5 3. método dos coeficientes indeterminados.12 de primeira ordem. 107 Equações não-homogêneas. Equações homogêneas.3 2.8 2. 51 Equações exatas e fatores integrantes. Dinâmica de populações 29 Aplicações das equações lineares de primeira ordem. 84 3.5 2.3 3.CAPíTULO 1 Introdução.6 2. Oscilações forçadas.1 3.7 2. 33 e alguns problemas correlatos. 11 Discussão adicional sobre as equações lineares.8 3. 24 Diferenças entre as equações lineares e as não-lineares.2 2. 8 CAPiTULO 2 Equações diferenciais 2. 76 CAPiTULO 3 Equações lineares de segunda ordem. 135 Oscilações mecânicas e oscilações elétricas.1 2. Raízes complexas da equação característica.4 2.9 Equações homogêneas Soluções fundamentais A independência com os coeficientes constantes.2 3.1 1. das equações homogêneas 97 10 1 114 84 lineares.2 1 1 Classificação das equações diferenciais.6 3. 121 O método da variação de parâmetros. Equações de diferença de primeira ordem. 41 57 Alguns problemas de mecânica. 62 68 Problemas e aplicações diversos. 11 Equações lineares. 66 O teorema da existência e unicidade. Raízes repetidas. 90 linear e o wronskiano. Observações históricas.10 2.4 3. 18 Equações de variáveis separáveis.7 3. redução da ordem.11 2.9 2. 1. 126 .

4 7. 288 CAPiTULO 8 Métodos numéricos.8 Revisão das séries de potências.2 5.3 4.7 5. 295 Erros nos procedimentos numéricos. 155 CAPiTULO 5 Solução em série das equações lineares de segunda ordem. 334 ::':s::::-::-. 189 CAPiTULO 6 A transformada de Laplace.4 5.4 Teoria geral das equações lineares de ordem n.3 5. independência linear. 339 . 264 Autovalores complexos. 305 O método de Runge-Kutta. 316 Sistemas de equações de primeira ordem.1 4. 239 7. Parte lI.1 5. 284 Sistemas lineares não-homogêneos. 205 Resolução de problemas de valor inicial.5 7. 176 Equações de Euler.2 4.2 8. 171 um ponto singular regular.:nas autônomos e estabilidade. 158 Soluções em série nas vízinhanças de Soluções em série nas vizinhanças de Pontos singulares regulares. 295 8.3 8.5 8. Parte I.3 7.>.5 5.2 6. 322 CAPÍTULO 9 Equações diferenciais não-lineares e estabilidade. ou da tangente.: O plano de fase: sistemas lineares.. 252 Teoria básica dos sistemas de equações diferenciais lineares de primeira ordem.5 6. 146 O método dos coeficientes indeterminados. 142 Equações homogêneas com os coeficientes constantes.6 Definição da transformada de Laplace.2 -::. 218 Equações diferenciais com funções de entrada descontínuas.as quase-lineares. 239 Revisão de matrizes. 228 A integral convoluçào. 233 CAPiTULO 7 Sistemas de equações lineares de primeira ordem.8 7.xvi Sumário CAPiTULO 4 Equações lineares de ordem superior.7 7. 210 Funções degrau. 272 Autovalores repetidos. Parte I.3 6. Parte !l. 185 um ponto singular regular.6 7. 325 9. 260 Sistemas lineares homogêneos com os coeficientes constantes. 180 Soluções em série nas vizinhanças de Soluções em série nas vizinhanças de A equação de Bessel.1 '. estabilidade. autovetores. 301 Aprimoramentos do método de Euler.6 8.9 Introdução.6 5. 325 ""'. 195 um ponto ordinário.1 7. 278 Matrizes fundamentais.7 O método de Euler. 312 Mais sobre erros. 309 Métodos de passos múltiplos. 142 4. 223 Funções impulso. autovalores.1 8.4 6. 163 um ponto ordinário. 245 Sistemas de equações algébricas lineares. 158 5.2 7.4 8.1 6. 205 6. 151 O método da variação de parâmetros..

383 10. Dedução da equação de onda.Sumário xvii 9. 402 Solução de outros problemas de condução de calor. 376 Equações diferenciais parciais e séries de Fourier.1 10.8 CAPiTULO 10 Espécies em competição. 362 Soluções periódicas e ciclos limites.2 11. condução do calor. Dedução da equação de condução do calor.7 9. 408 A equação de onda: vibrações de uma corda elástica. Índice. 431 Apêndice B.2 10. 424 Apêndice A. 389 O teorema de Fourier.4 9.5 11. 416 A equação de Laplace.4 10. 348 Equações predador-presa. 528 . 397 Funções pares e funções ímpares.1 11. 369 Caos e atratores estranhos: as equações de Lorenz.3 10.6 9.4 11. 434 437 CAPiTULO 11 Problemas de valor de contorno e teoria de Sturm-Liouville.6 11.3 11. 356 Segundo método de Liapunov. 11. 470 Séries de funções ortogonais: convergência na média. 440 Problemas de valor de contorno de Sturm-Liouville. 475 481 Respostas dos problemas. 437 Problemas de valor de contorno homogêneos e lineares: autovalores e autofunções.7 Separação de variáveis.5 9. 383 Séries de Fourier. 465 Outras observações sobre o método de separação de variáveis: um desenvolvimento em série de Bessel. 454 Problemas de Sturm-Liouville singulares.5 10. 445 Problemas de valor de contorno não-homogêneos.6 10.7 A ocorrência de problemas de valor de contorno em dois pontos.

na equação diferencia] só aparecem derivadas ordinárias e a equação é uma equação diferencial ordinária. [{ e da velocidade du/dt. continua a ser um campo dinâmico de investigação. No segundo caso. Primeiro.-=F dt= [ dll] dt {. com muitas questões interessantes ainda em aberto. A fim de se ter uma estrutura para balizar a exposição. exigem a determinação de urna função que obedece a uma equação que contém uma ou mais derivadas da função desconhecida. mencionaremos inicialmente diversas maneiras úteis de classificar as equações diferenciais. Equações diferenciais ordinárias e equações diferenciais parciais. das ciências físicas e das ciências sociais. esboçaremos as tendências e os indivíduos mais importantes no desenvolvimento histórico do lema. Se 11(1) é a posição no instante 1 de uma partícula de massa m submetida a uma força F. a fim de se ter a estrutura da organização do restante do livro. Não obstante. são 2 L d Q(t) dl2 + RdQ(t) dI +~ C Q(I) = E(t). A fim de determinar O movimento da partícula sob a ação da força F é necessário encontrar uma função li que obedeça à Eq.1 Classificação das Equações Diferenciais Muitos problemas importantes e significativos da engenharia. Talvez o exemplo mais conhecido seja o da lei de Newton F = ma. (I). além da Eq.c A p í T u L o 1 Introdução Neste pequeno capítulo tentaremos dar uma perspectiva do estudo das equações diferenciais. Uma das classificações mais evidentes se baseia em a função desconhecida depender de uma só variável independente ou de diversas variáveis independentes. temos d~1I m--. No primeiro caso. formulados em termos matemáticos. indicaremos as diversas formas de classificar as equações. (I). 1. Dois exemplos de equações diferenciais ordinárias.:./I. Estas equações são equações diferenciais. para obter formas aproximadas das soluções. Depois. as derivadas são derivadas parciais. (2) . O objetivo principal deste livro é o de discutir algumas propriedades das soluções das equações diferenciais e descrever alguns dos métodos que se mostraram eficientes para encontrar as soluções ou. em alguns casos.- . e a equação é uma equação diferencial parcial. O estudo das equações diferenciais atraiu a atenção de muitos entre os maiores matemáticos nos últimos três séculos. (1) onde a força F pode ser função ser função de I.

. nas equações diferenciais. Exemplos típicos de equações diferenciais parciais são a equação do potencial (4) a equação da difusão e da condução do calor (5) e a equação de onda (6) Nessas equações a e 0 são constantes determinadas. y". a equação Eqs. y . (4).. (8) constitui uma relação entre a variável independente t e os valores da função u e os de suas n primeiras derivadas u'.. A equação do potencial.. y: y'. F[I.+). Por exemplo. resistência R. escrever y em lugar de U(I) e j '. y".. . principalmente pata evitar a ambigüidade que pode aparecer. De fonna mais geral. = 1(1.axy d y l dt = -cy + yxy.. Ocasionalmente. Assim.. basta uma equação. c e y estão baseadas em observações empíricas e dependem das espécies particulares que estão sendo estudadas.(1). A ordem de uma equação diferencial é a ordem da derivada de maior ordem que aparece na equação. Quando forem duas ou mais as funções desconhecidas. as equações de LotkaVolterra. respectivamente. . (7) onde x(t) e y(t) são as populações da presa e do predador. A Eq. "" tI"l. U'(I). dR(I) df = -kR(I). (9) v" + 2e' v" + yy' = t~ (lO) é uma equação diferencial de terceira ordem em y = li (t). Nos capítulos 7 e 9 discutiremos os sistemas de equações. . a equação /2 + ty' leva a duas equações. Por exemplo. são importantes na modelagem ecológica e têm a forma dx f dt = ax . y'. o significado correspondente estará evidente pelo contexto.. (3) é uma equação diferencial ordinária de primeira ordem. e a equação que governa o decaimento de uma substância radioativa com o tempo R(t). .. É conveniente e usual. na Seção 9.. .y'''' em lugar de U'(I). na elasticidade e na mecânica dos fluidos. «". .. as equações de Lotka-Volterra serão examinadas. Outra classificação das equações diferenciais depende do número de funções desconhecidas que estão envolvidas.. _16)' 2 2 OU v' = -I-~ 2 .2 Introdução para a carga Q(t) de um capacitor num circuito com capacitância C. pois uma equação da forma (9) pode corresponder a diversas equações da forma (l l ). y(n-(.(n'(I)] =O (8) é uma equação diferencial ordinária de ordem fl. U"(I).. (3) onde k é uma constante conhecida. é necessário ter um sistema de equações. .). . (5) e (6) são equações diferenciais parciais de segunda ordem.. (8) se escreve como F(I.. como o do rádio. ou equações do predador-presa. Quando se quiser determinar apenas uma só função. Assim. em particular. e a Eq. Vamos admitir que é sempre possível resolver uma dada equação diferencial ordinária na derivada de ordem mais elevada e ter y(n. . a. (I). a equação da difusão e a equação de onda aparecem em muitos problemas de eletricidade e magnetismo. as (1) e (2) são equações diferenciais ordinárias de segunda ordem. (lI) Só estudaremos equações com a forma (11). 2 2 Sistemas de equações diferenciais. As Eqs. y'nl) = O.5. outras letras serão usadas em lugar de te y. Ordem. . . ... Cada qual é típica de certos fenômenos físicos (observe os nomes) e cada uma delas é representativa de uma grande classe de equações diferenciais parciais.. indutância L e voltagem externa E(r). As constantes a. Por exemplo. a Eq. +4)' =O y'= _.

verificamos que ch/O 12y" .' I) = I ( + 2t Int = I +2t ln z. uma questão fundamental é a seguinte: Será que uma equação da forma (I I) sempre tem uma solução? A resposta é não. um engenheiro ou cientista tem meios para verificar a validade do problema matemático. + 21 (l/I) + 2 In I = 3 + 2 In I. A menos que se faça afirmação em contrário. entre a infinidade de escolhas possíveis. admitindo que uma certa equação tenha uma solução. mesmo assim. esta condição determinará um valor de c. 4>. (15). Assim.(1) = I'(l/t) 4>. que a equação de primeira ordem (3) dR/cl! = -kR tem a sol ução ~::)O Eq. da constante c.. se não tiver. as funções y" para todos os I. pelo menos por duas razões. Pode-se mostrar também que (b. Além disso. esta equação deve ter uma solução. poderíamos estar usando um computador. sucessivamente. (li"! existem e satisfazem a (12) para todo 1 em a < r < f3. Temos. na Eq. é também importante considerar métodos de natureza mais geral que possam ser aplicados a problemas mais difíceis.(J J = cos e yJt} = sen são soluções da equação (14) +y =O Como exemplo mais complicado. ao mesmo tempo. . E fácil verificar. em geral não dispomos prontamente de uma solução. é melhor conhecermos este fato antes de investirmos tempo e esforço em uma tentativa inútil de resolvê-lo. as discutiremos com outras questões que a elas se relacionam. vamos admitir que a função/da f. pode acontecer que a solução não possa exprimir-se em termos das funções elementares usuais . para encontrar lima aproximação numérica de urna "solução" inexistente. As questões de existência e de unicidade são questões difíceis. I> O.lt) = I' é lima solução da Eq. Sendo assim. 1 (13) onde c é uma constante arbitária. Embora para as equações (3). (15). por substituição direta. Observe que há uma infinidade de soluções de equação de primeira ordem (3). ainda não sabemos se podem existir outras soluções da Eq. respondido à questão da existência de lima solução. tb".é uma função ch tal que cp'.. trigonométricas.1 Classificação das Equações Vifge~E!. terá esta equação outras soluções? Se tiver.31(t +21 ln r ) I = 31' . obremos 1'(3 +2 ln z) . Por outro lado. (13). (3) que também atribuem o valor determinado a R no instante determinado t.31' + (2 - + 4)1' In = 0. Simplesmente escrever uma equação da forma (I I) não significa que exista uma função y = qy(t) que a satisfaça. no intervalo a < 1 < {3.31y' = f: In r é solução de (15) + 4y = O. e estaremos interessados em obter soluções reais y = d> 11). cada qual correspondendo a uma escolha. Uma solução da equação diferencial ordinária (1 J ). ínr) +4(12 6 Fazendo a substituição na equação diferencial (15).1. . Uma terceira indagação é de caráter mais prático: dada uma equação diferencial da forma (11). Mesmo que saibamos que uma solução existe. Infelizmente esta é a situação para a maioria das equações diferenciais. que não é de interesse apenas dos matemáticos. 4>t(l) = 12 ln r .unção real.funções algébricas. porém. quais as condições adicionais que devem ser enunciadas a fim de identificar uma certa solução particular? Esta é uma questão de unicidade. sem o conhecimento da teoria da existência. Neste sentido. se um problema real de física é expresso matematicamente por uma equação diferencial.I- PR 3 Solução. Assim. como podemos saber se uma cerra equação em particular tem solução? Esta é a questão da existência de lima solução. (11) é uma < t < I 00. o que mostra ser 4>110 = I' In I uma solução da Eq. exponencial. enquanto discutimos os métodos elementares que podem ser usados para conseguir as soluções de certos problemas relativamente simples. logarítmica e hiperbólicas. Se um problema não tem solução. Analogamente. (14) e (15) sejamos capazes de verificar que certas funções simples são soluções. y. por exemplo. Em segundo lugar. a prova fica como exercício para o leitor.. à medida que avancemos no texto. como se encontra uma solução? Observe que se encontrarmos uma solução de uma dada equação leremos. Se R for especificada num certo instante I. . é porque existe algo de errado na formulação do problema.

(16) As Eqs. Entretanto. Uma classificação importante das equações diferenciais é a que as divide em lineares e não-lineares. É natural realçar.vi Um problema físico simples que leva a uma equação diferencial não-linear é o do pêndulo. pelo menos em primeira aproximação. porém.. Geometricamente. y). . . (17) A teoria matemática e as técnicas correspondentes para a resolução das equações lineares estão muito desenvolvidas. (19) é LImafunção y = (/J(l). y). é linear se F for uma função linear das variáveis y. a representação geométrica de LImasolução é o gráfico de uma função. num texto elementar. A maior parte deste livro. isto é. Os Capítulos 8 e 9. está dedicada às equações lineares e aos vários métodos de as resolver. discutiremos em detalhes vários métodos de resolução de diversas espécies de equações diferenciais. no entanto. (J O) é uma equação não-linear em virtude do termo . d2 dl2 e + L sen e g = o. então seu f) es f) e a Eq.1. Antes de entrar nesta discussão vale a pena. em geral.. O pOIHO vista geométrico é especialmente útil no caso de equade ções de primeira ordem. existem muitos fenômenos físicos que simplesmente não podem ser representados de forma adequada por equações lineares: para estudar esses fenômenos é essenciallidar com equações não-lineares. é bom que muitos problemas importantes levem a equações diferenciais ordinárias lineares ou. referem-se às equações não-lineares. (18) O processo ele aproximar uma equação não-linear por uma linear é chamado de linecrizaçõo e constitui uma forma extremamente útil de lidar com equações não-lineares.4 Introdução E(IUaçÕCSlineares e equações não-lineares. Podemos representar graficamente esta situação traçando um pequeno segmento de reta.1. (14) e (15) são equações lineares.1.. a Eq. (2) até (6). 1. Embora este traçado seja tedioso de ser feito manualmente. é tarefa simples para um C0111- 16 I I I I I I L I I -1 __ I -- m mg Fig. Em contraposição. y).y). + a)t)y - = g(I). A equação diferencial ordinária F(I. Ao longo do texto tentaremos mostrar por que as equações nãolineares são. de equações com a forma dr dy = f(l. com o coeficiente angular fçt. e também uma grande parte do Capítulo 2. o coeficiente angular dy/dt da solução neste ponto é clado porI(t.. (19) afirma que. de ordem 11. O campo de direções pode ser visualizado pelo desenho de pequenos segmentos de reta num conjunto representativo de pontos do plano tv. se o ângulo (J for pequeno. O conjunto dos segmentos de reta é o campo de direções da equação diferencial (19). A Eq. a equação diferencial ordinária linear. A partir do próximo capítulo. Em boa parte. por isso. y.y Definição semelhante aplica-se às equações diferenciais parciais. (J 7) pode ser substituída pela equação linear de dl2 2 +!e L = O. a discussão das equações lineares. faltam técnicas gerais para a resolução de equações não-lineares. s'. em qualquer ponto (f.. . no caso do problema do pêndulo. para as equações não-lineares a situação não é tão satisfatória. Uma equação que não tenha li forma de (16) é uma equação nãolinear.. . no ponto (1. (19) Uma vez que a solução da Eq. O ângulo (3que um pêndulo de comprimento L faz com a direção vertical (ver a Fig.1 Pêndulo simples.1) obedece à equação não-linear. /nl) = O /11). e a teoria associada a estas equações também é mais complicada do que a teoria das equações lineares. v. Campos de direções. mais difíceis de resolver e por que muitas das técnicas que são úteis na resolução de equações lineares não podem ser aplicadas às equações não-lineares. y). Por isso.. comentar a interpretação geométrica das equações diferenciais e das respectivas soluções. Assim. a equações lineares. Por exemplo. é ao(t)y(n1 + ai (1)/ ••11+ .

Com o desenho do campo de direções.1. pode-se perceber. observar regiões no plano que tenham interesse especial. Por exemplo..1. (21) aparece na Fig. parece evidente. (21) A funçãoj(r.1 vamos analisar com maior detalhe esta equação: vamos encontrar as suas soluções e confirmar estas conclusões preliminares. em qualquer pontO do seu gráfico. . Exemplo 2 Consideremos a equação dy - dI = I . pois exige somente o cálculo repetido defrl. vernos que as soluções que começam acima de um certo ponto crítico do eixo y aumentam sem limite no sentido positivo quando l ~ =. Umas poucas linhas de instruções. ser tangente ao elemento do campo de direções neste pomo.1. I. Há muitos anos os computadores vêm sendo usados para executar algoritmos numéricos como os descritos no Capo 8 c assim determinar soluções numéricas aproximadas de equações diferenciais.2 Campo de direções da equação y' = (3 ../ Classificação das Equações Diferenciais 5 purador. sobre areia y = 2. o comportamento litativo das soluções ou. enquanto as que começam abaixo deste ponto aumentam sem limite no sentido negativo. que as soluções são funções decrescentes quando .y)l2. 1.2.3.rl depende somente de y. considere a equação dy dt z«:' 2 +y cujo campo de direções aparece na Fig. escritas em uma linguagem de alto nível e executadas (muitas vezes em poucos segundos) em """""""""'" y ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~~~>~~~~~~~~~~~~~~~~~ ~~~~ ~~~~~~~~~~~~~~~~ Fig.20) tem a propriedade de.1. Usualmente. I. o campo de direções proporciona uma informação qualitativa sobre as soluções. o coeficiente angular de cada segmento é 112.v <3. uma qua- Exemplo 1 Campo de direções da equação (20) aparece na Fig. y) para diferentes valores de I e de v. = Exemplo 3 Finalmente.fir. como se pode ver na figura. muitas vezes.5 e . O campo de direções da Eq.21}'. Utilização do computador nas equações diferenciais. y) 1. Observando a figura. 1. (20). Por exemplo. Esses algoritmos foram aperfeiçoados até atingirem um grau extremamente elevado de generalidade c eficiência. Um computador pode ser um instrumento extremamente valioso para o estudo das equações diferenciais. pela Fig.2ry depende de t e de y.0.I. que são funções crescentes quando . A configuração geral das curvas das soluções é evidente na figura. J. talvez. ~ ~a seção 2. (. L?. c esta é uma equação mais complicada que a Eq.v >:l. escolhe-se rede retangular de pontos.1. e que rodas as soluções parecem se aproximar do valor 3 quando .J\esta equação. de modo qUe os segmentos de reta têm o mesmo coeficiente angular em todos os pomos que estejam sobre uma reta paralela ao eixo dos f. Qualquer solução da Eq. Assim.IA. O valor crítico de " fica entre .

tenha sido ela obtida numericamente ou através de algum método analítico. Esses gráficos são freqüentemente muito mais elucidativos do que uma tabela de números ou uma complicada fórmula analítica. 1.~~~~~.-'---.'-. O leitor deve decidir.'-..'-.'-.\. -""""""""".. //////////////////// //////////////////// //////////////////// /////////~////~~//// I / / / / / / / / / / / / / / / / / / / I I I I I I I I I I I I I I I / I I I I /////--------------//~----~-----------/~-----------------//////////////////// --~~~~~~~~. / / \ 1 1 1 \ \ 1 ! /--. /-" \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ 1 1 1 1 \ I 1 \ 1 i \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ l 11 ! 1 1 ! ////---------. são suficientes para resolver numericamente uma grande variedade de equações diferenciais. '"'''''''''''''''''''''''''''' . .\ /'.'-. LU Campo de direções da equação y' = I - 2r)'.. Existem no mercado vários pacotes de software de boa qualidade e relativamente baratos para a investigação gráfica de equacõcs diferenciais. como tirar maior vantagem dos recursos computacionais disponíveis. Em geral.\'-. a saída de um algoritmo numérico é uma tabela de números contendo valores escolhidos da variável independente e os valores correspondentes da variável dependente.6 Introdução -.4 . à luz das circunstâncias em que se encontra. A disponibilidade de computadores pessoais colocou poderosas ferramentas gráficas e computacionais ao alcance dos estudantes.\ \ \ \ I 1 \ \ \ I 1 \ \ \ \ /----.-- \ " \ \ \ \ /. Os computadores atuais permitem mostrar graficamente a solução de uma equação diferencial. -""""""""".". \ \ \ \ \ \ / \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ / /--~'" \ \ \ \ \ \ \ \ \ / //.'.""""""""" Fig.\'-.\\\ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ Campo de direções da equação y' '7' (2e~' + y)/'2. certamente só terá a lucrar com isso.1..\\\\\\'-." \ \ \ \ \ \ \ \ 7-"..\ /~..'-.. um computador relativamente barato.\\ / i I r r I 1 Fig.~~. Essas rotinas combinam a capacidade de lidar com sistemas muito grandes e complicados com numerosas ferramentas de diagnóstico que alertam o usuário para possíveis problemas no momento em que estes são encontrados.

Y = I'. e' Jo e-S ds 2 rI 2 + e' 2 Nos Problemas 15 até 18.y) = ln(x' +y') constante real tJ. 21. a combinação ponderada de ambos é o melhor. o computador ou uma calculadora. Macsyma. é o lápis e o papel. E ainda essencial entender como os diversos métodos de solução operam. = e'. determinar os valores de r para os quais a equação diferencial dada rem soluções da forma y = tr para t > O. estes programas podem efetuar. 28. verificar se a função. y. ou as funções dadas.41/ +4y = O Nos Problemas 21 até 24. 25. y. 4. 27. determinar a ordem de cada equação diferencial parcial e dizer também se a equação é linear ou não-linear. Entre outras coisas. 9.(t) = e' y = 31 + I' y. y. Em particular. (I) = e-3'. y.(t) =1-1 1>0.(/) O.2 + y~ dt :i e' d4y dJy d'y 3. Os rnanipuladores simbólicos. -+-+-+-+y=l di" dlJ dI' 5. reservando tempo para dedicar maior atenção à formulação apropriada do problema e à interpretação da solução. y. 8. y" + / . a Uxx = ulI. t'/' . + 4ty' + 2y =O 20.i dt =O d'y dI' +sen(1 + y) = senr 6. v" . 2/'/'+31y'-y=O.(1) = . 26. Em outros.: ut(x. 13.t) = e-(2). y"+y=sect.Y = O. Problemas Nos Problemas I até 6.(c) =/1/2.-. 14. porém. (l + d' y'. I. = l+uxx Nos Problemas 25 até 28. y.(t) = cosh r Y. 7. estes diversos recursos computacionais influenciam a maneira de estudo das equações diferenciais. uxx+Uyy+uux+UUy+u=O II +IIU t x + 211 xxyy + Uyyyy = O u. 24. constituem solução da equação diferencial. d3y dy 2 3 dl3 +ldt+(COS l)y=1 Nos Problemas 7 até 14. u = (lf/t)1/2e-x 140 ': t > O constante real . o estudante deve sempre tentar utilizar o melhor instrumental disponível para cada tarefa. '!z + . ou a álgebra computacional.6y = O 12/' 16. Em alguns casos. Para o estudante. 19.t) = e-a2tsenx. u2(x. UXXH 22.(/)=e-' +1/3 1 >0.2ty = 1. 12.)-{ ât + . y.(t)=I-'lnl 0<1 <1f/2. verificar se as [unções dadas são soluções das respectivas equações diferenciais.1 Classificação das Equações Diferenciais 7 Um outro aspecto do computador que é muito relevante para o estudo de equacões diferenciais é a disponibilidade de programas muito poderosos e gerais que efetuam cálculos simbólicos e também numéricos. y""+4y'''+3y=t: 11. 3y" + 2y' = O Nos Problemas 19 e 20..t) =scn(x . Na nossa opinião. Depois de um cerro tempo. determinar a ordem da equação diferencial e dizer se a equação é linear ou não linear. As derivadas parciais são indicadas por índices inferiores.(x. e este entendimento é alcançado. s" ylll - Y = O 18.t) =senÀ~seliÀal. y'+2y=0 17.I'/'+51/+4y=0. a2u. o estudante deve esforçar-se em combinar os métodos numéricos.y)=cosxcoshy. u = ". u2(x. y. y=(cost)lncost+tsent y = y' . gráficos e analíticos de modo a conseguir o entendimento máximo do comportamento da solução e do processo subjacente à modelagem do problema. a2. pela resolução detalhada de um número suficiente de exemplos. determinar os valores de r para os quais a equação diferencial dada rem soluções da forma y 15.(/) =1/3. 10. .1. uxx+Uyy+uzz=O 23. Entre eles estão Derive. d'y dv I' dI' + 'ir + 2y ee sen r dy dt 2.u xx = ur. que podem ser usados em diversos tipos de computadores pessoais ou de centro de computação.at). Muitas vezes. uxx+uyy=O. u!(x. Maple e Mathemarica.3y = Iy' . = ert.(x. ainda são relativamente novos. mas quem quiser tratar de equações diferenciais em um nível superior ao mais elementar tem que se tornar familiar de pelo menos um programa de manipulação simbólica e saber explorar as formas de sua utilização. muitas vezes pela ação de um só comando. em parte. o estudante deve planificar a atribuição da execução dos detalhes de rotina (muitas vezes repetitivos) a um computador. as operações analíticas envolvidas na resolução de muitas equações diferenciais. y" + 2y' .2'scnÀX.

um autodidata em matemática. Foi nomeado Diretor da Casa da Moeda Britânica. em 1696. depois. no mesmo artigo. no início da década de 1690. além da resolução dos irmãos Bernoulli. ambos fizeram contribuições importantes a diversas áreas da matemática. depois de um dia cansativo na Casa da Moeda.ent + ] + Y 39. y' = y(4 . Conta-se.2) em 1694. y' = y3/6 . Essas descobertas circulam entre seus amigos.9) em 1691. Johann Bernoulli resolveu a equação dy/dx = v/as. depois de morto.[782). Se este comportamento depender do valor inicial de y em t = 0. y) era um polinômio em . Passou a vida como embaixador e conselheiro de muitas famílias germânicas reais. Newton desenvolveu um método de resolução por séries infinitas. e aí se (ornou professor de matemática em 1669. notavelmente por Euler. y' y' y' y' y' = y +2 = le-·2' . A carreira de pesquisa ativa de Newton terminou. [ c 2. Um problema que Leve contribuições dos dois irmãos. Cambridge. 29. Jakob Bernoulli resolveu a equação diferencialv = [C/J/(b2y . ao vê-Ia. e para a integração." Daniel Bernoulli (1700. na época.f(x. c não principiou a publicar seus resultados até 1687. Não obstante. é difícil apreciar a história deste importante ramo das matemáticas.3) em 1691. migrou jovem para São Petersburgo. Lcibniz nasceu em Leipzig e completou seu doutorado em filosofia com 20 anos. a fim de se ter uma certa perspectiva histórica. y'=-2+t-y 33.(fJ)lI/2 em 1690 e. em 1687. com lsaac Newton (1642-1727) e Gotrfncd Wilhelm Leibniz (1646-1716). e renunciou ao cargo de professor alguns anos mais tarde. filho de . 34. Durante esta correspondência. Nas notas de pé de página. mas foi o primeiro a publicá-los. usou pela primeira vez o termo "integral" no sentido moderno. Além disso. a redução de equações homogêneas a equações separáveis (Seção 2. Publicou a resolução anonimamente mas. desenhar o campo de direções para a equação diferencial dada. y' = -(2t + y)/2y 30. vamos traçar aqui algumas tendências principais na história do problema e identificar as personalidades contribuideras mais eminentes. Foi enobrecido em 1705 e. o desenvolvimento que proporcionou ao cálculo e (1 elucidação dos princípios básicos da mecânica constituíram a base para as aplicações que se fizeram no século XVIII. em 1705. Leibniz chegou aos resultados fundamentais do calculo por via independente. Newton cresceu no campo inglês. e o relato talvez seja apócrifo. c que o resolveu de noite. Philosophiae naturaíis principia mcnhematica. pois seu interesse no campo desenvolveu-se quando estava nos seus 20 anos. Os irmãos . quando. Jakob tornouse professor de matemática na Basiléia. no século XVII. exceto quanto à resolução de alguns problemas apresentados como desafio.2 Observações Históricas Sem conhecer um pouco as equações diferenciais.2y =t +2y = -y(5 . 36. 32.y) = 21 . contribuíram muito para o desenvolvimento de métodos de resolução de equações diferenciais e para ampliar o campo de aplicação destas equações . O problema da braquistócrona foi resolvido por Leibniz C por Newton. dy/dx = f(y) e dv/d-: = jt». Ao longo da sua vida dedicou-se a trabalhos acadêmicos em muitos campos diferentes. e o procedimento de resolução ele equações lineares de primeira ordem (Seções 2. em grande parte. y' = 3. na Universidade de Altdorf. Embora Newton tenha trabalhado relativamente pOLlCO campo estrito das equações diferencino ais.2y 31. Leibniz tinha plena consciência do poder de uma boa notação matemática e a notação que usamos para a derivada tdv/dx). embora não se soubesse. descreva esta dependência. da Basiléia. com o aparecimento do seu livro mais famoso. muitos problemas de equações diferenciais foram resolvidos na sceundn metade do século XVII. Com o auxílio do cálculo. Seu . que também se encontram nas referências bibliográficas no final do capítulo. embora um pouco posterior a Newton. determinar o comportamento de y quando t ~ x. Descobriu o método da separação de variáveis (Seção 2. foram introduzidas por ele. a fim de juntar-se à recém-fundada Academia de São Petersburgo. Johann Bernoulli comentou: "Pela garra estou conhecendo o leão. y' e-' + y 35.r c em v. especialmente com os irmãos Bernoulli. Em 1694. mas retornou ~\Basiléia em 1733 como professor de botânica e.Y . u que lhe permitiu viagens extensas e ampla correspondência com outros matemáticos. Com base no campo de direções. que se encontram dispersas no texto. de física.y) 37. que d(\n x) = ds/s. aparecem outras informações históricas. pois Newton era muito sensível a críticas. foi o problema da braqvistocrono (veja o Problema 19 da Seção 2. Para esta última equação. e os métodos de resolvê-Ias. Por exemplo. y' = -] . formularam corno equações diferenciais muitos problemas de mecânica e os resolveram.] _ y2 = 40. Newton classificou as equações diferenciais de primeira ordem de acordo como as formas dy/dx = j(x). y). depois do jantar. Apesar disto.lakob (1654-1705) e Johann (1667-1748) Bernoulli. 38. e que levou a muito atrito entre ambos.7).lohann. Os dois homens eram rixentos c ciumentos e se envolviam com freqüência em disputas especialmente um com o outro. Era.Introdução Nos Problemas 29 uté 40. O estudo elas equações diferenciais inaugurou-se no início do cálculo. sepultado na Abadia de Wesrrninster.t2/3 1. no fundamental. o desenvolvimento das equações diferenciais está intimamente entrelaçado com O desenvolvimento ela matemática e não pode dele ser dissociado. que Newton ouviu falar do problema em hora avançada da tarde. Suas históricas descobertas no cálculo e das leis fundamentais da mecânica datam de 1665. em 1684. foi educado no Trinity College. e Jonann foi nomeado para a mesma posição depois da morte do irmão.

Têm especial interesse as formulações de problemas de mecânica em linguagem matemática e o desenvolvimento de métodos de resolução destes problemas matemáticos. 6) também recebeu o nome em sua homenagem. de sua obra monumental Mecanique unnívsique. Conhecidas coletivamente como funções transcendentes superiores. seu maior trabalho. Lagrange mostrou em 1762-1765 que a solução de uma equação diferencial homogênea de ordem 11 é uma combinação linear de 11 soluções independentes (Seções 3. Euler identificou a condição de exatidão das equações diferenciais de primeira ordem (Seção 2. No Capo 92. Durante o mesmo período. For excrnpro. Nos últimos quinze ou vinte anos. Em conseqüência. Várias funções que surgiram como soluções de equações diferenciais ordinárias também ocorriam repetidamente e foram estudadas exaustivamente.8).8) neste mesmo artigo e apresentou a solução geral das equações lineares com os coeficientes constantes (Seções 3. fez importantes contribuições às equações diferenciais parciais e deu o primeiro tratamento sistemático ao cálculo das variações. do comportamento das soluções de um ponto de vista geométrico.4). continuou a trabalhar até o dia de sua morte. estas duas tendências convergiram. nas equaçoes As diversas equações diferenciais que resistiram à resolução por meios analíticos levaram à investigação de métodos numéricos de aproximação (ver o Cap. No século XiX. ainda não resolvidos. especialmente os computadores gráficos. Lagrangc afirmou que o trabalho de Euler em mecânica era "a primeira grande obra na qual a análise se aplica à ciência do movimento". Legendre. Com seu amigo Daniel Bernoulli foi para São Petersburgo em 1727.1) em 1768-1769. No final do século XVIII.:-::e uma i ntrodução a estes métodos.!'. O maior matemático do século XVIlI. onde nasceu.1). métodos de integração numérica.3 e 4. com a idade de 19 anos. Nos últimos cinqüenta anos. e Laplace estudou-a profundamente em suas investigações da atração gravitacional. como os baseados em expansões em séries de potências (Ver o Capo 5). mas mudou-se para Paris em 1768 e logo deixou sua marca nos círculos científicos. embora sua utilidade para a solução de equações diferenciais só tenha sido reconhecida muito mais tarde. que por sua vez ajudaram a estimular. (Ornaram-se conhecidas como funções de Bessel (Seção 5. Euler passou a usar séries de potência para resolver equações diferenciais (Cap.r-.8) em 1734-1735.2 Observações Histâricas 9 crlrérencnns parcrais e respccuvas apúcaçoes.8).3. Embora ficasse cego durante os últimos 17 anos de vida. Uma outra característica das equações diferenciais no século XX foi a criação de métodos geométricos ou topológico-.IJ é fundamental em muitos ramos da física matemática. Foi também o primeiro a encontrar as funções que. Depois. o desenvolvimento de computadores cada vez mais poderosos c versáteis ampliou a gama de problemas que podem ser investigados com eficiência por meio de métodos numéricos. muito eficientes. Leonhard Euler (1707-1783). muitas delas receberam os nomes de matemáticos. Euler foi o matcmatico mais prolífico de rodos os tempos: suas obras enchem mais de 70 grandes volumes. especialmente para as equações não-lineares. identificados por termos como atratores estranhos. mas a implementação destes métodos estava severamente restringida pela necessidade de execução de cálculos manuais ou com equipamento de computação muito primitivo. em 1766. Pierre-Simon de Laplace (1749-1827) viveu na Normandia quando menino. Versões destes integradores.1. a respeito do qual seja grande o conhecimento. {!r(eíéS':S'e' íó'âiár. Propôs também um procedimento numérico (Seção 8.2. .S e 4. 8). assim como do ponto de vista analítico. Os computadores. é o seu nome o associado à famosa equação de Bernoulli da mecânica dos fluidos. 5). Durante o resto de sua vida continuou associado à Academia de São Perersburgo (1717-17-11 e 1766-1783) e à Academia de Berlim (1741-1766).1. muitos métodos elementares para a solução de equações diferenciais ordinárias tinham sido descobertos. 3.7 e 4. Assim. sendo eleito para a Acadérnie des Sciences em 1773. embora as equações diferenciais sejam um tema antigo. pelo menos qualitativa.2) em 1743. que é um tratado elegante e abrangente da mecânica newtoniana. cresceu nas vizinhanças da Basiléia e foi alunode Johann Bernoulli. caos e fractais foram descobertos e estão sendo estudados intensamente. como as funções de Bessel. Lagrange também é conhecido pelo seu tratamento fundamental nas equações diferenciais parciais e no cálculo das variações. em grande parte. e levando a visões novas e importantes em diversas aplicações. Hermitc. No que se refere às equações diferenciais elementares. Fenômenos inesperados (Seção 9. foi publicado em cinco volumes entre 1799 e 1825. Na altura de 1900. trouxeram a capacidade de resolução de um grande número de problemas significativopara o alcance de cada estudante. Sucedeu a Euler na cadeira de matemática da Academia de Berlim.:. tornou-se no final do século XX uma fonte de problemas fascinantes e importantes. prrfrcrjmr'meJl(e. publicada em 1788. A sua fama provém. um século depois. foram estimulados pelo desenvolvimento mais ou menos simultâneo da teoria das funções complexas analíticas. em 1774-1775. Destacou-se no campo da mecânica celeste. A partir de aproximadamente 1750. apropriadas a computadores pessoais.4. J. Aplicou os últimos resultados a equações não-homogêneas em 1750-51. Joseph-Louis Lagrauge (1736-1813) tornou-se professor de matemática na cidade de Turim. Chebyshev e Hankel. desenvolveu a teoria dos fatores integrantes (Seção 2. e foi para a Academia de Paris em 1787. Esses métodos são muito mais fáceis de usar no plano complexo. o interesse se voltou para a investigação de questões teóricas quanto à existência e unicidade e o desenvolvimento de métodos menos elementares. Traite de mécaniuue celeste. A transformada de Laplace (Cap. Entre outras coisas. que se encontram em todos os centros de computação científica. A equação de Laplace [Eq.já tinham sido elaborados. publicou o desenvolvimento completo do método da variação de parâmetros (Seções 3. As equações diferenciais parciais também começaram a ser intensamente estudadas depois que seu papel crucial para a física matemática se tornou claro. desenvolveram-se integradores numéricos muito refinados e robustos. O seu interesse cobria todas as áreas das matemáticas e muitos campos de aplicação. O objetivo dos métodos é o da compreensão. (4) da Seção l. proporcionaram um novo impulso à investigação dos sistemas de equações diferenciais não-lineares.