Programa a ser desenvolvido: 01.- Noções gerais de Direito. A Disciplina da atividade humana como condição de coexistência.

Regras técnicas e normas éticas. Espécies de normas éticas. 02.- Direito natural e Direito Positivo. Ramos do Direito Positivo. 03.-Fontes do Direito Positivo. Leis, costumes, doutrina e jurisprudência. 04.- Lei: conceito, classificação e hierarquia. 05.-Processo legislativo. Fases de elaboração da lei ordinária federal, estadual e municipal. 06.- Retroatividade da lei. 07.- Interpretação da lei. 08.-Pessoa física: personalidade e capacidade de direito. Individualização no meio social. Extinção da personalidade de direito. 09.-Pessoa jurídica: personalidade de direito, início e extinção. Classificação das pessoas jurídicas, segundo o ramo de direito positivo ao qual pertencem. 10.- Objeto do direito. Bens e coisas e suas classificações. 11.- Fatos Jurídicos Naturais e Atos Jurídicos. Elementos constitutivos do negócio jurídico. Defeitos do negócio jurídico. Atos ilícitos. 12.- O Estado: funções e poderes. 13.- Os princípios fundamentais do Estado Brasileiro. 14.- Nacionalidade. 15.- Direitos políticos: eleitores, elegíveis e inelegíveis. 16.- Partidos políticos. 17.-Direitos e deveres individuais e coletivos e as garantias constitucionais: hábeas corpus, mandado de segurança, mandado de injunção, hábeas data e ação popular. A propriedade e sua função social. 18.-Direitos sociais. Direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. A organização sindical.

Bibliografia
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Instituições de Direito Público e Privado Conceito Instituições de Direito Público e Privado significam o conjunto de normas jurídicas criadas pelo Estado com a finalidade de disciplinar as relações externas das pessoas no meio social. Este conjunto de normas impostas pelo Estado é dividido, para fins didáticos, em dois grandes grupos: l. Normas de Direito Público e 2. Normas de Direito Privado. Para distinguir tais normas, a doutrina parte do pressuposto de que a norma jurídica regula as relações entre pessoas na sociedade. Portanto, para se fazer a diferenciação das normas basta caracterizar quais os sujeitos que se inter-relacionam. A norma pertencerá à massa de Direito Público se um dos sujeitos for o Estado na relação com seus súditos ou com outros Estados, no exercício de seu poder de soberania. Portanto, Normas de Direito Público são aquelas que envolvem a participação do Estado, ou seja, que regulam as relações em que o Poder Público é parte. Por outro lado, a norma pertencerá ao Direito Privado se os sujeitos envolvidos na relação jurídica forem particulares, sem que haja qualquer envolvimento com o Poder Público. Normas de Direito Privado, são aquelas que disciplinam as relações entre particulares, sem a participação do Estado. Apesar da denominação da disciplina sugerir o estudo de todas as normas criadas pelo Estado, tanto as de Direito Público como as de Direito Privado, na verdade, a pretensão deste curso é menos ampla, pois seu objetivo é estudar algumas noções básicas do Direito Público e Privado. I - Direito: Direito: definição Vulgarmente, costuma-se dizer que o Direito não passa de um “sentimento”, algo assim como o amor, que nasce no coração dos homens. Não é exagero mesmo afirmar que Noções Gerais

todos sentem o Direito e que, de certo modo, todos sabem o que o Direito é. Vocábulo corrente, empregado a todo instante nas relações da vida diária para exprimir sentimento que todos já experimentamos, está gravado na mente de cada um, representando idéia esboçada em traços mais ou menos vagos e obscuros. “Isto é direito”, “o meu direito foi violado”, “o juiz reconheceu meu direito”, são expressões quotidianamente ouvidas, que envolvem a noção vulgar a respeito do fenômeno jurídico. Entretanto, em conseqüência da precariedade dessa noção vulgar, os especialistas buscam, incessantemente, um conceito mais aprofundado para o Direito. Na verdade a palavra Direito tem diferentes concepções, tornando-se praticamente impossível reuni-las num só conceito. Para exemplificar, podemos tomar a concepção que classifica o Direito em Objetivo e Subjetivo. Direito Objetivo é o conjunto de normas vigentes que disciplinam o comportamento das pessoas no meio social. Assim, fazem parte do Direito Objetivo todas as leis que têm por finalidade dizer como agir ou em quais casos deve-se omitir ou, ainda, quais são os atos considerados criminosos. Direito Subjetivo, por sua vez, significa a faculdade ou prerrogativa do indivíduo de invocar a lei na defesa de seu interesse. Assim, o direito subjetivo de uma pessoa corresponde sempre ao dever de outra que no caso do não cumprimento poderá ser forçada a cumpri-lo através de medidas judiciais. A Constituição da República Federativa do Brasil, por exemplo, garante a todos os trabalhadores o direito de perceber o salário mínimo. O trabalhador que não receber o valor correspondente ao salário mínimo poderá exigir ou não o seu pagamento. Essa faculdade de agir, é o Direito Subjetivo. Definição de Direito É na sociedade que o Direito existe. Existindo em sociedade o Direito tem como objetivo dirimir conflitos, além de cuidar do comportamento do homem. O Direito tem como função disciplinar o comportamento da vida humana. Nesse sentido, segundo Kant, direito é o conjunto das condições sob as quais a liberdade de um se harmoniza com a liberdade de outrem mediante uma lei geral chamada Liberdade. Liberdade é faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação. Todos os homens devem gozar da mesma liberdade, assim o exercício da liberdade de cada um é limitado pela igualdade de todos. O único limite para o exercício pleno da liberdade individual será, portanto, o reconhecimento de igual liberdade dos outros. Todos são livres para decidir ou agir segundo sua determinação, desde que respeitado o limite imposto pelo reconhecimento das liberdades dos outros. Dai concluirmos que o exercício da liberdade de um vai até o início do exercício da liberdade de outrem, ou seja, o Direito de uma pessoa vai até o início do Direito de outra pessoa.

. estará contrariando uma regra ética. após Descartes ( 1596-1650 ) é que Ortega y Gasset e Heiddeger se preocuparam com o estudo da vida humana. não é. não seria. de modo mais fácil. Vida humana seria. Há aqui um choque ou um conflito entre dois interesses de um mesmo indivíduo ( indivíduo em relação a dois objetos). assim. Duas são as ordens de relações possíveis: do indivíduo para com o objeto e do indivíduo para com outro indivíduo. a atuação da alma. Por exemplo: um jogador de futebol ao passar por seus adversários com a bola. entre dois indivíduos. se ele empurrar o adversário. objetivando conseguir. o testemunho que o individuo dá do mundo que o circunda. Cada um custa R$ 100. uma dada utilidade. Esse conflito é denominado de intra subjetivo. Geralmente toda conduta humana implica na aplicação de uma regra técnica e de uma norma ética.00. é justamente saber como solucionar estes conflitos.00 e preciso comprar um livro e uma caneta. apenas. aplica regras técnicas. As regras técnicas podem ser definidas como: a regulamentação que preside a atividade humana.Também pode acontecer que dois indivíduos. Os conflitos intra subjetivos são resolvidos através de regras técnicas. dispondo cada um de R$ 100. simultaneamente. Vida humana não é somente o corpo. o resultado de corpo e alma. b). As normas éticas podem ser consideradas como: a regulamentação das relações entre indivíduos.Normatização da Vida Social – Regras Técnicas e Normas Éticas Só em passado recente. Quando o homem se sente presente no mundo ele esta vivendo. neste momento. objetivando possibilitar a coexistência social. Estas relações podem ensejar choques de interesses. Vejamos dois exemplos: a). Os intersubjetivos através de normas éticas. entretanto. efetuando “dribles”. assim. Vida humana seria a co-presença do homem no mundo. rápido e eficaz. Elas dizem respeito à vida humana e à sua regulamentação. Distinção entre regra técnica e norma ética. A questão que se apresenta.00 queiram comprar um único objeto: conflito. no âmbito social. Esse conflito é denominado de inter subjetivo.Eu disponho de R$ 100. portanto.

estudo do local onde a armadilha será colocada. ao passo que a norma ética produziria conseqüências no âmbito da coletividade.confecção da planta. Vemos. Como primeira decorrência desta afirmação. . Em suma. Neste aspecto o individuo deverá observar as regras técnicas para a construção de uma armadilha eficaz. diz Korkounov que as regras técnicas são facultativas e as normas éticas são obrigatórias. Entretanto esta afirmação não resiste a analise crítica. ou seja a atuação na construção da armadilha. A regra técnica objetiva a perfeição do ato.para que o individuo age. Diz ele: “ Toda conduta humana é o resultado de uma soma de ACÕES “. Classificação das normas éticas Os autores não são unânimes ao se manifestarem com relação aos diversos tipos de normas éticas. Com relação ao primeiro aspecto. A regra técnica explica como se alcança um fim. afirma que as regras técnicas produzem conseqüências só no âmbito do indivíduo.Muitos são os estudiosos que se dedicaram a formular a distinção entre a regra técnica e a norma ética. A norma ética visa aperfeiçoar o agente do ato. A casa acaba caindo e ferindo ou matando pessoas. 2). c). enquanto a norma ética visa a conveniência de um fim. Quem melhor situa a diferença entre a regra técnica e a norma ética é Carlos Cossio. A situação fática acima mencionada pode ser vista sob dois aspectos distintos: 1)como o individuo age. Korkounov. a regra técnica objetiva a realização de um fim. apenas. por exemplo. como podemos observar com o seguinte exemplo: um engenheiro vai construir uma casa e desrespeita as regras técnicas de engenharia.compra do material. ao individuo que a desobedecesse. etc. b). que o individuo desrespeitou regras técnicas. Com relação ao segundo aspecto vamos verificar qual o desejo do individuo com a construção da armadilha e assim teremos a apreciação de normas éticas. Exemplo: um agricultor deseja construir uma armadilha para capturar animais daninhos que vêem dizimando sua plantação. mas as conseqüências do ato não se restringiu ao âmbito daquele individuo. A sua inobservância causaria prejuízo. A norma ética cuida conveniência de se alcançar um fim. aí. várias etapas deverão ser cumpridas para que se atinja o objetivo desejado: a).

que é a afirmação de condições que possibilitem a coexistência social. e tudo fazer que conduza à realização e aperfeiçoamento da solidariedade mecânica e orgânica. porque receia alguma coisa que está acima de si mesmo. O filho deve tirar a vida do pai. como François Geny. visa o seu aperfeiçoamento.Leon Duguit. implicam num juízo de aprovação ou desaprovação por parte da comunidade. conforme sejam elas observadas.Normas religiosas. e nisto consiste sua sanção. afirmam a existência de três espécies de normas éticas: Morais. quando este está velho e doente. este mesmo fato não constitui um crime. classificam as normas éticas em quatro espécies: a). como Gurvitch. Normas Religiosas visa tornar o homem devoto. O parricídio ( matar o próprio pai ) é um dos maiores crimes entre nós. impondo somente deveres.Normas jurídicas. há autores. Caracterizam. Normas Morais visam o aperfeiçoamento espiritual do homem. É o conjunto de normas que disciplinam o homem em Sociedade e que. piedoso e santo. Cogliolo. É uma conformidade exterior. também. que . No entanto essa afirmação de Duguit não pode ser considerada norma ética única.Normas morais. o decoro. uma vez que indica o fim visado por todas normas éticas. Normas de Uso Social visam amenizar a vida em comum. Por fim. Vanni e Recasens Siches. Outros. A etiqueta. b). Del Vecchio. d). ou não. Significa a conformação do homem ao querer aquilo que acha que deve ser feito para satisfazer aos outros. ainda. segundo o paradigma vigorante em determinado grupo social.Normas de uso social. c). Cossio. como Espíndola. indicam a existência de duas classes de normas éticas : Normas Morais e Normas Jurídicas. No entanto na Oceania. determinados tipos de conduta: Usual ou Convencional. Na conduta religiosa o homem age sem encontrar em si ou nos outros homens o valor determinante deste agir. Ele age em função de um valor que transcende a si mesmo e aos outros homens. por exemplo. incapacitado para exercer função na sociedade. Procura encontrar aquilo que nele é eterno. Outros autores. afirma que as normas éticas podem ser resumidas numa única norma: não fazer nada que atente contra a solidariedade social em qualquer de suas formas. Jurídicas e Religiosas. as normas de correspondência epistolar constituem normas de uso social e.

etc. é constituído pela própria natureza e não pela criação dos homens. disciplinar a conduta social do homem. Normas Jurídicas são normas formalmente criadas pelo Estado e impostas coercitivamente à conduta humana com objetivo de discipliná-la. O Direito Natural para os que aceitam a sua existência. pois apreciam a conduta humana em relação ao próprio individuo. Ela se caracteriza pela bilateralidade: ao mesmo tempo que estabelece deveres jurídicos de conduta. Direito Natural . Ele se impõe a todos os povos pela própria força dos princípios supremos dos quais resulta. enquanto as normas jurídicas apreciam-na em relação a outro individuo.As normas morais tem por objeto. Direito Natural Público Internacional Privado Constitucional Administrativo Tributário Penal Processual ou Judiciário Civil Trabalho Empresarial DO DIREITO POSITIVO 2. São exemplos. mas distinguem-se das normas jurídicas. mas sim uma lei anterior e superior ao Direito Positivo. como as jurídicas. É o direito. histórica e objetivamente . atribui faculdade a outro individuo de reclamar ou exigir o dever. Direito Positivo Nacional Público Privado Direito Natural e Direito Positivo. por se fundarem numa idéia superior de justiça da qual o homem não pode afastar-se. o direito de se reproduzir. II . é aquele que não se consubstancia em normas impostas ao indivíduo pelo Estado. O Direito Positivo compreende o conjunto de normas jurídicas em vigor num Estado determinado e numa determinada época.RAMOS 1. como prerrogativa. o direito de viver.São os princípios existentes em todas as legislações ou que nelas devem estar presentes. permitindo a convivência social.

Direito Empresarial . tratados internacionais. portanto. comuns a todos os homens. Direito Processual ou Judiciário . cujas normas têm por finalidade a instituição e a arrecadação de impostos.É um Ramo do Direito Positivo nacional público.É um Ramo do Direito Positivo nacional privado.É um Ramo do Direito Positivo nacional público. cujas normas têm por finalidade disciplinar a organização do Estado para que possa administrar o bem público a fim de proporcionar o bem estar à coletividade.É um Ramo do Direito Positivo.É um Ramo do Direito Positivo nacional público. Direito Penal . o Direito Positivo é o direito que depende da vontade humana.É um Ramo do Direito Positivo nacional privado. enquanto o Direito Natural é o que independe de ato de vontade. encontrado em leis.É um Ramo do Direito Positivo.É um Ramo do Direito Positivo nacional público. cujas normas têm por finalidade regular as relações entre particulares e as destes com o Estado. Direito do Trabalho . cujas normas têm por finalidade regular as soluções de conflitos de interesses pelos órgãos do poder Judiciário. cujas normas têm por finalidade regular as relações entre Estados soberanos. regulamentos etc. cujas normas regulam as relações de ordem privada na sociedade internacional. . Direito Internacional Privado . costumes. Em síntese. por refletir exigências sociais de natureza humana. Direito Administrativo . detalhadamente: Direito Internacional Público .É um Ramo do Direito Positivo nacional privado. as relações empregatícias. Direito Constitucional . regulando sua organização política e ditando os direitos básico a quem vive no território deste Estado. É o direito cuja existência não é contestada por ninguém.É um Ramo do Direito Positivo nacional público. Regula. cujas normas têm por finalidade regular a prestação de serviços subordinados. códigos. cujas normas têm por finalidade traçar os princípios fundamentais de todo o Direito do Estado. cujas normas têm por finalidade disciplinar o exercício da atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e serviços. Direito Civil .estabelecido. São normas jurídicas que têm por finalidade resolver os conflitos de leis entre o ordenamento jurídico de dois ou mais Estados. desde que despido de suas prerrogativas. taxas e outras fontes de receitas do Estado. Direito Tributário . cujas normas têm por finalidade definir crimes e impor penas. decretos. Vejamos os conceitos.

passaram a ser disciplinadas por ele.* Com a entrada em vigor do Código Civil em 11/01/2003. através do Livro II – Do Direito de Empresa. a profissão de comerciante e os atos de comércio que eram reguladas pelo Código Comercial. através do Poder Judiciário? 18 O que é Direito Civil? 19 De que tratam as normas jurídicas consideradas de Direito do Trabalho? 20 O que é Direito Empresarial? III - FONTES DO DIREITO POSITIVO . Estudo Dirigido 1 O que se entende por Instituições de Direito Público e Privado? 2 Qual a diferença entre direito objetivo e direito subjetivo? 3 O que se entende por regra técnica? 4 O que se entende por norma ética? 5 Quais são os tipos de normas éticas. 6 Qual a diferença entre as normas de Direito Público e Privado? 7 O que são normas de Direito Positivo? 8 O que é Direito Natural? 9 Quais são os ramos do Direito Positivo Nacional Público? 10 Quais são os ramos do Direito Positivo Nacional Privado? 11 Para que se prestam as normas do Direito Internacional Público? 12 De que tratam as normas jurídicas do Direito Internacional Privado? 13 O que se entende por Direito Constitucional? 14 De que tratam as normas jurídicas do Direito Administrativo? 15 O que é Direito Tributário? 16 O que se entende por Direito Penal? 17 Qual a denominação do ramo do Direito Positivo cujas normas têm por finalidade a solução dos conflitos de interesses.

Desta forma. a lei assume papel de suma importância. mediante a qual se criam. considerada como fonte do Direito Positivo. Assim. A lei é a mais importante fonte do Direito Positivo. trataremos dela logo a seguir. resumidamente. Por essa razão.Podemos definir costume como o posicionamento uniforme e reiterado de uma coletividade diante de um determinado acontecimento ou fenômeno social. todas as fontes: 1). modificam ou revogam normas de Direito. Podemos considera-la como o meio técnico de realização do direito objetivo. Como Fontes imediatas ou primárias temos: a lei e o costume.Lei .1.Lei. . A Fonte de Produção é o Estado. As Fontes de Conhecimento. pois faremos observações de ordem mais particular a seu respeito. pois é a primeira a ser consultada. Em países como o nosso. Como Fontes mediatas ou secundárias temos: a doutrina e a jurisprudência. A autoridade encarregada de aplicar o direito e também aqueles que devem obedecer aos seus ditames precisam conhecer as suas fontes. quando se quer dirimir qualquer controvérsia. é o preceito formal que emana da autoridade suprema do Estado. por sua vez. se subdividem em imediatas ou primárias e mediatas ou secundárias. que são de vária espécies.Costume . teremos a Fonte de Produção e as Fontes de Conhecimento do Direito Positivo. 2). Conceito de Fonte A expressão “fontes do direito” tem várias acepções. as Fontes do Direito Positivo podem ser representadas no seguinte quadro sinóptico: Fonte de Produção Estado Lei Imediatas ou primárias Costume Doutrina Mediatas ou Secundárias Jurisprudência Vejamos. em que o Direito é escrito.

Mais cedo ou mais tarde determinados costumes acabam por ser cristalizados em uma lei. d). um uso. “costume vem a ser a regra de conduta criada espontaneamente pela consciência comum do povo. é a chamada “fila”.que seja contínuo. A reiteração desse uso forma o costume.Doutrina . constitui uma prática. seja de ônibus. e sob a convicção de corresponder a uma necessidade jurídica. que significa costume.que não seja contrário à lei. é que constitui o costume”. passando. Exemplo de uma norma costumeira que. pois. Consuetudinário vem da palavra latina consuetudine. o costume não pode contrariar a moral ou os bons hábitos. seja para ingresso em lugar concorrido. não compreendem todo o Direito. É fonte secundária ou mediata do Direito. no estudo das leis.As leis escritas. também chamadas consuetudinárias que. Esse hábito que adquirem os homens de empregar a mesma regra sempre que se repete a mesma situação. que a observa por modo constante e uniforme. a integrar a legislação do País. analisados e sustentados pelos autores. não constem de preceitos votados por órgãos competentes. “costume é o produto de uma elaboração entre os homens. que não seja facultado à vontade das partes interessadas. É o conjunto de investigações e reflexões teóricas e princípios metodicamente expostos. O emprego de uma determinada regra para regular determinada situação. por parte de uma coletividade. apesar de não estar consagrada em lei e nem por isso deixa de ser obrigatória. isto é. desde que se repita reiteradamente. tratadistas. há normas costumeiras. configura um uso. Segundo lição de Vicente Ráo. A obediência a uma conduta. embora. vale dizer: a repetição dos fatos deve ocorrer sem dúvidas e sem alteração. Nos dizeres de João Franzen de Lima. jurisconsultos.que seja obrigatório. . entretanto. e de segui-la como legítima e obrigatória. Concomitantemente. c). fatos esporádicos não são considerados costumes. isto é. 3). geram obrigações.que seja moral. Para que um costume seja reconhecido como tal é preciso: a).A doutrina pode ser definida como o resultado da opinião científica dos estudiosos do Direito (doutos) a respeito de uma norma ou um conjunto de normas jurídicas. b). e). Como já vimos o Direito Consuetudinário é aquele baseado nos costumes. o costume não tem poder de modificar uma norma legal.que seja constante. Como salienta Caio Mário da Silva Pereira. quando igual situação se apresente de novo. cuja generalização através do tempo leva a todos os espíritos à convicção de que se trata de uma regra de Direito.

Com efeito. numa mesma direção interpretativa.988. IV Preenchimento da lacuna da lei A solução dos litígios é realizada pelo Estado. Eram citados pelos juizes e fundamentavam suas decisões”. a cujos trabalhos todos recorrem e de tal forma que as suas opiniões acabam por se converter em preceitos obrigatórios. Coelho Rodrigues tiveram este prestígio. 266. é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher. o juiz. Teixeira de Freitas. é de grande valor o trabalho dos doutrinadores na elaboração do direito objetivo. surge a jurisprudência. art. fornece importantes subsídios na solução de outros casos.278. devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. 4). os livros de Lafayette. regulamentando a União Estável. reconhecendo a ela o direito à remuneração de seus serviços de valor econômico e à sua parte nos bens adquiridos com o esforço comum do casal. acaba encaminhando o legislador para a elaboração de lei mais perfeita. como entidade familiar. Consultar decisão transcrita na página 44 e seguintes Como exemplo para melhor compreender o valor da jurisprudência na formação do Direito podemos citar os direitos da concubina. Sempre que uma questão é decidida reiteradamente do mesmo modo. Ribas. através do seu representante próprio. dizendo a quem . § 3°. Não tem poder de levar o juiz a decidir casos semelhantes da mesma maneira. com a partilha do patrimônio adquirido pelo esforço comum”. é cabível a sua dissolução judicial. todavia. pois ao apontar falhas. São normas gerais extraídas de decisões reiteradas dos tribunais num mesmo sentido.”em determinadas fases da cultura jurídica. assegurando o direito da meação dos bens adquiridos na constância do convívio e com esforço comum. Ela é uma fonte mediata ou secundária do Direito.Jurisprudência . Neste sentido. a concubina não tinha qualquer direito reconhecido pelo nosso ordenamento jurídico. Atualmente é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. a súmula 380 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Comprovada sociedade de fato entre concubinos. Em 10/05/96 entrou em vigor a Lei 9.São decisões reiteradas dos Tribunais de Justiça a respeito de controvérsias semelhantes. entretanto. dispõe: “Para efeitos da proteção do Estado. verificamos decisões de nossos Tribunais reconhecendo a sociedade de fato na união entre homossexuais. longa série de julgados alterou tal situação. Recentemente. sobressaem escritores. À série de exemplos pode ser acrescido um dos temas mais polêmicos da sociedade moderna: a união entre homossexuais. inconvenientes e defeitos da lei vigente. No século passado e no começo deste. O juiz aplica a lei à uma situação litigiosa concreta. Este entendimento jurisprudencial já produziu frutos no nosso Direito Positivo na medida em que a Constituição de 1. Até há pouco tempo.

significa a operação lógica mediante a qual se suprem as omissões da lei. que é sempre mencionada como interessante exemplo da sua aplicação.681 de 1912. ônibus e até em acidentes ocorridos em elevadores). verificamos que a palavra analogia possui diversas acepções. Por outro lado. O que não pode acontecer é o juiz não dar decisão. Quando a lei for lacunosa. é gerida por princípios ou cânones. Princípios gerais do Direito Princípios. passou a ser aplicada. cada ramo do direito também terá seus princípios particulares que distinguem os ramos entre si. A analogia consiste em aplicar a um caso não previsto na lei. por analogia. Os princípios gerais do Direito têm grande importância no preenchimento da lacuna da lei. Assim.pertence a razão. aplicando à apreciação de uma dada relação jurídica. de proferir a sentença solucionando o litígio que lhe foi submetido. não existir lei que discipline o fato causador do litígio. pois fatos semelhantes exigem normas semelhantes. à falta de legislação específica. são proposições diretoras de uma ciência. obscura ou. Toda ciência é constituída por princípios. Há princípios que são comuns a todas as ciências e aplicáveis a todos os campos do saber. Cada ciência. A n a l o g i a Ao consultarmos o Dicionário do Aurélio. Destinada a regulamentar a responsabilidade das companhias de ferro por danos causados a passageiros e a bagagem. as normas de direito objetivo disciplinadoras de casos semelhantes. 2. 1. por sua vez. a todas as espécies de transportes terrestres ( bonde. às quais todo o desenvolvimento posterior dessa ciência deve estar subordinado. ainda. ou seja. sob o ponto de vista da filosofia. pois existindo lacunas ou omissões no sistema legal e não podendo o juiz . uma outra lei que disciplina um caso semelhante. Juridicamente. o juiz tem a obrigação de proferir a sua decisão final. Os princípios da ciência do Direito são chamados de princípios gerais do Direito e abrangem todos os ramos da ciência jurídica. metrô. A fonte principal utilizada pelo juiz para decidir um litígio na sentença é a lei jurídica. o juiz decidirá com apoio na analogia e nos princípios gerais do direito. alegando não existir lei a ser aplicada ou ser ela lacunosa ou obscura. Como exemplo de aplicação da analogia lembramos aqui a Lei n° 2. como é o caso do movimento ou do equilíbrio: sãos os chamados “princípios universais”.

3. Direito da Família . . “a invocação dos princípios gerais do Direito faz apelo às inspirações mais altas da humanidade civilizada. A palavra tanto pode originar-se do verbo “ligar”. há de ser lida. Passamos a tratar da Lei. Ninguém pode transferir mais direito do que tem. permitindo ao juiz suprir a deficiência legislativa com a adoção de uma cânon que o legislador não chegou a ditar sob a forma de preceito. Outros. 2. 3. apelará para os princípios gerais do Direito. Direito Penal. tem como princípio dominante a proteção do empregado. 1. e joga com aquelas normas incorporadas no patrimônio cultural e jurídico da nação. a título de exemplo. Ainda. uma vez que seus enunciados são manifestações do próprio espírito de uma legislação. No entanto. Os contratos devem ser cumpridos. Direito do Trabalho. que significa “ligar”. Na expressão de Caio Mário da Silva Pereira. 4. que significa “ler”. 5. Nosso legislador não especificou quais são esses princípios.os princípios visam sempre o reforço do núcleo familiar. julgam que vem da palavra latina “legere”. Uns acreditam que “lei” vem do verbo latino “ligare”. quanto de “ler”.servir-se da analogia para solucionar o caso que lhe é submetido. Ninguém deve ser condenado sem ser ouvido. fazendo considerações de ordem mais particular sobre o tema. A discussão começa com o próprio significado etimológico da palavra. tem como princípio decidir em favor do réu sempre que haja dúvida. porque a lei é uma disposição que. enumeramos alguns princípios gerais de Direito: 1. a lei é a fonte principal do Direito. podemos citar alguns princípios particulares aplicáveis a ramos do Direito: 1. pois. a título de exemplo. Conceito Não há unanimidade quanto ao conceito de LEI entre os estudiosos. no sentido de vincular obrigatoriamente a todos. sendo escrita. com efeito. Ninguém pode invocar a própria malícia em benefício próprio. O direito individual da pessoa vai até onde inicia o direito da outra. 2. VL E I Como mencionamos anteriormente. lei é algo que liga. mas que se contém imanente no espírito do sistema jurídico” .

em sentido restrito. também . ela poderá referir-se à regra que rege tanto os fenômenos físicos. uma vez que ela pode ser infringida. que não se deve tirar a vida do semelhante. se encararmos a LEI em sentido amplo. pois a ordem dos fatores jamais alterará o produto na adição. . encontramos a regra que estabelece que “na adição a ordem dos fatores não altera o produto”. podemos esboçar o seguinte quadro: 1. Isto pode causar certa perplexidade quando nos defrontamos com as várias definições de LEI elaboradas pelos estudiosos do Direito. no entanto. pode ser representada pela expressão “o que deve ser”. normas morais. Nosso campo de interesse reside nas Normas Jurídicas. um ideal de comportamento. pois essas normas foram fixadas a partir da observância da repetição do fenômeno. há outro aspecto que nos chama atenção. Normas dos fenômenos físicos Lei Constitucional Lei Complementar Normas jurídicas Lei Ordinária LEI 2. Lei da Matemática. nasce ali a norma em razão desta constância. ou seja. mais ou menos amplos. Assim. pois. Há diversas espécies de “LEIS”. o Decreto-lei. como a Lei Constitucional. por essa razão. como os fenômenos sociais. As Leis dos fenômenos sociais podem ser encaradas sob aspectos mais particulares. denominadas genericamente de Lei. Essa regra. representa. desrespeitada e. A chamada LEI dos fenômenos físicos é aquela fixada em razão da observância de certos fenômenos. Em conseqüência.No entanto. por exemplo. Se o fenômeno se repete constantemente. Normas dos fenômenos sociais Normas religiosas Decreto-lei Medida Provisória Normas de uso social Normas morais. a Lei Ordinária. que se caracterizam por certas especificidades. normas de uso social e normas religiosas. Cada uma com suas particularidades. expressa exatamente “o que é”. Para facilitar a compreensão dos diversos sentidos em que LEI é usada. tão somente. Não raro. quando a LEI estabelece que matar alguém é crime. a Medida Provisória. se diz que a lei dos fenômenos físicos indica sempre “o que é”. etc. sempre da mesma forma. A palavra LEI é empregada em sentido amplo e. está indicando um ideal de comportamento. conhecida como LEI. . Na matemática. etc. na verdade. Assim. A chamada LEI dos fenômenos sociais não pode ser representada pela expressão “o que é”. Há normas jurídicas. encontramos pessoas usando as expressões: Lei da Física.

definiu LEI como “relações constantes de sucessão e semelhança entre os fenômenos”. bem como salienta o papel do Estado. Classificação das leis As LEIS poderão ser classificadas sob diversos aspectos. por exemplo. filósofo e economista inglês – 1806-1873).” Esta definição expressa com melhor precisão a dinâmica social presente no processo de criação das normas de Direito. 2. enquanto fonte de produção. concluiremos que as concepções vistas até aqui referemse à Leis encaradas sob aspectos diferentes. jurisconsulto e filósofo alemão – 1808-1874) nos leva a deduzir que o autor possui uma visão mais genérica. especifica a LEI à qual está se referindo. matemático e filósofo britânico – 1872-1970). Nesta definição concebe-se a LEI. Por último. Quanto natureza à Adjetivas Federais Estaduais Municipais 2. modificam ou revogam normas de Direito. Vejamos: Auguste Comte (Isidore Auguste François Marie Comte. Tais definições nos levam a crer que os respectivos autores estão se referindo tão somente às leis dos fenômenos físicos. Quanto à natureza: . considerada como fonte do Direito Positivo. portanto as duas espécies: a dos fenômenos físicos e a dos fenômenos sociais. queremos chamar a atenção sobre a definição atribuída a Beseler que. e da Lei. no sentido genérico. pois assim se expressa quanto a LEI: “Regra geral e constante que domina a ordem dos fenômenos. filósofo e matemático francês – 1798-1857). quer no mundo moral”. Na concepção de Stuart Mill (John Stuart Mill. quando assim se expressa: “A lei. que o autor denomina de fenômenos do mundo moral. englobando. enquanto fonte do conhecimento do Direito Positivo. em confronto com o acima exposto. citam diversas definições de Lei elaboradas por pensadores em épocas diferentes. definiu-a como “Relações constantes e invariáveis que ligam os fenômenos”. Entretanto. pois salientam a invariabilidade dos fenômenos. vamos nos deter somente em dois: 1. a LEI decorre de “Relações constantes de sucessão e simultaneidade”. é o preceito formal que emana da autoridade suprema do Estado. quer no mundo físico. Substantivas 1. Igualmente. A definição atribuída a Ahrens ( Heinrich Ahrens. quanto à origem. quanto à natureza e. tendo uma perfeita visão dos diversos tipos de LEI. Bertrand ( Bertrand Arthur Willian Russel. Quanto à origem 1. 2. Ao analisarmos tais definições. mediante a qual se criam. segundo os citados autores.Ruy Rebello Pinho e Amauri Mascaro Nascimento.

através do Poder Judiciário. Contêm normas que determinam a forma de resolver os conflitos de interesses submetidos ao Estado. Por essa razão e para se evitar o conflito de leis originárias de unidades diferentes. assim os possíveis conflitos de Leis. evitando-se. 2. cuja aplicação se restringe ao território do respectivo Município. Essa hierarquia da Lei obedece a seguinte ordem: Lei Constitucional Federal Lei Complementar e Ordinária Federal Lei Constitucional Estadual Lei Complementar e Ordinária Estadual Lei Orgânica do Município Lei Complementar e Ordinária Municipal .São aquelas que contêm uma regra que estabelece a forma pela qual o Estado. como as contidas no Código de Processo Civil. que possam disciplinar diferentemente um mesmo fenômeno social.São leis que emanam do Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados) e têm aplicação em todo território nacional. Código de Processo Penal. etc. 3. Municipais . Estaduais .Substantivas . é que se preconizou uma ordem de importância das Leis. São as chamadas leis de fundo. Quanto à origem: Federais . Código Penal. Hierarquia da lei No caso do Brasil. São normas de procedimento.São leis originárias das Câmaras de Vereadores. um Estado Federativo constituído de unidades políticas autônomas agregadas à União Federal.São leis originárias das Assembléias Legislativas Estaduais. aplica a sanção prevista nas leis substantivas. três são as fontes originárias da LEI. Adjetivas . como as que compõe o Código Civil.São aquelas que contêm uma regra de organização ou de comportamento. cuja aplicação se restringe ao território do respectivo Estado-Membro.

É atribuída à pessoas ou colegiados. que comporta duas Casas Legislativas (Senado e Câmara dos Deputados). Iniciativa Iniciativa é a faculdade de propor um projeto de Lei. no Estado e Câmara de Vereadores. Discussão e votação Expressa Sanção Tácita Total 3. Execução Veto Parcial Promulgação Publicação 4. que comportam apenas uma Casa Legislativa (Assembléia Legislativa. que é a lei que ocupa o topo da pirâmide da hierarquia das leis. A iniciativa da Lei Ordinária. Uma Lei Federal estabelece o princípio a ser seguido pelas Leis de hierarquia inferior que a ela devem coadunar-se. Leis inconstitucionais são aquelas que entram em choque com preceitos contidos na Constituição Federal. diferentemente do âmbito Estadual e Municipal. ressalvados os casos de competência exclusiva dos Estados e Municípios. uma Lei Estadual não pode contrariar os dispositivos de uma Lei Federal e se isso ocorrer ela será inaplicável.1. as fases de elaboração de uma lei ordinária no âmbito federal. Iniciativa 2. tomaremos como exemplo. A elaboração da Lei Ordinária compreende uma série de atos que devem ser praticados por determinados órgãos para a validade formal da lei. As fases desta elaboração podem ser representadas pelo seguinte quadro: 1.Assim. no Município). 4. Fases de elaboração da Lei Para que possamos melhor entender as fases de elaboração da leis. no âmbito federal compete: ao Presidente da República aos Senadores .

2. No caso do projeto de lei ser de iniciativa do povo. 1% dos eleitores. Vamos aqui. aos Senadores ou Deputados Federais. Cultura e DesportoCECD . pelo menos. quando.aos Deputados Federais ao Procurador Geral da República às Comissões especializadas ao Supremo Tribunal Federal aos Tribunais Superiores aos cidadãos Comumente. Discussão e Votação Se o projeto de lei for. Após ser submetido às Comissões Especializadas e receber os respectivos pareceres o projeto será enviado ao plenário.CCRJ.CDH. para o qual a Comissão foi constituída. Nas Comissões Especializadas. Comissão de Fiscalização Financeira e Controle – CFFC. distribuídos por. abrir um parênteses para esclarecer os atributos da Maioria: . Outras comissões existem como a Comissão de Direitos Humanos . por exemplo. a elaboração do projeto de Lei Ordinária Federal cabe ao Presidente da República. A aprovação do projeto de lei ordinária se dá por maioria simples ou relativa. verifica-se que ela é hierarquicamente inferior à Constituição Federal. etc. pelo menos. Ao chegar na Câmara dos Deputados. é denominada de Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. onde iniciará sua tramitação no Poder Legislativo. 0. Esta tramitação representa a segunda fase de elaboração e é denominada de Discussão e Votação. Essa Comissão Especializada . o projeto de lei poderá receber emendas. de iniciativa do Presidente da República. 5 Estados da Federação. Comissões Especializadas . na Câmara dos Deputados.. No caso da lei ordinária federal.são colegiados formados por Deputados Federais com o objetivo de analisar projeto e emitir parecer sob determinados aspectos específicos da Lei. ele deverá ser subscrito por. o projeto é submetido às Comissões Especializadas. haverá uma Comissão com o objetivo de verificar se o projeto de Lei não contraria dispositivos contidos na Lei hierarquicamente superior.3 % de seus eleitores. Comissão de Educação. pelo menos. então ocorrerão os debates (discussão) e a votação. por exemplo. Assim. será encaminhado à Câmara dos Deputados. sendo que estes Estados deverão estar representados por. 4.

Este é único caso em que as Comissões Especializadas têm força deliberativa na elaboração da lei ordinária. quando um colegiado for constituído para tomar qualquer deliberação é indispensável a fixação do quorum. Maioria Qualificada . A aprovação por maioria qualificada de 3/5. do projeto de lei já aprovado no Legislativo. neste único turno de revisão. após passar pelas Comissões Especializadas e receber os respectivos pareceres. tenha ocorrido. A aprovação por maioria absoluta se dará se o projeto obtiver pelo menos 50%+1 dos votos. A sanção poderá ser de duas espécies: 1. será submetido ao 2° Turno de Discussão e Votação. será submetido a mais um (1) turno de Discussão e Votação.3. por exemplo. Se for novamente aprovado por maioria simples. SANÇÃO . 4.é a aprovação.dois na casa iniciadora e um na casa revisora. no Poder Executivo.Maioria Simples ou Relativa . estará aprovado no Poder Legislativo. e poderá ser representada por 2/3. Maioria Absoluta . mais um voto. A aprovação por maioria simples se dará se o projeto obtiver mais votos favoráveis do que contrários. que funcionará como revisora. por ventura. expressa e. 2. uma vez que sua função primária é emitir pareceres. Arquivamento do projeto .é o número mínimo de pessoas presentes para que uma assembléia deliberativa seja considerada válida. que participa na elaboração da lei ordinária. Assim. estará aprovado na Câmara dos Deputados. 3/5 dos votos. No sistema bicameral as deliberações tomadas por uma das câmaras deverá ser submetida a outra. pelo menos. onde. Se aprovado pela maioria simples. o projeto de lei ordinária aprovado na Câmara dos Deputados é enviado ao Senado. tácita. Por isso. 3/5 dos votos. Quorum .é o número superior de votos ao da maioria absoluta. só ocorrerá se o projeto obtiver a aprovação de. Outra forma de arquivamento do projeto de lei é a não aprovação pela maioria simples em qualquer um dos três turnos de votação . A falta de quorum invalida a deliberação que .o projeto de lei será arquivado se receber pareceres contrários de todas as Comissões Especializadas.é a simples superioridade numérica de votos. Execução O projeto de lei aprovado no Legislativo é enviado ao Poder Executivo. Esta fase recebe a denominação de fase da execução. .é número igual ou superior à metade do total dos votos. O projeto aprovado no 1° Turno de Discussão e Votação.

serão desconsiderados. Concordando com o projeto de lei. essas razões. ou seja. A competência para a elaboração da Lei é do Poder Legislativo. A promulgação é a conseqüência necessária da sanção expressa. não se manifesta. . este cairá. por esse motivo. as razões do veto serão submetidas à apreciação do Câmara dos Deputados e do Senado. total e. despacha o Presidente da República. representante do Poder Executivo. Sanção Tácita . Não concorda. No caso do veto ser total e as razões do veto não caírem. ainda. os artigos ou parágrafos vetados. A participação do Poder Executivo é para possibilitar o aperfeiçoamento da Lei. pelo Vice-Presidente do Senado. manifesta-se expressamente no sentido de concordar com o projeto de lei já aprovado no Legislativo. Veto Total . 1.1. do projeto de lei já aprovado no Poder Legislativo.é a declaração de que o projeto de lei já percorreu todas as fases de elaboração e está pronto para entrar em vigor. Se a maioria absoluta (50%+1 dos votos) de Deputados e Senadores não concordar com as razões do veto. a promulgação será efetivada pelo Presidente do Senado ou. e o projeto de lei é considerado aprovado tal como o foi originariamente no Poder Legislativo. por exemplo.ocorre quando o Presidente da República. Nas hipóteses de sanção tácita e derrubada do veto. o direito de veto é limitado à apresentação de motivos justificadores.ocorre quando o Presidente da República não concorda com todo projeto de lei. no prazo de quinze dias. É por isso que a sanção expressa vem sempre acompanha da promulgação. Veto Parcial . O veto deve sempre ser acompanhado das razões que o motivaram e. parcial. Promulgação . tão somente. pelo Presidente da República. com um ou mais artigos. Sanção Expressa .Ocorrendo o veto. total ou parcial. Publicação .ocorre quando o Presidente da República não concorda com parte do projeto de lei. 2. O veto poderá ser de duas espécies: 1. VETO . “Sanciono e promulgo a presente Lei”. pois é por meio da promulgação que se confere força executória à Lei. Esta participação se dá através da sanção e do veto.é a não aprovação. Se o veto for parcial. o projeto será arquivado. Essa omissão tem como conseqüência a aprovação do projeto de lei. o Presidente da República tem um prazo de 48 horas para promulgar a Lei. a contar do recebimento do projeto de lei já aprovado no Legislativo. 2.ocorre quando o Presidente da República. Projeto Vetado . o chefe do Poder Executivo não poderá se furtar de promulgá-lo. 2. limitam-se a dois argumentos: Inconstitucionalidade do projeto ou ser ele contrário ao interesse público. perderá seu efeito. Caso não o faça.é o ato pelo qual se dá ciência às pessoas da existência da nova Lei.

a publicação deverá ser feita no Diário Oficial da União. ela entrará em vigor 45 dias após sua publicação no território nacional e 90 dias para aplicação fora do território nacional. 5. fica fácil entender as fases de elaboração da lei ordinária Estadual e Municipal. ou seja. Vigência da Lei . promulgação e publicação. a Lei será obrigatoriamente arquivada no Cartório de Registro do distrito da sede. a lei não determinar o início de sua vigência. permitida a consulta gratuita a qualquer interessado”.1. cumprida. Nesta última hipótese. teremos uma Lei que foi aprovada e publicada. “No tocante à Lei Municipal. Este lapso de tempo que decorre entre a publicação de uma lei e o início de sua vigência chama-se “vacatio legis”. a publicação poderá ser efetuada em órgão de imprensa de circulação local ou regional ou. a ordem pública”. A elaboração dessas leis obedece as mesmas fases da lei ordinária federal: 1. por afixação de seu texto integral na Prefeitura ou sede da Câmara de Vereadores. contrariando. iniciativa. por todos. mas somente no dia 1º do ano seguinte terá vigência. em não havendo imprensa oficial.é de fundamental importância sabermos o momento exato do início da vigência da lei. Iniciativa A iniciativa da Lei Ordinária Estadual poderá ser: do Governador dos Deputados Estaduais . 5. veto. execução. Se for Lei Estadual. Assim. 2. discussão e votação e 3. portanto. Entretanto. ou seja. a Norma deixaria de ter força e perderia a sua finalidade. a partir de que momento ela passa a ser obrigatória e deve ser. uma Lei publicada hoje poderá ter vigência no dia 1º de janeiro do ano próximo. O mais comum é encontrarmos a seguinte expressão: “A presente lei entra em vigor na data de sua publicação”.É preceito de nosso Direito que não é lícito a ninguém deixar de cumprir a Lei alegando que não a conhece. Elaboração da Lei Ordinária Estadual e Municipal Após termos examinado as fases de elaboração da lei ordinária federal. no Diário Oficial do Município. no Diário Oficial do Estado e. Se. passa a ser obrigatória. que subdivide-se em sanção. A lei entra em vigor na data designada em seu próprio texto. se for Lei Municipal. Tratando-se de Lei Federal. por qualquer motivo. “Se fosse possível escusar-se de cumprir a Lei com a simples alegação de ignorância.

respectivamente. pelo menos. compreende a elaboração de: 1. 5. Discussão e votação Diferentemente do âmbito federal. visando a criação de normas jurídicas. O processo legislativo. 5% dos eleitores do Município. os Estados e os Municípios possuem uma só casa legislativa. Execução A única diferença nesta fase nas leis estaduais e municipais está no fato de que o Poder Executivo é representado. PROCESSO LEGISLATIVO O processo legislativo é o conjunto de atos pré-coordenados realizados pelos órgão legislativos. no âmbito federal. na fase da discussão e votação terá três turnos na mesma casa legislativa. .das Comissões Especializadas do Presidente do Tribunal de Justiça da Procurador Geral da Justiça dos cidadãos. pelo Governador e pelo Prefeito. 1% dos eleitores do Estado. 6. O projeto de Lei Ordinária Municipal será de iniciativa: do Prefeito Municipal dos Vereadores das Comissões especializadas da Câmara dos cidadãos. Por esta razão. distribuídos em pelo menos 50 municípios. No Município de Apucarana. 5. respectivamente. no mínimo.2. o projeto de lei de iniciativa popular deverá estar subscrito por.3. No Estado do Paraná. Emendas à Constituição. o projeto de lei ordinária. com pelos 1% dos eleitores inscritos em cada um deles. Assembléia Legislativa e Câmara de Vereadores. o projeto de lei de iniciativa dos cidadãos deverá ser subscrito por.

Leis Ordinárias. Medidas Provisórias. no mínimo.Do Presidente da República c). Leis complementares à Constituição. 7.são leis que têm por finalidade complementar um dispositivo contido na Constituição. secreto.Denominam-se clausulas pétreas os dispositivos constitucionais que não podem ser alterados por Emendas à Constituição. Clausulas Pétreas .os direitos e garantias individuais 2.a separação dos Poderes d). 3/5 dos votos dos respectivos membros. O projeto de Emenda à Constituição poderá ser de iniciativa: a). Será considerada aprovada se obtiver. com o respectivo número de ordem. 4. Resoluções. Leis Delegadas. Leis complementares à Constituição . em dois turnos.a forma federativa do Estado b). Emenda à constituição . pela maioria relativa de seus membros. regulamentando assunto nela . 6.De mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. A Emenda à Constituição será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional.o voto direto. dos membros da Câmara de Deputados ou do Senado Federal b). será publicada e entrará em vigor.é a lei de elaboração de forma especial que tem por finalidade acrescentar ou modificar um dispositivo da Constituição. Não será objeto de deliberação a proposta tendente a abolir: a).2. A Emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado. Decretos Legislativos. 1. Após. 5. em ambas as Casas. manifestando-se cada uma delas. 3.De 1/3. universal e periódico c).

4. aqueles que o legislador constitucional não determinou que fossem disciplinados por leis especiais. “A Constituição estabelece: Art. etc.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. A própria Constituição.São leis elaboradas pelo Presidente da República. “Destinam-se os projetos de resolução.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. de assuntos de interesse interno do Legislativo. pronunciar-se em casos concretos. Manoel Gonçalves Ferreira Filho. as resoluções cuidam. criação de Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI). geralmente. em regra. Tomemos por exemplo o seguinte caso. Leis Delegadas . Resoluções .” 3. As leis delegadas são equiparadas às leis ordinárias. Delegação é a transferência temporária e excepcional de poderes que um órgão faz a outro. a Resolução materializa a deliberação do Poder Legislativo quando este outorga poderes ao Presidente da República para elaborar uma Lei Delegada. sobre o que deve o órgão legislativo. com caráter administrativo ou político. administrativo ou processual. Com a delegação legislativa.” . Leis Ordinárias . a regular matéria de caráter político. nos termos da lei complementar. Enquanto a lei ordinária é aprovada por maioria simples de votos. portanto. além de outros que visem a melhoria de sua condição social: I. concessão de licença a parlamentar para desempenhar missão diplomática ou cultural. Assim. estabelece os casos em que deve haver a complementação.São leis criadas com o objetivo de disciplinar os casos comuns. A Lei complementar à Constituição possui uma única diferença com relação as fases de elaboração da Lei Ordinária.contido.São atos deliberativos do poder legislativo. que preverá indenização compensatória. em razão da delegação de poderes feita pelo Poder Legislativo. por exemplo. a Lei Complementar será aprovada por maioria absoluta de votos. o Congresso transfere ao governo (Poder Executivo) a competência de editar atos materialmente legislativos. ou seja. pelas quais podem ser alteradas ou revogadas. 7ª . 5. Nas palavras do prof. tais como a perda de mandato. dentre outros direitos”. tendo a eficácia de lei formal. Esta diferença está na Votação.

quanto à matéria.nacionalidade.6. aprovação ou não de medidas provisórias. que determinou a observância das seguintes normas básicas para edição. Porém. partidos políticos e direito eleitoral. em algumas ocasiões.São normas criadas pelo Presidente da República em casos de relevância e urgência. A Medida Provisória.Autorizar o Presidente da República declarar guerra. permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou que nele permaneçam temporariamente. Com objetivo de limitar esse abuso praticado pelo Poder Executivo na edição de Medidas Provisórias foi promulgada a Emenda Constitucional de nº 32. O Decreto Legislativo abrange as matérias de competência exclusiva do Congresso Nacional. Essas normas entram em vigor de imediato. b). foi introduzida na Constituição em 1988 em substituição ao Decreto-Lei que vigorou durante o regime militar. uma verdadeira usurpação de poder na elaboração de normas jurídicas. De outubro de 1988 até setembro de 2001 registrou-se um crescente uso de Medidas Provisórias pelo Poder Executivo caracterizando-se. quando a ausência exceder a quinze dias. direitos políticos. Não estão sujeitos à sanção ou veto presidencial e sua promulgação é feita pelo presidente do Senado Federal.Resolver definitivamente sobre tratados.São deliberações do Poder Legislativo a respeito de matéria de sua exclusiva competência.Autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. . 1. celebrar a paz. ressalvados os casos previstos em lei complementar. votação. cidadania. 7. c). enumeradas no artigo 49 da Constituição Federal. Dentre elas citamos.direito penal. Não poderão ser editadas medidas provisórias que versem sobre as seguintes matérias: a). em 11 de setembro de 2002. a carreira e a garantia de seus membros. Decretos Legislativos . deverão ser submetidas de imediato ao Congresso Nacional. Medidas Provisórias . como parte integrante do processo legislativo. b). após a publicação.organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. processual penal e processual civil. a título de exemplo: a). c).

Caso não seja editado o Decreto Legislativo acima referido no prazo de sessenta dias. Na hipótese da medida provisória não ser aprovada ou de perder a eficácia pelo decurso de prazo. Inicialmente a medida provisória será submetida a uma Comissão mista de Deputados e Senadores que a examinará e emitirá um parecer. A medida provisória não convertida em lei no prazo de sessenta dias. continuarão por ela sendo disciplinados. quanto à eficácia. orçamento e créditos adicionais e suplementares. por Decreto Legislativo. f). contados de sua publicação. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a vigência da medida provisória. g).já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. disciplinar as relações jurídicas por ela produzida. . ressalvado crédito extraordinário para atender despesas imprevisíveis e urgentes. comoção interna ou calamidade pública. Quanto o projeto de lei de conversão for aprovado contendo alteração no texto original da medida provisória. Sessão legislativa é o período do ano em que os órgãos integrantes do legislativo realizam sessões. 4. A medida provisória não poderá ser reeditada na mesma sessão legislativa que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. contados da rejeição ou perda da eficácia. 3.d). perderá sua eficácia desde a edição.que vise a detenção ou seqüestro de bens. Ficará prorrogada por mais sessenta dias a vigência da medida provisória que não tiver sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional.matéria reservada à lei complementar. quanto ao processo de apreciação no legislativo. e). como as decorrentes de guerra. diretrizes orçamentárias. A contagem desse prazo fica suspensa durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. o Congresso deverá. quanto à reedição. no prazo de sessenta dias de sua publicação. 2.planos plurianuais. ela continuará a vigorar integralmente até que o projeto de conversão seja sancionado ou vetado. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro.

A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. medidas provisórias.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal.a forma federativa de Estado.o voto direto. 59 . em ambas as Casas Legislativas. VI. V. dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal: II. redação. Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. três quintos dos votos dos respectivos membros. Parágrafo único.A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . secreto. em ambos.Em seguida será enviada à Câmara dos Deputados onde iniciará sua votação. alteração e consolidação das leis. de estado de defesa ou de estado de sítio. III. pela maioria relativa de seus membros: § 1° . de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação.O processo legislativo compreende a elaboração de: I . leis ordinárias.60 . Antes de se apreciar o mérito da medida provisória deverá se apreciado as condições constitucionais de sua admissibilidade. § 3° . leis complementares. II . em dois turnos. que são a relevância e urgência. § 4° . entrará em regime de urgência. SUBSEÇÃO II Da Emenda à Constituição Art. com o respectivo número de ordem. do Presidente da República: III. II . universal e periódico. Lei complementar disporá sobre a elaboração.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . manifestandose. leis delegadas. considerando-se aprovada se obtiver. assim estabelece quanto ao Processo . resoluções. ficando assim sobrestadas todas as demais deliberações legislativas até que se ultime sua votação. emendas à Constituição. IV .A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso nacional. VII. de um terço.a separação dos Poderes. cada uma delas. §2° . decretos legislativos. A Constituição da República Federativa do Brasil Legislativo: SEÇÃO VII DO PROCESSO LEGISLATIVO SUBSEÇÃO I Disposições Gerais Art. III . no mínimo.

na forma e nos casos previstos nesta Constituição.° contar-se-á da publicação da medida provisória. ( EC 32 de 11/09/2001). ao Procurador Geral da República e aos cidadãos. e 154. matéria tributária e orçamentária. desde a edição. VI. c). ressalvado o disposto nos §§ 11 e 12 perderão eficácia. § 4. estabilidade e aposentadoria de civis. no mínimo. 61 .organização administrativa e judiciária. b)direito penal. provimento de cargos. d) planos plurianuais. SUBSEÇÃO III Das Leis Art.°. a carreira e a garantia de seus membros. com força de lei. c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. prorrogável. por decreto legislativo. 167. § 5° . Art. orçamento e créditos adicionais e suplementares. II . III – reservada a lei complementar. de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro. § 2.criação de cargos. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. ao Supremo Tribunal Federal.Em caso de relevância e urgência. do Distrito Federal e dos Territórios. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.°. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias.° Medida provisória que implique a instituição ou majoração de impostos. aos Tribunais Superiores. um por cento do eleitorado nacional. I.disponham sobre: a). uma vez por igual período. suspendendo-se durante os períodos de recesso do Congresso Nacional. ao Presidente da República. 153. exceto os previstos nos arts. as relações jurídicas delas decorrentes.IV. observado o disposto no art. § 1° . 84.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas.criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. cidadania. partidos políticos e direito eleitoral.os direitos e garantias individuais. ressalvado o previsto no art. IV – já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. e). (NR). processual penal e processual civil.servidores públicos da União e Territórios. b . § 3.A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. se não forem convertidas em lei no prazo de sessenta dias. . § 2° . II – que vise a detenção ou seqüestro de bens. IV. § 3.° É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: I – relativa a: a) nacionalidade. II. serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. 62 . § 1. V. diretrizes orçamentárias. distribuído pelo menos por cinco Estados.organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e Defensoria Pública dos Estados. nos termos no § 7. direitos políticos. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração. só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. do Senado Federal ou do Congresso nacional.A matéria constante de propostas de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. reforma e transferência de militares para a inatividade.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . seu regime jurídico.° As medidas provisórias. II.° O prazo a que se refere o § 3. d). devendo o Congresso Nacional disciplinar.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados do projeto de lei subscrito por.

°A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo. e comunicará. § 11. Parágrafo único. do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados.° Não editado o decreto legislativo a que se refere o § 3. (NR) Art 63 . dos Tribunais Federais e do Ministério Público. nem se aplicam aos projetos de código. § 3° . § 3° . em um só turno de discussão e votação. no caso do § 1º.Se. em sessão separada.O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra.Os prazos do § 2° não corem nos períodos de recesso do Congresso Nacional. § 2° . inconstitucional ou contrário ao interesse público. em até quarenta e cinco dias. cada qual sucessivamente. esta manter-se-á integralmente em vigor até que seja sancionado ou vetado o projeto. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidas. o sancionará. 66 .° Caberá à comissão mista de Deputados e Senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. sobrestar-seão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa. no todo ou em parte. 166. se o rejeitar.A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. Art. voltará à Casa iniciadora. §§ 3° e 4°: II.° Aprovado projeto de lei de conversão alterando o texto original da medida provisória. de parágrafo.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. aquiescendo. 65 . § 12. contado de sua publicação. § 1° . e enviado à sanção ou promulgação. até que se ultime a votação. ou arquivado. ressalvado o disposto no art. subseqüentemente. § 4° . de inciso ou de alínea. que. todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.Não será admitido aumento da despesa prevista: I.§ 5.A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias. Sendo o projeto emendado.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. § 9. o silêncio do Presidente da República importará sanção. nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República. vetá-lo-á total ou parcialmente. não tiver a sua votação encerrada nas duas Casas do Congresso Nacional. (NR). 64 .° até sessenta dias após a rejeição ou perda de eficácia de medida provisória.° As medidas provisórias terão sua votação iniciada na Câmara dos Deputados. em cada uma das Casas do Congresso Nacional. nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados. § 10. dentro de quarenta e oito horas.° Prorrogar-se-á uma única vez por igual período a vigência de medida provisória que. com exceção das que tenham prazo constitucional determinado. . contados da data do recebimento. Art. no prazo de sessenta dias. até que se ultime a votação. § 2° . do Senado Federal. § 6. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobe a proposição.Se o Presidente da República considerar o projeto.° É vedada a reedição. entrará em regime de urgência. Art.Decorrido o prazo de quinze dias. na mesma sessão legislativa.° Se a medida provisória não for apreciada em até quarenta e cinco dias contados de sua publicação. se a casa revisora o aprovar. observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior. antes de serem apreciadas. § 1° . § 7. § 8. ficando sobrestadas.A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. no prazo de quinze dias úteis. pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional.

estabelece: “A lei penal não retroagirá. § 6° . III . os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.O veto será apreciado em sessão conjunta. 67 . direitos individuais. sobrestadas as demais proposições. nem a legislação sobre: I .Se o veto não for mantido. este a fará em votação única.Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4°. § 3° . políticos e eleitorais.A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República nos casos dos §§ 3° e 5°. caberá ao Vice-Presidente do Senado faze-lo.planos plurianuais. ao Presidente da República. se este não o fizer em igual prazo. O passado escapa ao seu comando.organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. e. a Lei é editada para regular situações futuras. na mesma sessão legislativa. desde que haja disposição legislativa expressa. § 1° .§ 4° . Contudo. 1. 5°. Para melhor compreendermos a retroatividade da lei. diretrizes orçamentárias e orçamentos. que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. que irão ocorrer durante seu período de vigência.Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata. § 5° . em casos especialíssimos. cidadania. necessário se faz dividir o conjunto de leis em dois grupos: 1. Art. item XL. até sua votação final. 68 . que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional. (NR). mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. para promulgação.As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. salvo para beneficiar o réu.Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. 69 . dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. II . a matéria reservada à lei complementar. § 7° . Art. Art. RETROATIVIDADE DA LEI Em princípio. em seu art.” .A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional. a carreira e a garantia de seus membros. a Lei pode retroagir. § 2° . Com relação à Lei Penal: A Constituição.As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República. 6.nacionalidade. vedada qualquer emenda. 2. será o projeto enviado. o Presidente do Senado a promulgará. as demais leis. leis penais e. em escrutínio secreto.

certa. Assim. Direito Adquirido . portanto. . a pena máxima de 10 anos.” Coisa Julgada . possa exercer. que a pessoa obtém na forma de lei vigente e que se incorpora definitivamente e sem contestações ao patrimônio de seu titular. A Lei de Introdução ao Código Civil. no decorrer do cumprimento da pena. 2. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. 6°. esta lei retroagirá seus efeitos por beneficiar o réu. “Direito adquirido é a vantagem jurídica. Suponhamos que alguém tenha cometido um homicídio e tenha sido condenado à pena máxima de 20 anos de reclusão. 121 do Código Penal estabelece que matar alguém é crime e a pena será de 6 a 20 anos de reclusão. “ato jurídico perfeito” e “coisa julgada”. e regular inclusive seus efeitos. a Constituição Federal estabelece regra diferente quando trata da retroatividade de lei. verificamos que o art. o significado de “direito adquirido”. lícita. nos fornece tais conceitos. basta ao réu condenado anteriormente à pena máxima de 20 anos. Ato Jurídico Perfeito . líquida. ou alguém por ele. em se tratando. citamos a manifestação do Supremo Tribunal Federal: “Tratando-se de contrato legitimamente celebrado.Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. nos termos da lei contemporânea ao seu nascimento.Reputa-se ato jurídico perfeito àquele já consumado segundo a lei vigente ao tempo que se efetuou. estipulando reclusão de 4 a 10 anos. O Direito Brasileiro estabelece o princípio de que uma lei nova não pode alcançar um ato jurídico perfeito. art. concreta. agora.” Resta saber. estabelece: “A lei não prejudicará o direito adquirido. as partes têm o direito de vêlo cumprido. que cumpra. Se. ou condição preestabelecida inalterável a arbítrio de outrem.Tomando como exemplo o crime de homicídio. Com relação às demais leis Excetuada a Lei Penal. Os efeitos do contrato ficam condicionados à lei vigente no momento em que foi firmado pelas partes. 5°. item XXXVI. Como exemplo.Consideram-se adquiridos os direitos que o seu titular. portanto. entrar em vigor uma nova lei que altere a pena para homicídio. tais como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo. não lhe podendo ser subtraída pela vontade alheia. das demais leis. Em seu art. inclusive dos entes estatais e seus órgãos.

Essa interpretação nos é transmitida pelo próprio texto legal. portanto. ainda que a lei seja omissa. recorrendo à várias normas. representados no seguinte quadro: 1. Tomamos conhecimento dessa interpretação através dos livros editados pelos doutrinadores. QUANTO ÀS SUAS FONTES Interpretação Judiciária .” . jamais poderá prever todos os possíveis casos que o juiz será chamado a resolver. Esta interpretação nos é transmitida através das sentenças. Deve. em casa alheia ou em suas dependências. terá que decidir a questão que lhe é submetida à julgamento. definido no art.É aquela que é feita pelo Poder Judiciário quando da solução de um conflito de interesse que lhe é submetido. artigos em revistas especializadas. conferências. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito. A interpretação das leis pode ser examinada sob três aspectos diferentes. Interpretação Doutrinária .7. o alcance do texto. Quanto às suas fontes INTERPRETAÇÃO Judiciária Doutrinária Autêntica Gramatical ou Literal Sistemática 3. como exemplo. o crime de violação de domicílio. clandestina ou astuciosamente. Citamos. acórdãos. Interpretar é procurar o pensamento. É evidente que o legislador. etc. O Juiz. a vontade da lei.1.É a interpretação feita pelo próprio legislador. que é o campo do Direito que estuda a interpretação das leis. por sua vez. 150 do Código Penal: “Entrar ou permanecer. Interpretação Autêntica . Essas normas constituem o que se chama de hermenêutica. Quanto ao resultado Restritiva Extensiva Declarativa 7. INTERPRETAÇÃO DA LEI Interpretar é o processo lógico pelo qual se determina o sentido da lei. súmulas etc.É a interpretação elaborada pelos estudiosos do Direito ( doutrinadores ) sem qualquer preocupação de dar solução a um conflito em particular. por mais cauteloso e previdente. o Juiz suprir as lacunas da lei.

desta forma deve-se alargar o alcance do texto interpretado.2.Não se compreende na expressão “casa”: I .A interpretação é declarativa quanto o intérprete conclui que a letra da lei corresponde exatamente ao pensamento do legislador.É aquela em que o intérprete analisa o significado de cada uma das palavras de que é composto o texto interpretado.taverna. II . Interpretação extensiva .aposento ocupado de habitação coletiva. onde alguém exerce profissão ou ati vidade. a fim de harmonizá-lo com o sistema jurídico.A interpretação é extensiva quando o intérprete conclui que o legislador disse menos do que queria dizer. Estudo dirigido 1 Qual é a fonte de produção do Direito Positivo? 2 Quais são as fontes primárias ou imediatas do Direito? 3 Quais são as fontes secundárias ou mediatas do Direito? 4Qual a diferença entre a norma que rege um fenômeno físico e a que rege um fenômeno social? 5 O que significa Lei. Interpretação sistemática . enquanto aberta.A expressão “casa” compreende: I . Interpretação declarativa . com outros textos de lei.hospedaria. salvo a restrição do n° II do parágrafo anterior.3 .QUANTO AO RESULTADO Interpretação restritiva . casa de jogo e outras do mesmo gênero 7. vista como fonte do Direito Positivo? . interpretado gramaticalmente.Nos §§ 4° e 5° do artigo 150. para efeito de caracterização desse crime: § 4° . II. por isso. estalagem ou qualquer outra habitação coletiva. o legislador esclarece o significado de “casa”. III. 7.qualquer compartimento habitado.compartimento não aberto ao público.A interpretação é restritiva quando o intérprete chega à conclusão que o legislador disse mais do que queria dizer. deve-se restringir o alcance do texto interpretado.É aquela em que o intérprete compara o texto. § 5° . QUANTO AO PROCESSO Interpretação Gramatical ou literal .

comumente. 15 Quais são as fases de elaboração da Lei Ordinária Federal? 16 A quem cabe. como fonte do Direito Positivo? 8 O que significa doutrina. como fase de elaboração da lei? 23 Quais são os motivos justificadores do veto? 24 Quando se diz que o veto é total? 25 Quando se diz que o veto é parcial? 26 O que é promulgação de uma lei ordinária? 27 O que é publicação da lei? 28 A partir de que momento a lei entra em vigor? 29 O que é “vacatio-legis” de uma lei? 30 O que ocorre com o projeto de lei vetado pelo Presidente da República? 31 O que significa “quorum”? 32 Como se verifica a aprovação de um projeto por maioria simples ou relativa? 33 O que se entende por maioria absoluta? 34 O que é maioria qualificada? 35 Para que se presta a emenda à constituição? 36 Qual a finalidade da lei complementar à constituição? . a iniciativa da Lei Ordinária Federal? 17 De que forma deverá ser apresentado o projeto de lei federal de iniciativa popular? 18 Classifique as leis segundo sua importância hierárquica.6 O que é Direito Consuetudinário? 7 O que significa costume. segundo sua natureza? 11 Como se classificam as leis. segundo sua origem? 12 O que se entende por Lei Federal? 13 O que se entende por Lei Estadual? 14 O que é lei municipal. como fonte do Direito Positivo? 9 O que é jurisprudência? 10 Como se classificam as leis. como fase de elaboração da lei ordinária? 20 Como se dá a sanção expressa da lei? 21 O que é sanção tácita da lei? 22 O que é veto. 19 O que se entende por sanção.

duas questões relevantes se impõem. física ou natural e. a criatura que provenha da mulher. Ao estudarmos a pessoa física. inicialmente. Há dois tipos distintos de pessoas: 1.Pessoa Física ou Natural. Pessoa Física ou natural . I .37 O que é uma lei delegada? 38 O que é decreto-legislativo? 39 O que é medida provisória? 40 Em quais circunstâncias o Presidente da República poderá editar uma medida provisória? 41 Em que caso a lei penal retroagirá? 42 O que se entende por interpretação judiciária da lei? 43 O que se entende por interpretação doutrinária da lei? 44 Quando se diz que a interpretação da lei é autêntica? 45 O que é interpretação gramatical ou literal de um texto legal? 46 O que é interpretação sistemática? 47 Quando a interpretação da lei é considerada restritiva? 48 Quando a interpretação é considerada extensiva? 49 O que é interpretação declarativa da lei? .Considera-se pessoa física ou natural todo ser humano. ou seja. . jurídica. 2.SUJEITOS DO DIREITO Os sujeitos do direito são as pessoas.

c). A lei brasileira estabelece a ordem desses herdeiros. recebeu ar nos pulmões. quando é que adquire Capacidade de Direito. a transmissão do patrimônio do falecido aos seus herdeiros. que deixa pais vivos e viúva grávida do primeiro filho. desde a concepção. Personalidade de Direito: É a faculdade de ser titular de direitos e sujeito de obrigações e começa do nascimento com vida. Nascimento com vida . Do acima exposto. A segunda questão diz respeito ao momento em que a pessoa física pode exercer os direito por si só. b).1. a saber: 1. salvo se: a). Por nascituro se entende o feto já concebido e que se encontra no ventre materno. Enquanto não se caracterizar a situação do nascimento com vida haverá apenas uma expectativa de ser sujeito de direito.é o momento da junção do óvulo com o espermatozóide. formando o ovo que se aninhará no útero onde se desenvolverá. os conceitos de “concepção” e de “nascimento com vida”. a lei põe a salvo. sem ser representada ou assistida por alguém. quando é que adquire Personalidade de Direito. 2. assumem papel relevante. conclui-se que é de grande importância definir com precisão o início da Personalidade de Direito da pessoa.nascer significa a passagem do nascituro da vida intra uterina para vida extra uterina. ou seja. herdam os ascendentes. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. ou seja. Entretanto. ou seja. Em conseqüência. sendo um sujeito de direito em potencial. os direito do nascituro. casado recentemente pelo regime de separação de bens. Concepção . .se o casamento for no regime de comunhão universal.se o casamento for no regime de separação parcial e o autor da herança não houver deixado bens particulares. Suponhamos o falecimento de um milionário. Para melhor compreensão da importância da aquisição da Personalidade de Direito e da expectativa do nascituro tornar-se sujeito de direito. Não existindo descendentes.se o casamento for no regime da separação obrigatória de bens. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. Em primeiro lugar herdam os descendentes do falecido. Nascer com vida significa que o ser inspirou. A primeira questão diz respeito ao exato momento em que a pessoa física passa a ser titular de direitos e sujeito de obrigações. vamos a um exemplo. 2. A morte tem entre outras conseqüências.

os primos). tornou-se titular de direitos e sujeito de obrigações. quem herda é o cônjuge sobrevivente. que ficará com os avós paternos. caberá um quinhão igual ao dos herdeiros. Porém. que consiste em colocar os pulmões do falecido num recipiente com água à temperatura de 15° a 20°C. visto que figuram em segundo lugar na ordem da vocação sucessória. quando situado em território federal. em concorrência com a mãe. Poderá haver dúvida quanto ao fato do recém-nascido ter vivido. ou se maior for aquele grau. Se o nascituro nascer com vida receberá a herança pelo falecimento do pai. pois a lei assegura direitos ao nascituro e o considera como um sujeito de direito em potencial. 2. caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente. receberá a herança. a). No exemplo acima citado. não separado judicialmente. se localizado nas respectivas circunscrições. Na falta dos supracitados. 4° grau. Se o nascituro nascer morto. 3. CAPACIDADE DE DIREITO . O caso enseja várias possibilidades: 1. ao cônjuge sobrevivente.Na concorrência com os descendentes ( item 1). Na falta dos enumerados quem fica com o patrimônio do falecido é o Município ou Distrito Federal. Portanto. portanto. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. não podendo ser inferior a ¼ (25%) da herança. há de se aguardar o nascimento do filho do falecido. ao cônjuge tocará um terço (1/3) da herança. se vier a falecer no segundo subseqüente ao nascimento. Se nascer vivo. Obs. 5. é porque inspirou e nasceu com vida. 1. é prova de que nasceu sem vida. Não possuindo descendentes e nem ascendentes. a herança passará à sua mãe. b). 4. não recebe e nem transmite a herança.Na concorrência com os ascendentes em primeiro grau.3. não adquire Personalidade de Direito. Para dirimir esta dúvida poderá ser realizado exame médico denominado docimasia hidrostática pulmonar. ou não. herdam os colaterais até 4° grau (2° grau são os irmãos. Caso os pulmões não flutuem. ou à União. se for ascendente dos herdeiros. 3° grau são os tios e sobrinhos. Se os pulmões flutuarem. por um instante.

tal ato será nulo. Ser titular de direito e sujeito de obrigações é ter Personalidade de Direito. A lei não estabelece de forma direta o momento exato do início da capacidade de direito.Capacidade de Direito. é como se não existisse “. Portanto os incapazes estão protegidos por três institutos: poder familiar. nomeando o juiz um tutor. os filhos menores de 16 anos são postos em tutela.Os que não puderem exprimir sua vontade. Quando a pessoa completa 16 anos e é um deficiente mental. está sujeito à curatela. que denominamos de capacidade de direito ou de exercício. ABSOLUTAMENTE INCAPAZES “Aquele que é absolutamente incapaz não pode. o fato de poder exercer esse direito por si só. . também chamada de capacidade de exercício é a aptidão de exercer direito e assumir obrigações por si ou pessoalmente. a pessoa terá capacidade de direito ou de exercício se não possuir nenhuma das incapacidade previstas na lei. pessoalmente. curador ou tutor. 1. Absolutamente Incapazes 3. Entretanto. mesmo por causa transitória. se houver o falecimento de ambos os pais ou se estes forem suspensos ou destituídos do poder familiar. Desde o nascimento com vida. tutela e curatela. ficam os filhos sujeitos ao poder familiar dos genitores enquanto menores. constitui-se situação diversa. Quem nomeia o curador é o juiz. As incapacidades podem ser resumidas no seguintes quadro: 1. portanto.Menores de 16 anos.e não estiver sob o poder familiar. comparecer pessoalmente para praticar os atos da vida civil e mercantil. Assim. Se o fizer. sem estar assistido ou representado pelos pais. ou seja. achando-se impossibilitado de cuidar os próprios interesses. porém o faz de forma indireta ao enumerar as incapacidades. A.Menores entre 16 e 18 anos Relativamente Incapazes 4Os Pródigos A capacidade civil dos Índios é disciplinada por legislação especial.

mediante a propositura da ação de interdição. não poderão exercê-los pessoalmente. permanente ou duradoura. RELATIVAMENTE INCAPAZES As pessoas relativamente incapazes poderão praticar alguns atos da vida civil mas não todos. caracteriza por grave alterações das faculdades psíquicas. Os privados do necessário discernimento por enfermidade ou deficiência mental O Código Civil usa expressão genérica ao referir-se à falta de discernimento para os atos da vida civil. A velhice ou senilidade. ou anomalia psíquica. mas que se encontrava completamente embriagada no momento em que o praticou e que. o ato jurídico exercido pela pessoa de condição psíquica normal.A. mesmo por causa transitória A expressão. não abrange as pessoas portadoras de doenças ou deficiência mental permanentes. devendo ser representados pelo pai. Se o menor de 16 anos tiver que outorgar procuração para advogado. É nulo. mãe ou tutor. porém. também genérica.2. São indivíduos que se situam entre os de integral inaptidão e os de perfeito desenvolvimento intelectual. por exemplo. Para a caracterização de uma pessoa portadora de deficiência mental. compreensiva de todos os casos de insanidade mental. hipnose ou outras causas semelhantes). Esses menores são tradicionalmente chamados de menores impúberes. em virtude dessa situação transitória. A. é preciso a declaração judicial de sua incapacidade. uso eventual de entorpecentes ou substâncias alucinógenas. Menores de 16 anos Esses menores têm direitos.3. De modo que a lei procura tão-somente suprir a deficiência . mas as que não puderem exprimir sua vontade por causa transitória. o qual assinará a procuração em nome do seu representado. não é causa de limitação da capacidade. B . assim.1. por si só. cuja sentença será inscrita no Registro de nascimento do interditado. salvo se motivar um estado patológico que afete o estado mental. É nulo o ato praticado pelo enfermo ou deficiente mental depois dessas providências. ou em virtude de alguma patologia ( embriaguez não habitual. não se encontrava em perfeitas condições de exprimir a sua vontade. alem de publicada na imprensa local para inteiro conhecimento de todos. A. Os que não puderem exprimir sua vontade. referidas no inciso anterior. poderá faze-lo por seu representante legal.

invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte. declarou-se maior. só será anulada se resultar prejudicial ao incapaz. não permitindo leve aquele a melhor sobre esta. Como muito bem observa Silvio Rodrigues. são considerados relativamente incapazes.” Aqui entram em conflito dois princípios gerais de direito: de um lado. os atos de alienação. ficarem impedidos de exprimir plenamente sua vontade estão incluídos no rol dos absolutamente incapazes. agindo dolosamente. quer impedindo apenas a prática de certos atos ( como. ex.1.parcial. isto é. Se o menor púbere contrai obrigação desassistido por seu representante. entretanto. enganou o outro contratante sobre a sua idade. neste caso.. que poderão circunscrever-se à privação do direito de. . o propósito de repelir o dolo e amparar a boa fé. mas sim assistido por seus pais ou tutor. segundo o estado ou desenvolvimento mental do interdito. admite que o indivíduo já tenha atingido um certo desenvolvimento intelectual que. O menor púbere ao praticar um ato jurídico não mais será representado pelos pais ou tutor. Diz o art. acarretará a incapacidade absoluta. entre 16 ( dezesseis) e 18 (dezoito) anos. para eximir-se de uma obrigação. Estabeleceu-se. 180: ”O menor. ela é passível de anulação pelo próprio menor ou por seu representante. Os menores com idade entre 16 e 18 anos são chamados de menores púberes.” B. sem curador. os limites da curatela. aqui é o próprio menor que atua no negócio jurídico e é a sua vontade que vai constituir sua mola geradora”. uma gradação para a debilidade mental: quando privar totalmente o deficiente do necessário discernimento para a prática dos atos da vida civil. Ao determinar a interdição dos deficientes mentais. Os ébrios habituais. na vida jurídica. pessoalmente.. que lhe aconselhará na realização do ato desejado. A lei. B. que lhes é peculiar. p. quando. não pode. o anseio de proteger o menor. “diferentemente do caso do impúbere. acarretará a incapacidade relativa. o juiz estabelecerá. Somente os alcoólatras e os toxicômanos. se não basta para dar-lhe o inteiro discernimento de tudo que lhe convém nos negócios. ou se. E. obviamente. por efeito transitório dessas substâncias. os viciados no uso e dependentes de substâncias alcoólicas ou entorpecentes. para os pródigos). uma regra limita o alcance deste princípio. ébrios habituais e dos viciados em tóxicos. para possibilitar-lhe atuar.2. os viciados em tóxicos e os deficientes mentais de discernimento reduzido. Menores entre 16 e 18 anos. assim. pois ele não incide sobre o menor que. de outro. Os usuários eventuais que. porém causa apenas a sua redução. Entretanto.no ato de obrigar-se. quer determinando a maneira como devem praticar outros tantos. é suficiente.

portanto. Silvio Rodrigues.3. não integrados à civilização. transigir. que não couberem no dispositivo do art. Entretanto. A prodigalidade é decretada no interesse do próprio pródigo. exercer a profissão e atos de mera administração do patrimônio.001/73 ( idade mínima de 21 anos. O índio é. hipotecar. até que preencha os requisitos exigidos pelo art. O portador de deficiência que não tem desenvolvimento mental completo deve ser assistido na prática de negócio jurídico. habilitação para o exercício de atividade útil à comunidade nacional.4. os atos que não sejam de mera administração. deixa uma porta aberta para aqueles casos de deficiência mental mais brandos. incapaz desde o nascimento . existem diversas situações em que a pessoa passa ser considerada . que arrola entre os absolutamente incapazes os que não tiverem. até se adaptarem à civilização. independentemente de qualquer medida judicial. 1. como o de emprestar. assim se manifestou: “Esse dispositivo.772 e 1782 do Código Civil) B. em geral. B. alienar. que é de extrema flexibilidade. e praticar. de 19 de dezembro de 1.973. torna-se incapaz de praticar certos atos. por enfermidade ou deficiência mental. O diploma legal que atualmente regula a situação jurídica dos índios no País é a Lei n° 6. 2. 9° da Lei 6. No entanto. ou seja. Os Índios Os índios são os habitantes das selvas.001. O Código Civil determina que a capacidade dos índios será regulada por legislação especial. pondo-se em situação que poderá levá-lo à miséria. 3°. dar quitação. poderá praticar todos os demais atos da vida civil como casar. Os excepcionais sem desenvolvimento mental completo. todos os atos que importem na diminuição de seu patrimônio. que dispõe sobre o Estatuto do Índio.praticar atos que possam onerar ou desfalcar o seu patrimônio (arts. Ao comentar esse dispositivo o prof. demandar ou ser demandado. EMANCIPAÇÃO No que diz respeito a idade. razoável compreensão dos usos e costumes da comunhão nacional) e seja liberado por ato judicial. Os Pródigos. declarado como tal. Considera-se pródigo a pessoa que gasta desordenadamente seu patrimônio. proclamando que ficarão sujeitos à tutela da União. conhecimento da língua portuguesa. O pródigo. o discernimento para participar de negócio jurídico”. a incapacidade da pessoa cessa a partir dos 18 anos completos.

Contudo. Para conceder a emancipação os pais deverão ir ao Tabelionato de Notas e solicitar a lavratura de uma escritura pública de emancipação e. Pelo casamento. após dosar a capacidade do filho. caso os cônjuges venham a separar-se judicialmente ou divorciarse não ocorrerá a revogação da emancipação. 2. a saber: 1. o pedido de suprimento de idade. A lei fixa a idade nupcial: 16 anos para os cônjuges. Pela colação de grau em curso de ensino superior. ou de um deles na falta do outro. mediante instrumento público A emancipação por vontade dos pais depende sempre do menor ter completado 16 anos de idade. em função deles. O menor não tem direito de exigir a sua emancipação. 5. sem haver completado a maioridade. 2.absolutamente capaz antes de atingir os 18 anos. o menor com 16 (dezesseis) anos completos tenha economia própria. Os casos de emancipação são enumerados pelo Código Civil Brasileiro. Vale dizer. se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos. o juiz autorizará o casamento. . registra-la no Cartório de Registro Civil. na conceituação de Clóvis Beviláqua. Pelo Casamento O casamento. 3. desde que. em seguida. onde foi feito o registro de nascimento do menor emancipado. 4. ou pela existência de relação de emprego. ou por sentença do juiz. mediante instrumento público. Estando os interessados de acordo. 1. cabe ao juiz. automaticamente. a pessoa adquire capacidade para exercer pessoalmente direitos e assumir obrigações. Essas situações são chamadas de EMANCIPAÇÃO. Se antes do casamento os nubentes forem menores. com o casamento eles passam a ser capazes e de maneira irreversível.2. lembrando que a emancipação há de ser concedida sempre no interesse do menor. é a aquisição da capacidade civil antes da idade legal. independentemente de homologação judicial. no caso de ocorrer a união sexual e a menor de 16 anos engravidar. pois trata-se de uma concessão que só os pais podem conceder. ou de um deles na falta do outro. Ou seja. Por concessão dos pais. emancipa os cônjuges. ouvido o tutor. Por concessão dos pais. Pelo exercício de emprego público efetivo. 2. muito menos de pedila judicialmente. Emancipação. Pelo estabelecimento civil ou comercial.

A atividade comercial é aquela de intermediação entre a produção e o consumo. Mas. o juiz sentencia. Para que o menor possa comprovar sua emancipação. Pelo estabelecimento civil ou comercial. será necessário provar perante o juiz o exercício da atividade com economia própria. o Juiz declarará sua ausência. pelo simples fato de tomar posse em cargo público efetivo. tenha economia própria.4. DA AUSÊNCIA É considerado ausente aquele que se afasta de seu domicílio para lugar incerto e não sabido. desde que. Nesse passo o legislador do Código Civil não foi feliz na redação o item mencionado. A situação do ausente passa por três fases. O menor contando com. Feito isso.5. automaticamente. mandando arrecadar seus bens e nomeará curador para administralos. a emancipação dar-se-á automaticamente. É a atividade exercida pelo comerciante. . sem dar notícia de seu paradeiro.3. se isso acontecer. ou mantendo relação de emprego. desde que . como no caso anterior. também se emancipa. neste caso. constituindo-se a prova. Pelo exercício de emprego público efetivo Todo menor que passar a exercer emprego público efetivo obterá a emancipação. e se ela não deixar representante ou procurador para administrar seu patrimônio.2. pois o próprio Código eliminou a distinção entre atividade civil e comercial. A atividade civil é aquela ligada à mera prestação de serviços. em função deles . 2. o indivíduo estará. Constatando-se o desaparecimento de uma pessoa de seu domicilio. em razão deles. por requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público. 16 anos e estabelecendo-se civil ou comercialmente. ou pela existência de relação de emprego. Pela colação de grau em curso de ensino superior A emancipação pela colação de grau em curso superior dificilmente ocorrerá nos nossos dias. sem dar notícias de seu paradeiro. englobando-as como atividades empresariais. emancipado. tenha economia própria. Aqui. 2. com habitualidade e visando lucro. porque a maioria das pessoas o conclui com mais de 18 anos. pelo menos. sem envolver transação de bens ou mercadorias.

3. Feita a arrecadação. se não se constatar o comparecimento do ausente. 2. depois de longo período de ausência. quando o ausente contar oitenta (80) anos de idade e houver decorrido cinco (5) anos das últimas notícias suas. os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte. o ordenamento jurídico procura preservar os bens por ele deixados. reproduzidos de dois em dois meses.Na primeira. A sucessão provisória cessará pelo comparecimento do ausente. tornar-seá definitiva nas seguintes hipóteses: 1.o cônjuge não separado judicialmente. o legislador passa a preocupar-se com os interesses dos sucessores. também chamada de curadoria do ausente. 4. 2. Findo este prazo. dez (10) anos depois de passada em julgado a sentença de abertura da sucessão provisória. os herdeiros presumidos legítimos e os testamentários. Porém. não produzindo efeitos de ordem pessoal. Consideram-se interessados para requerer a sucessão provisória: 1. Na segunda fase. o Juiz mandará publicar editais durante um ano. ainda assim. para a hipótese de seu eventual retorno. a esposa do ausente não é considerada viúva. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA FÍSICA A pessoa física se individualiza no seio da família ou da sociedade através do nome. os credores de obrigações vencidas e não pagas. receberá os bens na forma em que se encontram. 3. A declaração da ausência fica restrita aos bens. de seu procurador ou representante. um ano após a publicação do primeiro edital. anunciando a arrecadação dos bens e chamando o ausente a entrar na posse de seus bens. Finalmente. Caso o ausente regresse após a sucessão definitiva. permitindo a abertura da sucessão provisória. 3. que é composto de duas partes: . prolongando-se a ausência. os interessados poderão requerer a sucessão provisória. quanto houver certeza da morte do ausente. ou seja. O interessado que ficar na administração dos bens de forma provisória terá que prestar caução de restitui-los. é autorizada a abertura da sucessão definitiva.

Nome = prenome + sobrenome A. Prenome O prenome é de livre escolha dos pais ou, na falta, do tutor, quando do nascimento da criança. Entretanto, esse direito de livre escolha não é absoluto pois existe uma limitação quanto ao seu exercício. Não se poderá consignar um prenome que no futuro possa ser considerado vexatório, ou seja, que possa expor o seu portador ao ridículo, por ser exótico ou extravagante. A Folha de Londrina, em sua edição de 06.03.94, publicou um reportagem sob o título: Qual é a sua Graça?, onde cita alguns prenomes não comuns que foram obtidos junto aos Cartórios de Registro Civil daquela cidade, como: Geonefa Expedita; Virtuoso; Ziguemundo; Jaconco; Umbelina; Uicedir; Lecreris; Teolona; Isperina; Tibustiana; Públio; Tertuciano; Epovina; Frozena; Espiritosa; Gripina; Etinavas; Agaviny; entre outros. A fiscalização, quanto ao fato do prenome ser ridículo ou não, fica a cargo do escrivão do Cartório de Registro Civil, que deverá recusar o registro. No entanto, se os pais não se conformarem com a recusa, o oficial, independentemente de qualquer custas, submeterá a controvérsia à decisão do juiz competente. A.1. Prenome estrangeiro É comum ouvirmos, no dia a dia, comentários referentes a impossibilidade de se atribuir um prenome estrangeiro à pessoa. Entretanto, a legislação brasileira não faz distinção entre nomes nacionais e estrangeiros, pois não apresenta um rol de nomes nacionais, como também não enumera quais seriam os estrangeiros. Assim, a questão verificada com os prenomes comumente tratados como sendo estrangeiros, como por exemplo: Wilson, Kelly, Washington, tem outro fundamento. As letras K, W e Y não fazem parte de nosso alfabeto. Portanto não há possibilidade de se grafar um prenome com um sinal inexistente no alfabeto. Desta forma, o impedimento de se registrar uma pessoa com o prenome de Kelly, por exemplo, residiria no fato de inexistir em nosso alfabeto os sinais K e Y , bem como o uso do duplo ”l”. A fiscalização quanto à escrita correta do prenome compete ao titular do cartório de Registro Civil que, da mesma forma que não registrará o prenome suscetível de expor o portador ao ridículo, deverá também recusar-se a grafar um prenome com sinais inexistentes no alfabeto pátrio. Este dever, contudo, não vem sendo cumprido e, por outro lado, a fiscalização dos atos praticados pelos Cartórios de Registro Civil também não é eficaz. Desta forma, proliferam os prenomes grafados com sinais inexistentes em nosso alfabeto.

Há quem defenda a reinclusão de tais sinais gráficos em nosso alfabeto na próxima reforma ortográfica, uma vez que tais letras deixaram de compor nosso alfabeto a partir da reforma ortográfica, no início dos anos 50. A.2. Prenomes simples ou compostos O prenome poderá ser simples ou composto. Prenome simples é aquele que possui um único sinal, como por exemplo: João, José, Maria, Paula etc. Prenome composto é o formado de dois ou mais sinais, por exemplo: Maria José, João Paulo, etc. A.3. Alteração do prenome Como regra geral o prenome é imutável. Contudo, há algumas exceções, como nos casos abaixo mencionados: 1. A Lei 9.708/98 a substituição do prenome por apelidos públicos notórios, desde que tais apelidos não sejam proibidos por Lei. 2. O interessado, no primeiro ano após haver atingido a maioridade civil, poderá alterar o prenome, sem prejudicar o apelido de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa; 3. No caso do prenome ser ridículo ou vexatório que impossibilite seu portador a conviver normalmente no meio social; 4. No caso de adoção, a pedido do adotante; 5. No pedido de naturalização, quando o estrangeiro declarará: “se deseja ou não traduzir ou adaptar o seu nome à língua portuguesa”; 6. No caso de ocorrer evidente erro gráfico do prenome. Como por exemplo: pessoa do sexo masculino receber o premone MARIA, admite-se a retificação do erro gráfico para que seja consignado o prenome MÁRIO;

A.4. Os Homônimos A homonímia pode trazer graves e indesejáveis problemas no convívio das pessoas no meio social. Assim, permite-se à pessoa, que desejar diferenciar-se de outra homônima, acrescentar mais um sinal ao seu prenome, transformado-o de simples em composto. Portanto, não se trata de mudança do prenome propriamente dita, mas sim, de simples acréscimo de outro sinal.

A.5. Acréscimo no prenome Além do caso dos homônimos, quando poderá se acrescentar ao prenome um outro sinal para que haja a diferenciação, uma outra situação poderá ocorrer. É o fato da pessoa ser conhecida por um sinal que não consta de seu nome. É o que chamamos de apelido ou alcunha ou, ainda, no meio artístico, de nome artístico. Há possibilidade de se acrescentar ao prenome esse apelido ou alcunha. A título de exemplo, podemos citar o ocorrido com o ex-presidente da República, Sr. José Sarney. Registrado com o nome de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa e nascido numa cidade do interior do Maranhão, onde o prenome José Ribamar é muito comum, na convivência, foi-lhe acrescentado um sinal distintivo dos demais, passando a ser conhecido como José do Sarney, uma vez que Sarney era o nome de seu pai. Posteriormente, com ingresso na vida pública, o apelido “Sarney” foi acrescentado ao seu prenome, passando a chamar-se José Ribamar Sarney Ferreira de Araújo Costa. A.6. Nome abreviado A lei permite que seja averbado no registro de nascimento, por sentença judicial, o nome abreviado, usado como firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional. Usando desta faculdade que a lei lhe oferece, José Ribamar Sarney Ferreira de Araújo Costa, novamente como exemplo, averbou o nome abreviado - José Sarney. Para melhor elucidar o exposto, transcrevemos uma decisão tomada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais e publicada em Jurisprudência Brasileira, vol. 61, p. 379 e seguintes:
PRENOME - RETIFICAÇÃO - CORREÇÃO DE GRAFIA EXPOSIÇÃO AO RIDÍCULO OU VEXAME - ACRÉSCIMO DE APELIDOS DE FAMÍLIA - NOME DO CONHECIMENTO PÚBLICO - ADMISSIBILIDADE. A regra da imutabilidade do prenome não é absoluta, justificando-se sua alteração para simples correção de grafia, ou mesmo sua mudança total, para evitar ridículo ou vexames ao portador. Admite-se também, a retificação, para fazer constar do registro, o verdadeiro nome pelo qual a pessoa é conhecida no meio social em que vive, embora diferente do que consta do assentamento, e, ainda, para acrescentar ao prenome os apelidos de família. Apelação Cível n° 57.113 - Ituiutaba - Apelante: Marlene Maria dos Santos Ferreira - Apelado: O Juízo - Rel.: Des. Bernardo Figueira - j. em 19/11/1981 - DJ de 30/03/1983. Relatório Recorre Marlene Maria dos Santos Ferreira, oportunamente, de sentença de fls.7 que, baseada no parecer do Dr. Promotor de Justiça, indeferiu-lhe o pedido de

retificação do prenome, com que foi registrada, no Cartório de Registro Civil de Ituiutaba. Em sua decisão, o MM. Juiz declara não vislumbrar razões para determinar a mudança do prenome, Epoméia. Nas razões de apelação, afirma a apelante que é conhecida por Marlene e o seu registro foi feito à sua revelia, quando contava 10 anos de idade (fls.8/9). Opinou o Dr. Promotor (fls.9-v) e o MM. Juiz “manteve” por seus fundamentos a decisão recorrida, determinando a remessa dos autos ao eg. Tribunal de Alçada (fls. 10). O Dr. Christovam Joaquim Fernandes Ramos, DD. Procurador da Justiça, opinou no sentido da anulação da sentença (fls. 15/17). A apelante está amparada pela Assistência Judiciária (fls.3). À douta revisão. Belo Horizonte, 20 de outubro de 1.981. Bernardo Figueira ACÓRDÃO Acorda, em Turma, a Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, incorporando neste o relatório de fls., na conformidade da ata dos julgamentos e das notas taquigráficas, à unanimidade de votos, em dar provimento à apelação. Belo Horizonte, 19 de novembro de 1981 - Gouthier de Vilhena, Presidente - Bernardo Figueira, Relator - Milton Fernandes, Revisor - Rubens Lacerda, Vogal. NOTAS TAQUIGRÁFICAS O Sr. Des. Bernardo Figueira - Com razão o digno Dr. Procurador da Justiça: não pode prevalecer a sentença recorrida. A imutabilidade do prenome não é absoluta. Casos há que justificam, plenamente, a alteração, seja com a retificação da grafia, seja com a mudança total para poupar vexames ao portador (parágrafos únicos dos arts. 55 e 58, da Lei n° 6.015). Admite-se, também, a retificação que tenha por objetivo consignar no registro o nome verdadeiro da pessoa, mesmo porque “só se considera imutável o nome que foi posto em uso, embora não conste do registro, e não o constante de assentamento e jamais usado”, conforme decidiu a Eg. Primeira Câmara Cível deste Tribunal (“Ver. Tribs.”, 433/232). “In casu”, pretendeu a apelante provar que, tendo sido batizada com o prenome de Marlene, em 1961, foi registrada, dez anos depois, pela diretora de uma Escola Estadual com o nome de Epoméia - “para que ela pudesse apresentar-se, em Belo Horizonte, no programa de televisão “Mineiros Frete à Frente”, onde Ituiutaba queria concorrer com o maior número possível de meninas que tivessem o nome de flor”. Nas razões de apelação, alega o apelante que, como Marlene é conhecida por todas as pessoas de seu círculo de amizade. Sua pretensão foi deferida de plano, baseando-se o MM. Juiz no parecer do Promotor de Justiça, sem que tivesse oportunidade de provar que o prenome do seu registro não corresponde ao que a identifica no meio em que vive. O nome, que se incorpora à pessoa humana, antecede ao registro. Este, apenas, lhe dá estabilidade e publicidade. Se não corresponde ao usado, se não coincide com aquele que se integra na sua personalidade, deve ser corrigido, mudado. O registro, deve expressar a verdade; não pode falsear, dizendo chamar-se José quem se chama realmente João. Nem se diga que Marlene Maria dos Santos, que outorgou procuração, não existe. Existe, sim, e quer provar que Epoméia não corresponde ao seu verdadeiro nome, aquele que a distingue no meio em que vive. Naturalmente, o Dr. Promotor de Justiça não encontrou nos dicionários a flor Epoméia porque o verdadeiro nome da bela planta ornamental é Ipoméia. Quem fez o registro errou até no nome da flor. O MM. Juiz decidiu o mérito, negando a retificação, por entender que o prenome, em questão, em nada prejudicará à apelante. Além de considerar personalíssimo o conceito de “ridículo”, a que se refere o parágrafo único, do art. 55 da Lei n° 6.015, entendo que a apelante provou que, desde o batismo, porta o prenome de Marlene. Muito justo que queira retificar o registro, para

n° 207 e segs. Deveria cumprir a lei. Christovam Joaquim Fernandes Ramos. Apoiando-se no parecer da Promotoria Pública. é como uma etiqueta colocada sobre cada um de nós. “não vislumbrou razões para mudá-lo”( fls. também. Cede ante a possibilidade de levar ao ridículo seu detentor. Dr. materno ou de ambos. A agregação ao prenome do nome Maria. nos termos do art. fls.1 . atribuiu-lhe a denominação de Epoméia “para que ela pudesse se apresentar. no batistério. SOBRENOME O sobrenome é o sinal que identifica a procedência da pessoa física ou natural. Criou ainda para a apelante a duplicidade de denominações: Marlene para a sociedade e Epoméia para fins civis. ao habilitar-se para o casamento. Milton Fernandes: . 1° vol. Na espécie destes autos. Pediu retificação.De acordo. O Sr. deferida.7 e 7-v). Estou com o Procurador da Justiça. feito quanto a portadora já contava com dez anos. sentença recorrida. a requerente surpreendeu-se. Des. É o sinal distintivo revelador da personalidade (“Cours de Droit Civil Positif Français”.015. de livre escolha do pais ou do representante legal. A apelante está com o sinal distintivo pouco alentador. em Belo Horizonte. Tal como o prenome poderá ser simples ou composto. A regra da imutabilidade do prenome não é absoluta. dou provimento à apelação para reformando a r. o prenome de Marlene.Deram provimento. em que “o Juiz foi muito rigoroso no indeferimento. em que Ituiutaba queria concorrer com o maior número possível de meninas que tivessem o nome de flor”(petição inicial. O sobrenome é adquirido pelo simples fato da pessoa nascer. Rubens Lacerda: .Sobrenome simples . conhecida como Marlene. não sendo. podendo advir do apelido de família paterno. no programa de televisão “Mineiros Frente a Frente”. determinar se faça a retificação do nome da apelante. o registro aproximou-se da fronteira do ridículo. O registro civil.Dou provimento à apelação. do pedido. com o estranho nome de Epoméia. Tendo em vista o disposto no art. “ex lege". não prejudicando os apelidos de família. de plano. portanto. o ilustre Juiz de Primeiro Grau. já que a requerente protestou pela apresentação da prova testemunhal” (fls. O Sr. O Sr. segundo o qual o prenome é imutável (fls. Assim. 1932.. 16). uma vez que indica a origem da pessoa. Sem custas. À recorrente foi dado. pode ser. por ser o apelado o próprio Juízo. da Lei 6. Não há condenação a custas. nos termos do pedido inicial.). Presidente: . indicando sua filiação ou estirpe. B.7).2). B. ele dá a chave da pessoa inteira. Des. segundo Josserand. para reformar a sentença e deferir a petição inicial.que dele conste o nome que a identifica e compõe a sua personalidade. O nome. 56. Des. 515 do CPC.

tem o seu fim determinado pela morte. é de relevante importância para o direito. podendo ser acompanhado da partícula de.2 – Sobrenome composto O sobrenome composto é aquele que possui dois ou mais sinais. podemos citar: a mudança no estado civil do casado. também. a morte ocasiona ao Direito situações diversas. FIM DA PERSONALIDADE DE DIREITO A personalidade de direito da pessoa física. cessando quaisquer vínculos com a antiga família. 1626 do Código Civil: “A adoção atribui a situação de filho ao adotado. A situação equivale. Bitencourt. etc. . por exemplo: Araújo Mendes. Souza e Silva. B. através de requerimento das partes ao Poder Judiciário. Almeida Campos. dos ou das. separação judicial. Dentre as diversas conseqüências jurídicas produzidas pela morte. A morte. a transferência do patrimônio do falecido para seus herdeiros. 4. Formalizada a adoção. apagando todo o seu passado. esta gera uma série de efeitos pessoais para o adotado. etc. salvo quanto aos impedimentos para o casamento”. Através do casamento qualquer dos nubentes poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro. É o que dita do art. será considerada titular de direitos e sujeito de obrigações. enquanto a pessoa possuir atividade cerebral. desligando-o de qualquer vínculo com os pais e parentes consangüineos. que dele fazem parte.O sobrenome simples é aquele que o possui um só sinal. do. mesmo que a função de diversos órgãos vitais esteja sendo exercida por máquinas. se for considerado culpado. Do mesmo modo que perderá o direito de continuar a usar o sobrenome acrescido no caso de anulação do casamento. em termos gerais. ainda. se dá com a cessação da atividade cerebral. ao renascimento do adotado no seio de uma outra família. Assim. Souza. passando o cônjuge sobrevivente à condição de viúvo. da. Tal qual a questão do nascimento com ou sem vida.3 – Alteração no sobrenome A aquisição do sobrenome também poderá ocorrer através de ato jurídico como: casamento e adoção. e. A determinação do exato momento da morte. ou ainda. B. A morte pode ser considerada sob dois aspectos: . no divórcio. somo por exemplo: Silva. Pereira. que inicia-se com o nascimento com vida. podendo contrair novo casamento. sob o aspecto do direito pátrio.

Portanto. em livro próprio.é a morte declarada pelo Poder Judiciário. por conseguinte. quando se verifica a cessação da atividade cerebral e se tem certeza de quem se trata. através da análise de diversas circunstâncias relativas ao desaparecimento da pessoa. que significa a morte simultânea de duas ou mais pessoas. Ainda. Este atestado. Dependendo de como a morte é admitida . Como exemplo. de forma tal que se possibilite. geralmente fornecido por médico. através de diversas circunstâncias. sem deixarem descendentes ou ascendentes. . através do atestado médico. para efeitos de transmissão do patrimônio. no Cartório de Registro Civil. relações jurídicas não se estabelecem entre eles. no caso da inexistência de um corpo para exame e identificação. diversas e importantes serão as conseqüências. que ambos faleceram ao mesmo tempo. entre as situações diversas que a morte pode suscitar ao Direito. O problema sucessório pode ser resolvido de maneira absolutamente diferente. conforme se demonstre que um ou outro faleceu primeiro ou.se simultânea ou sucessiva. 2. há necessidade da parte interessada em recorrer ao Poder Judiciário e de se provar. Na hipótese da pré-morte do marido. No caso do marido e mulher morrerem num acidente. sem que exista o corpo para ser examinado e identificado. servirá de prova para o assentamento do óbito. Se ambos morrerem no mesmo instante. com um grau de certeza.é aquela atestada através do exame e identificação do corpo. Ulisses Guimarães. O Código Civil Brasileiro considera. Sendo que os colaterais do marido nada receberiam. Morte Presumida . que determinada pessoa tenha morrido. vítima de acidente aéreo cujo corpo perdeu-se no mar. o patrimônio passa ao marido e daí aos seus herdeiros colaterais. Poderá ocorrer também o desaparecimento da pessoa. Nesse caso teremos a morte presumida . e. porque perderam simultaneamente sua personalidade. 3. concluir-se que determinada pessoa morreu. lembramos o caso da morte do Dr. a ausência devidamente declarada pelo Poder Judiciário. também morte presumida. Sendo que os colaterais da mulher nada receberiam.Real Morte Presumida Morte Real . há a Comoriência. 1. o patrimônio passa à mulher e daí ao seus herdeiros colaterais. então Presidente da Câmara dos Deputados. Na hipótese da pré-morte da mulher. beneficiar-se-ão os herdeiros colaterais de cada um.

Estudo dirigido 1 Quem é considerado pessoa física? 2 A partir de que momento a pessoa física passa a ser titular de direitos e sujeito de obrigações? 3 A partir de que momento a pessoa física pode exercer seus direitos? 4 Quais são as pessoas consideradas absolutamente incapazes? 5 Quais são as pessoas consideradas relativamente incapazes? 6 Quando uma pessoa física passa a ser considerada ausente? 7 O que é uma pessoa pródiga? 8 Quais são os atos jurídicos que não podem ser praticados pelo pródigo? 9 A partir de que momento a pessoa física deixa de ser titular de direito e obrigações? 10 A partir de que momento a pessoa é considerada morta. sob o prisma do Direito Brasileiro? 11 Quando se diz que ocorreu morte real? 12 Quando se diz que ocorreu a morte presumida? 13 De que forma a pessoa se individualiza no meio social? 14 Como se compõem o nome da pessoa física? 15 Quais são as limitações impostas quanto à escolha do prenome? 16 Cite um exemplo de prenome composto. 18 Em quais circunstâncias poderá haver a mudança de prenome? . 17 Cite um exemplo de sobrenome composto.

II – Pessoa Jurídica.É uma organização particular.Esta palavra tem diversos significados. No entanto. senão vejamos. Conceito É comum tratar a pessoa jurídica como sinônima de firma. não podem ser confundidos com pessoa jurídica. 1. significa contrato consensual pelo qual duas ou mais pessoas se obrigam a reunir esforços ou recursos para o exercício de atividade econômica e a partilha. em geral. Juridicamente. Firma . entre si. conforme verbete no dicionário do Aurélio. dos resultados> . empresa ou sociedade. visando. juridicamente. estes termos não são sinônimos. significa nome usado pelo comerciante ou industrial (pessoa física ou jurídica) no exercício das suas atividades: razão social. governamental ou de economia mista que produz e/ou oferece bens e serviços. Sociedade . Empresa . Entretanto. a obtenção de lucros.Esta palavra também possui diversos significados.

daí a importância de se saber o momento em que a pessoa jurídica adquire a personalidade de direito. Após essas considerações podemos definir pessoa jurídica como: Agrupamento de pessoas (físicas ou jurídicas ) ou de bens. personalidade de direito é a faculdade de ser titular de direitos e sujeito de obrigações. devemos levar em consideração a existência de espécies diferentes de pessoas jurídicas. para adquirirem personalidade de direito devem ser reconhecidos pelos demais Estados da comunidade internacional. As pessoas jurídicas de Direito Nacional Público adquirirão personalidade de direito através da lei que a constitui. Para que assim sejam consideradas. do registro de um documento constitutivo. Por outro lado. 2. dotado de personalidade de direito. Os Estados. de Direito Internacional Público e. as pessoas jurídicas de Direito Nacional Privado adquirem a personalidade de direito com o registro de seu documento constitutivo numa repartição pública determinada. Como vimos anteriormente. Para tanto. torna-se indispensável o registro de seu documento constitutivo na repartição competente. . As pessoa jurídicas de Direito Internacional Público adquirem personalidade de direito a partir do momento que são reconhecidas.Nem todas as sociedades são pessoas jurídicas. O registro do contrato social de uma sociedade empresária faz-se na Junta Comercial. 1. pois nasce: 1. como tal. por exemplo. 3. de Direito Nacional . dotando-a de personalidade de direito. a pessoa jurídica é uma abstração. ao tratarmos da pessoa física. 2. que pode ser Público e Privado. que são organizações políticas de povos nos seus respectivos territórios. que é concreta. Representação da pessoa jurídica Diferentemente da pessoa física. 2. Os estatutos e os atos constitutivos das demais pessoas jurídicas de direito privado são registrados no Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 1. A sociedade que não registrar seu documento constitutivo denomina-se “sociedade não personificada”. não considerada. da declaração de vontade de um povo de organizar-se politicamente e de forma independente num território determinado. da lei formalmente estabelecida. ou seja. portanto. por outras pessoas jurídicas da comunidade internacional. com exceção das Sociedades de Advogados serão registradas junto a Ordem dos Advogados do Brasil. 2. Esse documento constitutivo da pessoa jurídica denomina-se: Contrato Social ou Estatutos. “pessoa jurídica”.

Por isso. em corporações que é um conjunto ou reunião de pessoas e em fundações que é uma reunião de bens. Essa pessoa deverá ter capacidade de direito. serão personificadas pelas pessoas físicas designadas pelos Contratos Sociais ou Estatutos. Os Estados Membros. assina contratos e pratica atos jurídicos por meio de seus representantes legais. b). tem sido mal utilizada por pessoas inescrupulosas. Características da pessoa jurídica 1. A reação a esses abusos ocorreu no mundo todo. Permite tal teoria que o juiz. A pessoa jurídica é um ser de existência distinta da dos seus membros. ou seja. A classificação aqui apresentada tem por fundamento o Ramo do Direito Positivo a que pertence a pessoa jurídica. A República Federativa do Brasil. Há a possibilidade da substituição de seus membros (sócios) sem qualquer quebra do curso de vida da pessoa jurídica. OBS. Desconsideração da personalidade jurídica . . as quais se utilizam da pessoa jurídica como uma espécie de “capa”ou “véu”para proteger os seus negócios escusos. 3. será necessário designar-se uma pessoa física para personificar a pessoa jurídica. 2. em caso de fraude e de má-fé. enquanto pessoa jurídica de Direito Internacional Público e de Direito Nacional Público. Ela é titular de direitos e assume obrigações em seu próprio nome e tem patrimônio próprio. Age em nome próprio e não no de seus membros. Classificação da Pessoa Jurídica As pessoas jurídicas podem ser classificadas sob diversos aspectos. não possuir nenhuma daquelas incapacidades que já enumeramos quando tratamos da pessoa física. desconsidere o princípio de que as pessoas jurídicas têm existência distinta da dos seus membros e os efeitos dessa autonomia para atingir e vincular os bens particulares dos sócios à satisfação das dívidas da sociedade.O ordenamento jurídico confere às pessoas jurídicas personalidade distinta da dos seus membros. As pessoas jurídicas de Direito Nacional Privado. por exemplo: a) quanto à nacionalidade. É ele que responde pelas obrigações assumidas e não o patrimônio das pessoas que comporem a pessoa jurídica. 4. será personificada pelo Presidente da República. dando origem à teoria da desconsideração da personalidade jurídica. em nacionais e estrangeiras. Essa regra. com a intenção de prejudicar terceiros.quanto a estrutura interna. serão personificados pelos respectivos Governadores e os Municípios pelos Prefeitos. entretanto. 3.

a classificação pode ser representada conforme evidencia o quadro a seguir: Estados Santa Sé A.2.1. Público Distrito Federal Municípios Territórios Autarquias Demais entidades públicas criadas por lei. Associações B. OIT(Organização Internacional do Trabalho). De Direito Nacional Fundações Sociedade Simples Sociedade coletivo Sociedade simples Sociedade por ações Sociedade em nome em comandita em comandita limitada B. De Direito Internacional Público ONU(Organização das Nações Unidas). OEA(Organização dos Estados Americanos). Privado De Direito Civil Sociedades Sociedade Anônima Sociedade Cooperativa Sindicatos De Direito do Trabalho Federações . Estado(União) Estados-Membros De Direito Constitucional B.Sob esse prisma.

Confederações OBS. Com relação à Santa Sé. . de Direito Administrativo. como reunião de todos os fiéis. à semelhança de uma potência. B. são algumas dessas pessoas jurídicas sujeitas às normas do Direito Internacional Público. de um Estado estrangeiro. Não há dúvida que um chefe tratado como soberano contém os atributos de uma pessoa jurídica internacional. a Igreja católica. participando os demais dos resultados correspondentes. Sociedades que não são pessoas jurídicas ou sociedades não personificadas: Existem dois tipos de sociedades que não são personificadas e por isso não são consideradas pessoas jurídicas: a). do qual se recebem. Mas. b). embaixadores. privada. gozaram de capacidade jurídica. Sob este aspecto. Hélio Maldonado Jorge que. ao invés de se apresentar em sua unidade. Na ordem privada.Sociedade em Comum e b).Sociedade em conta de participação é aquela em que a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade. perante o qual são enviados representantes diplomáticos. portanto. pessoas jurídicas de Direito Constitucional e . Pessoas Jurídicas de Direito Nacional Público As pessoas jurídicas de Direito Nacional Público se subdividem em: 1. que lhe é exclusiva entre as Igrejas.Sociedade em conta de participação. como pessoa jurídica internacional. Pessoas Jurídicas de Direito Nacional B. a). 2. desde o tempo de Constantino (Imperador Romano. A.1. a Santa Sé. a Igreja católica apresenta-se com a denominação de Santa Sé e é tratada como potência. irmandades . As nações estrangeiras. as igrejas puderam ser contempladas em testamento e. fraciona-se em coletividades. Na ordem pública. considerando que a Igreja católica tem um chefe universalmente conhecido. para facilidade de seus próprios fins. cumpre hoje distinguir duas ordens de relações: 1 pública e. Posição excepcional. Pessoas jurídicas de Direito Internacional Público Essas pessoas jurídicas atuam no plano internacional. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. 2. igrejas.Sociedade em Comum é aquela que não possui documento constitutivo ou as que possuírem ainda não os registraram. de 306 a 337). corporações. igualmente. esclarece o prof.

esportivo.As de Direito Constitucional são: Estado (união).). As de Direito Administrativo são as Autarquias e demais entidades públicas criadas por lei. morais. Municípios e Territórios.2. será dividido entre as pessoas (sócios) que a compõe.). os resultados positivos obtidos pelos Clubes Sociais são reinvestidos em seus patrimônios. estudantis. Fundações As fundações são agrupamentos de bens dotados de personalidade de direito. que são formadas a partir de um agrupamento de pessoas. religioso. etc. cujo objetivo poderá ser: cultural. B. defesa de interesses coletivos (como as associações de bairros. pelos Estados-Membros ou Municípios. Pessoas jurídicas de Direito Nacional Privado O Direito Nacional Privado se subdivide em dois Ramos: Direito Civil e Direito do Trabalho. mas. um patrimônio (conjunto de bens) com personalidade de direito. com suas respectivas pessoas jurídicas. etc. através de lei. Estados Membros (Paraná. As fundações somente poderão ser constituídas para fins religiosos. e não distribuídos entre os associados. São entidades autônomas. Distrito Federal.2. de categorias profissionais. e tão somente. onde se verifica um agrupamento de pessoas (os associados) com objetivos sociais e esportivos. São Paulo. Autarquias : São pessoas jurídicas criadas pelo Estado (União). são de fundamental importância para a caracterização das pessoas jurídicas de direito privado. na prática de seus atos. ou seja. 2. culturais ou de assistência. Elas significam que o resultado positivo obtido pela pessoa jurídica. Na fundação inexistem pessoas (sócios). Associações A associação é formada pelo agrupamento de pessoas para fins não econômicos . social. Essas pessoas jurídicas possuem características totalmente distintas das demais pessoas jurídicas.1. Como exemplo de associação podemos citar os Clubes Sociais (Country Club). auxiliares e descentralizadas da administração pública. sujeita à fiscalização do Estado. . recreativo. com o objetivo de desenvolverem atividades que são de competência da Administração Pública que as criou. com patrimônio próprio e cujo fim é executar serviços de caráter estatal ou interessantes à coletividade. Pessoas Jurídicas de Direito Civil 1. Bahia. As expressões sem fins econômicos ou sem visar lucros. B. sem visar lucros. portanto sem visar lucros.

para o exercício de atividade econômica e a partilha.Sociedades não empresariais: são aquelas que se dedicam as atividades intelectuais. pelo representante do Ministério Público. também. b). ou seja. tenha uma atividade econômica para sobreviver. onde constará. Distinção entre sociedade e associação Uma sociedade é formada por duas ou mais pessoas (físicas ou jurídicas). até mesmo. a denominação da fundação. Como se constitui uma sociedade personificada A sociedade constitui-se mediante contrato escrito. pois. Na sociedade o objetivo é econômico. dos resultados. 3. entre outros requisitos. Uma associação.Para se constituir uma fundação será necessário que o proprietário de um patrimônio. Os atos praticados pela fundação serão fiscalizados pelos órgãos previstos em seus estatutos. não tem finalidade lucrativa.2. Espécies de Sociedades personificadas Existem duas espécies de sociedade personificadas: a). ainda que concurso de auxiliares e colaboradores e as cooperativas. o destino do patrimônio no caso de extinção da fundação. 3. que se comprometem a reunir capitais ou trabalho para a realização de um fim lucrativo. A partir do registro de seu ato constitutivo a sociedade ganha personalidade de direito. que. tem como finalidade a participação dos sócios nos resultados da empresa. de natureza científica.1. seus objetivos e quem irá personifica-la ou seja. também. sua totalidade com este objetivo. com bens ou serviços. quem irá representá-la. como Conselho Fiscal ou de Curadores e.3. entre si. 3. destine parte ou. mencionará: . 3. embora possa exercer atividade econômica. Essa destinação deverá ser feita através de escritura pública ou testamento. que uma associação de caráter cultural ou altruísta. os resultados positivos das atividades da associação não são distribuídos entre as pessoas que a compõe. Nada impede. literária ou artística. além de cláusulas estipuladas pelas partes. distinguindo-se das pessoas físicas e/ou jurídicas que a compõem. particular ou publico.Sociedades empresarias: são aquelas que exercem atividades econômicas organizadas para a produção ou circulação de bens e serviços. Poderá estabelecer. O instituidor deverá também elaborar os estatutos da fundação. Sociedades personificadas A sociedade é o agrupamento de pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir.

1.sociedade de responsabilidade subsidiária e ilimitada – todos os sócios respondem subsidiariamente e ilimitadamente pelas obrigações sociais. podendo compreender qualquer espécie de bens. estado civil. expresso em moeda corrente. pelas obrigações sociais. as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade. sede e prazo da sociedade. Antes de fazermos observações de ordem particular para cada tipo de sociedade vamos ver a classificação delas de acordo com a responsabilidade do sócios. sociedade em nome coletivo e sociedade cooperativa. as sociedades dividem-se em: a). e poderes e atribuições. Significa que. sociedade em comandita simples e sociedade em comandita por ações. do CC.Sociedade de responsabilidade solidária e ilimitada – todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pela obrigações sociais. se jurídicas. 2.Sociedade de responsabilidade mista – uma parte dos sócios tem responsabilidade ilimitada e outra tem responsabilidade limitada. profissão e residência dos sócios. e afirma ou denominação. objeto. suscetíveis de avaliação pecuniária. subsidiariamente. Segundo esse critério. b). Ex. Significa que o patrimônio pessoal dos sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações assumidas pela sociedade. e o modo de realizá-la. se pessoas naturais. as prestações a que se obriga o sócio. § 2°. 1095. se o patrimônio social não fora suficiente para o integral pagamento dos credores da sociedade. c). se assim o documento constitutivo estabelecer ( art. a quota de cada sócio no capital social. nome. Ex. 7.4 Tipos de sociedades Existem diversos tipos de sociedades empresarial. . cuja contribuição consista em serviços. 3. o saldo passivo terá que ser suportado pelo patrimônio particular dos sócios. Ex. 3. 6.). nacionalidade. pois esse critério é um dos que mais são decisivos para a escolha do tipo de sociedade mais adequado para cada um. a sociedade simples. capital da sociedade. 5. se os sócios respondem ou não. nacionalidade e sede dos sócios. denominação. 4. devendo os sócios escolherem a forma que julgarem mais adequada.

Sociedade em comandita por ações .os comanditados. 3. se assim o documento constitutivo estabelecer (art.Sociedade em comandita simples É constituída por duas categorias distintas de sócios: a).2– Sociedade em nome coletivo Esse tipo de sociedade somente poderá ser constituído por pessoas físicas e a responsabilidade dos sócios é solidária e ilimitada. b). 3. de acordo com o que dispuser o documento constitutivo. 983. Responsabilidade limitada b)-sociedade anônima * Nas sociedades cooperativas a responsabilidade a responsabilidade dos sócios poderá ser limitada ou ilimitada. 3. ou seja. as atividades intelectuais.) Daí resulta o seguinte quadro: a).4. possuem responsabilidade limitada. As sociedades empresariais. ou seja. CC). obrigam-se somente pelo valor de suas quotas. caso os seus sócios não optem por outro tipo de sociedade. responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. 3. desde que o capital esteja integralizado.Solidária: Sociedade em Nome Coletivo b).os comanditários.3. pessoas físicas.Subsidiária: Sociedade Simples a)-sociedade em comandita simples 2. Esse tipo de sociedade terá seu documento constitutivo registrado junto ao Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas.1– Sociedade Simples Poderão ser organizadas em sociedade simples às sociedades que se dedicarem as atividades não empresariais. 1095.Sociedade de responsabilidade limitada – todos os sócios não respondem pelas obrigações sociais.d). sociedade limitada e sociedade anônima e as sociedades cooperativas. àquelas que se dedicam a exercerem atividades organizadas para a produção e circulação de bens e serviços. não poderão adotar esse tipo de sociedade (art.4.4. de natureza científica.4.4. Ex. Responsabilidade mista b)-sociedade em comandita por ações a)-sociedade limitada 3. § 1° do CC. literária ou artística.

Será de capital fechado quando as ações não forem colocadas à venda diretamente ao público e sim subscritas por pessoas previamente determinadas.6. mas todos respondem solidariamente pela integração do capital social.Sociedade Limitada O capital social é dividido em quotas.7. cabendo uma ou diversas a cada sócio. será sempre empresarial. Será de capital aberto quanto as ações forem subscritas e negociadas sob a fiscalização e através da Bolsa de Valores. que é também conhecida por “Companhia” ou “Sociedade por Ações”. Esta sociedade poderá ser de capital aberto ou fechado: a.764/71. 3. Características: 1. Não é permitido aquisição de quotas através de prestação de serviços. depois de esgotados os bens sociais.4. que poderão ou não ter valor nominal. iguais ou desiguais. 3. 3.Sociedade Cooperativa Do exame do artigo 3° da Lei n° 5. Seu capital será dividido em ações. O órgão soberano da sociedade anônima é a Assembléia Geral dos acionista e suas deliberações serão tomadas levando-se em conta o número de ações que possui o acionista votante.4. Estes colegiados serão constituídos na forma determinada pelos Estatutos Sociais. Somente o acionista poderá ser administrador da sociedade e. A responsabilidade de cada sócio pelas obrigações assumidas pela sociedade é restrita ao valor de suas quotas.5. 3. 4.Sociedade Anônima Esta sociedade.-A administração competirá ao Conselho de Administração e à Diretoria. qualquer que seja seu objeto. Se houver mais de um diretor todos serão solidariamente responsáveis. ou somente à Diretoria. que rege atualmente as sociedades cooperativas tiramos o seguinte conceito: . como diretor. responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. b.O capital social é dividido em ações e é regida pelas normas relativas às sociedades anônimas.4. 2.

nas cooperativas um tipo bem amplo de sociedade que pode abranger o exercício de atividade empresárias diversas e também não empresária. Grandes Rios. Lunardeli. Kaloré . Marilândia do Sul. fixar normas disciplinadoras da constituição. 2. Califórnia. Madeiras Compensadas e Laminadas. Jandaia do Sul. Sabaudia. São os sindicato dos empregadores.É um agrupamento de pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens e serviços para o exercício de uma atividade econômica de proveito comum sem objetivo de lucro. pois. ao INCRA ( Instituto de Colonização e Reforma Agrária). Tem-se. como a lei de falências. o outro é o sindicato constituído pelas pessoas da mesma categoria profissional. Base Territorial: Arapongas. Arapongas. além de Vassouras e ainda Cortinas. um é o sindicato constituído pelas pessoas da mesma categoria econômica ou seja que desenvolve a mesma atividade empresarial. Sindicatos Sindicatos são agrupamentos de pessoas da mesma categoria econômica ou profissional. B. Móveis e Mobílias em Geral. Marumbi. Cambira. aplicáveis às sociedades empresarias. Sindicato das Indústrias de Serrarias. Exemplos: 1. . Faxinal.2. Inclusive Junco. sem visar lucros.Base Territorial: Apucarana. São João do Ivaí e São Pedro do Ivaí. Vime e Tubulares (Estruturas Metálicas). Sendo assim ficam excluídas da incidência de dispositivos de leis extravagantes. As cooperativas que operarem com crédito estão subordinadas ao Conselho Monetário Nacional e ao Banco Central. Pela definição acima notamos que há duas espécies distintas de sindicatos: 1. as habitacionais estão subordinadas ao Banco Nacional de Habitação (BNH). as demais. Rio Bom. Rolândia e Apucarana. Manoel Ribas. Aglomeradas e Chapas de Fibras de Madeiras e da Marcenaria ( Móveis de Madeiras). o que lhe dá um posição peculiar. Pessoas Jurídicas de Direito do Trabalho 1. cujo objetivo é a defesa dos interesses coletivos e individuais da respectiva categoria. Cortinados e Estofados de Arapongas. As cooperativas são consideradas sociedades simples. São os sindicatos dos empregados. Borrazópolis. Categoria econômica: Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí . Ivaiporã. Jardim Alegre. funcionamento e fiscalização das cooperativas a eles subordinadas. Carpintarias.2. Bom Sucesso. Cabendo a esses órgãos conceder autorização ou cancela-la. Tanoarias. através do Conselho Nacional do Cooperativismo.

portanto. Essas normas acordadas entre os sindicados . fixando normas de trabalho. cujo montante será destinado aos sindicatos das categorias econômicas e a um dia de salário que será descontado de todos os empregados e destinado às categorias profissionais.Base Territorial: Apucarana. Os sindicatos têm. Marilândia do Sul. podendo. Jardim Alegre. Grandes Rios. mas o seu pagamento será de responsabilidade dos respectivos associados. Califórnia. Atividade econômica: . que é pago uma vez ao ano. São João do Ivaí e São Pedro do Ivaí. corresponde a um percentual calculado sobre o capital da empresa. Este imposto. como se leis fossem. Exemplos: 1.de empregados e empregadores passam a ser obrigatórias. ou seja. sem visar lucros. Rio Bom. passam a valer. ser composta de vários Municípios. Manoel Ribas. . As federações podem convencionar entre si normas disciplinadoras da relação de emprego. aquilo que é convencionado entre as federações das categorias econômicas e profissionais.2. nas relações entre empregados e patrões ou empregadores. nas questões relativas a relação de emprego. Borrazópolis. Kaloré . As federações representarão as categorias somente onde não estejam organizadas em sindicatos. Cambira. Portanto. para todo território daquele Estado Membro. Faxinal. Jandaia do Sul. os sindicatos deverão ter uma área territorial de atuação. Ninguém é obrigado a filiar-se ou manter-se filiado a sindicato. os sindicatos podem firmar acordos individuais ou coletivos de trabalho. Marumbi. através do pagamento do Imposto Sindical. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Arapongas. Federações As federações são agrupamentos de sindicatos da mesma categoria econômica ou profissional. portanto. Em razão disso. como atividade essencial a defesa dos interesses coletivos e individuais da respectiva categoria. 2. Essa área denomina-se base territorial que nunca será inferior ao território de um Município. Por isso. entre as categorias representadas no acordo.Base Territorial: Arapongas. como se leis fossem. no entanto é obrigado a contribuir para a manutenção dos sindicatos e do sistema confederativo. Atividade profissional: Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Apucarana e Região. Ivaiporã. Bom Sucesso. cujo objetivo é a defesa dos interesses coletivos e individuais da respectiva categoria no território do Estado Membro onde foi constituída. Lunardeli. Arapongas. Rolândia e Apucarana. Outras contribuições poderão ser instituídas pelos sindicatos. . Sabaudia.

No entanto. sem visar lucros. também não existe lei proibindo seu funcionamento. As confederações representarão as categorias somente onde organizadas em sindicatos ou federações. Confederação Nacional de Educação e Cultura. Centrais de Trabalhadores O movimento de organização dos trabalhadores no Brasil culminou com as centrais de trabalhadores. da espécie “Associação”. Entretanto. nos quais se situarão as diferentes formas de entidades e dentre elas não há lugar para as centrais de trabalhadores.Base Territorial: Estado do Paraná. Fluviais e Aéreos. . essas normas vigorarão em todos território nacional. Se as confederações convencionarem normas do Direito do Trabalho. Confederações As confederações são agrupamentos de federações da mesma categoria econômica ou profissional. Atividade Profissional: Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Marítimos. Exemplos: 1. Fluviais e Aéreos. 2. cujo objetivo é a defesa dos interesses coletivos e individuais da respectiva categoria no território nacional. as centrais não são pessoas jurídicas de Direito do Trabalho. autor Mexicano conhecido pela sua posição em defesa do trabalhador: não estejam . Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura. Há os compartimentos já traçados pelo legislador. Observe-se que o modelo sindical brasileiro não é o da organização espontânea dos trabalhadores. 2. Com objetivo de estimular a reflexão sobre o assunto lembramos dos ensinamentos de Mário de La Cueva. Porém. Atividade profissional: Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário do Estado do Paraná. são pessoas jurídica de Direito Civil. Atividade Econômica: Confederação Nacional de Transportes Marítimos. 3. uma vez que não há previsão legal autorizando-as a convencionar normas relativas a prestação de serviço subordinado.Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

a cláusula de exclusão por separação é a arma melhor desse segundo aspecto da guerra social. unicamente desejamos ressaltar um fato e advertir os trabalhadores que sobre os interesses de seus dirigentes encontra-se os da classe trabalhadora”. enquanto pessoa jurídica? 13 Para que fins poderá se constituir uma fundação? 14 O que é sindicato? 15 Quais o as características da federação sindical? 16 Quais são as características da confederação sindical? 17 A que ramos do direito pertence as Centrais dos Trabalhadores? .“É doloroso ver. Estudo dirigido 1 O que se entende por pessoa jurídica? 2 Cite uma pessoa jurídica de Direito Internacional Público. 9 Quais são as características de uma associação? 10 Quais são as características de uma sociedade empresarial? 11 Quais são as atividades próprias de uma sociedade não empresarial? 12 O que é uma fundação. como fizemos notar ao falar do sindicalismo. 4 A partir de que momento a pessoa jurídica de direito nacional público adquire personalidade de direito? 5 O que é autarquia? 6 Cite três pessoas jurídicas de Direito Nacional Privado. que o que se chama de luta social tenha duas faces: a luta dos trabalhadores contra os patrões e a luta da Centrais Obreiras para adquirir o domínio sobre a classe trabalhadora. 3 Cite três pessoas jurídicas de Direito Nacional Público. 7 A partir de que momento a pessoa jurídica de direito nacional privado adquire personalidade de direito? 8 Cite um exemplo de sociedade despersonalizada. Não haverá de deduzir-se destas reflexões que é prejudicial ao movimento obreiro a formação de Federações e Confederações.

podendo ser um bem imaterial. O mar. Bens considerados em si mesmos São aqueles que são observados independentemente de qualquer relação com outros. não podem ser considerados bens jurídicos. apesar de sua utilidade ao homem. bens são os valores materiais ou imateriais que servem de objeto de uma ralação jurídica. Assim somente as coisas úteis ao homem e apreciáveis em dinheiro são consideradas bens jurídicos. que nem sempre é uma coisa corpórea.. Aquilo que o sujeito passivo deve ao sujeito ativo é o objeto do direito. por exemplo. por não representarem um valor apreciável em dinheiro. Para que um bem seja jurídico é necessário que ele seja suscetível de avaliação econômica.1.1. Classificação dos bens 1. Toda relação jurídica se estabelece entre pessoas. tendo como objeto um bem jurídico. 1. Para Clóvis Beviláqua.1. o ar atmosférico. Móveis . Eles se subdividem em: 1.OBJETO DO DIREITO POSITIVO O objeto do Direito Positivo são os bens jurídicos.

etc. readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. art. Ex.São bens móveis os suscetíveis de movimento próprio. Imóveis São considerados imóveis os bens que não podem ser removidos de um lugar para outro sem destruição.São bens que possuem movimentos próprios. 83 do Código Civil: 1. boi. Mesa. .Moveis propriamente ditos .Semoventes . enquanto não forem empregados. 2. etc. automóvel. sapato. Assim teremos: a). Tudo o mais a que a ele adere dever ser classificado como imóvel por acessão. cadeira. os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. Acessão significa justaposição ou aderência de uma coisa a outra. mas com a intenção de separá-los oportunamente e convertê-los em móveis. 3.Móveis por antecipação – São os bens incorporados ao solo. sem alteração da substância ou destinação econômico-social. as energias que tem valor econômico.São bens que necessitam da ação do homem para serem removidos. cavalo.Tudo quanto se incorporar permanentemente ao solo. ou de remoção por força alheia. 1. b) Imóveis por acessão natural . c). como as árvores destinadas ao corte. d). Ex. Animais de modo geral: gato. conservam essa qualidade de móveis. subsolo e espaço aéreo.Móveis por determinação legal – são aqueles enumerados pela própria lei. b). Incluem-se nessa categoria as árvores nascidas sem a ação do homem e seus frutos pendentes. por força da natureza. Os materiais destinados a alguma construção..1. Há quatro tipos de bens imóveis: a) Imóveis por natureza .Considera-se bens imóveis pela própria natureza o solo com a sua superfície.2.

O bem móvel tem a sua propriedade transferida através da tradição. se o renunciante for casado e recolhimento do ITBI ( Imposto de Transmissão de Bem Imóvel). Não perdem o caráter de imóveis: 1. onde o referido bem esteja matriculado. Nelson Godoy. vol. documento judicial. somente terá sua propriedade transferida se cumprida as formalidades estabelecidas pela lei. que foi publicado na Revista dos Tribunais. 2. como a semente lança à terra. as construções provisórias. ou seja. Aconteceu.Tudo quanto o homem incorporar permanentemente ao solo. as barracas de feiras.) e que tal documento seja devidamente registrado junto ao Cartório de Registro de Imóveis. portanto. O direito abstrato à sucessão aberta é considerado bem imóvel. 80 do Código Civil: 1. os edifícios e construções. citado pelo prof. vol. A importância prática de se saber a distinção entre um bem móvel e imóvel reside no fato da lei estabelecer maneiras diferentes para a transmissão da propriedade desses bens. eis um caso concreto.c) Imóveis por acessão artificial ou industrial . um incêndio provocado por um curto circuito ocasionou a perda total do auto. Para melhor esclarecimento. para nele se reempregarem. as edificações que. forem removidas para outro local. fratura ou dano. eis um caso concreto. o direito à sucessão aberta. p. 340. que oito dias após o contrato de compra e venda. ainda. * Nesse conceito não se incluem. 348. mas conservando a sua unidade. pela entrega do bem ao adquirente. os materiais provisoriamente separados de um prédio. etc. Um automóvel foi vendido e o comprador pagou o preço mediante recibo. A renúncia da herança é portanto renúncia de imóvel e deve ser feita por escritura pública ou termo nos autos. separadas do solo. ou seja. como os circos e parques de diversões. Nelson Godoy ao tratar do assunto: “Para melhor esclarecimento. que a declaração de vontade esteja contida num documento público (escritura pública. mediante autorização do cônjuge. de modo que se não possa retirar sem destruição. que não estava . os direito reais sobre imóveis e as ações que os asseguram.São os considerados imóveis pelo art. no entanto. que se destinam a remoção ou retirada. O bem imóvel. 2. mas a entrega do veículo ficou para dentro de dez dias. publicado na Revista dos Tribunais. ainda que os bens deixados pelo falecido sejam todos móveis. pavilhões etc. 398. 340:. d) Imóveis por determinação legal . pág.

Um bom exemplo da questão é o contrato de depósito. isto é. responderá por perdas e danos. 1.1. 620 do Código Civil ( antigo ). quem suporta o prejuízo. o art. etc.267 – “A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos. ou seja.” Somente o contrato não transfere a propriedade. qualquer objeto fabricado artesanalmente. se for infungível. quantidade e qualidade. conseqüentemente. devolvendo o dinheiro que recebera. qualquer objeto fabricado em série. cereais. qualidade e quantidade. a entrega. gasolina.1. 1. Ex. cadeira. etc. A justiça. Ex.assegurado. o depositário estará obrigado a restituir exatamente o mesmo bem que recebeu em depósito. Ex. 1. o juiz aplicou a lei que trata do assunto. No entanto.1. a tradição. que caracteriza a entrega de um bem a outrem para ser guardado e restituído assim que houver a solicitação. Obra de arte. caso não possa fazê-lo.4 Inconsumíveis São bens móveis cujo uso não acarreta a destruição imediata. não se operou a transferência do domínio do veículo. automóvel. portanto.1. o depositário não está obrigado a restituir exatamente o mesmo. Discutiu-se sobre quem deveria suportar o prejuízo: o comprador ou o vendedor.4 Consumíveis São bens móveis cujo uso acarreta a destruição imediata da própria substância.”” – O atual Código Civil repete essa regra no art. pois poderá restituir outro da mesma espécie. Se o bem for fungível.” 1. 1.3 Infungíveis São bens móveis que não podem ser substituídos por outro da mesma espécie. Para decidir essa situação. Ex. porque não houve a entrega e. decidiu que o vendedor deveria suportar o prejuízo. in casu. que dizia o seguinte: “”O domínio das coisas não se transfere pelos contratos antes da tradição. Esta diferenciação faz-se necessária pelas contingências da prática diária. ainda.: Mesa. antes da tradição.5 Divisíveis . é o dono do bem. pois pela lei. 1.1..: Cigarro. quantidade e qualidade.3 Fungíveis São bens móveis que podem ser substituídos por outro da mesma espécie. é preciso. considerando-se da mesma forma os destinados à alimentação. Dinheiro.

no coletivo. Uma caixa de fósforos. formando cada uma das partes um todo em separado. a sua divisão.5 Indivisíveis São bens que não podem ser divididos em porções. possa ficar para cada um dos proprietários. Ex. abstrata ou concretamente. lote de terras. cadeira. Ex. São os que podem ser divididos em porções reais e distintas. Ex.1 Principais São bens que existem por si só. fundo de comércio). sob pena de alterar sua substância e os que.1. de modo que cada uma das partes que formam um todo em separado. .6 Coletivos São coletivos os bens que reunidos sempre são considerados num todo.1. ou prejuízo do uso a que se destinam. em condomínio. pertencentes à mesma pessoa.Universalidades de direito – é o conjunto de relações jurídicas.Universalidades de fato – considera-se universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que. Um dos co-proprietários de um bem considerado divisível poderá exigir.6 Singulares São singulares os bens que. Os bens coletivos são chamados. a). também de universalidades e abrangem: a).1. 1. necessariamente. Ex. um automóvel na agência revendedora. lápis.: Uma lata de óleo numa pilha. dotado de valor econômico ( herança. embora reunidos. 1. terreno que possui metragem inferior ao módulo exigido por lei. dos demais. a propriedade deverá ficar.São os que se podem fracionar sem alteração na sua substância. 1.2.Universalidades de fato b). diminuição considerável do valor. mesa. b). Caso o bem seja considerado indivisível.: Mesa.. biblioteca. são considerados individualmente. de uma pessoa. cadeira. tenham destinação unitária ( rebanho. floresta). 1. independentemente dos demais. Sua existência independe da existência de outro bem. Giz. Ex. patrimônio. se considera indivisíveis por força de lei ou vontade das partes. embora naturalmente divisíveis. Automóvel.2 Bens Reciprocamente Considerados 1. um maço de cigarros.Universalidades de direito.

c). mares. automóvel.de uso comum do povo – tais como os rios. ao uso.Ex. Os bens públicos são de três espécies: a). inclusive suas autarquias. Estudo dirigido 1 O que são bens imóveis? Exemplo 2 O que são bens imóveis pela própria natureza? Exemplo. do qual eles dependam. como objeto de direito pessoal ou real.: Juros.2.: Casa.1. 3. fruto pendente. se destinam. Particulares São bens pertencentes às pessoas físicas ou jurídicas de Direito Privado. 3 O que são bens imóveis por acessão física artificial? Exemplo. oficinas e fazendas pertencentes ao Estado.1. Quanto a propriedade 3. Como as instalações das repartições públicas. estradas. ministérios. Ex. São as terras devolutas. de modo duradouro. escolas. etc.2.2. ruas praças. ou seja.: Praças públicas. as pertenças. O atual Código civil incluiu no rol dos bens acessórios. não constituindo partes integrantes. Acessórios São bens que existem somente se existir um outro bem considerado principal. Pertenças – são os bens móveis. boi. .os dominicais ou do patrimônio disponível – são os que constituem o patrimônio das pessoas jurídica de direito público interno. b). Ex. 3. aos serviços ou ao aformoseamento de outro. as estradas de fero. aos Estados ou aos Municípios. máquinas do município. Públicos São os bens pertencentes à União.de uso especial – tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. secretarias. às pessoas jurídicas de direito público interno . estadual ou municipal.

9 O que são bens infungíveis? Exemplo. 20 Quais são as espécies de bens públicos.FATOS JURÍDICOS - . 22 O que são bens particulares? Exemplo. 21 Cite três bens públicos de usos comum do povo. 7 O que são bens semoventes? Exemplo 8 O que são bens fungíveis? Exemplo. 11 O que são bens inconsumíveis? Exemplo. 12 O que são bens divisíveis? Exemplo. 14 O que são bens principais? Exemplo. 16 O que são pertenças? 17 O que são bens singulares? Exemplo. 18 O que são bens coletivos? Exemplo. 15 O que são bens acessórios? Exemplo. 6 O que são bens móveis pela propriamente ditos? Exemplo. 13 O que são bens indivisíveis? Exemplo. 5 O que são bens móveis? Exemplo. 10 O que são bens consumíveis? Exemplo. 19 O que são bens públicos? Exemplo. .4 O que são bens imóveis por definição de lei? Exemplo.

07. por se considerar esta incorporada à do adquirente). . Dentre os casos de acessão temos o álveo abandonado. não resulta nenhuma conseqüência jurídica. modificação ou extinção de direitos. podemos imaginar um automóvel.Fato simples e fato Jurídico. desenvolve-se e extingue-se. um raio que caia em alto mar. Desta forma se um rio abandonar seu curso original. de 10. 1. terremoto. mesmo que sejam fatos ilícitos ( praticado em descordo com os preceitos do ordenamento jurídico). O fato simples é todo acontecimento da vida que não tem qualquer relevância para o direito. modificação ou extinção de direitos. teremos a extinção do direito de propriedade pela extinção do objeto.Fatos Jurídicos Naturais São acontecimentos naturais que resultam na criação.643. nos fornece outros exemplos de aquisição de direito através de acontecimentos naturais ao tratar. por um lado. que é atingido por um raio que o destrói completamente. Por outro. etc. ou seja..) Negócio Jurídico Ato Jurídico lícito Ato Jurídico em sentido estrito Ato-fato jurídico Ato jurídico ilícito 1. modificar ou extinguir direitos. tempestade. sem qualquer conseqüência jurídica é considerado um fato simples. decurso de prazo) Fatos jurídicos naturais Extraordinários . em função de . maioridade. da acessão (significa o modo de aquisição de coisa pertencente a outrem. vez que o objeto encontra-se assegurado. Essas fases ou momentos decorrem de fatos denominados de fatos jurídicos. assegurado por uma apólice de seguro. que resulta na criação. O Código de Águas (Decreto 24. Álveo é a superfície que as águas cobrem sem transbordar para o solo natural e ordinariamente enxuto. teremos o surgimento do direito à indenização. aclara de vez a questão: Fato simples Ordinários . no Capitulo V.O direito também tem o seu ciclo vital: nasce. morte. não faz nascer. Para exemplificar esta situação.1. ou o eclipse.( raio. Assim.1934). Já o fato jurídico é todo acontecimento da vida relevante para o direito. Por exemplo. O quadro abaixo. ou seja. exatamente por produzirem efeitos jurídicos.( nascimento.

transferir. etc.raio. na vontade. que não poderá ser contrária ao direito. . na palavra de Caio Mário de Silva Pereira. maioridade. então. se subdividem em: 1). A manifestação da vontade .Negócio Jurídico Negócio jurídico. um regramento geralmente bilateral de condutas. resguardar.um acontecimento natural (sem que tenha havido ação do homem) teremos o álveo abandonado. 26 da referida lei). tempestade. decurso de prazo. transferir. 1. O fundamento e os efeitos do negócio jurídico assentam.Fatos jurídicos naturais ordinários . são declarações de vontade destinada à produção de efeitos jurídicos queridos pelo agente. Por essa razão é necessária uma vontade qualificada. diferentemente dos fatos jurídicos naturais. Os fatos jurídicos naturais se subdividem.. morte. ainda. se subdividem em: 1). por exemplo).2.Atos jurídicos lícitos e 2). O ato jurídico. 1. ou seja. Os atos jurídicos lícitos. modificar ou extinguir direitos. No negócio jurídico (contrato de compra e venda. No negócio jurídico há uma composição de interesses. como ocorre na celebração de contratos.Atos jurídicos ilícitos. criando. Os atos jurídicos.1. modificando ou extinguindo direitos. não uma vontade qualquer. portanto. das duas margens. a ação humana visa diretamente a alcançar um fim prático permitido na lei. pois exigi-se a licitude.Atos Jurídicos Lícitos São atos lícitos que têm por fim imediato adquirir. .2. Essa superfície pertencerá aos proprietários ribeirinhos.Ato-fato jurídico. por sua vez. e deve ter por fim imediato adquirir. modificar ou extinguir direitos. mas aquela que atua em conformidade com os preceitos ditados pela ordem legal. sem que tenham direito à indenização alguma os donos dos terrenos por onde as águas abrigarem novo curso (art.Negócio Jurídico 2)-Ato jurídico em sentido estrito e 3).1. em duas espécies: a). terremoto.2. sem vícios.Atos Jurídicos Os atos jurídicos. b).Fatos jurídicos naturais extraordinários . resguardar.nascimento. é resultado da ação do homem. dentre a multiplicidade de efeitos possíveis. 1. é o resultado da ação do homem desde que tenha conseqüência jurídica.1.

Quando estudamos a pessoa física. modificar ou extinguir direitos. No entanto. por deficiência mental. com relação à idade. . Os relativamente incapazes já participam do ato. exigi-se: A. em função deles. os relativamente incapazes: os menores entre 16 e 18 anos. ou seja. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. possível. pelo casamento. transferir.1). e os que. sem desenvolvimento mental completo. adquirir. não puderem exprimir sua vontade. para a validade do negócio jurídico.Objeto lícito. Os absolutamente incapazes não participam do ato. Elementos constitutivos do negócio jurídico. A.tem finalidade negocial. sendo representados pelos pais. os que. tenham o discernimento reduzido. há certas situações que o menor de 18 anos pode ser considerado absolutamente capaz. O negócio jurídico é uma manifestação da vontade dirigida a um determinado fim. A essas situações denominamos genericamente de emancipação. os ébrios habituais.Forma prescrita ou não defesa em lei.Agente capaz. os que. o menor com 16 anos (dezesseis) anos completos tenha economia própria. A. Isto é feito de forma indireta. ou viciados em tóxicos. Os incapazes que necessitarem realizar negócios jurídicos poderão suprir a incapacidade de exercício pelos meios legais: a representação e a assistência ( art. os pródigos. 1634 do Código Civil). Para que produza os efeitos jurídicos pretendidos é necessário que se revista de certos requisitos relativos à pessoa do agente. Agente Capaz O praticante do ato jurídico deverá ter capacidade de direito. por enfermidade ou deficiência mental. mas deverão ser assistidos pelos pais ou curadores. A. que em geral é criar. vimos que a lei não estabelece de forma direta o momento em que a pessoa adquire a capacidade de direito. os absolutamente incapazes. Assim. 2. os excepcionais. Existem cinco espécies de emancipação: por concessão dos pais. ao objeto da relação jurídica e à forma da manifestação da vontade. mesmo por causa transitória.1.3). pelo exercício de emprego público efetivo. determinado ou determinável. pela colação de grau em curso de ensino superior e pelo estabelecimento civil ou comercial. desde que. Essas incapacidades poderão ser de duas espécies: 1. o que a lei estabelece são as incapacidades. que são os menores de 16 anos. A. ou pela existência de relação de emprego.2). tutores ou curadores. a pessoa torna-se absolutamente capaz a partir dos 18 anos. Portanto.

Como exemplo da necessidade do objeto lícito podemos citar a seguinte hipótese: se alguém vender a outrem um bem roubado. A. Se o objeto é ilícito o ato é nulo e não surte qualquer efeito. determinado ou determinável Objeto lícito é o que não atenta contra a lei. indicada ao menos pelo gênero e pela quantidade ( Código Civil. etc. Afonso Celso. na espécie (TST. a não ser nos casos em que a . A questão é saber se o contrato de trabalho realizado entre o “bicheiro” e o coletor de apostas (cambista) é válido e. Guimarães Falcão. pois sobre o objeto do ato jurídico pesa uma ilicitude em função do roubo. Quando impossível. 13° salário. O Objeto de ser. Esta deve ser a estabelecida ou não proibida pela lei. Inexistência da relação jurídica de emprego. Outra situação. art. determinado ou determinável. com aplicação do princípio de que ninguém pode valer-se da própria torpeza. se sujeito às normas do Direito do Trabalho. sob pena de enriquecimento ilícito da pessoa que usufruiu do seu trabalho (TST.393/94). 5. Ac. também. horas extras. por outro lado. possível. Nossos tribunais têm se manifestado sobre o assunto em diversas oportunidades. a impossibilidade de fazer com que as partes retornem ao status quo ante faz com que se autorize o pagamento dos salários ao empregado. O terceiro requisito de validade do negócio jurídico é a forma. 4ª T. se o coletor das apostas prestou serviços ao “bicheiro”. o objeto do negócio jurídico deve ser. ou seja. moral ou bons costumes. a venda de coisa incerta. sob pena de ferir um princípio do direito que é: o enriquecimento sem causa. face à atividade desenvolvida.6. No entanto. ou verbalmente. este obteve um ganho com o serviço prestado e deverá remunerar pelo ganho obtido. portanto. o negócio é nulo. o objeto do ato jurídico é ilícito. Quando o objeto do contrato é imoral os tribunais têm considerados nulos.376/94. É sabido que o “jogo do bicho” é uma contravenção penal. As partes podem celebrar contrato por escrito. que vem se tornando repetitiva entre nós. Assim. Forma prescrita ou não defesa em lei. deve ser lembrada com exemplo: é a contratação de pessoal para coletar as apostas do chamado “jogo do bicho”. Por fim. este ato de transmissão de propriedade será considerado inexistente. também. férias. deve ser considerado nulo. com direito a salário mínimo. como se vê pelas ementas abaixo transcritas: Anotador do “jogo do bicho”. Se o objeto do contrato de trabalho mostra-se ilícito.321/93. possível. Contrato de prestação de serviços com objeto ilícito. 243). Objeto Lícito. Jogo do bicho. Admite-se. 1ª T. Em regra a forma é livre. pois a lei assim o define.2.6. um crime de menor proporção. assim.A. RR 76.390/93). RR 109.3. 4. Ac. público ou particular. Entretanto.

exceto a fraude contra credores. A ignorância. É justamente com este objetivo. Os referidos defeitos. O descumprimento dessa forma estabelecida na lei culminará com a nulidade do negócio jurídico. são chamados de vícios de consentimento porque provocam uma manifestação de vontade que não correspondente com o íntimo e verdadeiro querer do agente. mas é exteriorizada com a intenção de prejudicar terceiros. exige que a manifestação de vontade do proprietário conste de um documento e que esse documento seja levado à registro junto ao Cartório de Registro de Imóveis. que significa a ausência completa de conhecimento.. mesmo que o agente capaz seja capaz. onde o imóvel esteja matriculado. estado de perigo.lei. Erro. lesão e fraude contra credores. Para tanto deve ser substancial ou essencial. 107 do Código Civil). um vício na manifestação da vontade do agente. . Entretanto. Os negócios jurídicos que contenham tais vícios são anuláveis. de forma tal que se tivesse noção exata com relação ao objeto ou a qualidades da pessoa não teria praticado o ato. qualquer espécie de erro que torna anulável o negócio jurídico. no momento da prática do ato jurídico. em que se constata uma diferença entre a vontade real e a vontade declarada. se dá o nome de defeitos do ato jurídico.1. Erro é a falsa noção que o agente tem com relação ao objeto da relação jurídica ou com relação à qualidades essenciais de pessoas a quem se refere a declaração de vontade. poderá ocorrer. A fraude contra credores não conduz a um descompasso entre o íntimo querer do agente e a sua declaração. de forma a não representar exatamente o que queria. Por exemplo: a transmissão da propriedade de um bem considerado imóvel. A essas situações. de preservar a livre manifestação da vontade que a lei estabelece as incapacidades. Somente dessa maneira se transmitirá a propriedade de um bem imóvel. Esses defeitos são os seguintes: erro. B. pública ou particular (art. dolo. exija a forma escrita. Para a validade do negócio jurídico é indispensável a presença da vontade do agente e que esta haja funcionado normalmente. B. é encarada da mesma forma que o erro. Não é. para maior segurança ao negócio.Defeitos do Negócio Jurídico A declaração da vontade é elemento essencial no negócio jurídico. ou seja. coação. como já vimos anteriormente. porém.

que levada pelo temor. B. emitiu uma declaração de vontade que não correspondia à sua vontade real.alguém adquire um terreno que se supõe valorizado porque situado em rua importante mas que na verdade tem pouco valor pois se situa em rua do mesmo nome. do advogado do banco e dos policiais que acompanham o filho. a título de exemplo. Dolo. posteriormente. o caso narrado por Nelson Godoy Bassil Dower: “Vendedor e comprador. Na hipótese acima. É toda violência física ou psicológica empregada no sentido de obrigar o agente a praticar um ato que não queira. premido da necessidade de salvar-se. pessoa simples e que confiava na palavra de um delegado. Para melhor compreensão do conceito acima exposto. Estado de perigo. b). ou a pessoa de sua família. Por ocasião da lavratura da escritura pública. residente em um sítio. Ludibriado. Como exemplo podemos citar o caso da mãe que ao saber da acusação que pesava sobre o filho – de ter dado desfalque como caixa do banco em que trabalhava – assina uma nota promissória em branco na presença do gerente. com a participação de um delegado. porém de outra localidade. B. O recebimento do preço em jóias foi resultante do erro criado no espírito do sitiante. pois se tratava de um emprego de capital mais seguro. O vendedor era pessoa simples. Configura-se o estado de perigo quando alguém. de grave dano conhecido pela outra parte.Por exemplo: a). B. Verificou-se. convenceram o vendedor (sitiante) de que deveria receber o preço em jóias. verificamos a existência de uma ameaça.2.compra de um relógio dourado como se fosse de ouro. de uma intimidação que colocou a mãe numa situação tal. mediante instrumento particular. particularmente o delegado insistia nas vantagens do pagamento em forma de jóias. Coação.3. teve um procedimento diverso daquele que realmente teria se conhecesse a realidade dos fatos. o comprador. Dolo é o artifício empregado no sentido de induzir o agente a praticar o ato jurídico em erro. assume obrigação excessivamente onerosa. .4. avençaram-se para venda e compra de um sítio. e o comprador lhe havia sido apresentado pelo delegado”. que as jóias valiam somente 1/3 do valor do preço pactuado em dinheiro. reproduzimos.

doar seu patrimônio aos descendentes. premido pela necessidade de manter-se. . como. caberá ao credor.2. 1. verifica que o ganho anual com a exploração daquela atividade será insuficiente para o pagamento do arrendamento. juntamente com sua família. consistente na manifesta desproporção entre a prestações recíprocas.1. se alguém deve certa importância a outrem e não paga no vencimento. assim. reconhecimento de filho.subjetivo. Ato Jurídico em Sentido Estrito.2. e b). No direito das obrigações encontramos o princípio da responsabilidade patrimonial. A lesão também é composta de dois elementos: a). através do poder judiciário.Portanto compõe-se de dois elementos: a). arrenda as instalações de uma granja para criação de aves.2. Muitas vezes o efeito do ato não é buscado e nem imaginado pelo agente. geradora de lucro exagerado. por isso. Assim.1. após alguns meses de trabalho. desproporcional. estará praticando fraude contra o credor. aproveitando-se da inexperiência ou da situação de necessidade do outro contratante.Ato-Fato Jurídico. assume obrigação excessivamente onerosa. e b)subjetivo. caracterizado pelo constrangimento causado pela necessidade de “salvar-se”ou de “salvar pessoa da família”. Como. É todo ato jurídico praticado com o objetivo de lesar direitos de credores. um tesouro ( art. B.5.objetivo. São atos lícitos cujo efeito da manifestação de vontade está predeterminado pela lei. No entanto se o devedor praticar qualquer ato que objetive impedir o exercício do direito do credor. como no caso da pessoas que acha. O estado de perigo ocorre. No entanto. casualmente.. 1. quando alguém se encontra em situação equiparada ao “estado de necessidade”e. 1264 do Código Civil).3. caracterizado pela “inexperiência”ou “premente necessidade” do lesado. a notificação judicial. que a assunção de “obrigação excessivamente onerosa”. Lesão Configura-se a lesão quando alguém obtém um lucro exagerado. por exemplo. Fraude contra credores.6. mas decorre de uma conduta que é sancionada pela lei. segundo o qual o patrimônio do devedor responde por suas obrigações. retirar todo ou parte do patrimônio do devedor ( penhora ) vende-lo e com o resultado da venda pagar o credor. por exemplo. Como exemplo podemos citar o caso de alguém. B.objetivo. que constitui em mora o devedor.

ou lesão a pessoa. a fim de remover perigo iminente. atingir um terceiro. Assim. – Atos Jurídicos Ilícitos. Estudo Dirigido 1 O que vem a ser um fato simples? Dê exemplo. ainda que exclusivamente moral. comete ato ilícito. ou não um fato jurídico? Justifique. a direito seu ou de outrem.2. negligência ou imprudência. Somente a legítima defesa praticada contra o agressor deixa de ser ato ilícito. por erro de pontaria.2. só não será ilícito o exercício regular do direito. repele injusta agressão. * Estado de necessidade – O Estado de necessidade visa à remoção de perigo iminente que leva a coisa alheia à deterioração ou destruição. não acarreta a nulidade ou anulação do ato. Tal dever é imposto pelo art. 1. * Exercício regular de um direito reconhecido – O abuso do direito constitui ato ilícito. no caso. Ato ilícito é todo ato praticado com infração a um dever de conduta. ficará obrigado a indenizar os danos a este causados. Ato jurídico ilícito é o praticado com infração ao dever legal de não lesar a outrem. 2. os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido. das quais resulta dano para outrem. ter-se-á o abuso do direito. se o inquilino ou proprietário de imóvel produzir barulho excessivo com o objetivo de simplesmente perturbar o sossego do vizinho. por ação ou omissão voluntária. violar direito e causar dano a outrem. por meio de ações ou omissões culposas ou dolosas do agente. Se o agente. um garoto de sete ou oito anos de idade tornar-se proprietário dos peixes que pesca. atual ou iminente. * Legítima defesa – ocorre legítima defesa quando alguém.Para a realização do ato-fato jurídico não se exige do agente a capacidade de direito. . a deterioração ou destruição da coisa alheia. 2 Em que o fato simples difere do fato jurídico? 3 O eclipse é. usando moderadamente dos meios necessários.” Não são considerados atos ilícitos: 1. 186 do Código Civil que assim prescreve: “Aquela que. pois a incapacidade. Por exemplo.

como defeito do negócio jurídico? 13 O que é fraude contra credores . como defeito do negócio jurídico? 11 O que é dolo.4 Em que o fato jurídico difere do ato jurídico ? 5 O que é ato jurídico em sentido estrito? 6 Quais são os elementos constitutivos do negócio jurídico? 7 O que se entende por agente capaz como elemento constitutivo do negócio jurídico? 8 O que é forma prescrita ou não defesa na lei? 9 Quais são os defeitos do negócio jurídico? 10 O que é erro. como defeito do negócio jurídico? . como defeito do negócio jurídico? 12 O que é lesão.

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