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CLÍNICA DE

CITOLOGIA

LABORATÓRIO TAFURI
AN AT CA GI OM IA PATOLÓ

LT

Edição 2009 - Ano VI - N.º 27

LIÇÕES PARA O BEM VIVER. Página 9

REVISTA

DOR

condor
| Janeiro e Fevereiro de 2009

Índice
UM CLÍNICO PARA A DOR “O tempora! O mores!”............................................3 PARA REFLETIR Não perdendo o valor...............................................3 SAÚDE & ESTÉTICA Analogias em medicina............................................ 4 AGENDA Acontece na Medicina..............................................4 CIÊNCIA & PESQUISA Insuficiência Renal Crônica...................................... 5 EM TEMPO Doenças Genéticas...................................................5 ENTREVISTA Uma senhora doutora.........................................6 e 7 ATUALIDADE Medicina suplementar: desafios e tendências.........8 MENSAGEM REVISTA CONDOR Vida moderna......................................................8 e 9 PSICOLOGIA (CAPA) A arte de viver bem..................................................9 ARTIGO Esperança: atitude essencial à vida e à morte....... 10

DOR

LABORATÓRIO TAFURI
A A NA IC TO MIA PATOLÓG

LT

ANO VI - N.º 27 - JANEIRO E FEVEREIRO - 2009

DIRETOR-PRESIDENTE Geraldo Eugênio Richard Carvalhaes Presidente da Clínica de Dor APOIO Celso Pedro Tafuri Diretor do Laboratório Tafuri JORNALISTA RESPONSÁVEL Mírian Pinheiro - Registro Mt 05818 jp - MG PROJETO GRÁFICO / ARTE E DESIGN Marlon Ribeiro - (31) 9206-2057 DEPARTAMENTO COMERCIAL Fabiana - (31) 3337-3516 DIVULGAÇÃO E PUBLICIDADE Michelle Costa - (31) 8806-3077 IMPRESSÃO MJR Editora Gráfica TIRAGEM 10.000 exemplares

REVISTA

CLÍNICA DE

CITOLOGIA

condor

EXPEDIENTE

no novo, vida nova; diz o ditado popular. Porém, nós, dr. Tafuri e eu, gostaríamos de, neste ano pelo menos, continuarmos com a roupagem com a qual revestimos os dois últimos números de “nossa revista”. Do formato de um simples jornal, migramos para a apresentação da “Revista Condor”, com um layout novo e, pelos comentários, de excelente aceitação. Começamos o ano, como todos, na esperança de melhores dias, menos crises de capitais, hombridade, política, etc.. Ano novo, novas idéias. Assim será, espero, o ano de 2009. Na esperança de que a política dos Estados Unidos possa apaziguar o mundo e, apesar do otimismo de nosso presidente, também a nós. Como sempre, temos os artigos interessantes, como o artigo do dr. Evaldo Assumpção, que nos leva a refletir sobre um tema excitante: o viver eternamente ou o morrer com dignidade, a dra. Carolina propõe uma reflexão sobre o “viver feliz”, parece-me, complementando a filosofia proposta pelo dr. Evaldo, e o dr. José de Souza Andrade, que nos mostra uma curiosidade médica, enriquecendo nossa cultura. Eu procuro mostrar uma face interessante da medicina e um novo porvir, com o eletromagnetismo voltando a ser moda na terapêutica. Dr. Tafuri, exemplo de patologista, por sua vez, esclarece-nos sobre uma doença silenciosa e grave: a insuficiência renal crônica. Já nossa entrevistada, dra. Norma Morais Salvador Silva, é uma pessoa que faz acontecer, por isso merece o destaque desta edição. Espero que seu exemplo sirva de estímulo para todas nossas colegas neófitas. Profissional competente, mãe exemplar, companheira incondicional, mulher de sucesso, uma verdadeira médica na acepção da palavra. O dr. Petrônio Boechat alertou-me uma vez: “Carvalhaes, o pouco que tenho devo a medicina. Às vezes, me pergunto, o que tenho dado à medicina?”. Sua inquietação me tocou muito e sempre me faz questionar sobre o que tenho dado para a medicina? E você, colega, o que tem feito para melhorar sua profissão? Ajude-nos a divulgar trabalhos, mostre o que tem feito de bom para a sociedade e, para dignificar a “arte médica”, venha fazer parte deste ideal, estando conosco durante o ano de 2009. Assim,“nas graças de Deus”, espero. Um Feliz Ano Novo, cheio de realizações e sucessos terapêuticos, que é o que todos desejamos. Abraços!

A

Editorial

Geraldo Eugênio Richard Carvalhaes
Médico / Presidente da Clínica de Dor

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Um clínico para a dor

para
NÃO PERDENDO O

VALOR

| Extraído do livro As Parábolas na Empresa, de Alexandre Rangel - Editora Leitura, Out/2006. |

“ O TEMPORA!
| GERALDO EUGÊNIO RICHARD CARVALHAES |
| Médico e Diretor da Clínica de Dor |

“O

t e m p o r a ! O m o r e s ! ”, expressão latina que significa “os tempos, os modos”. A medicina parece também ter seus modismos. Quando criança, lembro-me que, já sonhando em ser médico, observava uma peculiariedade da época: o foco dentário. Todas as pessoas acima de quarenta anos tinha seus dentes extraídos, mesmo porque a odontologia era precária na prevenção das cáries e invariavelmente a saúde bucal deixava muito a desejar, levando a infecções crônicas periodontais, responsáveis por uma série de patologias, principalmente cardíacas. Todos os idosos da época necessitavam de próteses dentárias, como as famigeradas “dentaduras”, “pontes” ou “Rotes”. Com o avanço tecnológico, temos hoje os implantes dentários. Um pouco mais tarde, notei que a atenção médica passou a ser as amigdalectomias e adenoidectomias. Em nome do famigerado “foco infeccioso”, se extraiam as amígdalas e adenóides de quase todas as crianças. Logo após, veio a era da apendicectomia. Uma dor abdominal, até que se provasse o contrário, era devida a uma apendicite. Mesmo se abríssemos o abdômen e nada encontrássemos, se retirava o apêndice, “por prevenção”, pois, em um

futuro, poderia a criança desenvolver apendicite. Mais tarde, deu-se início a era da redução da mama. As mulheres sonhavam com um peito pequeno, duro e ereto. A seguir, a era da lipoaspiração. Até hoje, qual a mulher que não sonha com uma “lipoescultura”? Por ironia, em seguida veio a era das próteses mamárias, de bumbum...Agora, não é mais a redução da mama e sim aumento de seu volume o desejo cobiçado. Em minha área de atuação, estou iniciando com uma nova tecnologia: a “estimulação magnética transcraniana”, que tem sido de grande utilidade em diversas patologias. Porém, à medida que utilizamos essa técnica, “descobrimos” várias outras indicações para o procedimento. A última notícia vem da Inglaterra, onde um paciente após sofrer um acidente de carro ficou por um ano em estado vegetativo (coma), sem sinais de recuperação. Os médicos resolveram, em nome da “plasticidade neuronal”, usar a estimulação magnética em seu cérebro. Para espanto geral, o paciente recobrou do “coma”, voltando a falar, enxergar e a se comunicar. Mais um modismo? Uma nova era na medicina? Uma revolução tecnológica? Para mim, só o tempo dirá. “O tempora! O mores!”

Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de 20 dólares. Numa sala com 200 pessoas, ele perguntou: - Quem quer esta nota de 20 dólares? Mãos começaram a se erguer. Ele disse: - Eu darei esta nota a um de vocês, mas, primeiro, deixem-me fazer isto! Então, ele amassou a nota e perguntou, outra vez: - Quem ainda quer esta nota? As mãos continuaram erguidas. - Bom - ele disse -, e se eu fizer isto? E deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e a esfregá-la. Em seguida, pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou: - E agora? Quem ainda quer esta nota? Todas as mãos permaneceram erguidas. - Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição: não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela não perde o valor; ela ainda valerá 20 dólares. Essa situação também se dá conosco. Muitas vezes, em nossa vida, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos, e, assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. Creiam, porém, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá - jamais perderemos o nosso valor perante o universo. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos - a nossa valia. O preço de nossa vida não é pelo que fazemos ou sabemos, mas pelo que somos!

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Saúde & Estética

CABELO À ESCOVINHA OU À LA DUNGA
m 1925, Cooley e Lee descreveram uma forma de anemia grave associada a esplenomegalia e anormalidades ósseas, denominada por eles de talassemia (gr. talassos, mar), porque seus pacientes eram de origem mediterrânea. (Cooley TB, Lee P: A series of cases of splenomegaly in children with anemia and peculiar bone changes. Trans Am Pediatr Soc 37:29, 1925). Sabese hoje que a talassemia é um grupo heterogêneo de distúrbios genéticos que levam à redução da síntese das globinas alfa e beta da HbA. Ocorre eritropoese ineficaz, hemólise e graus variáveis de anemia. As alterações patológicas e radiográficas da beta-talassemia (major) são, em grande parte, devidas à hiperplasia e expansão da medula hematopoética, que provoca erosões ósseas e induz à neoformação de tecido ósseo. A radiografia do crânio, principalmente no plano lateral, mostra estriações radiais densas sobre a calota craniana, que se estendem além da tábua externa. Estas

ANALOGIAS EM MEDICINA:

| JOSÉ DE SOUZA ANDRADE FILHO |
| Patologista, Professor de Patologia da Universidade de Ciências Médicas de Minas Gerais |

E

radiações representam trabéculas ósseas neoformadas, dispostas em ângulo reto e perpendiculares ao crânio, comparado ao aspecto de “cabelo cortado à escovinha” (ingl. crew-hair) ou de "cabelo eriçado ou em pé" (ingl. hair-on-end appearance). A p ro ve i ta n d o o m o m e n to esportivo nacional, é inevitável a comparação deste aspecto radiológico com a cabeleira do Sr. Dunga, técnico atual da seleção brasileira de futebol (Fr. cheveux à la Dunga; Ingl. Dunga´s hair appearance). O quadro radiológico de “cabelo à escovinha” é explicado pelas observações que indicam que o efeito da pressão dentro do espaço medular depende da forma do

osso. De acordo com leis físicas, a força exercida por uma substância semi-líquida (medula óssea) contida entre dois ossos curvos paralelos (como no crânio) é diretamente perpendicular à superfície envolvente. Assim a tábua externa é submetida a uma força divergente para fora, resultando em trabéculas radialmente orientadas, adelgaçamento ósseo e perfuração. Por outro lado, a tábua interna é submetida a uma força convergente ou compactante e não se torna adelgaçada. Uma vez perfurada a tábua externa, a medula hematopoética prolifera no espaço subperióstico, estimulando a neoformação óssea na superfície craniana. O osso neoformado estará submetido às mesmas forças que aquelas atuantes no espaço medular, forças estas direcionadas em ângulos retos sobre a superfície óssea, resultando no arranjo perpendicular das espículas ósseas. Aspecto similar é visto na anemia falciforme ou drepanocitose.

CONT C E E A NA MEDICINA
janeiro e fevereiro / 2009
1º JORNADA DE ANATOMIA Data: 19 à 30 de janeiro de 2009 Local: Cidade Universitária - São Paulo Informações e inscrições: www.icb.usp.br 1º CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE PSICOLOGIA DA SAÚDE Data: 05 à 07 de fevereiro de 2009 Local: Faro - Portugal Informações e Inscrições: www.eventos.ualg.pt/CIPS

Agenda

27º CONGRESSO INTERNACIONAL DE ODONTOLOGIA - SP Data: 24 à 28 de janeiro de 2009 Local: São Paulo - SP Informações: www.ciosp.com.br 1º SIMPÓSIO INTERNACIONAL EM PLACEBO Data: 12 à 14 de fevereiro de 2009 Local: São Paulo - SP Informações: www.institutoscala.com.br/placebo

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Ciência & Pesquisa

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA
| CELSO PEDRO TAFURI |
| Patologista, Diretor do Laboratório Tafuri |

A A-

doença renal crônica é caracterizada pela perda progressiva e irreversível dos rins, responsáveis por tantas funções indispensáveis a nossa vida. Basicamente controla o balanço de sódio, a eliminação de toxinas do sangue, regulam a pressão sanguínea e controla através da filtração todo balanço químico e de líquidos do nosso organismo. As causas são as mais variadas possíveis. Entretanto, em nosso meio o diabetes e a hipertensão arterial são causas dominantes. Outras causas devem ser citadas como obesidade, alterações do colesterol e triglicérides, o sedentarismo associado ao tabaco e doenças crônicas como hepatite C, AIDS, tuberculose etc. Sendo os rins responsáveis pelo controle de nossa pressão, quaisquer causas que comprometam sua função, agrava mais ainda o desequilíbrio dessa pressão fechando portanto o ciclo. Os pacientes diabéticos são na verdade os maiores portadores de risco dessa doença, calculando-se entre 10 e 15 anos o tempo para se formar um quadro de insuficiência renal crônica, na maioria das vezes progressiva sem resposta clínica ao tratamento As manifestações clínicas destes pacientes são: perda de proteína na urina (proteinura), aparecimento da pressão alta e o aumento da uréia e da creatinina no sangue. Outras causas importantes são as glomelonefrites crônicas, rins policísticos e pielonefrites, (geralmente conseqüente da calculose renal, infecções urinarias crôni-

cas, obstruções renais ou das vias urinarias). A sintomatologia varia de acordo com a fase da doença. No inicio é totalmente assintomática. Após a perda aproximada de 50% da função renal, os sintomas são característicos: anemia crônica, pressão alta, edema dos membros inferiores e dos olhos, urina escura e espumosa, mudança de hábi-

co, mas progressivamente vai necessitar de hemodiálise e até transplante renal. Como o tratamento é de alto custo, incompatível com a situação atual da saúde brasileira, existem serviços já com cadastro destes pacientes para entrarem na fila do tratamento da hemodiálise. Por isso, a Sociedade Brasileira de Nefrologia preocupada com esta situação iniciou uma campanha nacional

tos de urina (levantar a noite) e perda de sangue pela urina, fraqueza, náuseas e vômitos. Antes mesmo do início desses sintomas os pacientes de risco como hipertensão e diabéticos devem obrigatoriamente procurar seu médico clínico de confiança. A perda da função renal é lenta, mas progressiva e irreversível, variando de 30 a 100% dos casos. O tratamento é inicialmente clíni-

de prevenção e diagnostico da doença nas fases iniciais, ainda compatível com o tratamento clinico. A alimentação deve ser rica em fibras e pobre em proteínas animais e em sal de cozinha (no máximo 5g/dia) - e ingestão de basicamente líquidos. “A doença é grave o prognostico pior ainda”. Por isto a prevenção é necessária e obrigatória. Procure ainda hoje seu clinico de confiança ou seu nefrologista.

TEMPO

M

DOENÇAS GENÉTICAS Pesquisadores chineses, de Hong-Kong, acabam de publicar na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences trabalhos originais. Eles desenvolveram uma nova técnica que permite detectar doenças genéticas em fetos a partir de amostras de sangue das mães grávidas. Um novo exame analisa o DNA fetal no sangue da mãe comparando-o com o próprio sangue da mulher. Os cientistas afirmaram que o método pode identificar doenças graves como fibrose cística, talassemia beta e anemia falciforme, responsáveis por um alto número de abortos. Muitos casais desejosos de ter um filho, nem sempre estão cientes da importância no estudo genético durante a gravidez, para evitar abortos inevitáveis. Mais uma vitória da medicina prevista.
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Entrevista

UMA SENHORA DOUTORA
aria Norma Morais Silva ou simplesmente Dra. Norma, como há 51 anos vem sendo chamada por seus pacientes. Médica, ginecologista e obstetra, ela é o perfil desta edição que inaugura um novo ano para todos nós. Norma está comemorando mais de cinco décadas de exercício profissional, boa parte deles atuando no conceituado hospital Mater Dei. Tempo de muito aprendizado e grandes conquistas, talvez, a principal delas, ser mãe e avó de 10 netos. E é orgulhosa da família, do trabalho e do casamento que mantém há iguais 51 anos, que ela expõe suas opiniões à Revista Condor, entre elas, sobre o que pensa do feminismo, maternidade, religião, os avanços da medicina e as injustiças sociais que assolam o mundo. Os temas abordados nesta entrevista trazem a visão singular de uma mulher preocupada com o mundo e suas transformações, uma profissional sensível e apaixonada pela vida.

| MÍRIAN PINHEIRO |

M

Origens Sou baiana, de Feira de Santana. Vim pra BH pra fazer vestibular. Aqui formei, casei e tive meus filhos. Meu marido (o médico José Salvador Silva), o conheci na Faculdade, na UFMG. Trabalhamos juntos em vários hospitais da cidade, até ele fundar o Mater Dei, em 1980. Somos casados há 51 anos.

tornando-as construtoras de sua própria história, não tem e não poderá ter qualquer caráter de competição com os homens. A própria evolução da sociedade demonstra a necessidade imperiosa de homens e mulheres, respeitosamente, construírem juntos o patrimônio social a ser legado a seus filhos e a gerações futuras, conscientes de que a jóia mais rara desse patrimônio é o saber. Sou a favor fotos: divulgação do feminismo na medida em que ele leva a mulher para o mercado de trabalho, para postos de comando, para a luta do dia-a-dia. Homem e mulher se completam em todos os sentidos. Parceria que é importante.

Maternidade e profissão Maternidade não exclui profissão. É claro que a jornada é maior, mas o prazer também é grande. Na minha época, era difícil encontrar uma mulher exercendo a medicina. Sinto-me um pouco desbravadora. Sempre conciliei muito bem a minha profissão com o “ser mãe”. Tive filho logo que casei, foi um por ano, até completar os quatro. Isso facilitou demais, eles foram para a escola na mesma época, funcionava bem a rotina. Naquela época, era mais fácil arrumar bons auxiliares para ajudar a gente em casa. Não é como hoje. Minha mãe também era muito solícita, quando dava à luz, ela logo vinha me ajudar. Passava uns três meses na minha casa.

Maria Norma Morais Silva ou simplesmente Dra. Norma

“ ”
Todo ser humano deve ter um pouquinho de vaidade. Ela é que garante um bom equilíbrio entre a mente e o corpo.
Feminismo É crescente a participação da mulher, em todos os níveis da sociedade. As nossas faculdades estão formando, ano após ano, um número sempre crescente de mulheres. A luta das mulheres para se realizarem e se desenvolverem intelectualmente,

Desafios da medicina Hoje a medicina está completamente diferente da época em que me formei. Cada dia que passa percebo que a tecnologia está substituindo a clínica. Os avanços são fantásticos , mas não podem substituir o médico. Precisamos socializar a medicina, levar saúde a todos, sem distinção. O que temos de mais importante na vida, é nossa saúde. Quando o conhecimento poderia e deveria estar ao alcance de todos, milhões de seres humanos dele estão sendo afastados. A fome, a miséria, as doenças endêmicas consomem vidas preciosas, numa contradição inaceitável com os níveis de produção de alimentos e serviços ofertados. Uma violência assustadora vem inibindo o prazer e a alegria de viver.

Tempo bom São várias momentos. Fui privilegiada. Pude ter muitos momentos bons. Já criei meus filhos, agora estou curtindo os netos e continuo trabalhando. Quer coisa melhor? O trabalho me impulsiona, me alimenta. Aprendo todo dia com meus colegas,

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Dra. Norma não deixa de ressaltar que, dentre suas grandes conquistas, a principal delas é ser mãe e também avó.

minhas clientes. É uma troca diária muito interessante. Enquanto eu estiver com a cabeça boa, este será o meu tempo, o meu tempo bom.

cultura. Se estamos bem fisicamente e temos cultura, somos belos. É assim que vejo a beleza.

Lembranças Tenho muitas boas lembranças, como a das vezes em que estive grávida e pude curtir meus filhos ainda pequenos, como era bom...Viagens...Netos, tanta coisa!

Tecnologia Quando penso no avanço dos estudos sobre as células-tronco, não posso deixar de aplaudir a ciência e a tecnologia. Os aparelhos ultramodernos deram um salto evolutivo na medicina, hoje podemos diagnosticar doenças que antes eram desconhecidas. Cada dia evoluímos mais. Isso é muito bom. Renovam nossas esperanças que, num futuro breve, muitas doenças hoje sem cura, poderão ser tratadas. . Mas a tecnologia só é válida se respeita o ser humano. Seu uso deve ser responsável e, sobretudo, ético.

Exemplos de mulher Começo pela minha mãe, ela era uma mulher muito íntegra. Depois, são muitas: milhas filhas (Maria Norma e Márcia), H i l l a r y C l i n t o n , D i l m a Ro u s s e f f, Condoleezza Rice, Margareth Thatcher, Indira Gandhi . São muitas as mulheres que admiro. Cada qual à sua maneira, são dignas de admiração.

investigação da morte e do morrer, descrevendo os vários estágios da dor que acompanha esse processo e afirmando com esperança: a morte não existe. Em suas comoventes memórias, ela relata sua luta e suas descobertas, ensinando-nos a viver com alegria e compaixão.

Religião Sou católica. Mas acredito que todas as religiões levam a Deus e são boas. Quem é generoso e caridoso tem religião. Amar ao próximo como a ti mesmo é o maior de todos os mandamentos. O mais importante da vida é o amor. Saber amar é uma benção. Saber doar-se é amar.

A luta das mulheres para se realizarem e se desenvolverem intelectualmente, tornando-as construtoras de sua própria história, não tem e não poderá ter qualquer caráter de competição com os homens.

Beleza Ajuda. Mas a beleza principal é que a vem de dentro. Todo ser humano deve ter um pouquinho de vaidade, ela é que garante um bom equilíbrio entre a mente e o corpo. A beleza é quase sinônimo de saúde e

Livro de cabeceira São muitos os livros que marcaram minha vida. No momento, estou lendo a Roda da Vida , de Elisabeth Kübler-Ross. É um autobiografia. Ela é uma mulher extraordinária que, como médica, foi pioneira na

Casamento É solidariedade. Não é fácil. São duas pessoas diferentes, convivendo diariamente ,que se unem para formar uma nova família. É um exercício de compreensão mútuo. Mas com respeito, tudo é possível.

Justiça A geração de nossos filhos foi forjada para enfrentar dificuldades e asperezas, criando corajosamente a base e os fundamentos da sociedade das gerações futuras, mais justa, mais humana, mais solidária, que será, pelo menos, uma sociedade – de fato e de direito.
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Atualidade

MEDICINA SUPLEMENTAR:
DESAFIOS E TENDÊNCIAS
os últimos meses, o mundo se voltou para a desestabilização da economia americana que, como num “efeito cascata”, rapidamente gerou a queda da liquidez na economia mundial. Este fenômeno, cujas conseqüências são incomensuráveis, contribuiu para a redução da capacidade dos setores produtivos, com um aumento significativo das taxas de desemprego A falta de oportunidades de trabalho gera a perda do poder aquisitivo, fortemente impulsionada pela incapacidade de consumo. Este atual cenário, despertado na maior potência econômica mundial - os Estados Unidos, se revela extremamente nefasto para as outras economias que se veem mergulhadas em índices de redução de crescimento. Estes números revelam uma assustadora crise econômica global. A crise tem criado um quadro negativo em âmbito global. Com expectativa de recessão nos Estados Unidos e Europa, a grande tendência é de que influencie na política de exportação do Brasil, pela retração do mercado externo. Diante da evidente desaceleração da economia internacional, o aumento da
| FERNANDO ROSSI |
| Médico, Presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge-MG) |

N

cotação do dólar encarece os importados e, consequentemente, pressiona a inflação. Neste cenário, estão ameaçados os atuais custos médicos hospitalares, que possivelmente sofrerão variação. No que se refere à política administrativa das operadoras, os custos do novo rol da ANS poderão sofrer ajustes este ano. Outra ameaça advém da portabilidade que, se concretizada, tende a reduzir a população de usuários e também os preços praticados atualmente. Essa transferência de associados pode gerar, ainda, uma queda generalizada de faturamento. Divulgada em novembro, a consulta pública n.º 30, prevê eliminar os contratos por adesão. Trata-se de outro fator complicador que também poderá prejudicar as operadoras que comercializam este tipo de produto. A atividade das operadoras de saúde se tornou substitutiva das ações governamentais. Impingidas politicamente pelo Ministério da Saúde, as empresas se vêem obrigadas a cumprir, de forma incontestável, as normas advindas dos órgãos reguladores. Assim sendo, atualmente têm sido regulamentadas por

técnicos sanitaristas do Ministério da Saúde, com decisões político-filosóficas de caráter populista e em desajuste com as regras básicas necessárias para manter a lucratividade de qualquer operadora. Outro fator desestimulador refere-se ao aumento nas exigências das coberturas regulamentares. E, neste mercado, já consolidado a partir de uma concorrência canibalística, sobrevivem aquelas operadoras que adotam uma política de preços baixos e, consequentemente, baixa lucratividade. Como se não bastasse, o fenômeno do “envelhecimento populacional” é uma constatação iminente. Nos próximos anos, o risco do negócio tende a aumentar em função da alta sinistralidade que elevará ainda mais os custos hoje registrados nas empresas. Mas, como toda crise gera novas oportunidades... o momento é de rever as condições de remuneração entre hospitais, médicos, laboratórios e empresas do segmento, para que haja uma política de negociação justa, clara e de interesses mútuos, sem prejuízo unilateral.

mensagem

Extraído do site http://textos_legais.sites.uol.com.br/textos_reflexao.htm

VIDA MODERNA

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observava um pequeno barco de pesca que atracava nesse momento trazendo um único pescador. No barco vários grandes atuns. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e perguntou-lhe quanto tempo levara para pescá-los.

- Pouco tempo - respondeu o mexicano. Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante. O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família. O americano voltou à carga: - Mas o que é que você faz com o resto de

seu tempo? O mexicano respondeu: - Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, tiro a siesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho, toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, señor. O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:

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| CAROLINA FRANÇA RICHARD CARVALHAES |
| Psicóloga |

A ARTE DE VIVER BEM
foto: divulgação - internet

stamos sempre buscando uma maneira de vivermos plenamente, de sermos felizes... E essa busca parece não ter fim... Isso porque muitos de nós buscamos a felicidade em coisas exteriores. Contudo, a felicidade está em nosso interior. Epíteto, grande filósofo do estoicismo, nos deixou algumas dicas de como viver uma vida plena e feliz. Para ele, felicidade e realização pessoal são conseqüências naturais de atitudes corretas. E essa felicidade vem por meio de uma serenidade interior e, conseqüentemente, de uma liberdade pessoal duradoura. Mas como conseguir isso? Aqui vão alguns de seus ensinamentos: ? Saiba distinguir entre o que você pode controlar e o que não pode. Sob nosso controle estão as nossas opiniões, desejos, aspirações... essas áreas são da nossa conta porque estão sujeitas à nossa influência direta. Agora, coisas como o tipo de corpo que temos e a maneira como somos vistos pelos outros são coisas que não dependem de nós. Tentar controlar ou mudar o que não podemos só resulta em aflição e angústia; ? Ocupe-se apenas do que você

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pode controlar. Mantenha sua atenção no que de fato lhe compete e tenha em mente que aquilo que pertence aos outros (inclusive opiniões deles sobre você) é problema deles e não seu; ?acontecimentos que Não são os nos ferem, mas a visão que temos deles. Quando algo acontece, a única coisa que está em nosso poder é nossa atitude em relação ao fato. Suas alternativas são a aceitação ou o ressentimento. As coisas em si não nos ferem ou nos criam obstáculos, são nossas atitudes e reações que nos criam problemas; ? Se, na verdade, são os nossos sentimentos sobre as coisas o que de fato nos atormenta e não as coisas em si, logo, culpar os outros ou a si mesmo é tolice! Quando não há vergonha, não há culpa. Tenha em mente que todos erramos e não sinta vergonha dos seus erros; ? Crie o seu próprio mérito, nunca dependa da admiração dos outros. Dê o melhor de si, seja o melhor que você puder,

sem se importar com o que os outros pensam sobre isto...Sejamos felizes! ? está sempre sob o Sua vontade seu poder. Nada pode fazê-lo parar a não ser que você permita... ? Utilize as dificuldades da vida para voltar para dentro de si mesmo. As provações que suportamos podem e devem nos revelar quais são as nossas forcas. Quando houver um incidente, não reaja impensadamente: volte-se para seu íntimo e pergunte a si mesmo de que recursos dispõe para lidar com o que aconteceu... ? que tudo tem dois Lembre-se lados. Todos os acontecimentos têm algo vantajoso para você, se você quiser procurar... ? felicidade só pode Saiba que a ser encontrada dentro de nós. Conquistamos a liberdade e a felicidade quando deixamos de lado as coisas que estão fora do nosso controle. Sua felicidade depende de três coisas que estão todas sob seu poder: sua vontade, suas idéias a respeito do está acontecendo ou aconteceu e o uso que você faz das suas idéias... ? de si e seja sempre Dê o melhor bom... É claro que não mudamos de uma hora para outra. Mas toda mudança deve ser acompanhada de hábito. Não adie sua felicidade para amanhã... Pratique os princípios, reflita sobre sua vida e seja feliz!

Psicologia (Capa)

mensagem

- Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia imediatamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição.

Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão. - Mas, señor, quanto tempo isso levaria? pergunto o pescador. - Quinze ou vinte anos - respondeu o americano. - E depois, señor? O americano riu e disse que essa seria a melhor parte:

- Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões. - Milhões, señor? E depois? - Depois - explicou o americano - você se aposentaria. Mudava para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com amigos...
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Artigo

ESPERANÇA: ATITUDE ESSENCIAL À VIDA E À MORTE
| EVALDO A. D’ASSUMPÇÃO |
| Tanatólogo e Biotanatólogo / Presidente da Academia Mineira de Medicina |

o final do ano passado, o Papa B e nto X V I e nv i o u a to d a humanidade a Carta Encíclica SPE SALVI (A esperança na salvação). Independentemente da crença ou nãocrença de cada um, da simpatia que se tem ou não pelo Cardeal Ratzinger, este texto merece ser lido por todos, com a mente aberta e sem preconceitos que nada acrescentam. Vários pontos desta carta merecem cuidadosa reflexão, especialmente nestes tempos em que o ateísmo militante abandona as sombras para se proclamar a salvação da humanidade. Especialmente quando o vertiginoso desenvolvimento tecnológico acena para os incautos com uma nova religião a ser seguida, tendo a lógica e a razão como seus dogmas, o computador como o seu altar e a ciência como a deusa a ser cegamente cultuada. Quando, como disse Francis Bacon, a esperança toma nova forma e passa a se chamar fé no progresso, e as novas descobertas geram um mundo novo, o reino do homem. Contudo, vamos nos ater a um ponto que diz respeito ao nosso trabalho: o medo e a rejeição à morte. Diz a carta em seu artigo 10: “Aqui surge a pergunta: queremos nós, realmente, viver eternamente? Hoje, muitas pessoas rejeitam a fé, talvez simplesmente porque a vida eterna não lhes parece uma coisa desejável. Não querem de modo algum a vida eterna, mas a presente.” E mais à frente: “Continuar a viver eternamente – sem fim – parece mais uma condenação do que um dom. ... viver sempre, sem um termo, acabaria por ser fastidioso e, em última análise, insuportável.” E repete Ambrósio, Padre da Igreja: “ Deus não instituiu a morte ao princípio, mas deu-a como remédio”. “Não devemos chorar a morte, que é a causa da salvação universal”.

N

Obviamente que nela não é feito, nem fazemos nós, uma apologia ao abandono da vida e muito menos à sua desvalorização. A vida é um dom precioso que precisamos cultivar, com o mesmo carinho e persistência com que cultivamos a delicada flor que queremos ter demoradamente conosco. O indesejável é o apego desmensurado à vida, como se permanecer na limitada condição de espaço e tempo fosse a plena realização do ser humano. O nocivo é o apego às pessoas, aos bens materiais, aos prazeres sensuais, aos títulos e cargos que nos escravizam e nos levam a consumir nossa auto-estima, gerando um povo infeliz, sempre em busca do mais ter, na ilusão de que isso irá lhe proporcionar o prolongamento da vida e de seus gozos. Nociva se torna a ciência, que tanto pode fazer pela qualidade de vida das pessoas, quando trabalha muito mais para aumentar a quantidade de vida, ainda que cheia de dores e sofrimentos. Exemplo disso é a obstinação terapêutica nas UTIs, amparada por sofisticada tecnologia, ela prolonga a morte e não a vida. Outros exemplos são as sonhadas clonagens humanas e as fantasiosas “Sociedades Criônicas”, que congelam cadáveres numa expectativa de reanimação futura, para quando surgirem novas formas terapêuticas para doenças hoje incuráveis. Tudo em alucinada busca de uma imortalidade que mata a esperança - ao querer perpetuar a vida onde tudo é impermanente. Por isso, afirma a Carta Encíclica: “A ciência pode contribuir muito para a humanização do mundo e dos povos. Mas pode também destruir o homem e o mundo, se não for orientada por forças que se encontram fora dela”. E ainda: “Visto que o homem permanece sempre livre e dado que a sua liberdade é também sempre frágil, não existirá jamais neste mundo o reino do bem definitivamente consolida-

do” A esperança é, portanto, essencial à vida, como diz na carta: “É importante saber: eu posso sempre continuar a esperar, ainda que, pela minha vida ou pelo momento histórico que estou a viver, aparentemente não tenha mais qualquer motivo para esperar”. Mas também para a morte a esperança é essencial. Esperança de que ela não represente o melancólico final sartriano, e sim a certeza de uma passagem, uma transformação que transcende toda explicação humana, estando bem dentro da afirmação de Cristo em seu último dia: “Não temais!” e “Tende confiança! Eu venci o mundo!” (Jo 16,33). Em nosso trabalho de Terapia de Suporte ao Enlutado, ao Enfermo grave e a seus familiares, um dos pontos essenciais é exatamente a esperança. Não uma fantasia de que tudo está maravilhoso, que tudo vai passar, que tudo vai dar certo, como um milagre caindo do céu. Mas que nada nesta existência é permanente, nem sequer a dor e o sofrimento. Portanto, se soubermos trabalhar adequadamente estas situações de perda: perda da saúde, perda de uma pessoa querida, proximidade da perda da própria vida, com certeza teremos uma superação mais rápida desses sofrimentos e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida. A Tanatologia e a Biotanatologia são ciências relativamente novas e muito pouco conhecidas da maioria das pessoas. Por isso é importante saber de sua finalidade e do seu alcance para melhor usufruir de seus benefícios. Em nosso site mais informações poderão ser encontradas (www.nucleofenix.com). Bem, dentro do pensamento da Carta Encíclica SPE SALVI, ambas são um sopro de esperança para nossos tempos, tão vazios dela!

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