1

NOTAS DE C
´
ALCULO AVANC¸ADO
* PARTE I *
Prof. Dr. Rone Fl´avio Sim~oes
1
Dezembro de 2009
1
Campus UNIBAN-ABC
2
.
Cap´ıtulo 1
N´ umeros Complexos
Quando falamos de n´ umeros complexos os alunos entram em pˆanico, pois o termo com-
plexo ´e entendido como algo complicado, dif´ıcil. Entretanto, este termo n˜ao foi escolhido
por causa disto, segundo o dicion´ario Michaelis da L´ıngua Protuguesa, al´em do significado
acima, existe ainda outro significado, o de conjunto de coisas, como por exemplo: Com-
plexo B (Conjunto de vitaminas B); Complexo Poli-esportivo (conjunto para pr´atica de
v´arios esportes); Complexo vi´ario (conjunto de vias que levam a v´arios lugares). Observe
que nestes exemplos o sentido da palavra complexo em nada se relaciona com algo dif´ıcil
ou complicado. Um n´ umero complexo se enquadra exatamente neste caso: ´e um conjunto
de dois n´ umeros que se relacionam (um real e outro imagin´ario).
Sem o est´ıgma do termo complicado, vamos iniciar o estudo dos n´ umeros complexos.
1.1 N´ umeros imagin´arios
Ao estudarmos os n´ umeros reais vimos que n˜ao existe um n´ umero real que elevado `a
potˆencia par dˆe um n´ umero negativo. Em outras palavras, ´e imposs´ıvel extrair a raiz de
´ındice par e radicando negativo em R. Isto ´e, dado a > 0 com a ∈ R, ent˜ao ,∃

−a.
Por´em, ainda no s´eculo XVI, surge a necessidade de extrair estas ra´ızes. Por exemplo,
suponha

−9, era resolvido como sendo
_
9(−1) = 3

−1, onde a ra´ız

−1 era mantida
1
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 2
desta forma durante o processo alg´ebrico, estas ra´ızes eram chamadas de n´ umeros fict´ıcios
ou imagin´ario. Posteriormente, a esta raiz foi substitu´ıda por i.
Portanto i ´e chamada de unidade imagin´aria e
i
2
= −1 (1.1)
Note que i ,∈ R. Assim,
5i = 5

−1 =

−25
2i = 2

−1 =

−4
−6i = −6

−1 = −

−36
Apesar de ser um n´ umero imagin´ario, isto n˜ao nos impede de tirarmos algumas con-
clus˜oes interessantes:
i
0
= 1
i
1
= i
i
2
= −1
i
3
= i
2
i = (−1) i = −i
i
4
= i
2
i
2
= (−1) (−1) = 1
i
5
= i
4
i = i
.
.
. =
.
.
.
Observe que o processo volta a se repetir a cada quatro potˆencias, ent˜ao
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 3
i
51
= i
4×12
. ¸¸ .
=1
i
3
= i
3
= −i
51 [ 4
11 12
3
i
17
= i
4×4
.¸¸.
=1
i
1
= i
1
= i
17 [ 4
1 4
i
100
= i
4×25
. ¸¸ .
=1
= 1
100 [ 4
20 25
0
i
88
= i
4×21
. ¸¸ .
=1
i
2
= i
2
= −1
86 [ 4
6 21
2
i
37
= i
4×9
.¸¸.
=1
i
1
= i
1
= i
37 [ 4
1 9
i
413
= i
4×103
. ¸¸ .
=1
i
3
= i
3
= −i
415 [ 4
15 103
3
1.1.1 Exerc´ıcios Propostos
1. Efetue:
a) i
6
b) i
15
c) i
1009
d) i
63
e) i
7135
f) i
68
2. Calcule:
a) (−i)
12
b) 2i
5
+ 5i
11
−(2i)
3
c) (1 −i)
2
1.2 Representa¸c˜ao dos N´ umeros Complexos
Vamos achar as ra´ızes complexas da equa¸c˜ao z
2
−6z +13 = 0. Ent˜ao, consideramos z ∈ C.
Da´ı,
∆ = b
2
−4ac = −16
Apesar de ∆ < 0 vamos prosseguir os c´alculos, pois n˜ao estamos mais restritos ao
conjunto dos reais. Assim,
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 4
z =
−b ±


2a
z
1
=
6 −

−16
2
=
6 −4i
2
= 3 −2i
z
2
=
6 +

−16
2
=
6 + 4i
2
= 3 + 2i
Logo, S = ¦3 −2i, 3 + 2i¦
Nota: Estas ra´ızes n˜ao podem ser representadas no gr´afico da fun¸c˜ao, como faz´ıamos
com ra´ızes reais.
1.2.1 Representa¸c˜ao alg´ebrica
Observe que cada ra´ız do exemplo acima possui dois n´ umeros, o 3 e o ±2. Isto porque
o conjunto C dos n´ umeros complexos s˜ao repesentados por pares ordenados de n´ umeros
reais (a, b) que pode ser escrito como
z = a + bi (1.2)
onde, a, b ∈ R.
Esta forma de representar os n´ umeros complexos ´e chamada de representa¸c˜ao alg´ebrica
1
.
Desta forma, tomando a primeira raiz encontrada no exemplo anterior, teremos que
z= 3
.¸¸.
Parte real
−2i
.¸¸.
Parte imagin´aria
Podemos extrair apenas a parte real
2
se usarmos '(z) = 3 e a parte imagin´aria fazendo
·(z) = −2.
Um n´ umero z ´e real se '(z) ,= 0 e ·(z) = 0. Ex: z = 3.
Um n´ umero z ´e imagin´ario puro se '(z) = 0 e ·(z) ,= 0. Ex: z = 2i.
1
Tamb´em chamada de representa¸ c˜ ao retangular ou forma binomial.
2
Existe outra nota¸c˜ao, onde a parte real ´e obtida pela opera¸c˜ ao Re(z) e a imagin´aria por Im(z).
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 5
1.2.2 Representa¸c˜ao Geom´etrica dos n´ umeros complexos
Como os n´ umeros complexos s˜ao representados por pares ordenados, podemos associar um
n´ umero complexo z = a+bi com um ponto P(a, b) no plano cartesiano, chamado de plano
complexo ou plano Argand-Gauss, como pode ser visto na figura 1.1
3
. Importante salientar
que para cada n´ umero complexo exite um ´ unico ponto no plano complexo e vice-versa.
Observe ainda que tamb´em podemos associar ao n´ umero z um ´ unico vetor com origem no
ponto O.
0
P(a,b)
z
a
b
I
R
Figura 1.1: Representa¸c˜ao geom´etrica do n´ umero z no plano complexo.
Portanto, a representa¸ c˜ao gr´afica das ra´ızes do exemplo no in´ıcio desta sec¸c˜ao, s˜ao
mostradas na figura 1.2.
0 3
2
I
R
-2
Z
Z
1
2
Figura 1.2: Representa¸ c˜ao das ra´ızes complexas da equa¸c˜ao z
2
−6z + 13 = 0.
3
O ponto P ´e chamado de afixo de z.
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 6
1.2.3 Exerc´ıcios Propostos
1. Ache as ra´ızes das equa¸c˜oes e as represente no plano cartesiano:
a) z
2
+ 2z + 5 = 0 b) z
2
−4z + 5 = 0 c) z
4
−16 = 0 d) z
2
−6z + 10 = 0
e) 2z
2
−6x + 5 = 0
2. Determine x ∈ R para que z = (x
2
−2x) + (x −2)i seja:
a) imagin´ario puro b) real
1.3 Opera¸c˜ oes com n´ umeros complexos
Podemos efetuar opera¸c˜oes de adi¸c˜ao, subtra¸c˜ao, multiplica¸c˜ao entre n´ umeros complexos
usando o que j´a conhecemos.
1.3.1 Adi¸c˜ao de n´ umeros complexos
Dados dois n´ umeros complexos z
1
= a
1
+ b
1
i e z
2
= a
2
+ b
2
i, a soma z
1
+ z
2
´e:
z
1
+ z
2
= (a
1
+ b
1
i) + (a
2
+ b
2
i) = (a
1
+ a
2
) + (b
1
+ b
2
)i (1.3)
Exemplo: Dados z
1
= 2 + 3i e z
2
= 1 + 7i
z
1
+ z
2
= (2 + 3i) + (1 + 7i) = (2 + 1) + (3 + 7)i = 5 + 10i
1.3.2 Subtra¸c˜ao de n´ umeros complexos
Dados dois n´ umeros complexos z
1
= a
1
+ b
1
i e z
2
= a
2
+ b
2
i, a diferen¸ca z
1
−z
2
´e:
z
1
−z
2
= (a
1
+ b
1
i) −(a
2
+ b
2
i) = (a
1
−a
2
) + (b
1
−b
2
)i (1.4)
Exemplo: Dados z
1
= 2 + 3i e z
2
= 1 + 7i
z
1
−z
2
= (2 + 3i) −(1 + 7i) = (2 −1) + (3 −7)i = 1 −4i
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 7
1.3.3 Multiplica¸c˜ao de n´ umeros complexos
Dados dois n´ umeros complexos z
1
= a
1
+ b
1
i e z
2
= a
2
+ b
2
i, a multiplica¸c˜ao z
1
z
2
´e:
z
1
z
2
= (a
1
+ b
1
i) (a
2
+ b
2
i) =
= a
1
a
2
+ a
1
b
2
i + a
2
b
1
i + b
1
b
2
i
2
=
z
1
z
2
= (a
1
a
2
−b
1
b
2
) + (a
1
b
2
+ a
2
b
1
)i (1.5)
Exemplo: Dados z
1
= 2 + 3i e z
2
= 1 + 7i
z
1
z
2
= (2 + 3i) (1 + 7i) = [(2 1) −(3 7)] + [(2 7) + (3 1)]i = −19 + 17i
1.3.4 Quadrado de um n´ umero complexo
´
E um caso particular da multiplica¸ c˜ao. Dado z = a + bi, z
2
ser´a:
z
2
= z z = (a + bi) (a + bi) =
= a
2
+ abi + abi + b
2
i
2
=
z
2
= (a
2
−b
2
) + 2abi (1.6)
Exemplo: Dado z
1
= 2 + 3i
z
2
= (2 + 3i) (2 + 3i) = (2
2
−3
2
) + 2(2)(3)i = −5 + 12i
Veja que utilizando este processo ´e poss´ıvel calcular outras potˆencias de z. Ent˜ao,
z
3
= z
2
z, z
4
= z
2
z
2
, etc.
1.3.5 Conjugado de um n´ umero complexo
Considere z ∈ C tal que z = a + bi. Define-se o conjugado de z ao n´ umero complexo
¯ z = a −bi. Assim,
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 8
•z
1
= 2 + 3i , ent˜ao z
1
= 3 −2i •z
2
= 1 + 7i , ent˜ao z
2
= 1 −7i
•z
3
= 5 −2i , ent˜ao z
3
= 5 + 2i •z
4
= −2 + i , ent˜ao z
4
= −2 −i
•z
4
= 2 , ent˜ao z
4
= 2 •z
5
= 4i , ent˜ao z
5
= −4i
A nota¸c˜ao do conjugado de z ´e uma barra ¯ z ou um asterisco z

. A representa¸ c˜ao
gr´afica do conjugado ´e mostrada na figura 1.3.
0 a
b
I
R
-b
z
z
Figura 1.3: Representa¸ c˜ao gr´afica de z e seu conjugado z.
Propriedades do conjugado
i) Se, z = a + bi, ent˜ao:
zz = a
2
+ b
2
** que ´e real puro **
ii)Para um z complexo, temos:
z = z ⇔ z ´e n´ umero real
iii) Se, z
1
e z
2
, ent˜ao:
z
1
+ z
2
= z
1
+ z
2
iv) Se, z
1
e z
2
, ent˜ao:
z
1
z
2
= z
1
z
2
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 9
Divis˜ao de n´ umeros complexos
Como sabemos, a divis˜ao de p por q pode ser entendido como a multiplica¸ c˜ao de p pelo
inverso de q, isto ´e,
p
q
= p
1
q
. Ent˜ao vamos entender melhor isto.
Dado z ,= 0, existe um n´ umero complexo
1
z
tal que z
1
z
= 1.
Vamos multiplicar o numerador e o denominador de
1
z
pelo seu conjugado z.
1
z
=
z
zz
=
a −bi
(a + bi)(a −bi)
=
a −bi
a
2
+ b
2
=
1
z
=
a
a
2
+ b
2

b
a
2
+ b
2
i
Exemplo: dado z = 2 + 3i, ache
1
z
e prove que z
1
z
= 1
1
z
=
1
2 + 3i
=
2 −3i
(2 + 3i)(2 −3i)
=
2 −3i
2
2
+ 3
2
=
1
z
=
2
13

3
13
i
E a segunda parte :
z
1
z
= (2 + 3i)(
2
13

3
13
i) =
4
13

6
13
i +
6
13
i −
9
13
i
2
=
z
1
z
=
2
13
+
9
13
+ 0i =
13
13
= 1
O que fizemos acima foi apenas dividir um n´ umero complexo por ele mesmo, a seguir
faremos a divis˜ao entre dois n´ umeros complexos distintos.
Dados dois n´ umeros complexos z
1
e z
2
, onde z
2
,= 0, ent˜ao
z
1
z
2
ser´a:
z
1
z
2
= z
1

1
z
2
= z
1
z
2
z
2
z
2
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 10
Logo, a divis˜ao entre dois n´ umeros complexos ´e:
z
1
z
2
=
z
1
z
2
z
2
z
2
(1.7)
Exemplo: Dados z
1
= 2 + 3i e z
2
= 3 + 4i, calcule
z
1
z
2
Como z
2
= 3 −4i, ent˜ao:
z
1
z
2
=
z
1
z
2
z
2
z
2
=
(2 + 3i)(3 −4i)
3
2
+ 4
2
=
(6 + 12)(9 −8)i
25
=
z
1
z
2
=
18
25
+
1
25
i
1.3.6 Exerc´ıcios Propostos
1. Dados os n´ umeros complexos z
1
= 2 + i, z
2
= −1 + 4i e z
3
= 1 −3i, calcule:
a) z
1
+ z
2
b) z
1
+ z
2
+ z
3
c) z
1
−z
3
d) z
2
+ z
3
−z
2
e) z
1
z
3
f) z
1
g) z
1
z
3
h) z
2
z
2
i) z
1
z

2
j) (z
1
z
2
)

k)
z
2
z
3
l)
1
z
1
m)
z
2
z
1
n) z
2
3
o) z
2
2
2. Dados z
1
= a
1
+ b
1
i e z
2
= a
2
+ b
2
i, prove as propriedades dos conjugados da
subsec¸c˜ao 1.3.5.
1.4 M´odulo de um N´ umero Complexo
Analisando a figura 1.4, observamos que o m´odulo do n´ umero complexo z ´e a distˆancia da
origem ao afixo de z. O triˆangulo OAP ´e retˆangulo em A e, portanto, podemos calcular o
m´odulo por meio do teorema de Pit´agoras,
[z[ =
_
a
2
+ b
2
(1.8)
Uma das propridades dos n´ umeros conjugados era que zz = a
2
+ b
2
, ent˜ao
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 11
O
a
b
I
R
P
|
z
|
A
Figura 1.4: O m´odulo de z ´e a distˆancia da origem ao afixo de z, isto ´e, [z[ = d(O, P).
zz = [z[
2
(1.9)
[z[ =

zz (1.10)
Exemplo: Calcule o m´ udulo de z = 2 −3i
[z[ =
_
a
2
+ b
2
=
_
(2)
2
+ (−3)
2
=
[z[ =

13
Exerc´ıcio Proposto
Determine o m´odulo da cada n´ umero complexo;
a) z = 1 −i b) z = 1 −2i c) w = 3 + 4i d) z = −2 + 4i
e) z =

3 −

2i f) z = −2 + i g) w = 2 + 2i h) z = −2i
1.5 Forma Trigonom´etria dos N´ umeros Complexos
Na representa¸c˜ao alg´ebrica dos n´ umeros complexos, o afixo de z ´e representado pelas coor-
denadas (a, b) no plano complexo, que nada mais ´e do que a representa¸ c˜ao em coordenadas
cartesianas do ponto P. Como sabemos, o ponto P tamb´em pode ser representado pelas
coordenadas polares, portanto, o z tamb´em pode ser representado por este sistema de
coordenadas.
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 12
Pela figura 1.5, observamos que o vetor
−−→
OP tem m´odulo ρ e faz um ˆangulo θ com o
eixo dos reais, '.
O
a
b
I
R
P
|z|=r
A
q
Figura 1.5: O n´ umero complexo pode ers representado pelas coordenadas polares ρ e θ.
Como ρ = [z[ e usando o que sabemos de triˆangulo retˆangulo, conclu´ımos que
a = [z[ cos θ (1.11)
b = [z[ senθ (1.12)
Usando a forma alg´ebrica dada pela equa¸c˜ao 1.2 e substituindo 1.12 e 1.12, teremos
z = a + bi
= [z[ cos θ + i[z[ senθ =
z = [z[(cos θ + i sen θ) (1.13)
Esta forma de representar ´e chamada de forma trigonom´etrica ou forma polar de z.
1.5.1 Convers˜ao de Formas do N´ umeros Complexos
Como vimos, os n´ umeros complexos podem ser expressos nas formas alg´ebrica ou trigonom´etrica,
ent˜ao deve haver uma maneira de convertermos um n´ umero complexo expresso numa forma
para outra. Vejamos dois exemplos:
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 13
Exemplo 1: Dado o n´ umero complexo na forma alg´ebrica z = 1 −i, converta para a
forma polar.
[z[ =

2
cos θ =
a
|z|
=

2
2
senθ =
b
|z|
= −

2
2
_
⇒ θ = arg(z) = −
π
4
Logo,
z = [z[(cos θ + i sen θ) =

2
_
cos
_

π
4
_
+ i sen
_

π
4
__
Como
cos
_

π
4
_
= cos
_
π
4
_
e sen
_

π
4
_
= −sen
_
π
4
_
, ent˜ao
z = [z[ =

2
_
cos
_
π
4
_
−i sen
_
π
4
__
Exemplo 2: Dado o n´ umero complexo na forma polar z = 12
_
cos
_
π
6
_
−i sen
_
π
6

,
converta para a forma retangular.
Sabemos que
cos
_
π
6
_
=

3
2
e sen
_
π
6
_
=
1
2
Logo,
z = 12
_
cos
_
π
6
_
−i sen
_
π
6
__
=
z = 12
_

3
2

1
2
i
_
= 3

3 −3i
Exerc´ıcios Propostos
1. Dˆe a representa¸ c˜ao geom´etrica e a forma trigonom´etrica dos seguintes n´ umeros com-
plexos:
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 14
a) z =

3 + i b) z =

3 −i c) z = −

3 + i d) z = −

3 −i
e) z = 2 + 2i f) z = −4 + 4i g) z = 2i h) z = 3
i) z = −i j) z = −1
2. Expresse na forma alg´ebrica:
a) w = 10(cos π + i sen π)
b) z = 4
_
cos
_
π
3
_
+ i sen
_
π
3

c) z = 5
_
cos
_
π
4
_
−i sen
_
π
4

d) z = 8
_
cos
_

6
_
+ i sen
_

6

1.5.2 Multiplica¸c˜ao de N´ umeros Complexos na Forma Polar
Dados dois n´ umeros complexos na forma polar:
z
1
= [z
1
[(cos θ
1
+ i senθ
1
)
z
2
= [z
2
[(cos θ
2
+ i senθ
2
)
O produto z
1
z
2
´e dado por
z
1
z
2
= [z
1
[(cos θ
1
+ i sen θ
1
) [z
2
[(cos θ
2
+ i sen θ
2
) =
= [z
1
[[z
2
[[(cos θ
1
cos θ
2
− sen θ
1
) sen θ
2
)
. ¸¸ .
=cos(θ
1

2
)
+i ( sen θ
1
cos θ
2
+ senθ
2
cos θ
1
)
. ¸¸ .
=sen (θ
1

2
)
] =
z
1
z
2
= [z
1
[[z
2
[[cos(θ
1
+ θ
2
) + i sen (θ
1
+ θ
2
)] (1.14)
Exemplo: Fa¸ca o produto de z
1
= 4
_
cos
_
π
3
_
+ i sen
_
π
3

e z
2
= 5
_
cos
_
π
4
_
+ i sen
_
π
4

.
z
1
z
2
= [z
1
[[z
2
[[cos(θ
1
+ θ
2
) + i sen (θ
1
+ θ
2
)] =
= (4) (5)
_
cos
_
π
3
+
π
4
_
+ i sen
_
π
3
+
π
4
__
=
z
1
z
2
= 20
_
cos
_

12
_
+ i sen
_

12
__
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 15
1.5.3 Divis˜ao de N´ umeros Complexos na Forma Polar
O conjugado de um n´ umero complexo z = [z[(cos θ + i sen θ) na forma polar ´e:
z = [z[(cos θ −i sen θ) (1.15)
Dados dois n´ umeros complexos na forma polar:
z
1
= [z
1
[(cos θ
1
+ i senθ
1
)
z
2
= [z
2
[(cos θ
2
+ i senθ
2
)
O quociente de
z
1
z
2
, com z
2
,= 0 ´e dado por
z
1
z
2
=
[z
1
[(cos θ
1
+ i senθ
1
)
[z
2
[(cos θ
2
+ i senθ
2
)
=
=
[z
1
[(cos θ
1
+ i senθ
1
)
[z
2
[(cos θ
2
+ i senθ
2
)

[z
2
[(cos θ
2
−i senθ
2
)
[z
2
[(cos θ
2
−i senθ
2
)
=
=
[z
1
[[z
2
[
[z
2
[
2
[(cos θ
1
cos θ
2
+ sen θ
1
sen θ
2
)
. ¸¸ .
=cos(θ
1
−θ
2
)
+i ( sen θ
1
cos θ
2
− sen θ
2
) cos θ
1
. ¸¸ .
=sen (θ
1
−θ
2
)
]
Logo,
z
1
z
2
=
[z
1
[
[z
2
[
[cos(θ
1
−θ
2
) + i sen (θ
1
−θ
2
)] (1.16)
Exemplo: Fa¸ca o quociente de z
1
= 4
_
cos
_
π
3
_
+ i sen
_
π
3

e z
2
= 5
_
cos
_
π
4
_
+ i sen
_
π
4

.
z
1
z
2
=
[z
1
[
[z
2
[
[cos(θ
1
−θ
2
) + i sen (θ
1
−θ
2
)] =
=
4
5
_
cos
_
π
3

π
4
_
+ i sen
_
π
3

π
4
__
=
z
1
z
2
=
4
5
_
cos
_
π
12
_
+ i sen
_
π
12
__
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 16
1.5.4 Potencia¸c˜ao de N´ umeros Complexos na Forma Polar
Sabemos que a potencia¸c˜ao ´e um cado particular de multiplica¸ c˜ao. Esta forma de calcular
a potencia¸c˜ao ´e conhecida como f´ormula de Moivre.
Consideremos z = [z[(cos θ + i sen θ), para z
2
teremos
z
2
= z z = [z[
2
[cos(2θ) + i sen (2θ)]
Se fizermos z
3
z
3
= z
2
z = [z[
3
[cos(3θ) + i sen (3θ)]
Assim, se tivermos uma potˆencia z
n
, onde n ∈ N

sabemos que z
n
= z z z . . . z
. ¸¸ .
n vezes
,
ent˜ao
z
n
= [z[
n
[cos(nθ) + i sen (nθ)] (1.17)
Exemplo 1: Dado o n´ umero complexo z = 3
_
cos
_
π
4
_
+ i sen
_
π
4

, calcule z
3
.
z
3
= [z[
3
[cos(3θ) + i sen (3θ)] =
z
3
= 27
_
cos
_

4
_
+ i sen
_

4
__
Exemplo 2: Dado o n´ umero complexo z = 5
_
cos
_
π
3
_
+ i sen
_
π
3

, calcule z
0
.
z
n
= [z[
n
[cos(nθ) + i sen (nθ)] =
z
0
= 5
0
_
cos
_

4
_
+ i sen
_

4
__
=
z
0
= 1(cos 0 + i sen 0) = 1
Exemplo 3: Dado o n´ umero complexo z = 2
_
cos
_
π
6
_
+ i sen
_
π
6

, calcule z
10
.
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 17
z
n
= [z[
n
[cos(nθ) + i sen (nθ)] =
z
10
= 2
10
_
cos
_
10π
6
_
+ i sen
_
10π
6
__
=
z
10
= 1024
_
cos
_

3
_
+ i sen
_

3
__
Exemplo 4: Calcule (1 + i)
8
.
Como z est´a na forma alg´ebrica, iremos convertˆe-lo para a forma polar:
[z[ =

2
cos θ =
a
|z|
=

2
2
sen θ =
b
|z|
=

2
2
_
⇒ θ = arg(z) =
π
4
(1 + i)
8
= (

2)
8
_
cos
_

4
_
+ i sen
_

4
__
=
(1 + i)
8
= 16 [cos(2π2) + i sen (2π)] = 16
1.5.5 Radicia¸c˜ao de N´ umeros Complexos na Forma Polar
A forma de racdia¸c˜ao que vamos ver nesta sec¸c˜ao ´e conhecida como segunda f´ormula de
Moivre. Consideremos um n´ umero complexo z ,= 0, na forma polar, isto ´e z = [z[(cos θ +
i senθ). Podemos dizer que as ra´ızes n-´esimas de z ´e um outro n´ umero complexo do tipo
w = [w[(cos α + i senα).
Em outras palavras w
n
= z, para n > 1, isto ´e,
[[w[(cos α + i senα)]
n
= [z[(cos θ + i senθ)
[w[
n
[cos(nα) + i sen (nα)] = [z[(cos θ + i senθ)
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 18
Desta igualdade obtemos que [w[
n
= z, ent˜ao [w[ =
n
_
[z[. Observe que ele ´e sempre
real e positivo.
A parte trigonom´etrica cos(nα) = cos θ e sen (nα) = senθ, conclu´ımos que
nα = θ + 2kπ ⇒ α =
θ + 2kπ
n
onde k ∈ Z
Por´em para a primeira determina¸c˜ao, isto ´e, para 0 ≤ α < 2π, ´e necess´ario que
0 ≤ k ≤ n −1. Assim,
w
k
=
n
_
[z[
_
cos
_
θ + 2kπ
n
_
+ sen
_
θ + 2kπ
n
__
,para k = 0, 1, 2, . . . , n −1 (1.18)
O que a equa¸c˜ao 1.18 quer dizer ´e que existem k ra´ızes distintas, vejaos alguns exemplos
simples.
Exemplo 1: Calcule
4

i.
Transformando para polar, teremos
[z[ = 1
cos θ =
a
|z|
= 0
senθ =
b
|z|
= 1
_
⇒ θ = arg(z) =
π
2
z =
_
cos
_
π
2
_
+ i sen
_
π
2
__
Usando a segunda f´ormula de Moivre, dada pela equa¸c˜ao 1.18, teremos
w
k
=
n
_
[z[
_
cos
_
θ + 2kπ
n
_
+ sen
_
θ + 2kπ
n
__
=
=
4

1
_
cos
_
π
2
+ 2kπ
4
_
+ sen
_
π
2
+ 2kπ
4
__
=
w
k
=
_
cos
_
π
8
+

2
_
+ sen
_
π
8
+

2
__
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 19
Assim , para k = 0:
w
0
=
_
cos
_
π
8
_
+ sen
_
π
8
__
Para k = 1:
w
1
=
_
cos
_

8
_
+ sen
_

8
__
Para k = 2:
w
2
=
_
cos
_

8
_
+ sen
_

8
__
Para k = 3:
w
1
=
_
cos
_
13π
8
_
+ sen
_
13π
8
__
A interpreta¸c˜ao geom´etrica destas quatro ra´ızes pode ser visto na figura 1.6, que cor-
responde a uma circunferˆencia de raio 1 e a dividimos em quatro arcos congruentes de
π
2
rad.
0
I
R
w
w
w
w
0
1
2
3
1
1
Figura 1.6: Representa¸c˜ao das quatro ra´ızes de z = i.
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 20
Exemplo 2: Ache as ra´ızes de w
4
+ 16 = 0.
Fazendo z = −16 e transformando para polar, teremos
z = 16(cos π + i sen π)
Usando a segunda f´ormula de Moivre, dada pela equa¸c˜ao 1.18, teremos
w
k
=
n
_
[z[
_
cos
_
θ + 2kπ
n
_
+ sen
_
θ + 2kπ
n
__
=
=
4

16
_
cos
_
π + 2kπ
4
_
+ sen (π + 2kπ4)
_
=
w
k
= 2
_
cos
_
(2k + 1)π
4
_
+ sen ((2k + 1)π4)
_
Assim , para k = 0:
w
0
= 2
_
cos
_
π
4
_
+ sen
_
π
4
__
Para k = 1:
w
1
= 2
_
cos
_

4
_
+ sen
_

4
__
Para k = 2:
w
2
= 2
_
cos
_

4
_
+ sen
_

4
__
Para k = 3:
w
1
= 2
_
cos
_

4
_
+ sen
_

4
__
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 21
A interpreta¸c˜ao geom´etrica destas quatro ra´ızes pode ser visto na figura 1.7, que cor-
responde a uma circunferˆencia de raio 2 e a dividimos em quatro arcos congruentes de
π
2
rad.
0
I
R
w w
w w
0
2
2 3
2
1
Figura 1.7: Representa¸c˜ao das quatro ra´ızes de z = −16.
Exemplo 3: Calcule a raiz c´ ubica de z = 1 + i.
Como z est´a na forma alg´ebrica, iremos convertˆe-lo para a forma polar:
[z[ =

2
cos θ =
a
|z|
=

2
2
senθ =
b
|z|
=

2
2
_
⇒ θ = arg(z) =
π
4
z =

2
_
cos
_
π
4
_
+ i sen
_
π
4
__
Usando a segunda f´ormula de Moivre, dada pela equa¸c˜ao 1.18, teremos
w
k
=
n
_
[z[
_
cos
_
θ + 2kπ
n
_
+ sen
_
θ + 2kπ
n
__
=
=
3
_
(

2)
_
cos
_
π
4
+ 2kπ
3
_
+ sen
_
π
4
+ 2kπ3
_
_
=
w
k
= 2

2
_
cos
_
(8k + 3)π
12
_
+ sen
_
(8k + 3)π
12
__
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 22
Assim , para k = 0:
w
0
= 2

2
_
cos
_
π
4
_
+ sen
_
π
4
__
Para k = 1:
w
1
= 2

2
_
cos
_
11π
12
_
+ sen
_
11π
12
__
Para k = 2:
w
2
= 2

2
_
cos
_
19π
12
_
+ sen
_
19π
12
__
A interpreta¸c˜ao geom´etrica destas quatro ra´ızes pode ser visto na figura 1.8, que cor-
responde a uma circunferˆencia de raio 2

2 e a dividimos em trˆes arcos congruentes de

3
rad.
0
I
R
w
w
w
0
22
2
1
22
Figura 1.8: Representa¸c˜ao das trˆes ra´ızes de z = 1 + i.
Exerc´ıcios Propostos
1. Dado o n´ umero complexo z = −1 +

3i, calcule:
a) z
3
b) as ra´ızes quartas de z.
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 23
2. dados os n´ umeros complexos
z
1
= 6
_
cos
_
π
3
_
+ i sen
_
π
3
__
z
2
= 4
_
cos
_
π
6
_
+ i sen
_
π
6
__
z
3
= 2
_
cos
_
π
4
_
+ i sen
_
π
4
__
Calcule:
a) z
1
z
2
b) z
1
z
2
z
3
c)
z
2
z
3
z
1
d) z
3
3
e) z
2
1
f) z
3
2
g) z
6
3
h)
3

z
1
i)

z
2
j)
5

z
3
1.6 Complexos em eletricidade
Os n´ umeros complexos s˜ao extensivamente usados em circuitos el´etricos. Por´em, os
n´ umeros imagin´arios s˜ao representados por j ao inv´es de i, para evitar confus˜ao com
o s´ımbolo de corrente el´etrica. Assim, as representa¸ c˜oes retangulares e polares ficam
z = x + jy (1.19)
z = re

(1.20)
Outra representa¸ c˜ao mais sint´etica da equa¸c˜ao 1.20 ´e
re

= r [ θ (1.21)
Ent˜ao, um gerador de corrente alternada pode ser escrita como
˜
I = I
0
e
j2πft
onde, I
0
´e a corrente de pico e f a frequˆencia de oscila¸c˜ao da corrente el´etrica.
CAP
´
ITULO 1. N
´
UMEROS COMPLEXOS 24
Da mesma forma, um dispositivo el´etrico (p.e: capacitor ou indutor), possui uma certa
impedˆancia, dada por
Z = Z
0
e

onde, Z
0
´e o m´odulo da impedˆancia e phi a sua fase.
Cap´ıtulo 2
Logar´ıtimos Naturais e
Exponenciais
2.1 Introdu¸c˜ao
O desenvolvimento do logar´ıtimo natural se deve, em grande parte, a um matem´atico
escocˆes chamado John Napier
1
. Na ´epoca em que John Napier viveu, entre os s´eculos
XVI e XVII, houve enorme desenvolvimento na navega¸c˜ao, nos sistemas banc´arios e na
astronomia. Estas trˆes ´areas do conhecimento necessitavam de c´alculos precisos, mas
sabemos que ´e muito dif´ıcil multipicar sem o aux´ılio de calculadoras, inexistentes naquela
´epoca.
Napier observou que a soma ´e uma opera¸c˜ao bem mais f´acil do que a multiplica¸ c˜ao.
Ent˜ao, tentarei exempificar a seguir a id´eia central de Napier. Suponhamos que desejamos
multiplicar 256 por 32, n˜ao se trata de uma conta dif´ıcil, mas vamos ver como se faz.
Consultando a r´egua mostrada na figura 2.1, vemos que 256 corresponde a n = 8 e 363 a
n = 5, ent˜ao se somarmos os dois teremos 8+5 = 13, que na r´egua corresponde ao n´ umero
8192, logo, 256 32 = 8192, em outras palavras,
2
8
.¸¸.
256
2
5
.¸¸.
32
= 2
8+5
= 2
13
.¸¸.
8192
1
Viveu de 1550 a 1617.
25
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 26
n=01234567891011121314
2=1248
n
1
2
8
1
6
3
2
6
4
2
5
6
5
1
2
1
0
2
4
2
0
4
8
4
0
9
6
8
1
9
2
1
6
3
8
4
Figura 2.1: R´egua de potˆencia na base 2. Note que em azul temos uma PA e em vermelho uma
PG.
Para ser mais preciso era necess´ario uma r´egua com mais divis˜oes (ou uma tabela
bem detalhada), e portanto escolher qual ´e a menor divis˜ao para ter uma boa precis˜ao.
Assim, Napier demorou cerca de 20 anos para construir uma t´abua dos logaritmos, a id´eia
baseia-se no seguinte: se x for pequeno, o que ´e desej´avel, ent˜ao a
x
≈ 1 + kx.
Tabela I — C´alculo de k para v´arias bases a, usando a express˜ao a
x
≈ 1 + kx.
a k (para x = 0, 1) k (para x = 0, 05) k (para x = 0, 01)
2 0,718 0,705 0,696
2,72 1,05 1,03 1,01
3 1,16 1,13 1,10
5 1,75 1,67 1,62
10 2,59 2,44 2,33
Observe que para a base ≈ 2, 72 ⇒ k → 1, portanto se a = e, ent˜ao k = 1. Tente
fazer em sua calculadora ln (2, 72) veja que se aproxima do resultado da terceira coluna da
tabela. Agora tente fazer ln 2 e compare com a terceira coluna. Fa¸ ca isto para os demais
valores da tabela.
Desta forma, Napier escolheu a base e · 2, 718282 para cosntruir sua tabela de loga-
ritmos naturais
2
.
Outra forma de chegarmos ao valor e ´e usando o limite abaixo:
e = lim
n→+∞
_
1 +
1
n
_
n
(2.1)
Veja a seguir o ocorre quando aumentamos n na equa¸c˜ao 2.1.
2
Tamb´em chamados de logaritmos neperiano, em homenagem a John Napier.
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 27
Tabela II — C´alculo de e pela equa¸c˜ao 2.1.
n e aproximado n e aproximado
1 2,000 50 2,692
2 2,250 100 2,705
5 2,488 1 000 2,717
10 2,594 10 000 2,718
Assim, o logaritmo natural nada mais ´e do que o logaritmo na base e.
ln x = log
e
x (2.2)
2.2 Fun¸c˜ao ln x e suas propriedades
A fun¸c˜ao do logaritmo natural pode ser vista no gr´afico da figura 2.2. Como qualquer
logaritmo o seu dom´ınio ´e D(f) = R

+
, isto ´e, a fun¸c˜ao ´e definida apenas para n´ umeros
reais positivos diferentes de zero.
As propriedades dos logaritmos naturais s˜ao as mesmas dos outros logaritmnos:
i) ln(e) = 1
ii) ln(1) = 0
iii) ln(AB) = ln A + ln B
iv) ln
_
A
B
_
= ln A−lnB
v) ln
_
1
B
_
= −lnB
vi) lnA
n
= nln A
vii) ln
n

A = lnA
1
n
=
1
n
lnA
2.3 C´alculos usando ln x
Como j´a foi dito anteriormente, o logaritmo natural auxiliou nos c´alculos quando n˜ao se
tinha m´aquinas de calcular, que se popularizou a partir do in´ıcio dos anos 80. Sendo assim,
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 28
Figura 2.2: Gr´afico da fun¸c˜ao f(x) = ln (x).
muitos podem dizer que n˜ao faz sentido mostrar como se calcula usando a tabela de lnx.
Em parte ´e verdade que com a populariza¸c˜ao de calculadoras eficientes e baratas, parece
n˜ao haver mais raz˜ao de mostrar este m´etodo. Por´em, o objetivo ´e mostrar a beleza do
que John Napier construiu e que foi usado por mais de 300 anos. Al´em disso, muito da
destreza em c´alculo foi perdida pelos alunos, que s˜ao levados a confiar cada vez mais em
suas “caixinhas pretas de calcular”.
A Tabela III traz valores de lnx at´e 499. Vamos aprender inicialmente a consultar a
tabela. Suponha que desejamos encontrar o logaritmo natural de 15, 3. Procuraremos a
linha correspondente a 15, e, ao encontr´a-la, seguiremos esta linha at´e a coluna cabe¸cada
por 3. O valor encontrado 2, 7279 ´e o ln(15, 3).
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 29
Vejamos outro exemplo, suponha que desejamos o logaritmo natural de 274. Procu-
raremos a linha correspondente a 270 (27 na continua¸ c˜ao da Tabela III) e, ao encontr´a-la
seguiremos a linha at´e a coluna 4, encontrando o valor de 5, 6131, que corresponde ao
ln(274). Bem f´acil!
Vamos ver alguns exemplos mais desafiadores:
Exemplo 1: Calcular 30π
2
, usando a t´abua de logaritmos naturais.
Resolu¸c~ao:
Vamos tirar o ln(30π
2
). Por´em, vale lembrar que podemos usar π ·
22
7
, que ´e uma
aproxima¸c˜ao muito boa, pois corresponde a apenas 0, 04% de erro! Assim,
ln(30π
2
)

= ln
_
30
_
22
7
_
2
_
= ln(30) + ln
_
22
7
_
2
=
= ln(30) + 2 ln
22
7
= ln(30) + 2(ln 22 −ln 7) (consultando a Tabela III)
ln(30π
2
)

= 3, 4012 + 2(3, 0910 −1, 9459) = 3, 4012 + 2, 2902
ln(30π
2
)

= 5, 6914
Sei que 30π
2 ∼
= e
5,6914
. O valor mais pr´oximo de 5,6914 na Tabela III ´e 5,6904, que
corresponde a 296. Ent˜ao
30π
2

= 296
Compare com sua calculadora e veja que o c´alculo
3
corresponde a menos de 0, 03%
de erro!
Simplesmente extraordin´ario!
.
3
H´ a como melhorar este resultado, contudo, como este refinamento vai al´em do car´ater did´atico desta
apostila, prefiro deixar com a forma mais simples.
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 30
Tabela III — Logaritmos naturais
ln x 0,0 a 49,9
X 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
−∞ -2,303 -1,609 -1,204 -0,916 -0,693 -0,511 -0,357 -0,223 -0,105
1, 0,0000 0,0953 0,1823 0,2624 0,3365 0,4055 0,4700 0,5306 0,5878 0,6419
2, 0,6931 0,7419 0,7885 0,8329 0,8755 0,9163 0,9555 0,9933 1,0296 1,0647
3, 1,0986 1,1314 1,1632 1,1939 1,2238 1,2528 1,2809 1,3083 1,3350 1,3610
4, 1,3863 1,4110 1,4351 1,4586 1,4816 1,5041 1,5261 1,5476 1,5686 1,5892
5, 1,6094 1,6292 1,6487 1,6677 1,6864 1,7047 1,7228 1,7405 1,7579 1,7750
6, 1,7918 1,8083 1,8245 1,8405 1,8563 1,8718 1,8871 1,9021 1,9169 1,9315
7, 1,9459 1,9601 1,9741 1,9879 2,0015 2,0149 2,0281 2,0412 2,0541 2,0669
8, 2,0794 2,0919 2,1041 2,1163 2,1282 2,1401 2,1518 2,1633 2,1748 2,1861
9, 2,1972 2,2083 2,2192 2,2300 2,2407 2,2513 2,2618 2,2721 2,2824 2,2925
10, 2,3026 2,3125 2,3224 2,3321 2,3418 2,3514 2,3609 2,3702 2,3795 2,3888
11, 2,3979 2,4069 2,4159 2,4248 2,4336 2,4423 2,4510 2,4596 2,4681 2,4765
12, 2,4849 2,4932 2,5014 2,5096 2,5177 2,5257 2,5337 2,5416 2,5494 2,5572
13, 2,5649 2,5726 2,5802 2,5878 2,5953 2,6027 2,6101 2,6174 2,6247 2,6319
14, 2,6391 2,6462 2,6532 2,6603 2,6672 2,6741 2,6810 2,6878 2,6946 2,7014
15, 2,7081 2,7147 2,7213 2,7279 2,7344 2,7408 2,7473 2,7537 2,7600 2,7663
16, 2,7726 2,7788 2,7850 2,7912 2,7973 2,8034 2,8094 2,8154 2,8214 2,8273
17, 2,8332 2,8391 2,8449 2,8507 2,8565 2,8622 2,8679 2,8736 2,8792 2,8848
18, 2,8904 2,8959 2,9014 2,9069 2,9124 2,9178 2,9232 2,9285 2,9339 2,9392
19, 2,9444 2,9497 2,9549 2,9601 2,9653 2,9704 2,9755 2,9806 2,9857 2,9907
20, 2,9957 3,0007 3,0057 3,0106 3,0155 3,0204 3,0253 3,0301 3,0350 3,0397
21, 3,0445 3,0493 3,0540 3,0587 3,0634 3,0681 3,0727 3,0773 3,0819 3,0865
22, 3,0910 3,0956 3,1001 3,1046 3,1091 3,1135 3,1179 3,1224 3,1268 3,1311
23, 3,1355 3,1398 3,1442 3,1485 3,1527 3,1570 3,1612 3,1655 3,1697 3,1739
24, 3,1781 3,1822 3,1864 3,1905 3,1946 3,1987 3,2027 3,2068 3,2108 3,2149
25, 3,2189 3,2229 3,2268 3,2308 3,2347 3,2387 3,2426 3,2465 3,2504 3,2542
26, 3,2581 3,2619 3,2658 3,2696 3,2734 3,2771 3,2809 3,2847 3,2884 3,2921
27, 3,2958 3,2995 3,3032 3,3069 3,3105 3,3142 3,3178 3,3214 3,3250 3,3286
28, 3,3322 3,3358 3,3393 3,3429 3,3464 3,3499 3,3534 3,3569 3,3604 3,3638
29, 3,3673 3,3707 3,3742 3,3776 3,3810 3,3844 3,3878 3,3911 3,3945 3,3979
30, 3,4012 3,4045 3,4078 3,4111 3,4144 3,4177 3,4210 3,4243 3,4275 3,4308
31, 3,4340 3,4372 3,4404 3,4436 3,4468 3,4500 3,4532 3,4563 3,4595 3,4626
32, 3,4657 3,4689 3,4720 3,4751 3,4782 3,4812 3,4843 3,4874 3,4904 3,4935
33, 3,4965 3,4995 3,5025 3,5056 3,5086 3,5115 3,5145 3,5175 3,5205 3,5234
34, 3,5264 3,5293 3,5322 3,5351 3,5381 3,5410 3,5439 3,5467 3,5496 3,5525
35, 3,5553 3,5582 3,5610 3,5639 3,5667 3,5695 3,5723 3,5752 3,5779 3,5807
36, 3,5835 3,5863 3,5891 3,5918 3,5946 3,5973 3,6000 3,6028 3,6055 3,6082
37, 3,6109 3,6136 3,6163 3,6190 3,6217 3,6243 3,6270 3,6297 3,6323 3,6350
38, 3,6376 3,6402 3,6428 3,6454 3,6481 3,6507 3,6533 3,6558 3,6584 3,6610
39, 3,6636 3,6661 3,6687 3,6712 3,6738 3,6763 3,6788 3,6814 3,6839 3,6864
40, 3,6889 3,6914 3,6939 3,6964 3,6988 3,7013 3,7038 3,7062 3,7087 3,7111
41, 3,7136 3,7160 3,7184 3,7209 3,7233 3,7257 3,7281 3,7305 3,7329 3,7353
42, 3,7377 3,7400 3,7424 3,7448 3,7471 3,7495 3,7519 3,7542 3,7565 3,7589
43, 3,7612 3,7635 3,7658 3,7682 3,7705 3,7728 3,7751 3,7773 3,7796 3,7819
44, 3,7842 3,7865 3,7887 3,7910 3,7932 3,7955 3,7977 3,8000 3,8022 3,8044
45, 3,8067 3,8089 3,8111 3,8133 3,8155 3,8177 3,8199 3,8221 3,8243 3,8265
46, 3,8286 3,8308 3,8330 3,8351 3,8373 3,8395 3,8416 3,8437 3,8459 3,8480
47, 3,8501 3,8523 3,8544 3,8565 3,8586 3,8607 3,8628 3,8649 3,8670 3,8691
48, 3,8712 3,8733 3,8754 3,8774 3,8795 3,8816 3,8836 3,8857 3,8877 3,8898
49, 3,8918 3,8939 3,8959 3,8979 3,9000 3,9020 3,9040 3,9060 3,9080 3,9100
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 31
ln x 50 a 499
X 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
5 3,9120 3,9318 3,9512 3,9703 3,9890 4,0073 4,0254 4,0431 4,0604 4,0775
6 4,0943 4,1109 4,1271 4,1431 4,1589 4,1744 4,1897 4,2047 4,2195 4,2341
7 4,2485 4,2627 4,2767 4,2905 4,3041 4,3175 4,3307 4,3438 4,3567 4,3694
8 4,3820 4,3944 4,4067 4,4188 4,4308 4,4427 4,4543 4,4659 4,4773 4,4886
9 4,4998 4,5109 4,5218 4,5326 4,5433 4,5539 4,5643 4,5747 4,5850 4,5951
10 4,6052 4,6151 4,6250 4,6347 4,6444 4,6540 4,6634 4,6728 4,6821 4,6913
11 4,7005 4,7095 4,7185 4,7274 4,7362 4,7449 4,7536 4,7622 4,7707 4,7791
12 4,7875 4,7958 4,8040 4,8122 4,8203 4,8283 4,8363 4,8442 4,8520 4,8598
13 4,8675 4,8752 4,8828 4,8903 4,8978 4,9053 4,9127 4,9200 4,9273 4,9345
14 4,9416 4,9488 4,9558 4,9628 4,9698 4,9767 4,9836 4,9904 4,9972 5,0039
15 5,0106 5,0173 5,0239 5,0304 5,0370 5,0434 5,0499 5,0562 5,0626 5,0689
16 5,0752 5,0814 5,0876 5,0938 5,0999 5,1059 5,1120 5,1180 5,1240 5,1299
17 5,1358 5,1417 5,1475 5,1533 5,1591 5,1648 5,1705 5,1761 5,1818 5,1874
18 5,1930 5,1985 5,2040 5,2095 5,2149 5,2204 5,2257 5,2311 5,2364 5,2417
19 5,2470 5,2523 5,2575 5,2627 5,2679 5,2730 5,2781 5,2832 5,2883 5,2933
20 5,2983 5,3033 5,3083 5,3132 5,3181 5,3230 5,3279 5,3327 5,3375 5,3423
21 5,3471 5,3519 5,3566 5,3613 5,3660 5,3706 5,3753 5,3799 5,3845 5,3891
22 5,3936 5,3982 5,4027 5,4072 5,4116 5,4161 5,4205 5,4250 5,4293 5,4337
23 5,4381 5,4424 5,4467 5,4510 5,4553 5,4596 5,4638 5,4681 5,4723 5,4765
24 5,4806 5,4848 5,4889 5,4931 5,4972 5,5013 5,5053 5,5094 5,5134 5,5175
25 5,5215 5,5255 5,5294 5,5334 5,5373 5,5413 5,5452 5,5491 5,5530 5,5568
26 5,5607 5,5645 5,5683 5,5722 5,5759 5,5797 5,5835 5,5872 5,5910 5,5947
27 5,5984 5,6021 5,6058 5,6095 5,6131 5,6168 5,6204 5,6240 5,6276 5,6312
28 5,6348 5,6384 5,6419 5,6454 5,6490 5,6525 5,6560 5,6595 5,6630 5,6664
29 5,6699 5,6733 5,6768 5,6802 5,6836 5,6870 5,6904 5,6937 5,6971 5,7004
30 5,7038 5,7071 5,7104 5,7137 5,7170 5,7203 5,7236 5,7268 5,7301 5,7333
31 5,7366 5,7398 5,7430 5,7462 5,7494 5,7526 5,7557 5,7589 5,7621 5,7652
32 5,7683 5,7714 5,7746 5,7777 5,7807 5,7838 5,7869 5,7900 5,7930 5,7961
33 5,7991 5,8021 5,8051 5,8081 5,8111 5,8141 5,8171 5,8201 5,8230 5,8260
34 5,8289 5,8319 5,8348 5,8377 5,8406 5,8435 5,8464 5,8493 5,8522 5,8551
35 5,8579 5,8608 5,8636 5,8665 5,8693 5,8721 5,8749 5,8777 5,8805 5,8833
36 5,8861 5,8889 5,8916 5,8944 5,8972 5,8999 5,9026 5,9054 5,9081 5,9108
37 5,9135 5,9162 5,9189 5,9216 5,9243 5,9269 5,9296 5,9322 5,9349 5,9375
38 5,9402 5,9428 5,9454 5,9480 5,9506 5,9532 5,9558 5,9584 5,9610 5,9636
39 5,9661 5,9687 5,9713 5,9738 5,9764 5,9789 5,9814 5,9839 5,9865 5,9890
40 5,9915 5,9940 5,9965 5,9989 6,0014 6,0039 6,0064 6,0088 6,0113 6,0137
41 6,0162 6,0186 6,0210 6,0234 6,0259 6,0283 6,0307 6,0331 6,0355 6,0379
42 6,0403 6,0426 6,0450 6,0474 6,0497 6,0521 6,0544 6,0568 6,0591 6,0615
43 6,0638 6,0661 6,0684 6,0707 6,0730 6,0753 6,0776 6,0799 6,0822 6,0845
44 6,0868 6,0890 6,0913 6,0936 6,0958 6,0981 6,1003 6,1026 6,1048 6,1070
45 6,1092 6,1115 6,1137 6,1159 6,1181 6,1203 6,1225 6,1247 6,1269 6,1291
46 6,1312 6,1334 6,1356 6,1377 6,1399 6,1420 6,1442 6,1463 6,1485 6,1506
47 6,1527 6,1549 6,1570 6,1591 6,1612 6,1633 6,1654 6,1675 6,1696 6,1717
48 6,1738 6,1759 6,1779 6,1800 6,1821 6,1841 6,1862 6,1883 6,1903 6,1924
49 6,1944 6,1964 6,1985 6,2005 6,2025 6,2046 6,2066 6,2086 6,2106 6,2126
Outros valores importantes:
ln 10
3
= 6, 9078
ln 10
5
= 11, 5129
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 32
Exemplo 2: Calcular
236
3
π
127
, usando a t´abua de logaritmos naturais.
Resolu¸c~ao:
Vamos tirar o ln
_
236
3
π
127
_
.
ln
_
235
3
π
127
_
= ln(235
3
π) −ln(127) = ln(235
3
) + ln(π) −ln(127) =

= 3 ln(235) + ln
22
7
−ln(127) = 3 ln(235) + ln(22) −ln(7) −ln(127)
ln
_
235
3
π
127
_

= 3(5, 4596) + 3, 0910 −1, 9459 −4, 8442 =
ln
_
235
3
π
127
_

= 12, 6797
Sei que
235
3
π
127

= e
12,6797
. Como e
11,5129
= 10
5
, ent˜ao
235
3
π
127
· e
12,6797
= e
1,1668+11,5129
= e
1,1668
e
11,5129
. ¸¸ .
10
5
=
235
3
π
127
· 3, 2 10
5
Exemplo 3: Calcular 0, 239π, usando a t´abua de logaritmos naturais.
Resolu¸c~ao:
0, 239π =
239π
1000
, ent˜ao vamos tirar o ln(239π).
ln(239π) = ln(239π) = ln(239) + ln(π) =

= ln(239) + ln
22
7
= ln(239) + ln(22) −ln(7)

= 5, 4765 + 3, 0910 −1, 9459 = 6, 6216
Da´ı, 239π

= e
6,6216
. Como o valor m´aximo da Tabela III ´e 499 (usaremos 500 para
facilitar as contas), que corresponde a ln(499) = 6, 2126, ent˜ao
239π · e
6,6216
= e
0,4090+6,2126
· 500 e
0,4090
· 500 1, 5 = 750
Ent˜ao, 0, 239π =
239π
1000
=
750
1000
= 0, 750. Veja que o erro corresponde a 0, 11%.
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 33
2.3.1 ln x no C´alculo Diferencial e Integral
Por´em, n˜ao ´e s´o nos c´alculos num´ericos que aparecem a fun¸c˜ao lnx, ela aparece natural-
mente quando integramos fun¸c˜oes do tipo
1
x
.
_
1
x
dx = lnx + C, onde C ´e uma constante. (2.3)
Como a constante C ´e muda, posso dizer que C = −ln x
0
, onde x
0
´e outra constante
tal que e
x
0
= −C. Ent˜ao a equa¸c˜ao 2.3 fica
_
1
x
dx = ln x −ln x
0
= ln
x
x
0
(2.4)
Portanto a sua derivada ´e:
d(ln x)
dx
=
1
x
(2.5)
2.4 A Fun¸c˜ao exp x
A fun¸c˜ao exp(x) = e
x
, onde e = 2, 718 . . . Vimos tamb´em que, se lny = x, ent˜ao y = e
x
,
ou seja, a fun¸c˜ao exp(x) ´e a fun¸c˜ao inversa do logaritmo natural. O gr´afico da figura 2.3
mostra o comportamento da fun¸c˜ao exponencial. Note que e
0
= 1 e que a fun¸c˜ao s´o vai a
zero quando x →−∞.
As principais propriedades da fun¸c˜ao exponencial s˜ao:
i) e
ln(x)
= x
ii) e
0
= 1
iii) e
x+y
= e
x
e
y
iv) e
x−y
=
e
x
e
y
v) e
−x
=
1
e
x
vi) (e
x
)
n
= e
nx
vii)
m

e
n
= e
n
m
A fun¸c˜ao exponencial possui algumas peculiaridades interessantes, a sua derivada ´e ela
mesma,
d(e
x
)
dx
= e
x
(2.6)
Portanto, sua integral ser´a:
_
e
x
dx = e
x
+ C, onde C ´e uma constante. (2.7)
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 34
Figura 2.3: Gr´afico da fun¸c˜ao f(x) = exp (x).
2.5 S´erie de Taylor
Uma ferramenta muito importante ´e a expans˜ao em s´eries de fun¸c˜oes. H´a in´ umeras formas
de representar uma fun¸c˜ao em s´eries, sendo as mais conhecidas as S´eries de Fourier e as
de Taylor. A S´erie de Fourier consiste em representar uma fun¸c˜ao como somas de senos e
cossenos, entretanto, n˜ao ser´a vista neste curso. A s´erie de Taylor, contudo, consiste em
representar uma fun¸c˜ao como uma soma polinˆomial, numa aproxima¸c˜ao de x ≈ x
0
, assim,
f(x) = f(x
0
) + (x −x
0
)
d
dx
f(x
0
) +
(x −x
0
)
2
2!
d
2
dx
2
f(x
0
) +
(x −x
0
)
3
3!
d
3
dx
3
f(x
0
) +
Ent˜ao,
f(x) =

n=0
(x −x
0
)
n
n!
d
n
dx
n
f(x
0
) (2.8)
O que vai nos interessar ´e um caso particular da s´erie de Taylor, conhecida como s´erie
de Maclaurin. A s´erie de Maclaurin ´e obtida na aproxima¸c˜ao de x ≈ 0, isto ´e, tomaremos
a equa¸c˜ao 2.8 e fazemos x
0
= 0. Dets a forma, a s´erie de Maclaurin fica
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 35
f(x) = f(0) + x
d
dx
f(0) +
x
2
2!
d
2
dx
2
f(0) +
x
3
3!
d
3
dx
3
f(0) + =

n=0
x
n
n!
d
n
dx
n
f(0) (2.9)
Exemplo 1: Faremos a expans˜ao em Maclaurin da fun¸c˜ao f(x) = cos x.
f(x) · f(0) + xf

(0) +
x
2
2!
+ f

(0) +
x
3
3!
+ f

(0) +
x
4
4!
+ f
IV
(0) + =
· cos(0) + x[cos(0)]

+
x
2
2!
[cos(0)]

+
x
3
3!
[cos(0)]

+
x
4
4!
+ [cos(0)]
IV
+ =
cos(x) · 1 −xsen (0) −
x
2
2!
cos(0) +
x
3
3!
sen (0) +
x
4
4!
+ cos(0) +
Assim,
cos x · 1 −
x
2
2!
+
x
4
4!

x
6
6!
+ =

n=0
(−1)
n
x
2n
(2n)!
(2.10)
Exemplo 2: Faremos a expans˜ao em Maclaurin da fun¸c˜ao f(x) = sen x.
f(x) · f(0) + xf

(0) +
x
2
2!
+ f

(0) +
x
3
3!
+ f

(0) +
x
4
4!
+ f
IV
(0) + =
· sen (0) + x[ sen (0)]

+
x
2
2!
[ sen (0)]

+
x
3
3!
[ sen (0)]

+
x
4
4!
+ [ sen (0)]
IV
+ =
sen (x) · 0 + xcos(0) −
x
2
2!
sen (0) −
x
3
3!
cos(0) +
x
4
4!
sen (0) +
Assim,
sen x

= x −
x
3
3!
+
x
5
5!

x
7
7!
+ =

n=0
(−1)
n
x
2n+1
(2n + 1)!
(2.11)
Vejamos na Tabela IV como estas duas s´eries se comportam.
Tabela IV — Valores de senos e cossenos calculadas pela s´eries.
x (rad) cos x sen x
pela s´erie Valor exato pela s´erie Valor exato
n = 1 n = 2 n = 3 n = 0 n = 1 n = 2
1 0,5000 0,5417 0,5403 0,5403 1,0000 0,8333 0,8417 0,8415
0,7 0,7550 0,7650 0,7648 0,7648 0,7000 0,6428 0,6442 0,6442
0,5 0,8750 0,8776 0,8776 0,8776 0,5000 0,4792 0,4794 0,4794
0,1 0,9950 0,9950 0,9950 0,9950 0,1000 0,0998 0,0998 0,0998
Exemplo 3: Faremos a expans˜ao em Maclaurin da fun¸c˜ao f(x) = e
x
.
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 36
f(x) · f(0) + xf

(0) +
x
2
2!
+ f

(0) +
x
3
3!
+ f

(0) +
x
4
4!
+ f
IV
(0) + =
· e
0
+ xe
0
+
x
2
2!
e
0
+
x
3
3!
e
0
+
x
4
4!
e
0
+
Assim,
e
x
= 1 + x +
x
2
2
+
x
3
3!
+
x
4
4!
+ =

n=0
x
n
n!
(2.12)
A Tabela V traz os resultados da aproxima¸c˜ao usando a s´erie 2.12.
Tabela V — C´alculo de e
x
pela s´erie da equa¸c˜ao 2.12.
x Aproxima¸c˜ao pela s´erie Valor exato de e
x
n = 1 n = 2 n = 3
1 2,0000 2,5000 2,6667 2,7183
0,5 1,5000 1,6250 1,6458 1,6487
0,1 1,1000 1,1050 1,1052 1,1052
0,01 1,0100 1,0101 1,0101 1,0101
Observe como os valores se aproximam `a medida que tomamos n maiores.
2.5.1 Exponencial Complexa
O exponencial de um n´ umero complexo ´e muito importante para solu¸c˜ao de v´arios pro-
blemas em f´ısica e engenharia, por esta raz˜ao que vamos estud´a-lo.
Dado um n´ umero complexo z = α + βi, ent˜ao
e
z
= e
α+βi
= e
α
e

(2.13)
Na equa¸c˜ao 2.13 algo novo aparece, e

, pois at´e agora vimos exemplos nos quais o
argumento do exponencial eram n´ umeros reais, e neste caso temos um n´ umero imagin´ario.
N˜ao vamos provar, por´em este termo ´e
e

= cos β + i sen β (2.14)
Esta equa¸c˜ao ´e importante pois relaciona uma fun¸c˜ao exponencial com trigonom´etricas.
Se tomarmos a 2.14 e substituirmos na 2.12, observaremos que
e

= 1 + (iβ) +
(iβ)
2
!
2
+
(iβ)
3
3!
+
(iβ)
4
4!
+
(iβ)
5
5!
+
(iβ)
6
6!
+
(iβ)
7
7!
+ =
= 1 + iβ −
β
2
2!
−i
β
3
3!
+
β
4
4!
+ i
β
5
5!

β
6
6!
−i
β
7
7!
+ =
cos β + i sen β = 1 −
β
2
2!
+
β
4
4!

β
6
6!
+
. ¸¸ .
=cos β
+i (β −
β
3
3!
+
β
5
5!

β
7
7!
+ )
. ¸¸ .
=sen β
=
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 37
Assim, a express˜ao 2.13 pode ser escrito como
e
α+iβ
= e
α
(cos β + i sen β) (2.15)
Suponhamos que temos uma soma (A+iB)e
z
+(A−iB)e
z
, onde A e B s˜ao constantes
reais.
(A + iB)e
z
+ (A−iB)e
z
= (A + iB)e
α+iβ
+ (A−iB)e
α−iβ
=
= e
α
[(A + iB) cos β + i(A + iB) sen β] +
+ e
α
[(A−iB) cos β −i(A−iB) sen β] =
= e
α
[(A + iB) cos β + i(A + iB) sen β +
+ (A−iB) cos β −i(A−iB) sen β] =
= e
α
[(A + iB + A−iB) cos β + i(A + iB −A + iB) sen β] =
= e
α
[ 2A
.¸¸.
C
1
cos β −2B
. ¸¸ .
C
2
senβ] =
(A + iB)e
z
+ (A−iB)e
z
= e
α
[C
1
cos β + C
2
senβ] (2.16)
A equa¸c˜ao 2.16 acima ser´a muito usada no nosso curso de Equa¸c˜oes Diferencias Or-
din´arias. A figura 2.4 mostra o comportamento da fun¸c˜ao 2.16, com C
1
= 18 e C
2
= 0,
em trˆes situa¸c˜oes distintas.
Uma outra forma de representar a parte trigonom´etrica da equa¸c˜ao 2.16, que n˜ao
ser´a cobrada neste curso, mas devida `a sua simplicidade ´e ´ util em mecˆanica e circuitos
el´etricos, ´e
f(x) = C
1
cos x + C
2
sen x
Tomando C
1
= C cos φ e C
2
= −C sen φ, teremos
f(x) = C cos φcos x −C sen φsen x
= C(cos φcos x − senφsen x
. ¸¸ .
cos(x+φ)
)
f(x) = C cos(x + φ) (2.17)
onde, φ ´e chamada de defasagem da fun¸c˜ao f(x).
A fun¸c˜ao 2.17, ´e mostrada na figura 2.5, onde a fun¸c˜ao em vermelho est´a atrasada de
π
3
rad comparada `a verde. Em outras palavras, a fun¸c˜ao em vermelho est´a defasada em
φ = −
π
3
rad em rela¸c˜ao `a verde.
Derivadas e Integrais de exp(ix)
Se tomarmos apenas a parte real de e
ix
= cos x + i senx teremos
'(e
ix
) = cos x
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 38
Figura 2.4: Gr´afico da fun¸c˜ao f(x) = 18e
α
cos(βx), para trˆes situa¸c˜oes distintas: a) Para α < 0
a fun¸c˜ao oscila com diminui¸ c˜ao exponencial de sua amplitude; b) Para α = 0 a fun¸c˜ao oscila
mantendo a amplitude constante e c) Para α > 0 a fun¸c˜ao parte da amplitude um e cresce
exponencialmente enquanto oscila em torno do eixo-x.
Da mesma forma
·(e
ix
) = sen x
Tomando a derivada de e
ix
d(e
ix
)
dx
= ie
ix
= −sen x + i cos x
E as derivadas de ordem superior
d
2
(e
ix
)
dx
2
= −e
ix
= −cos x −i sen x
d
3
(e
ix
)
dx
3
= −ie
ix
= senx −i cos x
.
.
. =
.
.
.
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 39
Figura 2.5: Representa¸c˜ao de duas fun¸c˜oes cosseno, sendo que a fun¸c˜ao em vermelho est´a atrasada
(defasada) em
π
3
rad (φ = −
π
3
rad) em rela¸c˜ao `a fun¸c˜ao em verde.
d
n
(e
ix
)
dx
n
= i
n
cos x + i
n+1
senx
e a integral de e
ix
´e
_
e
ix
dx = −ie
ix
+ C
Se f(x) = e
ix
, ent˜ao f

(x) = e
−ix
, e
f(x)f

(x) = 1
Da´ı,
_
f(x)f

(x)dx = x + C
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 40
Fun¸c˜oes Hiperb´olicas
Outras fun¸c˜oes importantes, provenientes das fun¸c˜oes exponenciais, s˜ao as fun¸c˜oes hiperb´olicas.
Dado x ∈ R, o cosseno hiperb´olico
4
, seno hiperb´olico e tangente hiperb´olica de x s˜ao cal-
culadas, respectivamente, por:
cosh(x) =
e
x
+ e
−x
2
(2.18)
senh (x) =
e
x
−e
−x
2
(2.19)
tanh(x) =
e
x
−e
−x
e
x
+ e
−x
(2.20)
O gr´afico destas fun¸c˜oes s˜ao mostradas na figura 2.6. A expans˜ao em s´erie de Maclaurin
das fun¸c˜oes 2.19 e 2.20 ficar˜ao:
cosh(x) = 1 +
x
2
2
+
x
4
4!
+ =

n=0
x
2n
(2n)!
(2.21)
senh (x) = x +
x
3
3!
+
x
5
5!
+ =

n=0
x
2n+1
(2n + 1)!
(2.22)
(2.23)
Exerc´ıcios Propostos
1. A partir das equa¸c˜oes 2.19 e 2.20, mostre que:
Exerc´ıcios Propostos
(a) Dado o n´ umero complexo z = −1 +

3i, calcule:
a) cosh(x) + senh (x) = e
x
b) cosh
2
(x) + senh
2
(x) = 1
c) (coshx)

= senhx d) ( senhx)

= cosh x
e)
_
cosh xdx = senhx + C f)
_
senhxdx = coshx + C
g) tanh(x) =
senh (x)
cosh(x)
h) [cosh(αx)]

= αsenh (αx)
(b) Mostre que:
a) cosh(ix) = cos(x) b) i senh (ix) = −sen (x)
Ent˜ao,
4
Esta fun¸c˜ ao tamb´em ´e conhecida como caten´ aria, e ´e importante em problemas das ab´obodas em
catedrais.
CAP
´
ITULO 2. LOGAR
´
ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 41
Figura 2.6: Gr´afico das fun¸c˜oes hiperb´olicas cosh(x), senh (x) e tanh(x).
cos(x) = cosh(ix) =
e
ix
+ e
−ix
2
sen (x) = −i senh (ix) =
e
ix
−e
−ix
2i

2 .

Cap´ ıtulo 1

N´ meros Complexos u
Quando falamos de n´meros complexos os alunos entram em pˆnico, pois o termo comu a plexo ´ entendido como algo complicado, dif´ e ıcil. Entretanto, este termo n˜o foi escolhido a por causa disto, segundo o dicion´rio Michaelis da L´ a ıngua Protuguesa, al´m do significado e acima, existe ainda outro significado, o de conjunto de coisas, como por exemplo: Complexo B (Conjunto de vitaminas B); Complexo Poli-esportivo (conjunto para pr´tica de a v´rios esportes); Complexo vi´rio (conjunto de vias que levam a v´rios lugares). Observe a a a que nestes exemplos o sentido da palavra complexo em nada se relaciona com algo dif´ ıcil ou complicado. Um n´mero complexo se enquadra exatamente neste caso: ´ um conjunto u e de dois n´meros que se relacionam (um real e outro imagin´rio). u a Sem o est´ ıgma do termo complicado, vamos iniciar o estudo dos n´meros complexos. u

1.1

N´ meros imagin´rios u a

Ao estudarmos os n´meros reais vimos que n˜o existe um n´mero real que elevado ` u a u a potˆncia par dˆ um n´mero negativo. Em outras palavras, ´ imposs´ extrair a raiz de e e u e ıvel √ ´ ındice par e radicando negativo em R. Isto ´, dado a > 0 com a ∈ R, ent˜o ∃ −a. e a Por´m, ainda no s´culo XVI, surge a necessidade de extrair estas ra´ e e ızes. Por exemplo, √ √ √ suponha −9, era resolvido como sendo 9(−1) = 3 −1, onde a ra´ −1 era mantida ız

1

´ CAP´ ITULO 1. NUMEROS COMPLEXOS

2

desta forma durante o processo alg´brico, estas ra´ eram chamadas de n´meros fict´ e ızes u ıcios ou imagin´rio. Posteriormente, a esta raiz foi substitu´ por i. a ıda Portanto i ´ chamada de unidade imagin´ria e e a

i2 = −1 Note que i ∈ R. Assim,

(1.1)

√ √ 5i = 5 −1 = −25 √ √ 2i = 2 −1 = −4 √ √ −6i = −6 −1 = − −36

Apesar de ser um n´mero imagin´rio, isto n˜o nos impede de tirarmos algumas conu a a clus˜es interessantes: o

i0 = 1 i1 = i i2 = −1 i3 = i2 · i = (−1) · i = −i i4 = i2 · i2 = (−1) · (−1) = 1 i5 = i4 · i = i . . = . . . . Observe que o processo volta a se repetir a cada quatro potˆncias, ent˜o e a

Efetue: a) i6 2. Calcule: a) (−i)12 b) 2i5 + 5i11 − (2i)3 c) (1 − i)2 b) i15 c) i1009 d) i63 e) i7135 f) i68 1. NUMEROS COMPLEXOS 3 i51 = i4×12 ·i3 = i3 = −i =1 51 | 4 11 12 3 17 | 4 1 4 i17 = i4×4 ·i1 = i1 = i =1 i 100 = i 4×25 =1 =1 100 | 4 20 25 0 86 | 4 6 21 2 37 | 4 1 9 415 | 4 15 103 3 i88 = i4×21 ·i2 = i2 = −1 =1 i37 = i4×9 ·i1 = i1 = i =1 i 413 = i 4×103 =1 ·i = i = −i 3 3 1. pois n˜o estamos mais restritos ao a a conjunto dos reais. ∆ = b2 − 4ac = −16 Apesar de ∆ < 0 vamos prosseguir os c´lculos. ızes ca a Da´ ı.´ CAP´ ITULO 1.1 Exerc´ ıcios Propostos 1. Ent˜o. .2 Representa¸˜o dos N´ meros Complexos ca u Vamos achar as ra´ complexas da equa¸˜o z 2 − 6z + 13 = 0. consideramos z ∈ C.1. Assim.

1 Representa¸˜o alg´brica ca e Observe que cada ra´ do exemplo acima possui dois n´meros. 1. NUMEROS COMPLEXOS 4 z = z1 = z2 = Logo. onde a parte real ´ obtida pela opera¸ao Re(z) e a imagin´ria por Im(z). Ex: z = 3. teremos que z= 3 −2i Parte real Parte imagin´ria a Podemos extrair apenas a parte real2 se usarmos (z) = 3 e a parte imagin´ria fazendo a (z) = −2. ca e c˜ a . Ex: z = 2i. como faz´ ızes a a ca ıamos com ra´ ızes reais. Isto porque ız u o conjunto C dos n´meros complexos s˜o repesentados por pares ordenados de n´meros u a u reais (a.2) Esta forma de representar os n´meros complexos ´ chamada de representa¸˜o alg´brica 1 . o 3 e o ±2.2. tomando a primeira raiz encontrada no exemplo anterior. (1. (z) = 0 e (z) = 0. b) que pode ser escrito como z = a + bi onde. Um n´mero z ´ real se u e (z) = 0 e (z) = 0. a. Um n´mero z ´ imagin´rio puro se u e a 1 2 Tamb´m chamada de representa¸ao retangular ou forma binomial. u e ca e Desta forma. b ∈ R. 3 + 2i} √ −b ± ∆ 2a √ 6 − −16 6 − 4i = = 3 − 2i 2 2 √ 6 + 4i 6 + −16 = = 3 + 2i 2 2 Nota: Estas ra´ n˜o podem ser representadas no gr´fico da fun¸˜o.´ CAP´ ITULO 1. S = {3 − 2i. e c˜ Existe outra nota¸˜o.

I b P(a.b) z 0 a R Figura 1.2. s˜o ca a mostradas na figura 1.1: Representa¸˜o geom´trica do n´mero z no plano complexo. como pode ser visto na figura 1. NUMEROS COMPLEXOS 5 1.13 .´ CAP´ ITULO 1.2: Representa¸˜o das ra´ complexas da equa¸˜o z 2 − 6z + 13 = 0. u ´ Observe ainda que tamb´m podemos associar ao n´mero z um unico vetor com origem no e u ´ ponto O. Importante salientar que para cada n´mero complexo exite um unico ponto no plano complexo e vice-versa. b) no plano cartesiano. e . ca e u Portanto.2. ca ızes ca 3 O ponto P ´ chamado de afixo de z. chamado de plano u complexo ou plano Argand-Gauss. I 2 Z2 0 3 R -2 Z1 Figura 1.2 Representa¸˜o Geom´trica dos n´ meros complexos ca e u Como os n´meros complexos s˜o representados por pares ordenados. podemos associar um u a n´mero complexo z = a + bi com um ponto P (a. a representa¸˜o gr´fica das ra´ ca a ızes do exemplo no in´ ıcio desta sec¸˜o.

subtra¸˜o. NUMEROS COMPLEXOS 6 1.1 Adi¸˜o de n´ meros complexos ca u Dados dois n´meros complexos z1 = a1 + b1 i e z2 = a2 + b2 i.3 Opera¸oes com n´ meros complexos c˜ u Podemos efetuar opera¸˜es de adi¸˜o. Ache as ra´ a) z 2 + 2z + 5 = 0 b) z 2 − 4z + 5 = 0 c) z 4 − 16 = 0 d) z 2 − 6z + 10 = 0 e) 2z 2 − 6x + 5 = 0 2. multiplica¸˜o entre n´meros complexos co ca ca ca u usando o que j´ conhecemos.2 Subtra¸˜o de n´ meros complexos ca u Dados dois n´meros complexos z1 = a1 + b1 i e z2 = a2 + b2 i. a 1.3.4) .´ CAP´ ITULO 1. a soma z1 + z2 ´: u e z1 + z2 = (a1 + b1 i) + (a2 + b2 i) = (a1 + a2 ) + (b1 + b2 )i Exemplo: Dados z1 = 2 + 3i e z2 = 1 + 7i z1 + z2 = (2 + 3i) + (1 + 7i) = (2 + 1) + (3 + 7)i = 5 + 10i (1. Determine x ∈ R para que z = (x2 − 2x) + (x − 2)i seja: a) imagin´rio puro a b) real 1.2.3. a diferen¸a z1 − z2 ´: u c e z1 − z2 = (a1 + b1 i) − (a2 + b2 i) = (a1 − a2 ) + (b1 − b2 )i Exemplo: Dados z1 = 2 + 3i e z2 = 1 + 7i z1 − z2 = (2 + 3i) − (1 + 7i) = (2 − 1) + (3 − 7)i = 1 − 4i (1.3 Exerc´ ıcios Propostos ızes das equa¸˜es e as represente no plano cartesiano: co 1.3) 1.

Dado z = a + bi. Define-se o conjugado de z ao n´mero complexo u z = a − bi. ¯ . Assim.6) 1.´ CAP´ ITULO 1.4 Quadrado de um n´ mero complexo u ´ E um caso particular da multiplica¸˜o. a multiplica¸˜o z1 z2 ´: u ca e z1 z2 = (a1 + b1 i) · (a2 + b2 i) = = a1 a2 + a1 b2 i + a2 b1 i + b1 b2 i2 = z1 z2 = (a1 a2 − b1 b2 ) + (a1 b2 + a2 b1 )i Exemplo: Dados z1 = 2 + 3i e z2 = 1 + 7i z1 z2 = (2 + 3i) · (1 + 7i) = [(2 · 1) − (3 · 7)] + [(2 · 7) + (3 · 1)]i = −19 + 17i (1. (1. Ent˜o. z 2 ser´: ca a z 2 = z · z = (a + bi) · (a + bi) = = a2 + abi + abi + b2 i2 = z 2 = (a2 − b2 ) + 2abi Exemplo: Dado z1 = 2 + 3i z2 = (2 + 3i) · (2 + 3i) = (22 − 32 ) + 2(2)(3)i = −5 + 12i Veja que utilizando este processo ´ poss´ e ıvel calcular outras potˆncias de z.5) 1.3.3. NUMEROS COMPLEXOS 7 1.3.3 Multiplica¸˜o de n´ meros complexos ca u Dados dois n´meros complexos z1 = a1 + b1 i e z2 = a2 + b2 i. e a z 3 = z 2 · z.5 Conjugado de um n´ mero complexo u Considere z ∈ C tal que z = a + bi. z 4 = z 2 · z 2 . etc.

z1 e z2 . A representa¸˜o ca e ¯ ca gr´fica do conjugado ´ mostrada na figura 1. ent˜o z 4 = −2 − i a . ent˜o z 4 = 2 a •z2 = 1 + 7i •z4 = −2 + i •z5 = 4i .3: Representa¸˜o gr´fica de z e seu conjugado z.´ CAP´ ITULO 1. z1 e z2 . ent˜o z 2 = 1 − 7i a . NUMEROS COMPLEXOS •z1 = 2 + 3i •z3 = 5 − 2i •z4 = 2 . a e I b z 0 a R -b z Figura 1. ent˜o: a zz = a2 + b2 ii)Para um z complexo. ent˜o z 3 = 5 + 2i a . ent˜o z 5 = −4i a 8 A nota¸˜o do conjugado de z ´ uma barra z ou um asterisco z ∗ . ent˜o: a z1 + z2 = z 1 + z 2 iv) Se. ent˜o: a z1 · z2 = z 1 · z 2 ** que ´ real puro ** e . ent˜o z 1 = 3 − 2i a . temos: z = z ⇔ z ´ n´mero real e u iii) Se.3. ca a Propriedades do conjugado i) Se. z = a + bi.

isto ´. 1 z 1 z = = z a − bi a − bi = = 2 = zz (a + bi)(a − bi) a + b2 a b − i a2 + b2 a2 + b2 1 z Exemplo: dado z = 2 + 3i. a seguir u faremos a divis˜o entre dois n´meros complexos distintos. a u Dados dois n´meros complexos z1 e z2 . a divis˜o de p por q pode ser entendido como a multiplica¸˜o de p pelo a ca inverso de q. NUMEROS COMPLEXOS Divis˜o de n´ meros complexos a u 9 Como sabemos. onde z2 = 0. ache e prove que z · 1 z =1 1 z 1 z E a segunda parte : = = 1 2 − 3i 2 − 3i = = 2 = 2 + 3i (2 + 3i)(2 − 3i) 2 + 32 2 3 − i 13 13 1 z 1 z· z z· = (2 + 3i)( = 2 3 4 6 6 9 − i) = − i + i − i2 = 13 13 13 13 13 13 2 9 13 + + 0i = =1 13 13 13 O que fizemos acima foi apenas dividir um n´mero complexo por ele mesmo. existe um n´mero complexo u tal que z · 1 z 1 z = 1. Vamos multiplicar o numerador e o denominador de pelo seu conjugado z. e p q = p · 1 .´ CAP´ ITULO 1. Ent˜o vamos entender melhor isto. a q 1 z Dado z = 0. ent˜o u a z1 z2 ser´: a z1 z2 = z1 · 1 z2 = z1 z2 z2 z 2 .

O triˆngulo OAP ´ retˆngulo em A e. o a |z| = a2 + b2 (1. observamos que o m´dulo do n´mero complexo z ´ a distˆncia da o u e a origem ao afixo de z. calcule Como z 2 = 3 − 4i. portanto. calcule: u a) z1 + z2 e) z1 z3 ∗ i) z1 z2 z2 m) z1 b) z1 + z2 + z3 f) z 1 j) (z1 z2 )∗ 2 n) z3 c) z1 − z3 g) z1 z 3 k) z2 z3 2 o) z2 d) z2 + z3 − z2 h) z2 z 2 l) z1 1 2. prove as propriedades dos conjugados da subsec¸˜o 1. Dados os n´meros complexos z1 = 2 + i.3.6 Exerc´ ıcios Propostos 1. ca 1. Dados z1 = a1 + b1 i e z2 = a2 + b2 i. ent˜o: a z1 z2 (1.7) z1 z2 z1 z2 = = z1 z 2 (2 + 3i)(3 − 4i) (6 + 12)(9 − 8)i = = = 2 + 42 z2 z 2 3 25 18 1 + i 25 25 1.´ CAP´ ITULO 1.8) Uma das propridades dos n´meros conjugados era que zz = a2 + b2 .5. podemos calcular o a e a m´dulo por meio do teorema de Pit´goras. NUMEROS COMPLEXOS Logo. a divis˜o entre dois n´meros complexos ´: a u e 10 z1 z1 z 2 = z2 z2 z 2 Exemplo: Dados z1 = 2 + 3i e z2 = 3 + 4i. z2 = −1 + 4i e z3 = 1 − 3i.4.4 M´dulo de um N´ mero Complexo o u Analisando a figura 1. ent˜o u a .3.

P ). o u a) z = √− i √ 1 e) z = 3 − 2i b) z = 1 − 2i f) z = −2 + i c) w = 3 + 4i g) w = 2 + 2i d) z = −2 + 4i h) z = −2i 1. portanto. |z| = d(O.9) (1.´ CAP´ ITULO 1. o e a e zz = |z|2 |z| = √ zz (1. o afixo de z ´ representado pelas coorca e u e denadas (a. b) no plano complexo.10) Exemplo: Calcule o m´dulo de z = 2 − 3i u |z| = |z| = Exerc´ ıcio Proposto a2 + b2 = √ 13 (2)2 + (−3)2 = Determine o m´dulo da cada n´mero complexo.5 Forma Trigonom´tria dos N´ meros Complexos e u Na representa¸˜o alg´brica dos n´meros complexos. . Como sabemos. isto ´. NUMEROS COMPLEXOS I 11 P b |z| O a A R Figura 1. o z tamb´m pode ser representado por este sistema de e coordenadas. que nada mais ´ do que a representa¸˜o em coordenadas e ca cartesianas do ponto P . o ponto P tamb´m pode ser representado pelas e coordenadas polares.4: O m´dulo de z ´ a distˆncia da origem ao afixo de z.

12. os n´meros complexos podem ser expressos nas formas alg´brica ou trigonom´trica. u Como ρ = |z| e usando o que sabemos de triˆngulo retˆngulo. conclu´ a a ımos que a = |z| cos θ b = |z| sen θ (1. observamos que o vetor OP tem m´dulo ρ e faz um ˆngulo θ com o o a eixo dos reais. NUMEROS COMPLEXOS 12 − − → Pela figura 1.5. I P b |z|=r q O a A R Figura 1.5: O n´mero complexo pode ers representado pelas coordenadas polares ρ e θ. Vejamos dois exemplos: .´ CAP´ ITULO 1.12) Usando a forma alg´brica dada pela equa¸˜o 1.13) Esta forma de representar ´ chamada de forma trigonom´trica ou forma polar de z. u e e ent˜o deve haver uma maneira de convertermos um n´mero complexo expresso numa forma a u para outra.2 e substituindo 1. .5.1 Convers˜o de Formas do N´ meros Complexos a u Como vimos.11) (1.12 e 1. e e 1. teremos e ca z = a + bi = |z| cos θ + i|z| sen θ = z = |z|(cos θ + i sen θ) (1.

Sabemos que cos π 6 − i sen π 6 .´ CAP´ ITULO 1. Dˆ a representa¸˜o geom´trica e a forma trigonom´trica dos seguintes n´meros complexos: . cos θ = sen θ = Logo. √ a = 22 |z| √ 2 b |z| = − 2 |z| = √ 2 π 4 ⇒ θ = arg(z) = − z = |z|(cos θ + i sen θ) = Como cos − π = cos 4 π 4 √ π π 2 cos − + i sen − 4 4 e sen − π = − sen 4 π 4 . ent˜o a z = |z| = √ π 2 cos − i sen 4 π 4 π 6 Exemplo 2: Dado o n´mero complexo na forma polar z = 12 cos u converta para a forma retangular. π π z = 12 cos − i sen = 6 6 √ √ 3 1 z = 12 − i = 3 3 − 3i 2 2 Exerc´ ıcios Propostos e ca e e u 1. NUMEROS COMPLEXOS 13 Exemplo 1: Dado o n´mero complexo na forma alg´brica z = 1 − i. = √ 3 2 e sen π 6 = 1 2 Logo. converta para a u e forma polar.

NUMEROS COMPLEXOS √ a) z = 3 + i e) z = 2 + 2i i) z = −i √ b) z = 3 − i f) z = −4 + 4i j) z = −1 √ c) z = − 3 + i g) z = 2i √ d) z = − 3 − i h) z = 3 14 2.14) + i sen π 3 e z2 = 5 cos π 4 + i sen π 4 .2 Multiplica¸˜o de N´ meros Complexos na Forma Polar ca u Dados dois n´meros complexos na forma polar: u z1 = |z1 |(cos θ1 + i sen θ1 ) z2 = |z2 |(cos θ2 + i sen θ2 ) O produto z1 z2 ´ dado por e z1 z2 = |z1 |(cos θ1 + i sen θ1 ) · |z2 |(cos θ2 + i sen θ2 ) = = |z1 ||z2 |[(cos θ1 · cos θ2 − sen θ1 ) · sen θ2 ) +i ( sen θ1 · cos θ2 + sen θ2 · cos θ1 )] = =cos(θ1 +θ2 ) = sen (θ1 +θ2 ) z1 z2 = |z1 ||z2 |[cos(θ1 + θ2 ) + i sen (θ1 + θ2 )] Exemplo: Fa¸a o produto de z1 = 4 cos c π 3 (1.5.´ CAP´ ITULO 1. Expresse na forma alg´brica: e a) w = 10(cos π + i sen π) b) z = 4 cos c) z = 5 cos d) z = 8 cos π 3 π 4 7π 6 + i sen − i sen + i sen π 3 π 4 7π 6 1. z1 z2 = |z1 ||z2 |[cos(θ1 + θ2 ) + i sen (θ1 + θ2 )] = = (4) · (5) cos z1 z2 = 20 cos 7π 12 π π + + i sen 3 4 7π + i sen 12 π π + 3 4 = .

5. com z2 = 0 ´ dado por e z1 z2 = = = |z1 |(cos θ1 + i sen θ1 ) = |z2 |(cos θ2 + i sen θ2 ) |z1 |(cos θ1 + i sen θ1 ) |z2 |(cos θ2 − i sen θ2 ) · = |z2 |(cos θ2 + i sen θ2 ) |z2 |(cos θ2 − i sen θ2 ) |z1 ||z2 | [(cos θ1 · cos θ2 + sen θ1 · sen θ2 ) +i ( sen θ1 · cos θ2 − sen θ2 ) · cos θ1 ] |z2 |2 =cos(θ1 −θ2 ) = sen (θ1 −θ2 ) Logo. z1 z2 = = z1 z2 = |z1 | [cos(θ1 − θ2 ) + i sen (θ1 − θ2 )] = |z2 | 4 π π π π cos − + i sen − = 5 3 4 3 4 4 π π cos + i sen 5 12 12 . NUMEROS COMPLEXOS 15 1.´ CAP´ ITULO 1.15) z1 = |z1 |(cos θ1 + i sen θ1 ) z2 = |z2 |(cos θ2 + i sen θ2 ) O quociente de z1 z2 .16) π 4 + i sen π 3 e z2 = 5 cos + i sen π 4 . z1 |z1 | = [cos(θ1 − θ2 ) + i sen (θ1 − θ2 )] z2 |z2 | Exemplo: Fa¸a o quociente de z1 = 4 cos c π 3 (1.3 Divis˜o de N´ meros Complexos na Forma Polar a u O conjugado de um n´mero complexo z = |z|(cos θ + i sen θ) na forma polar ´: u e z = |z|(cos θ − i sen θ) Dados dois n´meros complexos na forma polar: u (1.

· z .5. z n = |z|n [cos(nθ) + i sen (nθ)] = z 0 = 50 cos 0π 4 + i sen 0π 4 = z 0 = 1(cos 0 + i sen 0) = 1 Exemplo 3: Dado o n´mero complexo z = 2 cos u π 6 + i sen π 6 . calcule z 3 . Esta forma de calcular ca e ca a potencia¸˜o ´ conhecida como f´rmula de Moivre.4 Potencia¸˜o de N´ meros Complexos na Forma Polar ca u Sabemos que a potencia¸˜o ´ um cado particular de multiplica¸˜o. para z 2 teremos z 2 = z · z = |z|2 [cos(2θ) + i sen (2θ)] Se fizermos z 3 z 3 = z 2 · z = |z|3 [cos(3θ) + i sen (3θ)] Assim. se tivermos uma potˆncia z n . ca e o Consideremos z = |z|(cos θ + i sen θ). . calcule z 0 . z 3 = |z|3 [cos(3θ) + i sen (3θ)] = z 3 = 27 cos 3π 4 + i sen π 3 3π 4 + i sen π 3 Exemplo 2: Dado o n´mero complexo z = 5 cos u .17) π 4 + i sen . onde n ∈ N∗ sabemos que z n = z · z · z .´ CAP´ ITULO 1. e n vezes ent˜o a z n = |z|n [cos(nθ) + i sen (nθ)] Exemplo 1: Dado o n´mero complexo z = 3 cos u π 4 (1. NUMEROS COMPLEXOS 16 1. . calcule z 10 . .

isto ´ z = |z|(cos θ + u e i sen θ). e [|w|(cos α + i sen α)]n = |z|(cos θ + i sen θ) |w|n [cos(nα) + i sen (nα)] = |z|(cos θ + i sen θ) .´ CAP´ ITULO 1. Consideremos um n´mero complexo z = 0. para n > 1. Em outras palavras wn = z. Podemos dizer que as ra´ ızes n-´simas de z ´ um outro n´mero complexo do tipo e e u w = |w|(cos α + i sen α). NUMEROS COMPLEXOS 17 z n = |z|n [cos(nθ) + i sen (nθ)] = z 10 = 210 cos z 10 10π + i sen 6 5π = 1024 cos + i sen 3 10π 6 5π 3 = Exemplo 4: Calcule (1 + i)8 .5.5 Radicia¸˜o de N´ meros Complexos na Forma Polar ca u A forma de racdia¸˜o que vamos ver nesta sec¸˜o ´ conhecida como segunda f´rmula de ca ca e o Moivre. Como z est´ na forma alg´brica. na forma polar. isto ´. iremos convertˆ-lo para a forma polar: a e e cos θ = sen θ = a |z| b |z| √ |z| = √ 2 π 4 = = 2 2 √ 2 2 ⇒ θ = arg(z) = √ (1 + i)8 = ( 2)8 cos 8π 4 + i sen 8π 4 = (1 + i)8 = 16 [cos(2π2) + i sen (2π)] = 16 1.

ent˜o |w| = a real e positivo. Observe que ele ´ sempre e Por´m para a primeira determina¸˜o. 1. . Exemplo 1: Calcule √ 4 i.´ CAP´ ITULO 1.18) O que a equa¸˜o 1. . A parte trigonom´trica cos(nα) = cos θ e sen (nα) = sen θ. wk = n |z| cos θ + 2kπ n + sen θ + 2kπ n . Assim. isto ´. n − 1 (1. 2.para k = 0.18. teremos |z| a cos θ = |z| = 0 b sen θ = |z| = 1 = 1 π 2 π 2 ⇒ θ = arg(z) = z = cos π + i sen 2 Usando a segunda f´rmula de Moivre. vejaos alguns exemplos ca e ızes simples. NUMEROS COMPLEXOS Desta igualdade obtemos que |w|n = z. Transformando para polar. dada pela equa¸˜o 1. teremos o ca wk = wk θ + 2kπ θ + 2kπ + sen n n π π √ + 2kπ + 2kπ 4 = + sen 2 1 cos 2 4 4 π kπ π kπ = cos + + sen + 8 2 8 2 n |z| cos = = . . . ´ necess´rio que e ca e e a 0 ≤ k ≤ n − 1. conclu´ e ımos que nα = θ + 2kπ ⇒ α= θ + 2kπ n onde k ∈ Z n 18 |z|.18 quer dizer ´ que existem k ra´ distintas. para 0 ≤ α < 2π.

6: Representa¸˜o das quatro ra´ de z = i. que corresponde a uma circunferˆncia de raio 1 e a dividimos em quatro arcos congruentes de e π 2 rad. NUMEROS COMPLEXOS Assim . I w1 1 w0 0 1 R w2 w3 Figura 1.´ CAP´ ITULO 1.6. para k = 0: 19 w0 = cos Para k = 1: π + sen 8 π 8 w1 = cos Para k = 2: 5π 8 + sen 5π 8 w2 = cos Para k = 3: 9π 8 + sen 9π 8 w1 = cos 13π 8 + sen 13π 8 A interpreta¸˜o geom´trica destas quatro ra´ ca e ızes pode ser visto na figura 1. ca ızes .

18. teremos 20 z = 16(cos π + i sen π) Usando a segunda f´rmula de Moivre. dada pela equa¸˜o 1.´ CAP´ ITULO 1. Fazendo z = −16 e transformando para polar. NUMEROS COMPLEXOS Exemplo 2: Ache as ra´ ızes de w4 + 16 = 0. para k = 0: w0 = 2 cos Para k = 1: π + sen 4 π 4 w1 = 2 cos Para k = 2: 3π 4 + sen 3π 4 w2 = 2 cos Para k = 3: 5π 4 + sen 5π 4 w1 = 2 cos 7π 4 + sen 7π 4 . teremos o ca wk = wk θ + 2kπ θ + 2kπ + sen = n n √ π + 2kπ 4 = 16 cos + sen (π + 2kπ4) = 4 (2k + 1)π + sen ((2k + 1)π4) = 2 cos 4 n |z| cos Assim .

7.7: Representa¸˜o das quatro ra´ de z = −16. u Como z est´ na forma alg´brica.´ CAP´ ITULO 1. dada pela equa¸˜o 1. NUMEROS COMPLEXOS 21 A interpreta¸˜o geom´trica destas quatro ra´ ca e ızes pode ser visto na figura 1. teremos o ca wk = wk θ + 2kπ θ + 2kπ + sen = n n π √ + 2kπ π 3 = ( 2) cos 4 + sen + 2kπ3 = 3 4 √ (8k + 3)π (8k + 3)π = 2 2 cos + sen 12 12 n |z| cos . que corresponde a uma circunferˆncia de raio 2 e a dividimos em quatro arcos congruentes de e π 2 rad. iremos convertˆ-lo para a forma polar: a e e cos θ = sen θ = a |z| b |z| = = √ 2 2 √ 2 2 |z| = √ 2 π 4 π 4 ⇒ θ = arg(z) = z = √ π 2 cos + i sen 4 Usando a segunda f´rmula de Moivre.18. I 2 w1 w0 0 2 R w2 w3 Figura 1. ca ızes Exemplo 3: Calcule a raiz c´bica de z = 1 + i.

para k = 0: √ π w0 = 2 2 cos + sen 4 Para k = 1: √ w1 = 2 2 cos Para k = 2: √ w2 = 2 2 cos 22 π 4 11π 12 + sen 11π 12 19π 12 + sen 19π 12 A interpreta¸˜o geom´trica destas quatro ra´ ca e ızes pode ser visto na figura 1.8: Representa¸˜o das trˆs ra´ de z = 1 + i. I 2 2 w0 w1 0 2 2 R w2 Figura 1. que cor√ responde a uma circunferˆncia de raio 2 2 e a dividimos em trˆs arcos congruentes de e e 2π 3 rad. . Dado o n´mero complexo z = −1 + a) z 3 √ 3i.8.´ CAP´ ITULO 1. NUMEROS COMPLEXOS Assim . ca e ızes Exerc´ ıcios Propostos u 1. calcule: b) as ra´ ızes quartas de z.

20 ´ ca e ca e (1.´ CAP´ ITULO 1.6 Complexos em eletricidade Por´m. para evitar confus˜o com u a a e a o s´ ımbolo de corrente el´trica. as representa¸˜es retangulares e polares ficam e co z = x + jy z = rejθ Outra representa¸˜o mais sint´tica da equa¸˜o 1.19) (1. um gerador de corrente alternada pode ser escrita como a ˜ I = I0 ej2πf t onde.21) . dados os n´meros complexos u 23 z1 = 6 cos z2 z3 Calcule: a) z1 z2 2 e) z1 √ i) z2 π + i sen 3 π = 4 cos + i sen 6 π = 2 cos + i sen 4 π 3 π 6 π 4 b) z1 z2 z3 3 f) z2 √ j) 5 z3 z c) z2 1 3 z 6 g) z3 3 d) z3 √ h) 3 z1 1. Assim. I0 ´ a corrente de pico e f a frequˆncia de oscila¸˜o da corrente el´trica. NUMEROS COMPLEXOS 2. os e Os n´meros complexos s˜o extensivamente usados em circuitos el´tricos. u a e n´meros imagin´rios s˜o representados por j ao inv´s de i.20) rejθ = r | θ Ent˜o. e e ca e (1.

e: capacitor ou indutor). NUMEROS COMPLEXOS 24 Da mesma forma. um dispositivo el´trico (p.´ CAP´ ITULO 1. possui uma certa e impedˆncia. e o a . Z0 ´ o m´dulo da impedˆncia e phi a sua fase. dada por a Z = Z0 ejφ onde.

mas vamos ver como se faz. mas e a a sabemos que ´ muito dif´ multipicar sem o aux´ de calculadoras. Na ´poca em que John Napier viveu. a um matem´tico a escocˆs chamado John Napier1 . e ca a ca Ent˜o. n˜o se trata de uma conta dif´ a ıcil. Suponhamos que desejamos a e multiplicar 256 por 32. houve enorme desenvolvimento na navega¸˜o. tentarei exempificar a seguir a id´ia central de Napier.1 Introdu¸˜o ca O desenvolvimento do logar´ ıtimo natural se deve. vemos que 256 corresponde a n = 8 e 363 a e n = 5.Cap´ ıtulo 2 Logar´ ıtimos Naturais e Exponenciais 2. entre os s´culos e e e XVI e XVII. 25 . que na r´gua corresponde ao n´mero a e u 8192.1. ent˜o se somarmos os dois teremos 8 + 5 = 13. Estas trˆs ´reas do conhecimento necessitavam de c´lculos precisos. e Napier observou que a soma ´ uma opera¸˜o bem mais f´cil do que a multiplica¸˜o. 28 × 25 = 28+5 = 213 256 1 32 8192 Viveu de 1550 a 1617. em grande parte. Consultando a r´gua mostrada na figura 2. 256 × 32 = 8192. nos sistemas banc´rios e na ca a astronomia. logo. inexistentes naquela e ıcil ılio ´poca. em outras palavras.

Napier escolheu a base e ritmos naturais 2 .696 2.10 1. Napier demorou cerca de 20 anos para construir uma t´bua dos logaritmos. 01) 2 0.13 1. ca 2 Tamb´m chamados de logaritmos neperiano. Tente a fazer em sua calculadora ln (2. Para ser mais preciso era necess´rio uma r´gua com mais divis˜es (ou uma tabela a e o bem detalhada). 72 ⇒ k → 1.1) Veja a seguir o ocorre quando aumentamos n na equa¸˜o 2. Outra forma de chegarmos ao valor e ´ usando o limite abaixo: e n 2.44 2.01 3 1.59 2. a id´ia a e baseia-se no seguinte: se x for pequeno.705 0. e a a Tabela I — C´lculo de k para v´rias bases a.33 Observe que para a base ≈ 2. em homenagem a John Napier. ent˜o k = 1. 1) k (para x = 0.1: R´gua de potˆncia na base 2. ent˜o ax ≈ 1 + kx. Fa¸a isto para os demais c valores da tabela.CAP´ ITULO 2. 72) veja que se aproxima do resultado da terceira coluna da tabela.1. Desta forma.16 1. usando a express˜o ax ≈ 1 + kx.75 1. Agora tente fazer ln 2 e compare com a terceira coluna. a a a a k (para x = 0. 718282 para cosntruir sua tabela de loga- e = lim n→+∞ 1+ 1 n (2.718 0. 05) k (para x = 0. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 26 n=0 n 1 2 2 4 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 2=1 8 16 32 64 128 256 512 024 048 096 192 384 1 2 4 8 16 Figura 2.03 1. e .72 1.05 1. e a a Assim. portanto se a = e.62 5 10 2. e portanto escolher qual ´ a menor divis˜o para ter uma boa precis˜o. o que ´ desej´vel. Note que em azul temos uma PA e em vermelho uma e e PG.67 1.

a ıcio .3 C´lculos usando ln x a Como j´ foi dito anteriormente. o logaritmo natural auxiliou nos c´lculos quando n˜o se a a a tinha m´quinas de calcular.717 10 2. Como qualquer ca a logaritmo o seu dom´ ınio ´ D(f ) = R∗ . LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS Tabela II — C´lculo de e pela equa¸˜o 2. isto ´.705 5 2.000 50 2. a ca n e aproximado n e aproximado 1 2.718 Assim. e 27 ln x = loge x (2.2.CAP´ ITULO 2.692 2 2. As propriedades dos logaritmos naturais s˜o as mesmas dos outros logaritmnos: a i) ln(e) = 1 ii) ln(1) = 0 iii) ln(AB) = ln A + ln B iv) ln v) ln A B 1 B = ln A − ln B = − ln B vi) ln An = n ln A vii) ln √ 1 n A = ln A n = 1 n ln A 2. Sendo assim.1.2) 2.488 1 000 2.2 Fun¸˜o ln x e suas propriedades ca A fun¸˜o do logaritmo natural pode ser vista no gr´fico da figura 2.250 100 2. a fun¸˜o ´ definida apenas para n´meros e e ca e u + reais positivos diferentes de zero. o logaritmo natural nada mais ´ do que o logaritmo na base e. que se popularizou a partir do in´ dos anos 80.594 10 000 2.

e.CAP´ ITULO 2. 7279 ´ o ln(15. O valor encontrado 2. parece e ca n˜o haver mais raz˜o de mostrar este m´todo. seguiremos esta linha at´ a coluna cabe¸ada a e c por 3. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 28 Figura 2. Vamos aprender inicialmente a consultar a e tabela. 3. a ca muitos podem dizer que n˜o faz sentido mostrar como se calcula usando a tabela de ln x. e . o objetivo ´ mostrar a beleza do a a e e e que John Napier construiu e que foi usado por mais de 300 anos. Por´m. Al´m disso. muito da e destreza em c´lculo foi perdida pelos alunos. 3). Suponha que desejamos encontrar o logaritmo natural de 15. ao encontr´-la.2: Gr´fico da fun¸˜o f (x) = ln (x). que s˜o levados a confiar cada vez mais em a a suas “caixinhas pretas de calcular ”. A Tabela III traz valores de ln x at´ 499. Procuraremos a linha correspondente a 15. a Em parte ´ verdade que com a populariza¸˜o de calculadoras eficientes e baratas.

pois corresponde a apenas 0. O valor mais pr´ximo de 5. a Resolu¸~o: ca Vamos tirar o ln(30π 2 ). 4012 + 2(3. Ent˜o a 30π 2 ∼ 296 = Compare com sua calculadora e veja que o c´lculo3 corresponde a menos de 0. usando a t´bua de logaritmos naturais. H´ como melhorar este resultado. que ´ uma e aproxima¸˜o muito boa. 6914 = Sei que 30π 2 ∼ e5. ca ln(30π 2 ) ∼ ln 30 = 22 7 2 = ln(30) + ln 22 7 2 = (consultando a Tabela III) = ln(30) + 2 ln 22 = ln(30) + 2(ln 22 − ln 7) 7 ln(30π 2 ) ∼ 3. 0910 − 1. Por´m. 03% a de erro! Simplesmente extraordin´rio! a .6914 . Procuraremos a linha correspondente a 270 (27 na continua¸˜o da Tabela III) e. suponha que desejamos o logaritmo natural de 274. 04% de erro! Assim.6914 na Tabela III ´ 5. que corresponde ao e ln(274). 4012 + 2. Bem f´cil! a Vamos ver alguns exemplos mais desafiadores: Exemplo 1: Calcular 30π 2 . 2902 = ln(30π 2 ) ∼ 5. ao encontr´-la ca a seguiremos a linha at´ a coluna 4.6904. 3 . encontrando o valor de 5. que o e = corresponde a 296. prefiro deixar com a forma mais simples.CAP´ ITULO 2. vale lembrar que podemos usar π e 22 7 . 9459) = 3. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 29 Vejamos outro exemplo. contudo. 6131. como este refinamento vai al´m do car´ter did´tico desta a e a a apostila.

5264 3.9060 8 -0.8245 1.2658 3.9459 2.4626 3.3321 2.0919 2.4069 2.8691 3.1987 3.8898 3.1739 3.3673 3.8351 3.9755 3.3888 2.0000 0.9100 30 .2192 2.3776 3.1282 2.1046 3.7087 3.8391 2.2426 3.0647 1.5891 3.CAP´ ITULO 2. 17.8904 2.6027 2.8755 1. 32. 22.5878 1. 16.3878 3.8155 3.2465 3.7635 3.7819 3.3499 3.6946 2. 35.6297 3.9653 3.2624 0.4248 2.6672 2.8083 1.5695 3.6174 2.9178 2.5686 1.8395 3. 49.0953 0.0493 3.1570 3.5086 3.7728 3.2347 3.9124 2. 48.6687 3.3569 3.2824 2.9 5 -0.6243 3.1946 3.6864 3.7612 3.0 4 -0.3609 2.4111 3.7495 3.8154 2. 47.0149 2.9907 3.1612 3.8330 3.2734 3.4532 3.8712 3.6712 3.7408 2.0253 3.2229 3.5476 1.3358 3.5582 3.8199 3.8094 2.7579 1.7419 1.3214 3.0986 1.6788 3.3178 3. 43.5115 3.7209 3. 0 −∞ 0.2268 3.4372 3.5494 2.1442 3.3224 2. 30.0727 3.1268 3.5723 3.6661 3.7912 2.3534 3.3429 3.6487 1.1655 3.7281 3.2108 3.6677 1.4751 3. 42.9163 1.7353 3.1781 3.9315 2.5439 3.8736 2. 24. 13.5752 3.6878 2.8449 2.3105 3.8795 3.7147 2.4596 2.7233 3.3250 3.7344 2.4904 3.3911 3.5322 3.9014 2.3069 3.7111 3.6454 3.7329 3.9601 2.7842 3.0819 3.8111 3. 9.3418 2.8544 3.3393 3.8034 2.2504 3.8607 3.8586 3.2696 3.1697 3.1633 2. 23.6094 1.9549 3.7013 3.6136 3.7918 1.6055 3.8959 ln x 3 -1.7850 2. 3.8959 2.1518 2.4657 3.7663 2.7910 3.1905 3.2238 1.6636 3.0865 3.6028 3. 15.8718 2.0350 3.5973 3.3604 3.5381 3.6939 3.4340 3.5145 3.0956 3.2528 1.6391 2.4275 3.0541 2.7537 2.5416 2.2387 3.8733 3. 34.4700 0.8332 2.8918 1 -2.1314 1.511 0.2542 3.0204 3.2407 2.8565 3. 26.6603 2.4843 3.8628 3.4144 3.9957 3.609 0.3365 0.6376 3.3742 3.5056 3.8871 2.8067 3.0445 3.7471 3.4404 3.6217 3.7773 3.3795 2.7565 3.1822 3.1398 3.3610 1.8133 3.8792 2. 40.1939 1.1972 2. 45. 41.5096 2.7257 3.303 0.6319 2.8774 3.8622 2.6350 3.3844 3.8437 3.4595 3.6402 3.5572 2.3286 3.1823 0.7473 2.3083 1.7796 3.6419 1.7424 3.2308 3.4177 3.1001 3.8679 2.0007 3.8565 2.6292 1.9444 2.8501 3.8273 2.6914 3.0910 3. 28.3979 2.0681 3.7377 3.5863 3.2581 3.2513 2.5351 3.9285 2.7228 1.7184 3.7062 3.6428 3.223 0.6507 3.4308 3.7305 3.693 0. 12.6610 3.9000 a 49.9020 6 -0.5261 1.6163 3.8979 0. 10.6190 3.6763 3.6738 3.9497 3.8857 3.0412 2.8459 3.4045 3.7136 3.7542 3.8670 3.2847 3.1355 3.5802 2.7213 2.4055 0.9857 3.4681 2. 8. 19.5496 3.5918 3.5807 3.6000 3.7014 2.6532 2.6988 3.2925 2.1401 2.5639 3.0794 2.0106 3.8816 3.4423 2. 25.3032 3.6584 3. 37.1091 3.3707 3.5649 2.0397 3.8373 3.5410 3.5337 2.4243 3.0634 3.8848 2.8329 1.8089 3.9806 3.6839 3.2027 3.1485 3.1632 1.7448 3.8265 3.9040 7 -0. 7.1748 2.7726 2.9080 9 -0.6323 3.9555 1.1135 3.0015 2.2958 3. 38.7081 2.8044 3.0669 2.3945 3.7682 3.1864 3.4586 1.2068 3.4812 3.2083 2.7973 2.4874 3.2921 3.3702 2. 6.8507 2.8939 2 -1.9601 3.4765 2.7885 1.6741 2. 27.3350 1.5953 2.7589 3.4932 2.6533 3.5610 3.5306 0.4995 3.5025 3.5205 3.3979 3.4689 3.1527 3. 39.6270 3.1041 2.1224 3.4468 3.8754 3.2189 3.5014 2.5525 3.6101 2.8221 3.105 0.7705 3.5878 2.6931 1.3638 3.4012 3.6247 2.7047 1.3142 3.4720 3. 31.8243 3.7658 3.6964 3.9741 2.8480 3.8308 3. 20.5175 3.4849 2.1861 2.0587 3.5257 2.0296 1.5553 3.4159 2.9069 2. 46.5177 2.3514 2.4510 2.9232 2.9879 2. 21.8405 1.2619 3.4110 1.0155 3.6814 3.2809 1.9392 2.9169 2.7038 3.7405 1.7279 2.4816 1.3322 3.6082 3.4965 3.7977 3.2771 3.2300 2.4563 3.4935 3.7751 3.3026 2.5041 1.6889 3.7887 3.5835 3. 44.0301 3.5667 3.4436 3.5467 3. 14.204 0.0773 3.1163 2.4351 1.8416 3.1179 3.4078 3.5293 3.9021 2.6864 1.8022 3.4500 3.6810 2.8177 3.8649 3. 2.2995 3.5946 3.6481 3.5779 3.2721 2.7400 3.2809 3. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS Tabela III — Logaritmos naturais X 1.3863 1.916 0.0281 2.7519 3.4782 3.2884 3.8877 3.2618 2.2149 3.3125 2. 33.8563 2.5234 3.9704 3.0057 3.4336 2. 4.9339 2.0540 3. 18.8000 3.8286 3.7788 2.6558 3.9933 1.357 0.7932 3. 36.6462 2.7865 3. 29.7600 2.7160 3.5726 2.7955 3. 11.8214 2.7750 1.6109 3.8836 3.3810 3.8523 3.3464 3.1311 3. 5.4210 3.5892 1.

9764 5.9488 5.1463 6.0088 6.1291 6.2106 9 4.2767 4.5722 5.1356 6.0626 5.0039 5.1431 4.1180 5.8260 5.4765 5.6276 5.5294 5.7958 4.6250 4.8520 4.9402 5.5326 4.4889 5.8406 5.9703 3.7746 5.6095 5.5607 5.9162 5.1399 6.0234 6.7869 5.2149 5.0775 4.0707 6.1048 6.3041 4.9713 5.8889 5.0591 6.5134 5.4553 5.8805 5.1903 6.4116 5.1549 6.4659 4.3438 4.9915 6.4972 5.6870 5.0434 5.9480 5.1818 5.0876 5.9532 5.2095 5.2679 5.2204 5.8289 5.2575 5.5568 5.1570 6.4293 5.4886 4.5013 5.7622 4.8861 5.7038 5.5334 5.3471 5.0776 6.9345 5.5175 5.6525 5.8348 5.2883 5.3566 5.2025 a 499 5 4.7362 4.1924 6.7366 5.9273 4.0039 6.2781 5.6058 5.2040 5.7449 4.2341 4.9661 5.1612 6.6348 5.9698 5.8999 5.3230 5. 5129 .0868 6.1420 6.CAP´ ITULO 2.9189 5.0684 6.8749 5.6454 5.4467 5.8916 5.7526 5.4424 5.6821 4.6444 4.1059 5.8721 5.4427 4.0474 6.2257 5.7494 5.5491 5.1738 6.1759 6.5759 5.1299 5.1705 5.9081 5.3694 4.7095 4.0568 6.0426 6.0638 6.0943 4.0403 6.0752 5.1003 6.7268 5.5797 5.1358 5.0113 6.6240 5.8833 5.9416 5.9836 5.9558 5.1675 6.0331 6.3799 5.8522 5.0431 4.6151 4.3936 5.8141 5.2311 5.4848 5.0355 6.7777 5.3279 5.6168 5.9428 5.8777 5.0562 5.0239 5.5094 5.0073 4.1985 5.7961 5.4027 5.5539 4.1874 5.0210 6.0186 6.2046 6 4.3083 5.1883 6.3132 5.7589 5.3845 5.0936 6.2470 5.2485 4.2126 31 X 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 0 3.4381 5.1115 6.8978 4.4205 5.9789 6.8903 4.7714 5.9558 5.9375 5.1589 4.9904 5.7333 5.2627 4.1092 6.0938 5.2364 5.3519 5.5373 5.1334 6.7621 5.1897 4.8230 5.8944 5.8752 4.6904 5.1779 6.1533 5.2523 5.6021 5.1930 5.7683 5.7707 4.5683 5.5984 5.9054 5.4067 4.2627 5.6733 5.3567 4.0254 4.0890 6.2066 7 4.0173 5.5433 4.8051 5.5910 5.0913 6.9135 5.9636 5.7104 5.8598 4.5053 5.9296 5.7301 5.8203 4.8363 4.2086 8 4.3706 5.8693 5.9767 5.7462 5.2905 4.4543 4.1269 6.7991 5.1654 6.3181 5.8319 5.9865 6.4931 5.0999 5.1506 6.9628 4.6312 5.6634 4.9026 5.9890 4.1696 6.0379 6.0661 6.3327 5.1800 6.5215 5.6131 5.0064 6.0137 6.5530 5.0615 6.1821 6.4638 5.2417 5.6384 5.8579 5.8551 5.0958 6.9349 5.8201 5.3307 4.6540 4.1442 6.5850 4.9216 5.9814 6.0981 6.0604 4.8377 5.5452 5.9053 4.4072 5.7536 4.7004 5.9940 6.5835 5.4998 4.9512 4.4250 5.3820 4.5947 5.8608 5.7203 5.8122 4.3660 5.9738 5.9322 5.8081 5.1633 6.2730 5.0822 6.3891 5.8493 5.9965 6.0497 6.1247 6.8636 5.2005 6.9243 5.7071 5.4337 5.1026 6.5255 5.8464 5.6937 5.6052 4.0370 5.9127 4.8111 5.6204 5.1475 5.1417 5.0307 6.0544 6.8283 4.5872 5.0689 5.6768 5.5747 4.3423 5.8021 5. 9078 ln 105 = 11.4308 4.2933 5.8972 5.1070 6.8040 4.4510 5.2195 4.3375 5.0283 6.1841 6.5218 4.9269 5.7274 4.0162 6.1312 6.7236 5.1240 5.0304 5.6595 5.2983 5.7430 5.9989 6.4596 5.6560 5.0521 6.7838 5.7791 4.2832 5.9120 4.3175 4.5951 4.7875 4.5413 5.7930 5.9318 4.9610 5.0499 5.0753 6.9890 6.9687 5.8828 4.7185 4.8665 5.4188 4.3944 4.1648 5.3982 5.6728 4.1137 6.1527 6.1377 6.3033 5.4773 4.1761 5.2047 4.6699 5.4681 5.1985 Outros valores importantes: ln 103 = 6.1964 2 3.0730 6.1485 6.8171 5.6836 5.9584 5.5645 5.3613 5.7652 5.8442 4.0845 6.1944 1 3.1225 6.7900 5.0450 6.1181 6.1717 6.6971 5.0799 6.6490 5.6419 5.7170 5.9454 5.7005 4.4723 5.1120 5.1591 6.1862 6.0259 6.6664 5.8675 4.5643 4.1591 5.1271 4.7137 5.6347 4.7398 5.5109 4.9108 5.0106 5.0814 5.9200 4.9972 5.1159 6.1744 4.7557 5.9839 6.4806 5.9506 5.1203 6.8435 5.7807 5.3753 5.6630 5.4161 5.1109 4.0014 6.6802 5.6913 4. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS ln x 50 3 4 3.

a . 9459 = 6.5129 = 105 3. ent˜o a 239π e6. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS Exemplo 2: Calcular Resolu¸~o: ca Vamos tirar o ln 2353 π 127 2363 π 127 2363 π 127 .5129 = e1. 9459 − 4. 0. 32 usando a t´bua de logaritmos naturais. 4765 + 3. a e = facilitar as contas).4090 500 × 1. Veja que o erro corresponde a 0. 239π.CAP´ ITULO 2. que corresponde a ln(499) = 6. 2 × 105 Exemplo 3: Calcular 0. usando a t´bua de logaritmos naturais. 1000 ln(239π) = ln(239π) = ln(239) + ln(π) = ∼ ln(239) + ln 22 = ln(239) + ln(22) − ln(7) = 7 ∼ 5. 239π = a 239π 1000 = 750 1000 = 0. 5 = 750 Ent˜o. 0910 − 1. Como o valor m´ximo da Tabela III ´ 499 (usaremos 500 para ı. 750.2126 500 × e0. a Resolu¸~o: ca a 0. Como e11.1668+11. ent˜o vamos tirar o ln(239π). 239π = 239π . 8442 = = ∼ 12.5129 = 105 . 2126. 0910 − 1. 6797 = ∼ e12. .6216 = e0.1668 e11. ln = ln(2353 π) − ln(127) = ln(2353 ) + ln(π) − ln(127) = ∼ 3 ln(235) + ln 22 − ln(127) = 3 ln(235) + ln(22) − ln(7) − ln(127) = 7 ln ln 2353 π 127 2353 π 127 2353 π 127 ∼ 3(5. 4596) + 3.6216 .4090+6. ent˜o a = 2353 π 127 2353 π 127 Sei que e12. 6216 = Da´ 239π ∼ e6.6797 .6797 = e1. 11%.

Ent˜o a equa¸˜o 2. onde e = 2. Vimos tamb´m que. d(ex ) = ex dx Portanto. e (2. As principais propriedades da fun¸˜o exponencial s˜o: ca a i) eln(x) = x ii) e0 = 1 iii) ex+y = ex ey iv) ex−y = v) e−x = ex ey 1 ex vi) (ex )n = enx √ n vii) m en = e m A fun¸˜o exponencial possui algumas peculiaridades interessantes.3. a sua derivada ´ ela ca e mesma.3) Como a constante C ´ muda. Note que e0 = 1 e que a fun¸˜o s´ vai a ca ca o zero quando x → −∞. . n˜o ´ s´ nos c´lculos num´ricos que aparecem a fun¸˜o ln x. posso dizer que C = − ln x0 .7) (2. 718 . sua integral ser´: a ex dx = ex + C.1 ln x no C´lculo Diferencial e Integral a Por´m.3 ca e ca a mostra o comportamento da fun¸˜o exponencial. a fun¸˜o exp(x) ´ a fun¸˜o inversa do logaritmo natural. onde C ´ uma constante. ent˜o y = ex . . e (2.5) (2.4) 2. O gr´fico da figura 2.3 fica a ca 1 x dx = ln x − ln x0 = ln x x0 Portanto a sua derivada ´: e 1 d(ln x) = dx x (2. ela aparece naturale a e o a e ca 1 mente quando integramos fun¸˜es do tipo x .4 A Fun¸˜o exp x ca A fun¸˜o exp(x) = ex . onde x0 ´ outra constante e e tal que ex0 = −C. ca e a ou seja. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 33 2. co 1 dx = ln x + C. se ln y = x. x onde C ´ uma constante.6) .CAP´ ITULO 2.

a s´rie de Maclaurin fica ca e . assim.CAP´ ITULO 2. isto ´. A s´rie de Maclaurin ´ obtida na aproxima¸˜o de x ≈ 0. H´ in´meras formas e a e co a u de representar uma fun¸˜o em s´ries.8 e fazemos x0 = 0. A s´rie de Taylor. a ∞ d (x − x0 )2 d2 (x − x0 )3 d3 f (x0 ) + f (x0 ) + f (x0 ) + · · · dx 2! dx2 3! dx3 f (x) = n=0 (x − x0 )n dn f (x0 ) n! dxn (2. A S´rie de Fourier consiste em representar uma fun¸˜o como somas de senos e e ca cossenos. tomaremos e e ca e a equa¸˜o 2. entretanto. consiste em a a e representar uma fun¸˜o como uma soma polinˆmial. n˜o ser´ vista neste curso. contudo. conhecida como s´rie e e e de Maclaurin. ca o ca f (x) = f (x0 ) + (x − x0 ) Ent˜o.5 S´rie de Taylor e Uma ferramenta muito importante ´ a expans˜o em s´ries de fun¸˜es. Dets a forma. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 34 Figura 2. sendo as mais conhecidas as S´ries de Fourier e as ca e e de Taylor. numa aproxima¸˜o de x ≈ x0 .8) O que vai nos interessar ´ um caso particular da s´rie de Taylor. a ca 2.3: Gr´fico da fun¸˜o f (x) = exp (x).

9950 n=0 1.1 Exemplo 3: Faremos a expans˜o em Maclaurin da fun¸˜o f (x) = ex .5403 0.6442 0.8776 0.7550 0. e x (rad) n=1 0.8776 0.1000 pela s´rie e n=1 0.10) Exemplo 2: Faremos a expans˜o em Maclaurin da fun¸˜o f (x) = sen x.5 0.9950 0.7 0.9950 pela s´rie e n=2 0.9950 cos x Valor exato n=3 0.8776 0.5403 0.7000 0. x3 x5 x7 sen x ∼ x − + − + ··· = = 3! 5! 7! ∞ n=0 (−1)n x2n+1 (2n + 1)! (2.7648 0.7650 0.4792 0. cos x 1− x2 x4 x6 + − + ··· = 2! 4! 6! ∞ n=0 (−1)n x2n (2n)! (2.0000 0.7648 0.0998 0.CAP´ ITULO 2. a ca .8415 0.8417 0.11) Vejamos na Tabela IV como estas duas s´ries se comportam. e Tabela IV — Valores de senos e cossenos calculadas pela s´ries.8333 0.5000 0.0998 1 0.4794 0.5000 0. a ca x2 x3 x4 + f (0) + + f (0) + + f IV (0) + · · · = 2! 3! 4! x2 x3 x4 cos(0) + x[cos(0)] + [cos(0)] + [cos(0)] + + [cos(0)]IV + · · · = 2! 3! 4! x2 x3 x4 1 − x sen (0) − cos(0) + sen (0) + + cos(0) + · · · 2! 3! 4! f (0) + xf (0) + f (x) cos(x) Assim.6442 0.0998 sen x Valor exato n=2 0.8750 0.4794 0. a ca x2 x3 x4 + f (0) + + f (0) + + f IV (0) + · · · = 2! 3! 4! x2 x3 x4 sen (0) + x[ sen (0)] + [ sen (0)] + [ sen (0)] + + [ sen (0)]IV + · · · = 2! 3! 4! x3 x4 x2 sen (0) − cos(0) + sen (0) + · · · 0 + x cos(0) − 2! 3! 4! f (0) + xf (0) + f (x) sen (x) Assim.5417 0. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 35 f (x) = f (0) + x d x2 d2 x3 d3 f (0) + f (0) + f (0) + · · · = dx 2! dx2 3! dx3 ∞ n=0 xn dn f (0) n! dxn (2.6428 0.9) Exemplo 1: Faremos a expans˜o em Maclaurin da fun¸˜o f (x) = cos x.

14) Esta equa¸˜o ´ importante pois relaciona uma fun¸˜o exponencial com trigonom´tricas.12.01 1.12.12. ent˜o u a ez = eα+βi = eα eiβ eiβ . e neste caso temos um n´mero imagin´rio. por´m este termo ´ a e e eiβ = cos β + i sen β (2.1052 0.5000 1.5 1.6458 1.1 Exponencial Complexa O exponencial de um n´mero complexo ´ muito importante para solu¸˜o de v´rios prou e ca a blemas em f´ ısica e engenharia.13) Na equa¸˜o 2.0101 1. a a Dado um n´mero complexo z = α + βi.13 algo novo aparece.0100 1.12) A Tabela V traz os resultados da aproxima¸˜o usando a s´rie 2. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 36 f (x) x2 x3 x4 + f (0) + + f (0) + + f IV (0) + · · · = 2! 3! 4! x2 x3 x4 e0 + xe0 + e0 + e0 + e0 + · · · 2! 3! 4! f (0) + xf (0) + Assim.5.1000 1. ca pois at´ agora vimos exemplos nos quais o e argumento do exponencial eram n´meros reais.5000 2.1052 1.0000 2.1 1.1050 1.0101 1.6250 1. ca e Tabela V — C´lculo de ex pela s´rie da equa¸ao 2. observaremos que (iβ)2 ! (iβ)3 (iβ)4 (iβ)5 (iβ)6 (iβ)7 + + + + + + ··· = 2 3! 4! 5! 6! 7! β2 β3 β4 β5 β6 β7 = 1 + iβ − −i + +i − − i + ··· = 2! 3! 4! 5! 6! 7! β2 β4 β6 β3 β5 β7 cos β + i sen β = 1 − + − + · · · +i (β − + − + · · ·) = 2! 4! 6! 3! 5! 7! eiβ = 1 + (iβ) + =cos β = sen β . a 2.6667 2. x2 x3 x4 e =1+x+ + + + ··· = 2 3! 4! x ∞ n=0 xn n! (2. (2.CAP´ ITULO 2. u u a N˜o vamos provar.0101 Observe como os valores se aproximam ` medida que tomamos n maiores. ca e ca e Se tomarmos a 2.6487 0.14 e substituirmos na 2.7183 0. a e c˜ x Aproxima¸˜o pela s´rie Valor exato de ex ca e n=1 n=2 n=3 1 2. por esta raz˜o que vamos estud´-lo.

´ e e f (x) = C1 cos x + C2 sen x Tomando C1 = C cos φ e C2 = −C sen φ. a ca em trˆs situa¸˜es distintas. onde a fun¸˜o em vermelho est´ atrasada de ca e ca a π rad comparada ` verde.17. que n˜o e ca a ser´ cobrada neste curso. ca a Derivadas e Integrais de exp(ix) Se tomarmos apenas a parte real de eix = cos x + i sen x teremos (eix ) = cos x . com C1 = 18 e C2 = 0. e co Uma outra forma de representar a parte trigonom´trica da equa¸˜o 2. mas devida ` sua simplicidade ´ util em mecˆnica e circuitos a a e´ a el´tricos.CAP´ ITULO 2.16.13 pode ser escrito como a eα+iβ = eα (cos β + i sen β) Suponhamos que temos uma soma reais.16) A equa¸˜o 2. teremos f (x) = C cos φ cos x − C sen φ sen x = C(cos φ cos x − sen φ sen x) cos(x+φ) f (x) = C cos(x + φ) (2.4 mostra o comportamento da fun¸˜o 2. a express˜o 2.17) onde.16. φ ´ chamada de defasagem da fun¸˜o f (x).15) onde A e B s˜o constantes a (A + iB)ez + (A − iB)ez = (A + iB)eα+iβ + (A − iB)eα−iβ = = eα [(A + iB) cos β + i(A + iB) sen β] + + eα [(A − iB) cos β − i(A − iB) sen β] = = eα [(A + iB) cos β + i(A + iB) sen β + + (A − iB) cos β − i(A − iB) sen β] = = eα [(A + iB + A − iB) cos β + i(A + iB − A + iB) sen β] = = eα [ 2A cos β −2B sen β] = C1 C2 (A + iB)e + (A − iB)e z z = e [C1 cos β + C2 sen β] α (2. A figura 2. e ca A fun¸˜o 2. Em outras palavras.16 acima ser´ muito usada no nosso curso de Equa¸˜es Diferencias Orca a co din´rias. ´ mostrada na figura 2. a fun¸˜o em vermelho est´ defasada em a ca a 3 π φ = − 3 rad em rela¸˜o ` verde. (A + iB)ez + (A − iB)ez .5. 37 (2. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS Assim.

. . . para trˆs situa¸˜es distintas: a) Para α < 0 a ca e co a fun¸ao oscila com diminui¸˜o exponencial de sua amplitude. = . Da mesma forma (eix ) = sen x Tomando a derivada de eix d(eix ) = ieix = − sen x + i cos x dx E as derivadas de ordem superior d2 (eix ) = −eix = − cos x − i sen x dx2 d3 (eix ) = −ieix = sen x − i cos x dx3 . b) Para α = 0 a fun¸˜o oscila c˜ ca ca mantendo a amplitude constante e c) Para α > 0 a fun¸˜o parte da amplitude um e cresce ca exponencialmente enquanto oscila em torno do eixo-x. . .4: Gr´fico da fun¸˜o f (x) = 18eα cos(βx).CAP´ ITULO 2. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 38 Figura 2.

e a f (x)f ∗ (x) = 1 Da´ ı. sendo que a fun¸˜o em vermelho est´ atrasada c˜ co ca a (defasada) em π rad (φ = − π rad) em rela¸˜o ` fun¸˜o em verde.CAP´ ITULO 2. f (x)f ∗ (x)dx = x + C = in cos x + in+1 sen x . LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 39 Figura 2.5: Representa¸ao de duas fun¸˜es cosseno. ent˜o f ∗ (x) = e−ix . ca a ca 3 3 dn (eix ) dxn e a integral de eix ´ e eix dx = −ieix + C Se f (x) = eix .

A partir das equa¸˜es 2.19 e 2.20) O gr´fico destas fun¸˜es s˜o mostradas na figura 2. mostre que: co Exerc´ ıcios Propostos √ (a) Dado o n´mero complexo z = −1 + 3i.23) Exerc´ ıcios Propostos 1. o cosseno hiperb´lico4 .21) (2. respectivamente. co c˜ a co o Dado x ∈ R.18) (2. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS Fun¸˜es Hiperb´licas co o 40 Outras fun¸˜es importantes. . a b) i senh (ix) = − sen (x) 4 Esta fun¸ao tamb´m ´ conhecida como caten´ria.19 e 2. provenientes das fun¸oes exponenciais.CAP´ ITULO 2. seno hiperb´lico e tangente hiperb´lica de x s˜o calo o o a culadas.6.20. s˜o as fun¸˜es hiperb´licas. por: ex + e−x 2 ex − e−x 2 ex − e−x ex + e−x cosh(x) = senh (x) = tanh(x) = (2. A expans˜o em s´rie de Maclaurin a co a a e das fun¸˜es 2.20 ficar˜o: co a x2 x4 + + ··· = 2 4! x3 x5 + + ··· = 3! 5! ∞ n=0 ∞ n=0 cosh(x) = 1 + senh (x) = x + x2n (2n)! x2n+1 (2n + 1)! (2. e ´ importante em problemas das ab´bodas em c˜ e e a e o catedrais. calcule: u a) cosh(x) + senh (x) = ex b) cosh2 (x) + senh 2 (x) = 1 c) (cosh x) = senh x d) ( senh x) = cosh x e) cosh xdx = senh x + C f) senh xdx = cosh x + C g) tanh(x) = senh (x) h) [cosh(αx)] = α senh (αx) cosh(x) (b) Mostre que: a) cosh(ix) = cos(x) Ent˜o.22) (2.19) (2.

6: Gr´fico das fun¸˜es hiperb´licas cosh(x).CAP´ ITULO 2. LOGAR´ ITIMOS NATURAIS E EXPONENCIAIS 41 Figura 2. a co o eix + e−ix 2 eix − e−ix sen (x) = −i senh (ix) = 2i cos(x) = cosh(ix) = . senh (x) e tanh(x).