsable de cette omission pendant les 20 premières années de mon activité médicale. une vagotonie permanente caractérise le processus de guérison postconflictolytique. Le patron a prescrit la mor243 . Les ouvrages de psychosomatique les plus complets n'y consacrent que quelques lignes. Il suffit de donner la main au patient et on sait exactement s'il a les mains froides ou chaudes. Bien des gens arrivent à tenir le coup une semaine ou deux. on appelle ça dystonie végétative ». ponction de la plèvre. Les variations de rythme sont considérées en général comme des troubles de la circulation et sont ramenées à des valeurs normales.S'il n'y avait eu qu'un seul médecin au monde à s'intéresser au rythme le plus fondamental de la biologie. mais en revanche. transfusion sanguine) un patient qui se trouvait déjà engagé dans la phase de guérison consécutive à la solution du conflit (phase pcl). le personnel faisait obstruction : « La circulation est complètement perturbée par le cancer. la situation se complique du fait que les médecins ne comprennent pas la Loi d'airain du cancer : lorsque j'envoyais à l'hôpital pour une intervention minime (p. point final. de l'évolution et de la guérison. s'il avait pris la peine ensuite d'examiner à fond et consciencieusement 3 seulement de ses patients malades du cancer. Malheureusement on ne jouit pas d'un grand prestige à s'occuper de questions relatives au rythme biologique et on peut même dire qu'au sein de notre médecine ce secteur vit dans l'ombre. on ne va pas se lancer là-dedans. en une sympathicotonie permanente provoquée par un DHS. ou rythme sympathicotonie/vagotonie. à condition de pouvoir se remettre ensuite à la maison du stress de l'hôpital. ex. La guérison définitive consiste en un retour à la normotonie ! L'état végétatif d'un patient est parfaitement accessible au diagnostic. La genèse d'une maladie cancéreuse consiste. Et encore ces quelques lignes sont-elles plutôt chiches. le rythme jour/nuit. c'est-à-dire s'il est en sympathicotonie ou en vagotonie. dans le domaine du biorythme. les relations de cause à effet du cancer n'auraient pu lui échapper.

la normotonie. au niveau du psychisme et du cerveau. Je connais quantité de patients qui ont passé des mois dans cet état de profonde vagotonie permanente. comme l'est aussi la phase de guérison. le mot d'ordre pendant la phase de guérison est d'assurer le repos complet pour favoriser au maximum la récupération au double plan cérébral et organique. que la vagotonie. n'est justement qu'une phase. Au bout de quelques jours il succombait effectivement à la morphine. Au fond. mieux équipé. mieux en forme. en effet. proliférant de façon totalement incontrôlée. Il serait en effet suicidaire de refaire surface et de se lancer de nouveau dans la bagarre avant que les batteries soient rechargées à plein. on peut dire qu'en principe la phase active du conflit est quelque chose de normal. il valait mieux laisser le patient mourir en paix et ne pas le tourmenter inutilement. se multipliant aux dépens de l'organisme censé lui offrir l'hospitalité. on pourrait pareillement subdiviser la maladie du cancer en une phase diurne sympathicotonique. Et tout comme l'homme. C'est la raison pour laquelle les apprentis-sorciers en blouse blanche se croient obligés de livrer bataille à ces cellules considérées comme des ennemies. réussir à ce test haut la main ? La tumeur organique montre seulement que depuis pas mal de temps déjà nous ne réussissons plus à ce test et qu'il est grand temps de se ressaisir. ou phase de récupération. Mais la nature s'arrange pour que cette normalisation n'intervienne qu'une fois l'organisme réparé au double niveau du cerveau et de l'organe. Il ne faut pas oublier. et n'est pas malade non plus pendant le jour parce qu'il ne dort pas. un indicateur destiné à jauger la maladie proprement dite. n'est qu'un test de la nature : est-ce que notre organisme est encore en mesure de venir à bout d'un tel conflit ? N'est-il pas temps de céder la place à un autre « congénère ». qui jouerait à la folle en mettant tout sens dessus dessous. ou phase de conflit. l'ensemble de la maladie du cancer est quelque chose d'absolument normal. à un autre de nos semblables. et une phase nocturne vagotonique. le conflit que nous faisons au moment du DHS. C'est rien moins qu'une cellule devenue anarchique. C'est un baromètre tout à fait inoffensif. qui saura. De même que dans la phase active du conflit l'organisme mobilise toutes ses forces pour faire pencher la balance en sa faveur. Mais les tumeurs cancéreuses contre lesquelles se déchaîne l'ire des médecins. qui prend fin tout naturellement une fois que l'organisme a retrouvé son rythme normal. phase de guérison après la solution du conflit. Mais au fond. de soi-disant « effondrement total de la circulation ». De même que l'on peut subdiviser la journée de 24 heures en une phase diurne et une phase nocturne. de pren244 . lui.phine ». de manière à ce que l'individu puisse faire face de nouveau à la lutte pour l'existence. On faisait ensuite comprendre à la famille que la circulation étant pratiquement à plat. ne sont qu'un baromètre. n'est pas malade parce qu'il dort. pendant la nuit. les exorciser comme de méchants petits diablotins ou les couper à la racine. mais qui sont aujourd'hui en pleine forme et vaquent à leurs occupations en toute euphorie.

La phase diurne : — c'est pendant cette phase que nous travaillons et luttons. ça va ! elles sont bien chaudes ce matin. Pendant cette phase il y a innervation et arrosage sanguin accru des « organes trophotropes ». l'intestin. chez toute personne saine tombe pendant le sommeil au-dessous de 10 mm Hg (systole). le cœur. les organes du travail. le psychisme. est « stabilisé ». Dans les services de réanimation il n'y a plus de rythme jour/nuit. récupère. La phase nocturne : — c'est dans cette phase que nous dormons. La médecine dite moderne a essayé d'ignorer ce rythme jour/nuit. à 8 heures du soir en été. il est facile de dire qu'au fond il aurait été facile de le découvrir. Tant que nous n'aurons pas compris le rythme végétatif. pour maintenir artificiellement à un niveau élevé la tension artérielle qui. Commençons par le début : il y a deux phases dans notre rythme diurne : 1. l'organisme tout entier. qui ne sont autres que des sympathicotoniques. la tension. le cerveau et les organes. le cerveau et les organes se reposent du travail. Donc. C'est là que ça commence à dérailler. on n'en trouve au bout du compte qu'un petit nombre. Le psychisme. prend des forces pour le lendemain. La nourriture est digérée tranquillement. le patient se voit administrer régulièrement des stimulants. Quel rapport y a-t-il entre ce phénomène et notre biorythme ? Où se trouve la panne ? Y a-t-il même une panne ? Nous touchons là aux racines mêmes de la notion de cancer. maintenant qu'on le sait. les fusibles ont l'air d'être toujours bien en place ! » Bien sûr. qui est pour ainsi dire la pulsation. du moment que tout cancer en phase de conflit actif se traduit par une sympathicotonie permanente et tout cancer en phase de guérison après la solution du conflit se manifeste par une vagotonie permanente. 24 heures sur 24. assortie de ce commentaire technique : « Eh bien. environ. il ne nous est pas possible non plus de comprendre intégralement la Loi d'airain du cancer. dont dérivent tous les autres. les muscles. comme on dit si bien. l'estomac.dre un nouvel élan. 245 . Mes patients avaient l'habitude de se saluer au réveil par une poignée de main. le battement rythmique de la nature. les tubes au néon sont allumés en permanence. indice certain de la différence entre le rythme diurne et nocturne. Les organes ergotropes sont innervés. Il faut que nous soyons tout à fait éveillés ! Elle dure de 4 heures du matin. Extirper ou exciser cette tumeur dans l'espoir de guérir ainsi complètement la maladie. C'est au nombre de ceux-là que figure le rythme dans la nature. Jusqu'ici. 2. Tous les principes et lois de la nature sont cohérents et au fond. qu'en l'appliquant à notre organisme. nous appelons rythme végétatif. c'est comme si sur le coup de midi quelqu'un se bouchait les yeux et se persuadait que le soleil était couché. le foie et le pancréas. Il est pratiquement dans l'impossibilité de dormir d'un sommeil profond. cela paraît encore clair. le cerveau. et de 6 heures du matin à 6 heures du soir en hiver.

phase active du I j cancer. regain de poids. Croissance du cancer ! Carcinostase .et perifocal dans et autour du foyer de Hamer. .et perifocal Organiquement sain Organe. mais fatigue et lassitude allant jusqu'à la faiblesse subjective.Homme sain t DHS choc conflictuel dramatique.Isolement/ k Cancéreux CL conflictolyse solution du conflit Patient au stade de guérison du cancer Equilibre Eutonie = Normotonie Fonction normale ni perturbation. croissance du cancer • Phase exsudative Phase cicatricielle de restitution .DHS Phase de guérison Carcinostase ie athico-vagotonique ne 1 Evolution du conflit i Sympathicotonie durable. ni foyer de Hamer au cerveau Conflit durable. généralement encapsulement cicatriciel par tissu conjonctif Vagotonie durable . Risque de compression cérébrale locale par œdème Rupture de champ au cerveau Foyer de Hamer encore sans oedème l i I • Restitution ou gliose cicatricielle du FH allant de pair avec régression de l'œdème intra. souvent dépressif Vagotonie bon appétit. i I i Ce qui a été malade et œdématisé est restitué . sommeil Oedème intra. Stress Sympathicotonie durable Bien-être.

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une panne. Il doit abandonner le champ de bataille et battre en retraite. Un jour ou l'autre se revérifiera la Loi d'airain de la lutte pour le territoire. Il a fait ses preuves. Pour comprendre le sens et la nature de la perturbation du biorythme. la nausée. etc. mais c'est peut-être aussi sa chance. Je crois qu'il est urgent que nous apprenions à voir la maladie dans une autre optique. la phase de conflit actif (phase CA) et la phase de guérison ou phase pcl (phase postconflictolytique). le vieux cerf vaincu se retirera du champ de bataille et le jeune cerf restera maître du territoire. Alors. ou bien un processus nécessaire de sélection naturelle ? La nature a mis des millions d'années à créer ce système fantastique à des centaines de variantes. Peu après. Achille succomba à un infarctus du myocarde. Il est évidemment difficile de consoler un malade en lui disant que sa mort est elle aussi normale sur le plan biologique. En effet. qui sait. Dites-le vous-mêmes. la 2 la sympathicotonie. Il peut entraîner la mort du vieux cerf. les œdèmes. une panne. la phase active du conflit. Ce DHS avec le conflit de territoire correspondant est en même temps une perturbation. met à profit toute l'expérience du combat amassée depuis des années. les bactéries et même les symptômes individuels. les tumeurs. bien que notre myopie ne nous permette pas de voir plus loin que le bout de notre nez. maigrira et finalement mourra d'inanition — comme un homme qui est malade du cancer et n ' a pas réussi à résoudre son conflit. il est bien obligé de sonner le branle-bas de combat. de méchant. comme on pourra le lire plus en détail au chapitre sur l'infarctus.Sur le schéma ci-contre. r e e e e 247 . à redécouvrir sa nature et son essence. Si l'on veut. son organisme n'aurait aucune raison de mobiliser toutes ses forces. la phase active de croissance du cancer est pour ainsi dire la phase diurne permanente. qui cherche à détruire l'homme. C'est un peu comme cela que l'Iliade nous dépeint « Achille furibond ». Entre le DHS et la renormalisation en eutonie se situe la maladie cancéreuse avec ses deux phases. Le vieux cerf perdra ses forces. qui est reproduit de nouveau à la fin de ce livre. de n'apercevoir que « panne et maladie ». Le vieux cerf fait un DHS avec conflit de territoire permanent. de mobiliser toutes ses forces. pour faire face à cette situation. Le vieux cerf a profité de sa chance. son organisme tourne à plein régime. la l phase est la normotonie. qui avait tué son ami Patrocle. il met à profit l'effet de surprise et chasse le vieux cerf de son territoire. une maladie. qui demeura fou de rage jusqu'à ce qu'il eût tué Hector. la 3 la vagotonie et la 4 est de nouveau la normotonie. le DHS est-il une perturbation. Le jeune cerf n'est pas de taille à se mesurer avec lui. Mais. Nous avons l'habitude de combattre toutes les maladies. peut-être pour 2. d'hostile. s'il n'avait pas fait de DHS. C'est pourquoi je n'arrive pas à croire que cela n'ait pas de sens. qui sont à nos yeux quelque chose de pernicieux. nous reprenons l'exemple du cerf pour nous représenter un conflit de territoire typique : Un jeune cerf fait irruption sur le territoire du vieux cerf. voire même 3 ans. tels que la fièvre. à lui tenir tête. Il lance une attaque à l'endroit propice..

de la détente. notre organisme tout entier court la bride sur le cou. A noter que certaines espèces animales (« chasseurs de nuit ») ont leur phase de tension pendant la nuit et leur phase de repos durant la journée. qui marquait le rythme jour/nuit. Il est naturellement exclu que. Il est peu probable qu'un processus aussi bien ordonné puisse être « fortuit ». ou plutôt avec deux brides : l'innervation sympathique et l'innervation parasympathique. comme le montrent les schémas d'innervation suivants. ou ne puisse jamais le résoudre. Cela doit remonter à quelque 80 ou 100 millions d'années. selon la conception des apprentis-sorciers. que nous appelons aussi rythme végétatif. l'autre. cycle veille-sommeil. alternance tension-repos. la protubérance annulaire de notre jeune tronc cérébral servait quasiment de « cerveau » à nos ancêtres primitifs. qui assure cette coordination. Ainsi donc. 248 . entre la croissance du cancer et la guérison du cancer. la température du corps devenait réglable et l'organisme était doté d'une sorte d'horloge rythmique. Ce rythme. la sécrétion d'adrénaline est accrue. entre la tension et la détente.Le patient qui se trouve au rythme diurne permanent n'arrive pas à dormir. la phase de guérison. il perd du poids. la phase nocturne permanente. Il date de l'époque où le pont de Varole. Le système nerveux. tirant en direction du repos. le parasympathique. Il entre alors dans la phase postconflictolytique. Le système nerveux végétatif. entre la phase de conflit actif et la phase de conflit résolu. est ce que l'on appelle le système nerveux végétatif ou autonome. la relaxation. l'innervation de repos s'appelle aussi vagotonie. entre lesquelles « chevauche » notre organisme : l'une. Ce système nerveux végétatif est chronologiquement le second système nerveux de notre corps. ou rythme sympathicotonique-parasympathicotonique = vagotonique. Comme le nerf principal de tout ce genre du système nerveux parasympathique est le nerf vague (du latin vagare = se ramifier). entre la phase de stress et la phase de guérison. ordinateur central du rythme biologique de notre corps : Lorsque notre organisme est sain. Chez l'homme et chez l'animal le rythme diurne-nocturne oscille comme une horloge. est le sympathique. un processus aussi bien ordonné puisse être l'œuvre démentielle et fortuite d'une « cellule anarchique ». La maladie du cancer est donc si l'on veut la prolongation à une plus grande dimension du processus d'alternance rythmique diurne/nocturne. jusqu'à ce qu'il ait enfin résolu son conflit. L'innervation sympathique et parasympathique ont chacune leur propre réseau télégraphique. On le compare souvent aux brides. c'est-à-dire à une époque où il n'y avait pas encore de mammifères : pour la première fois la différence entre le jour et la nuit acquérait de l'importance. qui tire en direction de la tension. La fonction de tous nos organes est coordonnée par ce rythme végétatif. est un élément central de tout notre organisme. le rythme diurne/nocturne. voire de toute notre vie. il oscille selon des rythmes et en même temps en fonction de cycles plus ou moins importants : rythme diurne/nocturne.

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par exemple. mutatis mutandis. En effet. En revanche. Nous ne savons pas encore bien précisément s'il y a vraiment des organes et des groupes d'organes à n'être innervés que par une seule bride et qui ne puissent être freinés en même temps par l'autre bride. il faut que la transmission neuro-sympathique fonctionne instantanément. qui se trouvait en vagotonie et qui soudain n ' a plus envie de manger. il importe bien plus de connaître la fonction différente de ces brides. et à la vagotonie permanente pendant la phase pcl. Le moindre retard pourrait entraîner la mort de l'individu. à la reconstitution des énergies épuisées. du tractus gastro-intestinal. a l'impression que l'œsophage est étranglé : c'est qu'il n'est plus en vagotonie mais se trouve de nouveau en sympathicotonie. est pris de nausée pendant le repas. qui assure un péristaltisme tranquille. le réseau télégraphique sympathique est développé à la perfection. sous forme de couche inférieure. qui est la phase de croissance du cancer. au cours de l'évolution il a été en partie recouvert par l'ectoderme de la cavité buccale et de l'intestin et il ne s'étend plus à présent que de la fin du duodénum jusqu'à 12 cm au-dessus de l'anus. dans cette région recouverte. Il en va de même. car en cas de fuite. du foie. C'est le cas. Il se peut que des innervations antagonistes desservent un même organe. Prenons par exemple un patient qui jusqu'ici avait bon appétit. Toutefois. il n'y a pas d'inconvénient majeur à ce que le relâchement ou la détente après le combat dure quelques secondes de plus. et l'innervation (principale) parasympathique. de l'œsophage et de la plupart des autres organes. c'est de comprendre ces « brides nerveuses » de notre organisme. qui peut conduire au cancer ulcératif de l'estomac dans la petite courbure et au bulbe duodénal. à l'organisation du ravitaillement du front. par exemple l'estomac : l'innervation sympathique. Pour le réseau télégraphique parasympathique il semble qu'il suffise d'une seule ligne. à savoir de la moelle épinière. Mais pour notre propos. appelés ganglions. l'ancien épithélium adénoïde intestinal subsiste dans une large mesure en profondeur. Il semble qu'il y ait en gros deux lignes pour le réseau télégraphique sympathique : l'une. Bien qu'à l'origine ce tractus gastro-intestinal se soit étendu de l'estomac à l'anus. là où nous trouvons aussi de l'épithélium pavimenteux. s'étirent du cou jusqu'au bassin. défense ou attaque impérative. Il y a dans nos organismes des organes et des systèmes d'organes qui servent principalement à la restauration des forces. la seconde est la ligne neurohormonale Thalamus — hypophyse — glande thyroïde Thalamus — hypophyse — îlots pancréatiques (alpha et bêta) Thalamus — hypophyse — capsule surrénale Chez l'homme et les animaux supérieurs. Nous nous en apercevons à la sympathicotonie permanente pendant la phase active du conflit. Les relais télégraphiques. qui est parallèle à la ligne télégraphique parasympathique mais dont les impulsions viennent de la ligne principale. Et dans 9 cas sur 10 il a commencé un conflit de peur 251 .Ce qui compte pour nous dans le cadre de ce livre. toutes les cellules de notre corps sont dirigées par ces brides.

3 3 Mais si le système neuro-végétatif est d'une importance aussi décisive pour toutes les maladies. ou état d'innervation du système neurovégétatif. on dit que c'est à cause de l'anémie. jour et nuit. mais interprétée comme une maladie. Mais si le patient est un leucémique. et l'hématocrite permettent de déterminer le pourcentage du volume des globules par rapport au plasma sanguin. tels 252 . mais pas de calculer combien cela fait en tout. n'arrivait pas à manger et ne pouvait dormir. ce pourcentage est presque normal ! Naturellement. a une dimension encore bien supérieure. retrouve soudain l'appétit et le sommeil. mais était constamment obsédé par son conflit. Aujourd'hui. le signe d'un œdème cérébral. si le patient pendant la phase leucémique (vagotonique) n'a « que » 2 millions d'érythrocytes par m m et un hématocrite de 17% — pourcentage du volume des érythrocytes par rapport au volume du plasma —. que la sympathicotonie a fait place à la parasympathicotonie. est d'une importance décisive. dans sa spécificité. Il en va de même de la plupart des symptômes végétatifs : autrefois. le résultat de toxines élaborées par certaines bactéries. c'est un symptôme cérébral de guérison. on a abouti à des résultats totalement absurdes. soit le dénombrement des globules rouges par m m . n'a pas été reconnue comme une phase de guérison. dans le second il convient de faire bien attention aux complications possibles de la phase de guérison ! La « situation végétative ». tout au moins pour la plupart d'entre elles. il faut la combattre par des antibiotiques. il faut chercher à résoudre le plus vite possible le conflit du patient. A propos de la leucémie. Du fait que la vagotonie. comme se le figurent les représentants de la médecine symptomatique. En effet. ou vagotonie. on n ' a pas de mal à se figurer à quel niveau cette médecine a travaillé jusqu'ici ! Le rythme végétatif entre tension et détente. dans beaucoup de maladies infectieuses. Et comme on n'y a pas attaché d'importance jusqu'ici. activité conflictuelle et phase pcl de la guérison. il y a dans les deux cas à tirer des conséquences immédiates. Pour un bon médecin. En fait. Souvent c'est en voyant quel organe réagit le plus fort que l'on peut déduire sur quoi porte le conflit de peur panique. c'est trop peu pour des conditions normales. lorsqu'un patient qui jusque-là avait les mains glacées. tous les patients ressentent une grande lassitude pendant la vagotonie. alors nous savons que le système nerveux végétatif est inversé. nous verrons que la numération érythrocytaire. et si notre médecine n'a pas encore pris connaissance de cette divergence végétative entre sympathicotonie et vagotonie. Mais si l'on prend en compte que pendant la vagotonie le circuit sanguin contient un volume de sang de 2 à 3 fois supérieur à la normale. et non point. la fièvre était encore considérée comme quelque chose de normal. Ou bien. et pourtant on ne la trouve mentionnée de nos jours sur aucune fiche de maladie. a les mains chaudes et ne pense plus qu'à s'étendre et dormir. Il s'insère en effet dans des cycles rythmiques plus importants. Dans le premier. on n ' a pas élaboré de méthode pour établir la différence.panique.

la procréation. MAIS que notre propre organisme éreinté par des mois de lutte conflictuelle. c'est ce que les apprentis-sorciers n'arrivent pas à comprendre. notre maladie cancéreuse n'est seulement qu'un rythme végétatif très judicieux. Sans compter que les grands rythmes sont modifiés par les influences des planètes et des grands astres. de par sa nature végétatif. Rien de plus normal. ils se figurent le soir et la nuit.que le cycle lunaire. Mais lorsque notre organisme fait la même chose. ils trouvent cela maladif ! Au fond. Entre ces deux extrêmes se situe le point culminant de la vie. Le modèle du rythme végétatif est un principe naturel ! 253 . est une phase de force. tous les succès. avec laquelle on s'attaque à un problème. à ce que la nuit soit utilisée à récupérer après la tâche journalière et le stress. Par analogie. les apprentis-sorciers que nous sommes jugent cela maladif. ait besoin après la solution de ce grave conflit de quelques mois de détente et de repos réparateur. Si nous transposons l'image du rythme. de même qu'ils se sont toujours figuré le printemps sous les traits d'un nouveau-né. aux conditions d'innervation de la maladie cancéreuse. les réussites des hommes. on n'a que louanges pour sa sagesse et sa clairvoyance. L'organisme met tout en oeuvre. de l'humanité. comme la fin de la vie. De tout temps les hommes se sont représenté le matin comme un enfant nouveau-né. l'automne et l'hiver. par un combat où il a engagé ses forces jusqu'aux toutes dernières réserves. d'énergie concentrée à la énième puissance. pensons-nous. en tout premier lieu par l'influence solaire. le cycle des saisons et le cycle de la vie. à ce que les animaux hibernent en attendant le printemps. fait tourner le moteur à plein régime pour venir à bout de son conflit en mobilisant toutes ses forces. Lorsqu'un grand capitaine déploie lui aussi toutes les forces dont il dispose et galvanise toutes les énergies de l'armée qu'il lance contre celle de l'ennemi. comme la nature nous en fournit partout des modèles. l'activité créatrice. traîné en longueur. la phase sympathicotonique. alors la phase active du conflit.

12. La thérapeutique du cancer .

parti ». secundo irradier. ils affirmeront sans sourciller que c'était bien là évidemment la thérapeutique qu'ils ont toujours préconisée et appliquée ! Ce que l'on a toujours cherché. le cancer ! comme au temps de l'Inquisition médiévale. continuent de se faire massacrer. Pour lui le cancer n'était guéri qu'une fois « parti ». Plan organique : thérapie des complications éventuelles. c'est-à-dire de division cellulaire. En effet. mais alors vraiment « parti. Je lui fis voir un certain nombre de radios.La thérapeutique du cancer doit être envisagée à un triple niveau : 1. en taillant au besoin « dans le vif ». des millions de patients.. nargue les tortionnaires en refusant de se laisser extirper. Je lui expliquai qu'il y avait déjà des centaines de patients guéris. quelles que fussent les méthodes de torture employées par les inquisiteurs. de la corporation médicale m'invita un jour à faire la démonstration de mes succès. par exemple à la suite d'une opération : une fois la tumeur extirpée. dont on ne sait pas trop comment il a réussi à s'introduire. alors à plus forte raison il méritait la torture la plus rigoureuse.. thérapie des complications éventuelles 3. Aujourd'hui encore les patients asservis aux protocoles de la médecine classique sont soumis aux pires tortures d'un pseudo-traitement chimique.. l'organe. Il avait sa petite idée sur le schéma. C'est ainsi qu'en plein X X siècle. le « protocole » à suivre : d'abord opérer le patient. même si le cancer inactivé dans le corps. était encore visible. c'était tuer l'ennemi. l'hérétique finissait toujours par rendre l'âme. il se montrait réticent au point de ne pas répondre. qui va crescendo lorsque le Malin. il n'y avait plus de mitoses.. Plan psychique : thérapie psychique inspirée par le bon sens 2. Le grand patron en question n'arrivait pas du tout à me suivre sur ce terrain. Les oreilles me tintent en pensant à l'avenir. il fallait largement nettoyer tout alentour. au fond. Oubliant leurs protocoles. lorsque le diable qui s'était introduit dans l'hérétique était extirpé par le glaive. il était plutôt d'ordre esthétique. La tumeur ne gênait pas. qui prouvaient à l'évidence que la tumeur était stoppée. même si ses tortionnaires étaient parvenus auparavant à lui extorquer des aveux. Un patron. et non des moindres. et s'il y avait encore un problème à résoudre. La thérapeutique selon la Loi d'airain du cancer se distingue radicalement de la pseudothérapie pratiquée jusqu'à ce jour par la médecine classique. Au bout du compte. Plan cérébral : surveillance de l'évolution. le feu et le poison. Mais si. qui entraînent la mort de la cellule en bloquant e 257 . puis traiter aux cytostatiques. et c'est finalement eux qui sont tenus pour responsables : leur organisme n'a pas « répondu » aux exigences du protocole. en revanche. par ces aveux il se reconnaissait coupable d'avoir partie liée avec le diable. dans tous les pays civilisés.

Mises à part les complications éventuelles d'ordre organique. telles qu'hémorragies.la division cellulaire. Depuis peu on tente d'abréger le processus d'euthanasie à la morphine en utilisant le cyanure. C'en était trop pour cet éminent représentant de la médecine classique et nous avons repris chacun notre chemin. bien au contraire. 258 . d'orientation symptomatique. le traitement médical d'un malade est pour moi un acte sacré. tuméfactions cérébrales. en principe.. de médecins par vocation. ces patients pouvaient se considérer comme guéris et en bonne santé. Qu'il s'agisse d'un être humain ou d'un animal. etc. de chirurgiens ou de médecins pour les irradier ou les empoisonner. a été rejetée par les juges. au cœur chaleureux et aux mains chaudes. un tel mépris de la vie humaine. etc. telles que nouvelles paniques provoquées par des chocs ou des médecins irresponsables. uniquement symptomatique. Il y a 2 000 ans. je refuse cette médecine sans âme. un intellectuel à montures de lunettes nickelées. Je lui dis que les patients qui venaient me voir n'avaient que faire. Ils n'ont pas hésité à sanctionner le meurtre au cyanure comme acte médical.. un degré élevé de savoir et d'esprit scientifique. qui méritaient la confiance de leurs semblables. Profondément choqué et scandalisé par un tel cynisme. à condition bien sûr de ne pas être constamment terrorisés par l'entourage. les médecins de nos ancêtres étaient en même temps des prêtres. et dont la réussite professionnelle va étrangement de pair avec une certaine froideur. il convenait de « freudiser » les derniers vestiges de l'âme par le traitement psychique anti-cancéreux de Hamer. qui les avait déjà fichés et voulait les contraindre à mettre le petit doigt dans l'engrenage de la médecine brutale. je n'arrive plus à voir dans cette médecine « cool » une pépinière de médecins authentiques. pour finir euthanasiés à la morphine. Enfin. La plainte que j'avais déposée à ce sujet contre un représentant de ce « syndicat ». c'étaient des hommes expérimentés. Ils avaient même toute chance de vivre encore 30 ou 40 ans. Mais depuis que la corporation médicale s'est mise à sécréter un nouveau type d'ingénieur-médical. ou d'ordre psychique. Ce qui n'exclut pas. des récidives de conflits. C'est très volontiers qu'il m'aurait confié ce travail de peaufinage. intelligents.

Si bien qu'il sera préférable à l'avenir de ne plus faire soigner nos patients par des « spécialistes » : tandis que l'un inspecte l'âme. Au bout de 4 mois le conflit fut résolu inopinément. notamment à une sigmoïdostomie. Normalement. sa fille lui avait fait cadeau d'un « nouveau Hansi ». mais à condition de ne pas oublier que tout est constamment synchronisé dans notre organisme. comme j'essaie de le faire. est sans intérêt pour ce qui est de la maladie actuelle. le patient qui vient nous trouver souffre d'un conflit « dont on ne peut pas parler ». Le plan thérapeutique psychique : une thérapeutique psychique pratique. étant donné sa mentalité. Il était maculé de fiente liquide. la thérapeutique peut bien se concevoir sur trois plans distincts. de ne pas attendre 4 mois pour lui faire cadeau d'un remplaçant. C'est aujourd'hui la filière habituelle. La seule chose qui compte c'est que nous tâchions de comprendre pourquoi le patient. La vieille dame ne dut sa survie qu'au fait q u ' à son âge les médecins estimaient que la thérapie ne valait plus le coup. On ne découvrit l'affaire que parce que la patiente toussait légèrement. Que nous jugions cela convenable ou nécessaire. euphémisme pour l'euthanasie à la morphine. à la rigueur. ou tout au moins dont on ne pouvait parler jusqu'ici. qui a la cote aujourd'hui. La vieille femme en rêva des mois durant. Le cancer était passé inaperçu et il ne fut signalé que par le saignement habituel pendant la phase de guérison. inspirée par le bon sens Théoriquement. Voilà 5 ans que la vieille dame est complètement rétablie. auquel elle tenait beaucoup : pendant 12 ans il avait été son meilleur ami. Ce travail en équipe. n'est acceptable. J'ai connu dans la Sarre un cas analogue : la femme d'un gérant de sanatorium souffrait d'un cancer bronchique. malheureusement — car c'est une filière parfaitement inutile. prélude à la « potion ». Elle le retrouva un beau matin mort dans sa cage.1. sur laquelle apparaissait une « tache ronde solitaire ». Si elle avait été plus jeune. J'ai recommandé expressément à sa famille qu'au cas où le « nouveau Hansi » viendrait à rendre son âme à Dieu. ne pouvait pas parler ! Je me souviens d'une vieille femme atteinte d'un carcinome sigmoïdien consécutif à un DHS provoqué par la mort de son canari. Le médecin de famille fit donc faire une radio des poumons. le second jette un coup d'œil dans le cerveau et le troisième ausculte les organes. c'est-à-dire à la création d'un anus artificiel avec son corollaire de dévaluations de soi. à la suite de quoi on aurait constaté les soi-disant « métastases osseuses ». ou que nous soyons d'avis qu'il aurait peut-être mieux valu en parler depuis longtemps déjà. elle aurait eu droit à des opérations de grande envergure. que s'il s'agit d'une équipe d'omnipraticiens ayant une grande expérience dans tous les domaines. Elle se reprochait toujours en songe de n'avoir pas su nourrir comme il faut son « Hansi » et elle le revoyait sans cesse dans ses rêves gisant tout crotté dans sa petite cage. Ces taches rondes solitaires du poumon sont toujours des carcino259 .

elle vint me trouver avec son mari pour s'enquérir du « suivi ». La patiente. Peu me chaut que d'anciens collègues qui ont pris du galon. Elle supporta même l'ouverture du diagnostic. la patiente avait déjà récupéré tous les kilos perdus. Il est en mesure de repousser tous les ballons qu'on lui envoie tant qu'il peut prévoir leur trajet : mais pour peu qu'ils soient détournés et qu'ils le surprennent à contre-pied. Ces deux cas pourraient servir d'exemple pour illustrer comment. qui voit le ballon en vrille se diriger tout droit vers le but. qui se vident d'air. Le conflit dura 4 mois. la patiente ayant surmonté toute la procédure. J'aurais aussi bien pu garder ce conseil pour moi. sans 260 . n'arrivait plus à dormir la nuit. en fonction de quel événement traumatisant on pourrait trouver une explication plausible. il mangeait avec nous à table » dit-elle. presque pareil à l'ancien. quant à elle. Le mari de la patiente. préciser comment et pourquoi. âgée de 57 ans. au poumon droit. Les médecins s'étonnèrent que la tumeur ne progresse pas. je me représente concrètement une thérapie pratique. ne faisait plus que penser à son petit chat. A partir du moment où le vétérinaire lui avait dit qu'il allait falloir piquer le chat elle avait perdu beaucoup de poids. l'empoisonnement chimiothérapique et l'irradiation du cobalt. lui apporta un jour un nouveau petit chat. ils voulaient savoir ce qu'il fallait faire. On en revient toujours à l'exemple du gardien de but au football. Et lorsque 2 mois plus tard on découvrit la « tache ronde solitaire » de près de 5 cm de diamètre. car le nouveau petit chat était bien entendu déjà intégré dans la famille et avait sa place à table. qui ont provoqué une atélectasie. sourient amusés de me voir passer 2 heures à causer de son canari ou de son serin décédé à une vieille dame qui n'a plus personne au monde que son canari Hansi. Je leur répondis : « Prenez bien soin du petit chat ». Cela ne tient pas debout. Peu m'importe aussi que d'éminents psychologues pensent qu'il faille tout d'abord éclairer la toile de fond psychologique. qui ne supportait plus de la voir souffrir ainsi. et la rétraction d'une petite ramification bronchique. « Nous l'avions depuis 16 ans. elle dormait bien la nuit.mes bronchiques solitaires. il n'est plus qu'un spectateur impuissant et paralysé. Deux mois après. qui fut d'ailleurs piqué 15 jours plus tard. parce qu'il était malade. c'était notre enfant. Il est bien évident qu'elle ne pourrait pas payer les 2 000 marks d'honoraires auxquels aurait droit un professeur passant 2 heures à recueillir ses confidences émouvantes au sujet d'un canari. J'ai ausculté et interrogé la patiente. Le mari. car ces investigations n'apportent aucune précision sur le D H S . inspirée par le simple bon sens. Ces taches rondes ne paraissent pas rondes de toutes parts. ni ne régresse. qui valait tout au plus 10 marks de son vivant. Huit mois auparavant elle avait fait un DHS lorsqu'on avait piqué son chat « Mohrle ». me demanda conseil. ne fasse absolument rien. c'est-à-dire un affaissement des alvéoles pulmonaires. et voyait de nouveau la vie en rose. dans le cas idéal et à condition que l'affaire soit réalisable. peut-être même juste à côté de lui. se porte bien depuis 4 ans. mais présentent généralement une extension en pointe vers le hile.

Appelé à donner mon avis à titre uniquement complémentaire..qu'il puisse esquisser un geste pour le détourner. baisser la tête de honte... ce qui est souvent impossible. Son 261 . Or voici que pendant cette période active de son conflit elle fit un second DHS de dévalorisation de soi.. dont elle n'avait bien sûr pas le droit de se servir officiellement tant qu'elle n'aurait pas passé son examen de fin d'études. En découvrant à son retour à la maison dans quels beaux draps ses enfants l'avaient fourrée. réussir le plus vite possible à son examen pour n'être pas taxée d'imposture. dont le lecteur pourra étudier le cas sous la rubrique cancer des os et leucémie. On prévint la patiente qu'il n'y avait plus rien à faire et on poussa son lit dans la chambre mortuaire d'un petit hôpital. très rapidement. un cancer du sein. avaient décidé pour passer le temps de jouer au facteur. Le diagnostic s'énonçait ainsi : « Récidive d'un cancer du sein (après amputation). qui lui faisait plier le cou. à moins que cet examen. ils se mirent à tamponner des centaines de « fiches ». apprenant jour et. Métastases généralisées ». Le DHS est toujours la constellation et la situation imprévues.. Mis « entre parenthèses ». Il convient ici d'esquisser au moins deux autres cas pour montrer qu'il ne suffit pas de faire la « psychothérapie » du patient individuel. un beau jour. ses enfants se trouvant seuls à la maison. que c'est le milieu. vu qu'elle ne pouvait plus dormir. que les prétendues « métastases généralisées » provenaient de deux dévalorisations différentes. Mais celle-ci s'en moquait. Harcelée par la peur. l'accuser d'imposture. elle travailla d'arrache-pied. à moins que. Pour « jouer ». « attrapa ». comme elle le pensait. elle s'était acheté un tampon de naturopathe. Ayant chipé dans un tiroir le sceau maternel. nuit. protesta et se plaignit sans ménagements d'avoir une si mauvaise épouse. Elle n'avait qu'une seule idée en tête. à le décrocher à la hussarde. très sévère et difficile à passer du premier coup. ne voyant. auparavant. un cancer des os des cervicales et du bassin. Aucun psychologue ne peut l'inclure dans ses prévisions. Elève d'une école de naturopathes. ou tout au moins les proches.. Or.. ni n'entendant plus rien autour d'elle. Elle était comme en transe. On s'aperçoit souvent que le patient est à ce point conditionné par son environnement. qu'il faudrait commencer par traiter. mais cette fois dans le domaine sexuel. Elle était naturopathe. comme prévu. sa carrière se terminait dans la honte avant même d'avoir commencé. la patiente avait deux enfants adoptés. ce qui n'était pas difficile.. avant que le scandale n'éclate. après avoir eu. la maman fut comme clouée au sol par la peur. son mari trouva la chose saumâtre. Tout le quartier allait la montrer du doigt. était à l'origine de ce conflit de dévalorisation intellectuelle. je trouvai. Le DHS qui l'avait clouée sur place lorsqu'elle apprit ce que ses enfants avaient fait. qu'ils allèrent glisser ensuite dans les boîtes aux lettres du quartier. Une patiente de 45 ans. à cause de cette impatience fébrile. elle n'arrive en cravachant bien. causées par deux DHS bien spécifiques.

avec de nouvelles ostéolyses. Et déjà les médecins attentifs lui proposaient d'atténuer la douleur par une injection de morphine. le bassin se recalcifiait. sur les radios du bassin : nouvelles résorptions du tissu osseux. Je lui dis alors : "Va-t'en. évidemment. au grand étonnement des médecins de l'hôpital. mais la tuméfaction de guérison. Or. Mais ce n'était pas pour rien qu'elle avait plié le cou. qui est en soi quelque chose de positif et d'encourageant. il n'y aura pas d'affaissement possible. le cal.mari ne cachait pas son dépit et lui faisait comprendre sans ménagement qu'elle ne valait plus rien au lit. sera "ensilé" en si grande quantité que les cervicales ne pourront plus s'effondrer. Maintenant. c'est de cela. Je conseillai donc à cette pauvre femme de se faire transférer dans un 262 . dont les causes étaient évidentes. Une fois que j'eus fini de l'examiner. Je lui répondis : « Oui. elle décrocha à la hussarde son examen de naturopathe. son lit se trouvait dans le réduit des moribonds. Il est bien évident. que dépend votre "valorisation de soi sexuelle". avec tétraplégie à la clé. la régénération osseuse du bassin alternait. 4 semaines durant elle avait réussi le tour de force de ne pas remuer la tête. Tandis que les cervicales se recalcifiaient comme prévu. et ce ravage moral se lisait. Elle avait sauvé la face. membrane fibreuse. si vous arrivez à ne pas bouger du tout la tête pendant 4 semaines. Le tissu de régénération osseuse. on lui avait déjà administré de la morphine. Elle se trouvait à moitié en vagotonie et à moitié en sympathicotonie. elle voulut savoir s'il lui restait encore une chance de s'en tirer. » De fait. qui recouvre l'os. nouvelles ostéolyses. riche en nerfs. pour lui épargner cette épreuve. de la remonter. je ne puis pas supporter ton visage !" » Au lieu de l'aider moralement. le cal emmagasiné était supérieur à la teneur en calcium préalable. qui soude les fragments d'os fracturés. en effet. pour ce qui est des ostéolyses du bassin. tendait douloureusement le périoste. la patiente s'était astreinte à dormir le plus possible. son mari lui faisait des scènes terribles qui la dévalorisaient complètement. Trois mois après son premier DHS de dévalorisation intellectuelle. on l'avait arrêtée. Lorsque je la vis pour la première fois. La patiente m'avoua : « Mon mari a toujours une mine d'enterrement lorsqu'il pénètre dans ma chambre d'hôpital. deux semaines plus tard. de l'interroger et de prendre connaissance des radios. Pour rester immobile. Toutefois. comme prévu. Les cervicales 2 à 4 étaient à ce point ostéolysées qu'un effondrement paraissait imminent. je crois qu'il n ' a aucune envie que je guérisse. parce que j'avais posé cela comme condition. mais laisse les enfants ici. mais je ne sais pas comment vont évoluer vos relations conjugales. il ne m'aime pas. à plusieurs reprises ils lui en ont administré à son insu et contre sa volonté expresse. vous ne pouvez pas en mourir si vous refusez qu'on vous donne de la morphine. Au bout du compte. les cervicales se resoudèrent comme prévu. D'ailleurs. à la demande de ses proches. D'ailleurs. Que la patiente se mît à reprendre un peu d'espoir. que ce conflit-là est définitivement résolu.

pour la patiente en question. Elle peut même plus sortir du lit. Il se contentent de prescrire laconiquement l'hospitalisation qui. avait deux conflits de ce type : l'un. les médecins lui donnèrent de la morphine. Si le mari de la patiente ne conservait pas tout son sang-froid. 263 . Ah. bien concrètement. cette jeune femme attend patiemment. c'est la propre mère de la patiente. Vous ne croyez pas sincèrement que ça va encore donner quelque chose ? » Commentaire superflu ! Voilà. ça va plus rien donner. je vois bien qu'elle est en train de mourir.. Bien que « typique ». Les progrès sont lents. il y a longtemps que la patiente serait morte. moi j ' y crois pas. seule chance qui lui restait de rompre le cercle vicieux. Finalement. Dites donc. je vois bien ce que je vois. assister impuissante la mort lente de sa propre fille ! Ça serait pas mieux qu'elle en finisse tout de suite. A la maison elle est livrée à une mère impitoyable qui s'est mis dans la tête que sa fille refuse d'aller à l'hôpital uniquement pour la faire enrager. dont le cas est traité au chapitre concernant le conflit de peur dans la nuque. son mari écrivit sur le faire-part : « Te voilà maintenant arrivée à bon port ». son mari ne voulait pas de « toute cette agitation à la maison ». vous croyez maintenant que ça va donner quelque chose ? Moi. comme autrefois. à la maison. c'est Mme Z à l'appareil. la mère de Mme X. comme ça. Elle voudrait que celle-ci aille à l'hôpital et cherche à m'influencer par ses coups de téléphone : « Bonjour. Lorsqu'elle rendit le dernier soupir. voyez-vous. le cas suivant n'a pourtant rien d'exceptionnel. qui enrage d'avoir à aider sa fille. Le plus grand obstacle à cette amélioration. serait la mort à coup sûr. sans discontinuer. Mais la caisse maladie refusa de payer. au lieu de traîner ici en attendant la mort. Docteur (elle baisse la voix. Je vous dis franchement. les situations dans lesquelles on est amené à appliquer la thérapie du cancer. et elle enrage à la pensée de tout cet argent qui lui file ainsi entre les doigts. Elle est si lasse. Presque aveugle. et cette fois pour de bon. si sa fille pouvait se débrouiller toute seule et n'avait pas besoin de l'aide d'une mère « qui voit pour elle ». la maman aurait tout loisir de « faire des ménages à l'extérieur ». parce qu'elle avait reçu un avis (DHS) qu'il lui faudrait servir à vie une pension de retraite à sa belle-mère. Docteur. ses forces déclinent.sanatorium et de se détacher intérieurement de son mari. Docteur. Pour moi. à la mauvaise volonté des médecins. Une jeune femme. mais parle encore assez fort pour que sa fille l'entende bien). Des mois durant elle fut talonnée et harcelée par cette peur dans la nuque. elle lui était devenue complètement indifférente. au lieu de tant se tourmenter ? Moi je trouve que ça serait plus indiqué de la mettre à l'hôpital. quelle misère ! Dire qu'il faut voir ça de ses propres yeux. aucun sanatorium n'accepta de la prendre. que les foyers de Hamer tuméfiés au cortex visuel du lobe occipital désenflent pour qu'elle puisse y voir de nouveau. En effet. sans lui demander son avis. Le second conflit de peur dans la nuque était provoqué par une double menace d'opération : on voulait l'opérer au cerveau et on la pressait de se faire opérer la moitié du cervelet. Là aussi on se heurte à la mauvaise volonté des caisses-maladie. Vous savez bien..

que nous pouvons juger le mieux la modification de la fréquence des différents types de cancer. ce qui ménageait les nerfs de la mère et de l'enfant. Chaque jour qui passe. De sorte qu'il n'y a presque plus de cancers de l'estomac. le fait de « discuter » — que l'on songe aujourd'hui aux discussions interminables entre les mères et leur progéniture unique. à des cancers de l'estomac. voire des années. Au temps des familles nombreuses. profondément dissociée. La plupart des lecteurs auront de la peine à ajouter foi à tel ou tel petit tableau que j ' a i brossé à leur intention pour illustrer la thérapie concrète telle qu'elle se présente dans la vie de tous les jours. à cerner les problèmes généraux typiques que pose ce système. le temps manque pour les constructions intellectuelles. Quand on se souvient de l'effet produit. en effet. risque d'amener des complications. on note aussi une modification de la fréquence des maladies cancéreuses selon les différents types de cancer. mais d'apprendre. En effet. Dès que ces immigrés japonais se libèrent des contraintes sévères auxquelles ils sont assujettis dans le cadre de leur vie de famille et de travail au Japon. bien que nous ayons moins de mères et beaucoup moins d'enfants qu'autrefois. le cancer de l'estomac était fréquent. quand on pratique mon système on n ' a plus le temps de consacrer des semaines et des mois. on peut juger de l'évolution. ce sont là des problèmes qui ne se posent plus aujourd'hui. A partir de statistiques. Les mères qui avaient beaucoup d'enfants supportaient plus facilement la mort d'un enfant que ne le peuvent aujourd'hui les mères d'enfants uniques. par exemple d'immigrés en provenance du Japon. les conflits mère-enfant étaient relativement rares. Le cancer du sein a considérablement augmenté. C'est tout de suite qu'il faut trouver le conflit et si possible la solution devrait suivre dans les plus brefs délais. de préférence. On avait de la peine à s'éviter. et le cancer du col de l'utérus étaient fréquents. Il ne s'agit pas. hyper-névrosées — était autrefois taxé d'insolence. sauf qu'au lieu d'en rajouter il m'a fallu en retrancher. et puis après ? C'est à partir des groupes d'immigrés en Amérique. où le cancer de l'estomac. et se punissait d'une paire de claques. par exemple. par des faux-pas commis en la matière. nous savons qu'en fonction de la modification du milieu il y a aussi variation du type et aussi de la fréquence des diverses maladies du cancer. Du fait de l'émancipation sexuelle. surtout lorsqu'il s'agit d'un conflit de panique et d'un conflit central. Au temps des grandes familles.Je m'imagine fort bien la déception des psychiatres et des psychologues. En Amérique. Une fredaine. la fréquence des carcinomes du col de l'utérus a été réduit à un pourcentage insignifiant. Aujourd'hui. Dans la société actuelle. en effet. ces discussions les mène l'une et l'autre au bord de la frénésie. Mais ils sont tous authentiques. sans quoi il n'y a pratiquement pas moyen de l'aider. autrefois. il faut que son entourage joue le jeu. il est rare que les immigrants souf264 . par souci de discrétion. les contrariétés d'ordre familial donnent lieu. Et nous n'avons pas affaire uniquement au patient qui est là devant nous. à partir de cas typiques. les secondes et les minutes d'horloge filent inexorablement. de ridiculiser quiconque. D'autre part. à l'analyse freudienne sur un divan.

ne constitue pour le riche qu'un petit effort importun. partant. Mais avec de l'argent on peut en résoudre une grande partie.frent de cancers de l'estomac. Quantité de situations démontrent qu'en moyenne les gens riches sont bien moins sujets aux conflits et au cancer que les gens pauvres. mais en revanche il y a beaucoup de cancers du sein qui étaient fort peu répandus au Japon. à savoir quelle peut être la marche à suivre. Ce qui change c'est uniquement le type du conflit et. parce qu'on a trop tendance à la passer sous silence. nous amène cependant à nous poser une question de taille. celui d'écrire un chèque. 265 . il n'en est plus guère à être atteints du cancer du col de l'utérus. Les conflits sont les contraintes insurmontables que le patient ne peut pas résoudre. quel peut être le sens et le but de notre thérapie. parce qu'il a oublié de payer une facture. sinon toutes. Il y a cependant une réalité qui mérite vraiment d'être soulignée. Il serait donc illusoire de s'imaginer qu'il suffit de changer les conditions sociales ou de modifier le milieu pour qu'il y ait moins de cancers. par exemple. un huissier — véritable catastrophe pour le pauvre —. Ce point. Ainsi. le type des maladies cancéreuses. encore relativement anodin.

l'homme a sa place au sein du cosmos et que cette place lui est assignée par le code engrammé dans son cerveau. Le code implique aussi une famille et un environnement qui lui soit conforme. Elle sera longue la voie qui mène à une nouvelle conscience d'un comportement conforme au code de notre cerveau. c'est-à-dire d'une part en fonction de la civilisation (ou ce que nous entendons par là). me reprochant d'ériger l'homme en norme. Mais cela ne change rien au principe. D'ailleurs. Le médecin intelligent et doué de charisme aura compris de lui-même ce que j'entends par là. car cela revient à programmer de véritables conflits avec notre propre code.Les normes de la thérapeutique : le code de notre cerveau Aux critiques éventuelles de zélateurs religieux. En effet. selon le code de son cerveau. mais que jusqu'ici elle est toujours parvenue à le consoler et à le rendre de nouveau joyeux. Si petit qu'il soit. je dirai qu'en tant que créature de Dieu. En effet. Il a dû par conséquent y avoir quelque chose de détraqué dans le code de certains hommes pour qu'ils aient adopté cette manière de vivre paranoïaque et mégalomane. Il est absurde de ne considérer l'homme qu'en tant qu'individu. car les médecins qui n'ont pas compris le système se trouveraient de toute manière confrontés à de nouvelles difficultés. elle vous répondra médusée qu'elle ne le sait pas. qui n'est pas prévue au code de notre cerveau. de toute manière. le seul fait de dépister et déceler le conflit dont 266 . à la place de lois divines. Ainsi. ce qui est fort problématique. ils ne comprendront pas. l'animal comprend ce code de son cerveau. il réfléchit. qui a été engrammé chez lui comme il l'est chez l'homme. il n'est absolument pas possible de s'engager simultanément dans deux directions. comme Hiroshima ou Nagasaki. le lion ne tuera pas plus de gibier qu'il lui en faut pour se rassasier. quelle thérapie appliquer à un grand-père qui a fait un DHS parce qu'en vertu de la « civilisation » on l'a parqué dans un hospice où. éprouve des sentiments et « ça travaille » en lui. Si vous demandez à une mère comment elle s'y prend pour faire passer un gros chagrin à son enfant. Ce long préambule ne visait qu'à rendre superflue la question de savoir quelle thérapie concrète je propose pour le cancer. pour ne pas dire contre nature. la société attend du médecin qu'il applique une thérapie adaptée. Il serait stupide de ma part de proposer des schèmes préfabriqués. Quant aux médecins qui ont des yeux pour ne pas voir. L'homme invente des bombes atomiques pour anéantir des villes entières. et d'autre part en respectant le code biologique. il n'est pas du tout à sa place ? Pour sa part. étant donné que le patient n'est pas suspendu dans le vide. Il existe certes des contraintes et des constellations qui ne permettent pas de réaliser une solution du conflit conforme au code.

pour qu'ils « jouent le jeu ». à son patron. Il faut être borné pour ne pas comprendre cela. à la sensibilité affinée. Peut-être sommes-nous en droit d'espérer en une nouvelle génération de médecins doués. pour qui c'est tout ce qu'il y a de plus normal. c'est cela la vie.. aux collègues. En effet. c'est son canari. C'est tout à fait normal. qui prendront la relève des médecinsingénieurs de la médecine dite moderne.. Depuis qu'est découverte la Loi d'airain du cancer. il n'y a plus lieu de paniquer. pour l'autre ce sera son château. Presque tous les patients (97%) peuvent surmonter leur cancer à condition d'éviter la panique. ayant une bonne connaissance des hommes. Beaucoup de patients feront un nouveau conflit. j ' e n fais l'expérience tous les jours. C'est ainsi qu'une thérapeutique efficace se heurtera bien souvent au peu d'empressement à « prolonger » l'oncle. ils ont la même importance et une valeur égale. C'est tout l'art du médecin. Et puisque je ne puis élaborer des règles fixes concernant la psychothérapie d'un patient. Mais il serait absurde de donner à l'imbécile des recettes sur la manière de faire des choses intelligentes. Les deux conflits ou problèmes sont équivalents. La raison pour laquelle il n'est pas possible de proposer des schémas fixes c'est qu'ils ne tiennent pas compte des différentes situations et constellations psychiques. qui doit montrer beaucoup de doigté. 267 . les patients sont à même de suivre et de comprendre ce qui se passe et comment cela doit se passer. pour l'un. Mais ce n'est pas si grave que ça quand on a un médecin intelligent. il m'est a fortiori impossible de préciser quelle thérapie il convient d'appliquer aux proches de ce patient. ou même le propre père. les échecs ne manquent pas. Je suis toutefois en mesure de vous donner tout de suite une recette pratique : évitez à tout prix que vos patients ne paniquent. dont la survie risquerait de reporter aux calendes grecques la « question de l'héritage ». ils pourraient en mourir.il ne pouvait parler à personne jusque-là est le premier pas qui fait rouler la pierre. le beau-frère. Dans ce domaine. auront un nouveau cancer. de médecins intuitifs. Le trésor.

Il est d'ailleurs très important que le patient sache qu'il peut se faire accompagner d'un proche parent. en fauteuil roulant.. avec infirmière particulière. Le « personnel ». tranquillisé. elles sont en effet les « sœurs des malades ». peut être rassuré. les « Krankenschwester ». dans un sanatorium. La prise de sang quotidienne pour des contrôles. disparaîtra de l'hôpital idéal. vu que la chasse aux « métastases » est devenue superflue : un patient qui se sent bien. de manière à éviter que des médecins étrangers au service ne paniquent les patients par des pronostics alarmants. C'est là la condition essentielle. ce qui est tout à fait possible.. aux repas solitaires en chambre. Mes patients n'ont besoin ni de l'un. La sécurité pour un enfant c'est la chaleur du nid. assis. comme ce fut le cas dans ma dernière tentative de mettre sur pied une formule de ce genre. a bon appétit. Mes patients m'ont souvent répété que le temps passé dans cet embryon d'hôpital idéal comptait parmi les plus beaux moments de leur vie. où l'ambiance euphorique tranchait tellement sur l'atmosphère si cafardeuse des cliniques et sanas. des fabriques de mort. prévues ou prévisibles. Dans l'hôpital idéal. Ce qu'il leur faut c'est se sentir chez eux. Il ne saurait être question de santé. il faut un petit service de soins intensifs en prévision de complications imprévues. il convient de se demander si. dans une atmosphère de chaleur et de sécurité euphorisantes. on aimerait les avoir à son chevet. rasséréné. Nous étions une grande famille. le fondement d'une thérapeutique psychique. Ce qui n'est pas du tout gênant . ou un lit de première classe. le foyer familial. dort bien. Autant que possible. c'est être blotti contre sa mère. en embauchant une infirmière. Est-ce bien inévitable ? Avec le prix de la journée dans un médiocre hôpital d'arrondissement le patient pourrait se payer le luxe d'un grand hôtel et deux personnes à son service. de bien-être. Mais pour qu'il soit vraiment apaisé. comme le montre l'expérience. pour un jeune mammifère. un médecin ou une femme de ménage. Mais si l'ambiance de la maison est bonne. au cas où l'on filerait soi-même du mauvais coton.. à l'abri de toute panique. Il n'empêche que les patients auront droit à un diagnostic optimal. à la grande table centrale. il est en bonne santé. 268 . lorsque le patient doit être mis en observation ou en traitement hospitalier. ou même alités.L'hôpital idéal Se sentir en sécurité. qui n'ont plus leur raison d'être. d'autant qu'il s'agit généralement d'une « sélection positive ». que les visiteurs. Il n'est pas toujours possible de constituer une grande famille. conforme aux normes internationales. les infirmières ont un rôle capital : selon l'étymologie allemande. y compris les médecins doit être trié sur le volet . ni de l'autre. Il faudrait que ce service de soins intensifs soit doté d'un équipement de scanographie cérébrale. Pour un malade c'est la santé. tous prenaient leurs repas ensemble. parents ou amis de passage n'arrivaient pas à faire la différence entre patients et bien portants. Nos hôpitaux actuels sont des usines à torture.

dont les récits hauts en couleurs feront revivre indéfiniment des sites enchanteurs où ils ont été amenés à exercer leur profession. C'est encore mieux. puisque les autres aussi se rétablissent. des cordes à son arc qui ne demandent qu'à vibrer. 269 . du moment qu'on guérit. tandis que des équipes de cuisiniers rivaliseront d'ingéniosité en découvrant que le plaisir le plus délicat est de faire celui d'autrui. En effet. qui doit passer au second plan. A quoi bon se faire de la bile. mais de le motiver pour qu'il ne soit plus obsédé par sa maladie. cela ne suffit pas. d'autres. qui ont digéré des bibliothèques entières. ils veulent comprendre le système.on fait souvent des constatations étonnantes : l'occasion ne fait pas seulement le larron. ils croient. c'est qu'il trouve tout à fait normal que l'on guérisse dans ce type d'hôpital idéal. Il y a deux manières de rassurer le patient. C'est bien. Il est donc recommandé de faire de véritables « cours de perfectionnement » pour les patients. alimenteront des discussions intarissables et souvent passionnées. c'est tout à fait compréhensible. elle révèle des ressources insoupçonnées. Il ne s'agit pas d'occuper le patient. Mais pour les plus intelligents. Il y a des conteurs nés. La première. Ces patients font confiance.

Dans le cas d'infarctus du myocarde. Le plan cérébral : surveillance de l'évolution et thérapie des complications cérébrales Il est recommandé de suivre de très près les processus cérébraux au cours des deux phases de la maladie cancéreuse. autant je le puis dans ce domaine-ci : 1. Mais il y a des cas douteux. des cas critiques. il convient à ce stade d'effectuer un « scanner cérébral de base » avant la solution du conflit. aussi bien avec. b) Le scanner de base est aussi important pour l'appréciation ultérieure. il est rassuré. cérébrale et organique. En effet. du fait que tout déplacement de masse et processus expansif se reconnaissent à la compression ou au déplacement des ventricules et des citernes. le scanner cérébral est facile à interpréter. Or. et pour ma part je m'en suis déjà fait faire à plusieurs reprises. et il est très important alors de disposer d'un scanner de base. alors que le patient ne peut que nous faire part de ses conflits. il voudrait bien voir quelque chose de concret et. Du fait de la synchronisation des évolutions psychique. Quand le patient s'aperçoit que le médecin est sûr de son affaire et croit l'avoir bien en main. d) Ce scanner est important aussi pour le patient. D'ailleurs. Normalement. Le conflit n'étant pas encore résolu.et périfocaux. nous pouvons voir sur le scanner cérébral de base quel a été l'« impact » de ces conflits.2. une démonstration de la manière dont les choses se passent. Autant il m'est difficile de formuler des règles générales sur la méthode optimale de thérapie psychique des patients. En principe. 2. il est essentiel que le patient ne panique pas. mais ce n'est pas une condition sine qua non. il y a moyen de les reconstituer en quelque sorte lorsqu'on a une certaine expérience des scanners cérébraux. il importe de faire au plus vite un scanner cérébral : a) La crise épileptique ou épileptoïde à laquelle il faut s'attendre peut faire une complication. En effet. Si le conflit responsable du cancer est encore actif. que sans moyens de contraste. Si le conflit responsable du cancer est déjà résolu. après la solution du conflit. que l'on devrait pouvoir évaluer à l'avance. tandis que les scanners effectués ultérieurement. surtout lors de récidives. on s'en aperçoit même sans scanner cérébral. ce scanner ne révèle pas d'œdème. cette méthode permet d'en prévoir 270 . c) Le scanner de base va permettre aussi de se rendre compte si l'on ne s'est pas trompé de conflit dans la thérapie. tout au moins en ce qui concerne les hémisphères. devront faire apparaître des œdèmes intra. ceux-ci sont inoffensifs. a) Cet examen de base est important pour l'appréciation des cicatrices résiduelles. on peut à l'aide de ce scanner lui faire une véritable leçon de choses. pour le rassurer.

le scanner nous offre la possibilité d'évaluer la dose de cortisone. En revanche. b) Chez les patients dont on n'est pas très sûr de la date à laquelle est intervenue la solution du conflit — qui n'est pas aussi ponctuelle qu'un DHS —.l'échéance à 15 jours près lorsqu'on sait à quel moment a eu lieu la solution du conflit et à quoi ressemble le scanner. Mais il est très important de savoir ce genre de choses. l'imagerie par résonance magnétique nucléaire. Cet examen est presque plus simple que celui des organes. ce qui a l'avantage de diminuer les risques. il est difficile de se faire une idée bien précise des foyers de Hamer au scanner tomodensitométrique. Certes. c) Pendant la phase postconflictolytique (pcl). qui nous aide à freiner une œdématisation intempestive au niveau cérébral et organique. b) En nous renseignant sur l'état de tuméfaction cérébrale. permet de les cerner plus facilement. la thérapeutique médicamenteuse doit être fonction du scanner cérébral. dont il ne parle pas. a) Le patient et le médecin sont tous les deux rassurés lorsqu'ils peuvent lire « noir sur blanc » l'évolution de la maladie. nous informe de l'évolution de la maladie. ou autres antiinflammatoires cortisone-like. c) Il arrive souvent que le patient — surtout le patient non-hospitalisé — ait fait depuis la visite précédente un nouveau conflit. Le scanner de contrôle effectué conjointement au contrôle de l'évolution sur le plan psychique. Il est très important que le patient puisse constater de visu le revirement intervenu et se rendre compte qu'il est hors de danger. parce que c'est trop embarrassant. qui donne une représentation très contrastée des différents tissus mous. on peut être surpris par un œdème cérébral. 271 . mais l'inconvénient de prolonger la durée de la guérison. parce que l'œdème de guérison au niveau organique n'est pas toujours facile à apprécier correctement. pendant la phase active du conflit.

tel le séjour prolongé dans une voiture exposée au soleil. d'émoi. son nid. son troupeau. b) Phase Pcl On devrait conseiller aux hommes de se mettre à l'école de leurs compagnons de création. a) Phase Ca Les cures d'amaigrissement sont strictement prohibées. J'ai connu des patients qui en sont morts. plus vulnérable que jamais. 272 . comme on peut mourir aussi de tout ce qui favorise une œdématisation intempestive. le malade s'excite. de même que l'animal sort de son conflit de panique dès qu'il sent ou flaire son terrier protecteur. rechute facilement. bien qu'elles ne coûtent pas beaucoup au malade. Le patient sort de son conflit de panique en se sentant rassuré. Elles peuvent en effet avoir une issue fatale. se tient tranquille. ou phase postconflictolytique (phase pcl). En effet. sa mère. C'est que les malades au bout du compte finissent par redevenir des enfants (forme de comportement régressive). s'échauffe et un nouveau DHS peut faire « sauter les plombs ». D'une façon générale. du fait que la société actuelle n'en tient pas compte. le seuil est très abaissé. aucun petit animal n'irait sans nécessité s'exposer aux rayons du soleil. les incite à éviter que cet œdème cérébral ne soit irradié directement par le soleil. Les sédatifs de tout genre ne font que donner le change et risquent de transformer un conflit aigu actif en conflit subaigu en balance. Pour résoudre son conflit. il peut y avoir dérapage pour une raison futile. Il convient par ailleurs d'éviter soigneusement toute espèce de contrariété. le patient a par principe besoin de se trouver dans des conditions correspondant à son code cérébral. tout animal qui se trouve dans la phase de guérison.. C'est que pendant cette phase de conflit actif. dort abondamment et attend paisiblement qu'il récupère ses forces sympathicotoniques. qui n'a pas un appétit d'ogre. d'agitation et d'énervement : en raison de l'état de sympathicotonie dans lequel se trouve le patient pendant la phase de conflit actif. Ce serait de la pure folie que d'exposer directement au soleil.Directives générales Il convient là aussi d'établir une distinction entre la phase de conflit actif (phase Ca) et la phase de guérison. ou tout simplement l'ingestion d'alcool. Or. de sorte que le patient. ou à l'alcool une tête déjà si brûlante. on peut dire qu'il est encore plus important de « se sentir » que de « se voir » au sens rationnel du terme. ses congénères. il nous faudra bien un jour ou l'autre transformer notre société. pulsion naturelle inspirée par le code de comportement engrammé dans le cerveau. D'ailleurs la chaleur dégagée par un foyer de Hamer œdématisé pendant la phase de guérison est perceptible au simple toucher à travers la peau du crâne. En effet. sa meute. Pendant cette phase pcl. ils ont un œdème cérébral et leur instinct..

accumulation de liquide dans la cavité péritonéale. c'est un phénomène tout à fait normal. certains patients conscients d'avoir des œdèmes cérébraux importants. c'est que la grande lassitude qui caractérise cette phase n'a rien d'alarmant. ils ont souvent recours à une tasse de café et franchissent le cap douloureux en lisant un bouquin. sont des phénomènes gênants et parfois très pénibles. la lassitude traduisent un grave trouble circulatoire. pour le personnel. la tension douloureuse du périoste due à la tuméfaction de la moelle osseuse pendant la phase de guérison. ils arrivent à dormir assez bien. de sorte que le gros malin qui a donné l'ordre de « lyser ». Ces pronostics péremptoires de la médecine classique sont objectivement faux. d'un « envahissement général ». en prenant la précaution d'interposer une flanelle entre la peau et le réfrigérant. la fatigue.La meilleure thérapie consiste à tempérer ces ardeurs en appliquant sur ces points chauds des foyers de Hamer en voie de guérison des vessies à glace ou des sachets réfrigérants vendus en pharmacie et conservés au freezer (« dolo-freeze »). c'est souvent le moment où la tuméfaction est la plus importante et où les patients souffrent le plus. Dès les premières douleurs. les infirmières reçoivent l'ordre de « shooter » pour écourter « miséricordieusement » le calvaire du malade et épargner au service ce « spectacle » inutile. comme elles sont venues. C'est l'arc-en-ciel qui annonce la guérison tant attendue ! Pour la médecine classique c'est évidemment un tout autre son de cloche : douleurs et tuméfactions sont. reste. le signe sûr et certain de la mort prochaine du cancéreux. Même en l'absence de douleurs caractérisées. se sentent plus sécurisés avec des sachets réfrigérants maintenus sur les points névralgiques du crâne par des résilles. La vagotonie étant la plus profonde pendant la nuit jusque vers 3 ou 4 heures du matin. le grand « caïd » qui une fois de plus 273 . dans cette optique. filets dont on enveloppe les cheveux. l'épanchement pleural entre les deux feuillets de la plèvre. L'ascite. Ce qui leur confère une apparence de vérité c'est que le patient intoxiqué par la morphine meurt effectivement. mais ce n'est pas le signe d'un « néo avancé ». Le lecteur comprend peut-être mieux maintenant pourquoi on ne peut pas mener de front deux thérapeutiques aussi divergentes. c'est-à-dire jusqu'à l'inversion du rythme jour/nuit. c'est le commencement de la fin ! Autre chose que doivent apprendre les patients : les douleurs et les tuméfactions signalent la phase de guérison. En plus des réfrigérants. d'un « cancer généralisé avec métastases partout » : il n'y a pas de quoi paniquer. puis se rendorment au petit matin : au rythme semi-diurne. Une des choses les plus importantes à noter pendant la phase de guérison postconflictolytique. Il faut dire cependant que ces précautions ne sont pas nécessaires dans la grande majorité des cas. qui disparaît de lui-même après la phase de guérison. le cancer est en train de paralyser la circulation. car les tuméfactions et les douleurs de guérison disparaissent au bout d'un certain temps. Pour la médecine classique c'est au contraire un signe alarmant . et tout rentre dans l'ordre. mais évidemment pas à poings fermés.

par passer l'arme à gauche ! Ce qui fait la nocivité de la morphine et de ses dérivés c'est que c'est un poison cellulaire à effet sympathicotonique qui modifie à ce point les vibrations organiques propres au cerveau que dès la première injection le patient n ' a plus aucun ressort psychique et. c'est se rendre coupable du pire des crimes. Les infirmières poussent son lit au rancart des moribonds. C'est meilleur marché et l'effet est plus rapide. S'arroger des pouvoirs divins en privant son prochain de l'espérance. des médecins chefs se prenant carrément pour Dieu. ne mange plus. finirait. quand nous songeons à tous ces malheureux sacrifiés à l'ignorance des médecins-chefs et professeurs imbus de leur suffisance. Depuis peu. administrent du cyanure au lieu de la morphine. « shooté » une ou deux semaines durant. mais suivi bientôt de désordres physiques et intellectuels. hommes. Cynisme révoltant de misérables apprentissorciers ! Quand on pense que tout cela est objectivement faux et l'a toujours été. devenu aussi aboulique qu'un enfant. animaux et plantes. Le patient ne réagit plus. C'est oublier que n'importe lequel d'entre nous. nous autres créatures. le plus souvent même contre leur volonté et généralement à leur insu. au plus tard lorsqu'ils commencent à être agités ou à ressentir des douleurs. c'est à faire dresser les cheveux sur la tête. où il meurt d'inanition quelques jours plus tard. Tant que nous vivons. par la mort. comme se sont dressés ceux du juge lorsque le patron de la neuroradiologie à l'Université de Tûbingen osa lui dire que ça ne l'intéressait pas le moins du monde de savoir si Hamer avait raison. Mais il arrive souvent que le patient ne tienne plus tellement à être mis au courant après le pronostic « vous n'avez plus aucune chance » que le médecin chef inconscient lui a asséné comme un coup de massue. Par ignorance et suffisance ils ont arraché le dernier espoir aux patients qui leur étaient confiés ! 274 . nous avons un droit fondamental à l'espoir. nous priver d'espoir. Et pratiquement tous les cancéreux reçoivent tôt ou tard de la morphine. par bêtise et arrogance cynique. avec ou sans « néo avancé ». réclame sans cesse de nouvelles injections pour retrouver l'état d'euphorie provoqué par la première. C'est incroyable ! Il n'y a que le Créateur à pouvoir. tel un grand inquisiteur maître de la vie et de la mort. Les conséquences de la morphine c'est que l'organisme tout entier s'arrête de fonctionner.a eu raison.

Le cerveau était censé n'avoir rien à faire làdedans. si l'on fait abstraction de réactions locales de l'intestin lors de l'absorption orale d'un poison ou d'un médicament. ou de ses différentes parties.Les médicaments dans la thérapie du cancer Les médicaments sont censés symboliser le progrès de la médecine moderne. c'est-à-dire s'il pensait que le médicament agissait sur un cœur greffé. Quel bluff gigantesque ! Le plus idiot dans tout cela c'est que l'on a toujours cru que les médicaments agissaient localement. un seul et même médicament ne peut jamais être à la fois « pour » et « contre » le cancer. ou vagotoniques qui soutiennent la phase de récupération ou de repos. des narcotiques et des tranquillisants. leurs injections et leurs comprimés. les sympathicotoniques. qui accentuent le stress. est un processus végétatif hétérophasique. mais que bien entendu le cœur greffé ne pouvait fonctionner qu'avec un stimulateur cardiaque ! Même la digitaline. 2. Le professeur ne sut que répondre et s'empressa d'ajouter que la question n'avait pas encore été étudiée. ou ce que l'on prend pour tel. Ces apprentis-sorciers ! Comme si l'on pouvait duper un ordinateur tel que notre cerveau ! Comme si le cerveau ne se rendait pas compte de ce que les apprentis-sorciers étaient en train de fabriquer et de bousiller avec leurs infusions. Les médicaments paraissent d'autant plus efficaces qu'ils sont plus chers. Un médecin qui ne prescrit pas de médicaments n'est pas un vrai docteur. un médicament peut soit renforcer la sympathicotonie et 275 . Exemple : A l'occasion d'un congrès de cardiologie. D'innombrables patients ingurgitent tous les jours 10. sur le plan organique. des enzymes et des vitamines. Or c'est un fait que pratiquement aucun médicament n'agit directement sur l'organe. Par conséquent. voire 20 différentes espèces de médicaments pour et contre tout ce qu'on peut imaginer. Etant donné que le cancer. les parasympathicotoniques. s'il était sûr que le médicament agissait vraiment directement sur le cœur et si son effet ne s'exerçait pas plutôt sur le cerveau. il reste deux grands groupes de médicaments : 1. une fois résolu le conflit et amorcée la phase de guérison. Tous les autres médicaments agissent sur le cerveau et leur « effet » est pratiquement celui que produit l'empoisonnement du cerveau. la pénicilline et les remèdes contre la grippe agissent « seulement » sur le cerveau ! A noter : A l'exception des hormones. j ' a i demandé à un professeur qui décrivait l'effet sur le cœur d'un médicament stabilisateur du rythme cardiaque. pratiquement tous les médicaments agissent par la voie du cerveau ! Remarque : Si l'on fait abstraction des stupéfiants purs.

mais qui reste connecté nerveusement avec le cerveau. qui en soi est quelque chose de bon et de positif. on peut avoir recours à tous ces médicaments quand on désire atténuer l'effet de la vagotonie et réduire du même coup l'œdème cérébral. Il suffisait donc de tuer les méchantes petites bactéries pour éviter aussi les méchantes toxines. du fait qu'elles sont diamétralement opposées. du fait que les fibres nerveuses sont sectionnées ! Un mot sur la péniciline La péniciline est un cytostatique sympathicotonique. et les autres moins ou à peine. C'était une erreur ! Ce qui est vrai c'est que Fleming a « par mégarde » eu le bonheur de découvrir une substance provenant de moisissures. en revanche elle est inférieure à la cortisone dans les autres aires cérébrales. Un médicament ne peut pas agir simultanément dans les deux directions. qui sont provisoirement relevées de leurs fonctions. C'est aussi ce qui a amené les pharmacologues à croire que les agents opéraient directement sur un organe. Voilà pourquoi on peut l'utiliser dans la phase postconflictolytique pour atténuer l'œdème du tronc cérébral. ou inversement. On peut le prouver en branchant temporairement un organe sur un autre circuit sanguin. qui accentuent la vagotonie ou atténuent la sympathicotonie. tout cytostatique a un effet déprimant sur l'hématopoïèse : d'où son effet désastreux dans le traitement de la leucémie. qui a atténué l'œdème du tronc cérébral. En principe. Nous savons aussi que rien n'agit sur le cœur greffé. Le second groupe comprend tous les sédatifs et les anticonvulsifs.freiner la vagotonie. la pénicilline et la digitaline. 276 . Ce qu'il y a. Son action bactéricide est insignifiante et secondaire par rapport à l'effet qu'elle a sur l'œdème du tronc cérébral. Comme tout cytostatique et antiœdématique cette substance affecte aussi les bactéries. Comme la péniciline et les autres antibiotiques. l'organe qui n'est débranché qu'au point de vue sanguin. On s'est toujours imaginé que les produits de désintégration des bactéries faisaient l'effet de toxines et produisaient la fièvre. et du même coup dans le cerveau. réagit comme s'il était raccordé à la circulation sanguine originale. Si l'on fait passer le médicament en question dans le sang. la cortisone et l'hydrocortisone et des médicaments apparemment aussi différents que la caféine. Il ne s'agit pas de minimiser l'importance de la découverte de la péniciline et des autres antibiotiques. Le premier groupe des sympathictoniques comprend l'adrénaline et la noradrénaline. mais qui en excès est une complication. qui est la phase de guérison du cancer des os. Ce qui fait la différence entre les sympathicotoniques et les vagotoniques c'est qu'au cerveau ils agressent tout particulièrement des aires spécifiques. parce que leur travail est remis à plus tard : il se fera alors de façon moins dramatique. c'est que cette découverte a été effectuée à partir de prémisses et de notions complètement fausses. nos amies assidues. la théine. ainsi que bien d'autres encore.

60 à 70% des patients n'ont pas besoin de médicaments. mais le sauna. bien entendu. les anticéphalalgiques et les antimigraine. à midi 2 x 4 mg et le soir de nouveau 2 x 4 mg. s'il continue à prendre de la cortisone. On ne peut donc pas dire à un patient « repassez dans trois mois ». il va accroître l'intensité de son conflit. tous les sympathicotoniques sont possibles et indiqués. après la solution du conflit.Dosage recommandé pour l'hydrocortisone Pendant la phase de guérison. à savoir en fin de matinée et le soir 4 mg chaque. il vaut mieux pendant les 8 premières semaines consécutives à la conflictolyse donner tous les jours 2 x 4 mg d'hydrocortisone retard. Par ailleurs. au besoin 5 x 4 mg. Il y a toutefois moyen de se passer de quantité de médicaments en les remplaçant par des compresses froides. il ne faudrait pas que le patient supprime la cortisone d'un seul coup. Toutes ces recommandations ne valent. Le médicament le plus simple est une tasse de café. tous les antiinflammatoires comme les antihistaminiques et les antiallergiques. la cortisone est immédiatement contreindiquée. par une promenade à tête découverte. ci-dessous) dans ce cas il convient d'éliminer la cortisone progressivement en l'espace de quelques jours. Au bout de 8 semaines on peut ramener la dose quotidienne à 1 x 4 mg d'hydrocortisone retard. Parallèlement au traitement de base à la cortisone. La décision ne peut être prise toutefois qu'après s'être assuré à l'aide d'un scanner cérébral que ce n'est vraiment pas nécessaire. sans avoir attiré expressément son attention sur cette circonstance. soit au total 20 mg par jour. Nager en eau froide est également très efficace. en revanche ne convient pas : il peut provoquer très facilement un collapsus central cardio-vasculaire. comme l'insolation. plusieurs fois par jour. Les patients qui ont besoin de plus de 20 mg d'hydrocortisone. il convient de donner 4 x 4 mg d'hydrocortisone retard. Recommandation en cas de récidive ou de nouveau DHS Il s'ensuit qu'en cas de nouveau DHS. doivent être traités autant que possible sous contrôle clinique. par temps frais. Si l'on n'est pas sûr. que pour la phase vagotonique pcl. par exemple le matin 1 x 4 mg. Point fondamental Il faut bien expliquer à chacun des patients que ces médicaments qu'on leur 277 . répartis pendant la journée. y compris la péniciline et autres antibiotiques. etc. A cette dose pendant ce laps de temps il n'y a pas d'effets secondaires à redouter. c'est-à-dire lorsque le patient est de nouveau en sympathicotonie. mais (v. des douches froides ou. ou dont un conflit responsable de leur cancer a duré longtemps. Quant aux patients qui ont un œdème au tronc cérébral ou qui ont eu plusieurs carcinomes. Le mieux serait évidemment que le nouveau conflit soit résolu immédiatement et que la médication puisse être maintenue telle quelle. En effet. résolus tous à la fois.

donne ne constituent pas un traitement du cancer, mais qu'ils visent seulement à atténuer l'œdème cérébral et corporel, qu'ils constituent par conséquent une mesure de précaution pour éviter des complications pendant l'autoguérison du cerveau et de l'organe corporel. Réduction progressive de la cortisone, éventuellement à l'aide d'ACTH

Autant que possible il ne faut pas arrêter d'un seul coup la cortisone. Il n'y a là rien de neuf, tout médecin le sait bien. A la fin du traitement, il convient d'injecter de l'ACTH retard (corticotrophine). Cette mesure ne s'impose que lorsque le patient a reçu des doses élevées de cortisone. En cas de nouveau DHS ou de DHS de récidive, il convient de réduire progressivement, mais très vite, la cortisone, dans la mesure où il n'y a pas moyen de résoudre rapidement le conflit. La crise épileptique Au cours de la phase postconflictolytique, tout patient fait une crise épileptique ou épileptoïde plus ou moins accusée. Dans les cas graves il convient toujours d'administrer immédiatement 50 mg d'hydrocortisone en injection intraveineuse, en recommençant éventuellement une seconde fois 6 à 8 heures plus tard à la même dose. On arrive souvent à atténuer ou même parfois à éviter totalement la crise épileptique en administrant prophilactiquement de petites doses de cortisone.

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3. Le plan organique : thérapie des complications organiques
Il convient peut-être de préciser que je ne suis pas absolument hostile à toute intervention chirurgicale. J'ai d'ailleurs mis au point il y a quelques années un scalpel pour faciliter le travail des chirurgiens et dont le tranchant est 20 fois supérieur à celui d'un scalpel normal. En effet, je suis partisan d'utiliser raisonnablement tout ce qui peut soulager le patient. En ce qui concerne maintenant les travaux du chirurgien dans l'optique de la Loi d'airain du cancer, il me semble qu'il y a un certain nombre de remarques à faire pour que le patient, justement, sache bien à quoi s'en tenir. 1. Dans la perspective de la médecine classique, la chirurgie ignorait jusqu'ici que le cancer, au niveau organique, est relativement peu important et qu'il s'arrête de progresser dès que le conflit est résolu au plan psychique et qu'il y a inversion de codage au niveau cérébral. Le reliquat de ce processus que nous appelons cancer est biologiquement d'une importance très secondaire pour l'organisme. 2. Par voie de conséquence, la chirurgie classique n ' a pas tenu compte des corrélations entre les organes opérés et l'ordinateur qu'est notre cerveau. Sauf exception louable, les neurochirurgiens ont excisé en toute innocence ce qu'ils prenaient pour des « tumeurs cérébrales », mais qui n'était en réalité que des foyers de Hamer relativement anodins, généralement guéris ou en voie de guérison. 3. De toute manière, la chirurgie classique n ' a pas, sauf exception rarissime, discerné un lien de cause à effet entre psychisme et ostéolyse. Le lecteur est maintenant assez informé pour se rendre compte des conséquences catastrophiques que ce non-discernement a pu avoir pour les patients. 4. La chirurgie classique ne s'est pas préoccupée non plus, sauf exception remarquable, des processus d'ordre végétatif qui, en corrélation avec le cancer, se déroulent selon un schéma bien déterminé. Il est donc bien aisé de percevoir maintenant, rétrospectivement, à quel danger inouï s'exposait jusqu'ici un patient cancéreux, dont le conflit était résolu et qui se trouvait par conséquent en état de profonde vagotonie. Suivant l'importance de l'œdématisation cérébrale une anesthésie générale pouvait être fatale. Opérer sans avoir pris connaissance au préalable du scanner cérébral du patient cancéreux, c'était lui faire courir un risque énorme. En effet, si l'opération n'est pas d'une nécessité vitale, l'œdème cérébral est une contre-indication absolue, surtout si le foyer de Hamer est situé dans le tronc cérébral, c'est-à-dire à proximité immédiate des centres vitaux. Sans compter qu'une opération effectuée pendant la phase postconflictolytique de guérison vagotonique constitue de toute manière un risque énorme sur le plan organique, vu que pendant cette phase tout saigne et suppure : le risque de complication est colossal. S'il le faut 279

absolument, il vaut mieux opérer la tumeur cancéreuse une fois terminée la phase de guérison. 5. Si le patient se trouve encore dans la phase de conflit actif, le cancer va continuer de proliférer après l'opération, de la même manière qu'avant. L'opération est donc également inutile et conte-indiquée dans cette phase, d'autant que le patient fera certainement une récidive, qui lui vaudra une nouvelle panique lorsqu'il en prendra soudain connaissance. Le patient, maître des décisions en matière d'intervention chirurgicale. Dans l'optique de la médecine nouvelle, le patient est un partenaire, auquel le médecin peut offrir son aide. Je suis convaincu qu'à l'avenir, la plupart des patients renonceront à l'aide chirurgicale lorsqu'il s'agira de décider si l'on doit ou non exciser leur tumeur inoffensive. Du fait justement que pour la grande majorité des patients il n'y a pas péril en la demeure et aucune nécessité d'opérer, je suis convaincu que dans le cadre de la médecine nouvelle le pourcentage des patients à vouloir se faire opérer sera minime. Tout patient raisonnable y réfléchira à deux fois avant de courir le risque énorme de faire exciser une tumeur anodine, surtout en pleine phase de vagotonie. J'estime qu'à l'avenir les excisions de tumeurs ne représenteront plus que 10% environ de ce qu'elles totalisent actuellement. Et d'ailleurs ces excisions seront des « opérations anodines », il ne sera plus question d'ablations mutilantes, dont le « protocole » exige qu'il soit nettoyé tout autour en « taillant dans le vif » : on se contentera alors de lever ou supprimer les obstacles mécaniques. Ne nous faisons pas d'illusions, il faudra du temps encore avant que ne soit « extirpée » cette peur panique, qui a été profondément inculquée dans nos consciences. D'ici là, combien de « sorcières » vont devoir encore monter sur le bûcher d'une « inquisition » anachronique. Ce qu'il nous faut, en revanche, c'est de la « petite chirurgie » pour remédier à de petites complications : par exemple, un drainage d'ascite dans la veine fémorale, un drainage péricardique dans la plèvre, etc., constituent de petites interventions importantes, qui peuvent épargner bien des souffrances au patient. Mais ces interventions minimes ne prendront tout leur sens et n'auront une raison d'être que dans la perspective de la médecine nouvelle. Ainsi, par exemple, lorsqu'une ascite, accumulation de liquide dans la cavité péritonéale, cessera d'être interprétée dans la pratique médicale comme « le commencement de la fin », pour devenir le rayon d'espoir annonçant la guérison, on abordera tout autrement une complication de ce symptôme favorable ! Alternative : « l'élimination naturelle du cancer ». La détective médicale est un métier passionnant et j ' a i été ravi de découvrir que les bactéries sont nos amies, nos auxiliaires bénévoles hautement spécialisés, nos « symbiotes ». Pourquoi refuser leur aide gratuite ? 280

Le déblaiement d'un carcinome colonique par d'inoffensives bactéries tuberculeuses du type « bovinus » est peut-être bien moins dangereux, parce que plus naturel, qu'une énorme opération abdominale. Il faudrait commencer par acquérir une certaine expérience de cette nouvelle « thérapie biologique ». De toute manière, l'indication d'une telle « opération biologique » dépendra beaucoup de la localisation de la tumeur. Et d'autre part il s'agira en tout premier lieu d'établir si cette opération — biologique ou mécanique — est absolument nécessaire, en raison des risques d'occlusion intestinale. Il va falloir écrire de nouveaux manuels, avec de nouvelles indications, parce que nous partons d'une base totalement nouvelle.

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13. La crise épileptique passage normal à la phase de guérison

Toute maladie cancéreuse a certains points marquants, qui sont 1. DHS = Début de la maladie, début de l'activité conflictuelle 2. CL = Début de la phase de guérison, fin de l'activité conflictuelle 3. CE = Crise épileptique = point d'inversion entre la progression et la régression de l'œdème (au cerveau et dans l'organe) 4. VRN = Re-Normalisation Végétative C'est dans ce cadre que se déroule toute évolution de la maladie cancéreuse. Mais ce schéma ne vaut que pour le cas où il n'y a qu'une seule maladie cancéreuse. Au cas où il y en aurait plusieurs simultanément, plusieurs possibilités peuvent se présenter : au point de vue du déroulement, elles peuvent être en phase et déphasées Comme la plupart des choses abordées ici, celle-ci est en principe tout à fait simple. Mais c'est dans le détail, dit le proverbe, que se trouve le diable, et c'est bien le cas ici. Naturellement, lorsque deux conflits débutent par un DHS simultané et sont des conflits cérébralement analogues, ayant leurs centres-relais dans des parties comparables du même cerveau (p. ex. hémisphères), on peut théoriquement dire qu'ils sont en phase, surtout s'ils ont été déclenchés simultanément. Mais tout de suite on se heurte à la première difficulté systématique : il est rare que les processus de guérison soient en phase. Cela tient à ce que l'intensité conflictuelle de deux conflits simultanés n'est évidemment pas la même. Ainsi, par exemple, il se peut que l'un des deux conflits ait fortement diminué d'intensité dans l'intervalle, et il n'est pas forcé non plus que les deux conflits soient résolus en même temps. Nous disons alors : un conflit est encore en suspens, ou « en balance ».

D'autres complications résultent forcément du fait que les débuts des conflits (DHS) n'ont pas eu lieu simultanément. C'est actuellement le cas le plus fréquent : le patient reçoit brutalement, en pleine figure, le diagnostic et le pronostic d'un médecin inconscient, et ce second DHS déclenche son second cancer. Toute l'affaire se complique encore du fait qu'à des conflictolyses intervenues entre-temps succèdent de nouvelles récidives de conflit. Parallèlement, il se peut fort bien qu'un second conflit demeure en activité permanente : c'est une situation que nous ont rendue familière les conflits « en balance ». Dans de tels cas le patient n'a pas les mains chaudes de quelqu'un en bonne santé, mais du fait que chez lui la sympathicotonie durable et la vagotonie durable s'emmêlent et s'enchevêtrent, il est « à moitié en état de stress » ! En fin de compte, cet état singulier n'est pas à mettre sur le même plan que la normotonie, il en est qualitativement totalement différent. Notre médecine actuelle ne tient absolument pas compte de ce genre de choses. Tout ce qui n'est pas normal peut être tout au plus une « dystonie végétative » (« Tu as une araignée dans le plafond »). Il faut commencer par savoir et comprendre tout cela pour arriver à saisir ce que signifie une « crise épileptique », pendant le processus de guérison, ce qu'elle est essentiellement, quand elle survient, dans quelle constellation, etc. A noter : 1. La crise épileptique au cours du processus de guérison d'un cancer est le point d'inversion au sommet de la phase d'œdématisation, qui amorce la phase d'expulsion de l'œdème; 2. Tout cancer a une crise épileptique ou épileptoïde au point culminant et en même temps au point d'inversion de l'œdème de guérison (phase d'hydratation), qui amorce la phase d'expulsion ou de déshydratation. 3. Ces crises épileptiques ou épileptoïdes ont une évolution clinique très différente, selon la localisation du foyer de Hamer au cerveau 4. Seules les crises épileptiques corticales ont des crampes tonico-cloniques du fait de la participation du cortex moteur prérolandique. Les autres crises épileptoïdes du cervelet, du tronc cérébral ou du diencéphale ont leur propre tableau clinique bien spécifique, sans contractures musculaires toniques et cloniques. 5. Après la crise épileptique, l'œdème de guérison régresse. 6. Un cancer sur deux ou trois fait, au cours de la phase de guérison, une crise épileptique ou épileptiforme. Une conflictolyse simultanée de plusieurs conflits peut donc être dangereuse, du fait qu'alors plusieurs parties du cerveau sont simultanément le siège d'une épilepsie ou d'un processus épileptoïde. 7. L'épilepsie (voir le chapitre sur l'épilepsie) n'est pas une maladie continue spécifique, mais — même en cas de crises épileptiques fréquentes — une « constellation de processus de guérison se reproduisant chroniquement. 286

8. L'infarctus du myocarde est une sorte d'épilepsie lorsque les aires corticales de la région insulaire sont touchées ! Par souci de clarté, nous n'allons envisager que deux possibilités de constellation : d'abord, « le cas normal » :

Il s'énonce ainsi : L'aire constituée par la courbe de l'intensité du conflit pendant la phase active du conflit, depuis le DHS jusqu'à la conflictolyse, correspond en gros à la surface que le degré de vagotonie, mesurable à l'ampleur de l'œdématisation, forme avec l'axe des X. C'est-à-dire : plus le conflit a été intense et plus longue a été sa durée, plus importante sera l'œdématisation et plus elle sera prolongée. 287

Si nous admettons que toute maladie cancéreuse a aussi pendant sa phase de guérison « son type spécial de crise épileptique », qui est naturellement fonction du type de conflit et de la localisation correspondante du foyer de Hamer, alors il est important de savoir : 1. Quel était le conflit ? 2. Quand a eu lieu le DHS ? 3. Combien de temps a duré le conflit ? 4. Le conflit est-il déjà résolu ? 5. Quand faut-il escompter la crise épileptique ? 6. Quelle intensité aura la crise épileptique escomptée ? 7. Sous quelle forme se manifestera la crise épileptique ou épileptoïde ? 8. Comment peut-on prévenir cette crise épileptique ou épileptoïde ? L'infarctus du myocarde est une crise épileptique, souvent aussi une crise épileptoïde. Le foyer de Hamer est situé dans la région insulaire de l'hémisphère droit. Connaissant la durée et l'intensité du conflit on peut, avec un degré de probabilité voisinant la certitude, prévoir dans la plupart des cas 3 à 6 semaines auparavant, c'est-à-dire au moment de la conflictolyse, si le patient survivra ou non — en utilisant les méthodes actuelles. Dans notre étude viennoise sur l'infarctus du myocarde, aucun patient n'a survécu lorsque le conflit de territoire avait duré plus de 9 mois. A condition, bien entendu, que l'activité conflictuelle ait été « normale ». En cas d'activité conflictuelle inférieure à la « normale », un patient auquel on appliquerait la soi-disant thérapeutique actuelle pourrait survivre, même si le conflit avait duré plus d'un an. Les patients ont toujours fait « leur crise épileptique » 3 à 6 semaines après la conflictolyse, pour certains mon expérience m'a permis de prédire cette crise avec une grande précision. Voici, très schématiquement, comment se déroule la crise épileptique dans le cas de l'infarctus du myocarde :

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Pour la prophylaxie des complications cérébrales, qui font partie du système et sont par conséquent tout à fait normales, il est naturellement vital pour le patient que le médecin sache à quelles complications il doit s'attendre et à quel moment telle ou telle d'entr'elles se produira. Nous en avons parlé au chapitre de la thérapeutique du cancer. Ce qui nous intéresse surtout ici, c'est la crise épileptique, qui non seulement est inhérente à tout processus de guérison consécutif à la phase active du cancer (PAC), mais qui est aussi très dangereuse ! Si le patient a fait plusieurs cancers déclenchés par autant de chocs conflictuels (DHS), alors, à chacune de ces phases de conflit actif, correspond après la conflictolyse une « crise épileptique ». Cette crise est souvent masquée. Cas où la crise épileptique est masquée 1. Simultanéité de différentes phases de cancers divers Une crise épileptique ou épileptoïde peut être masquée si elle intervient au moment où un autre cancer se trouve encore en phase active. L'effet produit est alors le même que si l'on administrait de la cortisone, de la péniciline ou d'autres sympathicotoniques. 2. Localisation du foyer de Hamer comme critère du type de crise épileptique ou épileptoïde Certaines formes de crise épileptique sont faciles à reconnaître, par exemple les crises épileptiques correspondant aux foyers de Hamer dans le cortex, c'est-à-dire dans la substance grise qui occupe toute la surface des circonvolutions cérébrales dans le télencéphale. Le plus souvent il y a réaction du cortex tout entier, et les contractions musculaires tonicocloniques déclenchées par le cortex moteur prérolandique, ou circonvolution précentrale, ne peuvent guère passer inaperçues. Généralement, le pont de Varole (protubérance annulaire) ou la moelle allongée (bulbe rachidien) du tronc cérébral réagissent en même temps que le cortex, 289

suivant la nature de la peur. Nous pouvons constater aussi dans une certaine mesure les crises épileptiques déclenchées par des foyers de Hamer localisés dans les aires d'origine des nerfs crâniens. Mais il est presque impossible de constater une crise épileptique consécutive à un conflit de dévalorisation de soi, à un conflit d'eau ou à un conflit mère-enfant. Et pourtant, ces conflits ont eux aussi « leur crise épileptique ou épileptiforme spécifique ». Il nous faut apprendre à classer les symptômes de ces crises épileptiformes. Dans le cas d'un conflit de dévalorisation de soi, le symptôme caractéristique consiste en une diminution à court terme des thrombocytes (plaquettes), qui ne dure souvent que quelques heures, mais peut donner lieu à des hémorragies fâcheuses. Cependant ce même symptôme peut déclencher aussi une brève récidive de conflit de dévalorisation de soi, qui est accompagné de panique. Dans le cas d'un conflit d'eau, la crise épileptique peut provoquer une sorte de colique néphrétique, ne donnant lieu éventuellement qu'à une élimination de sables rénaux. 3. Dissimulation médicamenteuse Vu toute la gamme de médicaments que tout patient reçoit normalement dans un hôpital du type traditionnel, les médecins finissent par ne plus savoir ce qui fait de l'effet, quand, où et comment. On s'était complètement trompé — en principe ! En effet, presque tous les médicaments n'agissent pratiquement que par l'intermédiaire du cerveau. Mais les médecins se figurent que les médicaments agissent directement sur l'organe ou les organes, de même qu'ils ont toujours cru en l'action de prétendus « carcinogènes », qui n'existent pas. Or, si le cerveau, sur lequel agissent les médicaments, est perturbé dans son fonctionnement par des foyers de Hamer, nous assistons souvent à des « réactions paradoxales », que personne ne pouvait comprendre. Du fait de l'action convergente ou divergente, totalement fortuite, des nombreux médicaments administrés, il se peut qu'il y ait uniquement simulation d'une crise épileptique, ou qu'une crise effective soit dissimulée La crise épileptique dans la phase de guérison, on devrait même dire la crise épileptique obligatoire dans la phase de guérison, est l'un des phénomènes les plus importants et les plus lourds de conséquences de tout le système de la Loi d'airain du cancer. La crise épileptique est la cause la plus fréquente de la mort dans la phase de guérison après la solution du conflit. En tant que cause de mort elle est encore bien plus fréquente que l'œdème cérébral avant la crise épileptique, où le patient peut tout simplement mourir d'une hypertension intracrânienne. A noter : La crise épileptique ou épileptoïde dans la phase de guérison postconflictolytique est l'une des causes les plus fréquentes de mort et de complications de la guérison ! Son atténuation préventive est d'une importance capitale. C'est particulièrement évident dans le cas de l'infarctus du myocarde. 290

La nature de la crise épileptique Au terme de cette longue discussion, chacun s'interroge sur ce qu'est au fond la crise épileptique. On peut en donner une triple définition : 1. La crise épileptique est le point d'inversion pendant la phase de guérison, c'est le début d'une contre-régulation, et par conséquent 2. C'est un bref pat neurovégétatif ! 3. C'est une décharge électrique, analogue à un éclair d'orage, qui éclate entre deux champs de pôles contraires, quasi un « pat électrique ».

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Rapide Paris-Cologne, 6 octobre 1984. Départ 7 h 37 Un événement mémorable devait marquer ce voyage Paris-Cologne : l'émotion mal dissimulée de quelques dizaines de lycéennes parisiennes (12-13 ans) prenant congé sur le quai de la gare du Nord de toute une classe de lycéens de Hambourg (14-15 ans), qu'elles avaient accueillis dans leurs familles pendant près de deux mois, riches en émotions juvéniles. Vers 9 h 30 je fus réveillé par un appel du chef de train, qui réclamait par haut-parleur la présence urgente d'un médecin au compartiment... Sur place, six compartiments plus loin, un jeune lycéen allemand, pris d'une crise épileptique (grand mal), reprenait connaissance. Normalement, dans des cas pareils, la prochaine station est priée, par radio, de préparer une ambulance pour le transport d'urgence à l'hôpital le plus proche. On attendait de moi que je donne des instructions dans ce sens. Mais après les adieux déchirants sur le quai de la gare du Nord, je savais déjà à quoi m'en tenir. Pour compléter mon diagnostic, il me manquait encore le DHS de peur (de la mort). Je m'assis donc sur la banquette à côté du jeune lycéen, qui était encore choqué, mais dont la circulation se remettait, et lui demandai depuis quand il avait des crises pareilles. Il me dit que la première datait d'un an et que depuis ça lui avait repris deux ou trois fois. « Et que s'était-il passé avant la première crise ? » Il me répondit : « Rien ». Ce qui était à la fois vrai et faux. Je lui demandai alors : « Quel a été l'événement le plus effrayant de ta vie, dont tu as gardé le plus mauvais souvenir ? » Il eut un tressaillement, l'effroi dans son regard me fit comprendre que j'étais sur la bonne voie. Le lycéen répondit : « Rien ». C'est que la prof, et des camarades de classe, se tenaient debout à la porte entrouverte du compartiment. La prof comprit lorsque je dis : « Ce à quoi tu penses c'est justement ça que je veux dire. » Elle s'éclipsa discrètement et ferma la porte. Nous étions seuls, sans témoins, l'adolescent n'avait plus à redouter le regard moqueur de ses camarades : « Un grand garçon de 14 ans n'a pas à avoir peur ». Il me raconta que ce à quoi il avait pensé tout de suite c'était de loin l'événement le plus terrible de sa vie, « l'affaire de l'ambulance ». Un an plus tôt il avait eu une mauvaise grippe et la fièvre n'arrêtant pas de grimper, ses parents affolés avaient appelé le « Samu ». Ce jour-là, les « urgences de service » se trouvaient à 20 km de là, à l'autre bout de Hambourg, 20 km séparé de ses parents, dans l'isolement complet, avec des maux de tête et la grippe, paniqué à la pensée de l'hôpital, où il serait seul à affronter l'inconnu : qu'allait-on faire de lui ? Il y avait un an de cela. Un ou deux jours plus tard, la vie reprenait son visage normal, et tout d'un coup il fit à l'hôpital sa première crise d'épilepsie. Par la suite, il s'était retrouvé à deux reprises dans des situations analogues de peur panique, d'abandon, de délaissement et d'isolement, bien que dans des conditions un peu moins dramatiques. A chaque fois, alors que tout était de nouveau rentré dans l'ordre, s'était normalisé, il avait été pris de crises convulsives. Je tranquillisai mon jeune patient en lui expliquant ce qui lui était arrivé. 292

je lui conseillai d'aller prendre une tasse de café ou de thé au wagon-restaurant. ce qui rendait fort improbable une reprise des convulsions.La douleur des adieux de la famille française. Le lycéen acquiesça d'un mouvement des paupières : « Oui. épileptique à vie. le conflit s'était dissipé comme par enchantement. dont il avait fait la connaissance dans cette famille. De quoi le rendre. par l'atmosphère de Hambourg. éventuellement. c'était exactement le même sentiment qu'à l'époque. Avec le temps. dans l'élan primesautier de ses 14 ans. Je lui dis que non. mais cette fois dans un pays étranger. de nouveau la solitude paniquante jusqu'à la prochaine clinique neurochirurgicale. « tout va bien ». où il s'était senti si bien. et qui savent s'y prendre ?» A mon tour je lui posai la question : « Et qui donc nous envoie la plupart des arrivistes. il s'était très vite retrouvé au sein de sa classe. il partit se réconforter en excellente compagnie. de cette copine qu'il avait vue pleurer à chaudes larmes sur le quai de la gare. dans l'ambiance de camaraderie collective. exactement comme un an plus tôt. et soutenu par deux petites camarades de sa classe. tout cela avait ravivé d'un seul coup et très intensément le sentiment de déréliction et d'isolement. qui pour franchir la barrière de la mention-très-bien ouvrant la porte aux études médicales. moins sujet à cette peur de déréliction. et surtout la séparation de la copine française. la rééditition presque point par point du choc traumatisant de son expédition à travers Hambourg. Je lui donnai à lire mon livre en lui conseillant surtout le chapitre sur l'épilepsie : « Vous comprendrez mieux ce qui vient de se passer dans le train : un heureux hasard lui a fait éviter de justesse la catastrophe ». » Le chef du train vint me demander s'il fallait commander une ambulance. En effet. Comme il n'avait pas d'argent. le pire qui pût lui arriver. cette sélection négative de lèche-cul. J'expliquai à la prof ce qui s'était passé et lui demandai de bien s'occuper de lui. incite systématiquement à la flagornerie dans les relations avec les profs de lycée ? » Elle devint pensive : « Vous avez peut-être raison. l'isolement. c'était que se reproduise — au vu de ses camarades de classe — la même situation qu'un an auparavant : le girophare bleu et la sirène de l'ambulance. C'était là tout le secret de 1'« épilepsie juvénile ». et dont il s'était épris spontanément. Quant au jeune garçon. Elle me répondit : « Où trouve-t-on encore aujourd'hui des médecins qui s'intéressent à l'âme et aux angoisses de leur patient. En prescrivant ce stimulant j'entendais freiner la vagotonie excessive. je lui remis 5 marks. lorsque le signal bleu clignotant et la sirène de l'ambulance frayait un passage au « Samu » qui fonçait vers un hôpital paniquant. il finirait sûrement par être moins fragile. repris par son milieu habituel. » 293 . à la sortie de Paris. Dans le train.

alors que son chef n'était que « cadet ». il se portait bien. Petit. et l'ancien « cadet » et actuel chef d'autre part. le patient dit : « Je vous en prie. le patient eut un nouveau chef. Plus âgé que son chef hiérarchique. L'étonnant c'est que ces crises survenaient presque régulièrement. que le chef ne cherchait qu'une occasion pour le coincer. il y avait des étincelles dans l'air. juste avant d'exposer son travail écrit et de le motiver oralement. En 1979. Lorsque le nouveau chef vint rejoindre son poste de commandement et que les deux officiers se retrouvèrent en même temps devant la porte d'entrée. A chaque fois on 294 . La tension était alors à son paroxisme. c'est-à-dire qu'il faisait des crises d'épilepsie. A partir de ce moment il se trouvait en état de stress. d'ailleurs à juste titre. comme il devait s'avérer par la suite. A chaque fois il faisait un D H S . sportif. Le patient s'imaginait à chaque fois. c'était un ancien officier. A part cela.Le patient. nerveux. il avait en outre sur lui l'avantage d'avoir été officier pendant la guerre. Tous les mois il faisait une récidive. Tous les mois. Personne ne pouvait se l'expliquer. les jeunes ont la préséance ». d'une part. et à partir de ce jour-là ce fut la guerre entre l'ancien officier et actuel subordonné. avait le type masculin. Le nouveau chef comprit l'affront. toutes les 4 semaines. Il avait un conflit de territoire. qui incluait le cortex. qu'il devait effectuer par écrit. depuis l'automne 79. surtout vers la fin du délai imparti. dont voici le scanner. le patient se vit assigner un nouveau travail. avait une épilepsie. Ce patient faisait une sorte d'épilepsie « territoriale ». une récidive. en sympathicotonie. suivie tous les mois d'une solution. et à la suite de cette conflictolyse il faisait à chaque fois une crise d'épilepsie. L'exposé oral était toujours fort brillant.

en position « territoriale » insulaire. en bas. Même à l'état sauvage on ne trouverait guère de lutte plus implacable pour la possession d'un territoire. nous voyons que l'œdème de guérison atteint le cortex dans la fosse cérébrale moyenne. le pauvre homme fut obligé tous les mois de marquer de nouveau son territoire. en guise d'adieu. Herr Kadett ! ».. dont il fit un cancer ulcératif de l'estomac. Voilà à quoi ressemble le type classique d'épilepsie à base de conflit de territoire. à savoir un foyer correspondant à une vive contrariété d'ordre territorial. Tous les mois. C'est au fond comme cela que se déroulent toutes les épilepsies. l'œdème disparaît pendant la phase active du conflit.retrouvait l'officier d'ordonnance. une grande crise d'épilepsie. mais ce fut la dernière car désormais le chef restait à tout jamais le Kadett ! La flèche indique le petit foyer de Hamer. il faisait régulièrement sa crise d'épilepsie. Curieusement. au niveau cortical. mais qui de toute évidence n'était pas à l'origine de ses crises d'épilepsie. il prit congé de son chef. empli d'oedème. Herr Ordonnanz-Offizier ! ». c'est-à-dire dans la région du marquage de territoire. et en face de lui son chef redevenait le « cadet » lorsque le patient célébrait son exposé et démolissait facilement les objections de son chef. après la conflictolyse. Le patient rétorqua : « Au revoir. mais en revanche. Au cours de la nuit suivante. A la suite de quoi il fit encore. on trouve ce foyer de Hamer oedématisé. e 295 . le « cadet ». Sur le cliché de droite. qui lui dit : « Au revoir. ça ne lui arrivait jamais pendant les vacances ! Lorsqu'il prit sa retraite. C'était bien ça : six années durant. Le patient avait de surcroît un 2 foyer de Hamer territorial. à droite.

ou même plus petit encore. c'est-à-dire qui n'enserre pas le cœur tout entier. puisqu'il s'agissait régulièrement du même « phénomène territorial ».Sur le cliché ci-dessous nous voyons un épanchement péricardique. Les crises d'épilepsie devaient sans doute. qui est peut-être compartimenté. 296 . s'accompagner tous les mois d'un petit épanchement péricardique compartimenté. tel que celui-ci.

A l'époque. il s'agit toujours du même foyer de Hamer. mais paraît d'ailleurs être déjà cicatrisé. Du fait que la peur initiale était en relation avec le père et que celui-ci était pour elle le modèle sur lequel elle calquait sa conduite. Lorsque tout est rentré dans l'ordre. 297 . la jeune femme voulait se suicider. les peurs et les rêves angoissants n'ont fait qu'empirer. Son père est mort de leucémie. elle fait sa crise d'épilepsie.Cette jeune femme de 26 ans est affligée depuis l'âge de 8 ans de crises d'épilepsie consécutives à une peur terrible. Sur le scanner cérébral nous voyons à gauche en position frontale un foyer de Hamer cortical. On peut supposer que depuis sa première crise d'épilepsie. il y a un an. Depuis lors. elle a toujours eu en de pareilles circonstances des peurs paniques. dont elle rêve aussi. Il est nettement œdématisé.

. se retournait furtivement. La seule personne au courant de ces relations. La flèche de droite indique le foyer de Hamer du conflit de peur dans la nuque. c'est-à-dire au bassinet gauche et à un ulcère du bassinet. C'est la raison pour laquelle elle tremblait de peur. avec le foyer typique de conflit de peur dans la nuque. c'était la fille de l'amant. Ce scanner.On pourrait intituler ce cas et le suivant « aventures amoureuses à la turque ». C'est d'elle que provient le scanner suivant. pour voir si on la suivait lorsqu'elle filait au rendez-vous. celle de gauche vise le foyer de Hamer correspondant au conflit féminin de marquage de territoire. qui avait des relations intimes avec le cousin de son mari. soit au plus tard le lendemain. âgée de 16 ans. et qui devait jouer occasionnellement le rôle de « postillon d'amour ». est celui d'une épouse turque.. 298 . Elle était pleinement consciente de ce qui lui arriverait au cas où ça s'ébruiterait. Elle faisait une crise d'épilepsie soit immédiatement après. qui elle aussi faisait des crises d'épilepsie.

. 299 .. après le souper. elle se mettait à trembler de tous ses membres.. La flèche signale le conflit de peur dans la nuque à droite. au clair de lune. Elle était au courant des relations extra-maritales de son père et. « au café ».Voici le scanner de la fille du cousin de son mari. ou avait des absences le lendemain.. par le mari jaloux. avaient des problèmes de vision à l'œil gauche. Elle faisait toujours des crises d'épilepsie la nuit même. au lit. et ne se calmait qu'au retour de son père. elle avait une peur panique (dans la nuque) que son père soit assassiné un beau soir. Chaque fois que le père s'en allait. aussi bien que la jeune fille turque. La femme turque.

Elle attendait un enfant.Ces scanners proviennent d'un travailleur étranger. Quinze ans plus tard. il reçut d'une femme de son patelin. 300 . Et ce sont des images comme celles-ci que l'on trouve alors au cerveau. originaire du même patelin que lui. une voisine vint lui annoncer que la jeune fille en question était morte en couches. Il finit par rencontrer cette femme et il s'avéra qu'il s'agissait de tout autre chose. qui le brûla comme un pic rougi au feu. Le patient a un foyer de peur dans la nuque. qui travaille depuis 18 ans dans la Ruhr. il se mit de nouveau à trembler de tous ses membres. Le lendemain. Après avoir lu la lettre. Le patient fit un DHS. Il fit de nouveau un DHS. il fit sa première crise d'épilepsie qui fut suivie de bien d'autres par la suite. Il y a une quinzaine d'années il s'est épris d'une fille de 16 ans. De toute évidence c'est ce foyer de Hamer qui est responsable de l'épilepsie. cet œdème périfocal atteint le cortex. en position pariéto-occipitale gauche. entouré d'un œdème tout récent. Un peu plus tard. sa femme lui fit part de la même nouvelle catastrophique. car il ne s'imaginait pas qu'il pût s'agir d'autre chose et il pensait que la voisine avait dû recevoir à l'époque des confidences de son amie. une lettre l'informant qu'elle avait quelque chose d'important à lui dire. il fut littéralement renversé et se mit à trembler de tous ses membres. Comme nous le voyons sur la coupe de droite. Un jour. du fait qu'il rêvait souvent que l'on cherchait à le contacter à propos de cette affaire. marié.

aussi bien qu'à présent. ont repris de l'activité et sont de nouveau entourés d'oedème de solution. 301 . nous voyons que l'ancien foyer de peur frontale à droite et le vieux foyer de peur dans la nuque. à droite. il y a 15 ans. à l'exception d'un « conflit paracentral en balance ». A côté de ce foyer de conflit paracentral.Mais à côté de ce foyer de Hamer nous en trouvons au moins trois autres. et l'est de nouveau à présent. le patient pourrait faire aussi ses crises d'épilepsie du fait de son foyer de peur frontale. En reconstituant tout cela. dont nous reconnaissons l'œdème au fait que la faux du cerveau est déportée vers la gauche de la ligne médiane. nous constatons qu'à l'époque. En théorie. On pourrait presque dire : la personnalité tout entière de cet homme était habitée à l'époque. le patient a dû se trouver en « constellation schizophrénique ». Il se pourrait pareillement que la crise d'épilepsie fût déclenchée par le conflit de peur dans la nuque. par une énorme peur. à droite en position occipitale. Mais il est plus vraisemblable que ces crises d'épilepsie aient été occasionnées par la partie corticale du gros foyer de peur en position pariéto-occipitale (« peur de la déréliction »). que nous pouvons voir presque au centre du cliché et que j ' a i marqué d'une flèche venant d'en haut à gauche. qui étaient probablement tous actifs il y a 15 ans. Ils furent inactivés par la suite.

elle eut la chance d'être initiée à la Loi d'airain du cancer. les cauchemars ont pris fin. sa peur dans la nuque. Même après le camp de vacances. parce qu'elle éprouvait de la gêne. dont elle présumait qu'elle était armée d'un couteau. raconter ses peurs oniriques. et pour la première fois elle put dire qu'elle se sentait changée depuis. elle fut engagée dans une lutte à mort avec une jeune fille algérienne. Et pourtant. dans ce cas. Le combat se termina par l'épuisement complet des deux filles. Mais au cours des quatre semaines suivantes au camp de vacances. est maintenant en bonne voie. elle ne fait plus de crises d'épilepsie. lorsqu'elle se voyait en songe épiée par la jeune fille du camp. elle osa pour la première fois parler du terrible combat nocturne. elle ne pouvait préciser comment. Ayant compris le rôle capital de la communication.Voici les scanners d'une jeune fille de 16 ans. cette communication. elle continua de rêver et de faire des crises d'épilepsie. qui la remplissaient d'une peur panique. qui se répercutaient chaque fois dans ses rêves. Le lendemain matin. elle fit sa première crise d'épilepsie avec morsure de la langue et convulsions toniques et cloniques. Ses rêves étaient toujours peuplés de visions de guerre. sur nos clichés. Auparavant. elle eut constamment peur que cette fille fougueuse ne l'épiât pour la surprendre dans un moment d'inattention. Ces échanges. Par l'intermédiaire d'amis. qui se trouvait dans un camp de vacances avec une autre jeune fille. après le combat. Cette jeune fille. n'est pas encore pleinement résolu mais ne fait qu'amorcer sa solution. Il y avait à présent 2 ans que s'était produit l'événement crucial de sa vie. ses angoisses mortelles. Un soir que toutes deux se promenaient sur la plage. C'est ce qui explique que ces secrets refoulés depuis si longtemps jaillirent comme 302 . Le conflit para-central qui. Elle fit encore quelques crises épileptiques pendant le camp de vacances. mais se contentait d'affirmer qu'elle se « sentait plus normale ». Le tout dura 2 ans. elle ne désirait rien aussi ardemment que de pouvoir se confier à quelqu'un. et au cours de cette période l'acuité visuelle de son œil droit diminuait de plus en plus. lui permirent de résoudre complètement ses conflits de peur. elle avait toujours rêvé à la guerre. est redevenue tout à fait normale depuis. c'est que la jeune fille n'avait jamais pu parler de ses peurs avec quelqu'un d'autre. qui s'était trouvée en « constellation schizophrénique » (cf. Elle a recouvré la santé. Ce qu'il y a de particulier. et elle savait que cette fois elle n'en sortirait pas vivante. le chapitre sur les psychoses).

dans le cortex visuel. lorsque dans les brefs intervalles entre rêve et crise d'épilepsie elle était en « constellation schizophrénique ». Il est merveilleux de pouvoir libérer une jeune fille de 18 ans tourmentée par ses peurs et ses angoisses. et en particulier dans celle d'une jeune fille de 16 ans.une fontaine le jour où elle rencontra des gens disposés à l'écouter et à parler systématiquement avec elle de ce qui l'opprimait. dont celui de droite correspond à un conflit de peur cruciale au thalamus. deux foyers de Hamer. Ceux qui ignorent ce qui se passe dans l'âme humaine. Je dirais qu'il suffit même d'un seul mot pour anéantir quelqu'un. c'est-à-dire au cortex sous la voûte crânienne. Elle en était tellement heureuse. et dont la trajectoire va pratiquement du cortex au thalamus droit. d'arriver à lui rendre son insouciance et à la délivrer de la tare d'une prétendue « épilepsie congénitale » ! Cela dédommage de tant de blessures infligées par une médecine ignorante. Tous les foyers de Hamer sont maintenant œdématisés. la jeune fille fit une dernière grande crise d'épilepsie. Les deux foyers commencent tout juste à s'entourer d'un peu d'œdème. nous voyons sur la coupe supérieure du scanner cérébral. A la suite de ce déballage. Il se pourrait qu'il y en ait aussi un quatrième au cortex visuel droit. Un troisième foyer de Hamer se trouve à droite en position frontobasale (conflit de peur frontale). rétrospectivement. Le foyer de Hamer en position paramédiane gauche ne paraît pas descendre aussi bas. A noter que cette jeune fille n'a plus besoin de médicaments. peuvent bien douter qu'il soit possible d'être à ce point détruit par une seule querelle (« guerre »). et surtout une fille de 303 . reconnaissante et soulagée ! Sur le premier cliché de la série. qui se pique d'orthodoxie. à s'imaginer l'état dans lequel elle se trouvait antérieurement. Les scanners ont été faits quelques jours après la longue conversation libératrice. Elle n'arrive plus. et un quatrième en position occipitale gauche.

3 mois plus tard. Mais cela mis à part. car nous pouvons à présent fort bien reconstituer ce qui s'est passé il y a 5 ans. Cela sentait le poulet rôti. il s'agissait en même temps d'un conflit territorial. Mais personne ne s'en aperçut. en effet. le patient fit un conflit de peur frontale en se versant par inadvertance de l'huile bouillante sur la main droite. notamment du lobe frontal. sans compter la modification de sa personnalité à la suite de l'excision d'une bonne partie du cerveau. on excisa pour ainsi dire son conflit. ils diagnostiquèrent avec la précision d'un couperet une « tumeur cérébrale ». mais en revanche il est affligé maintenant d'une épilepsie cicatricielle. Il dut faire à l'époque un cancer des sinus maxilaires à gauche. Lorsque les représentants de la médecine traditionnelle firent un scanner cérébral. en position fronto-temporale basale. âgé à présent de 41 ans.16 ans. Ils décidèrent donc d'opérer ce pauvre homme et lui extirpèrent une grande partie du lobe frontal droit et du lobe temporal droit. il y avait déjà longtemps que tout était guéri. il lui fallut arrêter immédiatement son travail et il ne savait pas s'il pourrait jamais travailler de nouveau comme cuisinier et s'il réussirait à se faire réembaucher par cet hôtel. Il y a 5 ans. sinon le patient n'aurait pas fait de crise d'épilepsie. A l'époque de ces clichés. le conflit fut résolu lorsque la plaie se mit à guérir. qui témoigne de la phase postconflictolytique de ce conflit de peur olfactive. il ne s'agissait pas seulement d'une querelle. qui de toute manière n'existait déjà plus à l'époque. se souvient le patient. constituent un document impressionnant de tragédie iatrogène. Les flèches signalent le foyer de Hamer très œdématisé à droite. c'était une lutte à mort ! Ces clichés d'un cuisinier. Ce faisant. Les clichés datent d'avant l'opération (juin 83). Pour le patient. car après l'échaudage. Le patient n'a plus de crises d'épilepsie provenant de son conflit de peur frontale. Il fit alors sa première crise épileptique. consécutive à l'ablation d'une partie du cerveau. il travaillait de nouveau depuis 3 mois et depuis le mois de mars il avait déjà fait 83 crises d'épilepsie ! 304 .

.Epilepsie — Conséquence d'un foyer de Hamer à la suite d'un conflit de peur de la mort par identification Cliché d'en haut : œdème de guérison au mésencéphale Clichés d'en bas : foyer de Hamer avec œdème périfocal à gauche. au cortex occipito-pariétal.

75) : Le directeur de l'orchestre. Karin demeurait inconsolable : elle demanda et obtint la trompette du maître. Karin fit des crises d'asthme chaque fois qu'elle avait très peur. « Willi ». une région corticale hyperdense (c'est-à-dire prenant le contraste). le conflit est résolu. Scheef ». « comme morte ». Au bout de deux heures il fut annoncé que la tentative de réanimation à l'hôpital n'avait pas réussi. Signé : Dr. Elle dit qu'elle lui était très attachée et qu'il lui fallait penser tout le temps à la mort. Immédiatement après la mort du maître. et surtout les garçons et les filles. A présent il redoutait qu'il ne récidive auprès des jeunes filles du nouvel orchestre. la tête dedans. Au bout de six mois elle avait surmonté le pire..5 cm on voit en position pariéto-occipitale droite. C'était le clou de la soirée. en décembre 78. et juste avant le spectacle il s'était produit une violente altercation entre les deux hommes (récidive de conflit de territoire). étaient entichés de cet homme aussi exceptionnel. la patiente fait 4 crises d'épilepsie (grand mal). On mesure le degré d'embar306 . qui était chef d'orchestre et soliste tout à la fois. caractérisée alors par son absence d'homogénéité parenchymateuse.2. tout à fait en haut. Elle dit qu'elle avait pensé intensément à Willi et à sa mort. Lors du premier concert. La grand-mère reste. lui-même trompette. De nouveau. En janvier 1979. dans le cadre de recherches à la clinique universitaire de Bonn on découvre sur un scanner cérébral un foyer de Hamer entouré d'un vaste œdème périfocal. trop assidu auprès d'une jeune fille de son orchestre. Une semaine après. comme l'appelaient ses jeunes amis.. Le chef d'orchestre avait repoussé cet « ennemi juré du territoire ». Karin. Elle se rendit tous les jours sur sa tombe. telle que nous l'observons fréquemment à l'occasion de perturbations de la circulation cérébrale d'origine angiospastique. avait déjà eu bien des années avant de gros ennuis avec un homme âgé. Tous les musiciens. dont on espérait la percée de cet orchestre. demeurèrent figés d'effroi. elle est terrifiée. elle assiste à la mise en bière de la sous-locataire. décrit comme une zone à œdème périfocal. dont il est donné évidemment une interprétation erronée. Un an après.1. elle fait sa première crise d'épilepsie. Parmi eux. Quelques semaines plus tard. Lorsqu'il eut terminé et que la tension se relâcha. La clinique a . il se produisit ceci (7. Celle-ci. en vie. C'est par cette circonlocution que l'on désignait autrefois un foyer de Hamer.Une jeune fille de 15 ans joue de la trompette dans un orchestre dirigé par un vieux musicien idéaliste. ce que ne fit aucun de ses camarades d'orchestre. et ses camarades. parce que désintéressé. Le conflit vicariant de peur de la mort était revenu. Pendant le concert. Deux ans après.79 : « Sur la coupe à 6. écrit au médecin de famille le 5. en 1978. Karin trouve sa grandmère gisant dans sa cuisine devant le frigo ouvert. qui l'avait pratiquement créé à partir de rien. une fille de 15 ans. il s'affaissa soudain et tomba raide mort aux pieds de la jeune Karin. On remarque toutefois sur plusieurs coupes une absence très nette d'homogénité parenchymateuse. exécuta magistralement un solo de trompette. pour le moment.

mort de la seconde grand-mère. Quatre jours après l'enterrement du père. Au cours des semaines suivantes. malgré l'ingestion de médicaments depuis 1975 ! — bien qu'elle n'ait plus fait de crise épileptique depuis juillet 83. si bien que du point de vue psychiatrique cela ne présente aucun intérêt. comme elle l'avait fait en découvrant sa grand-mère gisant par terre. En effet. De nouveau elle se culpabilise.ras et de perplexité que traduit ce constat purement parce que l'auteur de cette expertise « nage » complètement. sans recevoir de réponse. — Toujours des crises d'asthme. mais à laquelle elle n'avait pas rendu visite à l'hôpital. mais personne ne lui posa de questions sur le terrible événement central qu'elle avait vécu. La grand-mère finit par mourir. elle l'avait déjà appelée souvent au téléphone. Karin se culpabilise. elle fit encore plusieurs crises. nouvelles conclusions épileptiques (grand mal). tout le monde étant d'avis que cela valait mieux pour elle. toujours de nuit. Il n'arrive pas non plus à s'expliquer comment une fille si jeune peut attraper un truc comme ça. Deux semaines après. elle fit de nouveau une convulsion épileptique généralisée. en février 79. avec laquelle Karin s'entendait bien. Amélioration progressive. C'est que ça ne cadre pas avec les conflits freudiens. En mai 83 son père meurt. En janvier 84. Mais chaque fois qu'elle a très peur. La jeune fille subit un examen neurologique et psychiatrique approfondi à la clinique universitaire. en plein sommeil. par peur. 307 . la jeune fille fait des crises d'asthme. Quinze jours plus tard elle refait une crise de convulsions généralisée. la tête dans le frigo. Elle s'était reproché de n'avoir pas rendu visite depuis longtemps déjà à sa grand-mère. Ce conflit est résolu au bout d'une semaine environ.

est refoulée à gauche. à l'origine de ces clichés. Je n'ai jamais vu cette femme et n'ai appris l'histoire que par l'intermédiaire du mari. Cette conflictolyse date d'environ 3 semaines avant la réalisation de ces clichés. Mais si l'on excise une masse du lobe frontal. qui sépare les deux hémisphères en haut. et même les crises d'épilepsie finissent par s'arrêter. les quatre vilains esprits furent expulsés à leur tour.Scanner cérébral d'une femme très religieuse. qui avaient déjà perturbé sa fille. elle sut tout de suite que les esprits étaient de nouveau à l'œuvre. qui vivait dans la hantise des esprits. Elle fit un DHS de peur frontale. D'ordinaire ces gros foyers de Hamer circulaires sont qualifiés de « méningiomes ». Ce fut pour la patiente la solution du conflit. estropié à vie. le patient est. Elle fit une très violente récidive avec DHS à propos d'une affaire pareille lorsque son fils âgé de 26 ans. de 50 ans. On se figurait jusqu'ici qu'une tumeur méningée pouvait s'incarner au cerveau ! Il suffit d'attendre tranquillement que ces foyers d'apparence dramatique se mettent à régresser. Nous voyons que la faux du cerveau. Le foyer de Hamer s'exacerba. Lorsque sa mère se trouva à son chevet à la clinique. il ne se passera plus rien. Lorsque sa fille fit une crise d'épilepsie à l'âge de 15 ans. parce qu'ils paraissent si fermes sur les bords. c'est-àdire qu'il y eut relance de l'activité conflictuelle. Nous voyons ici un foyer de Hamer déjà consolidé au lobe frontal. fit une crise de catatonie. elle crut sérieusement qu'elle était habitée par 4 esprits de défunts. 308 . Les esprits furent paraît-il exorcisés. à condition qu'il ne se produise pas de nouvelles récidives de conflits. qui se trouvait en constellation schizophrénique avec conflit central. jusqu'à ce que finalement grâce à l'influence télépathique du guérisseur autrichien. et qu'il s'agissait des mêmes quatre esprits de défunts. c'està-dire expulsés par un guérisseur autrichien. au point de vue caractère. qui gonfle à présent pour la seconde fois et a provoqué aussi des crises d'épilepsie.

plus jeune qu'elle.Cette patiente qui. néanmoins ils furent tous les deux « surpris » ensemble et la patiente fit un grand conflit de peur bleue. Depuis 2 ans. Depuis lors. La séparation fut très dure. chaque fois qu'elle lui a pardonné et qu'il lui a juré ses grands dieux qu'il s'amenderait. Il était de nouveau en train de s'exhiber quelque part. avait pour objet un garçon sensible. A l'âge de 30 ans. elle se maria. mais elle refusa par crainte de ses parents et grands-parents. Lorsqu'après la naissance elle passa un coup de fil à la maison. fit pour la première fois une crise épileptique. Cliché de gauche : Flèches gauches : conflits de peur frontale et de peur bleue. en 1953. à l'âge de 17 ans. et que dans la petite ville tout le monde le savait. Flèches droites : conflits de peur frontale et territoriale Cliché de droite : foyer de peur pour un proche. mais son conflit de peur fut résolu provisoirement et elle fit sa première crise épileptique. Elle en fit un DHS. Elle était enceinte de 5 mois lorsque la police vint lui annoncer que son mari avait été arrêté pour cause d'exhibitionnisme. Elle apprit que son mari pratiquait l'exhibitionnisme depuis de nombreuses années déjà. elle faisait une crise d'épilespsie. cette femme âgée de près de 50 ans a un ami âgé de 20 309 . le conflit était provisoirement inopérant. La peur revient avec le second ami. Mais du fait qu'elle était enceinte. Le jeune homme voulait coucher avec elle. a un lobe frontal rempli de part et d'autre de foyers de Hamer. sans se douter que son mari était un exhibitionniste. la seconde conflictolyse fut suivie de la seconde crise épileptique. Elle ne coucha pas non plus avec celui-là. au tronc cérébral La patiente a une histoire singulière : Elle est âgée à présent de 51 ans et tient un petit commerce. Après la séparation du second ami. Ce fut son grand amour. à l'âge de 17 ans. son mari était absent. Son premier amour.

y compris toutes les récidives. Il lui arrive souvent de faire des crises épileptiques. à la maison. En effet. et du même coup sa peur d'être découverte avec son amant ou de le perdre. car il n'y a guère de chance que son comportement change. Ce cas vous permet de comprendre pourquoi tant d'épilepsies sont si difficiles à « guérir ».ans . par quoi voulez-vous commencer ? La catastrophe est programmée à l'avance dans les deux directions : la peur provoquée par les frasques du mari ne peut qu'empirer. éprouve du fait de la différence d'âge par rapport à son ami âgé de 20 ans. lorsqu'elle revient de chez son ami. 310 . que cette femme à présent masculine. avec lequel elle coucherait volontiers si elle n'avait pas aussi peur d'être surprise. mais je crois que la flèche gauche représente le conflit de peur bleue de cette femme droitière. tandis que la flèche droite signale le foyer de Hamer de la peur frontale. Je ne puis pas le prouver. Et d'autre part sa propre sexualité ne s'atténuera pas de sitôt.

Le stade avancé et terminal du cancer guéri .14.

lorsqu'on guérit définitivement un conflit qui a été en suspens depuis de nombreuses années. réfléchies. mais il n'est pas guéri. le cancer provoqué par le conflit en suspens est certes très affaibli. On part toujours de l'idée — jamais prouvée ! — que des cellules filles peuvent essaimer par migration sanguine et s'implanter dans une autre partie de l'organisme pour y fonder des colonies. les rayons et la chimie. 9). si bien que l'on croit ne plus pouvoir les opérer. Il est étrange que personne n'ait encore jamais eu l'idée de tirer les conséquences de cette comparaison. Le cerveau n'intéresse pas dans ce contexte. ou « métastases ». selon lequel ces cellules imaginaires emportées par le flux sanguin seraient temporairement coupées du cerveau mais réussiraient par la suite à s'y raccorder de nouveau pour retrouver exactement la structure histologique du tissu autochtone originaire de cet endroit colonisé par les cellules filles. En effet. que le « conflit en suspens » n ' a jamais eu de phase de guérison et n ' a donc jamais eu d'œdème intra. Du fait. Si bien que nous voyons chez l'animal les formes les plus authentiques du cancer guéri. il s'ensuit un œdème considérable à l'intérieur et autour du foyer de Hamer ! Pour la médecine classique et symptomatique. 313 . est systématiquement empoisonné à la morphine ou « euthanasié » au cyanure. cal). le cancer est censé être guéri lorsqu'il est « parti ».et périfocal à l'intérieur et autour du foyer de Hamer. baptisé plus tard « sarcome » Nous parlons de guérison après le cancer lorsque l'œdème cérébral de la phase de guérison a de nouveau complètement disparu. Cette conception erronée devrait présupposer un autre dogme. chap. Le DHS provoqué habituellement par le diagnostic-pronostic brutal. lui est heureusement épargné. le patient. qui ne répond plus au protocole. l'animal n'est pas insécurisé ou même paniqué par des pronostics affolants. les calciner aux rayons ou les rendre inoffensives par du poison cellulaire. C'est à partir du cancer des animaux que mon système est le plus facile à illustrer. Lorsque l'animal — à la suite d'un DHS et d'un conflit durable — fait un cancer. nous assistons normalement à la « forme d'évolution biologique » (cf. des angoisses intellectuelles. En effet. par exemple. ex. c'est-à-dire lorsqu'il a été extirpé par le bistouri.a) le carcinome expulsé b) le « carcinome déblayé » par les bactéries c) le carcinome inactivé ou « engourdi » d) le carcinome à conflit réduit « en suspens » ou en veilleuse e) le carcinome substitué par réparation (p. C'est digne des meilleures acrobaties scolastiques ! Lorsqu'en vertu de ces élucubrations hasardeuses les tumeurs cancéreuses ont essaimé un peu partout.

le « boucher moderne » auquel on a inculqué depuis son enfance que la vache n'a pas d'âme. c'est-à-dire vers le monde extérieur. nous découvrons une certaine systématique : tous les carcinomes à épithélium pavimenteux. Toutes ces maladies cancéreuses ont leurs centres-relais dans le tronc cérébral. Voilà pourquoi ce chapitre doit traiter des divers stades terminaux de l'ensemble de la maladie du cancer — aux trois niveaux — tels qu'ils devraient se présenter normalement. il n'y a pas de différence avec les autres maladies cancéreuses au niveau du psychisme et du cerveau. Si la vache-mère redevient gravide — le cancer s'arrête de progresser — et met au monde un nouveau veau. le conflit est alors résolu. Ainsi donc. surtout si la matrice épithéliale est encore intacte. De nouvelles cellules sont fournies par en-dessous ! b) Le carcinome déblayé par des bactéries Cette autoguérison symbiotique du cancer du corps est sûrement la forme la plus ancienne de guérison d'une tumeur cancéreuse. Au point de vue organique elles sont toutes localisées dans la cavité abdominale ou affectent des organes annexes du tractus gastro-intestinal. l'ordinateur de notre organisme. C'est ce que nous appellerions la forme d'évolution biologique : le nodule dans le pis comme stade final du cancer guéri. c'est le stade final du foyer de Hamer correspondant au cerveau. et non pas tels qu'ils sont produits artificiellement sous forme de mutilation résiduelle. 314 . Cette vache-mère conserve le nodule dans son pis. Là non plus il n'y a pas une différence essentielle dans le processus de guérison aux niveaux psychique et cérébral. ne voit pas de mal à tuer. Mais ce qui est bien plus important. si la matrice n'était pas encore atteinte. guérissent par évacuation et rejet des cellules cancéreuses. dans ces cas l'ulcère cancéreux disparaît complètement. voire à égorger le veau de cette vache sous les yeux de celle-ci : sous le choc. a) Le carcinome expulsé : Sous cette forme de guérison. fait un DHS avec conflit mère-enfant. comme il en a d'ailleurs l'habitude. cette mère-vache qui ne peut s'interposer pour protéger son petit. Du fait que la couche extrême de l'épithélium pavimenteux est toujours tournée en dehors. soit avec restitution intégrale. On a de la peine à s'imaginer combien de millions de ces cellules à épithélium pavimenteux se desquament de la muqueuse buccale d'un chien pendant qu'il ronge comme il faut son os. soit par cicatrisation. avec un carcinome du pis à gauche. s'il s'est agi par conséquent d'un ulcère superficiel. Sur le plan organique. c'est-à-dire de façon naturelle. Ce sont d'ailleurs les cancers les plus anciens. dont le centre-relais est localisé en gros dans la région péri-insulaire. l'organisme rejette le tissu purement et simplement au-dehors et produit de bas en haut de nouvelles cellules pavimenteuses. de calcination ou d'empoisonnement à la suite du pseudo-traitement purement symptomatique.Suffisamment endoctriné pour n'avoir pas mauvaise conscience.

dérive du feuillet interne de l'embryon (endoderme). est déblayée en biologie par les « éboueurs spécifiques » des poumons. A y regarder de plus près. Mais les alvéoles dérivent de l'endoderme. En fait. Elles ne font que ce que notre cerveau-ordinateur leur enjoint de faire. menions encore une vie biologique — c'est-à-dire il y a quelque 10 000 ans — nous disposions d'ouvriers spécialisés — bactéries spécialisées — pour certaines régions du corps : p. tout comme les alvéoles pulmonaires. Nous lisons toujours dans nos manuels que les bactéries tuberculeuses sont des « bâtonnets acido-résistants ». à savoir les bactéries tuberculeuses. Un carcinome amygdalien qui. Personne ne s'est jamais posé la question de savoir pourquoi ils sont acido-résistants. qui assurent l'échange gazeux entre le sang et l'air inspiré (acide carbonique). Au moment de la conflictolyse.). dérivés du mésoderme. le cancer actif est en fait déjà terminé. En effet. qui peuvent tous présenter une tuberculose.On rencontre toutefois des types pareils ou analogues d'auto-guérison dans des organes dérivant du mésoderme (tuberculose osseuse. 315 . Après leur passage il reste une caverne. nous constatons qu'à l'époque où nous. . la race humaine. tout comme les amygdales (tuberculose tonsillaire !). et dans ce cas il faut qu'ils soient au contact de l'air. A ce moment. par exemple. Même la tuberculose de tissus conjonctifs et d'os. les bactéries tuberculeuses sont aérobies. est déblayé par les éboueurs spécifiques du pharynx. Embryologiquement ces « vésicules pulmonaires » produits par bourgeonnement sont originaires du tractus gastrointestinal. lance une invitation à toutes les bactéries et autorise le déblaiement de la tumeur cancéreuse. les streptocoques et les staphylocoques. les bactéries sont nos symbiotes. Le seul endroit de notre corps où règne un milieu acide c'est le tractus gastro-intestinal et les alvéoles pulmonaires. c'est-à-dire qu'elles ont besoin pour vivre d'air ou d'oxygène libre. il branche l'organisme sur la vagotonie. La médecine classique se croit obligée de combattre les bactéries. tuberculose ganglionnaire. est très rare. ex.Le mécanisme en est expliqué au chapitre sur la tuberculose. etc. l'ordinateur qu'est notre cerveau donne pour ainsi dire un « ordre général aux armées ». de même que le conflit.Les bactéries tuberculeuses étaient préposées surtout au déblaiement des tumeurs cancéreuses de l'endoderme ! Nous ne voyons pratiquement jamais de tuberculose de l'épithélium pavimenteux. qui dérive de l'ectoderme. y compris la muqueuse mastoïdienne (tuberculose de l'oreille moyenne !) ou les « végétations adénoïdes » rhino-pharyngiennes. le conduit auditif interne. Le déblaiement est toujours la phase de guérison. Une tache ronde aux poumons. de même qu'elle se figure que pour lutter contre le cancer il faut s'attaquer aux symptômes organiques.

tout comme nous avons dilapidé nos richesses forestières et maritimes. En effet. en les préservant de toute panique. Au lieu de les laisser faire tranquillement leur boulot utile. dont la médecine s'enorgueillit encore comme d'une découverte géniale ce qui au fond est absurde. Sans rime ni raison nous avons exterminé nos plus vieux amis. dans le cadre d'une symbiose bénéfique. ex. bien que la proximité semble favoriser la contagion. une fois que le conflit était résolu. les bactéries tuberculeuses. notamment les alvéoles. avec toutes les formations annexes. Quant à la question de la primo-infection. on n'observe jamais de « tuberculose bronchique ». et non pas le fait que la péniciline — qui a aussi un effet cytostatique — extermine une grande quantité de nos petites 316 . Au temps jadis. ces petits auxiliaires silencieux et infatigables se chargeaient de déblayer discrètement le carcinome intestinal. Elle se manifeste au cerveau par une œdématisation de la moelle et sur le plan organique par une nécrose de tissu conjonctif. On s'aperçoit que tout cela était pure illusion. Après la conflictolyse. là où il y avait eu auparavant un carcinome intestinal. on ne sait absolument plus rien. En revanche.Bref : Les bactéries tuberculeuses acido-résistantes (ou mycobactéries) sont des ouvriers spécialisés du tractus gastro-intestinal. les bactéries de nos furoncles La furonculose est la phase de guérison consécutive à une dévalorisation de soi. comme en témoignent nos manuels. où nous offrions encore l'hospitalité à tous nos amis. les éboueurs spécialisés dans ce genre d'ordures nécrotiques sont immédiatement sur place. nous nous ingénions à les en empêcher par de la péniciline. . Partout où il y a colliquéfaction anaérobie de tissu conjonctif. c'est-à-dire précisément de la même manière que nous devrions traiter aujourd'hui nos patients qui se remettent du cancer dans la phase postconflictolytique de guérison ? Ça ne te dit rien. C'est uniquement cette action anti-inflammatoire qui fait tomber la fièvre. Au bout du compte. nous nous servons pratiquement de la péniciline comme d'un anti-inflammatoire cérébral. par pure présomption et arrogance civilisatrice ! Et n'avons-nous pas soigné autrefois nos tuberculeux par des cures de repos. si d'aventure nous faisions un cancer du colon. lecteur ? p. les staphylocoques assidus déblaient les nécroses : c'est ce que nous appelons furonculose. où il y a toujours de l'air et des gaz. Actuellement. il ne restait plus sur la radio que quelques ganglions lymphatiques calcifiés. il y a longtemps qu'elle a été réfutée.Les staphylocoques. censée immuniser toute la vie contre la tuberculose.

c) Le carcinome inactivé ou « en sommeil » Les carcinomes sont pratiquement tous inactivés quand le conflit est résolu. nous connaîtrons les relations de cause à effet du cancer ». plus sujets à la tuberculose à partir du début de la puberté. Mais pour attraper la tuberculose pulmonaire il fallait avoir eu très peur de la mort.amies. faute de pouvoir se débarrasser complètement des carcinomes. 317 . Mais il faut bien reconnaître qu'elle a sa place ici. de se promener sur les trottoirs. tout au moins pour la plupart ! Depuis que l'homme civilisé n'a plus de bactéries spécialisées. ce qui est commun à tous les cancers après la conflictolyse. Au fond. je m'écarte un peu de la classification prévue. Ils se gaussaient de moi lorsque je recherchais fébrilement dans les archives de CHU des carcinomes en sommeil et ne comprenaient pas que je perde mon temps à ces « niaiseries ». L'air était partout infesté de bactéries tuberculeuses qui tourbillonnaient dans l'atmosphère. précisément. Il n'y avait absolument pas moyen de se protéger de la tuberculose. Pourquoi les jeunes sont-ils de nouveau plus vulnérables. en étudiant ici ce type de guérison spontanée. J'entends par là que l'homme ayant éliminé artificiellement les bactéries ad hoc. nos vestiges de cancer restant sur place sont parfois diagnostiqués. être pauvre ! Car seuls les pauvres avaient constamment peur de la mort ! Comment se fait-il que les petits enfants attrapent si facilement la tuberculose ? Réponse : parce que jusqu'à l'âge de 2 ans les petits enfants ont souvent très peur. au lieu de les rejoindre sur les courts de tennis. il n'y avait pas de vieux foyers inactivés au poumon sous forme de taches rondes. nous nous apercevons trop tard des dégâts et ravages causés par des interventions intempestives qui compromettent l'équilibre de la nature. qui déblayaient le cancer par voie biologique. Et entre les deux ? Réponse : parce que c'est la période heureuse de l'enfance. j ' a i dit à mes anciens collègues : « Si nous arrivons à percer le mystère des cancers inactivés et en sommeil. Autrefois. Il aurait fallu éviter de monter dans les trams. les bactéries : apprentis-sorciers. l'organisme a dû par la force des choses se débrouiller tout seul et. être passé par des transes mortelles et. Ces diagnostics déclenchent alors le cercle vicieux de la panique.. c'est-à-dire à 13/14 ans ? Réponse : c'est parce qu'à cet âge. les a tout simplement encapsulés. ils sont de nouveau tellement angoissés. parce que la tuberculose existait pratiquement à l'état endémique. Dire qu'un carcinome est « en sommeil » revient à constater qu'il ne progresse pas.. Lorsque j ' a i découvert pour la première fois la genèse du cancer.

d) Le carcinome à conflit réduit « en suspens » ou en veilleuse De façon analogue au conflit en balance. toutes les fractures sont recalcifiées et « resoudées » par le cal. cal) et qualifié par la suite de « sarcome ». Nous avons déjà vu que les muqueuses. c'est un fantasme. lors de la résorption du tissu osseux. il faut se méfier des retours de flamme. alors il n'existe pas de sarcome. C'est en fin de compte la même chose. ex. le « nouvel habit de l'empereur ». types du dérivé mésodermique. Nos centres de réhabilitation et nos foyers de handicapés sont pleins de cas pareils. le lecteur est invité à se reporter au chapitre 16 sur le conflit en balance. Le mésoderme se distingue par une double manifestation « tumorale » : d'une part. chez les jeunes. dans l'acception traditionnelle du terme. parce que ça reste souvent le stade terminal lorsque le patient n'arrive pas. il n'est que suspendu pour une durée plus ou moins longue. « surabondante ». à sortir de ce « conflit en balance ». Mais si l'ostéosarcome n'est au fond rien d'autre que la chéloïde cicatricielle réunissant les parties divisées par une blessure ou une plaie. se régénèrent très facilement. C'est aussi le cas du foie. C'est ce contraire — les histologues disent qu'à force de calcaire ils ne voient plus rien — que l'on appelait jusqu'ici sarcome. ostéosarcome. La capacité de régénération du tissu de notre organisme diffère d'un organe à l'autre. Il y a à cela des raisons d'ordre ontogénétique et fonctionnel. Il convenait d'en tenir compte ici. Toutes les cicatrices sont réparées par le tissu conjonctif. La circonspection est de rigueur ! L'événement conflictuel et cancéreux peut s'exacerber à tout moment. parce que c'était de la prolifération osseuse. 318 . réduit à une faible division cellulaire. e) Le carcinome substitué par réparation (p. Des pathologues de renom m'ont confirmé qu'ils sont absolument incapables d'établir une distinction histologique entre le cal. Mais après la conflictolyse de la dévalorisation de soi il se produit exactement le contraire. tissu de régénération d'une fracture normale. jusqu'à la fin de sa vie. l'ostéolyse. le carcinome en suspens n'est pas un carcinome inactivé. Pour plus de détails. c'est-à-dire le cortex moteur. Quant au tissu conjonctif et aux os. bien que le point de départ soit différent. Comme tant de « phénomènes » de la soi-disant oncologie. qui s'accompagne d'une activité métabolique accrue et de mitoses du fait que les cellules de cal sont détruites et remplacées par des cellules non-calcaires. c'est-à-dire une prolifération luxuriante. et naturellement la peau. Ce qui s'observe fréquemment chez les patients atteints de parésies spastiques et paralytiques à la suite de conflit central affectant la circonvolution pré-rolandique. la capacité de régénération est quasi professionnelle chez eux. et le tissu ostéosarcomateux. La régénération est colossale ! C'est aussi la raison pour laquelle presque toutes les tumeurs « cultivées » ne sont à vrai dire que du tissu conjonctif à prolifération latente : c'est le seul tissu capable de conserver pendant un certain temps ses propriétés typiques et spécifiques alors qu'il est déjà séparé du cerveau.

se calcifié — sauf quand il s'agit de carcinome d'origine mésodermique —. d'opérations. Mais tout cela est au fond parfaitement normal et l'organisme ne réagit pas autrement chaque fois qu'il y a blessure ! 319 .f) Le carcinome cicatrisé ou calcifié Partout où la capacité régénérative est provisoirement ou définitivement déficiente. A la suite de blessures. de ruptures de foyer de Hamer. revêtus de tissu conjonctif ou calcifiés. éventuellement même par du tissu conjonctif calcifié. Ce n'est pas la tumeur elle-même qui se sclérose. voire même la calcifier. C'est ce phénomène que nous observons sous certaines constellations dans la cirrhose du foie. les aires cérébrales avariées et les kystes éclatés sont cicatrisés. Le même phénomène s'observe lors du revêtement de petites cavernes lorsque les bactéries tuberculeuses ont déblayé la tumeur. le tissu conjonctif peut intervenir et encapsuler la tumeur. mais elle est réduite et remplacée par du tissu conjonctif. par exemple dans le foie d'une personne âgée.

15. La récidive du conflit .

ces élongations et dilatations doivent rétrograder. points de contact entre deux cellules nerveuses. Et il faut que la fonction de l'aire cérébrale soit constamment assurée pendant ce processus.La récidive authentique. Ainsi. b) De toute évidence. J'ai vu trop de gens en mourir. c'est-à-dire la réapparition du même conflit. comportant des milliards de mailles.et périfocal. cette fois encore. sont soumises à une forte élongation et dilatation. L'organisme y remédie de manière aussi simple qu'ingénieuse et efficace en procédant à un isolement supplémentaire par ensilage de névroglie dans le treillage des neurones. Mais depuis que nos scanners cérébraux nous ont révélé combien l'organisme a de la peine à réparer son ordinateur cérébral. l'isolement des neurones pendant la phase conflictuelle active de la sympathicotonie durable est très affecté. Si ces processus et fonctions que la nature a engrammés au cours de millions d'années sont perturbés par le fait qu'il se produit un effet d'accordéon. mais le foyer de Hamer coupe pour ainsi dire le courant à la tumeur cancéreuse et donne le feu vert aux bactéries spéciales responsables du déblaiement. j'estime qu'une authentique récidive de conflit est même plus dangereuse qu'un second cancer. ce n'est un secret pour personne qu'on ne voit guère de patient se remettre d'un second infarctus. nous pouvons aussi nous faire une idée des différents changements qui se produisent pendant la guérison d'un foyer de Hamer : a) il se forme un œdème intra. La guérison est alors bien plus difficile et plus longue que la première fois. Pour ces raisons. c) Non seulement il faut que cette fonction spécifique soit assurée pour l'organe correspondant. Si nous concevons les cellules du cerveau comme un gigantesque treillage. lorsque la récidive d'un conflit survient pendant ou peu de temps après la phase de guérison. tout en conservant leur fonction de transmission de l'influx nerveux. A la fin de la phase de guérison. Tout dépend évidemment de la localisation du foyer de Hamer au cerveau. sans que leur fonction en pâtisse. C'est ce que les neurochirurgiens prennent à tort pour des « tumeurs cérébrales ». Les synapses. nous nous rendons compte à quel point il est grave de rouvrir pour ainsi dire une plaie en voie de guérison ou tout juste guérie. c'est-à-dire qu'en l'espace de très peu de temps les synapses sont distendues et rétrécies — en sus de la crise d'épilepsie normale — il vient un moment où le cerveau est surmené et ne marche plus. est l'une des choses que je redoute le plus. Le château de cartes construit laborieusement s'effondre et le préjudice est pire qu'avant. Il convient d'ajouter encore ceci : la cicatrice du conflit psychique devient 323 .

. elle fit un DHS à l'occasion d'une grave dispute avec son mari. dans ces cas. Je lui dis : « Vous 324 . prenait cette fois carrément le parti de celle-ci et la bataille faisait de nouveau rage. que cette vision des choses s'est littéralement imposée à moi. En effet. même quand il est prévenu et le sait. Mais alors le nouvel œdème jaillit avec une telle force à l'intérieur et autour du foyer de Hamer. les biches ne sauraient plus à quel saint se vouer et ce serait la pagaille au royaume des cervidés. pour plus de clarté. parce qu'ils se figuraient que le corps tout entier était à présent envahi de « métastases ». Après y avoir longtemps réfléchi. l'un après l'autre. ne seront pas exposés ici. S'il n'y avait plus que des « cerfs battus » à errer à travers les forêts. La patiente fit un nouveau D H S . Mutatis mutandis. à tenter une nouvelle fois sa chance. J'ai vu tant de récidives à dénouement fatal qui. le cerf qui a été contraint et forcé de céder son territoire à un plus jeune est quasi poussé par une pulsion intérieure à remettre ça. On dirait qu'il est fasciné par ce conflit. à propos de la belle-mère. du simple point de vue logique et rationnel. Certes. Les médecins refusèrent tout traitement. mais la fin de la phase de guérison ou même le début de la phase de normalisation : après tout ce qui a été dit c'est sûrement facile à comprendre. La patiente vint me trouver et me demanda conseil. parce qu'elle se dit : « Ce n'est maintenant plus qu'une question de temps ». elle doit mettre le cerf en état et en mesure de « garder sa chance » et de récupérer de nouveau son territoire. que le patient peut en mourir dans les plus brefs délais — généralement pendant la crise épileptique ou épileptoïde qui. je suis arrivé à la conclusion que c'est prévu par la nature. Le moment le plus dangereux pour récidiver son conflit ce n'est pas le début de la phase postconflictolytique. censée terroriser la patiente à longueur de journée. son point faible. étaient absolument inutiles et absurdes. peut se produire bien plus tôt que d'habitude. Peu après on découvrit le cancer du foie. l'attirance est si forte qu'on la dirait inscrite à son programme. mais le mari. à ce moment la récidive du conflit rouvre les vieilles cicatrices sur les trois plans à la fois et produit de surcroît l'effet d'accordéon. La bellemère mourut en juillet dernier. le conflit de contrariété et de rancœur à l'égard de la belle-mère avait perdu quelque peu de son acuité. En effet.. Il arrive même souvent que le patient atteigne la seconde phase de guérison. qu'il en subit une attirance magique et retombe toujours dans le même piège. C'est la seule explication plausible à la sympathicotonie durable.en quelque sorte pour le patient son talon d'Achille. Quelques exemples : Une patiente avait plusieurs conflits qui. La peur la saisissait littéralement à la nuque et elle fit en conséquence un conflit de peur dans la nuque. les réactions humaines en la matière ne sont pas tellement différentes. A la fin. Elle les avait tous surmontés. qui rendait sa femme responsable de la mort de sa mère.

Le mari enrageait parce qu'il pensait que le chirurgien avait raté son coup. son mari surgit inopinément et se mit à lui tourner autour. de manière provocante. l'ascite se mit à régresser.pouvez vous en tirer à condition de prendre le large. le cauchemar serait terminé au plus tard dans une semaine. Sauf qu'elle se sentait très lasse mais en revanche elle avait bon appétit. En l'espace de deux jours elle avait déjà perdu 4 kg. Il est probable qu'il s'agissait d'un iléus paralytique et que le chirurgien n'y pouvait rien. elle m'appela au téléphone. Elle se sentait tout à fait bien. Sa rancœur se prolongea pendant 6 semaines. Deux jours après. Dans un premier temps elle se sentit extrêmement lasse. Mais comme la récidive avait duré relativement peu de temps. pleine de reproches. jusqu'à ce que sa femme sorte de l'hôpital : deux semaines plus tard son mari s'était calmé. Comme elle savait très exactement comment cela s'était passé la dernière fois. le foie était 325 . On constata alors un cancer du foie. que je n'ai pas l'intention de décrire ici. Au bout d'une dizaine de jours elle me rappela pour me dire que l'ictère avait bientôt régressé et qu'elle allait de nouveau relativement bien. Les médecins ne comprenaient pas comment cela se faisait qu'elle n'avait plus besoin de morphine. Elle pouvait de nouveau se promener dans l'appartement. de vous séparer assez longtemps de votre mari. Elle croyait que son mari était absent. elle n'avait à présent plus de panique. Mais le mari était d'un autre avis et prenait le chirurgien pour un mauvais ouvrier. Quelqu'un qui avait cinq espèces de « métastases » ne pouvait évidemment pas recouvrer la santé. Mais alors qu'elle se trouvait debout à la cuisine. de vous réfugier chez votre mère. Et pourtant on le peut ! (Pour plus de détails voir le chapitre sur le cancer du foie). Un jour — pour la première fois depuis 7 mois — la patiente voulut rendre visite à sa fille dans sa propre maison. La patiente suivit mon conseil. La patiente fit une récidive. mais au bout de 4 mois elle put travailler de nouveau et faire le ménage de sa mère. Les enfants adolescents étaient restés à la maison chez le père. agressive. Alors. car pour eux c'était le commencement de la fin. Un patient fit un DHS lorsque sa femme fut opérée d'une occlusion intestinale. Il en fut exactement ainsi. Mais je vais vous décrire maintenant un cas qui s'est mal terminé. et dut repasser sur le billard quelques jours après. le conflit était résolu. Je la tranquillisai et lui dis que je l'avais bien mise en garde à l'époque. je lui dis que j'étais sûr qu'à condition de rester comme avant à la maison chez sa mère et de se garder de toute panique. A la suite de quelques fausses routes à travers la médecine d'école. où vous serez complètement à l'abri de l'orage conflictuel. un D H S . vous n'aurez plus besoin d'avoir peur ». A la suite du DHS elle était devenue en l'espace de quelques heures totalement ictérique (jaune) sur tout le corps. Elle ne pouvait plus rien manger et rendait sans cesse de la bile verte. du fait que son ventre gonflait sous l'effet d'un début d'ascite. complètement désespérée. Les médecins voulaient la placer immédiatement sous morphine. parce qu'il n'y avait pas de place pour eux chez la grand-mère.

et à vrai dire ce qui. mais très intense. que personne n'aurait cru possibles. Le patient se sentait encore las et fourbu. Et lorsqu'on m'appela. parce que la vie se permet trop souvent de faire des crochets et de changer brutalement de direction et qu'il se passe des choses invraisemblables. Je n'ai pas l'habitude de faire des pronostics sur l'évolution probable. mais arrivait déjà à marcher de nouveau. enragea et fut saisi immédiatement de panique (talon d'Achille : « le travail bousillé »). à l'endroit précis de la vieille cicatrice. selon les prévisions humaines. Mais dans ce cas j'avais fait une exception à la règle et m'étais permis d'écrire pour lui à sa caisse maladie que selon toute vraisemblance le patient se remettrait de son cancer du foie. Le gynécologue examina la femme du patient et crut y avoir décelé une « tumeur ». et dans l'ensemble il se sentait assez bien. 1'« enfant était déjà tombé dans le puits ». Il s'avéra qu'on l'avait opérée pour rien : il s'agissait d'une erreur. Sa femme n'avait malheureusement pas compris le système de la Loi d'airain du cancer. Le pauvre homme n ' a pas survécu à la solution de ce conflit. ne pouvait pas non plus se passer. à peine convalescent. Mais le patient. Il fit une récidive brève. (Pour plus de détails voir le cas au chapitre du cancer du foie). Il se passa exactement ce qui n'aurait pas dû se produire. 326 . Elle fut immédiatement hospitalisée et opérée.nettement en voie de guérison.

16. Le conflit en balance .

il n'est que différé. Cet état est souvent qualifié de sclérose en plaques. parce que la vie nouvelle a priorité absolue. ou plutôt pour les psychoses de naissance. Les patients devenus dramatiquement bizarres ont. le cancer ne progresse pas pendant la grossesse. internés dans des hospices d'aliénés. bizarre. que nous avons affaire à propos du conflit en balance proprement dit. auquel venait s'ajouter de temps en temps un nouveau conflit (situé malencontreusement du côté opposé du cerveau). Mais un conflit de ce genre est moins inoffensif et très désagréable s'il est issu d'un conflit central et affecte le cortex moteur (circonvolution prérolandique). sans être résolue. de sorte qu'il y a paralysie persistante. Les « maladies affectives. demeure en suspens. fait sans exception un conflit central supplémentaire. Le patient est au sens littéral du terme « dissocié ». c'est-à-dire qu'elle reste accrochée. schizophrène. Et la plupart de ces pauvres patients.La Loi d'airain du cancer comporte un certain nombre de cas spéciaux et de constellations spéciales : ainsi. comporte un foyer de Hamer avec corrélation cancéreuse au plan organique. Dans ce cas. deviennent schizophréniques de 329 . par exemple. sans progresser ni disparaître. Mais son activité est très réduite. ce qui a amené le patient à « décliqueter ». avec tout ce qu'il comporte. les conditions sont alors réunies pour la constellation schizophrénique. à sa manière. selon mes observations. En effet. à savoir que le patient a désormais un conflit actif sur chacun des deux hémisphères cérébraux. remis à une date ultérieure. il est ponctuellement de retour au début des douleurs. n'ont probablement échoué dans ces hospices que parce qu'ils étaient affligés d'un tel « conflit en balance ». Je crois que l'on ne saurait souligner assez l'importance du conflit en suspens. le patient est étrange. ou à dérailler. mentales » sont les maladies les plus fréquentes. S'il n'est pas résolu réellement. Ce genre de conflit est dans un certain sens relativement anodin du fait qu'au point de vue cancer il n ' a plus ou presque plus d'activité. tant que les deux conflits persistent simultanément. pour la durée exacte de la grossesse. Toutefois. plus fréquentes que l'infarctus du myocarde. le conflit n'est pas automatiquement résolu par la grossesse. bien qu'un peu différent. C'est à un phénomène analogue. Qu'est-ce à dire ? Les patients affligés de 2 conflits de ce genre. Mais la situation peut devenir dangereuse et dramatique si à la suite d'un DHS un autre conflit venant s'ajouter à ce conflit en suspens. Il arrive alors souvent que les conditions soient réunies pour les psychoses de gestation. Qu'est-ce à dire ? Le conflit en balance est un conflit qui a débuté par un DHS et qui. Le conflit. dont un dans chacun des deux hémisphères du cerveau (à l'exception des relais cérébraux des reins et testicules/ovaires). on a un foyer de Hamer dans l'hémisphère opposé du cerveau. La paralysie est « en suspens ».

mais qui en réalité sont le plus souvent des « conflits en balance ». suivant mon conseil. Chez les épileptiques. c'est que vous compreniez le système. de sorte que le patient demeurait en permanence schizophrène. tel que nous l'avons connu jusqu'ici. aucun psychiatre n'a jamais été en mesure jusqu'ici de fournir des explications valables sur ces relations de cause à effet ou différenciations. pris généralement pour des récidives chroniques. car il intervient toujours une solution. Toute solution n'est pas forcément la meilleure. par exemple pendant la nuit à la suite d'un terrible cauchemar. Il était désormais dans l'impossibilité de trouver une issue à ses conflits. par-là. Jusqu'à ce jour. sur les psychoses. le patient obtenait une « petite solution » du fait que le père Noël disparaissait de nouveau. et malgré tout le conflit n'est pas liquidé. Les épilepsies sont toujours des conflits de peur. auquel il ne pouvait se soustraire qu'en restant blotti dans son petit coin misérable de l'hospice. Le cas de « Papa Noël » est ici très instructif : à chaque fois. vous lirez les cas énumérés. Bien entendu. que de communiquer humainement avec le patient. mais pas vraiment. ont généralement de surcroît un conflit central. Et d'ailleurs aucun d'eux n'a jamais effectué de recherches sur ce genre de conflits. chers lecteurs. Je me rends bien compte que ces cas auraient pu tout aussi bien figurer individuellement dans un autre chapitre. Lorsqu'au chapitre sur la schizophrénie. aurait cru déroger. la « grande solution » fut atteinte quasi définitivement. en rossant le père Noël. comme un lépreux au ban de la société. vous constaterez qu'un grand nombre de patients avaient un conflit en balance avant qu'un second ne vienne s'y associer pour rendre « fou » le malheureux patient. Les patients qui deviennent psychotiques de façon dramatique.façon non dramatique. condescendance et dédain à l'égard du « fou ». Cette immobilisation — on ne peut pas tolérer de raffut et de boucan dans une clinique — était exactement le contraire de ce qu'il fallait faire. manquer à sa dignité. d'autant que par la suite de sa liquidation sociale — l'hospitalisation durable ne signifie rien d'autre — il se trouvait confronté à un vide humain et social béant. Mais ce qui compte. Par suite. 330 . qui font d'une manière ou d'une autre des actions dramatiques. avec qui on ne peut s'identifier que par-ci. Les épilepsies constituent une autre catégorie de conflits en balance. L'épileptique fait toujours ses crises dans la phase postconflictolytique. un être originaire d'une autre planète. Il faut savoir que chaque épileptique a son rêve d'angoisse spécial. comme on dit dans le jargon d'hospice. les limites ne sont pas bien définies entre la récidive chronique et le véritable conflit en balance. Le psychiatre. le psychotique est considéré pour le restant de sa vie comme quelqu'un d'anormal. ou tout au moins pas plus dramatique que la façon dont on tombe malade en devenant cancéreux. à l'aide de tranquillisants majeurs ou mineurs. à son rang. tous les psychotiques sont « immobilisés ». se démènent furieusement ou « dérapent ». jusqu'à ce qu'enfin. Elles ont chacune un foyer au tronc cérébral et dans le cortex du cerveau. c'est-à-dire autrement qu'avec hauteur. tout au moins du point de vue du patient : on congelait les conflits en les transformant en « conflits en balance ».

s'atténue. 331 . les paralysies sont suivies tout d'abord d'un DHS générateur de conflit de dévalorisation. qui entraînent à leur tour des déformations du squelette. le psychisme du patient ne demeure pas neutre ou indifférent. C'est ainsi que nos « estropiés » végètent dans les hospices pour incurables. Si dans cette optique on s'interroge sur le type de médecins qui conviendraient pour ces pauvres malheureux. Même chez les enfants et les animaux. c'est-à-dire du psychisme du patient. etc. tout s'explique comme par enchantement. Il se produit parfois des revalorisations.Alors. sera difficile — et merveilleuse. Ils y ont échoué pour des motifs relativement futiles. Les paralysies sont généralement consécutives à un foyer de Hamer. tout au moins aussi longtemps que l'on ne s'est absolument pas préoccupé de l'évolution de ce processus. par exemple à un conflit central à la circonvolution pré-rolandique : à la suite du DHS. privé de l'usage normal d'un ou de plusieurs membres. En effet. Le DHS survient le plus souvent à l'instant où le patient sent qu'il est paralysé. Vouloir corriger par voie opératoire les déviations osseuses. par la suite. sans être jamais résolu complètement. Viennent ensuite les ostéolyses des os. toujours entourés de l'escorte de leurs courtisans conscients de leur importance et soulignant démonstrativement de la tête chaque parole tombée de la bouche du souverain et que l'on appelle assistants. où le patient arrive à se revaloriser tant bien que mal sur un plan inférieur ou transformé. est très sujet à caution. comme la scoliose. Il nous faut retrouver le niveau qu'avaient déjà les médecins de nos ancêtres et que nous avons perdu. il est sûr que ce n'est pas le genre de médico-millionnaires qui promènent leur suffisance à travers les chambres de malades. et exposé à subir toutes sortes de répercussions d'ordre psychique. n'apportent pas le moindre renseignement sur l'évolution. à l'avenir. dans l'intervalle. Les radios faites un an sur deux par des radiologues ou des orthopédistes qui n'ont pas la moindre notion de la Loi d'airain du cancer et ne veulent pas entendre parler de psychisme. le nez au plafond. mais cela peut être aussi un conflit central de dévalorisation. Cela peut être un « conflit dévalorisant de non-sportivité ». qui résultent d'un long processus psycho-cérébro-organique. La médecine. et ces revalorisations sont suivies alors de recalcifications qui ont pour résultat de cimenter du même coup d'infirmité de l'estropié. mais dont les conséquences en cascade sont catastrophiques. il y a d'abord un conflit durable qui. qu'il aurait fallu résoudre rapidement. Les patients handicapés par des paralysies et leurs suites constituent eux aussi un pourcentage considérable de nos pensionnaires d'hospices.

Soudain. exactement comme je l'entends toujours avant d'avoir mon 332 . très bien. comme on dit.Papa Noël Papa Noël : Epilepsie depuis 23 ans. que j'ai examiné à Marseille en compagnie de son médecin. Question : Aviez-vous une aura avant la crise ou le rêve ? Réponse : Oui. Question : Pouvez-vous vous rappeler à quoi vous rêviez quand votre amie vous réveillait ? Réponse : Oui. alors je sais que j ' a i eu une attaque. vous aviez rêvé auparavant à papa Noël ? Réponse : C'est exact. je me suis presque toujours mouillé. à l'époque. Un jeune homme de 26 ans. Question : Aviez-vous déjà ces douleurs au bras gauche et vous étiez-vous parfois mouillé avant de faire la connaissance de votre amie ? Réponse : Oui. Question : Racontez-moi. En outre. toujours la même : j'entendais un coup de sonnette. Question : Vous êtes-vous jamais réveillé à l'occasion d'une telle crise ? Réponse : Oui. Tout est calme. le bras gauche ne fonctionnait pas très bien. Question : (l'amie était présente). Question : Qui est-ce qui l'a vue pour la première fois ? Réponse : Mon amie. j'avais été mal élevé. mon père crie : « Ecoute ! ». je me mouille depuis cette affaire avec papa Noël. dès la première nuit. mais seulement depuis que je couche avec mon amie et qu'elle me tire souvent brutalement de ma léthargie. souffrait d'épilepsie depuis l'âge de 17 ans. Question : Chaque fois que vous aviez une crise épileptique et que votre amie vous a réveillé. C'était avant Noël. le bras gauche est toujours comme à moitié paralysé. Guérison par solution définitive des causes du conflit. que s'était-il passé avec papa Noël ? Réponse : Voilà : alors que j'avais trois ou quatre ans. Et je me souviens que souvent. « conflit en suspens ». Il insistait sur le fait que la crise épileptique se produisait toutes les nuits. il ne sut sincèrement pas que répondre. Question : Il se peut donc que vous ayez déjà fait des crises d'épilepsie avant ? Réponse : Oui. Question : Est-ce que le matin vous vous aperceviez de quelque chose après une crise ? Réponse : Oui. Lorsque je lui demandai ce qui avait pu l'effaroucher à ce point-là à cet âge. rien de bien terrible. ça se peut bien. Et depuis quand êtes-vous amis ? Réponse : Depuis 10 ans. et depuis lors très souvent. c'est toujours le même rêve à propos de papa Noël. ce que font les petits enfants. Question : Dès la première nuit ? Réponse : Oui. quand je m'étais mouillé. et puis un coup de sonnette retentit.

où il pénètre sur les autres clichés. mais c'était comme une éternité pour moi. maintenant prends bien garde à toi ! » Je fus saisi d'effroi. qui lui paraissaient une éternité. A l'époque j ' a i eu une peur bleue lorsque mon père dit : « C'est papa Noël. et ensuite résolu de 333 . Cet enfant avait le conflit de peur moteur de ne pouvoir fuir. ou plutôt cela commence toujours comme ça. Toujours le même rêve avec papa Noël. mais j'étais comme foudroyé. Lorsque par la suite on procéda suivant mon conseil à la reconstitution de la scène et qu'il étrilla en bonne et due forme le « double » du papa Noël. Au bout de 10 minutes. et je pensais tout le temps : il va entrer d'un moment à l'autre et m'emmener. ce qui explique pourquoi après chaque crise il y avait paralysie partielle du bras gauche. lorsqu'au bout de dix minutes de rêve. J'eus horriblement peur. qui était bourré de barbituriques. Sur le RMN ci-dessus on distingue nettement les deux foyers de Hamer cerclés : celui d'en haut est situé juste en-dessous du cortex. qui était réactivé lors de chaque rêve.cauchemar. J'entendais à présent un véritable tintamarre dans la pièce à côté et des coups frappés à la porte. sans le moindre succès. Et c'est toujours la même chose que j ' a i rêvé quand mon amie m ' a réveillé. le papa Noël finissait par sortir de la pièce à côté. Il faisait continuellement de nouvelles crises d'épilepsie. Je tremblais de tous mes membres comme une feuille. Cela dura 10 minutes. L'aura consistait chaque fois dans le coup de sonnette de papa Noël. Il est localisé dans la zone de la circonvolution précentrale droite. Il n'a plus jamais eu de crise d'épilepsie et n'a plus eu besoin de médicaments. Chaque fois il n'avait qu'une petite solution. le vacarme prit fin. le mirage s'évanouit comme par enchantement. RMN en mai 86 à Marseille du patient épileptique depuis 23 ans.

le foyer de Hamer correspondant au tronc cérébral est un peu plus difficile à voir. Il est probable qu'à cet endroit il s'agisse d'un vieux conflit central en suspens (pont/bulbe). Ces deux conflits en balance ont à chaque fois déclenché la crise épileptique. Au RMN. C'est le signe typique de la soidisant épilepsie. La solution était toujours une petite solution provisoire. 334 . mais pas une solution définitive.nouveau. mais on le distingue tout de même nettement. Le foyer inférieur est situé en position occipitale droite et signifie qu'il avait constamment « la peur dans la nuque » (de papa Noël). jusqu'à la nuit suivante.

et que surtout si ça avait un sens. Mais à la différence de ce qui s'était passé réellement 23 ans plus tôt. et le patient n ' a plus jamais eu de crise d'épilepsie. il ne s'est jamais plus mouillé. Il devait consentir en échange à se laisser étriller par lui.Thérapie : La thérapie découle logiquement du diagnostic : je lui ai conseillé d'engager un de ses amis pour la somme de 300 francs. Le patient remercia très poliment. là aussi. Mais il eut cependant un moment de surprise. sans aucun médicament. On passa donc à l'action. on supprima la dose de barbituriques. Il pensait que cela ne poserait pas de problème. le médecin était lui aussi très satisfait et fit faire le RMN. Toute l'affaire serait alors terminée. déguisé en papa Noël. non seulement parce qu'il n'avait plus eu de crise. un ami s'y prêterait. Il était donc convenu que l'on arrangerait un soir toute la scène. mais de manière à ce qu'il ne sache pas auparavant quand cela serait. comme autrefois. on régla la scène comme j'avais dit. en faisant beaucoup de bruit dans la pièce à côté. Il dit qu'il se sentait « comme libéré. l'ami se fit étriller et toucha ensuite l'équivalent de cent marks. D'où le D Hamer pouvait-il bien savoir que le patient aurait au cortex un ou même deux foyers de Hamer ? Et il dit au patient que le D Hamer aurait peut-être bien raison. r r 335 . il devait cette fois se précipiter sur le père Noël et le rosser comme il faut. L'ami devait donc s'annoncer par un coup de sonnette et arriver. mais parce qu'il s'était réveillé définitivement d'un cauchemar ».

il a fait un vitiligo en forme de manchette (trouble de pigmentation de la peau = maladie de la tache blanche) au cou et aux deux poignets. tout lui rappelait le cou de son ami mort à l'aide d'une corde. lorsque son meilleur ami se fut pendu. et dans l'hémisphère cérébelleux gauche. On le dit au patient. Il ne devint que partiellement un conflit en balance. on le sait bien. qui réagit toujours en même temps que la région péri-insulaire droite). car son ami s'était pendu au-dessus r e e e 336 . le conflit s'atténua. notre patient. se voyait couché. il entra immédiatement en délire. Ils savaient naturellement que le père de l'un d'eux. se voyait en rêve aller au cimetière. Les parents apprirent pourquoi leur gosse s'était pendu. tout se transformait sous lui en eau. disons à demi schizophrène. c'est la vie elle-même qui l'a écrite. elle ne faisait que bluffer. Au bout d'un an environ. Il rêvait presque toutes les nuits à la mort de son ami. si elle moucharde. qui est un centre-relais indépendant. telle que je vais tenter de la raconter. Dès le jour du DHS. Mais ce qui est défendu. Mais le pire c'est qu'il était terriblement déprimé et étrange. on le trouva pendu au-dessus de la baignoire. je me pends ! » Deux jours plus tard. Deux gosses de douze ans étaient assis dans la grange et fumaient. car il s'était énormément dévalorisé et fit en conséquence une scoliose des vertèbres dorsales et une décalcification des cervicales. vous fumez ? Je vais le dire à papa ! » Elle ne pensait pas le dire au père. dans la grange duquel ils étaient assis. un conflit de dévalorisation de soi (correspondant à des ostéolyses des vertèbres cervicales et dorsales). et tous les regards se portaient sur Jean. Celui-ci fit un choc terrible. Elle vient du Midi de la France. celle-ci échoua et il se produisit une fracture de cervicale. ne faisait que fixer le plafond. L'un des garçons fut pris de panique : « Si elle moucharde. une sœur passe la tête dans la porte de la grange entrebaillée : « Qu'est-ce que vous faites là. Lorsque 3 ans plus tard on fit une opération de soutien. perdit du poids. En même temps. un triple DHS : un conflit de perte (correspondant à un Ca testiculaire droit). un conflit de territoire (correspondant à un cancer bronchique du lobe pulmonaire supérieur gauche).Une gaminerie et ses suites L'histoire suivante n'est pas inventée. le jeune Jean se trouvait en sympathicotonie. l'avait rigoureusement interdit à son fils. parce que de plus la région controlatérale du cervelet était touchée. Jean fit un terrible choc conflictuel. C'était en 1970. il avait le sentiment de dépersonnalisation. Le foyer de Hamer au centre-relais correspondant se trouve dans l'hémisphère cérébelleux droit. une gaminerie comme on en voit tous les jours. Le village tout entier était en émoi. Soudain. je vais recevoir une raclée ! » « Dis donc. sans avoir jamais été résolu. en particulier de l'atlas ( l cervicale) et des 4 et 5 cervicales. avait toujours les mains froides. n'en a que plus d'attrait. immédiatement à côté du corrélatif cérébelleux du conflit de territoire (à l'origine centre-relais du conflit du nid.

mais il était incapable d'empoigner ni de lever le bras.de la baignoire. Et le miracle se produisit ! Pour la première fois depuis 16 ans. Il ne pouvait bouger qu'un tout petit peu le bras droit. se traduisait par la paralysie des bras et des jambes des deux côtés et par des gonflements des gaines terminales des nerfs répartis sur le corps tout entier. Au beau milieu de la conversation. Il était assis. par égard pour son point sensible. ce qui explique qu'il entra immédiatement en délire. chacun évitait. Au régime de 30 mg de cortisone par jour il parvint à surmonter la phase critique de la longue tuméfaction cérébrale. Il aurait été relégué depuis longtemps dans un hospice d'infirmes si sa famille ne s'était occupée de lui avec autant de dévouement. Au cours de l'entretien il se mit à me faire confiance. Dans son entourage. ou plutôt couché dans son fauteuil roulant. de la dépression. il avait depuis lors une tétraplégie. de lui en parler. c'était un estropié paralysé. 337 . Dans tous les événements qu'il voyait dans son délire. d'autant que le moral étant complètement rétabli et les psychoses surmontées. le patient pouvait apporter le concours d'un psychisme intact. dans un jaillissement mêlé d'explosions. De sorte que le cercle vicieux se refermait sur lui. A la suite de cela. Ses mains étaient glacées. s'étonnant que pour la première fois quelqu'un s'intéressât à ce dont il rêvait la plupart des nuits : l'affaire du suicide de son ami. Le conflit central dont l'impact au cortex moteur se situait dans la circonvolution précentrale des deux hémisphères cérébraux droit et gauche. pleurant à chaudes larmes. Mais à présent. La fusée était allumée. Nous avons conversé pendant plusieurs heures. Lorsqu'on l'emmena. interrompu à tout moment par des sanglots convulsifs. sa tête aussi. d'une maigreur squelettique. un être étrange. Le patient avait fait un conflit central en sus des 4 conflits en suspens. le cerveau se tuméfia considérablement et le peu de motricité de la main droite commença par régresser. si éprouvé par la souffrance et le chagrin. du moins plus glacées. Aucun médecin ne lui avait encore jamais fait cette faveur. De plus il avait toujours. puisqu'aucun médecin ne savait que faire. se mit à se libérer de toute la peine et l'affliction accumulée depuis 16 ans. en mai 86. Le passé remontait à la surface. 16 ans auparavant. replié sur lui-même. ce jeune homme si sensible. ce que son entourage attribuait à son triste destin. A vrai dire il n'était venu qu'à titre d'essai. Mais en revanche il se mit à avoir très faim et put enfin dormir sans faire de cauchemars : il se sentait franchement bien. Toutes les extrémités étaient atteintes de paralysie spastique (bras droit en partie paralysé). ce que l'on appelle la maladie de Recklinghausen. Lorsque je le vis pour la première fois. il dit soudain tout de go : je sais et je sens très clairement que maintenant je vais recouvrer la santé. il eut des mois très difficiles : ses mains devinrent bouillantes. son ami pendu était toujours présent. et de nouveau. il avait pour la première fois depuis 16 ans des mains sinon chaudes. tout le monde était au courant. le jeune homme était presque complètement paralysé. ce jeune homme prisonnier jusque-là de sa sourde léthargie se réveillait d'un seul coup comme d'un profond cauchemar.

Mais le miracle n'est pas infirmé pour autant. Sur le plan psychique.Depuis. En réalité il lui faudra certainement attendre encore six mois avant de pouvoir essayer de faire ses premiers pas. 338 . le patient est également en pleine forme. Il a repris 20 kg et continue. comme s'il était l'homme le plus normal au monde. il arrive à bouger relativement bien ses bras. parce que cela dure un peu plus longtemps. du fait qu'il s'est débarrassé de ses psychoses (dépression et schizophrénie). de reprendre du poids. les jambes partiellement. Il se sent paraît-il en pleine forme. sans cortisone. Mais il se sent toujours las. et la fatigue l'accompagnera sûrement encore pendant six mois. même s'il n'a plus besoin à présent de cortisone.

A l'époque où a été prise cette photo (août 86). résultant du conflit de territoire et corrélativement. Ces « conflits en balance » sont en suspens depuis 16 ans. A la suite du premier quadruple DHS. le patient était seulement « étrangement changé » du fait qu'en sus du foyer de Hamer en position péri-insulaire droite. sur le thorax à gauche en bas. 339 . le patient avait déjà repris 10 kg. Les flèches du scanner cérébral en haut à droite. Sur le cliché de gauche. l'actélétasie relictuelle du cancer bronchique au lobe supérieur gauche (fléchettes). C'est la raison pour laquelle on n'y voit pas encore l'œdème. De sorte que lorsqu'il fit encore un conflit central. montrent le conflit central avant la conflictolyse. il avait fait encore un foyer de Hamer au cervelet gauche. Entre 1970 et 74. les 4 conflits étaient tous « en balance ».Les deux clichés ci-dessus présentent des coupes de scanner réalisées environ 2 semaines avant la solution du conflit. du même jour. La photo en bas à droite montre le vitiligo en forme de collerette. on notera la flèche supérieure indiquant le foyer de Hamer en filigrane dans la zone péri-insulaire. en 1974. La flèche inférieure du cliché en haut à gauche signale le relais du testicule droit. il glissa instantanément dans le délire.

ce scanner ne fut suivi d'aucun autre. Sur le cliché de droite en haut. là où le premier scanner cérébral est œdématisé (flèche). Malheureusement. ce qui signifiait à ses yeux un arrêt de mort. il en serait résulté une hydrocéphalie. Le profil du crâne (cliché d'en bas) montre la prothèse de soutien incorporée en 1974. il fut effectué un scanner cérébral spécial. Lorsqu'à la suite de l'opération on lui fit part de l'échec. A cette époque il s'était produit une fracture de l'apophyse épineuse de l'épistrophe. On voit bien toute la région péri-insulaire œdématisée (flèche). alors que le premier scanner n'avait déjà « rien donné ». ce qui pourrait entraîner instantanément une tétraplégie élevée. Le patient prétexta donc des douleurs sinusiennes frontales. Si le cerveau n'avait pas été. nous voyons que les deux côtés du cervelet sont si fortement œdématisés et refoulés qu'ils ont complètement comprimé le 4 ventricule.Le scanner cérébral en haut à gauche date du 22 juillet 86. lui aussi. il fit en 1974 le e 340 . L'œdème provoque un processus expansif au-delà de la ligne médiane en direction de la gauche. D'où la nécessité d'une opération jugée vitale. mais il ne put être effectué que grâce à une « astuce ». On avait prévenu auparavant le patient que l'on s'attendait à une éventuelle fracture de compression de l'atlas. de sorte que je ne possède que des clichés de la base. En effet. les médecins ne voyaient pas l'utilité d'effectuer un contrôle sur un « infirme ». Sur ce. de sorte que la thérapie à la cortisone dut se faire au jugé. comprimé.

Au centre. davantage à gauche qu'à droite. l'atlas se recalcifia lentement. le centre du foyer de Hamer. La flèche indique le point d'impact. bien que pas excessivement. qui est nettement œdématisé. le conflit central. Sur le scanner de droite. malgré l'opération et en dépit du délire.conflit central. le pointillé à droite délimite le foyer de Hamer péri-insulaire du conflit de territoire qui perce jusqu'au cortex et correspond à une « peur territoriale ». bien cerclé. Mais la nature fit bien les choses puisque. Sur le cliché de gauche on voit nettement le foyer de Hamer étendu du conflit de territoire qui. après quatre années de « suspense ». Entre la calotte et l'épistropeus nous voyons un étayage osseux complet avec raidissement des articulations. est entré en phase de guérison et s'est œdématisé. 341 .

à l'origine. elle serait superflue car tout est bien stabilisé par un cal épais. 342 . Aujourd'hui. on voit la recalcification de la base crânienne et de la cervicale suprême. n'avait été mise qu'à titre palliatif en vue de retarder la tétraplégie imminente.Sur les clichés ci-dessus. La fixation qui. stabilisa le crâne.

Ce scanner de la mi-juillet 87. On a toujours vite fait de prononcer ce mot. je l'avais attendu avec impatience. il sent de nouveau ses membres qui. étaient insensibles. auparavant. et il est merveilleux ! Ce jeune homme avait bien toujours dit et redit : « Je sais que le D Hamer a raison. et il peut déjà se servir en grande partie de ses muscles. Peu importe le temps que ça prendra. j ' y arriverai ! » Et voici qu'il y est arrivé ! Il arrive à bouger déjà dans son lit. car je n'ai jamais cru à la fable de la tétraplégie. r 343 . nous voyons au scanner cérébral que la raison de sa paralysie. entrent enfin dans la phase pcl. pour le patient et pour les millions de pauvres malades qui sont atteints de la même maladie. et je sens tous les jours que ça va mieux. Et maintenant. les conflits centraux. maintenant. J'avais tellement espéré qu'il en serait ainsi. Nous savions tous qu'il fallait qu'il en fût ainsi. il est là. Les relations de cause à effet entre conflits et paralysie étaient par trop évidentes. Et.

que les enfants venus au monde avec une paralysie aient subi pendant la vie intra-utérine un grave conflit à DHS dont le point d'impact se situait au cortex moteur. En fonction du type de DHS conflictuel. Tous les jeunes gens n'ont pas un moral aussi admirable que ce jeune homme. ils n'ont plus grand chose à perdre.Ne vous arrive-t-il pas. réagit par un type spécifique de « paralysie de sidération ». qui a conduit à une paralysie de la motricité. Cependant. Bien sûr. 344 . Et parmi les moins doués. ou à le mettre sur le compte d'une contusion des racines nerveuses. il y a des choses que l'on connaît déjà. Il faut toujours que ce soit un conflit de peur d'être « captivé » ou « prisonnier ». des céphalées. Il y a à cela des raisons biologiques. qui ne cherchent pas à devenir des millionnaires. il faut souvent un travail assidu de détective. La plupart sont malheureusement dépourvus de cet apanage. car la zone corticale a aussi une corrélation au tronc cérébral.. De sorte qu'il sera difficile de trouver des médecins engagés et intelligents. mais pas de conflit consécutif. il y en a toujours qui se prennent pour des surdoués. etc. l'individu. de la fièvre. On ne peut plus se contenter d'étiqueter « tétraplégie » tout ce qu'on ne peut pas expliquer. comme c'est le cas normalement. Et bien des conflits se résolvent alors du fait de la grossesse elle-même. l'homme et l'animal. et dans bien des cas c'est même extrêmement probable. vous allez tout de suite me demander comment faire pour découvrir le conflit après tant d'années. ils vous faut toujours procéder avec le flair d'un détective. Sûrement pas en parlant de tout et de rien. Il se peut aussi. C'est un bien long chemin. à savoir le type de conflit que ça devait être. de tressaillir d'allégresse à la pensée des répercussions mondiales de ce qui a été trouvé là ? Qu'au bout de tant d'années l'on puisse encore résoudre un conflit et que l'innervation semble fonctionner de nouveau. c'est qu'il y a au fond très peu de gens intelligents. du fait justement que le centre ad hoc du cerveau est atteint. Mais l'enfant encore à naître peut fort bien faire des conflits dans le sein de sa mère. Mais la reprise de la fonction cérébrale n'est pas exempte de douleurs. Il en va de même de tout ordinateur que l'on a placé en régime automatique. C'est vraiment un miracle. chers lecteurs. Dans des cas pareils. Il me faut néanmoins modérer quelque peu vos espoirs. La seconde difficulté que j'entrevois. arriver à découvrir exactement l'origine de chacune des paralysies. Cela n'a absolument rien à voir avec l'intelligence ou avec une réflexion consciente. Il semble que la mère puisse faire pendant la grossesse un DHS. Il y a des hyperestésies. Naturellement.

Le conflit du centre de la motricité est la peur conflictuelle de la sidération. est mortel et par extension la peur de perdre le contact corporel. prolifération gliale de la gaine des nerfs. la peur d'être laissé seul. du fait que la ligne afférente menant au foyer de Hamer est bloquée. 345 . c'est-à-dire la peur de ne pas percevoir un danger en temps voulu. Le cancer du foyer de Hamer au cortex somato-sensitif de la circonvolution post-centrale est la perturbation de la sensibilité. Le conflit du centre somato-sensitif est le conflit de la peur de ne pas remarquer ou de ne pas pouvoir sentir. dans la nature.Nota Bene : le cancer du foyer de Hamer au cortex de la circonvolution pré-centrale c'est la paralysie. ce qui. la peur de ne pouvoir prendre la fuite ou s'esquiver. car il n'émet plus de code moteur tant qu'il y a une activité conflictuelle. souvent accompagnée de nodosités de Recklinghausen.

Ca thyroïdien (acini) 13. impossible à digérer. Côlon. fric. » » » » » » 7. oreille moyenne. Envie. biliaires. Peur viscérale de mourir de faim Peur de l'inanition » » » » » » » » Foyer de Hamer au tronc cérébral Foyer de Hamer au noyau salivaire du pont Foyer de Hamer au tronc cérébral (pont) 347 . ex. Muqueuse du corps de l'utérus Conflit à coloration sexuelle. 9. Partie endodermique de l'estomac Conflit en relation avec le type Foyer de Hamer au (grande courbure) et du tiers infé. cancer alvéolaire. Conflits de peur Foyer de Hamer au mésencéphale Foyer de Hamer au tronc cérébral (pont inférieur / bulbe supérieur) Foyer de Hamer au tronc cérébral (pont). 4. d'un « tour de cochon ». Foie. élèves). difficiles à respondait une aire cérébrale infime. m é s o d e r m e . mètres de l'intestin actuel. Carcinoïde de l'intestin grêle Conflit d'envie / digestion A l'intestin primitif. 6. embryologiquement de l'intestin par Peur archaïque d'étouffer. Amygdales. Ca parathyroïdien Conflit à coloration sexuelle à propos d'une vilenie. » » » » » Adéno-carcinoïde p. p. Morbus Crohn » » Adeno-Ca 5. Peur de mourir de faim. bouffe » dans le cadre de la cellule initiale (famille). à et ' propos de situation dramatique 8. envie en relation avec les « îlots » . 3. hormis manger. 2.e n d o d e r m e . sygmoïde Grosse contrariété. invagination). hormis la partie crâ. Taches rondes au poumon (dérivé Peur de la mort. e c t o d e r m e en corrélation avec la a) m a n i f e s t a t i o n o r g a n i q u e du cancer b) teneur du conflit biologique c) localisation cérébrale du foyer de H a m e r ( F H ) d) s t r u c t u r e histologique Endoderme (feuillet embryonnaire interne) Cancer_ Teneur du conflit Localisation cérébrale Structure histologique Adéno-Ca 1. minuscule. à propos d'une « saloperie ». assimilés (p. cinoïdes au lieu de cancers. « digérer ». cor. Foyer de Hamer au tronc cérébral (pont). ex. souvent en relation avec la famille. Muqueuse prostatique en relation avec les enfants (vie cancers des « grands-parents » ou de couple) et petits-enfants ou assimilés.Ennuis de famille. D'où car.archaïque de « conflit de la tronc cérébral (pont) rieur gauche de l'œsophage.Les trois feuillets e m b r y o n n a i r e s . caecum. conduit auditif interne. Epithélium tubulaire 10. enfant se trop exiguë à présent pour les six dévouant pour parents adorés. hormis les voies la « bouffe ». peur archaïque de mourir d'inanition (subconscient). famille. appendice. « c'est trop dégueulasse . ex. pancréas. foie.mais exécrables. Parotides (acini) 11. Duodénum.Peur de n'avoir pas assez à nienne du bulbe . Ca sublingual (acini) 12.

du côté aussi à propos de choses) (chez opposé : controlatéralité droitière) du cerveau et de l'organe. « conflit de souil. hémisphères cérébelleux. aussi bien cfl. 1.Foyer de Hamer au cerrisé d'ordre humain général velet.sine de la zone corresponflits humains généraux (chez dant au mélanome. ex. giflé. que pendant la phase pcl de guérison. 2. Mésoderme cérébelleux (feuillet embryonnaire moyen) Ca adénoïde. du côté opposé : controlatéralité du cerveau et de l'organe. directement void'ordre général) et autres con. etc. du fait qu'aussi bien le mélanome que les cancers mammaires sont des maladies de la peau cérébelleuse mésodermique. outragé.Maladies cancéreuses du feuillet embryonnaire moyen A. humain cervelet. Mélanome Conflit de perte de l'intégrité Foyer de Hamer controCa de la peau cérébelleuse support physique. » Cancer de la plèvre droite (chez les droitières) Conflit profondément intério. » Cancer mammaire droit (chez les gauchères) » Cancer mammaire gauche (chez les gauchères) Conflit femme/époux (non sexuel mais humain général) et autres conflits humains généraux (chez gauchère) » soi-disant mésothéliome 3. médianes des versa . » Cancer mammaire droit (chez les droitières) Conflit femme/époux (non pas Zone latérale gauche du sexuel. la tuberculose de la peau. côté droit du ïure » : se sentir sali. Cancer de la plèvre gauche Conflit mère/enfant profondé(chez les droitières) ment intériorisé ou conflit du L'épanchement pleural ne se produit nid (chez droitière). directement voisine de la zone correspondant au mélanome. Foyer de Hamer au cervelet. juvénile. > Zone latérale droite du cervelet. Cancer mammaire gauche (chez les droitières) Conflit mère/enfant ou conflit du nid (chez droitière). même s'il peut occasionner temporairement des ennuis mécaniques et nécessiter une ponction.velet en position parami (chez gauchère) médiane gauche.dénoncé. directement voisine de la zone correspondant au mélanome. C'est un critère diagnostic sûr que le conflit doit être résolu ! C'est donc en principe un bon signe. Conflit mère/enfant ou conflit Foyer de Hamer au cerdu nid profondément intério. droitière) Conflit mère/enfant ou conflit du nid (chez gauchère) Zone latérale gauche du cervelet. souci pour l'enfant ou le nid (logement). directement voisine de la zone correspondant au mélanome. du côté opposé : controlatéralité du cerveau et de l'organe.latéral dans les deux des mélanophores . comme p. Zone latérale droite du cervelet. riques. » Cancer de la plèvre droite (chez les gauchères) » 3 4 9 . en position paramédiane droite. en position para(avec le mari ou d'autres et médiane gauche. par la suite à cicatrisation cirrhotique. zones dorsales. de la mère avec/conde l'enfant que cfl. diffamé. mais cfl. périphécorps pour cervelet gauche et vice. aussi l'acné insulté.

chez l'hémisphère cérébelleux L'épanchement qui s'accumule dans l'homme et la femme déréglée droit en position latérale. le péri.opposé (controlatéralité nés. » 5. Atteinte à l'intégrité au tré. très intériorisé. rongeant l'organisme. la tamponade. membrane séreuse dont les deux feuillets recouvrent les poumons et les organes avoisinants.(droitiers). chez les droitiers c'est le côté droit du cervelet qui est responsable du côté gauche du péritoine.du cerveau à l'organe) chères) Carcinome adénoïde à cicatrisation cirrhotique (mésothéliome). Conflit profond et carde tout entier et l'ensemble du intériorisé. Mésothéliome médiane au cervelet. en position latérale. droit.Foyer de Hamer au cerral. et en même temps dans la région péri-insulaire droite du cerveau. peut déclencher le cancer du péritoine. que au même endroit que le foyer de Hamer correspondant au cancer de la plèvre. de l'inconnu que voile cette enveloppe. Il s'agit d'un comme pour le cancer du est le signe de la phase de guérison conflit profond très intériorisé.à gauche du côté opposé à cicatrisation cirrhotifondement blessé ») l'organe. en position latéraie. autre membrane séreuse dont l'un des feuillets tapisse les parois profondes de l'abdomen et l'autre enveloppe et dissimule les organes abdominaux. en relation velet droit du côté avec le mari.péritonéal. Ca du péritoine (chez les droitiers et les gauchers) Carcinome de la tunique séreuse. ou même les choses (gau. d'autres person. le sac séro-fibreux entourant le cœur ou ménopausée. en position para. 4. Mésothéliome. pair avec la perte du nid. et en même après la solution du conflit. et en même temps dans la région péri-insulaire gauche du cerveau. et en même temps dans la région péri-insulaire gauche du cerveau. de même que la peur panique de ce qui « se passe dans le bide ». la crainte que l'intégrité physique soit menacée par un mal invisible. ce n'est que le cœur droit. Le cancer péricardique droit (chez Conflit sexuel féminin (conflit les droitiers). comme pour le cancer du sein droit. mésothéliome. près. Dans les deux cas le DHS est provoqué par une peur panique de l'inconnu. Cancer bilatéral de la plèvre Le cancer bilatéral de la plèvre. en position laté(gauchers) raie. dissimulé par une membrane qui menace l'intégrité de l'être dans son tréfonds vital.Cancer de la plèvre gauche Mésothéliome pleural (gauchères) Conflit humain d'ordre géné. comme pour le cancer du sein droit. Le cancer péricardique droit (chez les gauchers) Foyer de Hamer dans l'hémisphère cérébelleux gauche.Foyer de Hamer dans risé chez la femme ou l'homme l'hémisphère cérébelleux âgé (chez les gauchers). dans le cas contraire. La comtemps dans la région péripression brutale. dans le cas de la femme ou chez l'homme âgé tamponade en phase pcl.que. Si le péricarde n'a pas de frustration sexuelle) chez la de cloison étanche. peut aussi traduire une peur viscérale de ce qui « ce passe dans le coffre ». » Le cancer péricardique gauche (chez les gauchers) • Conflit sexuel féminin intério. sein gauche. peut insulaire droite du cerveau entraîner la paralysie fonctionnelle du cœur et impose un drainage péricardique.Foyer de Hamer à droite et Carcinome adénoïde à fonds de l'organisme (« pro. 351 . Le péritoine est donc partagé en son milieu. Le cancer péricardique gauche Conflit de territoire allant de Foyer de Hamer dans mésothéliome (chez les droitiers). cœur sont affectés. et vice-versa. » Conflit de territoire intériorisé Foyer de Hamer dans chez l'homme ou la femme l'hémisphère cérébelleux déréglée ou ménopausée gauche. Carcinome adénoïde par la suite à cicatrisation cirrhotique.

dorso-insulaire du cerveau tissu conjonctif cica(chez les droitiers ou les triciel forme « l'ulcère femmes âgées. Ca ulcératif de la petite courbure de Conflit féminin de la dérélicl'estomac tion sur le territoire. Nécroses des vaisseaux sanguins. érythrocytose. ques. » » 353 .Mésoderme cérébral (feuillet embryonnaire moyen) 1. qu'ils ne sont pas avalés. les femmes cicatriciel ». controlatéralité ! Calotte et cervicales: frontal Epaule gauche : en position ventro-latérale par rapport aux cornes antérieures. conflit d'envie en relation avec le territoire « Il ne peut pas le digérer ». Foyer de Hamer dans la Ca ulcératif à épithépartie latérale du cervelet lium pavimenteux. Furonculose lors de la guérison : chéloïde cicatricielle 2. sténoses vasculaires. Moelle des hémisphères cérébraux Grave conflit de dévalorisation de soi « j e suis atteint jusqu'aux moelles » p. Dorsales/lombaires : en position latérale des ventricules latéraux. ex. Chez les hommes droitiers et les femmes âgées. Nécrose du tissu conjonctif. ostéolyses osseuses.de soi. 5. 6. Foyer de Hamer au cerve. droit et dans la région Pendant la phase de dorso-insulaire du cer. Carcinome « Ulcus ventriculi » Contrariétés territoriales avec des membres de la famille. thrombo-cal appelé à tort ostéosarcorne « leucémie ». gauchères et les hommes âgés). Nécrose des parois cardiaques (pas les artères branchiales !) Nécrose des vaisseaux sanguins et lymphatiques. leucocytose. sont pas encore incorporés. ectasies des veines. Foyer de Hamer dans la partie latérale du cervelet droit et dans la région dorso-insulaire du cerveau (chez les femmes gauchères et les hommes gauchers âgés). Conflit avec des gens qu'on ne peut éviter. appelée à tort « chondrosarcome » Déminéralisation.Ca ulcératif à épithélet droit et dans la partie lium pavimenteux. chez une droitière : dévalorisation de soi dans les relations mère/enfant. Ostéolyses. cicatrisation veau. » » Foyer de Hamer dans la moelle du cerveau Foyer de Hamer dans la moelle du cerveau. « panmyélophtysie ». recalcification « leucémie » Léger conflit de dévalorisation Foyer de Hamer dans la moelle du cerveau Tissu conjonctif cicatriciel appelé à tort « sarcome » Cicatrice cartilagineuse. c'est-à-dire que les rivaux peuvent encore le chiper).B . Guérison : chéloïdes vasculaires.guérison.la « bouffe » (on n'arrive pas phage. droitiers et les femmes âgées. 4. Et tant tiers inférieur). ANEMIE! Nouvelle formation de cal Réactivation de l'HEMATOPOÏÈSE. Nécroses des ganglions lymphatiques. c'est la raison pour laquelle il est plus fréquent dans les familles intactes. Chez les hommes par tissu conjonctif. les faces ventrale et droite du à avaler les morceaux. ils ne Ca ulcératif de l'œsophage. Léger conflit de dévalorisation Nécroses des vaisseaux lymphati. conflit de ne pas savoir où est sa place parce que le territoire n'est pas dirigé (chez les femmes gaucheres et les hommes âgés gauchers). Cancer de l'œsophage Peur et contrariété à propos de (deux-tiers supérieurs de l'œso. « leucémie lymphatique ». Bassin : en position latérale à partir des cornes postérieures. anévrismes. nécroses osseuses lors de la guérison : formation de cal. Dyschondrose lors de la guérison : prolifération cartilagineuse 3. Ca ulcératif de la petite courbure de l'estomac Cancer progressant en ulcérantperforant-réduisant.

leucémie lymphatique. les cellules du sang (erythrocytes et leucocytes de la série myéloïde et lymphatique) figurent aussi parmi les dérivés du feuillet embryonnaire moyen. pas de prolifération cellulaire ! Guérison : ensilage de glies aux fins de réparations des membranes d'isolement intercellulaires. 2. Voir aussi les osteolyses osseuses. C'est exact. Nécrose des tendons Conflit de dévalorisation de soi Foyer de Hamer dans la moelle du cerveau 12. les leucémies. Guérison : tendons couenneux 11. Pas de division cellulaire et donc pas de tumeurs Guérison : œdème intraet perifocal du foyer de Hamer Altération des cellules. Epithelium sensoriel de l'oreille. 1. c'est-à-dire sont des cellules productrices de sang (cellules-souches). Fonction nutritive 2.e c t o d e r m e spécifique O r g a n e s et structures qui établissent le c o n t a c t avec l ' e n v i r o n n e m e n t . S N C . Tissu glial. Fonction cicatricielle Pendant la guérison cérébrale : forte division cellulaire ! Cicatrisation. neurones périphériques. Système nerveux central et système nerveux périphérique. Gliomes Cicatrices cérébrales Histologie facile à confondre avec le carcinome à epithelium pavimenteux kératine de la muqueuse bronchique. Ectoderme (feuillet embryonnaire externe) A. du nez. Dès que les cellules sanguines ne sont plus reliées au cerveau. névroglie. des yeux (rétine) et de la neurohypophyse (font partie du système nerveux central) 355 . Si le foyer de Hamer est localisé au cortex somatosensitif de la circonvolution post-centrale : nodules de Recklinghausen. elles ne se divisent plus.10. Fonction de soutien 3. Ontogénétiquement. elles ne valent que dans la mesure où elles sont encore reliées nerveusement au cerveau. réfection de l'isolement des cellules cérébrales à la périphérie : forte prolifération cellulaire des gaines de Schwann. Pas de division cellulaire et donc pas de tumeurs ! 3. cellules nerveuses cérébrales. tissu conjonctif cérébral : 1. Mais du point de vue de l'événement conflictuel et de l'événement cérébral. les nécroses lymphatiques et spléniques. Nécrose de la rate Conflit de dévalorisation de soi Foyer de Hamer dans la moelle du cerveau Nécrose de la rate. Lymphocytophtisie Lymphocytopénie Guérison : gonflement de la rate.

les nodosités de circonvolution postcen. la peur viscérale. Chacune de ces peurs peut faire une épilepsie pendant la phase de guérison. En désignant l'origine de la peur (par derrière ou par devant).flit central de peur frontale. Un foyer de Hamer au cortex visuel gauche diminue l'acuité visuelle de la fovea centraie droite. 3. en précisant le danger d'étouffement.Recklinghausen sont traie et foyer de Hamer au une prolifération gliale bulbe/pont. Altérations de l'oreille interne. et foyer de Hamer au bulbe/pont. un foyer de Hamer.lieu de prolifération tex moteur de la circonvo. de mort d'inanition. de la meute. qui sont irréversibles si le conflit dure longtemps. conflit d'isolement. Carcinome à épithélium pavimen. conflit de n'avoir plus de contact avec les membres de la famille. avec localisation à la limite entre le bulbe rachidien et le pont de Varole. nous parlons alors de conflit de peur dans la nuque. unilatéral ou bilatéral dans le cas du conflit central ou para-central. mais qui en cas de longue durée peut provoquer une atrophie optique et un décollement de la rétine. C'est-à-dire que la peur consciente est presque toujours accompagnée d'une « peur primitive » viscérale. Paralysie sensorielle du côté opposé Conflit de peur d'être abanconformément au schéma de donné. 4. N Foyer de Hamer ou foyer Perte de fonction au central de Hamer au cor. lution précentrale et foyer de Hamer au bulbe/pont. Chute auditive Peur de devoir entendre une chose que l'on ne veut pas entendre parce qu'elle est douloureuse. etc. la faillite. conflit de peur de ne pouP« homunculus » voir s'enfuir. la peur consciente dans le cortex cérébral. nous ne disons encore rien sur ce que l'homme et l'animal redoutent à travers cette peur. La peur d'être tué peut'venir aussi bien par derrière. etc. Foyer de Hamer ou foyer Perte fonctionnelle au central de Hamer au cor. N'oublions pas que la peur éprouvée pour soi-même et la peur ressentie pour un autre (peur-souci) peuvent paraître identiques au plan cérébral et organique ! Il faut savoir tout cela pour comprendre la nature des peurs. 357 . « Je ne peux plus l'entendre sans m'affoler ! » « Je n'en crois pas mes oreilles » Foyer de Hamer ou foyer central de Hamer au cortex pariétal et au pont (neurinome acoustique). du troupeau. d'être laissé en plan. c'est le disfonctionnement rétinien lorsque l'impact a lieu au cortex de la vision. Il arrive souvent — et même généralement — que ces deux types de peur se manifestent simultanément. Altération de la rétine. controlatérale. La polyfibromatose neurocutanée — nodules de Recklinghausen — n'apparaissent que dans le cas du conflit de peur d'être abandonné : il s'agit alors d'une prolifération gliale et d'un gonflement de la gaine myélinique des nerfs. cinome de fistule branchiogène latérale) Foyer de Hamer ou foyer central de Hamer au lobe frontal.Les conflits de peur sont des maladies cancéreuses. à savoir par exemple la mort. conteux des rudiments branchiaux (Car. par de la vagotonie et des œdèmes cérébraux. etc. ou dans le dos. de la horde. Foyer de Hamer ou foyer peur d'un danger que l'on ne central de Hamer à droite peut voir en face. 1. Faiblesse de la vue.. et pas à proprement parler de carcinomes.cellulaire. derrière 5. Un foyer de Hamer au cortex visuel droit diminue l'acuité visuelle de la fovea centrale gauche. correspondant à une nodosité de Recklinghausen entre l'oreille interne et le pont. Ils ont un DHS.lieu de prolifération celtex somato-sensitif de la lulaire. Mais dans ce cas le cancer c'est la perturbation sensible et non pas les nodules de Recklinghausen. etc. du fait que le foyer de Hamer au cerveau y font un blocus. fistules branchiogènes rudimentaires. pendant la phase active du conflit ils se manifestent par de la sympathicotonie et. des gaines de Schwann. Ca à épithélium pavimenteux. mais qui ou à gauche dans le cortex menace constamment par visuel et au bulbe/pont. Phomunculus. Paralysie motrice du côté opposé Conflit de peur d'être prisonconformément au schéma de nier. 2. 2. que par devant : nous l'appelons alors conflit de peur frontale. Nous distinguons en principe deux types de peurs : 1. le cancer c'est la paralysie motrice ou sensible des nerfs périphériques. la paralysie. qui est réversible si le conflit ne dure pas trop longtemps.Conflit de peur frontale. Conflit de peur dans la nuque. pendant la phase pcl. Il semble que ce soient ces impulsions bloquées qui provoquent le gonflement glial des gaines nerveuses de Schwann. Mais il semble que ce soit un cas spécial : les impulsions émanant de la cellule — dans le cas de la cellule nerveuse tactile — ne parviennent plus au cerveau. de perte de territoire. Mais en réalité.

tion latérale. n'a pas besoin chez l'animal de foyer de Hamer cortical mais. voir à : cancer du rectum. On a le Foyer de Hamer ou foyer souffle coupé. d'origine endodermique. c'est-à-dire du conflit de peur d'inanition (voir à : carcinomes dérivés de l'endoderme. au début du tableau récapitulatif)359 . 8. conflit viscéral primitif. Le conflit de peur de la mort. cancer ulcératif du foie.tex et au centre de Broca flit féminin d'effroi ! La (langage) fronto-pariétal femme gauchère ne peut le gauche (territoire) et au faire qu'après la ménopause au cervelet gauche. cancer ulcératif de l'estomac. 9.6. chose » (mais personne ne fait rien. Voir ci-dessous à : cancer ulcératif coronaire. Ca à épithélium pavimenteux 7. cancer ulcératif œsophagien. voir à : cancer bronchique. 10. chez l'homme. éventuelletoire/cancer bronchique. voir à : cancer du col de l'utérus.« Mais il faudrait faire quelque tion frontale à gauche ronnant. Inactivité cellulaire Nodosités froides pas de prolifération cellulaire. Conflit de peur territoriale et conflit de contrariété territoriale. Nodules froids de la glande thyroïde Conflit de peur impuissante Foyer de Hamer en posiavec hyperthyrose du tissu envi. Peur d'étouffer central de Hamer au corou peur d'être étranglé ! Con. Il en est de même des carcinomes solitaires compacts. Conflit de peur territoriale de l'homme. il a presque toujours un foyer de Hamer supplémentaire au cortex. Conflit de peur de frustration sexuelle. Conflit de peur d'être' abandonné sur le territoire. ment aussi au bulbe/pont. du foie. Cancer du larynx Conflit de peur bleue. bien qu'il faille faire quelque chose ! ») 11. en posilieu d'un conflit de terri.

Conflit de territoire plus profond. au cervelet droit latéral menteux et adénoïde 2. sujet du contenu du territoire 2. etc) qu'au position latérale. 2. etc.de la peau cérébelleuse leuse qui. conflit de frustration sexuelle (chez la femme droitière ou l'homme âgé droitier) Foyer de Hamer au cervelet gauche et dans la région péri-insulaire gauche du cerveau. sensibilisée par le cerveau qui. Foyer de Hamer au cerve.Ca adénoïde par la suite A la fois Ca de frustration sexuelle (chez la let droit et dans la région cicatrisation cirrhotique 1. pendant la phase de l'homme gaucher âgé) phère droit (gauchers) et Ca ulcératif à épithéguérison. devient couenneux comme tout autre ulcère. 361 . pas de rétrécissement de la lumière. Carcinome péricardique droit A la fois Ca de la 1. couche ectodermique cérébrale. ' position latérale 2. qui provoque l'épanchément péricardique pendant la phase de guérison (tamponade du sac fibro-séreux). Conflit de territoire (chez les gauchers) de façon ana- Foyer de Hamer Ca à épithélium pavi1. couche mésodermique cérébelleuse et de 2. Conflit de territoire aussi bien Foyer de Hamer Ca à épithélium pavià propos du territoire lui-même 1. couche ectodermique cérébrale.Cancer de l'ectoderme (feuillet embryonnaire externe) C a n c e r de l ' e c t o d e r m e cérébral. Carcinome ulcératif des coronaires. couche mésodermique cérébelleuse. conflit de l'abandon à l'intérieur du territoire.) chez les cérébrale nommes et les femmes âgés (chez les droitiers) (chez les droitiers). dans l'aire péri-insulaire (épouse. pendant la phase active du conflit.femme gauchère ou chez péri-insulaire de l'hémis. fait un ulcère et. dans l'aire péri-insulaire de l'hémisphère cérébral gauche (chez les gauchers) Foyer de Hamer Ca à épithélium pavi1. Angine de poitrine cérébrogène par spasmes vasculaires. au cervelet droit en menteux (maison. et dans la phase de guérison devient couenneuse comme tout autre ulcère. dans l'aire péri-insulaire par la suite. provoque aussi l'épanlium pavimenteux de la chement du péricarde (tampeau cérébrale. Arhytmie : pendant la phase de guérison. Infarctus du myocarde : la sténose coronaire n'intervient que bien après l'infarctus par cicatrisation de l'ulcère coronaire. Conflit sexuel de la femme. droite du cerveau Ca cirrhotique de (chez les droitiers) l'ectoderme cérébelleux. chien. dans la phase de guérison. ponade). la couche mésodermique cérébel. Pendant la phase active du conflit : ulcération des parois vasculaires. Ca adénoïde. par la suite à cicatrisation cirrhotique de la peau cérébelleuse et Ca à épithélium pavimenteux ulcératif de la peau cérébrale. 2. sensibilisée par le cerveau qui. la couche ectodermique cérébrale. 2. pendant la phase active du conflit fait un ulcère. Carcinome péricardique gauche à la fois Ca de la 1. Pas d'angine de poitrine mais arythmies : dans la phase de guérison embolie pulmonaire : logue au Ca de col de l'utérus. emploi. incluant souvent un conflit territorial de nid (chez les droitiers) Carcinome péricardique gauche Conflit sexuel « abandon ». 1. au cervelet gauche en menteux.

Foyer de Hamer au cerve. etc. ou bien conflit carotidienne après la phase de sexuel de la femme gauchère guérison).région péri-insulaire gauflit de nid (chez les gauchers) che du cerveau chez les gauchers. Nécrose de la corticosurrénale . femmes âgées. lors de la guérison : hémorragie rénale (pas le cancer du bassinet ni les tubules) Nécrose du parenchyme rénal. Cancer testiculaire Cancer ovarien Conflit de perte Foyer de Hamer dans la partie occipitale du cerveau (situation à part. 8. qui généralement aboutit l'homme droitier ou la femme let droit et dans la région à une atélectasie bronchique du âgée. Conflit de perte totale de dynamisme « adynamie » Foyer de Hamer en position basale profonde dans la moelle du cerveau (diencéphale) 363 . nose carotidienne. Nécrose de la corticosurrénale. Kystes rénaux Conflit par association avec du Hypernéphron liquide. Foyer de Hamer. innervation motrice controlatérale dans la circonvolution précentrale et foyer de Hamer au pont. Carcinome ulcératif de la carotide Conflit de territoire chez avec anévrisme carotidien et cicatri. Nécrose du muscle utérin Myome du corps de l'utérus dans la phase de guérison Dévalorisation de soi provo. Nécrose des muscles lors de la guérison : croissance des muscles. . chez les par la suite. 6.l'homme âgé.A l'origine. Carcinome bronchique Conflit de territoire chez Foyer de Hamer au cerveulcératif.Arythmie cardiaque pendant la phase de guérison embolie pulmonaire Carcinome péricardique droit A la fois Ca de la 1. réparation des nécroses. Muscle utérin local. » » 3.Foyer de Hamer au quée par l'inaptitude à la tronc cérébral grossesse Exception Nécrose du muscle utérin. Ca ulcératif à épithélium pavimenteux qui. bourgeonnement et cicatrisation des parties atteintes dans la phase de guérison « Hypernéphron ». (chez les droitiers ou les trisation du tissu conjonctif.l'homme droitier ou la femme sation de l'ulcère carotidien (sténose âgée droitière. 5. Conflit de territoire de Foyer de Hamer au cerl'homme et de la femme âgée. Tumeurs kystiques Kystes testiculaires Kystes ovariens 7. couche mésodermique cérébelleuse et de 2. pas de controlatéralité par rapport à l'organe). Léger conflit de dévalorisation Foyer de Hamer dans la moelle des deux hémisphères du côté opposé. la couche ectodermique cérébrale. Ca à épilet droit et dans la région thélium pavimenteux péri-insulaire droite de l'intima des artères (« région territoriale branchiales (Ca ulcédroite) du cerveau (chez les ratif de l'intima conhommes droitiers ou les duisant à l'anévrisme). de l'huile. 9. femmes âgées. ulcère femmes gauchères ou les cicatrisé formant stéhommes âgés). hypertrophie « myome » dans la phase de guérison. velet gauche et dans la souvent associé à un quasi con. surtout pendant la phase de guérison. pas de controlatéralité ! En position basale. provoque des atélectasies de la bronche : a) par œdématisation b) par cicatrisation conjonctive de l'ulcère Nouvelle croissance musculaire appelée à tort « myosarcome » 4. les femmes gauchères ou les hommes âgés). de part et d'autre de la faux du cerveau entre les cornes postérieures. ou de l'homme âgé. de l'eau. ou bien conflit sexuel de dorso-insulaire du cerveau parenchyme pendant la phase de la femme gauchère ou de (secteur territorial droit) guérison par œdématisation et cica.

résistance. vent de querelles d'argent. « Je ne peux pas le digérer ». droite parce que le territoire n'est pas 2. tronc cérébral (pont). Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi1. Conflit de répugnance et de Diabète. 365 . d'où sa fréquence dans les familles intactes.Chez les humains il s'agit soution nécrotisante.dans la partie dorso. Ca des voies biliaires (Ductus-Choledochus) Ca de la vésicule biliaire Ca des réseaux biliaires (Ca du ductus cysticus) Ca ulcératif du réseau biliaire Ca ulcératif de la vésicule biliaire Foyer de Hamer dans la partie latérale du cervelet droit et dans la région dorso-insulaire du cerveau (chez les hommes droitiers et les femmes âgées droitières). Ches les femmes gauchères et les hommes âgés.Rivalité territoriale pathique) Conflit de bouffe Ca du foie progressant par ulcéra. d'après tous les critères c'est un cancer. ulcératif. Pendant chez l'homme droitier et chez 2. » » » » Contrariété territoriale Foyer de Hamer dans Ca à épithélium paviRivalité territoriale 1. Pas de prolifération cellulaire. Ca ulcératif du duodénum au bulbe Contrariétés territoriales avec duodénal des membres de la famille. Après un long conflit. à ne pas savoir où est sa place. faute perforant-réduisant d'un chef à la tête du territoire cliez les femmes gauchères et les hommes âgés). conflit de 1. insulome B. il n'y a qu'altération des cellules. Conflit avec des gens que l'on ne peut pas éviter. Conflit d'envie territoriale cérébral (pont) et nécrotisant.1a partie droite du tronc menteux. en cas de conflit de longue durée. Ca ulcératif du duodénum au bulbe Conflit féminin de déréliction duodénal sur le territoire. cicatrisation par tissu conjonctif. à menteux droite Ulcération-nécrose 2. Foyer de Hamer dans la partie latérale du cervelet droit et dans la partie dorso-insulaire du cerveau. Hémisphère droit. régénération du parenchyme. Ca des îlots bêta du pancréas. en Guérison : si le conflit position dorso-insulaire n'a pas duré longtemps.pas savoir où est sa place.conflit d'envie en relation avec perforant-diminuant le territoire. Néanmoins. Foyer de Hamer du conflit Altération cellulaire des central au diencéphale îlots B. Conflit de ne pas savoir où est sa place (chez la femme gauchère et l'homme âgé gaucher) 10.la guérison cicatrisala femme âgée droitière insulaire droite du cerveau tion par tissu conchez les hommes droitiers jonctif.Contrariété territoriale que du foie (réseau biliaire intrahé. en position dorsocommandé (chez la femme inculaire de l'hémisphère gauchère et chez l'homme âgé droit chez la femme gaugaucher) chère et l'homme âgé gaucher) Ca à épithélium pavimenteux. Lorsque le conflit n'a pas duré : restitution intégrale.7. conflit de ne Ca progressant en ulcérant. le diabète se maintient. et les femmes âgées droitières Conflit féminin de la dérelic. disparition du diabète. Ca progressant en ulcérant. tronc cérébral (pont). » » » » Carcinome de la partie ectodermique du foie (réseau biliaire intrahépathique) progressant par ulcération nécrotisante Conflit féminin de déréliction sur le territoire. 8. Carcinome de la partie ectodermi.Foyers de Hamer tion sur le territoire. ulcérationnécrose Guérison : cicatrisation par tissu conjonctif Ca Ca Ca Ca Ca du réseau biliaire de la vésicule biliaire du canal cystique ulcératif du réseau biliaire ulcératif de la vésicule biliaire 9. C'est du cancer sans prolifération cellulaire.

Chez le droitier âgé. Lors de ce conflit. Hémisphère gauche. mais urinaire » «dégueulasse». Hémisphère cérébral tisant qui augmente en tière et chez l'homme droitier gauche. par ulcération nécropéri-insulaire (chez la tisante. Pendant la phase de guérison.raux péri-insulaires. l'homme gaucher qui a un conflit de territoire avec des membres de sa famille. 15. la femme gauchère fait un Ca ulcératif de l'estomac ou bien un cancer ulcératif du foie. en position latérale. 16. latéral en est. Ca à épithélium payimenteux ulcératifnécrotisant. Une chienne âgée lève la patte et marque son territoire comme un mâle. dans l'hémisphère gauche en position périinsulaire. la jeune femme gauchère fait un cancer bronchique. Cervelet gauche. 12. Cervelet gauche. c'est-àdire un cancer qui augmente en progressant. 2. davantage en position dorsale. ^Hémisphère gauche. tendance aux saignements de la muqueuse et à la formation d'abcès pararectal. 367 . latéral menteux ulcératif nécroterritoir (chez la femme droi. 13. Ca à épithélium pavimenteux ulcératifnécrotisant.2. femme droitière et chez l'homme droitier âgé).Foyers de Hamer bilatétoire. fait un cancer du rectum. tandis que l'homme gaucher qui a un conflit de territoire peut faire un Ca du larynx ! Conflit féminin d'abandon. direction territoriale (chez la péri-insulaire. Lors du conflit de peur bleue. Conflit de territoire au sens de déréliction (chez la femme droitière). il y a un carcinome vicariant du péricarde droit et une arythmie cardiaque avec embolie pulmonaire dans la phase pcl. Foyers de Hamer conflit de ne pas savoir où l'on 1. issue létale fréquente. Ca de la vessie plus précisément Ca de la muqueuse vésicale. Cervelet gauche. Terreur Foyers de Hamer Ca à épithélium pavipanique d'être laissé seul sur le 1. où est sa place. dans la partie latérale du menteux progressant cervelet gauche par ulcération-nécrose. La couche inférieure endodermique du rectum fait l'objet d'une étude à part au chapitre sur le Ca rectal.11. Conflit de marquage de terri. faute de 2. Ca du larynx Conflit de peur bleue. latéral menteux progressant 2. Ca du col de l'utérus prolifère par ulcération nécrotisante Conflit sexuel de frustration. Ca du vagin Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi1. A l'inverse. disparition de l'hypoglycémie. La « couche inférieure » endodermique de la vessie sera traitée à part au chapitre sur le Ca vésical. Conflit pré-sexuel Conflit de ne pas pouvoir être possédée (chez la femme droitière) Foyer de Hamer du conflit central au diencéphale Altération cellulaire des îlots A. Dans la phase de guérison. à droite un peu plus en direction frontale) et en même temps dans les deux hémisphères cérébelleux. pas symétriques (à gauche Conflit de « saloperie ». La couche inférieure étant endodermique fait des polypes du rectum. Foyers de Hamer Ca à épithélium pavi1. femme droitière) 14. Conflit « génito. insulome A. Ca des îlots alpha du pancréas Conflit de répugnance angois« Insulome A » Hypoglycémie sée « peur + dégoût » Si le conflit dure peu de temps : restitution intégrale. péri-insulaire progressant âgé). Ca du rectum Pendant la phase de guérison. souvent abcès para-rectal et para-anal et saignement de la muqueuse. La vessie et l'acte d'uriner ont une fonction territoriale différente pour l'individu masculin et l'individu féminin. Si le conflit dure longtemps : grave crise d'hypoglycémie. tendance aux saignements de la muqueuse.

masculin : « Ici. L'affaire me paraît logique. pas de controlatéralité).menteux à progression concerne la bouche. Ca de l'émail des dents. Cette 2 partie est d'origine ectodermique et fait partie du groupe des organes territoriaux. Conflit de « n'avoir pas le Foyers de Hamer 1. au diencéphale Ca à épithélium induré progressant par ulcération nécrotisante « les carries grossissent » Epithélium aplati du bassinet. e . Conflit olfactif d'odeur et de puanteur. Ca ulcératif.Foyer de Hamer tempororitoire. Comme le foie et le poumon. Ca ulcerati/ du bassinet. foyer de Hamer à l'intérieur du forceps majeur du même côté. Conflit de marquage de ter. je dois avouer qu'il y a encore des points d'interrogation. Ca delà muqueuse nasale et Ca des sinus maxilaires. il ne peut pas en être autrement. Ca du bassinet et des tubules rénaux. le bassinet et les calices.17. basal du côté opposé et ulcéro-nécrotisante. Dérivant par immigration de la vessie. Cancer de la muqueuse buccale. fronto-rétro-orbitaldroit de mordre » basal 2. 2. 19. n'est pas une infirmation. occipito-cortical Actif. après la maladie cancéreuse. sensibilisé par le centre somato-sensitif (très douloureux au moment des coliques néphrétiques). « Ça pue ! » aussi bien au sens propre qu'au sens figuré. Le fait que l'ulcère du bassinet — tout comme l'ulcère de l'estomac — n'ait pas été considéré jusqu'ici comme un cancer. dont l'innervation atteint les tubules via l'uretère. c'est mon territoire ! » Passif. y compris l'orifice caliciel des tubules. mais je ne l'ai pas encore vérifié suffisamment. au centre olfactif du diencéphale. Ca ulcerati/de la muqueuse buccale. le rein est histologiquement de Pépithélium aplati ou pavimenteux. fronto-rétro-orbital. Ca à epithelium paviConflit buccal. Un conflit qui Foyers de Hamer 1. et à vrai dire. Les caries 20. il fait des kystes rénaux (conflit d'eau. le rein se compose d'une partie ancienne mais qui dérive ici du mésoderme : pendant la phase de guérison. 18. féminin : « Je suis ici sur ton territoire ! » Remarque : A propos de ce n° 20.

à l'exception de l'œil. 371 . 9. agit sur 4 et provoque la détente des muscles tendus. L'aire territoriale de l'hémisphère cérébral droit est le siège des organes masculins (muqueuse bronchique. 10. Chez les droitiers. 11 — Aire dévolue aux fonctions intellectuelles complexes et siège du « tonus affectif ». muqueuse gastrique de la petite courbure. muqueuse de la vésicule urinaire). 4s — Aire inhibitrice (suppresseur). muqueuse œsophagienne. 4 — Cortex moteur primaire. épithélium péricardique.5 et 7 — Aires dévolues à la reconnaissance des objets à l'aide du sens tactile (cortex somato-sensitif). intima coronaire. de la moitié controlatérale du corps. donne des impulsions pour tous les mouvements volontaires. Centre moteur. 6 — Aire secondaire du cortex moteur. cortex sensoriel. 19 et 18 — Aire visuelle secondaire (mémoire optique) pour la vision coordonnée des objets animés (cortex visuel). seuls les hommes sont malades de ce côté-ci. 1 et 2 — Aire somato-sensitive primaire. muqueuse du bulbe duodénal et du réseau biliaire du foie.

le rectum. à savoir par des conflits « masculins ». 373 . Chez les gauchers et les droitiers. la vessie féminine. le foyer de Hamer n'est provoqué chez les droitières que par des « conflits féminins ». Les autres zones sont pareilles à la moitié droite du cerveau. Toutefois. l'orifice et le col utérins. Chez les gauchers. 22 : mémoire verbo-acoustique (mémoire acoustique et compréhension des mots parlés). concernant les circonvolutions cérébrales qui chevauchent sur les lobes cérébraux et ne peuvent donc pas être considérées comme des divisions du cerveau.Le cliché ci-dessus indique les zones couramment admises actuellement sur le plan international. le vagin. il ne peut être provoqué que par des conflits à inversion latérale. le côté gauche comporte toujours les relais pour le larynx. Voici le cortex cérébral vu du côté gauche.

e e e 375 . des cornes postérieures (occipitales) et des cornes inférieures ou temporales qui se situent en position extérieure à droite et à gauche dans les lobes temporaux. Le système ventriculaire est tout entier en communication. le liquide céphalo-rachidien peut s'écouler par l'aqueduc jusqu'au 4 ventricule que nous voyons en bas à la hauteur du pont inférieur et du bulbe supérieur.Le cerveau vu du côté gauche. A partir du 3 ventricule. Nous voyons en haut — vertbleu — les deux ventricules latéraux qui communiquent entre eux par le 3 ventricule. C'est dans le plexus choroïdien des ventricules qu'est produit le liquide céphalorachidien. S'il arrive que l'aqueduc soit comprimé par suite d'une compression au mésencéphale ou au pont (tronc cérébral). Les ventricules latéraux se composent des cornes antérieures (frontales). Qu'un foyer de Hamer au cerveau fasse au cours de la phase de guérison un processus expansif. comme si la substance cérébrale était transparente et comme si l'on pouvait voir à travers la substance cérébrale les ventricules cérébraux ou cavités cérébrales. Ce liquide s'écoule par l'aqueduc dans le canal rachidien. il ne fait généralement qu'imprimer le ventricule latéral voisin. que nous voyons en-dessous. le liquide céphalo-rachidien s'amasse dans le système ventriculaire des ventricules 1 à 3 et nous avons affaire à une hydrocéphalie. il arrive souvent que l'ensemble du système ventriculaire soit à ce point comprimé (par l'œdème généralisé de la moelle) que nous avons beaucoup de peine à reconnaître les ventricules sur le scanner cérébral. Dans le cas des leucémies juvéniles.

Ce schéma représente le squelette d'un poupon couché sur le dos qui se projette en position paraventriculaire sur la moelle des hémisphères cérébraux. 376 . le côté gauche du squelette se projette sur la moelle de l'hémisphère cérébral droit et vice-versa. moelle paraventriculaire (dorsales et lombaires) : dévalorisation centrale de la personnalité . occipital (jambe et pied) : conflit de dévalorisation de nonsportivité. Les foyers de Hamer des différentes sections de la moelle correspondent à des ostéolyses de la partie correspondante du squelette. droite : concernant d'autres personnes . Du fait qu'il faille s'imaginer le squelette du poupon couché sur le dos. fronto-pariétale (épaule gauche) : dévalorisation dans les relations mère/enfant . moelle dorso-temporale (bassin) : conflit hideux ou sexuel de dévalorisation . A chacune des aires de la moelle sont dévolues diverses teneurs spécifiques de conflit de dévalorisation de soi : Moelle frontale (calotte et cervicales) : conflit de dévalorisation intellectuelle-morale .

à savoir le larynx. le rectum. La motricité des orteils et des pieds est située en position interhémisphérique. le vagin. A noter que l'aire insulaire est comme extravaginée : c'est là que se situe l'innervation motrice d'une part des organes branchiaux. d'ailleurs. la vessie pour moitié. ou pré-rolandique) avec répartition des divers relais d'innervation motrice. mais pas identique ! Il en va de même des conflits. La disposition des deux côtés à droite et à gauche est semblable. 377 . étant donné que le côté gauche demeure le côté féminin et. il n'innerve que les « organes féminins ».Tableau schématique de l'aire corticale motrice (circonvolution précentrale.

il vous sera possible. Le blanc se traduit par une paralysie au moment du DHS. Ces peurs ont. Dans ce cas. sans que le patient en soit conscient à cet instant. grâce à cette esquisse. Le langage clinique établit une distinction entre le « choc blanc » et le « choc rouge ». au moment du DHS un impact cérébral sous forme de conflits biologiques.Lorsqu'à l'avenir vous assisterez chez un patient à ce qu'il est convenu d'appeler une « attaque ». 378 . de prévoir exactement la localisation du foyer de Hamer pour le scanner cérébral. Tous ces relais corticaux impliquent des peurs conflictuelles différentes. le foyer de Hamer peut se situer par exemple dans la moelle en-dessous du cortex et n'inclure que temporairement le relais cortical dans l'œdème péri-focal. Le choc rouge signifie toujours que le patient se trouve déjà dans la phase pcl et qu'une paralysie résulte de l'œdématisation du relais moteur. généralement par un conflit para-central.

Là aussi les relais du cortex correspondent au point de vue conflictuel aux peurs. le pied et les organes génitaux (testicules. le foie (en partie). le cortex moteur. l'estomac (en partie). pénis. mais les viscères signifient ici l'œsophage. le duodénum (en partie). 379 . En position inter-hémisphérique nous voyons de nouveau les orteils. le pancréas (en partie) et la vessie (en partie). en position latérale droite. Là non plus la disposition n'est pas la même des deux côtés. A noter là aussi dans l'insula la disposition quasi extravaginée du cortex.Ce schéma représente une coupe coronaire à travers le centre somato-sensitif de la circonvolution post-centrale. lèvres) et sur le cortex crânien la disposition est pareille à celle de la circonvolution pré-centrale. la peur « territoriale » ou « la peur de contrariété territoriale ». par exemple.

ils ont de l'œdème cérébral. Dans le premier cas. par exemple dans la moelle. Se méfier de l'épilepsie ! 380 . ont de l'appétit. mais elles peuvent avoir aussi pour origine un œdème sous le cortex. et ne sont alors que passagères. Ils se trouvent donc dans la phase active du conflit. nous établissons de nouveau une distinction entre le « choc blanc » et le « choc rouge ». à savoir la vagotonie. les patients ont chaud. les patients sont livides. ne proviennent pas forcément d'un foyer de Hamer au cortex. comme dans le cas du choc blanc (généralement un conflit central ou para-central). ils sont donc de toute évidence dans la phase pcl. Les perturbations de la sensibilité.Dans ce qu'on a l'habitude d'appeler une attaque. dorment bien et beaucoup. ils ont froid et sont en sympathicotonie. dont on ne s'aperçoit généralement que lorsque le patient a de surcroît des paralysies. Dans le cas du choc rouge. La perturbation de la sensibilité intervient à l'instant du DHS.

Sur ce schéma. il importe que le lecteur puisse se rendre compte que. Dans le cas d'un DHS nous trouvons ici chez la femme le foyer de Hamer correspondant au cancer du col de l'utérus. en rouge vif. L'aire corticale colorée en bleu est en réalité bien plus étendue car elle inclut aussi le cortex (invaginé) de l'insula. par exemple. C'est ce qui expli381 . chez la gauchère il correspond à un conflit (masculin) de territoire. 2. qui est en même temps l'aire des foyers de Hamer en cas de DHS avec conflit de peur dans la nuque. Nous pouvons même dire que toute les aires cérébrales sont « multi-fonctionnelles ». Il convient de noter ici deux choses : 1. Il s'agit de donner au lecteur une notion topographique du cerveau pour qu'il puisse s'y retrouver à peu près sur un scanner cérébral. le centre somato-sensitif. est en même temps responsable d'une sphère conflictuelle à teneur spécifique. la circonvolution post-centrale. Chez la droitière.Sur cet aperçu schématique nous voyons le centre de la motricité. la circonvolution pré-centrale. où l'on retrouve pêle-mêle des aires conflictuelles. motrices et somato-sensitives. en vert. En position occipitale extrême (à droite sur le cliché) nous voyons le cortex visuel. un relais que nous avons tenu jusqu'ici pour responsable d'une dysfonction motrice. qu'elle ne peut faire qu'avant la puberté (comme enfant) ou après la ménopause. C'est à travers ces circonvolutions qu'ont été situées les coupes précédentes. il correspond aussi au conflit biologique féminin de frustration sexuelle.

tous sont des conflits de territoire. 382 . et. il fait en même temps un cancer du col de l'utérus. Schéma des conflits de territoire masculins : bleu = cancer ulcératif coronaire et cancer péricardique . là où se trouve par conséquent le centre associatif ou relais pour ce type de teneur conflictuelle. vert = cancer bronchique . La cause principale du conflit territorial à ulcère coronaire avec infarctus du myocarde consécutif pendant la phase pcl. c'est-à-dire au cortex moteur ou somatosensible latéral. cancer du foie et cancer de la vessie en partie. Le cancer ulcératif de l'estomac et du foie correspond davantage à un conflit de contrariété territoriale. Nous pouvons donc dire : un conflit sexuel chez une droitière fait un foyer de Hamer péri-insulaire. qui est invaginée.que que nous puissions voir des déficiences neurologiques déterminées correspondant à certaines teneurs conflictuelles. rouge = cancer ulcératif de l'estomac. dans le cas d'un DHS. Le cerveau a tout simplement une dimension de plus que nous ne pensions jusqu'ici. Au point de vue conflictuel. est située dans l'insula.

une collision frontale). (« La catastrophe fonçait sur moi comme un rapide à grande vitesse et j'étais incapable de faire quoi que ce soit pour l'éviter. nous épie.Schéma mettant en évidence la différence entre peur frontale (bleue) et peur dans la nuque (rouge). ils peuvent provoquer des taches rondes au poumon (adénocarcinome endodermique des alvéoles). ex. sans pouvoir l'éviter. ») La peur dans la nuque est une peur que nous avons de quelque chose qui arrive par derrière. il peut y avoir normalement une réaction simultanée du tronc cérébral si le DHS est vital. La peur frontale est éprouvée par les hommes et les animaux lorsqu'ils voient venir la catastrophe de face (p. c'est-à-dire met en péril notre corps et notre existence et dans le cas d'un DHS générateur d'un conflit de peur de la mort. 383 . A chacune de ces peurs que nous éprouvons au cortex. et peut frapper à tout moment.

siège de la peur dans la nuque. f : Forceps gauche et droit. section frontale de la lame de substance blanche qui relie les deux hémisphères cérébraux. q : Cortex visuel gauche et droit . o : Cortex inter-hémisphérique gauche et droit. c : Corps calleux. h : Cornes antérieures gauche et droite du ventricule latéral. j. partie postérieure.Coupe horizontale à travers le cerveau a et b : Cortex frontal gauche et droit . l'aire comprise à l'intérieur des forceps est le relais des reins et des ovaires/testicules. n. d : Corps calleux. 1. m : Thalamus gauche et droit.siège de la peur frontale. e 384 . i : 3 ventricule. g. p. e. k : Cornes arrière gauche et droite du ventricule latéral.

Coupe frontale à travers le cerveau au départ des cornes antérieures des ventricules latéraux 1, 2: Cortex inter-hémisphérique. 3, 4 : Cortex extérieur (fronto-pariétal). 5, 6 : Cortex insulaire (région péri-insulaire). 9, 10 : Cortex basai temporal. 11, 12 : Départ des cornes antérieures des ventricules latéraux. 13 : Capsule externe. 14 : Capsule interne. 15 : Corps calleux - principale liaison des deux hémisphères cérébraux.

Ces coupes sont les « coupes standard » du scanner cérébral. On peut y ajouter des coupes verticales, ou à peu près verticales, que l'on appelle coupes coronaires.

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Nota Bene : le cancer du foyer de Hamer au cortex de la circonvolution pré-centrale c'est la paralysie, car il n'émet plus de code moteur tant qu'il y a une activité conflictuelle. Le cancer du foyer de Hamer au cortex somato-sensitif de la circonvolution post-centrale est la perturbation de la sensibilité, souvent accompagnée de nodosités de Recklinghausen, prolifération gliale de la gaine des nerfs, du fait que la ligne afférente menant au foyer de Hamer est bloquée. Le conflit du centre de la motricité est la peur conflictuelle de la sidération, la peur de ne pouvoir prendre la fuite ou s'esquiver. Le conflit du centre somato-sensitif est le conflit de la peur de ne pas remarquer ou de ne pas pouvoir sentir, c'est-à-dire la peur de ne pas percevoir un danger en temps voulu, ce qui, dans la nature, est mortel et par extension la peur de perdre le contact corporel, la peur d'être laissé seul.

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17. La leucémie

La leucémie aiguë et chronique
La leucémie figure évidemment au nombre des maladies du mésoderme, c'est-à-dire du feuillet embryonnaire moyen. Cette maladie, qui à vrai dire n'est pas une maladie indépendante, mais seulement le processus de guérison d'une maladie antécédente de la moelle osseuse, tire son nom du grec leuco = blanc et heima = sang, ce qui équivaut à maladie du sang blanc ou, autrement dit, signifie qu'il y a trop de globules blancs dans le sang. C'est vrai, sauf que le nombre, en soi, n ' a aucune importance pour la maladie. J'ai déjà eu l'occasion d'étudier des centaines de cas de leucémie chez mes patients, et j ' a i pu constater ceci : Loi de la leucémie : 1. Toute phase leucémique est précédée d'une phase leucopénique. 2. Dans toute phase leucémique, le nombre absolu des leucocytes normaux est toujours dans la norme. Les leucocytes normaux ne sont pas dérangés par le nombre élevé de blastes, c'est-à-dire de cellules jeunes, qui ne sont pas arrivées à maturité. 3. La phase leucopénique précédant la phase leucémique équivaut à la phase active d'un conflit de dévalorisation de soi et de résorption du tissu osseux — ostéolyse — sur le plan organique. La solution de ce conflit de dévalorisation de soi, la conflictolyse, relance l'hématopoïèse du sang blanc et du sang rouge, qui était arrêtée jusque-là : celle du sang blanc, des leucocytes, très rapidement, celle du sang rouge, des érythrocytes et des trombocytes, avec un retard de 3 à 6 semaines, que nous appelons retard érythropoïétique. Je ne cache pas qu'en 1984, lors de la parution du livre de poche « Le cancer, maladie de l'âme », je croyais encore que la leucémie était une maladie virale. Depuis, les cas étudiés m'ont permis de corriger cette erreur. La leucémie est la seconde partie d'un processus cancéreux. En raison des nombreuses questions qui se pressent maintenant sur vos lèvres, je veux commencer par les dogmes que professait jusqu'ici la médecine traditionnelle. La leucémie dans la perspective traditionnelle Les dogmes de la médecine classique et de ceux — ils sont légion — qui s'arrogent le monopole d'une médecine soi-disant conforme aux règles d'école, sont très contradictoires. On croit que les « cellules-souches », c'est-à-dire les cellules de la moelle osseuse qui fabriquent les globules blancs du sang, subissent une « altéra391

ration cancéreuse » entraînant une production anarchique de globules blancs, ruinant l'organisme par des phénomènes secondaires et des « métastases leucémiques » susceptibles de faire alors des cancers tout à fait normaux. On s'imagine que la nature de la leucémie est variable, qu'il peut y avoir alternance de leucémie lymphatique, myéloïde et monocytaire. De plus, on est convaincu qu'il peut y avoir chez le même patient alternance de leucémies aleucémiques et leucémiques. Selon la médecine traditionnelle, ni le psychisme, ni le cerveau, ni les os ne jouent un rôle quelconque dans la genèse de la leucémie. La confusion des médecins qui s'arrogent le label de conformité aux règles d'école est totale quand on leur parle en tête à tête. Ils admettent sincèrement n'y rien connaître du tout. A la clinique pédiatrique de Cologne, un chef de service voulait faire croire à un père de famille que d'après les statistiques il était possible à l'heure actuelle de maintenir en vie jusqu'à 90% des patients atteints de leucémie. Réponse du père : « Mais, Docteur, c'est plutôt le contraire que je constate ici dans votre clinique. A ma connaissance vous ne pouvez même pas faire état de 10% de guérisons et, dans la classe d'âge de mon fils (9 ans) il n'y en a pas même un seul à en réchapper ». Le chef de clinique : « Oui, enfin, pas dans cette classe d'âge là, bien sûr ». Au lieu de quoi, on poursuit imperturbablement les tests de nouveaux traitements chimio, qu'aucun médecin n'essaierait sur ses propres enfants. Et pendant ce temps, alors que cela devrait sauter aux yeux, il ne vient à l'idée de personne que les enfants, suivant leurs classes d'âge, manifestent des divergences psychiques en fonction de leur développement. Est-ce vraiment si difficile de tenir compte chez les petits patients de différences que le médecin constate tous les jours chez ses propres enfants ? Un bébé, un nourrisson, n'est pas « un petit enfant » et un enfant n'est pas un « petit adulte ». La seule chose à laquelle on consente c'est d'écrire sur les altérations psychiques chez les leucémiques : travaux sadiques sur les tourments subis par les patients « pronostiqués » à mort, passant d'un désespoir à un autre, d'une peur panique aux affres de la mort, jusqu'à ce qu'ils partent enfin, « comme on s'y attendait ». Alors, haussant les épaules, les médecins disent : « De toute manière il était condamné, il n'y avait plus rien à faire, puisque d'après les statistiques... ils meurent tous ! » Sur le plan thérapeutique il n'a encore été découvert aucun médicament manifestant une quelconque supériorité statistique sur un autre. Si bien que lorsqu'un nouveau médicament est lancé sur le marché tout le monde se précipite dessus. On va même jusqu'à soumettre les pauvres patients à des traitements chimiothérapeutiques intralombaires par voie d'injections ou de perfusion. Et naturellement, aucun médicament ne peut avoir d'effet, du fait justement qu'on se contente de soigner les symptômes, au lieu de connaître les causes et de définir le traitement en conséquence. — En effet, la cause est une dévalorisation de soi psychique. Et à lui seul le diagnostic foudroyant « leucémie » ne peut que terrasser de nouveau le patient qui 392

commence tout juste à se remettre de sa dévalorisation et à reprendre de l'assurance. Comment se fait-il donc que cette génération de médecins n'ait pas été en mesure de s'imaginer cela ? Il est humiliant que les ex-collègues ne maîtrisent même pas le diagnostic corporel. C'est ainsi que dans aucune clinique universitaire allemande on ne fait faire de scanner cérébral aux patients leucémiques, et a fortiori de radios du squelette. Un jour que je réclamais à l'université de Bonn un scanner cérébral, les médecins n'ont fait que hocher la tête : à quoi bon un examen excentrique et aussi inutile ? Or, il faut savoir qu'aucun patient ne manifeste plus de symptômes cérébraux (envie de vomir, vertige, céphalées, obnubilation, etc.) que les leucémiques. Il est stupéfiant aussi que tant de spécialistes hautement qualifiés ne se soient jamais aperçus que l'évolution de la leucémie n'est pas à proprement parler le processus morbide d'un malade, mais plutôt celui d'un convalescent, qui se relève de sa maladie. — C'est que la « médecine moderne arrogante » ne s'intéresse pas aux diverses innervations végétatives, telles que la sympathicotonie ou la vagotonie. Elle regarde avec condescendance ces médecins de la forêt vierge, que rien, justement, n'intéresse autant que les choses psychiques. Arguments à l'encontre du chaos dogmatique 1. Si les cellules immatures, les « blastes », qui sont entraînées dans le sang, étaient de véritables cellules cancéreuses, elles continueraient de présenter des mitoses. De toute évidence, elles ne le font pas ! Il leur manque par conséquent le critère que le dogme de la médecine traditionnelle exige d'une cellule cancéreuse, à savoir qu'elle puisse proliférer par division. 2. Nous ne trouvons nulle part dans le corps de « foyers cancéreux de leucocytes métastasiques » provenant de leucocytes disséminés ayant récupéré la faculté de se multiplier par divison. 3. Néanmoins, d'authentiques foyers cancéreux, par exemple des taches rondes au poumon, qui en tant qu'adénocarcinomes sont d'origine endodermique, sont qualifiés carrément de « métastases leucémiques ». C'est complètement absurde : en effet, comment se pourrait-il que des blastes d'origine mésodermique, dont on sait par marquage radioactif qu'ils ne font jamais plus de division dans le corps, puissent produire au choix des cancers d'origine endodermique ou ectodermique ? C'est le marsoin qui accouche d'un veau ! 4. On n'a jamais vu un homme mourir de blastes, si nombreux fussentils. En effet, les blastes meurent déjà au bout de quelques jours. Chez les centaines de patients qui se sont fait traiter selon mes conseils, les leucoblastes en nombre élevé pendant la phase de guérison sont retombés spontanément aux valeurs normales, sans le moindre problème et la moindre complication, une fois terminée cette phase de guérison. En réalité, le patient avait eu ces « valeurs normales » de « leucocytes normaux » pendant toute la phase leucémique. 393

5. Quel que soit le nombre de blastes contenus dans le sang, le reste de « leucocytes normaux » est presque toujours en nombre suffisant pour repousser une infection bactérienne. Qu'y a-t-il donc de perturbant dans les blastes ? Ce ne sont que des déchets inoffensifs, l'accent étant mis sur le caractère inoffensif. 6. Les phénomènes observés à propos des blastes concordent avec la Loi d'airain du cancer, en vertu de laquelle des leucoblastes circulant dans le sang, et donc séparés nerveusement du cerveau, ne peuvent plus manifester de tendance à la mitose. 7. Ainsi donc, les « preuves négatives » sont irréfutables, et d'ailleurs on pourrait les multiplier indéfiniment. Mais de surcroît je suis en mesure de faire la démonstration de preuves positives en nombre illimité, car chaque cas doit se dérouler comme suit : a) Chaque patient leucémique doit avoir subi auparavant un conflit de dévalorisation de soi avec DHS suivi d'une phase de conflit actif, avec sympathicotonie. Chaque patient a dû trouver une solution à son conflit, une conflictolyse (CL), car la phase leucémique est le meilleur symptôme de la phase de guérison ! b) Tout patient doit avoir un foyer de Hamer plus ou moins circoncrit (chez les enfants : généralisé) dans la moelle du cerveau, à l'endroit précis dont relève la partie du squelette correspondant à la teneur du conflit (v. le dessin d'un petit enfant couché au chapitre 8 : « Le principe de la maladie cancéreuse selon la Loi d'airain du cancer »). c) Chaque patient présente pendant la phase active du conflit (phase Ca) des ostéolyses osseuses du système squelettique, ou bien (dans des cas sans gravité) du système lymphatique, avec dépression simultanée de l'hématopoïèse du sang rouge comme du sang blanc. Qu'intervienne une conflictolyse, il se produit alors une recalcification des ostéolyses accompagnée d'une forte œdématisation du tissu osseux et de fortes douleurs provoquées par la tension du périoste. Après la conflictolyse, au début de la phase pcl, l'hématopoïèse redémarre par une forte poussée. Il y a d'abord production excessive de leucocytes, en grande ou majeure partie inutilisables (blastes). Après le retard érythropoïétique habituel de 4 à 6 semaines, il y a pareillement redémarrage de la production des érythrocytes et des thrombocytes, qui là aussi débute par un grand nombre de cellules de qualité inférieure, par exemple des érythrocytes à moindre capacité d'absorption de l'oxygène, entraînant une « anémie retardée avec leucémie simultanée » entre la conflictolyse et la normalisation du sang rouge. d) Toutes les numérations effectuées dans le sang périphérique pendant la phase leucémique sont objectivement fausses, pour la simple raison que la « médecine d'école » ne tient pas compte du fait que la vagotonie est, qualitativement, une phase tout à fait particulière. Du coup, elle ne prend pas en considération que pendant la phase vagotonique les vaisseaux sanguins périphériques ont bien plus de volume que pendant la 394

phase sympathicotonique ou normotonique. L'hématocrite, par exemple, est le rapport des érythrocytes du sang à son volume total. Mais ce calcul ne vaut que tant que le volume vasculaire peut être estimé égal ou comparable à celui d'autres patients. Or, ce n'est pas le cas ! Il faudrait mettre l'hématocrite en relation avec le volume total du sang circulant, avec la quantité absolue d'érythrocytes dans le sang périphérique. C'est la seule comparaison licite, la seule relation valable. Ainsi, un enfant leucémique est en convalescence, c'est-à-dire en vagotonie, et si la numération indique 2,5 millions d'érythrocytes par m m , il faut tenir compte du fait que les vaisseaux en vagotonie sont largement dilatés et qu'il y a par conséquent un volume sanguin deux fois plus élevé à la périphérie. De sorte qu'en réalité ce petit leucémique a, en chiffre absolu, autant d'érythrocytes dans son système vasculaire qu'une personne « normale »: mais jusqu'ici, pourtant, il était jugé « gravement anémique ». Sa fatigue conditionnée par la vagotonie devenait par erreur d'interprétation, une « fatigue anémique », on lui administrait des transfusions dont en fait il n'avait pas besoin, dont il n'avait besoin que pour des « raisons dogmatiques ». En effet, il n'est pas du tout nécessaire que le patient soit en mesure de fournir des performances physiques qu'il ne peut effectuer que lorsqu'il ne se trouve pas en vagotonie : il faut au contraire qu'il se repose et attende la phase de guérison, qu'il se ménage comme le fait aussi tout animal. Les valeurs si « objectives » de la formule hématologique étaient en réalité une pieuse imposture, parce qu'elles ne tenaient pas compte du facteur le plus important.
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Maintenant, j'attends naturellement de votre part, chers lecteurs, toute une salve de questions, dont celle qui vous tient le plus à cœur : pourquoi donc, ou de quoi, meurent donc les gens atteints de leucémie ? Réponse : Presque personne ne meurt de leucémie, chez nous. 90% des patients meurent pour des « raisons iatrogènes », c'est-à-dire d'une prétendue thérapie, qui en fait n'est qu'une pseudothérapie, ou bien par nontraitement iatrogène des complications normales. Pratiquement aucun animal ne meurt de leucémie quand on le laisse en paix. En effet, la leucémie, il faut que j'insiste de nouveau là-dessus, est en fait le meilleur signe de guérison du conflit préalable de dévalorisation de soi. Il est absurde de considérer une guérison comme une maladie. Mais qu'en est-il du reste des complications ? Ainsi donc, tandis que la leucémie a déjà la conflictolyse derrière elle — sinon elle ne serait pas leucémique, — les conflits de dévalorisation encore à l'état actif ont encore cette conflictolyse devant elles. Une fois que l'on est en présence d'une leucémie, la complication résultant de l'impossibilité de résoudre un conflit de dévalorisation de soi, ne se présente pas, du fait justement que c'est la solution du conflit qui a transformé la dépression de la moelle osseuse en « leucémie » c'est-à-dire en production luxuriante des éléments figurés du sang pendant la phase de guérison. En admettant, ou à supposer que la solution du conflit demeure constante, c'est-à-dire qu'il n'y ait pas de récidive, ni non plus de dévalorisa395

tion provoquée par un diagnostic et un pronostic pessimiste, il reste essentiellement 3 types de complication : 1. Anémie et thrombopénie Le retard érythro-trombopoïétique au cours des 6 premières semaines consécutives à la conflictolyse : Il est possible que le patient meure au cours de la phase de guérison (phase pcl) d'une anémie ou d'une hémorragie due à une thrombopénie. Sous les conditions cliniques d'un hôpital, ces complications ne posent normalement pas de problème. Pour le moment ce n'est plus qu'un problème d'ignorance. 2. Fracture spontanée Si le conflit de dévalorisation de soi a duré longtemps, il se peut que les ostéolyses du système squelettique aient pris de telles proportions qu'il se produise des fractures spontanées. Les plus redoutables à mon avis sont celles qui entraînent une lésion du périoste. Il se produit alors de soi-disant sarcomes, une prolifération osseuse dans le tissu, qui bien qu'inoffensive en principe, peut susciter des, problèmes mécaniques considérables. Mais à condition d'établir un diagnostic correct et d'avoir la compétence requise, cela ne devrait pas poser de problèmes insurmontables. Là aussi, le plus gros problème est celui de l'ignorance des médecins. 3. Tuméfaction cérébrale dans la moelle Au cours de la phase de guérison nous voyons — dans toute maladie cancéreuse — une tuméfaction cérébrale dans la zone du foyer de Hamer, à savoir par une analogie exacte avec les parties du squelette concernées, dans la moelle du cerveau. Cette tuméfaction peut conduire passagèrement à un état précomateux ou même comateux chez le patient (coma cérébral). Cet état intervient d'autant plus facilement que le patient, comme il est courant actuellement, est gorgé de liquide 24 heures sur 24 (perfusion). Mais ces complications de type passager sont cliniquement faciles à contrôler par des produits sympathicomimétiques, de la cortisone, de la péniciline, etc. Là aussi, l'ignorance des médecins est le plus grand handicap. Dès que par simple ignorance ou malveillance on intervient dans le processus biologique de guérison par intoxication chimique et bombe au cobalt, infligeant ainsi des préjudices durables à la moelle osseuse et aux glandes génitales, on multiplie les possibilités de complication, du fait qu'en plus de la dépression hématopoïétique due aux conflits, la moelle osseuse doit encore venir à bout des lésions toxiques extrêmement graves provoquées au niveau des cellules-souches de la moelle osseuse. Tout cela me fait penser aujourd'hui aux supplices les plus cyniques infligés par les tortionnaires de l'Inquisition. Celui qui a inventé cet instrument de torture qu'est la chimio, mérite qu'on lui dresse un monument en enfer : vouloir guérir un homme malade en le rendant plus malade encore, et tout cela dans une ignorance cynique ! 396

La castration toxicogène et radiogène a un effet particulièrement dévalorisant. Que l'on s'imagine — le lecteur voudra bien m'excuser cet exemple — un cerf, maître de son territoire, que l'on a châtré et qui devrait malgré tout retrouver son assurance, la conscience de sa propre valeur. C'est impossible. Il lui est également devenu impossible de défendre le territoire qui lui appartenait jusque-là. Si, pour une raison ou une autre il avait déjà perdu son assurance auparavant, à la suite d'une dévalorisation de soi, ce conflit va encore s'accroître, s'élever en puissance. Il en va de même chez les humains. Seule une médecine ignorante, qui croyait devoir appliquer aux maladies un traitement symptomatique en fonction des symptômes et voyait dans le cancer une tumeur diabolique, qu'il s'agissait d'extirper par le fer rouge, le poison et le bistouri, comme au temps de l'Inquisition médiévale : seule une « médecine primitive » symptomatique pouvait pratiquer ce cytodiagnostic emphatique et primitif, sans tenir compte du psychisme et du cerveau des patients. Lorsque j'étais étudiant, on nous avait appris que les patients atteints de leucémie avaient toujours le même type de cellule, c'est-à-dire une leucémie lymphoblastique, une leucémie myéloblastique, une leucémie indifférenciée, une leucémie promyélocytaire, une leucémie monocytaire, etc. Tout cela était inexact, comme on peut le vérifier aujourd'hui dans n'importe quel manuel. Les types de cellules varient. Pourquoi en est-il ainsi ? Je ne puis que former des conjectures. Je présume que cela dépend de la constellation du conflit et de la localisation qui s'ensuit des ostéolyses. Ce que personne n'arrive à comprendre c'est pourquoi cette connaissance, qui est maintenant généralisée, n'a pas incité depuis longtemps les hématologues et les cancérologues à reconnaître publiquement la faillite et l'absurdité de leurs dogmes. En effet, si la leucémie était déclenchée par une « cellule devenue anarchique », on a de la peine à comprendre pourquoi cette cellulesouche ferait constamment des enfants différents. Ces dogmes de la médecine soi-disant conforme aux règles d'école ne constituent pas un système, comme veulent bien le croire ceux qui s'y conforment, mais un « nonsystème », une absurdité, ces fameux « habits neufs de l'empereur », auxquels tout le monde croit, sans jamais les avoir vus, tout comme les cellules cancéreuses circulant dans le sang, que personne non plus n'a jamais vues, mais dont tout le monde est néanmoins tenu de croire qu'elles doivent produire de soi-disant « métastases », à savoir des métastases toujours totalement différentes au point de vue histologique et dérivant même de feuillets embryonnaires totalement différents !
Phase Ca Phase pcl Déval. de soi Revalorisation par solution du conflit Processus cérébral Moelle Oedème de la moelle du cerveau, signe de guérison Panmyélophtisie Panhématopoïèse avec retard du sang rouge

Nous allons maintenant parcourir systématiquement les différents stades d'évolution de la dévalorisation de soi, des foyers de Hamer corres397

pondant dans la moelle du cerveau et des ostéolyses des os. Mais auparavant il convient de mentionner une particularité importante du fait que la leucémie est traitée dans la pratique médicale comme un chapitre autonome, en raison justement de sa grande importance, bien qu'il faille, à vrai dire, la traiter tout simplement parmi les maladies cancéreuses du feuillet embryonnaire moyen. Le feuillet embryonnaire moyen, ou mésoderme, est en effet celui qui dans le corps tout entier est responsable de la cicatrisation des blessures. Par conséquent, même lorsqu'il s'agit de tumeurs cancéreuses dérivées de l'endoderme ou de l'ectoderme, la guérison par cicatrisation, encapsulement, etc., est assumée par le tissu conjonctif du mésoderme. « Seule » la guérison proprement dite par œdématisation péricarcinomateuse est assurée par le feuillet embryonnaire correspondant. La faculté de « régénération cicatricielle » ou de formation de chéloïde est propre à toutes les cellules mésodermiques. C'est la raison pour laquelle l'ensemble des maladies cancéreuses des organes du feuillet embryonnaire moyen évolue de façon nettement différente de celles des deux autres feuillets embryonnaires. Dans le cas des os, par exemple, pendant la phase de conflit actif, d'ostéolyse, il y a résorption des cellules, du tissu osseux, tandis que lorsqu'il sagit de cancers du feuillet embryonnaire interne ou externe, on observe pendant cette phase active une multiplication des cellules par prolifération cellulaire. Ce qu'il y a de typique dans la phase de conflit actif du cancer des os c'est la nécrose, alors qu'en revanche, pendant la phase de guérison (phase pcl) on assiste à une prolifération très bien organisée de cellules de cal. A elle seule, la préparation histologique ne permet pas aux histologistes d'établir une distinction entre le cal qui soude les deux fragments d'un os fracturé et la recalcification d'ostéolyses provoquées par le cancer des os. Comme me l'assurait récemment un professeur de pathologie, la décision est prise en fonction des radios : autant dire que l'examen histologique est pratiquement superflu. En fait, la prolifération des cellules conjonctives ou des cellules osseuses au cours de la phase de guérison est tout à fait normale. Néanmoins, les histologistes parlent alors de sarcome, surtout lorsque cette prolifération du tissu conjonctif est surabondante et un peu excessive (v. sarcome). En réalité — je tiens à bien le spécifier —, cette prolifération exagérée n'a en principe rien de pathologique : dans la mesure où elle ne gêne pas, ne pose pas de problème mécanique en coinçant ou en étranglant des nerfs, des artères, etc., c'est plutôt une question d'ordre cosmétique et esthétique, qui ne compromet pas le bien-être et la santé du patient. Au fond, c'est comme une grosse cicatrice, une chéloïde cicatricielle. Sur le plan psychique, bien des gens ont du mal à supporter un « excès » anodin, qui par ailleurs, ne gêne pratiquement jamais les animaux. Ainsi, la leucémie est, à tout prendre, une sorte de prolifération sarcomateuse des cellules sanguines. A cette différence près que les cellules en surnombre et immatures, présentant des déficiences qualitatives, sont éli398

minées de l'organisme au bout de quelques jours. Pendant la phase active du conflit (phase ca), l'état de sympathicotonie provoqué par le court-circuit au cerveau fait que les cellules-souches de la moelle osseuse demeurent longtemps en dépression hématopoïétique, si bien qu'elles finissent par ne plus produire du tout de cellules sanguines. Nous appelons cela une panmyélophtisie, c'est-à-dire une phtisie de la moelle osseuse. La conflictolyse renverse la vapeur. Les freins sont débloqués ou desserés, une puissante impulsion fait redémarrer la production de la moelle osseuse. Mais cette hématopoïèse, au début, se met à débiter principalement de la marchandise de rebut, les blastes, c'est-à-dire des cellules jeunes et immatures, les plus anodines et les plus inoffensives qui soient ! Affirmer le contraire serait une contre-vérité, car on ne peut citer un seul dommage causé par les blastes. Avec le temps, la qualité de ces cellules, qui tout d'abord laissait à désirer, va en s'améliorant de plus en plus et, au bout de quelques mois, la moelle osseuse a de nouveau maîtrisé l'érythropoïèse. A condition, bien sûr, que la solution du conflit tienne bon et que l'on maîtrise les complications possibles (anémie passagère, tuméfaction cérébrale, ostéalgies). Si les phases de conflit actif et les phases pcl alternent fréquemment et à court terme, comme c'est souvent le cas dans la vie quotidienne, face aux réalités imprévisibles, alors, les hématologues parlent — naturellement sans pouvoir se l'expliquer — de « leucémie aleucémique », ce qui veut dire : les premiers signes d'un essor leucopoïétique apparaissent déjà sous forme de blastes, surtout dans la moelle osseuse, mais le nombre des leucocytes est dans l'ensemble assez réduit. Les hématologues n'ont encore jamais rien compris à cette singulière combinaison, ce qui n'a rien d'étonnant d'ailleurs, car à moins de tenir compte de la situation conflictuelle, personne ne peut s'y retrouver.

N.B. La leucémie est la seconde partie d'une maladie, à savoir la phase de guérison (pcl) après la solution du conflit. Au plan psychique : état après le conflit de dévalorisation cérébral : foyer de Hamer dans la moelle du cerveau organique : guérison après l'ostéolyse des os et le carcinome des ganglions lymphatiques, prolifération du tissu conjonctif après blessure, qui constitue une sorte de dévalorisation localisée). L'ostéosarcome et le lymphosarcome sont une sorte de guérison excessive, luxuriante, après dévalorisation ou blessure préalable. Le sarcome conjonctif correspond à l'évolution leucémique, sans modification de la formule sanguine. Ce schéma n'est pas un modèle, un programme intellectuel, il est rigoureusement verifiable et démontrable dans chaque cas individuel. 399

Si je sais un jour quelles différences d'ordre psychique et cérébral il convient de chercher — à supposer qu'il faille en chercher — par derrière. les moins forts des Ca des ganglions lymphatiques. la distinction entre leucémies aiguës et chroniques ne se comprend que si l'on sait tenir compte dans chaque cas de la situation conflictuelle spéciale : les leucémies résultent d'un conflit de dévalorisation de soi aigu et dramatique. Ils ont tous leurs aires correspondantes dans la moelle du cerveau. je présume simplement que les leucémies aiguës et chroniques sont étroitement apparentées au système lymphatique. En d'autres termes. cela signifie sur le plan ontogénétique : tous les sarcomes dérivent du feuillet moyen de l'embryon. ganglions lymphatiques. qui demeure conflictuel pendant un certain temps. En attendant. la tête et les bras ont leurs aires correspondantes dans une région frontale. tandis que les leucémies chroniques résultent de conflits qui dans l'intervalle ne sont pas un thème d'actualité et passent au second plan. Ainsi. vaisseaux. mais qui refont surface de temps en temps. d'autant plus que les différents types de leucémie peuvent varier. comme je l'ai déjà mentionné. une région occipitale. où les transitions entre conflit de dévalorisation de soi déclenché par un DHS et une dévalorisation de soi plus progressive soient courantes. Tous sont atteints facultativement lors d'une dévalorisation. en fonction de l'association qui se produit à ce moment-là : os. Je vous en donnerai quelques exemples. du mésoderme. le mésoderme. plus elle est occipitale au cerveau. organique : au nombre des organes atteints figurent tous les organes de support qui dérivent du feuillet moyen. De même. les jambes dans. je m'en occuperai volontiers. Les conflits les plus forts provoquent des ostéolyses. A noter d'ailleurs que la moelle du cerveau est la seule région que j ' a i découverte jusqu'ici. Les plus faibles avaient provoqué des altérations de vaisseaux et de tissus conjonctifs. plus elle est caudale dans l'organisme. plus elle est frontale au cerveau (moelle). ils constituent par conséquent une unité. il s'agit généralement d'une affaire ou d'un problème unique.C'est donc une loi biologique. psychique : tous les sarcomes du tissu conjonctif et des os sont la phase de guérison consécutive à la solution d'un conflit de dévalorisation de soi. ou lysarcomes. cérébral : les aires correspondantes sont toutes localisées dans la moelle : plus la localisation est craniale dans l'organisme. Cette façon moins brutale de se dévaloriser est ce qu'on appelle 400 . Je renonce délibérément à passer en revue les différentes formes de leucémie dans le style pratiqué jusqu'ici dans les manuels classiques. tissus conjonctifs. qu'elles ont généralement pour cause une dévalorisation de soi d'un moindre degré de profondeur.

aussi décalcification ou déminéralisation. je suis devenu sa bête noire. dont la réaction est le plus souvent généralisée. alors que la déminéralisation en douceur est plus diffuse. même lorsqu'il s'agit d'une dévalorisation de soi déclenchée par un DHS : il faut dire que dans ce cas l'aire conflictuelle n'est pas bien circonscrite. on arrive encore à établir à peu près une distinction. mais généralisée. ce qui correspond bien d'ailleurs à la sensibilité enfantine. elle m ' a pris en grippe. du fait que dans le cas de la dévalorisation de soi déclenchée par un D H S . Chez les adultes. l'aire de la moelle œdématisée pendant la phase de guérison est circonscrite. elle non plus. (« Maman m'a rossé. La distinction est plus difficile lorsqu'il s'agit d'un enfant ou de jeunes patients. ») 401 .

si nous avons la chance. à savoir la phase active du conflit. Ce sont là les stades habituels de l'évolution : en principe cela se passe ainsi pour tout conflit de dévalorisation de soi déclenché par un DHS suivi d'une période de conflit actif avec phase postconflictolytique. ou autrement dit : la thérapie du cancer des os dans la phase de conflit actif. Une fois que l'on connaît ce mode d'évolution biologique. mais une grande partie des cellules rouges sont encore immatures et par conséquent leur capacité fonctionnelle est déficiente. e) cinquième stade : normalisation des conditions aussi bien dans le sang périphérique que dans la moelle osseuse. D'autre part. la durée du conflit. de la leucopénie et de la thrombopénie. pan-polycitémie vera. La thérapie de la phase leucémique postconflictolytique. du fait que les patients sont abattus et las ! c) troisième stade : d'habitude 4 à 6 semaines après le début de la leucocytose la production des érythrocytes et des thrombocytes commence à entrer en ligne de compte.La thérapie de la leucémie La thérapie de la leucémie peut être divisée tout d'abord en 2 groupes importants : 1. nous en disent long sur la durée probable des stades leucémiques. peut revenir à tout moment. mais il y a encore de la thrombopénie. pour autant qu'il y ait une solution du conflit. Vous ne tarderez pas à vous en apercevoir vous-mêmes ! Néanmoins. mais déjà de la leucocytose. D'ailleurs. b) second stade : il y a encore de l'anémie. ce qui se traduit sur le plan hématopoïétique par : l'anémie la leucopénie = panmyélophtisie (phtisie de la moelle des os ou dépression) la thrombopénie 2. de tomber sur une leucémie — où l'individu a déjà résolu lui-même 402 . La thérapie pendant la phase préleucémique de conflit actif. Ce qui se traduit sur le plan hématopoïétique par : a) premier stade : directement après la CL il y a encore de l'anémie. la dernière phrase est la condition indispensable pour qu'intervienne la « chance d'une leucémie » ! Ces stades d'évolution sont en principe identiques pour l'homme et l'animal. la phase de recalcification après le cancer des os. par exemple. il n'est pas judicieux de ne vouloir traiter que la seconde partie de la maladie. la phase de guérison après la solution du conflit de dévalorisation. Il s'agit là de l'évolution biologique dans le cas le plus favorable. à savoir la phase de guérison. étant donné que la première partie. la thérapie de la leucémie est relativement simple et couronnée de succès. d) quatrième stade : production luxuriante de cellules sanguines blanches et rouges. C'est à ce stade que la plupart des leucémies sont découvertes. nous autres médecins. et l'intensité du conflit.

quelle était son intensité ? Y a-t-il eu des phases où l'intensité du conflit était atténuée ? Y a-t-il eu déjà auparavant des phases de solution du conflit. L'ensemble du processus s'appelle hématopoïèse (de haima. sang. On n'est pas encore d'accord non plus sur le lieu de fabrication du sang au cours de 403 . Jusqu'à ce jour on n'est pas encore tout à fait d'accord sur le point de savoir où exactement et par quoi sont fabriqués les lymphocytes. Mais auparavant nous allons exposer schématiquement comment fonctionne l'hématopoïèse : Le schéma ci-dessus doit montrer que toutes les cellules sanguines proviennent de la même cellule-souche. — Et l'impératif suprême. vu que de toute évidence il a déjà résolu son conflit ! Nous allons donc nous occuper sérieusement de chacune des phases et des stades. dans tout cela. parce que je sais fort bien à quel point. chers lecteurs. le patient leucémique est déjà un roi. vous brûlez d'apprendre en détail comment cela doit se passer. le centre de fabrication du sang de notre organisme. Cette cellule-souche se trouve dans la moelle osseuse. certains y ajoutent à tort le thymus).son conflit de dévalorisation de soi —. quelle était en particulier la teneur du conflit ? Combien de temps a duré le conflit. c'est obligatoirement et à juste titre. et poiein. pourvu qu'on s'y prenne comme il faut ! » En effet. mais à partir de cellules-souches immigrées de la moelle osseuse. Les lymphocytes sont censés voir le jour dans le système lymphatique (la rate et les ganglions lymphatiques. il faut que nous sachions tout avec précision : à quelle époque a eu lieu le DHS. qui furent suivies de nouveau de récidives du conflit ? A quel moment a eu lieu la dernière solution du conflit ? Le conflit est-il résolu définitivement ? Quand le patient a-t-il retrouvé l'appétit ? A partir de quand a-t-il pu dormir de nouveau ? Depuis quand a-t-il de nouveau les mains chaudes ? A partir de quand a-t-il eu la sensation de compression cérébrale (la tête qui éclate) ? Il convient de recueillir soigneusement les données cliniques de manière à avoir un aperçu aussi complet que possible. parce que c'est vrai : « Surtout pas de panique ! La plupart survivent. faire).

En effet. la leucémie. Je ne puis pas le concevoir pour le foie et le thymus. c'est une discussion purement académique. La rate et les ganglions lymphatiques sont des organes dérivés du mésoderme. et il en est toujours de même à présent. Dès le départ l'hématopoïèse a toujours été une tâche dévolue au feuillet embryonnaire moyen. puisqu'en fait des vaisseaux sanguins d'origine mésodermique ont bien immigré aussi dans chaque organe. Entre le 2 et le 8 mois de grossesse le foie et la rate participeraient aussi à l'hématopoïèse. quel que soit le nombre de blastes en supplément. Par conséquent. mais qui n'est en réalité que la phase de guérison luxuriante du sang rouge. il y a aussi la multiplication des érythrocytes. lorsqu'une fois résolu le conflit de dévalorisation de soi. il semble que l'organisme veille constamment à ce qu'il y ait suffisamment de leucocytes normaux. Mais j'estime que sur un certain nombre de points cette conception est erronée. mais seraient ensuite remplacés définitivement par la moelle des os. Mais au cours des périodes où la moelle des os est censée ne pas pouvoir fabriquer de sang. e e — — — — Nous trouvons donc : une érythrocytémie : quand il y a trop d'érythrocytes une leucémie myéloïde : quand il y a trop de granulocytes une leucémie monocytaire : quand il y a trop de monocytes une leucémie lymphocitaire : quand il y a trop de lymphocytes ou de lymphoblastes — une thrombocytose : lorsqu'il y a trop de thrombocytes (très rare. Quoi qu'il en soit. Jusqu'ici on n'avait pas remarqué ni su que cet excédent n'était que passager et que la plupart des cellules excédentaires étaient immatures. présentaient une déficience fonctionnelle et n'étaient par conséquent que du rebut. Et pour notre propos il est même secondaire de savoir si toutes les cellules sanguines sont fabriquées dans la moelle osseuse. outre la multiplication des leucocytes. l'anémie a fait place à l'érythrémie et à la leucémie. mais j ' a i de la peine à le concevoir pour ce qui est de la détermination fonctionnelle. jugée inoffensive jusqu'ici). que des cellules-souches mésodermiques puissent immigrer dans un organe endodermique est certes théoriquement possible. comme nous l'avons déjà remarqué à propos des leucocytes de constitution morphologique normale dans le cadre de la leucémie. l'érythrocytémie. ou érythrémie. qui elle aussi est considérée comme une maladie.l'ontogenèse. En effet. Qu'ils aient été ou soient en mesure de fabriquer des cellules-souches est tout à fait concevable. le foie et la rate auraient pris la relève hématopoïétique. étant donné justement que la moelle osseuse et les ganglions lymphatiques sont cérébralement voisins au double point de vue des conflits et de la localisation des foyers de Hamer au cerveau. Cette cumulation des deux. qui se produit habituelle404 . ou si les lymphocytes dérivent des tissus lymphatiques. C'est ce que l'on imaginait jusqu'ici. qui sont tous deux des organes de l'endoderme. Toutes ces cellules sanguines dérivées de la cellule-souche peuvent être numériquement excédentaires.

tout ce qui est excessif ou insuffisant dénote la maladie. notamment de complications iatrogènes. même si. le sont évidemment encore bien davantage : pour la médecine traditionnelle. Mais il y a six ans déjà que cette Loi d'airain est boycottée systématiquement et fait l'objet d'un black-out total ! 405 . la production luxuriante de cellules immatures et défectueuses pendant la phase de guérison se soit calmée et que la moelle osseuse se soit remise sagement. témoignant ainsi d'une ignorance totale des relations de cause à effet. à ne plus produire que des cellules « normales ». Cette digression. en raison de l'ignorance médicale on peut mourir des complications. de se métamorphoser chez la même personne (en passant par exemple de la leucémie myéloïde à la leucémie lymphocytaire. Après coup. tout processus de guérison est en principe un événement positif. ces diagnostics sont naturellement absurdes et les pronostics effectués dans l'ignorance des relations de cause à effet. et de s'imaginer ensuite qu'il fallait « normaliser » de force. fort réjouissant. En réalité. s'il est vrai que l'on ne peut pas encore qualifier de normale une phase de guérison.ment au moins à court terme à la fin de tout processus de guérison. En effet. vous vous rendez mieux compte à quel point il était insensé de vouloir établir un classement purement morphologique d'une maladie présumée en fonction d'un excédent ou d'une insuffisance d'un quelconque type présumé de cellules. c'est-à-dire provoquées par le médecin. et vice-versa). on ne peut déjà plus la qualifier de morbide. comme par le passé. sans compter que le type de cellule était capable de changer ensuite. n'avait d'autre but que de vous aider à classer tant bien que mal les diagnostics dont on vous fait part aujourd'hui. qui m'a amené à passer en revue les conceptions défendues officiellement par la médecine traditionnelle. est ce que l'on appelle pan-polycythémie : la médecine traditionnelle y voit également une maladie et prescrit par conséquent un traitement aux cystotatiques. au lieu d'attendre patiemment qu'après la longue sécheresse de la moelle osseuse provoquée par la phase active du conflit avec dépression de la moelle osseuse. Mais en fait. Mais pour cela il aurait fallu d'abord savoir que la leucémie est une phase de guérison bénéfique ! Et pour cela il aurait fallu commencer par savoir ce qu'est une vagotonie de guérison ! Et pour cela il aurait d'abord fallu savoir ce que dit la Loi d'airain du cancer.

qui a précédé la leucémie. à quel endroit on a éventuellement déjà remarqué des osteolyses sur des radios du squelette. Après quoi. A cet effet il est indispensable de dresser un tableau synoptique de toutes les données et symptômes psychiques. Cette connaissance me fournit quantité de points de repère importants : d'abord sur le plan psychique : le plus important est toujours dé connaître le DHS ! Il me renseigne sur la durée maxima du conflit et sur sa teneur. Ce qui compte ensuite c'est de savoir exactement à quel moment est intervenue la conflictolyse. Il peut indiquer si en sus de la dévalorisation de soi il y a eu encore un conflit de territoire ou. sans compter que c'est passionnant ! Mais l'essentiel c'est que cela aide le patient en favorisant une confiance fondée objectivement. Il ne tarde pas à coopérer activement. qui s'est déroulé avant la phase leucémique. voire même un conflit central — notamment par comparaison avec les scanners cérébraux pendant la phase leucémique ! Puis les points de repère organiques : Il est très utile de connaître les résultats des analyses successives du sang. l'essentiel est de connaître l'évolution du conflit. La thérapie dans la phase active du conflit. quelle chance il a le patient leucémique si on le compare à celui dont le conflit est encore actif et qui a le cancer des os : il a déjà atteint la phase post-conflictolytique ! Il est tout à fait légitime de souligner l'aspect 406 .B. cérébraux et organiques disponibles.1. Viennent ensuite les points de repère cérébraux : Si l'on dispose d'un scanner cérébral. La condition préalable à toute thérapie judicieuse de la leucémie est la reconstitution rétrospective de l'événement conflictuel. sinon le patient n'aurait pas de leucémie. par exemple. de savoir à partir de quand on a éventuellement constaté une anémie (passée généralement inaperçue). relatifs à la genèse et à l'évolution de l'événement conflictuel ! Il ne m'est pas possible de soigner une leucémie sans être au courant de la maladie proprement dite. quelle a été l'importance de la leucopénie et de la thrombopénie. et en particulier son intensité. l'évolution des valeurs sanguines pendant la phase active. la phase préleucémique N. sa connaissance est fort avantageuse. un conflit de peur dans la nuque. parce qu'il a le sentiment de pouvoir travailler utilement à sa propre thérapie ! Il importe de toujours avoir clairement conscience de « la chance qu'est la leucémie » ! En effet. Il faut toujours qu'elle précède la leucémie. Tout médecin doit avoir l'étoffe d'un détective ! Il vaut la peine de faire cet effort.

positif de cette évolution favorable. nous l'espérons. qu'il fallait extirper comme au moyen âge par le glaive. Tandis qu'aujourd'hui on ne se presse pas au portillon pour soigner les patients atteints de leucémie. le poison et le feu au milieu de tourments. toutes ces vieilles histoires horribles doivent être dénoncées comme les séquelles d'une époque entachée par la bêtise et l'arrogance de tortionnaires sans scrupules. on verra bientôt les médecins se disputer les « cas » aussi intéressants que celui d'un patient leucémique ! 407 . Quant à vous. mais qui. gardez-vous bien de prendre à la légère cette première partie du traitement de la leucémie ! Cela aurait des conséquences fâcheuses pour les pauvres patients que vous voulez justement aider. Les conceptions périmées d'une leucémie considérée comme une maladie mortelle des blastes pernicieux. médecins. c'est que ce soit bientôt fini » —. est désormais définitivement révolue. parce qu'ils sont considérés comme voués à la mort — « le mieux que l'on puisse leur souhaiter. car le patient y puise à juste titre des raisons d'espérer.

il y a encore de la pancytopénie. car le conflit est maintenant résolu. En réalité. la médecine classique l'appelait jusqu'ici « aleucémie myéloblastique » ou « aleucémie lymphoblastique » par opposition à la leucémie myéloblastique ou lymphoblastique. Mais le cœur s'y refuse. l'on peut déjà prélever dans la moelle osseuse les premiers myéloblastes (ou lymphoblastes). leucémique La phase de guérison après la solution du conflit de dévalorisation de soi La phase de recalcification après le cancer des os. de leucopénie et de thrombopénie. la conflictolyse coïncide exactement avec la relance de l'hématopoïèse dans la moelle. Le déficit volumétrique est comblé par la production de sérum. Le médecin ne peut pas ne pas constater que le patient est malade. le cerveau ordinateur a lui aussi renversé la vapeur. l'organisme se trouve maintenant branché en vagotonie. Thérapie de la phase postconflictolytique. et donc un cumul d'anémie. mais en réalité il n'y a que diminution de la concentration. le médecin pur sang est confronté à une tâche exaltante. se sentent très à plat dans cette phase postconflictolytique. les vaisseaux sont dilatés et tous les patients. ce 408 . Là aussi la guérison commence par une tuméfaction du. le volume sanguin minute. bien qu'il soit justement en train de recouvrer la santé. Pour compenser la baisse de concentration hémoglobinique et obtenir ainsi un degré d'oxygénation équivalent. par ponction sternale. Le premier stade Immédiatement après la CL. que le débit cardiaque.2. la bataille a été livrée et l'organisme est branché sur la récupération pour être mieux à même de panser les plaies reçues au cours de la bataille ! En synchronisation avec la solution du conflit psychique. Le sang n'a pas diminué. ou même quintuplé en raison de la dilatation des vaisseaux. Ceux qui de surcroît ont une (grave) anémie sont si las et épuisés qu'ils restent allongés. le sang est fortement dilué. Il arrive souvent que l'hémogramme du patient révèle une anémie intense. Si ce premier stade est dangereux pour les ignorants. Jusque-là les vaisseaux étaient contractés dans la sympathicotonie permanente. du fait que le volume vasculaire a triplé. Le taux de l'hémoglobine et le nombre des érythrocytes ont apparemment chuté. Mais du fait de la conflictolyse. il faudrait que le cœur batte plus vite. Il n'y a donc aucune raison de s'inquiéter. Cet état. ou des foyers de Hamer dans la moelle du cerveau. Et bien que le patient ait l'air épuisé et complètement à plat. Les rares érythrocytes et la faible concentration en hémoglobine suffisaient à peine pour ce faible volume vasculaire. il est seulement dilué. mais où. même ceux qui n'ont pas d'anémie. c'est-à-dire une diminution globale des érythrocytes. leucocytes et thrombocytes. On parle d'une « leucémie aleucémique ». soit plus élevé. qui est encore caractérisé par l'anémie et la leucopénie dans le sang périphérique.

le plus souvent à volonté. Ils avaient alors recours à des poisons de plus en plus agressifs. les médecins jubilaient alors. tous les médecins se lamentaient en proclamant qu'il n'y avait désormais plus rien à faire. jusqu'à ce qu'un tel patient finisse par s'effondrer et à mourir comme tous les autres. le patient est comme une petite plante fragile. surtout de ceux de la « famille bien intentionnée ». comme pour un tuberculeux. était retombé gravement malade en entendant le diagnostic. L'idéal pour lui serait d'être bien entouré dans un sanatorium équipé d'une petite station de soins intensifs. Je sais ce dont je parle et j'ai de bonnes raisons pour l'affirmer. et malgré les tourments infligés par le poison. mais de plus. Avant tout. qu'il ne faut pas exposer au rude climat de la compétition en matière de valorisation. Mais la plupart des médecins sont généralement désemparés devant les complications psychiques. ce psychisme ne peut demeurer stable que si le conflit demeure résolu et s'il ne vient pas s'en ajouter un nouveau qui replonge le patient dans une sympathicotonie durable. en le maintenant à l'écart de tous les problèmes. qui se trouvait déjà sur la voie de la guérison. le bistouri et les rayons. le patient. La plupart ont énormément de peine à se figurer que les « données de laboratoire » réputées si dures. Non seulement le processus de guérison dépend tout entier du courage et de la confiance du psychisme. grâce à l'équipement moderne de notre médecine intensive. à résoudre une fois de plus son conflit de dévalorisation de soi — avec une nouvelle leucémie à la clef —. lorsqu'un patient leucémique récidivait en faisant un grave conflit de dévalorisation de soi — souvent en étant bouleversé par le diagnostic fracassant : « c'est la leucémie » —. car le patient se trouvait de nouveau en sympathicotonie. et de même durcies et trempées de nouveau de la même façon. Les complications sur le plan organique. Complications du premier stade de guérison et thérapie : Il vous semblera peut-être exagéré. tout au moins pas dans la grande majorité des cas. une rémission ! » En réalité. Jusqu'ici. sont relativement faciles à maîtriser aujourd'hui. en s'écriant : « Hourra. ou un nouveau conflit de peur panique. il s'ensuivait toujours immédiatement une chute du nombre des leucocytes. il faudrait que sa « cure de repos » lui paraisse tout à fait adéquate. certains trouveront même ridicule que je considère une récidive de conflit. Pendant la phase de guérison leucémique. avec DHS. et même sur le plan cérébral.n'est que le premier stade de la guérison. par le psychisme. ou le démarrage du moteur de l'hématopoïèse. On n'est plus condamné à en mourir. Mais si le pauvre patient parvenait contre toute attente. une récidive étant survenue ou refusant de partir. avec derechef une dépression de l'hématopoïèse de la moelle osseuse. D'habitude. puissent être ramollies. où l'on devrait s'employer activement à le revaloriser à ses propres yeux. si solides et incontournables. « Il est bon de se sentir las 409 . ou s'il demeurait résistant (ou réfractaire) à toutes les tentatives d'empoisonnement par ses tortionnaires et restait simplement dans la phase de guérison de la leucémie. comme la pire des complications.

Comme nous l'avons vu plus haut. de suffisamment de leucocytes pour y assurer une coopération harmonieuse avec ses amis et auxiliaires. plus le nombre des érythrocytes par m m est faible. nous n'en sommes pas encore à cet envahissement de blastes dans le sang périphérique. Mais au premier stade. ce qui naturellement n'est pas souhaitable. étant donné que tout récemment encore la moelle osseuse était en état de dépression hématopoïétique. la dose est évidemment moindre.et fatigué ». Cela signifie que pendant cette phase pcl de vagotonie un taux d'hémo3 3 410 . sont expressément voulues et tolérées par l'organisme. Chez les enfants. Même si le nombre de leucocytes tombe à 2 000. il est rare que des complications soient à redouter au niveau cérébral. discerner l'amorce d'un œdème de la moelle du cerveau. en tenant particulièrement compte de l'habituelle « vagotonie nocturne » entre 21 heures et 3 ou 4 heures du matin. il y a tout lieu de s'en féliciter. Et même si à ce stade l'on trouve déjà les premiers blastes dans le sang périphérique. 3 L'anémie Il y a sans aucun doute de l'anémie à ce stade. en se répétant que la leucémie c'est « une chance ». il n'y a pas lieu de paniquer. les principales complications sont l'anémie et la thrombopénie avec sa tendance aux hémorragies ! Il est absurde de prétendre que la leucémie représente à ce stade une « insuffisance immunitaire ». tout est encore en ordre à ce stade. voire 1 000 par m m . un signe sûr de guérison ! « Il n'y a pas de quoi paniquer ! » Il faut le temps qu'il faut. Sur le plan organique. Mais à ce stade. l'organisme dispose. parce que celle-ci freine l'hématopoïèse. on peut déjà. chez les adultes à l'hydrocortisone retard 20 à 50 mg répartis sur la journée et la nuit. mais uniquement du fait que le système vasculaire est totalement rempli. c'est-à-dire plus longtemps que six mois. Pendant la leucémie on a recours aussi tard que possible à la cortisone. la leucopénie et la thrombopénie. et le plus souvent circonscrit chez les personnes plus âgées. Le taux d'hémoglobine diminue généralement dans la même proportion. Dans ces cas-là il est recommandé de recourir « aussi tard que possible. c'est bon signe que les os fassent mal. si le conflit a duré longtemps. Sur le plan cérébral. même en leucopénie. le nombre des hématies par mm baisse encore sensiblement. En revanche. Ce qui retient notre attention en ce moment ce sont en effet l'anémie. en regardant attentivement. les bactéries. mais aussi tôt que nécessaire » à la cortisone . On en prend pour maîtriser la tension intracrânienne. Toutes les suppurations et autres infections bactériennes qui se produisent au cours de cette phase de guérison pcl. œdème qui est ordinairement généralisé chez l'enfant et les jeunes gens. Le comble de l'absurdité est bien de prétendre que les blastes « encrassent » la moelle osseuse : on a oublié de décorer celui qui a inventé cette niaiserie. Tant qu'on ne les tripote pas avec des cytostatiques. il convient là aussi de faire attention à l'hypertension intracrânienne. De sorte que plus le sang est dilué.

Chez les enfants. Seulement. Mais comme l'anémie est presque toujours accompagnée aussi d'une thrombopénie qui peut entraîner des hémorragies très fâcheuses. mais que l'on stabilise autant que faire se peut sur le plan psychique en le tenant à l'écart de toute panique. C'est souvent grotesque. du fait que les patients sont si abattus et fatigués (ce qui pour la médecine classique est un très mauvais signe). tant il est moulu et flapi. surtout si le conflit préalable a duré longtemps. Il se rétablit très rapidement lorsque le vent de panique est passé. est un facteur de complication non négligeable. mais déjà de la leucocytose. comme on faisait autrefois sous des pronostics totalement différents. Néanmoins. D'une façon générale on peut dire qu'un patient que l'on n'empoisonne pas aux cytostatiques. Il n'y a donc pas lieu de paniquer.globine de 6 g% dans une concentration d'érythrocytes de 2 millions par mm équivaut approximativement à un Hb de 10 à 12 g% et à 4 000 000 d'érythrocytes par mm dans un état de vasoconstriction sympathicotonique réduisant le volume vasculaire. il vaut mieux ne pas prendre de risques : lorsque l'hémoglobine tombe au-dessous de 7 g% et que le nombre des érythrocytes est inférieur à 2 millions par m m . notamment. ou thrombopénie. voire de la leucémie C'est à ce stade que sont découvertes la plupart des leucémies. à partir du moment de la conflictolyse nous trouvons aussi des indices d'une hématopoïèse accrue même du sang rouge. etc. on devait procéder à une transfusion de sang — à savoir aussi peu que possible ! Le temps. j ' a i toujours observé que toute panique est capable de faire chuter en un rien de temps le nombre des thrombocytes. peut à peine se tenir sur ses jambes. mais la tendance aux hémorragies est momentanément là et le patient est de nouveau temporairement en sympathicotonie. que l'on soumet le moins possible à une médecine brutale. plutôt que de « faire le plein ». Mais l'expérience acquise me porte à croire qu'il est possible qu'il y ait encore une certaine « dépression terminale » de l'hématopoïèse. travaille pour le patient ! C'est pourquoi il vaut mieux qu'il ne reçoive qu'une conserve (450 ml) d'érythrocytes lavés. surtout chez les patients dont le conflit n ' a pas été bien longtemps actif : voilà un malade qui paraît exténué et fourbu. il ne mange pas. ou bien cette diminution n'est-elle que simulée par des fluctuations de volume. n'estce pas. Mais dès 411 . La thrombocytopénie. nous ne le savons pas encore bien exactement. Les hémorragies sont particulièrement redoutables dans le tractus gastro-intestinal. Dans la phase pcl (phase de guérison vagotonique) le patient se porte encore assez bien avec un Hb de 6 g% ! Est-ce que le patient — dont le conflit est définitivement résolu — continue vraiment de subir une diminution réelle du nombre (absolu) des érythrocytes dans le sang circulant. le délai de démarrage de l'hématopoïèse rouge est un peu plus long que celui de la blanche. a des chances optimales de survie ! 3 3 3 Le second stade : encore de l'anémie et de la thrombopénie. a des nausées.

qui lui est mesuré au compte-goutte.qu'il est en position allongée il se porte comme un charme. dont vous espérez. Ou par des radotages pédants.. Ils ont la chance d'être déjà entrés dans la phase leucémique. « qu'il sera bientôt délivré ! » Eh bien non. Et faites-lui raconter en détail comment il est parvenu à retrouver confiance en lui-même. une supercherie dogmatique imposée de force. car c'est vraiment un très bon signe que l'hématopoïèse ait de nouveau démarré à plein ! A l'arrivée d'un authentique patient leucémique il serait excellent d'organiser une petite fête au service. commence à reprendre confiance en lui-même et à se revaloriser à ses propres yeux. au milieu d'incessants bavardages sur les numérations. et tout cela dans la pénombre de salles de type laboratoires. des pronostics fondés sur des statistiques. a la chance de vous rencontrer sur sa route. voici qu'il est confronté brutalement au diagnostic : « leucémie ». à une mort que vous jugeriez inévitable. qui ne sont que fumisteries et supercheries. avec tout autour les visages compatissants des proches. la « chance de la leucémie » ! C'est ce que vous devez leur dire et redire au moins dix fois par jour en manifestant votre joie et votre confiance. la tête dénudée par la torture de cytostatiques agressifs . un supplice servi par tranches. dort comme une marmotte et a un appétit de bûcheron. que vous devez prendre en pitié ! Mais de grâce. vous avez devant vous un pauvre homme torturé. à se revaloriser. comme si vous faisiez l'aumône d'une bonne parole à un moribond. Non. un ami et un frère. félicitez-le et ne tarissez pas d'éloges à son égard ! Et s'il a même surmonté les tortures infligées par vos collègues. par où pensezvous qu'il faille commencer la thérapie ? En aucun cas par un hémogramme. Complications psychiques Les patients de ce second stade se trouvent dans une situation encore plus favorable que ceux du premier stade aleucémique. pourvu que vous le traitiez comme il faut ! Il n'y a pas la moindre raison de compatir à l'avance. qui a échappé de justesse à ses bourreaux. il y a de quoi attraper une jaunisse. sans être de nouveau mutilé jusqu'au tréfonds de son être par le choc effroya412 . par la numération des valeurs sanguines. contrastant avec la mine fonctionnelle et désabusée du personnel sanitaire complètement intellectualisé. les valeurs sanguines. on est pris de nausée devant la brutalité de ces sadiques ! Et si d'aventure un de ces pauvres rescapés. ce pauvre bougre sera bientôt en aussi bonne santé que vous-mêmes. des prospections purement académiques sur les chances de survie. par quoi viennent de terminer justement ses tortionnaires. Dans cette situation de bienêtre où le patient vient de résoudre avec succès son conflit de dévalorisation de soi. ne lui parlez pas sur un ton de commisération. tant il est réjouissant de voir un patient atteindre ce stade de la leucémie. en secret. ne sera plus qu'un seul tourment infligé par des tortionnaires en blouses blanches. suivi immédiatement après d'un soi-disant pronostic lapidaire : « Il n'y a guère d'espoir. » Et même le temps de survie. Et quand on se rend compte que tout cela n'était qu'un bluff gigantesque. d'une transfusion à une autre. sommairement éclairées au néon..

de leurs proxénètes. ce qu'on ne pouvait exiger de lui. et que pour ces petites prostituées il serait certainement au moins aussi intolérable de s'entretenir avec lui de ses trous de golf et que je n'y voyais pas de différence fondamentale. comme il convient. de même que seules des aires bien spécifiques du squelette étaient ostéolysées ! Vous voyez alors des aires bien circonscrites de la moelle apparaître au scanner dans un ton très foncé et éventuellement un seul ventricule latéral partiellement comprimé. Je lui répondis que sous certaines conditions on le pouvait même très bien. il dit que ce genre de thérapie ne lui convenait absolument pas. c'est que vous n'êtes pas qualifiés non plus pour la LOI D'AIRAIN DU CANCER ! Un professeur gynécologue à proximité de la Reeperbahn. et lorsqu'alors la torture médiévale de l'empoisonnement aura pris fin. maintenant qu'il vous a bien fallu reconnaître que des années et des années durant vous avez trompé vos patients en prenant de grands airs pour camoufler la supercherie. ainsi qu'à la compression du ventricule latéral. Je lui répondis que de toute manière il en serait humainement incapable.ble d'une nouvelle dévalorisation de soi.. Mais que c'étaient justement des êtres humains comme lui. Lorsqu'il s'agit de conflits de dévalorisation de soi bien circonscrite (par exemple conflit mère/enfant). En effet. mais elle n'est pas si facile à doser. On peut avoir recours aussi à l'adréno-corticotrophine-hypophysaire (ACTH). me demanda un jour si l'on pouvait guérir le cancer par des traitements psychiques. le patient leucémique sera. en ce second stade de guérison. Et si vous autres médecins vous n'êtes pas capables de traiter ces êtres humains comme il se doit. comme elle l'est d'ores et déjà aujourd'hui en France. alors il est vraiment un héros et mérite d'être traité ainsi ! Il vous faut descendre de votre piédestal hautain de « docteur ». un « cas facile » pour ce qui est du psychisme. Le jour où la LOI D'AIRAIN DU CANCER se sera ébruitée et qu'en Allemagne aussi elle sera vérifiée dans la pratique médicale. C'est donc un art de trouver la dose adéquate de cortisone ou d'autres sympathicotoniques : aussi peu que possible. alors. Mais ce n'est le cas que pour une dévalorisation de soi généralisée. Mais en principe. dans une phase « super ». comme vous et moi. il a résolu son conflit — sinon il n'aurait pas de leucémie -et psychiquement il devrait se trouver au zénith. autant que nécessaire. Ces patients ne sont pas des « cas ». car alors il lui faudrait s'entretenir avec ses patients — qui avaient un conflit sexuel et d'après mon système un cancer du col de l'utérus — de leurs sales conflits sexuels. etc. aujourd'hui plus que jamais. Réflexion faite. il n'y a d'ordinaire que des aires bien spécifiques de la moelle à être touchées. mais des êtres humains. Il se tuméfie. il n'y a pas de réserves à formuler. à Hambourg. Cérébrales Dans cette seconde phase de guérison il convient de faire attention au cerveau. comme vous pouvez vous en rendre compte à la coloration foncée de la moelle. Une 413 . sauf celle de l'arrogance.

plus intense sera également la tuméfaction du foyer de Hamer dans la moelle du cerveau. indépendamment du nombre de blastes à la périphérie. ni quantitatif. on les appelle normoblastes. les blastes disparaissent du sang au bout de quelques jours. En effet. qui sont passés au pilon en quelques jours. Ces foyers de Hamer — car il ne peut naturellement pas s'agir d'autre chose — ont été pris à tort pour les suites de la leucémie. il y a maintenant de quoi jubiler. ne pose aucun problème. c'est toujours l'anémie des cellules sanguines rouges. alors que c'était en réalité la cause du cancer des os et naturellement aussi du processus de guérison dans le cerveauordinateur ! De même. ces cellules sanguines rouges ne sont pas arrivées à maturité. il n'y a pas lieu de paniquer ! Le troisième stade : début de la prolifération intense d'érythrocytes à la périphérie. si bien que l'on trouve dans le sang circulant 414 . des érythrocytes et thrombocytes. relève du conte de fées médical. obstruer ou encrasser la moelle osseuse — j ' e n ai déjà parlé plus haut —. Dans ce domaine. jusqu'à ce que la production finisse par ne plus fournir que des cellules normales. ils ne sont naturellement plus en mesure de faire des infiltrations (il s'agit d'infiltrations « carcinomateuses ») ! A noter que l'on a déjà trouvé assez souvent au cerveau ces soi-disant infiltrations. c'est-à-dire la submersion de leucocytes (il s'agit en majeure partie de blastes). puisqu'il y a constamment de 5 000 à 10 000 leucocytes normaux. du fait justement que chaque cas est particulier. Organiques Tout d'abord. du moment que les blastes ne peuvent plus se diviser. ni qualitatif. En revanche. Sans compter qu'ils ne sont absolument plus capables de division. environ 4 à 6 semaines après le début de la prolifération intense des leucoblastes Hourra.posologie ne ferait que compliquer les choses. En effet. ces problèmes sont tout à fait maîtrisables. Plus le nombre des leucoctytes est élevé. ils sont mis au pilon et remplacés par d'autres. Les blastes ne nous posent absolument pas de problèmes. l'expression « infiltration leucémique » était un bluff propre à faire illusion aux ignorants. la surproduction érythrocitaire démarre ! Voici que s'amorce sur le plan hématopoïétique le même processus commencé 4 à 6 semaines plus tôt pour les globules blancs. la situation ne s'est pas encore modifiée par rapport au premier stade. ce sont des déchets : quand on peut les reconnaître comme tels. prétendre que la prolifération excessive de leucoblastes puisse engorger. Mais à l'heure actuelle. et plus intense a été aussi le conflit préalable. la leucocytose. car dans cette histoire purement médicamenteuse la médecine traditionnelle est de nouveau dans son domaine. Ce ne sont que des déchets inoffensifs. Par conséquent. Dans leur grande majorité. qui continue de poser des problèmes à ce stade. Mais pour la médecine actuelle ce n'est pas du tout un problème insoluble.

conforme à la Loi d'airain du cancer. à côté d'un nombre encore réduit d'érythrocytes capables de fonctionner normalement ! Il en va de même des thrombocytes. puisqu'on ne peut pas. Il en va naturellement tout autrement si un patient ne vient se faire traiter qu'au cours de ce troisième stade. Voilà pourquoi le sang contient maintenant quantité de leucoblastes à côté de leucocytes. à œdème généralisé de la moelle et à compression correspondante des ventricules latéraux dans ce troisième stade de guérison. ainsi que beaucoup d'érythrocytes immatures ou érythroblastes. Pour les hématologues. cette définition est elle aussi inexacte. Certes. prendre en compte les cellules rouges immatures. par conséquent. Il s'agit maintenant de ne plus courir 415 . la règle optima c'est d'administrer aussi peu de cortisone que possible et seulement autant qu'il est nécessaire. ce qui est parfaitement légitime ! Plan cérébral : A ce stade. Pour les ignorants c'est. cérébralement. C'est encore pire s'il a eu jusque-là un certain nombre de séances d'empoisonnement de la moelle osseuse (empoisonnement aux cytostatiques) et s'il vous faut maintenant guérir toutes les conséquences de la pseudothérapie ! Mais quoi qu'il en soit. si le patient a atteint ce stade en dépit de tous les exorcismes du diable. Il en résulte donc une anémie hyperchrome (le rapport hémoglobine/érythrocytes est inférieur à la normale). cette combinaison est doublement diabolique. Ce danger existe surtout pour les enfants à dévalorisation de soi généralisée et. Pour extirper ou exorciser ces deux démons ils s'attaquent à l'engeance diabolique en l'empoisonnant par les cytostatiques les plus agressifs et parviennent presque toujours à empoisonner à mort le patient qui se trouvait déjà au troisième stade de guérison ! Ne vous embarquez plus à l'avenir dans cette lamentable chasse aux fantômes diaboliques. s'il existe un doute. fonctionnellement inaptes pour la plupart au transport de l'oxygène. et je reconnais qu'il y a quatre ans encore je n'y voyais pas clair. Voilà pourquoi vous pouvez — et vous devez — l'encourager sans réserve. il vous est permis de lâcher un peu la bride. les érythroblastes. en quantité normale. et pourtant cette découverte continue d'être passée sous silence. comme est étouffé systématiquement l'ensemble de la LOI D'AIRAIN DU CANCER ! Attention ! Une grande partie des érythrocytes immatures.des leucoblastes à côté de normoblastes ou érythroblastes. Il vaut mieux faire un scanner cérébral de trop. Plan psychique : Soumis à un traitement correct. en suivant un traitement consciencieux il ne peut plus se passer grand chose. plutôt que de moins. Mais à ce stade. Mais il y a trois ans maintenant que c'est publié. Ils parlent alors d'érythroleucémie et annoncent toujours une fin prochaine. le stade le plus dangereux. nous étions simplement aveugles. sont des déchets. en fait. le patient ne devrait plus avoir de problèmes psychiques s'il a été traité intelligemment pendant les deux stades préalables. Toutefois. là aussi. Il y a six ans. il faut faire bien attention au plan cérébral.

auxquelles il faut s'attendre. pour peu que l'on comprenne comme il faut le processus de guérison. En effet. mais à part cela il va bien. mais sont normalisés de nouveau plus tôt. le périoste est pourvu d'une très bonne innervation sensitive. suivre son cours. De plus. tandis que les leucoblastes se mettent à proliférer intensément plus tôt et disparaissent ensuite plus tard que les érythroblastes. faites bien attention aux thrombocytes. c'est déjà le problème du quatrième stade. Il est particulièrement menacé par les « douleurs osseuses » qui sont en réalité des douleurs provoquées par la tension du périoste. de sorte que le risque permanent d'hémorragie interne. de-là. constamment chassé par l'inquisition de la médecine classique. vous évitez la peur et la panique. En effet. à ce stade. le troisième stade peut durer assez longtemps. si nombreux soient-ils. L'érythropoïèse commence à se normaliser à vue d'oeil. ils finissent par en avoir assez. De la sorte. mais ce n'est pas le moment non plus de faire des expériences. la plupart des bêtises. il se rend compte tout de suite que le médecin est déboussolé. Ils se mettent à consulter furtivement un manuel classique. même immatures.de risques car étant donné la prolifération intense d'érythrocytes et de leucocytes. le 4 stade pourrait être le plus beau : le patient pourrait se sentir hors de la zone dangereuse. sauf qu'à ce stade il a souvent de fortes douleurs osseuses causées par la tension du 416 . du fait qu'à présent le patient est encore tiraillé de-ci. ou d'hémorragie intestinale a fini par disparaître. qui prolifèrent plus tard. tout pourrait. A ce stade il convient de travailler consciencieusement et avec compétence. la cortisone ne peut plus nuire beaucoup à la moelle osseuse. C'est encore bien compréhensible aujourd'hui. Il faut que le patient puisse avoir totalement confiance en vous. A vrai dire. A ce stade. Il n'y a pas de raison de paniquer. Ne vous fiez pas aux érythrocytes. Le patient s'en aperçoit immédiatement. Le quatrième stade En fait. Voilà pourquoi nombre de patients perdent patience pendant cette phase. plus il leur sera facile de les supporter : on peut même dire qu'il les attend. en fonction justement de la durée du conflit. Sous peu il se produira encore davantage de pannes du fait que les médecins et les patients crieront victoire trop tôt et deviendront téméraires. e Plan psychique : Le patient se sent encore fatigué. Ce patient n ' a besoin que de peu de médicaments antalgiques. qu'il soit convaincu que vous dominez parfaitement la situation et pouvez la maîtriser ! Plan organique : C'est à ce stade que se commettent. Mieux vous préparerez vos patients à ces « douleurs de guérison osseuse ». les thrombocytes non plus ne présentent aucun danger. organiquement parlant. où tout est présenté d'une manière entièrement différente. A ce stade. qu'il en désire la venue. beaucoup de mes anciens collègues sont désemparés quand le nombre des cellules sanguines commence à grimper.

Vous risqueriez fort de provoquer un cal périostique. Il est donc important de savoir ceci : le patient ne s'imagine pas les prétendues douleurs osseuses. car j ' a i peur que la guérison soit stoppée ». Toutefois. il les a réellement. le malade risque de lâcher prise et d'exiger des calmants qui.) Un patient qui a compris le système n'a absolument pas besoin de morphine ! La cortisone est moins nocive que la plupart des calmants. qui avaient compris les liens de causalité. Il est un moyen très simple de maîtriser l'œdème : refroidir le foyer de Hamer. l'extension du périoste peut très bien se vérifier sur quantité de tomographies des os.périoste autour des ostéolyses en guérison ou en recalcification. il est recommandé de ne pas poser la tête du patient à plat. je suis parfois déçue lorsque la douleur disparaît. je n'ai encore e e 417 . Le patient est pâle. qui ne s'accompagne ni de crampes. Il faut toujours vérifier le taux de glycémie et le maintenir à la valeur normale. me disait une patiente. mais le plus souvent elle n'est pas dramatique. Se méfier des perfusions au stade de l'œdème cérébral ! Vous pourriez littéralement noyer le patient. et au contraire. elle devient supportable. La crise épileptoïde survient dans tous les cas. dont la chaleur est perceptible à travers la peau du crâne. Pratiquer une ponction ou une incision sur un tel périoste tendu est tout simplement une faute professionnelle ! Plan cérébral C'est au cours de ce 4 stade — parfois aussi dès le 3 stade — que l'œdème cérébral local atteint son point culminant. Le patient peut faire une crise épileptoïde. lentement. A titre préventif il est recommandé l'administration initiale intraveineuse et perorale de glucose. est agité. En outre. D'ailleurs. un « ostéo-sarcome ». Ces douleurs osseuses peuvent être fort tenaces et la prise en charge psychique du patient est tout un art. plus haut que le corps. à leur tour. L'essentiel. qui en réalité sont des douleurs provoquées par la tension du périoste. par un sachet de glace enveloppé dans un linge. les douleurs ne deviennent insupportables que si le patient se panique.B. de manière à ce que l'œdème puisse s'écouler. mais de la maintenir surélevée. Surtout s'il est de caractère instable. c'est que le patient ne se panique pas. C'est l'œdème cérébral local qui est responsable de cette centralisation. En effet. Mes patients. vagotrope. qui ont généralement un effet sédatif. ont un effet désastreux sur la thrombocytopoïèse. et de ce fait accentuent encore l'œdème des os et la tension du périoste ! N. Il est recommandé dans ce cas d'administrer immédiatement de 50 à 100 mg d'hydrocortisone en injection intraveineuse. mais qui ne se remarque qu'à une certaine centralisation. ni de dyspnée. Ne jamais pratiquer une ponction sur un périoste tendu au-dessus d'une ostéolyse osseuse en voie de guérison. demandaient rarement des calmants (« Une fois que je sais que la douleur est un signe de guérison. a de la sueur froide au front.

c'était les erreurs de jugement. Voilà pourquoi il importe que le patient puisse guérir dans un environnement « sans panique ». jusqu'ici. car pour cela il faudrait supprimer le téléphone ! e Le 5 stade : le passage à la normale Il faut que ce stade soit à l'abri de toute espèce de complications notables. Un seul choc de peur est capable de faire chuter momentanément les thrombocytes ! Il ne sert à rien de se dire qu'une fois que le patient sera remis de son choc. On ne s'étendra donc pas davantage là-dessus. au nombre desquelles figurait en premier lieu la mise entre parenthèses du psychisme. il ne faut pas être téméraire ! Ceci vaut notamment pour les thrombocytes. Plan organique Même si à ce 4 stade les valeurs sanguines commencent à se normaliser progressivement. telles qu'elles pourraient se produire aux stades correspondants. Si j ' a i énuméré toutes les complicactions possibles. ils se mettront à grimper de nouveau. D'autre part : une fois que les médecins savent à quoi il faut faire attention. cela ne signifie pas qu'elles soient absolument inévitables. cela ne pose généralement pas de problèmes.jamais vu de patient mourir d'une telle crise épileptoïde de dévalorisation de soi tant que la panique ne vient pas s'y ajouter. e 418 . où il ne risque pas de se produire ce genre de chocs de peur. Le principal handicap. Dans l'intervalle il peut se produire beaucoup de choses. On ne pourra jamais les éliminer complètement.

il n'existe pas de leucémie sans conflit résolu. A condition de l'avoir photographié avec assez de précision dans le scanner cérébral. et inversement. Psychisme : Il faut que le patient ait eu un conflit de dévalorisation de soi. bien que j'eusse préféré montrer des séries complètes retraçant l'évolution des cas.Remarques préliminaires sur les cas de leucémie Les cas de leucémie présentés ici doivent autant que possible vous faire saisir le synchronisme des 3 plans psychisme — cerveau — organe. à savoir exactement à l'endroit habituel de la moelle prévu à cet effet. Si vous saviez la peine que j ' a i eue à me procurer les scanners cérébraux dont j'avais besoin et les radios du squelette. Organe Il n'y a pas de leucémie sans qu'il y ait eu au préalable un cancer des os en phase active. Il est important de trouver le DHS et la teneur spéciale du conflit. il faut qu'à chacune des ostéolyses corresponde un foyer de Hamer dans l'hémisphère opposé de la moelle. Je suis assez fier de pouvoir vous exposer autant d'exemples concrets. Toutefois. chapitre sur le cancer des os). comme certains cas valaient la peine d'être décrits. qui est fonction de la teneur du conflit. nous voyons le plus souvent quelques foyers de Hamer très foncés à l'intérieur de la moelle. Cerveau : Ce qu'il y a de typique dans la leucémie. qui est de couleur sombre en raison de l'œdème généralisé. qui doit être résolu. Cancer des os signifie ostéolyses des os (v. ce n'est pas seulement que l'on trouve un foyer de Hamer foncé dans la moelle du cerveau. Et ces localisations cérébrales doivent coïncider exactement avec celles des ostéolyses osseuses. 2. C'est pourquoi il ne m ' a pas été possible de vous présenter dans tous les cas les trois plans. Et même lorsque nous avons affaire apparemment à un conflit de dévalorisation de soi généralisée. Que faut-il voir sur les clichés ? 1. je me suis toujours efforcé d'apporter des photos aussi typiques que possible. 419 . mais il faut qu'il soit localisé à un endroit tout à fait spécial. puisqu'il y a leucémie. C'est que les hématologues et les cancérologues jugent cela absolument superflu ! Il a fallu par exemple que les patients simulent des céphalées et trouvent un médecin compréhensif pour leur faire les ordonnances. A la fin il y a bien confluence. on peut en déduire avec pas mal de certitude la date de la conflictolyse. j ' a i pris mon parti de cette lacune. Connaissant le stade de la leucémie. mais à certains stades on arrive quand même à les distinguer. La moelle droite correspond par conséquent à la moitié gauche du système squelettique. 3. Les relais cérébraux des os du squelette sont ordonnés dans le cerveau à la manière d'un poupon couché sur le dos. En effet. Du fait que pour des raisons financières il m ' a fallu limiter les illustrations. J'ai rajouté ici le tableau pour vous éviter de vous y reporter continuellement.

il faut toujours que tout soit parfaitement synchronisé. qu'en ce qui concerne la leucocytose et l'érythrémie. il faut que l'hémogramme — l'hématopoïèse — soit synchronisé. Il n'y a rien dans la médecine qui soit plus conforme aux lois naturelles que cela ! er 420 . Compte tenu de l'âge du patient et de la durée du conflit.Bien entendu. ainsi que de son intensité. mais que c'est très ingénieux et bien compréhensible. C'est ainsi seulement que vous me croirez. aussi bien en ce qui concerne la leucopénie et l'anémie dans la phase active du conflit (et encore au 1 stade après la CL). Je voudrais vous montrer à l'aide des exemples suivants que la leucémie n'est pas une roulette russe. où personne ne sait comment cela va se terminer. l'érythroleucémie. lorsque vous comprendrez pourquoi nous sommes fondés à espérer qu'à l'avenir presque tous les patients pourront recouvrer la santé.

relation père/enfant Dévalorisation de soi à propos d'aptitudes et d'adresse manuelles Dévalorisation centrale de la personnalité Dévalorisation de soi endessous de la ceinture Dévalorisation de soi dans la relation époux/épouse Cerveau Localisation dans la moelle du cerveau Moelle frontale Organe Localisation de l'ostéolyse dans le squelette Osteolyse de la calotte et des cervicales Osteolyse de l'épaule gauche Osteolyse de l'épaule droite Osteolyse des os du bras Osteolyse des lombaires et des dorsales Osteolyse du bassin Osteolyse de l'épaule droite Osteolyse de l'épaule gauche Osteolyse des os des jambes Hématopoïèse de la moelle osseuse Dans tous les conflits de dévalorisation : phase active du conflit : dépression de l'hématopoïèse phase pcl : leucémie par la suite : érythrocythémie et thrombocythémie chez les droitiers frontal : moelle droite .Psychisme Nature de la dévalorisation de soi Dévalorisation intellectuellemorale Dévalorisation dans la relation mère/enfant (« Tu es une mauvaise mère ») . chez les gauchers frontal : moelle gauche moelle frontale moelle latérale moelle temporooccipitale chez les droitiers frontal gauche chez les gauchers frontal droit moelle occipitale Dévalorisation de soi pour non-sportivité Noter : hémisphère droit pour le côté gauche du squelette hémisphère gauche pour le côté droit du squelette 421 .

Ce conflit paracentral typique s'étendait du cortex au diencéphale. C'est dans cet état qu'il fut hospitalisé dans une petite clinique près de Heidelberg.. Son conflit résolu. La flèche mince vise le foyer de Hamer. 422 . Dirk avait la tête très chaude et se trouvait en profonde vagotonie. accompagné d'une peur panique de mourir (fin juillet 84 un écolier de trois ans plus âgé avait dit : « Tu es condamné à mourir. Les flèches larges visent les petits points noirs à l'intérieur de la moelle cérébrale. Il s'agit au plan organique d'une déminéralisation juvénile généralisée. le petit garçon a succombé au coma provoqué par l'œdème cérébral. où il se reconnaît facilement à son aspect de cible. en voie de solution. plus diffuse. Après avoir consulté les médecins du CHU de Heidelberg. la seconde fois. ceux de la petite clinique refusèrent d'administrer de la cortisone nécessaire et de lui refroidir la tête. dont la coloration noir foncé révèle l'œdématisation. Ainsi donc. il a fait aussi un conflit paracentral de peur de mourir.Scanner cérébral du cas suivant : Dirk B. le garçon de dix ans n'a pas seulement récidivé son conflit de dévalorisation de soi. »). le cerveau intermédiaire situé dans les profondeurs interhémisphériques (thalamus. du conflit paracentral côté gauche. hypothalamus). épithalamus. et au niveau psychique d'une dévalorisation de soi (à répétition). Comme il fallait s'y attendre.. diffuse et affectant la personnalité tout entière. sous l'effet d'un œdème cérébral aigu. au niveau cérébral d'une œdématisation généralisée et diffuse de la moelle.

son rendement n'était plus le même qu'autrefois : avant son accident. qui est caractérisée par un état principalement vagotonique. Mais l'enfant. exsudation. il est obligé de rester immobilisé. soigné à la clinique pédiatrique du CHU de Heidelberg. le médecin n ' a pas mesuré la portée de ses paroles. En effet. Il put bientôt retourner à l'école. il passait son temps à tourner et retourner dans sa tête une question lancinante. le maître de sa classe (3 année) nota qu'il était tout le temps fatigué. le petit garçon avait peur de rester estropié Dirk B. Evidemment. l'univers dans lequel il évoluait était redevenu normal. il cherchait sans doute à encourager le petit garçon. avec fractures du crâne et du bassin. qui était encore en état de choc. mangea encore moins et perdit des kilos : dans une sorte de panique. mais on espère que tout se résoudra comme il faut. ou bien allait-il demeurer estropié ? Lorsqu'il sortit de la clinique au début du mois de décembre. Le garçon se trouvait dans la phase vagotonique postconflictolytique (phase pcl). Ils disaient : « Il marchait d'une façon si bizarre. les symptômes de la tuméfaction cérébrale locale ne prirent pas une ampleur inquiétante. » Comme ils avaient peur qu'il y eût relation de cause à effet avec les fractures d'os. poussée de la production hématopoïétique tournant à plein régime avec génération de sang rouge et blanc. et après avoir e 423 . mais les parents ne pouvaient pas ne pas s'en apercevoir.. un sentiment de bien-être accompagné de fatigue et de lassitude. c'est-à-dire dans ce cas précis du système squelettique. qui le tourmentait : est-ce que les os fracturés. c'est généralement par hasard que l'on s'en aperçoit. prit la chose de travers. à la suite d'un accident de voiture. Au cours des deux mois suivants il ne dormit guère. d'après mes observations. ces symptômes de surproduction de cellules immatures dans la moelle osseuse se normalisent de nouveau spontanément si la tuméfaction au cerveau et l'anémie ne sont pas trop fortes. en s'exerçant à la maison. qu'il était capable de marcher comme avant. Il serait plus exact de parler de phase leucémique. Dirk s'aperçut très vite. étant donné que les patients — mise à part la forte lassitude due à la vagotonie — se sentent très bien. cet enfant très sensible était en effet un très bon élève. après la « dépression » hématopoïétique précédente. En janvier 83. n'arrivait pas à se concentrer. et du même coup son conflit fut résolu. avec œdématisation locale du cerveau. est hospitalisé sans connaissance le 6 octobre 1982.. Nous comprenons maintenant ce qui s'était passé. C'est ce que nous appelons alors leucémie. Lorsqu'il sort du coma — il est encore en état de choc ! — un médecin debout près de son lit lui explique ce qui lui est arrivé : comme il a une série de fractures des os. etc. dont lui avait parlé le docteur. parviendraient à se resouder comme il faut.A la suite d'un accident de voiture. tuméfaction. D'ailleurs. stade réparateur de l'organe corporel qui était atteint. 10 ans. retrouver ses copains. Dans notre cas.

découverte de l'altération de la formule hématologique en raison de symptôme de compression cérébrale./début décembre 82 passage en phase vagotonique avec sentiment de bien-être. pas encore ! » En juin 84. c'est-à-dire une normalisation. le garçon se cassa le bras droit à vélo. Phase anémique et leucopénique ! CL : Après la conflictolyse fin nov. avaient plutôt augmenté entre mai 83 et septembre 83. mange trois fois rien. à la clinique universitaire de Heidelberg on procéda (bien inutilement) à un traitement chimiothérapique et à des séances de rayons au cerveau. c'est-à-dire un « caïd » pour un petit de 3 année. A ce stade. dépression dans la moelle osseuse. en juillet 84. Celui-ci constata fin septembre 83 une soi-disant leucémie. ta maladie c'est quoi au juste ? » Dirk répond : « La leucémie ». quoiqu'avec lassitude. » A la suite du DHS phase sympathicotonique avec insomnie. un choc terrible. loin de disparaître. et en définitive seul compte ce qu'a dit le patient lui-même. bon sommeil.et leucopoïèse accrue : phase leucémique. un écolier en 7 année d'école primaire. Un copain plus âgé lui dit qu'il doit mourir Après normalisation des valeurs sanguines. il ne dort plus comme il faut. Je m'étais dit que cet événement avait peut-être bien pu déclencher chez ce gamin un choc d'association. il était intervenu une soi-disant « rémission ». elle le sait très bien. A lui seul le mot rémission a pour nous autres médecins un relent de provisoire. dans la moelle osseuse phase de guérison hyperproductive avec érythro. Le grand : « Oh là !. Complètement effondré. bon appétit. Cette attente du retour du malheur se communique à tel point aux parents et aux patients que tout contrôle est suivi du soupir de soulagement : « Dieu merci. il le nia pourtant. qui de toute manière se serait produite spontanément. Peu avant la renormalisation spontanée de la phase leucémique. ils allèrent trouver le médecin. est en panique conflictuelle.constaté que les symptômes. vient à lui et lui demande : « Dis donc. les valeurs sanguines du sang blanc. obsession. normalement voisines de e e e 424 . » Pour ce garçon de dix ans ce fut un nouveau DHS. perte de poids. Foyer de Hamer dans la moelle du cerveau. la prof de biologie nous l'a dit. qui se serait orienté sur le premier accident . relâchement de la concentration. Mais un mois plus tard. alors du vas mourir. Au cerveau (œdème intra. dont la seule question est de savoir si la leucémie est déjà réapparue. Ce qui se traduit par de continuels « contrôles » ambulatoires. et qui a été retardée par la chimiothérapie et les séances de rayons au cerveau (fin 1983). DHS : 6 octobre 82.et périfocal). le plus grave conflit de dévalorisation de soi (Dirk : « J'avais peur que tous les os ne repoussent de travers et que je reste estropié. Puis. il est obsédé par le verdict fatal que vient de lâcher le « caïd » de la 7 classe. de non-définitif.

puisqu'il ne meurt pas. c'està-dire la chute du taux des leucocytes circulants au-dessous du chiffre de 5 000 par m m . Il est en sympathicotonie. Quatre semaines plus tard. et d'ailleurs les valeurs sanguines. mais ce n'était guère possible. On lui administrait du luminal parce qu'il avait eu récemment une crise d'épilepsie avant d'être saisi (de nouveau) par une peur panique de la mort ! Je commençai par m'asseoir au chevet de ce garçon gravement malade et m'efforçai de converser avec lui. sont normales. car le gamin était « au loin » et en panique. avec de la dolantine et en plus du luminal. qu'il ressentait surtout dans l'humérus et le fémur. était complètement apathique et n'arrivait pratiquement plus à répondre aux questions. je lui dis d'une voix lente et pénétrante que j'étais venu de Rome à cause de lui et que maintenant je savais parfaitement que dans 2 mois il se remettrait à gambader dehors. toutefois il se sentait aussi las. il le sait pour l'avoir entendu dire. Le gamin a bien raconté à sa mère ce que lui avait dit le grand de la 7 classe.7 000 leucocytes par m m . J'eus alors recours à l'ultime moyen : en le fixant droit dans les yeux d'un regard hypnotisant. on constate une soi-disant récidive de leucémie. comme nous l'avons vu. mais qu'il devait y mettre du sien ! Je lui dis encore que les médecins de l'endroit ne comprenaient pas sa maladie (ce qui d'ailleurs était vrai). A force de ruminer. mais elle ne prend pas ça au sérieux et passe outre. car. On lui administrait toutes les heures des doses massives de médicaments antalgiques. A cette époque le petit patient se sentait de nouveau assez bien. pendant deux mois environ. De nouveau. tout comme ses copains et frères et sœurs. Le 28 mai 85 je rendis visite à Dirk B. il était hypersensible. la clinique l'avait mis sous opiates. On dit aux parents que l'organisme du gamin était « immunisé » contre les cytostatiques et ne « répondait plus à la thérapie ». oscillent entre la normale et la leucopénie. il avait retrouvé à la fois le sommeil et l'appétit et pratiquement récupéré la perte de poids de 8 à 10 kg. la surface interne de la main était chaude. Le gosse continue de ruminer. Fin septembre 84 solution du conflit. comme il est normal en vagotonie. le gamin finit par conclure que le caïd de la 7 classe a dû se tromper. Mais que Rome était une ville 3 3 e e 425 . sans succès. des rayons au cerveau. En raison des douleurs de panique. A ma requête personnelle. et même flapi. pour la première fois : il avait alors 12 ans. les collègues de la clinique lui firent une transfusion de sang. On expliqua aux parents qu'une nouvelle hospitalisation serait contreindiquée. Cette panique avait été « stoppée » par les opiates. vu qu'il fallait s'attendre au décès du gamin dans un délai de 2 à 4 semaines. ayant saisi au passage qu'il « n'y avait plus rien à faire » (angoisses de la mort).. etc. Depuis une semaine il était en proie à une panique totale. Le 27 mai on le renvoya chez lui en prenant « définitivement » congé de lui. à l'occasion d'un examen de contrôle. le jeune patient fut hospitalisé à la clinique pédiatrique du CHU de Heidelberg pour un traitement chimio. Le petit ne perdit pas un mot de ce qui se disait à son sujet. qui ramena le taux d'hémoglobine de 7 g% à 11 g%.

en tant que médecin venu de Rome. j ' e n savais tout simplement plus long qu'eux ! Le gamin était comme assommé. Le gamin a si bon moral qu'il refuse de prendre des calmants. voire même qu'il mourra dans les 2 à 3 semaines qui viennent. la « fusée fut mise à feu » dans son cerveau. dont 9 1 % de blastes. On ne fit pas de traitement intensif. Dès le lendemain il réclama à manger. qui est maintenant heureux — en vagotonie —. Il était difficile de savoir s'il avait même saisi ou réalisé ce que j'avais dit. 426 . Le gamin se portait d'ailleurs assez bien. Il dévisageait d'un air incrédule ses parents. doive mourir. alors que nous avions déjà quitté la pièce. qui dort bien. F . qui étaient supportables. La dose de décortine — 20 mg — fut diminuée progressivement tous les jours. à savoir une dépression des thrombocytes en l'espace de quelques jours — de 150 000 à 14 000 — du fait qu'on lui avait administré un cytostatique « biologique ». fut maîtrisée étonnemment bien. la décision fut prise de ne pas lui donner de cortisone. en dépit d'une hémorragie massive du nez. et diminuaient rapidement sous l'effet de vessies de glace. parce que j'avais dit au gamin : « Dirk. Lorsqu'il ressentait des douleurs — sans panique — dans l'humérus et le fémur (provoquées par la tension périostique sur l'œdème de l'os !) on y mettait des sachets réfrigérants. s'intéresse à ce qui se dit et se fait autour de lui. bien que je l'eusse déconseillé expressément. A partir de cet instant. Il en allait de même des maux de tête. Il dit alors : « C'est pas terrible au point que j ' e n aie besoin ». rit. mais nous maintenons le cap des 2 mois. Il ne faisait que citer la clinique pédiatrique du CHU de Heidelberg. d'une clinique universitaire. . A la sortie de la clinique le taux des leucocytes dans le sang circulant était voisin de 100 000 par millimètre cube. Sur le conseil de la clinique universitaire de Heidelberg. âgé de 17 ans. mange bien. disent qu'il va bientôt mourir. la guérison continue malgré tout ! » Le 18 juin 85 Dirk meurt d'un coma cérébral. de coma cérébral. c'est une petite panne. Il est contraire à toute expérience médicale qu'un jeune garçon. Le Dr A . parce que l'on ne croyait pas à la compression cérébrale en vertu de la Loi d'airain du cancer. uniquement parce que des médecins à orientation purement intellectuelle. raconta à ses frères et sœurs que le médecin venu de Rome lui avait dit qu'en 2 mois il serait de nouveau tout à fait en forme et pourrait gambader dehors. qui approuvaient d'un mouvement affirmatif de la tête. joue. lui dit spontanément : « Je n'y crois pas ! » En effet. Mais 10 minutes plus tard. mais à un « coma aleucémique ». de la clinique pédiatrique de Landau a raconté que le patient était dans un état d'hébétude. Petite panne en marge : le frère. ce qui ne lui était plus arrivé depuis des semaines ou des mois du fait des médicaments et de la panique. Il ne pouvait pas dire exactement ce qu'il entendait par là. où cela avait fait « tilt ». A partir de ce moment le gamin n'eut plus besoin de calmants. Et même une panne. il fut comme électrisé.bien plus grande que la ville universitaire de Heidelberg et que moi par conséquent. ses frères et sœurs étaient déjà tous préparés à la mort prochaine du frère. parce que je lui ai dit que sans calmants I1 se remettrait plus rapidement qu'avec des analgésiques. redevint brusquement capable de se remettre devant la télévision.

Elle était pour lui simultanément une sorte de mère et d'épouse (relation œdipienne) . Dévalorisation complète du fait de la mort de sa femme L'épouse d'un patient était décédée en novembre 1983. mais en même temps. un conflit de territoire masculin et un conflit sexuel féminin. j ' a i offert de nouveau au médecin chef de la clinique pédiatrique de Heidelberg. a fait un conflit de dévalorisation généralisée.2 millions. Ceci est très rare et ne se produit presque jamais du fait qu'il n'existe qu'une seule constellation bien déterminée.Formule sanguine : Hb 12 g%. j ' a i pleuré de douleur et de colère. leucos 140 000. Lorsque j'appris la mort de Dirk. On voit nettement la coloration foncée de l'ensemble de la moelle du cerveau. dans laquelle il est possible d'avoir une réaction ambivalente. Patient examiné dans le cadre de l'étude sur l'infarctus à Vienne (52 ans) qui. Ery 4. à la mort de sa femme. Le professeur me fit dire qu'il n'y voyait « aucun intérêt ». où j'avais moi-même travaillé comme médecin autrefois. thrombo 19 000. elle était 427 . de faire un exposé sur le cas Dirk devant tous les médecins de la clinique. Mais à l'intérieur de la moelle on perçoit distinctement des aires particulièrement sombres (foyers de Hamer de la moelle). C'est vraiment incroyable ce qu'arrivent à faire ces représentants d'une médecine cynique ! A la suite de quoi.

il est obligé d'accepter ces nouvelles fonctions de « baby-sitter ». 428 . Il croit d'abord à une plaisanterie. un instituteur d'une quarantaine d'années. Voilà pourquoi outre sa dévalorisation de lui-même. La pilule est d'autant plus difficile à avaler. A ce moment. un cancer des os. dépressif et complètement hagard. le patient avait en même temps un conflit de territoire et un conflit sexuel féminin (conflit de frustration sexuelle ou d'être abandonné). mais enquête faite. grâce à de vigoureux pistons. que personne n'avait remarqué dans cette forêt bavaroise. que lui seul pouvait réussir. il est procédé à une redistribution du corps enseignant. des postes pour lesquels. moins convoitées que les milieux urbains. mais d'après le scanner cérébral il y avait dû y avoir simultanément un infarctus du ventricule gauche et du ventricule droit ! Un miracle que le patient s'en soit tiré ! Erythroleucémie myéloïde chronique après dévalorisation Dans une petite ville de Bavière touchée par le recul des naissances. il fait au ski une fracture spontanée de l'épaule gauche. Isolé dans ce bled perdu. il s'agissait d'un infarctus de la paroi postérieure. mais son amour propre en prend un sérieux coup et un double DHS lui vaut un double conflit de dévalorisation de soi et de territoire. amoindri et humilié à ses propres yeux. il cuvait sa honte replié sur lui-même. il avait les mains bouillantes et reprenait rapidement du poids. faire part de sa déconfiture. dans un « bled » perdu près de la forêt bavaroise. il s'aperçoit qu'il n'y a pas eu maldonne. Il fit le travail. à la rentrée de 1981. Dans le cadre de ce redéploiement. Pendant les vacances de neige à la fin de l'hiver 82. Il ne fut fait qu'à ma demande. La solution du conflit se produisit de façon tout à fait singulière : au bout de neuf mois de ruminations il reçut la visite de son chef qui lui dit : « J'ai besoin de vous. le jardin d'enfants. que des collègues moins bien cotés. Le scanner cérébral n'avait intéressé aucun des cardiologues. il se croyait plus qualifié que d'autres. où il se voit confié le nouveau Kindergarten. après plusieurs réanimations. se voit affecté d'office. le patient était redevenu tout à fait « normal ». Les cardiologues de la clinique universitaire de Vienne s'imaginaient que l'augmentation de poids au cours des 7 dernières semaines avait à ce point accru le « risque d'infarctus ». C'était une ostéolyse. se sont vus attribuer. vu son expérience et ses mérites. Le patient se trouvait dans une « constellation schizophrénique ». Huit semaines plus tard il fit l'infarctus du myocarde qui venait à échéance.de 8 ans son aînée. j ' a i ici un travail que vous êtes seul à pouvoir faire ! » Le patient se réveilla d'un mauvais rêve. Il était comme engourdi. mais déprécié. le patient n'avait personne à qui se confier. dont il ne réchappa que de justesse. Dans son entourage on disait qu'il était devenu fou. que le patient avait fini par en faire un. sans même tomber. très bien coté. D'après le scanner cérébral (périinsulaire droite) et l'électrocardiogramme. Placé devant le fait accompli au moment de la rentrée. et un certain nombre d'instituteurs sont mutés dans des zones rurales. et qui s'attendait à une promotion.

à droite. partagés entre le travail à mi-temps et les séances de chimio. qui sont en corrélation avec la 3 lombaire. Il eut alors la chance d'entendre parler de la Loi d'airain du cancer et eut vite fait de comprendre le système. il se sent extrêmement las. A côté. il va pouvoir rentrer dans sa ville et à l'école primaire où il enseignait auparavant avec tant de succès. réputée « la plus grave de toutes ». ce qui ne lui était pas arrivé depuis bien longtemps. Des mois s'écoulèrent ainsi. malgré la chimio à outrance. « Malgré » cette satisfaction extrême. auxquelles succédaient de perpétuels « nouveaux cycles ». qui se mit à combattre cette maladie. tout à fait inoffensive. à de grands enfants. La conflictolyse intervient au mois de juin 85 lorsqu'il apprend que dans le cadre de nouvelles mutations. A partir du mois d'août. il est constamment recru de fatigue et peut à peine se tenir sur ses jambes. refusait de retomber à la normale. Comme le taux de leucocytes. il a 3. mais dans l'intervalle il est obligé de s'occuper des classes enfantines dans le Kindergarten. A la rentrée de 85 il réintègre son école urbaine et il y fait la classe normalement. on voulut irradier sa moelle osseuse. par des cytostatiques destinés à exorciser le sang.D'octobre à décembre 82 on fait appel à lui pour des remplacements individuels d'instituteurs dans des écoles primaires. l'ostéolyse e 429 . sauf pour la médecine dogmatique. réticent. Lorsqu'en mai 86 il apprend par son médecin qu'il fait une érythroleucémie myéloïde chronique.8 millions d'érythrocytes. Sur le scanner gauche ci-dessus nous voyons les deux impacts du DSH. mais à part cela il ne va pas mal du tout et surtout il dort comme un loir. 250 000 leucocytes et 340 000 thrombocytes par millimètre cube. soit une panpolythémie.

430 .

On dirait que le patient a fait un processus coronaire abortif et un carcinome intrabronchique. Toutefois. donc à droite. Nous n'avons malheureusement pas de radios des dorsales de la colonne vertébrale. mais contraste nettement avec l'environnement. e e 431 . Il s'agit là de l'un des points centraux. Mais sur le scanner cérébral à gauche de la radio nous discernons aussi une cicatrice. nous apercevons encore les vestiges de la vieille ostéolyse. dans la région péri-insulaire. correspondant à la tête de l'humérus gauche. correspondant à un conflit de territoire. c'est que le patient a été atteint en plein centre ! e Le scanner cérébral de la rangée inférieure montre un autre impact dans la moelle. la situation.encore floue est déjà en voie de calcification. Cette fracture spontanée était due manifestement au fait que la tête de l'humérus était ostéolysée : en l'occurrence cette ostéolyse exprimait un conflit de dévalorisation de soi dans une relation « quasi pèreenfant » ! Or c'était bien là. précisément. dans la moelle. en position frontale. du point de vue architectonique c'est même le pilier central du système squelettique. Nous savons que le patient avait fait une fracture spontanée de l'épaule gauche pendant les vacances de neige à la fin de l'hiver 82. des deux côtés. le patient a dû résoudre son conflit de territoire relativement tôt. C'est encore plus visible sur la radio originale de la 3 vertèbre (flèche). Lorsqu'un DHS a son impact ici. Il n'est resté que la profonde dévalorisation de soi. en outre une ostéolyse de l'apophyse de l'omoplate (acromion). De toute évidence. qui n'a plus guère d'œdème. ou tout au moins ce qu'il ressentait : en tant qu'éducateur (« quasi père/enfant ») il se sentait dévalorisé (« Ne suis-je vraiment plus bon qu'à être un baby-sitter ? ». nous n'avons connaissance de douleurs cardiaques que pour les 5 premiers mois. qui correspondraient à une ostéolyse de la 2 ou 3 vertèbre dorsale droite. Sur la radio à côté. Sur la rangée supérieure du scanner cérébral nous remarquons encore d'autres petits impacts à gauche. avec le fragment de la tête d'humérus qui a sauté au moment de la fracture. comme on voit. à droite (flèches de droite).

et ostéolyses des vertèbres lombaires. mais que personne n'avait interprété comme une leucémie : bien évidemment c'en était une. qui est e e e 432 . Jusqu'ici on ne pouvait pas s'expliquer pourquoi les vertèbres se brisaient si souvent d'un côté et entraînaient une scoliose de la colonne vertébrale. Voilà la raison ! (voir aussi en bas de petits scanners de vertèbres d'un autre patient. c'est-à-dire par le cancer des os. La raison pour laquelle je montre ces radios. On voit nettement la différence et la séparation des aires atteintes dans la ligne médiane. Il a fallu que le patient atteigne. autour de 12 000. au moins temporairement. On le voit sur le scanner de droite.De ce patient d'une clinique universitaire du Sud de l'Allemagne je sais seulement qu'il avait un cancer bronchique à épithélium pavimenteux. d'une façon générale les vertèbres sont atteintes hémilatéralement. Les flèches indiquent la tuméfaction périostique. et notamment sous la rubrique leucémie. C'est cette tuméfaction qui est la principale responsable des douleurs et de la compression des racines nerveuses. et qu'après avoir entendu le diagnostic et le pronostic médical il fit un terrible conflit de dévalorisation de soi. qui dépasse les anciennes limites de l'os. A l'époque de ces radios. c'està-dire que pour les deux différentes moitiés de la colonne il y a différents relais hémisphériques. comme de coutume. Les 3 et 4 lombaires sont déjà affaissées par suite de décalcifications ostéolytiques. et qui provoque souvent aussi une paraplégie. mais alors il faut aussi que les deux hémisphères cérébraux soient atteints simultanément. un certain degré de revalorisation.) 2. il avait un taux de leucocytes élevé. Cette tension de la capsule périostique. Cela ne signifie pas que les deux moitiés ne peuvent pas être atteintes simultanément. avec tuméfaction des ganglions lympathiques médiastinaux et para-aortiques. c'est que l'on voit très bien sur le scanner de la 4 vertèbre lombaire que 1.

Elle y souffrait de la tension du périoste.très douloureuse. en raison de l'innervation sensible du périoste. En haut à droite : Ostéolyse de la l vertèbre lombaire : elle en souffrait également (conflit de dévalorisation de la personnalité). Cette région du squelette est généralement atteinte (gauchers) lors de dévalorisations dans les relations entre partenaires. C'est ce qui explique la leucocytose ! Leucémie lymphoblastique aiguë parce que son ami l'a abandonné En haut à gauche : Ostéolyse de l'articulation de l'épaule gauche (la patiente était gauchère). La flèche en position frontale à droite indique un foyer de peur panique causée par le diagnostic et le pronostic du médecin ! r e 433 . n'intervient qu'au stade postconflictolytique. En bas : La moelle est nettement foncée.

le gamin demeura complètement taciturne. dont 75 000 lymphoblastes et 5 000 leucocytes normaux. ce mot unique avait déclenché chez lui 2 ou même 3 conflits centraux dans la région fron434 . dans le cadre de travaux pratiques en physiologie. qu'elle ne pouvait plus étudier. le taux de leucocytes grimpait de nouveau en flèche ! Les médecins criaient alors à la récidive ! La patiente finit par mourir d'une mort iatrogene. C'était en novembre 84. Une jeune étudiante en médecine âgée de 21 ans est lâchée par son ami juste avant de passer son PCB. elle s'était fait sa propre formule hématologique. qui est apparu à la suite d'une opération orbitale. Mais ces images doivent montrer encore autre chose : lorsque se manifesta cette saillie du globe oculaire hors de l'orbite. Dévalorisation de soi par rapport à la sœur lorsqu'elle dit : « Tu es un monstre ! » Ce cas tragique vient de la clinique universitaire de Tubingen. Aux CHU d'Erlangen et d'Essen on tenta de réduire les leucocytes par des cytostatiques. se mit à perdre du poids. mais elle était très intelligente et ouverte. reposait sur son ami. elle alla voir son médecin un mois plus tard et celui-ci découvrit une leucocytose de 80 000. Toute son assurance. la jeune fille se sentit si fatiguée et fourbue. Mais à présent elle se sentait un tel appétit qu'elle reprit rapidement du poids et pesait davantage qu'auparavant. accompagné d'une grosse « contrariété territoriale ». Elle avait perdu 3 kg entre novembre 84 et janvier 85. Sur les scanners ci-contre nous voyons un gros sarcome orbital. Mais le conflit demeura résolu. Quelque temps auparavant. « thérapisée » à mort. C'était son plus grand désir. Lorsque son ami la quitta — c'était son premier ami — elle se sentit profondément humiliée et dévalorisée.Ce cas est en fait un cas passe-partout. qui n'était qu'une hyperréaction de guérison. A partir de ce moment. C'est alors que commença une véritable tragédie. on aurait pu opérer ce gamin. car il n'était vraiment pas nécessaire de mourir de ce sarcome. sa petite sœur âgée de 5 ans lui dit : « Tu as tout l'air d'un monstre ! » A partir de là. cette grosse protrusion bulbaire provoquée par le sarcome rétrobulbaire. Ce pauvre garçon fut alors traité aux cytostatiques chimiques et endormi à la morphine. En même temps. Ce conflit était très intense. Mais les ophtalmologues de Tubingen refusèrent une opération. Il s'agit d'un garçon de 9 ans. au cours des deux mois suivants il ne dit pratiquement plus un mot. Il en sera question plus en détail au chapitre sur les sarcomes. Il avait fait un très grave conflit de dévalorisation avec DHS. et chaque fois que l'on arrêtait le pseudotraitement. Malheureusement. A l'époque de ces images. Au bout de deux mois ils se réconcilièrent. Toutes les valeurs étaient normales. le sentiment de sa propre valeur. Cette jeune fille se sentait trop grosse. ne dormait plus. en septembre 86. avec qui elle voulait fonder un foyer.

435 .

436 .

dans la moelle.taie. Nous le voyons aux œdèmes dans la région frontale droite. dont les anneaux sur les images ci-contre n'indiquent pratiquement aucun œdème (toutes les images sont de la même date). « monstre ». et à l'œdème dans la région dorso-pariétale droite avec œdème au tronc cérébral à droite. En effet. qu'elles soient blanches ou noires. ce genre de cas brutal restera à l'ordre du jour. 437 . toutes les modifications au cerveau. et moi-même. que voulez-vous que ce soit d'autre ? » Ce professeur s'occupe depuis 6 ans « d'office » de la Loi d'airain du cancer et n'en a pas compris un seul mot. que des professeurs de Zurich. Lorsque je fis remarquer au professeur qu'il n'était pas possible qu'un sarcome dérivé du mésoderme fasse des métastases cérébrales en ectoderme. Genève et Lyon avaient refusé d'opérer. A l'époque de ce scanner. sans succès. ou plus exactement n'a pas voulu comprendre ! Mes amis. voire les 3 conflits centraux dans la région frontale. Lorsque ce courageux petit garçon. pour les professeurs. nous n'avons fait que pleurer amèrement. et ne faisait plus que balbutier ce seul mot : « monstre ». apprit qu'à Tubingen il y avait des professeurs qui étaient capables d'opérer comme il faut son visage. qui m'accompagnaient. sachant que le professeur ne voulait pas l'aider. et qu'alors il y verrait presque aussi bien qu'avant. sont toutes des « métastases cérébrales ». en vain ! Lorsque le petit garçon repartit de Tubingen. puisque de toute manière il n'y avait plus rien à faire. Les ganglions lymphatiques du cou avaient grossi des deux côtés. Tant que les médecins ne tiendront pas compte du psychisme et s'en tiendront à un traitement symptomatique. flèches en haut à droite en ce qui concerne son conflit de dévalorisation de soi par rapport à sa sœur et à ses parents. Une fois de plus il tenta de se revaloriser. Du fait qu'il n ' a pas été fait de radios je ne puis montrer les ostéolyses de la tête humérale gauche et du bassin gauche. Il sombra dans une profonde léthargie et fut finalement endormi à la chimio et la morphine. A l'époque je suppliai les professeurs de tenter l'opération ne serait-ce que pour ces raisons psychiques. qui correspond à la solution de la grosse contrariété territoriale. n'a pas fait l'objet d'examens. il ne fit que me regarder l'air ahuri : « Eh bien. Mais il restait les 2. le cancer du foie. qui existait certainement. il lâcha en sanglotant le mot « monstre ». il savait qu'il n'y avait plus d'espoir et qu'il resterait définitivement le « monstre ». Il était en « constellation schizophrénique ». Tout cela se voit sur les scanners cérébraux. un point c'est tout. la leucocytose était aux alentours de 12 000. De même. ce qui correspond au début d'une leucémie dans le cas d'une évolution positive.

Un beau jour. La solution survint pour 438 . Il était membre du conseil municipal et président du comité d'embellissement local. » Ce fut pour le patient une totale dévalorisation de soi. qui se réjouissait justement de sa retraite lorsqu'il fut terrassé par un terrible DHS de dévalorisation. le maire annonça au conseil municipal : « A partir d'aujourd'hui je m'en charge moi-même.Dévalorisation de soi par « coup bas » Nous voyons en haut une radio de bassin d'un homme de 65 ans.

le patient avait toujours insisté sur le fait que cette dévalorisation avait été ressentie par lui comme un « coup bas sous la ceinture ». Ces dévalorisations successives se poursuivirent pendant près d'un an. La seule chose qui compte c'est ce que le patient a ressenti au moment même du DHS. chaque fois. le dépréciaient un peu plus à ses propres yeux. Au scanner cérébral les flèches indiquent les œdèmes correspondants de la moelle.le patient lorsqu'au bout de 4 mois environ. Ces deux nouvelles désastreuses eurent sur lui un effet foudroyant. Conflictolyse (CL) : Le 7 novembre il se présenta pour la énième fois à une autre firme. Avant d'être embauché il lui fallait passer un examen médical. Il le fit faire 10 jours plus tard et — on trouva déjà une leucémie ! er 439 . ce qui importe ce n'est pas ce que les autres pensent de l'événement à l'origine de la maladie d'un patient. comme par le passé. car il l'avait déjà fait si souvent cette année-là. néanmoins pas dépressif. et notamment lorsqu'il s'agit d'un conflit de dévalorisation de soi. c'était finalement mieux comme ça. et n'eut plus qu'une idée en tête : quitter la firme. ni non plus la manière dont celui-ci l'apprécie avec du recul. Ce cadre de 35 ans dirigeait l'atelier de réparation des ordinateurs dans une firme largement informatisée (assurances). Sans grand espoir. mais il ne se croyait pas capable de manier les nouveaux ordinateurs. En même temps. le patient apprenait la décision d'acquérir une toute nouvelle génération d'ordinateurs d'une marque totalement différente. fut licenciée. les taches foncées représentent les ostéolyses de l'ischion et du pubis. qui travaillait dans la même firme. à quelques semaines de la date fixée pour le concours. où elle l'épaulait moralement. Dans l'intervalle il avait enregistré une perte de poids considérable. fit un conflit de totale dévalorisation de soi. Dévalorisation pour licenciement de sa femme et réadaptation à un nouvel ordinateur Dans tout conflit. lorsqu'il était sous l'empire du choc conflictuel à l'origine du foyer de Hamer au cerveau. Non seulement il se voyait dérober son principal soutien. Il fut saisi de panique. Le DHS lui tomba dessus le 1 janvier 1985. Au bassin. Son épouse. qui affectait sa personnalité tout entière. était continuellement tendu au maximum. D'ailleurs. Il est maintenant complètement remis. le maire tout petit et penaud vint le trouver en personne pour lui demander de bien vouloir tout reprendre en main. Mais à toutes ses demandes d'emploi il obtenait toujours des réponses négatives qui. Le patient fit une leucémie. du haut de sa « tour de guet ». Mais le 19 décembre 85 il obtint le nouvel emploi.

Mais le scanner cérébral de juin 86 est tout à fait typique d'un œdème généralisé de la moelle qui correspond d'ailleurs au type enfantin de la leucémie. on finit par établir. le nombre des leucocytes tournait déjà autour de 30 000 et continua de grimper au cours des mois suivants jusqu'à 170 000. il ressentit des douleurs osseuses dans tout le corps. quoique fatigué. après ponction de la moelle osseuse.Par la suite. Malheureusement. Il eut la chance de découvrir à temps et de bien comprendre la Loi d'airain du cancer. le 2 janvier 86. la nouvelle firme lui promit de le réembaucher immédiatement. Il fut de nouveau licencié le 16 janvier. Je suis sûr qu'on y aurait vu des ostéolyses. dès qu'il serait rétabli. car il était censé être malade. Mais comme les leucocytes continuaient de grimper sans relâche. A présent il va bien. Lors de l'examen médical d'embauché. on commença par le traiter aux antibiotiques. bien qu'il se sentît en bonne santé. je ne dispose pas de radios des os du thorax. Toutefois. le diagnostic d'une « leucémie myéloïde chronique ». Les foyers de Hamer. ne se détachent pas suffisamment du vaste œdème de la moelle cérébrale. 440 . vers lesquels pointent les flèches. c'est dans les côtes qu'il avait le plus mal. Comme le nombre des leucocytes. mais elles étaient supportables. s'est remis au travail et se félicite d'avoir échappé aux cytostatiques. D'ailleurs. au début. ne progressait que lentement. mais il l'admit.

a l'aspect typique des scanners de leucémiques.Patient dévalorisé parce que redoutant d'être mis au rancart Ce scanner d'un patient italien mentionné à propos des anévrismes et sténoses des artères branchiales. Directeur de séminaire dans les années 60. sur le plan organique. il n'avait pu éviter le départ d'un grand nombre de séminaristes et fit un conflit analogue à un conflit de territoire. 441 . se traduisit par une cheloide cicatricielle au niveau de la bifurcation carotidienne. ce qui.

Les ostéolyses ont disparu. Sur le scanner cérébral d'avril 87 on ne distingue plus qu'une faible densité de noircissement de la moelle. même lorsqu'il survolait la mer ou l'océan en avion. ce qui a bien amusé le patient. dont le taux. Comme il avait une forte tension artérielle. Dans ce cas on peut parler d'un « conflit de dévalorisation de soi généralisé ». un terrible « conflit d'eau » avec hypernéphrome (cancer du rein). Depuis. le patient fut paniqué. les radiologues ont parlé de ramollissement cérébral. Il perdit rapidement du poids. Surpris par une violente tempête sur un petit bateau en Méditerrannée. En réalité. après l'anémie préalable. entre la vie et la mort. était aux alentours de 20 000. il avait eu de très fortes poussées de tension chaque fois qu'il se retrouvait dans une situation analogue. parce que redoutant d'être bientôt mis au rancart. et fit des ostéolyses à la colonne vertébrale et au bassin. de même que l'anémie. a toujours oscillé entre des valeurs minima de 7 et 8 g% de Hb. d'autant plus paniquante qu'il ne savait pas bien nager. qui était si forte. correspondant à des parties bien déterminées du squelette. Ce prêtre a eu l'avantage de bien comprendre le système de la Loi d'airain du cancer et d'être bien entouré. Les leucocytes. La coloration très foncée de la moelle est typique du stade leucémique. Le premier scanner cérébral date du mois d'avril 1986 et présente une œdématisation noir foncé. la dévalorisation de soi ne porte que sur une aire spécifique de la moelle cérébrale. C'est le cas le plus rare.Lorsque le diagnostic fut établi à la suite de troubles de la parole. il avait vécu une nuit d'angoisse. Si ce prêtre italien a pu à 70 ans surmonter une si forte dévalorisation de soi de type généralisé. comme il disait. l'œdème de la moelle a bien diminué. Au bout d'un an (avril 87). D'habitude. 20 ans plus tôt. A l'époque. il avait fait. On voit aussi sur les deux scanners à gauche et à droite (grosses flèches en bas à droite) la vieille cicatrice du centre-relais cérébral du rein droit. obsédé par la perspective de n'être plus bon à rien. des patients plus jeunes devraient y parvenir encore plus facilement. celle-ci fut attribuée à la plaque athéromateuse de la bifurcation carotidienne. sont rentrés dans la norme. 442 .

qui avait la réputation d'être particulièrement sévère. Sur le scanner cérébral de septembre 85 nous voyons : sur l'image de gauche en haut la flèche à droite désigne un gros foyer de Hamer.Le procureur de la République : dévalorisation de soi dans la relation père/fille Les images ci-dessus — scanner cérébral et thorax — sont d'un procureur de la République. qui n'a plus 443 .

le procureur général. parce que cela facilite la compréhension de ce cas. Son ami. » Le patient : « Cela m'a profondément blessé. » Il hocha la tête et dit : « Ça me fait plaisir. il tint bon. le patient n'en avait jamais été incommodé. Elle fut pour lui la solution de son conflit. correspondant au squelette scapulaire. 5 mois durant. Réconciliation (CL) en avril 84. Les leucocytes oscillaient entre 12 000 et 15 000. jusqu'à la retraite. il ne vous arrivera rien. se campa alors devant lui et rétorqua : « Tu ne m'as jamais parlé en temps utile. traité à mort par la chimio et les rayons. Si vous ne faites rien. diagnostic histologique en janvier : cancer.d'œdème. du fait que le conflit de territoire avait été résolu au bout de 4 à 5 mois par la mise à la retraite. qui en réalité était déjà encapsulé depuis longtemps et totalement inoffensif : d'ailleurs. maintenant je n'ai plus besoin de tes conseils. Chez une mère. le patient a succombé à une anémie provoquée par les cytostatiques. Le patient surexcité se leva d'un bond et sortit précipitamment de la pièce en criant : « Qu'est-ce qui vous prend ? Désormais. douleurs scapulaires aux omoplates gauche et droite. On n ' a pas remarqué la leucémie. En effet. un procureur intelligent. je n'aurai plus que des rapports épistolaires avec vous » . et auquel correspond un gros cancer bronchique droit (image du thorax en bas à gauche). C'est par hasard que l'on découvrit le vieux cancer bronchique. son ami désespéré se décida à travailler à l'avenir à la diffusion de la LOI D'AIRAIN DU CANCER. Les parents m'ont autorisé à publier une photo de leur fils. lui aussi à la retraite. » Le conseil de famille en décida autrement : un procureur de la République qui se respecte doit aussi suivre une thérapie du cancer sanctionnée par l'Etat. Leucémie lymphoblastique aiguë par dévalorisation à cause d'une note moyenne en musique Ce cas est si tragique que les larmes vous montent aux yeux en le lisant. Sa fille. en janvier 84 sa fille préférée devait aller voter (« surtout pas les écologistes »). 444 . Au scanner cérébral nous voyons la forte cedématisation de la moelle en position fronto-latérale des deux cornes antérieures. personne ne s'était jamais permis de me parler ainsi au tribunal. était désespéré. » Il fit une dévalorisation de soi dans la relation père-fille. Je lui dis : « Rien du tout. DHS : vive altercation pour des raisons de service avec son chef. réjouissezvous de ce que les deux conflits soient résolus. Il vint me trouver et me demanda ce qu'il devait faire. Thérapisé à mort. jusque-là si docile. chez les pères ce peut être les deux. ce serait toujours la région scapulaire gauche du squelette qui serait touchée dans un cas pareil. ce serait merveilleux. comme je m'y attendais. obnubilé que l'on était par la gravité présumée du cancer bronchique. Il lui fallut assister impuissant à la « thérapie » infligée à son ami. dans la région péri-insulaire droite. Le cancer bronchique inactivé n'a d'ailleurs pas bougé. » Après sa mort. Juste avant sa mort il a confié à son ami : « Je crois que Hamer avait quand même raison.

parce qu'il est le seul à s'y connaître vraiment en notation. Dévalorisation de soi intellectuelle (« injustice » avec ostéolyses des cervicales). lui a donné par pure méchanceté. mélomane passionné et organiste. il en est convaincu. 2. il en est affreusement dépité et fait une forte dévalori445 . se voit coller un 3 en musique — une note moyenne —. qui est de loin le meilleur élève de musique de sa classe. Lui. qui est chargé pendant la classe de musique de tout écrire au tableau. Bien entendu. que la prof.ulcère de l'estomac).

De sorte qu'il resta complètement isolé avec son conflit. les reproches qu'il se faisait et la peur qu'il éprouvait pour sa mère. car il tenait beaucoup à sa mère et il se reprochait amèrement de ne pas l'avoir amenée plus tôt. La tumeur cessa de proliférer et dans une aire fronto-pariétale du cerveau le foyer de Hamer se mit à guérir (œdème). dont les ganglions lymphatiques du cou étaient gonflés (conflit de peur du cancer). après être resté dix jours dans le coma. ce n'était pas un cancer et elle n'avait pas besoin de se faire de souci. les médecins prirent le fils à part et lui dirent qu'il n'y avait plus rien à faire. La mère mourut en 1975. resta trois mois grabataire après une opération au cerveau et finit par mourir. mais ne fut jamais découverte. Un jeune homme de 35 ans emmena à l'hôpital sa mère. Au lieu de quoi il fut torturé sept années durant par les reproches qui le tourmentaient et croyait dur comme fer à la prétendue « vérité ». Tandis que la mère se portait comme un charme. 4. après avoir contracté une toute autre maladie. A l'hôpital. sa mère n'allait pas tarder à mourir. à savoir que sa mère allait mourir très bientôt. 3. C'est ce qui sauva la vie à cette « pauvre mère ». le fils endurait des peines infernales. on lui dit que ce n'était pas bien grave. 2. Ce choc fut un véritable DHS pour le jeune homme : il fut pris de panique. un CHU dans le Midi de la France. qui n'était que balivernes. auquel il était très attaché. En 1979.met sens dessus dessous toutes les choses naturelles. tout au moins pour les 7 années à venir. le DHS fut provoqué par le 448 . Au cours de ces 7 années une tumeur grosse comme le poing (cancer bronchique avec atélectasie) se développa dans le lobe inférieur de son poumon droit. Chaque fois que sa mère s'enrhumait ou attrapait la grippe. le beau-père du patient. il était trop tard. il mourait de peur pour sa mère. se disant qu'elle ne serait sans doute pas capable de le supporter. mais finirait ses jours à un âge avancé. Les ganglions lymphatiques du cou ne gonflèrent pas davantage. Conflit de peur pour la mère Conflit de peur pour le beau-père Conflit de peur de la mort pour soi-même (conflit central) Ostéolyse de l'épaule gauche : conflit de dévalorisation de soi provoqué par le diagnostic « tumeur pulmonaire inopérable ». il n'aurait bien sûr pas eu de conflit. S'il avait su que celle-ci ne mourrait pas pendant les sept années suivantes. On déclare malade celui qui est en bonne santé et le malade est proclamé bien portant ! Trois pronostics de mort et leurs conséquences 1. car elle retrouva sur-lechamp la santé et mourut 7 ans plus tard d'une autre maladie. et il ne fut délivré de ces affres que le jour où sa mère mourut vraiment 7 ans plus tard. Il ne pouvait pas en parler à sa mère. Pensant que la mère ne pourrait pas supporter la « vérité » présumée. Le conflit était du coup résolu. Cette fois. car il connaissait la « vérité » présumée.

soit avant l'opération. Le patient a eu ses taches rondes au poumon au moment du DHS. où les bacilles de Koch étaient omniprésents. expectorées. le patient — qui s'en souvenait alors rétrospectivement — avait fait à chaque fois une phase postconflictolytique de guérison. C'est ce qui le sauva. C'est alors qu'il eut la chance d'entendre parler de la Loi d'airain du cancer. L'évolution chez ce patient est pathologiquement typique de l'évolution habituelle dans le cas de ces vieux carcinomes inactivés depuis longtemps. Il n'avait aucun malaise. 2. Des taches rondes ubiquitaires apparurent sur ses poumons. les médecins découvrirent les deux « tumeurs pulmonaires ». sans issue. qui fut effectuée quelques jours plus tard. Si le patient avait vécu en d'autres temps. il est naturellement demeuré actif ! 5. En 1975 et 1979. la situation paraissait désespérée. si l'on fait abstraction de cette arrogance impardonnable : jeter à la tête du patient un « pronostic de survie quasiment nul » ! 3. Ils évoluent presque toujours de cette façon ! C'est « dingue » quand on songe que le patient était censé avoir des « métastases ». Si je présente ce cas sous la rubrique « leucémie ». sous forme abrégée à la rubrique « cancer des bronches ». En écoutant le « pronostic médical ». alors qu'il se sentait en pleine forme. la guérison des deux tumeurs pulmonaires inactivées aurait été quelque peu différente : elles auraient été cuvelées. chaque fois il avait beaucoup toussé. bien qu'il ne fût absolument pas malade. on lui trouva des métastases « osseuses ». Mais nous le retrouverons aussi. Par conséquent nous avons ici pour le poumon droit une maladie cancéreuse sans cancer correspondant dans l'organe. et il serait resté deux grandes cavernes ! 449 . ces « cancers en sommeil ».diagnostic « tumeur cérébrale » et le pronostic pessimiste sur les chances de survie du beau-père. A la lumière de la Loi d'airain du cancer. à savoir un conflit central de peur de la mort et un conflit de dévalorisation de soi totale. Si l'on n'avait pas découvert ces vieilles choses par malchance. A partir de là ce fut fini. d'anciennes tumeurs depuis longtemps inactivées et encapsulées. et puis à chaque fois il était reparti de plus belle. qui n'incommodaient absolument pas le patient et ne diminuaient pas son efficience. Les deux tumeurs pulmonaires atélectasiques à droite étaient de « vieux coucous ». il eut besoin d'une radio des poumons pour une assurance. le patient ne serait jamais tombé malade. il a eu aussi des taches rondes dans la région du poumon droit. qui ne repose sur aucun système ! 4. C'est-à-dire que la maladie au cerveau n'a évidemment pas été stoppée par l'excision du poumon droit. cette fois au lobe supérieur droit. s'était senti longtemps las et rompu. il fit un double DHS. Le conflit central a pénétré jusqu'au tronc cérébral. avait eu des maux de tête. Evidemment. Cela montre toute l'absurdité de la médecine traditionnelle brutale. c'est parce que ce patient a vraiment eu une leucémie. Ce cas est exceptionnel à plusieurs égards : 1. Mais bien sûr on ne peut pas les voir une fois que le poumon droit a été enlevé. Lorsqu'en mai 1985. l'opération était la plus grosse bêtise que l'on pût faire. Il fit de nouveau un cancer bronchique.

Lorsque cette radio fut faite. Œ d è m e de la moelle. dans la région frontale et fronto-temporale. flèche gauche . Sur l'image de gauche. image de droite les deux flèches) est en solution. aussi bien que le conflit central. D'autre part. correspondant aux deux gros carcinomes bronchiques encapsulés au poumon droit (voir thorax p. 450 .Scanner cérébral de juin 86. Le premier résulte évidemment du fait que le patient était complètement déprécié par le diagnostic et le pronostic. 447). La flèche de gauche vise un conflit central que le patient a fait lorsqu'il a entendu le pronostic si défavorable. On distingue nettement les deux foyers de Hamer à droite. Le conflit de dévalorisation de soi. sont en voie de solution. Mais les médecins attribuèrent le taux élevé des leucocytes — passés de 15 000 à 20 000 — au fait que l'épanchement résiduel dans la moitié droite du thorax restée vide après amputation du poumon droit était devenu un foyer d'inflammation. 451. le patient se trouvait déjà au stade de la leucémie. Le conflit central (image de gauche. Le conflit central avec peur panique de la mort provoque un lâcher de ballon (taches rondes généralisées au poumon) : voir le poumon après excision du poumon droit p. nous constatons que la totalité de la moelle est fortement œdématisée : cela se voit à la coloration foncée. les deux foyers de Hamer (flèches à droite) n'ont plus d'œdème.

qui sont tous deux en solution sur le scanner effectué un an plus tard en juin 86 (page 450). et d'ailleurs erroné. C'était la première radio des poumons faite depuis 15 ans. sans que le patient ait jamais ressenti une douleur ou ait éprouvé un malaise quelconque. lorsque les médecins informèrent le patient qu'il avait une énorme tumeur au poumon et qu'il n'avait guère de chance de s'en tirer. 451 . Le double DHS est intervenu quelques minutes seulement après que cette radio des poumons ait été faite. est à l'origine du conflit central avec peur panique de la mort. et du conflit de dévalorisation de soi totale.Le thorax ci-dessus date de mai 85. Les radios avaient été faites pour une assurance. Ce pronostic brutal. Voilà pourquoi les deux atélectasies résiduelles des cancers bronchiques sont passées inaperçues.

les taches rondes au poumon ont régressé. il comprit l'ineptie des diagnostics relatifs aux « multiples métastases osseuses » qui lui furent communiqués ensuite par la médecine traditionnelle. Le scanner cérébral ne fit que confirmer qu'il se trouvait en phase de guérison. ce qui prouvait bien qu'il était réfractaire aux cytostatiques. Bilan : à part le poumon droit. les taches rondes au poumon gauche se multiplièrent rapidement. d'autant que ces méchantes cellules malignes avaient émigré pendant le traitement chimio. de moites et froides.85. se remit à dormir normalement et sortit de la panique.10. les paumes de ses mains se réchauffèrent. les foyers osseux se sont recalcifiés et la leucémie a disparu. c'était ce pronostic insensé et brutal que les médecins lui avaient jeté à la tête. A partir de là. ils se disaient que cette contamination avait dû se produire avant même qu'ils aient fait l'ablation du poumon droit. tout a fini par rentrer dans l'ordre. Des amis l'aidèrent à trouver les conflits et à saisir les relations de cause à effet dans son cas particulier. A partir de cette prise de conscience il se rendit compte qu'il n'y avait pas lieu de paniquer puisqu'il s'agissait de « vieux coucous » de processus terminés depuis longtemps. il retrouva son appétit d'antan et les kilos perdus en route. se normaliser. Le patient n'avait plus aucune chance de s'en tirer.En prenant connaissance de cette radio des poumons. Allant de découverte en découverte. Je n'ai malheureusement pu obtenir les radios suivantes. sacrifié inutilement sur l'autel de l'ignorance médicale. 452 . les médecins furent horrifiés de constater que les cellules cancéreuses avaient envahi l'autre poumon. le 25. alors qu'il se portait comme un charme. Il s'aperçut que ce qui l'avait replongé dans la maladie. Le patient eut la chance de pouvoir se faire initier à ce moment-là à la Loi d'airain du cancer.

La calotte crânienne. hépatite A et B 3. Leucémie après dévalorisation par identification avec la fille qui a fait faillite 2. Carcinome ovarien gauche. Diabète sucré après « conflit de répugnance » 4. cette femme de 66 ans renvoyée d'une clinique parce que réfractaire à tout traitement de la médecine classique. Le jour où je la vis pour la première fois. était aussi jaune qu'un canari. dont les radios révélaient des ostéolyses consécutives à des conflits de dévalorisation morale 453 . Cancer du foie. dans la phase de solution : 1.Dévalorisation de soi par identification avec sa fille qui a fait faillite Plasmocytome et.

et l'intimité qui caractérise les liens entre deux sœurs doublait la relation mère-fille. en fit de plus en plus sa confidente. elle se rebiffait. suivit son mari au loin. ai bon appétit et dors comme il faut. Au fil des ans. je me sens en forme.ou intellectuelle. Toujours est-il qu'à l'époque on ne chercha pas dans cette direction. j'étais frappé par la vivacité avec laquelle cette femme avait réagi tout au long de sa vie aux injustices. Ce qui frappait chez cette patiente. La première grande injustice qui bouleversa sa vie se produisit en 1944. son alter ego. et lorsque celle-ci. comme la plupart des gens. mariée à son tour et mère de famille. La douleur ressentie pour cette injustice fut en quelque sorte atténuée lorsque la fille qu'elle mit au monde quelque temps après. était si molle au toucher qu'on aurait pu facilement y faire une empreinte. elle éleva sa fille dans le sillage et sur le modèle de sa sœur. par en prendre son parti. » En écoutant le récit haut en couleurs de cette vie marquée par la souffrance. pendant la guerre. mais en faisait plutôt une jaunisse. dont les papiers remis à la sortie de la clinique laissaient prévoir une fin prochaine. Cette injustice criante lui était d'autant plus insupportable qu'elle était absurde et irréparable. Fit-elle déjà à cette époque un plasmocytome ? Nous n'en savons rien. les médecins me laissent peu d'espoir. mais je ne me sens pas du tout condamnée. Docteur. s'emportait et ne finissait pas. dont elle savait parfaitement l'innocence. lui parut ressembler en tous points à sa sœur chérie. fut tuée « par erreur ». elle s'identifia de plus en plus à cette « sœur ». La ressemblance était telle que sans même s'en rendre compte. c'était son bon moral : « Dites-moi. lorsque sa sœur chérie. elle ressentit cette séparation comme : 454 . Touchée au défaut de cette cuirasse.

un conflit de perte. la patiente put soudain recommencer à manger et. c'était la répugnance récalcitrante au dernier traitement chimio. 455 . De toute évidence la patiente a dû faire un épanchement pleural bilatéral. A ce relais au tronc cérébral correspond le relais cérébral du foie (vive contrariété en relation avec le territoire) indiqué par la flèche à droite sur le scanner de droite. la renvoyèrent chez elle. qui était complètement ruinée par la faillite. la guérison étant accompagnée de tuméfaction comprimant les voies biliaires. mais aussi — logiquement — une pan-polycythémie. à droite : juin 86. moi aussi. en dépit de la chimiothérapie. les autres en ont bien ? Maintenant. S'étant complètement identifiée à sa fille-sœur. sa fille. Depuis. La patiente en rébellion fit une véritable insurrection à la clinique. la jugeant incurable. rancœur provoquée par un « ennui territorial »). trouva un emploi lucratif comme directrice d'une boutique. qui était en balance depuis des années et se trouve maintenant en voie de solution. comme un conflit de dévalorisation de soi : pourquoi n'ai-je pas le droit. dut faire face à de grosses difficultés financières. responsables du diabète. Il n'est plus tout récent. je n'ai plus rien. Les deux flèches en bas de l'image de gauche visent les foyers de Hamer qui doivent correspondre à un épanchement pleural bilatéral. perdit 8 kg et. et fut finalement acculée à la faillite. Elle fut vivement dépitée et contrariée par cette « injustice » dont était victime « son territoire » (cancer ulcératif du foie. La flèche en bas sur ce scanner de droite vise le cancer de l'ovaire gauche. mais ne présente qu'un petit reste d'œdème. qui est en solution. Radios et scanners : p. Les dernières images du scanner : à gauche la flèche supérieure pointe vers le relais du foie au tronc cérébral. œdème de la moelle avec foyers de Hamer en solution . et 2. le cancer du foie et le (vieux) carcinome de l'ovaire gauche.1. une ascite. qui avait investi pas mal d'argent dans un petit commerce dont elle était la patronne. C'est dans cet état psychique qu'elle se trouvait en cet été 85. qui à mon avis était une récidive du « conflit de perte » encore en suspens. et pas seulement une leucémie. Et comme par enchantement. au bout de dix ans. humiliée par cet échec et consciente de l'injustice subie par le personnel licencié. au centre en bas : conflit central traversant le cerveau jusqu'au diencéphale en profondeur entre les hémisphères cérébraux (thalamus. qui n'a pas été diagnostiqué. la patiente fit à cette occasion un DHS. la patiente vivait et souffrait en communion de pensée avec sa fille. 453 en haut : à gauche : foyers d'ostéolyse généralisée de la calotte. malgré la chimio. qui est également un bon signe de guérison. Or celle-ci. lorsque la clinique découvrit le plasmocytome. hypothalamus) qui innerve les îlots pancréatiques. tout en se sentant encore très lasse. comme l'indique l'œdème intrafocal. par solidarité avec sa fille. Lorsque par la suite elle fit un ictère. les médecins n'y comprenant plus rien baissèrent les bras devant ces symptômes insolites de guérison et. épithalamus. qui est un signe encourageant après un cancer des réseaux biliaires. reprit du poids. elle fut totalement dévalorisée et dépréciée à ses propres yeux. qu'elle imputa à son gendre. Ce foyer de Hamer est lui aussi en solution. CL : Peu après. vue latérale . d'avoir près de moi mes petits-enfants. Le conflit à l'origine de ce conflit central.

comme un bon détective. 3. Dans ce cas-ci.Je ne connais pas les conflits spécifiques de ces deux carcinomes. les médecins prennent alors les symptômes de guérison pour des symptômes de cancer. il se trouve qu'un conflit de perte (conflit en suspens) est allé de pair avec un cancer ovarien. plasmocytome. mise en évidence par un déphasage électrophorétique.. on a constaté une paraprotéinémie. du fait justement que leur durée avait été plus brève. diabète. mais ce n'est manifestement pas obligatoire. ne serait que non-sens et absurdité ». ces patients avaient toujours pour conflits la perte individuelle ou multiple de gens de leur entourage. n'était pas la perte subie — car la perte était généralement prévisible — mais la dévalorisation de soi par perte — le plus souvent prévisible — du « milieu valorisant ». que oui ! On en trouve déjà un critère dans le fait que presque tous les plasmocytomes présentent des ostéolyses de la calotte ou des vertèbres cervicales. car. que ses réactions s'inspiraient peut-être même d'un home-érotisme platonique. sauf que les plasmocytes de la moelle osseuse sont davantage affectés. Voilà pourquoi on peut faire fi des statistiques stupides qui sont établies par des ignorants cochant des questionnaires à l'aveuglette. Il convient de dresser l'oreille. Un plasmocytome est un cancer des os comme tous les autres (nous en voyons plusieurs cas au chapitre sur le cancer des os). parce que c'est alors qu'ils deviennent gênants ou douloureux. Ce cas est instructif à plusieurs égards : 1. C'est un indice qu'à l'origine de cette dévalorisation d'un type spécial il y a un « problème intellectuel ». Je présume qu'ils étaient directement liés à la faillite du commerce de la fille. sous toutes réserves. tout cet assemblage disparate ne rime à rien. au fond. Je crois pouvoir dire. Ce qui compte ce n'est pas ce que le patient est. Comment se fait-il que la patiente n'ait pas réagi comme une mère. « sinon tout ce que nous avons fait au cours des dernières décennies. d'écouter attentivement et de faire preuve de beaucoup de flair. cancer du foie. mais en ce sens que le problème. et ce n'est même pas tellement rare. Qui donc a eu cette idée farfelue que l'on puisse prospecter le psychisme humain par une méthode aussi absurde ? 456 . Ce cas montre bien à quel point la médecine classique est désemparée lorsque les symptômes se présentent « dans le désordre ». Je me suis naturellement posé la question de savoir si ces cancers spéciaux correspondent aussi à des types particuliers de dévalorisation. Naturellement. mais ce qu'il ressent au moment du DHS. Cela existe. Dans ce cas-ci. par le sein gauche ? Je crois que cette patiente s'est sentie davantage sœur. Beaucoup de cancers ne sont découverts qu'une fois en guérison. au lieu de les ordonner en fonction de leurs causes. Les analyses de laboratoire dont dispose la médecine moderne ne sont pas à dédaigner. En effet.. Ce sont d'ailleurs les cancers qui ont mis le moins de temps à régresser après la conflictolyse. Et ces causes ne doivent être en aucun cas le psychisme et le cerveau. comment discerner dans ce méli-mélo ce qui est métastase de quoi ? Le plasmocytome serait-il composé d'infiltrats leucémiques ? Toute cette perplexité. leucémie et pan-polycythémie . cette absurdité tient à ce que l'on cherche à classer les maladies d'après les symptômes. 2.

tous les conflits de dévalorisation sont à présent en solution. à force de se faire du mauvais sang (relais cérébral. à remettre de l'ordre dans ses affaires et. lui conseillant comme « remède » une irradiation totale de la moelle osseuse. dort bien et se sent tout compte fait assez bien. ce que les médecins jugent catastrophique. flèche sur le scanner en haut à droite). mise à part la lassitude. Il s'agit d'un homme d'affaires qui a fait plusieurs faillites successives. en dépit de toutes les séances de chimio et de toutes les faillites. Il en récolta une ostéolyse de la tête humérale gauche (radio ci-dessus). il fit en 84 une dévalorisation de soi « quasi père/fils » lorsque son neveu l'ayant roulé se permit encore de le tourner en dérision. a bon appétit.Leucémie myéloblastique à la suite de faillites Ce cas d'un homme de 39 ans ne va pas être étudié ici en détail. un cancer du pancréas et un cancer du foie. voilà qu'on s'apprête à lui détruire la moelle osseuse dans le but — oh folie ! — de la lui réimplanter après coup. Le nombre des leucocytes a grimpé en conséquence jusqu'à 70 000. depuis lors le patient est arrivé. 457 . C'est bien typique : au moment précisément où il espère avoir résolu définitivement ses problèmes et a repris de l'assurance. Ces images datent de mai 87 : en effet. comme on le voit. Ayant fondé un garage en collaboration avec son neveu.

qu'aucune fiche médicale ne tient compte de la différence entre sympathicotonie et vagotonie. Du fait que les autorités médicales ont ignoré systématiquement jusqu'ici la Loi d'airain du cancer. la phase de guérison. cancer bronchique et cancer du foie après DHS et conflits correspondants. Essayons maintenant de débroussailler un peu cette immense forêt des maladies. sans alourdir le texte par des explications théoriques. à partir de la Loi d'airain du cancer. il est tout aussi exact que d'autres « maladies » ne sont en fait que la première phase active. du fait que par suite de l'ignorance médicale et du manque d'observation. celle-ci n'est à son tour que l'une des trois facettes de la triade psycho-cérébro-organique de cette maladie. j ' a i déjà indiqué qu'elle n'est que la seconde moitié de la maladie appelée cancer des os. S'il est vrai que certaines « maladies » ne sont en réalité que la phase de guérison d'une première partie correspondant à la phase active du conflit. il est sans doute préférable de placer celles-ci en tête de la présentation.Maladie de Waldenstrom Forme spéciale de cancer des os et leucémie lymphoblastique. Ce cas montre bien que même au point de vue nomenclature on finit par s'embrouiller complètement en cherchant à expliquer dans le langage de la médecine classique les syndromes et maladies connues jusqu'ici. Or. A propos de la définition de la leucémie. le malade n'a la chance d'arriver à ce stade de guérison que si le cancer des os (première phase) n'a pas été décou458 . qui est pourtant capitale. constellation schizophrénique à court terme après mutation du directeur de l'entreprise. En ce qui concerne la leucémie. il ne leur a pas été possible de comprendre les phénomènes et processus qui ne s'expliquent justement qu'en fonction de cette loi. C'est ainsi. notamment. Pour faciliter la compréhension de ce cas. on ne parvient pratiquement jamais à la seconde phase de cette maladie. la seule dont nous ayons connaissance.

on ne voyait pratiquement jamais ensemble les deux volets de cette maladie. extrêmement consciencieux. de sorte que cette maladie de Waldenstrôm. Et à chaque fois on appelait cela un « lombago ». est un fonctionnaire. Le patient atterré et effondré par ce double « arrêt de mort » est bon pour une totale dévalorisation de soi. personne ne donnant plus cher de sa peau. Voilà pourquoi jusqu'ici. Hypothèse d'autant plus étrange que les leucoblastes et les lymphoblastes ne peuvent pas proliférer. ou hernie intraspongieuse. la maladie de Waldenstrôm. appelée aussi macroglobulinémie primaire. ou bien encore une sorte de combinaison de 2 conflits simultanément en activité ? Je ne puis l'affirmer avec certitude avant d'avoir vu un grand nombre de cas semblables. si la médecine classique découvre pour une raison ou une autre l'ostéolyse des os. Mais en réalité c'était la tension de la capsule périostique qui provoquait ces douleurs. En effet. on parlait alors d'infiltrats leucémicométastasiques. De même que le cancer des os et la leucémie ne sont que deux phases d'une seule et même maladie. C'est la raison pour laquelle il avait déjà fait à plusieurs reprises un conflit de dévalorisation de soi. une immunoglobulinopathie. qui en fait vont de pair.vert auparavant. les affaissements de plateau et la leucémie ou le cancer des os. ne font pas de mitose. Ainsi donc. qui avait le souci de la perfection dans tout ce qu'il faisait. si à l'occasion cette phase de guérison était atteinte par le patient. dans le sang circulant. la maladie de Waldenstrôm et la leucémie. S'il arrivait par hasard que l'on découvre des ostéolyses osseuses pendant la phase leucémique. elle va jeter à la figure du patient le diagnostic absurde de « métastases osseuses » en l'assortissant du « pronostic » le plus pessimiste. car e 459 . bien que l'on connût effectivement des cas individuels dont l'évolution durait des années. Y a-t-il aussi à l'origine de cette maladie un type particulier de conflit de dévalorisation de soi. étant coupés du cerveau. est une forme particulière du cancer des os. Le patient dont il est question ici. ou bien une manière de réagir propre à une seule personne ou à certaines personnes. l'orthopédiste eut — malheureusement — un succès notoire. car celles-ci se manifestaient toujours lorsque le patient se détendait. pensant qu'il s'agissait d'une compression des racines nerveuses. Au cours de certaine de ces séances de circumponction. le syndrome de Scheuermann et la leucémie ou le cancer des os. était réputée incurable et rapidement mortelle. cherchait à les circonscrire par des injections de novocaïne. dans laquelle l'augmentation de l'immunoglobuline G est mise en évidence par l'immunoélectrophorèse. de division cellulaire. En fait. qui n'est au fond qu'une variété de cancer des os. A chaque fois c'était la 2 lombaire qui était touchée. Il se rendait alors toujours chez un orthopédiste qui. elle était censée n'être pratiquement jamais atteinte. comme par exemple le cancer des os et le nodule de Schmorl. on peut en dire autant de toute une série de syndromes différents. Personne n'a jamais pu s'expliquer comment ces soi-disant « infiltrats leucémiques » avaient bien pu voir le jour.

celui des affaires juridiques. Dans cette phase active de ses multiples conflits accumulés. il ne mangeait plus comme il faut. A l'automne 85. au moment où il commençait tout juste à s'habituer au service précédent. sur le territoire du cerf parti. de ses rapports privilégiés avec le patron. le fonctionnaire-patient se trouvait toujours dans la phase active et ce pour tous les domaines conflictuels. conflit sexuel féminin et conflit de contrariété territoriale — il fit un quatrième conflit. maintenant que le directeur était parti. le patron était bien intentionné à son égard et lui-même considérait le boss comme un grand ami. le cal. Privé brutalement de ces relations de confiance. Il aurait bien voulu refuser. Effectivement. c'est-à-dire pratiquement un ostéosarcome. ce qui ne se serait jamais produit si l'ancien directeur n'était pas parti. que cette matière spongieuse s'empressait de fabriquer du tissu de régénération osseuse. Il fit de surcroît un conflit de dépit et de rancœur. dont l'intensité et l'ampleur étaient décuplées par les circonstances exceptionnelles. perdait du poids et restait bouleversé. il fit un conflit sexuel féminin de la biche abandonnée et laissée seule. ou à force de ponctions finalement incisé le périoste fortement tendu. A peine le conflit était-il résolu provisoirement. Le choc fut si brutal qu'en rentrant chez lui le soir il était complètement perturbé et décontenancé. 2 DHS Le 12 mai. Or. C'était tout simplement incroyable et il n'arrivait pas à digérer cette mauvaise nouvelle. en raison de l'impact salarial qu'aurait eu son avancement. en rapport avec son territoire. « Il n'y a maintenant plus personne pour intervenir en ma faveur ! » En effet. mais aussi de la matière spongieuse provenant de l'ostéolyse. il se sentait complètement dépassé et mal à son aise dans le domaine juridique. comme il l'avait si vivement redouté. il existait entre lui et son directeur des rapports exceptionnels d'estime et de confiance mutuelle. on se le refilait de service en service. sans guide. dormait mal. ce fonctionnaire fit une récidive. de l'ambiance sécurisante aux côtés d'un chef-ami. Il ne pouvait naturellement plus en être question. Mais ce qui se produisit le 12 mai 86 fut la dernière goutte d'eau qui fit déborder le vase. Le pire c'était que cette mutation de son « chef de territoire » intervenait au moment précis où il escomptait que grâce aux recommandations de son tout-puissant patron il bénéficierait d'un avancement. d'où il s'écoula non seulement de l'œdème de guérison de l'os. il fut une fois de plus affecté à un autre service. mais il n'y avait pas moyen de rester sur le territoire dont on venait de l'expulser. En même temps il retomba dans son vieux conflit de dévalorisation. souffrait parfois d'aigreurs et de nausées. il apprit avec stupeur que son chef de service avait changé et que le directeur était muté. son seul et plus sûr défenseur et soutien. De sorte qu'en plus des trois autres conflits — conflit de dévalorisation.les douleurs s'estompèrent immédiatement. son protecteur. En rentrant de congé. dont le DHS fut plus brutal encore que les précédents. Jusque-là. C'est qu'il avait ponctionné. et dont il ressentait vivement la privation. 460 e .

ça me paraît logique. les radiologues identifièrent des paquets calcifiés de ganglions lymphatiques d'origine carcinomateuse. je pourrais certainement l'aider. Si c'était le cas. en fait. comme dans un bon polar. on ne vous attendait plus ! » Depuis. que pour le conflit de dévalorisation de soi dans la moelle à droite. il décrocha complètement. nous avons trouvé les foyers de Hamer correspondant au cerveau. aussi bien pour le conflit de territoire à droite dans la région frontoinsulaire. qu'heureusement personne n'avait encore diagnostiqué. ça ne pouvait pas être autrement ! » Depuis lors. on excisa à l'aine droite un ganglion lymphatique gros comme une noisette. se mit à transpirer sans relâche. vous revenez.. Au mois de mars il vint me trouver et me demanda en toute confiance si à mon avis c'était vrai qu'il allait bientôt mourir. En apercevant au cours de cet examen radiographique l'ostéosarcome iatrogène avec ses multiples calcifications. Je lui dis bien franchement que je n'avais encore aucune expérience avec la maladie de Waldenstrôm. devint totalement apathique. et tout d'abord une « pré-leucémie ». fut pris d'une toux sèche et irritante : trois jours plus tard il était hospitalisé pour « dépression nerveuse ». avec alentour des ganglions lympathiques grossis. comprit tout de suite : « Ah. C'est alors qu'on découvrit le pot aux roses. En le voyant arriver. car il ne pouvait plus rester inactif. les médecins n'hésitèrent pas à formuler un pronostic et annoncèrent au patient qu'il ne verrait pas Noël 86. Désormais. qui est très intelligent. nous avons trouvé aussi au niveau organique le cancer bronchique. En outre. dont je n'ai malheureusement pas de scanner.. vu qu'on doit s'attendre — si cruel et amer que ce soit — à ce qu'il lui faille quitter bientôt (et définitivement) ses fonctions. il n'allait plus compter les coups qu'il essuyait les uns après les autres. Les médecins diagnostiquèrent une maladie de Waldenstrôm. Nous avons cherché et trouvé ensemble son conflit. Le cas était maintenant complet. mais que je présumais qu'elle aussi se conformait à la Loi d'airain du cancer. nous avons encore traversé ensemble quelques mois critiques. en attendant la mort. qu'on ne peut plus lui confier de dossiers importants. L'anémie nous a donné quelques fils à retordre. y compris le DHS. perdit l'appétit. son état ne faisait qu'empirer. l'avaient déjà placé dans la constellation de la schizophrénie. Cette fois.un conflit de territoire masculin. après le DHS du quatrième conflit. Néanmoins. auxquels on associa le ganglion lymphatique trouvé à l'aine ! A présent tout était clair. mais bien évidemment. le conflit sexuel féminin et le conflit de contrariété territoriale. ses collègues l'accueillirent par un : « Tiens. Le patient. ils lui font bien sentir qu'il n'est plus dans le service qu'à titre privé. et l'ostéolyse dans la 2 lombaire. Depuis l'automne 85. Ils conseillèrent une lymphographie. Et naturellement. Curieusement on a diagnostiqué par erreur « hémangiome » hépatique le cancer du foie au lobe gauche ( 2 x 2 cm). chez lui. comme on dit si bien. Nous avons résolu le cone 461 . De récidive en récidive. sur la nature bénigne ou maligne duquel les anatomopathologistes hésitèrent d'abord à se prononcer. En septembre 86 il se rendit à son bureau pour y travailler. il s'agissait d'une série de « métastases ».

Peu de temps avant. c'est d'avoir le dernier mot. C'est ce dont s'était même aperçu le cardiologue. ou bien le diagnostic était erroné.. que désormais. » « Pas question ». A quoi bon donc risquer ma vie en me rendant dans l'arène pour être déchiré par les bêtes sauvages ? Je me sens dans une forme du tonnerre. car on ne sait jamais à quoi ça peut servir. Vos collègues ne donneront jamais raison au Dr Hamer. les érythrocytes à 5 millions. lui répondit le patient.. le taux d'hémoglobine est à 15 g%. sinon il leur faudrait reconnaître qu'ils ont tout fait de travers au cours des 6 dernières années ! Non. en sus de la maladie de Waldenstrôm et des métastases aux ganglions lymphatiques il avait encore une leucémie ! Il n'avait plus aucune chance de survie. il se trouve dans une forme super.. il est retourné à son bureau et a fait poliment comprendre qu'il était de nouveau bien portant. les thrombocytes à 200 000. car le Dr Hamer ne peut pas s'être trompé. Et ils auraient gain de cause si je mourais. Le spécialiste des maladies internes a dit récemment au patient : « Vous devriez retourner au CHU pour faire vérifier le diagnostic. les médecins de l'hôpital lui avaient dit. les premiers collègues du patient se mettent à lire le livre « Le cancer. il est bien bronzé. il n'est plus question de ces roulettes russes que sont les vérifications de diagnostic.. car que pouvait-ce être d'autre ? Dans l'intervalle. mais était devenu très songeur. Depuis. pour quelqu'un qui devrait être mort depuis longtemps. le directeur l'a salué en ces termes : « Dites donc. ce qui provoqua un certain ricanement chez ses collègues. comme ils l'avaient prédit. ils préféreraient me laisser mourir.. mais sans conséquences psychiques. plus précisément des deux moelles. Il avait toutefois noté une « anomalie ». 462 . car il s'en contrebalance maintenant. je me porte mieux que tous mes collègues de travail. qui a lu le livre de Hamer et lui fait des ordonnances. maladie de l'âme ». car ou bien le Dr Hamer a raison.. vous avez encore une assez bonne mine ! » Mais l'apparence est encore trompeuse. Le cerveau présente encore une forte tuméfaction des deux hémisphères. Récemment. Après quoi. Il lui faut donc encore de la cortisone. la première fois que les leucocytes dépassèrent le chiffre de 10 000.. En effet. « Vos collègues n'auraient qu'une idée en tête.. » Le patient raconta que le spécialiste des maladies internes n'avait pas répondu.flit en faisant prendre au patient 2 mois de « congé absolument normal ». Le cerveau n'est pas encore complètement guéri. Il connaît un spécialiste des maladies internes.. et il joue de nouveau au foot comme avant.

463 .

en bas idem. 464 .Vue des lombaires de face et de profil. détail.

p. parce que le DHS précédait immédiatement. Sur l'image de gauche du scanner cérébral. On se contenta d'écrire dans le compte rendu médical que le patient avait eu en permanence une toux sèche irritante. image du milieu) nous voyons l'impact responsable de l'ostéolyse du côté gauche de la 2 lombaire. Mais quand nous voyons la tension de la capsule périostique (flèche ténue sur l'image d'en haut) il paraît bien plus vraisemblable qu'il y a eu ici une rupture du périoste à l'arête inférieure. qui se traduit sur le plan organique par un cancer bronchique. Revenons-en à notre scanner cérébral du début : la flèche à gauche marquée d'un W (W pour weiblische Hälfte. qui figure la pointe. que de l'œdème et le tissu spongieux formant cal se sont écoulés. Ce qui se traduit sur un scanner du foie réalisé à la clinique à une époque un peu antérieure par un carcinome du foie mesurant 2 x 2 cm. Sur l'image d'en bas l'ostéolyse n'est presque plus perceptible. au centre et en bas juin 87) l'ostéolyse de la vertèbre est en recalcification. qui font d'abord penser à des ganglions lymphatiques. 458 : la moelle est fortement oedématisée. La tumeur visée par les deux flèches sur le lobe inférieur du poumon droit est bien visible. en solution. Nous nous y attendions. Dans la moelle droite (flèche en bas à dr.. La flèche du milieu. e 465 . Autour de cette ostéolyse nous voyons des dépôts de calcaire. qui heureusement n'était pas encore susceptible d'être diagnostiqué lors du séjour du patient à la clinique universitaire. les ventricules latéraux sont nettement resserrés. hémisphère féminin) vise une aire circonscrite. ou foyer de Hamer. provoquant ce reste de cale périlombaire. On dirait un sarcome. qu'il n'était pas encore possible de diagnostiquer comme il faut sur l'électrocardiogramme (bloc de branche droite incomplet). La flèche inférieure vise le foyer de Hamer correspondant à une vive contrariété en relation avec le territoire. vise le foyer de Hamer. qui correspond également à un conflit de territoire.Scanner cérébral. le bout de la langue d'un foyer de Hamer péri-insulaire. ou plus exactement un ostéosarcome. et un conflit sexuel féminin de délaissement et d'abandon. la plus élevée des trois flèches de droite vise un foyer de Hamer correspondant à un conflit de territoire. à droite sur le scanner. Il est naturel qu'un tel ostéosarcome puisse englober les ganglions lymphatiques environnants. Sur les images suivantes (en haut mars 87.

A vrai dire.Leucémie aleucémique. et son père aussi. syndrome myélodysplasique et carcinome testiculaire par conflit de dévalorisation et conflit de perte à la mort de l'oncle Ce petit garçon rayonnant avec son carnet scolaire sur le bras est un héros. ses parents n'ont fait que ce que devraient 466 .

on peut ne pas trouver. ou même maladie autonome. L'expression leucémie aleucémique s'applique aussi à cette combinaison. En réalité. et 2. elle a tout simplement baptisé le tout : « Syndrome myélodysplasique. et donc plus rapidement que la poïèse du sang rouge. Pour Markus. dans une situation analogue. mais pas forcément. il n'y a évidemment pas grand sens à désigner comme syndrome. jusqu'à ce que finalement les blastes (produits de rebut) soient fabriqués en si grande quantité que les blastes n'arrivant pas à être détruites aussi rapidement par le foie. l'expression leucémie aleucémique signifie que dans le sang circulant. et ne pouvant. Une leucémie aleucémique n'est par conséquent que la courte phase entre la conflictolyse et l'augmentation des blastes dans le sang périphérique. y compris des thrombocytes. de l'intensité du conflit et de la durée du conflit de dévalorisation de soi précédent. sont en mesure de réfléchir. à la périphérie. de peser le pour et le contre et parfois de dire : « Non. Il est mort subitement d'une crise d'asthme. Le 467 . Il a l'impression de ne plus valoir un sou. Par conséquent. mais aussi un conflit de dévalorisation totale. s'expliquer pourquoi. Le DHS a complètement chaviré cet enfant hypersensible. En réalité. de panique). parviennent à se « frayer un passage » dans le sang périphérique. la leucopoïèse. A quoi cela tient-il ? Je ne saurais le dire. ce qui signifie en clair : les cellules hématopoïétiques de la moelle osseuse du sang ne travaillent guère (premier stade de la leucémie). j ' a i déjà mentionné que l'hématopoïèse redémarre exactement au moment où intervient la conflictolyse. moi non plus. merci. La médecine classique n'ayant pas la moindre notion des conflits et de la conflictolyse. ex. ce n'est pas seulement une perte irréparable — carcinome testiculaire gauche —. l'intervalle généralement très court entre la conflictolyse et l'augmentation des leucocytes dans le sang périphérique. et que la plupart du temps il y a même une leucopénie doublée d'une anémie (érythrocytopénie et thrombocytopénie). qui peuvent interrompre la phase de guérison. par suite. préleucémie ». Je suppose que cela dépend de deux facteurs : 1. Vous vous souvenez. DHS : Le 15 février 86 mort de l'oncle. A partir de là. à ce premier stade de la phase pcl. Il est vrai cependant que cet intervalle peut parfois durer plus longtemps que d'ordinaire. une ponction de la moelle osseuse peut déjà révéler des blastes en nombre accru. de la fréquence et de l'intensité de nouveaux conflits (p. redémarre la première. la moelle osseuse produit en nombre accru toutes les variétés de cellules sanguines — en principe. ou ne pas trouver encore une augmentation des leucocytes ou des blastes. les leucocytes à la périphérie peuvent encore être réduits par la dépression préalable de la moelle osseuse (leucopénie). pas avec notre garçon ! » Dans l'acception traditionnelle. que le petit garçon adorait.faire tous ceux qui. la production des leucocytes. En revanche. pendant la leucémie les blastes augmentent dans la moelle osseuse où ils ne sont pas à leur place.

A cette époque.. La maman sait déjà ce qui peuple les cauchemars de son petit gars. Transfusion de sang. Devant cette impasse. J'ai l'impression qu'il a complètement changé. on est toujours très vite renseigné. qui bien sûr l'emmènent. les médecins de la clinique universitaire ne sachant plus que faire conseillent une irradiation totale de la moelle... Le 27 août. il s'approche de la tombe. En janvier. A la suite de deux rêves de ce genre. puis cherchèrent par toutes sortes de subterfuges à hospitaliser l'enfant en vue d'une greffe de la moelle osseuse. au bord du trou. mange mal. à la suite d'une bévue du radiologue. l'enfant se trouve encore dans la phase active de son conflit. c'est « plus humain ». et là. a le sommeil agité.3%. cela fit vilain à la clinique pédiatrique du C H U . A l'approche de la messe anniversaire. ils ont baissé le ton. il se remet à manger. Le lendemain. il fait de nouveau des saignements de nez en mai et en octobre 86. une fois sur deux. alors que tout le monde sait bien qu'il n'existe pas de chance réelle de réussite. il ne lui en faut plus que 2 toutes les huit semaines. car ils n'en reviennent 468 . la glace se rompt. plaquettes 2500). il se peut même qu'il n'en ait plus besoin du tout. Il demande à accompagner ses parents. puisque de toutes manières il n'y a plus d'espoir. en février. A présent. Pendant des mois. Mais on pourra les espacer de plus en plus et il lui faudra alors de moins en moins de sang. les parents me demandent mon avis. suivie d'une greffe de moelle. Une fois qu'ils se sont convaincus que c'est bien la mort de l'oncle qui est à l'origine du DHS. il souffre en silence. soit une affection généralisée de la moelle osseuse. Je leur conseille de rechercher le conflit qui est à l'origine de cette maladie. ils lui en parlent longuement. Nous avons découvert le conflit ensemble : quand on sait dans quelle direction il faut chercher. rêve fréquemment à l'oncle. Les médecins firent d'abord la leçon au père. survivent à cette torture. puis à la suite d'une ponction de la moelle osseuse on diagnostique une panmyélopathie.. Mais depuis. Au début. traité d'irresponsable. Markus eut besoin de 3 sachets de sang tous les 15 jours. jettent à la tête des parents les « pronostics » les plus alarmants. perdent définitivement la capacité de procréer. on diagnostique une très forte anémie avec thrombopénie (Hb 8.. paisiblement. C'est ce qui arriva. » Je lui dis que le petit n'est pas encore sorti de l'auberge et que pendant un certain temps encore il ne pourra pas se passer de transfusions de sang. depuis un an.jour de l'enterrement. sa maman m'appelle au téléphone. elle jubile : « Ses mains sont vraiment chaudes. Markus peut enfin se libérer du fardeau qu'il porte tout seul.. les parents font preuve de qualités pédagogiques absolument étonnantes. Ils ne font que compter les cellules et. il lui faut donc de plus en plus de transfusions à des intervalles de plus en plus rapprochés. Certains leur ont même conseillé de « lyser » leur enfant. il a pour la première fois un saignement de nez. Au début. Les médecins de la clinique ne s'en sont évidemment jamais préoccupés. Sans compter que ceux qui. pour la première fois il a dormi d'une seule traite.

C'est encore le pédiatre qui a eu la réaction la plus intelligente : il a lu le livre de poche et le supplément relatif à la leucémie. que l'on s'était trompé. Il faut que je vous rapporte encore une petite anecdote. a grandi de 12 cm. dut retourner à la clinique pour une transfusion. que Markus allait reprendre du poids. Je lui répondis que deux sachets de 500 ce chaque devaient suffire amplement. mieux que nous. La moelle du cerveau est à ce point tuméfiée au scanner cérébral (dès le 20.2 g% (en 8 semaines de 9. A en juger par le scanner cérébral. il attend la leucémie. alors que nous vous en avons toujours proposé le double ou le triple ? Cédant à leurs instances. mais à son avis il a déjà fait le plus dur ! » A noter qu'entre-temps le petit garçon commence à avoir d'assez forts tiraillements dans le testicule gauche. qui vaut la peine d'être lue et qui entrera comme un acte révolutionnaire dans les annales de l'histoire de la médecine. Il me demanda à l'avance combien de sachets il convenait de donner à son fils. que les ventricules sont presque totalement comprimés. On lui répondit que le taux d'hémoglobine n'était pas 5. il semble que le conflit généralisé de dévalorisation de soi constitue la masse principale du conflit.2. mais que l'essentiel c'était que la transfusion fût ambulatoire. pose le livre de poche sur la table et explique que la maladie de Markus a été déclenchée par le conflit qu'il a fait un an avant. que vous ayez su.pas. avec le foyer de Hamer correspondant modérément développé dans la partie latérale gauche du lobe occipital (testicule gauche). qui était un peu tuméfié entre février et juin. sinon il ne serait plus maître de la situation. la preuve est par trop évidente. que les formules sanguines iraient en s'améliorant. mais 4. Il téléphona donc à la clinique et demanda poliment que l'on prépare 2 sachets de sang pour son fils. qui est maintenant un « spécialiste de la leucémie ». tandis que le conflit de perte. et surtout que vous ayez deviné exactement combien il lui fallait de sang. Les médecins ne rient plus maintenant. où il se distingue par son exubérance. le père finit par lâcher son secret. mais elles sont supportables. et surtout pour qu'on ne le garde pas.2). Le père comprit très bien.6 à 5. que le petit n'avait presque plus besoin de transfusions. Ils essaient de faire parler le père. C'est un signe de processus expansif au cerveau. de manière à ce que le petit garçon ne fasse pas de panique. D'autre part. semble être le conflit concomitant. du fait que le taux d'hémoglobine était de nouveau retombé à 5. d'autant que la veille on avait mesuré deux fois (par la suite on s'excusa. Le père de Markus. Markus a en effet repris 10 kg. Même les médecins les plus incrédules commencent à se douter que cette évolution obéit à un système.6. Le père flaira déjà le piège.2. est ravi de se rendre à l'école. on avait seulement dramatisé un peu pour lui faire 469 . il a maintenant des douleurs osseuses. Après chacun des contrôles de la formule sanguine. il demande : « Et qu'en dit le Dr Hamer ? » Le père répond alors : « Il dit que tout se déroule conformément au plan.87). Comment se fait-il que vous soyez si sûr de votre affaire. et se demandent « in petto » si ce n'est pas le bon.

se seraient effondrés dans une pareille situation. » — Ça ne va pas ». Les médecins crurent à une mauvaise plaisanterie et dirent qu'il lui fallait au moins 4 sachets : il était indispensable de l'hospitaliser. les menaces. les médecins le prirent à part trois heures durant lui firent un bourrage de crâne selon toutes les règles de l'art . voilà que vous ressortez les vieilles rengaines ? Non. l'appel au sens de la responsabilité. la transfusion fut enfin achevée. s'écria l'infirmière. que les transfusions de sang se raréfient de plus en plus. 470 . Il se rendit donc à la clinique avec son fils et dit ingénument qu'il n'avait commandé que deux sachets et qu'il avait l'intention de ramener son garçon à la maison immédiatement après. les pronostics les plus sombres. avec leurs têtes chauves. « Il faut quand même être raisonnable ». car à présent le petit était de nouveau capable de la supporter. Le père demeura impassible : « Il y a 4 mois vous vouliez "lyser" mon gosse. moi je n'ai commandé que deux sachets ! » On finit par céder et le père s'en alla victorieux avec son fils. ils auraient pseudothérapisé le garçon à mort. « parce qu'alors je n'ai plus qu'à jeter le sachet ! » Mais le père demeura inébranlable. qu'il est si plein d'entrain. j ' a i commandé deux sachets de sang et ensuite je ramène mon fils à la maison. il fallait quand même la saisir. et maintenant qu'il a repris tant de poids. car sous prétexte de faire pour le mieux. J'ai de bonnes raisons pour cela ! » Les médecins eurent recours alors à une autre tactique : ils donnèrent l'ordre de retarder la transfusion des deux sachets jusqu'après minuit. les médecins auraient fait ce qu'il y avait de pire. Vers 3 heures du matin.comprendre la gravité de la situation). « Faites-en ce que vous voudrez. et qu'il est évident que vous aviez tort. par la séduction. Tandis que la transfusion était en cours. Mais le père attendit patiemment au chevet de son enfant. qui l'admirait. et puis il était maintenant grand temps de commencer les préparatifs de la greffe de moelle. Il se sentait de plus en plus sûr de son affaire. A la maison il fut accueilli en triomphateur. La plupart des pères. parce qu'il n'y avait plus rien à faire. comme il disait.. la formule sanguine (après deux sachets) était meilleure qu'elle ne l'avait été la dernière fois après 4 sachets. on s'apprêtait à accrocher la suivante. vous l'avouerez. Mais le père se leva et donna l'ordre : « Enlevez s'il vous plaît les tubes. Il vit tout alentour les pauvres mômes.. car il fallait commencer par lui administrer des médicaments. qu'il mange si bien. car l'hématopoïèse avait à présent démarré. si petite que fût la chance de réussite d'une greffe (aveu). sinon je le fais moi-même. Le lendemain.

Le garçon est sauvé de justesse. qui était iatrogène (provoqué par un médecin). etc.Dévalorisation de soi d'un écolier surpris à faire l'école buisonnière Un petit leucémique de 12 ans. Ce n'est qu'une fois que l'on arrête enfin les perfusions que peut commencer la solution de ce conflit néphrétique. un arrêt temporaire de la respiration. dans la clinique pédiatrique. la leucémie serait une bagatelle ! A propos de ce garçon il y a un certain nombre de faits mémorables à retenir : Renseignements pris à la clinique pédiatrique du CHU de Cologne. mais à chaque fois il est saisi de nouveau d'une telle panique qu'il risque de faire un arrêt dramatique de la respiration. certes. simultanément. qui a pour but de tester un nouveau produit cytostatique. mais fait un DHS à conflit central. Sans le conflit néphrétique. hospitalisé au CHU de Cologne. c'est-à-dire un cancer du rein. cinq minutes après le début d'une perfusion. Le petit garçon est pris naturellement d'une panique totale. du fait du double œdème cérébral. Comme le montre le scanner ci-dessus.. Par la suite. la 471 . fait une apnée. 2 œdèmes voisins dans la région occipitale et sombre dans un pré-coma cérébral avec somnolence. céphalées. on lui fait des perfusions de produits différents. Le chef de service appelé en toute hâte lui injecte une forte dose de cortisone et arrête la perf. le garçon a maintenant. en rapport avec un liquide. regarde pétrifié d'effroi le flacon de perfusion.

Cette conférence fut interdite par le recteur de l'université de Bonn. Prof. passant d'une leucémie lymphoblastique à une leucémie myéloblastique.12. : Je suis déjà vieux et je sais déjà beaucoup de choses.86. alors qu'il n'était pas allé à l'école le matin. Pour ce garçon extrêmement consciencieux c'était une catastrophe qui lui donna du fil à retordre pendant un mois (DHS 20.84. mais le 6 décembre je pourrai vous le dire. Le 11 septembre 86. convoquée par la chaire d'histoire des sciences de l'université de Bonn. : Par exemple. Gosse : Mais vous ne savez pas tout. dans l'appartement. qu'est-ce que je ne sais pas ? Gosse : Je ne puis pas encore vous le dire. En janvier 85 il se mit à être extrêmement las et on constata la leucémie lymphoblastique. Il leur conseilla d'arrêter la cortisone. Le médecin chef de la clinique pédiatrique de Cologne envoya son chef de service chez les parents du garçon. il s'était entretenu avec le médecin chef de la clinique qui voulait lui faire comprendre qu'il arrive un moment où on est bien obligé de songer à la mort. CL Noël 84). Prof. 472 . un jour avant sa mort. Les conflits de dévalorisation étaient en fait des « conflits insignifiants » : la première fois les camarades de classe surprirent le garçon le soir au cinéma. le 6. Les parents ont cédé — le garçon est alors mort dans le coma cérébral.leucémie aurait « viré » au moment de la récidive. Le garçon pensait à une certaine conférence.11.

Il arrivait à éliminer suffisamment. 3. ce qui provoqua la mort immédiate du petit garçon. Mais il savait qu'il n'avait aucune chance d'y réussir. le garçon avait une tension élevée. et il était incapable de bouger. Mais alors.En mars 85 il fit un conflit central avec conflit néphrétique des deux côtés (voir apnée pendant une perfusion. Conflit de peur avec foyer de Hamer au lobe frontal à gauche : la catastrophe n'approchait pas à pas de loup par-derrière. La clinique pédiatrique du CHU de Cologne mit fin à ce processus de guérison par la suppression brutale de la cortisone. Le patient fit un DHS en recevant de l'administration universitaire une mise en demeure de se présenter dans les prochains jours aux épreuves écrites de l'examen de droit. Le conflit n'avait duré que 10 jours. car il n'avait pas la moindre chance de réussir à l'examen. il fit un conflit de dévalorisation sportive. ci-dessus). le conflit était en suspens. de la déconfiture totale. Pourquoi ? Nous le saurons et le comprendrons après le conflit n° 3 ! 2. sans diplôme ? Il fut saisi d'une totale panique existentielle. Il habite une ville universitaire ouest-allemande et figurait à l'époque au nombre des « éternels étudiants ». Conflit de dévalorisation de soi avec conflit de territoire et conflit (féminin) de marquage de territoire pour échec définitif à l'examen de droit Cet étudiant était atteint. qu'il n'y avait aucune chance d'avoir ou de conserver un territoire et de ne rien pouvoir faire là contre ! La catastrophe fonçait sur lui implacablement comme un rapide. le conflit central néphrétique fut résolu en même temps que le conflit sportif. Il fit un DHS avec trois conflits : 1. Depuis. Il dit : le pire c'était de savoir que la situation était sans espoir. Or son assurance. le sentiment de sa valeur dépendaient justement pour une bonne part de la réussite à cet examen. d'une leucémie lymphoblastique indifférenciée aiguë. Et c'est à tous ces endroits là qu'il aura mal plus tard. Tout rentra dans l'ordre après administration d'une dose adéquate d'hydrocortisone. C'est peu après que l'on découvrit la leucémie myéloblastique. J'avais mis instamment en garde les parents. En juillet 1986 nouvelle dévalorisation de soi pour une bagatelle. c'est-à-dire guérissait. Cette fois. quel avenir lui restait-il ? Que faire à 30 ans. En plusieurs points de la moelle du cerveau il fit des foyers de Hamer et en plusieurs endroits du squelette des ostéolyses : aux lombaires. la confiance qu'il avait en lui-même. Conflit de territoire : il se sentait au bord de la ruine. Sa femme avait terminé ses études depuis longtemps et était prof de lycée. il la voyait foncer 473 . Sa femme enseignait déjà. c'était son point vulnérable. Le garçon eut des problèmes d'excrétion urinaire. A l'occasion d'une course de vélo avec son père. au bassin et à la hanche. Conflit de dévalorisation de soi avec en même temps conflit paracentral dans la moelle à droite : le patient avait remis indéfiniment à plus tard son examen. Toute sa famille attendait maintenant de lui qu'il le passe enfin.

il ne pouvait l'esquiver. 474 . j'avais une terrible dépression. en proie aux pires tourments. Il était comme ensorcelé. J'avais seulement noté qu'il était complètement changé et consterné.vers lui de front et était saisi d'une peur panique. qui reste immobile. Il m'expliqua très exactement : « J'étais comme paralysé. et bien que voyant la catastrophe lui foncer dessus. et c'est pour cela que je l'ai rappelé au téléphone pour apprendre comment il allait. D'après ma définition. tout en étant tendu à éclater. hypnotisé comme le petit lapin. ce patient a dû se trouver dans une constellation schizophrénique pendant les trois mois entre janvier et avril 1985. incapable de faire un mouvement pour s'échapper. en voyant le serpent lui arriver dessus.

Quelques jours plus tard le nombre des leucocytes dans le sang était monté à 17 000. délivré ! Même la dépression avait été balayée d'un souffle. se toucher le front comme pour dire : « Il est cinglé ». Ce fut une véritable descente aux enfers. ne pouvant comprendre ce qu'il faisait. Il rentra donc chez lui. il était heureux d'avoir échappé aux tourments infernaux de l'engourdissement. Petite CL : Finalement. » Lorsqu'en février 85 il reçut la seconde et dernière invitation de l'administration universitaire à se présenter aux épreuves de l'examen. » Il pense que même sa femme a dû. à peine 4 semaines plus tard. dans la phase de guérison consécutive à un conflit de territoire. Ce qui pour d'autres aurait été une catastrophe. il était considéré comme ayant échoué. et une leucocytose de 15 000 leucocytes. qui tombèrent des nues. qui les surprit. Il put se rendre chez ses parents. fin mars 85. Les médecins de la clinique universitaire trouvèrent une anémie. On y constata un infarctus du myocarde. Il ressentit immédiatement des douleurs aux os. Il était sauvé. c'està-dire spécifiquement caractéristique. il reçut de la cour d'appel de Cologne l'information atterrante que du fait qu'il ne s'était pas présenté à son examen. on croyait qu'il passait son examen. le patient se réveilla comme d'une profonde torpeur. 475 . et fut de nouveau glacé d'effroi. il s'y rendit et se mêla à la foule en liesse. fut ressenti par le patient comme une délivrance. faute de quoi il serait considéré comme ayant échoué. à son insu. sa panique ne fit que redoubler. car le président Reagan était reparti depuis longtemps. il put soudain rire de nouveau. dormir et manger comme il faut.J'étais obsédé par la catastrophe qui m'arrivait dessus. si le patient n'avait fait. comme par enchantement ! Infarctus : On ne se serait peut-être jamais aperçu de la leucémie et de toutes les conséquences iatrogènes. le patient ne supporta plus la pression et fit quelque chose dont tous les gens de son entourage dirent : « Il est complètement fou. comme le petit lapin pétrifié se laisse happer par le serpent. Je ne voyais aucune échappatoire et demeurais cloué sur place. et bien que ressentant une grande lassitude. mais en même temps j'étais figé de peur et de panique. au moment où le président Reagan se trouvait par hasard à Ludwigshafen. un collapsus cardio-vasculaire dans un sauna. Selon le principe : un fin effrayante vaut mieux qu'un effroi sans fin. Mais au bout de 10 jours. car à l'instant même son conflit de dévalorisation de soi avait été résolu. ce qui en vertu de la Loi d'airain du cancer est carrément pathognomonique. d'où il fut transporté d'urgence à la clinique universitaire. En effet. Grande CL : Le 25 avril. il ne savait plus que faire à Ludwigshafen. un bon débarras.

mais de temps en temps il se faisait faire des « chimios douces » pour se tranquilliser lui-même et les sceptiques : « pour plus de sûreté je voulais recouvrer la santé en appliquant simultanément les deux méthodes ». Mais ce n'est pas en vain qu'il était hospitalisé dans une clinique universitaire. Il me faut maintenant vous faire part de la plus désolante ignorance médicale. L'anémie dura un peu plus longtemps. qui ont plus de chance que d'intelligence. qu'il s'agissait maintenant d'exorciser. où on lui fit immédiatement une ponction de la moelle osseuse : à partir de là il n'y eut plus d'échappatoire. Le père.A ce stade. ils dominent et contrôlent leur conflit. La nouvelle méthode. Lorsqu'au mois de juillet 85 on constata chez le patient des ganglions lymphatiques au cou et. survivent même à cet exorcisme aberrant des petites blastes diaboliques. le jeune homme demeura en « pleine rémission ». de sorte que l'infarctus du myocarde ne pouvait naturellement provenir que d'un bouchon causé par des infiltrats. Il me demanda si je pensais que l'on pouvait encore faire quelque chose. fait faire un scanner cérébral pour un leucémique). cela ne pouvait être naturellement que des « infiltrats leucémico-métastasiques d'un degré de malignité maximum ». qui est néanmoins généralisée en Allemagne et partout sur la base d'un « non-système ». pour s'attribuer des succès. d'après le système de Hamer. le patient avait encore une bonne chance de sortir indemne de la machinerie inquisitoriale. Pour la médecine traditionnelle. C'est vraiment un miracle que le patient soit encore en vie aujourd'hui. des ostéolyses au squelette. comme vous pouvez le constater vous-mêmes sur les radios.. son fils ne risquait pas grand chose. c'est que tout cela s'est déroulé au CHU de Heidelberg. car à présent on avait décelé rapidement ces petits diablotins de leucocytes.. Je lui dis qu'à condition de faire attention aux conflits. pour la première fois de son histoire. Et quelques-uns. Lorsque les médecins de la clinique uni476 . comme on dit. et nous avons trouvé la corrélation entre foyers de Hamer et les maladies cancéreuses dans les organes correspondants. C'est dans cette situation que le père du jeune homme vint me trouver. nous avons trouvé la corrélation exacte entre les conflits. d'une absence totale de système : ce qu'il y a de particulièrement macabre pour moi. trouva cela parfaitement logique et évident. autant que possible lorsque. Evolution : Bien que le dénouement soit heureux. il n'y avait plus rien à faire dans ce cas. Ensemble nous avons trouvé le conflit. consiste à faire des greffes de moelle osseuse à des gens en bonne santé. La famille tout entière y mit du sien. un expert en ordinateurs retraité. car la leucocytose se normalisera rapidement : au bout d'une semaine le nombre des leucocytes se situait de nouveau dans les normes. les foyers de Hamer au cerveau (après qu'à ma demande la clinique universitaire eut. où j ' a i travaillé autrefois comme assistant. la manière dont les choses se sont passées est à ce point aberrante qu'elle mérite d'entrer dans les annales de l'histoire de la médecine. Et effectivement. car à la clinique universitaire on ne lui donnait plus aucune chance.

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on est pris d'un haut-le-cœur devant l'arrogance ignarde de ces petits apprentis-sorciers. Quand on songe que le patient ne doit pas sa vie au fait que la moelle — prélevée dans ce cas-ci sur ses propres os — ait « pris ». Scanners et radios Page 477 : du côté gauche on reconnaît les ostéolyses (flèches) dans les arcs neuraux des vertèbres lombaires. c'està-dire en bonne santé) et si vous supportez cette greffe de moelle osseuse (c'est-à-dire si vous n'en mourez pas). Mais si vous pouviez vous décider à vous faire faire une greffe de moelle (en vue d'obtenir de meilleurs résultats on choisit de préférence des patients en pleine rémission. mais uniquement à l'erreur du radiologue. Sans compter que le patient est naturellement stérilisé. régression des diverses tuméfactions de ganglions lymphatiques. car si le patient refait dans des conditions aussi dramatiques un DHS analogue avec conflit de dévalorisation de soi. Il devrait remercier son ange gardien d'être sorti vivant de cette entreprise super-risque. dans le meilleur des cas. Hamer n'y était bien sûr pour rien ! Et voici maintenant ce qu'ils lui cornèrent aux oreilles : « A ce stade de pleine rémission.versitaire constatèrent que le jeune homme était de nouveau complètement rétabli — recalcification de toutes les ostéolyses. Pendant la phase leucémique de guérison. par des voies tortueuses. il s'agit d'un tour de passe-passe et d'une supercherie. contre la « promesse statistique » fallacieuse qu'en cas de survie elles auraient de meilleures chances de survie qu'auparavant ! Et un patient qui aura maîtrisé son conflit grâce au système de Hamer. vous aurez après-coup une chance de survie bien supérieure ! » Il vaut la peine de réfléchir un instant à ce calcul mirobolant. ils n'hésiteront pas à se parer des plumes du paon ! Le patient dont il est question ici a accepté cet « exorcisme prophylactique » en janvier 86 pour que « les blastes diaboliques aient plus de peine. à condition bien entendu que les vertèbres ne se soient pas affaissées auparavant. qui tue deux tiers des patients. normalisation de la formule sanguine — ils s'intéressèrent de nouveau à ce cas de « leucémie généralisée métastasiée en pleine rémission. où il jouait son va-tout. s'expliquant à la rigueur par un bon traitement chimiothérapique. ces ostéolyses se recalcifient relativement vite.. c'est-à-dire impropre à la procréation pour le restant de ses jours ! Abstraction faite de tout cela. à assaillir de nouveau la pauvre âme ». qui n'a pas irradié complètement sa moelle osseuse. » Pour eux il s'agissait évidemment d'une rémission spontanée.. statistiquement parlant. véritable attrape-nigauds : on conseille à 30 personnes en bonne santé — pour la seule raison qu'elles ont eu un cancer des os avec leucémie lymphoblastique dans la phase de guérison — de se soumettre à cette « roulette russe ». vos chances de survie sont réduites à tant pour cent. il aura de nouveau « la chance de faire une leucémie ». 478 . sera ensuite utilisé contre moi par mes détracteurs : après avoir récupéré ce « succès » à leur compte. il refait naturellement des ostéolyses et. C'est le niveau organique de la leucémie.

p. qui traduit la guérison. qui a été effectué environ 5 semaines après le début de la conflictolyse. Le foyer de Hamer en position frontale gauche et le foyer de Hamer fronto-péri-insulaire droit constituent pendant la phase active du conflit la « constellation schizophrénique ». C'est la peur de la catastrophe qui fonce inéluctablement sur le patient : celui-ci la voit venir. La flèche gauche inférieure montre un autre petit foyer de Hamer. Sur l'image inférieure de la rangée de droite la flèche supérieure droite signale la compression très nette du ventricule latéral droit. Cette image témoigne d'un processus expansif fronto-péri-insulaire. on peut déjà presque parler d'un conflit de dévalorisation de soi pratiquement généralisé. Au bout de 3 mois de conflit. on voit nettement la coloration foncée de la moelle comme expression du conflit de dévalorisation de soi en voie de solution. en haut à gauche : la flèche gauche plus épaisse vise le foyer de peur fronto-basal à gauche. qui sont également co-responsables de la phase de guérison leucémique. Sur l'image médiane de la rangée droite la flèche supérieure vise la corne antérieure. La flèche gauche supérieure vise un foyer de Hamer environné d'œdème dans la moelle fronto-pariétale : il se peut qu'il traverse le cerveau de part en part jusqu'à la base. qui traverse donc le cerveau du cortex à la base. mais décalée vers la gauche au-delà de la ligne médiane. lorsqu'il 479 . Dans ce cas. D'ordinaire. mais que l'on attend d'une embuscade. Les deux flèches minces en bas visent l'œdème modérément accru. un tourbillon. d'où la peur frontale par opposition à la peur dans la nuque. comme un remous. Nous n'avons malheureusement pas de cliché des poumons. ce qui correspondrait plutôt à une réaction enfantine. qui est provoquée par le processus expansif du côté droit. des osteolyses au bassin. qui est la forme de leucémie prépondérante chez les enfants. Elle n'est pas seulement amincie. la flèche de droite vise le conflit paracentral dans la moelle à droite.Dans la rangée de droite nous voyons sur l'image supérieure le gros foyer de Hamer frontal à gauche. qui refoule la citerne ambiante vers le milieu et présente un très important œdème de solution. ou recalcification. il y a bien plus de choses à voir sur un scanner cérébral que sur un thorax. fortement rétrécie. 474. concordant d'ailleurs avec la leucémie lymphoblastique. Mais cet œdème est loin d'avoir atteint son apogée. D'après mon expérience. Première page d'images. du ventricule latéral droit. ce foyer devrait correspondre plutôt à un carcinome bronchique. c'est-à-dire comprimée. que l'on ne voit pas. La flèche inférieure sur l'image médiane vise un des foyers de Hamer qui sont responsables des osteolyses des vertèbres lombaires. Sur la radio du bassin (détail) on reconnaît bien les ostéolyses foncées. On voit nettement des anneaux autour du point d'impact au centre. La flèche de droite sur l'image de droite vise le même conflit paracentral. Conflit de dévalorisation de soi pour cause d'envoûtement de l'épouse par un magnétiseur Sur le scanner cérébral ci-contre.

au cours d'une rixe. il fut relâché sur intervention de son père. le testicule droit enfla pendant quelque temps. Lorsqu'il fut remis en liberté. Le conflit de perte correspondant date de près de 40 ans : à l'époque. date de cette époque (scanner ci-dessus). c'est-à-dire qu'alors les ventricules latéraux sont totalement comprimés. 1 DHS : A l'âge de 18 ans il fut pris à partie par un jeune devant une boîte de nuit. Je présume que la cicatrice très nettement dessinée sur l'aire du lobe occipital qui est le centre-relais du testicule droit. et le patient fit un conflit de dévalorisation de soi doublé d'un conflit de territoire. il n'en tint pas compte. er e 480 . il a constamment peur du cancer. un jeune gars avait été happé par une voiture qui passait à ce moment-là et était mort sous les yeux du patient. La situation est typique et caractéristique d'un « conflit de perte » avec carcinome du testicule droit. qui fit de la détention préventive. le « coussin d'eau » des ventricules latéraux est complètement épuisé. sa femme. Le conflit était résolu. mais dans la joie de la liberté retrouvée. au centre-relais du testicule droit. l'autre glissa sous une voiture. La flèche en bas à droite vise une vieille cicatrice cérébrale. et fut tué sur le coup. Mis en détention préventive. Si bien que par bonheur le carcinome testiculaire droit ne fut pas remarqué ! Chez ce patient de 55 ans. il convient de mentionner d'emblée deux événements : Il avait 16 ans lorsque ses parents l'emmenèrent rendre visite à une tante. 2 DHS : Le patient avait 54 ans lorsqu'un « magnétiseur » envoûta son épouse. Depuis lors. atteint d'une leucémie lymphoblastique de 30 000. Depuis.est à son point culminant. Pour le patient. qui mourut du cancer à l'hôpital. qu'il n'avait pas vu venir. ce fut un choc terrible. mais au cours de l'échange de horions. Il réussit à se dégager. Il y eut une explication dramatique.

Tandis qu'il se mourait à l'hôpital. en décembre 85. Et comme la cortisone n'était pas prévue pour la leucémie. Sous l'effet des divers conflits actifs simultanés.avec qui il n'avait plus de relations intimes depuis 10 ans. Mais le médecin de famille ayant estimé que le patient avait pris assez de cortisone. 3 DHS : C'est au milieu de cette activité conflictuelle que mourut le père du patient. puisqu'il avait fait dans la zone péri-insulaire de l'hémisphère droit un conflit de territoire et. se rendait tous les jours chez le magnétiseur. il redevint le patient leucémique ! Or le « protocole » était formel : la fièvre est toujours le début de la fin prochaine. dans la moelle cérébrale à gauche une grave dévalorisation de soi avec ostéolyse correspondante de la 2 vertèbre lombaire. comme s'il resurgissait des profondeurs abyssales. on décida de le « lyser » en lui donnant une dose massive de morphine. Nos images de scanner datent de février 86. le patient perdit rapidement du poids. mais était resté assis chez lui. et s'imaginait qu'entre août et décembre 85 il avait été « fou ». Ne sachant plus que faire. Le lendemain il était mort ! e e 481 . parce qu'elle ne voulait pas d'enfants. qui avait toujours été pour lui le plus parfait camarade et le meilleur des amis. De surcroît. Ce fut pour lui la solution du conflit de dévalorisation de soi (№ 2. La glace étant maintenant rompue. de part et d'autre. comme s'il avait perdu la tête. il était par suite encore « plus mort » qu'avant. Aussitôt. il y avait toujours le grave conflit de dévalorisation avec composante sexuelle. Un beau jour il reçut la visite de sa sœur. et la coloration foncée de la moelle est un signe d'oedème. un prêtre se rendit chez son épouse et l'« exorcisa » de son envoûtement par le magnétiseur. Pour les médecins. au régime de 30 mg d'hydrocortisone par jour. mais ces affres furent de courte durée. reprenait du poids et se sentait infiniment las. il l'envoya à l'hôpital. A la suite de quoi. Le patient dit qu'il avait été touché au vif. lorsqu'il mourait de cachexie. A partir de là il avait constamment 30 000 leucocytes et même davantage. qui lui annonça avec une mine d'enterrement (janvier 86) que les médecins avaient diagnostiqué une mort prochaine. car des amis le remirent sur le bon chemin en lui expliquant la Loi d'airain du cancer. il n'était pas allé non plus à l'enterrement. plongé dans une profonde dépression. L'activité conflictuelle commença en mai 85. Mais à leur grand étonnement. En réalité. Pendant six mois il se porta bien. décida de l'arrêter. Le médecin de famille y perdit son latin. J'avais conseillé de maintenir cette dose jusqu'à ce qu'un scanner de contrôle montre que l'œdème de la moelle cérébrale avait de nouveau régressé. elle alla rendre visite tous les jours à son mari à l'hôpital et lui jura de ne plus jamais aller trouver le magnétiseur. Le patient fut de nouveau saisi de panique. c'est-à-dire deux mois plus tard. il se trouvait dans une « constellation semi-schizophrénique ». « jusqu'à la moelle des os ». On voit encore les deux anneaux du double conflit paracentral correspondant au sacrum. Il se reprochait amèrement de n'avoir pu lui venir en aide. il put parler aussi de sa dévalorisation à la suite de la mort du père. magnétiseur). il avait à présent un gros appétit. Il n'y avait plus d'espoir. Le patient fit immédiatement un accès de fièvre. Il refit surface.

ou les "métastases" ! Bah ! le radiologue n'a absolument rien vu. A quoi bon ? Pour voir les "infiltrats" leucémiques. figure de droite. qui correspond au côté droit de la 2 vertèbre lombaire. En effet. il avait aussi des douleurs à la tête. A l'époque de ce scanner. » e e e 482 . la 2 vertèbre lombaire se serait affaissée à droite (côté opposé). A côté. Sur l'image de scanner cérébral en bas nous voyons l'impact à gauche dans la moelle du cerveau. Elles ont été provoquées par le DHS de la mort du père. Il est en solution modérée. qui l'avait touché « jusque dans la moelle des os ». les ostéolyses de la 2 vertèbre lombaire indiquées par la flèche de gauche. Si ce conflit de dévalorisation de soi avait duré plus longtemps.Sur la figure d'en haut on reconnaît de nouveau l'œdème foncé de la moelle cérébrale. La flèche à droite indique le foyer de Hamer qui est le relais du conflit de territoire. Chez ce patient il n'en a été fait qu'un seul. du fait que les patients ont beaucoup de peine à se procurer les scanners cérébraux. pour les pontes de la médecine traditionnelle « c'est peine perdue de faire un scanner cérébral en cas de leucémie. Nous ne pouvons pas toujours voir aussi nettement la corrélation.

le DHS. la patiente fut profondément humiliée lorsque son gendre. du gendre. fit un conflit de dévalorisation de soi extrêmement nuancé. à tel point que l'on peut y distinguer trois aspects différents. dénoncé par des commerçants concurrents.Carcinome du corps de l'utérus doublé d'une leucémie myéloblastique pour un seul DHS Pour ce cas de leucémie myéloblastique où. qui était profondément humiliée pour sa fille. de fraude. la patiente. de confiance. qui amenaient celle-ci à s'identifier automatiquement à tout ce qui touchait de près ou de loin à son enfant. puisqu'il s'agissait d'un homme. fut inculpé de malversation et incarcéré. correspondant évidemment à trois impacts sur le plan organique. er 483 . peut-être aussi dans les vertèbres cervicales. Comme dans cette « sale affaire » il y avait une composante semi-génitale. après la conflictolyse. éclaboussée par cette déchéance morale. fit un carcinome du corps de l'utérus. Cet aspect provoqua des ostéolyses. nous ne disposons pas de scanner cérébral. dont l'impact est toujours fonction de la coloration du conflit au moment du choc brutal. Un aspect intellectuel et moral du conflit de dévalorisation de soi : il s'agissait de probité. Mais en même temps. notamment dans la calotte crânienne. 1. mais en revanche les radios sont particulièrement typiques. de manque de franchise à l'égard de toute la famille. 1 DHS : Par suite des relations exceptionnellement chaleureuses entre la fille et la mère. les leucocytes grimpèrent en l'espace d'un mois jusqu'à 68 000.

Nous voyons qu'un certain nombre de vertèbres lombaires présentent des ruptures de plaques cartilagineuses de plateaux vertébraux . parce que l'on s'imaginait autrefois que des nodules cartilagineux s'imprimaient dans la plaque cartilagineuse et se recalcifiaient ensuite. on baptisait jadis du nom de ceux qui les avaient découverts (Schmorl : anatomopathologiste allemand). du fait que la patiente se sentait personnellement cassée et brisée dans son honneur et sa fierté. Un aspect de dévalorisation centrale. faute de pouvoir se les expliquer. En réalité ce sont des ostéolyses situées immédiatement au-dessous de la plaque cartilagineuse qui amènent celleci à s'effondrer parce qu'il leur manque le support osseux.2. C'est un exemple parmi beaucoup d'autres de la manière dont des symptômes que. s'expliquent faci484 . on les appelle « nodules de Schmorl » ou hernies intraspongieuses.

à droite : nodules de Schmorl. Le terme de chronique évoque quelque chose qui dure longtemps ou qui revient toujours. c'est-à-dire en fait pour une « phase de guérison ». ne peut être associé qu'à la région du bassin. mais bénéficia d'un traitement à la cortisone bien adapté à son cas. bouscula son fils et lança un vigoureux coup de pied en direction de celui-ci. qui touche une pension d'invalidité pour leucémie. Il a commencé son apprentissage à l'âge de 13 ans dans l'entreprise artisanale de son père. conflit de peur dans la nuque et cancer de la muqueuse buccale. Le conflit ne fut résolu qu'en janvier 86 à la suite des premiers débats judiciaires. Page 483 en haut. Sous prétexte que son père avait de petites amies et maltraitait sa mère. Il y a travaillé 13 ans avant de s'établir à son compte. mais se heurta à une résistance farouche. il voulut la contraindre par la force. La patiente eut à supporter quelques mois douloureux. La flèche pointée sur la 2 vertèbre lombaire montre une importante ostéolyse qui est sur le point de s'effondrer et de devenir un nodule de Schmorl. décida de ramener sa femme à la maison. tout en continuant d'habiter à côté de ses parents. 1 DHS : 1976 Conflit de dévalorisation. Un beau jour le papa jugeant que son « veuvage » avait assez duré. mais il s'agit de conflits différents. conflit de territoire. e Leucémie myéloïde pseudo-chronique provoquée par une série de conflits de dévalorisation différents et donnant lieu à une mise à la retraite anticipée pour cause d'invalidité Il s'agit d'un peintre en bâtiment de 35 ans. Il n'hésita pas à donner un coup de pied à son épouse. de l'affaire. A partir de ce moment les leucocytes se mirent à grimper et atteignirent dès le mois de février le taux de 68 000. Ce patient refait toujours de nouveaux conflits de dévalorisation. semi-génital. L'aspect « moche ». C'est un peu comme si l'on excluait un athlète des Jeux Olympiques sous prétexte que ses performances sportives sont exceptionnelles. 3. Les ostéolyses du sacrum et des os iliaque et pubien montrent à l'observateur expérimenté qu'il s'agit ici d'une personne en pleine débâcle. Alors que les ostéolyses ne furent remarquées qu'en février 86. le carcinome du corps de l'utérus le fut assez rapidement (au bout de 3 mois à peine) à la suite de saignements peu importants et du fait que la patiente perdait du poids et n'arrivait plus à dormir. mais 485 er .lement aujourd'hui comme symptômes partiels de la vaste maladie qu'est le cancer. A bout d'arguments. ou points de rupture de la plaque cartilagineuse cerclés. celle-ci lui demanda en 1975 de venir s'installer chez lui.

486 .

en proie à une émotion soudaine et violente : le faux-jeton. qui devait déboucher sur une mise en invalidité précoce. 2' DHS : Un malheur. La victoire changea in extremis de camp et le papa restait maître du champ de bataille. il fit pendant quatre semaines une « stomatite ulcéreuse ». le patient. Tantôt il se réconciliait avec son père. Au cours des années suivantes. réprimandant son père qui. ne vient jamais seul. Il se sépara de sa petite amie. il commença la construction d'un petit pavillon de banlieue. Tout le monde allait savoir maintenant qu'il valait encore bien moins cher que son père. Par ailleurs. dans lequel il devait emménager en janvier 80. Que depuis des années déjà tu as avec elle des relations intimes. une jambe en l'air. correspondant aux dévalorisations sur le plan intellectuel et moral : les foyers de Hamer sont encore bien visibles sur le scanner cérébral. qui en fait constituait la phase de guérison du cancer ulcératif de la muqueuse buccale. s'il avait de petites amies. dit le proverbe. lorsque sa femme déchira d'un seul coup brutal le rideau de l'hypocrisie. Le DHS de peur dans la nuque — peur du père — amorçait une longue série de conflits dramatiques. le fiston attrapa au vol le soulier du paternel.bien plus leste. au cours des semaines et des mois suivants. atteinte de plein fouet par la poudre sternutatoire du pistolet paternel. On ne's'aperçut pas de la leucémie. tout en se drapant dans sa dignité de défenseur de la morale. Au mois d'avril. Au mois d'août. Mais je ne veux pas de divorce. mais conservait le prestige des martyrs défenseurs de la morale. en direction de la porte. CL : En 1979. au mois de mars. Je suis au courant de tout. Dislui donc adieu ! » Ce coup de foudre dans un ciel serein le laissa dénudé et noirci. au lobe frontal à droite. qui trompait sa femme. tomba des nues et de son piédestal en entendant sa femme lui dire en toute sérénité : « Je sais que tu as une petite amie. A peine sorti de l'hôpital. Des années durant il avait joué au vertueux. il se réconcilia définitivement avec son père. qu'il devait déjà faire à l'époque. atteinte par le coup de pistolet. sortit de sa poche un pistolet à poudre sternutatoire et tira à bout portant dans la figure de son fils. Les premiers hématomes au tibia 487 . n'en faisait au moins pas mystère. Le fils se sentait de plus en plus las. c'était maintenant lui. Ce fut déchirant. il fit un cancer de la muqueuse buccale. le père ne se privant pas alors de dire crûment son fait au fiston en lui rappelant sa tartuferie. et en maniant le pinceau. qui se voyant traîner. tantôt des altercations violentes les mettaient de nouveau aux prises et donnaient lieu à un déballage en règle de vieux linge sale. a eu son impact dans une aire cérébrale bien spécifique. gravement atteint. il eut bien de la peine à retrouver son équilibre. Les vaincus hurlaient de rage et de douleur : il fallut emmener d'urgence le fils à l'hôpital pour y soigner son œil droit. il avait de la peine à se tenir sur ses jambes. qui avait perdu des plumes. La dévalorisation de soi qu'il fit sur-le-champ.

Scanner cérébral : à droite en bas : la petite flèche frontale montre le relais cérébral dont dépendent les ostéolyses de la calotte. elles sont guéries à la grande surprise des médecins. brutale jusqu'aux portes de l'enfer. un au tronc cérébral. on découvrit la leucémie myéloïde chronique. il se rendit compte. Quant aux ostéolyses. p. Grosse flèche à droite au centre : relais dont dépend le conflit de territoire (avec le père). la flèche de gauche signale la moelle foncée de bout en bout. Scanner en bas à gauche : la flèche indique l'œdème au pont. La flèche en bas à droite est pointée vers le foyer-relais du conflit du nid au cervelet qui réagit toujours avec le foyer-relais du conflit de territoire. de l'absurdité et de l'idiotie de cet « horrortrip ». m'a-t-on dit.firent leur apparition au mois de janvier 80. et un au diencéphale). pont. Les leucocytes se montrant réfractaires aux traitements de plus en plus agressifs et les thrombocytes se faisant de plus en plus rares. fut renvoyé dans ses foyers pour y vivre d'une pension d'invalidité. avec en plus. de la colonne vertébrale (dont je n'ai pas de radios) et de la calotte. Flèche tout en bas. avec un taux de leucocytes de 216 000. baptisées sans rime ni raison « infiltrats leucémiques ». En avril. Il lui doit son salut. Grâce à un peu de cortisone et à un zeste de patience. à droite : foyer de Hamer relais pour le conflit de peur dans la nuque. mais surtout grâce à la compréhension du système qui confère au patient la quiétude et le sang-froid. Ce n'est surprenant que pour les ignorants ! Radios et scanners cérébraux : en haut à gauche. Entre les deux : flèche pour le carcinome de la muqueuse buccale gauche (foyer de Hamer au centre-relais à droite). en découvrant juste à temps. la vue latérale de la calotte présente une ostéolyse étendue de la voûte crânienne. la Loi d'airain du cancer. juste après l'emménagement. surtout à gauche. relais correspondant au cancer de la muqueuse buccale (qui a deux relais. 488 . rejeté par la médecine traditionnelle. une ablation de la rate. En vertu du « protocole ». il a aujourd'hui contourné le cap de Bonne-Espérance. le « réfractaires » ayant mis en échec tous les raffinements de torture inventés par cette inquisition moderne. 486. En effet. à droite pour l'œil gauche. il fut soumis alors à une chimiothérapie continue.

Des mois durant le patient fut seul à porter le secret de cette nouvelle désastreuse. il allait devenir chef de service. Lorsque son chef lui annonça en octobre 86 avec une brutalité sans pareille : « Monsieur H. il n'aurait fait alors que la décevoir inutilement.Mort tragique d'un patient de 52 ans à la suite d'une faute professionnelle Ce patient de 52 ans n'était « pas encore » considéré comme un cas de leucémie. il a ponctionné le péritoine et oublié la sonde. il prit son courage à deux mains et lui avoua qu'il ne serait pas promu.. Dans son entreprise il se trouvait par conséquent sur une voie de garage. surgirait peut-être bien quand même — et il vallait donc mieux ne pas lui en parler. et sur le plan financier le ménage tablait déjà dessus. ne comptez plus sur votre promotion au poste de chef de service. après qu'un urologue lui eut fait une section haute (ponction de la vessie à travers la paroi abdominale) : alors que la vessie était à moitié pleine. Elle le prit mieux r e 489 . Il continuait cependant d'espérer encore un tout petit peu qu'une situation nouvelle. Il mourut d'une péritonite aiguë. Pour le patient cela aurait été le couronnement de sa carrière. L'assurance de cet homme fier avait craqué ( l lombaire). CL : Parti en congé avec sa femme au mois de novembre. (De toute manière c'était un « cancéreux » !. inespérée. Sa femme y comptait fermement... Au mois d'avril 86 il fit un DHS avec conflit de territoire en apprenant par des « fuites » que contrairement à ce qui était prévu il ne serait sans doute pas promu chef de service. bien que le taux de leucocytes dans le sang se situât déjà entre 15 000 et 19 000 et qu'il fût en complète phase de guérison.. pratiquement jeté à la ferraille. et le poste étant vacant. ce patient de 52 ans fit un nouveau DHS avec conflit de dévalorisation de soi.) Le patient était employé dans une grande compagnie d'assurances. il n'osait arracher sa femme aux châteaux qu'elle se construisait en Espagne et lui dire ce qu'il savait depuis longtemps.. nous avons besoin de gens plus jeunes ! ».

Il ne montre que trop bien à quel point le pronostic induit la thérapie. signalaient en fait une leucémie en tant que phase de guérison de sa dévalorisation de soi.. fin février.. il arrivait toujours à se libérer de la panique. En revanche. les médecins qu'il avait consultés en raison de sa toux persistante. on lui retira aussi la sonde. malgré le « nous ne pouvons malheureusement plus rien pour vous » du médecin-chef de la clinique des poumons lui ouvrant la porte de sortie. Et que vous le croyiez ou non — il me l'a dit lui-même — c'est ce diagnostic atterrant qui a en fait résolu son conflit de dévalorisation . ce conflit de territoire était résolu. à présent. auquel on fit appel et qui devait examiner la vessie. celui de la dévalorisation de soi. Rares sont les « équilibristes » qui réalisent le tour de force de survivre en menant de front la Loi d'airain du cancer et la médecine brutale ! er 490 . Il n'y avait pas de doute possible.. on ne pouvait vraiment plus rien pour lui. Lorsque le patient fut amené le lendemain matin avec une péritonite aiguë au service chirurgical d'un hôpital. il n'avait plus aucune raison valable de mourir.. en effet. Et malgré tout ce rituel psycho-technique de torture oncologique avec rayons et « pronostic zéro ». les douleurs étaient sans doute dues aux frottements de la sonde.. accompagnée des symptômes caractéristiques de lassitude et de bon appétit : le seul « hic » c'étaient les douleurs (périostiques) de la première vertèbre lombaire. qu'il traînait comme une savate depuis le mois d'octobre. on n'y peut rien. il voulut éviter d'être dérangé trop souvent pendant le week-end. Pour la première fois il eut quelques difficultés à uriner.. Un cas absolument tragique. constatèrent chez lui un cancer bronchique au lobe supérieur et moyen du poumon droit. sa non-promotion s'expliquait tout naturellement par la maladie. il ne pouvait pas parler du second conflit. A vrai dire. L'urologue. bien qu'il n'ait jamais eu d'ennuis avec la vessie. comme expression de la phase de guérison du 1 conflit (conflit de territoire avec cancer bronchique). Les 19 000 leucocytes qui firent croire aux médecins qu'il faisait une infection. ce patient aurait pu se faire de très vieux os. Lorsqu'il sortit de l'hôpital. c'était ce diagnostic qui mettait fin à sa « perte de face ». bon. et puis après tout. D'ailleurs. ce n'est pas la peine de tellement fignoler. à éviter que ses conflits redémarrent. Mais comme pour lui le patient n'était qu'un « cancéreux condamné sans espoir » — il ne connaissait pas la Loi d'airain du cancer —. CL : du conflit de dévalorisation : Puis. Il mourut d'une vétille : à l'hôpital. d'autant qu'il avait compris la Loi d'airain du cancer et se sentait rassuré depuis. On lui posa une sonde à lui aussi. le savait bien. Depuis. les douleurs dans la première lombaire étaient devenues plus supportables depuis qu'il avait compris le système. avec un patient comme ça. tous les malades qui ont de la peine à se déplacer sont sondés.qu'il ne redoutait. qui est une raison plausible et incontournable. pour que l'infirmière de nuit ait moins de travail. il arrivait maintenant à en parler. A présent il toussait sans désemparer.

et fronto-insulaire. voir flèche en bas à droite). De part et d'autre il s'agit d'un conflit de territoire sinon très marqué. Tel est donc le mécanisme de la lombalgie (lumbago). 489 en haut à gauche) nous voyons le dessin typique de la moelle œdématisée. mais l'image est bien meilleure et plus précise sur le scanner du milieu. Les trois flèches supérieures à droite visent le foyer de Hamer supra. qui correspond au conflit de territoire (avril 86) et au cancer bronchique. Sur la radio à droite nous voyons l'ostéolyse de la lame de l'arc vertébral de la première lombaire. Cet arc fracturé a une capsule périostique tendue à éclater (du fait de l'œdème osseux pendant la phase de guérison. qui ne se manifeste que pendant la phase de guérison. Ce qu'il y a de particulièrement intéressant dans ce scanner de la première lombaire c'est que l'on peut y démontrer avec précision la raison des douleurs. Les deux flèches inférieures à gauche et à droite désignent à peu près l'emplacement de la première vertèbre lombaire. Dans 491 .Sur le premier scanner cérébral (p. du moins assez généralisé.

elle fut élevée par sa mère et le frère de celle-ci. Un cancer pour avoir été embrassée à l'âge de seize ans Peut-on attraper le cancer pour avoir été embrassée à l'âge de 16 ans ? Sûrement pas aussi facilement aujourd'hui. le patient éprouve soudain un soulagement spontané. digne d'un conte de fée. mais on trouve rarement des images aussi instructives où l'on puisse voir et expliquer aussi bien ce mécanisme. n'auront pas de peine à se figurer les tourments endurés par cette jeune fille.ce cas-ci on voit aussi que le danger de rupture dû aux arêtes vives des os. Embrassée un beau jour à l'improviste par un ami de 20 ans. Ceux de mes lecteurs qui ont connu ce temps-là. La radio de la page 491 montre le cancer bronchique dans le lobe moyen et supérieur du poumon droit. Comme ses règles s'étaient arrêtées comme par enchantement immédiatement après cet incident mémorable. c'était encore tout à fait possible. elle vit ses craintes irrémédiablement confirmées. mais celui-ci n'a plus d'œdème et il n'y a donc pas de processus expansif.. fonctionne selon un autre code et fabrique du cal. A la suite de la conflictolyse. Ce qui est intéressant c'est que ce carcinome n'ait absolument pas bougé depuis sa découverte en février 87. lorsque la conflictolyse remontait déjà à 3 ou 4 mois. s'imaginant qu'elle allait en avoir un enfant et que cela se voyait déjà. En soi cet ostéosarcome est un tissu cicatriciel anodin. mais il arrive souvent qu'il prenne des proportions énormes. Mais à l'époque. parce que l'œdème s'écoule. Les médecins n'arrivaient pas à comprendre et finirent par l'attribuer à leur fameuse « bombe au cobalt ». Ce petit scanner cérébral en bas montre en marge une vieille cicatrice d'ulcère gastrique (ulcus ventriculi). elle cessa de se paniquer pour des prunes. sa mère ayant complété entretemps son instruction. la patiente avait alors 16 ans. Ce n'est pas le cas ici. dont le patient a longtemps souffert depuis 1973. avec ensilage de cal. Dans un cas pareil. C'est à cela que ressemble une vieille cicatrice cérébrale : on voit bien le tracé du foyer de Hamer. est très sérieux. en 1957. La citerne ambiante à droite n'est plus déplacée. « Avertie » au bout d'un an à peine. Dans aucun domaine la petite fille ne reçut une éducation aussi stricte et rigoureuse que sur ce plan-là.. pendant la phase de guérison. faite jusque-là de « oui-dire ». qui renonça à se marier pour « tenir lieu de père » à sa nièce. la petite s'affola. N'était-ce pas ce que lui avait toujours raconté sa mère ? C'est d'elle qu'elle avait d'ailleurs le plus peur. Il lui fallait maintenant reprendre les kilos perdus pendant cette période de conflit actif. Je dois dire que c'était l'une des patientes les plus intelligentes que j'ai jamais connues. Fille naturelle. les saignements furent d'abord 492 . Cette prolifération luxuriante du cal donne alors ce que l'on appelle un ostéosarcome périvertébral. Mais en même temps que l'œdème s'écoule aussi la plupart du temps le tissu osseux de l'ostéolyse qui. Plus tard elle raconta que cette panique dans laquelle elle avait vécu pendant près d'un an était de loin le conflit le plus terrible qu'elle ait jamais vécu. afin qu'elle ne « commette pas la même faute » que sa mère.

Quant à la sexualité. qui devait dater de cette époque. Qu'une jeune fille de 17 ans aille trouver un gynécologue était inconcevable dans ce temps-là. l'épouse demeurait sinon sur un pied de guerre. un bilan complet fut prescrit en mars 85. S'étant mariée tard. C'est alors que l'on crut découvrir le coupable de ce tremblement des muscles. la patiente n'avait encore jamais subi d'examen gynécologique. dû à notre ignorance à tous. était bien entendu passé inaperçu. y compris 493 . du moins sur ses gardes. puis les menstruations se normalisèrent progressivement. cette erreur de diagnostic fut le début d'une fin cruelle ! « Métastase d'un cancer du côlon ». puisqu'en fait le problème était résolu et enterré depuis bientôt trente ans ! Mais comme il n'avait pas lu mon livre : « Le cancer. S'il avait été au courant de la Loi d'airain du cancer.très abondants. comme on peut le constater sur le scanner cérébral effectué un an plus tard. fit en apprenant la nouvelle un conflit central au centre de la motricité : un conflit paracentral. Non seulement elles mettent en évidence la corrélation cérébroorganique à propos d'un processus cancéreux. Images Les images ci-dessus de septembre 85 ont une valeur documentaire de premier ordre. La patiente. le cancer en sommeil du col de l'utérus fut immédiatement rendu responsable de la myastasie ! Jusque-là. l'armistice n'ayant encore jamais été signé. de part et d'autre de la ligne médiane. mais elles illustrent aussi un cas de profonde tragédie humaine. Le cancer du col de l'utérus. l'oncle qui lui tenait lieu de père fit un cancer bronchique. la fertilité n'était pas un problème à l'ordre du jour. En octobre 84. Inactivé depuis près de 30 ans. Comme la « myastasie » des jambes ne s'améliorait pas — l'oncle ne se rétablissant pas —. qui était très attachée à son oncle et lui conserva toute sa vie une immense reconnaissance. le médecin-chef de la clinique n'aurait pas attaché d'importance à ce cas. maladie de l'âme ».

que nous voyons en position ventrale du corps de la vertèbre. On s'imagine facilement que le périoste. 493. conformément à la vue latérale de la vertèbre sur la radio de la p. qui ne se rétrécit aucunement lorsque s'effondre le corps vertébral. Sur le scanner à gauche nous voyons les deux impacts des foyers de Hamer. on a souvent confondu de tels ostéosarcomes avec des ganglions lymphatiques calcifiés. dans lequel ce fragment de corps vertébral nage comme un poisson dans l'eau. Nous voyons clairement que le périoste s'est décollé (flèche à gauche en bas). sans avoir aucune importance du point de vue statie e e e 494 . L'œdème d'un corps de vertèbre ne se produit que pendant la phase postconflictolytique.la mienne. Ce n'est qu'à partir de plusieurs cas de ce genre survenus simultanément que j ' a i appris moi-même à déceler dans ce phénomène un mécanisme très fréquent : l'écoulement d'un œdème de réparation avec restes d'ostéolyse osseuse à la suite d'une rupture ou de la perforation d'une capsule périostique. qui est menacé d'effondrement. qui sont responsables des ostéolyses de la 4 et de la 5 vertèbre lombaire : de la 4 il ne reste d'ailleurs plus qu'un mince reste cunéiforme. Par conséquent. Sur l'image ci-dessus nous voyons ainsi un cliché du périoste éclaté ou rompu de la 4 vertèbre. Mais pendant cette phase. Du fait que jusqu'ici la médecine classique n'a pratiquement pas pris en compte ce phénomène. l'os court un danger maximum d'affaissement tant que le cal n'y a pas été incorporé et encastré en quantité suffisante. même s'il n'y surnage plus qu'un petit fragment de corps vertébral. Dans la masse osseuse nécrotisée qui s'est écoulée il commence à se former immédiatement du cal. se gonfle d'œdème au cours de la phase postconflictolytique. il faudrait normalement que le patient demeure alité et que l'on évite de surcharger le corps de la vertèbre. En pareil cas on a un coussin périostique rempli à craquer par l'œdème.

En mars. Depuis le mois de mars 85 la patiente était hospitalisée dans une « clinique cancérologique ». Mais c'était comme si un fragment de bois ou de pierre flottait dans une grosse bulle d'eau. dans le sillage du premier conflit encore actif. un conflit de dévalorisation bien circonscrit (pas généralisé) des deux côtés. e e e 495 . Non seulement cela fait très mal. la patiente avait d'une part le conflit central actif. et la cible principale sur le plan organique c'est la 4 vertèbre lombaire. reçoit une nouvelle impulsion. Or il se produisit alors ce que j'ai appris depuis à redouter comme la peste : la 4 vertèbre était affaissée (voir radio). mais ce qui ne devrait plus se passer aujourd'hui que nous connaissons la Loi d'airain du cancer : la bulle périostique gonflée d'œdème éclata ! Une partie du tissu osseux. la mort de son oncle provoqua un nouveau conflit central. le conflit central. lui assurant que l'on viendrait à bout de son cancer du col utérin. En raison de cet impact bilatéral du conflit de dévalorisation. A noter cependant qu'une fois qu'on les connaît. l'œdème de guérison se mit à jaillir comme d'habitude au dedans.que. ces problèmes mécaniques sont assez faciles à résoudre. par exemple la position assise. S'il est vrai que le patient éprouve souvent un soulagement momentané à la suite de la rupture. il se tient pratiquement sur ce coussin statique. et d'autre part. déjà décalcifié à ce moment-là. Le périoste entourait ce fragment d'os vertébral comme un sac bien trop large. atteinte des deux côtés. On lui fit des rayons. car de toute évidence la connexion nerveuse avec le cerveau était demeurée intacte. l'ostéosarcome a comprimé l'uretère gauche et. le bassinet gauche est engorgé au maximum. Le 24 mai. A partir de là. qui entraînait une paralysie partielle des jambes. c'est qu'à l'époque nous n'étions pas encore en mesure de comprendre les relations de cause à effet. Dans le cas présent. mais commença aussitôt à produire du cal devant la vertèbre lombaire — en position ventrale —. les conséquences de l'ostéosarcome sont trop souvent cruelles — mécaniquement parlant. comme en témoigne le scanner cérébral. elle fait un nouveau DHS. lors de la découverte du vieux cancer du col de l'utérus. A la suite de la conflictolyse. la 4 vertèbre commence à s'affaisser avec une étonnante célérité. qui naturellement n'était pas en mesure de supporter la pression statique. Quand le patient se redresse. où il va mourir le 24 mai. Le 20 mai. Lorsqu'elle apprend en ce même mois de mars qu'elle a un cancer du col de l'utérus. 494. alors que dès le mois de mai la vertèbre s'est tassée à la hauteur d'un centimètre. Il se produisit donc ce qui deva