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NEUZA WINKERT, brasileira, casada, comerciante, portador do RG sob o nº 447464-0, devidamente inscrito no CPF nº 530.606.

759-00, residente e domiciliada na Rua Campo Grande, nº 40, Vila ³C´, nesta Cidade e Comarca de Foz do Iguaçu/PR. por intermédio de seus procuradores que esta ao final assina, com endereço constante no rodapé desta, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com supedâneo na lei 9.009/05 (Juizado Especial), prop or a presente AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO Em face de BANCO AYMORÉ FINANCIAMENTO S/A., pessoa jurídica de direito privado, devidamente inscrita no CNPJ/MF 33.066.408/0001-15, com sede na Rua Paulista, nº 1374, Bela Vista, na Cidade de São Paulo/SP, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir delineados:

porquanto. tendo sido os referidos cálculos realizados através do site da Associação Brasileira do Consumidor 1.90 R$ 234. na condição de avalista. a parte assinou um contrato o qual foi preenchido posteriormente pela financeira. A tabela abaixo demonstra qual o exato valor cobrado através dessas taxas abusivas. Acontece que. 3 R$ 384. tendo como supedâneo o número de parcelas.85% 48 R$ 13.92 .79 R$ 661. não foi repassado a segunda via do referido instrumento negocial.00 29. Ocorre que após aprovarem o financiamento. verificamos um valor considerável cobrado em demasia. apresentando os seguintes valores: TAXA PRINCIPAL JUROS a. sendo necessário utilizar o atendimento da empresa para requerer o contrato. caracteri zada pela sigla TAC.08 TEC 48 R$ 3.00 29. R$ 500.a.96 R$ 862. em simplista análise parecem insignificantes. taxa para a realização do contrato e taxa para emissão de cobrança. Em análise ao instrumento negocial a parte demandante verificou que ao valor do empréstimo foi acrescido o imposto para as operações financeiras (não oportunizando o pagamento antecipado). e a taxa de emissão de boleto por cada documento confeccionado. Em análise ao instrumento negocial.DOS FATOS A parte celebrou contrato de financiamento para aquisição de bem móvel. vislumbramos a cobrança de taxa para a celebração do contrato. PRAZO VALOR MENSAL VALOR TOTAL Tarifa de Cad. mas quando utilizamos os juros cap italizados para remunerar essas taxas ilegais.85% 48 R$ 17. Do reflexo das taxas ilegais sobre o contrato: Primeiramente convém indentificar e demonstrar quais os reflexos que as taxas cobradas tem sobre as parcelas.00 Serv.

DO CDC .SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS.INTELIGÊNCIA DO ART. para os consumidores que contestaram na Justiça esta ilegalidade. sendo devida a sua devolução.00 1http s:// www. Recorrido : Ari Souza Machado. o Poder Judiciário já vinha considerado ilegal a cobrança da TAC. sendo assim. Relator : Juiz Telmo Zaions Zainko. determinando quais tarifas poderão ser cobradas. Neste sentido inclusive o julgado de minha relatoria. em razão da ausência de fundamentação legal para a referida cobrança.758. nos autos de RI nº 2007.CUSTOS OPERACIONAIS INERENTES A PRÓPRIA ATIVIDADE DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA . determinando a devolução do valor cobrado. conforme determinado na sentença. Ainda nesta linha é o posicionamento do TJRS: . IV. inclusive em dobro. j. Ocorre que. Financiamento e Investimento. 2.TARIFAS DE ABERTURA DE CRÉDITO (TAC) E DE EMISSÃO DE CARNÊ (TEC) .03. e. antes da proibição feita pelo Banco Central do Brasil. o n gab c.FINANCIAMENTO BANCÁRIO . 1.PRECEDENTES DESTA TRU . que está embutida no presente contrato de financiamento com a nomenclatura de tarifa de cadastro.CLÁUSULAS ABUSIVAS NULAS DE PLENO DIREITO .62 R$ 1. As novas regras padronizam cobranças feitas pelos diferentes bancos e financeiras. A extinção da TAC é conseqüência da entrada em vigor da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para as tarifas bancárias. em 28.Crédito. A TAC não está entre elas.TOTAL DOS VALORES COBRADOS R$ 36.10389-9 oriundo do 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Ponta Grossa.2008. 51. EMENTA: REVISÃO CONTRATUAL . Recurso Inominado nº 2009.0010880-1. o r g. conhecida pela sigla TAC. os bancos não podem mais cobrar uma taxa para a abertura de crédito ou celebração do contrato. b r DA REVISÃO CONTRATUAL E ILEGALIDADE DAS TAXAS Da tarifa de cadastro e emissão de boleto: Segundo o Banco Central do Brasil. o Banco Central entendeu por extingui-la. Esta Turma Recursal já firmou posicionamento no sentido de que é ilegal a cobrança da taxa de emissão de carnê ou boleto. Recorrente : BV Financeira S/A .

Da cobrança do ³serviços de terceiros´: Na atual conjectura. Cabimento. com pacto adjeto de alienação fiduciária. I. O julgamento foi presidido pelo Senhor Juiz Horácio Ribas Teixeira. Disposições de ofício. deve ser a parte recorrente condenada ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que arbitro em 20% sobre o valor da condenação. Relação de consumo. . tanto os objetivos quanto os subjetivos. Relator: Breno Pereira da Costa Vasconcellos. que não ultrapassa o valor de R$ 5. um dos grandes beneficiados ± além do financiador ± é o agenciador ou o garagista. deve ser ele conhecido. possui um papel importantíssimo para as insituições financeiras. Segundo observamos alhures.00 por folha. Recurso conhecido e desprovido. no mérito. pois são os responsáveis para apresentar ao consumidor a financeira que irá concretizar o seu ³sonho de consumo´. Com disposições de ofício. Passo ao voto.Apelação cível. II. resolve esta Turma Recursal. nos financiamentos de veículos. Diante do exposto. inexistem razões para a modificação do julgado. negar-lhe provimento. (Apelação Cível Nº 70021081005. em um ambiente de grande concorrência. É este o voto que proponho. nos exatos termos do voto. Ação revisional de contrato de financiamento.099/95. Curitiba. e dele participaram os Senhores Juízes Telmo Zaions Zainko e Luiz Cláudio Costa. com base no art. o Poder Judiciário tem considerado ilegal esta cobrança. Este. a taxa de abertura de crédito possui um peso considerável no contrato. Tribunal de Justiça do RS. os bancos também costumam cobrar a chamada taxa de boleto ou de folha de carnê. conhecer do recurso e. Desta modo. Relatório oral em Sessão. Telmo Zaions Zainko Juiz Relator. Capitalização anual. Do dispositivo. Tarifa de operações ativas. e o número pequeno de consumidores que reclamam em juízo. com voto. Décima Terceira Câmara Cível. Juros remuneratórios limitados. 30 de outubro de 2009. e também tem determinado a devolução em dobro. para os consumidores que buscam tal direito na Justiça. 3. constatamos que a ilegalidade gera um lucro de milhões para as financeiras. por unanimidade de votos. Satisfeitos os pressupostos processuais viabilizadores da admissibilidade deste recurso. na área de atuação que visa a concessão de empréstimos para os consumidores aquirirem os bens almejados. e se tivermos como parâmetro a quantidade de financiamentos que são realizados em todo o país. Julgado em 25/10/2007). conforme razões expostas acima. Aplicabilidade do CDC. IOC financiado. Apelo provido. Além da TAC. tarifa de emissão de boleto. 55 da Lei nº 9. III. Da mesma forma que no caso da TAC. Ilegalidade da cobrança de comissão de permanência. Quanto ao mérito. não merece provimento o recurso. devendo ser conservada a decisão singular por seus próprios fundamentos (artigo 46 da LJE) e. faz jus a parte demandante a devolução dos valores pagos a título de abertura de crédito e emissão de boleto. Portanto.

o disposto no §1º do aludido artigo. não é percebida pois a taxa de retorno não vem descrita no contrato com essa nomeclatura. que no momento da realização do financiamento não tem ciência deste fato. O fato teve tamanha repercussão. 51 é taxativo quando menciona os tipos de cláusulas que são consideradas nulas de pleno direito. a motivação para apresentar esta ou aquela financeira é a taxa de retorno. acrescido do imposto sobre as operações financeiras. levando em conta a natureza e o conteúdo do contrato e o interesse das partes. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. Assim. a jurisprudência e doutrina exaram entendimentos quanto à aplicação do Código de Defesa do Consumidor a todos os contratos bancários. que pode chegar a um exorbitante patamar. estando mascarada com a denominação de custo com serviços de terceiros.Acontece que. confome o seu inciso III: se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. por presumir exagerada a vantagem que se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. Especificamente quanto aos contratos bancários. expressão utilizada pelos garagistas que realizam estas operações financeiras: A taxa de retorno é uma espécie de gratificação que alguns garagistas e revendedores recebem das instituições financeias por terem efetivado a venda de um determinado financiamento. é indevidamente cobrada dos consumidores. pediu a abertura de inquérito para investigar o caso. Desta forma. a doutrina . dependendo do valor do financiamento e as condições que envolvem o contrato. Ressalta-se de igual forma. por ferir os princípios e normas consumeiristas. Tal discrepância. eis que perfeita a relação de consumo e/ou prestação de serviços. que no Estado de Minas Gerais. conforme o noticiado pela Internet. enquanto esta pagando um valor muito superior ao contrato. diluidos mensalmente em parcelas. cabe ao consumidor ter a restituição de todos os encargos cobrados indevidamente pela a instituição bancária. Portanto. a gratificação que deveria ser dada pela financeira para os seus revendedores e garagistas. Da aplicação das normas consumeiristas: O Código de Defesa do Consumidor em seu art. e em especial o custo com Serviços de Terceiros. dado aos diversos contratos contendo a cobrança dessas taxas. considerando a natureza e conteúdo do contrato. Face os absurdos de alguns contratos. e em especial o inciso IV que repudia as obrigações consideradas abusivas e sejam incompatíveis com a boa-fé ou equidade. que perfazem um valor significativo do total financiado. o Ministério Público. o consumidor é induzido ao erro pensando estar financiando uma certa quantia para aquisição do bem.

em especial a cobrança de taxas abusivas embutidas no valor do financiamento. tarifa de abertura de crédito (TAC) e tarifa de liquidação antecipada ± abusividade ± devolução em dobro: É abusiva a cobrança de custos administrativos inerentes à atividade da instituição financeira. os quais devem ser estornados. Destarte. administradores e advogados. O Tribunal Paranaense tem reiteradamente se posicionando favoravelmente aos consumidores lesados pelas práticas abusivas destes fornecedores. comportando a repetição em dobro do valor pago a tal título. faz jus invocar no caso em tela o Código de Defesa do Consumidor. contadores. inclusive determinando a devolução em dobro. o qual relata que: O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito á repetição de indébito. hipossuficiencia do consumidor e o engano injustificado. Da repetição do indébito: Em razão da cobrança ilegal. face o seu poder econômico. Impossível acreditar que. Neste momento. que possuem condições de mascarar práticas ilegais e/ou abusivas. obrigações que derivam da própria atividade das instituições financeiras.3 ± Tarifa de emissão de carnê (TEC). acrescido de correção monetária e juros legais. ao contrário do consumidor que somente possui o seu parco conhecimento quanto a matéria (hipossuficiente). § único. todos os valores pagos a maior deverão ser devolvidos devidamente corrigidos pela tabela fornecida pelo Tribunal de Justiça. 42. exarando o seguinte enunciado: Enunciado nº 2.também conclui ser aplicável o Código de Defesa do Consumidor. os quais são consultados quando da confecção de um contrato. cláusulas ou práticas ilegais são mantidas em . Desta feita. para a aplicação da sanção escribada no art. entre eles advogados e economistas. possui condições de recrutar os mais gabaritados profissionais para assessorar nas confecções dos contratos. existem abusos na relação de consumo. uma empresa financiadora não tenha conhecimento de que está praticando a taxas ilegais. As instituições (fornecedores). por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. e com os juros a partir da propositura da presente demanda. conforme escrevinhamos na presente peça. Conforme se pode constatar. estas instituições possuem nos quadros de funcionários economistas. eis que com a obtenção do crédito estabelece-se entre o consumidor e o agente financeiro uma verdadeira relação de consumo. sem qualquer cobrança de taxas ilegais que onerem o contrato celebrado. Obviamente que. o consumidor espera que a instituição financeira haja com boa-fé. salvo hipótese de engano justificável. ao firmar um contrato.

pois são as mesmas viáveis financeiramente. ou por ignorância quanto aos seus direitos ou por não observar as ilegalidades.n nº º1 . as ilegalidades são mantidas. em A AR RG GU UE EL LL LO O A AD DV VO OG GA AD DO OS S A Av ve en ni id da aJ Jo os sé éM Ma ar ri ia ad de eB Br ri it to o. por mais que o departamento jurídico dê parecer contrário. Face isto. havendo parecer favorável do departamento econômico.razão da necessidade do consumidor em estar vinculado a estas instituições. .

.C Ce en nt tr ra al l( (C CE EP P8 85 58 86 63 3-7 79 90 0) ) F Fo oz zd do oI Ig gu ua aç çu u± ±E Es st ta ad do od do oP Pa ar ra an ná á F Fo on ne e( (0 04 45 .17 76 63 3± ±J Jd d.

3 anteriormente citado.516. com a inversão do ônus da prova.078/90 e no Direito Social. comissão de permanência e encargos. DO PEDIDO Ex Positis. após 5 anos (exemplo). por fazer parte da própria atividade da empresa. 6º da Lei 8. com espeque n o art. querendo. requer. corrigidos conforme sentença. para.5) )3 30 02 27 7-3 31 13 37 7 8 razão da inércia dos consumidores. nos termos do inciso VIII. digne-se a conseqüente facilitação de seus direitos. Por mais que o Poder Judiciário dê um parecer favorável e determine que o Banco restitua o valor devido. registro e emissão de boleto. da Lei 8. Face o princípio da vulnerabilidade e da hipossuficiência do contratante.3. jamais alcançará a lucratividade auferida pela instituição financeira quando este valor é empre stado para outros consumidores. à Vossa Excelência julgar procedente a presente ação. no valor de R$ 3. de forma capitalizada. E convencer os julgadores que existe má-fé quanto aos itens levados a análise é uma missão à ser alcançada. 47. no endereço inicialmente declinado. Assim sendo.00. com a declaração de ilegalidade da cobrança da taxa de abertura de crédito. do art. Com supedâneo na declaração de ilegalidade das taxas discutidas nesta demanda. mas de toda a coletividade. O CRIME COMPENSA! Portanto. a luta deste causídico não se resume a defesa de um interesse individual. proceder à defesa das .078/90. acrescidos de ³correção´ (ou através de índices de remuneração). lucratividade da instituição e morosidade da Justiça. Que as cláusulas contratuais sejam interpretadas de maneira mais favorável ao Requerente. com juros mensal. consoantes o disposto no artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor e o enunciado 2. tendo como fundamento o enunciado 2. reféns de práticas ilegais e abusivas pelas instituições financeiras. por tratar-se de contrato de adesão monitorado pelo Governo Federal. na qual jamais desistiremos. que sejam condenados a devolver em dobro tudo que lhes cobrou indevidamente nos questionados encargo s. Requer seja determinada a citação da parte requerida.

516. o valor de R$ 3.713 . principalmente. Nestes Termos Pede Deferimento. para efeitos fiscais e de alçada. 05 de fevereiro de 2010 Egídio Fernando Argüello Junior OAB/PR nº 30. Protesta pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos. juntada de documento. oitiva de testemunhas e. Foz do Iguaçu. Dá-se a causa. tais como depoimento pessoal.00 (três mil e quinhentos e dezesseis reais). sob pena dos efeitos da revelia. a realização de perícia.argumentações despendidas na presente.