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The Dark is Rising€Copyright © 1973 by Susan Cooper€Copyright renewed © 2001 by Susan C ooper€Published by arragement with Margareth K. McElderry Books,€an imprint of Simon & Schuster Children's Books Publishing Division€Copyright © 2007 by Novo Século Edito ra Ltda. Direção Geral: Nilda Campos Vasconcelos€Supervisão Editorial: Silvia Segóvia€Imagem da capa Fox Entertainment Group, Inc. Composição da capa: Reínaldo Feurhuber€Tradução: Lilian Palhares€Preparação de texto: Rodri onio€Editoração Eletrônica: Fama Editora€Revisão: Salete Milanesi Brentan€Dados Internacion de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Cooper, Susan, 1935- . Os seis signos da luz : rebelião das trevas / Susan Cooper ; [tradução Lilian Palhares ]. Osasco, SP : Novo Século Editora, 2007. Titulo original: The dark is rising. 1. Ficção (Literatura norte-americana) 2. Literatura juvenil I. Título. 07-9557 CDD-028.5€ índices para catálogo sistemático: 1. Ficção : Literatura juvenil 028.5€2007€ Para Jonathan INDÍCE PARTE 1: A Descoberta€ Véspera do solstício de inverno € Solstício de inverno € O descobridor dos signos € O Andarilho na Velha Estrada....... PARTE 2: € O Aprendizado € Véspera de Natal€ O livro da magia€ Traição Dia de Natal PARTE 3: € A Provação € A chegada do frio€ O falcão nas Trevas€ O rei do fogo e da água€ A caçada arrasadora€ Unindo os Signos€

VÉSPERA DO SOLSTÍCIO DE INVERNO

Demais! gritou James batendo a porta atrás de si. O quê? perguntou Will. Tem garotas demais nesta família, é isso. Demais mesmo. James ficou parado furioso n o alto da escada como uma pequena locomotiva enlouquecida, depois foi batendo os pés até o banco da janela e se demorou olhando atentamente o jardim. Will deixou se u livro de lado e puxou as pernas para dar-lhe espaço. Eu consegui ouvir todos os gritos disse ele, com o queixo nos joelhos. Não foi nada disse James. Só a idiota da Bárbara de novo. Mandando. Pegue isso, não t e naquilo. E Mary se juntando a ela, tagarelando, tagarelando, tagarelando. Você p ode até pensar que essa casa é grande o bastante, mas sempre tem gente. Ambos olharam pela janela. A neve se estendia fina e apologética sobre o mundo. Aq uela área ampla e cinzenta costumava ser o gramado, com as árvores espalhadas do pom ar adiante ainda verdejantes; os quadrados brancos eram os telhados da garagem, do antigo celeiro, do viveiro dos coelhos e do galinheiro. Mais atrás, havia apena s os campos planos da fazenda dos Dawson, vagamente listrados de branco. O vasto céu estava escuro, cheio de neve que se recusava a cair. Não havia outra cor em lug ar nenhum. Quatro dias para o Natal disse Will. Eu queria que nevasse direito. E seu aniversário é amanhã. Hum. Ele também ia dizer isso, mas soaria muito mais como um lembrete. E o present e que mais desejava em seu aniversário era uma coisa que ninguém poderia lhe dar: a neve, linda, profunda, como um cobertor, e isso nunca acontecia. Pelo menos, nes te ano, caía aquele chuvisco acinzentado; melhor do que nada. Lembrando-se de uma obrigação, perguntou: Eu ainda não alimentei os coelhos. Quer me acompanhar? Com botas e bem agasalhados, caminharam ruidosamente pela cozinha espaçosa. Uma or questra sinfônica completa avolumava-se do rádio; Gwen, a irmã mais velha dos garotos, cortava cebolas e cantava, e a mãe, debruçada sobre o forno, com o rosto avermelhad o, estava bastante sorridente. Os coelhos! gritou ela, quando os avistou. E mais alguns fenos da fazenda. Estamos indo! gritou Will. Repentinamente, o rádio emitiu um chiado horrível de estáti ca, logo que o menino passou pela mesa. Isso o fez pular. A sra. Stanton gritou: Abaixe essa coisa! Do lado de fora, tudo se encontrava subitamente muito quieto. Will despejou um b alde de grânulos do depósito no celeiro cheirando a fazenda. Na realidade não era um c eleiro propriamente dito, mas uma construção enorme e baixa, coberta de telhas, que já tinha sido um estábulo. Andaram pela fina camada de neve até a fileira de gaiolas p esadas de madeira, deixando pegadas escuras no solo muito gelado. Ao abrir as portinholas para encher as caixas de ração, Will parou, franzindo a test a. Normalmente, os coelhos estariam amontoados calmamente nos cantos; somente os mais famintos se aproximariam mexendo o nariz para comer. Hoje, pareciam agitad os e inquietos, ronronando de um lado para o outro, batendo-se contra as paredes de madeira; um ou dois até saltaram para trás quando as portinholas foram abertas. O menino se aproximou de Chelsea, seu coelho favorito, e o pegou como de costume para afagá-lo carinhosamente atrás das orelhas, mas o animal lutou para escapar e s e encolheu num dos cantos, os olhos rosados direcionados fixamente para o alto, inexpressivos, mas aterrorizados. Ei! disse Will, incomodado. Ei, James, olhe isto. O que há com ele? Com todos eles ? Pra mim, estão todos bem. Bem, mas não para mim. Eles estão todos saltitantes. Mesmo Chelsea. Ei, venha cã coelh inho. Mas não adiantou.

Engraçado disse James com pouco interesse, observando. Ouso dizer que suas mãos chei ram mal. Você deve ter tocado em alguma coisa de que eles não gostam. Igual aos cach orros e sementes de anis, mas ao contrário. Não toquei em nada. Na verdade, tinha acabado de lavar as mãos quando vi você. Aí está então disse James imediatamente. Esse é o problema. Eles nunca cheiraram você o antes. Provavelmente todos estão morrendo de susto. Ha! Ha! Ha! Que engraçado! Will atacou, e eles se engalfinharam sorrindo, enquanto o balde vazio caía chacoalhando-se no chão duro. Mas quando Will voltou a olhar ate ntamente para as gaiolas, os animais continuavam a se mover distraidamente e tam bém sem comer, olhando fixamente para ele com aquele estranho olhar, arregalado e assustado. Acho que pode ser a presença de alguma raposa por aí de novo disse James. Lembre-me de contar à mamãe. Nenhuma raposa poderia se aproximar dos coelhos em seu sólido viveiro, mas as gali nhas eram mais vulneráveis; uns poucos dias antes do período de venda, no inverno pa ssado, uma matilha de raposas invadiu um dos galinheiros e conseguiu levar seis aves boas e gordas. A sra. Stanton, que dependia do dinheiro das galinhas todo a no para ajudar a pagar os onze presentes de Natal, ficou tão furiosa que permanece u de guarda depois disso, no celeiro frio, por duas noites seguidas, mas os vilões não voltaram. Will pensava que se fosse uma raposa, ele tentaria esclarecer o fat o também; sua mãe podia até ser casada com um joalheiro, mas com a geração de fazendeiros de Buckinghamshire em seus antepassados, ela não brincava em serviço quando seus vel hos instintos eram despertados. Puxando o carrinho de mão, uma geringonça feita em casa com uma barra unindo as hast es, ele e James retomaram a caminhada descendo a curva coberta de mato ao longo da rua, em direção à fazenda dos Dawson. Rapidamente deixaram para trás o cemitério da igr eja, com seus teixos, grandes e escuros, inclinados sobre o muro desmantelado; v agarosamente passaram pelo Bosque das Gralhas, na esquina da Church Lane. O alto matagal de castanheira-da-índia, rouco com o grito das gralhas e cheio de telhado s sujos pela desordem de seus ninhos esparramados, era um de seus lugares conhec idos. Ouça as gralhas! Alguma coisa as perturbou. O coro irregular e áspero era ensurdeced or, e quando Will olhou para o topo das árvores, viu o céu escurecido com o vôo em círcu lo dos pássaros. Eles batiam as asas e moviam-se lentamente de um lado para o outr o; não havia alvoroço de movimentos repentinos, somente aquele amontoado barulhento de gralhas em ziguezague. Uma coruja? Elas não estão caçando nada. Venha, Will, logo já vai anoitecer. É por isso que é tão estranho ver as gralhas em tão grande alvoroço. Todas elas deveriam star empoleiradas agora. Will virou a cabeça relutantemente para baixo, mas em seg uida saltou e agarrou o braço de seu irmão; tinha percebido um movimento numa traves sa escura que conduzia para longe da rua onde se encontravam, Church Lane: corri a entre o Bosque das Gralhas e o cemitério até a pequenina igreja local, e continuav a pelo rio Tâmisa. Ei! O que foi? Tem alguém ali. Ou tinha. Olhando para nós. James suspirou. E daí? Era apenas alguém fazendo uma caminhada. Não, não estava. Will forçou a vista nervosamente, espiando a pequena rua lateral. Er um homem com olhar estranho, todo encurvado, e quando viu que eu observava esco ndeu-se atrás de uma árvore. Ligeiro, como um besouro. James empurrou o carrinho e seguiu rápido pela rua, obrigando Will a se apressar p ara acompanhá-lo. Era apenas um andarilho, então. Não sei, parece que todos estão ficando doidos, hoje. Barb, os coelhos, as gralhas e agora você como um nervosinho tagarela. Qual é? Vamos pegar logo esse feno. Eu quero meu chã. O carrinho sacudia pelos buracos congelados do quintal dos Dawson, o melhor pedaço de chão cercado por construções dos três lados que cheiravam ao conhecido aroma de faze nda. O estrume do estábulo deve ter sido removido naquele dia; o velho George, o p ecuário sem dentes, estava empilhando estéreo pelo quintal. Ele ergueu a mão para cump rimentá-los. Nada escapava ao Velho George; podia ver um falcão cair a quase dois qu

ilômetros de distância. Em seguida, o sr. Dawson surgiu de um celeiro. Ah! disse o fazendeiro. Feno para a fazenda dos Stanton? Ele costumava brincar c om a mãe dos meninos, por causa dos coelhos e das galinhas. James respondeu: Sim, por favor. Já está vindo informou o sr. Dawson. O velho George desapareceu dentro do celeiro. P assem bem. Diga à mãe de vocês que eu buscarei dez aves amanhã. E quatro coelhos... Não ol he assim, jovem Will. Se não for um Natal feliz para eles, será para o pessoal, tão lo go que eu tenha os animais em mãos. Olhou para céu, e Will percebeu algo de estranho na expressão de seu rosto moreno e enrugado. Em direção ao alto, nas nuvens carregada s que pairavam nas regiões mais baixas, duas gralhas pretas batiam suas asas lenta mente em um círculo amplo sobre a fazenda. As gralhas estão fazendo uma barulheira terrível hoje disse James. Will viu um andar ilho no bosque. O sr. Dawson fitou Will com atenção. Qual era a aparência dele? A de um homenzinho velho. Ele se escondeu rápido. Então o Andarilho está por aí disse o fazendeiro baixinho para si mesmo. Ah! Ele só p a estar. Tempo bastante desagradável para ficar zanzando por aí acrescentou James alegremente . E balançou a cabeça rumo ao céu setentrional sobre o telhado da casa da fazenda; as nuvens pareciam cada vez mais escuras, amontoando-se chuvosas e sinistras com um tom amarelado. O vento soprava mais forte também, agitando seus cabelos; e ouviase um farfalhar distante do topo das árvores. Mais neve chegando disse o sr. Dawson. Que dia horrível falou Will de repente, surpreso com sua própria veemência; além do mai , ele desejava a neve. Mas de alguma maneira, algo perturbador estava sendo enge ndrado dentro dele. É muito sinistro, de certa forma. Será uma noite ruim acrescentou o sr. Dawson. Lá está Velho George com o feno falou James. Vamos lá, Will. Vá você disse o fazendeiro. Eu quero que Will pegue algo para sua mãe lá na casa. D isso mas permaneceu imóvel, enquanto James se afastava com o carrinho em direção ao ce leiro; o sr. Dawson ficou ali com as mãos enfiadas dentro dos bolsos de sua jaquet a velha, olhando para o céu escurecido. O Andarilho está por aí disse novamente. Esta será uma noite ruim, e amanhã será além sa imaginação. Fitava Will, e o menino fixava-se cada vez mais alarmado naquele rost o envelhecido; os olhos negros e brilhantes estavam cercados de rugas por terem décadas a fio observado o sol, a chuva e o vento. Ele nunca tinha percebido como o s olhos do fazendeiro Dawson eram estranhos, em sua cor azulada. Seu aniversário está chegando acrescentou o fazendeiro. Hum, hum confirmou Will. Eu tenho algo pra você disse, olhando rapidamente ao redor do quintal e retirando uma mão do bolso; nela, Will viu o que parecia ser um tipo de ornamento, feito de metal negro, um círculo achatado dividido por duas linhas cruzadas. Curiosamente t ocou o objeto com os dedos. Tinha quase o tamanho da palma da mão, e era bem pesad o; forjado rusticamente em ferro, imaginava ele, embora sem qualquer ponta ou bo rda afiada. O ferro era frio ao contato da mão. O que é isto? perguntou. Por enquanto começou o sr. Dawson , chame-o apenas de algo para se guardar. Para ma nter com você sempre, o tempo todo. Coloque-o no bolso, agora. E mais tarde, passe o seu cinto nele e use-o como uma fivela extra. Will enfiou o círculo de ferro no bolso. Muito obrigado agradeceu bastante trêmulo. O sr. Dawson normalmente era um homem a nimador, mas não estava ajudando especialmente a melhorar em nada aquele dia. O fazendeiro olhou para o menino com a mesma atenção, de forma enervante, e Will che gou a sentir os cabelos se arrepiarem atrás de seu pescoço; depois, esboçou um meio so rriso, não divertido, mas revelando certa ansiedade. Guarde-o em segurança, Will. E quanto menos falar sobre isso, melhor. Você precisará d ele logo que a neve chegar. E começou a se apressar. Venha agora, a sra. Dawson te m um pote de frutas secas e cristalizadas que ela preparou para sua mãe. Dirigiram-se para a casa da fazenda. A mulher do fazendeiro não estava lá, mas Maggi e Barnes os aguardava na porta de entrada. A leiteira da fazenda, de face rosada

e redonda, sempre fazia Will lembrar-se de uma maçã. Sorria para ambos, segurando u m pote branco de louça amarrado com uma fita vermelha. Obrigado, Maggie disse o fazendeiro Dawson. A patroa disse que o senhor ia querer isto pronto para o jovem Will levar disse Maggie. Ela desceu ao vilarejo para ver o vigário por alguma razão. Então, como anda o seu irmão já crescido, Will? Ela sempre perguntava isso, toda vez que o via; era sobre seu irmão mais velho, Ma x. Uma brincadeira constante da família Stanton dizia que Maggie Barnes dos Dawson , sentia alguma coisa por Max. Bem, obrigado respondeu Will de maneira cortês. Ele deixou o cabelo crescer, tá pare cendo uma garota. Maggie deu um gritinho de alegria. Pare com isso! disse contendo o riso e acenando em despedida. Somente no último in stante, Will percebeu o olhar da moça elevar-se acima de sua cabeça. Enquanto se vir ava, longe de sua vista, pensou ter visto um breve movimento no portão do pátio da f azenda, como se alguém estivesse se esquivando rapidamente da visão de outra pessoa. Mas quando olhou, ninguém estava lá. Com o grande pote de frutas secas espremido entre dois fardos de feno, Will e Ja mes empurraram o carrinho para fora do pátio. O fazendeiro permaneceu na entrada l ogo atrás deles; Will podia sentir os seus olhos, observando, lutou ansiosamente a s crescentes e ameaçadoras nuvens, e quase indesejavelmente deslizou uma mão para de ntro de seu bolso a fim de tocar o estranho círculo de ferro com os dedos. Depois que a neve chegar. Tinha-se a impressão de que o céu estava prestes a cair sobre eles . Ele pensava: O que estaria acontecendo? Um dos cachorros da fazenda surgiu ainda amarrado, abanando o rabo; em seguida, parou abruptamente alguns metros ao longe, olhando-os. Ei, Corredor! chamou Will. O rabo do cachorro parou, e ele começou a rosnar, mostrando os dentes. James! disse Will. Ele não vai machucar você. Qual é o problema? Em seguida, continuaram em direção a rua. Não se trata disso. Alguma coisa está errada, só isso. Alguma coisa terrível. O Corredor , Chelsea, os animais, estão todos com medo de mim. Até ele começava a ficar realmente assustado naquele momento. O barulho das gralhas estava cada vez mais alto, mesmo com a luz do dia começando a se extinguir. Era possível avistar os pássaros negros amontoando-se sobre o topo d as árvores, mais agitados do que antes, batendo as asas e virando-se de um lado pa ra o outro. E Will estava certo; havia um estranho no caminho, de pé ao lado do ce mitério. Era um maltrapilho, caminhando sem firmeza, mais parecido com uma trouxa de roup as velhas do que com um homem; e ao avistá-lo, os garotos diminuíram o passo e ambos se aproximaram instintivamente do carrinho. O homem virou o rosto com os cabelo s desgrenhados para olhá-los. Então, de repente, em um borrão terrível, inimaginável, um ruído rouco e agudo surgiu apre ssadamente vindo do céu, e duas gralhas enormes mergulharam sobre o homem fazendoo cambalear para trás aos gritos. Ele levantava as mãos para proteger o rosto, mas o s pássaros batiam suas grandes asas em um rodopio negro e brutal, e partiram logo em seguida, subindo velozmente para o céu, depois de passar pelos garotos. Will e James estavam imóveis, atônitos, pressionados contra os fardos de feno. O estranho se agachou contra o portão. Caaaaaaak... Caaaaaak... soava o barulho agudo do bando frenético sobre o bosque; então, três outras formas escuras em um rodopio recomeçaram a atacar depois das duas p rimeiras, investindo incontrolavelmente contra o homem e depois partindo. Naquel e momento, o estranho gritou de terror e saiu aos tropeções em direção à rua, erguendo ain da os braços para proteger a cabeça e o rosto. Os garotos ouviam a respiração ofegante c ausada pelo medo enquanto o homem passava por eles correndo e subia a estrada de pois do portão da fazenda dos Dawson, rumo ao vilarejo. Os meninos ainda avistaram nele cabelos grisalhos, cheios e oleosos, embaixo de um velho chapéu sujo, um cas aco marrom rasgado, amarrado com uma corda, e alguma outra peça de roupa que se ag itava por debaixo do traje; as botas eram velhas; uma, sem solado, obrigava o ho mem a puxar estranhamente a perna para o lado, fazendo-o quase saltitar enquanto

corria. Mas não conseguiram ver o seu rosto. O redemoinho de aves bem acima de suas cabeças estava diminuindo, formando círculos de pequenos vôos, e as gralhas começaram a pousar uma por uma no topo das árvores. Ain da se comunicavam ruidosamente entre si em um longo e embaralhado crocito, mas a loucura e a violência já haviam sido abrandadas. Atordoado, movendo a cabeça pela pri meira vez, Will sentiu sua face roçar em alguma coisa, e ao colocar a mão no ombro e ncontrou uma pena longa e escura. Enfiou-a dentro do bolso da jaqueta, num movim ento lento, como alguém semi-acordado. Juntos, voltaram a empurrar o carrinho abastecido estrada abaixo em direção a casa, e os crocitos atrás deles esmoreceram em um sinistro murmúrio, como o Tâmisa cheio na primavera. Finalmente, James disse: Gralhas não fazem esse tipo de coisa. Elas não atacam pessoas. E não descem tão baixo qu ando não há muito espaço. Simplesmente não fazem isso. Não aquiesceu Will. Ainda se movia como se estivesse em um devaneio, parcialmente consciente de alguma coisa, exceto pela vaga curiosidade despertada em sua mente . Em meio a toda barulheira e alvoroço, repentinamente o garoto teve um estranho p ressentimento, mais forte do que todos os que já tivera: sabia que alguém estava ten tando lhe dizer alguma coisa, algo que não compreendia, pois não conseguia entender a linguagem. Não eram propriamente palavras; era antes um tipo de grito silencioso . E ele era incapaz de assimilar a mensagem, não sabia como fazê-lo. É como um rádio que não está sintonizado na estação certa disse ele alto. O quê? perguntou James, que de fato não o estava ouvindo. Que coisa continuou. Ac que o mendigo estava tentado pegar uma gralha. E elas ficaram enlouquecidas. Apo sto com você que ele irá xeretar as galinhas e os coelhos. Mas o fato de ele não ter u ma arma é estranho. É melhor falar pra nossa mãe deixar os cachorros no celeiro esta n oite. Aos poucos, Will percebeu, com espanto, que todo o choque em relação ao ataque selva gem e enlouquecedor já estava se dissipando na mente de James como água, e que em qu estão de minutos até mesmo o ocorrido já teria sido esquecido. Alguma coisa apagou perfeitamente todo o acontecido da memória de James; algo que não queria que isso fosse relatado. Alguma coisa que sabia que isso impediria Will também de relatar o fato. Aqui, pegue as frutas secas da mamãe disse James. Vamos logo antes de congelarmos. O vento está mesmo aumentando, ainda bem que nos apressamos para voltar. Sim concordou Will. Ele sentia frio, mas não era por causa da ventania que aumenta va. Seus dedos se fecharam em torno do círculo de ferro guardado no bolso e ele o segurou apertado. Naquele momento, o ferro parecia quente. * * *€ O mundo acinzentado foi tomado pela escuridão até o momento em que chegaram à cozinha. Do lado de fora da janela, a pequena e desgastada caminhonete do pai dos menino s situava-se sob uma luz rupestre amarelada. A cozinha estava ainda mais barulhe nta e quente do que antes. Gwen colocava a mesa, quando passou pacientemente por um trio encurvado onde a sra. Stanton olhava para algumas peças mecânicas, pequenas e desconhecidas, juntamente com os gêmeos, Robin e Paul; e com a forma rechonchud a de Mary vigiando o rádio naquele momento, só se ouvia música pop em alto volume. Qua ndo Will se aproximou, o aparelho emitiu novamente um som agudo, de modo que tod os começaram a fazer caretas e retrucar. Desligue essa coisa! gritou a sra. Stanton desesperadamente da pia. Mas embora M ary, emburrada, tivesse desligado a interferência e a música, o volume do barulho ha via diminuído muito pouco. De certa maneira, nunca di-havia diminuído quando mais da metade da família estava em casa. Vozes e risos enchiam a enorme cozinha paviment ada de pedra enquanto todos se sentavam em volta da mesa simples de madeira; os dois collies escoceses, Raq e Ci, cochilavam na outra extremidade perto do fogo. Will ficou longe deles; não poderia suportar se seus próprios cães rosnassem para ele . Por isso, sentou-se calmamente à mesa do chá mesa do chá se a sra. Stanton a prepara sse antes das cinco; do jantar se ficasse pronta mais tarde, mas sempre com a me sma abundância de iguarias e manteve sua boca e prato cheios de salsicha para evit ar falar. Não que alguém fosse provavelmente sentir falta de sua conversa no alvoroço alegre da família Stanton, especialmente quando se era o membro mais novo.

e o vento assoviou pelo vão novamente. E sorriu para o filho mais novo. Will viu um nevoeiro branco cintilante do lado de fora. você me entendeu.. Mas fígado disse James. Stanton.Acenando para ele da outra extremidade da mesa. Will deu um alegre grito e correu com Jame s até a porta. quase acrescentou Robin. Um coro de protestos veio da cozinha: Feche essa porta! . Alguém virá para o chá amanhã. lentamente é mesmo um velho de onze anos. sacudindo seu rabo de cavalo. Mary resmungou: Em meu aniversário de onze anos. se me lembro bem. O que poderíamos ter para o chá de amanhã. Mas não me importo. todos olharam para Will. E eu nunca me esq ueci. Fique calado retrucou Bárbara. Angus Macdonald foi passar o Natal na Escócia. Era o irmão mais velho. Neve de verdade? Muita? Eu diria começou Max. tudo bem. Sem querer ofender acrescentou Robin rapidamente. ? Eterno. ? Will disse Gwen. s er perigoso ter tantas pessoas pensando a seu respeito. Hah! resmungou Mary. Desculpe o atraso. agora disse Paul inesperadamente. E ficou repentinamente convencido de que poderia. Para deixar claro. exceto uma fina mexa de cabelos castanhos. Um ritual tribal. com sua voz ampla e profunda. Fígado e bacon. E que maneir e descrever a data. E você era muito imatura aos onze anos disse a sra. Will? ? Não. Stanton da cabeceira da mesa. Três anos é muito pouco. todos nó ivemos que comer aquela revoltante couve-flor gratinada. percebeu-se uma agitação na porta dos fundos e uma rajada de ar frio. er a o som de batidas de pés e o ruído alto de causar calafrios. sem contar Stephen que servia a Marinha há anos e rarame nte vinha para casa. talvez o único: ele tocava flauta e zelava pelos irmãos menore s. e Mike está passando uns dias co m sua avó em Southall. respingando-lhes gotas de água enquanto desenrolava seu cachec ol. é como uma nevasca. De repente. Will disse o sr. Deus do céu respondeu a mãe da menina. De qu alquer maneira. sua mãe chamou. Sentia como se estivesse s endo atacado. e o gênio da família. com espesso s flocos de neve. até onde me lembro. vocês deveriam ver lá fora. Fui eu quem fez falou Gwen. todas ao mesmo tempo. Ele piscou alarmado sob o olhar das fac es contemplativas. como se est ivessem discutindo algo demasiado estranho.. Nós deveríamos ealizar algum tipo especial de cerimônia. Entendi sim. Robin. nenhuma árvore ou arbusto estava visível. e não estava revoltante. a irmã mais velha de dezesseis anos. É aniversário del ele pode escolher. por favor. James resmungou em voz alta. e virou-se de cara feia para o prato de modo que não deixasse v isível nada de si mesmo. de algum modo. Uau. Bem feito pra você disse Robin. seu rosto redondo e enrugado. Co mo se alguém nada amigável pudesse ouvir. Abriu a porta com um estalo. Max enfiou a cabeça no vão da passagem. E imagino que Will não seja? Por um momento. Vê se pode você se lembrar disso. Eu só não sei se James também. revelava imenso c arinho. Era meu aniversário replicou Mary. você ganhou uma boa palmada nas nádegas e bem merecida também. nada além do rodamoinho de neve. e sor riu. Will? Ele respondeu indistintamente. James disse apressadamente: Tudo bem. levei uma surra e ainda me mandar am pra cama. Veja. Contemplou a fileira de rostos inexpressivos. bastante rechonchudo. pensando sobre o assu nto. Dê tempo ao tempo acrescentou Robin animadamente. Ele era o irmão mais tranqüilo dos gême os. Uma dobradinha amanhã. Ambos soaram solenes e distantes. Em seu último aniversário. Vocês não sabiam que está nevando? Esquecendo-se de tudo por um momento. mãe. Era muito pert urbador ser observado por tantas pessoas de uma só vez. ? Sosseguem. Eu não suporto couve-flor. seus cabelos longos estavam molhados e brilhantes. Tive que andar desde a Câmara dos Comuns. era o mais musculoso dos gêmeos e não era alguém para se menosprezar.

Recolocou-o na calça e a jogou sobre a cadeira. viu apenas o rosto aterrorizado do mendigo e ouviu o grito do homem enquanto fugia. Em seguida. Cinco ou dez centímetros já cobriam o parapeito da janela. esta noite será nu m. A primeira onda de medo o atingiu enquanto cruzava o aposento para chegar à cama. Num lampejo da memória. Agora. os enormes pássaros negros voando em círculo acima de sua cabeça. A lgo estava errado. também. A superfíc ie de ferro era irregular. dizia para si mesmo. durma.Lá está a sua cerimônia. puxou o cinto de suas calças. de algum lugar distante e inimagináv el de qualquer parte do mundo. Will disse seu pai. Will abriu as cortinas do quarto e pressio nou o nariz contra a vidraça gelada. Will costumava dividir outr o quarto com James assim como todos da família faziam. Bem a tempo. relembrou novamente o céu cada vez mais baixo sobre o matagal. O menino continuou tremendo. desconfortável no uniforme. Antes disso. uma sensação de estar olhando para dentro de um enorme fosso neg ro. Ele segurou sua jaqueta e pegou o estranho objeto de ferro. Will dormia em um sótão de telhado inclinado no topo da velha casa. Tudo estava igual. para cima e para baixo da cruz interna que o quartejava. A neve surrava a janela. ficou ali observando a neve cair ainda mais e spessa do que antes. Ambos tinham criado um tipo de santuário particular . onde toda a aspereza havia sido desgast ada por gerações de pés passando pelo canto da porta. Pensou então no mendigo. Era como se um peso enorme estivesse comprimindo sua . E isso não era bom. mais alto do que antes. e ao lado uma caixa talhada de madeira com um dragão esculpido na tampa. Era ho ra de dormir. tão frio ness e momento que Will se assustou ao perceber os dedos dormentes.. olhando incontrolavelmente pelo quarto. e el e quase podia perceber o nível subindo enquanto o vento investia contra a casa.. ganindo ao redor do telhado sobre o quarto e em to das as chaminés. porém com o corpo todo formigando. Apagou o pequeno abajur ao lado da cama. sem avisar. pegou o círculo e o enfiou no cinto como uma fivela extra. o uivo do vento lá fora tampava seus ouv idos. que sempre dormira ali. e como o sr. Não hav ia qualquer indício de luz. e ele se sentiu liberto. contemplando o estimulante fato de que seria seu aniversário logo que acordasse. E ficava muito pior a cada minuto. mas embora não mostrasse qualquer sinal de ter sido pol ida. Er a possível ouvir o vento. Depois dessa lembrança. Will ficou repentinamente frio como um cadáver. era completamente lisa. puxasse os cober tores até o queixo e ficasse numa posição relaxada. p assara a ocupar o lugar há alguns meses. quando Stephen. Nada estava errado. Outra vez. Dawson lhe dissera para fazer. Estaria tudo certo se pudesse ao menos parar de pensar e fosse dormir. Foi então que. A perturbação. Mas meu sótão deve ser ocupado dissera o irmão mais velho. Era um tipo estranho de ferro: e scuro. Mas embora se virasse para o lado. o medo surgiu. sabendo como Will amava o l ugar. Will rolou na cama ansiosamente. e a noite envolveu todo o quarto. Ele puxou seu pijama. quando foi se deitar. lisa de uma maneira que o fazia se lembrar de certo lugar no áspero piso de pedra da cozinha. passando os ded os pelo círculo. penduradas desajeitadamente So bre o espaldar de uma cadeira. e perg untou-se onde o homem conseguira abrigo.. absolutamente negro. Em seguida. v oltou para o navio depois de uma licença. surgiu por causa da lembrança. nada acontecia. O Andarilho está por aí. Por um momento houve apenas uma escuridão t errível em sua mente. * * * Bem mais tarde. O vento continuava cantando na armação da janela. repleta de cartas que ele enviara para Will. da Marinha Real. A neve açoitava a janela.. Estava tão assustado que não conseguia mover um dedo se quer. sobretudo. fazendo-o parar quieto no meio do quarto. aq uilo estava se tornando uma verdadeira tempestade. E mais uma vez agora se tornava frio ao toque. soltou o objeto. emitindo um som semelhante ao de dedos arranhando a vid raça. em uma estante instalada em um dos cantos do quarto. Nunca havia sentido algo daquele tipo. parecendo. Vamos lá. que estava coberta de neve. mesmo quando seus olhos se acostumaram à escuridão. e deitou-se olhando para a clarabóia instalad a no telhado inclinado. sem nenhum brilho e sem qualquer mancha causada por descoloração ou ferrugem. Às pressas. subiu na cama. havia um retrato do tenente Stephen Stanton. Will ouviu o vento gemendo no telhado. o uivo mais alto do vento desvaneceu. escuro como as gralhas.

há a esta nte. Um tipo diferente de rangido surgiu de u m local mais distante. você teria me encont rado em algum lugar debaixo da cama. Se eu tivesse sido acordado desse jeito. e Will seguiu o olhar do rapaz para ver que a clarabóia no telhado estava ab erta. no outro sótão. O medo saltou sobre ele pela terceira vez como um grande animal que estivera aguardando para atacar de repente." Então. tem mais neve caindo. a sensação de pavor irrompeu contra ele com tanta força que o fez se jogar na cama curvando-se de medo . fica aí recordando o que ocorreu nessa tarde. O menino aquiesceu. O quarto foi agradavelmente iluminado. parava. com os joelhos apertados contra o quei xo. Assustar-se com o escuro.. Você está apenas assustado.. alguma coisa rangeu do lado de fora da porta entreaberta. voltou a ranger nov amente. mas na realidade não há muito do que se lembrar. e ele sabia o que era: certa tábua que freqüentemente rangia sozinha durante a noite. É isso. tentar alcançar o abajur. Tentava pensar no andarilho como uma pessoa insignificante. Sobre o carpete. ouviu-se um estrondo deplorável. Apagou a luz novamente. com um som tão familiar que normalmente ele nunca percebia. Paul virou a cabeça. tentando assumir o controle. Em seguida. Will olhou para o irmão em gratidão calada. que naquele momento vinha do teto. Aposto que não há m uitas casas onde se pode observar a neve caindo sobre o carpete. e através dele podia-se perceber o vento trazendo o frio glacial d o solstício de inverno. Mas vamos tira r essa neve daqui antes que derreta. de modo que o cobertor roçou o seu queixo. e instantaneamente tudo ficou pior do que antes. logo acima de sua cabeça. E só percebeu que gritara depois. continuou deitado. E então. "O Andarilho está por aí. Ele s e sentou na cama e puxou as cobertas de volta. negr o como o breu. e o menino se deitou novamente envergonha do. a ponto de obrigar Will a se sentar em dispa rada na cama e. e o vento uivou repentinamente alto. o metal estava todo e nferrujado. E já devia estar muito velha de qualquer maneira. . a clarabóia havia depositado uma pilha de n eve. Do lado de fora. em pânico. O fecho está quebrado. perdido em algum lugar do mundo. Mas isso era uma estupidez. e uma luz reconfortante inundou o quarto trazendo-o de volta à vida mais uma vez. transformando-o em algo que não queri a ser. Tudo está n ormal. piscando ansiosamente por trás de seus óculos de aros escuros. mais uma vez surgiu em sua mente a imagem do brutal me rgulho das gralhas no ar. Will? O que foi? Está tudo bem com você? Lentamente. as duas cadeiras e o assento da janela. imagino que a neve estivesse pesada demais para que pudesse suportar. pensava: que horror. a mesa. u m homem comum vestido com um casaco sujo e botas surradas. ainda balançando com a força de sua queda. viu Paul de pé ao seu lado. pensava: fazendo-me ser outra pessoa. o horror o envolveu como um pe sadelo que se tornara real. um baque ou rangido abafado contra a clarabóia no teto de seu quarto. sem encontrar voz para falar. Por um momento horrível. só podia estar ficando louco. olhe. aqui em cima. permaneceu quase consciente. Contra a própr ia vontade. Paul espiou a borda da estrutura da clarabóia. Vá dormir. ouvindo. Era a voz de Paul. ouviu-se outro barulho e stranho de rangido. ameaçando. tremendo. Olhe. quase num solavan co. erguia-se em um repentino uivo. Q uem desejaria isso? E transformar-me em quê? Naquele momento. e uma grande rajada de frio. Depois. dizia para si mesmo. e tentou dar um sorriso sem graça. Então. e ele estremeceu novamente. sentindo-se um idiota. Olhe bem.mente. Will permaneceu aterrorizado. Eu pegarei algum arame e o consertarei amanhã. Will gritou de susto. o vento gemia. Isto acordou você? Senho r! Que susto terrível. depois uma voz o chamou demonstrando preocupação. fazendo-o saltar. há as seis caravelas pe quenas do móbile pendurado no teto e suas sombras passeando pela parede. havia um quadrado negro de noite va zia no telhado. em um momento terrível de fúria. sentindo o própri o tremor. Como u m bebezinho. Para ele.. com o uivo do vento d e repente ainda mais alto e próximo. mas contrária a tudo o que ele podia visualizar. embora continuasse incapaz de se mover. Stephen nunca teria medo do escuro. Will abriu os olhos. ? Nosso pai deve ter algum arame que sirva no outro sótão disse Paul. em um espaço escuro. Cada pa lavra na voz profunda e tranqüilizadora de Paul o trazia de volta à realidade. e de novo o barulho. passos rápidos vindos da escada foram ouvidos do outro lado da porta. Percebeu q ue estava€encurvado no formato de uma bola. pois estava tão profundament e amedrontado que fora incapaz de ouvir a própria voz.

A luz fria brilhava pela extremidade das cortinas. o som começou a desvanecer. Nessa música havia um encantamento profundo. por um momento ambos se compreenderam muito bem. Paul passava o arame na clarabóia prendendo-a em seu fecho. Will havia vis to algo que passara despercebido para Paul. e não se ouvia mais o som de música. b rilhando de tão branco. Will ves tiu suas roupas amarrotadas do dia anterior e saiu logo do quarto. que alguma coisa Vivente tivesse causado aquele baque surdo inconfu ndível no vidro. Obrigado. com o cinto e seu novo ornamento. chamand o-lhe a atenção enquanto desaparecia.Ele estava certo. exceto a escura mancha úmida sobre o carpete onde estivera a pilha de neve. está um gelo aqui em cima. O me nino tinha apenas a lembrança daquela frase reverberante que ainda ecoava em sua c abeça. Enquanto Will corria até o andar de b aixo para jogá-la na banheira. Cruzou o pata mar da escada até a janela central para olhar lá embaixo. No momento em que despertava. sabia que não poderia ficar sozinho no quarto onde deveria ficar. todos os campos e cercas vivas estavam enterrados e submersos em uma enorme e plana extensão. fazendo o formato de uma bola de neve. que havia ouvido logo antes da clarabóia despencar. Pois enquanto limpavam aquela pilha de neve.. Will estava olhando uma gran de floresta branca: uma floresta de árvores enormes. Não havia nada para se ver a gora. ou eu posso dormir aqui se você puder sobreviver aos ron cos do Robin. Ma s da maneira como estavam as coisas. A n eve estava ali como estivera alguns momentos antes.. Não havia mais telhados. os irmãos reuniram o que podiam numa revista an tiga. Ouviu a voz do fazendeiro mais uma vez: Esta será uma noite ruim. a música já se fora. absolutamente brancos até o fim do horizon te. Pegou suas roupas. Aquela perspectiva fazia tudo mudar. Onde está você? A música se foi novamente. e enjôo. Po r que não desce para o nosso quarto e dorme em minha cama? Eu acordarei você quando me levantar mais tarde. b em vagamente. além delas. Então.. olhando para trás. como se pudesse avistá-lo em algum lugar. Mas enterrado n a pilha de neve. os telhados das construções externas amontoavam-se em torres q uadradas de neve. lenta e profund a. Juntos. Ainda estava no quarto dos gêmeos e podia ouvir a respiração de Robin. esp alhando-se para todo lado. Tudo bem? Tudo bem respondeu Will rapidamente. e quando abriu os olhos. regozijando-se silenciosamente. Mas o menino sentia mais frio do que o ar podia lhe fazer sentir. era muito cedo ainda. O quarto estava muito calmo. Havia apenas árvores. encontrou uma pena da asa negra de uma gralha. depositando-os sobre o braço. depois parou na porta enquanto saíam. alegre e insistente. Will respirou de forma longa e feliz. por nada no mundo teria ido se refugiar no quarto de Paul. em uma ruidosa tempest ade de neve. não havia mais campos. SOLSTÍCIO DE INVERNO Ele foi acordado com uma música que o chamava. flocos de neve caíam rodopiando através do espaço negro no teto. pôde ver todo um mundo estranhamente familiar. voltou a ouvir a música. compa rado a todos os sonhos e imaginações que o fazem acordar sorrindo em pura felicidade ao seu ressoar. Prontinho disse rapidamente e. a companhada por uma frase semelhante à reverberação de um sino que repicasse através dela em um reluzente fio de prazer. percebeu que seu p róprio mundo havia partido junto com ela. Se não houvesse nada errado além do medo do escuro. resistentes como torres e ant . era uma música d elicada. mas não se ou via o barulho de ninguém se mexendo em outro lugar. Era impossível. embora não olhasse para Will. mas desapareceu tão rápido que ele se sentou abruptamente na cama esticando os braços no ar. da outra cama. agora encon trava-se sobre os telhados. seguindo plana sobre campos e gramados. e amanhã será além de nossa imaginação.. a mesma frase. como se pudesse trazê-la de volta. como se fosse uma luz bruxu leante. tocada por instrumentos igualmente delicados que não podia identificar. Moveu-se em vão procurando pel o som no ar. o senti mento vazio de medo ainda permanecia em seu peito. No primeiro momento de claridade. mesmo assim Will s abia que não havia sido apenas um sonho. mas não amontoada. Digo uma coisa pra você. E quando tornou a olhar pela janela.

Nesse momento. O jardim já não existia.. Robin! disse ele alto. Vagaro samente. como um martelo golpeando um metal. Tinha convicção de estar acordado. Will olhava e olhava atentamente. mas obrigou-se a continuar sem olhar para trás. Nem se via mais as construções externas nem as antigas paredes desmoronadas. Percebeu que o Sol havia se levantado finalmente fora do sinistro aglomerado de nuvens escuras. Enqua nto continuava ouvindo. Mas bem lá no fundo. ele s abia disto há séculos. ele podia ver a curva do rio marcada co mo uma única onda silenciosa naquele oceano branco de florestas. pavimentada lisamente com neve e ladeada em todos os lugares por grandes árvores. no dia do solstício de inverno que o e stava aguardando acordar desde o dia de seu nascimento e.. Amanhã será além de nossa imaginação. Tão logo ele se afastou da casa. sentiu-se muito soz inho. Balançou o irmão bruscamente pelo ombro. O menino caminhou com dificuldade em direção ao som do martelo. Acorde! Mas Robin respirava lenta e ritmicamente como ant es. O som foi ouvido novamente. e tinha-se a impr essão de que o rio era mais largo do que deveria ser. Virando à direita. e logo chegou a uma clareira. O ferro estava quente sob seu toq ue. E começaram a cair perto da casa . nada mais era do que uma passagem at ravés da floresta. a neve cintilava. com grandes árvores cobertas de neve cercando-a por todos os lado s. A única discrepância naquele mundo branco de galhos encont rava-se logo ao sul. antes dele.igas como as rochas. Era o caminho que ele e James tinham tomado para chegar à fazenda d os Dawson. saiu p ela porta dos fundos. onde o Tâmisa corria. os bosq ues pareciam menos densos. e quando por fim se mexeu. Preferiu ficar quieto. Estavam em todos os lugares. nessa terra arborizada. Tudo permaneceu em completo silêncio. elevada com infindáveis montes de neve causados pelo vento. Nem os pássaros cantavam. James cont inuou imóvel. mas que estava diferente agora. e nem se mexeu. abafado através das árvores: uma leve batida rítmica. percebeu que estava apertando o círculo liso de ferro em seu cinto. como se alguém estivesse martelando pregos. o pequeno e familiar aposento que costumava divi dir com James. Elas estavam descobertas de folhas. O menino aceitava tudo o que vinha à sua mente. descobriria que a casa não estava mais ali. o mundo à sua volta parecia brilhar um pouco mais. pisando alto para mante r a neve longe de suas botas. como se estivesse sendo conduzido através de um sonho. Ele correu para o próximo quarto. sem pensar ou questionar. tomou bastante fôlego. revestidas apenas pela profunda quantidade de neve que se depositava intocável por todos os ramos. pessoal! Não esperava receber alguma resposta. sabia que não esta va sonhando. fechando-a atrás de si sem fazer barulho. Will partiu descendo pelo túnel branco da trilha. até que repent inamente ouviu um ruído indistinto à sua frente. e ficou ali contem plando através do vapor branco de sua respiração. subiu a estrada estreita que no seu tempo chamava-se Trilha do Vale do Caçador. viu uma única gralha negra bater as asas. Will saiu da trilha na estra em arco branco. e poderia esticar o braço e sacudi-los se ousasse abrir a janela. a dois ou três de seus irmãos. Will movia-se com os olhos brilhantes e atentos através do silêncio. a faixa d e céu sobre a Trilha do Vale do Caçador tinha uma cor azul clara. O estranho mundo branco permanecia tomado pelo silêncio. O ruído surgia em estalos curtos e irregulares. E olhando acima entre os galhos. profundamente adormecido. Depois. Havia apenas uma estreita clareira ao redor da casa agora. a casa e todos nela mantinham-se num sono que não podia ser interrompido. dissonante. apenas isto. Todas as árvores ao redor se alongavam até o plano horizonte do vale. tão profundo e eterno como o cobertor de neve. Não havia mais o vilarejo do Vale do Caçador. a mesma estrada que havia pisado quase todos os dias de sua vida. Mas quando parou. voando alto no céu da manhã. Todos os seus s . e gritou com todas as su as forças: Acordem todos! Acordem todos. Will saiu novamente para a escada. antes que as árvores começassem a surgir em um estreito caminho conduzindo adiante. ele observava os ramos mais altos da árvore mais próxima. desde os menores gravetos. e quando olhou para cima. de alguma forma. Voltou para o quarto. e ela realmente não veio. Will foi para o andar de baixo para vestir suas botas e a velha jaqueta de couro de cabra que já pertencera. pois sabia que quando olhass e.

Uma mulher apareceu de um dos chalés mais próximos dali. A respiração de Will ficou cada vez mais rápida ao avistá-lo. fixou fi rmemente outro homem curvado sobre a bigorna. virando. ao mesmo tempo. Mas não sabia o motivo. finalmen te. Não olhava para a figura alta de casaco que o encarava. o olhou de relance. Sentiu-se um cheiro de queimado. carregando uma cesta com pe quenos pães em seu interior. destruindo o aroma do pão assado. como se uma cam ada de nuvens longínquas cobrisse o sol.entidos se abriam para a vida. Fran ziu a testa brevemente. O homem era alto. Wi l precisava olhar. erguendo a cabeça. Isso mesmo confirmou Will. Enormes chuv as de faísca eram espalhadas de uma bigorna onde se encontrava um homem martelando . Will. e sentiu u m aperto em sua garganta. Will nunca havia visto um cavalo tão esplendidamente escuro em sua c or. e trajava um manto preto que caía como uma veste. uma fumaça azulada de madeira subindo e sentiu o cheiro disto ainda e. Agora. deixando os braços caírem. Ei. vamos lá disse o cavaleiro irritadamente. saiu novamente com sua cesta. e a manhã se escureceu um pouco. Era vez disto. com um fogo amarelado queimando em seu interior como um sol cativo. seu estômago o fez se lembrar de que a inda não havia tomado o café-da-manhã. aguardando. mas Will deu um passo atrás. relinchou baixo. percebendo que o conhecia. mordendo vorazmente o pão. E você fará onze anos completos. Não. o filho do Velho George. portando um avental de couro. Quebre o jejum matinal de seu aniversário comigo. um animal bonito e reluzente. O homem deu de ombros. o aroma voluptuoso de pães recentemente assados que lhe dava água na boca. naquele momento ele já estava ma rtelando a ferradura com batidas certeiras e rápidas. O homem de cabelos avermelhados fez o cavalo marchar ao redor. A voz do ferreiro retumbou em protesto e outra figura surgiu das sombras atrás do cavalo. Você está com fome. com a face oculta pela borda do xale. Ele sentiu o cheiro. e com eles o aroma de recém-saídos do forno que havia ine briado o menino antes. ao avistar Will. Era uma afirmação e não uma pergunta. Ele avistou duas ou três construções baixas de pedra cobertas espessamente com neve . mas depois cumprimentou com a cabeça em boas-vindas. John Smith. O homem de cabelos vermelhos pegou um pão. no que Will pôde ouvir o som das cascas do pão se esfarel ando de forma convidativa. vistas e odores inesperado s. Terminei! informou. qu e se estendia abaixo do pescoço. Venturoso. Vi u que a construção mais próxima das três tinha três muros. suas mãos estavam enfiadas no fundo dos bolso s. Ao lado da bigorna podia-se avistar um cavalo preto bem alto. Vamos lá. Will atravessou a estrada pela neve. A claridade fugiu da neve e do céu. sob uma chuva de sons. dividi ndo-o em duas partes e entregou uma metade para o menino. depois deu a impressão de ter percebido a causa da inquietação do animal e. permaneceu ali. de fato. Deu um passo à frente. Quanto tempo mais vai demorar? Não apresse seu ferro disse o ferreiro. o ferreiro tirou um a ferradura do fogo e bateu rapidamente no objeto sobre o casco do cavalo coloca do firmemente entre seus joelhos. numa circunferência . O cavalo negro permaneceu imóvel e paciente. mas. murmurando em seu ouvido. obrigado disse ele. Estendeu a mão. Entretanto. deixou o s braços caírem abruptamente ao longo do corpo. Bom dia. O dia está pas do. a ferradura já voltava ao fogo e o ferreiro olhava minuciosamente o casco do animal. Você levantou cedo. O cavalo ergueu a cabeça e olhou-o diretamente e. Bateu levemente no pescoço do cavalo. O homem de ombros largos. a mulher. aparando o casco do animal com uma faca. enquanto isso. seu cabelo. E mordeu a outra metade. John cumprimentou. era um dos homens da fazenda dos Dawson. passando a pata no chão. John Smith retirou a ferradura do fogo mais uma vez e a levou até um balde de água fazendo-a chiar e cobrir-se de fumaça . Os olhos azuis brilhantes passaram pelos cabelos castanho-ave rmelhados. sem qualquer mancha branca em nenhum lugar. jovem Will . e estava aberta para a trilha. Um aniversário de solstício de inverno acrescentou o estranho de casaco. brilhava num tom curiosamente avermelhado. em seguida. Aqui. É meu aniversário respondeu o menino. e o homem falava com uma curiosa pronúncia que não era a do sudeste.

sem cavaleiro ou arreio. ele se moveu com impressionante rapidez. Isto foi uma olice. trotava para dentro da clareira na direção d eles: uma imagem inversa do garanhão negro do Cavaleiro. O fogo está bem quente. e em um movimento ligeiro. Não há perigo nisso. partido naquela mesma hora e com recheio de mel. depois balançou a enorme cabeça br anca. não. e ele se virou temerosamente ao redor. Uma égua branca. com uma espécie de co mpaixão em seu rosto envelhecido. cintilante enquan to o Sol ressurgia das nuvens. Obrigado disse Will. Eles não podem me fazer mal disse o ferreiro. E neste tem po.. Erguendo-se aci ma de todos. Nós não esqueceremos.. fez uma pausa. Então é assim. algo que parecia ser mais terrível do que ódio. ? Coma disse o ferreiro. curvou o nariz subitamen te e tocou o ombro do menino como um cumprimento. em neve tão d ensa quanto esta. ouviu-se um novo som de p assos abafados na estrada. viro u a cabeça de seu cavalo. de modo que o fogo emitiu um grande estalo. restabelecendo-se em seguida. ele mastigou o pão quente e crocante. John Smith cuspiu. e começou a guardar suas ferramentas. Ela é linda completou Will. Siga seus instintos durante o dia. e mais uma vez. Le mbre-se disso. e depois montou em sua sela. mas de uma luz ma is suave. além disso. O estado de sonho oscilou. ? Primeiro dia? perguntou Will. ironicamente. E. Mas não será a última vez. Em seguida. desenganchou uma ferradura de uma pare de escondida pelas sombras mais adiante e colocou-a no calor. retirou seu xale e sorriu para o menino que vislumbrou olhos azuis como os do Cavaleiro. O garanhão escuro empinou. de pé no muro aberto da ferraria. Mas os olhos azuis olhavam atenta e imperio samente para Will. Will estendeu o braço e c olocou uma mão reverente no pescoço do animal. jovem Will. Não. e o cavaleiro em sua capa foi quase arremessado da sela . agora que não compartilhará do pão com o aleiro. garoto. sua cabeça mal alcançava os ombros do anima . Em seguida. obrigado respondeu Will. Gritou furioso. este é seu primeiro dia. John ele chamou. Viu como você percebeu rápido o perigo disso? Assim como sabia que haveria g rande perigo em cavalgar cora ele. Cavalgar é a única maneira. garoto. Você nunca viu um eqüino como este antes.€Ele gritou em direção à casa Martha! A mulher saiu novamente com a cesta. alto e esplêndido e sem qua isquer marcas. e o menino sentiu que seus pensamentos começavam a vaci lar. Em seguida. Ele ouvia suas próp s palavras com assombro. girou o garanhão e cavalgou na mesma direção de onde Will havia chegado. surgia em sua alvura e em sua longa crina que caía sobre o pescoço arqueado. pensava ele. a égua roçou gentilmente seu pescoço. os cascos de seu eno rme cavalo faziam apenas um abafado sussurro na neve. olhava para baixo em uma gélida contemplação. eu pertenço à estrada. Eu espero que. Eu descendo de outra raça. Ah. Mas agora é o Cavaleiro que está por aí disse o homem. Você pod ria me dizer? O ferreiro se virou e pela primeira vez olhou-o diretamente. mas teria continuado preso se o ferreiro. assim como meu oficio pertence a todos os que usam a estr ada. estudando o rosto de Will. Você chegou em boa hora disse John Smith. O menino riu. ao sentar-se. Suba redargüiu o ferreiro. para si mesmo. Seria obviamente impossível. curvou-se na sela e agarrou fortemente o menino. exalando uma nuvem esfumaçante de respiração no ar frio. Eu saí para procurar o Andarilho. Você simplesmente acabou de acordar? Você deve aprender por si me smo.apertada. Uma fraca luz dourada. meu caro ferreiro disse calmamente. p arecia uma estátua esculpida da noite. Sei que preciso encontrar o Andarilho. Will pu xou bruscamente o braço para o lado. Suba. Voltou para dentro da ferraria e encheu uma ou duas vezes o fole. Eu levarei você aonde deseja ir. mas não sei a razão. Olhe bem disse. além da clareira. com as vestes negras flutuando pelos flancos de seu cavalo negro. Agradecido.. contra a neve ofuscante. O animal parou ao lado de Will. Naquele momento. rápido como um gato veloz. Para um homem tão largo. O poder deles não pode causar mal algum na estrada através do Vale do Caçador. si ga apenas os seus instintos. não tivesse saltado adiante e o arrastado para fora d e alcance.

Não havia qualquer si nal do Cavaleiro. o menino não pensava em encontros malévolos. * * * Will se afastou estrada abaixo. No mesmo instante. Ele começava a conhecer o significado do objeto. ouviu com bastante cl areza. Para fazer a vontade dele. E a ferradura que estava sendo preparada para ela. Joh n. Subitamente. em seu próprio t empo. Will estendeu o braço e passou os dedos das duas mãos nos longos fios da crina do animal. e de fato não parecia o tipo de homem que sorr i freqüentemente. Chegando às árvores. como chifres brancos dos cerv os em suas cabeças. Depois alguma coisa condu ziu seu olhar através dos arcos das árvores em direção ao céu. Encontrou o estreito caminho lateral e fez a curva para descê-lo. e mesmo se houvesse um estribo. como a fileira das três outras que podia vislumbrar cintilando sobre o muro mais a fastado da Ferraria. fico u atordoado. aquela frase tocada como um sino que ele ouvira antes de sair naquela manhã. Colocou a mão dentro de sua jaqueta para tocar o círculo em seu cinto. nem era possível ver a trilha deixada pelas pegadas do cavalo ne gro. Segure na crin a que pode alcançar e você verá. Sua mente ainda tentava recobrá-la desesperada mente quando percebeu que se encontrava mais perto dos galhos das árvores. perce beu que havia caído suavemente em terra. do que jamais estivera antes. girou suas p as para um lado. encontrava-se o velho mendigo desgrenhado do dia anterior. estaria muito longe do alcance de seus pés. e sorriu alto de prazer. Olhou para baixo. e o ferro estava frio como o gelo.l. ela o levará. Gritou. uma forma qu e ele conhecia muito bem. com paredes rudimentarmente revestidas de argila e um telhado alto com um chapéu de neve. Esta parte da floresta parec ia abrigar um grande matagal. com os dedos dos pés na neve. Depois que estiver ferrada disse o ferreiro. escorregou para o chão. Will avistou uma cabana quadrada b aixa. e estendia suas mãos enluvadas para pegar suas pinças. no dia anterior: Então o Andarilho está por aí. Podia apenas sentir que alguma coisa o conduzia cada vez mais forte em direção ao lugar onde. preparando-se para um impacto. Seus braços se moviam de forma brusca e estranha. bem na altura do pescoço. naquele momento. É um privilégio seu. Por que estava observando? Por que as gralhas atacaram você? Eu quero saber acrescentou em . John Smith tinha prendido um dos pés da égua entre seus joelhos. ficava a fazenda dos Dawson. O ferreiro acenou rapidamente com a cabeça. E que relação isso tem com você? Fung lhando de soslaio para Will e esfregando o nariz na manga da roupa engordurada. ou aparou o casco. sob o estreito céu azul. o mundo girava. se pedir. e ele viu duas gralhas negr as batendo as asas preguiçosamente. Obrigado. mas algo com outra forma. coberto s pela neve. mas muito distante. E tocou no pescoço da égua. e a música desapareceu. para o ferreiro. esperava uma palavra de despedid a pelo menos. O ferreiro não removeu nenhuma ferradura velha. aquele animal nun ca havia sido ferrado antes. e por trás do som. Não disse. Por isso. Não estou brincando disse o ferreiro. não era uma ferradura. Eu quero saber por que ontem você esteve andando por aí. e Will saiu caminhando com certo desapontamento. Will se aproximou do velho homem e falou da mesma maneira como ouvira o fazendei ro Dawson falar. na próxima curva. Mas. sem falar de fazer brincadeiras. Todas as quatro ferraduras da égua branca eram réplicas do círculo quartejado pela cruz que ele usava em seu cinto. com os mesmos longos cabelos grisalhos. parado irresoluto com uma mão sobre a porta desconjuntada. as mesmas roupas e o m esmo o rosto enrugado e astucioso. depois passou a se ocupar do animal. Eu acho que preciso ir sozinho. sentado bem alto às largas costas da égua branca. Muito obrigado. Eu quero que me conte algumas coisas respondeu Will. Eu apenas. lá no alto. serpenteando cm curvas suaves. sua cabeça zumbia como uma fiação. olhou para trás. Somente o único respondeu o velho. era como uma torta espessa de gelo. Na entrada. A trilha seguia por um longo trecho. Will se restabeleceu do torpor. o topo dos galhos das árvores pequenas e arbustos mo stravam a quantidade de neve acumulada sobre elas. Em seguida. E o que Will viu em seguida o fez esquecer-se de qualquer palavra ou despedida. Adeus. mais audacioso do que se se ntia propriamente. pensando.

à Trilha do Vale. olhava para Will com uma desconfiança mais forte do que antes. Tentando me enganar. Vo cê deveria saber. encolhendo-se de medo. cruzando tudo em um crescente gal ope. e de repente viu que se tratava da égua branca da ferraria. ao mesmo tempo. enquanto seu garanhão relinchava triunfantemente. Não ainda. não é. Especialmente sobre aqueles pássar os infernais. Segurou o cinto de lado. não sozi ho. Will podia apenas pressionar seu próprio c orpo contra a parede. fitando atentamente o rosto do menino e€deix ando escapar um cheiro repugnante de suor velho e de€pele. o velho recuou para dentro da cabana. passando pelas nuvens negras sem form a que permaneciam imóveis na clareira como fumaça. brilhante com a força-padrão dos círculos fulgurantes das estrelas e do Sol. ele vagamente ouviu novos sons. o caminho terminara ali. e Will ouvia as batidas do próprio coração em seus ouvidos. crescendo. Você o tem aí com você. escondendo boa parte do sol. O vento irrompia pelo colarinho. com grande esforço. olhando para o Cavaleiro.. como a radiação de um calor profundo e em chamas. Sabia que sinal seria esse. então seus olhos se estreitaram e ele se€aproximou de Will. atormentado pelo esplendor de uma luz áurea. neste instante. De repente. sobre seus ombros. e a forma negra pareceu abaixar as patas levantadas. sua mão deslizou pel o ferro liso e o sentiu queimando. Will olhou ao redor e avistou o Cavaleiro ocultado pelo ma nto. mas mal havia uma clareira apropriada. Mas você pode ria sê-lo. Curvou-se sobre o pescoço da ég ua. tem? Mostre. enquanto o mundo passava vo ando em um borrão branco. esbarrando nos montes de neves em direção as arvores.. As árvores se estendiam próximas. não está? Você é o garoto dele. erguendo por sua vez as patas dianteiras s obre ele. O movimento da grande égua ficou cada vez mais lento. empinando os seus pés d ianteiros e açoitando o ar. Não foi prudente sair da estrada. O velho gritou como um coelho am edrontado e virando-se correu. falou desolado: ? Onde está a fazenda? ? Não tem fazenda nenhuma respondeu o velho andarilho impacientemente. agitando seus . Então você já tem um deles. fitando aqueles olho s. você deveria saber de tudo isso. mas o que havia atrás del e. E então.uma franca urgência repentina o que quer dizer ser o Andarilho? Ao mencionar as gralhas. Mas enquanto empurrava o couro de cabr a para o lado a fim de mostrar o círculo colocado em seu cinto. e um pouco mai s. em sinal de repulsa. não ele. Cavalo e cavaleiro se ergueram sobre ele como uma nuvem negra. ao redor de les. Mexeu os ombros de forma estranha. Mostre o€sinal para o velho Andarilho. e então. eminente contra o mun do branco. A grande égua branca emitiu um relincho al to e saltou para a trilha através das árvores. tapando sua visão tanto da neve quanto do Sol. ao mesmo tempo. e seus olhos piscaram. seu coração batia tão violenta mente que ficou difícil respirar. Você não pode ser ele! disse o homem. Will Stanton disse o homem no manto. você poderia se€estivesse carregando o primeiro sinal que o Ancião entregou€par a você. fitando. Um não o ajudará. agarrando-se em prol da própria vida. Você está com o Cavaleiro. E olhou para a cabana deplorável. e o cavalo sacudiu a ca beça. O cavalo negro avançou um pouco. enfiou o braço entorpecido em sua jaqueta de modo que o círculo em seu cinto ficasse visível. Diante disso. O Cavaleiro parou. Não posso ser o quê? Você não pode ser. calmamente. a frieza do signo e ra tão intensa que podia sentir a força do objeto. viu o velh o saltar para trás. as sombras os cercaram. Will se encolheu contra a lateral da cabana esfarrapada. ? Bem encontrado disse o Cavaleiro. Agarrou desesperadamente a crina esvoaçante. Will tateou os botões de sua jaqueta. não ainda acrescentou o Cavaleiro. e o Sol esc ureceu. e assim como antes. até que chegaram por fim à estrada. Will permaneceu onde estava. mantendo o trote vigoroso. assentado sobre seu cavalo negro como a noite. a estrada através do Vale do Caçador.€hein?€Ê claro que não retrucou Wi i o que você quer dizer. Will piscava. Tentando se afastar com dificuldade. seus olhos piscav am nervosamente para o topo das árvores. sem asseio. Fungou novamente de forma brusca e murmurou€algo para si mesmo. crescendo. encontr ou-se montado num solavanco sobre o dorso do animal. ambos pareciam ganhar força e ficar cada vez mais altos. seus olhos resplandeciam como estrelas azuis. mangas e botas do menino. mas. inutilmente. Então. hein? Tentando enganar um pobre velho. ardente€como o gelo.

de modo que quase não se poderia dizer se era madeira. um campo de rosas ve rmelhas. Will deslumbrou-se com os animais bril hantes. Mas Will a conhecia. não sentiu nenhum choque com a queda. e empurrou. o menino pensava ter ouvido a frase do sino surgir rapidamente como uma música novam ente. Nunca havia visto uma madeira como aquela. teria sido difícil de scobri-la se não fosse familiar. como vidro colorido pela luz do Sol. O DESCOBRIDOR dos SIGNOS Will colocou suas mãos frias nos bolsos. somente uma série de fendas bem fin as. Levantou-se cambaleando. Não fosse por isso. suas mãos soltaram abruptamente a crina espessa a que se agarrara firmemente. as flores e os pássaros que foram tecidos ou bordados ali em ricas cores. porém. de ambos os lados. Sobre os ombros. O céu estava azul sobre eles e diante deles. na fresta enevoada entre a memória e a imaginação. Acima de sua cabeça. eles se encontravam entre as encostas inclinad as das colinas de Chiltern. porém polida pelos anos. Relâmpagos e trovões cortavam o céu. vari ações intermináveis. A única fre sta de névoa branca ainda se encontrava ali. E estendendo-se como fileiras pela neve. imenso. via-se pendurada uma série de tapeçarias tão estran has e belas que podiam cintilar à meia-luz. e a égua branca emitiu um longo relincho esganiçado que soou alto em seus ouvidos p ara então em seguida esmorecer estranhamente com algo longínquo. onde alguém não foi suficientement e capaz de evitar os vestígios dos nós. sobre cada painel. Agora. o dia e o mundo mudaram de tal modo que o menino se esqueceu totalm ente do que haviam sido. A forma est ava talhada pela neve e encoberta no calcário embaixo do solo. exceto por uma curvatura aqui e ali. os olhos como dois pontos terríveis de fogo branco-azulado. encontravam-se sozinhos e altaneiros. e ele pôde ver que tudo ao redor era uma agitação de coisas. mas já estava se fechando. deixando a palma de cada mão encostada sobre as portas. o Sol res plandecia. não havi a diferença de calor para explicar o que se via ali. e dois pássaros pretos moviam-se lentamente de um lado par a o outro sobre as árvores. aquecendo a pele do menino que acabava de perceber que tinham deixado seu Vale do Tâmisa para trás. viu um unicórnio prateado. carvalhos e f reixos. as duas portas enormes se fecharam atrás de le. um movimento como o tremor do ar sobre uma fogueira ou sobre uma estrada pavimentada aquecida pelo sol do verão. Então. a viga abobadada do telhad . quarte jado por uma cruz. Nuvens imensas se aproximavam rapidamente do norte. cobertas por grandes árvores como faias. Certas imagens lhe saltavam à mente. O céu estava claro. E não conseguia e ncontrar qualquer significado no ziguezague de símbolos repetidos várias vezes. e a luz. não havia s equer janelas nas imponentes paredes de pedra. Atravessou a entrada e sem um murmúrio sequer de som. com um bosque denso de árvores altas cobrindo toda uma extensão ainda bem mais adiante. Não havia maçaneta nas portas. sobre a encosta embranquecida. Entre elas. com um leve indício de azul atrás de si. e os raios do Sol aqueciam seu pescoço. Enquanto se abriam sob suas mãos. A égua branca já não estava mais ali. Will pôde ver que investia contra eles uma forma mais escura do que as nuvens gigantes: o Cavaleiro. Will esticou os braços à sua frente. Encontrava-se agora em um Grande Salão. De fato. Então. E ali permaneceram seguros. desesperadamen te. e a égua sal tou rumo ao estrondo das nuvens enquanto a última fresta se fechava. Porém. Os olhos do menino passearam pelo contorno enquanto observava. enormes nuvens escuras de tormenta. levando a lugar nenhum. encontravam-se as cercas vivas que eram as marcas de antigos campos muito antigos segundo o que Will sempre sou be. avistou uma marca diferente. mais antigo do que qualquer coisa neste mundo. um reluzente sol dourado. A égua branca saltou em sua direção. Ficou de pé sobr e um monte de neve. só percebia que se encontrava co m o rosto na neve. sacudindo-se.cabelos. caindo. fechando. dois portais enormes talhados em madeira. A marca era um círculo. e ficou olhando os painéis talhados das dua s portas fechadas que se erguiam diante dele. tri ncada e fendida. exceto as próprias colinas e as árvores. mas logo parou. fechando-se ao red or deles. Não lhe diziam nada. o céu reverberava e rugia. Will estava caindo. Diante dele. erguendo-se. Will teria achado que as p ortas eram uma pedra. Não havia luz do Sol ali. em um morro embranquecido.

sua mão mo veu-se discretamente para o cinto. iluminando uma enorme lareira situada na p arede mais distante. dois desses pontos tinham no topo uma estrela de cinco pontas de ferro e o terceiro. encontrou um suporte de fe rro forjado escuro. segurando os lados lisos inflexíveis da vela. Não podia ver-lhe o rosto. Não sabia por que estava repentinamente tão feliz. fixando-lhe cuidadosamente no orifíc io vazio. podia-se avistar a silhueta de duas pes soas de pé aguardando por ele: uma velha dama com uma bengala e um homem bem alto. Sorriu discret amente. volu mosos cabelos brancos e ouriçados emergiam da fronte altiva. e ac endeu-a com a chama das outras ali dispostas.o mais alto arqueava na sombra. da mesma altura dele. Pros seguiu como num sonho. A luz d a chama amarela esfumaçante passeava pelo rosto dele. E traga essa vela com você. Fez o mesmo com o restante. porém vibrava pel o salão abobadado como o som agudo de um sino. Venha e aprenda. E embora não soubesse o motivo. outras sombras ocultavam o fim do aposento. para a pare de na outra extremidade de onde acabara de vir: a parede com as duas portas alta . Perto de sua mão direita. Ele apagou o círio queimado com um sopro ligeiro. Will. um cast içal com uma fina vela branca. Levantou a vela. sobre os ombros. a boca sombria inclinava-se nos cantos. enq uanto olhava para as linhas misteriosas e severas daquele rosto. Alguma coisa em sua voz fez Will se voltar para trás. Eram velas muito estranhas. como podem elas perma necer ali por si mesmas? As portas? perguntou a dama. como o bico de um falcão. em frente ao fogo. Depois. Ele se sentou em um banco que estivera ali claramente agu ardando por ele. inconscientemente. sua voz era suave e gentil. Endireitando-se. pesada o suficiente para necessita r das duas mãos. seus pés não faziam barulho sobre os tapetes de couro de cabr a que cobriam o chão de pedra. irregulares em largura. Obrigada. Will Stanton disse. Will saudou a velha dama. e continuou olhando adiante. como todo lugar. Era muito pequena. embora estivesse ereta e alerta. Will olhou ao redor. e a luz do fogo brilhou em um enorme anel que se projetava como um mármore em ci ma de seu dedo. e um a no ponto central onde eles se encontravam. e parecia tão natural para ser questionado. curvou-se e acendeu um longo círio no fogo e. e Will sorriu incondicionalme nte de volta. Will pôde perceber a cabeça de o ssatura forte com olhos profundos e nariz arqueado. Will tinha a impressão de que a idade dela era i ncalculável. As portas disse ele . Venha. Muito bem disse confortavelmente. ao olhar para a mulher. Debruçou-se sobre a mesa. mas frias e rígidas como o mármore branco. Mas estes ainda estavam vazios. um orifício de encaixe encontrava-se vazio. viu quando se aproximou deles que o círculo de velas sobre a mesa não era uma círculo completo afinal. e sentou-se na cadeira de encosto alto ao lado da lareira. começou a colocá-lo em um círculo de velas compridas que estavam ali. Ficou parado onde estava e. Bem-vindo. Nos dois lados da lareira. havia um signo: a cruz dentro do círculo. com aquela mesma voz musical. romper e atingir novamente p adrões que não eram os mesmos de antes. entre as duas cadeiras. e a voz profunda também parecia saltar na memória do meni no. deixando aparentes as sobrancelhas cheias e o queixo sobressalente. Piscando com a luz. a esfera quartejada. cadeiras de encosto alto e uma pesada mesa talhada. o homem alto olhou-o através do círculo de velas reluzentes sobre a mesa. Foi somente quando se voltou para se colocar de pé que Will percebeu os dois braços de ferro cruzados dentro do anel do castiçal. o menino viu portas. Aqui mais uma vez. as grandes portas pelas quais passei. sua face pregueada como uma teia de rugas. a silhueta mais alta do outro lado da lareira se moveu. o mundo que ele havia habitado desde que nascera pareceu rodopiar. e um repentino leque de linhas f ranzia cada lado de seus olhos profundos. e atravessou o salão até os dois vultos que o esperavam na outra extr emidade. indo em seguida a té a mesa. Ela estendeu uma mão fina na direção dele . como os pinheiros. frágil como um pássaro e. elas queimavam com uma longa ch ama brilhante e sem fumaça e exalavam um perfume ligeiramente impregnante. Confuso. erguendo-se em três pontos. Era possível ver agor a outros encaixes para velas na moldura: duas ao longo de cada braço da cruz. Sorriu. dentro de uma moldura semelhante à do aro de um pneu furado. Tudo ao mesmo tempo fa iscava e o fogo crepitava na escuridão. A velha dama relaxou.

Então. suas maciças pedras quadradas estavam quase descaracterizadas. O homem alto se levantou. Particularmente a sua. não conheço ? Em certo sentido respondeu Merriman. Continue disse a voz profunda. Quero dizer. Não faz parte do nome de John . pendurado bem no alto. Eu não sei q uem são. um sentimento de estar caindo n . Eu não conheço vocês também. como um poço de escuridão em seu rosto magro. Ele pensou. e pelo mesmo importante propósito. Will.. Olhou.. diga-nos. Não é o signo que el es querem acima de tudo. primeiro. Duas coisas.s. havia algo errado. Olhe para mim. Espere nada e não tema nada. nós temos diante d e nós Will Stanton. E você. Tudo é como um sonho. Depois de um tempo: O signo. depois os olhos indistinguíveis e taciturnos tornara m-se ainda mais sombrios. Ele não sabia que eu o tinha. Depois. eu senti que.. só se trata disto. O que me fez dizer isto? As mentes guardam mais do que sabem disse o homem alto. o Andari lho me perseguiu. Por quê? Sim disse a velha dama. É você. As gran des portas de madeira tinham desaparecido. Will Stanton. O Cavaleiro acrescentou Will. Tudo parecia se mover para muito longe. te ntaram me pegar. A parede acinzentada se estendia em b ranco. É por isso que hoje é dessa maneira... Meu nome é Mer riman Lyon disse. e colocou uma mão sobre o encosto da cadeira da velha dama e a outra no bolso do paletó escuro de gola alta que ves tia. mas real.. e fugiu. Eu não tenho dom nenhum. Quero dizer. Ontem o sr. solitário. eu não lenho nada de especial. Will olhou as chamas insistentes. semelhantes . Estivemos esperando por você há muito tempo. E a outra coisa? perguntou o homem. podemos dizer. garoto. só sei que são cont eles. com uma nota grave como um sino abafado: uma única nota. e muito rápido. E o que mais tem a dizer? Eu não sei respondeu Will. eu não sei quando. Eu não entendo disse Will. Mas ele me perseguiu. Em algum lugar nas sombras do Grande Salão soou um relógio. Parou. Mas. ou tentou. Eles o querem. desconcertado. as silhuetas alternadamente iluminadas e ocultadas pela dança das chamas das v elas e do fogo. cintilando opacamente na luz do fogo. Ele estava pers eguindo você. pois agora não é agora. A luz do anel ardente das velas sobre a mesa bril hava em seus cabelos brancos. Dawson deu-me o signo. e depois disso eles. sentindo frio ao se lembrar do medo que vivera à no ite. já que tremeu de medo do Cavaleiro quando o viu. Quando o Cavaleiro viu o signo. sim. Dawson e John Wayland Smith. Ela o olhava de maneira bastante triste.. exceto o Cavaleiro e o Andarilho. E eis seu primeiro exercício. Ele olhava para baixo e deslizava um dedo pela borda de seu banco que havia sido talhado em suaves ondas regulares. disse: "Então você já t m um deles". Bem. Você e eu somos. Para pegar o signo. O círculo com a cruz. você parece. quentes e bem-vindas em seu rosto naquele ambi ente gelado. É um nome estranho. como um mar tranqüilo . Wayland? continuou Will. seja lá quem for e se são eles.. Vocês. Nada é o que parece. o sr. para começar a compreendei qual é este propósito. Veio atrás de mim. Olhava de um para o out ro. Eu conheço você disse Will. O homem alto riu suavemente. o que tem acontecido com ele nestes últimos dois dias. dev erá ser ensinado a respeito de seu dom. de verdad e. eu não tenho... Will. e o orifício do qual ele havia tirado a vela. Engoliu seco. eu tenho. perplexo. passou por trás de Will. está aq ui neste momento. Eles ainda o procuram. ? Receba meus cumprimentos. sobre tudo o que ocorrera entre a quele momento e o presente. Temo que a suposição de sua mente esteja correta. Eis a sua primeira lição. o bservando alarmado o rosto forte e determinado. Foi necessário grande esforço para levar sua mente de volta ao momento quando ele e James saíram de casa em direção à fazenda dos Dawson para buscar feno feno! na tarde de ontem. e começou a sentir o medo crescer. Eu não acho que ele seja um deles. de meia hora. Will pediu ele. mesmo assim é muito mais complicado. Uma é sobre algo engraçado com relação ao Andarilho. exceto por u m escudo dourado redondo. aqui ou em qualquer outro lugar. é outro tempo. Nós nascemos com o mesmo dom.

. finja que está e ntediado na escola. relaxado. E na ter ra. Ele podia enxergar o brilho dos cabelos brancos do vulto alto. mas ele parecia satisfeito. então? Nada novo? Will pensava. o crescente alarme se desfez. descrevendo os detalhes como se lhe apareciam. De certo modo. Os animais tinham medo de mim informou relutantemente. Agora. colinas enevoadas. O céu é muito azul. De certo modo. mas não muito. uma areia dourada agradavelmente reluzente. nada mais. desde o verdejante promontório. e o menino ficou ereto e ansioso. completamente desenvolvido. exceto pelo canto de seu olho. Mas não parecia significar alguma coisa naquele momento. E se você tivesse um rádio ou uma televisão ligada em sua casa? perguntou Merriman. é sua vez. seu décimo primeiro dia de solstício de inver no. Eu lhe mostrarei o que seu dom pode faze r. Era a mesma imagem. já está livre. Mas ainda está confuso e não canalizado. como se estivesse olhando para ela. E Will per guntou-lhe de repente: Quem é você? A dama começou Merriman. bem mais abaixo. Você nasceu para herdá-l o. Apenas escolha alguma cena comum. não se concentre em nada. Will. do mesmo modo que as cores numa pintura se dissolvem em outra cor se molharmos o quadro. P r acaso. até que possa tomar sua devida forma e cumprir a busca pela qual você está aqui. há uma faixa de areia. e o fundo do mar possui uma tonalidade de azul aind a mais escura. só isso. inclinando sua cabeça para trás. Ele riu. Talvez fosse melhor por agora. que são tão ntigos quanto esta terra e até mesmo mais antigos do que ela. A imagem se formou na mente do menino tão natural mente como se tivesse decidido p intar uma paisagem imaginaria e estivesse tentando visualizá-la antes de colocar n o papel. Tente recordar. Você sente falta de lá. lá onde o mar se encontra com a terra. Como você sabe disso? Eu achava que era uma coisa magnética ou outra coisa. É uma imagem triste. o dom começou a despertar e agora. A voz profunda de Merriman surgiu das sombras: Fique parado. isoladas sobre a encosta c oberta de neve. o menino saiu de seu estado semiconsciente de visão e olhou fixamente para Merriman. Will pensou na primeira imagem que lhe surgiu na cabeça. e pense com o que ela se parece. Sem preocupação. os aparelhos agiam de modo estranho quando passava perto deles? Will o olhava atentamente. Elas são um tipo de roxo suave. Dia de solstício de inverno.uma armadilha. Não fique tão nervoso. perce bia agora. tentando distinguir entre as vigas negras cruzadas em forma de cruz no Alto do telhado e os contornos escuros de suas sombras. não se pode a vistá-las daqui. olhan do as sombras atrás da cadeira para onde Merriman tinha retrocedido alguns passos. olhou de soslaio. A dama é muito velha disse ela em sua clara voz juvenil e tinha em seu tempo muito s. seja ela onde for. Pense sobre ontem. você sente falta de casa. e su as extremidades se dissolvem em uma névoa azulada. desabrochou. Bem mais adiante. Sim. e ao som da voz dela. como um tipo de penhasco moderadament e inclinado. Deixe sua mente divagar. no dia do seu aniversário. garoto. sua décima véspera de solstício de inverno. muitos nomes. O dom do que falo é um poder que mostrarei a você. E disse: Apenas as coisas que têm acontecido comigo. com a qual estivera se preocupando no fundo de seus pensamentos duran te todo esse tempo: a imagem das duas grandes portas. Diga-m e o que vê. Will. e a velha dama lhe sorriu de modo incentivador. Merriman disse com naturalidade: Estou colocando uma imagem em sua mente. ainda. Will. Hoje é seu aniversário. Na noite que antecedeu o seu aniversário. senhora aceitou Will. É o poder dos Anciãos . acima do mar. estão as colinas. com todas as suas gravuras intricadas. Levante-se. Deve ser treinado para lidar com ele. e o estranho borrão em suas . Olhe o que quiser v er. que você pensasse em mim ape nas como a velha dama. Ouça ag ra. Não houve algo de especial. Merriman sorriu. E os pássaros talvez. a felicidade dele transbordava novamente. Vejo uma encosta verdejante. observando com atenção as sombras com um interesse inquisitivo. Você foi bem. Onde é? Basta completou Merriman apressadamente. E então ficou sério novamente. po is você não tem o controle apropriado disto. e ficou ali. e lembre-se de alguma destas coisas pediu a velha dama. E então falou. O rádio realmente ficava fazendo uns ruídos. Dê-me uma imagem. E. O garoto se levantou. antes de ver o sign o. qualque r coisa.. quando chegasse ao final de seu décimo ano.

fascinado. E iss o é algo possível a qualquer garoto normal? Não disse Will de forma triste. Will se curvou e . Eu lhe mostrarei de outra maneira. em uma concentração furiosa. só pode ser a loja do seu pai. na pequena e fria reserva de sua própria luz. e não se mexiam. Mas um mal-estar começava a surgi em sua mente. você conhece q ualquer maneira possível de apagar alguma daquelas chamas. Merriman lentamente retomou a palavra: A maçaneta da porta é um tipo de alavanca. Mas. E o fogo se apagou.. acho. ordenava em sua mente. ɀ? O anel da minha mãe. O menino se moveu naquela direção. em ouro. s atisfeito e gentil.. Há um cí culo de velas ali ao seu lado.. desde que era um garotinho. Telepatia. E aquele homem atrás do balcão. o quarto ficou frio e mais escuro.extremidades. Apague-se.. e pensou com afinco. Will o fitou. Apague-se. ? Bem. Você. sem qualquer faísca.. ou água. sobre a mesa. Está usando óculos de relojoeiro. pesado como veludo. deve ser o seu pai. fechou os olhos e pensou na joalheria que seu pai dirigia na pequena cidade de Eton. Por um segundo. que mesmo Merriman não conhece. Uma pequena campainha toca enquanto a porta se move. ou qualquer coisa com a qual o fogo poderia ter se extinguido.. Muito bem disse Merriman com impaciência. Há vit rines de vidro em todas as paredes ao redor. Merriman e a velha dama não diziam uma palavra. E então vê aquele que eu tenho com igo. do qual você deve ter gosta do muito. E não há. De repente. então a chama se apagará. ? Você viu até o anel! disse o garoto. sem nenhum impedimento. engoliu seco. Pensava desesperadamente: Apagarei a vela. e observa u m anel: um antigo anel de ouro com nove pedras minúsculas fixadas em três filas.. em seguida. Papai o esta examinando na última vez que estive na loja. frio e negro. O anel das chamas das velas sobre a mesa continuou queimando. Merriman disse ao mesmo tempo: As portas não. pensarei na chama. pensava no centro alaranjado cintilante da grande pilha de l enha e nas línguas de fogo amareladas e crepitantes. Pois para o dom que possui. Olhou ao redor. Mas vou contar uma coisa. co mo uma barra redonda. Will podia sentir que os dois o observavam. Agora. baixo.. será algo maior. Não. pode fazer isso plesmente desejando que aconteça. alguma coisa que não poderia ser apagada ex ceto por uma mágica fantástica e impossível. Pare de queimar. aquilo. Um relógio do avô. Algum lugar de sua vid a antes do inverno chegar.. respingar água. você faz isso? ? Faço o quê? Havia uma leveza sinistra na voz profunda.. Roger Stanton. fogo. e o solavanco da descida é surpreendente sem ser perigoso. Com lindas coisas em seu interior. por causa de quem você é. com uma face pintada e um tique profundo e len to.. não é assim que se chama? É fantástico. abafar ou colocar a mão sobre elas? Não. fogo. três rubis de cada lado. Houve um momento de silêncio no salão. e uma curiosa escrita rúnica as cerc ando. e embaixo do balcão de vidro. talvez num saleiro. Mas estava bem extin to. acredito que devo olhá-las mais perto futuramente. na imagem da lenha de fogo queimando na enorme lareira atrás de si. Um pingente de esm eralda como uma grande fenda verde. Sentia o calor da madeira na parte de trás de seu pescoço. Ela achava que uma das pedras havia l e perdido. fitando consternado a lareira. não havia sequer vestígio de fumaça. no canto do fundo. além de soprar. Agora. muito distante de casa. desconcertado. mas não será uma daquelas.. Um pequeno modelo encantador de um castelo m edieval dos Cruzados. três de diamante no centro. Faça ordenou Merriman. Will Stanton. penso eu. Nada tão perto.. Você desce alguns centímetro s para tocar o chão. mas ele disse que se tratava de uma ilusão de ótica. Will vi rou-se. pois é claro que nenhum fogo tão grande quanto aquele poderia possivelmente se apagar sem uma verdadeira razão. vagarosament e. na realidade. é claro . Se em sua mente você escolher urna destas chamas e pen sar nela sem mesmo olhá-la e dizer-lhe para se apagar. sentindo-se seguro e livre dos riscos do poder. Um colar azul-turquesa exibido na vitrine central com um conjunto de serpent es de prata: trabalho Zuni. para a luz e as sombras dançando lado a lado na rica tapeçaria sobre as pared es de pedra.. É interessante vê-lo tão claram ente afinal. muito antigo... esta é uma tarefa das mais simples. para ser empurrada para baixo. Colocar uma imagem na minha mente. talvez dez graus de abertur a.

Ele olhava fixamente para o fogo durante um momento. alto como uma árvore no aposento assombreado. seis devem fazê-la recuar. e ela disse gentilmente: Está um pouco frio. fogo sobre o mar. ele não poderia pronunciar uma só palavra. e este mais do que qualquer outro. porém incrusta das com a camada de cinzas novas que caíram dentre os dedos em um pó esbranquiçado. Todo grande dom. um chamado pensou Will. Você com freqüência des ejará se livrar dele. Will sentiu uma centelha gritante de pânico. sua primeira busca. pois até as primeiras experiências d o aprendizado acabarem. você correrá grande perigo. eles acordaram. Pois as Trevas. concentrando-se na imagem do fogo. p ois foi para isso que nasceu e esta é a Lei. em um tom de canção que soava estranho em vista de sua silhueta enorme. e Will sab ia que ele não falava apenas da extinção e do reacendimento do fogo. fog o sob a pedra. E o último do Círculo já chego u para reivindicar o seu. Tomando fôlego. Era exatamente daquela maneira que ele se sentira na noite passada. O primeiro signo já se encontra em seu cinto. sua tare fa é tornar esse círculo indestrutível. Era o que ele começava a sentir agora novamente. Seu nascimento. estavam frias como pedras. Volte. Merriman dizia. esfregando as mãos lentamente para cima e para baixo em sua calça. Se puder realizar isto. e nada neste mundo ou fora dele pode ficar no caminho deste serviço. produzidos durante séculos pelos Anciãos. pode rá trazer à vida uma das três grandes forças que os Anciãos deverão instigar. melhor será para protegê-lo. O Andarilho está por aí. Will. mexeu os ombr os e se posicionou firme e ereto onde estava no Grande Salão. as Trevas estão se rebelando. com um calafrio percorrendo sua pele para coisas além do Grande Salão e além do tempo do chamado. Você é o Descobridor dos Signos. na paz de seu desaparecimento. e o rio deve tomar o vale. E como todos eles. Will olhou nervosamen te para a velha dama.€ . o primeiro que nasceu em quinhento s anos. maior. em breve. acabou e. mudara subitamente para um tipo de clamor de guerra cantado. como aconteceu nestes últimos dez anos. Le vantou-se. Este é o seu destino. e Will não conseguia tirar os olhos dele. fo go. Sorriu para a velha dama. depois passou a olhar o nada. para serem reunidos em pode r somente quando o círculo estiver completo. as Trevas estão se rebelando! Ele permaneceu ali. Se nascer com o dom. As Trevas estão se reb elando. deve haver fogo na montanha. É sua busca encontrar e guardar os seis grandes Signos da Luz. Fogo para queimar as Trevas para sempre. então dev e servi-lo. Wi ll Stanton. que se elevava e decrescia em um padrão crescentemente formal. E logo a luz estava dançando sobre a tapeçaria das paredes mais uma vez. E é assim mesmo. mas havia compaixão neles. sentiu que de alguma maneira estava mais forte. sua voz profunda soava como um eco. seja lá o que fosse. está destinado por natureza a devotar-se ao l ongo conflito existente entre a Luz e as Trevas. jovem Will. Agora que descobriu o seu poder. mas pela própria vida. mai s relaxado. em seguida. depois olhou impotente para Merriman. e o último. pois a s Trevas. E quanto menos souber do sentido de seu poder. Obrigada disse a velha dama€ Muito bem! Merriman concluiu com suavidade. a lembrança do medo que tivera no pes adelo noturno durante a tempestade de neve.tocou as lenhas enegrecidas na lareira. completou o círculo que estava se desenvolvendo durante quatrocentos anos nas partes mais a ntigas desta terra: o círculo dos Anciãos. Por um período infinito de tempo que não durou mais do que um formigamento de nervos . uma consciência sombria do mal formigan do na ponta de seus dedos e pela sua espinha. Devo contar-lhe apenas isto: você é um dos Anciãos. O ritmo de sua voz. o Cavaleiro está cavalgando. A égua branca deve encontrar o Caçador . percebeu um tipo de ternura em sua face também. e sabia o que deveria fazer. com o cenho franzido. Will. Em seguida. mas para encontrar os restantes não será fácil. Queime novamente. mas. par vencer os poderes das Trevas que estão se estendendo agora constante e furtivamen te por todo este mundo. como se fosse uma criança recitando: Quando as Trevas se rebelarem. e o fogo queimava. e a sensação do calor das chamas voltava a ser se ntida atrás de seu pescoço. Sabia que de algum modo havia aceitado o poder. dizia ele em sua mente. Não se engane quanto a isso. você faz ape nas uma leve idéia do dom que está em seu interior. Trata-se de um fardo disse Merriman. e os círculos devem ser reunidos agora. poder ou talento é um fardo. Os olhos profundos do homem queimavam como as ch amas escuras da vela. a que estava resistindo. as Trevas estão se rebelando. Mas não há nada que se possa fazer.

ajude-me. Era o som mais puramente grotesco que ele já ouvira.. tão viva e profunda quanto uma imagem iluminada pelo Sol através de uma janela. Incrédulo. Era exatamente como faziam Raq e Ci. as pupilas claras nas bordas. o Grande Salão foi envolvido repentinamente com uma mistura horren da de lamentações. Venha. Enquanto ele olhava para as paredes de pedra vazias ao longe. quando eram filhotinhos. mas fria como uma pedra no inverno. Então. Merriman retirou uma das e spessas velas brancas do anel em chamas. por favor. mas foi paralisado no meio do passo pela voz de Merrim an. Viu também um rio vasto transbordante e ao lado um homem velho cheio de rugas curvado sobre um enorme cavalo. pequena. Will? Wiiiiill. De repente. ferro. no fogo. O cabelo se eriçou na parte de trás do pescoço do menino. assentada serena e com olhos brilh antes em sua cadeira de encosto alto. gritos de pânico por socorro e afabilidade. a ca beça de um veado. Uma lenha caiu. ainda mais suplicante. além das paredes mais afastadas: de desconsolo. E invadindo o silêncio. com um único chifre espesso. suave.Três do círculo. observando c uriosamente o seu: um rosto sombrio embaixo dos cabelos escuros raiados de luz. Por um momento. Will se virou impulsivamen te para correr até a porta. E o silêncio voltou por um momento. vislumbrou um grande fogo queima ndo uma encosta sem vegetação sob o céu escuro. e com a outra conduziu Will em direção às alt as paredes laterais. Ai. que parecia destoar totalmente do lugar. O cão ganiu novamente revelando uma penúria ainda pior. apenas um pouco mais velho que ele. seus cães. E o garoto viu. Will? Preciso de você. Enquanto Merriman o conduzia inexoravelmente de uma imagem a outra. e lembrarão a sua parte mais profunda. murmúrios e gemidos estridentes. porém quebrado. Will disse ele. O ganido cessou novamente. Enquanto a ve lha dama permanecia imóvel em sua cadeira. ficando tenso logo depois. latindo por conforto na escuridão. ele atravessou o salão a passos largos. e fitas vermelhas cingindo as longas mandíbulas.. Olhe bem. Wil l se sentiu amolecer em compaixão. os olhos de uma coruja. bronze. crescendo do telhado de sapê de uma casa. mas quase amareladas em seu interior. depois do lampejo. com uma das mãos. onde é isto? Pobre coitadinho. apertada. viu uma porta toma r forma no lugar. Espere. de ganidos suplicantes de um cão a bandonado. Ele viu uma árvore de maio branca em floração. Madeira. e ele e Merriman ficavam novamente do l ado da lareira. olhe cada um. Lembre-se deles disse Merriman. ouviu a voz de sua mãe atrás da porta. Viu ainda o rosto de um garoto. e virou-se instintivamente na direção do som.. ficaria grandemente surpreso . Não era uma porta como aquelas enormes desaparecidas pelas quais ele havia entrado. em um último e longo ui vo. estalando. na fronte óssea. os ouvidos de um lobo e o corpo de um ca valo. Eles serão poder. avistou. a imagem mais iluminada de todas: um homem mascarado com uma face humana. subitamente. Viu quatro pedras acinzentadas enormes sobre o verde promontório acima do mar. como o de vozes enjauladas em um z oológico malévolo. Will ouvia a pressão sangüínea em suas veia s. água. Will? Ai. E soou novamente. em cada momento. segurando a vela no alto par a cada tapeçaria da parede. num lampejo de terror . Se você visse a forma desse pobre e triste cão. passou pela velha dama. Will! Sua voz era inconfundível e cheia de uma emoção desconhecida: havia nela um tom de pânico quase controlado que o aterrorizava. A todo o momento. Onde você está.. três da trilha. mais alto. em um desesperado uivo. seus olhos eram estranhos como os de um gato. fogo e pedra. veio o s ilêncio. Will aquiesceu. Os Anciãos mostrarão algo de si mesmos. Will. Cinco retornarão. e um deve sozinho continuar. . uma porta estranha. mas bem menores. um novo som surgiu de algum outro lugar do lado de fora . E com o menino ao seu lado. uma imagem v iva reluzia por um instante de cada motivo bordado. A figura saltou. puxando alguma lembrança perdida no fundo de sua mente. Então saiu das sombras. Mas ele sabia que poderia abri-la para ajud ar o suplicante animal. ouviu ruídos que ficavam ca da vez mais altos do lado de fora do salão e soube com um choque de certeza terrível o motivo que o levara a sentir aquele desconforto um pouco antes. e então. subitamente. Ele viu relâmpagos atingindo uma enorme faia e. como se fosse ordenado. Vi u o crânio branco sem olhos de um cavalo. Will parou e aguardou. E seria a última coisa que veria em sua vida.

o símbolo do ferro em seu cinto o atingiu com seu intenso toque gelado. em um furioso alerta resplandecente contra a presença do mal a presença que W ill havia sentido. Sentindo u ma repentina dor no antebraço. Por favor. era o principal festival de inverno de nosso tempo antigo. O que acontecerá? perguntou Will. e então. Não é sua mãe. Ele não teria se movido se a velha dama não lhe tivesse tomado as mãos. suavizar-se novamente. nunca se deixe intimidar. E a porta desapareceu com ela. avançando para se juntar a eles. e a Velha Magia só será capaz de mantê-los à distância na véspera do Natal. . No e o. o terrível coro in umano de gemidos e lamentações recomeçaram. Ela segurou o antebraço machucado do menino em suas mãos e co locou a palma fria de sua mão direita sobre ele. mas tentarão enganá-lo com alguma outra da próxima vez. orém.Estamos cercados. gritou e caiu ao chão encarando a parte interna do pu lso onde o signo do círculo quartejado foi marcado agonizantemente como uma mancha vermelha em sua pele. Will! a voz de sua mãe implorava. Então. Will. Como num sonho. não deixe que eles lhe coloquem medo e desespero. Mais uma vez. desmanchando como a névoa. gritos de terror e gargalhadas de alegria. cessou desa parecendo em um soluço que o dilacerava. Will. mas esquecido. Sinto muito disse Will lamentando-se. ouviu a voz grave de Merriman ecoar através do barulho terrível cham ando por ele. persuasiva e bajuladora. mesmo depois do Natal. uivos e rugidos. E a primeira é libertá-lo do círculo do poder sombrio que ainda paira ao redor deste salão. como p ode ver disse Merriman. Estou indo! alcançou a pesada tranca da porta. Merriman e a velha dama ainda não se mexiam. mas com a pressa cambaleou. o poder continuará crescendo. a pele queimou desta vez com a temperatura do frio ex tremo. Os ruídos do pesadelo além das paredes cresciam e diminuíam em ond as irregulares. E isso é apenas o início do perigo. sua tarefa e nossa. Eles não podem matar os que pertencem à Luz. Eles esperam obter contro le sobre você enquanto ainda não desenvolveu todo o seu poder. Contra tudo. Ele não conseguia suportar. A dor no braço desapareceu. em seguida . O m enino se levantou pisando em falso e continuou ouvindo. Mas o formato da cicatriz era bem nítido. ouvindo atentamente: Fique alerta. Os poderes das Trevas podem realizar muitas coisas. . mas não podem destruir. Por todo este solstício de inverno. seu longo vestido verde farfalhava su avemente a cada passo. através do instinto. finalmente. deixando-o logo depois. embora sua mente e razão lhe dissessem que não era real. como um soluço. Não abra essa porta! Havia um indício de desespero na voz profunda que falava com Wi ll. antes disso. rápido e irritadiço. Pare! Mas eu devo ir. sua pele se arrepiava e transpirava cada vez ma is. E é tarefa dos Anciãos. A não ser que obte nham uma dominação final sobre toda a Terra. Eles falharam co m uma emoção. enquanto do lado de fora da porta a voz de choro de sua mãe tornou-se furiosa e ameaçadora. A Décima Segunda Noite já foi certa vez o Dia do Natal e. A velha dama ficou de pé e atravessou o salão. pois também havia sido curada. Com freqüência você sentirá medo. Enquanto Will ouvia. de que em último caso Merriman seria incapaz de detê-lo. impedir isto.venha e ajude-me. até que a parede de pedra acinzentada ficasse sólida e intacta como antes. e ele sabia que o carregaria até os últimos dias de sua vida. Ela continuou dizendo mais coisas. e onde houvera a mancha vermelha de queimado que tinha visto en contrava-se agora uma pele lustrosa e sem pêlos. mas sua voz foi abafada como uma rocha submer sa em ondas da maré alta. Mas não tema disse ela. batendo -se contra o enorme castiçal de modo que seu braço foi luxado de um lado. Deu um impulso e correu em direção à porta. Do lado de fora. não consegue ouvi-la? gritou o menino irritadamente. Will a velha dama disse claramente. sem perder sua força máxima a té o Décimo Segundo Dia. Merriman disse. Era como uma marca. em uma cacofonia de gritos est ridentes e risos sobrenaturais. Lembre-se disso. E então uma pausa infeliz. Eles pegaram a minha mãe: eu tenho que ajudar. Devemos pensar apenas naquilo que devemos fazer disse a velha dama. o poder deles se tornará cada v ez mais forte. há muito tempo. quando o horrível coro que lamentava e chorava do lado de fora das paredes soou mais alto. A voz de Merrima n ecoou atrás dele como um açoite. para.

Sustente o círculo. A luz do fogo na lareira apagou. sentia a mente de seus dois companheiros fazendo o mesmo. foi algo que nunca seria capaz de descrever. Agarrou as portas e as gol peou. enquanto fazia isso. cada um deles segurava uma de suas mãos. Ele ouviu o grito de Merriman. inclinou-se c ontra elas e as golpeou debilmente com os punhos. enquanto fora de vista. Elas não se moveram. algo incalculável até que se perceba que o Sol começara a brilhar. ambos apostatou. Que tolice. e ele ficou consciente de que logo atrás as chamas do círculo de velas sobre a mesa fi caram mais altas. com os braços bem estendidos. Will. Que tolice dizia Merriman ofegante. ele estava sozinho. para correr até as portas. e logo se ouviu um tremendo grito da escuridão mais além. e enquanto f azia isto. E no vazio da escuridão diante deles. Will encheu toda a sua mente com a imagem do grande círcu lo de altas. Tão logo percebeu isso. rebelando-se para tragar Will Stanton antes que el e pudesse se fortalecer o suficiente para lhes causar dano. e concentrou-se na coluna de luz. Forçando suas pernas a se moverem. A árvore de chamas. E nenhuma égua branca naquel e momento poderia surgir do céu para socorrê-lo. ergueu a cabeça e bradou uma longa frase de ordenança que Will não compreen dia. tão altas que. Merriman falava próximo ao seu ouvido. logo quando estava começando a mergulhar em um tipo de transe. abandonou. nem as paredes nem as pinturas nem qualq uer porta. Will quebrara o círc ulo. Não havia calor nesta enorme árvore de chamas. a única cavidade de luz naque le salão escuro. O que o despertou. o menino se sentiu atordoado e pa smo. O grito das Trevas crescia atingindo seu auge de forma i ntolerável. Eram as Trevas. Ambos. Will segurava firmemente os dedos frágeis da velha dama e o pulso como madeir a vigorosa de Merriman. prosternou. surgiu um vasto clarão de luz bran ca. sabia que os três juntos poderiam realizar mais do que ele jamais imaginou. ou mesmo de lembrar-se muito bem. À luz das velas estran has. enquanto ele ainda piscava os olhos ofuscado s. um vasto vazio negro de uma terríve l noite eminente. enquanto as altas chamas se erguiam para a frente e para baixo em um parafus o de luzes. sacudindo-a como se fosse um chicote gigante. e embora irradiasse com grande brilho. e o menino sentiu a fraqueza lhe abater. ao virar sua cabeça. como a mudança do desacordo para a harmonia. rápido e insistente.conduzindo-o pelo aposento. e Will soube sem olhar que diante dele. e segure nossas mão s. saltou à fren te. Fique de costas para a mesa. como o alívio par a os ânimos que se pode sentir repentinamente no meio de um dia chuvoso e monótono. não lançava qualquer luz além da me sa. eternamente p rosternou. Sentiu certa pre ssão de cada mão que o segurava. ao seu lado. Will não podia ver o restante do salão. gigantescas. Ele não enxergava nada além da escuridão. ele deu um impulso até as portas. Will ouviu a si mesmo gritando triunfante. O som sinis tro em sua cabeça aumentou. Acima de sua cabeça. altas chamas atrás de si. caso os cascos recém-ferrados não fizessem o trabalho. em um pilar branco de luz. e ataque! Em desesperada obediência. Will! Ataque com as chamas! Como você ordenou ao fogo. É uma união que eles não podem romper. pode vê-las se elev ando bem acima de si. Ele viu Merriman movendo-se até ele. enquanto um som estranho começava a grunhir em seus ouvidos . rebelando-se. o círculo da luz. era um ganido triunfante. Então. segurando a cabeça. . empurrando para a frente com a força de seus dois braços de modo que as veias laterais em sua fronte apareceram sob a pele como um arame espesso. E ra como o fim da dor. Will permaneceu ali. ficando livre das mãos que lhe seguravam. No silêncio repentino. Merr iman e a velha dama gritaram em alerta. quando algo o Cavaleiro. o grande garanhão negro tinha empinado suas patas dianteiras como havia fe ito do lado de fora da cabana ao bosque. de volta à mesa e à lareira. caminhando com gran de esforço. com o Cavaleiro aguardando para o abate r. encontravam-se as duas grandes portas de madeira pelas quais o menino havia e ntrado no salão. ele soube imediatamente. ordene à ch ama. mas era tarde demais. Mas as portas não se moveram. o garanhão negro. inclinando-se para a frente como se estivesse lutando contra o vento f orte. Essa música silencios a que entrou na mente de Will e tomou seu espírito veio. como s e fosse um boneco de neve derretendo ao Sol. na e scuridão. crescendo como uma árvore branca e.

Sim depois. mais ereta do que antes. Por um momento. Will. En tão. Embora as Trevas não pudessem destruí-la. diante de tudo o que as desejava fechada s. Então passou. Mas isso é o que eles fazem. não con seguia falar. Você não fará uma pergunta dessa quando tiver aprendido um pouco. Eles influen iaram você. Ela deve se recuperar. não é? perguntou. até que não possa ser mais vista. A tensão era grande demais. A Dama está além dos poderes deles. com as mãos nos bolsos. de repente. Eles a pegaram? Will não sabia que palavras poderia usar por causa do medo. quase ameaçador. Uma es curidão vazia e perturbadora. só isso. Senhora disse Merriman deploravelmente. Falava para ambos e para as Trevas. Nunca. aproveitando de sua impaciência e esperança. estava agasalhado com um longo e surrado casaco azul de colarinho alto. Ela partiu por um t empo. onde ca minhara naquela manhã. Não houve resposta. quando avistei as portas. E. A palavra em resposta veio tão rápida e com tanto desprezo que po deria ter sido uma risada. Ele olhou para trás deslumbrado. os grandes portais talhados de madeira se fecharam atrás deles. ouviu a voz profunda de Merriman. repen tinamente. um brilho que não se originava da luz das velas. como u m inimigo. Como precisaremos. eu nunca v i algo assim antes. era como se um véu os separasse. ela parecia maior. dando o tempo suficiente para que Will pudesse ver claramente que se tratavam na reali dade dos mesmos portais estranhos que se lhe abriram. e o ar estava fr io. ele engoliu seco. e a forma alta e cintilante que era. infeliz. Não via nada: somente a luz acinzentada da neve que refletia o céu chu voso. mas não podia enxergar claramente. Will sentia uma desespera da dor de perda. Will se atrapalhou com os botões de sua pesada jaqueta. Foi a abertura das portas. a luz do círculo de velas se esvaecera. porém dist orcida por alguma repentina e forte tristeza. e também não era. parecia distante. Merriman respondeu rispidamente. Merriman estava ao seu Indo. moveu-se lentamente adian te na escuridão em direção às portas. E olhou para Will sem afeição. e por um Instante Will ouviu novamente a frase rec orrente da música que ele nunca assimilava em sua memória. havia uma luz acinzentada. cuide-se. olhando para o chão. Encontrava-se de volta no mundo de florestas suprimidas pela neve. na inexplorada encosta bro nca da Colina de Chiltern. viu-se um lampejo do brilho na cor rosa do enorm e anel que a velha dama portava em sua mão. e as portas lentamente se abriram. Foi minha culpa. ele acenou com uma mão impacientemente. Uma brisa soprou através das árvores. e então essa imagem também diminuiu. Sua voz era grave e amarga. no entanto Will tinha a sensação de uma benção. e por i sso€gritou. e havia apenas a escuridão. Eles passaram pelas portas. um canto surgiu em forma de zombaria em sua cabeça: você perdeu a Da ma. Atrás dele. Além de qualquer poder. se eu tivesse continuado segurando suas mãos e não tivesse quebrado o círcu lo.. Cuide-se. Will permaneceu de ombros caídos. sozinha. percebeu que a luminosa silhueta dourada diante dele estava desaparec endo também. elas teriam drenado suas forças. o silêncio. mesmo para ela. uma figura sem precedentes. mais suave do que já havia escutado. como Fumaça que se ergue cada vez mais espessa. Como o mundo sempre precisa rá. Eles gostam de distorcer a bo a emoção para realizar o mal.da velha dama. no momento em que se fecharam. Lentamente. as portas também já não e stavam mais lá. E via-se uma nuvem dourada ao redor de sua si lhueta. de modo que ele soube que o salão já não estava lá. Não! disse Merriman. não você. Sem palavras. ela lhe falava. sumindo. Uma mão tocou seu ombro. e isto é ruim para nós caso precisemos dela. você perdeu a Dama. levando cristais de neve ao seu rosto. ele olhava irritado para o nada. Merriman. e a s ua luminosa presença desapareceu deixando apenas o nula. mais alta. antes q ue se congele. garoto. Feche o casaco. Ansiosamente. em um lugar distante. . Se eu não tivesse corrido. A tristeza comprimia sua garganta. a velha dama. como se lodo o mundo tivesse sido tragado pelas Trevas. E.. ele via. deixando -a como uma casca. Will piscava. cedeu um pouco. virou-se para Merriman: Onde ela está? O que aconteceu? Foi demais para ela. Do lado de fora. No fund o de sua mente.

como foi de sua família d urante séculos.. Mas. repentinamente sem o peso que pairava sobre eles€ Deixe-me mostrar mais uma coisa acrescentou. Todos os dias. você não poderia tê-las aberto. Eu estava zangado.. por uma semana. uma risada alegre.. Greythorne. A imagem das flores irradiava alegria em sua mente. Anime-se . e para as árvores altaneir as. perdoe-me. e posteriormente o crescimento dos narciso s dourados na primavera. que ninguém. Pois todos os tem pos coexistem. Você quer dizer o Solar? perguntou. entre grandes faias e carval hos carregados de folhas. mesmo se o passad o for uma estrada que conduz ao futuro. do qual ele se lembrava vagamente como uma massa de tijolos altos em forma de coruc héu e chaminés no estilo Tudor. e ergueu sua cabeça grisalha como se desej asse sentir o cheiro do ar deste novo século. Não sabia quem havia plantado aquelas flores e nunca vira alguém visitando o local. que se estende por todo lugar.. As portas são nossos portões para o Tempo. Nem você compreenderá por enquanto. e estendia-se ao longo do cam inho em todas as direções.. há centen as de anos? E a floresta ao nosso redor. para longe da clareira. E diante dele. ela retornará. logo ambos já se encontravam na estrada coberta pela ne ve. O terreno do Solar? Em seu próprio século. e você saberá ma is sobre a utilização deles muito em breve. uma trilha curta para a estrada. que se tornou um capuz. naquele momento. e mesmo ela somente o fez pagando um alto preço. além dele. nós do Círculo temos liberdade dentro do tempo. conduzindo Wi ll pelas árvores. A casa propriamente dita não podia ser vista da estrada. mas Will não a conhecia direito. Will pôde ver não a trilha estreita daquela manhã que espe rava avistar. Nem mesmo tinha certeza se alguma outra pessoa sabia da existência delas. Mas os homens não podem compreender isto . Pois a força que estava pressionada contr a elas era todo o poder do solstício de inverno das Trevas. As grades do Solar encontravam-se diante deles. ele havia passado pelas grad es do Solar no final do inverno para ficar naquela mágica clareira e olhar as lágrim as brancas que afugentavam o inverno. no devido tempo. um deles foi usado nesta manhã para trazê-lo de volta através de cinco séculos ou m . que eu atravessei quando vi o ferreiro e o Cavaleiro. Nós podemos viajar pelos anos por outros meios t ambém. Como saberia? Porém antes de se completarem três quartos do inverno disse Merriman você virá de man ho neste€ pequeno vale isolado para olhar as lágrimas brancas que se amontoam em tod os os lugares entre as árvores. Depois de certa distância. Merriman? Você quer dizer que esta clareira está aqui há centenas de anos. mas seu terreno ficava ao l ongo da Trilha do Vale em frente à casa dos Stanton. Você sabe onde está? perguntou Merriman. até que terminava a seqüência de troncos e mon tes de neve. As flores de que Merriman falara foram um marco espe cial naquele ano. é um Solar antes do Solar. e o futuro pode algumas vezes afetar o passado. pararam numa clareira. Merriman puxou o colarinho alto de seu casaco. nem eu. os fatos seriam os mesmos. e talvez ninguém do círculo. você retornará para ver os nar cisos. E depois. Mas o surgimento de certas questões logo a rechaçou. serpenteando o caminho através da interminável floresta de antiga mult idão de árvores. Merriman recolocou seu capuz novamente. além da Dama. antes de eu a ter visto pela primeira vez? E o Grande Salão. um vislumbre de sua própria casa. na primavera. Will disse-lhe . era uma figura sombria. Pois até onde conseguia se lembrar. Rompendo o círculo dos Três ou nã . a julgar pelo último ano. Venha disse conduzindo o menino pela neve profunda. Merriman passou a perna rígida sobre elas e Will moveu-se furtivamente pelo vão que costumava usar. As portas sã uma passagem por ele.Will chamou Merriman. tudo isso pertence. raramente a via ou a seu Solar. o solar do Vale do Caçador era a principal casa do vilarejo. mas de alguma maneira reduzidas pela neve profunda. rodeada alternadamente por grades altas de ferro e muros de tijolos antigos. para os bancos de neve aplainados. Era propriedade da srta. Will o olhava boqu iaberto. e cobriu a cabeça. Merriman olhou para o menino e riu. Com os cabelos brancos escondidos. mas o sentido familiar do século 21 da Trilha do Vale do Caçador e. alta e inescr utável. Percebe. para qualquer direção que desejarmos tomar. Will olhou ao redor. É claro que não sei respondeu.. poderia vencer sozinho.

avançou alguns passos e deu um beijo rápido na cabeça do menino. quando puder. e na encosta vazia de Chiltern. na neve. um misto de advertência e encorajament o. Tudo bem. a caminho da F azenda dos Dawson. tem um bom motivo para isso. E você está nele também disse Will. mas uniforme sobre os campos aplainados do vale. O garoto tomou bastante fôlego e correu para casa. e el e encontrará você. os cervos. Berrar? Olhava atentamente para a irmã. foi onde dei xamos a Dama... E quando o círculo dele estiver em seu cinto. Mas eu. tá bom dizia James. estou indo. Então. de outra forma. . O próximo estágio nessa busca depende do Andarilho. Na floresta de A nderida. Não faça nada que possa lhe causar problemas e você ficará b em. assim os animais selvagens. Com uma mistura de sensações. por todo o caminho até a curvatu ra do Tâmisa. como se desejasse se livrar do peso novamente. então aquiesceu Will sem convicção. Só um minuto. Para onde você vai? Tratarei de alguns assuntos por aí. Will. assim como você. a segun da escondido entre as árvores. lá é onde você esteve até agora. implorar-lhe para que não partisse. Deu de ombros. Não há necessidade de berrar disse Bárbara de forma reprovadora para Will. A neve estava muito profunda. pois já se encontra em seu próprio mundo. sem saber disto. Merriman sorriu. Nem mesmo uma grande floresta se estendia pela terra agora. poderiam ter sido rechaçados para as montanhas e outros lugares remotos do norte. Uma estranha rajada de vento os cercou n aquela manhã€tranqüila. ao lado do primeiro. Acordem todos vocês! ela repetiu num grito zombeteiro. Então. Reparava na intensidade da recordação no rosto de Merri man. eles simbolizavam sua pr imeira caminhada. de seu quarto. no tempo das Florestas Reais que se estendiam sobre toda a parte sudeste desta terra desde Southampton Water até aqui no vale do Tâmisa. Merriman apertou seu casaco ao redor do corpo. A casa também se encontrava totalmente silenciosa. Lembre-se de que o poder lhe protege. Mas Will de repente desejava agarrar-se a ele. O caminho estava silencioso na neve profunda e na manhã cinzenta. E lá. e os flocos de neve respingaram das árvores na beira da estrada. estabelecendo um refúgio também para os poderes das Tr evas que.... e Will se lembrou de como havia enxergad o o Tâmisa duas vezes naquela manhã: a primeira vez nos campos de sua família. seu aniversário como um dos Anciãos. Ao alcançar o patamar. Robin deu um tipo de rosnado indefinível e murmurou. Quero dizer. os javalis e mesmos os lobos poder iam se reproduzir por lá para a caça. Logo desapareceu pela curva ao lado do Bosque das Gralhas. Sua casa não parecia mais uma fortaleza inacessível como sempre havia sido. destruindo vilarejos inteiros e vilas em seu int erior. os telhados brancos e os campos. eu prometo. nada se mexia. Tá bom. naquela época. é feriado. sonolento. Eu gostaria de saber onde e quando a veremos novamente. em todos os lugares. e os r eis estavam. e também quando passou pela primeira vez pelos portais. Você pode perdoá-lo por querer nos acordar hoje de manhã final. Will. Não tem problema disse Gwen. Por trás da porta ao lado. falou Will. nenhum pássaro se movia ou pipilava. Viva cada coisa ao seu tempo. pelo amor de Deus. ficou mirando o lado de fora da casa. Vá para casa agora. Num passado bem distante. Mas as florestas não são lugares negociáveis. Lá é onde você estava. deu um olhar cortante para o menino. eu voltarei. vestindo a inda as suas camisolas e esfregando os olhos. Mais uma vez.. Desvenc ilhou-se de algumas roupas e subiu as escadas silenciosas. quando andava pela floresta. Você esteve por lá no iníci o do dia. E agora você pode ir para casa. Mas certam ente ela voltará. Apontou da estrada até o horizonte plano. Logo deveremos nos encontrar. Há quinhentos anos continuou Merriman os reis da Inglaterra escolheram deliberadam ente preservar estas florestas. Eu tenho um lugar nesta época atual. Você ficará bem disse Merriman gentilmente. como costumavam chamá-la. a barra de sua vestimenta roçava a neve. depois puxou o capuz sobre o rosto e saiu descendo a estrada sem dizer uma pa lavra. Gwen e Margaret saíram tropeçando para fora do quarto que compartilhavam.ais.

Talvez eu possa. que gost ava de se sentar com o queixo descansando sobre os joelhos do menino. Ahã. co m uma festa de família tão agitada que ao cair na cama adormeceu pensando pouquíssimo sobre as Trevas. Três. Em um impulso. com mais neve pairando sobre suas cabeças. mas o círculo estava frio. olhar curiosamente para o rosto do menino. por toda a Trilha do Vale do Caçador e da Vereda do Pântano até a Câmara dos Comuns. apesar das recordações sobre o que acontecera antes. O círculo cruzado em seu cinto permanecia quente ao toque desde que havia chegado em casa há duas manhãs. Compras de Natal observou. já era tempo. enquanto andava. Tempo mais louco exclamou. Will acrescentou. para conferir. A véspera do Natal já é amanhã. eu vivo no Vale do Tâmisa e nunca vi desse tanto. Mas não antes do Natal disse a mulher rechonchuda. Feliz Natal. Will espremeu os pacotes contra o peito e segurou fi rme no corrimão do ônibus que sacolejava pelo caminho. Ah.. Nunca. Dias cinzento s. Somente Raq. Dias de silêncio. Feliz Natal disse Will. um homem ma gro com um longo nariz pontudo. Na verdade. quatro. Não se pôde sequer cruzar a Câmara por duas emanas. Você vai arrumar isso? gritou ele de volta. Depois disso. e logo desceria naquele indistinto mundo branco lá fora. isso é um problema para mim. Ele. o cão saía inquieto rondando o lugar por al guns minutos. não. A neve era profunda até mesmo sobre as calçadas. Dou minha palavra que foi. somente uma ou duas vo avam lentamente de um Lado para o outro sobre o bosque. aquiesceu com a cabeça e lançou um olhar para toda a vista a o redor. Eles poderiam ter continuado assim por todo o caminho até Maidenhead. mas inexplicavelmente sem cair. Há s enta e seis anos. Não antes do Natal. eles pareciam m ais afeiçoados a ele do que antes. Mais um inverno desses. Você não verá mais neve como esta. E as gralhas estavam quietas.. poucas pessoas saíram de casa para pisa r sobre ela nos últimos dois dias. Passou a maior parte da tarde . Para Will aqueles foram dias de paz. pensava Will enquanto andava pela€estrada principal em direção à Trilha do Vale do Caçador. rapaz disse o condutor. e ele ajudou Will a se firmar enquanto descia. Aquiesceu o homem pesarosamente. eu preciso de um clima quente para acordar. O ônibus parou. Will achava que os animais já não tinham mais medo dele. O motorista lhe apertou a campainha. cinco. Conheciam-se das idas e vindas de Will da e scola. eu volto para Porto de Espanh a. onde tudo estava frio. foi em janeiro. Will não sabia o que fazer sobre isto. Precisaram recolher a neve. Montes mais altos que a sua cabeça. Eu terminei as compras agora disse. e talvez o f izeram. Minha no . Não. Anime-se. Depois.Feliz aniversário. enquanto o ônibus partia: Você terá um clima quente no dia do Natal! O motorista abriu um largo sorriso branco. Ficou de pé em um salto. Tinha c onsciência de que Merriman saberia. O ANDARILHO€NA VELHA ESTRADA€ Dizem que vem mais neve por aí a mulher rechonchuda com a bolsa de crochê sugeriu ao motorista do ônibus.. meu bem falou a mulher rechonchuda. agarrando suas caixas e sacolas. e ajei tar-se confortavelmente como antes. gritou. achava que isso acontecia simplesmente porque estava ao ar livre. não antes do Nat al. Aquele sim foi um ano de neve.. dificilmente um carro descia por aquele caminho. nos campos inclinados atrás da casa. o mais velho dos collies. Mil novecentos e quarenta e sete disse o homem sentado ao lado dela.. E eu queria ter terminado disse o motorista.. Deslizou a mão sob o casaco.. exceto a caminhonet e do leiteiro e do padeiro. Talvez eu possa. mas Merriman estava fora de seu alcance. mas Will subitamente percebeu que seu ponto de ônibus estava se aproximand o. experimentou um dia de briga de bola de neve e to bogãs improvisados com seus irmãos. afastava-s e bruscamente de perto dele algumas vezes sem nenhum motivo aparente. aquele foi um ano de neve.. como se im pulsionado por um choque elétrico. Havia passado um aniversário bem alegre. naquele momento. para então voltar. que era caribenho.

onde seu barco estava ancorado num lugar conhecido como a Caribbean Station. Depois das acinzentadas ruas de neves derretidas da cidade. O presen te mais importante de todos para Stephen um livro sobre o Tâmisa foi comprado há bas tante tempo e postado para Kingston. uma repentina e alegre idéia surgiu e m sua mente sob o pensamento daquele fogo e parou. neste ano.comprando os presentes de Natal em Slough. o Sol já estava se pondo. Will achava que isso soava mais co mo um trem e decidiu que deveria perguntar ao seu amigo motorista do ônibus como K ingston era. em algumas circunstâncias. através das frestas nas nuvens. pois. Mas ele se desvencilhou daquela frustração pela centésima vez. o caminho pelo beco se tornou menos divertido do que esperava. E esta va gostando disso. visível pela primeira vez desde a manhã de seu a niversário. no dia precedente à véspera de Natal. amigo. Will a o lhava naquele momento e viu que ninguém usou aquele caminho desde que a neve começar a a cair. Will viu um ramo caído pelo caminho e olhou apreensivo p ara cima. Todos os outros presentes já haviam sido comprados e embalados. os sais de banho para Gwennie. Este. pois nesse dia era certo que teria ganhado dinheiro como presente de aniversário de vários tios e tias para gastar. Will achou isso irresistível. À sua frente.€como um a franja às calças enfiadas em suas botas. foi o primeiro ano que ele fez compras sozinho. Não demorou. bloqueado por um bosque que se encontrava entre a pequena trilha e algumas c asas beirando o topo da Trilha do Vale do Caçador. Uma boa época para recolher madeira para a lareira. As crianças a usavam como um atalho. ele não p oderia ter esquecido. ao se extinguir pelas palavras de sua ordem e ao voltar obedientemen te a arder para a vida novamente. Enquanto se arrastava ao longo da neve fria. pensava. sorrindo para si mesmo. branca e convidativa. o mundo de neve prateada cintilava com os pequenos raios doura dos de luz. Logo adiante. Natal é uma festa€c omplicada quando se tem oito irmãos. pelas árvores e então pelo topo de uma pequena trilha sem pavimentação. na Jamaica. para limpar sua flauta. Ardia. Tudo ao redor dele. Um território inexplorado. Sentiu novamente seus ânimos se abaterem um pouco como ocorrera nos últimos dois dia s. contando-os novamente: a faca de Robin. eu provavelmente não posso providenciar um dia quen . perto da casa d os Stanton. era possível considerar melhor as coisas por si mesmo. quase uma estrada. no entanto. as canetas pilot superespeciais Ma x. Perdeu€a visão do Sol em um determinado momen to. tudo fic ava bonito de novo. como uma laranja de ouro. Sentia fome e frio. conhecida como o Beco do Vagabundo. principalmente olmos e algumas faias. a trilha permanecia intacta. perguntando-se quantos outros galhos mortos dos grandes olmos€estavam ag uardando pelo vento ou pelo peso da neve para despencar no chão. Os embrulhos eram inoportunos para carregar. virou-se para o Beco do Vagabundo e seus passos rangiam com prazer através da clara e suave camada de neve. e tudo ao redor. lisa. pela primeira vez que podia se lembrar. passando pelos muros d o jardim. se algo não o impediu. Você va i arrumar isto? Bem. mais abaixo. Os tor nozelos de Will doíam devido à força empreendida para andar chutando a neve do caminho . Stephen sempre se lembra va e deve ter se lembrado desta vez. c om o argumento de que os correios devem tê-lo extraviado. ainda que o condutor tivesse vindo de Trinidad. Enquanto pisava duro sobre a neve. não. enorme. que se afastava da rua principa l e finalmente se curvava para se ligar à Trilha do Vale do Caçador. tratava-s e de um ritual anual. Possivelmente. Àrvores surgiam altas à sua direita. €couro de camurça para Paul. Então. o d iário para Mary. Will se arrastou ao longo do caminho. marcada apenas pela figura de pegadas dos pássaros. talvez pudesse expr essar sua sensação sobre as outras ilhas. transformado pela neve de bagunçad a coleção de erva daninha e mato em uma paisagem de brancas encostas íngremes e depres sões abrigadas do Sol. apertou seus embrulhos no peito. a maior das cidades próximas. ou o navio de repente za rpou em alguma missão urgente entre as verdejantes ilhas. O brilho dourado-avermelhado do S ol já se extinguira em um Céu nublado. não houve presente de aniversário de Stephen. os gravetos e os pequenos ramos. depositado e espalhado sobre a trilha c oberta de neve. e subitamente teve uma imagem tentador a do fogo crepitante que ardia na lareira do Grande Salão: o fogo que havia mudado seu mundo. de modo que uma quantidade dela se agarrava€. Do outro lado da trilha havia um extenso terreno baldio. foi derrubado das árvores pelo pe so da neve.

ocê é aquele. não você. soltou um grito sufocado. Na luz amarelada do galho continuamente em chamas. Os pacotes se espalharam pel a neve. O fôlego do homem sibilava por entre seus dentes em um longo suspiro enquanto ele olhava. não se tratava de um fogo comum. como se o agressor estivesse relutante em causar-€lhe realmente algum mal. cruéis. sozinho.. Ora! reagiu o velho. alívio ligados firmemente pela angustiante in certeza. Ficando ali. Quando o homem falou. Ou viu-se um som sibilante e um longo raio de luz brilhante se ergueu do fogo como um pilar. alguns gravetos que deveriam ter incendiado e crepitado rapidamente e então v irado cinza persistiam em queimar. Andarilho continuou. ? Eu não consigo! disse Will. Os Anciãos podem ser cruéis. não ouso. Você não deve me segurar desse jeito. Eu já tenho o primeiro Signo. eu tentei. Pouquíssimas disse o Andarilho amargamente. sempre tendo que fugir. e logo virou-se para Will sem cautela. Ai. concentrou-se sobre as chamas novamente e ordenou que apagassem.. se pelo menos eu pudesse descansar. Acho que você é a pessoa certa. O homem praguejou e murmurou de forma estranha. Gritava sentindo dor em seus braços. e trazendo seus braços pelos pulsos para as costas. mas não consigo. disse de forma suave e travessa: Queime! E lá sobre a neve. qu ando por trás alguém o agarrava bloqueando o chute de seus pés em um amontoado de neve . E o menino não sa bia como agir em relação a isso. Sempre amedrontado. Realmente existem pessoas dignas de confiança. Nenhuma fumaça era emitida das partes queimadas e as chamas eram constan tes. Eu conheço seus truques. Ah. eu sei agora. da es pessa base apodrecida ao menor graveto. Ambos ficaram em silêncio. ? Andarilho disse ele . garoto. As coisas que aconteceriam co migo se eu fizesse isso seriam terríveis. Sinceramente. e não podem ser colocadas em palavras. Will replicou. Eu o tenho carregado por tanto tempo.. não. mas a madeira continuou queimando. urgentemente. hã muito tempo.te de Natal. e talvez perigosa. Ele sabia que havia agido de maneira tola. ? Apague o fogo! disse uma voz rouca em seus ouvidos. e não pode fazer nada a ninguém a menos que possa vê-lo com seus olhos. inapropriada. você não me verá. garoto. Cada centímetro. Se pelo menos eu p udesse me livrar disto. constantemente como an tes. e tenho procur ando por você há muito tempo.. que poderia ser controlado por meios comuns. se me soltasse. deixe-me em paz. ardia sob uma língua de fogo amarelada. e instantaneamente Will soube qu em ele era. Mas não ouso dar isto à pessoa errada. o galho caído da árvore envolveu-se em chamas. Você acabou de despertar. A pressão sobre o punho do menino€relaxou . se pelo menos ac abasse. Mas como eu p osso ter certeza? Como eu posso ter certeza de que você não é um truque das Trevas? . É tão pesado disse melancolicamente. mas eu posso aquecer as coisas por aqui. Merriman. mas W ill continuava ainda firmemente preso. O meni no sentia as mãos do homem desvencilharem-se de seus braços. quatro gr alhas batendo suas asas lentamente em um círculo. pensava descontente.. Eu não quero fazer nada a você. Will se sentiu repentinamente pequeno e assust ado. Não agia de maneira nenhuma do mesmo modo como o fogo da lareira. e você pode rá ver o primeiro círculo em meu cinto. no céu cinzento. mas permanecia no mesmo lugar e não se virou. Olhe.. sua linguagem era simplória e deficiente como a de uma peque na e triste criança. como se alimentados por outro combustível em se u interior. você é um Ancião. você sabe . disso eu sei. com um simples comando do dom que sabia possuir em si mesmo. para entregar o Signo. tudo bem. mas eu não confio na sua espécie ta quanto não confio nas Trevas. sim. eu estou desabotoando a minha jaqueta e vou afastá-la. Entregue-o para mim. medo. A pressão se intensificou novamente: Ah. E eu já ne me lembro por quê. Em pânico. Olhando pelo pilar que tremulava luz. Eu poderia fechar meus olhos. agora. O terror que sentia se dissipou como se tivesse ficado livre de um p eso. pôde ver lã no alto. Afastou a jaqueta e sem mover a cabeça tinha consciência da forma corcunda do Andari lho passando para o seu lado. o menino viu o rosto contorcido por emoções conflitantes: esperança. Olhou confiante par a o galho seco diante dele e. Então. onde você está? Então. Will então falou: Você carrega o segundo Signo. Você sabe q e eu tenho.

endire itou-se o mais ereto e alto possível. Você u o Cavaleiro tentando me abater. ele precisava ser convencido. seu rosto se contorceu alarmado. Andarilho. todo o medo e desconfiança no rosto velho e contorcido relaxaram em uma obediência infantil. Ele não s abe como confiar em mim. O momento de entregar o Si gno é agora. colocou o objeto nas mãos de Will e soltou uma gargalhada alta e curta de estupefata satisfação. Mas o fogo.. garoto. ela carregava uma cesta tampada e dirigia-se para a rua principal. Foi como se aquelas palavras liberassem uma mola. por tudo o que é mais sagrado dizia impa ciente . quase respondeu o Andarilho. Mas uma voz ecoou nitidamente das sombras adiante: Olá. parecia preso em séculos de desconfiança como uma mosca em uma teia. mas resplandecendo com o brilho opaco nos tons marrom-dourado do bronze. Nada de sinistro sobre Maggie. cheio de so mbras. com seu sotaque de Buckinghamshire estaria este velho mendigo andando por aí nestes últimos quinze dias? O dono da fazenda disse que Queria vê-lo p elas costas. Agora. O fogo não diz nada pra você? ? O fogo. ficar tão absolutamente sozinho. se isso não ajuda disse o menino. E como eu saberei se você acende o fogo porque é um Ancião que acabou de despertar fazendo brincadeirinhas. Levado por alguma parte desconhecida de sua mente. botas e cachecol. Por que disse ela. É o que deseja? O velho mendigo gemeu e murmurou. e podia ouvilas chamando asperamente umas pelas outras. com bochechas como maçã. a leiteira da fazendo dos Dawson. Havia mais gralhas circulando preguiçosamente. Pense somente que nenhuma outra oportunidade surgirá. Você deve saber que eu não faço parte das Trevas. Mas o velho balançava a cabeça lamentavelmente. Pense. Ma s..O homem viveu amedrontado por tanto tempo. Ela sorriu para Will e depois olhou acusadoramente para o Andarilho. Will olhou para cima. Olhe disse gentilmente. Teria o velho razão. retirando um círculo quartejado idên tico àquele que Will carregava em seu cinto. pensava Will com compaixão. Will segurou o círculo de ferro em seu cinto. A menos que você carregue isto para sempre. Permaneceu caído assim como estava quando Will chegou a o beco: cinza. pensava Will. a admiradora de Max. como se nenhuma parte dele ti vesse sido tocada por uma centelha de chama. O homem era uma coisa deplorável. olhando para o menino com seus pequenos olhos ensandecidos. e ele percebeu com um choque o quão pouco da tarde ainda restava. terá que carregá-lo para sempre. sem qualquer indício de queima. o Andarilho se atrapalhava com a alça larga de couro que portava na diagonal de seu peito. A gora. Sua silhueta rechonchuda estava toda escondida pelo c asaco. . semelhant e a um casaco. apontou o objeto para o Andarilho e o chamou : O último dos Anciãos chegou. Com u m sorriso quase de uma ansiedade tola. jovem Will? Aposto que estava. e é chegada a hora. Will enfiou o círcu lo de bronze rapidamente em seu bolso e adiantou-se.. frio. dando-lhe forças para se agi tar. faz tanto tempo que confiou em alguém. seriam os pássaros pretos mensageiros das Trevas? Andarilho. que se esqueceu co mo. Andarilho. Apertando o círculo de bronze. Agora que seu fogo se extinguira. Will o lhava para a rígida casca da madeira. O Andarilho gritou aterrorizado. Já estava t arde.. você deve confiar em mim. E la observava o Andarilho. ou porque está fazendo u m sinal para trazê-los até mim? Gemia para si mesmo em agonia. deitada ali sobre a neve intacta. que havia se esquecido de como parar de sentir medo. Em um instante. e apertou os braços em volta de seu ombro. esperançoso. o dia parecia subitamente muito mais escuro. em segui da. As gralhas já estão dando a direção. Depois. obedeça aos Anciãos agora . Will Stanton. O galho flamejante sobre a neve diante deles incendiou-se de repente ainda mais brilhante e depois apagou. Ele estava importunando você. velho. Deveria partir. você sabe disso. rígido. apenas uma vez. o fogo os trará. M as a mosca ainda tinha asas que podiam romper a teia. e Will se lembrou de como ele se ala rmara gritando na clareira no momento em que o Cavaleiro apareceu. de alguma maneira. sem sa ber bem o que estava fazendo. emitindo um som agudo e feio. Se não confiar em alguém apenas uma vez e por tempo suficiente para lhe entregar o Signo. Que horror. quase se sent ou aliviado sobre a neve quando viu que o recém-chegado era apenas Maggie Barnes. que se encolheu de repente em sua capa suja. ? Bem. agora ou nunca. Olhou para as chamas.

e Will percebeu que não conseguia mover um músculo sequer. depois. com as bochec has rosadas. Ah. Teriam ele s roubado Maggie? Ou Maggie sempre foi uma deles? Se fosse assim. Mas sabia que não tinha as palavras certas para dize r. paralisado assim como o Andarilho. Bem. Eu só tinha acabado de saltar€do ônibus de Slough e topei com ele Realmente topei. mas então você realmente não usa o cinto para segurar as calças. ? Modos. fitando com o mesmo olhar de sempre. não disse Will. como uma garota de fazenda sem complicações que manuseava a máquina de or denha dos Dawson e criava os bezerros menores. dos Signos. o que mais ela poderia fazer? Ele permaneceu encarando a moça. Segure as calças. da fazenda. Maggie disse Will. o frio que deles emanava deveria certamente estar . fazendo um movimento brusco para trás como se tivesse batido contra uma barreira invisível.. O menino olhava furiosamente para Maggie Barnes. frio ao toque. E este aí roubou uma c oisa. E dei-€xei cair todas as minhas compras de Natal acrescentou asp eramente. hein? Will engoliu seco. modos disse Maggie. decoração. Will endireitou-se lentamente. encarando-o. Na realidade. Eu quero de volta. jovem Will. fixo. e além do mais. também. a mente de onde sur giam aquelas palavras podia ser nada menos do que a mente das Trevas. observando. O que você acha disso tudo . quan do esbarrou nele. Will ordenava que ela part isse era nome de todos os poderes que podia lembrar sendo usados por Merriman: d a Dama. a salvo. As últim as palavras soaram ameaçadoras e. o problema com eles é: eles roubam coisas. Mas quando ficou à mes ma altura dela.avançando deliberadamente. uma coisa que me pertencia. encolhendo-se ainda mais dentro de sua capa. para em seguida alinhar o círc ulo de bronze próximo ao de ferro. como a triagem de uma brisa gelada.. Você sempre leva meia hora para c aminhar os cinco minutos de caminhada do ponto do ônibus. Seus cabelos se arrepiavam na parte de trás do pescoço enquanto a ouvia. E eu realmen te acho que ele pode ter enfiado isso no seu bolso quando não estava olhando. Um tipo grande de ornamento de cor marrom-dourada com o formato de um círculo qu e eu usava em uma corrente em volta do pescoço. Um ornamento . Tenho que ir pra casa. Will Stanton? ? Não acho que seja assunto seu saber quanto tempo eu levo para fazer alguma coisa respondeu Will. Will percebeu que a m oça segurava os dois Signos tão levemente quanto possível. mas que não o está incomodando prosseguiu Maggie Barnes com suavid ade. sem se mover . dias atrás. Para um garotinho tão bem-educado como você. jov em Will. imóvel numa posição que não conseguia mudar nem mesmo um centímetro. E le convocou todo o poder que achava que pudesse encontrar para afastá-la e. Uma sensação terrível de apreensão começou a surgir dentro dele. Os lhos dela brilhavam muito..? Ah. jovem Will Stanton. usa? Você o coloca para guardar esta pequena. e tentou atrave ssar para o outro lado de Maggie. Will Stanton disse ela zombeteiramente.. O problema com mendigos sujos e desagradáveis. E ela continuava ali. meu Deus. quero sim. sorrindo-lhe friamente. Dep ois. como poderia ter feito muito bem sob a luz dessa pequena e divertida fogueira aqui. O chá já deve estar pronto. adeus. a gasalhada pelo cachecol vermelho e casaco preto modesto. parou abruptamente. em direção ao alto da trilha. O Signo do Bronze estava frio. estou indo pegar o próximo. ela ainda continuava lá. ela ficou de frente para o rosto dele. uma mão apertando seus embrulhos e a outra deslizan do cautelosamente por seu bolso.. mas não emitiu som n enhum. com os braços cheios de embrulho s.. agora você nã pode. Ele abriu a boca. Observava o Andarilho paralisado. enquanto a moça calmament e deslizava a mão pelo bolso do casaco do menino e retirava o Signo de Bronze. fitando atentamente Will de seu cachecol enrolado na cabeça. inclinando-se para recolher os embrulhos e pacotes que ainda permaneci am espalhados pela neve. E Maggie riu alto . do Círculo. ou pode. Maggie Barnes disse amavelmente: Faz tempo que o último ônibus de Slough passou. mesmo assim. caso ele tivesse me visto chegar. Foi pego. e estremeceu quando ela pre cisou tocá-los com mais firmeza. como se sua vo z gentil nunca tivesse sofrido alteração. O Andarilho fungou. Quero isso de volta. como este aqui com o qual você acabou de se encontrar. Agora. a moça retomou a suavidade. e então rapidamente desabotoou-lhe o c asaco e ligeiramente arrancou o cinto de suas calças. e algumas imagens muito confu sas rodopiavam em sua cabeça.

um pouco assus tado.. Will se curvou para recolher o cinto e. Trilha da Velha Estrada. encolhendo-se. alguma coisa causou um alvoroço em sua mente. as labaredas do fogo ressurgiram no galho do olmo caído. E então. e as chamas margeando a estrada subiram ainda mais alto. Continuou olhando. eu conhecia o nome verdadeiro dela. Então. Desejava tanto gritar de raiva quanto chor ar. Leve-a desta estrada disse ele com a voz nítida e alta. Não havia nada que pudesse fazer. Algum detalhe de sua memória que surgia. boquiaberta de medo. Pois as antigas estradas estão acordadas e seus poderes ressurgiram novamente. . Nes te momento. prote gidos da luz. Merriman aprox imou-se do seu lado. ferro na mão esquerda. forçando a garota Maggie a mover-se cambaleando c om ele. Merriman olhou para Will. Lembre-se de duas coisas que salvaram você disse-lhe. Mas o nome que o fez se sen tir um idiota ajudou a salvar sua vida. o qual W ill havia rapidamente acendido antes. apertou o s dois Signos em suas mãos. margeando o lugar com o fogo flamejante. E não foi no . O cinto com os dois Signos alinhados caiu de sua mão frouxa. que Will nunca havia ouvido antes e não pôde guardar em sua mente. não tente novamente fazer a sua vontade enquanto estiver em um de nossos Caminhos. Alto em seu longo casaco preto. E Be você permanecer ilesa. quando o círculo dele estiver em seu cinto. Fita ndo avidamente os dois objetos. e a garota gritou al to e esganiçado como se estivesse sentindo imensa dor. mas ainda não conseguia assimilar o que era. lá no fundo. e Will notou no lugar uma grande barreira de luz reluzind o dos dois lados do caminho. Bem. num tipo de retribuição pelo alívio. até que pairou sobre o solo firme próximo à estrada. como um animal pequeno e encurvado. Will parou de repente. e nós não devíamos usá-lo. assim como o nome. Minha mãe nunca o usou. bronze na direita. Primeiro. Longe da claridade. Sim. ergueu o braço direito de modo que o casaco balançou como a asa de um pássaro enorme e apontou um dedo longo para a moça. e as chamas crepitavam de lugar nenhum em um círculo de luz branca queimando por todos os lados de Maggie Barnes um círculo de luz mais alto que sua cabeça. Este não é o verdadeiro nome retrucou Merriman com desagrado. um pouco distante do círculo flam ejante e da garota agachada. havia a estrada. Todo o seu esf orço e busca estavam chegando ao fim antes mesmo de ter começado de maneira apropria da. É feio. e não havia nada que pudesse fazer. Merriman bradou. Mas nenhu tra pessoa que eu conheço já a chamou de outra coisa. Gritou um nome comprido e estranho. com um abrupt o estalo. e o círculo ardente de luz m oveu-se lentamente para um lado. com os braços protegendo seus olhos da luz. e Magg ie gemeu alto. Naquele momento.queimando até seus ossos. Você sabe o nome desta trilha? Beco do Vagabundo respondeu Will automaticamente. E Will se lem brou: .. estendendo -se em uma longa distância em ambas as direções mais longa do que a própria extensão da t ilha que Will conhecia como Beco do Vagabundo. Falou o estranho nome mais uma ve z. não. podia ver Maggie Barnes rastejando deploravelmente na neve. Ele observava em total desespero. eu voltarei. lá estava ele na margem da rua. Trilha da Velha Estrada. Merriman e o Andarilho se encontravam em um interminável túnel de chamas frias e brancas. ouvindo e provando o nome apro priadamente pela primeira vez em sua vida. a luz cintilando agora sobre seu nariz bicudo e olhos profundos sob o capuz. Em seguida. com desprezo cortante em sua voz: Volte e diga-lhes que os Signos estão fora de alcance. E. desapareceu. A única maneira para d esarmar uma das criaturas das Trevas é chamando-a pelo seu nome verdadeiro: nomes que elas mantêm em grande segredo. ao lado do primeiro. elas não terão misericórdia nem remorso. Eu me sentiria um idiota se a chamasse de Velha Estrada. Ela se agachou subitamente na neve. ela partiu se arrastan do pelos campos cobertos de neve. ferro opaco e reluzente bronze lado a lado. Você se sentiria um idiota disse Merriman desalentado.. E retomou lentamente: Se eu a chamass e por seu nome verdadeiro. Lembrou-se a penas no momento em que Maggie Barnes estendeu o cinto diante dele com o primeir o e o segundo círculos alinhados. Mas ele. disse ela. com a face escondida nas som bras de seu capuz... Maggie irrompeu em um gorgolejo de gargalhada de sdenhosa que soava ainda mais malévolo pela boca de sua face rosada. E lá estava Merriman..

meada Velha Estrada por algum distante senhor. O nome simplesmente nos diz o que a estrada é, como os nomes das ruas e lugares de terras antigas fazem com muita f reqüência, se os homens ao menos lhes dessem mais atenção. Foi sorte você se encontrar jus tamente em uma das Estradas Velhas, pisadas pelos Anciãos por três mil anos, quando você fazia suas brincadeirinhas com o fogo, Will Stanton. Se você estivesse em qualq uer outro lugar, em seu estado despreparado quanto ao seu poder, você teria se col ocado numa situação tão vulnerável que as Trevas presentes nestas terras teriam sido con duzidas até você. Assim como a garota-feiticeira foi conduzida pelos pássaros. Olhe at entamente para esta estrada agora, garoto, e não a chame por nomes comuns novament e. Will engoliu seco e fitou a estrada com suas margens em chamas se estendendo em distância como algum nobre caminho do Sol e, num impulso repentino, fez-lhe uma pe quena e desajeitada reverência, curvando-se desde a cintura, da maneira como seus braços cheios de pacotes o deixavam. As chamas aumentaram novamente, e se inclinav am para dentro, quase como se o estivessem reverenciando em resposta. Depois se apagaram. Muito bem disse Merriman, com surpresa e um toque de divertimento. Will falou então: Eu nunca, nunca novamente farei qualquer coisa com o... o poder, a menos que haja uma razão. Eu prometo. Pela Dama e o mundo antigo. Mas... ele não conseguia resistir Merriman, foi o fogo que acendi que trouxe o Andarilho até mim, não foi? E o Andarilho tinha o Sinal. O Andarilho estava esperando por você, garoto estúpido disse Merriman irritado. Eu d isse que ele o encontraria e você não se lembrou. Lembre-se agora. Nesta nossa magia , cada palavra, por menor que seja, tem um peso e um significado. Cada palavra q ue eu digo, ou que Algum outro Ancião possa dizer. O Andarilho? Ele estava aguarda ndo pelo seu nascimento e pelo momento em que ficasse sozinho com ele para lhe e ntregar o Signo, e isto ocorreu por mais tempo do que possa imaginar. Você agiu be m, eu diria, foi um problema convencê-lo a entregar o Signo quando chegou a hora. Pobre alma. Ele traiu os Anciãos certa vez, há muito tempo, e esta foi sua sentença. A voz dele suavizou um pouco. Foi uma era difícil para ele, carregar o segundo Sign o. Ele tem mais uma parte em nosso trabalho, antes que possa descansar, caso pre fira isso. Mas não é para agora. Ambos viram a figura imóvel do Andarilho, que continuava paralisado em seus movime ntos do lado da estrada, como Maggie Barnes o havia deixado. Esta é uma posição terrivelmente desconfortável disse Will. Ele não sente nada disse Merriman. Nem mesmo um músculo ficará dolorido. Os Anciãos e povo das Trevas têm alguns pequenos poderes em comum, e um deles é este de prender u m homem fora do Tempo, pela duração que for necessária. Ou no caso das Trevas pela dur ação que eles acharem divertida. Ele apontou um dedo para a silhueta sem forma e imóvel e falou algumas suaves e rápi das palavras que Will não ouviu, e o Andarilho relaxou de volta à vida como uma figu ra em um filme que teve uma pausa e recomeçou novamente. Observando com os olhos e sbugalhados, olhou para Merriman, abriu a boca e emitiu um curioso e seco som se m palavras. Vá disse Merriman. O velho partiu encolhido, apertando a roupa ao redor do corpo, atrapalhado em uma quase corrida, subindo a passagem estreita. Observando-o part ir, Will piscou, depois fixou com mais atenção e esfregou os olhos, pois o Andarilho parecia estar desaparecendo, dissipando-se cada vez mais, de modo que era possíve l ver as árvores através de seu corpo. Então, de uma só vez, desapareceu, como uma estre la ocultada pelas nuvens. Merriman acrescentou: Meu dever, não o dele. Ele merece paz por enquanto, eu acho, em outro lugar. Este é o poder das Estradas Velhas, Will. Você teria usado este seg redo para escapar da garota feiticeira, tão facilmente, se soubesse como. Mas aind a vai aprender isso, e os nomes corretos e muitas outras coisas logo, logo. Will perguntou com curiosidade: Qual é o seu nome correto? Os olhos negros brilharam-lhe para de dentro do capuz. Merriman Lyon. Eu disse quando nos conhecemos. Mas eu acho que se este fosse seu nome verdadeiro, como um Ancião, você não teria me c ontado replicou Will. De forma alguma, não tão alto. Você já está aprendendo disse Merriman com alegria. Venha, está ficando escuro.

Partiram juntos descendo o caminho. Segurando firmemente suas sacolas e caixas, Will andava apressado ao lado da figura vestida com um manto, que insistia em an dar a passos largos. Conversaram pouco, mas a mão de Merriman estava sempre atenta para pegá-lo caso tropeçasse em algum buraco ou depressão. Enquanto saíam, na curva afa stada da trilha de maior largura da Trilha do Vale do Caçador, Will avistou seu ir mão Max vindo rapidamente na direção deles. Olhe, é o Max! Sim disse Merriman. Max chamou, acenando alegremente, e então se aproximou. Eu já estava indo encontrá-lo do ponto de ônibus Nossa mãe já estava quase enlouquecend orque seu bebezinho estava atrasado. Ah, pelo amor de Deus disse Will. Por que você está vindo por este caminho? acenou ax na direção do Beco do Vagabundo. Nós estávamos apenas... começou Will, e enquanto virava sua cabeça para incluir Merrima em seu comentário, parou tão abruptamente que chegou a morder a língua. Merriman havia partido, sem deixar qualquer tipo de vestígio na neve onde se encon trava alguns momentos antes. E quando Will olhou o caminho que tinham atravessad o pela Trilha do Vale do Caçador e para o topo da curva abaixo da trilha menor, co nseguiu ver apenas uma trilha de pegadas as suas próprias. O menino pensou ter ouvido uma música cristalina e distante, em algum lugar no ar, mas mesmo enquanto erguia sua cabeça para escutar, também já não estava mais lá. € VÉSPERA DE NATAL€ Véspera de Natal. Era o dia em que as alegrias do Natal realmente pegavam fogo na família Stanton. Pistas, promessas e esperanças de coisas especiais, que surgiram su bitamente e iluminaram as semanas anteriores, agora de repente floresciam em uma expectativa alegre e constante. A casa estava cheia de maravilhosos cheiros de coisas assadas que exalavam da cozinha, em um canto onde Gwen poderia ser encont rada dando os toques finais ao glacê do bolo de Natal. Sua mãe havia feito o bolo há t rês semanas e o pudim de Natal, três meses antes disto. Imutáveis, as músicas natalinas conhecidas permeavam a casa sempre que alguém ligava o rádio. A televisão nunca era li gada; e havia se tornado, naquela época, algo irrelevante. Para Will, o dia confer ia a si mesmo um enfoque natural desde cedo. Logo depois do café-da-manhã um assunto ainda mais que o normal seria dado andamento ao duplo ritual da lenha Yule e da árvore de Natal. O sr. Stanton estava terminando sua última torrada. Will e James ficavam um de cad a lado dele à mesa do café, sem parar quietos. O pai pegou uma casquinha esquecida e m uma das mãos enquanto folheava as páginas de esporte do jornal. Will também era ferv orosamente interessado na sorte do Clube de Futebol Chelsea, mas não na manhã da véspe ra do Natal. O senhor gostaria de mais torrada, papai? disse ele em voz alta. Hum murmurou o sr. Stanton. Ah! disse James. Quer mais chá, papai? O sr. Stanton olhou para cima, girou o rosto redondo de olhar terno de um lado p ara o outro e sorriu. Colocou o papel sob a mesa, terminou a xícara de chá e enfiou o pedaço de torrada na boca. Vamos lá, então disse ele indistintamente, tomando cada filho por uma orelha. Eles u ivaram alegremente e correram para pegar as botas, jaquetas e lenços. Logo estavam descendo a estrada com o carrinho de mão: Will, James, o sr. Stanton e o alto Max, mais alto que seu pai, mais alto que qualquer outra pessoa, deixan do sobressair de um velho e vergonhoso boné seu longo cabelo preto em uma franja u m tanto engraçada. O que Maggie Barnes pensaria disto, perguntou-se Will alegremen te, quando a moça surgisse, maliciosamente como sempre, perto da cortina da cozinh a para flagrar os olhos de Max; e então, no mesmo instante, ele se lembrou de Magg ie Barnes e pensou com pressa, alarmado: O fazendeiro Dawson é um dos Anciãos, ele d eve ser avisado sobre ela e estava desesperado por não ter pensado nisto antes. Eles pararam no quintal dos Dawson; o Velho George Smith veio saudá-los com seu en orme sorriso. A ida havia sido mais fácil pela estrada naquela manhã, desde que a re tirada de parte da neve foi executada, mas, para todos os lados, ela ainda perma

necia constantemente imóvel em um gelo cinzento, desprovida de vento. Arrumei uma árvore para abater! informou Velho George alegremente. Reta como um ma stro, igual à do dono da fazenda. As duas são árvores Reais, eu reconheço uma. Reais como de onde vêm disse o sr. Dawson, tirando seu casaco apertado enquanto saía . Ele quis dizer exatamente isso, sabia Will: todo ano, um número de árvores de Nata l era vendido da plantação da Coroa ao redor do Castelo de Windsor e várias delas eram transportadas no caminhão da fazenda dos Dawson para o vilarejo. Bom dia, Frank disse o sr. Stanton. Dia, Roger disse o fazendeiro Dawson, e sorriu para os garotos. Ei, rapazes! Dêem a volta com o carrinho. Seus olhos passaram impessoais sobre Will, sem nada mais do que um lampejo de percepção, mas o garoto deixou sua jaqueta aberta de propósito, de forma que ficasse claro que naquele momento havia dois Signos do círculo cruzad o em seu cinto, não apenas um. Bom vê-los tão vivazes disse o sr. Dawson para todos, enquanto eles colocavam o carr inho atrás do celeiro; sua mão descansou brevemente no ombro de Will com uma discret a pressão, dizendo-lhe que o fazendeiro Dawson fazia uma boa idéia do que estava aco ntecendo nos últimos dias. Ele pensou em Maggie Barnes e buscou insistentemente pa lavras que pudessem mascarar o aviso. Onde está a sua namorada, Max? disse-lhe, cuidadosamente alto e claro. Namorada? Max perguntou indignado. O rapaz estava profundamente envolvido com um a estudante de sua Escola de Arte de Londres que usava os cabelos loiros em uma trança, e de quem chegava uma enorme quantidade de cartas em envelopes azuis pelo correio todos os dias, o que o deixava totalmente desinteressado pelas garotas l ocais. Ora, ora, ora disse Will, esforçando-se. Você sabe. Felizmente, James era fã desse tipo de coisa e se juntou a ele com entusiasmo. Maggie-maggie-maggie cantava jocoso. Oh, Maggie. A doce ordenhadora e Maxie, o g rande artista, oooh-oooh... Max socou o irmão na costela e caiu numa risada fungan do. A jovem Maggie precisou nos deixar disse o sr. Dawson friamente. Doença na família. Precisavam dela em casa. A moça fez as malas e partiu cedo pela manhã. Desculpe desa pontá-lo, Max. Não estou desapontado o menino retrucou, ficando vermelho. Isso é coisa desse estúpid ... Oooooh-oooooh cantava James, dançando ao redor, fora do alcance dos braços cumpridos de Max. Oooh, pobre Maxie, perdeu sua Maggie. Will não disse nada. Estava satisfeito com o que ouvira. O enorme pinheiro, com seus galhos amarrados para baixo pelas faixas de corda br anca de pêlos, foi transportado para dentro do carrinho de mão, junto da velha raiz torcida de uma faia que o fazendeiro Dawson tinha cortado mais cedo naquele ano, partido ao meio e separado para fazer lenha de Yule, para si mesmo e para os St anton. Tinha que ser a raiz de uma árvore, não um galho, sabia Will, embora ninguém ja mais tivesse explicado o motivo. Em casa, naquela noite, eles depositariam a len ha no fogo, na enorme lareira de tijolos da sala de estar, e ela iria queimar le ntamente até a madrugada, quando todos iriam para a cama. Em algum lugar estocado, encontrava-se um pedaço da lenha de Yule do ano anterior, guardado para ser usado como cavaco para acender o fogo para seu sucessor. Aqui disse Velho George, aparecendo de repente do lado de Will enquanto eles emp urravam o carrinho para fora da porteira. Vocês precisam ter alguns destes aqui. Ele acrescentou um enorme ramo de azevinho, cheio de frutinhas. Muita gentileza sua, George agradeceu o sr. Stanton. Mas nós temos desta árvore de azevinho na frente da porta de casa. Se souber de alguém que não tenha... Não, não, pode levar. O velho acenou negativamente com o dedo. Não tem nem metade de anta frutinha nesse seu arbusto. Este é o azevinho especial. Ele deitou o ramo cui dadosamente no carrinho, depois partiu rapidamente um broto e o enfiou na última c asa de botão do casaco de Will. E uma boa proteção contra as Trevas a velha voz disse baixinho nos ouvidos do menino , se pregada sobre a janela e sobre a porta. Então, o sorriso de gengivas rosadas dividiu seu rosto moreno e enrugado em um grasnido de gargalhada antiga e o Ancião voltava a ser o Velho George novamente, acenando-

Vocês deveriam ter feito isso ontem disse Will. A sra. Olhe só pra isso. cortando-os em faixas vermelhas. ou ele pode decidir tomar seu presente de volta. Muito esperto. Em seguida. espiando sobre os ombros de sua mãe. Will encontrou em um recipiente de papelão aproximadament e tão alto quanto ele uma caixa plana pequena. Nada o impediria de decorar a árvore de Natal. George! Enquanto eles carregaram a árvore cerimonialmente à frente da casa. Meias esferas espi raladas como conchas marinhas vermelhas e verde-douradas. jogando para trás seus cabelos longos. uma miscelânea de enfeites feito s por diversas crianças Stanton. Mas hã tanto tempo que você não se lembra Elas desapareceram anos e anos atrás. todas iguais. Veja o que seu fil ho mais novo encontrou. Mary e Bárbara estavam sentadas sobre um monte de papéis coloridos. Havia outros tesouros. de modo que ela oscilou e Will pôde ver em seu interior uma quantidade de pequenas peças talhadas e ornamentadas. os gêmeos a fixara m com tábuas cruzadas e chave de fenda. e só então a caixa estaria vazia. querido. E são exatamente tão antigas quan . O que são? Enfeites de árvore de Natal. Na out ra extremidade do aposento. Os entalhes eram tão delicados que seria impossível ver onde elas se juntavam à linha que as prendia. E que cha coalhava. Bons céus disse a sra. variando desde a rena do limpador de cachimbo de Will até uma linda cruz filigranada que Max havia fabricado de fio de cobre em seu primeiro ano na escola de artes. mas cedeu. fornecendo assim uma base de apoio. elegantes lanças de vidr o e teias de aranha feitas de gotas e fios de vidro cintilante e todos eles seri am gentilmente pendurados e ligados sobre os ramos escuros da árvore. Stanton de sua poltrona situada no centro da sala. as faixas de luzinhas coloridas. fei tas com alguma madeira clara que o garoto não conseguia identificar. Engraçado estarem no fundo daquela caixa duran te todo esse tempo. velho Will. não tão mais larga que sua mão. e Will não muito entusiasmado colou algumas correntes de papel. mantinha um olho sobre a porta de entrada e. para reluzir no ambiente. Stanto n segurou uma para cima: um S curvado. Roger. Isto deveria ser trabalho do mais novo. Ela pressionou o fecho sobre a tampa da caixa. na realidade já viu sim disse sua mãe.lhes. De dentro das caixas surgiam todos os enfeites conhecidos que transformariam a v ida da família em uma festa por doze noites e dias: a figura de cabelos dourados p ara o topo da árvore. luze s e sinos de papel prateado plissado. Stanton desceu as escadas e colocou cuidadosamente um dedo dentro caixa. cuidadosamente guardadas durante anos. Nós as usamos há algumas horas. Seria. Mas não tão vazia assim. O fazendeiro Dawson as fez para nós explicava a sra. Então outra: um M arqueado. E tão é melhor você se calar. como pode ver. Mary. ora disse. ele estava fazendo compras de Natal ontem. Além disso disse Bárbara tranqüilamente . rodopiando em uma linha quase imperceptível. E havia as faixas natalinas para serem pregada s em algum espaço livre. Stanton. É a caixa de letras do Frank Dawson. Elas precisam de tempo para secar. amarelas. com a cabeça lindamente detalhada e o corpo escamoso de uma serpente. Mary murmurou. Feliz Natal! Feliz Natal. Você deveria ter feito isto ontem respondeu Mary ressentida. O ra. Elas foram impecavelmente talhadas. Eu cortei um monte de faixas dias atrás disse Will. azuis e verdes. Pequenas estrelas douradas e círculos de palha trançada. é sim! Estava na caixa grande? Eu pe nsei que a tinha perdido há alguns anos. Entretanto. Depois havia as três frágeis bo las de vidro de Natal. é claro concluiu Mary.. saiu furt ivamente atrás deles. Deixe-me ver isso um instante. Bem. quando viu seu pai e James aparecerem com seus braços cheios de velhas caixas de papelão. tentando abrir a tampa. Eu nunca vi isso antes disse o menino. O sr. para depo is colá-las em círculos interligados pelas correntes de papel. sim. O que é isto? disse ele curiosamente. Passando seus dedos cautelosamente pelo amontoado de papel de embalagem esfarelado. com picos semelhantes às agulhas gêmeas de uma catedral surreal.. Eu sim as cortei.

Muita mão-de-obra grátis. exibia um círculo com uma estrela em seu interior. Você pode dizer isso de novo disse o sr. sentada ao lado de sua mãe. Bom Deus. meu menino gentil disse a sra. eu. Não era um W na realidade. Era um tipo de de senho. James disse ela. Roger disse recolhendo a letra da caixa e um A para mim. pois foi nos so primeiro bebê e já tínhamos os dois nomes escolhidos: Tom se fosse um menino e Tess se fosse uma menina.. Eu não im gino Frank chamando o desenho disso. uma doença que alguns bebês novos adquirem.. Ele tinha alguma coisa errada nos pulmões. Acho que era uma cruz. com d edos fortes. Bateu nos ombros de sua mãe. amontoada de gente e caixas .. Robin e Paul. Se havia poder em conhecer o nome próprio das pessoas das Trev as. Stanton. Stanton. qualquer desenho feito de um círculo com linhas radiantes externas e internas.. Não faz mal. Eu não sei realmente por que eu nunca falei para vocês. Que tipo d e desenho. Ela segurou a caixa de cabeça para baixo e balanço Depois. Realmente. pai? Uma mandala. Eles acreditavam em famílias grandes... Mas Will conseguia. Dentro da caixa. Mary. querido. M para Max. Tom. Mas ninguém aqui começa com T. mais velho do que Stephen. Ah. os mais novos. por sua vez. Robin e Paul. Mas Will estava sentindo um crescente desconforto que parecia surgir de alguma p arte muito profunda de sua mente. A sra. Não dê atenção a isso. ou uma cr uz. se você se lembrar disse o sr.. pegou a pequena letra talhada T da mão dela e a c olocou junto com uma fileira que havia feito sobre o carpete de cada inicial pel a ordem. talvez as Trevas. Já faz tanto tempo. Stanton. Ouso dizer que Frank ficou cansado de fazer iniciais àquela altura. nove filhos seriam demais para qualquer mulher. em nosso primeiro dia de Natal nesta casa. mamãe disse ele.. Frank já tinha a inicial talhada para ele. Olhe esta aqui. talhada com uma pequena e belíssim a árvore que se estendia em dois galhos largos. Foi há muito tempo. ela chamou com a voz subitamente mais branda. Mas não está aqui continuou Bárbara. olhou para o irmão mais novo como o rosto sério.. Will ficou ao lado de seu pai. Nós não esperávamos que fossem gêmeos. constrangido. Steve. Stanton rapidamente. O sr. Will disse€ você não existe. Era uma letra T.. Frank foi muito amável. Eu não consigo imaginar por que não o encontramos na caixa com o resto disse a sra. Ah. Uma o quê? Seu pai riu baixinho. Roger. Max. Talvez alguém tenh . Por que alguém não coloca uma música? Bárbara.. Disse s orrindo para Will.. T? perguntou. executassem a magia sobre os outros usando al gum Signo que era símbolo de um nome. Além diss o ela lançou um olhar engraçado pela sala. "Alegrai-vos. Stanton ainda girava as pequenos espirais de madeira em seu queixo. Tom foi seu irmãozinho que faleceu. sobre Tom. Frank fez um R para. Stanton. Stanton retirou duas letras que estavam penduradas juntas na mesma linha. Seu pequeno enfeite de Natal era um modelo básico.to esta família. povos crentes". Tom já seria um homem agora. e Will de repente se arrependeu de encontrar as letras. Fico pensando se ele tem te mpo para essas coisas agora. como uma inicial talhada. eu me lembro. A voz dela soava levemente abafada... Falando em mão-de-obra grátis disse seu pai . Era Tom respondeu sua mãe. Frank ficou muito zangado conosco por termos repetido. Mas ond e está o W de Will? A letra do Will estava junto com as demais. Este par chegou um pouco mais tarde do que o normal.. Gwen. e viveu somente por três anos. Isso resultou de ter ancestrais fazendeiros. Quanta iniciativa! Espírito de Natal disse Robin da escada portátil. não um W disse como quem não quer nada. se me recordo respondeu o sr. por onde andam James e Max? Pegando as outras caixas. O senhor disse que era um desenho. Uma mandala é um tipo de símbolo muito antigo q ue data da época da adoração do Sol e esse tipo de coisa. Eu estava apenas dando um exemplo. mamãe disse Paul. e tudo o mais. Não estou triste. outro M para Mary..

O estojo da flauta do irmão já estava separado na mesa da cozinha. pisare mos nas frutinhas do azevinho toda vez que alguém abrir ou mexer nas cortinas. você deve sim falou Paul. Garotas são chamadas de passarinho verde desde o início dos tempos. mas ele não estava inclin ado a chamar atenção para o azevinho fazendo algum tipo de protesto. Então inseriu um pedaço de ra mo dentro do fecho recentemente consertado da clarabóia também. com cores e a animação. Oito e meia? disse Robin. pai! James o interpelou com horror. E teria feito o m esmo em todas as janelas. Bell. Coloque isso pela cornija da lareira ou em algum outro lugar. O que quer dizer com possa? disse Max da poltrona do lado de seu pai. na realidade. tenha sido este o motivo que levou o fazendeiro Dawson a lhe t alhar. ele se dedicava genuinamente à música. Nada fica bom sem um barítono. quem fará a jornada neste ano? Eu disse James. e quando o último farfalhar de embrulhos de presentes chegou ao fim. Essa breve interação era repetida anua nte há três anos. Quero dizer. Sim. pegou seu cachimbo e sorriu suntuosamente para to dos. Tend o deixado seus dias de Papai Noel para trás. Alguns pássaros de verdade são muito inteligentes disse Will de forma reflexiva. mas ela já tinha saído. e o que acha de você ir cantar? Ainda mais ocupado do que você respondeu Max preguiçosamente. de outra forma. Fora todos vocês disse a sra. é claro acrescentou Will. voltando em seguida para o andar de baixo e fixando com cuidado u m pequeno ramo sobre as portas da frente e dos fundos da casa. E o que ele quer dizer é disse Mary. Você não acha? Mas o episódio das gralhas foi tão efetivamente apagado da mente de James qu e ele nem percebeu. De qualquer man eira. Um pouco depois. E se cantarmos três canções natalinas para a srta. Bárbara e eu respondeu Mary.a retirado o seu símbolo para tentar obter poder sobre ele daquela maneira. Desculpem-me. Stanton alongou-se em sua poltrona surrada de couro. Desculpe. o sr. Mas por último.. Eu não sei se eu deveria disse Robin. Passarinho? perguntou seu pai. Um atitude tipicamente feminina. Ah. para que fique controlável. mas um símbolo que ninguém das Trevas poderia usar. Quase tant o inteligência quanto passarinho também. Gwen olhou-o feio. Bem disse . não uma inicial. Stanton. Não em todo lugar. Will esgueirou-se da decoração da árvore em direção ao andar superior. O senhor realmente vive na Idade da P edra. Depois do chá naquele dia. casacos quentes. Eu falou Will. e voltem lã pelas oit o e meia. para tentar. agora rondando a porta que precisa se sentar em seu quarto e escrever outra carta enorme para seu passarinho verde de Southam pton. ele não havia pensado nas chaminés. fi xou um ramo sobre a porta e cada janela de seu quarto. chegou a hora dos cânticos natalinos. e e a srta. Ocupada demais disse Gwen. Depois. Oh. quando as luzes de Natal foram ligadas. como o restante da família. Por sua compleição larga e raciocínio lógico. tudo bem então disse o gêmeo com relutância. eles o roubaram. se Gwen não tivesse passado pela sala e percebido o que ele estava fazendo. Qual seria a próxima palavra? Nossa. refletia enquanto colocava a planta artisticamente sobre a cornija da lare ira. até ali teria proteção. Na realidade. as palavras não surtiram efeito. Will disse ela. A véspera de Natal já estava qua se consumada. se quiser saber. E talv ez. e sendo um excelente jogado . O que ela quer dizer acrescentou Mary a certa distância é que precisa lavar seus cab elos caso Johnnie Penn possa passar por aqui. Botas. Paul. Max arrancou um de seus chinelos para atirar. A casa encontrava-se reluzente. Robin sentia que não era adequado se mostrar ansioso por qualquer atividade tão fe minina quanto as cantigas natalinas. pensava Will revoltado. e tinha uma voz grave bastante agradável. a única entrada na casa de que ele havia se esquecido. De qualque r maneira. Bem interpelou . Greythorne convidar a todos para um ponche? . fez o mesmo nas janelas do quarto de James que seria compartilhado por ambos os meninos na vés pera de Natal..

que tingira os cabelos com folhas de chá e mantinha um cãozinho coxo qu e parecia um novelo de lã cinza. "God Rest Ye Merry. para o sr. tão confortavelmente co mo se estivessem sentadas em casa. pois d esta vez eles precisaram de muito fôlego: Bom senhor e boa senhora. Não seria Natal sem os seis pêni disse a sra. para Will. Gentlemen ". Feliz Natal! E então era a vez do Solar. Faltavam mais quatro ou cinco casas. pobres crianças que vagam pela lama. Bem adiante situava-se a fazenda do s Dawson. Homiman. Aqui e ali caíam esparsos flocos de neve do céu. ignorando calm amente a troca de moedas. para o alegre sr. segurando a grande caixa de ar recadação que levavam para ajudar a menor. aconche gado pelos pensamentos do Natal e o prazer dos cânticos natalinos. adic ionar e subtrair. lindo e colocou algumas moeda s das quais eles sabiam que ela não tinha condições financeiras para se desfazer em fa vor da caixa de arrecadação. Eles ainda cantaram "Adeste Fideles " em latim. nem a Lua ou mesmo uma única estrela brilhavam na noite. Greythorne in sistiria para que entrassem e ficassem em seu enorme salão de entrada revestido de pedra. magro e moroso que freqüentemente podia ser visto na h . A pequenina srta. entre folhas tão verdejantes Tão formosos. e que nascera e fora cri ada no leste de Londres até que uma bomba explodisse sua casa hã trinta anos. E logo as canções natalinas começaram. Saíram pela cidade cantando: "Nowell " para o pároco. os passos de todo o g rupo soavam frios e rígidos sobre o caminho de neve. a enorme p orta se abriu e lã se encontrava o mordomo da srta. A lamparina que Robin carregava em uma vara lançava um círculo de luz cintilante sobre a neve. mas por trás da conversa. cujo tinido profundo sempre causava em Will a sensação de um alarme sombrio e.Bem. enquanto eles entoavam os últimos versos.. falar e pensar. e a respiração do grupo exalava uma fumaça branca e densa. Greythorne. Homim an. que havia ensinado todos eles a ler e escrever. Robin puxou o longo metal do sino. "Once in Royal David's City". Ela se mpre dava para cada um seis pêni de prata. O ar estava gelado. E continuaram a entoar o cântico mas. com o fraque que e le sempre vestia nas vésperas de Natal. Greythorne. e que sempre olhava como se estivesse muito a legre mesmo. que rapidamente se deteriorava. o céu não ficava claro. o viúvo da agente do correio. uma delas era o lar da taciturna sra. que "trabalhava" para a mãe deles uma vez por semana. nove e meia e já bem atrasados * * *€ disse ela. com todos os decimais. com um enorme ramo de muitos azevinhos frutíferos pendurados sobre as po rtas do fundo. Aqui vamos nós brindando. o seu nom e era Bates. e "Les Anges dans nos Campagnes " em francês para a pequenina srta. Pettigrew. o s trechos sobre as folhas verdes. na última estrofe. eram menos apropriadas do que o nor mal. a idosa srta. e naquele ano. e mais uma vez lhes deu. a última parada antes de casa. o enorme homem de negócios que vivia na nova casa de estilo Tudor no final do vilarejo. Will e James elevaram muito a voz num contraponto. a profess ora aposentada do vilarejo. que não costumavam fazer para o término da música. Estava muito escuro na hora em que saíram. Hutton. mas cada um carregava uma vela em um dos bolsos do casaco. Assi m as terei em todo Natal do jeito que eu costumava fazer. Will sentia-se feliz. e calcu lo que meu estoque me abastecerá até que eu vá para a cova e vocês estejam cantando para alguma outra pessoa nesta porta. Bell disse roucamente: Lindo. a mais antiga e famosa igreja Saxônia do Va le do Caçador. Bell. Quando chegassem ao Solar. com todas as luzes acesas. Enquanto estão sentados no calor da chama€ Rogamos que pensem em nós. Eu separei um bom estoque delas antes de aterrissarmos. vamos nós errantes€El es sempre começavam com a antiga Wassail para a srta. prosseguia cami nhando em um estado sonhador bastante satisfeito. Bárbara e Mary conversavam afastadas do grupo.. antes que fossem para escolas de outros lugare s. meus queridos. Não se tratava de um exímio mordomo. um homem alto. e Will pensava nas predições da mulher rechonc huda do ônibus. Daí cada um seguraria a vela enquanto cantassem . e ofereceu a cada um deles um abraço e seus votos: Feliz Natal! Feliz Natal! e assim eles partiram para a próxima casa da lista.

e Will pensava: estamos realmente cantando bem desta vez. houvesse o mordomo que abrira a porta.. Senhor. ele t entava assegurar que seus olhos não passeariam pelo alto salão enquanto falava.orta ajudando um jardineiro mais velho. Apressadamente. algo que não conseguia compreender. todos eles puxaram as velas de seus bolsos. depois começaram a entoar a doce cantiga de Natal Lullay lullay. olhando para Paul pensativamente. sempre se metia em encrenca por ser entusiasticamente cordial. que sentia pena da srta. a léguas daqui. na mesma cadeira de encosto alto que e les viam em todas as vésperas de Natal. Greythorne surgiu atrás dele. cortado na altura do quadril. que sempre foi um grand finale para a srta. aproximando uma ca ixa com enormes palitos de fósforo. como aquela odiosa garotinha disse no p oema. obrigado.. caminhando com dificuldad e pela neve. hein. pego de surpresa. e com um tipo de babado no pes coço em vez de uma gravata branca. thou litt le tiny child. Greythorne e sem pre fazia Will sentir pena de Paul. é claro. Venha sobre vós o amor e alegria E saúde também€ O mordomo sorriu e lhes acenou educadamente. The Holly and the Ivy. E seu pai? Muito bem. Ouviu-se uma leve bati da de pé. ele faz sua morada€. em seguida. enfeites ou outro sinal das festas d e Natal naquela casa. O mordomo acendeu um fósforo e moveu-se cuidadosamente entre o grupo . mantendo a porta aberta. pois certa vez o rapaz comentou que esse hin o não se adequava ao tipo de música dele e que provavelmente deveria ter sido compos to por alguém que odiava flauta. Gentlemen. jovem rapaz? Certamente disse Will com franqueza. Pettigrew no Correio. então. Alguém no fundo do salão apagou as luzes. de outra maneira não havia qu aisquer indícios de outros visitantes. Tinha o rosto magro e olhos brilhantes e seus cabelos grisal hos estavam sempre levantados no topo de sua cabeça como um tipo de nó: era uma figu ra totalmente misteriosa no Vale do Caçador. Uma época estranha disse a srta. Os cânticos natalinos chegaram ao fim e todos relaxaram. O som claro e áspero da flauta envolveu o ar como barras de luz e encheu Will com um estranho saudosismo. E o t om imperioso da srta. Traga-os para dentro! Traga-os para dentro! Não os deixe esperando na porta da cas a! Ela estava ali. Pois embora a governanta-cozinheira e a criada estivessem sorrindo no fundo do apose nto e. Tão c heia de uma quantidade enorme de coisas. . exceto por um ramo gigantesco de azevinho fixado sobre a c ornija da lareira. obrigado. examinando-os de forma impessoal. eu juraria que James não estaria cantando se. de modo que quando cantassem juntos soasse uma só voz. Paul. deixando o enorme aposento iluminado apena s pelas chamas bruxuleantes na mão de cada membro do grupo. E então voltaram a entoar G ood King Wenceslas. para variar. era Merriman. na enorme entrada do salão.. Greythorne. Espero que a senhorita também. Mas era divertido ser o pajem. Will olhou pensativamente para o fraque dele. pois o mordomo não era Bates. Estava impossibilitada de andar hã anos. ou di scutindo sobre suas artrites com a sra. a sensação de alguma coisa esperando. Luz para suas velas disse Merriman em tom baixo e respeitoso. terminando com a última estrofe sem as vozes. Como está sua mãe? perguntou a srta. Will engoliu a última nota alta da canção. Greythorne. contava o vilarejo mas ela decididamente se recusava ser vista em um a cadeira de rodas. E você anda muito ocupado neste ano. eles cantaram God Rest Y e Merry. Greythorne para Paul. tentando combinar com exatidão a sua voz com a de J ames.. apenas com o instru mento tocado por Paul. A luz tornava suas sobrancelhas em uma cerca viva e fantástica de pêlos. árvores. Sentia certa dificuldade em pensar em Merriman como um mordomo. Ela se virou repentinamente para Will. Greythorne.. Encantador disse Merriman com voz grave. Passando um bom Natal? Esplêndido. Depois. srta. des de um acidente ocorrido quando era ainda bem jovem seu cavalo havia caído e rolado sobre ela. e as linh as do nariz até a boca em ravinas profundas e sombrias.. perto do portão dos fundos do Solar.

. e olhou para a penumbra enquanto cantava. Eles estavam imóveis. Lentamente as portas s e abriram e a elusiva música cristalina dos Anciãos surgiu rapidamente em ondas para se juntar ao acompanhamento da cantiga de Natal. tomou sua mão e eles andaram adiante cantando juntos: Partiram rei e pajem€partiram juntos€no indômito vento de audazes lamentos€no tempo que mordaz vem€Ambos desceram a enorme entrada do salão. Porém. também estava imóvel.. . sem tocar o chão. e. pois as palavras eram as palavras certas para o que h avia em sua mente. com um espanto tão brutal qua nto se alguém o tivesse golpeado no estômago.. Will sentia como se caminhasse no ar.. a lenha do pinheiro. e Merriman ergueu seu braço esq uerdo e apontou para eles os cinco dedos abertos e retos.no sopé da montanha€. a melodia. ao longo da melodia doce e singular que lhe acompanhava e que parecia surgir do ar. branca e luminosa que se erguera do galho que W ill havia queimado no outro dia. O teto era alto. em uma época diferente e em um N atal diferente. nem Robin ou Mary ou qualquer um d os Stanton. assim como Will continuava cantando contra a sua vontade. Traze carne e traze o vinho. mas cada uma queimava na mesma colu na de ar.. terminando a estrofe. . uma voz ampla e profunda que Will nunca havia ouvido numa canção. e viu. Bem diante da floresta isolada . mas a música continuava e os pilares de luz permaneciam sobre as chamas das ve las. Tu e eu o veremos cear Quando os trouxermos de lဠA cabeça do menino rodava um pouco. muito sem elhante. Ande tu sobre eles corajoso como convém. mas já a reconhe cia. ilumi . Will ouviu sua voz tremer. perto da fonte de Santa Agnes€. Os dedos de Paul não mais se moviam pela flauta. se sua boca não estivesse de fato se mexendo. as enormes portas talhadas que ele h avia visto na encosta coberta de neve de Chiltern. nem qualquer outra parte de James. Adiante dele erguiam-se os grandes portais. traze pra cá. Merriman cantava. que era mui to exigente quanto às cabeças erguidas e maxilares bem movidos.. e logo desapareceu novamente. não havia luz adiante deles agora.€ Já não posso mais. e de repente mais coisas se encontravam diante de Will do que somente a escuridão. ainda mais suave do que a tocada pela flauta. E entraram na escuridão. O LIVRO DA MAGIA€ Eles se encontravam em um aposento claro agora. todos presos no Tempo como havia ficado o Andari lho na Velha Estrada quando a garota das Trevas lançou o encantamento sobre ele. da srta... Marque meus passos. Merriman aproximou-se naturalmente. segurando o instrumento em sua boca. bem como a próxima estrofe foi cantada exceto se esperassem que um garoto tenor cantasse como o bom rei Wenceslau. estranha e inconsumível. Não sei como. um aposento diferente de tudo o que Will já havia visto. Will prosseguiu juntamente com Merriman rumo à luz.. pelo salão escuro.. Greythorne em sua cadeira... vivos.. cantando como se pudesse derramar toda a música no mundo mediante aquelas notas e cantava tão confiante que o maestro do coro da escola. quando a próxima estrofe começou. a noite agora mais escura estဠE o vento forte aumenta mais... para longe da presença dos Stanto n ainda imóveis. em sua partitura uma voz linda e grave envolveu o aposento com as palavras conhecid as. o aposento parecia crescer e se encolher de no vo. meu bom pajem. E bem quando ele começava a se perguntar.. que de fato a boca de James não estava s e mexendo. Senhor. mas suspensos da vida. meu coração desfalecendo está. E as chamas de suas velas não bruxuleavam mais. da governanta-cozinheira e da criada. as paredes continham painéis feitos de madeira dourada reluzente.. bosques e montanhas... ficaria mudo de estu pefato orgulho.. pintado com imagens de árvores. prosseguia ecoando.. mas somente o bri lho que reluzia atrás.

nados aqui e ali por estranhos globos brancos cintilantes. E o ambiente estava r epleto de música, a mesma canção natalina que haviam iniciado era agora entoada por mu itas vozes, em uma junção de pessoas vestidas como se tivessem sido extraídas da cena fantástica de um livro de história. As mulheres, com os ombros despidos, usavam vest idos longos com saias elaboradamente rodadas e esvoaçantes; os homens vestiam fraq ues não como o de Merriman, de casaca cortada na forma retangular, longas calças ret as, babados brancos ou gravatas de seda preta. De fato, agora que Will se aproxi mava novamente para olhar Merriman, percebia que as roupas que ele usava nunca h aviam sido na realidade as de um mordomo, mas pertenciam completamente a outro séc ulo, seja lá qual fosse. Uma senhora em um vestido branco avançava em sua direção para cumprimentá-lo; enquanto e la se movia, as pessoas ao redor se afastavam respeitosamente para dar-lhe passa gem e, quando a canção natalina chegou ao fim, ela exclamou: Lindíssimo! Lindíssimo! Apr oxime-se, aproxime-se! Seu timbre era exatamente o mesmo da voz da srta. Greytho rne ao serem recebidos na porta do Solar um pouco mais cedo e, quando Will olhou para sua face, viu que de certa maneira era a srta. Greythorne também. Eram os me smos olhos e rosto magro, as mesmas maneiras imperiosas, porém amigáveis, só que a srt a. Greythorne era muito mais jovem e bonita, como uma flor que se abriu, mas que não havia ainda sido maltratada pelo Sol, ventania e dias. Venha, Will disse ela, sorrindo e tomando-lhe as mãos. O menino a seguiu tranqüilame nte; estava muito claro que aquela senhora o conhecia e todos ao redor, homens e mulheres, jovens e velhos, sorridentes e descontraídos, também. A maior parte da mu ltidão iluminada estava deixando o aposento naquele momento e partindo na direção de u m cheiro delicioso de comida que claramente significava a ceia oferecida em algu m outro lugar da casa. Mas um grupo de poucos permaneceu no local. Estávamos esperando por você disse a srta. Greythorne e o conduziu até os fundos do sa lão onde o fogo crepitava quente e convidativo, numa decorada lareira. Ela olhava para Merriman também, incluindo-lhe em suas palavras. Estamos todos prontos, não exi stem quaisquer obstáculos. Estão certos disto? A voz de Merriman soou rápida e grave como uma batida de martelo , e Will olhou-o com curiosidade. Mas o rosto de nariz de falcão estava tão misterio so como sempre. Definitivamente certos disse a senhora. E depois, de repente, ajoelhou-se ao lad o de Will; o seu vestido ondulava ao seu redor como uma grande rosa branca; ela ficou na mesma altura dos olhos dele agora e segurou-lhe ambas as mãos, observando e falando suave e insistentemente. Trata-se do terceiro Signo, Will. O Signo da Madeira. Algumas vezes, nós o chamamos de o Signo do Aprendizado. Chegou a hora d e refazer este Signo. Will, em todos os séculos, desde o princípio, a cada cem anos, o Signo da Madeira deve ser renovado, pois este é o único dentre os seis que não pode manter sua natureza imutável. A cada cem anos nós temos que o refazer, do mesmo mod o como fomos ensinados. E agora esta será a última vez, pois quando o seu século volta r, você o levará para todo o sempre, para a junção, e por isso não haverá mais necessidade e renovação. Ela se ergueu, dizendo claramente. Estamos felizes em vê-lo Will Stanton, o Descobridor dos Signos. Muito, muito feli zes. Então, ouviram um rumor de vozes, baixo e alto, suave e profundo, todas em co nsentimento e aprovação; era como um muro, pensava Will, do qual é possível aprender e r eceber apoio. De maneira muito intensa, ele pôde sentir a força da amizade que emana va desse pequeno grupo de pessoas vestidas de modo diferente e elegante e, pergu ntava-se se todos eles eram Anciãos. Olhando para Merriman ao seu lado, sorriu com alegria, e Merriman retribuiu o sorriso com um olhar relaxadamente mais prazero so que Will já havia visto naquele rosto severo e principalmente lúgubre. Já está quase na hora disse a srta. Greythorne. Um pequeno refresco para os recém-chegados primeiro, talvez disse um homem ao lado deles: um homem pequeno, quase da mesma altura de Will. Ele estendeu uma taça. Wi ll a pegou olhando para cima e percebeu que fitava um rosto magro e vivaz, quase triangular, bastante enrugado, mas não velho, com olhos brilhantes como estrelas que o fitavam atentamente e de alguma maneira dentro dele. Era um rosto perturba dor, com muitas coisas a ocultar. Mas o homem moveu-se para longe dele, para ofe recer uma taça a Merriman, deixando o menino apenas com a visão das costas vestidas

com impecável veludo verde. Meu senhor disse ele com reverência enquanto erguia a bebida, curvando-se. Merrima n o olhou com uma curva divertida nos lábios, sem dizer nada, mas continuava olhan do zombeteiramente e esperando. Antes que Will tivesse a chance de começar a refle tir sobre o cumprimento, o homenzinho piscou e parecia ter subitamente recuperad o o bom humor, como alguém sonhando que desperta abruptamente. Rompeu numa gargalh ada. Ah, não disse gaguejando. Pare. Eu tenho mantido este hábito há anos, afinal. Merri riu com afeição, depois ergueu a taça para ele e bebeu; já que não conseguia decifrar aqu ela estranha troca, Will bebeu também e ficou estupefato com a bebida irreconhecível que, além de saborosa, era como um esplendor de luz, a explosão da música, alguma coi sa forte e maravilhosa que envolvia todos os seus sentidos ao mesmo tempo. O que é isto? O homenzinho virou-se e riu; seu rosto erguia todas as rugas de expressão. Methegl in costuma ser o nome mais parecido disse recolhendo a taça vazia. Soprou dentro d ela e falou inesperadamente: Os olhos de um Ancião podem ver estendendo a taça. Olha ndo dentro da base, Will de repente sentiu que podia ver um grupo de pessoas em vestes marrons fazendo aquilo que acabara de beber. Mirou o homem no casaco verd e que o fitava de perto, com uma expressão perturbadora que era quase uma mistura de inveja e satisfação. Depois, o homem riu e levou a taça rapidamente; a srta. Greyth orne chamava por ele para que se aproximasse dela; os globos brancos para ilumin ação do aposento emitiam uma luz mais fraca e as vozes se acalmaram. Will pensava qu e ainda podia ouvir música de algum lugar na casa, mas não tinha certeza. A srta. Greythorne permaneceu perto do fogo. Por um momento, ela baixou a cabeça, observou Will e depois Merriman. Em seguida, virou-se para as paredes. Ficou obs ervando atentamente por um longo tempo. Os painéis, a lareira e o console eram uma peça única, toda talhada da mesma madeira dourada: muito plana, sem qualquer curva ou arabescos, apenas algumas rosas simples de quatro pétalas dispostas aqui e ali. Colocou a mão em uma dessas pequenas rosas talhadas no topo do canto esquerdo da lareira, pressionando seu centro. Ouviu-se um estalido, e embaixo da rosa, no níve l de seu quadril, apareceu uma abertura escura e quadrada no painel. Will não viu nenhum painel se movendo; a abertura simplesmente apareceu ali de maneira repent ina. Então a srta. Greythorne pegou um objeto no formato de um pequeno círculo. Era a mesma imagem dos que ele já tinha em seu cinto, e logo percebeu que sua mão, como antes, havia se movido de livre e espontânea vontade e os segurava protetoramente. O aposento ficou em total silêncio. Do lado de fora das portas, Will podia certam ente ouvir uma música agora, mas não conseguia identificar a natureza daquele som. O círculo do Signo era muito fino e escuro, e um dos braços cruzados em seu interior se quebrou enquanto observava. A srta. Greythorne o estendeu para Merriman, e m ais um pouco caiu como poeira. Will podia ver agora que era de madeira, endureci da e extenuada, mas apresentando ainda alguns veios. Tem apenas cem anos? perguntou ele. Em cada cem anos, a renovação disse ela. Sim Will rebateu impulsivamente, no aposento em silêncio. Mas madeira dura muito m ais do que isso. Eu vi no Museu de Londres. Partes de velhas embarcações que eles re tiraram do Tâmisa. Pré-históricos. Com milhares de anos. Quercus Britannicus disse Merriman, severa e abruptamente, parecendo um professo r zangado. Carvalho. As canoas às quais se refere foram feitas de carvalho. E mais ao sul, as pilhas de carvalho sobre as quais a atual Catedral de Winchester foi fundada foram cortadas há novecentos anos e continuam tão firmes hoje como eram naq uela época. É verdade, carvalhos duram muito tempo, Will Stanton, e chegará o dia em q ue a raiz de um carvalho desempenhará um importante papel em sua jovem vida. Mas o carvalho não é uma madeira apropriada para o Signo. Nossa madeira é uma de que as Tre vas não gostam. Sorveira-brava, Will; essa é a nossa árvore. O freixo da montanha. A s orveira tem certas qualidades que não são encontradas em nenhuma outra madeira, e de que precisamos. Mas também há pressões sobre o Signo que a sorveira não poderia suporta r como um carvalho, ou o ferro, ou o bronze. Por isso, o Signo deve renascer ele o estendeu, entre um dedo longo e um polegar profundamente curvado e escuro a c ada cem anos. Will aquiesceu sem dizer nada, percebendo que estava muito consciente da presença

das pessoas no aposento. Era como se todos eles se concentrassem com afinco em u m único propósito, tornando sua concentração até mesmo audível. Parecia que haviam se multi licado, num número sem fim, uma vasta multidão que se estendia além da casa e além daque le século ou qualquer outro. Ele não compreendeu completamente o que aconteceu logo em seguida. Merriman puxou a mão subitamente, quebrou o Signo de Madeira facilmente em duas partes e o jogou no fogo, onde uma enorme e única lenha como a lenha Yule de sua casa encontrava-se queimando pela metade. As chamas se ergueram. Então, a srta. Greythorne se aproxi mou do homenzinho no casaco de veludo verde, recebeu dele a botija de prata da q ual versava as bebidas e jogou o conteúdo da botija sobre o fogo. Ouviu-se um gran de assovio juntamente com a fumaça e o fogo se apagou. Ela se inclinou em seu long o vestido branco e colocou o braço na fumaça e nas cinzas queimando sem chamas, reco lhendo um pedaço queimado da grande lenha. Parecia com um disco irregular. Segurando o pedaço da madeira no alto, de modo que todos pudessem ver, ela começou a retirar as partes embranquecidas da peça como se estivesse descascando uma laranj a; seus dedos se moviam rapidamente, e as bordas queimadas caíam enquanto a parte reduzida da madeira era mantida: um círculo nítido e liso, contendo uma cruz. Não havi a qualquer irregularidade, como se nunca tivesse t ido outra forma além daquela. E em seguida, as alvas mãos da srta. Greythorne não apresentavam um traço sequer de ful igem ou cinza. Will Stanton ela disse, virando-se , aqui está o terceiro Signo. Eu não devo entregá-l para você neste século. Sua busca deve ser realizada em seu próprio século. Mas a madei ra é o Signo de Aprendizado, e quando tiver completado todo o seu aprendizado em e special, você o encontrará. Eu posso deixar em sua mente os movimentos que serão neces sários para descobri-lo. Fixou-o firmemente e depois se ergueu e deslizou o estran ho círculo de madeira dentro da abertura escura no painel. Com a outra mão, pression ou a rosa talhada no alto da parede, e com a mesma rapidez, para não ser vista, as sim como antes, repentinamente, a abertura já não estava mais lã. A parede de painéis de madeira encontrava-se lisa e absoluta como se não tivesse passado por qualquer mu dança. Will observou. Lembre-se de como foi feito, lembre-se... Ela havia pressionado a sua mão na primeira rosa talhada no topo do canto esquerdo. Mas agora havia três ro sas em um grupo naquele canto; qual delas seria? Enquanto ele prestava mais atenção, viu com temeroso espanto que agora toda a parede de painéis estava coberta com qu adrados de madeira talhada, cada um contendo uma única rosa de quatro pétalas. Teria m se multiplicado naquele momento, sob seus olhos? Ou estariam ali desde sempre, invisíveis por causa da ilusão da luz? Balançou a cabeça alarmado e olhou ao redor para Merriman. Mas já era tarde. Ninguém estava próximo dele. A solenidade já havia desapare cido no ar; as luzes estavam mais claras novamente e todos conversavam animadame nte. Merriman murmurava alguma coisa para a srta. Greythorne, curvando-se muito para falar ao seu ouvido. Will sentiu um toque em seu braço e virou-se. Era o homenzinho no casaco verde, acenando para ele. Perto das portas na outra e xtremidade do aposento, o grupo de músicos que havia acompanhado a canção natalina com eçou a tocar novamente: o som suave de flauta doce e violinos e outro instrumento que parecia uma harpa. Era outro cântico que tocavam naquele momento, e antigo, mu ito mais antigo do que o próprio século daquele aposento. Will queria ouvir, mas o h omem do casaco verde segurava seu braço e o conduzia insistentemente em direção à porta lateral. Will permaneceu firme, rebelde, e virou-se para Merriman. A silhueta alta se lev antou abruptamente, girou ao redor procurando por ele. Mas, quando viu o que est ava acontecendo, Merriman relaxou, erguendo apenas uma das mãos em consentimento. Will sentiu uma reafirmação sendo colocada em sua mente: pode ir, está tudo bem. Eu es tarei junto. O homenzinho pegou uma lamparina, olhou com naturalidade sobre ele, depois rapid amente abriu a porta lateral o suficiente para que ele e Will passassem. Você não co nfia em mim, não é? perguntou com sua voz aguda e descontrolada. Bom, não confie em ni nguém a menos que seja necessário, garoto. Assim, você realizará tudo o que está aqui para fazer. Parece que conheço as pessoas agora, em sua maioria€ disse Will. Quero dizer, de algu ma maneira, identifico aqueles em quem posso confiar. Geralmente. Mas você... inte

o couro preto da cadeira brilhou sob a luz amarelada. No círculo da luz bruxu leante. sentia como se estivesse tentando entender o horário de uma via férrea. Apenas um simples pecador. Mas o que aconteceria se eu fizesse algo para alterá-lo? Eu poderia. olhe aqui Hawkin começou Will. É claro que não. Will passou a mão distraidamente pelos cabelos. que tornasse alguma coisa diferente na história. escondido nas sombras. Will disse e le. Mantos disse ele. Will continuou: Você não se encaixa. Hawkin riu suavemente. Ele pertence àquela época. Sim? disse o homenzinho. Will recebeu a lamparina das mãos do homenzinho. Ele igualou a chama flamejante nas três velas sobre a mesa colocada ao lado de uma das poltronas. eu e meu senhor Merriman estaríamos nela descritos. Como poucos homens comuns o fizeram. Ele estava tentando entender algo e isso o dei xava bastante ansioso. então mantinha um controla dor do tempo que avisava em alto som quando se lia por tempo demais. uma pequena escada móvel e uma estante alta c om a frente de vidro no centro voltada para cada parede. eu também não pertenço a este século. como parecia.. num século que já aconteceu. em seguida.. Will perguntou impotente: O quê? Você esteve-está neste século quando ocorreu.. Geralmente. Setecentos anos antes de você nascer. Will continuou: Mas eu não consigo. você não está ligado a essas leis do Universo como nós as conh ecemos. Pois como você. Venha disse Hawkin sem demora. Will percebeu que o lugar parecia um pequeno aposento desprovido de móveis . o motivo que o leva a sentir tanto prazer neste b onito casaco. A srta. Você parece saber o que está acontecendo. ouviu-se o estalo de um palito de fósforo. É um mistério. queimando a princípio com uma chama avermelhada e depois expandindo-se em um círculo branco cintilante bem maior. sentindo a mão de Merriman af etuosamente apoiada em seus ombros. dos padrões atuais. Por minha interve nção. exceto por uma poltrona. Preferível a um casaco afetado. Nada mais. Se alguém tivesse escrito uma história rela ando a realização da festa de hoje à noite. Eu acho que deve haver outra por aqui. eu con seguiria? Qualquer coisinha. pessoas como vocês. outro som alto "pop!" e uma luz surgiu na parede.. Onde soou a voz grave de Merriman depois do clique suave da porta fechada eles não possuem coisas como o veludo. Bem. sorrindo. Ha wkin. Mas o mais privileg iado de todos. uma mesa. devo-lhe dizer. Will não estava ouvindo. então ele parou abruptamente e ergueu a lamparina. Logo começou um som sibilante indefinível que Will havia percebido uma o u duas vezes no aposento ao lado. ah. Ouviu o som de um tique e viu. Se o cômodo estivesse dedicado apenas à leitura. seus olhos desapareciam nas rugas de s eu rosto. apenas Hawkin. Hawkin balançou a cabeça. Will Stanton. Algo ainda muito recente em casas particulares e muitíssimo chiq ue. Os Anciãos podem viaja Tempo conforme desejarem. que faz parte dos livros de h istória. e então meu senhor Merriman me mandará d e volta para o meu tempo. Eu pensei que fosse. eu não vejo. você. Você não é um? perguntou Will. O homenzinho gritou dando uma gargalhada. Ainda que improvável. Quem é você? Meu nome é Hawkin respondeu o homem animadamente. O homenzinho olhou para cima com um sorriso ligeiro. um enorme relógio de pêndulo situado em um canto. É um mistério. Eu falei. Olhou ra baixo e deslizou sua mão sobre a manga verde de seu casaco. ele foi trazido para o dia atual e depois voltará novamente.. Merriman? disse Will. Hawkin é uma criança do século treze. Greythorne está notavelmente chique pra este século. co mo se realmente eu estivesse lá? Mas você esteve disse Hawkin e depois tocou no cordão torcido para aumentar a chama na lamparina que Will segurava.rrompeu sua fala. Um Ancião dificilmente deixa seu nome ser registra do em algum lugar. Não respondeu. conseguem afetar a história de um a maneira desconhecida a qualquer homem.. A que tempo você pertence? . eu estou aqui no passado. Fui tra zido aqui somente para fazer certas coisas. Diga-me uma coisa. Ancião.

bastante rouco. afinal. Mas há muito que conhecer em seu tempo. Os livros estavam todos atados e m couro. Eu sou seu senhor. como ele gosta de acender as lamp arinas a gás? No tempo dele. a maioria deles. é claro. Liber Poenitalis. Hawkin lhe sorriu. Eu pertenço a lugar nenhum e a todos os lugares. da tolice e da enfermidade da mente. Will. É o que elas são? É claro. mas juncos colocados no sebo. nós empregamos uma palavra quase esquecida. Há muito tempo. mas não para nós. Você percebeu. Tão grande que lhe dei um papel vital para desempen har nesta busca que devemos todos realizar neste século. A Rainha Victoria está no trono inglês há trinta e oito anos. o sr. assim como nós Anc . e Nebraska é o mais novo dos trinta e quatro estados da União. Eu tenho que agradecê-lo por ter nascido. Trata-se do livro do qual você apre nderá sobre o seu lugar como um Ancião e não há palavras para descrever o quanto isto é pr ecioso. Merri man acenou desdenhoso com a mão para aqueles livros e para todas as prateleiras ao redor. Nós três temos outro propósito aqui além do Si Madeira. sorrindo. Will. Não existe eletricidade ainda. Então. Mas há um li vro que é a razão pela qual você voltou a este século. e outros dos quais ele não conseguia reconhecer o alfabeto. A maioria dentre elas eram seres humanos comuns. Havia volumes novos com as lombada s brilhando em folhas douradas e havia livros mais espessos e pequenos. Grant. A única coisa de que eles não sab em nada. Will. com cânticos natalinos e música para seu s amigos. usam velas esfumaçantes que exalam cheiro e que não são vel as na realidade. Descobert a da Bruxaria. em sua maioria de tonalidade marrom. Eu nem sei que ano seria este. Will. O restante é útil agora e depois como um lembrete do que as Tr evas podem realizar e os métodos obscuros que podem usar algumas vezes. Hawkin não era muito mais velho do que seu irmão Stephen. Leu os títulos de alguns exemplares: Culto aos Demônios. rompendo deliberadamente o m au humor. nossas atividades eram chamadas simplesment e de Conhecimento. Nenhum filho recebeu um cuidado melhor disse Hawkin. Lamparinas a gás? Will olhava para o globo branco fixado na parede. Will então percebeu que apesar de to das as rugas em seu rosto. Estes são os contos de pessoas pequ nas. Eu sou o primeiro dos Anciãos e estive em todas as eras. Nenhuma delas. Disraeli está fazendo o possível para comprar a Companhia do Canal de Suez. ele olhou p ara os próprios pés e puxou a jaqueta para baixo. quando a m agia era o único conhecimento escrito. o presidente tem o nome esplendido de Ulysses S. a busca para seu aprendiz ado. E isto está contido.. O livro de coisas ocultas. tão antigo s que o couro estava gasto chegando a apresentar a espessura de um rígido tecido. inofensivos. ou era uma m aneira de explicar coisas que eles não compreendiam. Não é um ano ruim. em um único livro neste aposento. Você logo compreenderá respondeu. e mais do que senhor. Haw kin é meu vassalo. tinha algo a ver com os Anciãos. pois quase todo conto que os homens relatam sobre magi a e bruxas nasceu da ignorância. uma senhora chamada Mary Greythorne está realizando uma festa de véspera de Natal. pois ele esteve comigo durante toda a sua vida. desde que eu o peguei q uando seus pais faleceram. E nele tenho grande confiança. depois saltou adiante e o abraçou. Eu existi e existo no século de Hawkin. Ancião disse e por ter me dado a oportunidade de correr como um rato para outro tempo que não é o meu. Contos de bruxaria e de coisas te rríveis que os homens certa vez fizeram às pobres e simples almas a quem chamavam de bruxas. é sobre o que somos. Em Londres.. Ah disse Will debilmente. E num remoto solar situado em Buckinghamshire. Mais da metade dos barcos mercantes ingleses que irão atravessá-lo são barco s de navegação. Malleus Maleficarum e assim por diante em diversos idiomas como o francês e o alemão. distinto e notório aos olhos do público. Lá. alguns sonhadores e alguns homens loucos. Merriman relaxou. criado como se fosse um filho. sobre todos os assuntos debaixo do Sol. um ou doi s verdadeiramente estiveram lidando com as Trevas.O rosto escuro e pontudo de Merriman o fitou sem expressão. Bem disse Will na defensiva. somente por seu acervo referente à coleção mais v aliosa do mundo de livros sobre necromancia. e tenho profunda afeição por ele . como uma imagem esculp ida. Vale uma pequena fortuna disse . Merriman acrescentou: Ele é o meu amigo que me serve. Mil oitocentos e setenta e cinco Anno Domini respondeu Merriman. Will se moveu para perto da estante mais próxima. Na América. da verdadeira magia.

sem saber o que estava fazendo.. pegou uma chave de seu bolso e abriu o painel fron tal. mesmo que o ofício de um ferreiro não estivesse sob sujeição. um sotaq ue que eu não conhecia. Você é um Ancião e por is so deverá lê-lo apenas uma vez. Muito cuidadosamente. como H awkin aqui. E quando o tiver lido. quando se encontraram na estrada. Porém não seria bom manter uma coisa c omo esta depois da data marcada para o seu fim. você pôde falar como um Ancião. que era mais alto que a cabeça dele uns sessenta centímetros. Mer riman ficou de frente para o grande relógio no canto. não houve perigo no fato de sua existência em todos estes anos. o último dos Anciãos. teve que responder para v ocê do mesmo modo e correr o risco de ficar marcado como um Ancião. O Cavaleiro parecia ter um sotaque. sem uma palavra. pois sempre estaria em perigo co m relação às Trevas. e outros nesta casa que não fazem parte do Círculo. Respirando irreg ularmente. Nós deveremos deixá-lo até que tenha lido todo o livro. Disse em um sussurro suplicante: Meu senhor mas Merriman não lhe d eu atenção. para o outro. Olhou para Hawkin pela primeira vez e colocou a mão em seu ombro. E do mesmo modo os S enhores das Trevas. Depo is disso. Eu me lembro disse Will lentamente. V ocê acha que está falando em que idioma agora? Pois seu senso comum diz a você que a lín gua materna é a única que compreende. é claro. Hawkin chamou Merriman. Merriman riu. dev erá ser destruído. Leia-o agora. Não havia t itulo na capa. Will perguntou: Está tudo bem com Hawkin? Ele parece doente. Este é o Livro da Magia. Mas. para o outro. mesmo que um ser humano ou criatur a pudesse compreender qualquer encanto de poder que nele possa conter. E o fez. eles ouviria m apenas uma linguagem inarticulada. Will olhou para Hawkin e viu seu rosto magro e confiante expressando certa apreensão. Will podia ver o pêndulo interno movendo-se lenta e hipnoticamente de um lado .. no entanto uma o rdem. O mesmo ocorre com esse livro. ajoelhou-se à esquerda dele. você sau dou John Smith na Linguagem Antiga. e depoi s disto deverá ser destruído. que é o de conceder a você. Sua voz era muito gentil... e a infinita engenhosidade das Trevas ainda encontraria um meio d e usá-la com as próprias mãos. O homem no casaco verde. Nós nascemos com ela em nossa língua. Will olhava-o espantado. Ele fez Will assentar-se em uma das cadeiras e colocou o livro em suas mãos. Will permaneceu bem quieto. no entanto. não poderia usar tais palavras de poder a menos que fosse um Ancião. até mesmo amável. com a garganta sufocada e com um terrível alívio.. nós terminaremos com isto. mantendo-os o mais estendidos possível para não tocar no pêndulo. o livro cumprirá seu pr opósito final. Hawkin desabou. Não é de surpreender que ele tenha vindo atrás de mim l go depois. eu pensei que ele estivesse falando minha língua e que deveria ser alg uém de alguma outra região do país. Eles seguiram. Não será uma experiência semelhante como a de ler um li vro comum. E disse: Mas não está em meu idioma! Você disse.. Antes colocou a mão esquerda sobre o ombro de Hawkin e estendeu a mão direit a dentro do relógio. recostou-se na parede e Will o olhou com preocupação. Will. exceto pelos Anciãos e. mas o homenzinho não se mexeu. eu voltarei. ainda que não houvesse cor em seu rosto. e ele. Nós a chamamos de "Magia".iãos somos quase esquecidos. fican do lã bem quieto. Ouça agora. Atravessou o lugar em direção ao relógio. Este é o livro mais antigo do mundo disse simplesmente. Tão simples assim disse Merriman.. Mas homens comuns podem falá-la também. Will Stanton. mas se sua família o ouvisse agora. e com um giro rápido retirou um livro pequeno de capa preta. Quando obtiver o conhecimento.. eu semp re sei quando o livro é aberto e quando é fechado. Mas Merriman o afastou dali. Foi por isso que o Cavaleiro o reconheceu. o dom da magia. Mas Merriman o ignorou e prosseguiu: No momento em que alcançou seu poder em seu a niversário. observando as sombras se moverem sobre o rosto sever o e austero acima ele. Will. Quando tiver terminado. Hawkin já se colocara de pé. Esta não é sua língua. ficando em você os ensinamentos por todo o Tempo. no entanto. Por isso. você e eu não us mos o seu idioma. E quando falamos um ao outro. E não pode ser compreendido por ninguém. pois com você o círculo estará completo. fazendo-lhe um sinal. . então sacudiu a cabeça como se quisesse acordar e abriu o liv ro. embora nunca sem o sotaque próprio que os trai. escrito na Linguagem Antiga. Onde quer que eu esteja. deslizou seus dedos longos por um lado. Usamos a Linguagem Antiga. não haverá ma is necessidade de mantê-lo. Neste aposento agora. de um lado.

Voando mais acima e adian te. exceto o Sol e a Lua.. Soube enquanto voava que a águia era um dos únicos cinco pássaros que podiam avistar as Trevas. a neve e o granizo e tudo o que há no céu. Havia títulos simples o bastante para cada página: S obre Voar. Então. apoiando Hawkin. lá embaixo no caos.. Cada criatura alimentava-se de outra. Sobre o Tempo Através dos Portais. seu lado direito inclinava-se so bre a coxa macia de penas douradas e sobre uma asa dobrada. Sobre Resistência. Leia-o. como nunca havia ouvido antes. apoiado sem medo sobre um recife de granito reluzente. cobertos com árvores escuras. Mas em vez de lhe apresentar uma história ou instrução. o liv ro lhe proporcionava apenas um trecho de um verso ou uma imagem viva. riachos e fiordes. e sua mão estava ao la do das garras cruéis. com as estrelas c intilando infinitas sobre sua cabeça. antes a varr eria para longe como se nunca tivesse sido feita. O Pastor passou. montou na calda de um cometa. seja lá como fosse.. viu-se voando novamente em um amplo céu azul escuro. desafiar toda magia. e o feitio de cada estrela deixou de ser con hecido por ele. acompanhado da brilhante estrela Arcturo em seus joelhos. que de alg uma maneira o envolvia instantaneamente. Mas o livro.. E o Livro lhe ensinou os meios de sobrevivência contra a malevolência. e Will ficou sozinho com o Livro de Magia. longe dos céus. e conhecia cad a encantamento do Sol e da Lua. depois de tudo. de olhar as colinas bem abaixo parecendo um pedaço de retalho esverdeado. d e movimentar-se impetuosamente e voar em grandes altitudes. dos lagos. e ainda conhecia o mistério de Urano e o desespero de Mercúrio. dos córregos. Merriman saiu. em direção à superfície azul rasteira e encolh ida. as estrelas esplendorosas. Através de corais afiados e letais. aprendendo por intermédio das sensações. Depois leu: . suporta ndo o grande sol de Aldebarã e o pequeno aglomerado estelar de Plêiades cantando em pequenas vozes melódicas. conforme ia se aproximando cada vez mais. avistou as estrelas mortas. Ele aguarda você há muitos anos. e principalmente como algo muito maior do que tudo isso. Realmente. os planet as e as estrelas. acenando com a cabeça. E quando termino u. impiedade e desolada sob revivência. o Touro rugia. Em seguida. naquela experiência. enquanto em seus ouvidos uma voz rouca sussurr ava as palavras que controlariam o vento e a tempestade.. de certo modo. que a le itura pode ter levado um ano inteiro. Reteve tanta coisa daquelas páginas em seu interior e mudou tanto. Sobre Desafios. através do espaço negro.. o mar encolhido sob ele se move lentamente. quando ele chegou ao fim. lá para baixo. com a dor atravessada em seu rosto. e os encantam entos do mar.. e Will foi erguido sobre o penhasco de uma rocha no topo do mundo.Merriman olhou para baixo. duras como aço. o Livro o conduziu nadando entre notáveis e agit . e instantaneamente c onheceu a quarta ave. conhecia cada estrela do céu. para a pequena figura abatida. as nuvens e a chuva. É demais como pergunta disse incompreensivelmente. poi s águas em movimento não tolerariam a magia fosse ela do bem ou do mal. Em seguida. e rios que as€serpenteiam com suas águas cristalinas. Will nunca foi capaz de contar quanto tempo passou com o Livro da Magia. na direção da música e das vozes do aposento ao lado. e mostrou-lhe co mo as águas eram o único elemento que podia. E para baixo ele mergulhou verticalmente. tinha a impressão de que acabara de começar. o céu e o ar. não se trat ava de um livro como os outros.. e alternadamente ele se tornou cada uma delas. Sobre as Palavras de Poder. levantando Hawkin . a vida dispersa e escassa que povoava o vazio infinito mais além. pelas brumas es verdeadas. do rio. tanto as iguais quanto as diferentes formas e poderes atribuídos a elas pelos homens com o passar dos anos. em uma seqüência de ondas enormes fus tigantes. a Águia de Gwemab wy. em um espantoso e translúcido mundo de beleza. nada estava totalmente a salvo. Will. porém sua mente foi tão absorvida que. Ele lia nada mais do que uma linha Eu viajei como uma águia e logo se encontrava v oando bem alto como se batesse asas. sentindo o modo de pousar sobre o vento e de inclinar-se pelas colunas elevadas do ar. tanto pelo nome como pelos pontos astronômicos regi strados.. o Livro o guiou com uma frase: . e foi ela que chegou aos lugares mais longínquos. você chegou ao lugar onde se encontra a criatura mais antiga que v ive neste mundo. ele se encontrou no mar.. Traição€ Depois disso.

e um capuz colocado sobre a cabeça. Will encontrou-se caminhando através de uma densa fl oresta. inchando e diminuindo. entre peixes brilhante s nas cores do arco-íris que emergiam de baixo até ele. de modo que€ a Luz passava a resplandecer novamente. Ele viu um povo depois do outro atacando a ilha de seu país. Mas as Trevas sempre estiveram por lá. e num piscar de olhos. Will passou pelos espinhos escuros dos inclementes ouriços -do-mar. subindo no turbilhão de um vento que o levava ao redor e por t odo o Tempo. Viu também uma época em que chegou a hora do primeiro grande teste da Luz. e as se nsações e sinais pelos quais ele saberia. com o um peixe vive na água. Que fazer! E na mente de Will. a magia que era o poder das rochas. com olhos atentos. Eu sou o fogo descontente e eu brinco com o vento. do fogo. amplamente os braços. doravante. sussurrando em massa. Depois. a menos que algum dia ele acorde e volte novamente. em qualquer lugar do mundo. perdido no processo de redenção. e finalmente subiu até as areias brancas. Tais criaturas não nasceram para cumprir seu destino. O menino viu o Cavaleiro Negro em todas as épocas desde o princípi o dos tempos. como os Anciãos. Will já se encontrava fora daquele emaranhado e retornando rapidamente para alguma página do Livro da Magia: . Via-se entre as árvores então. diante dos olhos de Will. E durante todo esse tempo em que andava. respingando pela superfície rasa e dou rada até as árvores. cora a ajuda n o final de seu maior líder. através das eras dos homens que trabalhav am com a pedra. da água e dos seres viventes. uma agitação após agitação de navios se pressando inexoravelmente nas praias.. nas faias e nos freixos. era um ca minho que se alargava e calejava até se tornar pedregoso. embora ninguém lhe fizesse companhia. uma densa quantidade de árvores se estendia como r aízes até a água do mar. E abibes circundando suas águas cintilantes. com um dos seis grandes Signos nascid os em cada era. reluz indo enorme e branca no calcário de Chiltern. t ornou-se pacífica na medida em que conheciam e amavam essa terra. e os Ancião s se consagraram por três séculos em rechaçar as Trevas de suas terras. Ao redor de um braço alvo da cruz. Em se guida. de modo que os primeiros homens viviam nela e com ela. sentindo a maciez de ervas verde-escuro perfumadas sob seus pés. Aprendeu sobre a natureza de todas as árvores. com o ferro. ainda menores diante da largura do grande Signo. ganhando um novo Senhor das Trevas sempre que um homem escolhia d eliberadamente ser transformado em uma coisa mais temível e poderosa que seus comp anheiros. girou e desapareceu de repente. mas optaram por ele. Ele os viu desde o princípio quando a magi a era generalizada no mundo. surgiu a história dos Anciãos. com o Signo do círculo e da cruz cortada em sua relva verde. havia uma estrofe sozinha na página do Livro: Ele que vê assoviando. vermelha e roxa. Ao redor dele. com o bronze.. firmemente era sua mente. Uma encosta se ergueu daquele tempo. com um casaco pequeno na co r azul-escura.. balançando uma barbatana ou calda. ond . Ele viu os Anciãos. a árvore do bosque silvestre. árvores da primavera com a combinação esverdeada das novas folhas e um sol claro que as manchava.. Sonhos sobre Estranhos que ainda podem ser Trevas aos nossos olhos. de onde pôde avistar o vale e scuro quase coberto pela névoa lá embaixo. num tipo de selva sem folhas.adas algas marinha de tonalidades verde. depois por criaturas macias tremulantes que não pareciam plantas nem peix es. em progressão. sobre as mágicas em especial que se encontram nos carvalhos. as árvores de verão estavam cheias de folhas. pedras onduladas bem pol idas como o calcário que o conduziu para fora da floresta até que se viu caminhando por€ uma cordilheira alta e ventosa sob um céu cinzento. viu um g rupo de pessoas vestindo roupas verdes: homens pequenos. usa ndo ferramentas diferentes como machados com longas lâminas para esmagá-la. e tra zendo toda vez a malevolência das Trevas com eles. verdejante e iluminada pelo Sol. segurando uma pequena espada de lâminas de bronze em uma das mãos e um cálice cintilante semelhante a um copo na outra. os pinheiros escuros de invernos que não temiam qualquer me stre não deixavam a luz resplandecer em seus bosques. atraído pela próxima página. Observou um deles rodopiar como num sonho para fora do grupo em sua direção: um homem vestido numa túnica verde. Cada movimentação de homens. alternadamente. emerg iam as palavras secretas de poder para serem usadas nas Velhas Estradas. O homenzinho abriu.

. isto deveria animá-lo. e ficou observando-o. nem qualquer sinal de violência ou explosão. Bastante bem. Somente os Anciãos são imunes a e sta destruição. e nada pode mudar isso. mas nenhuma de suas novas habilidades poderia revelar ao menino a emoção colocada naquel as palavras. Mas é assim.. e quando Merriman empurrou o Livro para dentro.. Quando tirou as mãos do rosto. Havia um tom estranho na voz de Merriman. Depois disso. pensava Will. e on de ninguém se comportava como se eles estivessem ficado fora por mais de um moment o. cambaleava para trás.. O pêndulo ainda e stava lá. uma das bordas roçou o longo braço do pêndulo. A multidão tinha aumentado. Mas naquele momento. Como você deve ter aprendido. e como você pôde ver esfregou o braço pesarosamente . Uma estrofe estava escrita diante dele: Eu despojei a samambaia. pelo mesmo propósito que atravé de todas essas eras nós o preservamos. Sentia como se houvesse vivido po r uns cem anos. * * *€ Fechou o Livro e ficou absorto em direção ao nada. não havia na da. o aposento foi preenchido co m alguma coisa que ele nunca pôde descrever uma explosão silenciosa. Tocou-o com o Livro em sua mão. percebe? disse Merriman. Venha. E o lugar onde o relógio havia sido instalado. descobriu-se pressionado contra a later al de uma poltrona. num balanço como a batida do coração. Ele está bem? Pois parecia. O Velho Math ap Mathonwy€ Não sabia mais do que eu. Will falou trêmulo: Onde está Hawkin? Ele não era necessário agora respondeu Merriman. com braços e pernas estendidos. seja literalmente ou como o fantasma d e uma estrada. sozinho. e mais pessoas ainda se moviam para o salão de ceia. Recolheu o livro e t ocou no ombro do menino. Wil l percebia agora que a maioria delas era constituída de pessoas comuns.e corria a Velha Estrada mais próxima dali. E era tudo. Se o que o protegia era tão grandioso quando tocado. havia o desenho de seis Signos de cruzes circ uladas. agora nós destruímos o Livro. Mas então. Era isto. há uns três metros de onde estava. Nós somos os Anciãos.. Ah. no canto do aposento. na última página. ou por algum tempo real. um estouro ofus cado de luz escura. até que Will percebeu que chegava ao fim do Livro.. nascidos no círculo. mesmo nós. Então. encontrava-se vazio. e mesmo assim parecemos capazes de nos delongar o quanto desejarmos. Simplesmente. Através de todos os segredos que espionei. Olhando para a capa. E assim se sucedeu. Merriman encontrava-se encost ado contra a parede ao lado dele. e que some . esta é a única man eira adequada de se usar a magia. longo e lento. como o de tristeza. Enquanto atravessava o aposento até o alto relógio de pêndulo. nós não estamos no tempo real. mas moveu-se com um estranho solavanco. Em seguid a. é claro. Merriman entrou pela porta. Will teve apenas o lampejo de um momento para ver a interrupção do balanço. o relógio destinava-se simpl esmente a este século. desde qu e o nosso tempo começou. trata-se de uma responsabilidade. onde as canções natalinas que haviam recomeçado quando saíram chegavam naquele momento ao fim. na ocas demos ser feridos.. como um ator encenando um homem desajeitado. piscando. mas melancolicamente tinha a sensação de estar sobreca rregado ao pensar em tudo o que já passou e tudo o que estava por vir. Esta era uma proteção do Livro da Magia. eles voltaram para a confraternização do aposento ao lado. Como eu disse. Will o seguia observand o-o retirar a chave do bolso novamente e abrir o painel frontal. um fardo. mesmo agilizar ou tornar mais lento. Pe lo menos. Will. estamos no passado. um grande rugido de energia que não poderia ser visto ou ouvid o e mesmo assim o fez sentir por um instante que o mundo inteiro havia explodido . ele e o Livro e o homem que o tocasse se tornariam nada. todos reunidos em um círculo. sim falou baixinh o. Não havia qualquer dano. Merr iman não se preocupou em evitar tocá-lo. Para saber tanto assim agora e para ser capaz de realizar tantas coisas. cobrindo os olhos com as mãos.. A proteção tomou várias formas.

Admirado. Ele perguntou roucamente: Merriman! O que é? Merriman olhou acima dos convidados na direção do rosto pontudo e disse sem expressão: É o perigo. Você viu a primeira. Will. e ficando reverencialmente ao lado dela. em qualquer século. Esta é uma batalha insensível na qual estamos. então. Trata-se de Hawkin. uma moça. Mas já foi o suficiente pa ra Will ver que a moça sorridente era Maggie Barnes. Olhou novamente para Hawkin e viu seu sorriso divertido por alguma coisa que a srta. Greythorne que ele conhecia. pois não me inte resso muito em observar sozinho. Este enca ntamento foi entrelaçado à minha volta como o protetor do Livro. viu que o fato também era de seu conhecimento. sem mostrar qualquer sinal de que algo o tivesse afligido na biblioteca. par toda esta busca. a expressão de dor se aprofundou no rosto forte. o homen zinho tinha um brilho. Caso isso acontecesse. quando outros convidados bloquearam a visão do grupo. Eu cometi o pior erro que um Ancião poderia fazer. Mas ao mesmo tempo. há séculos. Aquela era a Maggie que ele tinha visto em seu próprio tempo. Virou-se em consternação. é algo que. mas não destruiria a mim ou qualquer outro Ancião. somente o início de um tipo de sofrimento. em algum lugar. Não havia a expressão de surpresa no rosto de nariz de falcão. pelos próximos instantes. desde ant s do Livro da Magia se tornar minha responsabilidade. As Trevas não podem m e destruir. Sempre que o Livro foi retirado para o último Ancião que o viu.. Mas eu e ntrelacei outra parte dentro deste encantamento que seria uma proteção contra as Tre vas. do outro século. E agora não há nada que possamos fazer para corrigir. Seus olhos descobriram um rost o bem no fundo do aposento. que está por vir por intermédio de minhas ações. Will. Greythorne teria dito. todos nós aprendemos a não fazer. a Maggie da fazenda dos Dawso n. como a vitoriana srta. o pêndulo os destru iria se tentassem tocá-lo. E eu acho que você deve ficar ao eu lado. da maneira pela qual um homem s e acostumara a se colocar à disposição para ajudar. A moça Maggie ainda estava escondida na multidão. mas poderiam talvez com magia ter me enganado p ara pegar o Livro. sem serem vistos. logo sumiu de vis ta. e nela devemos fazer algumas coisas insensíveis. Will podia perceber por que ele se tornou tão querido por Merriman . Depois. inclinou-se para ouvir novamente. passando pela multidão para se aproximar da srta. que traria alegria a qua lquer tristeza. É claro. não é? Alguma coisa a ver com o motivo que o fez trazê-lo aqui? O encantamento de proteção para o Livro disse Merriman dolorosamente ocorreria em du as partes. a proteção contra os homens. mas estava entretida em uma conversa com alguém despercebido. Estabeleci que eu poderia recolher o Livro atrás do pêndulo somente se eu estiv esse tocando em Hawkin com minha outra mão. Eles esperaram. Will se juntou a ele em um canto. A moça feiticeira está aqui. e observar comigo. ela sacudiu a cabeça em uma ri sada autocontrolada. semelhante a uma pedra preciosa. mas tão logo encontrou os olhos de Merriman. pens ava o menino: somente eles poderiam testemunhar a renovação do Signo. todo o propósito era ter um ser humano envolvido. Enquanto observava. além de sua s forças para suportar. Merriman enrijeceu-se um pouco. somente observar e aguardar os resultados. sentia uma terrível convicção de um desastre iminente pairando no ar. não. Grey thorne. Hawkin tinha que ser trazido de seu própri o tempo para participar. eu cometi esse erro. e Will o olhou atentamente. pois eu sou um Ancião. Um grande perigo. num momento de tolice . * * *€ Outras pessoas estavam lá. Porém. e o erro está p restes a cair sobre a minha cabeça. viram Hawkin. Will. Ela não era nem mesmo uma antevisão. que não o olhava. e m seu casaco verde garboso. Will Stanton. Will perguntou: Não teria sido mais seguro se um Ancião fizesse parte do encantament o e não um ser humano comum? Ah. e ele já estava se virando para estudá-las quando foi tomad o pelo espanto e horror de todas as suas reflexões. como se Merriman estivesse prevendo uma grande mágoa futura. Sim disse ele cansado.. Depositar mais confiança em um mortal. deveria haver um meio pelo qual outro .nte o pequeno grupo que tinha permanecido antes no salão era de Anciãos. Greyth orne era um tipo de eco recente da srta.

pois neste caso. E agora que tem esse entendime nto.. Ele concordou porque era meu vassalo e sentia o rgulho disso. sob o meu toque.€ exigindo prova s de amor em retribuição. pálido e aflito. inclinouse e ofereceu-lhe o braço. Realmente. nunca me perdoará por não amá-lo. ele teria sido morto em um único lampejo. com€o rosto ausente e pensativo. e balançou a cabeça. Hawkin a fitava horrorizado enquanto ela o conduzia até um grupo de casais. ele é apenas um ser humano disse Merriman. como ele me amou. Então ele arriscou a própria vida disse Will lentamente. E ele se voltará contra nós disse Merriman apontando pelo aposento. como realmente deve amá-lo muito. para me impedir de fazer a obra das Trevas. Ele avistou Hawkin irresoluto.Ancião pudesse me deter antes que fosse tarde demais. Ela sorriu discretamente. E por isso. Era a feiticeira Maggie Barnes. neste aposento nos próximos minutos. tropeçava durante a primeira parte da dança. mas eu n danço. Nem as Trevas. como Anciãos. A música tocou envolvente. e Hawkin ficou páli do.. para um homem que escapou da morte. Se ocorresse o pior. permanecendo em silêncio. Ela disse alguma coisa para Hawkin. ele estava seguro contra as Trevas. mas sua vida corria risco de todo jeito. Olhe para o cavalheiro ao lado. senhora dizia Hawkin . Ah continuou Will. em seus termos. foi demais para a sua lealda de. assim como você fazia cinco séculos atrás. por mim. É bem fácil. Por que está fora de seu século? Eles dançam aqui com as per nas. Levaria certo tempo. justo agora. E ama como um ser humano. Se pudéssemos ouvir! Merriman o olhou sombriamente por um momento. Maggie segurou-lhe as mãos. e viu uma moça em um vestido ve rmelho aparecer ao lado dele. Eles também não poderiam me dest ruir. Hawki n sorriu educadamente. e fez-lhe uma pequena reverência. ou as pessoas vão perceber. qua ndo a música começar. Foi apenas naquele momento que Hawkin entendeu completa mente que eu estava preparado para deixá-lo morrer. olhando em seus olhos. rindo. E como res ultado. moldando todo o curso de sua busca. Ah disse Will. Hawkin. Greythorne. Quem é v ocê? sussurrou ele.. Mas ainda assim. Você e eu. a té que ele se acostumasse a usar seus próprios dons. fomos meramente sacudidos. se eu tivesse ac identalmente tocado o pêndulo. em dúvida. Na verdade. É claro. então antes que eu começasse. Sim disse Merriman. a conversa recomeçou: Você parece bem. dizendo em seu idioma: Uma única dança. Espero ter deixado claro que ele sabia do risco que corria. Mas um homem pode ser destruído. Hawkin me trairá e trairá a Luz. Ele não deve ser apenas corajoso. pois ele também poderia ter sido destruído hoje. Então. Talvez você tenha visto o rosto dele quando segurei seu ombro e retirei o Livr o de seu lugar perigoso. todos os casais em volta se juntaram a eles em grupos d e oito para uma dança que o menino desconhecia. como se fosse se u filho disse Will para fazer coisas como estas por você e pela Luz. eu não poderia usar o encantam ento de liberação por tocá-lo enquanto retirasse o Livro. mov endo a cabeça levemente conforme o compasso da música. e as Trevas me forçassem pela magia a entregar-lhes o Livro. O sorriso da moça se ampliou. destruído como o próprio Livro. . observando os passos animad os de Hawkin enquanto ele atravessava o aposento até os músicos. não tenho nenhuma intenção de parecer rude. ela jogou os cabelos faceiramente e lhe falou novamente. Um ho mem que Will reconheceu como um Ancião aproximou-se da srta. e pôde ouvi-los. Você é uma Anciã? Nem por tudo no mundo disse Maggie Barnes na Linguagem Antiga. Em nosso serviço. e os convidados começaram a formar pares para dançar. Você viu o que aconteceu quando no final eu o toquei. cons eguiu aperfeiçoar os passos. a Luz teria que tirar a vida de Hawkin. Veja como iss o começa. mas se Hawkin estivesse lá. Hawkin. de te r arriscado sua vida por mim e pelo Livro da Magia. seu senho r. Meu erro foi ignorar o risco que poderia haver. Um ris co duplo. aos poucos. nem qualquer outra pessoa. jovem Will. sentindo-se tolo.. eu não seria capaz de apanhar o Livro. naturalmente. Olhou novamente para Hawkin e a moça e desejou ouvi-los. Isto teria ma ntido o Livro a salvo para sempre. Merriman disse aos ouvidos de Will: Ele foi informado que nenhuma alma aqui presente o conheceria e que sob pena de morte ele deveria falar na Linguagem Antiga somente com você. o choque. sua voz estava rouca e a expressão de dor profunda em seu rosto. Venha.

Era o rosto de um juiz. Will ficou atordoado. ele se livrará de todas as exigências da Luz. aqui ou em outro lugar. perto da fonte de Santa Agnes. condenador. por seu ato disse Merriman inexpres sivo . E assim como as Trevas não podiam tocá-lo quando ele era meu vassalo. nesta casa que tem sido nossa fortaleza. pelos Portais. eles começaram a cantar novamente Good King Wenceslas. Mas agora. Na verdade. Alegremente. Hawkin agora será como um informante. seus senhores nunca arr iscam exigindo a morte. E que alongassem os seus dias pelos séculos e não que o deixassem confinado em seu próprio tempo. e Merriman percebeu. que são pesadas e sempre serão. Você deveria seguir mestres melhores. implacável. e então as próximas estrofes se iniciaram e a voz profunda de Merrim an soou pelo aposento. Tomou fôlego e e ergueu a cabeça: Senhor. agora. sempre que Hawkin as chamar. Vassalo. A su a voz era fria. Como a vida de um Ancião? perguntou Hawkin. a ansiedade nascendo em sua voz pela p rimeira vez. Bem diante da floresta isolada€. Então. E Hawkin partiu conduzindo-a para longe dali... todos se reunir am para cantar. Ele terá uma doce imagem das Trevas para atraí-lo. e por um momento o seu olhar fez o sangue de Will correr den so e lento em suas veias. e outra voz jovem cantava com ele. uma passagem secret a obscura.. enquanto cantava. Chega disso disse ele.. E o perigo só aumentará com os anos. Como pôde ser tão estúpido? Meu mestre me ama afirmou Hawkin . E a sentença que Hawkin trouxe sobre si mesmo. e os pares fizeram um ao outro uma divertida corte. que se importassem com sua vida. além disso. a léguas daqui. ainda olhando para o espaço. fitando a moça com atenção. com toda a atenção dele e a oportunidade de lhe falar a sós. ela não poderia realizar uma fagulha sequer d e magia sem ser destruída pela Luz.. E não houve um momento de despedidas. . garota? Quem é você? Eles teriam deixado você morrer. Já está cl aro como a história acabará. A música da segunda parte da dança retinia prestes a finalizar. Will sentia-s e repentinamente com náuseas pela abordagem traiçoeira e não os ouviu mais. e que ele e James c . mas somente oferecem uma vida sombria. num lampejo. Will via apenas um vazio na multidão. Levantou-se. Você pode ter cert eza de que as Trevas não dão sinais de exigências. mas Will sabia que estava perto de James.. assim será disse Merriman. era perceptível um indício de ganância também.. ago ra que ele se tornou o vassalo das Trevas não poderá ser destruído pela Luz.. havia uma terrível dureza em seu perfil severo.. para depois voltar e examinar o centro do aposento. de forma lúgubre. Hawkin per maneceu calado novamente.. O olhar implacável de Merriman suavizou-se. a canção natalina que e ntoavam quando entraram no aposento. Ele o usou. mas de repente. não queria saber. deslizando os dedos pela gravata branca. que o fará muitas vezes desejar a própria morte. Will se lembrou do tom de inveja quando Hawkin havia falado com ele sobre os Anciãos. Ele será os ouvidos das Trevas em nosso meio. Will sentiu medo. Você não é nada para ele. como pode fazer o que está prestes a realizar? De repente. o os homens sempre têm e. que lhe havia sorrido. Hawkin.Como você sabe dessas coisas.. As Trevas e o Cavaleiro são mestres mais gentis do que a Luz afirmava Maggie Barne s com brandura em seus ouvidos quando a primeira parte da dança acabou. com o grupo de músicos atrás dela. . auxiliado e s ido seu amigo por tão pouco tempo. ambos de forma tão simultânea qu e qualquer pessoa que pudesse ver os lábios se movendo teria jurado que se tratava da voz de um único menino. tomado pela pena e pelo assombro.. de modo que agora. Will continuava imóvel e infeliz. Percebeu M erriman ao seu lado. sem consciência da mudança... Mediante a forma como a feiticeira conseguiu entrar aqui. que as estrofes eram as suas. Enquanto fica va ali. a feiticeira das Trevas teria um ouvinte bem disposto... Mary e dos outros. já aceitava o inevitável e a dor desaparecera. logo Will percebeu. Hawkin disse ba ixinho. alimentará seu ressentimento pela maneira c omo eu o fiz desistir de sua vida sem a promessa de recompensa. mas havia fraqueza nessas palavras. Não perguntou o que aconte ceria com o homenzinho de olhos brilhantes. até que ela olhou ao redor e disse claramente: Acho que preciso de uma bebida gelada. Enquanto isso. é algo apavorante. um momento no qual ele viu o século 19 desapar ecer. Hawkin. ele faz sua morada no sopé da montanha. soube que o Temp o havia piscado. as Tre vas poderão nos atacar.

Logo percebeu que a vela não havia queimado um milím etro a mais desde a última vez que a viu. e quase todos os olhos se v oltaram para Merriman. Mas o olhar de Will estava fixo na figura determinada. A srta. ele não era mais alto que Will. O ponche de Natal do Solar sempre foi delicioso. Robin e todos vocês. foi direto até a srta. Hampton. Greythorne continuou: Sabem. que se adiantava para servir as taças. você se tornará um tenor muito rea lizado. é claro que tod s elas odiavam você. E executamos solos em festivais artísticos. agradável. e Annie. Até mesmo um em Londres. Greythorne chamou Merriman pelo salão: Paul gostaria de ver a antiga coleção d . Ele tem onze anos agora. observando a silhueta imóvel na enorme cad eira talhada. os constas natalinos do Vale do Caçador têm can tado Good King Wenceslas nesta casa há mais tempo do que vocês ou eu€mesma poderíamos le mbrar. James sorriu. mas incrédulo. a governanta. e segurou duas taças em suas mãos. e genuinamente preferia a realidade aos devaneios. srta. Até mesmo o jovem Will. e James olhou para ele com espanto.. você tem. Greythorne disse então: Muito bom. ainda. Então. Sim. Will retrucou beligerante: Mas ele. Bem disse Robin com voz grave . o que acham de um pouco de ponche de Natal? A pergunta era clássica.. Hum. Merriman andava ao redor. É claro. de alguma maneira. Nenhum de nós pode ser bom então. Greythorne. com Mary a tira colo. agora. Talvez um pouquinho. com olhos mais jovens sentada na cadeira de e ncosto alto. a senhorita sabia? A governanta estava se aproximando com uma bandeja. assim como a resposta.. este ano disse Paul. Paul. Greythorne suavemente. Até que paremos de cantar. embora não há como ter certeza. ambas eram membros relutantes de um grupo de drama do vilarejo que ela tentava animar. Então. Ah! Pare com isso retrucou Will. mas por outro lado. obrigado srta. Este sempre foi o meu cântico favorito. mas na da de especial. Um feliz aniversário para você. no único dia do ano quando era permitido o vinho no jantar. Eu me reco rdo. segurando a vela iluminada. Sim disse a srta. senhora disse Will. de fato. Embora rechonchudo. e naquele momento todos tinham suas taças cheias de ponc he e bebiam com satisfação. E sucesso em todas as suas bu scas. Todas aquelas mães olhando. trazendo taças cintilantes e u ma grande poncheira com a bebida marrom-avermelhada. a criada. vencendo seus queridinhos. Suponho que poderia ser possível disse James. Will espiou através da chama de sua vela. aaah murmurava. Quase nível profissional. você era o primeiro de sua classe em Londres disse James. A voz de seu irmão será um barítono. Greythorne. A srta. educado. e se aquela srt a. Greythorne mais jovem teria sido sua avó? Ou sua bisavó? A srta. os gêmeos foram conversar com a srta. Nada como Good King Wenceslas. a voz dela soava mais velha. eles ergueram as taças solenemente em um brinde e beberam. no ano passado. que já se aproxima va. Will Stanton. Obrigado.antavam juntos. Bom. Foi aniversário de Will Stanton. sentiu o olhar sombrio de Merriman e parou . Nós cantamos no coral da escola disse ele. como os filhos dos Stanton sempre faziam no Natal. Greyth orne.. Bem. Greythorne. Bárbara. com as mãos erguidas diante do pei to. Ela se virou para Merriman. ela era muito parecida com sua avó. embora ninguém nunca tenha descoberto o que havia na bebida. Continuou ali na entrada escura do salão. quase ausente em pensamento. admirado. O regente gosta muito de festivais artísticos. Eles terminaram de entoar a canção natalina. Como os membros mais velhos da família. séti o filho de um sétimo filho disse a srta. e não era freqüente que um estranho o agradasse reconhecendo-o como o irmão mais velho e superior entr e eles. James era um menino de mente equilibrada.. Eu não gosto disse Will. assim como se u rosto. Will tem a voz muito melhor do que a minha. e aquela música acompanhando suas vozes era o som da flauta doce d e Paul. Merr iman disse para James: Você e seu irmão mais novo cantam muito bem. Eu era apenas o quinto da minha sa la disse ele em tom pragmático para Merriman. muito bom. Merriman disse com a mente ausente: Na realidade.. mais grave com os anos.

Olhando-a de volta. Estou sentindo o cheiro d as tortas de carne da srta. agora! disse a voz em sua mente.. Você irá também. enquanto ela se virava para Robin com sorriso amplo e cordial. Este aqui. Estaria o Signo perdido. os painéis haviam sumido. Leve-o. como quem não quer nada. apelou para todos os seus dons e o mundo antigo do qual eles vieram. olhando. Rápido. Não existe biblioteca a qui. Prossiga! disse Merriman silenciosamente. pela qual a governanta entrava com outra bandeja. Will olhou de volta rapidamente sobre seus ombros. Lá estava a ampla lareira e a imensa cornija com seus painéis quadrados e€ talhados com emblemas de rosas no estilo Tudor. Rápido. causou muitos estragos. colocando-as cuidadosamente de volta antes de retirar um novo instrumento. Greythorne. Qual painel havia sido? Qual rosa talhada? Estava co nfuso com a ausência da parede de painéis ao redor. Ele se moveu furtivamente até a lareira. com alguns livros muito valiosos. como guardiões. Ao mesmo tempo. sim? Merriman inclinou a cabeça em uma pequena reverência e disse. Ele pintou todos aqueles desenhos sobre as paredes do lado de lá. Então. onde Paul e Robin se e ncontravam tensos e bastante constrangidos. segundo dizem. mas isso não é conversa para o Natal acrescentou a srta. Will respondeu. Já é hora de pegar o Signo! Mas. mas seus ouvidos certamente o avisariam se alguém est ivesse vindo pela passagem entre aquele aposento e o outro. examinando cada uma das flautas antigas enquanto Merriman as tirava do armário. acredito eu. A porta pela qual eles entrar am ainda estava entreaberta. já ia me esquecendo. Will falou sem pensar: Na biblioteca? Os olhos atentos da srta. você é outro músico. Greythorne brilharam para ele.. Vão todos vocês! disse a srta. Ficarei surpresa se nunca os tiver visto antes. Um ótimo acervo de instrumentos e outras cois as por lá.. Você sabe onde procurar. a cornija parecia menor do que a ntes. No lugar onde Will se dirigiu certa vez para a pequena bibliotec a já não existia mais porta. e eles atravessaram uma estra nha passagem pequena que cheirava a mofo em direção a um aposento alto e claro que W ill não reconheceu de imediato. um de cada lado. Merriman o conduziu com Paul para a porta lateral. mas foram queimados há quase um século. para Will e James: Gostariam de nos acompanhar? Não. Will. as paredes estavam pintadas de branco e d ecoradas alegremente aqui e ali por paisagens marinhas pintadas nos tons pálidos d e azul e verde. Ele saiu com Merriman em direção à cadeira da srta. Greythorne rapidamente. Paul foi absorvido pela descrição. Greythorne era um cavalheiro muito musical disse ele com sua voz de mordomo. certa vez. Embalado por aquelas palavras. Bem. Greythorne acenando pa ra que fossem.. A biblioteca? replicou ela. acredito eu . podia ouvir a voz s onora de Merriman falando com Paul: era uma estranha combinação. apenas gostava de fic ar olhando para ele. Will ficou se perguntando se as duas srtas. Havia uma pequena. ergueu um instrumento pequeno e bonito como uma flauta doce. Nas índias Ocidentais. obrigado respondeu James de pronto.e flautas transversais e flautas doces. Seus olhos estavam fixos na porta dos fun dos. Fechando os olhos por um instante. ergueu o braço e colocou sua mão sobre o pain el. O pai da srta. Merriman abriu um armário alto com a frente de vidro instalado na parede late ral. mas teve um sobressalto q uando ouviu Merriman silenciosamente chamá-lo. Greythorne não eram uma só afinal. compreendendo: Eu bem que gostaria de ver. enquanto vo tem chance. Somente quando avistou a lareira foi que percebeu onde estava. produzido em march etaria escura e prata dizem que ele na realidade não tocava. Aquela parte da casa foi atingida por um r elâmpago e. Mas em volta de todo o restant e do aposento. E com dons artísticos também. murado por tijolos em algum lugar atrás daquela par . disse a mente de Will. Wil l se virou para examinar os painéis ao redor da lareira. Ambos eram muito solenes ao lidar com elas . Você deve estar nos confundindo com outra pessoa. Hampton. no entanto. Will? É claro m. Minha nossa disse Will um tanto confuso.

. com Bárbara log o atrás dele. no local o nde a porta para a antiga biblioteca estivera certa vez instalada. muito perto. as mãos es tendidas apontavam sinistramente para Paul. Mas. Paul e Merriman. Mas ao mesmo tempo. Pois embora a melodia fos se diferente. ai. desde que a viu. Will? Você se machucou? Merriman disse rápido e discretamente atrás dele: Ele tropeçou. Eu. Eu apenas dei uma pancada em mim mesmo e gritei. pertenceria à magia deles. o mesmo tom distante e es tranho que ele sempre ouvia. O que foi? Nós ouvimos um grito horrível. porém hesitante e.. Ele estendeu a mão e tocou o círculo do Signo de Madeira e. Mas. Ele não gritou como um Ancião chamaria o outro. aproveitando o instinto de seu novo aprendizado. Então. ou era simplesmente a lgo muito comum feito por mãos humanas? Retirou a mão do vão na parede. Robin olhava-o. Sinto muito se você ficou assustada. Você está bem. enquanto a música suave e sublime cont inuava tocando. Estava na proximidade da largura dos braços de Will.. erguia-se o C avaleiro Negro. Parecia que alguém estava prestes a matá-lo repreendeu Bárbara. Seus olhos estavam fechados. ficou paralisado. com um olhar terrível de malevolência. seus dedos se fechando em volta da madeira lisa. que se fechou instantaneamente antes que ele pudesse pressionar a rosa novamente e. através da mente. Ele havia cometido um erro muito grave ao gritar tão alto. Will? Ui disse Will. Eu não vej o o porquê desse alvoroço todo. desculpe-me p or desapontá-la disse ele petulante mas realmente eu estou bem. Ouviu-se o som de passos correndo. ouviu Paul começando a tocar uma das flautas antigas. e Robin irrompeu pela passagem. . ele gritou assustado: Merriman! E quando a músic a foi interrompida. curvando-se como se estivesse aflito. é que doeu.. então.ede branca e plana? Pressionou cada rosa que conseguia ver no topo do canto esqu erdo da lareira. o aposento r evelava a presença de duas outras figuras também. naqueles momentos de sua vida que eram os mais importantes. E Will ficou transfixado. Mas o que está acontecendo. ele criou uma parede de resistência em volta de Merriman. E perto. em seguida. enquanto d eslizava o Signo da Madeira em seu bolso. Ele olhou para Will e parou confuso.. ao lado do armário. Merriman estava de costas e com as mãos descansando nas portas de vidro. exatamente na altura de seus olhos. E enqu anto ele ouvia o suave clique. os lábios moviam-se silenciosamente. naquele momento. Ime diatamente. Na porta de entrada pela qual eles passaram. não apenas pela adorável cadência da canção antiga. e ambos. mas nenhuma delas se moveu. Will alongou-se para alcançá-la e pressionou seu polegar o mais forte possív el contra o centro da flor talhada. Seus dedos se encresparam pelo b olso em busca do terceiro Signo para saber se estava a salvo. seu encantamento. virou-se extasiado pela canção. Paul começou a tocar a me lodia Greensleeves. aquela era a sua música. Bem. acabei de bater o nervo do meu cotovelo. mas pelo som do instrumento propriamente dito. Paul atravessava o apos ento preocupado. reparou. como se fosse o botão de uma campainha. depois um compasso rápido. quando já suspirava aliviado. de modo que os dois adversários das Trevas vacilaram para trás diante da força da barreira. mas para Paul. no último instante. permanecendo transfixado. muito suave e gentilmente. Envergonhado. embora não se m ovesse. Desculpem-me . O Cavaleiro e Maggie Barnes desapareceram imediatamente. Will agiu bem em uma coisa. uma rosa parcialmente enterrada no re boco. Will se refugiou na indelicadeza. como se a música o tivesse detido no meio de um ataque. Às pressas. eu acho e Will foi sag az em fazer uma careta de dor. viraram-se com horror imediato. projetando-se da parede que claramente havia sido reparada assim como alte rada nos últimos cem anos ou dez minutos. nem mesmo a fração de um centímetro. ao lado de Will. deparou-se olhando para um buraco escuro no forma to de um quadrado na parede. e então sempre perdia.. Espere que venha correndo em seu socorro da próxima vez disse risp idamente. Paul continuava tocando pelo quarto. pensou ele. segurando f irme um dos braços. encontrava-se Maggie Barnes. Paul e de si mesmo. bem lá no canto. Foi uma tentativa para tocar: um lento arpejo primeiro. el e soube o que havia feito de errado. Qual era a natureza daquela flauta que seu irmão est ava tocando? Faria parte dos€Anciãos. olhando não para Will. é isso.

e alguma coisa dentro de Will reagia a es te respeito com uma compaixão antiga e profunda.. fechando o armário e girando a chave que devería mos todos sair e oferecer à srta. poderia ser quase nova. olhando para a fumaça subindo pel a chaminé. Mary o olhou estarrecida e disse As o quê? Então. de volta às relações normais do mundo normal. mesmo naquelas duas figuras invasoras e ameaçadoras das Trevas. Caminhou entre eles em silêncio. como se estivesse em um sonho. Ele repentinamente soube que um A ncião estaria fadado a sentir sempre aquele mesmo desejo inominável e informe por al guma coisa além de seu alcance. Will parou nos largos degraus de pedra e observou as estrelas. Você está realmente bem? Sinceramente.. Verdade. naquele momento. Desculpe-me por causa do barulho. pisando na neve e sentindo o a r gelado. mas estava flutuando maravilhado. nunca toqu ei uma assim também. Na porta de entrada. Sabia que. a música de Natal pairava no ar junto com os aromas picantes da cozinha. a grande lenha de Yule retorcida bruxuleava e flamejava enquanto€queimava suavemente . Uma coisa fantástica. Ponche demais disse James. em apropriado silêncio desta vez: Mas eu preciso falar com você! O Ca valeiro estava aqui! E a garota! Merriman respondeu em sua mente: Eu seu. o conhecimento para usar o Dom da Magia: uma vida longa de descoberta e sabedoria. Will deitou-se de costas no tapete da lareira. Esta era uma fest a esplendorosa e reluzente e.. E na ampla lareira da sala de estar. enquanto seu irmão se estendia pelo espaço desocupado da poltrona.Fica brincando de o Menino e o Lobo pra ver disse Bárbara. uma época que sempre foi mágica. a árvore cintilava e brilhava. Pois era Natal . E continuou andando. Eu acho disse Merriman gentilmente. virando-se para olhar desejosamente para o ar mário. Ele t inha os três Signos de Poder agora. Greythorne mais uma canção natalina. oferecida a ele em um moment o suspenso no tempo. Eles cantaram The First Nowell para encerrar a cantata natalina e se despediram. é claro.. agora e sempre. em todas as estranhas formas qu e foram um mistério complicado para ele em toda a sua vida. Não se tratava mais do antigo Will Stanton de alguns dias atrás . No interior da casa. o círc ulo encantado de sua família e lar estariam protegidos contra qualquer invasão exter na. as estrelas reluziam como fagul has de fogo branco no buraco negro do céu noturno. As nuvens hav iam se dissipado finalmente. Paul olhou-o espantado. Seus irmãos achavam que estivesse cansado. E. James e Mary também estavam tentando não bocejar. Quase qualquer coisa corrigiu Will gentilmente. eu não tenho como descrever. Você não faz idéia. amarelo e de tochas acesas. Eles sempre têm meios para ou vir este tipo de conversa. Will. Quem quer torta de carne? perguntou a sra. e. Eu daria qualquer coisa dizia Paul para ter uma flauta como aquela um dia. Paul parou segurando firmemente o irmão pelo ombro e o virou para olhá-lo de frente. E tinha. e o Ancião dentro dele percebeu subitamente atrasado que esta talvez não fosse a resposta de um garotinho. Veja como as plêiades estão brilhantes hoje à noite disse baixinho. E o timbre dela. Stanton. em que os cantores de Natal da família Stanton perc orriam até seu lar. Will o chamou. e saiu p ulando pela passagem. e mesmo Robin já parecia ter pálpebras pesadas. como uma parte infinita da vida. Havi a certa dor em sua voz e em seu rosto. o grupo se encontrava do lado de fora novamente. Mais tarde. E esquecendo-se totalmente que ele era nada mais do que um mordomo. Eu nunca ouvi nada como o som daquela flauta. também. Will passou a prestar atenção nos céus escuros e faiscantes e em seu pequeno mund o. deixando Will t remendo de exasperação e alarme. carregando uma enorme bandej . habitaria numa escala de tempo diferente daquela vi vida por todos que conhecia e amava. lembre-se disto. Paul o soltou. para ele e para todos no mundo. Aquele flauta soava magnífica. então sorriu e mostrou a língua de forma travessa para Paul. e ainda em condições de uso. mas que finalmente tin ham um significado agora. enquanto seu encanto estivesse sobre o mundo. todos eles saíram obedienteme nte para fora do aposento atrás dele. Mas conseguiu parar de pensar nessas cois as. Cai fora! disse Robin amavelmente. olhavam o sorriso impassível e educado de Merriman atrás das portas do Sol ar. tremendamente antiga. e ficou repentinamente sonolento.

Você faria uma para mim para um broche no próxim o semestre? Acho que sim disse Will. Que coisas engraçadas. uivando alegremente. Eu as fiz num trabalho em metal da escola. agradecido. Por que raios você tem tan tas fivelas em seu cinto? questionou ela. especialmente desde que ele pôde ver uma caixa gigantesca etiquetada com um nome que claramente começava com W. mesmo sabend o. Eu a cho que sim. Partes de música e o suave rumor de vozes eram ouvidos do andar de baixo. Muito provável disse a mãe deles.. depois a fechou. ei. quando sua irmã o socou no estômago. pela última vez. Eu nunca vi você lá disse James.. E visto que Mary se encontrava irresistivelmente perto dele.a trazendo canecas com chocolate quente. Na noite de Natal. Ei. Bem. Stanton. O que são? Apenas um ornamento disse Will bruscamente. Em um ri . Ela caiu sobre ele. Will ficou de pé rapidamente. afinal. afivelou o terce iro Signo e o colocou debaixo de seu travesseiro. da torta de carne de véspera de Natal. Will e seu cinto. Ora! Você vai engordar disse Robin. Isso me queimou! gritou. Ma ry ficou boquiaberta. Mary cutucou com um dedo o primeiro circulo no cinto de Will e puxou a mão de volt a com um gritinho.. referindo-se a isto como "minha chaise longue" . Eu também. Will tirou seu cinto. E Mary ficou tão espantada que colocou todos os seus emb rulhos em silêncio. Ambos sentiam que havia alguma coisa sobre vésperas de Natal que exigia companhi a. Quem mais começaria com W. Venham agora.. Cuidado com o fogo disse a sra. ambos estão perto do fogo. avançando sobre ele e fazendo um som de ros nado. sem dúvida. durante os momentos de sonho caloroso e lindo entre o pendurar a meia vazia na extremidade da cama e cair no agradável esquecimento que floresceria para uma maravilhosa manhã de Natal. Melhor do que já ser gordo respondeu James. E logo vocês dois estarão lá dentro se continuarem rolando desse jeito. As camas iguais ainda estavam n o quarto de James desde a época que precedia a mudança de Will para o sótão de Stephen. com a boca cheia. Você nunca olhou então. Você está olhando. ei disse Will sepulcralmente do chão. Agora são oito disse James. por força do hábito adquirido pelos anos. James já comeu seis disse Mary de forma afetada mostrando desaprovação. Parecia prudente. alguém precisava de outro para sussurrar. Eu pegarei meus presentes enquanto o cho colate esfria um pouco. escondendo o cinto. Saíram ruidosamente para os respectivos quartos e desceram carregados de pacotes q ue deveriam ser acrescentados ã crescente pilha já embaixo da árvore. ele a agarrou p elo calcanhar. Mary o seguiu. A curiosidade de Mary nunca foi algo para se preocupar: sempre levava ao mesmo lugar. Boas criancinhas nunca brigam no Nat al. olhando para Mary. No Solar. mas era arduamente difícil. Nas escadas ela disse: Aquelas coisas de fivela são bonitas. e de irem para a cama na véspera de Natal. ele era um menino comum novamente. Ei disse Will. atrás dele. Enquanto James respingava água no banheiro. que nada ou ninguém o perturbaria ou a seu lar durante a noite. Depois confirmou. rolando para longe de seu alcanc e. Will puxou seu pulôver apressadamente para baixo. Naque la noite. Desculpe-me. incapaz de pensar em algo para dizer. é hora da bebida de véspera de Natal. Will sempre dormia com James. com uma torta em cada mão. Mary estendeu o braço e puxou o pulôver para cima nov amente. porque era véspera de Natal. e sorriu para si mesmo. Will estivera te ntando com esforço não olhar para aquela montanha mágica de presentes desde que haviam chegado da cantata natalina. A única diferença agora era que seu irmão havia mantido a antiga cama de Will empilhad a com almofadas de arte abstrata. c uja forma rechonchuda recentemente se tornara sua preocupação mais desalentadora. James! gritou Mary.? Forçou-se a ignorar e resolutamente empilh ou seus próprios pacotes em um espaço ao lado da árvore. Não estou disse James. Mary parou e ficou olhando para ele com curiosidade. sim. talvez. mas era tard e demais: todos já tinham visto.

Feliz Natal. Quando ficavam cheias. E aconteceu como sempre. sendo o mais jovem. foi o primeiro.tual solene. até. tratava-se da meia de Natal.. até. Você sempre foi um pouco diferente de todos os outros. DÍA DE NATAL€ Quando Will se ajoelhou ao lado da árvore de Natal e rasgou o papel colorido que e mbrulhava a gigante caixa etiquetada com o nome "Will". Will e James enrolaram suas meias de Natal sobre a ponteira da cama : meias marrons preciosas. Will. era uma mistura de excitação. Tinha um estranho formato. antes do encontro para o café-da-manhã da família. cantos e formas que não estavam ali quando caiu adormecido. Will parou de repente. não foi? E agora. Para embalar. longo caminho. Um sentimento forte e totalmente inesperado o envolveu a ssim que tocou o objeto. na manhã seguinte. ou outra coisa. abre lo go. especialmente depo is que ver o presente. no quarto mal iluminado pela manhã.. seriam descobertas acomodadas magnificamente aos pés da cama. olhando. . até que acordasse. torturando de alegria. e Barb e eu colocamos o papel por cima disse Mary sobre seu ombro. com ecos repercuti ndo por um longo. até que a primeira forma rígi da de algo começou a aparecer. Não era um sentimento que já havia sentido na presença de seu s familiares antes. e dançarinos vestidos com fan tasias muito loucas. então. e que foram usadas por sua mãe há um tempo distante inimaginável e deform adas agora pelos anos de serviços como sacola de Natal. Tinha um aspecto encurva do. Está cheia de folhas secas! Ou juncos. Ele foi direto até a caixa. Logo descobriu que alguém havia retirado os pregos da t ampa de madeira. Abre logo. estou fazendo isso. pois todos os seus s entidos se concentravam na forte sensação. Eu não sei se você compreenderá. com a luz tênue surgindo fu rtivamente ao redor do quadrado escuro da janela fechada pela cortina. Ele retirou a tampa. C arnaval nestas ilhas é uma época muito especial de grande diversão. parecido e diferente ao mesmo tempo de um chifre de cervo.. Bem.. Mas não olhamos dentro dela. Não estou dizendo idiota! Apenas diferente. Eu sempre jurei não conciliar os dois. Boa noite. Aposto que eu sei o que a mamãe e o papai vão dar pra você disse James baixinho. quando ele se deitou alegremente como um caracol em seu aconchegante invólucro. eu suponho. com p essoas rindo e bandas fazendo o som de aço tilintando. Boa noite. eu me misturei no meio de uma folia. quando cada membro abria apenas um de seus "presentes da árvore". fino. mas de um caixote de madeira. e então eu conheci um homem velho. prometeu a si mesmo que permaneceria acordado. Cuidado com os dedos. toda impaciente. Mas talvez sim. Viu um envelope saindo do caixote ao lado do chifre e o abriu. marrom. era impossível se manter por causa do peso. elas podem ter as bordas afiadas. Foi assim. de modo que ele pudesse abri-la com facilidade. e seu irmão tentou conter o riso afundando-se sob os cobert ores. O restante da reluzente pilha perma neceria lá até o jantar.. liso como um galho e parecia ser feito de um tipo duro de pape l machê. Apos o que é. Will. sobre e ao redor de seus pés cobertos. Enquanto isso.. Will jogou fora um punhado das folhagens sussurrantes. a primeira coisa que des cobriu foi que não se tratava de uma caixa. Feliz Natal. durante o carnaval. de e stranhos estalidos. um coro natalino soava distante e alegre do rádio na cozinha.. . segurança e alegria que o envolvia s empre que se encontrava com um dos Anciãos. feitas de uma material gro sso e macio. E já era dia de Natal. Folhas de palmeira disse seu pai. Feliz Natal. Não ouse sussurrou Will. Will. mas desprovidas de beleza. eu estava na parte velha de Kingston certo dia. Robin retirou os pregos.€Feliz aniversário. e visse e ouvisse nada além de um espaço encantado cheio de expectativa. Era um chifre. em parte por que parecia tão impressionantemente larga e em parte porque suspeitava que tivesse sido enviada por Stephen. Aquele papel cont inha o exato cabeçalho do navio de Stephen: Querido Will.

Tinha um nariz reto e forte de um humano. mas com os olhos rodeados por penas de um pássaro. Pensarei em você. E não era a cabeça de um homem. não teria razão de ser de outra forma. Paul não disse nada.Era um homem velho. Sua mãe não disse nada. E a face era a face de um humano. Era uma coisa feita para provocar profundas reações da mente. mas para seu ir mão mais novo. Gwen não disse nada. Havia algo de extraordinário sobre aquele velho. A aparência não significava nada. Do jeito que me pediram. Mary não disse nada. Tudo o que eu pude dizer foi: " Mas quem é você? Como me conhece?" e o velho somente me olhou novamente com um olhar sombrio e intenso que parecia me atravessar por inteiro. as feições audaciosamente feitas e facilmente reconhecíveis. amor. Mas aí está.. a coisa que você encontrará nesta caixa. vestindo. ele me levou pelo braço e tirou-me da agitação. de alguma maneira. rindo. e todos prenderam a respiração. as duas datas conciliadas em uma. daí. Era uma cabeça gigante de carnaval. de qualquer mane ira. brilhante e grotesca. e eu consigo imaginar um monte de coisas de que você gostaria mais. mas as orelhas ao lado dos chifres eram de cachorro ou lobo. Will. e disse: "Eu conheceri a você de qualquer maneira." Então o círculo se estende ao redor de todo o mundo. na realidade. Abra. disposta em um leve sorriso. da Marinha de Sua Majestade. mas a barb a tinha tal formato que poderia facilmente ser tanto do queixo de um bode ou cer vo como de um homem. Será um presente seu. bastante impressionante. Tenho algo pra você. Não para você mesmo.. abr a! Will subitamente percebeu que sua tradicional e preocupada família permanecia agua rdando. Você é irmão de Will Stanton. É um tipo engraçado de presente disse James. Com. e eu simplesmente tive que fazer o que ele me solicitou. Ele não disse nenhuma outra palavra. agitando seu penhoar. "Um olhar que nós Anciãos temos. Estas últimas não fazem qualquer sentido.. Utilizando a tampa do caixote como uma bandeja. Parece loucura. Mas é claro que sim. Tenho certeza disto. Não havia puram ente muito mais de um ser humano naquela coisa. Mas ele olhava para mim e dizia: "Você é Stephen Stanton. Max falou baixinho: Olha aqueles olhos! Bárbara disse: Mas para que serve isso? Will deslizou os dedos pela face estranha e grande. nas duas d atas. Eu nunca o tinha visto antes em minha vida. Will! pedia Mary com curiosidade. o som que Mary deixou escapar e apressadamente abafou foi algo mais parec ido com um grito. Quando todos ofe garam. com a pele muito escura e cabelos m uito brancos. i rmão dele. Lembra alguém que eu conheço disse Robin. eu sei. Ele estava feliz por Stephen participar daquele arranjo. luminosa de um papel machê ou um tipo de madeira sem veios. e ele saberá o que fazer com isso no devido tempo. O queixo era barbado. mas afastou-se um pouco. Stephen€ Lentamente Will dobrou a carta e a colocou de volta no envelope. Ao reti rá-lo. estava certo. Não era feio nem bonito. estou aqui enviando isto pra você. Ah. Will nunca havia visto nada como aquilo antes. e quando voltou estav a carregando. A cabeça de onde surgiam os chifres tinha o formato da cabeça de um veado. o sétimo filho. Depois. tudo feito da mesma substância lisa. Você enviará para ele como um presente. A face poderia ser vista como assustadora. nem as sustador nem divertido. Demorou apenas um instante p . companheiro. esperando por cinco minutos enquanto ele lia a carta . começou a retirar apressadamente mais e mais folhas de palmeira até que finalmente o objeto ficasse visível. Era mesmo uma coisa de Anciãos. Espero que goste de seu presente maluco. Então. Foi tudo tão inesperado que eu fiquei desnorteado. embora você não saiba". mas foi o que ele disse. pacientemente imóvel. a boca firme de um humano. Há um olhar que nós Anciãos temos ossas famílias têm algo disto também". anda logo. As cores eram claras e g rosseiras.. e ele parecia que tinha surgido do nada. por seu aniversário deste ano e pelo Natal. admirou-se quando sentiu o peso. E foi isso que aconteceu. Mas Will sentia que o efeito do objeto dependia de quem estive sse olhando pra ele. Meu Deus! disse seu pai. ele apenas se moveu para dentro da folia de carnaval e partiu novamente.

Meu prezado amigo. revelando um pequeno sorriso em seus lábios. querida.. um casaco jovial que tinha sido um pre sente da Jamaica enviado por Stephen para sua irmã Bárbara. As costas dele preenchiam o espaço e os impedia de ver o visitante. como o compasso de uma música mudando no meio da melodia. Vamos lá. É antiga.. com uma leve suspeita despertando em sua voz. Então disse: É uma cabeça de carnaval das índias Ocidentais. Max.. James estava ao seu lado agora. Stanton. somente quando ouviu a voz do estranho que o olhou atentamente. entre. Mitothin. o amigo de seu pai de sabe Deus onde. Will ouvia sem atenção aquela cordialidade de adultos. as únicas coisas€móveis e viventes no lugar: nenhum humano se mexia. na manhã de Natal! Saia daqui! Era a primeira vez em sua vida que ele sentia tanta raiva..€tão furioso que não parou para pensar sobre o que deveria fazer . deixou o braço cair e olhou para cima inexpressivamente.. e mesmo as chamas bruxulean tes do fogo não consumiam as lenhas que queimavam. meu filho Max. acenando com a mão. e o colocou rapidamente sobre a cabeça de carnaval para ocultá-la.ara encontrar o que estava procurando: estava quase imperceptível. Will. Will viu o perfil do rosto. Stanton que estava prestes a alca nçar seu pacote. Não agora disse ele.. definitivamente um produto que chegava com aquela figura alta que agora surgia n a soleira da porta. Os dois ficaram se encarando pe la sala. sr. Como tem passado. Will agarrou a coisa mais próxima de sua mão. meu filho mais novo. sra. os ponte iros do relógio sobre a cornija da lareira não se movia. não deveria ter tomado. e isso não era nada agradável. Na Linguagem Antiga. Stanton fez um sinal. Stanton. este é o sr. ao repetir cuidadosamente os nomes. os cabelos castanhos-avermelhados um tanto long os.. Era o Cavaleiro.. eles estavam quase terminando. mas a voz se ergueu em óbvio contentamento.. Mitothin. eles ficaram rígidos e imóveis pela sala.. mas ele se sentia indign ado com a ousadia das Trevas de interromper o ritual mais precioso de sua família. entre os chifres.. Meus cumprimentos da estação. levantou e foi abrir a porta da frente. e então para a porta. co mo é bom ver você. como se tivesse aumentado de taman ho. Eles ouviram a porta se abrir. seguindo seu pai. Mitothin. Será que.. disse o sr. e os viu presos no tempo. ficando três vezes maior. James.. Esse tal de sr. Como ousa? No Natal. Will. Instantaneamente. Então.. tão gentil. como se ela pudesse falar. quartejado pela cruz. tente colocá-la. era o Cavaleiro Negro de algum lugar fora do Tempo. Quando se virou novamente. O sr.. O Cavaleiro disse suavemente: Contenha-se. Will se t ornou um Ancião furioso.. Stephe encontrou na Jamaica.. E logo Mary esqueceu a cabeça e sua reação a ela. e ficou imóvel. Fixou Will em um abe rto desafio triunfante. olhando o interior da cabeça. fazer to do esse caminho no Natal só para entregar. Ela mergulhou na pilha de presentes perto da árvore. O sr. A impres são de um círculo. a menos que alg uém estivesse esperando encontrá-lo. Como ousa vir aqui? gritou ele para o Cavaleiro. Como peças de cera. Ele podia sentir cada centímetro de si mesmo. venha cá um minuto. e as alegres descobertas recomeçaram. paralisados de todos os movimentos.. o Cavaleiro er guia a cabeça para olhar com mais detalhes pela sala e o viu. É especial.. quando soou uma batida na porta. A sra. es ava segurando uma pequena embalagem em uma das mãos que não tinha sido vista antes. como s e alguma parte de sua mente lhe desse um silencioso aviso. não estava no esquema. Há um tipo de armação de arame que fica sobre os ombros.. Stanton estava radiante e feliz... ocu pado com as apresentações: Alice. Um presente cada. Outra pessoa deve abrir seu presente.. Ergueu-a sobre a cabeça para passá-la sobre os ombros de Will que se afastou. Havia algo familiar naquela voz grave e levem ente nasalada que revelava certo sotaque. Gwen. ele enfiou os pés com mais firmeza em seus chinelos.. Estava tudo errado. Ninguém nunc a os visitava naquela hora no dia do Natal... no feliz instante em que descobriu q ue era sua vez. Bárbara. E quando ele se virou em direção à sala de estar. esculpido na fronte. Eu acho que você olha através disto. e já estava quase na hora do café-d a-manhã. Estendeu a mão direita com os dedos esticados em direção à s ua família. E uma fenda onde a boca está um pouquinho aberta. Quem poderia ser uma hora dessas? Todos fitaram um ao outro. seu sotaque era . minha filha Gwen. entre.

e ao mesmo tempo eles voltaram à vida. sorrindo para seu marido. boquiaberta. El e olhou sarcástico para Mary.Will! Ele vê que estou com pressa disse o Cavaleiro educadamente. Mitothin. presa f ora da vida. E ele é o senhor desta casa. Papai. P rocurou irado em sua memória palavras de destruição com as quais.muito mais acentuado. O Cavaleiro estendeu a mão e removeu delicadamente alguns fios soltos na manga d e sua roupa. se quiser saber minha opinião disse Mary. Você tem medo dos meus mestres disse Will de repente. no meio de uma frase que dizia ao seu pai. Will disse o Cavaleiro. e o sorris o desapareceu de seu rosto como se o tivesse lançado fora. O sr. Ah. e Will estreme ceu. um Ancião poderia quebrar o poder das Trevas. Olhando fixamente para o sorriso confiante do Cavaleiro. Diga-lhes que todos os Artefatos de Poder que eles esperam possuir. Mary perguntou: Onde o senhor está indo? Ao norte daqui. Sim. Mas acabou se deparando com muro negro de hostilidade . Will Stanton disse ele tranqüilamente. Diga-lhes que nada poderá nos de ter. Para sua mãe. Diga aos seus mestres. algumas vezes. eu lhe agradeço. Você pode fazer muitas coisas tão bem quanto pode inventar. desdenhosamente. há sim disse Will. que permanecia imóvel perto dele. mas sabendo que era uma verdade. a menos que você deseje lançar toda a sua família fora do Tempo. E ele falou baixinho: As Trevas estão se reb elando. convidou-me a entrar pela porta. de boa-fé. agitando os longos cabelos para trás de seus ombros . que cabelos longos você tem. Do senhor? Do papai. Will mordeu os . E o Cavale iro Negro riu. não "ele" corrigiu seu pai. Isso não funcionará. e desta vez nós não deixaremos que alguma coisa atrapalhe o nosso cami nho. Muito bonitos. Muito pomposo. Não. Ela está sempre os exibindo disse James calmamente. Você não pode us s desse tipo aqui. Mitothin. Mary. As últimas palavras soaram penetrantes em um grito alto de triunfo. mas estou indo passar o dia com uns amigos e não posso cancelar. c oncentrou todos os seus poderes em um esforço para ler a sua mente. que ele trouxe? Sr. Mitothin? Ele não pode disse Will. Se pai. e seus olhos se estreit aram. Gostaria de tomar o café-da-manhã conosco. Ancião. Algo que não estava pronto ontem à noit para que seu pai pudesse trazer para casa. Stanton colocou a mão sobre os ombros de Will. sra Stanton. E eu também não. Desejo-lhe o mesmo que me desejar disse Will. . Ela seu vir ou para o Cavaleiro. então.. Isto seria uma pena disse o Cavaleiro. não. sem saber muito bem o que qu eria dizer. uma surpresa disse o Cavaleiro. Chegou a nossa hora de nos rebelarmos. sr. E nada poderá deter as Trevas de se rebelarem. intransponível. Permita-me disse cordialmente. automaticamente. Você não é um dos mestres ainda. Eu posso cruzar a sua soleira e passar por seu azevinho. Will cumprimentou friamente: Como tem passado? Os cumprimentos da estação para você. e os próximos doze meses verão finalment e o nosso estabelecimento.. e não havia nada que Will pudesse fazer. a harpa e os Signos. em último caso. Stanton. sacudindo a cabeça. Obrigada ela disse satisfeita. já que fui convidado. Seu jovem tolo. mas os altos poderes não são para seu senh orio ainda. Nós quebraremos o seu Círculo antes mes mo que possa ser reunido. O menino achava que isso não deveria ser possível e ficou chocado. eu presumo disse a sra. O rosto pálido do Cavaleiro enrubesceu. É do local? É uma árvore Real disse James. nós os ti raremos deles. o graal. pertence essa caixa? continuava Mary. e a a nimação do Natal também voltou. voltou a olhar para Will. Ele é as im. este é o nosso Will. Esta é uma árvore magnífica. .. Mary colocou a língua para fora. Do Great Park. Então. mas so mente em último caso mesmo. O Cavaleiro olhou novamente a sala. descobrir o qu e ele pretendia fazer ali. a quem pertence essa caixa. seus olhos pálidos cintilavam. O Cavaleiro olhou-o. você acha que por causa de todos os seus Dons da Magia pode me controlar? Coloque-se no seu lugar. ele estendeu suas mãos em direção aos Stanton. Muito lógico disse o Cavaleiro.. Venha e veja! Mary agarrou a mão do Cavaleiro e o puxou pela sala. Ele sorria para Will sem qualquer nuance de mudança em seus frios olhos azuis. e não há nada que você possa fazer sobre isso.

Will lamentou que sua mãe houvesse fechado a porta antes que tivesse a chance de ouvir o motor de um carro ligado. Stanton. Um camara da estranho. isso deveria estar por trás de sua visita naquela manhã. mas muito agradável. de forma ausente.. ele é um negociante disse o sr. Um trabalho adorável. linhas e curvas ao redor dela. mas talvez não aq ueles pensamentos enterrados lá no fundo dela. Havia um lampejo de malícia enquanto eles se entreolhavam. que estava de cabeça para baixo. Ele trabalha com o senhor? Que nome engraçado. inclusive estas. Ainda assim. geléias e mel acabaram. Precisamente. nenhum Senhor das Trevas precisava entrar em qualquer casa somente para ver o que havia dentro dela. havia sido a oportunidade de examinar o anel de sua mãe que trouxera o Cavaleiro Negro à sua casa. seguramente . ele se voltou para o sr. é claro. ter sido jogada fora sem perceber. Feliz Natal! Oh exclamou a mãe. Stanton examinar para conferir as pedras perdidas hã algumas semanas. havia outra coisa: uma pulseira produzida como uma ampliação do anel. Para mim. tais coisas às vezes já aconte ceram nos tumultuados dias de Natal de sua casa. Como ele disse. o Cavaleiro. Então. Stanton. Sem problemas. * * *€ . Mas. Parecia. e vocês dev em tomar seu café-da-manhã. foi muita gentileza. Obrigado agradeceu seu pai. e Will soube que agira certo ao limitar a visão das Trevas. e os de stroços dos primeiros prementes abertos liberaram o caminho. Ele não achava que o Cavaleiro chegara ali de c arro. Mas Will achava que sabia o que havia acontecido com a carta. Mas não havia perigo. Stanton. Uma faixa de ouro. por engano como papel de embrulho. E achei linda. Stanton. Bem. em particular. ele se foi. Eu o conheço já há alguns anos. engatinhou no chão ao redor da árvore e da pil ha de presentes ainda sem abrir. Will examinou a jóia. atravessando o caminho a passos largos . conforme Will havia notado. quando abriu a embalagem. Acomodado em veludo branco. Will parece bastante faminto. Quando iremos comer? Somente depois que os ovos e bacon. Foi o senhor que fez. Oh. Estou imensamente grato a você. girando a peça gêmea do M de Mary. apenas olhava obe dientemente e admiravelmente para os enfeites da árvore. afinal. dando um beijo em sua esposa e entregand o-lhe o embrulho. verificou nos pertences de cada um. Lindo ele disse. pai? perguntou Max. Aqui está o seu primeiro presente da árvore. Mitothin disse o sr. Poderia. de diamantes. cercando o objeto. Nós compramos m uitas pedras de certas pessoas. Ele tocou suavemente na pulseir a. mas não estava lá. Procurou pela sala de estar . Eu realmente preciso ir. Pois. Estou com fome disse James. e sra.lábios e deliberadamente limpou todos os pensamentos sobre a cabeça de carnaval de s ua mente concentrando-se fervorosamente sobre o que ele comeria no café-da-manhã. e gravada com um model o estranho de círculos. eu acho. Es tava certo de que o Cavaleiro poderia ler muito bem a sua mente. torradas e chás. ou a busca por alguma outra coisa. Embora o enorme caixote vazio e sua pilha de embrulhos exótico s estivessem ao lado dele. Cumprimentos da estação para todos vocês. desejan do saber por que o Cavaleiro quisera ter aquele objeto nas mãos. você estava bem no meu caminho. e aconteceu que Mitothin estava na loja e se ofereceu para deixá-lo aqui para poupar-me de voltar. Muito amável disse sua esposa. E ele se perguntav a se. o anel que Merriman viu na imagem que ele extraíra da mente de Will. em uma caixa marcada com o nome da loja de seu pai. encontrava-se o anel antigo de sua mãe: o anel que ele tinha visto o sr. Mas você é mais amável. passaria por aqui nesta ma nhã de qualquer maneira.. ele não precisava se ofer ecer. minha querida disse o sr. Com uma salva de despedidas. rodeado pelos Stanton. Will foi perceber que a carta de Stephen não se encontrava em lugar nenhum. e nvolvido com as minúsculas iniciais talhadas da caixa do fazendeiro Dawson. Roger! Will se espremeu entre seus alvoroçados irmãos para dar uma olhadinha. Quem era aquele homem que o trouxe? perguntou Gwen com curiosidade. três rubis de cada lado. exatamente igual. Ah. Eu precisei sair mais cedo ontem enquanto o jovem Jeffrey estava ainda fixand o um dos desenhos. fixada com três diamantes no centro.

os flocos de neve continuavam a cair ob stinadamente e demoravam muito para derreter. Eu nunca a vi dessa forma n o Natal. em toda a minha vida. bendizei ao Senhor. do lado de fora. seus pagãos.. Os ânimos de Will ressurgiram um po uco com as badaladas. sem titubear. antes do seu aniversário. e log o as notas acrobáticas dos seis sinos antigos e sonoramente agradáveis que pendiam n a pequena torre quadrada começaram a soar pelo mundo cinzento e rodopiante ao redo r deles. no segundo ano do reinado do Rei Eduardo VI. Friúme e Frio. De repente. Mitothi n. Sua cabeça girava. Oh! Vós. Oh! Vós. no caminho da porta até o carro. trazendo a alegria de volta ao Natal. os sinos se fundiram ao início do culto. passando adiante mas com algumas tarefas úteis como descascar as batatas. Oh. voltaram humildes arranhando a porta dos fundos. não acha? Se você fosse apresentar seu ato da temporada disse Gwen. O pequeno grupo discreto que finalmente saiu na neve cada vez mais espessa consi stia de Paul. nem po r qualquer sensação de frio. Então talvez a mamãe possa ir. segurou firme na beirada da galeria po . foram logo encobertas como se nunca tivessem estado ali. Gelo e Neve. James the L ess não estava lotada naquele Natal. que dentre eles constituíam um terço do coro da igreja. Ele enfiou as mãos dentro d os bolsos de sua jaqueta de couro de cabra. mas poucos habitantes que foram vistos caminhando ao ar livre haviam optado por des bravar aquele nevoeiro branco. e estava evidente que a igreja de St. mas não muito: a presença intensa e persistente da neve o inco modava.. conforme James hav ia dito indelicadamente. Era nisso que eu estava pensando disse Max. Com ou sem neve. os flocos caíam trêmulos ao chão. Will. De lá. Feliz Natal. mas não por causa das palavras. os flocos de neve agora caíam rigorosamente e começavam a queim ar suas bochechas. Paul chegou ruidosamente na sala de estar calçado com botas e abotoando seu sobret udo. Ele não conseguia afastar a terrível suspeita de que caía como uma precursora de alguma outra coisa. Então. Ele seguiu James e um punhado de o utros coristas até o estreito corredor do vestiário. cogitam ir à igreja nesta manhã? Os rouxinóis irão disse Max. refletindo que o sr. As pegadas do sr. que pediram para sair antes que a n eve começasse. Ela realmente gosta de ir. ai exclamou James. Mesmo dentro da pequena igreja. onde puseram com dificuldade a sobrepeliz. Max olhou-o. quando pode. esquecida ali desde a noite terrível da véspera do solstício de inverno.Pouco depois. Raq e Ci. exaltai-O para sempre. exaltai-O para sempre cantava Will. mas isso é ridículo. Sempre gostei do Natal todo branco disse Max. sendo conduzida pelo teatral reverendo que. abraçando o tórax. eles perceberam que a neve estava caindo novamente. olhando sobre os ombros. Will observava os flocos brancos e espessos que s e acomodavam determinados e indissolúveis sobre a manga de sua jaqueta. estou saindo para tocar o sino. James. pela Autor idade do Parlamento. Algum de vocês. Suave mas inex oravelmente. bendizei ao Senhor. como acontecia nesta Igreja da Inglaterra. realmente haverá prob lemas no transporte por todo o sul da Inglaterra. as manhãs de Natal contavam com mais veículos. e a ponta dos dedos de uma mão circula vam pela pena da gralha. Isso já conta pra você. Beaumont havia mostrado certa ironia ao escolher aque le cântico. Se mais neve cair ainda hoje. louvai-O. a entoou sem qualquer constrangimento. Na rua coberta de neve. Eles se arrastaram ao longo da estrada. quatro ou cinco carros encontravam-se estacionados do la do de fora da igreja. Eles tocarão os sinos da tor re e não esperarão ninguém. estava mui to frio. A liturgia da Oração Matutina. Will notou que estava tremendo. Stanton e Mary. er a possível ver todas as pessoas. que estava. Max disse James. Os cães. Geralmente. Eu deveria ir para Southampton depoi s de amanhã para ficar com Deb. para indicar a procissão d os garotos pelo corredor até a galeria no fundo da pequena nave da igreja. louvai-O. provavelmente mais interessada e m evitar as tarefas domésticas do que em fazer sua devocional. Extraordinário disse seu pai. mas quase cheia. por meio de sua voz de baixo-barítono. olhando morosamente para fora . a sra. olhando para Will e James. mas falando a verdade. ai. Paul saiu na frente para se juntar aos outros sineiros. como uma mensageira das Trevas. foi iniciada n obremente segundo os arranjos natalinos.

você está bem? Sente-se. Porém. e então tu do passou novamente. que o amor de Deus e a comu nhão do Espírito Santo. começavam a sair também com grit os de "Feliz Natal" e "Vejo o senhor no Domingo. lá fora. e a trás dela a jovial sra. nenhum aviso cont ra o mal seria necessário. E então a estranha impressão de iniqüidade e desarmonia voltou. ainda conversando distraidamente.. que realizaria somente aquele culto hoje e o restante em suas outras paróquias. Pettigrew. Aconteceu só mais uma vez. cantou. o corista anglicano. Will viu Mary. já qu e nenhum mal poderia de fato entrar em suas paredes. O culto acabou naquele momento e todos cantavam alto "Oh Vinde Fiéis" desejando fe liz Natal. deixando o ambiente escuro. Ele avisou o jovial sr. já preparados e agasalhados. horrendamente diss onante. o Ancião. Os componentes do coral. apenas uma vaga sensação de torpor. mostrando-se ocupada em prever algum des tino fatal. sorrindo e acenando uns para os outros enquanto recolhiam suas sombrinhas e subiam a gola do casaco para se proteger da neve caindo com um rodamoinho. reverendo!" para o sr. A música parecia se tornar. irritante aos ouvidos.. durante o restante do culto. deixando Will trêmulo e com calafrios.". Beaumont estava clamando a oração de São Crisóstomo: ". Ele já tinha ouvi do aquilo antes. e oferecendo-lhe calorosamente uma carona para casa. ela sumiu novamente e continuou como antes. falando de música com Paul. ex altai-O para sempre.. trazida pelo que seus irmãos m ais velhos gostavam de chamar de "excesso de animação". Tu os atenderias. A lúgubre sra. uma mulher enorme num casaco peludo. sorria e acenava vagamente. mas estava claro que nenhuma outra pessoa mais havia notado alguma coisa errada. Hutton. Conseguia sentir isso em todos os lugares. Mas as palavras não puderam trazer paz ao coração de Will. Era o som das Trevas assediando. Então... abraçando a pequenina srta. a antiga professora. ansiosas pelo peru de Natal. o regente aposentado.. Beaumont . Horniman parou aturdida perto da sra. Will olhou rapidamente à sua volta. com o a eletricidade que cai fortemente opressiva no ar antes de uma enorme tempesta de. estendeu a mão e desligou as luzes dentro do templo. alguma coisa surgindo iminente das T revas. Stanton e Mary.r um momento.. se o mal estivesse rondando do lado de fora. e a voz do reverendo soava solitária. Sentia um arrepio no pescoço. olhando para ele. incrédulo: você com cert eza está sentido isso dentro da igreja? E respondeu Will.. Diversas crianças do vilare jo deixaram suas mães adornadas com chapéu para correr em disparada para fora a fim de fazer bolas de neve. O regente. manteve o vigor.. alguma coisa esperando.. percebeu que a igreja não estava totalmente vazia. por isso. que quando dois ou três estivessem reun idos era teu nome. uma igreja seria um tipo de terra de ninguém. a bênção do sr. e convenceu a si mesmo que não acontec era nada de errado. Dawson e sua filha casa da que deixava o filho de cinco anos de idade pavoneando alegremente com suas br ilhantes botas novas de vaqueiro. poi s ele sabia que alguma coisa estava errada. girando a chave do carro. mas não sentia calor nem frio sob seus dedos. sem estar fortalecido. tentando não rir. Bel l. Ele arqueou a cabeça entre os ombros a ponto de ser tocado pelo próprio nariz. e quando chegasse o momento. cinzento e frio . a agente do correio. enquanto o coral descia da galeria e subia até o altar.. Então. o ar dentro da igreja estava carr egado dessa energia. um uivo horrível e agudo no lugar das cadências conhecidas. ele segurou firme os três Signos em seu cinto. O regente. para longe da escuridão. que ele ouvira do lado de fora do Salão do Solar onde estivera com Merriman e a Dama. Oh! Vós. Tu que prometeste. recorrer à sra.. perto da . Will. como antes. Lá embaixo. tristemente: qua lquer igreja de qualquer região está vulnerável aos ataques deles. ele teria que encarar isto sozinho. pois lugares como e stes são os locais onde os homens se dedicam aos assuntos da Luz e das Trevas. O sr. bem no final do culto. Mas Will balançava a cabeça impacientemente e. Pelo desdobramento de seu suplício. sentou-se.". com a luz brilhando através do reflexo propiciado pelos espectadores da neve sit uados ã porta. O ruído irrompeu repentinamente na mente de Will. Beaumont se estendeu sobre as cabeças da congregação: ". Observava todos caminhando sorridentes para fora da igreja. avistando algumas pessoas se moverem naquela direção.. ou ajoelhou-se. Luz e Trevas cantava James. enquanto Will aguardava seu irmão. A igreja começava a ficar vazia. fazendo o mes mo com a franzina sra. por um breve momento. Pa ra o poder de alerta dos Signos. Mas numa igreja? Perguntava-se Will. Hutto n. em algum século desconhecido ..

já que o realizador era o único que poderia remover a barreira.. ele fechou a me nte de seu irmão e do pastor colocando uma barreira que nenhum poder de qualquer t ipo poderia romper. E disse suavemente: Não se preocupe. para apoiá-lo contra seja lá o que estivesse escondido lá f ora..pequena fonte do século 12.. estando em sua igreja. dizia sem fôlego. os . Ele conseguiu erguer parcialmente um braço e apontou para trás de si: . eu acho.. o coração das Trevas.. fez um rápido sinal da cruz.. Mas antes. Lutando contra a barreira das Trevas. com o Dom da Magia. antes mesmo que qualquer coisa pudesse acontecer. e segurou-se num banc o procurando apoio. ou suas mentes irão sofrer sérios d anos. Gaguejava. E ele saiu tropeçando perto da porta. Beaumont virou-se muito pálido. Reverendo disse a esposa do ferreiro no idioma que ele podia entender. Frank Dawson disse: Venha aqui. como se estiv essem se unindo a ele. as Trevas os enlouquecerão. Will? Não respondeu ele. e. Will. Logo tudo fi cará bem. no Festival. ainda preocupado. Will avançou lentamente. Cada um dos Anciãos o tocou calmamente quando se aproximou do grupo. com os olhos mais atentos. . Deus me perdoe. a sa cristia. Will. Nada de mais. Pobre e corajoso amigo disse John Smith na Linguagem Antiga. tocou os ombros de Paul quando passou por ele. com sua esposa silenciosa. Ele continuou. o filho d o Velho George e John. talvez disse ele. disse: Há algo errado. . Will se sentiu fraco por um momento enquanto o alívio era derramado sobre ele em uma maravilhosa onda de calor.. por todos os lados. ele viu ambos ficarem imóveis no mesmo instante. pois cer tamente confiamos em sua proteção e não temeremos o poder de quaisquer adversários. maravilhoso. o ferreiro. Havia um brilho de suor em sua testa. Seus olhos estavam arregalados. Calma. Eles não podem suportar a pressão. O que foi isto? perguntou ele roucamente. como um homem lutando através das ond as do mar. Era tarde demais.. É claro. como se alguém o tivesse empurrado no peito. O pastor parecia não ouvi-lo. Pro teja-nos. inclinando-se levemente. e o fazendeiro Dawson o segurou pelo ombro. o Velho George. mas com intensidade. o livro. falando com Paul. Esta batalha não é para ele lutar. de todos os ataques de nossos inimigos. e.. a voz das Trevas era tão alta que mesmos os humanos puderam perceber seu poder. Will? perguntou o regente cordialmente. o suor escorria por seu ro sto.. Paul cambaleou. a igre ja estava muito fria novamente. O pastor olhou-a como u m animal assustado. Provavelmente ele acha que sim.. fitando a neve. O fazendeiro Dawson falou muito calmamente. Eu só gostaria que ele gravasse a suíte desacompa nhada de Bach.. dizendo: Nós de vemos fazer algo para proteger esses dois. Podia sentir uma força muito resistente naquele momento . exorcismo. Estava tentando pensar desesperadamente em alguma neira de levar os dois para fora do templo antes de se aproximar sozinho da port a. Tudo pronto. fora do templo. eu realmente concordo que o concerto duplo é um dos melhores. muito próxima. com o forte sotaque da região. Reverendo? Que rai os foi isto? O sr. o ar estava denso. Eu o ouvi tocá-la certa vez numa igreja em Edimburgo. aconteceu. se alguma coisa lhe acontecesse. não. mas não havia tempo para perguntas. vestindo seu sobretudo. quando o regente e Paul se viraram para caminhar pela nave. Os Anciãos do Círculo estavam esperando por ele... Foi a primeira intimação de que ele poderia fazer alguma coisa que os outros Anciãos não poderiam. é claro. apoiando uns aos outros. Isto é. Você tem o poder qu e o resto de nós não tem.. avistou o fazendeiro Dawson. seus humildes servos. a sua voz era suave e gentil. olhando dentro dos olhos confusos da face tão perturba da e impotente como a do pastor. Pela por ta da igreja ele podia sentir os Anciãos se moverem lentamente em um grupo fechado . Então. e suas cabeças se ergueram co mo a cabeça de um cervo em sinal de alerta. ele permaneceu transfixado e tremia como um homem febril. Paul. sobre a mesa. Tratava-se de um perigoso empreendimento. havia dest ruição e caos.. e ele não conseguia pensar era nada que pudesse fazer para remediar isto. mas naquele instante todo seu domínio da fala e movimento lhe foram arrancados. ao grupo do lad o da porta: Não. Reverendo.

uma onda negra de malevolência grasnando e crocitando roucam ente. e então. Wi ll nunca se sentira tão sozinho antes. Will juntou as mãos de seus companheiros. e aci ma de tudo se dirigindo ao Descobridor dos Signos. Tudo bem disse o fazendeiro Dawson. admirado. impotente. ele moveu sua mão para o interior do círculo visando aproximar as mãos de cada um deles. E a Dama não se encontrava com eles. sobretudo na face do fazendeiro Dawson. a luz escureceu. mergulhavam sobre o pórtico em um ataque assustador. teria sofrido um colapso. Ruídos enlouquecidos e turbulências eram ouvidos do lado de fora. Elas não conseguiam se aproximar o suficien te para arranhar ou rasgar. segurando -o diante de si. Depois de uns momentos. o Círculo não podia fazer nada mais do que manter o poder das Trevas afastado. desapertou o cinto com seus três preciosos fardos e o colocou firmemente sobre o braço. de braços dados. Agora. metade dos círculos dos Artefatos de Pode r. Will. inconscientes. Mas isso durou somente até quando a força dos Anciãos pôde impedir. para propiciar um tipo grandioso de socorro. prop iciado por experiências. mesmo com todos os dons de proteção. Ele não fez nada. Mas pela segunda vez em sua vida. Desta vez. Era a força do Círculo dos Anciãos que o mantinha ágil agora. Havia suor em sua testa agora como havia na fronte do pastor que. Em um temporal furio so branco e negro. não pensou em nada. pois o medo que ele começava a sentir naquele momento era pior do que o terror às cegas vivenciado em sua cama no sótão. Os pássaros agitados partiram. movendo-se propositalment e. O zumbido louco e horrível que enchia o ar e a mente desapareceu completamente. Use-os. e isso era o pior de tudo. a neve chicoteava e rodopiava em suas f aces como raspas de gelo branco. Os olhos de les se fecharam suavemente como se caíssem em um sono profundo e permaneceram bem quietos. E o menino soube que se estivesse sozinho na luta de sua mente. percebeu também que ele. Mas tinham que correr o risco. embora defendido por trás. incapazes de se comunicar para sempre. ele vacilava sob o impac to dos maus desejos que vinham de fora da igreja. O círculo completo fará o verdadeiro trabalho disse Velho George . Então. hein. Will perceb ia mais uma vez. O Fazendeiro Dawson disse suavemente: Em todos os meus dias. Os Anciãos olhavam um para o outro e riam. e moveu-se lentamente ao redor até que ficou sozinho no vestíbulo d a igreja. retirou de seu bolso a pena da gralha e a entrelaçou no centro do Signo: o círculo quartejado de bronze. enfrentando os uivos e gritos das gralhas negras e geladas adiante. Os Anciãos se posicionaram na porta da entrada do templo. surrando suas mentes e seus corpos. No momento em que descobriu isto. O vento não uivava mais. Desprotegido agora pelo Círculo. seus olhos se abriram novamente. naquele moment o. o silêncio. Então ele saiu. e pior do que o medo que lh e fora infligido pelas Trevas no Grande Salão. algumas voando. ficando sozinho. que para ser um Ancião deveria ser muito velho antes d o tempo apropriado.dois protegidos ficariam como vegetais. E. Will. as gralhas se amontoaram na neve. Mesmo juntos. Em seguida. juntamente com Paul permaneciam em sorridente paz. isolando-se. centenas delas. e com isso o Círculo seria fortalecido e as Trevas re chaçadas. imaginação e zelo pelos outros. desde o desaparecim . era o único que poder ia vencer seus próprios medos. Will podia ver a tensão nos rostos de seus companhe iros. mas estavam tr anqüilos e vazios. as Trevas atacavam. mas os flocos eram menores agora. afastavam-se para longe. a mão esquerda de Joh n Smith ficara bem próxima da mão direita do fazendeiro Dawson. o vento uivava e gemia. os Anciãos não podiam rechaçá-lo. E. mas a metade de um círculo pode fazer muito. só ficou al i. deixando que os Signos agissem por si mesmos. Por u m momento de pânico. E quando eles estava m perto o suficiente. de repente. Cada músculo e cada nervo do cor po dele relaxaram quando a tensão esvaeceu. Lentamente. a neve caía calmamente. Ninguém fal ava uma só palavra. Quem é você? Perguntava ele para si mesmo e respondia: você é o Descobridor dos Signos que possui três de todos os Signos. repentinamente. não havia mais nada que pudessem fazer. era como se uma parede invisível as fizesse cair em re trocesso a milímetros de distância de seu alvo. jovem Will? Will fitava os Signos em sua mão e balançava a cabeça. como se estivesse apertand o um nó. obviamente. ele as segurou firmemente de novo. ignorantes de tudo o que estava se passando. pegou o cinto com ambas as mãos. levantando vôo. Do lado de fora. era um medo adulto.

apontando para cima da nave. O objeto foi acomodado em sua palma: um círculo quartej ado por uma cruz. resplandece ndo da parede. Não se mexam. Will. Will pôde ver a forma circular e lisa dos lados que lhe diziam se tratar de uma pedra natural. As coisas. de onde se via a pederneira de Chiltern. Ele viu que a luz era irradiada de alguma coisa muito pequena. estão ra iantes. avistaram o que ele tinha visto: outra luz. agiram sozinhas. Er a como se uma fenda estivesse deixando a luz passar de algum aposento inimaginav elmente iluminado do outro lado. Mesmo com o resplendor d o objeto. assustados. A sua voz soava reverente e tranqüila e seus olhos eram escuros e ilegíveis. Will comunicou ao sr. Virou-se lentamente. voltaram para se reunir aos outros.. carregando o cinto e os Signos. enquanto a luz ainda resplandece de dentro dele. como se dormissem. E Will compreendeu. Quando a luz se dissipou de dentro dos Signos. Já fazia tempo. Todos pararam. Se a luz deixar de brilhar. parecia que havia m ficado ainda mais esplendorosas. B rilhava como a chama de uma grande tocha. Os Anciãos olharam atentamente. Mas não consigo entender. Os três Anciãos observavam em silêncio. Eles ficaram escuros e imóveis. Andou na direção do segundo trecho resplandecente. apresentando a superfície branco-acinzentada d e uma pedra intacta. Will parou no meio de um raio de luz emitido da parede. No ins tante em que se viraram. colocando nele o Signo de Pedra para que permanecesse junto d os outros três. Foi necessário cerrar os olhos para impedir que a luz o cegasse. O objeto cintilante saiu facilmente da parede de estuque fendida. cada um de les irradiando uma estranha luz interna. desta vez. Eles estão. não poderá ser e ncontrado. O ferreiro perguntou: Hã algum problema? Olhem para os Signos disse Will. O Signo de Pedra disse o fazendeiro Dawson.ento do graal. os Signos brilharam cada vez mais. o Signo de Ferro. e o Signo da Pedra revelou-se um objeto liso e bonito. Espere disse de forma abstrata. o Signo de Bronze e o Signo de Madeira nas mãos de Frank Dawson. Convicto. avançou em direção à parede com fenda de luz e esten deu a mão dentro da pequena fonte de raio de luz encantado. toda a luz que respland eciam se dissipou. Paul e o pastor agora se encontravam senta dos tranqüilos em um banco. assim como um de seus dedos estendidos ao lado. Então . o rechaçar das Trevas. quando o quarto Signo já estava acomodado com os outros. feita do calcário de Chiltern há quinze milhões de anos. era uma luz como um raio de sol. Dawson: Eu devo retirá-lo rápido. Will ainda olhava os Signos. Fiquem assim por um momento. E colocando o cinto com o Signo de Ferro. A pena das gralhas negras ainda estava entrelaçada no Signo de Bronze. Seria alguma coisa neles que estivera adormecida e começa a desperta r neste momento? Will tentava em vão sentir o que os Signos estavam lhe dizendo. portando as reluzentes Coisas de Pod er. quente e forte. esta é a primeira vez que presenciei algo além da mente de um dos gra ndes. ele estendeu um dedo para tocar o círculo mais próximo. Will a reti rou. por toda nossa disposição. que significa algo.. ainda segurando o cinto com os três Signos como antes. Não havia sido cortado naquele formato. E disse feliz: Então este é o motivo. como se eles segurassem seus olhos por algum propósit o. mas o ob jeto não estava quente nem frio. d e modo que as sombras sobre os bancos e os fachos de luz do telhado se moviam co m ele enquanto caminhava. como antes. Abrir . então. Há algo acontecendo com eles. muito tempo. você sabe. do mesmo modo como ao lado deles a luz resplandecia dos Signos. Seria o poder de rechaçar as Trevas? indagou a esposa de John Smith em sua fala al egre e suave. Juntos. O fazendeiro Dawson falou de repente: Olhe lá! Seus braços estavam erguidos. Will continuou com seus companheiro s e pegou o cinto. Paul e o pastor se mexeram. Eu acho que é uma me nsagem. Ansiosamente . em direção ao altar. Nós encontramos o quarto Signo. até que seu corpo estivesse bloqueando a luz cinzenta que surgia da porta e suas mãos esti vessem na penumbra da igreja. A luz propagou-se pelos três Signos e preencheu a metade escura da pequena igreja como muito brilho. Quando as duas luzes se aproximaram. Ele não precisava dela agora. Devido à altura de Frank Dawson e à pesada silhue ta iminente atrás dele. Nós temos os Artefatos de Poder novamente.

Ele é... reunindo todo s os seus poderes. Nada pode terferir em nossos cultos natalinos. em uma forte caminhada. sim. mas o rosto de Paul. Os Anciãos olharam-no. e todas as co que eles sempre apoiaram. Vocês esquecerão declarou ele suavemente na Linguagem Antiga. Esqueçam. certa vez numa igreja em Edimburgo. pastor disse Velho George inesperadamente. muito bom. eu não sei se você deveria ser exorcizad o ou ordenado. cheia de perguntas. Você quer dizer a eternidade. muito em breve. E ele acrescentou com tristeza o oposto também. Feliz Natal. sua cabeça girava. olá. Ele é o maior violoncelista de todo o mundo. Ah. Os dois mundos de Will não podiam ser tão próximos. Muito antigas. Sim. nenhuma perturbação. saíram pelo mundo branco ao redor. estendeu os dedos alongados de suas mãos e apontou uma mão para c ada um deles. maravilhoso dizia o pasto r para Paul. Ele e James sempre recolhiam tais castanhas do bosque no iníc . mas a cruz cristã. para seus re spectivos lares. Ah.. Não existe nada realmente antes e depois. fir me e claro . Mas não antes de Deus disse ele com simplicidade. Dawson. Qualquer que tenha sido a influência. olhando lentamente ao redor d a igreja. Elas se ergueram lentamente no ar. meu garoto. O a manhã também está lá. O sr. Will re colheu: era uma lustrosa castanha do bosque das gralhas. Olhava para Will. Will disse o pastor.. as cruzes deles são. quase num pulo. E vem de lá e pode ir para lá. esqueçam. sr.. pois pertence a um nível diferente. Ele ergueu a cabeça. não fez? A Cruz. conforme lhes parecia. Muito antes de Cristo. . então ninguém tentou d r-lhe uma. O que aconteceu? ele perguntou. admirados de ver a si mesmos sentados em um banco quando hã alguns in stantes. onde a neve se amontoava s obre as lápides invisíveis e os campos brancos estendendo-se até o Tâmisa congelado. Beaumont virou-se para ele surpreso. Ela fez seu trabalho. E todos os deuses estão lá. A mamãe já foi. e uma expressão peculiar de confusão.am os olhos. Beaumont cumprimentou o fazendeiro Dawson com seriedade. Exceto Will. enquanto voltavam para o vestíbulo da igreja e para os flocos de neve espa lhados ao redor. se m dúvida. tão fresca como se tivess e amadurecido ontem. nem mesmo a neve. Acabou! disse o rapaz. O Senhor seja louvado. Ah sim concordou Paul. Rindo e conversando. Duas gralhas negras estavam empoleiradas sobre o portão quando Will e Paul passara m por perto. E pensava com afinco e rapidamente enquanto fazia isso. Você e eu precisaremos ter longas conversas. um sorriso quase infantil de alívio e alegria. Era mais do que ele poderia suportar . Beaum ont. O rapaz colocou seu casaco sobre os ombros. E é possível visitar ambos. feliz Natal! Ele sorriu e acenou para o re stante. o calor da época. Não a da igreja. sr. naquele nível. o hoje ou o amanhã. Paul. sorrindo de rep ente. Não exatamente disse o Ancião que era Will. mirando-o diretamente . em suas formas e scuras e deslocadas sobre a neve alva. Uma delas passou perto dos pés de Will deix ando algo cair ali e emitindo um ruído rouco reprovativo enquanto passava. O restante deles partiu. existe? perguntou ele. reverendo. Certamente acabou disse. feitas muito tempo antes do cristianismo. pesado com seus preci osos fardos. Frank disse o pastor. Will? Ei. O ontem ainda está lá. Ele também ol hou para os Signos no cinto de Will e olhou para cima novamente. estendendo a mão para abotoar o casaco até em cima sarabanda da quinta suíte literalmente me levou às lágrimas. é claro. seu rosto liso e rechonchudo enrugou-se pelo esforço de dar sentido ao incompreensível. S eus olhos passearam pelo cinto nas mãos de Will. surpresa e admiração surgiu em seu rosto. Paul se reergueu de pronto instinti vamente.. Afivelou o cinto. Não havia resposta que não pudesse ofendê-lo. somente o murmúrio de vez em quando de um carr o passando na distante Rodovia Bath. estavam de pé. O pastor se levantou. precisaremos disse Will igualmente. depois de um momento. Will viu seu irmão olhando-o com um tipo de temor distan te que lhe impingia dor como uma chicotada. Bom culto. O pastor sorriu para ele. O pastor virou-se para o lado para encontra r sua motocicleta. Não h avia qualquer som. Tudo o que import a está além do Tempo. Uma estação maravilhosa também. Eu quero dizer a parte de todos nós e de odas as coisas que pensamos e cremos e que não tem nada a ver com o ontem. todavia. no Festival. e a princip al imagem diante de sua mente não eram as suposições teológicas distorcidas do sr.

eu nunca disse. e o vento soprava mais alto. Você arranjou um amigo que trouxe um presente extra d e Natal. o menino desapar eceu por um momento e reapareceu. Vamos levá-lo para nossa casa disse Paul impulsivamente. rapazes. Disse alarmado: É o Andarilho! Eles se viraram para ele: Quem? Um velho mendigo que andava por aí. metade empurran . Ele está vivo. graças a Deus. virand o a cabeça do homem para tentar sentir seu pulso.. mais alto. muitos tipos de expressão mesmo na linguagem dos pássaros. Uma ótima idéia disse o sr. Não ser ia melhor o levarmos para o consultório do dr. talvez não. gralhando como uma porta velha. não Não se preocupe. hã alguns c entímetros adiante. Beaum nt estava alvoroçado agora. não poderia dizer se a ave estava sendo usada pelas Trevas ou não. Will recolheu a castanha. em vez disso. Paul observava. ca ak. O pulso não está bom. Sua boa mãe é uma samaritana. pulou para o outro lado do cemitério e andou para trás€como antes. O sr. Então. caak. Olha só disse Paul. talvez disse Frank Dawson atrás dele. O pássaro pisava irresolutamente para a frente e para trás e observava Will. Paul! Venha rápido! Tem um homem na neve. então tocou a minúscula castanh a marrom em sua mão. como uma p ilha de roupas velhas. Parou. Uma olhada bem rápida.. é claro. então. nós certamente não poderíamos deixar o pobre camarada aqui. pelo menos até a ambulância chegar ou até que outra coisa venha a judá-lo. Bem. Caaack. sobre a neve pisoteada. mas eles nunca tinham visto uma co mo aquela. Depois disso.. andava estabanadament e à sua frente. Problemas do coração. provavelmente. os Anciãos partiram. e a ave. O convite não poderia ser mais óbv io. a gralha saltou para o chão novamente.. embora Will pudesse notar que a gralha estava obviamente lhe pedindo para segui-la e olhar algo.. afinal. Acho que ele não tem nenhum osso quebrado. você não pode se lembrar. Mas não podemos levá-lo conosco! Não o Andarilho! Ele trará de volta. É qu ente e muito melhor. a neve rodopiava ao redor de les. Ele colocou suas pesadas luvas sob a cabeça do homem para protegê-lo da neve. sua mãe não se importará. Armstrong? Desse jeito? Paul indicou o céu cada vez mais escuro. Os ouvidos dos Anciãos sabiam que as aves não falavam com a mesma precisão das palavra s. no meio de um grito. subindo a estrada. Beaumont moveu Will gentilmente para o lado e ajoelhou-se. estendida entre a parede da igreja e a torre. Olhem para a neve! Vamos levá-lo para dentro. pensando sobre o que as gralhas tinham feito. Will. Pelo menos até que o dr. é claro que sim. pássaro disse ele. Mas logo viu Will subitamente se enrijecer quando chegou à curva. eu . Dentro da igreja? Sim. Na curva da esquina soou o ruíd o do ronco da motocicleta quando o pastor tentou fazê-la funcionar. Beaumont calorosamente. não se viam movimentos e a ne ve já tinha coberto a roupa do homem quase alguns centímetros com seus flocos frios e leves. sem qualquer traço de expre ssão em seu profundo sotaque de Buckinghamshire. Fel iz Natal. emitindo um som muito suave para uma gralha. Tudo bem.. sorrindo. Ah disse impotente . Hã muitos tipos e níveis de emoção. que começava a empurrar sua moto estrada acima para tenta r ligá-la de lá.. Paul gritou pelo pastor. Ele deve estar a ui há tempo suficiente para que outros homens tivessem falecido numa exposição desta. O sr. Fica logo ali. derrub ando um amontoado de neve de suas barras de ferro. Caak fez a gralha. Fecharam o portão da igreja. divertido. Uma oferta de paz. Voltou pelo portão. subindo o caminho da igreja perto dali. E ao conseguirem finalmente dar partida na motocicleta. elas transmitiam emoções. pobre homem in extremis. e juntos começaram a correr. mais densa novamente. mas está muito frio. Will estava curvado sobre uma figura cor cunda.. Aproveitem o jantar.io do outono para o jogo de conker da escola. e les de alguma maneira apoiaram sobre ela a silhueta inerte. Entretanto. Paul. Ele e Paul carregavam o Andarilho até o portão. Armstrong possa ser chamado. não podemos levá-lo para nossa casa. Caak€ chamava a gralha novamente. Então. Ele parou de re ente. o pássaro avançou alguns passos até a cerca do cemitério da igreja. e Will viu o seu rosto pela primeira vez. Mas por outro lado.

eu e spero. A escassez de c ombustível se agravou no sudeste.do. E já adormeceu. O papai até lavou os cabelos e a barba dele. as jóias da mamãe então. Viu só! Quando o médico chega. Will olhou para trás uma ou duas vezes. Senhor. Max? Foi uma pena interromper o jantar dele. Nosso pai e eu demos um banho nele. Bem. esta travessa está quente. causadas pela neve intensa e temperaturas se aproximand o de zero grau. Ouviu-se o som de papel farfalhando e a voz continuou: Não se espera que as tempestades inusitadas que têm prosseguido violentas e intermit entes pelo sul da Inglaterra nos últimos dias diminuam até o término do feriado de Nat al. O doutor estava fora fazendo um parto e sua família sabia dizer quando ele voltaria. sentado-se em seu lugar na cabeceira da mesa com uma garrafa de vinho e um saca-rolhas. Nós não interrompemos disse Max. metade dirigindo. A mulher estava esperando gêmeos. roncando feito um camelo! O senhor já ouviu um camelo roncar? perguntou Mary. Um porta-v oz das autoridades responsáveis disse nesta manhã que o público foi aconselhado a não vi ajar de trem. não deveria. A massa de neve acumulada pelo vento que bloqueia as vias expres sas isolou vilarejos de muitas áreas remotas. Você é quem está dizendo. Ele está enfermo. o velho garoto deve estar bem se estiver dormindo. realmente. Teria-lhe desanimado da ceia do Natal. mas a gralha já não se encontrava em nenhum lu gar em que pudesse ser vista. Talvez ele seja de Marte. saindo da cozinha. Nada de muito perigoso nisso. Assim. Eu só queria que sim disse Will. Ai. por isso está sendo solicitado aos chefes de família que não usem qualquer forma de aquecimento elétrico entre as nove horas da manhã e o . devido à queda de energia e às dificu ldades com o transporte. A nevasca que tem prosseguido violentamente por doze horas no Ma r do Norte está ainda imobilizando todo o carregamento de navio para as costas do sudeste. Bem. Que conversa sinistra? indagou Will. exceto em caso de emergência. Preste atenção. As docas londrinas fecharam esta manhã. E já montei em um. o estranho e pequeno grupo tomou o rumo da casa dos Stanto n. Só precisa descansar. * * * Eles ligaram o rádio da cozinha enquanto lavavam a louça: A neve pesada está caindo novamente sobre o sul e o oeste da Inglaterra informava a voz impessoal. Sei lá! disse Robin. logo que teve certeza de que nada valia a pena nelas. quando desceu para a sala de jantar. Bem. Agora. Nós deveríamos trancar toda prataria disse James. conforme informado pelas autoridades meteorológicas nesta manhã. Foi quando o levamos para cima pela primeira vez. você deveria tê-l visto. E a nossa mãe está queimando as suas roupas horríveis. Ele cheirava disse Bárbara. nós poderíamos mandá-lo de volta. não. Stanton. Mas um grito de aprovação saldou a entrada de sua mãe que sorria portando o peru lustr oso e por isso ninguém o ouviu. Sim confirmou seu pai. Mendigos sempre roubam coisas. De qualquer ma neira. ele é um bebê recém-nascido e limpo agora. e a ferrovia britânica está lutando cont ra numerosas quedas de energia e descarrilamentos causados pela neve. com toda aquela conversa sinistra. * * *€ Ora. nós encontramos um velho sujo. Esse aí não roubará nada por um bom tempo disse o sr. eu acho disse Gwen. Que prataria? perguntou Mary secamente. E os presentes de Natal. Meu Deus. Gwen e Bárbara trouxeram mais travessas com vegetais. Parecia uma língua desconhecida aos ouvidos humanos. tire o braço daí. a mãe estava fazen do um barulho impressionante ao chocar algum objeto com o forno. Embora eu deva dizer que ele parecia um tanto delirante. ora disse Max fastidiosamente. pobre homem. Na cozinha.

O Andarilho. O porta-voz ressaltou: a menos que o condutor esteja realmente certo sobre sua l ocalização e saiba como chamar ajuda dentro de dez minutos. passando por ali. É deles a força fria e o inverno os alimenta. Ele acrescentou que os motoristas retidos em tempestades intensas de nev e devem. mundo. os enfermos. As Trevas têm seu poder m ais forte de todos se levantando entre agora e o Décimo Segundo Dia. e ao enviar as tempestades. espalhando toda a neve. Nada de trens. ai parar esta noite. * * * Will nunca teve certeza se o que aconteceu naquela noite foi um sonho. Anime-se. Venha. por que a gralha. Talvez ele possa viajar de carona. Venha. Will percebeu que os perigos aumentaram. seu pai e Max economi zaram juntos para lhe dar uma nova bicicleta. . desolado: Existe algo que eu possa fazer p ara parar isto? Metade do país está congelando. afinal? Por que todos os poderes da Magia não lhe diziam nad a a respeito do velho homem? Novamente. bateu em suas costas. inescrutável. Provavelmente v Seu pai.meio-dia. ele acordou. é hora de abrir o re stante dos presentes. mas também sobre todo o mundo comum . o Andarilho não teria um médico nesta noite. Talvez ele estivesse simplesmente rondando o lugar por razões pessoais e ten ha sido atingido pelo ataque das Trevas na igreja. os fracos. Mas se fosse isso. Will estava de pé e viu que já estava completamente vestido. Acorde. Will pensou com amargura: Feliz Natal . nas horas mais frias que são as primeiras do dia se guinte. Will. com guidão de corrida e onze marchas de velocidade. Em um instante. todos nós deveremos enfren tar um teste muito difícil. Muita m agia ainda flui. Foi com Merriman até a jane la. ouviam-se canções natalinas no rádio. De volta à brilhante e aconcheg ante caverna do longo aposento com o fogo e a árvore reluzente. Estava empilhada com neve até a metade de sua altura. as Trevas estavam est endendo suas sombras não apenas sobre sua busca. ouça! Um porta-voz da Associação Automobilística disse hoje que as viagens por vias expressa s no momento são extremamente desaconselháveis em todas as estradas. mas não havia previsto esta ameaça mais ab rangente. o rosto dele estava som brio. Estas tempestades não podiam ser interrompidas pelos Anciãos€sem o p oder do círculo completo dos Signos. Logo. ela vai explodir. Will foi se juntar à sua animada e barulhenta família. esteve atento demais quanto aos seus próprios riscos para reparar naqueles do mundo exterior. Ainda bem que não estava morrendo. como sempre havia sido. Entretanto. chamou sua atenção para salvá-lo de congelar até a morte? Quem era o Andarilho. os mais velhos. Além disso. e mesmo assim os flocos caíam calmamente. se possível. permanecer dentro de seus veículos até que a neve pare de cair. um agente das Trevas. Isto é só uma pre paração. tantas pessoas estavam ameaçadas a gora pela neve e o frio: os mais jovens. Se fizermos Mary esperar mais um pouco. sua mãe. antes que seja tarde demais para eles. com os Signos e seu cinto já colocados ao redor de seu quadril. E podemos ficar ma is esperançosos em breve. porém sem ser usada. De uma coisa o menino tinha certeza. pessoas morrerão. Por que ele estava aqui? Tinha que haver algum significado por trás d isso.. ou três e seis da tarde. Merriman. Durante dias. pelos Caminhos dos Anciãos. Desde o momento em que o Cavaleiro invadiu seu aconchegante Natal naquela manhã. Pobre e velho Max disse Gwen. A voz continuou. Estava preso numa cilada. Ergueu-se ao lado da cama sob uma luz s uave que parecia surgir de dentro de sua própria silhueta. exceto nas auto pistas. Ouça. Mas nem tudo se move conforme a vontade deles. e você estará brincando de tobogã amanhã. Eles pretendem quebrar o círculo pa ra sempre. o Natal seria into cável por enquanto.. as Trevas esperav am impedi-lo de completar€O círculo. Há uma cerimônia da qual precisamos participar. ele não deverá em hipótese alg uma sair de seu carro. A janela diante deles se abriu. Acorde.. Merriman sacudiu a cabeleira branca lenta e pesadamente. Na parte mais escura da noite. mas entre exclamações e assovios Will desligou o aparelho: já tinha o uvido o bastante. Um caminho levemente ilu . Will. Ele disse de repente. e Merriman estava lá.

Will viu no céu escuro. agora não existia mais um minúsculo pássaro. E fora da escuridão p rofunda e no fantasmagórico bosque pequeno de árvores. Na frente. pensava Will. cuidado com a neve! O segundo gritou: A Dama retornará. água. Em uma passada. de um tambor. Cinco retornarão. ou em sua própria mente. Entre eles. As mãos estavam dobradas sobre o peito e em um dedo cintilava u m anel com uma pedra enorme de tonalidade rosa. o ataúde com a silhueta silenciosa deitada ali se aproximou e depois se afastou. Will saltou depois dele. Eram mais velhos do que ele: tinha m por volta dos quinze anos. O terceiro. e seu casaco girou em volta de Will como se tentasse pro tegê-lo. Porém. exceto pelo motivo de que eles a estavam segurando na altura dos ombros. mas constant e. num formato que nunca havia visto antes. encontrava-se o corpo de um pássaro minúsculo: um pássaro marrom. em uma rápida canção. porém sem neve. via-se emergindo a forma indistinta de uma silhueta diferente so bre o ataúde. E quando os garotos e sua música triste se moveram pela imensidão de árvores que não par ecia poderem transpor. inclinando-se no vento como Will havia aprendido de sua águia d o Livro da Magia. em vez de um pequeno pássaro. delicada como um pássaro. empoeirado. erguendo-se sobre uma cerca viva sem folhas. com roupas de alguma época do passado: túnicas e calças rúst icas. ao mesmo tempo. Madeira. encontravam-se os músicos das flautas e tambores. Era um uirapuru. desaparecendo com a procissão em direção à noite. A voz de Merriman soou suavemente sobre sua cabeça. Gritou de dor: Mas você disse que ela não estava morta! E não está mais disse Merriman. os garotos que tocavam pararam. alongando-se no ar salpicado de neve. desde que os homens podem se lembrar.€ Três do círculo. bronze. fora da escuridão: É a Caça ao Uirap uru. Era como uma maca. surgiu uma procissão. no centro do ataúde entrelaçado. um grupo de árvores grandes. em um movimento estranho com o um planador. surgiam garotos com varas e feixes de gravetos d e vidoeiro. Deitado sobre a cama de junco e ntre os quatro azevinhos. imaginava.minado como uma faixa larga se estendia adiante. misturando o sério propósito com uma borbulh ante sensação de diversão. Will podia ver através dele. nada deveria ser visto. Mas no auge do de saparecimento. Uma coisa muito pequena. Ouviu u ma música estranha e aguda. realizada todo anos. com um ramo de azevinho em cada canto. no solstício. uma flauta acompanhada pela batida curta. deixaram seus instrumentos e se v iraram para olhar sem expressão para Will. Merrima n o alcançou pela janela e saiu em grande velocidade. e nós poderemos ver mais. seis devem fazê-la€recuar. sem folh as. eles se encontravam num tipo de bolha d o Tempo. E mantinham a mesma expressão quase solene dos participantes de jogos de charada. no fim. tocando continuamente a mesma canção melancólica. ver o contorno dos montes de neve nos telhados . No mesmo instante. . embora o homem alto não emitisse qualquer som. entoou algo que Will reconheceu logo que começou: Quando as Trevas se rebelarem. então. e um deve sozinho continuar. Em um colchão de folhas de hera. A noite ao red or dele era escura e densa. Will percebeu com a respiração entrecortada que. fogo e pedra. três da trilha. o caminho era real também. Observe disse Merriman. Will. mas uma pequena e bem constituída mulher. muito velha. vestida em trajes cerimoniais azuis. sem a sensação de velocidade ou frio. exceto o brilho dos caminhos etéreos dos Anciãos. de que poderemos ver mais. desaparecendo na noite. Will avistou sua face e soube que era a Dama. e a canção triste da flauta e as batidas do tambor diminuíram depois disso. cercas e árvores lá embaixo. Tenha esperança em seu coração. se tudo correr bem. Pensou a prin cípio que se tratava apenas disso e que estava vazia. os cabelos atingiam a altura dos ombros e usavam um capuz semelhante a bol sas. A mão de Merriman segurou firme o ombro do menino como uma braçadeira de aço. pairando. Era uma procissão de garotos. invernal. mas as Trevas estão se rebelando. Os garotos caminharam até a música. seis garotos carregavam um tipo de plataforma feita de junco e galhos entrelaçados . Um deles disse: Will Stanton. percebeu que sustentava alguma coisa. E então. com um bico perfeito. Mas este é um ano especial. e o estranho cam inho o fez deslizar pela noite. ferro.

ele ouviu Me rriman chamando por ele. A neve foi se acumulando pelo vento naquele lado da casa. A neve surrava seu rosto.. isso sim. Era um ruído parecido com alguém cuspindo. Will estendeu a bandeja em sua direção. com neve e cacos de vidro pra todo lado. excet o quando murmurava ocasionalmente algo sem significado. é só isso. Já era hora de fazer Mary parar antes que estivesse perto da verdade. é horrível. Will e Mary subiram para o quarto dele.€ Água do degelo...". Bom-dia! disse Will alto e claro assim que entraram. ardente. Pedra sem a música. ao longo do reluzente caminho dos Anciãos. Longe da escuridão. E como se a neve estivesse tentando entrar. Gwennie desceu esta manhã e a cozinha estava fria como gelo. torradas. adormecendo co m uma palavra sinistra soando em sua cabeça. e o graal não mais estará. PARTE 3 A Provação€ A CHEGADA DO FRIO€ No dia seguinte. Vamos subir e ver se o Anda. assim como Merriman havia feito. Olha a altura disso. A neve pressiono u a janela com seu peso. v oltando através do Tempo. A menina parecia prestes a chorar. Estaríamos soterrados. mas com uma nova esperança e ressonância em sua voz profunda: "O perigo se levanta com a neve. cuidado com a neve. Siga o s Signos. carregando um a bandeja com cereais. Peso não empurra. os ga rotos partiram. Trata-se apenas de uma tempestade mais demorada. raramente se mexia. Gostaria de tomar o café-da-m anhã? O Andarilho abriu o canto de um olho e espiou quem estava ali através de seu cabel o grisalho desgrenhado.. O Andarilho havia dormido durante todo o dia anterior. Will também se sentiu rodopiando para trás. Ninguém nunca viu tanta neve antes. Eu realmente queria que isto parasse disse Mary descontente. um vento intenso surgiu do nada e. cuidado. É horrível a maneira como continua caindo sem parar. Então. como o repicar mais intenso dos sinos da igreja sobre os montes de neve. Bobagem. E Will se encontrou de volta em seu quarto. você sabia disso? Will perguntou asperamente: O quê? A janelinha dos fundos. a neve continuou caindo durante o dia inteiro. odeio neve. e uma ou duas vezes emit iu um pequeno grito rouco. madeira das chamas. É diferente. Parece que quer nos comprimir. fitando a janela en coberta. com urgência. mais cheio e longo do que nunca agora que estava limpo. rodopiando para longe. É só um monte de neve. Will. E no posterior t ambém. chegou até a que brar a janela da cozinha. Quantas outras pessoas n o país estavam sendo tão atemorizadas desse jeito pela neve? Ele pensava irritado na s Trevas e desejava saber o que fazer. James suspirou alto.. perto do aquecedor. A noite estava em seus olhos. bronze depois de muito carregar. seria impossível sair pelas portas dos fundos se não tivéssemos limpando o lugar desde quando a neve começou a ca ir. Não seja tola disse James. É sinistra.. leite e geléia. Mary disse: Oro! Gostaria de outra coisa então? perguntou Will. Prosseguiu dizendo: Ferro para o aniversário.. Não me interessa o que você diz. de volta em sua cama. Ou apenas não está com fome? . Não prec isa ficar histérica. Fora! falou o Andarilho com a voz rouca. o velho mendigo já acordou disse Will. Seis Signos formam o círculo. sob um temporal de neve e escuridão..Mas o garoto não parou. cuidado com a neve. fogo no círculo de velas. "Cuidado.

onde um tipo de túnel sem teto. Por que o Andarilho estaria tão aterrori zado pelos Grandes Signos. a resistência de seu p ai se enfraqueceu tanto. Não me lembro. Nevando ainda? Está caindo ainda. murmurando e recusando-se a comer q ualquer outra coisa além de pão e leite. Mel e pão. Ouviu passos de pre ocupação subindo as escadas e saiu do quarto. Não se lembra de onde o encontramos? Não. Stanton havia anunciado que somente ele e Robin sairiam para o vilarejo. visto que ele carregou um deles por tanto tempo? * * * Seus pais estavam sérios. encontr ava-se desobstruído. e. Will ficava ao longe. E se desesperava mais a cada dia enquanto o fri o aumentava e a neve caía. o velho não era uma visão muito agradável. ele encontrou o que sobrara de mel e m um pote no fundo de uma despensa. Eles levaram a bandeja embora. Os garotos levaram duas horas para remover a neve do caminho de seu próprio jardim até a estrada. Enquan to comia. Eles prosseguiam com a vida enclausurada e desassossegada "como os homens das ca vernas no inverno". desta vez na Linguagem Antiga: Lembra-se de mim? O rosto barbudo do Andarilho não revelava qualquer expressão. Os olhos dele se estreitaram ate ntos. As pessoas só podiam esperar pelo fim da neve. Sua mãe lhe forneceu um álibi. an siosamente mas isto conta como uma.. Bom ele disse. Leve-os daqui! uivava o velho. disse em um resmungo intransigente: Ba ti minha cabeça. pensava Will. exceto em casos de emergência disse ela. levou os pães com um copo de leite p ara o Andarilho que se sentara ávido na cama e devorava todos os alimentos. mas a neve persistia em cair. Stanton. e o espalhou abundantemente sobre três fatias de pão. Depois. depois percebeu que seu pulôver havia se erguido enquant o ele levantava os braços. caía. As novidades do rádio ficavam piores a cada dia enquanto o frio envolvia o país e uma restrição seguia outra. Mel? Mel e pão. Inclinou-se sobre a cama par a recolher a bandeja com os pratos e copo vazio. Deixado sozinho. Não. e quase não foi percebido. escondendo-se do outro lado da cama. Eu sei que ninguém deveria sair de casa. nunca esteve tão frio.. Por um mom ento Will ficou perplexo. e todo porto em toda costa estava congelado também. que acabou concordando. indo para a cama a fim de poupar o fogo e o combustível. e o Andarilho avistou os quatro Signos em seu cinto. e fazendo um gesto para sua fronte. . ele balançou a cabeça. Will começou a pensar qu e talvez o homem realmente tivesse perdido a memória. descobriria que as Trevas o enclausuraram para sempre. no final. Mel e. implorava pela permissão de acompanhá-los. cavando e esc avando. disse o sr. mas durante as duas horas que se seguiram. dando uma espi ada em Will. que naquelas alturas era leite em pó dissolvi do em água. Em todos os recordes da temperatur a inglesa. Stanton dizia gentilmente que o pobre velho estava recuperando suas forças. bastante cristalino nas bordas. Seu estoque de farinha. Lembra-se de mim? Prontamente. os rios que nunca haviam congelado antes encontr avam-se sólidos como o gelo. Não! Vá embora! Leve-os daqui! Com os olhos arregalados e aterrorizados. Ele é um velho antipático. Não vou chegar pert dele de novo.Mel respondeu o Andarilho. Tentou limpar o mel caído em sua barba e lambeu a mão. O Anda rilho permanecia deitado na cama irrequieto. ele fitava o menino com ódio. Faça como quiser disse Will. Will. e o Andarilho deixou escapar um grito agudo e recuou para longe do menino. Não! gritava ele. Will falou suavemente de novo. na largura de um limpa-neve. no final. açúcar e leite enlatado tinha acabado. Eles queimam! Tire-os daqui! Era muita informação para alguém com perda de memória. Ele sequer disse por favor disse Mary. Tudo bem disse Will. Nós precisamos de coisas para comer. O dia do Ano-novo veio e passou. não é? O que você estava fazendo na neve? Nada disse o Andarilho de repente. A sra. O sr. Sentia que se não saísse de casa logo.

e sabe Deus q uantos outros mais estão em dificuldade. E embalar algum as coisas da loja. Tenho algumas novidades para a senhora. como se diri a. e Bates não pode chegar. Lyon? Ele está no Solar. Mordomo da srta. mas.. E ninguém tem qualquer combustível resmungou a sra. Na loja do vilarejo. Que idéia adorável. nosso telefone está mudo. Armstrong estará lá. melhor. h avia torcido o pulso ao cair na neve e por isso seu braço estava numa tipóia. E levavam uma tocha. e. especialmente à noite. Em seguida. sr. Pettigrew. naturalmente. Isso seria prudente disse Merriman. A campainha da loja soou quando a porta se abriu. já puxando sua . tão logo todos possam ficar juntos. Bell e a sra. A farinha está acabando.. Os olhos de Merriman se estreitaram levemente. luvas grossas e três pulôveres cada um sob o casaco. mas a neve continuava cain do tão incessante quanto antes. sra.. então. Nenhum carro entrou no ilarejo durante toda esta semana. durante essa emergência. automaticamente como um vel ho costume do vilarejo. Pettigrew e assoou forte o nariz. e ninguém sabia quando eles poderiam voltar para cas a. nem mesmo leite em pó. Pettigrew cessaram. Como tem passado? disse o pai de Will. e disparava a chorar. Um homem muito alto. Boa-tarde disse Merriman.Vestiam lenços para proteger as orelhas. Stanton pensativamente. co mo uma marionete que se soltara de suas cordas.. Pettigrew e irrompeu em lágrimas novamente. creio eu. Sim. Pettigrew estava enrolado como um novelo cinzento e trêmulo em um dos cantos. e a pobre sra. Nós já estamos isolados disse o filho dela. eu ei. o minúsculo cãozinho da sra. mas quente. sim. Isso é empreendedor disse o sr. Greythorne acrescentou Merriman. de forma lúgubre. todos se viraram para ver quem estava entrando. Bates volte de férias... disse com a voz abafada pelo lenço: Sr. é claro. podiam ver pelas pegadas que alguém havia trazido cavalos da fazenda dos Dawson para ajudar a trinchar uma passagem até os chalés de pessoas como a srta. Portanto. Stanton. que a ajudava a conduzir a loja. Mas não com essa intenção. procurando açúcar e farinha nos lugares er rados e não os encontrando e. como o seu. que combustível e alimentos serão entregues nas terras do Solar. quando a neve parar de ca ir.. todos estão partindo. se ria um grande alívio ficar com outras pessoas. Stanton. Fred replicou de maneira insensata: Eu vou pegar uns cobertores. Ficará lotado de gente. Lyon! Ah.. Estou tão assustada. Ah. Tarde disse a sra. Randall não tem um pedaço de carvão. no final. nesta neve. E a srta. Pettigrew disse Merriman em alta e tranqüilizante voz. Eu percebo isso. tirava seu chapéu de abas largas reve lando os cabelos brancos. visto que o lugar pode ser visivelmente encontrado do ar. alguns caminhos irregulares e minúsculos foram forçados e removidos da neve até as lojas menores e pr incipais casas centrais. é claro. talvez. é essa neve terrível. Eu sou outra pessoa disse Fred. Quase feudal. O dr. eu não posso sair. olhando mais murcho e infeliz do que nunca. Ai soluçava. Greythorne pergunta se todos no vilarejo não gostaria de se mudar para o S olar. Ouvimos um pronunciamento pela rádio local. Ela agia de forma agitada e confusa por causa de seu nervosismo. Ai. O senhor gostaria de ajuda a avisar as pessoas? . Até que o sr. não tem os manteiga. Olá disse Will. Seu mundo ficou repentinamente mais claro. inclinando a cabeça respeitosame nte. Desde a encosta íngreme no topo de uma estrada para o vilarejo. Isso quer dizer. Fred. não. sr. mãe disse o gordo Fred desgostoso.perguntou Robin. sorrindo. ele já está a caminho. só temos apenas mais cinc o pacotes além deste aqui.. olhos profundos e sombrios sobre um nariz severo na forma de um gancho voltaram-se para eles. meu Deus... Pettigrew... Pettigrew estava muito nervosa. ? Isso nunca vai parar gemeu a srta. deixando cair coisas.. E r econfortante. em um volumoso sobretudo preto. Tenho tido esses sonhos que estamos isolados e ninguém sabe onde estamos. Desculpe-me. E sem suprimentos. e a sr a. Homiman. querido. Estava na metade da manhã. No momento. As lágrimas da sra. se sentava repentinamente numa cadeira. O rádio diz que a tempestade ficará muito pior n esta noite. O pequeno bebê Randall está doente com febre. que nunca poderiam fazer isso por si mesmas. o filho gordo da sra. o senhor conhece o sr.

Stanton. ter que o carregar. Will havia se virado para olhar pela janela enquanto comentava-se sobre a tempes tade.. Eu ficaria muito grato por receber ajuda. Ouça só o stá dizendo.. Mas o sr. Estamos pe rfeitamente bem aqui.gola para cima novamente. Excelente. Ah. Eu simplesmente não vejo uma boa razão para sairmos e m bando a fim de compartilharmos da generosidade da senhora do Solar. saiam da cozinha. Eu acho que posso julgar o clima por mim mesmo. Bell que não duraria muito nessa situação. É claro que não. Foi a melhor coisa para as pessoas dos chalés. O Cavaleiro passou por aqui! disse ele apressada e claramente na Linguagem Antig a. Nós ainda. Tudo bem€ disse dando a impressão de estar . já que a tempestade va i piorar. Você parecia o velho mendigo. Só acabei de ver alguém. Stanton rapidamente. E disse baixinho na L inguagem Antiga: Leve o Andarilho para o Solar. Ou ele o impedirá de sair. É. O velho virou a cabeça sobre o travesseiro. Mas el e não estava disposto a gastar tempo com imprevistos. é c aro. olhava para o irmão. . Na hora em que os Stanton chegaram em casa. Ele saiu furtivamente e subi u para o minúsculo quarto onde o Andarilho continuava na cama. distraído. Eu acabei de perguntar: "Quem é aquele lá fora?" Mas não era ninguém de lquer maneira. fazendo um grande estardalhaço para abotoar o casaco . depois. todos vocês. balançou sua cabeça realista e a bandonou o assunto. e aquelas velhas paredes são tão espessas que podem manter o frio mais longe do que as de qualquer um. eles possuem e spaço e lareiras para isso. nada. Will foi até a porta. Eu quero falar com você. Will quase esqueceu do que Merriman dissera sobre seu pai. enquanto se despiam de seus casacos e entregavam os novos suprimentos. Naturalmente. Todos nós ajudaremos confirmou o sr. Ah. Rápido. Isso seria excelente. mas a neve caindo do céu firme e cinzento parecia como antes.. Will? Robin. mas durou o necessário para que ele reconhecesse o home m sentado ereto sobre um enorme cavalo negro. Bem colocado disse a sra. que durou somente enquanto a figura atravessav a o caminho dos Pettigrew. ele se recompôs e ostentosa mente recolocou o chapéu. As janelas est avam tão embaçadas que era difícil enxergar além das vidraças. Mas você disse algo numa língua esquisita. com a tênue garantia de que Will já deveria saber que ele era mais difícil de ceder do que qualquer fé. depois de rodarem pelo vilarejo com muita dificuldade. O que você disse. quando ele ficava balbuciando no dia em que o colocamos na cama pela primeira vez. decidiu Will. como a pobre srta. Qual é. pai disse Will impulsivamente . Es tava ocupado demais descobrindo uma maneira de como poderiam levar o Andarilho p ara o Solar sem. Sem razão para partirmos e sobrecarre garmos o Solar. bondade da senhorita aceitar todos em sua casa. o contrário de esnobismo. A única esperança. A cabeça de Merriman girou rapidamente ao redor. estamos todos bem por aqui. Uau! disse Max com uma grosseria animada. enquanto deixavam os Pettigrew para av isar e espalhar a notícia pelo restante do povo do vilarejo. o senhor não acha que deveríamos ir também? Acho que não respondeu seu pai. Agora.. não é isso que eu quis dizer disse seu pai lançando um cachecol sobre ele. etudo. Robin ainda olhava atentamente para ele. Stanton conversando na cozinha. Era alguém caminhando pela Trilha do Vale do Caçador que havia se transformado numa estrada coberta de neve t ranchada. na verdade. Está bom então.. Você é um velho esnobe horrível. Lyon disse que mais tarde ficaria muito perigoso. Eu quero fazer alguns pães.. Mas você pode ter problemas com o orgulho de seu pai. Mas ele podia visualizar na quele momento alguma coisa se movendo do lado de fora. E lembrou-se do assunto somente quando ouviu o sr. Foi uma visão muito rápida. se puder. Merriman conseguiu andar bem atrás de Will. sem a ajuda do mordomo da srta. Protegidos. Will. Greythorne disse o sr. era o próprio Andarilho. Stanton amigavelmente..

fic ando Max perto dele para evitar acidentes. sempre que tentava. como se bat esse contra o enchimento de um colchão. Eu não sei o que fazer por el e aqui. mas há uma coisa que todos nós temos q ue fazer. e terá mais conforto e comida. Apenas significa que não há motivos para conversar sobre você comig como se fosse apenas o filhotinho de uma família.. em tom de advertência. como um tipo de albergue. Ret irou o cinto com os Signos e o estendeu diante do Andarilho. em seguida.. como se ele fosse um pedaço de arame quebrado. e metade da família veio correndo. o Andarilho virou a cabeça grisalha desgre nhada novamente. Quer dizer que de outra forma você não iria? disse o Andarilho olhando-o de soslaio com desconfiança. Não é diferente nada. voltou a ser vago novamente . o Andarilho perdeu o aut ocontrole. Will se sent ia enojado. Will acrescentou: Você foi guardião de um dos Grandes Signos. Deix e assim. O pai de Will cedeu. realmente.. Havia grande profundidade de dor e terror em seus olhos. isso é alarmante. você me identific ou. Will disse suavemente. Só uma coisa afligia a mente de Will: talvez tenha sido . E o Andarilho disse inexpressivo: As Trevas já vieram atrás de mim. Meu pai não nos deixaria ir. O médico estará lá também acrescentou. isso é diferente. Por apenas um momento. você sab e disto. Will sentiu pena dele. Will sentia como se o Andarilho já soubesse o que ele estava para dizer. Mas chegou agora o círculo da Luz disse ele. Stanton. mas era impossív el entrar na mente do velho. Se você fizesse todos pensarem que precisa de dos médicos. não é? É claro que não falou Will. Mamãe nunca deixaria você sair num tempo desses.. Mas devemos partir. Enquanto falava.. muito lentamente.. a história estava evidente. Will correu para fora do quarto e chamou seu pai. ou ap nas se sente fraco? Não estou doente respondeu o Andarilho indiferente. nem eu. sensibilizá-lo outra vez. Armstrong no Solar.. eu não quero obrigá-lo a fazer nada. mas nada podia ser feito. Consegue andar? Você quer me jogar de volta na neve. Eu sou o mais novo nesta família.. e Will estremeceu horrorizado quando viu o rosto do homem. Com o doutor disponível para assisti-lo. todos nós iríamos para o Solar. Realmente. olhando para o Andarilho com pr eocupação.. contraindo o rosto. Eu fiz o que me obrigaram fazer replicou o velho. na Linguagem Antiga: As Trevas virão a trás de você. pois lá será mais seguro e quente.. Quero dizer. Stanton respondeu incerto: Talvez pudéssemos trazer o médico até aqui. Eu acho que ele está tendo algum tipo de convulsão. ? Bem.. realmente está doente agora. Deixaram o Andarilho ainda esbravejando e se sacudindo. Aproximou os Signos do rosto velho e enrug ado até que. Will respirou profundamente o ar.triste e comedido. Você é um Ancião disse o Andarilho. olhe. Não além do normal. pai? O sr. Gritava e começava a babar e a se debater pedindo socorro. pelo conhecimento que tinha do horror procu rando por algo.. eu não vejo razão que o levaria a nos odiar. sentia certa obstrução. De repente. Você está melhor? perguntou o menino. Então. olhando para ele com desgosto. me obrigaram fazer.ando tanto.. O velho. aquele homem conheceu um medo e angústia tão terríveis que na da poderia. Os olhos do velho estavam arregal ados pela primeira vez. Você me achou.. O velho estremeceu afastando-se. ue eu tenha muito a opinar quanto a isso. As sobrancelhas se enrugaram.. Bem. A neve está€I. Eu não irei também replicou o Andarilho e virou a cabeça para o lado. em algum lugar. bem abertos. é mais seguro. Houve uma pausa. Terrível. como se ele estivesse tentando se lembrar de alguma coisa de muito tempo atrás. Roger. quero dizer. gemendo como um animal assustado. Não deveríamos levá-lo para dr. e saíram para transformar o grande tobo gã da família em uma maca móvel.. Vá embora. que todos no vilarejo estão indo viver no€Solar. as rugas obtidas pelas más experiências faziam um vinco nítido e terrível. Mas ele ficará muito melhor lá disse a sra. Eu conheço bem como é isso.

Não há perigo. Stanton levou os gêmeos e Will con sigo. que naquele momento se contorcia e gemia em protest o. Os Stanton. olhando para fora. Você não ficará por lá. Olhou primeiro para Will. . como todos do Vale do Caçador. e o Andarilho se fazia ouvir a bafadamente por seus gritos contidos: Não! Não! Não! O médico. a trouxa de cobertores sacudia convulsivamente. Devo dizer q ue não sinto pena ao ver sua descoberta partir disse ela. Ele olhou para o Andarilho. era um homem pequeno e vigoroso com uma franja de cabelos grisalhos. Você realmente acha que Will deveria ir? ? Algumas vezes. Alice. Já está começando disse Merriman. Armstrong apareceu. esperando o momento para nevar. Boa-noite cumprimentou Roger Stanton. Arms trong ficar andando de um lado para o outro. e pesávamos que estivesse se recupe rando. Ele me assusta. você sabe. espero que isso acabe. Na soleira . e o vento começava a soprar gelado em suas faces. essa não se parece com você. A única razão desta empreitada é deixar o velho sob os cuidados do douto . talvez? disse Merriman. não é? É claro que não. Deixe-o comigo disse ele animado. Não ficaremos. esperamos partir antes que a t empestade comece.sua imaginação. de maneir a irreconhecível. estava cheio de pessoas agora. A neve caía novamen te. semelhante à de um monge. Eu acho que não disse a sra. Stanton. o doutor curava toda enfermidade da família já bem antes mesmo de Will nascer. Estamos bem em casa. Ele deve ter uma diversidade de coisas. Realmente . Bem-vindos completo u. * * * O céu mantinha-se cinzento e pesado. O sr. O que é isso. O pai de Will se virou par a olhar pela janela e ver que o tempo escurecia. Até agora. Mas há um velho camarada aqui que está doente e precisa do médico. acenando rapidamente ao redor. Mais par ecido com um animal do que um velho homem. Ele ficará bem. Nós devemos ir. normalmen te vazio. conheciam-no bem. ele se comporta de forma muito estranha disse o sr. além de quente e cheio de animação. é uma mão na roda ter alguém mais leve nesta neve disse seu pai. enqu anto Will gaguejava. temos uma pern a quebrada e dois tornozelos torcidos. e duas lamparinas estavam fixadas na grande porta. Antes que Robin esticasse a mão para tocar a campainha. A enorme porta da frente bateu sozinha. tão enrola do em cobertores que era impossível vê-lo: parecia uma grossa salsicha humana. empurrando o tobogã com o Andarilho afivelado no aparelho. iluminando a entrada da casa. A entrada havia sido desobstruída e pisoteada por muitos pés. Will Foi o último a sair. fazendo um círculo em sua cabeça careca. enlouquecendo mais uma vez. Gwen entregou-lhe as tochas e uma garrafa térmica. Sua esposa os observava partindo com um nervosismo desconhecido. Eles partiram. Minha esposa começará a se preocupa r disse ele. e o Andarilho gritou. Stanton. Então. abaixaram-se e ajuda ram os gêmeos a carregar a forma imóvel do Andarilho para dentro da casa. Ele foi en contrado inconsciente na neve alguns dias atrás. O doutor caminhou apressadamente atrás de seu paciente. Hum murmurou o médico e fez um sinal para dois ajudantes jovens e robustos carregá-l o para algum aposento. Parecia que havia passado muito tempo até que por fim eles chegaram ao portão do Sol ar. quando eles p artiram para o Solar levando o Andarilho. emb ora ninguém tenha percebido o lampejo de urgência em seus olhos. O salão enorme onde tinham realizado a cantata natalina. pareceu melhor trazê-lo aqui. melhor do que fazer o dr. Sendo assim. Merriman já abria a porta. mas no momento em que o Andarilho perdeu o controle ao avistar os G randes Signos. tinha pensado ter visto um lampejo de triunfo em seus olhos bruxuleantes. De fato. mas agora. Depois de considerarmos tod as as possibilidades.. por favor disse Merriman para uma mulher que estava próxima dali. e ela co rreu apressada. hein? Choque. O que foi. O dr.. calando o vento emergente.

As chamas se ergueram. Você não é inglês. pelo tempo que for necessário para traçar a forma de cada Grand e Signo com sua mão direita. sentava-se uma silhueta. aí estão vocês! Boa-noite.Merriman respondeu gentilmente: Se o senhor partir agora. e na cadeira à e squerda. Inclinou-se rapid amente e ajoelhou-se aos pés da velha dama. Parecia um hotel bagunçado com todos acampando no saguão. Somos um povo estranho. o mordomo reverente. São ingleses disse Merriman. do fogo azul que dançava sobre os pântanos. As pessoa s os chamavam de seus pequenos ninhos espalhados pelo enorme salão: uma cama ou um colchão enfiado num canto ou cercado por uma ou duas cadeiras. ele viu. Lyon? Merriman. bagagens e cobertores. esperaremos um pouco . e mesmo assim as pessoas parecem muito mais felizes do que o norm al. não os simpáticos membros do vilarejo reunidos em um alto e moderno ap osento de painéis. deslizou seus dedos gentilmente sobre o Signo de Ferro. Onde ela está. Olhou para a lenha queimando que man tinha o mesmo fogo. lendo A Fênix e o tapete mágico para um grupo de crianças em absoluto si lêncio. Seu pai o olhou com um meio sor riso: Você anda mui-€to poético de uma hora para outra. A srta. acredito que sairá daqui .E ficará. enquanto isso. do fogo indômito. Desculpe-me por ter rompido o círculo aquela vez disse ele. do fogo amarelo resplandecente sobre o farol das colinas para o festival Beltane e o Dia das Bruxas. a mesma que ele havia visto pela última vez. durante um bom tempo. A srta.. h in? Não é uma folia? Enquanto ela deixava o livro de lado. Nunca contentes de fato. Como todos no aposento. mas não chegará ao seu lar. percebe? disse Will. as duas pesadas cadeiras talhadas. Bell aceno u alegremente de um sofá. Esplêndidos na adversidade. se conseguirmos vence r a última batalha pelos€Signos.. Seus dedos estendidos chegaram ao fi m da jornada em volta do último Signo. Olhando para as chamas da enorme lenha crepitando na l areira. Greythorne. não como fizera hã algum tempo quando desafiado a apagá-lo. não n o dia anterior. Eu voltaria depois de uma pausa de descanso. Ah.. Tão animadas. Na cadeira à direita. o círculo de crianças se separou para saldar o s recém-chegados. Greythorne encontrava-se sentada ereta e firme em sua cadeira de rodas ao lado do fogo. e Will ficou impressionado ao ouvir o tom levemente hostil em sua voz. Olhe dentro do fogo. mas como um Ancião depois da Magia. sentava-se Merriman vestido com uma capa. e viu como an tes. com suas tapeçarias penduradas e teto alto abobadado que ele havia visto antes em um mundo distante. Senhora disse. Will se aproximou do fogo como se desejasse se aquecer e fez o que lhe pediram. . o Signo de Bronz e. Merriman disse baixinho para Will. A senhora está bem agora ? Tudo está bem disse ela com sua voz clara e suave. Stanton. e os gêmeos e seu pai foram absorvidos pela conversa. Engraçado disse Will. as coisas estão absoluta mente horríveis. na Linguagem Antiga: Olhe dentro do fogo. Bem. Depois olhou para cima. . Falava sobre o fogo vermelho no salão do rei. É uma longa história. o Signo de Madeira e o Signo de Pedra. metade do vilarejo estava vivendo co m muita intimidade numa minúscula colônia de camas. Um mestiço disse Merriman insipidamente. Cheio de questionamentos. tediosos quando estão se guros. É melhor dize r olá à srta. mas crepitando agora em uma lareira diferente. ela parecia diferentemente alegre e animada. iluminado pelas lâmpadas elétricas comuns. e falava do Sol e das estrelas. para dizer a verdade. como vão vocês? O que acham disto. enquanto se aproximavam pelo caminho . mas o Grande Salão de pedr a sombreado pelas velas. De repente. Ela tocou-lhe os cabelos gentilmente: Will. uma de cada lado da larei ra. deitada sobre um ataúde como se estivesse morta. Greythorne os avistou. sr. abriu caminho pela multidão. Faça-o seu amigo.. Não mova os olhos durante todo esse tempo. As Trevas estão se rebelando. Stanton. Era o ajuntamento mais estranho que Will havia visto. certo disse o pai de Will.. Tudo bem. meninos. é? perguntou r pentinamente para Merriman. E falava ao fogo. O que devo fazer? . e então a srta. Olhe para elas. Provavelmente. Seus olhos profundos ilharam para o sr. além do passado. Ele olhou e viu. do fogo necessário e do fogo frio do mar.

até onde posso afirmar. Enquanto erguia o braço. pai? Certamente respondeu Roger Stanton. Não há nada fisicamente errad o com ele. Liberte nossa pátria do domín io das Trevas. Você está bem. E não sei como. jovem rapaz? Sim. o que já é um eco do Signo. . como se fosse nada mais do q ue uma sombra. Elas lhe mostra rão. E seu olhar voltou. O círculo mais afastado de velas estava completo.. Ouso dizer que é essa a razão que a levou a ter todos vocês. para o caso de você ter idéias sobre uma seg unda visão. Provavelmente. Mas antes disso. que se encontrava de volta ao Solar.. e para fazer isso. . ou seja lá o que eles dizem sobre isso.. Sim. Era o dr. Você deve perceber como as ve las queimam. Você foi o sétimo filho. se isso interessa. Ao conquistá-lo. o Signo do Fogo. Ah. não podemos dizer. O outro espera. o nosso círculo das chamas deve se completar.. Nove grandes velas encantadas que deveriam surgir de algum lugar. r. Há muito tempo. percebeu que ela mesma parecia distante. Ele é bastante inofensivo.. a luz cintilou sobre o anel rosado em sua mão. Ai nda há outro tipo de trabalho a ser realizado. Armstrong ficou distante por um momento. Tenha coragem a velha dama lhe dizia. mas ela afastou o braço. Eu me lembro. Inclinando a cabeça para cima. o alto círculo de luz capturava s eus olhos. eles praticamente desapareceram. Pare a neve. estou bem. ? Tom disse ele. Mas eu não o tenho. Ele deveria tomar um sedativo nesse estado de perturbação. "O sétimo filho". eu o levarei até lá por um momento. nós costumávamos brincar so re isso quando você era bebê. com o próximo do círculo. como sabia disso. nove espaços para serem preenchidos. estava mais confiante agora. Você descobriu o que está errado com o mendigo.. Olhou sobre o ombro de Will para o médico e o sr.Destrua o poder do frio... Outro que de veria ser encontrado sem saber onde ou como procurar. . Will girou a cabeça e viu o sorriso de seu pai. Estendeu-lhe a mão preocupado. chamando por você dizia ele. isso sim. Sua mãe amava isso. na época da srta.. por isso estou em dúvida.. e o rosto triangular ch eio de rugas bem claro. O primeiro bebê. Mas não depois. não que seja possível ver muitos deles hoje em dia. Will a olhava impotente. o frio e o gelo. ele me confundiu bastante disse o médico. O médico paro u e olhou estranhamente para Will. O que foi que disse? Eu estava dizendo que seu amigo mendigo está chamando por você. viu... Você já tem um Signo de Fogo. como ele liricamente colocou. O Andarilho fazia muito barulho. no tempo de Will Stanton. sim. com as paredes em painéis e o murmúrio de muitas vozes. você deve tirar o poder das Trevas. Esta parte de sua busca o deixava desesperado.. S eu humor mudou nitidamente. Enquanto as percebia. O poder que deveri a ser apreendido das Trevas. quando ergueu os olhos. Um Signo que ele já tinha. Will. ah disse Will com certo esforço. Armstrong? Para falar a verdade. Will olhava para as chamas brilhantes das velas. recordando o fato. Sim. você destruirá o frio. De qualquer forma. Greythorne. viu. Will. Assim como seu pai. E parou quando viu Will estreitando os olhos. você é o sétimo filho de um sétimo filho. Vão embora disse.. ele tem a mente delirante. Armstrong. Sua voz soava cansada e distante. Will as olhava com tristeza. Horrorizando. ser filha única. então. doze colunas brancas queimando d a mesma maneira como haviam feito quando Will estivera no salão. Sou eu então. nesta era superpopulosa. você é. Eu não sabia até dias atrás sobre um irmão que fal om. sem conhecê-lo. se puder suportar isso. o círculo quartejado po r uma cruz. A voz dela esvaeceu e em seguida se reergueu. Mas os braços da cruz ainda permaneciam vazios em seus encaixes.. Stanton. sentiu a estranha sensação de um solavanco. Stanton estava de pé ao seu lado. também. com seu rosto redondo e rosado. Ainda não. como se todo o mundo tivesse estremecido. embora. O olhar do dr. Você sabia d isso. O sr. não? Uma tribo propriamente dita. Desculpe. Metade da família foi assassinada na última guerra. e uma voz falava ao seu ouvido. mas éramos doze. não sou? disse Will. da última vez. mas tem a pressão sangüínea e a pulsação menores q eu já vi em toda a minha vida. Ela apontou para o grande círculo forjado em ferro dos encaixes da velas sobre a mesa. quando W ill a viu. o homem continua gritando p ara vê-lo.. como tantos desses velhos andarilhos..

mas não viu sina l de Merriman.. Sentia-se estranho. E Paul irá tocar aquela flauta antiga de que tanto gosta. Seu povo não se importou em deixá-lo morrer sobre a neve disse Will. Eu começou Robin liderarei os aplausos. o Cavaleiro teria ido à sua casa. Will disse a srta. o Cavaleiro chegará disse o velho. Partiu quando o Signo me deixou. reclinou-se novamente e caiu murmurando furiosamente mais uma vez. Seus olhos cintilavam e ele ergueu a voz n ovamente de modo que gritava para todos no aposento. O que aconteceu com o sr. No momento oportuno disse Paul. Todos que gostarem da idéia . Se começas e apenas cantando algo de que goste. De outra maneira. ele está um pouco pirado. é isso. Este é o motivo que nos fez trazê-lo aqui. Então. sim. mas ele parecia estar dormindo. embora nada pudesse estar mais distante de seus pensame ntos naquele momento do que a idéia de apresentar uma música tranqüila. Você já esteve com muito medo do Cavaleiro certa vez€ disse Will. Bell recitará um poema.. Will? Irei ver se a tempestade já passou um pouco para que possamos ir. O Andarilho. A filhinha de alguém quer dançar.Hum resmungou o dr. Greythorne . O Cavaleiro virá buscá-lo. Viu Robin ao lado de sua cade ira e Paul se aproximando com uma caixa plana e comprida. Will via a felicidade brilhar nos olhos de seu irmão. sua perna quebrada estava esticada sobre a cama. então pouco a pouco as pessoas parariam para ouvir e logo haveria completo silêncio. em um formato familiar . Uma formalidade firme e curiosa parecia surgir em seu discurs o. O Cavaleiro virá me buscar. Dewhurst fará um monólogo.. No pequeno aposento que servia como uma área para enfermos. Merr iman dizia em sua mente: Cuidado. Todos fazendo um pouquinho. e tudo o que o acompanha também. As chamas cresciam. mas tente detê-lo. deixe-me volta r para o meu povo. em suas mãos. A srta. Greythorne rapidamente. O v elho sr. Nós pensamos em promover um tipo de concerto até que a neve pare de cair disse a srt a. O Cavaleiro chegará! O Cavale iro chegará! Will o deixou quando seu pai e o médico vieram rapidamente em direção à cama. sanduíches e pratos vazios indo e voltando da c ozinha. Armstrong está certo. mas muito longe para ouvi-los. enquanto as pessoas entravam e saíam com cobe rtores e travesseiros. Ele pensou sub itamente e em sua mente surgiu uma pequena canção melancólica que o mestre de música da .. Haverá muitos deles. Stanton. ou falando. Mas o que está acontecendo aqui? perguntou o sr.. não posso deixar você sair no meio de uma tempestade.. com o douto r inclinando-se sobre ele. O garoto permaneceu no salão alvoroçado. dentro do alcance da visão. De qualquer man eira. como se estivesse em suspenso no meio dest e mundo preocupante e não fizesse parte dele. Encontre os gêmeos. Só o trouxe para ver o médico e ele precisa vê-lo nova mente. para um lugar fortalecido pelo Tempo. Uma cailey. De algum lugar fora do tempo. distante. muito melhor do que me ver tocando um si no ou outra coisa. Will olhou em volta do quarto. Ele não falava coisa com coisa. Eu vi você. Olhou para a grande lareira e mesmo o crepitar das chamas não conseguiam abafar o uivo do vento lá fora e as rajadas de neve gelada contra a janela. que talvez você pudesse começar. não estou mantendo você aqui. dois deles até chegaram a trazer seus violões. É verdade. mas saiu levando o pai de Will para perto da port a. copos de chá. Tudo bem Will olhava para Robin. nosso vilarejo parece ser extremamente talentoso. os três garotos de Dome y têm uma banda de música folclórica. Só Deus sabe disse Will. Aquele medo se foi. mantendo o olhar de Will. ou qualquer outra coisa que os escoceses possam chamar isso. Greythorne. Armstrong. Você não pode me manter aqui sussurrou o Andarilho. Eu pensei. Venha aqui! E Will olhou novamente para o tempo presente e foi até ela. Deixe-me ir. Nã há fim pra isso. E você cantará. Já se es u disso também? Eu esqueço de tudo disse o Andarilho com desdém.. "todos nós teremos um concerto". Will! soou a voz imperiosa de contralto da srta.. você não concorda? Acho que sim disse Will. Lyon? Está por aí disse seu pai de forma vaga. Eu acho que o dr.

Brancas sob a Lua. De repe nte. O vento aumentou. fazendo de cada nota um apelo. a música não pôde mais fortalecê-lo. A pancada na porta soou mais uma vez. que sempre parecia pertencer a um estranho. prosseguem pelo caminho incessante. os olhos brancos desassosse gados e os dentes à mostra. seus ossos doíam. O aposento se acalmou dramaticamente enquanto ele cantava. Mas no instante seguinte.€ Tranqüilas. estendem-se as longas estradas. A conversa ao redor foi diminuindo até cair o silêncio. a voz soprano do garo to. tensa com a esp era. ele viu. E sobre ele cintilavam os olhos azuis do Ca . Will os ouviu por um lo ngo tempo. o grande cavalo negro erguia suas patas aci ma da cabeça de Will. Marche. Brancas sob a lua. A srta. Perto dali . murmurou algumas palavras. a chuva de granizo cortava seu rosto. no semestre anterior. o velho estava de pé na porta do quarto dos enfermos. subiu alta e distante pelo ar. estendem-se as longas estradas€ Que me afastam de minha amada. e ele soube que pro vavelmente iria atender ao chamado. muito. Quem gostaria de participar? Ouviu-se um alegre cochichar. E gemia guinchando na janela. deseja ndo o mal para o Solar. Algo para af astar a tempestade. os Anciãos prontos novamente para se juntar ao círculo. Sentindo-se bastante exibido. não se tratava de seus ouvidos. Will abriu a boca e começou a cantar: Brancas sob a Lua. Lá estavam elas agora. Por um instante. assim dizem os viajantes. E a lua acima permanece alva. Fitava-o enquanto cantava. Caminhou sozinho pelas pessoas desatentas até a porta. Todo logro e terror tinham desaparecido de sua face triangular. e o pai de Will estava perto deles: O mundo dá voltas. e era impressi onante. Era o rosto de um homem revelando algo imensamente precioso qu e havia perdido. O baque soou pela terceira vez. Lá fora. com os cascos se agitando no ar. e o Andar ilho continuou fraco e infeliz. na escuridão. na Linguagem Antiga. longe do temporal. logo tudo acabará O caminho o guiará atento. Não conseguia mais ouvi-la. de forma lenta e não muito alto. O Andarilho saltou. as margens vão permanecer€ Tranqüilas. os ventos ass oviavam pelo salão. A graça suave do som encheu o aposento. De soslaio. como um experimen to. Seus cabelos estavam arrepi ados. d iscretamente ao fundo: o fazendeiro Dawson. sua face estava contorcida novamente. mas que não as havia encontrado antes. a única parte da apresentação que significava alguma coisa para ele. marche. tranqüilas em meio às sombras constantes: Na poeira enluarada. onde meus pés podes ver€ Prosseguem. Ouviu-se uma tremenda batida na porta. muitos aplausos.escola havia transposto para a voz dele. para todos lá dentro e principalmente para ele. encontrava-se o restante da família Dawson. o Velho George. Por um segundo. a figura do Andarilho com o cobertor enrolado ao r edor de seu corpo como se fosse uma capa. e. A neve chuviscava sobre ele. Embora o vento estivesse prestes a ensurdecê-los. segurou o grande círculo de ferro da maçaneta. há para remover. nem saberiam o que estava a contecendo naquele instante. John Smith e sua esp osa. Will sentiu que mediante sua música ele poderia atrair o Andarilho para a Luz. Mas direto a rota encontrará. e Paul começou a tocar a flauta antiga do Solar. havia ap enas tristeza e anseios impossíveis. ouvindo. sabia que alguma coisa. todos que se sentirem dispostos poderiam fazer algo divertido. Paul tocava. sem precedentes. depois disso. N aquele momento houve um pequeno silêncio. e Will ficou m ais confiante enquanto ouvia e pensava sobre a Luz. se necessário. chocado. Will avistou o seu rosto. estendem-se as longas estradas€ Que me afastam de minha amada. Era possível perceber até mesmo um brilho de lágrim as em seus olhos. Will percebeu que ninguém entre eles podia ouvi-la. alguém estava se aproximando. Greythorne chamou a todos: Nós tivemos uma idéia para passar o te mpo. e escancarou a porta. espumando. Muito. Ele percebeu os rostos viran do-se em sua direção e quase se perdeu numa nota quando reconheceu algumas das pesso as que esperava ver. olhando para o passado: Mas antes que o círculo corra para casa. e m um fôlego só.

ve nha Mestre. enquanto o soar das invocações do Andarilho continuavam. rechaçando seu ataque mais fort e. Pois o Andarilho encontrava-se mais alto agora. Na parte inferior do antebraço. ainda conversando com os Dawson. venha.. ele pôde ver a troca pela qual os Anciãos eram capazes de se mover dentro e fora do Tempo. U ma queimadura que tinha sido curada pela Dama. Em cada uma das três paredes diante da lareira. uma longa lista de nomes. no fundo do Grande Salão. levantando um braço instintivamente em autodefesa. s ua cabeça altiva e suas costas eretas. Burgo. venha cão. Will gri tou. venha Morra. somente o And arilho permanecia nítido como antes. O Andarilho entoava ainda mais alto: Venha. percebeu algo de que havia e squecido completamente. Will esqueceu que foi ali. de alguma maneira. e. Ele se perguntava se seu pai. o jovem John e a mulher de olhos azuis.valeiro e o avermelhado luminoso de seus cabelos. ao som de um nome em particular. venha. Viu uma forma de Frank Dawson sair facilmente da primeira. todo olhar lançado na direção de Will parecia não enxergá-lo li. Truta. Diante da lareira. Merriman permanecia imóvel. Calais. Luzes estranhas e chamas bru xuleavam pelas paredes. com o final da música de Paul e o começo determinado e alto do mo nólogo do velho sr. Feriu. fortaleceu o velho mendigo a ponto de fazê-lo ganhar o poder pelo qual tanto esperara. venha Coll. três grandes chamas sin istras cresciam rápidas e não se apagavam depois disso. venha. venha Held. venha Holda. talvez. cada um afro ntando um dos quatros cantos de um quadrado. Ele ergueu um braço bem alto e gritou forte e claramente: Venha lobo. Havia uma terrível força contida na forma como se sent ara. e realmente estava. No início de tudo. Lota! Venha. exceto a doce cadência da flauta a ntiga que Paul continuava tocando. Mas logo. Amigos e família se desvaneceram. Pensou que estivera apenas enfrentando um desa fio. de pé agora.. Logo. a segunda forma ficou cada vez mais nítida enquanto caminhava na direção dele e. os quatro se reuniram ao seu redor. Oewhurst. todos conhecidos de Will pelo L ivro da Magia. naquele outro Grande Salão. o próprio Salão começou a mudar. mesmo enquan to sumiam. Contra a sua vontade. ve nha. dei xando este outro eu como parte do presente. . preenchendo o salão com uma luz fria. Mas enquanto observava a multidão tranqüila ouvindo a música. o antigo salão da Dama começava a voltar em sua consciência e passou a absorver cada vez mais a aparência do salão do tempo presente.. E enquanto Will olhava para o grupo com o qual seu pai estava. venha rato. o fogo azul se lançava impetuosamente no ar e se apagav a novamente. abriu a porta entre as Trevas e o An darilho. Aqui e ali. venha gato. o mesmo aconteceu com o Vel ho George. eu os faço entrar. As pessoas se sentaram esparramadas tranqüilame nte como tinham feito antes. ele parou de pens ar sobre isso. turvando a visão das janelas e maçanetas.. Will se reclinou debilitado contra a parede e tentou respirar lentame nte. no centro do salão da Dama. tudo contin uava como antes e. e assim. venha Quert. Greythorne. No salão da srta. depois disso. eu os conv ido para entrar! Venha Ura. Mas ao fazer isso. teria rapidam ente percebido que seu filho mais novo não estava sendo visto. Você já te m um signo do fogo. Lentamente. Will olhava para os ombros largos com mau pressentimento. e não havia mais nada nos ouvidos de Will. ele havia se queimado no Signo quando as Trevas fizeram sua primeira investida contra ele. ninguém podia ver ou ouvir. avistou novamente a figura que jogara toda a sua confiança no nada. enquanto fazia isso. Um Signo de Fogo havia mantido as Trevas ao longe. e o instinto rápido da Magia lhe di sse que havia caído numa armadilha. seus olhos estavam brilhantes. como se estivesse olhando para uma fenda gigantesca que poderia a qualquer momento romper. E o garanhão negro relinchou e correu para as Trevas com o Cavaleiro. a porta se f echou. Então era isso que ela queria dizer. Bath. encontrava-se a cicatriz que imada do Signo de Ferro. pois sob as suas sensações o salão começou a mudar subitamente. longe do f ogo. ainda encurvado def ensivamente sobre sua cabeça. Will sabia que aquela foi a s ua maneira de chegar até lá também. E enquanto o Andarilho invocava sua longa lista das Trevas. venha Tann. mas permaneciam dançando e se curvando em um brilho medonho. na grande cadeira talhada que ele havia ocupado desde o princíp io. que usara para enfrentar o Cavaleiro Negro quando ele havia segurado seu braço. Will abaixou o braço. eu os faço entrar! As invocações continuaram.

gritou de maneira esganiçada e desafiadora: Mestres da s Trevas. era como um grande pilar branco e negro. Hawkin dizia Merriman. E através do misto de anseio e medo em seus olhos brilhantes. sempre caçada. Os olhos dele piscaram na direção de Will e refletiram um lampejo de ódio. As chamas ainda se erguiam e. Eu encontrei mestres melhores do que você. Por causa de seu maldito dom da Magia. gentilmente . e você me fez carregá-lo através de s iscentos anos até a era atual. ainda há tempo para voltar para casa. no rosto pontudo e enru gado. Ele se lemb rava da dor que havia visto no olhar de Merriman enquanto observavam o início daqu ela traição e da terrível certeza que o fez contemplar o destino de Hawkin. enquanto o velho redescobria tudo o que havia esquecido. As nove chamas mais altas permaneciam eretas como árvores ameaçadoras. Olhou mais uma vez para Mer riman e encolheu-se em seguida. um mero sussurro rouco: Não. Você. deixando a luz resplandecer nos vol umosos cabelos brancos. então. meu filho. A voz era quase inaudível. Em algum lugar atrás das grandes luzes. O Signo de Bronze. Venha para a Luz.Merriman se levantou. pois sabia que. sempre a procura. Você me impediu de envelhecer decentem ente em meu próprio tempo. mas não como e u havia sido antes. uma carapaça lamuriosa comprom tida com as Trevas. Will foi ofuscado pelo brilho azul e branco e não avistava mais o Andarilho. O Andarilho ainda olhava fixamente para Merriman. Esta m udança no tempo. foi seu julgamento equivocado que levara seu servo Hawkin à traição e à vida de um deplorável Andarilho. com um tom de reprovação: Você me fez arriscar minha própria vida por um livro. havia a mor e confiança entre nós. todo homem tem uma última escolha depois d a primeira. o fardo de carregar o Signo. e não havia tom de ordem em sua voz. Por um livro.. Você me deu. o fogo espesso e as chamas das Trevas dançavam e murmuravam. Em volta do salão. E disse lentamente. e lembrar do cho que que o fez enfrentar a morte e trair os Anciãos em prol das Trevas. Não disse o Andarilho. porque o lhei para mestres mais gentis. você me enviou para o meu próprio tempo. As nove chamas da Trevas rodearam as paredes espalhando o frio e queimavam com a luz azul.. Depois. cansados e enfim mergulhando no sono da morte. trazido de seu próprio tempo para o resgate do Livro da Magia. Will podia enxergar claramente os traços do homenzinho alegre que fora Hawki n. uma chance de perdão. Você me tirou o direito de morrer. Ninguém se movia. abandone as Trevas. você pode voltar para casa. Sua silhueta ereta e orgulhosa se inclinou para a frente. Até que o últi o dos Anciãos nascesse. Volte. Mas o Andarilho parecia ter perdido a voz novamente. avermelhada ou quente neles. A sua voz se in tensificava cada vez mais pela dor e ressentimento enquanto se lembrava. para tirar o Signo de mim. suplicante. O Andarilho o fitava como um homem sentenciado. e agora. tremul ando. ficando velhos. vassalo. Depois disso. para Merriman. aproximando-se do centro do aposento. O Falcão Das Trevas€ O Andarilho respondeu num sussurro: Não. como todos os homens fazem. Apenas seu rosto impassível estava à vista. Deixe-me dizer uma coisa gritou Merriman . O Andarilho olhou-o e titubeou. sem tonalidades dourada. Hawkin disse Merriman suavemente . perdi tudo o q ue eu amava. azul e p reto. eu os faço entrar! E as nove chamas se moveram das paredes. Certa vez. E les olhavam o passado. a . Você me coloc ou em meu próprio século com o Signo. Merriman disse roucamente: Eu imploro. Hawkin continuou Merriman. Hawkin. garoto. Will o reconheceu subitamente. mas seus olhos não enxergavam. f icando mais perto de Will e dos quatro Anciãos. Tente se lembrar. Ele apertou ainda mais o cobertor escuro que o envolvia e olhava furiosame nte pelo salão. hã tanto tempo. tudo isso é por sua causa. nos tons de branco. Não é tarde demais. Ant es de você nascer. através dos séculos. Hawkin! Agor a! É sua última chance: você pode voltar para a Luz e ser como era antes. e Will se condoeu por ele. Você me transformou de um homem para uma criatura sem pre em fuga. imponentes. porém apenas conforto e súplica. ou retirado de sua mente. rodeavam o Grande Salão. e depois. tudo por você. Seu manto o envol via. que tirou minha vida boa como homem.

O ar era como uma corrente de água gelada. Sabia que cada um deles. em parte para si mesmo. Todas as lâmpadas elétricas estavam apagadas. Greythorne: Não há muito que podemos fazer aqui embaixo. Nem com chama. do buraco negro. o murmúrio de vozes havia alterado de um alegre burburi nho para um murmúrio de ansiedade. Will viu que seu rosto estava impassível novamente. E lá também se sentia o frio. estava ficando mais frio no Salão. e o alto aposento encontrava-se fracamente ilum inado por velas dispostas em castiçais. estava investindo contra as Trevas com todo o poder que possuíam desde que a voz do Cavaleiro soou pela primeira vez e sabia que nenhum esforço empreendido sur tiu qualquer efeito. ele mesmo parecia frio.voz aguda soou gritando novamente.. sua capa estava subitamente diferente . será quebrado no frio. ele teve minha confiança e isto lhe proporcionou este poder mesmo depois que a confiança já não existia mais. As nove chamas tremularam novamente. senhora. Will olhava assustado para Merriman.. investindo contra o corpo e a mente. nem pela força. com um olhar sombrio no rosto. e agora se fo i para sempre. há pouco o que se pode fazer contra el es.. Você não pode mais nos afugentar daqui. muito frio. os olhos profundo s e vazios e as rugas perfeitamente delineadas. Antes. O frio do vazio. A oportunidade do And arilho de resgatar a mente e o coração de Hawkin veio e foi rejeitada. Nosso vassalo. ... mas nunca me deixou morrer! Agora é sua vez! "Sua vez! Sua vez!" ecoava o grito pelas paredes. qualquer calor era sugado pelas chamas frias e azuis das Trevas ao redor. com nitidez e firmeza . Durante certa vez. Tudo estava mudando agora. como antes. De fato. como fez antes e pode fazê-lo novamente.. meu senhor.. Greythorne. Eles trouxeram o frio profundo disse ele. O fogo na gr ande lareira não emitia calor agora.. O falcão está nas Trevas. A fornalha já . Seu círculo não está completo e você não tem esse poder gritou ele com zombaria. o menino podia jurar que não se tratava de chamas. frio disse o Cavaleiro Negro suavemente das sombras . e não podemos impedir isso. As nove chamas moviam-se lenta mente para mais perto. mas de estalactites de ge lo gigantes. Merriman disse suavemente: Hawkin os deixa entrar. e seu Círculo nunca se juntará.. A luz fria das Trevas que rodeava todas as paredes atrás das grandes chamas bruxul eou e crepitou como o grito. soou a voz do Cavaleiro Negro. como ele fez em sua primeira traição. copos e pratos. e Will percebeu que seu próprio século estava novamente ressurgindo ao seu redor. frio. ordeno que sa ia desta casa. Will estremeceu. azuis e brancas. e já se encontravam de volta no s olar da srta. havia mudado para o casaco que ele vestia mais cedo naquele dia. cada Ancião no apose nto. e os grandes radiadores de metal qu e aqueciam a maior parte do salão não emitiam calor. A voz profunda soou no si lêncio crepitante: Pare! As nove chamas pararam e permaneceram imóveis. Merriman correu intrigantemente para perto do Cavaleiro Negro com a velocidade d e alguém retornando de um rápido serviço de rua. meu senhor. E além da escuridão. E o frio ficou ainda mais intenso. Merriman ergueu ambos os braços e a capa caiu como asas. nem com o poder reunido. vindo sobre eles de todos os lados.. ameaçadoras: grandes pilares prontos para serem derrubados e esmagá-los sob seu peso e frio. porém sólidas. nas Trevas e no frio. Qua ndo os encantos do frio profundo são criados. Merriman virou-se vagarosamente para o centro do aposento.. E se salo nos convocou para dentro desta casa. Ao lado da lareira. e os Anciãos permaneceram no centro do pavimento observando sua aproximação. . onde quer que houvesse esp aço.. enquanto as ol hava.Você arrisc ou a minha vida pelo Livro! Você me obrigou a carregar o Signo! Você deixou as Treva s me rondarem através dos séculos. Em nome do Círculo dos Signos disse Merriman. Nossa únic a esperança está no que era desde o princípio: Hawkin nada mais é do que um homem. Ele continuou no tom de desaprovação enquanto o círculo de fogo azul e branco tremulav a e dançava. e soube que ninguém veria qualquer emoção intensa auto-reveladora naquele rosto por muito tempo. Disse para a srta. Nós quebraremos seu Signo do Fogo antes que possa ser libertado. alta e ensandecia pela amargura. Porém as c hamas das Trevas pareciam ao mesmo tempo diminuir.

. Will pôde avistar Frank Dawson e Velho George esforçando-se para remover alguma coisa do fogo..".. repentinamente. Eu não faria isso. eu serei o Descobridor dos Signos. esfregando o punho dolorido: "se você soubesse o tipo de perigo que e le é. Este camarada deve ser a única coisa quente em todo o país comentou ele . Ancião.. e Will gritou por socorro. Eles me foram prometidos como uma recompensa pelos meus serviços... Ou qualquer outro. seu rosto estava distorcido pelo triunfo. enquanto pego minha valise disse o médico e desapareceu. começou a perceber o que Merriman queria dizer com: N ossa única esperança está no que era desde o princípio: Hawkin nada mais é do que um homem . e os vestirei. Armstrong logo atrás. Os olhos brilhantes perscrutavam os seus. Isto aqui está uma bagunça. o enorme ferreiro prendeu as mãos do A ndarilho pelas costas. no final. Sabe Lyon. Greythorne aquiesceu em aprovação. último dos Anciãos. Frio e rigor e todos vocês estão impotentes. bem. subit amente. O aposento estava no caos e na miséria: os bebezinhos gemiam. eles queriam que eu os trocasse quando fizemos a instalação dos aque cedores centrais.. e a srta. mas. Eu pego gritou Will e correu para a cozinha. nen hum senhor da Luz jamais me ofereceu uma recompensa assim. A neve está caindo na chaminé! gritou o fazendeiro Dawson. por causa d e todas as vezes em que ficou fora de si.. O salão se tornava cada vez mais gélido e. Ele agarrou o cinto de Will. piscou incentivadoramente para Will olhando rapidamente para a cozinha. Eu peguei todos os cobertores e edredons da casa.. O pobre Andarilho. e as Trevas vão congelá-lo.. virá par a mim. Ancião? Eu irei. seus olhos resplandeciam o ódi o que sentia por Will e os homens precisaram se esforçar para segurá-lo. cintilando com um triunfo s elvagem. Mas antes que pudesse alcançar a porta através dos grupos encolhidos de pessoas a medrontadas e geladas. como numa zombaria. com o dr. serei. Inútil! disse ele furiosamente. Depois de u m tempo. A srta. um novo assovio começava a soar e a fumaça se espalhava fazendo Frank Dawson cambalear para trás... Olhe para e les. Quando volto u apressado com dois baldes vazios em cada mão.. não se ouvia sequer o . Ha mpton está preparando uma enorme quantidade de sopa e bebidas quentes. fazendo aqueles que estavam perto sair r apidamente dali. mas o velho segurando seus pulsos era um fecho de loucura. tossindo. Ele é um perigo para a comunidade e para si mesmo. é claro. sempre soube que a vel ha casa não resistiria a ela. e o volume mais alto da voz do Andarilho soou esganiçada em seus ouvidos. A eletricidade. Precisaremos de baldes. Mas o fogo apagou. Ancião. Ninguém prote gerá os pequenos Signos em seu cinto. contente de ter a chance de se move r. você sabe o que vai acontecer com você? O frio está e do. um som sibilante e uma quanti dade de fumaça surgiram da lareira ampla. Will se lembrou do serviço que se dispusera a fazer e correu. os pais abraçavam seus filhos para mantê-los aquecidos o suficiente para respirar. com um punho enorme segurando o ombro do Andarilho e o outro os dois pulso s. Em um instante. Eu vou colocá-lo para dormir por enquanto. E também o telefone. rápido. engasgados e gaguejando. Will esfregou as mãos g eladas e tentava sentir os pés e o rosto através da dormência causada pelo frio. E você sabe quem irá pegar esses Signozinhos. Will pensou. e duas mãos seguraram seus braços numa garra tão apertada que ele emitiu um grito sufoca do de dor. Solte-me! contorcia-se Will com raiva. Todas as linhas de energia elétrica quase não funcionam mais. Então. no mesmo instante.. Will. Merry. com pulso ou sem pulso. Inútil! A gente limpa a lareira por um momento. Mantenha-o lá. Estou providenciando o máximo de madeira possível para manter o fogo aceso disse Mer riman. John Smith estava ao seu lado. ele se encontrava preso e inofensivo. e tudo o que foi seu. Através da repentina nuvem de fumaça sopra da. Ele parecia desesperado. John. do mundo congelante lá fora. O velho praguejava e tremia.se extinguiu. havia uma nova comoção na lareira. E o frio. uma figura se ergueu diante dele bloqueando o caminho. a boca sa livava como espuma. e ma is neve é derramada aqui embaixo. John S mith. E o dr. Foi bom termos mantido os antigos fornos a gás. Armstrong afastou-se com um suspiro exasperado.

.. Mas logo titubeou e piscou. ele também sabia que a s velas faziam parte de uma magia independente aproveitada pelas Trevas. Cada um dos An ciãos avançou um ou dois passos. os olhos dele se arregalaram quando percebeu o círculo d e rostos determinados ao redor. com sua única vel a. semelhante a uma mandala. desde quando ele se viu. e logo ele se encontrava novamente no Grande Salão dos tempos antigos como os outros quatro e. e cada um deles encaixou as velas nos nove soquetes que perm aneciam vazios na peça central da cruz. Merriman.. pela primeira vez. protegendo contra possíveis interferências. Durma bem. Will e sperou. No momento que a tocou. um meio de deter as Trevas antes que o frio pudesse atingi r o ponto de destruição. O Andarilho avistou Will e rosnou como um cachorro. como tantas outras coisas naquela longa batalha.. revelando seus dentes quebra dos e amarelados. olhando através dos límpidos olhos azuis. Estava claro o que deveria ser feito.? Mas o restante das palavras dele não foi escutado por Will. O médico e o paciente encontravam-se fechados pelo círculo dos Anciãos. As velas! As velas do inverno! Pegue-as.. Ele estendeu o braço para encaixá-la no último soquete. num discurso da ment e que nenhum homem poderia ouvir. subiu rapidamente em uma cad eira para alcançar a última. a chama crescia mais espessa e alta. bastando apenas que a coisa certa fosse feita no tempo certo. sua voz ficava mais baixa c onforme o medicamento espalhava a sonolência pelo corpo dele. situado bem no . pois.. ai nda pairava em sua mente. . ao mesmo tempo.. pesada e lisa ao toque. Instintivamente. foi perceptível a diferença no aposento pelo relaxamento das tensões . o fazendeiro Dawson e o Velho George estavam se aproxi mando também. ao lado da lareira. a Dama estava sentada em sua cadeira de en costo alto.. foi o último. a infelicidade e o assombro ao redor deles começara m a se dissipar como uma névoa. elas personificavam o poder das Trevas no auge de seu solstício de inverno. assumindo a to nalidade dourada e branca no lugar do frio e ameaçador azul. como gelo que não derre teu. queimando com suas chamas frias e mortais.. oferecendo ajuda a outro: este poderi a ser o pequeno evento para revirar toda a força sobrenatural das Trevas. tomado repentinamente pela tensão da empolgação. Armstrong já retornava ao quarto dos enfermos com sua valise preta. to dos ao redor. Armstrong se ergueu. Cada vela mudou subitamente enquanto era c olocada em seu devido lugar. como o frio se intensificava. E sabia que. O frio não era mais tão intenso. apertando o círculo. os meios utilizados pelas Trevas para entrar na casa foram fechados também. eles avançaram em direção aos encaixes do grande anel de ferro. Como? Como? O dr. duas em cada mão. e viu que assim como ele. antes que desapareçam! Os quatro Anciãos se dispersaram rapidamente pelo salão. Isso o ajudará. E com a mente do Andarilho fechada. suas pálpebras se fecharam. que ainda praguejava incoerentemente sob a firmeza do pulso de John Smit h. A sensação de estar dentro de dois níveis do Tempo. sua cabeça começou a girar. Elas eram como fantasmas. Um homem. onde os estranhos cilindros azuis e brancos ainda queimavam fantasmagoricamente pelas três paredes.barulho do vento. afinal. O velho piscou novamente. sem querer. Voltando a atenção diretamente para as velas. Talvez p udesse haver. Will avançou alguns passos. ficou atordoado. O dr.. Instantaneamente. você vai congelar disse cuspindo nele e os Signos serão meus. quase inv isíveis. acomodado sobre a mesa maciça. embora tudo o que pudesse sentir naquele momento em re lação ao solar antigo era a consciência das grandes velas geladas brilhando sinistras e persistentes ao redor dos três lados do salão. caso precisassem de ajuda. as luzes ficavam mais nítidas. Era fria. acompanhada da esposa do ferreiro sentada aos seus pés. eles as seguraram. de alguma maneira. Will. Congelar. silenciosamente. mas. e então deslizou uma agulha habilidosamente no braço do velho errante antes que e le soubesse o que estava sendo feito com ele. Will. com urgência. com uma pergunta e uma expressão confusa no olhar. Merriman os chamava da multidão. a qual. porém. Will as olhava atentamente. O médico se moveu na direção do An arilho. de uma só vez. poderia ser rechaçada pela Luz. Tomando as velas das Trevas. sem dúvida alguma. E começou a perguntar indignado: O que.. e mesmo quando a des confiança começou a aparecer em seus olhos. mostra ndo a parte branca de seus olhos horríveis num instante repentino e então ficou inco nsciente. trazido de volta pelo frio de seu tempo real. Pronto disse ele tranquilizadorame nte. sendo o menor.

Um velho que Will nunca se lembrou de ter visto em sua vida virou-se para ele . Will estava de volta ao salão da srta. uma onda de poder invisível o atingiu. e a última vela central que Will colocara no lugar começou a crescer. Um botão curvado. segurando o Signo no alto para que todos pudessem vê-lo. enquanto fazia isso. uma criança começou a chorar alto e estridente. e as faces sombrias brilharam. havia um círculo vermel ho dourado na forma que todos conheciam. Um trovão? perguntou alguém. bruxule ando como se fossem feito de chamas. e quando soou em seus ouvidos. cada pétala abriu e caiu. e o trovão soava tão próximo aos ouvidos que todos estremeceram. com todos ao redor dele. e numa explosão rápida e silenciosa se abriu: os cinco lados desab rocharam ao mesmo tempo como pétalas rijas. O som retumbava. as chamas das velas se ergueram em um triunfante círculo de fogo. um eco daquilo que ele havi a sentido no momento da destruição do Livro da Magia. Mas. ela ass umiu uma tonalidade nova: amarela. nada mais do que um murmúrio longínquo. admirado. quente ao toque. portas e telhados. percebeu que a mesa se encontrava vazia. todos os rostos conhecidos do vilarejo virados para o telhado em sinal de indagação e para o resmungo que rugia no céu adiante. Em seu interior.centro do desenho e. um reluzente broto foi deixado. . enquanto o menino estendia a mão. o círculo dourado se depositou sobre ela. Em algum lugar. Novamente surgiram os relâmpagos. Olhando de per to. intrigado. cheio de pétalas que resplandecia ali. tudo o que estava sobre ela havia desaparecido: a flor estranha.. e novamente o trovão rugiu . e enquanto cambaleava e se e quilibrava novamente. O objeto cintila va e reluzia em sua mão como todos os tipos de fogo que já existiram.. várias pes soas correram para olhar pela janela. e o círculo de ouro trabalhado capturou o brilho de todas as luzes do salão. Estava na palma de sua mão. num desenho estran ho e rúnico que parecia estranhamente familiar aos olhos de Will. Greythor ne. laranja e vermelha. deu dois passos em direção à mesa.. no topo da longa haste curvada da planta de chama avermelhada. E finalmente. alterou sua forma transformando-se numa estranha flor sobre uma estranha haste . safiras e diamantes. ouviu-se o som leve de uma batida na porta do lado de fora. as velas se fortalecerão e serão capazes de levá-lo ao Signo do Fogo. Luzes azuis bruxuleavam em todas as janelas. Num piscar de olh os. Quando sua chama se estendeu acima das outras. Will. e o elegante pedúnculo se curvou para ele. exceto o Signo do Fogo. Tudo desapareceu: tudo. No lugar. Retrocederam alguns passos. Pela mágica fria. viu algumas palavras escritas com letras bem pequenas ao redor da extremidad e mais afastada: LIHT MEC HEHT GEWYRCAN€ E disse Merriman suavemente: A Luz ordenou que eu Tosse criado. A Dama ordenou: Pegue-o. intensifi cando sutilmente e pouco a pouco até se tornar um inconfundível staccato contra as j anelas. esmeraldas. Mas enquanto todo o aposento lotado aguardava pelo próximo estrondo. A mesma voz anônima gritou de alegria: Chuva! E as vozes irromperam ao redor animadas. como continuava a crescer . depois de um s ilêncio curto de respiração entrecortada. De algum lugar externo. as nove vel as resplandecentes e o Signo na forma de um encaixe de ferro que continha todas elas. preenchido apenas pelo sussurro das cinzas n a lareira. Nenhum re lâmpago. Will estendeu os braços. e les tinham todos os demais Signos agora.. Sumiram. A voz frágil da velha dama soou: Aí está o poder apreendido das Trevas. observando. ouviu-se um estrondoso rugido revelando um longo gemido de raiva em seu interior. Will Stanton. Will. fazendo um sinal de alegria para os outros . eles invocaram as velas do inverno para a destruição. flu tuando e desmanchando-se no ar. foram coloca das minúsculas gemas de rubis. em todos os lados. agitan do-os alegremente no ar. agora que as apreendemos para um propósito melhor. nenhum trovão. In stantaneamente.. Exceto por um. rosnava e surgia como um estrondo nov amente. ondulando suavement e por um momento. Com júbilo. não se ouviu mais nada.. lenta e graciosamente. uma das coisas mais belas que ele já ti nha visto. Ouro de várias e diferentes tonalidades foi batido com grande habilidad e artesanal para gerar a forma do círculo cruzado. Veja. cada pétala possuía um tom di ferente das cores das chamas.

Embaixo dele. e eu pensei que ela estaria com vocês.. rápidas e audíveis. Ai. tirando o pulôver. Desapareceu? De verdade. Will olhava tristemente para Max. ficou tão horrivelmente frio por um tempo. encontrava-se Max. Estou ficando maluco. e achamos que ela quebrou uma perna. seus irmãos e o dr. de uma vez por todas! Robin surgiu dentre a multidão. Ele ficou ao lado de seus irmãos que estavam mais perto dali. Mas podem incentivar os próprios instintos humanos a fazer-lhe s mal. infeliz: Mary desapareceu. a chu va acabara de começar e não restava mais qualquer pegada. e. Para o Solar. Ainda está inconsciente. James ainda olhava pálido e angustiado. aflito. Mas. Eu não pensei que ela iria. pois e claro que não iríamos. Só que não estava. E o médico. atemorizado : Eles fizeram isto? Fizeram? A Dama disse. e os levou para longe do Restante. Ah. pois as garotas tinham muito com o que se preocupar. quando alguém estiver no topo de uma escada. nós ainda estamos vestidos com nossas roupas quentes. Bom disse Will. Eu disse para ela não ir. seguro com os outros.. Ela é uma completa idiota. seguindo Max até seu lar. Stanton na sala de Estar.com um sorriso desdentado e disse: A chuva derreterá a neve. soou do lado de fora. A srta. Ele choramingou: ? Eu não consegui ver qualquer sinal para onde ela pudesse ter ido. Will disse ele.. Will não ouviu mais do que isso. E€A preocupação levou o estóico James à beira das lágrimas. verdade. aqui está você. en quanto eles ainda mexiam na maçaneta. ou este apos ento de repente parece quente? Está mais quente disse Will. ela caiu da escada. Gwennie e Barb estavam na sala de estar com nossa mãe. Ou fazer soar um estrondo inesperado de trovão. mesmo depois que o médico chegou e examinou a sra. quando a porta foi aberta. Não se preocupe disse Paul Ela não pode ter ido muito longe. a chuva escorria por seu rosto e ele se sacu dia como um cachorro. lá fora. e ela ficou toda a borrecida e disse que Max já tinha saído há muito tempo e nós deveríamos sair e verificar se alguma coisa tinha acontecido com ele. E disse. de modo que não os ouvissem. Eu já estava saindo atrás dela sem dizer nada. mas aí. e lá na escada. Eu acho que eles conseguiram l igar o aquecedor central novamente. com os cabelos alisados n a cabeça pela chuva suave que caía. se ele puder vir. Eles não podem ferir você. uma série de batidas.. Ele chamou por Merriman em silêncio. a Gwen me chamou para ajudá-la a acender o fogo.. eu pensei que ela ficaria com muito medo. Vá e espere por um bom m mento para explicar isso ao nosso pai e diga-lhe que eu saí para procurá-la. O REI DO FOGO E DA ÁGUA€. Armstrong. qu ando eu voltei. justamente Paul e Will. mas então vo cês chegaram. Mary já tinha saído levando seu casaco e botas. o Signo de Fogo encont rava-se em seu cinto. Paul perguntou: Não acha que está na hora de me contar o que tu do isso significa? . Engraçado. Foi depois que Max partiu para chamar vocês. Greythorne está? Meu pai? Will sentiu uma mão em seu ombro e viu Merriman ao seu lado. Ele estava sem fôlego e era possível perceber que tentava respirar urgentemente para conseguir falar. Já se encontrava do lado de fora da porta com seu pai.. Levarei Will. Vamos ver a chuva! Dois garotos apressados correram até a porta principal.. Mas foi pra onde? perguntou Paul asperamente. A mamãe sofreu um aci dente. O sr. que tentava rapidamente pensar nos argumentos para poder ir junt o. Max o avistou e se aproximou.. Eu lhe disse para não ser tão idiota. É possível disse a voz em sua mente. Chame nosso pai. Quando se encontravam sob a chuva novamente. e eles não p destruir os homens. Subitamente soube pel a preocupação nos seus olhos que de alguma maneira tratava-se do atual ataque das Tr evas. a neve já começara a derreter branca e cinzenta sob seus pés. Stanton já tinha ouvido e correu até o quarto do médico. Mary e eu na cozinha tomando chã. meu Deus dis se James.

de ondas se quebrando na praia. em vão.. Já vi isso antes. Deus! exclamou Will. Will disse: Eles devem ter.O quê? perguntou Will. se seu irmão tinha percebido que eles estavam sendo arrebanhados como ovelhas. Ele saiu correndo respingando a ág a do riacho que era a Trilha do Vale do Caçador e olhou para Will com um meio sorr iso de perplexidade. mas elas devem ser muito val iosas. ela deve ter ido direto para o Solar. e na forma como ele havia tocado a flauta antiga e soube que se havia alguém entre seus irmãos a quem poderia fazer con fidencias. enquanto a chuva talhava a neve em novos caminhos e outeirinhos. afastou a jaqueta e pulôver de seu cinto e mostrou os Signos para Paul. pois dois ou três malucos já apareceram e tentaram pegá-las. certa vez.. Muitas coisas não estão fazendo sentido para mim agora. empurrando-o para a frent e. Eles são antiguidades.. Mais uma vez. mas uma criatura sutilmente diferente da espécie hum ana. Ele viu Paul se esconder defensivamente sob um braço levantado. No alto da estrada por onde corri am.. olhando. fazendo barulho com o respingo da água. mesmo através do s pingos da chuva. sem expressão. isso pode ter algo a ver com isto. enquanto o vento fazia a chuva ser desviada r itmicamente pelas árvores. mas isso eu verei mais tarde. se Mary partiu. Um ruído mais antigo. Paul inclinou sua cabeça sub itamente e fitou o céu. é claro. Paul olhou-o por um momento. e outras vezes seguidas. A chuva caía sobre eles.. este era Paul. Dawson me deu de aniversário. e procurava através da chuva por algum sinal da irmã. Quero dizer. quand o seu irmão se mostrou tão compreensivo no começo. como se eles estivessem na extremid ade de um oceano enorme que precede os homens. O bar ulho ao redor deles era impressionante agora: um ruído oceânico de espuma borbulhant e. acaba toda aquela n eve. enquanto o primeiro grupo descia rasante novamente para forçar Will contra um b anco de neve ao longo da margem do bosque coberto de neve. Outro mergulho e os pássaros atacaram Paul pelas costas. Will soube muito bem onde estavam. Ah disse Will. Essa chuva! É ridículo! Assim. lutando para sobreviver. para abafar seu remorso. uma onda de penas negras enquanto um bando de gralhas mergulh ava do céu sobre suas cabeças. Não se explica. transfor mando as estradas em um riacho que se move rapidamente. Veja bem. Mas isto estava fora de questão.. elas in vestiram contra eles. de repente. Ele pensava como tudo aquilo tinha soado improvável. Ele disse: Trata-se disto. Paul se ergueu lentamente. Não faz sentido. pesada mas não tão d esagradável. Will pensava sobre o dia no porão. Ai. Nada. não disse Will rapidamente. empurrando o irmão firmemente para o lado. escorrendo das árvores. o novo mordomo? Lyon. ouviu o som rouco e áspero de um grasnado abruptamente alto que logo sumiu e avistou. no dia era qu e o encontramos na neve. E Paul disse: Obviamente você não me contou nem metade da história. não é? Ele está meti do com esses palhaços? Ah. Não. e você precisa dar um a explicação. Foi por isso que eu não quis trazê-lo para casa. Seus olhos azuis claros olhavam severamente através de seus pesados óculos. Hum disse Paul.? Saia desse lado da estrada avisou Will. tudo o que eles viram s e tornou várias vezes estranho. esquivando-se . Will se perguntava. e começava a derreter os bancos de neve. m as então por que não a vemos no caminho de casa? Nós iremos por ali de qualquer maneira. e aquele mendigo estava metido com eles de alguma forma. As gralhas ficam loucas de vez em quando. Hum. e está tão mais quente também. para verificar. eu acho perscrutando cautelosamente o irmão. Mas quando chegaram à uma curva. Ele saiu correndo. estarrecido. E aquele camarada no Solar. Que raios. Ele olhava para a determinação ameaçadora de Paul e perguntav a-se como explicaria para seu irmão mais velho que um menino de onze anos não era de fato um menino de onze anos. l . Ele é meu amigo. Presumo que para você esses caçadores de antigüidades possam ter levado Ma ry como um tipo de refém? Eles chegaram ao fim da entrada da casa. No que você está envolvido? disse Paul. Eles olhavam para cima e para baixo. Um homem me perseg uiu na Trilha do Vale do Caçador. Umas fivelas que o sr... eles olhavam e gritavam obstinadamente de ansiedade.

antes que a correnteza aumente demais. A luz dos Signos iluminou mais ao alto e o menino pôde avistar o Velho George. percebeu que o vapor encaracolado era o sopro de uma respiração: a expiração profunda de um cavalo gigante. e ele não tinha idéia de onde Paul poderia estar. a não ser correr pela superfície congelada do campo. Pollux.evados para onde as gralhas queriam que fossem. enquanto ondas pequenas e bravias espumavam em seus joelhos. a longa crina na cor castanha grudada no pescoço do animal e o reconheceu como Cast or ou Pollux. Além disso. mesmo enquanto se indagava. aga salhado em uma capa impermeabilizada. não o amável e velho ajudante da fazenda.. um grito através das águas velozes e do barulho da chuva. A água atingia quase a altura das coxas dele. Will! Por aqui! Paul? Will gritou esperançoso. Venha! Ele nunca ouvira o som exigente de Velho George antes. que resplandecia sob re as águas agitadas e marrons. Temos um tra balho a fazer. quando o Ancião dentro dele assumiu o controle. enquanto boiavam passando por ali. Will percebia que naquele momento outros montes de nev e suja e gelo flutuavam na água. hã bastante tempo: que o auge mais p erigoso do poder das Trevas se daria na Décima Segunda Noite. como um balde boiando e um tufo de objetos que parecia um saco de feno. lembrou que o chão ond e pisava deveria estar congelado. com uma força im . para o banco de neve na extremidade do bosque. acalmando o medo. onde a estrada começava a se tornar um rio mais prof undo e com correnteza. Aproxime-se. Mas uma voz o interrompeu. Pelas águas. havia outras coisas na água. talvez coisas de sua família estivess em por ali. Aquele não era um problema par a seres humanos comuns. aquela chuva seria c apaz de se infiltrar no solo. revelando o que ele achou primeiro ser nuvens de va por. chegue perto. Mas. Will desabotoou o cinto e o afivelou em volta de seu pulso. ele já sabia que era tarde demais. O degelo da terra demoraria muito mais do que o de rretimento da neve e. Em lugar nenhum.. Will ergueu os Signos que r eluziram sobre a água agitada. Ele se lembrou do que Merriman tinha avisado. montado nas costas do cavalo gigantesco. mas estava tão molhado por causa da chuva que isso não fazia muita diferença. Assim. O volume de água devia ter aumentado o suficiente par a arrastar coisas dos jardins das pessoas. pior do que havia vivido a ntes. no entanto. Sob a luz dos Signos. a água da neve não tinha para onde ir. Pior do que o próprio frio. mesmo os de sua própria família. fazendo mais neve se quebrar embaixo de seus pés. depois proferiu uma palavra na Linguagem Antiga e ergueu os braços.. A água l avava a borda de sua bota enquanto ficou ali pensando. Em seguida. gradualmente a rrancavam os blocos de neves acumulados de cada lado pelo limpa-neve e carregava m para longe as partes desvencilhadas como um iceberg miniatura. pensava Will. e deveria sentir-se feliz p or estar sozinho. nenhuma al ternativa. um dos dois grandes cavalos da raça shire da fazenda dos Dawson. o homem o inst igou para mais perto através das águas.. A chuva densa e cinzenta os separou completame nte. e dos Signos surgiu u m caminho de luz reluzente e constante como a de uma tocha. O gr ito soou novamente. na escuridão. Inclinado contra o pescoço do cavalo. procurando um rio pa ra se juntar. Ele sabia agora que Mary deveria estar retida e mantida pelas Trevas. Como podia aumentar assim tão rápido? Como em resposta. com as quatro patas dentro da água. Se pelo menos ele tivesse a chance de tê-la de volta. este era o Ancião. E o grand e Pollux bufou a nuvem de vapor através de suas largas narinas e deu passos firmes adiante. A claridade estava se extinguindo rapidamente. Will. As enchentes serão terríveis. nesse ínterim. Aqui! Por aqui! O som do grito surgia do rio na estrada. mas soube que não se tratava da voz de Paul. ele parou de gritar. a chuva o açoitou nas costas. prosseguiu so b a chuva incessante. ele saltou rapidamente pa ra trás. Will gritou em pânico: Paul? Paul? ? entretanto. Não havia sel a sobre o grande cavalo. enrijecido pelo frio intenso que tinha paralis ado a terra antes de a chuva começar a cair. olhando sobre si mesmo. Teria chegado esse d ia? Will já não sabia mais em que dia estava e passou um por um em sua mente. de modo que Will fosse capaz de cambalear pelo rio da estrada e agarra r suas pernas longas como árvores. Ele cambaleou sobre a pilha de neve derretida para olhar através da neblina. Will avistou a cabeça larga. apenas um cobertor ensopado. ? Por aqui. e uma onda marrom na estra da-rio arrancou um enorme pedaço da parede de neve acumulada sobre a qual ele esta va.

Will reconheceu uma das fitas.. A luz dos Signos afivelados em seu pulso não fraque jou enquanto se virou e se contorceu. a luz dos Signos revelava improváveis objetos boiando por lá: u ma cesta de vime. Certamente. a energia elétrica continuava cortada. movendo móveis. em alg um lugar. No revolver das águas. George! Tem correnteza por ali também avisou o velho. arrastan do livros e tudo que pudesse ser movido. acomodado sobre o enorme pescoço curvado. Nós vamos incitar a Caçada soou a voz falha em seus ouvidos. pelo temor. Will sabia que o homem estava certo. onde cons eguiria se sentar melhor. E aquilo ainda era a Câmara e não um lago. Quanto a Mary. como u m esquilo. Olhe para baixo. e Will podia ouvir os sons d as árvores balançando acima da pisada firme das patas de Pollux. e a égua branca deve encontrar o Caçador. para longe da c asa dos Stanton. mas novamente ele gostaria de ver por si me smo. A terra está baixa. para longe das gralhas do bosque. George deix ou escapar um suspiro de alívio. eu preciso encontrar Mary. ele est eguro e a caminho de casa agora. Você quer dizer que eles estão presos? A voz de Will soava aguda. eles balançavam para a frente enquanto o cavalo cavalgava novamente. A água parecia muito distante. Will piscou. isto significava que eles estavam se aproximando da Câma ra dos Comuns. de modo que possamos trabalhar. Velho George respondeu. sussurrando. olhando temerosamente para a escuridão. e em algum lugar distante soou o estrondo de um trovão na noite que se aproximava. Velho George inclinou-se para baixo e puxou a mão do menino que. as águas continuariam apressadas. É apenas água e lama. em pouco tempo. Onde está Merriman? gritou Will através do ruído alto da chuva. fique calmo. Tão lo . quase inaudível: Eles estão de guarda. não consegu ia enxergar nada. talvez ac identalmente ou pela atuação das Trevas. E a correnteza os mantém ocupados também. várias caixas de papelão se desintegrando. É hora do Caçador. O menino po dia avistar poucas e fracas luzes que surgiam das casas maiores nos terrenos alt os. então. ele percebeu que a luz dos Signos em seu pulso estava enfraquecen do. No Solar George gritou em seus ouvidos. e você deve levá-la até l ta é a ordem das coisas. provavelmente. eles se encontravam na escuridão. conseguiu subir. antes permaneceu direcionada firmemente pa ra o caminho que deveria tomar. E eu perdi o Paul de vista. não te perigo. mais difíci l de ver. enquanto o enorme Pollux. George o puxou para a frente. grandes demais pa ra que colocasse uma perna de cada lado. Ela era muito boa em estocar coisas. Eu vi Paul. eles estão com a Mary. Então. Nós precisamos incitar a Caçada enfatizou a voz firme atrás dele. corria pacie ntemente respingando a água através do crescente rio marrom que havia sido a Trilha do Vale do Caçador. Aonde estamos indo? gritou Will. tapetes. A chuva os açoitava. a maioria das pessoas daquela parte do vilarejo ainda estava no Solar. uma com motivo xadr ez roxo e amarelo. a égua branca deve encontrar o Caçador. Temos um trab alho para realizar. veremos o que veremos. e Will se agarrou à crina molhada. somente o rodamoinho de água sob a luz dos Signos. Aquelas coisas são da minha casa. ele quase escorregou. Era impossível dizer onde estavam. De qualquer maneira. De repente. e aquela fita tinha ido para o estoque da menina. Will. Pollux tropeçou pela primeira vez. espalh ando água pelo crescente riacho. semelhante à que Mary cuidadosamente retirou de um embrulho e e nrolou para guardar no dia do Natal. uma vela vermelha. garoto. O vento aumentava. mas conseguiu se restabelecer sem problemas. Will. Poucas luzes eram v istas no vilarejo. Alguma coisa estava mudando. e o grande cavalo resfolegou e bufou. esvaecendo para o nada. Will escorregava e deslizava sobre as costas largas do cavalo. o cavalo da raça shire. Em se guida. Com o fazendeiro. Os ombros de P olly já suportaram pesos maiores que o seu gritou o homem no ouvido de Will. por um momento . E. emar anhados de fitas. Mesmo assim.pressionante. Sitiados. você se esqueceu disto. com muito esforço. no final do vilarejo. O rio está se aproximando do vale. você a encontrará na ocasião oportuna.. A Caçada? Que Caçada? George. Estes objetos boiando devem ter sido ar rastados antes que alguém percebesse que a água estava na realidade carregando as co isas.

Leve a égua branca até o Caçador. Will continuou andando cautelosamente. as gotas. ele precisava a todo custo recuperá-la. para agarrar o objeto antes que a água o carregasse para fora de seu alcance . Pouco a pouco. o menino percebeu ainda mais o couro molhado. alg uma coisa flutuando passou no riacho veloz. ele sabia que aquelas águas lhe mostrariam como levar a égua branca até o Caçador. A estrada que se tornara um rio fluía desobstruída. Will começou a correr ao longo do banco de ne ve. Tenho uma única instrução disse Velho George. Relutantemente. tudo em uma lu z tênue acinzentada como o alvorecer. Salgueiros enfileiravam-se ao longo das águas. Will. as cores vivas ap areceram azuis. Ele teria gostado de tomar o rumo daquela estrada também. era uma coisa dos Anciãos. Mas tratava-se sem dúvida da cabeça de carnav al. assim que recuperou o equilíbrio. retirado da neve. começou a entender o que o Velho George queria dizer. E existem dois p quenos conselhos para que se mantenha longe deles. Então. Então . A segu nda coisa . do presente inexplicável que o velho jamaicano havia entregado para Stephen pa ra que lhe fosse enviado seu bem mais precioso no mundo. Velho George falou suavemente: Ôah. u . Will tirou isso da cabeça. eram mais suaves e. diante dele.Velho George avisara: lembre-se que águas correntes são livres da Magia. Will achava que o Velho George tivesse partido por aquele caminho. o mundo escuro adquiriu uma luz tênue em si mesmo. Não conseguia ver os detalhes da face estranha: os olhos como os de um pás saro. mas pressentiu que deveria permanecer com o rio. Mas a lembrança o segurou no meio da passada e ele parou. ficando mais alt o e. a grotesca cabeça já estava boiando longe de sua vista. ficando ali sentindo as águas ondulando-se por suas pernas . Mas quem era o Caçador e onde estava a égua branca? Will avançou cautelosamente ao lon go do banco de neve cheio de destroços que margeava o novo riacho que aumentara de tamanho. a neve amontoada. pesado como um tijolo caindo. Ah disse ele. Mes mo o gado que normalmente pastava por lá durante o ano. A cabeça estava em movimento na água. descer era ma is difícil do que montar o cavalo e Pollux era tão alto que Will esparramou água quand o tocou o chão. atarracados e decepados. procurou um lugar para ficar sem cair e começou a contar até cem. virando-se preguiçosamente de um lado para o outro. Polly.go todas as luzes se extinguiram. do mesmo jeito como as tinha visto na manhã de Natal. O gra nde cavalo shire parou. Coloque os Signos ao redor dos quadris novamen te disse ele e desça. A enorme Câmara dos Comuns se estendia di ante dele. e o havia perdido. Ele viu os chifres primeiro. Velho George falou novamente: Irei preparar a Caçada€ e sem mais palavras de despedid a. pareciam protegê-lo de se sentir gelado. George informou: Devo deixá-lo aqui. Antes q ue chegasse a setenta. as orelhas empinadas de um lobo. um tanto curiosas. Ele conseguia enxerga r tudo em volta: a água veloz. Isto acontecerá se não tiver problema. O segu ndo: lembre-se do que já sabe. Nada se movia. por meio do super-sentido dos Ancião s. se contar até cem depois que eu partir. de certa maneira. ninguém poderá danificá-la ou usá-la para fins errados. confuso. Assim. de Stephen. amarelas e vermelhas. iluminada por si mesma com uma luz tênue e estranha. Ao descer do animal. Will escalou com as mãos o banco de neve acumulado do lado do rio que se formara n a estrada. E enquanto ele olhava ao redor. Então. no entanto. trazendo-lhe tanto assombro que quas e caiu na água. as árvores abatidas. Porém. a enxurrada que enchia a Trilha do Vale do Caçador curvou-se par a o lado para se juntar ao minúsculo riacho local que havia aumentado tornando-se um rio espumoso que corria pela Câmara e adiante. o ruído de águas que há tempos soava em seus ouvidos começou a mudar. algo evidente demais. Will deixou escapar um ruído como um soluço e inclinou-se desesperadamente para a fr ente. embora a chuva c ontinuasse caindo sobre ele. pelo tempo que p ermanecesse por ali. surgindo de alto abaixo de vários lugares nos dias enevoados. águas correntes são livre da Magia. posicionou Pollux para cavalgar pelas águas na direção da Câmara e partiu. encontrava-se agora prot egido nas fazendas. repentinamente. O primeiro: você encontrará luz s uficiente que lhe permitirá enxergar. não sentia frio. c omo se a grande cabeça estivesse aquiescendo para si mesma. fora da fileira escura das árvores do outro lado do riacho. sentindo-se abandonado. mas escorregou quando pulou e. sólida e reluzente. como fantasmas sólidos. Ele deu um tapinha reconfortante no ombro do menino.

Enquanto olhava. Aquilo não era racional. Agora. Através da velocidade do vento. Não era um rio. Porém. Surgiu uma luz prateada. O rio estava mais largo do que antes. estava se rebelando. na escuridão que não estava tão escur a. alto entre os salgueiros. ele olhou para o céu e em silêncio e desesperadamente clamou por Merriman. e Will também se ntiu instintivamente que a tempestade que se formava não era obra das Trevas. Will já se encontrava sentado sobre a égua branca. e nenhuma palavra ou sinal da part e dele surgiu na mente de Will. em seguida. água. era tão violento quanto algo vindo das Trevas. e acima desta alguns arbustos desbastados dominados por uma única faia antiga su . o barulho do rio s oava mais alto do que todos os outros. e o menino avisto u um espelho de águas agitadas e cintilantes adiante e soube que haviam chegado ao Tâmisa. a mesma música como um sino que o tentava. gentilmente. a ilha que não era uma ilha. O rio estava livre. alcançando a longa e espessa crina branca. Pensou. e. ele havia sido libertado e espumava e rugia com enormes pedaços de neve e gelo rolando por ele como icebergs. havia dito Merriman. Por mais de uma semana. Mais uma vez. Ele se assegurou de que os Signos estivessem firmes em seu cinto e. u m novo ruído soou mais alto que o vento ou trovão em seus ouvidos. suas águas tinham si do canalizadas e estreitadas pelas paredes de gelo da neve que se projetavam pel o caminho. madeira e depois. Era alta como uma árvore e sua crina se agitava de forma indomável com o vento. O menino achav a que o morro tinha forma circular. a respiração do animal nublava ao redor as gotas de chuva. do início do Tempo. Era esperado. Fazia parte do que deveria acontecer. uma das coisas antigas.. algumas vezes dura como gelo e outras vezes macia o suf iciente para afundá-lo. um ped aço de terra arrancado pela água. antes que as Trevas pudessem se rebelar. quase no mesmo instante. era a fúria das águas sibilando e uivando. muros. Somente quando se ergueram do rio agitado foi que Will avi stou a ilha. os relâmpagos reluziam pelo céu estrondoso.. ele sabia que não se trata va de algo das Trevas. como o som de gansos em migração voando nas alturas. div idida por canais estranhos e reluzentes. sua cabeça girou atordoada. jorrando a neve molhada. No mesmo instante. ele partiu para explorar sua estranha ilha. ele soube claramente que se depararia com um grande perigo naquele lugar. mas. mas seu formato era como um ovo e seu ponto mais alto ficava naquela extremidade onde se encontrava a égua branca. estendeu seus dedos ao vento. mais próximos do que antes.. ele podia ouvir um g rito estranho e alto. tudo o que surgisse na neve derretida. O som par ecia arquear ao lado dele e continuar adiante. extinguindo-se fora de alcance. e ouviu bem claro. do iníci o dos homens. Mas relaxou novamente. enquanto o animal se sacudia na terra novamente entre as pouquíssimas árvores escuras: era de fato um morro. pedra. Will f oi atemorizado pelo Tâmisa como nunca havia sido. e luminosos relâmpagos cortavam o céu de uma e xtremidade a outra. mas Merriman não apareceu. mas algo além da Luz e das Trevas. O rio deve tomar o vale. para longe dos outeirinhos e barrancos de neve. naquele momento. assim como antes. bronze e ferro. A égua branca estremeceu. A égua branca curvou seu longo pescoço e Will desceu com dificuldade. De repente.. Os músculos das costas magníficas da ég ua ficaram tensos e Will se agarrou à longa crina enquanto o animal cavalgava pela Câmara. A égua branca saltou alto. embora distante. As coisas antigas: fogo. além delas havia uma encosta aberta. Will a tocou. Tratava-se do lugar de sua provação. A égua branca parou irresoluta às margens das águas bravias e frias e em seguida irrom peu adiante e saltou. a grande égua branca da Luz se erguia diante de Wil l. a mesma frase que tocava seu coração. seus cascos esfolavam a s uperfície para fazer jorrar as lascas de gelo. na Linguagem Antiga. Como já fez antes? O vento o açoitava enquanto ele falava. fora de seu conhecimento ou controle. Através da neve amontoada. estradas. A tempestade não tinha começado ainda e o vento diminuíra um pouco. e seu curso prosseguia segundo sua própria vontade. A Luz. coberta pela neve . Will se segurou ainda mais enquanto eles saltavam sobre as sebes. até que um grande solavanco fez o mundo girar e a música desapareceu. Vai me carregar? perguntou ele. uma ilha onde ninguém havia ido antes naquela volumosa enxurrada.ma forma branca saltou. Algumas árvor es cresciam em volta do sopé. Em seguida. sacudindo a cabeça para cima. pensa va Will enquanto se segurava firme no pescoço arqueado da égua.

Ele continuou leve e relaxado. o canto começou. W ill subiu até a velha faia e ficou observando a espuma mais próxima debaixo de um en orme bloco de neve. levando Will de volta à l enta contemplação que era quente e relaxante como o sol de verão.. ele também não sabia seu paradeiro. com o toque de uma renda no p escoço. Enquanto ouvia o canto. era improvável que Mary estivesse ali deitada sobre a nev e. embora na idade do Andarilho. Trovões rugiam pelo céu bruxuleante.. e Will viu com espanto. que ele olhava não para o desenho de meras sombras sobre a neve. embora não tenha permissão para vê-la. e principalmente s urpreendente. Sua irmã está aqui disse Hawkin. nem seus mestres. Sua irmã pelos Signos. quase tocando com seu nariz o grave to tão comum de uma faia. Então. E o fazia mudar enquanto ouvia a canção. Pois diante dele. fazia -o esquecer a tensão de lutar pela Luz e o submergia. a boca velha e cheia de amargura curvara-se com desdém mas eu não acho que Will Stanton ap reciaria a visão da morte de sua irmã. mas ao mesmo tempo h orrível no controle sutil de sua mente. Will não pôde se conter e olhou rapidamente ao redor da ilha. encurvada e encolhida pela idade. repentin amente. sem q ualquer razão. Você não te m muita escolha. Will p ensava com tristeza. Vinha de muito longe e não era agradável de ouvir. avistou o graveto de um ramo baixo da faia. e o canto ressoava em seus ouvidos como o vento at ravés de tinidos em uma casa desmoronada. o canto sem palavras começou a soar novamente.lcada pelo tempo. através do monte de neve. vestida co m as mesmas roupas que a viu pela última vez: viva e ilesa. A égua branca continuava imóvel. Will s entia crescer raízes em seus pés. Você não vê tudo o que deve ser conhecido no mundo com seu dom. o que o fazia sentir como se vários meses tivessem passado. mas pa ra linhas e curvas do rosto de sua irmã Mary. res tando apenas as sombras pairando na neve como antes. Trata-se de um encontro apen as para a barganha que meu senhor. como um frio repentino. conforme já esperava. como as árvores acima dele. enqua nto o canto estranho e alto continuava a soar desde o início dos céus. mas olhando-o lividame nte sem qualquer sinal de que o reconhecia ou sabia onde estava. Mas o som o man teve transfixado. Will sentia q ue olhava para dois homens em um. atordoado. perto de sua cabeça que parecia. Os olhos de Hawkin se estreitaram e ele sibilou: Você é arrogante. E o rosto estava enrugado e envelhecido sob os longos e ca cheados cabelos grisalhos. parou. Depois. Hawkin disse ao ar vazio: Mestre? De repente. Era sem palavras e soava no vento: um resmungo fraco e agudo com compassos ou me lodia indefinida. como se contivesse o mundo inteiro. Você não vai me convencer com truques tolos como este. nesta hora. Will respondeu: Eu não a vejo. menos da contemplação daquilo que poderia estar próximo de acontecer. ele soube que as Trevas tinham seus próprios meios para colocar um Anc ião fora do Tempo por algum momento. . ela desapareceu completamente. Mas a figura dentro do casaco não era mais hábil e ágil. os séculos que açoitaram Hawkin deixaram apenas seus olho s cintilantes e atentos inalterados. e ele foi deixado. Olhando-o. perto do tronco da enorme faia. e não se ouvia mais nada. caso precisassem de algum momento para conclu ir sua própria magia. totalmente fascinada a ponto de ser incapaz de fazer qualquer coisa além de olhar para aquele pedacinho de árvore. Deste modo. quatro riachos desciam pela colina da ilha. Moveu-se para tocá-la e. Sua irmã Mary está aqui. pois embora lhe fosse mostr ada a aparência da menina. arrancando seus pensamentos da direção que tomava. na observação do mod o como as sombras e o vazio desenhavam alguns traços sobre o caminho de neve perto de seus pés. fará. encontrava -se um homem que parecia ser Hawkin. Então. tirando sua ate nção de tudo. era menor. neste lugar. E novamente parou. Ele o fitou por muito tempo e seus olhos se moviam repetida e gradualmente pelo minúsculo graveto. Mas estava vazia como antes. Hawkin ainda estava vestido com seu casaco ver de de veludo que ainda mantinha a aparência de novo. E aqueles olhos fitavam Will agora com fria hostilidade. Lã estava ela sobre a neve. Afastado da neve. dividindo-a em quatro quartos. aos pés de uma árvore enorme. De fato. Ancião. Pessoas como vocês são boas em arriscar a vida dos outros. Eu ainda não acredito que ela esteja aqui. o Cavaleiro. olhando de um ponto de gelo branco aq ui para um buraco escuro ali. Ele disse friamente: Ela não está aqui.

Montada sobre ele estava Mary. muitas coisas.. Havia apenas um leve lampejo de fúria na voz. a grande b esta negra de olhos ferozes. Will se mexeu com trist eza. Garoto. em seguida. você tratará sim com o mensag eiro das Trevas. o velho Hawkin que não seria abatido. ele tinha contr ole sobre si mesmo agora que não era mais o errante Andarilho. O Cavaleiro. Ela se inclinou sobre o pescoço do animal e pegou a açúcar imaginário das mãos do Cavaleiro. deu meia-volta na direção de onde vieram e galopou para longe. imóvel ao lado da faia. mas se dividia. Isto é bem óbvio disse Will. na margem da ilha. Ele se vestia novamente de preto. Antes que isto aconteça. para a Câmara dos Comuns ali vazia e gritou: Mestre! Depois novamente. Você optou pela traição. Eu não tratarei nad O rosto de Hawkin se contorcia enquanto ele fitava venenosamente o menino. a árvor e enorme situada no ponto mais alto da minúscula ilha e a figura encurvada vestida com o casaco verde ao lado de seu tronco. Q uero dizer. em se guida. Você não é nada. iluminando tenuemente a crescente água escura ao redor. e sempre vencerão. saind o de dentro da névoa escura como serpente da coluna. mas o centro tremia. Will replicou: Você é criatura das Trevas. cada parte de seu corpo gritava silenciosamente em profundo alarme. Ah. infeliz. Era enorme. Will disse Mary alegremente. ha eria? Antes nós apenas lhe diríamos para ir embora. e o animal lambeu rapidamente sua palma. Espero que ninguém tenha ficado preocupado. poderá atrair sobre si mesmo mais do que desejará ver. ele se moveu um pouco para o lado e. Sem qualquer indício no sorriso gelado. uma peça do vazio eterno das Trevas que era visível. olhando-o atentamente. Mitothin e achei que o papa i havia pedido para ele me procurar. Suponho que esteja procurando por mim disse Mary. mas as roupas eram inesperadamente modernas um pesado casaco preto de couro de jumento e calças pretas rústicas de brim . meu caro amig o. quando fui procurar Max.. não haveria uma coisa como as Trevas. Em ambas as extremi dades. Olá. Olá. não acha? E estendeu as mãos. avistou a égua branca da Luz. estendeu as€pedrinhas ao lado da boca do garanhão. obrigada disse Mary ansiosamente. acompanhado das sinistras sobrancelhas franzidas em sua face. parecia largo e sólido. Mas era o velho. obviamente estaria tudo bem. Para um verme que se arrastou para o outro l ado? Nunca! Ele viu os punhos do homenzinho se fecharem brevemente na bainha do casaco verde de veludo. mas parte das Treva s. É um cavalo incrível. Eu apenas saí para cavalgar um pouco. Em seguida. E as Trevas sempre virão. resf olegando suavemente. nós temos sua irmã. seu sorriso se estendia mais um po . Mary. aguardando.Você pode ver disse Hawkin. Isso mesmo disse ela. Eu acho que ele merece. dê-me os Signos. sobre as quais você e seus mestres não têm nenhum controle. depois olhou na direção de Will como se estivesse se comunicand o e. Senão. ele se agitava de um lado para o outro conforme a coisa se aproximava em um tipo de dança macabra. com um grito de raiva desta vez: Mestre! Will permaneceu tranqüilo. Will olhou para a menina. Ao chegar mais pe rto da ilha. o silêncio era rompido somente pela correnteza do rio e o resmungo da iminente tempestade. O céu reluziu e rugiu.€curvando-se e ziguezagueando. cobrindo toda a ilha. olhou na direção da escuridão. De outra forma. disse em voz alta: Aqui estão algumas ped ras de açúcar para o cavalo. Dá-los a você? disse Will com desprezo. apenas por um ou dois minutos. Existem coisas que as Trevas pod em fazer. O trovão retumbou atrás da massa de nuvem negra acinzentada. depois sorriu para Wil l: um sorriso frio. e faz um dia tão agradável agora. surgia seu cavalo. e dentro dela encontrava-se o Cavaleiro Negro. O pilar negro balançava diante dele. um ro damoinho em incrível velocidade emergindo entre a terra e o céu. Mary sorriu radiant e. O que surgiu veio t otalmente silencioso. encontrei o sr. Agora. bem. Aquele espectro negro era um bur aco no mundo. A névoa girando silencios a não se alterava. Ele permaneceu na névoa agitando os braços e meneando a cabeça. alguma coisa aconteceu. Como pode ver. elas quebrarão toda resistência até virar nada.. Nada se ouvia. uma coluna de névoa negra como um tornado. vazias. Will não conseguiu evitar e retrocedeu al guns passos. Em segundos. Ela ergueu a cabeça e cheirou o ar. quase invisível na neve. crescia alongado e depois aume ntava sua espessura novamente. Isso não é bom? O Cavaleiro Negro ainda perscrutava o menino.. Hawkin sorriu e disse baixinho: Mas elas nunca irão embora. E foi tão b om sair para cavalgar. Enquanto isso.

Will soube que não estava mais sozinho. Mesmo pular neste volumoso Tâmisa.. é claro. Pois eu tenho s a irmã. Seu grande e nobre Livro lhe ensinou que eu não posso ferir aqueles que têm o sangue de um Ancião. Mas as Trevas não perseguem as sombras disse o Cavaleiro suavemente. Mitothin. você continua impotente afirmou. Ele abriu a palma da mão zombando de Mary. É proibido. a incredulidade e a raiva em sua face foram mistu radas com um tipo de respeito maligno. um círculo cortado por uma cruz. Bobagem declarou lacônico. Mas ele o fez no Signo da Luz. Chegou a hora para a barganha. o visitante de seu pai. com símbolos rúnicos gravados na tampa. Dominada pelas marcas do Encantamento Antigo de Lir. Cavaleiro. as Trevas não pod em usar nada naquele formato para seu próprio benefício. que foi esc rito há muito tempo em certo anel e depois perdido. Po r causa de tudo o que deve acontecer. Will olhou pensativo para ele e disse: Os mestres da Luz não fazem nada sem um mot ivo. no meu nascimento. Ele sorriu novamente para Will que o olhou de volta.. Ele olhava para o Cavaleiro e continuou dizendo: Eu acho que você está blefando comi go novamente. por exemplo. para impedir que as Trevas se rebelem. e Will avistou uma caixinha branca . e que deveria ser o discurso de encantamento .. Dê-me os Si gnos. sob este encantamento. O Cavaleiro fechou a caixinha branca e a guardou em seu bolso. sr. Mitothin. Relapso. Como sua mãe. tão esta banada. Por causa da Luz. o Cavaleiro olhou-o. Porém. A m aldade brilhava de novo em seus olhos.. Embora o motivo não seja revelado durante anos e anos. Will tomou o fôlego mais profundo de sua vida e o expirou lentamente. Hã onze anos. Veja! Ele moveu rapidamente a caixinha aberta. Eu sei. ele se virou para o cavalo negro e p ara Mary e clamou algumas palavras em uma linguagem que Will poderia imaginar.. O Cavaleiro estendeu a mão. Ancião disse o Cavaleiro. Sr. impotente para socorrê-la. O Cavaleiro o olhou com ódio. Por um longo momento. sabe? É tão simples persuadir as pessoas a certas situações nas quais elas mesmos se acidentam. E. Os olhos azuis penetrantes fitavam Will em total incredulidade. eu tenho sua irmã presa por magia to têmica. Mas não lhe darei os Signos. para dizer: Não. Will Stanton. quando éramos menos sofisticados. o menin o fitou a face semi-acordada e feliz de Mary e se condoeu por ela se encontrar n aquela€posição. era possível. Aqui eu a tenho. enrolada com uma frágil linha de ouro. Mitothin. seu mestre tão relapso.uco. E como você sabe muito bem. Mas uma voz silenciosa ecoou em sua mente: Não por sua causa. mas olhe para ela. Então. você e aquele artesão simplório do seu pai e Lyon. com ódio. trabalhar a magia mesmo por meio do chão que os pés de um homem haviam pisado.. livre para ajudá-lo se fosse nec essário. Existem partes d o ofício que pessoas como você negligenciam. e Will viu em seu interior uma peça de ma deira delicadamente esculpida. ele se lembrou do único ornamento que estivera faltando da coleção talhada pelo fazen deiro Dawson e presenteada por ele à família Stanton lembrou-se também do cabelo doura do que o sr. Ou por onde sua sombra tivesse passado acrescentou Will. Tudo por minha causa. E não há nada que possa fazer para salvá-la. Um signo de nascimento e um cabelo são totens excelentes disse o Cavaleiro. Você deveria ter olhado o anel d e sua mãe mais de perto. e você mesmo preso nela também.. agora longe do enorme pilar negro de névoa no qual havia permanecido. € E um Ancião não tem signo de nascimento disse Will. em seguida. Mas você sabe o que eu far ei? Sim respondeu Will. Cavaleiro Negro do cavalo negro. exceto entregando-me os Signos. Ele viu um lampejo de incerteza sobre o rosto determinado. Ele pensava: e tudo porque ela é minha irmã. tinha por casual delicadeza retir ado da manga da roupa de Mary. e visto que o Cavale iro estava ali.. então tal vez você pudesse usá-lo para me prender em seu seus poderes. Consternado. numa onda de alegria. Assombro era uma emoção que o Cavaleiro Negro tinha esquecido há muito tempo. feita de um vidro translúcido de gelo. como era a tradição. sua voz nasal e acentuada soava suaveme nte triunfante. Ela fará qualquer coisa que eu sugerir. Nos di as antigos. o fazendeiro Dawson da Luz esculpiu certo signo para mim. e se ele tivesse feito o signo com a letra do meu nome. p elo frio infligido aos seus ossos. Merriman estaria perto novamente.

Logo apareceu. Will recuou ao avistá-lo. Na metade de sua subida. em segurança : Will dificilmente conseguiu perceber a forma esbelta de Merriman. Will avistou o Castelo de Windsor delineado em tom escuro contra o céu limpo. até que não restava mais nada da ilha além do enorme barco em um último círculo de terra. Mas logo perde u o equilíbrio e caiu. e imperceptivelmente o rio se deslocou. ela tom bou na neve molhada e macia às suas margens. depois. a tempestade começou. um enorme raio de um relâmpago surgiu na tempestade que se amontoava agora quase no alto. minguando até não haver mais nada. emitindo um som agudo. atrás dele. tão comprida quanto a ilha. queimando em chamas imensas. a enorme faia estava h abilidosamente partida ao meio. e todo o mundo g irou flamejante em volta de sua cabeça. ele€ se contorceu estranhamente. Era dourada. empinando no ar. e um estrondo gigantesco de um trovão se fez ouvir além do raio e do estrondo. em vez de cair no rio. O menino se virou. mas. e correu adiante. O pedestal era sua proa. As madeiras das quais foi construído sobrepunham-se umas às outr as como as pranchas de uma cerca. e mantinha um tesouro empilhado ao redor em volu . despedaçando-se e afundando no rio. Will pensou que iria desmaiar quando a viu rodopiando no ar : o risco que assumira acabaria em desastre. O cavalo sacudiu a cabeça. No lugar. Relâmpagos cegavam seus olhos. agoniado pelo risco que estava a ssumindo. Will podia ver todo o cervo agora. e se ergueu no ar sobre o Tâmisa.das Trevas. pesadas e largas. Acima dele. ergueu-se no outro lado em outra altura. De repente. avistou a coisa mais estranha de todas. A própria ilha estava muda ndo. M as não se via o mastro. No centro havia um tipo de cabine que fazia o barco quase parecer com a Arca de Noé. um p onto dourado reluzente. um gran de risco luminoso cortou a ilha na direção de Mary. à sua volta. deixando as vigas dos cantos e o teto como um dossel. escutou um rangido e um estalo bem próximo dali. mas ela já não se encontrava em lugar nenhum onde pudesse ser vista na terrível tempes tade. através do canto em seus atordoados ouvidos. Não se tratava de uma estrutura concluída. o formato rústico da cabeça de um cervo. com a feliz e descuidada Mary agarrada à sua crina e gorgolejando numa gargalhada. erguido desta vez por um tipo de rolo. embaixo do dossel. Nunca tinha visto um barco como aquele. e os cabelos louros de Mary voando onde e le a havia mantido era segurança. A figura masculina estava muito quieta. encontravam-se espaços para as diversas fileiras d e remadores. uma forma horizontal muit o longa. raramente usado em voz alta. e ele percebeu com espanto que a impetuosa corrente dos quatro riachos da ilha diminuía cada vez mais . revelando dent es brancos. por um instante. O cavalo negro relinchou. Olhou temeroso para a coluna negra das Trevas. e com todas as possibilidades invocou o poder da Luz para que viesse s ocorrê-lo. Will ficou observando. vestido com capa e capuz sobre a égua branca da Luz. saltitante. com uma espada e um escudo depositados ao lado. O animal cavalgou até o banco de neve que margeava o rio e parou. E. e tudo o mais de estranho que estava acontecendo levou o pensamento em rel ação às Trevas para bem longe da mente de Will. reluzindo mesmo sob uma luz tênue. Will segurou firmemente os Signos em seu cinto. O Cavaleiro Negro praguejou brutalmen te. com um último monte de neve ao redor. enquanto. Outras par tes ficaram visíveis. surgiu um curioso pedestal curvado sobre o qual o objeto fi cou. a neve e a terra deslizavam e se embolavam no r evolto Tâmisa. Então. e Mary grilou aterrorizada. encontrava-se um rei deitad o. Então. por todo o comprimento da embarcação. A terra balançou. Will compreendeu que estava olhando para um barco. e o cervo sua carranca. uma imagem dourada e boni ta. como se para saltar para longe. Antes que chegasse a dar meio passo. mantendo-se agora s obre a borda de uma terra coberta por um monte de neve deixada pelos riachos des aparecidos. Ele nunca a alcançou. bufando. os trovões retumbavam em sua cabeça. do que havia sido o pico mais alto da ilha. E dentro. agarrando-se loucamente no pescoço do animal. enquanto a terra e a neve se desmanchavam. Pois não foi somente as árvores que se partiram e racharam. chifr es que se erguiam alto. parecia feito de carvalho. Estarrecido. Will olhava sem fala. alcançando a menina de modo que em um instante ela não se encontrava mais lá: havia sido levada para longe. o menino avançou naquela direção. Em seguida. Atrás dele. Algo estava eme rgindo da ilha. as laterais pareciam ter sido removidas.

mas seria pó.. esperando. hesitante. balançou um pouco. ele vestia uma capa azul escura. apoiando-se firmemente na extremidade m ais alta do barco. ele está morto. as vestes entrelaçadas e as jóias de ouro esmaltadas. quase aper tadas. o Descobridor dos Signos. O resplendor do objeto era causado pela iridiscênc ia de uma madrepérola. É o Signo. em seguida apontou na direção oposta. para a face pálida parcialmente oculta da pelo elmo. que o volume das águas do Tâmisa tinha au mentado ainda mais enquanto não estivera observando. Muito bem. Will disse ele. nos precisamos partir. ondas e nuvens e coisas do mar. Pegue-o. Mas. de repente e inesperadamente. ele afrouxou a ext remidade do cinto e deslizou o Signo da Água para guardá-lo. e o cavalo branco saiu rapidamente de seu cami nho. Bastante relutante. A égua empinou em sua direção. os chifres de beber reluzentes como ouro e as pilhas de adornos. o grande escudo de bronze e ferro. de todos os arco-íris. a espuma da água do rio rodeava suas per nas robustas. da mesma maneira como acontec ia no momento encantado em que ouvia aquela música atordoante. Precisava sabe r onde colocava os pés. encrespado por uma pesada imagem de prata formada pelo longo focinho de um animal que Will imagina va ser um javali selvagem. A preocupação se acentuava na voz dele. ? Este é um dos mais antigos informou Merriman. Will cambaleou para o lado do grande barco e aproximou-se do rei. O resto dele já se foi além do Tempo. o encantamento se foi. observando. A voz de Merriman soou suave e próxima: Will engoliu seco. cloasonadas e filigranada. um murmúrio da música que lhe era famil iar sussurrou em seus ouvidos e logo desapareceu. Assim que Will viu o objeto d e mais perto. e então estendeu a mão reverencialmente para retirar o Signo. É lindo disse o menino. e destinado a você. O ornamento encontrado nas mãos imóveis do rei tinha o formato de um círculo quartejado por uma cruz. Sem dúvida era o Signo da Água: o último dos Seis Grandes Signos. O homem não portava uma coroa. E chamavam silencios amente por Will. para que permanecesse p róximo ao reluzente Signo de Fogo. e. Sim. Nenhum homem inferior poderia merecer as louças de prata e saco s de jóias. Se não fosse o Signo. pequeno e cintilante. a luz dançava sobre o objeto enquanto el e dançava sobre a água. avistou sobre a amurada do barco algo que não tinha percebido antes. era evidente que se tratava d o corpo de um rei. a aparência dele é a da morte. Will inclinou-se pelo ataúde e pegou o Signo da Água das mãos frias. com seu cabelo branco revolto descoberto. Era outro ornamento. eles perderam o poder sobre Mary para sempre. Lá. Venha. Mas ele teria que tocar a mão do rei falecido. Num impulso Will se ajoelhou na neve e abaixou a cabeça em reverência. e. mesmo sem a coroa. Por um momento..mosas quantidades reluzentes. Mas. as cavidades de seu rosto magro estavam sombrias pela tensão. ele continuou olhando para baixo. recompo ndo-se. Ele ficou aqui em seu solo sepulcral por mil e quinhentos anos. Em qu alquer outra noite do ano. Assim. produzido em vidro iridescente. mantidas tranqüilamente cruzadas sobre seu peito. O barco inclinou e osc ilou.. de algum lugar distante. permanecendo próximo dali. Will. enguias e peixes. Quando olhou para cima novamente. ou esmagaria os delicados trabalhos de couro gravados. ficou imóvel como uma pedra. cambaleando para o lado. mas o regozijo brilhava em seus olho s. ele havia visto Will se agarrar bruscamente em uma viga quando o barco enorme. um elmo enorme com gravações cobria a cabeça e a maior parte de seu rosto. . gravado com s erpentes. Will estremeceu e recuou. E o mais poderoso. A água batia ao redor do barco e quase o fazia flutuar. ele não estaria aqui. sentado sobre a égua branca. O menino voltou-se para a late ral do barco. Agora que o tem .. estava Merriman. e ela estava mais fria do que qualquer pedr a. resfolegando uma saudação. Mas ê errado tomar o tributo dos mortos. Em vez disso. ao lado. A embarcação endireitou. Will fitava o Signo em suas mãos. desde então. O rei morto agora não descansaria mais por muito tempo na terra que havia sido certa vez uma ilha. deu um solavanc o para um lado. a ornamentada bainha. Will viu. do morto. flutuando totalmente agora. ele não e staria aqui para dá-lo a você. O rei segurava alguma coisa em suas mãos. Não hã necessidade de temê-lo. Will foi erguido so bre o cavalo branco da Luz e colocado à frente de Merriman.

Somente os A nciãos e alguns poucos homens. com um movimento de sua mão. ele saberia que seu ímpeto de maldade fe z nada mais do que criar um fim apropriado e digno para aquele grandioso barco. passando a pata na neve. movendo-se muito rápido. roçando a espuma da água. para em seguida cr uzar o Tâmisa para o lado onde Buckinghamshire terminava e Berkshire começava. pois sabem que é tarde demais. e da proa até a popa do barco do rei via-se delineado o fogo ardente. Mas por um bom tempo depois disso. Um foi escavado no último século perto de Taplow e destruído no processo. um facho extraordinário de luz azul surgiu velozmente do leste. no passado. mas a nau não foi enterrada. seu peso a mantinha firme mesmo sobre a água revol ta. A Era das Trevas. Will cedeu a um choro sem palavras pelo choque. Um rei inglês. A CAÇADA ARRASADORA€ Venha disse Merriman . em direção ao mar. descendo o maior rio da Inglaterra. não podemos perder mais tempo! A égua branca deu meia-volta t mando o caminho do rio e empinou no ar. Porém Will ainda se esforçava para observar o longo barco. predizer o que as Trevas farão. Will observava o brilho da luz do cervo dourado da proa. não vinha do céu tempe stuoso. E o último era o maior dos barcos. entre suas armas e reluzentes tributos. Os homens do rei lançavam fogo sobre o barco e o enviava queima ndo sozinho pelo mar. um tempo sombrio para o mundo. pois já tinha encontrado o equilíbrio. destinado a nunca ser encontrado pelos homens. E ele foi sepultado em um barco. fazendo u ma ponte entre o céu e a terra um rodamoinho silencioso no brilho do barco em cham as. Silenciosamente. Outro era este barco da Luz. agor a e novamente. Havia três grandes barcos de sepultamen to perto dessa sua região do Tâmisa. . Se o Cavaleiro parasse para pensar. E acertou o barco. o misterioso rei continuaria na dign idade imutável. Will disse: Mas o rei e todas aquelas coisas lindas. onde quer que estivessem. Atrás de Will. mantiveram viva a Luz .Rangendo e chacoalhando. a voz profunda e forte de Merriman dizia: Eles descontam o rancor que sentem. a capa movia-se ao redor de Will pela ação da ventania. com seus pertences mais esplêndidos ao redor.. impe tuosas chamas irromperam pelo rio volumoso e por suas margens brancas e íngremes. deixando de olhar finalmente para a s chamas ardentes.. enquanto o grande barco se afastava correnteza ab aixo. Eu acho que não usaremos seu nome. recebeu corretamente este nome quando os Cavaleiros Negros cavalgavam sem obstáculo por nossa terra. E os seguia. mas de algum lugar atrás da Câmara. Ele percebeu num vislumbre através da movimentação da capa azul de M erriman a grande coluna do tornado das Trevas. é o que nosso rei do Último Signo está fazendo agora: velejando no fogo e na água para seu longo de scanso. e alguma coisa de sua ten são parecia afetar tanto o cavalo quanto o mestre. Quando o pai de seu rei faleceu. Naquele momento. porém maior do que antes. A embarcação er a muito larga para ser vencida. olhe. Salto u numa velocidade desesperadora e ainda assim Merriman continuou a instigá-la. E que descanse em paz disse Will suavemente. É muito fácil. da Era das Trevas. E isso. Will. ele foi colocado em uma embarcação da mesma maneira . Não era a ssim que se fazia. Ele tinha uma parte Viking disse Merriman. e este eles nunca encontraram e talvez nunca encontrem. Merriman se interrompeu abruptamente e. e a égua branca mexeu-se perturbada. e Will teria o último lampej o da face pálida como uma máscara. como os Vikings. O vento soprava fortemente do leste e o açoitava. do maior rei de to dos. Ele permanece em pa z. ainda avistavam o resplendor do barco em chamas iluminando uma parte do céu escuro e tempestuoso. Então. cercando-os como se ele e Merriman estivessem isolados em um a grande tenda azul. Wil l sabia o motivo. Will disse sobre os ombros: Quem era ele? Percebia-se um profundo respeito no rosto de Merriman enquanto ele olhava o barc o se afastando. o enorme barco deslizou pelo volumoso Tâmisa. uma pira extraordinária velejando. Eles pararam. nobres e corajosos como este. a égua branc a se virou pronta para saltar para longe do rio em direção ao sul.

em seu clarão. Will percebeu que ela não mai s respondia aos comandos de Merriman. Ela resfolegou e bateu as patas no chão. consegui a identificar a forma de um solitário carvalho estendendo os galhos enormes de seu tronco extraordinariamente pequeno. Diferente da maioria das árvores à vista. passaram por telhados. lentamente onde se espera que Heme. cheirando o ar. a Caçada terá uma presa. bem baixinho: A égua branca deve encontrar o Caçador. A égu a inclinou a cabeça. hoje à noite. Merriman disse: Uma Velha Estrada cerca o Grande Parque. r odopiando e pairando entre o céu e a terra. É onde es amos? O grande carvalho no Grande Parque onde. eles terão tudo de que precisam para erguer seu poder.Ele está em seu auge gritou Merriman em seu ouvido o mais alto possível. minha amiga disse Merriman. Will disse para si mesmo. Merriman tocou seu ombro e com desembaraço deslizaram rapidamente para o solo. árvores. Relâmpagos cortavam o céu a esquerda de Will. a Caçada começa. Seres de sua espécie se e ncontravam por ali. cavalgue n a véspera da Décima Segunda Noite? Então. passaram por casas. A grande coluna negra os perseguia.Vá. chaminés. Ele engoliu seco. mas nunca longe do solo. e saindo novamente pela terra descampada. A égua branca avistou a sombra ao mesmo tempo. Neste momento eles farão todo esforço p ara conseguir. havia carvalhos e faias isolados e grandiosos nos campos aber tos. em algum lugar. na velocidade do vento. Você tem os Seis Signos. arremessando-se de nuvens enormes. os cascos pisavam sobre montes de neve. E continuaram galopando. ele c arregava a maior quantidade de neve remanescente. começava a sentir que não estavam mais sozinhos. depois dos pinheiros pesados de neve. a lua crescente navegava alta através das nuvens e desaparecia novamente. de m aneira mais deliberada do que antes. devemos estar no Great Park. é claro respondeu Will. hoje à noite. Os ventos pareciam partir o céu ao m eio. . Will pôde ver a massa esc ura do Castelo de Windsor surgindo alto e próximo.. cerca s vivas. mas seguia um profundo impulso próprio. Ele conhecia a lenda local desde sua infância. mas povoada por cria turas. Na luz intermitente. E Merriman confirmou: É claro. Além disso. O pi lar negro das Trevas surgiu movendo-se rapidamente na direção deles. ouvira aquele grito estranho e alto no céu. A égua branca diminuiu o passo. e com os Senhores das Trevas cavalgando ao seu ombro como uma nuvem escura em rodamoinho. lojas e por pessoas inconscientes d a presença deles. movendo-se de um lado para o outro. e a égua saiu trotando ansiosamente na direção do enor me e solitário carvalho e da misteriosa sombra imóvel sob a árvore frondosa. Como ele não pensou nisso? Por que a Magia lhe ensinara tudo men os isto? Ele prosseguiu.. e avistava-se uma sombra ao la do de seu tronco. ele virou-se temerosamente para Merriman: He me? Irei preparar a Caçada havia dito Velho George. o Caçador. no Parque todo arborizado.. Will se esforçava para ver adiante através da escuridão. Já.. A égua branca se ergueu novamente. A égua branca trotava sobre a nev e novamente. Merriman disse em seu s ouvidos: Você conhece o Carvalho de Heme? Sim. Relâmpagos iluminavam ao redor deles novamente.. as nuvens rugiam e troavam. E visto que você desempenhou bem sua parte. e bosques densos se dividiam pelos caminhos longos e retos. A criatur a a quem pertencia aquela sombra possuía imenso poder e Will estremeceu ao senti-l . mas agora havia mais. mas ele s ainda não foram unidos uns com os outros. mas ainda q uase inaudível em vista do crescente uivo do vento.. cruzaram campos. E ele sentia aind a que a massa cinzenta do céu não estava mais vazia e sem vida. nem das Trevas nem da Luz. e. Eles levarão certo tempo para encontrar os rastros depois disto. Havia árvores por toda p arte abaixo agora. ajuntandose e separando-se. e nela e através dela cavalgava o Cavaleiro Negro montando seu cavalo de mandíbulas como fogo. Ao mesmo tempo. e o céu rugia. neve derretida e gelo. e Will colocou a mão sobre o pescoço firme e lustroso do animal. por duas vezes. detentores de grande poder. Os relâmpagos dançavam em seis lugares ao mesmo tempo.. depois parou. Certamente eles galopavam em um daqueles caminhos agora. Se as Trevas o pegarem agora. lutando contra a enxurrada.. do tamanho de um homem. pela p rimeira vez em mais de mil anos. instigando-o com a espora atrás d eles. e Will olhou para baixo. o caminho através do Vale do Caçador. Ele pensava: se aquele for o ca stelo.

os Anciãos o retiraram das águas no tempo apropriado. Os chifres continuavam firmes e imponentes. Não podia ser.. al go que fazia alguém se sentir desnecessário. olhava para a curiosa forma arre dondada. logo passou. A Lua recuou para trás das nuvens e por um tempo não houve luz. seja lá o que fosse. Desnecessário era a palavra errada. entende.. e ele pôde ver a e norme silhueta de Pollux. esperando. Fitando os olhos do Caçador. A água o tro uxe em segurança. em todo caso: ele tinha uma tarefa a cumprir. o focinho tocou gentilmente seu ombro. até que o grande animal se aproximasse. atraiu seu olhar para o lado para poder ver adequadamente a cabeça. E podia ter um vislumbre da cor branca da égua. Olhava atento para o menino com olhos profundos e inescrutáveis. Ele ficou imóvel. a enorme máscara com chifres que acabara de entregar ao Caçador para que a c olocasse. e pela última também. Naquele momen to. entretanto. Will engoliu seco. a Lua surgiu clara novamente. pequeno. um som surgiu na escuridão: o resmungo de saudação da égua branca. adormeceu em um velho celeiro e leve um sonho tão curioso que ela já está esquecendo. ele andou firmemente na direção da sombra do imenso carvalho. insignificante. na tonalidade amarelo-dou rado. Will percebeu que eles tinham o mesmo f ormato dos chifres do cervo dourado. movia-s e inexoravelmente na direção de Will. embo ra não tão pesado. Quando colocou suas mãos sobre o embrul ho. que George segurava diante dele. Ela se perdeu. ou viu do céu aquele estranho grito começar novamente e. somente uma vez. Velho George não respondeu e se inclinou para baixo na direção de Merriman. mas a i luminação tênue do céu alterou o perfil da figura montada sobre seu dorso. Ele se endireitou. e Will. Will aquiesceu com gratidão e sorriu. com dificuldade para se lembra r de um encantamento. ele retirou o que l he cobria. Ele não via o rosto. Ele recuou. estava embrulhado num saco. mo vendo-se gentilmente em reconhecimento. A figura sobre o animal se curvou na direção de Will. qual seria o objetivo? Um trovão retumbou novamente. sentado altaneiro sobre o paciente Pollux você deve le vá-lo ao Caçador. um gemido profundo soou das árvores ao lado dele s. Erguendo seu fardo como uma coisa normal. Entregue-o para o garoto. quando Will se virou ao redor. Como se sobrepondo a uma melodia. Atrás dele. Um Ancião não tinha nada a temer no mundo. A égua branca. Mas era tudo o que avistava. eles não viam nada se mexer embaixo da árvore. A luz da Lua brilhava agora clara sobre sua cabeça. Nas imediações da árvore. pareces se tão leve. o vel ho abaixou-lhe o fardo misterioso. garoto disse Velho George. e por um momento seus olhos foram ofuscados quando olhou diretamente para a luz fr ia e branca. e Will des cobriu a si mesmo fitando os olhos estranhos e fulvos. indagando -se. a voz de Merriman soou profunda nas sombras: Mas é claro que é. na penumbra. . nada. a carranca do navio do rei morto. Porém hav ia algo tão estranho e bárbaro em relação àquela figura embaixo do gigantesco carvalho. e a cabeça sinistra de carnaval que era metade homem metade animal emer giu tão suave e alegre como se tivesse acabado de chegar de sua ilha distante. pensava incrédulo. o cavaleiro apresentava uma cabeça maior que a cabeça de um homem e possuía os chi fres de um cervo. Sua irmã já está em casa. E agora disse Velho George. desde o começo. Ele estremeceu e jogou sua capa ao redor do corpo. nervoso. Está tudo be m? Tudo vai bem disse Merriman. De repente. Era quase tão largo quanto o próprio garoto. o cavalo shire da fazenda dos Dawson. A figura do Caçador se ergueu diante dele. soube instantaneamente o que era.. ele parou. e a égua branca se moveu para longe das sombras. embora a cabeça. que em seguida caíram ao lado do corpo como se tivessem sido liberadas de um grande peso. foi até a carroça e se prontificou diante dos joelhos de George. Segurando a máscara diante de si. com Velho George montado sobre suas costas. insondáveis como os olhos de um pássaro gigante. O qu e é isso? Seu pescoço formigava só de se aproximar daquilo. Subitamente. e podia ver que ela já tinha um cavaleiro. escondida sob o que a embrulhava. carregando aquele cervo-homem monstruoso.. Então. Com um sorriso rápido e melancólico que parecia mascarar uma grande tensão. olhando para c ima.o. ao redor. jovem Ancião. apenas sent iu a máscara ser retirada de suas mãos. a Lua surgiu navegando de trás de uma nuvem.

o poder da Feiticeira verde jaz A prata na árvore. Os olhos amarelados fitaram o menino novamente. Ele ergueu a cabeça e com uma trompa clamou ao céu o que deveria ser o sinal emitido pelo organizador da caçada para chamar os cãe s perseguidores. disse: Os Signos. Madeira. sua voz suave era quase um cant o. e um deve sozinho continuar.Mas a cabeça era real. O Caçador os examinou com o olhar e cur vou a cabeça. balançando os sinos como os cães farejadores fazem quando estão começando a rastrear. Os olhos dourados piscaram: um piscar de olhos proposital dos cílios fortes de uma coruja. toda a fo . como fantasmas sob a meia-lu z. e a boca esculpida sobre a barba macia se separou em um rápido sorriso. Aquele que dorme em paz€ Perdido embaixo do mar. E Will viu que era isso mesmo. A harpa de ouro. ele era metade animal. mas isto era a natureza das coisas. O som para atiçar os cães parecia aumentar cada vez mais. e. quando um cão imenso e prateado atravess ou o caminho a passos largos para olhá-lo de relance com uma curiosidade tão casual como se o menino fosse um galho caído. alardeando. um fogo gelado surgindo em seu olhar e trazendo as expressõe s cruéis de volta ao seu rosto. Quando a ergueu de novo. água. abstratos. saltando pelo chão e no ar. madeira das chamas€ Água do degelo. bronze depois de muito carregar. fogo no círculo de velas. ressoando por todo o céu e. Olhava para baixo. seis devem fazê-la recuar. fogo e pedra. mas não o via agora. não era a boca de um Ancião. atrás de toda sombr a ou árvore e de toda nuvem. no mesmo momento. Então ele reuniu seus cães perseguidores com um toque de recolhimento. até que sua silhueta medonha fosse vista sob a Lua e as nuven s de tempestade silenciosas e baixas. Um turbilhão de latidos insistentes se ergueu d os cães brancos enfurecidos. mas algo vivo. e as orelhas vermelhas ficavam bem esticadas para cima em um afã ter rível. o graal não mais estará. pois de vários lugares do Parque. eles sequer atentavam para a prese nça dos Anciãos ou qualquer outra coisa além de Heme em sua égua branca. o menée. Ao redor de Heme e da égua branca. quase uma entoação de palavras que Will já havia ouvido antes. todos devem achar. o fogo na montanha deverá encontrar Tocada para despertar o mais velho dos velhos. Will se atrapalhou com a fivela e ergueu os seis círculos no alto sob a luz do luar. Os olhos vermelhos na cabeça toda branca eram como chamas. com a voz semelhante de um sino tenor. deu meia-volta com a grande égua branca. Seis Signos formam o círculo. Quando as Trevas se rebelarem. Suas orelhas er am vermelhas. Heme. ferro. preencher o céu e surgir de milhares de gargantas ao mesmo tempo. ma s havia outras expressões ao redor também. Aquela boca perturbava o menino.€ Três do círculo. Ela podia sorrir como um amigo. surgiu um infindável número de cães de caça. o Caçador. Pedra sem a música. eles latiam e chacoalhavam o guizo. lentamente. No entanto Will enxergava a crueldade agora como a violência inevitável da natureza. saltando. De fato. seus olhos eram vermelhos. com os olhos amar elados na face que não era mais uma máscara. Ancião. a luz da Lua cintilou sobre a textura aveludada. indo para longe de Will e do solitário carvalho. Mas ele também não parou nos versos que Will esperava. eles se torna ram frios. eram criaturas horríveis. três da trilha. e o Caçador gargalhou suavemente. mostre-me os Signos. e. Onde no rosto de Merriman continham marca s de tristeza e raiva. Não se tratava de maldade o fato de que a Luz e os servos da Luz sempre perseguiriam as Trevas. o rosto do homem que os portava estava totalmente voltado para Will. a luz no final. Cinco retornarão. no do Caçador dizia respeito à crueldade e a um impulso impie doso de vingança. Os chifres negros de Heme se cur varam para cima diante de Will. antes prosseguiu. Sem tirar os olhos da figura altaneira. bronze. para Will. Ferro para o aniversário. Will recuou inv oluntariamente logo que passaram por ele. Eram animais enormes e brancos. de modo que Will não tentou imaginar o que seria caçado por cães como aqueles. um som qu e envia uma matilha atrás de sangue. Em seguida e ao mesmo tempo o homem de chifres enrijeceu e seus chifres enormes apontavam o caminho como fazem os cães de caça. como um mar de espuma manchada de vermelho. esbarrando-se e correndo juntos.

cavalgando naquela direção. o imens o garanhão espumava erguendo as patas dianteiras com o Cavaleiro Negro em seu dors o: seus olhos eram dois pontos brilhantes de fogo azul. Enquanto puxava as rédeas. como uma estátua escura sem feições aparentes. milhares de uivos. permanecendo lá como um manto descartado. um objeto pequeno e escuro que caía lânguido e frouxo no chão. No auge de seus poderes agora. o Cavaleiro parecia perseguir alguma coisa impacientemente de s ua sela. Will invocava em vão todo o encantamento de defesa ao seu comando e sabia que suas mãos eram incapazes de se mover até os Signos para irem em seu socorro. As Trevas foram. uma imensa crista branca no rompante da tempestade. infindáveis. E Heme e seus cães perseguidores caçam su . Então a tempestade e a impiedosa Caçada Indômita investiram contra o Cavaleiro. E v iu uma cena como nunca havia visto antes e que não voltaria a ver. a consciência da derrota. como um rio largo e branco que verte a Matilha do Alarido.. O céu ficara claro com a presença deles q ue preenchiam o horizonte ocidental. O homem de chifres e olhos amarelados cavalgava rind o aterrorizantemente. naquele momento. Ele não ousava usar aquelas palavras. mais alto ficava. desesperado. a lua crescente prateada foi deixada f lutuando no céu manchado com pequenas nuvens remanescentes. Metade do céu est ava denso e tenebroso por causa da ira silenciosa das Trevas e seu tornado de po der. Nada pode desafiar a Caçada Indômita. vindo do oeste com a velocida de das pedras quando caem. e ele abriu os olhos. e f echou os olhos. Quanto mais próximo. gritando o Fora! que incitava ainda mais os cães perseguidor es à caça. Não havia tempo para temer. os Cães da Perdição.. emergia Heme e a Caçada Indômita. rompendo a barreira que as mantinham afastadas. fugindo sobre o Parque. Will estava sozinho. desaparecendo o último dos sons da caçada e.rça da tempestade irrompeu impetuosamente. Acabou? Will perguntou: Mais ou menos respondeu Merriman. apagando da mente todo o som da tempestade. Ele ca valgou para o alto em seu refúgio negro. ocultado pelo capuz. como a travessia de muitos gansos migradores em uma noite de outono. Ele instigou seu cavalo com a es pora de maneira tão violenta que seu garanhão negro ao trotar quase tombou. e ainda continuavam chegando. E a imensa coluna diante dele se apressava para engolfá-lo com toda a fo rça monstruosa das Trevas reunida em sua névoa desfigurada e. sacudindo-se como uma serpente em agonia. E ao redor deles e numa imensidão atrás deles. em um estrondoso clamor. pois n enhum animal comum poderia presenciar a Caçada tão de perto e sobreviver. o mesmo relincho alto e distante que se ouvia do mais alto céu. a Câmara e o Vale do Caçado r. surgiu um som muito discretamente . terrível em seu furioso roda moinho de energia e totalmente silencioso. Ao som que emitiam como um sino. as Trevas se manifestaram para Will. o tenebroso pilar em espiral caiu sobre ele. e sua égua reluzente se lançava adiante de modo que sua crina e cauda voavam também. Velho George havia recuado para as árvores junto com Pollux. com seus olhos vermelhos queimando com milhares de chamas ardentes. As Trevas foram vencidas. em rodamoinho. a magnificência das Trevas recuo u e se esquivou parecendo tremer. e que ele havia ouvido três v ezes naquele dia. O fantástico tornado das Tre vas se curvou e se contorceu. Nuvens se separaram troando pelos relâmpa gos resplandecentes que recortavam o céu enquanto Heme e a égua branca saltavam exul tantemente na arena celeste. Mas um silêncio terrível e repentino surgiu sufocante. Will avistou o Cavaleiro Negro mais uma vez. com seus cães perseguidores de olhos avermelhados des pejando-se no ar tempestuoso atrás deles como uma imensa enxurrada branca. por trás disso. mas. vestindo um capuz. finalmente. Merriman continuava exatamente com o o tinha visto. cruzando os riscos cortantes dos raios e nuvens roxas-acinzentadas. Ficou onde estava. eles surgiam rugindo da grande nuvem negra e te mpestuosa. neste enfren tamento. mas atrás deles partiu Heme e a Caçada bradando a plenos pulmões. os Perseguidores. n o alto da névoa escura: o seu rosto estava contorcido pela fúria. altivo e esbelto. em seu centro. Will respirou profundamente e olhou ao redor. c avalgando sob a tempestade. temor e maldade im placável e. sobre o Carvalho de Heme. até que fi nalmente um guincho ecoou nos céus e a coluna tempestuosa começou a se afastar numa velocidade furiosa para o norte. Mas no silêncio abafado do mundo que o envolvia. Os uivos dos cães perseguidores esvaeciam com a distância. No momento de última oportunidade desesperada. Isolando o céu e a terra.

para andar sobre a terra pelo tem po que a Luz exigisse. da próxima vez. quando ele caminhou a passos largos aproximando-se do Carvalho de Heme. Mas aqueles olhos que se voltavam para Merriman e Will estavam brilhantes. Era o Andarilho. por causa da dor. que desta vez Merriman havia esquecid o que Hawkin não era mais um homem comum.. Você fará que eu continue a viver. antes disso. Percebia-se um terrível e desolado desespero na face enrugada naquele momento.a presa até o fim. E homens não caem facilmente de al turas como estas. um olhar particularmente insondável. através de seiscentos anos. pela totalidade do círculo.. Wi ll Stanton. Ela ainda lhe pertence.. Portanto. era Hawkin. Will virou o rosto para longe. ele s estão. comum talvez não fosse a palavra certa para um homem que tinha sido usado tanto pela Luz como pelas Trevas e enviado di versas vezes através do Tempo para se tornar finalmente o Andarilho abatido pela v ida errante. e estamos mais próximos de obter a última vitória. Você sabia que isto aconteceria. Mas um homem. Merriman olhava-o. os Senhores das Trevas devem s e esconder agora.. Mas Merriman replicou: Você era Hawkin. o manto amassado que o Cavaleiro Negro deixara cair quando se v irava para fugir. Nenhum poder das Trevas ou da Luz pode tornar um homem mais do que um homem. e mortal.. de fato. ele contemplou Merriman.. no definitivo final. também. O pesar e o anseio em sua voz eram intoleráveis . E tudo por uma traição na qual caí porque eu não tinha a sagacidade de um Ancião. depois se ajoelhou ao lado da veste na ne ve.. Somente resta unir os Signos disse ele. Uma vez que a tarefa do Andarilho foi cumprida. tornou-se o Andarilho. Will espiou mais de perto e percebeu chocado que o mon te escuro não se tratava de um manto. Ofegou com dor q uando tentou mover a cabeça e o pânico se refletiu em seus olhos. Mas. Se o Cav aleiro Negro lhe disse isso. Então. antes da sombra da árvore. uma vez que qua lquer papel sobrenatural que ele deva desempenhar terá um determinado fim. todavia. A dor estava refletida neles e também a sombra de uma dor diferente relembrada.. ele mentiu. do pequeno e vaidoso homem vestido num cas aco verde de veludo. com o pior sofrimento de todos agora. O rosto pálido tremia. Hawkin. Merriman se abaixou.. Em seguida. Ainda se perguntando. aguardando pela próxima oportunidade. A face contorcida o fitava agoniado quase acreditando. torcido em um ângulo terrível. o qu e fez o rosto do menino se aquecer de regozijo. E Hawkin disse suavemente. Curiosamente. não. uma. Ancião. até os confins da Terra. Ocorreu a Will. Mas meus braços. Mas nós não o mantivemos desde então . pequena. Ele me jogou disse Hawkin. E não posso. enxergou sobre a neve. Haw kin olhava para Merriman. olhando para o rosto imóvel. minhas pernas. confuso... Estou perdido dizia ele. Nós fomos fortalecidos por ter completado sua busca. po r um momento. eu lhe dei a oportunidade para esc olher. você escolheu ouvir as promessas das Trevas e traiu a Luz pela segunda vez.. Eu posso ter meu descanso? Pode haver um fim. e falou . eu sinto a minha cabeça. se eu escolher? Todas as suas escolhas foram propriamente suas disse Merriman com tristeza. Acho que a coluna dele está quebrada. nos confins da Terra. Somente a minha ca beça. mas de um homem. sua voz falhou. E nenhu m poder das Trevas ou da Luz pode tirar seus direitos como homem. os cabelos brancos e revoltos cintilavam na luz do luar e. mas não dizia nada. A figura estava com o rosto para cima. eram os mesmos olhos alegres do começo. um espasmo de dor lampejou por seu rosto e desapare ceu. Sim sussurrou Hawkin amargurado. Merriman falou com a voz profunda e sem expressão: Aqueles que cavalgam alto com o s Senhores das Trevas devem esperar pela queda. U se bem o dom. cois a. Você impediu isso durante todo esse tempo e obrigou-me a viver através dos séculos quando eu freqüentemente desejava a morte. Hawkin aquiesceu com a cabeça. Eu sei. Depois.. dos Seis Signos e do Dom da Magia. Will seguiu. você estaria livre e poderia ter descansado para sempre.. meu filho de criação e vassalo. que traiu seu senhor e a Luz. Não. Em vez disso. e eu não a retirei. O último direito de um homem é morre r. nós estaremos muito mais fortes. El e retirou o capuz. Seu olhar voltou-se para Will. meu amigo. os olhos assombreados fixaram os de Will comunicando orgulho. Merriman olhou através do gramado coberto de neve do Grande Parque. E assim você viveu. e os olhos se abriram. Mas.

o objeto sobre o qual trabalhav a se mostrou de longe mais delicado ainda que ferraduras: uma corrente dourada. Merriman inclinou a cabeça para o som impetuoso e agitado das águas. a união deve ser realizada era uma bolha do Tempo entre as duas épocas. É a sensação daquele mundo parcial novamente€ disse Will. Não era tão ruim assim o fato de um Ancião ficar molhado como um peixe em um rio gelado. mas outro que parecia ridiculamente pequen o em seu punho largo: era uma ferramenta delicada que se assemelhava mais àquelas que tinham visto seu pai usar na joalheria. Merriman o levou para a frente da ferraria. As chamas apresentavam a coloração laranja-avermelhada mescladas com um forte branco-amarelado quando John Smith pressionava o fole. a Velha Estrada. Havia certo tremor no ar. É. Eu posso ouvir o rio! falou ele. ele. Velho George afastou-se com o cavalo. Não é um rio de verdade que ouvimos. um rio correndo depois de muita chuva. mas o som do século 21. eles passaram. as quais os olhos e ouv idos de um Ancião podem perceber. acomodado sobre o dorso de Pollux. confus o. A mesma sensação d dia no Solar quando estávamos em dois Tempos diferentes no mesmo instante. Os olhos escuros de M erriman o contemplaram solidariamente. ele estava contente de sentir o calor em seus ossos novamente. Porém a luz não atingia apropriadamente todo o aposento. carregando o corpo de Hawkin na direção da Igreja. O ferreiro não uti lizava seu costumeiro martelo pesado.de forma quase inaudível: Mestre. . o resto poderia ser apenas uma miragem. a faixa fria acinzentada do céu quase amanhecendo. Sim. Perceba. UNINDO OS SIGNOS€ Então a luz desapareceu dos olhos brilhantes e já Na ferraria de teto baixo. perplexo. Ele percebeu que Merriman lhe observava com um meio sorriso. Ouça disse ele. E Will soube que no seu próprio tempo. Velho George e n enorme cavalo Pollux. John Smith terminava de e ncher os foles de seu aro branco e vermelho. mas. Will olhava para a trilha acidentada. Porém os Signos não podiam ser reunido s até o fim de sua busca. Somente o fogo dava a impressão de se r real. O que es tamos ouvindo falou ele não é o Tâmisa. Eles trouxeram Hawkin de volta ao seu século pela últ ima vez. Will se encontrava de costas para a entrada olhando o fogo. quando a Caçada Indômita rechaçou as T revas pelos céus. Mas estamos no tempo do ferreiro disse Will. Os elos s e encontravam em uma fileira ao lado da mão de John. enquanto iluminava todo o aposento. e descansava em paz naquele lugar desde então. o calor fazia Will se se ntir à vontade pela primeira vez naquele dia. A mesma. Will. os Signo devem ser unidos por John Wayland Smith nesta ferraria. mas não transbordando. Do lad o de fora da Câmara dos Comuns. onde contemplaram a trilha estreita e pedregosa através do Vale do Caçador. ligada em toda a sua extensão. que foi cumprida dentro de seu tempo. pois nada do que Will podia ver parecia sólido. estaria o túmulo de um homem chamado Hawkin. na qual os Seis Signos seriam pendurados. do outro lado da Câmara.. Mas o rio está a quilômetros daqui. eles atravessaram os Portais entrando no tempo de seiscentos ano s antes. pois não vai demorar para que esta ferraria seja destruída. naquele momento. E estamos novamente. O som de marteladas ecoou atrás deles e eles se viraram. do qual Hawkin havia surgido e no qual Will havia caminhado na tranqüila manhã enevoada de seu aniversário.. estava trabalhando na bigorna. Ah disse Merriman. em algum lugar do cemitério do vilare jo. não havia ninguém mais ali. Will pensava na neve e em sua família sitiada pela enxurrada e repentinamente volt ara a ser o garotinho que desejava muito voltar para casa. devido ao derretimento da neve. no século 13. Mas. coberto por outros sepulcros mais recentes ou por uma pedra desgastada quase ilegível em seus dizeres. as árvores frondosas do outro lado. escura e molhada. Assim. neste tempo. Nós passamos pelos Portais. Merriman. enqu anto as longas pinças esperavam prontas diante do brilho do fogo. que morrera há muitos anos. quando Iodos eles cruzaram os Portai s. Era o som de um rio cheio. E o fogo revigorava seus ânimo s. É a água correndo n o seu tempo pela Trilha do Vale do Caçador. Não vai demorar disse ele.

o mundo.€a terra e o céu tremularam. eram Anciãos. até aquele momento. enquan to uma pequena procissão de pessoas da multidão vinha naquela direção. O ar tremeu e estremeceu. desse modo seu cabelo b ranco cintilava como a neve. (Greythorne. com as mãos de cada lado do corpo. Depois ouviu a música: o som sereno e monótono. Estou quase ter minando. Os ga rotos marchavam rumo à ferraria onde gentilmente colocaram o ataúde sobre o chão. Will ficou tenso.. promove-se a Caça ao Uirapuru . branco s como papel. entre esses dois grupos surgiram seis garotos carregando sobre os o mbros um ataúde entrelaçado de galhos e junco com um ramo de azevinho em cada canto. para a ferra ria. louco para entrar em um buraco e escapar dos olhares deste novo e grandioso mundo encantado . esperando. no Dia de São Estevão. nem muito firmes. De novo. Cada um de nós está ligado para cumprir um propósito grandioso no mundo. emergindo como uma agitação ao long o da estrada. tomou-lhe as mãos na s suas e disse: Muito bem. o mundo trêmulo começava a se recompor na perspectiva de coisas visíveis. Co mo um lugar visto através de bruma crepitante de calor. velhos. Não usava o capuz. repetitiva e melancólica música. Elas não pareciam reais. Então. para testemunhar a união dos Signos. Esta é a minha família. começou a se mover. e pouco a pouco começou a ouvir. embora Will pudes se ainda ouvir o som de água corrente. as pessoas dirigiam o olhar. assim como espectadores prestes a assistir uma peça. ansiosas. não havia água também. sentindo-se um pouco atordoado. Através do aglomerado de gente. vag amente reconhecível ou totalmente estranha. a velha senhora. e todas as coisas v isíveis davam a impressão de girar e de se misturar. quase cômico em sua simplicid ade. jovens. Will achava que reconhecia alguns rost os da festa promovida no Solar da srta. alt o e imponente em seu longo casaco azul. o c ontorno das árvores. Will ficou olhando para este mu ndo hesitante. Merr iman se inclinou sobre ele estendendo a mão. o dia depoi s do Natal. sisudos. Havia uma variedade infinita de rostos: alegres. Muito bem. Novamente. emergia uma pequena procissão de garotos. Merriman disse. de forma bem reservada: Primeiro. Em vez disso. e toda tonalidade e nuanças de rosa e marrom. essa multidão inumerável que Merriman tinha de alguma man eira invocado. Continuava de costas para e les. e algumas pessoas começaram a se mexer e mover como se fossem em dir eção a algo. n inguém parecia reparar em Will ou no ferreiro. não havia um uirapuru. a festa realizada em um Nat e então ele sou al do século 19 que levou Hawkin ao desastre e ele ao Livro da Magia be: todas aquelas pessoas. com os punhos cerrados. enquanto aqueles que se posi cionavam atrás tocavam sua única. Duas vezes ao ano. ficaram borrados. Elas sorriam e c umprimentavam Merriman de onde ele estava. do mesmo modo com o tinha sido antes. que havia ouvido em seu sonho que poderia não ter sido u m sonho. e curiosamente mais consistentes do que os outros. com vestes azuis e um enorme anel de rosa em uma mão. de toda parte do mundo. mas. desta vez. Mas tudo ao seu redor. de pífaros e tambores. um murmúrio de aprovação foi ouvido semelhante ao vento cantando nas árvore . e a Dama abriu os olhos e sorriu. aquela outra forma delicada permanecia deitada ali. e ele contemplou uma grande multidão ind istinguível enchendo a estrada e os espaços entre todas as árvores e toda a clareira d iante da ferraria. e ali estava m eles. Os Anciãos. aqueles que estavam na frente carregavam varas e feixes de gravetos de vidoeiro. Will Stanton e através da multidão de Anciãos aglomerando-s e na trilha. muito quieto. Agrupando-se ao seu redor. Então a mudança começou. Will estava aterrorizado. de toda a Terra. Ele pensava: este é o meu povo. em flautas e tambores . seu rosto estava corado pelo calor do fogo. vestidos com túnicas e calças fuso rústicas.Ele olhou para cima. negros como tinta. Merriman parecia não ter se movido. O rosto dele já não olhava mais para Will . permanecendo lá sozinho. Mas agora Will conseguia enxergar claramente o ataúde mesmo já no início. so brepondo-se ao som do rio de águas correntes invisível. tinham uma característ ica fantasmagórica como se pudessem desaparecer logo que tocadas. Merriman os deixou e caminhou até a estrada. sem fazer o menor movimento. os cabelos nos ombros e gorros estranhos.. o murmúrio de muitas vozes. e Merriman moveu-s e ao redor e atravessou o caminho a passos largos para ficar ao seu lado. Ele a ajudou a se levantar e estando ela de pé virou-se para Will. Mas não havia neve naquele lugar e. da mesma forma como minha famíli a de verdade. na Décima Segunda Noite. Então ele percebeu um alvoroço na multidão. se for um ano especia l.

Eu não ouvi alguém con tar a você sobre a natureza da madeira algum tempo atrás? ? seus olhos azuis piscara m para Will. Ela repicava e vibrava em sua cabeça . Eles são a segunda das quatro Coisas de Poder que estiveram adormecidas em todos estes séculos e são grande parte da nossa força. há séculos dali€.do futuro e tão ao alcance. conhecido como graal. Will. há o Círculo dos Signos. como os Signos. ele prendeu uma extensão da resistente corrente de ouro. então qual o propósito disto? Em seguida. como sempre havia sido. Por trás da batida do martelo do ferreiro e dos silvos o casionais dos foles. Está feito disse John finalmente. ao lado desse s. Descobridor dos Signos disse ela . emergindo de tudo isso. mais alegre do que nunca. ? Ferro para a bigorna disse o ferreiro calmamente. correndo o risco do som das águas correntes tomarem seu lu gar. ele estendeu para Will a brilhante corrente de ligação dos Signos. Em cada extremidade. e o círculo dos Anciãos se completou. ainda se perguntando. Juntos eles foram até a bigorna. n parte mais forte da árvore. e com a pequena e delicada mão do grande anel rosa reluzente. Os outros dois devem ser encontrados. a Dama se inclinou e coloc ou a corrente da união dos Signos ao redor do pescoço de Will. E pelo seu bom uso do Dom da Magia. ao lado de cada um destes os Signos do Ferro e do Bronze e. envolvendo todo o seu ser com tanto regozijo que ele fechou os olhos e deixouse fluir na beleza da canção. No centro. Will Stanton. ? Carvalho para a base. e as vozes a complementaram em u m rumor sinistro e baixo seis devem fazê-la recuar. A Dama virou-se para ficar diante da ferraria onde John estava esperando e disse : Em carvalho e em ferro. sumindo. não percebe? É para isso que os Signos e xistem. enqu anto Will observava. pouco a pouco começou a diminuir. . Mas. você cumpriu uma grande busca e provou se r mais forte do que a provação. sem expressão. as Trevas fugiram. Ela ergueu a cabeça. Cerimonialmente. Até que nos encontremos de novo. e disse: Adeus. O graal. Venha. colocou os Signos do Fogo e da Água. a grande multidão de Anciãos permanecia em silên cio como grama crescendo. ficando cada vez mais distante. o menino foi acometido por uma sensação impetuosa e estranha como um ch oque elétrico: uma reafirmação forte e arrogante de poder. Mas uma vez que acrescentarmos aqueles a estes. Repentinamente. A multidão imensurável murmurou novamente. as rugas ao redor dos olhos envelhecidos se curva vam em afeto. pelo nascimento e pelo aniversário você conheceu a si mesmo. para aguardar o dia quando seriam necessários. os Signos da Madeira e da Pedra. teremos esperança e c onvicção de que poderemos vencê-los. soou bem alta a música cujas frases eram en toadas como o sino. Em seguida. como um roçar gentil da asa de um pássaro. Will gritou de tristeza e abriu os olhos. trabalhou rápido e delicadamente. Quand as Trevas se rebelarem disse ela. há a espada de cristal e a harpa de ouro. para agora e para sem pre. Ela declarou: Mas isto é para o futuro. Ela olhou novamente para Will. Em seguida o beijou l evemente sobre a fronte. sejam os Signos unificados. uma resposta diferente e calorosa. Esta grande base da madeira da bigorna sempre é feita de carvalho. e o menino perdeu o fôlego ao contemplar tamanha beleza. da raiz de um carvalho. Ele pegou um por um dos S ignos e os juntou com os círculos de ouro. sumindo. Há um cálice dourado. nós nos lembraremos de você com orgulho. em seguida. O murmúrio de vozes aumentou e o mundo girou em volta do menino em uma onda de cha mas e árvores e. nenhum som era ouvido de qualquer lugar a não ser o som das águ as correntes do rio-estrada invisível.s. Will chamou John Smith. e certamente nos enco ntraremos. foi encontrado e está seguro. Will se desfez do cinto que carregara os Signos durante toda a sua jornada. colocou os Signos nas mãos dela e ajoelhou-se diante da senhora. ao segura r os Signos. Will se via confuso: o peri go passou. olhando sobre a incontável multidão fantasmagórica de Anciãos. Do lado de fora. Em carvalho e em ferro ? sussurrou ele. caminhou até a Dama. outra busca para outro tempo. um leve ressoar e um pouco melancólica. Cada um dos Artefatos de Poder foi feito era um momento diferente no Tempo por um artesão da Luz. Will soube em uma fração de segundo que se tratava da essênc ia e do espírito da Luz. e então voltou a se concentrar no trabalho. e as Trevas se leva ntarem para seu ataque final e o mais terrível contra o mundo.

Colocou a mão no pescoço. Merriman o fitava seriamente com seus olhos escuros semelhantes aos da coruja. a luz. A boca de Merriman se mexeu levemente. É realmente aqui onde a ferraria costumava ficar? Nas plantas antigas da casa. Ele estende u a mão. Voltou a cabeça para baixo na direção de Will. Eu suponho que eu saiba isso também. em u m lugar que ele não reconhecia quando o comparava à Trilha do Vale do Caçador. os colocou novam ente embaixo de sua capa. enquanto você e W ayland Smith estavam absortos em seu serviço. e mordomos.. Will olhava-o sobre os ombros. dois presentes para a Décima Segunda N oite. começou ele a falar e parou. Os Signos ainda estavam lá. as águas corriam furiosamente pelas calhas emitindo o som de um riacho. Venha. Usada principalmente pelos negociantes. E você passou a noite no Solar. Eu sei todas as perguntas. . Greythorne me deu. A entrada dos fundos informou Merriman. Ancião disse ele suavemente . Greythorne está lá? ? Sim. Você quer dizer que ela é u ma dos Anciãos? Merriman ergueu uma sobrancelha. e o outro para você. Sentando sobre os calcanhares. sim. Will olhou através das árvores para as altas chaminés em estilo Tudor do Solar e seus telhados inclinados.. Atrás dele.. Um é para seu irmão. Através do Caminh o onde se encontrava.. Árvores d esfolhadas apareciam da neve derretida do outro lado da estrada. Os hi storiadores que escrevem sobre Buckinghamshire a respeito do Vale do Caçador gosta m muito de especular sobre essa perspectiva. Onde a ferraria deveria estar. Mais ou menos .. A srta. Eu sei. ou mesmo de um rio. Bem. adormecido... E sorriu para Will. chamava-se o Portão do Ferreiro disse Merriman. Perto do vilarejo. Fixava Merriman hesitantemente. em seguida. O seu é algo para ser usado somente no futuro. sob a luz cinzenta do amanhecer. Greythorne era a que pertencia ao nosso povo. como uma garagem. Will. eu lhe peço. e de qualquer mane ira você já as sabe. havia uma construção de tijolos demolida. É que. sem se virar. como você conseguiu que minha família parasse de se perguntar onde eu e stava? Minha mãe está realmente bem? É claro que ela está respondeu Merriman. Ah disse ele com tristeza. mostrou dois embrulhos pequ enos e sem forma embalados no que parecia ser seda. indignado. e Will se colocou de pé com esforço. Venha agora. não muito certo se estava rindo ou chorando. Eles sempre erraram. Será hoje? Ele olhava para o céu cinzento do início manhã. a celebração e a Dama: tudo se foi. ninguém estava ali visivelmente entre as árvores.. €Merriman. Consegue andar agora? É claro que posso andar respondeu ele. Você já deu a impressão de estar mais contente disse Merriman sarcasticamente. E você terá todas as respostas. Venha agora. e repentinamente as emoções que foram contidas em um nó apertado e insuportável se romperam e partiram. Trat a-se da mesma pessoa. Mas eu nunca soube muito bem qual srta. ela está lá agora. Imagens conflitantes se misturavam em sua cabeça. Estou feliz que ainda esteja aqui. os olhos escuros e pr fundos o fitaram persuasivos como um basilisco. Rapidamente voltou-se para cima e viu o contorno de uma c asa conhecida. eles disseram. aquela de hoje ou a da festa de Natal. a voz de Merriman soou profunda: Hora de ir para casa. todos partiram. ainda gaguejando. e o menino caiu numa gargalhada. sim. penso eu. estas questões são coisas muito pequenas. O presente de Paul é algo comum. Décima Segunda Noite disse Will. não é? Assim está melhor respondeu Merriman. ? Bem. toda aquela calorosa multidão de amigos. e em vol ta dela era possível reconhecer os traços da estrutura fria e dos canteiros de veget ais na neve derretida. Então. Mas você não a viu na multidão? ? Na multidão? Will tomou conhecimento de que sua boca estava tolamente aberta e a fechou. uma alteração disse Merriman com gentileza. Paul. na estrada que já foi certa vez pavimentada. Olhava ao redor. em algum momento quando seu julga mento lhe disser que irá precisar dele. Isso foi. A e strada estava vazia.. Você não é mais um garotinho.. seus sentidos já lhe disseram isso há muito tempo.Viu-se ajoelhado sobre a fria neve batida. Conten a seu êxtase. Will. Will poderia ter chorado pela sensação de perda.. lembre-se. s im. o brilho. quando estiver finalmente em casa. deixando-o sozinho. Não confirmou Will. É o Solar! disse ele. E a srta.

o som de alguém removendo algo com uma pá. Merriman cumprimentou: Bom-dia. se recuperem. Todos através deste reino.Merriman acrescentou: Mas. Raq e Ci. a entrada da garagem dos Stanton apareceu a diante. ora disse o sr. circulando pelas árvores desfolhadas e pequenos r iachos. Quando a Matilha do Alarido es tá caçando através do céu. eu virei uma folha nova para o Ano-novo. Merriman falou: Elas não estão lá. E sorriu. Isso era bem conhecido nos dias antigos. você conseguiu acordá-lo? Eu acordei sozinho disse Will. Stanton. lambendo suas mãos numa saudação tão calorosa como se ele tiv esse fora por um mês. o ruído de pás ficou mais alto ao virar a esquina. Mas demorará um pouco para nossas amigas. embaixo de galhos ou no beirai das casas. Mas o que acontece? Eles são mortos? Will achava que apesar de tudo o que as gralh as tinham feito pelas Trevas. Eles saltaram para ele. agasalhados contra o frio. embora eu nunca confiaria em uma se eu fosse você. Velho George disse que você viria bem de manhã disse o sr. serão Incapazes de encontrar qualquer criatura deixada solta na noi te passada. apoiando-se em sua pá. seus bobos dizia ele ale gremente. latindo e gemendo de contentamento. limpando a neve. Os camponeses de todo lugar costumavam trancar seus animais na véspera da Décima Segunda Noite. cabeças ofegantes e pés enormes molhados. e Will percebeu que elas estavam na curva que passava pelo Bosque das Gralhas. O orgulho soava firme em sua voz. Mas não sempre. Eu acho que você não terá problemas com elas novamente. ambos se viraram para Merriman e o olharam por um momento e em seguida trotavam amigavelm ente em silêncio ao lado de Will. somente seus rabos abanavam entusiasticamente. Lá estão dois em quem se pode confiar. Seus passos marcavam a estrada molhada. no caso da Caçada passar por ali. O q . Levadas por bem ou por mal pelo céu até que o cão rseguidor mais próximo opte por liberá-las. compartilhando o tipo de silêncio que não é de f ato um silêncio quando visto como um tipo de comunicação calada. o tipo de céu que o Vale do Caçador não via há muitos dias. Uma por uma. * * * O dia ficava cada vez mais claro e a luz começava a se difundir no horizonte do céu diante deles. as árvores surgiam eminentes. As gralhas estão muito quietas disse ele. onde o Sol logo despontaria. eles encontraram Paul e o sr. Stanton . mas eu não achei ue ele queria dizer tão cedo. Instantaneamente. Algumas vezes repetiu Will. Uma névoa bem tênue ainda pairava sobre a neve dos dois lados da estrada. As gralhas voltarão um dia. Não estão lá? Por que não? Onde elas estão? Merriman sorriu. pai disse Will animado e correu para abraçá-lo. Saiam daqui. Merriman falou muito baixinho: Quietos agora. Olá. não disse Merriman. f ora de vista. emitindo o único ruído do vilarejo. os cães se acalmar am e ficaram em silêncio. Stanton. Era uma manhã cheia de promessas. Aqueles que agiram assim estão por aqui ilesos. enquanto subindo a estrada na direção deles. Ele olho u para cima. Então. Ora. um pequeno sorriso desalentador.. Os Cães da Perdição não são uma espécie que mat es viventes ou come carne. você sentirá como seria muito mais agradável se você fosse. sujas.. cansa das. nenhum animal ou pássaro pode ficar visível a eles para não ser ado violentamente pelo terror. surgiam corrend o e saltando os dois cães dos Stanton. Will parou para falar com eles e foi cercado por rabos acena ndo. Will. escuras e sem folhagens. Pássaros mais prudentes que não lidam com as Trevas deve m ter se escondido na noite passada. Ah. ao longo do trajeto de H eme e da Caçada. Sim. ele não queria pensar no extermínio de todas elas. Eles se viraram e atravessar am a passos largos a pequena margem do riacho da estrada para caminharem juntos até a casa dos Stanton ao longo da Trilha do Vale do Caçador. Nenhum som se ouvia das arvores ou dos ninhos desordenados instalad os lá no alto nos galhos cobertos pela neblina. Olhe disse Will indicando adiante. com um céu limpo de tonalidade azul clara. Eles caminhavam como velhos amigos caminham. e. de algum outro lugar adiante. as folhas e os grav etos do bueiro. as gralhas. algumas vezes. Espalhadas. sem muita conversa. exceto pelo som de um pássaro p reto e. De um lado da estrada. com pena de si mesmas. No entanto.

O degelo aconteceu tão repentinamente que o solo ainda estava conge lado e nada conseguia drenar a neve derretida. ? Will! soou uma voz esganiçada e Mary veio correndo pela entrada dos carros. Foi apenas uma torção e não uma perna quebrada. Ela olhava para Will bastante encabulada. Você está bem? Bem. sem muito esforço. Eu fiz um super passeio no cavalo do Velho George. mas tudo estava acontecendo tão rápido c eu fiquei preocupada de a mamãe não conseguir ajuda. Mary está preparando algo para nós. Will. olhou para Merriman. e puxou o colarinho do que Will viu sutilmente transformado de um casaco em um pesado sobretudo do século 21. Agora preciso ir disse ele. Greythor ne chama isto de empréstimo permanente. Paul. que Deus a abençoe. Merriman olhava contente e um pouco su rpreso. Você poderia fazer barulho por todo o caminho até chegar a Windsor. era um bom camarada afinal e não simplesmente um ajudante senhorial. Vamos entrar e tomar o café ou um copo de chá ou outra coisa disse o sr. preocupado por estarmos perdidos. Ha. Por tudo. Suponho que eu não deveria ter ido atrás de M ax daquele jeito. Eu sou real mente grato a você por trazê-lo para casa. Eu preciso aprender como. Dawson. É uma caminhada gelada do Solar até aqui. Obrigado. você realmente foi tremendament e. Will! Paul se afastou do grupo. brilhando e afinada pelo te mpo.ue estão fazendo? Virando as folhas velhas disse Paul. Como isto. Will olhou por cima da entrada dos carros. Mas eu p reciso voltar. mas não disse nada. Mas está tão animada quanto pode ficar.Tem um monte de "folha virada " por aqui. Will percebeu que se passara muito tempo desde que comera pela última vez e sentiu -se faminto. os cavalos de apresentação. Dentro havia uma pequena trompa de caça. Ela riu nervosa. ele perdeu as palavras. Parece que foi há anos isso c não na noite passada. agora aberto. Paul deu-lhe um aperto de mãos e Mar . era um daqueles e normes do sr. Will disse: Eu vou pegar outra pá e ajudar. olhe! O rosto dele estav a corado de alegria. Ele pensou que talvez seu pai tivesse decidido que Lyon. rindo. nesta hora da manhã. Mary acrescentou: Sinto muito por você ter se perdido no bosque. ha. Ainda bem que Velho George descobriu po r fim onde todos estavam. Sentindo o rosto irromper num longo e lento sorriso.. as crianças. em vez d e apenas comigo.. O olha r de Merriman cruzou com o dele seriamente e o mordomo lhe entregou o segundo pa cote. você vai ver. tentando parecer penitente. Mary saltitava ao redor. Vamos lá! Mais tarde disse ele. Olhe isto! A srta. logo depois que eu saí. enquanto o ano ainda é novo. acredite se quiser. durante esse tempo maluco. Humm murmurou ele. ha. Ele ergueu uma trouxa pingando. Stanton par a Merriman. sopre-o. Ela está mesmo bem? O doutor disse que ela ficará bem. É tudo culpa minha.. o mordomo. Ela r ealmente se surpreendeu. E estendia o embrulho que Merriman estava carregando. Ele me pegou na Trilha do Vale do Caçador. sorrindo. correndo em sua direção. Pobre Paul.. Merriman aquiesceu com a cabeça. Will foi ao seu encontro. Merriman e seu pai conversavam e riam. Estamos mesmo. Foi diverti do lá no Solar? Você dormiu num dossel? Não exatamente disse Will. E agora que os bueiros estão começand o a degelar também. Roger Stanton falou: Não tenho palavras para expressar nossa gratidão por sua ajuda. e Will viu a velha flauta do Solar. Sorriu e aquiesceu. Este. Não gostaria de tomar o café-da-manhã primeiro? perguntou Paul. Vamos lá. sem mencionar o fato de ter cuidado dele à noite. Merriman balançou a cabeça. mas estendeu o braço e sacudiu a mão de Merriman para c ima e para baixo com tanto entusiasmo que Will pensou que ele nunca Iria parar. a Senhora do Solar mandou para você. é claro. a menina escorregou até ele e o socou no estômago. por isso deverá ficar de repouso durante uma ou€duas semana s. a enxurrada trouxe de tudo misturado com o lixo arrastado pelo caminho. Poderia agradecê-la por mim? pediu ele a Merriman. O rosto intensamente marcado suavizou-se. Você e Paul deviam estar logo atrás de mim. Will abriu-o. Olhou brevemente Merriman e para baixo novamente.

eu acho. do outro lado. G ansos selvagens. que ele havia visto no céu e ao mesmo tempo não tão parecida assim. deve ter preparado o instrumento e começado a tocá-lo. mas Will não estava mai s escutando. ele podia ver as costas de Merriman. a névoa e o trecho da estrada par eciam abalados. as mãos de Will foram tomadas por uma garra potente. Ela espiou a cabeça de perto. Era o tom suave. enquanto a silhueta alta e vestida de preto partia a pass os largos. cobrindo a borda do gramado da rua e mantendo a água corrente na cal ha. irresistiv elmente. Ele estava tocando G reensleeves mais uma vez. a água veio sobre todo o chão e um monte de cois s foi arrastado da sala de estar antes mesmo que percebêssemos. Eu não acredito que você estava mais do que semi-acordado disse Mary desgostosa e sa iu saltitando até o fim da entrada da garagem. saltando ao seu lado: Você ouviu os gansos selvagens na noite passada? Gansos? perguntou Will bruscamente. Will cerrou os punhos enquanto ou . Acenou-lhes e partiu descendo a Trilha. havia uma quantidade de marcas. Will se aproximou para olhar e viu a grande€ cabeça de carnav al com os olhos de uma coruja. Paul. Will avistou Merriman erguer a cabeça branca enquanto ouvia a música. Você não estava lá. de uma maneira que ele conhecia muito bem. trêmulos. Bom.y também. Depois. como os tinha visto na colina descampada e no Solar: os portais altos e ta lhados que conduziam para fora do Tempo. feitas por um cavalo parando.. A cadência inquietante e encantada fluía pelo ar calmo da manhã. pois detrás dele ou viu-se um som mais agradável do que parecia possível no ar gelado daquela manhã cinzen ta.. olha para isso .. ainda soterrada. só ouvíamos aquele ruído suntuoso.. Sequer uma palavra saía de sua garganta. Depois ela parou repentinamente e f icou muito quieta. estranho que. e engoliu seco. o Caçad or. escuro e profundo. Ele ainda olhava sem dizer nada. fazendo meia-volta e saltando sobre a neve. pois agora ela tinha mudado para aquela frase envolvente como um sino que sempre surgia na abertura dos Portais ou em grandes mudanças que poderiam alterar a vida dos Anciãos. Enquanto olhava a estrada calma abaixo. r eluzente e seca.. pouco a pouco. Mas nenhuma delas tinha o f ormato de uma ferradura. a face de um homem e os chifres de um cervo deita da no mato molhado. Meu Deus! Will! Olhe! Ela estava prestando atenção em alguma coisa atrás de uma árvore. disse Mary radiante. devia haver uns milhares deles. Sim. Nós não os vimos . com a música soando em seus ouvidos. colocou na égua bran ca da Luz. A cabeça encontrava-se bem próxima do muro do jardim. Will moveu-se lentamente atrás dele.. Will olhou para as pegadas e para a cabeça de carnaval. Bem. A cabeça estava viçosa. Sim disse Will. Mary disse. Muito lentamente ele s começaram a se abrir. ocultada pelos montes de neve remanescentes.. mas não houve interrupção n a música que soava na mente de Will. mas começando a romper os montes de neve dos dois lados. Deu alguns passos até o fim da entrada. bem adiante de Merriman. embora el e não tivesse interrompido os passos.. um monte de crocitos daquelas gralhas idiotas do bosque e depois um longo. como sempre foi e sempre seria. Migrando. Merrim an disse: Au revoir. permanecendo sozinhos e verticais na Ve lha Estrada que era conhecida como Trilha do Vale do Caçador. Eram marcas de cascos. E lá eles fic aram. E sobre um monte na outra extremidade. a música Greensleeves foi interr ompida por uma risada e algumas palavras abafadas de Paul. a mamãe ficou chateada porque sabia que você ficaria. Will percebeu que. é claro. eu nunca pensei. E então. primeiro. as árvores. Eram círculos quartejados por uma cruz: as pegadas das fe rraduras especiais que John Wayland Smith. Foi emocionante. muito alto mesm o. lindo e desejoso da velha flauta do Solar. Parecia o perfil de Heme. observando a Trilha do Vale do Caçador. longo ruído de alarido no céu. ainda tagarelando alegremente. Em algum lugar atrás de Will. Ele não estava escutando de fato. Will. Seus cabelos se arrepiaram e seu pulso ficou calmo. Gansos? Em t oda aquela tempestade? Que tempestade? disse Mary e continuou falando antes que ele pudesse até piscar. contemplou os grandes Portais tomando forma. Não foi sorte que isso foi se emperra r ali? A mamãe ficará contente. certa vez no começo. Ela acordou quando a enxurrada surgiu carregando tud o de repente. e havia uma p ressão rápida no cumprimento e um breve olhar intencional. deve ter sido. Aquela cabeça foi um a delas.

"e sua importância pa ra os pesquisadores excede de longe seu valor intrínseco". Eles se encontravam d nimados sobre o lustroso piso da galeria do museu. disse o porta-voz. Tudo é muito óbvio.. após sua dramática descoberta em uma grut a de Cornish por três crianças. E leve seus contos de Fada com você. Nunca se sabe disse o irmão mais jovem.000.000. sob o titulo "Tesouros roubados do Museu": Diversas obras de arte celta foram roubadas do Museu Britânico ontem. Aqui termina Os Seis Signos da Luz. O próximo livro da série "Rebelião das Trevas" é A F eiticeira Verde. Lorde Clare. o ontem e o amanhã. Data estimada: séc. claramente. mas um porta-voz do m useu disse na noite passada que seu valor real é "inestimável". E agora el es simplesmente vêm aqui e o levam. Todo aquele trabalho que tivemos. Não se lembra? Ele não usaria o mesmo . de evidência histórica sem prec ntes em todo o campo dos estudos célticos". sul da Cornualha. Aquele horrível sr. Uma placa quadrada de prata impecável sobre a madeira revelava gravadas as palavras: Cálice de ouro de um artesão celta desconhecido. enquanto o último eco da música encantada se extinguia. sumindo. Ela puxava distraidamente o rabo-de-cava lo. O cálice. as enormes placas de c arvalho talhadas se moviam lentamente ao mesmo tempo. os por tais desapareceram. Os objetos desaparecidos incluem um cálice de ouro. três broches de pedras preciosas e uma fivela de bronze. uma delas va le mais de £ 50. alguém ao menos deve tê-los visto. as quais os pesquisadores até agora não foram capazes de decifrar. Sonny disse Barney. Pode haver uma pista oculta. Nenhum alarme contra ladrões foi acionado. até que se fecharam no mais completo silêncio. depois gradualmente foi se tornando distante. Barney disse: A pior parte é não ser capaz de dizer às pessoas quem fez isso. foi adqui rido pelo museu exatamente no verão passado. Simon olhou-a com a cabeça inclinada para um lado. que é membro da administração do Museu Britânico. Nós poderíamos tentar disse Jane. Barney disse Simon irritadamente. conhecido como o Graal de Trewissick. Sem chance. senhor. Você já o leu umas cinqüenta vezes e de todo jeito não ajudou nada. Atrás dele. assim co mo a alta silhueta de Merriman na Velha Estrada. e atravessando os Portais abertos.. exceto por um pedestal negro de madeira no qual. disse na noite passada que o cálice. nós podemos lh e dizer quem levou o graal e em plena luz do dia sem quebrar nenhuma tranca. Oh! Diga algo surpreendente desse jornal. E tem sido estimado em £ 50. agasalhado novamente. a lembrança e a imaginação. Estava vazia. DESCUBRA PARTE DO QUE IRA ACONTECER€NO PRÓXIMO E FASCINANTE CAPÍTULO DA SÉRIE€"REBELIÃO DAS TREVAS A FEITICEIRA VERDE Capítulo I Somente um jornal relatou a história com detalhes. A melodia fluía agradavelmen te em sua mente. O porta-voz ainda acrescentou que o museu faz um apelo aos assaltantes para que não danifiquem o cálice em hipótese alguma e estaria oferecendo uma recompensa substan cial por sua devolução. Sai fora. Mas se foram os mesmos. chegando lá primeiro lamentava Simon. Por favor. Hastings muda. E num grande esplendor de luz branca-amarelada. sentindo-se atraído pelo som doce e atraente que simulava o espaço entre o acor dar e sonhar.. alguma coisa foi certa vez ex ibida. devido às inscrições excep cionais encontradas em suas laterais.. Sabe. A polícia diz que o roubo aparentemente é o resultado de um intri cado e até agora intrigante plano.via. e entregue por Simon. o tio Merry disse. eu sempre achei que pudessem fazer isso. 6. Eu suponho que esteja certo falou Jane. "O graal é uma peça extraordinária. diante de uma vitrine central mais alta que as idênticas estruturas de vidro ao redor. agora pel a capa azul. Enco ntrado em Trewissick. Jane e Bamabas Dre w. o Sol se ergueu sobre o Vale do Caçador e sobre o vale do Tâmisa. dobrando o jornal e enfiando-o dentro do b olso. Has tings. Então. Nada está oculto falou Jane com tristeza. For am os Poderes das Trevas. as vit rines envolvidas não sofreram qualquer dano e não há sinais de um possível arrombamento.

os passos ressoando pela galeria.. como sempre confiaram antes. Precisamos fazer alguma coisa disse Simon. Barney respondeu calmamente.. A polícia pensa que eles estavam simplesmente atrás de ouro. Eu sei o que intentavam fazer e sei que eles devem a todo cu sto ser impedidos. Sa. O senhor sabia que alguém iria roubar o graal? perguntou Jane.€.. Temos que fazer enfatizou Jane... ? Legal disse Simon. O tio da menina arqueou uma sobrancelha de pêlos brancos. . se vocês estiverem certos de que desejam ajudar se m talvez nunca compreender totalmente o que estão prestes a fazer. Absorto. Barney.. os broches e outros objetos? Para dar a impressão de certo disse Jane. Eu me pergunto se o tio-avô Merry sabe disse Barney sobre isso. Barney simplesmente falou: O que vamos fazer? Recuperá-lo disse tio Merry. Tio Merry! Bom-dia disse o homem alto amavelmente. Ele pode ser pessoas diferentes. Ele inclinou a cabeça gentilmente e uma massa de cabelos brancos revoltos ref letiu a luz.. Uma usava um modelo flowerpot amarelo e a outra um em formato piramidal de flores cor-de-rosa. enquanto o menino escorregava pel o chão. Por que eles levaram as outras coisas. e isso envolve aquele manuscrito. Mas a mamãe disse que o senhor estava na Grécia! Eu voltei. Este é o lugar d e onde eles o afanaram. quando as senhoras amantes do c rime se afastaram. ? Então por quê? Eu não posso explicar. Eu suponho que tenham sido eles. ? Seremos? disse Jane lentamente. Só posso pedir que conf iem em mim. Barney as observou partir. E sequer mandou um cartão de Natal. Elas pararam em um a vitrine sobre a qual uma figura de pernas longas estava curvada. Do outro lado da galeria. algo que não posso explicar. Não ainda.. Mas por onde começamos? A figura alta se endireitou para deixar as senhoras de chapéu se aproximarem do vi dro. conforme a atendente disse uma disse para a outra. em momentos diferentes. Foi eficiente o bastante. Duas senhoras idosas de chapéu surgiram ao seu lado. e cada um dos três se sentiu impelido a fitar imóveis dentro dos olhos escuros e profundos. com a luz qu e refletia semelhante a um fogo frio que nunca se apaga. quero dizer. Sabático corrigiu Jane. Mas tra ta-se de algo muito maior também. ? Tss-tss-tss-tss resmungou a outra senhora com prazer e elas se foram. Mas eu sei que eles só queriam o graal disse o tio Merry para ajudá-los a conseguir alguma outra coisa. Barney falou: Por que eles deveriam levar o graal agora? Se rá que isto significa que eles acharam o manuscrito perdido. disse Simon discreto. não é? Tirando aquele ano de férias de Oxford. afastando o topete colorido de seus olhos: Tudo bem .. E espiou aquela pessoa. mas não disse nada. os descobridores. seu n ariz bicudo e seu perfil de olhos profundos eram inconfundíveis. então seu olhar se moveu rapidamente. O outro lado? As Trevas? É claro. Em Antenas. se jam necessários mais uma vez€para ajudar. em outra parte da longa batalha entre a Luz e as Trevas. ele nem mesmo está na Grã-Bretanha. Barney segurou o fôlego.. Tio Merry aquiesceu.. para a vitrine vazia. Ele olhava para baixo ... Este assunto envolve Trewissick. Simon disse: Eu não vejo como o tio-avô Merry poderia saber. Barney se enr ijeceu. batico. E tenho muito medo de que vocês três. Ele olhava para a caixa de vidro e para o pequeno e solitário pedestal preto em seu interior. Ele enfiou as mãos nos bolsos e encurvou os ombros ma gros. E que ajudem. bem mais breve do que eu esperava. Barney deixou esc apar um grito: Gumerry! Simon e Jane o seguiram pisando em seu rastro. Imagi ne só! As outras caixas estavam por aqui.nome ou o mesmo rosto. Eles pegaram as peças mais valiosas . aquele que explica a cifra escrita dos lados do graal? ? Não disse tio Merry. o homem alto de cabelos brancos virou-se em direção à janela.

Tarde demais? Eles olhavam para ele ansiosos. mas el e as apreciaria muito mais se tivesse alguém ali para compartilhar as férias de Páscoa .. como sempre foi. Hã alguma coisa que possa impedir os três de passarem aquela semana comigo em Trewissick? Não! . mas é o mais jovem entre nos e não deveríamos. Eu falarei com seus pais disse o tio-avô. É isso mesmo confirmou Jane. nós sería s responsáveis. Professor Merriman Lyon. mas nós mpre coincidimos pelo menos uma semana. * * * Will arrancou delicadamente a haste da grama e sentou-se sobre uma pedra perto d o portão frontal. eu acho respondeu Barney ainda ranzinza. indo para a casa de algum paren te galês para se recuperar de uma caxumba. e a p róxima da fila. Eu não sou um bebê! Barney bateu o pé furioso. mordiscando-a de forma desanimadora. Por que Trewissick de novo? perguntou Jane. acho que não. As férias de Simon começam um pouco antes disso.. Metade de sua grande família ainda vivia em casa. Jane disse ele gentilmente .. sempre haveria o tio Merry. olhando pensativamente para a vitrine vazia diante del e.. mas posso sair disso. era mais velho do que todos. a voz de Simon falhou. Simon e eu. Só uma semana disse Barney. Não. Barney? Houve uma pequena pausa. todos os outros pareciam ter crescido rápido demais. mas animada. E o tio Merry perguntou Quando serão as férias da Páscoa. Jane olhava para o rosto fortemente marcado.. Pare com isso disse Simon. Bem. quero dizer.. aquelas belezas da primavera de Buckinghamshire. O sol de abril reluzia sobr e as novas folhas verdes dos limoeiros. No dia quinze. não hã absolutamente uma razão para envolver um de vocês nisto se não estiverem contentes em participar. mas o irmão mais próximo de sua id ade. estou um pouco. Só me preocupo se poderá haver algum perigo em relação ao Barney. O rosto de Barney estava escarlate. Will Stanton. Sorriam um para o outro. entoava seu cant o feliz e auto-revelador. Os ladrões levarão o graal para lá? Eu acredito que seja possível. O restante se mantinha ocupado com preo cupações entediantes de gente mais velha. Havia um aspecto no qual ele. um sabiá. ele vai gritar comigo.. James. Mas terá que dar. Seja lá qual fosse a aventura que se seguisse. Jane não disse nada. O tio da menina colocou um dedo embaixo de seu queixo. Ninguém disse que você é. quero dize r. eu acho. ela tinh a começado lá. E no âmago das coisas agora. enquanto ele pensava sobre o pequeno vilarejo de Cornish onde encontraram o graal. Will suspi rava. Jane! Não é bom gritar disse ela espirituosa. Mary.. ou que toda criatura humana. Será mesmo suficiente? Não é muito tempo disse tio Merry.Nada! Não exatamente. Mas só ele sabia da grande aventura que lhe revelaram. Prometo uma coisa: nada que possa acontecer a Barney lhe causará algum mal. Se alguma coisa acontecesse a você.É claro que queremos ajudar disse Simon ansioso. em um acampamento para escoteiros por uma semana. lilases e goivos-amarelos perfumavam a manhã. bem no fundo de uma gruta nos penhascos. pensando o quanto ele se parecia co m uma daquelas estátuas rígidas que eles cruzaram no caminho pelo museu. a figura mais misteriosa da vida deles. As Trevas não tocarão em nenhum de vocês disse o tio Merry calmamente. Está muito longe falou tio Merry. sobre o mar e sob a pedra. estava fora. inclin ando a cabeça dela para cima e dirigindo-lhe o olhar.. Eu iria para um tipo de conferência ecológica. Haverá proteçã preocupem. Este era o problema de ser o mais novo ent re oito. tinha desaparecido de vista.. Você sabe que eu não estou com medo disse ela. que de maneira incompree nsível estava envolvido com a longa luta pelo controle do mundo entre a Luz e as T revas. em se . de algum lugar. Não é muito para uma busca. Todos estavam bem.

. Tudo certo. por que não me deixa levá-lo para a Cornualha durante as férias? Eu poderia colocá-lo no trem no final da semana. O menino começava a sentir que as perspectiva s para sua semana de férias estavam melhorando consideravelmente quando descobriu que seu tio Bill ficaria com eles apenas uma noite. ótimo.. lembrou-se de que seu tio só partiria no dia seguinte. não de fato em figura. deram início a um dueto previsível. não é mesmo? disse seu tio. Você parece que viu um fantasma. Stephen. * * * Simon. Ah. você não escapará com umas míseras vinte e quatro horas. Desde o início do telefonema. ah. Desculpem-me disse ele. Jane e Barney se esforçavam para sair da Estação de St.. ah. Este é um nome incomum. vejo você amanhã. Merry? disse ele lentame nte. Stanton: E um ótimo motorista. Fran nie e eu voltaremos e passaremos alguns dias antes de nosso retorno aos Estados Unidos. É professor em Oxford. Assim.u aniversário de onze anos. Ele me enviou presentes disse Will. Alice chamo u de repente a sra. Não... a mochila quicando e m suas costas como uma bola de futebol inchada. um pulôver e um suéter. Bem. Tio Bill piscou para Will. visto que Will está de férias da escola nesta semana e não está muito ocupado. De jeito nenhum.. seus ânimos se abateram novamente. amigão disse ele para Will. Até breve. Um brilhante. franzindo a testa seriamente... Eu poderia usar o telefone. Qual é o problema. Ele desceu. é? pergu ele. disse sorrindo para Will€mas eu achei que deveria me assegurar de que não estaríamos dirigindo algum carrinho bonitinho de dois lugares.. Tio Bil l era evidentemente próspero. Will permaneceu bem quieto. Está tudo certo? Bom. Eu levo o senhor. pelo fato de ele ter nascido e ser€um tal de complexo An glo-Americano. bom. O menino subiu para o quarto e começou a arrumar sua ba gagem era sua mochila. Se Frannie não. Um cara incomum também. Will. Ele é muito confiável. Ele ouviu tudo sobre seus dois primos adultos que pareciam ser co ntemporâneos de seu irmão mais velho. E esse meu amigo tem alguns sobrinhos que estarão conosco também e acredito que são pra ticamente da mesma idade de Will. Esplêndido disse ela. Stanton estava atravessando a sala com uma bandeja de chá. Depois de dez anos e algumas três cartas. Will? perguntou sua mãe. olhando em dúvida para a protuberante mochila. Sua mãe começou a dizer: Bem. Eu espero que sim disse a mãe de Will. Will gostava de seus olhos redondos e brilhantes e da voz rouca e lacônica. quatro trocas d e roupas de baixo.. e contaram-lhe bem mais do que realme nte gostaria de saber sobre o estado de Ohio e o jeito chinês de negociar. Não é muita coisa. é muito gentil de. Merry. mas mes mo assim não havia razão para não preparar a bagagem. Tio Bill sorriu-lhe. É sim. Há algo ado? Nada disse Will. Estou levando meu sobrinho mais novo comigo por uma semana.. Sairemos amanhã às nove da manhã. Está bom pr Alice? A sra. Will deixou escapar um grito estrangulado de alegria e olhou ansiosamente para s eus pais que. Stanton .. ah. digo uma coisa para vocês. pois deveria partir para uma viagem de negócios em Londres e no outro dia para a Cornualha a fim de se juntar à esposa. mas eu penso que você o achará um tipo estranho e muito tímido que odeia c onhecer pessoas. Ele não tem muita bagagem. E desligou. Mas. e desceremos de carro.. meu rapaz. não. Se tiver certeza de que ele não.. Will conduziu seu padrinho até a sala. Todo Natal. no entanto. seis camisetas. Colocou dentro dela cinco pares de meias. Se puderem hospedar a todos nós. Austell carregando um e . Depois. dois pares de shorts e um a lanterna. Olá? Olá. Ele certamente gostaria de. se você realmente quiser. Nós alugamos um lugar com mais espaço do que precisamos.. Tio Bill riu baixinho... Está bom disse seu tio enquanto discava. Um amigo meu me buscará.. E acrescentou rapidamente para a sra. mas essa parecia ser sua segunda viagem ao Reino Uni do desde que emigrara há mais de vinte anos. Will disse seu pai. Só um sa.

Austell. sacolas de papel. o Daimler entrou roncando nobremente dentro do pátio fro ntal da estação ferroviária de St. entraram no digníssimo veiculo. Ancião disse a voz conhecida na mente de Will. Will Stanton falou Merriman. Já quase no final da tarde. engolida por carros. Depois parou. cambaleando com a enorme sacol a de sanduíches. Jane e Barney não fazem idéia de que as Trevas progr amaram esse roubo do graal para coincidir com a consagração da Feiticeira Verde ? Eles nunca ouviram falar da Feiticeira Verde disse Merriman. você pode entrar na frente. Eu deveria saber que ele dir igiria algo assim. lá está ele. O motorista jogou para o lado o terrível boné e um volumoso cabelo branco apareceu e m desgrenhada liberdade. Mas ele não está sozi nho. * * * Eles conversaram consideravelmente durante o percurso de Buckinghamshire até a Cor nualha. Em pé. Um leve tom de indignação soou em sua voz.. Como tem passado? perguntou Will. na Cornualha. Eu não acho que Merry sairá do carro disse Bill para ela enquanto saíam em bando pela entrada de veículos. Barney saltava para cima e para baixo. com os cabelos longos amarrados num rabo-de-cavalo. Eu disse que ele nunca se atrasa. ? E eu estava me preocupando com lugar! disse Bill. para garantir. ? Ora. duas. Sem solução. Hum disse Will. revelava em seu rost o uma expressão de preocupação. capas de chuva e brochuras. dentre uma pequena pisc ina de bagagens. não o levem a mal. com uma sobrancelha gro ssa levantada. é só isso. é claro. Se eles não devem saber nada a meu respeito comentou ele com Merriman na linguagem . quando seu tio Bill adorme ceu e continuou dormindo tranqüilamente pelo resto do caminho. Não.€pessoal. ? Lá vamos nós disse o tio Bill. Merry disse tio Bill enquanto eles partiam . Ele disse que nos encontraria aqui. Mas é um bom amigo. ora disse o pai de Will respeitosamente. Will S tanton. Aqui. acenando. Will avistou um garoto um pouco mais velho que ele. e um garotinho com um volumoso cabelo loiro. Bom dia. Will disse finalmente: E Simon. É uma pessoa muito tímida. Nós deveríamos descobrir de onde vem o ônibus de Trewissick. observava a aproximação deles. Merriman o olhou de relance. Comporte-se disse ela. quase bra nco. coberto por um boné marro m e peludo. Saudações. sentado placidamente sobre uma mala. Ele estava pensando em outra coisa. Eu me sentiria muito mais fe liz se soubéssemos pelo menos que forma as Trevas irão assumir. vestindo um casaco escolar e com um ar consciente de autoridade. Tio Merry nunca se atrasa. Merriman Lyon. Will. uma garota quase da mesma altura. Você terá o privilégio d contar para eles. Ele está um pouco atrasado. O menino deu um beijo rápido de adeus em seus pais. este é meu sobrinho e afilhado.maranhado de malas. Bem. uma figura enorme e bem a gasalhada encontrava-se sentada curvada sobre o volante.. garrafas térmicas e bebidas frias que sua mãe despejou em seus braços. ônibus e táxi s. revelando um nariz de falcão. segurando sua sacola e a mochila de Will. E eu acho que não esperaremos muito. Will. Os olhos escuros e assombreados olharam de soslaio para Will de um perfil arrogante. Vo vai gostar dele. Um velho problema. A multidão do tr em de Londres estava se reduzindo em volta deles. Eu não consigo vê-lo. No final da entrada. encontrava-se um an tiqüíssimo e enorme Daimler parado esperando. Só temos que esperar e ver. * * * Um carro buzinou imperativamente uma. adeus. É um garoto. particularmente depois do piquenique de almoço. Numa onda de despedidas. três vezes do lado de fora da casa dos Stanton. não disse? É claro que sim. eu o vejo. ? Ele respondeu: Tenho certeza que sim. Tem um homem com ele. horroroso. É maravilhoso vê-lo cumprimentou Will silenciosamente e feliz. Informalmente.

Após sua leitura considere seriamente a possibilidade de adquirir o original.dos Anciãos.com/group/digitalsource .com/group/Viciados_em_Livros http://groups. A generosidade e a humildade é a marca da distribuição.com/group/Viciados_em_Livros. pois assim você estará incentivando o autor e a publicação de novas obras. pois esta é a menor conseqüência quando comparada à urgência desta busc Will suspirou. A busca pela Feiticeira Verde disse ele.Mas nenhum de nós tem qualquer s ensação sobre isso. Se quiser outros títulos nos procure: http://groups. o benefício de sua leitura àqueles que não podem co mprá-la ou àqueles que necessitam de meios eletrônicos para ler. ? Isso pode certamente ser verdade falou Merriman. de maneira totalmente gratuita.google.google. a venda deste e-book ou até mesmo a sua troca por qualquer contraprestação é totalmente condenável em qualquer circunstância. Dessa forma. port anto distribua este livro livremente. Esta obra foi digitalizada e revisada pelo grupo Digital Source para proporciona r. http://groups. através da mente acho que eles não gostarão de mim nem um pouco.google. será um prazer recebê-lo em nosso grupo.

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