O NOVO CÓDIGO FLORESTAL (PROJETO DE LEI nº1876/99) E SEUS ENTRAVES "O direito à integridade do meio ambiente – típico direito de terceira

geração – constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos humanos, a expressão significativa de um poder atribuído, não ao indivíduo identificado em sua singularidade, mas, num sentido verdadeiramente mais abrangente, à própria coletividade social. Enquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) – que compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais – realçam o princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) – que se identificam com as liberdades positivas, reais ou concretas – acentuam o princípio da igualdade, os direitos de terceira geração, que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais, consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento, expansão e reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponíveis, pela nota de uma essencial inexauribilidade".1 Durante milhares de ano, a humanidade dispunha de meios extremamente precários para se defender do rigor da natureza. Segundo Laslett (2001), até o século XVIII os intelectuais europeus enxergavam o agreste com certo horror, e as derrubada das matas com satisfação. Não obstante o caráter explorador das práticas desse período, estas não eram insustentável ou provocavam crises ambientais de escala como acontece nos dias atuais, pois os impactos eram localizados e de intensidade restrita, o que dava a margem a capacidade de manter sua estrutura de comportamento frente às perturbações externas, ou seja, à resiliência da natureza. Tudo isso não se chegava a se alterar drasticamente o meio ambiente, passando a se preocupar após o surgimento dos recursos utilizados num ritmo maior do que a capacidade natural de reposição ou quando os dejetos são gerados a um ritmo maior do que a capacidade da natureza de absorvê-los, assim os problemas ambientais podem ser resumidos sobre duas vertentes: a depredação e a contaminação.2
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MS 22.164, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 30-10-1995, Plenário, DJ de17-11-1995 No mesmo sentido: RE 134.297, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 13-6-1995, Primeira Turma, DJ de 22-9-1995. Disponível em: http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp. Acesso em: 15.08.2011. 2 YU, Chang Man. SEQUETRO FLORESTAL DO CARBONO NO BRASIL: DIMENSÕES POLÍTICAS, SOCIOECONÔMICAS E ECOLÓGICAS, 1º edição, Editora Annablume, São

stf. os quais. existe realmente uma grande dificuldade em se delimitar e se harmonizarem os interesses gerais. 225.asp. Chang Man. 1º edição. pois uma coisa é afirmarmos a dificuldade em controlar o desmatamento ou condenar alguém a reparar o dano ambiental ou melhor conseguir vigiar a nossa imensa área verde. hodiernamente. as matérias de interesses gerais caberão à União. outra coisa é. "A Constituição do Brasil atribui ao Poder Público e à coletividade o dever de defender um meio ambiente ecologicamente equilibrado.br/portal/constituicao/constituicao. Entretanto. SOCIOECONÔMICAS E ECOLÓGICAS. julgamento em 17-6-2010. por meio da anistia de multas por Paulo. na maioria das vezes. A delimitação dos espaços territoriais protegidos pode ser feita por decreto ou por lei. regionais e locais.”4 Segundo o princípio da predominância do interesse. art.08.29. entre os tantos problemas ambientais contemporâneos de escala global são: a mudança climática e a perda da diversidade biológica. Plenário. SEQUETRO FLORESTAL DO CARBONO NO BRASIL: DIMENSÕES POLÍTICAS. VI e VII. 2004. 3 YU. Rel. e 225 da CF/88 onde preleciona a atuação em conjunto de todos os entes federativos quanto ao dever de proteger o meio ambiente.p. DJE de 6-8-2010. Editora Annablume. sendo esta imprescindível apenas quando se trate de alteração ou supressão desses espaços. ou seja.p.37. 2004.3 Ainda nesta oportunidade cabe registrar a presença da proteção ambiental expressa em nossa bíblia jurídica. nos artigos 23.064. .jus. apresentam-se bastante entrelaçados. reduzir através de lei a fiscalização ambiental. Min. incisos III.Agora segundo Vitousek (1997). §1º.2011. Mas esta dificuldade não é justificativa para permitir que as nossas leis sejam mais “brandas”. III). Acessado em: 15. Eros Grau. e são esses os principais motivos que faz a população brasileira. (CB/88. Disponível em: http://www. São Paulo. IV. as de interesse regional aos Estados e os interesses locais aos Municípios. se manifestar contra a mudança do código florestal brasileiro. 4 MS 26.

CÓDIGO FLORESTAL. Coletivo versus individual. Plenário. Acessado em: 15.. São Paulo. conflito entre os interesses individual e coletivo resolve-se a favor deste último. e prever instrumentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos. SEQUETRO FLORESTAL DO CARBONO NO BRASIL: DIMENSÕES POLÍTICAS. sobre a proteção da vegetação.284.p.. entre outras alterações. Chang Man. sob o ângulo constitucional. Rel. de 1965 . o controle da origem dos produtos florestais e o controle e prevenção dos incêndios florestais.stf.. Min. Conflito de interesse.2004. RESERVA LEGAL: 5 YU.asp.jus. definir regras gerais sobre a exploração florestal. conceder aos proprietários de até 4 módulos rurais dispensa da obrigação da reserva legal. o suprimento de matéria-prima florestal. a biodiversidade.605. reserva extrativista e reforma agrária”. proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. altera a lei nº 9. tendo por objetivo dispor sobre normas gerais. eis que surgi o projeto de lei nº1876/99 de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). porém se considerar a emissão por desmatamento (excluída a emissão por queimada. a paisagem. 6 MS 25.2011 . Marco Aurélio. Editora Annablume. DJE de 13-8-2010.) Não coabitam o mesmo teto. de 1998. com a função ambiental de conservar os recursos hídricos. Ante o estabelecido no art. seria talvez “meio sujo”. 5º e 6º desta Lei. Tudo isso me faz lembrar do que o Brasil preconiza ser um “emergente limpo”. SOCIOECONÔMICAS E ECOLÓGICAS. 4º. que revoga a lei nº 4. Onde aqui se enfocará: “Na ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE: Que é uma área protegida nos termos dos arts..br/portal/constituicao/constituicao.57. 1º edição. Disponível em: http://www. que é difícil a contabilização). as áreas de Preservação Permanente e as áreas de Reserva Legal.08. 225 da CF.6 Falando em alterações. julgamento em 17-6-2010. (. coberta ou não por vegetação nativa.5 Desta forma segue que ".desmatamento cometidos até 2008 ou pior. a estabilidade geológica.771. facilitar o fluxo gênico de fauna e flora.

O que de certo modo se torna prejudicial à coletividade.2011.andi.Disponívelem:http://ambienteduran. excetuada a de preservação permanente.08. O relatório.eng.876.pdf.7 1)Na ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE A discórdia com o projeto de lei é que nele discorre sobre a redução dos limites das Áreas de Preservação Permanente (APP) e a diminuição da proteção da mata ciliar de 30 metros para 15 metros. se houver supressão deverá ser recomposta além da autuação na forma da Lei. na prática. Mario Mantovani. no entanto. com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural.mudancasclimaticas. Ele mascarou todas as propostas”.Que é uma área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. de direito público ou privado. 8 MUDANÇA NO CÓDIGO FLORESTAL RECEBE CRITÍCAS DA CASA CIVIL. Disponível em: http://www. possuidor ou ocupante a qualquer título. Aldo Rebelo retirou de seu texto a permissão de que os Estados reduzissem pela metade essa reserva.br/node/1493/. na supressão de Áreas de Preservação Permanente somente quando for por Interesse Social ou de 7 PROJETO DE LEI Nº 1. DE 1999. tendo em vista que ao diminuir a área de proteção ambiental consequentemente reduzirá bruscamente a mata verde e aumentará os desastres ecológicos. abre a possibilidade que algum órgão do Sistema Nacional de Meio Ambiente faça alterações no tamanho das áreas de preservação permanente.8 Sobre o seu regime de proteção.br/system/files/publicador/LEGISLACAO/FEDER AL/SUBSTITUTIVO_PROJETO_DE_LEI_1876_ALDO_REBELO.org. auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade. pessoa física ou jurídica. o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa”.2011. . 13. deverão ser verificadas: toda vegetação situada em APPs onde deverá ser mantida preservada pelo proprietário da área. Acessado em: 15.08. delimitada nos termos do art. Para o diretor da SOS Mata Atlântica. as mudanças realizadas pelo relator não alteraram a essência do texto “Não houve nenhum recuo. Acessado em: 15. esta manobra mostra que.

se mostra sobre a dispensa de reserva legal para propriedades com até quatro módulos rurais (de 20 a 100 hectares). Acessado em: 15. 2)RESERVA LEGAL Mais um ponto crítico do substitutivo.Utilidade Pública e quando não existir outra alternativa locacional.2011.08. afirma André Lima”.org. é nítido que todas visam à redução.10 Toda esta manifestação a fim de impedir que este projeto se converta em lei. se o órgão ambiental autorizar deverá haver medidas mitigatórias e compensatórias por ele indicados. “Este texto anistia. supressão em nascentes.br/node/1493/. tanto da vegetação como da sua punição.br/juridico/conteudo/507/constitucional-e-administrativo. 10 PORTAL COAD. da soma das RLs com as APPs. bem como a dispensa da recomposição das RLs até 80% previstos atualmente na legislação da Amazônia.2011. só na Amazônia. É a maior anistia que já existiu no país em termos de ocupações ilegais.com. Disponível em: http://www. desmatamento e inclusive de multas ambientais”. Disponível http://www.08.mudancasclimaticas. tem um forte motivo primeiro pelo “pânico em que vivemos 9 MUDANÇA NO CÓDIGO FLORESTAL RECEBE CRITÍCAS DA CASA CIVIL. pelo Meio Ambiente.andi. cerca de 40 milhões de hectares foram desmatados depois de 1996. O ponto de convergência consubstancia-se na aceitação. em termos de desmatamentos ilegais de florestas e cerrado. dunas e mangues somente quando for de Utilidade Pública.coad.9 Sob a ótica dos ambientalistas e com toda razão. a dispensa de recomposição da vegetação de áreas desmatadas ilegalmente e a anistia concedida a crimes de desmatamento cometidos até 2008. Acessado em: em: . o texto é conivente com o desmatamento diante da isenção de multas de áreas desmatadas até 2008 e representa um risco para as florestas do país. 15. é permitido o acesso de pessoas e animais às Áreas de Preservação Permanente para obtenção de água e para realização de atividades de baixo impacto ambiental.

em todo o lugar. dois terços da humanidade podem vir a passar sede.Disponívelem:http://www. sendo a principal forma de desmatamento as queimadas de grandes áreas para o cultivo da agricultura e a prática da pecuária. a construção de estradas e o extrativismo de interesse econômico são outros importantes motivos que levam à devastação.ibge. De acordo com a ONU. do solo. quando exerce suas atividades cotidianas em casa.2011. no trabalho. 12 IBGETEEN. A comercialização da madeira. A Organização Mundial de Meteorologia das 11 IBGETEEN.200. somente 33. a expansão dos centros urbanos.2011. “O desmatamento em grande escala já chega a 46% das matas primitivas da terra.gov. é aceitar o “suicídio populacional”. líquidos e gasosos em quantidade acima da capacidade humana de absorção é o que chamamos de poluição.400. mas temos um ponto positivo em meio a essas pesquisas.08. por exemplo.diante do desequilibro ambiental” e segundo pela ciência de que a população realmente abusou do meio ambiente.08. . e parece que os resultados dessas políticas já são notados. entre os anos de 1988 e 1995.br/ibgeteen/datas/ecologia/planetaemperigo. é o que diz o IBGE.ibge.000 ainda cobrem a superfície do planeta. em que “Várias políticas ambientais foram implementadas em todo o mundo para reverter esse fato. Dos 62. Acessado em: 15.br/ibgeteen/datas/ecologia/planetaemperigo.12 Desta forma. reduziu em 31% o consumo de CFC. A emissão de resíduos sólidos.Disponívelem:http://www. O governo brasileiro. das águas. enfim. em menos de 30 anos”.11 E mais. Acessado em: 15. toda vez em que pensarmos em amenizar mais ainda o que a lei vigente já disponibiliza.ht ml. o Brasil é o recordista no mundo em desmatamento. sendo derrubados anualmente na Amazônia em torno de 15 mil Km2 de floresta”.000 Km2 de florestas originais.h ml. diversas designações para um único problema: a interferência negativa do homem no equilíbrio ambiental. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Todo ano. sonora. “A Poluição do ar.gov. cerca de 170 mil Km2 de mata simplesmente desaparecem.

. 14 AMBIENTE DURAN. Mas isto se forem respeitadas todas a metas do Protocolo de Montreal.14 Acrescenta-se que a recomposição da Reserva Legal poderá ser feita em 20 anos.ibge.ht ml.08.2011. II – permitir a regeneração natural da vegetação na área de Reserva Legal. assinado em 1987 no Canadá. Em que poderá fazer uso de espécies exóticas para esta recomposição. 13 IBGETEEN.eng. a restringir à metade a produção de CFC até o presente ano”. e que o proprietário terá 120 dias para efetuar a averbação da Reserva Legal após notificação pelo órgão ambiental. arrendamento de área sob regime de Servidão Ambiental ou Reserva Legal ou doação ao Poder Público de área localizada no interior de unidade de conservação.13 Sobre o regime de proteção da reserva legal. III – compensar a Reserva Legal. Acessado em: 15. com execução de 1/10 a cada dois anos.Nações Unidas registrou uma diminuição dos gases nocivos na atmosfera. que a RL. continua aumentando e só deve estar recuperada na metade do século XXI. deverá ser averbada com a indicação de coordenadas geográficas. exceto o brometo de metila. que a inserção da Reserva Legal em perímetro urbano poderá ser desaverbada concomitante com o registro do parcelamento do solo para fins urbanos segundo legislação específica e o Plano Diretor do Município. E a compensação poderá ser feita mediante aquisição de Cota de Reserva Ambiental . Acessado em: 15. onde 24 países se comprometeram.2011.CRA.br/ibgeteen/datas/ecologia/planetaemperigo. expõe que poderá ser explorada mediante Plano de Manejo aprovado pelo órgão ambiental.gov. Agora sobre a sua regularização ambiental poderá ser efetuada por: I – recompor a Reserva Legal. no entanto. entre outras coisas. O buraco da camada de ozônio. Disponível em: http://ambienteduran.08.Disponívelem:http://www.br/detalhamento-do-projetode-lei-187699-do-novo-codigo-florestal.

17 MARTINS. e segundo a do desenvolvimento econômico. ed. Tais. mercê dos êxitos tecnológicos que propiciou.. Teresina. 16 MACHADO.16 O direito ambiental surge como resposta à necessidade. ano 9. mudou rapidamente a compreensão e a mesma face do mundo. São Paulo. da sociedade. n. a sanções penais e administrativas. O conceito de desenvolvimento sustentável e seu contexto histórico: algumas considerações. 2004. Paulo de Bessa. embalada por duas ideologias. que pode ser composta por bens pertencentes ao domínio publico ou ao domínio privado. 18º ed. uma vez que a CF proíbe que a família de um condenado possa ser condenada somente porque um de seus membros sofreu sanção ou que alguém se apresente para cumprir pena em lugar de outrem. Rio de Janeiro: Lumen Juris. 24 jul. 2004. 382. Disponível em: .. pode ser pública ou privada. 7. Paulo Affonso Leme. pessoas físicas ou jurídicas. ”Vale ressaltar que o referido artigo não se choca com o artigo 5º. primeiro a do progresso. XLV. revista. quando se tratar de coisa apropriavel. ambas arrimadas na concepção mecanicista da ciência. a qual. independentemente da obrigação de reparar os danos causados”. cada vez mais sentida. Direito ambiental. §3º da Constituição Federal que “as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. p. concebida no chamado Primeiro Mundo. A propriedade do bem jurídico meio ambiente . revista atualizada e ampliada. atualizada e ampliada. derivada do racionalismo iluminista. Malheiros Editoriais. 743. 2010.3) REPARAÇÃO DO DANO: Conforme preconiza Paulo de Bessa Antunes (1999:149) o meio ambiente é uma coisa comum a todos. Isso mostra a presença do alicerce necessário para termos uma dupla responsabilidade no âmbito penal: a responsabilidade da pessoa física e a responsabilidade jurídica.17 15 ANTUNES. Contudo. Direito Ambiental Brasileiro. o mandamento constitucional não excluiu da condenação penal uma pessoa que seja arrimo de família”. Jus Navigandi. A fruição do bem jurídico do meio ambiente é sempre de todos. de pôr um freio à devastação do ambiente em escala planetária.15 Assim preceitua o artigo 225.

de uma recomposição total dos bens lesados e a sua restituição do status quo ante.2011. Tendo Aldo retirado de seu <http://jus. sejam. Sendo assim. E mais a nossa lei que protege no mínimo 30 metros nas margens dos rios.com. . significa impedir que as futuras gerações possam desfrutar das espécies nativas de cada região. Isso caracteriza uma afronta ao meio ambiental. Não podemos concordar que a vigente lei brasileira onde estabelece que a área de Reserva Legal deva ser de 80% na Amazônia Legal. 35% na região do cerrado que esteja nos estados da Amazônia Legal. agora querem. e que sua recuperação da reserva legal possa ser feita com espécies exóticas intercaladas a nativas. a eles concedida a anistia para os crimes e para as multas por desmatamento cometidos até 2008. pois se tem a possibilidade na medida do possível. e que passa a ser obrigatória apenas para as propriedades que excederam os quatro módulos. mas sua aplicação é ruim. e aquele que desmatou. podendo ser reduzida a proteção para 20% da propriedade das áreas de cerrado na Amazônia . nos cobra especial relevância a eleição dos mecanismos institucionais a pôr em marcha e que possibilitem a adoção de um modelo sustentável de desenvolvimento na área ambiental. não poderemos aceitar que aqueles que não registraram a reserva legal e desmataram áreas de proteção permanente está sujeito a multas e embargo da produção.uol. seja substituído por uma lei que visa proporcionar aos propriedades de até quatro módulos fiscais (varia de município para município) a não necessidade de ter reserva. tem de recompor.08. porque permitir que isso não ocorra? Essa espécie exótica intercaladas a nativas. áreas de encosta e topos de morros e as várzeas. e 20% nas demais regiões do país e que a recomposição deve ser feita com espécies nativas. Então nada mais inteligente do que criarmos mecanismos que propiciem uma boa aplicação da lei e fortalecer as instituições que têm responsabilidade ambiental e não simplesmente revogar a lei.Sobre esse contexto. Acesso em: 15.br/revista/texto/5490>. modificar para que a proteção mínima possa ser reduzida para até 15 metros. pois na medida do escalonamento lá se vai à paisagem “característica da região”. Vez que a lei é boa.

que além de ser bem incorpóreo e imaterial é tido também como bem de uso comum do povo.08. Disponível em: http://www.andi. por se tratar de uso comum do povo pode ser defendido por qualquer pessoa do povo. quando não houver alternativa técnica e as áreas de proteção permanente poderão ser descontadas do cálculo da reserva legal. O relatório. De acordo com a Constituição Federal aquele que infringir as leis ambientais. no entanto. . sofrer o controle repressivo.br/node/1493/.2011. por meio da ação popular ambiental (forma isolada) ou por ação civil pública (forma coletiva). pois de acordo com o projeto de lei os Estados têm cinco anos para definir programas de regularização ambiental e poderão desobrigar desmatadores a recompor área abatida até 22 de julho de 2008. Para o assessor jurídico e coordenador-adjunto do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) André Lima a aprovação do texto do relator é um retrocesso na legislação brasileira. Agora se deflagra neste parágrafo com a inconstitucionalidade devendo sofrer o controle preventivo ou após se tornar o projeto uma lei. “Qual é o exemplo que estamos dando para aqueles produtores que tentam cumprir a lei? Hoje o que nós estamos vendo é simplesmente a anulação da legislação ambiental brasileira.org. resta dizer. e não a anulação de uma lei”. Acessado em: 15. abre a possibilidade para que algum órgão do Sistema Nacional de Meio Ambiente faça alterações no tamanho das áreas de preservação permanente. E que as várzeas deixam de ser consideradas áreas de proteção permanente e podem ser desmatadas em decorrência de empreendimento.texto a permissão de que os Estados reduzissem pela metade essa reserva. o melhor uso das daquelas já abertas. Assim. Mas é preciso trabalhar o cumprimento da legislação. causar danos ao meio ambiente. Menciona ainda o 18 MUDANÇA NO CÓDIGO FLORESTAL RECEBE CRITÍCAS DA CASA CIVIL. o uso das florestas de maneira sustentável.18 Diante exposto. conforme bem leciona Morato Leite que o meio ambiente é uma macrobem. Na verdade deveria se ter uma política para incentivar a recuperação de áreas.mudancasclimaticas. é obrigado a reparar a perda.

empreiteiras. Acesso em: 15. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS AMBIENTAIS NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO. face a previsão constitucional do art. que o considera macrobem de todos (LEITE.20 "Se a vontade de dominar a Natureza é tão antiga quanto o próprio homem. Disponível em: http://www. 20 SOS FLORESTAS. madeireiras.sosflorestas.p. . Provoca desde agora uma corrida para o desmatamento que aumenta a tensão fundiária. essa violência no campo pode ter fim. Desta forma. amplia a vulnerabilidade das populações brasileiras. 2007. só com a adoção de outra concepção de desenvolvimento. não se pode negar que a sua proteção também remonta aos 19 MOURA. que o proprietário.com. gera mais insegurança no campo. para além da necessária punição aos envolvidos nos crimes.08.br/noticias_lista.autor. construtoras. A ABONG acredita que. não importando tratar-se do Poder Público ou da iniciativa popular. do que adianta punir os responsáveis por esses crimes. com a demarcação das terras das populações tradicionais. pois deve se privilegiar a “defesa do meio ambiente” do que a “defesa de interesse de pessoa jurídica”. Paulo André Pereira. A atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a tornar efetiva a proteção ao meio ambiente. 2003:83).2011. aumentar a fiscalização e escoltar as pessoas ameaçadas se não se alterar a desigual estrutura fundiária brasileira e se continuar priorizando projetos que só beneficiam latifundiários. com a proteção dos recursos naturais. a aprovação do Código Florestal na Câmara só agrava o problema.225. Rio de Janeiro: E-papers Serviços Editoriais Ltda. A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida por interesses empresariais nem ficar dependente de motivação de índole meramente econômica.14. antes mesmo de sua votação no Senado e da sanção Presidencial. mineradoras. não poderá dispor da qualidade do meio ambiente ecologicamente equilibrado.19 CONCLUSÃO Nesse contexto.php?a=314. com uma reforma agrária efetiva.

.08.br/blog/advogado-especialista-em-direito-ambientalem-belo-horizonte-mg/. sendo que a bem da verdade. que vem evoluindo em face dos abusos causados pelo homem ao meio ambiente”.adv. Advogado especialista em Direito Ambiental em Belo Horizonte – MG. Disponível em: http://eulergoncalves.2011. Euler. Acesso em: 15. O Direito Ambiental como área do conhecimento jurídico tem como objeto o estudo e as interações do homem com o meio em que vive. o Direito Ambiental seria um desmembramento do Direito Administrativo.21 21 GONÇALVES.tempos mais antigos.