Agrupamento de Escolas Romeu Correia Ano Lectivo 2010/2011 Escola Secundária Romeu Correia - Feijó

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ENERGIA NUCLEAR
Ana Beatriz Gonçalves nº1 Marisa Milhano nº22 Pedro Lopes nº24 12ºA1 Química A Professora Ana Paula Silveiro
10 de Fevereiro de 2011

INTRODUÇÃO
Desde que surgiu o Homem, que este depende totalmente do meio ambiente e dos seus recursos, que têm vindo a serem excessivamente consumidos, principalmente nos últimos tempos, encontrando-nos cada vez mais dependente destes. Actividades como o desenvolvimento industrial, a expansão dos transportes e o crescimento demográfico, não têm parado de aumentar, o que tem causado um contínuo aumento dos consumos energéticos mundiais. Contrariamente ao que devia ser feito, o Homem utiliza diariamente mais os recursos não renováveis do que os recursos renováveis, devido aos elevados custos e à pouca rentabilidade destes últimos.

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Figura 1 e 2: Evolução Humana e resultado do crescimento demográfico.

INTRODUÇÃO
A Energia Nuclear possui elevados riscos, mas também muitas vantagens ao nosso desenvolvimento, o que faz com que esta esteja a gerar variadas discussões a nível mundial. É vista como uma possível fuga ao alto consumo, e à dependência do petróleo, mas esta é finita e trás consigo responsabilidades que talvez o Homem não consiga suportar. Este trabalho possui então como principais objectivos compreender o que é a energia nuclear e em que conhecimentos científicos se baseia, que tipo de reacções nucleares ocorrem numa central nuclear, quais as principais vantagens e desvantagens do seu uso e as suas actuais aplicações, e tentar perceber por fim em que ponto da situação se encontra actualmente Portugal em relação a este tema.
Figura 3 e 4: Reactores Nucleares.

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ENERGIA NUCLEAR
A energia nuclear baseia-se no princípio de equivalência de energia e massa verificado por Einstein, que relaciona estas duas variáveis como mostra a fórmula:

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E = mc2
Em que: E – energia m – massa c – velocidade da luz no vácuo (9x108 m/s) Esta energia é libertada sob a forma de uma reacção nuclear (energia electromagnética) – associada a ligações entre átomos, electrões ou protões, ou seja, em processos de transformação de núcleos atómicos, em que ocorre a conversão de massa da matéria em energia. Esta energia é produzida e controlada por reacções nucleares.
Figura 5: Reacção no interior de um reactor nuclear.

ENERGIA NUCLEAR
A tecnologia nuclear explora esta mesma energia que é libertada, tentando ao máximo aproveitar a energia nuclear, ao tentar converter o calor emitido na reacção em energia eléctrica. Este processo de obter electricidade através da energia nuclear começou pouco depois da descoberta no início do século XX que determinados elementos, como o rádio, libertavam quantidades exorbitantes de energia, de acordo com o princípio de massa energia.

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Figura 6: Sinal de perigo de radioactividade

ENERGIA NUCLEAR
O conceito da energia nuclear surgiu com Ernest Rutherford, físico conhecido por ter descoberto o núcleo atómico, e que acreditava que os núcleos podiam ser modificados através de bombardeamento com partículas rápidas. Com a descoberta do neutrão percebeu-se então que existiriam diversas possibilidades para estas modificações. Ida Noddack foi a primeira a suspeitar que durante o bombardeamento de núcleos pesados com neutrões, esses poderiam quebrar-se em pedaços grandes, que são isótopos de elementos conhecidos, mas não vizinhos dos originais na tabela periódica. Mas foi apenas em 1938, na Alemanha, por Otto Hahn e Fritz Straßmann, que a fissão nuclear foi descoberta, através de uma reacção que pode ser escrita da seguinte forma:

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GEOGRAFIA DA MATÉRIA-PRIMA
Principais produtores de Urânio Canadá – 29%

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Austrália – 23%
Cazaquistão – 10% Rússia – 8% Nigéria – 8%

Namíbia – 8% Principais detentores de reservas de Urânio
Austrália – 24% Cazaquistão – 17% Canadá – 9% Estados Unidos – 7% África do Sul – 7% Namíbia – 6% Brasil – 6% Nigéria – 5%

Dois países desenvolvidos e democráticos – o Canadá e a Austrália – detêm mais de 50% da produção de urânio e mais de 1/3 das reservas conhecidas e exploráveis. No entanto, mais de 1/3 da produção actual da matéria-prima e cerca de 30% das reservas conhecidas e exploráveis situam-se em regiões euro-asiáticas e africanas que atravessam ou poderão atravessar períodos de instabilidade política.

TIPOS DE REACÇÃO NUCLEAR
As reacções nucleares consistem essencialmente na modificação da composição do núcleo atómico de um elemento, o que o pode fazer tornar-se noutro elemento completamente diferente. Este fenómeno pode ser espontâneo ou desencadeado pelo Homem.

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Existem duas formas de reacções nucleares: Fissão nuclear, onde o núcleo atómico se divide em duas ou mais partículas; Fusão nuclear, na qual ao menos dois núcleos atómicos se unem para formar um novo núcleo maior;

Figura 6: Estrela – local de ocorrência de muitas reacções nucleares

TIPOS DE REACÇÃO NUCLEAR
FISSÃO NUCLEAR
A reacção mais utilizada pelas fábricas é a de fissão nuclear, que aproveita a energia libertada para a produção de energia eléctrica. O combustível utilizado é o 235U, que é bastante raro na natureza, sendo por isso utilizado o seu isótopo 238U para formar 235U, visto que o 238U apesar de ser muito mais abundante, sofre fissão com muito menos frequência que o 235U e liberta uma quantidade de energia pequena. Ele passa de uma percentagem de 0,7% na natureza para 3% nas centrais nucleares. Esta percentagem é a utilizada, visto que de outra forma a reacção não seria autosustentada, o que significa que dos neutrões, libertados aquando da reacção, é capturado outra vez por um 235U, e não por 238U, de forma a existir sempre 235U e a reacção poder continuar. © Copyright Marisa Milhano 2011

Figura 7: Esquema de uma reacção de fissão

TIPOS DE REACÇÃO NUCLEAR
FISSÃO NUCLEAR
© Copyright Marisa Milhano 2011 Circuito Primário Circuito Secundário

Figura 8: Esquema de um reactor de fissão

TIPOS DE REACÇÃO NUCLEAR
FISSÃO NUCLEAR
© Copyright Marisa Milhano 2011 Um fenómeno que é observado em reactores nucleares de cissão moderados com água é a Radiação de Cherenkov (ou Efeito Cherenkov). Esta ocorre quando uma partícula electricamente carregada atravessa um meio denso, deslocando-se a uma velocidade superior à da luz neste meio, fazendo com que seja emitida radiação electromagnética que pode estar na faixa do visível, provocada pela onda de choque que marca a passagem da velocidade da luz no meio.

Figura 9: Efeito de Cherenkov

TIPOS DE REACÇÃO NUCLEAR
FUSÃO NUCLEAR
O confinamento electromagnético aplica campos magnéticos que aprisiona as partículas eléctricas do plasma, enquanto que o confinamento inercial bombardeia pequenas quantidades de combustível no núcleo com radiação laser vinda de quase todos os ângulos de forma a manter o plasma contido a uma distância considerável das paredes do reactor. As paredes deste recebem os neutrões libertados na reacção que, por não terem carga não podem ser confinados, apesar de transportarem uma grande quantidade da energia libertada na reacção nuclear, na forma de energia cinética.
Para se conseguir capturar essa energia utiliza-se habitualmente o lítio fundido, que captura os neutrões através da reacção: 6 Li + 1 n  3 H + 4 He 3 0 1 2 Assim a energia cinética do 31H (trílio) e de 42He é convertida em energia interna do lítio fundido, que depois serve para aquecer a água ligada a uma turbina.

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Figura 10: Reactor nuclear de Figura 11: Reacção de fusão. fusão (Tokomak).

Figura 12: Cartaz publicitário do projecto “ITER”

GEOGRAFIA DA PRODUÇÃO DE ELECTRICIDADE DE ORIGEM NUCLEAR
Total mundial: 16%, 442 reactores © Copyright Marisa Milhano 2011
França: 79% - 59 reactores Lituânia: 70% - 1 reactor Espanha: 20% - 8 reactores Taiwan: 20% - 6 reactores

Bélgica: 56% - 7 reactores
Eslováquia: 56% - 6 reactores Ucrânia: 49% - 15 reactores Coreia do Sul: 45% - 20 reactores Suécia: 45% - 10 reactores Bulgária: 44% - 4 reactores Arménia: 43% - 1 reactor Eslovénia: 42% - 1 reactor Hungria: 37% - 4 reactores Finlândia: 33% - 4 reactores Suíça: 32% - 5 reactores Alemanha: 31% - 17 reactores República Checa: 31% - 6 reactores Japão: 29% - 55 reactores

Reino Unido: 20% - 23 reactores
EUA: 19% - 103 reactores Rússia: 16% - 31 reactores Canadá: 15% - 18 reactores Roménia: 8,6% - 1 reactor Argentina: 6,9% - 2 reactores África do Sul: 5,5% - 2 reactores México: 5% - 2 reactores Holanda: 3,9% - 1 reactor Índia: 2,8% - 16 reactores Paquistão: 2,8% - 2 reactores Brasil: 2,5% - 2 reactores China: 2% - 10 reactores

Os 442 reactores em actividade fornecem apenas 16% da electricidade mundial. As maiores percentagens de uso da energia electronuclear centram-se na Europa, com 14 países acima dos 30% da geração de electricidade. Apenas um país asiático – a Coreia do Sul – ultrapassa a barreira dos 30%. Com excepção da França e da Alemanha, apenas pequenos países da Europa (União Europeia e Europa de Leste) optaram por um nível de geração de energia electronuclear superior a 30%.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR

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Figura 13: Central Nuclear na República Checa.

Na União Europeia, a energia nuclear evita a emissão de 700 milhões de toneladas de CO2, por ano para a atmosfera. Este número é equivalente à retirada de circulação de todos os carros que existem na Europa, aproximadamente 200 milhões. Graças à energia nuclear, (em 1996) foi evitada à escola global a emissão de 2,33 milhares de milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera, emissões essas que seriam maioritariamente de combustíveis fósseis. Uma central nuclear normal evita em média a emissão de 90 milhões de toneladas de CO2, 312 000 toneladas de óxidos de azoto (NOx), 650 000 toneladas de SO2, bem como 170 000 toneladas de cinzas, que conteriam mais de 5200 toneladas de arsénio, cádmio, mercúrio e chumbo.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
Distinguem-se cinco tipos de problemas principais que podem pôr em causa a segurança das centrais nucleares e, por consequência, a segurança das populações e do planeta: - os desastres naturais, - os erros humanos, - as limitações da tecnologia, - os atentados terroristas, - e a corrida às armas atómicas. O maior perigo duma central nuclear está relacionado com a contaminação radioactiva, por erros humanos, das pessoas que nelas trabalham ou do meio ambiente. As centrais nucleares utilizam e produzem materiais radioactivos, que têm de ser transportados e manipulados em condições de segurança extrema, a fim de não contaminarem a atmosfera, os solos e as águas. Este acontecimento poderia levar a alterações gravíssimas nos ecossistemas afectados, visto que os efeitos a longo prazo de pequenas doses de radiação constantes são ainda pouco conhecidos.

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Figura 14: Resíduos de baixa radiação.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
Assim, o armazenamento dos resíduos radioactivos tem de possuir o maior nível de segurança possível, de modo a assegurar que nunca haverá contaminação do meio ambiente. O que implica que os recipientes serão necessariamente caros. Os resíduos radioactivos podem ser divididos em dois tipos, quanto ao tratamento que terão de sofrer: - de baixa radiação, quando a sua radiação é baixa e têm tempos de vida relativamente pequenos; - de alta radiação, quando produzem elevados níveis de radioactividade e/ou têm tempo de vida muito longos.

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Figura 15: Resíduos de baixa radiação.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
Os resíduos de baixa radiação podem ser armazenados em aterros próximos da superfície, desde que encerrados em contentores estanques e resistentes à corrosão, pois, no máximo, dentro de 100 anos deixarão de ser perigosos para o meio ambiente. Os resíduos de alta radiação requerem já um tratamento distinto, dada não só a sua alta radioactividade, mas também o facto de a mesma ainda se manter elevada por milhares de anos. Para este tipo de resíduos, são necessários aterros muito abaixo na biosfera, longe de aquíferos e completamente estanques em relação ao meio geológico envolvente. As estações colectoras para estes resíduos foram todas construídas a profundidades de várias centenas de metros e com o cuidado de escolher camadas geológicas mais ou menos estanques.
Figuras 16 e 17: Aterro de resíduos de baixa radiação no Texas, EUA e esquema dum contentor de confinamento de resíduos radioactivos

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PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
Outro perigo não menos importante é o de explosão. Não há razões técnicas para a existência deste perigo, pois hoje em dia os mecanismos de controlo são aquilo que de mais avançado existe ao nível da tecnologia instrumental de controlo, mas os diversos acidentes existentes até hoje aconteceram devido a falhas nos sistemas de segurança por investimento insuficiente nos mecanismos de controlo.
Figura 18: Reactor nuclear.

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Para minimizar o risco de acidente, são usados normalmente três níveis de segurança: - O próprio reactor, para além de todos os mecanismos de automação e controlo, é fabricado com paredes grossas de material refractário que impede a passagem de radiação para o exterior. - A própria central, que é igualmente construída com paredes blindadas de material refractário. - E como último nível de segurança, as centrais nucleares são também construídas em regiões muito distantes de aglomerados populacionais, de modo a garantir que, no caso de fuga de radiação, os riscos para os seres humanos são os menores possíveis.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
Com todas estas medidas, o registo histórico do impacto ambiental e do número de mortos e feridos em acidentes nucleares civis dá uma grande vantagem a esta fonte de energia, por comparação com o carvão, onde todos os anos há centenas de vítimas na actividade mineira; com o petróleo e o gás natural, onde os rebentamentos de pipelines, as explosões de refinarias e os derrames de navios são relativamente frequentes.

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A excepção chama-se Chernobil, uma catástrofe em 1986 que resultou de uma falha humana e da confiança cega na tecnologia pelos soviéticos. Contudo, não há dúvida de que a indústria nuclear aprendeu imenso com os erros de Chernobil, o que levou a um grande investimento na investigação e desenvolvimento das centrais, que têm aumentado continuamente a sua segurança e do transporte de materiais radioactivos.
Figura 19: Destruição de Chernobil.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
Entretanto, a corrida às armas atómicas ganhou um novo fôlego com as ambições de países politicamente mais instáveis e imprevisíveis, como o Irão ou a Coreia do Norte. O uso do plutónio, em vez do urânio enriquecido nos reactores mais avançados de hoje em dia, tem a vantagem de permitir a reutilização de combustíveis, mas o plutónio serve para fabricar armas nucleares, o que pode criar novos problemas de segurança.

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Figura 20: Resultado duma bomba nuclear.

PRÓS E CONTRAS DA ENERGIA NUCLEAR
VANTAGENS
- A energia nuclear é a fonte mais concentrada de geração de energia conhecida, pois um pequeno pedaço de urânio pode abastecer uma cidade inteira. - O urânio e o plutónio serem recursos muito mais baratos do que o petróleo. - A energia nuclear não causa praticamente nenhum efeito de estufa ou produz chuvas ácidas. - É consideravelmente uma fonte de energia segura, visto terem acontecido poucos acidentes mortais. - Permite reduzir o défice comercial.

DESVANTAGENS
- As elevadas temperaturas da água utilizada no aquecimento podem causar poluição térmica.

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- O risco de acidente, visto que qualquer falha humana ou técnica poderá causar uma verdadeira catástrofe.
- Os resíduos produzidos emitirem radioactividade durante muitos anos. - Dificuldades no armazenamento dos resíduos, principalmente por questões de localização e segurança. - Elevado custo da construção e manutenção das centrais. - Pode ser utilizada para fiz bélicos, como é o caso da construção de armas nucleares.

- É fácil de transportar, pois o urânio ocupa pouco espaço. - Causa pouco impacto sobre a biosfera.

- É uma energia não renovável.
- Necessidade de isolar a central, após o seu encerramento.

CENTRAIS NUCLEARES VERSUS CENTRAIS TERMOELÉCTRICAS
Combustível Consumo médio por kw.hora Carvão 380g 2,5 milhões de toneladas 66 cargueiros de 35 000 toneladas ou 23 000 vagões de 100 toneladas 7,8 39 800 9 450 6 000 377 000 0,02 – 6 Zero Desprezável Fuelóleo 230g 1,52 milhões de toneladas 5 petroleiros de 300 000 toneladas + oleodutos 4,7 91 000 6 400 1 650 Zero 0,001 Zero Zero Nuclear 4,12 mg de Urânio 27,2 toneladas

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Consumo anual

Transporte anual

3 ou 4 camiões

CO2, milhões de toneladas SO2, toneladas NO2, toneladas Cinzas de filtros, toneladas Cinzas voláteis, toneladas Radiação: gases, Curie/ano Radiação: líquidos, Curie/ano Resíduos sólidos (tipo de radiação)

Zero Zero Zero Zero Zero 1,85 0,1 13,5 m3 (alta) 493 m3 (baixa)

APLICAÇÕES DA ENERGIA NUCLEAR
Para além do facto que se reveste da maior importância da energia nuclear, poder gerar energia eléctrica através dos reactores nucleares de potência, a Medicina, a Indústria, principalmente a Farmacêutica, e a Agricultura são as áreas mais beneficiadas com a utilização da energia nuclear. Os isótopos radioactivos ou radioisótopos, devido à propriedade de emitirem radiações, têm vários usos. As radiações podem até atravessar a matéria ou serem absorvidas por ela, o que possibilita múltiplas aplicações.

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MEDICINA
Uma ferramenta importante no tratamento e diagnóstico de doenças são os radiofármacos. Na medicina nuclear, os radiofármacos são injectados no paciente, concentrando-se no local a ser examinado e emitindo radiação, que, por sua vez, é detectada no exterior do corpo por um detector apropriado, que pode transformar essa informação em imagens, permitindo ao médico observar o funcionamento daqueles órgãos.

Figura 21: Radiofármacos produzidos pela CNEN. Entre parênteses encontra-se o nome do radioisótopo em cada fármaco.

APLICAÇÕES DA ENERGIA NUCLEAR
As radiações nucleares são utilizadas também em diversas terapias, principalmente no tratamento de cancro. Nesse caso, as células cancerosas são irradiadas, a fim de as eliminar e impedir a sua multiplicação. Uma das formas de aplicação da radiação consiste em se colocar uma fonte externa ao paciente, a uma certa distância do tumor a ser tratado (radioterapia).
Na maioria das vezes, usa-se uma fonte de cobalto-60 nesse tratamento.

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Figura 22: Radioterapia.

APLICAÇÕES DA ENERGIA NUCLEAR
INDÚSTRIA
© Copyright Marisa Milhano 2011 As tecnologias nucleares nas indústrias são principalmente usadas na qualidade de processos de diversos sectores industriais.

A facilidade de penetração da radiação em diversos materiais, bem como a variação de sua atenuação com a densidade do meio que atravessa, tornam o seu uso conveniente em medidores de nível, espessura e humidade. Na indústria do papel, estes medidores são utilizados para garantir que todas as folhas tenham a mesma espessura.
Figura 23: Fabrico de papel.

APLICAÇÕES DA ENERGIA NUCLEAR
Outro uso importante das radiações nucleares está na aplicação de traçadores radioactivos. Na exploração de petróleo, fontes de neutrões são utilizadas em processos para determinar o perfil do solo e outras podem auxiliar a distinguir a quantidade de água, gás e óleo existentes no material extraído, facilitando e economizando o processo de exploração. Figura 24: Exploração de petróleo.
Cada vez mais utilizados hoje em dia são ainda os irradiadores industriais, que são instalações com compartimentos onde o material a ser tratado é exposto à radiação, de forma a esterilizá-lo, eliminando bactérias e vírus.

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Alguns exemplos de materiais esterilizados são: materiais cirúrgicos, remédios, alimentos, materiais de valor histórico, etc.

Figura 25, 26, 27 e 28: Exemplos de materiais irradiados.

APLICAÇÕES DA ENERGIA NUCLEAR
AGRICULTURA
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Na Agricultura, as tecnologias nucleares são bastante utilizadas ao nível da irradiação para preservação de alimentos, assim como também para estudos de solo e plantas, através da utilização de traçadores radioactivos. Outra aplicação na agroindústria é o uso da técnica de ‘macho estéril’ para o combate a pragas nas culturas. Nesta técnica, são produzidos machos esterilizados da praga a ser combatida diminuindo a população, ao afectar a sua capacidade de reprodução. Esse processo é usado por países como Estados Unidos, México, Guatemala e Argentina no combate à mosca da fruta.

Figura 29: Mosca da fruta.

CENTRAIS NUCLEARES NO MUNDO

Reactores em Operação © Copyright Marisa Milhano 2011 Total Mundial: 442
União Europeia – 147 França – 59 Reino Unido – 23 Eurásia Japão – 55 Rússia – 31

Alemanha – 8
América Estados Unidos – 103 Canadá – 18

Coreia do Sul – 20
Índia – 16 China – 10 Ucrânia – 15

Segundo a World Nuclear Association, há 442 reactores em operação (2006), sendo a União Europeia (com 33%) e os Estados Unidos (com 23%) os dois espaços mais nuclearizados. A terceira potência é o Japão (com 12%).

Figura 30: Pormenor dum reactor nuclear.

CENTRAIS NUCLEARES NO MUNDO
Reactores Futuros
O maior esforço na construção em curso e de reactores planeados encontra-se na Eurásia, com a China a ocupar 14% e o Japão, a Rússia e a Índia 12% cada um. Apesar deste esforço asiático, o padrão de distribuição geográfica pelas grandes potências não se alterará substancialmente.

Total em construção e planeados: 90
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Em construção: 28 Índia – 7 China – 5 Rússia – 3 Irão – 1 Na Europa:
União Europeia: 1 (Finlândia)

Planeados *: 62 China – 13 Japão – 11 Rússia – 8 Coreia do Sul – 7 Índia – 4 Irão – 2 Coreia do Norte – 1 Na Europa: Bulgária – 2 Ucrânia – 2 França – 1

Roménia: 1

Figura 31: Pormenor dum reactor nuclear.

CENTRAIS NUCLEARES NO MUNDO

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Figura 32: Esquema de Europa, indicando quais os países onde irá aumentar o uso da Energia Nuclear, onde o seu uso irá estabilizar, e onde a sua utilização vai continuar sem efeito.

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?
Em Portugal, actualmente, não se produz energia nuclear, nem possuímos projectos governamentais para que Portugal inicie a sua produção a curto prazo. É certo que a solução nuclear seria interessante se se optar por iniciar um programa próprio de mineração de urânio, visto que possuímos reservas consideráveis.

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O preço do óxido de urânio (U3O8) triplicou desde 2000 (ano em que atingiu o valor mais baixo em duas décadas).
No início de 2010, as cotações chegaram aos 66,46€/kg, o que quer dizer que só em óxido de urânio, a jazida de Nisa (no Distrito de Portalegre) vale mais de 43 milhões de euros, jazida essa que uma empresa Australiana (Iberian Resources) está interessada em explorar; o estado Português prepara-se para dizer não a essa proposta por motivos ambientais.

Figura 33: Jazida de Urânio em Nisa, Portalegre.

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?

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Esta mina (que equivale a cerca de 60% do potencial do Alto Alentejo) tem o maior jazigo inexplorado alguma vez descoberto em território nacional, estando o seu potencial estimado em quase 6,3 milhões de toneladas de minério não sujeito a qualquer tratamento, 760 mil toneladas de minério seco e cerca de 650 toneladas de óxido de urânio. Na imagem à esquerda estão representadas as regiões portuguesas onde existe urânio, matériaprima fundamental para a obtenção de energia nuclear. Pela observação do mapa conclui-se que o Alentejo é a zona do país onde este minério predomina.

Figura 34: Distribuição de Urânio em Portugal.

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?

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Uma central nuclear daria uma razoável contribuição para produzir energia eléctrica em Portugal: cerca de 1700MW, 3,75% da produção nacional de energia eléctrica em 2016 se o consumo final de electricidade atingir os 25% na próxima década. Esta produção não emite CO2 e ajudaria Portugal a cumprir o Protocolo de Quioto, embora a meta de 2012 já pareça inalcançável, devido ao tempo de construção do(s) reactor(es) nucleares.

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?
VANTAGENS
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DESVANTAGENS
Inexistência de autoridade licenciadora Falta de especialistas Necessidade de investimento económico elevado Custos de manutenção e desmantelamento elevados

Diminuição dos custos energéticos Cumprimento do Protocolo de Quioto Aumento da competitividade económica Exportação de energia

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?
O nuclear tem provocado no nosso país discussões públicas, onde a emoção se sobrepõe muitas vezes à razão. Os problemas energéticos são transversais a toda a sociedade, influenciando profundamente o nosso modo de vida. As decisões que forem tomadas vão afectar as gerações futuras.

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Figura 35: Cartoon alusivo ao assunto da Energia Nuclear em Portugal.

A população não está, na grande maioria, dentro do assunto. Uma opinião pública esclarecida e activa é um pilar fundamental da democracia. Por um mínimo de seriedade política, o Governo não pode, sem convincentes explicações, decidir sozinho. Não há hoje dúvidas de que a energia e o ambiente vão estar no centro do novo modelo de desenvolvimento que Portugal precisa implementar, para alcançar as economias avançadas da União Europeia.

ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?
CONTRA
José Delgado Domingos (professor catedrático de 70 anos do Instituto Superior Técnico de Lisboa, um especialista em energia atómica, considerada a voz anti-nuclearista mais autorizada desde há 30 anos) Falsa questão para Portugal “Apesar de todo o investimento, de todos os esforços e de todas as promessas, continua a não existir uma solução satisfatória para o destino final dos resíduos radioactivos que ficam, na sua esmagadora maioria, armazenados nas próprias centrais, continuamente vigiados e arrefecidos (devido ao decaimento radioactivo, libertam calor durante milhares de anos).” “A nossa dependência tecnológica seria total” “Não é o nuclear que é inevitável, o que é inevitável é travar o crescimento dos consumos e do desperdício que o nuclear só iria estimular.”

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ENERGIA NUCLEAR EM PORTUGAL?
A FAVOR
Pedro Sampaio Nunes (engenheiro civil e consultor de empresas em Portugal e no estrangeiro, estando envolvido no projecto de instalação de uma central nuclear no nosso país) “Há um receio de que o investimento na energia nuclear venha a fazer descobrir o facto de esta ser três vezes mais barata do que a eólica e três vezes mais disponível, e que assim se desinvestiria na promoção das renováveis.” “Num mercado liberalizado de energia, apenas os geradores mais competitivos irão sobreviver a prazo. “ “Apenas a energia nuclear poderá fornecer a energia na abundância de que o país tem necessidade para se desenvolver, sem que tenha associada uma emissão poluente insustentável. “ “A energia nuclear é aquela que tem, de longe, o melhor registo de segurança por unidade de electricidade produzida. “

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CONCLUSÃO
A Energia Nuclear é a energia do futuro, uma vez que são cada vez mais os projectos desenvolvidos pelos países de forma a apostar nesta energia. É uma energia com inúmeras vantagens, tanto a nível energético, como ambiental e económico. Mas, se por um lado é a solução para a crise energética do planeta, ainda há muitas desvantagens que precisam de ser minimizadas e controladas. Os avanços na tecnologia das centrais nucleares de fissão têm-nas tornado cada vez mais seguras e cada dia que passa a tecnologia nuclear está cada vez mais dominada. Se com as centrais de energia nuclear de fissão já se consegue produzir uma quota-parte da energia mundial, com as centrais de energia nuclear de fusão que estão ser desenvolvidas, são inúmeras a possibilidades energéticas que este tipo de energia poderá vir a dar. Contudo, um dos grandes receios a nível mundial, é que a Energia Nuclear seja utilizada para fins bélicos, como em Hiroshima, causando assim danos irreversíveis no planeta, ou então que seja utilizada negativamente numa guerra nuclear a nível mundial.

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Figura 36: Pormenor duma central nuclear

BIBLIOGRAFIA
COSTA, Alexandre, FERREIRA, Ana Margarida, COSTA, Ana Maria, “Química 12ºAno – volume 2”, Plátano Editora, 2ªedição, Agosto de 2009. ISBN: 978-972-770-676-1 Páginas: 159 a 168.

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RODRIGUES, Jorge Nascimento, AZEVEDO, Virgílio, “Nuclear - O Debate sobre o novo modelo energético em Portugal”, Centro Atlântico, Colecção Desafios, 1ª edição, Novembro de 2006. ISBN: 989-615-034-6 Páginas: 99 a 134 e 243 a 274.

WEBGRAFIA
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NOTA: Todos os sites encontram-se operacionais na data de entrega do trabalho. Figura 1 - http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1070671/Evolution-stops-Future-Man-look-says-scientist.html Figura 2 – http://jbenuts68.wordpress.com/2008/07/14/avante-29/ Figura 3 - http://turmadafissao.blogspot.com/2010_06_01_archive.html Figura 4 - http://browse.deviantart.com/photography/?q=nuclear&order=9&offset=48#/d16q12e Figura 5 - http://jammit.com.au/wp-content/uploads/2008/01/tokamak_large.jpg Figura 6 - http://www.lancs.ac.uk/ug/hussainw/fusion.jpg Figura 7 - http://www.physics.ox.ac.uk/pp/images/PlasmBall.jpg Figura 8 - http://terresacree.org/images/ITER4.jpg

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Figura 9 -http://browse.deviantart.com/?qh=&section=&q=Energy+Plant+Detmarovice+CZ#/ d1xcxhb Figura 10 - http://amacedofilho.blogspot.com/2010/10/o-renascimento-da-energia-nuclear.html Figura 11 - http://kutnews.org/post/texas-consider-accepting-low-level-radioactive-waste-across-us Figura 12 -http://www.bellona.org/english_import_area/international/russia/navy/northern_ fleet/decommissioning/26009 Figura 13 - http://www.esmeraldanvnuke.com/yucca.html Figura 14 - http://browse.deviantart.com/photography/?q=nuclearReactor&order=9&offset= 72#/d13lr0w Figura 15 - http://browse.deviantart.com/photography/?q=nuclearReactor&order=9&offset= 48#/d1xc61a Figura 16- http://www.efeverde.com/esl/contenidos/mediateca/fotos/20-enero-2011-19-44-00-central-nuclear-almaraz Figura 17 - http://www.elpueblosoberano.net/2010/08/objetivo-iran-preparando-la-iii-guerra-mundial-i/ Figura 18 - http://www.csmonitor.com/Environment/2010/0809/Global-warming-heats-up-a-nuclear-energy-renaissance Figura 19 - http://browse.deviantart.com/photography/?q=nuclearReactor&order=9&offset=24#/d21w3h7 Figura 20 - http://www.biodieselbr.com/i/energia/nuclear/radiofarmaco-radioisotopo.jpg Figura 21 - http://allvitalpoints.com/wp-content/uploads/2010/07/radiotherapy1.jpg Figura 22 - http://www.solvaychlorinatedinorganics.com/docroot/chlo_inorg/static_files/images/paper _roll_1.jpg Figura 23 - http://4.bp.blogspot.com/_GbdBrEceVG4/TSRiT-cwVII/AAAAAAAABsE/-YTdHe4Blnc/s1600 /oil-rig1.jpg Figura 24 - http://excellency-service.com/loja/images/cabosbisturi.jpg Figura 25 - http://listverse.files.wordpress.com/2010/04/medicine.jpg Figura 26 - http://img.pai.pt/mysite/media/46202/a23dfd77-7361-4cfa-b12d-eddad2fe018a_BANNER .jpg Figura 27 - http://www.batalhaosuez.com.br/HISTORIA%20Egito%20e%20o%20farao%20-%20mumia. jpg Figura 28 - http://farm3.static.flickr.com/2582/3978163518_6f7c4faeae.jpg Figura 29 - http://portalegre.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=52&Itemid=1 Figura 30 - http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/geografia/10 energianuclear.htm Figura 33 - http://jobforhumberto.blogspot.com/ Figura 34 - http://turmadafissao.blogspot.com/2010_06_01_archive.html Figura 35 - http://blogs.freshminds.co.uk/research/?p=666

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