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Curso: Biomedicina

Profa.Camila Castellan

NORMAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO NO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA

As aulas práticas de Microbiologia têm como objetivo ensinar ao acadêmico os princípios gerais e métodos utilizados no estudo de microbiologia. Nestas aulas utilizaremos uma variedade de bactérias, sendo algumas patogênicas para o homem, portanto é essencial que as normas sejam seguidas, a fim de se evitar contaminações acidentais.
01- O uso do jaleco é obrigatório. 02- Cabelos longos devem ser amarrados de forma a não interferir com reagentes e equipamentos. 03- Limpar e desinfetar a superfície das bancadas antes e depois de cada aula prática. 04- Lavar as mãos ao iniciar a análise, ao sair do laboratório e sempre que for necessário. Se for portador de algum ferimento nas mãos, procurar não tocar no material. 05- Identificar as amostras, bem como o material a ser utilizado antes de iniciar a análise. 06- Utilizar exclusivamente material estéril para a análise. 07- No caso de derramamento do material contaminado, proceder imediatamente a desinfecção e esterilização. O mesmo procedimento deverá ser repetido se ocorrer ferimentos ou cortes. 08- Não comer, beber ou fumar no laboratório. 09- Manter canetas, dedos e outros longe da boca. 10- Não utilizar material de uso pessoal para limpar os objetos de trabalho. 11- Avisar ao professor em caso de contaminação acidental. 12- Depositar todo o material utilizado em recipiente adequado, jamais deixando-os sobre a bancada. 13- Flambar as alças, agulhas e pinças antes e após o uso. 14- Os cultivos após a leitura devem ser esterilizados, portanto não os colocar na estufa ou despejar na pia. 15- Ao acender o Bico de Bunsen, verificar se não há vazamento de gás ou substâncias inflamáveis por perto. 16- Trabalhe sempre próximo ao fogo.

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permanecendo roxas. visto que através dela se definem características morfológicas e tintoriais da bactéria em pesquisa. Figura 1 Aula Prática : Microscopia de Gram A parede celular de bactérias Gram-positivas difere-se das bactérias Gram-negativas pela presença de uma espessa camada de peptidoglicano e pela ausência de uma membrana externa. mantendo-a próximo a chama. 3. não deve ser utilizada para Flambagem). As zonas da chama são: Zona Neutra (é uma zona fria e. as bactérias Gram-negaticas liberam o complexo formado. 2.Fixe o esfregaço. uma técnica primordial no diagnóstico microbiológico.Flambe uma alça. 3 . Esta diferença de constituição da parede celular é a base da coloração de Gram. 1). 2. Técnica: -Esfregaço da cultura bacteriana líquida: 1. enquanto que as Gram-positivas retêm o complexo. O cristal vioeta e o lugol formam um complexo denominado iodopararosanilina. 4. para que o material fique bem aderido. passando a lâmina na chama do bico de Bunsen.Retire uma gota da água estéril e deposite sobre a lâmina. álcool-acetona e fuccina (ou safranina).Espalhe o material com a alça em movimento circular. deixa esfriar. e retire uma amostra da cultura sólida. portanto.Flambe novamente a alça. obtendo um esfregaço de forma oval. portanto. como se cortando a chama. -Esfregaço de cultura bacteriana sólida: 1. já podem ser usadas para a Flambagem). mas confere a cor avermelhada as bactérias Gram-negativas. No caso da Microbiologia deve ser utilizada a chama azul porque esta atinge maior temperatura e não forma fuligem. Zona Redutora e Zona Oxidante (são zonas onde já ocorre a combustão e. o qual confere coloração roxa tanto pelas bactérias Gram-positivas. (fig. 3. quanto as Gram-negativas. pois a camada de peptidoglicano é de pequena espessura. uniforme e fino. lugol. espere esfriar. deixe esfriar. Com a adição de álcool-acetona. Para isso ele apresenta uma regulagem que torna possível selecionar o tipo de chama ideal para o trabalho. repetindo este procedimento 3 vezes. É importante ressaltar que a chama apresenta diferentes zonas. A adição de fuccina (ou safranina) não altera a cor das Gram-positivas.OBS: A utilização do Bico de Bunsen é essencial pois visa a diminuição de microrganismos no campo de trabalho através do calor. que foram descoloridas pelo álcool-acetona. e tal fato é importante para que o processo de Flambagem seja executado adequadamente. já que certas zonas da chama devem ser evitadas. A coloração de Gram consiste em tratar bactérias sucessivamente com cristal violeta.Retire uma amostra da cultura com a alça e deposite no centro da lâmina.Flambe uma alça. mantendo-a próximo a chama.

novamente lave a lâmina. (Não esqueça de colocar uma gota de óleo para imersão sobre o esfregaço) 4 .Lave a lâmina em jato fraco de água corrente.Cubra a lâmina com lugol (Gram II). e homogeinize com movimentos circulares. 8.Leve a amostra até a gota de água depositada sobre a lâmina. 7.Fixe o esfregaço. deixe agir por 30 segundos.Leve a lâmina ao microscópio e observe em objetiva de imersão. deixe agir por 1 minuto e depois lave novamente a lâmina. repetindo este procedimento 3 vezes. verifique a descoloração que deve ocorrer em cerca de 20 segundos. 2.Adição de Corantes: 1. 5. e a seguir seque o restante da lâmina na chama do bico de Bunsen (como se estivesse “cortando” a chama). do lado contrário ao esfregaço. para que o material fique bem aderido.4. para obter um esfregaço de forma oval.Cubra a lâmina com fuccina Gram IV). 5.Cubra a lâmina com a solução de álcool-acetona (Gram III). 6. e. 3. .Coloque a lâmina com o esfregaço sobre um suporte.Seque inicialmente o lado da lâmina oposto ao esfregaço com papel toalha.Cubra a lâmina com cristal violeta (Gram I) e deixe agir por 1 minuto. como se cortando a chama. passando a lâmina na chama do bico de Bunsen. 4. uniforme e fino.

Para ajudar você a fixar o conteúdo. Responda-as e entregue junto com o relatório. foram elaboradas algumas perguntas a respeito desta aula.Fale sobre o fundamento da técnica de Gram. 1. Nome do(a) acadêmico(a): __________________________________________________ Nome do(a) professor(a): ________________________________________________________ 5 . mostrando a morfologia bacteriana e a reação tintorial. Ο 2.Faça um desenho esquemático do que foi visualizado no microscópio.

através de métodos físicos ou químicos. É indicado para esterilizar vidrarias. o calor seco é o preferido. como pele e mucosas. DESINFECÇÃO: Consiste na destruição.12% para anti-sepsia intra bucal. etc. sendo que o desempenho do calor úmido (autoclave) é melhor. ou seja. objeto. Visa eliminar a potencialidade infecciosa do objeto. por exemplo. ao serem expostos a altas temperaturas.Aula Prática: Desinfecção e Esterilização ESTERILIZAÇÃO: Processo que visa a destruição total de todas as formas de vida de um material ou ambiente. Para ser eficiente. ex. Alguns microrganismos produzem esporos. ANTI-SEPSSIA: Desinfecção de tecidos vivos. I. com tempo de exposição de 60 a 120 minutos em estufas elétricas equipadas com termostatos.Os materiais devem estar rigorosamente limpos e adequadamente embalados. e materiais impermeáveis como ceras. através do Clorexidine a 0. como os esporos. pomadas e óleos.1. remoção ou redução dos microrganismos presentes num material inanimado. ou forno de Pasteur). pois nesse caso o microrganismo fica apenas inibido. ou serão introduzidos diretamente na corrente sangüínea. tesouras. 6 . aqueles que durante o atendimento odontológico penetrarão em pele e mucosa.Esterilização por calor seco (Estufa ou forno de Pasteur) Este tipo de esterilização é realizado a temperaturas de 140ºC a 180ºC. que resultam na morte dos microrganismos. fios. portanto é o método indicado para uso em itens que de forma alguma podem ser usados quando houver qualquer tipo de contaminação. são destruídos. Pode ser feita. sendo portanto de alto risco (p. 37ºC. I. classificados como “críticos”. A utilização do calor seco leva mais tempo que o calor úmido. Existem diversos métodos de esterilização: Físicos ou Químicos. campos.Aquecimento da estufa até a temperatura desejada antes da colocação do material. sonda periodontal. ou seja. os quais podem oxidar na presença do vapor da autoclave. sonda exploradora.) A melhor maneira de garantirmos a destruição de microrganismos presentes em instrumentos e equipamentos é mediante o uso do calor. superfície ou local. Assim. O calor seco ou ar quente em temperatura suficientemente alta levam a desnaturação e oxidação das proteínas. e não é destruído.ESTERILIZAÇÃO: A esterilização é o processo que inativa todos os microrganismos presentes em determinado material ou ambiente. Portanto as técnicas de esterilização devem destruir tanto a célula bacteriana. podendo permanecer inativos por longos períodos e depois voltar ao estágio inicial de infectividade. . LIMPEZA: Remoção de sujidades que indispensavelmente antecede os procedimentos de desinfecção ou esterilização. este processo depende de: . mas como existem materiais que não podem ser esterilizados no calor úmido. instrumentos de corte ou de ponta. Mas definitivamente os métodos de esterilização mais empregados em odontologia são os que utilizam o calor. seja este úmido (autoclave) ou seco (estufa. o que não acontece quando os colocamos em contato com baixas temperaturas. que são formas de resistência. A maioria dos microrganismos que causam infecções em seres humanos desenvolvem-se em temperaturas próximas a do corpo. ASSEPSIA: Procedimentos que visam evitar o retorno da contaminação a um superfície ou local. gaze.

os materiais ou objetos contaminados não são esterilizados com segurança pois alguns esporos bacterianos podem resistir a 100ºC por mais de 1 hora. . temperatura./pol² . É essencial que todo o ar residual inicialmente presente na câmara seja completamente substituído por vapor d’água. limpeza prévia.2. o processo não será efetivo e o risco de contaminação é eminente. I. que por ser produtora de esporos. porque se o ar estiver presente reduzirá a temperatura interna da autoclave. Os métodos bacteriológicos utilizam a bactéria chamada Bacillus subtilis..Esterilização pelo Calor Úmido O calor úmido pode ser utilizado para destruir microrganismos presentes em materiais através das formas de: vapor d’água. e por este motivo é mais rápido. e a partir do momento em que a temperatura foi atingida novamente. 3. na qual a temperatura do vapor é de 121ºC.A autoclave é usualmente operada a uma pressão de 15 lb. Funcionamento da autoclave: 1. Vapor d’água O vapor d’água sob pressão é a mais prática e segura aplicação do calor úmido. conhecimento da pessoa responsável pelo processo. portanto a estufa não pode estar abarrotada de material. Deve ser mantida uma distância de 2 cm entre as caixas. se a temperatura desejada foi atingida. O tempo deve ser contado a partir do momento em que a temperatura de 121ºC é atingida. A penetração do vapor no material garante maior nível de destruição dos microrganismos. • Água fervente É a água levada ao ponto de ebulição: 100ºC.A câmara de parede dupla da autoclave é lavada com vapor fluente para remover todo o ar. O controle deve ser realizado através de métodos químicos e bacteriológicos. etc). Entretanto. este procedimento destrói os microrganismos vegetativos presentes no meio líquido. Controle da Esterilização É imprescindível o controle de qualidade nos processos de esterilização. água fervente e água aquecida abaixo de seu ponto de ebulição.A colocação do material deve permitir a circulação do ar. Os métodos químicos utilizam uma fita especial que mostra. sendo adequadamente embalados. É um processo mais eficiente para destruir os microrganismos e os esporos. A distribuição do material no interior da autoclave deve garantir que o vapor atinja todo o material por igual. através da mudança de cor. Se o material sair úmido da autoclave indica falhas no processo. A autoclavação é feita a 121º C com tempo de exposição de 15 a 30 minutos.O tempo de esterilização deve ser contado apenas após a colocação do material na estufa. que o calor seco. • A eficiência do processo de esterilização depende de alguns fatores: Os materiais devem ser limpos antes do processo. O aparelho destinado a este fim é a AUTOCLAVE. se qualquer destas variáveis for negligenciada.É então preenchida com vapor puro e mantida a uma determinada temperatura e pressão por um período específico de tempo. 7 . é uma eficiente indicadora da qualidade do processo. neste caso deve ser novamente esterilizado. Como se trata de um processo que inclui diversas variáveis (tempo. 2.

portanto. etc. e pode ser classificado como sendo uma desinfecção de alto.5-8. tuberculosis. Deve-se realizar o controle periódico da qualidade do processo.Desinfecção por agentes químicos: 11. É indicada para uso em itens classificados como “não-críticos”. os equipamentos devem ser conservados em embalagens apropriadas. portanto. Estudos recentes mostraram que os termômetros e termostatos embutidos na estufas em consultórios odontológicos não são confiáveis.1. exceto esporos. A presença de matéria orgânica (óleo. tuberculosis).Este controle deve fazer parte da rotina do consultório para garantir a saúde dos pacientes e de toda a equipe. Ex: HBV. alguns fungos e vírus. II. através de profissionais preparados para tal procedimento. É adequado lavar manualmente os instrumentos com detergente e água morna antes da esterilização. espátulas para inserção de resinas.Desinfecção de alto nível: inativa todos os microrganismos. deve-se considerar que o termômetro de mercúrio tem uma incerteza na medição da faixa de 5ºC a 10ºC.a) Método de Desinfecção de alto nível: • Glutaraldeído: é indicado qualquer objeto sensível ao calor.Desinfecção de nível intermediário: é aquela que inativa bactérias na forma vegetativa (M. gorro. mas não os esporos. máscara. 3. fungos e a maioria dos vírus.Desinfecção por agentes físicos: • Temperaturas abaixo de seu ponto de ebulição (100º C) Pasteurização: é o aquecimento lento a baixas temperaturas. esfigmomanômetros.2. II. estetoscópios. Este tipo de desinfecção é indicado para itens classificados como “semi-críticos”.DESINFECÇÃO Este processo pode ser realizado de forma física (Pasteurização) e química (Desinfectantes). sangue. intermediário ou de baixo nível. ex. ou seja.) 3.) 2. gordura. 8 . suficiente para eliminar as células vegetativas de microrganismos. É indicado o uso de temperatura de 77ºC por 30 minutos. (p. etc. Depois de esterilizados.5) por 30 minutos. É utilizado em solução a 2% com pH alcalino (7.2. e para rápida desinfecção de itens reutilizados. termômetros. dependendo da quantidade de microrganismos inativados. sugere-se que sejam utilizados termômetros calibrados de acordo com as especificações do INMETRO. É importante lembrar que é necessária uma limpeza perfeita dos instrumentais antes de serem submetidos à esterilização. 1.Desinfecção de baixo nível: inativa a maioria das bactérias na forma vegetativa. ou seja. é um método de desinfecção de alto nível. abridor de boca. 2. aqueles materiais que entram em contato apenas com a pele íntegra. condensadores de amálgama. caso contrário voltam a se recontaminar com microrganismos presentes no ambiente. e outras secreções) protege o microrganismo da ação esterilizante. pus. refletor. 4. É indicada também para itens de uso “não-crítico”. Se não for possível. tuberculosis. II. exceto M. ex. HIV e M. que entram em contato com mucosas íntegras e pele não íntegra (p. Considerações importantes 1.

Ácido Peracético: A concentração de uso é variável para a desinfecção.4-5% sendo que o tempo de exposição deve ser menor ou igual a 10 minutos. ex. com ação detergente. além de ser corrosivo para metais. Apresenta-se na forma líquida (ex: Hipoclorito de sódio) e na forma sólida (ex: Hipoclorito de Cálcio). Este último tem como princípio ativo enzimas proteinases. Podem ser classificados como Catiônicos (p.Apresentam atividade antimicrobiana de amplo espectro. Seu uso é indicado para artigos de vidro e borracha. O uso destas substâncias é contra-indicado para materiais médicocirúrgicos.portanto. paredes e superfícies) Detergentes: São agentes tensoativos. e alteração dos sistemas enzimáticos fundamentais. precipitando proteínas. 11. e ação residual em materiais porosos. sendo contra-indicado para metais (é corrosivo). e o tempo de exposição dos artigos a estes compostos é de aproximadamente 10 minutos. umectante e emulsionante. quando usado em alta concentração. tem baixo custo e ação rápida. desnaturação de proteínas essenciais. Sua concentração para uso é de 0. Quaternários de Amônio). levando a ruptura de proteínas. É indicado para a limpeza de ambiente hospitalar (pisos.6% por um tempo de no mínimo 10 minutos. Fenólicos: Seu mecanismo de ação é através do rompimento da parede celular. sendo que o tempo de exposição deve ser no mínimo de 20 minutos. • • • 11.2. Iodóforos: Sua ação é através de seu alto poder de penetração na parede celular.4 a 0. e Enzimáticos. instável por 24 horas. itens cirúrgicos e médicos não-críticos. sendo que devem ser consideradas as limitações devido a toxicidade (hiperbilirrubinemia – crianças – berçários). Álcoois(Etílicos e Isopropílicos): Seu mecanismo de ação é através da desnaturação de proteínas. ruptura da membrana celular. Seu uso é indicado para descontaminação de ambiente hospitalar. São usados em concentração de 70% peso por 10 minutos. quando utilizado em baixa concentração. fotossensível e volátil.c) Método de Desinfecção de baixo nível • • • • • Álcoois Compostos Clorados Fenólicos: em concentração menor que 5% Iodóforos: em concentração menor que 30 ppm Compostos de Amônio Quaternário: Age através da inativação de enzimas.2. para a desinfecção de superfícies. Peróxido de Hidrogênio: Age em presença de matéria orgânica e deve-se fazer a imersão do material em solução com concentração de 3-6% por 15-30 minutos. A solução deve ser usada por30 minutos sendo a concentração de 8% em solução alcoólica e 10% em solução aquosa. detergentes sulfatados ou sulfonados).• • • Formaldeído: Pode ser encontrado na forma sólida (pastilhas formalina) ou como solução aquosa 37-40% (diluído em álcool ou água). plásticos e acrílico. desnaturação de proteínas. causam transformações em proteínas. entretanto seu uso é limitado. sabões. ex. São utilizados em concentração de 30 a 50 ppm por um tempo menor ou igual a 10 minutos. pois é irritante. borracha. e. polissacarídeos e gorduras (ex: Endozime®) • 9 . Aniônicos (p. Sua concentração para uso é de 0. e inativação de ácidos nucléicos.b) Método de Desinfecção de nível intermediário: • Compostos Clorados: Causam a inibição de reações enzimáticas intracelulares. amilase e lípases.

Atheneu. **.Formas vegetativas. R.Ativos contra esporos Fonte: Trabulsi.Bacilos álcool-ácido resistentes.J.. 1991. Microbiologia. Livraria 10 . L.R.. ***.Principais Compostos Utilizados em Desinfecção e Assepsia Agente Álcoois (7080%) Espectro de ação* Grampositivas Gramnegativas BAAR** Grampositivas Gramnegativas BAAR Grampositivas Gramnegativas Grampositivas Gramnegativas BAAR Grampositivas Gramnegativas BAAR Grampositivas Gramnegativas BAAR Grampositivas Gramnegativas BAAR Grampositivas Gramnegativas Modo de ação Antissépticos Desnaturação Desinfectantes protéica dissolução de lipídeos Desinfectantes Desnaturação protéica Uso Tempo de exposição Curto (10-15 min) Desvantagens Pouco ativo contra esporos Fenóis Efeito imediato Fenol puro é corrosivo e de odor desagradável Não age sobre BAAR e esporos Compostos Quaternários de amônio Cloro Antissépticos Sanitizantes Desinfectantes (instrumentos cirúrgicos) Tratamento da água Alteração da membrana celular bacteriana Inativação enzimática agente oxidante Curto (10-30 min) Efeito imediato Odor irritante pouco ativo contra esporos Odor irritante pouco ativo contra esporos Pouco ativo contra esporos Iodo Antissépticos Inativação Desinfectantes enzimática Efeito imediato Iodóforos Antissépticos Inativação Desinfectantes enzimática Efeito imediato Aldeídos*** Desinfectantes Desnaturação (instrumentos protéica e superfícies) agente alquilante Antissépticos Inativação enzimática Curto (formas Tempo de vegetativas) exposição longo Prolongado (esporos) Só agem enquanto em contato Não atuam sobre BAAR e esporos Metais pesados *.

OBS: Nada deve encostar no quadrante identificado como “Controle”. Álcool 70% (A). e divida o material em duas partes. 6. 2. Utilizar para isso a caneta de retroprojetor. destinando um para a autoclave (A) e o outro para a estufa (E).A placa deve ser levada para incubação.Identificar cada quadrante com os respectivos títulos: Controle (C).A seguir o mesmo aluno deve lavar as mãos com detergente. Devem ser preparadas 2 placas seguindo o esquema abaixo. através da comparação entre material contaminado levado para o processo de esterilização e aquele que não passa por esse processo.Técnica I: O experimento que será realizado tem por objetivo verificar a ação de antissépticos sobre a microbiota das mãos.Retire um fio de cabelo (ou um pedaço de unha). O tubo E deve ser imediatamente incubado. Detergente (Det). 1. 2345Coloque uma parte do material em cada tubo de ensaio. sendo a seguir também incubado (pela equipe de técnicos do departamento). 5. secá-las e encostar o mesmo dedo no quadrante do ágar identificado como “álcool” por 1 minuto. 11 . Identifique os tubos. 3. 4. O tubo A deve ser encaminhado a autoclave. e dividi-la em 4 partes iguais. para tanto devem ser seguidas as seguintes etapas: 1. fazendo a divisão na parte de baixo da placa.O mesmo aluno deve então lavar as mãos com álcool. secá-las levemente e encostar o mesmo dedo no quadrante do ágar identificado como “Detergente” por 1 minuto.Pegar uma placa de Petri contendo ágar. Mão Suja (MS).No quadrante identificado como “ Mão Suja” o aluno deve encostar o dedo (sem lavar) no ágar por 1 minuto. Técnica II: Este procedimento tem por finalidade observar a efetividade do processo de esterilização por autoclave. e Álcool Iodado (AI ).

Divida uma placa de petri em 4.Como você interpreta os resultados obtidos? Qual a importância da antissepsia das mãos ? 12 . e em cada pedaço semeie com um swab. 2.Faça uma representação esquemática dos resultados obtidos na avaliação da microbiota das mãos. Ο Para ajudar você a fixar o conteúdo. Responda-as e entregue ao seu professor de laboratório.Técnica IV: Identificação da fora de diferentes partes do corpo 1.Passe o swab na região do corpo a ser estudada (boca. Controle Mão Suja Placa I Detergente Álcool 70% Controle Mão Suja Placa II Detergente Álcool Iodado Crescimento Bacteriano + ++ +++ ++++ 2. unhas. foram elaboradas algumas perguntas a respeito desta aula. umbigo orelha. e semeie na placa que deve ser devidamente identificada. 1. nariz).

3.Interprete os resultados comparando uma região do corpo analisada com a outra em relação ao crescimento bacteriano Nome do(a) acadêmico(a): __________________________________________________ Nome do(a) professor(a): _________________________________________________________ 13 .

Podem ser dispostos em tubos ou em Placas de Petri. geralmente pela adição de substâncias inibidoras. Ex: Ágar Salmonella-Shigella.Aula Prática : Meios de Cultivo e Técnicas de Semeadura Meios de Cultivo Os meios de cultivo.Quanto à função: • Meios simples: possuem os componentes essenciais para o crescimento de microrganismos pouco exigentes. • Meios seletivos: aqueles que favorecem o desenvolvimento de determinados microrganismos em detrimento de outros. Ex: Ágar sangue. Já a cultura em ágar inclinado fornece somente o crescimento bacteriano com a obtenção de uma biomassa de microrganismos. ovo. Os meios de cultivo devem conter as substâncias exigidas pelas bactérias para o seu crescimento e multiplicação. pesquisa de patogenicidade. Ex: caldo simples. São geralmente utilizados em tubos e a partir desse tipo de cultura é possível observar a motilidade bacteriana. Classificação dos meios de cultivo: . vitaminas e outras substâncias favorecedoras do crescimento. extrato de leveduras. São também necessários alguns sais inorgânicos.Quanto à consistência: • Meios líquidos: são aqueles em que os nutrientes estão dissolvidos em uma solução aquosa. Ex: Ágar Nutriente. o que permite diferenciar um grupo ou uma espécie de microrganismo. . isolamento bacteriano. • Meios sólidos: são aqueles que possuem uma porcentagem maior de ágar (cerca de 15 g/litro de água destilada). chamado ágar. açúcares). • Meios diferenciais: permitem o desenvolvimento de grupos de microrganismos com características relativamente definidas. também chamados meios de cultura. ou seja o meio sofre uma turvação. • Meios de manutenção: são aqueles destinados a manter a viabilidade de uma cultura bacteriana. dependendo da finalidade. portanto. • Meios semi-sólidos: são aqueles que possuem na sua composição. • Meios de enriquecimento: são adicionadas ao meio simples substâncias enriquecedoras como sangue. etc. estudo da morfologia colonial. além dos nutrientes. soro. Para que possam fazer a síntese de sua própria matéria nutritiva devem dispor de fontes de carbono (proteínas. Ex: Ágar MacConkey. são complexos que se destinam ao cultivo artificial de microrganismos. pesquisa das características bioquímicas. fontes de nitrogênio (peptonas) e fontes de energia. O crescimento bacteriano nesse meio muda seu aspecto. conseguir o isolamento de colônias bacterianas e. utilizando-se a técnica do esgotamento. além dos nutrientes. As técnicas de semeadura permitem que o cultivo destes microrganismos nos meios de cultura seja eficiente e que as seguintes finalidades sejam atingidas: crescimento bacteriano. uma pequena porcentagem de um polissacarídeo proveniente de algas marinhas. 14 . é o meio ideal para que seja feito o estudo da morfologia colonial. Através do meio sólido em placas de Petri é possível.

como animais de laboratório. • Meios inanimados: não possuem células vivas.Mergulhe a alça carregada de bactérias no tubo com o meio de cultivo e agite a alça.Mergulhe a Alça de Platina esterilizada na cultura bacteriana que lhe é apresentada. pois poderá ocorrer acúmulo de bactérias neste setor do meio além de alterar as condições de crescimento bacteriano. que são resultantes da união dos dois anteriores. 2. Naturais são aqueles que possuem substâncias provenientes da natureza. 2. deve-se evitar ao máximo perfurar ou rasgar o ágar. Técnica I: Meio Líquido 1. e o sintético contém substâncias obtidas em laboratório. porém algumas regras devem ser seguidas nas inoculações: -A agulha e alça de níquel-cromo (também chamada de agulha e alça de platina) devem ser esterilizadas por flambagem antes e após qualquer cultivo.Mergulhe a Agulha de níquel-cromo esterilizada na cultura bacteriana que lhe é fornecida. Tome cuidado de esfriá-las antes da coleta. -Os recipientes devem sempre ser abertos próximos à chama do bico de Bunsen. Os meios de cultivo são preparados e armazenados seguindo um rigoroso controle de qualidade. -Deve-se evitar ao máximo que as tampas dos tubos e placas fiquem sob a bancada durante o cultivo.-Quanto à natureza: • Meios animados: são constituídos de células vivas.Faça uma “injeção” com a agulha carregada com bactérias no meio de cultivo semi-sólido. pois devem ser mantidas todas as suas propriedades nutricionais e garantida a esterilidade até o momento de sua utilização. Podem ser naturais ou sintéticos. Figura 1 Técnica II: Meio semi-sólido 1. Figura 2 15 . Ainda podemos obter meios de cultivo semisintéticos. tecidos vivos ou ovo embrionado. Técnica de Semeadura A escolha da técnica para o cultivo de microrganismos varia de acordo com o tipo de meio de cultura e a finalidade do cultivo. Para garantir uma semeadura correta.

Técnica III: Meio sólido (ágar inclinado) 1. Figura 4 16 . 2. respeitando as linhas e utilizando da melhor forma possível toda a superfície da placa.Divida a Placa de Petri em três partes.Mergulhe a Alça de Platina esterilizada na cultura bacteriana que lhe é apresentada. fazendo linhas com a caneta retroprogetor na parte de baixo da placa. 3.Encoste levemente a alça na parte mais baixa do plano inclinado e suba fazendo estrias na superfície do ágar.Faça estrias em cada divisão. Figura 3 Técnica IV: Meio sólido (Placa de Petri – técnica do esgotamento) 1.Mergulhe a Alça de Platina esterilizada na cultura bacteriana que lhe é apresentada. 2.

2. Responda-as e entregue junto com o relatório 1.Ο Para ajudar você a fixar o conteúdo.Como se analisa o resultado obtido no crescimento do meio semi-sólido? Nome do(a) acadêmico(a): __________________________________________________ Nome do(a) professor(a): ________________________________________________________ 17 . 3.Cite os três tipos de meio de cultivo que podem ser utilizados e suas finalidades.Qual a finalidade do cultivo em meio sólido em placa através de estrias de esgotamento? Explique. foram elaboradas algumas perguntas a respeito desta aula.

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