SUMÁRIO Pág: 03 - Pré-Operatório. Pág: 07 - Trans-Operatório. Pág: 07 - Centro Cirúrgico. Pág: 10 - Atribuições da enfermagem.

Pág: 11 – Auxilio ao atendimento. Pág: 12 - Atendimento ao ato cirúrgico. Pág: 14 - Instrumentador. Pág: 15 - Anti-sepsia. Pág: 16 - Técnicas para vestir o avental. Pág: 17 - Técnicas para calçar as luvas. Pág: 17 - Tempos cirúrgicos. Pág: 18 - Instrumental cirúrgico. Pág: 19 - Fios cirúrgicos. Pág: 20 - Considerações gerais sobre instrumentação. Pág: 21 - Centro de material. Pág: 23 - Limpeza do material. Pág: 24 - Preparo do material. Pág: 24 - Esterilização. Pág: 31 - Pós-Operatório. Pág: 36 - Complicações. Pág: 45 - Intervenções cirúrgicas. Pág: 62 - Assistência ao paciente com aparelho gessado. Pág: 66 - Bibliografia.

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01- INTRODUÇÃO

A partir do século XIX, a cirurgia tornou-se uma especialidade médica e surgiram com ela novos horizontes e possibilidades que favoreceram a melhora da qualidade de vida. Até então, muitos problemas não podiam ser clinicamente minimizados ou resolvidos, o que contribuía sobremaneira para aumentar os índices de morbi-mortalidade, hoje facilmente contornado por meio de intervenções cirúrgicas. Por se tratar de uma nova especialidade da medicina, conhecia-se pouco o risco que os procedimentos cirúrgicos poderiam oferecer ao cliente. A dor ainda era um grande problema as cirurgias, que obrigava os médicos cirurgiões a realizarem intervenções no mais curto espaço de tempo possível. No entanto por volta de 1840, o advento da anestesia tornou possível para o cirurgião realizar as intervenções sem que o cliente sentisse dor. O papel dos profissionais de enfermagem que atuavam nas primeiras cirurgias limitava-se apenas à limpeza das salas e dos equipamentos utilizados. O contato com o cliente restringia-se a algumas tarefas técnicas, como uma coleta de materiais, e ocasionalmente o profissional acompanhavam os clientes até as salas de cirurgia para prestar-lhes algum tipo de cuidado. Mais tarde, com a descoberta das soluções anti-sépticas, a criação de técnicas assépticas e, um pouco depois, com a descoberta dos bloqueios anestésicos através de gases anestésicos, o tratamento cirúrgico passou a ser utilizado em larga escala. Dessa forma, percebia-se a necessidade de se qualificar os profissionais de enfermagem, visto que as complicações decorrentes das novas técnicas de intervenção cirúrgica, bem como das novas técnicas de anestesia, exigiam deles cada vez mais conhecimento. O cuidado passou a ser um aspecto fundamental no sucesso da cirurgia.

Em nosso entender, a atual disciplina Enfermagem Cirúrgica precisa ser urgentemente repensada e contextualizada, até mesmo re-batizada, porque essa terminologia implicaria obrigatoriamente em uma enfermagem voltada para a realização da terapêutica cirúrgica, do ato médico. Isso se contrapõe complemente aos objetivos de uma profissão alicerçada no cuidado e, através dele, na satisfação das necessidades humanas básicas e dos desejos afetados. Cada vez mais se exige dos profissionais de enfermagem um conjunto de conhecimentos sólidos, baseados nas diversas esferas do saber, sem desconsiderar a essencialidade do ser humano. Essa busca tem constituído um dos maiores desafios da enfermagem contemporânea. 02- TRATAMENTO CIRÚRGICO O tratamento cirúrgico baseia-se na obtenção da cura ou no alívio dos sintomas através da realização de intervenções operatórias. A cirurgia é à parte da medicina que trata de certas lesões internas ou externas por processos manuais denominados operações. O tratamento cirúrgico ocorre fundamentalmente em três fases interdependentes: - Fase pré-operatória: período que antecede o ato cirúrgico. - Fase transoperatória: também chamada de fase peri-operatória, compreende o tempo de realização da intervenção cirúrgica propriamente dita. - Fase pós-operatória: compreende o período posterior à realização do procedimento cirúrgico. É importante destacar que atualmente, dependendo da gravidade do cliente ou da complexidade da cirurgia, o cuidado de enfermagem deverá estar presente necessariamente durante as três fases do tratamento cirúrgico. Normalmente, faz parte dos protocolos e rotinas de enfermagem que as

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através de cuidados de enfermagem e de terapêutica médica. muitas vezes é solicitado ao paciente para providenciar doadores saudáveis e compatíveis com seu tipo sanguíneo. Cirurgia de Urgência: Na maioria das vezes o cliente dá entrada no hospital com sinais e sintomas sugestivos de comprometimento e desequilíbrio orgânico de sistemas vitais. Isso contribuí sobremaneira para o agravamento do quadro de instabilidade orgânica já instalado. seja no preparo do organismo (mente. Pré-operatório mediato: Esta fase começa no momento da indicação de operação e termina 24 horas antes do seu inicio. ou de acordo com o tipo de cirurgia ou o estado do paciente. PRÉ-OPERATÓRIO O período pré-operatório tem inicio no momento em que o paciente recebe a indicação e se estende até sua entrada no centro cirúrgico. sem manifestar sinais ou sintomas que surgiram comprometimento de sintomas orgânicos vitais (circulatório. respiratório). Isso nos permite implementar cuidados de enfermagem a fim de prepará-lo em todos os aspectos (físico. raios X. o que implica em pelo menos uma vista do profissional de enfermagem ao cliente. evitando sua comercialização. Tratando-se de operações eletivas. É.De um modo geral. bem como um acentuado desequilíbrio afetivoemocional. No pré-operatório mediato. excretor.cirurgias sejam precedidas de consultas préoperatórias de enfermagem. dependendo do hospital. Torna-se imperioso a indicação de tratamento cirúrgico imediato. no entanto. Há casos em que o paciente internase com vários dias de antecedência. Cirurgia Eletiva: O cliente apresenta-se na maioria das vezes relativamente sadio. Admissão do paciente: Chegando ao hospital. Pré-operatório imediato: Esta fase corresponde as 24 horas que antecedem a cirurgia. a admissão se dá no mesmo dia da operação. quando necessita de um tratamento para habilitá-lo a ser operado. Geralmente. corpo e espírito) e do local a ser realizado a cirurgia. entretanto varia de instituição para instituição. medos e ansiedade que povoam o pensamento do ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 4 . independente da condição clínica do cliente. Uma cirurgia eletiva. é a que permite ao cirurgião escolher o momento mais adequado para sua realização. onde há previsão de transfusão sanguínea. seja na administração de medicamentos. de praxe que a enfermagem participe da fase préoperatória. portanto. Essa avaliação tem o objetivo de identificar e corrigir distúrbios que possam aumentar o risco cirúrgico. eletrocardiograma. melhorar a condição do cliente para a realização da intervenção cirúrgica. que é a área destinada ao alojamento dos pacientes nos períodos pré e pós-operatórios. uma vez que não se dispõe de tempo hábil para tentar. sempre que possível. Com essa medida pretende-se melhorar a qualidade do sangue disponível e aumentar a quantidade de estoque existente nos bancos de sangue. o paciente é admitido no hospital dentro deste período. É fácil compreender as dúvidas. Esse procedimento. Este período se divide em duas fases: pré-operatório mediato e pré-operatório imediato. com o objetivo de ser devidamente preparado para o ato cirúrgico. ainda que não seja extremamente necessária a participação desses profissionais no período peri-operatório. o paciente é encaminhado na Unidade de Internação Cirúrgica. o médico faz uma avaliação do estado geral do paciente através do exame clínico detalhado e dos resultados de exames de sangue. urina. neste período o paciente ainda não se encontra internado. no entanto. Em outros casos. mental e espiritual) para que possa enfrentar em melhores condições o procedimento cirúrgico. entre outros.

Cuidados: Compete ao cirurgião determinar. encher os pulmões e provocar rápidas tossidelas. executar o preparo da pele. ainda. É importante. de morte criam uma situação de insegurança para o paciente cirúrgico. verificar a validade dos exames pré-operatórios. alergias. hipertensão ou hipotensão. colocando as mãos sobre o local da futura incisão. Exercício de tosse. tendo o cuidado de conduzí-lo ao leito. Normalmente. Lá deve indicar-lhe o local para guardar seus pertences. Por isso é de extrema importância que o técnico em enfermagem receba o paciente de modo afável. expirar completamente. Na véspera da operação: O técnico de enfermagem deve prestar uma série de orientações ao paciente. Ao executar os demais procedimentos de rotina em uma admissão. uso de álcool. quando se trata de crianças ou pessoas incapacitadas. para ganhar sua confiança. hábitos intestinais. A constatação de qualquer anormalidade deve ser comunicada ao enfermeiro responsável ou ao médico e também anotada no prontuário. Atualmente essa validade é de três meses para os exames laboratoriais e de seis meses para o eletrocardiograma (ECG) e as radiografias (RX). ou então usar o travesseiro para apoiar as mãos e pressionar o local. a fim de sentir o movimento torácico. utilizados para a realização de exercícios respiratórios. dispnéia. Exercícios respiração. O paciente é orientado para entrelaçar os dedos. o técnico de enfermagem deve estar atento a anormalidades como febre. Orientações ao paciente: Durante o período pré-operatório. cuja finalidade é prevenir complicações pulmonares após a realização da cirurgia. o técnico de enfermagem deve verificar se a burocracia para a operação esta devidamente assinada pelo próprio paciente ou por seu responsável. isto funciona como imobilização durante a tosse.desconhecido e as possibilidades de dor. deve inclinar-se ligeiramente para frente. tentando eliminar possíveis secreções. Por fim. O exercício deve ser repetido uma ou duas vezes. sono. estes precisam ser especificados no prontuário do paciente. no pósoperatório. o paciente deve ser orientado e incentivado a praticar alguns exercícios que irão beneficiá-lo posteriormente. o técnico de enfermagem deve obter algumas informações sobre ele e sua doença. bradicardia ou taquicardia. O técnico em enfermagem orienta o paciente para colocar as duas mãos na parte inferior das costelas na altura do diafragma. esclarecer-lhe as dúvidas que estiver ao seu alcance. ajudando-o a sentir-se mais à vontade. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 5 . Atualmente existem pequenos aparelhos denominados expirômetros de incentivo. Repetir esse exercício várias vezes. de complicações. o preparo intestinal. É também muito importante chamar o paciente sempre pelo nome e ser honesto ao responder as perguntas. Depois de pressionar o local. decidir o preparo do paciente. cujo objetivo é retirar secreções da traquéia e dos brônquios. de drogas ou medicamentos. a higiene geral e também cuidar para o paciente observar o jejum. No caso de uso de drogas e medicamentos. orientá-lo quanto às normas do hospital. eliminando a dor. encaminhando as demais a quem de direito. Admitindo o paciente. os cuidados relativos a esse preparo são executados na véspera e no dia da cirurgia. Procedendo dessa maneira. o técnico de enfermagem alivia a ansiedade do paciente. inspirar profundo pelo nariz e expulsar todo ar pela boca. tabagismo. de acordo com a operação a ser realizada.

Em função do tipo de cirurgia a ser realizada. desfazendo-se dos descartáveis e colocando os demais em soluções. 6º) Cuidar ao máximo para não machucar a pele do paciente e relatar qualquer anormalidade observada como. 3º) Compressas de gaze. a maioria dos cirurgiões continua adotando a prática. a tricotomia é realizada na véspera da operação. o local do procedimento e as observações relativas aos cuidados prestados.O técnico em enfermagem também deve orientar e conscientizar o paciente para a importância de realizar a deambulação precoce. principalmente as realizadas sob anestesia geral. exige um preparo maior. doença cutânea ou ferimento. Nesse caso. prestando atenção a saliências existentes na ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 6 . 2º) Sabão anti-séptico. por exemplo. por exemplo. desde que o paciente tenha evacuado normalmente na manhã do dia da cirurgia. raspar a área ensaboada. Material necessário tricotomia: para realização da pele e a área onde haja pregas. Etapas para a execução da tricotomia: 1º) Esclarecer o paciente sobre a necessidade do procedimento. tão logo as suas condições o permitam. Já em operações de pequeno porte pode-se dispensar a execução desse preparo. como virilha e órgãos genitais. Ainda em relação ao preparo intestinal. que consiste em pequenas caminhadas após a cirurgia. a infecção a ferida operatória. friccionado-a com movimentos circulares a partir do local da futura incisão. Preparo da pele: Esse procedimento tem por finalidade eliminar ao máximo a flora bacteriana que normalmente habita a pele do paciente. é importante o reto estar vazio. cabe ao técnico em enfermagem que executou o procedimento verificar e anotar no prontuário as características do material eliminado. à noite. 7º) Enxugar e secar a pele. 5º) Esticar suavemente a pele com uma das mãos e. que pode variar desde o uso de laxante até a aplicação de clister ou lavagem intestinal. Cabe observar que as pesquisas acerca da tricotomia colocam em dúvida a eficiência desse procedimento. Em vários hospitais. para o órgão ficar o mais vazio possível. Preparo intestinal: para a maioria das operações. A área em torno da futura ferida operatória deve ser limpa de modo completo e feita à tricotomia. a circulação nos membros inferiores e estimula o peristaltismo intestinal – função mecânica do intestino. deixando o paciente confortável. evitando assim que o paciente evacue durante o ato cirúrgico. Uma operação de intestino grosso. 4º) Barbeador com lâmina nova. o laxante é administrado dias antes. 3º) Cortar os pêlos longos com a tesoura. muito embora seja mais indicado fazêla até duas horas antes da cirurgia. Contudo. 1º) Vasilha com água morna. o médico irá prescrever o preparo adequado. sempre no sentido dos pêlos empregando movimentos firmes e regulares. com o barbeador na outra mão. uma vez que eles podem aumentar o risco de infecção da ferida operatória. 9º) Anotar no prontuário do paciente a hora. mas o clister e a lavagem são feitos na véspera da operação. 2º) Preparar o paciente posicionando-o de modo a facilitar a realização do procedimento e expondo a região a ser tricotomizada. 8º) Remover todos os materiais utilizados. 4º) Ensaboar a área com gaze. A deambulação precoce favorece a expansão pulmonar. 5º) Tesoura. para evitar a proliferação de germes após o preparo da pele.

Normalmente a última refeição ingerida pelo paciente antes da cirurgia contém apenas alimentos facilmente digerível. 9º. Para estes. informando ao enfermeiro responsável quaisquer alterações como hipertermia. 7º. Fornecer camisola limpa e ajudar o paciente a vestí-la com a abertura para as costas. 5º. o estômago do paciente deve estar vazio. se o paciente estiver usando. dependendo do tipo do procedimento até o momento da cirurgia. número do registro no prontuário e comunicando qualquer anormalidade ao enfermeiro responsável. violação de sua privacidade. não sendo também permitido a ingestão de água ou outros líquidos. anotando-os no prontuário e comunicando qualquer anormalidade ao enfermeiro responsável. Retirar próteses. pulso. como sucos e chás. como depressão respiratória ou mesmo agitação. para evitar que se percam. ajuda a evitar infecções. Retirar o esmalte de no mínimo em uma das unhas. auxiliá-lo a realizar esses cuidados. jamais sendo deixado sozinho. no momento da cirurgia. Jejum: Na medida do possível. causando sérias complicações. orientando-o para não colocar nenhuma roupa por baixo. Orientar o paciente deambulante para ir ao banheiro. tesourinha de unha e outros que se fizerem necessários. protegido com grades. hipertensão ou outras. um banho completo na véspera da operação. Administrar a medicação préanestésica prescrita aproximadamente 30 a 60 minutos antes de encaminhar o paciente ao centro cirúrgico. Colocar o paciente na maca. Nessa fase quando o efeito da medicação pré-anestésica está se iniciando. Os pacientes deambulantes devem ser orientados para fazer sua própria higiene. como sopa. 3º. com o objetivo de esvaziar a bexiga e o intestino. 8º. o paciente deve permanecer sob observação. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 7 . lentes de contato. 2º. No caso do paciente acamado. cabe ao técnico fazer a higiene. Por esta razão. as de estômago e de intestino. pneumonia ou abscesso pulmonar. incluindo lavagem de cabelo com xampu. uma dieta de fácil digestão precisa ser observada durante vários dias anteriores ao ato cirúrgico. Verificar novamente os sinais vitais. de preferência anti-séptico. principalmente quando forem longos. Em alguns tipos de operação como. caldo. muitos serviços adotam a rotina de retirá-los somente na sala de operação. guardando-as para posterior devolução. ao ser administrado o anestésico geral ele pode vomitar e aspirar o vomito para o interior dos pulmões. o técnico vai fornecer o material – sabão. jóias. o qual varia de acordo com a instituição. Caso contrário. Pentear os cabelos do paciente e prendê-los com gorro.Higiene geral: Além do preparo total da pele. pois poderá apresentar reações diversas. Após essa refeição o paciente precisa permanecer em jejum por 12 ou 24horas. 4º. Conferir se os exames préoperatórios. limpeza das unhas das mãos e dos pés e higiene oral. Deixar o paciente deitado. identificar esses objetos e entregar ao enfermeiro responsável ou guardá-los em local apropriado. protegido com grades. por exemplo. tomar banho sem lavar a cabeça e fazer a higiene bucal adequada. A retirada de próteses dentária ou ocular antes da anestesia constitui. como asfixia. respiração e pressão arterial. as autorizações para a operação e as radiografias estão junto ao prontuário do paciente. No dia da operação: Os cuidados que a enfermagem presta ao paciente no dia do ato cirúrgico são os seguintes: 1º. para que o anestesista controle melhor sua oxigenação durante a cirurgia. etc. 6º. Para pacientes acamados. 10º. Identificá-lo com uma pulseira contendo nome. no entanto. Verificar os sinais vitais: temperatura. para alguns pacientes. etc.

nesses casos. aonde se dá à transferência do paciente da maca que veio. 2º. é importante analisarmos as dependências básicas de um Centro Cirúrgico e as equipes que trabalham nessa unidade. Vale lembrar que em operações de emergência o preparo pré-operatório de rotina geralmente não são realizados por falta de tempo. secreções. Sala de material de limpeza: Área para reserva de materiais e utensílios usados na limpeza do Centro Cirúrgico. antes da cirurgia. devem ser equipados com recipientes com anti-sépticos e torneiras que possam ser manobradas com as mãos. Sala de estar: Deve ficar localizada próximo aos vestiários e a copa. Encaminhar o paciente ao Centro Cirúrgico com o prontuário completo. É considerada. Lavabos: Destinados à lavagem e antisepsia das mãos e antebraços. É importante que eles disponham de sanitários e chuveiros (para uso das equipes). 7º. sempre que possível. a guarda e redistribuição de todo o material limpo e esterilizado a ser usado no centro cirúrgico. pois. TRANS-OPERATÓRIO O período chamado de transoperatório é aquele em que o paciente submete-se a cirurgia propriamente dita. CENTRO CIRÚRGICO Um Centro Cirúrgico compõe-se de várias dependências e necessita de pessoal especializado para seu funcionamento. Por esta razão são geralmente instalados dentro ou próximos a ele. suportes de soro. 4º. para uma emergência. Vestuário masculino e feminino: Devem oferecer acesso externo (por fora das instalações do centro cirúrgico) e interno (pelo corredor cirúrgico). O aparelho de RX móvel poderá também ser ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 8 . 11º. roupas usadas e outros materiais para posterior lavagem. contar com uma autoclave para esterilização rápida. O procedimento se realiza no Centro Cirúrgico.11º. Sala de material cirúrgico ou de estocagem de material esterilizado: Destina-se a recepção. Na sala de expurgo também se depositam inicialmente. principalmente as que se referem aos técnicos de enfermagem. que exercem o controle administrativo da unidade. com suas respectivas atribuições. Por isso. O Centro de Material e a Recuperação Pós-Anestésica são apoios importantes para o Centro Cirúrgico. Rouparia: Local destinado à guarda de roupa limpa não estéril. instrumentos. focos portáteis. Área de baldeação ou troca de maca: Localizada na entrada do centro cirúrgico. área suja. Sala de expurgo: Local equipado com tanque para o despejo de sangue. Poderá eventualmente. servindo de área de descanso para as equipes do centro cirúrgico. Por isso. 10º. mesas auxiliares e materiais que eventualmente não estejam em uso. Dependências básicas: Um centro cirúrgico deve dispor das seguintes dependências: 1º. roupas e outros pertences). e outros líquidos provenientes da operação. Muitas vezes representadas somente por um armário. armários (para a guarda de uniformes. ou então com uma ligação direta. 5º. que garanta plena segurança e conforto ao paciente e a equipe de saúde. 6º. portanto. para a maca privada do centro. Sala de equipamento: Área usada para guarda de aparelhos como os de anestesia. Copa: Área reservada ao pessoal do centro cirúrgico. bisturi elétrico. Posto de enfermagem: Local destinado à chefia e a secretaria. incluindo a autorização para a cirurgia e as radiografias. 3º. 8º. 9º. é o ato cirúrgico. para lanches rápidos. o importante é intervir imediatamente. aspiradores. O Centro Cirúrgico deve ser dotado de uma infra-estrutura tal.

de acordo com a orientação do cirurgião. Sala de operações (S. instalações.guardado nessa sala. cujo percentual é programado no próprio aparelho. que é o tipo usado mais freqüentemente. Incluem-se também. vácuo. O bisturi monopolar é utilizado quando a necessidade de corte ou de coagulação. até as células se desintegrarem. ar condicionado. O vácuo é utilizado para fazer aspirações de secreções. Bisturi elétrico: com rodas. 12º. oxigênio. Suportes de soro: em número de três. que servem para colocação do material cirúrgico e das roupas estéreis. dentre os quais podemos citar o bisturi de raio laser. os quais podem ocorrer simultaneamente. mais de menor potência que a do bisturi monopolar. utilizados para a colocação de frascos de soluções. interruptores e tomadas elétricas de 110 e 220V. entre outros. No corte. Esse carro substituiu os antigos carros fixos. eletrocautério. Itens de uma Sala de Operação: Equipamentos. Itens Móveis: Mesa cirúrgica e acessórios: como braçadeiras. que entra em contato com o campo operatório e passa a corrente elétrica para a placa. em áreas pequenas e localizadas. pois a corrente só passa entre as duas pontas da pinça. Carro de medicação: com gavetas e outras divisões. a caneta entra em contato com o tecido. Foco auxiliar: para complementar ou substituir o foco central. Comumente tem a forma retangular. Baldes para lixo: de preferência com rodas. provocando o seu aquecimento. perneiras. aparelhos e mobiliários podem ser classificados em fixos (não podem ser deslocados da sala) ou móveis (podem ser deslocados) para outras dependências da instituição. além de impressos. O eletrocautério ou bisturi elétrico é um aparelho usado com a finalidade de corte (incisões) e coagulação de tecidos. Esse tipo de aparelho é indicado apenas para coagulação. e os gases são usados nas anestesias. conhecidos como baldes de chutes. como encontramos em alguns hospitais. Mesas auxiliares: como a de mayo e outras. ou de ambos. agulhas. onde são conectadas a caneta do bisturi e uma placa neutralizadora da corrente. 13º. Bisturi monopolar: É composto por uma unidade geradora. preservando os tecidos vizinhos ao local da coagulação. O): Dependência do Centro Cirúrgico a realização das intervenções cirúrgicas. e de uma caneta ou pinça bipolar. segundo a exigência de cada cirurgia. em caso de emergências. Essa ação simultânea é chamada de mistura. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 9 . pois deve ser a área mais limpa do centro. frascos de soro. e tem vantagens de dispensar o uso da placa neutralizadora. Lembramos que existem outros tipos de bisturis utilizados com as mesmas finalidades dos que acabamos de conhecer. Por isso. A caneta é a parte estéril do bisturi. O uso do bisturi bipolar é indicado para os tecidos sensíveis. Sala de guarda de medicamentos e materiais estéreis descartáveis: Local onde se armazenam materiais descartáveis como seringas. caso não haja lugar específico para ele. Na coagulação. Esses suportes podem servir também para formação da borracha do anestesista. Itens Fixos: Foco central. as manivelas e os pedais que possibilitam colocar a mesa em diversas posições. para formação da borracha do anestesista. Bisturi bipolar: Também é composto de uma unidade geradora. equipos de soro. ombreiras e arco de narcose. fios de sutura. ácido nitroso e ar comprimido centralizado. Os bisturis elétricos mais comuns são o monopolar e o bipolar. o trânsito a ela é restrito e a limpeza é feita com o máximo rigor. nesses itens. quando este é suspenso numa coluna retrátil. o tecido recebe uma quantidade de calor apenas o suficiente para secar as células.

É importante ainda que as boas relações humanas e o profissionalismo prevaleçam sobre as tensões. A equipe de anestesia: é composta de médicos anestesistas. estar atento para não acumular itens desnecessários que venham a dificultar a limpeza e favorecer a contaminação. 3º. É muito importante se os membros atuarem de forma integrada e harmônica. Dela fazem parte o médico cirurgião. Geralmente a limpeza diária é feita na véspera. A máscara. Outros equipamentos podem ser acrescentados à sala de recuperação. usados sobre os sapatos. dependendo da cirurgia e o instrumentador que deverá ser um elemento da equipe de enfermagem ou. Bancos giratórios.Comandar a equipe. gorro para proteger os cabelos. Deve-se. A equipe de limpeza: é formada por auxiliares de limpeza pertencentes ao quadro hospitalar ou uma firma prestadora de serviços. Também cabe a esta equipe controlar o paciente durante e após o ato cirúrgico. porém. estrado. tensiômetro. começando pelas ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 10 . um ou mais médicos auxiliares. Circulante. para ajudar a posicionar e acomodar o paciente. planeja e executa a anestesia. sendo responsável por prescrever a medicação pré-anestésica. 2º. no entanto. Em qualquer dos casos.Organizar a equipe. baseando-se nos princípios de relacionamento humano. Arrumar a sala.Carro de anestesia. principalmente de orofaringe e de pele. provendo-a com equipamento necessário a cirurgia a ser realizada. 3º. Remover o pó dos equipamentos expostos e das superfícies. os respectivos horários e a existência ou não de solicitação de equipamentos ou material especial. tala e suporte para braço.Prover a unidade de pessoal e de material necessário ao seu bom funcionamento. Montagem da sala de cirurgia: 1º. distribuindo-o de forma racional. executando-a sempre que houver necessidade. A equipe cirúrgica: realiza o ato cirúrgico. para cumprir seu papel precisa proteger o nariz e a boca sendo necessário trocá-la sempre que estiver úmida. não podendo ser portador de infecções agudas ou crônicas. Quatro equipes prestam assistência direta no Centro Cirúrgico. a equipe sempre trabalha sob a orientação técnica do enfermeiro. 2º. ATRIBUIÇÕES DE ENFERMAGEM Enfermeiro: 1º. máscaras e sapatilhas de tecido ou propés. ao final das cirurgias do dia. de vários tamanhos. Saber quais são as cirurgias marcadas para a sala que será de sua responsabilidade. Coordenar e supervisionar a assistência prestada ao paciente no transoperatório. Negatoscópio é o aparelho destinado à observação de radiografias. um ou dois em média. preocupando-se com seu crescimento profissional. composto de calça comprida e de jaleco unissex ou avental. Coxins. Cabe ressaltar que o uniforme deve ser vestido diretamente sobre as roupas de baixo. até o restabelecimento de seus reflexos. O Trabalho no Centro Cirúrgico: O pessoal que circula dentro do centro cirúrgico deve apresentar boas condições de saúde. Verificar a limpeza das paredes e do piso da sala. inevitáveis neste tipo de trabalho. aspirador elétrico. É obrigatório o uso de uniforme privativo. visando à segurança do paciente e a eficiência do ato cirúrgico. eventualmente. estetoscópio. um médico. 4º. 4º.

Testar as luzes e aparelhos a serem utilizados. 7º. cuidadosamente. b) Evitar tocar na parte interna das tampas das caixas que forem abertas. Pode-se usar um tecido ou compressa vermelha (flanelas) embebida em álcool etílico a 70graus ou outros desinfetantes. completando com o que estiver faltando. Colaborar na montagem das mesas auxiliares. Providenciar o material específico de cada cirurgia. d) Usar a técnica adequada para o funcionamento de soluções anti-sépticas. Deixar o conteúdo do pacote cair sobre a mesa do material cirúrgico. 13. Preparar soro morno se necessário. Colocar o pacote de campos e aventais.5. tomografias ou fotografias. depositando-os em cuba redonda pequena. vácuo. no momento devido. quando lhe oferecer o material. de forma a não contaminar a parte interna do pacote. campos. Prender. como álcool iodado. Levantar essa primeira ponta para o lado oposto do corpo. Em muitos serviços. c) Retirada de jóias. Pacotes grandes contendo instrumental.2. 13. a) Preparação da região operatória. o controle dos materiais de anestesia é de responsabilidade de um funcionário específico ou dos próprios anestesistas. radiografias. identificar o paciente e verificar se foram realizados os seguintes cuidados pré-operatórios. tais como: eletrocardiogramas. e a calçar as luvas estéreis. c) Utilizar pinça servente estéril para retirar os instrumentos de caixas ou cubas. as três pontas soltas. 5º. 12º. por exemplo. aventais. próteses e esmalte de pelo menos uma das unhas. como também os exames específicos. 2º. principalmente. etc. Ajudar o instrumentador a vestir o avental. Regular a temperatura da sala. quando o enfermeiro está impossibilitado de fazê-lo. e de outros líquidos. devem sempre ser abertos sobre uma mesa. 8º. Revisar os materiais existentes na sala. em casos de cirurgias plásticas. 11º. como soro fisiológico. fornecendo os materiais estéreis e os anti-sépticos necessários ao instrumentador. Verificar se o lavabo está equipado para lavagem e anti-sepsia das mãos e antebraços. Receber o paciente no Centro Cirúrgico. Abrir os pacotes de material estéril seguindo as instruções. Abrir cada uma das pontas laterais do envoltório. aspirador.4. 2º. Segurar o pacote afastando-o do corpo e na posição adequada para soltar o adesivo que prende a ponta do envoltório. 13. No ato do recebimento é necessário. Auxilio ao Instrumentador: 1º.3. 10º. e) Utilizar técnicas correta para alcançar os materiais. 13. dentro dos princípios de assepsia. Se um desses itens estiver ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 11 .partes consideradas mais limpas. as luvas e a caixa de instrumentos em local acessível para sua utilização. Esses princípios de assepsia (que devem ser cuidadosamente observado pelo circulante) são: a) Manter uma certa distância da mesa do instrumentador. b) Colocação correta da roupa do paciente. 9º. 13. tais como: anti-séptico e impressos. 6º. Atendimento ao Paciente: 1º. indispensáveis a certas cirurgias. como por exemplo: focos. Observar se os exames laboratoriais de rotina estão junto ao prontuário. 13º.1. Equipar o carro de anestesia e colocá-lo a cabeceira da mesa cirúrgica.

Você deve saber que não é competência do circulante substituir o anestesista na administração de medicamentos ou de alguns anestésicos. é necessário o circulante conhecer os vários tipos de anestesia e também. depois. ATENDIMENTO AO ATO CIRÚRGICO As atribuições podem ser divididas em três momentos: no início da cirurgia. demonstrar solidariedade e calor humano. quando ele é mais solicitado. A posição indicada é o decúbito dorsal. É também da competência do circulante observar o gotejamento das infusões e dos líquidos drenados. com a palma da mão virada para baixo. dentre outras. a posição do paciente varia de acordo com a área a ser anestesiada. Qualquer que seja o tipo de anestesia se houver utilização de soro e o paciente estiver em decúbito dorsal. Ajudar a colocar o paciente cuidadosamente em posição adequada a cirurgia. Auxiliar a equipe cirúrgica a vestir o avental. Em seguida. o anestésico local mais comumente usado é a lidocaína combinada com adrenalina. Tanto para a anestesia regional como para a local. amarrando as tiras do decote e do cinto e. respectivamente. utilizando todos os recursos disponíveis para evitar ao máximo que tal posição cause danos ao paciente. com as pernas estendidas e levemente afastadas. 3º. enquanto o paciente não estiver anestesiado. provocar compressão de nervos. para obter a sua colaboração. Desse modo. saber como deve posicionar o paciente em cada caso: Anestesia geral: obtida através de inalação ou administração do anestésico por via intravenosa ou retal. ele deve permanecer em decúbito dorsal. oferecendo as luvas. em ângulo inferior a 90 graus. a fim de prevenir complicações. Os braços podem ficar em posição anatômica. AUXILIO AO ANESTESISTA. Anestesia local: o anestésico é injetado nos tecidos onde será feita a incisão. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 12 . durante a operação e ao término desta. sempre que possível. Nesse momento é fundamental orientar o paciente e apóia-lo psicologicamente. No decorrer da anestesia. 2º. aceleração ou diminuição da pulsação. mas. problemas circulatórios e queimaduras por fricção. Anestesia raquidiana ou peridural: é introduzido anestésico no paciente pelo anestesista nos espaços sub-aracnóides e subdural. sudorese. o circulante deve comunicar imediatamente a sua chefia. posição usada para a maioria das cirurgias. A falta desses cuidados pode. como cobrí-lo quando sentir frio: ajudá-lo em suas necessidades fisiológicas etc. Portanto é importante nunca deixá-lo sozinho e atendê-lo em suas necessidades. Posicionar o paciente de acordo com o tipo de anestesia que irá receber. por exemplo. Nesses casos. Assim. gerais e outras realizadas no tórax e abdômen. tentando aliviar o medo e a insegurança. seu braço deverá ser colocado no suporte acolchoado. é muito importante que a circulante conheça as principais posições cirúrgicas: Posição de decúbito dorsal: o paciente fica deitado em decúbito dorsal. tais como mudança de coloração da pele e mucosa (cianose e palidez).faltando. o circulante deve prestar atenção especial a alterações que o paciente possa apresentar. situações comuns à maioria dos pacientes. na sala de cirurgia. No Início da Cirurgia 1º. ou apoiados em braçadeiras. a fim de evitar desconforto no pós-operatório. para as devidas providências.

na altura dos joelhos. Colocar a placa neutra do bisturi elétrico caso ele vá ser usado. Posição de trendelemburg: o paciente é colocado em decúbito dorsal. d) Colocar gel condutor na placa e fixá-la no paciente. O quadril é fixado a mesa por uma cinta. Posição usada para maioria das cirurgias perineais. no arco ou suporte. como também durante a cirurgia. Colocar “baldes de pedal” próximo ao cirurgião e ao assistente. o bisturi não funcionará evitando queimaduras nos pacientes. o mais próximo possível do local da cirurgia. Se essas placas estiverem mal posicionadas. Se precisar hiper-estender o pescoço. A perna em posição inferior fica flexionada. Posição indicada para cirurgias de coluna vertebral e membros inferiores. no comércio. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 13 . para formar a tenda (barraca) que separa o campo de ação da anestesia. Ao utilizar o bisturi elétrico. placas neutras auto-adesivas e descartáveis. Fixá-las. tornozelos ou dos pés. Dessa última geralmente é indicado um coxim sob o flanco. evitando que os dedos toquem a mesa de cirurgia. porém afastada de eletrodos. então. apoiado com dois coxins. Ligar o bisturi elétrico e o aspirador. colocar coxim sobre os ombros. é necessário observar vários cuidados. a mesa é dobrada na parte inferior. 8º. As nádegas são posicionadas ligeiramente para fora das bordas da mesa. Os braços ficam sobre as braçadeiras. b) Não deixar que os pacientes fiquem em contato com as partes metálicas da mesa cirúrgica. No caso de uma inclinada maior. A cabeça lateralizada repousada sobre um travesseiro. Posição de decúbito ventral: o paciente fica deitado em decúbito ventral. 5º. conforme a cirurgia. 4º. pois isso pode provocar vários problemas no pós-operatório. Colocar o arco de narcose ou um suporte de soro de cada lado da mesa. Prender o paciente firmemente na mesa. o outro fica sobre a braçadeira. Um braço é preso ao arco de narcose. e) Não conectar a placa do bisturi a outros equipamentos por meio de fios. Descobrir a área operatória e oferecer anti-sépticos a equipe cirúrgica. Posição utilizada basicamente. recebendo dos assistentes às extremidades dos campos esterilizados. enquanto a outra fica esticada. tendo o cuidado de não comprimir vasos e nervos. Um travesseiro as separa e protege. como por exemplo. cabeça e pescoço. usar suporte para os pés. que dão uma segurança excelente no manuseio do bisturi elétrico. Os pés se apóiam em coxins.Posição de decúbito lateral: o paciente fica deitado em decúbito lateral. na panturrilha do paciente ou em outra região. as pernas e a coxa fletidas em ângulo reto e apoiadas em um suporte. deixando-a desengordurada e seca. em cirurgias de coluna vertebral pulmão e rim. os usados na monitorização cardíaca. Posição de litotomia: o paciente fica em decúbito dorsal. 3º. 6º. os quais devem ser do conhecimento de qualquer circulante: a) Não utilizar dois bisturis monopolares simultaneamente. c) Limpar a pele do paciente no local de colocação da placa. Posição de proclive (semelhante a trendelemburg): fica o paciente em decúbito dorsal. A falta desses cuidados pode ocasionar queimaduras graves na pele do paciente. Posição utilizada em algumas cirurgias da cavidade abdominal superior. Existem hoje. f) Evitar que a placa seja molhada durante o preparo do campo operatório. pois o contato deve ser perfeito. com a cabeça alguns graus mais alto que os membros inferiores. Elas são encontradas nos tamanhos adulto e infantil. com cabeça alguns graus mias alto que os membros inferiores. 7º. Isto só pode ser feito com o próprio bisturi. sob os ombros. Posição utilizada em cirurgias no abdômen inferior e pélvica.

gases e fios nas mesas auxiliares. 5º. É muito importante. Desligar o foco e os aparelhos elétricos. acompanhado do prontuário completo. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 14 .9º. Ligar o foco cirúrgico. 2º. e em função disso. 4º. limpar esses locais com solução desinfetante. Colocar a disposição do cirurgião. suas atribuições são: 1º. Durante a Realização da Cirurgia: 1º. Providenciar o transporte do paciente para a unidade de recuperação pósanestesica ou para sua unidade de origem. fios e outros materiais. Zelar pela limpeza. com devida antecedência. Verificar para que a sala de cirurgias esteja equipada. 3º. lavados gástricos e brônquicos destinados a exames laboratoriais. 3º. Executar o preparo das mãos e dos antebraços. o material para a anti-sepsia da região operatória e auxiliar na colocação dos campos. Solicitar. calçar luvas cirúrgicas de acordo com a técnica correta. 4º. Estar pronto e ter tudo preparado antes de começar a cirurgia. 4º. sondas e drenos. descrita mais adiante. 2º. logo após. segundo a técnica padronizada. casos não esteja familiarizado com a rotina do cirurgião. zelando constantemente pela total assepsia do ato cirúrgico. Remover os campos e. por exemplo. Informar-se quanto aos tipos de fios. colocando imediatamente solução desinfetante sobre locais eventualmente contaminados por sangue. solicitando reposição ao circulante. Dispor de instrumental. Fazer as anotações na folha de gastos. Evitar a falta de compressas. agulhas e materiais especiais a serem utilizados. 2º. passa a integrar a equipe cirúrgica e. INSTRUMENTADOR O técnico de enfermagem. Após o Término da Cirurgia: 1º. 3º. direcionando-o para o campo operatório. gazes. cuidar para que a mesa de instrumentação não seja contaminada pelos dos integrantes da equipe ou por instrumentos que tenham entrado em contato com a parte interna do intestino. 7º. Acondicionar a peça anatômica retirada para exame identificá-la por escrito e providenciar seu encaminhamento. 6º. após autorização do anestesista. a limpeza do local. Desocupar a sala. como tal. 8º. 7º. Tratar o material de vidro. Depois de 10 minutos. de acordo com as normas administrativas do hospital. 5º. Auxiliar o médico no curativo da incisão cirúrgica. para evitar atrasos. Verificar os instrumentos. Permanecer na sala atento a todas as solicitações de materiais e também ao funcionamento dos aparelhos. observando a permeabilidade de scalps. afastando-os da mesa cirúrgica. utilizando para isso pinças ou protegendo as mãos com luvas. de acordo com a orientação do serviço de patologia. vestir o avental esterilizado e. atuando na função de instrumentador. encaminhando a roupa à lavanderia. antes do inicio do procedimento cirúrgico. vestir e agasalhar o paciente adequadamente. Transferir o paciente para a maca. campos. solução aquosa de iodo) e fixando o adesivo. pús ou outros fluidos corpóreos. em que cirurgia irá atuar. de borracha e o instrumental de acordo com a rotina do serviço. Auxiliar a equipe cirúrgica a retirar os aventais. O mesmo deve ser feito com secreções. em seguida. 8º. oferecendo as soluções antisépticas comumente usadas (água oxigenada. 6º.

10º. Só usar escova de cabelos macios e. unindo as extremidades dos dedos e colocando o ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 15 . realiza o seguinte procedimento: 1º. dispensar a escovação e realizar a anti-sepsia fazendo a fricção com as mãos. No final desprezar a escova na pia e enxaguar cada uma das mãos. 9º. Como já observamos. usando-se água e sabão. 13º. tendo sempre em mente que é necessário atingir desde a extremidade dos dedos até o cotovelo. tendo em mente a possível perfuração das luvas esterilizadas e a conseqüente contaminação pelas bactérias da pele. Logo.9º. a lavagem retira as bactérias transitórias. dando especial atenção aos sulcos interdigitais. Remover as jóias das mãos e antebraços. Assim. Escovar as unhas da mão esquerda. obedecendo-a ás mesmas etapas já descritas para mão esquerda. Remover a escova esterilizada do suporte ou do invólucro. Começar esta etapa da escovação pela lateral do dedo mínimo. se for descartável. Continuar a escovação por etapas. 7º. por estarem firmemente aderidas à superfície cutânea. não retiradas pela mecânica da lavagem. Em seguida escovar a região ventral (palma) da mão. Passar a escova para outra mão e lavá-la. com a escova na mão direita. 11º. 12º. separando o material contaminado do não contaminado. e o anti-séptico. ele deve realizar o preparo adequado das mãos e dos antebraços. enquanto conta mentalmente ate cinqüenta. 14º. 4º. hoje em dia a base de iodo. deixando a água escorrer. para o anti-séptico escorrer em direção aos cotovelos. 10º. escovar a região dorsal da mão. impede temporariamente a ação de outras bactérias. Essas bactérias são de dois tipos: transitórias e residentes. 2º. 6º. caso as disponíveis não atendam essa especificação. Com palma da mão voltada para baixo. com movimentos que estendam do punho até o cotovelo. ANTI-SEPSIA Lavagem e anti-sepsia das mãos antebraços: Para executar a técnica (baseada nas recomendações do ministério da saúde) o instrumentador deverá estar com as unhas bem aparadas e usando máscara e gorro. se a escova não contiver anti-séptico com detergente. antes do instrumentador vestir o avental esterilizado e calçar luvas. As transitórias são eliminadas com relativa facilidade. 8º. Escovar o cotovelo com movimentos circulares. Passar anti-séptico com detergente na escova e proceder à escovação da mão direita. Zelar pelas peças anatômicas retirada do paciente.Desmontar a mesa. ao término da cirurgia. passando pelos espaços interdigitais (entre os dedos). identificando-a e entregando-a ao circulante. com devida antecedência. indo da parte mais limpa para a menos limpa. escovando cada seguimento cerca de 25 vezes. Molhar as cerdas e colocar PVP-I 10%. 5º. partindo da ponta dos dedos até o punho até o cotovelo. Lavar as mãos e os antebraços com água corrente e anti-séptico com detergente PVP-I A 10%. As pessoas alérgicas ao iodo deverão utilizar a solução detergente de CLOROHEXIDINA a 4%. Enxaguar as mãos e eleva-las. 15º. enquanto as residentes são de difícil remoção. até atingir o polegar. 3º. Escovar a seguir as regiões anteriores e posteriores do antebraço.

Para vestir o avental cirúrgico usado pelo instrumentador no caso específico do avental estar com a face externa para dentro. ao mesmo tempo. sem mangas. segura a compressa afastada do seu corpo. Em seguida. O instrumentador pega o avental. 1º. indo na direção das mãos para os cotovelos. afastando-as da cintura para facilitar a ação.antebraço na vertical. A técnica é a mesma da segunda opção. o que varia de uma região para outra do Brasil. Dar as costas para o circulante da sala para que as tiras do decote das costas e da cintura sejam amarradas por ele. tocando-o apenas pelo avesso para não contamina-lo já que as mãos. já vestido e enluvado. friccionando-o nas mãos. a equipe cirúrgica protege as costas do avental usando a opa esterilizada. o instrumentador retira a compressa que se encontra em pacote aberto. tendo o cuidado de não tocar a sua face externa. auxilia os demais a vestir. é imprescindível observar o princípio fundamental de só tocar a parte interna do avental e nunca a parte externa. efetua-se a secagem das mãos e parte dos antebraços com uma compressa esterilizada. Entretanto. que um dos membros da equipe. 16º. embora TÉCNICAS PARA VESTIR O AVENTAL. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 16 . no entanto. A circulante da sala alcança a parte interna do avental puxa pela abertura das mangas e amarra as tiras do decote e da cintura. Na sala. A opa é uma espécie de sobrecapa. Estando as mãos secas. trazendo-o para fora da mesa. mantendo-as mais elevadas que os cotovelos. os dois braços nas mangas. 4º. É necessário friccionar as mãos com essa solução por no mínimo. Segurar o avental afastado do corpo e introduzir. fechará o avental. Qualquer que seja o modo. Seca apenas a área bem escovada e evita contaminar as mãos na área próxima ao cotovelo. amarrada na frente. enxaguar as mãos e antebraços. Na secagem das mãos e antebraços. ainda estejam sem luvas. 3º. Nas cirurgias de grande porte. de cinco (5) minutos. o instrumentador vestira o avental esterilizado. O álcool iodado precisa ser literalmente aplicado às mãos e antebraços. 2º. de maneira que a água escorra em direção ao cotovelo. com as mãos e antebraços mantidos na vertical. o próprio instrumentador. dependendo do tipo de avental usado. aplicar álcool iodado (0. escovadas. jogar a compressa no saco de hamper. É importante esclarecer que o ministério da saúde oferece uma opção a ser utilizada na falta dos anti-sépticos com detergentes indicados. já calçado às luvas. onde a assepsia é ainda mais rigorosa. O tempo gasto na escovação de cada mão e antebraço deve ser no mínimo. Em seguida. evitando sempre que a compressa atinja regiões não escovadas. A maneira de pegar o avental vai depender do modo como ele é dobrado. Pegar o avental com as pontas dos dedos e depois elevá-lo. desenrola o avental e introduz seus braços dentro das mangas com um movimento para cima sem tocar a parte externa com as suas mãos desnudas.5 a 1%). Abrir o avental com movimentos delicados e firmes. Ter o cuidado de não remover os resíduos desse detergente com soluções alcoólicas. e jamais utilizados para simples imersão dos mesmos. com um movimento para cima. um minuto. Ao finalizar o processo o instrumentador deve dirigir-se a sala de operação. Após os cinco minutos de fricção. Retirar o PVP-I. porém é realizada com sabão comum em lugar de PVP-I. evitando tocar em objetos que possam comprometer a escovação. Fazer movimentos compressivos e não e não de esfregação. removendo a espuma e os resíduos de sabão.

TÉCNICAS PARA CALÇAR AS LUVAS 1º. Abrir o pacote de luvas de modo a deixar os punhos voltados para a pessoa que irá calçá-las. Ter o cuidado de afastar a aba externa do pacote, sem tocar as luvas com as mãos desnudas. 2º. Retirar a luva esquerda do envelope, segurando-a pelo punho com a mão direita. 3º. Calçar a luva esquerda com o auxílio da mão direita, tocando-a apenas pelo lado de dentro do punho e mantendo a dobra do punho. 4º. Retirar a luva direita do envelope, colocando a mão esquerda na abertura do mesmo e introduzindo os quatro dedos sob a dobra do punho. 5º. Calçar esta luva com o auxílio da mão esquerda mantendo os dedos desta mão introduzindo na dobra e puxando até cobrir o punho da manga do avental. 6º. Introduzir os dedos na dobra do punho da luva esquerda e puxá-la igualmente, até cobrir o punho da manga do avental. 7º. Manter as mãos enluvadas para o alto, acima do nível da cintura, e quando não ocupadas protegê-las com compressas ou campo esterilizado. Existem alguns aventais com locais apropriados para descanso e proteção das mãos já enluvadas. Recomendações ao calçar as luvas: 1º. A mão nua só deve tocar a parte interna da luva, enquanto a mão enluvada só pode tocar a parte externa. 2º. Se, ao calçar as luvas os dedos entrarem trocado, só tentar corrigir após te as duas luvas calçadas. 3º. Com as mãos enluvadas, evitar tocar a gola, as costas e o terço inferior do avental cirúrgico por serem zonas consideradas “zonas perigosas”, em termos de contaminação. 4º. Para descalçar as luvas deve-se, principalmente, dobrar o punho da luva esquerda. Com os dedos da mão esquerda ainda enluvados, retirar a luva direita sem que está

toque a pele. Com a mão esquerda enluvada segurar a luva direita; depois, com a mão direita desnuda, remover a luva esquerda, puxando-a pela dobra do punho por sobre a luva direita. Tocar apenas a parte interna da luva esquerda. TEMPOS CIRÚRGICOS Denominamos tempo cirúrgico ou tempo operatório as fases ou etapas em que são executadas as cirurgias. De um modo geral, são quatro: 1º. Diérese: é o momento de rompimento dos tecidos por meio de instrumentos cortantes, como bisturis e tesouras. Pode ainda ser realizada com bisturis elétricos ou bisturi de raio laser. 2º.Hemostasia: é o processo através do qual se rompe o sangramento ocasionado pela diérese. Pode ser realizada de diversas maneiras, como, por exemplo, usando-se pinças específicas comprimindo os vasos com compressas ou utilizando o bisturi elétrico. 3º. Operação propriamente dita: é o tempo cirúrgico principal, voltado para o objetivo central do procedimento. Nesse momento são usados instrumentos especiais, que variam de acordo com a especialidade cirúrgica. 4º. Síntese: é a união de tecidos, a qual será mais perfeita como se tivesse sido a diérese. O processo mais comum de síntese é a sutura por planos, dos órgãos e tecidos, e o fechamento da cavidade cirúrgica usando-se agulhas e porta-agulhas. A sutura pode ser permanente – quando os fios cirúrgicos não são removidos, ou temporária quando os fios são retirados dias após a colocação. INSTRUMENTAL CIRÚRGICO Instrumental Cirúrgico Básico: é aquele comum a qualquer operação, devendo estar presente em todas elas, independente da especialidade. Assim o técnico de enfermagem deverá conhecê-lo muito bem, principalmente o

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instrumentador, tendo em vista o bom desempenho de suas funções. Com apenas este instrumental é possível realizar várias cirurgias gerais de pequeno porte, sem necessidade de outros instrumentos mais específicos. Dentre essas cirurgias destacamos a apendicectomia, a hernioplastia e a postectomia. As pinças de preensão têm o objetivo de prender tecidos e órgãos, mais também são utilizadas no inicio da cirurgia, para fazer a anti-sepsia da região cirúrgica. Os bisturis são instrumentos de diérese e se apresentam com tipos e tamanhos variados. São compostos de um cabo de tamanho variável, acoplado a uma lâmina móvel, que também varia em forma e tamanho. Em função da grande freqüência com que são utilizados, os bisturis ocupam a parte da mesa mais acessível ao instrumentador, sempre com as pontas voltadas para ele. As tesouras, assim como os bisturis, são instrumentos de diérese, e tem diferentes formas de tamanhos. Também as tesouras são dispostas na mesa de instrumental com as pontas voltadas para o instrumentador. As pinças hemostáticas são conhecidas pelos nomes de seus criadores como Kelly, Kocher, krily, halstead, Hocheste e Mixter. São dispostas na mesa do instrumentador em grupos do mesmo tipo e em ordem crescente de tamanho, sempre da direita para esquerda. As pinças de dissecção são instrumentos auxiliares que apóiam o ato cirúrgico. Elas existem em grande variedade, sendo diferentes em formas e tamanhos, com dentes ou não. Aquelas com dentes são comumente chamadas de “pinças dentes de rato”. Os afastadores são também instrumentos auxiliares, destinados a facilitar a exposição do campo operatório. Eles variam quanto ao tipo e o tamanho, podendo ser manuais ou alto estático. Esses últimos são chamados assim porque afastam os tecidos por si próprios. Os afastadores são ordenados na mesa de instrumental por tamanhos e pela

ordem que são empregados. Os menores são usados, em geral, nos planos superficiais, como as camadas de tecido, e de acordo com o tamanho do paciente. Já os maiores são empregados posteriormente, para afastamento das estruturas profundas, como os órgãos. As pinças de campo, ou pinças Backhaus, são instrumentos auxiliares destinados à fixação dos campos que limitam a área operatória. Esse tipo de pinça esta presente na mesa de instrumental somente no inicio da cirurgia. Posteriormente, os espaços ocupados por elas é utilizado para melhor acomodar instrumentos e hemostasia, instrumentos especiais, compressas, gazes ou cubas. As agulhas são instrumentos de síntese utilizados para conduzir o fio de sutura através dos tecidos. Podem ser de diferentes tipos: 1º. Retas semi-retas ou curvas, sendo a curvatura bem variável. 2º. Pequenas ou grandes. 3º. De ponta triangular ou cortante, para a pele, e de ponta cilíndrica ou romba, para uso interno. 4º. Com fundo fixo ou fundo falso. Nas agulhas com fundo fixo, o fio é introduzido em um orifício, como nas agulhas de costura. Já, nas de fundo falso, o fio é introduzido no canal, sob pressão. Atualmente, a maioria dos fios já vem agulhados de fábrica, havendo uma preferência dos cirurgiões por este tipo de fio, por serem práticos e produzirem menor traumatismo nos tecidos. A escolha das agulhas e dos fios a serem utilizados em uma cirurgia é de competência exclusiva de cirurgião, uma vez que esta escolha vai depender de fatores como o tipo de cirurgia, a técnica empregada e o tipo de tecido. Quanto à arrumação das agulhas na mesa do instrumentador, ressaltamos que elas devem ser dispostas ordenadamente, de modo a facilitar a sua identificação.

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Os porta-agulhas são também instrumentos de síntese, e tem a função de prender as agulhas, para a execução da sutura. Eles se apresentam de diferentes formas e tamanhos, sendo mais comuns os de MayoHegar e de Mathieu. Há exceção dos demais instrumentos, os porta-agulhas devem ficar na mesa de instrumental com os cabos sempre voltados para o instrumentador. As agulhas e os porta-agulhas, usados nas suturas tradicionais, podem ser substituídos por instrumentos que realizem vários tipos de suturas mecânicas. Um exemplo desses instrumentos é o skin stapler, cuja forma é semelhante à de um grampeador. Instrumental Cirúrgico Especial: É aquela que varia de acordo com as múltiplas especialidades cirúrgicas e, em geral, é utilizada apenas no tempo principal de operação. Este tipo de instrumento deve ser colocado em local afastado da mesa do instrumentador ou, então, em mesa auxiliar secundária, no caso de serem muito numerosos. FIOS CIRÚRGICOS. Também denominados fios de sutura, os fios cirúrgicos são utilizados com duas finalidades básicas: 1º. Ligadura dos vasos sanguíneos, para impedir o sangramento. 2º. Sutura de tecidos orgânicos, para facilitar a cicatrização. Esses fios dividem-se categorias principais: em duas

De origem animal: Produzido a partir de intestino de boi ou de carneiro, sendo conhecidos como (categute). Podem ser: Simples: categute não tratado o qual é totalmente absorvido em torno do 10º dia após a cirurgia. Cromado: categute simples, com tratamento especial para prolongar o tempo de absorção, que deverá acontecer entre o 20º e o 25º dia após a cirurgia. De origem sintéticos: Produzidos em laboratórios, tem absorção total em 60 a 70 dias após a cirurgia. Fios cirúrgicos inabsorvíveis: não desaparecem, permanecendo envolvidos por um tecido fibroso, mesmo sofrendo ação dos líquidos do corpo. Esses fios são de três tipos: De origem natural: Fabricada a partir da seda, do algodão ou, ainda, do linho. De origem sintética: Produzidos em laboratório, podendo ser de nylon, poliéster polipropileno. Metálicos: De prata, bronze ou aço inoxidável. Espessura dos fios cirúrgicos: A grande variedade de espessura com que são encontrados motivou a sua identificação por meio de uma escala numérica: ... 6-0 5-0 4-0 000 00 1 2 3 4 6 ...

Fios Cirúrgicos Absorvíveis: São produzidos com materiais que podem ser eliminados pelas células e líquidos corporais, durante e após a cicatrização dos tecidos. Eles São de dois tipos:

Para entender como a escala funciona, vamos tomar o fio numero zero como referência, o qual tem uma espessura média. Os fios com numeração acima de zero são de espessura maior, como por exemplo, o fio 0-2 ou 0-3. Quanto maior o numero maior é o fio. Por outro lado, os fios cuja numeração tem mais zeros são mais finos, como 00 ou 4-0. Assim, quanto mais zero na numeração mais fino é o fio. Observe que depois de 000 não se repetem mais os zeros para representar, usando-se apenas 4-0; 5-0; 6-0, etc.

ENFERMAGEM CIRÚRGICA

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como muitas pinças hemostáticas no campo. Vamos destacar algumas observações sobre o modo como os cirurgiões solicitam os instrumentos e de como o instrumentados deve passados. sem . os quais devem ser manuseados com segurança e cautela. Os instrumentos de uso correntes podem ser solicitados pela sinalização manual.O cirurgião trabalha com instrumentos de corte. segurança e condições de prever a necessidade de passar esse ou aquele instrumento. tesouras ou porta-agulhas. preparado e esterilizado nas áreas especificas do próprio Centro. vai proporcionando. para poder acompanhar os tempos cirúrgicos e antecipar-se à solicitação dos vários instrumentos. como já ressaltamos. fios para ligadura. Envelope com fios longos. exceto durante incisão de pele. principalmente.O cirurgião devolve instrumentos de diérese e auxiliares. em função do tipo de cirurgia e a técnica a ser adotada. Em relação a estes instrumentos. . o cirurgião poderá pedir os instrumentos pelos respectivos nomes. prontamente. desobrigando o cirurgião a fazer qualquer sinalização ou pedido. Como regra geral. Esses sinais estão diretamente relacionados com o movimento característico do uso de cada um dos instrumentos. em grupos. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 20 . Caso não empregue a sinalização manual. O instrumentador deve estar sempre atento ao modo de manusear e passar os instrumentos. no entanto. para prevenir acidentes (são instrumentos perfuro-cortantes). como o bisturi e o porta-agulhas montado. que tenha perfeita visualização do campo cirúrgico. o instrumentador passa a tesoura reta.O cirurgião usa fios para sutura ou ligadura. evitando que o cirurgião seja obrigado a virar os instrumentos antes de usá-los. por ordem de tamanho. devem ficar com os cabos voltados para o instrumentador. já conhecidos pela equipe. Ele faz isso com base no conhecimento das regras gerais de uso seqüencial de todo o instrumental. se possível. Envelope com fios curtos e agulhas descartáveis presas ao fio. A prática. o instrumentador passa automaticamente pinças hemostáticas. A forma de dispor os instrumentos varia. o instrumentador entrega. ou descentralizado. 2º. O Centro de Material pode ser centralizado. podemos afirmar que os instrumentos são dispostos na mesa. esterilização. guarda e distribuição do material para todo o hospital. quando as diferentes unidades do hospital encarregam-se da limpeza e da preparação do agulha. CENTRO DE MATERIAL. que consiste em uma série de sinais e código.O cirurgião usa bisturi. . ao contrário dos outros instrumentos. quando o material é limpo. Também é importante o instrumentador se colocar em local que favoreça a passagem dos instrumentos. Os porta-agulhas.Os fios disponíveis no mercado são encontrados nas seguintes apresentações: 1º. preparo. Veja alguns exemplos: . Todo cuidado deve ser tomado para não deixá-los cair e para sempre entregálos na posição correta para o uso. sempre com suas pontas voltadas para o instrumentador. no entanto. cabe ainda lembrar que existem alguns muito perigosos. É o conjunto de áreas destinadas à limpeza. o instrumentador entrega pinças auxiliares. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE INSTRUMENTAÇÃO.

Posto de enfermagem: Área destinada ao corpo administrativo.. poder de contaminação de acordo com as novas orientações do Ministério da Saúde. algodão. fitas de teste. a fim de evitar a contaminação do que foi recém esterilizado. inclusive os esporos. classificados como “risco”. Estes artigos. etc. e ainda armários. Copa: Área reservada para servir lanches rápidos ao pessoal do Centro de Materiais. Artigos não críticos: São todos aqueles que entram em contato com a pele íntegra do ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 21 . Descontaminação: Processo de inativação ou retirada de microorganismos. principalmente por que padroniza as técnicas empregadas e possibilita o controle de qualidade garantindo maior segurança no uso do material esterilizado. que é realizada a distribuição do material a todas as unidades do hospital. são: 1º. Em alguns hospitais esta área comunica-se diretamente com a sala de estocagem de material esterilizado do Centro Cirúrgico. modernamente em cestas de aço inoxidável tipo “gaiola”. Guarda e distribuição: Parte reservada ao armazenamento e estocagem do material estéril em armário. Esse local precisa ser devidamente separado e isolado do local de entrega do material limpo. onde se encontra a chefia e a secretaria dessa unidade. agulhas. encaminhando-o depois ao Centro de Material somente para esterilização. para guarda dos uniformes. Dependências básicas: Recepção e expurgo: Área destinada a receber o material usado do Centro Cirúrgico e das demais unidades do hospital. em antisepsia da pele e em desinfecção do piso. e. por exemplo. Desinfecção: Meio empregado para destruir os germes na sua forma vegetativa. luvas. O emprego do termo anti-sepsia restringe-se ao tecido vivo. de expurgo até a área de distribuição. fios. Preparo do material: Local onde se realiza o preparo e o empacotamento ou acondicionamento do material para ser esterilizado. usados na reposição de material dos pacotes e bandejas preparados para esterilização. roupas e outros pertences. Sala de reserva: Destinada à estocagem de materiais de consumo como. é importante lembrar alguns conceitos de microbiologia que são básicos para o pessoal de enfermagem realizar um trabalho consciente e responsável: Esterilização: Conjunto de meios empregados para exterminar todos os germes. com o objetivo primordial de dar ao profissional de saúde condições para manipular artigos médicohospitalares com segurança. As diferentes áreas de um Centro de Material devem ser distribuídas de forma a permitir um fluxo de trabalho progressivo. Atividades: Antes de trabalharmos as atividades desenvolvidas no Centro de Material. Falamos. Anti-sepsia: Meio a através do qual se impede a proliferação dos germes. Assepsia: Conjunto de práticas e técnicas através das quais se ativa a penetração de germes em locais ou objetos isentos dos mesmos. O mais indicado é o sistema centralizado. para execução ou complementação da limpeza. com o objetivo de reduzir as possibilidades de contaminação. É nesse local. prateleiras. Esterilização: Espaço onde estão instaladas as autoclaves e as estufas empregadas para esterilização do material.material. gaze. enquanto que o termo desinfecção aplica-se a matérias inanimadas. em linha reta e seqüencial. seringas. Vestiários masculinos e femininos: Locais equipados com sanitários e chuveiros para uso da equipe. Na anti-sepsia são empregadas substâncias chamadas antisépticas. por exemplo. Ela pode ou não destruir os esporos.

detergente enzimático. Artigos contaminados: São os que entram em contato com sangue. 3º. drenos. usando uma compressa. de preferência. mas. pús. com água corrente. 3º. ou então manualmente. misturada com detergente ou desincrostante ou. e deixá-las de molho para retirar as secreções.paciente. Os procedimentos de limpeza variam de acordo com o material. Deixe por 15 minutos para remover os detritos orgânicos (sangue. Colocar o material numa bacia com água fria e detergente ou detergente enzimático. 3º. como por exemplo. LIMPEZA DO MATERIAL. 2º. Secar o instrumental um a um. 4º. 2º. Deixar por um período de trinta minutos. sem levar em consideração o grau de sujeira presente. quando a limpeza precisar ser manual. cuidadosamente. avental de mangas compridas. Colocar as luvas em um balde de água fria pura. Esse processo consiste em: 1º. excreções e secreções do paciente. Se o material estiver sujo de matéria orgânica. Passar as luvas para outro balde com solução neutra e suave. instrumentos de corte e de ponta. principalmente). de preferência quente. No caso de elas serem reaproveitadas devem ser lavadas. Só após a descontaminação é que se inicia a limpeza. Imergir o instrumental em água. Lavar esse material. 3º. É realizada no expurgo. a maior parte dos hospitais só trabalha com luvas novas. o material deverá sofrer a descontaminação antes de ser limpo. gorro e óculos de proteção. máscara. Esses artigos devem ser limpos. Lavar as luvas dos dois lados. excreções ou secreções. preenchendo o interior de cada um com o auxilio de uma seringa. Esses artigos devem ser esterilizados. Material de Aço Inoxidável: No caso de usar processo manual. por meio de máquinas. em água corrente. termômetro clínico. basicamente. Escovar o material e enxaguar em água quente. Esses artigos devem ser desinfetados como. é necessário obedecer a esses passos: 1º. deve-se proceder da seguinte forma: 1º. interna e externamente. e o profissional que for proceder à limpeza manual não usar luvas. acessórios de respiradores artificiais e anestesia gasosa. 2º. Encaminhar o material limpo para preparo ou para guarda. revendo a limpeza. Secar o material. de preferência em torneira com bico de pressão. Encaminhar o material ao preparo. No entanto. como por exemplo. 4º. Artigos semicríticos: São os que entram em contato com a pele não integra ou as mucosas do paciente. Por segurança e economia. inclusive os situados nas rachaduras e encaixes dos instrumentos. deixar em solução por 15 minutos. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 22 . Artigos críticos: São aqueles que penetram na pele e nas mucosas do paciente. os processos são dois: um para material de aço inoxidável e outro para material de borracha. esfregando-as delicadamente. A mais comum é colocar o material em solução química desinfetante como exemplo (hipoclorito). na máquina. cânulas e tubos de borracha é feita mais comumente pelo processo manual. Há mais maneiras de fazer a descontaminação. como sangue. que seja comprovadamente ativa em presença de matéria orgânica. 2º. ainda. como é mais comum. Material de borracha: A limpeza de sondas. por exemplo. 4º.

para secarem interna e externamente. de acordo com a técnica padronizada. por exemplo. Abordaremos vários destes métodos. dentre outros instrumentos. 3º. Esterilização pelo vapor sob pressão: Método processado pela autoclave. calor seco e a radiação. Preparar e acondicionar o material. que necessitam de lubrificação periódica em suas articulações. mas para cumprir esta função é necessário o artigo ficar imerso e em ebulição por no mínimo 30 minutos. Calor úmido: Lembramos que a água em ebulição. mas os lubrificantes hidrossolúveis são mais adequados. durante um certo tempo. Um cuidado importante executado nesta área é a conservação de pinças e tesouras. esterilizado. que sofrem muito a ação destas substâncias. os quais são classificados em dois grandes grupos: os métodos físicos e os métodos químicos. 5º. O material de borracha. Não se aconselha a soldagem de instrumentos danificados por queda. Escolher o envoltório apropriado ao tipo e volume do material. cujo objetivo básico é atender aos princípios de assepsia. Esterilização do Material: Existem diferentes métodos de esterilização.4º. uma vez que este é um assunto importante e necessário para todo o pessoal de enfermagem. destacamos: 1º. O silicone líquido é muito utilizado para isso. No local de preparo de material. vários cuidados devem ser tomados para acondicionálos adequadamente. às vezes. Métodos Físicos de Esterilização: Nesse grupo apresentamos três métodos de esterilização diferentes: calor úmido. pois esta provoca mudanças em sua coloração e torna-o pegajoso. não deve permanecer em solução contendo substâncias desincrostantes. utilizada durante muito tempo como método de esterilização pelo calor úmido. de acordo com as especificações. assim como ao método de esterilização a que será submetido. 2º. É responsabilidade do enfermeiro da unidade orientar quanto à escolha dos produtos a serem utilizados. é considerada atualmente como um método físico de desinfecção. No caso das luvas. sendo até improvisada. Dentre esses cuidados. virando-as. a uma determinada temperatura. Encaminhar as luvas para o preparo. posteriormente. a concentração de cada um deles nas soluções e quanto ao tempo de exposição dos diversos materiais no processo de desinfecção . posteriormente. Observar se o material esta rigorosamente limpo. O método de esterilização pelo calor úmido é o mais seguro e também o mais utilizado para esterilizar a maior parte dos materiais médico-hospitalares. um aparelho apresentado em forma e tamanhos diferentes. PREPARO DO MATERIAL. Os instrumentos que precisam de reparos devem ser encaminhados a empresas recomendadas pelos fabricantes. ESTERILIZAÇÃO. As atividades realizadas na área de preparo de material têm com finalidade revisar. preparar e acondicionar o material para ser. A vaselina líquida não é recomendada porque forma uma camada fina na superfície do instrumento. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 23 . como uma panela de pressão. recomenda-se o uso de sabão neutro e suave. Sua eficiência depende da penetração do vapor saturado sob pressão nos pacotes ou caixas. Colocar as luvas para secar em suporte especial. É também no processo que geralmente o material é separado e processado. dificultando a esterilização. em geral. selecionar.

2º. O tempo de exposição para eles é de 30 minutos. Usar luvas próprias e. ao se utilizar uma autoclave deve-se observar o tempo. e somente no momento do curativo. Guardar caixas e pacotes em locais apropriados. As autoclaves que atualmente existem no mercado são de vários tipos. fechar a caixa e envolvê-la com cobertura de campo de tecido de algodão cru. Instrumental cirúrgico: Acondicionar os instrumentos em caixas de metal perfurada em todos os lados. portanto. Carregar o aparelho com materiais que exijam o mesmo tempo de exposição. pois a condensação possibilita a penetração de bactérias. com os cuidados relativos ao preparo de cada um deles. por isso. Portanto. e os menores na parte inferior do carro móvel do aparelho. durante a esterilização. exigindo manutenção especializada. 3º. Cuidados ao descarregar o aparelho: 1º. Dispor o material adequadamente na autoclave. Além disso. Materiais de densidade: Basicamente as roupas.Cada tipo de material exige um tempo de exposição diferente e um determinado grau de temperatura. Cuidados e observações: As caixas e estojos perfurados e envoltos em cobertura ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 24 . ou corrosivas. há penetração do vapor saturado em todas as camadas de sua espessura. tecido e de elementos cortantes. Não é permitido o uso de substâncias abrasivas. 4º. A gaze furacinada não deve ser colocada em autoclave. envolvendo-os com cobertura de campo se tecido de algodão cru. Cuidados e observações: As caixas e estojos perfurados e envoltos com cobertura de campo de tecido de algodão cru possibilitam a entrada do vapor. Tomar cuidado para que o material não se encoste às paredes da autoclave principalmente o de borracha. formados por fibras e. A seguir apresentamos uma lista de diversos materiais esterilizáveis em autoclave. Os pacotes maiores devem estar na parte superior. os conteúdos. máscara. em prateleira aberta. que os invólucros esfriem sobre o carro da autoclave. Agulhas de sutura: Ordenar as agulhas sobre uma gaze e acondicioná-las em estojos perfurados. a temperatura e a pressão recomendada pelo fabricante. pois o furacin perde o efeito. Esses materiais são espessos. o tempo de exposição necessário e algumas observações pertinentes. O correto é aplicar o furacin na gaze já estéril. Utilizar apenas 80% da capacidade do aparelho. reduzem a deterioração de material de borracha. As desvantagens destas autoclaves mais sofisticadas estão no seu elevado custo e na complexidade de seu funcionamento. quando exposto a altas temperaturas. O tempo de exposição é de 30 minutos. ou até um mês. se forem colocados sob uma cobertura de plástico ou uma bolsa selada. a fim de facilitar a circulação do vapor no interior da câmara. a 121ºC. a fim de não prejudicar o prazo de validade da esterilização. 3º. contaminando assim. em algumas vezes. deixando suficiente espaço entre eles. tipo saponáceo. O tempo de exposição é de 15 minutos. Proteger as lâminas de bisturi e pontas de tesoura com gaze. a temperatura também deve ser de 121ºC e a pressão atmosférica de 1. Limpar a câmara interna e a superfície externa da autoclave com pano umedecido em água.5. 4º. Recomenda-se. Não colocar os invólucros ainda quentes sobre superfícies finas. As mais modernas operam a temperaturas acima de 121ºC. como água sanitária. Cuidados no carregamento da autoclave: 1º. 2º. depois da última esterilização do dia. sendo o tempo total de seu ciclo bem menor. Aqui é importante saber que os artigos esterilizados na autoclave podem ser estocados até uma semana (sete dias).

Cuidados e observações: A tampa do vidro deve ser permeável ao vapor. sobre elas. colocar outra pinça hemostáticas e algumas gazes. confeccionadas de maneira a separar uma da outra. Cuidados e observações: Havendo dobras ou angulações. para evitar quebra.30 / 0. Depois. Seringas e outros materiais de vidro: Empacotar o material individualmente. O tempo de exposição deve ser de 15 minutos. uma pinça hemostática (tipo Pean. envolver com compressas e empacotá-los em campo de algodão cru ou filme poliamida. Depois. Compressas: Fazer pacotes de 10 unidades. Dar uma dobra na cobertura para cobrí-los totalmente e. com cobertura de algodão cru. Tubos de látex: Enrolar os tubos individualmente. O volume não pode ultrapassar 0. O tempo de exposição deve ser de 15 minutos. com cobertura de campo de tecido de algodão cru. Cuidados e observações: As sondas preparadas desta maneira destinam-se a aspirações de secreções a traquéia. evitando dobras ou angulações. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. a borracha cola-se nestes pontos. Aventais: Empacotar os aventais individualmente ou em numero de dois ou três. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 25 . deverá ter espaços entre um pacote e outro para circular o calor e o processo ser completo. Envolver este tambor com cobertura de campo de tecido de algodão cru. amarrá-los levemente com gaze. bandejas.de campo de tecido de algodão cru possibilitam a entrada do vapor. etc. cubas.: Fazer pacotes individuais envoltos por cobertura de campo de tecido de algodão cru. O tempo de exposição é de 15 minutos. Agulhas de punção: Colocar as agulhas em tubos de vidros fechados. Algodão: Empacotar o algodão ou colocá-lo em tambor com os orifícios abertos. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. aproximadamente. em seguida. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos.50cm. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. Kelly ou krily) e um tipo dissecção. com campo de algodão cru. envolvê-los com a cobertura de um campo maior de algodão cru. Campos: Empacotar os campos individualmente ou formando um conjunto de campos de diversos tamanhos. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. O tempo de exposição deve ser de 15 minutos. pois a borracha adere-se aos outros materiais. Terminar o pacote como de rotina. Opção de preparo: Empacotá-las individualmente com campo de algodão cru ou filme poliamida. Cuidados e observações: Colocar os pacotes na parte superior da autoclave. Cuidados e observações: Evitar misturar com outro tipo de material em um mesmo pacote. Gaze em folha: Empacotar 10 unidades de gaze em filme poliamida ou tipo Kraft. Cuidados e observações: Os pacotes não devem ser muito grandes e nem muito apertados. Sondas com orifícios na ponta (em borracha): 1º. Pacotes de curativos: colocar cerca de 10 folhas de gaze sobre a cobertura do campo de tecido de algodão cru e. durante a esterilização. Opção de preparo – Empacotar várias sondas com cobertura de campo de algodão cru. 2º. Bacias.

sem enchê-los completamente. levemente. Entretanto. Cuidados e observações: Deixar a autoclave fechada até que esfrie completamente. A flambagem é utilizada basicamente em laboratórios. também. Usar máscaras ao tampar os frascos. pois esses materiais são impermeáveis ao vapor d’água da autoclave. após a esterilização. entalcá-las e emparcerá-las. Deixar os frascos destampados ou fechá-los com tampas permeáveis ao vapor. é necessária uma temperatura maior do que na autoclave e. com as palmas viradas para cima e os polegares para dentro. resistentes a altas temperaturas.Luvas: Testar as luvas para ver se não há furos. Em relação ao instrumental cirúrgico. Acondicionar os envelopes de algodão cru em caixas especiais com orifícios abertos e envoltos com campos de algodão cru. Dispensar o período de secagem e deixar os frascos na autoclave até que esfriem. O tempo de exposição deve ser de 15 minutos. É oportuno lembrar que a gaze furacinada também não deve ser esterilizada em estufa. 4º. Água: Colocar a água em frascos de vidro. O tempo de exposição deve ser de 30 minutos. separá-las por numero. Envolve os tubos com compressas antes de empacotá-los com campo de algodão cru. pelos mesmos motivos já mencionados para o caso da esterilização em autoclave. O tempo é de 2hs. Introduzir as luvas em envelopes apropriados de campo de algodão cru. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 26 . O tempo de exposição deve ser de 15 minutos. Não deixar as caixas e os recipientes em contatos com as paredes da câmara. um tempo maior de exposição do material ao calor. O tempo de exposição deve ser de 20 minutos. para lubrificação das mãos. Finalmente. denominação comercial do forno de Pasteur. em geral par a par. e consiste em aquecer o metal diretamente sobre a chama. Cuidados e observações: muitos hospitais evitam reesterilizar luvas que é o procedimento correto. Outros por questão de economia reesterelizam. papel Kraft ou filme poliamida. Já na estufa. contando a partir do momento que o termômetro atinge a temperatura de 160ºC. até ficar rubro. o material é acondicionado em caixas metálicas ou em recipiente de vidro refratário. Cuidados na esterilização em estufa: 1º. para os tubos não ficarem leitosos. Não carregar a câmara em excesso. para haver a destruição bacteriana. Tubos calibrosos de polietileno: Enrolar os tubos em angulação ou dobra e amarrá-los. Cuidados e observações: Não misturar a carga de água com outras cargas. Colocar uma gaze com talco entre os dois bolsos do envelope. recentes trabalhos de pesquisas lançaram dúvidas sobre sua eficácia. após ligar o aparelho. Por esta razão. enquanto os de filme são colocados em pacotes do mesmo material. 3º. borrachas e materiais sintéticos. por muitos anos. Calor seco: A esterilização é feita por meio do processo de flambagem ou pelo uso de estufa. sugere-se o uso da estufa unicamente para substâncias em pó ou oleosa. os envelopes de papel Kraft são embrulhados em folhas de papel Kraft. Escovas: Acondicionar as escovas envolvendoas com campo de algodão cru. Na estufa. a fim de permitir fácil circulação do ar aquecido entre as caixas e entre recipientes de vidro refratário. a estufa foi considerada. virar aproximadamente 4cm de seus punhos para fora. Depois. Não abrir a estufa durante o processo de esterilização. colocar uma tira de gaze no seu interior para facilitar a entrada de vapor. 2º. com uma tira de gaze. como o método mais indicado. a estufa é totalmente imprópria para tecidos. Controlar a temperatura e marcar o tempo de exposição. Por isso.

O raio gama e o cobalto-60 destinam-se. apropriadas para o calor seco. esses órgãos vêm recorrendo às pastilhas de formalina para a esterilização ou desinfecção de materiais que não podem sofrer a ação do calor ou de esterilizantes líquidos. como otoscópios. mas sim em indústrias especializadas em materiais médico-hospitalares. passando a contratar firmas externas especializadas nesse trabalho. Se eles forem colocados sob uma cobertura de plástico ou bolsa selada. 3º. é indicado para material sensível ao calor. como válvulas cardíacas e ortopédicas. Desse modo. Apesar disso. papelão ou plástico. sondas. estando este prazo na dependência do invólucro não ter sido rasgado. vamos analisar cada um desses métodos separadamente. na prática. Entretanto muitos estabelecimentos de saúde públicos e privados do país além de não disporem de esterilização com óxido de etileno. desde que o invólucro não seja rasgado. por esterilizar em temperaturas relativamente baixas. muitos hospitais não realizam mais esta tarefa. O período de validade de esterilização na estufa é de uma semana (sete dias). A esterilização pelo óxido de etileno tem um prazo de validade maior que a dos processos físicos. É um método eficaz que oferece as seguintes vantagens: 1º. sem contar os riscos apresentados pelo gás. não sendo utilizado em hospitais. pois é frio. Não danifica o material submetido ao processo. molhado ou perfurado. ela tem sido um pouco problemática devido à complexidade da operação e a manutenção desse tipo de autoclave. atravessando invólucros de materiais como caixas de papel. como seringas. de ativa penetração e poder bactericida (destruição das bactérias). embora elas não sejam reconhecidas pelo Ministério da Saúde como um método de esterilização ou desinfecção. pois. inclusive para esporos. incolor e inflamável. Tem um longo tempo de validade. tubos. A utilização do óxido de etileno tem representado a solução para a esterilização de materiais que não podem ser submetidos a temperaturas elevadas. É um gás tóxico. tem se constituído a única alternativa para esses estabelecimentos de saúde. motores. instrumentos oftalmológicos. até mesmo pela falta de empresas especializadas em sua localidade. Esterilização por gases: Um dos gases usados para esterilização de material médicohospitalar é o “óxido de etileno”. as pastilhas de formalina. drenos. esse período se estende por até um mês. especialmente. tem dificuldades para contratar esse serviço. É altamente penetrante. plásticos. fios cirúrgico e material de implante. Lacrar o material imediatamente após a esterilização identificá-lo e datar. molhado ou perfurado. a esterilização de materiais descartáveis. O óxido de etileno. além dos fatores temperatura e tempo. são igualmente importantes à concentração do gás e a umidade relativa. caso não se disponha de fitas termossensíveis. fios. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 27 . 2º.5º. Métodos químicos de esterilização: São aqueles que utilizam produtos químicos. A esterilização pelo óxido de etileno é feita em autoclave própria. gazes. É um processo bem mais complexo do que o de calor seco ou úmido. Assim. Radiação: A esterilização por radiação é obtida através dos raios gama e cobalto-60. tanto em forma de gases como de líquidos. se os materiais forem estocados em prateleira aberta. Este método de esterilização é caro e complexo. agulhas. etc. Por essa razão. derivadas do gás folmaldeido.

Não misturar materiais diferentes. São exemplos desses materiais: plástico. evitando a formação de bolhas de ar. enxaguar em água corrente e secar. Etapa da esterilização ou desinfecção de materiais médico-hospitar. Para a desinfecção de artigos. Calçar as luvas. 4º. mais nem. Usar recipiente plástico ou de vidro. sempre oferecem indicação clara de seus efeitos e instruções sobre o correto modo de usá-los. Mergulhar os artigos previamente limpos em solução. por isso. 7º. é indispensável que tenha contato com os microorganismos. pois o produto geralmente é irritante para a pele e as mucosas. Terminado o tempo de exposição. Esse contato é dificultado por gordura e matéria orgânica. Não introduzir novos artigos no recipiente enquanto não expirar o período de exposição dos que foram imersos anteriormente na solução esterilizante. não podemos deixar de mencionar que muitos deles estão disponíveis no mercado. Tempo de exposição: os produtos químicos não agem instantaneamente. Lavar os instrumentos criteriosamente. para a destruição dos esporos. e ainda quando não se dispõe de esterilização pelo óxido de etileno. Fechar o recipiente e marcar o tempo de acordo com o risco de contaminação dos materiais. 2º. gerando dúvidas quanto ao seu emprego. sendo vários os fatores a considerar no uso de ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 28 . ou esterilização. o tempo de exposição é de 30 minutos. Contato: Para um germicida exercer sua ação. o material é retirado do produto de acordo com a técnica asséptica e lavado com soro fisiológico ou água esterilizada. é preciso cuidar para que o produto químico preencha todas elas. Enxaguar com água esterilizada ou soro fisiológico de acordo com a técnica asséptica. Caso contrário. mas que suportam o meio líquido. o tempo varia de acordo com o produto químico utilizado e. Em seguida. daí a necessidade de limpar adequadamente o material e expor todas as superfícies ocas. Por isso é importante que a ação de um produto químico líquido depende de três fatores: 1º. antes de imergi-lo na solução química. 6º. 5º. 2º.Esterilização por líquido: A utilização de produtos líquidos e químicos destinados à desinfecção ou esterilização é indicada somente para aqueles materiais que não podem sofrer a ação do calor. Por isso. Concentração: Cada substância germicida tem seu maior poder de ação numa concentração específica. Utilizar pinça esterilizada para retirar o material. Anotar a data e o horário em que o material foi colocado e o tempo de permanência. 2º. A esterilização através de produtos químicos é um assunto bastante controvertido. reduzindo assim. Cuidados na esterilização químicos líquidos: com produtos 1º. Ao tratar os produtos químicos. como sangue ou pus. acrílico e polietileno. para se obter uma ação germicida contra microorganismos na forma vegetativa. 3º. o seu poder de ação. ou seja. 3º. sendo necessário um certo tempo de contato com o material. Colocar o produto em um recipiente com tampa. é secado em campos estéreis e acondicionado em um recipiente também estéril. é muito importante atentar para as orientações do seu rótulo. 3º. por meio do uso de produto líquido químico: 1º. é indispensável à secagem do material. com tampa. a substância ficará diluída.

para registrar a temperatura máxima atingida. O teste físico consiste em colocar um termômetro no interior de um dos pacotes. podendo ainda se estabelecer uma fase de atendimento ambulatorial. É importante destacar que as fitas adesivas conhecidas como fitas teste. usadas para fechar os pacotes de material a ser esterilizado. cuidados de enfermagem são dispensáveis a eles com as seguintes finalidades: prestar assistência intensiva até a total recuperação dos reflexos. uma vez que a umidade altera o prazo de validade da esterilização. PÓS-OPERATÓRIO. colaborar com o enfermeiro na realização destes testes. indicando que a superfície do pacote foi atingida pelo calor. Guarda e distribuição de material esterilizado: A guarda do material esterilizado é feita em área provida de armários fechados. A distribuição pode ser feita pelo sistema de troca ou por outro a ser adotado pela rotina do hospital. Por isso. nada garantindo quanto ao processo de esterilização do material contido em seu interior. O teste químico é feito por substâncias químicas contidas em tubos de vidro ou em fitas de papel. Também é necessário realizar estes testes toda vez que terminar uma manutenção preventiva ou corretiva dos aparelhos esterilizados. etc. no mínimo. e. por exemplo. auxiliar na reabilitação e na adaptação do paciente às novas condições resultantes da cirurgia. pós-operatório mediato. proporcionando-lhe segurança e retorno rápido a suas atividades normais. das mastectomia. Como já dissemos anteriormente. devendo esta escolha estar de acordo com as exigências da legislação em vigor. Assim. entre outras. Aconselhá-se que seja feito. que compreende as primeiras 24hs após a operação. é dessa área de guarda que se faz à distribuição do material esterilizado para todas as unidades do hospital. um teste por semana. Eles devem ser realizados pelo enfermeiro da unidade. como as autoclaves e as estufas. A mudança de cor do indicador dos vidros ou das fitas significa que o interior dos pacotes esta sendo atingido pela temperatura desejada. colocados em tubos no interior de um dos pacotes a serem esterilizados. Este é o período mais crítico da recuperação do paciente. em alguns casos. é indispensável testar periodicamente os esterilizadores. cabendo ao pessoal de enfermagem consciente da importância da esterilização. Veja que as listas da fita teste ganharam uma coloração escura. O teste biológico geralmente utiliza culturas de esporos dos germes não patogênicos. durante o período adequado. químico ou biológico. da colostomia. Os testes precisam ser feitos sempre na primeira carga do dia. prateleiras. Após o processo é preciso analisar se os germes foram destruídos ou não. prevenir complicações. a escolha do produto fica a critério do serviço hospitalar. O período pós-operatório tem início logo após o término da operação e vai até a alta do paciente. pois não oferecem qualquer segurança. não podem ser consideradas teste químico. assistir o paciente integralmente. Fases: O período pós-operatório divide-se em três fases: pós-operatório imediato. cestos.cada um deles. que pode ser físico. que começa ao final das primeiras 24hs após a operação e ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 29 . introduzidos no interior de um dos pacotes de maior volume a ser esterilizados. como é o caso. Testes para avaliar a eficiência da esterilização: Para termos segurança quanto à esterilidade dos materiais. da amputação. É importante atentar para o fato de que a área de armazenamento de material estéril deve ser o mais seca possível.

Suprimento de O2 canalizado. 1º. com portas largas. Período pós-operatório imediato: Essa fase. Respirador artificial. ele recebe acompanhamento direto. A recuperação pós-anestésica necessita. Carro de parada cardiorrespiratória devidamente equipado. cortinas ou biombos. a recuperação pós-anestésica deve contar com uma equipe bastante treinada e apta a receber o paciente não só em situações de rotina. ou até mesmo dentro dele. e depois da estabilização de seu estado. outro para reserva de roupas e aparelhos sobressalente e ainda um expurgo. Pós-operatório tardio: Compreende a fase ambulatorial. de vácuo para aspiração. de aparelho de pressão de parede e de um monitor cardíaco. para facilitar o transporte seguro do paciente. Lá. de um local para guarda de materiais de consumo. está localizada próximo ao Centro Cirúrgico. em frente aos leitos. que se inicia com a alta e dura enquanto o paciente precisar de atenção especial. A duração da internação vai depender da recuperação do paciente. de forma a permitir a passagem de macas e aparelhos. Esse procedimento em geral. tem inicio na Recuperação PósAnestesia (RPA). ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 30 . com os seguintes recursos indispensáveis ao controle de emergência.vai até a alta hospitalar. mas também nas emergências do pós-operatório. Planta física: A área física da unidade de recuperação pós-anestésica pode ser retangular ou semi-retangular. de forma a ficar mais elevado para visualizar todos os pacientes sem exceção. Além disso. geralmente. 3º. até a recuperação de seus reflexos e estabilização dos sinais vitais. necessariamente. mobiliário e equipamentos especiais e adequados ao tipo de atendimento prestado. separados ou não por divisórias de fórmica. Pós-operatório imediato: Nessa fase o paciente já se encontra na unidade de internação cirúrgica. Recuperação pós-anestesia: a unidade de recuperação pós-anestésica. para onde é levado o paciente pós-operado. quando o paciente retorna para avaliação cirúrgica e sua eficácia. com grandes laterais e rodas. Mobiliário e equipamento: As macas-leito da recuperação pós-anestésica precisam ser largas. é necessário que ela tenha planta física. É muito importante que o paciente receba assistência integral nesta fase. em geral. de uma saída de oxigênio. Sistema de respiração a vácuo e elétrico. 4º. tem alta dessa unidade e é levado para o seu leito de origem. Objetivo: A recuperação pós-anestésica tem por objetivo principal prestar ao paciente todos os cuidados necessários. Vamos então detalhar alguns aspectos mais significativos relativos a esta unidade. de uma sala de preparo de medicação. O posto de enfermagem deve ser no centro. Para tanto. A unidade deve contar. Cada leito necessita de uma lâmpada individual. quando muitas vezes. ainda sob efeito da anestesia. É nesta fase também. podendo ser mais rápida ou mais lenta de acordo com o tipo de operação a que foi submetido e com as suas condições. ocorre de 7 a 10 dias após a cirurgia. também. 2º. pois é nela que se verifica o maior índice de complicações. e o pós-operatório tardio. facilitando a transferência mais segura do paciente. Os cuidados de enfermagem prestados nessa fase visam a acelerar essa recuperação e reintegrar o paciente a vida familiar e as suas atividades normais o mais rápido possível. que podem ser retirado os pontos. Os leitos devem ser colocados lado a lado. a paciente já recebeu alta hospitalar.

radiografias e anotações do transoperatório e do pósoperatório imediato. 10º. Nesse momento é importante que seja acompanhado por alguém da equipe de enfermagem. 6º. Controlar os sinais vitais. Observar o estado de consciência do paciente e. quando ele estiver no seu setor de origem. Posicionar o paciente no leito. treinados no pré-operatório. é preciso colocar a cabeça lateralizada em um travesseiro. Focos auxiliares pequenos. em caso de vômito. o pessoal de enfermagem passa por um período de treinamento específico. logo na chegada. 3º. 9º. 12º. e iniciar o balanço hídrico. na primeira hora após a cirurgia. 5º. 4º. Receber o operado. Administrar os medicamentos prescritos. 14º. choque. sobretudo no pós-operatório imediato e mediato. todos os ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 31 . segundo o esquema abaixo. Comunicar quaisquer alterações observadas ao enfermeiro responsável. 7º. Para trabalhar em uma unidade de recuperação pós-anestésica. Estimular o paciente a realizar os exercícios respiratórios e de tosse. cabe a equipe de enfermagem dispensar os seguintes cuidados: 1º. Quando o paciente receber alta da recuperação pós-anestésica. o qual pode variar de acordo com as condições do paciente: a) De 15 em 15’. Cuidados de enfermagem: São muitos os cuidados de enfermagem a serem prestados ao paciente. etc. ECG. também. assim que ele estiver em condições. Isso evita. etc. Manter o paciente aquecido com cobertores. Verificar se o curativo cirúrgico apresenta anormalidades. Fazer anotações na folha de balanço hídrico e na evolução de enfermagem. que ele aspire à secreção. as condições ventilatórias do paciente assim como a presença e a permeabilidade de cânulas orofaríngea ou tubo traqueal. no pós-operatório imediato o paciente deve ser posicionado em decúbito lateral. 15º. juntamente com seu prontuário completo com exames. Isso é estritamente necessário para que não haja interrupção na continuidade dos cuidados de enfermagem do paciente. causando sérias complicações. como. Controlar infusões venosas. como você poderá ver a seguir. ocasião em que aprende a manusear os aparelhos e atuar junto ao paciente pós-operatório. Controlar a diurese.5º. principalmente quanto a hemorragias. por exemplo. composta de enfermeiros. da segunda hora até a quarta hora após a cirurgia. Balões de O2 portáteis sobressalentes. como soros. a coloração da pele e das mucosas. c) De 02 em 02 horas. Se for usado o decúbito dorsal. Quando o hospital não possui uma área de recuperação pós-anestésica. ele é encaminhado ao seu leito de origem. Pós-operatório imediato: Durante a permanência do paciente na unidade de recuperação pós-anestésica. Checar. 11º. da quinta hora até a vigésima quarta hora após a cirurgia. certificando-se do tipo de operação e de anestesia a que foi submetido. inclusive em situações de emergência. de acordo com a operação e a necessidade. b) De 30 em 30’. sangue. 2º. De maneira geral. como veremos posteriormente. Conectar sondas e drenos se houver. Fazer mudança de decúbito. 13º. parada cardiorrespiratória. 7º. técnicos e auxiliares de enfermagem. 8º. Pessoal: O grupo de trabalho de uma recuperação pós-anestésica é formado pelo anestesista de plantão e pela equipe de enfermagem. 6º.

6º. para permitir a entrada da maca e a transferência segura do paciente. sendo que a freqüência de verificação do TPR (temperatura. dando ênfase à temperatura. Vômito: Desconforto bastante comum. a seguir. problema respiratório a ser detalhado mais adiante. 8º. a presença de secreções. então. Dor: Um dos primeiros sintomas do pósoperatório. começa-se com dieta liquida. até tornar-se normal. 3º. sem necessidade de analgésico. 3º. cujas trocas são feitas. uma simples mudança de posição. porque o paciente com a dor limita-se a mobilidade da caixa torácica. diminuindo sua expansão. além de contribuir para a disfunção respiratória. Nesses casos ela deve ser preparada para recebê-lo e tratá-lo com toda a segurança. normalmente pelo cirurgião. pulso. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 32 . cateteres e infusões venosas. os que ocorrem mais freqüentemente. no segundo dia do pósoperatório.cuidados de enfermagem relativa ao pósoperatório imediato são executados na unidade do paciente. respeitando o intervalo determinado pelo médico. 2º. observando a aceitação dos alimentos. Registrar as queixas do paciente no seu prontuário. tanto no pós-operatório mediato como no imediato. A unidade precisa ainda estar equipada com suporte de soro. etc. Checar e anotar o funcionamento de sondas. 5º. 9º. respiração) e da PA (pressão arterial) varia em função da necessidade do paciente. no item referente às complicações. 2º. quando solicitada. 4º. sangue. a equipe de enfermagem preparar essa unidade. um apoio ou mesmo uma conversa esclarecedora melhora a dor. aparelho de pressão. Pode ser Pós-operatório mediato: 1º. Administrar os medicamentos prescritos. Observar o curativo cirúrgico. Estimular a higiene pessoal. quando ele esta estável. desde que não haja contra-indicação. Gera ansiedade e tensão. no período de inconsciência. é comum o paciente passar por vários desconfortos. passando depois para pastosa. pode evoluir para a hipóxia. como também a evolução da cicatrização. aspirador. Porém. O leito precisa estar arrumado com cobertor. Desconfortos: Após uma cirurgia. deixando o mínimo necessário de móveis. Orientar a prática de exercícios que ajudem o paciente a sua reabilitação. Às vezes. Cabe. Estimular a deambulação. Normalmente. quando retornar da operação. 7º. pois o paciente sente frio no pós-operatório imediato. Você pode analisar. a equipe de enfermagem poderá fazer a troca. se necessário. assim como o horário de administração de analgésico. anotando as soluções e medicamentos utilizados no prontuário do paciente. Identificar o local e o sintoma da dor. Cuidados: 1º. Habitualmente. assim como a deglutição de sangue. muco e saliva. Auxiliar o paciente na alimentação. Dificuldade respiratória: Além de constituir uma situação de desconforto para o paciente. materiais e equipamentos que forem necessários àquele paciente. para detectar eventuais infecções. Controlar os sinais vitais. que pode ser atribuído ao efeito da anestesia. termômetro. e favorecendo o acúmulo de secreção. Administrar o analgésico prescrito. Observar o funcionamento intestinal e o volume urinário. a verificação é feita duas vezes ao dia. drenos.

Lateralizar a cabeça do paciente e administrar o antiemético (contra o vômito) prescrito pelo médico. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 33 . COMPLICAÇÕES. ocasionada pela não observância do jejum no período pré-operatório. Cálculo uretral. Valorizar queixas do paciente em relação à dor e ao desconforto no abdômen inferior. Estenose (estreitamento) uretral. Administrar líquidos por via oral. às vezes surgem complicações no pós-operatório imediato (mais freqüentemente) quando o mediato é no tardio. Meios simples para provocar o reflexo de micção: 1º. Também verificar sua posição. Sede: Sintoma incômodo. Identificação: 1º. 5º. Perfuração da uretra por traumatismo. 2º. 3º. geralmente devido ao uso de analgésicos. que poderá estar imprópria. Umedecer lábios e boca do paciente. 4º. 8º. Anestesia profunda ou de longa duração. Cuidados: 1º. 4º. Ao se deixar o paciente em decúbito lateral ou com a cabeça lateralizada. Paralisia dos nervos da bexiga por lesão da medula ou compressão resultante de fratura e tumores. quando o paciente já estiver consciente e a náusea e os vômitos tiverem passado. Fazer o paciente ouvir o barulho de água. após cada episódio de vômito. Cuidados: 1º. 3º. se o paciente a estiver usando. Verificar. características e consistência. Fazer a higiene oral do paciente. apesar da vontade. Cistite aguda pelo uso de sondas. Observar a quantidade e a freqüência das micções.também. 2º. Hipertrofia (aumento) prostático. em caso de não haver contraindicação. 4º. medicamentos e perda de líquido durante a operação. a presença de abaulamento suprapúbico e aumento de vontade de urinar. quantidade eliminada a cada vez. Espasmos (contração) do esfíncter por medo ou vergonha. Embora indesejáveis. 7º. anotar o numero de vezes. 2º. Verter água morna sobre a região suprapúbica. Minimizar medos ou timidez. quando ainda não estiver totalmente refeito da anestesia. Proceder à lavagem da sonda nasogástrica. Causas: 1º. o que poderia ocasionar asfixia respiratória e posteriormente complicações como pneumonia. Vamos estudá-las agora. em pequenas quantidades. Retenção urinária: É a incapacidade de urinar. 2º. 6º. 2º. vesical ou coágulo. mediante a palpação da região. pois provavelmente estará obstruída. 3º. observando os mesmos cuidados do analgésico. 3º. abrindo uma torneira. evitar-se a aspiração do vômito para os pulmões. Relacionar agitação inexplicável com eventual retenção urinária. e intervalos curtos. Melhorar um mau posicionamento. abordando mais adiante aquelas relativas à ferida cirúrgica.

Vamos ver em que consiste cada uma delas e os respectivos cuidados de enfermagem prestados ao paciente. Hemorragia: Perda anormal de sangue. Na falta deste. Qualquer que seja o tipo de hemorragia externa. Hemorragia secundária: quando ocorre no pósoperatório. o técnico de enfermagem deve proceder da seguinte maneira: 1º. sangue eliminado pela urina. Controlar os sinais vitais. Hemoptise. como a morfina. Obstrução das vias aéreas por sangue. Respiração inadequada devido à dor.Pós-operatório imediato: As possíveis complicações são a hipóxia. Sinais e sintomas: Cianose. Depressão respiratória causada por analgésico ou anestésico em excesso. Causas: 1º. para verificar se existe algo obstruído. dispnéia. segundo orientação médica. Manter o paciente em repouso. etc. dependendo do vaso rompido. a hemorragia recebe alguns nomes especiais: epistaxe. nessas situações. de modo a favorecer a respiração. Colocar o paciente em posição adequada. Ela pode ser venosa ou arterial. 2°. ou interna se o sangramento escoa por dentro das cavidades (abdome. sensação de sufocamento. 2º. 4º. 2º. e crânio). como ouvidos. cuja conseqüência para o paciente vai depender da quantidade de sangue perdido e do seu estado geral naquele momento. pela Classificação: Hemorragia primária: quando ocorre durante a operação. sangue eliminado pelo nariz. a hemorragia e o choque. boca. O sangue pode-se exteriorizar através de um orifício natural. Examinar a boca. por exemplo. ansiedade. sendo geralmente controlada pela equipe médica. sangue espumoso. esforço do paciente. iniciar oxigenioterapia através de cateter nasofaríngeo. Defeitos na ligadura dos vasos. Distúrbios de coagulação do paciente. 3º. Tracionar a língua e prendê-la com a cânula de Guedel. Aspirar secreções da orofaringe e nariz. Comunicar imediatamente ao enfermeiro responsável. podendo ser: externa se o sangramento é visível. Cuidados: 1º. ânus. Hemorragia externa: Em função do local por onde o sangue é eliminado. Causas: 1º. eliminado pela tosse. para não aumentar a perda sanguínea. 3º. vômito ou queda da língua. secreção. 3º. Comprimir as artérias que irrigam o local do sangramento. agitação. de 1 a 2 litros por minuto. caso esteja caída para trás. 2º. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 34 . Hematúria. sangue eliminado sob forma de vômito. tórax. devido a hemostasia imperfeita. Hipóxia: Complicações caracterizadas oxigenação deficiente dos tecidos. evitando o excesso de movimentos. Fazer um curativo compressivo sobre o local que está sangrando. 5º. vagina. 5º. por que o local do sangramento é visível. A hemorragia externa é mais fácil de ser percebida do que a interna. Administrar oxigênio. posição. Hematêmese. para diminuir a perda sanguínea. 3º. Tensão sobre o local da operação em conseqüência de movimentos bruscos. 4º.

grandes queimaduras. entre outros. finalmente. ainda. plasma ou líquidos corporais. as relacionadas à ferida cirúrgica. Os movimentos respiratórios são profundos e rápido no inicio. O pulso vai ficando acelerado. exceto nos casos em que ele tiver sido submetido a cirurgias neurológicas. A pressão arterial vai caindo. o abscesso intraperitonial. 2º. Caberá ao medico. Neurogênico: Quando há uma alteração no Sistema Nervoso Central. pegajosa. que provoca dilatação anormal dos vasos sanguíneos. 4º. o técnico deve comunicar imediatamente ao enfermeiro responsável. Pode acorrer devido a superdosagem de drogas hipotensoras (por exemplo. anestésico. Anafilático: Resultado de uma reação do organismo. Cuidados: 1º. Algumas das principais causas deste tipo de choque são as hemorragias. chegando a uma pressão sistólica abaixo de 60 mmHg. Cardiogênico: Quando há uma deficiência de bomba cardíaca e o coração não consegue bombear uma quantidade de sangue suficiente para os órgãos e tecidos. Posicionar o paciente em decúbito dorsal. narcóticos e transtornos emocionais. com lábios e unhas cianóticos. confuso e comatoso. e. identificar o tipo de choque e estabelecer a conduta a ser seguida. lesões no coração e arritmias cardíacas. dor intensa ou ansiedade. Séptico: Provocado por liberação de toxina de bactérias na corrente sanguínea. Sinais e sintomas: 1º. Hipovolêmico: Aquele causado pela diminuição acentuada do volume circulante. A pele é fina e pálida. A conseqüência então. para as providências necessárias. fraco e irregular. Hemorragia interna: Mais difícil de ser detectada por que os sinais e sintomas se manifestam depois que o paciente já perdeu uma grande quantidade de sangue. 5º. gradativamente. como a penicilina e o iodo. A diurese fica abaixo de 30ml/h. 4º. O nível de consciência se altera de orientado para. Obstrutivo: Causado por embolia pulmonar. 3º. 6º. como. insuficiência cardíaca congênita (ICC). É o tipo de choque que mais acontece no pós-operatório imediato. no entanto. já na fase do pós-operatório mediato ou tardio. nitroprussiato de sódio). vômitos e diarréia (desidratação). Detectar precocemente o aparecimento dessas complicações por meio da observação constante do paciente e do rigoroso controle dos sinais vitais. Agora veremos quais os tipos de choque: 1º. Pós-operatório mediato tardio: O paciente cirúrgico pode apresentar também outras complicações. 2º. devido à hipersensibilidade a determinadas substâncias. é a instalação de um quadro de choques hipovolêmico. geralmente proveniente de uma infecção já existente no organismo. passando depois para superfícies. 5º. com conseqüente risco de vida. decorrente da liberação de um coágulo (êmbolo) que obstrui a artéria pulmonar. 6º. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 35 .6º. como medo. por exemplo. 3º. Dentre elas podemos citar a distensão abdominal as complicações de natureza respiratória ou vascular. Depois passa para úmida e. inicialmente. Ao identificar os sinais de choque. nos casos mais graves. Choque: É a diminuição da passagem do sangue para os tecidos. Esse tipo de choque ocorre quando há infarto agudo do miocárdio (IAM). 3º. conforme veremos no próximo item. provocando sofrimento nos órgãos. 2º. devido às hemorragias. devido à perda de sangue.

introduz-se de 20 a 30ml de água na sonda. Abdômen de volume aumentado. 5º. aspirando em seguida. acelerar o processo de reabilitação intestinal. é importante a mobilização e a lavagem da sonda nasogástrica. em intervalos regulares. Medidas profiláticas: Podem ser colocadas em prática para evitar a distensão abdominal ou. por exemplo. como. repolho. com auxilio de uma seringa. e logo depois também. Colocar bolsa de água quente sobre o abdômen. Estimular a deambulação. Para um bom funcionamento desse método. Dor abdominal.Distensão abdominal: Complicação relativamente comum no pós-operatório. para protegê-lo de possíveis complicações respiratórias. e às vezes. Sinais e sintomas: 1º. Durante a operação. a mobilização no leito ou a deambulação precoce. Complicações respiratórias: São freqüentes e graves para o paciente cirúrgico. Cuidados: 1º. ligada a um aspirador intermitente. Fazer sondagem retal por aproximadamente 20 minutos. 2º. 4º. Muitas vezes. Incentivar o paciente a alimentarse. especialmente operações abdominais. se não for contra-indicado. A sonda é aspirada manualmente. 4º. 3º. Para tanto. sendo deduzido o volume de água injetado. 6º. tipo cólica. 3º. muitas vezes. se antes da cirurgia paciente apresentar sintomas como tosse. 2º. quando este não poder fazê-lo. Grande parte das complicações respiratórias. de acordo com a prescrição médica. espirro. Para realizar este procedimento é necessário introduzir uma sonda nasogástrica. couve-flor. pelo menos. a retornar. batata-doce e refrigerantes. clister ou laxantes para estimular o peristaltismo. Imobilidade do paciente no pósoperatório. pois com a dor. Administrar. Imobilizar o paciente no leito. no mínimo. no entanto. em geral para os idosos e debilitados ou aqueles cujo período de convalescença é longo. evitando alimentos que fermentem no intestino. como se estivesse com o estômago cheio. Outras causas: 1º. segundo prescrição médica. o que pode ocorrer em casos extremos. Após anestesia. por exemplo. o que é feito pelo médico ou enfermeiro. pode ser evitada. de seis em seis hs. em caso de distensão abdominal é prescrita aspiração gástrica. cebola. Dificuldade respiratória pela pressão sobre o diafragma. os movimentos peristálticos (movimentos do intestino) desaparecem e. Todo o conteúdo gástrico eliminado precisa ser medido e anotado na folha de balanço hídrico do paciente. Também é necessário estimular o paciente a realizar exercícios de tosse e respiração. deve-se evitar que o paciente sinta frio. 3º. principalmente em cirurgias torácicas e abdominais. o cirurgião deve ser avisado imediatamente. como. demora. fazendo com que o líquido e gazes se avolumem no estômago e intestino. para eliminação de flatos (gases) do cólon inferior. conjuntivas inflamadas e secreção nasal. Outro procedimento importante para evitar problemas posteriores desta natureza é a aspiração de secreções na sala de recuperação. Por isso. eles evitam ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 36 . Alimentação imprópria ao pósoperatório. 2º. Traumatismo cirúrgico intestinal no transoperatório. Sensação de plenitude. A profilaxia consiste em um préoperatório bem feito e na tomada de precauções durante e após a cirurgia.

Complicações vasculares: São as de natureza circulatórias. inclusive durante a cirurgia. levar a morte. Nebulizar. Bronquite: É caracterizada pela inflamação da mucosa brônquica. podendo. Aspirar secreções. Pneumonia: Inflamação com endurecimento da pele do pulmão ou de todo ele. anotando no prontuário do paciente. 2º. Estimular a deambulação precoce. Cianose. A posição do paciente durante a cirurgia. a dor torácica. como em cirurgia ginecológica. como. Dor torácica imprecisa. Cuidados: 1º. em especial aquelas nas quais os membros ficam dobrados. 5º. Em virtude disso. A seguir veremos as principais complicações respiratórias. dor torácica. Tromboflebite: Os coágulos formados e liberados podem ocasionar a interrupção do fluxo sanguíneo de um órgão vital. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 37 . mal-estar e tosse com expectoração purulenta ou sanguinolenta.respirar profundamente. Fatores que tromboflebite: predispõem a uma Sinais e sintomas: 1º. por exemplo. Quando o coágulo obstrui a artéria pulmonar. tais complicações afetam mais as veias dos membros inferiores. taquicardia. por exemplo. do pulso e da respiração. 3º. 1º. proctológicas e algumas urológicas. Estimular a deambulação ou movimento no leito. como varizes. como. 2º. Estimular a tosse e a prática de exercícios respiratórios. Identificar oportunamente. Atelectasia: É a redução do volume de um lobo ou de uma parte ainda maior do pulmão. 2º. dispnéia e tosse. o sangue tarde a fluir pelas veias mais lentamente do que o normal podendo levar a problemas como flebite (inflamação de uma veia). os primeiros sinais de elevação da temperatura. o pulmão. 3º. tapotar e promover drenagem postural para o paciente. Febre. dispnéia. 4º. em caso de estarem comprometidas grandes áreas do pulmão. Medidas de profilaxia: 1º. Sinais e sintomas: Febre. 3º. causadas pela imobilidade do paciente durante a cirurgia. provoca a embolia pulmonar. Dispnéia de intensidade variável. 4º. Em geral. 4º. enfisema ou bronquite. 2º. se ele for portador de varizes nesses membros. Evitar a compressão de vasos sanguíneos. uma das complicações mais graves no pósoperatório. ao posicionar o paciente na mesa cirúrgica. 3º. Hidratação insuficiente. É mais freqüente em pacientes idosos ou com doença pulmonar preexistente. inclusive. Quando o paciente já possui distúrbios venosos em membros inferiores. inclusive com aparelhos especiais. de acordo com as condições do paciente. Imobilidade no leito. freqüentemente causada pela obstrução de um dos brônquios. Manter os membros inferiores do paciente enfaixados. Sinais e sintomas: Tosse sem secreção e dor ao tossir.

por terceira intenção. prejudicando a cicatrização. Em geral. é recoberto pelo epitélio (parte mais superficial da pele). sendo geralmente muito dolorosa. sujeira e fiapos de tecido. dificultando e retardando a cicatrização. também no pós-operatório. Cuidados: 1º.4º. edema (inchaço) e hiperemia (vermelho). provocam rejeição por parte do organismo. as complicações e os curativos. Irrigação sanguínea: Como o sangue é responsável pela cicatrização. Nesta parte da apostila abordaremos algumas questões relativas à ferida cirúrgica. Veremos cada um delas a seguir. 3º. importante para o seu estudo. Febre. ou seja. ocorre uma deiscência de sutura e a ferida é deixada aberta para a formação da granulação. ainda. relativo ao estado do paciente como um todo). dificulta a chegada dos nutrientes. a drenagem. é dessa forma que cicatrizam as feridas cirúrgicas. Administrar anticoagulantes e antiinflamatórios prescritos. que é a união indireta das bordas. Fatores gerais: ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 38 . posteriormente. A cicatriz por segunda intenção apresenta-se mais clara e menos elástica do que a parte normal. com ou sem sutura. mais difícil é a cicatrização. pressionando os vasos sanguíneos. Cicatrização da ferida: pode ser de três tipos: por primeira intenção. De uma maneira geral. havendo formação de tecido de granulação. Algumas outras feridas têm uma cicatrização por segunda intenção. a má irrigação de sangue no local da ferida retarda. Já a cicatrização por terceira intenção é a combinação dos dois primeiros tipos que acabamos de analisar. Manter o uso de meias elásticas ou faixas nos membros inferiores. Esse tipo de cicatrização ocorre quando há perda de tecido ou infecção na ferida. Há pouca formação de tecido de granulação (tecido vermelho. Dor no local. Corpo estranho: Os corpos estranhos como gazes. se o paciente estiver impossibilitado de deambular. Hematoma: O hematoma (bolsa de sangue em um tecido vivo) força as bordas da ferida separando-as. Ferida cirúrgica: A ferida cirúrgica é incisa. que se apresenta tumefação (quente). por segunda intenção ou. tais como: os tipos de cicatrização. A cicatrização por primeira intenção é a união direta da ferida. sua cicatrização. Orientar o paciente para fazer repouso. Fazer movimentos de extensão e flexão com os membros inferiores. 2º. mole e de fácil sangramento que forra as fendas deixadas abertas). A cicatriz é estreita e se dá em torno de quatro dias. Elevar o membro inferior afetado. então. Infecção: A infecção provoca a formação de um edema que. 5º. sendo feita outra sutura posteriormente. o que pode favorecer o aparecimento de infecção. e sem infecção. Fatores locais: Grau de lesão: Quanto maior a lesão. 2º. Fatores que interferem na cicatrização: Podem ser classificados em locais (relativo à própria ferida cirúrgica) ou gerais (mais abrangentes. Sinais e sintomas: 1º. juntamente com os fatores que interferem em uma cicatrização. mais de fácil cicatrização. ela apresenta bordas e paredes lisas. À parte lesada é gradualmente preenchida pelo tecido de granulação que.

Radiação e uso de medicamentos: A radiação e os corticóides retardam a cicatrização. Rejeição ao fio da sutura. formadoras de tecido. Doenças: diabete. em virtude de antisepsia e assepsia inadequada. analgésicos e antitérmicos. 1º. seguindo rigorosamente a prescrição médica. quantidade e odor da secreção. por exemplo. Esse termo se refere. Complicações: A ferida cirúrgica pode apresentar complicações no pós-operatório. Manter o ambiente sempre limpo. Lavar sempre as mãos. INFECÇÃO: Causas: 1º. Medidas de profilaxia: 1º. tumefação e presença de secreção na ferida. também dificultam a cicatrização. Realizar o preparo correto da pele do paciente. 4º. Causas: 1º. Medidas de profilaxia: 1º. hiperemia. geralmente.Cuidados: Estado nutricional: A desnutrição retarda a cicatrização. devido a problemas circulatórios. deiscência de sutura e a evisceração. Compensando um paciente diabético (colocar o seu nível de glicose dentro da normalidade). Obesidade. 5º. como a lavagem às mãos. Fazer curativos. Infecção da ferida. por exemplo. 4º. ou especiais: dor. 3º. Sinais e sintomas: Podem ser gerais: febre. as técnicas de esterilização do material e de assepsia. no Centro Cirúrgico. como a infecção. Anotar aspecto. Deiscência de sutura: É caracterizada pela secreção das bordas da ferida previamente suturada. 2º. Administrar antibióticos. Queixa do paciente quanto a algo que esta ocorrendo na incisão cirúrgica. abscesso hepático etc. 2º. Sinais e sintomas: 1º. 3º. 3º. 4º. já que esta depende das proteínas. anemia. Dor na ferida operatória. os fatores que predispõem o paciente a este tipo de complicação. antes e após os cuidados com o paciente. Idade: Quanto mais idoso for o indivíduo. Auxiliar a diminuir. insuficiência renal. que aumenta ou reaparece. 5º. Contaminação após a cirurgia (infecção hospitalar) provocada pela falta de cuidados do pessoal que lida com o paciente. Contaminação durante a cirurgia por germes externos. Colher a secreção para cultura e antibiograma. Utilizar corretamente. sempre que necessário. câncer. 2º. apendicite supurada. por exemplo. maior é a dificuldade de cicatrização. 2º. mal-estar e cefaléia. Orientar o paciente quanto à movimentação e a tosse. Desnutrição. 2º. a sutura cutânea da ferida operatória. durante o período pré-operatório. Lavar sempre as mãos. 3º. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 39 . no pré-operatório. Doenças como diabete e anemia. 2º. Escoamento de liquido sanguinolento através da sutura. 3º. nunca deixando as gazes ficarem molhadas. Operações infectadas como.

eles são abertos (quando a cicatriz cirúrgica é exposta) ou fechados (no caso de a cicatriz estar coberta por gazes. compressas ou esparadrapo). formando assim um dreno misto. pois determina parte do sucesso de uma cirurgia. eles são simples ou compressivos. Mas se for preciso medir o volume de secreção que sai pelo dreno. 5º. 2º. Drenagem cirúrgica: A drenagem cirúrgica é usada em cirurgia com várias finalidades. um dreno tubular fino. 5º. Enfaixar o abdômen suavemente. Usar faixas abdominais. Finalidades: 1º. sem comprimir as vísceras. Quando há necessidade de lavar o local que esta sendo drenado. pode-se substituir o curativo por bolsas coletoras. Evisceração: Nela ocorre a separação das bordas da ferida abdominal com a saída das vísceras. e precisam ser protegidos por curativos. O dreno de em T é utilizados nas operações que abrem a via biliar principal (hepático/colédoco). 3º. para alertar a equipe médica e providenciar uma sala de cirurgia. e tomados os devidos cuidados.4º. que variam de tamanho de acordo com a quantidade de secreção eliminada. Dar conforto ao paciente. Eventual separação das bordas da ferida. assim que a equipe médica solicitar. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 40 . junto com o penrose. 3º. Fazer curativo compressivos. O dreno de Penrose é introduzido na cavidade da ferida para escoamento de secreções que possam vir a infectá-la ou eliminar secreções purulentas. Os drenos de penrose são usados em cirurgias gerais. Imobilizar a região operada. Encaminhá-lo ao Centro Cirúrgico. com finalidade profilática. por um determinado período. de vários diâmetros. Evitar contaminação. Para a realização da drenagem são utilizados tipos específicos de drenos que você precisa conhecer. Proteger contra traumas. imediatamente o pessoal de enfermagem comunicará o fato ao enfermeiro responsável. junto com seu prontuário. O dreno de penrose é um tubo de látex mole e delicado. Já quanto à finalidade de promover hemostasia. Cuidados: 1º. se observarmos o tipo de curativo cirúrgico. Aplicar medicamentos. umedecidas em soro fisiológico. Acalmar o paciente. Promover hemostasia. Cobrir as vísceras com compressas ou gazes esterilizadas. 2º. Cuidados: 1º. no entanto. eles se dividem em limpos (ou asséptico) e contaminados (ou sépticos). Finalmente. constituindo-se uma emergência cirúrgica. você nunca deve tentar recolocar as vísceras para dentro da cavidade. eles podem ser secos ou úmidos. 4º. Em caso de evisceração. O curativo cirúrgico: O curativo cirúrgico é extremamente importante. geralmente de polietileno. com a finalidade de escoar a bile para fora. levarmos em conta a presença ou não de infecção. Observada a complicação. o cirurgião coloca. Se. Não alimentar o paciente. Absorver secreções. colocados através de um pequeno orifício da pele ou na própria cicatriz operatória. 6º. 7º. 2º. 4º. Classificação: Se considerarmos a presença ou ausência de umidade intencional.

com certa freqüência. Assim. indo para o recipiente sanfonado por meio do tubo. Obstrução intestinal. O dreno fechado de pressão negativa é geralmente usado em operações ortopédicas. comprime-se o recipiente até o ar sair totalmente e recoloca-se a tampa. colecistectomia. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. A secreção ou o sangue é retirado da ferida. Quando a bolsa é comprimida para a retirada do ar do seu interior. que pode permanecer. cria um vácuo capaz de provocar aspiração contínua. gastrostomia e colostomia. Fazer tricotomia de abdômen em pacientes do sexo masculino. destacando os cuidados específicos a serem dispensados aos pacientes cirúrgicos tanto no pré como no pósoperatório. Peritonite (infecção do peritônio). Aparelho digestivo: Aqui trataremos das seguintes cirurgias: apendicectomia. é a incapacidade de o conteúdo intestinal fluir normalmente. A remoção dos drenos varia de acordo com o tipo de cirurgia e com a prescrição médica.O dreno fechado de pressão negativa é conectado a uma bolsa coletora sanfonada elástica. APENDICECTOMIA: consiste na retirada cirúrgica do apêndice vermiforme ou cecal. A primeira dose da medição é geralmente aplicada antes do inicio da operação. 2º. 3º. 2º. Fístula fecal (comunicação do intestino grosso com o exterior que permite a saída de fezes). Quando o recipiente estiver cheio. por meio de um tubo. Cuidados específicos no préoperatório: administração de antibióticos. a drenagem recomeçara. Nas mulheres. devido ao aumento do peristaltismo. Também abordamos as possíveis complicações que ocorrem no pós-operatório de cada uma dessas operações. COLECISTECTOMIA: é a retirada cirúrgica da vesícula biliar. pois pode provocar a ruptura do abscesso formado em volta do apêndice. O dreno de tórax é utilizado na cavidade torácica para restaurar a pressão negativa e escoar secreções ou sangue.. A primeira dose é ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 41 . Um dos sintomas é o vomito persistente. Outro sintoma é a distensão abdominal. Administrar o antibiótico. somente nos casos de colicistite aguda. Complicações: 1º. enemas. No apendicectomia é absolutamente contra-indicados o preparo intestinal por meio de uso de laxantes. Iniciar o balanço hídrico em pacientes que retornam da sala de operação com sonda nasogástrica. Ela se manifesta por dor abdominal e febre. exige uma nova intervenção cirúrgica. Para restabelecer a pressão negativa. etc. e. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. hernioplastia. de acordo com a prescrição médica. é necessário abrir a tampa de cima e esvaziá-lo. gastrectomia. Observar os possíveis sinais de infecção da ferida operatória e no local da eventual drenagem. de acordo com a prescrição médica. devido algum obstáculo. mesmo após a apendicectomia. INTERVENÇÕES CIRÚRGICAS Nesta parte vamos trabalhar as cirurgias mais comuns. neurocirurgias e outras onde haja sangramento residual. 2º. esse cuidado depende da presença ou não de pelos abdominais na região. que pode levar a desidratação.

Observar a possibilidade de edema escrotal. Complicação: Hemorragia. 6º. Complicação: Icterícia. 5º. 3º. para prevenir a vesical causada pela retenção freqüentes as hernioplastias. Lavar a sonda nasogástrica freqüentemente para evitar que ela se obstrua. Estimular evacuação. 4º. se prescritos pelo médico. aplicada antes do inicio da Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. porém é mais freqüente no abdômen. de acordo com prescrição médica. se possível. Observar os sinais de distensão abdominal. Colocar a sonda nasogástrica com a qual muitos pacientes saem da operação em sinfonagem (ligação de um tubo já instalado no paciente a um frasco em nível mais baixo para drenagem por gravidade). consiste na correção cirúrgica de uma hérnia (saída de um órgão ou estrutura através da parede da cavidade na qual está naturalmente contido). pré-operatório: necessário) de 2º. HERNIOPLASTIA: Também chamada de herniorrafia. Cuidados específicos no pré-operatório: Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. 3º. Dar banhos de assento mornos para evitar a dor e o edema. HEMORROIDECTOMIA: Tipo de operação do aparelho digestivo. que depois deverá ser anotado no prontuário do paciente. quanto à solicite a a urinar distensão urinaria. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 42 . caso o paciente retorne da sala de operação com ele. icterícia. Orientar a ingestão de alimentos ricos em fibras para facilitar a evacuação. Esse cuidado visa medir a secreção expelida. 2º. 2º. com o reaparecimento da hérnia. Conectar um frasco estéril ou dreno de colédoco (dreno em T). A hérnia pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Cuidados específicos no Tricotomia. mesmo após a alta. Estimular o paciente espontaneamente. que pode surgir em função de problemas clínicos ou da obstrução do colédoco. Fazer a tricotomia da região perianal. Administrar laxantes ou enemas. no dia anterior à cirurgia. 7º. náusea e vomito. caracterizada pela retirada cirúrgica da hemorróida. Limpar o local com gaze e água. 4º. 3º. quando uma víscera abdominal sai através de uma abertura na parede do abdômen. Administrar laxantes ou enemas. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. pois muitas vezes o paciente tem medo de sentir dor e evita evacuar. realizada (se acordo com o local da hérnia. 2º. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. Orientar o paciente para continuar os banhos de assento. após cada evacuação. GASTRECTOMIA: Consiste na retirada total ou parcial do estomago. Complicação: Recidiva.geralmente operação. que deve ser tratado com a colocação de suspensórios para aquela bolsa. por onde escoa a bile. Deixar o paciente em decúbito lateral ou ventral. Orientar o paciente restrição de esforço físico que musculatura abdominal.

Observar o tipo de líquido drenado pela sonda nasogástrica. após a alimentação. g) Observar o funcionamento intestinal para saber se a dieta esta sendo bem tolerada. podendo levar ao choque. assim que o médico permitir. e o fato precisa ser comunicado ao enfermeiro responsável. e) Fechar a sonda. devido ao sangue digerido. que tomará as providências cabíveis. então. provocando irritação e feridas. Fazer higiene oral freqüente. em sifonagem. Hemorragia. Orientar o paciente e familiares quanto às conseqüências da gastrostomia. Cuidados específicos no pós-operatório: choque. protegendo a pele com pomadas prescritas pelo médico. Observar a aceitação da dieta e o retorno do funcionamento intestinal. j) Interromper a alimentação ao menor sinal de vomito ou regurgitação. Qualquer alteração. Ela pode ser temporária ou definitiva. Anotar a drenagem da sonda. alimentar e hidratar o paciente. uma vez que após a retirada da sonda nasogástrica o paciente começa a receber alimentos líquidos. para hidratar o paciente. é necessário enxágua-la várias vezes ao dia. sempre que for necessário. pois como o paciente não pode ingerir alimentos pela boca. no local de realização da cirurgia. aberta e em sifonagem. que deve ser mantida aberta. deve ser imediatamente comunicado ao enfermeiro responsável. na temperatura corporal. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. o paciente não deve receber a dieta. Observar os cuidados específicos da alimentação pós-operatória: a) Iniciar dieta líquida equilibrada. c) Não permitir a entrada de ar pela sonda. a fim de evitar sua obstrução e. pois é indicação de hemorragia. caso ele esteja usando. Cuidados no pós-operatório: 1º. Esse cuidado é importante porque pode haver vazamento do suco gástrico pela incisão. observando a coloração castanha. dependendo da doença. Alimentos frios ou quentes provocam dor. restrita a região supra-umbilical. f) Abrir a sonda para certificar-se de que a dieta anterior foi digerida. também. antes de uma nova administração. como por exemplo. para introduzir um tubo com a finalidade de aspirar secreções estomacais ou. 2º. que pode levar ao 2º. Fazer a tricotomia. através da parede abdominal. através de seringa. 2º. durante a alimentação. Complicações: ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 43 . pois pode ocorrer diarréia ou constipação. b) Introduzir a alimentação líquida pela sonda da gastrostomia. d) Introduzir água pela sonda. Se houver retorno do alimento. 2º. para avaliar se a necessidade calórica esta sendo suprida adequadamente. em pequenas quantidades. h) Pesar diariamente o paciente. 2º. após cada alimentação. Distensão abdominal. no caso de pacientes do sexo masculino. i) Pedir sempre ao paciente para informar qualquer tipo de desconforto após a alimentação. 3º. sangue vivo. 1º.1º. Trocar o curativo ao redor da sonda de gastrostomia. Manter a sonda nasogástrica do paciente. GASTROSTOMIA: É a abertura do estomago. Fazer uma tricotomia no abdômen. Complicações: 1º.

considerando a operação e as alterações que irá provocar. anotando o volume e o aspecto das fezes eliminadas. com a exteriorização de uma parte do cólon. e também sua família. então. O paciente pode apresentar alergia à cola da bolsa coletora. devido às enzimas nela existente. Como medida preventiva aplicam-se pomadas apropriadas entre o estoma e a bolsa coletora. 4º. mais comumente do cólon transverso ou sigmóide. 2º. Pode-se solicitar ao Serviço de Nutrição uma relação dos alimentos mais recomendados. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. Observações: 1º. impedindo que as fezes entrem em contato com a pele. deixando a pele em repouso. conforme a tolerância ou a adaptação aos alimentos. Na área de contato com o adesivo da bolsa pode-se utilizar tintura de benjoim. usar apenas pomadas indicadas pelo médico e curativos absorventes. Apoiar o paciente. para eliminação de gazes ou fezes. que serve de proteção para a pele. até cicatrizar. 3º. pois a perda do controle da evacuação pode levar o paciente a se sentir rejeitado. Exteriorização do intestino ao lado do estoma. até a pele ficar integra novamente e o paciente voltar a usar a bolsa. trocados com freqüência.1º. Prolapso do estoma. Durante esse período. pois a drenagem fecal é irritante. inclusive os constipantes a os laxativos. para que a reintegração a vida familiar e social se faça com rapidez e sucesso. cebola. Tomar cuidados especiais com a pele ao redor do estoma. 3º. Nesses casos. ao retornar a sala de operação: um relativo à incisão principal e outro ao estoma. para evitar contaminação do segundo para o primeiro. é preciso interromper o uso da bolsa temporariamente. O tamanho do orifício da bolsa precisa se ajustar perfeitamente ao redor do estoma. Regurgitação ou vomito e broncoaspiração. Fazer a tricotomia da região abdominal superior e inferior. em geral. tais como feijão. este também deve participar da fase de adaptação. 2º. Caso ele tenha um conjugue. 3º. 4º. Existem algumas bolsas coletoras com revestimentos ao redor do orifício de encaixe contendo cola karaya. para proteger a pele e facilitar a adesão da bolsa. 2º. Nesses casos. provocando lesões na pele e aparecimento de infecções oportunistas por fungos. Observar o funcionamento da colostomia. através da parede abdominal. 2º. peixe. O orifício realizado nesse tipo de cirurgia denomina-se estoma. se faz simultaneamente a uma laparotomia (incisão cirúrgica na parede abdominal). que é o acúmulo de alimentos no interior do estômago. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 44 . Constipação ou diarréia. etc. COLOSTOMIA: Consiste na exteriorização do intestino grosso. Orientar a dieta no sentido de evitar alimentos que fermentem e provoquem odor desagradável. Infecção da pele ao redor do estoma. Complicações: 1º. Estase gástrica. Distúrbios intestinais como diarréia ou constipação. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. O paciente deve usar a bolsa mais indicada para seu caso. repolho. 3º. O técnico de enfermagem deve ter a preocupação de incentivar o paciente ostomizado a participar ativamente de todos os cuidados com a colostomia. o paciente apresenta dois curativos. preparando-o para a alta hospitalar e dando-lhe condições de cuidar de si mesmo em casa. 2º. A colostomia. dependendo da alimentação usada.

após a retirada da irrigação. por ocasião da alta hospitalar. Orientar o paciente. que pode ocorrer nas primeiras horas após a operação. caso o paciente venha da cirurgia com ela. quando a operação se realiza por via abdominal) em bolsa estéril e trocar seu curativo freqüentemente. decorrente da operação. Finalmente. você terá a oportunidade de analisar as seguintes operações: prostatectomia. postectomia. e. Deixar a irrigação correr em gotejamento rápido. 2º. evitar dirigir automóveis por tempo prolongado e continuar ingerindo bastante líquido. 5º. Estimular a ingestão hídrica. entre 50 a 80 gotas por minuto em especial nas primeiras horas. determinam a necessidade de nova intervenção cirúrgica para a sua retirada. Cuidados específicos no pré-operatório: Estão voltados para os pacientes com hipertrofia prostática. 4º. Infecção. favorecendo o seu convívio e de suas famílias com os outros ostomizados. os líquidos eliminados e os administrados no paciente. Complicações imediatas: Hemorragia. por outra via que esta conectada uma bolsa coletora estéril. Medir a urina que sai pela sonda e verificar sua densidade e característica. isso é importante para ajudar a avaliar as causas de choque hipovolêmico. mastectomia e histerectomia. Caberá ao médico conversar com o paciente. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. o paciente retorna da sala de operação com uma sonda uretral de três vias (three-way) e um sistema de irrigação vesical contínua. às vezes. Aparelho genito-urinário: dentro desse novo grupo de cirurgias. de sistema fechado. nefrectomia. precisam receber cuidados especiais. a não ingerir bebidas alcoólicas. tais como: 1º. inclusive em infusões venosas e na irrigação da bexiga. é fundamental o técnico de enfermagem seguir os seguintes procedimentos. Complicações mediatas: 1º. Registrar na folha de balanço hídrico. A irrigação contínua tem a finalidade de evitar a formação de coágulos que obstruem a sonda. retirase total ou parcialmente a próstata. PROSTATECTOMIA: Nesta cirurgia. Esse procedimento geralmente é realizado sob a orientação do enfermeiro. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 45 . Esses pacientes têm tendência à infecção urinária. eles são submetidos a um cateterismo vesical. Controlar a temperatura. É realizada nos casos de hipertrofia prostática (aumento da próstata) ou de tumores localizados na próstata. Por isso. O soro entra por uma das vias. 2º.5º. mas o fechamento e a retirada da irrigação são determinados pelo cirurgião. 3º. informando-o sobre o eventual aparecimento de infertilidade ou impotência. obstrução da sonda e conseqüente parada da drenagem. lava a bexiga e sai junto com a urina. é importante citar as equipes multidisciplinares de saúde que se propõem a ajudar na reabilitação física e psicológica dos pacientes ostomizados. choque. O gotejamento pode ser diminuído quando a drenagem se torna clara e assume um aspecto de urina. A terceira via serve apenas para insuflar o balonete que fixa a sonda dentro da bexiga. que podem apresentar retenção urinária devido à compressão da uretra. Nas reuniões destes grupos são esclarecidos as dúvidas em relação ao procedimento. Após uma prostatectomia. Conectar a sonda da cistostomia (abertura da bexiga geralmente feita através de um orifício na parte inferior do abdômen. por isso. causam muita dor e. quando o sangramento é mais intenso. Por essa razão.

a fim de promover o aumento da excreção (saída) de detritos através da urina. 4º. Infecção da ferida. Controlar a diurese. Estimular a ingestão hídrica. Complicação: Hemorragia. do lado onde será retirado o rim. inclusive com aparelhos. Conectar a sonda vesical em bolsa coletora estéril e fechada. por estar em contato direto e constante com o paciente. Cuidados específicos no pós-operatório: ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 46 . POSTECTOMIA: Caracteriza-se pela correção cirúrgica da fimose. Dessa maneira. o pessoal de enfermagem vai realizar apenas os cuidados gerais dessa etapa. Complicações: 1º. Administrar medicação analgésica para acalmar a dor intensa. trocá-lo com técnica asséptica. devido à perfuração da pleura durante a operação. cor e densidade. Choque. a mulher que se submete a mastectomia deve receber atenção especial por parte de toda a equipe de saúde. Observar o curativo e. 2º. Preparo psicológico: vale destacar o caráter mutilante do procedimento. que ocorre somente em alguns casos. comuns a qualquer operação. de acordo com a prescrição medica. cabe a equipe de enfermagem. 6º. sempre que necessário. Assim. Preparo físico: realização da tricotomia torácica e axilar. Impotência sexual. 5º. Fazer a tricotomia da região lombar. que é o estreitamento do prepúcio. indicada em alguns casos de cálculos e tumores renais. observando o funcionamento adequado da sonda. Estimular a ingestão de líquidos. que afeta a estética em um ponto tão ligado a feminilidade. 2º. Cuidados específicos no pré-operatório: Não existem. Devido a esse fator e ao medo da doença em si. pois é comum a mulher se sentir rejeitada. 3º. anotando volume. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º.2º. pelos motivos já citados. Insistir nos exercícios respiratórios. 4º. do mesmo lado em que a mama será retirada. impedindo sua retração normal por sobre a glande. É fundamental a participação do marido ou companheiro nesse preparo. ainda antes da operação. NEFRECTOMIA: É a retirada de um rim. Cuidados no pré-operatório: 1º. MASTECTOMIA: caracteriza-se pela retirada da glândula mamária ou de parte dela. deve ser feito com gaze vaselinada e trocado com freqüência. quando a operação é radical e determinados nervos são seccionados (cortados). Cuidados específicos no pós-operatório: Orientar o paciente a respeito do curativo que. 2º. após a alta. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. 2º. 3º. que é à entrada de ar na cavidade pleural. Hemorragia. procurar estabelecer as dúvidas e minimizar temores sobre o pós-operatório. O pneumotórax se manifesta por dispnéia importante. explicando os exercícios a serem feitos e os cuidados a tomar. Pneumotórax. O médico ou enfermeiro poderá falar sobre os recursos estéticos disponíveis de imediato no mercado.

2º. Por isso é importante. Fazer a tricotomia abdominal e pubiana. choque e retenção urinária. 4º. para ela. com que muitas vezes o paciente retorna da sala de operação. Controlar rigorosamente as infusões venosas e o volume urinário. 2º. anéis. não usar relógio. após a mastectomia. já que nesses casos é comum à retenção urinária. Manter o braço do lado operado em elevação e apoiado. flexionar. choque. o aparecimento de problemas posturais. Pode ainda ser atingida por via trans-esfenoidal. infecção da ferida e edema no braço do lado operado. A craniotomia é uma operação indicada para remover tumores. mas evitar traumatismos. não carregar bolsas ou objetos pesados. aliviar hipertensão intracraniana ou. 5º. através do esfenóide (osso impar encravado no meio dos demais ossos da base do crânio). Hemorragia. OPERAÇÕES NEUROLÓGICAS: As operações neurológica que abordaremos são duas: a craniotomia e a laminectomia. 3º. HISTERECTOMIA: É a retirada parcial ou total do útero. CRANIOTOMIA: consistem na abertura cirúrgica do crânio. estender e elevar gradualmente o braço. seguindo a orientação médica. Infecção urinária causada pelo uso prolongado da sonda vesical e de cateterismo de alívio freqüentes. quando a operação for realizada por ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 47 . controlar hemorragias. como abrir e fechar a mão. Mas quando for usada a via vaginal. Estimular a diurese espontânea. 4º. após a retirada da sonda vesical. Complicações: Hemorragias. Orientar a paciente para praticar exercícios com o braço do lado operado.1º. 3º. Manter a sonda vesical conectada a bolsa coletora estéril de sistema fechado. após a retirada do dreno (aproximadamente no terceiro dia do pós-operatório). não retirar cutículas. 2º. Observar a cicatriz cirúrgica. para a aspiração ser eficiente e não haver obstrução do dreno. Observar sinais de sangramento pela ferida operatória ou pela vagina. que é a realização de orifícios no crânio. Orientar a paciente para ter sempre boa postura. Infecção da ferida operatória. Oferecer apoio psicológico a paciente. não lidar com fogo. Cuidados operatório: específicos no pré- via abdominal. pulseiras. procurando estabelecer suas dúvidas e as dos familiares. forno. hematomas. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. Retirar tamponamento vaginal após 24 horas. É necessário deixar o interior do reservatório sanfonado sempre isento de ar. a tricotomia será somente perineal. drenar e aspirar hemorragias. Medir e anotar. etc. O dreno é colocado no local da cirurgia. colocados devido à retenção urinária que às vezes ocorre após a retirada da sonda de demora. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. abscessos e outros. Orientar e estimular exercícios com a mão e o braço do lado operado. 5º. 6º. 3º. evitando formação de edema. rigorosamente. a fim de obter acesso às estruturas intracranianas. 2º. Complicações: 1º. pois pode haver formação de hematoma. pois não é raro. Essas estruturas geralmente podem ser alcançadas através de um procedimento denominado trepanação. o aspecto e o volume do conteúdo do dreno fechado de pressão negativa.

É importante observar que nas operações trans-esfenoidais e de trepanação não há necessidade de tricotomia do couro cabeludo. 2º. procedimento esse realizado em duas etapas. Manter a via área desobstruída fazendo aspiração traqueofaríngea.1º. lubrificando as pálpebras com vaselina e colocando compressas frias leves em curativos oclusivos de olhos. Ensinar o paciente a virar-se como uma peça única. para facilitar a drenagem venosa do cérebro. Os cuidados pré-operatórios rotineiros. momentos antes de encaminhar o paciente ao Centro Cirúrgico. no pósoperatório. 2º. Os pacientes submetidos a craniotomia são geralmente encaminhados para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). que induz a defecação. Preparar o campo operatório. como. Em seguida. para fazer comparações no pós-operatório. colocando um travesseiro entre suas pernas. A primeira etapa ocorre na véspera da operação. podendo aumentar a pressão intracraniana devido ao esforço. só devem ser feitos sob orientação do médico ou enfermeiro. Aliviar e registrar os sinais e sintomas do paciente. depois. Essas complicações se manifestam por cefaléia. Se possível. caso contrário. parestesia (sensação anormal de formigamento) e espasmos musculares. Auxiliar o paciente portador de distúrbios motores e sensitivos. Por exemplo. LAMINECTOMIA: Operação destinada à retirada parcial ou total do disco intervertebral. o couro cabeludo é bem lavado com solução anti-séptica contendo detergente. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. pois. depois que o paciente estiver consciente. raspado com máquina elétrica. Complicações: Sangramento intracraniano e edema cerebral. lavar duas vezes. com mais freqüência na região lombar ou cervical. 4º. Aliviar o desconforto do edema periocular. Somente após a estabilização de todos os seus parâmetros vitais é que eles retornam a Unidade de Internação. nesse tipo de operação. No caso da existência de crostas no couro cabeludo. ajudar o paciente afásico (aquele que tem dificuldade de falar) a comunicar-se por meio da escrita ou de gestos. Colocar a cabeceira do leito em semi-Fowler. 3º. onde permanecem de um a três dias. Esse procedimento deve ser feito cautelosamente. para facilitar a respiração. quando a cabeça do paciente é bem lavada com anti-séptico contendo detergente. Manter o paciente em posição lateral ou posição semiventral. Registrar queixas de dor do paciente. Observar e registrar a atividade espontânea do paciente. pois isso poderá contribuir para a infecção da incisão cirúrgica. A segunda etapa desse preparativo é realizada no dia da operação. comparando-a com a que apresentava no pré-operatório. a intervalos especificados. o ferimento deverá ser imediatamente comunicado. no caso da laminectomia lombar. Muitos desses cuidados podem ser prejudiciais ao paciente. 2º. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 48 . 3º. Avaliar o funcionamento vesical e intestinal. 5º. pode elevar a pressão intracraniana. e a cabeça é envolvida com campo estéril ou compressa. O cabelo deve ser cortado com tesoura e. vomito em jato e alterações visuais. por exemplo. 3º. a administração do enema.

Algumas vezes. quando prescritos pelo médico. 5º. distorcida e de sua perda progressiva. Iniciar a dieta com líquidos gelados. Cuidado específico no pré-operatório: Orientar o paciente no sentido de evitar falar e tossir logo após a operação. nos casos de laminectomia lombar. Cuidados específicos no pós-operatório: Eles são individualizados para cada caso.4º. sendo retiradas juntamente com as amígdalas. a dieta evolui depois para alimentos semipastosos. Elas são: amigdalectomia. Outras operações: Agora vamos trabalhar outros tipos de cirurgia. 6º. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 49 . 3º. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. que é negra. 2º. Anotar o aspecto da secreção eliminada e o volume aproximado. se houver pêlos na região. 1º. Se for bem aceita. dirigir automóvel. a sensibilidade e a capacidade motora com as que o paciente apresentava no pré-operatório. Fazer a tricotomia. Comparar a dor. Isso é importante porque o período de cicatrização dos ligamentos e dos músculos é de cerca de seis semanas. que pode ocorrer até uma semana após a intervenção cirúrgica. e também os ácidos. A pupila. desde que não haja contra-indicação. 4º. Administrar colírios específicos. para auxiliar a drenagem das secreções. O paciente com catarata queixa-se da visão turva. por exemplo. junto ao paciente. geralmente. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. 2º. sendo mais freqüentes em pessoas idosas. Observar os sinais de hemorragia. facectomia. a importância de ele evitar trabalhos pesados e atividades que produzam esforço de flexão sobre a coluna. também estão afetadas. 7º. FACECTOMIA: É a correção cirúrgica da catarata. porém se houver aumento de volume deve-se comunicar tal fato imediatamente ao enfermeiro responsável. com implante ou não de uma lente intra-ocular. Virar o paciente. as adenóides (estrutura de tecido linfático localizado na nasofaringe). mais tarde brancoleitosa. Também se deve orientar para procurar o médico. Reforçar. Ainda assim. Executar a higiene oral freqüentemente. A deambulação só deverá ocorrer após orientação médica. como treinado no pré-operatório. Manter o paciente em decúbito dorsal. como. também importantes para o seu estudo e não incluídas nos grupos que acabamos de analisar. torna-se acinzentada com o tempo e. Orientar o paciente ou responsável para continuar com a dieta após a alta hospitalar que. na primeira semana do pós-operatório. podemos relacionar alguns cuidados genéticos. com a cabeça lateralizada. e consiste na retirada do cristalino. em função do gral de lesão e da localização da hérnia discal. Um sangramento direto é normal. AMIGDALECTOMIA: é a retirada cirúrgica das amígdalas. drenagem de tórax e operações vídeo-laparoscópicas. Evitar os alimentos cecos. 3º. Catarata: perda da transparência do cristalino. Mas é de rotina o médico neurologista auxilie o paciente em sua primeira deambulação após uma laminectomia. Complicação: hemorragia. quentes. caso haja sinal de sangramento. como gelatinas e sorvetes. ocorre no dia seguinte à operação.

uma vez que os curativos são feitos apenas pelo médico.000ml. para um frasco de 2. cuja finalidade é impedir a entrada de ar na cavidade pleural. 2º. Recomendações: 1º. Para isso. O tubo longo deve ter comprimento suficiente para a extremidade superior ficar aberta para o exterior e a extremidade inferior ficar mergulhada na água esterilizada ou soro fisiológico.5m. em quantidade suficiente para cobrir pelo menos 2cm da ponta do tubo longo. colocamos soro fisiológico ou água esterilizada no frasco de 2. por ação da gravidade. podendo. e o outro com a fonte de aspiração. pois isso significa complicação. permanecendo apenas algumas horas na recuperação cirúrgica. então. Complicações: hemorragia e deiscência de sutura. Prevenir vômitos e espirros. inclusive. Orientar o paciente quanto ao repouso absoluto nas primeiras 24 horas após a cirurgia. 4º. Observar a função do segundo frasco (estabilizador). que fica prejudicada pela presença de ar ou líquidos na cavidade intratorácica. que é controlar a pressão do aspirador. Proteger o leito do paciente com grades. Um dos dois tubos curtos se comunica com o primeiro frasco. Drenagem simples ou drenagem fechada sem aspiração: O líquido pleural escoa normalmente. perfurada por um tubo longo e outro curto. Já o segundo frasco tem três tubos na tampa: um longo e dois curtos.2º. ar ou sangue acumulados na cavidade pleural em decorrência de operações realizadas. Comunicar imediatamente ao enfermeiro responsável caso o paciente se queixe de dor forte nos olhos. Drenagem por aspiração: São utilizados dois fracos de 2. Vários pacientes se submetem a facectomia com implante de lente intra-ocular.000ml. O primeiro frasco é idêntico ao do sistema simples. de parede. Atualmente a técnica cirúrgica oftálmica avançou muito. movimentar a cabeça e deambular. em uns 12 a 15cm. 2º. 3º. Eles têm alta no mesmo dia. Manter o tampão do olho do paciente. 6º. Recomendações: 1º. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. orientar o paciente quanto à utilização dos medicamentos prescritos e das vendas nos olhos. Por ocasião da alta. Drenagem torácica: é uma cirurgia para colocação de um dreno no espaço pleural. Os tubos curtos medem cerca de 12cm de comprimento. Orientar o paciente quanto à posição que deverá permanecer no pósoperatório imediato. 5º. O dreno é colocado com a finalidade de retirar pus. plasma. Esse frasco tem tampa de borracha. devendo sua extremidade inferior ficar dentro do frasco. Ligar o dreno torácico ao tubo longo mergulhado no selo d’água. evitando que movimente a cabeça. utilizando uma conexão longa de borracha com aproximadamente 1. A drenagem permite. o que chamamos de selo d’água. que é um aspirador elétrico ou a vácuo. traumatismos ou determinadas doenças. Quando o sistema está em funcionamento deve haver borbulhamento no segundo frasco e oscilação da coluna líquida ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 50 . sob anestesia local. a expansão pulmonar.000ml. acima do nível da água. Manter o paciente em decúbito dorsal. 7º. A ponta do tubo longo deve ficar submersa em água. Manter o frasco de drenagem pelo menos um metro abaixo do tórax do nível do paciente.

9º. Solicitar ao paciente para não se deitar do lado que está o dreno. TIROIDECTOMIA: caracteriza-se pela retirada total ou parcial da tireóide. nas primeiras 12 a 24 horas após a cirurgia. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 51 . Manter o frasco sempre abaixo do nível do tórax. por exemplo. visíveis. Evitar entrada de ar no sistema. 4º. se houver dificuldade respiratória. Caso ocorra qualquer uma das complicações acima citadas. Nessas situações. 8º. Explicar ao paciente que os líquidos serão dados por via venosa no pós-operatório. para uso em caso de emergência respiratória. Fazer a tricotomia. aspecto do liquido drenado e funcionamento do sistema. para ele não sentir sede nem fome. o médico responsável deve ser imediatamente comunicado. Observar. Administrar 02 umidificado. nos pés e nas mãos). se necessário. Proporcionar ambiente repousante e tranqüilo ao paciente. 4º. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. Atentar para a possibilidade de hemorragia local. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. movimento de outras pessoas. 6º. Estimular o paciente a tossir e respirar profundamente. 7º. no lado a ser operado. 3º. vedando tampas e conexões com esparadrapo. etc. durante a noite anterior à operação. por serem mais fáceis de deglutir. 5º.em selo d’água no primeiro frasco (frasco coletor). evitando tensão das suturas. por medida de segurança. Observar e anotar a presença de secreções no local de aplicação do dreno. deve-se pinçar duplamente a borracha que fica entre o dreno e o frasco. TIMPANOPLASTIA: Consiste na reconstituição da membrana timpânica perfurada. Fazer anotações sobre o volume. 7º. com a finalidade de melhorar a audição e fechar a cavidade do ouvido médio. 4º. músicas excitantes. Iniciar a dieta com alimentos líquidos frios ou gelados. Orientar o paciente para não falar no pós-operatório imediato e explicar-lhe sobre a possível administração de oxigênio no pós-operatório. 5º. Verificar se há furos nas conexões de borracha. Auxiliar o médico ou enfermeiro na troca dos frascos. para evitar obstrução por coágulos ou secreção. 2º. por um período de 48hs. Colocar o paciente em posição de semi-fowler. Observar se há borbulhamento no frasco estabilizador. tendo em vista a dificuldade de deglutição. devido a tumores de tireóide ou a hipertireoidismo (aumento da função da tireóide). Fazer curativo oclusivo na incisão. Proporcionar repouso ao paciente. Manter o laringoscópio. 10º. Mover a cabeça do paciente cuidadosamente. rouquidão e tetania (espasmos musculares. 3º. Complicações: Pneumotórax e hemorragia. com a cabeça apoiada em um ou mais travesseiros. edema de glote. Cuidado específico no pré-operatório: Realização da tricotomia ao redor do ouvido. se há respiração ruidosa e desenvolvimento de cianose. 2º. inclusive no transportar o paciente e na troca dos frascos. 5º. 3º. os tubos traqueais e a bandeja de traqueostomia no quarto do paciente. Evitar dobras no dreno ou nas conexões de borracha. 6º. 2º. evitando barulho. visitas. Fazer movimentos de ordenha na conexão de borracha. Complicações: Hemorragia. para facilitar sua respiração. evitando infecções.

2º. Quando é temporária. observando e anotando a qualidade e o aspecto. ou introduzir a sonda com o aspirador desligado. Aspirar às secreções. nos casos de operações eletivas. luvas. com o aspirador ligado e o tubo de borracha livre. Hemorragia. isto é. quantas vezes forem necessárias. As sondas ideais são de borracha com orifício na ponta. Manter o paciente deitado. Informar o paciente. 4º. ele poderá falar. Complicações: Infecção e nova ruptura do tímpano. Orientar o paciente para não molhar o curativo. em caso de operação eletiva. gazes. com a finalidade de permitir a passagem de ar. devendo o mesmo ter janelas teladas. o paciente permanece traqueostomizado até que se solucione o problema. fechando o orifício da traquéia. Nesse momento. que ele não poderá falar no pós-operatório. aspirando água esterilizada ou soro fisiológico. Observar o local para detectar sangramentos que possam implicar dificuldade respiratória. para não criar dificuldades respiratórias para o paciente. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 52 . e introduzir 15 a 20cm da sonda mo orifício da cânula. 4º. sem travesseiro. Complicações: 1º. Manter o ambiente sempre limpo e umidificado. a fim de retirar toda a secreção. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. 3º. por serem descartáveis. 3º.Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. retirada da laringe. com a freqüência que se fizer necessária. A traqueostomia pode ser ainda uma operação de emergência ou programada. por traumatizarem menos. Retirar a sonda com movimento circular e único. 2º. 3º. Com o tempo. Deixar o paciente descansar e repetir a aspiração. de todo o corpo. ter o cuidado de pinçar o tubo de borracha do aspirador. a traqueostomia pode ser temporária ou definitiva. O enfisema subcutâneo. às vezes. Lavar o tubo de borracha. Promover a unidade do paciente com sonda de aspiração. Entretanto. Fazer a tricotomia na face e no pescoço. do rosto e. quando é pressionado. oxigênio e aspirador. evitar assoar o nariz e não espirrar com a boca fechada. as de polietileno tem sido mais usadas. Enfisemas subcutâneos. 3º. TRAQUEOSTOMIA: Ë a abertura da traquéia para introdução de uma cânula traqueal. Cuidados com a traqueostomia: Aspiração: 1º. Asfixia por obstrução da cânula. Dependendo da causa. e em pacientes do sexo masculino. prevenindo traumatismo na mucosa traqueal. Ela é definitiva em caso de laringectomia. soro fisiológico ou água esterilizada. 4º. 2º. produz a mesma sensação que a de comprimir uma esponja molhada. com o ouvido do lado operado voltado para cima. Observar que o tempo utilizado para fazer cada aspiração não deve exceder a cinco segundos. que se exteriorizam por inchação do pescoço. Cuidados no pós-operatório: 1º. Infecção respiratória. Conectar a sonda de aspiração estéril a borracha do aspirador. Prestar atenção especial à freqüência respiratória. 2º. devendo se comunicar através de escrita ou de gestos. 2º.

5º. Manter o ambiente limpo e esterilizado. 2º. secar a cânula com gaze estéril e recoloca-la no paciente. Colocar a cânula numa cuba estéril com água oxigenada. então. Manter o curativo sempre limpo. é composta de uma cânula externa e outra interna e.5º. Deixar a cânula em solução esterilizante e. depois de usadas. para soltar as secreções que ficam aderidas. apendicectomia. podendo ser retirada outra vezes. tendo em vista que a técnica de aspiração é asséptica. Um desses instrumentos introduzidos no paciente permite que o cirurgião visualize todo o interior da cavidade. É esse balonete que. Outros cuidados: 1º. Dessa forma. dependendo do órgão a ser operado. Usar luvas estéreis e observar certos cuidados na manipulação da sonda de aspiração. Proteger o orifício da cânula com gaze aberta. que fica dentro da traquéia do paciente. A cânula interna de uma cânula metálica deve ser retirada pelo menos uma vez por dia. freqüentemente. para limpeza. de um obturador que serve de guia na introdução da cânula. E com o auxilio dos demais instrumentos ele realiza. Cânulas de traqueostomia: há dois tipos: as de polietileno descartáveis e as metálicas. geralmente utilizada nas traqueostomias definitivas. inclusive. Fazer o curativo ao redor da cânula. Operações vídeo-laparoscópicas: São realizadas por meio da introdução de instrumentos especiais através de orifícios feito no corpo do paciente. Jogar fora às sondas descartáveis. para evitar necrose da mucosa traqueal. Por ultimo. 3º. Laparoscopias abdominais: Cuidados específicos no pré-operatório: Não existem. Esse tipo de cânula é preso externamente ao pescoço do paciente com cadarço. nas traqueostomias temporárias. principalmente a sua parede interna. como. Alguns serviços mantêm dois tipos de cânulas metálicas para cada paciente traqueostomizado. Para a limpeza da cânula interna utilizam-se luvas estéreis e técnica asséptica. insuflado fixa a cânula à traquéia. Cuidar para não entrar água do banho na traqueostomia. Fazer a higiene oral do paciente. caso se faça necessário. Ajudar mecanicamente com uma escova estéril adequada ou gaze. ainda. por um período de 15’. mas não é utilizado em todos os hospitais devido à precariedade de recurso da maioria deles. 7º. A cânula metálica. depois. Alguns médicos dispensam. e usado. por meio da imagem obtida e transmitida para um monitor. Por via laparoscópica podem ser realizadas cirurgias no abdome. 6º. por exemplo: ooferectomia. 6º. de curto prazo. colecistectomia. a fim de evitar entrada de insetos ou outros corpos estranhos. 4º. lavar abundantemente com soro fisiológico ou água esterilizada. Esse é o procedimento mais seguro e indicado. Trocar o frasco de soro fisiológico ou água esterilizada. utilizada para lavar a tubulação que aspira a secreção. em geral. a cânula interna suja é trocada por outra esterilizada em autoclave ou estufa. o procedimento cirúrgico. Cuidados específicos no pós-operatório: ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 53 . O balonete deve ser desinsuflado de duas em duas horas. A cânula de polietileno descartável é um tubo curvo com balonete na extremidade. trocando com freqüência as gazes e os cadarços que seguram a cânula. a tricotomia abdominal. A cânula metálica também é presa ao paciente somente por um cadarço amarrado ao pescoço. Esses orifícios variam de lugar.

nos pacientes que se submetem a varias cirurgias. congênito ou adquirido. pois são grandes as expectativas em torno dos resultados. do emprego de tração ou do aparelho gessado. Também abordaremos a tração. portanto. pois a infecção óssea pode levar a uma incapacidade permanente. Muito embora esses pacientes. a amputação e complicações possíveis. antes da introdução dos instrumentos. O preparo da pele obedece aos princípios de anti-sepsia já conhecidos. Complicações: Lesões de órgãos internos. Elas também devem ser orientadas a respeito dos exercícios que deverão realizar no pós-operatório. na fase pré-operatória. sua ansiedade e preocupação não são menores. É ainda no pré-operatório das operações ortopédicas que se realiza dois cuidados importantes. devido a uma certa quantidade de gás carbônico rejeitado na cavidade peritonial. podendo levar ao choque hipovolêmico. Essas pessoas necessitam. Nos casos de operação eletiva. que pode surgir em função de uma longa permanência na cama. fêmur e quadril. As operações de colo. já tenham se submetido a outras operações do gênero para reparar algum defeito físico. Deve-se fazer uma limpeza meticulosa e atraumática da pele. O preparo intestinal para as cirurgias ortopédicas em geral. Cuidados nas operações ortopédicas: nesta parte vamos discutir os cuidados de4 enfermagem prestados ao paciente no pré e pós-operatório das cirurgias ortopédicas em geral. o ortopedista pode orientar o paciente a usar sabão para limpeza da pele por um período maior. Observar atentamente o padrão respiratório do paciente. é comum haver a prescrição de narcóticos para aliviar a dor. por exemplo. em sua grande maioria. Como essas operações são extremamente dolorosas. pois estas costumam sangrar mais que as outras. causa dores freqüentes. Aqueles que se submetem a uma operação reparadora quase sempre a encaram com muita preocupação. Repetir esse procedimento depois. secar. contaminando a ferida operatória. Cuidados no pós-operatório: um dos cuidados importantes após as cirurgias ortopédicas é em relação ao uso de narcóticos. no dia anterior a operação. pois sabemos que as bactérias da pele podem ser reduzidas pela lavagem diária com anti-séptico e detergente. frente à perspectiva de uma nova operação. Portanto. o que pode sevar ao choque. Cuidados no pré-operatório: A maioria dos pacientes com problemas músculo-esqueléticos apresenta dor e ansiedade. com água e anti-séptico com detergente. e aos pacientes com aparelho gessados. 3º. Então. Atentar para os sinais e sintomas de sangramento interno. anterior a cirurgia. Outros cuidados: 1º. 2º. manifestados por dor abdominal forte ou choque. É necessário que ele seja feito corretamente. Observar as feridas operatórias. 2º. a administração de narcóticos deve ser bastante criteriosa. para prevenir o edema que. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 54 . já no dia da cirurgia. para evitar o paciente evacuar no transoperatório. Ele pode sentir desconforto para respirar. o uso desses narcóticos pode criar um vicio. Mudar o paciente de decúbito. Manter o membro operado elevado. realizadas por meio de lavagens intestinais ou enemas. a saber: o preparo da pele do paciente e o preparo intestinal. constituindo num serio problema. massagear a pele freqüentemente com creme hidratante para evitar escara. vai depender da orientação do ortopedista. exigem um processo rigoroso. comprimido por bandagem ou gesso. de assistência de enfermagem pautada na paciência e na compreensão. lavar.1º.

4º. aplicar compressão uniforme sobre os tecidos moles e permitir a deambulação precoce. Encorajar exercícios com os membros não afetados. 8º. tempo esse necessário para sua secagem. Não pressionar o aparelho por 48 horas. 6º. Observar as extremidades dos membros gessados em busca de deficiência circulatória por compressão do gesso. usando toalha felpuda. alem de prevenir e corrigir deformidades.4º. como também após a retirada dele. evitando movimentos bruscos. por exemplo. Orientar o paciente para cobrir o gesso com plástico apenas para tomar banho. a fim de não malha-lo. e recuperar o comprimento e o alinhamento de um osso ou extremidade lesada. para não ocasionar escoriações na pele. Observar o cheiro do aparelho. que ocorrem logo após a retirada do gesso. Proteger as regiões de atrito com o gesso. 4º. os quais devem ficar expostos. Orientar o paciente para não introduzir nada dentro do gesso. Estimular o paciente a realizar as atividades do dia a dia e seus cuidados de higiene. pois as regiões gessadas normalmente exalam um odor característico. permitindo-lhe maior independência. Estar atento a sinais de hemorragia. ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM APARELHO GESSADO O aparelho gessado é feito com ataduras de gesso que imobiliza uma região do corpo. Limpar a parte a ser imobilizada usando água e sabão. 7º. A colocação desse aparelho requer a observação de cuidados especiais antes e depois da aplicação. Tração: É a aplicação de uma forca tensora em uma parte do corpo. Orientar sobre as limitações naturais de imobilidade. e cuidar para que fique bem seca. 3º. tratar espasmos musculares e dor. Caso o odor seja fétido. com varias finalidades: manter fragmentos ósseos alinhados. 3º. depois. pode ser sinal de infecção. Há dois tipos de tração: a cutânea e a esquelética. Cuidados anteriores à aplicação do aparelho gessado: 1º. Orientar a realização de exercícios suaves. como. Cuidados gessado: após a retirada do aparelho 1º. Manter o membro gessado elevado. para prevenir escaras. caso o paciente tenha sido operado. 2º. devido à falta de aeração. cianose ou impossibilidade de ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 55 . a tração aplicada à extremidade puxa 1º. Cuidados gessado: após a aplicação do aparelho mover os dedos. Orientar o paciente para não coçar. 3º. A tração cutânea é presa à pele por adesivos. com a finalidade de reduzir e imobilizar uma fratura. mesmo quando há prurido. 5º. para prevenir edemas. aproximadamente. Limpar a pele do paciente co água e sabão e. Informar ao paciente que ele sentira calor debaixo do gesso. pois pode provocar ferimentos. 2º. secar com cuidado. 5º. pois a imobilidade prolongada resulta em perda da massa muscular. 2º. Lubrificar a pele com óleo ou creme hidratante. Cobrir o paciente com um lençol para não espalhar gesso sobre os pontos não envolvidos pelo aparelho. 5º.

procedimento esse que não deve ser negligenciado. Amputação significa a retirada total ou parcial de um membro. os quais devem estar sempre livres. Nunca apoiar os pesos. Cuidados com o paciente em tração: 1º. Orientar o paciente quanto à realização de exercícios para fortalecimento dos membros sadios. 2º. 4º. Observar a pele. os cuidados gerais do pré-operatório. Orientar o paciente para não girar o corpo para os lados. Estimular a movimentação dos membros e articulações não afetadas. 2º. para esclarecer suas duvidas e receber orientação quanto a sua reabilitação. 2º. AMPUTAÇÃO: É a remoção total ou parcial de qualquer parte do corpo. Orientar e estimular a pratica de exercícios. Em ortopedia. Complicações respiratórias. Também é realizada para melhorar a condição funcional do membro comprometido por lesão grave. Deformidades. 4º. O Maximo de peso que pode ser aplicado na tração cutânea é de 2 a 3 Kg. Escoriações na pele. 6º.a pele e. 7º. A tração esquelética é aplicada utilizando-se um pino ou fio metálico (de Kirschner ou Steinmann) que é introduzido através de um osso. 3º. Muitos deles podem vir a utilizar uma prótese posteriormente. 3º. 3º. Observar os cuidados com o gesso ou a tração. Exceto em casos de operação de emergência. Infecção. Complicações: 1º. Realizar. Manter os membros sobre tração em posição anatômica. Auxiliar o paciente na reabilitação e solicitar a participação da família. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 56 . 5º. A tração esquelética é aplicada diretamente através do osso. 4º. que é a dor sentida pelo paciente no membro amputado a qual vai desaparecendo com o tempo. nos casos de tração esquelética. Infecção no local da inserção dos pinos. Tromboflebite. Cuidados específicos no pós-operatório: 1º. com o paciente. 8º. Observar o curativo. 5º. facilitando a adaptação a próteses e ao uso de muletas. Auxiliar na higiene do paciente e prevenir escaras de decúbito. Observar sinais de hemorragia. A tração cutânea pode irritar a pele e exercer pressão sobre nervos periféricos. no caso de tração cutânea. Dor fantasma. Cuidados específicos no pré-operatório: 1º. 5º. as estruturas músculosesqueléticas. em busca de sinais de pressão ou fricção sobre as proeminências ósseas. 6º. Manter o coto (parte residual do membro amputado) elevado. 2º. protegendo as áreas de apoio. 2º. com ela. Escaras. 3º. 3º. Preparar o paciente psicologicamente. Esse método é utilizado mais freqüentemente no tratamento das fraturas do fêmur. Hemorragias. A amputação só é realizada quando não existe mais a possibilidade de salvar o membro e há risco de vida ao paciente. Úmero e tíbia. na ausência de um fisioterapeuta. Nunca remover os pesos sem ordem medica. no caso de tração esquelética. o paciente deve ter atenção especial. Complicações: 1º. e é exercida por pesos ou roldanas. se houver.

Estar atento às condições psicológicas e físicas do paciente. qualquer alteração observada. os cuidados específicos nos períodos pré e pósoperatório e. Observar. MODERNA ASSISTÊNCIA ENFERMAGEM. cateteres. Anotar. Mas há outros cuidados de enfermagem mais gerais e que podem ser observados pelo técnico. Muitos desses cuidados são bastante específicos para cada tipo de complicação. CENTRO CIRÚRGICO. Mº. 4º. Deiscência de sutura. drenos. principalmente em relação aos sinais vitais. não cabendo discutir aqui. etc. em relação a qualquer tipo de complicações cirúrgicas. Coto inadequado. Mercedes Arias Lopes. GUIAS PRÁTICOS DE ENFERMAGEM. Estar sempre atento ao aparecimento dessas complicações. Volume=02. DE BIBLIOGRAFIA. Complicações cirúrgicas: Ao longo de toda esta parte você teve a oportunidade de analisar diferentes intervenções cirúrgicas. 5º. ou comunicar ao enfermeiro ou ao medico. Agora precisamos analisar os cuidados que o técnico de enfermagem deve dispensar ao paciente diante dessas complicações cirúrgicas. as possíveis complicações decorrentes dessas operações. 2º. para que sejam tomadas as devidas providencias. ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 57 . ainda. constantemente. Jesus Redondo de Lá Cruz. 5º. São eles: 1º. Observar o perfeito funcionamento de sondas.4º. o local da cirurgia. 3º.

ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 58 . segurança e conforto ao paciente e a equipe de saúde? 2) Quais são as dependências básicas para um centro cirúrgico? 3) Quais equipes que prestam assistência direta no centro cirúrgico? 4) Quais atribuições do enfermeiro chefe.EXERCÍCIOS Nº 1 1) Defina o que é pré-operatório mediato e imediato e quais seus procedimentos? 2) Fale como se processa a admissão do paciente. 6) O instrumentador tem atribuições dentro do centro cirúrgico. do técnico em enfermagem? 5) Cite tipos de anestesia e também como posicionar o paciente em cada caso. quais são? 9) Fale sobre o preparo do material. e. 3) Quais as enfermeiro daria operatório? orientações que ao paciente no você préEXERCÍCIOS Nº 2 1) O que necessita ter um centro cirúrgico para garantir. quais são? 7) O que denominamos tempos cirúrgicos e quais são? 8) Antes de trabalharmos as atividades desenvolvidas no centro de material é importante lembrar alguns conceitos de microbiologia. 4) Quais são as matérias necessárias para a execução da tricotomia? 5) Fale a respeito das etapas para a execução da tricotomia.

8) Cite os meios simples para provocar o reflexo da micção.EXERCÍCIOS Nº 3 1) Quais esterilização? os principais métodos de 2) O que consiste a flambagem? 3) Que cuidados esterilização em estufa? devem ter na EXERCÍCIOS Nº 4 1) Quais os sintomas que apresentam um paciente com pneumonia? 2) Quando ocorre a inflamação da mucosa brônquica que doença esta caracterizada? 3) Cite e explique os interferem na cicatrização. 9) Conceitue distensão abdominal e quais as complicações do pós-operatório? ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 59 . séptico e asséptico. fatores que 4) O que chamamos de métodos químicos de esterilização e quais são? 5) Quais os materiais que poderão ser esterilizados em estufas e autoclaves? 6) Como devem ser chamadas as macasleito da recuperação pós-anestésica? 7) Quais recursos controle de emergências? indispensáveis ao 4) Fale sobre o curativo cirúrgico. explique o uso dos mesmos e finalidades. 5) Quais os tipos de dreno especifico que você conhece.

9) Em que consiste uma amputação e quais os cuidados específicos no pósoperatório? 10) Quais os cuidados de enfermagem em qualquer tipo d 11) e cirurgia? ENFERMAGEM CIRÚRGICA Página 60 .EXERCÍCIOS Nº 5 1) o que consiste uma apendicectomia? 2) Quais os cuidados específicos no préoperatório de uma gastrectomia? 3) O que consiste uma prostatectomia e quais os cuidados pós-operatórios? 4) Como chamamos a cirurgia que consiste na retirada da glândula mamaria ou parte dela? 5) Quando se faz necessário realizar um histerectomia? 6) Quais as complicações que ocorrer numa histerectomia? 7) Qual a torácica? finalidade de podem drenagem 8) Cite os cuidados com a traqueotomia.

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